Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19865


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Full Text
*
i-HO Lili DMfifiO 191
,
4
PARA A CAPITAL E LLCAIUK ONDE NAO SE PACA PORTE
........ (6*000
......... 120000
.......... 24*000
.......... 0100
Por tres mezes adiantado .
Por seis ditos idein.....
Por um anno ideai......
Cada numero avuiso, do meimo dia.
SABBADfl 21 DE AGOSTO DE 1886
^*'C/
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por soib meses adianudos.....
Por nove ditos idem.......
Por um anuo dem.......
Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
200000
27000?
01UO-
DIARIO DE
RNAMBUGO
Pr0j)rie>a>e ir Jttaiwel Jigxtt* te Jara & -filljo*
Os Srs. Amede Prince A C*,
se 5*aris, sito os nossos agentes
exclusivos de annuncios e p ti-
b r -.oes da Franca e Ingla-
terra.
Os Srs. Wasburne Hermanos.
le New-Vork, Rroad Way n.
990. sae os nossos agentes ex-
clusivos de annu .cas nos Es-
tftados-Unidos.
TELEGRAMMAS
ss:i7;: faticuus so sxabzo
RIO DE JANEIRO, 20 de Agosto, s
3 horas e 45 minutos da tarde. (Recei-
do s 4 horas e 40 minutos da tarde, pela
Wia terrestre).
Boje, na Canaca do* Depntados o
s)r. Aleoforsdo Jnior, dlseutlndo
m crdito do Ministerio da Mariana,
sastentou a neeesstdade de ser con-
servado o Arsenal de Marlnha de
Fwaambneo e reipondea ao sena-
dor Luis Fellppe relativamente a
negocios da snesma provincia,
Hontem a Cmara approvon em
*.* discusso o orcamento do Minis-
terio da Cinerra.
Forana nomeados paraoTnesou-
ro Nacional i
Inspector daCalxa de imorilnaea,
Miguel Archaojo Clalvao i
Contador da I.* eontadorla da di-
rectora da confabllldade, Odorlco
Jos da Costa.
Embarcaran boje t
3*o paquete nacional, Bellarmlno
IrODim e Hagollno.
Xo paquete ORENOQUE, o deputado
geral Henrlque Marques de Uullan-
da C'avalrante.
a parte, onde os hospitaes esto entregues a direc-
co scientifca e Ilustrada.
O meio mais efficaz de se cTitarem os inconve-
nientes da aecumulacJo augmentar-se a cubo do
ar respiravel, de modo que a cada individuo eejam
fornecidos por hora 6 metros cbicos de ar novo.
isto que dizemos, a respeito dos estabeleci-
mentos em que se reunem doentes, deve entender-
ae tambem para todos os recintos em que se junta
grande numero de individuos saos. A industria e
a sciencia teem cbegado, nos nossos das, a obter
recintos em boas cendicoes para a reuniAo de gran-
de qaantidade de gente, sem perigo pira a saude ;
e nos p* ises estrangeiros ha hoje grandes estabe-
lecimentos pblicos que nada deixam a desejar nes-
te ponto. Em Portugal muito pouco ha frito ; e
os nossos hospitaea, fabricas, escolas, etc., esto
ainda longe de poderem offerecer ar safficicnte-
mente renovado, para a livre respiracao n'un. es-
paoo relativamente limitado.
(Contina).
51RTE OFFICIAL
Governo da Provincia
19 B
:ss:;;: da aihj.. satas
(Especial para o Diario)
NEW-YORK, 19 de Agosto.
Aeonvenco Irlandesa reunida em
Cnteago dellberou a llnertacao da
Irlanda.
LONDRES, 19 de Agosto.
Veve lugar boje a abertura do Par-
lamento Ingles.
A mensagem real solicita das ca-
lmaras a adopeo do orcamento para
o prximo exerclclo.
Agenda Havas, lial
20 de Agosto de 1886.
em Pernambuco,
IMSTROCqO POPULAR
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA
AGOSTO DE 1886
Antonia do Monta Bezerra de Mello.
Informe o Sr. director da Colonia Isabel.
Alezandrina Marques Mascarenhas de
Souza. Aguarde deciso da Assembla
Legislativa Provincial.
Antonio Casado de Araujo Cavalcante e
Vicente Malangunzio Tiburcio Ferreira.
Remettido junta medica provincial a
quem o peticionario se apresentar para ser
inspeccionado.
Domingos Augusto Teixeira Baatos.
Deferido com o officio desta data The-
souraria de Fazenda.
O mesmo. Nao tem lugar ; porquanto o
supplicante j recebeu ajuda de custo de
ida e volta.
Francisco das Chagas Monteiro.Infor-
me o Sr. inspector do Arsenal de Mari-
nha.
Coronel Jos Thomax Gonjalves.- Se-
jam re col h idos.
Alfares Joaquim Quirino Villarim.In-
forme o Sr. brigadeiro commandante das
armas.
Jos Goncalves dos Santos e Arcelina
dos Santos.Nao tem lugar o que reque-
rem os supplicantes.
Manoel Clementino Correia de Mello.
Informe o Sr. inspector do Testuro Pro-
vincial.
Mara Antonia da Costa. A snppliaante
nSo pode ser removida em vista do art.
148 do regulamento de 6 de Fevereiro de
1886.
Martina Cordeiro A CIndeferido, em
vista da informacSo do fiscal da Compa-
nbia.
Secretara da Presidencia de Pernam-
buco, em 20 de Agosto de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio F. da Silveira Carvalho.
Sr. Dr. Igaacio Joaquim de Souza Lelo,
muito digno vice-presidente da provincia.
- O chefe de polla, .intonio Domingo
Pinto.
Thesenro Provincial
DESPACHOS DO DIA 20 DE AGOSTO DE 1886
Joaquim de Asevedo Ramos, Delmino
Gomes Ferreira e JoSo Fernandes de Mes
quita. Ao contencioso para os devidos
fina.
Jos Ferreira da Silva e Joaquim L*u-
rano da Barros. Junte-se copia das in-
formacSes.
Padres Augusto Adolpho Soares Kesse-
weter e Antonio Jos de Araujo.Regis-
tre-se e facam-se as notas.
Mara Francisca Pereira, Pedro Celesti-
no da Trindade, Jos Ferreira de Barros
Araujo, Tude Quede de Mello, Joaquim
Lourenco de Barros, Albino de Almeida
Quedes, JoSo Ramos, thesourairo da repar-
ti das Obras Publicas, Manoel Flix do
Nascimento, Jos Ribeiro da Fonseca Bra-
ga, Josephina de Almeida Pinto, Antonio
Marinho Falca, Jos Muniz Teixeira Qui-
ntarles, Francisco de Paula e Silva, Antonio
Lios Ferreira, Qouveia A Oliveira, Vicen-
te de Moraes Mello, Antonio Gomes Paes,
Jos Antonio de Lima, Lourenco Goncal-
ves de Azevedo, Victorino Antonio de Al-
cantara, Mara Leopoldina Chaves Pessoa,
JoSo Bezerra da Cunha e Severino Rodri-
gues Lios de Albuquerque.Pague-se.
David Park. Ao Sr. collector do Cabo
paracamprir o despacho da junta.
Collector de Agua Preta, Manoel Cle-
mentino Correia de Mello e gerente dos
Trilhos Urbanos do Recife a Caxang.
Informe o Sr. contador.
Jos Antonio Alves Maciel. Certifi-
(Extrahido)
Da BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
CAPITULO I
AR ATMOSPHEBIC
(ConlinuacaO)
Se estas dimensoes sao attendidasem muitas ha-
bitaeoes ;is cidades, em quantas nao sao ellas des-
presadas, pela trite neceesidade e pelas angusti-
las circumstancias dos habitadores ? .' O que nao
ha da agglomeracao d gente, sobretodo da que
vive em peiores condieoes de acceio, nos acanhados
qoartos dos pequeos aadares, dos subterrneos e
das aguas tortadas as grandes cidades ? Que
miseria e que negacao dos principios da bygiene
se nao observara, no tocante a este panto, as mea
quinbas habitacoes dos bairros pobres de Lisboa !
Vlriro do arpelaaccnmnlacao de
asentesA grande agglomeracao de gente
i'im espado limitado pode, por si s, operar sobre
organismo do mesmo modo que as doencas pes-
leni'iaee. N'um julgamento celebre que houve
em Inglaterra no seculo XVII, e que attrahio
ala do tribunal um numero enorme de pessoas, o
ar viciado que os concurrentes respiraram foi o bas-
tante para dar ohgem a urna epidemia de typhos,
em ue morreram mais de 300 individuos.
Se pode tor consequenciaa graves a grande ac-
tsmulaco de gente respirando n'um espago limi
tado, o perigo sobe de ponto, e torna-se ternvel,
suiando a agglomeracao de individuos doentes,
especialmente des atacados de doencas infecciosas
a dos que teem feridas graves com auppuraco,
erysipelas, etc.
Os leridos francezes da companbia da Russia,
o tempo de Napoleo I, accumulados em numero
se 30:000 na cidade de Wilna, foram accommetti-
ot por urna epidemia mortfera de typhos, que em
poueas semanas matou mais de 25:000 e que se foi
iweessivamente propagando a Torgaw, a Dantsig
a Mugancia, e victiiiou os que aa armas inimi-
gas tinham poupado.
Ka guerra denominada da Crimea, a mesma cau-
ta isto a grande accumulacao de doentes e feri-
aos as ambulancias e nos hospitaea de Constan
tiuopla, produzio eff^ito idntico, e os typhos ma-
taran mais de 25:000 bomens.
Sob a influencia i*as mesmas causas,- desenvol-
vm-ae as veses nos hospitaes, e at nos mais sa-
lubres e mais hbilmente dirigidos epidemias gra-
ves de eryeipela, de gangrena de hospital, de fe-
bre typhod*-, de dysenteria : e as entera arias
de partos nao raro o apparecimento de epide-
mias de febre puerperal que, devidas ao mephitis-
mo e accnmulacao, nao tardam em passar para
fra, invadinde a cidade.
fctEstes estabelecimentoa, em que tem de reunir-
se im grande numero de pessoas doentes, nao po-
sma sopprimir-se ; sao ama inevitavel necessida-
de do viver social. Cumpre applicar-lbes as in-
ieacoes da mais esclarecida bygiene, para se evi-
tar, quanto possivel, que sejam fucos perigoeos para
g laude publica E' o que se fas boje por toda
Repartieao da Polica
Secsao 21N. 811.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 20 de Agosto de 18S6.
- Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V. Exc.
que foram hontem recolbidos na Casa de
D tencSo os seguintes individuos :
A' minha ordem, Mara Joaquina, re-
mettida pelo Dr. juiz de direita da comar-
ca de Olinda como processada em crime de
roubo; Manoel Rodrigues Bezerra e Jo2o
Francolino de Souza Lima, por disturbios.
A' ordem do subdelegado do Reoife,
Antonio Joaquim Dourado, por disturbios.
A' ordem do de Santo Antonio, Joo
Carlos Jesuino, Joao Carneiro da Silva,
Vicente Ferreira da Silva, Nicolao San-
tos, Joaquim Bento Machado, por distur-
bios.
A' ordem do do 1. districto de S. Jos,
Jo3o Alves da Silva e Joaquina Mara da
ConceijJo, por disturbios.
A' ordem do do 1. districto da Boa-
Vista, Ignez Mara da ConceijJo, Mathil-
de Mara dos Prazeres e Qertrudes Perpe-
tua de Oliveira, por disturbios.
Hontem, por volta de 11 horas da
noite e na ra de Francisco Jacyntho, o
individuo de nome Rayruundo de tal tra-
vou-se de razoes com Capitulino Luiz de
Franja, a quem procurou ferir com urna
faca -ie que se achava armado.
NSo obstante ter Raymundo corrido di-
versos golpes em Capitalino, apenas um o
attingio, ferindo-o levemente no rosto.
Aos apitos de alarma comparecou o ins-
pector de quarteirao de nome Olympio
Osorio Maciel Monteiro, que procurando
prender a Raymundo teve de lutar com
elle sem conseguir effectuar a prisao.
O inspector Oscrio foi ferido, por duas
vezes, no braco esquerdo o sendo condu-
zido para a casa de sua residencia, no
largo de S. Pedro, ahi foi vistorado pelos
Drs. Jos Jos Joaquim de Souza e Jos
de Miranda Curio.
O subdelegado da fregueaia de Santo
Antonio, que este ve presente no acto da
vistoria, abri inquerito contra o delin-
quente.
Pelo subdelegado do districto de Afoga-
dos foi remettido ao juizo competente o
inquerito policial a que proceden contra
Antonio Flix de Araujo Lins, conhecido
por Gato, e Manoel de tal, por haverem
ospancado a Jos Mara Peres Justo e
Francisco Luiz dos Santos.
Pelo subdelegado do Jistriuto do Ar-
raal, foi igualmente remettido ao juizo
competente o inquerito a que procedeu
contra Jos Ribeiro de Jess pelos crimes
de ferimentes e espancamento.
Communicou-me o cidadSo Jofto Goncal-
ves Bastos que em data de 17 do corrente
asBumira, na qualidade de 2o snpplente, o
exercicio da delegacia do termo de Goyan-
na.
Deas guarde a V. Exo.Illm. e Exm.
que-se.
Irmandades do Senhor Bom Josus dosPas-
aos e Nossa Senhora do Rosario do Recife
e Eduardo da Silva Ferreira.Informa a
commissao liquidadora.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 20 DE AGOSTO DE 1886
Joaquina Mara da Couceicao, Ignacio Fernan-
des Eiras a o Dr. procurador dos FeitoB. Infor-
me a 1* seceo.
Joo de Oliveira Braga, Antonio Augusto de
LemoB & C-, Gaspar Augusto Soares Leite, F-
lix Pereira da Silva, Eduardo Martina Correia,
Jos dos Santos Coelho, Luis Jos d Silva Oui-
mares, Ignacio Fernandes Eiras, Joaquina Ma-
ra da Conceicao. Informe a 1* seceo.
DIARIO DE PER8AMMC0
RECIFE, 21 DE AGOSTO DE 1886
Noticias da Europa
O vapor francs Ville de Maceta, entrado hon-
tem da Europa, trouxe datas que de Lisboa alean-
can 6 de Agosto, adiantando nove das s trzi*
das pelo paquete Mondtgo.
Alm das de Portugal, constantes da carta do
nosso correspondente, publicada na rubrica Ex-
terior, eis as demais noticias:
Hespanba
Escreve o nosso correspondente de Lisbd.
No dia 31 de Julbo, a crise estava redusida
insistencia do Sr. Camacho em sahir do minis-
terio.
O Sr. Sagasta, que tem conseguido, com o seu
prestigio e tacto poltico, dominar outros conflic
tos graves de momento uio conseguio convencer
a oiiuiatro da fazenda, seu antigo amigo, a desis-
tir da demisso.
Nesta situacao foi nomeado o Sr. Lopes Puig-
eerner, pessoa indigitada pelo proprio S. Cama-
cho, como continuador dos seus planes financeiros,
homem de carcter serio, competente e enrgico.
Era e candidato nao s do governo mas tambem
da maiora.
Dentro em pouco ser publicado o decreto desig-
nando o primeiro domingo de Setembro para as
eleicoes provinciaes (juntas de districto).
Mais de 150 deputados j abandonaram Ma-
drid.
A rainha regente sanecionon j o convenio an-
glo-hespanhol.
O novo ministro da fazenda, continuador dos
planos financeiros do Sr. Camacho, j prestou ju-
ramento as mitos da rainba regente.
O Sr. Puigcerner, homem competentissimo, par-
tidario de aya tema de economas pelo seu au:e
cessor.
A sua nomeaco foi muito bem lecebida. na
bolsa e nos centros econmicos da naco.
Camacho publicar brevemente um folheto ex-
plicando as causas da sua sabida do ministerio
que nao toram outras seuao o vSr-se contrariado
no seu proposito de reparar quanto possivel a
administraco da poltica; o sabe do governo sem
abandonar o Sr. Sagasta e acompaahado de todo o
prestigio e autoridad*, que soube conquistar em
to espiuboao cargo.
O diario official publicou no dia 5 um real
decreto paia que prevalecm em 1S86 a 1887 os
orci.meutos do anno anterior.
A despesas ordinarias elevam-se a 906 milhoes
di pesetas e a receita geral a 932 milhSes, resul-
tando um saldo positivo de 26 milhoes de pesetas
em nmeros redondos.
Realuou-se no dia 4 o meeting socialista em Bar-
celona, sem desordens nem intervencao repressiva
da au'oridade. A situaco daquella cidade vai
melhorando, sendo muito ordeira e prudente a op-
posico dos industreles contra o tratado com a In-
glaterra.
Affirma-se que o Sr. Albareda deixar em bre-
ve a embaixada de Pars, passando a desempenbar
aquelle alto cargo o Marques de la Viga de
Armijo.
As cortos voltaro a funecionar em Novembro.
E' grande o desalent as filen-as zorril listas.
Franca
Os jornaes dizem que a subncripco para as
obrigacoes do canal de Panam ioi coberta urna
ves e meia.
A embaixada de Franca em Londres fez publi-
car em varios jornaes daquella cidade urna nota,
dec'arando que o governo aa Repblica nao reco-
nheceria a valdade de qualquer contrato feito, in-
dependeute da sua intervencao, com j governo de
Madngaacar.
Esta noto tona por fim prevenir a possibilidade
de um emprestimo, que o governo malgache pro-
jecta na praca de Londres.
Os jornaes republicanos dizem que as eleicoes
dos conselheiros geraes provam coufianca na Be-
publicos.
Segundo o resultado completo das eleicoes, os
republicanos ganharam 76 circumscripcoes e os
conservadores 83. Ficaram empatadas 177.
E' notavel a tendencia absorvento do episodio
em prejuizo das ideas geraes. Esta tendencio
manifesta-se em toda a Europa, nao s no monda
poltico, como no da arte e da litteratuxa.
Se isto nao denota um profundo amesquinha-
osento dos episodios, prova d ama iamentavcl
aberracSo iutolleetual. As grandes pelejas das
ideas esto r^dusidas s chioaau nais ou menos
habis.
Os homens tomaram os lugares dos principios.
Eiemple frisante dteete estado deeapirito est dan-
do a Franca, discuttido em toda a linba urna car-
ta do general Boulanger ao Duque d'Anmale.
Esta carta seria do theor segninte:
Belley, 8 de Mato de 1886.Senhor.Tendo
silo propoeto por vos para gana-ai, a vs que
eu devo a minha oomeaco. Portaato, emquanto
o nao taco de viva vos na minha primeira paasa-
npor Paria, peco-vos que aoeiteis a expresao
tea vivo reeonhecmento.
Ser sempra para mim motivo de orruino o tor
servido com um tal chefe, e abencoado ser o dia
em que tornar a ser chamado a servir s voasaa
ordena.
Dignai vos aceitar a manifsetacAo da minha
mais profunda e mais respeitosa dedicace.Ge-
neral Boulanger.
Tendo a Franja declarado esta carta apocri-
pba, parece que ism seria bastante para terminar
a questab. Pois nao foi assim os jornaes em-
brenbam-se n'um intil questo de authenticida-
de e nao authantreidaiie.
Sempre o episodio triamphante a invasor t
O general Boulanger reconhece como autbenti-
as tres das cartas ao Duque smale, publica-
das pelos jornaes orleanistas, e diz : Se os amigos
do duque passarem de palavrss as obras, farei
enrgicamente o mea dever contra elles.
E' absolutamente desmentida a noticia relativa
a ama prxima entrevista dos Srs. de Freycnet e
de Giers.
No dia 1 de Oatubro deve reunirse em
Biarritz, o primeiro congresso de hydrologia e cli-
matologa, o estudo medico das aguas mineraes e
a da meteorologa, considerada sobre o ponto de
vista das suas relacies com oa olio-as tem feito
grandes progreMes, ltimamente, entre os quaes
toma lugar assignalando o congresso que vai rea-
lsar-se, gracas iniciativa da associaco de Biar-
ritz e das sociedades de hydrologia e de meteoro-
logia de Franca.
E' presidente honorario o Sr. Lochray, e presi-
dente effectivo o Sr. Doraux-Fardel, urna verda-
deira notabilidade em assumDtos de hydrologia.
Entre as questoes scientiheas que vio ser dis-
cutidas no congresso, teem importante lugar as
seguintes: importancia das observaces meteoro-
lgicas para o estado das estac3es e rgimen das
orgens; pbenomenos elctricos das aguas e sua
analyse ; aguas salphuresas e diversas combina-
coes metlicas e orgnicas dos terrenos hydromi-
neraes ; relaces geolgicas das dfferentos appii-
cacoes externas e internas das agaas nataraes,
para a cura de molestias.
As estaces climatricas serao discutida* dt-
bnixo de um ponto de vtsta scientfica e pratica,
que servir de baae o ganisaoio da vanatorta
de vero e de invern.
Os climas de attitude, os climas martimos os
hospitaea martimos, to atis ne tratomento do
sympatbismo, das esorophulas e da tsica, sero
igualmente assnmpto do congresso.
Cartas de Marselha failam de um successo,
americana, occorrida naque! la cidade.
E ama reniiukXJoe houve ltimamente a propo-
sito das eleicoes para o conselho geral, n maire
adjunto, o Sr. Bouge seccou oSr. Wirjd antigo
conselbeiro monicipal t
Dizem os despachos que este negocio produzio
um grande escndalo, e affirmava-ss que elle nao
poda deixar de ter o seu seguimento, apesar das
reiteradas desculpas que dera depois do facto o
Sr. Bouge.
N'um dos ltimos das da semana passada foi
enviado aa tribunal de Aix, o proceiso relativo
aos Srs. Chavare!, engenheiro; Laurette, nego-
oiante ; Lepeyre, Catta, Valz, Blauc-Ailland, ad-
juntos, e anda outros conselheiros municipaes de
Mirselha.
Como sabido todos estes personageas sao ac-
ensados de corrupc Jo no negocio do saneamento
daquella cidade pelos meios pseumaticos.
^'s jornaes franceses referem-se minuciosa-
mente expedico teita aa novaa Helviadas, pe-
las tropas da repblica, enviadas pelo governador
da Nova Celedania e que dea ongem a julgar-se
ha um mea que poderia occorrer am conflicto entre
a Franca e a Inglaterra.
A expedicSo tinha por fim castigar os indgenas
pelos roubos e assassinos csmmettidos centra
subditos francezes, e ogo que realiaasse a sua
misso regressaria a Nennia, d'onle commanicam
estas noticias.
Ao mesmo tempo que os franceres recebiam sa-
tisfscAo dos seus aggravos, os ailemaes realisavam
nm acto semelhante.
A 19 de Maio, diz o seu diario de bordo oca-
pito do navio francs Colbatro, tundeado na ilha
Masairo, urna das Hebsidas, chegou a canhonoira
allem Albatros e fundeou a pouca distancia do
Colbato.
Em seguida o Albatros icou a sua caraneueja e
apontou sobre um bando de indgenas que estavam
na praia.
Ao meio dia fez fogo sobre ellea, matando Id
com a primeira descarga e ferin lo muitos, que
foram reco!hrse nos cscaleres do navio al-
lemo.
Dos feridos levados para bordo morreram dous
naqu'-lla mesma tarde.
No dia seguinte, contiuua dscrevendo o capitao
do Colbato, no seu diario da navegaco, o Albatrts
enviou a torra ao smanhecer > companhia de des-
embarque, que s 9 da manhA queimou ama aldeia
regressHndo depois para bordo.
A's 1S horas, os doua navios, francs e ingles,
apparelham e dispem se a partir, ma, antes,
o Albatros bombardcou a ponto sudoeste da Baha
c incendioa outra aldeia.
Ao meio dia, e depois de um novo desembarque
da companhia a que nos referimos, o Albatros fra-
se ao mar.
A Preste de Vienna, apreciando a r.jeico de
contrato de eommercio francez-italiano, pela ca
mar dos deputados de Franca, diz que a prin-
cipal xnsequencia deet* rejeiclo ser a estreitor
os lieos de ullianca da Italia com a Allemanha e
a Austria, em detrimento da Franca-
Presumase que o BarSo de L'ourcel partira
no dia 29 do correte, para Berlim, afim de con-
ferenciar com o ministro dos negocios estrangeiros
da Allemanha acerca de um incidente occorrido
entre n Franca e o governo do Congo-
__Na sesaao do conselho municipal de Paris,
de 30 de Julbo, foi (ida a resposta do governo
acerca da propost, frita pela municipalidade,
paaa se levantar um menantrnto 4 RevJucSo
Francesa no local das Talherias.
O ministro da instruccao publica e bellas artes
informa o conselho municipal de que o governo
considera a proposta pouco estudada, e nao pade,
portento, pronuuciar-se ainda acerca do as-
sumpto.
Em todo o caso, o miuistro previne o conselho
municipal de qe o local das Tulberias esta j
destinado pe gvarao, yart aulas fim
Os conselheiros municipaes ficaram zangadissi-
mos com a resposta do governo, e votaram, por
unaniwdade, ama moefto em que e reno va a affir-
macao de que o monumento Bade ser erigido no.
local das Tulberias.
Italia
Foi leeleito deputado por Ferli (Italia) e for-
cado Cipriano, condemnado por delicto polticos e
cuja eleico fura invalidada pela cmara, por oc-
casAo das eleicoes geraes.
Sao excellentes as relaedes da Italia com a
Austria e Aliemanha.
O commissario de polica de aplas recebeu ha
poneos dias um telegramma de sea eollega de Ve-
neza, pedindo-lhe a captara de um cavalheiro e
um senhora, que deviam desembarcar naqaalle
porto. Eram dous amantes, que tinham fgido
da Russia com urna quantia consideravel.
O commissario execatou pontnalmente a ordem,
e mal atracn aocaes o vapor procedente de V-
neta, prenden o enamorado par, que protesten
enrgicamente contra essa medida, que diziam ar-
bitraria.
Com os presos foi tambem apprehendida ama
pequea mala, que continua 80,000 francos, som-
ma avultada, que mais confirmou as suspjitas do
commissario.
Decididamente fSra feliz na cacada.
Por esse motivo o commissario participon m-
mediatamente ao seo collega a captura dos cri-
minosos.
A resposta, que uo se fea demorar, foi a se-
guinte :
Ponba em liberdade as duas pessoas qae pren-
den.
Eotregae-lhes o dinheiro, e d-lhes immediata-
mente aa mais cathegoricas satisfagOes.
O ser erro foi deploravel.
As duas pessoas que soffreram to lamentavel
enxovalho pertencem i familia imperial da Rus-
sia.
E com effeito a mulher sobrio ha d'um irmo
do czar e o marido um principe, antigo official
dos cessacos da guarda.
Os dous, noivos de poueo tempo, iam passar a
sua la de mel Italia.
aslaterra
Est organisado o ministerio inglez : conde de
Iddesleigh, ministro dos negocios estrangeiros;
marques de Landoaderry, vice-rei da Irlanda;
sir Michael Hicks-Beacb, secretario da Irlanda ;
lord Randolph Churchill, chanceller da exche
quier; viscoode Craabrook, presidente do conse-
lho privado; sir Henry Chaplin, presidente do go-
verno local; sir Edward Stauhape, presidenta da
secretaria do cemmercio ; lord John Manners, di -
rector geral dos eorreios; sir David Robert Plun-
ket, primeiro commissario das obras publicas ; sir
Richard Webster, procurador geral da cora; lord
Asbbourne, chanceller da Irlanda.
Segundo informa o limes da conferencia entre
o marques de Salisbury e o de Hartington resul
tara o accordo entre os conservadores e os lbe-
raes unionistas, nao smente com respeito aos as-
sumptos da Irlanda, mas ainda em todas as ques-
toes essenciaes que dovero ser tratadas na pr-
xima legislatura.
O parlamento seria aberto em Agosto e em se-
guida adiado, depois de algumas sesses, para Ja-
neiro oa Fevereiro.
Pela sua parte os gladstonianos unir-se-iam aos
parnellistas.
A nica condicAo desta unio sera a nao faze-
rem estes urna opposicao obstruccionista, salvo o
caso de serem presentes ao parlamento, medidas
coercitivas para a Irlanda.
O Fremeau Journal de Doublin propoe-se orga-
nisar na Irlanda urna subscripcAo de um shilling
por cabeca, para a creaco, em Dablin, de um
monumento a Glodstone.
Ser situado diante do palacio do antigo parla-
mento, e ter a seguinte inscrpcAo :
A Gladstone, que, de todos os estadistas in-
gleses, tem sido o nico a defender a causa da
Irlanda. >
Suppoe-se que o ministerio Salisbury est se-
guro de ter longa duraco, pois qae os unionistas
sao obrigados a sustental-o pelo receio de que vol-
te ao poder o Sr. Gladstone.
O parlamento ingles deve reanir-se no dia 19
de Agosto.
O conde de Aberdeen, vice-rei da Irlanda no
ministerio do Sr. Gladstone, retirou-se de Dublin,
senda muito acclamado pela populaco.
Corre o boato de terem os ingleses soffrido um
revs na Birmania.
Repetiram-se os disturbios em Belfast, ficando
morto um rop-iito e feridos varios policas.
As lojas foram saqueadas.
O minis'.erio das colonias communicou im-
prensa intormacSes que deixam a esperanca de
serem infundadas as pavorosas noticias de La-
brador.
Tem havido tnmultos em Belfast a polica uni-
se obrigada a fazer fogo sobre os amotinados no
dia 4 ; mas felizmente nao ficou ningnem morto.
Dizem de Constantinopla ao Times correr all o
boato da prxima chegada de urna esquadra in-
gleza baha de Deska.
Allemanha
Comecou no da 36 de Julho no tribunal de
Freiberg em Saxe o grande processo contra os che-
fes da democracia socialista allem os Srs. Bebel,
Vollmar, Viereck e Toahme e alguna outros, ac-
ensados de terem organisado urna sociedade se-
creta tendo por fim impedir por meios illegaes o
fnnecionamento de administraco e execucao das
Ida
As fabricas da Wesphalia e da Prussia Rhenana
dcspediram, em massa, os seus eperarios, em con-
sequencia da pressSo que esto suffrendo todos os
ramos da industria.
A' 17 de Agosto fazem annos que morrea Fre-
derico o Grande.
Este monarcha, no seu testamento redigido em
francez, em de Janeiro de 1769, escrevera a pro
psito da sua sepultura :
Tenbo vivido como philosopho e como tal de-
sejo ser enterrado na jardim Sans -So ci.
Esta vontade da re nao foi executnda e elle re
pousa no carneiro da igreja militar de Potsdam,
visto que a sua familia nao achou decente sepul-
tal-o n'um jardim,
Mas boje que j n'esse mesmo jardim se elevam
os tmulos de rei Frederico Guilherme IIL e de
sua mulher, nao ha razo para nao cumpriras ul-
timas vontades de Frederico o Grande e affirma-se
em Berlim que, no dia do anuiversario da sua
morte, os seus restos mortaes sero transportados
da igreja de Potsdam para o j*rdim de Sans
Souci.
AiintriA Hungra
Em S. Petersburgo d-se gr.nde importoncia
s conferencias effectuadas em Kissingeu, entre
o principe de Bismarck e o conde de Kalnoky.
Os jernaes russos preveem que a Austria vai
adoptar urna poltica mais enrgica nos Balkans,
o que considerara como o primeiro resultado des-
asa conferencias e indicara o perigo de ama poli
tiea semelhante, cuja consequencia podia ser a
guerra.
Por outro lado, em Roma, os jornaes do oppo-
sicao censuram o governo a proposito da excluso
da Italia das ecnferencias do Kissingen, vendo
n'este faeto urna nova prova de pouco apreco era
que as potencias alliadas do norte teem a Italia, e
do pouco valor do accesso a'esta potencia a essa
allianca-
No essa, porm, a opiuio que prevalece no
gabinete, o qul tambtm nao duvida da reaovagao
do tratado, que linda em 8 de Setembro.
N'esta ordem de ideas, affirma-se qae o coad-:
de R.biUut ministro dos negocios estrangeiros,
partir brevemente para Vienna. _
Sao uinda de um jornal russu, a Nowoie Vretma,
as seguintes consideraces sobre a entrevista de
Hi.aingen. Este jornal, rsferindo-se eutrevista
dos chanclleres, diz que a Austria ameaca a Tur-
qua, a quai busca pro;ecco em todas aa poten-
cias, de qu^rn veio a ser a pella.
Quando o conde Kalnoky deixou a embaixada
de S. Petersburgo, para tomar conta da pasta dos
negocios estrangeiros, estava persuadido que os
nterresaes austracos e russos podiam ser satis-
fritos m eafriameuto de relaces entre os dous
imperios. ,
Dir o me3mo jornal que pode ser que o conde de
Kalnoky nao tinha modado de opinio ; mas que a
polica austraca continua, tendo por objecto im-
pedir a passagem Russia, na provincia dos
Balkans.
Um dia ser necessario recorrer s armas. Se
podesse haver um meie de eccordo entre as dua
potencias, Valeria a pena procural-o; mas pre-
ciso que a Austria nao esqueca que as turbulen-
tas agaas da Bulgaria nao pode pescar outra coosa
senao a guerra, e que se deve compenetrar bem
de qae a Bulgaria ha de estar dentro da esphera
de aeco da Russia.
O conde Kalnoky parti de Iscbl para Vienna.
Dea conta ao imperador Francisco Jos da sua
entrevista com o principe de Bismarck, e affirma-
se que o imperador se mostrara muito satisfeito, o
qae ainda acredita agora com mais firmeza na pac
europea.
A 3 da Agosto, noite, ateanun-se novos in-
cendios em varias aldeas austracas, ficando des-
truidas muitas casas.
Palaes-llalxos
Os tumultos de Amsterdam faram provocados
por cauaa da prohibilo do Palingtrekken, oa ja-
go das enguias. E' um divertimente popular em
qae entrara una restos de barbarismo.
Consiste em pegar n'uma engua, atal-a pela ca-
beca no meio d'uma corda, atravesaar esta corda
da margem d'um canal para outra margem ; en-
aaboar o corpo da enguia; sendo depois acclama-
do o barqueiro, que ao passar por debaixo da co-
da, quando o barco Ueslisa a toda a turca, tiver
bastante pulso e bastante destreza para arrancar o
corpa enguia, ficando a cabeca na corda.....
O divrtimento realmente selvagem. A nao
ser a parte cmica dos concurrentes a quem falta
o equilibrio cahindo ao canal, o resto do espect-
culo to brbaro que repugna. Mas o povo tem
as suas predileccoes e oa seos prazeres, e nao ha
povo mais civilisado que nao tenha no sangue uns
restos de barbaria.
Os primeiros policas que ebegaram ao lugar ios
jogos, cortam aa cordas e probibem o Palingtrek-
ken ; sao apupados pela populaca, agarrados,
amachucados, e por fim atirados agua Toda a
polica vem em auxilio dos dous agentes maltrata-
dos, e ha luta, tiros, ferimentos, raortes. A polica
deamoralisada, as autoridades pedem soccorro
tropa. E sao o acidados que apasiguam todos os
nimos. Total d'esta desordem -trinta cinco mor-
ios, e mais de cera feridos!
Pelo qae se averigusu, parece que as desordens
de terca-feira noite foram premeditadas, porque,
quando os perturbadores comeegram a armar bar-
ricadas e a tropa interveio para o impedir, os ha-
bitantes do bairio, entrincheiradas as aguas-tor-
tadas, j tinham sua disposco projectis, qae
lancaram contra os soldados.
Um incidente : um homem que subir a ama
barricada com urna bandeira vermelha em panho,
cabio logo por trra, mortalmente ferido com urna
bala fl
Immediatamente om seguida, o hussard que dis-
parara o tire recebeu na cabeca urna enorme pe-
drada de ama agua-tortada. O desventurado cahio
logo do cavallo que montava e morreu.
Apesar da sua reputaco de povo fri e fteugma-
tico, os hollandezes deram provas, n'esses dous
dias, de urna grande violencia de paixo. A turba
reunida no Lindengracbt e as rusa circumvisi-
nhas estava animada dos senlimeatos mais hostia
para com a polica; de resto, esta hostil i da de nao
data de- hontem e accentuou-se principalmente de-
pois das recentes rixas entre oa socialistas e a tor-
ca armada.
E' impossivel descrever o pnico que se apode-
rou da multido, quaado as torcas comecaram a
fazer fogo.
Vendo os mortos e os feridos a cahir de todos os
lados, a populacho soltava gritos terriveis, sem
todava arredar p e antes animando os que cor-
respondala das janellas fusilara dos soldados.
A's 7 horas da tarde, foram transportadas para
o commissariado de polica as primeiras victimas
oito mortos e um numero csnsideravel de feri-
dos.
Na praca Noordemnarbt, ende os destacamentos
de infantera, de hussards e de rtilhara espera-
vam que os chamaasem primeira linha, apresen-
tova o aspecto de um campo de batalha.
No Prinsengracht, a infantari* fez fogo tres ve-
ses. Aqu um outro incidente curioso. A polica
prendeu um artilheiro que se unir com o povo.
No momento em que a tropa acabava de repri-
mir as desordens no bairo de Noordemnarbt, a lu a
reerudesceu ao Jourdan e no Augeherstradt. To-
dos ot candieiros da illumnacao de Prinsenstradt
foram apagados e a ra barricada
Na Trinstradt, um soldado ficou com urna perna
partida, Dor Ihe ter c*hido em cima um halde
d'agua atirado d'um segundo andar.
A tropa annunciou entao que faria fogo sobre
quem quer que fosse que apparecesse s janellas.
A's II horas da noite, deu-se a trplice descarga
de mosquetera no Prinsengracht. A tropa, fati-
gada e exasperadissima, nao cncontrou outro meio
de dispersar a multido. N'este momento foi feri-
do um official de infantera, com um tiro dispara-
do de urna janella.
As autoridades receiando que se reproduzissem
as scenas de pilhagem, imitadas do Hest-Eud. de
Londres, e da communa de Pars, protegeram o
Banco Nacional com um corpo de tropas. Convm,
do entanto, dizer que, excepeo dos caes, das
rusa e doa bairros citados a cidade nio tomou par-
te alguma as desordena.
As piecaucoea adoptadaa para proteger o Banco
nierlandez aggravaram o pnico, exagerando e pe
rigo.
Muitos hollandezes pacficos julgaram imminen-
te urna revoluco. #
No dia seguinte ao dos tumultos descobnram-se
pocas de sangue as ras que foram theatro da
lu nellas tem vidracas, frontariai de casas escalavra-
dus pela metralha ; em lendmain de batalha, em-
fim.
Varios innocentes pa jaram pelos culpados. En-
tre outroa, um homem, que fumava tranquill imente
o seu cachimbo dentro de casa, fci morto de sbito
por urna bala.
Conta-se que, meia noite, um typographo ex-
oedra um telegramma ao rei aupplicando-lhe que
fizesse suspender a fusilara impa.
No entretanto, nem toda a gente ceusura a poli-
ca; abriram-se bubscripcoes em favor dos qua-
rent agentes feridos e j esto cobertas de assig-
naturas.
Em consequencia dos ferimentos que recebeu suc-
cumbio no hospital o socialista demcrata Kra-
mer.
Durante o dia seguinte, urna grande parto aa
populaco visitn o Prinsen gracht, o Noordem-
n-rkte as circumvisiuhaiicas; a polica deixou cir-
cular os cariosos.
Havia, entretanto, na multido muitos descon-
tentes quo parecan desejar que a batalha da ves-
pera recomecasse, e um individuo suspeito, e que
tomaram por um agente da polica secreta estove
em riscos de ser atirado a agua. Umi senhora,
que disse que os mortos c feridos tiveram a sorte
que mereciam, houve por bem fugir, pois far-lhe-
iam outro tanto.
Contou-se o seguinte tacto pasando no Prinsens-
tradt. A populaco agglomerara-se em um dos
extremos da ra e a tropa em outro. ^3ta as*~
bra de frzer fogo. Atiroin mais, cobardea.
Uivavam as mulheres ao lado dos maridos. Oa-
vio se urna nova descarga, Continuem Vo-
ciferavam as mulheres, arrancando os casaros e en-
terrando as unhas nos seios. Atirem sobre nos,
assassinos 1 j.._
E os soldados respondiam com outras desear-
ras.
A turba ne recuou ; ao eontrario pareca que o
eapoctaeulo dos mortoi e dos fondos mais a esti-
mulava.
x


2*

Diario de PernambucoSabbado 2t de Agosto de 1886
F.ntio, a tropa vio-se na necessidade "do carre-
jar bayonetas, ferindo hornea! e mwiberes.
No dia 30 de Julho verificou-se o enterro das
victimas.
A concurrencia foi enorme ; a ordem pcrem na)
aoffreu altersclo a despert do socialistas, qoe
preparavam grandes manifestacoes.
A beira do tmulo de utn dos socialistas mortos
as ra-, pronuuciou-se um pequeo discurso.
Reinara completo socego a 31.
As autoridades, aaiaptaado na ssanitude das
maii enrgicas, paalnaisan i rasas mente a
grande manifcstaajs* qae as socialistas ffl repara -
ram para o dia ssasainta
Cir na na cidsm sjasfleto concieaaato o pavo
jlogia da aeialisaao.
eoawe* trissaaaes
sublevaco e fi
O autor foi pr
A entrevista dossasucipede Riawaria-com o^aan-
de Haincky, em rsnaaingca, dea emsejoa-que asea
prensa estrangeira usaerpretaesa esse acto como
annuncio de proxi.naj hostilidades entre slguma
das principaes potencias da Europa. Accusa se a
Russia de ter despresado os ltimos tratados.
A vagem do archiduque Luiz de Austria e de
sna esposa, que algumas folhas diziam ser feiU
para eumprimento de cathegoria ao czar, tambem
rontribuio para avivar desconfi-incas, dundo a
esc facto um valor poltico de alta importan-
eia.
A Gaceta da Colonia publicou ltimamente urna
caita de S. Petersburgo, aeseverando que, ha a"
guns anuo, na impcenaa e na sociedade russaa e
a!Jemass se considera como mev'tavel urna guerra
enti e os dais paires.
A imprensa alleini c a opnuLo publica na Alie
mania oiham asea eventualidade cura adifferenca.
Urna guerra com a Ruesia seria urna desgrasa.
A imprenaa usna, pelo contrario, cita iia?
o.mea' s us nimus, recoimaendando urna ailianc
eoma,Fruca, de arte que na Russia a dt ciara-
e&o da.guerra AHemanha.seria acolhida coma-
StaCAd.
Mas pergunta o correspondente da Gemela ue
taionia quaes sao os motivos d > odio cieaeente
da sociedade ruaaa pela AHemanha t
E-sos motivos sao a differenca de carcter dus
dous povos, 8 prosperidades das.allemies que vi
vein na Russia, a. duferenea de neligiio, o sent-
meato de ioveja excitado pelos xitos polticos do
impeli lallemo.
Os russos queixam se daa ingratidoes dos alio-
mies, que ae maiufestou no congreaso de Beim.
Acode le robrar agora o telegramtna dirigido de
Voraailles, pe imperador Guilheruie do ciar, u
no- qual se agradeca a Alexandre II a attitude
aoagavsl da Russia, durante a guerra franco prus-
siaaa. Desde essa poca, imagina-se na Russia
que a.Aemauba devedora dos seus triumphos
ao czar, que coaacguio impedir a Austria de de-
clarar a guerra 4 Pruasia.
O Sr. de Giecs nao partira de Oranieaham
para o estrangeiro antes de 10 das.
Attribue-se este adiamento de viagetn sos pre-
paaativos do casamento de sna filha ; mas.afirma-
se tambem, que esaa resolucipSia exclusivamen-
te por consideracoes polticas.
Ao contrario do que dea exposto, as reiag's
soia a AHemanha sio muito amigaveis segundo
o datj mas urna visita de M. Giers ao chanceller
aiksoao!pareca iuoppojtuua, e o gabinete de. 8.
Pcteraburgo quererla ter antecipadaraente ama
u-autia qualquer de que a Allemaaha se mo ser-
vir, como at agora, da amisade da Russia m
detrimento da?ta potencia.
Estes cotDuv.utri'is, e uno se poda tuppV, alo
Jeitia com todas aa reservas, dis um despacho, de.
S. I'eteraburgo.
A Gozea de Mouou dis no seu artigo de fon-
do o s-gi'iute a este respeito :
D..-6'jaauos que a Russia mantenha com a AI-
ieujanJia relacocs, iadependentes e curdeaoa *o
aiesm-i tempo ; devenios tambem conservar reda-
ees anlogas com outras potencias, e particular-
mente com a .Franca.
Consideramos absolutamente im prora ve I que
a Alloman ha queira ter coaanoaco um conflicto.
Todava se a Inglaterra, o que possivel, tiver
wiaatosco 'im couflicto n'uma rt-giao mais ou meuos
pcwxioka do Oriente, a Franca actual, que se acha
pa co.ii a Inglaterra n'um auta^onama quasi
a .1 ao que tem com a AMemanba, nao se limta-
la de. certu a ser simples espectadora inactiva da
Uta.
Segundo annancia a Gateta de Cologm a no-
la. di> g-iveroo ingles tvrca da quasi&o Batain,
pe qual a Ruesia violara o tratado de Berlim,
teria. sido j. en tresne s potencias.
Dizen da Varauvia que .dous. t'ranciizea, aeotn-
paubados dn um polaco, percorrem os gareruos de
Lub in e Radoff para comprar, ao que se dis,
gr-tndvs trras para os principes d'Urloana, ultv
aismente expulsas da Franca.
Teem siao procuradas de preferencias as trras
abunJanto S de tafa,
Fui-Ibes offrerida urna gcande propriedade no
giveruo.de PiatzkoJF; mas os franceses preurem
..roniedade8 na tronteira austraca.
Diz se que ellos viajain com urna.carta.' rfc re-
.'lasarndavao do governador Jurk).
Segundo informaces da ludia a commissao mix-
fct iucunbida de delimitar a fronteira afgham, te
ra prompto os seus trabalbos e estara prxima
ile se-dissolver.
Uui russo c um inglez seria m encarregados de
estab- lecer os marcos no terreno anda eui letig,
e q;io se eferiria apenas a urnas oiu mi! uulhas
qnadradas de ter.euua cultivados, e que de vera
ser ua> xados ou ao Afgbanistan ou no sulto i-
BaJthnr:i,,coiiforme Uiterprutaico que fr dada n
uum.<:un-rencao auteri >r.
Este ponto seria tratado directamente p. los ga-
binetes das duas potencias.
Cbina
Existe deairo do proprio recinto do palacio im-
perial em Pekn urna igreja catboHc-a, cuja torre
principal duuiiua a morada do Filho do Co.
Ha j mutto tempo que o goveruo chiuer tem
piaiidn a deinolico d'aijoeUa igreja, p>r 6e nao
considerar decoroso p-ira o impera lor que 1 j i
junto do paUcio um cdrficij uiais alto dj que o
proprio palacio.
Em-vouseqtencia de nnginisnfiin bavi ias Jirc
temte em li uno, consenUi o Vaticano em auuuir
aquel i re'.-lamacio; mas c.m as duas s-guintes
,,lid cc-s :
i.' Que a igreja ser reconstruida n'outro pon-
to oa c.dttda curta do overno chinez ;
2.> Que es'e reeouht cera o carcter diplomtico
rio pri'Kdo que tenha de representar a Santa S
ein 'rkin.
,'iuo iuftwuaf&ta ce origem iaglesa,.a accao
da Franca na China, a respeito do protectorado
nao k sobre os cathoiicos de todas as naciona-
lidad t, como tambem s bre os cathoiicos indge-
nas mal vista nos centro-, polticas de Pckings
o de e tema que ella oceationasse no povo utaa
ex ittco capa* de por em perigo aiguranca daa
ii-isiouarios franceses.
Aecrtscenta-ee mais que Li fluug Bhang vp-
posto s grutas do govexuo francas a este respeito.
Eatado* Inido
O Tims receoeu um despacho de Washington
dizendo q le o senado americano addiou o prnjecto
de lei relativo ao canal de Nicaragua, e que pro-
vavelinente addiara tambem o que dis respeito
acquisico de-beus de raz pelos estrangciros. l-)e.
Pbrladelphia disem que os mexicanos continuam a
jueentrar as suas trepas em drreceo ao Rio Oran-
do. Pela Ba parte o general americano Stanley,
que cemmanda Taxis, reunira as pequeas forfas,
de quedispe, para dirigil-as sobre El-Paso. Ser-
Ibe-hiam enviados reforcos. De ambos os lados do
Rio Grande a agitacao era vivissima.
:,xD de no fornecer novo motivo a reta agita-
cao, os goyernoa dos Estados-Unidos e do Mxico,
decidiram-se nada publicar eom respeito as nego-
i iaeoes que se prosseguem com respeito a prisio
do jomalista Cutting, e que deu orign aos tumul
toa da fronteira.
H-. grande polmica entre os jornaes do Mxico
e ce da America do Norte a respeito da priso-de
am jomalista americano Cutting, e affirma-se que
se o goveruo mexicano recusar por esn lber Jade
Cutting, o dos Estados Unidos mandar retirar do
Mxico o seu miuistro.
A 4 de A gosto, a commissao dos negocios es -
ranireiroa da cmara dos representantes de Wa-
shing on approvou um projecto de resolucjo ped?
do a liberdade de Cutting e convidando o governo
a ri novar oeste sentido as suas diligencias junto
do ministro do Mxico.
O despacho de Nova-York coa data de 27 V
Julbo reterem que o principe D. Augusto Lropol
do, neto do imperador do Brasil, correr na -vespe-
ra.um grande prigo, por occaaiio da risitar as
otBciuas do camin o de ferro de Seaaeueh, saO-
ney Isjani, Estados-Unidos.
A direCyo da companbia visada, pelo ao
mit .uarchista revolucionario, deque, sa persis
rase ai reeeher aquetU
liraetores a qaantos se Iba
cimenta assassinados
Snppoz-se que algom gracioso de mi gosto ae
antretivera em desmanchar o praser que a direccao
preparava, e uinguem desconSou de que a ameac*
se r'-alisasse.
O principe foi eectivamente recebido nos eata-
.belecimcntosdo caminho de ferro, e cousa alguma
veio perturbar a sua visiU. No momento porm,
em que o vapor Sylvom Stream, que transportiva
os convidados ao local das officinas, se approxima-
va da doca em que dev ter lugar o desembarque,
orna mulhawK aagou a auralha doaes, atirsa-
o, paraba a-una-do apor, uisrlwmba caav
/ftritosrde a latas se iatrasn oosji()aa bord
asaas e e*svlaaaavsenasa cosifuaioassorm-.
oart'^uiMaaassataB, uimsia isauan'jarros do
Uaaaa-sea houaka, levaata-a apreciBita-a aosaar
rptasso aaaaco.Jaiav coaessa aitcasfelo fuaja
aseaba. _
O prineipa, qaw Bstva'nax:ssra^a*teiasasasie-i
cimento do tacto depois de haver desembarcado.
O Sr. D. Augusto Leopxldo, o segundo filho da
fallecida princesa D Leopoldina Thereza e de seo.
marido, o princip.' Luiz Augusto de Saxe Cubunjo
Gotta. Conta apenas 17 anuos de idade.
O Times recebeu um despacho de Washington
dizeudo que o senado auwuiaaiiu ssWwn oprojeeto*
de lei wlafivo uo canal de Niaaraajua, e qoe pro-
vavelmente addiar tambem o que diz reapeito
acquiskjao de beus de ra iz pelos -estraagekos.
EXTERIOR
Correspondencia do Diario de
l*ern:inibneo
PORTUGAL-lisbSa, 6 da Agosto d*
1886
No primeiro deste mes, pelas 11 1/2 oras da
noite, embarcou em Belm, m nina galeota, el-
re o ?* D. Luiz, que foi acompanhado at bordo
do cruzador Affonto de Atbuqiterque, por S. M. a
rainha. SS. AA. o principe r.al D. Carlos, princesa
D. Amelia e infante D. Affoese.
El-rei vesta o pequeo uniforme de almirante.
N'um escaler f,i o miuistro da marinha (couse-
Iheiro Heurique d Macedo) com alguma pessose
da comitiva d'el-rei, D. Francisco de Almeida,
judante de campo, Fernando Serpa, oficial .s
ordens e I>r. May Figueira, medico da real c-
mara.
Desde as 10'horas, que tinha sido a hora an-
nuociada para o embarque, juataram-ae no caes,
varias peesoas, officiaes da armada e da exercito
em grande uniforme, destacaudo-se dessa agglo-
meraco de fardas relusentes as sobrecaaaoas
prrtas dos membros do ministerio.
Quando el rei desceu da carruagem, todos se
seercaram beijando-lhe a mi e manifestandooe
eus vetos por orna felic viagem.
O numero dos curiosos era enorme.
Ao largar do caes a galooia coudusin 11 a lam
lia real, a corveta Alonso d* Albuquorque iuosi-
aou a fogoe de beugala, produzndo magnifico ef-
teito.
A illamioacao interiar do navio era a los elc-
trica. No momento de ei-rai ohegar a bordo, a
cliaranja dos inarinbeiros tocan o byinao real, aa-
tando firmada tida a guarnicaa.
S. M. a rainha e SS. AA demorarasn-ae a bordo,
da corveta cerca de urna hora. Desembaroaratn
em Belm depois de meta noit<*.
A rainha e o Sr. infante D. Affinao ioram #*ra
o paco da Ajuda de oarruagean. O principe real
detpedindo-ae de sua augusta rali, dirigio-ee a p
c im sua esposa, a princesa D. Amelia, f*r o
pa?o de Blra.
A guarda d honra era do regiment de iarao
teria n i.
Uuia irapooente forca de polica, o com mis ario
geral e o oommissario da 3' di visto cha vam-se
no largo e junto co caes, apparato bem eseuaado
este e que tora melhor nlo ter se exhibido parque,
na verdade, a famdia raai portuguesa tea muitas
sympkthiaa e oinguem se tceveria a fltar-lhe ao
respeito.
E (/uf.rqite, do aoinmaudo do tir..Rodrigues d> Car-
val ho, vai o Sr. Heariqi* Lopes de Men4oaoa,-
autor do drama Dwjue de Vtaaa.
Na eompanhia da el-rei vai a -1r. Roberto Holts
R-metb, que foi prof.-ssor sieotifiuo dos priacipa
que ae retira para a Allemanba. El-rei agaa-
dou ltimamente este aavalheiro eom a grftarua
da Cooceicio.
No dia 31 de Julho tinha hvi*o am j*i*r de
despedida no poo de Cintra, a que aasistirass,
adm da familia real, o ministerio, o c-miraaadante
das guardas municipees.-oMMelheiro'Mari ias Fer-
r&o, Duque de Palmella, C>nde das Aleaeovaa e
toda a casa civil e militar de el-rei e dos prin-
cipes.
U infante D. AfFonso, cujo 21* aauiveraario na-
talicio era neste dia, foi apreseatado ao sorpo di-
plomtico.
Dis-se que o imperador da Allemanba re-
solvi-u obsequiar o ra de Portngal, na sua pas-
Biigeui por Berlim. oam urna grande revista mi-
litar.
As c- irvetas Affonto de Albaquerqu e Bsepha-
mia Lr^aram o uosso porto de madrugada. A's >
horas t 40 minutos pasaaram a vista dos O tacos,
seguindo para o norte. Prec- que a Irtylaterra
onde primeiro se dirige el-rei, deseinbsrounrio em
Piyinouth, donde partir para Londree, de pote
para Haya e Carlsbad, depois de ter visitado a
niiiihida Inglaterra e o imperador da AUeumob-.
Veio trlegramma de que S. A. o Sr. inf.nt- D.
Augustri que havia chegado ha das a Pars, se
dirige nao a K yet no Auvergue, como de pri-
meiro teneioLara, mas a Carlsbad, oade se ir en-
contrar com s-u angosto innao.
O novo miuistn ptirtugues na Haya, Sr. Vi-
cente Pindella, j patrio para aquella corte, a to-
mar pjsse do seu pisto diplomtico, afim de l
estar qu>ndo o Sr. D. Luis I ah ebegar.
o dia 2 s 3 horas da tarde sahio nm snp-
plemento folha oficial, com o decreto relativo
i novo forujulario c an que, durante a reg-mcia
de S. A. real o princip" D. Carloa em nume de 8.
M. Fidelissiina o Sr. O. Luis I, devean ser expe-
didos os diplomas e actos do governo e das auto-
ridades que mandara em nome do mesuio augusto
6enh'r.
Dias depois sabio uo Diario a proclamacad do
estylo em que S. A. real o princip-; regente jura
a prcmette guardar fidelidade a seu augusto pai, a
(ja-'in mtrrgar o govenro do reino assim qu- re-
gressar de sua viagem ao eatrangeiro, declarando
conservar o actual ministerio. Este juramento
ser ratificado peraate aa cortes, que se rcuairo
eatiaoilunariamente em Seteiabro prximo.
E' esta a segunda vez qne o Ilustrado principe
fica encarregado desta elevadissima iniosao. A
primeira vez foi em 18^4 quando SS. MM. foram
Madrid pagar a visita que em 1883 SS. MM, os
rcis de Hespanh i haviam frito corte de Lisboa.
No dia 18 deste mes esperado em Lisboa
o principe Emmanuel Felisberto Vctor Eugenio
Alberto Genova Jts Mara, filbo primognito do
principe Amadeo de Italia e da prineeza de la
Cisterna. O jovem principe, que sobrinbo de
S. M. a rainha a Sra. D. Mara Pa, nasceu a 13
de Jaueire de 1869.
Parte domingo (8) para Gauterts, onde se
acha sua esposa, o Sr. conselheiro Heurique de
Macedo, ministre da marinha, afim de restabele-
cer-SH dus in rcmmod a de garganta, deque lti-
mamente soffreu. Fica interinamente encarrega-
do da-pssta da marinha e ultramar o Sr. conse-
lheiro Henrique de Barro Gomes, ministro doe
negocios estrangeiros.
O Sr. Viscoude de S. Januario, ministro da
guerra, vai passar alguns dias em Braga com a
sua esposa.
NSo me record agora a qual dos seus collegas
ser andada a iuteiinidade da sua pasta.
Houtem (5) parti S. M. a rainha, a Sra. D.
Mana Pa, em comblo especial para as Caldas
da Rainha, acompanhada pe'o Sr. iutante D
Afiunso.
O comboio parti da esiacao de Santa Apolenia
poneo depois das 2 horas da tard, chegou
Azambuja, onde as carruagens esperavain S. M. e
Alteza, urna hora depois.
A1 estaeio foram rauitos funecionarios crvis e
militares despedir-se di S. M. O Sr. Fontcs G-
uhitdo, admioisCrador delegado da eompanhia dos
caminhos de ferro portugiKzes, e Pedro Ignacia
Lipes, direotor, foram no eomboio real at Asara-
buj*.
Nas-Cald-, grande animacao pe* chegada de
B. M. e Alteza. O gorernador civil e secretario
g-ral do distrieto de Leiria tinbam ido para
aquella villa para esperar es augustos riajautes,
bem como urna forca da catadores.
Qaando S. M. rogreaaar daa Calda?, ir oara
Caacaea.
No Eeononitte Franeait, de 31 da Julho ul-
timo, laVae oaeguinte :
a O tres por cento porUtffum leve agoraaaaa
nuasero se trasssteooaa. Pasean y a eetaote de
&0 e acabos com a de 51,15- E d anda assim
um rendimento, em numeras redondos, de 6 por
cento O pequeo reino de Portugal papes estar
ao abrigo de qualquer receio de guerra ou revi-
lucoes. As financas melhoram e parcos prximo
o equilibrio do eroamento. Nessas eondicoes, urna
alta de i ou & unidades no 3 por cento portugue,
pode ser consideris justificavsl. O 5 por c-mlo a
francos 465 e 460 est anda cima da psridade
com o 3 por cento.
Fui punteado no Diario do Governo, de 4
deste mes, o^asaareto que orgaaisa o supremo tri-
bunal sKsmasiaasMtivo, segundo as bases expostas
no re!s*sBr0Ussao"Q presaste. Este decreto e, eom
.eves aassiaBSJBNikanreprissaiccao da propoata de lei
pn S'-sssasWaV Oasaara coa epatados, par am d.is
tuaeaBBBBBitraja,.4ia satuo legislativa de L880,
indo aasasssadeassnse asaao aroplemenao iC >-
o .\assJeaistrssjrvo asjpaavada aior decretsae.17
iilhsMaatiina
m itns sssstsss aaypoo asa- flalasyiatv^aaia-
tencia e exige a coopertcio d'om tribunal suparior
na ordem administrativa com attribuicoos conten-
ciosas e consultivas.
Ao actual supremo tribunal administrativo na
pertenciam funeces consultivas. Era, portanto,
indiapensavel qne este tribunal fosse organisa o
lisas.....mi con aadupeaicuas d* asaa-laspa<
lacio.
Da reforma deste tribunal nao tem augmonto
de despez-t; insulta antes urna econonia de.....
5:600JI90, inolcndo a que dva provu' da sap-
pressao dus vogaes suplientes. Nao i inaignidi-
cante esta reduccio se ta attener a que U> la a
deepeza do tribunal, excluiudo a secretaria, usn
excede a 14:80V>0W. O deeseoa tem a .dat.i de'
29 de Julbo u I ti mo.
Parte boj* a bordo doipasaee Portugal, da
carreira d'Ariea, o Sr. Dr. Augusto Sarment,
que vai tomar unta do governo de S. Tnom,
para cujo cargo fui ultimacneatc despachado
Fui mandado, kmvar uffictelenaato o Sr. Ve-
risaimuMeades Guerreiro, angeoheiro dituctoc das
obras da asease- eajrta-la ate retorana, pelo* rlato-
rios qoe apraaasaasu, relativo a L3S4 e 1885, can-
teado greade epia de ijfonoacoes e esclareci-
inantos para mostrar as atuitaa e variadas obras
emprehaadidas dtisdd a cquisicio, por meio de
arrendameuUi, liahei-dade de Villa Fernanda (pro
limo Je Eiva) para ser adaptada ao fim a qu se
destina.
O referido angeoheiro tem ampeogaAo mexeedi-
vsi soki na cx-cucao d- todos ostrabaUos paca a
oosMtracca dos respectivos editaios, acquisseio
de-abaraante naaceotes d'agua, plaiita^-o-M de
mattas a creacio da grandes -vraeiio* de aovares.
Esta propriedado fui arrendada pelo governo a
loogo praso casa real. Aosoola-^griexiU d- re-
forma uo genero das colonias Msttray B < utraa
coja reputadlo universal, sendo dwstiua gele ar adolescentes vali-", fasando dalles ctda-
dos uteis e tnabalhadores ius ruidos e b-m-istea.
O Sr. Dr. Vvente Krfriguea Monteiro ro
encarregado de-substituir oa preaid^rjeia na com
snissio aomcada por portara de 22 de Feverairo
ia preea*e ana, para tomar oorrta dan r^nd.-
aieatos da escola-agrcola de refuriaa dai-lho a
Jevida pp>celo, ao digno par do reino Manoal
Aauasw de Seises, que pedio a exoneraeao qaeiw oargo. A autuniiao devenoustituir aeo>
arev-", afn da dar oosneoo ao reta trasmlbos e do
pr jj A pfsraracAo superior quaaaquer prar < lea
oiaaaae lbe parecaa aeoesaariaa sobrv a pro.npt*
e gradual- adatiaafto dos alusono, sna ivi^li a
rcgKKo, al defiaitiva abertura deto til corno
typnpatbioo instituto.
O ater a bsatem publioou o decreto re-
gulaada oa eafceidioe parlamentare.
Na retatavia que precede o deorvtto h> algSMS
dadoo raaito aarraeea, pot- xaasplo :
Nos ID asaos .anteriores lei de 18Tj que
augmentan os subsidios, as sessftcs duravam entre
3(4 mases. K depois do augtnento do subsidio,
duraram oatre e meses, aando em oito sessScs
(de 18T9 a 4884? a materia das sescOes de um
praao saparioc a 4 meses. As desposas com as
direccfies geraes daa duas casas do parlamento fo-
ram llevadas, tora deapesas de Diario e publi-
oaoes :
Na aavuara doa-parM, de 21A434000 (for-
tes) a 37:683aU00 ;
Na doadesjatadoa, de.45;415l4a *.......
O oorrwctiro era indisponsaivei, e que oajavr-rno
adoptar parece esTeCtivairteute o mais proprio.
Fica-a liberdade da rbatorca, anas fica tambera
devidamoote aliviada a bolsa.do cootribunite.
As asasoeatpoa'erea durar, se aswin o quiaarea,
de Jaaeiraa Deaesabro ; mas o que niu dasarra
o subsidio alm dos q.*tro paimeinM uteaaa,
ifu>', s por circuinstancia excepoioaal;podara dai-
xu- t rabal bando ano acUvidade.
PreparaB-ae feat-jus em Coinsbn. para a
ioaUifBToio de um moauuaiuto t Hr-itero, q..* ee
alisar no dia 16 de Outubro prximo. A esta--
tua i'teuuaada por Soaces dos Res acba-a-; quasi
concluida.
V4o mnitoadiaotadastas obras.da porto ar-
tificial de Iixoes (Porto).
Sis e que informa a este respeito uaaanfolaa qoe
tenho presente :
as ultima mares eseentar-m-Be nove blocos
artiticuves aa primeira fiada ou as fundaco-s di
muro o> abriafi deste molbe, sete ua. segunda e
si fo na teroeira, repreaentaado n'rste trabaiiho am
avuufj para.aaimesmas/uudav'5i:* laoaTMm nos eurooamentoa viute S9 quatco biscos
artieiaes.
0>ii3trBram-seno decurso das duas ultimas
semanas cinco blocos artificiaes destinados pri-
meira fiada, oito segando, dous tercaira e tnn-
ta e'S.'is aoseo'ooaujeutos.
as fundaces do muro de abrigo do molhe
sul, asseutaraas-ao sete blocos iirtifieUos, quatro
na segunda c quatro na tere-ira, avancando as
inesmts fuivUcoV-s 14" e colloearam-ae nos enro-
eaineotos quinze blocos artifioiaea.
A contar do dia 14 do mez de Julho oonstrui-
ram-ea ein^o bloc jb artifieiaes da primeira fiada,
seis de segundare done de ter2eira para serem
empregdos no muro i-< abrigo a seis para os en-
raeam^ntos.
Tem sido activa nos dous molh-s a descarga
de enrocasoentes de pedras nat-uraes por meio dos
titans.
As pelreiras littoraes de Fuselhos, ao norte
do molhe do norte, tacham-se em exploracao
desde o primeiro do mea psssado, o que s*
tima va urgente, por s pedra u-i p.)dcr vir de S.
(ins em quautidade suficiente.
Levantou-se urna questilo, para melhor di-
zer, um raotiin ui-donho, de que o goveruo havia
lancado no meroado titulo falsos.
Q lautos pintos de admracao havia nos caixo -
tius dos poriodieoe.adversos ao gabinete actual,
todosentm poaeae para oxpri.air a dramatie* in-
dignacao dos aristarchos regeneradores e repu-
l icanos, votando s gemonias u.n ministerio que
recorra a taes expedientes.
Sabidas as eontas a questdes expciu se. O
governo dera ordem nosss agencia financia! em
Londres para proceder emisso de certos ttulos
ao portador para converso de outros de assenta-
ment c a agencia, que 14 os havia de fazeraprom-
ptar, servio-se da chapa eom a chancella do ulti-
mo ministro da feaenda [o Sr. Fontcs t'ereira de
Mello) visto qoe se nao ti ata va de urna emissio
nova, mas da conversad de ttulos' procedentes
d'aquull'outau emasao, facto analago auutrns que
durante a gerencia do mesmo Sr. Fortes, do Sr.
Barros e S e d'outro miusstra da fasenda da si-
ta cao regeneradora, do cujo nome agora me nao
ree rdo, se tinha praticadu, servindo ;>H.'a a pre-
para^o d'esses ttulos a antiga chapa com a chan-
cella do Sr. Barros Gomes, qne {erira anterior-
mente a pasta da fasenda, mas que, a esse tempo,
j nao era miuistro.
Esta questao deu de si agora duas cartas im-
portantes, urna do Sr. Puntes e outra do actual
presidente do conselho o 3r. Jos Luciano de Cas-
tro.
Ambas foram publicadas nos joraeves, mas o
qo asada no appareoea, wpezar de repetidas in
tuncias das folhas progressistas, foram as que se
t.-jcaram entre o Sr. Fontes e a directo do Bae*
de Portugal, e que, 6e viessem a publico, prava-
riiun, segundo a imprensa governaraental. que-o
8r. Pontos j s*bra que providencias e govenw
havia tomado, suspendendo log a circolaeao
d'squelles ttulos do* quau mm um efoi lancado
no mertado antes de vir com o pese do sen nome
tancar pnico nos circuios tinaaeeiros earrscar-se
a produzirem aballo desairoso e funesto n cr-
dito nacional com a publioaeio da sua carta me-
morare! ao Sr. Jos Luciano.
Ora osas n'esses das se devia reahear um em-4
prestimo de dea rail coatossfe res (farsea), caw'
effeetivstnento se realisou, coova cosa Eirwt, de
Pars, que foi, d'eosre todos os prepoaeates, oque
melbores conr'icoesoffireoeuaa8;aajiBopaitag*es^
poda sawaader qoe esse ssotis dos Crtalaa falsos
osease nasdragar a apeaai* esjm grande praJtJis;
pnra as nossas financas e sobratildo para o nosso
crdito. ^*
Attriboem as folhas ministeriaes estes sobre-
sales do illustre estadista a suggesafies do opulen
to banqueiro belga, boje oonde>de Burnay, aqui
residente e que por espaco de mn'tos anaos tem
aido intermediario feliz de quantas operacoes fi
nanceiras d'alto bordo se tem levado a effeito, quer
com os governas regeneradores, quer, mesmo, com
as admimstracoes progressistas.
CoUoeada a questo neste terreno, e aqui prin
apura as polmicas, fie-*aa o 8r. Fontes figuran-
do deisaitrumento dcil dos deapekos do eonede
Jtarnajjftaat quem o gabiaste otaal ntendeu srgo-
at naasaasjorrer para facttum -rumrii i, initagaa
essa paamuum homem de estado aia por-as doasJr.
Fontoi,tem ponco em -aarsj.itna :com assui '
portasjasBSpolitica e pasarasar,, que ->im
tiooafsK
IsMlsBBjiito em nvaursjKjaMsssaaajBe, eani
norv's*ssassextractos daa aatabai, que san sido
speras tsato de urna como de outra parte.
Eis a carta do Sr Fontes e a resposta do pre
sidente do conselho.aV.m'nistros. Sabjrein ambas
no Diario de M>teias-d'oude foiam transcriptas
pr todos os outros jornaes do pas :
Copia. Illin. e Eira Sr.Constando-me que o
Hwn. saiatltro d* faaamda mawd'rra faser ttulos
de 5 '/ a'BOWadwr, para substituir os de aseen-
lamento da conversa de 1881, que tem estado na
eaixa geral das depsitos averbados a mesma cai-
xa, faaendo-se esses titalos p'ila chapa que n'a
quelle anuo servio para a fabricacli dos que fu-
ram ento emitidos ai portador, e em que est o
ineu nomo, cwno unauatro resaaasavei n-'aquella
ep3cha, venho peraofe V. Exc, na sua elevada,
qualidade de chefe do gabinete protestar contra
esse faeto, se verdadeiro, e reclamar a mirrha
assignatura de que nuaou seria licito osar sem o
mcu coasen ti ment, e muito espeealment- quaato;
a actos officiaes em que eu actualmente nao posaos
intervir, por nio .ter a hunra de ser ministro da
tora.
Eu quero, acreditar que V. Exc. e os seas cal-'
I-gas, sai es-.ranhos a t5o lamentav.il abuso, e qoe
at raestao o Exra. ministro da fazeada procede-
ra assim, se as raiuhas i:ifrmac5es slo exactas,
por se eonvencwr, emoara erradameut.-, que a me
dida era legal.
Entretanto como aa titalos aaoeo IcgitioMi,
aem tain valor com urna assrgaatura qne j boje
alo pode ser a do ministro d fasenda.d'aquclle
lempo1; ejrno por eete modo se acharo, duplicados
os titalos,- emauaato sa nao mutUisarem os pri-
meiros, eu oio posao ter, ueo por um momento/
a responaabilidade de tal duplaaciu; camose po
de faser transaCyOes sobre estes ltimos, em boa
f, sendo certo que o estado o* nid pdlereconh--
er asaif/tarde.par falta das oleoinidades legaes,
odlaqui pode vir prejuiso aa eaelito publico, e le^
Sao de interesses particulares, visto queesta epe-
taco cem nid. fcita sem nublicidade, e sem lei
em decreto que a arrtorise ; julguei do meu devet*
dirigir-me a V. Exc. diendo-lKo que considero
aulla a assiguatura qu ea nid fie, nem poda a-
Corisar, d-> meu nome nos titalos nevos, e lamo a sua eliminacao, eomo io meu dircito
tasar.
Tesmo anda a pndir V. Exc. qoe eaopregae
os mei.M t-ii hIoihd. samv que a minha.oban-
oella, cano ministro da fasenda que fui o que
existe no ministerio respectivo, bem como as cha-
pas da einiss-) de 1881, qne esto em Lmdres
oosa o meu nome, aejam inutiHsadas, e ooncluo
disndo a V. Exc. qae capero do seu elevado ea-
raeter que faca, annullar aem demora oa ttulos ao
p-rtador ltimamente cmtdos, para que ea me
nao veja abrigado, no intuito de salvaguardar a
ininha rspinsabiliiade, a faser deelaracSs pu-
blicas acerca do que tonho a honra de escrever a
V.Esc.
< Aguardando a respostia de V. Exc. com .a ur
g iicia propria do aesumpto, subscrevo-me com a
mais alta cousideracAo. De V. Exc. eoega o ami-
go obngado.Lisboa, 23 de Julbo de 1886.
Monte*.
Ilim. e Exm. Sr.Nao pude responder logo
curta de V. Ere. qne bsnte n recchi, por careeer1!
de informacoes, que s agarateoho.
Em harmona eom estas posso assegurar a V.
Exc que os ttulos de 5 por cento ao portador
para sirnstiruir ee de aaBentainento de 1881, a qae
V. Ero. ae-refera, foram mandados faser em Lie-
ndres pela agencia fioaacial' pera chapa g'ie-n'a-
quelle anno servio para- a-lkarcscao dis qiwfe-
ram-eutfi emitrdos ao portador, sem que n'esae
sent 'a fosse dada ord-.-ra oaant-iiisaeSo pelo mi-
nistro da fasenda ;*que apenas aqui chegados,
:rado-se levantado duvidas a esse respeito foram
iandados guardar tAdis, e determinon-se qae so-
bre o assumpto tuca* ouvido o -coaselheira proco-1
ra'ior geral da earda afaannda ;que logo qoe
v- ttulos, ou se adptala outra resoluco, que pare-
Ca melhor, de-aacorrdo oa V. &ko.
Pode, pas, V. Exc. estar a. este respeito per-
f-.dtaiofiite tranquillo, porqae nao pesarlo sabr o
seu respeitabilissmo noine responsabilidades que
I he nao perteucam
Puaso e devo anda accresoentar, qne antee da
arta-de V. Exc e do protest) que celia se con-
itm, j o asaumpto que taato sobreaaltou o seoj
espirito estava sendo Ojevidamence estudado para
ee nao deix.r de proceder com a regularidadu e
corre celo dudispensavnis.
Couimunico ao meu co llega da fasenda os dese-
jos de V. Exc, quanto iuutilisaclo da sua chan-
cella e das chapas da emissio de 1881.
Cosa a mais subida consideracSo
De V. Exc.
Amigo e co I lega muito obrigado
L sboa, 24 de Julho de 1836.
Jos Luciano.
Est realisada a concordata com a Santa S. A
ckiade de Ga, capital das colouias portuguesas
na ludia, torua-sc a Romo dos cathoiicos do In-
dos to.
O sea arceb8po ahi presidir aos concilios e
ser e. te priueipa da igreja que ha de submetter
sauccao do n-i de Portugal as nooiencoes dos
titulares nos quatro bispade indianos.
Portugal mautem us suas diocesss (segundo a
concordata de 1857), cujas circumscripces foram
-augmentadas cousdcrvelraente.
As igrejas de .dalacs e Singapura sao reunidas
diouesa de Macau ; as de Calcult e Daka,
di-cese de Meiiapor.
As misoo-s que, nos termos da oova organisa-
clo, nao poderem ser' comprehendidas as cir-
cumscripco's das diooeses portuguezaa, serlo pro
vidas em missionarioe portuguesas ou genses, e
ficarlo sujeitas ao padreado real.
Tem sido muito applaudido este resultado de
to tongas como laboriosas ae.gociac5.-s.
Os meetings de origem regeneradora contra
a dictadura teem feito fiasco no Porto, onde ebe-
garam a inquietar a pol ca, e a'outras cidades e
villas do reiuo. A verdade porem que abafar os
meetiags com pateadas e atear conflictos com apar-
tes aos oradores, violar o direito de reunilo. Dt
parte a parte teem bavidn exeessos digaos de cen-
sura.
Falta, agora o tempo para Ibes mencionar todas
quantas medidas dictatoriaes teem apparecido no
Diario do Governo, figurando entre ellas a re
forma da instruyelo secundaria.
Esta semana foi frtil em successos e anda mais
em providencias legislativas.
Algumas d'ellas tem merecido plenissimo ap-
plauso de gregos e trvanos.
Lt,
renco de S, Visconde do Tabatinga, Barros Bar-
reto Jnior, Coelho de Moraes, Domingos da Silva,
Augusto Fmnklio, Coostantino da Aibnquarque,
Reg Barros, Ferreira Velloso, Joao Alves, 8o-
phrono Portella, Hercnlano Bandeirs, Joio de
Oliveira, Jos Msria, Prxedes Pitanga, Gomes
Prente e Soares de Amorim.
0 Sr. presidente abre a sesead.
Comparecen: depois os Srs. Rogoberto, Ferreira
Jacobiua, Andr Dias, Costa Gomes, Costa Ribei-
ro, Regueira Cesta, Drummond, Antonio Victor.
Bario de Caiar e Julio de Barros.
Faltam com participaclo o Sr. Solonio de Mello
e eem ella os Srs. Rosa e Sirva, Goncalves Ferrei-
ra, Amaral, Bario de Itapissotna, Juvencio Hariz
e Jlo de S.
E' lida e asjfeavasia sem debate a acta da sessao
antecedente.
O Sr. 1 seermtrtrtaie o sssjasntc
ai laana
Dm oficio d urna informacJo em original do Thesooro Provio-
cial acerca do crdito de 3X180, relativo a passa-
gnnei eeucedidas na via frrea do Recife ao Li-
moeiraA' commissao de orcamento i roviocial.
Outro Jo mesmo, dem dem, acerca do crdito
rifi 2574480 tamban de pasaafssas no proiatMce-
mnto da estrada de ferro do Recife CaruanL
A' commissao de orcameoto provincial.
Outro do mesmo pedindo que se marque a ver-
ba d< 32:747^379, oreada pela reparticlo das obras
publicas para os repaTo urgentes da casa de de
Unci.A' commissao de oroamcoto provincial.
Urna peticlo do espitad Joaquim Ramos da Sil-
va Monnrs, 2o tabeTIiloe esdrvia do civel de Ja-
boatfto, reqaererrdo um anno de licenca para trac-
tarde'sua ssmde.A* commisslo de periees.
Outra do Gabinete Portugus de Letura, re-
qoereodo a sen.pelo de todos os impostoj provin-
ciaes municipaes para acqoisico de um terreno
00 qual tenha de construir um edificio para a bi-
bliothec, e para a dita associacao, bem como dos.
impostot e di rei tos de transmisalo de propriedade
a qoe cstiver sujeito o terreoo oo predio qae Mr
comprado para tal fim.A' commissao de orca-
mento provincial.
Outra de Pompeu Cantarelly, professor contrac-
tado de Bethlem, tceUmando contra a redcelo de
seus veneimeotos desde 6 de Fevereiro do 1875.
A' '-t'*ipni88no de Laaislaflff
Contina a discusslo do requernento do Sr.
Joao de Oliveira sobre a 2' scela do Consulado
Provincial.
0 Sr. aos fsirtaiBu alo cacala vir
tribuna depois de haver to brilhantemeerte tal
lado o meu distiacto amigo Kr. Pitanga.
O nobre depurado pelo 8* distrieto, o Sr. Jlo
le Oliveira, na justifcatelo do seu requermrnto,
e^nsuran p-ir nm modo bastante acre a classe dos
erapregados poblieos.
0- ScJelede Oliiveirc Disse eom tinseridade
o que pensava.
0 Sr. Jos MarisE' necessario convir em que
S. Em. affirmou algumas verdades, verdades d'es-
tas qoe (KKnpungere, qoe espioacam a alma dos
homeoa.de sentimentes d .s hosnans de cornclo,
embona tivesae. sido muit.; rispido em outra parte.
.S. Exc. disje, por exemp o, que a classe dos funo-
ciooari'is pblicos tinha sido ingrata paracamoos
oo, os liberaes.
E' isto orna verdade. Effeetivameote, Sr. pre-
sidente, o partido lib'ral nlo foi prodigo em libara-
liadades para eom os funecionarios pblicos. En-
eontrou, quando subi ao poder, as reparticles pu-
blioae atopatadas de conservadores ; (apoa-les)
ooaBervou-oa, pode- se di ser, em tua totalidade, e
mesmo a'gninas vagas qne se iam posterorme .te
Assembla Provincial
60- SESSAO EM 18 DE JUNHO DE 1866
SB. DR. JOS BASOBL DS BABBOS
PKB8II1BSCIA DO aXV.
W*SDK8LT
Sbbabio :A bre- se a sessao.Lei tura e appro-
vclo sem >debate da acta da sessao an-
tecedente .Expediente. Continuauao
da discusslo do requenrneto do Sr. Joao
de Oliveira sobre a 2 seceso do Consa
lado Provincial.Discusslo do Sr. Jos
Mara.Adiamento da diseussilo.i*
parte da ordem do dia.Continuado da
2* discusslo do projecto n. 43 d'eate an-
no.Discurso do Sr. Ferreira Jacobina.
Requer meoto de encerramento da dis-
cusslo.Adiamento da votando.2* par
te da ordem do dia.Coatinnaoao da 8
discusslo do projecto n. 54 d'este anno.
Apoisment de emendas.Encerra-
mento da disouasd.dtequerimeoto do
8. Jos .Marta.Adetasneato da dta-
caaaio da prajeote a. 38 d'este anno.
Final da sesaio.
A* sacia dt ftits a fctjmaaa a verificando ee ee-
taaeat rsenles ns Srs. atia e Silva, Luiz de Ao-
rada, Bastas Waadertey, SsdWgtMa forto Leu-
dando, rara preeoebidas pir eonservadores, pn rioda-se sempre e s-mpre liberaes de tervioos, que
tinbam sopprtado ora longo e dura ostracismo
(ap)'ados).
Nis augmentamos os vencimontea d-sses fooe-
ejonanos era quasi todas as reparticoee, sem inda-
gar das suas cren$ts, e aposentamos grande nu-
mero! d'ellea regulamos em seu favor us aposenta-
rlaciss) (apoiadas), os enehemos de ben-ficiea, e
quando feridos pelo raio diepedido de S. aristo
vio (muito bem) assistimos ao espectculo degra-
dante de volUreiu-uas as costar com a maior ds
liagratidaVs fados essts eapregadoa-aom ra ra simas
rexcepe&.'S.
(MuiK bem).
Sr. presidente, *u nlo exiga que esses horneas
renegaasenr as soas crencas, qae votassem oontra
.ae suas consciencias,ms eu esp-rava dr graridlo
d'eaioaiaosrnas bemens, que nao rasa repellisscm
nfio ?. ti rese in sobre ns a saliva do escaraeo e do
drjsprcso, nlo noe iotaltaseem, nlo pretendeesem
cubrir de lama aqullos qne Ibes haviam feito tan-
tes beneficios anda hontein (apoiados muit bem)!
Tudoiato .? deu, entretdncol
(Multa bem).
Foi um choque terrivel este que experimentel
eu, que esperara do dever doe empregados pbli-
cos.qoe fizessem jastiea ees liberaes.
(Apoiados).
Mas, nem. porque tivease paseado por esta dura
provacSo, nem porque doa-meeinda o procedimen-
to deas es nossos cancidadaos, nem por isto, digo,
eu devia faser coro com os nobes deputados seus
ccrreligiaraflrio, <\w pretenOeNa arraetar mise-
ria osees infelices. Nlo; ao contrario, eu desejana
nomo fiz, dar-Ibes nona liclo, mostrar-lhes que a
despeito-doeen p-acedimento menee leal, nlo me
aproveiuva daoccasiAd para tomar um* vingane>,
menos digno,
Depois, Sr. presidente, u t<;uho conBciencia da
que esses pobreB homens slo mais digaos de d,
de com pai xl, do que de censura, porque elles fo-
ram victiman daiprettlee, fracos, alo tiveram.co-
ra gem pata seguir.
0 governo impuaha-lhes : ou crer ou osorrer, o
que quer dizerjgou V -tam aos oonservadores, repet
lindo os liberaes, "t serle reduzidas A miseria as
familias,.as suas mulberet, os seos filios innocen-
tes.
Senhores, sei que mni'o mal procederam esses
boaxens, para quem nos foro/.a tio generosos, mas
nesn por isto me aoroveitan-i do ensejo pava tirar
dellcs urna justa vindicta, c, ao contrario, os cou-
juro para que sigam um nobre oxorcioio a fica
desde j na estacada, aguardando um melhor fu-
taro, para provar-lhes que no meu coraclo nlo se
aniiliH o mesquinho sentimento do odio!
E, Sr. presidente, oousa extraordinaria! Ainda
na adversidade, apeznr de todas as ingratidoes,
sao os liberaes que se levantara para defender a
classe des empregados pblicos, porque os conser-
vadores depoia de saciados, d-'pois de haverem
aufr-rdo as vantagens que d'elies podiam tis?ar,
repeliera esses meamos homens com a posta do p.
Dura e proveitosa lelo!
E" assim, Sr. presidente, que hntem o nobre de-
put-doo Sr. Jado Alves, de aceordo com a maioria,
nao trepidou em arrastar pela ra das amarguras
esses homens.
O lobre deputado fallou, exhibo-se por aquella
forma que todos nos ocvrmos e suas palavras foram
cuberas de applaosos por aquelles que se sentam
na bancada a que S. Exc pertence.
Um Sr. DeputadoNao houve absolutamente
mauisfestsclo. O nobre deputado est engaado.
O Sr. Jos Mara0 Sr. Joao Alves foi apoiado
por grande numero da deputados de sua bancada,
e aquertes que oo se manifestaran), a favor ouvi
ram-u'o tdeliciosamente, o que a mesma couse,
porque quem cala conseate. Quem nlo protesta,
ouvindo palavrss to acres e to duras, como as
que foram pronunciadas pelo nobre deputado.
p irque est de perfeto aceordo com aquelle qoe
as profer-.
O Sr. Jlo AlvesEu fallei por mim.
O Sr. Jos MariaV. Exc. fallou por si ? Nlo!
V. Exc. fallou commiseionado pela maioria; V.
Esc. tradusio o peusament do gevesno. A idea
predominante entao nos arraiaes conservadores
era aquella de que foi |V. Exe. por quando assim nao tivesse sida, nao se me pode
coutetar que tudo quauto V. Exe. disse foi aceito
pela sua heneada. Nem urna palavra se articnlan
de l, e durante o tempo qne V. Exc. oceupou a
tribuna, tratando desee assumpto, os seus amigos
guaruavam religioso silencio, qaando nlo davam
Biguaes de approvaeao<
Fumos nos os que protestamos contra as pro-
poBices de S. Esa. Mas boje, Sr, preBioVote, toda
a bancada adversaria, eom excepeo do uobre de-
putado a quem me venho de referir, levanta-se
para entoar hosannas a estes mesmos empregados
pblicos. Houve cooteguintemente, ama tranefbr-
maya" completa e rpida e en nlo sei devida a
que, se ao arrependimento de occasilo, se ao faoto
da eleiclo que seaproxima, on ee attitude enr-
gica aasum'da ocsta casa pala bancada liberal.
E' preciso, porta, que fique bem- claro, nscei-
sario que os empregados pblicos nlo sa esqueeam
do procedimento que tiveram os nobres depata-
dos; da attitude que assamiram hontem.
E' preeise que os empregados pofe.ic' n3e eo-
galaai (tie-saetlaretitie a pttata dourada que loas
atiram aaiieiles inesmot que hontem bzarara-lhas.
guerra a mais croa e fal-o-hlo amanhl dadas as
meslas coDdicoes. 0 procedimento de Ss. Excs.
4i*ado por o deste doa meveis, oa porque se
approxima a eleiclo municipal, ou porque se con-
vencen a maioria de que, em virtude da attitude
assumida pelos disunctos conservadores que em
pequenissimo numero se distanciam dos seus ami-
gos e pelos liberaes que se transformaram em
Hercules, ella jamis conseguira chegar ao fira
almejado.
Nos vimos, por exemplo, quando se volava oo-
minalmente as emendas as mais odi sas, aquellas
que diminuiam os veuciment-s dos empregadoi
pblicos, aquellas que mandavam aposentar os
.entes do Gyranasio e outros funecionarios, o mo-
do ocintoso com qne responda, com certa accen-
tuacao de rancor o nobre deoutado pelo 4* dis-
trieto.
Ha ana voz conbrcis-B> a m voatade que ti-
nha 4 elatse dos empregados pblicos.
H-naata, quera dira? S. Etc. se levantou pa-
sa.tceor-oa maiore .l-.gios a esta mesma classe,
a sata otease qtxeJ ilxc. nio derxou, pois que o
fes por muitas vesos, de aualificar de nobre,
qaando entretanto havia sem protestar consenti-
do que o m"u illustre amigo deputado pelo 12
distrieto, dissesse que era ella composta de ho-
mens que surgiam do nada, de homns que sahiam
do p das calcadas. Hontem o nobre. deputado
consenta com sua acqniesi enca que fosse assim
tratada a illustre cl.isse dosenlpragados pblicos:
hoje S. Exc. concede-lhe o brssao de oobreza I
Ah senhores empregados pblicos, nlo vos doi-
. vete Aludir com o pwice'hmento que eBto ten do'os
qae baje vos defeudem I Nlo, sea horco-cmpi-ogs-
dos pblicos ; comprehendei quo se Ss. Excs. por
esta forma se mnifestam boje, isto devi 1o a at-
titude assumida pela bancada liberal, unida aos
,poucos conservadores dissidentes ; que, seuao fosse
,a seaoluelo em que atavamos de impadfs por to-
dos os meioequaiesse occaraeuto monat.o ps?asse,
que, se Ss. Excs. nao se conv^ncessem de qu nos
estavamos dspostee etrntiantos a forca neessa-
ra, paraiaiaedir a passejanm d'esee monstro, de
icerto essa traoBfarraaclo nlo se dara.
Ditas estas poueas palavras paia desmun^har a
'figura brilhante, a figura luminosa, mas phospho-
rescentn que estilo taxeado os DObres deputados
da bancada epposta, eu passarei a oceupar-rna
propriaraente do reqoerimento em discusslo.
O nobre deputado, iog-uuo eomo pergunta o
que feito da segunda scelo do consulado. Eu
poderla responder a S. Ere. s--ra ser governo. A
segunda scelo espera que seja posto era vigor o
artigo iqui elaborado, em que se autorisa o pre-
sidente da provincia para reformar o consulado
provincial. A segunda scelo que como disse o
nobre deputado toda conservadora, depois de
reformado esse consulado, pasear a fazer parte
da mesa de rondas, da recebeJoria provincial,
que se cogita crear, sendo expallidos os poneos li-
beraes que lli existem.
Por ezempio) o chefe dn 2" seeco, o Dr. Mira-
beanx, cujss felicidades, ten lio dito mais de unta
vez, deeejo de coraclo, o Dr. Mirabemix, que em-
pregado ba deus ou tres areres,ser nomeado chefa
da 1* seecao, seado sem duvida demittido) on
considerado com vencimentos insignificantes, o
ilhistre "fnnccionario, chefe d'aquelia scelo o
Sr. Ceanp-.-Uo, que conta cerca de 20 anuos de ser-
vidos. Os eutros liberaes, aquelles f ni; nlo a mi-
pauharam o oarro de Apollo, tent a ia\s.na
orte.
O nobre deputado relator da commistlo do cr-
ea ment, garanti nesta casa, sentado na cadeira
sjae ora oocupaMa pelo meu honrado smi^a
Sr. Pitanga, que s meus amigas, quero diser, as
liberaes empregados do consalado nio soffreri:im
com a rwolnclo tomada por es'a cas, no sentid'
de ser o imposto dn gvro cohrdo p-!a alfandega
Deitado ca discusslo ssc prjeeto, interp.'lli
S. Exe^ declarando que rrto me oonsi-rvaria taci-
turno, que nlo coaeorreria cooa o meu voto pava, a
sua passsgem, que procurara por todos ns modos
a meios- a passegem desse projecto, se S. Exc. oio
ateaffiamaste qual o seu pensamento oa o do.go-
verno, e S. Exc, depois de alguma reluctancia,
disse que os meus amigos nlo soffreriam cousa
alguma, e eu para que fieaeee registrado nos aa-
na-s, declarei em vos bastante alta que m- satis-
faca oom a declaracaV) de S. Exc, que lora f.-ita
meia vos, accresuentando que -perava elB sna
lealdade que S. Exc. nlo aetivesse me armuuia
-algiim laco.
B.a*)f*4ia arcewilar qw 8 Exe. me proett-
|rraee udir, poriuanto acredito bastaots eui to-
dos os him-rn ; emquanto ell-'s nlo faltam a sus
palavra eu tenho o dever de oousideral-os tao
boas e to sinceros coma eu.
S. Exc. garantime, e tomei bem claro isso,
para que ficasse registrado nos annaes da asamblea,
que os empregados do consulado nlo soffreriam
eom a passsgem daquellc projecto.
(Ha um aparte do Sr. Gomes Prente .
V. Exc deu a saa.palavra *eu daolarei di tri-
buna :
Desda que T. Exe, me d a sua palavra que
tal consa nlo succeder, eu devo nella acre-
dita*.
Agora em 3* d acsalo do orcamento, appareca
Urna emenda escripta em ngusgem sybilina, cin
phrases cabalsticas, urn verdadeiro mpiHforio, uo
sentido de reformar-se o consulado, para por este
meio poder o presidente da provincia dispensar os
empregados liberaes, conservando, eutretanto, rt
empregados ceoserva"lores.
Trocam-se rauitos apartes).
Ha de ficar claro e evidente qua houve m f da
bancarra epposta ; ha de ficar claro e evidente que
]procuroii-se arrancar de nt os votos para uiua
medida, illudindo-s-nos e faltando-se f e
leaidade.
(Apartes).
Amanhl, quando oa nobres deputados, sob o
fundamenta de que necessaria urna medida de
salviiclo pablica, vierem appellar para o nosso
seuti ment patriotie e pedir que abandonemos o
eepirN) paVtrdaro para votannos ns medidas que
proponham, quando dada essa hyphthesc, us a
isso nos recusareos, os sobres deputapos nao tem
o direito dedreerqrre procedemos nicamente ins-
pirados na espirito partidario, abandonando
aentimento patritico. (Apoiados, muito bem).
Senhores, attentai bem, a despeito de tudo quante
tenho dito, a despeito de estar n'esta tribuna a
prvfligar esta deslealdade da bancada opposta,
o nobre deputado relator da commissao de ore
ment faz ouv dos de mcrcador e nem sequer di
um aparte para ao se comprometter !
(Trocam-se muitos apartes).
tima vez -A maioria est ionocecte com r.-laclo
a essa emenda.
0 Sr. Jos MaraSe a maioaia etta innocente
relativamente a essa emenda, se a maioria nio tem
0 intuito de fazer mal e de atirar miseria as
familias de funcionarios pblicos iotelligentes,
laboriosos e cumpridores de seus dever- s. de fune-
cionarios que contara toda a sua vida da trabalbos
prestados provincia, se a maioria nao est resol-
vida a praticar am ate.-tado desta ordem, nlo
acompaabe o relatar da commissao e rejeite a
emenda a presentada.
(Troeam-se diversos apartes).
Senhores, nos devemos aqui sempre faser o bem,
sem piocurar saber a quem o tasemos.
(Trocam-se muitos apartes).
A maioria deve ser bastante generosa para na
votar a favor d'aquelia emenda que tem um nico
fim, atirar valla da miseria um punhado de fami-
lias pobres.
D.Mxai,senhores : que ojnobre deputado que na
comprehende o que ser pobre, o que jter.fsmilia
m-rrendo forae, o nobre deputado que bastante
feliz porque annea experimentou a agri-doeura ie
estreitar de encontr ao peito o innocente filho que,
eom es olhos transformados em rio de lagrimas,
pede pao, sem que possa, entretanto, matar-lhe a
fomet; deixai, senhoresldeputados, digo, que o Sr.
Gomes Prente s, isolado, d o seu voto emen-
da que presenta, para mais tarde nio terdes
remorso de haverdes coocorrido para atirar a mi-
seria esses iatelisea empregados pblicos, classe
illustre o disiinota, e quejentretanto victima do
odio da illustre commissao do orcamento.
(Apartes).
A esnonda apresentada nraa citada que so ar-
ma 4 vosea boa f, e vos nlo deves eoncorrer de
modo algum para a sua passagem, porque os i-
Ihoa desses empregados publioos terlo o direita
depois de tomar urna waganoa terrivel, atiranda
i miseria ds voeaos proprios filbos, que nlo estao
isenttea de carecer do ainitio de muitos destes a
quem ee procura hoje faser mal. (Muito bemd)
Senhores, eequacei-voa nesia occasiia do espi-
rto de partido; ea sou partidario, mas partidaria
na luta eJeitoral j fora disso, nunca cencorri para
a misariB de quem quer que fosee ; nanea proea
rei xercer urna vna/aac, embora ea tivesse db-
reito a isto ; parqnanto esta propria AsiemWai
na legislatura de 82 a 83, para satisfacao ds via-
gasaja de asa individao mea iaimigo, suppriatia
uat lagar -que e*J rxeroia, sappondo o autor dessa
vilsota, talves, qoe ea ficasse impossibiritado da
1 otar pela' vida (SetasaoaoA
(gaffatvs-se,.pB8i i
^TroeamMae diversos apartas)
\

I
lUfnVH


Diario da Pmiaibiioodbhado 21 de Agosto- de 1S86
Por ista mesmo, senhores, eu timbrei en pagar
eem generosidade a este* qae assim procederam,
xas peaaeaa paren tea e oorragionari'.)- Mas ?, quo eu so m
matar por esta foro*, viugarme, dando bofetada*
"esta natureza, eobnado de todos os beneficios
aquellas que anda bonteuv precnraram fazer mal
a inim e aos meus amibos.
Vin Sr. Deput.doE' urna justiea que muito
honra a V. Exc
O Sr. Jos MariE' que este foi o legado que
ase foi deixado por incas Ilustres antepaasados ;
4 .qae toram estes oe exemplos que recebi de eu
venerando o honrado pai (muitos apoiados);
Jue sao estes os consolbos que todbS os dias pie
a uiiuha santa e virtuosa mai, exemplos e coase-
laos que a poltica, com toda o mu cortejo do mi-
serias e vilaniaa, ni conseguio aiada extirpar do
meu espirito.
Sim A poltica com todos os seus refalhamen-
tos e negrores nao teve forea anda para arrancar
do meu peito os couselhos grandes e generosos
que me toram dados at o ultimo momento de sua
vida, que ma forain incutidos na alma por aquelle
que me deu o Mr, e que tao mal foi comprehendi-
do pelos seus conterap Teos. (Muito bem.)
E, Sr. presidente, se poesivel que neste mo-
mento me esteja elle ouvindo,que faca urna preee
xervorosa e cheia de unccSo quelle qud tudo po-
de, pin que consiga eu anda arraigar em meu
animo esses sentimentos nobilissimos, cujo grao
etevadissimo elle havia attugido, mas que eu,
apezar dos seus conselhos salutares, fraco, como
aou. ainda nao pude, comj desejo, por em pra-
tica.
Senhores, estas diseussoes fatigam e fatigam
muito, mxime a mim, que tenho razoes especiaes
pura isto, e ago a mesmo motivos ponderossimos
que attribulam o meu espirito.
O espirito, por mais forte que seja, como eu re-
conhcc > o meu, deixa-se necessariamente com
mover dadas cortas circumstancias : en ahito
nesta oc nsiao que as for;as desamparam-me, e
bem coiiipri'h-'iido a impossibildade de continuar,
apezar do desejo que nutro de f selo.
Concluo, fazendo anda uin appello aos Srs. d-
putados conservadores : votai contra aquella
euien a fatal Quem vos pede, quem vos roga,
um bomem que ja tcria succumbido, curvado a
fr nt, descrido de tudo, at do proprio Deus, se
nSo fra a felicidade que o rodeia, que encentra no
mo da familia, no concbego do lar, que o exaltan
e o ccmpensam de todas as vicissitudes, de todas
as difticuldades, e, para que nao dizer tudo com
toda franqueza ? de todas as miserias com que se
tem visto a braco*, com quetem lutaio (Muito
ce, muito bem.)
Cre que respond a um dos tpicos do discurso
do nobre deputado.
Quanto a? segundo, eu nSo posso responder, j
pela fadiga e j porque a hora est terminada,
aJm de que j o fea o meu distincto amigo o Sr.
Dr. Pitauga, pola forma a mais satisfatoria pos-
aivel.
(Muito bem, muito bem.)
A discuss > Sea adiada pela hora.
Passa-se
1.* PISTE DA ORDEM DO DA
Contina a 3* discussio do projecto n. 43 deste
uno.
Veem mesa, sao lidas, apoadas e eutrain con
junctamehte em discusso as seguintes emen-
das :
N. 415. Onde couber: ao gabinete deleitara
de G-yauna seja concedido o aaxilio de 500.
Julio de Barros. Soares de Amorim
N. 4i6. Ao art. 87: sejan contados os serv-
aos das escolas nocturnas estipendiadas, na razio
da ((iiarta parte, para pere-'pcio da gratidcacao de
96 minos Julio de Barros.
N. 417. Onde couber: aceregcente se o que se
estiv.r a dever professora publica da 3' eadeira
do se;o feminino da fregu"zia de S. Prei Pedro
Ooncalvcs do Recife, D. Francelina Maurina da
Silva e Albuquerque, de sa gratificaco de mais
de 15 aanos a que fez jus, visto ter completado
15 anuos de effwtivo exercicio, desde 16 de De-
sembro de 1882 no dominio do regulamento de 7
de Abril de 1879 at 28 de Seteinbro de 1.885, em
que Ihe foi conferida a referida gratificaco.Ju-
lio de Barros.
N. 418. A's dbposicos genios : Art. As eadei-
aaa do instruccao primaria da cidade do Becifo
sero classificadas por ordtm numrica, separada-
mente por freguezias e sexos. O inspector gara!
da Instruccao Publica dar cumprinento a esta
disposicao dentro de 30 dias da promulgarlo d ,
jaressate le Joao de Oveira.
N. 419. A' de n. 78: Quando so tratar do em-
prestimo Santa Casa de Misericordia, s-n lugar
de 20 /. diga-se 10 /..Ratis e Silva.
N. 420. Supprima seo n. 3 da parte 2* da ta
bella dos impostes. los Mara.
N. 421. A's disposicoes geraes. O beneficio
das loteras ordinarias da provincia ser de 7 "/,
nos planos at o capital de I5:000f, sendo a por-
centagem dos empragados encarregados do exame
das respectivas coatas de 2 "/., deducidas do refe-
rido b.-neficio, na forma do art. 62 da le u. 1,141;
nos planos cujo capital fr de mais de 15 contos
at 30, ser de 6 1/2 /o. sendo de 11/2 a dita por-
aetitagem, e nos de capital inferior a 3O:00OJ se-
r de 6 /0, sendo a porceutagem de 1 %.Costa
Bibeiro
N. 422. Ao art. additivo n. 182, art. 2, onde
se diz de 10 %, como a reepeito do plano ac-
tual, a commisso do Thesouro, diga-se: de
12 "/a a commisso do thesoureiro.(Jomes P-
rente.
N. 423. Substitutivo sub-emenda n. 356 que
sub-emenaa de n. 285. Pica concedida a todos
ae arrematantes de dizimo de gado a isencao do
pagamento de qualquer, referente ao ultimo anuo
do triennio do contrato a vencer-se e supprima-se
os nomes da mesma sub-emenda.Dr. Pitanga.
Boa
em
do
Be-
Ita-
10. DiU pira a matriz de Leopoldina.
11. Dita para a irmandade das almas da
Vista.
12. Dita para a igreja- do Guadalupe
Oteada.
13. Dita para a matriz de Quipap.
14. Dita para a matriz de JaboatSo.
15. Dita para a matriz de Correntea.
16. Dita para a igr$a. de Noaaa Senbora
O' de Ipojuca.
17. Dita para o club tterario de Caruar.
18. Dita para a matriz de Agua Preta.
19. Dita para a matriz da Victoria.
20. Dita para a casa de caridade de
zerro3
21. Dita para o reolbiment da Gloria.
22. Dia para a capaila de Catende.
23. Dita para a capel la da Casa Forte.
24. Dita para a matriz de Itamb.
So. Dita para a igreja de S. Goeealo de
pissuma.
26. Dita para a igreja dos Martyrios de Goranna.
27. Dita para a matriz de Garanhuns.
28. Dita para a igreja da Estancia.
29. Dita para a igreja do Carmo de Olinda.
30. Dita para a matriz de Vicencia.
81. Dita para a matriz de Granito.
32. Dita para a igreja que se est construindo
em Anglicas.
33. Dita Propagadora de Instruceao Publica
da Boa-Vista.
34. Dita para a contraria di SS. Trindade no
convento de S. Francisco.
35. Dita para a matriz do S. Sebastiao do Bo-
nito.
36. Dita para a matriz de Serinhem.
37. DiU para a matriz do Corpo aanto.
38. Dita para S. PanUleo do Monteiro.
39. Dita para a matriz de Granito.
40. Dita para a matriz de Itamb*.
41. Dita para a igreja do Peres da freguazia de
Afogados. .
42. Dita para as obras da igreja de Santa ES 11
de Caes i a.
43. Dita para NoMa Senbora d Graoa da Ca-
punga
44. Dita para a matriz de Muribeca.
45. Dita para a igreja do Senhor Bom Jess de
Bm Fim, de Oliuda.
46. Dita para S. Goncalo de Ouricury.
47. Dita para a matriz de Itamb.
48. Dita para Nossa Seuhora do Rosario de Pao
d'Albo.
49. Dita para a igreja do Reeolhimento da So-
ledad?.
50. Dita para a igreja de S. Jos da Podra Ta-
pada.
51. Dita para a igreja de Nossa Senhora do
Rosario da Varze.i.
52. Dita para a igreja dos Milagres, em
Olinda.
53. Dita para a capella do Jupy, em Canho-
tinho.
54. Dita para a matriz de Aguas Bellas.
55. Dita para a matriz d Tunbaba.
56. Dita para a matriz de Tejucup:ipo.
57. Dita para a igreja da Ordem Terceira de
S. Francisco, em Olinda.
58. Dita para a bibliotheca de Olinda.
59. Dita para a igreja de S.Benedicto, em Qui
pap.
60. Dita para a igreja da Pedra.
61. Dita para a igreja do Monte, da Cha de
Estevo.
62. Dita para a igreja de S. Joaquim de Cara-
pot i.
63. Dita par* a igreja de S. Goncalo da Boa-
Vista.
64. Dita para a matriz de Itamb.
65. Dita para o Club Litterario de Barreiroa.
Gomes Prente.Coeiho de Moraes.Constantino
de Albuquerque.
N. 437. Substituam-so as emendas ns. 213, 235,
237, 254, 315, 335 e 396, pela seguate :
Art. 1*0 Banco de Crdito Real de Pernam-
buco fica iseuto do pagamento de qualquer impos-
to provincial ou municipal, comprehendendo a
isencao o exercicio de 1885 a 1886.
Art. 2.* As heraucas, legados e doa^-Ses quando
coazisientes, no todo ou em part-s eni accoes ou
letras hypothecarias do Banco, ficam, quanto
estes valores, isentos do respectivo imposto.
Art 3 As letras bypotheeariaa do Banco serio
aceitas como garanta de Bancas prestadas nos
contratos com a provincia, obrigade o contratante
a reforcar proporcionalmente ditas fianzas se por-
ventura as letras soffrerem dimiauieo d > valor
porque foram recebidas.
Art 4.* Os favores da presente le no sero
considerados um privilegio, nom prejudicarao os
que foram garantidos pela lei o. 1,789 e respecti
vas instruccoes de 27 de Outubro de 1881
Art. 5. O Banco gozar destes favores :
1 Sempre que, em virtude do art. 29 nico
dos seus estatutos, recebendo do mutuario ou de-
duzindo do capital mutuado, no acto do empresti-
mo, a annuidade respectiva ao tempo que decorre
desde a data do contrato at o fim do semestre
em que o mesmo-contraeto se fizer ; compense aoe
mutuarios os juros de 7 / ao anno, d'esse mesmo
tempo a decorrer, urna vez que pelos arts. 24 e 45
4 do estatutos do Banco, os emprestimos
iongos prasos ai) feitos em lettras hypothecarias
ao par e estas s veucem juros a partir do M
mestre seguiuta quelle em quo se tiver feito a
emisso.
2.* ieinpre que facultar para os emprestimos a
longos prazos o tempo de dez a trinta annos, m-
nimo e mximo fizado pela lei o. 1,237 de 24 de
Setembro de 1S64, decreto n. 3,471 de 3 de Junho
de 1865 e pelos estatutos do mesmo Banco art. 25.
Art 6 Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.Ferreira Jacobina.Gaspar de Drum-
mond. Barros Barreto Juuir. Viscoude de
Taba ti na i
N. 438. Se paasar a emenda que autorira o pro-
N. 424. A's disposicos geraes. Pia em vigor Bidente a nomear professor,accrescente-se
por mais dous annos, lavrando-se novo termo, o
acto celebrado pelo Thesouro Provincial em 17 de
Setembro de 1880 e relativo ao que dispoem os
arts. 68 e 70 do regulamento de 8 de Novembro
de 1873.Rogoberto.
S. 425. Additivo ao srt. 2. Conservoslo e
oustuio do laboratorio chymico e histolgico pro-
vincial, inclusive as despezas feitas no exercicio
de 1884 a 1885, 1:500*.Ratis e Silva.
N. 426. Ao 23: m vez de superiores a 200*
diga-se superiores a 1:000*.Costa Ribeiro.
N. 427. 2:000* per lotera de outras provin-
cias que foram expostas venda em casas, agen-
cias avulsas, so o pena de perda total de bilhetes
e 30 dias de prisao.Jos Mara-
N. 428. Art additivo. Auxilio a un medico
em cada comarca, a principiar pelas localidades
mais longinquas, para tratar os presos pobres da
comarca e auxiliar a justica publica 1:500* an-
nuaes.Dr. Costa Gomes.Jos Maria.
N. 429. Onde couber: e mais 1:366*821 a D.
Mara Albina de Oliveira Costa, prefesaora do
Barro Vermelho, de sea* venoimeaUe, a contar dr
1 de Dezenabro de 1882 a 1 de Junho de 1883 e
de 10 de Marco de 1885 a 20 de Setembro do
mesmo anno.Gomes Prente.
N. 430. Podero ser dadas, em pagamento, aos
oredores da provincia, a plices do emprestimo au-
torisado pela lei n. 1,868 d crrante anno.G.
de Drummoad.
N. 431. Additivo s disposicors geraes. Fica
en vigor o art. 8* d lei n. 1,597 de 28 de Juana
de 1881.Ratis e Silva.BogobertaLniz de-
Andrada. Joao Alves.Constantino de Albu
querque.
N. 432. Se passar a emenda n. 434 conceda-se
igual favor protessora de Itapiasama, D. An-
nunoiada de Mello Montenegro.-Ratis e Silva.
N. 433. Fica transferida a eadeira de instruc-
cao publica primaria do Olho d'Agua da Onca
E.ra a ra da Estacio da cidade da Escada,
atis e Silva.
N. 434. Sub emenda den. 357. Em lugar
de 5:000* diga-se 10:000*.Ratis e Silva.
N. 435. Se passar a emenda n. 328, fique
substituio o imposto sobre agurdente, qae ser
cobrado em todos os municipios da provincia.
Gomos Patente.
N. 436. Additivo.Art. Da-, loteras que tive-
rem de correr no exercicio d'esta lei, 15 perten-
cero aos estabeleotmentos pos da Santa Casa de
MiMriordia, as quaes correrlo alternadamente
com as seguate, conforme a ordem da sua nu-
meraclo:
1 Urna parte para as obras da matriz de Ca-
brob.
2. Dita para a matriz da Gloria^
3. Dita para a igreja de S. Pedro.
4. Dita para a casa de aridade de Caruar.
5. Dita para a matriz de Uaa do Ri For-
m
6. Dita para a capel a de Pao Ferro em Aguas
Be;las:
7. Dita para a matriz de itamb.
8. Dita para a matriz de SantAnna de Vi-
cencia. ,
9. Dita para a matriz de SS. Sacramento da
Boa-Vista.
Jos Duarte Calisto.Jacobina.Jos Maria.
N. 439. Substitutivo ao 9 do art. 1 Pro-
fessores inclusive o addido na forma da tabella
anoeza 4 lei n. 8,497, e lei n. 1,52o, supprimidas
as cadeires de allemo, italiano, scieneas natu-
raes e de insirucco primara e os lugares ds pre-
parador da oadeira de sciencias naturaes, de pro-
fessor da desenho, de msica e de gymnastica.
Caelho de Morase. >
>'. 440. Se passar a emenda que autorisa a no
meacao de professores, aocrescent-se : E Jos
Antonio de MirandaJos Mana.
N. 441. Emendaadditiva s disposicoes gerses.
Art. As licencas concedidas serio simplesmente
com ordenado.Gomes Prente.
N. 442. A' profeuora publica de Goyanna, D.
Maria Cavalcante de Albuquerque, quando tenha
de jubilar-se, sero contados como de effectivo
exercicio 8 mezes de licenca que lhe foram conce-
didos, sempre por motivo justificado, durante 30
annos que tem exercido o magistee Costa Ri-
beiro.
N. 443. Sub-emenda de n. 377Se for appro-
vada a emenda n. 367, accrescente-se: igual fa-
vor seja concedido aos empregados do Consulado
Provincial que forem aposentados com a reforma
da mesma repartieao.Regoberte.Loarenco de
S.Joo Alves.
N. 444. Se passar a emenda n. 386, que auto-
risa o presidente a nomear professores, accres-
cente-se : e a todos que o requeterem. -Reg Bar-
ros.
N 446. A' emsuda n. 413Igual favor aos que
estiverem em idenuuts circumstancias. Reg
Barros.
N. 44'k Ao J 61 di art. 2Supprima-se nessa
emenda as palavrass do art. 2* da lei n. 771, fi-
cando em vigor as gratificado-s, que se' coneeoe
aos escrivaes e ofiiciaes de fasenda.G. de Druin-
mond.
N. 447. Onde couber.Augraente-se a verba do
art. 2o | 35 com 400*.G. de Drummond.Luiz
de Andrada.
N. 448. A' emenda a. 245 accresceute-se depos
da palavraprivilegio o oome de Jos Augusto
Alvares de Carvalho.Joo Alves.
N. 449. Substitutivo ao j 25 do art. 2<>Se for
restabelecido o 46 do art. 1* substitua-ee o 25
do art. 2* pelo | 27 do art. 1 da lei n. 1,860 e se-
jam supprimidas as emendas que contrariam o
pensamento do referido 27 da le n. 1,860.G.
de Drummond.
N. 450. Artigo additivo s disposicoes geraes -
OJcalculo da penso de aposentadoria do chefe de
sec^o do Consulado Provincial, Manoel Pereira
da Cunha, Mr feito sobre o ordenado e duas ter-
cas partes da poreentagem re'ativa ao ejercicio
de 1884 a 1885 e proporcioualmeote ao tempo de
servico pelo mesmo prestado.Vigario Augusto
Franklin.Ratis e Silva.
N. 451. Aa | 15 do art. 'Jf> accrescente-se mais
720* para a respectiva diaria de eutro servente.
G>. de Drummond.
N. 452. Se pasear a emenda n. 356-accres-
cente-se depos de Augusto Octavian de Souxa
e Daro Jos Peixoto -o mais como est.Vigario
Augusta FraDlriin.Gomes Prente.
N. 453. Fica o presidente da provincia autori-
sado a conceder a Antonio da Cista Souza Ma-
duro, amanuense das Obras Publicas, um anno de
licenc*, com ordenado, para tratar de sua sande.
Vigario Augusto.Gomes Prente.
N. 4.54. O presidente da provincia reformar o
Consulado Provincial, eonvertendo-o em urna mesa
de rendan, que constituir urna- sccao do Tnesou-
ro Pro vid ca I, com o numero de empregados es-
trictamente necessarios.
Os empregados do Consulado, qae tiver.m mais
de 10 anuos de servic/ia, podarao Mr aposentados
e os dsmais devero ser de preferencia nomeados
para a vagas que se forem dando aas rep*rticoes
provinciaes.Barros Barreto Jnior. Luiz de.
Andrada.
N. 455. Substituam e os arts. 5, 6 7 :
Art. Fica o presidente da provincia autori tado
a rever as disposicoes porque se rege o ensino
publico :
J 1* Confeccionando novo regulamento para a
Escola Normal, no intuito de melhor distribuir o
ensino das materias ;
2 Reorganisando o Gymnaaio Provincial do
modo que lhe parecer mais conveniente, podendo
su^primir do intrnalo os lugares que forem dia-
pensavsis ;
| 3* Dos alumnos pensionistas da proviucia,
bem como dos internos actualmente manti.los polo
estabelecimenlo continuarao a rsceber educacao e
ensino no Gymnasi smente os de quo trata o art.
62 do regulamento de 19 de Abril de 1876, obser-
vando-ge a seguate ordem :
1- Os filhos dos voluntarios da patria.
2- Os dos outros servidores de estado.
3- Os que se houverem distinguido pela sua
excepcional intelligeuca e applicacJo as aulas,
sendo em todo caso observadas as condicoes do
art 55 do citado regulamento
4- Estes alumnos sero mantidos custa do
estabelecimento, se porventura o seu estado finan-
ciero nao o permittir, custa dos cofres provin-
ciaes, para o que o presidente da provincia abri-
r o necessario crdito.
5- Com relaco instruccao primaria o pre-
sideute da provincia, poder crear as cadeiras
que se flzerem precisas, supprirair aquellas as que
nao tiverem a frequenca legal e transferir que
convier serem collonadas onde possam ter maior
frequencia, reapeitando todas as vantagens e ca-
thegcria-i dos respectivos profesores
| 6- 'JA ruar enecti vos os professores contrac-
lados que tenham revelado aptidao para o ensino.
7- Restabelecer a classe de adjuntos (art.
147 dj regulamento de 7 de Abril de 1879) quan-
do se verificar pelo gnnde numero de angmento
dj alumnos a necessidade dosta providencia.
8-0 presidente por essa occasiao dar novo
regulamento instruccao primara.Gomes Pa-
rante.
N. 556. Nao sa preencheio as vagas que se
derem as cadeiras do instruccao primaria de 3*
entrancia at o numero de 20 e de 2 e 1* at o
numero de 30.
Quando a vaga for de escola do sexo mascolino
de 1" entrela observar-se ha o disposto no ar-
tigo 217 do regulamento de 6 de Fevsreiro de
1885.
Para meihor regularisar o preenchmento des-
eas cadeiras observar-se ha disposto aos artigos
44, 45, 46 e 47 do citado regulamento. Reg
Barros.
N. 457. Onde convier. O presidente da provin-
cia tica autorisado a omprar a Vicsnte Berthol-
no na cidade da Escala, um predio proprio para
cadoia dessa mesma cidade despendeudo at.. ..
10:000*.Joao Alves.
N. 458. Se passar a emenda que autorisa o pre-
sidente a nomear professor s, accresceote-se : e o
prufessor coutractado Manoel de Siqueira Passos
Sebrinbo, e a professora contractada D. Estber
Corn-ia Crespo.R-gUi'ira Costa.
N. 459. A disposicao do artigo 50 da le 1,860
do auno passado, applicavel ao monitor doGym-
uasio Pernambucano que contar mais de 8 annos
de effectivo exercicio naquelle estabelecimento.
Regueira Costa.
. 460. O restante do capital das loteras coa
cedidas em favor do fundo de emancipaco pela
lei n. 1,832, e o restante das concedidas em favor
da Colonia Izabel pela lri n. 1,842, sero reunidos
cm um s para serem extrabidas loteras, ou par-
tes, enjj beneficie reverter em favor da Santa
Casa de Misericordia do Recito, seudo estaobr-
gada a entregar metade deste beneficio i Colonia
Izabel para educacao dos ingenuos.
O thesoureiro das mencionadas loteras formu-
lar os planos de accordoconi 19 da lei n. 1860
resoeitandoa legislaco em vigor, pudendo con-
templar em ditos planos a poreentagem de 5 por
cnto para os cambistas, devendo entretanto, re-
raetter copia dos planos ao presidente da provincia
e ao Thesouro.
O beneficio da loteria de tres sorteios ser di-
vidido -ui partes iguaeo, entre a Santa Casa de
Misericjrdia do Recife e a educacao de ogenuos
da Colonia Isabel.
O thescureiro, de sua pjrcentagem, ser obri-
gado a recolher, por trimestre, emquanto durar o
capital, ao Thesouro Provincial, para ser eutre-
gna C'iinmiasa > R -Jemptora dos Captivos, igual
quantia que produzir e beneficio provincia I de
todas as loteras uxtrahidas em favor do fundo de
emancipaco
A pr.staco de coutas de que trata o art. 8 do
regulamento de 13 de Agosto de 1884, ser o
duplo quando o capital fr maior de dnzentos con-
tos.
Contiouam em vigor as demais disposicoes das
leis supracitadas e reglamentos respectivos.
Jos Maria
N. 461. Additivo s disposicoes geraes. Ficam
transferidas as seguintes cadeiras do sexo mascu-
lino : a 2' do Rio Formoso para o lugar denomi-
nado Coelhos, nesta cidade ; .a;de Tabatinga, em
Iguaraes, para o Chacn, na freguesia do Poco e
a da Estrada de Precheiras, em Goyanna, para a
ra da Soledade na mesma cidade, sem prejuiso
des actuaes profesMres, qne continuarlo perce-
ber os meemos venciment>s que ora percebem.
Julio de Barros.Juvencio Maris.
N. 462. Sub-emenda de'n. 422. Estenda-se
a mesma concesso ao thesoureiro da loteria para
a eipancipico dos escravos e Colonia Isabel.
Jjs Maria.
N. 463. Sub-emenda de n. 439. Supprima-se
a palaviaAllemo.Jos Maria.
N. 461. Sub-emenda de a. 461. Se passar a
emenda que manda remover professores ou trans-
ferir cadeiras, accrescente-se : igual favor ao pro-
fessor Jos Luiz de Franca Torres, do Encana-
mento, para a freguezia da Boa Vista desta cida-
de.Jos Maria.
N 465. Ao quadro das loteras :
Depos do n. 20 diga-se : urna parte para con-
cert do tecto da igreja de Nossa Senhora da San-
de do P050 da Panella. Jos Maria.
:>'. 466. Emenda ao quadro das loteras :
Depjisdo n. 30 diga-se : urna para aa obras da
igreja de Nossa Senbora .da Saude do Poco da Pa
nelia.Jos Maria.
N. 467. Se passar a emenda que autorisa a pre-
sidente da provincia a reformar a instruccao pu-
blica :
Ne poder remover professor algnm para da
taocia snpeiior a 6 kilmetros.Jos Mara.
N. 498. Ao quadro das> loteras :
Depos do n. 17 diga-so uoaa para a matriz de
Cimbres.
Depois do n. 24 diga-se urna para a matriz de
Pesqueira.
Depois do n. 40 diga-se urna para a matri- le
Flores.
Depois do n. 44 diga-M urna para a matriz de
S. Jos do Egypto.
Depois do n. 34 diga-M urna para a matriz de
Afogados de Ingazeira.Dr. Pitanga.
N" 469. Substitua-se a loteria do n. 17 por lote-
ra para a igreja de Cimbres, a do n. 24 por lo
tera para a matriz de Pesqneira, a de n. 40
por lotera para a matriz de Flores. Dr. Pi-
tanga.
N. 470. Comprendida se no qnadro das loteras
que devem correr dentro do exercicio urna parte
da loteria em favor das obras da igreja de Santa
Cruz desta cidade, a cargo da irmandade de San-
t'Anoa, entre os ns. 12 e 13.Costa Ribeiro.
Depois do n. 20 accrescente-se urna para a nu-
trir de Iugazeira.
Depois do n. 50, urna para a matriz de Trum-
pho.Dr. Pitanga.Joao Alves.
N. 472. Se passar a emenda que autorisa a no-
meao&o de professores, igual ao clrigo M iximiao
Ferreira de Souza.Padre Julio.Jos Mara.
N. 473. Na arreeadacSo a que se proceder por
mcio de guias expedidas pela seceo do contencio-
so do Thesouro Provinciai, ter o procurador fis-
cal 2 0/0 sem ser para oase effeito alterada a ta-
bella do art 8 da lei n. 1470 de Junho de 1979.
S. R.Luis de Andrada.
N. 474. Conte-M aa jubilaco dos profeMoree
Fraucisco da Silva Miranda e D. Fraooelin* For-
jar de Lecerda, como de ettetivo exercicio, o tem
po decorrido da nomeaccat adata dajubilaco.
Jos Maca.
N. 475. Emenda additi va li 1 liiiacm geraes
do orcamento. Dlo emprestimo aatonaado pa-
gar-se-ha actual professora da 6' eadeira mixta
da freguezia da Boa*Vista desta cidade, a impor-
tancia de 1:600*, relativa a dona annos de aula
nocturna de 1884 a 1885 e 1886 a 1888, por ella
regida, urna ves que prove qne dorante eeses dous
annos tem funeciouado a respectiva aula. Joo
AlvesJos Mara. Coustautieo de Albuquer-
que.
N: 476. Substitu m o 56 pala saguinte : 6
0/0 addicionaes 4 todas as impasiedes,' cojo pro-
ducto ser applicado na razo de urna 6* parte
Colonia Isabel, de quatro sextas partes c->mo n<
xilo aos etabelecimentos a cargo da Santa Casa
de Misericordia, ficando urna 6* parte depositada
nos cofres provinciaes para os auxilios constantes
do 49 a 60, comprehendendo 2:000* para a con-
cluso das obras da matriz, 1:000* para as obras
do convento e 1:000* para as da capella de Nossa
Senhora Mai dos Homens em Serinhem.
N. 477.' Additivo s disposicoes geraes. Fica
o presidente da provincia autorisado a jubilar D.
Sophia Guilhermina de Moraes Mello, actual pro-
tessora da aula pratica, annexa Escola Normal,
computando o ordenado pelo modo estabelecido na
lei n. 1502, art. 1, e a gratificaco corresponden-
te ao tempo de exercicio.
Para prever a vaga, que ser prehenchida den-
tro do exercicio financeiro, o presidente nomear
para reger a referida aula, independentemente de
concurso, qualquer professora de 2 ou-3 entran-
cia ; comtanio qne seja titulada pela Escola Nor-
mal e baja obtido, pelo menos, em dous annos de
curso, approvaco com distincco. P. G- de Ra-
tis e Silva.Antonio Vctor.Joo Alves.Luiz
de Andrada.Rodrigues Porto. Ferreira Vel-
loso.
N. 478.Onde eouber. O carteiro que collabo-
ra no expediente da secretaria nao ter a cathe-
goria e vantagens do 3 official.Jos Maria.
N. 479. Artigo additivo. Offereco como emen
da o projecto n. 9 deste anno.Herculano Ban-
deira.
O projecto de que trata esta emenda o se-
gninte :
A Assembla Legislativa Provincial de-Per-
nambuco resolve :
Artigo nico. O assucar prodasido pelas fa-
bricas centrae* de quo trata a Ui n. 1860 de 11
de Ag to d 1885 nao gosar a isencSo de impos-
to algum.
Ficam revogadas as disposijoas em contra-
rio.
Sala das seccoes, 26 de Mareo de 1586.
Barros Barreto Jnior.-Reg Barros .
N. 480. Additivo s disposicoes geraes. Se nao
passar qualquer das emendas sob ns. 449 e 455
ou qualquer das que mandam supprimir tabellas
que modiicam vencimentos de empregados pbli-
cos, deduza-se dos 10 V. sobre os vencimentos
dos funcionarios pblicos 5 % para constituir o
fundo do montc-pio dos respectivos funecionarios,
sendo a alludida quantia depositada no Theiou-o
Provincial, nao podendo ser desviada para outros
fins em sua applicaco, nem mesmo para oceorrer
crdito ordinario ou extraordinaria.Gaspar
Drummond.
N. 481. Sub-emenda de n. 199. Em ves de
10:000* para compra de urna casa que sirv de
cadeia na cidade de JaboatSo diga se 18:000*
para acquisicao de um edificio proprio para ca-
deia e paco municipal n'aquella Cidade.Sophro-
nio Portella.
N. 482. Additivo s disposicoes geraes. Duran-
te o presente exercicio fiuanceiro o presidente da
provincia poder suspender o provimento das ca-
deiras de instruccao primaria, que vagarem, com
tanto que as freguezias da capital e em Olinda
nao exceda de urna tersa parte, as demais cida
des ficando urna eadeira do sexo feminino que se
r convertida em mixta.Gaspar Drummond.
X. 483. Se passar a emenda que autorisa o pre-
sidente a reformar a instruccao publica, accres-
cente-se : as cadeiras de iustrnoeSo secundaria,
que vagarem, serao supprimidas ou providas p-v
los lentes d'aquellas qne o {.residente julgar des-
neeessanas, supprimidas estas.Barros Barreto
Jnior.
(Contino).
"1>g>6>&~
Provincia de Pernambnce
KXPOSiylO SUL-AHEBICAKA KM BERLUf
(Continuado)
197 Urna caira com 50 acaoatraa de ma-
deiras de quaJidade, para construc-
^5es o obras d'arte.
N. 1. Jacaranda.
N. 2. Sotina.
N. 3. Pod'arco.
N. 4. Amarello flor de algodSo.
N. 5. dem vinhatico.
N. 6. Alagaranduba branca.
N. 7. Louro porco.
N. 8. Lonty.
N. 9. Louro can ella.
N. 10. Sicupira preta.
N. 11. dem verdadeira.
N. 12. Raz de amarello.
N. 13. Angico.
N. 14. Angelina amargoso.
N. 15. Leiteiro.
N. 16. Jatob.
N. 17. Embiriba preta.
N. 18. Dita branca.
N. 19. Maria preta.
N. 20. Camaaaary.
N. 21. Pao roxo.
N. 22. Pao carga.
N. 23. Louro pimenta.
N. 24. Gitahy amarello.
N. 25. Cmara.
N. 26. Munhum verdadeiro.
N. 27. Mangue de botSo.
N. 28. Cedro caj-catinga.
N. 29. Cedro branco.
N. 30. Jenipapeiro.
N. 31. Ma$aranduba.
N. 32. Sapucaya.
N. 33. Sapucarana.
N. 34. Sicupira aas.
N. 35. Oiticica jaqueira.
N. 36. Emburana.
N. 37. Gerorob.
N. 38. PiquiA caamrary (carocho).
N. 39. Gonzalo Altea.
N. 40. Piqui mangaba.
N. 41. Almecega.
N. 42. Peroba rareca.
N. 43. Dita corre diea.
N. 44. Batinga.
N. 45. Po-santo.
N. 46. Coralito de negro.
N. 47. Piqui do-negro.
N. 4S. Bulandy.
N. 49. Mutamba.
N. 50. Murta.
Expositor O Arsenal de Marinho
de Pernambuco.
198 Um caixote com 20 amostras de ma-
deira para conatruejao e obras de
arta.
N. 1, Piti-marfim.
N 2. Murti.
N. 3. Mandeu.
N. 4. Carrapatinho.
N. 5. Dourado.
N. 6. Emberiba.
N. 7 Angico amargoso.
N. 8. Sicupira.
N. 9. Peroba.
N 10. Almecega.
N. 11. Pitombeira da matta.
N. 12. Coca.
N. 13. Mayaranduba.
N. 14. Parapitinga.
N. 15. Louraty.
N. 16. Gitaby.
N. 17. Barraguim.
N. 18. Sapucaya.
N. 19. Leiteiro.
199
200
201
202
203.
204
205
206
207
208
209
210
211
212
213
214
215
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N? 20. Aogico.
ExpositorA Repartijao das Obww
Publicas de Pernambmo.
TJaj pudajo de pao de jatob de folha
miula.
Um dito de dito de amarello do galbo.
Um dito de dito do caja-catinga.
Um dito de dito santo.
ExpositorBarilo de SerinhSetn.
Um rdo Vmad;irn,tat;juha*
Unajdrlo- de dita* pao BrssiK
ExpositorA Cmara. Municipal da
Gloriada Qoit.
Dous rolos de madoira de angico.
ExpositorA Commisso.
NOTA.0 Brasil um dos paizes mais
rices em madeiras. Mai dirficil ser
remetter as amostras de todas as que
servem para diversas applicacdes. Pa-
ra a descripeo das quo remettemos,
chamamos a attenoSo para o livro de
botnica que acompanha os productos
Um atado com tres pedamos de ma-
cabyba.
Um dito com tres bengalas da ma-
cahyba.
Um atado com tres ditas de bura-
nbSeoo casca.
Um ditD com-tres ditas de dito.
Um dito com tres ditas de dito.
Um dito com seis ditas de sip-po.
Um dito com varas de japicaoga.
Um uito com quatro bengalas de cou-
ro e urna de chifre.
Um dito com tres vassouras de pias-
sava e timb.
Um dito com tres ditas pequeas de
PJttWTt
ExpositorA CommissSo.
NOTA. Vide o traciado de botnica
incluso que dar explicacao.
Um couro de onja (tigre).
ExpositorJoseph Krause.
Um atado de junco barba de D>de
para gaiolas.
Expositor
NOTA.Vide o tractado de botnica in-
cluso.
Dous pilSes iie madeira.
ExpositorFrancisco Gomes de Mi-
randa Leal.
NOTA. E' este um dos objeetos mais
necessarios em casa de urna familia;
serve para o esmagameoto de fructos
leguminosos reducindo-os maesa. Ser-
ve igualmente para quebrar o milbo,
descascar o arroz e pulverisar o caf,
depois de toreado, dando a este agr-
davel sabor.
Dous busios (marisco).
ExpositorJoseph Krause -
Trinta e seis busios (marisco) de va-
rios tamanbos.
NOTA.Ha as nossas costas martimas
grande quantidade destes mollsoo de
varios tamanhos, encontrando se al-
guna de cores liudissimas. H* em
maior abundancia na ilha de Fernan-
do do Noronha.
Urna pedra de crystal da rocha
NOTA Ha com abundancia e varieda-
de em differentes lugares da provincia;
mas acham-se abandonadas, em razao
de ni) haver no paiz fabricas que
daem applicaco a este producto mine-
ral.
Du\s latas coto jelea de goiaba.
Urna dita com doca de dita.
Urna dita com dito de caj.
ExpositorA Commisso.
NOTA. 8S0 estes doces preparados
com fructos que em gronde abundan-
cia do em qualquer parte da provin-
cia, sendo que ambos sao mais prefe-
ridos pela qualidade saborosa dos truc-
tos.
Um bon it de couro
Um cbapeo de dito.
ExpositorJovino Bandeira Filho.
NOTA.Nos sertoes de nossa provincia,
muitos de seus habitantes usam roupas
feitas de couro, appareeendo algumas
vezes pecas feitas com bastante ca-
pricho e verdaderamente curiosas. A
commisso deixa de remetter algumas
destas pecas por nao ter tido tempo
para adquiril-as.
Um grupo da vinte passaros embalsa-
mados .
ExpositorA Cominissao.
N3TA.E' impossivel darmos ume nota
exacta das differentes especies de aves
que possue a provincia. Existem algu-
mas de grande valor, nao s pela bel-
leza da plumagem, como pela harmo-
na do canto.
Utna caixa com diversas photogra-
phias.
ExpositorA. Ducasble.
NOTa.E' este estabelecimento um dos
melbores neste genero ; ha porm ou-
tros, que tambem trabalham com per-
feicao .nesta arte.
Urna caixa com objeetos do tartaruga.
N. 1. Urna caixa para rap; pre-
50 10,5000.
N. 2. Um Pente com bollas; pro-
co 8,5000.
N. 3. Um dito com gommos; pre-
50 50000.
N. 4. Urna palla para boaet; pre-
So 45000.
N. 5. Urna espactula para papel;
6^000.
N. 6. Urna caeta e peona; prego
30000.
N. 7. Um par de bot&es para pu-
nhos ; prego 30000.
N. 8. Um grampo para cabello ;
proco 20000.
N. 9. UmaflSr; preco 20000.
N. 10. Um pedaco detarturugabran-
ca ; prego 8^000, o kilo.
N. 11. Um dito de diU preta ; pre-
ta 10000, dem.
ExpositorJoanuim B. de Castro
Ros.
NOTA. Ob specimens remettidos do
urna idea do desenvolvimento desta ar-
te entie nos.
Um albu o com lythographais da ci-
dade do Recife e seus arrabaldes.
ExpositorF. H. Caris.
NOTA. As vistas enviadas do urna
idea da belleza de nossa cidade.
Um lbum para desenhos.
ExpositorAntonio Braga.
NOTA.Recommenda-se pela perfeico
c gosto com que foi feito.
Urna colleego de viate oito msicas.
ExpositorVistor Prealle.
Urna colleecSo de msicas (26).
ExpositorAntonio Jos de Azevedo.
NOTA.Estas msicas sao de composi-
tores pernambucanos, notando-se entre
elles bastante gosto para esta arte.
Um diccionario de botnica.
NOTA. -O autor desta obra foi um dos
pernambucanos que mais caprichosa-
mente estudou a flora desta provincia.
O exemplar que remettemos, servir*
para melhor couhecer a applicaco dos
diversos productos naturaes que en-
viamos.
Um relatorio da Companhia daa aguas
do Beberibe.
NOTAEsta companhis, devido sua
importante renda, hoje orna das mais
acreditadas; suaa acones do valor no-
_ dual de 50*000, sSo actualmente ven-
didas por 15UJ cada.
23*3 Vm rxemplar de noticia* ciroUBatan-
ciadas das comircas de PemaaAwso*
237 Dous relatorios da AssociacSo Com-
merciaJ Benifioente de PeraambacD-
NOTA. Estes exemplares darao urna
idea do movimento commerdal de nct-
sa praca. .^
236 Um frasco cora gengibo branco .
239 Um dito com dito dourado.
NOTA. Este producto vegetal exista-
em abundancia ; o dourado, mais apre-
ciado, applicado pela culinaria como
adubo s iguarias ; a marcenara tam-
bem o emprega como collorante ao er-
niz.
240 Urna caixa com enfeites para camisas
de aenhoras, sendo tres de labyrinto
e um de crochet; urna peca de ren-
da, urna bolea de missanga e um ta-
pete de panno.
NOTA.Os specimens sprasentados da-
rao urna idea do que neste genero aqu
se prepara ; sendo para notar que sio
todos tuitos por trabalho manual.
211 Urna garrafa de manipueira.
ExpositorA Commisso.
NOTA.Este preparado emqrogam -n'o
de preferencia para combeter a hydeo-
psia e o beriberi, de cuja applicaei
tem-se obtido alguns resultados.
242 Cinco jangadas.
ExpositorA Con.mis8ao.
NOTA Estes specimens faro conhe-
cer as toscas,pora seguras embar-
caces.com que os nossos peBcadores
se dirigem ao mar a exercerem ana
profissao. Algumas ha mais bem ap
jarelhadas, que se empregam nao s
aa oesca, como tambem no transoorte
de passageiros a portos de outras pro-
vincias ; viajara vela, e militas dei-
tam 11 velocidade de 20 milhas por ho-
ra. Obtem-sa urna completa por 150*.
243 Quatro jardineiras de sipo para fructas
e flOrs.
Expositor
NOTA.Estes artigos nao primara em
perfeic&o de obra, recommendam-ae
pelas madeiras de qne sao feitos; ha
grande quantidade s por mdico preco.
244 Tres ovos do ema.
ExpositorA Commisso.
NOTA.Estes specimens nao re reeom -
mendam pelo tamanho; cncoutram se
alguns maiores, porm sem nenhum va-
lor.
245 Tres cocos oin casca.
ExpositorA Commisso.
NOTA.O coqueiro urna das arvor^a
da famsUa das palmciras, a que maor
altura 4# eleva ; alguns crescem 35
metros ; vegeta em q lalquer parte da
provincia e com especial iade nolitto-
ral ; bastante industrial e commer-
cial. Das folhas (ou palhas) cobrem-
se pequeas choupans para hab'taces
campestres; do peciolo das mermas
tiram-se palb*tas p8ra balaos ; do go-
mo terminal, quando novo, um ex-
cedente palmito, com o qual se prepa-
rara omitas iguarias. A palha serva
tambem para o fabrico de vassouras.
O seu fructo, bastaute oleosa, con-
tera urna agua mu agradavel. qne
usam como refrigerante. Oa .-asea
que cobre o fructo fuzem-se vasos para
diversos misteres, o das fibras da mes-
ma f azi-m-se capachos, cordal e encu-
rnenlos. A casca, partida, serve para
lavagnm de hibitacoes. As ataeudoas
to alimenticias e servem pira c.nfei-
eo de doces, cstrahindo-se daa mes-
mas us oleo bastante fino e de gran-
de consumo. A renda animal do cada
p de -21 a 3*000. A sua cultura
consiste apenas no tirar os cocos e as
palhas trimenjalmente. De certo
tempe para c que se tem exportado,
comrcando, d'est arte, a desenvolver-
se.
(Continuar se-ha)
HJJiiSTA D1AM1
FacadaA's 11 e meia bsras da noite de
ante-bontem, travaram-se de razoes o trabalha-
dor R lymundo de tal e Capitalino Luiz de Fran-
ca.
Interveo para apazigual-os o inspector de quar-
teirao Olympio Osorio Maciel Monteiro.
Raymundo que esta va armado de urna taca, exas-
perado pela intervencao do inspector, correu lhe
diversos golpes e ferio-o gravemente no braco es-
querdo, evadindo-se logo que o ferido apitou.
Compareceu em seguida o Sr. subdelegado da
freguesia de Santo Antonio, quo recolhou o offen-
dido em sua casa, onde se acba em tratamento.
Os fenmeutos que sao dous, foram considerado*
graves pelo Sr. Dr. Jos de Miranda Curio.
Abrio-se o respectivo uquerit >.
Moeda de nickel de SO ria Para
conhecimento dos leitores, damos os seguintes si-
gnaes da nova moeda de 50 ris, cm circulaoio
na Cfirte, havendo j algumas nesta cidade.
No anverso as armas impcriaes, a era do cunha
entre duas estrellas a o disticoImperio do Brasil.
No reverso, a inscripeoDecreto n. 1817 de 3
de Setembro de 1870, o valor 50 ris dentro de
um circulo de parolas e sobre feudo de linhas re-
ctas cruzadas.
Esta moeda tem o dimetro de 22 millimetros e
o peso d 7 grammas, e a tolerancia de 2 % P3"
mais ou menos.
O contorno liso como as outres dest metal.
Thesouro ProvincialHoje suspender-
se os pagamentos da liquidaco do exercicio de
1885-1886, e sero reabertos em Setembro pr-
ximo.
Dos dias 23 25 no Thesouro Provincial paga-
se ao pessoal das reparticoes compruhendidas as
classes dos 1" e 2 dias da tabella relativamente
ao mez de Julho findo.
Manifeotaco acadmica-Nos salde
do Gabinete Portugus de Leitura fazem hojs
muitos acadmicos urna manifestaco do apreea
ao seu Ilustre mestre o Sr. Dr. Jos Josqaim Sea-
bra, pelo seu anniversario natalicio.
N'outra seceo deste Diario, vai publicado o
annuncio de convite para a festa.
Lanierda MgicaDistribuio-se o n. 162
deste peridico livre e humorstico.
Revlasa Illa*(radaRecebemos hontea
da corte o n. 436 desta revista critica e humo-
rstica, urna das melhores que se publicou no im-
H.unic* aoclae Ha hoje as seguin-
tes :
Do Club Ayres Gama, s 4 horas da tarde, ses-
so ordinaria, em sua sede na Escola Normal,
sendo o estabelecimento franqueado ao publico.
Da Recreativa 13 d; Junho, s 7 horas danoi-
te, sess&o ordinaria, em sua sede.
Amanh ha as seguintes:
Do Club Internacional de Regatas, s 11 horas,
assembla geral, em sua sede.
Da Recreativa Juventude, em assembla geral,
em sua sede, s i horas da tarde, para leitura do
relatorio e eleices.
Da Irmandade do Divino Espirito Santo, s 11
horas, mesa geral, para eleicoes de vagas.
Da Melpomene O'indense, s 10 1/2 horas, at
sembles geral, para prestacao^de contas.
Lelloea"Envctuar-se-hao:
Hoje :
Pele agente Gusmo, s 11 horaa, no patee
do Carmo n. 2, do estabelecim. nto ah sito.
Pelo agente Bruto s 11 horas, na ra do Impe
rador n. 16, de predios.
Pelo agente Alfredo Guimar&ea, s 11 horas, as
armasem do Annes, de gneros de estiva.
Peto agente Burlamaqui, s 11 horas, na roa d
Imperador n 22, de predio j.
Segundi-feira :
Peto agente Alfredo GuimarSes, s 11 horas,
na ra d" Bom J -sus n. 45, de movis, loucas, vi-
dros, etc. >
lasas fnebre*. Serie celebradas :
Hoje :
A,8 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Amelia de Hollanda Cavalcantj de Albu
querque.
Segunda-teira :
A's 7 1/2 horas, na matriz de JaboatSo, por si-
ma do capito Jacintho Pereira da Silva Barros:
s 7 heras na igr HoUanda dos Santos; s 7 horas, na igreja do U-


ata
ateta


Diario de Pernambuco---Sabbado 21 de Agosto de 1SS6
)
rtmento, por alma da Hermino Ernerto de Lemos
naral.
l'^tS^'cBVta* ^ Belem, por alma de
O IwbelUrBulina Se A. Gama; 4a 8 horas na
Ordem Terceira de S. Francisco, por alma de D.
^hWs Cavalcante de Oveira ; a 8 ho-
rr- marUd^*. J.rdm, por alma de Jos
^^^-Chegdoa da Europa no va-
ne, francs Ville de Wacet :
fi B. Lauria, Augusto Lauria, Vuginia Launa,
Schloaaer, Ekiemer Cirios, Cureio Eleantmo, Cu-
do Antonio, Cureio Barbosa, Gr.llo Joo, Arman-
do A Pereira, Daniel Vaa de Carvalho e ana se-
^ de OeteiK&o-Movimento dos pre-
e no dia 19 de Agosto : .
Existan, presos 291, entraram 14, sahu-am 19,
existem 286.
Nadles 256, mulheres 9, eatrangeiros 8, es-
cravos sentenciados e processados 7, d.tos de cor.
'Tr^aiJsti'^do = bona 248, doente. 10 -
Total 258.
Teve alta :
Movimento da enfermara :
Teve baixa :
Joo Monteiro da Rocha.
Maiadoaro putolleoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 89 rezes para o consume
do dia 21 de Agosto.
Sendo: 70 rezes pertencenteaa Ohveira Castro,
A C., e 19 a diversos. .. _......
Mercado Municipal de S. *o-0
movimento deate Mercado nos diaa 20 do cor-
rente, foi o seguate:
Entraram ;
39 1/2 boia pesando 3,933 kilos.
1.158 kilos de peixe a 20 ria llilnr,
79 cargas de farinha a 200 ris 15*800
35 ditaa de fructaa di versas a 300 rs. 10#ooo
,. ^l.i.!__ onn rus 1*200
6 taboleiros a 200 ris
9 Sninos a 200 ris
Foram ocenpados :
26 columnas a 600 ris
26 compartimentos de frinha a
500 ris.
24 d itos de comida a 500 ris
70 ditos de legumes a 400 ris
16 ditos de suinoa 700 ris
14 ditos de tressnras 600 ris
10 ditos de ditos a 2*
3 diloa 1*
A Oveira Castro & C.:
2 talhos a 500 ris
54 talhos de carne verde a lf
Deve ter sido arrecadada nestea diaa
a quantia de
Eendimento do dia 1 a 19
1*200
1*800
15*600
13*000
12*000
28*000
11*200
8*400
20*000
3*000
1*000
54*000
70 annos, solteira, Boa-Viata ; apopleja oexe-
Manoel Joaquim Neiva da Figueiredo, Per-
Bambuco, 46 annos, caaado, Santo Antonio; tiaica
pulmonar.
Mara Hermina Fonaeca de Caatro, Pernambu-
co, 10 annos, Boa-Viata; febre perniciosa.
Francisco Josapbat de S, Pernambuco, 23 an-
nos, aolteiro, S. Jos ; tubrculos pulmonares.
218*660
4:010*840
4:229*500
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde a 240 e 400 ria o kios.
Si."o a 560e 500 ris idem.
Carneiro de 640 e 560 ris dem.
rarinh. de 320 a 240 ris a cuia.
Milho de 240 a 320 ris dem.
Peijio de 640 a 1*280.
Lotera da prewlnclaA lotera a. bo.
em beneficio da Santa Caaa de Misericordia do
Recite sor extrahida quando for annunciada.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora Ha
Conceico dos Militares, se acharao exposUs ns
ornas e aa espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreci;" (. lo do publico.
Lotera da cortePor telegramma recebi-
do pela Casa Feliz, sabe-se terem sido estes
os nmeros premiados da 1 parte da lotera 19J*
extrahida no dia 20 de Agosto :
3.551 100:000*000
12.040 24:000*000
Lotera do loA 1 parte da loteria
n. 365, do nevo plano, do premio de 100:000*000.
3er extrahida no dia .. de Agosto.
Os blhetes acham-se venia na Caaa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da cdrte-A parte da IWlo-
teria da corte, cuju premio grande de iwtuuu,
ser extrahida no dia 27 de Agosto.
Os bilhetes acham-se venda -ja Caaa da For-
tuna rua Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera E*traordlarla do Yplran
ga-0 4. e ultimo sorteio das 4. e 5. series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida brevemente.
Acham-se expostos venda os restos dos b
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro do Marco
n. 23.
Lotera de Macelo de OOtOOO0OOO
A 4" partes da l' lotera, cujo premio
grande de 200:000*, pelo novo plano, ser ex
trahida impretcrvelmeote no dia 24 do Agosto s
11 horas da manhi.
Blhetes venda na Caaa Feliz da praca da Ia-
de pendencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Reda da For
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Precos resumidos,
Cemiterlo publico.Obituario do da 19
de Agosto:
Manoel Jos Machado, Portugal, 3*> annos, ca-
sado, Boa-Vista ; berber.
Amelia Francolina da Silva Manta, Pernambu-
co, 24 annos, casado, Santo Antonio ; febre ty-
phica.
Tiburaio, Pernambuco, 8 dias, Santo Antonio ;
brepaia.
Anna Joaquina do Livramento, Pernambuco,
GOMHERCIO
ol>a commereial de Perraam
buco
RECIFE, 20 DE AGOSTO \>E 18St>.
As tres horas da tarde
i'olacti vlficiau
Cambio sobre S. Panlo, 90 d/v. com 1 7(8 0/0 da
descont, houtero.
Cambio sobre Londres, 90 d[V. 211/2 d. por 1*000,
do banco.
Cambio sobre Hamburgo, vista, 552 rs. por R.
M., do banco.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
RSNDIMENT0S PBLICOS
M.-z de Agosto de 1886
ALFANDEGA
RUDA OKBl
De 2 a 19
dem ac 20
RbHDA PBOVIHCIAl.
De 2 a 19
>dem de 20
455:700*493
28:016*861
57:639*047
2:590*249
483:717*354
60:229*296
Total
&BCXBXDOB1A D 2 a 19
laeui de 20
543:946*650
14:298*407
494*650
Cobsdlado pbovoccul De 2 a 19
dem de 20
Rcm drathaob -De 2 a 19
dem de 20
14:793*057
13:603*969
451863
14:055;832
39:014*030
3:026 ,.684
42:040*714
DESPACHOS DE IMPORTAgO
Vapor francez Villt ds Macei, entrado do Ha-
' vre e Lisboa no dia 20 do corrente e consignado
-' a Augusto F. de Oliveira & C, manifestou :
Carga do Havre
Amostras 3 volames a diversos.
CHR0H1CA JDDICIAR1A
Tribunal da Relaco
SESSO ORDINARIA EM 20 DE AGOSTO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SB. CON8ELHEIKO
QIKTTNO DE MIRANDA
Secretario interino Dr. Alberto Coelho
As horas do cosame, presentes as Srs. desem-
bargadores em ame .-o legal, foi aberta a sessao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e paseados os fetos deram-se os
seguiutes
JULGAMENT08
Habeaa corpas
Pacientes.
Jos Francisco da Silva.Concedeu-se a soltu-
ra, decretando-se a responsabilidade do delegado
de Tiu baba, contra os voto dos Srs. desembar-
gadores Alves Ribeiro, Monteiro de Andrade,
Toscano Barreto e Buarqae Lima.
Sebastio Jos de Souza, Severino Jos de
Sant'Anna e Luiz Augusto Torres. Negou se a
sultura, unnimemente.
Recurso eleitoral
Do Brejo da Madro de Deus Recorrentes o
juizo e Geminiane do Reg Maciel, recorridos An-
tonio Carlos dos Santos e o juizo. Relator o Sr.
desembargador Toscano Barreto.Negou-se pro-
vimento ao recurso, contra os votos dos Sr. des-
embargadores Oveira Maciel e couselheiro Arau-
jo Jorge para sustentar a decisao recorrida na
parte em que annullou a eleico de juizes de paz
gmente.Deu-se provimento, unnimemente, a
respeito da eleico de vereadoros por ter sido a
reclamadlo ftita extemporneamente, deixando de
votar o Sr. desembargador Buarqae Lima.
Recurso crime
De CaruarRecorrentes o juizo e Joo Joa-
quim de Menezes, recorrido o juizo. Relator o
Sr. desembargador ^Pires Ferrera. Adjuntos os
Srs. conselbeiro Queiroz Barros e desembargador
Pires Goncalves.Negoa-se provimento ao recur-
so do recorrente e deu-se ao recurso oficial, un-
nimemente.
Aggravo de peticao
Do commercio du Recife Aggravante Francis-
co Manoel de Siqueira Cavtlcanti, aggravados
Tavares de Mello Gen'o & C. Relator o Sr.
desembargador Toscano Barreto. Adjuntos os
Srs. desembargadores Monteiro de Andrade e Pi-
res Ferreira.Negou-se provimento ao aggravo,
unnimemente.
Prorogacao de inventario
Inventariante D. Ignez Mara Cavalcanti de
Albuquerque Maranho. Concedeu-se o prazo
pedido.
PASSAGEN3
Do Sr. conselheiro Araujo Jorge ao Sr. conse-
conselheiro Queiroz Barros :
Appellacio civel
De Panel I as Appellante Fernando Joo de
Barros, appellado Joaquim ,Airea da Silva Fer-
nandes.
O Sr. conselheiro Araujo Jorge, como procura-
dor da cora e promotor da justi^a, deu parecer
nos seguiutes feitos :
Appellacio civel
Do ReaifeAppellante o Baro de Muribeca,
appellado Dr. Joo Pedro Maduro da Fonseca.
Appellaco crime
Do PitimbAppellante Antonio Tavares do
Lima, appellada a jastifa.
Do sr. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellaco commereial
De MaceiAppellante a companhia Alagas
Rai!w.iy Limited, appellada a cmp.nhia Uuio
Mercantil.
Do Sr. desembargador Buarque Lima ao Sr
desembargador Tojcaiiu Barreto :
Appellacoes crimes
Do Limoeiro Appellante Manoel Franc seo
Tavares, appeilada a justica.
Do Recife Appelllante o promotor publico,
appellado Antonio Francisco de A'buquerque.
De Agaas BellasAppellan^ o juizo, appel-
lado Manoel Alves dos Santos.
Appellaco civel
Da ParabybaAppellante D. Juventina G. dos
Santos Milanez, appellado o cnsul de Portugal.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
desembargador Oveira Maciel :
AppellacSes civeis
Do RecifeAppellante a fazenda provincial,
appellados Bernet & C.
DaE-eadaAppellante Jos Affinso de Azeve
do Campos, appellada Maria, escrava do Baro
de Pirangy.
De Ingazeira App^llantes Clementino Alves
de Siqueira e outros, appellado o juizo.
Do Sr. desembargador Oveira Maciel ao Sr.
desembargador Pirts Ferreira :
AppellacSi crime
De Timbauba Appellante Antonio Joaquim
do Nascimento, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Andrade :
Appellaco civel
D) RecifeAppeilantes Carvalho Jnior & Lci-
te. appellado Antonio de Souza Brnz.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
conselbeiro Queiroz Barros :
Agua mineral e papel 4 caixas a J. Krause
& C.
Azeite de oveira 100 caixas a R. de Drusina
& C.
Accessorios para telephone 8 caixas a Antonio
do Carmo Almeida.
Batatas 200 caixas a Augusto Labille, 100 a
Sulzer Kauffman & C.
Chapeos 1 caixo a A. Vieira t C, 1 a Rapbael
Dias & C, 1 i. J. Basto, 1 a R. de Carvalho
&C.
Capsulas de estanbo 4 caixas a Martina Viegas
&. O
Coaras 1 caixa a F. Barbosa & O, la H
Nuesch & O
C i ampanha 16 caixas a R. de Drusina & C.
Conservas 10 caixas ordem, 2 a G. Laport
& C.
Camisas 1 caixa a F. de Azevedo C.
Calcado 1 caixo a Manoel de i. Ctvaleaute. 2
a Thomaz de Carvalho & O, 1 a Albino Cruz &
C 4 a Nunes Fonseca & C.
Drogas 3 volumes a Francisco Manoel da Silva
C, 3 a Bartholomeu & C, 11 a Rouquayrol
frres.
Ferragens e outros artigos 4 volumes a Miran-
da & Souxa.
Flores artificiaes e tecido 2 caixas a Antouio
Jos Maia & C.
Feltro 1 oixa a Ferreira Barbssa & C.
Instrumentos de cirurgia 3 /-aixas a Jos Perei-
ra da Silva.
Joias 3 caixas a J H^yoes.
Ljivfos 2 caixas a G. Laport & C.
Louca 6 volumes ordem.
Maoteiga 190 barra e 340 meios ditos or-
dem, 3- e 20 a Augusto Labille, 10 e 10 a Jos
Barbosa de Carvalho, 3 e 40 a Souza Basto Amo-
rim & G, 30 e 60 a Fernandes da Costa & G,
20 e 25 a Rosa t Queiroz, 20 e 20 a Paira Va-
lente & C, 15 e 15 a Domingos Ferreira da Silva
* G, 30 e 40 a Joaquim Ferreira de Gvrvalho &
G, 88 caixas ordem, 16 a Joo Fernandes de
Almeida, l'i a Domingos Ferreira da Silva, 10 a
Jos Barbosa de Corvalho t G, 30 a Amor i m
Irmos 4 G, 12 a Souza Basto, Amorim & C, 12
a Francisco Guedes de Araujo.
Mercaduras diversas 4 volunres a A. D. Carnei-
ro Vianna, 1 a D. A. dos Reis, 1 a Odilon Duarte
& Irmo, 1 a E. G. Casco, 3 a Gnimaraes Car-
doso & G, 3 a F. Lauria & G, 10 ordem, 1 a
Nunes Fonseca & G, 3 a Amorim Irmos & G, 1
a Ferreira Monteiro 4 G, 5 a F. Petraclle & Ir-
mo, 3 a Nett > Campos & G, 2 a Ferreijfe res & G, 4 a Manoel Jaaquim Ribeiro 4 C, 2 a
Maia Silva & C, 1 a Manoel da Cunha Lobo, 2 a
Sulzer Kauffman & C, 1 a H. de S Leito, 5 a
Prente Vianna t C. 3 a J. Basto, 1 a Barbosa &
Santos, 4 a Goncalves Pinto, 2 a G. Laport 4 G,
1 a Rodrigues de Fara 4 C.
Mosaico 54 caixas ordem.
Objectes para chapeo de sol 1 caixa a Jos Fer-
reira 4 G, 4 a Leite Basto efe C.
Perfumara 1 caixa a A. D. Lima & C la R.
de Drusina 4 C, 2 a Salazar & C.
Papel 22 fardos a Costa Lima 4 C.
Porcelana 1 caix a Jos Goncalves Pinto.
AppellacSes crimes
Da Pao d'AlhoAppellante o promotor publi-
co, appellado Antonio Francisco dos Santos.
De NazarethAppellante Antonio Cardoso de
Mello, appellada a justica.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro procurador da co-
ra e promotor da justica :
Appellacoes crimes
Da CamaragibeAppellante o juizo, appellado
Llesbo, liberto.
De IguarassAppellante Dr. Francisco Xa-
vier Paes Barreto, appellada a justica.
De Pitimb -Appellaute o juizo, appellado Ni-
cacio Antonio de Oveira.
Com vista as partes :
Appellaco civel
Do RecifeAppellante Antonio da Costa, por
seu carador, appellado Jos Maria de Albuquer-
que Lima.
disteibic5e8
Recursos eleitoraes
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De PetrolinaRecorrente o juizo, recorrido Jo-
s Amancio Rodrigues Coelho.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De Bom Cons-'lhjRecrrante o juizo, recor-
rido Lourenco Bezerra da Silva.
Aggravos de peti$o
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
Do ReciteAgravante Jos Prxedes dos
Santos Cavalcante, aggravado Jos Carneiro da
Motta Silveira.
AoSr. desembargador Alves Ribeiro :
Do Recife -Aggravantes J. G Levy t G, ag-
gravados Parto 4 Santiago.
Aggravo de instrumento
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De MamaoguapeAggravante bacharel Joan
de Albnquerque Maranho, aggravado Joo Ro-
dolpho Velloso de Azevedo.
Appellacoes crimes
Ao Sr. desembaigador Toscano Barreto :
De Bezerros Appellante Jos Joaquim dos
Santos, appellada a j ustica.
Ao Sr. desembargador Oveira Maciel:
De Muricy Appellante Arthur de Siqueira
Joaquim Dido, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De MuricyAppellante o juizo, appellado Ve-
nancio Correia de Araujo.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De MuricyAppellante o juizo, appellado An-
tonio Malaquias do Nascimento.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De BarreirssAppellante Francisco Elias Go-
mes, appellada a justica.
Encerrou-seasesso as 2 horasJda tarde.
COMUNICADOS
o Sr. Dr. Silvino Cavalcante e ao
publico
O meu competidor no pleito eleitoral de 12 do
corrente, dando exeeucao ameafa que me havia
felto na Provincia de 10, appareceu na mesma fo-
Iha de hoje, todo fel e vinagre, reproduzindo urna
serie de aecusacoea que me tinham sido assacadas
anteriormente, j em artigos edictoriaes, j em
anonymos da^dita folha.
Apezar de saber que o Sr. Dr. Silvino Caval-
cante sahira de iguaes lutas ebeio de odios e res-
pirando vinganca contra seas adversarios, era tal
o mea veso om julgal-o um homem serio, que nun-
ca o incriminei por isso, e continuei a formar a
seu respeito lisongeiro conceito.
Foi essa a razo capital que, ao encontral-o na
tarde de 6 de Junho ultimo, me levou a dizer-lhe
que esperava que, duranto o pleito e depois d'elle,
nos comportaramos como honrados cavalheiros
que nos presa vamos de ser.
Ti ve inda para isso outros motivos, entre os
quaes figuram as reiteradas manifestacoes de apre-
t que o Sr. Dr. Silvino Cavalcante nunca deixou
de dar-me, em toda e qaalquer occaaio que com
migo estava, na minha casa, na ra ou em casas de
amigos commuos.
Taes antecedentes me levaram suppor que o
meu competidor seria comedido no ataque mi-
nha pessoa, e nao entoaria o seu canto ao publico
pelo tom dos artigos, que fiz alluso. Engan*
me, porm ; mas, nae lamenfo ter perdido; raais
cesa illuso, porque fiquei sabendo maia fondo
de quanto capaz a paixo poltica, quanto pode
o despeito, at mesmo n'aquelles que se julgam ta-
lludos pelos velaos moldes das geraedes idas.
O artigo de neje do Sr. Dr. Silvino Cavalcante s
transpira despeito : o digno continuador do seu
artigete de 10, em que S. S prevendo a derrota
as urnas, formuloa desde logo o sea proposito de
offeoder-mc, os seas intuitos de atacar-me sem
addusi' a mais insignificante prova.
Ao que S. S. diz relativamente mnha circu-
lar eleitoral e ao meu carcter poltico, opponho
pura e simplesmente os conceitos que, a meu res-
peito, externou innmeras vezes o Sr. Dr. Silvino
Na
Papel 2 caixas a Prente Vianna 4 C.,2
nes Fonseca C, 1 a M. J. de Miranda.
Queijos 10 caixas a Fernandes da Costa 4 C, 6
a Gumarea Rocha 4 C-, 7 ordem, 10 a Augusto
Figueredo 4 C, 15 a Saunders Brothers 4 C, 25
a Jos Joaquim Alves 4 C. 23 a Pereira de Car-
valho & C, 10 a Souza Basto Amorim 4 C,, 10 a
Roza & Queiroz.
R >upa 1 caixa a Luiz Antonio Sequeira, 1 a H.
Burle 4 C.
Tecidos diversos 6 volumes a Bernet 4 C-, 1 a
A. G de Vasconoellos, 25 ordem, 3 a D. P. Wild
4 G, 2 a Gumarea Irmo 4 C, i a Caetano Ra-
mos, 3 a Goncalves Irmo 4 G, la N. Maia &
G, 1 a Rodrigues de Carvalho, 8 a Olinto, Jardim
4 G, 1 a F. Gurgel do Amaral, 1 a F. de Azevedo
& C, 2 a Manoel da Cunha Lobo, l a Luis A. Se-
queira, 1 a Machado 4 Pereira. Ditas, chapeos e
camisas 9 caixas a Rodrigues Lima 4 G, 7a Sil-
Viira t C-
Vidros 2 barricas a Deodato Torres & G
Velas e conservas 6 caixas a Carvalho t G
Carga de Lisboa
Bagas 1 caixa a Martins Viegas & C., 1 a Pe-
reira Pinto de C
Carvo animal 10 barricas a Joaquim da Silva
Salgueiral, 10 a A. P. Alves.
Ceblas 30 caixas a Carvalho t G, 50 a Ferrei-
ra Rodrigues & C.
Conservas 9 caixas a Antonio P. M. Falco.
Cal 50 barricas a Pinto Alves de G, 50 a Joa-
quim da Silva Carneiro, 60 a Lopes S Araujo, 50
a Moreira Braga, 30 ordem.
Maces 26 caixas a Ferreira Rodrigues t C.
Rolhaa 1 aacco a Joaquim Fehppe 4 Aguiar. *
Vinho 5 pipas e 5 barra aos mesmos, 100 a Sil-
va Guimarea 4 C, 1 a Luis Antonio Sequeira.
Patacho n rueguenso Nordtjutnen, entrado de
Cardiff no da 20 do corrente e consignado a Wil-
son Son t C, manifestou:
Carvo de pedra 203 toneladas ordem.
PAPACBOS DE KXPORTAgAO
Em 19 de Agosto de 1886
Para o exterior
Na barca allem J. F. Peejf, carregaram :
Para o Bltico, Borstelmann 4 C. 300 tardos
com 58,257 kilos de algodao.
No vapor francez Yule de Victoria, carre-
garam :
Para o Havre, A. Labille 2 volumes com J30
kilos de borracha ; M. G de Albnquerque 1 cai-
xo com 65 kilos de farinha de mandioca; P.
Stuhlman 603 couros salgados com 7,236 kilos.
Para Hamburgo, H. Nuesch G 668 eouros
salgados com 8,016 kilos.
Para o Interior
No vapor francs Tile de Macei, earre-
gou:
Para Santos, J. J. Moreira 30 atecas com
2,282 kilos de algodao.
Cavalcante perante mim e na mnha ausencia,
desde 1881, a proposito de trabalhos meus na
mprensa.
E' verdade que, de 1881 at Maio do corrente
anno, eu nao era candidato, a menos competidor
do Sr. Dr. Silvino ; isso, perm, nao razo bas-
tante para que de momento S. S. se transformasse
de meu encomiasta para meu detractor, tanto mais
que nao lhe dei motivos para essa transformaco
que s se explica pelo despeito gerado pela der
rota.
J disso e repito que no pleito nao empreguei
urna s arma desleal ; proced com toda lizura e
honestidade ; a minha caballa foi moralisala e
moral isadra.
Pobre, como o Sr. Dr. Silvino Cavaicante reco-
nbece e eu conesso que sou, nao tinha a meu dia-
por meios de entrar na torpe transaccao da com-
pra de votos ; e do facto nao os comprei, nao s
por esse motivo, mas principalmente porque, quan-
do quizesse e podesse azel-oo que alias o meu
carcter repelle, a isso se nao prestara o eleito-
radu do 3.a distrcto, cuja nobreza de sentimentos
o Sr. Dr. Silvino Cavalcante tem o dever de co-
nhecer, pois, ha muitos annos, lida em vio no dis-
trcto para se faze' eleger.
Fica assim afaatada a injuria que o Sr. Dr.
Silvino Cavalcante atirou s faces dos seus pro-
pros amigos polticos, suppondo-os capases de
vender as conscieacias, levados pela fome.
Nao, seja dito em honra do cleitorado do 3
dislricto, nao obtive um voto troco de d-
nheiro e menos por emprego publico. E' exacto
que auxiliei a empregar alguna amigos ; bem pou-
cos, sendo na Alfandega apeuas dous e sem damao
para ninguem ; mas eu obtive na eleico 465 vo-
tos, ou mais 129 do que o Sr. Dr. Silvino, e isto
responde victoriosamente sua infundada aecusa-
eo, pois en o desafio que prove ter eu em prega-
do, j nao digo 129, mas, ao menos, 29 amigos.
E' de todo ponto inexacto que eu tenha feito
promessas de baronatos, de juizados de direito e
municipaes, chefias de guarda nacional, etc. etc.
Tudo isso nao passa de balela. Quando me fa-
ziam algum pedido, que me pareca rasoavel, eu
limitava-me dizer que empregaria esforcos no
sentido de obter resultado satisfactorio ; e, releva
ponderar que, ninguem me pedio baronatos, jui-
zados de direito etc., nem eu sera louco para to
mar taes eompromiseos.
E', pois, inveridico o que, tal respeito, diz o
Sr. Dr. Silvino Cavalcante, quem'ainda desafio
para que p-ove o contrario, do que affirmo, pois
nao bastara as suas alleg*c\ja, que nao passam
de reproducepes das externadas p;los despeitados
de todos os tempos e lugares.
Sao do mesmo jaez as aecusaces que me assaca
o meu infeliz competidor, quer quanto ameuCAB
de demisso e remoco de empregados teitas por
mim, quer quanto ter eu inspirado s auctori-
dades policiaes actos de i igor e arbitrio.
Nenhuma ameaca fiz, nem isso se compadece
com a mnha ndole pacifica, que excluo perem-
ptoriamente quaesquer actos de rigor e ar-
bitrio.
Porque razo o Sr. Dr. Silvim nao indcoa
quaes foram as amcacaa e os actos de rigor e ar-
bitrio por mim praticados ou aconselhadoa ? Nao
poderapioval-os. E os factos ahi esto para con-
testar o meu competidor.
A eleico correu livrem ate e>n toda parte. Em
Iguarass, onde assisti ao pleito, votaram no Sr
Dr. Silvino Cavalcante, varios empregados pbli-
cos, e nenhum foi ameacado. A polica ali, ao
envez das praxes do dominio liberal, nem se-
quer appareceu na igreja matriz, e menos pra-
ticou actos de rigor e arbitrio.
EmOlinda, em B-:be-ib', en Itamarac, na
Glora, na Luz e em Pao d'Alho, o mesmo uconte-
cea : o pleito foi franco, votou quem quiz votar, e
cada qual o fez ao sea sabor, sem qu-; soffresse
ameaca ou violencia, sem que fosse directa ou
indirectamente coagid* pela poliaa.
Nao passa de triste invento a allegarlo de terein
estado capangas em Olinda e na Gloria. Todos
quantos assistiram ao pleito nessea dous collegios
eleitoraes podem dar testemuaho em contrario da
asseico do Sr. Dr. Silvino Cavalcante ; o o facto
de terem mudas, tal respeito, as actas eleitoraes
corrobora a formal negativa que opponho ao meu
competidor.
Quanto ao que diz o Sr. Dr. Silvino Caraleante
relativamente 4 remoco dos juizes de direito de
No vapor nacional S. Francisco, carrega-
ram :
Para o Natal, P. Alves 4 C. 5 barricas con
400 kilos de assucar refinado.
Para Parnabyba, P. Alves 4 C. 20 barricas
com 701 kilo de assucar branco.
Para Camossim, P. Alves 4 C. 2 barricas com
120 kilos de assucar refinado.
No hiato nacional Santo Rita, carrega-
ram :
Para o Natal, P. AJves 4 C, 26 barricas com
1,563 kilos de assucar masca vado e 15 ditas com
905 ditos de dito refinado.
No hiato nacional S. Lourenco, carrega-
ram :
Para Aracaty, P. Alves & C. 20 barricas com
1,003 kilos de assucar br..neo.
Na barcaca Flor do Passo, carregaram :
Para E. C. Beltro t Irmo 10 barricas com
552 kilos de assucar mascavado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 20
Havre por escala18 dias, vapor francez
VUle de Macei, de 1,775 toneladas,
eommandante E. Panchevre, equipagem
46, carga varios gneros ; a Augusto
F. de Oveira d C.
Cardiff-48 dias, patacho norueguense
Nordsgemen, de 132 toneladas, capitSo
J. Ogen, equipagem 6, carga carvo de
pedra; a Wilson Sona & C.
Rio de Janeiro7 dias vapor inglez Wi
king, de 215 toneladas, eommandante
Wardroper, equipagem 36, carga appa-
relhos telegraphicos.
Rio Grande do Norte35 dias, escuna na-
cional Marieta, de 162 toneladas, capi-
tSo Jos Pirangy, equipagem 6, carga
Bal; a Antonio de Oveira Maia.
.Novio sahido no mesmo dia
GuanBrigue allemSo Luise Meyer, capi-
tSo Job Peak, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Giqui de Fernando hoje
Petropolis de Hamburgo hoje
Pirapama do norte hoje
Sculptor de Liverpool hoje
Baha do norte a 23
Jacuhype do sul a 25
Orenoque do sul a 25
Espirito Santo do sul a 26
Theredna de New-York a 28
La Plata do sul a 29
Setembro
Advance de New-Port News a 6
ViUe de Rio de Ja-
neiro da Europa a 7
Pi d'Alho e Iguarass, e 4 demisso do promotor
publico desta ultima comarca, abstenk-me de
fazer apreciares, porque j dei as razes justifi-
cativas desses actos, alias suficientemente discu-
tidos na imprensa, e por ora nao julgo necessaro
voltar esse assumpto.
Opportunamente, so houver mistar, e no lugar
apropriado, tratarei de ambos os factos.
Creio ter opposto contestaco bastante ao alle-
gado e nao provado pelo Sr. Dr. Silvino ; a pre-
sumo ter mostrado que sotes, durante e depois do
pleito, proced com honestidade a cavalheirismo.
Eu poderia, agora, entrar no capitulo das reta-
liares, e inquerir se o mea competidor proeedeu
de igual modo; e tal proposito poderia pablicar
duas cartas q je possuo, ama datada de Iguarass,
outra de Pao d'Alho, a ambas pando em relevo
a presso, exeroida por amigos da Sr. Dr. Silvino
Cavalcante, sobre cleitores. Nao o farei, porm,
seno coagido, mesmo porque me repugnam as
retaliaces.
Faco ponto, portanto, aqui, rospondendo a inter-
rogaco final do Sr. Dr. Silvino Cavalcante, que,
no parlamento, mostrare: a improcedencia da in
compatibilidade que, como recurso extremo, in-
ventaram o meu competidor e seus denodados
amiges.
Recife, 20 de Agosto de 18S6.
FeLIP DE FlGUKlBA FiKlli
PIJBIMCOES A PEDIDO
Rio Grande do Norte
O capitSo aloo Severlauo Ma-
ciel da Cosa e o seu detractor
i'roano Joaquim de Loyola
Barata
No Diario de 17 vem publicado um ar-
tigo assigaado por Epaminondas, que, alm
de ser um acervo de calumnias rovoltan-
tes, encerra a maior infamia que temos
visto ser atirada por un Go.vroche da lama
sobre a repntajSo de um homem de bem,
como o sftj ser o Ezm. Sr. General Moraes
Reg, que, em 44 annoa de servijos pres-
tados a seu paiz, n'uraa carreira difficil e
ac dentada, como a das armas, tem 3a-
Dido conquistar a estima e o rsspeito do
exsrcito e da todos os homen3 digaos, pela
nobreza de seus seatimentoo e honestidade
de seu carcter.
Essa infamia, s propria do quem des-
prendeu-se de todos os sentimientos do
que se orgulha a dignidade humana, e cora
que Epaminondas pretendeu insinuar
ainda q 10 por alluso, e s encorajado
pela cobar le e cyuica ousadu que o ano-
ny Moraes R^go podesse coraraetter qualquer
acto, impulsionado pelo alcoolismo essa
infamia est na altura do carcter do mi-
sero miacarado quo a rscr.iveu, e s por
si atWta o evidencia a villez* de seu ani-
mo, dispensando portanto qualquer refu-
tac&o !...
Ella nSo atiingio prohbale, inveja-
ve.l roputacSo do digno general, cujo crime
nico oieuxotar com a pinta di sua bota
a meia duzia de canalhas, que pret-sndem
impor se a tudo o a toJos na malf-dada
provincia do Rio-Grande d Nirte.
O Exra. Sr. G moral Moraes Reg, que
s na teve admiradores no mundo offi ial
do Natal, o que nos traz a conviccSo de
que alli nao ha rejommendac2o po.sivel,
desde que se nao frequente as sovacad-as
de rabeoa e realejo ; estamos certo, nao
se magoar com esses insultos, pois acre-
ditamos, que S. Ere, n5o se tomara com
um rooleque que, ao sahir da taverna be-
bado e irresponsavel, lhe dirigase urna of-
fensa, como Epaminondas o fez.
Estamos certo, repetim>3, que diante de
tamanha affronta, S. Ere. tirar lhe-hia de-
licadamente o chapeo e Iba dara urna sa-
tisfago pelo insulto recebido I
Assim fazem os homens de educajSo.
Felizmente para S. Ex;, e para nos que
o defendemos, nao se chega no Brazil
importante posicSo de general, senao
custa de muito patriotismo a servijos, a por
actos repetidos d* abenegajao da propria
vida, com sacrificios os mais ingentes ;
ningnem que nos conste, j foi guindado
pelas orelhas a nem por mera espoletagem,
tao alta posicSo !
O Erm. Sr. General Moraes R3go
vantajosamente conhecido em mais da ma-
tada das provincias do Brazil, onde tem
desempanhado cargos importantes na admi-
n8tracSo uiilitar, recommendando-se sem-
pre por actos de criterio a honradez, do
qua sao absolutamente incapazes os tartu-
fos que se congregaram no Rio-Grande do
Norte com o fiui de desprestigial-o, para o
que nSo teempoupado o ridiculo, acalum-
nia, o insulto a a infamia !
S. Ere. goza dos melbores crditos no
conceito de S. M. o Imperador, que o co-
nhece bem de perto, a no dos homens im-
portantes deste paiz, que o distinguem
pelo seu carcter e illustrajao I
S. Ere. est mnito cima daquelles ga-
rtos, alguns dos quaes j se assentaram
nos bancos dos reos por crime de estelio-
nato ; autros ainda estao sob a accSo da
lei criminal ,por igual procedimiento, e ou-
tros querem receber subveny^es indevidas
por clausulas nSo cumpridas dos seus lesi-
vos contractos da illuminaclo daquella in-
feliz captial, ha muito acostnmada a essas
miserias.
Quem lea o relatorio do Ministerio do
Imperio, transcripto neste Diario, devia
ter pasmado do motivo porque 0 governo
geral mandn suspender as celebrrimas
bancas de eramos preparatorios, alli eris-
tantes.
O Erm. Director da Faculdade de Di-
reito destr provincia representou ao mes-
mo govetno sobra o modo escandaloso e de-
ponente porque se vendiam as approva-
c3es a individuos quasi analphaDetos de
todas as provincias do norte que para
aquella affluiam as centenas e no fim da
poucos dias regressavam com os certifica-
dos de onze exames de linguas a sciencias,
tendo, porm, da menos na algibeira alguns
centos de mil ris 1
Ai approvaySes se justavam previa-
mente e yariavam de preso conforme o
grao, e segundo a vaidade do examinando!
O murmurio publico era geral, menos
examinadores e examinando, que achavam
a cousa perfeitamente legal 1
Triste exemplo de celebridade...
Se assim nos erpressamos, porque sa-
bemos de fonte limpa a insuspeita, que
Be rediga para a imprensa desta capi-
tal artigos qua sSo esorptos palo juiz
dancia, FuSo Quevedo (vulgo Thmgo cor-
rupio), especie do nosso Budiao de escama.
A' proporcao que eram escripias as Ter-
rinas contra o Ezm. Sr. General Moraes
Reg, reliam-nas a pedido de Quevedo,
que commentava-as, appludia e encaiza-
va o seu apaate que as vezes era aprovei-
taao I
Esse facto foi-nos referido por pessoa
criteriosa, a que ficou indignada com sem-
blante proced ment t
Quem conhece o Ezm. Sr. general Mo-
raes Reg, sabe que elle nao iria morar com
o capitao Maciel; v logo que isso nSo passa
de urna intriga baiza como quem escreveu,
pois nos sabemos que, quando S. Ezc.
chegou a esta provinciaa, em viagem para
o Rio-Grande do Norte, demorando-sa
aqui alguns dias, nao quiz aceitar o offe-
rocimento do seu amigo e collega Marques
de S, que teve a delicadeza de noand .1-0
buscar a bordo, por seu ajudante de ordena
para hospedal-e, o que alen de tudo seria
faoilirao, pois ambos sao solteiros. O
Ezm. Sr. Moraes R-;go agradaceu a ama-
bilidade de seu collega, e foi hospedar-se
em seu hotel.
Quem procede assim, nito vai morar
com um sea subordiaado, que est sua
disposiclo, afira de responder por aecusa-
c5o8 que lhe fizeram. Seria o juiz coha-
bitando com o reo.
M. F.
Peco aos amigos e correligionarios da freguezia
do Recife, que no Io escrutinio da eleico muuici-
pal, honraram-me com os seus votos, que desear-
reguem toda votaco em nosso prestimoso amigo 0
Sr. tenente coronel Corbiniano de Aquino Fonse-
ca, por ser o cand idato designado pelo partido
para esta freguezia.
Recife, 18 de Agosto de 186.
Alexandre Americo de Caldas Padilha.
Rio Grande do Aorte
Leudo o .. iario de Peranmbuco de 23
do corrente, deparei com um artigete,
aasignado um desitteressado, respondendo
outro do mesmo Diario de 4 tambem do
corrente com re co a re jonstruccjlo da
casa de instruccao desta villa, e onde seu
autor contesta o facto, e me atira doestos,
que sao digaos de si.
Nao sou o autor do artigo de 4 do cor-
rente, como quer o Sr. desinteressado Co-
coricii mas devo dizer que tudo nelle es-
crpto a expreasao da verJade, e appel-
lo para os horneas t bem desta villa,
para.aquelles, que sSo dotados do senti-
meritu da honra, e da dignidade, estes por
certo conhecem a verdade, a sabem, do
quanto capaz a maledecenca e calum-
nia.
Prestei do boa vontade meu auxilio a
reconstruyelo da casa de instruccao desta
villa, e nao o fiz se nao a pedido do Rvdm.
vigario Manoel Fernando Lustosa Lima.
Nao possuo o amor proprio do Cocorio
para ir as columnas de um jornal concei-
tuado teeer elogios a mim proprio, deizo
este modo de proceder ao cunhado desinte-
ressado.
O grave epitheto de detrator das repu-
tasSes alheias s cabe n'aquello, quo na
perta do buhar desti villa dizia horrores
da senhora com quora casou-se, e se eu
quizesse retaliar contara as historias da
letra do joalheiro, do livro de finado Bjrao
de Mipib, a do dinheiro do tio Zuza, da
compra da bircaca, da prima prostituida,
e outras qus todos desta trra sabem.
Lavante Sr. cunhado desinteressado a
capa nojeota do anonymo, assigae sea
respeitavel no me, e pode voltar a carga,
certo de que lhe darei resposta, mas as-
signando ium desinteressado niln ltre res-
pondo, pode levantar a viseira, e vonha
provar o contrario do que disse.
A- verdade emo o azeite sempre fiea
na flor d'agua.-
Villa-da Macafiyba, 31 de Julho do 1886.
Antonio Olyntho Barbalho.
Va com o fiscal
Sobreestepigraphe tem sido publicada na Re-
vista Diaria, urna noticia da Torre, chamando a
minha attencao, sobre os mattos e animaes, que
existe naquelle lugar, com relaco aos mattos ;
tenho a dizer, que sempre ando alli e vejo peque-
nos arbustos pelas estradas, os quaes nao encom-
modam o transito publico, verdade, que, exiatem
grandes capoeiras ; porm sao nos sitios particu-
lares, o que nada tem que ver a municipalidad;, Q
sim os proprietarios, ao contrario, a verba desti-
nada para a limpeza sera esgotada para limpar
os mattos da Torre.
A respeito de animaes, tambem nao tenho en-
contrado, vagando pelas ras, real que na pro-
priedade perteocente ao Sr. major Joo Carneiro
existe creaco de gado ; porm eu nao posso im-
pedir, que dentro de sea terreno criem, se algum
particular for offendids, por qualquer animal, tem
o direito de prndelo e remetter ao deposito, afim
de ser imposta a multa de que trata as posturas
municipaes, e mesmo se for encontradas as ras
vagando estao sujeitos a apprehcnso, j tomei
as necessarias providencias a tal respeito.
Parecome que o noticiarista tem muito medo
dos mattos e bichos, e s devia habitar em gran-
des cidades.
S sendo algum pinto que tem medo das rapozas
da Torre.
Magdalena, 20 de Agosto de 1886.
Wenceslao de Carvalho Paes de Andrade,
Rio Grande do Norte e o celebre
D<*. Lili
De volta do Cear-mirim, onde foi tratar de ve-
Ihos negocios commerciaes, acha-se entre nos o
Dr. H. T : consta que encontrou os homens dura-
eos, particularmeute o Dr. Lili, celebre na velha
ehicana; acreditamos, porm, que nao se safar
tambem na presente campanha, como safou-se na
de Graf. & que pagou 22:700^000 com um ca-
vado magro!!
Este campe&o possue urna excelleote proprieda-
de rural, porm, como tem sempre encontrado
quem lhe foroeca diahero a larga para todas as
suas uecessidades mundanas, a conserva quasi de
fogo morto, entretanto recebe farnecimento para
ella como se estivesse em pleno movimento agrco-
la, e o cobre?I Gemo at pela ra Palha, casa
das cnmbadnbas : nada disso me admira e sim
dos [parvos que^acreditando na rouca|prosa do Lili,
lhe vo encuendo as algibeiras e elle muito cheio
de si exclama:
Beatus quem possue et beatissimus quem est
de posse! Entretaoto hroe, como acessado ba-
tel a linda plamajrem e foi pousar na Macahyba
para.... ehicana no caso, e apregoa-se de j valen-
to; tenha e velho tonro Lili paciencia, conven-
ca-se que j dea o sea cacho e que desta vez che-
gar ao mouro, pois o vaqueiro nao de graca,
e diga ao povo em alto e bom som o hroe da Ja-
can dest* vez tambem : Deas cousente, nao para
sempre.
Alerta, compradores de assucar, que cincoenta
eontos de ris nao marisco! I
Natal.
N. 6. Em casos de tsica no primeiro e
segundo grao o poder curativo da EmulsSo
d Scott sarprehendente.
As s.uas propriedades sanativas e fortifi-
cantes e as suas virtudes balsmicas e cal-
mantes fazem-se sentir immediatamente ao
municipal Dr Augusto Leopoldo, na pre- cantes iazem-8e H.ur immeui
sencado continufda secretaria a. presi-1 P^Piar tonr remedl0-
iCHH


Diario de PernambncoSabbado 21 de Agosto de 1886
i
Manifestado acadmica
Devendo ter lugar hoje (21 de Agosto) is 7 ho-
ras da noite, no Gabinete Portuguei de Leitura,
a manifestaco promovida por urna piulan ge de
moyos, para soleinnisar o anniversario do Ilustre
proeosor de direito Dr. Josi Joaquim Seabra, a
commisso encarregada dos respectivos festejos,
dirige se em geral a todos os amigos d'aquelle
doutor, couvidand os a eomparecerem no lugar e
hora determinados.
Recife. 21 de Agosto de 1886.
Dr. rlhor Imbassahy
(Diario de Noticias)
Sabemos que o nosso presado amigo Sr. Dr.
Artbur Imbassahy, distincto medico oculista actual-
mente em Pernambuco, tem praticado alli, com
muita felicidade diversas e importantes operacoes
de olhos.
O i osso talentoso amigo trabalha com o Sr. Dr.
Ferrara, d stineto e afamado medico e oculista
d'aquella provincia, e tal coafianca mereceu deste
que, nao raras veres, ficam os numerosos d .entes
que diariamente se reunem no consultorio do Sr.
Dr. Ferreira, a cargo exclusivamente do nosso
particular amigo.
As operacoes praticadas por este, sao ajudadas
pelo Sr. Dr. Ferreira e vic-versa.
Foigando iuimensam nte com ajpublicidade de*
ta noticia, enviamos d'aqui um abraco ao nosso
pregado amigo Sr. Dr. Arthur Iiubassahy.
O Vinho de Extrato de Figado de Bscalho, de
Cbevicr, n > qual en acham todos os elementos effi-
cazes do oleo de figado de bacaiho. possueaomes-
mo t mpo as propnedades therapeuticas.excelleu-
tes dus preparados slcoolicos. Com o alcool, sus
tentaopder vital, excita-o e fornece materiaes
de primeira escolba i, reconstituico orgnica; em
urna palavra refaz a trama animal e animao-. O
seu uso poja indcalo as innmeras crcums-
tancias pathJogicas que resultam do empobreci-
mento do sangue.
Recommendamcl-o especialmente aos nossos lei-
tores.
(Reve Medcale).
Pinbciro & C, declara que vendo o anouncio no
Diario de Pernambuco, sobre a rubricaAo com-
inercia e ao publicodeclara que vendeu, vende e
vender cigarros seus, e que nada tem o annun-
eiante. pois se o mesnn tiver vales seus, receba-os,
mas euiquanto aos de Pinheiro c C, sou o nico
recebedor, vendedor e procurador da dita firma, o
qual de.-de j protesta contra o mesmo anuunciau-
te contra qualquer aeco que taca contra a firma
Pinheiro i C, o qual a firma cima nada duve
u-m tem com o auuunciante.
Recife, 20 de Agosto de 188G.
Pinheiro & C.
O abaixo assignado agradece cordeal-
mente aos Srs. eleitores que o honraram
com seus votos na eleicSo do 1 de Julho,
e pede -Ibes que na de 23 do corrente fa-
cam convergir os seus votos para os can-
didatos da chapa do partido conservador,
urna vez que renuncia a sua candidatura
no 2o escrutinio.
Recife, 18 de Agosto de 1886.
Joaguim Jos de Abren.
la neo Auxiliar Mercantil
Reun o-se hontea na Associ^cao Commercial
Bjnefieente cerca de 250 Srs. negociantes e par-
ticulares, hGih de se tratar da fundaco do Banco
Auxiliar Mercantil, de iniciativa do Illm. Sr.
Francisco Augusto Pacheco.
Convidado pelo mesmo Sr. Pacheco o Illm. Sr. Dr.
Thomiz (iarcez Prannos Montenegro, digno juiz
co commcrcio, para presidir a reuniv>, recusouse,
apreseutando par isto motiuoe justos, sendo eutao
acclamado o Illm. Sr. Jos Adulpho de Oliveira
Lima, que, asaumindo o lugar, convidou para se
cretarios os Illms. Srs. coinraendador Joaquim Lo-
pes Machado e Antonio Ferreira Baltar Sobrinho.
Tsandj da palavra o Lira. Sr. Pacheco, deu
conta de seu trabalho, explicou cun vantagem o
seu plano e apresentou ja subscriptos 400 cuntes,
faltando algumas listas calculadas em cem, de
modo a se de ver contar com quiahentos.
Pedindo a palavra o Illm. Sr. eommcndador
Francisco Ribeiro Pinto Guimares e fazendo bem
patente a diffi.-ul la ie, senao impossibilidade, de
se levantar dous bancos ao mesmo tempo, por-
quanto trata va se ,de fundar o Banco do Recite, e
depois de terem orado sobre o assumpto os Illms.
Srs. Joo Jos Rodrigues Mendes, Jos Hara de
Andr tde e Olinto Bastos, membros da commisso
orginisadora deste Banc, tendo tambem fallado
s I has Srs. Dr. Manori Gomes de Mattos. Jos
Faustino Porto e Joao Rumen, e apreseutando os
membros da commisso do Banco do Recife suas
listas de subscriptores ni. totalidade de cerca de
250 eolitos, foi unnimemente deliberado que se
lzesse convergir as forcee, creando-se um s Ban-
ca, SDb a d- nomiuaeao do Banco Mercantil do Re-
cit.
Passin-sc a nomear urna commisso composta
dos membros da do Banco do Recife e mais dos
segnintes senhores :
Antonio Feruandes Ribeiro.
Wiiliam Robelliard.
Cramer, F/ey & C.
Commcodador Albino Jos da Silva.
Fernaodes & Irino.
Paiva Valeute & C.
Peieira Carneiro & C.
Commendador Francisco Ribeiro Puto Guimares.
Theodoro Christansen.
Cuutodio Francisco Martina.
Jos Paulo Botelho.
Liureiro Maia & C.
Paulo Jos Alves.
Jos Augusto Alvares de Carvalh).
"Tanoel Joaquim Ribeiio.
Tavares de Mello, Genro & C.
Thomaz Conoly.
Caldoso & Irmo.
Dr. Manoel Gomes de Mattos.
Joaquim da Silva Carvalho.
para tratar de angatiar o resto
para o completo do capital d
plano do Sr. Pacheco, que declarou continuar u
prestar o seu valioso contingente moral e mate-
rial para que o commcrcio de Pernambuco nao se
demorarse a ter um Banco seu, nao fazendo ques-
to de nomes, pois que o seu desejo era ver a iaa
traducida em um facto. #*&!%>
A's 3 horas ds tsrde dissolveu-se a reunio.
Programma da reata da C9lorloa
Sennora Sant'Aooa na Igreja de
ftaaia Crac.
Sabbado, 21 do corrente, ao meio dia fendero
aos ares algumas gyrandolas de foguetes fnzen.
do-se ouvira excellente banda de msica do corpo
de polica.
Domingo, 22, ao rsmper d'alva urna salva de 21
tiros e algumas gyrandolas de foguetes annun-
caro aos devotos da Gloriosa Man'Asina que
chegado o da de sua festividade. A's 11 horas
da manh depois que a referida msica tiver
execntado tres lindas pecas de seu variado reper-
torio, entrar a festa com a mxima pompa e bri-
Ihantismo sendo precedida de tercias com assis-
teneia de SS. EExc. os Srs. Dr. vice-presidente e
brigadeiro commandante das armas e oais pes-
soas gradas.
A orchestra est confiada regencia do nosso
prcttimono irmo defimdor o hbil professor Lydio
de Onveira que far executar a missa denomi-
nada Saiii'Auna do maestro Conti, e a ou-
vertura da opera Vespera Ceciliana, oceupando a
tribuna sagrada ao Evangelh o eloquentu pre-
gadur Fr. Pedro da Punficaco Paes e Paiva que
em arroubos da verdadeiru eloquencia pa te otear
as virtudes da Gloriosa Seohora Sant'Anna.
mu da mi do Divino Redcmptor.
gC.redo do maestro Joaquim Casemiro Jnior.
Fiudo o mesmo subir ao ar urna s*lva de 21
tiros Lcoinpanhada de diversas gyrandolas de fo
guetes.
Das 5 horas da tarde em diante estar aberto
o magestoso templo expoeico dos fiis, o qual
acha-se modestamente ornado com gosto e per-
feicao pelos nossos haoes irmos Jos Castor de
Araujo c Souza e Antonio Joaquim de Sant'Anua,
que nenhum eoforco peuparam, tocando nessa oc
casio a msica j referida e soltando-se um
lindo balo.
A's 7 horas da noite oceupar a tribuna sagrada
o nosso preatimi60 irmo Revm.* vigario commen-
dador padre Manoel Moreira da Gama que por
sua vez mostrar quanto vale a proteceo da Se-
nhora Sant'Anna a todos aquelles qae a recorrem
com f, em seguida entrar o Te-Deum a grande I
orchestra denominado Espirito-Santo do maestro J
Colas.
A meza regedora desta irmandade agradece
cordialmeote a todos os irmos e devotos que
diguaram se conecorrer para o brilhantismo desta
festvidade e bem assim pede a todos os morado-
res residentes no pateo e ra de Santa Cruz que
illuminem as fachadas de suas casas nos dias 21
e 22 afim ae maior realce ter esta festvidade.
Convido a todos os nossos irmos para assisti-
rem esta festvidade.
Consistorio da Irmandade da Gloriosa Sant'Anna
da Igreja de Santa Cruz, 19 de Agosto de 1886.
O secretario interino, Antonio Raphael Alves da
Costa.
Certifico que affixei na porta da Cmara Muni-
cipal desta cidade, hoje, o edital convidando os
pretendentes acs oficios de justica vaeos por 1 al-
l6cimento do respective serventuario, major Cus-
todio Floro da Silva Fragoso.
O referido verdade, dou f. Palmares, 16 de
Agosto de 1886. O porteiro dos auditorios, Joa-
quim Manoel de Farias.
E nada mais se continba da dita certido cima
copiada do proprio original a que me reporto :
dou f.
Escrevo e assigno. Eu, Manoel Fsrnandes Ca-
ute, escrivo interino, que o escrevi.
DECLARARES
Banco auxiliador mer
cantil
Acha-se desde j aberta a subscripeo para a
fundaco deste banco : listas em poder do seu
iniciador Francisco Augusto Pacheco, raa do
Vigario n. i, primeiro andar.
Companhia de edifica-
pao
Communics-se aos sanhores accionistas, qne
por deliberaco da directora foi resolvido o reco
lhimento da quarta prestaco, na raao de 10 0/0
do valor nominal das respectivas accoe, o qual
dever realisar-se at 5 de Setembro prximo fu-
turo, no escriptorio da companha, Praca da
Concordia. Recif 9 de Agoste de 1886.
Gustavo Antunes,
Director secretario.
Lisboa e Porto
E' esperado nestes das o patacho nacional
Osear e segu com brevidade para os portes ci-
ma, por ter quasi toda a carga engajada ; para o
resto que falta, trata-se na ra do Marques de
Oinda n. 4.
MARTIMOS
Club Internacional de
Regatas
De ordem do Sr. presidente deste club, convido
os senhores associados a se reunirem em assembla
geral no dia 22 do corrente, s 11 horas do dia,
na sede do mesmo club, afim de tratarse de as-
sumpto de interesse.
Recite, 17 de Agosto de 1886.
Pompeo G Casanova,
2- secretario.
SOCIEDADE
Recreativa Juvcntude
Assembla geral ordinaria
Sao convidados os socios effectivos, distinctos,
honorarios e benemritos a eomparecerem na sede
social, domingo 22 do corrente, s 4 horas da tar-
de, para assistirem a leitura do relatorio da pre-
sidencia e elegereci aquella que tem de gerir os
interesses sociaes no exercicio futuro.
Recife, 19 de Agosto de 1886.
O Io secretario,
Joo Alfarra.
liflt fle Hipido Espirito
COHPANHIA
PEBX1MBIJCANA
DE
^aTegaro C osteira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mostor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor S. Francisco
OM9MfJ SJUVpuVWlUOQ
Segu no dia 21 de
Agosto, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 20.
Encommendas passagens e dinheiros afrete at
s 3 horas da taide do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambucaia
n. 12
LEILOE
Terca-feira (24) o leilo da armacSoTcn-
dieiros a gas e movis, no armasem da ra do
Bom Jess n. 26, botica do Recife.
Quiata-feira (26) o de movis, qoadros,
lustres, rapetes e tbjectos de electro-pate, em
urna chcara na estrada dos Aflictos.
Leilo
Nao se tendo reunido numero legal de irmos,
para sesso da mesa geral; novamente os con-
vido por ordem do conselho fiscal a eomparecerem
em nosso consistorio no domingo 22 do corrente
s 11 horas da manh, afim de proceder-se a
eleieo^ para vagas de mesa regedora.
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Santo, 19 de Agosto de 1886.
Santos Porto,
_____________ Secretario do conselho.
Instituto AnWico e
dos subscriptores
I:00> segundo o
Partido conservador
i'Mcioo de vereadores
Os abaixo assignados, constituidos em
commisso incumbida de dirigir o processo
eieitoral no dia 23 do coi rente, pedem ao
eleitorado conservador do municipio, todo
o seu esforjo e concurso em favor da cha-
pa do partido, coroposta dos cidadSos se-
guintes :
Proprietario Agostinbo Bezerra da Silva
Cav aleante.
Dr. Cosme de S Percira.
Proprietario Demetrio de Gusraao Coelho.
Commerciante Gabriel Ildefonso das Ne-
ves Cardoso
Commerciante Henrique Bernardes de
Oliveira Filho.
Mujer Joao Francisco Antunes.
Commerciante Joao Jos de Amorim.
Desembargador Manoel Clementino Car-
neiro da Cunha.
Recife, 19 de Agosto de 188(3.
Dr. Joaquim Correia de Araujo.
Miguel Jos de A. Pernambuco.
Olympio Marques.
EIeo Municipal
(Carta circular;
Illm. Sr.Honrando-me V. S. com urna prova
de confianca, na concesso do voto, que habilitou-
me a concorrer, em 2o escrutinio, na eleico mu-
nicipal ; 8nto desvanec ment em agradecer e solici-
tar o concurso de V. S. para minha candidatura
m lugar de vorcador.
E' essa minha aspiraco legitima, c verdudeira-
inente ajustada no seno desejo de prestar, pela
primeira vez, servicos causa publica de minha
provincia.
A' ella nao indiferente V. S., principalmente
quando sao consultados os interesses do municipio,
reclamando autonomU e verdadera indepen-
dencia.
Ease ser o meu modo de ag'r, se conseguir
triumpho minha candidatura, que recommendo
ao patriotismo do independente eleitorado do mu-
nicipio do Recife, e ao apoio de V. .-'.
Assim 8ubscrevo-me com particular estima e
consideraco. De V. S., amigo, criado e respeita-
dor.Dr. Joao Clodoaldo Monteiro Lopes.
Recife, 20 de Agosto de 1886.
Por acaso experlmenlaes o* e-
guiuteM NjrmplomM 1
48
Tendea tosse violenta ? Sents dores nos pul -
uioes ? Expectoris phiegma ou mucosidadesf Vos
iucommodam e debilitam suores nocturnosf Ten-
des a garganta infl.ramada? Ests roueo? Sents
oppresso no peto f Se por acaso, ou dado o caso
que adoecais de todas ou de qualquer una das en
fermidades mencionadas, achar-vtta-heis na urgen-
tissima necessidade de empregar um remedio effi
caz e seguro tal qual seja o peitoral de Anacaha-
ta. No 'deixeis pasear urna hora sera que facais
urna prompta applica^o deste iuapretiavel e pro-
digioso remedio. Os males e soffrimentos, para lo-
go sero allviados, e por fia acabar restabele-
cendo completamente vossa sai le e com ella vossa
alegra e prazeres.
Sua historia urna serie continuada de prodi-
giosas curas e de triumphjs sem fim. ncontral-o-
heis venda tm todas as principaes boticas da ci-
dade e do campo.
Cono ghahtla contra as falsificacoes, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman & Kemp venham
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinbo que serve de envoltorio 4 cada garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lujas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 9.
Quinta-fcira 20 do corrente, hora do costume,
haver eesso ordinaria.
Secretaria do Instituto, IS de Agosto de 1886.
Baptista Regueira,
______________________________1* secretario.
JUelpomcne Oliadense
De ordem ao Exm. Sr. presidente convido a to-
dos os Srs. socios para em assembla geral, no dia
22 do corrente, s 10 e 1/2 horas da manh, na
sede social, assistirem a prtvtaclo de contas do
espectculo de 7 do corrente e deliberar sobre a
f"8ta do 8o anniversario que se deve realizar no
prximo mez de Setembro. Olinda, 20 de Agosto
de 1886Secretario, Juvino E. da Cunha.
O Xarope de Vida de Bealer. X. S
poderoso estimulante e regulador do figado. Seus
effeitos sobre o sangue e os humoies sao realmen-
te assombroso8, e muito mais immediatos e perma-
nentes do que os de qualquer outio purificador at
hoje descoberto, possuiodo a grande vantagem de
que, quando pela sua forca depurativa e desinfi-
cionante acaba do operar no syatema a desaggre-
gaco dos venen >s da escrfula,dos herpes e ulce-
ras malignas, das accumulacoes cancerosas, bub-
nicas, immediatamente expelle o virus para tora do
corpo, purgando os intestinos.
Dr. Carlos Bettencourt
EaireltamentoN da uretbra curados
radicalmente pla electrolyse, sem dor. Todas as
operace., de pequea e alta cirurgia. Kua do
Mrquez de Olinda n. 34, das 10 as 3 horas da
tarde. Residencia, Passagem da Magdalena.
Juizo dos fcitos dafa-
zenda nacional
EncrlvAo Recio Barros
O Dr. Alvaro Barbalho Uchoa Cavaleante Jnior,
juiz substituto dos feitos da fazenda des'a pro-
vincia de fernambucj, etc.
Faco saber a todos que o presente virem, qne
no dia 27 do corrente mez, pelas 11 horas da ma-
nh, na sala das audiencias e peranto este juizo,
se vender em praca publica um boi manco e urna
carraca de caixo em bom estade, pela quantia de
11250Q ; cujos objectos se acbam depositados na
cocheira n 1 da ra de Santo Amaro, em poder
do Sr. Antonio Joaquim Moreira, e no dia cima
marcado se acharo porta das audiencias, sendo
tudo penhorado para pagamento de impostes de-
vidoB por Manoel Pacheco de Assumpco.
E par* constar, mandei passar o presente para
ser publico.
Recife, 17 de Agoste de 1886.
Eu, Jos Francisco do Reg Barros, escrivo,
o escrevi.
Alvaro B. Uchoa Cavaleante Jnior.
EDITAES
2. Secciio.Secretaria da Presidencia de Per-
nambuco em 19 de Agosto de 1886.-EditalPor
esta Secretaria se fiz publico, de conformidade
com o art. 157 do regule mente annexo ao decreto
n. 9,420 de 28 de Abril de 1885, o edital abaixo
transcripto, pondo em concurso com o prazo de
60 dias os officios de 1. tabellio do publico, ju-
dicial e notas, escrivo de orpbos, ausentes, ca-
pellas e residuos, civel, crime e commercio do
termo de Palmares.
Servindo de secretario,
Emiliano Ernesto do Mello Tamborim.
EDITAL
O Dr. Francisco Pothier Rodrigues Lima, juiz
muuicipal do termo de Palmares, comarca do
mesmo nome, por Sua Magestade Imperial, a
Juem Deus guarde, etc.
az saber aos que o presente edital virem e
d'elle noticia tiverem e a quem ioteressar possa
que aehando-se o eartorio de 1. tabellao do pu-
blico, judicial e notas, escrive de orphos, au-
sentes, capellab e residuos, civel, crime e com-
mercio deste termo, creado em virtude do decreto
de 30 ae Janeiro de 1834, vago por fallecimento
do respectivo serventuario, major C istodio Floro
da Silva Fragoso, convida os pretendentes aos
respectivos officios a apresentarem seus requeri-
mentos d nitro do prazo de 60 dias, a cont .r da
data do presente edital, como dispoe o srt. 11 do
decreto n. 817 de 30 de Agosto de 1851 e art. 7.
do decreto n. 9344 de 16 de Dezembro de 1884.
Outrosim, laz mais saber tambem aos preten-
dentes que seus requerimentus devem vir instrui-
dos com exame de suficiencia, de conf rmidade
com o disporto no decate n. 8,276 de 15 de Outu-
bro de 1881, e mais formalidades exigidas no art.
14 do citado decreto n. 817 de 3u de Agoste de
1851.
E para que chegue ao conheciinento de todos
mandei passar o presente, que ser affixado no
lugar mais publico e do costume e d'elle se extra-
hir copia para ser remettida ao Exm. 8r. presi-
dente da provincia para o fim indicado no art. 157
do decreto n. 9,420 de 28 de Abril de 1885, com
declaraco do da da affixaco e publicaco do
presente edital, o que ser cerificado pelo portei-
ro dos auditorios, como deteimma o art. 153 do
citado decreto de 28 de Abril de 1885.
Dado o passado nesta cidade de Palmares, aos
16 das do mez de Agosto de 1886.
Eu, Maneel Fernandes-Calute, escrivo interi-
no, o escrevi. Francisco Pothier Rodrigues
Lima.
E nada ma;s se continha em dito edital cima
copiado do proprio original, ao qual me reporto e
dou f.
Escrevo assigno. Eu, Manoel Fernandes Ca-
lute, escrivo interino, o escrevi.
Certifico miis que pelo porteiro dos auditorios
me foi entregue a certido da affixaco do edital
retro, a qual do theor seguinte :
Joaqaim Manoel de Farias, porteiro dos audito-
rios de Palmares, em virtude da le, etc.
Estrada de ferro do
Recife Caruar
De ordem do Illm. Sr. ditector, faco publico que
durante alguns dias, em quanto nao estiver res-
tablecido o perteito estado de conservacao da
linha, chegaro os trens s estacoes de Morenos,
Tapera, Victoria e Pombos com atraso facultativo
de 5 at 15 minutos sobre o horario respectivo.
Recife, 20 de Agosto de 1886.
O secretario,
Manoel Jnveneia de Saboia.
Thcsouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
co, faco publico que no dia 21 destu mez ficam
suspensos os pagamentos da liquidaco do exerci-
cio de 1885-1886, para serem reabertos no mez
de setembro prximo vindouro ; e do dia 23 do
corrento at o dia 25, pagam-se as repartieres
comprehendidas as classes de 1- e 2- dias da
tabella, relativamente a mez de julho do corren-
te exercicio de 1886-87
ragadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 20 de Agosto de 1886.
O escrivo da despeja,
Silvino A. Rodrigues.
f ominando das Armas
O Sr. alferes honorario do exerciro, Joo Evan-
gelista de Souza, convidad j a comparecer no
quartel general, para objecto que Ihe dixrespeito.
Secretaria do (."ominando das Armas de Per-
nambuco, 20 de Agosto de 1886.
Francisco C. Pessoa de Lacerda,
* Coronel secretario.
O. 11. J.
Hade Recreativa Mi
Soire bimensal em 29 do corrente mez
Scientifica-se a todos os socios e convidados
que a soire principiar as 7 horas. Os ingresaos
acbam-se em poder do Sr. thesoureiro e os convi-
tes no do Sr. presidente. Pede-se toda a simpli-
cidad? nos toilettes e previne-se que nao sao ad-
missiveis aggregados.
Recife, 18 de Agosto de 1886.
O I- secretario,
Joo Alfarra.
8OTALMAILSTEAI PACKET
COMPAY
0 paquete Tamar
E' esperadodaEuropanodia
24 ou 25 do corrente, seguin-
de depois da demora necessa
ria para
Baha, Rio de Janeiro, Monte-
video e lineaos Aj res
Este vapor traz simplesmente
passageiros e mala*, e immedia-
tamentc segar depois do desem-
barque dos mesmos.
Vapor La Plata
esperado
dosnl no dia 29 de
csrreute seguinJo
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Sonthampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com es
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
C-OHIMXIUE <*E0 HES8AVE
RES MARITIHjES
LINHA MENSAL
0 paquete Orenoque
Commandante Hortemard
E' esperado dos portes do
sul no dia 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e jLlsboa
Lembra-so aos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garen] 4 paseagens inteiras.
Porexcepco os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postees s se do at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o
AGENTE
De 50 barra com vinagre, caixas com prseuntos,
ditas com toucinho,
cerveja e muitoa outros objectos
Sabbado 21 do corrente
A's 11 horas
Por Iniervenno do agente
Alfredo Guimares
No armazem do Sr Annes.
/ Precisa-se de um caixeiro jij-a taverna, ae
12 A 14 annos : na ra do Princip; n. 1.
rrecisa. so de 800*000, pagan lo se juros de
um por cento ao mez para se pagar fcm tres annos,
dando-se urna quantia que descont no principal
todo o anco, dando-se urna casa livre e desemba-
racada, que rende 500*000 por anuo, por hypo-
tbeca : qs?m quizer fazer ease negocio dirija-aa
4 ra do Mrquez do Herval n. 28, Toja, que acha-
ra com quem tratar.
= Precisa se de urna ama para cosinhar ; a
tratar no sitio do Sr. Valenea, eataco da Ja-
queira.
xeio
Precisase de um caixeiro de 12 a 14 annos : a*
ra das Trincheiras n. 23.
Leilo
De um sitio e casa de pedra e cal, deno-
minado da Mangueira, no Porto da Ma-
deira, em Beberibe.
Agente Britto
O agente cima, a mandado do Illm. c Exm. Sr.
Dr. juiz de direito da provedoria, na sua presenca,
e a reqiierimento do inventariante dos bens de
Jos V. Godinho, levai a leilo o referido sitio
e casa, sendo o sitio bastante grande e arbori-
zado.
SABBADO, 21 DO CORENTE
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 16
Agente Burlamaqni
Leilo
DE BONS PREDIOS
Sabbado, 21 do corrente
A's lt horas
No armazem ra do Imperador n. 22
O agente cima, autorisado por um proprietario
que se retira d'esta provincia, vender em leilo
um sobrado ra do Hospicio n. 1, com bastantes
esmmodos, urna casa na mesma ra n. 66, confron-
te fabrica Apollo, e cinco casas terreas novas e
bem construidas sob os ns. 38, 38 A, 38 B, 38 C e
38 D, antiga ra do Alecrn), hoje Padre Nobrega,
freguezia de S. Jos.
Os Srs. pretendentes podero examinar ditas
casas, sendo que as chaves do sobrado se acham
em urna das lojas do referido predio.
Aluga-se
as casas : ra de Aguas Verdes n. 22, 2- andar
caiado e pintado de novo ; estrada de Luis do
Reg, casa pequea n. 16 B : a tratar na ra da
Aurora, carteno da fazenda n. 21.
Feitor
Precisa-se de um feitor para engenho, que seja
solteiro ou tenhi pouca familia : a tratar no es-
criptorio do Sr. Baro de Nasareth, ou no enge-
nho Camorinzinho em Agua Preta.
Caixeiro
Precisa-se de nm caixeiro de 15 a 16 annos de
idade : na ra Vidal de Negreiros n. 23.
Aviso ull
Urna pessoa com algumas babilitacoes e intel-
ligivel carcter de letra, propoe-Be mediante qual-
quer gratificaco, a ir escrever em qualquer es-
criptorio de advogacia, eartorio de tabellio, ou
mesmo eucarrega-se de qualquer trabalho parti-
cularmente, como seja : tirar copias de manas-
en p tos antigos e modernos, colleccional-os, tirar
copias de procuracoes, peticoe-, escripturas, con-
tratos, leis, avisos, reglamentos, etc riscar e en-
cher mappas por modelos que se lhe apresentar,
fazer traslados e ioscripcoes, etc., etc.: ra do
Jardim n. 48, a tratar das 1 s 10 da manh e
das 4 s 7 da noite.
Att$npio
Precisa-se fallar com os herdeiros ou parentes
do fallecido Jos Antonio Alves de Brito a nego-
cio de interesse dos mesmos, na ra do Bom Je-
ss n. 60.
Aviso
Leilo
De movis, lonea, vidros e es
pelhos
CONSTANDO
De urna mobilia de Jacaranda, 2 espelhos, 4 jar-
ros para fbres, 5 casticaes de vidro, 2 etagers, 1
mesa redonda de Jacaranda, cadeiras de amarello,
cabides, 1 guarda roupa, 1 cadeira para secreta-
ria, mesas de pinho, marquezoe3 e muitos outros
objectos de casa de familia.
Segunda-feira 23 do corrente
a'.S II HORAS
POR INTERVENQAO DO AGENTE
Alfredo Guimares
Km sua agencia ra do Rom
Jess n. 45
Na ra do Baro da Victoria n. 48 existe urna
carta para ser entregue ao Illm. Sr. capito Fran-
cisco Jos de Oliveira, cuja carta de seu sobri-
nho o Dr. Joo Coelho Goncalves Lisboa.
01 o para lamparillas
Em latas, contendo 24 garraf-is : vende se a
preco reduzid' s depsitos da fabrica Apoll.
Scmcntes de hortaliza
Completo sortimento ; vendem Martins Capito
& C, ra estreita do Rosario n. 1.
i
cenles de llores
das mais bonitas qualidades que se encontrara, no
estrangeiro, receberam Martins Capito & C, e
vendem por precos commodos em seu armazem
ra pstre.ta do Rosario n. 1.
Prevenpo
Leilo
y
(ocio em alrazo)
Nesta data se expedio ordem ao Sr. thesoureiro
para, na eesso ordinaria do primero domingo de
Setembro, apresentar a lista dos socios iocursos
no | 3." do art. 70 dos estatutos (atrazados em um
trimestre), afim de na mesma ficarcm suspensos.
Para a distribu?o de cartees de ingresso para
o coacerte em 7 de Setemiro, se cumprir o 1."
do art. 58 dos estatutos que diz :
Nao ter&o cartoesos socios que nao estverem
quites com a caixa do Club.
Secretaria do Club Carlos Gomes, em 16 de
Agosto de 1886.
P. Casanova,
2 secretario.
Angoste Lab He
9 RA DO COMMERCIO-9
Competila Bratilelra de Xave
Rf o a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Baha
Cammandante Silverio Antonio da Silva
E' esperado dos portes do
norte at e dia 22 de Agosto
e depois da demor
dispensavel, seguir para
os portes do sul, inclusive
o da Victoria.
Recebe tambem carga para Santos Pelotas
Rio Grande d > Sul, frete modic
Para carga, passgeas, encommendas valores e
trata-se na agencia
N. 11 RA DO COMMERCIO-N. 11
linted SUtes & Brasil MailS.S.C.
O vapor Advance
Espera-se de New-Port-
News, at o dia 6 de Se-
tembroo qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster 4 C.
N. 8 RUADO COMMERCIO N.-8.
1- andar
(oP4\Hlt PKB.fAMM-'C4JVA
DE
%'avegaco Coste!ra por Vapor
PORTOS DO SUL
Mam. Penedo e Aracaji
0 vapor Mandahu
Segu no dia 26 cU
Agosto, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 25.
Encommendas, passag<_ js dinheiro a frete at
as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Psmambucana
n. 12
Para o Cear e Maranho
Segu com brevidade para es portes cima a
barca portugueza Mara Carolina, paea o resto da
carga que lhe falta, trata-se com os consignata-
rios Jss da Silva Loyo & Filho.
De urna armeco envernisada e um balco de cen-
tro, servindo de base a offerta de 155000, can-
dieiro gaz carbnico, de 2 e 3 bicos, frascos,
potes, 1 grade de ferro, 3 vasos de vidro, tintu-
ras e xarope s, 1 gral de pedra, 1 tesoura para
cortar raizes, 1 caixa de ferro, cofre, tintas e
outros artigos e 1 taboleta cero letras donradas.
Terea felra, i do corrente
A'S U HORaS EM PONTO
No armazem da ra do Bom Jess n. 26
(EM CONTINUACAO)
Vender o mesmo agente 1 piano, 1 linda mobi-
lia de Jacaranda Luiz XV, 2 espelhos grandes
dourados, candieiros gaz, cadeiras avulsas, me-
sas, camas, 1 guarda-louca, marquezas, camas de
ferro para meninos, lustres gaz, arandelas p*ra
velas, 1 lindo sanctuario de Jacaranda e ama mo-
bilia de Jacaranda, antiga.
Previne-se a quem interessar possa, que a rea
comprehendida da egreja da Penh i ate o largo
das Cinco Pontas, entre as ras das Calcadas e
Vidal de Negreiros, terreno forera, pertencente
ae antgo vinculo Salvador Cundo Vidal, cuja
successora trata de habilitar-so para haver os
respectivos foros e bem assim dos terrenos entre
a igreja do Espirito San'o S. Francisco Rosa-
rio, como melbor explicar-se-ha na ra da Penha
n. 23, loja.
Pintura domestica
PHARMACIA
flermei de Sonssa Perelra ft C. Sur
ceaaoreN
Receben grande sortimento desta excellente
tinta de todas as cores e em latas de 1 a 5 libras,
que continuam a vender por commodo preco :
qualquer pessoa (criado cu menino) pinta com
perfeicao. Com esta tinta podem todos com pouco
dispendie conservar suas casas sempre limpas.
Ra do Mrquez de Olinda n. 27
Leilo
Do bons movis, lindos quadros, lastres a gaz,
csteiras c tapetes, forro de salas e quartos, ob
jectos de elcctro-plate e muitos outros artigos
de casa de familia.
QUINTA-FEIRA 26 DO CORRENTE
Agente Pinto
Na chcara da estrada dos Adictos n...
AVISOS DIVERSOS
Haj r Manoel Antonio Viegas
Os filhos dj major Manoel Antonio Viegas man-
dara celebrar missas por alma do mesmo finado, na
ordem terceira do Carino do Recife, no dia 24 do
carrente. s 8 horas da manh, 5* anniversario
de seu fallecimento, e para assistir a este seto de
caridade e religo, convidara aos parentes e ami-
gos^___________________________ ______
TRASPASSA-SE a hypotheca da casa do largo
do Paraso n. 15 ; a tratar na ra do Apollo
n. 34, 1 andar.
Aluga-se casas a 8000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Qoncallo : a tratar na ra da
Imperatrix n. 56.
Aluga-se quatro casas na ra Imperial ns.
102, 104, 132 e 136, caiadas e pintadas, com com-
modos para familia, e precos razoavel: a tratar no
Recife, caes do Apollo n. 45, ou na mesma ra
n. 130, at as 9 horas ou das 4 em diante.
Aluga-se o 2 andar do sobrado ra do
Fogo n. 18 : a tratar na roa Direita n. 31, ar-
mazem.
Vende-se a fariea de cerveja ra da
Sensalla n. 12 : a tratar na praca do Conde d'Eu
numero 11, Boa-Vista.
Precisa-se de urna mulher de meia idade e
de boa conducta, para ajudar em trabalhos de
vendagem e outros de casa de pouca familia ; na
ra da Matriz da Boa-Vista n. 3.
Precisa-se de urna perfeita cosioheira, para
casa de familia : a tratar na ra do Baro da
Victoria n. 39, loja.
i>. Mara de J-*u* Cavaleante de
Oliveira
Leal c Irmo mandam resar urna missa na
igreja da ordem terceira de S. Francisco, s 8
horas da manh do dia 24 do corrente, por alma
de D. Maria de Jess Cavaleante de Oliveira, es-
posa do seu amigo Joaquim Antonio de Oliveira ;
convidara aos parentes e amigos da finada para
assistirem a este acto de religio, pelo que se con-
fessam agradecidos. ______________
Compra-se urna batanea grande que sirva
Eara pesar assucar ou algodo ; a tratar na ra
iireita n. 21.
Tede-se ao Sr. Francisco Machado Teixeira
Cavaleante, senhor do engenho Riacho, o favor de
apparecer em Afogados, pateo da Paz n. 23, a
negocio que o mesmo senhor nao ignora.
Precisa-se de urna mestra para morar com
urna familia que reside aqui na cidade, encarre-
g&ndo-se da educaco de duas eriancas : a tratar
na ra de Luiz do Reg n. 25, onde se daro os
detalhes do contrato.
Vende-se urna taverna sita rio Z umbi icon-
Ironte a eataco, muito propria para qua quer
Erincipiante, por ter poneos fundos e ser muito
em localisada e afreguezada: a tratar na mesma.
Precisase de urna senhora para ensinar
portugus, francez, msica e piano a urna menina
tora da cidade : na ra do Imperador n. 12.
Aluga-se urna preta que cosinha bem e sem-
pre tem estado alugada cm easa de familia : a
tratar na ra dos Martyrios n. 148, 2 andar.
Precisa-se de urna moca orph ou desvalido
para servias de costnra e fazer companhia a urna
senhora ; a tratar na ra Nova n. 15, primeira
andar.
Alipio Hollanda don Santos
Enedina Hollanda dos Santos, seus filhos e
genro convidam a todos os seus parentes e ami -
gos para ouvireu urna missa que por alma de seu
presado filho. irmo e cunhao, Alipio Hollanda
dos Santos, mandam resar na igreja de N. S. do
Terco, pelas 7 horas da manh do dia 23 do cor-
rente, stimo de seu passamento, e desde j ante-
cipam-lhes sua gratido. ____
m!
Jon Francisco norges
Os tos, irmos e mais parentes de Jos Fran-
cisco Borges, mandam resar missas por sua alma
as matrizes de Bom Jardim, Paje de Flores e
Santo Autonio do Recife, a 24 do corrente, trig-
simo do seu passamento para a eternidade.
JS-HBH5HE
anoel Faustiniano de LemoB Amaral, Ma-
rianna Adetaide de Lemos Amaral, Manoel Paulo
de Lemos Amaral, Edemund Adelina de Lemos
Amaral e Antonio Ernesto de Lemos Amaral, fi-
lhos do finado Hermino Ernesto d Lemos Ama-
ral, agradecem do intimo d'alma todas as pes-
soas que se dignaram acompanhar os restos mor-
taes de seu sempre chorado pai ao cemiterio pu-
blico ; e de novo as convidam, bem como a seus
parentes e amigos a assistirem a missa que man-
dam celebrar no dia 23 do corrente mez, na igre -
ja do Livramento, s 7 horas da manh, e desde
j se confessam summamente agradecidos por se-
ntbante acto de religio e caridade.____________
-'-


Otario ce PctuiihImiw-. -Sabbadn 21 de Agosto de 1886
3XTI
#
r s> \
%
_
Tons os usos
Porgante as Familias.
Preoaraco de Productos Vegetaes
XTINC0P DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI nITc^BASTOS
JPemambu***
60TTAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL. THOMPSON
' TraUmanto efllcaz contra todas as aftecqOes proveniente do enfra-
quecimenlodoe orgios e do gystema nervoso, ou das altera<;5es do
gangue hHHU do* Bisa, aatertllade, VaUpltaoeeB, Esfra-
lnl, loaru convaleaeoncu. Este tratamento de ha multo, raeoobacldo
e recommendado como o malar recenerador de orcanlam*.
O rRASCO : 8 FRANCOS |EU B-_k_?LA.) ,7
r*4* frtttt C* **> "-0J''- o iorca it Patrica registrada a **0%atwras_^e^r Ufllc* ''***'
dar* eer rlgeroaamante reoaaada ^/C^vl? aatta
_LXS, Phanaaala un, raa Xocbaaboaart, ^^ **
Deposito am Pemambuco : FRAN" M. da SILVA & C.
Aluga-se
3 ac*l-> n. 140 ra Imperial, proprio para es-
iiiaiiilinirnt- fabril : a tratar na ra do Commer-
cidjas#a\ com J. I- de Medeiroa Reg__________
Alagase barato
A ra Lomas Valentinas n. 4
armasem da ra do Coronel Suassuna n. 141
Ra da Baia Verde n. 5.
Casa terrea da travesea de S. J^s n. 23.
Trata-ae na ra do Commercio n. 5, 1 andar
i de Silva Guimare t C.
AllO-H
tl ,51 propria para cscriptcrio : na ra do
i n. 38, 1 andar.______________
/
Alug
a-se
s,.^m tasrea n. 123 no Camioho Novo, com 2
sajp^l soartos, cosiuha fra : a tratar na raes-
lu. 155.
=
Sobrado de un andar e solo
Aluga-se o sobrado da ra do Hospicio n. 32.
es? agua e gaz : a tratar com o Dr. Augusto Vaz
i ijrr so Imperador n. 73. andar.___________^_
AMAS
Tricofero de Barry
Garntese que faz as
car e creecer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do oas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segnnda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o umico perfume no mun-
do que tem a approraijao oficial de
um Govemo. Tem duas vezes
mais fraf-anciaque qualquer outra
c Jura o Sobro do tempo. E' muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
mnito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
eante no banho e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidiio e debilidade. Cura as
dores do cabeca, os cansacos e os
desmaios.
Xarope Je Yia ie Reoter No. 2.
LINIMENTO GNEAU
~*a. os Cavallos
I Emprsaado oom i toaior ezlto as oavalha ricas rasas da SS. MM. o Imperador do Bra-ail. o Ral da '
Bolgioa, o Rol dos Paiaa-Baixos a o Rei da Sazonia.
35 (Anuos de (xito
S E :M K. I "V A. L.
appresaao do ogo
E DA QUEDA 1 ^O PELLO
SO este precioso Tep.eo o nico que
I subs tUue o caotico e cura radlcalmen te
I em poucos dias as masqnelrss, novas
te antigs, as Torced-xss, Ceatueea,
| "rumorea e ZncnafSes das persas,
' Eiparavao. Bobre-Canaas, Traqueas e la-
i kjorsitamento das pernos dos potros, etc., sem
'occaslonar nonhuma chaga, nem queda do peito
(mesmo uuranto o tratainaato.
l aa Paria : Pbarmiu GNEATJ
DR r.i .
Os resultados extraordinarios que tem'
obtldo as diversa AfeeeSea do i
Velte, 08 Catarrhoe, BroaeMUa,'
Moles*** la Oareauta Opbtt.1- |
mis, etc., nao dao logar a concurroncla.
A cura fai-se com a mi em 3 minuten, sem'
er e em cortar, nem rispar o pello.
Kua St-Honor, U78, eu t. 1u as_Phirmisiik_
IGRAS
ELIXIR lurtroiide
(Digestivo ees / eptina, Diamtat e CMfuretom alcalino*)
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
Mi armas le suaesso dmonstrirlo l superiorldade deste msdlo ment san citar o appetlta e fazer digerir- UM
OYSPEPSIA A VMITOS DYSENXERIA
ACIDEZ DO ESTOMAGO DIARRHEA
T
CLICAS
-4fk?o ntelhor remnxtUutnte para a Petunti enfraq-et-Haa. pa>
Ph*, 9. ra Le Pelatier. hpasiurtos ea Pemambuco : FRA.N M. da SILVA k '
Preci8-8a de duas amas, urna para engommar
sractsinhar : na rna Imperial n. 42.
Ama
x*recisa-se de urna ama que cosinbe perfeita-
sa ra de Riachuello n. 57, portio de
Ama
Prsoisa-se ce una ama para coeinhar e eom-
patr : na ra do Dr. Joaquina Nabuco (Capunga)
Se
Ama
Precisa-se de urna ujjoojmadeira : na ra da
AWMs a. 1. .
Ama
Precisa-so de urna ama para lavar, en-
gsmmax e fazer mais alguna servijos de
cw de familia, comtanto que durma ero
casa; na ra da Matriz da Boa-Vsta n. 9,
so dir quem precisa. _________
aViaS D TTBAI/-0. DBPOIS DB VallV-d.
Cura positiva o radical de todas aa formas de
escrfulas, Syphilis, Feridaa Escrofulosas,
Affecc5s, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdflado Cabello, e de todas as do-
aaeas do Sangueafigado, e Bina. Garanie-M
que purifioa, enriquece e vitalisa o Sangos
e reataura e renova o syatema inteiro.
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian
Sis e para a cura das moles-
as da pelle de todas as espacias
em todos os periodos. ____
Deposito em Pemambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C
2IISIHMI
AMA
Precisa-se de urna ama de bons costu-
nrej de conducta afiancavel para andar
ctaa, urna criana de 2 annos: a tratar na
raa do Barao de S. Borja, antiga do Sebo,
a.- li. ______
j mm
Precisa se de urna ama que engomme com per-
faflto ou cosinhe : na ra do Mrquez do Herval
10.
Jardioi das plantas
MONDEQO N. 80
Pretendendo-se acabar com a plantas que ea-
to em vasos n'eate j irdim ae oa aapotiaei-
ros muito grandes, e dandi- 2^000, la-
raaajeiras, muito grandes, pri. i?' *r, 6^000
a dosia, e aapotiseiros mais pfquepos por barato
Aluga-se a ctsa n. C ra de Riachuello, anti
ga do Destino (Boa-Vista), a chave acha-se no
meamo correr n. F ; a de n. 4 travesea do Frei-
tas (antiga do Trindade) rm S. Jos, com 2 salas,
2 quartos, coeiuha, quintal, cicimba, 1 sotao n
est limpa, por lti ; a cbave se acha junto n. 8
e trata-te na ruk da .uian. 62, Recifc.
aw.
PERFUMARA
LAFERREERE
PARIZ
SegredodaJuventude
PARIZ
Segredo da Juventude
WAKSSSrtot | OLEOrLAFERR.ERE
POS L^FERRIRE ^ |^ ESSENCUSmV ERSAS
PRODUCTOS HYGIENICOS para coneratr a Belleza do Kotto e do Carpo.
Daporitarkaamftrmimt^.-rHA^sT.daSrLVAPa na. principae. Perfnn,ariai a Cahallerjirot;--------
ANEMIA
AS VEBOiDKIBS
CHLOROSE
PILULAS DE VALLET
NAO SAO PRATEADAS
O asnas TALLET a impreaso em prsto aotarC cada sflnlav
A maior parte dos medico* concordo con a Academia de medecina em que,
ettas mcrerr-m a preferencia que se Ihe6 d sobre os outro* fet-rafc*noo.
Exislem numerosas imitaces das
PILLLAS DE V4LLET
'\ Exigir em cada extrtmidiide do fras-
co um sillo impresso em quatbo edus. ^yico-nejuion.
du prodult.
d'origu
da prod
DEVE-M
mu a AtsiGNATuaa ^/ / (jLA^xy^' O 1, i** Jaceb, Pari.
Venda na maior parte das pharmacias
ri"iyifir'i'T'i'"i","""i'f|"|"""""||"m""""""""""'i.....n"iim'Tjii7rjrg
Conipra-se
Compra-se urna armaco d l pinho de resina ou
de outra qualquer madtira. que sirva para fabrica
de cigarros : s tratar na ra de Mariz e Barros
numero 14.
Cosinlicira
Preoisa-se de urna boa cosinheira, qu^ seja as-
seiada e durma na casa em que se alugar, paga-
se bem : a tratar na ra do Paysand n. 19 (Mag-
dalena )
Roubo
Do eugenbo Cahet, do termo da Escada, foram
raaj>adoe no die 3 do correte mea, da estribara
saiavrador Manoel F-ij de Mello, trea cay aliga
soasantes, gordos, de corea e signaes seguintes :
n oaatanho tapado, inteiro, de segunda muda,
anda baizo obrigado, no p eaquerdo tem urna
lastra branca entre o casco e o cabello, e no di-
reato um caroeinho, como que produzido por espi-
sJao : dona russoa, sendo um grande, ardigo, den-
tea quebrados, de 12 annos, inteiro, anda baizo,
Blancamente, e o outro qnarto, sem andares, de
8 annos, muito bem feto, castrado, tem no sovaco
eaquerdo um signa I de ferida que teve ha annos,
e todos tres teem este ferroMFna p direita.
9 dono gratifica quem der noticia certa de ditos
eavalloa.
KuTICIA.
Cavallos roubados
Roubaraoa ao amaubecer do da 13 do correte,
da eat'ibaria do engenho Macacoa, de propriedade
de Diogo Soares Carneiro de Al bnquerque, qaatro
cavallos com os signaes seguintes : um rudado,
apatacado, fazendo a ultima muda, muito beoa,
estradeiro, tendo dous ps brancos at as canellas,
frente aberta mais para as ventas, inteiro ; um
mellado foveiio, castrado, bem pintado, com oa
cascos brancos e toda a frente aberta at o pes-
coco ; um cazito, castrado, com dona pea brancos
e urna listra na teeta, aoffre de catharro ebronico ;
e um outro caetanbo, aangue de bo', inteiro, com
una cabellos brancoa na teata. Gratifica-ae a
quem noticiar aonde eatao ditos cavallos c appre-
hendel-os.
Altcncao
Compra-se ou aluga-se urna boa casa perto da
cidade, desejande-se nos seguintes pontos : So-
ledade, Caminho ovo, Capunga, Passagem da
Magoalena, tendo bom sitio, agua e gaz : quem
tiver dirija ae ra do Imperador n. 49. i- andar,
a tratar com o solicita ior Antonio Neves.
Chegou a verdadeira farinha d'agoa para o ar-
do Vaaconoelloa ra da Aurora n. 81.
"Diarios de Pemambuco,,
Comprara-se neata typographia oa nmeros de
m de Fevereiro a 29 de Novembto da 1883 e 7
ntubro de 1884.
0 Plebeu
or
X
esa 1 prologo e.5 aactos
(laMal de Kibt-iro da Silva
pea nica pra aaeigoaturas de cada fas
de 16 pagina* em 8 francez, por 2C0 rs., na
LIVRARIA PARISIENSE
7-A Ra Primeiro de Marco 7 A
Uleiicao
Pede ae ao Rr. Epiphanio da Rocha Wanderley
asafe da estacae de Pao d'Alho, que mande res-
oata das cartas que se llie tem escripto sobre
aauelle negocio, na roa ios Martvrios o. 148. Fa-
lJons aaaos.

ELIXIR &VINH0
Dige stlvo s
TROUETTE-PERRET
de PAPAINA (Pepsina vegetal)
So o mais poderoaos digestivos conbecidoa at agoa, para eombater ae
AFFECCES 00 ESTOMAGO: 6ASTRITES, GASTRALGIAS
DIARREAS, VMITOS, PESO NO ESTOMAGO, MA DIGESTAO. ETC., ETG.
DM CAUGE LOGO DBPOIS DA COMIDA BASTA. PARA CURAB OS CASOS MAIS asBELDBS
i venda naa principasf Pharmacias a Drogaras.
Tt*da M arotso m Paria : TROUETTE-PERRET, boultvard Voitairs, m
nere-se exlir eUo do averno rrance sobre os Frascos para evitar aa TsUlflesassa.
^iLftrna.e..raA-K. d. aaXVAa Q-..emartatlMHiPItrn.ia
S*^rV#sVa*a*aa*.a rVrVla1>ss*jrs%
FABTIJC'A DE CIGARROS
de l/LEURON b CA/
Sillo
No Arraial, perto da istacao Casa Amarella,
vende-se um gra.ide sitio bm arborisado, com
riaeho, grande casa de inorada, proporcoes para
criacSo de vaccas e baizns de capim, banheiro e
porta d'agua ; este sitio o que p< rtenceu ao fi
nado Francisco Jorge de Souza. Para infonj a-
coes, na fabrica Globo, ra larga do Roaario.
Ao publico e ao com-
mercio
O abuizo aeoignado declara ao respeitavel pu-
blico e ao commercio que, tendo se aumentado de
seu estnbelecimento de cb&rutoa e cigarros da ra
do Bom Jess n. 43, o seo euipngado conhecido
porPinh'.ira e Ccmpanhiaa< sde 2 do corrente
mes, tendo o meamo subtrahido o livro de sahidas,
oa vales de cigarros e as coutas at o dia 30 de
Julbo ; e tendo tambem arram-a i < af-.lha do bor-
rador, asaim previne o aaeamo abaizo assignado a
todos que compraram cigarros at 2 do correte,
qoe nao paguem ao meamo individuo, aob pena de
pagarem segunda vez.
Os aeua devedorea de cigarros venham poia li-
quizer as anas contaa at a dia 25 deste mez, ae
lo quizsrem ver oa seua nomea por extenso neste
jornal.
Recifc, lt de Agosto de 1886.
Antonio Jos da Silva.
MARCA DE fABRIC RE01STRADA
RIOde JANEIRO-BAHA-PERNRMBUC0-
M id i participam aos seua fregueses e ao publico em
ClirOIl i\j V>. geral, que tenJo resolvido fabricar novamente
Cigarros e fumos desfiados, cero a marca da fabrica cima reproduzida e compe-
tentemente registrada, acham-se habilitados para vender, de boje em diante, as se-
guintes qualidades :
O J' Churcaill, autor d< desco.'KTra das
Brouriiyiadas curativa- dos Hjpophcs-
phitoa no tratamento rt^ tsica pulmonar,
tem a honra do participar aos seus collefcn
medico*, que os nicos Hjpo >epbito
reeoohecidos a recommendid. por ella
slo os que prepafa o Snr. Swann nhar-
maeeutico. 12. ra CaatigUane, Pariz.
Os Xan;is de M.vpSoapbito* de
Sota Cal a Ferro vundea-H9 em 'raacoe
quadrartos tendo o n..me 0o tr Chnrckai
no vidro, aua a.a/naiura no envoltorto 9
na tira da papel e-ar na.to que cobre a rolha.
Cada frasco veniadeiro leva alem d iato a
da fabrica da ~Varmaci* Bwas.
Caixeiro
Precias e um menino de 15 a 16 annos
ra do Linaneato n. 17.
Caixeiro
Precian-se de om caizeiro de 10 12 amos,
que tenba pratica de taverna : na ra do Mar-
que do Harval n. 73.________
Jaboatao
)
Vaasem-ae em a-da aa Piarm-eia*
EXP0SITI0 jS UMIV187
Mitiilli i'OrTqpCCroiidaChcvalier
LBt UM HAUTES RC0MPHSES
OLEO m OOIB
E.GOUDRAY
Ear10LHETE PREPARADO HU A FOMOSUMDOCABtLLO
Recommendamos este producto,
considerado pelas celebndadas medicas,
pelos ieos principios de quina,
eoaao o mais poderoso regenerador que saeonheca.
ART1G03 RECOMMENDADOS
PERFUMARA DE LACTlIlfA
saxosHlMt islu CalaarilalM IMteu.
00TAS CONCENTRABAS para o Maco.
AGUA DIVINA dita agua de saude.
ESTES ARTIBOS ACHAM-S NA FABRICA
pars 13. ru d'Eig.ien. S pars
Depsitos an todaa as Perfumara, Phaamacias
a Cabellereiros da America.
.....
Vende-se a padaria e o estabelociment de mo-
Ihados, bem arregnesados, e prometiendo anda
maior negocio fazer com a ida das oficinas da es-
trada de ferro de Caruar, prozimo mesma ea-
tacao, osasa uaaa situados os estabelecimentoa
cima, arresdando-ae as casas a pessoa que pre-
tender : a tratar em Jaboatao, confronte ao hotel
Globo.____________________________.
Compra-se
diarios e jornaes : na ra do Visconde de Inba-
ma n. 75, antiga do Range1. _________^^^
0 Crinies do Recite
Romance por Corte Beal
A' venda as livrarias Francesa, Fluminense,
Quintas, tabacaria Javanesa, restaurant Doria e
em outros pontos._____________
Mobilia usada
Compra-te a particular urna mobilia usada de
junco, Jacaranda ou outra madeira de valor e om
guarda Iouca de amarello, tambem usad.); a tra-
tar no pateo do mercado e da Penha, tave na n. 6.
Athnco
O Carlos Sinden, ra do Baio da Victoria n.
48, recebeu pelo ultimo vapor o seguiute :
Flanella branca para roupas de Lown Tennis.
g*)Mem idena idem de Cricket.
Sapatos de 1* qualidade para Lown Tennis.
Camisas finisaimas de flanella de cor.
Sobretudo de borracha o mais fino me tem viu-
do ao a arando, tanto para homens cono para se-
nhoras.
ropeied
[De C0KIHA a TILO)
O Xavop* Mm emprega-se contra ai
Irritfics do fiilo, Tesu ios Tises, Tosss
convulsa oqutlu{hi),Tirochius,Con,tipaa,
Caan hos i Insomnios ttrsislmiu
, roa Drouot, 21. e rhamelas.
lMHIlil
a*-hs-
MORSONs PEPSINA

RemeJlo IslaiM e Jirai_?el
rxu coaurraa a s
INDIGESTA0
Sob a forma da
r-.ji.scos.
ID OLOBDAOS.
YHDE-SEm UUHD0 INTCIR0.
PREPARADOS BB
Vpaiaaa JfsrasM
Uulto rteommtndtin
ptlat fr.r.apttt Utleti.
ORION s. SON
Seuthamptea Eov, lissell-Sfuin
L.ONOON
IIIHI
laUal-*ai* .....II '-III
rrair-HasrivVAAan
I_aboratorio
E*q
Cosinheira
a tratar na ra
Precisa-se de ama cosinheira
da Uni?.o n. 11.
lmanack da provincia
1886
Um volunte com J9 paginas
2$000
A' Vctida na casa editora. Livraria Parisiense
n. 7 A, ra Primeiro de Marco n. 7 A, Industrial
Econmica de 6. Irtport & C. e Cardoso Ayres.
Boa-Viagem
BARBACENA
TUMBA
RIO NOVO .
GOYANOS .
CAPORAL MbURON
FLOR DE VIRGINIA
Cigarros
Aluga-se urna grande e excellente casa n'este
aprazivel arrabalde com muito bons commodos e
p rto do banho.
A tractar na ra Larga do Roaario n. 34, bo-
tica
Follador Decauville
Todo de ac
Caminho de ferro porttil de collocacao instan-
tnea.
O Decauoil e obteve todos os primeiros premio*
sem excepedo nos concursos fmncezes e estran-
geiros. _
Catlogosinfermaces : dirigir-so ao Sr. Eu
gene Chalioe, 22, ra do C 'mmercioRecife.
Representante para a provincia de Pemambuco.
\o ciiniiiiercio
O abaizo assignado, nico representante e res-
ponsavel da firma Ferreira da Silva & C-, que
n ata praca gyrou no estabelecimcnto de padaria
a ra nova de Santa Rita n. 39, declara pelo pre-
sente, que 'em cedido dito estabelecimento. a con-
tar do 1' efc corrente mez, aos Srs. Jos Ferrelrn
da Suva, Caetano Ferreira da Silva e Jos An-
tonio Goncalves Peuna, aos quaes compete, sob a
mesma firma, a liquidacao do activo e responaa-
bilidaaaaa asasivo demonstrado no balauco dada
em 31 a Julho prximo passado, retirando-a
o abaixo assignado dsonerado de toda e qualquer
reeponaabilidade. Reeife, 17 de Agosto de 188.
Autouio Ferreira da Silva
! Pilora, los b telte.......
: Vende Candido Thiago da Costa Mello em sea
I deposito ra Imperial n. 322, olariaTelepuone
n. 2H:_________________________________________
Sem dieta esem modifi-
ca$oes de costumes
central, ra do Viconde do
Rio-Braneo n. 14
da ra do Regente .Rio d*
Janeiro
especficos preparados pelo phar
macentico Eugenio Marques
di loilandi
Approvados pelas juntas de bygiene da Orte,
Repub'icaa do Prata e academia de industria e
Pariz.
Elixir de imbiribina
Reatabalece oa dyspepticos, facilita as diajee-
toes e promove as ejeccoes difBcies.
Vinbo de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chlero-anemicoa, debella a hjpoemia
intertropical, rtconstitue os hydropicos e beribe-
ricos.
Xaropo de ior de arueira e mutamba
Muito recommtndado na bronchite, na hemop-
tyae e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo da teatudus ferruginoso e cascan de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febrea intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho d jurubeba simples e tambero, fer-
ruginooo, preparados em vinbo de caja
Effieaasj as inflammacoea do figado e baoa
agudas ou chronicas.
Vinbo tnico de capilaria e quina
Applicado naa convaleseencas das parturientes
urtico antefebril.
Depesite : Francisco Manoel da Silva & C.
Francisco Manoel da Silva & C.
23-RUA MRQUEZ DE OLINDA-23
Medico
O Sr. Dr. Mello Gomes contiua a ter carta
Esra lbe ser entregue pegaoalmente : na ra do
larquez de Olinda n. 50^_________^__________
Piano de armario
Vende-ae um piano em bom eatado, pioprio
para principiante : na ra da Aurora n. 19, se-
gundo andar.
mm
?*
Superiores a 6&000 o milheiro J
Elegantes 7$500
Especiaes i 9^000 i
Mimosos 9i$U00
Favoritos 6^500
Deliciosos 8(?200 a
Compras por atacado 5 % ae descont
Fatuo desfiado para cachimbo e cigarros em pacoles
DE OO GHAMMAS
CAPORAL MBURON a 500 rs. cada psate.
FLOR DE VIRGINIA a 600 rs. dem dem.
Compras por atacado com 10 % de descont.
Garante se que todos os seus cigarros, de qualquer das denominares amma,
asaim como o fumes desliados, sao fabricados com fumo escolhido de qualidade
superior. ., _,_-
Aceio e acondicionamento gozara de especial atten^Io
Cala iuh Hi 20 canos lea un"
Aviso aos tabelliaes
t) abaixo assignado, hoje senhor directo doa
solos das casas abaixo declaradas, por coaSpra que
fizera a herdeiros de Joaquim Lopes de Almeida,
recommenda aos tabellis que nao pasaem ea-
cripturaa de ditaa casas sem apresentaco do reci-
bo de laudemio e foros devidoa ao meamo abaixo
assigu do.
Ra de S. Jorge
N- 4,9,10,11, 13, 16, 18,19, 21,23,26,
28, 29. 31, 33, 37, 39, 41, 42, 44, 45, 47, 49,
56, 57 e 58.
Ra doa GuararapeB
N- 3, 9. 13, 15, 17, 19, 21, 7, 29, 33, 39,41,
43.
Ra do Pbarol
N- 8, 20, 22, 24, 28, 30, 32, 36, 38, 40, 42, 44,
46, 48, 54, 56, 58 e 62.
Rna do Areial
N- 1,3,5,6 7,8 e 28 ,
Traveaaa do Areial
N- -4 -_ _. .
Travesea da Fundicao
N- 4,6,8, 10, 12 a 14.
Boceo do Paachoal
N- 1, 2, 3 e 4.
Largo do Pillar
N-4, 6,8, 10 e 13.
Recite, 17 de Agosto de 1886.
Ismael de Oliveira Guimares.
Atteneo
Precisa-aa de urna aenhora de boa conducta,
que airva de profeasora ou aomente de companhia
a orna moca em engenho : a ti atar aa ra do Im-
perador n. 79,1 andar.
*m
Isabel UrMultna de A. Gama
Fabio de Albuquerque Gama e aua mdher,
compungidos da mais acerba der pelo fallfcimento
prematura de sua nunca asss chorada filha Isa-
bel raulina de Albuquerque Gama, agradecen
do fundo d'alma aoa parentea u amigos queacom-
panharam at o seu ultimo jaaigo os restos mor
taes da finada, e couvidom aoa meamos para as-
aiatirem a missa que mandam resar na capella de
N. S. de Bellem, s 8 horas da manha do da 2ff
do corrente, stimo de tao infausto paasam'nto.
D. Amelia de Hotlanda Cavalcnnte
de Mlnniuerqne Leal
Fernando Affonso de Miranda Leal (ausente),
Joaquim Anselmo deH. Cavalcante de Albuquer-
oue, Manoel Caetano de H. Cavalcante de Albu-
querque, Gil Ciernen rao de H. Cavalcante de Al-
buquerque, Antonio de H. Cavaleante de Albu-
querque, Monica Alexandrina de H. Cavalcante da
Albuquerque Coutinh >, Sebastiao Joa Mendea de
Hollanda, Antonio de Borba Coutinho, Emilia
Mendea de H. Cavalcante e Carlota Campello Ca-
valcante mandam resar urnas miasas uo da _] do
correte, s 8 horas da manha, na mUriz da Boa
Vista por alma de sua presada mulner, rm e
cunha'daT D. Amelia de H. Cavalcante de Albu-
querque Leal, aetimp dia de aeu fallecimento ; e
para assistirem a este acto de religiao e caridade,
convidara a todoa os seus parentea e amigoa, pelo
ue untecipam su eterno agradecimentc
Jo Francisco do Reg Barreto, Pedro Velho
do Reg Barreto, Joaquim do Reg Barros Barre-
to e Sebaatio Antonio do Reg Barreto, profun-
damente sentidos pelo paBsameuto de sua muito
presada irmS D. Joauoa Olympia do Reg Barre-
to, eouvidam a seua parentea e amiga para as-
sistirem a urna missa que mandam dizer na ma-
triz de Santo Amaro de Jaboatao, segunda fera
24 do corrente, s 7 1/2 horas da manha, stimo
dia de aeu fallecimiento.


Diario de PerBwoibncoSabbado ~1 de Agosto de 1886
'
V

i

i
4o povo p roambocano
Contina berta a cola particular de natruc
cJrlpriu.aria para o wxo mtsenliuo, rna daMa-
itis da Boa-Vista n. 34, dirigida pelo profesaor
rrtienhir Julio Soarea de A*ew.
^duea e instrae a mfancia, P? J__?"Vri:
eollegios da corte d. ^'*_8__
lasen-
psHicipaes
astevc por algum tcropo passeie.
SSllfi-ei. da. honra ^^^
Mitos conselboa e ais licoee,
a ser o futuro sustentculo da patria
da religio
ba pYec.ar de pcrto o sen vrd~
infrio, onde rpidamente as '
attam de coracao aos hvros
artee. Ra da Matris da Boa-Vista n. 34.
anee, u ^^ ^y de Aatveao.
abracam e
as loteras e aa beas-
de 3X9. 4X9 e SX
per de Climato da silva,
vetnbro p. 6.
vende-se na serrara a va-
caee Vinte Dona de No-
Curso de francez
" *o"*g?a" o participa ao reepeitavel pu-
blico q"- abrio%m cesa de sua residenciar.
crs ata f.>..cx, onde safadamente se ded.c
^.dUnt.-mcnto de ses alumno* fc.epera po...
Merecer aeonfianca e proteccao do d.stincto
vo pernambucano, u de wdos aquelles que quei-
am aproveiur um nio rapwo e esperncese.
Mensalidades 3V00 pagos adiautedos no
ac-to da matricula.
Horario das 5 hora* da Urda t da noite.
Ruada Mnfris da Bes-V-S s> **
Julio Soares de A si'esto ^^^^^
Tomn ao I a
Trilhos pa-a cogenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Hachr cismo completo para en
ge-lio* de tdo os lmannos
Systeuia aperfeicoado
Especificare e preeps no escriptorio
agentes
Browns & C.
5-Ra do Commereio
. Alm do cima B & C, tem cathalogo
n t implementos necessarios agriculwra, como
.-ttbem machinas pasa deacw^r aigotto,mar
bos para caf, trigo, arroa e mIbp^ mmm-O ier-
ra galvanisado excelh nts e mdico mi j-ean, pea-
^ _J *_-_.1 a a-AMI lABIItUl flu*
na nenhuina pode
oral-a.
VEHDAS _
Peehincha real
62
collaah* a
a4J800a
_ Roa Duque de Caxias rrnmero 82
Mrnaoara, Filia**"
Camisa* inglesa eosa e
84500
Collarinhcs finos, diversos modellos,
Cer'oulas de hnho a 2* 2*500.
M-ias especiaes para botnein a 8#50C, 5|(XW e
6#00ada.
Ponaos para homem a 80-> rs. o par.
Veltadilhos d> cores, lavradoe, a 1* o colado.
Fostoei braneos, lindos desenlies, a BU ra. o
CSetin8 de todas as cores, cambraia bardada, es-
partilhes, tapetes, cortinados e outros a
nada, por precos baratissimos
4 Revolueo
M
Cimento po lland
Vende-se de diversas mareas, no armnsam de
Soaies de Atnaral Ifmio, toa da Madre de
Deas i). 22.
ra Duque de Carias, reuolveu vender
os segur.t* artigo com 25 0j0 de me-
nos o que era outra qualquer parte.
Sedas lavradas d- 2WX por Ui0 o covado.
Cachemiras de cores a 900, 1 *000 e 1*200 o co-
J#200, 1*400, 15600, 1*800 e
N.B
dos
de
trepal-a, a ain)al que-
a asa n
Amaro, tem ngaa
.32. 1- andar.
Aluga-se
1 ra Lembranoa do G<
trata*- na
Santo
mtria
Aviso
Precisa-sc de nna profcaa q^aaiba toear
bem piano e mais trabo lb<* o> MhrM, paraen-
genho : a tratar com o Bario 4 >Tn-rith, i ra
la Imperador n. 79, 1 andar. ____________
Serrara a vapor
<;aes do CapSfonrlne n. t*
N'esia aermria encoatrarao oa '* fregue-
es, um grande sortiment de piabo da reaina de
einco a dea metros de compu-e-s de 0,0b a
0,24 de esquadxos Garents-ae preoa maig oomo-
do do que em outra qualqner parte.
Francisco dor SnU>s Maeedo.
Molestia sTcaia
Prcccsso de purificacSo especiaL
Mfethido economi e aatief-terto e de fcil ap-
pfteackoein qualqoer eogenho.
io terao-oa aenbores de e-genbo
tu enormes com a molestia.
lu&jrmacooe e eepe-ifioacOea oom
vado.
Ditss pretas i
2*000 o covado.
Ditas bordadas do seda a 1*500 o novado.
Gorgorinas de litrinhas a 360 rs. o covado.
Gaae. eombolinhas de vellade a 800 rs. o oo-
vad^.
Las com bolinhas a 640 re. o covado. ^^
Velludilho liso e lavrado a 1*000 1*200 o ao-
vado. ,
Palh de .seda a 800 rs. o covado.
PustSo branca a 400, 440, 500, 560, 600 e 800
Vioateptoipreto. a 1*800, #000'"e S* o
covado.
N^naoe de cor a 300 rs. o covado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambraia transparente de 5*000 por 2*500 a
DC"Ja.
Lioon branco com sa'pioos a 500 rs, o covado.
Casacos de laia a i*'00 um.
Fecba de retroe a 1*000 um. '
Idetode a 1*000, 2*000,3*000, 4*000, 5*000
e 6*000 um.
Id-y palUBsia bordados a 7*000- nm.
Chapeo* de sol de cores para senhor6 a 7*51
Settaets modernas a 360, 400 e 440 rs. o co-
vado.
Linhos escosse^es a 240 re. o covado.
Zephiroa listrados a 200 rs. o covado.
Brirn de liulio de cor a 1*000 a vara.
Fust&o de cor a 500 re. o cavado.
Tapete Tara janella, piano, sof e cama a 4*
6*000, 7*000, 8*000 e 24*000 um.
Setinetas lisas a 400 re. o covado.
Ditas 1-vradas a 500 rs. o covado.
Flanella branc- a 400 '1*000 o cdvada.
Cortes de cas. mira finos a 3*000 um.
CcttariBao >dc cores e hrancos a Laeiada a
1*000 am.
Casemira de c6r e pretu a 1*800 rs. o aovado.
Brirn prateado fino a 60C rs. o covado.
Dito Keo 360, 400 e 500 rs. o covado.
Esguiao amarello e pardo a 600 re. o covado.
AlgodAo *em duas larguras a 800 re. o me-
tro.
Camisas de meia a 800, 1*800 e 1*500 aa.
Ditas de linho lisas e bordadas a 30*000 a da-
lia.
Timoes bordados para meninos de 4 a 5 atinas a
5*000 um. _
Madapolees finos a 5*000, 6*000, 6*500, 7*000
e 8*000 a pea.
Eeaartilhos de .-.urapa a 4*000, 5*000, 6*000
e T*OO0 um.
Lencos finos a 1*200 e 8*000 a duaia. ___
Toalhus telpudae a 4*000, 6*000 e 19*000 a
Redes hamhnrguesde 20*000 por 10JW00 orna.
Setins mac4o de cores 800, 1*200, 1*400, 1*600
e 2*000 o covado.
Alpacas brancas a 400 e 500 re. o cavado.
BetiaetM'arams lisas e lavradas a 500 560
rs. o aovado.
Cortinaoa bord.doa a 7*000, 9*000 e 16*000 o
GRANDE
LlflltP
Expsito central ra larga do
Rosario n. 3 8
Damiao Lama & C, chamam a attenco das
Exmas. familias para os preces seguales :
Carreteis de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados do 20 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2*500 e 3*000.
Fita n. 80 para faxa a 2*500.
Leqves regatas e D. Joannita a 1*000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*000.
Leques D. Lueinda Colho a 6*000.
Toaihaa felpudas a 500 600, e 1*000.
Duzia de meias para oomem a 3.000.
Ditas para senhoras a 3*000.
Lavas de sftda a 2*000.
Meiasde fio de eda pa-a menina a 1*000.
Colarmboe de linho a 500 rs.
Ditos de algodao a 820 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordao para vestido a 0 rs.
Bvsivt-is grandes a 320 rs.
rampos irrvitiveis a 60 rs.
Um leque de setim (oovidade) a 6J500.
Ricas bolcinhas de roadreperola^de 1*500 6*.
'La para bordar 2*800.
Urna capelia e veo de 15*000, por 12*000.
Um eapelbo de moMara por 5*500.
Urna pulseira de fita psr 1*200.
Plist a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSICA CENTRAL
o8-ltua Larga do Rwario-38
Florida
Loja de miudezas
Hua do Wnqiie de Caulas n. IOS
Os proprietarios deate grande estabelecmento
de miudezas, modas epara accommodar os interee-
ses da poca, tem resolvido venderem po' meuos
vinte por eento que em mitra qnalquer parte.
Pentcs elctricos frO ra.
Lavas de pellica a 3*500-o par.
Linha de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 rs. o masso.
Invisiveie a 320 re.
Vestuario de fustio bordado par* enanoa a
8*000.
Pentes de regaco para crianca a 100 rs. um.
Baleias a 360 re. a dusia.
Haspas para anquinhaB a 120 rs. o metre.
Bicos com tres dedos de largara a 1*500 1*800
Linha de ares para croehet a 350 re. o no-j
vello.
Papel amiaade a 40 rs. o oaderno.
Pita cuines- a 320 re. o masso.
Lencos de linho a 1*500 a dusia.
Lindos bioos de cores com 10 Jardas a 4* o 5*
Caraira da Cu K
Liquidum os eeguintes artigos mais barato daeem
ontra parte, visto seren alguns comprados em
leilSo a sater:
Lindes cretones claros a 240 e 289 rs., o eo-
vado.
Failas de novos gostos a 400 e 500 rs. o dito.
Lkioos com palmas de la a 800 re. o dito,
dem" com salpicos a 560 e 700 rs. o dito !
Popelinas com litras de i eda a 380 e 320 rs., o
dito para acabar.
Esguiao pardo paia vertidos a 500 e 560 rs. o
dito.
Setinetas, navidades, a 320 e 360 rs., cores
firmes.
Damascos de la, largura da 2 metros, proprio
para pannos de piano a 1*800 o covado ; de cores.
propriaB para mesas a 1*500 e 1*600 o iito.
Merinos pretos para lata, 2 larguras a 900, 1*,
1*200 e 1,500 o dito.
Iaera de todas as cores a 1* e 1 *20O o dito.
OasetniraB de 2 larguras, padroes inteiramente
nevos a 1*200, 1*600 e 1*800 o dito.
Setim maco, de todas as cores, desde 800 rs. a
2* o dito.
Atoalhado trancado e bordado a 1*400 e 1*500
o metro.
Bramantes de 4 larguras, superiores a 900 re. e
1*400 o dito.
Ideo, de puro linho a 2* o dito,
dem de urna largura a 500 rs. o dito.
GuaroicSea de crochets para sof e eadeiras a
8*.
Riqusimas colxas de dito a 12* e 14*.
Lindas grinaldas e veos para Exmas. noivas a
14*.
Cortinados bordadas a 6*500 e 10* o par.
dem cm pecas com \' jarda?, novos desenhos a
9*.
Toalhas felpudas de corea, para rosto, a 7*500
a duzia.
Minas inglesas, croas a 3*500, 4* e 6* a dita.
dem arrendadas pasa seabon a 8* a dita.
Seroulas bordadas de bramante a 12* e 16* a
dita.
Camisas superioies frencezas a 38* e 42* a
dita.
Cobertas de ganga, forradas a 2*500 e 3*.
Lenoes de bramantes, grandes a 2*.
Chales de casemira, dem, a 2*. 3* e 5*.
Cortes de uasemirn inglesa a 3*. 4* e 5*.
Cheviot superior, de 2 larguras, a 3* e 3*500 o
covado.
Vendas em groaae. laiow dcaronto
da nrsca
59=Rua Dvfue de Caxias=*9
Carneiro da Cunha & C.
prejai-
Bms&C.
%. 5-Una
do commereio
RECIPE
W.&
par.
Colchas
ussa.
bordadas a 5*008, 6*000, 8*OJ0
O portador de dous vigsimos deirta
importante lotera do custo de 21200 eli
habilitado a tirar
20:012^000
Prec,o em porco
vigsimo.
vigsimo.
A' RETLHO
i#ooo
1*100
A WM DA FORTUNA
56Rus Laraa do Rosario56
a peca.
Urna caixa cem tres Babooates
deeenhando urna
rosa por 500 rs.
Meias de la de
par.
eorss oara senhora a 1*500 o
Capellas e veos a 10*000 e 14*000 urna.
Henriqne da Silva Noreira
EscVa nocturna
A cha-se aberta a matricula desta escola ra
de Guararapes n. 29, regid pelo proft-*- par-
tieuliir Jofto Valentim Ferreira Bastos Juaior. U
mesmo -vf.-asor, a p'dido de alguna pas de fa-
milia, coPtu.a a leccionar em casas particulares
a ambos os sexos, pelo que desde j protesta se
esmerar no adian amento de seus atumi os, aquel-
es que bondosamente lhe forem confiadas. As
ojensalidades sero f tas aa inscripcao da ma-
tricula.________________________________
fiMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hypophosphlos dti cal e soda
%pprovada pela lunta de lly
glene e autorizada pelo
governo
E' o melhor remedio at buje deocoberto para a
iitica toronchitesi. eaerophtila-. ra-
eMlis. anea1.*Mllade -m eral.
deflnxoM. tame ebronta e a!Teee-
do prliu e da aritana.
E' muito soperior ao oleo simples de ligado de
bacalbo, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtades medicinaee e nu-
tritivas do olea, alm das propiedades tnicas
reconstituint< s dos hypophospbitos. A' venda nat
drogaras e boticas.
Deposito m Pernambaeo______'
Recebemos oeste io
va^or \
Sementes novas de hortalices
^OBMS DE TIME
Como sejam i .
Qeetaa para eonapras de diveraca tamanhoa
Bandejas para xoupa engorornada
Balaios para roupa suja
BakioB para facas e garfea
Bercos
Coedegaa
Costureiros
Cadeiraa
Toadores para meuinos aprcodarem a an-
ar.
O especial vinho Figueira puro sem a
menor coropoaigao.
Yinho do Porto engarrafado, o qu pode
rirao marcada-de mai especial.
Tarnaucos do Porto para senhor*.
P0()AS MENDBS &
fna fciTcHa #lnarirE i
Qe'jos do serlo
Em moxilas
O que ba de mais especial.
Presuntos de Lamego seccose e ro calda
Mantega inglez em latas a
l$000alibra
POfAS MRNDES &C.
Ra Estreita do Rosario n. 9
iproTettem!
Tende-sc tu*> barato
Largo de **. Pedro n. 4
Neste estabelecimento encontra se sempre um
completo sortiment de guilas e pars-ros nacio-
naes e estrangeiro?, o melhor que ba nefte ge-
nero, fruotas maduras, balaios proprios para ni-
nhoa oe canarios do imprio, cestinhae para cos-
tura, vaasouras do Far a 800 rs. cada urna, que
cunta era outra^ia uer parte a 1* e 1*200, Con-
serva de pimenta americana em banitos frasqui-
nhos a 120 rs. cada osa, para acabar, maesa de
mandioca muito bem preparada, pira boloe.
Teade-se
urna taverna na cBtrada nova de Agua Fria de
Beberibe n. 3, potto muito bom e bem afregueza-
da : quem pretender dirija-se mesma.
6|SO.
12*t0fl
800
1*800
500
1*500
800
1*2
If80)
40U
20
Vende-se
ou troca se por oulro mais perto da cidade um
excelleute aitio com casa, no Arraial, perto da
Casa Amarella e das ofBcinas de Limoeiro, media-
do 305 palmos de frente, fundo o que a vista-ai-
canea, coca porto de ferro, osciroba, deposito e
tanque para banho, muitas arvores fructferas,
plantacoes de maudioca e urna pequea matta ;
fiaalmeute este sitio proprio para plantacoes c
ter-se vacoas oom leite, sendo que o MTreno
proprio e se acha livre e desembaracado : a tra-
tar na ra do Imperador n. 45, taverna.
Em (aranhuiis
nVeade-ae no sitio a-usa q-arto de legoa da ci-
dade, com boa-casa de residencia preparada de
novo, estribara para 10 15 cavallos, com casa
para empregadoB, dita para arreos, deposito para
capim, agua permanente nraito boa, excelleute
banho, bos pKnus de capim e bem cultivadas,
diversas fructeiras, cafeeiroa jabuticabeuses, ja
queiras, etc., por barato preco i a tratar na ra
des Pescadores n. 18 nesta cWade, e em Girra-
nhaas eem os 8>s. Prrra Leal IrsoSo.
Fazendas brancas
SO' AO KHE80
40 roa da Imperatrlz -= 4
Loja dos barateiros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem ura bouito sortiment- de todas estos faaenda
abaixo asiencionadas, sem c+iapetasciB'de preods,-
A SABER:
AlgodaoPecas de IgodSoiinho com 20
jardas, pelo- barato preco de 8*800,
4|, 4*500, 4*^0, 5*. 6*500 e
MadapolaoPecas de madapolio eom 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preca de
Ditas branc s e cruas, de 1* at
Creguella francesa, fasenda muito encor-
pada, ptopria para lencoea, toalhas e
ceroulas, vara 400 re. e
Ceroalas da mesma, muito beas fetas,
a 1*200 e
Colletiuhos c"a meaaa
Bramante francs de algodao, muito ea-
corpada, com 10 palnjps de largura,
metro
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado uo
mercado, rs.
Todas estas fasendas baratissimae, na oo^Hecida
loja de Alheiro & G., squin- do beeco
das Vrreiros
Vlgoda< entestado pa-
ra Ien?oes
A '.too re. e 1*000 o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
-odo para lencoes de^am s panno, com 9 pal-
b de .arpuraa 900 re., e dito eom 10 palmos a
(O o metro, assim com dito trancado para
malhag dr- nvsa, com 9 palmos de-largura a i*20ti
. ctro. lsto na leja de Alheiro & C, esquina
do Beca dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200,1*400,1*600, 1*800 e 2* a covado
A heiro 4 C, ra da Imperatriz n. 40, ve
dem muito bona merinos pretos pelo preco acimi
dito. E' peehincha : na loja da esquina do bee-
co d' s Ferreiros.
Espartllhos
Na loja da ra da Imperatria n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5*000, assim como um sortiment de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3 o covado
Alheiro & C, ra da Imperatria n. 40, ven
dem um elegante sortiment de casem-as ingle-
sas, de duas larguras, com o- padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato precc
de 2*800 e 3| o covado ; assim como se eneae
gam de mandar faser costumes de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande peehincha : na loja dos barateiros da Boa
'Vista
BRIM PARDO LONA
A S00 rs. o oovado
Os barateiros da Boa-Vista venden urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr-co de SjH
rs. o covado, grande peehincha ; na toja da es
quina do becco dos Ferreiros.
Bordada* a IOO ra. a peca
A ra da Imperatris n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cad* peca, pelo barato pre-
co de 100 re., ou em carto cora 50^ pecas, Borti-
das, por 5|, aproveitem a peehincha ; na toja da
esquina do becco das Ferreiros. _____
Camisas nacionaes
a **5oo. aooo e s*500
2= Loja na da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento am gran-
de sortimnto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p.iuhos de linho como de algodao, pelee
baratas precos de 2*500, 3* e 4*, sendo lasends
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, psr seren cortadas por
um bom artista, especialmente camiseiro, tamben)
ae manda faser por eucommandas, a vmtade des
fregueses : na nova loja da ra da Imperatris n
3, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
Si Hua da Imperatriz = S"
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar a rea-
paitavel publico om variado sortiment de fasen-
das de tod8 as qualidades, qae se vcirdem por
precos bBratissimos, assim como um bom sorti-
menta de roupas para hooae-s, e tasabem se man
da faser por encommeodas, p r ter um bom mee-
tre alfaiate e completo soriimento de paanos finos,
caseminu e brins, etc.
te i.ooo:ooo$ooo
200:000tt00
100:000|0M
LOTERA
DE 3 SOBTEIOS
Effi faxT dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNA^BBUCO
Etop:! 1S i! Dentro fle 1886.
0 thesoareiro, Praneisco Gonpalves Torre
7*00t
10*00t
13*001
5*501
6*50>
8*O0i
3*0
1*6
1*00)
Monteire
Vende-se1 ou atrenda-se aonualmeate ossa boa
casa com bastantes commodos para fumilia, tendo
agua e gas encanados, com um bom quintal todo
murado, eom algunaas arvores fructiferas e eom
sabida para o ro, por pr*$o muito rasdavel:
qsem preoisar diHJs-se roa Doqoe de Caxias .
117, qve achara eosa quena tratar.
lNilI-0 pateco
WHISKY
ROY AL BLEND marca VIADO
Este excellente Whisky Escossi preterlv.
so cognac ou aguarden. de canoa, para fortines
o orpo.
Vende-se a retalio eos iheres srmasens
Bol hados. .
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo *-
K-e eabtessa sao registrados peta todo o ftesi
BBOWW & C, agenCee_____
bwhm por prece esa oesopeteneia IfartisM
Capitn & C i ra estreita do Rosario n. 1.
Cabriolct
Vende-se um en perfeto estado e i^^sreeo
eommodo; i tratar na ra Duque de Caxias n. 47
II Hu da Impersirls 3
Loja de Pereira da. Silva
Neste estabelecimento vende-se as rOpts abai-
xo mencionadas, que sao ba- >J-iu.as.
Palitots pretos' de xrpv.. aiagonaes e
acolchoados, eenoo tasenaas muito en-
corpadas, a forrados
Ditos de casemira' preta, decerdao muito,
bem feitos e letrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de flanella asul sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados, 12*00t
Cal9as de gorgT5ro_preio, colchoado,
sendo fasenda muit* enoorpada
Ditas de casemia de sores, sendo omite
bem fitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brisa pardo a 2*, zlaOO-e
Oeroulaa de greguellaa para homena,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
Colletinhou'de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortiment dejencoed
l'nho e de algodao, meias cruas e collarinhas, etc
lato na loja aa :ua da Imperatris n. 3-
Riscados i argos
a too ra. o covado
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vendem &.
riscadinhos praprios para roupas de aieainos
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tenio quasi largura de ehiU francesa, e ssir>
como chitas brancas miudinhaa, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., peehincha
loja o Pereira da Silva.
Fu-toe*, etssietaa e lalnlia- a &O
r. o cotado
Na loja da rea da Imperatris n. 32, vende-i
um grande rtimento de fustoes brHncos a MX
rs. o covado, laxinhas lavradas de furta-core
hsenda bonita para vestidos a 500 r. o covade
e setinetas lisas muito largas, tendo de todaa a
cores, a 500 s. i covado. peehincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merinos preto a 1*5
Vende-se merinos .pretos de duas larguras pan
veatidos o roupas para meninos a 1*200 e 1*60
0 covado, e BUDerior setim preto para enfeites
1*600, amim como chitas pretas, tanto lisas com.
de lavoures brancoa, de 240 at 320 re.; a nov
1 ja de fereira da Silva ra da Imperatris ni.
mero 32.
AlfodaoBlntio francs para lencoe
a OOO ra.. e I*COO
Na laja da roa da Imperatris n. 32, vende-a-
Buperiores algodesinhos franceses com 8, 9 e 1'
palmos de largura, proprios para lences deun
60 panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 i
metro, e ditu trancado pa a toalhas a 1*280, ai
sim como superior bramante de quatro largura
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na Ion
de Pereira da Silva.
Koupa para meninos
A 1*. 1*30 e 6
Na nova loja da ra da Imperatr u. 32, s-
vende um vanado sortiment de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitoBinho e cala
oha curta, feitos de brim psrdo, a 4*000, dito
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgorito pr<-tc
emitaudo casemisu, a 6*, sao muito aarats ; n>
loja do Pereira da Silva.
" 'asasvenda
Vende-se on troca-se por .i plices da divida pu-
blica geral nesta cidade um sobrado que rende
annualmente 660$, sito ra da Ponte. Velha n.
H2. entrada pelo becco de Jlo Francisco, e na
cidade de Olinda um sobrado a roa de 8. Bento
n. 18, eduas casas terreas, urna i ra do Ampa-
ro n. 14 e a outra 4 ra do Bisp> Coutinho n. 11 :
a tratar na ra da Aurora n. 31.
~VAPOR
e mocada
Vende-se um bom vapor e moenda com poaco
as ; a vr no eugenho Timb ass. mnito perto
da estacao de a*mo eottre ; a tratar na ra de
Imperador a. 48, 1 andar.________________ |
Tawuicos
do Penedo : vende se em porfi a a n*U*o : na
ra da Roda n. 11.
N. 196. A pre-
sente BsatSM por
m i ra mbnetso'a,
conteado a dtaa-
m n a 5 a e 1JE-
na-se aoesg_"3
fabricado* e ex~
postos i Tilda
por Joaqnhn Ber-
nardo doe Re
A C, firaa eM-
mercial dotrailia-
da n\>sta pM(a
rae I-jra de
Rosario n. 35, f>
apreeetada registro no dia-28 do mee de Maio prximo passados duas bewgysia
tarde, e registrada n'esta cata em cumprimento do despacho de boje da Meretwtm
Junta Commereial em ^ubstituieSo do registro n. 80, que t-ra nota de baixa, a qual
nao foi dada no 2.- excroplar porqae o commorciante matriculado Joaquim Mde
do Res declftrou tel-a perdido.
E, para cuniprir o predito despacho e o preeeito da lei, fia nota de bar-a ae
respectivo registro n: 80'deridameute sellado com mil ris, o o registro da mam tia-
pra do qual eltrahi esta nota. Pflgon um rail rs de ura parecer fiscal. Sec#e^*a
da Junta Commereial da cidade do Recife, 4 de Juntto de 188S. O secretario /essw
Gxtimarcle*.

%q U'OAQflvl BERMARDO. POS RESVC^
Joaquim Retnardo dos Res A C. proprietarios do estabelecimento
PerOibneaBO ra Larga do Rosario n. 30, avisam ao respeitavel publico em
geral, e aos amigos e fregdeees em particular, para melhor esclarecimento, que o -
bloma cima registrado da rbrma seguinte: urna aguia entre quatro triangulo Bjefla
os dous lateraes cm alto relevo, tendo urna fita presa no bico com a inscrfejg
Emblema Registrado, e sob os pos da ave a denominacaO METEOROS-
Todo o trabalho lythographico cora tinta carmnala, e em papel ehamois *,
conforme o rotulo emblemtico, que serve de insersao a este aviso.
Os abaixo a88gnadoa, para mais evidencias declarara, que em virt.de'fe
decreta n. 2,682 de 23 de Outubrs de 1875, que pune rigorosamente o contrafafliw
ou imitador, resolveram patentear publicamente o respectivo registro para inMfc
davidas futuras.
Recife, 9 de Agosto de 1886.
Joaquim Bernardo dos Res Sf C,
CASA DE MODAS
Fazcnilas foas
0 mais rariao sortiment ei artigos jara seiiin, acata i recdt
J.BAST0S&C.
2 A--Rua do Cabug-2 B
Sedas de crps em cortes de 20 metros com as rendas de seda para enfeisea.
Sedas com bordado de alta novidade.
Gorgoreo de seda, qualidade especial, cores ciel, rose, marinhe, lontre, beaye,
lilas, tabore, brenze, lontre e grenat.
Gorgorao branco para noiva.
Faille branca para dita.
Danaass ottomane branco.
Gricaldas de cera, o que ba do melhor.
Veos e fiil, em pe5a, para noiva.
Leque de niadreperola com rendas.
Meias brancas de seda.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de Guipour e crochet.
Cortinados de crochet.
Cach enires coro
inteiramente novidade.
bordados Ancora ~ lindissima combinacSo para vestido
E3COLHIDO A CAPRICHO
Robes mi confeccionesvestido raeio preparados, em seda, 18, teeidos hovb
e algodSo, de 150Kra 65(000.
Colleretes para seoborariuctoresae, em fustSo e cretones; grande moda.
Visitescapas enfeitadas ricamente a passementerie o rendas.
Com
LUVAS DE SEDA
e sem dedos, ultima moda.
Bolsas da cauro da Russia.de diversos tamanhoa.
Perfumaras finissimas, grande sortimeato.
Leques de seda e setim, moderaos.
Teeidos de algodao para vestidos ligeire e econmicos ^^
E' difficil encontrar nalhor sortiment do que acaba de chegar e que vew-
e barato. PadrSes novissimos.
2 A-RA DO GABGA-2 B
(fntephoHt n. 359)
mi


Diariorde PcraambncoSahbado 21 de Agosto de 1886



c-
ASSE1BLE1 GERAL
eaniRi do jeputado
SKSO EM 6 DE MLHO DE 1886
PESIDENCU DO SB. WfBADB FIGUEIBA
(Continuado)
NSo tambem exacto, Sr. presidente,
ooao se tero asseverodo, que em ncnhura
wrcito do mundo se observen! regras
besa ordem. E' o contrario; em todos os
esercitOB bem organisados taes ordens de
rigor so consideradas indispensaveis boa
iMhcipl'na militar. (Apoiados.)
O Sr. Carlos Casirioto : E muito mais
e*eras.
O Sr. Alfredo Chaves (ministro da guer-
ra) : NSo citarei senSo a disposigSo que
vigora no exercito francez e que se encon-
trs no Curso de legislarlo e administrado
mMitar de Eugenio Laperrire.
Mencionando esse escriptor as obrigago\s
m militares ua Fr.raga, diz :
A prohibigSo de imprimir e publicar 1-
-va ou artigo de jornal ou revista, sem ter
Mido previamente auiorisagSo do ministro.
Eata autorisagao, nao entretanto, recusa-
da sempre que se trata de assumptos pu-
ramente didcticos e scientificos. t
Portento, no procediraento que tive, pro-
voado por uin acdente que sou o pn
awiro a lamentar, e qua sinto se tenha
afio, os nobres deputados nao poderao ver
a SatisfacSo de paixSes partidarias, que nao
Omuo' mas antes o arduo cumprimento de
un dever, que esta difficil posigSo me im-
plaba. (Muitos apoiados].
O Sr. Eufrasio Correia :O que falta
a* nobre ministro exactamente paixSo par-
teara.
O Sr. Altredo Chaves (ministro da guer-
ra) :_Qoanto ao segundo ponto, a cama-
m abe, eu nao preciso defender-me. Nin-
aem ainda me negou de frente que eu
nao tivesse, nao o direito, mas o dever de
mudar dcter o oficial que pela imprensa
asrespeitou a autoridade do ministro da
arrra, dirigindo-lhe ceusuras.
O Sr. Carlos Castrioto : -V. Exc. foi
at muito benigno.
O Sr. Joao Manool : E admira mesmo
M um general censure a V. Exc. !
|(Ha outros apartes.)
O Sr. Alfredo Chavos (rainistrD da guer-
ra) :Neste ponto eu, ministro, nao aceito
nem admitto a discussfto. NSo entro na
justficacSo do acto que pratiquei na plena
ooiviecSo de que cnmprindo um dever fia
o que farei sempre que fr mister repri-
mir actos offensivos disciplina militar.
(Apoiados ; muito bem, muito bem.)
O Sr. E.oureo?o de Albuqner-
Me diz que como a cmara tem de dis-
cutir a reforma municipal, parece-lho con-
veniente que tenha presente o parecer do
cemselho de Estado que muito pode escla-
recer a cmara sobre o assumpto. Espera
^e o reqnerimento que vai mandar mesa
sesee sentido nao se ja adiado e conclue
pedindo cinco minutas de urgencia, que a
caara concede, para ser discutido e vo-
tado.
Vem mesa, lido, apoiado e entra em
dafcussao o seguinte requerimento :
t Requeiro que se pe9a com urgencia ao
governo, por intermedio do ministerio do
hoperio, copia da consulta do conselho de
Estado sobre o projecto da reforma muni-
cipal apresentada na sessao de 19 de Julho
de 1369.Lourencpde Albaquerque.
O r. Candido de Oliveira
nao se opp3a ao requerimento, mas vai
mandar mesa urna emenda, porque acha
inuispensavel a audiencia das commissSes
reunidas de conatituigao e cmaras muni-
oipaes.
&,Veoi mesa, lida e apoiada e entra
en discussao conjunctamente com o reque-
imento a seguintb emenla :
t Indo os dous projectos e as emendas
commissoes reunidas de constituigSo e
i maras municipaes. Candido de OU
veiru.
Sr. Rodrigo Silvajulga aceita-
val o requerimento do Sr. Lourengo de Al-
baquerque porque convrn que a cmara
eonheca a opiniao do conselho de Estado
sobre o projecto de reforma municipal que
Be vai discutir ; nao comprehende, porem,
emenda do Sr. Candido de Oliveira. A
srgencia concedida foi para se votar o re
FOLHETIM
MGOLO
queri ment e nSo para o nobre depusido
apresenter urna emenda, estranha ao re-
querimento, que parece protelatoria.'
O projeto j tem o parecer de urna
commissSo da casa composta de pessoas
competentes. Quando entrar o projeoto em
discussao, o nobre depntado poder apr-
sente o seu requerimento, contra o qual o
orador vota.
O Sr. Alfonso Cels Tnaior v
as palavras do Sr. Rodrigo Silva, leader
da maioria, a confirraagilo da crenga em
que est de que se urde urna conspiragSo
contra o ministerio. (Protestos da maioria).
Essas palavras sSo urna esnaura formal ao
Sr. Presidente que aceitou o requerimento
do Sr. Candido de Oliveira.
E' verdade que o projecto tem parecer
de urna commissao da cmara, mas quan-
do foi apresentado o Sr. Ministro da fa-
zonda nao tinha mandado as suas emendas
e sobre estas devem ser ouvidas as com-
misso'es.
Ninguem mais pedindo a palavra en-
cerrada a discussao
Posto a votos o requerimento do Sr.
Lourengo de Albuquerque approvado,
sendo rejeitada a emenda do Sr. Candido
de Oliveira.
O Sr. Alfonso Celso Jnior
dispondo de muito pouco tempo, adia para
oulra occasiSo a resposta qu* deve aos no-
bres deputados que se oceuparam com as
oceurrencias de lbeos e Januria.
E* preciso ser cgo e surdo, diz o ora-
dor, para nao ver a falta de cordialidade
entre o ministerio e a maioria, que se cala
quando oe actos do governo sao censura-
dos. A abstengSo da tribuna nSo deve ir
a ponto da indifferenca.
Nota urna contradicho entre a declaragao
que fez o Sr. Minie tro do imperio, de que
o engenheiro Revy tinha um contrato, e a
affirraagSo do Sr. Ministre da agricultura,
ora documento que enviou a cmara, de
que nao havia contrato com esse engenhei-
ro, que alm disao nao tinha a sua carta
registrada na secretaria. E' preciso que
alguem expliqne esta contradicho.
ORDEM DO DA
dada, anteriores a amia-
ao das a plices, etc.*
5. Caixa da amortisago
e substituido do i otes
7. ^Aposentados
8. Empregados das repar-
tig3es e lugares extine-
tos
8. Thesouro nacional
10. Thesourarias de fa-
zenda
12. Alfandegas
13. Reeebedorias
l. Mesa de rendas e col-
lectorias
18. Administragao e cus-
teio das fazeodas e des-
pezas com oa proprios
nacionaes
23. Differenga de cambio
28. Juros do emprestimo
do cofre dos orphaos
29. Juros dos depsitos
das caixas econmicas e
montes de soccorro
30. Obras
33.-Rposgoes e restitui-
g3es
2:0000000
5:236,5000
14:6040802
5:0000000
680000
3:516^000
9:60409bl
3:8000000
42:9230500
4000000
3,683:66-50824
200:0000000
100:0000000
808:8460598
83:0000000
E8TEADA DE FEBEO DE MATTO-OBOSSO
Procedendo a votagSo adiada, appro-
vado o parecer da commissao, mandando
archivar a represen tagilo da cmara muni-
cipal d Pocon sobre urna via-ferrea, em
Matto-GroBso.
OB9AKBKTO DA FAZENDA
Entra em 2" discussao o seguinte pro-
jectJ fixando a despeza do ministerio da
fszenda para o exercicio de 1886 1887.
A commissao de orjamento examinou
com a necessaria attenjlo a proposta do
n-overno relativa despeza com o miniate-
rio da fazenda no exercicio que ha pouco
comegou para 18861887, prorogada at
Outubro pela rosolugao legislstiva u, 2,277
de 25 de Junho prximo findo, e, compa-
rando a com a orgada para o seguinte ex-
ercicio de 1887 1888, cuja proposta te ve
presente, reconheeeu que a despeza para
aquello primeiro exercicio toi oreada em
62,532:0150196 e para esto em........
60.722:3400744, dando-se entre um e ou-
tro differeagas para mais e para menos.
Foram alteradas para mais no exercicio
de 1887 1888 as- seguintes verbas :
1. Juros, amortisacao e
mais despezas da divida
externa 3,462:0180000
6. Pensionistas 25:1650233
11. Juizo dosfeitos da fa-
zenda 7710000
14. Reparticao do impos-
tb do gado 9100000
16. Casa da moeda e res
gate do cobre 3:0000000
21. GrratifieajBes por ser-
vicN temporarios e ex-
traordinarios
25. Juros dos bilhetes do
thesouro
5.864:5380635
Quanto ao augmento das verbas men-
cionadas, considerando a commissSo :
Que a propoata para 1S86 1887 nSo
podia comprehender na verba Juros,
amortisacSo e mais despezas da divida ex-
ternaa somma de 3 462:018)x augmento
que se nota no de 1887 1888, por ser
elle consequencia do emprestimo contra ni-
do em Londres este anno ; mas que sondo
no:essario detar essa mesma verba do
quantum preciso para despeza no correte
exercicio com o servijo desse emprestimo,
calculon somente para o exercicio corrente
a parte relativa aos juros, na somma de
2.836:2180, visto ter de ser paga em Ju-
lho de 1887 a parte correspondente
amortisacao, no total de 570:2000000 ;
Que a vorba Pensionistas nao pode
deixar de ser augmentada com a quantia
de 25:1650233, por ser j conhecida no
thesouro e neceaaidade desse augmento,
por occasiSo da organisagao do orcamento
para 1887-1888.
Que a despeza de 7710 para mais com
a verbaJuizo dos Feitos da Fazedda
deve ser mantida, por ae achar as mes-
mas condjjcoes que a de Pensionistas ;
Que o augmento de 9100 com a reparti-
g5o do imposto do gado deve ser reduzido
a 5100, que a commissao julga bastaato
para diversas despezas da mesma reparti-
cao ;
Que ae deve nantsr o augmento de
3:0000 para a verbaCasa da moeda e
regate do cobre, pela necessidade de
maior despeza com o material para a r*-
particao e officinas ;
Que as meamos condicSes est a quan-
tia de 13:0000 mais na verba Gratifica-
g5es por servicos temporarios e extraordi-
narios, porque aasira o exige a arreca-
daco e riscaliaagao da Fazenda Nacional ;
Que, finalmente, nao se pode prescindir
do augmento de 550:0000, na verba Ju-
ros de bilhetes do Thesouro, pola neces-
sidade da reforma de bilhetes existentes
em circulago, porque na proposta para
1886 1887 se attendeu somonte para a
emissao de bilhetes por antecipacSo da re-
ceita.
Ao accrescimo da despeza, com que se
conforma a commissao, resultante da com-
paracSo feita entre as propostas para os
dous exercicios, entende ella que convrn
incluir na verba Juros e auaortizagao da
da di /ida interna fundada, a de......
Alm destes accrescimos, pensa a com-
missao que convrn attender a outros, pela
conveniencia do servigo do diferentes re
partigea de fazenda, e, aaaim, entehde
que se deve augmentar a verba -Alfande-
gas com 30:0000 para a compra de urna
lancha a vapor para o servigo da altandega
de Santos e respectivo material e custeio,
sendo deduzida da quote relativa alfan-
dega da co.-te' a somma de 23:4000 nos
jornaes de trabalhadores das capataziug e
7:2000 aas gratificngaes de vigas, reduzi-
dos a seis.
Assira .como a verbaObrasem.....
506:5830618 sendo: thesourariao e alfan-
dega8>compra de predios para as alfan
degaPdaa Alngas, coostruccSo de um ar-
mazem da de Santos, e conclusivo das
obras da Caixa Econmica e Monte do
Soccorro, na corto, pensa a commissao
que deve ser votada para isso a quantia
de 76:0000.
Nesta verba devem se fazor as seguin-
tes reducgSes : 20:0000 na consignagao
para as obras do caes da praga D. Pedro
H (prolongamento), 3:0000 na de peque-
nos reparos na thesouraria de Sergipe e de
21:4360382 as que se soguero, 7:4370382
na iniciagao dos trabalhos do armazem n.
4, da altandega da corte, 4:0000 na con-
servagao do armazens da mesma alfande-
ga, 3:0000 as das obras hydraulicas,
4:0000 na dos apparelhos e embarcagSeB e
3:000$ em diversos trabalhos neeessarios
nos guindastes, eto.
Quanto s diminuidas qu se notam no
orga ment para 1887-1888, comparado
com o de 1886-1887, a commissSo enten-
de que devem ser mantidas, propondo,,
porm, a da 659:9310113 na verba-Dif-
ferengas de cambio -por entender suffi-
ciente a quantia 500:0000 para o paga-
mento dos juros dos emprestimos nacio-
naes de 1868 e 1879, nao sendo preciso
quantia alguma para fazer face s remea-
aas de cambiaes, porquanto para o paga-
mento do corpo diplomtico e consular o
outras despezas no oxteriar, tem o gover-
no o curso no producto do emprestimo l-
timamente contrahido em Londres.
Da coroparacSo dos orgamentos para os
dous exercicios que fieam mencionados re-
sulta a differenga para menos de........
1,809:6740452, differenga que vem nota-
da no referido quadro ; dando-se, por in
dicago da commissSo, um augmento de
968:8690005, que explicado do seguin-
te modo :
Augmento :
3. Juros e amortisago
da divida interna fun-
dada
30. Obras
Diminuigao :
1. Juroa amorti-
sacao e mais
despezas da
divida exter-
na
12. Alfand?gas
14. Reparticao do
do imposto do
Jado
fferencasde
cambio
1,698:4360500
506:5630118
2,205:0000118
575:200^000
(580*00-)
400*000
t
659r3lU3
13:0000000
550:0000000
4 054:8610233
POR
2A7I3S
*7
,IOT
?.m
{ COrsTLNUAQO DE ANGELA)
E o foram para menos as que se se-
gu m :
3. Juros e amortisago
da divida interna 896:8730000
4. Juros da divida ins-
cripta e ainda nao^fun-
a.
190)
( Continuago do
XXIV
-- Bem sei, senhor, mas recordo-nie, e,
so-remo, mo grado mea. ,
Ainda urna vez, as feigSes do assas-
sis% estao bem gravadas na sua memoria ?
Nunca se apagaro della I... Pare-
ceMne que o vejo ainda... e quasi todas
avnoites o vejo, com effeito, nos meas so-
nsos.
O Sr. de Gavrey fez signal a Cise-
aanre.
Este foi abrir a porta que punha o gabi-
nae em commnnicagao com o quarto vizi-
BSO.
O guarda de Pariz que esteva com
Otour Rigault impollio este para a frente.
O irmao da grande Sophia ebegou at
pesio de Frama Rosa.
A moca tinha-se levantSno e olhava com
Terenga para o recem-ohegado.
EntSo, menina? perguntou-lhe ojuiz,
aiksiiado da sua serenidade.
Eotao, senhor, espero.
Espera o que ?
A entrada do asaassino.
O magistrado, muito admirado com k
reflSesta de Emma Rosa, exelamou :
Entao, nao este ?
Nao, senhor. Naoconhego este bo-
MBB... Nunca o vi... Nao ha erro pos-
arel. O ontro era mais alto, mais magro
asais trigueiro.... nao tinha aquelles
osWe.
Osear, de qaem o rosto tomava ama ex-
pssato triumphadora, quiz fallar.
Cpm o gesto, o juiz formador da culpa
is^VB-lhe silencio, depoU apertou mma
Rosa com perguntas ; porm a moga, abso-
lutamente segura da sua opiniao, nao se
perturbou, nao se desmentio.
Por duas vezes repetio:
Nao elle, senhor ; nSo elle I Es-
tou certa e atfirmo-o.
Entao! O que dizia eu ? exclamou
Osear Rigault, a quem era impossivel pren-
der por mais tempo a lingua. Tinha eu ou
nao razao de sustentar que estava branco
como a nev e mais innocente do que um
cordeiro de um mez !... Accusavam-me
de ter quasi estrangulado esta bonita me-
nina e de a ter, em seguida, atirado pela
porta de um v^g&o, para acabar com ella...
ella nao me conhece... E ella nunca
me vio. Isto nSo impedio que me pren-
dessem o que, ha dous dias me tratassem
como assasaino... lato nao tem graga ne-
nhuma 1 Ponham ojuIos meus senhores da
polici, porque n5o Vem dous palmos adian-
to do nariz |... Agora mandem vir o sol-
dado Michaud, enfermeiro do Val-do-Gra-
go, e dono do hotel d'Argel, em Marselha,
quanto basta para que os senhores me
vao pagar urna carruagem para euir almo
car com minha irma.
O Sr. de Gevry fez um signal, e Case-
neuve levou Rigault.
XXV
Veram avisar ojuiz formador da culpa,
que Cecilia Bernier aeabava de chegar.
Deu ordem para que a mandassem espe
rar.
Pouco depois Flogny voliou.
Sr. jaiz formador da culpa, a talpes-
soa est ahi, diaae elle.
Mandem-n'a entrar.
Depois, o magistrado, voltando-se para
Emma Rosa, accrescentou :
E' sua mSi.
Angela entrn no mcio de dous guarda"
de Pariz.
Vendo Emma, Angela esqueoeu momen-
tneamente todos os seus soffrimentoa dea
um grito de alegra.
Minha filia. minha filha... bal-
baciou ella em ssguida, estendendo o bra-
gos para a menina.
Mam&i... querida mamfi, respon-
den este, encostando-ae ao aoragao de sua
mai, e desvairada pela commocio, desfez-
e em lagrimaz e ea solugos.
1,698:4360500, para pagamento, no pri-
meiro semestre, dos juros das apolices de
6 [0 que tem de ser convertidas porque,
tendo sido contemplada na tabella explica-
tiva a somma de 2,500:0000 para o cor-
rente exercicio, correspondente aos juros
de 50,000:0000 de apolices emittidas, e
sendo annullada a de 3,3*96:8770, relativa
reduegao dos juros de 6 a 5 (8 no mes-
mo exercicio reduegao que nao aproveita
ao semestre de Junho a Dezembro de
1886, por comecar em Janeiro de 1887 a
converaao, obvio que nao se pode deixar
de contar com a somma a despender-se em
juros de 6 <>[,, no dito semestre.
1,236:131*113
Differenca para mais 968:860*00
A commissao, pois, tendo por base as
tabellas explicativas do orgamento ultimo
para 1887-1838, tem a honra de offerecer
a esta augusta cmara o seguinte pro-
jecto
Art. O ministro o secretario de estado
dos negocios da fazenda autorisado a
despender no exercicio de 1886-1887 com
os servigos designados as seguintes ver-
bas a quantia de 61,691:2090749, a sa-
ber :
1. Jaros, amortiza gao e
mais despezas da di-
vida externa (menos
575:2000 do que na
proposte para 1887-
1888)
2. Juros e amortizagao
dos emprestimos na-
cionaes de 1868 e
1879 (como na pro-
posta para 1887-1888) 6,061:8250000
3. Juros e amortizagao
da divida interna tun-
Socega. .. nao chores mais minha
queridinha, disse Angela, cobrindo a de
b-ijos. Continuam a aecuaar-me ; mas eu
nada tenho que roceiar. Tem forga e co-
ragem... nao poderSo condemnar-me. Co-
mo ests paluda, minha querida, e como
ests trmula... Soffres, minha filha ?
Oh! mami, morro, se te nSo resti-
tuem tua filha !
Nao falles assira, minha querida, fa-
zes-rae muito mal... Ouve, senhor, ella
diz que morre !... Em nome da humani-
dade, em nome da justiga, tende piedade
della e de mim.
O Sr. de Gevrey replicou :
Essa piedade que a senhora reclama,
merece-a ?... A justiga deve mostrar-se
sem piedade para quem se obstina em que-
rer enganal a... Seria mais indulgente, se
a culpada provasse o seu arrependimento
por urna confissao sincera.
Confiaaao ? exclamou a bella herva-
naria. O senhor est sempre com esta pa-
lavra na bocea. E'-me porventura possivel
confessar um crime que nao commett: ?...
Estou innocente, e quer que me confa9se
culpada I... E', pois, com urna mentira,
em que me calumnio a mim propria, que
hei de merecer a indulgencia da justiga !!
Se aaaim, estranha justiga essa.
Sr. juiz, disse Emma Rosa com ani-
mago, visto que o homcm que estava aqui
ainda agora, meu desconhecido ; visto
que nao o asaassino que o senhor procu-
ra, minha mai nao pode ser sua cumpli-
ce... Portante est innocente.
Ser me-ha fcil aeredital-o, quando
aua mai me explicar d'onde provinha o
agenda de Cecilia Bernier, achado nojseu
aposento.
Senhor, ignorava que ease agenda es-
tivesse em minha casa, repito lho, juro-lhi !
resgondeu Angela, com violencia. Se esaa
mulher eativesse ahi, havia de desafial-a
para que affirmasse que per leu o sea agen-
de em minha casa.
Cecilia Bernier est ahi... Vai vel-a,
disse o Sr. de Gevrey ; depois, a um sig-
nal sen, a filha legitima do ex-armador en-
trn no gabinete.
Pois bem, visto que est aqui, desa-
fio-a a que affirme que perdeu o seu agen-
da em minha casa.
16,259:3210000
dada (mais.......
1,698:4360500 do que
na praposta para 1887
e 1888
4. Juros da divida ins-
cripta e ainda nao
fundada anteriores
emissao das apolic
(como na propoa
para 1887-1888
5. Caixa de amortiza-
gao e substituigao de
notas (dem)
6. Pensionistas (idem)
7. Aposentados (idem)
8. Empregados das re-
partieres e lugares
extractos (idem)
9. Thesouro Nacional
(idem)
10. TnesourarUs de fa-
zenda (idem)
11. Juizo dos f-itos da
fazenda (idem)
12. Alfandegas (menos
6000 do que na pro-
postajpara 1887-1888
13. Recebedorias (como
na proposta para...
1887 a 1888
14. Reparticao do im-
posto do gado (menos
4000 do que na pro-
posta para 1887-88
15. Mesas de rendas e
collectorias (como na
proposta para 1887-
1888.
16. Casa da Moeda e
resgate do cobre, idem
17. Administragao dia-
mantina, idem
18. Administragao e
custeio das fazendaa
e despezas com os
proprios nacionaes,
idem
i?. Imprensa Nacional
e Diario Official, idem
20. Ajudas de cuato
idem
21. Gratificg5e por
servigos temporarios e
e xtraordinarios, idem
22. Despezas eventuaes
idem
23. Differengas de cam-
bio, menos........
659:9310113 do que
na proposta p%ra...
187-1888
24. Juros diversos co-
mo na proposta para
1887-1888
25. Juros dos bilhetes
do thesouro idem
26. Juros dos titulo
de renda emttidos
para indemnisagao
dos servigos de inge-
nuos idem
27. CoramissSes e cor-
retegens, idem
28. Juros do empresti-
mo do cofre dos or-
phaos, idem
29. Juros dos dep-
sitos das caixas eco-
nmicas e montes de
soccorro, idem
30. Obras, mais.....
506:5630618 do que
na preposte para....
1887-1888
31. Exercicios findos,
como na proposte pa-
ra 1887 a 1888
32. Adiantamento da
garanta privincial de
2 [0 s estradas de
ierro da Baha e Per-
narabuco, idem
33. ReposigSes e rest-
tuigSes, idem
21,078:1350500
7:0000000
189:1920000
1,888:0230750
919:6100155
Arts. 2*, 34
4o, 5o
e 6o da proposta do-
governo para o exercicio de 1886-1887.
Estudando a commissao de orgamento
os arte. 29, 3, 4, 5o e 6, relativos
despeza para o exercicio de 1886-1887,
incluidos na respectiva proposta do gover-
no, apresentada ao corpo legislativo em
Maio de 1885, passa ella a expdr sua opi-
niao. ,.
Os rticos referidos sao redigiJos pete
forma seguinte :
Art. 2o Ficam approvados os crditos
supplemeatarjs, na somma de.........
159:1180303, constantes da tabella A.
Art. 3a E' utorisado o governo para
abrir, no exercicio da presente !ei, crdito
Bernier, disse Ri-
Cecilia pro-
Responda, Cecilia
cardo de Gevrey.
Com tom calmo e seguro,
nunciou estas palavras :
Affirmo, menos, que, indo sua ca-
sa, levava no meu regalo o agenda de que
se trata... Affirmo que esse agenda con-
tinha orna carta de meu pai e quinhentos
francos em notas do banco,.. Onde havia
eu tl-o perdido, senao na sua casa, visto
que foi nicamente l que eu tirei as mSos
do regalo ?
E' urna forma hypocrite e mentirosa
que d sua aecusagao disse Angela com
desdra.
A 'senhora tambem aecusa minha
mai ? I disse Emma, cujas lagrimrs aug-
mentaran].
N5o aecuso ninguem !.... replicou
Cecilia. NSo tenho oulpa ae a verdade
urna aecusagao. Nao techo culpa se o agen-
da perdido foi encontrado em casa desta
mulher.
E o que prova isso T pergantou a
bella hervanaria.
Cecilia respondeu :
Desse achado pode concluirse que,
nutrindo centra meu pai o odio em que me
fallou e resolvido a vi'ngar-se delle, a se
nhora servio-se, para preparar o assassina-
to, dos pormenores dados pela carta acer-
ca do seu itinerario.
Angela levantou-se ameagadora.
Ah 1 vibora I exclamou ella. Pensas
esmagar-me... e eu te hei de poupar la-
so o3o 1... Tanto peior para ti... Chega
a minha vez, sou eu quem te aecusa.
A filha legitima de Jayme Bernier fez-
se pallida como urna marta.
Senhor, balbuciou ella, voltando-se
para o juiz formador da culpa. Deixa me
insultar por essa mulher?
Mas j a bella hervanaria prosegua com
impetuosidade :
Sim, acenso-a, visto que me forga a
isto, e a oulpa sua, porque o quiz 1 A
volta de sea pai horro risa va-a, como m'o
disse ; eu acabava-lhe de recusar o auxilio,
que soliciteva, para commetter urna aojao
infame e oceultar a sua vergonha I Julgo-a
capas de nao recuar dianta de outro cri-
me mais monstruoso ainda, e desse cri-
me que a aecuso I i
14:4810803
669:9740666
1,037:2000600
132:3660500
4,304:0000724
472:5800000
50:5300000
1,483:7510500
487:0000000
14:0600000
8:0540000
456:6320000
70:0000000
25:0000000
100:0000000
500:0000000
350:0000000
1,350:0000000
18:0000000
150:0000000
600:0000000
850:0000000
1.124:4700546
800:0000000
450:0000000
90:0000003
auppleinantefcs para as verbas indicadas
na tabella B.
Art. 4* E' igualmente autorisado o go-
verno para despender durante o exercicio
deBsa le, at importancia de........
7,862:5870078, por conte dos crditos es-
peciaos constantes da tabella C
61.691:2090749
Sala das commissSes, 22 de Julho de
1886. Henrique8. Pereira da Silva.
Lucena.Rodrigues AIvob.Carlos Pei-
xoto. Silva Tavares, Loorengo de Al-
buquerque Mattoso Cmara..Guahy.
Art. 5o Continuam em vigor todas as
diaposigfies das antecedentes leis do orga-
mento, que nSo versarem particularmente
sobre a fixagao da re?eita a despeza, so-
bre autoritagao para marcar ou augmentar
vencimentos reformar repartigoes ou legis-
lagao fiscal, e que nSo tenham sido expres-
samente revngadas.
Brt. 6o Ficam revogadas as disposigSee
em contrario.
A proposte* a respeito do art. 2o, de-
ficiente. NSo basta a somma pedida para
as despea do exercicio. Sao ellas con-
sequencia de crditos abertos pelo gover-
no, relativos tabella A, e que tm de sor
rigorosaaxoote campridos. Datam estes
crditos do anno de 1885, nomeadamente
os de d**reto de 12 Dembro, a respeito
das obras do lazareto da ilha Grande e os
de 20 da Margo da 1886, a respeito da
differengas da cambio, juros de bilhetes
do thesouro em circulagao, juros dos em-
prestimos do cofre dos orphaos, que se n3o
contaran e nao se incluir a m nes orgamen-
tos com a precisa dotego, e qua montam
as naw ausnfias elevadas. Seria faltar
verdade dos orgamentos deixar de meacio-
nar desposas que forgosamonte se tem da
eflectuar. A realidade dos orgamentos de-
ve ser referida, para que todos conhegam
esclarecidamente a situagao financeira o
procure remediala, em vez de maia per-
turbal a. A somma desta verba incluida no
art. 9 da propoata deve ser eleua 'a a
4,833:1860028.
Relativamente ao art. 3*, acompanha a
commissao o pensamenio do governo e o
adopta iateiramente.
Qussto ao 4a artigo, ainda parece
commissao insuficiente a proposta do gover-
no, porque ella nao contou com aa de8pe-
zas para a quote indiapensavel ao abaste-
cimento d'agua para a capital do imperio,
e a compra de mananciaes precisos para as
necessidades da populagao e limpeza pu-
blica da cidade. Cumpre ainda accrescen-
ter que nao incluio as despezas que re-
querem o prolongamento da estrada de
ferro D. Pedro U, do ramal para Ouro
Preto, sa importancia de 1.400:0000; a
cootinuagao da eBtrada de ferro do Rio-
Grande a Bag, na de 177:220138 ; o pa-
gamente de 700:0000 pelos ostudos feitos
pelos concesaionarios das estradas de ferro
da Victoria a Natividade, de Cacequy_ a
Uruguayanna e de Bag a Cacequy, cujas
conceaaBes foram declaradas sem effeito.
Estes accrescimos, effectuadas as deduc-
g5es que se verificara possiveis na consig-
nagao da juros-para a companbia Mogya-
na, na garanta de juros para malhora-
mento do porto da cidade da Fortaleza e
alfandega resqectiva, na do ramal do Tim-
b e na consignagao da estrada de ferro
do Reife ao S. Francisco e Caruar, con-
forme tudo se prova com a demonstragao
do documento annexo a este parecer, na
sua conclusao fazem elevar a somma de
7.862:5870678 a 11.4780216.
Ajunte conjunctamente a commissSo,
no final do seu parecer, a demonstragao
official a respeito das quantias precisas
para abastecimento d'agua da capital.
Concorda a oomraisao com os arts. 5* e
6* da proposts.
Mas esta miseravel est louca! bal-
buciou Cecilia, completamente desvairada.
Eu nada tenho que oceultar... a vergonha
em que ella falla urna invengo diabli-
ca, e eu esperava com impaciencia o re-
gresso de meu pai... Defenda-me, senhor,
pego-lhe I defenda-me.
Hei de defendel-a, minha senhora, fi-
que certa.
Pois que exclamou Angela, exaspe-
rada, o senhor defende-a; o senhor, um ma-
gistrado 1 Sabe que motivo trazia minha
casa essa filha tegitima de meu pai, casa
da bastarda, ao dia em qua telvez traigoei-
ramente deixou eahir o seu agenda ? Vi-
nha, sem me conhecer, eonfessar-me o seu
terror. Seu pai devia chegar d'alli o pou-
cos dias, depois de urna ausencia de mui-
tos mezes; seu pai, um puritano, como
ella o dizia, que nao viva senao para a
honra... Elle, um puritano 1 Jayme Ber-
nier, meu pai, que me tinha renegado co-
vardemente. Matal-a-hia, dizia ella ainda,
se soubease, quando ebegasse, que ella era
amante de um comediante ordinario, que
ella trazia no seu seio a prova viva do seu
erro.
Senhor I senhor 1 mande-a calar,
balbuou Cecilia, quasi desfallecendo.
- E' preciso, pelo contrario, que ella
f lie, disse o juiz ; depois, verei onde est
a verdade ou a mentira.
Emma Rosa apertava a mSi nos bragos.
A bella hervanaria tinha chegado ao pa-
roxismo da sobreexmtagSo. As suas fei-
g5es, to delicadas mettiam medo. Pare-
ca soltar relmpagos dos olhos.
Angela oontinuou:
Essa moga implorava-me de mos
postes... dizia queiestava decidida a ma-
tarse, antes que affrontero furor do pai...
parecia louca... Apeiar da sea tsMS
tive por ella alguma piedade. Resolti ga-
nhar tempo... Era possivel que o socegt
lhe voltease ao mesmo tempo que a refle-
xao... Fipgi ceder.... Prometti lhe ai
drogas abortivas que ella soliciteva e, a
pretexto de acompanhar o effeito do testa-
mento, pedi-lhe o seu nome e morada. .
Disse-me como se chamava e onde morava.
Devem comprehender o quesepassou dea>|
tro de mim, ouvindo este nome. Era o do1
hornern. que oovarde mente tinha abandona-
(Contina).
de urna
Bernier a
do minha mSi e que covardemente tinha-a
repellido, quando fui solicitar delle um
pouco de carinho, um pequeo auxilio para
viver.
0 EntSo, verdade, confesso-o, tedo o
fel que fermentava em mim, todo o odio
acenmulado havia tantos annos, subira-me
do cora gao aos labios.
Disse a essa mulher o horror e o des-
prezo que me inspirava seu pai e mea e
depois expulsei-a de minha casa.
< E agora, viato que precisa
culpada, eacolha entre Cecilia
eu.
1 Eis ahi a parricida!... E' ella que
para affrontar a colera paterna, mandou
assassinar seu pai I
, g nSo a aecusa va, deixa va-a com os
seus remorses... Mas essa vibora volta-se
contra siim e quer morder-me... Entaa
volto-me tambem e sou en agora que a ac-
caao.
Km nome da justiga, senhor, viato que
estou presa, mande tambera prender eete
mulher. >
A aonhora mai servida pela saa co-
lera, replicou o juiz formador da culpa.
As aocosacoes ou, antes, as injurias qua
acaba sccumular contra sua irmS n3o
sao esteiadas por nenhuma prova, e consi-
dero a snas palavras mino outrae tantas
mentiras. A menina Cecilia Bernier pede
tersa deKado seduzir por um hornera in-
digno della. E' um erro de que ella cora,
e a esvara tem tanto menos direi:o de
lh'o langar em rosto, quanto, como ella, ua
sos sdsta, se deixou tambem seduzir I Esse
passado, de que a senhora pretende fazer
urna arma, eu conhecia-o. O encarniga-
mento dos seus ataques contra sua irma >i
urna idea exacta do seu odio inflexivel e
da sss sMs de vinganga contra seu pai !
Sabe o que resulta de todo quanto me aca-
ba de dizer ?
. A srinha innocencia, replicn Angela
con altivez.
A sua culpabilidade, disse o juiz.
stam, murmurou a bella harvanaaia,
o senhor ceg porque quer, e nada lho
peder tmmr abrir os olhos.. Que o me
destino se cumpra. [Continuar taha.)
Typ. do Dior raa Daqne de Caxias a. 42,
r


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