Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19870

Full Text
A 4 1
- DMEBO
SBIft-JHA 2. fifi AGOSTO I 1886
PAA.I A tAi'il'iL U Mfll
Por tres mezea adiantados .
Por seis ditos dem......
i-"or um armo dea......
Jada numero a valso, do mesmo da.
O.VUK Vi O Wlfi MtiA POR'fB
60000
. . 12*000
. 24*000
. ioo

DIARIO DE
PARA DEJITRO B PtRA A PROVINCIA
Por mm sienes adianudos.............. 13)1600
Por nove ditos idem................. 20*000
Por om auno dem................. 27*009
Cada numero avulso, de das anteriores......... 100
NAMBUGO
fjrprielta&e to Manotl -figudra He Jnm k M\o*
Oa Srs. A medr Prince A C.\
de Pars, sao os nossos agentes*
exclusivos de anniint-ios e pu-
blic eScs da Franca e Ingla-
terra.
Os Srs. Wasburoe Hermanos,
de tfew-York., Bread Way n,
SOO, So os nossos agentes ex-
clusivo* de annu. con nos Es-
tados- Luidos.
TELEGRAMMAS
SBBVi;i DA AC-SSCIA SATAS
(Especial para o Diario)
MONTEVIDE'O, 26 de Agosto.
O Miado do general Santo* apr-
senla senalvel melnora.
O illaatre ferido encrevea urna car
ta ao presidente do li-ibnnal. na qual
pede que sejant postos em llberdade
todos mantos foram presos por or-
ea! to da tentativa de assasslnato,
de que fra \lcllma.
VIENNA, 26 de Agosto.
Os partidarios da contra -revola-
cao na Balearla, dc-rrlbaram do po-
der o coverno provisorio estabeieel-
do em Sofla.
O principe de Battenberg esta livre
e achate aa Austria.
Agencia Ha vas, filial
26 de Agosto de 1886.
em Pernambuco,
iNSTRDCClO POPHLAR
(Extrahido)
DA BIBLIOTHKCA DO POVO DAS B8C0LAI
CAPITULO II
{ConttnuafSo)
CALOR
Calor animal.=Uhama-se
aue tein origein no corpo
WBTE OFFICIAL
Governo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 25 X>E
AGOSTO DE 1886
Augusto Gouveia de Menezes.Passe
portara e a respectiva curta do naturali-
aacao.
Affonao de Albuquerque Mtranhao.In-
deferido.
O mestno.Iudeferido vista da infor-
mado prestada pela RiparticSo das Obras
Puplicaa.
Agostinho Gomes Correia de Luna.
da respectiva estacao e aem lic-nca, e logo
que tive aciencia do fa;to mandei oTi-
m'nal-as.
Taubera pelo delegado do termo de
Buique leve o conveniente destino o mque-
rito a que procedeu contra Manoel Caval-
canta de Albuquerque como incurso as
penas do art. 257 do Ood. Crira.
Anda polo subdelegado do 2. dis
tri ;to da Graca, foram remettidos ao Dr.
juz de direito lo 4. distrcto crmn-l os
inquerirea policiaca a que procedeu cootra
os individuos de nomes Severiano Joaquim
dos Santos, Severino Joaquim dos Santoa
e Heleodoro Ravmundo do Nascimento, os
Como requer.
Captulao Freir Mariz e Manoel Go-.doua primeiros pelo crime de defloramen-
mea Pereira. Informe o Sr. com mandante to na menor Mara Domingas da Silva, e
do corpo de polica. 'o ultimo pelo de ferimentos.
Companhia Pernambacana. Eacami- Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm.
nhe-se, devendo a supplicante pagar o res- Sr. Dr. Ignacio Jo.iquim de Souza Leao
pectivo porte no Correio.
Franciaco de Paula Souza Leao e Ma-
noel Xavier Carneiro de Albuquerque.
Informe o Sr. engenheiro chefe da Repar-
tilo das Obras Publicas.
Fielden Brothers. Reraettido ao Sr.
inspector do Tbesouro Provincial, para
mandar pagar nos termos de aua informa-
c3es de 13 do corrente, aob n. 83.
Joao Ff lix Goncalves.Como requer.
Julia Mara de Albuquerque.Informe
o Sr. inspector geral da Instrucclo Pu-
blica.
Jos Goncalves do3 Santos e aua mu-
mulher. Concedo 30 das.
Juveaal Goncalvea Lessa.A' vista da
iuformacSo nao tem lugar o que requer.
Padre Joaquim Juvencio do Amaral e
Silva, Remettido ao Sr. inspector do The-
souro Provincial para mandar entregar me-
diante fianca idnea, de a ;cordo com a sua
intormacao de 14 deate mez, aob n. 85.
Manoel Clementino Correia de Mello.
Nao tem lugar o que requer.
Vicente Malanguo Tiburoio Ferroira.
Concedo.
Secretara da Presidencia de Pernam-
buco, em 26 de Agosto de 1886.
O ajudonte do porteiro,
Antonio F. da Siloeira Crvalho.
aisim o cal ir
do homem o dos outros
maes. e que producido pelo exercicio daa
faacccs des'empenhadas pelo djfferentes orglos
principalmente pelas combus'oes que incessan-
temente se paaaain no seio do organismo. Todos
os animaes sem excopeo, producen calor. Nao
lupportam, como os mineraes,a influencia do calor
estenio sem reagir eootra a sua aeco. Por isso
sesmo que vivera, lutam ; e das acedes oppostas
do calor interno, nellos producido, e do exterior su
csmico, resulta a temperatura interna do corpo do
animal.
A temperatura interna do hornera varia segundo
ss difierentes regioes do corpo, e principalmente
segundo estas eo mais profundas ou mais periphe
ricas ; mas a media oscillaentre 36,5 e 37,5 cen-
tgrados.
0 animal tem em si mesmo, e as funecoes dos
eus orglos, a principal origem do calor que lhe
ecessar o par.i vi ver; comtudo o calor kssim pro-
ebuido p le ni ser suficiente, em certos casos,
sara reparar as perdns do organismo. A creanca
tam nacessidsde d>i calor exterior para conservar
a temperatura que lhe propra ; prova-se pe s
tMtkt.uscaa uuo umitas creaucas suecumbem na oc-
saaiao do nasciunento, victimas da negligencia dos
sais, qne nao tiveraui cuidado de preserval-as da
influencia do fri.
A aceito do trio s fortificante e tnica para os
individuos que se nutrem bem, que usam habitual-
mentede alirneutos ju balancines, que andam bem
enroupadoa e vestidos, e que sao dotados de um
grande tundo de vigor ; masnaapessoas mal ali
sentadas, mal vestidas, e iracas, -o fri, longe de
producir eff^itos salutares, perturba pelo contrario
as forjas orgnicas e altera o exercicio das fnne-
ges de nutncao, o que vem a producir por -im a
eterioracaj de todo o organismo.
O invern , em geral, urna est icao salubre
para quem tem boa alimentaclo, bom fato e hab
taco confortavel ; mas torna-se prejudicial as
eircumstancias oppostas, pelo que e especialmente
temido dos pobres. 0 fri intenso especialmente
temivel para os velbos, cujo calor vital enfraquece;
se se fisesse a estatistica dos infelices de todas as
ioades e de ambos os sexos que em cada inno sue-
cumbem pela influencia directa dos fri, o resul-
tado obtido sena pasmoso e surprrhendente.
E' indispensavel que perda de calorque
sonsideravel em presenca do ar fro (quer tecco,
juer hmido)corresponda urna alimentaco alta-
mente nutritiva e susceptivo! de produzir bastante
calor no organismo. Os habitantes aa (Jroenlan
iia e do Kamtchaika (paizos de to baixa tempe
ratura, que nos nao pederamos de modo algum
all resistir & morte cornos nossos hbitos e os nos-
oa meios ordinarios de aWmenc&o) muito racional-
siente se alimentara com o oleo de baleia, e com
sebo e gordura de urso, que sao para elles delicio-
sos e Dar nos extremaneute repugnantes.
Com effeito, os leos e as corduras (que slo
ompoitos de carbonio e de agu) teem urna gran-
ee affiuidade para com o oxygenio, no qual se
sueiinam ; por isso, introducidos no nosso corpo
como slimentos, combinam-se em combust& lenta
como o oxygemo que Ibes fornece o sangne arterial
e constiturm foote calorfica que conserva, sem
perda sensivel, a respiraco e ocal.r animal.
' esse tambem o motivo por que as gorduras,
tio fcilmente combnstiveis, sSo moito mais tacil-
mente digeridas no invern do que no verLo, as
regioes tras do que as quentes, s principalmente
indispensaveis as conas polares- Tal anda
rasao por que nos pases do aorta sao preferidas
as bebidas abundantes em alcool que, sendo emi-
nentemente combustivel, preserva os tecidos orga-
nices da cumbustao neoessaria para reagir contra
s froemquanto os habitantes dos paices de cli-
bi temperado, como o nosso, se oocjtentam com o
vinho, muito menos alcoolissdo. Os allemes do
norte, os hollandeses e oa ingleses bebem bastan-
te afraardente, e o uso deste lieo ainds mais
aa Boasia, na Soscia e as Noruega,
(Continua).
Repartlco da Polica
Scelo 2.* N. 832. Secretara da Po-
lica de Pernambuco, 26 de Agosto de 1886.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que foram bontem recolhidos Casa de
Detengan os aeguintes individuos :
A' ordem do subdelegado do Recife,
JoSO Jos do Espirito Oauio, omn
bndo.
A' ordem do de Santo Antonio, Caeta-
no Luis da Silva, por disturbios.
Com o fira de baptiaarem urna cranca,
foram ao povoado de S. Lourenco d-Mat
ta, na tarde de 22 do corrente, os ndivi-
duoa de nomea Manoel Feliciano Gomas de
Souza e Manoel Franciaco de Souza co-
nhecido por Manoel Franja, ambos casa-
dos e genros de Vicenoia Joaquina de
Paula.
A crianza, que filha de Manoel Fran-
ja, teve por padrinbo Feliciano.
Finia a ceremonia retiraram-se elles,
entao j compadrea, na melbor harmona,
para o lugar onde reaidem, um pouco dia-
tante do povoado, acompanhados da sogra
e de urna menor de nome Tbereza, irmS
de Manoel Feliciano.
Em caminho, porem, entraram os com-
padres em diacusaao sobre qual doa doua
trabalhava rnelhorem solipas, e nao ceden-
do nenhuma a primaaia ao outro, deu isso
causa a se irrtarem e paasarem depois a
via de facto, quando j se achavam naa
mattaa do engenho Quijanga, aabindo Ma-
noel Franca ferido gravemente, com oito
facadaa.
O delinquente, que havia conseguiuo
por-se em fuga, foi posteriormente preso e
contra elle procedeu-se nos termo do IO-
querito policial.
No da 16 do correte, a 9 horas da
manba e no lugar denominadoJa toba
muito digno vice-preaidente da provincia,
-O chefe de policia, Antonio Domingos
Pinto.
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DA 25 DE AGOSTO DE 1886
Antonio Pinheiro da Silva. Certifi-
que-se.
Dr; Alvaro Barbalbo Ucha Cava'cante
- Regiatre-se e facam se aa notas.
Jos da Silva Rioa. -Informe o Sr.
Dr. Administrador do Conaulado.
Antonio Berardo de Lima Mendos,
Gustavo Mermoad Filho, Cjmmandante
do Corpo de Polica, Miguel Jos Rodri-
gues Braga, Mdeiro| & C, Jos Alves
Camello, Quartel-m^stlfe de policia, Theo-
tonio J. da Cunha, Francisco Tavarea da
Silva Cavalcante, Antonio Hermino de
Souza, Francisco Florencio de Alencar e
Joa Ferrera da Silva.Pague-se.
Administrador da Casa de DetencSo,
Antonio Joaquim Casca, Manoel Xavier
Carneiro le Albuquerque e Henry Forater
dtCInforme o Sr. Contador.
Pereira Ferrera d C. Ao Sr. Thesou-
reiro para os devidos fina.
Marcolino Pereira Soares, Tlieaoureiro
das Obras Publicas, Rodrigo Crvalho 4 C,
Francisco Ribeiro Pinto Guimaraes, Jj-
vino de Crvalho Varejao e Flix Pereira
eS.tuza. Haja vista o Sr. Dr. Procura ior
Fiscal.
Alexanere Jos Mara de flollanda Ca-
valcante. Satisfaga a exigencia de-
do termo de Tacaratu', Antonio Pereira e
um outro individuo conhecido por Cyrlllo
de tal, eapancaram a H-mrique Joa Lia-
boa, homem maior de 50 annos de id*do e
empregado como escripturario na estrada
da de ferro de Paulo Alfonso.
Coinmettido o crime, trataram os delin-
quentes de se evadir, o que consegui-
rn), apezar dos esforcos empregadoB para
prendelsos.
Fz-se a vistoria no offendido, cujoa fe-
rimentoa foram considerados leves.
O delegado do termo, logo que teve co-
nhecimento do facto, dirigio-se a Jatob e
ahi p le saber que o espancamento foi
mandado praticar por um individuo de no-
me Raymundo Mooteiro Doca, despeitado
por baver sido demettido de um lugar que
ocupa na referida estrada para cujo acto
suppSd ter concorrido Lisboa.
Entretanto, segundo affirma o director
da linha-ferres, a demiaa&o de Doca foi
motivada pela conducta irregular que elle
tinha e negligenciava no cuinpriraento dos
de veres a que eatava aujeito.
A tal reapeito procedeu bo nos termos da
lei.
Pelo subdelegado do 1. dstricto de
Jaboatao, foi remettido ao juizo compe-
tente o inquerito a que procedeu contra
Joao Pereira de Araujo, Franciaco Gomea
Fcrreira e Jos Capil, os dous primeiros
ex-pracas da guarda cvica, presos em fl
gran te por haverein ferido gravemente a
Antonio d3 Albuquerque Souaa Mello e le-
vemente a um cabo do respectivo destaca-
mento, facto este occorrido na tarde de 19
do corrente.
Cumpre-rae accrescentar que as anas
pracas da guarda dvica estavam ausentes
a^a- 'cer fiscal a vol*
- 26
Francisco Gibson. (3ertifique-se.
Contas do Colleetor de Granito, do Aju-
dante do Procurador doa Fetoa, em OlinUa
e do vigario Pedro Pacifico de Barros Be-
zerra. Approvados.
Illuminata Jacome de Araujo, Manoel
Candido Femandea Prea, padre Thomaz
Coelho Estima, Ismenia da Gama Das e
padre Jos Paulino de Andrade. Regstre-
se e fscam-se as notas.
Eameralda Estephania Peasoa Braga.
Deferido, fijando isenta da contribuigSo da
decima referente casi n. 35 estrada de
JoSo de Barros, a contar do exercicio de
1884 -1885, visto achar-se as condiySes
da lei n. 1544.
Joa Landelino de Almeida Andrade.
Deferido, dandi-ae baixa na fianca.
Manoel Ferreira, Honry Forster & C.,
Joa Cordeiro dos Santos, Martins Vie-
gas & C, Joao Rodrigues de Moura e
Gustavo da Silva Antuo.es. Haja vista o
Sr. Dr. Procurador Fiscal.
Joaquim Manoel de Olveira e Silva.
Satisface a exigencia.
Francisco Ta vares Baltar. Deferido, fi-
cando rresponsavel o novo inquilino que
estabelecer-se no pavimento terreo do pre-
dio n. 19 ra da Imperatriz, cuja des-
ocupado se prova.
Elvira Olympia Velloso da Silveira, Pe-
reira Carneiro (4 C, Antonio Rodrigues de
Souza & C, Visconde de Itaqui do Norte
o Feliciano Gomes Pereira de Lyra. Rea-
titua-se.
Jos Cordeiro dos Santos. Martins Vie-
gas A C, Jlo Rodrigues de Moura, Ma
noel Ferreira, Rodrigo Crvalho & C. e
Gustavo da Silva Antunes. Deferido, po
dendo licitar.
Floriamundo Marquea Lins e Carlos
da Cunha Villela.Deferido, tomando-ae
por termo a nanga off-recida.
Antonio Ferreir- de Crvalho.-Defe-
rido, dando-so baixa no debito exigido
e referente annuidadea e concertoa no
app-relho collocado na casa n. 15 ra
do Viaconde de Itaparica, com relagao ao
exercicio de 1879 -1880, viato provar-se
o respectivo pagamento em tempo.
Joaquim Pereira da Silva e Augusto
Octaviano de Souzs. Deferido a viatadaa
inforraac5e.s.
Vicente Nogueira Ramos, B*rtholomeu
& C, Jos Ferreira da Silva. Niceas da
Silva Gusmao, Jos Mathias da Fonseca,
Manoel Joaquim Xavier Ribeiro, Sizenando
Hilario R imoa,Co opanhia Pernambucana,
Ricardo Fonaeca de Medeiroe, Crvalho
& C, Sebastiao Antonio do R cante, Heurique Augusto Mlot e Joao
Walfredo de Medeiros. -P.gue-se.
Fielden Brothers e padre Joaquim Ju-
vencio do Amaral e Silva. Junte-ae co-
pia das informacSes.
Vicente Malangunzo Tiburcio Ferreira.
Cumpra-se a portara de licenca.
Narciso Candido BaptisU.Deferido,
fioando rresponsavel o aupPlcante pelo
debito anterior do esubelecimento n. 36
ra de Pedro Affonso, visto provar nao
succeder no mesmo > atabelecimento.
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
RIO DE JANEIRO Cobte, 20 de Agosto
de 1886
Smmabio^ fallecimento do Visconde de Bom
Retiro. Juico da imprenta fluminense
sobre s ilUstr finado ^<^juceitos do
PaitOs npoipanneiros de estado do
Imperador.Pri vanea do finado com
Jf Sua Mageatade e motivos que a expli-
cam.Trsbalhos da Cmara dos De-
putados.Votacao sm i* e 3 discus-
so do orcaments do Ministerio da
Agricultura.As emendas regeitadas.
Juico do fr. Candido de Oliveira so-
bre o orcmento provincial de Pernam-
buco nao sanociouado.Disoosso do
orcmento da fazenda.OpiniSa do Sr.
Ferreira Vianua sobre a falta de eco-
nomas.
fallecimcnto do Visconde de Besa Retiro, ja
noticiado s 17 provincias do imperio servidas pelo
telegrapho, caosou profunda sensaco na aocieda-
de fluminense, embora o triste aconteeimento de-
vesse ser previsto, por ter sido a consequencia de
antigos e dolorosos soflrmentos, que se aggrava-
ram ltimamente e nao podaos ter ontro termo.
Toda a imprensa d'esta capital, sem excepcio
de cor poltica, foi unnime em render ao Ilustre
finado as homc.agens devidas ao preclaro ser-
vidor da patria, so estadista provecto, um dos me-
lhores e mais activos admin .tradores do actual
reinado, e que teve a rara fortuna de nunca ver
suspeitada se qner a sua honra, > como se expi i -
mi o Jornal do Commereio. De facto o Visconde
de Bom Retiro era geralmente respeitado e esti-
mado ; nao tinba inimigos nem era inimigo de nin-
guem, quer como particular, quer como poltico;
a todos recebia e acolhia om affabilidade Re-
trahido de-de muitos annos aos trabalhos de gabi-
nete e estudo dos negocios da alta administrado
a que era obrigado como oonselheiro de estado,
nao tendo aspiraooes polticas, nem querendo ser
governo, a muguen faca competencia, nem exci
tava ciumes. Entretanto era fiel 4 religiao do sen
partido, mas qner eome senador quer como conse-
Iheiro do estado, eempre aotepos ao interesse par-
tidario o interesas publico.
Os pareceres ao eminente conselheiro quando
publicados e collescionados todos, disse O Pa,
ho de ser o mais opulento repositorio de doutr-
nas e arestos administrativus, to recommendaveis
pela forma, quanl* pela substancia, to instructi-
os quanto ntegros.
Mais adiante accrescentsu o mesmo jornal:
i ... possuia o illastre finado, entre outras quali-
dades reapettavis, a probidado espiritual -virtude
que fcilmente per Jera os nossos homens polticos
pela influencia da chicana que geralmente p-rverte
o espirito dos hachareis sm direito, e pela influen-
cia da paixSo partidaria, que ordinariamente obli-
tera a consciencia dos que chegam s culminan-
cas dos cargos poiiticoa.
A essa ndole especial deven o Visconde de
Bom Retiro* posiolo excepcional qne oceupsu na
eminencia das d versas posicoes s quaes chegou,
Jbtafcna de asaignalar oa sen mritos
tendo tido a ion
JrTMMfa**"' x~ ~iUt" "> ** ""' 'agora d*a Cmara aos lirput-d-.
nperma^as e !c aixeaaa, frequentemente ^ai- Na sesaio da 11 fot votado em 2'discusso
gidas de todos quantOs pretenden), no nosso pai
trunientos mais aperfeicoados e de maior precitao
as ebservacoes, foi na de S. Petersburgo
Era homem muito 'bao, acccssivel e despre
tcncioso, e, sobretudo, tao utrabente na sua con-
versacSo qne sempre au_ aprenda alguma cousa
onviodo-o, principalment, os moc>s o escudantes
para com os qua era muito benevolente.
Era este o coskpsnhoire e auxiliar do imperador
nos estudos de astronoma e mithematicas appl-
cadas e sciencas pbysicas. Elle recebia regular-
mente revistas scentifleas em diversas linguas,
que la e extractava o que havia de iuteressante
para levar ao imperador, e discutir com elle.'
O terceiro, Couto Perras anda, de conheemer-
tos variados em poltica e adrainistraco e muito
conhecedor da nossa legislscao, era o companheiro
de estudo da 8. Magestade nessas materias e na
de historia patria. Da todos os outros foi elle o
qne mais viveu na intimidarle do imperador, int
utidade que de dia a dia, nestes ltimos dez annos,
mais se estreitou, por urna razSo muito simples.
Havendo fallecido Candido Baptista em 1865, e
Sapucahy em 1815, ficoo o visconde de Bom-Reti-
ro sendo o nico que priva va com o imperador e
compartilhava dos seus labores de gabinete. Com-
prehende-se, portanto, como, na idade de ambos e
apos urna longa convivencia de tal genero, devo-
ran esses -dous homens, achar-se ligadospor-
que os monarebas nao tm um corceo e urna al-
ma differentes das dos outros seres humanospor
ideas, sentimentos e affecos recprocos. Um era
urna necessidade do outro.
Com a morte do Visconde do Bom Retiro, o Im-
perador ha de sentir necesariamente ,um vacuo
no sea v ver particular. Quand? detodoopri-
vassom junto o chefe do Estado, o Ilustre finada
nao foi um corteiSo, no rigor da expresso. Era
muito discreto e rservado no que tocava s suas
rulaeea com o Imperador, mal sabe-sa qne disia-
Ihe com franqueza todas as verdades que senta,
sempre que se offerecia epportuuidade.
D'aquella geraco brilhante que illustrou o no-
so parlamento as legislaturas de 1849 a 1862,
poucos vivera anda ; mas d'aquelles que fizeram
parte do celobre ministerio orgaoisado em 1853
pelo Mrquez de Paran, de que fizeram parte
Naouco, Pedreira, Abahet, Paranhos e Wander-
ley, estehoje Bario de Cotegipe o unici que
resta e pode anda euipuuhar o leme da nao do
Estado !
Naveapern dotallecimento da Visconde o Im-
perador foi casa d'elle viaital o e achou o quasi
moribundo, fallando com difliculdade.
Ficou o enfermo muito commovido coma pre-
senta do seu imperial amigo, que l se demorn
por largas horas, faseudc sobre si um grande es-
forco para occoltar a eraicao de que se a thava
dominado. A Gazeta de Noticia e Diario de No-
ticia dao particularidades occorridas nessa noite.
Dis aquella que o imperador as retirar-se, dan-
do larga s lagrimas, dissers ;
E' a consciencia mais pura quo tenho conhe-
cido. *
No enterro, o Imperador fes-se representar pelo
seu camarista o Sr. Visconde do Carapebus, e a
Imperatrls pelo marocha! do exercitoo Sr. Viscon-
de da Gavea, gentil homem da casa imperial.
Paasemos a outro aasumpto, que pouco teja.-
po ji ra reata. .
Na qne fechei hontem e remetti pelo Atptrito
Santo, mas que receio nao chegue ahi antes d'es
ta, s tractei dos trabaItus do Senado.
Pallemos
os favores da poltica e o apoio dos partidos. >
Referindo-se i poaieio que o illustre finado
se creou voluntaria e deliberadamente, entregau-
do-se to o aos traba hos do conselho de estado,
em que consumi os ltimos annos de sua laboriosa
existencia e tornando-se incompativel com os par-
tidos extremos de modo a tornar patente como que
urna renuncia s funecoes mnisteriaes observou
anda o citado Pait, que de todo insospeito, pelas
ideas politices do seu redactor ebete, autor do ar-
tigo :
s Re essa poaieio I be foi imposta pelo honroso
escrpulo que devia despertar lhe a prvanos e in-
t'm idade de que goaa va junto do augusto chefe do
Estado, ou se essa privanca e intimidado lhe fo-
ram concedidas pela posico em que se oollocou
junto dos partidos polticos, questo esta que nao
trataremos de aprofundar.
Em todo e caso, e que era notorio e patente
que o chefe do Estado Ihs dispensava grande es-
tima e o conserva va junto de ai na mais affectuosa
intimidade, seno como um amigo, pelo menos
como um conselheiro Icil e desinteressado.
i Desasa relacea procedeu a f den comn sendo o valido de Sua Magestade :
qualificacao com s qual nao estamos de accordo,
porque tal carcter nao tiveram o sentlmento que
o ligou peasoa do soberano nem a posico que
junto d'elle oceupon.
O visconde de Bom Retiro foi cffectivamente
um grande amigo do soberano, mas no desassom-
bro do si u espirito nunca se considerou nem es-
telo nem fakir da religiao monarchica.
< Sua adhesj era toda pessoal e deseotranbava
de nm sentimento que podia ser as m- amo tempo
on gratido ou smisade espontanea por quem tan
tas provaa lhe der.i de confianca e de estima.
Quem "iver de escrever a historia deste reina-
do ter de attestar, para ser justo, que nelle nao
houve validos e que jamis a intimidade do impe-
rador foi empregada como recurso para fius pol-
ticos, ou para influir extra-cunstituconalmente na
diiecco do governo do Estado .
Defacto, OPaa, pea peona do Sr. Quintino
Bjcayuva, dis a pura verdade, que est na con-
sciencia publica. O actual monarcha brasileiro nao
tem, nem nunca teve validos. Dos pouct s homens
polticos que elle adinittio a sua privanca, jmaia
se suspeitou que iufluissem no g iverno de Estado.
Eram seus companbeiros de estudo e trabalhos lit
terarios e scientificos, em que nao entrava a po-
ltica.
E' sabido qpe durante os primeiros annos ao
que se segniram a declaraco de maioridade, o
imperador manteve-se em um certo isolament no
tocante aos seus trabalbos e estudos particulares.
O nico de sena antigos professores que ello con-
servou sempre junto a si, foi fre Pedro, hispo de
i h.isopoha, qne tinba residencia no palacio de S.
Christovo. Mais Urde, porm, e com intervallos,
foi o imperador chamando a sua intimidade tres
dos nossos homens polticos, dous j senadores e
um anda deputado : o marques de Sapucaby
Candido de Araujo Visnna, que tinha sido um dos
si ns professores de humanidades, Candido Bap-
tista de Olveira e, finalmente, Luis Pedreira uo
Cont Perra, depois baiao e visconde de Bom-
Retiro. '
O pnmeiro, muito versado as linguas mortas e
de fim gosto luterano, de qne alias nao fasia
ostt-utacao, era o companheiro, cu cousujtor, se
quiserecn, do imperador nos estudos classicos de
que S. Magestade, em sua mocdade, era muito
apanonado.
O segundo, Candidr Baptista, que foi lente de
mechanica e collega do fre Pedro, na primitiva
academia militar que foi passando por diversas
transtormacoea at ebegar a escola Polytechnica
qne huie, era um mathematco profundo, h imrm
de vasto caber e muito entendido em finanzas.
Tendo paseado urna boa parte de sus vida na
Europa em commiseoes diplomticas em varias
corte', onde nao tinba o que facer, empregava to-
do o sea tempo em estudur e observar.
Raro foi o oa, contava elle, em que deixei de
abrir os meus livros de matbematicas, aos quaes
dedicsva regularmente duas horas . Curioso e
vido de saber, dotado de fino espirito de obser -
biblothecaa, fa-
vacao, viaitava todos os museos,
bricas, esteleiros, observatorios ete. Deates disa-
me elle qne o raais importante e onde actaoa ins- reUtiva ab porto e ponte Boariue de Maceoo, re
to do ministerio da agricultura,
emendas ofterecidas no correr do deba*
te, e remettidas, como j refer, commisso de
orcmento, propoi esta a approva^ao sem restric-
cao de 5, a adopeo de 9, com alteraces, e a re-
jeico de 31.
Entre as primeiras ha duas que interessam a
essa provincia, a sabir : urna autorisando o go-
verno a innovar o eontracto em aCoaipaohia
Pernambucana, por maia cinco annos, com asmes-
mas vantagens que actualmente gosa e com a obri-
gaco de facer tres viageos por mes aos portos do
R o Pormoso, Taraandar e Una , c outra assig-
nada por 46 deputados, mandando que < da verba
destinada a obras seja applicada a quantia de ...
50:0004 para a construeco dos edificios em qu
tem de ser montados os machinismos do engenho
central da Colonia Orpganologic* Isabel.^
Tambem entre eesss emendas achava-sa urna
autorisando o governo a construir o caes do por-
to de Santos, segundo planos existentes, podendo
para esse fim facer operaces de crdito at im-
portancia de 5,000 conloa e tanto, com a qual
nao concordaram dous membros da commss >, os
Srs. Pereira da Silva e Lourenco de Albuquerque,
que assignaram o parecer vencidos, por entende -
rem que nao se deve emprehender obra nova por
conta do Estado, e que aqaella deve ser cedida a
urna companhia particular.
Com as modincacoes das nove emendas e com
novas alteraces propostas em alg unas outras ver-
bas de despaca, disse a commisso que consegua-
se anda urna redueco de 170.000*000.
Entre as emendas rejeitadas figuram : urna, 88-
signada pelos Srs. Portella, Alcoforado e Rosa e
Silva, mandando que em ves do 250:'i00, co-
mo propunha a commisso, para conservacao do
porto e ponte Buarque de Macedo se dissesse....
389:460*, como se pedia na proposta do governo
e duaa do Sr. Alcoforado somente, a primeira au-
torisando o governo a conceder garantas de j u
ros de 6 0/0 soore o capital necessario para a es-
trada ue ferro que, partindo da estaco do Ribei-
ro, na via terrea de S. Francisco, em Pernambu-
co, vai ter villa do Bonito ; a segunda uuto-
risande tamb.m o goveino a despender at
a quantia de 50:000*000 com a canaiisaco d'agua
potavel do acude do Bello Prado para Canhuti-
nho, inclusive a acquisicao do mesmo acude . A
esta emenda manda depois o seguinte additvo :
aceresecnte-se : devendo a agua ser canalisada
do acude do Bello Praao, ou outro msnancial que
mais convenha.
A surte destas emendas era prevista desde que
ellas foram lidae, einbora o seu autor as houvease
justificado com as races que mais valiosas lhe pa-
recern.a algumas de apurado sentimentalismo
em um discurso alias muito racoavel e seusato
a outros respeitos, tees como acerca do meihora-
mento do porto da provincia, da conveniencia do
resgate da estrada de fern de S. Francisco, dos
engonhos centraos, etc. Chamando a attenco do
governo sobre essas questes, que muito interes-
sam sua provincia, o Sr. Alcoforado fec consi-
deraces muito criterioaas.
Paasando a justificar atemenda de Canhotinho,
ponderou elle; sendo :
. Este additvo pura e snnplesment* urna
obra de carid^de ; s qnem conhece os horrores da
secca do norte pJe avaliar o que sao os sertoes
de Pernambuco no tempo de secca. Um sol abra-
sador, devastando aquelles campos, d-lbes um
aspecto de terreno incendiado. O vento levanta
nuvons de p que suffoea e asphyxia ; e, alm d.a-
so, nao ba o que comer, nem agua para beber I
Tive occasio de encontrar n'aquellas estradas
bandos de mulheres e criaucas, chorando em pro-
cura d'agua. Eu nunca vi na minha vida um qua
dro mais desolador Era qual um deserto afri-
cano com todos os seus horrores 1
Apesar disto, porm, commisso nao sa eom-
moveu, e a Cmara acompanhou-a, recitando to-
das as emendas que ella rejeitou, e s approvando
as que ella adoptou integralmente ou modificadas.
Voltando o orcameoto com as emendas com-
misso para que o redigisse do accordo com o ven-
cido, s no dia 17 entrn elle de novo em d. dis-
cusso, na qual foram anda apresentadss nova
emendas, quer pela propna co nmisao, quer pelos
deputados. Urna destas, assignada pelos diputa-
dos de Pernsmbutio, propunha s restauraco da
jeitada na 2.a discusso como cima fies dito.
Mas como tal emenda tinhs de ir coomisso,
esta aotecipou-se em propr a restauraco do pe-
dido da prpposta, isto , 889:460*.
Hontem*fot encerrada a discusso e teve lugar
a votacao. Entre as presentadas e ss approva-
dss nenhuma outea interesas a essa provincia.
Por causa de uns tres das de falta d seesio,
pouco e de pouca importancia tem sido, alm da
votaco cima, o que se ha feito- na Cmara, sal-
vos os negocios de provincias nos 3/4 de hora do
prneipio da sesiao, em duas daa quaes tem-se oc-
enpado o Sr Coelho Rsdngues em responder
nm discurso do Sr. Para nagua, no penado, ss tem
feito de modo om pouco desapiedado.
Diacutindo-se um crdito do Ministerio da Ma-
rinha, o Si. Candido de Olveira, fes urna viagesj
por trra e mar, como diste-o 8r Mac-Dowell, qc-
cupando-se com negocios das provincias come-
car pelo Para e acabando ertfroyat. Referiuda-
se a recusa- de sancoo ao dsjoamento provincial
de Pernambuco, disse que, tendo lido as rasos
que d.'u o presidente, publicados no Pait, achou
que elle procedeu perfetamente. E porque era
aparte disseasera que o nrgo liberal na provincia
tinha censurado o presidente por aquelle acto, elle
respondeu (o Sr. Candido de Oliveira) que discor-
dava doorgodo seu partido ; que o orcmento era
monstruoso, e s revela a decadencia da alta ad-
ministraco do paic, pois, no estado das Aascas
da provincia, perda dividas e cria lagares para
psssoaa designadas ; por isso pedia aos nobres de-
putados pernambucanoe que iufluissem perante a
maioria da Assembla Provincial, que conserva-
dora, para que pelos doua tercos nao approvem
aquella monstruosidade, e a rejeitem no sentido
das razea da recusa da saueco.
Hontem coraecou a discusso do orcmento do
Ministerio d Pagada, oruudo por parte da oppo.'
sico o Sr. Celso Jnior, e pelo lado do governc i
Sr. Ferreira Vianna, o qual n >tou que toit *
querem economas, mas estas nao se fazem; um
deteito chronico, que nao deve ser attribuido a m
vontade dos que governam, mas antes a organi-
saco do paiz ; basta assistir, observou elle, vo-
tacao de um grande orcmento, o da agricultura,
por exemplo, cada emenda representa uminteres-
se provincial e em vez de votar-se um orcmento
do estado vita-se um orcmento de servicos pro-
vinciaes. O deputado traz compromisso com os
seus eleitores, o governo est na dependencia do
depatado. O nobre deputado o Sr. Candido de
Oliveira, approvaria em publico o acto do governo
que reducto a bitola da estrada de ferro D Pedro
II. Elle e seus collegas applaudiriam o acto que,
em vez de reducir, suspendesse como devia as
obras do prolonga ment T
N<-, porque os nobres deputados tem de dar
conta aos seus eleitores.
* Eis porgue o deputado sem querer e o gover-
no sem dever concorrem para annullar o program-
ma de economias.
Notase que os nobres deputados quando se
trata das outras provincias pedem economias que
nao querem para as suas.
i Por isao ja teve occasio de diser que mam
fcil O Brasil daclaear gu.- * l~****** "On-
-oci-a do que equilibrar o seo orcmento, mesmo
porque aquelles que mais enthusiasmados se mos-
trara por economas sao os que mais contraran! o
governo. ^^
Os que ceniuram o governo esquece que tem
elle feito redueco as deepssae, apesar de ter ne-
cessidade de pedir crditos para satisfacer serv*
eos anteriores. Se qnizerem sor justos diraj que
os exeessos vm das verbas de successo, mas qiiw
as d sp-sas >lo orcmento proporcionbante fo-
ram reducidas.
G Sr. Ahdrade Figueira, por doente e nao por
que sinta que a maioria est descontente deile,
como disse uai jornal, deixou de dirigir os traba-
lhos da Cmara, retirando-so para o interior, e
tal vez tenha de facer urna viagem ao Rio da Pra-
ta. Os m dicos aiada nao esto bem certos, pelo
que me dizem, se realmente de beriberi que elle
foi accommettido, ou se o mal provm da espinha
dorsal.
Os conservadores ainda nao organiaaram a sua
chapa senatorial. E' mesmo celo para isto. Mas
parees que os nomes que a dsvem compr esto
por si indicados : os Srs. Pereira da Silva, An-
drade Figueira e Ferreira Vianna.
PERHAHBUCO
(
Assembla Provincial
65* SESSi'J EM 6 DE JULHO DE 1886^
rassiDMOiA no xa. sa. db. jos hasobi. db sbios
WANDERL8Y
SoniABio Abre-se a sesso Leiturn e appro-
vaco da acta antecedenteLeitura e
apoiamento de um requerimento do Sr.
Juvencio Mariz pedindojinformaces rela-
tivas a el eico municipal de Carnara
Diacursos pela ordem dos Srs. Rogaberto
e Costa Gomes 1 parte da ordem da
da: Discusso das emendas apresen-
tadas em 3.' ao projecto n. 43 de ns. 265,
357 e 371 e da de u. 434 que.haviam fica-
do addiadasDiscursos dos Srs. Prxedes
Pitan a, Baro de I'apissuma, Gomes
Prente e Ferreira Jacobinancerra-
mento da dijcusso VotacaoRejeicio
do requerimento de Sr. Soares de Amo-
rm para serem sopandas do projecto
todas as emendas sobre assumpta extra-
nho despesa e receiU.Declaracao de
voto do Sr. Sopbronio Portella- Final'da
sesso.
Ao meio, dia, feita a chamada e ver:ficando-s
estarem presentes es Srs. Ratis e Silva, Antonio
Victor Barros Brrelo Jnior, Soares de Amorim,
Rogoberto, Domingaes da Silva, Barros Wander-
ley, Luiz de Andrada, Herculano ^Bandeira, Joo
Alvos, Visconde de Tabstinga, Cosa Ribeiru,
Augusto Fianklin, Baro de Itapissnma, Go oes
Prente, Costa Gomes, Julio de Barros, Rodrigues
Porto, Coelho de Moraes, Sophronio Portella, Re-
gueira Costa, Rogo Barros e Juveucio Maris, o Sr.
pres'dente declara aborta a sesso.
Comparecern] depois os Srs. Joo de S, Pr-
xedes Pitanga, Joo de Oliveira, Jns Mara, Baro-
de aiar, Orummond, Aodr Das, Ferreira Ja-
cobina e Lourenco de S.
Faltara os Srs. Rosa Rosa e Silva, Goncalves
Ferreira, Amaral, Constantino de Albuquerque,
Solom de Mello e Ferreira Velloso.
F' lida e sem debate approvada a acta da sea-
sao antecedente.
E' lido, approvado e fica sobre 8 mesa para ser
opportunamente discutido um requereraento do Sr.<
Juvencio Mariz, pe lindo intormaces sobre a elei-
cao mueicipal de Caruai.
O r. WUtmo tserto(pela ordem) Sr. pre->
Bidente, as condicoes m qut me acho collocado na
comarca de Bjm-Jardim, onde resido, obrigam-ma
a vir a tribuna no intuito du rr em relevo o
arbitrio e as violencias ommettidas pelas auto-
ridades policiaes daquella comarca contra o livre
exercicio do i.ireito do voto es aeguranca iudivi-
vidual; e sju tanto mais forcado assumir esta
posico, quanto sendo eu o slvo das settas enve.-
nonadas dessa polica desbragada, podero ama-
nha, come costemam, taser-me responsavel pe
resltalo dos seus desmandos e tropelas I
Assim, Sr. presidente, nao necesciteva quo e-
nobre deputado pelo 2 distnsto desta capital, 0
meu illustre amigo Sr. Jos Mana, se dase i
trabalho de provocar me para que eu vtesse a ta -
buna explicar as oceurrencias que, all, se deran
na eleieo muni ipai que teve lugar na da 1 **
mes d; Julho corrente.
I
MUTILADO


de PernambucoSexta-feira 27 de Agosto de 1886
O Sr. Herculano BandeiraQuando se trata do
S districto, V. Exc. nio falla mim.
O Sr. Jos ManaEst V. Exo. eognnado-
Um 8r. DepatadoEu attribuo todo isto ao odio
de qu m domina aquella districto.
Oatro Sr. DeputadoQuem i
O Sr. Rogoberto O nobres deputados sabem ;
cu nao quero deacer a ama discuasio pessoal.
VozesFaz muito bem.
0 Sr. Joa Mari.V. Exc. deve dizer, desde
que precdeos par eaU forma par coin V. Exo. ;
am, tenha a eoregeos de dizer, decline os nomos.
t|0 Sr. Herealano BandeiraNao falta de o-
nai
T0 Sr. Joa*.!*ria (para o Sr..Rogobarte)--V.
Exc. nao deve. -eer generoso para a aeua inimigoa.
O S'. Rogoberto -Eu quero ser geueroao paca
os que me tmtam mal; cada um jsom os seus sen-
timentos (Apoiados).
Tudo qeento soffro e tetrao ssOrMo, dero a de-
dicaco que tive por aquelle que hoje me per-
segu.
Quem deu ganho de causa ao partido consrva-
lo: naquella comarca em pechas difficeis fui eu ;
sim, eu que com o mea concurso e com o_auxilio
de meus amigos, com os elementos que al ti dispo
uUo, garant a victoria ao met partido^ otmf
tanto, hoje, esquecidos desses meus servicos, que
ento eram reputados relevantes, tentam arran-
car-mc o prestigio e inatilisar-me !
Nao conseguirn, porm
Um Sr. Deputado ~ O
que para vencerem hoje
intervenefln da polica !
O Sr. RogobertoSun, houve intervenefio da
polica...
O Sr. Jos Maria-Isto edificante !
O Sr. Rogoberto... d 1.* supplente de de
legado, do subdelegado da cidade e da forca do
destacamento.
O Sr. Herculano Bandeira Duaa pracas ape-
nas.
O Sr. Rogoberto Tenha paciencia o coHega.
S. Exc. diz o que fia poco Ihe digserara na ante-
sala ; mas diga tuda a veedade, aceitando assim o
appollo que faco ao eu carcter.
Sr. Herculano Bandeira d um aparte que
nao foi uuvido.
O Sr. R igobertoPreciso notar a V. Exe. que
nao sou farcista ; tudo quanto venho de dizer
a verdade, de que tenho documentos entre
mos.
(Trocam-s? muitos apartes.)
O Sr. PresidenteEu peco aos Crs. deputados
que nao interrompam to prolongadamente o ora-
d r ; assim imposaivel continuar.
O Sr. Herculano Bandeira d um aparte.
O Sr. Rogoberto. So V. Exc. afirmando que
bem resistir, aicar cum essa polica, que to vio-1 intervierem apenas duas pravas, apoia-se no tea-
lenta e desbragada que quiz tazer do proprio juiz j temuuh > da pessoa com quem ha pouco estivemos
dedireit'i interino, o Dr. Pereira do Reg, urna del na ante-aala, e com quem tallamo a respeito das
suas vLtimas (apartes), ocurrencias de que trato, ento permita lem-
Eu ertova nease proposito, antes meamo de ter
aquelle mea nobre amigo tomado-a palavre para
oceupar-ae deseuelhanto aasumpto, e muito menos
era preciso-oue 8. Exc. tentasse estimular meus
bro para que cu fisesse apparecer a verdade doa
econtecimentoo havidos naquelle dia.
O Sr. Jos MaraEu nao pretend estimular
oa bros do nobre deputado; quia apenaa ouvir a
palavra aatorisada.
O Sr. RogobertoEu, Sr. presidente, que fui a
victima escolha.jpitta o sacrificio, quando ae
procurou or(uissr tal polic, eoam senieetn-
baio por missiMMiicac iaglaiao papelee perder-
me, e aniquilajftper meio de--persegutoes,-* ele-,
ment politicn? reemesento, pondo-ae sua
frente, como ojapaa de todas as ooragens, o 1.
supplente do delegado, por ser o mais audacioso
dos meus inimigga coahecidos, aqnaile qtta dia e
coite promette tomar de inim aa mais eraeaa vin-
Sncas, estimutaiapaio odia que me voto e pelo
i aspirado e sonkttdo basti do chefe, com qne
p aeenam em renumeracao to gigantesca em
Sireitada; en, repito, nao podia conservar-me si-
Bucioso...
O Sr. Jos MariaE' hom que V. Exc. diga
isto..
O Sr. RogobertoOs factos o tem demonstra-
do.
O Sr. Jos MariaExbuberantemente.
O Sr. RogobertoN > poda, repito, conservar
me silencio, deixando do expjr peranto a tribuna
desta assembla aa scena aelvagena .4 que tive o
dissabor de assistir, cornmettidas por aqnetles que
se aisem conservadores.
E' c qne paseo referir a asaembl, procuran-
do ser o mais fiel possivel na discripeo, e nfo me
deixanda arrebatar nem pela indignacao e neo.
pelo nojo que ellas me causaram.
O Sr. Joe MariaSem duvida.
O Sr. Juvencio MarizQuem esae 1 sup-
plente; como se chama elle ?
O Sr. RogobertoEsse Io supplente, cujo nome
desculpe-me o nobre deputa pela repuguancia, que sinto em proferil-o, aa in-
dividni sobre ser ignoraute e quasi aoalpbabeto,
pretencioso, e a quem, faltando prestigio peasoa,
apraz valer-se da feefa que o oargo policial possa
empreatar-lhepara erercer centra mim vingancae,
assim cevandoj o sea odio, j oda outrem d^
quem, -alli, tem-se tornado verdadeir. insfrumen-
mo.
Um Sr. DiputadoMas elle ainda nao tomou-
as.
O Sr.' RogobertoPorque temos encontrado
apoio as aatondades judiciariar, e eis o motivo
tambem porque eu e os meus amigos nio andamos
ainda forajidos!
E' porque temos encontrado magistrados que sa-
}ue fora de duvida
i V. Exc. prcciaam da
deviam consti-
Comprehende V. Exc, Sr. presidente, que se iaso
aconteee com a primeira autoridade judiciaria, que
ajuisar-se da aorte do cidadao, que nao encontra
outro apoio sena/, no acu proprio recurso e sente-
Se assim ameccaJo "por individnos, que Infelizmen-
te se dicem conservadores!
O r. Jus MariaAh! elles sao conservado-
res?
O Sr. RigobrrtoSao conservadores degenera-
dos, '-u antea especuladores politices, e digo isto,
Sr. presidente, ptir^ue a inisso do partido conser-
vador no perseguir aoa eeus t menos ainda aos
adversarios em norn de um grupo do seu partido
ou do potentado quo l se mauda impor.
Proc;urarei, senhores, fazer a exposico do oc-
corrido, nio pretendendo alongar-me demasiada-
mente nessa expoai?3o, e nao me deixando mesmo
arrastar por qualquer prevencao ou odio particu-
lar.
Sr. presidente, deixando de comparecer o Io e 2o
juizes de paz, depois de haver-se esperado at s
2 horas da tarde, como de lei, ao 3oque se achava
presente competa assumir a presidencia da mesa
eleitoral e conatituil-a, chamando dous d'eutre os
eleitores presen >s para aubstituirem ao Io e 2" jui-
zes de paz qu baviam faltado, e convidando o Io
e 2- eupplent' s de paz, que ae achavam presentes.
F a iato precisamente oque se deu, ficando assim
organisada legalmente a mea por terein todos
isto , presidente e msanos, oceupado oa reapec
tiv a aaentoa.
Quando a mesa principiava nos traba'hos, tra-
tando o presidente d. oiUu .. aideut-: da ca-
brar-lhe, que quando ea pessoa dissa o que V.
Exc. ha pouco repetio, contstela immediatamen-
te e com tanta vantagem, que ella beeitou em
sustentar o qne dissera, e, em face do apoelio qu
flz-lne quando dectarei que eu proprio havia tes-
temunhado a intervencao do destacamento, recor-
de-se V. Exc. que essa pessoa, para nao des dizer-
ae, vio-se forcada a tergiversar, allpgando que nao
se achava presente di occasio em que se diz que
a forca publica iuvadio o recinto da cmara, e que
referi, apenas, o que ouviri dizer.
Appello para o br. BarSo do Itapiasuma.
O Sr. Barao de Itapiasuma 3ou o meu teate-
munh >. Foi iato o que ae pas ou.
O Sr. Rogoberto -Poia V, Exc, meu collega,
to ingenuo que nao atteiida que, desde que a
forca intervinha para a organisacao da mesa, era
impossivi 1 que s mente dous soldados foaeem in-
cumbidos da empreitada nao v V. Exc. que isto
nao conjecturavel nao v que o 1- supplente
de delegado, decidido a provocar desordena, nao
levara smente duas prac&a !
Nao preciso ir mais longe para provar a verda-
de do f.icto. Basta-me notar que o nosso collega
mar municipal, solicitando os livrosem que se Os*- Ba-licguu
via lavrar a acta da orfanisaco da mesa, muito
de industria, pois que faziam-no com o flu de per-
turbar, agitaram a questo de que a mesa ach va-
so constituida ilegarmento, diado que o 1- bup-
pteate s podia figurar como 4- juiz de paa, urna
vez que osse ha va fallecido.
Nai paasando : duvida suscitada de am pret*x-
io de occasio, e cujo alcance ers a pr.jecta-
da pertnrbacao, por isso que em face da lei de 15
de Outubrode 1827, Decreto de 13 de Dezembr >
de 1832, art. 6- e da doutrina consagrada em di-
versos avisos do toverno, s pela respectiva c-
mara municipal po !e ser alterada ou modificada a
Vista dos juiz' s de paz de um districto, nos casos
de vagas doa lugares por mudanca, recusa, morte
OU ineompatibilidade (ap-iados).
Tenho mais pir> corroborai a citada dispoaicao
de lei o avfso n. 532, de 22 de Outubro do 1881,
eipedido ao juiz de paz de Santa Rita, em que o
caso idntico.
Eilo: Incumbi lo i C.m ira Municipal eli-
minar da respectiva lista d juizos de p->z d'ess,:
distri jto, que estejam mudadas oU exercerem fu ic-
.$5e3 de Carg s pblicos retribuidos, o juramentar
os immediatos, i qm m eaiba tubstituil os, afin de
completar se a sefenda lista nao podem uquel-
les jmzes de pai ser excluidos da formaeo da
me-ii eleitoral, emquanto a mesma Cmara nio
procedr a indicada climinacS '.
\'e:a c. nf irmidade, dever Viic, quaudo
hoMT< i" de orgiiniaar-6b a mesa da 1* e uomear-se
a da 2* s-.'ccoes do districto ter em con-idrracao a
orden' em que, depois do- aetj da Lima. Cama
ra Municipal, fic>rem okicaios os cidadjs vota
dj* para nizes de paz.
Isso 'leinonstra de modo cabal que, sem ease
acto da Cmara Municipal, que coustitue o titulo
e condicoea do exercicio do cargo, nao podem os
presidentes de mesas eleitoraes, considerar oa
suppientis no numero dos effectivos para a orga-
nisacao das m
. pois, V. Exc, Sr. presidente, nao s que a
mesa i'.cha-se consumida de accordo com as de-
t;rmiuaeoif da le, como tambem, que a duvida
Suscitada era apenas um meio, urna machinaya i
pira fazertiusTir a 'rgii-aco da mes* eleitoral
do 1* districto de Bom Jardim. (Aparte*).
Nao prevaieendo a duvida, pois que ella havia
s;do vantaje smente resol vida -m face da le, e
podendo assim vingar a fraude, eis que ln-
gara mao da \'u lencia .'
Por essa oceasiSo, bruscamente e com surpreza
o recinto do |>;>s; i umaieipal invadide pela poli-
ca, que compoe o dest .emento da cidade, caban-
gas rmalos e s>quazee, cuja fente destaca-
vain-se o Io snfip'eme de delegada, o subdelegado
da cid idatiao Ignat'i > L p ddo que havia
sido importado de P) d'Alh-i, uude advogado
que cou.pareceu para pactuar com
os inluit s dos peiiurbadores !
Invad lo o recinto, tentaram os invasores man-
ter f i ca e contra a deciso da mesa, a duvida
qn- contra a l.-galidade deda se havia anac
E. purqne nao fo-sem atlendidos, uggrediram o
juiz de | z pr> Bidente da m sa, rasgaram papei.-,
e tentar, in expedir os mesarios que resistiam ao
ftUqa
K pfotas e iidi.-oes que, teiido sciencia do facto,
tr^.iei d.- ci mpar. c r, ja para garantir ns djrettos
da awa* e doi fli-t u que pod'Tiain ser de consequenciaa gravia
simas
O Sr. J - Ma aV. Exc devia oppr a forca
com a forca.
O f gos s tfieesem ; tomei parte, poim com o fim de
evit.r ^ c i.fl eto, do qual mais tarde, me f iriara
oumci cu.pdo, p>ia que a mim se procurara
respioisabilifar ; esta que a verdade!
O .>r. .) -I->o de esjionsabilidade...
aso de respuusshilidadtf.
O ^r. K..g' bertoE' que elles teem o costume
actitr di me Htiiibuirem seus maos hbitos 1
O Sr. Ji-s MaraV. Exc. esl muito mal visto
ne sassino-
O Sr RogoberliAssassinoa sao aquejes que
pfiuiovm aa scens qu', depoi, querem attribuir
a mim. mas, ukv grado deU magal bs, tenho calcado aos ps taes calumnias ;
de> 11 > antes, ch.rjsar tn victima dos seos
man j^B toipes e indecentes I (Apartes^.
O br. Jote MaraQu.m o rcsponsavl por
estas cenas mquella c.marca?
U Sr. Herculano Bandeira d nm aparte que
nao toi pussivel auvir.
O br, Jos MariaEu sei qoem a responsawel;
o responsavel o Dr. Lacerda.
de districto, o b'r. Costa Gomea, sentio-se tSo en-
vergonhado que, achando-se'era Bom Jardim, nao
appareceu diente d'estas suenas.
A nao ser a circumstancia qu acento, o qne
poderia impedir o collega, alia representante do
districto, de asaistir aqu lia eleicao, ou, pelo me-
nes, ir observar a organiaaoo da meaa f
O Sr. Caeta Gomes da um aparte.
O Sr. Rogoberto Nao sei a hora em que V.
os jaixes de paz e mesarios que
tuil-a.
Animado deates intuitos, com bons modos e
cordatamente, convidei-os, Sr. presidente, a cum-
prir a lei, mas intilmente, pois elles eatavam ob
secados pelas paixo a, e acastelladoa na ubstiaa-
oo de iautiliaar o pleito.
Fiz Ibas ver, que eu reptesentava, alli, interes-
ses do oartido conservador e que 4 elles, que se
disiam tambem conservadores, era de mo effeito
to estranbavel procedimento, que nao tinha prece-
dentes entre os nossos adversarios polticos.
Uca.Sr. DeputadoTempo perdido, V. Exc. pra-
gava-iio.deje/to
O Br. GognbertcSim, pura perda de tempo!
R-aalai, com os meus amigos, protestar eaptra o
attejfctatLi e ratirarmo nos todos, pois peranle ama
mesa-Ilegal a clandestina, nao convinharaftexer-
cer c direito do voto (Ap Jados).
t| I4rado o pqateato, em qu* ussigoaraas-ae oi-
tenta e tres eleitores, dirigtmo nos ao Dr. juiz de
direito, de queCl solicitamos despacho para que
fosae o protesto registrado no livro de notas do ta-
bellida, o que realmente fc-sc empresenta do pro-
prio juic de direito.
Eis os documentos. Passare a lel-os, afim de
1tr_----,----------------M.------> {hy.
1886Juizo do dinito da comarca de Bom
Jardim Escrivo, Ferre'ra da Silva, Protesto da
mesa eleitoral do 1 districto, apresentado ao Dr.'
juiz de direito da comarca.
AutoacaoAnno do oascimento de Nosso S>-
nhor Jess Christo re ;oil oitecentos oitenta e seis
em o 1. dia do mea de'Julbo, n'esta cidade do
Bom Jardim em meu cartorio, autoe o protesto
que ae segu, do que fiz este termo.
Eu, Carlos ferreira da Silva, cscrivSo, o es-
crevi.
Na abaixo ssignados, eleitores do le dis-
tricto de paz da parocMa de Sant'Anna do Bom
Jardim, prot-stamos perante V. S. con'ra a clan-
destina organisacJo da mesa d'este pi.jieiro dis-
tricto feita hontem dcpds'das 7 horas da noite,
fra do edifiio da Oamira Municipal desta cidade
e em casa paiticuhr pelos doi supplentes de Jui*
de pas Jto Lopes Delgado Leal o Antonio Ber-
nardo de Moora, cuja mesa se acha hoje fuuccio-
nando illegalmente, contra as violencia hontem
praticadas pelo Io supplente do Delegado de Po -
Hcia deste termo, Nicolao Antonio Duarte, qu"
acompanhado da forca publica que compoe o des-
tacamento desta cidade, capaugas armados, e dos
in lividfOB Ignacio Leopoldo, advogado residente
na contarca de I o d'Alho, e Joo Franciaco Xa-
vier da Fonaeca Fiiho, soblrlcgado do polica
deato primeiro districto, obstaram formacjSo da
mesa eleitoral na forma da le, pelo jura de paz
preai ente Jos de Farias Maciel e mesarios ja de-
signados, Fr.-iiiciaeo Mauricio da Malta Ribeiro e
Jos Cjprano Bezerra (!> Mello, os quats at hoje
coagidos nao poderam eff. CiUar a leg iuia organi-
saco da mesa, e pedimos qu- seja o presente pro
testo transcripto em livro de notas do tabelliilo
publico para produzir todos oa effeitos legaes.
Outroaim decUraims que nos abalemos de
comparecer perante tal mesa illegal para exercer-
moa nosso direito de voto.
< Trauscripto nj livro de njtas do tabellio,
tome-so por termo este protesto, para oa fina de
direito, e depois au'iado soja entregue ndepen-
dentc de traslado.
aidante, Eatolano de Paria Maciel, secretario", An-
tonio Bruno de Oliveira Compasao, mesario, An-
tonio Bernardo de Moura, mesario, Francisco Xi-
vier da Fonseea Filho, mesario.
_ E mais so nio continha em dito termo e as-
signaturas aqu por mim fielmente transcriptos do
respectivo livro.
8ecretana da cmara mnnicipal de Bom Jar-
dim 2 de Julho de 1886.O secretario da cma-
ra, Jos Francisco de Soasa Interamiaenae.
ReconhecD ser do proprio secretario a firma re-
tro : dou f.
Boa Jardim, 2 de Julho do 1886. Em .toste-
muulnida verdade C. F. S. O tabello publico,
CarloBiFerreir<; da Silva.
Um Sr. Deputado Aa t Elias chegvam a vo-
tar Que sucios !
0_8r Rogoberto VotaraMa tal meaa elan-
a ejnmer
O Sr. Josta Go.neCheguei duas horas em
Bom Jardim.
Um Sr*. Deputado Mas, afinal, a mesa ficou
aempre org.iniaada ? - -
O Sr. RogobrtoV. Exc. attend ; tenho pro-
curado historiar o facto; mas, sSo tantos os apar-
tea a que respondo, que ainda nao me fot possivel
chegar ao fim da historia e passar a fazer a apre-
ciado que desijo.
Como vir m os collegas, a mesa orgaoisou so e
organisou-se legalmente. Suscitada a duvida de
que fallei, e njeitada, recorreu-ee entilo violen-
cia, com o fim de dissolver-se a rcuuiao eleitoral e
a mesa organiaada.
Ento fiz ver prudenteuiente que a polica nao
podia iotervir n'aquelie pl.-ito, e aos meus amigos
rocoininendei toda a caima e m ideraco.
N:io obstante as violencias e attitode da r-apan-
gada e forca publica, consegu cornos meus ami-
gos munter a mesa organisada, e assim fiom s
aguardando o livro de actas, que fra nquisUdo,
e que se achava oin poder do presidente da C-
mara.
E' escusado referir que o livro de actas nao
nos foi remecido c que estivimos, de p firme, es
perando at mais de sete horas da noite.
Foi neasa occaaio que chegou o Sr. Coata Go-
mes.
O Sr. Gaspar de DrummondRomano da deca-
dencia : chegou no fim da repblica.
O Sr. RogobertoRecorda-me at que, pergun-
tand i-lbe qu-1 horas eram e a. Exc. respoudendo
que eram sete horas e ciueo minutos da noite, fiz-
Ihc sentir, ento, que paasando da hora legal, es-
teva frustrada a organisaco da mesa naquelle dia.
Reatava-uo- o recurso de no dia seguinte proseguir
n.s trabalhos.
O Sr. Jos MariaQ anfo isto edificante !
O Sr. RgobertoRealmente nunca suppuz que
se podesae representar deltas aceas !
Quando os liberaea se achavam no poder, nunca
aili pleitearam contra mim eleices forca arma-
da; ere, poi, para mim um eapectaculo contrista-
dor e ao mesmo tempo revoltante ver coreligio-
pamsa eir.pregarem, no intuito de aniquilar-me, a
fraude, a torca armada e a violencia, tudo ist >
para fi:-mar o predominio de um conservador que
a iud'p -udeucia do eleitorado daquelle nobre dis-
tricto por vezes tem repelli lo das urnas !
Sr. H riulauo BandeiraD um aparte.
O 8r. J i.- MariaO nobre deputado nao con-
fonda as cousas. Aqui era o pvo no livre exer-
cicio do seu direito.
O Sr. Herculano BndeiraA capangada.
O Sr. Jos MariaL4 a capangada aSdal-
gada.
O Sr. Herculano BandeiraAqui era a c>pan-
gada capitaneada pelo depurado geial.
O Sr. J s Maria (levantando-se)h' mentira !
E' mentira !
O Ai. Uirciila o BandeiraNao seja tl.
O Sr. Jos Maria (com forca;E' mentira, j
disse e repito.
O Sr. presidenteAtteucio !
O r. H -Piulan i Banleua-O uobrd deputado
nao pode in.-ultar me.
O Sr. Ji.a .VlariaR"pto ^ainita : meaiira.
Se nao quer uuvu destas, nao veuha inventar urna
cnusa assim ; nao c.-.lumuie
O Sr. Presidente Ateuco l Quem tem a pa-
l vra o Sr. deputado R ig-berto.
O Sr. RogobertoNi lu mmeliato pela ma-
nh e hora legal, dirigimo-noa ao p^> da C-
mara Municipal afim de proseguir nos trabalhos
dn organiB.ico dam 8a. Por essa occaaio, aquel-
lijs meemos conservadores que, na vespera, tinbam
perturbado a organisaco da in-sa, tomaram-noa a
dianteira e inVadindu o local onde devia funccio-
ni a mesa eleit iral, tom ram os asaentos, assim
impediudo que o fizessemus u sob a presideucii do
1.* supplente d jiz de paz drclararam inetallada
a mesa eli itoral, em que figuraram como mesarios
o .1 supplente de juia de p^z, o cletor Coiupasso,
o mesm i que se havia a-sigualado na eleico ge-
ral na qualidade de fiscal do 'andidato conserva-
d i, atirando um maco de cdulas na urna o aub-
delegado da cidade, X.vier d, Fonseea, que se
acha pronunciado em crime de responaabilidade e
o eacrivo da coliectoria gerai, tambem procei-
sado.
Um Sr. DeputadoE' muito cynismo I
O S. RogobertoTratava se, pois, Sr. presi-
deut', j de ama mesa Ilegal, ja de urna mesa
Clandestina. Eutao fi ver aos concidados quo
aUentvam por um modo to brusco, contra o di-
reito de um eleitorado ioteiro, que arripiassem car-
retea e proeurassem organisar ama mesa com as
formalidades da lei. Alli se achavam presentes
. Bom Jardim, to de Julho de 1886.
O Juiz de Direito interinoVicente Pjreira
do Reg.
< Seguem as assignaturas :
Roberto B. da Silva, Jos Cyp-iano B. Mello,
Manoel de Faria Maciel, Carloa Ferreira da Silva,
Abilio Aprigio de S. Barbosa, Primo Feliciano da
Fonseea, Jos Gomes de M ura, Juvino Alvea de
Freitas, Antonio Pereira de Oliveira, Jos Gomes
de Oliveira, Philomeno PJorberto G. Moura, Joa-
auim Santiago das Merc.', J. ao Capitulino de A.
uerra, Jos Janoari i Pereira de Queiroz, Joo
[Modesto Pereira de Queiroz, Antonio Joaquim
Pessoa Santos, Lulz Jos de Mana, Joo Antonio
da Fonseea, Jos Francisco de Mello, Jnstinj
Amaucio Figueiredo, Joo Aristobulo Ferreira da
Silva, Adolpbo Antonia Ferreira, Jos Joaquim da
M. Aguiar, Jos Heabra da Matta Ribeiro, Ma-
noel Adi linoGoncalves Guerra, Francisco Jos d^
Matta Aginar, Jos Antonio da Fonsca, Jos
Gomes da Araujo Sobrinho, Jos Amonio Duarte
Coata, Antonio Joaquim de Aguiar, Joaquim Gon-
ealveH Carneird, Jos Thorn de Alraeida, Mano d
Travasso Sarioho, Sebastio Benicio Bezerra de
Aguiar; Eloy da 'unha Souto Manir, 'Carlos Cesar
Coutiuho, Jos-de Faria Maciel, Jos Firmino Bar-
bosa Camello) Joo Manoel de Faria Leite, Ma -
noel ClementinO M. Fonseea, JiK Rodrigues Pi-
rrl"inMl, TH'VIllir ^m'i fin fr_ PSaira^.Jii* a ',a
Souza Campos, Malaquias Primenio Bezerra
Agniar, Jo= Trijano de (iebra Andrade, Manoel
SilV'Tio Pereira de Lyra, D mingos Ramos de
V isconcelloa, Coriolano Goncalves Guerra, Joj
Baptista Freir, Joaquim de Sonsa Barbosa, Frau-
cisco Gmgalves Gu-rra, Antoaio G .mes de Al
buquerque, Antonio Jos de Aguiar Filh), Antonio
Felipp" Benicio Agoiai, Joo Florentino da C.
Asevedo, Manoel Francisco de Albuquerque Bar-
r s, Miguel Antonio de Aguiar, Feliciano Martina
de Souzh, Feliciano Joaquim de Aguiar Costa, Fe-
liciano Joaquim de Aguiar, Jos Antonio de
Aguiar, Jos Rozas de Aguiar, Francisco Mauricio
da M. Ribeiro, Joo Barbosa da Silva, Franciaco
de Lueena Barbosa da' ilra, Manoel de Faria Ma-
ciel Filho, Jnsino Alexandrino de Oliveira, Bazi-
liauode Faria Maciel, Philomeno de Faria Maciel,
Jos Martiniano Bezerra Aguiar, Ignacio Camello
Borba, Jos Bezerra de Mene/.es, Joo Guilherme
de M. Coutiuho, Elias Jos de Aguiar, Manoel Ce-
zar de Moura Cutioho, Galdino Jcs Pereira,
Franciaco Alves de Salles N'brega, Antonio de
Souz* Barbosa, Manoel Pereira de Araujo, Gra-
ciano de Me.lo Asedo e Jos Gomes de Araujo.
Reconhjeco verdadeiras as firmas do presente
protesto, por ter das mesmas inteird couhecitneuto:
doi t.
. Bom Jardim, ldc Julho de 188G.
Em testemuDho da verdade. C F. S.
O tabellio puolio, Carlos Ferreira da Silva.
Certifico que trauscrevi o protesto em q res-
pectivo livro a folhaa cinco?nta e tres verro, cin"
coeoca e quatro e cincoenta e cinco : dou f.
Bom Jardim, 1" de Julho de 1886,
< O tabellio : Carlos Ferreira da Silva.
O Sr. Rogub'rtoEmquanto que deste docu-
mento consta que eramos em numero de oitenta e
tres, de outro aocumento que pissarei a ler, ver-
se-ha que elles eram apenas em numero de trinta
e seis e que, portanto, eatavam ia em inaioria: pois
que com aquelle numero p ideriamta eleger nao a
osjafcses de paz e supplente, como a maioria
dos vareadores.
Eis o outro documento :
(L)
IIfn. Sr. secretario da caara municipal de
Bom Jardim.Ribert o Barbosa da Silva, para
fins eleitoraes, necesaita que V. S. em viata do
livro de assiguaturaa do8 eleitores do 1* districto
de paa d'rsta paiuchia de Bm Jardim, Ibe d
i ('indo o termo de ene rr .n-uto qu foi hou-
t m Kvrado no mesmo livro, e do qual cooa'.a o
numero de eleitorea que cjmpar ceram e votarain
ua mesa que alli fuuccionou ; iato verbo ad v r-
bum e em termos que fae, t Aaaim, pe o a V
S. de erimentoE ti. MeR .berta B. da Sil'M.
Joo Francia -o de S>uzi Iuierammeuse, secre-
tario da cmara municipal da cidade de Bom
Jardim, em virtude da lei, etc.
Cirtifieo, em virtude da peticlo snpra, que
r v"iido o livro a que se refere a mesma pe'.ica >,
. ncjn're n'elle o termo ailu lito, qoe do tbeor
a guilo: Seguem seas asaignaturas dos eleito-
res qu'i taem de votar neate primeiro lis'ricto na
pieueutr eleico para juiz s d, paz e vereadores,
procedida h.je 1 de Juihsde 1886
Autouio Bruno de Oliveira U enpaaso, Ant->-
n'o Claudio Vieira de Morars, Eatolano de Faria
Maciel, Fortunato Francisco Lopes, FraueiSCO
Goncalves de Vasconcellos, Joo Antonio Duart-,
Joaquim Martina da Cunha, J Firreira Gni-
marea Fiiho, Jos Francisco Xavier da Fonseea,
Mano'.-I Corris de rasto, H im m ll i:n da Cu-
nha Souto Maior, Nicolao Antonio Duarte, Vicm-
te Jj-quun de Miranda, Vicente Joaquim de
Araujo, danoel do Nascim n'o R-go, Agusti.iho
Lipes Delgado Leal, Jos Francisco de Souza lu-
teraminense, Feliciano Juro iymo R beiro de \mo-
rnn, J ,i.< Lopes D dgado Leal, Manoel Barbusa
Lopes Lel, Manoel de Aquiuo Duarte, Jos Pe-
reira Filgueira, Valdeviuo Gomea da Rtoha, An-
tonio Duarte da Costa, Bernardino Gomes de An-
drade Lima, Br.z Jos de Carvaih), Manoel Jos
de Saut'Auua, Autoaio de Paula Horneo), Auto-
nio Matheus Raugel, Jos Ozias de Paula U>-
mem, aot mi i de Arruta Cordeiro, Antonio Pe-
reira de Oliveira Coelho, Martinh Jos,do Jess,
Antonio Bernardo de Moura, J>s Gomes de Oli-
veira, Elelvioo da Cunha Souto Maior.
Concluida a chamada dos eleitores compare-
ceram 36 eleitores, cujas nomos aqui ficam asig-
nados, do que faca es'. termo que vai assignado
pela mesa. Eu, Eatolano da Faria Maciel, secra
tario o escrevi.Joo Lopes Delgado Leal, pre-
deatiia. perante a qual- reoflH
nasaa-fceito poltico.
Erm apenaa em numero de 36.
O Sr. Jos MariaQue vcrg.mha !
O Sr. Herculauoi BandeiraPorque os outros
l nao foram;
O Sr. RogobertoV. Exe. nao to, ingenuo e
innoente aponto de acreditar n'sto e dizel-o
UJBtriaUrSSlftf' Pf)fs ha quem presuma qu n'uma
eleiflo assim disputada e que arrastou oa amigos
de V. Etc. a commetter fraudes, desvarios e vio-
lencias, faltaram eleitores V. Exc. pode dizel-o
como meio d.: encobrir a inaignificauci i do num:-
ro de eleitores com que seus amigos se apreaen-
tara a pleitear a eleico, o que moatra que olles
nao passam all. de um pequeo grupo;-mas s os
beocios o acreditarlo.
O Sr. Presidente1Peco ao nobre deputado que
resuma o sea discurso, porque a hora esta a an-
dar.
O Sr. RogobertoCreio que a casa mo conce-
der urca prorogaco para poder continuar o meu
discurso, pois nao devodeixal-o em meio.
' O Sr. PresidentePodo mandar o seu requeri-
meuto nesse sentido.
O Sr. R gobertoSim, senhor.
E' lido e Bim debate approvado o seguinte re-
qaerimsnto :
Requrro prorogico da hora por mais 30 mi
utos para terminar o meu discurso.
O Sr. RogobertoA:s c llegas agradeco a be-
nevolencia com que concederam-me a prorogaco
solicitada, e pcco-lhea que tenbam paciencia, ou-
viudo me at o fim.
Um Sr. DeputadoTem fallado muito bsm.
O Sr. RjgobertoJ historiei, Sr. Presi-
dente, o que so passeu na 1 seceo ou 1 dis-
tricto.....
Um Sr. DeputadoOnde V. Exc. tem grande e
legitima influencia.
O Sr. Rogob.'rtoTenho dado provas de que
alli cont amigos dedicados, que setnpre me teem
acompanhado e cuja dedicaco tenho e hei de
eeopre procurar corresponder.
(II i muitos apartes).
Nao acredito que o partido conservador, cuja
bandeira me desvaneco de abracar deixo de tazo'
juanea aos meas intuitos, quando me esforc) e
lucto com o fim de repeliir o arbitrio de um ho-
ineiu reprlli.to das urnas do 5 districto. Quei-
xar-me-hei de |iiein procara anniquilar me, mas
nao do meu partido, que nao pode ser responsavel
pelaa prepotencias daquelle que teuta em tempos,
e boje, erigir se, em manda.
O Sr. Jos MariaV. Exc. mais generoso que
el lea,
O 8r. RogobertoE' verdade. J aqai e na mi-
nha comarca se procurou espalhar que eu nao era
conservador; tentaram ver se conseguiain por
este meio arredar de mim pessoas que me sao
charas!
Sou mais conservador do que esses que assim
prncedem. Eu tenho, em prol do meu partido,
me sacrificado ; tenho, aoa iateresses.delle, dis-
posto da minha pequea fortuna ; tenho servicos
salientes que sao recouheci'os e, o que lamento,
algun delles, em favor de quem me plaegue hoje
O Sr. conaelheiro JooAltredo, distincto chefe de
nosso partido, aps um desses servicos, j me rf-
uebcu em aua casa de um modo mu'to lisongeiro,
assegurando me que eu me havia imposto aopr.r-
tido conservador.
Aoredi'o que S. Ex;., que outr'ora assim mani-
festou-se meu ruapeito, hoje, sabdndo do molo
porque sou tratado, nao consentir que continu a
pero-'guir-se a um seu correligionorio, cajos sor-
vifos anteriores, fetos em bem do seu perseguidor,
elle os havia reeonheoido.
Faco juatica inteira ao carcter de S. Exc.
U a Sr. DeputadoO nobre deputado tem sido
quasi euehotado.
O Sr. Rogobesto Espero que esse pipeedi-
meuto injuatiricavel, quo Um conriso. tiiiw o. coent e cinco.
seu termo final. Bom Jardim, 1
Devemoa, quando tomos consciencia dos nossos
actos, esperar iustica.
E' o que faco por ora sem que me deixe dominar
pele ain-.-aca e pelo terror.
(Apartes).
t'assatei agora a oceupar-me das eoccurreneiaa
na 2* secQo ou no 2' districto ile Bjm Jardim.
No 2" districto, os agentes da polica entende-
ram que poJiam triamphar c vencer-nos.
Teido organisado a mesa com me'mbros seus,
nos franquearan! a manifestico do voto. Coc-
corremos eleico; feita aapurac>, ficarao en
to surpr.sos com o resultado que foi a nosso fa-
vor, pais,elegemoB todos os juiz s de paz.
(Apartes).
Apenas am dos mesarios delles, o capito Joa-
quim Goncalves da Costa Lima Fiiho, que era
candidato, conseguio entrar na edapa por urna ra-
zio esp. cial, por urna coneesso...
(Apartes!.
O Sr. Costa Gome3Por ser amigo de V.
Exc.
O Sr. RogobertoNao teuho relac/es de ami-
sade com o Sr. capito Lima.
O Sr Costa GsincaJulgava que tivesse.
O Sr. Rogoberto Engana-se ; pouoas palavras
troquel com elle ltimamente em uegociua eleito-
raes ; tora d'isto, outra communicacao nao tenho
11! retido.
O Sr. Coata GomesComo sao parentea, eu jul-
gava...
O Sr. Rogoberto laso de parentesco nada tem
que ver com a poltica ; as vezas at os parcutes
sSo os naiores inimigoa, quando adversarios po-
lticos.
Se o capit-i Lima conseguio ser eleito, foi ape-
nas porqu 1 alguna amigos que me acompao rain,
des jaram levar o.nome delle na chapa e eu tive
go; do qne tudo levo ao conhecimento de V. 8.
para ulterior deliberaco.
Deus guarde a V. 8. Paco da Cmara Mu-
nicipal de Bom Jardim, Io de Julho de 1886.
_ < Illm. Sr. Dr. Vicente Pereira do Reg, muito
digno juiz de direito interino.Joo Lopes Delga-
do Leal, presidente.Eatolano de Faria Maciel,
secretario.Antonio Bernardo de Moura, mesa-
rio. Joo Fraucisco' Xavier da Fonseea Filho,
ore8*ro.Antonio Bruno de Oliveira Compasso,
mesario.
< Subscrevo e aasign .
Bom Jardim, 2 de Julho de 1886.
Em f de verdade O escrvao, Carlas Fer-
reira da Silva.
O Sr. Rogoberto (continuando)Lancaram mo
do ardil que acabo de denunciar Assembla,
suppondo qae assim me gartoteavam.
Pobres de espirito, Sr. presidente, pois a elei-
co do 2 districto j estova milla po* motivo se-
rio e nao era preciso par* nullifical-a a farcaque
representarais meis tarde. Eatava nulla porque
a chamada havia sido feita por lista que nao era
legal, p ir urna lista falsa, urna lista particular
foruecida pelo capito Lima, dando como motivo
hayerfm perdido a que foi remettida pela autori-
dade competente. (Apartes.)
Quando elles assim procediam, verdade quo
j fra enn o fim d 1 inquinar de nul.idades o pro-
cesso eleitoral, facto este, quo motivou nm protes-
to q le eu e meus amigos redigim is e upreaenta-
mos.
Eis aqui o protest :
Nos abaixo asaignados, eleitores do 2o distri-
cto de paz d'eata comarca da psrocbia de 8. Jos
da Surbim, Bom Jardim, unimos o nosso presen-
te protesto, com os eleit>res do Io districto desta
mesma comaroa, protestando com elles contra as
violencias e Ilegalidad's commettidas no 1 dis-
tricto eleitoral sobre a organisaco da meaa clan-
destina, e arbitrariedades praticadas pela forca
publica ao mando do 1" supplente do dIgado
Nicolao Antonio Duarte, e outrosim, protestamos
contra a chamada de eleitores deste 2o districto
eleitoral feita por urna lista falsa, que foi forueci-
da por um doa chefds da parcialidade do governo,
a pretexto de ae haver extraviado ou perdido a
liata legitima e legal, forneida ao jolz de paz,
presidente da mesa eleitoral deste 2o districto, pe-
la autTidade competente, iato , pelo juizo de di-
reito da c imarca.
Pedimos que seja eate nosao protesto trans-
cripto em livro de notas do tabellio publico di
comarca, para constar e produzir todos os jurdi-
cos e legaes efFoitoa na forma da lei.
Est rubricado pea mesa, a saber :
Antonio G;mea da Costa, presidente.Joaquim
Goocalvea da Cost 1 Lima Filh >, meaarU.Pinto,
mesario.Soares mes trio.G mes Cabral, me-
sario.
' Seguem as assignaturas :
Joa-i Feliciano tiezerra Aguiar, Joaquim Feli-
ciano Bezerra Aguiar, Theodoreto Philomeno Agri-
pin i, Joaquim Bezerra Cabral, Firmin Ramos da
Costa Duda, Gabriel Firmino Barbosa Camello,
Manoel Feliciano da Silva, Manoel Gomes Bar-
bosa, Theophilo Goncilves Guerri, Joaquim Go-
mes de Oliveira, Carlos Goncalves de Oliveira,
Jos J ivino de Farias L-ite, Jos Adrio Martyr
da Silva, Joaquim Ensebio Gomes Ferreira, Ma
noel Ferreira da .lilva Bah, Sebastio Augusto
de M. Joel, Jos Auto'uio Pereira de Moraes, Fe-
lipps Gomes Barbosa, Joa Eloy Peraira Lima,
Antonio Cbristovo da Silva Pinto, Joaquim Tellea
da C. Silva, Arogo de Manoel Romualdo de Albu-
querque, Joa de Faria Maciel, Joo Auxencio de
Albuquerque, Joa Benicio de Aguiar A, Trajano
Ferreira de Britto, Joo Francisco de Albuquerque
Barros, Manoel Thomaz Albuquerque, Joaquim
Jos de Albuquerque, Manoel de Lemas Vason-
cellos, Joo de Araujo Pereira, Francisco Gomea
de Britto, Joo Baptista de Albuquerque, Manoel
Fernandes do Oliveira, Joo Francisco Barbosa
Coata, Joa Gomes de Araujo Filho, Manoel Ho
uorio Ferreira Lima, Antonio Jos Firmo Fer-
reira, Jos Joaquim de Assis Camello, Antonio
Gomes dos Santos, Francisco Gom>sdo Reg, Vi-
cente Soares da Fonaeca, Jos Severino de Frei-
tas,-Antonio Goncalves Oliveira Guerra, Joaquim
Melchiades Barbosa, Manoel Barbosa Camello,
Joa J irouymo Bezerra de Aguiar, Jos Cindido
da Silva, Jos Torquato de Souza, Francisco Or -
donbo da Silva, Antonio Benicio Bezerra de Aguiar,
Genuiuo Barbosa L. de Aguiar, Jos Castao Go-
dofredo de Aguiar, Jos r'elippe de Mirauda, Joa
Barbosa Lima ds Aguiar, Cardos Leito de Albu-
querque, Francisco Ribeiro de L. Vaseoncellos,
Francisco : Peasoa de Albuquerquo Mello, Luiz
Soares de Albuquerque.
Transcripto ein o respectivo livro, folhas cin-
amigos haviam contratado, j porque se eu os cou-
trariasae, desgostal-os-hia, talvez.
Ao ser recouhecido o resultado da eleico e ma -
uifesti, cjii 1 eatava, a derrota dsquelles que en-
tra mim pleitearam n'a, lancaram mo de urna
estrategia torpj para invalidar o proceaso elei-
toral.
Um Sr. DeputadoQue fizeram ento ?
O Sr. RigobertoA pretexta de que tiuhaua-
vido engao na apuraco, paaaram apurar de
novo, ou antes, verificar a apuraco feita. Pop
essa ocoasiao firtivameu.e enema 4111 tres cdu-
las de mais e no nal da v rficaco di-seram que
a eleico estaVa viciada 0 p.wtaoto nulla, resol-
vendo ^filial oifi.-iar ao juiz de direito qus n ti
ilii havido eleico en raadlo de or dado 7 horas
da no.te, s-m que tiveaa - havido tempo de con-
el-ur. m oj trabalhos, sen lo quo igual expediente
fo tomado pela mesa clandestina do 1. districto,
cujos olfici is passo a ler : (L)
Mesa el. 1tor.1l do 2 districti da paroebia de
Sant'Auna te d, di 1 de Julho de 1886.' Iilm. Sr.L va
moa ao ednh 'cimento de V. S., que certas ciream
stancias imprevistas retardaram os trabaihos da
mesa elei'oral deste districto, de modo que na oc
caaio em que se. procura va concluir a apuraci o,
venfieou se ser 7 horas e meia di noite, hora que
exceda o praso fixado na lei para serein termina-
dos os trabalhos.
Assim entendemos n) poder continuar, e da-
mos fiadosps trabalhos sem qte boufesfei) a res
peutiva eleico.
Deua guarde a V. S. Illm. Sr. Dr. Vicente
Pereira do Reg, digu ju z le direito da comar
ei Auto no Gimes da Cuaca, presidente.J nt*
quim G ucalvea da Costa Lima Filh >. Manoel
Jjs Pmto, mesario.Jos Autrniu S-Miea, mesa
rio.Jos Loureoco Gomea C.ibral, mesario.
Subscrevo. Bom Jardim, 2 de Julho d
1886.
Em f de verdad*. O eacrivo, Carlos Fer-
reira da Silva. 1
< Illm. Sr.A meaa eleitoral i ua tallada hqntom
para proceder a eleico dos juizes le p>z do 1.
districto desta cidade, e dos ver>'adores d-ste mu-
ni.uipio, teve por isto de proseguir em seui traba
ih.is boje s 9 horas da manh, o porque ao 000-
cluir-se a apuraco das respectivas seduias veri-
ficou-se j Ser 7 horas da tarde, e conforme a dis-
posiyo do art. 182 lo decrete'de i3 de Agosto de
1881, nao pouer continuar nos mesmosUraUatfaos,
deu por dissolvidos na forma do supracitado arti-
de Julho de I806.
O tabeliao publico,
Carlos Ferreira da Silva.
O Sr. Rogoberto (continuando) Cumpre-me ex-
plicar um ponto. A chamada toa feita por urna
lista falsu, para qun ea^a uullidad.; podesae mais
tarde, se por ventura elles perdeseem a eleico, ser
vantajosamente allegada. Se, porm, contassem
victoria, a nullidade ento ficaria em perpetuo si-
lencio. Mas avisado eu disso, des le logo fizo
protesto, que acabo de ler, e se nao obstante ter
protestado, votei com os meus r.migos, foi apenas,
permittam-me o desvanec Tiento, para nao perder
ensijo de derrotal-os, ainda mesmo em ama elei-
co que eu era o primeire a reputar nulla.
Para mim a eleico da 2* seceo ou districto nao
poderia ter mais alcance, desde quo com a da
la seceo deram-se os attentadss que a casa co-
nhece.
Um Sr. DeputadoV. Exc. derrotou oa por to-
dos os lados e modos.
O Sr. Jos ManaOa officios das mesas ao juiz
de direito sao realmente originaes .
O Sr. Rogoberto Nao pasaou de um expedien-
te cerebrino Realmente, se a eleico estavs
nulla, nao era pjr cerco mesa que competa jul-
gar da nullidade, mas sim ao juiz de direito quai-
do houveaae dejulgai-aem grao de lecurso. ( apar-
tes).
Nanados os facos como ficam, v V. Exc. que
com raso se julga a comarca de Bom Jardim
n'um rgimen quu nao por certo o da lei.
Urge que o presidente da provincia e o governo
geral lancem pira all aa auna vistas. Brevemente
em Bom Jardim t-remis eleices muuicipaes, e
cumpre que apparecam, desde j, medidas preven-
tivas que garautam a ordem e a tr.tnquillid 1 le d>
eleitorado.
Um Sr. Deputado Isto o fructo das poucas
dos meus sentimentos, e nio era com a posico de
deputado que eu me tornava conhecido; nio, nun-
ca tive tal aspiraco.
Assim me exprimindo, torno bem saliente qao
nio vim aqui, nem levado pelo sentimeuto do m-
teresse, nem to poueo pelo sentiment j da ambicie
(Apoiados, muito bem).
Se eu ambicionasseser deputado provincial, tel-
o-hia sido nos primeiros tempos de minba mecida-
de e nao agora.
(Apartes).
Esees meas inimigoa invejosos tem Bempre que-
rido desmoralizar me, procurando por meio de ar-
tigoe odioiosna impiensa incutir qo espirito pu-
blico a idi de que eu sou um hornera arbitrario,
violento, de faci a banda e chapeo de couro, urna
cteatura de intuitos pervers-;s, capaz de tudo, um
malvado, um asaassino, terror d'aquellas para-
gen I Tal era, senhores, a falsa situaco que se
procurava crear em torno de mim, e tanto verdade
e que venho de dizer, que mu tas vezes, vmdo a
esta apital, tive com a minha presenca e convi-
venoia, occaaioes de deafazer impresaoos desagra-
daveis quando, encontrando me com aquelles que
eram induzldoa a assim ajuizar de mim por falsas
informacS s, a expectativa delles nio era corres-
poudida e ento mostravam-se admirados ao ver
que eu nao era o homem que por toda a parte se
hgurava, de barba tonga aspecto carrancudo e
trato groseeiro !
O Sr. Gaspar ae Drummon iUrna especie de
cabelleira !
(Apartes).
O Sr. PresidenteObservo ao nobre deputado
que j dea a hora.
O Sr. RogobertoHa um requerimento de pro-
rogaco da hora sobre mesa.
O Sr. PresidenteNeate caso queira V. Exc.
interromper um pouco o seu discorso para sa pro-
cedera leitura e votaco do mesmo requerimento.
O Sr-JiogobertoPoia nao. (aenta-se)
Vem a mesa, lido, apoiado e approvad) o se-
guinte requerimnto de prorogaco de hora.
Requeiro prorogaco da hor por trinta minutos
para terminar o mea discurso.Rogob -rto.
O Sr. Rjgoberto -(continuando) Ainda urna vez
agradec, Sr. president., a benevolencia de V.
Exc. e a dos meus collegas, que to atienelosamen-
te tratam-me, dispensa ido-me aa prorogacoes re-
queridas.
Como dizia, Sr. presidente, cream essa phanta-
sia a meu respeito, essea que me queren mal, po-
rm felizmente os meus actoa fallam maia alto e
deamentein juisos d-'sfavor.iveis alardeados pelo
espi-ito de perversidade.
Alm de tudo iato, Sr. presidente, accresce mais
qne, nao contentes com esse modo de perseguir-
me, ainda tentaram fazer-me victima de urna per-
seguici cr id. Phantasia.-am me um crime e me
envolveram as dobraa delle como principal exe-
cutor, e eu tive de responder no carcter de reo
c deender-me de um homicidio, sesdo para notar-
se que estes infames que me perseguiaro sabiau
que eu nao podia ter tido parte em semelhante
atrentado.
Tiveram ainda a audaciu de faaer depor prran-
te o juiz processante o numero nunca visto de
trinta e tantas testemunhas que escoltieram e of-
fereceram na que'xa que apresentarara em juizo,
fazeudo-me respinder a urna verdadeira devassa
na qual, digo com orgulhe p^ra mim e opprobrio
para meus inimigis, nenhum indici > colbeu se que
podeaae comprometer-me ; e, pelo contrario, to-
dos quantos depozeram em juizo, meu respeito
mauifestaram se aempre em termos que muito abo-
nara meus precedentes, minha conducta e meu ca-
rcter (apoiados )
Tenho, alli, Sr. presidente, sido o objectivo de
todos esses monstros que hoje sao escolhidos para
dirigir a polieia de Bom-Jardim. (Apartes.)
O Sr. Juvencio MarizO Arruda de Melaacia
tamb.-m tem se constituido perseguidor de V.
fflr ?
O Sr. RogobertoO capitio Arruda nunca me
offendeu pessoalmente.
Est a hora a fi idar-ae, Sr. preaidente, c por
iato cumpre-me eoncluir. Ao fazel-o, anda urna
vez chamo a attenco do preaideute da provincia
para os neg >cio8 laquella comarca. S. Exc. lance
para alli auaa vistas e que recorde-se de que os
meus amigos, seus correligionarios politicoa, sol-
dados de um partido cuja biudeira abriga-noa
todos nos, esto votados perseguico de um ho-
mem sem consciencia e capaz de todas as cora-
gen?. (Apoiados e muito bem).
Eu que sympatbiso com S. Exc, que o admiro
pelas suas- virtudes cvicas e pelo seu carcter
distinfto------
O Sr. Joa MariaFie-se nelle e nao corra.
O Sr. RogobertoConfio que S. Exc. nao pac-
tuar nem com os perseguidores, nem com as vio-
lenciaa !
E' possivel que S. Exc nao tenha perfeito co-
nhecimento da polica qae fazem em Bom Jardim
os que ho'e se dizem dominadores da situaco, e
por sao aguar Jo, me procure dar nova direceo
ella.
Pece aos Robres deputados que melhor informa-
do di seulpem por haver fatigado tanto a attenco
da casa. (Nao apoiado.)
Fui, porm, forcado a fazel-o por ter de cum-
prir o meu dever, diante do qual jamis re:uaa-
rei.
(Muito bem, muito bem.)
(Continua.)
de uonuir, j para respectar compromissos que. providencias que se tomaram na eleico paseada.
O Sr.Rogoberto Alli, a polica nao tem avan
cado muito mais, peudo em pratica planos tene-
brosos que euge idram, porque felizmente ella nao
tem um juiz de direito que eacarap; 03 atten-
cados.
O actual juiz de direito, o Sr. Dr. Viconte Pe
reir do Reg, tem sido um obstculo ingente aoa
deamaudoa de s-in-'hante polica !
Eis o motivo porque ainda eu e outros podemos
permanecer alli ; do con.rario estaramos foragi-
dos
E porque o juiz de direit) nao pi:tua cun oa
des ir leiros pihcia-a, isso bista para fazel -o t.m-
benj iuc irrer no destarado e torni!-o vieiiii .
prepiteocia dos que quTen all tudo avassallar !
Ainlt ltimamente a caaa desee magistrado foi
invadida por dous sollados e um sargento, e exi
giujo um delles, forca, recibo d- um oficio qae
levara lhe, o juiz de dinito fez Ihea ver que ne-
nhum recibo devia dar-lhe I
E se p ir ventura ua> Ihea fllaase c >m ener.ru.
cortamente tena sido desprestigiado i
O 9*. Presidente--. Observo ao nobre deputado
qu est a tiuir i hora.
O Sr. 80goberto Aproveito o ensejo para de
el irar a 18 nobres d pu'ados que eu t uh 1 pr 'Cu
ral i ser cor lato. Pnue piei e aoffri t idaa as vio
.8 pralieadas Ut elici0 geral eaqui nao pro
nuueiei urna iiuic palavra sobre tud qoiuto se
passiu. Proceda lo. asai o. "U d va esp:rar qu
oaraeus co-religmarioa, r fl etinio melhor, arran-
ja-a'in as cousas de modo que nao emtinuassi a
p-r.egunj.io eoutia miin e oameu* aoa.goa. Mas
eugiu i-ine quando aasnn peusava !
1) Sr li r 1 ira O ista di um aprte.
O Sr. Ri>ber.o rViiU'.-m; 1 lputidpro-
viu tial p irque ae diti 1 q 1 eu com a aaomr; d
iO'U partido nao ser a oen inap-HJtor de quartei-
rj, e ni i'uti ito, consegu sor eleito pir mim e
com o auxilio le meus amigos.
Quaddo entrei em poltica, j eu tinha amigis
que semore use eousiiieraraaiT se.eu titease 'a pe-
qa ua a ubico de ser deputad , ha muito tel-o-hia
sidi. Qaiz e fui deputado tambem p.ra mistra
a>s sitia joderes puo'ic n o'estafo lastimoso de
tneua amigis n'iqo lia omarea-! Eu neeesaitava,
enno deverde le .Klade, em oecaai!* criticas de-
fender d'eata tribuna oa meua amig >a. Eis a razio
de ser deputado. ,
Venbi aqui fazer sacrificios, perder interesaos
meui) (apoial is), prls despendo muito para susten
tar a posico que oecupo ; ao aodd mendfgand>
a niuguem ; tenho sabido collocar-ms na altura
KbviSTA DIARIA
tge 1101 da Crrelo Por portaras da
presidencia de 20 e 21 do correte mez, foram no-
meados agentes do Correio doa seguintea ligares :
TaquaretingaJos Bezerra da Cunha.
Estaco dos PrazeresClara Cavalcantc Lima.
Eataco de Frecheiras Alexandrina Cesar da
Costa Campos.
Una (comarca de Rio-Formoso)Vlanoel San-
cho da Silva.
Santo-Antonio do Tara (comarca de Buique)
Antonio de Alhuqn Tque Cavalcante.
Tribunal do Jury de Recite Pre-
sentes 42 juizes de ficto, foi hontem iustallada a
4* seeso ordinaria do jury ao correte ana'', sob
a presidencia do Sr. D.. Adelino Antonio de Luna
Freir, juiz de direito do 2o districto criminal, oc-
c ipando a cadeira da aecusaco o Or. Mauoel
Jlementiuo de Oliveira Escore!, 2o promotor da
comarca, servmdo de eacrivo o privativ 1 do mes-
mo tribunal capito Florencio Rodrigues de Mi-
randa Franco.
Apresentados ao jury ]uinze procesaos prepa-
rados para julgamento, foi submettido o do reo
Delfino da Silva Tavres, pronunciado no art. 264
4* combinado com o art. 34 do Cod. Crira. oqual
foi condemnado a 2 annos, 6 mez es e 10 das de
pris lo e multo de 8 1/8 por ceuto do valor doa
objectos sobre qua versou a tentativa.
P..troeinou a causa o Sr. Dr. Joa Mana de Al-
buquerque Mello.
Ferlntenlo* leves Em data de li de
eorrente e no lugar denominado Jatob, do termo
de Tacarat, foi eapancado Hfiinque Jo.- Lla-
no 1, hinam maior de 50 annos de ida le eempre-
gado na eatrada de ferrj de Paulo .ff 11130.
Os ..utores do espanoamenlo que foram Anto-
ni. Pedreira e um outro individuo conhecido por
Cyrillo de tal, evadiram-3e, a despeito dos estoi-
cas .'mpregados para prendel-oa.
O delegado do termo, toado conhecimento le
dirigi se ao lugar do crime e alli p le ea-
1 .1 r. teri lo esp .uc iineuto tima si 1 1 mn-
dalo pral ic ir p >r um individuo de nome R iymun-
11 Minteiro Doca, deap-ita lo com offeuiid) por
itinbair-lh 1 a causa da 8ua demisao de um la-
gar q le esencia naquella eatra 11.
\ 1 il respeit.. ;i edeu-ee nos termi3 legaes.
eisi' eaanEtadre JNa tarde de d nninge
ulti no, M .a iei Franciaco de Souza oah cilo por
Vl.niHl r/c.nc, f Oiptisar w -<. L iureuco da
Matti. un Al no, da qu il foi p^lnubo Man .el Fe-
liciano Gomes de Souz*.
Ao regresaarem, coojecaram a disputar em ca-
inuini s-ore qml delles aaoii ra; b)r trao+lhar
em aolipaa, e dentro em poned eatavam dd luto
travada, tiesu 1 > M iu >! 'rioct fondo co n oito
f icada.grvemeni'.
A. sogra do off-uaor, qu : tambem o d) oirenai-
do laem compauhu de amos aaa'm cjiuj urna
menor inn do ultimo.
Franca que se puaert em fuga, foi posterior-
m ow preso p la respectiva autoridade, que pro-
ce leu na te.-m-S d. inqu-nti pdieai.
Bapoatco seaaierleaaa em Ber-
lia -Abaixopubluamoa o orfious qu -. a res-
pectiva eimmisao tgeoei id na te prjdu :toa que
d vem ri^irar u* expoaioio sul amirieaaa em t^r-
lltn, dirigi '>s Enna. Sr*. Dr. vico-pr :aidente
d provincia e Viaooade de Paragaasa, cnsul
do Brasil em Hamburgo.
Etl-os :
! Iilm. o Exal. Sr.Temos a honra de enviara
V. Exc. um exemolar do catalogo dos producto
e materias primas, que em 39 volumes rematte-
I
I
'
iaiiHn
MUTILADO


MH
de Peraa
a-feir 27 de Agesto* de i


mol no di 14 do corrate mu, para a expoaioo
sul-amerieana em Berlim.
Api-asentamos igualmente a V. Ere. copia Jos
officios que dirigimos aa eontol doBrazil m Ham-
bargo. accusindo primeiramente a remesa* d'aquel-
lea volumet e depois o catalogo.
NSo nosfo' possivel no espaco de alguna das
agenciar ama collecco oais numerosa e impor-
taste, embora tenh-mos tido na devida conside-
radlo a ncuir.b ncia que V. Ezc. nos confiou.
Dens guarde a V. Ezc. Illra. e Exm. Sr.
Dr. Ignacio Joaquina de Souca Leo, digno pre-
ndante da provincia.
< Visconde da Silva Loyo.
Joo Feroandes Lopes.
Andr Maria Pinheiro.
Joseph Krause.
Bario do Ser nhem-
Jos Fiusa de Oliveira.
A. G. Miranda Leal.
Il'm. e xm. Sr.Remettemoa a V. Exc. o
eatalogo dos objectos que no vapor Tren foram
deeta provincia, no da 14 do corrate, para a ex
posiao sul-americana, sendo ama va manuscrip-
ta em allemo. A pequea extenso do mesmo
catalogo, confirme com a mcdeata exhibico que
nos permictio fazer a eatreitesa do teoipo (allega-
do em nosso anterijr officio) tormu meaos sensi-
vel a falta de classifieaco dos productos.
< Dt-ua guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. Vis-
conde de Paraguassi, cnsul do Brasil em Ham-
bnrgo.
Visconde da Silva Loyo.
Jo9f ph Krauze.
Bario de Seriuhem.
Joo Feroaiides Lopes.
" AnJr Mara Pinheiro.
o Jos Pinza de Oliveura.
A. G. Miranda L-al.
A* Colonias Porluguesias)Deata ex-
cellente revista illustrada, que se publica em Lis-
boa, recebemos c u. 5, do 4 anuo.
Agradecemos.
Club iliterario Joaquina Siahaco-
Coin este titulo acabam de fundar os alumnos do
Intrnate Pernambucano urna sociedade, fcando
assim organisada a sua directoiia :
PresidenteFrancisco de Albuqu'rque Mello.
Vice-preaidente Autonio Luiz C de Albu-
querque.
Io SecretarteLuiz de Paula Lopea Jnior.
2 SecretarioManoel Xavier Paes Barrete
OradorJos de Mirania Costa.
TheaoureiroLeopoldino Franco A. Lins.
aterala do Unieritorio -Da corte
recebemos hontem o n. 8 desta revista mensa! do
Imperial Observatorio do Rio de Janeiro.
E' este o sea sumu.ario: Occultae,oes e oclyp-
ses. Revista das publicacoes. Aspecto do co
dorante o mez de Setembro. Revista climatol-
gica dos mezes de Junbe e Julho. Noticias va-
rias.
.azota Medica da BabiaRecebemos
OS. 1 desta gazeta, serie III, volume IV.
' .ate o seu summarie :
L Coinmunicago das pesquisas de M. Pasteur
obre a raiva e seu tratmnento por inoculafoea
preventivas. Por M. Vignal.
II. Gontribuigao ao estudo chimico dos aneuris-
mas da aorta. Pelo professor V. Saboia.
III. Revista cliuica. Do emprego das iojec-
c5es d'agua quente em gyueologia. Pelo Dr. Bu-
dn.
IV. Revista da Imprensa Medica. Tratamen-
to dos aneurismas pela iut oduecao de corpos so-
lidos. 2. O ankitostomo duodenal na Hollanda.
3. Metbodo simples de respirarlo artifioial. 4.
Tratamen'o dos sucres dos tsicos pelo centeio es-
pigado. 5 Trarauentc da blencirrhagia pelo Ja-
caranda lancifuliata 6. lnjeecoes sub-'cutaoeas
de quinina. 7. Da aloioa e da aloetin i no orga-
nismo animal. 8. Lithjiricia praticada oob a ac-
cSo anestbesica da cocana. 9. jTratamento das
fstulas pelas nj'ccoes da tereben'hina.
V. Bibliograpbia. De l'autipyrine daus la the-
rapeutique infantiie.
VI. Hygieue publica. Decre.'o que reorganisa
o servico sanitario do imperio.
VII. Meteorolgica Resumo das observacoes
meteorolgicas do mez de Julho. Pelo conselhei-
ro Dr. Rozendo A. P GuimsrSes.
VIII. Variedade. Um curioso suicidio.
IX Notiei rio.. 1. Cholera-morbus. 2. Amor-
talidade em Londres 3. Iosritut Pasteur. 4
Paasag m de um cauvete aberto pelo tubo intes-
tinal. 5. PuhlicHCOi s reo bidas.
Le Xoateaa MondeDe Pars recebe-
mos hontem os na. 68 e 67 d-ste jornal hebdoma-
dario poltico, litteraru, ini'strial e commercial.
Hevue de Monde l.atln Tambem de
Pariz recebeuus o romo 9, 4- anno d ata boa re
vista.
Eis o seu suramario : 4MC_
I. Question teroelle, par le Prince de
no.
II. Les Mdecins d'Autrefois, diaprs leurs
dienta, par M. K. de Maulde.
III. L'veil e m imiqne de L'Amiizouie, rap-
port de M. de Santa-Anua Nery, par M. A. W.
IV. Sur trois marches de Matare Rose, ^>ar M^
Paol Mari'on.
V- De la littrature actnelle en Italie, -par M
Lotty Mi dio.
VI- La cour romaine et les grecs exils, par M
Cb. Gid-1, proviaeur du Lye Lou.s le-Grand.
Vil La rtpubque de Counani, par M. Henri
A Cidreu.
VIII. Posie: 1- la Rosee. 2- Iuconstaoce,
par vi. PierroT.
IX Politiqe et diplomatie. Bulletin menausi,
par M le ointe de Barra!.
X. Le Monde financier, par M. X.
XI. Livrea et revu-s. Catologue des principa-
les pubfteations da mois.
Bcvne Sad AnterlcalneDe Pars re-
ceb mos h -ntem o n. )8 d.*ta revista bimensal dos
paizes latinos da Amorica.
E' este o sen suramario :
Coup d'oeil general rtrospectit sur la 4* anne
de pubhcation de la Revue Sud-AmricaiMe, par
L. Guil-.mu. Annuaire statistique de la republi*
que de ('Uruguay, par P. Antonini y }Jiez. L'-
mission d'obligation du canal de Panam. Le
dioit publie en Amrique. Lettre de M. R. F.
Seijas. Voyages dans lea rpubUqnes de l'Eqoa-
teur et du feron. Coarrer d'Amrique. Revae
couomique. Revue finaacire. Arts, sciences et
bits div.-rs. Annoaces.
I hontem o n. 126 deste peridico, correio da Ame-
rica do Sul.
O seu summario este ;
L-s reproches de M. Affonso Celso an ministre
des finances.Z. Bisil.M B. Echos de par
tout. Cause rie medcale.Dr. Saury. Revne de
la presse- Nouvelles des provioces : Brsil (Rio
de Janeiro,. Minas, Amazones, Para, Babia, Rio
Gran le do Sul, Sam Paulo. Talgrammes. Le
eaf.C. Routier. Pars vol d'oiseau.Adrien
Desprez. Pacifique et La Plata. Le Thatre 4
Rio d* Janeiro Revue eoaamerciale.D. Noel.
B vue financiera.Z. Mouvement maritime. Mai-
Sons recomoKinde.s. Aanonces.
Turre Escrevem-nos :
Tem sido em vo as reclai-.acoei justas qoe
pem Revista temos feito com relvi > ao abuso de
vagarem damnificando lavouras grupos de ani-
maes |ir esto povoado.
Nenhum correctivo que cerse isto, tem o res-
pectivo riscal anteposto, no entanto os animaes
squi vagam em abundancia desde o alto desde po-
Voado at as ras do Rto adjweent.a, sahiado
ssim do pequeo permetro de trra db Sr. Joao
Caxneiro.
E' preciso aotar se oue t^ea animaes nao
perboe mH.asta_cavalheiro e quaodo perteaeos
aem cumprla-lbe cerrar o terreno que destnatae
para pasto, norquanto este infeliz pivoadp nao
neohuina fedoria :e-t aob a juriadicco da c-
mara do Recife.
O fiscal qu! se dignasse subir da Magda-
lena at aqui vera com i nvame os grupos de
Carneiros, cabras, bois, eavallus, etc., etc..
Club acadmico Hylvlo Booaera
Funecionoo eu> club mr dia 22 do cujrente, 'm
sesaao ordinaria, aob a presidencia do Sr. Pedro
dos Santos.
Lida e approyada a acta da seaso ordinaria
pastada, forauj em, seguid* iMas e unanimemeate
approvadas aa duaa actai das seasoes extrardi'
nari.it dos dis ,9 20 de Agosto.
Na 1* parte da.ord m di diaroram agreaenta
das algomas nrupostas, qoe na 2 fora appro-
ffadaa,
DisaettarsaL bre as eeguintes tbetes os Srs..
Sena e iyiuto-Siito:
Q tai a p...iv,o da inulherao paaeardo Oriente
ao Gceidente ? FniimcrafiT e denominacao dos
podefeaj polticos.
Pajlaram sob a 2* thesa os Srs. Santos e Fer-
reiraflinto.
Pafst tuliaatu- o Sr. Dantas na thesoarana sn-
ran'dapa lieenca, fol nomeada o Sn Albu^uecjue
NettJ>{wra.membro da commisso de syadjeao-
cia da qae fasta parta licenciado o !Sr. Espirito-
Santo.
Nada maia ha vendo a tratarse, foi encerrada a
sessio.
Liberloa aexas;enarloa. O Jornal do
Cummrcio da efirta, da 18 do crrante, d a se-
guate uoticia, cujos dados augmentamos com um
additameato, que apresentou no dia seguate:
A lei de 28 de Setembro do auno prximo pas
sado estatuio que, em chegando o eteravo 4 idade
de 60 annos, s-ja havido por liberto, sendo appli
cavel esta humanitaria disposicio aos que bou ves-
aem completado aquella idade na data da mesma
lei. Nao s para verificar por este lado os effeitog
immediatos do preceto legislativo, mas ao mesmo
tempo para salvaguardar por meio de intimacoes
e da conveniente publicidade, os direitos por tal
modo adquiridos, ordenou o Ministerio da Agricul-
tura que, revista em todos os municipios a matri-
cula dos escravos, se organisassem retagojs espe-
cificadas doe individuos que, em razio da idade,
houvessem adquirido direito de liberdade, compu-
tando se a mesma idade pela que oonstasse da re-
ferida matricula, com addioao do tempo decorrido.
Das relaco's assim organisadas e at agora re-
cebidas pela competente Secretaria de Estado, re-
sultam os seguintes dados :
Provincia Mu.
Para................ /
Maranho...........
Piauhy..............
Rio Giande do Norte .
Parahyba...........
Pernamoucn.........
Alagoas.............
Sergipe..............
Bahia...............
Espirito-Santo.......
Rio de Janeiro.......
S. Paulo............
Paran.............
Sauta Cathanna......
Rio Grande do Sul....
'Joyas...............
Matto- Groase.......
Minas-Geraes........
Corte................
icipios Sexagenarios
_-
8 943
4 233
20 833
39 .761
21 1.802
an.
30 8.552
13 1.253
30 17.325
40 7.902
14 282
4 108
40 i.*37
18 258
231
77 18.595
1 3.055
Total.
359
68.835
Como se v, nao ha anda informacoes das pro-
vincias do Para, Rio Grtnde do Norte e Sergipe,
referindo-se os dados at agara colligidos tio s
mente a 359 municipios, emquanto o Imperio con
ta nao menos de 750 circamsirripcoes deata cate-
gora.
A totalidade dos escravos a aue se tem feito sp-
plicavel o beneficio da lei pode ser estimada, a
nosso ver, em 120,000, e este algarismo combina
mui approximadamente com previsS) theorica que,
ao ser proposta a alforrla dos sexagenarios, foi de-
duzida pelo Sr. Dr. Vieira Souto do exame compa-
rativo de numerosas taboas de mortalidade. A
coincidencia dos dados positivos cem os dados
theoricos deverA mesmo considerar se mais perfei-
ta, se levarmos em coutaque as retacees abrangein
glande numero de individuos fallecidos por nio
haverem os ex-senbores conmunicado em tempo s
estacoes fiscaea o bito dos oscravoa matriculados.
Mandou a nova lei que, de par com a nova ma-
tricula eos escravos, se orgauiac especial arrola-
ment dos libertos que, adquirindo esta condicao
em virtude da idade, se achem obrigados ao onus
do servico pelo prazo mximo de um triennio, com-
tanto que esta obngacSo nao perdure alm des 65
annoa. Este arrolamento tem de efFectuar-se me-
diante declarares dos antigoa senhores e ser en-
cerrado a 30 do Maree. Nem por este meio, en-
tretanto, ser possivel conbecer com exactido o
numero de escravos beneficiados com a liberdade,
nao s porque ao mesmo arrolamento nao serao ad-
mittid js os libertos de 65 aanos, mas ainda porque
numerosos ex senhores se abstero de inscrever
os seus antigos escravos, que por este modo fica-
ro isentos de todo o onus de servico. Contndo-
se, alias, de 28 de Setembro de 1885 o triennio dos
servicos para todos os antigos escravos que hou-
verem chegado entilo idade. de 61 annos, mui re-
duzido estar o prazo da obngaeo ao encerrar-sc
o arrolamento, o que diminuir em grande escala o
iuteresse dos patronos em pr .moverm a inserp-
c5o.
Por esta razao, e pelo multo que para esperar
da pbilantropia dos ex-senhores, podemos ter p .r
eerto que grande numero de libertos deixar de
ser inscript', ficando assim isentos, na forma da
lei, do quaiquer ouus de servico, e, pela sua p irte,
exonerados os actuaea patronos de todas as obri-
gacoes a que os sujeitaria a iuscripca.
O mecbanismo, nimiamente complicado, da nova
le torna necessarias estas observares para qae
muitos ex-seoh .res nao s jam indusidos por equi-
vocacao a procederem en desnccordo com as suas
ciencias. Por isto recordaremos que Ibes en-
ramante livre nscreverera ou nao seus antigos
antigos escravos no especial arrolamento dos li-
bertos sexagenarios. A omisaSo ter oomo nico
e&Vitn a re.uiim-ia dos servicos a que taes libertos
Bao obrigadasasK
i Pbenomeno Do Diario de Noticias |da
Babia, de 21 do corrate extraamos aa aeguintes
noticias :
Ha tempos noticin a Qazeta da bahia, por
informacoes ministradas por pessoas da Baixa
Giai.d'-, existir all urna menina a quem na tera
idade de cinco para seis annos, se apresentara o
flaxo cbtaraenial eom perfeita regularidad*". -
Este facto, qae nao cora certeza urna novi-
dade para as pessoas entend .as da eciencia, nao
deixa comtudo de causar admira9lo a muita gen-
te.
Pata completar, pois, aquella noticia,'vamos
dar hoje informacoes minuciosas sobre a menina,
qae a um nosso distincto amigo foram fornecidas
pela propria mii da crianza, |ne a elle a asjKsen-
tara.
Chama-se ella Antonia e filha legitima de
Cypris.no Moreira de Sant'-Anna, j fallecido, e de
D. Jjaaab Varia de Sant'Anna.
'Anfeafa conta actualmeirte 7 annoa incom-
pletos, -tendo tres irmaoa mais velhos, excede os
em altura e desenvolvimento pbysico.
O seu rosto tem a cor dos nossos caboclos, os
cabellos sao castanbos e bem corridos e a sua al
tora approximadamente de 110 centmetros.
As feicpes do rosta nao estio em harmona
cora a altura della, pois que tem a apparencia de
urna n-.oca de 18 annoa, pouco mais ou menos, o
qae nao impedo que seja a crianca, extremamente
sympathica.
Poasue aei^s plenamente desenvolvidos e os
demais caractersticos da puberdade.
Na idade de no.anno apparecau-lba pala pr-
meira ves o fluxo catameaiaJ, dando lugar a que
seus pas julgando a enferma, procuraasem sup
primit'o por meio de medicamento,
Tudo, pofm. foi baldado, pois que ng qaa-
dras apropriadas veltava a sapposta enfermidade,
que c .ntina sempro com a mesma regularida-
de.
Anda o dnelloA'cerca do havido lti-
mamente na corte entre, dous jornalista de que
j houtem dem .s noticia, encontramos o segninte
na Gazeta da Tarde :
T. rminou do moda o mais digno para a im-
preosa e airoso para os cavalleiros que nelia to-
ntram paite, a quet-to de imprensa entre os Srs.
Visconde de S. Salvador, proprietario do PaiM, e o
Dr, Ferreira d-- Arai.jc, redactor ebefe e propne*
lapsfilii Qazeta de Noticias :
i Para satisfazer a curiosidade publica, sequio-
sa de taber qual seria-o desfocho da queatao, em
que se empenharam os deis orgoe de manir nr> s-
t gio da nossa imprenta neutra, damisas seguin
tea iuformao5es :
Foram Uaumunnua, por parte do Sr. Dr. Fer-
feira de Araujo, os Srs capitlo de mar e gjirra
Jos M>rqoea Guimar&es e Guiset,pe Fogliani e
Ei- part do Sr. Visconde de S. Salvador, os Srs.
ara) d Jaceguay e capito-teneute Jos Vctor
De L mire.
Eateve presente ao du 111 um dos nossos dit-
tinetot cii.nc s, o -r. Dr. Jos Pefeira Guiraa-
rfan.
a O adversarios compareceram ao terreno 1
h'irki da tarde. A p.noa escolhida foi a pistola,
carregada e tirada 4 sorte oo a--to, a distancia
de viute passus.
Liado o signal, detfecbaram ambos as ar-
mas.
A da Dr. Ferreira de Araujo, porm, falhou
fogo, por. d. feito da espoleta.
attf baila (iHprirad- p.-|o Sr. Visconde de S.
Sair^do lierdea-ae, felizmente, sem ferir o seu
vraano.
a No campo da hinra, os-dois repreteutantes da
iinuieusa p rtarnm-ae e m 6 den do e o eaVallei
ruiuio de que tamas provaa tem dado.
Congratulaaa>f-qot com os uosaos collegas pelo
desfeicho da qWestao'e f licftamo non'por nao ter-
a lamentar nenhtnna contequeueia grave do
i, com jue mait ama ves se mostraram talha-
para os altos destinos d impreusa, cajo ponto
rtiia deve ser a leaJdadee a houia.
loro que e esjbibtm notteia do nobre-e al-
tivo deefeicho da questo, os redacooes da fTaallj
de Noticias e do Pai* enoberam-se de amigos e
de admiradores dos dous distinctos cavalheiro*.
) duello te ve- lugar na i Ib* d'Agua.
alelaL-se na Tribuna de Paraty :
Em frente 4 barra do lagar denominado Rio
Pequeo, deste municipio, foi encontrada botando
tona d'agua, ja em adiantado estado de putre-
faec ', urna enorme baleia com 18 para 14 metros
de oumprimento, segundo informacoes que nos den
um morador d'alli-
a- Este cetceo, que tem afuyentado os pesca-
dores d'uquelle lugar, de suppor que fotse ar-
po t do por alguna martimos. *
tsecartjo*Palo Tribunal do Thesonro fo-
ram :
Indeferido, o recurso de Antonio Jos da Costa
Araujo, contra a multa de direitos em dobro, im
posta pela Alfandega de P*>rnambnco, pelo aceras-
simo verificado em um despacho de objectos para
relojoeiro.
Deferido o de Costa & Garda, interposto da de-
ciso da inspectora da sobredita Alfandega, recu-
sando aceitar os documentos- comprobatorios da
descarga em Pernambuco, de 50 oaixas com albos,
para all reexportadas em Desembro do anno pr-
ximo ..paseado, por sercm apresentados fr.i do
praso legal.
Espirito Manto.Este vapor da Compa-
nhia Braaileira, segundo telegramma recebido, sa-
nio de Macei hontem s 5 horas da tarde, pelo
que deve hoje amanhecer em o nosso porto-.
betloea. Effectuar-se ho:
Hoje :
Pelo agente Pinto, s 11 horas, 4 ra do Bom
Jess o. 43, de dividas, fazendas, miudezas e ma-
teriaes.
Pelo agente Silveira, s 11 horas, 4 tua estrella
do Rosario n. 24, de predio.
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, na ra do
Mrquez de Guada n. 19, de movis e fazendas
diversas.
Amanh :
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, na ra de
Mrquez de Olinda n. 19, de predios.
Pelo agente Modesto Baptista, s' 11 horas, na
ra estreita do Rosarit n. 24, de varas gneros.
Mia fanebret. Serao celebradas :
Hoje :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
do maj ir Custodio Floro da Silva Fragoso ; s 8
horas, na matriz da Santo Antonio, por alma de
Manoel Antonio de Jess ; s 7 horas, na matriz
do Corpo Santo, por alma de Menene de S Pe-
gado.
Amanh :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Seraphina Mara do Nascimento Avilla ;
s 7 1/2 horas, na mesma matiiz, por alma de Jo-
s Bezerra Cavalcante de Albuqucrque i s 7 ho-
ras, na capella de Santo Amaro das Salinas, por
alma de Jos Antonio de Mattos.
Patmagelraa Sahiram para o sul os se-
guintes, no vapor Mandahu' :
Basilio de Araujo, Jos Antonio Teixeira Bastos
e 1 criado, Caetano de Almeida Campos, Alfredo
Henriqne de Oliveira.
Cana de etencao Movmento dos pre-
joa no dia 25 de Agoste l
Ezistiam presos 292, cntraram 2, sahiram 7,
existem 287.
A saber:
Nacionaes 263, mulheres 6, estrangeiros 7, es-
cravos sentenciados e proeessadoa 7, ditos de cr-
reecao 4.Total 287.
Arracoados 262, sendo : bous 247, doeates 15
Total 262.
Moviinento da enfermara :
Teve alta :
Jo&o Felippe de Souzn.
Falleceu :
Nicacio Ferreira de Vasconcellos.
Lotera de MadridRelacao doa nme-
ros mais premiados na extraeco da lotera que
se venfi :ou em 6 de Agosto corrate :
Matadoaro mosteoForam abatidas ib
r*^*!r>d*0'b**,8 66reseapara ostanme
do da 'i7 de Agosto.
Sendo : 51 resea porteneanteaa Oliveira Caatro,
i C, e 14 a diversos.
Mercado ManlelpsH de . Jote-O
movimeato deste .Mercado nos das 26 do cor-
rente, foi o tequite:
Entraram ;
33 bois pesando 4,700 kilos.
386 kilos de peixe a 20 ri 7*720
95 cargas de farinba a 200 ris 19*000
29 ditos defraetas diversas a 300 rs. 8*700
15 taboierot a 200 neis 3*000
12 Sumas a 900 ris 2*40 >
Foram oceupados :
261/2 columnas a 600 ris 15*900
28 compartimentos de farinha a
500 ris. 14*000
2-ditos de comida a- 500 ris 11*000
731/2 ditos de legumes a 400 ris 29*400
16 d i tos de suino a 700 ris 11 *20i I
13 ditos de-rreseuras 600 ris 7*800
10 ditos de ditos a 2* 29*000
3 dito al* 3*000
A Oliveira Castro & C.:
2 talhaa a 500 ris 1*000
54 talhos de carne verde a lf -64*000
Deve ter sido arrecadada nestea dias
a quantia de
Rendimento do dia 1 a 25
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde a 320 e 400 ris o kilo.
Su ..ota 500 e 590 ris dem.
Carneiro de 640 e 600 ris idem.
rarmh. de 320 a 240 ris a caa.
Milho de 240 a 300 ris idem.
Feijao de 500 a 560 idem.
208*120
5:267*680
5:475*800
CHRONICA JUDICIARU
Ha Pesetas Ns. Pesetas
9.977 250.-.J00 2.637 5:000
3 402 125:000 9.0-9 5:000
2.076 60.000 9.929 5:000
4.231 30:000 9.994 5: 000
9.976 6:000 11.555 5:000
9.978 6:000 11.795 5:000
9U0 5:0U0 14.568 5:000
913 5:000 15.767 5:000
1.462 5:000 3.401 3:500
1.766 5:000 3.403 3.50J
Hospital Porlucaez-O movimento das
enfermaras deste hospital du. ante a semana nuda
foi o seguate
Existiam 12
5
17
Falieeeram................ 2
Ficam e n tratamen to....... 15
17
Continua de mordomo de semana o Sr. Maaoel
Nanet da Fonaeca.
Lotera da provincia do Blo de Ja
nnru Eis os nmeros mais premiados aa 4*
parte da 2 lotera da caixa dotal dos orphos de
S. Francisco de Pau'a (4 parte da 864), extrahi-
da em 13 de Agosto :
psanos na 100^000*000 x 1:000*000
7161
5520
9997 *%
327
6403
2319
7160
9284
11155
19448
12606
7160
7162
5519
5621
9996
9998
326
328
6402
6404
APPBOXIaUCOIS
120
724
758
764
1208
1387
1490
1500
raamos de 500*000
792 2168 6351 10154
1202 4268 9010 11235
1686 5321 9324 13302
PBBMIOS DE 200* KK)
1037 3003 5439 7956
1900 3770 6038 7985
1997 4481 6372 8419
2300 4568 6641 8646
2352 4645 6642 11104
pasmos db 100*000
1509 4225 654 78'4
2480 4238 6733 7981
3047 4826 6960 8174
3184 5041 6986 8351
3200 5171 7089 8371
3205 6642 7223 8488
3409 57-17 7560 8656
3528 6292 7696 8870
100:000*000
20:000*000
5:000*01.0
2:00ii*000
2:000*000
1:000*000
1:000*000
1:! 100*000
1:0000000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
600*000
600*000
400*000
4(10*000
800*000
300*000
300*000
300*000
13889
13895
11149
11237
11900
13464
13824
13586
13719
9699
1'203
10986
11015
11290
11323
13343
13483
A lotera n. 65,
liote'i da provincia
-ni beneficio da Santa Cas* de Misericordia do
tieuife a-ir extraiuda quaodo for annuoaiada.
No consistorio da igreja de Nossa Sanhora Ha
Conceico dos Militares, se acharSo exposta as
urnas e as eap'ieraa, arrumadas em ordVm num-
rica 4 aoreci. i lodo publico.
Li Lotera do BloA 1 part .da lotera
0 35, do novo plano, do premio d.- 100:000*000,
ter extrabida no dia .. de Agosto.
Os biltaetea acham-se 4 venda na Casa da Por
tuna 4 ra Primeim de Marco.
Tamo.:m acbam se 4 venda na praca da Iude-
pen encia na. 37 e 89.
Lotera da orteA i* parte da 199 lo-
tera an erte, enj premio grande de-100:000*,'
ser .-xtrahida hoje 27 de Agosto.
Os bilhetea ach m-se venda na .Caa da For-
tu-ia 4 ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambera acham-se 4 venda o> prac> da Inde
pendencia na. 37 e 39.
Leseada Biiraorataria .da Vplraa
Ka O 4.*enKiino sorteio daa 4.a. e 5 axries
1 sta nnp .rtante loUjria, cujo mai ir premio de
15:OO0*tiO0, sera eztrabida brevemente.
Achaio-ae ezpostos a venda os reatos dos bi
es ua Caaa da Fortuua 4 ra PrinUri do Mareo
n. 28.
Lotera de Macelo de *oOi*HHoo
A 5" partes da l' lotera, cujo premio
grand-- de t(f*O0O*, pe^o novo plano, ser x
trahida laanreterirelmente, no dia 81 do Agosto s
11 b iraa da saaaba.
Hilhetesa venda na Casa Eolia da praca da Ja
dependtucia os 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Reda da For
laa 4 ros Larga do Rosario 86.
Preoos resumidos.
Imita t oniiuerclal da eidade do
Reclfe
ACTA DA SESSO EM 19 DE AGOSTO
DE 1886
PBBSIDSNCIA DO ILLM. SB. COMMEHDADOB RTOHIO
Qoass ds uiBAjma lbal
Secretario, Dr. Julio Guimaraes
A's 10 horas da manha, declarou-se aberta a
seasao, estaudo presentes os Srs. depatados :
oommendador Lepes Machado, Beltro Jnior e
supplente Hermino de Figueiredo, faltando com
participa^ao o Sr. deputado Oliuto Bastos.
Lida, foi appro'ada a acta da precedente sessio
e fea-se a leitura do aeipiinte
EXPEDiaHTB
Oflicios :
De 7 do corrate, da Junta Commercial da ca-
pital do imperio, remetiendo a relacao dos com-
merciantes matriculados no mes de Julho. Ac-
cuse se a recepcAo e arjh ve-ae.
De 23 de Julho, di Junta Commercial de Porto
Alegre, em resposta ao dcsta Jun*a de 2 do mes-
mo mez.Para o archivo.
De 7 do corrate, da junta dos correctores
desta praca, en vianda o boletm das cotaco-'B of-
ficiaes de 9 a 14.eja archivado.
Diarios officiaes de ns. 214 a 219. Sejam ar-
chivados.
Foram distribuidos rubrica os seguintes li-
vros : .
Diario e copiador do English Bank of Ro de
Janeiro Limited, diarios de Heurque Xavier de
Araujo, Saraiva e Mello, dito de Fernandes Braga
& C, copiador de R. de Drusina i C, dito de
Paria Sobrinho & C, dito de Antonio D-arte Car-
neiro Vianna.
despachos
Pctisoes :
De Baltar Ir raaos & C, para que se archive o
distracto de dita firma, da qual se retirou o ex-
socio Alfredo Ferreira Baltar, ficando os sutroa
dous socios Antonio Pe reir Baltar Sobrinho e
David Ferreira Porto Baltar de posse do estabele-
cimento do commi.-soes d'esta praca e do activo e
ebrigado ^elo pasaivo da 'extincta sociedade.
Archive-se, depois de satisfeito o parecer fiscal.
De Jos Manas Torres de Castro, para que se
d baxa to registro da nomea^ao de seu ex-cai-
xeiro Antonio O'yises de Oliveira.Como requer,
pago u s- lio da taxi.
De Ernesto Leopoldo, idem de Joaquim Ores-
tes de Moura Gondira e Antonio Jos Felippe San-
tiago.U'.ra ijiedem.
De Luiz Jos da Silva Guimaraes, idem quanto
ao ex caix.iro Jastmo Antonio Pinto.Deftrida.
Do Autouii Espiadola Ferreira da Oliveira &
C, i lem quauto ao ex-caixeiro Silvestre Miuervi-
no Alvos de Miranda e registro da uouieacao que
apietenta('orno podos.
Dd Manuel Vieira Nevea, idem quaoto & no-
meacao que apresenta, e baixa no registro da no-
meacao de seu ex-caixeiro Sil vino Jos da Silvei-
ra Pinto.Como requer.
De Car val ho & Fre tas, para que se registre a
procuraco que passaram a Joo Jacintho de Me-
deiros Rezende para gerir e administrar seu ssta-
belecmento ruado Visconde de Iuhama a. 9.
Registru-se.
Aleancaram o despachoRegistre-seaa se-
guintes petifoes, solicitando registro de noraeaco
de caixeiros :
De Jos Soares Lapa, Antonio Pinto Lapa &
Irino, Decio Augusto Rodrigues da Silva & C,
Manoel Joaquim Alves da Costa, Fraaciseo Jos
Leite & O, Joo Luis de Paula, .-ilva & C, Porto
& Santiago, Silva e Alves, Manoel Joaquim da
Cruz, Vicente Ferreira de Albuquerque Nasci-
mento, Antonio Tbeodoro de Albuquerque & C,
Migeos fe C, Israel Irmo & C, Francisco An-
tonio de Albuquerque Mello, Fraaciseo Pinto Ma-
galbaus, Francisco Petrocalli 4t Irmo, Anglica
Francisca Bastos. Henrique Wogeley, Magalhes
& Santos, Goncalvez Lourenco & C, Victorino
Silva & C., Manoel Mara Gomes da Silva Cunha,
Jos Joaquim Marrocos F'ereira, e E. C. Beltro
b Irmo.
De Joo Botelho Neves e Franciscs Correia de
Rezende, para que se archive o diatracto de socio
da firma Orreia & C, successores, pelo que fica
o ex-soco Neves de posse do estabelecimento
des-a praca e do activo e) obrigado pelo pasaivo
da extincta sociedade.Archive-se.
De Jos Velloso Soares & O, baixa em sea ex
caixeiro Manoel Gomes.Dse a baixa pedida.
De Pereira & Rodrigues, para que se registre
a nomeaco de seu eaixeiro. Como pedan, de-
pois de satisfeito o parecer.
Nada mais havendo a despachar, o Illm. Sr. com-
mendador presidente encerrou a se sao s 11
horas e 45 minutos da manh.

PIJBUACGES A PEDIDO
Rio O capito aloio Ueveriaao Ha
del da lotli r cm detractor
Urbano eloaqnini de sLoyola
Barata
Ant'ia de completar a refata9do que,
com praz-'i, Doe impozemos de pr aiuzr as
accu8a\-3.t8 f itas p^los correspondentes do
Diario, do Naul, coatr^ o Exm. Sr. ge-
neral Jos Angelo de Moraea Rfg<<, cum-
pr* que trat-mos de um facto, anmalo
qu< all se est operando com relaySo ao
jornaliamo.
Todos .aa bem qae o Correio do Natal
o orgo do governo niqu-lla provm ia,
corre.ido-lhe o ludeclinavel dever de d"fri-
d r os seue che'ea e representantes poli ti
eos no p rliiuento, quaodo atacados, quer
ao infamo parlamento, quer na inprenaa
da corte ou na da provineia
T .os sabem gualftwute, que os JSxius.
Srs. pa.ir^ Joao MavK>-t e Or. Tarouioto
de ouza, sao os ebefes ostensivos do par
tido conser*iidor do Rio-Grande do Norte
o que naa se p le coutestak', desde qu-
esaa provincia oa elegea como seus repte
s.-ntautes no parlamento brasileiro, onde
tio bem tem sabido advagar o interess-s
da na provincia, es que lhe tem valido
y Bao pequea guerra, nao a na tribuua-
oarlamenUr, oomo na imprensa da corte e
do Natal; principalmente o Sr. padre JoSo
Maaoel, tem sido vehementemente atacado
pe'O Pai, qae nada tem poupado -me-
nos respeirade I
Os artigos do Sr. Nabuco publicado nes
se jornal tem sido tndos transcriptos pela
Liberdade, orgo do partido liberal do Na-
tal, qu se tem esforjado em dar-Ibes a
maior circularlo.
Pois bem : aaiba o publico desta capital
que, quaodo se esperava que o Correio do
Naial, aps urna interrupcao qui tere em
sua pnbhcacao, viesse, se bem que tarde,
defender os seus chefes, tao violentameute
atacados, reappareceu lie no dia 7 do
correte, com um artigo de fondo muito
puchado, tratando da nossa humilde indi-
vidualidade, procurando defender o Exm.
Sr. Dr. Moreira Alves e o juiz municipal
da capital, vantajosamente conhecido naquel
la provincia, na phrase do mesmo jornal.
J vio o publico sensato, maior dislate,
que o de levar se para a" parte maia im-
portaste de nm jornal poltico, orgao ofi-
cial do go7erno da provincia e do partido
dominante, urna queatao relativamente in-
significante, como a de que nos
moa ?
Na verdade ser urna mediocridade obs-
cura oome nos, objecto de diacussSo em
artigo de fundo no Correio do Natal, com
preteiicSo dos interesses polticos mais vi
taes da provincia e da defeza que tem por
dever fazer aos seus representantes, era
honra que nunca sonhamos ter I
Sem embargo da incorrecto da forma
do artigo por demais azado para ser de
fundo e por ser isto esoripto pelos mais
habis pennas da respectiva redaocSo, sur-
prendeu nos que n3o tivesse elle defendido
o ex-promotor publico Dr. Paulino da C-
mara (vulgo Chico Farofa) 1
Porque teria tido atirado valla com-
mum ?
Seria porque tem escrpulos em dar a
denuncia, pela conviccSo, que tinha e tem
da incompetencia de foro, escrpulos, que
foram vencidos por urna ordem da presi-
dencia, mas que renasceram depois que
dcixou a promotoria, como ha pouco tem-
po ainda sustentou em um juntar em casa
do Dr. L'Eraistre?
E'" q-je i ama-se a traijSo, e aborrce-
se o traidor I...
Feito este ligeiro reparo, prosigamos em
nossa agradavel tarefa de defender a jus
tija e a verdade, nao nos intrometten lo
nos negocios da poltica pratica do Natal.
J provamos a saciolada e com docu-
mentos ofici ios, que a calumniosa imputa
cao feta ao Exm. Sr. general Moraes R--
go, a respailo do extravio da quantia de
ll:tJ0l)f>, p Ttencente a azenda nacional,
nio passou de um recurro torpe, e por
isso mesmo improprio de horneas que se
presara e presara ainda mais a verdade !
Exactamente por essa quantia 11:600$
responsabilisod-se o eoto major Pereira
da Cunha, que foi condemnado a dous an-
uos e raeia de priso, o que trouxe cerno
coasequencia impresoiadivel a sua exclu-
so do exercito!
A allu9to igaominiosa que tiveram o ar
rojo de insinuar, de que o illustre e dis-
tincto gneral havia procedido inspirado por
Deus Bacco, j teve tambem a devida res-
posta ; e s santiraos nao ter a certeza de
quem o seu" autor, para publicando-lhe o
nome por inteiro e em letras moiusculas,
tornal-o alvo da indignaco daquelles que
too i a fortuna de conbecer a essa respei-
tavel ornamento do >-xercito bsasileiro.
Falta-nos tratar da accusSo teita ao
Exm. Sr. g-neral quando foi fiscal do 28
corpo de voluntarias.
S. Exj. em todos os actos de sua vida
publica tem se havido oorn o maior crite-
rio o sensatez, que se p lo exigir de quai-
quer funecionario I
E' possivel que haja desagrada io a al-
gum offioial do 28 de voluntarios, mas
com certeza esse desagrado s poda ter
nascido nos relaxados em seus uniformes
e no cumprioiento de seus deveres, aos
poltr3es, preguijosos e inserviveis s ad
vertencias e admoeaticdes ; aos que qne.
riam por serem voluntarios da patria, exi-
mir-se dos rigores da vida militar em cara-
panha ; essos sim, com certeza, terSo gran-
des resenti.rents Jdo Exm. Sr. general
Moraes Reg, principalmente quando tive-
rem de exhibir suas fes de ojjicior eivadas
d Dotas por pris3cs e repreheasSea- por
faltas commettidas no servico militar.
Deste genero do accasaoSes temos nos
sido testemunha de innmeras fetnsa ge-
neraes e ofSciaes superiores, quer do exer
cito, quer honorarios.
Al.n dis o, qnern governa nSo pode
agradar a todos, por que sendo a humani-
dade contingente, nem todos sab -m, que
rem e podem cumprir os seus deveres, e
dahi es desgostos, as criticas e as sensu-
ras! Iso lgico, parece-nos.
A ultima aejusacao, por n2o querermo
deixar nenhuma de pe, fot sobre os actos
do mesmo general, quando coronel com-'
mandante do presidio de Fernando de No-
rontta 1
O correspondente, nSo conhece essa ques-
to, pois fall iu de ouvida vaga, e nom se-
quer animou-se a formular um ponto ao
menos.
Nos porcra mais amantes da verdade e
da reputaco alh.iia, lhe pedimos com em-
penbo que ani -ule sobre urna falta ao me-
aos, p-ra pod^rmos defender o venerando
general, visto considerarmos muito gratui-
ta a defeza sem aocusaco. Venha, e nos
encontrar; poreai nao falte verdade,
para nao ser upanhado em flagrante man
tira, o qu-- muito feio... .
Em que pese aos legistas do Natal, va-
mos agora fdlar dos nossos amigos, c.pi-
to Macie' < Per-ira, le qudtn ha dits nao tratamos.
O publico j suba que o conflicto dn ju-
risdieco provocado pelo juiz municipal do
Nati, e I vantfdo pelo Exm. Sr. g-neral
Miraes R g-, est affuto s aeccS'S da
gii^rr<, inann.ia e justiji do p.on8"lho d'*
sta 1", e qua nao obstante os mandoes de
aldeia in-istiam oa priso adwiniairativa d >
cap'to Maniel, raquisicZo do inope tor
da Tma 'urarin d Fasenda do Rio"Grao
da do Mort-j que se auppSe a .timada tudo
d- todos, iiganio-8! a pr-star os escla
r>- im-n'os que a r.speiti lhe requesitou o
inapTt r militar, que, na for na do art. 5*
tU r*giUm>-nto de 20 de marco de 18?,
pedia e davia pelil-os.
E' "noraute ou caprichoso quam, em
.asos taes, iato. 6, depois de levaatado um
conflicto e ffacto elle a autoridad supe-
rior,
diantb ana epifiiao; pois devia saber aue,
dada a bypotbeae, ninguatrf tem mais in-
tervencto no opbo, ate que a autoridade
para quem se recorreu, decida do facto.
Essa insistencia impertinente da inspector
da Thesouraria de Fazenda -do Natal dea
lugar a nova repulsa' e a nova resistencia
pot parte do Exm. Sr. general, e novas re-
clamacoes ao governo, o que obrigou ao
Exms. Ministros da Fazenda e da Guerra,
a telegrapharem ao Exm. presidente do
Rio Grande do No /te, ordenando-lhe que
mandasse sustar todo e quaiquer proced-
ment daqaella Thesouraria contra o oapi-
to Maciel, at que o coaselho de Estado
decida do conflicto 1 !
Cromos que a isto j se pode chamar -
bolos de palmatoria em quem, que
nao sabemos.....
Para que nio se diga mais tarde, que
estamos de m f, que nada nos agrada,
desde j declaramos que, quaiquer que seja
o modo porque o oonselho de Estado deci-
da o conflicto, isto se o crime da com-
petencia do fdro commum oa militar, os
nossos amigos capitao Maciel e tente Ro-
oecupa- JjrgUe8 Pereira, nao podem respon ier na-
quella provincia pela coaco a qae flcarSo
reduzi ios pelo seguate facto :
O Sr. Loyolla Barata intimo e prote-
gido da maneira a mais completa pelo pre-
sidente da assembla daquella provnola, o
Sr. Jos Gervasio de Amorim Garca; o
Sr. Dr. Amyathas, chefe de polica, pri-
mo irmo e cunhado do Sr. Jos Gerva
sio ; o inspector da Thesouraria, o Sr. Eu-
tiquiano de Amorim Garca, tambem pri-
mo irmo do Sr. Gervasio e do Sr. Amya-
thas, e casado com urna filha do Sr.
An tunes, theaoureiro da mesma Thesoura-
ria, de quem tambem sobrinho; o Sr.
Autuoes tio legitimo do promotor publi-
co, qae tambem Amorim Garca ; e tam-
bem primo do Dr. Antonio de Amorim
Garca, director da instruccao publica, que
por sua vez irniao do Sr. Odilon de Amo-
rim Garca, agente da companba de vapo-
res brasil-iros, e aparentado com todos o
Antunes Amorins Qarcias passados, pre-
sentes e futuros, que teem oceupado, occu
pam e ho de oceupar todos os cargos p-
blicos daquella provincia; verdadein casa
de mcribondo, que pretendem espicacar
aquellas nossos amigos.
Nao seria raelhor fazer presente dessa in-
feliz provincia a to felisarda gente, qu^j
se acha no goso e posse dos saus recursoB
materiaes e administrativos?
E tanto mais nos parece que assim de-
varia ser, quanto certo que a sua receita
auxiliada pelo governo geral pura que
possa fazer face s despezss publicas, que
eresceram a proporco das familias Antu-
nes e Amorim Garcia, duas familias dis-
tinctos e urna sb i erdadeira; pois a prole
vindoura tambera ha de ter empregos I I !
E' inacreditavel I
M.F.
&,' memoria de mea pal Haooel
Antonio de Iesas
GRATIDAO
Brancas semprevioas espreas sobre o ja
zigo da familia, no trigsimo dia aps o
o fallecimento de Manoel Antonio de Je-
ss, por seu filho o Dr. Julio Cezar de
Castro Jess.
Fluia o anno de 1821.
Ao Bol de 21 de Agoito, primos vagidoj de lin-
da creanc, faxiam-se onyirliebento segundo
vinha dulcificar os agros lidarej do trabalho hon-
Eram-lhe pugenitorea-o Alfares de Milieia
Manoel Antonio de Jess e sua mu'her D-
Francisca Rota de Jetus. Sorrisos e lagrimas
enlo perfumavam o seio alvacento da mili cari-
uliosa, e os extremos de maibeij issuspiras e
aiaaccordestormsuam ln'inonias celestes ; no
concert universalmas urna vezoAmor In-
creadova ^neher-se o conc.vo do Altar, c de
pjo velavam se os sacerdotes de .VIoloch e As-
taroth. (1)
Menos sadia que seu irmao, alent tumava a
teora creanca. Motins politieos ento sobrevin-
dod, accordaram ao Pai receieso saudades da Pa-
tria.
S u Paes eram mortoss duas irmes lhe
restavam. Aposs i-se o brigue Aurora e com mu-
Iher e filhos vel ja para Lisboa. Em viagem si-
bila o vento, ruje a tempestado................
O capitao Manoel Antonio de Jessordena
feriar os pannos, partem-se cabos e mas-
taros, e lanzados sao pelo vendaval. A mari-
nhagem receia, o desanimo comeca..... Os ho-
mens se abatem e recusam cumprir ordeos.....
A enormidade do perigo justifica a temeridade.
O capitao v sua mulher e. filhos, nio hesita
maia, ordeaa de novo e de novo desobedecido,
lanca mo de urna pistola, outra entrega a sua
mulher ,e, em luta com os elemeutos, desafia os bo-
m ns............. a tripolaclo obedece. Cai o
o vento, mas nao cae o rancor dos uomens. Pro-
segue o brigue em sua rota.
aem cessar marido e mulher velam alt-rnada-
mante. Os dias passam. O brigueAuroraa
porta, a Lisboa. Gracas rendidas ao Creador
Mau Pae, meu tio, meus a vos atnvessam o Tejo
e ebegam ao lar de seus maiores, sito na treguo zia
de S. Paulovillu de Almada. Em companhia
dot seus, deslizam-se os dias. Terceiro rebento
do tronco venusto ento brotou : era urna menina
mor.ni aos trpicosa os das voavam no edn
do Amor.
Lmpido horisonte ento assombrou se mas a
morena clarificou-se unindo se a Deus. A fa-
milia segu, a passeio para o I ort". Ah fica ata
o regresso do ebere que em viagem de ooservaclo
ve n ao Re.-ite ver se esperanzas haviam do o-
ceso necessario ao commerci?.
J ia en? meio o anno do 1823.
O Maranhooficialmente-era do partido do
rei-velho e o alteres d* milicias Manoel Antonio
djh Jess, leal como sempro foi, prefero re-csta-
beleeer-se na eidade de S. Lua, de Goaealves
Das ufano torrao.
Desembtreando denoite, dirgese a nmaPadaria
bate, mas, recusaj abrir lhe a porta receioaos do
ni.tim que a todo instante proroinpez ameaea-----
Sulca as agoas da Bahia do S Marcos o eo-
vado do fundador da MmarchiaC .kerane. Ar-
dilosameato coosegue dar fundo, apresenta se ao
Mnenta .............. catificado , m S.
Luis do Moranho, o brado do Yoiranga. Cor
rm os das, gor veaes, se en'reveem o homem do
poro e o L ird. O Lird presente c burgus e Ma
no 1 Amonio de Jess e couvidado para jantar em
'alacio. O Ljrd onsegue impressionar o cora-
cn senniv-l a g andiosaa caus. M noel Anto -
tomo dH Jesos alhere a Independencia.
Deli(rdH a colonia brazilica do lusitano reino,
reeonbeoida a S.ib^rania do nov. Imperio, a ta-
mil tornou ao Brasil. No Marauhio rija pro-
vacio, de novo xpernnenta o animo forte do varo
ewuaunt Molestia breire, rapiua Ib- o primoce-
nifiv, ento volta ao Beeife com sua mulher e nico
filho^-M.nojlainh.
Krocur.t vigorar o animo no traoaluo estorzaao-
Di-s IvH-se a const.tuinte
PasiB-e as sc-n.s de 1824. Amamlidaae
avi-a o canoeini da tnica d Christa, Soeoe-
dem-a o das um foragido das gales, do que dia-
r anjete entesta a bella Provincia de Pernambu -
e% aineaca pr v ngloria, a existencia do paei-
fieo neoia*ie MuoelAnteni> de Je9t e elle vae
Ia^latrra,1v8Undo L'mdres, OlascoW, Ctc
Data'aeete tempe o-nthn**sBro-|Be" (l) Ainda b* a ignorancia} ambiciosa do lana- i
tisiao.rmat.la os filhos Zaal. Lea so a c
IK


lu,o s -u ;- -'-K- rtrJL nTto. Pagehu deTlres-.
asaaticam nte inaeate m levar por -* aa ^ear* ^oa"M-
Boaaaaaa
PH


MHb
^mmmm^
-*-*--
Diario de PernambecoSexUi-fcira 27 de Agosto de 13E6
nheci mtii tarde pdwiitf es*<2> Mea PaeMtnoel
Antonio de Jess Jnior completava nove sano de
idade, relevava edae*l-o. Exigase o aior sa-
crificio do coraeao de Mi, era preoiao que o seu
nico filho partiste pan Europa. Deut abe o
que ella soffreu mais o sacrificio consummou-se -
meu Paa parti.
A sua applicacio e procedimento merecen dos
seus mostres elevado couceito, valer*m-lhe cartas
de qae eu me record cooa desvao* cimento. lo
feliamente o estadio do cellegio pnuco durou.O
menino Maooel foi aasalUdo em 1835, de urna con
eestio cerebral de que pereclitou gravemente. A
conaelbo de Ilustrados collegasLisbonenses deixou
de proseguir em suas humanidades, e voltou ao
Recite. Diatraeooes.e os selos de Mae eram urgen
tes ao ji adolescente menino Maooel Ao fiiho nico,
todas as cummodidades oispensava o Pae dsve
lado.
As sympbonas Jo immortal Betlini, do gran
dioso Verdi, o desenho crayon, a danca eram
conbecidas do jovem mas tarde autor dos meus
dias. Relacionado com a mocidade selecta de
sympathico torrao de Botero dos fteia a casa de
meu pai, nesta cidide, foi, por annss, doce vivei-
ro ao genio do tuturo Maraohao nomeado.
Aos desoito aunos de idade senta os fulgores
do prioseiro amor. Trancrevo aqu o que se l
na seeunda pagina do sea albnm.
Sobre o tmulo de urna virgem
Ha uaexisteucia 4humina dias assignalados
porde3istos to pungentes, que a sua record*-
cao aeompanha aquelle que os aoffreu em todas as
vicissitudes da vida com peuosa melancola, at
esse termo fatal, alera do qual est a eternidade I.
sos vida breve ; fftra a caridade quem ora efi-
gie rutilante de um aojo lhe apparecia oom o sor-
riso da gratidio pelos que soffriam, pelos qae ella
amparava carmbosa, pelos que, em derredor do
seu fretro, vieram testemunbar Iba a saudade
immensa que a tolos devorava......
.....
a sandade pelo paaiamento da Exma. 8ra. D.
Francisca Rosa de Jess seria tambem giavada,
lea do pranto i'aquellee que assistiram-n'a mo-
ribunda, u'aquelle por de sol suaviasimo que lhe
vioha beijar o leito n'aquella lux crepuscular que
como a esperanoa se viuha despedir da mil cari-
uhosa, da esposa desvelada o fidelissima, da chns-
ti fervorosa e exemplar. >
. .18 de Marco de 1S13 ..
Diainfaasto que vio fenecer a esperanca de
urna felicidade alimentada por quatro annos da
mais pura e candida amisade d dous entes que
ainda na adolescencia j so amavam com igual
dedicacio. *.......
. Recife, Marco de 1853.
De temperamento nerveo-saoguineo, (1) aque
cido sempre pelo extremo calor materno lendo a
Biblia, Oamoes, Marilha de Dirceu, Goncalves
Dias, os romancea de Sir W. Scott, etc., o moco
Manoel Antonio de Jesns Jnior precisava cnch-r
de un amor id verso do mais santo e puro amor o
vacuo que ento se formava no coracio do filho.
Tratavam-se, pois de urna questia de bygieuu
do sentimento. Vivas menina vivamente iuipres-
siona o homem novel.Amaram-se.
Ventilou-se o consorcio.
Illustrado prente da menina plenamente asseo-
tia. mas as susceptibilidades dos Paes nio se acor
davam, negativa foi a soluco. A ausencia
temporaria de meu Pai torn >uose urna medida de
prudencia. Foi resolvida a sua viagem ao Mara-
nhai. Em Fe ver to de 1811 parta para S. Luis
__Guinares, Alcntara, Vianna de bospiUlidade
tradiicionil generosamente dispeosarain-lbe a
estima peculiar do torrao extreme do egosmo ci-
vlisado.
Meu Pai saudoso recordava ssmpre as quadras
de felicidade (quatorze mezes) passadas no Mar-
nhao.
Por urna dessas coincidencias que faz o povo
supersticioso, em Marco ultimo, veo visitarnos
miin e a meu pai um meu futuro colleg 6
.atraate da escola de Medicina filho do Marao, ao.
Em conversa, noteiou-nos o fallecimento do pn-
tceiro amigo, no Maranhio, de meu Pai, o seu
compadre o Dr. Joio Coelho de Soura.
C nhecida a pro- incia do Grao Pura, ao Rocfe
volveu Muncel Antonio de Jess Jnior. Da*
spa sua ebegada teve aincacaa de novo accesso
congestivo.
Entre es seus amig e.meu Avo Manol Anta.
nio de Jesu contava o t n< nte-curonel de milicias
ex-comitiandaute do presidio de Fernando de No-
ronha, Man-el os de Castro, (2)
O austero militar d > sea c.ins ircio com a ira.
D. Franeisca das Chagas de Araiijo Castro h lu-
yera dous filbos : urai D. Mara Justina do Cas-
tro' -oatro Mino! Martina de Arauj Castro.
N-v leto de dores e prevendo o fim prximo o
vittvo o autero militar via um anji velar lhe o
ltito : era a filha. Conh cia os h.m'ns. Anwva
O candido lyrio snctfijar lhe o leito. U fi h o
apeuas adolescia Mauoel Antonio de Jess visi-
tou o tencnte-coronel Mauoel J s de Castro. D.a9
depois, 1 de Seiembro de 1815 recebiam as ren-
eaua nupcia s Maooel Antonio do Jess Jnior e
Maiia Justina de Castro Jess. Ciuco vesea pro
lifieou o consorcio. Foram lhe rabentus Augus
to, Jo>, Olympia, Julio, Amelia. Cania o asno
de 18 3.
Pertinaz febre paludoza em pessoa ea-eneal-
mente nervosa miuava a t-xistenuia de minha po-
o.e Mai Repetidas c,nferenci s medicas tive-
ram lugar. O medico amigo o fallec do Dr Mi-
fuil FVRclo vetava-lhe aeabsssira. Miuha Av,
in e noite, dava cuidados a sua nira. O telrito
espectro das graQO'S medicas que perpassand i
v a febre ensencial cynica e impiedosa es-
carneca de todos. A 27 de Dezembro de
1853 deixava o corpo, a alma intellectlya de
Mariu Justina de Castro Jesua. Minh* mi na
(erra o am >r dos amores.
Nio ba vocabulo ixpresivo da dor iufinla par
no* sentida............
Perfilhou-nos a Mii d i meu Pai Francisca K sa
de Jess, mora em 1863 aos cincoenta e ciuco
annos de iaade, e de quera escreveu o Dr. M. P.
de Moraes Pinheiro........'".".'
. Fora a caridade o maior estimulo de
(2) Quando eu estudava iuglex para conseguir
o. que desejava Je meu av basta va diaer em in-
cle* os algarismos.
(1) Clica abdominal varizei entumescidas do
plexo venoso crural foram lhe tormento, dos trinta
a qoareata annos de idade.
(2) DispnDlia, entao, de menos neceaeario a do-
tacio e educacao dos albos.
r.l
Sem visar interesses, Manuel Antonio de Jess
Jnior, acceita 4 instancias de alguew, o cargo do
subdelegado da Fregnexia de Santo Aatonie desta
cidade. Como procedee elle na espinhosa missio
de qu; tora onerado, dil-oos docu entos que ora
leio. Caba o auno de 1861 Ha poueos meses
tinha elle assumido a sobdelegacia. Agitava se a
incandescente qacstao da muaanca de nom de
Gabinete Portugus de Lsitura pelo o de Instituto
P. de L.
O Dor. Francisco de Asis Pereira Rocha, enfio
na chefia de Polica, conferencia com o sobdele-
gado Manoel Antonio de Jess Jnior commissio
nado pelo chele, assiste elle as discussoes arden tes
entilo bavidna naquella associacao. Solvida a ques-
tio e eleita a nova Directora, o sobdi legado re
ebe dos Socios a-sionistas e membros suppleates
da mesa da Assrmbla Geral da referida associa-
clo o officio do qaal ora traslado o trecho do teor
sequente : ..........pedem permisaio, por si,
e em nome da mai ira dos soeios d'aquella aasem-
bl, para apresenUr a V. rf. os votos di sua
eterna gratidio, pelo cavalh-rismo, aUcneiosas
maneiras, moderaco e mais completa impaici.-
lidade, com que V. S. elavando-se a mnior altura
da sua authoridade e dignidade, soube minter a
ordem e concorrer para a conclusio picifica de
todos os actos d'Assembla Geral do Gabinete.
Secundado foi de um outro offieio da secretaria de
Polica, o que ora4eixo traascrpto. Em diversas
emergencias oaobdeleg'do de Sinto Antonio cou-
correo efcaz senio principalmeate para'solucao
pacifica de graves conflictos. Releva notar duas
occorreucias de gravidade nio commum. O ac'O:'
dramtico Germano i. de Oliveira, eutio de urna
certa nomeada, nio fra talv.z prudente em um
mbate de palavras que ti vera com urna das au-
toridades policiaes do tempo. Com i succede sem-
pre o ocio eiicoutrou abundante' pasto. As versos
variadas tiveram os commentarios. Avolumou-se
a queatJj. Os system iticos cerraram fileiras.
O espectculo seguate coincida com um da de
festa nacional. Os jornaes aununciavam a repre-
sentau.io theatral do 29 ou Honra c Gloria .
Dizia-se qae o protagonista do drama o n. 29
(o Germano) nao faria a continencia de regra ao
camarote da Polica unde devia achar-sc a autho-
ridade cima alludida Disia-se que tremenda p.-.
teada soffreri. dita authoridade. Aulara mal avi
saia'authoritlade alludida Ea era de des anuos
de idade, e entio na deficiencia de criterio necea-
eario para julgar dos b>muus, abstenho-me de
responder. Oecupava a chefi i de Polica o Dor.
Jos Anronio Vaz n Oarv^lliies. (1) O cuoh) mo-
ral do principio authorituno, apesar da imperf> c-
tiblidade humana a br 'indar de /e tormenta da-
paiOJ8 de inoin ut-. A ndvidualdade A ou B
de somenos valia. A Coloraos do soblelegadi Ma
noel Antonio de Jess Junir o do Dor. Jos Ai
toaio Vaz de Carvalhtcs, o principio aulhnritario
f salvo. Ninguem se queixou A' requisicao do
Chufe de Polica devia efiectuir-se a prisio de u.n
negociante de carno de urque, estabelecido i ra
de Pedro Alfonso (autiga r. da Praia). Realistr c
miniado do Dor. Juiz do Comraercio era 1 v Hi-
tar a lebre. Assim aonteceo, mas, sem derrama-
ment de saugue, effectuou-e a prisio. En Marco
de 1862, O subdelegado Mauoel Antonio de Jess
Juuir ceder* em beneficio dos cafres pblicos, a
importancia da despez i que fizera com o torneci-
raeutri .e cavall., a ludividuoa e carcas destina las
aos locares affetados da epidemia reinaatu (cho-
lera in.>rbuj). O cliefo de l'oliei i Carvalhacs como
lhe cumpri i, levara o faelo ao conhecimento da
Piesideucia da Proviucia representaia pelo actmil
juiz de Direito na cor r, c senador pul" M iranhao
Antonio Marcellino Nones G inyalvei.
Em resposta ao oficio do chele de Polica a Pre-
sidencia reoramenda ao ebefe que transmi'ta ao
predito soblelegado o seu (oa autheuticaaiej)
reconhecimento por esse acto generoso, e o mere
cido louvor que lhe tributa p ios servidos que ten
prestado no exercicio das respectivas fuoeco s.
Em 9 de Agosto Je 1864, havendo o subd. I ga-
do Manoel Antonio de J'-sus Juuior passado, por
molestia, o exercicio do cargo ao Io supp'entj,
rt-cebia ein l' de Outubro do mesmo anuo um of-
ficio do Chefe de Po'icia, Jote P. da S Moraes,
em que se l o tpico sejuinte: curapro que V*.
Me trate de reassuunir j e j, o exercicio do seu
cargo.
Na vespera da i-.le i cao. Em 14 de Outubro, re-
cebia oulro offieio em que O chefe uceusavn finar
cente de haver elle subdelehado reassumi'.lo o
exercicio do cargo
Em 2 de Abril de 1866, recebia < lie do Delega-
do, encarregado do expediente, o circumsp-cro,
severo u illustrado juix de direito, ex chefe de Po
licia, Dr. Luiz de Albuqnerque .Uartins Pereira,
um oficio em que se l o trecho do teor seguinte :
es ero continuar a prestar scus b .ns servic s
em proveito da pu.iicio e prevencio dos delictos,
para o que devera contar com todo o apoio, quer
da Reparticio de qne me ncho eucarregado, quer
da Delegacia.
Em 3 de Novecbro de 1866, recebia o sub ele-
gado Manoel Antonio de Jess Jnior, um officio
do Chefe de Polica Eduardo Pyodahiba de Mat-
tos em que leio o seguinte :
O apreco que me merecem os bous servicos
prestados por V. S., principalmente na acquis ci
de voluntarios e recrutas por ccasio da guerra
que sustenta e pai contra o Paraguay, j tendo
sido manifestado por mim em ama rcp.esentaoao
que dirig ltimamente Presidencia da Provin-
cia para que chegassi ao conhecimento do Gj-
verna Imperial, nio pode deixar de ser aqu por
mim consignado, agora, que me retiro desU Pro-
vincia *
Em 1 de Fevereiro de 1868, reebia elle o se-
guate officio: Nesta data solicito a minha
xon-racio do cargo de Delegado do Polica, em
cajo exercicio merec ser auxiliado por companhei-
ros selosos no cuinpn ment de seus de veres, entre
os {uaes tenho a salisfacio de declarar, em home-
nagem a verdaie, ioi V. S. um dos que dea rnais
pr ivas de dedcacio pelo servco publico. Apro-
veito a occosiio para sigaificar-lhe o mea reco-
nhecimento ao auxilio valioso que recebi de V. S.
durante o exercicio do cargo cuja exoneracio soli-
cita etc. fAasignado).Lua de Albuquerque
Martina Pereira.
c A 21 de Ju ho de 1868, aos 74 annos de ida-
de e 60 da trsbalho honrado en ana patria ad >p-
tiva, falleca nesta cidade Manoel Antonio di Je-
ss, Pai de mea Pai.
Tendo perdido o Pai (1) com pequeo peculio
viera para o Bra il tentar a fortuna. Caixeiro
alguna dias, em breve se estab leceu, escoltando
a indu-triaio fabrico do pipor seu Pai se-
guida. A sua vida fra a do trabaibo e do traba-
balho at prestes morte. Rigorosamente h tura-
do, longe de fazer, fra victima, duns ou tres vezes,
de sua boa f. Iutelligente, amante das letras e
das artes, era elle de vontade tenas o de genio
emprebendedor : foi o primeiro a tintar, e nesta
Provincia, a mmtsgem de ama machina para o
fabrico de tijolos, levando mesmo um engenhoiro
norte-americano a sua olaria sita a travessa dos
Remedios.
O antigo tti .airo do Apollo unecionava om um
dos seus predios da ra boje do Imperador. Deile
eacrevia, a 22 de Julho de 68, o Dr. Jos Janseu
Ferreira Jnior, o seguinte :
Brasleiro de coracio e de ideas, mas nascid i
era Portugal, elle, sem se esqueeer da trra que
tinha sido o b'reo de sea naseioienti, futa votos
pela prosperidade da Naci que o acolhera como
filho e em que elle vira nasoer os seus desee iden-
tes. Para prova, ah estilo as lagrimas que, tantas
vezes, derramos, quando penssva nos grandes
desastres que, na cr.se actual, poJeriam caair so
bre a sua patria adoptiva
(1) Avoco a minha memoria.
O afamoso encargo de que se investir, pir sete
anaos, o subde cgado, nio fez o Pae descurar-se
da completa cduuacio dos filhos.0 primognito,
prestes estava a receber o grio de baeharel em
direitoO segundoGuarda- Marnbalogo par-
ta para a e-quadra em operacs ao Rio da Prata
O terceirourna filbatratada estava era casa-
meato. O quartcursava O primeiro auno da
escola medica.0 qu atooutra filhaattingia
dezepsete anuos de edada. A educaaio de cosru -
raesadaptada aos moldes da retgiio do Amor
Carblica Apostolica-Romana fra praticain n te
incotida no animo dos filhos. Aproveitando a li-
ci>> dos tempos e dos sab-*, meu Pae, precisava,
m irto men Av, acautelar as eveatualidadea na-
turalmente imprevistas e premunir a creacio dos
filhosi gloria dos velhjs^^ia linguigem bi-
blioa. (1) Eft:ctuado o cazim-nto de suas duas
iilhas com os Srs. Manoel Antonio Goncalves e
Antonio Gomes de Mattos. uinbjs negociantes nos
ta oidadeum auno depois, o filho mais moc >, era
collado Doutor em Medicina. Caba o anuo de
1S73. E, se ningoem de ve julgir-se feliz cui
quauto vivecomo dizia Solou, (2) meu Pae po-
da, ao m-Mios, adormecer tranquillo. Musi.
Urna filh-iAmeliaissaltada da terrivel ane-
mia dos climas quemesi brberisegua para
Europa.Um fiho o^Juliopirtador de um en
dureciini'uto no pice d puluiio direito, ap-uas
d> ut orado rcfngiava-se nos sertoes do Pageb, u-
tr'ora sauatorura a aeccoes a dynamicas.Um
outroterminada a guerra com o Pasagu-iz, aps
alguna unnoa de molestia adquirida nos aguas do
rio Paran, era obrigido a reformar-te no pisto
d..- 1 Tenouta d'Armida.Em Abril de 1899 per-
da meu Pae a sua fili i Amelia, hojo represen-
tada jor tres filhosM ifioCnriolanoNoemi.
'a Janeiro de 1S81 perda sea filho Joio qae nao
deixava filhos.
O hornera aeusivel, em uso dos mais nobres uttri
botos qne o Creador ou'rga a Creatu a, morra
aos poueos. antes de morrer de todo. Foi o qu-
se deu Soffi-endo, ha amos, de una lesiii mitro
sygmoida, (l) meu Pae, de dia ero da senta fu-
gir lhe ix vida.
Oa pozares por elle experimentados nos ltimos
aun is, concorreram para progredirlbc a mileslia
Eutravn a estadio das chavas, a velha endooar-
di'e do homam velho nggravou-ee.ftm mai o ul-
timo, a congestio lucalisou se nos orgas respira
torios. Foi debellada. Em Julbi,no cerebro.
Siinaes de amollecimento cerebral proromperam
vivases. En Julho pequeas e repetidas l.em r
rli igias nos lobos fronts.es e especialmente no es-
querdo, houveram lugar. Km 27 de Julho, a pa
rada de inaiB em mais progressiva das eontrafo.-s
cmlicacs occasinava a morte, cerca de 1 hora da
tarde .............
Carcter de Manoel Antonio de Jess Jnior.
Mea Pa! era ldo, prudente e reflectido.
Educado no rgimen egeisticamente exagerado
do principio autboritario peculiar aos poves da
r*ca latina.
MU Pae era tmido. (1)
Receiava dos homens. Tinha modo de oren
villu
(1) Estabelecido com ama padaria na
d'Alma la(Portugal).
(1) Livro d. Sabedoria.
(2) Soln es'., pois, de accoHo com a Moral
evanglica.
(1) Lesio do coracio sita no Beio-mitro-syg-
moi4eu.
(1) Educado n'um collegio em Lisbi.
Koiaa eoliimereliil de
buco
Fernaiu-
EC1FE, '-'t DE AGOSTO "WB 18^.
Ais Uba U-Jlaa & Uiiie
Cotacoet otfifiace
Cambio sobre Lisboa, 10 d/v. 150 0/0 de premio.
O presidente,
Pedro Jos" Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Atcoforade.
RENBlMfiiNTOS PBLICOS
Mes de Agosto de i 886
ALFA.N^EGA
Kksjoa ene.
De 2 a 25
ut 26
d paoviaciaa.
2a25
icm de 26
663:167*261
43:U24357
606:191618
68:491/J07
4:357*872
Total
uA-Dt 2 a 25
Utea de 26
PaovaoiaLD2 a 25
de 26
72:849079
679:040*697
33:525/1645
1:0214345
Rctra oaxTaAoa
dem -De 2 a 25
:46>990
23:565*883
44.386
23 810/269
42:051/1336
2:381/022
naodes & Inuao, 50 a Frg Rocha fS O.,
100 a Puiva ValentJ & C, 25 a Gmma-
raes Rocha & C.
Borab 8 1 barricas a Miranda & Souza.
Candieircs 60 volumes a Doodato Tor-
ree C
Drogas 5 /oluuies a Francisco Manoel
da Silva & C.
Fariaha de trigo 95 barrica ordem.
Kerosene 1,000 caixas ordem.
Maizena 200 caixas a H. Nuesch & C.
Machinas para descarocar algodao 20
caixas a Res & Santos.
Mercadorias diversas 7 volumes a J.
Monteiro, 8 a Maia Sobriuh dC 31
orden, 2 a Teod. Just., 6 a Prente Vian-
na & 0., 2 a Jos Augusto dos Santos &
C-, 17 a Ferreira Guimaraes efe C, 5 a
Vianna Castro 4 C, 9 a Faria Sobrinho
d C, 1 Ferreira Monteiro & C, 1 a H.
Stolzembach & C, 111 a Francisco Ma-
noel da Silva <& C, 5 a E. R. da Costa.
Pregos 40 barricas a Miranda 4 Souza.
Tosidos diversos 9 volumes a Luiz An-
tonio de Siqueira.
Toucinlio 40 barris ordem, 25 a Fer-
nandes Irtnaos, 20 a Fernandes da Costa
& C, 20 a Joio Moreira 4 C, 45 a Fra-
ga Rocha 4 C 14 a Guimar2es Rocha
dC.
Vidros 20 volumes a Francisco Manoel
da Silva & C.
44:432*358
DESPACHO DE IMPORTA^AO^
Vapor ioglez Therezina, entrado de New
i'ork no dia 25 do corrente e consignado
a Johnston Pater 4 C, manitestou ;
Breu 30 barricas a Vianna Castro 4 C.
Banha 50 barricas ordem, 50 a Fer-
D1S5PACBOS E EXPORTAgO
Ex 25 de Agosto de 1886
Para o exterior
Na barca al le mi J. F. Peett, carregaram : *
Para o Bltico, Borstelmann i 6. 187 fardos
com 37,122 kilos do algodao.
Par* o Interior
No vapor nacional Mandahu, carregaram :
Para Penedo, M. A. Senna & C. 6 barricas con
360 kilos de assucir refinado.
No vapor nacional Espirito Sanio, carrega-
ram :
Para Maoos, M. A. Sen ia & C. 15 volumes
oom 225 kilos de asaucar refinado ; H. Oliveira
20 barris com 1,920 litros de aguardeute.
Para o Para, S. G. Brito 597 barricas com
44,000 kilos de assucar branco ; M. M. de Olivei-
ra 50 barris com 4,5u0 litros de agurdente ; Bar-' Tamar
tholomeu & C. Successores 10 caixas com 360
kilos de oleo de ricino.
No hiate n< :ional Dea te Guardt, carrega-
ram :
Para Aracaty, P. Pinto & C. 8 barris com 720
litios de mel.
No hiato nasional S. LouratQO, carrega-
ram :
Para Aracaty, P. Pinto C. 8 barris com TO
litros de mel.
No hiate nacional Apody, carregaram :
Para Mossor, E. C. Beltro & Irmao 15 barri-
cas com 662 kilos de assucar branco.
No hiate naeonal Gtriquily, carregeu:
Para o Natal, M. Amorm 'i barricas eom 759
kilos de assucar branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 26
Rio de Janeiro 15 dias, patacho nacional
Osear, de 296 toneladas, capillo Jos
dos Reis, equipagem 9, em lastro; a
Antonio do Oliveira Maia 4 C.
Navios sahido8 no meamo dia
Baltico Barca sueca Robertsfan, capillo
S. E. Sandebarg, carga algodao.
Pelotas -Patacho nacional Social, capitSo
Manoel Martina da Nava, carga sal.
Aracaj por escalaVapor nacional Man-
dahu, commanlante Joaquim L. de Al-
meida, carga varios gjneros.
VAPORES ESPERADOS
onfiava pouco, mas acreditava em Deas e, na
trra, em sua Miia quem amava, amou e asa-
ra sempre. Amava os filhos mas tema a irre-
aexao da mocidaae.
Apreciava o progresso, mais tema os doudi-
vanes que avancando de mais, recuam espavoridos
ante a nexoravel lei da responsi-bilidade human*.
Respeitava a opiniao de todos, mas quera qae
su respeitasse a sua. Nao sabia dissimular, "-u
era disceto.
Nao era, nio foi, nao sera poltico de profissao.
Nio querit ser dominad, i.uii redia as rugges-
tes sinceras. Era leaLEra carutivo sem affec-
tacio: os livros de sua casa commercial assim o
attestam.Era religioso sem bypocrisia.
A disida no cumprimento de deveres, lhe era
desconhecida.
Quera o pouco corto e honrado e nao o muito
incerto e macalads.
Meu Av, mea Pae tiveram eseravos mas os
seus nutridos, vestidos, tratados, em suas enter-
mdades, no seto da familia, por mdicos, eram
melhor aquiah>ados do que v. g. os proletarios
campoaeses do. Irlanda. (1)
i
Manoel Antonio de Jessmeu Paenao mor-
rea.Seu com inanimado volveu a trra, decom-
por-se i ca r.omentos prmordiaes. Estes de novo
se combinarlo, conatitnirao um organismo com
plex > que glorioso re surger.
Eutio a intelligencla ao cumulo de perfeicao,
ideutficar-se ba com a essencia as easeaciaso
CreadorD -oso Amor.
H .ur a creaturaGloria ao Creador.
Ao publico
Etpiriio Santo do sal boje
Jacuhype do sul amanba
Araucania da Europa a 29
La Plata do sal Setenibro a 29
Orator de Liverpool a 2
Gironde da Europa a 3
Para do norte a 3
Serqipe da Babia a 4
Vitle de Pernambuco da Europa ~a 6
Advanoe de New-Port News a 6
Cear do sul a 7
BSbt da Europa a 10
Mianot do norte a 13
Mondego do sal a 14
Thaki de Liverpool a 16
Babia do sul s 17
Rio de Himburgo a 18
Eipirilo k' do norte a 23
Congo do sul a 25
Para do sul aS7
Tamar do sal a 29
Li no Diario da Manha de 1. do cor
rente, que se publica em Macei, provincia
de Alagoas, urna correspondencia, datada
de Quebrangulo, e firmada pelos Srs. Pau-
lo J.ioiotlio Tenorio e Antonio Sarapi&o de
AlbuqU'T uo, na qual os meamos fingem-se
ameacados por mi n, dando como causa o
acoltiimeato daquelles seus parentes que ti
veram fortuna de escapar do trabuco e da
cadeia, terrioeis escolaos, contra os quaes
noufragaram muitos dellts por obra e graca
minha.
Nao tenho em vista responder essa cor-
respondencia, obra sem duvida de um ce-
rebro escaldado, que em fias do anno pas
sudo, no lugar Coqueiro Sueco, d .qu illa
provincia, mandou resar urna missa de cor-
po presente afim de se levar a effeito o as-
aaasinato de um pai de familia ; mas tor-
nar conheeidos das autoridades e do publi-
co, em g' ral, os parentes e amigos dos in-
ciinsjient-s signataiios da corresponden
cia alludida, persnguilos por mi , e qu--
sao a loliii-.los pi r uquelles em suas casas,
e com os qunes convivem. Ei-los Mamel
ie Barros Cavaloant Mullo, pronunciado
neste trioo por crime de ""orte, al-.a de
* r cliefo d.-i moa q'ta tem leito enormes das de criar, 'leste o dos visinlios termos,
tendo mu receotumente assaltadj a casa
do sexagenario Francisco Jo da <'ost
no lujrar leuomioalo Marinhos da eomarca
de Traypu' e roubado a importania de
oito cuntas de reis em dinheiro, j'iias o
r tupas, roubo que se effectuou .-om o as-
sassioato de dois filhos daquelle propriet.-
iio o cujos despojos foram conduzidos para
as fazeodas dos protuctoris daquelle.
/Antonio de Barros Cavalcante, pronun
ciado neste term-> polo barbara assassinato
doinfez Manoel Victoriano da Slva,a quem
aqu-.-lio aseassino, nl a de estrangular, cas
trou Ignacio Vaz C ivah-.ant', conh. cido
por Pesqueira, pronun iado neste termo por
diversos enmes, Joaquim Raucena, Manoe.
Xivso, M iribondo, Antonio, filho do c;ibo
pr to, pronunciados neste termo, Antonio
Fructuoso,pronunciado no tc*rmo de Buique,
por dois a^sassinatos \n* all praticou me-
diante a paga de 60/J000, e Antonio Sia
res, por lairio de <-avallo, pronunciado no
terme do Bonito pelo Dr. Juliao Tenorio
d Albuque que, primo do Sr. coronel
oPao Jacintho Frade.
Sao, pois, estes ladroes e bandidos,
que os Srs. coronel Paulo Jacinth i, e An-
tonio S -rapiSo team em casa, como paren-
tes perseguidos par mim, oceupando um
o lugar de vaqueiro e outros o de almu
ore ves, e o que melbores aptiddes tem, as
exhibo oo roubo dos marimbos, e oceupa
o lugar de caxeiro de cobranza dos im-u*
calumniadores. Cumpre, porm, notar, que
todos aquellea parentes e auoigos do Sr.
Paulo Jacintho, foram processados e pro-
nunciados no dominio liberal a cujo partido
pertencem, como o seu protector, nao po-
dando ser por obrae graca minha como diz.
Estou certo que qualqaer homem de
bro, que nio q izer, como o Sr. coronel
Paulo Jacintho, viver cercado de la i roes,
assassiaos, para fins que o pejo manda ca-
lar, nao deixar de perseguir aquelles seus
bons parentes.
Quanto aos factos que alludem os signa-
tarios da correspondencia a que me retiro,
de desejar fazer-lhe todo mal, por terem
escolhido aquelles seus parentes, nao ten
do urna razio de ser, por deraais irriso-
rio, pois autoridades, e n3o ea, sSo os ni-
cos iiiteressados em nSo consentir que urna
cfila de ladros e assassinos zombem as-
sim da justica.
E' muita simplicidade, a par della muita
maliea. NJo tem, diz o Sr. Paulo Jacin-
tho, outro nimigo alm de mim, e a nica
razio que d e aquella de ter acolhido 03
seus parentes : ou o Sr. coronel Paulo Ja-
cintho zomba ou nSo tem consciencia do
que diz.
Croio antes quo zombar, porque deve
saber que os aicos iniraigos capazes de
lhe tazer algum mal sSo os parentes do
infeliz capitao Lourenco de Mendonca, ex-
delegado de polica de Quebrangulo, a
quem o Sr. Paulo Jacintho mandou assas-
sinar por motivos polticos em fias do anno
pasando por cojo tacto j tem procurado
justificar-se perante o governo, e aquella fa-
milia que protesta vingar o rnorto.
Eu Bao conheci o infeliz Mondonga, e
nem conheco os seus parentes.
Si sao pois, destes que quer fallar quan-
do refere-sa a sicarios do Riacho do Navio,
perde o seu tempo, porque pouco me im-
porta que elles vinguem ou nio a morte
de seu prente, podendo o Sr. Paulo An-
tonio Serapilo, phantaaiar as emboscadas
qu quizerem, que su nada tcnbo ha ver
com ellas ; cada qual acarrte com as con-
sequencias de seus actos.
O facto de Mariano passou se em minha
ausencia e quando na qnalidade de deputa-
do provincial toruava parte nos trabalhos
Sr. Paulo porque e mea fim foi smente
dar a conbecer os seus parentes persegui-
dos por mim.
Aguas-Billas, 14 de Agosto de 1886.
Constantino Rodrigues Lins de Albuquerque.
Panno de amostra
Nao surprerndeu ao alferes Viliarim, a tirada
da provincia de 18 do correte, sub a epigraphe
cima, em h quol oecupa se de sea nome. J con-
tava e esperava mesmo a*r honrado com as hos-
tilidades da folha praeira, desJ' qu foi diatin
guido pelas dignas autoridades superiores, cou
nomoacao de subdelegado e commandante do des-
tacamento do Arraal.
Agora quo os amigos da Provincia, Jeram prin-
cipio a invoivet-o em seu digno e terio jornal, deve
pedir que continuem na mesma ernsada qae ence-
taram contra si, pois qae em nada o offeudHram
tratando de actos seas como autoridade, porquanto
caprieha e possue um justo orgulho em cumprir
bem com os seas deveres, de militar e anda como
autoridade policial.
Nao trato aqai de dar pelo alferes Viliarim, as
explicado s de tu lo que referi a Provincia, pois
que sendo urna folha uoetil a actual situacao,
essencialmente injusta e Hpaixanada as acensa-
coca que fas as autoridades quer administrativas
quer policiaes.
Pelo criterio e honestdade de um das seas es-
crevedores muito conhecid t do publico, coetumado
a phantasiar e forjar aecusacoes contra autorida-
des que perseguem a sua grande lcgio de paca-
to e honrados cdadaos, deve so felicitar o a te-
res Viliarim, por ter sido lembrado a gratidio do
publico sensato pe'as aecusacois que contra si le-
vanta a Provincia. E' certo que como autoridade
tem serios cuidados sobre urna porco de indi vi
dos, a quem muitoa d >s ainigoi da Provincia
aconselham a desobediencia s autoridades e o
exercicio de diversos crimes.
Muito interesse tomou o guardauapo dos apai-
xonados e despeitados liberaes pelo apreciado ci
dadilo Miguel, assim como est cert. e convicto,
se estorcar em d.feuder aquelles que talves to
prestrnosos como o morigerado Misrud celebrisa-
ram se por valorosot fetos no dia 1 de Desembro
de 1884.
Affiancando a Provincia que os bous mora lores
do Arraial, nada dvein recetar da autoridade do
alferes Vi larnn, pois sempre estar pronpto a
garantil-os qualquer qoe soja o credo ,ioluico,
posso declarar que n5o vira i imprensa responder
a aecusacoes dentinas a do panno d amostra, p ir
is.-o que d couta de todua 10 s.-ua acl>n, eeui,.ri-.
pautados pela justica e equidale aos seus legti-
mos superiores
U alferes Viliarim c um uimtir uio |. i. vil
com sua assignatura a iinprmsa nem mesmo pnra
defender-se de aecusaco s qi.e lhe fajara, em vis-
ta do aviso de 26 de I> sembr de 884 publicado
pelo liberal ministro da guerra de entooconse-
Iheiro Candido de Oliveira.
Arraial, 23 de Agosto de 1886.
J. L. V.
Proleo e responsabiliso
A Sra D. Eoi'n i 01 veira loima. a qual ps
tava em nossa casa a ra do Livramento n. 14,
para fazer companha meu iraiSa por v-l-
tale deste e sobr< ib i is as <\ 1 .
cu npia a risca a amad 1 1 e lie assistent*-
o Sr. Dr. Oosian II. me' , est 1 nhoi e >m os
"Ihos fi'.os 111 ii't^rea-e e 8 m fi is ineoufshvcis
perversos eucanoii lautas asnetras oaenb
meu uin>, s-Iuzio lo-> 1 ni poat pie j
fraco do cerebro pata d .eu?., futa de do a
oilitidi;. deixns-seeandaiir li finni tal 1 11
casa dalla, amera vontade 1 m lico minha,
dos amigos e vi-i ol .8, os qui.ej a3 11 .11
' fierin inlign id 13.
Hmtem, s 8 hora^ ,1. noute. .-a a
carro pra a ra da Concordia 11. 233. em Ji tai
senhora, diz>'udo hoj o medico que j > 11 1 fal-
leed no Carro e tiob 1 peorado m ut 1, ale qu
reudo tratar m lis, uem isso nir a r Spou tabiiida
de e so continuar a meu pedid
A vista de exp'iso Sr Dr OsstaDi uo e .n tr la
iju- elle deixa se una Casa frenes o assobra la la.
para r p^rn Uins terrea ca'Cada de rij 'lo, que
send 1 luiuri la s pode abreviar 1I1- os das,
Ku d conformi lade com o medico, visinhos e
amigos delle, protesto e responsabiliso a ir*. D.
Emilia pela morte de meu irmo Manoel, pyrjue
todo o seu e nico riai em arredal-o de casa para
leval-o para a ua, foi to smenf com os olhcs
niinfune interesse e nio na verdadeira dedica-
cao qu meu irmao precisa, visto a sua grave mu-
l'-htia.
Sendo ella a nica culpida e prevalecer-se do
frac. cerebro delle, 1 lotext 1 e r.-spoosabiliso-a
de8'|e 1 a pelo que p-iaait h' "I- futurj.
Recite, 26 de Ai? to de 1886,
Antonio Ihomaz da Silva Jnior
t
SOBRE OTMIO
DO
BRAVO DA PATRIA
lajor custodio P. da SU-
va Fragoso
Verle
Um amigo.
Nv^^XV^^V-^p^
fm^^gnir^ninTr^otiimHlo de
Uva P*s;as, como rceordaco
* do 1 anniversarlo de sen pas-
siinento
Um anno 1 sim, faz um anno,
Que deste mundo de engao
Onde tudo torpe e va;
Ella parti quando ainda
Sua aurora bella e linda'
la surgindo lougS.
Mas que importa ? foi a sina
E Deus adiando te divina
Te levou do mundo voraz !
Pois bem; no meio dos anjos,
Brinca e folga c'os archanjos,
Descansa, Oliva, na paz.
Auacahuila peltoral
Em qnasi todas as casas do mundo se encontra
o Trlcorera sle Barry constantemente sobre
o toucador on entre os medicamentos considerados
indispensaveis na familia, como o nico artigo qne
limpa perfetamente. em'ellefa e faz crescer o ea-
bello. E' recommendado pelas primeiras familias
da t"rra e usado por t >dar as el isses sociaea as
cinco partes do mundo, e nio tem rival no s-u im-
meoso e sempre crescente esnsumo. Nio ha oleo
era pomada, nem preparado algum para o cabella
quer solido, quer fluido, qo" se lhe approxime em
popularidade, e demais vende-se de 50 a 7> por
cento mais barato do qu- nove decimos das lava-
geus para o cabello, etc., hoja no mercado.
Prcvenfo
Previn'-ss a quem interessar possa, que a
comprebendida da egr-ja da Peoh ate o largo
das Cinco Pontas, entre as ras das Calcadas
Vidal de Negreiroi, terreno foreiro, per'encente
ae antigo vinculo Salvador Curado Vidal, cuja
successora trata d<* habilitar-te para haver os
respectivos foros e bem assim dos terrenos entra
a igreja do Espirito Santo S. Francisco e Rosa-
rio, como melhor explicar ss-ha na ra da Penha
n. 23, loja.
N. 11. A EmulsSo de Scott restau
ra a saude aos tsicos, purifica o san-
gue, afasta do organismo toda sorte de
affecjSes escrofulosas e fortalece aos de-
bis e enfraque-idos.
Excita o appetito, estimula o organismo
e augmenta as carnes e as forja.
Aviso
O Dr. K. Osslan Bonnet Medico pela
Faculdade de Medicina de Pars.
Condecorado com a meialha dos hosptaes.
Socio correspondente : das Academias de Medi-
cina do Rio de Janeiro e de Barcelona ; da So-
ciedade de Medicina p-atica de Pars e da Socie
dade Francesa de'Hygieae, ex-director do Musett
AnatomoPatolgico da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pu-
blico qne durante a sua estada em Pernambuco
Gca a disposicio dos doentes que dasejarem non-
ral-o com a sua confianca.
Chamados e consultas de 1 s 3 horas da tarde
at novo aviso: na hospedara de D. Antonio
(Caminho Novo).
K^pecia'i lades : molestias das vias respirato-
rias coraeo, estomago, ligado, etc., molestias
'torras, < -lyohiliticHS.
Recife, 6 de Aposto del886.
Licor depurativo vegetal oda'.
1)0
Medio Quintella
Este notabilissimo depurante que vero precedi-
do de tio grande fama iufalliv I na cura de t idas
va dnencas sjphiliticas, ecrofulnsus. rheumaticat
e de pelle, ennt tumores, ulceras, dores rheuuiati-
as, osteocopas e nevralgicas, blennorrhagias agn
das e chronicas, caueros syphiiiticos, nflamma
^oe viscer, d'ilhos, ouvid ., parganta, iofes-
iii' s, te., em t leguas de pvlle, simples
ou diathericos, assim co no na alopecia ouqu.da
, -i 1 e as doencos determinadas por sata-
raci' nailTiiriiil t)o-se gratis folhetos onde se
IC u'rara numerosa- e irieneas feitas eom este
eapec loo no- bosp r^ -s pblicos e mrritos attesta-
i.s I- inelieo r lo.-uinent .js Barticulares. Fas-St
nto para reveml- r.
Deposito em. cajas dfl Pana Sobrinhe & C.
Uua io Marqoei 1 liuda n. 4!.
Di*, ("arlos Bdtencourt
Eolrellamentos (la ureihrs curados
radie ilaseate pla ntoetwJyaa, nem dor. Todas as
opa co". .le pequea 8 alta cirurgia. Ra do
darqiei e Olio la u. 34. das 12 as 3 horas da
'arde. Residencia, Pas?-iK-'m da Magdalena.
Dr. Ho Lei
Heiliin. panelro e operador
Residencia ra da Imperatrit n 48, 2- aador.
I Consultorio a ra Duque de Calina n. 59.
D consultas das 11 horas da manni s 2 da
tarde.
Attende para ss chamados a quilqner hora
telephone n 449.
f
II
{}
{}
Escola particular
Mara do* Anjos Dornellas Cmara,
prof. 89ora particular, contina a lec-
cionar, oif casa de sua residencia ra
do Imperador n 77, 2 andar, as
materias qne e .s'it\i"m a instruccio
primaria, e os trabalhos de agulha.
O exercicio d'este magisterio por es-
paco de mais de tres anuos um garante
de suas bablitacee, e espera merecer
ds pas de familia a subida honra de lhe
confiaren] suas filhas.

*'')SBL
MEDICO
respectivos, sendo tambem informado delle
depois qui li a partecipa^o do delegado
no expediente do voltar mprensa. Diga o que quizer o
(1) Iuteliimebl.- um captio de navio infor-
mou-me, de viso 1 condicao dos infelizes iran-
I dexes.
189
Urna simples tosse ple ehegar a ser mortal se
nao se atalhar a tempo; porm, evitar-se-ha com-
pletamente o pergs faxendo-se aso immediato da
Anacahuite peitoral, a qual mediante a saa ben-
fica influencia fax ceder rpidamente a irritacio
dos pulmoes e garganta e restabelece sua accio
vigorosa, regular e saudavel. Os qae dzem qae a
asthma incuravel, muito se eoganam.
Essa fortificante composicio vegetal subjuga
essa aflictiva molestia, ainda mesmo quando de-
baixo das formas as mais obstinadas a aggravan
tfs. As anginas nanea terminarlo em bronchites
a tosse em fysicanem a ronqudio em asthma,
se desde logo em seos principios orem atalhados
com este balsamo vegetal suavisador e sedativo ;
seas benficos effeitos sao promptameote ejecuta-
dos as enfermidades dos pulmoes, dos vasos bron-
chioa e da pleura.
Cono oiJSAirnoi contra as falsificscoes, obsrve-
se bem qae os nomos de Lanman < Kemp venbam
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinho que serve de envoltorio cada garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras.
Ageotes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 9.
O abaixo assgnado, que at agora assignava-ae
Dr. Silva Britto,previne a seas collegas e ao
Eablico, que, para evitar confusoes, que j teem
vido, por exercer nesta cidade, onde bastante
conhecido com o ultimo termo daquelle apellido,
um outro collega mais antigo, previne diz, qae
d'ora em diante assignar-se-haDr. Joio Paulo.
Recite, 1 de Agosto de 1886.
Dr. Jo&o Paulo da Silva Britto.
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultoria ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia i 3 horas.
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
Conultorio medico-eirurgico
O Dr. Estevio Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico cirurgicas, na roa
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Paras? demais eoosulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
a. 53, 1 andar.
s. eephomcos : do consaltone 95 e residencia
126.
Especiaidades Partps, molestias de creaoae
Nd'ntt tseos annexos.
Dr. Gfflifii
MKIIO
Tem o seu eseriptoro a ra do Marques de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante en sua residencia ra da Saa-
ta Crus n. 10. Especialidades, molestias de se-
ntaras e enancas.
CLNICA.
de partos, molestias de aennora*
e de criaaeas
Dr. Joao Paulo, medico aggregado do hospital
Pedro TJ, d'esta cidade, com pratica e estudos es-
peciaes as principaes maternidades e hosptaes
de mulheres e de criancas de Paris e de Vienna
d'Austria, faz todas as operacoes obsttricas ci-
rurgicas concernentes as suas especialidades.
Consultas das 12 s 3 horas da tarde, na roa
larga do Rosario n. 26, primeiro andar.
Residencia. Ra a Imperatrx n. 73.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, oon-
aultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 roa
Larga do Rosario.
i


UxaVET
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Diario de PernambocoSexta-feira 27 de Agosto de 1886
EDITAES
DECLARACOES
Juizo dos fcitos da fa-
zenda nacional
Enrrliao Bego Burroi
O Dr. Alvaro B-rbalho U juiz substi'ut' d ' fritos da taienda des a pro-
vincia de -ernainbuc), etc.
Faco saber a todos quo o presente vircm, que
no Oa 27 do corrente m^z, pelas 11 horas da ma-
uha, na sala das audiencias e perant*- estejuiso,
se vender em praca publica um boi manco e urna
carmea de caixio em bom estad*, pela quantia de
11 4500 ; coj.s objectos se achara depositados aa
cocheira n. 1 da ra de Santo Amaro, em poder
do Sr. Antonio Joaquim Moreira, e no da cima
mareado se acharao porta das audiencias, sendo
tudo penborad) para pagamento de impostos de
vidos por Manoel Pacheco de Assutnpcio.
E para constar, mandei passar o presente para
ser publico.
Recifr, 17 d Agosto de 1886.
Eu, Jos Francisco do Reg Barros, escrivin,
o escrevi.
Alvaro B. Uchoa Cavalcante Jnior.
Edita I n. 5
De ordem do Iilm. Sr. Dr. inspector, faeo pu
tilico que, conforme a ordem do Ezm. Sr. vice-pre
idente da provincia, ir praca n > dia 28 do
correte, perante Illma junta da Farenda Pro-
vincial, o fornecimento do fardamento neC''ssario
guarda cvica, duraut" o corrente exercicio de
1886 87, o qual se eompoe de ksps de oleado com
chapas de latao,nuineradas, aobn casacas de pan-
no fino azul ferrete, calcas do mesen j pa. no, sendo
ambas estas pecas avivadas de casemira ene?na
da ; calcas de brim branco, blusas de briro pardo,
botinas de bezerro e capotes.
Os senhores concurrentes dever&o habilitar se
-na junta de 26 do andante m-'Z, na forma regula-
ment ir e presentar as amostras das faz odas de
que cima se trata no dia designado para a arre-
niHfacSo, fiean io scientes de que o mesmo farda-
monto ser entregue j manufacturado, de accorio
coro o figurino adoptado.
Secretaria da Th'-souro Provincial de Pernan-
buco, ern 21 de Ago3to de 1886.
O secretario,
Affouso de A. Mello.
Juizo substituto dos fci-
tos dafazenda
Gncrivue Torre* indelra
So dia 27 do corrente, depois da audiencia'
rio praca por venda a quem mais der, os pre
dis abaizo declarados, penhoradus pela tzenda
provincial.
BECIFE
Sobrado de dous andares, 4 ra do Domingos
Jos Martina n 36, com 6 metros e 60 cntimo
tros de largura, 17 metros e 4'> centmetros de
fundo, o p vimento terreo dividido em dous re-
partimentos : no 1- andar, com 3 portas de fren-
te, c-jm varauda de ferro, 2 salaa, 5 quartos, co-
sinba interna ; no 2- andar os meamos cominodos
e sotao, com 2 quartos, cosinha e quintal, por
2:800*, erteucente sos herdeir,. de Joanna Ma-
ra da Triodude.
SANT'ANA
Casaem Sant'Anaa u. 21, coostru.da de fe.ro
com 9 metros e 43 centi n etros de frente, 7 metros
e 59 centmetros de fundo, 2 salas, 2 quart >s, 2
alas inferiores, 1 gabinete e sotao cou 2 salas,
avaliada em 150*, pertencente a Chapman.
S. R. J.
C. C. E.
Commerelal Enerpe
Sarao fm 11 de Setembro
Nesta noite ter lugar o sarao deste mez Os
senhores socios queiram dar suas, notas de convi-
tes na secretaria deste club, bem como procurar
seus iogressos em mo do Sr. thesoureiro. Depois
do sarao baver bonds para Magdalena e Femau-
des Vieira.
Secretaria do ~!lub Cammercial Euterpe, 20 de
Agosto de 1886.O 1- secretario,
Francisco Lima.
O Dr. Adulino Antonio de Luna Freir,
oficial da imperial ortlem da Rosa, com-
nvn latlor da real ordem militar porlu
gueza de Nosso S-nhor Jess Christo, e
juiz de dir.-Mt > privativo de orph&os e
ausentes nesta comarca do Recite e seu
termo por Sua Magertade Imperial e
constitucional o Senhjr Dora Pedro Se-
gundo a quem Deus guarde *to.
Fayo saber aos quo o presente edilal ri-
rem, ou delle noticia tiverem qu^ no dia
31 lo frrente mez, depois d audiencia
deste juizo, na respectiva sala ir a praca
para ser arrematada por quem riis der 1
parte da casa terrea numero 217, sita a
ra Imperial,tendo 4 metros e 13 cintirae-
tros de largura, 16 metros e 20 cent, de
compritus-iito, 1 porta e 1 jaiiclla na frente,
2 jannllas no oitao que deita psra o becco
do Moeot,2 salas, 3 quartos, coziutia fra,
quintal murado com cacimba meieira, um
terreno de roarinha, por 8l'0f)(K)0, reis sen-
do a parte no valor de 266|$666 que servir
de bi.se ao prego da arrematajao. E vai
a pr.iga a requerimento de Valeriano Jos
Vital, tutor do menor Lydio Eleuterio Ma-
mede. do Amaral.
E para que chegue ao conhecimento de
todos mandei passar o presente que ser pu
blicado pela imprens e affixado no lugar
do entume. Dado e passado nesta cidade
do Rccife, capital da provincia He Pernam-
buco, aos 24 de Agosto de 1886. Eu, Ma-
noel da Naacimento Pontee, escriv2o,o subs-
crevi-
Adelino Antonio de Luna Freir.
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir, officisl da
Imperial Ordem da Rosa, commeodador da Real
Ordem Militar Portuguesa de Nasso Senhor
Jess Christo e juiz de direito privativo de or-
phaos, nesta comarca do R:eife, por S. M. o
unpersdor, a quam Deus guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital vrem, ou
d'elle noticia tiverem, que, depois da audiencia de
31 de Agosto do corrente auno, ir prac, a
qurm mais dtr, serviodo de base o abate da lei do
valor da avaliacio, a parte do bem seguiuto:
Urna parte do cn'genho situado na cidade da
Estada, denominado Mariquita, pouco mais de
una legua da estacao do Freeheiras, bom d'agus,
c:pr.iro, com urna grande roda de ferro, com bons
terrenos, cujo engenh > safreja annualmente rauito
mais do dous mil pies de asiucar, avaliado em
35:000^000, valor que causa para que parte
inventariada com oab-ite da lei, seja de 5:237/150.
E vai a praca a referida parte inventariada a re-
querimento do Bario de Frecheiras, inventariante
dos b ns da fiusda D. Thereza da Silva Vieira
Pontusl para o pagamento de custas e legados.
E para constar ma-ide passar > presente que
ser publicado pela imprecisa e affizadn no lugar
do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 26
de Agosto de 1886.
Eu, Olavo Antonio Ferreira, eserivo, o cubs-
erevi.
Adelino .Antonio de Luna Freir
Monte de Soccorro de
Pernambuco
Os possuidores das cautellas de penli
res dos. nmeros abaixo, sao convidados, a
resgatal-as at o dia 26 do corrente mez.
10.92 10,942 11,062 11,128 11,209
11,413 11,512 11,610
11,618 11,620 11,629
11,634 11,637 11,645
11,654 11,655 11,659
11,617 11,702 11,705
11,729 11,734 11,736
11,748 11,754 11,756
11,763 11,761 11,769
11,795 11,796 11,797
11,805 11,815 11,823
II,42 11,852 11,866
11,873 11,874 11,879
11,885 11,901 11,909
11,931 11,938 11,941
11,650 Il,w51 11,954
11,961 11,963 11,970
11,975 11,976 11,981
11,987 11,988 11,990
11,994 11,995 11,997
12,000 12,001 12,004
12,010 12,017 12,018
12,025 12,027 12,028
12,041 12,055 12,067
12,078 12,0 "9 12,081
12,084 12,089 12,090
12,094 12,098 12,099
12,103 12,101 l*,t05
12,108 12,109 12,110
12,123 12,127 12,128
12,133 12,140 12,147
1,157 12,158 12, 63
12,172 12,178 12,186
12,190 12,191 12,198
12,2=03 12,207 12,208
12,217 1,220 12,229
12,235 12,238 12,239
12,249 12,250 12,252
12,273 12,288 12,255
12,299 12,300
Recife, 5 de Agosto de 1886.
O gerente,
Felino D. Ferreira Cottho
11,273 11,388
li,6H 11,617
11,632 11,633
11,646 11,619
11,666 11,677
11,714 11,716
11,746 11,747
11,759 11,961
11,784 11,790
11,798 11,803
11,825 11,832
11,867 11,871
11,883 11,884
11,910 11,927
11,945 11,946
11,956 11,957
11,971 11,974
11,984 11,985
11,991 11,992
11,998 11,999
i2,008 12,009
12,022 12,024
12,036 12,039
12,0>9 12,077
12,082 12,083
12,091 12,093
12,101 12,102
12,106 12,107
12,118 12,121
12,129 12,132
12,152 12,155
12,165 12,168
12,187 12,188
12,201 12,202
12,212 12,216
12,230 12,231
12,243 12,244
12,256 12,257
12,289 12,296
Soire bimensal ero 9 do crrante mez
Soientifica-se a todos os bocios e convidados
que a soire principiar as 7 hor s. Os ingresaos
acbam-se em poder do 8r thesoureiro eos envi-
tes no do Sr. presidente. Pede-se toda a timpli-
cidade nos toilettes e previne-se que nio sao ad-
misslves aggregadus.
Recife. 18 de Agosto d 1886.
O 1' secretario,
Joo Alfarra.
lilflAMIUli:
DE
S.Jos de Riba-mar
Tendo de proceder-se n cetelo p-ira os novos
funecionarios da mesa regedora de 1886 a 1837,
de conformidade com o novo compromisso e con o
que fji requerido por diversos rmftos dest* ir-
mandade, e despacho do Illin. Sr. Dr. juiz de di-
reito preveoor de capellas, a qual ser presidid
pelo referido doutor, convido a todos os Carissimos
irmaos para comparecerem no consistorio da igre-
ja, s 5 horas da tarde do dia 27 do corrente,
para o fim cima declarado. Recife, 25 do Agos-
to de 1886.O escrivao,
Luiz da Veiga Pessoa.
f'oinpanliia de edifica-
do
Commnnics-se aos senhores accionistas, quo
por deliberacao da directoria foi resolvido o reco-
lhimcnto da quarta prestado, na razio de 10 0/0
do valor nominal das respectivas accoes, o qual
dever realisar-se at 5 de Setembro prximo fu-
turo, no escriptorio da companhia, Praca da
Concordia u. 9. Recif 14 de Agosta de 1886.
Gustavo Aatunee,
Director secretario.
(mpsahla BrasHelra da %ve
*f Vapr
PORTOS DOSUL
0 vapor Para
Commanaante o 1 tenenf* Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos do
norte at* dia 2 de Setem-
bro e depois da demora n-
dispensavel, seguir para
| os portos do sul.
Recebe tamoem crga para Santos, Pelotas
t Orande d > Sol, frete modic .
Para carga, passgens, encommendas valores e
tratase na agencia
N-__ RUA I>0 COMMEROIO N. 11
Aviso martimo-
Q. Morris, capito do patacho inglez Otorga,
chegad > a este porto por arribada toreada, ne-
cesita contrsetar os concrr'os de eu navio, para
cuja fim recebe propostas em cartas fechadas at
ao meio dia da dia 27 deste mez, dirigidas ao
mesmo eapitio e entregues ao Consulado Britan -
nico, nesta cidade, sonde serio dadas todas as
informacoes que precisarem os pretendentes, po-
dendo os meamos, desdo j, ir a bordo verificar as
obras nececsarias.
Recife, 24 de Agosto de 1886.
Para o Oar e Haranlio
Segu com brevidade para os portos cima a
barca portugueza Marta Carotina, paea o resto da
earga que lhe falta, trata-se com os consignata-
rios Jas da Silva Loyo & Filho.
AVISOS DIVERSOS
LEILUES
MARTIMOS
ItOVAL 1UIL STE41 PACKT
COIPANY
Vapor La Plata
esperado
do sul no dia 29 de
corrente seguin lo
depois da deuora
necessaria para
Lisboa e Soulhampton
Para passagens, fretes, etc., tract "> o
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & i>,
intted Slales & Brasil ail 8.8: C.
O vapor Advance
Espera-s de New-Port
News, at o dia 6 de Se-
tembroo qual seguir depois
da demora necessaria para a
Babia, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encommendas e diuheir >
frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster i C.
N. 8 RUADO C'OMM^tClO N. -8.
! andar
Leilao
De predios
Sexta-felra 99 do corrente
A's 11 horas
A' roa estreita do Rosario n. 26
O agente Silveira devidamente autorisado leva-
r a leilio r casa terrea sita ra de Luiz do
Reg n. 23, em Basto Amaro das calinas, em ter-
reno foreiro, tendo a casa 2 ianellas e porta de
frente, 2 salas, 2 quartos, 1 gabinete, cosinha fra
e um quarto,^ grande quintal todo murado e ca-
cimba com boa agua.
Os Srs. pretendentes podem examinar.
Leilo
Sexta felra 99 do corrente
A?> li HOR 18
Ra Estreita do Rosario n. 24
Agente Modesto Baptisla
Do 30 duzias je clices e copos, 300 laras com
massa de tou.ate, 10 caixas com biter. 1 appare-
Iho de electro pate, louc>-s, garrafas, trens de co-
sinha, jarros, lanternas, tapetes, venesianas, p< r-
fumarias, chap -r, miudesas, livros diversos, e di
versos movis, bigoruas para fuuileiro, 1 safra de
ferro e outr s artigns.
Ao correr do martello
TRAKPASSA SE a hypothec da casa do larga
do Paraso n 15 ; a t. atar na na do Apollo
a. 34, 1* andar.
Aluga-so casas a 8*000 no beceo dos Coe-
ihos, junto de ti. Gncailo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Aluga-se quatro casas na ra Imperial ns.
102, 104, 132 e 136, caudas e pintadas, com com-
tnados para familia, e precos razoavel : a tratar no
Recife, caes do Apollo n. 45, ou na mesma roa
ii. 130, al as 9 h iras ou da 4 em diante.
Precisa se de urna perfeita eosiuheira, para
casa de familia : a tratar na ra do Bario da
Victoria n. 39, loja.
Preeisa-se de urna m stra para morar com
urna familia que reside aqu na cidade, encarre-
g.odo se da educacao de duas enancas : a tratar
na roa de Luiz do Reg n. 25. nde se dario os
detalhes do contrato.
Aloga-se urna preta que eos > I tbem esem-
pre tem estado alugada cm easa d< familia: a
tratar na roa dos Martyrias n. 148, i- andar.
I'recua su de 8UOJ0OO, pagando se juros de
um por cento ao mez para se pagar em tres annos,
dndose nma quantia que descont no principal
todo o anno, daudo-se urna casa livre e desemba-
racada, que rende 500*000 por anno, por hvpo-
theca : quem quizer fnzer esse negocio dinj'a-se
roa do Mrquez do Hervai n. 23, loja, que acha-
ra som quem tratar.
.. Aluga se a bella casa do pateo de 8 Pedro
Novo, em Ol.nda n. 2, para os banhss do mar,
muito fresca e grande commodidaae para familia
que se trate : a tratar no Caminho Novo n. 128 :
quem a pretender, venba logo contratar.
Precisa se de urna ama que saiba cosiahar
para casa de familia : a tratar na roa das Trn-
cheiras n. 17, loja.
Precisa-se de urna ama para todo serrico de
duas pessoa8 : na roa da Praia n. 12.
Precisa se de um homem casado e de boa
conducta, cuja mulher saiba lava e engemmar,
para cuidar de urna casa e sitio, na Passagem
da Magdalena : a tratar na loja de joias de Jo-
sepb Krause & C.
Aluga-se o sobrado da travessa do Livra-
mento n. 10 ; na roa do Apollo n. 34, primeiro
andar.
Assucar especia
i
Joaquim Salgueiral & C, pro.rietarios da "riff
bem montada refiuagio desta cidade, scientifica
ao publico em geral e espe -ialmeote ao commer-
co, que tem sempre um completo sortimento de
assucares, tanto en caroco como refinados, de 1*.
* e ' sorte, e especial refina lo com ovos, o sa-
ibor que se enentra no mercado, e ,>odeui de
prompto satisfHzer qualquer pedido que Ibes sa
teito, pois para isso tem sempre um grande depo-
sito. Oarantem a boa execucio e limpeza de tras
productos.-Telephone n. 445 -
Roa Direlia n. 88
Por 15$
Al uga-se a loja do sobrado roa de Lemas
Valentinas n. 50 : a tratar na roa Primeiro de
Marco n. 7-A, livraria Parisiense.
Aluga-se
o armazem n 43 roa novt de Santa Bita, pro-
pno para madeiras ; a tratar na ra Duque do
Canas n. 119, loja de cera.
Aos floites lioli"~
Cura certa era 48 horas das nflamacSeB
recentes dos olhos, pelo coljrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silveira.
Emprega e este poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, i,as seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas, con-
unctivites, etc., etc.
Deposito eral, na rogaria de Faria Sobriaho
l C, roa do Mrquez de Olinda n. 41.
Para informaces, sedirijam livraria Indus-
trial roa do Barao da Victoria n. 7, ou reai-
dencia do autor, roa da Saudade n. 4.
D-se 54000 de gratifieacSo a quem levar
no Caminho Novo n. 12H orna cacbomnha malba-
da de m nchas amarellas que desappareceu ba
tres das da casa roa do Maiquex do Hervai n.
23. A cachorrinha tem duas malhas as orelhas
e a cauda enroscada, costuma ter uns ataques
que e quem a erica tem o remedio.
Precisase de um caizeiro ae 12 a 14 annos,
para taverna : na ra Imperial n. 128.
r/recieA-ae uc uiu num -~ . c . .,
com pratica de qualquer negocio ; a tratar no es
tabelecimento dos Srs. Domingos Duarte & C-, no
I Varadouro em Oiinda.
Pica transferida para a ultima loteria de
Setembro prximo a rifa do cava) lo russo, feita
entre amigos em N. S. do O' de Ipojuca.
_____________________________A. C. P.__________
^- Aluga-se a easa terrea da roa de,S. Fran-
cisco n. 27 : a tratar no becco das Carvalhss
numero 1.
Quem ifliou?
Roga-se pessoa que achou, da ra da Matriz
pela da Ponte Velha at o caes Capibanbe, um
pequeo caderno de distribuido com os sssignan-
tes do dramaO Plebeudo Sr. Ribeiro da Silva,
o favor de o entregar b tica homeopatbica do
Dr. Sabino, que muito se lhe agradece.
Ten-e.ro e iillimo leilo
das dividas activas da inai-sa tailida d Pereira da
Siqneira St C. na iinpnrlancia de 3:930^180, ser-
vindo oe b-.se a ofierta de 15:# n'aquella cea^iio a venda ser definitiva, de con-
formidade com o despac-h do Illm- Sr. Dr. juiz
especial do eommerci", em virtude do parecer do
Dr. curador 'iseal di referid massa.
Sexta felra, 89 do corrente
A'- 11 horas
Ama
Precisa-se de urna ama para todo servico, e qoe
durma em casa dos patroes : na ruado RiachueUo
n. 57, porta, de ferro. .
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; a
tratar no sitio do Sr. Valenca, na estacio da Ja
queira.
Precisa-se de urna mulher de idadd, nacio-
nal ou portugueza, para njudar nos trabalhos de
vendagem e outros de casa de pequea familia :
ua rna da Matriz da Boa-Vista n 3
O Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade do Racife
capital da provincia de Pernatcbuuo,
por Sua Magestade o Imperador, a quem
Deus guarde, etc.
Fagj sabir aos que o r rescate edital v-
rem em como por este meu juizo se ha do
arrematar no dia 8 de Agosto, a quem
mais der, os bens seguintes :
Tos prelos do typograpliia, sendo um
prelo grande de n. 4,000, avaliado por
-3QQ0. y
Um outro prelo menor de n. 4,039, em
o estado av.diado por 1504.
Um outro prelo n. 233, tambera em mo
estado, avaliado por 1000.
Sendo os dous primeiros americanos, e
todos elles com as competentes ramas, pe-
nhorados firma Muhlert & C, por execu-
5S0 de Joaquim Manoel Ferreira de
SoMa.
Toda a pessoa que era ditos prelos qui-
j. r lanjar, o poder fazer nos dias da
pra^a.
E para que chegua ao coohecimonto do
todoa, mandei passar o presante que ser
affixado no lug^r publico do costume.
Ddo o passado nesta cidade do Recife
ds Ptrnarabuco, aos 26 dias do mez de
Jullio de 1886.
Eu, Pedro Tertuliano da Cunha, escri-
2o o escrevi.
Joaquim da Costa Ribeiro.
Edital 11.4746
D: ordem do Dr. inspector geral, declara-seao
praf*1$
telo, que a HMBfia que. ltimamente Ibe foi con-
cedida pela presidencia da provincia, dever ser
eontxda do dia 2 de Julbo ultimo.
Secretaria da iostrueclo publica de Pernam-
bueo, 26 de Agosto de 1886.--=0 secretario
Perfentino S. de Araujo Qalvo.
Capitana do porto
Engajados e voluntarios para
servirem no Batalho X;ival
De ordem do Erm. Sr. ebe-o de divisio Jcs
Manoel Picaneo da Costa, inspector deste arsenal
e eapitio do i orto desta provincia, faco publico
que em observancia ao aviso-circular do Minis-
terio da Marinha de 7 de Maio ultimo, por esta
reparticao faz-se acquisicio de engajados e volun-
tarios ara servirem no batulbio naval, aos quaes
sio concedidas as seguintes vantagens :
Aos voluntarios 400^090, aos engajados 500, e
s pracas de pret voluntarias, quando excusas por
conclusao de tempo de servico, um prazo de trras
de 108,900 metros quadrados as cetonias do Es-
tado.
O pagamento da primeira prestacao ser feito
ua corte, a segunda tres annos depois e a terceira
no fim de seis annos, que comprebtndi a conclusao
do tempo.
Secretaria da Inspeceao do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 21 de Aposto de 1S86. O secre-
tario, Antonio da Silva Atevedo.
Club I ternacional de
Regatas
Segunda regata
Estando designado o dia 12 de Setembro vn
douro para ter lugar a segunda regata deste club,
na baca de Santo Amaro, pelo presente convido s
qnem para ella se quizer ioscrever a comparecer
na sede da club, das 7 s 9 horas da noite, at 7
do referido mez de setembro.
Eeeife, 23 de Agosto de 1886.
Pompeo C. Casanova,
2- secretario.
Aifandega de Pernam-
buco
De ordem di Illm. Sr inspector da AIfandea,
scientifico a qaem inferejssr possa, que a partir
do dia 1 de Setembro prximo viudouro, fica
inaugurado o 1 posto fiscal no antigo Forte do
Pioito entrada da barra, onde deverio at-acsr
tanto na ida cojj na volta todos ns vehculos que
forem ou vierem do lamario, ficando no entanto a
cargo da barca de vigia estacionada ao lado do
caes da Liogoeta e que servir de 2- pjsto fiscal,
todo tnovitnento de peqnena cabitagem, que c m-
prehende a entrada e sabida das lanchas, baica-
cas e canoas que navegam entro portos da pro-
vincia.
Guardamoria da Aifandega de Pernambuco, 24
de Agosto de 1886O guarda u.>,
Jad Augusto de Azevedo Marqn >s.
(Oni'Wlllb KM HEMSIAJUe
RES 1IAKI TIMES
LINHA MENSAL
O paquete Gironde
Cora mandante Minier
Espera-se da Eu-
ropa at o dia 3 de
Setembro, seguin
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Ro de Janeiro e Monte
evido
Lembra-se sos senhores passageirbs de tudas
as elasses que ba lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo. |
Previne se ao ssenhores recebedores de merca-
dorias que s<5 se attender as reclamaces por fel
tas nos volumes que forem reconhecidas na occ
siio da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir 3
a frete: tracta-se com o
AGENTE
angoste Lab He
9 RUA DO COMMERCTO -9
Agente Pinto
Em seu escripterio ra do Bom Jess
____________________n. 43__________________
Leilao
dos materiaes do sobrad.) da ra do Commercio
a. 22 em Olinda, em solo proprlo, bens pertencen-
tes i massa fallida de Jos Jm.quim Pereira de
Mendonca & C, no estado e lugar em que se acha.
Sexta feir, 9 7 do corrente
Ao meio dia
Agente Pinto
Na ra do Bom Jess n. 43
Precisa-ge de urna ama : trata-so na rus
do Caldeireiro n. 39, taverna.
Sr. W. I. Haynes chegou bem ao P01 to e
manda militas lembrancas todos seus bons ami-
gos de Pernambuco
[ cilio
De f>zeada8 e miudezas, limpas e avadada!
Sexta felra, do corren!
A's 11 1/2 horas
Agente Pinto
Na ra do Boto Jess n. 43
Leilo
Pacific Steam Savigaion Lompam
STRAITS OF MAGELLAN LINE
O vapor Araucania
Baha, Rio de
video e
Santa Casa da Misericordia do
Recite
Por esta secret ria sio chamados os prenles
ou protectores das menores constantes da relacao
infra, que va ser recolhidas ao collegio das or-
pbis.
Belacio das orphia abaixo inscriplas, que nesta
daU vio ser admittidas no eollegio das orphs
1 Ricarda, filha de Auonia Marcelina de
Oliveira.
6 Mara, filha do Eugenia Mara de Oliveira
Lagos.
7 Leopoldina, dem dem idem.
8 Guilbermina, sobrinh de Prancelina Br-
gida Soares.
Secretaria da 8anta Casa de Misericordia do
Recife, 5 de Agosto da 1886.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza
E' esperado da Euro-
pa ate o dia 29 de A-
gosto, e seguir depois
da demora do costume
para a
ianeiro, Monte
Valparalzo
Para carga, passagens, e encommendas, traeta-
ee com os
AGENTES
Wilson Sons t C, Limited
N. 14- RUA DO OOMMERCIO N. H
BEliiHIS (HRf.rlRS
Companhia Francesa de MaYega-
eo a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
00a, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
Sime. Yie Se FernamDQco
' esperado da Europa
n) dia 6 de Setembro, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ra
ri*. Rio le Janeiro
e Sanio*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p'loa
vapores desta linba,qneiratr> apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng *.-
quer reclamaao conceraente a volumes, quj po-
ventura tenham seguido para os portos do sul.afin
de se poderem dar a tempo aa providencias necea-
arias.
Expirado o referido prasa a conipaahia nio se
responsabilisa por extravos.
Itecebe carga, encommendas e passageires para
os quaes tem xcel lentes accomodacoes.
Augusto F. de Oiveira H
ACEXTRN
42-RA DO OOMMERHIO-42
Em eontinuaco
De mobillas, f ztndas para capote, miudesas,
perfumsrias, jarros finos, camas francesas e mui
tos m jveis avulsos. <
Sexta-feira, 27 do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez do
Olinda n. 49
POR INTERVENQO DO
Agente (.usnto
Aluga-se o sitio denomiuado Jacar, na es
tacio da Tamarineira : a tratar na ra Nova n.
55, ou na guard mora com G. Motta.
A Sr. D. Mara Arcbanja Cavalcanto de
Albspuerque, mii da Exma. Sra. Baronesa de
Ver Cruz, gnbora do engenbo Monjope, queira
ter a bondi.deif maadar pagar_a JoBAjfpli^rit,.
de Naxareth a quantia de 3:0O#000 e tantos de
xarque que lhe remetteq para alimentac#o de sua
fabrica no engenho Tamalaapc do Plores, alem
disso quando sen fil ^o Joio Cavalcant foi para
Europ e que ficou a dever-lbe urna letra de
2:00(l e tarto, proveniente ainda de xarque, elle I
foi sua casa faserlhe ver isto, assim como ee
devia continuar a mandar xarque para supprir a
sua fabrica, e suas palavras forain estas, qoe ain-
da boje nio as nega, o senhor pode continuar a
mandar porque a sua divida esta segura, porquan-
to se meu filho morrer na Europa eu lhe pagaiei,
e se eu morrer primeiro ahi est meu filho para
lhe pagar, palavras estas que confessou a outxss
pesf oas, que i- ais tinha dito ; alem disto.a Sra.
Baroueza vuva e rica e nio tem filhos. nio ne-
ce88ita portanto que a Sra. D. Maria por raeos
menos propnos accumule fortuna para lhe deixar
de beran.a. E^ta divida alem de tudo urna di
vida proveniente de xarque para alimentacao do
sua fabrica e nio deve ser igual as outras qae V.
Exma. deixou de pagar.
Para Dgenhos
Cal nova de Lisboa.
Potasas da Ruaaia.
Oleo de moc<>t.
Azi-ite de carrapato.
Oraxa em bexigas.
Vendem Abrantes & C, i ra do Bom Jess
uumero 48.
Este remedio precioso tem gpzado da aceda.
*So publica durante cincoenta e sete annos. con*
e9ando-se a sua manufactura e venda era 1827.
Sua popularidade e venda nunca orSo t3o exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a melhor prora da sua eficacia marav-
hosa.
Nao hesitamos a direr que nSo tem deiad
em cas algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em aduKos, que se acharao aflic-
tos destes mimigos da vida humana.
NSo deixamos de receber constantementa
attestacoes de mdicos em favor da sua efficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificates, da
sorte que deve o comprador ter muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
Pillas purgativas e depurativas
de (ampanliii
Estas plulss, cuj preparacio puramente ve-
getal, tovm sido por mais de 20 anno anroreitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pelle e do figaao, eyptiilis, bou-
boes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
gonorrbas.
Modo de nsal-a
Como purgativas: tom.-se de 3 a 6 per da, le-
bendo-se aps cada dae um pouco d'agua adoca-
da, che ou caldo.
Como regaladoras : tome-se um plala ao jantar.
Estas plalas, de invencio dos pbarmaceuticoa
Almeida Andrade & Fdbos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tomndo-
se mais recommendaveis, por serem um seguro
purgativo e de pouca dieta, polo que podem ser
osadas em viagem.
ACHAM-SE A' VEVDA
> drogara de Faria Sobrinlto t C.
41 RUA DO MABQEZ DE OLINDA 41
<-- .....- .- *S
4. Leilo
Lisboa e Porto
E' esperado oestes das o patacho nacional
Oitar e segu com brevidade para os portal ci-
ma, por ter quaai toda a carga engajada ; para o
reeto ^u3 taita, traU-sa aa roa do Marques de
Oinda n. 4.
Do importante predio de 2 andares com grandes
accommodaces, bom quintal murado, cacimba,
alvoredos, tendo no andr terreo duas lojas, sit
rus de Marcilio Dias n. 32 antiga rn Direita,
confronte u travessa que vai para o mercado.
Sabbado 28 de corrente
A'n 11 horas em ponto
No armazem da ra do Marque do Hervai n. 19.
O agente Guamaj autorisado por mandado do
Exm. Sr. juia de direito da provedoria e com au-
torisa^io dos domis consenh Tes, far leilao com
assistenca do mesmo juiz, do predio cima mencio-
nado, pertonceote ao spolio de D Kelcidade Per-
petua Gomes da Silva, podendo os compradoras
ixaminal-o, acbando-ae as chaves no pavimento
terreo loja de miudesas.
geile Pestaa
Bom emprego de capital
Leilao
Terca-fcira 31 do corrente
A's 11 horas em ponto
No armazem e agencia de leiloes da ra
do Vigario n. \2
De um sobrado de 2 andares n>a da Compa-
nhia Pernnmbucana n. 20, antigo becco das Boias
(Recife), com 2 salas, 3 quartos, cosinha tora, em
cada andar, 2 lojas io pavimento terreo, em solo
foreiro, rendendo annualmente 756X000.
Um sobrado de um andar ra N^va de Santa
Rita n. 56, com 2 salas, 2 quartos, cosinha fora e
terrado, no pavimento terreo os meamos commo -
dos, quintal, cacimba e apoarelho, em solo pro-
prio, rendeudo annualmente 480*000.
Urna casa terrea i mesma ra n. 58, com 2 sa-
las, 3 quartos, sotio ntcruo, cosinha fora, quin-
tal, cacimba e apparelho, em solo proprio, renden-
do 267*000.
Urna dte terrea mesma ra n. 60, com 2 sa-
las, 2 quartos, cosinha interna, apparelho, peque-
no quintal e excimba m^ipra, em solo foreiro,
rendendo 192*000 annnaes.
Urna dita terrea i ra dos Patos n. 3, com 2
salas, 1 quarto, apparelh> e pequeo quintal, em
solo-proprio, rendendo 1441000.
Todos estes predios veudein-se livres e desem-
baracadoe de todo e qualquer onus.
~1
papel
Atten^o
So no armarinho
19 Ra larga do o arlo
Urna caixa com p> nuas P-rry, 600 rs.
lima dita com 100 folhas de superior
am'zade, 400 rs.
Urna dita com 100 envelopes, 300 rs.
Macos de li para bo'dar, de todas as cores, a
2*500. '
Carreteis de linha para machina, um 80 rs., em
duzia te>n abatimento.
Urna duzia de bo-o-s bola para vestidos, 80 rs.
Um frasco com verdadera agua de colonia a
500 rs.
Um pacote com fino p de arroz, 300 rs.
Urna duzia de baleias para vestidos (polidas e
forte) a 300 rs.
Um metro de fita de borracha para ligas a
400 rs. 6
Um pacote com tres saboneteB finos, 300 rs.
Um dito eom sabio em p, 60 rs.
Urna tesoura muito fina para unhas, 800 rs.
Um metro de iraoja de la, propria para fiches a
200 rs.
Urna volta eom duas ordens He coral, 600 ra.
Uuj par de finos suspensorios para menino a
800 rs.
Urna borla de arminho para pos de arros a
200 rs.
Urna lousa de Fav^r, 200 rs.
Completo sortimento de babados e entremeios
bordados em cambraia e fustio, e muitos outros
artigos pr precos sem competencia. Aproveitem.
12 Ra larga do 35 osario 12
SignalBandcira encarnada com letras brancas.
Joa Antonio de Mullos
A viava.e familia do finado Jos Antonio de
Mattos aeredecem nordialmente a irmandade de
8. Jos d'Agona e a todoa quantos se interessa-
ram por elle, quer em seu tratamento. quer em
sea enterro ; e convidam ao mesmo tempo os ami-
gos e mais peseoas de seu conhecimento e do fi-
nado assistirem as missis que pela alma do
mesmo hio de ser celebradas no dia 28 do corren-
te, s 7 horas da m-.nha, na capella de Santo
Amaro das >alinA8.
E barato
Aluga-se o 1* e 2- andares do grande sobrado
ra do Brum n. 84, muito fresco e bem accom-
modado : na ra laiga do Rosario n. 34, phar
macia.
Portador Decaoville
Todo de neo
Caminho de ferro porttil do collocaco instan-
tnea.
O Decauvilie obteve todos os prt'meiro premios
sem excepcio nos concursos franceses e estran-
g iros.
Catlogosinformaces : dirigirse ao Sr. Eu
gene Chalioe, 22, ra do CommercioRecife.
Representante para a provincia de Pernambuco
Jos Beserra Cawalcante de
AIbuquerque
Antonio Bezerra Cavalcante de Albuquerqne,
sua mulher e filhos, agradecem a todos os paren-
tes e amigos que se dignaram acompanhar ao ce-
miteiio pubbco os restos mortaes da seu presado
filho, enteado e irmao, Jos Bezerra Cavalcante
de Albuquerque ; e de novo os convidam para
assistirem a mise que mandam celebrar na ma-
triz da Boa-Vista, pelas 7 1/2 horas da manh de
dia sabbado 28 do corrente, stimo dia de se
passamento.
a
Seraphina Hara do XuNcimenfo
. Avila
Mana da Penha Cabral e Jeaquim Pires da
Silva iigradecem cordialmentc s pessoas que se
dignaram ae mpanhar os reatos mortaes d sua
eara e presada mai e prima. Seraphina Maria de
Nascimento Avila ; e de novo i>s louvidam, bem
como aos seus parentes, para assistirem a inissa
que mandam eel< brar sabb ido 28 do corrente,
peas 8 horas da mnhi. na matriz da B Vista,
stimo di. do seu fallccimento, e desde j se coa-
fessam agradecidos aquellos qu se dignarem as-
sistir a sfe aero de religiao < eari'lado.
^^f ^snnn^Bi
Hriieiirii de A Pexad
Francisco de S Pegado, sua mulher, filhos e
genros, c.mpun^idos pela ma's innnsa dor pele
desastroso passameoto dd seu sxtremeoido filho,
irmio e cunh d.v, M'ncneu de Si Pgalo, convi-
dam aos seus parentes e amigos para assistirem a
urna missa que uanlam celebrar polo repouse
eterno do mesmo finado, boje 2?, s 7 h iras de
dia, na matris do Corpo Santj, e d sde ji agra-
decem a quantos se dignarem de acquiescer a este
sen convite.
LjmHMO


6
s-
Diario
es

e Fcruambuco- Sexta-icira 27 de Agosto de 1886
ULULAS
Purgante as Familias.
Aluga-se
i predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
abelecimento fabril : a tratar na ra do Commcr-
jo n. 34, c.m J. I. de Medeiros Reg-
Aluga-se barato
A ra Lomae Valentinas n. 4
O armazem da ra do Coronel Suasauna n. 141
Roa da Kaixa Verde d. 5.
Caaa terrea di travesea de S. Jos n. 23.
Tratt.-se na ra do Commercio n. 5, Io andar
aeriptorio de Silva Guimaraes & C.
Alnea-so
ama sala propria para escriptorio : na ra do
Bom Jess n. 38, 1 andar.
as casas : ra de Aguas Verdes n. 22, 2- anda
caiado e pintado de novo ; estrada de Luiz do
Reg, casa pequea n. 16 B : a tratar na ra da
Aurora, cartorio da fazenda n. 21.
Alug'-se
a casa terrea sita ra do Visconde de Abuquer
que n. 17C, pintada e catada de novo : a tratar
no largo do Corno Santo n. 4, 1- andar.
Aluga-se barato
o armazem n. 84 ra do Brum, com fundes
para o caes do Apollo, muito apropriad > para d -
psito de assucar : a tratar na ra larga do Ro-
sario n. 34, pharmacia.
Aloga-se
o sobrado com dous andares no caes do Apollo n.
75, com muitoa coiiinodos para familia, pre$o
commodo : trata-se na ra larga do Rosario a.
34, pharmacia.
Ama deleite
Na ra do Cabu n. 11, primeiro andar, entra-
da pela das Trincbeiras, precisa-se de urna mu-
lhcr que seja sadia e tenha bom leite, para ama-
mentar urna crianca recemnascida.
Ama
Bc isa-se de urna ama que cosinhe perfeita-
ua ra de Riachmllo n. 57, portJo de
mente
trro.
Am
a
Precisa se ce urna ama para cosinhar e com-
prar : na roa do r. Joiquim Nabuco (Capuuga)
aumero 3.
Ama
Precisa-se de urna > >u,madeira : na ra 'a
Aurora n. 1.
triado
Precisa se de um menino de 10 a 12 annos de
idade, para criado de taverna, preferindo-se de
cor e que d garante de sua conducta ; a tratar
com o oimoes nos Quatro Cantos n. 1, taverna.
Criado
PrecisB-se de um criado de 14 a 16 annos ; na
ra do Commercio n. 44.
Roubo
Do eogenho Cahet, do termo da Eseada, foram
roubados no dir 3 do eorrente mez, da estribara
do lavradoi Man-el Ft-ij de Mello, tres cavallos
possantes, gordos, de ores e signaes seguintes :
um castanho tapado, inteiro, de segunda muda,
nda baizo obrigado, no p esqnerdo tem urna
U'i branca entre o casco e o cabello, e no di-
reitou n iaroeinho, como que producido por espi-
nho : dous russos, sendo um grande, ardigo, den-
tea quebrados, de 12 a> ius, inteiro, anda baizo,
francamente, e o io qaarto, sem andares, de
H annos, muit cm feto, castrado, tem no sovaco
esqnerdo um signal de ferida que :eve ha annos,
etodos tres teem este ferroMPna p direita
dono gratifica quem der noticia certa de ditos
cavallos.
Mu 5mFumo
o mtko
Hygienic-; e Econmico
PARA UMPARINAS
JPei'2iamnito
NIJV^RO
- f\'\C.O N" 33
Agua florida. Extrahida de flores bra-
sileras pelo aeu delicado perfume, suavida-
de e euas propriedadea benficas, excede
a tudo que ueste genero tem apparecido de
mais celebre.
Tnico americano.- E' a primeira das
preparares para a tonservacSo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem agrande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabecas dos que os usam.
Oleo vegetal- Composto com vegetal
innocente, preparado para arraciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Exctente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo balito.
Vend^-se as principaes casas desta ci-
dade e na Lbrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF.LEPHONE N 33
Tricofero de Barry
Garntese que faz nas-
cer ecrescer o cabello ainda
aos mais cairos, cura a
todas as impurezas do cas-
co da cabera. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranquo-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
a
V/AJkafcV
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvac,3o official de
m Governo. Tem duas vezes
mo8 fragrancia que qualqner outra
eduraodobrodotempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradnvel no
len90. E' duaa rezas mais refres-
cante no banho e no quarto lo
doente. # E' especifico contra a
frouzidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansados e os
desmaioa.
Xarope Je Ya ie Renter No. 2.
imi zm otal-o. dxpois de sal-o.
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
AffecoSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
sncas do Sangue^Figado, e Ria. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e reno va o systema inteiro. ,, <
Sabao Curativo ae Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Jaboatao
Vende-ee a padaria o o estabalecimeato de mo-
Ibados, bem afreguezados, e prometiendo ainda
maior negocio fazer com a ida das tfficinae da es-
trada de ferro de Cmara, prximo mesma es-
taco, ende ficam situados os esfabeleciuientos
cima, arrendndose as casas 4-peasea que pre-
tender : a trtar em Jaboatao, confronte ao hotel
Globo.
20S0II0
Aluga-se a casa n. C ra de Riacbuello, anti
ga do Destino (Boa Vista), a chave acba-se no
mesmo coirer n. F ; a de n. 4 travesea do Frei-
tas (antiga do Trmdade) em 8 Jote, com 2 salas,
2 quartos, cosinha, quintal, cacimba, 1 sotao e
est limpa, por 16 ; a nave se ana junto n. 8
trata ie na ru- da .uian 62, Reofc.
Attencao
Comprase ou aluga-ae urna boa casa perto da
cidade, desejanda-B- nos seguintes pontos: 8o-
ledade, Caminh Novo, Capuuga, Passagem da
Magoalena, t. ndo bem sirio, agua e gas : quem
tiver dirija se a ra do lu perader n. 49. 1 andar,
a tratar com o solicita ior Antonio Neves.
Os Crimes do Recife
ttomanre por < 6rt- Beal
A' v oda nas livrarias Francesa, Fluminense,
Quintas. latinearla Javanez /, restaurant Doria e
cm outroa pontos
Boa-Viagein
Alaga-se uma grande e rzcelleute casa n'este
apraiivel arrabalde com muito bens commodos e
p rto do banho
A flfactar na ra Larga do Rosario n. 34, bo-
tica.
Gosinheira
Precisa-se de urna boa cosinheira, que teja aa-
seiada e durma aa casa em que se ajugar, aao-
ae bem : a tratar na ra de Paysand n. 19 (Mas-
dalena)
Salpkftes e virti verde branco e
lino
Recebeu Ant nio Duarte ra da UniSo o. 64,
eonfrun'e a rgtaco ; tornam-:e reconj mendaz eis
estes arng s p..r r^r ncebito de casa particular
de Portugal, razAo por que garante ser especia.1!
dade ; asim como rem carne e queij. s do serto
por prec> muiti) m dico ; o mesmo vii.ho tambera
se veude m cusa de B-ruardino Duarte ra da
Florentina u. 2 3, em retalbo e ancoras. Na
mesma coiripra-se urna balanca decimal, grande.
Alniauaek da provincia
1880
Cm volunte com 4 paginas
2^000
A' v n. 7 A, na ?rm- Ir., de Marco n. 7 A, Industrial
tAJonomien de G L p. rt & C. e Cardoso Ayres.
Cas para a lugar
Aludis- aasH da ra d> Progreesi v. 23
reedificada con .>..:, odja regulares para f.mi-
iia, muito fri-s a.Vsta s-pintando, qualqutri>re-
t*nd. nte p deii ir yel a : a tralar n, nfioacio
do Cafeolu. do Ar u V
(onipra-se
dianos ejorr..;es : :ia ra, do Viscoofla de nha-
man. 75. antiga do Range'.
Casas baratas para alagar
Aluga-ae oj)rim'ii,8Bdar do.-sokmo ,14,1
com bastantes commodos, ra e 8. Jorge, a
toja do sobrado n. 23 na mesma ra : a tratar na
ra Augusta n. 286.
v es
o e
Encima MaguesDEfloLiAflBftj
~> Hheumat ismo. Cancro*, Boba6.Impl^en6
etodas a molestias que tenho eua or-i^em
na impureza do songe devida a syphie
MMUaJUTBI
ce
O
0)
Q


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-------oft5,^js^
/JBOMTOBIO^EKTRAl DE^ROOCTOSillOICI
PA FtORABA3IURA:
Y Ra d^ tseond do Rio Br*anao M
IIIO l>K JAXKIKI):----------
-5 W
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r.illcaciUuUo cena conra a 'Molestias do Paito, a 'p,
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AI>Yi:iC 1J-.XC1A. Exiga-eo no rocuio o sello-Azu- :!n r:--r.do rVltacr?.
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A Quina-Laroche contem todos os
principios da_quma. lem um gosto muito
agradavel, e e superior aos outros vinhos
e xaropes de quina; contra o desci-
ment dos forcas e da energa, as ajfecces
do estomago, as febres inveteradas, etc.
FERRUGINOSO
O MESMO
E11XIR .
a feliz combinacao de um sal de ferro
con a-quina. E' reeommendado contra
a pobreza do sangue a cnloro-anemia, as
consequencias do parto, etc.
Paris, 23, rus Drouot, e as principa! Pharmaelas do Mundo.
Gotta, Rheumatismo, Dores
SoLugo do Doutor Clin
Laureado da Faouldada de Medicina de Paris. Premio Kontyon.
A Verdadeira SolucSo CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As AMeoces Rheumatlsraaes agudas e chronicas, o Rheumatismo qottoso
as Dores articulares e musculares, e todas s vezes que necessario calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias,
A Verdadeira Solu5fto CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo
a Gotta e as Dores. '
" "m explicagio detalhada aconpanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Soluco de CLIN & C, de PARS, que se encentra
eesg_jg_groyuitaa r. Pharmaceuticoe.
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CMorse, -Anemia, Cntnarro pulmonar, Bronchtte chronica,
uatnarroaa Bexiga, PMisica, Tosse conoulsa, Dyspepsia, Palidez,
reraas semtnaes, Catharros antigs e complicados, etc.
Soulerard Seala, T, em PAJUZ, e as principaes Fbarmaclas.
GPntSSA f, ,_Q!Ab*" ".&V
armEa-^riM LdiUL^iJ Ptio. csn nic yAl
Ptloi GABU ESriC
VSplra-sca l-iuuuf ;.jue puiicua ,.> pui^i ;. ,..o jiuptoiua uar"oso, facult
* expeetura^ao e favorita as IUuxoos nos orreta rei.lrator;.is.
Ten >t ACTE- REME ORIZA ORIZA "VELOUT-E
aos Consummidores
PERFUMARA oriza
llencao
Pede se hO Sr. Epiphanio da Rucha Wanderley
chefe da estadio de Pao d'Alho, que mande res-
posta das cartas que se Ibe tem i scripto sobre
aquelle negocio, na ra ios Martyrii s n. 148 Fa-
sem dous asnos.
0 verdade.ro >inhu do Porto
DE
J. II. Andres^n
D. Luis, Quiula de Nova Cintra, c Tres Coroas,
Copde
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*# *
o. p. c.
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A. Barr
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Vendom Perreira lodrigues 4 C, ra da
Madre de Deua n. 14.
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paoantea os xntgos sao curados eml
poneos das em eeoreto, aera rgl-
aten nm tisanas, sem cansar jen
noleetar us orgauoe digestiros, Delae|
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A'FECpSiE DAS VAS DICES i IVAS,
DIARHKEAS CHRONICAS, HACHIT1SMO,
ESS' OF>.'t, r" i 'OAOC,
-------t.v -' u- :t.,., T PHOtOCAS
E OE KOVESTlAg OSAVCS, ETC.
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~7"A. Ss C"
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Denoxos. Grlppe. Bronchltes,
Irritbaos do Paito, o XAROPE c a PASTA peitaral
de KAF de DELANORENIER sin do urna cfflaicia certa
e TercndA porMembrosdaAondeminde>fcdiciu'i(taFranca.
Sem Opio, Morphna ueui Codttu recelo as
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G. Laporte & C.
Con cama de rommlsstes A roa lo
Imperador a. ae. <> andar
VENDEM
Elixir dentifrleio
Hastia ueniirricia
dos reverendos padres benedictinos de Soulne, o
melhor dentifricio que tem vinde para o merca-
do (so t duias).
Anti moualique Query para matar aa
morissocas, maiuins, etc. (as duzias).
Vlnno de Cnampagne da afamada mar-
ca Moel A Chandon em garrafas e meias (s cai-
xas).
Vlnno de Cnn>paa;ne,marcaMarquisd
La Tour Byron (35 45 a caixa) (s caixas).
Cognac, marca Hildebcrt ( caixas).
Vinagre aromtica, para a mesa, especiali-
dade para familias, garantido puro de vinbo bran-
co (as garrafas).
Salaa-parrllhafreaca do Par.,
Eau de mllime dea Carmen, a preco
de factura para liquidar 100 duzias vindas por
engao (4a dusias).
Bob Lecbanx, grande depurativo vegetal,
(-rnente aos aenbores droguistas e pbarmacea-
ticos).
Papel almaaao duplo, liso, proprio para
impresso de obras, etc., etc.
Papel para carias, grande e variado
sortimento, a precos nunca vistos oeste morcado
(em porcao) todos os formatos, e os competentes
Enteloppe* tambero a preco sem compe-
tencia.
Cartoea de i infla de todos os formatos
brancos e de pbantasia, cartoea para o commer-
cio, em Cristo!, framlim etc.
Tinta Blae-Black, verdadeira de Ste-
pbonsjD, recebida por remessas peridicas do pro-
pria fabricante : precos inexcediveis de baratla.
ArCIgoa de eacripiorlo taes como livros
em branco, copiadores, tintas, canelas, lapis, tin-
teiros e todos os mais sempre vendidos a precos
muito baratos para negocio.
(omina arbica de Adriano Maurin fras-
cos grandes e pequeos, em cxixas de duzia.
Tinta de marcar a roupa, do mesmo fa-
bricante.
A ra do Imperador n. 46
. "Os Crimcs do Recife
Romance por Joao B. P. Corto Real.
8ob a epigrephe Crimes do Recife, se pnblica-
rSo em fascculo ca srguintes romances l.
I
As Victlmaa de Sanio Amaro
Narracao de um sauguinuleuto facto praticado
por nm negoeienti- desta praca, que sob o falso
motivo do adulterio assassinou sua esposa.
II
O Cadver da liba do Pina
Narracao fiel do asaassinato de ama mulber vi-
ctima de infundadas suspeitas, segundo se espa-
lbou cnto ; roas que finalmente descubri se ter
8ofindo um rigoroso castigo.
III
Oa ><> iiimiMilos
Narra(3o de um ssiissn,.io, que impr<>?sionoa
a populacao desta cidade e cujo resultado foi a
roubo de urna grande fortura.
IV
Om Companheiroa da Espada de Foga
Hist-irm da vinganca de urna das victimna da
revolucSo praieira, onde se patnteiam fact s ata
hoje deseonhecidos do publico, mas cuja narracao
se acba confirmada por documentos originaes em -
poder do autor.
V
A companbia do tiro.
Narracao de um facto criminoso, praticad > pela
con.panbia do olho vivo, que deu em resultado
li-var para Fernando de N'jrjnlia o spu chefe.
Neste romance si' patenteia nao s a giria usada,
entre elles, e dosconbecida do povo, como timbern
o seu codigv. Todos estes romances ee acham li-
gados una com os outros, ora pelo enredo, ora peloa
personagens. Assigna-se as livrarias : Fran-
cesa, Industrial, Fluminense, Quintas, naa taba-
cunas Havnneza (Recif) Bourgard (Boa-Vista),
Restaurant Doria, e na loja do Sr. Lcmos n ra
da Imperatriz.
Loj
Grande iquidacao
NA
i a Ca macan
Avisamos ao respcitavel publico e especialmen-
te s Exmas. familias q>ie estamos liquidando
os artigos de miudezas existentes n ate estabele-
cimento com 50 0/0 de m< nos As Exmas. fami-
lias encontrarao bom sortimento e boas pHchiiichai
em todos os artigos, cuido sejnm : bicoa lirancoa
finos, a 3*800, 4500, 4*800, 5, 6* e 83000 a
peca, com 11 metros, ditns de cores a 4>500, 5A
1%\ e 8* a peca, bicoa pretos com vidrilbo, alfineta
a 60 rs. a carta, agulhas finas a 80 rs. o papel,
caixinha com alfinct: a 120 rs., pacote enm tres
sabonetes finos por 400 rs., um pao de saboneta
fino a 800 rs, garrafa com agua florida verdadei-
ra a 500 e 800 rs., 1A000 e 1*300, baleias a 300
rs. a duzia, lindo sortimento de ispartilho a
4*500, 6* e 8*000, dem idem de luvas finas,
bolsas de couro a 1*500, 5*, 6* e 7*000, meiaa
finas ] sra senhora a 700 rs o par, oleo orna ver-
dadeiro a 900 rs. o frasco, agua dn colonia fina a
1* o frasco, linba de machina a 900 rs. u duzia.
Alem deste annuncio temos muitos artigos que
as Exmas. familias verao melhor com a presenca
ra Duque de Caxias n. 66.
AtteiKjo
Permuta-se urna cadeira do sexo feminino, em
J um dos melhores arrabaldes desta cidade, por urna
as freguezias de Santo Antonio, S. Jos e Boa-
Vista ; quem quizer fazer negocio, dirija se ra
do Camirao n. 8, a qualquer hora.
Acabar&o-se as Cas
< otniHuniea aos Cabello
a Cor natural
a Barba
la i) zm b 'D3s Id rcacte sen Uvag^m ni t eia::2
35 ANNOS DE XITO
E. SALLES tila; J. MONEGHETTI. snooeaaor
Parfauiista-CimicB, 73, rsa Turtijo. PiRIZ
Vandam-u tn t rfjj aa principaes Perfumarlas a 0'ttariae
I*no i'.i-ioai'nP"'>"fii;-o r^anr^M di SILVA *C"
Aga Je J'flfo
Em quartos e meias garrafas, vendem Faria
Sobrinho & C, :i ra do Mrquez de Olina.t n. 4i
DEI'OSIT^KIOS
$b
m ic r)
A\ '
Manoel Antonio de afenns
Trigsimo dia
O Dr. Julio Cesar de Castro Jess, o baiharel
Augusto E. de Castro Jetan (ansente), D. Oiym-
pia de Jess Gncalvs, Manoel Antonio XJ.ioal-
ves, D Mara Leopoldina de Jess Ctrvalho, An-
tonio Gomes de Mattes, D. Theolinda de Jestu
Mello (ausente), rogam aos eeus parentes e ami-
gos o caridxso obsequio de com parecer m s ma*
as que mandam resar por seu finado pai e togro,
na matriz de Santo Ankmo, no dia 27 de Ag.sto,
B 8 horas da manha
Major Caalodia Flor da Uva
Fragoso
A mai, irmios e cenhados do major Custodio
Fl ro da 8 Iva Fragoso, fallecido no da 27 de
Juiho, pedem a todos os seas parentes e smigos o
candse obsequio de assLtiretn as missai, qae
pelo descanso eterno do mesmo finado, mandan
C' l.-brar na matriz da Boa Vista, pelas 8 horas da
manha do dia 27 do eorrente, trigsimo de sea
fallfcimento.
in
[
I


f


i
IHarfo de PernambBeSextir-fetra ~7 t> Agosto d ISSff
4o povo [m rnambucano
Contina aberta a escola partteokr de intrac-
*r0 primaria para o texo maaeul.no, rna daMa-
i__aBoa.Vata n. 31, dirigida pelo profesar
articular Julio Soares de Aaevado.
Educa e inatrue a infancia, pele svatema oea
principaes coito** da corte de imperio, onde
& por algum tcmr* paaaeio, cujo ayatema
a delicadeza, a paciencia, a voerco, taren
docom oue oa aeua diaeipuloa ngam o eaminho
da intelligencia, da honra e da d.gnidade, com
,-ntos eonselhos e a licoea, afiro de que venosa
_7er o futuro auBteotaculo da p*tna, da religio
e rf le, e nm Terdadeiro eidadlo hraaileiro.
Espera, portante, que o respe'tavel publico aai-
1M apreciar de perto o aeu verdadeiro enaine pri
mario, onde rpidamente aa enanca abracara e
imam de coracao aos livros, aa lettraa e aa bellaa-
artei. Rna da Matrii da Boa Vista n. 34.
Julio Soa.ee de Aaevedo.
PIMIO DE IIIIU
de 3X. 4X9 o 3X<2; vende-ee"na serrarla a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Doua de No-
vembro n. 6.
J
fi
Tomen nota
Trullos- para engentaos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
HaehlHsttut completo para en
genhos de tdos o tantaoho*
Syaieina sperfeicoado
EtpudficaqZes epreqot no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
M. S a do commercio
N. V Alm do cima B t C, tem catlogos de
mrj'; i .mplemeuto uecesaarioa 4 agricultura, como
.amhem machinas para descargar algoso, moi
nhoa pnra caf, trigo, arror e milh; ceror^e fer-
ro galvn8Hdo excell.nte e mdico em prepo, pea-
aoa nenhuma pode trepai-a, nem animal "ne-
bral a.
Aluga-se
s casa n 1 ra Ltmbranca do Gomes, em Santo
Amar tem agua : a tratar na ma da Imperatriz
n. 32, 1- andar._____________ '
Aviso
Precisa-sede urna profesa-ra que saiba tocar
bem piano e mais trabslh.-s de scnhora, para en-
genho : a tratar con o Bario de Naiareth, 4 ra
do Imperador n. 79, 1- andar._________________
Serrana a vapor
Caes do Capbarlbe n. *$
N'esta serrara encontrarao os scuhores fregue-
es, um grande aortimento de pirhj de resinai de
cinco a dea metros de comprin-ento e de 0,08 a
0,24 d<> esquadros Garante-ee preco mais como-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Santos M acede. __
Dlolesa da canoa
Proccsso de purificaeo especial.
Mdhodo econmico e satisfatorio e de fcil ap-
plicaco em qualqucr engenho.
Nao ter&o os senbores de engenho mais prejtn-
loiencrmea com a molestia.
Ioformacoea e espe ificHCoes com _
BOTBS&G.
W. 5 Rna do Commercio . 5
RECIFE
ypwus
IllllUUw
Vndese urna taverna sita no Zumbi con-
fronte a eatace, muito propria para qualquer
principiante, por ter poucos fundes e eer mnito
bem localieadae afregueaada: a tratar na mesma
Vende-se a fabrica de cervej 4 ra da
Sensalla n. 12 : a tratar na praca do Conde d'Eu
numero 11, Boa-Vista.____________
~~-~ Vende-se urna grande balanza amerieana
com pesos para pesar at 5,000 litres ou 2,500
kilos, e 2 guinehoa de ferro para suspender gran-
des pesos, tndo a preco muito commode ; a tratar
na fundleo de Cerdoso k Irmo, ra do Bruna.
echina real
62 Eua Duque de Caiias numero 62
Mendonca, Primo * C.
Camisas inglesas com e scin collarinhoa a
3 500
Collarinhcs fino, diversos modellos, a 4800 a
duaia.
Ceroulas de lmho a 2 e 2*500.
M as eapeeiaea para homem a 3*500, 5J0OO <
6*000 a duaia-
~ Pnnbos para homem a 80' rs. o par.
Velludilhos d cores, lavrados, a 1* o covado.
Fustoes brancos, lindos deaenk; s, a 500 ra. o
covado. ,
Setins de todas as cores, carcbraia bardada, es-
partbos, tapetes, cortinados e outros artigos de
moda, por precoa baratissimos.
^e;;entes de llores
das mato'bonitas quaKdades que se encontram no
estrangeiro, receberam Martina CapUSo A C,
vendi-m por precos comraodos em seu armaaem a
rna estrt ita do Rosario n. 1.
CMULSAO
DE
SCOTT
DE OLiSO PURO DE
Fiffado de bacalhao
COM
Hyn^liosphitos de cal e soda
ppiovada pela Junta de Oy
glene e autorlsada pelo
governo
E' o melher remedio at h.je dtacoberto para a
titilen broncrilten. eBcropltulB*. ra-
cblitM. anemia, < elllrtadc m _rai.
drn.u-. to..e ebronlcae atTec<;oea>
do pelto e a garganta. -
E' muito superior ao ol.o simples de figado de
bacalbi,,, porque, alm de ter ch-iro e sabor agra-
daveis, i ossue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas co oleo, alm das propriedadea tnicas
reconstituintes dos hypophospnjtos. A venda nat
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambnco_________
Recebemos iese^ilimo
Semcntes novas d hortalices
4slm como _BP___,_
iBRAS DE VIME
Como sej.*m:
Cestas para cumprai de diverscB tamanbos
Bandejas para roupa engommada
Balaios p ra roupa suja
BaUios para facas e garfos
Bvrcoi
Con'legas
Costureiros
(Jadeiras
Voadoreapara rneninosapren'ierem a an-
dar.
O especial vinho Figueira puro Bem a
meoor eomposi^io.
Vinho do Porto engarrafado, o que pode
vir ao merend de roaia especial.
T:.m uicos do Porto p*ra senhora.
Pl^AS MEXDES & C
Rna Esireila do Rosario a. 9
A Revoluto
iu. sm d
roa Duque de Caxias, resolveu avendor
os segulntes artigos com 25 0[0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sed lavradaa de 2*000 por 1*000 covado.
Cachemira e Vs 900, 1*000 e 1*200 o co-
V8Ditas pretas' a 1>200, latOO,. 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Ditas bordadas e seda a 1*508 o covado,
Gk>rgonoa d litHnbas a 360 rs e covado.
Cae eom boliphas de velludo a 800, rs. o co-
vadD. '.
Las com bolinhas a 640 ra. o covado. ,
Vellndilbo riso e lavfado a 1*000 e 1*200 o ce-
vado. ,
Palha de seda a 808 s. o covado.
Fusilo branc j a 400, 440, 500, 560, 600 e 800
"(oafaispl* pretoa a 1*800, 2*000 e S500 o
covedo.
N*nsoe de cor a 300 rs. o covado.
Crotones finos a 360, 400 < 440 ra. o covado.
Cambraia transparente de 5*000 por 2*500 a
DCCH
Linn btaneo com aalpicoa a 500 ra. o covado.
Casacos de laia a l*' 00 um.
Fecbn de retroz a 100 um.
Id.m de l a 1*000, 2*000,3*000, 4*000, 5*000
e 6*000 um.
dem de pelussia bordados a 7*000 um.
Chapeos de sol de cores para senhorss a 7500
um.
Setinetas modernas a 360, 400 e 440 ra. o co-
vado.
Linhos escossarea a 240 ra. o covado.
Zephiros listrados a 200 rs. o covado.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Fus'tao de edr a 500 rs. o cavado.
Tapetes para janella. piano, sof e cama a *,
6*000,' 7*000, 8*000 c 24*0*K) um.
Setinetas lisas a 400 ra.O covado.
Ditas lavradaa a 500 xs- o covado.
Flanella branca a 400 1*000 o covade.
Cortes de casimira finos a 3*000 um.
CollarjnhoB de cores e hraneos a. Lucinda a
1*000 um.
Caaemira de c6r e pretn a 1*600 ra o covado.
Brira prateado fino a 600 rs. o covado.
Dito liso a 360, 400 e 500 is. o covado.
Esguio amarello e pardo n 500 rs. o covado.
Algodao com duas larguras a 800 ra. o me-
Camisas de meia a 800, 1*000 e 1S00 urna.
Ditas de linho lisas e bordadas a 30*000 a du-
da.
Timos bordados para meninos de 4 a 5 anuos a
**Ma^loe. anos-a 6*000, 6*Wo| 6*500, 7*000
Eajiarrjlhos de rac 4*0, 5*000, 6000
e 7*000 um. ,. .
Lencos finos a 1*200 e 2*000 a duza.
Toalhaa telpudas a 4*000, 6*000 e 12*000 a
Redes hamhurgOezssde 20*000 por 10*000 urna.
Setins maco de coica 800, 1*200, 1*400,1*600
e 2*000 o covado.
Alpacas brancas a 400 e 500 rs. o covado.
Setinetas bramas lisas e lavradaa a 500 e 560
ra. o covado.
Cortinaaoa bord. dos a 7*000, 9*000 e 16*000 o
bordadas a 5*000, 6*000, e 8*0 0
Aviso ulil
Urna pessoa com algninas habilitacoes e intel-
ligivel euraeter de letra, propoe-ae mediante qual-
ner gratitioicio, a ir eacrever em qualquer ea-
Sriptorio de advogaeia, eartuio de tabelliSo, ou
meenio encarrega-se de qualquer trabalho parti-
cular.neote, como aeja : tirar copiaa de manua-
riptos antigs e modernos, eolleceonal-os, tirar
opias de procurac5e, nettc8e, escripturas, con
tratos, ieis, avisos, reguamentos, etc riscar e en-
cner mappae por mouelua qne se lhe apreaentar,
fczer traslados e iuseripcoee, etc.. etc.: & rna do
Jardim n. 4, a tratar da 7 a 10 da manh e
alas 4 a 7 da noite.
Preeiea-ae de nma cosinheira : a tratar na roa
_a Bnio n. 11.
Cosiheira
par.
Colchas
urna.
Capellaa e veos a 10*000 e 14*000 urna.
llenrique da Silva"
Oejos do serlao
Em moxilas
O que ha de mais esprcial.
Presuntos de Lamego seccose e m calda
Mantega inglez em latas a
imw a libra
P0(3AS MEXDES & C.
Ra Estrella do Rosario n. 9
I
Vcnde-se tud barato
Largo de M. Pedro n. 4
Neste estahelecimi'oto encentra se aempre um
completo sortiminto de guilas e pai-Saros naclo-
naes e estrangeiro*, o methor que ha neste ge-
nen', fructas madura-', balaios propries para ni
nhoa oe canarios do imp< rio, cestinhas para coa
tura, vassouraa do 1 ara a 800 ra cada urna, que
cuata en outra qualquer parte a 1* e 1*200, con-
serva de pimenta americana em bonitos frasqui-
nhoa a 120 rs. cada um, para acabar, maasa de
mandioca muito bem preparada, para bolos._____
V ende-se
ou troca se por outro mais per lo da cidade um
eieelleute sitio e.im casa, no Arraial, perto da
Casa Aoii>rella e dasprEeinas de Limoein, medio-
do 305 pahxos de fr. nte. fundos o que a vist* al-
cauc, com portao de f>ir.', eaeimba, deposito e
t-nque para banho, muitaa arvoifs fructferas,
planMc3-B de mandioca e urna pequea malta ;
finalmente ebte aitio proprio para plantacoe o
ter-se vaccaa cjm lei.te, sendo que o terreno
proprjo e se acha livre e desembar cado : a tra-
tar na ra do Imp^tador n. 45, taverna. _
Cimento po lland
Vende-ae de diversas marcas, no armazem ae
Soares de Amaral IrmSoa, rna da Madre de
Deua n. 22.
GRANDE
Expsito central roa larga do
Rosario n. s g
Dsmo Lima 4 C, cbama.m a attencao. daa
Exmaa. familias para os precos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 80 ra.
Pecaa de bordadoe de 200 600 rs.
Ditaa de um palmo a 2*500 e 8*000.
Fita n. 80 para faza a 2*500.
Leqi'ea regatas e D. Joaunita a 1*000.
Fraacoa e extractos de Lubiu, grandes, a 2*000,
Lequee D. Lucinda Coiho a 6*000.
Toalhaa elpudas a 500 60O, e 1*>00.
Duzia de meias para homem a 3J00O.
Ditaa para aenhoraa a 3*000.
Luvas de seda a 2*000.
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Colarinhoa de liuho a 50O rs.
Ditos de algodao a 320 e 400. rs.
Macos de grampoa a 20 ra.
Pecaa de cordao para veatido a 20 ra.
avisiv> ia grandes a 320 rs.
rampos inviaLveis a- 60 rs.
Um leqne de setim (novidade) a 6J500.
Ricas bolcinhas de madreperola de 1*500 6*.
LS para bordar 2*800.
Urna capella e veo de 15*000," por 12*000.
Um espelho de moliura por 5*500.
Uuia pulseira de fita per 1*200.
PlsBa400e 600 r?.
Urna boneca grande de cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSICAO CENTRAL
38Rn Larga do lksario-38
Loja de miudezas
Ra do Dnqne de Caxlas a. 103
Os proprietarioa deste grande estabeleciniento
de miudezas, modas epara aecummodar os interea-
aea da poca, tem reaolvido venderem po' meuoa
vinte por cento que em outra qualquer parte.
Pentes elctricos 6' Ora.
Luvas de pellica a 2*500 o par.
Linha de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 ra. o museo.
Inviaiveia a 320 ra.'
Veatuario de fusto bordado para crianca a
3*000.
Pentes de regaco para crianca a 100 ra. um.
Baleiaa a 360 ra. a duzia
Haspas para anquinbas a 120 ra. o metro.
Bicos oom tres dedos de largura a 1*500 e 1*800
a peca.
Linha de corea para croehet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amiaade a 40 rs. o caderno.
Fita ebinesa a 320 rs. o masso.
Leos de linho a 1*500 a duzia.
Lindos bicot de corea com 10 Jardaa a 4* e 5*
a peca.
Urna caixa cem tra sabonctes deaenhando nma
roaa por 500 ra.
Meias de l de corea para aenhora a 1*500 o
par.
IO
Monteiro
Vende-ae ou arrenda-se ai>nualmente urna boa
casa eom bastantes commodos para ft.mtha, tendo
agtia gas enOanados, com um bom quintal todo
murado, com algumaa arv<>res fructferas e oom
sahida para o rio, ppr pre}) muito razoavel:
quem precisar nirija-se a.rua'Duque de Caxiaa n.
117, qoe achara com quem tratar.
~Wm, t* i tollas
Vende Candido Tbiago da Costa Mello em seu
deposito ra Imperial n. 322, olariaTelep one
n.82I._________
Taverna
Vende-se nma taverna : a tratar na roa de
Detenco n. 35.
Fazendas brancas
SO' AO NUMEO
ra da Imperatriz = 4
Loja do baraleiro
Alheiro &-C, ma da Imperatriz n. 40; ven-
dem um bonito sortimento de todas est<\s fazenda*
abaixo mencionadas, cem competencia de proos,
A SABER; '
Algodao.Pee d '^^--JTSrM?0
jardas, pe!0" bnrato preco de 3#tSU,
48,4*500,4* -, hf, 6*500 e 6|50
MadapnloPecas de madapolo com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Cnmisas de meia com Vatru, pelo barato
prece de ^*5'
Ditas branc e cruas, de 1* at 1*80X>
Cr> guella francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lencuos, toalhaa e
croulaa, vara 400 ra. e &0*-'
Ceroulaa da meema, muito bem fetaa,
a 1*200 e t*
Colletiuhos ra meama ou"
Bramante francez de algodio, muito en-
cornada com 10 palmos de largura,
rastro J*2
Dito de linho ingle, de 4 largurae, me-
tro a 2*500 e 2U
Atoaihado adamascado para toalhaa de _
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1|8
Cretones e chitaa, clarea e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 4U
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, ra. ^
Todas estas fazendas baratissimaa, na conhecida
loja de Alheiro 4 C eaqnin do becco
doa ferreiroa
M^odi entestado pa-
ra enfoes
t *JOo rn. e lAoooo metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
_odao pal lencoea de nm a panno, com 9 pal-
a de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmoa
t)0 o metro, aaaim com dito tramado part
malhaa-de m(aa, com 9 palmoa ue largura a 1*20<
i otro.. Isto na leja de Alheiro & C, esqumn
do ceco doa Ferreiroa.
MKRINSPRETOS
A 1*200,1*400, *0b0, 1*800 e 2* a covado
A heiro & C, aro* da Imperatri n. 40, vea
dem muito hona merinot pretoa pelo preoo aeim
dito. E' pechincha : n loja da eaquina do bec
co di a Ferreiros.
Esparfllhoa
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-ae
miriro bbns espartilboa para senhoraa, pelo precj
de 5*u(l0, aaaim como um sortimento de roupat
de caaimiraa, briua, etc., lato na loja da esquim.
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*X> e 3* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem nm elegante sortimento de casemiraa ingle-
sas, de duas ligeras, com o padroes mais deli
cadoa para costume, e vendem pelo barato prec.
de 2*800 e 3f o covado'; aaaim como ae encarre
gam de mandar fazer cnstumea de caaemira
sendo de ptMot aaco, e 35* de traque,
grande pechmcha , na loja dos barateiros da Boa
Viata.
BRIM PARDO LONA
A 3"t) is. e covado
Os barateiru da Boa-Vista vendem urna grande
porcio de brim ardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr co de 321
ra o covado, grand- pechincha na loja da es
qu;na do becco dos Ferreiros.
Hordadm IOO r. eca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-ae peca d*
borda io, doua metros cada peca, pelo barato pre
co de 100 ra., ou em carto eom 50 pecas, aorti-
das, por5f, sprovitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco d*l Firreiro.
WHISKY
KQYAL BLKND Jarea V1ADO
Este exeellent* VVtiiskv aesea-.-t preterv
M eognac ou agiiardenus de caima, para tortific
< corpo.
Vcnd-se a retalho ni h. iherea armasen
toihadoa.
Pede ROYAL BLESI marca VlADOcujon
me e emblema sao registrados para todo o Brasa
BBOWNS fc C, afentea__________
Cabriolet
Vende-se nm em perteito estado e por pre?'
rommodo; & tratar na ra Duque de O. xiaa n. (.
CnroflaCilis&C.
Liquidan os eeguinfea artigos mais barato queem
outra pait, ~\'*.Z "Tf" alaruaa comprados em
l'ilae a aaler:
Lindos crctonea claros a 240 e 280 rs., o co-
vado.
Failea de no vos goatos a 400 e 500 rs. o dito.
Linons com palmas de l a 800 rs. o dito.
dem com aalpicoa a 560 e 700 rs. o dito I
Popelinas com litras de ieda a 280 e 320 rs., o
dito para acabar.
Esguio pardo paia vertidos n 500 e 560 rs. o
dito.
Si finetas, nsvidades, a 320 e 360 ra., cores
firmes.
Damascos de 15, largura de 2 metros, proprio
para pannos de piano a 1*800 o covado ; de corea
proprias para mesas a 1*500 e 1*600 o lito.
Merinos pretoa para tute, 2 larguras a 900, 1*,
1*200 e li500odito.
dem de todas aa corea a 1* e 7 *200 o dito.
Cnsemiraa de 2 largaras, padroes hiieiramente
nevos a 1**00, 1*600 e 1*800 o dito.
8tim macao, de todas as eores, desde 800 ra. a
2* o dito.
Atoaihado tranoao e bordailo a 1*400 < 1*500
o metro.
Bramantes de 4 largaras, anperiorea a 900 rs. e
1*400 o dito
dem de puro linho a 2* o dito.
dem de urna la/gura a 500 r o dito.
Guarnicos de crochet para sof e cadeiras a
8*. .
Riquissimas colxaa de dito a 12* e 14*.
Lindas grinuldas e veos para Exmus. noivaa a
Cortinad.-s bordados a 6*500 e 10* o par.
dem em pecaa com \ jarda c, no vos deeenhoa a
9*.
Toalhaa felpudas de corea, para roato, a 7*500
a duztn.
Melaa inglesa, ernae \ 3*500, 4* e 6* a dita.
dem arrendadas para seuuari a 8* a dita.
Seroulaa bordadas de bramante a 12* e 16* a
dita.
Camisas superioies francezae a 38* e 42* a
dita.
Cobertas de ganga, forradas a 2*500 e 3*.
Lences de bramantes, graodos a 2*.
Chale? de caaemira, dem, a 2*, 3* e 5*.
Cortes de caaemira inglesa a 3*. 4* e 5*.
Cheviot superior, de 2 larguras, a 3* e 3*500 o
covado.
Vendas em grooxo, dniuow dcaconla
da praca
89=Rua Duque' de Caxias=59
. Carneiro da Cuaba k C.
Camisas nacionaes
A SOO. 3*000e S*500
32^-- Loja i, ruu da lu.pcri.tiij. OS
Vende-se ueste novo estabeleeimento um gran-
de aoriiro',nto. de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pachos da linho como de algodao, pelos
baratos precoa de 2*500, 3* e 4*, aendo tasend
muito m-?lhor do qu" aa qtie veem do estrangeiro e
muito mais bem fvitaa, por aerem -cortada, por
um h m arriata, especialmente camaseiro, tamben,
se manda faaer' por encommendas, a v.ntade dos
freguezea : na nova loja da ra da Imperatriz n
3.', de Ferrelra da Silva.
Ao32
I\oYa loja de fazendas
a Ra da Imperatriz = ;*
DE
FERREIKA DA SILVA
Neste novo estabel cimento encontrar o rea-
p itavel publico um variado aortimento de taaen-
daa de todas aa qualidadee, que se vendem por
preoo8 baratiaaimos, aBaim como um bom aorti
ment de roupas para howens, e tambem ae man
da tazer por encommendaa, p r ter um bom mea-
tre altaiate e completo aortimento de pannoa finos,
caaemira e brin8, etc.
\9> t
5 ~
LOTERI
LGrOS
CORRENODAIESETEMBRO
INTRNSFEBITa! INTRai, uKTiyEL! #
O portador quepossuir um
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar.......
10:006W00.
Os bilhetes acham-se a' ven-
da na Casa Feliz, praca d In-
dependencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 1 de Setem-
bro 1886, sem falla
7*onti
10*006
12*001
St-Rna da lmi.err.iriz 31
Loja de Pereira da Silva
Neale estabeleeimento vende-se as rotps absi
xo mencionadas, que saba- ..as.
Palitots pretoa di* aiagonaea e.
acolehoadcs, sen^o tazenaa muito en-
corpadas, i torraaow
Ditos de caaemira preta, de cerdo muito,
besa teitos e forrado
Ditoa de dita, fasenda muito. melhor
Ditos de flanella azul sendo inglesa ver-
dadera, e forrados 12*00f
Caifa de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fazenda muitr encorpada 5*50(
Ditos de casemia de cores, aendo muito
bem ftas 6*ot"
Ditaa de flanella ingteza verdadeira, e
mnito bem feitaa 8*001
Ditaa de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*. 2*500 e 3*00<
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito oem feitas a 1*200 e 1*604
Colletinho de greguella muito bem feitoa 1*00
Aaaim como um bom sortimento de_ lenco d
l'nho e de algodao, meias cruas e collarinhos, etc
Isto na lola oa Tua da Imperatriz n. 3i
Riscados largos
a too ra. o covado
Na loja da ra da Impen triz n. 32, vendem at
riacadinboa proprios para roupaa de meninos I
vestidoa, pelo barato preco de 200 ra. o covade
tendo quasi largura de ehita franceza, e aa> '
como chitas brunCaa miudinhaa, a 200 ra. o
do,e ditaa a curaa a 240 ra., pechincha
oja do Pereira da Silva.
PoatoeM. aettneaa e lainbaa a BO
m, o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-a
um graude sortimento de fustSea brancoa a 5
ra. o covado, lazinhaa lavradaa de furta-core*
f>-senda bonita para veatidoa a 500 re. o covade
e aetinetaa liaaa muito largas, tendo de toda at
orna, a 500 s. i covado pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
MerlnM pretow kllt
Vende-ae merina pretoa de duaa larguras par
vestidoa <. roupaa para meninos a 1*200 e l*60r
o covado, e anerior setim preto para enfeitaa i
1*500, arsim como chitas pretas, tanto lisas com
de lavoures brancoa, de 40 at 320 ra. ; na nov
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nv
mero 32.
4l*odoalnho rraneea para lencet
a OOr.. i e laaoo
Na bja da ra da Imporatriz n. 32, vende-
superiores nlgodozinhos franceses com 8, 9 e 1'
palmos de largura, proprios para lences de un
b panno pelo barato preco de 900.rs e 1*000 >
metro, e dito trancado pa a toajbas a 1*8I>, ai
sim como*uperior bramante de quatro largur;
para lencoea, a 1 *500 o metro, barato ; na loii
di Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A 4*. 4*OO e o*
Na nova loja da ra da Imperatriz u. 32, a>
vende um variado sortimento de vestuarios prt
prinB para meninos, sendo de jialitosinho e calo
i.ha curta, fetos de brim pardu, a 4*000, ditoi
de moleequim 4*&00 e di toa de gorgoro pret.
emitaudo easemira, a 6*, sao muito barata ; m
loja do Pereira di Silva.
VAPORA
Aos i.ooo:ooo$ooo
200:000*000
lOII.OOOSINH
H1N1 LOTERA
DE 3 SO ;TEIS
Em fav< r dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMDUCO
Etracfo: no flia IB fie Dniln ac 1886,
0 thesourdro, Francisco Gongalves Torre
" FlZlMS BARATAS"
Na bem conhecida loja da rna Priraeiro le
Marfo n. 20
JUNTO DO LOIVRE
Grande sortimento de madapotes de 4)5500, 5, 5)5500, 60, 6)$5J(
70500 e 8000
AlgodSes brancoa, superiores qualidades, de 40, 40500, 50, 50500, 60
60500.
Saperiores cretones de 320 a 500 o covado.
Btistes, lindro pactr5es, a 200 e 320 ra. o covado.
FuatSes brancos de novos deaenhos a 440 e 500 ra. o covado.
Cobertas de gaDga, forradas, de dous pannos a 30 oOO.
Ditas de ganga en ',one,bonit03 p.nlroes, a 30000.
Lencoes de bramante, de linho: de 20 a 40000 a uto.
Ditos de algodao de 1,800 a 20500.
Toalbas felpudas, de tamanho regular a 50000 a duzia.
Ditas grandes para banhos a 20000 urna.
Lenso de algodao de 10800 a 20200 a duzia.
D;*os ^e algodao, eom barra, a 20400 a duzia.
B.'i .ro>, ilar-, a 300, 400 e 700 rs. o covado.
Dito '.: ..asado, \ouA, a 10, l^iOO e 10200 o meto.
Cortes lo vestida de cretone de 200 por 80000.
a r.anapos de linho de 30500 a 60 a duzia.
Grande var'cdade de anquinbas de 20 a 50000.
Meias cruas para homem a 50, 60, e 70000 a duzia.
AlgodSo-trangado de duas larguras a 10300 a vara.
Bramante de algodao, de qnatro larguras, Je 10-.OO, 10800 e 2000 a w>
Dito de linho dem dem de 20, 20500 30 40000 a ?ara.
Leques de papel, de lindos d-senhoa, de oOO, 800 e ffl**-
Chambres muito bem preparados, para homem, de 00 a 1U0UUU.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 20oOO o covado.
Setinfta Hsas de todas as cores a 440 rs. o covado^
a??2"ni A k de linho pardo a 40, 50 o 6$000.
guarda p de briu. ^Hr5es, a 280 300 e 340 rs, o covado.
Uxtord pra camisas, lindos p -"aHo
Velbutinas de todas as cores a 10000 o cu...
Molesquin de cores, bonitos padrSes, a COO rs. o covauu.
Merint preto e azul a 104O( rs. o ovado.
Cortinados bordados para cama e janellas a 80 100, 12, 14 e 160000 o par
Grande sortimento de roupa feita para trabalhadores de campo.
Encarregamo-nos tambem de mandar fazer qualquer roupa para hemens *.
meninos, para o que ternas um hbil official e um grande aortimento de pannos, briat,
case miras, etc.
Quem precisar de alguna artigo bom e barato, dever visitar de preferenm-
este antigo e acreditado estabeleeimento.
Ra Prieiro le lurte l 20
e uiocnda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
ub.. ; a ver no engfnho Timb asan, muito perto
da eataco ao netmo upme ; a tratar na roa de
Imperador n. 48, 1" andar.
Tamancos
de Penedo : vende ate em porco e a retalho : na
rna da Roda u. 11._________________'
Scnicntcs de hortali omplefo aortimrnto vendem Martina Capito
& C, roa atreita do R-iaario n. '^_______^^__
>liIhopaia?o
V ndem por p ?' seta compisncia Mrtir-
^o & C. A '' Kosario n, 1.
O portador de douS vig-esimos deste
importante lotera do cusi de 2$200 este
habilitado a tirar
20:012&000
Vigsimo
vigsimo
Pre A' RETLHO
l_IOO
A ROM M FORTUNA
6tiua Larga do Rosario36
MUTILADO


^^_^^
s
ASSEMBLEA GERAL
CAH4H1 DOS DEPUT.tDOS
SESSO EM 6 DE AGOSTO DE 1886
PRESIDENCIA BU SB. ANDA.DE KIGUEIRA
i Continuadlo)
O Sr. Francisco Beluario ,r"':
tl^x ... 4.muiiuto aata-
___; a depreciado do papel-mooda dea
ceu a 40 /o< e anda h>>je esl -va cerca
de 30 /o; estabelecar, pois, bruscamente
a mu langa de valor fazendo subir o prego
da roaeda de to baixo at vir ao pr,
seria alterar todos o valores, perturbar
todas as rtlagSes existentes e causar grao-
de depresso coa todos os gneros da nos-
sa exportago.
Nao possivel que a borracha, que o
algodao, o assuear, o caf, o mate, o xar-
que todos os productos nacionaos emtim,
possaro sofFrer urna baixa de 30 [ sem
produzr immensos prejuizos nao s par
a lavoura e o co.amercio com ella relacio
Bado, como para as industrias. As fabri-
cas quo temos, sao creadas na maior par-
te sombra da protecgo aduaneira, e
tambem sombra la dapreciago do pa-
pel moeda; oque influe sobro os gneros de
iraportagao como urna aggravago de im
postos ; essas fabri as feriara de quebrar
infelizmente ou de soffrer grandemente si
os valores dos gneros similares imperti-
dos fossem alterados sbita o bruscamente
Assim pois, insist > bem na circunstan-
cia de que nao de vemos fazer a :onver
sao por eraprestirao. porque seja difficil con-
trahil-o, mas porque nao o governo entende
que esta meio nSo razoavel neste momen-
to.
Peco aos nobres deputados que teera
apreciado os exemplos da historia dos ou-
tros paizes, e principalmente da Italia, que
est agora na imaginago de todos por ser
a mais recente, que reflictam em que con-
digoes se tem procedido a converso sbita
de papel-moeda por meio de grandes em-
prestimos.
Na Italia quando se decretou a conver-
so do papel moeda, o agio do ouro era
insignificante ..
O Sr. Lonrengo de Albuquerque di um
aparte.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazenda):
Descupe-me o nobre deputalo ; a depre-
ciago dj papel-moeda na Italia -hagnn nn
mximo a 20 [ por pouco tempo, man
te ve-so d--pois entre 14 e 16 |0, e por
muito tempo entre 8 e 10 [. Foi nesta
occasiao que se tratou de sua converso,
abandonando-so o systeraa do retirada par-
cial para o da retirada immediata, apresen
tados ambos pelo mesrao ministerio, o do
Sr. Depretis.
A Italia te ve esta grande vantagem ;
depois de urna longa situago de instabili-
dade de governo, assumio a presidencia do
oonselho o illustre Sr. Dapretis, que ha
mais de 10 annos, salvo pequeo nterval-
lo, o ctiefo do gabinete naquelle paiz.
Assim, senhores, nao pela ditficuldade
de eontrahir o emprostimo, nao pela
difficuldtde de encorporar um banco que o
governo nao adopt at ayatema da reti-
rada total e r. pentina do papel-moeda. U
governo entende qu^, havendo descido
tanto o valor do papel-moeda, nao possi
vei eleval-o de chofre, sbitamente, ao seu
valor at ao par, porque produziria males
que o mesmo governo nao deve permittir.
Quando se d urna emisso de papel,
quer seja a circulago metailica, quer do
moeda fiduciaria a j depreciada, como
boje se d, a emisso do papel-moeda, tal
3nal acontecen em 1S78, urna especie
e capital que entra para a sociedade, por
que, embora nao sej a propriamente capital,
sao ttulos de .rditos do Estado, que des-
empenham a funccSo de capital novo que
entra em circulacSo. Todos os ttulos eora-
merciaes sobem de valor, tal como Be deu
em 1878, o juro deste, pois que cao ha
emprego para o dinheiro, o, portanto, b.
um bem-estar, urna satisfaco geral.
O contrario se dar com a restriego da
moeda ; d se ento certo constrangimento,
e quer haja no paiz a circulago metallica,
quer nao, o mesmo phenomeno acontece.
Beraier
rOLHETlM
KIGOLO
POR
vG0NTiN\g0 OE ANGELA)
(Continua g y o do n. 195)
XXVII
Com effeito. Desejara tl-as evita-
do, se estivesse na minha mSo ; mas eu
nSo poda prever o que ia acontecer.
Essas com mocees, continuou A
juntas a urna queda que a **'
den, sahindo d"" .
. ^amcio, poem boje a sfca vi-
_ j oin perigo.
O magistrado nao podia suspeitar a men-
tira do doutor, por quem elle professava,
como sabemos, urna estima sem limites.
Por iaso exclamou :
Grande Deua O que me est dizen-
do ? A menina Cecilia Bernier deu urna
qu la Est ferid ?
Proli abaixou a voz para responder :
Ella est soffrendo, nessa occasiao,
dores torriveis.... P. ssei a noite a
sua cabeeira,e receio que ae sigam com
plicacSes ao accidente que se vai produzir,
iato , um parto prematuro.
Ah pobre crianga pobre crianga 1
murmurou o Sr. de Gevrey. E na verda-
ie, receia um resaltado funesto ?
E' muito para receiar... Combat o
mal com energa... O que era posaivel fa
zer, j o fiz; mas neate momento em que
lbe eatou fallando, a menina Cecilia Ber
r est entre a vida e a morte.
Doutor, o senhor ba de slvala.
Deus o queira A affeigo que ella
me inspira to grande, qne, Be ella mor-
rease, einto que nao teria coragem de vi-
ver.
Repito que o senhor ha de salva! a,
e esse accidente que deplora boje aera com
certeza, um mal que vem para bem... urna
salvago... compreheode-me ?
Sim, meu amigo, sim, comprebendo,
murmurou o italiano, apertando a mo do
magistrado ; perm as dores da pobre me-
nina despedacam-me o coracto.
Supponharaos que oxUtem no Brasil..*..a:
200.000:000,5! -le moeda, aendo.........
100.000:0000 de papel e '100.000 de moe-
da metallica ; se nos augraeutarmos a cir-
culacao em 50 0)0:0004 de papel moeda,
evidentemente urna quantidade mais "
menos irn-l ; aMl deixa 0rcula5o
que se transforma em capital productivo e
ae applica industria, em ttulos de renda
ou n'outro emprego, determinando aug-
mento de activiiade e de proaperidade n>
paiz.
Nao pense a caara qua oU obscarego
ou ignoro que taramos de lutar com diffi
cudales ; iato incontestivol, eu estara
em grande Muslo se pudesse suppdr que
esta medida ser causar sem algumas dif-
ficuliades. Ioquestionavelmente quando de-
pois de algum tempo bouvermos retirado
da circulago urna parte do papel-moeda,
as in lustriaa e o commercio sentir al-
gum constrangimento ; eaae mpsmo cons-
trangimento, pirra, lia de determinar o
augmento do valor do papel. Nao poaso
prever, e a ninguem dado fazel-o, se
taremos alguma crise fiuanceira ; mas por
sao mes no em aparte eu disae ao nobre
deputado p r Minas, quo 86 o governo nSo
e8tie8ca armado da faculdade de emittir
at 25,000:000,5, dadaa taea circumatan-
cias, para pass^geiramente auxiliar a pra-
ga, eu nSo pod-ria vir propor a reduegito
da somma do papel raoedi em circulacao.
Es*a cmisaSo permittida pela le a vl-
vula de seguranza para qualquer rise,
para alguma diffi-.-uidade pasaageira.
Nao tenha a cmara receio de que o
papel-moeda que assim tiver de entrar em
circulacSo possa permanecer, porque elle
nao ser emprestado senao com juros, e os
bancos que o tiverem recebido sero iate-
ressadoB em restituil-o para se libertarem
do pagamento de juros, tal qual j B9 tem
dado por varias vezes em noaaa praga.
Assim, senhores, en cont com esta dif-
ficuldaae, cont com algum constrangi-
mento, mas isto inevitavel ; e quanto a
desastres, elle s serlo evitados pela pruden-
cia daquelles que dirigirei ento os nego-
cios da fazenda publica.
Confesso anda cmara o seguinte : se
durante 3, 4, 5 ou mesmo 6 annos, aquillo
que fr necessario, o valor do papel moeda
se tiver augmentado para chegar s pio-
ximidadpR do pw, nSo Uooeoubego que pOB-
sa ser ento conveniente um empreatimo
para restabelecer immediatamente o va-
lor legal, o valor par. Nessa occasiao os
inconvenientes que hoje apparecem, de
urna depreciago de 30 a 40 l0, nao
existirSo mais. Ser o caso da Italia, o
caso da Fraoga depois de 1870, o caso da
Inglaterra em 1819 e o caso dos Estados
Unidos depois da guerra da separagao,
quando restabeleceram aeu padrSo mone-
tario.
O nobre deputado por Alagoas, que tao
brilhantemente fallou sobre este assumpto,
emittio urna propoaigio que me parece ina-
ceitavel, e a seguinte : que era impoasi-
vel a subida do valor do papel conservan
do-se o curso torgado....
O Sr T Coelho : Qualquer que fosse
a quantidade.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazen-
da)... qualquer que fosse a quantidade,
conservndose o curso torgado.
Senhores, parece-me haver illussao nes-
ta propoaigSo do nobre deputado.
O curso forgado nSo decretado por
gost >, como nSo abolido vontade: urna
contingencia, em que se acha o Estado,
de o decretar. N) est em nossaa moa
decretar hoje a abolig8o do curso forgado,
assim como, no momento em que o papel
tiver adquirido o valor par da moeda me-
tallica, o curso forgado estar abolido na-
turalmente, sem necessidade de lei. E' o
que se deu na Italia, o que se deu na
Inglaterra em 1819, o que se deu em
Franca agora, depois da grande guerra da
Allemanba : bavia o curso forgado, e os
goveraos maroaram o prazo, para a sua
eztincgSo, mas antes ue acabar esse prazo
o curso forgado tioha desapparecido, na-
turalmente per nao ser mais necessario.
A medida do governo basea se ssbre
de PernamhwcoSexta-feira 27 de Agosto
de 1SS6
A menina Bernier contou lhe a ao.u-
sagao absurda e odiosa que sua irmS ou-
80U formular contra ella T
Contou... Ah essa Angela Ber-
nier, essa bella bervanaria, como lbe cha-
mam em Batignolles, verdaderamente
um monstro !
Accsuar sua irma innocente de um cri-
me, encommendado e pago por ella, pare
ce-me q lasi to monstruoso, como o pro-
prio crirae ; espero que os magistrados se
mostrem iufl-xiveis.
HSo de ae mostrar, com certeza, sem
piedade para a parricida.
Conseguiram, por fim, descobrir o
curo plica ?
Infelizmente nao... at agora ainda
o nao apanhamos.
P*nsaw- qUe tinaaoj prendido um
1t7u> Osear Rigault.
E' verdade.
E ento?
E ento, ha mil probabilidades con-
tra urna, que estamos engaados, son for-
gado a con vir.... O verdadeiro cumplice
ainda est por adiar.
Angela Bernier lhe dir o nome mais
tardo ou mais cedo... e urna queato de
ter paciencia... Alm diaso, esse hornera
ha de commetter alguma imprudencia. ..
querer por-se em relagdes com a berva-
naria, vl-a ou escrever lhe para a aconse-
Ihar. Talvez que o j tenha feito.
E' impossivel, respondeu immediata
mente o Sr. de Oevrey. Desde hontem a
bervanaria est encerrada em Saint La-
zare.
Os regula raen tos da casa sao formaes e
rigorosamente exo Hitados E' impossi-
vel communicar ou correaponder-se sem
uuia autorisago do magistrado formador
da culpa.
Talvez que fosse conveniente conce-
der essa autorisago, se ella fur pedida, re-
plicou Proli. Seria um meio de chegar a
descobrir o segreuo que Angela Bernier
to bem sabe guardar.
Ah que miserav. 1, como cu a odeio I
So a minba bem amada Cecilia morrease,
ella quem seria a ausa da sua morte e
do meu lnto eterno.
Ella nSo ha de morrer, caro dou-
tor... Repito que o senhor ha de sal val-a.
Proli tinha feito o gesto de limpar as
palpebras urna furtiva lagrima : porque
aquella prodigioso comediante tinha o se
gredo de chorar todas vezes que era
preciso.
esta principio que eu julgo axiomtico.
Pego cmara licenga para expol-o.
Tadas as nagSes civilizadas precisara de
um quantum de moeda para as suas traos-
aegoes : este quantum, que nSo nn;,..i
.umiuiinra pnori, este minino da moe-
da nao se pode dispensar sob pena de vol-
tr-se ao estado de barbaria e fazrera-ae
as permutas innatura sem intervengo da
moeda.
Portanto, ao ha ura mnimo, sa desse mi
nirao nao so pod prescindir, o s com elle
o papel mantera serapre o valor de moeda
metallici, esta a base da lei do Ba ico da
Inglaterra, como o nobre deputado eonliece
p-rfeitam>nto, mas all se estabeleceu o
mnimo de 14 milhoVs eaterlinos, qua a
somma abaixo da quai so acredita nunca
pod r desear a circulago, esse minimo
pode sempre existir, seja ou nao decretado
o curso forgado, coexistindo a moeda pa-
pel e a moeda metallica na justa equagao
de valor.
Partilo, pois, deste- principio, chega-
raos a esta certeza, de que, sendo exces-
sivo o papel actual, preciso que se dirai-
nua a quantidade, e, diminuindo-se a quan
tidade at approximar-so a eaae minimo
indspensavel s transagSes, tereraos ele-
vado o valor do papal at equivalenga
com o valor da moada metallica.
Rasuran, portanto, estas obsetvagSes li-
geiras que quiz apresentar cmara, e
de que pego desculpa por serem queatSas
coraosiiihas e rudimentaea da scienuia fi-
nanceira, talvez improprias de urna assem-
bla tio Ilustrada, para nao faltar defe-
rencia que devo aos nobres deputados que
impugnaran! a medida do governo.
O governo prop5o esta medida porque
a supp3d indispensavel na actualidade, jul-
ga que seria faltar a seus deveres se de-
pois de ter contrahidos um emprestimo no
exterior, elevando o valor da moeda, nos
concorressemos para fazer diminuir essse
valor.
Eu nao proponho o meio de retirada an-
nual de 5,000:000)51, porque nao tenha ou-
tro, nSo; lango mSo deste porque julgo
que elle mais conveniente na actual sita-
gao.
Se a nobre opposigo ou qualquer dos
membros desta cmara exigir novos esola-
recTentos, terei muito prazer em dl-os;
quiz apenas mostrar qual era o raotivp
por que o governo lngara mo das medi-
das propostas, e eomo elle entenda que
nao era este o nico, mas era o mais se-
guro e efficaz as coudigSes em que noa
acharaos em relago ao nosso meio circu-
lante.
O nobre deputado disse que nunca vio
este meio empregado, era a primeira vez
que assim sa proceda.
Eu nao quero e nem supponho nestes
negocios fazer aquillo que ninguem iraagi-
nou, mas iambem nao devenios seguir ser-
vilmente tudo quinto se tem feito, quaes-
quer que aejam aa ciruumstancias. (Apoia-
dos.)
Qual o homem que ha de querer resol-
ver todas as questoes que lhe apresentam
pela sua pequea e insignificante experien-
cia de to breves dias?
E' na experiencia de todas as Bagos,
a historia que accumula os actos e dolles
deduz os principios, que nos deve guiar
nestes grandes negocios; mas ninguem
pode tambem deixar de prestar attengo
especial s circumstaocias especiaos em
que se acha um paiz em relago aos outros
dos quaes colhe os exemplos e a experien-
cia.
Se nos quizesaemos applicar a sitnago
da Franga de 1870, da Inglaterra de 1819,
da Italia dos nossoa dias, quando 0 papel
estava depreciado, n'uma porcentag*m in-
significante, situago actual do Brasil,
era que a depreciago vai de 30 a 40 j0
nos teriamos oommettido u u erro. E' este
erro que o governo se propoe evitar. (Mui-
to bem 1 Muito bem 1)
(O orador felicitado por muitos Srs.
deputados.)
O Sr. Al ves de lraujo para suc-
ceder ao Sr. ministro da fazenda, nao para
Que Deus me tire a vida e a deixe
viver I balbuciou elle em seguida, levan-
tando os oinos para o tecto.
XXIX
Coragem coragem repetio o Sr.
de Gevrey, que cada vez estava mais es-
tremecido.
Tl-a-hei, responieu Angelo. Mas
supplco-lhe, nao cause menina novas cora-
dbooSm.
Nao tenho mais preciso de a man-
dar chamar ao meu gabinete... demais,
ella nada mais pode dizer... Pode proce-
der-se ao enterro do corpo de Jayme Ber.
nier. Quando sahirmos do juizado de paz,
entregar-lhe-hei a autorisago necessaria.
E eu desde j lhe agradego.
Nesta occasiao, un empregado veio an-
nunciar que o Sr. juiz de paz espera va os
membros do conselhe de familia.
A sessao nao durou seno meia hora.
Proli que andava elogiado em todas as
boceas, foi investido da tutela e felicitado
pelo juiz de paz pelo sea proceder nobre e
generoso.
Entro as teatemunbas dessa scena, Bo-
rnate Annibal Gervasoni nao partilhava
sem restricgSe* o eothusiasmo geral.
Conhecendo, de longa data, a natureza
ultra-egosta do seu compatriota, pergun-
tava, de si para si, qual seria a causa mya-
terioaa que o fazia proceder assim e que
o transformava, de um dia para outro,
em homem de dedicago.
Admirava-86, alm disso, da mudanca
tio rpida, to prodigiosa, realisada na
existencia de Proli e, apozar das expli-
cagSea muito veroaimeis dadas pelo seu ami-
go, achava catranho ver o infeliz da vespe-
ra, o bebelor de baiothio, o frequentador
de espeluncas rels, tornado, de um dia pa-
ra outro, um peraonagem em evidencia e
oficialmente aceito como urna das summi-
dades de Pariz.
Devia actribuir-se nicamente a ura feliz
acaso esta evolugo prodigiosa?
Annibal Girvasoni fazia a si mesmo es-
sas perguotas, s quaes nao poiia respon-
der, o qu nJo impedia qua o seu espirito
coutnuasse a trabalhar.
Terminada a sesso no juizado de paz,
Angelo Proli seguio com o Sr. de Ge-
vrey para o Palacio da Ju>tica, para que
aquello lhe entregasse a lienga para o en-
terro.
Depois de ter dado rpidamente todos
corabatel-o, mas para uxilialo, outra que
a V"* VZ devia erg,,er8 'as nao
pode deixar de corresponder deli;adeza
que teve S. Exo. or. nnn- .
^, z- -wu a opposigao.
iratando da organi^ago doa orgamen-
toa, pondera que, IU vez de decretir-ae o
gasto dcada ura dos amstenos, seria roe-
Ihor que o ministro (fa fazenda diasease
qual a receita, porque seria ese conh-c
ment o ponto de p.rtila p ra o trabalbo
"rgamentario, e nao fazer como se faz da
receita, o mesmo que do thermomotro faz
o color.
S lefia palavr.,3 de animagao para o
obro ministro, se o programraa d^s econo-
mas nao tivesse sido squecido, e se nao
caminhaasemos de nudo a deixar reduzdo
o orgamento da fazenda a duas verbas :
Lista de jures a pagar e lista dos emprs-
titos para p.g*r ess^s juros.
Todo o mal, pensa o orador vom da in-
certeza em qua anda o parlamento da des-
peza que so ha de fazer.
Pede a opinio do nobre ministro sobre
a legislago do regencia de crditos aup-
plementarea, que traz'.m a perturbago da
fazonda publica, o qua o parlamento vota,
mas nao sabe quanto sa gasta.
Discutindo converao do papel-moeda,
entende que ha necessidade de medidas
complementares, sendo a consequencia do
plano do nobre ministro o augmento dos
juros.
Keferindo-se ao que pasaou em outros
paizes, estuda o procedimento dos seus ho-
raens de esta Jo, aponta as medidas que to-
maram e encarece a energa de que de-
ram provas, no emtanto entre nos nao ha
quem assim proceda porque os governoa
precisara maater as maiorias, dos eleitores e
nao tm coragem de resistir.
Trata da falta de organisago do crdito
no paiz, que o paiz do jogo e da roleta,
que entra at no cambio, pois nao mais
do que isso o jogo que se faz com cara
bines compradas, e guardadas, esperando a
oacillago do cambio.
Pensa que pode haver excesso de papel-
nneda para a corte, mas para o Imperio
nao.
E' sua opinio que melhor andara o Sr.
ministro da fazenda apresentando um pro-
jecto que consignasse medidas tendentes a
conseguir o fim que tem em vista quanto
ao papel-moeda, do qua na lei do orga-
mento, poia pode haver ministro que nao
pense do mesmo modo, e o plano adoptado
nao ter effeito.
Entende que, desde que se decrete a li-
berdade dos bancos e se tomem outras pro-
videncias, pode ser aceita a proposta para
bancos de emissSo, de que tratou o nobre
ministro.
Faz diversas consideragSes para apoiar a
opinio do Sr. ministro da fazenda quanto
perniciosa influencia do papel-moeda na
immigrago, e conclue declarando que suas
palavras eram urna prova da deteren:ia
cortezia do Sr. ministro para com a oppo
si gao.
A discusao fica adiada pela hora.
CRDITO PARA O MATADORO
Entra em discusao o crdito ao minis-
terio do imperio para obras do matadouro.
O Sr. Candido de Ollvelra prin-
epia lendo um telegramma que recebeu de
Paraty sobre a chegada de forga aquella
lugar em veapera de u ma eleigo, declara
qua nao conhece os factos, e pedo ao Sr.
ministro que se informe e d providencias.
Nao ficou convencido eom o que dase
na sesso antecedente o Sr. ministro, copo
ra a publiuagSo do discurso a que 3. Exo.
se referi, para conbecer das explica g3es
dadas.
Acha que original o pedido do crdito,
admirando-se que quem tem necessidade
de pedir pega para emprestar, alm de
que urna tal proposta nSo se combina com
o plano orgamentario.
Lerabra que nao o primeiro pedido
feito pela cmara para obras, recorda o
que se pat'sou quando ella quiz fazer o cal-
camento da cidade, sendo ento autorisada
s eontrahir um emprestimo, que seria pago
pelo imposto de vehculos de conduego,
os passos necessarios a este respeito, vol-
lou para a ra da Saude e subi aos apo-
sentos de Cecilia.
As dores da moga augmentavam cada
wqz mais.
Lvida, com manchas violceas as fa
"es, os olhos encovados, as palpebras cer-
cadas de um circulo escuro, a filha de Jay-
me Bernier estorcia-se ora dores horri veis,
que se seguiam quasi sem intermittencia.
A vista de Angelo Proli pareceu resti-
tuir-Ihe um pouco de calma.
At que voltou, felizmente... disse
ella, estendendo os bracos para o italiano ;
quando o senhor nao est aqu, parece-me
qua vou morrer
- Nao, com certeza, nao morre, queri-
da menina bem amada! respondeu elle,
Leijando a. Um pouco de coragem ainda
e tudo ficar acabado... e ficar livre e
nada ligar de ento em diante, o passa-
do funesto com o radiante futuro... Alm
disso, aqui estou... Nao a deixo mais.
E o doutor sentou-se perto da cama de
Cecilia, esperando a crise prxima que na
opinio devia ser decisiva.
- O Sr. de Gevroy, impressionado com as
palavraa do doutor, a respeito da hervana-
ria, palavras inteiramente conformes com o
seu modo de ver, visto que uffirmavam a
culpabidade da Angela Bernier, mundou
ao director de Saint-Lizare urna nota re-
commendando-lbo que exercesse sobre n
presa urna vigilancia inteiramente especial.
O director deu, portanto, ordena em har-
mona com a recommendago do juiz for-
mador da culpa.
O regulamento, j severo de si, ia slo
mais ainda para a desgragada Angela.
Nenhum objecto que viesse de fra, fosse
de quo natur za fosse, lhe podia ser entre-
gue, sem ter sido pr viamente examinado
cora toda a minuciosidade.
Emquanto o juiz formador da culpa se
achava no juizado de paz, para assistir ao
conselho de familia, o seu escrivlo tinha
recebido as testamunhas chamadas de Mar
seiba por um despacho telegraphieo.
Na ausencia do magistrado, tinha-se vis-
to na necessidade de adiar para o dia se-
guinte a sua audiencia.
O Sr. de Gevrey, tendo conhecimento
desta cirouraitancia, resol ve u acabar, por
urna vez, no dia seguinte com o processo
de Osear Rigault.
Este tinha tido a alegre sorpreza de ter
sido chamado ao purlatorio e de ahi encon-
trar a ana irmS, que aproveitava, sem mais <
que ella :obr*. Naos.ha por que nao se-
guio o ministro a meama marcha.
TlZum i'-azao para duvidar do apoio da
maioria ao nobre ministro, e a sua opinio
confirmada pela uoncesao desse crdito,
que inexequivel.
Para cooeessao de tal crdito preciso
qua o ministro declare se a cmara muni-
cipal est irapossibilitaa de eontrahir o
emprestimo ; tanto mais quinto ella tem
m -ios da pagal o adjudicando para iaso al
gum dos impostos qua cobra.
Sorpreh*odeu-o a declarago do minis-
tro a respeito do matadouro em Tres Cora-
e5e; ha na cmara quem possa informar a
S. Exo., o Sr. deputado Sobres, a instan-
tes pedidos de creadores, que se viam pre-
judicadas com tantas exigencias que lhe
eram feitas, accedeu e da accordo com o
Dr. Felicio dos Santos, organisou a em-
presa que ser era breve, urna ralidade, e
desde que o seja, muito diminuir a roa-
tanga om Santa Cruz.
Vota contra o crdito por superfluo e
porque o Estado nao tem o direito de con-
correr para urna obra puramente munici-
pal, despendenuo com ella o dinheiro dos
contribuintea, que j muito auxilia grande
numero de servigos especixes da c6rte.
Conclue pedindo ao Sr. ministro do im-
perio que nao insista, pois o Thesouro nao
pode carregar com esse emprestimo.
O Sr. Olj nipio Vallado, refe-
riudo-se ao que disse o Sr. Candido de
Oliveira em relago ao apoio da maioria da
cmara ao Sr. ministro do imperio, diz que
nao ha nenhuma selecgo, o apoio fran-
co e dedicido a todo o ministerio, que tem
cuidado com zelo e dedicago dos interes-
ses do paiz.
Por Ba parte, alm de outras razos de
seu apoio tem a de estar no ministerio, o
<:hefe do seu partido na provincia, o Sr.
ministro da justiga.
Tratando do crdito, diz qua, tendo so-
bre elle algumas duvidas, vem como ami-
go do governo pedir explicacoes
O crdito autorisa um emprestimo, o nao
sabe por que o nao pode eontrahir a c-
mara municipal, desde que tem meius de
garant lo.
Trata da empreza do matadouro nos
Tres-Coragoes, que breve estar funecionan-
do e que, diminuindo muito a matanga em
Santa-Cruz, nao haver necessidade das
novas ebras.
Conclue fazendo diversas observagdes
sobre a industria pastoril e a necessidade
de medidas que lhe dem alent.
A discuaso fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia
para 7:
SESSO EM 9 DE AGOSTO DE 1886
PRESIDENCIA DO SR. ANDRADE FIGDEIRA
Ao meio dia, feita a chamada que ter-
minou ao meio-dia e dez minutos. Abre-se
a sesso.
Sao lidas e approvadas as actas dos
dias 6 e 7.
O S. 1 Secretario d conta do expe-
diente.
O Sr. Ollver- Ribelro toma a
palavra para apreaentar um projecto, que
julga ter toda a opportunidade as ac-
tuaes circumstaneias do paiz.
Cr que o seu projecto reatitua o pres-
tigio autori lade, e ao mesmo tempo ga-
ranta a liberdade individual.
O orador acha lastimavel que nao se to-
mem providencias contra aa aceas do ca-
nibbliamo cjnn so vm diariamente na corte,
e contra as quaes a imprensa nao cessa
de reclamar. Entende que a cansa destes
factos vergonhosos, a impunidade e a
ocioaidade.
Invoca o patriotismo da cmara para
corrigir o uelborar o projecto que apre-
anta.
Vem mesa, lido e fica sobre a mesa
para ter segunda leitura na sesso seguin-
te e ser submettido considerago da c-
mara o seguinte projecto :
c A as8embla geral legislativa resolve :
c Art. 1. Fica resta belecida a disposi-
gao contida no art. 3o da lei de 26 de Ou-
tubro de 1831 ^;-- pQM do am ft sejg
raezes de priso com trabalbo e o duplo na
reincidencia, o uso de armas offensivas quo
forem prohibidas.
1.' Entre as armas prohibidas sa
comprehandem a navalha, o sovelo, o es-
toque o revolver.
t g. E' circunstancia aggravante aos
crimea de que trata eate artigo, a reunio
de dous ou mais individuos com armas of-
fensivas para pratica de actos de turbu-
lencia e desordera.
$ 2. Fica tarabeni restabelecido o
art. 4o da referida lei para serem punidos
cora as raesraas penas de um a seis .n-zes
de priso com trabalbo e o duplo na rein-
cidencia/ os vadios, vagabundos e turba-
lentos, que tendo asaignado termo de bem-
viver, na forma da lei, o houverem infrin-
gido.
% 1. A 2 reincidencia de infraogo
do termo da bem viver por parte daquel-
les a qae se refere este artigo, ser punida
com a pena de degredo por um a tres an-
nos no presidio ou colonia militar qua o
juis respectivo designar na sentenga con-
demnatoria.
2* Sao competentes para o processo
e julgamento de taes crimes os juizes da
direito, com appellugo paja a relago do
districto.
3. a ordtm do processo era a
mesraa que se acha eatabalecida no art.
48 do regulamento o. 4,824 do 22 de No-
vembro de 1871.
At. 3. Sao revogadas as disposigSes
em contrario. Oliveira Ribeiro.L. Coe-
loo e Campos- >
O Sr. Costa Aguiar er que na reorgani-
Bgo des finangas, em que est empalia-
do o nobre ministro da fazenda, esqueccr-
so das fazendas nacionaes da ilha de Ma-
raj, que actualmente nada produzera para
o Estado e das quaes os visinhos tora ar-
rebatado o producto.
Admirou-se qnando vio que se tinha fei-
to um contrato de arrendamento com um
individuo, cuja moralidade nao foi prova-
da em contratos anteriores.
Julga ser um acto de patriotismo cha-
mar a attengo do governo para as fazen-
das nacionaes do Para, pois nao ha melhor
local para a industria pastoril.
Observa tambem que as inundac.'s da
ilha de Maraj podiam ser evitadas com
pouco dispendio, porque sao causa las por
padras que obstruem o curso do rio e que
podem fcilmente sor destruidas com pl-
vora ou dynamite.
ORDEM DO DIA
auditivos
Cntinu'a a 2a discnsso dos artigas ad-
ditivoa despeza geral do imperio.
Vm mesa, sao lidas, apoiadas e en-
trara conjunctamente com os additivos as
seguintes emendas da commaso do orga-
me to :
< Substitua-ae o art. 8* gobre montes
de soccorro pelo seguinte :
c Fica o governo autorisado para :
c 1. Annexar a qualquer repartigo
publica as caixas econmicas que nao tive-
rem renda suficiente para se manterem e
extinguir os respectivos montes de soccor-
ro, liquidando e pagando os seus dbitos,
pora o que far as necessarias opera coa a
de crdito.
2. Fixar a taxa do juro abonado
pelas caixas econmicas ao depositante, do
modo que ae reserv para uccorrer s suas
despezas, pelo menos, l|i[0 do juro pago
pelo estado aos depsitos desta origem re-
colhidos aos seus cofres.
c Aoart. 9, sobre repartigdes de arre-
cadago e thesourarias:
< Em vez de repartigSes de arrecadago
e thesourarias, diga-se de fazen la. Pe-
reira da Silva. Mattoso Cmara. Loa-
rengo de Albuquerque, Lucena. Gua-
hy. Silva Tavares. >
Ninguem pedindo a palavra, encerra-
da a discusso.
(Continua)
demora, a permisso que lhe dera o juiz
formador da culpa.
Segundo os termos desta permisso, ne-
nhum vigilante devia assistir muito de per-
to visita.
A conversag3o entro o irmo e a irm
tinha sido, pois, nao somente muito longa,
como muito animada.
Rigolo, interrogado seriamente por So-
phia, nao se tinha feito rogar para contar,
por modo absolutamente verdico, o que os
nossoa leitores conhecem j.
Comtudo, teve o cuidado de nao dizer
palavra sobre a venda da joia encontrada
na mala de Jayme Bernier.
Parecio-lbe impossivel que, depois do de-
poimento de Michaud, enfermeiro no Val-
de-Graga e os nao menos concludentes das
pessoas de Marselba, o Sr. de Gevrey dei-
xasse de o por em liberdade o mais bre-
ve psssivel.
Com que ento, exclamou Sophia,
perpegaram-te sombra pelas patifaras que
outro fez e poem-te no meio da ra est-
pidamente, sem ao menos te darem urna
indemnisago.
Que queres, a lei!
i2. Nao lhe acho graga nenhuma na tal
lei !
E, entretanto, deve a gente gabar-se
de ter sido feliz a de se livrar apenas com
alguna dias de priso, replicou Osear ; por-
que estes magantes aqui, quando nos dei-
tam a garra, nao nos largam mais. Como
ests tu com o teu magistrado ?
- NJo sai. Nao o tornei a ver depois
que fui ao gabinete delle fazer urna sorti-
da a teu respeito e que deu bom resalta-
do I Supponho que o homem est enver-
gonhado e que ficou mal commigo.
Pensar elle em te abandonar ?
Julgo o muito capaz disso. E um
medroso, um pedante, que quer passar por
moral e patuscar sem que sa saiba. E
um homem que tem medo de chimfrim.
Eu trouxe-o a toque de caixa, a teu res
peito e ameacei-o que ia fazer um escn-
dalo ...
Com certeza elle nao est contente 1
Pois bem, se nao voltar, tanto peior para
elle 1 Tanto se me d, como se me deu !
Tenho urna mobilia chic, vestidos e econo-
mas muito soffriveis Olha, por um que
se perde, achara ae dez.
< Fica descansado, meu Oscarzinho, nlo
fioars sem asylo, quando sabires daqui. ..
En moro na roa Dauphino n... L nao en-
contrars quando te soltarem. He i de ala-
gar para ti um quartozinho no bairro.
Osear Rigault estava raaravlhado.
Ah! mas isso gallinha I exclamo*
elle.
E se s homem para trabalhar e para
ganhares honradamente a tua vida, n'um
commercio seguro, "poJerei adiantar-te o
necessario para te esti beleceres.
Tu s um verdadeiro thesouro, ma-
na !
Ora, meu Deus, entendo do negocio.
Possuo, em La Pie, urna pequea proprie-
dade, que nao deve nada a ninguem. Casa
para babitago, estribara, cocheira, gran-
de jardim... Posso alugal a por bom di-
nheiro, no vero... Tenho tambem alga-
mas obrigagSes do Crdito Predial e da ci-
dade de Pariz. Com isto, sabes, nao so i
rico, mas as se corre o perigo de morrer
de tome.
Cebolorio I exclamou Rigault, com
sincera admirago. Fizesto semelhante for-
tuna em tres annos, emquanto eu, na fri-
ca, aniava de celia na barriga.
c Com um milbo de raios, sempre
muito bom ser raulher bonita Se eu fosse
mulher bonita...
Mas nao s, replicou Sophia rindo, e
ests preso... Dize-me c urna cousa, so
tu, por acaso, encontrares o patife por cau-
sa de quem ests preso em Mazas, pens
que tu has de lhe fazer pagar tudo isto, ca-
pital e juros.
Deixa l!. .. Eu s pego tel o na
frento, durante cinco minutos, eafEango-ta
que ba de passar um mo quarto de hora.
O que essa bervanaria que est
presa ?
A filha do homem assassinado.
Urna parricida I... Que horror 1
Queres saber o que eu pens T
- Quero.
Pois bem, a hervanaria est to cul-
pada como eu... respondeu Riganl. Pre-
tendan! que eramos curaplices, e nos nun-
ca nos trabamos visto Por essa pequea
cousa tu podes avahar o resto.
__Ento, o que significa isto t
__lito significa que ba nesta historia
urna manivoreia em que nao tosco nada;
mas para a bervanaria e para mim a
meama cousa... Ha por tras della um pa-
tife que a persegue, como me quena per-
seguir a mim... talvez seja o mesmo.
Continuar seha.)
Typ. do Diaris rea Daqae <*" = **
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