Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19869


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Full Text
PillA A tiFIIAL LtiAKK OxHDE HAO B PACA POIlTB
....... 60000
....... 120000
......... 240000
......... 0100
Por tres mezes adiantados
Por seis ditos idem......
r*or um auno .uem......
Jada numero avuiso, do mesmo da.
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados. .
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem.......
Cada numero avuiso, de dias anteriores.
130600
200000
270OW
0100
DIARIO
RNAMBUCO
|)r0prifrai>e fre JHanocl Jtgurira i>e Jara i M^os
B
1
Os Srs. Amedee Priuee ft C ',
d Pars, m&n os notos agente*
exclusivos de anniin-ioi e pu-
lsase enes da Franca e Ingla-
terra.
Js Hrm. Wasbiirne ll-rmanos.
de Mevl'erk, Broad W'av n,
990, sao os nossos agentes ex-
elusivos de annu cios nos Es-
tado' Unidos.
TELEGRAMAS
:im: mmm do biabio
RIO DE JANEIRO, 25 de Agosto, s
3 horas e 45 minutos da tarde. (Recebi-
do s 5 horas e 15 minutos, polo cabo sub-
marino).
O Dr. Pedro da CvohB m-iirao. em
eH de baje da Cmara dos De-
uniuilo*. apresentoa um reqoerl-
meniii. cuja dlacuaMo llrou adiada
por haver pedido a palavra outro
deputado, pedlndo luforniarOe* re-
lativamente &m entradas de ferro de
Carnal e pralootamenlo da de S.
Franciaco, beat eomo aakre a con-
tenecao do enfeaha central de Tiu
a a.
Fot nomeado pratleante da Beee-
ederla de Beoda* de Peraambuco.
Octavian Colbo.
Sesuii boje para Pernambueo. a
bordo do paquete Ingles LA PLATA,
O r. Francisco Pbaelante da Canta-
ra Lima.
5237133 LA MffilL 2A7A2
(Especial para o Diario)
PARS, 25 da AgoBto.
O governo provisorio estabeleeldo
a Bulgaria cusnpAe se de Monse-
ibor Clemente, metropolitano de So-
la* de ZanltoiYe outros partidarios
a Bussia.
Jlo ba. positivamente, nonbama
aoticla do principe de Battenbarco.
B' dlfflcll tixf.fr qualquer clenlo
relativamente a sitaco da Buia-
*la. pois nao contradictoria as noti-
cias que nos ebegam.
VIENNA, 25 de Agosto.
Annuncla-se o estabeleclmento de
asedio na Bulgaria.
Ontro governo. favoravel ao prin-
cipe de Battenberg. formou-se em
Ternova.
As guarnieres sublevadas proela-
nam befe do governo ao principo
Reposto.
Acredita-ae que o principe da Bul-
garia esta prlsionelro em Bessara-
Agau a i lavas, filtl n? Pernambueo,
25 ') goo e 1886.
Spinelli e Sivelforam victimas da grande dimioui-
$lo de presaao ; e o terceiro companheiro coin dif-
ficuldade deveu o salvarse ao descimento rpido
do bala>.
Nos montes muito elevados, lamben o hemem
experimenta aa consoquencias d diminu'cSo da
presso atmospherica; e deu se o nome a? mal das
montanha* ao eonjucto dos pbenomeuos experimen-
tados pelos individuos que taea ascences realiam.
Estes phonomenos consiatom mrmente em fadlga
muscular, dures articulares palpitaces, frequencia
de pulso, dilaco doa vasos sanguneos, podeado
ebegar s congestSes pulmonares, hemorrbagias,
te.
Quanto as regras hygienicas para evitar os ef-
fi-itos da rarefaeco do ar, aconselha-se a respira-
cao do oxygenio paro ; mas o meio efficac de sub-
traccaoao perig descer mmediatamente. Tem-
se exagerado a exeelicncia do clima das monta
nbss, e a confianza no seu ar vivificador pode
produzir niuilos desengaos.
A vida ao ar iivre, o habito de resistir intem-
perie, tanto fortifieam o habitante dos montes,
como o marinbeiro que anda ao nivel de ocano e
o cacador de bfalos das planicies da America.
Comtndo, certo que o clima das montanhas tem
urna certa influencia benfica na marcha de algu-
mas duendas chronicas, nos organismos debilitados
pela louga permanencia as grandes cidades, nos I
anmicos e chloroticos, nos convalescentes e espe-
cialmente nos de tebres intermitiente. Livra dos
miasmas e do ar infectuoso das cidades ; e i por
isso tal ver que os templos de Esculapio se collo-
cavam sempre as grandes alturas.
(Contina).
PARTE OFFICIAL
INSTROCCiQ POPULAR
(Extrahido)
Di BIBLIOTECA DO POVO K DAS E8COLA8
CAPITULO I
AB ATMOSPHEBICO
(Continuando/
Urna pratica que se deve tamben aconselhar
ios habitantes d'aquelles panes a de usarem,
durante as quadraa mais doentias do anno e guan-
do e por qualquer motivo recrudescam as febres
oaatanosas, preparaces de quina, como preventi-
vas da tul. ccao e das febres. r"de nsar-ae o vi-
aho quiuado. na ase de um clice (dos ordinarios)
le vinh un jejum ou com o almoco ; porm mais
eonvein cunda o sulphato de quinino, na dse de
ou 3 d.-cigra urnas, tomado em jejum com urna
ehavena d caf, ou tambem juntamente com o al-
moco- 0 uso d'este meio preventivo indispen-
svel a queui fr de um paiz salubre visitar nma
localidad* pantanosa, e a quem tiver que passar
easionalmente perto dos pantanos, dos arroaaea
e das agoas estagnadas.
Presso almOplirca0 ar pesado.
Bm litro de ar seeco pesa 1 gram., 29;e a co-
lumna de ar quo comprime o corpo de um homem,
e qne t-.-ra por base a superficie do mesmo homem
t por altara a distancia i'elle at aos cooflns da
atmospbera, na deve pezar menos de 16 a 16 mil
kilogrammas. Tal a pressio que continuamente
suppurtaraos. Surprehende a primeii a vista Cum)
podemos soffrer to enorme presso ; mas o pheua,
aeao -xplica-se fcilmente, quando i.ttenderWos a
rae essa presso exercida m todos os sentidos
tom igual intensidade e psr conseguinte se equi i-
Bra, t- a que no interior do corpo haliq idos in-
tompressiveis o gaCa elsticos que a neutrali-
zan.
Ee8t4 aquella presso norma* tanto em harmo-
aia com a conrtituicao do oiganismo, que, quan-
do sbitamente diminue ventosa), o sangue e os utros fluidos aflluem
Mjperficie da pelie, e as veaes chegam a traus-su-
dar atriva dos poros.
Ospbenompnos prodnsidos por urna ascencio
m balo 4) ltaa regioes da atmospbera alo ideu-
ti ;os, no fondo e na cansa, aos que se dio na ap
plicaeo da ventosa. A respiracio torna se mais
trenquente; a circulacao accelfra-se pe de se san-
rae p*la bocea, pelos ouvidos, pelo* olhos, etc. O
aerigo eminente, e preciso descer quanto astea
para escape r morte.
Anda ha poneos annos em Franca ocoorreu a
celebre catastrophe do balo Zenit*, que subi a
aaior altara a que at boje se teem realisado as-
eenees, a 8,600 nettot. Os aeronautas Croe,
Ministerio da fostiea
Foram exonerados, a pedido, os so-
guintes juizes manicipaes e de orphaos :
O bacbarel Jos Francisco de Araujo
Macedo, do termo da Carapanha, na pro-
vincia de Minas-Geraes, ficando sem effeito
o decreto de 27 de Fevereiro ultimo, quo
o removen d'aquelle termo para o de Tres-
Ponas.
O bacbarel Manoel Antero de Medeiros
Furtado, do termo de Agua-Branca, na
provincia das Alagoas.
Foram reconduzidos:
O bacbarel Antonio Pedro da Silva Mar-
ques, ao termo de Soccorro, da provincia
de Sergipe.
O oacbarel Sancho do Bittenconrt Ba-
renguer Cesar, no da Barra Mansa, na do
Rio de Janeiro.
Foram nomeados :
O bacharel Antonio Toleotino da Costa,
para o termo de Maragogv, na provincia
das Alagoas.
O bacharel Manoel Eugenio da Silva
Carvalho, para o do Camaragbe, na mes-
ma provincia
O bacharel Jos Hilario da Costa Cesar,
para o de Agua-branca, na mesnaa pro-
vincia.
O bacharel Abdias de Oliveira, para o de
Pombal, na da Babia.
O bacharel Manoel de Mosquita Wan-
derley Lins, para o de Palmeira, na do Rio
Qrande do Sul.
O bacharel Artbur Ferreira Brandao,
para o de Tres Pontas, na de Minas-Ge-
raes.
Foram nomeados : o alferes honorario do
exercito Augusto Oliveira Botelho, para o
de partidor e contador do termo d.> Santo
Antonio de Jess, na provincia da Babia ;
Antdtaio Rayinuodo Barbosa, para o de es-
crivSo de orpbSos do termo de Alcntara,
na provincia do Maranhao.
Foi nomeado o official da secretaria de
policia da provincia do Rio Grande do Sul,
Ernesto Ineobaldo Jaeg^r, para o lugar
de tbesoureiro da mesma secretaria, com a
gralificaco marcada na tabella, que acom-
panbou o decreto n. 5,423 de 2 de Ou-
rubro de 1873,"
Ministerio do Imperio
Por despacbo de 14 do correte fee-se
merc do titulo de Barao de Konobay ao
coronel Joao Pereira de Almeida e do de
Barao do Rio das Flores a Misael Vicira
Machado da Cunba, ambos por servicos
prestados humanidade.
Foi nomeado lente de clnica ophthal-
mologica da Faculdade de Medicina da
Babia o Dr. Francisco dos Santos Pe-
reira.
Fes-se merc de foro de mogo fdalgo
com exercicio na casa imperial ao Dr. Al-
fredo de Barros Moreira.
Para completar a commissao de limites
com a Repblica Argentina, foram nomea
dos os majores Jos Jrdim, do corpo de
engenheiros, e Estevao Joaquina de Oli-
veira Santos, do estado-raaior de artilharia,
este para secretario e aquella para aju (an-
te, e o 1." tenente da armada Duart* Huet
Bacellar Pin Guedes para auxiliar da
dita commissao.
Foi nomeado para praticar n'este obser-
vatorio o tenente do corpo de estado-maior
de 1.* olasse Rodolpho Cardoso P) Bra-
sil.
s residente da provincia de Pernam-
bueo expedio o Ministerio do Imperio os se-
guintes avisos, com data de 1 i do corrente
mez :
c Declaro a V. Exe, afim de o fasar
constar ao inspector da TaetOuraria da Pa-
seada deesa provincia, em solugaO eo offi
ci que me dirigi too 1. de JuMTC ultimo,
que o director da Faculdade de Dimito
deve corresponder se com o mesmo inspec
no tocante aos servicos peculiares
1879, em cuja conformidade foram expe-
didos os do 31 de Janeiro do 1882, de 31
de Janeiro e 9 de Marjo de 1885, e 30 de
Abril prximo lindo, considerou improce-
dente a re8titaicao xigida pela Thesouraria
de Fazendadessa provincia, da gratificacao
que, descontada ao Dr. Jos Joaqnim Sea-
bra, durante o periodo da respectiva licen-
ca, reverten para o Dr. Joaquim de Al-
buquerqua Barros GuimarSes, ambos lentes
substituios da Faculdade de Dimito do
Recife.
c Em resposta, declaro a V. Exc, para
as devidos effeitos, que, nao havendo subs-
tituido entro os lentes substitutos das fa-
culdades de direito, visto nao desempenha-
rom nenhum servijo lectivo qaando nao se
acham encarregadoa de regencia de cadei-
ras ou fazem parte de commissoes examina-
doras, nao admissivel que a qualquer dos
substitutos, por estar prompto para o ser-
vico, se abone a gratificacao do impedido,
como se piaticou em relacao ao Dr. Joa-
quim de Albuquerque Barcos GuimarSes,
a quem sao inapplicavaeis os citados avi-
sos concementes a casos de euDstituicao ou
acjumuUjao. >
Ministerio da Fazenda
Por decretos de 14 do corrente foram nomeados :
Director g.'ral da contabilidade do Thesouro Na-
cional o inspector da caixa de amortisacao conse-
Iheiro Joao Jos do Rosario ; e
2o escripturario do Thesouro, o eontador da The-
souraria de Fasenda de Pernambueo, Jos de Bar-
ros Accioli de Vasconcellos.
Thesouraria de Pernambueo.Contador, o I es-
criptnrario, Manoel Antonio Cardoso: l*. es-
cripturario, o 1 dito da Thesouraria de S. Paulo,
Jos Maria da Silva Portilho ; 2 escripturario, o
contador da Thesouraria de Matto Grosso, Antonio
Jos de Saut'Ana*.
Alfandega de Pernambueo.Conferente o con-
ferente da de Santos, Antom Ramos Zany.
Ihesouraria de S. Paulo.Contador, o 1* escri-
pturario da mesma thesouraria, Octavio Candido
Castello Branco.
1* escripturario, o inspector da Thesouraria de
Santa Catharina, Paulilio Fernaudes do Barros.
Alfandega de Santos. Conferente, o 2 escri-
pturario da mesma alfandega, Antonio M.rtins
Funtes ; 2* escripturario, o 3 dito Juaquim Apo-
linario da Silva.
Thesouraria de Santa Catharina.Inspector, o
ex-inspector da mesma thesouraria, Jos Ramos
da S Iva Jnior.
Thesouraria do Para.Contador, o 1 escriptu-
rario da mesma thesouraria, Jos Maria Honorato
Fernandes ; Io escripturario, o 2*, Hercalano Tei
xeira Alfredo Bivar ; 2 escripturario, o 3 Jos
Luis da Silva.
Thesouraria de Matto Grosso, contador, o ex-
contador da mesma thesouraria, Jos Estevao Cor-
reia.
Por ttulos da mesma data, foram nomeados :
3 escripturario da Alfanaega de Santos, o oflicial
de descarga da mesma alfandega. Antonio Manoel
de Andrade.
3 escripturaria da Thesouraria do Para, pra-
ticante da alfandega da mesa a provincia, Ray-
mundo Melcbiades Gomes da Rocha.
Por ttulos de 13 foram nomeados : chefe da
officina de machinas da casa da moeda, o ajudan-
te Jos Francisco da Costa : ajudante do mesmo
chete o operario Ponciano Eugenio de Carvalho.
Ministerio da Agricultura
Foi declarada sem efteito a portara que dis-
peusou o engenbeiro Torquato Xavier Monteiro
Tapajoa, do cargo que etercia na inspectora das
obras publicas, afim do ser o mesmo engenheito
readmittido como encarregado da contervacao das
obras j4 executa .as de galeras de eagoto das
aguas pluviaes.
Ministerio da Guerra
Por decretos de 14 do corrente toram trans-
feridos. .... .
Para a 4. batera do 3. regiment de artilharia
a cavallo o cpito d oterceiro batalhao da mesma
arma Pedro Guilherme Alves da Silva, e para a
6.' batera daete batalhao o capitao daquelle regi-
ment Alfredo Mac Guinea.
Para a 8. companhia do 6.* batalhao de nlan-
taria o cpitSo do 20. da mesma arma Austrici
lina illarim e para a 6.* compangia deste bata-
Passos Cavalcanti. ,
Para & sgd classe do exercito.fioan ao
aggregados 4 respee iva arm de contormida?e
com a immediata e imperial resolucio de 1 e
Abril de 1871, tomada sobre consulta do conselho
supremo militar, os alferes Henrique Flintes Coe
lho e Angelo de Fojos Correia Cesar Filho, este do
2. e aquello do 12 batalhao de infantera visto
terems do em inspeccao de siude julgados nca-
paxes de;continnar no servico do mesmo exerciti.
Do 12." para o 13. batalhao de infamara o al-
feres Augusto Maitiuiano de Oliveira e diste para
aquelle o alferes Christiano Frcdinco Buya.
Foi exonerad > a pedido, do cargo de secreta-
rio do 21. batalhao de infantera o alteres Fran-
cisco Pereira Mende.
Foi mandado recolher ao asylo de invlidos o
sedado reformado Manoel Joao da Paixo.
Mandou-se que ficasse sem effeito a baixa do
servico militor do cabo do 1. regiment de caval
laria, Joaquim Ricarco da Silva, por.incpacidade
pbysica, vieto (M elle se re Tinado por decreto
de 7 do oorreote.
Foram nomeados os Sr. 6oronel Manoel Joa-
uuin Quedes, tenente-coronel Joo Baptiste do
Reg Barros Cavalcante e Albuquerque e maj t
Manoel Rodrigues Braganca para, em commissao,
controntarem instrucSoes para fuzlciro 4 Com-
blaib. dos capitaos Wencsl4o Freir de Cavalho
Luir Mara de MelU e Oliveira com o projecto
feito pela commiss) presidiha pelo .. bngadeiro
Severiano da Fonseca, e emitti..- parecer -
I adopcao de um destes trabalbos.
Foi nomeado para embarcar no cruzador Pri-
tnciro de Maiy o 1. teen Jos Frustuoso
Rontviro da Silva.
Foi promovido a oflicial de faaenda de 2.* classe
o de 3. Samuel Maeiel Soares.
doverno da provincia
DK8PACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 24 DE
AGOSTO DB 1886.
Antonio Mximo de Barros L^ite, Dr.
Joaquim de Albuquerquo Barros Guima-
rSes, Bellarmino dos Santos Bulcao e Pa-
cifi o Paulino Malaquiaa. Sim.
Amelia Joscphina Nery da Fonseca. -
Informe o Sr. Inspector Geral da Iustr uc-
IVotlclas da Europa
Pelo paquete inglez 7a7ncrr,chegado hon-
tem da Europa recebamos fallas de Lis-
boa alcancando a 13 do corrente, sete dias
mais adiantados do que as que tivemos
pelo francez ViUe de Maceid.
Constam as noticias de Portugal da car-
ta de nosso correspondente de Lisboa, in-
serta sob a rubrica Exterior.
Heapanba
Sobre este paiz escreveu-nos o supra-
ctado correspondente o seguinte :
cao Publica. < Ojcorraa ha poucos das um lamenta-
Antonio Jos Maia dk C, Francisco de vel acontecimento em Madrid.
Souz-a Ferraz e Manoel Joaquim Alvos as folhaa hespanholas vem pormenores
ibeiro. Informe o Sr. Inspector da The-1 interessantes :
DIARIO DE PERSAHUCO
aourana de Fazenda.
Balbina Carolina Padilha Lavra. De-
ferido com officio ao Sr. Commandante das
Armas ; devendo porm o filho da suppli-
cante comparecer mensalmente visita sa-
nitaria do batalhao.
Commiss2o executiva da Sociedad Luso
Brasileira. Sim, mediante a contribuigao
de 40J e mais despexas inherentes ao es-
pectculo, nos termos da informscao do ad-
ministrador do theatro.
Fausto Felicio da Cunha Rosal. Infor-
me o Sr. Inspector Geral da Instrucgao
Publica.
Gerente do London Brazilian Bmk
Limited. Informe o Sr. Inspector do The-
souro Paovincial.
Generosa do Reg Medeiros Cavalcante.
Concedo 2 mezes.
Jos Mua Teixeira Guimaraes. -Re-
mettido a Junta Medica Provincial a quem
o peticionario se presentar para ser
inspeccionado.
Manoel Carlos Vital. Concedo 2 mezes,
sendo 50 das com ordenado e o resto com
metade.
Nympha Munz Tavares.Prove o que
exigie o art. 76, J 1 e 3- do Reg. de 6
de Fevereiro de 1885.
Bacharel Vicente de Moraes Mello J-
nior.'Sim, provisoriamente e sem venci-
m estas.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
eo, em 25 de Agosto de 1886.*
O ajudante do pBrteiro,
Antonio F. da Sveiia Crvalko.
sobre a
Ministerio da Harlnha
Foi nomeado inspector do Aroenal de Marlnha da
B'.hia o capitao de fragata Barao de _S. Mareos,
sendo exonerado a seu pedido, o capitao e mar e
guerra Lua da Cuuba M reir.
Foi nomeado almoxanfe do de Pernambueo,
Manoel Hugolino Pereira Giraldes e aposentado
Francia o de Paula Rodrigues de Aimeida, que
exercia esse lutrar. .
Foi nom-ado secretario da esptenla do porto ca
provincia do Amazonas, Agiipjno Jos da UsU,
da
U1U1I11UIH UK i*"i ^----------------1------^ A _
percebendo Uo f.ntnte os emolumentos, que por
le lhe competir a. ,
flfc\)ram nomeados : l. o tenente Jas Ramos da
Fonseca e a 2. tenente Francisco Xavier
aquella repartiyao; mas nao obrigado a
romea, r a Tuesouraria o orcamento das ,
uespezas da Faculdade, o qual tem de ser 1 Jnior, aquele para commandar urna das torres do
encouracaio Riadhutlo, e este para encarr-gar-se
Jo servico de torpeuo e commandar a torpedera
deste encooracado; os f tenentes Jos na tanba
Rioeiro E^pindolas e Jos Augusto Armelim,
quelle para commandar ama das turres do encou-
racado AOutdaban e este para encarregar-se ao
servico de torpedos e commandar a torpedeira
do mesmo encooracado, e o 2. tenente Caio f
nhe.ro de Vasconcellos para omasandar a ora
torre.
enviado ao ministerio dos negecios a irjeu
cargo, na contormidade do art. 12 S 7.
dos estatutos das ^acuidades de uireito,
mandados observar pelo decreta n 1 386
de 29 de Abril de 1851. >
t Em officio de 31 de y^0 do corrente
uno participou-me V. FxC. ^ .ta
do disposto no aviso da 3 de Sstembro de
Repartico da Folela
Seccao 2.' N. 830- Secretara da Po-
licia de Pernambueo,.,25 de Agosto de 1886.
Illm. e Exm. Sr.'-^-Perticipo a V. Exc.
ue foram hontem reoolhidos Casa de
letencao os seguntes individuos :
A' ordem do subdelegad* de Santo An-
tonio, Joao Frmino de Britto Freir, JoB
Maria Gomes Carneiro, Manoel Catbarioo,
Norberto do Nascimento e Libanio Car-
neiro da Sil /a, por disturbios.
A' ordem do do 2 districto de S. Jos,
Firmino Alexandrino Gomes, por distur-
bios.
Communicou-me o tenente Miguel
Nunes de Freitas ter em data de hontem
reassumido o exercicio do cargo de subde-
legado de Afogados.
Hontem, por volta de 6 horas ds
tarde, um individuo de cor prcta e maltra-
pilbo, drigio-se loja da praca da Inde-
pendencia ns. 24 e 26, e perguntou ao
caixeiro de nomo Antonio Benedicto de Al-
buquerque Pernambueo se nao esta va
presente o dono da mesma, que o subdito
italiano E. Migliorini.
A resposta que teve foi negativa, pelo
que retirou-8e, dando mostras de contraria-
do ; momentos depois, porm, tornou elle
loja e tendo-se-lhe dado anda resposta
uegativa, puchou de urna faca de ponta e
ferio levemente a o caixeiro Antonio Be
nedcto.
O Bubd-legado da freguezia tomou co-
nhecimnto do facto e tratou de descobnr
o delinquente, cuja identidade nao toi co-
nhecida.
A's 3 horas da manha de hoje, falleeeu
na enfermara da Casa de DetenjSo, vic-
tima de beriberi, o sentenciado icacio
Ferreira de Vasconcellos.
Pelo Dr. delegado do Io districto da ca-
pital, foi remettido ao Dr. juiz^ de direito
do 3o districto criminal o inquerito poli ial
a que procedeu contra Alexandrino Gon-
calves da Luz, aecusado de haver assas-
ainado a Manoel Jacintbo de Oliveira, co-
nheiiio por Manoel Cachiado.
Communicou-nae o bacharel Jos Osorio
de Cerqueira, que nesta data, por incom-
commodo de saude, passara o exercicio da
delegaoia do 1. districto ao 2 supplente
bicharel Francisco Isidoro Rodrigues
CoBta.
Peante a subdelegada da freguezia de
Santo Antonio, comparecen hojo Jos
Francisco da Casta, declarando ter ante-
hontem, s 9 1(2 horas da imite, encontra
do na ra do conselbeiro Peretti um indi-
viduo de c6r parda conduzindo nos bra-
cos urna crianca, e qno o seguinio fo psf- r
na ponte da Tacaruna, onde nncontrou dita
cr/ianca que havia sido all deixada pelo tal
inuividuo.
Considerando a crianga abandonad*,
conduelo a para o Io andar da casa n. 8
roa de Santo Amaro, residencia de Mana
Amalia da Silva, a quem est serviudo
como criado.
O subdelegado mandn tomar por termo
as declarasSes fritas por Costa para ulte-
rior proced ment.
Deua guarde a V. Eso.-Lint, e Exm.
3r. Dr. Ignacio Joaquim de Soux* Leo,
omito digno vice-presidente da provincia.
O chote de poli aa,
Pinto.
Foi o caso que urna das sentinellas da
guarda do pago, cuja po/ta era na rampa
que d accesso s cavallarcas, matou com
um tiro, um individuo, euja identidade
ainda nao pGie verincar-se, e ferira, gra-
vemente, a outro, que, em companhia de
sua familia, se diriga para a praca dj
Oriente.
O acontecimento teve lugar s 9 horas
da note. Quando a noticia comecou a cir
cular, faziam-se, a seu respaito, os mais
disparatados commentarios, contando se os
maiores exaggeros.
Parece que o moco jornaleiro, chamado
Santiago Beteta, volta va com sua mai e
algumas raparigas, do caminho de Cara-
banchel, onde, juntos, tinham passado a
tardesinba tambem no grupo um rapaz,
por nome Izi Iro Olivares.
Para encurtardm caminho, tinham en-
trado, na esplanada do palacio real por um
dos lados do Campo del Moro, e ia u j a
meio da rampa quando a sentinella lhes
bradou:
Altol
Nao est bem averiguado o que entao
se passou. Diz-se que Santiago raspn leu
gracejando, e que outro individuo, que
tambem seguia pela rampa, dirigi ao sol-
dado algum dito inconveniente.
Entretanto, guesunoe foi repetido tres
vezes, e, um instante depois, a sentinella
disparara um tiro no desconhecido, pros-
trando-o logo morto, com o pessofo atra-
vessado por urna bala.
Ao verem cahir o homem, toda a familia
de Santiago se amedrontou e quiz fugir;
mas o rapaz, movido por um seotimento de
indignacao, Correu para a sentinella, sem
dar ouvidos aos gritos da mai e do amigo,
que o seguiam de perto para o agarrarem.
O soldado, que tornara a carregar a ar-
ma, fez segundo tiro, e Boleta canio es-
trebuchande, ferido na cabaca, seguio se a
iato urna scena commovente. A mai cha
mava pulo filho, com gritos desesperado-
res, estreitan io-o fortem-^nte contra o pai-
to. Os mais agruparam se em volta d > fa -
rido, conven^endo a mai que o filiio nao
estava morto Isidro Olivares tratou do con-
duzir o ferido casa de soocorros.
No entanto, enchera se de gente a es-
pionada, sendo geraea os protestos contra
o succedido. Alguna maia exaltados teriam
tido a sorte dos dois desgranados, se a
guarda nao acusse a tempo de evitar
raaior numerode victimas.
O commandante mandou render a sen-
tinella, e tomou conbecimeoto do facto na
casa da guarda. Em acto continuo, deu par-
te ao capitao general, que logo se apre-
sentou no pago, approvando o procedimeu-
to do soldado, que fora ditado pelo rigoro-
so dever imposto pela ordenanca.
O estado de Santiago Belotagravissimo.
Ainda se ignora quem st-ja o morto, o
qual, pela apparen :ia ter 40 annos de ida-
de e parece ser esiraugeiro.
Em Hespanba,como Ibes disse, o minis-
terio soffreu modificacao, sahiodo o Sr. Ca-
macho, que despertava grandes esperangas.
Diz-se mesmo que baver no governo ou-
tras modificagSes que por ventura o collo-
carlo em situagio demasiado embaraco3a.
No paiz visinho reina tranquillidade ao
contrario do que se esperava quando falle
ceu D. Affon80 XII. Attribue se este so-
ceg ao facto poltico dos estadistas hespa
nhes, que tem sabido entreter as massas
populares com a perspectiva de um hori
eonte bonancoso, que a mais solida ga-
ranta da lib'-rdade e dos progressos leg-
timos de urna naci.
Franca
As eloigSes para a reoovagao dos conse-
Ihos geraes de Franca, realisadas no da 1
do corrente, deram os seguintes resultados !
Republicanos eleitos 844
Conservadores eleitos 411
Empates 181
tribuidas ao general BouUnger, e dirigidas
em tempos ao duque d'Aumale, quando '
general era coronel do 133 regmentoj de
infantera. Nestaa cartas, afora as corte-
sas do ea'ylo, entao, trar-se-hiam especial-
mente n'uma a titulo de alteza dada
ao duque, e a confissao de que seria a
este qua o coronal Boulanger deveria a
sua promocao ao po-to de general. Era a '
pri oseara.
Conhecedor da conteudo desta carta, o
ministn da, guerra tera declarado a al-
guna reportern ser inoxa:to, e neste senti-
do o communicaria France e ao Tempi.
Blgica
A manifestacS) operara que 39 effee-
tuou ha das em Bruxcllas, foi importan-
tissima.
Uui cortejo co :ipo3to de 8 a 10.000
operarios percorreu as prncipaes ras da
capital, com urna bandeira vermelha
frente. Ilem varios estandartes com as
seguintes nscripgSas :
< Suffragio universal e c Nem mais
deveres nem direitos. >
Cantavase a Marselheza e gritava-se:
Viva a repblica 1 I
A ordem nao foi perturbada un s ins-
tante .
Depois do cortejo, urna multidao enor-
me se agglomerou na nova praca de Bru-
xellas, onde a manifestacao trninou com
um grande meeting.
O Dr. Cesar de Paepe tratou a que3tao
de suffragio universal no meio de applau-
sos do auditorio.
A mesma hora, que se fazia a manifes-
tacao em Bruxellas, realisava-se outra em
Gand-
Muitos milhares de operarios se reuni-
ram ao cortejo em Lodeberg, barro de
Gaod, onde M. Eluardo Auseie usou da
palavra sobra a manifestado de domingo''
prximo.
Assegura se que foi autorisada a mani-
festacao socialista, que se ha de realisar
em Bruxillaa no da 15.
Noticias da Blgica asseveram que o go-
verno est inquieto com a propaganda so-
cialista no exercito, e, por essa, tem j
transferido as guaroieSes de varias cida-
des.
Inglaterra
O novo gabinete inglez est constituid,
e as cmaras reun las como sabemos.
As diligencias empregadas p -lo Marques
de Salisbury para ter por corapanheiroa no
governo os unionistas, nao foram coroadaa
de bom resultado.
A pesar mesmo de j parta dos'~censer-
vadoreS ter si lo offerecido a presidencia
do gabinete Hartington, este declinou a
honra, e prefiri ficar com os seus compa-
nbeiros tora do governo.
Deste molo a situacao dos conservado-
res mais diffiil. Estao senhoras do go-
verno certo ; compuzeram um gabineta
bomogenio, mas nao t -em urna maioria
parlamentar que possa sustental-os. A
maioria que os ampara, ou que os resguar-
da dos golpes dos advesrarios urna maio-
ria de oj.-asiao, maioria por isso difficil de
conservar se unida.
Demais o Sr. Glads'one, por sua parte,
depois de acatar a vontade do paiz mani-
festada as eleigSes, espera os actos dos
vencedores, e nao se prop3a levantar-lbe
embaracos. Sao de sobjjo3 os que elles
tem, para se tornar necessaro oppor-lhes
mais.
E o silencio e espectativa dos libaraes
que acompanharam o Sr. Gladstoue, est
longe de collocar o Mrquez de Salisbury
em situacao mais desafogada, onda lhes
parmittir o por de lado a questao da Ir-
landa. Essa questao subsiste, na appa-
rencia adormecida, no fundo em todo o
seu estado agudo.
O Sr. Gladstone vencido na urna, nem
tem menos confiana na causa qne defen-
der, nem dutre nutro desejo que nao seja
o resolvel-a pelo modo mais honroso para
a Inglaterra. A sua voz sempre genero-
sa, nao deixar de 9 a*r hoje ; o seu espiri-
to conciliador manifestr-se-ha sempre com
a mesma ele vacio, com a mesma nobreza-
A se3sao parlamentar foi curta. O novo
governo era aconselhado para Bao se precipi-
tar as resolucSes At no prximo anno,
dizem alguna que nao se reunir o parla-
mento, nao faltando porm, quem suppo-
nha que para Novembro sr convocdo.
No eintanto diz se que tambem para
esse tempo, o Sr. Gldstone emprehende-
r urna viagem Irlanda, animado do es-
pirito conciliador que o n&o desampara.
A situacao interna da Inglaterra, reflje-
iaso as suas relacSes interna-
Total 1436
Os republicanos ganharam 76 cadeiras e
perderam 83. Differenca a favor dos con-
servadores : 7.
Ojornaes republicanos radicaes congra-
tttlam-se con este resultado, e esperan que
as eleicSes de desempate-lhes firmarlo de-
finitivamente a victoria.
No entender daquelles jornaes, o paiz,
um momento descorocoado com a poltica
do aventuras e de contemporisacSes com o
ultramontanismo do ministerio F>rry, que
o demonstrara claramente as ultimas elei-
cSes geraes para deputados, comeca a se-
renar-se a ter plena confianja na Repbli-
ca e a reconhecer o logro, em que tora
islbidopela colligacao monaichica. M*
um pequeo esforz, pr parte des republi-
cam s para dotar a Repblica de institu
c5cs verdadeiramente republicanas, e 1
machinanSes serao annulladas.
O assumpto principal da imprensa pari-
do te-
te-se por
cionaes.
A cmara dos communt, depois
rem prestedo juramnto todos os seu
membros, suspenden as suas sessSes no
dia 10. .
Tem havido gravas desordens em tel-
fast entre catholic os prestantes, des-
ordens que se re petiram no da 10. os
priraeiros motn houve um crescido nume-
ro de victimas, pois a poli.ia vio-se obriga-
ds a fazer up/, das armas, sendo nec ssa-
rio tambem que o governo mandasse mar-
char para aquella oidade respeitaveis tor-
cas de >>,, de linha. No enterro das vic-
timas, nao se atreveram os arruaceiros a
faz.r demonstrares ruidosas, nem de es-
pec:A alguma.
Allemaoha
approximam-se,
xs
No continente os imperadores aP^x~ ;
e a allianca entre elles ora se aprsente firme, ora
us ou menos quebrantada.
A Allem.nha e a Austria ^fi.
ae mais de manterem entre si o u,
pra o tornar mais valioso, d.s se quea It.
acompaoh aquellas doa grande
At
.intosto io^co. siense nss ltimos dias ^~\'Z^^1^^ P
1 publicadas pelos jornaes wonarenic m e at- ,0,",'"
MTMH)


stW
\
Mario de PernambocoQuinta -feira 26 de Agosto de 1886
Bismark e os condes de Kalnokry e de Rbilnt
oervem par considerar como cana poderosa do
accordo ntre a Alleooanha, a Austria e a Italia.
Toda a attenco de mundo poltico se volta hoje
para Gastein.
A entrevista habitual dos dons imperadores pa-
iece que teve, este anno, urna importancia ex-
oepcional. Dis-se que se tratava de mais algu-
na cousa do que d'um protesto de reciproca ami-
**de.
A presenta de psrsonsgens politices e de mem-
broe das duas familias imperiaes deu a esta en-
trevista urna solemnidad* particular.
Todava, consideraram-n'a cono urna garanta
de que nao ser perturbada a paz europea.
A poltica cheia de mysterio da Russia e a mu-
danca de gabinete na Inglaterra despertaran! a
attenco geral, e, por oatra parte, corto que o
tratado de Berlim, hoje caduco, nio poder ja ser-
Tir de base ao equilibrio europeu.
E' mister, pois, procurar outros meios de equili-
brio para o futuro, e desses assumptos, segundo
Be affirma, quo especialmente tratarain os dous
imperadores e os homens de Estado em Gastein.
Aftrmava-se nos crculos polticos de Bcriim
que a entrevista dos dous imperadores em Gasten
tei ia per Sin nicamente consolidar compromissos
anteriores.
A 9 de Agosto eatavam terminadas os prepara-
tivos para a reeepco do imperador Francisco Jo-
s em Gastein.
Per toda a parto se viam bandeiras e arcos de
triumpho.
Notav-se muito particularmente a deeoraco
do chalet habitado pelo principe de Bismarck.
Cada janella era guarnecida de coras das co-
res alientas, austracas e bavaras.
O pttmeiro encontr dos dous soberanos reali-
sou-se no caetello situado prximo do estabeleci
ment dos banhes.
A imperatriz Isabel esteve alli um quarto de
hora antes da chegada do imperador Francisco
Jos, e esperou-o em companhia do imperador
Guilherme.
Este recebeu na vespera o seu neto, principe
Guilhern.e, edepois o principe Reuss, ernbaixador
da Allemanha em Vienna.
Quando chegou o imperador da Austria, que
trajava o uniforme prussiano, com a gr oruz da
Aguia Negra, o imperador Guilherme vestia o
uniforme austraco e as insignias da ordem aus-
traca.
O imperador Francisco Jos felcitou o impera-
dor da Allemanha pela sua exeellente sade.
Depois dos cumprimentos, os soberanos retira-
rara-se juntos durante algum tempo, e voltaram
de novo ao salo, onde erm esperados.
A's 8 horas, a imperatriz sanio do eastello dos
Banhos e fji para a villa Meran, emquanto o im-
perador da Austria se dirigi para os seus apo-
sentos no hotel Stranbinger, situado na pract, em
frente do caatel lo.
Ahi recebeu as homenagens do cardeal Micha-
lavies, do maire e do clero da cidade.
Nesse momento, o imperadur Guilherme appa-
receu varanda do eastello.
O imperador da Austria sahio logo varanda
do hotel Stranbinger e saudou militarmente o im-
perad! r Guilherme que lhe corresponden com um
&ceuo de mo.
Esta scena foi acolhida pelos applausos da raul-
tidu, qne enchia a praca.
Em seguida, os soberanos recolheram-se aos
Pi's respectivos aposentas.
Passados alguns instantes, veio o principe Gui-
lherme, em nome de seu av, felicitar o imperador
da Austria; s 8 horas c incia, este, acorapanha-
do pelo principe Guilherme, voltou ao eastello dos
Banhos, ende tomou cha com o imperador Gui
lherme.
O conde de Reuss e o principe de Hoheulehe
assistiram a esta reunio.
As 9 horas e meia, o imperador Francisco Jos,
acorapanhado pelo principe Guilherme, voltou ao
seu hotel, victorii'do pelas acclamacoes da nulti-
dao.
No dia 10 o imperador Guilherme parti a 1
hora e 30 minutos da tarde, de Gastein.
O imperador da Austria acompanhou-o at a
earruagem.
As despedidas foram muito cordiaca.
^Os dous monarchas abracaram-se varias ve-
xes.
O imperador Guilherme foi para Babelsber.
M. de Kalnoky chegou s 8 horas e mcia do da
10 a G istein.
A's 9 horas fez urna rpida visita ao principe
de Bismarck.
O prncipe de Bismarck e o conde Kalaoky an-
daram no da seguinte duas ho-as a passeiar de
drvagem.
-* Ha poueo tempo, o tribunal de Freiberg, na
Saxonia, condemnou em segunda instancia 9 che
les socialistas diversas penas. Seis d'elles sai
deputados ao Reichstag. O motivo da condemna-
cao era fazerem parte de urna assoclac prohi-
bida.
A sentones d'aquelles nove chefes tenninou urna
campanha mui longa que o governo havia empre-
henido contra o partido parlamentar de quem se
tenv, porque muito activo.
Ha seis annos, logo que f >ram promulgadas as
leis contra os socialistas, estes reuniram-se em
congTessc pela priraeira vez na Suissa, no palacio
W.vdon.
O que l se deliherou, bem cemo os nomes dos
ccngressist.as, por inditeripeo dos propros jor-
naes sena partidarios, foi conhecido do governo.
O delegado do ministerio publico de Elberfeld, n
staurou processo contra < 8 principaes d'entre os
que assistiram quelle cungresso, fundado em
cert '3 artigo8 do cdigo penal, muitas vezes invo-
cado pelo governo desde ento. O processo foi pos-
to de liarte, porque do inquerito nao resultaram in-
dlcacoes claras e exactas.
Dous annos depois reunio-se fm Copanhagne, o
segundo congresso socialista Em Kiel foram pre-
sos muitos dos cabecis d'aquelle partido, requi-
sico do delegado d'aquella cidade:; mas poz-se
lhe pedra em cima, cerno da pnmeira vea, absten-
do-ae, desde ento, as autoridades prussianas de
atacar por meios judiciarios o socialismo.
Em Saxe, novas diligencias judiciaes. O dele-
gado de Leipzig uceusou o Sr. Bebe', quevivia
n'aquella cidade e tomara parte as discusses do
conuresso de Copenhague. Por ultimo, o delegado
de Chemnirz renovou a hccusnco contra o depu-
tado socialista Wollmar, que tambem tinha ido a
Copenhague, e por deciso do tribunal foi proces-
sado, por ter pertcneipo a um. assoeiaeo, cuja
existencia, estatutos e fins eraui disaimulados e
que tenda a impedir illsgalmente que se pozessem
em exeesca as leis e demats providencias admi-
nistrativas.
Na aecusacao, alm do Sr. Wollmar, eram com-
preh-ndid >s os Srs. Bebel, Anor, Dietz, Frotme,
Viere k, Heintzel, Ulrich e Muler, tambem so-
cialista.
Foi se adiando a questo e s em Setembro de
184, que ella foi tratada a valer. Os acensados
negaram qu; tvessem feito part de urna assoeia-
eo Ilcita e ar mesmo que exstisse no socialis-
mo urna crganisaco d'esse genero.
Ficava, pois, o ministerio publico obrgado a es-
clarecer pleuamente i-ssas dous pontos. As provas
que apresentou ao tribunal nao pareceiam eonclu-
dente* ; porquanto os aecusados ficaram absol-
vidos.
Recoireu o delegado de Chemnitz para o Supre
mo Tribuual do Imperio, allegando que o tribunal
deChemnit.E se tinha engaado sobre o e rdico da palavra assoeiaeo, e que urna orga
nisaciu d'estes gneros, resultava nao s de um
acto de adheso das petsoas incriminadas, mas
tambero do simples tacto de proced' rrm de accor-
do. Foi ebta razao admirtida pelo tribunal supe-
rier que annullou o procesan de Chemnirz, man-
dando julgar a causa no tribuna! d Freiberg
Em fins de Julho e principio de Agosto deste
ann i realizou-se o segundo procesa, ficando, desta
Tez, triuraphante o ministerio publico
Por uina snbtileza e sem admittir que os socia-
listas hnviam firmado urna assoeiaeo secreta, sao
elles declarados pela sentenes, roa de se te.em
organisado afim de jorein obstculos ao livre exer-
cicio da le, condemnaodo-os penas diversas.
E asmm foi consagrudo como axioma de direito
qne um partido poltico que conta mais de oem mil
correligionarios em toda a Allemanha, e que
apoiado por mais de um milhi.. de eleitores, pode
ser considerado como associaeo secreta !
Este procediujento do Supremo Tiibunal di Im-
perio tem sido severamente censurado por alguos
jornaes serios qne nao teem affiiidade aiguma com
os socialistas. Eff.ctivamente essaresolncu aecu-
a nnia parcialidade.
Na Allemanha, o partido socialista est organi-
sado exactamente como o partido progresista ou
couao os nacionaes-liberaes : tem un orgo, um
directorio correspondente as diversas localidades,
um fondo de propaganda e um fundo pera subsi-
dio dos amputados.
Fies, poia, evidente que sendo assim, os chefes
socialistas foram condemnados, nao pela organisa-
co que deram ao partido a que pertencem ; mas,
por causa das pinioes, s quaei applkam oa meits
de propaganda de que dspoem.
BOMl
O artigo da Gcueta de Colonia, publicado recen-
temeote sob a forma de carta de S. Petersburgo, e
tratando das causas da hostilidade da opiniao pu-
blica na Russia relativamente Allemanha, pro-
duzio em S. Petersburgo urna impresso des.gra-
davel. Toda a gente est convencida de que, tal
carta nao foi enviada de 8. Petersburgo, mas que
foi redigida em Berlim, nos gabinetes da chancel-
lara aliena.
A Novo Vrtwtia, diz a esse respeite, que ja
tempo de defWr as relacoes da Allemanha e da
Austria com a nssia. Os dous imperios procurara
desvial-a dos Balkans, e, por outro lado, explorara
em seu proveito do prestigio da trplice allianca,
pois que sob a capa d'essa lliane que a Aus-
tria tratou de augmentar a sua inflmela na Bul-
garia, onde alcanzan urna posicto igual da Ser -
via. ..
Nos circuios polticos russos trata-se de nao li-
gar grandertmportancia viagem de Mr. Giers, a
qual, diz-se, nao ter o mnimo carcter diplomti-
co. Mr. Giers ir directamente a Franzeosbad, e
s mais tarde, ao regressar Russia, far urna vi-
sita ao principe de Bismark.
Emflm, a opino geral que, apesar do que se
est passando entre os dous imperios e a Russia,
nao ha receio de urna guerra entre a Russia e a
Allemanha, emquanto fr vivo o imperador Gui-
lherme ; e, antes da morte deste soberano, a Aus
tria, pelo seu lado, nao proceder annexayio
definitiva da Bosnia e la Herzegovina.
O governo russo acaba de responder nota in-
gleza relativa ao incidente de Batoum.
A nota russa repelle & aecusacao dirigida pela
Inglaterra contra a Russia de ter esta violado o
tratad > de Berlim.
A nota reproduz a these de que a franqua do
porto de Batoum foi simplesminteun offerecimen-
to espontaneo da parte do czar e nao urna estipu-
laco do tratado de Berlim.
Mas admittindo mesmo, accresenta a nota, que
a Russia tenha violado o tratado de Berlim, mal
cabe Inglaterra faser tal exprobacao, porgue foi
ella a primeira que violn o tratado na Bulgaria,
seudo com a sua connivencia que o principe Ale-
xandre realisou todos os seus actos depois da re-
volaco de 18 de Setembro.
A resposta da Russia concebida em termos
to enrgicamente como a nota ingleza.
A Porta nada fex anda a r*speito de Batoum.
Nos circuios offieiaes ottomanos julga-se que a
Inglaterra far tudo para que a Porta se pronun-
cie.
Espera-se por isso ancosamente o resultado da
conferencia que Rastera Pacha deve ter com o no-
vo ministro dos negocios estrangeiros de Ingla-
terra.
A Russia tem sempre as suas vistas fixas sobre
o Oriente, e aqu nao falta motivo para que o fogo
sen3o extinga, e para qus as labaredas nao se la -
vantem.
Quando nao a Bulgaria, a Roumania ou a
Sdrvia, e nao faltar ao Montenegro que despert
as atteneoes, se nos demais povos parecer tudo
accommodado.
Por este motivo a Russia gyra por vezes em r-
bita que os seus visinhos nao podem acompa
nhal-a ; no cmtanto ass> gura-ae que as suas rela-
coes com a Austria e a Allemanha tem agora um
carcter cordeal que muitas vezes nao existe.
O procedimento da Russia com respeito ao por-
to de Batoum parece efectivamente assegurar es-
tas boas disposicoes da poltica continental.
Oriente
A urna hora da tarde do 1 de Agosto, um mu-
sulmano desfechou tres tiros de pistola contra a
earruagem do gro-vizir, quando este se diriga
para o palacio do sulto.
Sahindo o gro-vizir da earruagem o musulma-
no tentn feril-o com um pnnhal; mas foi logo
preso e desarmado.
0 autor do attentado um velho de 60 annos,
tai taro, chamado Hussen. Exerce a profisso de
relojoeiro, em Constantinopla, no bairro Taphan.
Diz se que fra agraciado com a commenda de
Medjidi, por ter offerecido um relogio para o pa-
lacio do sulto.
Do interrogatorio averiguou-ae que elle fra na
vespera Porte com o pretexto de entregar urna
petico ao grao -vizir ; mas verdaderamente com
intuito de o matar. Nao teDdo sido recebdo
adiou para o da seguinte a realisaco do seu at-
tentado.
Lamentou ter falhado o seu plano e declarou
qne fora impellido para o crime pela injustica de
que era victima ha ulguns annos n'um proceaso
que sustentava contra a administraco do go-
verno.
Attribue a responsabilidade dos seus successi-
vos contratempos venaliJade e rapia des tr-
bnnaes e declara que, desesperado de obter jus-
tica, resolver dar um exemplo mtenlo o g*o-
vizir. .
Por ordem do sulto toi conduxido ao palacio e
alli repetio prante o grao turco as suas queixas.
Affirma-se que o sulto, cojos sentimentos de
justica sao beta conbecdos, ficra muito impres
sionado e dissera algumas palavras favoraveis
Hussein.
A opinio publica abstrahindo de pessoas, e es-
pecialmente do gro-vizir que muito respeitado,
favoravel a Hussein, porque o maior numero,
como elle, tem raz5eB de queixa contra a adminis
traco turca.
Diz um despacho de Consteutinopla para o
TVrne, que reina alli viva anciedade por causa
das medidas tomadas pela Porta para defender a
sua fronteira asitica, em consequencia das infor-
macoes recebida8 que do noticia de movimentos
de tropas russas.
Cbina
Diz um despacho de Tien-Tsin para o Standard
que o Celeste Imperio, querendo tirar todo o pre-
texto para a oecuptico russa da Port-Lazareff
vai pedir Inglaterra que evacu Port-Hamilton,
mediante urna compensaco.
Parece que a determiaaco tomada pela China
para introduzir communicacoes telegrapbicas pelo
imperio, vai deste vea a serlo, pois que o governo
chinez est trabalhando seriamente e com muita
energa far presentar provas praticas, o que,
considerando a habitual indolencia dos funeciona-
rios e a grande poreo de officalismo, muito
para admirar.
O trabalho est se fazendo com grande celeri-
dade e telegrammas j se troeam de Shansi, urna
cidade a 200 milhas na parte do oeste de Hankow,
para Shanghai.
Conste, por telegramma de Shanghai, que a im-
peratriz regente do Celeste Imperio publicou urna
proclamaao aos seus subditos, em que declara
que, attendendo As innmeras supplieas que lhe
teem sido dirigidas, est resolvida a nao entregar
as rdeas do governo ao seu amado filho, quaad i
este attingir a maioridade (7 de Fevereiro d-
1887), reservndose entregar Ih'aa d'aqui a al-
guns aonoj.
Etad> Unidos
Urna das f Ibas mais importantes de Pars con-
sagra o seu artigo de fuudo questo succediiia
com o jornalista Cutting, a qual ia dando logar a
um serio conflicto entre o Mxico e us Estados Un
dos.
Um telegramma, transmittido no dia 8, de New
York, dizia que se trata va de obter o indulto para o
orualista am-ricano, cond> muado pelo tribunal
mexicano a um auno de trabalhos forjados e a
6ti0 pesos de multa.
O periodi.o franeez refere e commenta o inci-
dente do seguinte modo :
Um incidente diplomtico, que esteve por um
instante para ter graves consequencias, succedeu
estes ltimos dias entre o governo dos E t*dos-
Uuidos e o do Mexieo.
Um j iru-.list americano, chamado A. H. Cut-
ting, lora ha tempo estabe.'eC'-r-se, depois de ter
levado urna existencia aventureira nos diversos Es
tedos, no El Paso, pequea cidade do Texas, q le
esta separada do Mxico pelo Rio Grande di N ir
te. Cutiing principiou a publicar n'essa cd .de
um pequeuii j irnal redigido em hespanhol, A Ccn-
tinella. Nao tenda dado resultados esta rap'rz .
o si-u diiectoi, persegudo por urna multido d>.
credores, s^fou se urna noite e f >i installar a sut
mprensa do outro lado do rio, no Ll Paso do Nor-
te, em territorio mexicano.
A fortuna, porm, foi-lhe ainda adversa. Depois,
qnando eomecou a prosperar, appareceu um con-
corrente, um mexicano Emilio Medina, que aunun-
ciou o pruj-'cto de fundar na localidad u o n ivo
peridico, cuj is prospectos chegou a distribuir.
Cutting entendeu que devia commentar esse
facto na Centinella. Fel-o sem a menor am.rip
cao, dando a entender que Medina era um larapio,
e que as suas circulares nao tinham outro fim se-
nt solicitar offertas de annuncios, cujos precos
reeeberia antecipadamente, sem nunca os publicar
n'um peried co que elle entenda nunca ch'gana a
shir. Medina protestou em nome da sua honra,
levou Cutting perante as autoridades lecaes e ob-
le ve urna retractacio em titmn.
O sen adversario nao quix ficar sem desforra.
Sem hesitar perante o risco de se encontrar com
os credores, transpz o Rio Granle do Norte com
a sua imprensa, reinstellou a Centinella do El Paso,
em territorio americano, e publicou logo uo s o
artigo com que tinha atacado Medina, mas tam-
bem um desmentido retraeco, que tinha assig-
nado perante o juiz mexicano. Em seguida, com
um grande mas jo(d'e8se8 exempNres anda frescos
da imprensa, Cutting embarcou de novo, saltou em
territorio mexicano e eomecou elle proprio a ven-
der o seu jornal aas ras de Paso d'el norte, sem
oceulter aos eus compradores, que elles iriam ter
eoisas pouco lisoogeiras para Medina.
Cutiing pg u cara a sua audacia. Foi inme-
diatamente preso e recolhido a nma enxovia he-
dionda, onde esteve detido durante um mez sem ser
jaldado.
Conspguio, prm, faser chegar ao conheemento
do governo do Bstedos-Unidos a sua situaco, por
ntei medio do cnsul americano da loialidade. M.
Bayard, secretario dos neg-cios estrangeiros, to-
mou immediatamente conhccimento da questo, com
um tat vigor e zelo, que chegam a ssr intempesti
vos. Foi requisiteda ao governo mexicano a li-
berdade de Cutting, sob pretexto de que o artigo
difEanatorio pelo qual era perseguido tinha sido
impresso cm territorio americauo, e que por isso
nao poderia ser punido pelas leis mexicanas.
Produzio-se na America urna grande excite cao.
Particularmente em Texas, a exal'Aco chegou a
ponto que j se fallava em ir atacar Paso d'el nor-
te e de armar Cutting a forca. Dois mil homens
partiram do Mxico fura a f re uteira.
Pareca, pois, imminente um serio conflicto, e a
todos os m .mentos se esperava urna concentraco
de tropas federaes era Fort Bliss, quando se
produzio um revramento na opinio publica em
viste da attitude conciliadora de um grupo de
membros sensatos do congresso.
As c imaras de Washington foram prorogadas,
sem se ter tomado a menor reeolucib de guerra,
gracas s bretudo aos discursos de muitos deputa-
dos republicanos, que demonstraram o direito que
em todo esse negocio cabia absolutamente ao go-
verno mexicano, disposts alera d'isso a urna conci-
liaco.
Diz o Irish Times que sahiram de Nova York em
direceo a Pars una agentes do partido da dyna-
mite, afim de aguardarem alli occasio opportuna
de passarera para Inglaterra.
Sunpoe-se todava que O'Denovan Rossa quer
nicamente amedrontar os ingleses.
noticias o siil
0 paquete franeez Orenoque foi portador das
seguiotes noticias, alm das offieiaes, que vo
insertas na seoco competente, e da corte, do nos-
so correspondente, sob a rubrica Interior :
Bepubllca do Pacifico
SegunJo telegramma de Val araiao, expedido a
10, era calma a situaco poltica no Chile.
Em Santiago e Valparaso grassava a varila.
Reinava tambem secca rigorosa, que j esteva
causando seria preoccopaco no publico.
Rio da Prata
Datas at 14 de Buenos Ayres e 12 de Monte-
video :
Em Buenos- Ayres grassava igualmente a va
rila, sendo com grande intensidade em slguns
bairros da cidade.
O poder executivo enviou ao coigresso urna
mensagem scompanhada de um pnjecto de lei
creando novas escolas oormaes mixtas em diffe-
rentes pontos da repblica.
Aecentuava se a dissidencia entre o arcebispo
Aneiros e o governo. Este promnlgsu um de-
creto, no qual exige que o arcebispo participe as
vagas que se derem uas parochias dentro do pra-
so de 40 dias, e que abra concurso para preenchi-
mento deesas vagas.
Segundo La Prtma, o arcebispo antes de res
pooder note do ministro do cultos, relativa ao
preenchimento das parochias vaeas, consultar o
Vaticano, visto que a desobediencia ao decreto do
poder execatho poderia fcilmente ter como con-
sequencia o desterro do arcebispo e outras medi
das desfavoraveis igreja.
Depois do duello entre Ribaumont e Cittedini,
restabeleceu-se a coacor da entre os diarios Le
Courrier de la Wat e ha Patria Italiana, Hou-
ve tambera urna entreviste entre Len Walls e
Hettore Vollo, trocando-se explicacoes reciprocas.
Sarah Bernhardt recusou o banquete que lhe
am offerecer, dirigindo ao Courrier de la Plata a
seguinte carta :
Sr. Walls.Tive3tes o delicado pensamento
de reunir em am banquete offerecido por roeus
compatriotas os homens da Repblica Argentina c
da colonia francesa : eis porm que, essa cortesa
fas suscitar os ciumes, as pequeas miserias e as
baixesas ; sobre mim comecam a chover *s inju-
rias, e at a poltica se intromette no aaauaipto.
* Oh meu charo senhor : agradeco a voasa boa
intencn ; aceitai os meus agradec mentos e ds-
simnlai a raiuha excusa.
Nao quero banquetes. J tenho bastante
trabalho em bastear aqu a bandeira da arte
francesa, seo ser preciso carregar sobre meus
debis hombros os odios cosmopolitas deste paiz.
Permitti-me que conserve a flor da nossa
amisade e offereca meus agradecimentos a todos
quantos me honram com a sua sympathia.
Segundo El Siglo, de Montevideo, desde que fo-
ram presos alguns jomalistas aecusados de s
terem tornado cmplices as injurias dirigidas a
varios agentes diplomticos por urna folha de
Buenos-Ayres, annuneiavam-se diariamente na
capital da Repblica Uruguaya medidas repres
ai vas c^ntr a imprensa : tomando esses fatidi
eos annuncios differentes formas. No dizor de
alguns, seria promulgada urna lei prohibindo aos
estrangeiros escreverem f ilhas polticas ; preten-
dan) outros que, sem faser distinccio entre es-
criptores nacionaes e estrangeiros, preparava-se
nova lei de imprensa, mais rigorosa e mais re
pressiva do que a lei vigente.
Nao nos atreveramos a negar, diz El Siglo,
que se tenha pensado ou se pense talves em pro-
mulgar urna lei que aperte ma>8 as caravelhas
imprensa te -n distineco de nacionaldade.
O director de a Tribuna Popular foi chamado
preseoca do ehete de polica para ser notificado,
jor ordem do ministro do governo, que lhe era
prohibido inventar tel"gram as em que appare-
eesse o noms do presidente da repblica. 0 in-
timado negou jurisdico polica para ntervir
as questes de imprensa; mas o chefe de polica
afirmando a sua competencia lhe declarou que lhe
fazia a advertencia em vea de o sujeiter a pro
ceaso por deferencia que com elle quizera ter o
ministro do governo.
Continua va a entre ter a attenco publica a
questo dos advogados dos jornalistas que esti-
veram presos por uffensas aos agentes diplomti-
cos. Urna petico desses advogados deu occasio
a que o juiz impuzesse a cada um delles a multa
de 200 pesos. R corrern contra a impoaico
dessa multe, e o juiz impoz Ibes segunda. T*r-
naram a recorrer e ate o ultimo momento igno-
ra.-sequal seria o resultado da segunda appel-
laco
Na edico da tarde de 11, El Siglo, de Monte-
video, publicou soba rubrica A ultima hora
a seguiute noticia : Parece que no proprio seio
do partido colorado esteva incabando urna nova
seita de pessimistas polticos, a qual propunha-se
estabelecer um diario denomin*do La Libertad.
Dizia-se hontem que aquella g-nte diuini-
nha recebera urna meusagem da qual foi portador
D. Juau Roriguez, pro-secretario do general
Santos.
o Nao sabemos o que dizia a mensagem ; mas
Bern duvida nao era agradavel, a julgar pelo faeto
de que horas depois constituram-se hospedes da
legac) de. Franca os Sra. I)r Mendoza, Dr. II i
iriguez, D. Pedro Carv MuniMa, Vi-ina, Lacas ,
Osvaldo Cervetti, N reo, ferez Montero, Dr. de
L n, Dr. Regules, Serralta, Dr. Cunarro e Iriar
r i B rda. i
Accrescentava-se que por se motivo o go-
verno ia dirigir urna mensagem s cmaras ana-
I iga a que lhe f i euler^ ssa^a, quandj "se trntou
de dbaforar o deputedo Arostegui.
Entretanto e por causa de semelhante as-
s'impto, segundj se colligia, o presidente assim
que chegou ao despacho da nasa do governo reu-
ni os Srs. ministros para conferencia geral, que
fo interrompida 4s 2 \/i horas da tn-de por mo-
tivo di chegada io ministro do Paraguay, Sr.
Bnsuel., com quem parti o general Santos em
-ua earruagem.
A 3 1(2 embarcaran no vapor franeez Pa-
ran, que partir para Buenos-Ayres.
Acompanhou- is at o caes o Sr. conssl da
dita nacionaldade.
Dizein que hoje se reunir a commisso per-
manente.
No da 11 reuni so eff mtivamente a commisso
permanente do corpo legislativo qual foi sub-
mettida urna mensagem em que o general Santos
pedia a convoeaco inmediata da assembla geral
para instituir-lhe o julgamento p ili-.ic en nrtu-
de das-aecusacoes que lhe fizeran varios membros
da cmara dos depotados por causa de urna indi-
cacao amigavel que lhe fisera para nao se publi-
car um peridico euja misso seria se near a sisa-
na no seio do partido de que chele.
Pedia ainda que, no caso de ser reconhecido
culpado, ae lhe nomeasse successor ; mas que no
caso contrario fossem castigados os calumniadores
com a expulso da cmara a que pertenciara.
Tambem loram lidas : nma carta em que o te-
nente-coronel Rodrigues refere o que se passra
em urna entrevista que teve com o Dr. Mendoza
em nome do presidente da repblica ; a resposta
escripte dada pelo Dr. Mendosa e oito de seus
collegas ao general Santos, declarando que desis-
tiam da fuQ'iaco do diario por falta de garantas,
e 'a rplica, tambem escripte, do general Santos
na qual qualificava de adventoios polticos e
iransfugls dos partidos aOs signatarios daquella
carta, aocreseentando quo nao continuara a cor-
respondencia com -traidores*/ e, finalmente, urna
circular do Dr. Mendoza e seus collegas decla-
rando que, na conferencia que com elles tivera,
declarou o pr-secretario da presidencia que ia,
em nome do general S intos, declarar a> Dr. Men-
doza que nao podia permittir dissidenefas no par-
tido colorado como a que se produziria como ap-
pareeimento do diarle La Libertad que, segundo
versoes correntes, la tazer opposico systematica ;
que aquelles que para tal resultado c incorressem
seriam considerados como traidores patria e tra-
tados com o rigor que estes merecem ; que se per-
mittia as folhas da opposico liberdade at a li-
cenca, a um diario de opposico colorada nem
permittiria n.un urna nem outra, es'.ando dispisto
para isso a empregar todos os meios at a faca
(el cuchillo), se fosse necessario, insistindo repe-
tidas vezes que empregaria e' euchillo, etc.
A commisao permanente resolveu que fosse
convocada a assembla geral, sendo-lhe remetti-
dos a mensagem e doccmtntos que a acompanha-
ram, e a assembla geral, na sesso do da 12.
approvou o proje^to do decreto, offerecido pela
sua commisso, que declarava : 1 que uo havia
motivo para julgamento policio do general San-
tos ; 2o que dexavam de ser represe^.tontea da na-
co Borda, Lacuze, Cunarro, Mendoza, Rodrguez,
Serralta Len, Mimilla, Pedro Carve e Isidoro
Viana ; que devam ser convocados os supplentes
destes representantes.
Antes de partrem para Buenos-Ayres os mem-
bros da minora da cmara publicaran um mani-
fest ao povo de Montevideo e a renuncia de de-
purados, aaaim redigida: A' vista das declara-
foes terminantes do presidente do senado no sxer-
cicio do poder executivo, de perpetrar-se no po-
der, impedindo-nos ao mesmo temp, com amea-
cas de uasassioato, o livre exercicio de nossos di-
reitos de c-idados, o que institue a suppresso d.'
toda a ordem legal, os depatados abaixo assigna-
dos consideram terminado o seu mandato.
Bio Grande do Sai
Dates at 11 de Agosto.
No da 7 realiaou-ao no sala) da praca do com-
mercio a_rennio convocada pela Associaeo Com-
mercial (Tira dirigir-se urna representa^o ao go-
verno imperial sobre a imperiosa necessidado de
obras definitivas na barra do Rio Grande. A con-
currencia foi extraordinaria, tendo-se feito repre-
sentar por um i commisso a praca do commer- io
de Pelotas. Foi approvada a representaco, de-
vendo ser remettido o original ao presidente da
provincia e urna copia ao goveruo geral. A pra-
ca do comme'cio de Pelotes dirigi telegramma
nesse sentido ao ieputedo Silva Tavares e a do
Rio Grande aos senadores e deputados da pro-
vincia.
Os engenheiros Alberto Pinto e Fausto de
Souza concluirn) a sonlagem e o levantamento
di planta do Guahyba entre as Pedras Brancas e
a Ponte Grossa. Estes estados tem por objectivo
ver se possivel couseguir-se para a navegaco
interna um caminho mais corto, desprezando-se
a passagem pelo Can l do Leito, por demasalo
longa.
As dragas Iniciadora, Estrella e Gabaglia, j
tinham concluido a dragagem do Canal das Pom-
bas, Crystal e Taboleiro, e devero auxiliar os
trabalhos que se esto executando na Porteira, ou
baixios da Feitona.
De 1 a 31 de Julho ultimo, entraram a bar-
ra desta provincia 21 embarcac s de vela, sendo :
9 brazileiras, 3 alleraes, 1 h^spanhola, 2 norue-
gas, 3 portuguesas, 2 suecas e 1 ingleza. E 14 a
vapor, sendo : lObrazileiras e4 inglezas. k equi-
pagem de todas as emiarcacoes foi de 616 e a to
a'elagem de 1,19J. O calado variou edtre 13 e 16
palmos.
No mesmo periodo sahiram 35 embarcaces de
vela, sendo : 11 brazileras, allems, 4 dinamar-
quesas, 1 hespanhola, 7 hollandesos, 4 inglesas, 1
italiana, 4 noruegas e 1 su oca ; e 13 a vapor, sen-
do 9 brasileiras e 4 inglesas. A equipagem tetal
de todas essas emoarcacoea foi de 651 e a tonela-
em de 11,523. O calado variou entre 12 e 16
palmos.
A estrada de ferro de Bag transportou no m"z
de Julho 55,16b passageiros e despachou 9,396,634
kilogrammas de mercaduras A receita de passa-
geiros foi de 126:056^320 e mercaiorias de.....
208:70780O ; total 314:761^120, deeDCza.......
311:457600, receita liquida 23:30^^520.
O Commercial do Rio-Grande refere ter chega-
do a capital um telegramma noticiando ter sido es-
pancado em Uruguayana o major do exercito C*l
uas, por questes particulares.
Foi arrombada a porta da aachristia da igreja
do Seohor Bomfim da cidade do Rio-Grande o
roubadas as serpentinas de metal branco e res-
pectivas placas, naturalmente na presumpeo de
que fossem de prata. Os ladres, talvez por um
b>in sentimento de piedade e respeito pelas al-
laias sagradas, nao se atreveram a tocar no tbu
r-.bulo e em outros objectos de valor que ae acha-
vam na igreja e na sachristia.
Sabemos com certeza, diz o Indepeniente,
que foi incendiada a casa da guarda brisileira
sobre o Arroio da Mina
Consta que todos os pelrechos dos militares ar-
dern).
No mes findo renderam a alfandegr de Porto
Alegro 210:872*161 -a do Rio Grande.........
175:259X086. A mesa de rendas do Ro Grande
47:891*489. As repartices fiscaes de Pelotas
mesa geral 38:031*902 : a p'ovncal 53:999*054
e ua barra de S. Goncalo 4:853*721.
Chegou vida do Rosario urna escolta do 4
batalho, requisiteda pelo delegado de polica p i-
ra bater urna noroa de malfeitcres que infesta a
serra do Caver, coramettendo toda a sortj de tro-
pelas.
No Livramento, no dia 20 do mes findo, um
anspecada do 4* regiment, chamado Calcada, ten-
tn contra a vida do Sr. Luiz Bolleck, cidado al-
lemo, ha longos annos residente naquella cidade.
Felizmente o assassino errou o golp ', escapando
o Sr. Bolleck quasi que milagrosamente, pde-se
dizer, de urna morte certa.
Falleceram : no Livramento, Joo Arres da
Costa Jnior : em Pelotas, Francisco J >s Vilhe-
na, e no Ponte! da Barra, o 3o pharoleiro Albaoo
de Oliveira, em Taquary, Joo Antonio Martina ;
em Polotas, Sjbastio Gom s de M illo, D. Anto-
nia R chefort de Paria Pinto, D. Amelia Soares
Barbsa,e no Pov Novo, D Carolina Mara da
Silva.
Santa camarina
Ditas at 12 de Agosto :
O Jornal do Commercio da corte d esta no-
ticia :
Foram-nos jommunicados dous telegrammas
relativos apuraco da eleifo para senador
feita na cmara municipal da capital desta pro-
vincia.
R-tproduzmos ambo as c >mra micaces por
hiver entre ellas p qu mas diffjrencas devidas
talves a algum erro na ntexpretaco dos tele-
grammas :
Diz nm dellas :
Dr Eseragnolle Taunay 13474 separados
Tenente coronel Joo da Sil-
va Ribeiro 1217-2
C.nseihoiro J. Silveira de
Sousa 10161
Nicolao Malburg 996-17
Dis a outra :
Dr. E. Tsunay 13472 .
Ten^nte-eorouel Ribeiro 12012
Conselheiro Silveira de Sou-
la 10161
N. Malburg 999 -2
Paran
Datas at 12 de Agosto :
Iuaugurou-se, no dia 8, as obras novas
e outros melhoramentos do passeio publico da ca-
pital.
No quarteiro dos Campinhos, districto do Bom
Successo, no dia 7, achaudi-se o italiano J s
Greca montando urna machina, para serrar mar-
more, em terrenos de sua prapriedade e dos Srs.
Antonio Ricar io dos Santos Sobrono e Antonio
Ribas Santos, foi inopinadamente atacado por Fi-
delis de Franca, seus Albos e genros, os juaes,
depois de o feriren gravemente a golpes de c-
cete, desmancharam o tanque que estava cons- |
truindo.
Consta-nos que o Dr. chefe de polica provi-
denciou sobre o corpo de delicto e inquerito po-
licial.
Intormam-nos que o offendido acha-se em pe-
rigo de vida.
S. Paulo
Datas at 19 de Agosto :
As testes acadmicas em commemoraco rio au-
ui versarlo da fundaco dos cursos jurdicos no im-
perio, cerreram brlliantissimas.
Houve sesso litteraria na academia, leilo de
prendas e concert noite, embanderando-se e
Iluminando se as ras da capital.
Fallecen qaeimada D. Mathilde Cursina de Oli-
veira e Silva, residente a poucaa leguas do Carmo
do Fruetal.
A congregaco da faculdade de direito da ca-
pital resolveu no dia 14, nomear um commisso
composta dos lentes jubilados, actualmente na
corte, para assisti<- a missa do 7* da, que deve
sar resada por alma do Sr. Visconde de Bom
Retiro e outrosim mtndou inserir na acta da ses-
so um voto de profundo pezar pelo infausto suc-
cesso.
O presidente da provincia seguio em viagem
para S. Lourenco, afim de escolher trras para o
ncleo colonial que se pretende crear naquelle
lugar.
Pesssa vinda do Amparo informou ao Cor-
reio de Campias que em ua?a das nsites passadas
fra all aggredido um individuo recebendo for-
tisBima martellada na cabeca que atirou o por
trra, ferindo-o grav mente.
A vctima tirou ha das o premio de 5:000* na
lotera, e por isso suppoo-se que o movel do crime
fra o roubo.
Diz o Diario Popular que ji estavam sendo
mudadas as denommacoes das rnas daquella ci-
dade. De.8appareceraaj as ras do Commercio,
General Osorio, Regente Feij, Aurora, S. Bene-
dicto, da Matta, etc. Hoje veem se pelas esquinas
as elegantes placas azues indicando que se est na
Avenida numero tanto.
Do Pirassununga, diz a folha local, desappa-
receram os mocos Bruno Pereira do Valle o Jos
de Siqneira ; este ultimo tinha feito poucos dias
antes sociedade em um armazem de seceos e mo-
Ihados com o irmo do primeiro.
No dia 11 do corrente foi lavrado o contrato
para abasteciraento d'agua da comarca do Yt,
entre o procurador da cmara municipal e o en-
genheiro oiv.l Dr. Antonio de Paula Souza.
Noticia o Correio dt Campias que comecariam
no da 13 os trabalhos da ra que liga os d*as
bairros, Guanabara e B)tafo;o, e que ter a deno-
minavo de Boulevard do bardo di Itapura. Deve
ter 100 palmos de largura.
Falleceu em It, com 100 annos de idade, o
cidado Francisco Leite Gusmo, pai do Sr. Joa-
quim Leite de Quadros Aranha.
O Sr. bispo dioeesano chrismou em Tiet 3,989
pessoas.
Foram presos em S. Carlos do Pinhal os cri-
minosos Antonio Dias Ferrcira e Jos D. Ferreira,
aecusados naquelle termo de crime de tentativa de
assassinato, processados no termo de Brotas e pro
nunci.idos no crime de mrte em Pirac-kaba. Re-
qaereram ordem de habeos corpus ao juiz de di-
reit- da comarca, sendo-lbes ella negada.
Diz o Correio de ltaliba :
m Sao j chegadas a esta cidade diversas fami-
lias tyrolezas que veem trabalhar na fazenda de
caf dos Srs. Paulino de Lima 4 Fonseca.
t Como j disserao8, vo estes senhores iniciar
neste municipio o trabis- exclusivamente livre,
isto de homens livres e sem as cruezas de con-
tracto algum.
Falleceu na capital D. Carolina Maria de Ca-
margo.
Falleceram: no rio Juqui, districto de Santo
Antonio, Raphael da Cunta o um menor, que ti-
nham embarcado em urna pequea cano, e em
Iguap, D. Antonia Gertrudes Carneiro.
Coya
Informa d'alli pessoa fidedigna que o tenente
coronel Jos Manoel e sua mulher D. Leocadia
Perpetua da Silveira Vilella, moradores na villa e
termo Jutahy, da comarca do Rio Verde, fizeram
doacj, por escriptura publica, ao governo de urna
parte de trras d sua propriedade, na exienso
de tres leguas, margem do rio Araguaya, para
a fundaco de urna povsaco com capella religio-
sa sob a invocaco de Santa Rita, para especial-
mente tratarse da cateehese das indios; e que o
Sr. bispo, por cuja autorisacio foram eseolhidas as
mesmas trras, pretende encarregar missionarios
contratados na. Franca Je estabelecerem alli a ca-
teehese, com o fim de converter os indios em ver-
daderos colonos e horneas uteis sociedade bra-
sileira.
O tenente-coroncl Jos Manoel Vilella, ac-
crescenta o informante, o mesmo cidado que deu
o maior impulso villa do Jutahy, consorrenio
igualmente c un os cidadcs capites Seraphim
Jos de Barros o Joo Manoel de Carvalho, para
a edificaco de urna importante e complete casa
de cmara municipal, a melhor talvez da provincia
e offereceu individualmente urna elegante casa
para a escola primaria com os commodos necessa-
rios para esse fin.
Mina Gerae
Na corte era coahecido o seguinte resultado da
eleico senatorial:
Dr. Cosario Alvim 8,333
Conseiheiro Carlos Alfonso 7,972
Conselheiro andido de Oliveira 7,741
Commendador M. J. Soares 7,229
ir. Evaristo F. da Vciga 6,674
Baro de Leopoldina 6, 28
Dr. Agostinho J. F. Bretes 4,298
Dr. Jos Calmon 2,512
L-se no Pharol de Juiz da Fra :
O Sr. Florencio de Paula Pereira e Ba mu-
lher D. Mara do Carra > Meitelles Pjreira, no dia
25 de Marco, deram plena liberdade pelos bons
servicos prestados, aos aeguutes.18 eseravos: Mo-
d"8to de 37 annos ; Florencio, de 34; Eva, de 37 ;
Tito, de 33 ; Miguel, de 45 ; Maria Joanna, de 45;
Hdario, de 19; Venancio, de 18; Isabel, de 35 ;
Helena, de 41; Nicaca, de JT ; Mara Joaquina,
de 44 ; Eva, de 28 ; Leop ddina, de 17 : Jacintha,
de 19 ; Joaquim, de 17 ; Cypriano, de 18 e Chns-
tina de 22 annos de idade.
Falleceram: em Ouro Preto, Jos Baptista da
Rocha, negociante e fiscal da cmara municipal ;
em Tres Coraces, o fazendero coronel Jos dos
Reis Silva Rosendo; em S*nta Rita do Rio Claro,
D. Leocadia Anacleta de Rezende.
Rio de Janeiro
Datas at 20 de Agosto :
__ No dia 12, no Senado, depois de lido o ex-
pediente, o Sr. presidente, profundamente commo-
vido, disse que o Sealo acabava de ouvir ler a
participaco de haver fallecido o Sr. senador p lo
Rio de Janeiro Visconde do Bom Retiro, rememo-
ra os servicos relevantes prestados pelo finado, que
era urna grande Ilustra?io, e julgt interpretar fi-
elraeute o sentimento de ssus callegas declarando
que o Sjnado recebe a noticia do fillecimento do
Visconde do Bom Retiro como mais prolundo pe-
sar.
O Sr presidente nomea para acompanhar os
restos inortees do Ilustre finado urna commisso
composta dos Srs. Octaviauo, Visconde de Para-
uagua, Alfonso Celso Joo Alfredo e Dantas.
Dada a palavra ao Sr. Octaviano, lembra o ora-
dor as quaiidad-s emiuentesque ornavam o finado
cuj is servicos na alta adtniuistracio do E-tado
sao lembrados com apolauso. O Sr. Octaviano
coneiu p idiudo que aeja suspensa a sesso em
hoinenagem m-mora do Ilustre morto.
Erguenio-se o Sf. C irr ia falla com grande
em ajo das qualidtdes imraes e intellectu-.es que
distinguanlo Sr. Visco ide d> B>m Retiro, oota-
vel pelo seu carcter bondoso, solida illnstraco e
actividaie nunca desmentida em todos os ram >s
da publica aiministrac). O orador recordando
o papel brilhante que o finado representoa nos
btucos a ac demia.no migisteno, na admrais
traco, nos conselhoa da cor*, ns conselho de
tado, no Sena io e onde qu-r que o chamavam sua
activiiade, energa, talento e patriotismo, p de
que, aim de suspensa sesso, se insira na acta
um voto le protuudo pesar pelo passamento de
to benemrito cidado.
Sendo approvados unnimemente os pedidos de
ambwos oradires, o Sr. presidente deciara sos-
pene i a sesso, sendo a ordem do da de boje a
mesu* |ue esteva marcada para hontem.
No da 14, depois da lido o. expediente, o jr.
Viriatode vledeir car um requerimeu o pedindo intormacoes dos ter
mos em que foi aposentado o projecto assembla
provincial de S. Pedro d i So Grande do Sul, pa-
ra augmentar dd 2,1 i:00 1*000 o capital garan-
tido polo governo geral companhia de construc-
c) da estrada d tarro do Rio Grande a Bag.
Faliou sobre o requerimento o Sr. Silyeu-a Mar-
tina, dapois do que foi.o mesmo requerimento ap-
provado.
Na 1* parte da ord -m do dia entrn em discus-
so e foi sem debato approvada, passando 3*,
com dispensa do intersticio requerida veibalmen-
te pelo Sr. Octaviano, a proposico da cmara dos
deputados, autonsando o governo a conceder um
anno de licenca ao bacharel Acindino Vicente de
Magalhes, juix de direito da comarca do Pilar,
provincia de Goyaz, para tratar de sua sade on-
de lhe convier.
Continuando a 2a discnsso do orcamento do
ministerio da justica para o exercicio de 1886 a
1887, nao havendo quem pedsse a palavra, foi
sujeito votaco, sendo approvada a proposto da
cmara dos deputados, o igualmente approvadas
algumas emendas e outras rejeitadas.
Passando 2' parte da ordem do da, continuou
a 2* dscusso da proposta da cmara dos depu-
tados oicando a desposa do ministerio da inari-
nha para o exercicio de 1886 a 1887.
Orou o Sr. Mac-Dowel ministro da marinha, fi-
cando a discuBso adiada pela hora.
Na dia 16, depois de lido o expediente, teve a
palavra o Sr. Viriato de Medeiros que justificou
um requerimento pedindo que pelo ministerio dos
negocios da agricultura ae remetta ao Senado com
urgencia, copia do orcamento feito para compra
dos terrenos dos concessionarios do aterro e nivel-
lamento dos pantanos e accrercidos da Cidade
Nova, dndose neste orcamento a analyse de ca-
da um dos precos das unidades de servco. O re-
querimento foi sem debate approvado.
O Sr. Dantas insisti pelas providencias que
devem ser tomadas para punico dos culpados dos
assassinatos que diz ttrem sido praticalos em
dous eseravos da Parabyba do Sul, depois de sof-
fierem a pena de acoites a que foram condemna-
dos. Chamou a attenco do Senado para o que
escreveram dous orglos da mprensa diaria, e re-
queren informacoes ae j se procedeu a exhums-
co e autopsia dos eadaveres dos mencionados es-
eravos.
Sendo este requerimento apoiado e posto am ds-
cusso orou o Sr. Correia, ficando com a palavra o
Sr. Ribeiro da Luz (ministro da justica) e o Sr.
Octaviano, por ter sido adiada a discuaso pela
hora.
Na 1" parte da ordem do da, entrn em 3 ds-
cusso e foi sem debate approvada e adoptada
para subir saneco imperial a proposta da cma-
ra dos deputados, autorisando o governo a conce-
der licenca por um anno para tratar de sua sade
onde lhe convier, ao bacharel Acindino Vicente
de Magalhes, juiz de direito da cantarla do Pi-
lar.
Em 2a discusso foram sem debate appr&vadas
para passar 3, com dispensa de iuterstiC'O re-
querida verbalmente pelo Sr. Dantas, as propos-
tas da cmara dos deputados, autorisando o go-
verno a conceder aos desembargadures da Relaco
de S. Luiz, Leocadio Andrade Pessoa, da Relaca
da Fortaleza, Joaqun Tib Jrcio Ferreira Gomes, e
juiz municipal de Queluz Pedro de Athayde Lobo
Mo8coso, um anno de licenca para tratar de sua
sade. onde Ihes convier.
Na 2 parte da ordem do dia, tendo sido recc-
bido cora as formalidades do estylo o Sr. Mac-
Dowel, ministro da marinha, centinuou a 2* ds-
cusso da proposta da cmara dos deputados or-
eando a despeza do respectivo ministerio, para o
exercicio de 1886 a 1887. Orou o Sr. Alfonso
Celso, que eomecou por congratular-se com o se-
nado pelo restabelecmento e presenca do Sr. pre-
sidente do conselho, Baro de Cotegipe, oceupan-
do-se em seguida e tongamente dos assumptos
attinentes ao mencionado ministerio.
Reepondeu lhe o Sr. Mac-Dowel, ministrada
marinha, proferindo um imponente discurso, aps
0 qual retirou-se com as formalidades d> estylo.
Nao havendo quem pedase a palavra, ficoa a
discusso encerrada, por nao haver uumero para
voter-se.
No dia 17, dopois de lido o expediente, o Sr. Af-
fonso Celso obteve a palavra para protestar por
ter-se aberto a sesso depois da hora marcada no
regiment. O Sr. presidente declarou que o regi-
ment tem sido cumprido risca e pot isso nao
teve razo de ser o protesto feito pilo Sr. senador
por Minas-Geraes.
Em seguida teve a palavra o Sr. Teixeira J-
nior para justificar um requerimento pedindo qae,
por intermedio do minist :no do imperio, se obte-
nha do governo copia do parecer do conselho su-
perior de saude publica ou da inspectora geral da
nygiene sobre os melheramentos materiaea indis-
pensaveis para sanear a apitel do Imperio e ou-
trosim copia do boletim da mortalidad da mesna
cidade nos raezes de Janeiro a Junho do corrate
anno.
Sendo apoiado e entrando em discusso orou o
Sr. Lima Duarte, ficando a discusso adiada por
ter pedido a palavra o Sr. ministro do imperio.
Na 1' parte da ordem do dia toram sera debate 1
approvadas e adoptadas para subirem saneco
imperial as propostes da cmara dos deputados
autorisando o governo a conceder aos deseinbari-
gadores da relago de S. Laiz, Leocadio Andrado
Pessoa, da relaco da Fortaleza, Joaquim Tibsr-
eio Ferreira Gomes e juiz munieipal de Quelnz,
Pedro de Athayte Lobo Moacoso, um auno Jo
licenca para tratar de sua saude onde Ibes con-
vier
Na segunda parte da ordem do dia procedeu-se
votaco da proposta da cmara dos deputados
oreando a despeza do ministerio da marinha, senlo
a mesma approvada com algumas emendas o ou-
tras rejeitadas
Sendo recebido com as formalidades do estylo o
Sr. Alfredo Jhaves, ministro da guerra, entrou en
di>cusso o orcamento do respectivo ministerio,
oraudo o Sr. Visconde de Pelotas, ministro da
guerra e Avila.
A discusso ficou adiada pela hora.
No dia 18, anos a leitura do expediente, teve s
palavra o Sr. Franco de S, que requercu algumas
rectificacoes do apartes que dera e appareceran
alterados no discurso proferido pelo Sr. Viriato da
Medeiros.
O -r. Diogo Velho requercu que por intermedio
do ministerio da agricultura se pedissera ao go-
veruo as informacoes prestadas ltimamente pelo
ongenheiru Dr. J. M. da Silva Coutinhj, sobro a
via-ferrea do Cearmirim, na provincia >o Rio-
Grande d* Norte, e prolongaraento da do Conde
d'Eu, na provincia do Piauby. O requerimento
foi sem debite approvado.
OSr. Visconde de Paranagu justificou ura re-
querimento pedindo que o governo informe, par
intermedio do ministerio do imperio : se na occa-
si) de votar as eleices municipaes de 1* da
Julho ultimo foi preso o eleitor Joo Ferreira Bar-
roso, pelo delegado de polica de Campo Miior, no
Piauhy ; qual o motivo da priso e lugar onda a
mesma se effeetuou ; se o eleito' foi privado do
votar, e se houve reclamaco ou protesto da mesa
eleitoral, vista de semelhante attentado ; final-
mente qual o resultado da petico de habeas-eor-
pus apresentada pelo referido eleitor, os termos
em que fra concebida e os despachas do juiz do
direito uterino. Posto em discusseo, faii^u o Sr.
ministro do impero, prometteudo inf ->rm ir-se a
respeito o respou lendo s cbservacos feitas na
seaao passada pelo Sr Lima Duarte sobre o sa-
neara mto da cidade.
Tendo a palavra o Sr. ministro da justica, disse
que tratara do requerimento por deferencia ao seu
autor, pois sabido quanto exagerada a m-
pr-nsa das provincias. Entretanto, colhena as ia-
formanDso precisas e caso os factos allegados fos-
sem exactos, seria prompeo em providenciar para
que nao ficassem impunes.
O Sr. Lima Duarte disse que, vista do que x-
p>m leu o Sr. ministro do imperio a respeiio do
saueam nt > da capital, desista da palavra Jne
havia pedido em tempo.
Na 1" parte da ordem do dia foi approvada una
em-uia auteriormeute apresentada pelo Sr. Af-
f raso Celso, e sobre a qual tinha havido empate na
.utaco da sesso passada, suppriminio varias
disposicoes do regulameuto da escola naval
Passmdo 2" parte da ordem do da, entrou en
discusso a prop ista da cmara dos deputados or-
eando a despeza do ministerio da guerra. Conti-
naou con a palavra o Sr Avila, oranJo en se-
gu la os Srs. ministro da gueira e Silveira Msr-
tins.
A discusso ficou adiada pela hora.
Finalmente 00 dia 19, dopois de lido o expe-
diente, o Sr. Junqueira justificou um requerimen-
to podrado ao governo as aeguiotea informacoes :
1 ot ge oa crimes praticados por offieiaes e solda-
ios tem augnmtad) no corrente onoo ; 2., qu
quantia o director da Escola do Tiro da cidado
di Rio Pardo julga oeceasaria para o desenvoln-
meuw do ensino ? O requerimento f >i approvao
sem debate.
Igualmente foram app; ovados sem debate os
requerimentos do Sr Jos Bonifacio, sobre nego-
cios de Goyaz, e do Sr. Dantas sobre a punifio
dos culpados d a asaaasinatao quo dis terem sido
ptaticadoa em dous eseravos da Parabyba d
Sul, depois de soffrerem a pena de acoites a que
foram eondeinnados.
Posto em discusso o roquerimento do Sr. To-
conde do Pelota sobre a advertencia e priso d
1 Mmun U.1


Diario de PeniambucoQuinta-feir 26 de Agosto de 1886
g
B'8
coronel Cunha Mattos, foi retirado 8 pedido do
sen autor.
Tendo o Sr. ministro da justica pedido a pala
rra obre am requerimnnto do Sr. Dantas apre-
eentado em urna daa sesguea anteriores, ficou a
iscusso adiada pela hora.
Na segunda parte da ordem do dia, entrou em
1. diacusao o projecto do Sr. Siqueira Mendee,
mandando revalidar aa trras que nao foram da-
das a registro at o auno de 1858. Fallaram so-
bre a materia os Srs. Alfonso Celso, Siqueira
Mendes o ministro da juatica, que mandn a mesa
m requerimento, para que o projecto v com-
misso de commercio, industria e artes, afim de
dar o sen parecer. reqaeriraento sendo apoiado
e posto em diseusso, foi approvado. Oran anda
sobre o projecto o Sr. Affsnso Celso.
Na 2. parte da ordem do dia, achando-se pre-
sente o Sr. ministro da guerra, continnou a 2.*
discusaao do respectivo orcamento. Nao bavendo
quem pedase a palavra, foi posto a votos e appro-
vado, pastando 3 discu.sao.
Em seguida entrou em 3. discnssao o projecto
reformando os artigos 266 e 267 do cdigo crimi-
nal, orando o Sr. Nones Goncalvos.
Nao bavendo maia quem pedisse a palavra, fi-
eon encerrada a discnssao.
Confirma-se a noticia, que demos por tele-
arramraa, de baver fallecido o Visconde de Bom
Retiro.
Eis como o Jornal do Commercio de 13 a ex-
poz :
A' 1 hora da manh de hontem falleceu este
preclaro servidor da patria, estadista provecto,
um dos mrlborte e maia activos administradores
do actual reinado, e que teve a rara fortuna de
nanea ver suapeitada aequer a sua honradez.
Dotado de talento robusto, de larga e solida
instruccao, deu sempre a melhor copia de si em
numerosos e importantes cargos que oceupou.
Trabalhador indefesso, dedicava-se com ver-
dadeiro empenho, com enthusiasmo mesmo ao
cumprimento dos seus deveres, pondo em pratica
nao so as proprias como as alh-ias id*s, quando
lhe pareciam realmente uteia para o paiz.
De bondade extrema, affavel com todos, sem-
pre moderado, nao suscitava desaffeico : encon-
trn algumas vezes adversarios entre os homena
de dis exageradas ; nunca, porm, teve inimi-
gos pessoaes.
Se nos grandes eonselhos da naco deixa va
g*> de ditficil preenchimento, na vida particular
k-ga um exemplo de todas as virtudes, e por quau-
tos se lhe prendiam pelos lacos de sangue nao po-
der ser esquecido o previdente e dedicado chefe
da familia que ado,,tuu anda nos verdes annos e
a uniea que sempre conaervju.
Filho legittmo do desembargadr Luiz Pedrei-
r& de Cou Corri Pedreira, Luii Fedreira do Couto Ferraz
nasceu, na cidade do Rio de Jneiro, a 7 de Maio
de 1818. Habitado com os estudos ento exigi-
dos para a matricula na Paculdade de Direito de
S. Paulo, antes mesmo de ter chegado idade le-
gal para o poder fazer, aproveituu cerca de dous
annus, que lhe faltavam para encetar o estudo
das aciencias sociaes e iuridicas, em robuatecer e
alargar a instruccao quo j tinha, cem o que
muito desenvolveu o seu espirito.
Tendo obtido o grao de bacharel a 6 Ue No-
vembro de 1838, cerca de sls mezes depois con-
feria lhe a Faculdade o de doutor, e com 24 annos
de idade sentava-se entre os seus mestres da
vespera, como lente substituto, ligar que con-
qui-tru por concurso ; foi depois lente eatbelra-
tico de direito das gentes e diplomacia e maia
tarde jnbilou se.
Eleito enpplente de memoro da Assembla Le-
islativa Provincial do Rio de Janeiro na 5 le-
.jlatura (1844 a 1845), foi na legislatura inme-
diata eleito rnerabro effectivo.
Accentuando-se, ao terminar a sessao de 1845
a divergencia que surgir ntre o vice presidente
da provincia e o presidente, que era ento o con-
aelheiro Aurelianc- de Souza e Oliveira Coutinho,
depois Visconde de Sepetiba, foi nomeado vice-
presidente o Dr. Pedreira, que ..sumi a adminis
tracao da provinciaem Julho de 1846. To perpi
caz quanto prudente, houve se de maneira que cou-
leguio acalmar os nimos, que estavam excitados
a ponto de fazer r. celar desrdeos graves em va
rios municipios. Esse desempenhi da delicada
eommitao de qne se incumbir, recjmmendou-o de
tal maneira que Ibe f<>' confiada a preaidtncia da
provinea do Espirito Santo.
Alli conseguio cong-acar os partidos moderan-
do o ardor dos adversarios maia extremados, e de-
pois de tercap'adoa3 sympathias geraea, dediou-
c com enexcedivel actividade ao estudo dos recur-
sos e necessidadea da provincia. Instruccao pri-
maria, vias de commumeacao, colooisaco, cate
hese, agricultura, de tudo cui lou com empenho
e nao'ha negar que muito contribuio paraomelho-
ramento moral e material daquella provincra a
qoal reonhecida. deputou-o a Assembla Geral
as legial: turas 7 e 8.
Na sesa'o em que tomou assento (1848), votou
som a opposicao nse vadora, dirigida por Pauli-
no Ensebio e ontros parlamentares amestrados, e
na mudanca da situaco foi incumbido de presidir
a provincia do Rio de Janeiro, pelo Minsterio de
f9 de Setembr-, presidido pelo Visconde de Oiinda
e do qnal faziam parte o Visconde de Mont'Ale-
gre, Rodrigues Torres, Euzebiu e Manoel Felizar-
do, eom as dnas pastas militares.
No desempenbo dessa commisso, que durou
at Setembro de 1853, teve sempre a seu lado,
como secretario da provincia, o Dr. Francisco Oc-
taviano, em quem encontrn a mais dedicada e
leal coadjuvaco.
* Da tertilidade deasa administracao de cincn
annosd el.quente provaacolleccaode leaeactos
do governo daqnella epocha. Nao houve ramo do
servico nublico que nao toase melhora o conside-
rave'mente, e ainda boje lembrada a presidencia
Pcdr'ira como urna das mais benficas para a
provincia.
Chamado para o ministerio de 6 de Setembro
de 1853. presidido pelo Mrquez de Paran, acei-
tn a pasta dos negocios do imperio, tendo por
comnanheiros nesse gabinete Abaet, Nabuco,
Parnhos e Bellegarde, e mais tarde Canas e
Wanderley.
L-mga seria a enumeracao dos importantes
servicia a que lign seu nome. A prmeira va-
frrea construida no Imperio, as de Pedro II, de
Pernambnco, da Babia e de S. Paulo, a reno vacuo
dos contratos dacompanbia denavegaco do Ama-
zonas, das linhas de paquetes por vapor para osul
e para o norte, os contratos das linhas frreas
para o Jardm Botnico e para a Tijuca, a estrada
Uoio e Industria, a transformado das calcadas
desta cidade, o contrito para o servido de esgoto,
a reforma da instruccao primaria e secundaria das
faculdades de direitos e de medicina, da aula do
commercio, da academia das bellas-artes,_ do con-
servatorio de mnsica, a creacao do instituto dos
meninos cegos attestam a capacidade domin.stroe
quanto se esforcou na prestnce de servicos rele-
vantes ao pais. Foi o cneeiheiro, edreira quem
primein mandou um msico estudar Europa, e
f i ainda elle quem mais acorocoou a creacao da
oper:i nacional.
F| E re'eva dizer que o ministerio de 6 do Se-
mbr teve existencia muito accidenta ia. A re-
forma eleitoral, omprehendida p lo Mrquez de
Parao, as difficuldadescom as repblicas do Uru
guy e do Paraguay, a terrivel epidemia do cho-
iera-morbua, a morte do prendent.' do euseiho,
anti s de ver consumadi a sua grande reforma,
inca quebrantaran) nem mesmo arrefeceram a
actividxde o a de 'icaco com que o ministro do
imperio desempenhava os seus mltiplos e arduos
deveres.
. A desvelada solicitude com qne providonciou
na calamitosa p 'cha "m que grssou o cholera-
morbuB tem inolv.davel testemnoho na mensagem
que lhe dirigi o corpo consular estrangeiro. Ne-
chum doa sobreviveoies desse tempo eaqdeceu aio-
da que D. PeJro II, Paran, Pedreira e Paula
CanMo foram os vultos que mais sobresahirHm
as legislaturas 9, 10' e 1U (1853 a 1864; o
sonaelheiro Pedreira foi deputado Ataembla e-
ral, niio mais pela provincia do Espirito Santo,
mas pela do sen naaeimento (Rio de Janeiio.) que
tantos e to valiosos servicos lhe devia. E se na
12* legislatura (1863 a 1866) deixou de ser reeleito,
porque doniuava o partido lioeral, pouco t>rd m
qne os seus comprovincianos lhe dosej prova se-
gura de que nao o tii.h~'u esquecido, incluind >-o
na lista sxtupla apresentnda a corda para esco-
Iber os lucceura d Uruguy e Mauoel Peli-
cardo. Foram elles Francisco etaviano e Lu
Pedreira ; nomeados ambos p r decreto de 21 de
Janeiro de 1867 e ambos eiupossados a 24 de Mao
desae anno.
Anda no anno de 1867 o conselbeiro Pedreira
foi nonesd) coaselheiro te estado extraordinario e
nomeado 1' barSo do B >m Retiro, sem grandeza;
em 1871 pass m a cunselheiro de estado ordinario,
sendo por decreto de 17 de Julho de 1872 elevado
a visconde do Bom Retiro, com grandeza.
f_ Amigo ingenuo e dedicado de S. M. o impe-
rador, acompanbon-o ua viagem qne fas Europa
e ao Estados-Unidos da America do Norte em
1876 e 1877.
Durante muitos annos exerceu o cargo de ins-
pector gem da caixa da amortisacao, no qual ob-
teve upjsentadoria, e os de secretario do cooselbo
de estado, presidente do imperial instituto flumi-
nense de agricultura, do instituto histrico, geogra-
phico e ethnographico do Brasi i vice-presiden
te da associacao protectora da infancia de. ampa-
rada e commissario do governo junto ao imperial
instituto dos meninos cegos, funecoes que ainda
agora desempenhava.
Os pareceres dados pelo Visconde do Bom Re-
tiro, na qualidade de conselbeiro do estado, consti-
tuem peculio de subido valor, que serao sempre
consultados com proveito.
Se nao frequentava assiduamente a tribuna do
Senado, nunca deixou de apresentar-se nella quan-
do se debatiam naquella cmara os grandes inte-
ressea da naco, e sua palavra, fluente e correcta,
era sempre ouvida com interosse e respeito por
amigos e adversarios.
O Visconde do Bom Retiro foi veador de S. M.
a imperatriz e era genttlhomen da imperial cma-
ra, official das ordene da Rosa e Imperial do Cru-
zeiro e gr cruz da de Chnato, do Brasil, das de
Christo e Conceicao de Villa Vicosa, de P>rtugal,
Legio de Honra, de Franca, Imperial de Leopol-
do da Austria, Reaes de S. Mauricio e de S. La-
stro, de Italia, Danebrog, da Dinamarca, Leopol-
do, da Blgica, Ernestina, da casa ducal He Saxo-
nia, e Romana do 8anto Sepulchro de Jernsalm.
No Senado, logo depois de se abrir a sessao,
o Sr. Cruz Macharo, que oceupava a cadeira da
presidencia, fes 1er a participaco do flecimento
do Visconde do Bom Retiro, declarando em seguida
que aquella cmara recebia com o mais profundo
pezar to infausta noticia, e que nomeava os ^rs
F. Octavian, Visconde de Paranagu, Alfonso
Celso, Joito Alfredo e Dantas para, em depntaco,
acompanbarem os seus restos mortaes.
O Sr. F. Octaviano, recordando os relevantes
servicos prestados patria por tao distincto brasi-
leire, pedio que, em homenagem sua memoria, se
suspendesse a sessao.
O Sr. Corris aditoa qajse incluase na acta
um voto de profundo pezar.
Approvad^s estas proposta o Sr. presidente
suspendeu a sessao.
Na cmara dos diputados, em segaida lei-
tura do expediente, o Sr. F. B.ilisario, ministro da
fazenda, tambem recordoa os notaveis servicos do
ilustre estadista e propoz jue s levantaste a
sessao e se lancasse na acta um voto de pezar.
O Sr. Affonso Celso Jnior, em nome da op
poaico, dou os psames maioria e ao paiz.
Approvada a indicacao do Sr. F. Belisario, o
Sr. presidente nomeon urna deputacao para acom-
panhar os restos mortaes e levantou a sessao.
Na cmara municipd, o Sr. Possolo propoz
que se incluase na acta um voto de pesar.
O Sr. ministro do imperio mand >u suspender
as tra' alhos da secretaria e que se techasse a re-
particao em demonstracSo de penar.
i Os empregados nomearam urna commisso
para representa!-oa no fnneral.
A mesa do Instituto Histrico deliberou apre-
a ntar se incorporada no snhimento, tomar luto
por oito das e conservar o Istituto fechado du-
rante tres.
A directora do Instituto de Meninos Cegos
reaolveu suspender os trabalhos das aulas durante
tres dias e que o pessoal docente e administrativo
tome luto por oito.
A directora e empregados do jar Jim betani
co, asylo agrcola e fazenda normal tomarlo luto
por oito dias.
A directora do Lyceu de Artes e OfBcios re-
solveu que boje lossem suspensos os trabalhos das
aulas.
)s restos mortaes do visconde de Bom Reti-
ro serao dados sepultura h je, s 10 horas da
manha, mo cemiterio de S. Francisco Xavier.
A snpracitada folba em 4 disse mais o se-
guinte :
rom aeompanhamento de mais de cento e
cincoenta carros e do 1* regiment de cavallaria
do exereito, foram hontem conduzidos da quinta
do Bom-Retiro para o ce.miterio de S. Francisco X --
vier onde baixaram tepnlturi, os reatos mor-
taes do cpnselheiro Luiz Pedreira de Coatto Fer-
raz, visconde de Bom-Retiro.
No 8himento fizeram se representar : S. M.
o Imperador, pelo seu camarista conselheiro
O egno Hen-uUno de Aquino e Castro; S.
M. Imperatriz, pelo sea veador visconde Oarcez e
S. AA- a Piineeza Imperial e Conde d'Eu, pelo
veidor Frankiin Doria ; o senado e a cmara dos
debutados, por deputaco \j, o Instituto Histrico,
o Istituto dos Meninos Cegos e varias associa-
epes, pjr commiaso^'s, achando se presentes tena
don a, deputados, ministros de estado, menibros
do corno diplomtico, o mordomo da casa imperial,
o monsenhor vigario geral, o aju lauto general do
exereito, nnmeroaos cidadaos de todas as classes
sociaes e representantes da imprensa.
< Na sabida da caa, conduziram o fretro para
o coche da casa imperial, destinado aos principes
os representantes da familia imperial, o conselhei-
ro Sininb, 1 vice presidente do senado, o depu
tado Ferreira Vianna e o ministro do imperio.
Na frente do edificio ao asylo denvninos des-
validos, os asyludos, uniformisados e formados em
linha, guardavain a paa^a^eindosahimento. Ncs-
sa occasio a banda de msica do eatab lecimento
ex' eu'ou urna marcha fnebre.
Na praca de D. Pedro I fez a continencia f-
nebre, dando as descargas do estylo. urna brizada
de infantaria, composta dos batalhoes 1 e 7, e
commandada pelo coronel Manoel Joaquim Guc-
des.
Mcmbros da familia do finado conduziram o
fretro do coche para a carneira. Alli o Dr. Fran-
kiin Tavora pronuuciou um discurso por parte do
istituto histrico.
Quando o corpo baixou sepultura, o 2' regi-
ment de artilharia, qu- esta va postado na frente
do cemiterio, e as fortalezas do porto deram os ti-
ros correspondentes elevada pesicao do finado.
A requt-rimentn do Sr. Manoel Cardoso e por
unnime approvncao da assembla provincial, foi
suspensa a seasaj, resolveu-se que se mandasse
dizer urna miesa na matriz de Nitberoy, a que
comparecer a assembla, e nomeou-se urna coin-
miBsSo de 5 membros para asaistir miesa de sti-
mo da na corte.
r*or iniciativa do Sr. presidente, resolveu tam-
bem a assemb'a que se inserase na acta um vo-
to de pro'undo pesar pela perda do distincto ser-
vidor do Estado.
. Foram suspensos por 3 dias os trabalhos das
aulas nocturnas da sociedade Auxiliadora da In
duotri Nacional, tomando luto por oito dias o di
rector dos curso*, professores e alvmnos.
Hontem foram suspensos os trabalhos das au-
las do c llegio de S. Feliciano. >
Multas associaces deram inequvocas demons-
tracoea de sentimunto pela perda de to eminente
cidadn.
Em sessao de congregaco da Escola Poly-
fechnica, em 14 foi habilitado, por unaum'.dude de
votos, para o lugar de profesa >r das aulas de tra
balhns graphicos do 2 e 3o annos do cu: ro de en-
geiiharia civil o uuico candidato inscripto, cuge-
uh-iro Paulo Cirne Maia.
Simo B ludin, da congregac das Missoes. Du-
rante 24 annoe dt residencia no Brasil, prestm
bsns servicos as provincias de Pernambsc e da
Baha e na corte.
Espirito ato
Datas at 17 de Agosto:
No municipio do Cachoeiro de Itapemerim pro-
jecta se urna exposico de productos regionaes e
trata-se de organisar urna sociedade de immigra-
co.
No dia 12 seguir para Timbahy em diligencia
policial o chefe de polica.
No hospital da misericordia a 14 do correte
teve entrada, a reqoisico do Sr. delegado de po-
lica, o nacional Nicolao, morador na freguezia de
Vianna, qne se dizia envenenado por Luiz de tal,
morador na mesma freguezia e que passa alli como
curandeiro. Procedendo-se a corpo de delicto no pa
cente, eucontrou-se vestigios de envenenameuto
pelo arsnico.
No dia 15 falleceu Nicolao, e levando ao conhe-
cimento do delegado de polica o mordomo de mes
tal aconteciment, foram nomeados peritos e proce-
deu-se a autopsia 1 hora da tarde. Pelo exame
reconbeceu se haver com effeito envenenamento
pelo arsnico.
Falleceu na ex-colonia de Santa Isabel, D. Anna
Maria Deroerper, qne deixou urna descendenciade
7 flllios, 32 netos e 36 bisnetos. Tinha 80 aunos
de idade.
Baha
Datas at 22 de Agosto:
Trabalhava a assembl* provincial.
No dia 14 e sob proposta do Sr. Ignacio Tosta
lancou-se na acta nm voto de pezar pelo falleci-
tnento do Visconde de Bom Retiro.
O mesmo fizara a congregaco da Faculdade de
Medicina, por propasta do Dr. Jos Olympio.
L se na Oaxeta da tahia de 14 :
Falleceu ante-bontem ao meio dia a bordo do pa-
quete nacional Mandos, entrado hontem no nos;0
porto, a Sra. D. V ridiana Justa de Medeiros, qne
X
cm companhia de sen marido o Sr. Antonio
truvio de Medeiros, havia embarcada na certe j
bastante do"nte com destino a Pernambuco.
O cadav' r foi lancado ao mar meia noute de
hontem, com o ceremonial do costume.
Terminouno dia 12 o concurso para o lugar de
preparador da cadeira de historia e anatoma pa-
thologica da Faculdade de Medicica sendo appro
vado o Sr. Dr. Bulalio Alves de Sousa Bello, ni-
co candidato inscripto.
Defendeu theses no dia 13 e foi approvado ple-
namente Flavio Brederede Pessoa da Silva.
Comecra no dia 18 pela defeza de theses o con-
curso cadeira de materia medica e therapeutica
da Faculdade de Medicina, de que sao concurren
tes os Srs. Drs. J..s Eduardo Freir de Carvalho
Filho e Francisco Braulio Pereira.
Na tregaezia da Igreja Nova falleceu no dia 14
do correte o coronel Manoel Pinto da Rocha, pro-
pietario all.
Foi commandante superior da guarda nacional
de Alagoinhas e era commendador da ordem de
Christo.
O finado tinha 80 annos de idade, e era nm ho-
mem intelligente e de espirito cultivado.
Falleceu as 9 horas da manh de 18 e sepultou
se hoje, s 8 horas na cemiterio da Quinta dos La-
zaros o 3. esenpturario da altandega Adelino Al -
ves Nazareth.
O finado tinha 27 annos de idade.
EXTERIOR
No fim d'esta encontrarlo os nosses .leitores o
qne escreve o Standard :
(Permuta mo servirme da tradaeco do Com-
mercio de Portugal).
Voltando 4 enumeracao das principaes mecidas
governativas decretadas pelo actual gabinete du-
rante a dictadura dos 12 dias deve-se confea-
sar qne abrangem quasi toios os ramos de admi-
nistracao e represntala nm enorme tra bal ho le-
gislativo. Proya isso o quanto se haviam prepa
rado, por nm estudo serio, os estadistas que fa-
zem parte da presente administracao para a pre-
vista eventuadade de serem mais tarde oa mais
cedo chamados ao poder; porquanto esta ordem de
providencias podem ter defeitos orgnicos, mas
nao se improvisam como quaesquer objurgatoria
ou cutilinaria parlamentar.
Cumpre mencionar em primeira linha areorga-
niaac dos corpos administrativos, assim como a
nova classifiuaco dos municipios :
A introdueco, ou para melhor dizer, a extenco
do principio da represen'aco das minoras as
administaco3kmunicipaes.
A organisaco d'um systema de financas muni-
oipaes.
A instauraco do trib'iuaes administrativos dis-
rrictaes.
A reorganisaco do supremo tribunal adminis-
trativo.
A extenco dos municipios de mais de 40,000
almas, que solicitaren!, do systema municipal es-
pecial de que j gosa a capital do reino e em que
os principios descentralisadores sao applicados
mais radicalmente.
A reorganiaacao do machinismo dos servicos do
thesouro publico.
A reoganisaco do systema de apoaentacoes pa-
ra os funecionarios pblicos.
A abolico do imposto do sal.
A leorganisaco do ministerio das obras publi-
cas, c em espacial, a dos servicos da engenharia
civil e da administracao dos correios, telegraphos
e pharoes
A reforma da instruccao secundaria, cojo regu-
lamento, complementar da respectiva lei, deve
apparecer por estes dias.
A reforma judicial.
Por ultimo, a reduccao do subsidio concedido
aos membros da cmara dos deputados pela dura-
co das sesses legislativas srdinarias.
Os adversarios polticos da situaco nao reco-
nheoem a urgencia de todas as medidns decreta-
das, mas concordam na sua opportanidadc, o que
me parece um tanto casustico, colhendo-se dos
relatnos e considerandos dessas diversas leis,
que de todas ellas devero resultar economas
consideraveis as despezas publicas, o que o tem-
po se en-arregar de demonstrar.
Bandeirasentiam ss ainda vigorosos, e o povo
ainda nao aprender quanto era mais fcil derru-
bar ministerios com a urna do qne com a espada
Os ministros do novo periodoLonl, Almiar,
Avila e Mello-comqusnto nanea recorresaem s
armas, possuiam apenas imperfeitas nocoes da
arte de governar urna naco livre ; mas a pru-
dencia do rei prevenio todo o motivo de distur-
bio, ao passo que introdusio na cmara dos pares
um elemento mais democrtico, al'iando assim com
felicidado o que havia de bom no antigo rgimen
com o que era necessario no novo.
A crescente fortuna publica e o augmento de
confianca na estabilidade do estado demoostra-se
bem pela rapides com qne foram subscriptos os
emprestamos de 1880 e 1882, e pela grande parti-
cipaco que o proprio reino nelles tomou.
O crdito lusitano cinha melhorado muito e ha-
via-se desvanecido o antigo receio dos portugue-
ses pelos papis do governo. A exploracio afri-
cana abri ama nova era deemprehendimentos na-
cionaes, e as colonias, comquanto precisem ainda
de largo e esclarecido desenvolvimento, vo, dia a
diajmelhorando as suas condices. No continente,
devido em grande parte iniciativa do rei, teem
feito rpido progresso os caminhos de ferro e os
telegraphos, olhaudo-se com attencao para a aaude
publica por meio de reformas sanitarias, e deaen-
volvendo-se as obras publicas de utilidade para os
contribnintes e para os contratadores.
cima de tudo, torna-se notavel o desenvolvi-
mento la educaclo popular que tem chegado a um
ponto de que nao poder fazer idea quem conhe-
esse Portugal no tempo das guerras miguelistas.
Coimbra, com todo o seu bello medievalism, vai
se tornaado ama universidade no sentido moderno
da polavra.
Os altos lugares, d'antes oceupados por soldados
rudes e outros aventnreiros sem instruccao, j hoje
deixaram de o ser, e muitos dos estadistas portu-
gueses! dos ltimos annos pertencem esta ascen-
dente familia de litteratos que D. Luiz tem prote-
gido. Castilho, o poeta, ro o espirito impulsir
das reformas da educaco. Garret, Leal e o his-
toriador Silva, foram ministros, e, entra os homena
de letras, que chegaram a lugar proeminente no
governo do seu paiz, dnvemog menniooar os nomes
de Coelho e Cbagaa. Exploradores cientficos
como Serpa Pinto teem sido encarregados da ad-
ministracao das colonias, lugares que at ainda ha
ponco eram presa de individuos bem pouco pro-
prio, pela sua capacidade e reputaco, de exerce-
rem o ofEuio de procnsul na trra de Carao a.
Esta extraordinaria mudanca deve, sem favor,
ser attribuida a D. Luiz. De seu pai, o principe
Fernando de Saxe Coburgo, herdou elle um grao-
de qanho de energa, de fino gosto intellectual e
de largas (vistas, apanagio desta notavel familia.
Diga se a verdade, porm, que oa crticos hos-|Na poltica, o asa objectivo tem sido sempre mode-
tis do gabinete progressista, acham quo nem to- I lar o seu governo, tanto quanto aa difierencas ca-
das essas promessas de reduccoes as despezas se I racteristicas dos dous reinos o permittam, pelo da
realisaro, to efEcazuiente como se afiguraram Inglaterra, tendo reconhecido na historia antiga e
Lft-se no Jornal do Commercio de 13 do cor-
rente :
Antehontea, s 5 horas e 40 minutos da tarde
o trein facultntivo de cargas C. R 1, que havi*
sahido de Entre Ri<8 sem a lieenca reculara, ntar,
uncontr. u-se entre os kilmetros 2 e 202 (ramal
do Porto Nvo do Caoba), com o rreui faeultativ ,
tambem de cargas, C. R 8, que vio ha de Santa
*, conf rme as inatliiey&ws do horario.
To violento f.ioiiubat' que inorrerara tr-s
pesaoaa: o auxiliar Cerqueira Lima, o a-nductor do
trem C- R. 8, o machinista Joa A'g'iato e o fo
guista Manoel Joaquim da C mta, d i trem O. R. 1.
As duas machinas alguns vagons fioaram com
av arias.
Os ^rs. director da -strada chefes da linha
e da locoraoco partiram para Entre-R os, logo
qu.- tiveram noticia de to triste oicr.rrepcia,
oirigiram peasoalmente o s-rvicode desobstrucc
da 11 n ha, cando esta d simpedida s 11 horas da
manh de hontem.
O u ico culpado de to lament::vel aconrec-
mento foi o auxiliar da (staco de Eutr- -Ri ia, Vi-
cente Cnftro, que sendo ahi dc-tido, tugi boateiu
de madrugada para a Pur*hyba, mide foi pr ao.
O agente interino da ItiieaV) d l tn re Ros
foi suspenso.
O enterro feito costa da estrada, i-ff ctuou
se no cemitorio da antiga fas- nda d
de Entre-Ki;3.
liuotem, s 11 horas da noute, regress>irmo8
Sr. di.eotor Dr. Ewbauk, ch' tes da linba e da lo-
comoco e seu ajudante Dr. Alfrelo Maia.
Fallecer no 12 na ra da Assembla falleceu
repentinamente o 1* official da secretaria do arse-
nal de guerra, Augusto Al ves de Oliveira Pereira
pouoo depois de ter sabido da respectiva secreta-
ria, e no dia seguinte de Ir tio cardiaca, o padre
Correspoadencla do Ihiri de
Pernambuco
PORTUGAL -Lisboa, 13 de Agosto de
1886
Fechado o periodo dictatorial, que foi de 12 dias
segundo os raelbores clculos, contina a mani-
festar se urna certa agitaco poltica a qual nao
passa todava das regiSes do mais puro e inoffen-
sivo platonismo ; porquanto a traoquillidade con-
tina inalteravel em todo o paiz e a grande massa
dos indifferentes. que constitue na verdade a
grande maioria da populaco, nao se preoecupa
grandemente com os tiroteios de paiavras mais
ou men s acerbas com que os diversos orgos do
jornalismo se mimoseiam todas as manhs ou to-
das as noites.
Cbovetn felicitacoea locaes ao governo pelas re-
formas dictatoriaes que decreten, mrmente pela
do Cdigo Administrativo e pela abolico do im-
posto do sal, que era sobre odioso, improduc-
tivo.
Por outra parte ainda, aob o impulso do centro
regenerador da capital do reino, toin continuado a
vir deputacoes Lisia para representar contra
os actos da dictadura, que apodam de violaco
flagrante aos mais correctos principios de direito
constitucional, como se fossem realmente os rege-
ueradores isentos de toda a macula nes'e ponto
a podessem atirar pedras aos telhados do Vi-
sinho. .
Depois, perguntam alguns partidarios mais des-
apaixnnados da reg- neraco : como ae eompre-
hende que, depois de seis annos de estarem no
poder, venham ao abo de seis mezes apenas em-
pr^hender una camp mha para demolir urna situa-
co que, segundo as praxes em que se baseia o
nosso machiaiamo podtico tem todo o direito a
realisar no gjveroo aa suas aspiraces ?
O partidos carecem de retemperar se na oppo-
siQo ; bastantes vezes o disseram oa regenerado-
res pela sua imprenaa, com referencia aos progres-
sistas mais irrequietos e injoffridos.
Omitto lhes a narraco minuciosa dos comicios
abortados, oa realisados em varios pontos das
prjvinciaa tendo sido o do Porto de grande fiasco
e decepeo. _
Dos mmistros alguns esto em Villegiatura. Oda
marinha Sr. Henrique de Macedo, deve ter che-
gado Cauteuets, no Pyreneu, para onde parti
ha dias por conseho dos mdicos e onde vai en-
contrar-so com sua esposa. O da gwerra, (Sr vis-
conde de S. Januario) est em Braga. O Sr. Bar-
ros Gomes, ministro dos negocios estrangeiros,
tomn interinamente, conta da pasta da marinha.
O Sr. Mariano de Carvalho (ministro da fazenda)
e o Sr. Emygdb Navarro (das obras publicas),
tambera estiveram una dias na Bera, d'dude j
regresa tram.
S. M. a Sra. D. Miria Pa e sea filho o Sr. in-
fante D. Affmso eati> as Caldas da Rainha onle
tiveram brilhante e affectuosa recepoo. S. M. est
em uso de banhos thermaes. Tem visitado o hos-
pital e as fabricas de lonca, inciuindo a de Ra
pha-l e Feliciano Bjrdallo r'inbeiro, que trente
dos seus operarios e de urna philarmonica da
mesma fabrica, vieram receber a snignsU visi-
tante ao oamiuho com vivas, acclamacoes e fo-
guetes.
S. M. penhoradissima vcltou aquellas ofcinas
saisundo ornameutac> de amas amphoras que,
Kapbaei B rdallo Pinheiro estava executando e
ao que parece, segundo a narrativa minuciosa ie
um correspondente local tanto interesne tem mado pelas artes cermicas e tanto est disposta
a honral-aa e animal-as com a sua graciosa colla-
bora^", que mandou ir pan. o p-co Uo a porc.-
barro, ficauda de enviar as obras que fizesse
pin serem cosidas nos respectivos tornos.
A* tagallerice dos reporten nada escapa. O que
Ihea eseaoaram, porm, foram os confrontes e ap-
.ii ox i maco -8.
Emquinto estas graciosidades e reciprocas fi-
nezas entre a soberana e a arte se esto passando
as Cali vh, o peoiiltiuiO numero dos Ponto not II,
de que o direc or attfsMen o m sino Sr. Raphiel
B'rd.llo Pinhei'i trazia na principal estampa
rioas praardas de poqoen i nof irme renderem-se,
urna il o -i'ssiataa (Itoje) e uufra de regenera
dores {amanM); cabos de esquadra : d. 1, o
.Sr. Joa Luciano de Castro, e da 2, o Sr. Fontes
i'erein ue Mello N*s respectivas escolUra figu-
rav-m farda la*, os inni'stros actua*3 de um ld i
e os provaveis d'eotie os triumphoa reg-n-radores
do ostro. A-' tundo p-irta com dstico ajoa, e po;
haixo Santo e -S. nha : Mette-lke dinkaro na
b lia
hem mais commentarioa, a alluaao e pungente e
.fin eom o arti^' >a do ^cZo, acgo republicano,
,'n a** t dos os das m to las oa pontos da mua
>,p'ia il>anb oeoiorum os gasto; do pace e se
BflasBa'a attenaio i cutnhuintes para as des
p xas que el-rei est tasendo com a sua viagem
n u-tiaog iro.
!)'.xein .s.-s'e epia ili i e p .usemos adiante.
A- D Ln I a Plnnouth foram
|hH p ,s honras navais e militares.
Ei-r i foi ^y op.iinciB nte r'-cebido pola impera-
Irisrain
U Standard pobioava ha p >ucos dias um arti-
gi mimo no- vel a prup.mt i da viagem do rei de
Hortugal. Tod a Bibem que eate jornal um dos
maia importantes do Reino-unido.
N'esse artigo taz-se jostica aos aossos eaforos,
noasa lealdade e aaa servicos que temos presta-
do i ivilis-clo e lberJade, apesar de sermos
um povo modesto e pequeo.
aos dictadores.
Algumas d'estas medidas, accrascentam esses
censores, trazem o cunho exclusivamente partida-
dario e provocarlo represalias no caso de voltar
ao poder a oppoaicao de agora.
E* natural que assim venhu a succeder. Mas,
realmente, sem a reforma administrativa, por
exemplo, como teria o geverno progressista pre-
texto para dissolvtr todas as aorporacoes munici-
pacs e districtaes que estavam radicadas e como
que vinculadas e certas e determinadas indivi-
dualidades de recouhecida influencia regenerado-
ra, consequencia necessaria da longa permanencia
no poder das situaces polticas d'aquelle partido.
Sem essa renovac de influencias locaea, nenhu-
ma estabilidade se offerecia ao gabinete progres-
sistae em vo procurara equilibrar-se no poder em
presenta de urnas eleicoca geraes, logo que as cor-
tes sejam disaolvidas.
A proposito :
Ainda se nao sabe ao certe se no principio, no
meio, oa no fim de Setembro prximo,, que ellas
tero de reunirse para o principe regente rati-
ficar o jrame to de fidelidade prestado na pro-
clamar) que publicou logo depois da sabida de
el-rei seu pai para o estrangeiro.
Ha mesmo quem pense que ser aproveitada
esta reunio das cortes para a dissoluco d'ellas,
o que por ora nao creio, porque nao seria um acto
d'essa ordem muito opportuno e compativel com
csae outro, em virtude da carta constitucional.
Esquecia-me dizer-lhes que surgi um con-
flicto entre o presidente do conseibo de diatricto
do Porto e o governador civil do mesmo diatricto,
.cerca da execuco de um decreto ltimamente
promulgado, e que diz respeito s attribuicoes do
referido conseho de diatricto.
Annuncava ha dias ama folha ministerial
que, segando todas as probabilidades, o acto de
mticaco da nova concordata com a Santa S,
fra asaignado hontem no Vaticano, sendo por-
tante iuexacto que se devia esperar pela reunio
das cortes pars aquella ratificar o.
Vai longa esta.
O vero tem sido muito quente. Quasi toda a
gente que nao tem obrigacoes imperiosas em Lis-
boa, tem fgido para os eampos e para as praias.
Cascaes, depois de Cintra, ser o ponto de reu-
nio. S. M. a rainha e sen filho D. Affonso, para
l vo no seu regresso das caldas. O prncipe
regente e sua esp>sa a Sra. duquesa do Braganca
para l foram j. Lisboa est inspida, como tu-
do, apezar de estar aventando no Colyseu urna
correspondencia lyriea de terceira ordem, qne d
a Norma, o Fausto, e todo o repertorio de V. Car
los por dous tostoes, ou quando muito por seis nos
primeiros lugares.
ARTIBO DO 8TAHOARD
O rei de Portugal, que viaja com o titulo de
duque de Guunares, e esperado hoje na sua visi-
ta ao nosso paiz. Comqnanto Sua Magestade se
aprsente como um particular, o povo ingles nao
pode esquecer que o nov hospede da rainha o
soberano de um paiz que se orgulha sinda de re-
cirdar a circumstaucia de ser um dos mais auti-
gos adiados da Gr-Brelanha.
Depois de urna curta demora em Osborne, teo-
ciona seguir para a Haya, Copenhague e Stokolm,
sendo muio provavel qae no regresso a Lisboa
visite Berlim, Gotha e Bruxellas, se tanto couber
no tempo de que dispe para andar ausente.
Abstrabindo das anas relaces com a familia
real de Inglaterra, o rei D. Luiz pessoalmente
credor do respeito do povo inglez. Durante o
percurso de um quarto de secuto, que tanto conta
j o seu reinado, sem obliterar a sua posico de
rei de Portugal e Algarvea, tem elle sempre pro-
curado manter e estreitar as mais affectuosas re-
laces com o nosso paiz, e, de certo, nao exagera-
mos, attribuindo em grande parte aos sena bona
officios e s suas cualidades de estadista a remo-
cao de difficuldadet, taes como a de Lourenco
Marques, que, tendo precipitado urna cnse minis-
terial, e versando sobre juradicQoes entre Portu-
gal e Inglaterra sobre a costa oriental d'frica,
foram amigav lmente compostas.
Tem-se dte com verdade que D, Luiz o pri-
meiro homem de estad, da Pennsula. Elle ad-
ministra e reina igualmente bem mas to discre-
tamente tem feito uso dos privilegios qa lhe con-
fe e a conetitu'co, que, exoeptuando a revolta de
Saidanha em 1S70 o a conspraco militar, suff>-
cada dous annos depois, Portugal tem escapado
repercusso dos interminaveis pronunciamientos.
guerras civis e mudancas de governo, que to
preeminentemente distinguen a historia de Hes-
puih.i no mesmo pern do.
Como ponto de tacto, o attentado de Saidanha
contra o palacio real e a sua invaao nao foi mais
i|uc urna maneira emphatica, muito nos hbitos
do v lho mar-chai, de mostrar o seu deicoatenta-
mento, o qual desta vez se deseucadeava contra o
gabinete Loul por querer obrigal-o a voltar para
Pars ; e, tanto assim, qne havendo o re aceitado
a situac >, formando o marechal um novo minict.-
rio, quando se3 annos depois morreu, todo o paiz
Umaatoa a sua perda.
O repub icanismo nunca deu signal de vita'ida-
de na Lusitania. Agora, & mo d'antes, nao se tetn
passsdo de urna propaganda paUvrosa em urna
imprmsa que confunde ainda muito a lieenca Cim
a liberdade, e, uo momento actual, parece-noa
iluda baver menos republicanos, e sobretodo me-
nos dherentes theorinos Ja to fallada unia ib-
rica, do que havia quaudo o nosso hospede de h je
oceupou o throno da rainha Mara Segunda ; sen-
do, por outro lado, certo qne o reino se acha em
muito mi-lhores condices de prosperidade do que
gosava ba mais de Tinte annos, quando D. Luiz
-teve a ultima vez em luglate.-ra.
Cm urna mmarchia li'Oittda conveniente af-
firmare tbeoricamente tahua correcta a doa-
trin que o carcter peasoal do soberano pouco
influo nos destinos politios do seu reinado ; ha
porm, tantas excepcVs i regr, que sa deve du-
vidar da sua Hpplicaco em geral. No carcter
de D. Luis eneoutra-se, na verdade, este estimulo
que um governante deve imprimir ao pais sobre
quo rxerce autoridade. No seu advento ao throno,
o pas tinha soffrido tongas lutos civia ; os velhos
couibatentes do reinado de D. Maria da Gloria
Palmella. Terceira, Thomar, Saidanha e S da
uo instincto eolooisador das na^oes urna connexo
mais intima do que pode suppor quem s conside-
ra noa povos as analogas de raca e de religio.
Da mesma sorte que o seu prente D. Pedro do
Brasil, o estado predilecto do rei a lingua in-
glez i, e contam se entre os mais nota veis traba-
lhos litterarios da pennsula as versees que S. M .
tem feito das pecas do Shak-sp -are.
Como naturalista possue to ampio conhecimento
das recentes descobertas que, por occasio da sua
visita aos sabios do Challenger, estes formaram a
vantajosa idea de que o soberano portugus pode-
ria fazer parte da au t expedic,ao com proveito para
a empresa de que estavam encarregados.
Tudo isto e de bom augurio para o futuro do
paiz, muito especialmente sendo verdade, como se
diz, que o aeu herdeiro presumptivo participa das
mcanias inclinacoes e opinies de seu pai.
Nao tem raza) a Inglaterra seno sympathisar
com a luzitania. Houve tempo em que a bandeira
de Portugal se desfraldava a todas as brieas e as
suas fortalezas dominavam todas as costas. Sob
o principe Henrique a metade do mundo foi des-
coberta.
Ao commando do Gama, de Dias, de Magalhes
e de Almeida f>ram abertos navegaco desea
nhecidos mares. Nenhum navio poda lancar ferro
sem sua licenc em porto nenhum, desde Gibraltar
at China, e tanto assim que, quando o papa re-
parti o mundo entre os portuguezes e os hespa-
nhoes, expressou, de urna maneira geral, o que era
praticamente o facto. Mas o desgoverno, a tyran-
nia, a inquiaico e oa jesutas destruirn) em pouco
tempo quanto ae h-ivia edificado com tanto arrojo e
ouaadia.
Despojado de metade das suas colonias, desapos-
sado das suas melhores fortalezas na frica e no
Oriente, o lugar que Portugal oceupava na tres
seculos hoje o da Inglaterra. E comtudo In-
glaterra se deve a sua propria existencia como
naco independente. Comecmos a nossa allianra
nos das de D. Diniz e D Duarte I. Continuou
no reinado de D. Pedro, o Cr, e D. Fernando ci-
mentou a amisade com varios casamentes.
No tempo de D. Joo I as nossas relaces com
Portugal eram as mais intimas, e apesar de nos
termos, como os nosaoa vi inhoa, apanhado, se-
gundo os usos da epocha, tudo quanto podemos du-
rante os 60 annoa do dominio hespanhol, e rece-
bido Bombaim e Tnger eomo dote da rainha ca-
sada com Carlos II, os portuguezes anda nao es-
quecer. m o sangue que derramamos e os thesouros
que despendamos durante as guerras napolenicas
e a nossa cavalheirosa defesa da joven rainha du-
rante as disputas do pedristas e miguelistas.
Na verdade, a historia das relaces da Ingla-
terra com Portugal forma um extenso capitulo dos
nossss annaes, de nenhuma maneira destituido de
factos gloriosos.
Satisfaz-nos saber que Portugal entrou nota-
mente em urna epocha prospera, e que. se a nossa
allianca menos intima do que em antigos tempos,
a nossa sympathia pelo reino de D. Luis nao
menas pronunciada.
INTERIOR
Correspondencia do Diarlo de
Pernambuco
RIO DE JANEIRO-Corte, 19 de Agosto
de 1886
ScnmarioIncidente occorrido no Senado entre os
Srs. Dantas e Viriato de Medeiros
A sua origem.O Sr. Silveira Mar-
tins e o procurador fiscal da provincia
Dr. Trajano de Medeiros.Defeza deste
falo Sr. ViriatoCausas da auesepti-
ilidades do Sr. Dantas Discnssao do
orcamento do Ministerio da Juatica.
Discurso do Sr. Soares Brando.Res-
poata do Sr. Ribeiro da Luz oobre
juises avulsos.~-Diseuaso do orcamen-
to da marinha. Emendas propostas
pelo Sr. Affonso Celso ao novo reguU-
mento da Escola de Msrinha.Emen
das do .>r. Affonso Celso que foram ap-
provadas.Boatos de fuao das cma-
rasUrna carta de Sarah Bernbir.it.
Comecarei hoje pelos trabalhos do Smado, onde,
na sessao do da 10, deu-se entre os Srs. Dantas e
Viriato de Medeiros, um triste incidente, como de
nenhum outro ha memoria n'estes.ultimas annos.
Foi um discurso doSr Silveira Mirtina sobre ne-
gocios de sua provincia que deu ongem ao ba-
rulno- ,
O caso o seguinte, que se acba no extracto (a
sabido que o illuatre orador rio-grandense nao co-
tona publicar os seus discursos integralmente) do
citado discurso dado p-lo Jornal do Comm rcio :
Ha alguns annos o actual procurador fiscal
do Rio Grande do Sul obteve, por interposta pes-
soa, urna concesso de duas leguas de trra Esta
conetssao foi feita com a clausula de queso seria
vlida se nao tosse ju'gada prejudicial aos nteres
sea da colonisaco. o que dependa de exame que
se nao fez, v-ndo por iaao a caducar a mesma con
cesso. Agora, porm, aoresenta-se o procurador-
fiscal pedindo ao vicepresidente a prorogaeao do
pras*. Obteve-a, pr seis mezes improrogaveia.
Mas nao chegaram e, decorndos estes seis mes s
j illegalmen'e concedido', h-uve nova o ainda
mais escandalaa prorogac ', eff ctuando-se afi
nal a venda por preoo muito inferior ao queja ou-
tros offereciam. E' aasim que ae respeitam as leis
e se protege a eolouiaaco. (Sensaco )
< O Sr. DantosSe exacto, deman I O go-
verno deve quanto antea providenciar sobre^ isto.
0 Sr. Ribeiro da Lu (ministro da justica)
H-i de corainunicar o facto ao Sr. miuistro da agri-
cultor, que providenciar como o caso pede. Agra-
dece a V. Exc. baver m'o comraonicado.
O Sr. Silveira Vlartins d;s que, logo que teve
noticia dsse facto, levou-o ao conhecimento do
honrado ministro da agricultura. S. Esa. tele
grapbou para o Rio Grande mandando suspender
a tr nsaosao. Mas o presidente oocu toa a re-
cepeo do telegramma, dando tempo a que o pro-
curador- fisc ,1 fizesse e assiguasse a escriptura.
Qua-do as publicou o telegramma o Estado acba-
va-ae detrandado I
Eaae procarador fiscal o Sr. Trajano de Me-
deiros, irmo oo Sr. Viriato. Pelas explcaedes
dadas por este e principalmente pelo Sr. Paulino
Chaves na Cmara dos Deputados, o facto nao foi
exposto em boa f nem tem a gravidade qae o Sr.
Silveira Martina lhe quiz dar : 1" porque a con-
ceasio tendo sido feita ao coronel Joio Gomas de
Mello, foi sempre este quem requereu as proroga-
coes de praso, para poder terminas a medicad e di-
vises das torras, trabalho qae corre por contados
eoneesaionanoa, e muito commum taes prorogacoes,
visto qae nem sempre fcil a execuco d'esse tra-
balho ; em nenhum pap--l que transitasse palas
respectivas repartico^s apparece o nome do Dr.
Trajano; 2* porque ainda mesmo qae o Dr. Tra-
jano fosee o concessionario, nao haveria incompa-
tibilidade, com o exercicio do cargo que actual-
mente exerce, porque elle procurador fiscal da pro-
vincia, e os de torras negocios publicas corremper-
aute a Thesouraria de Fazenda e o procurador fis-
cal desta que intervem na questo; 3' porque nem
na data da concesso, nem quando toi obtida a pri-
meira prorogaeao era o Dr. Trajano procurador
fiscal provincial, cargo para qne tora nomeado l-
timamente pelo vice-preaidente Barcellos; 4* por-
que nao exacto que houvesse offerecimento de
maior preco ; 5* finalmente, porque nao tambem
exacto que o vice-presidento em exercicio, mare-
chal Deodoro, tivesse oceultado a recepeo do te-
legramma do Sr. ministro da agricultura, como aa
prova com a verificaco das datas, poiso telegram-
ma foi expedido 5 de Junh* e no dia 7 tinha o
concessionario entrado com a importancia da va-
lor das trras, e tinha-se passado a respectiva
eseriptura.
Cumpre observar que o Sr. Silveira Martina
voltando, no dia seguate questo, e tratando
largamente de outros assumptos, disse apenas,
quknto aquella, que era sabido que o dono dai tr-
ras era o Dr. Trajano, e se fallou no seu nome foi
aumente porque elle o inspirador dos actos do
presidente, e que o que mais censurou foram as
prorogacoes de praso que considera va contrarias a
lei. Quanto aos outros pontos nao insisti.
Devo dizer que realmente o Sr. Trajano 8 dono
on tem parte as trras.
O Sr. Viriato, ao concluir, disse que tinha da
temar em consideruco o aparte do Sr. Dautas,
que, cora o amor eutranbado que tem aos nego-
cios pblicos e ao Thesouro Nacional, foi tambem
um pouco ?erodio na manifesiaoo d'esse amor, por-
que no fim de contaa duas leguas de trra as
margeus doTaquary e Beus afflucut-s valem muito
menos do que os terrenos da ra que tem hoje o
nome de S. Exc. (referia- se ra do Senador
Dantas, aberta em prolongamento da de Joo da
Voaconccllos, nome de um dos antigos governado-
res d'esta cidade)
O Sr. Dantas (com forca) Isto urna insa-
encia... Miseraveia I (Comee* um tumulto no
recinto, o Sr. presidente pcae ordem e attencio.
Muitos senadores levantam-se.)
O Sr. OctaviauoO que isso ? Ordem.
O Sr. PresidenteAttenro 1 Attencao !
0 Sr. Viriato de MedeirosInsolencia a sus,
que sempre foi insolente. (Proteste de muitos se-
nadores.)
O Sr. DantasV. Exc. e o mundo iuteira nse
podem abalar a minba reputaco...
O Sr. Viriato de MedeirosE' o qua lhe pa-
rece. ..
O Sr. DantosQue tenho eu com isto ? qua
miseria esta?
O Sr. Viriato de Medeiros Miseria
muito abaxo do mcu des-
sua...
0 Sr. Dantas -Est
prezo.
O Sr. Viriato de MedeirosEu sei que V. Exc
nao se importa...
O Sr. DantasPeco a palavra (ievantando-aa
indignado). Isto nao digno de ninguem ..
O Sr. Viriato de MedeirosNao digno do se-
nbor...
O Sr. DantasE' um insulto gratuito.
O Sr. Viriato de MedeirosNao insulto
...
O Sr. PresidenteEu nao ouvi expretso al-
guma que podesse offender a qualquer dos Srs. se-
nadores.
O Sr. Baro de Mamangua eNao ha nada em
diseuaso.
O Sr. DantasMas a quo vem a ra do Sena-
dor Dantas? O que tenho eu com isso ?
O Sr. Viriato de MedeirosNem eu.
O Sr. DantasV. Exc. que pode ter mais .
pode ter n.uit.i cousa, eu que nada tenho. Isso
desvirtuar a virtude...
O Sr. I residentePeco aos nobres senadores
que ne continuein, porque nao ha nada em dis-
euaso.
O Sr. DantasSou um homem de bem, e todo o
mundo o sabe. Pois eu poda esperar esta re-
compensa miseravel, esta calnmnia a um hornea
que vive do seu trabalho hooradissimo, que j teve
alguma cousa, e que, se hoje diante do senado te-
char oa olhos, nao deixar sua mulher e seoa
filhos seno a pobreza. E senhores, a um ho-
mem destes que vem-se atirar proposicoes como
urna lamina acerada, enterrando em suas carnes
que ho de apodrecer, mas que tem urna alma qua
ha de voar limpa e pura manso dos justos..
O Sr. PresidentePeco ao nobre senador
que nao continu neste terreno porque nao ha
nad* em diseuaso. nem S. Exc. est com a pa-
lavra.
O Sr. DantasEu p^di a palavra.
O Sr. PresidenteMas eu nao a conced.
O Sr. DantasMas pareceu, e por isao que
me levantei e estou fallando...
O Sr. Viriato de MedeirosPeco a palavra.
O Sr. Dantaslato nao pode ficar assim;
o nobre senador, por honra sua, deve expli-
car-se.
O Sr. PresidenteEu j declare que nao ouvi
expresso alguma offensi/a do melindre de qual-
quer dos membros da casa, e, se ouvisse, teria
cumprido o meu dever.
O Sr. Viriato de MedeirosPeco a palavra.
O Sr. GodoyNaoiia nada em diseuaso.
O Sr. Dantas diz que est calmo. E' acalma
do juste. E' a calma do homem que est conven-
cido de que no senado nao ba um s que posas
excedel-o um cetil u'aquillo que disser respeito i
honradez. Ninguem, nem todas as miserias da
ttrra sao capaze* de abalar a sua reputaco. Foi
sempre esta a saa forca desde o berco, e ha de
acompanhal-o at o tmulo.
Miseravcs 1 Miaeraveis Eu sou sin bornea
de bem, que tem consciencia e consciencia pura,
que a nica riqueza que tem, com a qual darme,
deaperta falla, cala se e ha de morrer.
Contina o tumulto).
orador tem prestado alguns serviros a este
paiz, que por isso tem adquirido odios, assim como
dedcacoes ; que tem sido superior s ngntides,
s perfidias, a tudo, ha de ser alvo de semelhaa-
tes proposicoea miaeraveis ?! 1 Um homem de
bem nao se dirige a outro homem de bem por esta
forma, sem estar armado de provas.
O Sr. Viriato d.- MedeirosNao disse nada qae
oftendesse, est se sangrando em saude.
O Sr. Dantas nao quer a compaixo do 8r. Vi-
riato ; nao quer ben'Volencia, porque nao carece
della. Nunca protegeu qualquer cousa, ou pedida
com relaco ra a que se referi o Sr Vi-

a
si-
O Sr. Viriato de MedeirosMas poda er
trado o seu interesse nessa occasio.
O Sr. PresidenteContinuo a ob&ervar qne nao
ba nada em discnssao
O Sr. Dantas declara, qu> por honra do senado
nao desee da tribuna, sem que este negocio seja
tirado a limpo. .
Nao pode calar-se diante desta nainuaoao
O Sr. Presidente Peco ao nobre senador quei-
ra attender me por um momento..
O -r. DantasDesvanec me do juiso de ho-
m-ns de bem, d'aqu. lies cora quem na maior in-
timidado tenho vivido por long< espaco de tempo,
trinta e mais annos, todos -ab-'m o que sou ; des-
ptezo ojuizo de miseraveia difamador .a; continii
a ser lhes superior.
(Coninuindo o tumulto, e levantando se mai-
tos deando-o, o Sr. presid-nle, 1, 2, 3 e 4 secreta-
rio* abandonam a mesa, declarando o Sr. conde de
Baependy, no meio de grande barulbo de vosea,
que suspenda a sessao).
Quinze minutos depois reabrio-se a
achando se j os nimos mais calmos^
O Sr. Veriato deu algumas expcaces, moatr.i!
da que-nao havia raro para o Sr. Dantas dar-ae
por ofendido e offendel o, quando o que diese tot
que ae*sbanjamentoa bouve d< a dinheiro pubh
coa na oooceaso de du-s leguaa de trra eos. ama
maior deveria ter havido na dos terre-
foi ltimamente aberta enere a do
e o theatr. D Pedro H.
O que fica, porm, cima nVda exacta idea da
violencia da soena e da ex.Itaco da qae deixoa
se dominara Sr. Dantes,onbecido cemo cavalt
provincia,
nos da ra que
Passeio Publico e o


Diario de PernambucoQuinta-leira 26 de Agosto de 12S6
calmo e
comedido, in.m.go de aggres.oM S* Jf d'!.^ 5 STa'SoS*
e na occasio nao ttenda aningaaane
-tela que Be o deixssscra atim-se-nia ao br.
Naturslmente ello nndava de espirito prevndo
pelo que .e diase na iu>prensa, nlotante acerca de
odccmSo que foi anterior a u u timo mimste-
rio mas tx.r canaa da desapropriacao dos terrenos
do' convento da Ajuda, em qne era advogado o
Sr Rut Barbos. Accosavam o ministerio de o
de Juuho de protector dos conceesionarios, um dos
atiaea, o Sr. Pamplona, escrivao dos fetoa da
fazenda, raa. porque, disBeram, corren o proces-
o da desapropio peranle a 1" vara civel e nao
perante o juio dos tetos. como devera ser, por
frotar se de hens das ordena religiosas, que tm
de r-vertcr ao Estado, e nos maes a faxenda m
teresBada. Censuraram o governo nao so por ta-
r a concessio ao escrivo.como por consentir que
orresse a questo por juizo diverso
Provavelmente, o Sr. Dantas to, talves oom ra-
Jo, urna insnuaco as palavras do seu collega.
- se tere tal ntencio, re-
Mas, como ae v, este
'T'aqui occorre-me que ainda nao diase ao leitor
que o dito convento perdeu a questio na relaco
de 8 Paulo, a qual confirmou o julgaao dada
Corte, de que o supremo tribunal concedeu revis-
ta O Sr. Ruy Barbosa acompauhou os autos e
io volton 'aquella provincia eenao depois do
iulRameutodo feito.
Wis do incidente passou-se a 2 discussio
o orcamento do Ministerio da Justica, orando o
Sr. Soares Brandio, que occnpou-se amia com ne-
gocios de Pernambuco, reforjando o que havia di-
to o 8r. Luis Felippe e afirmando nao ser exacto
como dase o Sr. ministro da justica que a hou-
verae nesaa provincia 9 juises da direito conser-
vadores quando se deu a mudanca de situacao ;
afirma que dos 38 juizes entilo existentes, 17 eram
conservadores. Prevalecenco-se da opportumdade
informou ao raesmo ministro que foram passadas
cdulas falsas de 1* e 40* em vanos pantos do
serto de Pernambuco, e o autor dese audacio-
so crime um chefo conservador, importanU e
laureado por servicos eleitoraes .
Reapondeu-lhe Sr. Ribeiro da Luz. assim oo-
tooaoutros oradores, occupando por fien a tnbu-
na o Sr. Affonso Celso, que tratou anda da ques-
tio do habeas-eorput e negocios de G -yas-
No dia seguinte n2o houve sessae, ou autes toi
ella suspensa por causa do falleeimento do Tis
conde de Bom- Retiro, de que depois fallare, pro-
nunciando pequeos discursos em elogio ao nnado
os Srs. Octaviano e Corro, ambos muito commo
vidos, especialmente aquelle que era u-n particu-
lar amigo e junto ao qual comeoou a sua carrei-
ra publica como seu societario na presidencia do
Rio de Janeiro desde 1849 at 1853.
No dia mmediat > nao honve numero por falta
rem muitos senadores que fotam prestar ao seu
Ilustre companbeiro a verdadera homenag.m,
acompanbando o seu cadver ao cemiteno.
Na sesso de 14. foi encerrada a discussao do
orcamento do Ministerio da Justic*. qne J* dura
va bavia muitos dias, e cm que o Sr. ministro da
justica tr.tou Urgam-nie d* qaestao levanuda
pelo Sr. Dantas acerca de iuiz^a avaha, mostran-
do que a censura feita ao aviso du 12 de Fevere-
ro deste anno proviera de coufundirem jun avuko
com juiz disponivel.
Aquelle o de.qua trata a le do 28 de Julho
de 1850, o qual uo entrando em exercieio por von-
tade propria, ou no praso mareado, nao conta an-
tieuidadc. nem percebe ordenado; este o que se
- rW a lei de 28 de Junho de 1670 quo nao trata
Se avulto, dizendo no seu art. 17 :
O governo nao far novas nomeacoes para
comarcas, emquanto existirem juizes de direito
disponive ....
O legislador d 1881 conhecia casas disposicoes
e, entretant', a lei do 9 de Janeiro raaudou que o
juiz de direito que fosse eleito depuiado ficasse
vulto e nao disponivel. .
Ora o j liz avulto, segundo a deflmcao da le de
1850, nao conta trmpo, n' m vence ordenado. O
mandato legislativo nao obngatono, nem mn-
euein cleito contra a sua vontade. Assim, pois,
o juiz que aceita e solicita aquelle mandato, eo
hecendo a lei que regula a materia, sabe b.m as
condiofles em que tem de fiev, nao senlo ree
leito. .
Nao desconbece, entretanto, o honrado ministro
que os juizes actualmente avu-soa tem diroito a
que se Ih-a d comarcas de igual eatraucu as que
occup-ivuui. e, por equidade, pretende muito breve
designar Ibes comarcas, o que j ni. t^ui feito
pela difficuldade em que se tem aebado de dar
eollocacao aos juiea disponive*. que vencem an
ticuidade e ordenada, com pr.juizo do thesouro.
-Dosa9 juizes de direito dispmiveie que encontrou,
- ji deaigoou comarca para a maior pirte, nul an-
da exiaiem 17 sem oollocacao. j
De^tes aecrescentou S. Exc nns sin jumes de
3 entrela, e as omarcas dessa eutian'ia sao
cm numero limitadu ; outros sao de 8 entranc-, e
omquanto o numero destas feja maior do qun o
das de 3\ todava muit menor do que os a eo
marca de 1 entrancia. T^dos os juizes de 1 en-
trancin, porm, csto collocados. sem .xcepcao de
um s.nem fie nomeacilo de novoajuis.'s de di-
reito, sem tL-r cllocado pr meiramente todos os
juizes de 1* entrancia.
Fui esta, em resum, a resposta dada pelo hr.
.Ribeiro da Luz ceusura dj Sr. Daat.s, o qual,
por fimi j4 se acos'ava a opoio do Sr. Meir de
Vasconcelos, emittida em aparte, de que os juros
em queetao nao tem direito a ordenad >, mas de
vem contar autiguidade.
Na diseUBsao do rrcamento do Ministerio da
Marinha, foi o Sr. AffoiiBJ Celso qe rompen o de-
bate, c m um discurso de severa critica, princi-
palmente eobre o ultimo regulameuto qae em vir-
Dowell, reumndo o collegio naval a escola de
marinha Faiendo ama ujinuciosa analyae das
diversas disposicoes do mesmo regulamento, con
cluio propondo Ihe diversas modificaco^s em pon-
tos importantes, resommendaado p r fim que o
governo o reveja e modifique no sentido das alte-
racec propostas, ficando assim approvado.
O Sr. Mac-D well, depois de responder s va
ras observacoes do Sr. Afions* Celso, defienden a
ana obra, concluindo por observar qne eese acto
do puder executivo, expedido com autorisacao le-
gislativa, nao tem de ter sub nettido a approva-
cao das cmaras, porquanto na autorisacao nao se
egtabeleeeu a clausula ad referendum.
Voltoa no dia seguinte o Sr. AfFonso a tribuna,
e Sr. Mac Dowel replicon-lb-, terminando qnanto
ao regulamento que se experiencia mostrar que
elle precisa de alterac5;s oa reforma, o governo
as far.
A discussSo travou-se entre o dous Bmente,
fieandi ante hontem encerrada, e proceden^ose a
votaco, foi approvada a proposta com os emiodas
da cummisso, ha vendo empate quinto as emen -
das do Sr. Affonso Celso, ficando a votacao
adiada para a sessao de hmtem. Os liberaos con-
gregaram-se e as emendas foram approvadaa por
23 votos contra 18.
Ainda mesmo que essas emendas toram rejeita-
das, o orcamento teria de volUr a Cmara d >
Depu-Adjs, por causa das emendas da commissa
que foram adoptadas pelo Senado. Sapp6e-e que
a Cmara rejeitar as emendas do Sr. Anona-
Celso, e nesse caso haver fusio. A esse rcspeito
conversou-se hoje muito na ra do Ouvidor.
O facto nao tem deixado de causar certa im-
pretso, por ver-se com) pode o governo, em mi-
nora do Senado, cha se a cada momento embara-
cado E' verdade que elle tem urna grande maioria
na Cmara para corrigir qualquer desvio da C-
mara vitalicia; mas que nio deix* de produar
mi eff^ito cstar-se a recorrer 4 fusois.
Ao or9amento do Ministerio da Marinha se-
guio se o da Guerra, de cuja discussio darei noti-
cia em outra occasio.
Nio terminsrei esta que j vai longa sem trans-
crever aqui a seguinte carta de Sarah Bernhardt,
publicadas nos ltimos jornaes receidos de Bue-
nos-Ayres, da qual se v que a eximia artista
uio tem estado to satisfeita na regiio plstica
como parece que estove ne Brasil. Eil-a, a caria
dirigida o Courrier de la Plata :
. Sr. Walls.Tivesteis o delicado pensamento
de reunir em um banquete oflerecido por meus
compatriotas os horneas eminentes da Ropublica
Argeutina e da colonia francea; eis porm que,
essa c irtezia fas suscitar os ciume as paqueuas
miserias e as baixesas; sobre mim comecam a
chaver as injuria?, e at a poltica se intrumete no
aesumpto.
Oh! meu caro Benhor: agradeco a voesa boa
intencao; acoiui os meus agridecimentos e dissi-
mulai a minha escusa.
< Nio quero banquetes. J tnnho bastante tra-
balho em bastear aqni a bandeira da arte fran-
ceza, sem ser preciso carregar sobre meus debis
hombror os odi >s eo'mopolistas deste paix.
Permitti-me que conserve a flor da nsssa
amisade e ofivrec* meus grad*-cimentos a toaos
quintos me bonram com a eu* symhathia.
k'ilfti
TribuutU do Jury U -clfe Neate
tribuual compareceram houtem 28 juizes defacto
pelo que ainda nio se installou a sessio.
Foram sorteadla oe seguii>ti's :
Frrguetia do Hecife
Antonio Jesnino Marques.
Frrgi'tia de Santo Antonio
Francisco de Faula Gomes.
Frtguwa de S. Josi
lanoel Rodrigues da Silva Filho.
Jlo Candido Gomes da Silva.
Jos Martina Saldaaha.
Ignacio Ferrxir* dos Santos.
Frrguetia da Boa VUta
Trajuio Alipio d Carvalho Mendonca.
los Ildefonso de Me lo.
Antonio Floripes Raposo. _
Francisco Cecilij Feruaudes da Silva Guimaraes.
Jone Rodrigues do Passo Nettu.
Jernymo Ptreira Mari.
Gidotredo de Abreu e Lima.
Eduario da Costa Oliveira.
Jos Moreira da Silva.
Frrguetia da Graca
Manoel Seve Filho.
Jos Rodrigues Alve.
Gedeio Forjaz de Laserda.
Francisco hVufino Victor Pereira.
Luz Epipbani Mamica.
Frrguetia de Afogadot
Cbristovio de Barros Gomes Turres.
Jos Beruardino Dias da Silva.
Contiuuam multados em 20 os jurad js se-
guiutes:
Antonio Getulo Villas-Boas.
Domingos Jos Ferreira.
Euc'ydes de Aquino Fonseca.
Jo* Ferreira aa Silva.
Jo4j Victor AlvesMatheus.
Joio Cavalcanfe Lamenha Lins.
Joaqnim Lueill de Squei.a Varejao.
Antonio de Uedeiroi. Mafra.
Munoel Jos Goccalves Braga.
Manoel Jos de Aimeida Saares.
Manael Jos Affonso.
Ssluetiano Francisco Martins.
Salvador Coelho Diumiaoud Cavalcante do Al-
buquerque
Dr. Affonso Ondense Ribeiro de Souea.
Holsa commerclal de seraaiB-
boeM
RECJFE, 25 DE AGOSTO ^)E lb*b.
As tr ,* hor&a da tarde
Cotacet offieiaet
Algodio de Mossor 1 sorte, *>*700 por 15kilos-
ito de dito mediano, 5$7- 0 por 15 kilos,
ito de dito 2' sorte, 4*700 por 15 kilos.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario.
Candido C. G. Alcoforade.
RgNIMENTOS PBLICOS
M z de Agosto de 886
ALFAHDEGA
Adolpho Fernando da 8ilva Manta.
Dr. Antonio Witruvio Pinto Bandeira Accioli de
Vasconcellos.
Dr. Ceciliano Mamede Alves Ferreira.
Dr. Carlos Eugenio Duarche Maviguier.
Fran siseo de Paula e Silva.
Major Jos Thoma Cavalcante Pessoa.
Dr. Joio Carlos Balthasar da Silveira.
J-ronymo Gomes da Fonseca.
Engenheiro Manoel Martina Fiuaa Jnior.
Capitio Vlanoei Antonio Goncalves.
Pedro Rodrigues deSouza.
Dr. Raymnndo Carne iro de Souza Bandeira.
Dr. Sdvino Cavalcante de Albuquerque.
Antonio Boteibo Pinto de Mosquita.
Dr. Antonio Btptista de Muraes.
Joio Pinto de Mattos Lemos.
Joio Tiburcio da Silva Guimaries.
Jos Femandea de Mello.
Philomeno Arminio dos Guimaries Peixoto.
Tkesonrarla de KsienslA's 2 horas
da tarde de houtem, em sessio extraordinaria da
Junta de Faxenda, e perante todos os demais em-
pregados, prestou juramento e toi mpossado no
cargo de contador da mesma Thesouroria |>ara qni
fra muice acorta lamenta nomeado por decreto de
14 do corrente, o 1 escripturario Sr. Manoel An-
tonio Cardoso, que ha mais de um anno exercia o
logar interinamente.
Conta o Sr. Manoel Antonio Cardoso mais de 3J
anno de bons servicos, tendo oceupado o carg >.de
tliesoureiro por duas veaes, em ca3a uina das quaes
por tiopo superior a um anno, como ultiuiain ntn
aucedeu, por morte do respectivo serventuirio.
Batuco Mercantil do BeelfeReali-
sou-se ante-hmtem, na Associacao (>>mmercial
B-^ueficente, urna reuniio dos merabros da commis
sio, que toi nomeada sexta-teira, 20 do cor eute,
cim o fim de angariar subscriptores para o Banco
Mercantil do Recife e levar a effeitj a sua fun-
dacio
Pelas informa^Ses prestadas por diversos m""in
bros, verificou-se que o capital se acha qu.tsi tedo
subscripto, o que prova o bom ac.dhiineuto, po
dendo mesmo diaer-so enthusiasino, qm tem mere
cido a idea da croacio de tio necessario quanto
til estabelecimento em uossa prar;a.
A' vista disto, para adquirir asignaturas do
capital, resolveu-se restringir a commissio ante-
riormente nomeada a urna compos'a gmente don
bra. commeodador Francisco Rihro Pinto Gui-
maraer, Manoel Joio de Amoriin. D. P. Wild, Au -
tonio Munis Machado e Joj Jos Rodrigues
Meudes.
Tambem se nomeou ontra commissic para a 07-
ganiBacio dos estatutos, composta dos Srs. com--
mandador Francisco Ribeiro Pinto Guimaries, r.
Manoel Gomes de Mattos, Francisco Angust Pa-
checo, Jo*qim Ulinto Bastos e Pedro Jos Pinto
r 01 determinad > que a mesa provisoria, nomeada
na ultima aeasio, ficaaae dingiudo oa trabalh ia at
a opportnua eleicio de urna preaideneia effectiva.
A commissio pede s pessoas, que teeu em seu
poder listas para aeqoiaicao de subscriptores, o
especial obsequio de envidarem os seu bous eafor-
cos para conseguirem o maior numero possivel e
entregal-as ao presidente, o Sr. Jos Adolpho de
Oliveira L;ma, at o dia 29 io correut'.
Humla*De nm anooymo rece^epjo 10?
para distribuir com familias necessi'adas. i.
Distribuimos assim a referida somraa :
D Estephania Lins, ra Vidal de Negrei
ros
D. Marianna Eugenia Santos Vianua,
ra das Carrosas n. 18
1). Laura, viuvt, ra do Maogne n 26
D. Mara Emilia do Reg, vi&va com 8
filhos, fies do Ramos
D. Hermiiia Sette, ra do Visconde de
Albuqurrque n. 74
A viuva D. Miquelina a qnem toi entregue 4*
ante honrem, mora na ra do Nogueira n. 12 nao
na de Vidal de Negreiros, orno sabio publicado
houtem.
Club tvres ClamaRecebemos e agrade-
cemos um exemalar dos esta'Utos deste Club.
O UulaeraalUmoO Sr. Joaqnim Tune-
gao acaba de publicar com este titulo um rotheto
em prosa, dedicado a inein ria de Victor Huge e
iAntero do QuenUl.
Agradecemos ao autor a offorta que nos fez de
um <-xmp!ar.
Usa traata'SoO paquete fraacez Orenoque
leva para a Europa 200 patsageiros. 10 dos qiiaea
unbareados oeste porto.
VlaaetroO paquete ingles rumar tronxe
da Europa para : #
Ei.g ish Bank of Rio de Janeiro ], >*>
Gvm-a de Matt.s lrmaoa S. Uj00
D'aqui levou para o Rio de Janeiro 103:UO05000
DuelloSobre o que h.uvo'ria corte a demos
noticia por telegramiaa, diz o Paiz, de 19 o se-
iruinte :
No dia 14 do corrente appareceu um artigo
M parte editorial do Paiz, assignado pelo Sr. com-
neudador Joio Jos dos Roa Jnior, conten'io
expresses offensivas 4 redaccao da Gateta de No-
ticiat. m, __ .
. Cuma ebefe d'esta redaccao, o Dr. Ferreira de
Ai aojo entendeu de seu dever mandar duus ama-
gos ao Sr. commendador Reis polir a retractagio
do que escrevera, oh urna reparacio pelas armae.
Cump'iram essa miaso o Sr. capitio de mar e
guerra Jos Marques Guimaries, uosso collega
Heurique Ch ives,que tiveram n'osao mesmo da
urna conferencia com ob Srs. Bario de Jaceguay e
Quintino Bocayua, designados pelo Sr. commen-
dador Reis.
. Ficram n'essa conferencia estabeleeidas as
preliminares de que a questio a decidir conatava
do arti-o publicado n'esse dia no Pau, e qne, 4
flta de retractado, o Dr. Ferreira de Araujo rc-
clamava reparaeio pelas armas.
Dadas por suspeitas pelas outras tostemunbas
os Srs, Quintino Bocayuva e Henrique Chavea por
serem solidarias, aquelle com o offensor, e este cm
o offendido, toram convidados para os substituir o
Sr. capitio-tenente Jas Victor de Lasuaree, pelo
commendador Reis, e o engenheiro G. Fogliaoi, nos-
so collega da Italia, pelo Dr. Ferreira de Araujo.
DepoiB de larga diseussa 1, asseutou-ao na re-
paraeio pelas armas e marcou se para isso o da
de houtem das 2 para as 3 horas da tarde em urna
Una.
Do encontr lavron-se urna acta, assignada
pelas teatemunhas e pelo Dr. Pereira Goimariea,
declarando a honra aatiafeita.
Proclama de casamento.-Foram li-
doa na matriz da Boa Visa, em 22 do corrente, os
segniutes:
Matadouro PasklkeoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 81 reaes para o consume
do dia 26 de Agosto-
Sendo : 64 reaes pertenceoteaa Oliveira Castro,
iS C, e 17 a diversos.
Herrado Mualslpal de Je**O
movimento deate lercadJ nos diaa 24 e 25 do cor-
ren te, foi o seguinte :
Eutraram
,.- 70,b.ia pesando 10,258 kilos.
1.23* kilos de pfiie a 20 rea .24*680
266 cargas de f irinha a 200 ris 53*200
49 ditas de fructa* diversas a 300 rs. 147oO
2*000
2 00
2*0j0
2iKX)
2003
|tUI(IH.Q .
Antonio de Oliveira Figueiredo com Catbarina
de Luna Freir.
Jco Ferreira Braga com Amelia Francisca Gon-
calves.
Custodio Jos Alves Guimaries com Adelina
Dorotha Pereira da Cuuba.
Francisco Jos Alves Guimaries Jnior, com
Maria Amelia Alves Guimarej.
Joaquim Jos da Oliveira com Maria Iftancisca
da Cuueeiv io. *
L.i*ilo'>>Effjctuar-ae-hio:
Hoi :
PeZo agente Pinto, 4a 11 horas, na chacra
da estrada dos Aflictos n. 32 C. de movis.,
PeZo ajenie Silvfira, ao meio dia, da taveina
do Puudi envBebribe.
Ptlo agente Pestaa, s i l horas, no armaxem
do Sr. Anues de gvueros de estiva.
Amanhi :
Pelo agente Pinto, as 11 horas, 4 ra do Bom
Jcsns 11. 43, de dividas, fasendas, miudexas e ma-
teriaes.
PeZo agente Silveira, s 11 horaa, 4 ra eatreita
do Rosario o. 24, de predio.
i'elo agente Gtitmao, 4a 11 horas, na ra do
Marques de Olinda n. 19, de movis e fasendas
diversas
Sabbado:
Pelo agente Gutmo, s 11 horas, na ra de
Marqu-i* Olinda n. 19, de predios.
laaaa fnebre*.Serio celebradas ;
Hoe :
A's 8 h .ras, na matriz di Boa-Vista, poi alma
d* D. Maria Luisa de Mello Vieira; as 8 horas
na igreia do Carmo. por alma de Waltrido da Sil-
veira Tavora; 4s 7 oras, na ordem 3 do-Caimo,
por alma de Jos Augusto dos Santos.
Amanlia :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
da maj ir Custodio Ploro da Silva Fragoso; a 8
.horas, na matriz do Santo Antonio, por alma de
Manoel Antonio de Jess.
Sat'bido :
A's 8 Hrras.na matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Seraphina Mana do Nascimeuto Avilu ;
s 7 1/2 horas, na mesma matriz, por alma de Jo
> Bezerra Cavalcante de Albuquerque ; s 7 ho-
ras, na capel la de Santo Amaro das Salinas, por
alma de Jos Antonio de Mattos.
,'. Passaselroshegados da Europa nova
por inglez Taar :
Mr. H. B. Iuchaeas, Mr. M. Combe e aua senho-
ra, Mr. M. Featon, Mr. C. Wachainau, T. C..rr.
Mr. Smith, A. de A. Gam-a Ferreira, J. D. Wil
liam, A. dos Santos Coimbra e aua eeubora, An
tonio L. da Faria Machado e aua svnbora, Jos
F. Pandeiri, Manuel Jos F. Cruz, coronel Anto-
nio M. de H. Cavalcante, aua seuliora e 1 filho,
Joquim I. Mondes, J. R. da Gama, J. V. Cunea e
Jos A. Fernn dea.
Sabidos para o aul no mesmo vapor :
Mr. Zinren e Rer J. R. Smilh.
Chegadoa do sul no vapor francs- Orenoque:
Di.H-uirique Marques de Hollanda Cavalcan-
te. sua senliora, 1 filho e 1 criado. Paulino Fer-
reira da Coeta L-ite. Dr. Jos Paranagu, Dr
Bellaruiino G idim, Firmino Pereira da Cunha e
Ch F. Codd';n.
Sabidos jara a Europa no mesmo vapor :
Alexaiidcr Richard, Autonio Ferreira da Sil ^c,
L. V. Gu Tiucau, Joa Antonio Barbosa, Cnsemi-
ro A. Martina, John Pearee e 1 filho, Antonio S
Freir de Aodrade, Lagreca Andrea e Ferrara
Felice. .
Chegalos de New Yoik no vapor mglez
Therena :
C. G. CUike e Henry Grus.
0(tnrsmee*j crmrgleoaForam pmtiea
das no hospital Pedro II, no dia 25- do corrente,
as ai'guintcs :
Prlo Dr. Malaquiae :
Urethra-.i.ina lucerna pelo procea.o de Maisou-
uouve indicado por phimosis e caeros phagede-
niecs.
Pelo Dr. Pontual :
Posthotaiuia pelo therrai cantera, indicada por
phimoais e cancros phageiouicos.
lana do Het<^siv >oa no dia 24 de Agosto :
ExMtiam presos 297, entraram 6", aahiram 11,
existem 292.
Naconaea 267, mulheres 7, estrangeiroa 3, es-
jravos aentenciados e processados 8; ditos de oor-
reccio 4Total 292.
Arralados 261, sendo : bons 2M, docntes 14-
TotAl 264
Movimento da enfermara :
Teve baxa :
Antonio Bibiano.
Lotera de Marelr-Pbr telegramma re-
cebido pela Casa Fels, sabe se qa\ na 4.
parte da 13 lotera extrahid em 24 de Agosto ta-
ran premia loa oa aeguintes nmeros :
* n- a a firu\.nrin
^3/6'K)
|*60.
30*9.iO
25*500
23*5i K)
57*600
22*4<>
14*400
4 *XM>
6*000
2*000
108*000
431*0
4:836*60*)
18 taboleiros a 200-ris
23 Sumas a 200 ri
Foram ocenpados : aj
51 i/2 columnas a 600 ria v
. 51 compartimentos de farnha a
500 ris.
47 t icos de comda-a.5[)D ris
144 ditos deleguines a.400 ris
3 ditos de sninoa 700 ris
24 ditos de tresauras. 600 ris
20 ditos de ditos a 3*
6 dito a 1*
A Oliveira Castro & C. t
4 talb is a 500 ris-
108 tainos de carne verde a lf
1 Deve ter sido arrecadada uestes dias
.a quautia de
Rendimento do da 1 a 23
Foi arrecadado liquido at hoje 5:267*660
Precos do dia :
Carne verdr a 320 e 400 ris o kilo.
Si. ...0.1 a 600 e 56 rea dem.
Carnero de 640 e 700-rts dem.
r'ariuh. de 320 a 240 ris a cuia.
Milho de 240 a 300 ris id.-m.
P.'jao de 640 a l*28d dem.
Cemiierlo puHco.--Obtuario do da 24
de Agosto:
Aotonio Joaquim da Silva, Pernambuco, 43 an-
nos, casado, Ba-Vbta; septicemio.
Zuimira.F. Lumack Bastos, Pernambuco, 26 an-
nos, solteira, S Jos f aararisma da aorta.
K isa Mara Moreira Cavalcante, Pernambuco,
39 annos, cahada, S. Jos; heu.orrtu.gia puerpe-
ral. '
Eugenio, Pernambuco, 6 dias, Boa-Vista ; es-
treitamento intestinal.
Bernardino de Lemos Pinto de Araujo, Pt mam-
oneo, 30 annos. casad i, Grata ; tabre typhiea.
P1U G.iincs Coimb*i, pardo, Pernambuco, 16
annos, t. Joa ; toberen. oa pulmonnres.
Jos, Pernambuco, 7 annos, Boa-Vista; menen-
gite.
AO
jUBLli]4C0S A fElttO
II i o Graude do Morte
ILLM. K R\'M- SO. CON'EGO IALIN'O
KiltN'AXDKS DE S -OZA
tnum caique trUniere.
Approxi ase o da la p.riiia -ie V .
Rvtn. Nio li it> ti-ar uo olvido a p >s
sagm quatrienoal, com poaea differeava,
de V. Rrm. n-stH fregu.zi. O mus pr-
feito e exeinplar pro;<"tim -uto na cura das
almas, e fideliavimo uomprimeoto dos ie-
verea quo a religiSa aeooietb, > esfiKfa
sempre envidado p.ir o D ior r.-alo d ul-
d), a mao bunfazej. pr,.t-ot ira a qua
tos procuravam unitivo a seus ir aaoto*,
sao ttulos in.iehv-ia qwa a* ubt eoot*Uin
a V. Rvuia. e qui peraetoafa 0 nvonh-M-
nento da quasi totKd*d> de-t. p "pal tjto.
A to diatinetas qual lados all.-s' a no-
bres de c.raoter d- V. Rf-n. e aa n >-
ueiras attenciosas e cavalherescas oom qae
todos sempre trutou.
Sentimos offender a modestia do Sr.
onego, que a desoolpar a mauifestu;.": 1
franca de um povo quo, luctati.. oom a
saudade, obedece a verd.de e a Justina, e
roga a Deus que prsperos ventos condu
Suva, ManoeEP. da Silva, Antonio F. d
Silva, Francisco S. de Mendonga, Jos)
Hvgino de JL Leiroz, Jos F. Pesaos,
Jos Ferreira de Mello, Manoel L. de OB- ,
veira, Miguel L. de Oliveira, Francisco J.
de Lima, J.is H. Teixpjra* Anaeleto H.
de Almeida. Manoel J. Barbosa, Francise ,
M.' Teixeira, Galdino de Albuquerque, Ma-
noel Laurentin- F. de Aluatau, Paulina
R da Cunha, Estofado J F. da Cuaba.
Manoel T. da Cunha, Ceciliano : F. da
A. Navarro, professor publico- AgneHo J.
de Freitas, Jos J. Rodrigues, Eliaeu J.
Rodrigues, Horacio R. da Cuuba, Franoia-
ea de S. S. Braga, Joaquim M. Simas,
Jos GalvJo G de Oliveira, Jos Jer mr-
rao Mariaho, Jos F. de Amonm, Jos C.
Dantas, J0S0 A. de Lima, CInodou A. da
H Lima, Manoel S. de A. Ffitas, M. O.
Braga, Antonio GoimarSes Teiseira, Joaa
Gutmaraes Teixeira, Joaquim S. de Lima,
Vi -ente Ferreira da Silva Maia,. Cypriana
Gomes ce S.
Elci(o do Po^o
lela falsa
Como fiscal, que fui, da eleicao da ia
6eyIo desta freguezia, declaro- quesera
falsa qualquer acta que appareea contenda
outra.votacao que nao esteja de acorda
com a votacao publicada pelo Sr. Joao Ru-
ma, no Diario de boje.
A acta foi escripia em minha presenca a
de ajeordo com a nota ou resumo-da vota-
cao, que eu havia tomado, por se ter reti-
rado o mesario Dr. Luiz Drumraoad cora
a nota da mesa; e nesta conformidade vi a
1 o edital escripto pelo secretario, o Sr. Ca-
rclino, antes de ser> como foi, affiir.do
porta-da igreja.
Dt aceorlo com- este resultado forana
transmitidos diversos avisos e noticias aos
int -ressados.
Agora, porm,. acabo de saber quo sa
lt rou a votacao, tirndose o candidato,
o Sr. Eoaspea, G'votos, para augmentar a
votacao do Sr Ljurent;o de S, que foi de
6 votos e 1 em separado.
Provoco os Srs. mesarios que venhana
outestar o qu acabo de afirmar sob pa-
labra de honra, sob pona de ser o seu Si-
lencio considerado como affirmayao do q*a
,ssflvro, e e.atou prompto a jurar;
Fregu^zia d i P&50 da PanelKi, 2b d
Agosto de 1886-.
Andri Rampck.

Kkida okxd
De a 2*
dem uo 25
Hnd* raoviaciii.
e t a -i
u uV 'J5
31:492418)
81:6 5081
6;247if>68
8:243*639
ves Matheus & C, 95 a Cunha IrinSoa
& C, 48 a H. Nuesch & C-
Barracha 27 barricas a H. Stolzemback
&C.
Carne i volume ao Visconde de Mece-
jana, 4 a J0S0 Paes de Oliveira, 5 a Sou-
za Moutinho & C, 6 a Jos Macedo.
Cominhos '' fardos a H. Stolzenback
4 C.,9 a H. Nuesch d 0.
Couros salgados seceos 37 a H. Stol-
zemback & C, 49 a Joao Victor Alves
Matheus ftC
Fazendas 1 caixa a Goncalves Irmilos
d>C. T
Qergelin 6 saceos a Cunha Irmaos & C.
Queijoa 1 caixa a Joio Victor Alves
Matheus & C| a Albert,. Rodrigu-a
Branco, i i a Joanuim Dnart Siiuoja
d C
Barca nacional Mimoza, entrada do Rio
Gtande do Sul, no dia 22 do corrente, e
conaignada Balt*r Oliveira & C, manifestou:
Xarquo 228,180 kilos ordem.
503:167* -61
63:491*207
Total
BBDOBIA i) 2 a _
jf... 'JJ
631:658*468
19:086*801
14; 43 841
240
Rio Formos
Festa de cari da de -
'rfir^a-IVira de Meiemtn -de ISSO
A's oioeo horas da tarde, achar se ha 0-
uament.da a casa da Sociedade L'ttraria
e B-nefioeute S.te de Sstembro, ra de
S. Jo, para sol-ranisar-sa o- seu primeita
auniversario de existsncia, e para celebrar-
se a grande festa de caridad,, em benefi-
cio da p.br.aa. desvalida e da libertacao de
um eeervo OU' escrava, qne faltar comple-
tr o seu p^eulio, eom o 8"guit9
POGRA.1M4
Musita marcial n'um crelo pmparado ;
am pavilhio para o baaar, e leilao de pren-
1-as, ag-nciadas d'entre a* almas bemfa-
ijai, para sprem arremtalas, noite, aa
roo-a h L'eus aue prsperos vemos uuinu- j,--. t---------- -
2L V Stmq eos que lhe diz,m r.sp^ito aom da msica, teaoto. do ar, aerstato.
.. i_ ^-^*..-... ,. illinmnjrvtrt psnl^nllia.
proporcionando-llies toda sort^ de venturas
Eis os sentimmws de quasi todos os mora-
dores desta freguezia e que os abaixo assi-
gnados lamentara nao poder interpretar,
julgando quasi impossivel que ae externe
cordeaes affeetos, quando tSo vivamente
dominara.
O exemplo de candada que V. Rvm.
hoje acaba de dar por occasio da roisaa
hnii* acaba de (lar UOr occasio :'i -"t ~-----o" ------'----7-----W.\ .
noje acaoa ue ua. Hu ~ eida perdoando e pe iodo perdao por um outro ^ ^^ ^iiwo de mais da 7 annos, sea
entrada de New-
e consig-
anif
:ea-
1 Paovuf
. 2
naavjiAOB 1
25
-D 2 a 21
2 a 24
33:525*615
23-166*30*
138 ..496
23:301*800
38:161*835
4:206 584
42:368*419
DESPACHOS DE IMPORTAgO
Fapor nacional Pirapama, entrada doa
lo Norte, no dia 23 do corrente, e
a Coropanbia Prnambucana,

ISo 340 saccaa a Souz Nogueira
a Machado ja A C, 33'J a Joao V. Al-
Barca ingleza Electa,
York, no dia 23 do corrent
nada a Pereira Carneiro d C, m
tou :
Kerosene 16,400 caixaa aos consigna-
tarios.
Patacho nacional Allianc*, ntralo do
Rio Grande do Sul, no dia 24 do cerrente,
e consignado a Pereira Carneiro & C,
manifestou :
Sebo 64 barricas.
Xarque 211:500 kilos ordem.
Hiate nacional D. {Julia, entrado do
Aracaty e Maco no dia 25 do corrente o
consignado a Bartholomeu Lourenjo, ma-
nifestou :
Chapeos d* palha 102 fardos.
Estras 34 rulos a Fernandes d Irmao.
Sal 32,000 litros ao consignatario.
DK'iPACBOS DE KXPORTAgAO
Es 24 de Agesto de 1886
Para o exterior
__ No vap-ir francez Orenaque, carregaram :
Para Paris, A. Reg C. 4 kilos de orno ve
Iho e 6 ditos d prata velha ; E Qoetehel 4 kilos
de ouro velho. 5 di:os de prata velha e 800 pasea-
ros seceos.
Para Bordeam, J. Krause & C. 4 kilos de ouro
velho.
Para t* Interior
__ 5o hiate nacional Geriquity, carregaram:
Para o Natal. E. C. Beltro & Irmao 10 barri-
cas com 52 kilos de asauear mascavado.
Sa barcaca Deota dj Mar, carregou :
Para S. Luis, F. A. Lebro 8 saceos com
litros de sal.
MOVIMENTO~DO PORTO
Navios entrados no dia 21
Southampton por escala17 diaa, vapor
inglez Turnar, de 1,881 toneladas, com
mandante W. Chapman, equipagem 91,
carga varios gneros ; a Adamsoo Howie
d C.
Buenos-Ayres por escala13 dias, vapor
franepz Orenoque, de 2384 toneladas,
commandante .Mo.ternard, equipagem
138, carga varios gneros; a Augusto
Labille d C.
New-York por escala25 dias, vapor in-
glez Iheresina, de 683 toneladas, com-
mandante I. Kewpthorme, equipagem
38, carga varios gneros; a Johnston
Pater d C.
Navios sahidos no mesmo dia
Bordeauz por escala-Vapor francez Ore-
noque, commandante Mortemard, carga
varios gneros.
Buenos-Ayrea por escalaVapor inglez
Turnar, commandante W. Chapmac,
carga varios gneros.
Pelotas Escuna, norueguonse Orlando,
capitSo T. Arcold, carga sal.
VAPORES ESPERADOS
22.604
3".812
29.1-59
20.6H1
33.764
628
5 391
10.877
12.985
24.66T
28.391
29.247
31.736
35 618
200:000*000
40:000*000
20:t00*'i00
10:000*000
5:000*000
2:000*000
2:000*<>X)
2:000*000
2:000*000
2:000*000
2:000*000
2:010*000
2:000*000
2:000*000
da
Etpirito Santo do snl boje
Jacuhype do snl a 28
Araucania da Europa a 29
La Flota do sul a 29
Setembro
Oraor de Liverpool a 2
Gironde da Europa a 3
Para do norte a 3
Vitle de Pernambuco da Enrona a 6
Advance de New-Port f>ews a b
Cear do sul a <
ViUe de Rio de Ja-
neiro da Europa a 7
KJ.be da Europa a 10
Mandos do norte a 13
Mondego do sul a 14
Babia do Bill a 17
Rio de Hamburgo a 18
Espirito Santo do norte a 23 a 25
Congo do sol
Para do snl a 27
Tomar do sol a 29
Premios de ltOOOS
1 642 8.510 9.323 12.867 13.594 14.081
l.i43 15 583 16.748 18.170 19.007 19.953
22 498 25.916 ir*.433 28.437 31.330 32.756
33.532 34.0o8 34.7 8 34.857 36.986
approxinaacoea
22.683 4-000*000
22.685 4:000*000
30 811 2:000*000
30.813 2:'i00*000
29.058 1:300*000
29.060 1:300*000
Os nmeros de 22.601 a 22.700, excepto o
sorte grande, esto premiados com 400*.
Os nmeros d<- 30.801 a 30.900, excepto o pre-
mio de 40:000*000, esto premiados com 200*.
Tudas as centenas cujos dous alga: isioos termi-
narem em *<*, eBtao premiadas com 100*, inclusi
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminaren ale
esto prrmiados, com "O*,
botera da provinciaA lotera n. 65i
em beue6fio da Santa Cas i de Misericordia do
Recife sor extrabida quando for annunciada.
No consistorio da igreja de Nessa Senhora ra
Conceicao dos Militares, se acharao expostas as
urnas e as espieras, arrumadas em ordem num-
rica aureci. lodo publico.
Lotera do BloA 1 parte da lotera
n. 365, do novo plano, do premio de 100:000*000.
sera, extrahida no dia .. de Agosto.
Os bilbetes acham-se venia na Casa da For
tnna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 87 e 39.
Lotera d orte-A parte da.IW 0-
teria da corte, cujo premio graudo e de lUU.uuo*,
ser extrahida no dia 27 de Agosto.
Os bilhetes achum-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na prac da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
liOierla Batraordiaria do Yptrasi-
*-a O 4. e ultimo sorteio das 4 e 5." sones
d^sta importante lotera, cujo mainr premio de
150:000*000, ser extrahida brevemente.
Acham-se expostos venda os restos dos ti
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
AA
"botera de Mcele de OOiOOO000 rea, Jos
_ A 5" partes da V* lotera, cujo premio
grande de 20:000*, pelo novo plano, ser ex
trahida impreterivelmente no dia 31 do Agosto s
11 horas da manh.
Bilhetes venda na Casa Fclis da prac da la-
dependtneiana. 37 e 39.
Tambem acham-se venda aa Boda da or-
tuns 4 ra Larg do Rosario n. 36.
Precos resum ios.
insignificante'resentimento, que a fraqpe
z?. humana nem sempre consegre evitar,
o mais edificante pedestal de grandeza do
sacerdote da cruz.
Aeite, Sr. conego, esta prova degrati-
doa Goianiohenses: certo que est muito
aquem dos seuc talentja e virtudes :
sao flores brotadas ds imo d'alma e que
procurara engrinaldar a aureola lus^nte de
seu carcter immaculado. Parabens aos
aguas pretanos quo melhor sabcrSo aquila-
tar o inquebrantavel raerecimento de V.
Rvm.
Goianinha, 8 de Agosto de I8S6.
Antonio Bento de Araujo Lima, Joilo
Baptista C. Simonetti, Manoel Audr de
Lima, Torquato J. de Luiros, Flix Bar-
boza de Lima, Tho.uaz Guimaraes de Li
raa, Manoel Guimaraes de Lima, Laad-li-
no C da Silva, Riyraundo da Cmara Ca-
pella, JoSo Clementino da Silva, Emyglio
H. Barbalho, Bmvenuto A. Barbalho, Ma-
thias C. V. Monteiro, Antonio Primonio P.
Galvao, Targino G. de Arroda, Franeis o
Solano- Martins, Jos J. de Arruda, Ma-
noel de Atbaide Lav dcante, Maaricio lt.
de Maga Maer, Pe 1ro E.-neoto de O. Gal
vao, Luiz Gonzaga da Silva Barbalho, Jos
Geminiano da Silva, Alfredo de Araujo
Cunha, Benedicto R de Magalhaes, Luiz
Carnudo de Araujo Caoba, Manod Vicen-
te do N., Joao C. da Silva, M moei Fer-
reira Duarte, Joio B. do Figueirodo, Ao-
tonio X. de Oliveira, B Sbasti3o C. Morda, Joaquim Guilherme
Cortes, Jos B Carvalho, Joaquim G. de Lima, AldXin
dre F. de G. Siqu< ira, Joao S. Barbalho,
Jos G-nuino de H. Lima, Targino G
Barretto, Amaro G. da Costa, Antonio
Firmino Borges, Santino F. B irges, Jos
Rodrigues da Cunha, Antonio Nones O.
Castro, Jos O. Barroso, Simio A. do So-
to, Francisco Gomes, Manoel Hygino de
Lima, Alexandre M. do Lima, Antonio F.
de Lima, Manoel F. de Meirelles, Antonio
F. de M^iiell-s, Jos F. de Mrelles,
Florencio Jos da Luz, Luiz M irtiaho V.
da Cruz, Manoel F. de Lima, Manoel F.
R. dos Santos, Francisco C de Lima, Jos
Avelino da R3cha, F. Hygino de Lima.
Hjgino F. de La, J>*o H. de Lma,
Antonio Viira do Albuquerque, Ant
v, .j., __.^ -------_
., pelo espaco de mais da 7 annos, tem
'" que medicj algum jamis lhe honvesse proporcio-
.mi.1 n 1 hIIv.i: decidise finalmente eat
aqi nio vieira uo iuuui|'i-i----------- u i#r. r.. -.---
G de Lima, Francisco G. de Lima, Mv Faculdade de Med.cina de Pars.
, C. de A. Chaves, Manoel Mau
rcio F. C Miguel J. de Souza, Fabncio
G. de M-mra, Francisco V. Ferreira, Ma-
noel G. do Souza, Fransco A. O F lho,
M-noel G. S. B:a, Pe Iro G. Teixeira,
Antonio A. P. Chaves, Domingos Dias da
Silva, Jos M Nigueira, Antonio N. Camr
pos, Manoel N. de Souza, Pedro F. da
o illuminacao esplendida.
Esperase a concurrencia dos boneficn-
tea.
Aaaeahuita peltoral
1
As curas produsidas pela composicao da AnaCa-
huita p'itoral, su realmente milagrosas.
D. ClemeutH Silva, que reside na ra do Esta-
do, Santiago do Coile, escreve aos nossos agentes
1 1 J ____ I__^__1 ._ ** Jh .. 4 rn*iMAnta
nado o meu >r allivo^ ------------------------
tomar da composicao de Aoacahuita peit iral e do-
p.ti8 de haver apenas tomado dous frascos, desao-
brio oom sorpreaa, que a grande oppressio do p*i-
to havia quasi completamente desapparecido. M
emtanto toi continuando faaer nao delle e no flta
de tres ineees se choo perfeitamente curad >, coa
grande assombro e satiafacao de todos os seus pa-
rent>-8 e amigos, osquaeaji haviam perdido aa
esperances de jamis vel-o bom.
Oisse tambem quo desde entilo esta parte
tem recommen lodo a um grande numero de sen
conhecidos que snffriam de different-s afficeOa
pulmonares, tao frequentes as costas dj mar Pa-
cifico, na America do Sul, e que aous bons resu>-
tados tem sido unversaes.
Como qabj.tia contra as falaifieacoes, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman Kemp venhaai
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinho que serve do envoltorio cada garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras. _
Agentes em Pernambuco, Henry t orster A L.,
ra do Commercio u. 9.
A toa Florida de Barry o mais ria*
n melhor de todos os perfumes, sendo como fei-
ta da essencia etherea de Aires de aroma delica-
dsimo e saudavel. Sua aeco simpre refres-
cante, allivia e fjrtaleee ao mesmo tempo estimu-
lando as faculdadi-s phyaicas e menUes ha reno-
vada esforco e faaendo qaa as pessoas que a usaa
adquirara essa alegre vivacidade que tao admira-
da e em ambos os sexos, e que as habilita a appa-
recer em sociedade muito mais vautijosamente do
gu* qu^m nao tenha o beneficio de tao hy^iemea
influeacia.
Prcvenpo
Previne-se a quem interessar possa, qne a aras
compreheudida da egr^ja da Penh. at o largo
das Cinco Pontas, entre as ras das Calcadas o
Vidal de Negreiros, terreno foreiro, per-encenla
ao antigo vinculo Salvador Curado Vidal, cuja
success-ra trata de habiliUr-se para haver oa
respectivos foros o bem assim dos terrenos e"tr
a igreja do Espirito Santo S. Francisco e Rosa-
ro, como melho; explcar-se-ha na ra da Penha
n. 23, loja.
N. 10. Recommenda-se a Emulsao de
Scott aos doentes do peito, da garganta e
dos pulmos; aos anmicos, debis e es-
crofulosos, e a todos os que precisem de
nm bom reconstitu ote.
A EmuisSo nito tem igual para reparar
as forjas dos debis e enfraquociios.
Aviso
O Dr. K. Owarlan Bor.net Medico pek
noel G. Moreira, Manoel A. da Silva, M*
noel G. da Costa, Firmino J. ^ Queiroz,
Dionizio Mendes da Silva, An'.ouio Fir- c
mino G. Chacn, Jos G. de Albuquerque, dade Francza de Hygiene, ex-director d.Miwa
PplixCanta'ice da Trindad^, Jos Paulino Anatoma-Patologic. ds Faculdade de Medicina
elix V^anta ice ua xuuuau. j o ^ lnar% A,n a honra de nrevcnir o do-
de Mesquita Lima, Manoel Faustino ?oa-
Condecorado com a medalha dos hospitaes.
Socio correspondente : das Academias de Med-
cia do Riod.i Janeiro e de Barcelona ; da So-
ciedade de Milicina p-atica de Pars e
auviuuij bw.v&.w- -
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pa-
nuco que durante a sua estada em Pernambur
dc a dispisicao dos doentes que desejarem hn-
ral-o com a sda confianca.
Chamados e consultas de 1 s 3 horas da tarde
at novo aVuo: na hospedara de D. Antonia
(Caminho Novo). .
Eipecialidades : molestias das vias respirato-
rias coraelo, estomago, rigado, etc., mclostias
nervas. e syphiliticaB.
Recife, 6 de Agosto del 886.
MUTHADO


Diario de Pernambuco---(iointa-feira 96 de Agosto de 1886
Licor depurativo vegetal lod^o
DO
Med *o Quintclla
Este notabilissimo depurante que vera precedi-
da de t*o grande fama infalliv-1 oa cura de todas
as doeneas syphiticas, escrofulosas, rheumaticas
e de pelle, com tumores, ulceras, dores rheumati
cas, oateooopas e nevralgicas, blennorrhagias agu
das e chronicas, cancros sypbiliticee, inflamma
coes visceraes, d'ulhoe, ouvidos, garganta, intes
tinos, etc., ero todas as molestias de pelle, simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou qn da
do .abelio, e as doeneas determinadas per satu
raco mercurial. Do-se gratis folhetos onde se
encentrara numerosas experiencias feitas eom este
especifico nos hospitaes pblicos e milito atiesta-
dos de mdicos e documentos articulares. Faa se
descont para reveud-r.
Deposito ero casa de Fana Sobnnh ft C.
Ra do Mrquez du Oliuda n. 4.
Dr. Carlos Bcttcncourt
ENtreitaanenton da urettira curado*
radicil-nente pla electrolyae, tero dor. Todas s
ope-HCoe.. de pequea e alu cirurgia. Kua do
Marques de Olinda n. 34, das 12 as 3 horas da
tarde. Residencia, Passagem da Magdalena.
Dr.
Medico, arielr e operador
Residencia ra da Imperatr 48, 2.- andar
Consultorio ra Duque deCaxias n. 59.
Da consulta! das 11 horas da manha s 2 da
tarde.
Atiende para as chamados a qualqnar hora
telephone n. 449.
{

Escela particular
Maria dos Anjos Dornellas Casara,
profesora particular, contiua a lec-
eioaar, na casa de sna residencia i me
do Imperador n 77, 2" andar, as
material que stita^ai a ictrucca
primaria, e os trabiilbos de Hgulba.
exercicio deste magisterio por e-
pacu de mais de tres anuos um garanta
de suas habilitaceH, e espera merecer
cis pais de familia a subida honra de lna
confiaren! suas filhas.
Edi'al n. 17
1 praca
De ordena do Illm. 8r. inspector, se fax publico,
que as 11 horas do dia 27 do corrente mez ser
vendido em praca no trapicho ConceicSo, u .1 vo-
lume marea JVVM u 606, viudo de Bordeaux no
vapor francos Senegal, entrado em 4 do corrate,
c-mtendo 37 kilogrnunnas de papel para desenbo e
12 kilogrammas de livros impressos com capas de
pipe lio, tudo &-m asara, abandonados aos di-
rcit 3ecco da alfand.ga. da Pernambuco, 24 de
Agosto de 1886.0 chefe,
Cicero B. de Mello.
S. R. J.
MEDICO
~1<
O abaixo asignado, que at agora aselgnava-se
Dr. Silva Britto,previne a seus collegas e ao
publico, que, psra evitar coufu6oes, que ja teem
havido, por exercer nesta cidade, onde bastante
coobecido com o ultimo termo d'aquelle apellido,
um ootro collega mus autig, previne diz, que
Tora em (liante aseignar-seliaDr. Joio Paulo.
Reeife, 1 de Agosto de 1886.
Dr. Joao Paulo da Silva Brilmt.
Dr. Fernandos Barros
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de tneio dia < 3 horas.
Residencia ra da Aurora u. 127.
Telephone a. 450
l.iiultorio Loedieo-eirergic
O Dr. EstevaV> Cavalcante de Albaquerque eon
tinuii a dar consulta uK-dico-cirurgicas, na rna
do Bom Jess a. 20, 1* andar, de meio dia as 4
hora* da tarde. Parase domis consulta c visi-
tas em sua resideucia provisoria, ra da Aurore
u. 53, 1" andar.
s. eephomaos : do cnsul tone ta e residencie
126.
Es.wiaidades Parto, molestias de masas,
Nd'ui-.t Uiicua aunexoe.
Soire bimensal em 'J do correrte mea
Scientifica-se a todos os socio e convidados
que a soire principiar as 7 horts. Os ingressos
acharase era poder do Sr tbesourero eose/nvi-
tes no do Sr. presideute. Pede-se toda a simp-
cidade nos toilettes e previne-86 que nao eo ad-
miss:v> is ggp-gados.
Reeife. 18 de Agosto de 1886.
O 1" secretario,
Joao Alfarra.
anta Casa da Misericordia do
Reeife
Por esta secrct ria sao chamados os parentes
ou protectores das menores constantes da relacao
iiifrii, que vi ser recolhidas ao ollegio das or-
phs-
Belacao das orpha* abaixo inscriptas, que nesta
data vilo ser ndmittidaa ao eollegio V orpbSs
1 Ricarda, filha da Antonia Jiareelina de
Oliveira.
6 liara, filha da Eugenia Maria de Oliveira
Lago*.
7 Leapaldina, dem dem idem.
6 Qailnertaina, sobriaha de Francolina Br-
gida So res.
Secretaria da Santa Casa le Misericordia do
Reeife, 5 de Agosto d 1886.
O eecrivo,
Pedro Rodrigues de Souza.
Juizo de paz da freguezia da
Boa-Vista
Arremataco
Depois da audiencia deste juno que se effec-
tuer uo dia S7 do corrate, s 10 horas da manha,
ii f o na h .ata publica para seren arrematados
d'ius porcos quinze bacarinhos que foram ap-
prehendidos pelo fiscal desta freguezia pjr \oga-
rem as ras em abandono.
Freguaiia da Boa Vista, 25 de Agosto de 1886
O esanvao,
Alfredo Francisco de Soma.
Alfandega de Pernam-
buco
De ordem d Illm. Sr inspector da Alfandega,
scientifico a qaem in'ere-ssr posa, que a partir
do dia 1 de Setembro prximo viudouro, tica
inaugurado o 1 posto fiscal ao antigo Forte do
PicOo entrada da barr, onde deverao at-acar
tanto aa ida eom > na volta todos os vehculos que
forem ou vierem do lamaro, ficaudo no entanfa a
cargo oa baroa de vigia estacionada ao lado do
caes da Liogoeta e que servir de 2- posto fiscal,
todo movisaeoto de pequea cabotagem, que c m-
prebende a entrada e sahida das lanchas, batea-
cas e caaoas qae navegara entre porto da pro-
vincia.
Quardamoria da Alfandega de Pornambuco, 24
de Agosto da 1886O guarda mor,
Jo< Augusto de AseTedo Marqne.
Arsenal de Guerra
^0 conseibo de compras recebe propostas no dia
30 do correte at 11 horas da manta, para com-
pra dos artigis seguintes :
48 saceos d brim para marmitoes.
1 terno de medidas le metal para lquidos, at 2
litros.
2 cadeiras de ferro batido para 50 pracas.
4 cadeirae de braco de jacaraud.
457 boroaes para vveres, de brim imperial.
4 oleados espesaos para mesa, com 5."00 do com-
primenta.
6 bandeiras de file!te encarnado para exercicio.
1 dita de forma e cores da buudeira nacional.
5660 pares de sapatos de conro de baaerro.
550> leucas de chita.
6('3,m50 de tUndla de algodSs p^ra forro de ca-
potes.
31,"68 de panno fino azul para farda de sar-
gento ajudante e quartel mestre.
24081" de brim pardo trancado.
18 de alpaca preta.
7,B98 de ganga encarnada.
64 fitas de cadarco para servico de esqueleto
com 1 metro de cumpriraento e urna argolla em
cada extremidade, senda 32 encarnadas e 32
brancas.
revine-ee que nao scrilo tomadas em conside-
racio as uro.iostus que nSo forera feitas na forma
do art. 64 do rcgulamcno de 19 de Ontubro de
1872, em duplicata, com referencia a um s ar-
tiga, rcencionaado o nome do proponente, a indica-
cao da casa commercial, o pr co de cada artigo, o
numero e marca das amostrae, declarscao expres6a
de suj- ifai -se a multa de 5 0, uo caso de recusar
assignar o contra to, bein Coino as de qae tratain
os arta. 87 e 88 do regulamento citado.
Secretaria do Arsenal de Querr de P roa so-
bu co, 21 de Agoeto de 1886.
O secretario,
Jos Francisco Ribeiro Machado.
CO
ipAia Bra-llcira de Siavo
gseioa Vapor
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoa
E' esperado dos portos do sui
ateo dia 26 da Agosto, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portoe
do norte at Manos.
Para carga, passagena, encommenda valeres
racta-se na agencia
11 Ra do Commercio 11 _
CaHTAMUA PKB.liaslU* AA
DE
Vavejsa^o Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, fenede e Aracaj
0 vapor Mandahu
Segus no dia S6 de
Agosto, as 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
Idia 35.
Encoumendas, passag<. ..s dinheiro a frete at
as 8 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caos da Companhi* Ptmambucana
______ n. 12__________________
Lisboa e Firto
E' esperado nestes das o putasho nacional
(k*ar e legue eom bravdada para o porto ci-
ma, por tar qaasi loda a carga Migajada ; para o
resto que falta, tr*ta-M ata roa do Macanea de
(Jinda a. 4.
Para o dcar e Harauhao
Segae too brevidade para as porto aciaaa a
barea portuguesa Mara Car tinta, paaa o resto da
carga que lhe falta, trata-se coa os consignata-
rios Jit da Suva Lovo & Fila.
IfiiLOES
Qniata-feira (36) o de aovis, quadros,
lustres, tapetes e bjectos de electro-plate, em
urna chcara na es'rada dos Aflictos
Terce.ro e ultimo leilo
das dividas activas da massa fallida d-- Pereira de
Siqneira & C, na importancia de 3:930/180, ser-
vindo ae base a ofterta de 15: J0U0, sendo qoe
n'aquella seasiao a venda ser definitiva, de oon-
formidade cem o despach) do Illm. Sr. Dr. juiz
especial do commercio, em virtude do parecer do
Dr. curador fiscal d referida massa.
Sexta felra, 9 do correte
A' 11 horas
Agente Pinto
Era seu eseripterio ra do Bom Jess
n. 43
Leilao
dos materiaes do sobrado da ra do Commercio
n. 22 em Olinda, em solo proprio, bens perteacea-
tes massa fallida de Jos Jo&quim Pereira de
Mend'mca & C, no estado e lugar em que se acha.
Sexta feira, 9? do frrente
Ao meio da
Agente Pinto
Na ra do Boro Jess n. 43
I eildo
De uzeadas e raiudezas, lirupas e avariadas
exta-felra. S 9 do correte
A's 11 1/2 horas
Agente Pinto
Na ra do Bom Jess n. 43
Leilo
Km continaaco
De mobillas, f sendas para capote, miudesas,
perfumaras, jarros finos, camas francesas e mu
tos movis avulsos.
Sexta-feira, 27 do crvente
A's 11 horas
No armaaem da ra do Mrquez do
Olinda n. 19
POR INTERVENQAO DO
Agente Gusmo
Alaga-se a casa terrea da rna de S. Fran-
cisco n. 27 : a tratar no beeso das CarvaJJUM
numero 1. ^
Frecisa.se de urna asna para cosmhar)
tratar no sitio do Sr. Valenca, na estaco da >
queira.
Precisa-se de urna mulher de dada, nacia-
oal ou portuguesa, para ajudar nos trabalhos^ e
vendagem e outns de casa de jeqnena familia :
ua ra da Matriz da Boa-VUta n 3
Precisa -se de urna ama
do Caldeireiro a. 39, taverna.
trata-so na rna
Al uga-se

a casa terrea sita ra do Visconde de Albuql
qae n. 170, pintada e caiada de novo: a tidal
ao largo do Corpo Santo n. 4, 1- andar.
Vuga-se barato
o rmaseos n. 84 ra do Brum, com farsflM,
para o caes do Apollo, omito npropriad i para i*-
posito de assuesr : a tratar na ra larga do Re-
Bario n. 34, pharrcacia.
Casas baratas para alugar
Alaga-ge oprim-iio andar do sobrado n. 24,
com bastantes commodas, rui de S. Jorge, a a
loja do sobrado n. 23 na mesma ra : a tratar na
raa Augusta n. 286. _
triado
Preeisa se de um menino de 10 a 13 annosie
idade, para criado de taverna, preferindo-se sm
cor e que d garante de sua condusta ; a tratar
com o Simes nos (|uatro Cantos n. 1, taverna
Criado
de 14
Prrciss-se de um criado
ra do Commerci* n. 44.
*Jr_
16 annos; i
4. Leilo
Dr. Geroaeira
lUCttlO
Tm o sen escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora asa (liante em sua residencia ra da baa-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
ntaras criancas.
Edital n. 6
Oe ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faoo pu-
blico que no dia '26 do orr rante a Illma. jnnta da Fas<*ida Provincial, o ai
ti ndamento p t torrpo de daaa asaos, da saleta
(ue terve de botcquim ao theatra de tjanta Iaa-
el, servindo de base o aluguel anaaal ae 500A.
Secr tana do Thesoaro Provincial de Parnasa-
bnco. 21 de Agostode 1 i86. Servindo de secre-
tario,
Linolpho Campe!lo.
IRM.4.\DIUE
DE
S.Jos de Riba-mar
Tcndo de proceder-te o rleiclo pnra os novos
fuccci'inarios da mesa regedora de 1886 a 18S7,
de conformidad-' com o novo compromiso e com o
que foi requerido por diversos irmaos desti ir-
mandade, e despacho do Illm. Sr Dr. juis de di-
reito preveoor de capellas, a qual ser presidida
pelo referido doutor, convido a todcs os Carifsimos
irmaos para comparecerem ao consistorio da igre-
ja, as 5 horas da tarde do dia 27 do crrente,
para o hm cima declarado. Reeife, 25 de Agos-
to de 1886.O eacrivo,
Luis da Veiga Pespoa.
Monte de Soccorro de
Pernambuco j
Quinta-feira 26 do corrente, i hora do costume,
haver eessao ordinaria.
Secretaria do Instituto, 15 de Agosto de 1886.
Baptiata Regueira,
1- secretario.
fidYALMAlLSTEAM PiCKET
CiMPAIY
Vapor La Plata
esperado
do su! no dia 29 de
carrente segua lo
depois da demora
uecessaria para
Leilo
De genero, arrrjf>So, peso e medidas
Quinta-feira, 26 do eorrtnte
Ao telo da
O agente Silveira devidamcate aatorisado leva-
r a leilao generus, armacio, peso e medidas da
taverna sita na entrada da estrada do Faadaa em
Biberibe de Baix taiuuiK ue a tiav)
Leilo
De bons movis, linda quudros, lastres a gas,
esteiras e tapetes, forro de salas quartos, ob
jectos de electro-plate mnitoa entro artigos
de casa de fami'ia
QUINTA FEIRA 26 DO CORRENTB
Agente Pinto
Na chcara dr. estrada dos Afilete n...
Edital ii. 5
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faeo pu-
blico que, confirme a ordem do Exm. Sr. vioe-pre
sidente da provincia, ir praca nj dia 28 do
esrrente, perante Illma. junta da Fasenda Pro-
viacihl, o fornecimento do fardameato aeceesario
& guarda eivica, durante o correnle exercicio de
1886 87, o qual te compoe de keps de oleado com
ebapas de latao,numeradas, sobrecasacas de pan-
no fino azul ferrete, caifas do meemj pai no, sendo
ambas ettas pecas avivadas de casemira ene* rna
da ; c.i'chs de brim branco, blusas de brim jwrdo,
botinas de bezerro e capotee.
Os senhores concurrentes deverao habilitar se
na junta de 26 do andante mez, na forma regula
mentar eaprescniar as amostras das faztadas de
que cima se trata no dia designado para a arre-
matado, ficaudo ecientes de que o mesmo farda-
roento ser entregue j manufacturado, de accor Jo
com o figurino adoptado.
Secretaria da Thesouro Provincial de Pernam
buco, em 21 de Agosto de 1886.
O secretario,
Alfonso do A. Mello.
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
officiiil da imperial ordem da Rosa, com
mendador da real ordem militar portu
gueza de Nosso Senhor Jess Christo, e
juiz de direito privativo de orphos e
ausentes nesta comarca do Recite e seu
termo por Sua MageUade Imperial e
constitucional o Snior Dom Pedro Se-
gundo a quem Ddus gurele etc.
Faro sab*r aos quo o presente edilal r-
rem, ou delle noticia tiverem qu> no dia
31 do eorrente mez, depois da audiencia
deste juizo, na respectiva sala ir a praca
pnra ser arrematada por quem irais der 1
parta da casa terrea numero 217, sita a
ra Imperial,tendo 4 metros e 13 cintirae-
tros de largura, 16 metros e 20 cent, de
comprimnto, 1 porta e 1 janella na frent",
2 janllas no oitSo que deita para o becco
do Mocot,2 salas, 3 quartos, cozinha fra,
quintal murado com cacimba meieira, um
terreno de marinha, por 8004000, reis sen-
do a parte no valor de 266^666 quu servir
de base ao preyo da arrematacao. E vai
a praca a rquerimento de Valeriano Jos
Vital, tutor do menor Lydio Eleuterio Ma-
oede do Amaral.
E para quo chegue ao conhecimento do
tolos mandei passar o presente que ser pu-
ic^do p^la imprens e afSzado no lugar
*lo cotume. Dado e passado n-'st* cidade
fe, capital da provincia de Pernam-
buco, aos 24 do Agesto de 1886. Eu, Ala-
noel da Naacimento Ponte, escrivao,o subs-
errvi-
Adelino Antonio de Lima Freir.
Os poasuidores das cautcllas de penhd-
res do nmeros abaixo, sao convidados, a
resgatal-as at o dia 26 do corrente rnez.
10,922 10,942 11,062 11,128 11,209
11.413 11,512
11,618 11,620
11,634 11,637
11,654 11,655
11,6S7 11,702
11,729 11,734
11,748 11,754
11,763 11,761
11,795 11,796
11,805 11,815
11,K42 11,852
11,873 11,874
11,885 11,904
11,931 11,938
11,650 11,61
11,961 11,963
11,975 11,976
11,987 11,985
11,994 11,995
12,000 12,001
12,010 12,017
12,025 12,027
12,041 12,055
12,078 12,0:9
12,084 -12,089
12,094 12,098
12,103 12,104
12,108 12,109
12,123 12,127
12,133 12,140
12,157 12,158
12,172 12,178
12,190 12,191 12,198
12,5:03 12,207 12,208
12,217 1^,220 12,229
12,235 12,238 12,239
12,249 12,250 12,252
12,273 12,288 12,255
12,299 12,300
Reeife, 5 de Agosto de 1886.
O gerente,
Felino D. Ferreira Coslho
Capitana do porto
Engajados e Yolnntfarios para
scrvltciu no Batalho Varal
De ordem do Erm. sr. che-e de divisio J. ?
Manoel Picaneo da Costa, inspector deste arsenal
e capitao do .orto desta provincia, laco publico
que em observancia no aviso-cireuli-r do Minis-
terio da Marinha de 7 de Maio ultimo, por esta
reparticao faz-se xcquisicao de engajados e volun-
tarios ara servirem no hatalbS 1 naval, aos quaes
sao C ncedidas as segnintPS vantagens :
Aos voluntarios 400090, aos engjados 5003, e
s pracas de pret voluntarias, auando excasas por
conclusao de tempo de si tvqo, um prazo de trras
de 108,KK) metros quadrados as colonias do Es-
tado.
O pagamento da prmeira prestaco ser feito
ua corte, a segunda tres annos depois e a terceira
no fim de seis annos, que comprehenda a concluaio
do tempo.
Secretaria da Inspec?o do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, -i le Agosto de 1886. O secre-
tario. Antonio da Silva Azevedo.
Club Internacional de
Regatas
Segunda regata
Estando designado o dia 12 de Setembro vin
dnuro para ter lugar a segunc este club,
na baca de Santo Amaro, pelo presente convida
quem para ella se quizer 1 q comparecer
na 6ue do club, das 7 9 huas da uwe, at 7
do referido mez do setembro.
Recite, 23 de Agosta d 1886.
Pompeo C. Casacova,
2- secretario.
11,273 11,388
11,611 11,617
11,632 11,633
11,646 11,619
11,666 11,677
11,714 11,715
11,746 11,747
11,759 11,961
11,784 11,790
11,798 11,803
11,825 11,832
11,867 11,871
11,883 11,884
11,910 11,927
11,945 11,946
11,956 11,957
11,971 11,974
11,984 11,985
11,991 11,992
11,998 11,999
i2,008 12,009
12,022 12,024
12,036 12,039
12,0'9 12,077
12,082 12,083
12,091 12,093
12,101 12,102
12,106 12,107
12,118 12,121
12,129 12,132
12,152 12,155
12,Lti5 12,168
12,187 12,188
12,201 12,202
12,212 12,216
12,230 42,231
12,243 12,244
12,256 12,257
12,289 12,296
.. in Cj
Lisboa e Soithanptoi
Para passagena, trefes, etc., tract *t
CONSIGNATARIOS
Adamson Uo wie & inicdSiaU'siBriisilMailS.S.C.
O vapor Advance
11,610
11,629
11,645
11,659
11,705
11,736
11,756
11,769
11,797
11,823f
11,866
11,879
11,909'
11,941*
11,954
11,970
11,981
11,990
11,997
12,004
12,018
12,028
12,067
12,081
12,090
12,099
1^,(05
12,110
12,128
12,147
12, 63
12 186 res, tocando na
Espera-e de New-Port
News, at o dia 6 de Se-
teuibroo qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha, Riode Janeiro c Santos
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com oa
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Henry Forsler 4 C.
N. 8 RUADO COMiutROlO N.-8.
! andar
OnPAVUlL E alEMSIAVG
UIKH HAUITMEN
LINEA MENSAL
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Conamandante Minier
Espera-se da Eu-
ropa ateo dia 3 de
Setembro, seguin
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
Leilo
Baha, Rio de Janeiro e Ilonte-
terido
Lcmbra-se sos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne se ao ssenhores recebedores de merca-
duras que s seattender as rccUmaces por fal
tas nos rolumes que forcm recouhecdas na occa
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir -j
a frete: tracta-se com o
AGENTE
ingosle Lab lie
9-RA DO COMMERCIO-9
SieafflSavigalionGoinpanj
STRAITS OF MAGELLAN LINE
O vapor Araucania
E' esperado da Euro-
pa at o dia 29 de A-
gosto, e seguir depojs
>la demorado costume
'para a
faneiro, Honte-
Valparaizo
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
ee com os
AGENTES
liVlfson Sons fc C, Limited
N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
Aviso martimo
G. Morris, capitao do patacho ing!ez Getrge,
ehegad > a este porto p-.r arribada toreada, ne-
'. eontnMar es cnncrfns de sau navio, para
proposras em cartas fechadas at
ao meio dia dj dia '1 deste mes, dirigidas ao
mesni e entregues ao Consulado Britan -
meo, cesta cidade, aoude scro dadas todas as
s que precisaren! es jiretendente, po-
dendo os mesmos, desde ja, ir a bordo verificar ae
ias.
Reeife, 24 de Agosto de 188.
Do boas movis, lindos qaadro, lasaras a gaa
eeteiras e tapetes para forro de salas qaartos,
objactos de electra-plate e saaitoa entro artigos
de casa d<- familia.
QUINTA-FEIRA, 36 DO CORRENTE
Agente Piafa)
Na chcara da estrada do* Aflicta a. 32,
enea etii que aiorou o Sr. A. G. Browa
Constando de :
Um piano cora a respectiva adeira, ama
mobilia de junco torcido, coni ua sof, dous ca-
slo*, um mesa, 3 eadeira de triaos a 6 do gnar-
nieao, 1 liada asesa de jogo de Mogaeisa, 1 secre-
taria para sanbora, 1 com moda alta coas gaveti-
nbas tamben de Nogueira, 2 adeiraa d kaiaofo
12 eadeira aastriaaas, U dita de fantasa, 2 por-
ta-floree, 2 etUgese de eaato, 3 dito de paede,
4 ricas quadros a olao, 2 dito W oieogsapkias, 1
lustre de errata) e- 4 biao, 4 aatifae man-
eas, 4 vasos para florea, t aadeira de jaaaaaaa a
Luis XV 1 tupi te aveladado pana forro de sala.
Urna mesa cota abas propria para aa, 1 estante,
para rnusiea, 1 oostareirs, 1 mesa rsdaads, 1 Ma-
chia de costura lanaaa psra listado.
Sagana* sala
Urna mssa elstica, 2 gaardas loica, 3 ettagere,
8 lindos quadros, 1 caudieiro de 2 titos, 4 pannos
de mesas, 1 sola, 12 eadeiras, 1 tpete forro de
sala, 1 lustre a gaa, appurelhos para cha o jaatar,
1 dito dessert, opos, clices, garrafas, galnetero,
bandejas, talhere e colaent i leaUo-plale, 1
guard-cuaiida, vinho cognac.
Prisaira quarto
Um guarda-vestido com espelho, 1 gnara-roapa
de mngno, 1 telet, 1 lavatorio, 2 guaraieoes, 1
cama de ierro, grande, 1 dita para cranos, 1
commoda e mesa ca yedras, 2 naftas 1 tapete
forro de quarto.
Segando quirto
Um guarda-ves tifio de amamll*, 1 isaroaeaa, 1
colcho, 2 quadros, 1 nbide tornead, 1 commoda,
1 toucador, 1 perta-toalha, 1 lavatorio e esteira-
forro de quarto.
Objectos avulsos
Urna linda espingarda trunxada, calibre 24, fog
central, eartaenos e pertenees, 1 eaao osa 50 ps
de borracha cm sguincbo paaa segar, 1 bom ha
Jappy, 1 f .gao e 1 fsrno de ferro, trem d eoziaha,
trm de jardim, jarras e ou'ros objectos qae esta-
rao patentes ao exasse dos concurrentes.
Qulata-rclrn. SO do torrente
Os prctendenles podero tomar o trem das 9 ho-
ras e 45 minutos, oa os biods da linha de Fernan-
des Vieira, sendo que dita casa fica perto do En-
troneamento.
O leilo principiar s 1U 1/2 horas.
Do importante predio de 2 andares com grandes
accommodacues, bom quintal murado, cacimba,
alvoredos, tendo no aud*r terreo duas tojas, sito
ra de Marcilio Dias n. 32 antiga mi Direita,
confronte a travessa que vai para o mercado.
Sabbado 28 do correnle
A'a 11 horas cm ponto
No armazem da ra do Mrquez do Herval n. 19.
O agente GusmSo autorisado por mandado do
Ezm. br. juiz de direito da provedoria e com au-
torisaeao dos demais consenh.>res, far leilao com
assistencia do mesmo juiz, do predio cima mencio-
nado, pertenceoteao 18 polio de D Eelieidade Per-
petua Gomes da Silva, pudendo os compradores
zaminal-o, achindo-xe as chaves no pavimento
terreo loja de miudezas.
Api Pestaa
Bom emprego de capital
Lrilo
Terca-fclra 31 do correufe
A's 11 horas em ponto
No armazem e agencia de leiloes da ra
do Viga rio n. 12
De um sobrado de 2 andares rna da Compa-
nhia Pernitmbucana n. 20, antigo becco das Boias
(Recite), com 2 salas, 3 quartos, cosinha fora, em
cada andar, 2 lojas no pavimento terreo, em solo
fureiro, rendendo annualmento 756000.
Um sobrado de um andar ra Nova de Santa
Rita n. 56, com 2 s:ils, 2 quarto, cosinha fora e
terrajo, no pavimento terreo os mesmos comino-
dos, quintal, cacimba e app irelho, em solo pro-
prio, rendendo annualmeote 4804000.
Urna casa terrea mesma ra n. 58, com 2 sa-
las, 3 quartos, sotao interno, cosinha fora, quin-
tal, cacimba o apparelno, em solo Droprio, renden-
do 267^000.
Urna dita terrea mesma rui n. 60, com 2 sa-
las, 2 quartos, cosinha interna, apparelho, peque-
no quintal e cacimba nv.ii'ira, em solo fureiro,
rendendo 1924000 annuaes.
Urna dita terrea ra dos Patos n. 3, com 2
salas, 1 quarto, apparelho e pequeo quintal, em
solo proprio, rendendo 144^000.
Todos estes predios vendem-se livres e desem-
baraza los de todo e qualquer onus.
Assucar especia1
Joaquim Salgueiral & C, proortetario c'a mais
bem montada reOnacao desta cidade, scientioa
ao publico em geral e espe -i al menta ao omnat-
elo, que ttm sempre um completo srtimento de
assucares, tanto en caroco como refinados, do 1*,
2* e 3* sorte, especial refina lo osa ovo, o nta-
ibor que se encentra no mercado, e rndem de
prompto satisfazer qualquer pedido que lhes aoja
feito, pois psra isso tem sempre um grande depa-
sito. Gurauteui a boa execucSo e limpeza de ;
productos Te|. phone n. 445 -
Ba Blrelta n 99
Por

Aluga-ee a loja do sobrado ra de Losan
Valentina n. 50 : a tratar na roa Primeir aW
co n. 7-A, livraria Parisiense.
Ana deleite
Na roa do Cabula n. 11, primeiro andar, Basa-
da pela das Trncheiras, precisa-se de urna aan-
lher que seja sadia e tenha bom leite, para ama-
mentar urna crianea recesanascida.
Aluga-se
o sobrado com dous andares no caes do Apollo a-
75, com muitos co-umudos para famili, rf
commodo : trata-se na ra larga do Resana u.
34, pharmacia.
E' barato
Aluga-se o 1' e 2- andares do grande sabran
ra do Brum n. 84, muito fresco u bem accosk-
modado : ua ra laiga do Rosario n. 34, phar-
macia.
Caixeiro
Precisa-se d ua caixeiro de 12 a 14 annos : na
ra das Trncheiras n. 23.
Compra-se
diarios e jornaes : na ra do Visconde de Inha-
ma d. 75, antiga do Range1.
Portador Decaurilfe
Tudo de ac
Caminho "de ferro porttil de collocacao instan-
tnea.
O Dteauvil'e obteve todos os primeiro premtf
tem exceptu nos concursos francezes e estraa-
g iros.
Catlogosinformaees : dirigir-se ao Sr. En
gene Chaline, 22, ra do CommercioReeife.
Representante para a provincia de Pernambuet
ATISOS DIVERSOS
TRASPASSA SE a hypotheca da casa do largo
do Paraso n. 15 ; a t. atar na ra do Apollo
n. 34, 1* andar.
Babia, Biode
video e
Agente Pestaa
a
tilinta feira. 36 do correte
A's 11 bonaS
NO ARMAZEM DO SR. ASNE8 DEFR0NT2
DA ALFANDEGA
De 15 caixas contondo latas de 1/2 e 1 libra de
superior minteiga iugleza, 10 ditas com superior
cognac da marca cnmmercial R. G. Mord'llain &
C-, 10 ditas de dito superior da marca O & T.
Bacot, diversas ditas com latas de surd nha, di-
versas ditas ce ditas com marmellada, e finalmen-
te muitas ditas contendo conservas de varias qua-
lidaaes, como sejam: cve flor, fejio, etc.
Todos estes gneros serao v udidos por conta
e risco do quem purtrncer, por terem soffrido um
diminuto toque de avaria a bordo do ultimo va-
por entrado u'este porto.
De predios
Sexta felra 99 do corrente
A's 11 horas
A' rna eatreita do Rosario n. 26
O agente Silveira devidamente hutorisado leva-
r a leilio f, caca terna sin l ra de Luis do
Reg n. 23, em 8anto Amaro ds "-alias, em ter-
reno foreiro, tendo a ea.-.i 2 j.iucilas c poita de
frente, 2 salas, 2 quarto?, 1 gabinete, cosinha fra
e um qiiartc grande quintal todo murado e ca-
cimba eom boa agua.
Os Srs. pretendentes podem examinar.
Aluga-se casas a 84000 no becco dos Coe-
ihos, junto de S. Gancallo : a tratar na ra ds
Imperatric n. 56.
Aluga-se qnatro casas na ra Imperial ns.
102, 104, 132 e 136, caiadas e pintadas, com com-
indos para familia, e precos razoavel : a tratar no
Reeife, cues da Apollo n. 45, ou na mesma rna
a. IfO, at as 9 horxs ou daa 4 em diante.
Precisa se de urna perfeita cosiuheira, para
casa de familia : a tratar na ra do Baria da
Victoria n. 39, loja-
Tede-se ao Sr. Francisco Machado Teixeira
Cavs lante, senhor do engeubo Riacho, o favor de
apparecer em Atogados, pateo da Paz n. 23, a
negocio que o mesmo senhor nao ignora.
Hreeisa-se de urna m stra pira morar com
urna famila que reside aqu na cidade, encarre-
gando-se da educacio de dnas crianzas : a tratar
na raa de Luiz do Reg n. 25. nde se darlo os
detalhes do contrato.
Aluga-se urna preta que eos i I fcbem e sem-
pre tem estado alugadacm easa oY familia: a
tratar na ra dos Martyri-s n. 148, 2' andar.
I recia so de 8 i0400', pagando se juros de
um por cento 110 m<*z para se pgar em tres ann.is,
dndose urna quautia qnc descont no principal
todo o anuo, dando-se urna casa livre e desemba-
razada, qu rende 5004000 por anno, por hypo-
theca : q'irin qmzer fazer esse neg co dirija-se
ra do Mrquez do Herval n. S3, loja, que acha-
ra ;om quem tratar.
Aluga se a bella casa do ateo de S Pedro
Novo, m Olinda n. 2, para os banhos do mar,
muito fresca e grande cbmmodidaae psra familia
q le se trate : a tratar no Oiminha Novo n. 128 :
quem a pretender, venha logo conrratar.
Precisa so do urna ama que saiba cosinhar
para casa de fami a : a tratar na ra das Trn-
cheiras n. 7, loja.
Precisa-se de urna ama para todo servico de
duas pessoas : ua ra da Praia n. 12.
Prf cisa se de um h-Mnem casado e de boa
conducta, c ja mulher saiba liivw e engemmae,
rara cuidar de urna casa e sitio, na Passagem
da Magdalena : a tratar na loja de joias de Jo-
seph K>ause & C.
Aluga-se o sobrado da travessa do Livra-
mento n. 10 ; na ra dj Apollo n. 34, primeiro
andar.
D-se 5400C de gratificarlo a quem levar
no Caminho Novo n. 12S nma cachorrinha malba-
da de m nenas .-nnarellas que desappareceu ba
ties das da casa ra do Maiquez do Herval n.
23. A cachorrinha tem duas malhas as orelhas
e a cauda enroscada, cottuma ter nns ataques
que fc quem 1 cri u tem o remedio.________^^^
Precisa-se de uro caixeiro ae \' 1 14 auuos>
para taverna : na m* I-npeiial n 1-8.
Aos 2rtss dos os
Cura certa em 48 horas das inflama^Sea
recentes dos olhos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silveira.
Emprega e este poderoso colyrio sempre cosa
grandes vantagens, as seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas, coa-
nnctivites, etc., etc.
Deposito geral, na drogara de Faria Sobrinbo
S C, rna do Mrquez de Olinda n. 41.
Para informaees, sedirijam 4 livraria Indns-
trial ra do Barao da Victoria n. 7, ou resi-
dencia do autor, i ra da Saudade n. 4.
Agua lio Vino
Em qnartos e meias garrafas, vendem Faria
Sobrinho & C, i rna do Mrquez de Olinaa n. 41
DEPOSITARIOS
SiK3aSS2EK
Pr.-eioa-se de um caix irj de 12 a 14 annos,
com pratica de qualquer negocio ; a tratar no es
tabeheimento do Sis. Dom: gos Duarte ft C, no
Varadouro m 0>inda.
Fica traueferida para a ultima lotera de
Stteinbr;, prximo a rifa do cavallo russa, feita
antre amigos m N. 8. do 0' de Ipojuca.
A. C. P.
Jo*e Antonio de Hallo*
A viuva e familia do finado Jos Antonio de
Mattos acredecem cordialmonte A irmandde de
S. Jos d'Agonia e a todos quantos se interessa-
ram por elle, quer em seu tratamento. quer ees
seu enterro ; e convidara ao m-smo tempo os ami
gos e mais peseoaa de sen conhecimento e do -
nado a assifctirem as missis quo pela alma d
mesmo bao de ser celebradas no dia 98 do corren-
te, s 7 horas da m.nha, na capea de Santa
Amaro das >alinaa.
Jone Beierra Cavalcante do
Albuquerque
Antorio Bezerra Cavalcante de Albaquerqo,
sua molher efilhos, agradecen!'a todos os pann-
tes e amigos que se diguaram acompanhar ao ce-
miteiio publico os reatos mortaes do seu pr filbo, enteado e rmao, Jos B.zerra Cavalcanta
de Albuquerque ; e de novo os convidara para
assistirem a missa que mandara celebrar na ma-
triz da Boa-Vista, pelas 7 l/ horas da manha d
dia sabbado 28 do corrente, stimo dia de sea
p, san ment.
Serapblna Marta do Xanoime-nto
Avila
Maria da Penba Cabral e Joaquim Pires da
Silva Hgradecem cordialmente s pessoas que ge
dignaram acompanhar OAVrestos morlaca d_- sua
eara e presada mi e prima. Seraphina Maria rln
Nascimento Avila ; e de novo s convidara, bern
como aos seus parentes, para asistirem a raissn
que mandara celebrar sabbado 28^ d> corrent,
pe as 8 horas da manha, na matriz da Ba Vista,
si timo dia do seu fallecimento, e i'Ojde j se coa-
fessam agradecidos quelles qu se dignarem at-
sistir a se acto de relijriiio e oridadp.


Diario de PernanibucoQuinta-leira 26 de Agosto de 1886

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SV.^

A1
pj
r o*

**p*
(Aye-sCherryFeetoral)
PA ACVVA K CONSTVfttfQ.
IbSSE. ASTH MA.BRONCHITE.
CooutiucHt ouTossr. Convulsiva
Tsica ePulmonar.
fW.i. yx D. JCAYlRCl*i,M.[fc
,2 /too

H
c Econmico
PABiNS
\SOTS* BASTOS
"O
Aluga-se
o predio n. 140 ra Imperial, proprio pa -
ssbeiecimento fabril : a tratar na ra do Commer-
o n,"^, com J. I. de Medeiros Reg-__________^
Aluga-sc barato
A roa Lomas Valentinas n. 4
O armazem da ra do Corone! Suassuna n. 141
Ra da Baiza Verde n. 5.
Casa terrea da travesea de S. Jos n. 23.
Trata-se na ra do Commercio n. 5, Io andar
iptorio de Silva Guimaraes & C.
Aluga-SB
tasa sala propria para escriptorio : na ra do
Bom.'Jess n. 38, 1 andar.
Alug
a-se
as Misas : ra de Aguas Vurdes n. 22, 2' anda
tiado e pintado de novo ; estrada de Luiz do
Rogo, casa pequea n. 16 B : a tratar na ra da
Aurora, cartorio da fazenda n. 21._______________
Ama
Precisa-se de urna ama que cosinhe perfeita-
ente : na ra de Riachuello n. 57, portao de
trro.
Ama
Precisa-se ce urna ama para cosinhar e com-
prar : na ra do Dr. Joaquim Nabuco (Capuuga)
Ama
Precisa-se de urna igommadeira : na ra Aurwy n. .
Precisa se de urna ama que engomme com per-
feicio ou cosinbe : na ra do Mrquez do Herval
numero 10.
Agua florida. Extrahida de flores bra-
sileras pelo seo delicado perfume, suavida-
de e suss propriedades benficas, excede
a tudo que ueste genero tem apparecido de
mais celebre.
Tnico americano. -E' a primeira das
prepararles para a conservajSo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias capiilares, faz nascer os cabellos,
impede que embrao quedara e tem agrande
rantagem de tornar livrea de habitantes as
caberas dos que os usam.
Oleo vegetal- Compcsto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Excelente remedio
contra a carie dos de rites, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo balito.
Vend-vse as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF.LEPHONE N 33
Roubo
Do eogenho Cahet, do termo da Escada, foram
ranbados no di> 3 do eorrente mez, da estribaria
de lavrador Manoel Feij de Mello, tres cavallus
possantes, gordos, de cores e signaes seguintes :
tun castanho tapado, inteiro, de segunda muda,
nda baixo obrigado, no p esquerdo tem urna
lis?; branca entre o casco e o cabello, e no di-
reitoun ^aroeinho, como que produzido por espi-
nko : dous russos, sendo um grande, ardigo, den-
tes quebrados, de 12 auius, inteiro, anda baixo,
francamente, e o ro quarto, sem andar.es, de
8 anuos, muit em feto, castrado, tem no sovaco
esquerdo um signal de ferida que teve ba annos,
etodcs tres teem este ferroMFna p direita
dono gratifica quem der noticia certa de ditos
cava los.
Attengao
Jos Maroel de Almeida retirando-se boje para
Rio de Janeiro no vapor Ville de Macei, julga
ada ficar a dever a pessoa alguma, se porm,
houver algucm que se julgue sen credor, queira
apresentar-se ao seu procurador, o Sr. Aatonio
Augusto da Silva Res, a ra do Cabug n. 5 A,
que justificando o seu crdito ser immediatamen-
te pago pelo mesmo eenhor.
20SIKI0
Aluga-se a casa a.C ra de Riacbuello, anti
ga do Destino (Boa-Vista), a chave acha-se no
mesmo coiTer n. F ; a de n. 4 travessa do Frei-
tas (antiga do Trindade) em S. Jos, com 2 salas,
2 quartos, cosinha, quintal, cacimba, 1 sotan e
est limpa, por 16 ; a chave se acha junto n. 8
trate-c na ra da juian. 62, Recifc.
AlleiH'io
Compra-se ou aluga-se urna boa casa perto da
cidade, desejande-se nos seguintes pontos : So-
ledade, Caminho Novo, Capunga, Passagem da
Magdalena, tendo bom sitio, agua e gaz : quem
tiver dirija se ra do Imperador n. 49. 1 andar,
a tratar com o solicita ior Antonio Neves.
Os Crimcs do Recifc
Bomance por Corte Beal
A' vsnda as livrarias Francesa, Fluminense,
Quintas, tabacaria Javanesa, restaurant Doria e
en outros pontos. _________
BoH-Viagem
Aluga-se urna grande e rzcellente casa n'este
aprazivel arrabalde com muito bens commodos e
p rto do hanbo.
A tractar na ra Larga do Rosario n. 34, bo-
tica.
Attncio
Precisa-sc fallar com os herdeiros ou parentes
d fallecido Jos Antonio Al ves dt B.ito a neg
ci de interesse dos meamos, na ra do Bom Je-
ss n. 60.
Cosinheira
Precisa-se de urna boa cosinheira, que seja as-
teiada e durma na casa em que se alugar, paga
se bem : a tratar na ra do Paysand n. 19 (Mag-
dalena )
All'iican
O Carlos Sinden, ra d j Bario da Victoria n.
4G, receben pelo ultimo vapor o seguinte :
Flanella branca para roupas de Lown Tennis.
dem dem dem de ricket.
Sapatos de qualidade para Lown Tennis.
Camisas fioissimas de flanella de cor.
Sobretodo de borracha o mais fino ue tem vin-
as ao mercado, tanto para homens cobo para se-
naona.
Tricofero de Barry
Garntese que faz nas-
cer ecreecer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranquo-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacfto oficial de
um Govemo. Tem duas vezes
ruis fragrancia ednraodobrodo tempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
canto no banho e no qnarto do
doente.-Si E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e oa
desasaos.
Xarope Je Vida Je Renter No. 2.
SUTES DE TTBAL-O. DKPOIS DECTITi-O.
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Aifeecoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
ncas do Sangue^Figado, e Bins. Garntese
que purifica, enriquece e Vitalias o Sangus
restaura e renova o systema inteiro. m
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito era Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C-
Jaboatao
Vende-se a padaria e o estabelccimento de mo-
lhadoa, bem afreguezados, e prometiendo anda
maior negocio fazer com a ida das oficinas da es-
trada de ferro de Caruar, prozimo mesma es-
taco, onde ficam situados os estabelecimentos
cima, arrendando-se ao casas pessoa que pre-
tender : a tratar em Jaboatao, confronte ao hotel
Globo._________________________________________
Salpicas e virti verde branca e
lino
Recpbeu Ant-nio Duarte ra di Unio n. 54,
confri'U'e h c stago ; tornam-te reeoirmenda'.eis
estes artig.is por ter recebteo de esa particular
de Portugal, razao por que garante ser especia.'i
dade ; asirn como tem carne e queij s do scrto
por preco muito mdico ; o dicsumi viuho tambem
se vende em casa de B-niMruin Duurte ra da
Florentina us. 2 < 3, em retalho e ancoras. Na
mesma compra-se urna balanca decimal, grande.
Anneis com brilh.intes
Hontem, um. seuhora a > sahir da capella do
Hospitul Portugiu-z at o porta.) perdeu tres au-
nis orna brilhantes ; o regente suppoe que cahi-
ram na cabella, porqunnto, observou que outra
senhora ap.nh'iu um objecto findo o acto da mis-
sa. Ruga se pessoa que ene ntrou os anueis o
obsequio de re.-tituil o ao regente do ailuuio
hospital, que s'rft reenmp sa >
Alinaiiack da provincia
1886
Um rolunic com Ji paginas
2^000
A' venda na casa editora. Livraria Parisiense
n. 7 A, ra Pmn. Iro de Marc" n. 7 A, Induatiial
Econmica de G. Lip rt & C. e Caruoso Avres.
Casa para alugar
Alnga-se; a casa dajrua do Progresso o. 23,
reedificada, com comnodos regulares para fami-
lia, muito fresca,;;est se pintando, qualquer pre-
tedents poder ir vel s : a tratar na rsfinacao
do Csf rea do Arsgio. ^^_F
APPROVACAO DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
O quinium Labarraque um Vinho eminentemente tnico et febrfugo destinado lubsrituir todat
outras preparaces de quina.
O quinium Labarraque contera todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripto com vantagem aos convalescentes de doen^as graves, as parturientes e
a todas as pessas iracas ou debilitadas por urna febre lenta.
Tomado com as verdadeiras pilulas de Valict, sao rpidos effeitos que produz nos casos de chlorost,
ma, cores paludas.
Em razao da efficecia do Quinium Labarraque, preferivel s*** C^
tomal o em copo de licor, no fim da refeigao e as pilulas de Vallet antes. ^/-/aj $c%\
Vendc-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatura : r
Fabricacao e atacado : Casa L. FRERE
19, ru Jacob, Paria.
S
2

czj

as
1X2
Chapeos e chapclinas
36 A40PRAQADA INDEPENDIS--36 A 40
B. S. CARVALHO & C.
Proprietarios deste bem conhecido estabelccimento pajtecipam
as Exmas. familias e ao publico em geral, que mensalmeute recebem
das principaes casas em Paris e Manchester o que de melhor e de
apurado gosto ha em chapclinas e chapeos pura senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
peos para hemens e crianjas, e muit<.d outres artigos concernentes
cha pelara.
Flores articiaes para ornamento de salas.
tX2
SO
1X2
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es
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se
^^^^^^^S^r>r^^V^^^A^^^^^I^A
MARCA DE FABRICA
VINHO
DO
IrWH s*cyr5 (kAa uiucsi m temmmrm m chwix i
|trtft AUQUIWSTITRECT ALfHlRC0-0PHf>6FSBWERES|
i ata EXPORTAT I O N fS^TaS!
DrGabanes
kinahcabanes
O vinho do D' cabane, submettldo i
approvaro da Academia de Medicina de
Paris, foi reconhecido como um tnico
enrgico (por encerrar os principios consti-
tutivos do sangue e da Carne), que d ao
sangue forra, vigor e energa.
Os Sn" D" Tronssean, Ourard e Vel-
pean, professores da Faculdade de Medicina
de Paris, o receltam todos os das com o
melhor xito s mulheret enfraquectdas por
excessos de toda especie, trabalno, prazeres,
menstruaco, eiade critica e amamentaco
prolongada. T extremamente efflcaz contra
o Pastio, Ms digettSes, Dyspepsias, Gastritis,
Toaturase Vertigens.
D resultados maravilhosos nos casos de Anemia. Chlorose, Pauperismo do sangue, Esteri-
lidade das vmlaeres, Flores brancas, Perdas seminaes, Impotencia prematura, Bmmagrecimento
geral. Tsica pulmonar, Pebre terca, Intermitientes, Palustres, Endmicas e
Epidmica.
O Vinho do I' Cabanes, pela energa de sua aeco cordial, desenvolve as torcas, activa a
Circulaco do sangue e c inulto recommcndavcl para as convalesceneas.
Faz cessar os vmitos tao frequentcs durante a gravidez, augmenta a secrecao do leltc nos
nutnzes e d extraordinario vigor as criaucinhas de mama; gra^s a influencia dos seus prin-
cipios tnicos, soberano no.s casos de Diabetes, Affeccdo da'medulla, Hysteria, Epilepsia,
Jtachittsmo e em geral, em todos os casos em que preciso recorrer um tnico poderoso, que
di vigor e restaure as forras dos doentes.
Como aperitivo substitue com grande vantagem os lquidos perniciosos como absintho,
vermouth, etc E'um preservativo ireciado pelos viajantes e marinhelros, como anU-epide-
mlco e antidoto da febre aiiiarclla, Vomito e outras Molestias trpicas.
Deposito geral: TROUETTE-PERRET, 264, boalevard Voltaire. PARS
Depsitos em Pernambuco: FBATT" M. da SILVA &. C, e aas principaes Pharmacias.
MOTA. Ptrt evitar a< contrafaepes, z se deve
acceitar as garrafas qui titerem incrustadas no vidro
as palarraa : Vinho do D' Cabanes, Paris, a
sobre os rtulos, tiras de papel que envolrem
lrgalo e a marca de fabrica,
a assignatura do D' Ca-
banas e o sello de garanta
do governo francez. ^*~; *
_____________________________ _________ "i yffa m
w papai que enroirem o
Exigir 6 vilo
Frsnoti.
S0LUCA0 C0IRRE
Exigir o sallo
Franou.
AO CHLORHYDRO-F MOSPHATO DE CAL
O mais iMderoao diis reconstltnlntes adoptado por todos os Mdicos da Boropa na
Fraqutza geral, Anemia, Chlorosls, Tsica, Cachexia, Escrfulas, RachltUmo, Doenctu
des ossos, Crcscimevto dlfflcii das enancas, Pastio, Dyspepsias.
Pars. COIRRE, _Pb<,J9, ru4i hercb-Iidi. Dpit* ou irUeipiM Fhtrauu.
DO
C3
5
t
i .1
lit
' a o
"vinho defresne
TNICO-NUTRITIVO
CORM PEPTONA
fCarno assimilavalj
FERRO E UCT0-FH0SPHAT0 DE CAL NATURAES
Sendo o Vinho Defresne d'um gosto delicioso, tam-
bem o nico reconstituinte natural e completo.
o mais precioso de todos os tnicos; sob a sua
influencia, desvanecem-se os accidentes febrs, renasce
o appetite, forlalecem-se os msculos e voltam as torgas.
Emprega-se com xito contra a inappetencia.os cres-
cimentos rpidos, convalescengas, molestias do
estomago (Gastralgia, Gastritis e Dysenteria), e
debilidade, a anemia e consumpeo.
DEFRESNE : fornecedor dos HcspiUes, Pars, Autor da Pancreatina
,g tedas as giwmaaas
Pharaacia M. da SIL.VA A O*.
GOHAS REGENERADOR
do Doutor SAMUEL THOMPSON
Tratament elllcaz. contra todas as afleccoos provenientes do enlra-'
queclmento dos orgos e do systema nervoso, ou das altcra.;6es do
gaugue Praqcsaa dos Ulna, Ssterllldade, ValpitaeSes, Enf'a-
araral, toeras Convaiesconoas. Este tratamenlo e, de ha multo, rsjconbectdo
e recommendado como o maior regenerador do organismo.
6 FRASCO : 8 FRANCOS (1M* rjlAUOAl
i trouxer a marca de Fabrica registrada e a assignatura^
deve ser rigorosamente recusada Js-y^
Todo frasco que nao trouxer a Marca de Fabrica registrada e a *t*itnatura%_iA Unic* fairluatt
AXIS, Pharmacia GEX.nr, ras BoonirtioBsrt, 3s
Deposito am Pernambuco : FRAN" M. da SILVA & C>.
INJEGTION GADET
Cura certa em 3 das sem outro medicamento
f.liilS V, Bouievttrd I**mui. 9 JMJC/Ji
* ciraiMdt 9
D artros, Chavos
Virus, Ulceras
DEPURADO CHABIiE,
lm Usa H Pkinuclu U Dnlvirt
Onde se encontra gratis a
lUia CktMl.
36
r/fi/e Viv\e^c
CHABLE
pAR/S
.Oo,ooo i>0ejl
^ liraiM di *
60K0KRH, FLORES braneu,
Perdas semimaes,
ESGOTAMEHTO, etc., etc.
rsLO
CURATO DE FERRO CHABLE
Em todas as boas
''*.
Pharmacui
o adrase*
P
J^Kl
Attenco
Pede -se ao Sr. Epiphanio da Rocha Wanderley
chefe da estacSo de Pao d'Alho, que mande res-
posta das cartas que se Ihe tem escripto sobre
aquelle negocio, na ra dos Martyrios n. 148. Fa-
tem dous sanos. MJ
0 verddeir vinho do Porto
DE
J. H. Andresen
D. Luiz, Quinta de Nova Cintra, e Tres Coroaa,
Cognac
* *
* *
0. P. .
G. Laporte k C.
tona rs\ de rommlssoc A na de
Imperador n. 46. 1 andar
VENDEM
Elixir dentifrlclo
Mama dentifricia
dos reverendos padres benedictinos de Soulac, o
melhor dentifricio que tem vindo para o merca-
do (s as duzas).
Anti mounllque Query para matar aa
morissocas, maiuins, etc. (s dusias).
Vlnbo de Champagne da afamada mar-
ca Moet & Chundon em garrafas e meias (s cal-
zas).
Vlnbo de Ch La Tour Byroa (35 a 45 a caixa) (s caixas).
Cognac, marca Hildebert .( caixas).
Vinagre aromtico, para a mesa, especiali-
dade para familias, garantido puro de vinho bran-
co (s garrafas).
Salna-parrlinarreHca doPari.,
Eau de mlie des Carmes, a preco
de factura para liquidar 10U duzias vindas por
engao (s dusias).
Rol Lecbaax, grande depurativo regotal.
(; rnente aos aenhores droguistas e pharmaceu-
ticos).
Papel almasao duplo, liso, proprio para
impresso de obras, etc., etc.
Papel para carcas, grande e variado
sorti ment, a preeoe nunca vistos neste mercado
(em porc&o) todos os formatos, e os competentes
Enveloppel tambem a preco sem compe-
tencia.
Cart6ende visita de todos os formatos
brancos e de phantasia, cartoes para o commer-
cio, em Cristol, framlim etc.
Tinta Blae-BlaeK, verdadeira de Ste-
phensun, recebida por rem>'8sas peridicas do pro-
prio fabricante : precos inexcediveis de barateas.
Artigo* de escriptorio tacs como livrot
em branco, copiadores, tintas, caetas, Uxpis, lin-
teiros e todos os mais sempre vendidos a precos
muito baratos para negocio.
Gomms arbica de Adriano Maurin fras-
cos glandes e pequeos, em cixas de duzia.
Tinta de marcar a roupa, do mesmo fa-
bricante.
A' ra do Imperador n. 46
DE
A. Barrn k G.
Vendsm Perreira -Rodrigues & C., roa da
Madre de Deus n. 14.
Pilulas purgativas e depurativas
de Campanha
lstss ailulas, cuj;. preparaoae purameute ve-
etal, Wuis siso por mais de 20 annos nnrorsitadas
com es malhoras resultados n:.B segmist m inolca-
tias : asTecfes da pelle e do figaao, sypbilis, bou
bees, eserofslas, shagas invsteradas, rysipelas e
gosorrhsas.
Moda de asal-aa
Coso purgativas: tome-se de 3 a 6 per dia, n-
oaado-se apis nda dse un pouco d'agua adoca-
a, sk ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pula ao jantar.
latas plalas, de invencao dos pbarmaceuticos
Almsida Andrade & Filbos, team veridittum dos
brs. Diedisoa para sua melhor garanta, tornndo-
se mais reaommandaveis, por serein um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
'isadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
*% dragarla de Farla Sobrlnbo A C.
I -BA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Mhnoel Antonio de Jetas
Trigsimo dia
O Dr. Julio Cesar Augusto E. de Castro Jess (ausente), D. Olym-
, pia de Jess G^ncilV' s, Manoel Antonio Gon$al
J ves, D Mara Leopoldina de Jess Carvalho, An-
' tonio Gomes de Mattos, D. Theolinda de Jess
j Mello (ausentp), rogam aos seu3 parentes e ami-
gos o caridoBo obsequio de comparecerem s mis-
! sas que mandam resar por seu finado pai e sogro,
| na matriz de Sant > Autcnio, no dia 27 de Agosto,
' s 8 horas da manba.
t
Jalla Tbeodorlca Veras
, Antonio Martiniano Vt-ras e seus irmaos man-
[ dam resar missas, quinta-f. ir.i s 7 ]/2 horas da
i manha, no convento de S. Francisco, por alma de
i sua virtuosa irma Julia Theodorica Veras. Con
I vidam a seus amigos para aesistirem a este acto
I de religiao, pelo que se confessam eternamente
i gratos.
- itat
dio ao ftor-to
a bella alvura vapo-
rosa que !ez a reputagao
das Bellezas da ntlguidade.
L. PANAFIEU a Cu
PaiHtf ra Kochechouart, 70.
pitarlos em Pernarr, buoo : Franc M. di S2.VA O*
CURA CERTA
ie todas as Affeccdes pulmonares
CAPSULAS
fCREO S OTAD ASVfgJ
doDr.FORlTIEIip
t'nlcas Premiadas
Na Etposicio dePariz em t
X1JA-HH A UANIIA DS
uahmti rinaADi
Todos aquelles que soflrem
do peito, devem experimentar
as Capsulas do Dr. Fournier.
Depositario* em Pernambuco :
FRANCISCO M. dv. SILVA 4 O.
rfA EXP0SICA0 UNIVERSA
VINHO de CATILLON
de GLTCERINA e QUINA
0 mai* poleroio tnico reconslituint* proscripto
noscaso^ efe Dores (.'estomago. Lanrror, Anemia
Diabetis, Consumpeo, i ebrea.
Convalcscenca, Rezultados dos partos, ele.
0 mesmo ficho com fe-ro. VINHO FERRUGINOSO D'
CATILLON regenerailor por excellencia do sanyue pobre
dascorado. Este vinho faz tolerar o ferro por todos
estomago e nao occasiooa pris.io de ventre,
'RIS. 23. ra SainfYrcent de-Ptul. Em Pernambuco:
ncwM.daSiivaoCSenapriDCii-** JhirmadMt
il. Em Pernambuco! Jh
jdDOipMl J*barm&clsi Mf^M
Jos itnsnnlo dos Sanios
Antonio Jos Rodrigues de Souzi e sua esposa
mandum celebrar miesas por alma do seu presa-
dissimo genro. Jos Augusto dos santos, no da
26 do eorrente, segundo anniversaro de seu fal-
lecimento, na ordem terceira do Carmo, s 7 horas
da manha.
Walfritlo da Wilielra Tavora
Luiz Antonio da Silveira Tavora, ferido do
mais profundo sentmenro pela morte do seu pre-
sada filho Walfrido da Silveira Tavora, agradece
aos seus amigos que se dignaram de acompanhar
n finado at h sua ultima morada ; e de novo es
convida para assistirem a inissa do stimo dia,
que tem de mandar celebrar quinta-feira 26 do
correle, s 8 horas da manha, na igreja de N.
S. do Carmo.
ajor CunIoo Floro da Silva
Fragoso
A miii, irmaos e canhados do major Custodio
Fl ro da Silva Fragoso, fallecido no da 27 de
Julho, pedern a todos os seus parentes e amigos o
caridoso obsequio de assistirem as missas, qu"
pelo descanso eterno do mesmo finado, mandam
cili-brar na matriz da Boa Vista, pelas 8 horas da
manh do dia 27 do eorrente, trigsimo de seu
fnll'cimi-nto.
#

D. Mara l.nlsa Mello da Silva
O bacharel Fedrc. AfT np de Mello, tendo reca-
bido a noticia do infausto pagamento de sua pre-
SHdiesims irm D. Maria Lu>z Mello da Silva,
tallecida na provincia de Kergipe, manda celebrar
orna missa por alma da m^sma, na matriz da Boa
Vista b 8 horas da manba do da 26 do correte,
quinta (eir, trigsimo do seu passamento, e para
esse acto de religiao e caridade canvida aos seus
parentes e amigos; confes'anda-se desde j eterna-
mente agradecido a tod. s que lhe fizerem essa fi-
nesa.
Os Crimcs do Recifc
Romance por Jo2o B. P. Corte Real.
Sob a epigrephe Crimes do Recife, se publica-
rao em fascculo os seguintes romances'.
A Victima* de Santo Amaro
Narracao de um sanguinolento tacto praticado
por um negeeiante desta praca, que seb o falso
motivo do adulterio assassinou sua esposa.
II
O Cadver da liba do Pina
Narracao fiel do assassinato de urna mulher vi-
ctima de intundadas suspetas, segundo se espa-
Ibou enri ; mas que finalmente descobrio se ter
scndo um rigsroso castigo.
111
Os Noctmbulos
Narracao de um assassinato, que impresiono
a populacao desta cidade e cujo resultado; foi
roubo de urna grande fortura.
IV
Os Companheiros da Espada de Foro
Historia da vinganeu de urna das victimas] da
revolueao praieira. onde ee patenteiam tactos at
boje desaouhecdos do publico, mas cuja narracao
se acba confirmada < i.-r documentos originaes em
poder do autor.
y V
A companbia do tiro.
Narracao de um tacto criminoso, praticado pela
coirpauhia do olho vivo, que deu em resultad*
Irvar para Fernando de Noronlia o seu befe.
Neste romance se pstenteia nao s a giria usada
entra elles, e descouhecida do povo, como tambe
o seu codigv. Todos estes romances se acbam li-
gados uns com os outros, ora pelo enredo, ora pelo*
personagens. As8gna-se as livrarias : Fran-
cesa, Indusrrirl, Fluminense. Quintas, as taba-
carias Havineza (Becrf-) Bourgard (Boa-Vista),
Restaurant Doria, e ua loja do Sr. Lemos ras
da Imperatriz.
Grande fiquidacaO
NA
Loja Camacan
Avisam a ao respeitavcl publico e espeoialmea-
te s Exmas. familias que estamos liquidan*
s artigos de miudezas existentes n sle estabele-
cimento com 50 0/0 de m-. nos. As xmas. fami-
lias contra) ao bom sortimenta e boas ]> chinchas
em todos os artigos, como sejam : bisos Krantos
6008^34810. 4500, 4S00, b, ti e 800t a
peca, com 11 metros, ditos de ores a 4&500. ti.
Ti e 8 a peca, bicos pretos com vidrilbo, alfinets
a C6> ra. a cart*, agulhas finas a 80 rs. o popel,
cnixinha om afincta a 120 rs., pacote om tres
j.-ibouete* fines p>r 400 rs., um pao de saboneta
fino a 800 rs garrafa com agua brida verdadai-
ra a 500 e 800 rs., 1*000 e l*80, baleas a 30
rs a duzia. lindo sortimento de *spartilho a
4*500, ii e 8sdOO, dem dem de luvas finaa,
h. Isas oe nnro a lfaJO, 5j, 6 e 7.000, meiaa
finaa .r* Benh ira a 700 rs o par, oleo onza ver-
dadniro a 00 rs. o frasco, agua de aolcaia fina a
lo irasco, I i ii ha de machina a 900 rs. a duzia.
Alem deste annuncio temos muitos artigas qua
as Exmas. familias verlo melhor com a presenfs
ra Duque de Cexias n. .
Atten^o
Permuta-se urna cadeira do sexo feminino, ea
um dos me'hores arrabaldes desta cidade, por um
as freguezia- de Santo Antonio, S. Jos e Boa-
Vista ; quem quicer fazer negocio, dirjase roa
4o Camtrao n. 3, a qualquer hora.
SSSBl


4o povo p* rnambucano
Contina aberta a escola particular de instruc
'o primaria para
o texo matculiuo, roa da Ma-
is 'da Boa-Vista n. 34, dirigid* pelo professor
articular Julio Soarea de Asevado.
Educa e instrue a infancia, pela systenia dea
principase collegioa da c5rte do imperio, onde
eateve por algum tempo b. passeio, cujo aystems
a delicadcia, a paciencia, a vowcao, tasen -
do com que oa aeua discpulos tigam o caminho
da inteligencia, da honra e da dignidade, com
tantos eonaelhos e ais licoee, afim de que venhaa
neto futuro susteaUculo da patria, da religiao
e da lei, e um verdadeiro cidadaahrasileiro.
Espera, portanto, que o respeitavel publico sai-
MPapreciar de perto o eeu verdadeiro ensino pri
mario, onde rpidamente aa criancaa abracam e
amam de coracao aou livroa, as lettraa e aa aellas-
arles. Kua da Matris da Boa-Vista n.34.
Julio Soa.es de Asevedo.
TlMO R1G4
de 3X9. 4X9 e 3X12; vene-ee na serrarla a va-
par de Climaco da Silva, caes Via te Dow de No-
vembro p. .
VEHDAS
Ali
i
Tomcm nota
Trillios para engeiAos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
llaenteasmo completo para e-
genhos de (dos os Jaiiismhaa
Systema aperfeicoado
Especificantes e precos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
X. 5 Una do (ommcrco
H. B Wm do cima B & C, tem cathalogos de
mu t implementos necessarios agricultura, como
.mbem machinas para descarocar nlgodo, mei
nhos para cat, trigo, arros e milho ; cara) fer-
r galvsnisado excellcnte e mdico m pmf, pes-
soa nenhuma Fode trpala, nem animnl que-
bral-a. ^_^__^_
xVluga-se
a tasa n 1 a ra Lombranca do Gomes, i Santo
.unaro, tem agua : a tratar na ra da Imperatriz
n. 32, l- andar. _________________
Aviso
Prtcisa-se de urna professora que saiba tocar
bem piano e mais traba Ihoa de senhora, para en-
genho : a tratar com o Barao de Naaareth, ra
do Imperador n. 79, 1- andar.______________^^^
Serrara a vapor
Caes do CapJfoarihe .ti
S'esta serrara encontraro os 8( nhores fregue-
es, um grando sortimento de pinha de resina de
cinco a dez metros de compnmenco e de 0,08 a
0,24 de esquadros Garntese proco mais como-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Santos Macedo.
Molestia da canna
ProccBso de purificado especial.
Methodo econmico e satisfatorio e de fcil ap-
plicaco em 'qualquer engenbo.
Nao terSo os senbores de engenbo mais prejui-
sos enormes com a molestia.
Ifeformacoes e espe> ifica^Ses com
Vndese urna taverna sita no Zumb con-
fronte a estacao, mnito propria para qualquer
priacipiante, por ter poutos fundos e aer muito
tem localitadae afregnexada: a tratar na mesma.
Vende-se a fabrica de cerveja i ra da
Sensalla 12 : a tratar na praca do Conde d'Eu
namero 11, Boa-Vista._______________________
Vende-se urna grande balanea amaritana
cara pesos para pesar at 5,000 litrot ou 2,500
kilos, e 2 guieaos de ferro para suspender graa-
dea pesos, tado a preco muito cummedt; a tratar
aa fundico de Cerdoso & IrmSo, rna do Broas.
Pechincha real
62 Boa Duque de Caxias numero 82
endonen. Primo A C.
Camisas iuglesas
3*500
Collarinbcs finos, diversos modellos, a 4*800 a
duzia.
Crcalas de linbo a 2* e 24500.
M ias especiaes para homem a 3*500, 5JO0O e
6*000 a duzia.
Ponhos para homem a 800 rs. o par.
Velludilhos de cores, lavrados, a 1* o covado.
Fustes brancos, lindos desenbas, a 500 rs. o
covado.
Setins de todas as cores, cambraia bordada, ea-
partilhcs, tapetes, cortinados e outros artigos de
msda, por precos baratissimos.
Cimento po tland
Vende-se de diversas marcas, no armaxem de
Soares de Amaral Irmos, ra da Madre de
Deus n. 22.
GRANDE
LlilUP
com e stm collarinhos a
Brras&C.
K. 5 Rna
do Commcrclo
RECIFE
M.
Serenes de flores
das mais bonitas qualidades que se encontram no
etrangeiro, receberam Martins Capitap^ C, e
vendem por precos commodoa em seu armaaem a
rma estreita do Rosario n. 1.__________________
GMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiffado de bacalho
COM
Bypophosphitos de cal e soda
iprovada pela Jimia de Hy
gicne e autorisada pelo
governo
B' o melbor remedio at hoje deocoberto para a
(laica bronenitea. eacrophola, ra-
-hlif 4. anemia, t eDilidadc em eral,
defluxoM, toase ebronica e aireeraea
do pello e da garganta.
E' muito superior ao oleo simples de bgado de
bacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
da veis, possue todas as virtudes medicinaos e nu-
tritivas do olee, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A venda na*
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Recebemos neste ultimo
vapor
Semenles no\as de hortaliees
tisslm como
OBRAS DE Y1ME
Como sejam:
Cestas p:.ra compras de diverses tamanhos
Bandejas para roupa engommada
Balaios p-ra roupa suja
Balaios para facas e garios
Berros
Condenas
Costureiros
Cadeiras
Toadores para meninos aprenierem a an-
dar.
O especial vinho Figueira puro sem a
enor compo89ao.
Vinho do Porto engarrafado, o que pode
vir ao mercado de mais especial.
Ta tu ancos do Porto para senhora.
PflfAS MEiXBES & C.
Roa Estreila do Rosario n. 9
Aviso til
Ima peasoa com algumas habilitacoea e intel-
ligivel carcter de letra, propoe-se mediante qual-
er graf-ficacao, a ir escrever em qualquer ea-
triptori de advogacia, eartorio de tabelliao, ou
ttmo encarrega-se de qualquer trabalho parti-
ealaruieu'e, como saja : tirar copias de manus-
aaptos antigs e modernos, colleccional-os, tirar
pias de pr-cura^oes, peticoe-, escripturas, con
tratos, lei, avisos, reglamentos, ete riscar e en
atar raai>pas por modelos que se lhe apresentar,
facer traslados e iascripc/Oes,^ ete^ ete.: a ra do
Jardiin n. 48, a tratar dat 7 i 10 da manha e
u 4 is 7 da noite.
Cosinheira
a tratar na roa
^reciaa-se de ama cotinbeira
4 tatio n. 11.
A KevoluQo
ra Duque de Casias, resolveu a vender
os seguintes artigos com 25 0j0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sedas lavradas de 2*000 por 1*000 o covado.
Cachemiras de cores a 900, 1*000 e 1*200 o co-
vado.
Ditas pretas a 1*200, 1*100, 1*600, 1*800 e
2*000 o cavado.
Ditas bordadas de seda a 1*500 o covado.
Gorgorinas de listrinhas a 360 rs. o covado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Las com bolinhas a 640 rs. o covado."
Velludilho liso e lavrado a 1*000 e 1*200 o co-
vado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Fusto branco a 400, 410, 500, 560, 600 e 800
rs. o covado.
Giosdcnaples pretos a 1*800, ?*000 e 2*500 o
covado.
Nnsoe de cor a 300 rs. o covado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambraia transparente de 5*000 por 2*500 a
peca.
Linn branco com salpicos a 500 rs. o covado.
Casacos de laia a i*' 00 um.
Fechas de retroz a 1*000 um.
dem de la a 1*000, 2*000, 3*000, 4*000, 5*000
e 6*000 um.
dem de pelussia bordados a 7*000 um.
Chapeos de sol de cores para senhorat a 7500
um.
Setinetas modernas a 360, 400 e 440 rs. o co-
vado.
Linhos escosse^es a 240 rs. o corado.
Zephiros listrados a 200 rs. o covado.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Fusto de cor a 500 rs. e covado.
Tapetes para janella. piano, sof e cama a 4*,
6*000, 7*000, 8*000 e 24*OuO um.
Setinetas lisas a 400 rs. o covado.
Ditas lavradas a 500 rs. o covado.
Flanella branca a 400 e 1 *000 o covado.
Cortes de caaemira finos a 3*000 um.
Collarinhos de cores e brancos a Lucinda a
1*000 am.
Casemira de cor e preta a 1/800 rs. o covado.
Brim prateado fino a 60C rs. o covado.
Dito liso a 360, 400 e 500 : s. o covado.
EsguiJo amarello e pardo a 500 rs. o covado.
AlgodSo com duas largaras a 800 rs. o me-
tro.
Camisas de meia a 800, 1*000 e 1*500 urna.
Ditas de linho lisas e bordadas a 30*000 a du-
zia.
TimSes bordados para meninos de 4 a 5 annos a
5*000 um.
Madapoloes finos a 5*000, 6*000, 6*500, 7*000
e 8*000 a peca.
Espartilhos de couraga a 4*000, 5*000, 6*000
e 7*000 um.
Lencos finos a 1*200 e 2*000 a duzia.
Toalhas felpudas a 4*000, 6*000 e 12*000 a
duzia.
Redes hamburguezas de 20*000 por 10*000 urna.
Setins maoo de cores 800, 1*200, 1/400, 1*600
e 2*000 o covado.
Alpacas brancas a 400 e 500 rs. o covado.
Setinetas brancas lisas e lavradas a 500 e 560
rs. o covado.
Cortinados bordf dos a 7*000, 9*000 e 16*000 o
bordadas a 5*000, 6*000, e 8*00
par.
Colchas
urna.
Capellas e veos a 10*000 e 14*000 urna.
Henrique da Silva Moreira
Qe jos do sertao
Em moxilas
O que ba de mais especial.
Presuntos de Lamego seccose e m clda
Mantega inglez* em latas a
imw a libra
P0(JAS MENDES &C.
Ra Estrellado Rosarion. 9
Aprovtitem!
Vende-se nulo barato
Largo de *. Pedro n. 4
Neste estabelecimento encontra se sempre um
completo sortimento de gaiolas e pausaros nacio-
naes estrangeiro*, o melhor que ha neste ge-
nero, frucias maduras, balaios propries para ni
nhos ae canarios do imp- rio, cestinhas para coa
tura, vassouras do l'ar a 800 rs cada urna, que
costa e-n outra qualquer parte a 1* e 1*200, con-
serva de pimenta americana em bonitos frasqui-
nhos a 120 rs. cada ubi, para acabar, massa de
mandioca muito bem prepiirada, pnra bolos.
Vende-se
ou troca se .por oulro mais perto da cidade um
excellente sitio com casa, go Arraial, perto da
Cata Ami-rella e dns ofiBcinas de Limoeiro, media-
do 305 palmus de frente, fundos o que a vista al-
canca, com porto de frrr, cncimba, deposito e
tanque para banho, multas arveies fructferas,
plantaco>-8 de mandioca e urna pequea matta ;
fiaalweute este sitio proprio para plantacoes c
ter-se vaccas oca leite. sendo que o terreno
proprio e se cha livre e desembar cado : a tra-
tar na rna do Impetador n. 45, taverna.________
Monleiro
Vende-te ou arrenda-se aonualmente urna boa
casa com bastantes commodos para familia, tendo
agua e gnz encanados, com um b"m quintal todo
murado, cm algumas arvres fructferas e com
sahi 1h para o rio, por prec'j muito raaoavel:
qnem precisar uirja-te ra Duque de Caxias n.
117, que achara com quem tratar.
llora, lilos i tainas
Vende Candido Thiago da Costa Mello em aeu
deposito ra Imperial n. 822, olariaTeleplione
n. 2l.
Taverna
Vende-se urna
Detencao n, 35.
taverna : a tratar na rna de
Exposifao central roa larga do
Rosario n. r,8
DamiSo Lima & C, chamam a attenco das
Ezmas. familias para os precos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2*500 e 3*000.
Pita n. 80 para fasa a 2*500.
Leqves regatas e D. Joannita a 1*000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*000.
Leques D. Lucinda Colho a 6*000.
Toalhas felpudas a 500 600, e l|(i00.
Duzia de meias para homem a 3(000.
Ditas para senhoras a 3*000.
Lu vas de seda a 2*000.
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Colarinhos de linho a 500 rs.
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cord5o para vestido a 20 r.
avisiveis grandes a 320 rs.
rampos invisiveis a 60 rs.
Um leque de tetim (novidade) a 6J500.
Ricas bolcinhaa de madreperola de 1*500 6*.
La para bordar 2*800.
Urna capella e veo de 15*000, por 12*000.
Um espelho de mol jura por 5*500.
Urna pulseira de fita per 1*200.
Pliss a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSigO CENTRAL
58Rna Larga do Rwsario38
Florida
Loja de miudezas
Rna do Daqne de Caxias n. 103
Os propietarios deste grande estabelecimento
de miudezas, modas e para accommodar os interes-
ses da poca, tem resolvido venderem por meuos
vinte por cento que em outra qualquer parte.
Pentes elctricos 6 0 rs.
Luvas de pellica a 2*500 o par.
Linba de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 rs. o masso.
Invisiveis a 320 rs.
Vestuario de fustao bordado para crianca a
3*000.
Pentes do regaco para crianca a 100 rs. um.
Baleias a 360 rs. a duzia.
Haspas para anquinbas a 120 rs. o metro.
Bicos com tres dedos de largura al*500 e 1*800
a peca.
Linba de cores para crochet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40 rs. o caderno.
Fita cnineza a 320 rs. o masso.
Lencos de linho a 1*500 a duzia.
Lindos bicos de cores com 10 Jardas a 4* e 5*
a peca.
Urna caixa com tres sabonctes desenliando urna
rosa por 500 rs.
Meias de la de cores para senhora a 1*500 o
par.
Fazendas brancas
SO' AO NUMESO
40 ra da Imperatriz 4o
Loja dos barataros
Alheiro & O, 4 rna da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas est*s fazendac
abaixo mencionadas, cem ompetencia de precos,
A SABER:
AlgodoPecas de lgodaozinho com 20
jardas, pele- barato prevo de 3*800,
4g, 4*500, U 0, 6J, 5*500 e 6|5fr
MadapoloPecas de madapolao eom 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at 12*000
Omisas de meia com listraa, pelo barato
preco de 800
Ditaa brane ta e cruae, de 1* at 1*800
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e 1*500
Colletiuhos a mesma 800
Bramante francex de algodo, muito en-
cornada, com 10 palmos de largura,
motro 1J2
Dito de linbo ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 280t
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largara, metro lf800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 40u
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rt. 200
Todas estas fazendas baratsimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquin do becco
dos ferreiros
Ugodo entestado pa-
ra lenfoes
A Oo ra. e 1AOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Viata
.odao para lencoes de um so panno, com 9 pal-
s de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim com dito trancado para
malhas de mesa, com 9 palmos ae largura a 1*200
ti otro. Isto na 1-ja de Alheiro & C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, l*6 A heiro & C., ra da Imperatriz n. 40, ven
dem mnito bons merinos pretos pelo preco acim
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co d( b Ferreiros.
Espartllhofl
Na loja da rna da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo prec<
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquin
de becco dos Ferreiros.
CAS EM IRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & C., 4 ra da Imperatri* n. 40, ven
dem um elegante aortlmeoto de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o padrdes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo_ barato preci
de 2*800 e 3f o covado ; assim como se encarre
gam de mandar faaer costnmes de casemira a
SO", sendo de paletot saeco, e 35* de traque,
grande pechincha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 820 is. a covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr-co de 82<
rt o covado, grande pechmcha ; na loja da es
quna do becco dos Ferreiros.
Bordado a IOO ra. a peca
A ra da Imperatri a. 40, vende-se pecas le
bordaao, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao eom 50 pecas, sorti-
das, por 5|, aproveitem a pechincha ; na loja da
equina do becco dos Fvrreiros.
WHISKY
ROYAL BLEND aiarca V1ADO
Este excellente Whisky Sscesaet preteriv.
ao cognac ou aguarden^ de canua, para fortifici
i corpo.
Vende-se a retalho nos tu lheres armaxens
nolhadoa._______ ,
Pede BOYAL BLEND marc. VIADOcnjon>
me e emblema sao registrados para todo o Braxi
BROWNS (k C agentes
Cabriolet
Vndete um tt perfeito estado por preoc
omaaodo} i tratar na ra Doane de Caxias n. *
Carneira da Celta & C.
Liquidan) os seguintes artigos mais barato queem
outra parte, visto serem alguna comprados em
leilie a saber:
Lindos cretones claros a 240 e 280 rs., o co-
vado.
Failes de novos gostos a 400 e 500 rs. o dito.
Linons com palmas de 12 a-800 rs. o dito.
dem com salpicos a 560 c 700 rs. o dito 1
Popelinas com litras de i eda a 280 e 330 rs., o
dito para acabar.
Esguiio pardo para vertidos a 500 e 560 rs. o
dito.
Setinetas, n*vidades, a 320 e 360 rs., cores
firmes.
Damascos de 13, largura de 2 metros, proprio
para pannos de piano a 1*800 o covado ; de cores
propnaa para mesas a 1*500 e 1*600 o uto.
Merinos pretos para luto, 2 larguras a 900. 1*.
1*200 e 1 i 500 o dito.
dem de tedas as cores a 1* e 1 *200 o dito.
Casemiras de 2 larguras, padres inteiramente
nevos a 1**00, 1*600 e 1*800 o dito.
Setim maco, de todas as cores, desde 800 rs. a
2* o dito.
Atoalhado trancado e bordado a 1*400 e 1*500
o metro.
Bramantes de 4 largaras, superiores a uO rs. e
1*400 o dito.
dem de puro linho a 2* o dito.
dem de urna largura a 500 rs. o dito.
Guarnicoes de crochets para sof e cadeiras a
8*.
Riquissimas eolias de dito a 12* e 14*.
Lindas grinaldas e veos para Exmas. noivas a
14*.
Cortinados bordados a 6*500 e 10* o par.
dem em pecas com 12 jarda?, novos desenhos a
9*.
Toalhas felpudas de cores, para rosto, a 7*500
a duzia.
Meias inglezas, cruas a 3*500, 4* e 6* a dita.
dem arrendadas para seuhor i a 8* a dita.
Seroulas bordadas de bramante a 12* e 16* a
dita.
Camisas superioies francezas a 38* e 42* a
dita.
Cobertas de ganga, forradas a 2*500 e 3*.
Lencoes de bramantes, grandes a 2*.
Chales de casemira, dem, a 2*, 3* e 5*.
Cortes de casemira inglesa a 3*, 4* e 5*.
Cheviot superior, de 2 larguras, a 3* e 3*500 o
covado.
Vendas em groato, danos descont
da praca
59=Rua Duque de Caxias=59
Carneiro da Conha&C.
Camisas nacionaes
A *500. 3oOOOe 3500
32=>; Loja a ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimouto de camisas brancas, tanto de aber
turas e panbos de linho como de algodao, pelee
baratos precos de 2*500, 3* e 4*, sendo tazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem fritas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambern
se manda fazer por encommendas, a vjntade des
fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3.-, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
39 Rna da Imperatriz = 3*
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
p jitavel publico cm variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambera se man-
da taser por encommendas, p r ter um bom mea-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc.
S
a*
7*00t
10*001
12*001
12*00t
5*50(
6*50>
8*001
3*001
1*601
1*01
Boa da Imperatriz
Loja de Vertir da Stfoa
Neste estabelecimento vende-se aa roupas abai
xo mencionadas, que sao ba- i--.ii.as.
Palitots pretos de p*pu< oiagonaas e
acolchoados, senuo tazendas muito en-
cornadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cerdao muito,
bem eitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella asul sendo ingleza ver-
dadera, e forrados
Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem faites
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem fetas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Oeroulas de greguellas para homens,
sendo mnito bem fetas a 1*200 e
Colletinhoa de greguella mnito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos d*
l'nho e de algodao, meias cruas e collariahae, etc
Isto na loja oa ^ua da Imperatriz n. 3i
.lisiados largos
a *0 rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem st
riscadinhos propiios Dar roupas de meninos >
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tendo qnasi largura de chita francesa, e ssif
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
'oja do Pereira da Silva.
Pastees, setinetas e lslnhas a SO
rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz u. 32, vende-
um grande sortimento de fustSes brancos a 501
rs. o covado, laziohas lavradas de furta-corea
fi-senda bonita para vestidos a 500 rs. o covadi,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas at
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na loj*
do Pereira da Silva.
Merinos pretos a I #9 '-
Vende-se merinos pretos de duas larguras par
vestidos e roupas para meninos a 1*200 e 1*60?
o covado, e sunenor setim preto para enfeites i
1*500, aim como chitas pretas, tanto lisas conu
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs.; na nov>
laja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
tlKodozInho francs para lence
a OOO rs., i e lSOO
Na loja d ra da Imperatriz n. 32, vende-s
superiores algodoznhos franceses com 8, 9 e 1'
palmos de largura, proprios para lencoes de un
b panno pelo barato preco de 900 rs e 1*000 i
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*281 >, at
sim como superior bramante de quatro largura
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na Ion
d Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A I*. I*.00 e S
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32,
vende um variado sortimento de vest-iarios pru
prios para meuinos, sendo de palitosinho e calo
Mha curta, feitos de brim pardu, a 4*060, dito
de moleiquim h 4*500 e ditos de gorgorito prati
imitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; n>
loja do Pereira di Silva.
vaporT
e uioenda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
usu ; a ver no engenho Timb ass. muito perto
da estacao do menno uome ; a tratar na ra da
Imperador n. 48, 1* andar.
Tamancos
de Penedo : vende se em porclo e a retalho : na
ra da Roda n. 11. _________^____
Semientes de hortaliza
Completo sortimento ; vendem Martins Capitio
& C., ra estreta do Rosario n. i.
Milho painyo
Vendem pof preeo sem competencia-Martins
Capitio k C. 4 ra estreita do Rosario a. 1.
LOTERA
JV.S
ALAGOAS .
CORRE NO DA 1 DE SETEMBRO
IliTltABSFnBirBL!
O portador quepossuir um
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar...*...
10:006W00.
Os bilhetes acham-se a' ven-
da na Casa Feliz, praca di In-
dependencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 1 de Setem-
bro 1886, sem falla
AosTOOOTOOOpOO
200:0001000
IIMMttSM
LOTERA

DE3S0WDS
Em fax r dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extracto: no lia 15 iiDonitro le 1886.
0 thesoureiro, Francisco Gonyalves Tory
FAZENDAS BAR4TAS
Na bem conhecida loja dama Primeiro de
Marfo n. 20
r() DO LOl VRE
Grande sortimento de madapolSes de 4#500, 5)5, 5)5500, 6)5,
7t00 e 8,5000
AlgodSes brancos, superiores qualidades, de 4)5, 4)5500, 5|5, 5)5500, 9$
64500.
Saperiores cretones de 320 a 500 o covado.
Batistes, lindro padrSes, a 200 e 320 rs. o covado.
FustSes brancos de novos desenhos a 440 e 500 rs. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 3)5 500.
Ditas de ganga crf one,bonitos padrSes, a 3)5000.
Lencoes de bramante, de linho de 25 a 4)5000 a um.
Ditos de algodao de 1,800 a 25500.
Toalbas felpudas, de tamanbo regular a 5)5000 a duzia.
Ditas grandes para banbos a 2^000 urna.
Lencos de algodao de 15800 a 25200 a duzia.
D'tos le algodao, com barra, a 25400 a duzia.
ii.i pardo, claro, a 300, 400 e 700 rs. o covado.
Dito Iraacado, loua, a 15, 15i00 e 15200 o meto.
Cortes te vestido de cretone de 205 por 85000.
Gu.rdanapos de linho de 35500 a 65 a duzia.
Grande vanedade de anquinhas de 25 a 55000.
Meias cruas para homem a 55, 6$, e 75000 a duzia.
.Algod2o-tran$ado de duas larguras a 15300 a vara.
Bramante de algodao, de qnatro larguras, Jo 15500, 15800 e 2^000 a vara
Dito de linho idem idem de 25, 25500 35 e 45000 a vara.
Leques de papel, de lindos desenhos, de 500, 800 e 15000.
Chambres muito bem preparados, para homem, de 55 a 105000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 25500 o covado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado.
Guarda p de brim de linho pardo a 45, 55 e 6$000.
Oxford p-ra camisas, lindos padrSes, a 280 300 e 340 rs, o covado.
Velbutinas de todas as cores a 15000 o covado.
Molesquin de cores, bonitos padrSes, a 600 rs. o covado.
Merino preto e azul a 1540( rs. o covado.
Cortinados bordados para cama e janellas a 85 105, 12, 14 e 165000 a par.
Grande sortimento de roupa feita para trabalhadores de campo.
Encarregamo-no8 tambern de mandar fazer qualquer roupa para harneas
meninos, para o que temos um hbil official e um grande sortimento de pannos, brlaa.
casemiras, etc.
Quem precisar de algum artigo bom e barato, dever visitar de prefera
este antigo e acreditado estabelecimento.
Bu PrliBiro Se lint l 20
O portador de dous vigsimos deste
importante lotera do custo de 2|200 esfe
habilitado a tirar
20:012$000
Prec.0 em porcao
vigsimo............
A' RETLHO
Vigsimo............
A RODA DA FORTUNA
36Ra Larga do Rosario36
aooo
ai


s
Diario de Pcrnambuco(^uinta-feira 26 de. Agosto V 1886
ASSEMBLEA GERAL
OAHIK1 DOi DEPUTADOi
SESSAO EM 6 DE AGOSTO DE 1886
FKESIDESCU DO SR. ANDADE KIOUSIRA
Ao tneio dia tita a chamada que ter-
mbou ao meio-dia e dez minutos. Abre-se
a seasao.
E' lid* e pprovada a aata da seaaao an-
tecedente.
O S. 1 Secretario d conta do expa-
dieute.
ORDEM DO DA
AUDITIVO
Continua a 2* discusaio dos artigos ad-
fc i g.-ral do Imperio.
O r. llaielda \ognelra euten
de que conveniente para o nosao estado
financeiro retirar da eirculago annualmen-
to a sarama de 6,000:0000 afim de elevar
9 valor do papel moeda. O nobra minis-
tro 'la f.z->nda nao qu eirculago metlica no p*iz, mas sira rea-
lizar medidas preliminares para preparar
terreno, porque a ouipl ;xo de medida de
S rxc s poder ser realizado em lem-
po opportuno.
O orador sustenta quetoda a moeda,
seja pIU papel ou ouro, te n o seu valor
como moeda, posto que o ouro tenha va
lr intrnseco.
Toda a moeda, de qualquer natureza
que seja est sujeita lei da procura e
fferta, nao sendo o papel excepgo desta
regra; pr -scindindo do valor intrnseco da
moeda metallica, para que o valor d i moe-
da suba preciso que esta seja procurada
o. sendo retirada da eirculago o exceoso
do papel moeda alm do neoessario para
as traneajc588 do commercio, o papel aera
Sjcurado, o seu valor ha de subir e o cam-
o ha de baixar.
O papel moeda, diz o orador, tambara
tem o seu valor intrnseco, que a garan
tia do goveruo e o seu poder de aequisi-
50. O ouro vale mais do que o papel
moeda, porque mais procurado, e logo
que o papel-moeda fr procurado, o seu
valor ha de subir.
E' necessario restabelecer o balanco do
commercio, augmentando a produego, e
para isso neoessario promover por todos
08 raeios a immigrago, que nao s aug-
mentar a prod uegao agrieola, mas melho-
rar asconiigies da industria, diminuindo
o pre5o da prducc3o e augmentando a ex-
portacSo.
O 8r- Belizari (ministro da fa-
zenda) : Sr presidente, parece-ma que
podia ser escusada a minha intervengo
neste debate, vista da defrza que tem sido
feita da emenda da coramiaao; ao ioter-
?enho na aiscusso simplesmenie em de-
ferencia aos nobres deputados da minora,
respondendo s obaervagoas que fizeram
emenda additiva que se refere ao melnora-
mento do meio circulante,a nica que tem
sido cbje:to de impugnago.
No estado actual da discusso deste as-
suropto, seria ocioso di.r-lhe grande desen-
volvimento. Pego perraisso, portanto, nao
s para deixar os assumptos de que inci-
dentemente se oceuparam os nobres depu-
tados para occaaiao mais opportuna, qui
ser a da daeusso da receita, como para
raesmo a respeito desta questao ser m is
breve e possivel. Assm deixarei d9 par-
te todas as questSes que tem urna appa-
rencia thoorica, para procurar provar que
o systema proposto pela commisso, aceito
pelo governo, o mais conveniente, na si-
toacao actual do papel moeda.
Senhores, ha urna propoaigo que julgo
fra de toda a controversia : deploravel
. Todos quanto8 emprehendem operaoBa*
corameroiae* ignoram qual ser o seu lu-
cro ou o seu prejuizo, quando tenhara de
ser liquidadas.
Este estado, portanto, uaa obstculo
real e constante ao progresso e desenvol-
viraento do co-nraercio entre nos.
E' tambera ani obstculo accumulag)
cao de capitaes, porque iilusilo suppor
que a baixa do cambio pode reter os capi-
taes no Brasil, persuaso que tem manifea-
tado constantemente algumas pes9oaa que
nao s2o familiares com estes assumptos.
Datara de amitos annos os nosso esfor
eos para attraliir capitaes estraogeiios para
noasas obras, porque era todos os palies
novos, como o nosse, faltam capitaea para
aa' grandes ernprezas ; assm temoa contra-
hido emprestimos, tanto para pagamento
das noaaas divid.a, como para realiaar me-
Ihoramentoa publicoa.
Este desidertum, porm, de attrahir e
reter capitaea nunca se ha de conseguir,
emquanto a moeda aJo offerecer estabili
dade; porque todos sabem que os capitaea
que entrara no Bra9 se depreciam com a
moeda e quando houverom de ser retira-
dos, bao de soffrer- prejuizos qun ninguem
pode prever, nem calcular. E' facto de
observago conatante, que os capitaea nao
permanecen no p'iz; os negociantes, ou
induatriaea que conseguem realizar algum
lucro tratam de pol-o em seguranga d li-
bertal o des a instabilidade, que constitue
ameaca permanente.
Nao ha meio nenhum de reter capitaea,
quando nao sa fixam pela propria e livra
vontade do capitalista, pelo iaterease qua
este reconhece na parmaaeacia e no eco-
prego delles no paiz.
S' procurassemos conhecer a sitnago
do Brasil as proximidades da indepen-
dencia, veramos de maneira muito palpa-
vel como a perda para o capitalista tem si-
do grande. Em 1822 quando nos separa-
mos de Portugal, o cambio eslava no Bra-
sil : nao legamente, porque oo era esta a
taxa legal, mas de tacto, a 6 dinheiros ster-
linos por 1)5. Na8sa occaaiao dous capita-
listas, que possuiasem a mama fortuna nao
realizada em predios ou em bena de raiz,
porgue a questao seria neste caso difieren-
te, mas relizada em titulos, se um ficasse
no Brasil e outro fosse para Portugal, e8te
conaervaria a totalidade da sua fortuna,
emquanto aquella teria em pouco mais do
20 annos a sua fortuna reduzida exacta
menta meiade.
Nao ha quem accuraule capitaes com es-
forgo e trabalho para expor-se a perdas
tao importantes e tilo ine vita veis. Emquan
to, po's, a moeda nao tiver fixidez e eata-
beliJade, emquanto nilo regularisarmos a
noaaa circulacao, he exforgo vo tentarmos
procurar attrahir capitaes eatr-ngeiros, poia
nem conaeguiriamos reter aqui aquellea que
aqui se formara. (Apoiados.)
Tam-me impresaionado neates ltimos
tempos um faoto que vai sendo multo repe-
tido. Homens pouco versados na scien da
econmica, lavradorea pouco iilustrados,
tSm pasaado para a Europa capitaes con-
siderareis, afim de evitarem os prejuizos
infalliveis, quo esses capitaes teriam de
soffrer, so perraanecessera no Brasil. Per-
mitta-me a casa que lembre um exemplo.
Ainda ha pouco tempo fallecu nesta ci-
dade um homem se nenhumas letras (nem
sei mesmo se sabia 1er e escrever). mas
que d-ixou ama fortuna avahada em.....
5,000:000)5. A maior parte dessa tortuna
elle a tinha paasado para a Europa, com o
fiuj de evit >r as oscillacSas .que ella teria
no Brasil e a p rda infallivel pela depre-
ciacao da moeda.
Eate mesmo facto tenho visto realiaado
situaco do noseo meio circulante. Nao por fazandeiros, qua desconhecem absoluta-
preciso descrever cmara 08 nconvem
entes que resultara desta situaco. Se a
moeda a medida dos valores, nao se po-
de comprehender que ella seja sujeita a
tanta instabilidade, e absolutamente lae
falte a fixidez.
Esta situaco da moeda nao pode deixar
de influir peminciosamente em todas ope-
rajSes commerciaes.
FOLHETIM
KGOLO
mente os principioe econmicos ; porque,
senhores, o capital muito intelligente e
nao se subordina a prajuizos certos quan-
do tem meios de por se a abrigo delles. S
isto faz -rn pessoas pouco Ilustradas, deve-
nios crer e estou certo pelo que sei, que a
emigracao dos capitaes aqui formados
facto normal para as pessoas maia enten-
didas neates aasumptoa.
E' portanto illuso suppor que a baixa
do cambio ret n os capitaes no Brasil. E'
a baixa do cambio, sao as suas oacillac*e3,
qua provocara a emigracao dos capitaes.
J que fallei as diffi mldades do deaen-
volvimeato e prosperidade do commercio,
as diffieuldades de attrahir e de reter ca-
pitaes, ptrmitta a caman quo ainda lhe
diga que, at no ponto do viata dos inte-
reasea da immigracao, noto n perni ;iosa ia-
fla-ncia do papel-mo^da.
O Sr. Eaeragnolle Taunay : Apoiado.
O Sr. F. Behaario (ministro da fazenda) :
E' sabido que no principio a immigra-
cao so faz ie maneira irregular, que o in-
migrante vera ao paiz e nao permanece ;
e s depois qua a e.orrente immigratoria so
estabelece, que a fortuna de alguns fica
demonstrada, que oaimmigraates transpor
tam suas familias e se fixam nos paiz -s
novos.
Suppomos que o salario aqui elevado,
a que provoca a viada do emigrante, entre-
tanto, senhores, temos visto, todos os que
habitamos o interior do paiz e que lida uua
com trabalhadorea europeua, a1* auas quei-
xas p-loa prajuizos o decj.pioes que Ibes
causara as oacillacoes do cambio, nilo s
quando remettem as suas laboros is econo-
mas para suas familias na Europa, como
quando definitivamente partera, pois achara-
se defraudados, sem poderem compreh-n
der o abuso ou extoraao, poia realmente ,
de qae sao victimas.
De modo qu-. o salario de 2(5000 e 2)5500,
que parece extraordinario, torna-se para
elles effectivamento reduiido metade e
conseguintemente insignificante.
Vou tratar ainda de um outro grande in-
conveniente da situaco da nosaa moeda,
em relacilo ao cambio.
Sr. presidente, sabido que em todos
os paizes de circulacao metallica, o cambio
so mantera ao par ou as proximidades do
par; soffre apenas as oscillacoea necessa-
rias para regular a balanca do commercio.
Nao ha grandes desodas nem subidas, e
nem subidas e desdidas rpidas.
Nos paizea, porm, de papel-moeda o
cambio oscilla sem que ninguem possa pre-
ver as oacillagSes. Infelizmente, peco
Cmara a sua attencio para este ponto,
os negociantes e banquearos que comioer-
ciam em cambiaos sao naturalmente inte
ressados neaaaa oscilacSea, porque s com
ellas tem lucro, ora na baixa ora n > alta,
segn fo querera comprar ou vender cam-
biaos, lato si o cambio se mantivesae
sempre uniforme a 22, a 21, a 20 oua 19,
o lucro seria insignificante, ao pasao que
tornam-ae importantes as grandes altas e
baixas para a venda n'um caso, e a com-
pra no outro.
Deste modo, dando-se a existencia de
papel inconvertivel e depreciaao, sujeita-
raos a grande massa do commercio, aquel
les todos que tm transacsSes com as pra-
cas estrangeiras a urna grande especulaco
em seu detrimento. Assira a mesma de-
preciacao da moeda circulante causa de
urna eapaculajao immenaa q ie traz euor-
mes prejuizos a todos, negociantes e parti-
culares, qua t y neceaaidade de remetter
ou recebar dinbairo das pracas estrangeiras.
Em resumo, a proposicao quo emitti de
qua o nosao meio circulante depreciado
causa grandes perturbachs no nosao mun-
do comm>-rcial, nao pode ser posta em du-
vida, materia que devenios ter como do
(unitivamente aceita.
Estabelecidaesta proposicao forado toda
a controversia pergunto : qual a causa da
depreciacao do nosao papel-moeda ?
Senhores, a depreciacao provera do seu
exceaao. E' outra proposicao que nao ad-
miti hoje discusao.
Nao nos achamos mais no principio des-
te seculo em que a Inglaterra discuta se
o ouro e todas as meroadoriaa tinham su-
bido e conservado o papel o seu valor es-
tavel, ou so era o papel que se tinha de-
preciado.
E' boje objecto lora de toda a discussao
que nos paizes de papel inconvertivel elle
que soffre a depreciacao. E porque soffre
depreciacao ?
POR
:a":li 23 wsis?iff
(CONTlNAC-lO DE ANGELA)
n.
194 )
(Continuar;So do
XXVII
De que somma pre:isas ?
O que tenho basta-me por agora...
poiso gastar do raeu dinh-iro... faremos
as conta. depois... Prevno-o que nao tra-
balbaremos vestidos como estamos... En-
vergaremos, para o caso, tr?jos de phanta-
si ; mas inadmissivel que saiamos d'aqui
phantasiados... E' preciso, portanto, ter
urna casa em Pariz.
Essa casa tenho a eu.
Onde isso
Ra de Courcelles.
A dous pasaos de Batignolles... Isso
excellente.
Mas, responden Proli, conhecem-me
l pelo roeu verdadeiro nome.
Ah I diabo, isso que. um trans-
anlo I.,. Entretanto se fosse possivel en-
traaos e sahirmos sem sermos vistos pelo
porteiro...
E' nao somente possivel, como fcil.
Ento tudo ir s mil maravilhas...
Deixo o negocio c coramigo. .. Vou tra-
tar immediatamente da casa para a qual
bajemos d conduzir i moca... D'aqui
a tres dias, segundo espero, tudo estar
terminado... til ves mesmo antes.
Ah urna informaclo.
O que ?
Disseste-me qae as tuae funcc3es de
armeiro no theatro de Batignolles te faaiam
passar a noite na caixa.
Dase. ,
Oonheces neste theatro urna actriz
moga e que tem o nome de Dortil,
Perleramente... E' urna pateta, co-
mo lhe chamam l no theatro... Urna pa-
teta de primo oartello. Mnito bonita, mas
a respeito de talento nao rale dous si-
dos*. Represe; de ingenua, namorando
para a platea e tem a pretencSo de desea-
peahar primeiros papis... E, apezar dis-
so, vadia acabada. Anda fazendo um gy-
ro agora pelas provincias... a mal por-
teira.
Bem sei, e mesmo porteira da casa
em que possue o alojamento que nos vai
servir.
Isso nSo quer dzer nada Ella nao
me conheoe.
E' tudo qoanto desejava saber....
Fas como quizeres, mas s prudente.
Fique descansado.
Nao percas tempo.
Hoje muito tarde, mas amanha tra-
tarei de procurar,
Ests contente com o teu aposento ?
Ora se estou! Um quarto e um ga-
binete para ruira s e movis de mogno. ..
Nao era preciso tanto.
A maior vantagem do tea aposento a
de ser perto do meu.
Luigi retirou-ae.
Depois da sabida do seu cumplice, P-
roli abri um pequeo armario d'onde ti-
nha tirado, alguns dias antes, os medica-
mentos necessarios para os olhos do ar-
meiro.
Urna das prateleiras tinha um irasco ra-
zio. ,
Agarreu nelle, pl-o em cima da escr-
vaninha, e depois da ter reflsetido al-
guos seguattoa, dirigio-se para a bibo-
theca e esceiheu um volume, entre muito*
que* ella eacerrava.
Feito iato, tornou a sentar-sa o corapul-
sou o volume, estudando differentes tre-
chos.
De vez em quando parava e com o lapis
na mo tracava n'uma folha de papel cl-
culos complicados.
0 trabalho durou perto do ama hora.
Quando terminen, Proli levantou-sa e
voltou ao armario, que ficara aberto.
Encheu o frasco at a urna terca parte
com agua detiilada, na qual o doutor dei-
tou tres gottas do contedo de ura frasqui-
nho, duas de um segundo e ama s do um
tereeiro.
Feito isto, fechou o frasco com a rolha
de crystxl, agitou-o era todos os sentidos o
polo luz para verificar a transparencia
do liquido, metteu-o aa algibeira e sahio do
gabiaeta.
1 i ao aposento de Cecilia.
Foi Brgida quem o recebeu.
Ah 1 Sr. doutor, disae-lhe ella com ar
desanimado. A menina Cecilia est muito
doente. '
Entendem alguns que se d a dcpr<
cao sem que seja exceasivo o papel-moeda.
Ha, entretanto, Sr. presidente, um ni-
co criterio para saber se o papel-moeda
excessivo, a sua depreciacao.
Nao ha paiz nenhura de circulacao com
base metallica, em que a cireulago esteja
na proporoSo de suas neeessidades, eem
qua a moeda soffra depreeiaco.
o aos paizea do rgimen do papel-
moeda inconvertivel se d a depreciado.
L)go, quando sa d a depreoiayao por
effeito da excesao de'pap-1.
Mas, pergunta su, sa ha excesao de pa-
p'il onie eat ella ? Examinam-se 08 ba
lancates do3 ban:is e p..r ah se \ que a
quandade de papel pequea e como o
excesao nao apparente, nao tangivel,
acreditase que nao existe. Pego licenga
cmara para expor um facto de minha
observacSo passoal, e talvez da de muitos
doa nobres deputados.
Quando em 1878 se fez nma larga emis-
sSo de papel-moada, a maia larga que te-
mos tido porque s tivemos urna de 50 mil
conloa no ternpo da guerra do Paraguay
foi feta gradualmente, e em 1878 o go-
verno decretando a emissilo de 40 mil con-
loa a fez repentinamente, iato nao pro-
curou outroa meioa o reeuraoa pira mode-
rar a emissilo; mas preencheu todo o dei-
cit das renda com emissao; de papel-
moeda, de modo que em poucos mezes a
emissao toda estava effectuada.
Nessa occasiao o Banco do Br zio o juro dos seua depositoa. ^&o oba-
tante, o papel-moeda coraecou a crescer
nos cofres do Banco do Brasil e este, como
todos os bancos do deposito, nao podendo
recebar dinheiro sem ser para emprestar,
porque de outro modo teria prejuizo, vio-se
(oreado a suspender o juro do dinheiro em
deposito. Foi a primeira e uaica vez que
isto se deu entra nos, facto alias muito cora-
mum, nos grandes paizes da Europa, onde
os bancos nao pagara juros pelos depsi-
tos. Nessa occasiao, uao obstante o ne-
nhum pagamento de juro, o Banco do
Brasil chegou a ter em cofre o quantia do
22,700 centoa. Maa nao pagando juros,
os particulares comeuaram a retirar os seus
depsitos e a empeegal-os como poiiam e
os effeitoa do papel-moeda, que a principio
nao se sentiam foram-se manifestando em
todas as suas relacoes, pala alta de todos
os titulos pblicos, acc3es de companhias,
baixa da taxa de juro e baixa do cambio.
De soata que^ essa quantidade de papel
que era exceasiva entrou por todps os ea-
naes na circolago, e foi pouco a pouco
desapparecendo dos depsitos, as caixas
dos bancos pawf se encorporar no prego
das mercadoriaa e operar oa seus effeitos
peruiciosos.
Vou dar aiuda outro exemplo. E' sabido
que o goverao por circumstaacias excepcio-
oaes, que oo vem a proposito explicar teve
necessidade de emittir a comegar de
Dezembro do anno pasaado, 7,000:000)5.
EntSo o governo estava collocado neata
situago em que encontrei ao tomar conta
da repartiglo da fazenda. Quando pre
cisava de dinheiro, recorra ao Banco do
Brazil ; mas a caixa do Banco do Brazil
nao era inesgotavel ; tornava-se preeiso
por consoquencia, auxilial-o. Eu acom-
panhava dia por dia a situaco da quan-
dade de papel-moeda recolhido ao Banco
do Brazil, regulava de 2 a 3,000:000,5, e
conveniente quo a cmara saiba >qua
nem sempre a quantidade do papel-moeda
que figura nos balancetes dos bancos nu-
merario, muitas vezes representada por
titulos da outros bancos e por bilhetes do
Thesouro venciveis n'aquelle dia. Entre-
tanto, apesar da emissao de 7,000:000)5,
apesar de algum excesao pela irregulari-
dade na troca das notas quo fez avolumar
a circulago ; nao p le o banco conseguir
que o sua caixa ex;edesse 2 a 3,000:000)5
Agora, porque o governo contrahio um em-
preatime na Europa e outro n'esta praca ;
porque pagou ao banco parte do que devia ;
porque restituio oa capitaes praga, o ban-
co, mesrao depois da retirada dos...
Bem o sei, replicn o italiano, e nao
deixa de me inspirar cuidado.
Brgida poz as mos e o rosto tomou-
Ihe irra expresao de profundo austo.
Ah Senhor meu Deus, balbuciou
ella, a querida menina estar em perigo de
morte ?
Espero bem que nao.... de mais,
nao se trata de perder a cabega e de dar
gemidos ; necessario cural-a.
Mas, emfim, o que qua ella tem ?
Ella passava tSo bem.
Proli abaixou a voz.
Nao adivinhou ainda o estado de sua
ama ? perguntou elle.
- O seu estado? repetio Brgida, olhan
do para o seu interlocutor cora olhos encar
quila idos e bocea aberta. O t>eu estado ?
Ei' necessario que saiba a verdade,
minha boa mulher, continuou o italiano,
para que, se acontecer o que eu receio,
nao fique aniquilada pela sorpreza e pelo
desgosto.
Sr. doutor, o senhor est me fazendo
queimar a fogo lento. Ento o que ?
A menina Cecilia est grvida da mui-
tos mezes.
Brgida fez-se pallida e os labios lhe tre-
meram.
- Socego, e nada de exclamages, da-
se logo Proli... O mal est feito... e
nSo tem remedio. E' verdade, a menina
Cecilia cata grvida, o receio um aborto.
A velba criada levantou as mSos para o
co.
Ah meu Daus 1 Ah Pmea Deus 1
balbuciou ellla, emquanto lhe corriam pe-
las fa es copiosas lagrimas. Quom era ca-
paz da suppor semelhante cousa ? .. Sa
fosse outro que me dissesse, Sr. doutor,
respondera que era mentira, uma mentira
abomiuavel... uma calumnia.
E comtudo a verdade, a triste ver-
dade, reupondeu o italiano, e ja senhora
mesma tem alguma cousa que censurar a
si propria.
Censurar a mim? exclamou Brgida.
Por nao ter vigiado, como devia, a
sua ama, durante a ausencia de seu pai
Ah I Senhor meu Deus Como ha-
va eu de desconfiar T Eu julgava-a mais
innocente do que um cordeiro... Eu era
capaz de por as mSos ao fogo em como
ella era perfeitameate innocente, e por fin
de contas tinha um amante e aconteceu o
que aconteceu. Ah meu Deus I... J
tenho vivido de mais... Antes quera es-
tar morta.
h0005 vio a sua caixa elevada, at
10 e I ,000:0005! D'onde sahio portau-,
to este dinheiro ? Es-ahi como, nao obs-
tante, diminuida a qu mtidnde de papel
moeda, o riuraeraro affl ie m maior quan-
tidade aoa cofres do banco.
Outros motivos do erro popular de nao
se aere atar que seja o excesao do papel
moed que influo sobre o seu valor e sobre
i.s differengas de cambio, o seguinte :
que, dada a mesma quantidade de papel-
moeda, o cambio oscilla, ora subindo, ora
descondo.
Esta singularidad)) apparente est expli-
cada em todos ns livros de economa poli-
tiza e de financas. Nao acredito qua ne
nhura membro desta cmara posaa ter il-
lusSes-a eate respeito; mas nao fallo s
para esta Ilustrada assembia.
Senhores, dada uma quantidade de pa
pel-moeda excessiva determinando a d>>
preciago desta raoe que o maior numero de operagSes, a maior
confianga, a especulago pode fazer subir
ou des^er o cambio. Isto nada tem de
extraordinario, um phunomeno ordinario,
commuin. Vimos ainda ha pouco, tendo
o governo emirtido mais papel-moeda, o
cambio subir. Porque T Porque o governo
havia feito o omprestimo na Europa era
condig3oa favoraveis; porque tinha feito
um emprestimo no Brazil, em condigSes
como nunca antes se havia effactuado,
mostrando abundancia de capitaes nacio-
naes; porque pretenda lavar a effeito a
converso das apolices, o que significava a
grande forga do crdito do Estado. Todas
estas cirenmatancias reunidas inspiravam
confianga, e aquellos que precisavam ou
queriara remetter capitaes para a Europa
naturalmente espercriam condig3es maia
favoraveia em futuro prximo. Todas es-
tas condigSes de confianga produziram a
alta do cambio, tendo havido entretanto
maior emissao de papel-moeda pouco ant-is.
Este facto nao tem nada de extraordina
ro; comroum e as causas sao conheci-
das. Portan'o, pode o papel moeda subir
oa descer de valor eonservando-se a ma-
ma quantidade, e o combio p le subir ou
descer conforme as condigSes da paiz, con-
forme a maior ou menor confianga, a maior
actividade commorcial, etc.
Verificadas como exactas estas duas pro-
positos,que o meio circulante do Brazil
causa grandes perturbagSes econmicas a
que elle excesaivo,temos de indagar
qual seja o meio de corrigir esse, estado.
Devemos esperar o remedio da acgb
lenta do tempo, do progresso da industria,
do augmento da populago, ou devemos
procurar, por medidas uirectas chegar a
este resultado ? Sem duvida que, se con-
servadnos a mesma quantidade de moeda,
embora esteja ella depreciada, se as trans-
acgSes augmontarem, se a industria pro
gredir, se a populago crescer, essa mesma
quantidade de papel-moeda pode deixar de
ser excessiva, pode a moeda apreciar se ;
delculpe-me a cmara sa emprego esta oeo-
logismo que os economistas modernos esto
empregando.
Esta, meio traria, porm, grandes riscos,
que pego licenga cmara para resumida-
mente expor.
Se o Brasil se achasse em stuago pros
pera; se tivesse urna grande correm migratona, do 100 ou 200,000 ramigran-
tes annualraente; se tivesse muitas estra-
das de ferro em construego, se gozaaae
de brande proaperidade industrial; ae os
engenhoa contraes se levantassem em todi
a parte,, dando grandes resultados ; se, em-
fim, o nosao commercio e industria tives-
sem importante dosenvolvimento; ae a
uossa populago tivesse rpido crescmea-
to, poderiamos coaservar a mesma quan-
tidade de papel, porque em breva elli at-
tingira ao seu valor realizadas estas con-
digSes de progresso geral e de prosperi-
dade.
Nao essa, porm, infelizmente a sita-
gao do Brazil.
Seremos bastantes felizes se at os lti-
mos dias deste seculo nao tivarmos soffri-
do nenbuma drpresso.
Nesta sitaagao, se o governo nao promo-
ver melhoraroentos pelo meio circulante
por medidas directas, se o deixar a acga*o
do tempo, o resultado ser vermos o cam-
bio maater se entre 20, 18, 15 o 14, con-
forme as trnsaeg3es e a cenfianga que
inspirar o governo.
Deste mo(o feriarnos, como facto nor-
mal, a depreeiago da moeda, o nao have-
ria outro recurso sena, depois da certo
tempo, se aceitar legalmente essa stuago,
eatabelecendo outro padro monetario ; por
que quando se d a depreciacao, soffrem
os credores e aquelles que possuem bens
em ttulos : quando se d o facto inverso,
isto adquirir a moeda maior valor, d-so
o prejuizo dos devedores, que ter Jo da
pagar com valor maior o que recebaram
por volor menor.
Se duranta uma serie de annos o valor
da moeda conservarse como est, nao ha-
ver remedio sauao alterar o padro mone-
tario, reconhecendo como legal, o que i
real.
Assm,- esperar d acgJo do tempo, do-
progresso da industria e da populago, o
augmento para o valor do papel, nJo pode
nem de ve ser aceito.
Tamos de procurar alcangar este resul-
tado por medidas directas.
Como devemos fazel-o V Repentinamente
oii gradativameute? se repentinamente,
qual o meio'(
Devemoa contrahir um grande empresti-
mo para recolher immediatamente o papel
o elevar o seu valor ao par, ou devemoa
incumbir esta tarefa desdo j a um banco
de circu,ii/a i *
Devo declarar cmara que possuo duas
propostas para creagao da bancos de emis-
sao, com base metallica, e qua estas duas
propostas nao bSo aerias nem apresentadaa
por especuladores sem base. Eato garan-
tidas por importantes estabelecimentos fi-
nanceiros da t.uropa, mas parece-me qus
nJo devem ser aceitas, porque este meto
traz o mesmo inconveniente da retirada re-
pentina de grande parte do papel moeda,
por emprestimo contranido em praga es-
trangeira.
Tera-se affirmado na imprensa e meara
na cmara, que o governo nJo recorre a
um grande emprestimo para retirar o pa-
pel moeda, porque nao pode, e se aceita
este meio gradativo e mais lento, porque
nJo tam outro recurso.
E' perfeito engao.
O governo langa mo dest9 meio porque
o nico razoavel, porque o nico pos-
sivel e o nico que nJo podar produzir
grandes males. Se o governo se propu-
zeaso levantar um emprestimo de 60 ou 7#
mil contos, cora o fira de retirar o papel-
moeda, tal a opinio que fazera os capi-
talistas da Europa sobre os inconvenientes
do papel, que jom prazer dariam o dinheir
em condigSes favoraveis, sendo o fira raafi-
zar essa conversa o.
Nao a difficuldade do meio que me
delera, mas porque julgo este meio incon-
veniente e pernicioso.
Senhores, se o governo contrahiaso um
emprearimo, digarooa para nao 8offrer du-
vidas, de 80,000:000,5, os collooasse no
theaouro e na caixa da araortizagJo, e per-
mitase a todos que tem notas trocal as em
ouro, se queimasse todas as notas que re-
cebease, e trocasse, aecesaariameate a cir-
culago fiduciaria tacana immodiatamenta
ao par, e aquelles que julgavam qua tiuhfia
feito grande negocio, corrando para trocar
aB suas cdulas, achariam no dia seguinte
que nada tinham lucrado, pos o ouro equi-
valeria a moeda-papel.
Ha, porm, grande inconveniencia nes-
sa bruscae repentina raulanga dos valores,
a qual traria grande perturbago a todas ai
relagSes commerciaes e aos gneros nacio-
naes.
j perdoei; eu, que vou, em breve, ser
marido da menina Cecilia B-*rnier... Com-
prehendi que, para um momento de fra-
queza, devia haver muita indulgencia...
-Cecilia, estou certo, ser uma esposa ho-
nesta. Por isso, nem uma palavra de cen-
sura. .. O desgosto causado por censuras
pobre menina, augmentaran] o perigo
desse aborto, que eu receio e que comtudo
nao poasj impedir-me de des jar de todo o
corago.
* A Providencia nao ter querido dei
xar, entre minha mulher e eu, a recorda-
go viva de uma falta.
c Mostr que sabe tudo, mas nao man
feste nem eapanto nem tristeza.
Obedecer!, Sr. doutor. Nao quero
tornar a posgo da minha querida menina
ainda mais pergosa.
- Tenho esperanzas, Brgida, que a sua
vida nao corra perigo... Posso mesmo di-
zer qua estou quasi certo disso.
< A menina Cecilia, ao sabir do Palacio
de Justig-i, onde acaba va de recabar vio-
lentos abalos moraes, deu uma queda, cajo
resultado me parece que deve ser um parto
prematuro e dentro em pouco.... Trate,
pois, de nao se afHigir, visto que j est
prevenida.
Farei as diligencias, Sr. doutor.
Espere-me ahi... Vou ter com sua
ama.
Proli entrou no quarto de Cecilia.
Em poucas palavras poz a moga ao facto
do que acabava de dizer a Brgida e termi-
nou pela recoramendaco de oo o desmen-
tir, relativamente pretendida queda.
Cacilia prometteu e gerguntou :
Preparou j a pogo que eu devia to-
mar ?
J, responden Angelo, trago lli'a.
Tirou da algibeira o frasco, com quo o
vimos muir se, agarrou n'um copo, no
qual poz um pouco de assucar, deitou al-
gumas gottas d'agua o mecheu 1 'ataiente
com uma colher, at que o assucar se der-
roten e formou uma especie de xarope.
Ento Proli deaarrolhou o frasco e dei-
tou no copo todo o liquido que elle con-
tnha.
Meeheu de novo, afim de obter uma mis-
tura perfeita nenta homognea e entregou
o copo a Cecilia.
A moga teve um movimento de visivel
besitage.
Tem medo T pergnnfou Proli. Des-
confa de mim T
Desconfiar do senhor, meu amigo,
deste gaoero sao sompre perigosas... Sa
esta me matasse?
Querida menina, replicn o doutor.
Eotao crft que, se nao tivesse a certeza
absolu a da sua inocuidade, eu lh'a dara,
amando-a como a amo?
Nao, nao o creio
Ento, beba sem medo.
A besitago tinha durado apenas um ins-
tante.
Cecilia estendeu a mo, agarrou no co-
po e despejou o de um trago.
Bem v que tenho confianga, disae
ella em seguida, entregando o copo vazio
a Proli, que o escorreu, langando as cin
zas quentes do fogJo as poucas gottas de
agua que contiena e tornou a collocal-o
n'um movel.
- Agora o que vai acontecer ?... O que
vou experimentar?.... murmurou Ceci-
lia.
A principio nada, depois sentir li-
geras dores, que, em seguida, se tornaro
mais fortes.
Terei forgas para as supportar ?
Com certeza, visto que todas as mu-
lherea, mesmo as maia fracaa, supportam
as dores do parto... Deraais, logo aoa pri-
meiros symptomas mande-me prevenir por
Brgida.
Nao deixarei da o fazer... A sua
presenga me dar forgas.
-^ Coragera e confianga.
Angelo Proli accrescentou algumas pe-
queas recommendagSes e sahio do quarto
da moga.
K'stava absolutamente certo da efficacia
da pogo que ministrara menina Ber-
nier.
Essa pogo devia actuar lentamente,
mas com seguranga e produzir um aborto,
sem que fosao possivel, mesmo aos homens
da sciencia, competentes nesta materia, de
suspeitar que fosse um aborto preparado.
xxvm
(Continua)
O dia passou-se sem outro inoidenta no
tavel.
O effeito da pogo nao devia comegar a
produzir seno para a noite e era preciso
esperar ainda vinte e quatro horas, no m-
nimo, ou trinta e seis no mximo, para ob-
ter o resultado esperado.
Um pouco antes da meia noite, Brgida
veio prevenir Angelo que Cecilia experi-
mentava as primeiras dores.
Foi para perto della logo e pode verifi-
que se proluziram, que os seus clculos
eram exactos e que tudo se passaria coma
elle tinha previsto.
Fez o necessario para diminuir, na me-
dida do possivel, aa dores da moga, algu-
mas gottas do laudanum em uma chicar*
de cha muito fraco promoveram urna cer-
ta modorra que uma crise violenta, maa
curta, iuterrompia de vez em quando.
Comquanto aquelle estado nao fosse pe-
rigoBO, Angelo passou a maior parte da
noite perto do leito de Cecilia, conBolando-a
com palavras agradaveis, quando a dx
trumphava da modorra.
No dia flgaint fiSd podia subtraiir-se
a su s occupag5a8 habituaes, bem como a
outras de natureza inteiramente praticular
qua o reclamavam nesse dia.
Duranta a manb vio duas vezes Ceci-
lia.
As dores tornavam-se cada vez mais re-
petidas e mais fortes, mas poda m ainda
decorrer muitas horas antes que chegasse a
ultima crise.
Proli tinba que ir a uma hora ao juia
de paz.
As pessoas que deviara fazer parte da
conselho de familia, tendo sido prevenidas
de ante mJo, foram exactas rcunio e
uma hora menos alguns minutos, t idos os
asombros do futuro cona lho, incluin io
Sr. de Gevrjy, e achavam reuni Jos ahi.
O succeasor de Grsky tinha arranjada.
uma cara apropriada.
As suas feicSes exprimam a mais viva
preoecupago e a mais pungente angus-
tia.
O Sr. de Qevrey verificou a slteraga
das feigSas e o tom sombro da sua phyaio-
nomia.
Ento que tem, caro doutor, pergun-
tou elle a Angelo com aolicitude e afaatan-
do-o de grupo. Eat doente?
Eatou muito desgostoso e assuatade.
E' indiscrigo pedir-lhe que me diga
de onde provean es8e desgosto e o que cau-
sa esse susto ? Sabe que s o interesse,
mais vivo interesae, que dieta esta per-
guata.
Esto certa disao, j o sei e vou res-
ponder. .. A menina Bernier aasistio hoa-
tem no seu gabinete, segundo ella me da-
se, a aceas terriveis, que a commoveram-
profundamente.
' I
(Continuar e-Aa.)
Socegue, Brgida, disae Proli. Eo,' bem sabe que nao. Mas as beberagooa 1 car, mesmo pala natureaa dos accidentes Typ. do Dotm ra Duque da Caxias n. t,
ima^ai


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