Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19862


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Full Text
AMO LJIJ--JMEBfl 188
PIRA A CAPll-AL E E.UC.ARJK ONDE SAO SE PACA PORTE
........ 6.J00
......... 120000
....... .... 240000
Por tres mezea adiantadoa
Por seis ditos dem.
Por um auno dem.
Jada numero avulso, do mesmo da.
0100
QDABTA-PEBA 18
AGOSTO 1 1886
. *
PARA DEXTRO E FORA DA PROVlfC 11
Por seis mezea adiantado. .
Por nove ditos idem.......
Por um uno dem.......
' Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
200000
270OOe
01UO
DIARIO DE
RNAMDUGO
Pnrprufrate >* JHaiwel Jtfiudra i>* Jara 4 tlljo*
<*>
Os Srs. Anede Prince A C.'.
de Pars, sito os nossos gentes
exclusivos de uiiniun o* e pu-
blic cftes da Franca e Ingla-
terra.
i
l
i
i
Os Srs. Hnsbiirne Hermanos,
de \ew-Vork. Bread Hay n.
$90, silo os nossos agentes ex-
clusivos de annu..cles nos Es-
tados-Unidos.
TELEGRAMMAS
sss:i:: mmm :: :x::
RIO DE JANEIRO, 17 de Agosto, as 3
horas e 50 minutos da tarde. (Recebido
s 5 horas e 40 minutos, pela linha terres-
tre).
Xa Cmara dos Deputadoa, boje, o
Dr> redro Beltro aprenentou una
requerimento caja dtscuMno fleon
adiada, pedlndo InformacSes sobre
os facaos de Vlcencla e sobre a ele i
cao municipal ena Boaaa lardim.
A Cmara approvou em *.a disens-
Mto o orcamento do Ministerio da
Marinba.
Fot aposentado o actual almojari-
fe do Arsenal de Marinba de Pernam-
baco Francisco de Paula Bodrigues
de Aimeiiin. sendo nomeado para
exercer dito cargo Ugali.no (f).
SSS7IS3 DA A&SHCIA 2AVAS
(Especial para o Diario)
BRUXELLAS, 16 de Agosto.
Bandos de socialistas, compostoa
de cerca de 3O:0OO individuos, per-
eorrena as ras da cidade arvorando
a bandelra vernaelba. cantando a
naarselbeza e gritando viva a annis '
la.
A manifestacao re o sena nota-
veis perturbacoes.
Agencia Havaa, filial em Pernambuao,
17 de Agosto de 1886.
INSTRCCiO POPULAR
(Extrahid)
DA BIBLIOTHECA DO POVO B DAS ESCOLAS
CAPITULO I
AB ATMOSPHEBICO
{ContttwaeSo)
Asentes estes principios, vejamos quaes sao as
eondices em que o ar mantm a vida e a aade.
0 ar msntma vida, ceden do ao sanguonma parte
do seu oxygenio, que vai transformar o aangue ve-
soso em aangue arterial, e trnalo assim proprio
para a nutricio dos orgos e para a conservafo
ca vida. Deve pois o ar, para ser vivificante,
conter a quantidade de oxyenio necessario para
atransforinaco do saugue. Demonstra a sciencia
que um homem, de estatura e corpulencia ordina-
rias, respira 16 a llvezes por minnto, introduz
durante cada movimento completo de respiraco
nj3 pulmoes cerca de ura terco de litro de ar, ab-
aorve assim 7 a S metros cbicos d'aquelle fluid
em 24 horas, e consume n'uina hora todo o oxyge-
nio contido em90 litros de ar, ou 116 grammas, o
qne d um resultada de 2:160 litros ou um pouco
ma3 de 2 metros cbicos as 24 horas.
A quantidade de ar rigorosamente necessaria
SO homem seria, pois, segundo este calculo, de 7 a
S metros cbicos em eada dia : mas erro seria pen-
sar-se que um homem reduzido a nao dispr seno
d'nqueila quaotidiide de ar poderia continuar a
viver sem alteraco na sua sade. Demonstra a
experiencia que tal quantidade insuficiente e que
o organismo humano precisa pelo menos 6 metros
cbicos de ar por cada hora, porque nao Ihe basta
encontrar n'elle a quantidade suficiente de oxyge-
nio, mas necessario que este gaz esteja all con-
venientemente diluidj. Um individuo que se de-
morassepor algum tempo n'umaatmosphera limita-
da, de 7 a 8 metros cbicos de volume, cedo come-
caria a sentir os symptomas precursores da snffo-
caco; e, se estivesse encerrado n'um espago fecha-
do, de 3 a 4 metros cbicos, bem depressa morre-
ria asphyxiado.
Pode o ar conter oxygenio na quantidade neces-
saria para a conservico da vida e, comtudo, pre-
judicar gravemente a sade dos que o respirem.
Efectivamente necessario que o ar que respiramos
seja paro, e nao contenha nenhuma substancia que
posa, quando introducida no sangue pela respira-
cao, modificar a composicao d'rste, produzir qual-
quer desarranjo as funecoes orgnicas, e originar
doenca.
Depois do qne fica dito, fcil de conclnir-se
ue as qualidades do ar dependem da sua compo-
ai^"o e da sua pureza, e que o ar fresco e puro,
continuamente renovado, o mais vivificante e o
qn'; sade mais convm, E' per isso que se con-
sidera grandemente salutara atmosphera das mon-
tanhas, que renovada constantemente pelas cor -
rentes de vento, fornece ao organismo um ptimo
elemento ua sua conservaco e do aeu bem estar.
Sao da maior importancia para a sade as qua-
lidades do ar respirado. Havendo a escolher-se
entre urna boa alimentacao e um bom ar, o inte
resse mais immediato da eonservacflo exigira que
ae dsse a prefereneia ao bom ar; pode mais fcil-
mente dispansar-BC urna boa alimentacao do que
ama atmosphera salubre. A respiracao de um ar
puro e sandavel pode, at certo ponto, anpprir a
deficiencia da alimentacao. laso se observa na
grnte do campo, que geralmente mal alimentada,
is qne vive n'um ar poro e const- ntemente reno-
vado *, aprsente ella em regra melhor constituico,
sade mais resistente e aspecto mais florescente do
que i gente das grandes povoacoea.
Do que fica enunciado se deduz a neceaaidade
te se evitar, quanto possivel, um ar que nao seja
fcilmente renovado. Os operarios que passam
a maior parte do seu tempo em oficinas mal ven-
tiladas e insalubres ; as mulherea retidas em casa
ao exercicio dos maitrea do seu sexo; os homens
dados a trabalbo do gabinete, e que passam ton-
gas horas mesa dotrabalho ; as creancas que as
necessidades da educaeso, e s vezes as exigencias
de urna absurda e irracional disciplina, encerrara
durante a maior parte do dia as escolas e casas
de estudo, obrigados a prolongada quietaco e
silencio, com grande prejuizo de seu deacnvolvi-
mento physico; todos teem necessidade de trequen-
tea banhos de ar renovado, que os vivifique e
lhes neutralise os effeitos das ms condicoes em
que ordinariamente vivem. A todos devem re-
commendar-se os passeios em localidades bem ven-
tiladas, principalmente em sitios arborisados, e,
sempre que seja possivel, os passeios no campo,
A's creancas especialmente sao indispenaaveis
todos os dias passeios em bom ar, em local onde
possam correr e saltar, para asaim obviarem aos
inconvenientes que para o seu desenvolvimiento
physico pode trazer a permanencia as aulas e
cas casas de estudo e de aprendisagem. Os pas-
seios e os exerciejos ao ar livre nao teem somente
salutar effeito physico, sao tambem de til influ-
encia sobre o moral, o que cumpre ter muito em
attencao, particularmente as creancas.
(Continua).
MRTE 0FFIC1AL
Ministerio do Imperio
Por decreto de 7 do corrente foi nomeado o ha-
chare 1 Antonio Jansen de Mattos Pereira para o
cargo de presidente da provincia de Piauhy, sen-
do concedida a exoneracao que pedio do mesmo
cargo o bacharel Manoel Jos de Menezes Prado.
Foi nomeado Joaquim Manoel Correa para o
cargo de secretario da provincia de Goyaz.
Concedeu-se a exoneracao que pedio o bacha-
rel Pelino Joaquim da Costa Guedes do lugar de
secretario da provincia da Parahyba.
Por despacho imperial de 7 do corrente fo-
ram agraciados :
Com a dignitaria da Ordem da Rosa, o professor
Hermn Burmeieter.
Com o grao de cavalleiro da Ordem de S. Bento
de Aviz, o 1 tenente da armada Joaquim Diniz
Cordeiro, e os capites do exercito Franklin Fran-
cisco Barreto, Affonso de Pinho de Castilho, T-
burcio Valeriano de Arruda e Thomaz Tompson
Flores. '
Concedeu-se a medalha humanitaria de 1'
classe ao 1 sargento almoxarife da fortaleza do
Brum, em Pernambuco, Joaquim Bazilio Pyrrho,
e ao cabo de esquadra do corpo de imperiaes ma-
rinheiros, Joo Calixto Soaies, pertencente guar-
nico do cruzador Trajana, por terem salvado com
risco da propria vida, este a do imperial mari-
nheiro de 2 classe Antonio Pinho Botto d'Aguiar,
que no dia 5 de Julho ultimo, de bordo daquelle
cruzador, cahira ao mar em consequencia de um
ataque de que fora accommettido ; e aquel le a de
urna crianca que estava quasi a ser esmagada, no
dia 16 de Feveroiro ae 1882, por um carro da
Companhia Ferro Carril do Recife, em cujo acto
soffreu urna contuao no braco esquerdo.
Ministerio da Cuerra
Foi nomeado por portara de 7 do corrente, com-
mandante das armas da provincia de Matto-Gros-
so, o coranel do corpo de estado maior del clas-
ae, Manoel Francisco Coelho de Oliveira Soares.
Foi transferido para a 2* cUsse do exercito,
de conformidade com a inmediata < imperial reso-
hicao Je Io da> Abril de 1871, o eapitfto do Io cor-
po de cavallaiia, Amaro Francisco de Moura, fi-
cando aggregado arma a que pertence, visto ter
sido, em inspec^So de saudejulgado incapaz do
ssrvico do exercito.
Concedeu-se reforma, com o sold por intei-
ro, de accordo com o 3 do plano que baixou com
o decreto de 11 de Dezembro de 1815, ao cabo de
esquadra do Io regiment de cavallaria ligeira,
Joaquim Ribeiro da Silva, visto ter ficado inuti-
lisado para o servico do exercito, estando em ser-
vico.
Ministerio da Mariana
Andr Seixas Pereira dos Guimares e Innocen-
cio Augusto da Silva foram nomeados escreventes,
este da canhoneira Pernandes Vieira e aquelle da
flotilha de Matto-Grosso.
Ao quartel-general communicou-sc, ter-se ex-
pedido ordem para que o furriel do corpo de impe-
riaes marinheiros, Jos Pedro da Cruz, destacado
na escola de aprendizes marinheiros, no Para, seja
submettido ao exame necessario para, a admissao
no corpo de officiaes marinheiros ; devendo correr
a viagem por conta do referido furriel.
Declarou-se tambem ao quartel-general que,
de accordo com o parecer do cooselho naval, o 1
tenente d. armada Leopoldo Bandeira de Gouva
tem direito a contar como de servico militar, para
os effeitos da reforma e concessao do habito de
Aviz, o tempo decorrido de 6 de Marco de 1868 a
17 de Fevereiro de 1869, e de 10 de Marco de 187d
al2 de Ma o de_1871, durante o qual, na qualida-
de de paisano, estudou com aproveitamento na
Escola de Marinha.
-------------"ggqeg--------------
Governo da provincia
DESPACHOS DA PBESIDENCIA DO DIA 16 DE
AGOSTO DE 1886.
Anna Mara Conceico. Informe e Sr.
director do Arsenal de Querr.
Augusto Gonjalves da Silva. Passo
portara e a respectiva carta de naturali-
sacSo.
Horacio Barbato Accioli. Ao Sr. Dr.
juiz de direito da comarca de Caruaru'
para informar.
Bacharel Jos da Cunha Liberato de
Mattos. Justifico as faltas, depois de no-
tado na scelo competente da secretaria
do governo, remetta-se este requerimento
ao Sr. inspector da Thesouraria de Fazen-
da para os fias convenientes.
Jos Barbosa da Silva. Ao Sr. Dr.
ebefe de polica para informar.
Juliao de 7Albuquerque Mello. -Remet-
tido ao Sr. commandante superior da guar-
da nacional da comarca de Bom Conselho
para mandar passar a guia de que trata
o art 45 do decreto n. i,130 de 12 de
Margo de 1857.
Joao Horoncio Franco. Informe o Sr.
(ngenheiro ebefe da repartilo das Obras
Publicas.
Capitao Faustino Marinbo FalcSo.-
Informe o Sr. commandante superior da
guarda nacional da comarca do Bom Con-
selho.
Capitao Pedro do Reg Chaves Peixoto.
f O supplicante deve rocorrer para o go-
verno imperial na forma d art. 99 do re-
gulamento de 13 de Novembro de 1872.
Ronquayrol Frres! Informe o Sr. ins-
poctor da Thesouraria de Fazenda.
Coronel Thomaz Alves Maciel. Infor-
me o Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
zenda.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 17 de Agosto de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio F. da Sveira Carvalho.
Repartico da Polica
Scelo 2.* -N. 794.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 17 de Agosto de 1886.
Illm. e Exra. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de
Detencao os seguintes individuos :
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Antonio Francisco da Silva, Zacha-
rias Francisco das Chagag, Antonio Panta-
leUo dos Santos, Mara Francisca da Con
ceicao e Joaquim Carneiro, por disturbios.
A' ordem do do Io districto da Boa-Vis-
ta, Pedro Francisco Ferreira, alienado,
miaa disposicao, afim de ter destino para
o Asylo da Taniarineira.
I A' ordem do do 2o districto da Boa Vis-
ta, Guilhermina Mara do Sacramento, Joao
Marcos Evangelista e Antonio Bdzerra de
Araujo, o primeiro por embriaguez e os
dous ltimos por uso de armas defezas e
offensas moral publica.
Communicou-me o delegado do ter-
mo de Agua-Preta, qne no dia 9 do cor-
rente foram aggredidas, ao passarem pelo
engenho Piaj, pertencente a Antonio Ser-
gio Marroquim e Francisco Affonso Marro-
quim, duas pracas do destacamento all es-
tacionado, e que regressavam do districto
de Campos Fros, para ondehaviam segui-
do em perseguicSo de ladrues de uavallos-
Foram onze os aggressores, todos mora-
dores no referido engenho e apaniguados
de Antonio e Francisco Marroquim, que os-
tentam capitanear um grupo de. desordei-
ros armados e pretendem nao permittir que
a policia transite por suas trras.
As pracas ficaram feridas, sendo urna
deltas gravemente.
O delegado tomou conhecimento de tal
attentado o fez as diligencias da lei.
Pelo delegado do termo do Cabo fo-
ram remettidas a esta repartico diversas
armas defezas, em numero de cincoenta,
tomadas a individuos desordeiros.
No dia 5 do corrente procedeu-se a
visita da cadeia do termo do Brejo, na
qnal foram encontrados 19 reos sentencia-
dos, 2 appellados, 4 pronunciados e 4 in-
diciados em diversos crimes.
Assumio hontem o exercicio da sub-
delegada da freguezia de S. Frei Pedro
Goncalves, na qualidade de 3o supplente,
o cidadao Domingos Bruno.
Na mesma data reassumio o cidadao
Joao Hermano Cardoso o exercicio do car-
go de subdelegado do districto da Var-
zoa.
Pelo subdelegado do Io de S. Jos,
toi remettido ao juiso competente o ia^ae-
rito policial a que procedeu contra Manoel
Vicente de Olizeira, conhecido por Badoca,
como incurso as penas do art. 205 do
cod. crim.
Deus guarde a V. Exo.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de poli.na, Antonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 17 DE AGOSTO DE 1886
Antonio Rodrigues de Souza & C, Es-
meralda Estephania Pessoa Braga, contas
do collector de Granito, Pereira Carneiro
& C., costas do collector interino de Flo-
resta, officio do inspector geral da Instruc-
cSo Publica e Narciso Candido Baptista.
Haja vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Ponto do Gymnasio.Ao Sr. pagador
pera os dovidos fins.
Aureliano Caasiano Bezerra de Mello e
Joao Cecilio de Miranda.Registre-se e fa-
cam se as devidas notas.
Francisco Gibson, Antonio Justino Fer-
reira da Luz, Marcelino Pereira Soares e
Henrique Dias de Farias.Informe o Sr.
contador.
Manoel Fernandos Velloso.Informe a
commis&ao liquidadora.
Luiz Jos da Silva GuimarSes. Infor-
me o contencioso.
Felismina Vianna de Lima.Entrege-
se pela porta.
Thomaz de A quino Camello.A' vista
das informajSes nSo ha que attender, pois
nSo consta desse Thesouro a approvaco
da locacjlo da casa a que refere-se.
Jos Aureliano Luiz Alves.Entrege-
se pela porta.
INTERIOR
Pequeas economas do orea
ment
(Do Jornal do Commercio da corte
Um dos signaes mais evidentes do progresso
pratico da opima, entre nos, o interesse que
todas as classes illustradas, aqui e as provin-
cias, ligam s questoes administrativas, conser
vando-se indiffer- ntes s agitacoes publicas de
outra natureza. Os actos e propostas do governo,
em tudo o que diz respeito s financas, immi -
graco, economa ou novos dispendios no orea
ment, servem de assumpto a todas as conversa-
cors, e merecem applauses, ou censuras conforme
o ponto em que se approximam das aspiracoea na
ciocaes.
E' curioso acompanhar no jena'i^ma das pr a
cipaes provincias os esforcos empregados para
obter promptas e completas informacoes do que se
passa na corte em referencia aos interesses admi-
nistrativos, e ver a lucidez de outros, o acert e
bom senso com que artigos especiaos tratam mul-
tas veaes das materias actualmente < m discussao.
O equilibrio do orcamento foi urna das princi-
paes promessas da atuai situacao, e tudo o que
diz respeito a esae melhoramento preeceupa de
preferencia a opno publica. Effectivamente, ha
toda a ia:o de ligar tamanha impoitanti i aoa
cortes as despezas publicas, pois, sem elles, nu-
teis serio todos os esforcos para levantar o ere-
dito do paz e conseguir a fixacio do padro mo-
netario.
O ezemplo doa principaes pases que, nos un-
annos, conseguiram restaurar as suas financas e o
valor de sua circulacao monetaria, diz-noi aue ao
lado das providenciae eapeciaea para ese fim an-
daram sempre oa maia enrgicos eaforcoa para
equilibrar as reoeitas com as despezas. Nao pode
haver bom cambio, nao pode haver confianca das
pracas estrangeiras sobre nosso paiz, em quanto
os encargos d Estado estiverem ameacados de
continuos augmentos pela deficiencia da renda em
relacao aes cosapromissos.
A opiniao que esperou logo grandes golpes as
despezas, nem vio a promessa delles na exposicao
do Sr. ministro da fazenda. Nao exigi que ae
redusisse o exercito a um ncleo limitado de cor-
pos modelos, bem escoltados, bem disciplinados,
armados esm perfeicao, e que fossem suflicientes
restrictamente para guarnecer nossas fronteiras e
principaes cidades ; nao exigi que as forcas de
marinha se Ilmitassem ass vasoa necessarios e a
pessoal iniispeaaivel para o eervico, cessando
construccoes dispendiosas e veleidades de poten-
cia naval, que nao tem raijo de ser nem pela
nossa posicao ^eographica, nem pelo nosso com-
mercio martimo; nao exigi que ceasassem todos
os prolonga atentos de vlas-ferreas nao reproduc-
tivas, que srju peso para o Estado e urna osten-
tacao perenne da prodigalidade e desordem dos
servicios admiaistrativos; emfim, nao exigi que
cesaassem immdiatamenU as encommendas de ma-
terial feitas na Europa, e todas essas commisaes
scientieas ou techdicas de pura ortentacSo, que
interna ou externamente nao dao na generalidade
outro resultado seuo copiosos relaterios e gastos
improductivos. '
Todas estas eeonomias podiam ser exigidas,
todas ellas tinham razo de ser, vista do des-
equilibrio daa financas, e s golpea desse jaez po-
diam, em prazo limitado, acabar com os defteits
constantes e contribuir poderosamente para o res-
tabelecimento do crdito publico e do padro mo-
netario.
Teve bastante confianca a opinio publica nos
Ilustres cidadaas que estao testa dos negocios
nacionaes, porque essas modiScaces justas e ur-
gentes as despesas publicas se fossem obtendo
gradual e progresaivamente, e tambem a teve em
seus naturaea censores, nos repeesentantes das
parcialidades divergentes no Senado e na Cmara
temporaria, para qne estes cumprissem a aua obri-
gacao patritica de apressar os cortes nos dispen-
dios e oppor-se a qualquer novo compromisso
oneroso.
Nesta esperanca foi alentada pela tabella apre-
sentaoa pelo Sr. conselheiro A. da Silva Prado,
sobre as verbas do Ministerio da Agricultura, an-
torisadas para o exercicio de 1885-1886, nos orca-
mentos ordinario e extraordinario, e as importan-
cias que realmente se haviam gasto.
De um genero de autorisacea havia, at 30 de
AbriHproximo paseado, um saldo de 8,668:4090032,
e quanto aos servicos extraordinarios, para que o
orcamento couaigoara crditos especiaes, foi de-
monstrado um saldo de 3,249:7845164. Igual
zelo dos interesses nacionaes, em todas as repar-
tieres, nj poda deixar de conduzir, em breve ao
equilibrio do orcamento.
Entretanto, as classes illustradas contenta-
vam-se j com as economas possiveis, attendendo
aos compromissos tomados aos direitos adquiri-
dos, e a todas as condicoes da justica administra-
tiva. Essas economas podiam apresentar se por
verbas de pequeo valor, j& nos xcessos de pes-
soal, j em commsaocs dispensa veis, remuneracoes
extraordinarias de obras novas, mas accutnula
das, addicionadks podiam attingir a sommas res-
peitaveis. Parces-nos que existia algoma razo,
para dar-. et* aitisfaco opinio publica,
3uando na fraae do honrado uii*isro da fazenda
o gabinete de 24 de Maio, o dficit suba, nos
ltimos annos. media de 28,738:620^, e os mais
insuspeitos publicistas declaravam que, em um
periodo de sete annos os compromissos financeiros
tinham siao cobertos por um augmento da divida
fundada e da fluctan te na importancia de.......
350,000:0001:, tocando 50,000:0000 a cada exer-
cicio.
Os antigoa compromissos da guerra do Para-
guay, dos soccorros secca da Cear e das cons-
truccoes das vias frreas do Estado justificavam,
ata certo ponto, este novo grvame publico, mas,
j era tempo de Ihe marcar um termo, e de enr-
gicamente, determinar o limite.
Ne.-te proposito, a naco tudo espern de au-
gusto Senado, em que esto congregadas as maio-
rea notabilidades da carreira administrativa, e
na brilhante mocidade que estreou-se es'e anno,
na Camaara temporaria, e vem educada em urna
das melhores escolas de parcimooia e de disci-
plina administrativa. Esta esperanca nao ces-
sou, nao ha anda razes suflicientes para aban-
donaba, e embora a sua execuco seja desagra-
davel, embora os venerandos legisladores tenham
de incorrer as queixas dos interessados, nao nos
parece que o sacrificio pessoal esteja cima do sen
patoiotismo.
A proposta do Sr. ministro da fazenda para
18861887, e anda mais aquella, cuja responsa-
bibdade ihe pertence, a de 18871888, teve o.
cunho dessa gradual attenuaco das despezas
publicas, pela qual S. Exc. esperou chegar effecti-
vamente ao equilibrio orcamentario. Vemos que
esaa ultima propoato reduzia 422:720/300, no
Ministerio do Imperio ; 820:4570250, no da Jus-
tica ; 481:9970909, no da Marinha; 188:4010207,
no da Guerra, e emfim dava os dous grandes gol-
pes, filhos do programma financeiro, no Ministerio
da Agricultura, em que redazia 7,193:4960601, e
no da Fazenda, em que gracas conversao da di-
vida e ao melhoramedto do cambio, poda dimi-
nuir 1,809:6740452, na despezas previstas. E'
bom recordar que essa proposta mostrou a pqssi-
bilidade pratica de passar-se de um orcamento
de despeza de 150,751:0000, para o de.........
139,827:6490, realizando urna economa de......
10,928:0000. Com as realizaces de crdito, o
melhoramento das percepcees tributarias, e al-
guns pequeos impostos, se poderla assim chegar
a um certo equilibrio, embora este noproviesse
de cortes radicaes, que sao os nicos que podem
assegurar a volta de nossa prosperidade finan-
ecira.
E' preciso fazer justica aos honrados membros
da commjsso de orcamento da Cmara tmpora
ria, que na confi-eco dos orsamentos actualmente
em discussao, nao arredaram p do programma
de economas o esforcaram-se por traduzir em
tactos o compromisso publico que a situacao as-
somira. Sabemos quanto difficil tazer compre-
hender s influencias provinciaes a necessidade
de fechar o cofre das gracas financeiras, quando,
como actualmente, as urgencias do Eetado assim
requerem ; mas preciso que os chefes das par-
cialidades noi dous ramos do poder legislativo
colluquem o seu patriotismo na altara das exi-
gencias legitimas da opinio, e corram mesmo o
risco do desagrado e da impopularidade passa-
geira. Trata-se de amparar todo o edificio ad-
ministrativo que ameaca eminente ruina.
Iremes um pouco maia longe, em relacao e in
fluencias iocaes. 1' preciso que as provincias,
ou antes os manejadores dos seas negociis se con-
vencam de que os favores a influenciaa de cam
panario, as gracas financeiras por meio de gratifi-
cacoes e aposentadorias triplicadas em um indivi-
duo, as dotacocs para obras imaginarias, aa ga-
rantas e subvencoes para empresas falliveia ou
de producto impossivel, nao pedem continuar ou
avolumar-se custa do impostos exagerados de
consummo e exp >rtaco, ou de repetidas innova-
co.'s as dividas provinciaes. E' preciso qne p- l comecem aa ptqueninas economa dos orcamen-
tos, que devem produzir a regenerado econmi-
ca, e do contrario defiohando a DroduC(o nacio-
nal, extinguindo o commercio interprovincial, os
mauejadures de negocios as legislaturas Iocaes,
esto, quando menos, comprometiendo a descen-
tralisaco creada pelo acto addiaona!. Nao de
c^rto para tolher o desenvolvimonto da riqueza
publica e a livre circulacao do producto das in-
dustrias internas que esaa deseeatralisaco fei es-
tablecida. Nao deaejamos que nossa previso se
eflectue; mas o desequilibrio entre os compro-
missos e os meios razoaveis est creseendo de tal
forma em algumas provincias e oppondo-se com
tanta exageraco ao progresso econmico, que
pode chegar um dia em que a necessidade de sal-
var os interesses nacionaes obrigue oa poderes p-
blicos geraes a chamar a si o direito exclusivo de
tancar impostos de exportaco e importacao, assu-
mindo ao mesmo tempo a responsabitidade das
dividas provinciaes. Repetimos que ser contra
nossa vontade e opinio que eaae facto se realiza-
r ; mas a succeaso dos abusos conduz fatalmen-
te a resaltados desta especie.
Quando a reforma deve principiar pelos orca-
mentos provinciaes, nao ha razo para que as in-
fluencias Iocaes opponham -se ao corte de todas as
despezas do orcamento geral que nao forem de
absoluta necessidade.
Do ramo vitalicio da legislatura nacional ha
tudo a esperar na energa, hombridade e i-enco
com que devem ser cortadas as despezas : a pra-
tica administ'ativa, o habito ha mnitos annos ad-
quirido de dizer a ultima palavra as questoes
orcamentanas, faz com que a naco de toda a
responsabilidade das resolucoes e resultados finaes
a veneranda corporaco.
Oa Estados Unidos, em qne as classes conser-
vadoras exercem vigorosa e prsgressiva influen-
cia, depois da eleico de Hayes e Garfield, esto
dando-nos o exemplo de como se executa urna re-
forma admiuwtratioa O presidente Cleveland
para estabelecer a justica e a moralidade na ad -
ministraco, teve que lutar com o aeu proprio par-
tido, e nao recuou ante o naufragio possivel de
sua reeleico.
Lembremo-nos que na Italia o estadista Ma-
gtiani, levando a effeito as primeiras tentativas
mal succedidas de Sella e de Cambray-Oigny, s
conseguio extingnir o curso forjado e obter a cir-
culacao metallica, quando deu o equilibrio ao or -
camento. Achara os fuudos externos a 78, e pelo
equilibrio do orcamento collocou-es a 100, em
P ris e Londres, e s ento as pracas estrangei-
ras descansaram bastante na Italia por cessar de
exigir o embolso immediato dos capites impor-
tados. Ore/amento equilibrado, fundos ao par em
Londres, e padro monetaria restabelecido, sero
tactos encadeados quando tivermos coragem e pa-
triotismo por os iatontar e realizar.
PERNAMBUCO
Assembla Provincial
56* SESSO EM 11 DE JNHO DE 1886
PBESIDESCIA DO EXM. SR. DR. JOS MANOEL DE BARROS
WANFEBXST
Ao meio dia, teita a chamada e verificando-se
egtarem presentes os Srs. Ratis e Silva, Constan-
tino de Albuquerque, Baro de Itapissuma, Luiz
de Andrada, Joo Alves, Rodrigues Porto, Ferreira
Velloso, Sophronio Portella, Hercuiano Bandeira,
Barros Barreto Jnior. Juvencio Mariz, Barros
Wanderley, Augusto Franklin, Soares de Amo-
rim, Jos Mara, Domingues da Silva, Rogoberto,
Prxedes Pitonga, Reg Barros, Costa Qomes,
Gomes Prente, Julio de Barros e Visconde de
Tabatinga, o Sr. presidente declara aberta a ses-
ao.
Comparecem depois o Srs. Lourenco de S,
Ferreira Jacobina, Joto de Otiveira, B*irao de
Caiar, Gaspar de Drummond e Costa Ribeiro.
Faltam, com participacio, o Sr. Solonio de
Mello, e sem ella os Srs. Rjsa e Silva, Goncalves
Ferreira, Antonio Victor, Regueira Costo, Andr
Dias, Joo de S, Amaral e Coelho de Maraes.
E' lida e sem debate approvada a acta da sessao
antecedente.
O Sr. 1 secre'ario procede a leitura do se-
guinte
EXPEDIENTE
Um officio do secretario do governo, transmit-
tindo por copia outro do director da Colonia Or-
phanologca Isabel representando contra a emenda
que dispensa a Santa Casa de Misericordia de
ntregarlhe metade do rendimento do patrimonio
dos orphos.A' commisso de orcamento provin-
cial.
Um abaixo assignados de negociantes importa-
dores e retalhadores desta capital, pedindo dispensa
do pagamento do imposto de que trata o 13 do
art. t do projecto de orcamento provincial.A'
commisso de orcamento provincial.
Outro de mercieiros estabelecidos n'esta capital
pedindo que nao seja aceita a emenda que crea o
imposto de 40 ris por litro de vinho, vinagre e
alcool.A' commisso de orcamento provincial.
Urna petico da Asssociaco Commercial Bene-
ficente dos Mercieiros, requerendo o mesmo cima-
A' commisso de orcamento provincial.
Outra de Antonio Augusto de Lemos & C. ne-
gociantes estabelecidos nesta capital com fabrica
de cerveja, licores e outras bebidas, reclamando
contra aisencao de impostos provinciaes e muni-
cipaes fabrica de cerveja Nova Hamburgc.
A' commisso de ornamento provincial.
Outra de Jos Monteiro Torres de Castro, re-
querendo dispensa do imposto de 20 % sobre o
seu e8tabelecimento, ao caes da Companhia Per-
nambucana, exercicio de 18761877.A' com-
misso de orcamento provincial.
E' lido, apoiado e entra em discussao o seguinte
requerimento :
Requeiro que pelos canaes competentes se
pecam as seguintea informacoes :
< V Se Jos dos Santos da Silva Vieira au-
toridado policial no districto de Caruar.
2 Se S. Exc. o Sr. vice-presidente da pro-
vincia tove conhecimento do brbaro espanca-
mento que soffreu o cidadao Eustaquio de tal, re-
sidente n'aquella cidade, e no caso afirmativo
quaes as providencias dadas. S. R.
Em 11 de Junho de 1886.Juvencio Ma-
Mariz (Nao devolveu
devolveu
riz.
o Sr. Juvencio
o seu discurso.)
O Sr. Rodrigue Porto(Nao
o seu discurso.)
O Sr. Juvencio Mariz(Nao devolveu
o seu discurso.)
A discussao fica addiada pela hora.
Passa-se
1* PARTB DA ORDEM DO DIA
Votaco da 2 discussao do projecto n. 54 (orca-
mento municipal.)
Sao approvados os artigos at o de n. 67, fi-
cando addiado o art. 68 ao qual foram aposenta-
das as seguintes emendas :
N. 99. Acc/escente-se : E a de Cimbres a Pe-
dro Martyr de Pontes, arrematante do impoato so-
bre carga de aaaucar. carne secca e outros gene-
ros, nes mercados pblicos de Pesquera, o abate
da quinto parte sobre o preco da arremataco.
Costa Ribeiro.
N. 100. Accrescente-se igual concessao aos ar-
rematantes do impostos municipaes de Cimbres
Alexandre Gomes de Araujo Fraso e Antonia Ma-
noel, Bezerra Cavalcante.Joo Alves.
N. 101. E a tod< s que estiverem as mesmas
condicoes.Jos Mara.
N. 102. Ao art. 68 acerescente-se:
Igual concessao aos arrematantes dos impostos
municipaes de Vertentes, Joaquim Juliae de Aze-
vedo e Joo Francisco da Silva.Joo Alves.
B'driguei Porto.
N. 103. Ao axt. 68: Igual favor a Manoel Go-
mes dos Santos, arrematante de impostos em Na-
aaretb.Herculano.
N. 104. Se fr approvado o art. 68 accrescente-
seigual favor a todos os arrematantes de impostos
municipaes.Baro de Itapissuma.
N. 105. Igual favor a todos os que requererem
em idnticas circumstancias.Julio de] Barros.
Ratis e Silva.
Procedendo se votaco d ella o seguinte re-
sultado :
Emenda n. 79 retirada.
Dita n. 82 approvada.
Dita n. 83 dem.
Dito n. 84 rejeitada.
Dita n. 85 idem.
Dita n. 86 approvada.
Dte n. 87 idem.
Dita n. 88 rejeitada.
Dito n. 89 approvada.
Dita n. 90 idem.
Dita n. 91 idem.
Dita n. 92 idem.
Dita n. 93 idem.
Dito n. 94 idem.
Dita n. 95 rejeitada.
Dita n. 96 approvada.
Dita n. 97 idem.
Dita n. 98 idem.
Dita n. 99 addiada.
Dito n. 100 idem.
Dita n. 101 idem.
Dito n. Wfidem.
Dita n. 103 idem.
Dita n. 104 idem.
Dita n. 105 dem.
A votaco fica adiada pela hora.
Passa-se
2." PARTE DA ORDEM DO DIA
Entra em 3.a discussao, approvado sem deba-
te e remettido commisso de redaeco o projec -
to n. 93 deste anno.
Entra em 2.a discussao o projecto n. 10, sendo
encerrado o art. 1." e adiado a art. 2.a
O Sr. Presidente levanta a sessao, designando
a seguinte ordem do dia : 1.a parte, continnacao
da antecedente ; 2.' parte, continua cao da antece-
dente e mais discussao dos pareceres ns. 110 e 111,
ambos deste anno.
REUNIO EM 12 DE JUNHO DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DR. JOS MANOEL DI BABBOS
WANDEBLEY
Ao meio dia, feita a chamada e verificando-se,
depois de urna espera de 15 minutos, estaiem pre-
sentes apenas os Srs. Ratis e Silva, Soares de
Amorim, Joo de S, Antonio Vctor, Rodrigues
Porto, Ferreira Velloso, Constantino de Albuquer-
3ue, Herculano Bandeira, Baro de Itapissuma,
oo Alves, Barros Wanderley, Reg Barros, Luiz
de Andrada, Augusto Franklin, Visconde de Ta-
batinga, Gomes Prente, Coito Gomes, Cesta Ri-
beiro e Julio de Barros, o Sr. presidente declara
nao haver sessao.
O Sr. I. secretario procede a leitura do se-
guute :
EXPEDIENTE
Um officio do Sr. deputado Dr Augusto Coelho
de Moraes, communicando nao ter comparecido s
sesses por se achar doente.Inteirada.
Outro do secretario do governo, devolvendo, in-
formada a petico de Antonio Pereira do Monte.
A' quem fez a requisico.
Outro do mesmo, remetiendo 40 ejemplares do
Relatoriocom que o Exm. Sr. conselheiro Jos
Fenandes da Costa Pereira Jnior abri a sessao
de Assembla.A' distribuir.
Outro do mesmo, communicando haver desaba-
do o pontilbo sobre o rio Calarate, da Escada, e
que a respectiva Cmara Municipal leinbra a con-
veniencia de ser reconstruido, com o que poder-
se-ha despender at a importancia de 2:8000000.
A' commisso de ornamento provincial.
Em seguida o Sr. presidente dissolve a reunio.
57.a SESSO EM 14 DE JUNHO DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DR. JOS MANOELD B BABBOS
WANDERLEY '
sommabio :Abre-se a sessao. Leitura da acta
de 11.Discursos dos Srs. Joa Mara e
Herculano Bandeia. Approvaco da
mesma. Leitura e approvaco da re-
unio do da 12. Expediente. Conti-
nuaco da discussao do requerimento do
Sr. Baro de Itapissuma sobre negocios
de Iguaras8. Discursos dos Srs. Go-
mes Prente e Baro de Itapissuma.
Explicaco do Sr. Juvencio Mariz. 1.
parte da ordem do da. Leitura de um
officio do Sr. secretario do governo, pro-
rogando a sessao. Contiuuaco da 2.a
discussao do ultimo artigo do projecto
n. 54 deste anno. Apresentecao de
emendas.Discursos dos Srs. Soares de
Amorim, Prxedes Pitonga, Julio de
Barros e Ferreira Jacobina.Requeri-
mentos dos Srs. Ferreira Jacobina e
Prxedes Pitonga.Votaco.Final da
sessao.
Ao meio dia, feita a chamada e verificando es-
tarem presentes os Srs. Ratis e Silvs, Luiz de
Andrada, Visconde de Tabatinga, Rodrigues Por-
to, Barros Barreto Jnior, Soares de Amorim,
Joo Alves, Barros Wanderley, Constantino de
Albuquerque, Joo de Oliveira, Augusto Fran-
klin, Herculano Bandeir i, Juvencio Mariz, Baro
de Itapissuma, Costa Gomes, Ferreira Velloso,
Costo Ribeiro, Reg Barros, Antonio Vctor e Ju-
lio de Barros, o Sr. presidente declara aberta a
sessao.
Compareceram depois os Srs. Coelho de Moraes,
Andr Dias, Gomes Prente, Rogoberto, Prxe-
des Pitonga, Jos Mara, Ferreira Jacobina, Ba-
ro de Caiar, Drummand e Regueira Costa.
Faltam, com participaco, os Srs. Solonio de
Mello e Sophronio Portella, e sem ella, os Srs. Ro-
sa e Silva, Goncalves Ferreira, Amaral, Lourenco
de S e Domingues da Silva.
E' lida e entra em discussao a acta da 3esso de
t Sr. Jom Mara (pela ordem) reclama
contra a nao incluso do nome do Sr. Baro de
Caiar na acta, nem entre o dos Srs. deputados
que compareceram nem entre o d'aquelles que tal-
taram.
O Sr. Herculano Bandeira (2. secre-
tario) declara que ha engao da parte^ do nobre
deputado, porqunneo o nome do Sr. Baro de Caia-
r, acha-se incluido na acta dos que comparece-
ram depois de aberta a sessao.
Ninguem mais pedindo a palavra encerrada a
discusbo ; e posta a votos a acto, approvada.
E' lida e sem debate approvada a acta da re-
unio do dia 12.
O Sr. 1." secretario procede leitura do sa-
guinte :
EXPEDIENTE
Um officio do Sr. deputado Dr. Sophronio Eu-
tiquiniano da Paz Pertella, communicando nao
ter comparecido por achar-se incommodado.-Ia-
terada. .,
Outro da Cmara Municipal de Munbeca, ac-
cusando a recepeo do officio em que se Ihe com-
municava haver prestado juramento e tomado
posse do cargo del" vice-presidente desta pro-
vincia o Exm. Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza
Leo.Inteirada.
Urna petico da Companhia de Beberibe, recla-
mando contra o imposto que Ihe laucado no
projecto de orcamento provincial. A' commisso
do ui camento provincial.
Sao lidos, apoados e ficam aibados os seguin-
tes pareceres, por baverem ped'dT a palavra ao-
bre os tres primeiros, o Sr. Prxedes Pitonga, e
sobre o ultimo o mesmo Sr. deputado e o Sr. Jo-
s Mara: .,
A' commisso de instrueco publica, conside-
rando que as leis vigentes reguiam o provimento
das cadeiras publicas, de parecer que seja inde-
ferido o requerimento de Antonio Claudio de Oh-
J MUTRAH Ifc.
mm


de Pernambuco^uarta-feira 18 de Agosto de 1886
%->

.
iia, no qoal pede que elle e sua mulker Josepha
Oatfaariua de Oliveira, sejam con templado eme-
vos professores. _.
. Sala das sessoes, 11 de Junho de 1886.Vi-
sorio Augusto Franklin.- Barros Barrete.
A' commisso de instrucco publica, conside-
Mndo que aa leis vigentes regulam o provimento
as cadeiras pablicas, de parecer que seja nde-
ferido o requerimeoto de Antonio Teixeira Pimen-
tal, no qual pede para ser comeado profeesor effec-
< Sala das sessoesV-ll 4Junho de 186. ~Vi-
vio Augusto FraaUtn.-aego Barros. *
A' commisso n-tnateaeca publica-c-const-
erando que as leieaaajenaMiiegulam o pteviuien-
to das cadairas puUaae, eparecer que ae|a m-
eeferido o abaixo saaignadede diversos paofesso-
res contractads, pedindoteereB eonsidoradoa ei-
fctivos.
< Sala das aesaeejil de Junho di 1886.Vi-
vario Augusto Frankin.--Rego Barros.
A commBio de instrucco publica, consideran-
do que as leis vigente regulam o provimento das
eedeiras publicas, de parecer que seja deferido
requerimento de Joo Baptista Lusitano, profes-
aor contractado da Baixa Grande, em Bon Conse-
mo, no, qual pede que seja considerado efectivo.
Sala das sesse-, 11 de Jnnho de 1886.Viga-
o-Augusto Frankluo.RegoBarroa.
Sao lidos apoiados eapprovados ossegohtfea pa-
receres.
A commisso de instrucco publica considerando
aue nao de sua competencia o resolver sobre o
requerimento de Thomaz Antonio Maeiel Monieiro
ao qual pede que se marque quota no orcamento
provincial para pagamento da acola nocturna re-
gida pelo peticionario, de parecer.que aoja o mes-
no requerimento remettido eommiasio de orna-
mento provincial.
Sala das sessoep, 11 de Junho de 1886.-^Viga-
rio Augusto Franklim.Reg Barros.
A ccmmissao de instrucco publica para dar pa-
recer sobre o requerimento de Artbur Oetaviano
da Silva Ramos, alumno mestre da Escola-Normal,
ao qual pede o restabelecimento da cadeir&do Jan-
sa, precisa que seja ouvido o Dr. inspector geral
da instrucco publica.
Sala das sessoes, 11 de Junho de 1886.Viga-
rio Augusto Franklin.Reg Barros.
A commisso de instrucco publica para dar pa-
rece: a respeito do abaixo assignado dos habitan-
tes do lugar Cocos, na freguezia de Bezerros, preci-
sa que seja ouvido o Dr. inspector geral da ins-
trucco publica.
Sala das sessoes, 11 de Junho da 1886.Viga-
rio Augusto Franklin. Regj Barros.
A commisso de instrucco publica para dar pa-
recer sobre o que requer a profesaora publica Ma-
riana Teixeira da Costa Coelho, precisa que seja
ouvido o Dr. inspector geral da instrucco pu-
blica.
Sala das sessoes, 11 de Juaho de 1886.-Viga-
rio Augusto Franklin.Reg Barros.
A caiumisso de legislaco, a quem foi presente
o incluso requerimento de Joo Baptista Gomes
Penna, que pede ser adraittido a pagr com abate
as dcimas que est deveudo um predio n'esta ci-
dade, pertenccnte aseus filaos menores de quem
administrador, entende que Ihe nao cabe eonhecer
de tal pretencao desde que nao se funda em ne-
nhum motivo que implique interpretaco de lei.
Por isao propoe que seja o dito lequerimento su-
jeito ao exame da commisso de orcamento.
Paco da Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco, 8 de Junho de 1886Costa Ribeiro
Soplironio Portella.Domingues d* Silva.
' lido, apoiado e julgado objecto de deliberaco
e vai a imprimir o seguinte projecto.
N. 180. Antonio Francisco Coi deiro de Mello, ca-
pito do corpo de polica, requer a esta assembla
se Iba mande contar pelo dobro, quando venha a
reqnerer sposentadora, o tempo de servico na guer-
ra do Paraguay nos termos da lei n. 611 de Maio
de 1885.
A commisso de legislaco examinou o referido
requerimento, que acha-se instruido de diver-
sos documentos comprobatorios dos servicos do
peticionario; e posto que este nao esttja eompre-
hendido na lettra da lei citada, pois ao tempo cui
ueaiarchju para a guerra nao pertencia ao cor-
po da polica, nem era empreado provincial, toda-
va attendendo a brilbante t de officio qua elle-
exhibe, da qual mostra-se que foi dos que fizeram
toda a aampauha naquella guerra, desde o sea co-
mecoate a sua conclusa), aos bons servidos e ex-
emplar conducta du peticionario, cono official do
referido corpo, e ero outras eommissoes que ten
desearpenhado; e mais considerando que nao devia
nem ha motivo para julgarem-se como mas rele-
vantes es servicos dos que partiram p^r* a guerra
sendo j. etnpregdos, do que os dos voluntarios
da patria, que nao faziam parte do funcoionalismo
nao duvida a commisso propor que seja attendida
a reHamaco do peticionario, para o quo cfferece
o seguinte projecto:
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve:
Artigo nico. Aocap to Autonio FranciscoCor-
deiro de Mello, quaudo tenha de requerer aposen-
tadora como empregado provincial, ser contado
pelo dobro o tempo de servico na guerra do Para-
guay.
RevDgam-se as disposices em contrario.
Paco da Assembla de r"ernambuco, 11 de Ju-
nho do 1886Costa Ribeiro.Sophroaio Por-
tella.
E' lido, apoiado e fica sobre a mesa afim de ser
oppwtuuamente discutido o seguinte requeri-
mento :
R queiro qu* se requisito da presidencia da pro
viuci* aa seguintes informacoes :
1.*. Qual o servico e o expediente executado pela
2' seceo do Consulado Protiucial desde o dia 17
de Maio ndo.
2." Se o pessoal da mesma seceo contina a
figurar na folha mensal dos pagamentos.
Sala das sessoes, 14 de Junho de 1886.Joo
de Oliveira.
(Jontint a diacusso do requerimento do Sr.
Bar*o de Itapissuina sobre negocios aa Iguarass
O ir. toiue PsreiHe-(Ni dovolv.u o
seu discurso).
O Sr. llura o de llapiNnuma -(Nao de-
volvcu o sen discurso)
O Ur. Javeacio Maris(Nao devolveu o
seu di-eurao).
A discoso fica adiada pela hora.
Passa se 1 parte da
ORDEM DO DIA
Continuacau da 2" discjsiio do projecto n. 51
deste nao.
Vein a mesa, sao lidas, apoladas e entrara june-
tamente em disenuso as seguintes emendas.
N. 107. Onde coubrr. Fica a Cmara Munici-
al de Goyanna autorisadaa pag.r o que dever
ao solicitador Francisco Leoveglido de Albuquer-
qee Maranho pulas defezas pro .uzdas no tribu-
nal do jury em prol dos presos pobres.Soares de
Auiorim.
N. 108. Oadecouber. A disposico doart 3. da
lei n. 962 de 14 de Noveuihro de 1870, queconfere
indistinctamente as cmaras municipaes a admi-
nistra;o de todos os cemiterios existentes em seu
respectivo municipio, fiea restricta somonte aos
emtenos que as mesmas cmaras conetruiram ou
de futuro construir i.Soares de Amorim Joo
de Oliveira.Katis e Silv.Joo Alves.Ferrei-
ra Velloso. Julio de Barros.
N. 109. Fica a cmara da cidade da Eseada
autorisada a pagar de preferencia o quo est a de
ver a Antonio Joaquim Machado, de custas judi-
caes. Dr. Costa Gomes.
N. 110. Para ser collocada onde melhor convier
Fica. a cmara municipal de Limoeiro autorisada
a pagar de preferencia 1084 ao Dr. Antonio Tho-
maz de Luna Freir, os quaes so>lhe devidos de
custas.Joe Mara.
N. 111. Para ser collocada ondecouber. Ficam
as cmaras municipaes de Gravat e Bezerros
autorisadas a pagar de preferencia pelas verbas
Custas Judiciaes o que esto a dever ao Dr. Joa-
quina Manoel Vieira de Melle.Reguera Costa.
N. 112. A'a disposices geraes. Ficam as C-
maras municipaes de Pao d'Alhe, Gloria do Goit
e Tnnbaba autorisadas a pagar ao bacfaarel Joa-
quim Francisco de Arruda o que estiverem a dever
de costas. Rodrigues Poito.
N. 113. Fica a amara municipal do Barrtiros
autorisada a conceder a Pedro de Barros Wan-
derley um abate nos termos da informaco da mi s
ma Cmara.Luiz de And rada.
N. 114. Fica a cmara municipal de Serinhem
autorisada a pagar a quantia que estiver a dever
de custas judiciaes ao official de justica Tertulia
ao Feijo de Mella Barros Barrete Jnior.
N. 115- Onde convier. Sero applicadas amor-
tisaco da divida da cmara municipal do Recifc
pela compra do sitio Cacte as sobras quo hou-
verem as verbas de despesas durante o exereicio
Coste Ribeiro.
S. 116. Onde couber. Da preferencia o que se
estiver dever ao escrivo de pas de S. Lonrenco
da Malta, Jos Francisco Telha.JJos Maria.
N. 117. A i dUposicoe geracs. Pica a Cmara
Municipal de Garuara autorisada a pagar o que ]
eativer a dever de cuetos ao bacharel Bstevio
Carneiro Cavalcante de Albuquerque Lacerda e
ao escrivo do jury Antonio Rodrigues Brasileiro
Carvalhaes.Rodrigues Porto. ...
N. 118. Ficam as Cmaras Municipaes das cida-
des de Nazareth e Bom Jardim autorisadas a con-
tratar com quem melhores vaatagens ofterecer, a
oonstrucco de urna casa de mercado em cada urna
d'aquellas cidades, mediante as seguintes cendi-
S i." O eoato de oada edificio nraer inferior
a laW.0. (
5 >. A vaeot oatante partenceredeu tercos!
tosnar os imsaaaoasaskbrados noa marrara mercaste
pele terapevaMaaaa*. de quinze aavos, quando eo>
tragar o edificio aem iaeainiaaofto ajguma e em
perferte estado de ennserssjfao. Hesemlauo Bsn-
deira.Dr. A. Guata Gosnes.
N. 119. Fica a Cmara Muniripal.fceBecde au-
torisada a pa*ar de preierencia a qaaaaia de...
399*500 que est a dever do custas a Joaquim da
Silva Carvalho.Rodrigues Porto.Reg Bar-
ros.
N 120. Onde couber. A Cmara Municipal de
Bom Jardim pagar a Carlos Ferreira da Silva, es-
crivo do crime d'aquella comarca, a quantia de
35130, quelbe deve de custas.Jos Mara.
N. 121. Fica a Cmara Municipal do Recife au-
torisada a pagar aa cust-s devidas ao Dr. juia de
direito Adelino AntoDo de Luna Freir.Bats e
Silva.
N. 122. P*ra ser collooado as disposices ge-
raes. Fica a Cmara Municipal da cidade de Be-
zerros autorisada a pagar ao Dr. Joaquim Manoel
Perera de Mello, o quejlbe estiver a dever de cus-
tas, de preferencia i outros.Ratis e Silva.
N. li3. Fica a Cmara Municipal de Gamellei-
ra autorisado a pagar a Francisco Manoel, o que
estiver a dever, levando em conta o que o mesmo
lhe estiver devendo.Dr. Pitanga.
N. 124. Fica o presidente da provincia autori-
sado a ii poaentar com ordeuado correspondente ao
tempo de servico que- tem, o guarda municipal
Joo Pitta Vires, nos termos da informacao pres-
tada pela Cmara Municipal.Ratis e SHva.
N. 125. Disposices geraes. Ficam as Cmaras
Municipaes do Recife, Espirito-Santo, Bom Jar-
dim e Victoria, autorisadas a pagar o que eto a
dever a Jos Joaquim Pereira de Oliveira, Manoel
Olavo do Reg Barros, Jos Francisco de Souza
Iteramnuense, Jos Maria de Oliveira, Francisco
Jos de Magalhes, Antonio de Mello Vercosa,
Luiz Cordeiro Benevides e Pedro Ferro de-Albu-
querque.Reg Barros.Rodrigue* Porte.
N. 126. Disposices geraes. Fica a Cmara
Munieipal da Victoria autorisada a pagar o que
deve de custas judiciaes a Jos Maria de Oliveira.
Ratis e Silva.
N. 127. Fiea a Cmara Municipal de Beserros
autorisada a pagar o que estiver a dever de eus-
tas ao escrivo Jos Marinho de Hollinda Falco.
Regueira Costa.
N. 128. Onde couber. De preferencia, custas
que sao devidas ao Dr. Luiz Rodrigues Ferreira
de Menezes Vasconcellos de Druramoud, 420090.
Jos Maria.
N. 129. Onde couber. Fica a Cmara Munici-
pal da Timbaba autorisada a pagar ao bacharel
Julio Augusto de Luna Freir o que lhe estiver a
dever deeustas.Joo de Oliveira.
N. ISO. Fica a Cmara Municipal de Panellas
autorisada a pagar o que estiver a dever ao cap-
to Jos Matheus de Oliveira Guimares Re-
gueira Costa.
N. 131. novo para ser collotfado onde couber.
Porcada pavimonto 1. Ratis e Silva.
N. 132. Ao arr. 72. Accrescente-se: e a C-
mara Municipal de Bezerros a pagar a 300*000 de
custas ao escrivo Flix Macede da Cunha Fran-
ca.Luiz de Andrada.Joo de Oliveira.
N. 133. Fica a Cmara Municipal de Bonito
auterieada-apaga* pe4a-vebaaustas judiciarias
o que estiver a dever aos escrives. Jesuino Eus-
taquio Gomes e Sergio Cleraentino- de Souto Maior
e Albuquerqu".Regueira Costa
N. 134. Picaos as Cmaras Municipaes do Re-
cife. Espirito-Santo, Boa Jardim e Victoria auto-
risadas a pagarem o que esto a dever a J.'s
Joinuim Pereira de Oliveira. Manoel Oavo do Re-
g Barros, Jos Francisco de Oliveira Iterami-
nense, JoB Maria de lveira, Fraueisco Jos de
Magalhes, Antonio de Mello Vercosa, Luiz Cor-
deiro Benevidea e Pedro Ferro de Albuquerque.
liego Barros.
N 135. Fica a Cmara Municipal de Bezerros
autorisada a conceder a Manoel Beaerra Caval-
cante o abate da 5a parte sobre a importancia da
arremataco dos impostos municipaes no exereicio
de 1884 a 1885. Rguera Costa.
N. 136. Sejam supprimidas todas as verbas
destinadas pelas cmaras municipaes para empre-
gaios dos cemiterios que nao foram feitos exclusi-
vamente expensas das mesmas cmaras.Julio
deli.tr ros. Soares de Amorim.
N. 137. as disposices geraes. Fica a Cmara
Municipal de Flores autorisada a pagar a Laurin-
do Marques de Souza, o que lhe estiver a dever
pelo sustento dos presos pobres.Ratis e Silva.
N. 138. as disposices geraes. Fie a Cma-
ra Municipal du Quipap autorisada a pagar a
Honorio Hermetto Goocalves de Oliveira, a im-
portancia dj aluguel vencido da sua casa que ser-
ve il- cadeia e quartel. Ratis e Silva.
N. 139. No lugar conveuiente : Fica revogado
o art. 84 da lei n. 1,607, de 19 de Junho de 1881, e
em vigor o art. 7^ da lei da Io de Outubr j de 1828
R-ttis e Silva.
N. 140. Disposices geraes. Fica o presidente
da provincia autorisado a aposentar, com todos os
veocimentos, o amanuenso da coutadoria da C-
mara Municipal do R-cife, Joaquim de Gouveia
Cordeiro.Ratis e Silva.
N. 141 Oude couber. Fica a Cmara Municipal
de Timbaba autorisada a pagar o que dever ao
solicitador Francisco Leovigildo de Albuquerque
Maranho, pelas detezas produzidas no tribunal
do jury, e Amorim.
N. 142. Art. 16. Fiea a Cimira Municipal do
Limoeiro autorisada a pagar o que estiver a dever
de custas ao official de justica d'aquelle termo,
Thomaz Pires Ferreira.Rodrigues Porto.
X. 143 Ao art. 46Bom Jardimf
J' s Francisco de Souza Ioteraminense, o que se
lhe estiver a ..iever de ordenado de secretarioDr.
Costa Gomes.
N. 144. Fica a Cmara Municipal de Caruar
;.ut< risada a pagar ao advogado luvencio Taciuo
Mariz a importancia das custas jndiciarias a que
teradireito; podendo para isso usar da yerbs
Ev. iituaessi a verba especial fr insuficiente.
Ralis e !-ilva.
N. 145. Fica a Cmara Municipal do Recife au-
torisada a pagar as custas devidas ao juiz de di-
re to do 2. districto criminal, Dr. Adelino Antonio
de Luna Freir.Augusto Franklim.
N. 146. Fica concedido 'ao {arrematante dos im-
postos municipaes da villa de Pedra o abutimento
de 50000 no exereicio de 1885 a 1886.Sophro-
nio PortellaAntonio Vctor.Constantino de
Albuquerque. _
N. 147, Fica a Cmara Municipal da Pedra do
Buique autorisada a conceder a Leonardo Bezerra
Leite Cavalcante, um abate da terca parte do va-
lor da arremataco por elle feita.Constantino de
Albuquerque.Sophronio Portella.
N. 148. Off.-reco como emenda o projecto n. 14
deste anno.Rtis e Silva.
O projecto a que se refere esta emenda assim
concebido :
A Assembla Provincial Legislativa de Pernam-
buco resolve:
tro do carrente exereicio o que estiver a dever df>
custas aos escrives Antonio Carlos de Al me ida e
Hylario Drasno da Silva.Gaspar Drummond.
N. 153. Onde couber. A Cmara Municipal do
Rio Formoso pagar integralmente e preferencia!-
mente o que estrver a dever a Jos Ignacio dos
Santos, no correte exereicio. Gaspar Drum-
mond.
N. 154. Onde couber. A Cmara Municipal de
Ipojuca pagar integral e preferencialmente, no
corrento exereicio, o que estiver a dever de custas
ao escrivo Jaaa<6rnni-i- Ferreira, deduzindo-se
ira esstfim* it. i:i. i &ief wiPrmnmoad.
4,'A c-rnaiBittaVat'*daeco, a quem toi'prescnte o
ppsjecto uj.frtaV afS'3, a parecer seja o mesmo
Sjaaim redjfpo:
A AsseMWa Lesslativa Provincial de Pe
basto releer:
Art. 1.1 fu opieaidamto da provincia
abrir os eagointes criasana. auiadissnarsl
Pagar a
Artigojunico. A Cmara Muoicipul do Recife fica
autorisada, segundo propoz, a mandar pagar desde
j pelas sobras dos crditos consignados pelo art.
2 16 ns. II. IV e VII da lei n. 1862 de 31 de
Agosto de 1885, o que estiver a dever a Jos da
Assumpco Carvalho e Maaoel Rodrigues Crysos-
tomo, guardas fiacaes, aoosen.adoe, sendo ao pri-
meiro a importancia de que trata o capitulo 3.
art. 45 da citada lei n. 1852, e ao ultimo a quan-
tia a que tiver direito desde o tempo em foi apo-
sentado, cantinuando o pagamento da penso deste
ultimo a ser feito por canta de tees sobras at o
fim do exercieio financeiro municipal de 1885 a
1886.
Revogadas as disposices em contrario.
Em 26 de Marco de 1886.Bego Barros.
Amaral.Rodrigues Porto.
t^N. 149. Additivo. Fica a Cmara Municipal da
sidade de Caruar autorisada a dar um abate cor-
respondente i ioetade do precoo da arremataco
dos impostos da freguezia de S. Caetano, no exer-
eicio de 1884 a 1885. ao ex arrematante, Francisco
Rodrigues de Sobral Campos.Juvencio Mariz.
N. 150. Supprimam-se podes as disposices rela-
tivas alabatea.Juvencio Maris.
N. 151. Onde couber. A Cmara Municipal de
Recife pagar preferencialmente o que estiver a
dever de custas ao escrivo Burgos.Gaspar
Drummond.
N. 152. Onde couber. A Cmara Municipal da
Eseada pagar integral e preferencalment-j den-
Ao 12 da hi do^OTcamento Jvigente o de 400*;
ao 15 o de 730* ; ao 19 o de 33:790*; ao 8
33 o de 6:820* ; ao J 42 o de 14:461*248; ao
79 o de 11:500*. .
Art^2. Fica o presidente da jjrevmcia igual-
mente BUtorieado8 a abrir crditos par as verbas
relativas ao subsidio e ajada de castas dos depu-
tadoe e publieaco dos debates.
Art. 3. r*V*SB revogadas as dispoaices em con-
trario.
Sala das commissoes, 14 de Junho de 1886.
Barros Barreto Jnior.Gaspar Drummond.
O Sr. amare* de Amorim Sr presi-
dente, se todas as emendas apreseatadas pelos no-
bres deputasjo ttm em seu favor a presumpeo
do serem alais e necessarias, esta, que tomn o n.
108 e que aata assignada nao s por mim seno
tambem po* mais alguns amigos, est no caso de
merecer maia\qae nenbuma outra a approvaco da
casa, visto cecao tende a satisfazer urna palpitan-
te urgenoia.
E' que, Sr. presidente, dous poderes intimamen-
te ligados aa bem que gyrando em espheras dit-
lerentea ; dos poderes perfeitamente unidos posto
que visando eecopos bem distinctos. se achina te-
riameate eioavaos pela falsa apraciaco, ou me-
lhor pela ambigua redaeco do artigo, 3 da lei a.
962 de 187. *">
Convindo, portante, Sr. presidente, dar j e j
a esta artigo urna interpretaco authentic*, toi por
isso qus formulei a emenda que ora se discute.
Dis o artigo 3 :
Os cemiterios pblicos actualmente existen-
tes, e os que para o futuro forem construidos, fi-
cam a cargo da respectiva Cmara, gue sobre el-
lei exercer a inspeceo, a administraco e vigi-
lancia, que lhe for ordenada em regulamento do
governo da provincia. *
Este artigo, Sr. presidente, tal qual te l, sem
dependencia dos dous art gos precedentes aos
quaes est intimamente ligado, como a consequen-
ci dos principios estabelecidos; este artigo tal
qual se l, Ma deferencia s leis geraes que re-
gulam materia, e executido segundo entendem
as cmaras mumcipae-, nao somonte consagrara
urna iniquidade revoltaute, digna de ser repellida
a todo transe, porque a nossa le garante a todos
o direito.de propriedade, e urna tal resoloco nao
passura de um esbulho, de um attenlado contra
um direito sagiado, que nao admitte transigencia,
como tambem envolvera urna pungente e perpe-
tua censura contra os legisladores daquella epoca,
por terem concorrido com seus votos para a exis-
ten" de urna le impossivel, sem forca para exi-
gir obediencia, sem liames para ligar consciencias
sem efficacia para se temar permanente, como
vexatoria e exorbitante, que por falta de compe
tencia.
Estou, Sr. presidente, to convencido da dou-
trina que sustento, tenho tanta confianca na forca
da verdade, que.se conseguir expor fielmente as
disposices da nossa legislaco sobre este assump-
to levarei a convic^o ao animo desta conspicua e
respeitabilissima assembla.
o alvar de 18 de Outubro de 1806, em seu 12
permitte s Misericordias construir cemiterios f-
ra das povoacoes, comtauto que requeiram primei
ramente s autoridades eclesisticas competen
tes.
Pela le de 1 de Outubro de 1828, chi nada a
lei das cmaras municipaes. se vt que o artigo 62
20, contere a essas corporacoes o poder de cons-
uuir. fundar, edificar quando diz que tem inge-
rencia. .. Sobre o estabelecimento (notem bem
este termo) de cemiterios fra do recinto dos tem-
plos conferindo a esse fim com a priuoipal autori-
dade ecclesiastica do lugar. '
o mesmo sentido foi expedido o^sjrisp n. 42 de
JS de Janeiro da 1832.
Ora, Sr. presidente, quando vemos os altos po-
deres do Estado assim se pronunciaren), quando
vemos que elles reconhecem um outro poder a quem
se deve ouvir n'esta materia ; quando vemos o res-
peito que a nossa lfgislaco quer consagrar
autonoma e independencia da igrej ; eu nao sei
como, Sr. presidente, dando-se a interpretaco que
se quer dar a esse art. 3." nao se possa asseverar
que esta Assembla despresou a essa autoridade
respeitavcl, calcou aos ps essa autoridade por mil
ttulos sagrada e veneranda.
Que a igreja, Sr. presidente, tenha direitos so-
bre os cemiterios, que deva ella vellar nos dormito-
rios da morte um facto consagrado pela historia,
defendido pelas leis, e approvado pelo unnime con-
senso da mais remota antiguidade.
O Sr. Julio de BarrosApoiado.
O Sr. Soares de*Amorim -Quer os sarcophagos
dos ricos, quer as cryptas dos pobres, foram sem-
pre considralas cousas sagradas, ainda mesmo
relegadas em logares solitarios.
E como agora interpretar-se o artigo de urna
lei, sahida d'esta Assembla em 1870, desprezan-
do todos os direitos, sacudndo margeno todos os
principios geraes concernentes materia?
Se 03 arts. 1. c 2." dzem : (l).
Art. 1. As Cmaras Muuicipaes da provincia
faro construir, sua custa, cemiterios pblicos,
nao s nas seda* das villas, nao os havendo, como
nes povoado dos seus municipios onde a distancia
de cineo leguas pelo menos tornar indispensavel a
sua existencia......
Art 2 o Ficam as mesmaa cmaras autonsadfcs
a ontrahir com seguranza em seus bons e mediante
um juro mdico, que nao exceda de 9 o/., o empres-
timo do capital necessario para esta coustrucfo,
sujeitando previamente o contracto approvaco
d'esta Assembla......
Se estes dois artigos precedentes, digo eu, assim,
se expressam, eu euteudo, Sr. presidente, que urge
darmos a necessaria interpretaco a ease art. 3."
que nao poie ser outra jue nao fazel-o dependente
do V. &2S, isao as cmaras municipaes s tero
a administrace dos cemiterios que forem eonstrui
dos sua custa.
E tanto isto assim Sr. presidente, que) pelo
tratadj de 12 de Dezembro de 1828, art. 13, ha-
vido com o governo dos Estados-Un dos, tratado
posterior lei das cmaras, so conceda aos sub-
ditos d'aquella magnnima repblica a faculdade
de escoltaren! o lugar para o leito do grande som-
no, como outorgado fra aos da Gr-Bretanha
(Trat. 19 de Fevereiro 1811), art. 12), e aos da Co-
lonia Suissa na fazenda do Morro Queimado (Port.
10 de Junho de 1824.
E para que nao se auppozesse que nos os catho-
licos romanos estiveasemos collocadoa eu> peiores
condiccoes, en? seu pas, euja populaco em quasi
su totalidade segu urna religio, que n'este ponto
essencialmente intolerante, o governo expressa-
mente conceden a qualquer confraria, irmandade,
parochia, etc., que tambem os podessem ter e cons-
truir. (Avis. 26 de Janeiro de 1832).
Sr. presidente, se estou cansando a attenco res-
peitosa dos meus illustres collegas...... (Nao
apoiados).
...... referndo leis que esto em pleno vigor
entre nos, parque vejo que pela falsa applicaco
que se quer dar a esse art. 3., as cmaras muni-
cipaes se arrogam poderes inqualificaveis, lanjan
do mo de todo e qualquer cemiteiio, sem a menor
attenco a esse poder reconhecido tambem pelo po-
der secular.
E nao tudo, Sr. presidente.
Ha poneos das, como membro da commisso de
posturas, li um cdigo apreaentado pela Cmara
Municipal de Flores e pendente da approvaco
d'esta Assembla, no qual conten um artigo ou pa-
ragrapho em que se pede, mais ou menos litteral-
mente por estas palavras, seguinte : sero os
parochos de ora em diante, obrigados a mandar de
3 em 3 meses esta cmara um relaterio de todos
os baptisados e casamentes havidos na freguezia,
sob pena de......
" Por este espcimen, Sr. presidente, v V. Exc.
e v a casa que em breve es cmaras municipaes
gosaro de um poder pleno para tudo o que bem
Ibes parecer.
Assim tambem, Sr. presidente, a Cmara Muni-
cipal de Goyanua ltimamente pedio a esta Assem-
bla que se lhe mareasse quota para os empre-
gados do Cetuiterio de Goyanninhe, que aln
acahava de construir sem o menor concurso da
uieama cmara ; entendeu, porm, a uoaamisso quo
antes de dar o seu parecer devia ser ouvida pri-
meramente a autoridade ecclesiastica a respeito, e
eis aqu (mostrando) a resposta do Exm. prelado
diocesano. (L) :
Palacio da Soledade, 18 de Maio de 1886. -
Eira. Sr..Em resposta ao ofiScio de V. Exc. da-
tado de 1. de Abril de corrente anno, cumpreme
dizer :
1.* Que o cemiterio de Goyajunaha, na fregue-
ia de Nossa Senhora do O'.de Goyanna, perteu-
ce paroobia e nao Cmara Muuicipal, ponquan-
to foi feitosaem concurso alpim d'esta.
2.*, Qvaa certamente sem fundamento a pro-,
teiioftdaaj cmaras municipaes, que, do dever de
piuvideadiar sobre o estabeluaioatmco de cemite-
rios dos (Ojeintos dos templos, coa pr>ccit*ia*ei,
do lo doiflBtubro de 1828*ntende que Ibes ae-
siste oidiatatci de uposwr.sor-.doe cemiterios per-
tencetsk'o a-matriies e cousU'ailuB pelos fiis.
Ninguem pode negar que as cmaras munici-
paes tem o direito e at o dever de construir ce-
miterios pblicos fr* dos recintos dos templos,
ouvida a autoridade ecclesiastica; mas,em parte
alguma acharo fundamento as cmaras munici
paes psra.xahnlharftm as. nirnflhias dos^iejaiterios,
que lnes pertencem, como cousa sagrada, e, se tal
se podesse praticar, certamente poderiam as c-
maras se apogear tambem dos cemiterios particu-
lares, porquanto a propriedade d'estes nao mais
legal do que o daquellas.
Pens, pois, que a pretancao da Cmara Muni-
cipal de Goyanna nao pode ser aceita por attenta-
toria ao direito que tem a parochia de Nossa Se-
nhora do O' de Goyanna de conivinuar a possuir e
administrar os seus cemiterios.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr. Dr.
Ignacio Joaquim de Souaa Lco, vce-presidente
d'esta provincia.f Josa, bispo diocesano.
Eis, Sr. presidente, a chave de ouro com que
quero encerrar as minhas pebres ponderacoes : ,
a resposta de S. Exc. Rdvma. iuLrmaco pedida
pela commisso de posturas municipaes.
A emenda, portento, 108, que diz :
Onde couber : -A disposico do art. 3* da lei
n. 962. d! 14 de Novembro de 1870, que coufere in-
diotiucUimeaie s cmaras municipaes a adminis-
traeo de todos os cemiterios que as mesmas cama-
ras coustruirain ou de futuro construirecu.Soares
de Amorim.Joo de Oliveira.Ratis e Silva.
Joo Alves.Ferreira Velloso.Julio de Barros.
Est, pois, justificada a emenda, e espero para
ella a approvaco da casa.
O Sr* Prxedes* PitanzaSr. presidente
son tomado de sorpreza e chamado discusso de
urna emenda apresentada ao orcamento municipal,
que me parece nao ter cabimento no mesmo orea
meato.
A iaterpretaco de urna lei nao pode ser revo
gada e nem pode ser alterada por urna disposico
n'um pr,ojecto de receita e despea.
Se a le n. 962, lei especial, que autorisou as
cmaras municipaes a entrarem na administra-
cao des cemiterios que at euto existiam, se exor-
bitou do. suas attribuices na occasio em que se
fez, e teve execuclo, ella precisa ser executada.
(Apartes.) S urna lei confeccionada em sentido
opposto pode revogar aquella.
(Ha um aparte.)
Eu chegarei coneluso pan provar a V. Exc.
que esta emtnda nao pode .ser adoptada no erca-
inento municipal, porque, ella vai derrogar urna
lei creada especialmente.
Um Sr. DeputadoVai apenas explicar um ar-
tigo.
O Sr. Prxedes PitangaVai derogar a que tem
o numero 962. (Apartes)
Sabem os. illustres deputados que em virtude-
da lei geral feita a requisic) da junta da hy-
giene publica, o governo prohibi que os enterra-
mantos se fizessem dentro dos templos, onde at
ento eram es cemiterios. Algumas igrejas tinbam
contiguo e mesmas um prqueno terreno onde
tambem faziam enterramentos ; em vista disto, fi-
cando prohibido que o* enterramentos re fizessem
dentro das igrejas, aquellas confrarias que se or-
ganisaram posteriormente a esta lei, fiteram os seus
pequeos cemiterios retirados das igrejas, que
administravam por si, recebendo pelos enterra-
mentos, alm d'aqueUes direitos que eram chama-
dos de fabrica, e pertencem s matrizes, em quan-
tum qae passou a pertencer s mesmas confrarias.
Quando em 1850 a febre amarella invadi as
diversas cidades do Brasil, as cmaras munici-
paes procuraran! crear cemiterios retirados, dos
centros, populosos, de conformidade com os pare-
ceres da junta de sade publica, visto como fi-
caram prohibidos os enterramentos nas aproxima'-
coes las cidades, porque os cemiterios que at
ontau eaistiam eram muito pequeos ; por isso, os
que estovam dentro da igreja, ou nas suas visi-
nhancas, desappareceram, ficando um, o da Ordem
Terceira do S. Francisco de Oliuda, a qual mais
tarde svffreu a mesma prohibicao de fazer os seus
enterramentos, e chamaram a si o direito de fazer
es es cemiterios. Existindo alguns pequeos ce-
miterios pertencentes a diversas eoofranaa e que
nao tinbam utilidade porque ellas nao podiam
mandar proceder a enterramentos nelles, visto
como-disposico de lei a prohiba, as cmaras inu-
moipaes pediram a esta Assembla autoriaafo
para tomarem conta da administraco dos cemi-
terios, visto como a lei de 1* de Outubro de 1828,
pertence Cmara Municipal a administraco do
cemiterio.
O Sr. Soares de Amorim V. Exc. quer que eu
lea a le ?
O Sr. Prxedes PitaogaE' intil porque eu a
sei de cor.
Eis o motivo, Sr. presidente, porpue sendo pro-
hibida a admistracao dos cemiterios petas confra-
rias, as cmaras municipaes tomnram si este
direito que lhes foi confirmado por lei.
Portento, com que autoridade voltaro os cemi-
terios aos dominios das confrarias ? Que utilidade
resultar d'ahi ? Pens que nenhuma, absoluta-
mente. Qual a razo que teem as confrarias para
recLmarein esse direilo ?
O Sr. Soares de AmorimDe eotte que todos os
cemiterios particulares da provincia esto sujeitos
a adininutraco da Cmara.
O Sr. Prxedes PitangaOs direitos dos parti-
culares sao respeitados, comtanto que esses cemi-
terios fiquein sob a fiscalisaco e administraco da
Cmara Municipal. O nobre deputado nao pode
contestar absolutamente que a administraca > dos
cemiterios, por forca da lei, pertence s cmaras
municipaes.
O Sr. Soares de AmorimDe sorte que o dono,
o possuidor, nao pola administrar o que seu.
O Sr. Prxedes PitangaNiugaem pode admi
nis'rar cemiterios, senas aquelles que sao eucarre-
gados pela municipalidade. A parte religiosa
pertence, com effeito, ao bispo, ao prelado dioce-
sano ; mas a parte profana, essa nao pode deixar
de pertencer Cmara. Qual a razo, pois, para
voltarem s contrarias esses cemiterios ? Eu nao
conheco motivos para ser revogado o art. 28 da lei.
O Sr. Soares de AmorimO que eu quero que
se interprete bem a le.
O Sr. Prxedes PitangaMas afioal de contas
o que que V. Exc. quer ?
O Sr. Soares de AmorimQuero que a Cmara
s tenha jurisdcco sobre aquelles cemiterios que
tiver construido sua custa.
O Sr. Prxedes PitangaV. Exc. labora cm
perteito engao.
O Sr. Soares de AmorimNao apoiado.
O Sr. Prxedes PitangaComo sabe o nobre de-
putado, a administracojHos cemiterios mixta, a
parte religiosa pertence ao bispo, porque ninguem
pode uomear capello, seno S. Exc. Rvdma;
ninguem pode ser enterrado nos cemiterios catho-
licos, sem autorisaco da igreja. A parte profana,
porm, pertence ao poder civil, que representada
pela municipalidade. E tanto respeitada a au-
toridade da igreja niqu'llo que lhe diz resoeito,
que a Cmara Municipal, pretendendo fazer en-
terramentos no Cacte, nao o conseguio, porque o
bispo disse que aquelle cemiterio nao e&tava em
coadices e a Cmara submetteu-se. Portante a
parto religiosa pertenae a 8. Exc. Rvdma.; mas a
prte profana ao poder civil.
J v pois o nobre deputado que se os cemite-
rios esto em parte sujeitos a administraco reli-
giosa, esto tambem em parte sujeitos a administra-
co civil e esta pertence & Cmara por forca de
tima le. V. Exc. portento nao pode querer a
administraco dos cemiterios para as confrarias ou
para particulares.
Isso urna causa que nao pode ser aceita mes-
mo diante da lei do progresso. V. Exc. pretende
urna irregularidade, que ha de recoDhecer mais
tarde teflectindo melhor. Trata-se de um stabe-
leaimsnto ein que a hygiene exige o maior cui-
dado, portento nao pode deixar de estar sujeito
municipalidade a quem compete curar do bem
estar de todos os mnnicipes, portento, nao pode
reverter a admnistraee dos cemiterios para as
confrarias, 1 porque estes nao tem direito de
administraco, administraco s tem a parte ci-
vil, a Cmara Municipale nao pode ser as con-
t frailas ; eMa podmn por pata" de 8. Etc. ter
administraco religiosa s sao ou nao recolhidos os
cadveres, aquelles que viveram dabaixo da reli-
gio apostlica romana ; mas faser reverter para
as confrarias ob cemiterios, nao. (Aparten).
Ninguem pode fazer cemiterio, porque a nin-
guem permittido em nenhuma localidade.
O Sr. Soares de Amorim Onde V. Exc. achou
essa le ? todo o particular pode faser.
O Sr. Prxedes Pitanga Aonde achou isto ?
mostr a lei.
O Sr. Soares de Amorim Vou mostrar.
O Sr. Prxedes Pitonga V. Exc. mostr a
lei.
O Sr. Soares de Amorim Eu mostr : est
aqu : (l)
O Sr. Prxedes Pitanga Isto quer dizer que
o particular podo fazer ? V. Exc. quer tirar, de-
duzir da lei n. 1,828, art. 66 | 2' urna argumen-
tace para que todo o eidad^o possa aaer cemi-
terio.
Pois, V. Exc. qoer tirar urna coneluso a
seu favor para a permisso de coustrueco de ce-
miterio ? Os cemiterios s podem ser feitos com
permisso das cmaras municipaes.
O Sr. Soares de Amorim d um aparte.
O Sr. Prazedes Pitonga Pois V. Exc. quer
ansfaainaaaa snm uta abuso para tirar urna dedu-
cn de que todo o particular pode fazer cemiterio ?
O sr. Soares de Amorim A lei diz.
O Sr. Prxedes Pitanga J provoi que anti-
gamente era permettido euterrar-se deutto das
igrejas. Os que foram construidos posteriormente
por deliberaco das contrarias foram pequeos
cemiterios ao lado ou no fundo das igrejas. Mais
tarde, porem, reoonhecendo-se o inconveniente que
d'isso reaultava, o governo banou urna portera,
um decreto suspeodendo aemelbaote procedimeoto
naa diversas localidades. D'ahi nasceu a neces-
sidade da formaco do cemiterio.
As cmaras municipae que nao poderam con -
struir logo, procuraram servir-se d'aquellas exis
tentes. (Apartes)
Para que querem as cmaras apoderar-se ?
V. Exc. nao me dir qual o fim, qual o benefi-
cio do esbulho que prouede em beneficio da cma-
ra ; os benesses da cmara sao regulados, qual
cutra autoridade pois as cmaras aa nao concor-
rem para a sua administraco, para que o princi-
pio de utiidade publica guarda a hygiene da loca-
lidade seja respeitado, resulta a comara algum fa-
vor que nao seja esta a misso fiscalisadora da
saude publica ? Nao : resulta outro favor.
Quando muito digo eu : aquelles que se juigam
prvjudicados teriam direito de pedir ndemnisacao
desse terreno, porque u'elle nao pode enterrar a
confraria, nelle nao se pode edificar porque para
isto nao teria liceuca.
O Sr. PresidenteEu peco Iicenct a V. Exc.
Dar 1er um requerimento que veio a mesa
O Sr. Prxedes PitangaPois nao, (sente-se).
V*em mesa, lido, apoiado e approvadj o se-
guinte requerimento :
Requeiro prorogaco da hora por 30 minutos.
Ratis e Silva.
O Sr. Presidente0 nobra deputado pode con-
tinuar o sen discurso.
O Sr. Prxedes Pitanga (continuando)Sr.
presidente, a emenda apresentada pelo meu amigo
tem ainda maior exteaso do que telvez elle mes-
mo deu ao seu pedido. En nao me contento que
seja s exclusivamente separado do projecto, o
artigo que se apresen ton como emenda para cons-
tituir um projeeto em separado; nao.
Eu entendo que esta materia deve ser submet-
tida a commisso de legislaco par ella interpretar
o artigo da lei, porque claro qae nenhnm artigo
de lei pode ser alterado quando elle j est em
exereicio, sem que seja esta alteracao o resultado
de ama interprtaco dala pela respectiva com-
misso.
Se at boje o artigo tem sido mal interpretado,
se at hoje tem produzido efleitos que nao esto
de accordo com a emenda apresentada pelo meu
amigo, es'as alteracoes nao podem ser removidas
sem a interoretacu dada pela commisse de cons-
tltuico e poderes e pela commisso de legis-
lago.
Entendo, portento, que a materia sendo de mui-
ta gravidade, nao pode passar nesta caaa como
urna simples emenda orcameutaria, porque im-
parta a revogaco de uutorisacoas concedidas as
cmaras.
As cmaras desde 1828 que sempre ti veram a ins-
peceo de todos oscemirerios, mas verdade que
esses enterramentos se faziam nestes cemiterios a
qae meu amigo e collega denomiuou de particu-
lares) mas nem nesse mesmo tempo se reconheceu
que o particular tivesse direito de constituir ce-
miterios para gozo seu, e sob sua adminis-
traco. .
Mas nanea, neo) mesma neste tempo se reco-
nheceu que o particular tivesse direito de cons-
truir cemiterios ; isto era inherente s matrizes
em cujs corpo da igreja se mandava proceder a
enterramentos, ou as confrarias que tinham a seu
cargo estas proprias matrizes ; u era assim que
cada urna destas irmandades tinha um pedaco de
terreno em que fazia enterrar os seus consocios ;
mas isto se explica.
O Sr. PresidenteObservo ao n obre deputado
que j findou a hora.
O Sr. Prxedes PitangaJ findou? Pois eu
3 nto, mas a materia de tal importancia que eu,
nao obstante, nao estar preparado para entrar
nesta discuseo, tanto mais a anto, nao son hs-
m-.'in de leis-e nem tenho de momento a lembran-
9a de toda a legislaco, quera mostrar a dispo-
sico peculiar da lei de 1850 que maulou cons-
truir o cemiterio desta capitel e os de outras loca-
lidades, ordenando que as cmaras municipaes ti-
vesse tambem sob a sua guarda e administraco
os emtenos que at ento existiam, e prctendiam
as confrarias.
Mas como a questo nao pede ser hoje encerra-
da, eu me comprometi para com V. Exc. a acei-
tar de novo a diacusso no terreno da sinceridade
e da franqueza, procurando com consciencia ser o
mais verdadeiro possivel acerca de opinioes emit-
tidas a respeito desta materia, e ento ficar para
na sesso seguinte continuarmos a diacusso,
urna vez que por torca da hora son obrigado a in-
terromper o meu discurso.
O Sr. Presidente Acha-se sobre a mesa um
requerimento de prorogaco de hora, e por isso
peco a V. Exo. licenca para o mandar lr.
O Sr. PitaagaSm, sonhor.
(E' lido, apoiado e approvado um requerimento
de prorogaco do hira por meio 30 minutos.)
O Sr. PresidenteO nobre deputado pode con-
tinuar o seu discurso.
O Sr. Prxedes PitongaSr. presidente, quan-
' do nenhuma outra razo houvesae para que ata
emenda | uo podesse pasear ni3ta casa, porque
ella retrograda e inconveniente sociedade,
porque ella restringe o direito das cmaras, porque
ella entrega, a quem nao tem autoridade, o fisca-
lisar o servico dos enterramentos ; bastara mos-
trar que ella era inopportuna ; porque ao menos
nao dava campo verdadeira discusao, visto que
trata-se de urna materia to importante em sua
natureza, que por si s constituira um projecto,
e u.m projeeto importantissimo ; e, portento, a
emenda nao poda se.- aceita para ser discutida
no projecto do orcamento, segundo o que dispoe
o nosso regiment no seu art. 171 ; porque ella
nao diz respeito receita e despeza da provin-
cia, como porque ella vira alterai as disposices
da junta de hygiene publica, que tem immediata
relaco com os enterramentos nas diversas locali-
dades das diversas provincias.
Os cemiterios nao sao constituidos como fontea
de renda e nem fazem patrimonio quer das cama-
ras, quer das confrarias ; sao estabelecimentos
obrigatorios creados por forca de urna lei, para
nelles terem perpetua morada aquelles que deixa-
ram deviver ; as confrarias fundaram-n'os para
dar aos seas ascociados um lugar onde tivessem
descanso ; a Cmara os faz para dar descanso aos
que vivein no seu municipio.
Portento, nd sao estabelecimentoa creados com
o fim- de produzirem renda para aquelles que os
teem a seu cargo e nem sao estabelecimentoa de
laxo que sirvam para ostentaco d'aquelles que
o teem sob sua administraco.
Portante, considerada a materia em si, desde
que a administraco de todos os cemiterios nao
pede pertencer seno s cmaras, ficando a S.
Exc. R 'ma. a parte ecclesiastica, nao podiam as
confrarias tomar para si a administraco dos ce-
miterios, porque as Cmaras se opporiam a que
estivessem em urna loealidade onde a sua inspec-
eo nao podease chegar e como propriedade parti-
cular nao podia reverter confraria par auemeu-
tar tundo de renda, porque sobre este terreno nao
podem ser edificadas casas para nellss se habitar
sob pena de commetter-se um aboso o um acto de
Irreverencia aquellas que foram all depositados.
Portant >, com que nos pode urna contraria vir
pedir a esta Assembla que lhe mande entregar
o cemiterio para administrar f E' paia que nao
perteooa s cmaras ? E' porque as cameras
nao consentem que Has tenham isao como indus-
tria, alvo lei especial, como acontecen no anno
passado, com os congos da S de Ojiad, a quem
esta Assembla conceden o direito de serem en-
terrados no cemiterio de sua cathedral
Portante, qual aera o fim que moveu os nobraa
sgnatenos da emenda a apreseutal a ao projecto
de orcamento, revogando urna disposico de lei
especial que passou por tres discuasoea de lei, que
pos a diaposico das cmaras oa cemiterios que
at ento existiam? Comprehend-se bem que"
esses estabelecimentes que pertenciam as confra-
rias eram inteiramonto naos, porque nelles nao
se podia fazer enterramentos nem mesmo dos seus
confradea, desde que as cmaras nao lhes dssa
permisso, ou que esto Assembla nao revogassa
le que regula va a materia.
Logo s conheco um fim : que a toase dos ter-
renos fazendo parto do patrimonio das confrarias
pod6ria de algum modo augmentar os seus valo-
res. Mas nesse caso nao o cemiterio quem de-
ve coocorror para isso. Se essa foi a intence
dos. nobres deputados, de oerto ella foi mal red*,
gida.
Depois, Sr. presidente, como j disse, os cemite-
rios sao estabelecimentes mixtos; urna parte per-
tence ao poder civil e a outra parte ao poder re-
ligioso. E tanto assim que em nenhum cemite-
rio se faz enterramentos sem que S. Exc. Rvma.
d a sua permisso depois de ser sagrado.
Depois ainda encarregado da nomeaco de osa
capello prompto a prestar os servicos que rece-
ben aquelles que deixam de existir.
J v. pois, o nobre deputado, que a pesar dos
cemiterios estarem a cargo das comarcas, nelles
nao se procede enterramentos, sem que se tenha
obtido previamente a peruiisso de 8. Exc. Revd.
para serem sagrados ou sem que tenha havida a
nomeace de um capello encarregado de fazer a
oraces pelos mortos.
Logo por esso lado, nem ha falta de considera-
co sS, Exc, a quem presto a maior obediencia e
respeito, nem ha falta para com aa cmaras a
quem compete pela lei fiscalBar todos os estabe-
lecimentos onde se deve observar a hygiene, a
principalmente em um estabelecimento deste na-
tureza.
A municipalidade, portento, Sr. presidente, tosa
de tomar as suas medid,s e essas medidas consis-
ten!, primeramente em ser collocado o ermitao
em um permetro em que possa ter logar o maior
numero da enterramentos possiveis; em segundo
lugar a escolha do terreno cuja infiltracao se
preste absorpeo dos lquidos que onginam-se
dos cadveres em estado de putrofaco.
E' necessario que o cemiterio seja collocado em
urna distancia da povoaco, cidade ou aldeia, cujas
correutes de ar, uo possain trazer para dentro
da mesma cidade, os miasmas que so desprendem
dos cadveres, quando os enterramentos nao sao
feitos regularmente.
Ora, tirar essas attribuices, que pela loi de 1*28,
pertencem s cmaras municipaes e ectregal-as
somonte s igrejas, dando a ellas direito de seb
sua responsabilidade mandar proceder a enterra-
mentes, em certos e determinados lugares, aem
quo sejam sujeitos fiscalisaco da polica da lo-
calidade, seria sem duvida urna extorco feita ao
direito daa cmaras municipaes.
Portanto, qual seria o outro movcl que poderiam
ter os nobres deputados na apreseuteco dessa
emenda?
A desappropriaco do terreno, para ficar fazen-
do parte dos bens da confraria ou irmaudade?
Nao porque esses terrenos nao podem ter outra
applicaco.
O Sr. Soares de Amorim d um aparte.
O Sr. Prxedes PitengtMas V. Exc, como
signatario da emenda, dir-me-ha com que fim
apresentou a sua emenda; com que fim presume
obrigar asjeamaras a fazer construiz nevos cemi-
terios .
O Sr. Soares de Amorim Quero apenas que o
possuidor possa dispdr daquillo que seu.
O Sr. Prxedes PitangaO nobre deputado deve
collocar a questo no verdadeiro terreno. Os ce-
miterios nao podem ter outro fim seno aquelles
para que foram destinados.
De3de que 03 enterramentos nao podem ser fei-
tos sem consentimento da igreja ; desde que a ad-
ministraco dos cemiterios, pela conveniencia da
saude publica, est entregue s cmaras munici-
paes, a passar a emenda do nobre deputado, como
riscalisar a municipalidade, se ella nao tem em-
pregadoa l? Como poder sober se sao guarda-
das as medidas hygienicas, se nao tem o direito de
ter empregados ? Como poder so acautelar a sa-
lubridade dos muuicipes, sem interferencia da c-
mara?
O Sr. Soares de AmorimSempre houve cemi-
terios inde pendente de cmaras.
Sr. Prxedes PitangaEu ja esperava que V.
Exc. me viesse ofterecer esse bonito ramaluete,
queme d espaco para mais algunas considera-
cues.
Ja eu tive occasio do dizer que o atrazo cm
que se achava a provincia na ha muito tempo fazia
consentir que os enterramentos foesem feitos den-
tro das igrejas ; umitas vezes sem se saber expli-
car porque reinavam epidemias em urna certa lo-
calidade, sem motivo algum.
Mais tarde, porm, reconheceo se o grave incon-
veniente que reaultava dos enterramentos feitos nas
igrejas, e d'ahi a necessidade da interferencia das
cmaras.
O governo reconheceu que devia entregar a
urna corporafo propria o exereicio dessa funeco,
porque de contrario cada um podia ter em seu
quintal um cemiterio.
(Ha diversos apartes.)
Nao consentir na enaco de porcos nos quintaes
como medida prejudicial ; e dir V. Exc. : ec
governo tem tanta autoridad-, para vir dentro
das mesmas casas, e diztr que nao pode ter um
porco no quintal, nem ter um charco ?
Pode, porque da condico da organisaco so-
cial, a brigaco dos governos cuidarem na sa!u-
brdade publica.
As medidas correctivas de que o governo se
serve, e a cmara a imposco de punir aquelles
que nao observam as posturas que emanam della,
com o fim de prohibir que causas se desenvol jass
n'uma pequea localidade e que toque a socieda-
de em geral ns males provenientes do abuso qae
commette um cidado que quer apenas, sem dar
satisfago, ou prestar attenco a lei de seu paiz,
proceder a seu bel prazer.
Portento, por essa razo que aeabou V. Exc.
de dar, para a apresentaco da emenda, fico con-
vencido qoe nenhum dos noboos deparados ter a
coragem de mostrar o principio de utlidale pu-
blica, nem motivo para justificar a conveniencia
da entrega a essas confrarias dos cemiterios que
esto a cargo das cmaras, seno p.rque ella po-
der resultar a paga de um terreno de que foi
esbulhada, mas esbulhada por utilidade publica.
Teve, portanto, occasio V. Exc. de me otrere-
cer mais um rumo, que sem duvida era o que em
meu espirito esteva, que tiyesse motivado o Ilus-
tre deputado a apresentaco d'essa emenda, era
de que cada um deve estar no dominio do qa 1 a
cada um pertence, como so cada um da nos nlo
tivesse brigaco dianto do paiz onde vivemos, se
nao tivessemos obediencia lei constituida.
Desde que mostr a V. Exc. que nenhuma uti-
lidade pode adviras confrarias da acquisieo des-
Bes cemiterios; desde que nao podem por si admi-
nistrar porque a lei lhes prohibe ento pergunto
eu : qual ser a outra vantagem ?
o pode ser o accumulo de propriedade nuti-
lisada pt>r forca de urna disposico de loi a ac-
crescer os bens dessa confraria.
Se Vv. Excs. podessem provar-me que as con-
frarias podessem entrar no goso desse terreno, e
augmentar-lhes o patrimonio eu dar lhes-ia des-
culpa, mas digo a V. Exc. que nao pode, desde
que sabe V. Exc. que a administraco dos cemite-
rios, que a principio eram dentro das igrejas e
depois foram removidos.....
O Sr. Soares de AmorimEn me resigno a ca-
bida da minha emenda, desde o momento que V.
Exc. me mostrar urna s disposico d<* lei.
O Sr. Prxedes PitangaEm vista do decreto
que prohibi; passou a cmaras.
O Sr. Soares de AmorimEu quero ver.
O Sr. Prxedes PitangaEu bastara mier a
V. Exc. que esta propria le nao pode ser mais
revogada, porque nenhuma le pode ter efteito re-
troactivo, esta nao pode ser revogada porque se-
senta em direitos estabelecidos, porque sena um
absurdo revogar a lei que entregou os cemitenos
as cmaras municipaes para entregar s confra-
riis
Quando uo tivesse outra razo bastara diser
que a le que entr*gou os cemiterios ss cmaras,
teve por fim a conveniencia publica* o tolus- popu-
U.
O Sr. Soares de Amorim E nao nos oppomos.
O Sr! Prxedes PitangaV. Exo. disse que i
preciso mostrar urna lei, eu estou mostrando a lei
n 9<2.
O Isr. PresidenteEst finda a hora.
''0 Soares de AmorimO que dis lei?
O Sr. Praxede PitangaEsta 1ei mandn en-
tregar as cmaras munteipaes...
O Sr' Soaroi de*AmorimPerde-aw.
.
*
V
r'
'
H^^P
ZPffiSi


Diario de PemambBco-^oartft-reira 18 de Agosto de 1866
S
a
a
r
*
O Sr. Prxedes PtangaEsta lei que V. Exc
sita aqu nao mandn entregar.
O Sr. Borres de Amorinr*-Nio, senhor; ahi
qae est a queetao; eu emendo de oaCro modo.
O Sr. Prxedes PitengaLea o artigo-
O Sr. Soares de AmorimEsteu aatisieito com
este artigo.
O Sr. Prxedes PitengaO artigo tem liga-
o ; V. Ero. est me dando ansa arma com qne
pretendo contestal -e para provar que nio teve ra-
xo a sua emenda ao projecto.
O Sr. Soares de Ara >rim (16 ')
O Sr. Prxedes PitongaUto quer d.xer que
orre por obrigaco das cmaras a constraecao
desses estabelecimentos; mas quando as cmaras
nSo_teem recurso, dis o art 66 g 2*-
Su um aparte). ,.
spondendo ao aparte do nobre deputado, di-
sei que as cmaras nao construiram cemiterios,
jorque as rendas eram to limiUdas que mal che-
avam para o sen costeio.
O Sr Presidente declara qne se acha sobre a
mesa um requermento de prorogacao de hora.
O Sr. Prxedes Pitang,Eu por ora nao passo
deBtc ponto, espero ouvir os nobres signatorios da
emenda e ver o rumo que ella leva, e no caso de
ser approvada, hei de tratar anda da materia,
parque ella para mim da maior importancia, e
kei de vir nao com opiuioes miabas, mas com a
opiniaj dos homens mais Ilustrados que se teem
oceupario dos cemiterios, para mostrar que elles
nio podem ser seno administrados pelas cmaras
municipaes.
yole8Muito bem, muito bem.
Vem a mesa, lido, apoiado e approvado o se-
gninte requerimento:
Requeiro prorogacao da hora por 50 minutos.
Juvencio Mariz.
O Sr. Julio de Carrn(Nao devolveu
o seu discurso).
O Sr. Fbrrelra Jacobina(Nao davol-
veu o sen discurso).
Veem mesa, sao lidos, apoiados e entram con-
juntamente em disenssao os seguintes requer-
mentes :
Requeiro que a emenda n. 108 seja separada,
afim de constituir projecto distincto.Perreira Ja-
cobina
Requeiro que a emenda n. 108 v s commis-
soe3 de legislaco e de constituico e poderes, afim
de darem parecer.Prxedes Pitonga.
Nioguem mais pedindo a palavra encerrada a'
d3CU8so.
Procedendo-se votaco d ella o seguinte re-
nltado:
Seren approvados os demais artigos do projec-
to e as emendas na. 99, 100, 102, 103, 105 e 106;
rejoitada a de n. 101 e retirada a de c. 104.
Tendo dado a hora e verificando se nao haver
numoro, fica a votaco adiada.
Acbando-se sobre a mesa o parecer da corarais -
sao de redaccao sobre o projecto n. 93 deste an-
no, vai a imprimir.
O Sr. presidente levanto a soseo, designando a
seguinte ordem do dia: l* e 2a partes continuacae
da antecedente.
HbvlSTA DIARIA
Mol do Imperio Pelo paquete Mandos,
entrado hontem do sul, tivemos as seguintes noti-
cias e as qne i-onstam da rubrica Parte Official :
.'finas Geraes.Era conhecido na corte o se-
guinte resultado da eleicao senatorial :
Cesano Alvim 6685
Carlos Aftonso 6410
Caudido de Oliveira 6205
Soares 6012
Evaristo Veiga 5465
Barao da Leopoldina 5373
Agostinho Brotas 3494
Calmon 2157
Rio de Janeiro.Datas at 10 de Agosto :
A 9 funeciouara a Cmara dos Deputados, mas
nao o Senado.
Eis as noticias commerciaes :
O mercado do cambio abri as mesmas condi-
c5e3 em que t i-hu no sabbado, com a taxa offi-
ial de 21 d. sobre Londres, en todos os bancos,
sacando o London e o English Bank a 21 1/16 d.
contra a caixa matriz, mas no correr do dia o mer-
cado tomou-se muito firme, realisando-se opera-
coes a 21 1/8 d., com esta condico, e s i 1/2
horas da tarde todos os bancos adoptaram este ai-
timo preco sobre banqueros.
As tabellas no Commercial e no do Commercio,
e as taxas no London Bank e English Bank, das
t 1/2 horas da tarde em diante, foram as seguin-
tas *
Londres 21 1/8 d.. a 90 d/..
Paris 453 e 452 rs. por fr., a 90 d/v.
Hambureo 559 e 558 rs. por m., a 90 d/v.
Italia 457 e 456 is. por lira, a 3 d/v.
Portugal 257 e 256 /.. 3 d/v.
Nova-York 24 0 por dol., vista.
O mov;mento do dia foi mais que regular sobre
Londres, a 21 1/16 e 21 1/8 d., bancario, caixa
matriz. 211/8 d., contra banqueiros, e a 21 1/4,
II 5/16 e 21 3/8 d., papel particular.
Repassou-se papel bancario sobre Londres a 21
Jyi6e211/4d.
Na Bolsa o movimento foi menos que regular.
BahiaDatas at 13 de Agosto :
Prosegua em seus trabalhos a assembla pro-
vincial.
__ Em 2 escrutinio foram eleitos vereadores
da Cmara Municipal da capital 1 liberaos e 3 con-1
tervadores.
JQMagoat.Datos at 16 de Agosto :
As noticias sao de interesse local.
Coaselho ..literario Sob a presiden-
cia do Sr. Dr. Joo Barbalho Ucha Cavalcante,
inspector geral da iustrucco pablica, reuni-se
no dia 16 do corrente o Conselho Litterario, -.m
conferencia ordinaria.
Foram lidos os seguintes pareceres :
Da 3a seceso, relator o Dr. Antonio Justino de
Souza, sobre a jubilacao do professor Jos Muniz
Teixeira Quimares, concluindo qne ama ves pto-
rada a impossibilidade de poder continuar no ma-
gisterio, seja-lhe concedida a jubilacao solicitada.
Approvado.
Outro da 4 seceb, relator o Dr. Valenca, com
um voto em separado do Dr. Alvaro, sobre a con-
salto da inspectora geral a respeito da applica-
co do art. 112 8 4o do regulamento de 6 de Pe-
vereiro, ao professor Leontino Angelim Pimentel,
concluindo que o referido professor devii perder
a cadeira. Ficou adiado a requerimento do pro
fessor Fragoso, at ser euvido o referido profes-
sor.
Foi em seguida interrogado o professor de Uru-
c-mirim, Manoel Perreira Guedes, que responde
a processo disciplinar.
QAggreNo e ferimentoNo da 9 do
corrente, ao passarem pelo engenho Piraj, do
termo de Agua Preto, duas pravas de polica per-
teneentcs ao destacamento de Campos Frios, fo-
ram aggredidas por onze moradores do referido
engenho, ficando urna d'ellss ferida gravemente.
A polica tomou conhecmento do facto.
Paralxo PerdidoPublicou-se o 4 fasc-
culo da tradnecao dessa obra potica do immor-
tal Mlton.
Ijga Operarla Recebemos um exemplar
dos estatutos da Associaco Liga Operara Per-
nambucana. Agradecemos.
. Enlacio- Recebemos o n. 15, de 16 de
AgObto corrente, desta revisto de modas. Traz
figurino c -llorido e folha de modas.
A mal de familia Tambera recebemos
o n. 13de 31 de Julho deste peridico, dedicado a
recrear e instruir a familia.
O eclypde do patriotismo Recebe-
mos da corte o 2* opsculo sob o titulo cima, da
serie, escripia na corte, sobrs propaganda poli-
tica.
Acha-se venda nesta n'esta cidade na Livra-
ria Parisiense.
O IncentivoPublicou-se o n. 5 deste pe-
ridico litterario e humorstico.
CbegadaNo paquete Manot vieram hon-
tem do sul: o Exm. Sr. Barao de Aracagy, depu-
tado geral; o Sr. Dr. Joaquim Correia de Olvei-
ra Andrade, chefe d. polica do Ro Grande do
Sul; e o Sr. Joo Baptisto Corrsic de Olvera,
acadmico de direito.
Comprimentamol os.
Centro (.Inorarlo Pernamnucano
Funccionou esta sociedadeno dia 15, sob a pre-
sidencia do Sr. Joa da Matta.
Lida e approvada a acta foi declarada aceito e
tomou assento como socio o Sr. Pedro Polyeneto
Ribeiro.
Passando-sc i 1" paite da ordem do dia, foi jul-
Eado o reo Calabar, servindo de promotor o Sr.
'iogo Cabra! de Mello e de advogado c Sr. Ray-
mundo Honorio, sendo o reo absolvido.
Foi escolhids par roo, no seguinte jury, hist-
rico, NapoleSo I; sendo eleito o 8r. Pires Galvo
para promotor e o Sr. Manoel Gomes para adro-
gado.
J^Escolheu-se a thece E' possivel a realisaoao
de ama cocialogia como soiencia comprehensiva
de todos os*phenomenos da ordem social? > para
disaertarem sobre ella es Srs. Manoel Gomes, Jo5o
da Matta e Pedro Polyeneto Ribeiro.
Foi marcada a prxima sssslo para o dia 22,
s 10 horas da manh.
TorreCommnnieam-nos:
At o presente nenhuma providencia dignon-
se dar o fiscal deste lagar com relaco & noticia
inserida no seu Diario do da 1 do corrento.
Contina, portonto, a ser pastogem de ani-
maes este povoado, para o qual a cmara aao tem
um olhar de < ompaixo.
Era bem bom que o fiscal se lembrasse de pro-
ceder aqu urna correceo, mesme porque ere-
mos que a edilidade... precisa de dinneiro.
A pobreza daqui reclama o damno que lhe
causam toes animaes em suas lavouras, e reclama-
ra no deserto.
oeledade Phliomatlca Funccionou
ante-hontem esto sociedade, sob a presidencia do
Sr. Agapito Maciel.
Foi lida e approvada a acta da sesso antece-
dente.
Concedeii'sc eliminaco ao socio Manoel Alves
de Albuquerque.
Foi dissertada pelo socio Antonio Gameiro a
these seguinte Qual o melhor msthodo a se-
guir no estudo do qualquer lingua ?
Em seguida teve lagar o jnry histrico sobre o
personagem Luiz Felippe, sendo promotor o Sr.
Barbosa du Valle e advogadp ad koe o Sr. Anto-
nio Gameiro ; o reo foi condemnado.
Foi sorteiado chronisto o socio Theophilo Ca-
valcanti.
DinneiroO paquete nacional Mandos troa
xe dos portos dj sol as sommas seguintes para
os Srs.
Bernardiao Lopes Alheiro 3:^004000
Mansol Martins Fiuza 2:000*000
Ser asnlm t Relativamente noticia
que com o titulo cima, hoaiem publicamos e nos
fra communicada em um bilhete postal, pessoa
que nos merece intoiro crdito, dirigio-nos as se-
guintes linhas :
Em relaco noticia boje dada sobre o paga-
mento das costureiras do Arsenal do Guerra, per-
mitto-me que lhe declare que nada tem aquella
Repartico com'os pagamentos porque as costu-
reras, logo que entregara as costaras, recebem um
vale do volor dellas, para a Thesoararia e portanto
s esta Repartico pode responder pela falto de
pagamento. *
a fellcidade n'eiste mando Sahi de
casa e passeae pelas ras da cidade, ou sahi de
cidade e gyrae pelas veredas dos campos, e a to-
dos que eocontrades homens e mulheres, jovens e
velhos, ricos e pobres, dirig esta pergunta :
E's tu feliz ?
Recolhei todas as respostos e fechae-as na mo,
to piucas sao e todas iguaes.
Acharis tambem amitos de mau humor, que
nao vos terb Dera mesmo respondido, c com o en-
colher os hombres e o franzir a testa vos terao cla-
ramente dado a perceber que a vossa pergunta nao
foi delicada, foi mesmo impertinente. De todo
modo nSo eram homens felizes certamente. O ho-
mem feliz tambem cortez e igualmente para os
impertinentes tem ama risadinha ou nm gracejo.
Os mais vos tero respondido desta maneira :
Que Pode-se por ventura ser felia neste
mundo ?
Tambem estes, pjis, indirectamente vos dirSo
qne nao sao felizes !
Outros vos respondero :
Nao um nao steco e terminante, de um
arrastado entre os labios ; um nao furioso ou um
nao melanclico, um nio desesperado ou um mo
desanimador, rnai sempre um nao.
Talvez cinco sobre cem, para admittir urna cou-
sa consoladora, vos tero respondido :
Sim!
Faze e refazei esto pesquisa em todos os paizes
do mundo, fazei-a e refazei-ade cem maneiras di-
versas, tirareis sempre esto conclusao desconso -
ladora :
A grande maioria dos homens nao feliz e antas
maitos afirmara directamente que o homem ndo
fdiz porque nao pode sel-o.
Logo a busca da telicidade urna utopia, para
metter-se n'um maco com a qttadratura e o movi-
mento perpetuo f Logo deveremos todos nos re-
nunciar felicidade sobre esto trra, todos renun-
ciar felicidade qollo que com tanto avidez a-
nhelamos ?
diz-mos todos, nao por dizer, mas com exacti-
dao arithmetica e scientifica, desde que aquella
grande maioria que confessa nao ser feliz, aceres
cento com amarga irona que tambem aquulles
cinco sobre cem ou sobre mil [segundo o diverso
optimismo das cifras) se jul^am felizes, mas nabo
slo e vivem n'ama feliz illuslo.
Esto opimo to universal nio exacta como
provaremos em outro artigo.
lielloea.Effoctuar-se-ho:
Hoje :
Peo agente 'into, s 11 horas, ra do Bom
Jess n. 14, de fazendas, miudezas e chapeos lim-
pos e avariados.
Pelo agente Martins, s 11 horas, na roa da
Imperatriz, de movis.
Peto agente Gusm&o, s 11 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n. 19, de movis e vidros.
Amanh:
Peto agente Pinto, s 10 horas, na ra de 8.
Jorge, junto do Arsenal de Marinha, de movis,
loucas, vidros, etc.
Sexto-feira :
Pelo agente Alfredo Guimar&es, s 11 horas, na
ra do Bom Jess n. 46, do estobelecimento ahi
ito.
MlNUNan fnebres.Scrao celebradas
Amanh1 :
A's 7 hor^s, na igreja da Santo Cruz, por alma
de Simplicio ds Barros Alves da Fonseca.
Pana age i roaChegados dos portos do sui
no vapor nacional Mandos:
Baro de Aracagy e saa familia, Antonio C.
Crrela Leite e Filho, Jos Leopoldo Bourgard,
Dr. Joaquim C. Correi de Andrade e sua familia,
Telesphosro Marques Jnior. Dr. Joo B. Correia
de Andrade, Augusto da Rocha M. Galles, Jos-
pha, Joaquina, Annunciada, Joo, Joo A. de
Souza Lima, Albino de Pinho, Casemiro, Andrea,
Amaro, Luiz Panlino de Figueiredo, Joo Jos do
Nascimento, Joaquim Gomes, Paulilio F. de Bar-
ros e saa familia. Antonio W. de Medeiros e saa
senhora, Albino Jos dos Aajos, 1 immigrante, 1
cabo de esqnadra, 1 proea, 1 ex-praca, Jos Fran-
cisco A. Netto, Joaquim Geraldo de Bastos, An-
tonio dos Santos Figueiredo, Antonio I. de A. Xa
vier, 2 filhos e 1 criado, Joaquim Justino, Jos
Bezerra de Siqueira, Manoel Simplicio, Joaquim
Angelo, Elpidio de Andrade, Dr. Luiz Antonio A.
de Souza, Aureliano Porto Goncalves, Dr. Manoel
Joaquim Morera Jnior, Jorina Maria da Con-
ceico, Paulina (criada), Florentino P. de Carva
Ido, Bartholomeu Jos dos Santos, Jos Vicente
da Silva, Mme. Duesble e 2 filhos, Antonio Manoel
de C. Brando, Fausto de Barros, Amaneo Netto
F. de Moraes e sua senhora, Rodrigo F. de Mo-
res, Manoel Francisco de Brto, 2 pracas, Vi-
cente Alves de Agnir, Tibureio A. de Carvalho
Filho e Jos Antonio de Oliveira Mendonca.
Lotera de MaeelO Por telegramma re-
cebido pela Casa Feliz, sabe so que, na 3.
parte da 13* lotera extrahida em 17 de Agosto fo-
ram premiados os seguintes nmeros :
10.850 200:000,1000
11.707 40:000*000
33.997 20:000*000
10.832 10:000*000
39.525 5:000*000
759 2:000*000
2.342 2:000*030
6.593 2:000*000
7.987 2i000#000
11.098 2:000*000
14.367 2:000*VQ0
26.022 2:0 29.53 2:000*000 #
38.105 2:000*000
Premio* de ltOOOcl
6.0*7 6.122 11.369 12.383 13.560 13.726
14.623 14.909 15.851 16.464 20.958 28.1S9
29.205 2.509 30.73U 81.485 32.312 32.396
32.670 34.528 35<2 >3 37.768 3:439
ApproximacOe
10.849 4000*000
10.851 4:000*000
11 706 2:000*000
11.708 2:iiOO*CO0
33.996 1:350*000
33.998 1:350*000
Os nmeros de 10.801 a 10.900, excepto o da
sorte grande, esto premiados com 400*.
Os nmeros de 11.701 a 11.800, excepto o pre-
mio de 40:000*000, esto premiados com 200*.
Todas as centenas cujos dous algaliamos termi-
narem em SO, esto premiadas com 100*, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros qne terminarem em O
esto premiados, com 20*
Caca do Deieneao Movimento dos pre-
sos no dia 16 de Agosto :
Exiitiam presos 283, entraran 9, sahiram 9,
existom 283.
A saber:
Naeionaes 261, mulheres 2, estrangeiros 6, es-
cravos sentenciados e processados 7, ditos de cor-
receo 7.Total 283,
Arracoados 256, sendo : bous 248, doeates 8
Total 256.
Tevem baixa :
Cantono Teixeira Bastos.
Antonio Rodrigruz de Figuerado Arueira.
Felisb, escravo sentenciado.
Teve alto :
Caetano Alves de Sonsa.
Lotera da propnelaA lotera n. 65
em beneficio da Santo Casa de Misericordia do
Recife sor extrahida quando for annunciada.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se acharo expostos as
urnas e as espueras, arromadas em ordem num-
rica a oreci i, lo do publico.
IiOterla do RioA 1* parte da lotera
n. 365, do nevo placo, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dia .. de Agosto.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera'da corteA 1 parte da 199 lo-
teria da corte, cojo premio grande de 100:000*,
ser extrahida no dia 20 de Agosto.
Os bilhetes achum-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera Extraordlarla do l'plran-
a-O 4." e ultimo sorteio das 4. e 6._ series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida brevemente.
Acham-se expostos venda os restos dos hi-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Lotera de Macelo de *OOrOOOooo
A 3* partes da 13 lotera, cujo premio
grande de 2 trahida impreterivelmente no dia 17 de Agosto s
11 horas da marina.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Precos resumidos.
atadouro PublicoForam abatidas no
Matodouro da Cabanga 93 rezes para o consume
do dia 18 de Agosto.
Sendo: 73 reces pertencentesa Oliveira Castro,
& C, e 20 a diversos.
Mercado Municipal de n. JocO
movimento deste Mercado nos das 17 do cor-
rente, foi o seguinte :
Entraram ;
411/2 bois pesando 5,564 kilos.
614 kilos de peixe a 20 ris 12*20
208 cargas de farinha a 200 ris 41*600
52 ditos de fructas diversas a 300 rs. 15*600
10 taboleiros a 200 ris 2*000
12 Sainos a 800 ris 2*400
Foram oceupados :
25 columnas a 600 ris 15*000
26 compartimentos do frinha a
500 ris. 13*000
23 d itos i de comida a 500 ris 11*500
68 ditos de legumes a 400 ris 27*200
16 ditos de suinoa 700 ris ll*20i>
13 ditos de tressaras 600 ris 7*800
1G ditos de ditos a 2* 20*000
3 dilo a 1* 3*000
A Oliveira Castro'ftfC.:
2 talhos a 500 ris 1*000
54 talhos de carne verde a lf 54*000
Deve ter sido arrecadada nestes dias
a quantia de 23i*5o0
Rendimento do dia 1 a 16 3:335*080
Foi rrecadado liquido at hoje 3:57^*660
Precos do dia :
Cara.- /ero a 240 e 40P ris o kios.
Bfeuoa a 560 e 60U ris dem.
Carneiro de 640 e 800 ris idem.
r'armh de 320 a 240 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 600 a 1*000.
CHRONICA JDICIARIA
Tribunal da Aelafo
SESSO ORDINARIA EM 17 DE AGOSTO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CON'SELHEIBO
QDINTINO DE MDiANDA
Seereario interino Dr. Alberto Coelho
As horas do costume, presentes es Srs. desem-
bargadores em nume o legal, foi aberta a sessSo,
depois de lida e approvada a acto da antecedente
Distribuidos e passados os fetos deram-se os
seguiutes
JULGAMBNT08
Habeas Corpus
Pacientes.
Jos Francisco da Silva. Mandou-se ouvir o
juiz de direito do 4o districto criminal.
Joo Mendes.Mandou-se ouvir o juiz de di-
reito do 4o districto, contra o voto do Sr. conse-
lhero presidente.
Luiz Augusto Torres.Mandou-se ouvir o juiz
de direito do 3 districto criminal.
Recurso eleitoral
Do Brejo da Madre de Deus Recorrcnte o
juizo, recorrido Jos Lopes da Silva. Relator o
Sr. desembargado! Oliveira Maciel.Deu-se pro-
vimento para se annullar a avaliaco.
Recursos crimes
De SouzaRecorren te o juiso, recorrido Jos
Por-Deus Rodrigues Seixas. Relator o Sr. des-
embargador Buarque Lima. Adjuntos os Srs.
desembargadores Pires Goncalves e Oliveira Ma-
ciel. Nao se tomou conhecmento do recurso,
unnimemente.
De GoyannaRecrreme o juizo, recorrido An-
tonio Faustino de Araujo. Relator o Sr. desem-
bargador Buarque Lima. Adjuntos os Srs. des-
embargadores Pires Perreira e Alves Ribeiro.
Negcu-se provimento, unnimemente.
De Palmares Recrrante o juizo, recorrido
Manoel Cordeiro. Relator o Sr. desembargador
Oliveira Maciel. Adjuntos os Srs. desembarga-
dores Buarque Lima e Monteiro de Andrade.
Negou-se provimento, unnimemente.
De Palmares Recorreote o juiso, recorrido
Candido Moreira de Mello Relator o Sr. des-
embargador Pires Perreira. Adjuntos os Srs.
desembargadores Pires Goncalves e Monteiro de
Andrade.Negou-se provimento, unnimemente.
De CamaragibeReoerrente o juizo, recorrido
Joo Jacintao de Almeida. Relator o Sr. desem-
bargador Pires Perreira. Adjuntos os Srs. des-
embargadores Alves Ribeiro e Buarqne Lima.
Negou-se provimento, unnimemente.
De Cimbres Reeorrente o juizo, recorrido Jos
Antonio de Lima. Relator o Sr. desembargador
Pires Goncalves. Adjuntos os Srs. desembarga-
dores Monteiro de Andrade e Pires Ferreira.
Negou-se provimento, unnimemente.
De CimbresReeorrente oiuizo, recorrido Flix
Bernardes da Silva. Relator o Sr. desembarga-
dor Alves Ribeiro. Adjuntos os Sr. desembar-
gadores Oliveira Maciel e Pires' Perreira* Ne-
gou-se provimento, unnimemente.
Aggravo de petico
Do RecifeAggravante Manoel Silvestre Fer-
reira Bastos, aggravado > juizo. Relator o Sr.
desembargador Pires Ferreira. Adjuntos os Srs.
desembargadores Buarque Lima e conselheiro
Queiroz Barros.Deu-se provimento ao aggravo,
unnimemente.
Prorogacao de inventario
Inventeriante Eneas Lydiano {de Albcqaerque
Mello.Coucedea-se o prazo pedido.
Appellaces crimes
Do PenedoAppellsnte o juizo, appellado Gal-
dino Jos da Luz. Relator o Sr. desembargador
Oliveira Maciel.Mandoa-se a novo jury, unni-
memente, decretando-se a responsabilidade do es-
crivo do jury contra os votos dos Srs. desembar-
gadores Monteir) de Andrade e Buarque Lima.
Do 'iaucAppellante o promotor publico, ap-
pellado Manoel Pereira da Silva Relator o Sr.
desembarga ior Pires Ferreira.Maadou-se a no-
vo jury, unnimemente e mandou-se responsabili-
sar o delegado Serapbim Jos de Souza.
Dj BonitoAppellante Manoel Pi Pereira, ap-
pellada ajustica. Relator o Sr. desembargador
Monteiro de Andrade.Confirmoa-se a sentenca,
unnimemente.
De SerinhemAppoMante o aize, appellado
Lais Francisco da Silva. Relator o Sr. desem-
bargador Monteiro de Andrade.CoaTertea- se o
jalgamento em diligencia.
De PenedoAppellante o juiso, appellado Joo
Manoel dos Santos. Rslator o Sr. desembargador
Monteiro de Andrade.Mandou-se a novo jury,
unnimemente.
PASSAGENS
O Sr. cooielheiro Araujo Jorge, -com peonar-
dord corda e promotor da justica, dea parecer
nos seguintes fetos :
Appellaeo eommereial
De MamsngaapeAppellantes Jos Fernandas
Ferreira & C, appelUdos D. Maria Gomes da
SUveira e outros.
Appellaces crimes
De Nasareth Appellante o juiso, appellado
Jos Basilio de Saot'Anna.
Do RecifeAppellante o promotor publico, ap-
pellado Antonia .Francisco [de Alboqnerqne.
De OuricuryAppellante Jos Pereira de Mi-
randa, appellda a justica.
De r. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima 8
Appellaces crimes
Do Buique Appellante o 'juiso, appellado
Joo de Mattos e Silva.
De Aguas BellasAppellante o juiso, appellado
Manoel Alves dos Santos.
Appellaeo civel
Do RecifeAppellante o juizo dos fetos da fa-
zenda, appellado raajor Luiz Augusto Coelho Cn-
ica.
Appellaeo commercial
Do RecifeAppellante Antonio Pinto Osorie,
appellados Bartholomeu & O, successores.-
Do Sr. desembargador Buarque Lima ao Sr.
desembargador Tojcano Barrete :
Appellaces crimes
De OlindaAppellante o juizo, appellado Fu-
mino Manoel Pereira da Silva.
De Alag GrandeAppellante o juizo, appel-
do Joaquim Jos do Nascimento.
Da Victoria Appellante o juizo, appellado
Jos Luiz de Franca.
De S. MiguelAppellante Manoel Correia da
Silva, appellda a justica.
Appellaeo civel
Do RecifeAppellantes e appellados D. Dina
Candida da Conba e Joaquim de Almeida e Silva.
Do Sr. desembargador Oliveira Maciel ao Sr.
desembargador Pires Ferreira :
Appellaeo crime
De Floresta -Appellante o juizo, saacUodo Joo
Gomes da Silva Sobrinho.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Goncalves :
Appellaces crimes
De Porte CalvoAppellante o juiso, appellado
Joo Goncalo do Nascimento.
Da Escada Appellante o juizo, appellado
Franciseo de Salles de Sant'Anna.
Do BuiqueAppellante Pantoleo Rodrigues
de Siqueira, appellda a jublica.
De GamelleiraAppellante Joo Francisco Ta-
vares, appellda a justica.
Do Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appellaces crimes
Da Gloria do Goit Appellante o promotor
publico, appellado Antonio Francisco dos Santos.
De NazarethAppellante Antonia Cardoso de
Mello, appellado Henrique de Moraes Campello e
Castro.
Do 5r. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
conselheiro Queiroz Barros :
Appellaeo ciime
Do RecifeAppellante o promotor publico, ap-
pellado Juvenal Francisco de Almeida.
DILIGENCIAS
Mandou-se ouvir o Sr. conselheiro promotor da
justica nos scguintea feitos :
Appellaces crimes
Do PiancAppellante o iuizo, appellado Be-
nedicto Eduirdo di- Oliveira.
Do Recife -Appellante Francisco Ramos Cou-
tiuho, appellda a justica.
DISTRIBDICOES
Recursos crimes t _
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Do PiancReeorrente o juizo, recorrido Mar-
tinbo Jos de Mana.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De CaruarRecorrentes o juiz de direito e
Jos Joaquim de Menezes, recorrido o promotor
publico.
Aggravo de instrumento
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De Palmares Aggravante Dr. Antonio dos
Santos Siqueira Cavalcanti, aggravado o juizo.
Appellaces crimes
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Da Parahyba Appellante o juiso, appellados
Antonio Flix dos Santos e outro.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Catle do RochaAppellantes Joaquim Pe-
reira Cabral Gallo Branco e outro, appellda a
justica.
AoSr. desembargador Alves Ribeiro :
De GoyannaAppellante o juizo, appellado
Joo Francisco Cabral.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
De Bom conselho -Appellante Galdino Pereira
de Souza, appellda a justica.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
do Recife AppaUanto Jos Vicente Pereira,
appellda a justica.
Appellaeo commercial
Do RecifeAppellante D. Maria Joaquina das
Dores, appellado Francisco Cecilio Fernandes
da Silva Guimares.
Encerrou-se a sessao as 2 horas e 15 minutos
da tarde.
IHDICACOES OTIS
Medico
Concaltorlo medico elrurglco do Dr.
Pedro de Attanyde Lobo Hoscoso A
rus da loria n. 3.
O doutor Moseozo d consnltaa todos ob
diaa uteis, das 7 s 10 horas da manhS'
Este consultorio offerece a commodida
de de poder cada lente ser ouvido e exa-
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moseozo encontrado no torreo pra
ca do Commercio, onde funcciona a ibb
peccSo de sade do porto. Para qualquer
d'estes dous pontos podero ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas
O Dr. Arthur Itnbassahy, medico oceu-
lista, recenteroente chegado, esta cidade,
d consultas todos os dias, das 8 s 10
horas da manh, sendo gratis aos pobres,
no 1. andar do predio n. 8, largo da
Santa Cru.
Dr. Qama Lobo, medico-operador e par-
teiro, reside ra do Hospicio n. 20, onde
pode ser procurado qualquer hora do,dia
ou da noite. Consultas: de 1 s 3 horas
da tarde. Eapecialidade : molestias e ope-
racSes dos orgos geaito-urinarios do ho-
mem e da mulher.
Dr. Barreto Sampaio mudou seu consul-
torio do 2." andar da casa n. 45, a ra do
Baro da Victoria, para o 1. andar, da
casa n. 51, mesma ra, como consta do
seu annuncio inserto na seceo compe-
tente. Residencia a ra Sete de Setem-
bro n. 34.
Adwogado
O hachar Benjamim Bandeira, ra do
Impejador n. 73, 1." aodar.
Tabellio
0 Bacharel Amaro Fonseca de Albuquer-
que, tabellio do notas interino nesta capi-
tal, communica ao respeitavel publico qu
abri seu escriptorio no pavimento terreo
do predio n. 4, sito a ra do Coronel Fran-
cisco Jacintho, outr'ora de S. Francisco,
onde, com solicitude e mxima lealdade,
est prompto para desempenhar as func-
c5es de seu cargo. Reside na freguezia
da B6a-Vista, ra do Coronel Lamenha n.
30 (outr'ora dos Prazeres) para onde, fra
daa horas do expediente de seu escriptorio,
devero derigir-se os chamados, para fac-
tura e approvago de testamentos.
Consultorio allopatlco doslaaetrloo
Dr. Miguel Themudo d consultas das
12 s 3 da tarde em ten consultorio ra
do- Baro da Victoria n. 7, 1. andar.
Chamados por escripto a qualquer hora.
Especialidades partos, fe ores, syphis,
molestias do pulmo e do coraoSo.
Dr. Lopes Pessoa Meoo.Residen
eia a roa de D. Pedro I n. 9, onde pode
ser procurado at s 9 horas da manh.
Consultorio ra do Bom-Jess n. 37 1.
andar. D consultes das. 11 s 2 da tar-
de. Gratis aos pobres.
rogarla
Francisco Manoel da Suva sitarios de todas as especialidaaes pharma
centicas, tintas, drogas, producto chimiex
e medicamentos homosopaticos, ra do Mar-
ques de Olinda n 23. *
errarla a Vapor
Serrara a vapor e offica de carapina
de Francisco dos antos Macedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande ostabd e
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
nero, oompra-se e vende-se madeiras de
tofes as qualidades, serra-se madeiras de
conta'felhcia, assim como sepreparam obrar
de carapira .por machina e por precos sem
coD"''>n.oia.
COMUNICADOS
Ao eleitorado do 3/ districto
Venho confessar publicamente a profunda gra-
tido que devo ao Ilustre eleitorado do 3. distric-
to deste provincia, pela explendida victoria com
que ooroou os meus esforoos no pleito eleitoral de
12 do corrente.
Faltam-me expressoes para manifestar toda a
extenso desse sentimento que se me aninha no
coraco e constitue o maior jubilo ie mnha alma;
affirmo, porm, f de cavalhero, que, emquanto
me durarem os alentos vitaes, guardal-o-hei como
o avarento guarda os mais opulentos thesouros.
Pretenda ir, logo depois do pleito, agradecer de
viva voz ao digno eleitorado, os sufragios com que
fui honrado ; tendo, porm, necessidade de seguir
para a corte em breves dias afim de tomar assen-
to no Parlamento, peco desculpa por adiar para
maia tarde o cumprimento desse grato dever, pro-
testando que, logo que regressar provincia, o
tarei cumpridamente.
Na corte ou aqui terei mmenso prazer em cum-
prir aa ordena que se dignarem transmittir me os
briosos amigos que me honraram com os seus suf-
fragios.
Recife, 16 de Agosto de 1886.
Felippe de Figueira Faria.
PUBL1CAC0ES 4 PEDIDO
.\egarao de Manccao
Depsis de longos dias de incabaco, appareceu,
afinal, a promettida serie de artigas com que o or-
go liberal, ameacou ao digno administrador da
provincia, se ousasse negar sanecao ao orca-
mento.
A Provincia nao discute com seriedadee calma ;
ladea a questao trazida arena da imprensa, com
o nico intuito de illudir n baa f dos sena incau-
tos letores, e diminuir a justica do acto adminis-
trativo, porque este est firmado por um adver-
sario.
A questao da negacao de sanece a um orna-
mento, mu delicada; necessita ser bem estada-
da e apreciados 03 motivos do veto, por isso mes-
mo, nao conveniente levar essa questao para o
terreno da mal lita poltica do egosmo e das pes-
soas, como pretende fnsel-o a Provincia.
O acto praticado por t. Exc. o Dr. Ignacio Joa-
quim de Souza Leo, que devolveu Assembla
Provincial o bionlra orcamentario, merecju ap-
plausos de toda a imprensa desta capital, e, tem
ainda a seu favor a opiniao publica. Os nicos que
dominados pela paixo partidaria censuram a ad-
miniotraco por semelhante acto, procurando, ao
mesmo tempo, a discordia na familia conservado-
ra,fio os redactores da Provincia.
O despeito. a raiva, os interesses privados nao
realisados, dos amigos do orgo liberal, sao os
principaes motivos plausiveis, dessa grita, dessa
injusta opposico &o louvavel procediment do
distincto cidado que o dictou.
Ninguem, absolutamente ninguem, acredita que
a redaccao da Provincia tenha em mira o inte-
resse publico, a manotcnco das instituicoes mo-
narchicaa; e deseje tambem salvaguardar a auto-
noma da Assembla Provincial.
O orcamento, como esteva, nao podia ser appro-
vado por um administrador sensato e moralita-
do, quer fosse elle liberal, quer conservador, sal-
vo se quizesse cavar- mais fundo o abysme para
que caminha esta infeliz provincia.
Os nossos adversarios sao injustos e malvolos,
querendo imprestar sentimentos ruins ao honrado
administrador, por nao ter decretado,a miseria
para a provincia, onde nasceu.
O orcamento aggravava de modo tal ja triatis-
sima condieco das financas do thesouro, que, em
breve, este nao podeiia pagar nemos jitrosdas
a poli ees, nem aos demais credores.
Desejaria, a Provincia, ver realisada essa to
precaria situaco ?
Nao, de certa
Os nossos adversarios devem nessa dacusso
evitar o sophisma e as personalidades, e demons-
trar os seguintes pontos, nicos que aceitaremos
como base de urna dacusso seria:
1. O veto presidencial ao orcamento, attenta-
torio lei autonoma da Assembla Provincial,
e especialmente, Constituidlo ?
2*. As dispoaices orcamentarias contrariara os
interesses pblicos e os da provincia ?
3*. Do orcamento, nao sanecionado, resultara
dficit ou saldo para os cofres provinciaes.
4. A incluso de emendas de interesses parti-
culares, de privilegios onerosos, de materia alheia
receita e a despeza ou nao prohibida pela lei
orgnica das assemblaspreviniiaes?
5*. No dominio liberal foram ou nao devolvidas
s assemblas provineiaei, orcamentee nao sanc-
cionados pelos respectivos presidentes ?
6*. O orcamento rejeitado pelo vice-presidente
foi ou nao producto de urna combinaoo da mino-
ra, com alguns deputados conservadores ?
7a. Qual a responsabilidade passada e fatuta,
da maioria conservadora o da minora liberal na
assembla de 1886, a respeito de semelhante ma-
teria e de outras ?
Eis ahi, o que convm ventilar com calma e se-
riamente ; e o que pedimos ao orgo liberal, em
nomo da opiniao publica.
Nos garantiremes, desde j, discutir com o an-
tagonista, que escrever os edictoriaes da Provin-
cia, em cstylo simples* rigoroso ; em termos.cla-
ros e precisos, sem injurias ou otfenaas.
Cartas, portanto, na mesa, e juguemos franca
mente.
Para terminarnos por hoje, diremos (em pales-
tra com e leitor) quey quando ouvimos certos indi-
viduos desta terraf apregoaramor pelo povo ;
__fallar de continuo em interesses do povo ; em
nume e bem do povo, vm-nos a lembranca um
facto histrico, acontecido 560 aunos, antee da era
christ; eil-o:ceito'descendente de Codro, gre-
go e discpulo de Salen, disia-se paladino do po
yo, eterno defensor dos seus direitos, advogado de
suas queixas, centra os tyrannos, ao ponto de
correr um dia todo exsangue toda a praca de
Athenas, biadando que os inimigos do povo ha-
viam tentado contra a sua existencia ; em brados
pedio urna guarda para seu amparo. Conceden-se-
Ihe a guarda pedida, e dentro em pouco, elle se-
gua o caminho do exilio, pois que o amigo do^ po-
vo, dava batalba ao mesmo povo, e se constitaio
senhor absoluto de Alhenas .
A Provincia, nos prestar um obsequio, bem co-
mo ao publico, se tirar a moralidade desse facto
histrico.
Cassiu*.
Recife, 15 de Agosto de 1886.
Errata
No artigo impresso no Diario de hoje, sob a
epigraphePiscalisaco da Freguesia do Beciie-
dea-se aim erro typographieo em um periodo, que
deve ser lido assim, eomo foi publicado no Jornal
do Recife: < Creio qne ainda nenhum fiscal nesta
cidade nipos maior numero de maltas do qoe-ev
no mesmo espaco de tempo, certo ntrateme <\oa
nanea maltei alguem sem que este houvemee.coia
mettid urna transgseaso formal .
Rio Grande do Norte
O capito Joo Severlano
del da Costa e o seu detractor
Urbano foaqam de I>ojela
Barata
O publico legente desta cidade, que tem
acompanhado a discusso travada neste
Diario a proposito da perseguico que na
capital daquella provincia se tem movido;
e cada ves mais se aesonta pelas tropelas
e violencias que se tem praticado com os
nossos amigos capito Maciel da Costa e
tenente Rodrigues Pereira, o que deu lu-
gar ao conflicto de jurisdieco levantado
pelo Exm. Sr. general Moraes Reg com o
juiz municipal do termo da capital; jase
vai convencendo e acabar por ceder evi-
dencia dos factos por nos articuladas, ape-
zar de terem os nossos contendores posto
em aeco os mais desesperados recursos,
desde o desforc mais bem ungido e o so-
phisma o mais grosseiro at a mentira mais
deslavada! As proprias disposices legaes
tem sido trucidadas! Nada se tem poupa-
dol
E s assim se pode admittir a sem ce-
remonia com que ousaram affirmar pela im-
prensa, que na ausencia do Exm. presi-
dente daquella provincia, que havia ido a
Mossor, o Exm. Sr. general Moraes Reg
assumira o commaado das armas, com o
qua eslava anarchisando tudo e plantando
a indisciplina na tropa 1
Falle por nos esse distincto general, em
sua communicajo feita redaccao dojor-
nal Liberdade, que se publica na cidade do
Natal, que em artigo sob a epigraphe
Ultima kora em sua edico de 31 do pas-
sado, tambem tratou da fallada invasao
de attribaicoes, adrede espalbadas para
produzir effeito no animo do governo para
quem tiveram o cuidado de passar tele-
grammas, com a intenco oceulta de pro-
vocar urna dessas medidas violentas e de
oucasiao :
Illm. Sr. redactor do jornal Liberdade.
Espero, abusando de sua bondade, me
permittir V. S. que eu decline da noticia
que se servio dar no seu conceituado pe-
ridico em 31 do passado, sob o titulo
Ultima hora.
Eis o que ha a respeito : A 27 do mez
passado li no detalbe da guarnido a no-
meajo de um official para meinbro de un
conselho de gnerra, em substituido de um
outro que havia dado parte de doente, e
por essa occasio se me disse que S. Exc.
o Sr. Dr. presidente da provincia havia
partido a 26, para Mossor.
Em face das disposi^oes que regem a
materia, das quaes eu, como inspoctor mi-
litar, sou fiscal, estranhei que, nao es-
tan.lo S. Exc. presente (nico a quem a
lei confero este dirdito) se fizesse tal no-
meaco, esujpondo que S. Exc. na forma
das disposicSes dos regulamentos ns 293
de 8 de Maio de 1843 farts. 15 e 16) e
4,156 de 17 de Abril de 1868, art. 76, e
avisos de 20 do Novembro de 1847 e 24 de_
Novembro de 1865, tivesse deixado ao seu
aju lauto de ordens algura offi^io para mim
nesso sentido, dirig ne a cste,pedindo es-
clarocimentos.
jgRespondeu-me esse official,"que S. Exc,
retirando-se, a elle tinhi incumbido todos
os negocios tendentes aduiinietraco mi-
litar, e como eu considerasse, que s por
inadvertencia de S. Exc. se dava esse facto
anmalo de continuar o tenente ajtriante
de ordens a dar ordens a seus superiores,
como a mim proprio o fea, em nome do S.
Exc. ausente, Oomo se presente estivesse,
e convencido de que S. Exc. nao discorda-
ra do meu modo de proceder, declarei of-
ficialmente ao Sr. capito commandante da
companhia de infantaria que, rnente na
parte diiriilinar e evonomica interna da
mesma {), se abstivesse de cumprir ordens
do dito tenente ajudante de ordens, at o
regresso do Exm. Sr. presideute da pro-
vincia, e neste sentido dirigi-me por tele-
gramma ao governo, visto nao poder en-
tender rae directamente com S. Exc, que
se acha va em viagem.
Nao offioei e nem me dirig ao corpo de
polica, porque a misso deste muito di-
ferente da do exercito, e portanto nada ti-
nha com esta corporao.
Pelo que fica exposto, ver V. S. que
eu nao assumi o commanio das armas
desta provincia, mesmo porque nao existe
aqui bsae cargo, sendo as suas attribuicoes
inherentes presidencia na forma da lei.
Quanto priso do Sr. Capito Maciel da
Costa, nao teve a soluco desejada, por ter
eu submettido o assumpto deliberaco do
governo, por julgar essa priso illegal e
caprichosa ; couvindo notar que 'ella nao
foi ordenada por S. Exc. o Sr. Dr. Pre-
sidente e sim em virtude de requisico Ile-
gal da Thesouraria de Fazenda, directa-
mente polica, de encontr a todas as
disposisSes, a ponto de querer aquella re-
partico constituirse um poder absoluto,
desrespeitando at as determinagSes do
ministerio da guerra a respeito do ajuste
de-cantas daquelle ofiicial, ajuste que o
objecto de toda a questao; e disto j dei
sciencia por officio a S. Exc. o Sr. Dr.
Presidente da provincia, na forma do aviso
circular do ministerio da guerra de 13 de
Agosto de 1857, e estou certo de que
S. Exc, criterioso como nao deixar
de atender as justas ponderacSes que lhe
flz.
Creia-me V. S. que com esta explicaco,
nao tenho outro fim seno o de descortinar
a verdade, ficando bem accentuado que eu
nao assumi commando algum e apenas
quiz evitar a queda completa da discipli-
na, da qual eu devia ser actualmente o
zelador nesta guarnisao.
Asseguro a V. S. os meus protestos de
consideraso e permita que me assigne de
V. S. reverente servo.
Natal, 5 de Agosto de 1886. Jos An-
gelo de Moraes Reg.
Agora, melhor informado pela fiel narra-
oo de urna testemunba presencial e cima
de qualquer suspeita, e vista de do-u-
mentos officiaes acerca das oceurrencias
havidas em Matto-Grosso, ignominiosamen-
te articuladas por Epaminondas, vimos dar
urna resposta cabal e enrgica a esse reptil
despresivel que ousa sabir do covil em que
(*) O gripho nosso.
I
HBHHHHHBHal


Diario de PernambucoQuarta-feira 18 de Agosto de 1SS6
iem vivido, para, escanoarando as fauces,
morder a probidade immaeulada de tto
illustre ornamento do exercito.
Commandava S. Kxc, en 1875, o ~
batalhSo de artilharia a p, aquartelado em
Corumba, boje cidade de Caceres, quando
urna ordem do nosso ministro residente no
Paraguay exiga a presenca desse oorpo,
nessa epocha com um efectivo maior de
600 pracas, na capital daquella repblica,
em consequencia dos movimentos revolu-
cionarios que ato se operavam, mandando
um vapor expressamente para esse fim.
Quatro horas depois, regressava o vapor
traaendo a seu bordo 500 homens, ficando
o restante na guarnicao da fronteira do
Baixo-Paraguay, que tambem era com-
mandada por S. Exc.
Em Julho de 1876, tendo o governo or-
denado a desoccupacao da capital daquella
repblica, recolbeu.ee aquella provincia a
brigada de occupacSo da qual fazia parte
o terceiro regiment de artilharia a ca-
vallo, do qual era commandante interino o
ex-m'ajor do exercito Joaquim Antonio Fer-
reira da Cunha.
Por essa occasio foi denunciado ao
Exm. Sr. general Moraes Reg a existen-
cia de um desfalque no cofre desse regi-
ment ; e S. Exc, como commandante
da fronteira, nao podia e nem devia deixar
de procurar averiguar a veracidade da de-
nuncia, para o que nomeou um conselho
de investiga$ao, que reconheceu a existen
cia do facto criminoso.
No conselho de guerra a que se proce-
deu, aiDda pox oomeacao do Exm. Sr. ge
neral Moraes Reg, foram envolvidos o
ento capitao Antonio da Rocha Bezerra
Cavalcante, cujo testemunho invoca Lpa
minondas, o outros officiaes, que, segundo
os termos da sentensa que se acha publi-
cada na ordem do dia da reparticSo do
aiudante general n. 1,414 de 31 de Ju-
lho de 1878, foram absolvaos, sendo o
commandante, ex-major Joaquim Antonio
Ferreira da Cunha, condemnado a dous
annos e meio de prisao em urna fortaleza e
aindemnisar ao Estado do P^j*1* de
11:600)5, resto da quantia de 60:0005,
que por adiantamento recebera da Tbesou-
raria de Fazeada da provincia de Matto-
Grosso, para as despezas do referido re-
giment, quantia que contra a expres-
sa disposicSo do regulamento dos conse-
lhos econmicos, dcixou de recelher ao co-
fre do regiment conservando abusivamen
te em seu poder.
V, portanto, Epaminondas que o tes-
temunho do major Bezarra Cavalcante
de todo o ponto suspeito, nao s por esse
facto, mas ainda porque o mesmo Sr. ge-
neral Moraes Reg submetteu o a mais
dous conselhos, sendo que pelo extravio
de cento e tantos cavallos do exercito, que
sob sua guarda foram de AssumpcSo para
Nioac, e outro por desobediencia.
Como acontece sempre nos lugares onde
a lei a vontade de quem manda, como
actualmente no Natal, levantase grande
celeuma contra quem quer sioaplesmente
cumprir o seu dever e respeitar a lei.
Admira nos que o Exm. Sr. presidente
do Rio-Grande do Norte queira hoje cer-
car o seu ajudante de. ordene ae um pres
tigio e autondade que nao lhe pode dar,
quando nao ha muito tempo S. Exc. es
crevia em um seu cartao de visita ao com-
mandante da companhia que nao cumpris-
se as ordens de seu ajudante, porque este
nae lhe mereca confiaDca, e a urna pessoa
de sua intimidade queixou-se S. Exc. dos
erros e leviandades deste seu auxiliar.
Como mudam os tempos ? !...
M. F.
Cmara dos Deputados
Antes de tratarmos do procedimento da maioria
liberal em ralaco verificacao dos poderes da
eleicao do 4 districto do Eio Grande do Sul, va-
mos aponUr o fundamento de que lancou ino a
maioria da 2n commissao de inquerito, tendo- sua
frente o Sr. Candido de Oliveira, para propor a
annullaco do oollegio de Sant'Anna do Brejo,
onde votaram 109 eleitor*, tendo conseguido ape-
nas 9 votos o Sr. Spiaola.
Era indispensauel annnllar, cmoda vimos no
anterior artigo, alm do collegio de Santo Mana,
com 104 eleitores, o collegio de Saut'Anna do Bre-
jo, com 109, para, deduzidos 213 votos do numero
de eleitore presentes, 685, poder sr reconheeido o
protegido do ex-ministro da iustica do gabinete
Saraiva, deputodo pelo 13 districto da Baha,
nicamente com 243 votos.
O leitor vai pasmar diante do motivo al.egado
pela minora da 2* commissao, para annullaco do
referido collegio.
Da acto da instalUco da mesa eleitoral do col
legio de Sant'Anna do Brejo, consto o seguinte :
A's 9 horas, reunindo-se os cidados Pedro
Xunes de Araujo Wanderley, 2 juiz de paz d'esta
parochia, em falto do Io, Norberto Nunes da Silva,
por se aehar encarregado da coilectoria das rendas
'Teri6s...
O cdado Norberto Nunes da Silva, collector
das renda geraes do manieipio do que fasta parte
a parochia de Santo Anna do Brejo, estove pre-
sent a eleicao e tomou parte nos trabalhos da
mesa como fiscal do Sr. Spinola, sem que houvesse
da parte delle ou de qualquer outro eleltor a me-
nor reclamaco ou protesto. |
Paseada a eleicao, e visto do resultado ntei-
ramente desfavoravel ao 8r. Spinola, tratou esse
senher de procurar pretexto para annullal-a, das-
cobrindo afinal o seguinte.
Nao constova na thesouraria da Babia que o ci-
tado collector houvesse prestado flanea, embora ti-
vesse desemp"'ihado o cargo durante meses. lato
se d constantemente as collectorias do serto,
por serem minguados os rendimentos a arrecadar,
e nao receiar-se por isso mesmo o eeu extravio por
parte do collecto .
Com a certidij da falta da prestoco da fianca,
resolveu a junto apuradora considerar nao incom-
patibilisado o 1 iuiz de. paz, Norberto Nunes da
Silva, e, allegando ter elle sido indeyidamente
excluido do numero dos mesarios, considerou por
este motivo nulla a eleicao do collegio de Sant'An-
na do Brejo.
Perante a 2 commissao de inquerito, cm docu-
mentos emanados da coilectoria, traaendo a assig-
natura do alludido collector, provou-se que elle
havia estado no exercicio do lugar durante mezes,
e portento deiiou muito regularmente de fazer
parte da mesa.
Com ato elle proprio se conformara, porque as-
sistira eleicao como fiscal do Sr. Spinola, sem re-
clamar o seu pretendido lugar de presidente da
mesa. .. .
A minora da 2 commissao, capitaneada pelo
Sr. Candido de Oliveira, cerrando invidos a todas
as allegacoes baseadas em documentos, que palpa
velmente demons'.ravam ter estado em exercicio de
collector o referido juiz de paa, propoz, e a maioria
liberal da cmara adoptou a annullaco do colle-
gio de Sant'Anna do Brejo, onde o Sr. Spinola ob-
tivera 9 votos, recahindo os 100 votos restantes
nos seus competidores, Dr. Arthur Rios u Antonio
Atbayde. ,
Nao faremos commentorios, apontado este tacto,
elle por si basto para dar a medida do escrpulo
e da seriedade com que procederam no julgamenio
das eleicoes de seus adversarios, os membros da 2*
commissao de inquerito, composta dos Srs. Candi-
do de Oliveira, Carneiro da Rocha e Prisco Para-
so, e a maioria liberal da cmara eleita pelo Sr.
Saraiva.
Pasacmos verificacao dos poderes da eleicao
do 4 districto do Rio Graude do Sul, afim de pro-
varmos que os amigos do Sr. Saraiva foram os que
primeiro reconheceram competencia na cmara
para annullar alistoaientos eleitoraes.
Nesse districto fra eleto com 52 votos de maio-
ria o Dr. Silva Tavares, sendo derrotado o Sr.
Maciel. Era preciso, porm, fosse como fosse, ar-
ranjar urna conta de chegar, e reconhecar-se e
proelamar-se deputodo o candidato liberal.
Desto tarefa encarregaram-se os Srs Ratisbona
e Ferreira de Moura, que ampliaram a doutrina
aceita pela cmara, as eleicoes do 2o districto do
Pauhy e 13 da Bahia, applicando-a, assim inno-
vada, ao 4 districto do Rio Grande.
Nao eram procedentes os fundamento! allegados
pelo candidato liberal, para justificar a annullaco
dos collegios onde lograra maioria de votos o Dr.
Silva Tavares ; as mesas haviam sido orgaisadas
regularmente e portento as eleicoes nao poderiam
deixar de ser approvadas pela cmara.
A' vista disto, allegou o candidato liberal frau-
des no alistamento de Sant'Anna do Livramento,
sendo esta allegaco aceito a ultima hora, ja de-
pois de encerrada a discussao do parecer, pelos
Srs. Ratisbona, P, de Moura, Ildefonso de Araujo,
Prisco Paraizo e Sinval, que offereceram a segua
th emenda :
Emenda ao parecer
Io Quo sejam descoutedos ao candidato mais
votado, Francisco da Silva Tavares, 58 votos dos
eleitores indevidamente alistados aa parochia do
Livramento.
2o Que seja reconhecido deputado o Sr. Fran-
cisco Antones Maciel.
Justificando esta emenda, assim se pronunciou
o Sr. Ratisbona :
O Sr. Ratisbona, tendo assignado a emenda,
deseja que Sr. presidente o esclareca.
Eutedendo a sua emenda com a ultima con-
clusio do psrecer a respeito do reeonhecio>ento
de um depu ado. parece-lbc quo, depois de votadas
as coticlu8oes do parecer, mas antes da ultima,
deve ser votada a emenda.
E' precisa que se comprehenda que o pensa
ment da emenda pode ser diverso do pensamento
das conclusoes do parecer. as conclusSes do
do Livramento, e para reconheceo deputodo o Sr.
Maciel, que obteve menos 52 votos do que o seu
competidor, como estranhar que a maioria con-
servadora, descobrindo fraudes dos alistamentoe
do Poco de PanelUs e do Monteiro, confessadas
pelo proprio Sr. Jos Marianno, annulle esses col-
legjos e reconheca deputado o Sr. Theodoro Ma-
chado ?
Nao foi considerado escandaloso o procedimento
da cmara," anoullando o alistamento de Sant'Anna
do Livramento e reconhecendo deputado o Sr.
Maciel, tendo obtido o seu competidor, Silva Ta-
vares, maii 52 votos do que elle ; considera-se,
no entretanto, Ilegal e violento, procedimento
idntico da maioria conservadora, annullando o
alistamento do Poco da Panella, e reconhecendo
deputodo o Sr Theodoro Machado, que obtivera
apenas, incluindo as eleicoes fraudulentas da re-
ferida parochia, menos 24 votos sobre o seu coa-
petidor.
Do que temos exposto, fica fia deduvida que
aos amigos do Sr. Saraiva, ahi est a votacao no-
minal, e aos seus ex-collegas de gabinete, colla-
boradares na lei de 9 de Janeiro, cabe exclusiva-
mente a responsabilidade da interpretacao e ap-
plicaco da sua lei do modo porque aponamos,
hoje considerado Ilegal, violento e escandaloso
pelos seus proprios autores.
A maioria conservadora da actual cmara cin-
gio-se aos precedentes estebelecidos por seas
amigos, e nada mais.
Seloja
(Gaxeta de Noticias de 27 do Julho de 1886.
Eleifo
GOMMERCIO
Bolsa commercial de Pernan-
baco
BECIFE, 17 DE AGOSTO PE 188e.
As tres horas da tarde
CotacSe* officiacj
Cambio sobre Santos, 60 d/v. com 1 1[4 0/0 de
descont.
Cambio sobre Para, 60 d/v. com 11/4 0/0 de des-
cont.
Cambio sobre Londres, 90 drv. 211/4 d. por 1*000,
do banco.
Cambio sobre Lisboa, 60 d/v. 149 0/0 de premio,
psrticular.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
RENDIMENTOS PBLICOS
Mes de Agosto de 1886
ALFANDEGA
HjUDA OltEAl*
De 2 a 16
dem ds 17
Ruda piovihcul
De 2 a 16
dem de 17
368:5*3*378
31:119*819
48:227*679
3:923*483
Total
KbcxmdobiaDe 2 a 16
lona de 17
CoasuLADO Paoviacui.*De 2 a 16
dem de 17
R*cm oaaraasi^e 2 a 16
dem de 17
399:683*197
52:151*162
451:834*359
11:035*526
1:559*003
12:594*529
12:157*048
469*075
12:626*123
22:996*751
2:431*064
1 Temos urna carta para ser entregue ao Sr. ca-
pitao Francisco Jos de Oliveira, a qual do sen
oobrinho o Dr. Joo Coelho Goncalves Lisboa;
faz-Be este por nao se saber a moradia deste mes-
mo Sr. capitao.
Recife, 17 de Agosto de 1886.Joao F. Oliveira,
por Carlos Sinden.
O Exm. Sr. Ministro da Fazenda acaba
de praticar um acto de toda justics con-
formando no lugar de contador da Thesou-
raria de Fazenda desta provincia, o Sr.
Manoel Antonio Cardoso, empregado ze-
loso, intelligente e bonraao a toda prova.
Nomeajo desta ordem muito conceita
a quem a faz.
Recife, 17 de Agosto de 1886.
Joao Vicente de Jorres Bandeira.
Dos devotos da Excelsa vlrgem
Senhora do Carino de linda,
para a sua festa no anuo de
188.
Juiz por eleicSo
O Illm. Sr. Joao Jos de Carvalho Mo-
raes. f
Juiza por eleig&o
A Exma. senhora do Illm. Sr. commenda-
dor Jos Candido de Moraes.
Escrivao por eleijao
O Illm. Sr. Antonio Marquea Correia.
Escriva por eleijao
A Exma. Sra. D. Marianna Guimaraes.
Juizes pordevocSo
Oslllms. Srs.
Revd. padre Julio Maria do Reg Barros.
Revd. padre Joao Marques do Souza.
Conego Dr. Aducto Aurelio de Miranda
Henriques.
Negociante Manoel Jos Gonjalves Braga.
Dr. Maaoel Maria Tavares da Silva.
Dr. Antonio Esteva de Oliveira.
Tenente Olavo Antonio Ferreira.
Negociante Antonio Martins Pereira.
Mijor Thomaz de Almeida Antunes.
Dr. Hortencio Peregrino da Sdva.
Juizas por devoao
As Exma8. Sras. :
Baroaeza de Tacaruna.
Baroneza de Caiar.
D. Amelia Vilella.
D. Afra de Paula Lopes.
D. Bibiana Augusta Martins Silveira.
D. Candida Monteiro aa Franca.
D. Candido EstevSo de Oliveira.
D. Mathilde Gon^alves.
D. Maria Jos de Medeiros Palmeira.
D. Emilia de Franja Mello.
Escrivaes por devocSo
Os Illms. Srs. :
Dr. Hermogenes Scrates T. de Vascon-
cellos.
Capitao Manoel Jos de Paiva Pinto.
Tenento Jos Nunes de Oliveira.
Negociante Bento Jos Correia.
Negociante Guilberme Gomes Pinte.
das conciusoes ao parecer, iia cuuuuauto v. / Kmpregado publico Joao Gome* Correia.
parecer ha nulliiade de colegios, e a emenda nada Ryd dfe jUVPnal d0 CoracSo de J esus
entende com essas nullidades : a emenda condemna j) Maduro.
Negociante Jos Faustino Porto.
Jos Floriano Correia de Brite.
Domingos Mafra.
Escrivas por devocSo
s Exmas. Sras. :
D. Maria Jos Ramos de Andrade.
D. Amelia Torres.
D. Olytupia Campello.
D. Tranquillina Moreira.
D. Hermina Duarte Pereira.
D. Francisca Cunha.
D. Carminda Lemos.
D. Zutmira Antunes Pasaos e Silva.
Esposa do Illm. Sr. Dr. Manoel Antonio
des Paseos o Silva.
Esposa do negociante Leopoldo Marques
da A8sumpcao.
Mordomos e mordomas todos o devotos
da Virgem Senhora do Carmo.
Procuradores encarregados da festa
Os Illms. Srs. :
Antonio Marques da Silva Manguinho.
Manoel Jos de Castro Vilella.
Antonio Peres de Carvalho.
Antonio F. Marques dos Santos.
Aureliano Alves de Souza.
Agostinho Ferreira.
Candido Gaedes Alcoforado.
Alfredo d'Albuquerque Martins Pereira.
o alistamento.
Deseja, pois, que o Sr. presidente explique bem
a questo, conforme o regiment : se a emenda
da ve ser votada antes ou deopis das conclusoes
do parecer, porque de outra forma ;a votacao da
cmara fica sem norte; pode haver at contradic-
cao e absuido na votacao.
Temos, pois, que a emenda, viste da maneira
porque toi jnstificada, votova sobre a annullaco
do alistamento, como declarou o Sr. Ratisbona ; e
sendo adoptada pela maioria liberal da cmara,
infere-se que acuella cmara foi a primeira que
reconheceu-so competente para annullar qualifi-
caces.
Eis os nomes dos qne votaram por ella, conton-
do-se entre elle o ex-ministro do gabinete Sa-
raiva, o Sr. Frankn Doria, e alguns dos signa-
tarios do manifest dirigido ao paiz por occasio
do nao reconhecimento do Sr. Sr. Jos Ma-
rianno.
Votaram pela emenda os Srs. :
Adriano Pimentel, Sinval, Vianna Vaz, Castello
Branco, Basson, Frankn Doria, J. Pompen, Ro-
drigues Jnior, Ratisbona, Manoel Carlos, Jos
Marianno, Joaquim Tavares, Ulysses Vianna, Se-
raphico, Espindola, Ribeiro de Menezes, Prado
Pimentel, BarSa da Estancia, Ruy Barbosa, Pris
eo Paraizo, Ildefonso de Araujo, Ferreira de Mou-
ra, Zama, Rodrigues Lima, Juvenci Alves, Be-
zerra de Menezes, Caodido de Oliveira, Ignacio
Martins, Va de Mello, J. Penido, Silviauo Bran-
do Matta Machado, Vieira de Andrade, Felicio
dos Santos, Abelardo de Brito, Martim Francia?^
Filho, Generoso Marques, Bulhoes Jardim, Fleury.
Camargo, Ribas, Diana, Avila e Felisberto.
Se a maioria liberal da cmara julgouse com-
petente para annullar o listamente de Sant'Anna
25:427*815
DESPACHO DE IMPORTACAO
Barca ingleza S. Learence, entrada de Swansea
no dia 13 do corrente e consignada a Johnston
Pater it C, manifestou ;
Carvo de pedra 730 toneladas, ordem.
Vapor nacional Manos, entrado dos portos do
sul, no dia 17 do corrente e consignado ao Vis-
conde de Itaqui do Norte, manifestou ;
Carga do Rio de Janeiro
Caf 303 saceos a Joaquim Ferreira de Carva-
lho & C, 117 a Augusto Figueiredo & C, 55 a
Ferreira de Carvalho & C, 12 a Paulo Jos Alves
&C.
Calcado 1 caixao a J. F. Pocas.
Chapeos 1 caixa a J. J. Samarcos, 2 a Adolpho
* Ferrao, 1 a Joao Christiani & C.
Foguea de ierro 8 volumes a Antonio Augusto
Pereira da Silva.
Fazendas 2 caixas ordem, 3 a Cramer Frey
&C.
Fumo 103 volumes ordem, 2 a Joao V. Alves
Mat i eos & O, dito em folhas 10 fardos a Esnaty
& Banks.
Mercadorias diversas 18 volumes ao Visconde
de Itqoi do Norte.
Oleado 1 caixa a Mendes Jnior & C.
Panno de algodao 20 fardos a Rodrigues Lima
6c C, 21 a Ferreira & Irmo, 10 a A. Vieira &
O, 15 a Machado Se Pereira, 10 a Luiz Antonio
Sequeira.
Vinho 20 barria ordem.
Xarque 50 fardos oidem.
Carga da Bahia
S*Albos 79 canastras a Paiva Valente & C.
C Charutos 2 caixoes a Sulzer Kauffman & C, 1
a Jos Antonio d)s Santos, 2 a Almeida Machado
4C.
Chapeos 2 caixoes ordem.
' Oleo de palma 8 bardolesas a Bailar Irmos
Panno de algodo 23 fardos a Rodrigues Lima
& C, 5 a Loureiro Maia & C, 5 a Agostinho San-
tos & C, 10 a A. Lopes & C, 20 a Machado 6c.
Pereira, 6 a Goncalves Irmo & C..48 a Luiz A.
Sequeira, 12 a Bernet & C, 5 a Bartholomeu Lou-
renco, 10 a Gomes de Mattos Irmos, 5 ordem,
10 a A. Vieira & C, 5 a Ferreira Se. Irmo, 5 a
Olinto, Jardim & C, 5 a AlveJ de Britto Si C, 10
a Cramer Frey & C, 10 a Albino Amorim de C ,
10 a Narciso Maia & C.
Taboas 4 a Antonio Peieira da Costa.
Vinho 30 barris ordem.
Lugar nacional Zequinha, entrado doRio-Gran-
de do Sul no dia 16 do corrente e consignado a
Jos da Silva Loyo 4 Filho, maaifesteu :
Xarque 301,680 kilos orden.
DESPACHOS DE EXPORTACO
Em 16 de Agosto de 1886
Para o exterior
Na barca sueca Robertsfort, earregarmni:
Para o Bltico, Borstelmann de C. 161 tordos
com 32,359 kilos de algodo.
Para o Interior
No vapor nacional Manos, canegaram :
Para Maranho, J. Camillo 10 caixas cajurube-
ba ; Bartholomeu & C. Successores 6 caixas com
vinho jurubeba.
Para o Para, k>. G. Brito 100 barricas com
6,678 kilos de assuear branco.
No hiato nacional S. Lourenco, carrega-
ram :
Para Aracaty, Fernandes ce Irmo 1 barrica
com 110 kilos de assuear branco; E. C. Beltro &
Irmo 2 barricas com 101 kilos de assuear refi-
nado.
No biate nacional Bom Jess, canegaram:
Para Macahyba, E. C Beltro & Irmo 25 bar-
ricas com 1,251 kilos de assuear mascavado.
Para o Natal, J. Baptista 10 saceos com 750
kilos de assuear branco ; P. Alves & C 20 barri-
cas com 1,198 kilos de assuear mascavado.
No hiato nacional Apody, carregaraxn :
Para Mossor, S. Nogueira & C. 5 saceos com
375 kilos de assuear branco.
VAPORES ESPERADOS
Viile de Victoria
Vte de Mao
Giqui
Petropolis
Stefuma
Pirapama
Sculptor
Bahia
Jacuhype
Orenoque
EspirUo Sanio
Theretina
La Plata
do sul
do Havre
de Fernando
de Hamburgo
de Trieste
do norte
de Liverpool
do norte
do sul
do sul
do sul
de New-York
do sul
hoje
hoje
fiirniM
JO
a 20
a 20
a
a 23
a 25
25
a 30
28
29
Como est& Vine, de aa tose 1
Esta pergunto feito diariamente com benfica
solicitado milhares de pessoas. e no emtanto mui-
to melhor seria ae 03 perguntentes indicassem o
meio de conseguir um allivio immediato e seguro,
recommendando aos seos amigos enfermos, o pe-
toral de Anacahuita, porque ainda mesmo e embo-
ra que o doente houvesse estado sofrrendo durante
semanas inteiras de urna tosse violenta ou de urna
constipacao fortissima, este soberano remedio pa-
ra todas as entermidades pulmonares, os alliviaria
dentro do curto espacu de 24 horas.
Os nativos do Mxico conheciam perfeitamente
as extraordinarias virtudes medicinaes da arvore
da qual se extrahe esto maravilhosa preparaco, e
era o seu grande remedio favorito em todas as en
tenuidades da garganta e dos pulmoes
O peitoral de Anacahuita nao tem seu igual en-
tre todos os pulmonicos d* materia medica, e por
isso pode-se-lhe chamar com toda propriedade e
razo, o nico remedio digno do nome.
Como oabantla contra as falsificaces, obsrve-
se bem que os nomes de Laminan & Kemp venham
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinho que serve de envoltorio cada garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojae de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 9.
Ao Sr. ngeaheiro director das
I obras publicas
Pede -se a attenco de V. S. para o concert da
ponte do Guerra sobre o rio Gurja, que ha mais
de dous mezes est sem lastro, sem que o emprei-
teiro da mesma tivesse dado passadico ao publ 00,
obrigando assim a alguns passageiros mais im-
prudentes atravessarem o rio com perigo de vida.
Os prejudicados.
Conultorio medico-eirorgico
O Dr. Estevn Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consultos medico -cirurgicas, na roa
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Paras? demais consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1* andar.
s. lephoaieos : d> consultorio 95 e residencia
126.
Especiaidades Partos, molestias de crea cas,
Nd'nltt taseus annexos.
Edita! 11. 744
De ordem do inspector geral, face saber ao pro-
fessor Manoel Jos da Cmara, da cadeira da
Varsea Redonda, que lhe fica mareado o praso de
15 dias para responder sobre o abandono da sua
cadeira, visto ter deixado de reassumil.a depois
de anda a licenca obtida, e haver decorrido mais
de seis mezes fra do exercicio della.
Secretoria da instruccao publica de Pernambu-
co, 6 de Agosto de 1886. O secretario,
Pergentino S. de Araojo Galvo.
DECLARACOES
Aviso
Quando o cabello est cahindo ou ficando secco
e spero por doenca ou por outra qualquer causa,
use-se Trlcofero de Barry. Quando mesmo
a calvicie j teuha occorrido, fricciona se vigoro-
samente a parte calva e roda das raizes dos ca -
bellos que restam fazendo penetrar Trlcofero
de Barry e se as raizes nao esto de todo ex
finetas revivem e multiplicam e, ajndada a natu-
reza pela arte, o cabello renasce e cresce superior
em qualidade e apparencia. O Trlcofero de
Barry tendo sobrevivido a todos os seus rivaes
de outr'ora, hoje por assentimento commum do
mundo c mais puro de todos os preparados para o
cabello.
BONITO
Pergunta-se ao Sr. Joaquim Tavares Pinheiro,
morador no engenheiro Curral de Bois, da comar-
a de Bonito com que direito tem em seu poder
pessias livres a titulo de escravos ?
E' c rto que essas pessoas foram escravos de
seu irmo Jos Tavares Pinheiro (isto mesmo sem
ttulos legaes); mas tendo este fallido, s a massa
tinha direito aos mesmos escravos, no enlanto esta
entregou-os ao abandono e por conseguate estilo
livres de facto e direito
Ter o Sr. Pinheiro ttulos legaes que provein
o dominio dos mesmos escravos ? isto o que
compete 4 auteridade competente averiguar e as-
sim espera
Um abolicionista.
Preven^ao
Previne-se a quem interessar possa, que a rea
compreheudida da reja da Penha at o largo
das Cinco Pontos, entre as raas das Calfada e
Vidal de Negreiros, terreno foreiro, perteneente
ao antigo vinculo Salvador Curado Vidal, cuja
auccessora trata de habilitar-se para haver os
respectivas forose quem assim dos terrenos entre a
igreja do Espirito Santo S. Francisco n RoBnrio
como melhor explicar-se ha na ra da Penha n.
2b, loja.
Dr. Gnti Lei
MtiDICO
Tem o seu escrptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San -
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e crianzas.
Fados e nao palavras
Aos que se desejam tratar sem comprometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesto typographia e na ra Direito n. 43, 1.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatcc,
ainda mesmo bronchitico; erysipela, enxaquecas;
internitentes (sem o emprego do fatal quinino) ;
tosse convulsa, falta de menstruacao ; cmaras de
sangue : estericos ou inetrite ; dores de dentes ou
nevralgias, metrorragia ; vermfugos, dentico e
convulses das enancas ; tudo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratom se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
Dr.
Medico, parteiro e operador
Residencia ra da Imperatriz n. 48, 2/ andar.
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultos das 11 horas da manh s 2 da
tarde.
Attende para es chamados telephone n. 449 a
qualquer hora.
Oculista
Dr. Barrete Sampaio, medico ocu-
lista, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, mudou seu consultorio, do 2."
andar da casa n. 45 ra do Baro da
Victoria, para o 1. andar da casa n.
51 da mesma ra. Consultas de meio
dia s 3 horas da tarde. Residencia
ra Sete de Setembro n. 3 A.
i
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Dr. Carneiro Leo
MEDICO
Tem o seu consultorio e residencia ra
Livramento n. 31. 1 andar. Consultes de 11 ha-
ras da manha s 2 da tarde. Chamados por es-
eripto a qualquer hora. Especialidade :febres,
parios e molestias de crianeas.
Licor depnralivo vegetal iodaf'o
DO
Medico Quintella
Este notabilsimo depurante que vem precedi-
do de to grande fama infallivel na cura de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rheumaticas
e de pelle, coma tumores, ulceras, dores rheumati-
cas, ostoocopas e nevralgicas, blennorrhagias agu-
das e chronicas, cancros syphiliticos, inflamma-
coes visceraes, d'olhos, ouvidos, garganta, intes-
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diathericoB, assim como na alopecia ou queda
do cabello, e as doencas determinadas por satu-
raco mercurial. Do-se gratis folhetos onde se
encentram numerosas experiencias feitas eom este
especifico nos hospitoes pblicos e muitos atteste-
dos de mdicos e documentos articulares. Fas-se
descont para revender.
Deposito em casa de Faria Sobrinhs & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
respirato
molestias
O Dr. E. Oaglan Bonnet Medico pela
Faculdade de Medicina de Pars.
Condecorado com a medalha dos hospitoes.
Socio correspondente : das Academias de Medi-
cina do Rio de Janeiro e de Barcelona ; da So-
ciedade de Medicina pratica de Pars e da Socie-
dade Franceza de Hygiene, ex-director do Museu
AnatomoPatolgico da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, tem a honra de-prevenir o pu-
blico que durante a sua estada em Pernambuco
fica a disposicao dos doentes que dosejarem hon-
ral-o com a sua confianca.
Chamados e consultas de 1 s 3 horas da tarde
at novo 6vio : na -hospedarla de D. Antonio
(Caminho Novo).
Especialidades : molestias das vias
rias, coraeo, estomago, ligado, etc.,
nervosas e syphiliticas.
Recife, 6 de Agosto de 1886.
Escola particular
Maria dos Anjos Dornellas Cmara,
professora particular, contina a lec-
cionar, na casa de sua residencia ra
Duque de Caxias n 70, 2' andar, as
materias que onslituem a instruccao
primaria, e os trabalhos de agulha e
bordados. O exercicio d'este por espaco
de mais tres anuos um garante de
suas habiltacoes. e espera merecer dos
pais de familia a subida hoora de lhe
confiaren] suas filhas.
A' tratar na casa cima.
*-^--3K
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultes de meio dia 3 horas.
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
Tasa de commis soes
DE
S. LA70BTI Si C. _
46, Ruado imperador, 1- andar
Mandam vr dos mercados estrangeiros qualquer
genero de mercadorias em condicoes muito suaves,
alm de que sao representantes de diversas casas
productoras para as quaes recebem encommendas
em commlM nennuma, rindo as
mercadorias, xonhecimentos, facturas e corres-
pondencia directamente das fabricas para os Srs.
clientes, gosando estes das maiores vantagens,
descontos prazos; entre essas fabricas noto-se:
A ocledatlc vincola de Bordeaos,
associaco de grandes proprietaros de vinhedos
para evitar a fraude e expor a venda viuhos
puros. .
Loult Frere di C. de Bordeaux; fabrica
de conservas alimenticias e do afamado chocolate
Louil.
George Segatn C, de Cognac; gran-
de Casa que se oceupa especialmente de co
gnac- .
Pellsler & Aragn, de Orasse; fabrica
de leos volateis, essencas, extractos, cheiros, para
orogarias, pharmacias e perfumistas, successores de
E. Ahiari.
Fourmalntrcaax. de Desvres, fabrica de
azulejos para casas. .
Bertln Tlaaier. t C, de Pars; fabrica de
vidros, frascos e vaslhame para pharmacias e dro-
garas; especialidade de frascos esmerilhados; re-
coramendamos os novos precos muito resumidos.
D. II11 Unet. de Paris, fornecimentos para
photographia, como sejam: cartees brancos e im-
pressos, drogas e aparelhos etc etc.
Belvalette. de Boulogne s-Mer; fabrica de
formas para calcados.
A. Leeomle ft C. de Paris: fabrica de
instrumentos de msica.
Mocledade dos fabricantes de por-
celana, de Vieizon.
E. Pars t C. fabrica de placas de_ ferro
esmaltado para nomes de ras, numeracc de
casas, indicacoes de esenptorios, etc etc, fornece-
dures da cidade de Pars e outras.
C. Telsen & C fabrica de ladrilhos mo-
saicos.
A companhia de Flves-iaile I mate-
rial para engenhos, machinas fixas e lecomov
materisl rodante para estrada de ferro, pont
outras construccoes de ferro.
A Sociedad? Cooperativa Univer-
sal, do que faaem parte hoje mais de cincoenta
das principaes fabricas francezea de que opportu-
namente annunciaremos os nomes.
CLNICA.
de partos, molestias de senhora*
e de crianeas
Dr. Joo Paulo, medico aggregado do hospital
Pedro II, d'esto cidade, com pratca e estudos es-
peciaes as principaes maternidades e hospitoes
de mulheres e de crianeas de Paris e de Vienna
d'Austria, faz todas as operacoes obsttricas e ci-
rurgicas concernente8 as suas especialidades.
Consultas dss 12 s 3 horas da tarde, na ra
larga do Rosario n. 26, primeiro andar.
Residencia. Ra da Imperatriz n. 73.
De ordem do Exm. Sr. conselhefro director in-
terino, se faz publico aos estudantes e mais pes-
soas que frequentom esta faculdade, que na por-
tara principal encontrar um empregado encar-
regado de receber o guarda-sol, a bengala on
outra qualquer arma que trouxerem comsigo, bem
como o chapeo daquelles que, por nao poderem
tel-os na caneca dentro do edificio da faculdade,
quzerem ahi deixar, recebendo do referido em-
pregado os respectivos nmeros para a restituico
desses objectos na sahida, e isto em observancia
aos arts. 235 e 236 do regulamento complementar
dos estatutos, cujas dispjsicoes vo abaixo trans-
criptos :
Art 235 Dentro do edificio a faculdade
nao permittdo ter o chapeo na cabeca. Nao
igualmente permittdo fumar, nem riscar ou escre-
ver as paredes.
Art. 236 Ni iguem poder entrar no edificio
da faculdade com armas de qualquer natureza, e
gmente serao toleradas as bengalas, precedendo
permisso do director, por motivo de enfermi-
dade.
Secretoria da Faculdade de Direito do Rscife,
16 de Agosto de 1886.O secretario,
Jos Honorio B. de Menezes.
ssociayao Commer-
cial Beneficentc
Nao tendo comparecido numero sufficiente de
associados para seconstitnrem em assembla ge-
ral, para o quo j foram convidados, de novo se
convida os mesmes sentares, de conformidade com
os estatutos, a comparecerem no edificio da as-
I sociaco 1 hora da tarde do dia 1S do cor-
rente, para ouvirem a leitura do relatorio da ac-
| tual administnicao, e ser eleita a nova directora.
Recife, 11 de Agosto de 1886.
O secretario,
William Halliday. _____
c-ncia
MEDICO
O abaixo assgnado, que at agora assignava-se
Dr. 8ilva Britto,previne a seus collegas e ao
Eublico, que, para evitar confusoes, que j teem
vido, por exercer nesto cidade, onde bastante
conhecido com o ultimo termo d'aquelle apellido,
um outro collega mais antigo, previne diz, que
d'ora em diante assignar-se-haDr. Joo Paulo.
Recife, 1 de Agosto de 1886.
Dr. Joao Paulo da Silva Bnttn.
N. 3. Mia se tendes filhos debis que
por falta de appitite esto doentes, dae-
Ihes a EmulsSo de Scott
E' maravilhoso. come em pouco tempo,
ao tomarem-na, restabelecem-se e como
recuperam a energa e a sade.
EDITAES
Edita! n. 14
Em cumprimento ao disposto no art. 657 da
consolidaco das leis das alfandegas, se faz pu-
blico que, da apprehenso de 12 kilogrammas e
700 grammas de coral, e 750 grammas de fitas de
seda, feito ao passageiro Achules iorne, no dia
20 de Julho ultimo, pelas 11 horas d* manh, a
bordo do vapor francez Ville de Victoria, proce-
dente do Havre por Lisboa, foi julgada proce-
dente pela inspectora desta alfandega, condem-
nado o infractor multa de metode do valor dos
mesmos objectos ; pelo que fica o mesmo infractor
intimado para, no praso de 30 dias, vir satisfaser
a dita multo.
3 seceo da Alfandega de Pernambuco, 14 de
Agosto de 1886.-0 chefe,
Cicero B. de Mello.
A directora desto associaco avisa a todos os
socios e a quem interessar possa, que em obser-
vancia primeira parte do art. 59 dos estatutos,
que as sessoes ordinarias tero lugar nos dias
quintas-feras s 6 1/2 heras da tarde, na sede so-
cial ra estieita do Rosario.
Secretaria, 17 de Agosto de 1886.
Manoel Tavares da Costo Martins,
1 secretario.
Santa Casa da Misericordia do
Reeife
Por esto secretaria sao chamados os parentes
ou protectores das menores constantes da relaco
iufra, que va ser recolhidas ao collegio das or-
phs.
Relaco das orphs abaixo inscriptas, que nesta
data vo ser admittidas uo oollegio das orphs
1 Ricarda, filha de Antonia Marcelina de
Oliveira.
2 Joaquina, filha do Joanna Maria da Con-
ceico.
3 Maria, protegida de Joaquim Domingues
Ferreira.
4 Adelina, filha de Brasilia da Conceicao
Teixeira.
5 Elisa, idem idem dem.
6 Mara, filha de Eugenia Maria de Oliveira
Lagos.
7 Leopoldina, idem idem idem.
8 Guilhermina, sobrinha de Francelina Br-
gida Soares.
9 Maria, filha de Sophia Carolina de Moraes
Costo.
10 Caiolina, filha de Noemesia Florida de Li-
ma Costo.
11 Maria, filha de Paulina Mara dos Pra-
zeres.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 5 de Agoste de 1886.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza. ___
Monte de Soccorro de
Pernambuco
Os possuidores das cautellas de penhC-
res dos nmeros abaixo, sao convidados, a
resgatal-as at o dia 26 do corrente mez.
10,922 10,942 11,062 11,128 11,209
11,273 11,388 11,413 11,512 11,610
11,611 11,617 11,618 11,620 11,629
11,632 11,633 11,634 11,637 11,645
11,646 11,649 11,654 11,655 11,659
11,666 11,677 11,687 11,752 11,705
11,714 11,715 11,729 11,734 11,736
11,746 11,747 11,748 11,754 11,756
11,759 11,961 11,763 11,761 11,769
11,784 11,790 11,795 11,796 11,797
11,798 11,803 11,805 11,815 11,823
11.825 11,832 11,842 11,852 11,866
11,867 11,871 11,873 11,874 11,879
11,883 11,884 11,885 11,904 11,909
11,910 11,927 11,931 11,938 11,941
11,945 11,946 11,650 11,951 11,954
11,956 11,957 11,961 11,963 11,970
11,971 11,974 11,975 11,976 11,981
11,984 11,985 11,987 11,988 11,990
11,991 11,992 11,994 11,995 11,997
11,998 11,999 12,000 12,001 12,004
12,008 12,009 12,010 12,017 12,018
12,022 12,024 12,025 12,027 12,028
12,036 12,039 12,041 12,055 12,067
12,069 12,077 12,078 12,076 12,081
12,082 12,083 12,084 12,089 12,090
12,091 12,093 12,094 12,098 12,099
12,101 12,102 12,103 12,104 12,105
12,106 12,107 12,108 12,109 12,110
12,118 12,121 12,123 12,127 12,128
12,129 12,132 12,133 12,140 12,147
12,152 12,155 12,157 12,158 12,163
12,165 12,168 12,172 12,178 12,186
12,187 12,188 12,190 12,191 12,198
12,201 12,202 12,203 12,207 12,208
12,212 12,216 12,217 12,220 12,229
12,230 12,231 12,235 12,238 12,239
12,243 12,244 12,249 12,250 12,25o
12,256 12^257 12,273 12,288 12,289
12,296 12,299 12,300
Recife, 5 de Agosto de 1886.
O gerente,
felino D. Ferreira CoUho
(tocios em atraso)
Weste dato se expeds ordem ao Sr. thesoureiro
Ira. na cesso ordinaria do primeiro domingo de
Ltembro, apresentor a listo dos socios incursos
8 3. do art. 70 dos estatutos (atrazados em um
trimestre), afim de na mesma ficarem suspensos.
Para a distribuico de cartees de ingresso para
o concert em 7 de Setembro, se cumprir o 1.
do art. 58 dos estatutos que diz : ...
Nao tero cartoesos socios que nao^estiverem
quites com a caixa do Club.
Secretoria do Club Carlos Gomes, em 16 de
Agosto de 1886.
P. Casanova,
2. secretario.
jf


Correio geral
Malas a expedir-ee hoje ...
Pelo vapor nacional Mandos, esta ""***'
cao expede malas para os portos do norte, ce-
gado impresas e objectoc a registrar at 2 hora,
da tarde, e caitas ordinarias at 3 horas ou o V
^dEta^dos correio. .de Pernamba,, 18
de Agosto de ^.-^^^^
Quinta-feira 20 do correte, hora do co.tume,
bavera eeasao ordinaria. jioec
Secretaria do Instituto, 16 de Agosto de 1886.
^ Baptista Regueira,
1 secretario.
mpah~ de edifica-
do
Commuuic-se aos sanhores accionistas, que
por del.beracao da directora foi reeolv.do o rec lhimento da quarta prestacao, na raeo de 10 0/0
do valor nomiual das respectivas accoes, o qual
dever realisar-se al 5 de Setembro prximo fu-
turo, no escriptorio da companhia, Praca aa
Concordia. Recif 9 de Agoste de 1886.
Gustavo Antunes,
Director secretario.
Estrada de ferro de Ri-
beiro Bonito
Nos termos do nico do art. 4 e arts. 5 e 9
2 dos estatutos, convida esta directora aos se-
nhores accionistas para recolherem >.o London &
Brasiliau Bank, a segunda prestacao de 1(
do valor nominal de cada accao, a comecar
data i 00 dias.
Recite, 20 de Julho de 1886.
O gerente,
Hyppolito V. Pederneiras.
desta
Banco auxiliador mer-
cantil
Acha-se desde j aberta a subscripcao para a
fundacao doste banco : listas em poder do seu
iniciador Francisco Angosto Pacheco, a do
Vigario u. 1, primeiro andar._________________
DO
Divino Espirito Santo
De ordem do eonselho fiscal, convido a todos os
nossos irmaos a CDmparecerem em nosso consisto-
rio quarta feira 18 do correntt, pelas 6 horas da
tarde, para em mesa geral, eleger irmos para
completar a mesa regedora.
Consistorio da irmaudade do Divino Espirito
Santo, 14 He Agosto de 1886.
Saitos Porto,
x jai e secretario.
CONTRA FOGO
The Liverpool k Um't n Co
INSIRRANCE C0MP4M
n
m vos h
He Lista
AGESTE
Migael Jos Alvcs
N. 7RA DO BOM JESSN.
Hegaro. mariiimo. e terrestre
Neates ltimos a nica companhia nesta praca
.que concede aos Srs. segurados isempcaode paga
ment de premio em cada stimo anno, o qne
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
favor'dos segurados.
{OMPANHIA
Imperial
I DE
SEGUROS coktka FOftO
EST: 1803
Edificio t mereadoria*
Taxas baixat
Prompto pagamento de prejuito
CAPITAL
ftg. 16,000:000*000
Agentes
BROWS&C.
Ra do Commercio N. 5
N.
Diario de Pernambucotyuarta--feira 18 de Agosto de 1886
Loadfla and Braslllan Ba
Limited
Roa do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
fxa Lisboa, ra dos Capellistas n. 75 N-
Porto, ra dos Inglezea.
MARTIMOS
H0YALMAILSTEA51 PACKET
(MPANY
O paquete Tamar
E' esperado da Europa no di a
24 ou 25 do corrente, seguin-
do depois da demora necessa
ra para
Baha, Ro de Janeiro, Monte-
video e Buenos-Ayres
Este vapor traz simplesmente
passageiros emalafc e inmedia-
tamente segura depois do desem-
barqoo dos mesmos.
La Plata
Vapor
esperade
do sol no dia29de
cerrente seguinlo
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Soulhampon
nassagens, fretes, etc., tracta-se com
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic & C.
Para
Companhia Franceza de Xa vega-
eo a vapor
Linba quinzenal entre o Havre, Lia-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Espera-se dos oortos do
sal at o dia 18 do corrente
seguindo depois da indis-
pensavel demora para o lia-
wre.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rapid-
e offerecem excellentes commodos e ptimo passaa
dio.
As pasEagens podero ser tomadas de antemao.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
Os vapores desta companhia entrain no porto
ancorando em frente ao caes da praca do Commer-
cioc sendo muito incommodo o embarque dospas-
sageirosno fundeadouro das paquetes transatln-
ticos, no Lamaro e demais devendo todos aportar
ao Havre, que o porto mais visinho de Paria,
fra de duvida que ha grande vantagem para quem
quizer ir a Europa em aproveitar-se dos ditos va-
pores tanto mais quanto, alm de serem os precos
das passagens mais mdicos, as despezas do embar-
que aqui e as de transporto do Havre a Pars, sao
muito menores do que as que demandam as viagens
nos paquetes das outras linhas.
Steaier V fe Macelo
E' esperado da Europa
no dia 18 de Agosto, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
tata. Ro de Janeiro
e Mantos.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p^loe
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias acontar do da descargadas alvarenga |ja-
quer reclamaco concernente a volumea, qu ventura tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nio se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageir* para
os quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de Oiveira & C
AGENTES
42RIJA DOCOMMERf!IO-45
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em is55
CAPITAL 1,000:000$
SDISTROS PAGOS
At 3t de dezembro de 1884
Marilimos..... I,H0:000$000
Terrestres,.. 316:000*000
4*Ra do commerelo
Companhia Braillelra de Xave
gsco a Vapor
PORTOS DOSUL
O vapor Bahia
Cammandante Silverio Antonio da Suva
E' esperado dos portos do
norte at o dia 22 de Agosto
e depois da demora do
dispensavel, seguir
ob portos do su!
o da Victoria.
Recebe tambem carga para Santos,
Rio Grande d ] Su!, frete modic
Para carga, passgens, encommendas valores e
trata-se na agencia
H. 11 RA DO COMMEROIO N 11.
~COMPAMBIA PEBNAHUCANA
DE
ftavegacSo tostelra por Tapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
Segu no dia 21 de
Agosto, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 20.
Encommendas passagens e dinheiros afrete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamhucata
n. 12
Para o Cear e Maraohao
Segu com brevidade para es portos cima a
barca portugueza Mara Carolina, paea o resto da
carga que lhe falta, trata-se com os consignata-
rios Jae da Suva Loyo & Filho.
LEILOES
sexta-feira, 20, o da armacao, balco, can-
dieiros, vasilhames, drogas, balancas e mais per-
tences da botica da ra do Bom Jess n. 26, em
lotes vontade dos compradores.
Quarto-feira (18) o de
fazendas limpas e avariadas.
chapas, mudezas e
__ Quinta-fei-a (19) o de ricos movis, espe-
lhos, quadi os e objectos de electro-plate, na casa
em que morou o engenheiro Domingos A. Ferreira
Bastos, ra de S. Jorge, perto do Arsenal de Ma-
rinha.
LEILAO
de fazendas. mlndezas e chapoa
Impon e nvnriailoN
QUARIAFEIRA 18 DE AGOSTO
a'8 11 HOBAS
Nol
n.43.
Agente Pinto
andar do sobrado da ra do Bom-Jesus
Leilao
De movis antigos e modernos, ferragens,
quadros, estampas e espelhos
Ao correr do martello
Constando de duas grandes estantes de aeaareU
lo, armarios, aparadores de mogno, 2 commodae,
guarda-roupa, 1 jardineira de pao setim, 1 guar-
da-lou$8, 1 mesa oval, cadeiras genovezae, ditas
douradas, marquezoes, marquetas, 2 camas anti
gas entalhadas, 2 espelhos, 2 pedras marmores
para aparadores, 1 dita redond* para mesa, 1 ca-
bido de trro, 1 porcao de ferramenta, diversas
banquinhas, cadeiras de balanco americanas, es-
cadas, louca, vidros, frascos, formas para bollos,
trem de coainha, cachorros de pedra para- varandas,
urna porcao de estampas finas e urna infinidade de
objectos miudos.
Quarta-feira, 18 do corrente
A's 11 horas
Na loja do sobrado n. 8 ra da Im-
peratriz
O agente Martins far leilSo de movis e objec
os antigos existentes em dita loja.
Ao eorrer do matelio
Leilao
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
companhia Phenlx Per-
nambucana
Ruado Commercio n.
G0MPAN1U BE SEGUROS
COXTRA FOCiO
ortb British i Mercantile
CAPITAL
*:OC3.00 de Ura* sterllnas
AGEN JES
idomson Howie & C.
COMPANHIA Dfi SEGUROS
NORTnERJ
de Londres e Anerdeen
Po.lo Ooancelr. (Oe.em^IW.)
Capital oubscupto t.
Fundos accumulado3
Beeelta annual i
Dj premios contra fogo
De premios sobre vidas
J)a urna
3.000,000
3.l34,34f
w
Dan)pfschiflTahrts-Gesellschafi
Ovap>r Petropolis
Esperase de HAMBURGO,
va LISBOA, com escala pe-
los Acores, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
e com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIGARIO N. 8
i* andar
Os vapores desta companhia, os quaes tem p-
timas ac ommodacoea pira passageiroB, regres-
sam dos portos do snl com destino Lisboa e
Hamburgo partindo da Bahia nos dias 8, 16, 23 e
30 de cada mez e tocaro neste porto, caso se of-
fereca numera sufficieate de passageiros.
Oa Srs. passageiros, que se quizerem inscrever
sao rogados afazel-o pelo ments 4 dias antes das
partidas da Bahi
C QllPAMlDir~;" ESMESAE
RES IAIUTIMES
LTNHAMENSAL
O paquete Orenoque
Commandante Slortemard
E' esperado dos portos do
sul no dis 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Usfooa
Lembra-se aos senhores paBsageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 / em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepcao os criados de familias que toma-
rem bilbetes de proa, gosam tambem u este abat-
ment. ,.
Os vales postaes s se de at e da 23 pagos
de contado. .
Para carga, passagens, encommendas edinheiro
afrete: tracta-se com o
AGENTE
{.agoste Lab'He
9-RA DO COMMERCIO-9
Leilao
?vetaa, 2
ditos de
1 relogio,
De urna armacao envernisada com
balcoes, 2 carteiras, 3 Irascos grandes,
bocea larga, 1 candieiro com 3 bicos,
e vasilhames para botica.
Urna caixa de ferro, (burra) 1 armarinho, 1
balanca decimal, 1 dita e pesos, 1 machina para
pirar, 3 balcoes para trabalho de drogara, 2 ta-
chas de cobre, 2 prencas e 5 barra.
Urna armacao ingleza com vasilhames, ptese
frascos com tintura.-, e drogas, barricas com al-
vaiade caparrosa c azul, 1 armario grande com
frascos, e potes com drogas, 1 prenca para copiar
carta e outros artigos que sero vendidos em mui -
tos e diferentes lotes existentes no armazem do
sobrado da ra do Bom Jess n. 26. (outr'ora bo-
tica do Recife).
Sexta-feira 20 de Agosto
A's 11 horas
Na referida botica da ra do Bom Jess n. 26,
em lotes vontade dos compradores.
AVISOS DIVERSOS
Alaga-se casas a 8J0G0 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Qoncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56.
Aluga-se quatro casas na ra Imperial ns.
102, 104, 132 e 136, caiadas e pintadas, com com-
msdos para familia, e precos razoavel: a tratar no
Recife, caes do Apollo n. 45, ou na mesma ra
n. 130, at as 9 horas ou das 4 em diante.
Aluga-se o 2o andar do sobrado ra do
Pogo n. 18 : a tratar na ra Direita n. 31, ar-
mazem._______________________________
Vende-se a fabrica de cerveja ra da
Sensalla n. 12 : a tratar na praca do Conde d'Eu
numero 11, Boa-Vista. ______________^_
Precisa-se de urna mulher de meia idi.de e
do boa conducta, para ajudar em trabalhos de
vendagem e outros de casa de pouca familia ; na
ra da Matriz da Boa-Vista n. 3.
Aviso aos tabelliaes
O abaixo assignado, hoje senhor directo dos
solos das casas abaixo declaradas, por compra que
fizera a herdeiroa de Joaquim Lopes de Almeida,
recommenda aos tabelliaes que nao passem es-
cripturas de ditas casas sem apresentafao do reci-
bo de laudemio e foros devidos ao mesmo abaixo
assign.do.
Ra de S. Jorge
N- 4, 9,10,11, 13, 16, 18, 19, 21, 23, 26, 27-
28, 29. 31, 33, 37, 39, 41, 42, 44, 45, 47, 49, 51,
56, 57 e 58.
Ra dos Ouararapes
N- 3, 9,13,15, 17,19, 21, a7, 29, 33, 39, 41,
43.
Ra do Pharol
N- 8, 20, 22, 24, 28, 30, 32, 36, 38, 40, 42, 44,
46, 48,54,56, 58 e 62.
Ra do Areial
N- 1, 3, 5, 6, 7, 8 e 28.
Travessa do Areial
.4
Travessa da Fundicao
N- 4, 6, 8, 10, 12 e 14.
Becco do Paschoal
N- 1, 2, 3 e 4.
Largo do Pillar
N- 4, 6, 8,10 el3.
Recite, 17 de Agosto de 1886.
Ismael de Oiveira Guimariies.
Medico
CIO Sr. Dr. Mello Gomes contina a ter carta
para lhe ser entregue pessoalmente : na ra d
Mrquez de Olinda n.
Ao
CREPUSCULARES
Bonald) acham-se venda
ras da cidade.
(poesas de Olympio
nai principaes livra-
Precisa- se de urna perfeita cosinheira, para
casa de familia : a tratar na ra do Baro da
Victoria n. 39, loja.
Aluga-se a casa do piteo de S. Pedro novo
em Olinda, com commodos para grande familia,
tem gaz, est toda limpa, em bella posicao : a pes-
soaque a quizer alugar appareca logo para tratar,
na ra do Mar jues do Herval n. 23,loja. Na mesma
cssa vende-se muito bonitos crotos para jardim e
outras flores delicadas._____________________
Precisa-se de urna ama para cosinhar : a
traar no sitio do Sr. Valenca, estacao da Ja-
queira.___________________________________
-^"Compra-se urna balanca grande que sirva
para pesar assucar ou algodo : a tratar na ra
Direita n. 21.
Tede-se ao Sr. Francisco Machado Teixeira
Cavalcante, senhor do engenho Riacho, o favor de
apparecer em Afogados, pateo da Paz n. 23, a
negocio que o mesmo senhor nao ignora.
Precisa-se de urna meetra para morar com
urna familia que reside aqui na cidade, encarre-
gsndo-BC da educacao de duas criancas : a tratar
na ra de Luiz do Reg n. 25, onde se danto os
detalhes do contrato.
Offerece-se urna perita
ra da Aurora n. 155.
engommadeira : na
Precisa-se de urna ama para cosinha : a
tratar na ra de Pedro Afionso cot a professora
da escola pratica.
Aos .utos Sos os
Cura certa em 48 horas das inflamasSes
recentes dos olhos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silveira.
Emprega e este poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, as seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas, con-
unctivites, etc., etc.
Deposito geral, na drogara de Faria Sobrinho
& C. ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Para informaces, sedrijam livraria Indus-
trial ra do Bario da Victoria n. 7, ou resi-
dencia do autor, ra da Saudade n. 4.
Elixir carminativo e tnica do
pharmacentico Ye as
Remedio que cura dyspepsias, gastralgias e to-
das as parturbacoes ligadas desarranjos de es-
tomago e intestinos. Aconselhado por varios cli
commercio eao pu-
blico
Pelo presente fazemos publico que nesta data
vendemos ao Sr. Chrispim Celorrio o nosso esta-
belecimento de molhados, sito ra do Coronel
Suassuca (antiga ra Augusta) n. 258, livre e de-
sembarazado de todo o qualquer onus : quem lar
credor, apiesente suas contas no praso de tres
das, a contar da presente data. Recife, 17 de
Agosto de 1886.
Leopoldo Marques & C._______
Piano de armario
Vende-se um piano em bom estado, propris
para principiante : na ra da Aurora n. 19, se-
gundo andar.
aOTiai
Em quartcs e meias garrafas, vendem Faria
Sobrinho & O, roa do Mrquez de Olinoa n. 41
DEPOSITARIOS
FABRICA DE CIGARROS
os.TdEURON OA-
cigarros
WWV/TDI FABRie* RE815TRABA
RIOdeJAHEIRQ BAHA- PERNAMBUCO-
participam aos seus freguezes e ao publico em
geral, que tendo resolvido fabricar novamente
fnniOS desfiados, cero a marca da fabrica cima reproducida e compe-
Meuron & C.
teatemente registrada,
gui ntes qualidades :
acharase habilitados para vender, de hoje em di
ai^o,
as se-
BARBACENA
POMBA
RIO-NOVO .
GOYANOS .
CAPORAL MfcURON
FLOR DE VIRGINIA
6)5000 o milheiro
7,5500
9^000
95000
6^500
8,5200 <
Cigarros
Superiores
Elegantes
Eepeciaes
Mimosos
Favoritos
Deliciosos
Fumo desliado para cachimbo e cigarros em pacotes
DE flOO GRAH1AS
CAPORAL MEURON a 5OO rs. cada pacote.
FLOR DE VIRGINIA a 600 rs. idem dera.
Compras por atacado com 10 % ^e descont.
Garante-se que todos os seus cigarros, de qualquer das denominares cima,
assim como os fumes desfiados, sao fabricados com fumo escolhido de qualidade
superior.
Aceio e acondicionamento gozam de especial attenjao.
Caa masso do 20 cigarros lera ana piira
Aconselhado
nicos'dos mais conceituados desta cidade, acha-se
venda exclnaivi.mente na pharmacia americana
de A. M. Veras & C, ra Duque de Casias nu-
mem 57.
BA
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John. H. Boxwe -
GOMMEBDOCIO X. f "**
Lisboa
;e juros
e Porto
E' esperado nestes das o patacho nacional
Osear e segu com brevidade para os portos ci-
ma, por ter quasi toda a carga engajada ; para o
resto qne falta, Irata-se na ra do Marques de
Oinda n. 4.
De 30 caixas com vidros, 1 mobilia de Jacaranda,
antiga, 2 espelhos dourados, 6 quadios, 3 lan-
teroas e casticaes, 2 jarres, 2 cadeiras de junco
de balnco, 1 lavatorio de ferro com pedra, 1
mesa elstica de 3 taboas e 1 guarda-louca pe-
queo.
Quarta felra, 18 dr corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda n. 19
O agente Ousmao levar a leilao por mandado
do Exm. Sr. Dr. juis de direlto do comnlerpio, e
com assistencia do mesme e a requerimnto do ad-
ministra lor da massa fallida de Francisco Teixei-
ra Barbosa, os objectos cima mencionados, per
tencentes referida massa.___________________
"~ GRANDE E VARIADO
Leilao
De bons e solidos movis, ricos quadros,
espelbos, lindos objectos de electro-plate
ecbristoflle, candieiros gaz, jarros para
flores e muitos outros objectos de apu-
rado gosto.
A saber:
Um rico quadro sobre nm cavallete negro, dou-
rado, representando Othelo e Desdemona (quadio
Beckcr) 1 corbelle de porcelana em urna base de
electre pate e 1 piano forte de Henry Hery.
Um lindo divn, 2 ricos dunquerqnes, 4 cadeiras
de bracos, 4 mochos estufados torrados de damas-
co e setim, 12 cadeiras de guarnicae com palhi-
nha no encost, 11 cauefas, 2 espreguieadeirts, 1
espelho oval e 3 lindos candieiros para kerosene,
com abatjours.
Urna mobilia de Jacaranda Luiz XV, com 1
sof, 1 jardineira, 2 consolos com pedra, 4 cadei-
ras de bracos e 18 de guarnico, i espelho oval
dourado, grande, 8 quadros com finas gravara!, 2
candieiros de crystal para gaz carbnico, 1 dito
de metal, 1 relogio dourado, 6 cadeiras italianas,
2 ricos jarros, 2 escarradeiras grandes e altas, 2
ditas de metal.
Urna linda cama com molas o colches, 1 rico
guarda-roupa com espelho, 2 mesas de cama, 1
toillet e lavatorio com pedra e espelhos, 2 lindos
ettagers com espelhos, 2 caixas para costuras, 4
jarros para flores.
Um guarda-vestido de Erable, 2 camas de ferro,
cem lastro de rame, 2 bids, 2 tapetes, 1 cama-
marquezo e 1 guarda-vestidos.
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca, 2 aparado-
res, 1 sof, 2 coneolos, 2 cadeiras de bracos e 6
ditas de guarnicSo, 6 quadros, 2 jarros para flores
e 1 fogao de (erro novo.
Objectos de electro pate :
Dous ricos porta-cartoes, 1 porta-gelo, 1 porta-
queijo, 1 porta-joias, 1 galheteiro, garfea, tacas e
colheres, 1 lindo estojo e 1 tmteiro de madrepe-
rola, 2 garrafinhas, 1 porta-carto e muilos ou-
tros artigos de gosto.
Quinta felra, i do corrente
No sobrado a esquerda da entrada da ra
de S. Jorge, depois do Arsenal de Ma-
rinha n. 174.
O tenente Domingos Augusto Ferreira Bastos,
retirando-se desta provincia com sua familia, faz
leilao, por intervencao do agente Pinto, dos movis
e mais objectos existentes na casa em que residi
ra de ti. Jorge, primeiro sobrado a esquerda do
Arsenal de Marinba.
O leilao principiar a 10 horas em ponto por
aerem muitos os lotes.
(EM CONTINUAgAO)
Vender e mesmo agente um cavallo rudado
novo e bom andador.
el
Vende Candido Thiago
deposito ra Imperial n.
n. 231.
da Costa Mello em seu
322, olariaTelepbone
Ama
Precisa-e i de urna ama para cosinhar e com-
prar : na roa do Dr. Joaquim Nabuco (Capunga)
numero 3.
Vina
Precisa-se de urna ama
durma em casa do patrio
greiros n. 147._________
para engommar e que
na rna Vidal de Ne-
Alaia-se
urna sala propria para escriptorio
Bom Jess n. 38, 1 andar.
na ra do
obrado de um andar e soto
Aluga-se o sobrado da rna do Hospicio n. 32.
com agua e gaz : a tratar com o Dr. Augusto Vaz
ra do Imperador n. 73, 1 anclar.__________
Caixeiroe ama
Prccisa-ee de nm caixeiro de 14 16 annos de
idade, com pratica de taverna e qne d fiador de
sua conducta ; e de urna ama para casa de fami-
lia composta de quatro pessoa.-, que saiba cosinhar
e engommar : na estrada de Luis do Reg n.
40-F, em Santo Amaro. _______________
N.
A GRACIOSA
Nova loja de miadesas
7RA DO CRESPON. 7
DUARTE & C.
Os proprietarios deste estabelecimento, tendo-o preparado com esmero e ele-
gancia, convidam as Exraas. familias para visital-o, aflamando que encontrara sem-
pre um variado sortimento de objectos de moda e phantasia, por prejos summamente
mdicos, comoalguns que em seguida designara.
Carriteis de linba para machina a 80 rs.
Ditos de retroz de 100 jardas a 200 rs.
Ramos de flores finas a 1,5000 e 1,5500.
Babados e entremeios, de 500 a 30000, a p^a.
Baleias para vestido a 300 a duzia.
Ditas cobertaB a 700 rs. a duzia.
La para bordar a 20800 o mago.
Espartilhos para senhoras de 30000 a 80000.
Ditos para meninas a 40500.
Extractos finos para lenco de 10000 a 40000 o fraco.
Luvas de seda de cores 20000 o par.
Ditas rendadas a 30500 o par.
Ditas de pellica a 20500 o par.
Macos de grampos a 20 rs.
Caixas com colxetes a 60 rs.
P para dentes a 200 e 500 rs. a caixa.
Vasos com opiatas a 10000.
Escovas para dentes de 200 a 500 rs.
Alfinetes a 80 rs. a carta.
Fita de linho a 40 rs. a peca.
Punhos e collarinhos bordados para senhora a 20000.
Invisiveis para o cabello a 200.
Lencos com barra a 20000 a duzia.
Agulhas a 20 rs. o papel.
Ditas fundo dourado a 80 rs. o papel.
Cabos de agulhas para crochel a 200.
E muitOB outros artigos taes como fitas de diversas qualidades, Jeques de papel,
de setineta e de setim, plisss de carabraia e de seda, albuns baratos e de finas qua-
lidades, sapatos para meninas, senhoras, e homens, tudo por pregos admiraveis.
Aviso
Vende-se urna casa de tijolo bem construida,
com porta ejanella de frente, sala, 1 quarto, sala
dejantar. cosinh* e 1 pequeo quintal, pintada
de novo, livre e desembarazada de qualquer onus,
sita ra Azul n. 26, treguezia de 8. Jos : a
tratar na rna do Vigario n. 9, 3- andar, e para
quaesquer informaces, casa na mesma ra n
31, 2- andar._______________________________
4o commercio
O abaixo assignado, pelo presente declara que
nesta data comprou aos Srs. Leopoldo Marques
& C. o estabelecimento de molhados sito rna do
Coronel Suassuna (antiga ra Augusta) n. 258,
livre e desembaracado de todo o qualquer onus
que posea apparecer. Recife, 17 de Agosto de
1886.
Chrispim Celorrio.

capito
Jrtcintiio Pereira da Silva
Barros
O padre Jos Esteves Vianna celebrar urna
missa por alma do capito Jacintho Pereira da
Silva Barres, pai do Exm. Sr. Bispo Diocesano,
na matriz da Macahyba, Rio Grande do Norte,
no dia 24 do corrente, trigsimo dia de seu falle-
cimento. ^___
GOMVITB
JOSEPH KRAUSE a
Acabam de augmentar o sen j bem conhecifa
.aportante estabelecimento rna Io
de margo n. 6 com mais
nm salo no i andar Inxnosamente pepar-
rado e prvido de nma exposi-
$f*4e m de prati do Forte cdetre-p!*fc
dos mais afamados fabricantes do
mnndo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seas nume-
rosos amigos e fregnezes a visitarem
o sen estabelecimento, afim de
apreciarem a grandeza e bom gosto com qne
nio obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
CHASE ABETO DAS 1 A'S 8 DA Nflffi
COWVITE



I


Diario de Peruaubuco-Quarta-feira 18 de Agosto de 1886

Extqicio Composto
tscrollase todas as Mol
provenientes del ias:e para
Dar Vigor ao Corpc
Purificar^ SANGUt.

Aluga-se
j gajjjio n. 140 raa Imperial, proprio par es-
sbrlcimento fabril : a tratar na roa do Commer-
com J. I. de Medeiros Reg___________
^
Aluga-se barato
A ra Lomas Valentinas n. 4
armazem da ra do Coronel Snassona n. 141
Roa da Baiza Verde n. 5.
Casa terrea da travessa de S. Jos n. 23.
Trata-se na ra do Commercio n. 5, Io andar
esatorio de Silva Guimaraes & C.
bailar
Aluga-se
a Ir e2- andar do sobrado ra do Coronel
Twisjffiin n. 144, eom muitos commodos para fa-
aaiia. e preco razosvel : a tratar na ra Sete de
Srternbro n. 15, ou ra Direita n. 112, primeiro
Ama
Precisa-sc de ama ama para lavar, en-
garnio ar e fazer mais alguns servidos de
casa de familia, corotanto que durraa em
casa.; na ra da Matriz da Boa-Vsta n. 9,
so dir quem pre:isa.
Ama
Preeisa-se de urna ama para casinbar e eom-
na rna Vidal de N-'grciros n- 134.
t^r* Jardini das plantas
MONDEGO N. 80
Pretcndendo-se acabar com s plantas que es-
toem vasos n'este jardim seos sapotisei-
ros muito grandes, e dando 2000, la-
ranjeiras, muito grandes, pr.. 'rtar, 6000
a duzia, e sapotiseiros mais pequeos por bar to
Vlll'lll'IO
Compra-se ou aluga-se urna boa casa perto da
eidade, desejande-se nos seguintes pontos : So-
ledade, Caminho Novo, Capunga, Passagcm da
Xagaalena, tendo bom sitio, agua e gas : quem
tireT dirija se ra do Imperador n. 49. 1* andar,
a tajtar com o solicitador Antonio Neves.
Roubo
Do etgenho Cahe', do termo da Escada, foram
roubados no dip 3 do corrente mez, da estribara
do lavrador Manoel Feij de Mello, tres cavallos
possantes, gordos, de cores e signaos seguintes :
um castanbo tapado, inteiro, de segunda muda,
anda baiio obrgado, no p esquerdo tem urna
listra branca entre o casco e o cabello, e no di-
reito um caroeinbo, como que produzido por espi-
nho : dous russos, sendo um grande, ardigo, den-
tes quebrados, de 12 annos, inteiro, anda baixo,
francamente, e o outro quarto, sem andares, de
8 annos, muito bem feto, castrado, tem no so vaco
esquerdo um signal de ferida que teve ha annos,
e todos tres teem este ferroMFna p direita.
O dono gratifica quem der noticia certa de ditos
cavallos.
NwTICIA.
Chegou a verdadeira farinha d'agoa para o ar-
azem do Vasconcellos ra da Aurora n. 81.
"Diarios de Pornambuco..
Compram-se nesta typographia os nmeros de
2T de Pevereiro a 29 de ovembro de 1883 e 7
Outubro de 1884.
TRASPASSA SE a bypotheca da casa do largo
do Paraso n. 15 ; a tratar na ra do Apollo
d. 34, 1 andar.
Atteneo
Precisa-sa de urna senbora de boa conducta,
qae sirva de professora ou somente de companhia
a urna moca em engenho : a ti atar na ra do Im-
perador n. 79, 1- andar.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinbeira
da Uniao n. 11.
a tratar na ra
0 Plebeu
or-
Brama em 1 prologo e 5 actoa
ylnal de Kibetro da silva
Agencia nica para assignaturas de cada fas-
cculo de 16 paginas em 8 francez, por 200 rs., na
L1VRARIA PARISIENSE
7-A Ra Primeiro de Marco 7 A
Caixeiro
Precisa-se de um menino de 15 a 16 annos : na
ra do Livramento n. 17.
Cosinheira
Precisase de urna boa cosinbeira, qae seja as-
seiada e durma na casa em que se alugar, paga-
se bem : a tratar na roa do Payeand n. 19 (Mag-
dalena )
Almanack da provincia
1886
Um roame com 4 paginas
2I00O
A' venda na casa editora. Livraria Parisiense
n. 7 A, rna Pritw-lro de Marco n. 7 A, Industrial
Econmica de O. Lsport & C. e Cardoso Ayres.


aarxco

PreoaracSo de Productos Vegeta.es
EXTINGO'DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
Jvl ARTINSTBASTOS
Pernaiributio
Tricofero de Barry
Garantc-se que faz as-
cer ecrescer o cabello ainda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da caboca. Positiva-
mente impede o cabello
de eahiroude emblanque-
cer, e infallivemiente o
torna espesao, maeio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacao offlcial de
um Govemo. Tem duas vezes
mais fragrancia que qualquer outra
eduraodobrodotenipo. E' muito
mais ricn, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banbo e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
53 desmaios.
Xarope Je Viia Je Renter No. 2.
UTCES DS tJSAIi-O. DKPOE5 DE SAI/-0.
Cura positiva e radical de todas aa formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affscqes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdaido Cabello, e de todas as do-
ncas do Bangue^Figado, e Bins. Garntese
que purifica, enriquece e Vitalia o Sangua
e restaura e renova o systema inteiro. >
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian,
eas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especias
e em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C
Frcgueza do Recife
Aluga-s*1 por preco muito ommodo a urna pe-
quena familia metale da cuta da ra dos Guara-
rapes n. 29, e na ivima se precisa di nm menino
que seja fiel, para fazer ompras. d-se roupa e
bom ordenado.
20$000
Aluga-se a cr.sa n. C ra de Riacbuello, anti
ga do Destino (Boa-Vista), a chave acba-se no
mesmo correr n. P ; a de n. 4 travessa do Fre-
tas (antiga do Triudade) em S. Jof, com 2 salas,
2 quartos, cosinha, quintal, cacimba, 1 sotao e
est limpa, por 16f> ; a chave se acha junto n. 8
e trats-ie na rita da _uisn. 62, Recifc.
4 quem interessar
O abaizo assignado faz publico que actual-
mente o nico procurador nesta provincia de
Duarte Antonio de Miranda, residente em Portu-
gal. E' p rtanto com o abaiso assignado que de-
vam entender se qualquer interessado, visto a
mesma procurapao fazer cessar todos os poderes
precedentes. Recife, 2 de Maio de 1886.
Joaquim Antonio da Costa Ferreira.
Perdeu-se
no dia 15 do corrente urna ponteir* preta eom um
annel de curo no centro e boqueira de mbar,
propria para cigarro : quem a acbou e quizer en-
tregal s na ra da Soledade n. 32, ser gratifi-
cado.
Compra-se
diarios e jornaes : na ra do Visconde de Inha-
ma n. 75, antiga do Range1.
% mm
Precisa se de urna ama que engomme com per-
feicSo ou cosinhe : na ra do Mrquez do Herval
numero 10.
Cavallos roubados
Roubaram ao amanhecer do dia 13 do corrente,
da estribaria do engenho Macacos, de pr priedade
de Diogo Soarej Carneiro de Albnquerque, qaatro
cavallos com os signaes seguintes : um rudado,
apatacado, fazendo a ultima muda, muito bem,
estradeiro, tendo dous ps brancos at as candas,
frente aberta mais para as venta.-, inteiro ; um
mellado foveiro, castrado, bem pintado, com os
cascos brancos e toda a frente berta at o pes-
eoco ; um canto, castrado, com dous ps brancos
e urna listra na testa, soffre de catharro chronico ;
p um outro castanbo, pangue de bo>, inteiro, com
uns cabellos brancos na testa. Gratifica-se a
quem noticiar aonde esto ditos cavallos e appre-
bendel-os.
mPiirlu de Barro Alvea da
Fonneca
A mesa regedora da irmandade da Senhora
Sant'Anna da igreja da Santa Cruz, grata me-
moria de seu benemrito irmao e ez-theooureiro,
Francisco de Barros Alves da Fonseca, manda
celebrar urna missa pelo descanso eterno de ana
alma, no dia 19 do corrente, s 7 horas da ma-
ab, na referida igreja, 2 anniversario de seu
passamento, e convida a todos os nosaos carssi-
mos irmaoe, parentes e amigos do Ilustre finado,
para assistireu a este acto dereligiao e candade,
palo que anteaipa seu eterno reconhecimento.
Consistdrlo, em 16 de Agosto de 1886.
O secretario interino,
^_______Antonio Rapbael Alves da Costa.
ALCATRAO DE GUYOT
GOUDEON DE GUYOT
O Aleatra ale Gayot serr para preparar urna aga de alcatrao, muito efflcax e agradavel aos
mais delicados estmagos. Puriflea o sangue, augmenta o apetite, levanta as forcas e efficaz em todas as
doencas dos pulmofis, catarrhos da bexigoa e affeccos das mucosas.
O Aleatr* de jet foi experimentada eom vantagem real, nos principaes hospitaes de Franca,
da Blgica e Espanha.
Durante os calores e em tempo epidmico urna bebida hygienica e preservadora. Um 96 vidro basta
para preparar doae litros d'uma bebida salutarissima.
O Aicaar de Gaye* Vl l H( vi K O vendido em vidros trazendo
no rotulo e com Ire cores a atsigsatura :
Venda a Tawcje aa mar parte dea Pfcarnaclae. Faerlaaeee em
atacado: Caea L. FRERE 19, rae Jacob, Parle.
Os proprietarioa do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE MAS
sito a ra do Cabug n. 4, communic&m ao respeitavel PUBLICO que receberam urx
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como taro
bem relogios do todas as qualidades. Avisaos tambera que continuara a receber po-
tados os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que en>
outra qualquer parte.
MIGUL WOLPP & C.
N. 4RA DO CABUGN. 4
Oompra-se ouro e prata velha.
INJECTION CADET
Cura certa em 3 das sem outro medicamento
J?AJll& 7. Boulcvara Joncrea. V FAJU&
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Holloway um remadio mfallivel par os males de pernas e do peito tambera pun
as ferdus antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfenai-
dades de peito ni* se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchtes resfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros
contiahido e june tu ras recias, otra como por encanto.
Essas medicinas sao preparadas smente no Estabelecimento do Professor Hoclowat,
78, NEW OXFORD STREET (ante* 833, Oxford Stre*), LONDRES,
E vendemse em todas as pharmaci#s do universo.
t3t Os compradores slo convidados respeitosamente a examinar os rtulos de cada calza e Pote, se nfto teem a
ocSOi 533. Oxford Street, sao falsificase**.
KEDALBA DE HONR
9 8LE0 CHEYRIER
4 defeinlactado pelo AlcatrSt,
tnico fit/um'co, o qub muito
UgmmtM a proprltdtdM o
0 OLEO di FIG1D0
DE IKAU0 FERRUGINOSO
41 or lea pnptracio que ptrmitte
sdmlfi'atrar j Ferro nm pn-
Ouzr Priso de Ventre, ntm
lioomutodi.
IrAG^DOj
DIPLOMA DE BOWl
BRANC0.L0IR0
E.FERRUGINOSOlift
1HEMB
PSITO reral m m\i
21, na a riU'-Iontaartrt, 31

"Kial Oritm i
UOIITiDO POB TODA! 1S
Oele'brida&es Medicas |
CA rBANCA E BAKLBOFA
MOLESTIAS DO PEITO,
AFFECQES ESCROFULOSAS 1
CHL0R05IS,
ANEMIA, DEBILIDADE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHTES, RACHITISMO
Vinho de Coca
DEPSITOS KM TOPAS AS PR!NCIKS PHARMAaAS DO BRAZIU.
Cuidado com as Falsiflcaces.
AGUA de MELISSA1
dos Carmelitat
Onioo Suooessor dos Carmnlltai
PAKIS, 14, Ra de l'Abbaye, 1-*, PABIS
I Mtri t Apoplexia. i CHiolera, Enjoo do mar, o Flatos, as Clica, Indi- ^\ SJ
I jiitln, i Febra amarella, tic. Ler o protpecto no qual ra enioltrido cada tidn. /I I DTe-se exigir c etreto braneo e preto, em toilos os vidros, C~a*-.> X.
seJa qual f3r o tamanho, como tarabem a oasignatura:
Depsitos em todas a Pharmaclas das Amerlcaa^________
Eilgtr o M0o
Fnitou.
SOLCAO G0IRRE
AO CHUORrtYDRO-PHOSPHATO DE CAL
O mala poderoso doa reconatltulntea adoptado por todos 08 Medico* da Europa na
Pr^quet* peral, Anemia, Chlorosu, Tsica, Cachexia, BtcrofUlat, RacMttsmo, Doencat
ios Oioi, Crescimevto tufjlcii ios enancas, Fas Co, Dyspepsiat.
Parii, COIRRE, Pk, 79, ru d* Caerche-Iidi. DpMitM in riieiMj Fhiraudai.
Precisa-se d urna ama de bons costu-
mes]e de conducta afiancavel para andar
com ama crianca de 2 annos: a tratar na
ra do BarSo de S. Bbrja, antiga do Sebo,
n. 15.


Q
rt
Chapeos e chapelinas
36 A4flPRAQA DA INDEFBNDEIA-36 A 40
B. S. CARVALH0 & C.
es
0*2

tX5
SO
ce

C
Proprietarioa deste bem conhecido estabelecimento paatecipam
as Exmas. familias e ao publico era geral, que mensalmente recebem
das principaes casas em Pars e Manchester o que de melhor e de
^^ apurado gosto ha em chapelinas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e criancas, e muit<. outros artigo? conoernentes
^b* cbapelaria.
Ga*
j^q Flores artificiaes para ornamento de salas.
5
!^5
5*2
SO
COLLEGIO FRANCEZ
PARA MELISAS
17Rna doRaro de Remflca17
NA LUSA DA PASSAGEM DA MAGDALENA
As senhoras Mme. Francis e Mlle. Francis, mai e fill.a, diplomada pela Fa
cuidado de Paris, recentemente chegadas de Franja onde exerceram por muitos an-
nos o professorado, acabara de estabelecer um collegio para meninas, seguindo pro.
gramma adoptado em Franca ; o qual proporcionar s alumnas que lhes forem confia-
das urna educacSo completa e esmerada.
Os senhores pais de familia sao convidados a visitarera este novo estabeleci-
mento situado em tao saudavel bairro e dispondo de todas as condicSes do confortavel
e de hygiene.
Mlle. Izabel Francis possue um talento elevado para o ensino de piano.
Eli precisa de urna ajudante para as classes.
P""1" f AS
|nfermiQ2des^ Secretas!
WrBNORRHAGIAS
> OONORRHEA8
iFLORES BRANCAS
CORR1DENT08
Entea es antlgos s5o curados em 1
toe das em teoreto, sea ngi-l
Mm tlsanae, sem cansar jemf
j'affJastar oe orgaoc? digestiros, nelas]
e in]ecg5o de
KAVA
D9 DOTOR FOURNIER
PAJita K Paos da la Madmtmia*

JL* ^iiC>X'JL2 -ClO
ae Ulysse ROY, st> Poitsrs (Fraila?
SmilePROUST, Sutr- & Genr
i. Parrme ensntioo erae Vinhoa oa aofera/ ___fc
deMaooo.................oalOOtraami a
'. Kacclo uEaonciaiJCooriB *m lOOfmscos 5CO te
'. Perfumea'para todoa o* Uooro ja loo fruooa 3o O te
"> EasencladerXhnmoudeTa'ia, oslWfrasoc* 600a<
Depositarios em Pernambuco :
^ranetijaeie .'M. da, SILVA, k Cr^--
ATKtNSON
PERFUMARA INGLEZA
afamada ha mais de nm scalo; excede todas
u outraspelo sea perfume delicado e exquisito.
Trbz Medalha? db Ouro
PARIZ 1878. CALCUTTA 1894
pela extra-fina exeelleocia de sua qaalidade.
Perfume* mouernos He A:knson
FAGR-CA & CYMBIOiUM
de raro e peraltar perf um os quaes tendo sido
reistrados o pod"m ttjr obti los por nUrcaedM
de teas InTentores oct A genti*^ laaM,
AGUA DE COLONIA DE ATKJIIOV
sem nvi.1 pal* fen perfume 'nacoDctolrajS*.
Excede todas os productos similares venJie
sob o me*mo nome
AGUA FLORIDA DE ATKIHSON
delicado perfume para o lenco distillado da
urna escolha exquisita.
bentri-M en Ctsi de Uai o tgaciiBt*. t Fjbr.aaUi
J. A E. ATKINSON
24, Od Bond Street. Londres.
Marea de Fabrica Urna "Rosa branca"
sobre ama Lyra de Ouro."
MOLESTIAS
S,
CORACAO
Asma, Catarro
OTJBA CEBTA
OOM O EMPRBOO DOS
Granulos Antimoniaes
D PAPILLAUD
Relatarla tivarml fa actdtmla de Medicina fa rara.
Aiemvaos lili Jiiti fa Hyjlene fa Brax.
Deit-se exigir sobre cada Frasco 01 nomai de
B. UQVSBZEB. & L. PAPILLATO
bfcPOSITO OBRAL '
Pharmacia G1GH, 15, ru Conlllttn. FUB
Em Pernambuco ; FRir I. di SILVA i C*.
g^HHrgffiaHHrKHHHBHH
1K83, Bordeaux: Modal ha do Brome;
E!ois; Htda'ha de PraU; Roche--
fort : Mencao ie Kedalha de Prata,
grande modelo-1883, Amsterdam:
Moda/ha de Prata dourada. 1885,
Expof lcj.o de Trabalho: Admtalo
FiHU MLIN
Alimentacao Rica
is jriocipios azi.ius t piosphatados.
A FABtHHA SS1IN o melhor auxiliar
da ama de le te na allmen J.oao das criancinhas:
Kxperimentada com o .'Ccihor xito as Creches,
Hospitaes e Asylos. soberana para as Criancas,
pessoas ldosas. fricas c as que solTrem de
Oat ii-itis, Gesta alarlas, Molestias de Intes-
tinos, Prlso de Veatre rebeldes, e todas
as Affeccos que nao ; ao estomago
supportar a alimcn;.nao necessaria para a pro-
dcelo da forca e da sadc,
EXI61JI AMABCA REGISTRADA : A TTRuEI
Pharmacia 3Ik\I.IN,em Hortteaitx IFrinc*)
IB FernamOuoo : rran" Z. da iiva &. C*.
;
BLEIS do t IIOBB
delOOKte de FEM e de ffUNM I
TRINTA ANNOSfaboniExltoteBdemoart d*
aefflckcU 1tcontetare' d'eetaPilalaB,qancai
lo4os o tUmenroj preeUcM pam *gn-*eo i* vmj**-
Pelea enae proprledadee tonica < mMr1ltm.,
o sosxrazro fa nuei fa vnwfA
o midioament aaa vateo ooatr ee
Nw m Ustomtgo rjtinrom *(
Ptroa de ppettf
Cejudo rmp jfr'-----'" *> Sangue
flecpoet etcrofulotat, *<
fcrMK *r :9,rnti 6'JBtUe4slt-8friUfi. PiaS
b asetfaMo FHAM- ^'^?^^
Ik^SIP*^^ "^v*rS^r^'f)->e S MES DE FAMILIA
Para remediar k fraqueza das criancas, desen-
?olver suas forcas, seu crescimenlo e preser-
val-os das molestias communs idade tenra,
os principaes Mdicos e Membros da Academia
de Medicina receitao, com grande xito, o verda-
deiro Racahout dos rabes de Delangrenier,
de Pariz. Este alimento muito agradavel com-
iosto de substancias vegetaes nutritivas e
ortiflcantes, se espalhj por oda a economa
e em vista de suas propiedades analpticas,
malhora a composico do leite das senhoras
Jue criSo, e restaura as forcas enfraqueoidas
o estomago.
Oepoe roa em rotfe e > Cid des do Brturll e do Port**9*st.
Alimentaijao racional
dM MES, CRIANCAS, AMAS A CONVALESOEI,.
Per uso da PHOSPHA TtXA Fnlitrc*.
PAJOZ, 6, Avenue Victoria, 6, PAJUZ.
teposiUrae ea Pernambuco : FRAN- M. da SILVA k Cf.
AGA&SALtES
Acataro-se as Cas
fc'gaaneniea aos Cabello* e a Barba
i Cor natural
Bul m j 'Das An cacoes sem Lavigai em rTesaracaOJ
m Amos BE EXiTO
E. SALLES fila; J. HONEGHETTI. auccoaaor
Perfamista-Ctilmlco, 73, ru Torbigo. PAJUZ
Vendtm-M em tjdis al principad Perfumarlas e Drogaras
IteWRarUs'B Pnrnnmbwo : Fraor"M. da SILVA A C,
Ama de leite
Precisa-se de urna ama d leite : na roa do
Ma rquez do Herval n. 33, i andar, defronte da
escola modello.
Boa-Viagem
Aluga-se urna grande e rxcellente casa n'est
aprazivel arrabalde com muito boas commodos e
p rto do banho.
A tractar na ra Larga du Rosario n. 34, be-
tica
MD PASTILHAS
BC ANGELIM & MENTRUZ
rxi
a
Jai
d^3
ti


s
0
0 Remedio mais tfficas e
Seguro que se tem descoberto ate
hoje para expel/ir os Lon.brigas.
MQMAYOL IRERES
Portador Decauviile
Turto de ac
Caminho de ferro porttil do collocacao instan-
I taes.
O Decauvile obteve todos os primeiros premio
sem excepcaa nos concursos francezes e estran-
guiros.
Catlogosinformacoes : dirigir-se ao Sr. Eb
gene Chnline, 22, ra do CommercioRecife.
Representante para a provincia de Pernambuco.
Ge Laporte k f.
Com raaa de comniiMMc rna do
Imperador n. 46, 1 andar
VENDEM
Elixir dentifricio
amia ctenlirricla
a reverendos padres benediotinos de Soulac,
neelbor dentifricio que tem viudo para o merca-
do (e As dnziaa).
Anll-monatiqae nery para matar as
morissocas, maiuins, etc. (s duzias).
Vinho de Champagne da afamada mar-
ca Moet & Cbandon em garrafas e meiaa (s<5 cal-
zas).
Vinho de Champagne,marcaMarquis ds
La Tour Byrou (35 45 a caiza) (s caizas).
Cosrnac. marca Hildebert \< caizas).
Vinagre aromtico, para a mesa, especiali-
ade para familias, garantido puro de vinho braat-
exi (4s 'garrafas).
Sala-parrilEiafreaca do Para.,
Eau de mliaae den Carmen, a precc
de factura para liquidar 100 duzias viudas por
engao (as duzias).
Kob Lcrhaux. grande depurativo pegetal.
(Somente aos aenhores droguistas e pharmacea-
ticos).
Papel almanso duplo, liso, proprio para
impressao de obras, etc., etc.
Papel para cartas, grande e variado
sortimento, a precos nunca vistos neste mercada
(em porco) todos os formatos, e os compctcatfla
EnvelopprH tambem a preco sem compe-
tencia.
CartO*de viwia de todos os formatos
brancos e de phantasia, cartees para o commer-
' ci, em Cristo), framlim etc.
Tinla Blne-BlacU. verdadeira de Ste-
phenson, recebida por remessas peridicas do pro-
1 prio fabricante : precos inezeediveis de barateza.
artigo de eacrlptorio taes como livrot
' em branca, copiadores, tintas, caetas, lapis, tin-
teiros e todos os mais sempre vendidos a precos
1 muito baratos para negocio.
Gomma arbica de Adriano Maurin fras-
| eos grandes e pequeos, em exizas de duzia.
Tinla de marcar a roupa, do mesmo fa-
| bricante.
A' ra do Imperador n. 46
Regulador da Mari-
nha
Este importante estabelecimento de re-
lojoaria, fundado em 1869, eat funecio-
nando agora ra Larga do Rosario n. 9.
O sen proprietario enearregado da Ra-
gulamentacSo dos relogios: Arsenal de Ma-
rinha, Estrada de Ferro de Limoeiro, Com-
panhia Ferro Carril de Pernambuco, Ab-
sociagao Commercial Beneficente, Estra-
da de Ferro do Recife a Caxang, Estra-
da de Ferro do Recife a Olinda e Beberibe
e Estrada de Ferro de Caruaru'; cercado
de intelligentes e habis auxiliares, faz con-
certos por mais difficeis que sejam, nao
s em relogios de algibeira, mas de penda-
la, torre de igreja, caixas de msica, ap-
parelhos elctricos e teligraphicos.
O mesmo acaba de receber variado sor-
timento de relogios americano que ven-
de de 7t$ a 20$ de parede e de mesa, des-
pertadores de nikel.
Aos seus collegas vende fornecimeto em
grossa e a retalho : e aceita encommendas
para seu correspondente emi Paris.
Acha-se bem montado neste estabeleci-
mento um observatorio pelo qual regula to-
dos os relogios martimos e terestres.
Recebe asssignaturas para dar a horacer-
ta desta eidade pelo telephone n. 458.
Prejo commodo
Em frente de seu estabelecimento se
acha collocado um relogio, cujos mostrado-
res poderao ser vistos pelos passageiros da
Ferro Carril, tendo sempre a hora media
desta eidade determinada pelas s uas ob-
scrvasSes astronmicas.
Antonio Jos da Costa Araujo,




Biafio de Permtmbacofyttarta--feira 18 de Agosto de 1886
.
4o povo p<- rnafflhKtno
Contina aberta :i escola prtala* de "ja*
lo primaria para o texo masculla, irua daMa-
Hd* Boa-Vista n. 84, d.r.giaa H pro**"""
particular Julio Soarea de Atev ^duca e instrue a infancia, pe* *tema "
prfncipaes collegio* da corte d. no onde
eteve por algum tcmpo ., paesai, ** 'Jj
a delicadea, a paeimcia. a va*, en-
ocom q^ s eeuY d.sci palos ^.ocammho
da inteligencia, da boura e da^adade, com
11m eonselhos e saa l-cSes, afin. liw venhaa
a ser o futuro sustentculo da pata, da religio
ds Ici, o um verdadeiro cidado hwaileiro.
Espera, portento, que o respeitavat aablico aai-
ba apreciar de perto o seu verdad! anana pri
mario, ende rpidamente as ctnpi abracam e
um de coracao aos livros, as IcttM a aa beas
artes. Roa da Matriz da Boa-Vista. 84.
Julio 8oa.es de JfeMredo.
YENDAS
=
pimo de mi
de 8X9, 4X9 e 3X^2 ; yeme-se na serrara a ya-
par de Climaco da Silva, caes Vita 9m de -Na-
Tembro n. 6. _____________
Curso de francs
Boa da MaUrls O abaixo assignado participa ao respeitavel pu-
blico que abri em casa de saa residencia um
Wrso Qe francez, onde csaieradaan|n ae dedica
so adiantamento de seas alumnes. iapera, pois,
jerccer a confianca e a proteccao Aa distincto
evo pernambucano, e de todos aqoflHaa que quei-
um aproveitar um ensino rpido e eaaancoso.
Uensalidadcs 3000 pagos mtiaadoa no
acto da matricula.
Horario das 5 horas da tarde s 7 da oite.
Ra da Matriz da Boa Viata > 84.
Julio Bcarcs de Azevedo___________
liiiffiiEPlllillIltrB!
I'oiueiu uota
Trilhos paraengenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
HachEnismo completo para eo
sentios de tdos os f amauhos
Systema aperfaicoado
EspmficacZes e-precos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
M. 5-Ra do comBMweie
N. B /Viera do cima B & C, tem oathalogos de
**: f.mplementosuccessariosagriaaitara, como
.atnbem machinas para descarocar Blgodao, moi-
nhos para cat, trigo, arroz e milbo ; cerca de fer-
ro galvauisado exceliente e mdico em preco, pes-
soa nenhuma pode trpala, nem animal que-
bral-a. ___^_
Aluga-se
a casa n 1 ra Lcmbranca do Gomes, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na raa da Imperatriz
o. 32, 1- andar.________________
Aviso
Precisa-se de urna professora que saiba tocar
bem piano e mais traba Ihos de senhora, para en-
genho : a tratar com o Baro de Nazareth, ra
do Imperador n. 79, 1* andar. ___
Serrara a vapor
Caes do Capibaribe n. 98
N'esta serrara encontraro os srnaores fregue-
ses, um grande sortimento de pDhj de resina de
cinco a dez metros de compnmento e de 0,08 a
0,24 de e8quadros Garante-se preco mais como-
do do que em outra qualquer parte-
Francisco dar Santos Macedo.
Molestia da canna
Processo de purificaco especial.
Mathodo econmico e satisfatorio e de fcil ap-
phcacao em qualquer engenho.
NSo terao os senhores de engenho mais pr jui-
zos enormes com a molestia.
Infbrmacdes e espeiificaeoes com
Browns k
\ 5 Ru;i do Coniuiercio X. 5
_____________REUIFE ___________
Esco'a nocturna
Acha-se aberta a matricula desta escola ra
de Guararapea n. 29, regida pelo professor par-
ticular Joo Valentim Ferreira BastoB Jnior. O
mesrao professor, a pedido de alguns pas de fa-
milia, contina a leccionar em casas particulares
a ambos os sexos, pelo que desde j protesta ae
esmerar no adian amento de seus alumros, aquel-
es que bondosamente lhe forem confiados. As
menealidades sero f itas na inecripcao da ma-
Pechincha real

62__ Ra Duque de Csxias numero 62
endiinra, Primo <& C.
Camisas ingiexas com e atm eollarinhos a
3*500. M
Collanna.es fines, diversos modellos, a 4/800 a
duzia.
Ceronlas de hnbo a 11 e 2*500.
M-ias especiaes para homem a 34500, 5J0OO e
6*000 a duzia.
Punhos para homem a 800 rs. o par.
Velludilhos de cores, lavrados, a 1* o covado.
Fustoes brancos, lindos desnbos, a 500 rs. o
covado.
Setins de todas as cores, cambraia bordada, es-
partilhos, tapetes, cortinados e outros artigos de
meda, por precos baratissimos._____________^__
A RevoluQo
M- 4.
roa Duque de Caxias, resolveu a vender
os seguintes artigos com J5 0[0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sedas lavradas de 2*000 par UOOO o covado.
Cachemiras de cores a 900, l*090e 1*200 o co-
vado.
Ditas pretas a 1*200, 1*100, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Ditas bordadas de seda a 1*500 o covado.
Gorgorinas de listrinhas a 360 rs. o covado.
Gaze com boliuhs de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Las com bolinhas a 640 rs. o c;>vado.
Velludilho liso e lavrado a 1*000 e 1*200 o co-
vado.
Palha de seda a 800 ra. o covado.
Fustilo braca a 400, 440, 500, 560, 600 e 800
rs. o covado.
Giosdenaples pretos a 1*800, 2*000 e J*500 o
covado.
Nansoc de cor a 300 rs. o covado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambraia transparente de 5*000 por 2*500 a
peca.
Linn hranco com galpicos a 500 rs. o covado.
Casacos de laia a 12*< 00 um.
Fechs de retroz a 1*000 um.
dem de 15 a 1*000, 2*000, 3*000, 4*000, 5*000
e 6*000 um.
dem de pelussia bordados a 7*000 um.
Chapeos de sol de cores para aenhorxs a 7S500
um.
Setinetas modernas a 360, 400 e 440 re. o co-
vado.
Lmhos esco3see8 a 240 rs. o covado.
Zepbiros listrados a 200 rs. o covado.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Fustao de cor a 500 rs. o cavado.
Tapetes para janella. piano, sof e cama a 4*,
6*000, 7*000, 8*000 e 24*000 um.
Setinetas lisas a 400 rs. o covado.
Ditas lavradas a 500 rs. o covado.
Flanella branca a 400 e 1*000 o covade.
Cortes do casemira finos a 3*000 um.
Collarinbos de cores e brancos a Lucinda a
1*000 um.
Casemira de cor e preta a 1*800 rs. o covado.
Brim pinteado fino a 60C rs. o covado.
Dito liso a 360, 400 e 500 rs. o covado.
gguio amarello e pardo a 500 rs. o covado.
Algodo com duas larguras a 800 rs. o me-
tro.
Camisas de meia a 800, l*GOO e 1*500 urna.
Ditas de linho lisas e bordadas a 30*000 a du-
zia.
Timoes bordados para meninos de 4 a 5 anuos a
5*000 um.
Madapoloes finos a 5*000, 6*000, 6*500, 7*000
e 8*000 a p^ca.
Espartilbos de curaca a 4*000, 5*000, 6*000
e 7*000 um.
Lencos finos a 1*200 e 2*000 a duzia.
Toalhas felpudas a 4*000, 6*000 e 12*000 a
dnzia.
Redes hamhurguezas de 20*000 por 10*000 urna.
Setins maeo de cores 800, 1*200, 1*400,1*600
e 2*000 o covado.
Alpacas brancas a 400 e 500 rs. o covado.
Setinetas brancas lisas e lavradas a 500 e 560
rs. o covado.
Cortinados bordados a 7*000, 9*000 e 16*000 o
par.
Colchas bordadas a 5*000, 6*000, e 8*0-0
urna.
Capellaa e veos a 10*000 e 14*000 urna.
Henrque da Silva Moreira
Cimento polland
Vende-se de diversas marcas, no armantm de
Soares de Araaral Irmos, ra da Madre de
Deus n. 22.
GRANDE
tricula.
IMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hjpoj.hospI.Uos de cal e soda
Anprovada pela una de Hy-
7 glene e antorisada pelo
governo
E' o melhor remedio at hoje de*cob*Ao para a
tifttea iiromhiii's, c(Mophia. ra-
ehius. aaemia. lefeUUaa aai|eral.
teflnxoN, tornte eliroiirica e alfeccoe
do pello e da garsanta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, aim de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophospbitos. A' venda as
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Recebemos neste ultimo
vapor -
Sementes novas de hortalices
Aslm como
OBRAS DE V1ME
Como sejam:
Cestas para compras de diversos taroanhos
Bandejas para roupa engommada
Balaios psra roupa uja
Bala ios para facas e garios
Bercos
Condegas
Costureiros
Cadeiras
Voadores para meninos apren4erem a an-
dar.
O especial vinho Pigueira puro sem a
menor composicfto.
Vinho do Porto engarrafado, o n^ue pode
tt ao mercado de mais especial.
Tamancos do Porto para aenhora.
POPAS HENDES & C.
Rea Estrella do Rosario n. 9
Qe jos do serlao
Em moxilas
O que ha de mais especial.
Presuntos de Laraego seccose e m calda
Mantega inglesa em latas a
1$000 a libra
POfAS MENDES & C.
Rna Eslreila do Rosario n. 9
Aproveitem!
Vende-se tndo barato
Largo de S. Pedro n. 4
Neste estabelecimento encontrase sempre um
completo sortimento de gaiolas e patshtos nacio-
naes e eBtrangeiros, o melhor que ha neste ge-
nero, fruotas maduras, balaios proprios para ni-
nhos de canarios do imptrio, cestinhas para cos-
tura, vassouras do ara a 800 rs. cada, urna, que
casta em outra qualquer parte a lf e 1200, con-
serva de pimenta. americana em bonitos frasqui-
nhos a 120 rs. cada nm, para acabar, massa de
mandioca muito bem preparada, par* bofes.,
Liquida?o de fazendas
Com 50 % de abatimeoto
Na Loja das Estrellas
A' ra Duque de Caxias n. 58
Glass de hnbo em todas as cores a 100 ris o
covado.
Puiqu com lindissimos desenhos a 320 ris.
Casemira de quadriobos, imitac&o de seda a
320 ris.
Merinos com 2 larguras em todas as c6res a
800 ris.
Damacs de algodao a 240 ris.
Flailea de quadrinhos a 120 e 140 ris.
Lenon para vestidos a 320 ris.
Percahnas, lindos desenhos a 240 ris.
Chitas escuras, padres novos a 200 ris.
Cretenaes bonitos, desenhos (novidade) a 320
ris.
Mansieck lisa de todas as corea a 160 ris.
Qranaldines da cores a 200 ris.
Renda Andaluza a 320 ris.
Fustao para coberta a 400 tis.
Meiaa inglesas, sem costura, para homem a
4000 a duzia.
Toalhas felpudas a 4|000 a duzia.
Guardanapos de linho a 2*500 a duzia.
Guardanapos grandes a 4#000 a duzia.
Lencos de esgnio a 2*000 e 2*500 a dnaia.
Leaees a 2*000 cada nm.
Colzas a 1*500, 2*000 e 3*0CQ cada ama.
Penteadores para senhora a 2*000 e 4*000
cada um.
Camisas inglesas a 36*000 a dnsia.
Atoalhado, lindo* desenhos a 1*200 o metro.
Algodao duas larguras a 700.
Cheviot nglez (novidade) a 3*000 o covado.
Lencos com barra a 360 ris a duzia.
Fichas a 51)0,800,4*000 e 1*200.
Espartilboa a 4*0C0.
E muitos ontros artigos qu delxam de ser men-
cioaaaos, e que se venden com o mesmo abat-
menta.
Expsito central roa larga do
Rosario n. r8
Damiao Luna & C, chaaam a attencSo .das
Exmas. familias para os precos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados do 200 a 600 rs.
Ditas de nm palmo a 2*500 ? 3*000.
Fita n. 80 para faza a 2*500.
Leqaes regatas.e D. Joannita a 1*000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*000.
Loques D. Lucinda Colho a 6*000.
Toalhas felpudas a 500 600, e l*XX).
Duzia de meiss para homem a 3JO0O.
Ditas para senhoras a 3*000.
Luvas de seda a 2*000.
Meiss de fo de seda para menina a 1*000.
Colanubos de linho a 500 rs.
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordao para vestido a 20 rs.
aviaiv is grandes a 320 rs.
rampos invisiveis a 60 rs.
Um leque de aetim (novidade) a 6|500.
Ricas bolcinhas de-,madreperola.de 1*500 8*.
La para bordar 2*800.
Urna capella o veo de 15*000, por 12*000.
TJm espelho de moldura por 5*500.
Urna pulscira de fita per 1*200.
Pliss a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande ae cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSigO CENTRAL
58Roa Larga do Rusario-38
Florida
Loja de iniudezas
Ra do Duque de Caxias n. IOS
Os proprietarios deste grande estabelecimento
de miudezas, modas e para accommodar os interes-
ses da poca, tem resolvido venderem po menos
vinte por cent o que em outra qualquer parte.
Ptntes elctricos 6"0 rs.
Luvas de pellica a 2*500 o par.
Linha de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 rs. o masso.
Invisiveis a 320 rs.
Vestuario de fustao bordado para enanca a
3*000.
Pentes de regaco para enanca a 100 rs. nm.
Baleias a 360 rs. a duzia.
Haspas para anquinhas a 120 rs. o metro.
Bicos com tres dedos de largura al*500 e 1*800
a peca.
Linha de cores para croehet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40 rs. o caderno.
Fita cnineza a 320 rs. o masso.
Lencos de linho a 1*500 a duzia.
Lindos bicos de cores eom 10 Jardas a 4* e 5*
a peca.
Urna caixa com tres sabonetes desenhando urna
rosa por 500 rs.
Meias de la de cores Dar senhora a 1*500 6
P*^_______________________________________
Fazendas brancas
SO' AO NUMESO
4o ra da Imperatriz = *>
Laja das barateiros
Alheiro & C, a ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estis fazendas
abaixo mencionadas, sem cwnatneia de precos,
A SABER :
AlgodaoPecas de IgodSoiinho com 20
jardas, pelo- barato prevo de 3*800,
4J, 4*500, 4* '., bS, 5*500 e 6|5CK
MadapoloPecas de madapolo com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Omisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc ta e craac, de 1* at 1*800
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e 1*500
Culletiuhos c.a mesma 800
Bramante francez de algodao, muito cn-
corpada, com 10 palmos de largura,
metro 1*2
Dito de linho inglez, de 4 largaras, me-
tro a 2*600 e 280l
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
dres delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, a que ha de mais delicado uo
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conheeida
loja de Alheiro & C, esquin.- do becco
dos Ferreiros
Ugodifc enfestado pa-
ra lenfoes
A Oo rs. e IOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
:odao para lengoea de um s panno, com 9 pal-
s de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim coma dito trancado para
malhas de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
i etro. lato na leja de Alheiro & C, esquina
do cece dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200,1*400,1*600, 1*800 e 2* o covado
A heiro & C, rna da Imperatriz n. 40, ves
dora muito bons merinos pretos pelo preco acim
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Espartllhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-ee
muito bons espartilboa para senhoras, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roapas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 8* o covado
Alheiro 4 C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven
dem nm elegante sortimento de caaemiras ingle-
sas, de duas larguras, com os padres mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato precc
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faser costamos de casemira a
30<, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
?ande pechincha : na loja dos barateiros da Boa
ista.
BRIM PARDO LONA
A 820 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo lona* por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32(
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordadas m lOO rs. aaeca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo batato pre-
co de 100 rs., ou em carto eom 50 pecas, sorti-
das, por5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Vende-se
x&
na fj-eguezi de Santo Aatonio una taverna bem
atreguesadr, tanto para o matto como para a pra-
ca : para informacao, na ra do Rangel n. 75.
M
WHISKY
HOY AL BLEND marca V1ADO
EBte exceliente Whisky Eecossea preferivi
ao cognac ou aguarden.* de canna, para fortifica
i corpo.
Vende-se a retalho aos tu Iberas rmaseos
noltados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cojo n.
me e emblema sao registrados para todo o Brasi
BBOWNS t C, sgentee ^^
Cabriokt
Vende-se um em perfeito estado e por
I.
rommodo; tratar na rus Duque de Caxias n.
Gainin fe Gota & C-
Liquidara os seguintes artigos mais barato queem
outra parto, visto serem alguns comprados em
leio a saber:
Lindus cretones claros a 240 e 280 rs., o co-
vado.
Failes de novos goetos a 400 e 500 rs. o dito.
Linons com palmas de la a 800 rs. o dito.
dem com salpicos a 560 e 700 rs. o dito !
Popelinas com tras de ieda a 280 e 320 rs., o
dito para acabar.
Esgutio pardo para vertidos a 500 e 560 rs. o
dito.
Setinetas, navidades, a 320 e 360 rs., cores
firmes.
Damascos de la, largura de 2 metros, proprio
para pannos de piano a 1*800 o covado ; de cores
propnas para mesas a 1*500 e 1*600 o lito.
Merinos pretos para lutu. 2 larguras a 900, 1*.
1*200 e LI500 o dito.
dem de todas as cores a 1* e 1*200 o dito.
Oasemiras de 2 larguras, padres integramente
novos a 1*200, 1*600 e 1*800 o dito.
Setim maco, de todas as cores, desda 800 rs. a
2* o dito.
Atoalhado trancado e bordado a 1*400 e 1*500
o metro.
Bramantes de 4 larguras, superiores a 900 rs. e
1*400 o dito.
dem de puro linho a 2* o dito.
dem de urna largura a 500 rs. o dito.
Guarnices de crochets para sof e cadeiras a
8*.
Riquissimas colzas de dito a 12* e 14*.
Lindas grinaldas e veos para Exmas. noivas a
14*.
Cortinados bordadas a 6*500 e 10* o par.
dem em pecas com 12 jarda?, novos desenhos a
9*.
Toalhas felpudas de cores, para rosto, a 7*500
a duzia.
Meias inglezas, croas a 3*500, 4* e 6* a dita.
dem arrendadas para senhora a 8* a dita.
Seroulas bordadas de bramante a 12* e 16* a
dita.
Camisas superiores francesas a 38* e 42* a
dito.
Cobertas de ganga, forradas a 2*500 e 3*.
Lences de bramantes, grandes a 2*.
Chales de casemira, dem, a 2*, 3* e 5*.
Cortes de casemira ingleza a 3*, 4* e 5*.
Cheviot superior, de 2 larguras, a 3* e 3*500 o
covado.
Vendas en grosso. damos descont
dapraca
59=Rua Duque de Caxias=59
Caroeiro da Cunta k C.
Camisas nacionaes
A A&oo. sAooo e a*5oo
32^ Loja k ra da Imperatriz 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhus de linho como de algodo, pelos
baratea procos de 2*500, 3* e 4*, sendo fazenda
muito melhor ilo qu" as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortadas por
um bem artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a vmtade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3.', de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
8 Rna da Imperatriz =3;
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
peitavel publico cm variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem par
precos baratissimos, assim como nm bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se maD
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
caaemiras e brins, etc.
33Roa da Isnperairls-a*
Loja de Pereira da Suva
Neste estabelecimento vende-se as roupas aba
xo mencionadas, que ao ba- i .--m,as.
Patots- pretos de itnvu aragonaea e
| acolchoadoa, senuo lazenas muito en-
cornadas, e forrados 7*0CX
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem feitos e forrados 10*00(
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12*001
Ditos de flanella azul sendo ingle|s, ver-
dadeira, e forrados 12*001
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fazenda muitc encorpada 5*501
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem fcitas 6*5
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
milito bem feitas 8*0
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*0
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e l*6
Colletinhoo de greguella muito bem feitos 1*0
Assim como nm bom sortimento de lencos dt
linho e de algodo, meias cruas c eollarinhos, etc
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 3u
Riscados largos
a* SOO rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem s
riscadinhos proprios para roupas de meninos
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tendo quasi largura de chita franceza, e asir
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja do Pereira da Silva.
Pnntoes. etinetas e lstnnas a SO
r. o covado
Na loja da rea da Imperatriz n. 32, vende-k
um grande sortimento de fustoes brancos a 50*
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-core
fczenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 rs. covado. pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
Merinos pretos a I**
Vende-se merinos pretos de duas larguras pan
vestidos e roupas para meninos a 1*200 e 1*S*>
o aovado, e superior setim preto para enfeites i
1*500, afsim como chitas pretas, tanto lisas com
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs.; na nov
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz no
mero 32.
tli;odaozlnbo francs para lenee*
a OOOrs., l* e lSOO
Na loja da ra da Imporatriz n. 32, vende-,
superiores algodaozinhos franceses com 8, 9 e K
palmos de largura, proprios para lencoes de un
b panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 >
metro, e dito trancado pa-a toalhas a 1*280, at
sim como superior bramante de qjratro largurai
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na Ion
du Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A 40. 44SOO e #
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32,
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditot
de molesquim a 4*500 e ditos de gorgoro preto
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; n>
loja do Pereira da Suva.
Casasvenda
Vende-se ou troca-se por a plices da divida pu-
blica eral tiesta cidade um sobrado que rende
annualmenta 660fi, sito ra da Ponte Velha n.
82. entrada pelo becco de Joao Francisco, e na
enfade de Olinda um sobrado ra de S. Bento
n, 18, e duas casas terreas, urna ra do Ampa-
ro a. 14 e a outra ra do Bispo Continbo n. 11 :
a tratar na ra da Aurora n. 31.
VAPOR
e moenda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
usu ; a ver no engenho Timb aas. muito perto
da estaeo do metmo uome ; a tratar na ra da
Imperador a. 48, 1 andar.
Tamancos
de Penedo : vende se em porcSo e a retalho : na
ra da Roda n. 11.
OAQUIM BERNARDO DOS RES *C
N. 196. A fr-
sente marta par
m i m rubrMftda,
contendo a dwas-
in i n a 5 a o ME-
TEOROS, falti-
na-se aos cigarras
fabricados e es-
pos tos i. venda
por Joaqaim Ber-
nardo dos Sai>
& C, firma caav
mercial domicis*-
da n'osta praea
ra Larga s
Rosario n. K),-foi<
apresentada registro no da 28 do mez de Maio prximo passado s duas horas a
tarde, e registrada n'esta data em cumpriraento do despacho de hoje da Meretiasima
Junta Commercial em substituijio do registro n. 80, que tem nota de baixa, a aaJ
nao foi dada no 2.- exomplar porque o commorciante matriculado Joaquim Bernardo
do Rois declarou tel-a perdido.
E, para cumprir o predito despacho e o preceito da le, fiz nota de baka mo
respectivo registro n. 80 devidamente sellado com mil ris, e o registro da marta ea-
pra do qual extrahi esta nota. Pagou um mil ris de um parecer fiscal. Secretas
da Junta Commerial da cidade do Recite, 4 de Junho de 1886.-0 secretario Jas
Guimaraes.
Joaquim Bernardo dos Reis & C. proprietarios do estabelecimento lUV
Pernambucano ra Larga do Rosario n. 30, aviaam ao respeitavel publia eaa l
geral, e aos amigos e fregueses em particular, para melhor esclarecimento, que o eav
blema cima regiitrado da forma seguinte: urna aguia entre quatro tringulos asado
os dous lateraes em alto relevo, tendo urna fita presa no biao com a inscripfao
Emblema Registrado, e sob os ps da ave a denominacao METEOIOS-
Todo o trabalho Iytbographico com tinta carminada, e em papel chamis routfn,
conforme o rotulo emblemtico, que serve de insers2o a este aviso.
Os abaixo assignados, para mais evidencias declarara, que em virtvde do
decreta n. 2,682 de 23 de Outubis de 1875, que pune rigorosamente o contralaatar
ou imitador, resolveram patentear publicamente o respectivo registro para inhibir
du vidas futuras.
Becife, 9 de Agosto de 1886.
Joaquim Bernardo dos Reis Sf C,
O portador de dous vigsimos datta
importante lotera do custo de 2$200 e*l
habilitado a tirar
2o:oi2$ooo
Vigsimo.
Vigsimo.
Preco em porco

A' RETLHO
14000
14100
A ROM DA FORTUNA
36Ra Larga do Rosario36
Aos 1.000.0008000
200:000^000
I00:000S00#
R.IIDI LOTERA
DE 3 80&TEIS
Em favrr dos ingenuos da Colonia Orplianologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO


umacdi: ni flia 15 ie
0 thesoureiro, Francisco Gonf alves Torre
CASA DE MODAS
Fazendas fluas
0 lis ral
man
l BASTOS &C.
2 A--Rua do Cabug--2 B
Sedas de cores em cortes de SO metros com as rendas de seda para eaMtes.
Sedas com bordado de alta novidade.
Gorgoro de seda, qualidade especial, cores ciel, rose, marinhe, Iontre, haje,
lilaz, tabore, brenze, Iontre e grenat.
Gorgoro branco para noiva.
Faille branca para dita.
Damass ottomane branco.
Grinaldas de cera, o que ha de melhor.
Veos e fill, em peca, para noiva.
Leque de madreperola com rendas.
Meias brancas de seda.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de Guipour e crochet.
Cortinados de crochet.
Cach emres com bordados -Ancora lindis'sima combinacao para vestido
inteiramente novidade.
ESCOLHIDO A CAPRICHO
Robes mi confeccionesvestido meio preparados, em seda, la, teoidos
e algodao, de 15$000 a 65,>0OO.
Colleretes para senhoradoctorease, em fustao e cretones; grande moda.
Viaitescapas enfeitadas ricamente a passementerie e rendas.
LUVAS DE SEDA
Com e sem dedos, ultima moda.
Bolsa ds couro da Russia de diversos tamanhos.
Perfumarias finisaimas, grande sortimento.
Loquea de seda e setim, modernos.
Tecidos de algodao para vestidos ligeiro e econmicos
E' difficil encontrar melhor sortimento do que acaba de chegar e que venoe-
se barato. Padres novissimos.
2 A-RA DO GABUGA-2 B
(Telephone n. 559)


Diario de Pernamhuco-~ ASSEMBLBA GERAL
CMARA DOS DE PUTA DOS
SESSO EM 28 DE JULHO DE 1886
presidencia do sr. andrade FIGUEIRA
(Continuando)
O Sr. Alfonso Celso Desejaria, entre-
tanto, que o Sr. ministro lhe informassr
etial a sua maneira de comprehender o
formal desmentido que o senado dea ao go-
verno por occasiSo da votar a falla do thro-
ao. O melindre ministerial foi seriamente
oompromettido, cumprindo-lhe tomar um
diseorgo qualquer. Pois o gabinete asseye-
r solemnemente ao paiz haver procedido
de certa maneira, d a sua palavr neBse
sentido e v a mais graduada corporagSo
o Estado, asseverar-lhe em face que nao
fallou a verdade, sem que tome providen-
cia alguma para rebater tSo offensivo alei-
ve ? Occorresse o facto na vida particular
e cada um dos Srs. ministros reagiria, como
est certo o orador, com a energa da dig-
nidade offendida. Porventura regem-se os
altos poderes do Estado por normas diffe-
rentes das que regulara a susceptibilidade
individual ? Dizem : O senado nao faz
politica. Isso, porm, longe de attenuar,
aggrava a questSo debaixo deste ponto de
vista. A prevalecer o argumento d'ahi ti
rado, seguir-se-hia que o gabinete s liga
importancia aos ataque,. ombra attentatu-
rios da sua inteireza, de quem o poi3a pre-
jtdicar materialmente.
E' simplesmonte maito triste, tristissi-
io... De sorte que podera as mais eleva-
das instituigSes do paiz declarar que o ga
ainete mentio s suas promessas, meno3-
cabou a lei, falsificou o preceito legislativo,
sacrificando a nao sabe o orador que or
em de interesses os direitos garantidos
pelo legislador aos pobres escravisados,
ne, por fracos e miseraveis, ainda maior
respeito deveriam inspirar, desde que de
semelhante imputagSo, que envolve gra
vissima pma nao resulta damno material
para os meios de vida do gabinete, nao se
nove este, sem se importar com o facto,
continuando a gozar suavemente as delicias
de um poder de que abusou, apoiado na
cmara cuja vontade trahio?! Responda a
consciencia dos bomens serios, que a dos
proprios Srs. ministros.
A verdade que a votaglo do senado
desconcertou o ministerio que na pbrase
vulgar, perdeu com ella a caboga. A pro-
va disso est em que o Sr. presidente do
conselho, espirito to lucido, to frtil em
recursos, s occorreu na emergencia a
Iembranga de propor em represalia uira
indicagao para se reformar o regiment do
senado, importando censura forma! ao pre-
sidente deste ramo do parlamento, alias
eminente amigo da situagSo. A situagSo
simples e insustentavel. Assegura o
governo: eu fui leal e fiel cumpridor dos
meus deveres. Contesta o senado: nao
foste leal nem fiel nesse cumprimento.
Avangais proposicoes falsas quando isso
affirmais. Retorque o governo: NSo me
importo com o que dizeis, porque nSo pre-
ciso de v3 para viver. Podis afiangar a
meu respeito quantas vezes quizerdes o que
bera entenderdes. Emquanto meus amigos
da cmara me sustentarem e fizerem o
ue eu quizer, pouco se me dao as vossas
demonstrares.
Como, porem, ellas nSo deixam de ira-
portunar-me, vamos ver se supprimimos as
opportunidades de se manifestaren!, inter-
pretando a lei orgnica da vos3a corpora-
gSo, o vosso regiment, que, a meu ver, o
vosso presidente nao soube cumprir. E
depois disso permanece tudo na mesma, o
presidente do senado nao se demitte nem
do conselho.
NSo! Se o acto do senado nao traz con-
sequencias polticas, traz gravissimas con-
sequencias moraes. Significa urna tremen-
da affronta assacada contra a situagSo que
onSo podo tolerar, sob pena de parecer re-
fractaria aos sentimentos de sobranceria
ne elevam o espirito humano. Desgrana-
do paiz em que nada conseguem os effei-
tos moraes das acgoes, mas simplesmente
es seus effeitos legaes. Perigosa e depri-
mente doutrina essa, que, sem duvida, no
o seu furo intimo, est sendo repellida
pelos Srs. deputado* e pelos Srs. minis-
tros.
Nao ha fugir : embarazosa a posigSo
do gabinete, justa punigo da violencia
que praticou para com os escravos, protra-
hindo-lhes Ilegalmente o jugo por prazo
longuissimo para quem padece, supprimin-
do, o ninteresse dos senhoies dos eitos, as
prerogativas e regalias do municipio neu-
tro, da capital do imperio. Ha urna lei pro-
videncial que poe nao raro nos actos re-
provados a propria pena. Nesta questSo
do elemento servil o gabinete tSo afouto
se mostrava, proclamando a todos os ven-
tos que apagara urna agitago ficticia que
jamis renasceria, que esmagara as auda-
zes pretengoes de raeia duzia de desvaira-
dos, tem soffrido os mais dolorosos reve-
zas. A questo que diziam morta, ha de
mtalo, e qualquer ministerio que venha,
tem de viver com ella, se quizer viver.
Seja qual fr ella, se quizer viver. Seja
qual for o successor do Sr. de Cotegipe,
fbrgosamente ha de consignar em seu pro-
grnmma um trecho referente ao assumpto,
quando menos concernente revogigii i
parcial do malfadado regulamento de 12
Junho, malfadado para defendel-o soccor-
rarem-se at os Srs. ministros do argumen-
to de que pro^ederam de boa f. Foi o que
soecedeu ao Sr. ministro da fazenda, in-
vocando para explicar o procedimento do
gabinete conferencias particulares havidcs
eatre Sr. Exc. e mais membros da coto-
miseao especial que estudo a lei de 28 de
Setembro, referindo episodios de cuja ve-
racidade nSo licito formular a mais ligei-
ra duvida, mas que nao furajp. em sua in-
tengo, consagrados pelo voto da cmara,
qe claramente manifestou o seu pensa-
nsento qnanto ao assumpto, rejeitando a
emenda do Sr. Arujo Ges. A questo
abolicionista vive e vivera, emquanto vi-
ver um s escravo, pois a questo nica
do momento actual. Emquanto nao depu-
rarnos a nossa commnnhao dessa anorma-
dade repulsiva da escravido, a despeito
dm mais poderosas tentativas regenerado-
ras, bavemos de continuar a ser o que te-
mes sido: um paiz inerte, ludibriado no
mundo, prematura e profundamente cor-
rosapendo, pauprrimo e crivado de divi-
das, nao obstante seos iocalculaveis recur-
interessa as bases intimas de nossa orga-
uisacjto poltica. No terreno econmico,
por exemplo, qt ImportarSo planos finan-
ceiros se uonlinuarem yiciadas as fontes
da riqueza, se o trabalho permanecer avil-
tado, se subsistir o dispendioso e impro-
ductivo rgimen de exploso do homem
pelo homem, cujo resultado tem sido met-
ter quasi toda a lavoura na carteira dos
bancos ? O crdito esgota-se ; corte de
despezas, por avultadas que paregam, tra-
zem economas epbemeras em um orga-
mento para reapparecerera no seguinte os
dficits, pois 03 gastos de um paiz seguem
urna progresado fatal. O que a sciencia
econmica aconselha a reraogilo das causas
depressoras dos factores das rendas, o
aproveitamento e a muitiplicgao dos ele-
mentos existentes, em cujo machinisrao
faz-se mister supprimir as pegas poderes e
cuja atmosphera carece ser sanificada. Se
o paiz a lavoura, se a lavoura o escra-
vo, se o escravo reconhecidamente um
mo actor econmico, obvio que se deve
substituir se melbanta factor para que a la-
voura e paiz possam expandirse.
Nao pense o governo que tudo est dito
e est feito quanto questo abolicionista.
Era pouco tempo, pela ordem natural dos
phenomenos, o partido liberal tem de cha-
mar a si a rpida solucSo da questo, rea-
gitando a propaganda, pois a nova lei de
28 de Setembro, j de si to defeituosa,
ser cada vez menos lealmente curapri-
da, de modo a serera totalmente ludibra-
das as frageis" esperanzas n'ella depositado.
A campanha emprehendida ha pouca
tempo e que pareca interrompida ha se
ser votada com redobrado ardor. O espi-
rito apathico dos brasileiros nao est haba
tuado e nem pode resistir a urna prolonga-
da tenso. Assoj, depois da propagando
febril de alguns mezes, passa actualmente
por urna crise de depresso. A misso li-
beral est em combatel-a, em soerguer os
sentimentos impulsivos do povo, em galva-
nisar o enthusiasmo em torno da solugSo
de um problema que se for abanndonado a
simples acgSo do tempo e do influxo do
pouco que se tem conseguido, produzi-
r na alma nacional e somnolencia comato-
sa das incuraveis intoxicagd'es palustres.
Um outro ponto do relatorio do honrado
ministro que, no conceito do orador, merece
vigorosa critica do paiz e, principalmente,
dos filhos da provincia do Minas, o atti-
nente ao quebramento da bitola da estrada
de ferro D. Pedro II, que, depois de urna
pequea excurso a Lafayette, S. Exc. re-
solveu levar a effeito, em virtude das ra-
zies apresentadas pelo Sr. engenheiro chefe
do prologanmento, e da qual traiou hontera
o Sr. Christiano Luz. Nessa serie de ar-
tigos que appareceu no Jornal do Commer-
cio, analysando ditidamente essas razSes,
foi o acto qualifi:ado como o maior crime
que se podia praticar contra o engrandeci-
mento do paiz. O orador nao dir tanto,
pois falta-lhe competencia technica para
aquilatar das consequencias da medida.
Externar simplesmente algumas reflexes
em virtudes das quaes totalmente infen-
so citaie medida, com tanto maior isen-
co quanto lhe consta que foi o seu Ilustre
patricio conselheiro Alfonso Peona quem
promoveu os primeiros passos n'aquelle
sentido. O orador ainda nao ouvio nem
leu justificaco aceitavel da reduogo
da bitola da estrada que deve ser o
tronco da viajao de todo o paiz, que
deve estreitar com urna cinta de ferro as
provincias contraes e meridionaes, prolon-
gando a j vasta extenso navegavel de
S. Francisco. Estao de p as duas im-
portantes objecgSas relativas baldeago
das cargas e ao augmento de despezas pro-
veniente do maior numero e de variedades
de trens que a nova estrada exige do corres-
pondente accressimo de pessoal, etc. Em
resposta a isto, apenas apresentou-se como
explicaco & quebramento da bitola do ra-
mal de Ouro-Preto, explicaco que abso-
lutamente nao satisfaz, pois esse ramal
comprehsdde ura limitado numero de kilo-
metros, ao passo que o prolongamento tem
de es tender se por dilatada zona, atraves-
sando urna das regiSes mais productivas e
ricas da provincia. A razo de economa
igualmente nao prevalece, porquanto, tam-
bem se podem construir estradas econmi-
cas de bitola larga, sendo preferives as de
bitola estreita somonte quando se trata
de estradas do carcter provisorio desti-
nadas a trochos de someaos importancia.
Quando construidas com carcter defi-
nitivo as obras de estradas de differentes
bitolas nao offerecem grande diversidade,
salvo quando aquella difTerenga extraor-
dinaria. Na mor parte dos casos primitivo
nao to sensivel que compense os incon-
venientes que decorrem da reduagao. A
estrada de ferro D. Pedro II, que vai -
gar-se ao S. Francisco, formando a viago
interior do paiz, a escola pratica da nossa
engenharia, 6 relativamente de importancia
superior Pacifie Rail Roal e Central
Pacific, as.quaes o orador viajou. ambas
de bitola larga, que unem Nova-York a S.
Francisco da California, cortando toio o
continente americano. Nao ha no mundo
inteiro, um s tronco de viago frrea a
que se tenha feito o que ae fez quanto >o
nosso. Todas as autoridades na materia
conheciam a construeco desses troncos em
bitola reduzida : Estados-Unidos, Mxico,
Per, Chile e Repblica Argentina, cuja
principal via-ferrea, a que deve unir Bue-
nos-Ayres ai Pacifico, prosegua com rapi-
dez estupenda, todos os paizes mais adian-
tados na especialidade tm os seus grandes
troncos de linha de bitola larga. O Sr.
engenheiro chefe do prolongamento para
justificar a sua opinio que determina o de-
creto de reduego escreveu um verdadeiro
tratado, no qual, com a illustraco e intel-
ligencia que nioguem lhe desconhece, com-
pondiou todos os argumentos a favor da
bitola estreita. Nao se atraveria o orador
a dizer urna palavra sobre to extenso tra-
balho, por f.iltar-lhe, como j disse, com-
petencia technica, se o nao visse combatido
pelas sumidades de engenharia do paiz, in-
tensos sem discrepancia medida em ques-
tSo. Qual o motivo porque deu preferen-
cia o Sr. ministro a urna opinio individu-
al, por valiosa que fosse, quando a refuta-
ram outras umitas de igual peso ? Qual
do menos foi precipitado o sen acto, que
nem sequer baseous as informagSes da
sua secretaria. Quando pela primeira vez
o Sr. engenheiro-chefe do prolongamento
aventn a idea da redueco, em 1884, foi
mandado ouvir a respeito o entSo director
da estrada de forro D. Pedro II, Dr. Mi-
guel Noel Nascentes Burnier, urna das glo-
Nenhuma reforma valer sem essa, que^.iM da engenharia patria, to precocemen-
te arrancado pela morte s suas fecundas
labutac3es. A intormacSo desse eximio
profissional vem appensa ao folheto em que
se deu a lurae o trabalho do Sr. engenhei-
ro-chefe do prolongamento, e, com notavel
concisSo e clareza, refuta-o cabalmente.
Propunha aquello engonheiro que: 1, fosse
sobrestada a celebracSo dos contratos para
a celebracSo do trecho deltabira a Sabara;
2o, fossem autorisados novos estudos neces-
sarios para o tragado da bitola estreita, que
no dizer do proponente, evitara o inconve-
niente da imraobilisar o Estado cipitaes avu-
Itados e desproporcionaos aos fius a preen-
cher, sendo a bitola de 1 metro mais do que
sufficiente para o trafego o acarretando
grande economa na construegs e no custeio.
Contesta o Dr: BurntT esta assergo.
mostrando que as pretendidas vantagens s
seriam admissiveis se os trilhos do prolon-
gamento tivesaem de ser aseantes em ter-
reno muito accidentado e pouco productivo,
ou cujos productos fossem incapazes de
supportar tarifas suficientemente renume-
radoras, o quo se poder dar em urna pe-
quena parte antas de Sabara, mas nao alera
onde fio a quasi totalidade da lnha a
construir-36. O orador percorreu essa re-
gio em Novembro do anno transacto at
barra do Gnacuhy e concorda integramen-
te com as opinies do Dr. Ewbank da Ca
mar quanto uberdade ao terreno e
quanto facilidade da construeco de Sa-
bara em dianto. Produz-se ahi cat, canna,
algodo, que mantem tres fabricas de teci-
dos trigo, arroz, milho, mandioca e outros
cereaes, sendo notavel tambem a industria
pastoril. Abundam ahi madeira de lei,
appropriada construeco, marcenara,
a uso medicinal o curtimento de couros.
S a difficuldade de transporte tem obsiado
a expansSo de tSo avultadas riquezas.
Quanto facilidade da construego, diz
ainda o Dr. Ewbank, que basta notar que
a linha seguir em grande parte por planal-
tos extensos e uniformes, de nenhum mo-
vimento de trra.
Alm de economa da construego, de-
ve-se levar em conta os recursos apontados
dessa zona e a consequencia da construeco
de ramaes convergentes que facilitando
communicago entre centros productores e
manufacturemos j importantes contribuir
para o augmento da receita. O Dr. Bur-
nier conclue que proporia que se nao to-
mas3e em considerago o projecto de que-
bramento do bitola se nao fosse a conside-
rago qu; lhe merece o seu autor. Indica
em todo o caso que se continuassem quan-
to antes os trabalhos do prolongamento
alm de Itabira do Campo, porquanto nao
seria depois de j ter a estrada trabalho
assenta em mais de 700 kilmetros e res-
tando-lhe atravessar terrenos pouco acci-
dentados e extremamente fertais, quo con-
viria reduzir a bitola. Em resumo, opina
o Dr- Burnier que s se poder resolver a
reduego depois de faitos os convenientes
estudos e projeetoscomparativos ateo pon-
to terminal do prolongamento e completa-
mente destruidas as informagSes ofEciaes
que ha sobre a zona a atravessar no valle
do rio das Velhas alm de Sabara. As in-
formagoes da secretaria da agricultura nao
sao nem explcitas e nem contrarias re-
duego.
O actual director das obras publicas, a
quem o orador se preza de estar ligado
por lagos de affinidade o que nSo o impe-
de de saber fazer-lhe justiga e que o hon-
rado ministro considera com nimia bae
volencia tanto que o promoveu espontanea-
espontaneamente, reparando injustigas pe-
los co religionarios do orador, manifestou-
se igualmente aontrario proposta do Sr.
engenheiro ebefe do prolongamento.
O actual director das obras publicas re-
portase a um folheto do Honorio Bicalho,
no qual vem perfeitamente determinada as
applicagoes especiaes das bitolas larga ou
estreita.
Ao trafego limitado e especialmente
ao de interesse local e secundario a estra-
da de ferro de bitola estreita, por custar
mais barato o primeiro estabelecimento, e
principalmente em paiz montanhoso, pela
maior facilidade para os tragados com for-
tes curvas.
Ao grande trafego ou s grandes li-
nhas da interessa geral, a estrada de bito-
la larga por ser mais econmica de custeio
pela deduego em maior escala das resis-
tencias ciroulagSo e tambem pela maior
seguranga, para as grandes velocidades.
AfBrmamos, baseado no estudo que
precede, que quando urna linha frrea, com
taxas convenientes para grandes percursos,
for remunerativa do capital empregado em
bitola estreita, pelo-ha muito mais se for
empregada a bitola larga. Equivale a di-
zer que se a estrada de ferro de bitola lar-
ga custa mais caro de primeiro estabeleci-
mento, por ser instrumento de transporte
mais aperfaigoado. s>
Estas opinioas do Dr. Honorio Bicalho
nSo offerecem rplica. O parecer do actual
director das obras publicas mostra ainda
que s na preparago do leito ha economa
em relago estrada de bitola larga, van-
tagem que deixa de ter importancia no caso
vertente por se reduzir a bitola depois de
vencidas as primaras diffisulJades da con-
strueco; acrese* a necessilade do esta-
belecimento de novas offieinas para repara-
gao do material do trocho de bitola larga
e estreita. Cumpra ponderar que em 1882
abrio-se concurrrencia para a construego
do trecho de Itabira Sabara, tendo por
base os estudos faitos com grande dispen-
dio. Annullou-se essa concurrencia por
se reconhecer que esses estudos necessi ca-
va m de reviso.
Effectuado esse trabalho, que determi-
nou novas despezas, abrio-se segunda oc-
currencia. Com o quebramento da bitola
fazem-se mister ainda novos estudos, o que
nao parece compativel com as economas
apregoadas.
Contra a redueco da bitola sempre se ma-
nifes aram as maieres summidades da en
genharia brasileira : Christiano Ottoni,
Burnier, Bicalho e Fernandos Pioheiro, em
um parecer que corre haver enviado da
Europa secretaria da agricultura e que,
caso realmente exista, cumpria ser publica-
do. O Congresso de engenharia, reunido
nesta corte em 1882, votou conclusSes to-
talmente hostis ao quebramento em ques-
to. Todos os filnos de Minas com assento
na cmara e no senado protestaram contra
a idea, quando ella pela primeira vez se
aventeu. OproprioSr. ministro da justiga
foi-lhe infeoso naquella ocoasio, nao se
explicando a mudanga que se operou no
seu esclarecido espirito. Foi um erro o acto
do Sr. ministro.
Descravendo o estado em que so actual-
mente se acha o nosso commercio, diz o
relatorio estar elle atravessando urna phase
de crise, importando envidar todos os es-
forgos para sahir e urna situagSo que atro-
phia a expansSo nacional e ameaga o futuro
do Imperio com as maiores calamidades.
Para conseguil-o, diz o relatorio, s res-
ta um meio : n augmento da producgSo,
curaprindo ir remettendo, por meio de urna
politica commercial inteligente, a dificul-
dade que encontrara o escoaraento dos nos-
sos productos nos mercados estrangeiros.
Qual seja, seja porm, sua poltica nao nos
revela o Sr. ministro, nem os seus actos
deixam advinhal-o. Se fossem, porm, rea-
es, os seus dessjos, fcil ser-lhe-hia promo-
ver medidas vantajosas nesse sentido, po-
rm que encontrara devotadS3mo auxilio
na iniciativa individual, que felizmente
deste assumpto tem-se accentuado ultma-
me ate de modo brilhante (como attestam
os esforgos da digna AssociagSo Centro da
Lavoura e do Commercio) para tornar co-
nhecido na Europa o nosso caf. Leu ba
tempos o orador em um conceituado jornal
a noticia de que o governo russo concede
ra autorisagSo para que a Sociedado da
Frota Patritica, proprietaria de grande
numero de navios, empregados em opera-
g5es commerciaes, pu esse estabelecer na-
vegagao directa entre OJessa e os portos
ao Brazil.
Nada encontra-so no relatorio a seme-
lhante respeito. Nao ha, entretanto, ma-
teria mais importante do que esta, sobre-
tudo para quera deseja conjurar a terrivel
urise por que passamos por meio de pro-
vidente politica commercial. O Centro da
Lavoura o do Commercio np poupar sem
duvida*expedientes para animar to pro
ficuo commettimanto, de modo que possa
vingar e florescer.
Incumbe, porm, ao governo fazer por
sua parte o que lhe competir para animar
esta navegago, cujas vantagens seria ocioso
encarecer, pedindo francamente assera
bla geral recurso para urna subvengo, se
ella se fizer necessaria.
Na Russia ha sempre abundancia de na-
vios empregados na pascara dos mares do
norte, navios cujos proprietarios acolheri-
am de bom grado a idea do naveg&go di-
recta para o Brazil, nao havendo, pois,
necessidade para esse fim de material
fluctuante Poucos sao os productos rus-
sos importados indirectamente palo Brazil
e sobrecarragados, consequentemente, de
dispensa veis despezas intermediarias. Em
compen8ago, o pouco caf brazileirn que
se consom na Russia introduzido por
via da Allemanha, Franga e Inglaterra,
sobrecarregado igualmente de onus inuteis.
Basta esta considerago para evidenciar
a importancia do estabelecimento de com-
mercio directo de um paiz como a Russia,
que poderia tornar se um dos mais impor-
tantes mercados do nosso principal produc-
to. Estabelecida a navegago directa,
de acreditar que o governo czar modificas-
se a pesadissima tarifa que all onera a en-
trada do caf, determinada pela necessida-
de de retaliar contra as excessivas taxas
impostas pelos paizes fornecedores do ca-
f aos cereaes russos.
A conquista da Russia pelo caf brasi-
leiro, conquista tao heroicamente iniciada
pelo Centro da Lavoura e do Commercio,
afigura-se ao orador um dos mais efficazes
remedios contra a crise actual. Nao isso
obra de um da, mas fructo de perseveran-
te diligencia, em que se devem empenbar
com energa governo e particulares. Cum-
pre ao nosso governo corresponder pelos
meios ao seu alcance boa vontade do
moscovita, que autorisou a alludida nave-
gago directa.
E' totalmente silencioso o relatorio em
questSo de tamanho alcance. Deplora-o o
orador, concitando o Sr. ministro a nSo
dese'uidar-se de aproveitar a propaganda
tSo auspiciosamente encetada na Russia,
mas por si s insuficiente, necessitando
do concurso dos poderes pblicos.
Gonviria tambem ampliar por todos os
meios as relagSss directas entaboladas en-
tre o porto do Rio de Janeiro e o de Nova
Orleans
G-ragas aos esforgos do cnsul brasileiro
em Nova-York, aboliram-sa as quarentenas
que impediam naquelle porto o lvre in-
gresso de navios procedentes do Brasil. O
nosso governo subvenciona actualmente
urna companhia de vapores entre o Rio de
Janeiro e Nova-York e os estados de leste,
o qus se chama Nova Inglaterra, preferem
o caf de Java.
O sul e o oeste dos Estados Unidos sao
o nosso principal conservador, indo para o
valle do Mississipi grande parte da impor-
tagSo daquee genero.
E' obvio, portanto, que seria de immen-
sa vantagem mandar o caf directamente
para a zona em que ella alcanga melhor
prego, dispensando intermediarios ; decres-
cendo que de Nova-Orbans seria mais f-
cil a distribuigo, attanta a sua posigo
geographica e 03 meios facis de transpor-
te de que dispSe.
Antes da guerra seccionista, Nova-Or-
leans foi o entreposto do caf brasileiro,
mas vio o seu commercio desse producto
completamente arruinado com as tremen-
das crises porqua aquella campanha a fez
passar, aproveitando-se disso Nova-Orleans
para arrancar-lhe parte dessa importante
commercio.
A reconquista delle seria de utilidade
notoria e com esse intuito verdadeira cam-
panha jornalUtica estabeleceu-se as fo-
lbas da UniSo.
Saria ocioso desenvolver a conveniencia
de um plano to propicio, qual o desen-
volvimento do commercio entre Nova-Or-
lean> e o Brasil. O orador faz nesse sen-
tido um appello ao governo, pois nao es-
tamos no paiz da iniciativa e do esforgo
individuaos, mas naquelle em que sem o
bafejo oficial nada prospera e se sustenta.
Dirige o seu appello ao Sr. ministro da
agricultura, que, importante lavrador, com
prebende perfeitamente que assiste pro ce
dencia s suas observagSes.
O orador leu ha tempos na imprensa
diaria um artigo que o impressionou des-
agrada velmente, por estabelecer nelle o sea
hbil autor um parallelo entra o Brasil e
a frica. Reflectindo, porem, foi obrigado
a reconhecer que nSo eram sem fundamen-
to as reflexSes all externadas, no tocante
a urna das mais impreteriveis das nossas
necessidades: o povoamento do territorio.
Os Estados-Unidos e o Brasil, durante j
longo tempo offereoeram largo campo ao
xodo da populago' superabundante da
Europa.
Mas, emquanto na repblica Americana,
urna politica previdenta e sabia, attrahia
cada vez mais a immigrago, constituindo
o colosso da propriedada e riqueza, que ha
de ser a admirago do seculo, entre nos a
falta de uniformidade de planos, as vistas
acanhadas, as medidas restrictivas, afu-
gentavam a corrente immigratoria -que
para nos se diriga. As repblicas sul-am^-
ricanas, por seu turno, entraram franca-
mente no caminho das grandes conquistas
e o assombra a sua prosperidade em al-
guns ramos de actividad. A Earnp eo-
mega a reflectir em quo a frica offerece
vasto campo a explorar epara ella se atira
vidamente. Funda-sc um novo Estado no
Congo. Portugal manda urna esquadra fir-
mar a sua posse em vastas e ubrrimas
regiSes, fun ia urna companhia para o res-
gate de productos africanos, enva explo-
radores que o mundo cobre, ao regressa-
rem, de honras e de glorias. NSo ser de
admirar que em breve a corrente inmi-
gratoria que de l nos vem tome aquella
direcgo ou pelo menos se desfalque con-
sideravelmente. A Italia, de onde em se-
gundo lugar, nos vem alguma immigrago,
j encetou igualmente conquistas coloniaes
e predomina em sua politica a febre ex-
pansiva e colonisadora. Igual movimento
observa-ae na Allemanha, que, com a per-
severanga mysteriosa com que urde as
suas gigantescas tramas polticas e diplo-
mticas, talvez esteja preparando urna
grande sorpreza para o mundo. A frica
14 est immensamente aborta a esta cruza-
da da civilisago, com os seus extraordi-
narios recursos, com as suas incalculaveis
riquezas e at con a abundancia dos seus
bragos, a que s falta orientago. Nem
mesmo a escravido l urna instituigo
protegida pelos poderes pblicos I___
Nao pode a politica commercial do Bra-
sil, na qual, no conceito do relatorio da
agricultura, reside a nossa salvago econ-
mica, ser indiffarente a estes fact03 ; nao
pode cruzar os bragos e assentar-se mar-
gen) da corrente. Curapre reconstruir o
paiz, nao cessar o orador de repetil-o.
Aos homens patriticos e reflectidos de to-
dos os credos, urga imprimir nossa so-
ciedado um serio movimento nesse sentido,
sem o que seremos supplantados e absor
vidos no eterno conflicto social.
O povo, dim um notavel escriptor, nao
tem jamis nogo exacta e definida nem
do que quer, nem do que pensa. Assiste
aos acontecimentos e apaixona-ae por elles,
sem plena consciencia dos proprios instinc-
tos, permanecendo inquieto e indeciso at
ao dia em que, arrebatado de urna inspi-
racao sbita, atira-se de repente na arena
politica para raisturar-se com os combaten-
tes. O sentimento commum que ento o
mina pode por um momento substituir lhe
a orientago e tornal-o capaz de grandes
cousas, mas se ella nao for sustentado e
commandado na luta pelan classes dirigen-
tes ou por um forte partido politico, cahir
na deaordem e na impotencia ficando este-
res os seus mais generosos eeforgos!
(Muito bem, muito bem. O orador
comprimentado.)
O Sr. Aleacar Araripe diz que o
dever de pugnar pelos interesses da sua
provincia que o traz tribuna; mas an-
tes de entrar na materia das emendas
que pretende apresentar, vai tomar em
considerago dous pontos do discurso do
Sr. Affonso Celso.
O primeiro quanto ao elemento servil:
S. Exc. nao teve razo, dizendo que o go-
verno, no regulamonto que expedio, nSo
cumprio a lei. O orador espera que o go-
verno continu a proceder nesse assumpto
como tem feito at aqui. Se temos urna lei
que pode realisar a emaniipago sem aba-
lo da riqueza publica, entende que nao
patriotismo procurar agitar novameute
esta questo Nao v que pelo regulamen-
to os escravos fiquem sem protaego.
Quanto ao segundo ponto : o voto do
senado na resposta falla do throno, sup-
primindo o periodo relativo execugo da
lei do elemento servil, admira-se que o
Sr. Affonso Celso Jnior, sendo da escola
liberal, levasse cmara o voto do sena-
do. Se se confrontar o voto do senado com
o voto da cmara, deve prevalecer o desta,
que representante immediata do povo.
Passando a tratar de negocios do Cear,
diz que a secca traz a febre e a fome a es-
sas regios o que nestas circumstancias ne-
nhum governo deixar de attender aos
meios de obviar esse flagallo. E' necessario
modificar as condigoes meteorolgicas da-
quella regiSo e o meio procurar fazer
fazer com que naquella regiSo [se conserve
agua.
O orador descreve a posigo dos ros S.
Francisco e Jaguaribe e diz que um canal
de derivagSo das aguas do S. Francisco
para o Jaguaribe pode obviar desastres
futuros, e a prudencia aconselha a sua coi -
8trucgo.
Esse beneficio nSo seria s para o Cea-
r e regtes prximas, mas para todo o
imperio, sobie o qual pesam as despezas
por occasiSo das seccas.
Chama a attengSo do nobre ministro da
agricultura para a conveniencia de prolon-
gar-so a estrada de ferro de Baturit ao
Grato Esta estrada, atravessando um
valle fertilissimo que pode constituirse na
principal celleiro da provincia, promette
grande futuro, se for levada a effeito.
Entende quo a felicidade do Cear de-
pende de tres melhoramentos: continua-
go da estrada de Baturit ao Crato, cons-
truego de agudes e canalisago de aguas.
A despeza a fazer se com estas obras
grande, mas reproductiva; e sao intuitivas
nSo s a praticabilidade das obras, como
as grandes vantagans que dellas resultam
para as provincias flagelladas pela secca.
Canclue pedindo os melhoramentos que
acaba de indicar para a sua provincia, as-
sim como o malhoramento do porto do
Cear; esperando tambem que o nobre mi-
nistro da agricultura adopte providencias
no sentido de diminuir as pesadas tarifas
da estrada a. que ha pouco se referi.
A discusso tica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia 29.
SESSO EM 30 DE JULHO DS 1886
PRE8IDESCIA DO SR. ASDRADE FIGUEIRA
Ao raeio-dia faz-se a chamada, que ter-
mina dez minutos depois do meio dia.
Abre-se a sessSo.
Sao lidas e approvadas as actas dos das
28 e 29.
Achando-se na ante-sala o Sr. Theodoro
Machado Freir Pereira da Silva, deputado
reconhecido pelo 2' districto de Pernam-
buco introdusido com as formalidades
do estylo, presta juramento e toma as-
sento.
O Sr. 1* Secretario d conta do expe-
diente.
ORDEM DO DIA
ORCAMEMTO DA AGRICULTURA
Contina a 2a discussa do projecto fi-
xando a despeza do mimisterio da agricul-
tura para o exercicio de 1886 1887.
Vem a mesa, sao lidas e remettidas i
commisso de orgamento as seguintes
emendas :
c Fica o governo autorisado para conce-
der estrada de ferro de bitola estreita
qua a provincia lo Para mandar construir
na margem esquerda do rio Tocantis,
para auxiliar da navegago a vapor dos
rios Tocantins, Araguaya, das Mortes e
Vermelho, a subvengo kilomtrica de...
7:OO05 para 103 kilmetros, paga em trez
pre8tag3js, sendo a primeira depois de
construidos 35 kilmetros, a sogunda de-
pois de construidos 70 kilmetros e a ter-
ceira depois de concluida a estrada. Sala
das seas5es, 30 de Julho de 1886. -(?.
Cruz.Leitdoda Cunha.=Costa Aguiar.
Dr Cantdo. -Marconde$ Figueira.
Xavier da Silva. Passos Miranda.Ca-
rindo Chaves.
i A importancia arracadada pela estra-
da de ferro D. Pedro II relativa s multas
impostas aos respectivos empregados nSo
ser escripturada na renda da estrada,
sendo entregue por trimestre AtsociagSo
geral de auxilios mutuos da estrada de
ferro D. Pedro II, como auxilio do Estado
aos fius desta associago de beneficencia
mutua. Sala das sessoes, 30 de Julho de
1886.Matta Machado.
< Augmente-se a verba n. 28 -Correio
geralcom a quantia de 1:200$, elevndo-
se 2* classa a repartigo do corraio da
provincia do Maranho. Ribtiro da Cu-
nha. Domingues da Silva. >
E' lida considerada apoiada palas assig-
naturas e entra em discusso conjuncta-
mente com o projecto a seguinte emenda,
assignada por 43 Srs. Deputados :
c Da verba do 25 seja applicada a
quantia de 50:000)$ para a construego dos
edificios em qne teem do ser montados os
machinismos de nm engenho central de fa-
brico de assucar, comprados pela colonia
orphanologica Isabol, na provincia de Per-
nambuco. Sala das sessoes, 30 de Julho
de 1886.
E' lida, apoiada o entra em discusso
conjunctamante com o projecto a seguinte
emenda :
Fica o governo autorisado a reorgani-
sar o servigo da cate .hese, augmentando
a verba para esse fim destinada com a
quantia de 120:000-5 tirada da verba da
colonisago Olympio Campos.Xavier da
Silva.
O Sr. Gandido de Ollvelra con-
tina a tareta que se impoz de mostrar em
que tem consistido as economas da actual
situago; o que praticou com o orgamento
do ministerio da guerra e os de outros mi-
nisterios, em que as economas administra-
tivas do governo em poucas rubricas fic-
ram inferiores aos orgamentos liberaes e
em outras as excederam.
Vai mostrar o que vai ser o orgamento
da agricultura agora proposto, comparado
com o nosso orgamento proposto em 1383
e que ainda raga durante os primeiros qua-
tro mezes do presente exercicio.
Dasereve a deapeza orgada pelo governo
liberal em 32.500:000/5 e a orgada pela si-
tuaglo da economa ; isto o orgamento
elaborado pelo nobre deputado, o Sr. Lou-
rengo de Albuquerque, vem pedir.......
33.534:0004 ; o que quer dizer que ha um
excessode 1.034:0005; deduzindo daquelle
calculo 1.500:0005 relativo ao excesso da
verba destinada colonisago, ficaro....
32.000:000$ ; o que prova que no minis-
terio da agricultura a situagSo actual s
pode fazer a economa de 500:000$000.
Ne quer censurar a organisago dos or-
gamentos, porque sabe que iinpossivel
fazer maiores reducgo'es do que aquellas
que sao propostas; mas o seu plano res-
tabelecer a verdade histrica e destruir a
aecusago de esbanj adora feita politica
liberal.
O Sr. Antonio Prado ( ministro da agri-
cultura) : As economas acham-se na pro-
posta do governo para o exercicio de 1887
e1888.
O Sr. Candido ds Oliveira pede permis-
8ao para 1er o pare ;er que formulou cm
20 de Agosto de 1883, como relator da
commisso de orgamento, mostrando que as
ideas que ento iniciou eram no sentido de
se fazerem maiores reduegoas nos orgamen-
tos futuros, o que foi impossivel porque os
governos libsraes nao podero mais contar
com maioria que lhe apoiasse e approvasse
ideas econmicas.
Por isso j disse que o ministerio actual
faltava ao seu programma de economa, nao
se utilisando para realisa-las da maioria de
que dispSe nesta sessSo, que ser talvez
difficil congregar para a sesso vindoura.
Faz ver que este orgamento que repre-
senta a sombra da nossa actividade, tam-
bem o complemento dos nossos erros, o
transampto da politica sem ordem que
tem presidido o ministerio da agricultura ;
na verba relativa a estradas de forro tem-
se gasto mais de 152,000:000;* go da etrada de ferro D. Pedro II, to-
das as outras que sao propriedade do Es-
tado liquidam se sempre com dficits.
Deu-se ao trabalho de proceder a um
estudo do capital empregado nessas estra-
das e a receita arrecadada por cada urna
no ultimo anno, cuja resenha expSe c-
mara, chegando ao resultado de que a es-
trada de ferro D. Pedro II d um juro de
9 *U di capital nella dispendido ; todas as
outras representara dficits ; este o resul-
tado da poltica das grandes obras.
Aconslho ao nobre ministro que abra
mao rtessas estradas a companhias que as
tomem a si, porque ellas constituirlo ele-
mentos permanentes de dficit, porque
preciso deixar de ser o Estado proprieta-
no e administrador de estradas de ferro,
visto que as circumstancias financeiras do
paiz nSo comportam esse encargo.
(Contina)
t !j
Typ. d Diario, roa Duque de Caxia n.


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