Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19860


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Full Text
I,
ASNO LU NMBBO
PARA A CAPITAL. JB .U!AIU5 ONDE NA SE PACA PORTE
........ 60OOU
......... 120000
.......... 24^000
........... 100
Por tres mezos adiantadoi .
Por seis ditos dem.....
Por um anuo dem.....
Cada numero avulso, do mesmo da
DOMING15 DE AGOSTO DE1886

.
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantadoi.....
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem.......
Cada numero avulso, de dias anteriores.
130500
200000
270OW
0100
DIARIO DE
RNAMBCO
Pxoyvkabe Ir JRaiwel Jigurira te Jara i MIob
,!
Os Srs. Aniedee Prlnce 1 .',
de Pars, sito os nossos asente
exclusivos de annuneios e pii-
blic cdes da Franca e Ingla-
terra.
-----------
\
\ '
i


Os Srs. Wasburne II -rnmnos.
de Hew-Vork, Broad Way n.
tOO, s8o os nossos agentes ex-
clusivos de annn cios nos Es-
tados-Unidos .
TELEGRAMMS
SSS7IJ: BA ASOCIA SA7AS
(Especial para o Diario)
MADRID, 13 de Agosto.
O jurnaes benpanhei annanclam
que a edrte* era o convocadas para
unta seso extraordinaria nos fln
de Oiitubro.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
14 de Agosto de 1886.
lHSTRDCqO POPDLAR
(Extrahido)
D\ BIBLIOTHKCA DO POVO B DAS ESCOLAS
INTRODUCgO
Hygiene a arte de conservar a sade. Por
esta simples definidlo se v quanto elevado o
geu fim, qual a sua nfltieacia no bem estar e na
duraco da vida do hira m, e que importanea ella
deve ter no viver social.
Dar sade nao homem pl-o em condiejs de
bem poder empregar a sua intelligcncia e a sua
actividade, e de bem se desempenbar do papel que
Ihe incumbe na sociedade humana.
A hygiene um ramo, e doj mais importantes,
da medicina, que a tote principal d'onde deriva
as suas doutrinas e preceitos ; mas, pelas suas ap -
plicaces e resultados, faz parte das sciencias so-
ciaes, para as quaes vai successi vamente forne -
eendo tanto mais abundantes subsidios, quanto
mais estas se adiantam e quantomais tambem ella
vai alargando os seus dominios.
De todos os ramos das seiencias medicas, nao
ha nenhum outro, como a hygiene, que reproduza
na sua historia as successi vas puaes da humauida-
de os diSercntcs periodos do sea progresso. Es-
tadando-se a sua historia, fcil ver as suas dif-
ferentes epocbas as diferentes influencias das socie-
dades e do seu modo de ser poltico e aciencifico.
Durante os primeiros periodos histricos, os pre-
ceitos hygienicos adoptados pelos povos nao sao
mais do que hbitos empricos, em relaco com as
exigencias do clima e da situaco poltica. Nos
livros sagrados da India est, por ezemplo, consig-
nada a prohibicio do uso das carnes e ordenado o
oso de leite e do arroz, como principaes elementos
da atimenteco ; isso prova que n'aquelle paiz, sob
a influencia de um calor ardeotissimo, o empirismo
tinba reconbecido quaes eram os alimentos que for-
neciam mais calor ao organismo. Nos cdigos dos
antigos legisladares, como Moyss, Lycurgo, Maho-
met, observa se fcilmente, que a maior parte dos
dictames hygienicos que elles prescrevem tradu-
zem os seus fina polticos e sociaes ; em todas as
epochaa os innovadores de theorias de organisaco
e viver social raveUram, as suas doutrinas e pres-
cripces, as ideas que tm-.am acerca dos phenome-
nos uaturaes. D'ahi prov.-n as precauces orde-
nadas pa>-a a escoiha dos alimentos, os cuidados
do aceio, a constante diligencia para o desenvol
viniente da forca pbysica. E, como outro meio
nao havia de abrigar um povo pouco dcil e igno-
rante pratica dus preceitos julgados salutares,
era o estes formulados como artigo da le, ou como
te;tos do3 livros sagrados.
Vieram depois o mdicos e tomaram coota dos
preceitos hygienicos, quo affeicoaram conforme s
doutrinas das suas escolas. A hygiene passou
assim areproduzir as iias das diff -rentes epochas
nao s a respeito dos plienomenos da vida e das
cansas e natureza dasdoencas, mis tambem a res-
peito dos fact)3 da nutureza inanimada.
{Continua).
JARTE OFFICIAT"
Ministerio da rustica
Foi concedida ao bacharel Joaqalm Vil-
lela de Oliveira Marcondes, a demissao que
pedio do lugar do juiz municipal e de or
phos do termo de S. Sebastiao do Tijuco
Preto, na provincia de S. Paulo.
Foram nouieados juizes municipaes e de
orphaos :
Do termo de Mau, na provincia do Ama-
zonas, o bacharel Manoel Joaquim de Oli-
veira.
Do de S. Jos de Campos, na de S. Pau-
lo, o bacharel Arlindo Ernesto Ferreira
Guerra.
Ministerio da Marlnha
Em 3 do corrente foi nomeado o capitao
de mar e guerra Carlos Balthazar da Sil-
veira, commandante do corpo de itnperiaes
marinheiros.
Por portaras da mesma data foi nomea-
do o capitao-tenente Francisco Augusto de
Paiva Bueno Brandao para o lugar de di
rector das oficinas de machinas do Arse-
nal de Mariana de Pernambuco e removi-
do para idntico lugar, no Arsenal do L-
dano, Domingos A. Ferreira Bastos, ac-
tual director de machinas naquellf arse-
nal.
Em 4 do corrente sao Horneados os pri-
meiros tenentes Francisco Gavillo Pereira
Pinto e Jeronymo Rebollo de Lamare, se-
cretarios e ajudantes de ordens, este da
iotilha do Alto Uruguay, e aquello do ds
divisao de cruzadores.
Ministerio da Guerra
Foi exonerado do cargo de ajudante de
ordens do presidente da provincia do Es-
pirito-Santo o alferes Joaquim Benevenuto
de Almeida Nobre e nomeado para o sub-
stituir o tenente de estado-maior de 2a clas-
sa Antonio Faustino da Silva.
Foram noraeados para servir aas
guarnieres abaixo mencionadas, os seguin-
tes Srs. cirnrgioes : c6rte, segundos cirur-
giSes Drs. Pedro Luiz de Abreu e Silva e
Alfredo Paulo de Frcitas ; Amazonas, ci-
rugiao-mr de brigada Dr. Antonio Pereira
da Silva Guimaraes ; Para, cirurgiao-mr
de biigada Dr. Constantino Teixeira Ma
chado ; Cear, 2o cirurgiao Dr. Guilherme
Pereira Rebello ; Goyaz, Io cirurgiao Dr.
Antonio Jos de Souza Gouveia e 2o ci-
rurgiao Dr. Eutychio Solidada; e Matto -
Grosso, 2o cirurgilo Dr. Silvino Pacheco.
i\ *-S0O8S>
Governo da provine!3
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 13 DE
AGOSTO DE 1886.
Antonio Duarte de Figueiredo. Infor-
me o Sr. Inspector da Thesouraria de Fa-
zenda.
Alfredo de Leraos Araujo. Informe o
Sr. Inspector do Thesouro Provincial.
Antonia Bazilia Badur. Sira, mediante
recibo.
Balbina Carolina Padilha.Informe o
Sr. Brigadeiro Commandante das Armas.
Companhia Pernambucana. Informe o
Sr. Inspector da Tb.esour.iria de Fazenda.
Candido Thiago Coelho de Mello.
dem.
Delphina Mara da ConceicSo Azevedo.
Informe o Sr. Director da Colonia
Isabel.
Fausto Freir de Oarvalbo Figueiredo.
-Encaminhe-se, pagando o supplicante o
porte na reparticao dos correios.
Hermenegildo Joaquim de Oliveira Bau-
doim.Patse portara negando provimento
ao present recurso.
Joaquim de Carvalho.Passe portara
e a resqectiva carta de naturalisaclo.
Pacifico Paulino Malaquias.Deferido
com o offi:io desla data ao Tiiesouro Pro-
vincial.
Paiva Valente & C. Passe portara ne-
gando provimento ao presente recurso.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 14 de Agosto de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio F. da Silveira C&ravlho.
Repartie&e da Polica
Seccao 2aN*. 785.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 14 de Agosto de 1836.
-Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos na Casa de
D tencSo os seguintes individuos :
A' minha ordem, Wenceslao Scverino Pereira
da Sil va, vindo de M.uribeca, com destino escola
de aprendizes marinheiros.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonia,
Americo Fortuna de Almeida, Raymundo Jos da
Silva, Jovelino Jos dos Santos e Ignacio Pereira
de Alcntara, por disturbios.
A' ordem do do 1" districto da Boa-Vista, An-
tonio Al ves Rodrigues, por embriaguez e distur-
bios.
A' ordem do do 2 districto da Boa-Vista. An-
tonio Luiz dos Anjos, por disturbios e oSensas
moral publica.
A' ordem do de Atogados, Antonio Pelix de
Araujo, conhecido por Gato, por crime de feri-
mentos.
Communicou-me o subdelegado do 2* dis-
tricto de Maneota, que na noite de 9 para 10 do
corrente foram os ladross casa de rancho do
subdito italiano Raphael Clauss e furtaram 4 ca-
vatina Dertencentes a uns almocreves que estavam
arranchados em dita casa.
O subdelegaao procedeu a tal respeito nos ter-
mos da le.
Pelo subdelegado da fregueza de Santo An -
tonio, foi remettido ao Dr. juiz de direito do 2o
districto criminal o inquerito a que proeedeu con-
tra Jos Gomes de Araujo, como ocurso as pe-
nas do art. 205 do cdigo crismal.
Segnndo me informa o administrador da Casa
de Detenco, em otfieio d'esta data, o estado sani-
tario d'aquelle estabelecimento tem sido este anno
mais lisoageiro do qne o do anno prximo f'ndo.
Para issu teem bastante concurrido as medidas
preventivas tomadas co n referencia ao aceio e
lmneza do estabelecimento, sendo para notar que
no ultimo semestre (Janeiro a Junho) apenas se
tiveseem dado all 15 bitos, ao passo que na
mesmo periodo do ana lindo elevaram-se elles
a 25.
Anda occorre notar qua no referido periodo
tiveram destino para o presidio de Fernando, ata-
cados de beriberi, tio somente 19 detentes, meaos
56 do qne no anno passado, em que embarearam
75 com o mesmo mal.
" Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao
muito digno vicepresidente da provincia,
-O chele de polica, Antonio Domingos
Pinto.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DA 14 DE AGOSTO DE 1886
Dr. procurador dos feitos, o mesmo,
Francisco de Mello Cavalcante de Albu-
querque, Silva & Irmaos, Alfredo & C,
Antonia Mara de Jess Vieira, Sabino An-
tonio da Costa, Sebastiao Jos Cavalcante
e commendador Joaquim Lopes Macha-
do. Informe a 1.a seccao.
Henry Forster d C, Dirijam-se ins
pectoria da Alfandega em vista do que in-
forma a 2.* seccao.
Manoel Al ves Guerra.Certifique-se.
Manoel Barbosa de Araujo. Certifi-
que-se o que constar.
Domingos Jote da Silva.A' 1.a sec-
cfto para os devidos fins.
RECIFE, 15 DE AGOSTO DE 1886
noticias do Pacifico, RIO da
rata e Sal do Imperio
O paquete inglez Treta, entrado hontem do su!,
trouxe as seguintes iiticias e as que constam das
rubricas Parte Oficial o Interior :
Pacifico
Datas at 31 de Julho :
Chegou a Lima o embaixador da China com nu-
meroso pessoal.
Teva baixa toda a officialidade de polica d'a-
quella cidade.
A Cmara dos Depntados do Chile discuta em
sessao secreta o projecto relativo conversao dos
emprestimos.
Entre os projectos com que tinha de oceupar-se
o Senado figurava o de reforma da instrueco se-
cundaria e superior.
O presidente da repblica, Dr. Santa Mara,
continuava ausente da capital por motivo de
sade.
A questao eleitoral, que tanto tem preoecupado
a attencao publica na provincia de Buenos-Ayres,
tomara agora formas mais definidas. Era facto
consummado a divisSo do partido da situacSo pro-
vincial, ficando aberta com caracteres mais accen-
tuados a I uta entre as duas fraccoes em que se di-
vidi. Os correligionarios da vespera sao agora
adversarios arden tes, sustentando uns a candida-
tura de Mximo Paz, outros a de Nicolao Achoval,
ao cargo de governador provincial.
O ministro do culto declarou ao arcebispo que o
poder executivo resolveu tomar urna resolucao
acerca do preenchiuiento das parochias vagas, de-
cidindo definitivamente o ponto discutido e assen-
tamento da norma de procedimento para o futuro.
nlo da Prata
Datas de ambas as capitaes at 1. de Agosto:
O governo uruguayo resolveu conmemorar com
grandes festas o dia 25 de Agosto.
Os advogadoe dos jornalistas que foram multa-
dos apresentaram-se reclamando contra o acto do
juiz ; este, porm, considerando que os reclaman-
tes reineidiam na taita de consideracSo que Ihe
deviam, apesar do correctivo que Ihes havia im-
posto, applicou-laes nova muita de 200 pesos, des-
tinada ao asylo de orphaos ; advertindo-os de que
no caso de continuarem a requerer em juizo em es-
tylo injurioso sofirerSo, na forma da le, a pena de
suspenso do exercicio da advocacia.
No dia 31 de Julho cesson a publicacSo do dia-
rio La Colonia Espaola, a mais antiga das folhas
cstrangeiras fundadas no paiz.
Rio CSrande do Sul
Datas at 31 de Julho :
A's 10 horas da noute de domingo (25), mani-
festou-se pavoroso incendio no predio assobradado
da ra dos Andiradas, esquina da ra General Ben-
to Martina, na capital.
O predio de propriedade do Sr. Dr. Jos Gon-
<;alves Pinto e nelle estava estabelecido com arma-
zem de molhados o Sr. Manoel dos Santos Trinda-
de, morando a familia deste senhor, na parte da
frente do andar superior, e na outra os Srs. Fran-
cisco dos Santos Gesta e Virgilio de tal, este em-
pregado na refinaria Tavares e aquelle na retina-
ra Prannos.
O fogo teve comeco no armazem. Dado o signal
de incendio pela sentinella do quartel da forca po-
licial e depoia pelas igrejas, compareceram ao lu-
gar os Srs. Dr. chefe de policia interino, o coronel
Frota, director do Arsenal de Guerra, comman-
dante e oiBciaes de polica, o tenente Galvao, aju-
dante de ordens do commandante das armas, um
piquete do 13." batalhao de infantera, soldados de
policia e as bombas do Arsenal de Guerra, polica
e companhia de seguros. As bombas nao poderam
funecionar, por falta d'agua, senao urna hora de-
poia de lavrar o fogo, apesar do Sr. Dr. chefe de
policia interino ter mandado prevenir a hydrauli-
ca, mais de urna vez. ,
Arrombada a porte do andar superior por em-
pregados do Arsenal da Guerra, que penetraran:
nos aposentos, nao foi encontrada pessoa nenhuma
da familia do Sr. Trindade, achindo-se tudo em
boa ordem.
A' viste d'isto tratou-se de salvar alguna movis
qne foram recolhidos ao arsenal e em casas da vi-
sinhanca.
Cooiecando o servico de extineco, mandan o
Sr. Dr. chefe de polica que os bombeiros cortas-
sem o telhado da casa terrea n. 34 da ra Bento
Martins, onde morava Florana Borges, afim de
que o fogo, que j se tinha commu icado casa n.
32, pertencente a D. Maria Leono. Fres de Cam-
pos, nao passassa s outras immediatas. Estas
duas casas nao estilo no seguro.
A's 11 1/2 horas da noute, estava todo o predio,
onde se manitestra o fogo, reduzido a cinzas, nao
restando mais do que as paredes externas. Do ar-
mazem nSo se aalvou genero, nem objecto nenhum,
pois o incendio, quando arrombaram as portas, la-
vrava por todos os lados.
A casa n. 34 ficou muito damnificada, dando as-
sim grande prejuizo a sua proprietaria, que alli ti-
nha o seu nico recurso.
O predio, onde esteva estabelecido Trindade,
est seguro em 10:000 na Liverpool & Globo In-
surance Company, onde tambem Trindade tem se-
guros : as existencias do negocio em 8:000 e as
da casa de residencia em 4:000/.
Ouvindo diversas versees sobre a origem do fo-
go, o Dr. chefe de policia chamou sua piesenca,
no quartel da forca policial, o Sr. Manoel dos San-
tos Trindade e um caixeiro deste, interrogando-os
e deixando-os detidos.
Accrescenta urna folha de P Ha cinco mezes se deu n'aquelle armazem um
principio de incendio, que sendo presentido pelo
Sr. capitao Jos Carlos Pinto Jnior, adjunto do
Arsenal de Guerra, foi logo exfneto. Com esta
a quarta vez que alli ha Incendio, tanto que, em
urna das vezes, a senbora de Manoel dos Santos
Trindade, tratando de apagar o fogo, ficou cem as
maos mu'to maltratadas.
Na noute do incendio, Tnndade, que so acha-
va em casa de seu sogro, sendo chamado pela au-
toridade policial, respondeu que nao poda sa-
hir por estar muito perturbado com o que occor-
ria.
Diz o Conservador qufo preso, em S. Leo-
poldo, o reo Juca Rodrigues, pronunciado como
cumplice nos aesassinatos de um bomem e urna mu-
lher no termo de Gravatahy.
A prisao foi efectuada pelo delegado de policia
de S. Leopoldo, Juca Rodrigues resisti, atirando
sobre a escolta, que acompaahava a autoridade,
ferindo um dos soldados. Estes tambem o balea-
ram em urna perna.
Suicidou-se na cidade do Rio Grande, Elea-
zar da Silva Costa.
Informam-nos, diz o Correio Mercantil de
hontem, que no 2." districto do Serrite, termo do
Canguas, a 14 do correute, fra assaltada e sa-
queada em quantia superior a 40:000, a casa de
residencia e propriedade do Sr. Placido Saraiva
do Amara!, um bom cidadSo, maior de 50 anuos de
idade.
Segundo as mesmas informaces, os autores do
crime foram quatro individuos que se apresente-
ram mascarados e nao foram reconhecidcs.
O bom velho foi amarrado e martyrisado esca-
pando com a vida por ter attendido s exigencias
dos bandidos.
Paran
Datas at 31 de Julho :
Constando, por telegramma de Campo Largo,
que, preparados e distribuidos os lotes doi ncleos
Santa Christina e Alcemuitos mmigrantcs se
recusavam, com exigencias desarrasoadas, a seguir
para elles, dirigio-se no dia 26 o Sr. Dr. vice-pre
Bidente da provincia para aquella cidade, em com-
panhia do Sr. Di. chefe de policia e do Sr. capitao
Ignacio Alves Correa Carneiro, com o fim de apre-
ciar os factos e. tomar as providencias que julgas-
se necessarias.
Alli S. Exe. procurou ouvr aos referidos mmi-
grantss, e, ccncedcndj-lhrs alguns favores que re-
clamavam, deixou-os satisfeitos e dispostos a irem
todos oceupar seus lotes, para onde sfguiram al
gumas familias, na mesma occasio, ficando tudo
determinado para seguirem as demais no outro
di. .
eu as providencias necessarias para ultimar-
se, sob a direccao da Socieda Je de Immigracao, o
servico de um camlnho de comosunicacSo entre
os dous nncleos indicados, recommendando, com o
fim de auxiliar aos inmigrantes, que nesse ser-
vico fosssm os meamos empregados de prefe-
rencia.
Estao, analmente, localisados nos respectivos lo-
tes os immigranfes destinados aos ncleosSanta
Christinaje Alce.
Minas CSeraes
Na corte era conhecido o seguinte resultado da
eleicao senatorial, referente 257 parochias.
Cesario Alvim 6391
Carlos Alfonso 6176
Candido de Oliveira 5897
Soarea 5548
Evaristo Veiga 5164
Bario J Leopoldina 5111
Agostijno Bretes 3250
Calmo fr 2052
S. Paulo
Datas at 8 de Agosto :
Na fazenda do major Jacintho Cintra, o teitor,
por motivos aindja desconhecidos, asaassinou o ad-
ministrador e urna escrava, evadindo-se em se-
guida.
Refere o Pirassinunga:
Um camarada do Sr. Jos Garca Duarte So-
brinho, qne em companhia de seu patrio ia con'
dnzndo oui carro de bois, carregado de caf, fai
ferido de tima maneira singular.
< Viran, camaradas e patrio, um cavallo ap-
parecer repentinamente, o qual fez com que os bois,
assnstadoS, desparassem, arrastando a mesa do
carro, eorrendo meia legua.
m afiirnla que o cavallo era branco, outro
que era ^Srmelho. Os saceos de caf cahram, fe-
riado gravemente o eamarada, que fracturou urna
costella.
Deu-se o facto no caminho que da fazenda Ja-
maica, pertencente ao Sr. Francisco Deocleciano
Ribeiro, em Passa-Quatro, vai estacio do Cor-
rego-Fundo.
E' de admirar o terror estranho dos bois, que
nao costumam ter desses pnicos.
O luar era clarissimo e foi pouco antes de al-
vorecer.
Cartas recebidas de Porto Feliz desmente os
boatos que corriam de ter apparecido alli a epide-
mia da varila.
A matriz de Porto Feliz est completamente
restaurada, e pela sua construeco artstica pode
ser considerada um dos principaes templos da pro-
vincia como obra architectonica.
Relata e Diario Popular de 3 do corrente :
Dcu-se hontem na linha de Santo Amaro um
terrivel desastre de que resulten morrer instant-
neamente un pobre moco.
Era conductor dos carros da linha Custodio
Jo3 Pereira; 25 annos de idade, portugucr, casa-
do e residente na villa de Santo Amaro. Custo-
dio tinha o habito de passar de um carro para ou-
tro quando estes estavam em marcha e o fazia
com destreza, moites vezes sem segurar nos va-
roes.
Deu-se o tacto de perder elle o equilibrio em
urna dessas passagena, hontem mais ou menos 1
hora da tarde, no trecho do kilmetro 14; cahio
sobre o trilho obliquamente, entre um carro de
cargas e outro de passageiroa, passando-lhe por
cima as rodas que Ihe fracturaran: o braco direito
e mais de urna costella, comprimindo-lhe horrivel-
mecte a ryg'-io toraxica. Morte sbita.
Delegado, policia e medico seguiram para o
lugar do fameuavel sinistro. Auto do corpo de
delicio ; cadver transportado Santo Amara,
onde ia ser hojedado sepultura. *
L se na mesma folha:
Vimos urna collecco de lindissimas amostras
de mndeira, destinada exposico de Berlim.
< Sao todas do rico municipio de Itepetininga,
e enviadas pelo coronel Manoel Alfonso Pereira
Chavea, presidente da Cmara Municipal.
Sao amostras de madeiras de primeira ordem
entre as quaes notemos urna de bellissimo Jacaran-
da preto, igual ao que vem de melhor das provin-
cias do norte.
O que lastimavel que a nossa perra civi-
lsaco anda nao habilite o nosso povo a transfor-
mar aquelles prodigios naturaes em tonte de inex-
gotevel riqueza.
Refere o Correio de Campias :
No dia 15 de Julho do corrente anno apresen-
taram-se em casa de Hermenegildo Duarte, nego-
ciante em Louveira, Pedro Marret Jnior e Joo
de Mattos, o prineiro na qualidade de credor e o
segundo como juiz do commercio de Jundiahy
Na ausencia do proprieterio, intimaram mu-
lber deste e o concunhado para entregarem bens
suficientes para o integral pagamento de Pedro
Marret Jnior.
A mulher de Hermenegildo Duarte, chorando,
abri a sua casa, e tanto o credor como o esperto
juiz do commercio apoderaram-se de gneros, des
pachando para S. Paulo trinte e tantos volumis,
e vt-ndendo o resto em Louveira !
Beoto Severino, desejando casar-se com urna sua
prima, filha de Salvador Campos, residente na
Penha de Franca, sem consultar a este levou pro-
clamas ao vigario da freguezia, q-e os apregoou
trts vezes, vindo, e mais tarde, Salvador a saber
o que se passava.
NSo qnerendo consentir no casamento, por ser
Bento Severino rapaz d* mos costumes e dado ao
vicio de embriaguez, procurou convencer a filha
que desistase, pedio ao vigario que tambem inter-
cedesse com os seus conselhos e assim conseguio
o seu intento.
Despeitado, Bento Severino, todas as vezes que
encuntrava-se com tio e prima, dirigia-lhes im-
properios
Ante-hontem, s 3 da tarde, encontrando-se Sal-
vador com o eobrinho, que estava bastante ebrio,
este insultou-o, tendo como resposta o desafio do
oflvndido queconvidou a Bento para repetir os in-
sultos em Inga' mais retirado.
.- alvador sanio da casa onde se achava em com-
panhia de Bento.
Em caminho, pequea distancia da povoacao,
ambos travaram luta, da qual resultou sahir Ben-
to ferido gravemente com seis facadas sendo tres
mortaeB.
As pessoas que assistiram a luta, por qualquer
motivo menos plausivel, em vez de empregarem
todos os esforcos para obstal-a, ficaram exiacticas
e limitaram-Ee a rugir quando vram cahir por
trra lavado em sangue, um dos contendores.
Tendo-se dado o ciime em lugar deshabitado
s dahi a algum tempo, urna hora calvez, foi o juiz
de paz da freguezia avi jado por um carreirc, qae
passando casualmente pelo Ingur da lucte, vio
Bento est'-ndido e ensangu ntado, julgando-o por
isso morto.
Com relacao aos assassinatos occonidos ltima-
mente na Peuha do Rio do Peixe. ha os segu ntes
pormenores:
Na fazenda do Sr. major Jacintho Jos da
Silveira Cintra, no dia 2 do corrente pela manhi
o feitor t scravo Antonio, tendo ido com .'S escra-
vos para o eito, logo se retirou deixando um com-
panheiro enearregado do servico.
Cbegando casa, Antonio queixou-se ao ad-
ministrador Modesto Antonio de Toledo de que es
tava doente. e este mandn o recolher se senza-
la. dizendo-lbe que l enviara remedio.
O teitor reti'rou-se e foi munir-se de urna gar-
rucha, voltando logo presenca do administrador
a qnem disse :Entilo, buje chegou o seu diae
acto continuo disparan Ihe um tito, cujos projec-
ti-> apeoxs acerteram na copa do ebapt'o qne Mo-
desto tinba na cabeca. O administrador teutou fu-
gir, mas o <~acravo puebou de um facao de matto
e agarrando aquelle pelas costes crivou-o de gol-
pes terriveis e tantos qne deixou o corpo do infe-
liz em hnrnvel estado.
Urna filha do administrador Modesto que acu-
di em defeca de seu pai foi -tambem aggredida
pelo assassino qae Ihe vibrou um terrivel golpe, o
qual por feliz acaso nSo a offendeu, rasgando-lhe
apenas os vestidos-
Depois de perpetrado este crime o feitor en-
caminhon-se para o lugar, onde esteva a escrava
Luiza e agarrando -a por um braco arrastou-a
para um capao de matto, onde a asaassinou tam-
bem dando-lhe innmeros golpes em todo o cor-
po.
Em seguida o assassino evadio-se.
O motivo que deu causa a esses crmes foi o
ciume. *
Rio de Janeiro
Datas at 9 de Agoste.
Constam as principaes noticias da carta do
noso correspondente.
No senado, 4, depoia de aberta a sesso foi
lido o perecer da commissao da cmara dos depn-
tados diapenaaado o saldado do corpo de alumnos
da Escola Militar da corte, Annibal Eloy Cardoso,
do excesso de idade marcada na lei, afim de ser
admittido a exames das materias do primeiro curso
superior em qua se acha matriculado.
O Sr. Francisco Octaviano, obten do a palavra
pelaordem, pedio a noraeacao de um membropara
a comisso de redaccao, que se acha incompleta,
sendo nomeado o Sr. Cruz Machado.
Prosseguindo a discossao adiada do requerimen-
to do Sr. Jos Bonifacio sobre o ped lo de infor-
maces relativas s operoces financeiras da
emissao de papel moeda e saques do thesouro
sobre a praca de Londres, orou o Sr. ministro da
justica. que estranhou a insistencia com que o
antor do requerimento pretende obter do governo,
informaces e esclarecimentos de desusada minu-
dencia,
O Sr. Jos Bonifacio declara ainda urna vez que
nao pedio que viessem ao senado as informaces
de carcter reservado, mas sim aquellas que nao
vm no relatorio e que referindo-se ao emprestimo
se fazem necessarias para formar juizo seguro
acerca de tees negociaces. Accrescente que
como senador assiste-lhe o direito de fiscalisar
nao os actos do kctual governo somente, mas oa
de todoa os governos, quer sejam de amigos ou de
adversarios. E porque o tribunal de contes do
governo o corpo legeslativo, mantera o seu pe-
dido.
Declarando o Sr. presidente adiada a discusso,
observou o Sr. Alfonso Celso quo a hora desig-
nada para a discusaao do requerimento nao esta-
va finda e portento entenda que se devia prose-
guir na discusso, porque embaracar como o adi-
amento debate de tal ordem, era de mo ver.
Fallou em segmida o Sr. Correia demonstramda
que a reserva que o governo deseja manter, nao
porque se queira furter ao conhecimento do
modo porque se realisou o emprestimo que foi
feito em condicos tavoraveis para o Estado, e
sim por consideraces de ordem, devida, que devem
mere er a aequiescencia |do (autor do requeri-
mento. Mostrando o que havia de inconveniente
na insistencia destwJdiscussao, concluio por lembrar
o'.alvitre do Sr. Jos Bonifacio que pedio para a
discusso do assumpto urna sesso secrete. S
asaim se resolvera sobre a conveniencia de trazer
au nao a lurae, o que o governo considera ds car-
cter reservado.
Ficon a discusso adiada pela hora e com a
palavra o Sr. ministro da justica.
Na primeira parte da ordem do dia procedeu se
votaco do orcamento da despesa do ministerio
do imperio para o exercicio de 18861887, sendo
approvada a proposta, salvas as emendas da
cmara dos deputedos e da commissao de orcamen-
io do senado.
No correr da votaco, fallaran) pela ordem os
Srs. Cruz, Machado e Dantas.
Nf segunda parte da ordem do dia entrn em
discusso o ereamento do ministerio da justica,
oandoo Sr. Dantas que justificou a sua presenca
na tribuna por ter assignado com restricces o
parecer da commissao do orcamento que se dis-
cute.
Ficou adiada a diacnasio pela hora.
No senado, 5, proseguio a discusso sobre o
requerimento do Sr. Jos Bonifacio, reiterando o
pedido de informaces relativas s operaces
financeiras, emissao do papel-moeda e_ saques do
thesouro Londres, replicando o Sr. ministro da
justica, que em nome do Sr. ministro da fazenda
declara que est prompto a fornecer tedns as cor-
respondencias epistolar e telegraphics, para que o
auctor do requerimento ou qualquer outra membro
do senado, em particular a examine, afim de qne
poaaa formar juizo sobre as opersces de crdito
effectuadas na praca de Londes.
O Sr. Dantas' diz que nao podendo mais intervir
no debate o Sr. Jos Bonifacio, por isso toma par-
te no mesmo. Que o Sr. ministro da justica nao se
recusa a dar as informaces pedidas mas sente-se
embarazado por nao poder trazer ao Senado todos
os documentos internos e externos sobre as opera-
ces do crdito. viste das informaces do governo, verificarse
caso de pedir ou nao urna sesso secrete. Entende
que o Senado exerce um direito exigindo taes in-
formaces, mas entende quo o governo tambem o
exerce declarando que nao pode facultar o exame
da correspondencia reservada semqued'isto resul-
te quebra de suas nttribuices parresolve r aquea-
to lembra que o Sr. ministro da justica pode dar
em cenfianca todos os papis a que se refere o pe-
dido, e se por ventura elle nao acceitar, propor
ento a sesso secreta.
Para urna explicacao pedio a palavra o Sr. Jos
Bonifacio, com o m de recusar o offerecimento
feito pelo Sr. ministro da justica ao Senado e a
todos os senadores individualmente, sentindo a
necessidale de dizer que nao aceita semelhante
offerecimento, porque talla em nome do Senado c
e desse modo afirmara a sua degradaco. Con-
clue que nestes termos nao aceite a sesso secreta
e acha que o governo pode mandar os documentos
que julgar necessarios para cada um formar seu
juizo.
Respondeu o Sr. ministro da justica declarando
que nao teria duvida em approvar o requerimento
do Sr. senador por 8. Paulo, desde que elle rasse pelos documentos que podem ser enviados, a
juizo de governo.
Foi approvado o requerimento.
Em seguida, depois de orarem os Srs. ministro
da justica e Jos Bonifacio, ficou adiado um reque-
rimento do Sr. Silveira dt Motta, pedindo infor-
maces sobre a demsso dada pelo vice-presidente
de Goyaz a dous aupplentea do juiz municipal da
capital e suspenso do juiz de direito interino.
Na primeira parte da ordem do dia foram sem
debate approvadas em 3. discusso e adoptadas
i.ara seren dirigidas saneco imperial as pro-
posic'js da Cmara dos Deputedos. autorisando o
governo a conceder ao desembargador da Relaco
de Porto-Alegre Jos da Motta de Azevedo Cor-
reia, um anno de licenca, approvand a a posen-
tadoria concedida ao Dr. Peregrino Jos Freir
do emprego de inspector geral do institato vaci-
nico, e approvando a penso de 30 mensaes ao
alferes honorario do exercito Antonio Paes de S
Brrelo.
Entrou igualmente em 2* discusso e foi sem
debate approvada para passar a 3. discusso,
dispensando o intersticio, a requerimento verbal do
Sr. Vieira da Silva, a proposico da Cmara dos
Deputedos autorisando o governo a conceder ao
desembargador da Relaco de Ouro Preto, Julio
Accoli de Brito, um anno de licenca para tratar
de sua saude onde Ihe eonvier.
Na segunda parte da ordem do dia continua a
segunda discusso do orcamento da despeza do
Ministerio da Justica para o exercicio de 1886-1887.
Oraran: os Srs. Dantas e Meira de Vassoncellas.
Ficou a disoisso adiada pela hora.
No Senado, a 6, depois de lido o expediente,
teve a palavra o Sr.. Vieira da Silva, que recom-
mendou a consideraco do Sead > nma represen-
taco dos empregados do extrnate do imperial
collegio de Pedro II, reclamando contra a sup-
presso do meio pensinate. --3
4Fo apoiado e mandado imprimir o projecto do
Sr. Ignacio Martins, revogando o art. 60 do cdigo
criminal.
O Sr. Dantas tendo a palavra-, leu um-artigo do
Paiz e chamou a attencodo Sr. ministrada Justina
para a morte de dous es era vos acoutados na Para-
byba do Sul, qne segundo a carta inserta n'aquelle
diario, tora resaltante de um crime.
O Sr. ministro da justica oceupando a tribuna
para responder, disse que dos documentos apresen-
tados anteriormente se collige que a morte na
proveio dos castigos infligidos em virtude da lei.
Explica por que nao leu o final do telegramma que
a proposito Ihe fra dirigido e accrescentou que
parece Ihe haver exageraco em tees noticias ;
entretanto, vote pelo requerimento porque est no
interesse do governo saber o que ha de verdadeiro
em taes factos.
Passando 1* parte da ordem do dia, foi sem
debate approvada em3a discusso e adoptada para
ser dirigida saneco imperial a praposico da
Cmara dos Deputados concedendo um anno de
licenco com o ordenado que Ihe competir ao Dr.
Antonio Pacheco flendes, lente cathedratico ds
Faculdade de Medicina da Babia, para tratar de
sua sade.
Seguio-33 em 2* discusso a proposico da mes-
ma Cmara autorisando o governo a restituir ao
Lycu Litterario Portuguez, estabelecido na ciiade
do Rio de Janeiro, a quantia de 9:0001- que pagou
como imposte de transmisso de propriedade, pela
acqoisico dos predios ns. 1 c 3, sitos ra da Sa-
de, destinados para suas aulas.
Orou o Sr. Correia, achando que esta concessao
fundada, desde que se attenda aos asaign iladoa
c relevantes servicia prestados instruc(o com
a diffuso do ensino que faz oLyci pelas classes
mais desprotegidas e sem distinecio de naciona-
lidades.
A proposico foi appro 'ada c passeu 3" dis-
cusso.
O Sr. Ignacio Martins requereu e obteve para
estas duas ultimas proposices a dispensa de in-
tersticio.
Na segunda parce da ordem do dia continuou a
segunda discusso da proposte do poder executivo,
convertida em projecto de lei pela cmara dos
deputedos, oreando a despeza do ministerio da
justica para o exercicio de 1886 a 1887.
Oraram os Srs. Affonso Celso e Nunes Goncal-
ves, que justificou urna emenda sobre o augmento
de vencimentos dos empregados da casa de cor-.
reccio, e o Sr. ministro da justica, que respondeu
aos oradores que oprecederam na tribuna.
A discusso ficou adiada pela hora.
No senado, i 8, depois de lido o expediente,
o Sr. Meira de Vasconcellos requereu que por
intermedio do ministerio do imperio Ihe fosee tor-
neada a ultima memoria histrica da faculdade
de direito do Recife, sendo o requeiimento appro-
vado sem debate.
O Sr. Octaviano pedio que o governo, sacrifi-
cando seus caprichos, nao mterv.nha na eleico
municipal. Pergunta se o governo julga dever
mandar torca publica para 3. Francisco de Paula,
municipio de Santa Mana Magdalena, afim de
garantir a liberdade do voto na prxima eleijc.
O Sr. ministro da justica disse que ia tomar
informaces, porque nada lbe conste sobre o pe
rigo que corre a ordem publica em Santa Mara
Magdalena. O Sr. Octaviano, vista da respoata
do Sr. ministro da justica, requer e obtm a reti-
rada do seu requerimento
O Sr. Silveira di Motta usa da palavra para
narrar e protestar contra as irregularidades e
violencias, que se dizem praticadas pelas autori-
dades de Gcyaz no correr do processo eleitoral.
Passando Ia parte da ordem do dia, entrou
em 3a discusso a proposico da cmara dos de-
putedos autorisando o governo a restituir ao
Lyco Litterario Portuguez estabelecido na ci-
dade do Rio de Janeiro, a quantia de 9:000, que
pagou come imposto de transmisso de proprie-
dade, pela acquisico dos predios ns. 1 e 3, sitos
ra da Sade, destinados para suas aulas. Foi
adoptada para ser diiigida saueco imperial.
Seguio-se a 3* discusso da propeste da mesma
cmara concedendo um anuo de licenca ao Dr. An-
tonio Pacheco Mendos, lente de medicina da Fa-
culdade da Babia, para tratar de sua sade,
sendo adoptada para subir saneco imperial.
Foi approvada em 2' e passou em 3* discusso
o parecer da cmara dos deputados dispensando
o soldado do corpo de alumnos da escola militar
da corte, Annibal Eloy Cardoso, do excesso de
idade marcada na lei, afim de ser admittido a
exame das materias do primeiro anno do curso
superior em que se acha matriculado.
O Sr. Ignacio Martins pedia e obteve dispensa
de intersticio.
Na segunda parte da ordem do dia continuou
a 2> discusso da proposte do poder executivo,
convertida em projecto de lei pela cmara dos
deputedos, oreando a despeza do ministerio da
justica para o exercicio de 18861887. Oraram os
Srs. Luiz Felippe e Siqueira Mondes, que justifi-
cou urna emenda ao projecto do orcamento, pe-
dindo que em vez de 2,853:353^678, como est
na proposta, eein vez de 2,797:410*878, conformo
a emenda da cmara dos deputados, diga-se
2,811:410*873, indurado se no quadro das co-
marcas a de Alemquer, do Para.
Orou ainda o Sr. Silveira Martins, ficando a
discusso adiada.
Esplrito-SanCo
Daias at Io de Agosto.
Graasavam febres de mo carcter no Ribeiro
dos Pardos. -.
Proseguem com actividade os trabalhcw de con-
strueco da estrada de farro do Cachoeiro de Ita-
p-mirim ao Ribeiro do Alegre, na provincia do
Espirito-Santo, e apenas chegar o material fixoe
rodante, j em viagem, contam os empreiteiros
entregar sem demora, e prompta a ser trafegada
a Ia eeceo.
Varios sao os offerecimentos que a companhia
de navegaco e estrada de ferro Espirite-Santo e
Caravellas tem recebido, e ainda recentemente oa
Srs. Dr. LuizvSiqueira da silva Lima e Joo Mar-
ques de Carvalho Braga, aquelle intelligente fa-
zendeiro e este conhecido capitalista, offereceram
com o maior desprendimeato, o primeiro a ma-
deira necesaaria par 5,000 (tormenten e o segunde
o terreno indispensavel para a estaco das Duas
Barras.
No dia 21 do corrente, no districto do Con Je
d'Eu, o menor Pedro Risao, de 10 annos de idade,
assaasinou com um tiro de espingarda o menor
Angelo Marm, evadindo-se o aggressor aps o
delicto.
A autoridade policial daquelle districto proce-
deu a corpo de delicto e prosegue as dentis di-
ligencias.
No mez de Julho findo a alfandega arrecadou
12:283*972, contra 13:043*502,em igual mez no
anno do 1885 e 6:48,1*927 no de-1884.
Hlala
Dates at 12 de Agosto:
As noticias sao de int-resse local.
- lasrdas
Dates at 13 de Agosto :
Nada referen as folhas digno de note.
INTERIOR
de
Correspondencia do Diarh
Pernambuco
RIO DE JANEIRO Cobtb, 9 de Agosto
de 1886
Smabio :-Trabalhos do Senado.Requerimento
1 WWM L



de PernambiicoDomingo 15 de Agosto de 1886
do Sr. Jos Bonifacio obre os ltimos j
emprestimoa. -Declaracoea da galerno
acerca da documentos reservados.ln-
tervencio conciliadora do Sr. Dantas no
debata.Approvacio do orcamento do
Ministerio do Imperio.Dsoused do
Ministerio da Justica.Discursos do
Sr. Dantas e Affonso Celso.Juizos
avulsosCreacio do novas comarcas.
O Sr. Luis Feppe trata de negocios de
Pernambuco,*-Oisoussio do orcameato
da fazenda*.iaa Cmara.Proooto da
Kermesse.
Como os debates naiCemaraadoSDtpuaaas teas
corrido mornamente usases Unos dias, coaeecirei
pelos trabalhos do :8oaado,.eade as disesases do
orcamento do Ministerio daJoatic* a a de um re-
querimento de Sr. Jos Boeafiscio tem despertad*
tais interesse. ni"
Tratare em rriineasodugardo segnnao. O le-
sor deve recordar-se de- que ha um mes, oo mais,
aquello senador requereu qae se pedisee ao go-
verno, entro diversos itens relativos aos dous lti-
mos emprestimos externo e interno, copia das com
municacoes telegraphicas e da correspondencia
epistolar do mesmo governo com os nossos agentes
naneairaa em Londres. O Sr. Cotegipe^ decla-
rando que nao se oppouhaao requenmento, oser-
vou/teatretauto, que catre os deeumentos, pedidas
bavia alguns de natureza reservada a que o go-
veroo julgava caveniente nid. dar pnblicidade.
Approvado o requerimento, o Sr. Bcliserio, in-
formando sobre os diversos pontos do pedido e
renjetteado varias copias, disse que, no toeanle
aos ditos, eneprestimos, no seu relatorio apre-
sentido ao corpo legislativo achava-se orp. sto
ludo qaaato oeeorrou e pode o governo tornar
publica com referencia ao emprestimo contrahida
em i Londres do qual ainda nao tinha vi:ido o
eontraoto-odilEnitivo, sendo c-rto que nio houvo
pareoen-s d* thesouro, era consulta do conselho
i-, Estada sobre < que o (averno nio j-ulg iva conveniente remetter
correspondencia epistolar e telegrapbica trocada
sobro-e.assurapto com os agentes do Brasil cm
Londres e o delegad!) do thesouro, por s r de
carcter reservado.
Insisti novameute o Sr. Jos Bonifacio pare,
q se e toase remettida essa correspondencia, assim
como as prepostee que o governo teve para o em
prestim interno, os nomos dos autores destiis e
tambis os dos-que tem tomado saques no thesouro
sobro o producto do emprestimo em Londreso
que tanibem tinha ido pedido no anterior requer-
Beato. No conoeit do honrado senador nio po-
da haver ressrva sobre qu;stoes de tal ordem, de
que o Senado devi% ter inteiro conhacimento para
saber se nellas havia ou nao motivo de censura ou
louvor ao governo.
Collocnda a questio nesse terreno bem de ver
a que larga consideracoes se entregara o orador
pugnando pelos direitos e dever que tem o parla-
mento de conhecer e fiscalisar o procedimiento do
governo em aseumptos de tamaa* gravidad?.
Responden o Sr. Ribeiro da Luz, mostrando,
priraei ramete, que o requerimento do Sr Jos
Bonifacio inovava ama pratica contraria ase pre-
cedentes estabelecidos, como se o ministro da fa-
zenda tivesse sido muito infeliz as operaces que
realisou ; entretanto devia o Senado recordar se
que em 1883, tendo o Sr. Paranagu contrahido
um emprestimo que foi muito discutido no parla-
mento e for* deile, a opposicao de en rao nSo pedio
inforraacSes de tal ordem, e nem o nobre senador
que ee aehava presente, os pedio.
Aqu abre um parenthesis : no correr da dis-
cussio, quando orava o Sr. Correia, justificando o
proced meato do governo, a quem assistia o di-
reito de reconbecer a opportunidade de publicar
documentos qorque devem ser conservados em re-
serva, o Sr. Paranagu, o ministro que mandou
suspender impostos provinciaes, deu este aparte:
O Senado nao quer governo BismarK. Fe*
eho o parenthesis.
Continuando dis9e o Sr. Ribeiro da Luz, que em
sos cuno o de que se trata, e quauto bs opa
raeoea do Sr. ministro da fazenda tem sido acomi-
das do modo maia fuvoravel, procede se como
gera'mente os governos e o publico com relaco
ao general que da urna batalha. Si consigue a
victoria, esta consagra o acert de todos os meios
por elle empregados. e ninguem Ihe vai perguntar
o qce frz < o que nao fez para conseguir sem--
'.haute resultado. Si porm, infeliz tem '"do o
cabimento as informacoes e rsclareciraento, afim
de seffrer ju.-ta puntead quem for culpado. Si
S. Exc, nena qae honve as operaces desvio da
parte do honrado ministro da faiendo, soja fran-
co. Continuando, dsse que os documentos que
nao podtni ser conhscidos agora, p-.dorio selo
mais tarde, e assim espere o honrado senador o
relatorio do auno vindouro.
O debate prolongou-se por tres sessos, na hora
dos requerimentos, declarando o Sr. ministro da
justica que o governo nao duvidav mostrar em
pirticu'ar a cada um dos senadores,'tal era a cun-
t mea que r.ioha no criterio de Ss. Excs, tolas cor-
respondencia epistolar, telegrammss, etc., mas nao
publcala.
Poi ento que interveio o Sr. Dantas, como me-
diador e conciliador, rec.nheceudo de um lado que
o governo/ no se recusa va a dar as iuforma-
coes pediese*, mas, no desempeoho de um dever.
do quaMIa pode, c nao deve declinar, senta em-
baraeo*de traser ao publico todos os docum utos
: -ules s operaces internas e externas r
por outro lado para prevenir futuras queatoes
idnticas que poesam ir ao Senado ; o Sr. Dantas
offereceu se pera requerer sesso secreta, medida
a que o Srl Jos Bouifacio disse qae recorrera.
AlHimanoo o dir-ito que tinha o autor do re-
querimento em pedir todos os documentos, accres-
centi.u S. Esa. : o governo sem desconhecr
to allega motivo que devemos julgir
plaiibivcl, pela responiabilidade que tem qu nn
ea o p>der publico, para d zer que nem todos
os documentos relativos u estas operaces pjd ui
sci conheeidos, pjline vir publicdade.
O Sr. Vieira da SilvaQul o meio entaodc
Be tazer eff ctivaaresponsabilidade dos ministros?!
Fiea sen4o urna burla.
O Sr. Dantas Ninguem que tenha tido a
missao do govemo, que Ibe tenha exper'montadi
as respcnsabrlidades, deixar d>: aceitar essa dou-
triua.
O Sr. Tieira da Silva Mas entilo a resprn
dade dos ministros ser >iina burla,
o 'J br. Dantas Anda nio teruiiuei....
O Sr. P. Oetavi.;i: Na ee pile tomar o
rec eeeada.
() Sr. Danlas S;m, nao se tomir o recad-i
em meio do camiiilio. O que digo q ;e tratando
de operaces d'essu natareza, dentro ou fra do
paiz, intuitivo que no acu preparo, nos seas tra-
balh >s anti'riores at a son conclusao, :il^uu:as cr-
cuinstancias podem ter occorrido, que. pelo menos
durante algum tempo, nio devem ser coabocidas
de t"dos.
O Sr. Barros Barreto Apoiado.
O Sr. Dantas Ness o uieu honrado colega
e amigo, com aintelligenciaprevilejiadaque D-us
ihe deu, com o patriotismo puro, que serve de
exemplo a nos todos, poder desconheoer esta ver-
dad ou negara excellencia deste principi.
< O Sr. Jos Bonifacio Era seasilo secretMM
fie admit.' li-nitacao atibuma.
O Sr. Dantas Trata-se, portante, de pro-
oarar qualqmir soiucSo que ponua termo a este in-
eident'.', de modo que o parlamento 'e o overn i
n J'elle airosvmenr.e. Q*sl ha de ser essa
soluco ? Se o honrado senador nao aceitar o
alvitre lembrado pelo nobre mi stro da justica,
de reueber todas os -apeis e visea dalles formar
o seu juiao, s ha orna soluco, provocar um*
eeseSo secreta.
O Sr. Jos Bonifacio declarando qae nio
aceitava o offereciraeoto do Sr. ministro da justiei,
para ver os documentos em partienlar, perqu o
que elle pedia era para conheci-neajto do Senado e
nao para si; accrescentou que mandaese o gover-
no o que pedia ser publicado com as reticencias
que entendesse, quo depois entao o Senado, para
quem elle pedia as informacoes, resolvera aos
termos do regiment se conviria ou nio haver
sesso secreta, a Foi approvado o requeri-
mento.
Tendo-se votado o orcameneo do Ministerio do
Imperio, com as emendas da Cmara, meaos a
reductiva dos ordenados dos empregadoa da res-
pectiva secretaria, ficando assim nullificada a
reforma operada pelo Sr. Andrade Pigueira ; en-
trou em discussio o ornamento do Ministerio da
Justica, rompendo o debate o Sr. Dantas, que es-
gotou todo o resto da sesso, e teve de continuar
na seguinte para completar o que tinha a dizer.
Falloucomo opp 'sioiooista, fel-o moderadamente,
esmo chefe que aspira o governo, respeitando as
pessoa* -s s* intenc-sVs doe ministros que combate
sem recorrer s objuajajeriai de qae outros nio
prescinden). Nio possivel dar aqu um extra-
cto do seu discurso, enraae foram tratados eom
largueza variadas questoei-de actaalidade.
Urna destas refere-sc intelligeneia dada pelo
^governo, por oa aviso de 12 de Fevereiro d'eite
anno, disposicio da lei eleitoral que manda ficar
avnlso durante o periodo da legislatacm o juis de
direito deputado. TraU-se de saber se finda
a legislatura o juis que nio reeleito tem desde
logo direito ao ordenado, embora nio 'he tenha
sido designada comarca, ou se fiea privado d elle.
Sendo ouvidas as secedes reunidas do imperio e
iusticado censelho de estado, deramee ah dous vo-
tos divergentes, sendo relator de um o Sr. binimou,
guntou ao Sr. ministro da justica se era exacta a
noticia dada por um telegramina do Paiz de haver
o vice-prosdent3 negado sanelo lei do orca-
mento, e quaes os motivos que deter-ninarain esse
acto, notando que a poz cinco mezas de trabalhos
da Assembla Provincial em que se acham 26 ou
27 arrigee da situacio e somente 12 da opposicio,
saoisse um orcamento que tanto destoa das vis-
tas da presidencia. Nio sabe se o facto provm
,da interinidade da administracio; oras achaque
na concluio, que, declarando a lei que taes ma-
gieVaaos ficen avalaos, nao podem eliee deixar de ee o vice^-awtideaaetem a neeessana aptidao devo
ser oemprcBaadidoa as diapaaives doa deereus
de 28.de Jaako e 22 de Julho de 13S0 osomo tana
8eu*UH'ito.aooriian*do. Da opinito ceatraria foi.'
relatar"" Sr.iPs'seaeajua. opinou quo a esses jm-
zes caba ordaasaaoem qaaato aao Ibas fossea*
designadas esmareas. Jgowmt caaformou-o
com o paraeeTido Sr. Siunaa.
O 8r. Dantas cemBat-uiangaaBaate aeaia irrhd-
ligonei* dada lei de 9 de Jan erro eaasv. extin-
gui a compuibilidade dos magistradeayenas nao
adoptou a ncompatibilidado aosoluta, e muito me
nos deixou ao arbitrio do poder executivo o dar
ou nio dar comarca aos magistrados eleitos deputa-
dos. Os juizts de direito no caso da lei de 1850 sao
os que regeitam comarcas, e nio os que resDetan-
do um mandatn popular de accordo com a lei vio
cmara, c terminado o mandato legislativo, ten-
do pela lei direito s mesmas comarcas de que
sahiram, ou outras equivalentes, nio podem fi-
car discricio do governo.
O Sr. Batatas M uesto ponto vivamente apoiado
pelo Sr. Luiz Felippe. No da seguinte, quasi
que o honrado senador, deixando as qnestoes de
doutrina e as aprecisooes administrativas oceu-
pou-se longa e quasi que exclusivamente com
tactos occornJs na Bah'a e outros pontos, taes
como em hos, Urub e nrrui na cor e. analy-
saedo exc -ssos das autoridades, lendo extensos
documentos, inclusive urna exposicio publicada
ha mezes pela Gazeta da Tarde sobre a prisa.)
nesta capital do pardo Hon>ri>, escravo de um fa-
zendeiro de S. Paulo, negocio que o leitor deve
conhecer, pois em tempo dei noticia del le.
O r-wto da sessio f >i preenebido pelo Sr. Mera
que limitou-ae a urna ligeira conversa e dis
elle, com o Sr. ministro da justica sobra varias
questoe.-, eutre as naaas ref-rio se 3 violencias
praticadas contra o habeos corpru, e passou a tra-
tar do negocios da Parahyba, onde uffirma que as
demissoes tem sido numerosas e s determinadas
por espirito de partido, e se tem commettidomui-
tos attentaios, como o incendio de Lagoa Nova,
para o qual concurren a intervencio da forca pu-
blica.
No da seguinte, aps varios negocios na pn-
meira parte da ordem do da, em qae o Sr. Dan-
tas apresentou e justifico i um requerimento pe-
diado informa c5es sobre tactos occorridos na Pa-
rahyba do Sal, relativo a uns escravos condemna-
ios pena de a^oites e dous dos quaes falieceram
depois cm viagem para a fazenda ds respectivo
senhor ; tomou a palava no orcamento da justica
o Sr. Aftonso Celso, que pronunciou um longo e
bem elaborado discurso, tratando de diversas ques-
tes que correm por esse ministerio.
Um dos pontos em que tocou o illastre senador
mineiro que deve interessar aos nossos deputados
provinciaes, o qae se refere creacio de co-
marcas.
A rilaajlli creada pela lei, obsrrvou elle,
quando concedeu s asscrablas provinciaes a
attribuicio de erigir tennis e comarcas, correndo
entretanto, a despeza por conta dos cofres geraes,
sem duvida snoma'.a, g^ra fn-quentes conflictos
e pode trazer s.-ias perturr-acoes s financia dj
Estalo.
Urge, oois, modifical-a por meio de medidas
efneazes ; e nio de hoie que os poderes pblicos
e os homens polticos cogitam na especie, procu-
rando achar remedio para um mal que todos sen-
tem.
Nio acha o Sr. Aflonso Celso que 03 diversos
expedientes lcmbrados satisfaeam, porque todos
maia ou menos coarctam as attribuicoes das as-
aembliis provinciaes, qu-: ello antes ^uizera am
pliar do que limitar.
Auuica providencia adm3sivel e constitu-
cional, accrescenta o orad ir, transferir para as
pnvincias nao b a despeza (cunctdendo-se lhes
os indios precisos), como a organisaco das justi-
?as do 1* instancia, e consi"guintemente a no-
meafo dos magistrados que devam adminis'iil-a,
cumprindo, porm, que os candidatos a esses lu-
gares se liabiKtem em concurso, perant-- o go-
verno gvral, pois que d'entre el les hio de sabir
os membros dos tribanaes da 2* instsmeia.
Cjnce leudo se-lbes meios dii o Sr. Affonso
Celso; mas quem dar esses meios, quando 8
Exc. mesmo quera, justificando a suppresso dos
50.OJO*, (a nio 25:000 como eu por engao
disse na passada) d como razio a falta de recur-
sos fdo tbetouro e n?crescenta : onde fido ha ei-
r o perde f
A idea de deixar-se s provincias, com a facul-
dade que ellos tem de crear comarcas, a de pro-
vel-a, correado as respectivas despezas por conta
dellas, cada vez vai se accentuando mais e radi-
cando no espirito do poder central, attento o rro
uso, seno abuso que as assemblas provinciaes
tem feito daqueila aculdade.
Mas vejamos como o Sr. Aff insa Celso relator
do pHrecerdacommissao.justificouaauppressio dos
50:0004, votados pela cmara, quando na proposta
do governo pedase 261:000 para provimento
de no vos termos e comarcas. No coneeite do hon-
rada sepudor o motivos que para isso concorrem
podem resumir-se cm umaproporco b.'in simples,
a saber : si quizermos restaurar as finalices do
uaMrio, tio compromettidas, disse V. Exc, pre-
ciso durante algura tempo nao augmentar a des-
peza, senio quando por isso absolutamente iu-
di.spensavel.
Ora. a despeza com as Justinas de Ia iutrancia
nraa das que mais rpidamente tem crescido era
nosses orcamentos, como se verifica da seguinte
nota :
Exercieio de 1869-1870 .... D36:52000
de 187-1875 .... 2,356:237O00
de 18791880 2,716:959*001
Para o exercieio de 1881 1885
(taa votados........2,853:090*000
r Adoptada a propista d) governo, essa verba
que era 10 annos cro'ceu na razio de mais do tri-
plo, elevar-se-hia, a 3 117:651 ; aceita a emvnda
d i Cunara, reduzir-se-hia a 2,903:000*, algaris-
mo que par-cu ao orador nao teria justifieacio,
as aotuies eircumstancias, quando a renda tende
a deerescer o forcoso exigir uovos sacrificios do
contribuate.
Ei porque opinou para que se conservnsse a
despeza na somma fixada para o ultimo exercieio,
com pequea diff-ir.ra?*.
O Sr. Barros BarretoO contrario seria fysi-
ca galopante do thesouro causada pelas ustem-
blas provinciaes.
O Sr. Affonso Celso nio desconbecon, p -is, a
direito que ttn as assembas provinciaes de crea-
rem as comarcas e termos que julgarem irecessa-
rios nos respectivos territorios, e a correspondente
obrigaeio, do poder legislativo geral de votar os
fundos.
Essa obrigacao, no seu modo de ver, '. tem
Urna iiraitagao, ou raelhor, urna exausa : os reeur
i thveou* o, Pla rasio suprema do proloquio
popular onde nao ha eUrei o perde. *
J antes o Sr. Dantas, que tambena merabro
da comaiissio de ornamento e aceitou a suppresso
da verba, explicando o seu precedimento, que pa-
rece nio estar de accordo com as suas opimo >s a >-
nh 'cidas, deu como urna das razies o estado das
financas do paiz.
Achei-me no seio da coramissio, disse elle, na
collisio ou de votar 50-0004, ''iaaado ao ministro
da justica o arbitrio do preencher como 'entendes
se quasenta e tantas comarcas creadas em t do o
imperio pilo poder legislativo provincial, ou dian
te das eircumstancias pecuniarias do pas, con vir
com meas colleg s, membros da commisso, na
8uppres*o da veros, tendo em vista ao mesmo
tempo duas ventajeas. A primeira era ds reti-
rar o arbitrio que teria o ministro da justica para
eseolher das comarcas aquellas que encendesee de-
ver provar, deixando outs...
Um Sr. SenadorA attribnicio da assembla
provincial neste caso passaria para o governo.
O Sr. Dantas E a segunda vaatagem era
fazi-r nraa economa que as eircumstancias difS?i-
Kmas do paiz nio s exigem, como aconeciham.
O que resulta de tudo isto, que, seja qual for
o motivo, fiea restabelecido o precedente de nio
votar o corpo legislativo fundos para o provtmen-
to das comarcas e termos creados pelas assemblas
provinciaes. Sirva a estes de licio o facto, para
que arripiem na carreira em que iam, pois tanto
mais difficil "era o provimeoto das comarcas que
forein creadas, /unnto maior fr o numero d'ellas.
Na sesaio de ante-houteai, sabbado, continuou
o Sr. Si i vera da Motta a discutir negocios de
Grpjras, sobre oa quaes tinha apres-utado ba lem-
pos uan requerimento. Paasaado-se ao orcamento
da justica, orou em primesro logar o Sr. Luis Fe-
lipa**, que tractou quaai que exelueenmonta de
queitSfa de PernambDCO. Primeiramente per-
o governo pro too effeetivamente ; se nao a tem,
ftiim il laesi iia-iai sai continuacao no cargo.
T o t)caaacaeMHra daprovmcia, dizque ain-
d-p.'!o iiaBBtataaaparivecibesi jomaos dos quaes se
v-qne at'eaaeu-i vaakrcs nio estilo sendo peupa-
daiis iwi|,iaitn e, em prova do que l um tas-
a*al.' uraaaaanresataKensa do Dr. Pe Iro Affjeoso,
quaaaau'jaasrsito oaaap mide per8ag*ic5eada peti-
ei; o gireeca* aainso toas aetiaidade e mastra
empansio de desi:ro*Mr*c*ic dwird^ersarios, pois
exced.m de 2(X) as demissoes d empregados re-
munerados. Falln as remo^oes dos juizes de
direito do Bom Jsrdi/n, Pao d'Aiho e Iguarass,
accrescentando que acabava de saber que tinham
sido demittidue quatro empregados da Alfandega
havenda. iiovaa-oomeacoae-pasa assim que pode-se t"r a certeza de que o depu-
tado peto 3* distiieto ser' o Sr. Figueir*. Por
fia declaren que mandara mesa ama emenda
restaurando e verba destinada a auxiliar s pro-
vincias, que foi supprimida pela Cmara dos De-
putados. cora o que se conformou a commis3> do
seaadocon; restriccio do Sr. Dantas, aquiescen-
cia do Sr. Affonso Celso, que no proloquio onde
as ha ei-rai tperde tem a justifieacio da seu
voto.
Depois orn o Sr. Ribeiro da Luz respondendo
tongamente aos oradores anteriores. Ao Sr. Luiz
relippe disee que nio tinha informacoes sobre o
facto da recosa de nao saneco do ere intento de
que elle traotou, e que o negocio corre pela pasta
do imperio. Explicando as reinocoee doa juizes a
que se refar quelle senador e notando 1 exage-
rara i com que em urna mudanca de iiacio se
fall sempra m perseguicoes, observou qfifl quan-
do assiunio a pasta que oceupa, das 39 o.narcas
<"> PernaiD^nao 29eram oceiipidas por jmres li-
beris, d'oade se v que usaram largamente das
reinocoes, que agora censuram.
Por fimfallou o Sr. Silveira Martin?, o boje creio
que ser encerrada a discusso, passando a de or-
camento do Ministerio de Estrangeiros.
Na Cmara dos Deputado?, depois do adiamento
da discusso do ornamento da agricultura, para
qu* a commisso desse parecer sobre as emendas
apsesentadas, entrou em discussio o do Ministerio
da i Fazenda e a receita, conjunctaracnte com os
artigos additivos. Entre estes ha um que manda
retirar annualmente de circulaco a souima de
cinco mil contos em notas do Thesouro, at que o
valor do papel moeda so eleve ao fizado na le de
14 de S-'tembro de 1846, ficando o governo auto -
risado a faser eperaedes de crdito.
O debate tem se limitado a este artigo, que o
Sr. Loureneo de Albuquerque, membro da com-
misso que assig'iou vencido nessa parte, tem im-
pugnado com esforco, como medida in> ffiouz para
o fim a que se destina, e perigoso em dadas eir-
cumstancias, sendo certo qnc c que se deseja s
pode vir com o melhorameuto das tinancas. Res-
pondeu-lhc o Sr. Uattoso, outro membro da com-
misea >. O Sr. Loureneo replicou no dio seguinte.
e aqnelle. treplicou. gyrando o debate mais no ter-
reno dastheorias e conjeeturas do que no da pra-
tica.
Tambera interveio o Sr. Almeida Nogueira, que
diseorreu longameute para mostrar que ante os
principios da scieneia e segundo o estudo das nossas
condicoes econmicas, a medida excediente. Por
fira fallou o Sr. Belisario, cujo discurso fai acolhido
cora applauso pelo Jornal do Commercio e Gazeta
de Noticia, que em artigos anterioras, j tinham
sustentado a conveniencia do resgate gradual do
nosso papel moeda.
O Paiz, qne Postuma tomar a palavra em
questdes d'esta ordem, tem estado calado, sem
emittir opiniio, parecenio, entretanto, pelo modo
porque d noticia da diseussio havida, que a me-
dida nao Ihe sympathica.
Acreditando qne o Diario de Pernambuco se
apressar em trau-crever o discurso do Sr. Beli-
sario, dexo de referir-mo aos seus pontos capi-
taes. Provavelmeote hoje ser encerrada a dis-
cusso, e passar-se-ba do orcamento do Minis-
terio da Agricultura, sobre cujas emendas j a
coiomissio apresentou parecer, do. qual falta-me
tempo para hoje tratar.
NaJ t. i de.cerca de 40:000*000, ea. disse em urna das anteriores, o producto da Kermesse
promovida por Su Alteza a princeza imperial, era
beneficio da infancia abandonada. Verifica-se,
agora, depois de todo o recolhimento que esse pro-
ducto foi d 50:00l0()0 liquide.
8r003gOOO
2:5002000
200fMncaa
SviSTA DIARI
<>civ.<- le Asoato Realrwju-se no da 11
s 7 horas da noite nos saldes do Club Carlos Go-
mes a sessio magna litteraria para solemnissr a
creaco dos cursos jurdicos promovida pelos aca-
dmicos.
Depois de pronunciado um bem elaborado dis-
curso pelo p.-esidente do acto Dr. Jos Hygino
Duarte Pereira, abri a sessio.
Serviram de secretarios os Sr3. Paulo Silveira
e Carlos de Souza Leao.
Pelo presidente foi dada a palavra aos seguin
tes Srs. : Alvares da Costa, orador do 4o anno ;
Jos RabeHo. do 3o ; Henrique Martins, do 2* ;
Vadevino Wanderley, do Io ; Aman rio de Souza.
representante do Club Silvio Romero; Sebast o
Lobo, do Comit Litterario Acadmica ; Solidonio
Attieo, di Club Frei Caneca, sc guiramso estes
a Exina. Sra. 1). Mara de Qieiroz, Jansen Mello,
'Benjamin Rubim, Jos de Mello, Leopoldo Gus-
iroo, Almeida Jnior, Luiz Bacellar, Jos Brasi-
bano, Ovidio Flho e Abelardo Lobo, recitando
poesas 03 doos ult.'nos.
Assistiram ao acto militas familias, alguns len-
tes e acadmicos. Toeoa durante os intervallos a
msica do 2o batalho de intantaria.
Hairix le Palmares A conferenciado
sagrai'o cornco de Jess, Sicieda.le do S. Vicen-
te de Paulo desta cidade, faz celebrar no da 25
do corrente, as 7 horas da manh, urna missa e
memento solemne pelo descauso eterno do cap'o
Jacintho Pereira da Silva, pai de S. Exc. Rvma.
o Sr. bispo diocesano.
Esponramenlo e rerlmento Antc-
bontem, s 5 e meia horas da tarde e na estrada
aova do Caxang, parte pertencenta ao distrcto
da Magdalena, Joo Pequeo, all residente, foi
espancado e ferido por tres individuos, rmales
de catetes e facas.
Os criminosos, um dos quaes se chama An-
tonio Ignuu o, fugiram apos a perpetrajio do
crime.
Banco Auxiliar MercantilOSr. Fran-
cisco Augusto Pacheco dirigio-nos a seguinte
carta:
Sis. Redactores do Diario de Pernambuco
Pura disjipar qualquer duvida a respeito da
minha boa vontade quanto fundacio d'est?
Banco, pen a Vv. o obsequio de declrararem na
Revista Diaria do seu conceituado jornal, que
uuuea ti ve nem tenho outras intcocoes seno con-
tribuir com o meu fraco contingente moral e ma
terial para melhorar o system* mercantil desta
praca; e, sob este ponto de vista recuso o favor
remunerativo que coucede a lei n. 3150 de 4 de
novembro de 1882 uoe encorporadores de socie-
dades anonymae, ainda mesmo que eu o lese,
quanto mais qnando sou ap :ns iniciador e propa-
gandista da creacio de bancos n'esta praca.
Continuo e continuarei a angariarsubscriptores
p..ra a fuadacio do Banco Auxiliar Mercantil cujas
listas terei de entregar ao respetavel corpo com-
tuercial d'esta praca, em um dos dias d'esta se-
mana (que animnciarei) na Associaco Commei-
cial Beueficeute, ao qual nicamente compete a
encorporaeao e fuudaoio do banco.
Dignem-sc, Srs> redactores, dar pubticidade
a estas liuhas, com o que muito obsequ ario ao
seu constante leiloa-Prandao't Augusto Pacheco,
Imereasa ala oorteRecebemos hontem
da corte o 1 numero de urna publieaco meneal
coa o titulo Revista PhUoteckuica, do instituto
d'este nome, e um opuecul denominado O Edypse
do Patriotitno, segundo opsculo, serie para o
povo.
CMrlaasa k maaat, 16 do corrente, S. Exa.
Revma. Sr. biepo diocesano administrar o Sa-
cramento do Ch.isma, s 5 horas da tarde, na ca-
pella do hospital doe Lazaros.
O tem o n. 6 desta revista critica e humoristioa, pro*
priedade des Srs. Carneiro Vilella e Antonio de
Maraes.
Fnaoctonarloa pravtesclaaaA sesea
de assembla geral da Aseoeiaeo doe Funoeiona-
rios Provinciaes de Pernambuco, deste mes, rea-
lisar-se-ua araanhi. segunda-feira, em sua eie,
as b horas da tarde.
Vela de Oatubro Recebemos o n. 14
deste quinzenario, orgo da Associaco dos Fanc-
conarios Provinciaes de Pernambuco.
Em tranalto -O paquete Trent levou hon-
tem para o sul 227 passageiros, sendo 12 tomados
em Pernambuco.
Dlnbelro O vapor Guhy trouxe do sul
para :
Diversos 410*000
O paquete Ceard trouae do norte para :
^"tbos 62:507/150
O mcaaoo paquete leva para :
Alagas
Rio de Janeiro
O oaaaete Trent levoo piaran
Franca
Hona)Waanaelho---Eos'4Vd()^aeiTente %scre
veu-noswaeaeo corresrxinooaa*tSMo eusailnte :
Atravrasamos, felizmente, um periodo de abun-
daueia, piuco vulgar, desde o memoravel 77.
Com a insignificeate quantiade 1*000, o pae
de familia j pode provor*-se do indsponsave' para
pas.-ar urna semana, adquerindo os mesmos objectos
aue n'aquelles calamitosos tempos custavam 20*.
?a vs*aMtBB*fa*871
> A safra do algodao tambem proraettedora,
dep.radendo apenas da boa temperatura da Prima-
vera, que aqu para nos coetuma ser regnlarissima.
O inverna j si vai despedindo de nos. Deus
o k've. E' olle ura hosp -de como todos os hospedes :
alegre e prazenteiro na chogada, e no csmmoio e
pezado qauodo se demora.
Ainda nada lhes posso dizer cerca do assas-
smaia havido no Gir, na noite do 2 pra 3 do
oanado.
0 cadver nao foi reconhecd." Consta ape-
nas que por all pasara um individuo de nome
Joaqun) natural ou vindo do.Porto da Canoa, provincia das AUgoas, e qae aii conviva com
urna mulber solteira.
Essa mulhcr desappareceu, bam como o tal
individuo, apenas vulgarisou-se o apparccimento
do cadver. A polica est no encalco.
A juata classfcadora de>escravos que aqu
reunio-se a 21 de Junho, cncerrou oo dia 9 do pas-
sido os seus tribalbos, tendo elossificadoe os es-
cravos Josepaa, avallada por 400*, Sverio, por
900*, tienedicto, por 100*, e Gregorio por 130*,
para serem livres por conta da 6.a quota ultima-
mente distribuida para este fim, a qual crea em
1:303*303
< Dd 9 para 10 de Jnlbo prximo passado, o in-
dividuo de nomo Antonio Bezerra da Silva, foi fe-
rido mortaUneutc com ura tiro, na Cruz de S. Mi
gue!, deste termo.
O tiro parti de urna tcate, e dizem que e
assussino erron o alvo. Antonio Bezerra levava
um capote pertencente a um d'aquelles que atirou
no sub lelegado de Mocarabo, e sem duvida iam
app'iear-lhes a pena de tallio. Quem bom fizer..*
Desta vez nao foi o acaso, e sira o proposito
em pessoa, que Urmou o sitio Curuja.
Eis o case: Urna tal senhora Perpetua Ra -
una de Portugal, que all tem os seas dominios,
firmada, talvez, na alta posicio que Ihe d o sen
aoate, tem o habito de tratar mal a todas os seus
subditos (visiBhoa) ; de sorte que elles evitam1
cautelosamente o seu contacto. Milita-, perin,
rapaz de 14 anuos, ao passar no da 16 p >r urna
porteira, deparou com Perpetua, que vinba do lado
oppoato, e constando-lhe que ella costumav* dei-
xar aoerta a dita porteira, (eom o que muito pre-
judicava acs moradores que te^m suas rocas do
lado de deutro), recommendou-lhe que a fechasse.
< Palavras nio eram ditas. Mili tio ouviu novas
de Ba min, av e bisav, de sorte que, conduzindo
um machado, e sem se lembrar que Perpetua nao
era urna acha da lenha, fez-lhe um soffrivel golpe
na cabeca, do qual, apezar disso, est restabeleeida.
A autoridade policial cumpriu a respeito os pre-
ceitos da lei.
No dia 10, como estava designado, procedeu-
se qui o 2." escrutinio da eleicio municipal, sendo
eleitos 03 4 vereadore que faltavam para comple-
tar o numero legal. Sao elles os cidadios Joaquim
Vieira de Souza, Fr .ncico do Hollanda Caval-
cante, Manoel Eustachio Cardos e Joo Tenorio
Luna. Esta eleicio foi julgada nulla pelo juia
de direito da comarca, no dia 30, por terem pro-
testado contra a sua validarle os cidadios Fran-
cisco Antonio Tavares e Tertuliano Pancracio
Villa-Nova.
No dia 24 aqui chegou o Dr. Augusto Cesar
Pereira Caldas, Horneado promotor desta comarca
por portara de 15 de Janho, aojo ewrcioio assu-
miU no dia 26.
No'dia 28 tambera chegou, vindo dessa eapi-
tal,o canit Joo-Francisco Heraeterio Pertellfe,
delegado' do termo, assamindo logo o respectivo
exercieio.
No dia 2 do andante encetou os seus traba-
lhos a junta do alistanoento militan
A Cmara Municipal tambem inaugurou no
dia 4 a sua 3 sessio ordinaria deste anno.
Na sexta-feira, 6, comecaram as novenas que
precedem festa que aqu se celebra annualmente,
em honra de N. S. do Bom Conselho, padroeira do
termo.
Este anno deve ella exceder em esplendor
dos annos paseados, attentos os grandes exforeos
que para isso tem empregadoo incaosavel Dr Cle-
mente, director do Reolhimeato.
S depois del I,* Ihe enviaremos novas noti-
cias.
Eaeola normal de eenhnras a car-
go da Propagadora da Inatrncro
Publica da Doa-Vista Remettem-uos o
seguinte:
Realisou-s- aute-hoatem, como estava an-
iiuneiado, a distnbuico dos diplomas s alumnss
mestras Julia Mana Eulogia do Carmo, Mara das
Meres Garca Chaves, Laura Adelina Saraiva
Galvo, Marn Oiia lina de Mello, ympha Mu-
niz Tavares, Maria Eulalia Fernandos c Maria
Ignacia de Jess.
o Achando-se presentes o conselheiro Pinto J-
nior, presidente do conselho superior e outros
membros desse conselho, o Dr. Pereira do Carmo,
director da escola e presid-rate do conselho direc-
tor da parochia da B .a-Vista juntamente com ou-
tros do mesmo contelh \ o corpo docente di esco-
la normal olfieial, delegados ltterarios, professo-
res de diversos estabeiecimentos pblicos e parti-
culares, grande, numero de familias, de almonas
da mesxa escola e o Sr .Dr. Joio Barbalho Uelia
CavalCante, digno inspector da iustruccio publica
este assumio a presidencia do acto, na forma do
regulamento da encola, communicou nio poder
comparecer por justos motivos o Exin. Sr. vce-
piesideute da provincia, e que se por uo lado las-
timava a ausencia daqueila primeira autoridade
da provincia, pelo realce que poderia dar im-
portante festa, por outro lado tinha a satisfaco,
como consocio e sincero propugnador da uak6shna
e benemrita associacio, de distribuir os diplomas
conferidos por aquella escola s pnmeiras alumnas
que acabavam de terminar o seu curso, dep"ois
que a mesma escola passou a funecionar em 1879
naquella paiochia. Mostrou a importancia dos
diplomas conferidos por aquella escola, que, sem
carcter nfficial, tem trasido grandes vanta-
gens instrneco publica desta provincia, louvan-
do os esfjrcos empregados pelas alumnas que os
conseguiram, felicitando-as por isso e cumprimen-
tando a corporaco docente d mesma escola.
< Em seguida distribuido dos diplonas, deu
a palavra, n s termos do regu amento, ao orador
do corpo docente da escola, o Sr. Dr. Virginio
Marques Carneiro Leio, que depois de mostrar o
estado ainda pouco lisougeiro da nstraccio publi-
ca e a necessidade* qae ella tem de fortes e esfor-
cados lutadores que auxiliem o seu levantamento,
concluio convidando s diplomidas ao trabalho
em favor d'uma causa tio atil quanto agradavel,
nao duvidando um s momento de que ess? seu
convite seja ^era acolhido em vista da constancia
e esforcos por ellas empregados para merecercm
os diplomas, cuja distribuico se solemnisava na-
quella occasiio, cumprimentanlo e felicitando-as
por tio faustoso motivo.
Obtendo a palavra fallou por si e em nome
de suas collegas a alumna mestra Maria das Mer-
c) Garca Chaves, externndoos seus seatimen-
tos de-reconheoimento pelos diplomas recebidos e
pelo ensino e ser vicos prestados pelo corpo docen-
te da escola, pele seu digno director, pelos funda -
dores e sustentadores da Sooiedade Propagadora
da Instruceio Publica, e polo dignissimo Si. Dr.
inspector geral da insiruceao, a quem agradeca
as exprosses de animacio e coragem com que se
dignara honral a e as suas collegas.
i Depois tallarara anda as alumnas Maris Olin
dioa de Mello, Laura Adelina Saraiva Galvio e
Julia Maria ulogis do Carino no mermo sentido,
menifestando a sua eatisfeoie e os beneicios rece-
bidos de seus pas, meetres e protectores na cul-
tura de seu espirito, revelando todas assim como a
primeira alumna, nos seus discursos, habilitaces
que justificavam o diplomas que lhes foram con-
feridos.
A'e 6 horas da tarde, o Sr. Dr. Joo Barba-
/bo depois de agradeeer e comparecimento das fa-
milias e das pessoas que abrilhantavam aquella
festa litteraria, dea par encerrada a sessio.
Fo^ como se v desta descripcio, um acto
serio e solemne, que muito agradou a todos quao-
tos a elle assistiram.
As testas da instruceio e da scieneia impeu-
se e fazem-se respeitar por si mesmas.
Porm vimos anda, e tomos informados de
que as proprias alumnas diplomadas em seu jus-
tissimo regosijo, alera de terem ornado a mesa da
presidencia com damascos, jarros com muitos rama-
hetes de flores natnraee distribuidas depois por
celias aos seus referidos bemfeitores, de terem en-
feitadoa tribuna toda a sala do melhor'modo possi-
vel, obtiveram a acreditad:, msica do corpo de
policia, que tocou o hymno nacional,'no principio e
no fim da sesaio, assim como nos intervallos nos
discursos tocou diversas pecas qae muito agrsda-
?am.
Para lhes ser agradavel e nada faltase*
festa, am dos empregados da mesma escola as
sorprehenden fazenr'o subir aos ares muitos fo-
guetes as occasies de mais enthusiasmo nten-
se ainda que ne fim ou logo depois do eucerra
racnto da sessio, as muitas luzes dos candelabros
que existitm na sala com as dos globos que este-
rara pendentes ds parte externa da VAranda do
edifi.o, illureinando tudo e a todos, taziam ura ef-
feito agradabilissimo, ouvindo-se ao mesmo tempo,
no meio do perfume ou fragancia das flores e da
harmona da msica as repetidas palavras que re-
suman) os scntiment03 geraesVivam as alum-
nas diplomada- !!
E assim terminou-se aquella interessantima
f-^ta litteraria na melhor ordem, deixando a to-
dos enthuiiasraados e satisfeitos.
BennMea norlaea Ha hoje as seguin-
tes :
Da irmandade de Nossa Senhora da Los, no e-ra-
sistorio do Carmo, s 3 1/2 horas da tarde, para
eleicio.
Da irmandade do Santitiimo Sacramento, de
Santo Antonio, s 11 horas do dia, para eleicio.
Do Club Imperatrit, s 11 horas do dia, para
interesse'Social.
Do Institu Liiterario Olindense, s 11 horas
do dia, em assemb'a gerai, para prestacio de
tontas.
Amanhi ha as seguintes :
Da Beneficent Luso-Brastira, as 6 horas da
tarde, para eleico.
Da Associaco do Funccionarios Provinciaes
de Pernambuco, em sua sede, as 6 horas.
Solt* as virtudes domesticas adquircm
vida e movimento as virtudes civis, s quaes a
sociedade benficamente se extende.
E mestra, e inspiradora de virtude sempre a
mulher : por isso a primeira escola sobre os
joelhos maternos. D'aqui a necessidade de pro-
mover a instruir lo e a ducayo lia mulher, qjal
nio s como mii,} mas em qualquer grao que so
ache no sanctuaro da familia sempre benfica
educadora, e exerce urna accio quasi omnipotente
sobre o horaem.
Ob ee quereraes urna sociedade laboriosa e ho-
nesta, se queremos, qae o povo aSsscie no sen culto
o direito e o dever ; senio queieraos que charue
a us o grito de guerra propriedade, capital,
ordem, a religiao e autoridade ; ee queremos
completamente resolvdo o problema de Gioberto
de transformar a plebe em povo, eduquemos seria-
mente a mulher !
Cultivemos a flor mais bella e mais balsmica
do jardim do Braril.'
A casta belleza d'esta flor diffundir as fami-
lias um suave perfume de virtude, inflammarA no-
bres sentimentos e generosas propsitos, despertar
aquellas atrevidas e felizes inspraces, que nos
momentos solemnese difnecis, podem'salvar o paiz
e rnalo de gloria immortal.
Eplgramma de L. eSroaao-A' am glu-
tio que, depois de ter comido de muitos pratos, re-
peta muitas vezes :
Ora sello, a-fora estou sellado.
Mas nao cessava de agnear o dente, de modo
qne todos os pratos novos que vinham para a sua
barriga eram sellos, sorrindo o cortes hospedo
diese:
Irmio, certas barrigas abencosdas sio como
o livro do Apocalypse. qne de sellos conta sote.
liCilea-Ett'ectuar-se-ho:
Terca-feira :
Peo agente Pinto, s 11 horas, ra do Bom
Jess n. 26, de objectos diversos pertencentes a es-
cnptorio.
Quarta-feira
Peo agente Pinto, s 11 horag, ruado Bom
Jesas n. 14, de fazendas, mindezas e chapeos lim-
pos e avariados.
Pelo ayente Martin, s 11 horas, na ra da
Imperatriz, de movis.
Hi Amanhi :
A's 8 horas, na igreja do Terco, pela alma de
D. Maria Ignacia Ferreira; s 7 horas, no con-
vento do Carmo, pela de D. Rachel da Silva Dan-
tas.
Tersa-feira :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, pela alma
da Baronesa de .erees; s 8 horas, na igreja do
Espirito Santo, pela de D. Alexandrna de Lima e
A'buqaerque ; s 8 1/2 horas, na matriz de S.
Jos, pela de Bruno Alvaro Barbosa da Silva; s
8 horas na matriz da Boa-Vista, p la alma de Can-
tidio Cesario das Neves ; s horas no convento de
S. Francisco e na igreja de S Pantaleio do Mon-
teiro, pela alma de D. Anna Juventina de Barros
Wanderley.
PassaaeiroaChegados do norte no vapor
nacional Ipojuea:
Dr. ..pipbanio Sarapao, Dr. Francisco de Silva
Braga, Dr. Jos Villar e 1 oriado, Dr. Jos P. de
Mello, Dr. Antonio Jos de M. e Souza, Dr. Vir-
gilio B. de Mell, Dr. Francisco P. de Salles, sua
senhora e 1 criado, Joaquim Ignacio Pereira, Ale-
xandre Ferreira Caminha, Antonio Figueiredo
Toudolla, D. Delmira C. de Sant'Anna, Miss Moran,
Josepb Lathan, Pedro Jos Goncalves e 1 filho,
Raymundo Fernaudes, Olyrapio Tavares, Eneas
A. Medeiros, conego Idalino F. Souza e 1 criado,
Joaquim Gaudencio Carvalho e sua senhora,
Theophilo Gomes de Mello, Herculano Jos de
Almeida, sua senhora e 2 filhos, Jos Ferreira
V-ntura, Rosa Maria da Coneeicao, A. de Oli-
veira Mendes, Francseo Elias, Lauriudo P. Si-
mas, Sabino Jos Alves, Aureliano C. Medeiros,
Joaquim M. Freir, Luis de G. Vaseoncellos, in-
tonio M. C. Lima, Joanna e Anna, Joio V. Trin-
dade, Manoel Maria do Reg>, Manoel de Araujo,
Floripes Rosas, Antonio Jos Piano Jnior, L. Pi-
nln, G. Pinho e 1 criado.
Chegados do sul no vapor iaglez Trent:
Dr. Luiz Andrade, Spallazani Gui3eppe, L.
Theuse Gullaune, Manoel Noel Caudin e William
S. Abboff.
Sahid'S para a Europa no mesmo vapor:
Jos G. Mialhar, Francisco G. Mialhar, Miss
Ada Smith, Mr. Iogsbert, F. Gyeoris, Mr. Hans
Elen Rasmussen, Mr. T. Enohsen Fasted, capitao
O. Guderseo, Mme. F. Fell, Mme. Catharina M.
L nnos, Mine. Joaquina Gomes, Julio Morcira de
Parias e J. P. H. Duusrujro.
Sabidos para o sul no vapor nacional Cear:
Augusto Cesar Steple, Francisco B. de Messias
e sua senhora, Dr. Antonio M. Ribeiro Tagus,
O. lia de C ear Roldrine. Flix Ricardo da Silva,
(Jarles Asfoara, Benedicta da Silva e 1 filho, e
Joo (criado).
Operaces eirnrglcaaForam pratica
das no hospital Pedro II, no dia 14 do corrente,
as seguintes :
Pelo Dr. Malaquias :
Duas urethrotomias externas, sendo indicadas
por estreitamento das urethras : urna complicada
de abeesso no p irineo e infiltracio urinosa, e a nu-
tra com ausencia da urethra na glande devida a
uleeracio.
Pelo Dr. Maduro:
Reduccio de luxacio escapulo-humeral direita.
Cana de isetencao Movimento dos pre-
sos o da 13 de'Agosto :
Existiain presos 287, entraram 10, sahiram 6,
existem 292.
A saber:
Nacionaes 267, inulheres 3, estrangeiros 7, es-
cravos sentenciados e processadoe 7. ditos de ebr-
reeeio 8.Total 292.
Arracoados 250, sendo : bons 242, doentes 8
Total 250.
Nio houve alteracio na enfermara.
Lotera da provinciaA lotera n. 65,
em beneficio da Santa Casa de Misericordia do
Recite sor extrahida qaando for annanciada.
No cJBsistorio da igreja de Nossa Senhora da
Coneeicio doe Militares, se acharad expostas as
urnas e as esoheras, arrumadas em ordem num-
rica apreci. lo do publico.
Lotera de loA 1* parte da lotera
n. Itf9, do nevo plano, do premio de 1W:000*000-
ser extrahida no dia .. de Agesto.
- Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ma Prkaeiro de Mareo.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendeucia ni. 37 e 39.
Lotera da corteA 1 parte da 365 la-
tera da corte, cujo premio grande de 100:000*,
ser extrahida do dia .. de Agosto.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna rua Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera de Macelo de OOtOOOjkOOO
AS* partes da 13 loteria, cujo premie
grande de 2(?0:000*; pelo novo plano, ser ex-
trahida impretcrivelmente no dia 17 de Agosto s
11 horas da manhi.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da la-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Precos resumidos.
Lotera i: ti rao i-diaria do Vpiran-
a-0 i*eultimo sorteio das 4. e 5. series
desta importante loteria, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida brevemente.
Achara se expoatos venda os restos dos hi-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Maree
n. 23.
Matadouro PublicoForam abatidas ne
Mstadouro da Cabanga 103 rezes para o consame
do dia 14 de Agosto.
Sendo: 85 rezes pertencentesa Oliveira Castro,
iS C, e 18 a dverBos.
Lotera da corte Eis a lista dos nume-
ros mais premiados ua4. parte da 24. loteras
(198) das obras do Hospicio de Pedro II,extrahida
5 de Agosto :
pasmos db 100:000*000 a 1:000*000
2109 100:000*00*
364- 20:000*000
4710 5:000*000
518 2:000*00*
10770 2:000*00
28 1:000*CO*
2818 1:000*00
4413 1:000*000
5014 l:000*00t
6029 1:000000
6878 1:000-J0OI
APPEOXIUAIJOBS
movimento deste Mercado nos dias 14 do cor-
rete, foi o seguinte :
Entraram :
351/2 b>rs pesando 4,991 kilos.
716 kilos de peixe a 20 res 1-1*320
107 cargas de farnha a 200 ris 21*400
17 ditas de fructas diversas a 300 rs. 5100
12 taboleiros a 200 ris 2*400
21 Sumos a 200 ris 4*200
Foram occu oados :
25 columnas a 600 ris 15*000
28 compartimentos do frinha a
500 ris. 14*000
24 d itos de comida a 500 ris 12*000
711/2 ditos de leu'uraes a 400 ris 28*600
16 ditos de sunoa 700 ris 11*200
13 ditos de tressuras 600 ri 7*800
li ditos de ditos a 2* 20*000
3 dito a 1* 3*00*
A Oliveira Castro & C.:
2 talhos a 500 ris 1*880
54 talhos de carne verde a lf 54*000
Deve ter sido'arrecadada nestes dias
a quantia de
Reudimentu do dia 1 a 13
214*02*
2:737*260
>951*28*
Foi rrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde a 300 e 400 ris o kios.
Bausas a 560 e 500 ris dem.
Carneiro de 640 e 800 ris dem.
U'aruih de 320 a 240 ris a cua.
Milho de 280 a 320 ris dem.
Feijio de 6*0 a 960.
Ce-mUerio publico.Obituario do dia 13
de Agosto:
Candida Maria da Conce:cio, Pernambuco, 49
annos, casada, S. Jos; enterite.
Manoel Custodio, Pernambuco, 50 anuos, casa-
do, Graca; beriberi.
Francisca Eugenia da Conceicio, Pernambaco,
62 annos, Recite ; insuficiencia mitral.
Gil Braz de (Seuua Santiago, Pernambuco, 42
annos, solteiro, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Maria Alexandrina da Silva, Pernambuco, 22
annos, solteira, Boa -Vista; tubrculos pulmonares.
Jos Ignacio de Medeiros Sarapao, Pernambu-
co, 45annos, viuvo, Boa-Vista; darrha.
Joo de Castro Oliveira Guimares, Pernamba-
co, 68 annos, solteiro, Santo Antonio ; scbyro.vj de
ligado.
CHRONIuA JDDICIAR1A
Junta Commercial da cidade do
Recife
ACTA DA SESSO EM 12 DE AGOSTO
DE 1836
PKK8I0EHCIA DO ILLM. 8*. COlOTESDADOIt ANTONIO
GOMES DE MIRANDA LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimares
A's 10 horas da manhi, declarou-so aborta a
sesso, estando presentes os Srs. dop ralos :
Olinto Bastos, ommendador Lopes Machado, Be!-
trio Jnior e supplente Hermino de Figueiredo.
Lida, foi approvada a acta da precedente sesso
e fez-se a leitura do seguinte
EXPEDIENTA
Despacho de 9 do corrente, de S. Exe. o Sr. Dr.
presidente, da provincia, mandando informar a
petc'o de 30 de Julho, da companbia da estrada
de ferro do Ribeirio a Bonito. A' secretaria,
para os fins conveniente:..
Oficios :
De 7 do corente, do. junta dos correctores
desta praca, enviando o boletim das cotacoes of-
ficiaes de 2 a 7.Seja archivado.
Diarios ofciaes de ns. 203 a 21 3 Sejam ar-
chivados
Distribuiram-se rubrica os seguintes livros :
Diario de Joio Goncalves Coirabra, dito de Hcr-
mes de Souza Pereira & C, successores, copiador
dos meemos, dito de Albiuo Amorim & C.
Foi assignada a carta de matricula de Pedro
Alejandrino Maia e Silva, cidado brasileiro, de
29 annos de idade, domiciliado e estabelecido
nesta cidade do Recife com sua casa de commercio
de miudezas ra Duque de Caxias, sob a firma
de Maia e Silva & C.
DESPACHOS
Peticoes:
De I. P. H. Dunsmure, para que se registre a
carta imperial pe'a qual se garanti a proprieda-
de de nvenco de Cyro Deocleciano Ribeiro Pes-
soa Jnior e Jos Vurandas de Carvalho, para
fabricar cimento destinado s obras bydraulicas.
Registre-se.
Alcancaram o despacho seja registrada as
seguintes peticoes, solicitando registro de nomea-
edes de eaixciros, de :
Mathas & C.
Bellarmfno Looreneo da Silva.
A. Augusto de Lemos & &
Ga par Augusto Soares Leite.
Jos Theotonio Domingues & C.
Jos Francisco Domingues.
Pedro de Alcntara Borja Castro.
Antonio Joaquim de Santa Anna.
Antonio Pinto da Motta.
Antonio Affonso Simes.
Vieira Vrgolino & C.
Flix Pereira da Silva.
Jos dos Saetee Ciiho.
Jos Cardoso de Helio.
Joaquim Fernandes da Rocha.
Pontees Silva & C.
Palmeira Maia & C.
Jos Cysneiro da Costa Res.
I
2108 1:000*00*
2110 1:000*00*
363 365 600*o08 600*000 PREMIOS DE 500*
1005 2723 7818 11279 12468
1122 6588 9310 11497 13885
1941 6857 9800 12439 PREMIOS DE 200*000
79 3804 7587 8706 12383
1138 4560 7878 9057 12384
1364 5259 8304 10761 12605
J405 5710 6525 11037 13150
1979 7516 8697 11193
PSEMIOS DE 100*000 .
138 4428 5798 7182 8891 10714 13436
315 4645 6151 7459 9139 11132 13582
1024 4909 6295 7711 9158 11240
2424 5440 6589 8012 9172 11648
2899 5451 6664 8104 9215 1!P64
3469 5490 6749 8166 9705 12379
3512 5527 7070 8168 9918 12394 .
3661 5616 7080 8559 10035 12906
errado Municipal de donO
1
I
i i
IHTRM6 1


Diario de PernambucoDomingo 15 de Agosto de 1886


i
V
Joto Oliveir Braga.
Maia IrmSo & C.
Eduardo Martin! Carrera.
Jos Ranaca Bout1-
De Marcolino de Souza Travaasos, para qae s
registra a nomeaco de seus caixeiros ese d bai-
xa na de Alfredo Carvalho Pacheco. Como re-
ejoer.
De L. Lack & Gorreia, idea, e baixa no regis-
tro da nomeaco da sea ex-caixeiro Aatonio Hcn -
riera dos Santos.Na forma requerida.
De Joaquim Bernardo dos Reis, para que se
annaxe a sua marea registrada o Diario de 11 do
corrtate do qual consta a poblieaoo da mesma
marca e respectivo deaenho, na forma da le.
Como reqner.
Nada mais havendo a despachar, o Illm. Sr. com-
mendador presidente encerrou a se sao as 10
horas e 40 minutos da manha.
NDICACOES OTIS
Heos
Conaallori medito cirarglcu do Dr.
Pedro de Altaliyde Lobo Moscoio
ron da aorta n. a.
O dotUor Moscozo d consultas todos os
dias uteis, das 7 s 10 horas da manh.V
Este consultorio offerece a comrnodida
de de poder cada doente ser ouvido e ex*
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torread prsv
5a do Commercio, onde funcciona a tas
pecc3o de sade do porto. Para qualquer
d'estes dous pontos poderao ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas
O Dr. Arihur Imbassahy, medico ocu-
lista, recenteroonte chegado, esta cidade,
d consultas tod>s os dias, das 8 s 10
horas da manha, sendo gratis aos pobres.
no 1. andar do predio n. 8, largo da
Santa Cruz.
Dr. Gama Lobo, medico operador e par-
teiro, reside ra do Hospicio n. 20, onde
pode ser procurado qualquer hora do dia
ou da noite. Consultas: de 1 s 3 horas
da tarde. Especialidade : molestias e ope-
racSes dos orgSos genitourinarios do ho-
rnera e da mulher.
Dr. Brrelo Sampaio mudou seu coosul-
torio do 2." andar da casa n. 45, a ra do
Barao da Victoria, para o 1. andar, da
casa n. 51, mesma ra, como consta do
seu annuncio inserto na seccao compe-
tente. Residencia a ra Sete de Setem-
bro n. 34.
Advocado
O bacharel Benjamim Bandeira, ra do
Impejador n. 73, 1. arjdar.
Tabellio
O Bacharel Amaro Fonseca di Albuquer-
qiie, tabellio do notas interino nesta capi-
tal, communica ao respeitavel publico que
abri seu escriptorio no pavimento terreo
do predio n. 4, sito a ra do Coronel Fran-
cisco Jacintho, outr'ora de S. Francisco,
onde, com solicitude e mxima lealdade,
est proinpto para desempenhar as fune-
coes de seu cargo. Reside na freguezia
da B6a-Vista, ra do Coronel Lamenha n.
30 (outr'ora dos Prazeres) para onde, fra
das horas do expediente de seu escriptorio,
deverb derigir-se os chamados, para fac-
tura e '.pprovayi i do testamentos.
Consultorio ailopattco -doalmelrico
Dr. Miguel Themudo d consultas das
12 s 3 da tarde era seu consultorio ra
do Barao da Victoria n. 7, 1. andar.
Chamados por escripto a qualquer hora.
Especialidades partos, febres, syphilis,
molestias do pulrao e do coracao.
Dr. Lope* Pessoa Medico.Residen
cia a ra de D. Pedro I n. 9, onde pode
ser procurado at s 9 horas da manha.
Consultorio ra do Bora-Jeaus n
andar. D consultas das 11 s 2
de. Gratis aos pobres.
u rosarla
Francisco Manuel da Silva & C. dftoo"
Bitarios de todos as especialidades pharuia
ceuticas, tintas, drogas, productos chimic'1
e medicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
gj Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e cfficina de carapino
de Francisco dos antos Macedo, cae3 de
Capibarioe n. 28. N'este grande ostabo e
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
nero, compra-se e, vende-se madeiras -de
todas as qualidades, serrase madeiras de
conta alheia, assim como se preparam obra?
de carapira por machina e por procos seic
com"''*n'*Ja.
PUBLICACOES A PEDIDO
. 37 1."
da tar-
e todos para o nm deque as consta em Graranhnn
nao tenham am d-nfeuno desagradare!, pois com-
prehende-se apqaanto de doloroso me ser ver
manchada a historia da comarca de meu naseimeu
to e onde tenho interetses os mais iutintbs, e ver
envolvido n'um drama luctuoso pessoas que me
sao charas.
Nao toi so iaso, antes d'iuo fui a Garantaos
propositalmente conferenciar com o Sr. Dr. Cintra
sobra os negocios da Palmeira e nossa conferen
cia terminou por en dizer-lhe que confiava rauito
no bom senso de mea irmo e de mea cunhado,
capito Jos Paes de Barros, ontra victima ; ga-
rant que alies saberiam cooter qualquer excesso
que por ventura apparecease da parte de nossos
amigo c familia, e.finalmente qae quando iaso fa-
lhaese, o Sr. Dr. Cintra, qae disia-se maito meu
amigo, me avisasse de qualquer occarrencia, por-
que naste caso en voltaria a Palmeira e more-
ra qualquer embaraco.
Como prov deesa conferencia tenho o trstemu-
nho do Sr. Tenente Coronel Antonio Vctor Cor-
ris, que posto a nao ouvisse, em todo o caso en-
trava em caes do Sr. Cintra, qnaodo na confe-
r nciavamoa.
Mas, todo tem sido infructfero, nem a nter-
vencao d'aquelles caralbeiros, nem o meo pedido
feito na intimidado, bao demovido o Sr. Dr. Cin-
tra de seu proposito, artes tiveram o mrito so-
mente de suppor-nos o Sr. Dr. Cintra acobarda-
dos, como diz o seu amigo no Diario de 6, o entre-
gues de todos a descrico de sua vontade apai-
xonada e mal guiada.
Ao Sr. Dr. Cintra, porem, que dev ter raao
de conhecer da minha lealdade, declaro que hoje,
quando rotas estad aa nossas relacoes, como
hontem quando amigos, continuo a fallar-lhe com
a mesma lealdade: nSo nos crea acobar lados; o
sea an-.igo do Diario de 6 uin falso amigo, lisnn-
gea lhe o amcr proprio, dizendo-lhe ao ouvido que
na estaraos tmidos e atterrados; elle faz com o
Sr. Dr. Cintra o que as ayas costumam fazer s
cranlas: chama-as de bonitas para vel-as orgu-
lhoshs.
Nao estamos acobardados, nao, Sr. Dr. Cintra;
somos prudentes, queremos evitar o mal, queremos
prevenir os acontecimentos, e nesse empenho
que hei procurado os recursos a qae me"refer, que
vemos com elles e com outros qae a prudecia
anda noe possa aconselhar, desviar a desgraca a
que o Sr. Dr. Cintra,, louco, nos arraata.
E' esta a nica verdade; acredite-nos se quizer
0 Sr. Dr Cintra; mas Irmbre-ae de qae am falso
sentimentp pode levar o homem ao abysmo.
Assim termino a 1. serie de meas artigos,
aguardo a defeza do Sr. Dr. Cintra, para entrar
na 2.a, e praza aos cjs que os acontecimentos nao
me facam antecipal-ae ento encetal-a com um
bem dizia. etc.
Becife,agosto1886
Jeronymo Materno Pereira de Carvalho.
Ornamento provincial
Justificando a negativa de sanco le, ulti-
m-mnte votada, de orcamento provincial, indic-
inop, em nossa anterior publicaco, algumas dis-
posi(des que, tfaiendo grvame a provincia e nao
se referindo ao servico publico publico a cargo
della e por ella custeado, so por si embargavam a
lanecao.
Mas multa habeo quo scribam e sem pretender
enumerar todas as disposicoea arbitrarias, nocivaj
e illegaes do ornamento desbaratado de que se
trata, indicaremos anda hoje algumas dellas.
O art. 3* estende-se em autonsacoes e despezas :
1 desap.-opriaco de urna ponte no rio Buri
ty;
2 dem de urna casa para quartel em Jaboa-
to ;
3* emprestimo de 60:000*000 Sant i Casa da
Misericordia ;
6 desapropriaciio de ama casa para a muni-
cipalidade, cadea e quartel em Taquaretioga.
Por forma que, deixando dficit o orcamento,
anda por cima faeulta-se nelle um nao insignifi-
cante emprestimo a urna instituido pia, a compra
de predios para uso municipal e de pontea. ..
Com que dinheiro? Ento a Assembli nutorisa
se emprestar e a se comprar, faltando para isso
oesaeoeial? E'boa...
E ou o presidente teria aeceasidade de abrir
crdito e de sobracarregar a provincia com tal
despeza, ou a autonsacao foi urna ca^oada e um
acto irrisorio e indigno de urna corporacao seria.
O 5 5' autorisa a eoncussao de am privilegio
para o fabrico de cimente Podo a Asaembia
Provincial conceder privilegio de industria? A
materia regalada pela lei geral de 18 de Agosto
de 1830 e as re.-oluces imperiaes de consulta e
avisos do governo sobre este assumpto, teerc_ fir-
mado a doutriua de que smente sobre objecto
acerca dos qaaes a Asaembia Provincial pode le
gis'ar, e am prejizo das attribuicdes dos poder**
gerafs, sem intracyao da Constitui(ao e leis ge-
raes, s restrictamente sobre taes objeetos pode a
Asaembia Provincial, dizemoa, conceder privile-
gio. (T. Imp. de 26 de Outnbro de 1860, avs. de
1 de Janeiro do meamo anno, de 24 de Janeiro
de 1844, de 16 de Mab e do 12. de Setembro de
1843, etc., etc.)
De mais, o "privilegio veio acompanhado de
tsenfao de impostas. E dado que caiba ras attr-
buicoes da Aesembla Provincial essa isencao ape-
sar de nao o permittir um artigo bem exproaso da
Constituicao, que alguem seja isento de contri-
buir para as despezas publicas (embora ease al-
guem pussa ser o fabricante, o industrial, etc.,)
certo nao se compadece com a estreiteza daa cir
eumataacias e apuro do thesouro, estar se agora
com e,so jubileo de nova especie e prodigalisado
assim a esmo.
OS'* tras outro privilegio para explorar a
eonvereo de grao de trigo em farinha e tambem
o isenta de impoaicoea.
O 8o vetn com privilegio tambem, para urna
fabrica de chumbo de munigo; mas este sem isen-
cao (parece que ha maii falta de farinha tue de
chumbo).
O 9* nao concede claramente am privilegio ;
mas em rigor o consagra, porque em vez de man-
dar que em concurrencia publica se contrate o ser
vico da illaminaco da villa de Igaarassu, aatoriaa
a innovacao do actual contrato com o peesoa que
tem a seu cargo ease aervico.
O art. 16 urna invasao da Asaembia as fanc-
ces da autoridade administrativa. Sahe da es-
phera de pa competencia. Concede nm privile-
gio a pesaoa certa e determinada para urna fabrica
de machinas e apparelboa elctricos. E ist; nao
Clarea do Garanaus
V
Com o que tenho dito no Diarto de 27 e 29 de
Julho; 5 e 11 do corrente, relativamente s con-
diccoes criticas em que se acha minha familia em
Palmeira, perseguida e precipitada a todo momen
to pelo Sr. Dr. Cintra, juiz de direito da comarca,
fupponho deixar preparada aopiniao publica eo _
governo para recebero que de funesto posea acn-1 maia legislar, porm praticar acto de competen
tecer, ee o Sr. Dr. Cintra nao retroceder em seus >cia dt, outro p^e,.. Temos, pois, aqui urna iu-
daapropoeitos, ou nao appareeerem medidas pre-
ventivas, qae tepho alias sido a primeiro a solici-
tar.
Bastain os factor articulados para determinar
-es eentimentos de ordem do Sr. Dr. Cintra, e a pre-
diapoaieai. em qae estamos de nao supportal-os d-
cilmente por mais tempo. Outros muito teria eu 4
apoatar em corroborado aqutlles; maa cuuipre me
antes de tpdo por-me cima do qpe repato abaixo.
demim.
Nao devo por mais de ama razio acompanharao
8r. Dr. Cintra, no que de pequenino tem elle posto
m pratica, como sejam recadinhos injuriosos e
sarcasticos, plhirias insulsas e motejoa ridiculos ;
ja. nao digo improprios nm velho de poaico cru-
cial saliente; mas abaixo de qualquer educacao
regular.
Eu os deixo intactos...
O govern) emsua sabedoria ter, querendo, meios
Eroficuoa de affatar o mil que no3mea(a; nao
a portanto de minha parte a pnteneo de indi-
car qualquer medida que o consiga; mas pareca-
me que, investiudo-ae em Palmeira, d^ cargo poli
cial a um bom m criterioso, prudente e ao mesmp
tempo enrgico, a um per exemplo, dos amitos mi
litares briosos que ternas, quesoubesse descriminar
o legal do Ilegal, o honesto do deshonesto e que
a par de am bom policiamento, soubesse resistir aa
sugg stSes malignas do Sr. Dr. Cintra e que bem
comprehendease quo um juiz de direito s tem o
poder de exigir em aua comarca o eumprimento da
lei e cao o de aconselhar e planejar desordena e
perseguicoes a horneas at hoje paeificos, cora isso,
digo, necessariamente as cousas madariam de face
e a paz na comarca ae Garanhaus na pengaria,
porque afinal o Sr. Dr. Cintra nada faria, se nao
encontrasae iustrummentos cegus e inconscientes
para excitar saas me paixoea.
O estado da comarca de que tenho fallado, nao
cousa recente, data de mezes.
Para removel-o ou pelo enos melhoral-o, tenho
at aqui sem eatrepo, empregado os estorbos que
posso col'ocar a meu ajeanee, foi assim oue apre-
aentado pelo meu illuetre collego e amiga Dr. Mi-
guel Figueira, proenrei a intei venci do Exm.
Sr. cons^lheiro Costa Pereira, depois a do Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,, como j
tive occasio de dizer e fioalmente teaho pedi-
do a mediaco de amigos particulares epoUticusdo
r. Dr. Cintra, como oa Srs. coronis Apolinano
Haranho, Clementmo Lina, capito Villa Nova e
por ultimo do leneute-curonel Ernesto HU-va, tudo
, ca
fracclo constitucional e de summa grvida le.
.Este ueemo art.. 16 traz anda isencao de impoatoa.
Ha diversos arta, a reapeilo d.i casos particula-
res de vaga8, numeaeoea, acecsaos, jubila^ao de
professorea, transferencia, restauraba> e provimen-
tos de cadeiras. Legislacaopesaoal e de exoen-
Cao, tanto mais para nomr-ae quanto o art. 8o
13 consagra urna ampia autoriaa;o para a refor-
ma do eusino publico.
Neste pouto, nota se na mallograda lei veida-
deiraa anomalas, aeno extravagancias, v. gr. dar
acceaso a dous profeasores no caso da supi de esiiola,joblacao computando-se todo o tempo
desde a nomeaco, sem descontar as interrugeoea,
at a data em qae se verificar a jubilacao, e isto
smente para dous profeasores (o rigor da lei s
mente para os outros.)
Ao mesmo tempo qae assim legisla, 001 attencao
s pesaoas e nao ao aervico, d-so (art. 3, 14)
autorisaco ao presidente da provincia para re
formar o enrino publico.
Merece confianza quem dirige, como pri neiro
funecionano, a administraeao publica ? Euto se
queriam mais urna ref rma nesse ramo de servio j,
estabelecessem smente as bases, os pontos capi-
taes (urna vez aoe nao pretendan) dar urna f.icul-
dade sem limites) ; mas nao era curial nem justi-
ficada esaa restriccao que na lei se nota, toda de
carcter pessoa I e de oxeepeo aos principios car-
deaes de urna relorma fundada na melhoria do er-
vioo e economa dos dnheiros pblicos !
U art. 31 concede urna deeoommunal isencao :
06 arrematantes do dizimo de gado < ticam livres
do pagamento de qualquer onua referente ao ulti
mo auno de sen trennio !! !
Isto nao se commenta. Se a provincia nao pre-
cisa dense dinheiro, devia eile ficar na m> dos
contribuintes e nao no bolso dos arrematantes.
O art. 32 rescinde um contracto de arrecadac
de pedagio, dispensando a malta.
O art. 33 concede as Bario de Limoeiro e ou
tros arrematantes de barreiras abate del40 por
ceato sobre o proco da arrematado(urna baga-
tella) e isso em occasio qae a provincia est em
quasi lallencia.
O art. 34 tambem sem qualificacao. Ha um
contracto de f orne amento de frdame uto do corpo
de polica. O nteresse da fazenda provincial e
dispobicea legaes imperativas dtterminam que
eaau forneoianaoto ae .faca por. concurrencia pu-
blica. Isto o que regular, mais conveniente a
de le. O orcamento manda que subsista e conti-
nu ; maa tata aquella substancial e salutar for-
l
malidade, o contracto vigente, que j velho,
quando en 'hasta publica podara ser feito em
melhorts onaifoas, inslaida a de proco, que
qnestao vital oeste momento.
o dignas de meneada* disposicoea doa arts. 6
a 8, restaurando, regulando a diatribuicao e eitin-
gurad) oartoros I! lato no orcamento ama
providencia de summa sabedoria e elevado alcan-
ce finaneciro I E' realmente am talvaterio. To-
rnera nota os financeiros : um excellente recurso
econmico, especialmente em pocas critieis,
crear oflicos de juatica, dividi los e regalar a dis-
tribuicor dos papis dos qae sio extractos, etc.
Exultara os cotres pblicos s de pensar no que
ha de profundo e sabio nesse theo de legislar so-
bre finencas !
Ora, ha de tudo isso e mais anda no memora
vel orcamento !
Se ao menos elle nao trouxesae dficit e accrea-
cimo dedespeza..
Ora, um orcamento assim enorme, que realixava
em nossos das a fbula de Oto e Ephiates, qae
resciam nove polegadas por semana ; um orca-
mento que dea lugar a socressivas prorogacoea,
conaumindo cerca do dobro d tempo da sessio or-
dinaria da Asaembia, obra tao tr^balhada o cus-
tosa, tudo ieto anniquiladj cem um trac de penna
pelo presidente da provincia !
QSuure de tant da jours en unjour effaoe
Mas, nao basta fazer orcamentoa ; preciso
fazel os qae prestem. E necesaario romper com
pasudas conveniencias partidarias e encarar o bem
futuro da provincia ; troquemos nisto a poltica-
gem pela raio :
Souffron que la raison claire en fin Ttos ames.
Mais tem a provincia 1 ganbar sem aqu lie or-
camento, do que se elle viease a ser lei. E isto
basta.
Outros que pensem ter ficado >al a Asaembia
ou o presidente. Nao fieou b"m a pn'viucia ?
Nao se evitou o mal que lhe traria o bilontra
(como ao orcamento chamaram n 1 Asaembia) ?
O direito de veto urna medida leg.il e foi usa-
da muito a proposito, com justica C razio. O uso
da prerogativa constitucional nao se pode dizer
que deixa mal a ninguem.
O veto, como o adiamento, como disaoluco
nao sao providencias de carcter pessoal, nem seu
exercicio se rege por consideraeoea peaaoaes.
Nao fica mal o juiz, cuja aentenea reformada ;
nilo fica mal a Bela$o quando o Supremo Tribu-
nal lhe rev as decisoes. O velo um recurso ;
se proferido ou se negado, todos ficam bem.
Demais, a Asaembia tem anda opportunidade
para fazer prevalecer seu acto e se o mantiver,
nem por isso o presidente ficar mal. Sao es
chancas e vicssitades do rgimen porque somos
governados.
Mas o que certo que nao ha espirito recto
que nao applauda a negativa de aancco do ora-
me nf o.
Alm de muito correcto, foi prudente, bem avi-
sado e vantajoso para a provincia ease acto. Se
a alguem contraria, nao certamente aoa que
desinteressadamente pensara as condices desta
misera provincia.
Um Pernambucano.
O promotor publico de Igua
rassu'
Li no Diario de Pernambtico de 8 do corrente
mez, o nolavel discurso do Barao de ItapisMma,
proferido na Asaembia Provincial, em aesso de
10 de Janbo ultimo.
Ha um prejuizD enire na de que os vinhoa im-
portadoa pe .s negociantes de grosso trato sao por
elles baptisados, ficando sujeitos ao processo de
urna chrisma, pelo commercio a retalho.
A o6ra do Barao, j citado, -ata as meamaa
condicoea ; tomou acido phenico no resumo que a
Provincia deu de si e, ltimamente, nao estando
bem purgada, levou borrifos de Labarraque.
E, ainda assim, uS> perdeu o mo cheiro !
Aquelle Sr. Barao nao pode conecbar ; 03 m-
dicos aegam defeito na bieia e S. S. aerapre ha
de dar luz monstros.
Eespondo ao histrico que pessoa de muita im-
portancia (o Sr. Am^rim ? !) fezlhe do fact-i,
dado no dia l.o de Marco do corrente anno, em
sessao do Jury desta comarca, com o proceaso,
cujaa pecas j esto publicada* no meamo Diario.
Cheguei a pensar que a Dalavrabaraoera
ayoonima dehomem serio!
O fidalgo, que me tem teir, alm do outras ra-
zOes, por pertencer eu a urna familia de bandidos,
nao rae poupa um elogio, todas as vezea qae cata
com a mo na massa !
O homem me quer muito mal !
E, a proposito, contarei urna historieta :
Em 1884, fui candidato ao lugar de juiz sub-
stituto deata comarca, vago pela nao recondueco
do Dr. liento Borges.
Manifestei o meu desejo ao Exm. Sr. Barao de
Caiar e elle empregou os meios para que eu fosae
attendido.
Houve um distiocto cidado, residente neste
lugar, que, conversando ento com o Baro de
Itapissuma, sobre miaba candidatura, e sabende
que elle nao a recommendava, apesar de, qual
novo Judas, affirmar o contraro ao meu protector,
auimou-se a dizer-lhc :
Entendo que V. nao ieve oppor se pi-eten-
sio do Paes Barretto ; elle bom amigo e, tu-
do -juanto for posaivel, elle far.
A resposta foi a seguinte :
Nao, meu amigo ; na s queremos F.....,
po-que um bom instrumento ; o Paes Barretto
nao se presta aos nossos fina. *
A SHjidade nao esti no caso de commentarios !
Dispensa-os, e eu fico com direito de merecer
loavores doa horneas de bem.
Sim ; eu nao sirvo de instrumento, e d'ah a
ogerisa que me vota o digniss>m > fidalgo da tr-
ra, o coIosbo que, a nao sor o Dr. Amorim, ainda
nao achou juiz que enchesse-lhe as medidas !
Que o digam'os rs. Adelino Freir, Hermoge-
nes Scrates e outros magistrados, que eabem
cumprir seus deveres !
Estou fra da risca ; comecei com discurso
alheio, e ia acabando com um meu !
J respond ao esqueleto da obra do fidalgo, era
artigos no Diario ; e, agora, s peguei na penna
para concorrer chrisma.
Nella appareceu a noticia de que nm homem,
que passa por serio e pacato foi a origem da re-
voluoo qae houve nesta comarca, ao ebegar a
noticia de minha semi-victoria.
O tal Baro referi se a um dos mais bellos or-
nomentos da nossa socedade, a nm homem puro e
honesto,, que espontneamente tomou vivo nteresse
pela minha causa, que. a dea horaeua de bem.
Permita-se-me declinar o seu uome : o Sr.
Dr. Gervasio Bodrigues Uampello.
Tenho intima satisfago quando hemena da.es-
tatura moral do Sr. Dr. Gervasio collocam-se a
mea lado, tomando a si minha defeza.
O acto tem um alcance extraordinario e s nao
polem comprehendel-8 os amphibios gociaes.
Batotr perdendo o meu tempo em fallar ao Sr.
Baro de Itapissuma.
Quero muito .mais em deixal-o em paz com o
seu particular amigo de Pao d'Alho, a quem na
supracitada o6ra teve a fnebre delicadeza de cha-
marcovarde !
Elles se entendem.
Iguaraas, ) 2 de Agosto do 1886.
Pa Bar reto.
E'
opinio nossa ane, nao havendo inimiaade
ent'e 8. 8. eo muito digno candidato conservador,
outro foi o motivo que o levou nagar-lhe sea
voto.
Dizem as ms lingaas que o ebefe poltico de
Ignrasa, em um de seus cordeau abracos 8. S.,
pedio-lbe que se abativesse de votar na eleico
geral.
E' o mais certo e o qne acertamos como verdade,
urna vez qae nao podemos coneeber qne urna le-
vissima queixa que 8. S., sem fundamento, tem do
Exm. Sr. Dr. Figueira, justifique o seu proced-
ment.
Deve S. S. saber o que poltica entre nos e
sobre o assumpto, para-no ir mais ionge, limitar'-
nos-hemos scientificar 8. 8. de que os protec-
tores da eleico do Dr- SilvinoCavalcanti em Igua-
rasa, isto oa chefes polticos que quebraram
lancas por elle, j lbe atiraram face face, em
lugar muito publico e presente- maia de cem pes-
soas, oa maiores insultos e improperios.
A" vista do exposto, pedimos a 8. S. que haja.de
definir-ae em poltica.
Beeife, 14 de Agosto de 1886.
Fre Donato.
Rio Grande do Norte
O cap o Urbano Barata e seus
NATUKBSA DO
DE
cargos sero
Ao Dr.
de
Antonio afos
Amor! m
Urna pesaoa, que tem serias duvidas sobre o
credo poltico do actual juiz. de direito de Pao
d'Aluc, pede-lhe, encarecidamente, o obsequio de
diaer lhe qual dos nossos dous partidas pol-
ticos p-rtence.
E' S. S. eleitor na comarca de Iguaraas e,
como esquvou-se tomar parte as duaa ultimaa
aleicoes, all procedidas, municipal e geral, deixou
o espirito publico v olante e sem poder formar
juizo seguro 4 sea respeito.
NSo ha qu-in ignore que S. S. indica, sempre,
sempre e sempre, como aeua doua h juiena, os aena-
dorea Cotegipe o Saraiva, uoicoa briizilei es )Vie
valem alguma cousa, em seu lucido entender, cir
cursstaocU que aiada raia augmeuta a perplexi-
daie de todos.
Autes da eleico geral de 12 do corrate mes,
egpaLhou-se o boato de. que S. S. affirmava que,
apesar das contrariedades qae lbe havia causado o
llustre candidato conservador', deteniendo aa vic
timas daa perseguicoes de/jS. 81 era Iguaraas,
ettava decidido votar, neile, urna vea qe a sua
queato era do ideas e nao de peasoas.
Esperavam todos pela promessa de 8. S. e a
verdade que, calculadamente, pz-se era-fuga
de Iguaraas,. tres das antes da eleico geral I
Nao queremos crer que m poliea seja 8, 8.,
mutatis mutandis, o que como jui*.
Longe de nos to negro penaamento.
CBIMB COMPETESCIA
P6RO
Nao podendo.o Sr. M. F. prevar q ue o
eapitao Muciel nao autor da falsifi.'acSo
dos documentos existentes na Thesouraria
i!e Fazenda do Rio Grande do Norte, com
os quaes houve Ilcitamente a quantia de
JiJOOO re3, deixa bem patente a exis-
tencia de aro crirne, e a nos que curnpre
ddterminar a natureaa dease crime, e bem
assim a competencia do foro que o tem de
julgar.,E' essa urna batalha de honra para
nos, em que vamos combater com as pro-
prias armas do articulista.
O privilegio do foro existe para todos
aquelles ciiadaus, a quem o governo tem
distinguido cora posicSes e cargos honro-
sos, e os militares gosam tambem desse
privilegio.
Aquelles, portanto, que cornraetterera
crimos no exercicio desses
julgados pelos seus pares.
Os militares, por exemplo, s poderao
ser julgados pelos seus pares, quando corn-
raetterera crmes puramente militares. Esse
privilegio data, verdade, do 1678.
Mas at boj o ainda nao houve urna s
disposico de lei que nao mandase* smen-
te julgar pelo foro rcitar aquelles crimes
que fossem puramente militares.
Reputam se crimes meramente militares
todos os declarados ns leis militares, e
que s podem ser commettidas pelos cila
daos alistados nos corpos do exercito, ou
armada, como sao : 1. Os que violara a
santidade e religiosa observancia do ju-
ramento prestado pelos que assentam
pra4; 2." Os qua offendeui a subordina-
dlo <: boa disciplina do exercito e arraa-
da ; 3." Os que alterara a ordem, polica
o economa do servico militar em tempo
de guerr* ou paz; 4. O excesso ou
i abuso da autori lude era occasio do/ser-
vico, ou influencia do emprego militar,
nao exceptuado por lei, que posiiivamea-
1 to prive o deliiiquont* do for militar.
ProviaUn de 20 de Outubro do 1834.
Fique, portanto, sabendo o Sr. M. F.
quo crimes meramente militares sito simn
t- aqielles que c.sverera camprebendidos
nos quitro paragr .phos da pi'ovisao cima.
O aviso circular de 16 de Junho de 1813,
citado pelo arlicul3ta, qu.; raandou que,
quando oa militaras commettessdin crimes,
Cquae*- quer crimes ? y fossem julgados cm
eonselho de guerra, j nao tem procedon-
cia, porquanto em 1834, vinte e um anuos
depois, deter ninou se bem explcitamente
quaes erara os crimes meramente militares,
ficando portanto revogadas as disposigoas
em cintrario.
Tambem nao tem procedencia a citaao
qua fez da imperial resolujao de 30 de
Agosto de 1823, por estar as condijSes
do referido aviso circular.
O art. 308 2." do cdigo criminal de
16 do Dezembro de 1830, nao obstante,
declara qne os crimes puramente militares
[puramente militares oondicSo) sero
punidos na forma das respectivas leis.
O aviso de 28 de Julho de 1831 manda
continuar o privilegio de foro para os mili-
tares, smente nos crimes militares (a con-
disSo)
O art. 171 l.do cod. do proc. de 29
de Dezsubro de 1832 manda que, por cri-
mes de emprego militar (I) sejam os em-
pregados aecusados no juizo de seu foro.
............. SSo privilegiados : os
1 conselheiros e ministros de estados, os
presidentes das provincias, os desembar-
gadores, os empregados do corpo diplo
raatico, o os com/nanane e empregados
militares. (quando commetterem. crimes
meramente militares, conforme est deter-
minado na provisd de 20 de Outubro de
1834).
.. Nos crimes puramente militares con-
servase o privilegio de foro: Art. 308
2." do cod. criminal de 16 de Dezembro
< de 1830; eod. do proc de 29 de De-
zembro de 1832, arts. 8 e 17 L 1. e
c art. 324.
At aqui nao resta a menor duvida de
que os militares teem priiilegio de foro,
mas somante nos eriraes de naturesa mili
tar, privilegio, quo jamis alguem negou.
V o articulista que, aiada mesmo an-
tes da provisao de 20 de Outubro de 1834,
que firmou os casos em que eram reputa-
dos meramente militares os crimes coinmet-
tidos por militares, as disposijSes que ha-
viam estatuiara como condicao primeira a
clausula de puramente militares.
Ora, chegada a questao a este terreno,
para mostrar que o eapitao Maciel tem de
ser julgado no foro oommura e nao no mi-
litar, como ardente lista, biSta simples e nicamente provar-
Ibe que o crime commettido pelo Sr. Ma-
ciel, e do qual foi denunciado perante a
Thesouraria, nao um crime nem ao me-
nos militar.
Pelo que, e para nos servirmos ainda
dos proprias armas, vejamos :
N-. 14. Ministerio da Guerra. Aviso
de ll.de Fev reiro de 1850. Illm. e
Exm. Sr. T-ndo S- M. o Imperador
mandado ouvir o Conjelho Supremo Mili
tar de Justica e &i seccSes reunidas d^
guerra e mariuha e de justica o estrangei-
ros do conselho de Estado, sobre o oflfi. o
de V. Exc, datado de8 de Setembro de
1849/ e mais papis qu* o acompanharain,
versando sobre o tacto occorri lo nessa pro-
vincia, de se haver pago pela Alfandega
do Rio Grande a um desconhecido a quao
tia de quarenta e oito contos de reis pela
compra de tres mil cavallos para o exerci
to, em rirtude de urna ordem dirigida ao
inspector da dita alfandega, coa assignatu-
raJalsad&V. Exc, resabiado a suspeita
do haver perpetrado essa falsificaeio no te-
nerte secretario do 6 batalhao de'fnzilhei-
ros, Augusto Jos Pope, o qual* V. Exc.
diz que far julgar em conselho de guer-
ra, por ser elle militar, e por ter feito mo
uso da sua habilidade, fazando aignass fal-
sos, crime expreaso no regulamento, e por
ter conoorrido para o roubo de dinheiros
destinados compra de armas, porque u
cavalln arma, eomraettendo assim um cri-
me militar : Foi servido o mesmo Augus-
to Seuhor, par saa immediata e Imperial
Resolu(lo de^ de Janeiro ultimo, deca
rar, em oonfbrraidade dos pareceres das
ditas secj&es do Conselho de Estado e do
Conselho Supremo Militar de Justica, que,
nSo devendo ser considerado crime de res
pon*abilidade do emprego militar o de
que se trata, segundo o que consta do ci-
tado offi'do de V. Exc. e papis annexos,
porque se o referido offieial entrou com ef-
feito na falsificagao, nao foi de certo na
qualidade de militar, podendo tal crime
tanto ser commettido por um militar eomo
por um paizano, e nao se achando corn-
prehendido o fado em questao emalgumdos
quatros paragraphos da proviaSo de 20 de
Outubro de 1834' eleve o reo responder no
foro commum, po- nao ser o crime pura-
mente militar
E assim o communico a V. Exc. em res-
posta ao citado officio, para seu conheci-
mento e devida exccu5ao. Deus guarde a
V. Exc. Palacio do Rio de Jadeiro, em
11 de Fevereiro de 1850. -Manoel Fli-
zardo de Souza e Mello. Sr. presidente
da provincia do Rio Grande do Sul.
0 que nos diz o articulista a isto, ainda
cora tudo o seu cynismo ?
, O tenente Augusto Jos Pupe commet-
teu este crime no exercicio de seu cargo ?
acba-se comprehendido em algum dos qua-
tro paragraphos da provisto de 20 de Ou-
tubro de 1834?
O crime de sua natureza militar ?
Teria elle entrado na falsificagao na qua-
lidade de militar?
Falle, nSo se perturbo!
Se o Sr. M. F. tivesso de resolver al-
gum caso destes, empurrava a hucha para o
loro militar, mplesmente porque o indi-
viduo que o praticou era militar, conforme
o aviso circular de 16 de Junho de 1813 ?
Oh pena que o articulista seja utapo-
mudista, e que. nao quizesse por si mesmo
conhecer os pontos de contacto do crime
praticado pelo tenente Augusto Jos Pupe
e o eapitao Joao Sevieriaao Maciel da Cos-
ta
Na nossa opiniao s ha tres pontos em
que elles differem primeiro ter o tenen-
te Pupo recebido 48:0005 e o eapitao Ma
tel smente 2654 y segundo ter o te-
nente Pupe inventado a compra de 3,000
cavallos e o Sr. Maciel a compra de ferra-
gens o cobrado maior salario do que o do
ajuste particular ; terceiro no tenente Pu-
pe recahiram smente susp-itas e no eapi-
tao Maciel haver certeza do crime.
Vejamos agora os pontos de contacto :
O Sr. t'.nente Pupe usou de assignatura
falsa n'um documento (urna ordem), o Sr.
capito Muciel usou de assignatura falsa
d'j seu proprio punho, com letra desfartja:
da em tres dooumentoa (recibos).
A intencao de ura foi a intencao do ou-
tro, ambos s bos sao cstellionatarios.
O tenente Pupe entrando na falsificoslo
nao foi na qualiiade de militar, podendo
tal crime tanto ser commettido por um mi
litar como por um paisano.
No mesmo caso est o Sr. Maciel, que
tendo falsificado os documentos nd o fez
na qualidale de militar, porquanto, em vis
ta da circular do Ministerio da Guerra, de
9 do Julho de 1861 e InstraccSes do anno
de 1778, nSo era elle competente para se
encarregar-se de obras, concertos ou pin-
turas, enjas despezas tinham de ser reali-
sadas pelo Ministerio da Guerra, nSo po-
dendo portanto dizer que eatava no livre
exercicio do seu cargo.
E se o Sr. Maciel praticou este crime,
sendo militar, tanto melhor o poderia fazer
um paisano.
O caso em que figura o tenente Pupe
nao so acha co nprehendido em nenhura dos
4 paragraphos da ProvisSo de 20 de Ou-
tubro de 1834 ; o caso era quo figura o
eapitao M?ciel tambera nao se acha com
prei.endido em nenhura dos 4 paragraphos
da referida Provisao, e nem em nenhuma
das disposicSes citadas neste artigo.
Logo, se o caso o mesmo, revestido
das mesmas cores, -o mesmo crimo julga
do desde ha muito por sentenga, como
que o capillo Maciel pode escapar, colla-
do, a estas forraidaveis palavras do aviso de
11 de Fevereiro de 1850 -deve o reo res-
ponder no foro commum, por nao ser o cri-
me puramente militar ?
O articulista nao zorabe, e se algum mal
sobrevier ao seu cliente, queixe-se de si
proprio, e do seu cynismo em citar avisos,
quo silo contrarios sua causa !
Agora tome as suas armas e quebre-as
para nSo lhe mentirem fogo.
Attenda o governo e o paiz 1
Esclarecendo este ponto temos concluido
a nessa missad.
Rjcife, 17 do Agosto de 1886.
Epami nondas.
Para
O conaelbetro Freltaai Hcnriqoe*
0 Diario do Gram Para, actual urgo conserva-
dor (como declarou o gremio do mesmo partido,
em seu manifest, datado de 6 do mez ultimo em
opposicao a criterioease honesta administraeao do
illuatrado cOBselheiro Preitas Henriques) em seu
edietorial de 29 do referido mez que abauo trans-
ctevemos, j reconhece que S. Exc. nao indiffe-
rente e que eiuda, ainda que sem estrepito, em reme-
diar oa malea da populaci d'aquella provincia.
Ao honrado magistrado damos os nossos aiaeeroa
parabeas pelo ompleto tnumphc que aeaba d.i
obter. vendo qae oa que o gueireavam at ainda
ha bem pouco j lhe fazem inteira just ca.
E releva ponderar, que nao a o Diario do Gram
Para, ergo d 1 partido conservador, bem oomo os
outros peridicos da mesma parcialidade poltica,
ceaaaram de fazer oppoaico a etsa administraeao
e' at os liberaes, sem nada terem pedido e alcan-
zado, rendem ao integro admimstrador todas as
nomenageas de respeito e consideraco, appUu-
Jindo a h>B:st:dade, zelo e patriotismo do llustre
tunccinnarlo em boa hora dado admioistracio da
importante previnein do Para.
Eis o artigo:
ajelen 99 Je Julho
Saude Publica
O Diario do Gram Para qne s visa ointi-res-
se publico e empenhado por providencias a beau do
m< lhorainento da hygieue d'esta capital, vio com
prazer que o Exm. Sr. presidente da provincia nao
4 indiff-r>-otmat aos nossoavaaales e que cuida,
sem estrepito, em remadiar wafsatsagoa fetos pelo
beri-beri e pelas febres paluatra,que ltimamente
os dureza tem pando sobre noaaa popukce.
Satiafeinos nanita a .'tura dos docuinent
lat vos balub'ridade publica e publicados lu-
na seceo cfficial do Diario de Belem.
Estaremos sempre do lado d'aquelles que se eiu-
penharem pelo progresso o feheidade dos habitan-
tea d'esta provincia e, attendendo boa intencao
manifesuda do Sr conaelherro Freiwa Heuriquea
em oppor embaracis marcha destruidora das
endo epidemias que dizimam oa paraenses, enva-*
moa nossos cumprimentos a S. Exc. e com elles a
segur ano .1 de que nao sabemos regatear elogios
quando alguem a elles fazja.
As medidas acouselhadaa pelo eaforcalo Sr.
Dr. inspector da bygiene pblica esto todas de
accordo com o que temos proposto n'estas colum-
nas.
A queato do eatabetecimento de novas casas
apropriadaa moradia das clasaes pobres deve ser
affecta asaembia legislativa provincial; por isso
res:rramo-nos para desenvolver o asau.i pao as
proximidades da abertura do nosso parlamento.
Pedimos ao Exm. Sr. presidente da provincia
que persista em sua Ma vontade referente saude
publica, envidando es aforeos possiyeia por melho-
ral-a.
Paseamos transcripcaodo officio do Ilustre Sr
Dr. Navegantes, officio qae concorda plenamente
com o qu" tema escripto e que atiesta o modo ser-
vical e til porque esse funecionario se deeemp''-
nha de suas obrigaces.
Ante-hontem, S. Exc. o Sr. conselheir pre-
sidente da provincia oedio thesouraria do fazen-
da que informasse se havia crdito na verba
Soccorros pblicos, afim de poder a presidencia re-
solver.
Tendo a thesouraria respondido hontem, S.
Exc. abri o crdito de 20:000j na verba do vi-
gente exercicio, para occorrer s despezas com a
creacao de urna eafermaria na ilba Tatuoca, eno-
meou quatro mdicos para fazerem visitas domi-
ciliares neata capital.
> Conata nos que S. Ere. vai tomar oatras pro-
videncias afim de melhorar o estada saaitario e ex-
tinguir a epidemiado beri bori.
Applaudiremos todos oa actos de S. Exc. que
foreen a bem da saude publica.
Recite, 14 de Agosto de 1886.
Cmara dos Deputados
Grande grita provocou o voto da maioria da c-
mara annullando o diploma do Sr. Jos Marianno
e reeonbocendo doputado pelo 2o districto de Per-
uainbuco o Sr. Tbeoloro Machado.
A' conta do gabinete 20 de Agosto se tem lac-
eado a responaabilidade de procedimeuto da maio-
ria da cmara ; elle no entender dos amigos e de-
fensores-do Sr. Jos Marianno, deveria ter-se col-
locado ao lado d'esse senhor, para coagir a maio-
ria a reconhecel-o.
Examinemos a conducta da maioria liberal da
cmara eleita no dominio do Sr. Saraiva, para pro-
varmos que nem o ministerio presidido pelo autor da
lei de 9 de Janeiro, dem o do seu leader e saocessor,
tiveram procedimento diverso do que tevo o actual
governo e puderam evitar que a maioria liberal
de ento a interpreUsse e exeeutaase, nao como
cnteudiam o seu autor e o seu leader, mas no n-
teresse exclusivo dos seus amigos polticos.
Comecaremos a examinar os factos vindo do nor-
te para o sul do imperio, at chegarmos a Santa
Atina do Livramento, onde brilhou o Sr. Ratisbo-
ii.-i. que tao indignado e exaltado mostrou se no
diado recoubecinento d> Sr. Theodoro Macha-
do.
A primeira eleico em que se violn aberta e
claramente a lei de 9 de Janeiro, no entender de
aeu ictor, foi a do 2* districto da provincia do
Piauhy, leieao pleiteada por um amigo e proteg -
do do ministro da Guerra do gabinete Saraiva, o
Sr. Basson.
Esse senhor concorrendo eleico com os Srs.
Prea Perreira o Sinplicio de Rezende, nd obti-
vera no 1 escrutinio maioria absoluta; eis o re-
sultado da eleico :
Basson 432
Pires Perreira 426
Simplicio 54
Soma 912
A maioria absoluta computada pelo nuin ro de
eleitorea qae enmpareceram, aeria 457; ato,
para que foase reconhecido com > foi, o Sr. Basson
em t" escrutinio, diaute da lei e da interpretaco
dada pelo seu autor, seria preciao que elle houves-
8- obtido 457 votos.
Nao den, porem, esta inteligencia lei de 9 de
Janeiro a maoria liberal que apoiou os Srs. Sara-
vaia e Martinho Ca : pos : arranjando urna conta
de ebegar, annullou o collegio de Piraaurue onde
o resultado fra o seguinte : Pires Ferreira, 82:
Basson, 27 : o concluiu pelo rec.nhecimento do
Sr. Basson, com 404 votos-
Para chelear a eat-t resultado, nao trepidou de
annullar 109 votos, afim de reduzir o numero de
eleitores presentes e'eicao a 803 e declarar de-
putado o protegido do ministro da^guerra do ga-
binete Saraiva, com 404 votos.
O relator da commisao, o Sr. Penido, o meamo
que classifi-. u do escandaloso o procedimento da
Cmara recouhecendo o Sr. Theodoro Machado,
assim se prouuuciou :
< Nao ae computando os votos nullos de Pira-
curuca, a maioria absoluta ser 404 e portanto,
estara eleito em 1. escrutiuio o Dr. Basson ; mas
vejme em face do 2- art. 18 da le de 9 de Ja-
neiro de 1881, que diz diz : Nao se cooeiderar
eleita deputado Asaembli Geral o cidado que
nao reunir a maioria obsoluta dos votos doa elei-
tores que coocorrerem eleieoio.
< Esta letra da lei me faz varillar. Entretanto
a miaba opiniao, j xteroada perante a commiB-
so, po vezes, que os votos nullos nao se devem
computar, devendo ser considerados como nao xis-
tentes, e neste sentido vota ei.
Temos, pois, que sendo m. ostro o Sr. Saraiva,
e depois o Sr. Martinho Campos, elles que enten-
diam esta disposiclo da h-i em sentido opposto
quelle que deu-lhe a 1 cu^imisso de inquerito,
triumphou a intelligencia da commisso sendo re-
lator o Sr. Penido, amigo particular do Sr. Marti-
nho Campos, e em favor de ura amigo particular
dos Srs. Doria e Paiaoagu.
Deixou a maioria liberal de submetter oSr.
Basson ao 2- escrutinio, considerou-oe proclumou-
o deputado em Io escrutinio com 4J4 votos apenas,
nao obstante constar das actas o comparecimento
de 912 eleitores e ser a maioria absoluta 457 vo-
tos.
Ninguem se lemhrou nesta cccasio de respon-
sabilisar por este resultado, por este voto da C-
mara, os Srs. Saraiva e Martinho Campas,resi-
dente do conselho ; no entretanto, hoje pretnde-
se responsabilisar o honrado baro de Cotegipe, e
o gabinete por elle presidido, pelo nao reeooheci-
mento do Sr. Jos Marianno.
Se o autor da lei de 9 do Janeiro e o seu leader
nao tiveram forca para fazer vingar a iuterpreta-
co que davam ao art. 1 e para impedir que o
Sr. Basfon fosae reconhecido sem maioria abso-
luta, ou conservarem-ao neutros, como pretender
censurar e responsabilisar boje o honrado presi-
dente do conselho por nao ter impedido o reconhe-
cimento do Sr. Theodoro Machado ?
Amsoh estudaremos a eleico do 13 districto
da Baha, do celebre Sr. Spinola
Scialoja.
{Gaseta de Noticias de 22 de Julho de 1886.)
lina Resposta
A Provincia d-s hontem vem me atacan-
do e me acontando como commandante de
gente disfamada, na eleico do dia 12.
Sem precisar dizer qoe quando o orgSo
liberal aio tem argumentos serios, usa de
linguagera baixa contra qualquer indivi-
duo. Como homem opponho minha paiavra
aquellas diatribes e declaro que exacto
ter ea ido Olinda n'aquelle dia ; mas se
por esse motivo sou apontado como um
chefe de eleic2o e t rbulento, os Snrs. Ma-
noel Lyra, Mand Costa, Dr. Cicero Pe
regrino e outros, que cora migo forara
Olinda, o sao e com maioria de rasad por
serem elles atUondades eleitoraes o eu nao;
tent mais quer estes ficaram policiando e
eu voltei do meu aervico que foi feliz; por
que sem ser entidade, vi o triumpho de um
homem que ha de ser til ao paiz.
Assim tenho raspondido ao aranzel da
Prota'ncm, como conservador.
Recife 14 de Agosto de 1886.
Uamod Major.
mm
aM


Diario de PernambucoDomingo 15 de Agosto de
is:6
Pensameato
Nao pode vi ver contente
Ser leal e verdadeiro,
Ssinho seas males sent
Quem tem falta de dinfceiro.
Com certesa cahe no lago
Nao tendo abrigo certeiro;
Se caminha marca paco
Quem tem falta de dinheiro.
Lamenta so trevas ver
Para si nao ha luzeiro;
Pois de nada quer saber
Qucm tem falta de dinheiro.
CaboR. torrttto.
O do Cemiterio.
pno murmurio da brisa e o farfalhar das folhas
seccas, julgava ouvir pasaos e quera retirarse ;
porm eu, que jamis tioha tido o venturoso pra-
aer de eatar a sos nem se quer cinco minutos com
aquella viso dos amores, p^endi-lhe a delicada
cintura com estreito amplexo, p'ra ne vel-a tao
de sbito retirar-se, imprimindo-lhe ao mesmo
tempo nos rseos labios um vulcauico beijo !
Oepois, deizando desprender-se de meus bra-
cos aquella mulber divina, vi ella retirar-se di-
zendo: Quanto te amo... e quanto sou feliz em
ser amada por ti i....
Bcm Conselho, 16 de Julho de 1886.
Jos de Alenquer Simoes do Amoral.
Ao publico
O Sr. Dr. Luiz Drumraond, que nao
me affeicoado, por motivos que ignoro,
nao foi fiel na exposico que fez no seu
artigo publicado na Provincia de boje re-
lativamente ao exame cadavrico que se
fea na pesaoa de Manoel Jacintbo de Oli-
veira.
Nao neguei me a dar o meu parecer so-
bre a causa prxima da raorte de Manuel
Jacintbo, e nao o iiz at agora em razo
de declarar ao escrivo que me apresen-
tasse o trabalho feito pelos outros dous pe-
ritos que tambem assistiram ae referido
exame, que o faria com as obseivac'es
que me parveara convenientes para a re-
velaco do facto.
E porque nao me fosse apresentado
aquelle trabalho pelo escrivo, deixei de
dar o meu parecer, nao resultando d'ahi
prejuizo algum aos interesses da justica,
visto ter sido o exame feito por mais dous
peritos.
Nunca fiz questo de pagamento em taes
caeos, podendo dizer sem receio de contes-
tadlo, que sou o medico que mais se pres-
ta e nunca se recusou a servaos d'esta or-
dero, nem raesmo feito a requerimento de
partes que podem c sao obrigadas a pa-
gar.
. Recife, 13 de Agosto de 1886.
Dr. J. J. de Souza.
lenco
Os muitos moradores do Bartbolomou
que pelo Jornal cbamam a otteaco do Sr.
alferes subdelegado, querem talvez pescar.
A ronda atti necessaria.
- O lugar de inspector est vago e, se a
tal verrina refere-se ao digno moco que tilo
bons servidos prestou como inspector, men-
tio torpemente e por isso lhe aconselhamos
que eogula o insulto.
O hospedeiro se quizer ser consciencio-
60 so O poder fazer em bons termos.
Responderemos claramente se soubermos
a quem.
Civis.
. JBirevista
Ao amigo Jau Baptista Lusitano
Era noite quando ao jardim de... nos pela pri-
meira vez con versa vamos a sos contemplando o
azul dyaphano do co, a'.jotrado pelo esplendoroso
luar.
A brisa impregnada de perfumes que ento des-
lisava por entre a folbagua das madre silvas e
magnolias, pareca tambis,querer tomar parte na
nossa couversaciie de amor, vindo de quando em
vez com o seu brando sopro tricar os ureos ca-
bellos de Elvira, que desprendidos por sobre ebr-
neas espaduas, oscillavajn aos sons de seus temos
mnrmurioa .'
Como <-u era feliz naquellc doce momento mun-
do as sedosas maozinhas de fada de Elvira para
estreital-as ao peito, que senta o coracao febrici-
tante pulsar de contentamente! E Elvira aquel-
le aojo da innocencia .' Mas como fosse a pri:nei-
ra entrevista de amor que ella expe imentasse
confeisava ter medo... e, astustada como o pro-
COMERCIO
itoUa eoinmerclal
buco
de Pernam-
Eleigo
das pessoas que teem conjuncto a actual
mesa regadora da irmandade de Nossa
Senbora do Rosario da freguezia daBGa-
Vista de festejar a sua padroeira a mes-
10a Virgera Santissima no dia do patro-
cinio de Nossa Senhora (14 de Novem-
bro do presente anno de 1886) por deli-
berado da mesa regedora.
Julzes por eleico
Illms. Srs. :
Visconde de Mecejana.
Desembargador Francisco .de Asis de Oliveira
Maciel.
Pregador da capella imperial Fre Augusto da
Immaculada Conceico Alves.
Teente-eorouel Manoel de Azevedo do Nasci-
mento.
Dr. Armioio Coriolano Tavares dos Santos.
Di. Jos Eustaquio Femara Jacobina.
Te lente Olavo Antonio Ferreira.
Jos Lopes da Costa.
Os nossos irmos :
Antonio Joaqum de Sant'Anna.
Francisco Pinto de Magalhes.
Joaquim Francisco Colares.
Pedro Manoel da Trindade.
Juizas por eleico
As Exmas. Sras. :
Baroneza de Petroliaa.
D. Zulmira de Albuquerque Martina, esposa do
Illin. Sr. Dr. Luiz de Albuquerque Martina Pe-
reira.
D. Amal a Josephina de Oliveira Pernambuco,
esposa do Illm. Sr. Dr. Miguel Jos de Almeida
Pernambuco.
A nossa ii mi D. Luciana Rodrigues de Almeida,
esposa do Illm. Sr. Dr. Joo Ciod jaldo Montei -
ro Lopes.
D. Juvina, esposa do Illm. Sr. commendador Ma-
noel da Silva Guimares.
A noasa irra D. Joaquina Balbina da Costa Fer
raz, esposa do Illm. Sr. major Luiz Antonio
Ferraz.
D. Pbilomena Candida de Oliveira Neves, esposa
do Illm. Sr. Dr. Joa Joaquim de Oliveira Fon-
seca.
A nossa irm professor D. Francisca das Cha-
gas Ribero, esposa do Il!m. Sr. professor Sim-
plicio da Cruz Ribero
D. Candida, esposa do Illm. Sr. tenente Jo i lien-
to Monteiro da Franca.
D. Rita Oorreia de Lima, esposa do noaso irmo
ex-procurador Jos Miguel Corre ia do Nasei-
mento.
Escrives por eleico
Os Illms. Srs. :
Dr. Joo Jos Pinto Jnior.
Dr. Virgino Marques Carnero L ao.
Elyaio Alberto da Silveira.
Felippe Benicio Catalcanti de Albuquerque.
Luiz ia Costa FalhoV
Eduardo Lamne.
Felinto do Reg Bairos.
Jos Joaquim Alves Pacheco.
Anacleto Travassos.
Manoel Luiz Ribero.
Manoel Joaquim Freir.
Galdino Rodrigues da Cunba.
Eacrvs por eleico
As Exmas. Sras.:
D. Zulmira Bastos, esposa do Illm. Sr. Joa de
Oliveira Bastos.
D. Rita Nunes Pernambuco, esposa do Llm. Sr.
Dr. Antonio Jos de Almeida Pernambuco.
D. Delfina Rosa Martina Barthelo, esposa do Illm.'
Sr. Manoel Ferreira Basto Jnior.
D. Arcelma Mara Japiast de Barros, esposa dn
Illm. Sr. Manoel Martina da Silveira Barros.
D. Carolina da Silva Campos.
D. Felis'nina Francisca Campos, filha do Illm. Sr.
Damo Francisco Campos.
D. Laurentina Helena Ferreira, esposa do noaso
irmo Vicente Ferreira Nunes
D. Isabel, esposa do Illm. Sr. Pedro Lucio Ro-
drigues.
RECIPE, 14 DE AGOSTO \>E 18&b.
As tres horas da tarde
l.'oface* otfiioe*
Accea do banco de crdito real de Pernambuco
do valer realisado de 40J0U) a 41J0J0
cada urna.
Cambio sotare Hamburgo, vista, 565 rs. por R.
M., do banco, bontem.
Descont de letras, 8 0/0 ao anno, hontem e boje
Na hora da bolsa
Veudejam-se : ^
25 accea do banco de crdito real.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
Pelo secretario,
Augusto P. de Lemos,
lii:\ IM t COMHERCUL
Da semana de 9 a 14 de
Agosto de isHt
Cambio sobre o Para a 90 d/v com 1 7|8 ./ de
descont.
Cambio sobre Londres, 90 d/v 21 1/8 e a vista
20 7/8 d. por 1 Ji 00 do Banco.
Cambio sobre Pars, vista, 456 ris o franco
do Banco.
Cambio sobre Hamburgo, vista, 565 rs. R. M.
Cambio tobre Portugal e Lisboa, a vista 157 por
cento de premio do Banco.
Cambio sobre o Porto 90 d/v 149 e 30 d/ 161 %
de premio particular.
Acedes do Banco de crdito real de Pernambuco
do valor realisado de 40 -ao preco de 41 cada
imt, na bolcp. Venderam-ae 40 accea.
Atascar. Entraram 1526 saceos, vendas aos
oreos Kguintes :
O braoco de 3.' sorte, superior, a 4/800 os
os 15 kilos.
O dito de 3. sorte, boa, a 4/700 os 15 kilos.
O dito de 3.* sorte, regular, a 4/600 os 15 ki-
los.
O dito de 4. sorte, a 44100 os 15 kilos.
O dito rnenos, a 3/400.
O dito mascavado, purgado, bom, a 2/500
15 kilos.
O dito dito, regular, 2/400 os 15 kilos-
O dito americano, a 1/400 os 15 kilos.
O dito bruto, regular, a 1/300 os 15 kilos-
O dito do Canal, a 1/100 os 15 kilos
Descont da lettras 8 % ao anno.
Genero* nacionaes
Agurdente'Ultimas-vendas a 72/000 a pipa
de 48'i litros.
Alcool Ultima venda a 130/000 a pipa de
480 litros.
Algodao. Entraram 2685 saccas, venda a
6/900.os 15 kilos, mercado freoxo.
Arroz em casca. Retalho de 25500 a 2/600
osacco.
Cat. Entraram 2435 saceos, retalhou-se de
5/a 7/500 os 15 kilos.
Ceblas do Rio Grande do Su I.- O mercado con
tina sem existencia.
Cera de carnauba.Cotamos de 4/000 a 6/000
os-15 kilos.
Couros salgados seceos. -*- Ultimas vendas de
545 a 550 ris o kilo.
Couros seceos refrescados,Nao consta venda.
Farinha de mandioca. Retalho de 2/800 a
34200 o sscco.
Fumo.Retalbo de 15/ a 25/ os 15 kilos.
Dito em folha, o patente de' 20/ a 22/, o de 1.a
boa de 15/ a 16/, 2.* boa de 10/ a 11/, 3.* boa
de 7/600 a 8/, os 15 kilos.
Gomma de mandioca. Retalho de 1/600 a
3/200 os 15 kilos.
Graxa do Rio Grande do Sul. Cotamos nomi-
nalmente de 54200 a 64200 os 15 kilos.
Gordura do Rio da Prata. Nominal a 5/500
os 15 kilos.
Mel.Nominal a 45/000 a pipa de 480 litros.
Milho. Retalho de 60 res o kilo, conforme o
estado.
Sal do Ass e Mosaor.-Cotamos de 600 a 650
ris por 100 litros.
TapiocaRetalho de 2/000 a 4/500 os 15 kilos.
Velas stearinas do Rio de Janeiro. Retalho
de 292 ris o masao com 6 velas.
Ditas ditas da provincia. Retalho a 300
ris o masao, idem.
Vinagre do Rio. Retalho de 704000 a 80/
a pipa ue 480 litros.
Vinho do Rio. Retalho de 120/ a 130/000 a
pipa de 480 litros.
Xarque do Rio Grande do 8ul. Deposito de
124 000 arrobas. Retalho de 3/000 a 4/200 os 15
kilos.
Gneros estrangeiros
Alfazema Retalho de 7/500 os 15 kilos com
10 por cento de descont.
Arroz da India Retalho de 2/200 os 15 kilot
idem idem.
Alpista.Retalho de 4/400 a 4/500 os 15 kilos
idem, idem.
Aseite de oliveira em barris. Retalho de
3/ a 3/200 o galo, idem idem.
Dito em latas. Retalho a 15/503 a lata
idem idem.
Bacalbo. Deposito 3,000 barucas, retalha se-
de 15/500 a 16/ a barrica.
Banha de porco- Retalho a 400 ris a libra,
com 10 % de descont.
Batatas portugnezasRetalho de 5/500 a caixa,
idem idem.
Ditas inglezas. Nao ha no mercado.
Breu Cotamos de 9/00) a 13/000 a bar-
rica conforme o peso e qoalidade.
Carro de pedra Cotamos de 15/ a 20/000 a
tonelada.
Canella. Retalho a 1S500 o kilo, com 10 por
cento de descont.
Cebollas portuguezas. Retalho de 10/000 a
12/000 a caixa, com 10 /0 de descont.
Cervejas Retalho de 7/600 a 11/500 por 12
garrafas ou botijas.
CimentoCotamos de 7/0GO a 8/500 a.barriea,
conforme o fabricante e peso.
Cominhos.. Retalho a 18/ os 15 kilos, com
10 %'de descont.
Cravo da India. Nao ha no mercado.
Farinha de trigo Deposito 12,000 barricas
retalha-se aos precos seguintes :
A americana, de 18/000 a 19/000 a barrica.
A de Triestre e Hungra, de 23/000 a 26/000
a barrica.
Feijo. Retalbo de 8/ a 10J000 o sacco
( o nacional.)
Garrafes vasios Retalho de 700 ris a
1/500 por cada um, com 10 por cento de descont.
' Doces em calda Nao ha no mercado.
Farello do Rio da Prata Retalho de, 3/200
o sacco.
Dito de Lisboa- Retalbo a 3/800 o sacco
Herva doce.Retalho de 15/ a 16/ os 15t kilos,
conc 10 /0 de descont.
Kerosene Retalho de 3f 400 a lata de 5 galoes
(liquido).
Louca ingleza ordinaria. Retalho de 90/000
a 130/000 a giga.
Massa de tomates.Retalho de 520 a 650 ris
a libra, com 10 % de descont.
Manteiga em barril Retalho a 750 ris a
libra, com 10 % de descont.
Dita em lata. Retalho de 950 a 1/300 a
libra, idem idem.
Massas italianas. Retalho a 8/000 a caixa,
om 10 % de descont.
Oleo de linhac*, Retalho de 1/500 a 1/600
o galio.
Passas eouimuns Nao ha no mercado.
Ditas finas. Retalho a 13/000 a caixa, com
10 % de descont.
Papel de embrulho- Retalho de 650 a 1/500
a resma, idem, idem.
D. Emilia, esposa do Illm. Sr. Manoel Jos Hen-
rique.
D. Rita Otalia de Jess.
Jaizes por devoco
O Rvd. vigario Augusto Franklin Moreira da Silva
Os nossos irmos:
Rvd. Agjstinho de Lima Cavalcante.
Capito Francisco Genuino Simoes.
Professor Henrique de Miranda Henriques.
Protessor Miguel Archanjo Mindello.
Professor Benjamn do Carmo Lopes.
Os Illms. Srs.:
Professor Joo Polycarpo Soares Rosa.
Manoel Fernandes Maacarenhas.
Manoel Joaquim feasoa.
Joaquim Tranfuillino de Lemos Duarte.
Juizas por devoco
As nossas irms:
D. Honorina Augusta Maranho, filha do noaso
irmo o coronel Jeronymo Carneiro de Albu
querqus Maranho.
D. Zulmira Francisca.
D. Ai artiniana Petronilla de Carvalho.
D. Maria Amelia da Silva, filha do Illm. Sr. Jos
Loarenco da Silva.
As Exmas. Sras.:
D. Maria Olympia de Oliveira Grillo.
D. Iiabel Coimbra, esposa do Illm. Sr. Jos Coim-
bra.
D Anna da Silva, esposa do Illm. Sr. Sebastio
Alves da Silva.
D. Felismina Marcellina de Sant'Anna, esposa do
nosso irmo Manoel Joviuo de Sant'Anna.
As noss<*8 rias :
I'rof.'aaora D Emilia Theodora Ramos do Nasc-
mento, filha do nosso irmo Lus Manoel do
Nascimento.
D. Maria Francisca do Sacramento, filha do nosso
irmo ex-juiz Marcos Antonio do Sacramento.
Escrives por devoco
Os Illms. Srs.:
Alferes Lobaldo Augusto de Moraes.
Professor Flix d Joo Hircano Pedrosa.
Manoel Rodrigues Cauhoto.
Luiz Melanio Franca.
Escrivs por devoco
As Exmas. Srs.:
D. Balbiia Maria da Conceico Alves, esposa do
Illm. Sr. Manoel Genuino Alves do Nascimento.
D. Euphemia Baptista daa Chagas, esposa do nos-
so ii mo Aprgio Firmino Baptista.
D. Rosa Amelia Maria da Conceico.
D. Maria Gertrudes da Concei(o.
D. Victoriana Paes Barreto.
D. Anna Joaquina da Conceico.
D. Joaquina Corma do Nascimento Bernarda.
D. Emiliana Maria do Terco, esposa do Illm. Sr.
Amaro Francisco Carneiro.
Mordomos
Os Illini. Srs.:
Apolinario Auxencio Pavo.
Jos Candido de Medeiros.
Rotilio de Oliveira.
Antonio Lopes Chaves.
Manoel Lopes Chaves.
E luardo Francisco Penna.
Alfredo Beis.
Elysio Amancio de Mello.
Joaqnim Peres Ferreira da Silva.
Francisco Antonio de Oliveira e Silva.
Jos Vicente Lobo Henriques.
Luiz Francisco das Chagas.
Jos Francisco da Costa.
Vicente Ferreira do Espirito-Santo.
Angelo Ferreira da Cista.
Justino Joaqnim Botelha.
Simo Thooiaz de Aquino.
Joaquim Rodrigues de Almeida.
Antonio Manoel Ferreira dos Santos.
Mordomas
As Exmas. Sras.:
D. Anna Martinba da C nceiclo, esposa do Illm.
Sr. Geraldo Moreira da Silva.
D. Apolinaria Maria dos Pasaos.
D. Candida Maria do Rosario.
D. Mara Amelia de Oliveira e Silva.
D Glicena Jovelina Ventura.
D Francelina Bento de Souza Bandeira.
D. Benigna do Brito Mello.
D. Maria Francisca Campello.
D. Amalia da Cruz Santos.
D. Petronilla da Cruz Santos.
D. Hortencia Maria da Costa.
D. Elvira de Souza Bandeira
D. Maria Eulalia Fernandes, esposa do Illm. Sr.
Fernandes.
D.Antonia Basilia Badur.
D. Maria das Mcrcs Garcia Chaves.
D.Julia Mari a Eulogia do Carmo.
Consistorio em mesa, 11 de Agosto de 1886.
Eu, Luiz Mamede Ribero. escrivo o esorev.
Vigario Augusto Franklin Moreira da Silva.
bonito
Pergunta-se ao Sr. Joaquim Tavares Pinheiro,
morador no engenheiro Curra! de Bois, da comar-
ca de Bonito, com que direito tem em seu poder
pessoas livres a titulo de escravos ?
E' crto que eaaaa pessoas toram escravos de
seu irmo Jcs Tavares Pinheiro (sto mesmo sem
ttulos legaes); mas tendo este fallido, s a massa
tinha direito aos meamos escravos, no entanto esta
entregou-os ao abandono e por conseguintc esto
livres de facto e direito.
Ter o Sr. Pinheiro titulos legaes que provem
o dominio des mesmos escravos ? isto o que
compete k autoridade competente averiguar e as-
sim espera
Um abolicionista.
Preven^o
Previne-se a quem interessar possa, que a rea
comprehendida da reja da Penha at o largo
das Cinco Pontas, entre as ras das Calcadas e
Vidal de Negreiros, terreno fpreiro, pertencente
ao antigo vioculo Salvador Curado Vidal, cuja
successora trata de habilitar-se para ha ver os
respectivas forose quem assim dos terrenos entre a
igreja do Espirito Santo S. Francisco e Rosario
como melhor explicar-se ha na ra da Penha n.
2b, l,ja.
As preparaces despreziveisj,
443
apenas de ordinario esto em vega por algum tem-
po, porm a sua proloogaco geraltnente de pou-
ca dura e em breve pasaa; emquanto que um gran
de antidoto per excedencia como u peitvral de
Anacahuita e um constante e perpetuo beneficio
publico, um verdadeiro thesouro inesgotavel. Po-
de se asseverar como un axioma in'jontestavel,que
qualquer classe de toase, constipaco ou catan-no,
se allivia e cura mediante o seu uso dentro do es-
pado de pouco8 das, e as vezes dentro em poucas
horas.
Os bronchite8 declarados ncuraveis pelos mdi-
cos, se alliviam e s vezes se curam m urna se-
mana, com esta preciosa e excedente preparacao
vegetal; a melhor e a mais excellente de todas
quantas andam em vo;a.
Robustece e vigorisa os orgos da respiraco ;
faz expellir todas as mucosidades e a pblegma ;
cura a asthma chronica; n'uma pilavra nao ha
nem existe um s caso de desarranjo ou molestia
dos orgos pulmonares ou da garganta, que nao
sejam curados logo primeira dae, e geralmeiit-
ficam permanentemente curados.
Como garanta contra as falsificaQoes, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman & Kemp venham
estampados em lettras transparentes no papel do
hvrinbo que serve de envoltorio cada garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumarias.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 9.
A grande maoria da populaco dos paizcs civi-
lisados herda dos autepassados o germen da es-
cotla, o qual simplesmente o veneno diluido da
syphils, que depois de passar pelo sangue de ge-
races nos chega na forma de cbagas, molestias
dos rins, erupcoes, tinhas froutras sujidades. Ca-
sos ha em que o mo sangue resultante de nos-
sos proprio peccados e excessos. Em outros a na
aliinentacao, occupiccs insalubres, a falta de liiu-
prza, a respiraco de ar impuro ou de emanaces
nocivas sao os factores activos do resultado. O
Xarope de ida de Betiter "%'. *. o
graude purificador do sangue, cura pjsitiva de
toda a classe de molestias do sangue e da pello,
desde brotoej at escrfula.
Clnica
de molentiRM de olboa. ouvidoM. gar-
asmtii e foxun uanaes
Dr. Mattos Barreto, medico oculista, ex-chefe
de clnica do Dr. Moura Brasil e da polyclinica
geral do Ro de Janeiro. Consultas das 12 as 3
horas da tarde, na ra do Imperador n. 65, pri-
meiro andar. Residencia, hospedan! de D. An-
tonio.
N. 1. E' maravilhoea a rapidez com que
os tsicos, os anmicos, os escrofulosos, os de-
bis e os que padecem do peito e da gar-
ganta restabelecem-se depois de terem to-
mado a Emulado de Scott.
lina enferinidade tomada por
oiit/a!
Equivoco dos lacultativis
O falleciinento de algum amigo ou p-
rente a quem amamos tercamente sem-
pre urna desgraca lamentavel : mas a ca-
lamidade verdaderamente terrivcl quan-
do os factc>8 nos manifestara que a pobre
victima suecumbio por so ter empregado
um systema de tratamento que nao era
apropriado para a sua doenya. Comtudo,
casoa lia em que o erro dos mdicos se
descobre antes de desappareccr a ultima
esperanca, e uestes casos, algumas vezes
se consegue salvar a vid do doente.
Para exeraplo do que deixainos dito, va
los referir certos fictos que estabelecem a
rerdade da nossa affirmajao.
Ha cerca de dous annos, urna das se-
lioras mais bellas de New-York, abando-
nada peles facultativos em um caso deses-
perado de tsica (pois era este o nooie que
os mdicos davam molestia) julgava-se
condemnada a raorrer. Os pais da doente
resolveram leval a a Paris, esperanzados
em que, na capital de Franca, a Paculda
de doscobriria algum remedio contra o mal
que ameoc/iva a vi ia da JQveu senhora
sta esperanza n2o 89 realisou, mas feliz-
mente em Paris os amigos da moribunda
ouviram fallar de um novo systerua de tra-
tamento aiopudo. primitivamente pelos
Shakres do Monte L -banon, no Estado
de New-York, e empregado depois par ou-
tras pessoas com ora xito extraordinario
era muitos casos de Dispepsia. Aos pas
da infeliz pareeeu qne era possivel que a
doenya que anHigia sua filha poderia talvez
denominar se Dispepsia ou Indigestlo, e
ato a Tsica que tanto teiuia n, e abriga-
vam a esperanza de que, em tal caso; se-
ria fcil salvar a desditosa joven.
Apressaram-se, pois, a alcancar urna
quantidade de um medicamento intitulado
Xarope Curativo de Seigel, e proparado
Nio ser por demais o recordrteos ao
leitor que o xarope curativo de Seigel Be
vende em todas as pharmacias do mundo
mteiro, assim como na casa dos propieta-
rios, A. J. White, (Limited), 36, Farring-
don Road. Londres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co : Bartholomeu C, J. C. Levy & C.,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar-
tiniano Varas & C Rouquayrol IrmSos e
Faria Sobrnbe & C.; em Bello Jardim:
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho ;
em Independencia. Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares : Antonio Car-
doso de Agniar; e em Tacurat, Jos
Lourenco da Silva.
EDITAES
Aviso
Pimenta da India. Rjtalho da 1<350 a 1J40J
o kilo, idem, idem.
Plvora ingleza. Retalho a 20 o barril.
Queijos. Retalbo de 3* a 3*500 um, com 10
% de descont.
Sal.Nao tem bavido entrada para o mercado.
Sardnbas.Retalho de 300 a 840 reis a lata
com 10 % de descont.
Toucinho de Lisboa. Nao ha no mercado.
Dito americano.- Retalbo a 10J500 15 kilos
com 10 7, de descont.
Velas stearinas Retalbo de 550 a 900 ris a
libra, idem idem.
Vinagre de Lisboa Retalho de 130* a 150*
a pipa de -180 litros.
Vinho de Lisboa. Reta.ho de 220* a 230*000
idem, idem.
Dito franciz-Retalho a 225*.
Dito da Figueira. Retalho de 230* a 245*000
a pipa de 480 litros.
Xarque do Rio da Prata. Deposito de 81,000
arrobas, retalho de 5*000 a 6*008 os 15 kilos.
RKIN DI MIRTOS PBLICOS
Mes de Agosto de 1886
ALFANDEGA
ta*DA OICK4X.
De 2 a 13 303:49**371
39:657*009
O Dr. E. Oftiflan Bonnet Medico pela
Faculdade de Medicina de Paris.
Condecorado com a meialha dos hospitaes.
Socio correspondente : das Academias de Medi-
cina do Rio de Janeiro e de Barcelona ; da 8o-
ciedade de Medicina p-atica de Paris e da Boom
dade Franceza de Hygene, ex-director do Miueu
AnatomoPatolgico da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pu-
blico que durante a sua estada em Pernambuco
fica a disposicSo dos doentes que desejarero hon-
ral-o com a sua confianza.
Chamados e consultas de 1 as 3 horas da tarde
at novo aviao : na hospedara de D. Aatonio
(Caminho Novo).
Especialidades : molestias das vas respirato
rias, coraeao, estomago, ligado, etc., molestias
nervosas e syphiliticas.
Recife, 6 de Agosto de 1886.
4C.
dem d 14
Kbhda raovinciAi.
De 2 a 13
'.dem de 14
Total
35:312*137
9:969*665
343:149*380
45:281*802
ttKCKBBlKlBlA O' 2 13
'u-ui Uu 14
Cohsdi^do PbovdicilDe 2 a 13
dem de 14
&*cira obathaobOe 2 a 13
dem do 14
388:431*182
10:005*684
804*012
10:809*696
10:049*688
414*201
10:463*839
21:429*256
748*088
22:177*344
-LTERAC0 da pauta
Para a semana de 16 21 de Agosto de 188t>
Alcool, 230 rs. o litro.
Aleudan cm rama, 393 rs. o kilo.
Couros salgados, 500 rs. o kilo.
Carvo de Cardiff, 188 a tonelada
Alfandega de Pernambuco, 14 de
1886.
Os conferentes,
Raymundo F. de O. Mello.
Antonio L. M An.orim.
Agosto
de
DESPACHOS DE IMPORTAglC
Barca portuguesa Maria Carolina, en-
trada do Porto em 12 do correte e consig-
nada a Jos da Silva Loyo & Filho, mani-
fetou :
Albos 40 canastras a Jlo Fernandes
de Almeida.
Azulejos 22 caixas a Prente Vianna
& C.
Azeite de oliveira 8 caixaa a Almeida
Machado C, la Joo Fernandos Fer-
reira 10 a F. Quedes de Araujo.
Azeitonas 4 barris e 25 caixaa a Do-
mingos Alves Mathens.
Alpiste 8 barrios a Pereira Carneiro
C.
Archotea 20 fardos a Joao Mcraira
Batoques 3 saceos a Pereira Pinto
1 a F. R. Pinto Guimeraes & C.
Bite 1 a Aatonio Gomes de Mirada
Leal, 1 a Antonio de Oliveirt Maia & C.
Capachos 2 fardos a Win. Halliday
d C
Cognac 6 caixas a Domingos Alves Ma-
theus,
Carne 1 barril a Antonio Jos Coim-
bra Guimares, 1 caixa a Manoel Fernan-
des de A. Ramos.
Conservas 10 caixas a F. Gucdes de
Araujo.
Ceblas 800 resteas e 300 molaos ao
capitSo.
Folhas de louro 17 saceos a F. R. Pinto
GaimarSes dC, 4 a F. M. Guedes de
Paiva.
Ferrageas 73 voluraes a JoSo Fernn-'
des de Almeida, 3 a Vianna Castro & C,
24 a Domingos Alves Matheus, 59 a Al-
meida Machado dC, 68 ordera, 38 a
Wa\ Halliday & C, 3 a Prente Vianna
& C, 36 a Rodrigues de Faria dC, 30 a
A. D. Carneiro Vianna, 23 a Miranda &
Souza, 25 a Reis & Santos, 3 a Ferreira
Guimares & C, 14 a Albino Silva & C,
3 a Pereira Pinto & C.
Figuras de barro 1 caixa a Flix Perei-
ra da Silva.
Genebra 6 caixas a Francisco G. de
Araujo.
Imagens 2 caixas a Reis & Santos.
Linhas e palitos 6 caixas a Pereira Fer-
reira & C.
Merca dorias diversas 4 volamos a Jos
Joaquim Alves A C.
Obras de vime 20 volamos a Flix Pe-
reira da Silva.
Objectos de prata 1 caixa a Jos Joa-
quim Goncalvea de Barros. Ditos diversos
1 volume a Antonio Gomes de Miranda
Leal.
caixas a F. Ribeiio Pinto
C, 3 a Francisco G. de
ora o tira 'spoal d?- curar a Dispepsia,
A doente toraou algumas dozes deste re-
edio, e o resultado do novo tratamento
oi inaravilhoso. H-ije, aquella senbora, j
restabelecida, vive feliz e goza de urna
sait'le p-rfeita. Certo que, neste caso
os mdicos tinliara tomado urna duenca por
outra, e quando se desabri a origera do
mal, o se explicou o verdadeiro remedio,
os symptoraas da Tisic.i desappareccram
i inmediatamente.
O caso que acabamos de citar nao o
nico neste genero. Ha milhares de infe-
iizes qu; actualmente esto tomando re,
medios para curar enfermidades do figado-
dos rins e dos pulmSes, doengas prove-
nientes dos vapores miasmticos, etc., ao
passo que realmente nao existera era mui-
tos casos taes aifoccoes, sendo a indiges-
to a verdadeira causa dos syraptomas que
tanto terror inspirara aos doentes; e se
estes appli jassera o verdadeiro systema de
tratamento, nao tardariam a curarse.
Prente Vianna
Palitos 13
Guimares &
Araujo.
Peneira 2 fardos
C,
Pja 1 aos mesmos.
Pomadas 30 canhotes a Francisco Gue-
des de Araujo.
Presantes 13 barris a Pereira Ferreira
& C., 1 a Manoel JoXo Gomes de Amo-
rim.
Palhetas 1 caixa a Manoel Joaquim Ri-
bero & C.
Rolhas 36 saceos a F. R. Pinto Guima-
res & C.; 22 a Joo Fernandes Ferreira,
12 a Francisco Guedes de Araujo, 11 a
Paiva Valente & C.
Remos 24 a Herculano Jos Rodrigues
Pinheiro, 4 a Antonio Gomes de Miranda
Leal.
Salpicoes 5 caixas a F. Guedes de Arau-
o, 1 a J. J. Pereira de Mendonca 48a
'ereira Ferreira & C, la Alfonso de
Axevedo Maia, i a Jos Augusto W. Rus-
seel, 4 a Paiva Valente & C, 1 a Manoel
de Araujo, Cardeal, 6 a Costa Lima & C,
I a Antonio de S. Duarto Ferre-a.
Vime 400 aliagas a Pereira Pinto & C,
500 a Felippe Simos daSilva, 900 a Maia
& Rezende.
Vinho 2 pipas e 31 barris a Francisco
Guedes de Araujo, 4 barris a Antonio Jo-
s de Oliveira Campos, 5 a Vitollo Fer-
reira & C, 32 a Almeida Machado &
C, 15 a Felippe Simoes da Silva, 2 a
Francisco L. de Oliveira Azevedo, 23 a
.Antonio da S. Duarte Ferreira, 20 a
Adarason Howie & C, 4 a Antonio Jos
'Coimbra Guimares, 20 a Pereira Ferreira
& C-, 3 a Affonso de Azevedo Maia, 1 a
A. C, de Vasconcellos, 1 a J. L. de Oli-
veira Azevedo, 1 a Antonio Jos de Oli-
veira Campos, 1 a M. Joo Gomes do
IAmorira, 1 a Rodrigo de Carvalho Cunha
<& C, 2 a Miguel Jos Alves, 10 a Souza
Basto Araorim (k C., la Miranda & Souza,
1 a Reis & Santos, 1 a Fernandes da Cos'
ta 33 C, 70 a Joaquim da Silva Salgueiral,
1 a Manoel F. de Azevedo Ramos, 12 a
R. do Drusina & C-, 25 a Joaquim de
Oliveira Cunha, 195 a Cunha Irmos & C ,
490 caixas a Ferreira Rodrigues & C,
484 a Cunha Irmos & C 670 a F. R.
Pinto Guimaraei>, 100 a Baltar Irmos
& C, 100 a Domingos Alves Matheus,
125 aDo mingos Pinto de Freitas, 80 a Sou-
za Basto Araorim & C, 50 a R. de Dru-
sina &C, 83a Alheiro Oliveira d C-, 34
a Almeida Machado & C, 12 M. a Joa Go
mes de Araorim, 205 a Antonio D. Car-
neiro Vianna, 2 a Silva Guimares de C,
20 a Paiva Valente 4 C, 6 a Baltar Oli-
T.ir & C.
Edital n. 744
De ordera do inspector gral, face saber ao pro-
fessor Manoel Jos da Cmara, da cadeira da
Varzea Redonda, que lh-> fica marcado o prasi de
15 dias para responder sobre o abandono da sua
cadeira, visto ter deixado de. reassumil-a depois
de fiada a licenca obtida, e haver decorrido mais
de seis mezes fra do exercicio della.
Secretaria da instruccao publica de Pernambu-
co, 6 de Agosto de 1886. O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvao.
Kdi'al n. 15
3' praca
De ordem do Illm. Sr. inspector, se faz publico,
que s 11 horas do da 18 do corrente mez ser
vendido em praca no trapiche Conceico, u n bar-
ril marca M&C e contra marca P, n. 204, conten-
do fumo grarainas, vindo do Havre no vapor francez Ville
de Baha, entrado em 7 do mez de Julho ultimo,
abandonado aos direit09 por Meurou & C.
3 seceo da alfandega da Pernambuco, 14 de
Agosto de 1886.O chtfe,
Cicero B. de Mello.
Edital n. 14
Em cumprimento ao disposto no art. 657 da
cousolidaco das leis das alfandegas, se faz pu-
blico que. da apprehensao de 12 kilogrammas e
700 grammas de coral, e 750 gram-sas de fitas de
seda, t'e'ta ao passageiro Achules Oiorne, no dia
20 de Julho ultimo, plas 11 horas di manha, a
bordo do vapor francez Ville de Victoria, proce-
dente do Havre por Lisboa, foi julgada proce-
dente pela inspectora desta alfandega, condem-
nado o infractor multa de metade do valor dos
mesmos objectos ; pelo que fiea o m-'Smo infractor
intimado para, no praso de 30 das, vir satiafazer
a dita multa.
3 seccao da Alfandega de Pernambuco, 14 de
Agosto de 1886.O chefe,
Cicero B. de Mello.
DECLARACOES_____
Instituto Lltterario Olindense
De ordem do Sr. presidente convido todos os so-
cios se reunirem, cm sesso de assembla geral,
domingo, lo do corrente, s 10 horas da manha,
para prestacao de contas.
Secretaria do Instituto Litterario Olindense, 12
de Agosto m 1886.O 1. secretario, Samuel M.
de Lima Botelho.
Associa$ao Comraer-
eial Beneficente
Nao tendo comparecido numero suficiente de
associados para se constitnrem em assembla ge-
ral, para o que j foram convidados, de novo se
convida os mesmea seuhores, de conformidade com
os estatutos, a comparecerem no edificio da as-
sociacJo s 13 horas da manh do dia 18 do cor-
rente, para ouvirem a leitura do relatorio da ac-
tual administraco, e ser eleta a nova directora.
Recife, 11 de Agosto de 1886.
O secretario,
William Halliday.
Para Pelotas, B. Oliveira & C. 4,003 cocoa,
fructa.
No vapor nacional Cear, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, M. N. Ayres de Almei-
da 3,400 cocos, fructa : M. J. dos Santos 1 caixa
com 35 kilos de doce.
Para Baha, J. da Costa Pereira 3 caixas com
60 kilos de doce.
No vapor nacional Gaahy, carregaram :
Para Baha, P. Pinto & C. 25 barris com 4,000
litros de mel.
No patacho norueguense Canova, carregou:
Para o Natal, Pabio tfalvao 750 s iccoa com
farinha dd mandioca.
Hiata nacional Apody, entrado de Mos-
sor, no dia 13 do correnta e consignado a
Antonio da Silva Campos.
Manifestou :
Algodo 144 saccaa a H. Burle & C,
22 a Souza Nogueira A C-
Couros salgados seceos 12 aos mesmos.
Sal 100 alqaeires ordera.
Vapor nacional Ipojuca, entrado dos
portos do norte no dia 11 do corrate e
consignado Compahhia Pernambucaaa.
Manifestou :
. Algodo 1,753 saccas ordem.
Borracha 8 barricas.
Courinhos 64 fardos.
Couros salgados seceos 327.
Fsteiras 2 rolos ordem.
Gomma de mandioca 30 saceos a Euze-
bio da Cunha Beltro & Irmo.
L 1 pacote ordem.
Sola 200 meios a Gomes de Mattos Ir-
mo.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 4
Buenos-Ayres por escala 12 dias, vapor
inglez Trent, de 1,874 toneladas^ com-
mandante R. Dickinson, equipagem 86,
carga varios gneros: a Adamson Howia
C.
CamoBsim por escala10 dias, vapor na-
cional Ipojuca, de 360 toneladas, com-
mandante Antonio Maria Ferreira Bap-
tista, equipagem 30, carga varios gene-
ros ; Companhia Pernambuoana.
Santos14 dias, lugar norueguense Stah,
de 247 toneladas, capito N. H. Linett-
nes, equipagem 7, em lastro ; a H.
Lundgrin A C.
Rio Grande do Sul20 dias, lugar norue-
guense India, de 349 toneladas, capito
B. Jorgensen, equipagem 9, carga va-
rios gneros; a Maia Rezende & C.
Santa Catharina15 dias, patacho inglez
Kannah, de 190 toneladas, capito Tho-
mas Eduard, equipagem 7, em 'lastro;
DESPACHOS DE EXP0RTACA0
Em 13 de Agosto de 1886
Para o exterior
Nao honve despacho.
Para o Interior
Q No* patacho nacional SociaL carregaram :
ordem.
Rio Grande do Norte8 dias, escuna na-
cional Carolina, de 165 toneladas, capi-
to Tito Jos Evangelista, equipagem
8, carga sal; ordem.
Navios sahidos no mesmo dia
Southampton por escala Vapor inglea
Trent, commandante R. Ddckinson,
carga varios gneros.
BabiaLugar inglez Mennie, capito Wil-
liam Malgaby, carga bacalbo.
BarbadosLugar inglez Flora, capito
James Pike, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Mandos
Ville de Victoria
Ville de Mao
Giqui
Petropolis
Stefuma
Pira-pama
Sculptor
Baha
Jacuhype
Orenoque
Espirito Santo
Thertdna
La Plata
do sul
do sul
do Ha7re
de Fernando
de Hamburgo
de Trieste
do norte
de Liverpool
do norte
do sol
do sol
do sal
de New-York
do sal
ama una
a 18
a 18
a 19
a 20
a 20
a 20
a 20
a 23
a 23
a 25
a 26
a 28
a 29


Diario de Pernambuco---Domingo 15 de Agosto de 1886
/
IRMA*ADE
DO
Divino Espirito Santo
De ordem do conaelho fiscal, convido a todos os
nsaos irmSoB a omparecerem em nosao consisto-
rio quarta feira 18 do corrente, pelas 6 hora da
tarde, para em mesa geral, eleger irmaos para
completar a mesa regidora. .
Conaiatorio da irmaudade do Divino Espirito
Santj, 14 e Agosto de 1886.
Sa .tjs Porto,
Ex i'iii p secretario.
t
Cantidio Cesarlo das Xevcs
Sao convidados tod Coagresso Dramtico Beneficente pira,
congregados, assistireiu missa do B^timo
dia depois do fallecimento daquell* tinado
consocio, que esta sociedade manda cele-
brar pelo seu repouso eterno, na igreja do
Espirito Santo, pela 7 112 horas da ma-
nh do dia terga feira, 17 do corrente.
Convida-se igualmente a desolada viuva,
paren toe e amigos do tinado para este acto
de roligiao e caridada.
O secretario,
Antonio Poes.
Juizo de paz da Boa-Vista
Arrmitaro
Depois da audiencia du dia 17 do corrente rao
em Lasta publica para seren arrematados quatro
cabras, urna porca e um bacurinho, remettidos
este juico pelo respectivo fiscal, po- andarem va-
gando nai ras desta cidade. Freguezia da Bor-
VisU, 12 de Agosto de 188C.
0 escrivo,
Alfredo Francisco de Soasa.
Matriz de Santo Antonio
Consulado Provincial
O abaixo assigoedo, lancador d-.sta re-
particiio, avisa a quem intcressar possa,
que vai proceder aos lancainentos da de-
cima urbana e mais impostos provinciaes,
relativos ao exercicio de 1886 a 1887, na
freguezia de S. Jos.
Uutro siin, pede aos respectivos inquili-
nos para terem de prompto os seus reci-
bas afim do em vista delles effectuar a
collecta ; no caso era contrario arbitrar
na forma da lei : o tarobem quando Ihe
parecer doloso ou lesivo o documento apre
sentado.
Dar omego ao seu trabalho no dia 16
do corrente, percorrendo nessa semana as
seguintes ras : Marcilio Dias. S. Joao,
Coronel Suassuna e VHal de Negreiroa.
Ia Seccao do Consulado Provincial, 13
de Agosto de 1S86.
Fdinto do Reg Barros Pessoa.
Prolongamento da estrada de
ferro de Pernambiico e estra-
da de ferro do Reclfe Ca-
rnari
De ordem do IIIm. Sr. director faco publico que
at o dia 17 do corrente, ao meio din, no Escrip-
torio Central ra de Antonio Carneiro n. 137,
r<-cebem-se propostas em carta fechada para o
fornecimento dos seguintes objectos, necessarios
ao almnxarifado destu repartidlo.
Armacocs de serra metlica, 6.
Atios de couro para cozer corteias, 33.
rame de ferro de 1/8, kilos 30.
Ac de bexigts, kilos 50,
Dito de Milo kilos 50
rame meia canna para contra pinos, 1/16, ki-
los 5.
Dito, idem, idem, dem, 1/8, kilos 5.
Dito, idem, idem, idem, 3/16, kilos 5.
Algodo em rama, kilos 3.
Arria da Parahybs, barricas 10.
Amarello francez, kilos 10.
Azul ultramar, kilos 21.
Alvaiade de zinco, kilos 253.
Borracha em cano, kilos 20.
Barro para forno, barricas 30.
VENERAVEL IRMANDADE
M
N. S. da Lnz no convento do
Carmo
MESA GERAL
% f rimeira convocacao
De ordem da mesa admin'Strativa, convido a
todos os nossos carissimos irmaos a comparecerem
em nosso consistorio no domingo 15 do corrente,
pelas 3 1/2 horas da tarde, afim de em mesa geral
eleger o viee-juiz, de conformidade com o novo
eomprcirisso.
Consistorio, 13 de Agosto de 1886.
Jos Ramos Silveira Jnior,
Secretario.
Tendo sido designado por portaria do
lllm. Sr. Dr. Administrador desta repart-
^So, para proceder, na freguezia do Reci-
te, a collecta dos diversos impostos provin
ciaes relativos ao exercicio de 1886 a 1887,
assim o declaro aos respectivos contribuin-
tes que, na forma do Regulamento de 4
de Julho de 1879, devero instruir as re
elamacSes verbaes que fizerem em vista de
documentos comprobatorios.
Darei principio ao trabalho de que me
acho incumbido pelas ras do Maquez de
Olinda, Bora Jesas, Alvaro Cabral, Tho-
m de Souza, Commercio, e Caes e Largo
da Alfandaga.
Ia SeccSo do Consulado Provincial, 13
de Agosto de 1S86.
O lancador,
Joaquim Tranquilino Lemos Duarte.
Monte de Soccorro de
Pernambuco
Os possuidores das cautellas de penh
res dos numeroa abaixo, sao convidados, a
resgatal-as at o dia 26 do corrente rnez.
10.932 10,942 11,062 11,128 11,209
11,273 11,388 11,413 11,512 11,610
11,611 11,617 11,618 11,620 11,629
1J,632 11,633 11,634 11,637 11,645
11,646 11,619 11,654 11,655 11,659
11,666 11,677 11,687 11,752 11,705
11,714 11,715 11,729 11,734 11,736
11,746 11,747 11,748 11,754 11,756
11,759'11.961 11,763 11,761 11,769
11,784 11,790 11,795 11,796 11,797
11,798 11,803 11,805 11,815 11,823
11,825 11,832 11,842 11,852 11,866
11,867 11,871 11,873 11,874 11,879
11,883 11,884 11,885 11,904 11,909
11,910 11,927 11,931 11,938 11,941
11,945 11,946 11,650 11,951 11,954
11,956 11,957 11,961 11,963 11,970
11,971 11,974 11,975 11,976 11,981
11,'JS4 11,985 11,987 11,988 11,990
11,991 11,992 11,994 11,995 11,997
11,998 11,999 12,000 12,001 12,004
12,008 12,009 12,010 12,017 12,018
12,025 12,027 12,028
12,041 12,055 12,067
12,078 12,076 12,081
12,084 12,089 12,090
12,094 12,098 12,099
12,101 12,102 12,103 12,101 12,<0d
12,106 12,107 12,108 12,109 12,110
12,118 12,121 12,123 12,127 12,128
12,129 12,132 12,133 12,140 12,147
12,152 12,155 12,157 12,158 12,163
12,165 12,168 12,172 12,178 12,186
12,187 12,188 12,190 12,191 12,198
12,201 12,202 12,5:03 12,207 12,208
12,212 12,216 12,217 12,220 12,229
12,230 12,231 12,235 12,238 12,239
12,243 12,244 12,249 12,250 12,255
12,256 12,257 12,273 12,288 12,289
12.296 12,299 12,300
Recife, 5 de Agosto de 1886.
O gerente,
Felino D. Ferreira Coelho
Centro Republicano de
Pernambuco
A Commisso Execuiva faz scicnte aos cidados
republicanos testa cidade que, em virtude da re-
soluco tomada pelo Centro, em reuoiao de 8 do
corrente, contina a ssr o Dr. Joo Carlos Baltha-
xar da Silveira o candidato do 'Centro na eleicao
municipal, que se ha de proceder a 23 deste
es.
Recife, 14 de Agosto de 1886.
O secretario,
M. Coelho do Reis.
12,022 12,024
12,036 12,039
12,069 12,077
12,082 12,083
12,091 12,093
Cl dramtico Fnrtaio Goeibo
Sito couviados todos os socios pira compare-
cerem boje as 19 horas !a manh, na sede ra
dalmperatriz d. 39, 3- anHar, afim de se tratar
do prozimo espectculo.
orda de linho, pecas 10.
Chamins ns. le 2, 80.
Ciscadores 2-"'.
Caderudas de locaco 100.
Ditas de resumo 100.
Ditas de seccoes transversaes 100.
Candieiros com abat-jour 2.
Chavos inglesas 36.
Cainnrca, pellos 4.
Cimento, barrica 1.
Campanillas 2.
Cr, kilos 15.
Carvo Cardiff, toneladas 300.
Dito Cock, toneladas 2.
Chapas di lato 14.
Can'>s de ebumbo, kilos 230.
Chumbo em barra, kilos 20.
Costadinhos de amsrellc 12.
Cal preta, alqueires 75.
Cal de Lisb'a, barricas 2.
Correia ingleza, metros lo.
Curvas de ferro fundido 4.
Dementes 5,000.
Dsticos diversos para as estacoes 10,000.
Estojo de deaenho 1.
Esmeril em p, kilos 5.
Esmeni de granito, kilos 5.
Estopa de cr, kilos 250.
Polbas para serra, 6.
Fio solado de algodo, metros, 100.
Fio coberto de seda verde, metros, 60.
Po coberto gutta-pereba, metros, 50.
Fio de ferro, metros, 500.
Feichaduras de lato, 24.
Ditas de ferro (para porta) 25.
Fio de vellas, kilos, 6.
Ferros para soldar, 6.
Fardetas, 12.
Ferro fundido, kilos, 100.
Grelhas grandes para machinas, 200.
Ditas pequeas, idem 80.
Gengibre, kilos 2.
Gold Size (veroiz) utos, 30.
Livros em branco de 100 folhas, 20.
Ditos dito de 50 ditas, 15.
Ditoe dito de 200 ditas, 10.
Ditos d Ditos dito de 60 ditas, 2.
Lin, pecas 3
L< nba, acbas 4,000.
Martellos p*ra serralheiro, 10.
Malhos 2.
Mancaes de fero fundido com bronze, 8.
Oleo de mocot, litros, 80.
Dito para machina, litros, 200.
Dito para candieiro, litros, 20.
Ocre, kilos, 40.
Ocre arruda, kilos, 20.
Pavios para lanternas e phares, 48.
Preto marfim, kilos, 10.
Pos pretos, kilos, 30.
Paos de secupira, 25.
Pinceis para, traeos, 36.
Pollas de ferro, 5.
Pennas Gillot, caixa, 1.
Plaina, 1.
Placas, 36.
Parafuzot com cabeca chata ou quadrada, 250
Ditos de latae, grozas, 25.
Ditoe de ferro escoriados, grozas', 70.
Ps quadradas, 90.
Ditas de pont*, 12.
Pos de bronzear, kilo, 1.
Quiris, 70.
Redomas para o galvanmetro, 12.
Serra circular, 1.
Dita sem fim, 1.
8oda, kilos, 10.
Sobresalentes de matl-borro, 24.
Secante (fezes), kilos. 40.
Sida forte, kilos 12
Secante banco, kilos 7.
Serrt3o, 1.
Sndalo, kilos 6.
Tinteiros 12.
Torce-fios, 2.
Taloes para entrega de mercadorias, 20.
Ditos-T 26, 50.
Ditos T 27, 50.
Ditos T 24, 100.
Ditos ordena de servico, 50.
Tyinpanos, 3.
Tijollos franceres, 100.
Trincal, kilos 7.
Taizaa de cobre, macos 10.
Ditos de dito, kilos 5.
Taboas de amarello, 44.
Tijollos de alvenaria. 5000.
Ditos repactarios, 1800.
Terra de Siene, kilos 15.
Telbas de vidrO, 6.
Tornos para bancadas, 4.
TorneiraB de metal, 3.
Vergalbiks de 3/8 (ferro inglez), 25
lelas stearinas, libras 6.
Vergalhoes de cobre, 10.
Vermelho da China, kilo 1.
Verniz branco, kilos 10.
Vidros para niveia, 100.
Ditos de (res, 169.
Ditos para lanlerna, 12.
Ventilador, 1. '
Vassouras americanas, 2.
Zarcao, kilos 110.
Zinco, kilos 10.
Os objectos serao de primeira qualidade c en
treges convenientemente accondiccionados, no
Almoxorifado, na Esta cao das Cinco Pon tas ou as
Officinss da Estrada de ferro de Caruar. confor-
me as exigencias do servico.
Os Srs. proponentes nao deverao mencionar em
suns j>r ipostas senao os objectos constantes do
presente edital; devendo acompanbal-as das res-
pectivas amostras : cundicao essencial para serem
acceitas.
N'este escriptorio serao prestadas as informa-
{5e6 necessarias. As proposta serao abertas e
ldss no lugar.dia e hora cima indicados, na pre-
senta dos Srs. proponentes, que devero sellal-as e
assignal-as, indicando suas residencias.
O fornecimento poderd ser ajustado com um s
proponente; ou parcialmente, conforme as vanta-
gens que ofierecer.
Secretariado Prolongamento da Estrada de Fer-
ro de Pernambuco e Estrada de Ferro do Recife
a Caruar, 13 de Agosto de 1886
O secretario,
Manat Juvencio Sabaya.
Banco auxiliador mer-
cantil
Acha-se desde j aberta a subscripeo para a
fundaco deste banco : listas em poder' do seo
iniciador Francisco Augusto Pacheco, raa do
Vigario n. 1, primeiro andar.
Veneravel irmandade do Santissimo Sacra-
mento
De conformidade com as disposicoes do tjom-
promiaao convido aos irmos d'esta veneravel ir-
mandade, a comparecerem no respectivo consisto-
rio, as 11 horas da manh do dia 15 do corrente,
para o fim de proceder se eleicao dos irmaos que
preencham as vagas existentes na mesa regedora
do auno compromissal de 1886 a 1887.
Consistorio, 12 de Agosto de 1886.
O escrivo,
Henrique &)meida.
Consulado Provincial
Teodo sido designado pelo lllm. Sr. Dr. admi
nistrador, para proceder a collecta da decima e
mais impostes, as freguez.as do Poco e Afoga-
dos, darei principio a este trabalho no dia 16 do
corrente mez pela freguezia do Poco e pelas roas
Ponte de Ueha, Arraial, Brejo, Pedro Allain,
Costa, S. Joo, Harmona ; portante previno aos
contribuintes, que nesta occasio apresentem re-
cibos ou contrates, para serem attendidos no caso
de nao serem elles lesivos.
1* seceo do Consulado Provincial, 14 de Agos-
to de 1886.O lancador,
Antonio Soriano do Reg Barros
Santa Casa da misericordia do
Reelfe
Por esta secret .ra sao chamados os parentes
ou protectores das menores constantes da relaco
infra, que va ser recolhidas ao collegio das or-
pba.
Relaco das orpbs abaixo inscriptas, que nesta
data vo ser admittidas uo collegio das orphs
1 Ricarda, filha de Antonia Marcelina de
Oliveira.
2 Joaquina, filha de Joanna Mara da Con-
eeico.
3 Mara, protegida de Joaquim Domingac
Ferreira.
4 Adelina, filha de Brasilia da Conceico
Teixeira.
' 5 Elisa, idem idem idem.
6 Maria, filha de Eugenia Mara de Oliveira
Lagos.
7 Leopoldina, idem idem idem.
8 Guilbermina, sobrinh* de Francolina Br -
gida Soares.
9 Maria, filha de Sophia Carolina de Moraes
Costa.
10 Caiolina, filha de Noemesia Florida de Li-
ma Costa.
11 Maria, filha de Paulina Maria dos Pra-
seres.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 5 de Agosto de 1886.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Soasa.
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Kstabeleida em i &5
CAPITAL 1,000:000$
SHISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Marilimos..... i9O:000$000
Terrestres,. 3.6:000$000
4*-Raa do Commerelo
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhla Phenlx Per-
nambucana
Ruado Commercio n. 8
COMPAA de segeos
lOXTRi FOGO
Sortb British i Hercantile
CAPITAL
t:000.000 de libras sterllnas
A GEN ES
Adomson Howe& C.
andn and Braslllan Ba
Umlted
Sua do Commerci'j n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xa do mesmo anco em Portugal, sendo
fui Lisboa, ra dos Capellistas n. 76 N-
Porto, ra dos Inglezea.
Club Imperatnz
De ordem do Exm. Sr. presidente comvido a
todos os Srs. socios a se reunirem em assembla
geral, s 11 horas da manh de domingo 15 de
Agosto, na sede do Club, ra da Imperatriz n.
42, Io andar, afim de se tractar de interesse so-
cial.
Recife, 12 de Agosto de 1886.
O secretario,
Antonio Maciel de Niqueira.
Santa Casa de Misericordia do
Recife
o dia 15 do corrente, na igreja de N. S. do
Paraizo, pelao 10 borss da manh, ter de solcm
pisarse a festividade da Excelsa Padioeira da
irmandade da Misericordia, que a junta adminis
trativa desta santa casa manda celebrar, como de
costum*, t ndo-se incumbido de discorrer sobre
o evapgelho do dia o Exm. Revm. Sr. vigario a
fiegaezia da Boa-Vista, padre Augusto Franklin
Moreira da Silva. Convido, pois, para asaistir a
ase acto a todos os aenhores mordomos e irmos.
O estabelecimento dus expostos nesse dia pode-
r& ser visitado desde que se concluir o acto reli-
gioso at aa 2 horas da tarde.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 12 de Agosto de 1886.
O secretario,
Pedro Rodrigues de Souza.
Estrada de fero de Ri-
beiro Bonito
Noa terjioa do nico do art. 4 e arta. 5 e 9
2 os estatutos, convida esta directora aos se-
nhorra accionistas para recolherem o London &
Brasilian Bank, a segunda prestaco de 10 OjO
do valor nominal de cada aeco, a comecar desta
data 60 dias.
Recite, 20 de Julho de 1886.
O gerente,
Hyppolito V. Pederaeiras.
Companhia de edifica-
pao
Communica-ae aos sanhores accionistas, que
por deliberaco da directora foi resolvido o reco-
lhimento da quarta preataco, na raso de 10 0/0
do valor nominal das respectivas accoe, o qual
dever realisar-so at 5 de Setembro prximo fu-
turo, no escriptorio da companhia, Praca do
Commercii. Recif 14 de Agosto de 1886.
Gustavo Antones,
Director secretario.
SOC1EDADE
Beneficente Is-Brastleira
Assembla geral
Eleicao
Nao tendo-ae reunido numero legal de socios
1 para ter lugar a sesso de assembla geral, con-
vocada para 12 do corrente, sao de novo convida-
dos os senborea socios para asaistirem a aeaso,
que ter lagar com o numero que comparecer,
segunda-feira 16 do corrente. is 6 horas da tarde,
na sede social, ra nova de Santa Rita n. 5,
primeiro andar.
Secretaria da assembla geral da sociedade Be-
neficente Luso-Brasaira, 14 de Agosto de 1886.
O 2~ secretario,
Ramiro Costa.
COMPANHIA SEGUROS
NORTHERN
Ponlr Hnaneeira (Dezembro ISS5)
< OvlP WHII. ES MESSAVE
RES maritimes
IJNHA MENSAL
0 paquete Orenoque
Coaunandante Mortemr4
E' esperado dot portos do
sul no ait 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do coatume, para Bordeanx,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos aenhores paasageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tompo.
Faz-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoa8 ao menos e que pa
garem 4 psssagens inteiras.
Por excepeo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tmbem d'este abati-
mento.
Os vales postaea s se do at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir)
a frete: tracta-se com o
AGENTE
4ugnste Lab lie
9-RA DO COMMERCIO-9
COMPANHIA PEBMUaKtM ~
.^avegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyha, Natal, Macan, Motsor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
Leilo
De 30 caixss com vidros, 1 mobilia de Jacaranda,
antiga, 2 espelhos dourados, 6 quad.oa, 8 laa-
tornaa e caaticaea, 2 jarres, 2 cadeirae de june
de balnco, l lavatorio de ferro com pedra, 1
mesa elstica de 3 taboas e 1 Ruarda-lonca m-
queno. r~
Quarta feira, 18 dt: corrate
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda n H
O agente Gosmo levar leilo por mandad
do Exm. br.Dr. juiz d direlto do commercio, e
cora assistencia do meamo e requerimnto do ad-
ministra ior da massa fallida de Francisco Teixai-
ra Barbosa, os objecto8 cima mencionados, per-
tencentes i referida massa.
Segu no dia 21 de
Agosto, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 20.
Encommendas passagens e dinheiros afrete at
a 3 horaa da tai da do dia da aahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamiueana
n. 12
Capital oubsciipto
Fundos accumulados
Uecella animal i
D premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
O AGENTE,
<7oAn. H. Boxwe
UVA COMMEROOCIO Vt6l
3.000,000
3.134,34t
577,330
191,000
132,000
*R
MARTIMOS
reuns CHARiEl IIS
Companhia Fraaceza de \avega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lia-
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
Espera-se dea oortos do
sul at o dia 18 do corrente
seguindo depois da indis-
penaavel demora para o Ha
wre.
Cbnduzem medico a bordo, sao de marcha rapid-
e offerecem excellentes commodos e ptimo passaa
dio.
As passagens podero ser tomada* de smtemio.
Recebe carga encommendas e parsageiros para
os quaes tem excellentes accommodaces.
Os vapores desta companhia entram no porto
ancorando em frente ao cea da praca do Commer-
cio o sendo muito incommodo o embarque dos paa-
sageiros no fandeadouro das paquetes transatln-
ticos, no Lamaro e demais devendo todos aportar
ao Havre, que o porto mais visinho de Paris,
fra de duvida que ha grande vantagem para quem
quizer ir Europa em aproveitar-se dos ditos va-
pores tanto mais quanto, alm de serem os precos
Comp^tjta Bra> ilelra de .\"ae
cacao a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante 1- tenente Quilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sul
ateo dia 16 de Agosto, e
seguir depois da demora in-
dspen8avel, para os portea
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommecdaa valorea
racta-se na agencia
11Ruado Commercio11
Lisboa e Porto
E' esperado uestes das o patacho nacional
Ocar e segu com brevidade para os portos ci-
ma, por ter quasi toda a carga engajada ,* para o
reato que falta, trata-se na ra do Mrquez de
Oinda n. 4.
Para o Cear e Maraiiliao
Segu com brevidade para ca portos cima a
barca portugueza liara Carolina, paea o resto da
carga quu.lhe falta, trata-se cornos consignata-
rios Jo& da Silva Loyo & Filho.
GRANDE E VARIADO ~
Leilo
De bons e solidos movis, ricos quadros,
espelhos, lindos objectos de electro-plato
e chr8toffle, candieiros fgaz, jarros para
flores e muitos ourros objectos de apu-
rado gosto.
A saber:
Um ricoquadro sobre um cavallete negro, dou-
rado, representando Othelo e Desdemona (quadra
Beekor) 1 corbelle de porcelana em ama base de
electr pate e 1 | ii.no.
Um lindo divn, 2 ricos dunquerques, 4 cadeiraa
de bracos, 4 mochos estufados torrados de damas-
co e setim, 12 cadeiras de guarnice com palhi-
nha no encost, 11 oauefas, 2 espreguicadeiras, 1
espelbo oval e 3 lindos candieiros para kerosene,
com abatjours.
Urna mobilia de Jacaranda Luis XV, com 1
sof, 1 jardineira, 2 consolos com pedra, 4 cadei-
ras de bracos e 18 de guarnico, i eapelho oval
dourado, grande, 8 quadros cem finas gravursi, 2
candieiros de crystal para gaz carbnico, 1 dito
de metal, 1 relogio dourado, 6 cadeiras italianas,
2 ricos jarros, 2 escarradeiras grandes e altas, 2
ditas de metal.
Urna linda cama com molas e colches, 1 rico
guarda-roupa com eapelho, 2 meaas de cama, 1
toillet e lavatorio com podra e espelhos. 2 lidos
ettagers com espelhos, 2 caixas para costuras, 4
jarros para flores.
Um guarda-vestido de Erable, 2 camas de ferro,
com lastro de rame, 2 bids, 2 tapetes, 1 cama-
marquezo e 1 guarda-vestidos.
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca, 2 aparado-
res, 1 sof, 2 consolos, 2 cadeiras de bracos e S
ditas de guarnico, 6 quadros, 2 jarros para flores
e 1 fogo de ferro novo.
Objectos de electro pate :
Dous ricos porta-cartoes, 1 porta-gelo, 1 porta-
queijo, 1 porta-joias, 1 galheteiro, garfos, tacas e
colheres, 1 lindo estojo e 1 tinteiro de madrepe-
rola, 2 garraSnhas, 1 porta-carto e muilos ou-
tros artigos de gosto.
Quinta feira, 19 do corrate
No sobrado a esquerda da entrada da ra
de S. Jorge, depois do Arsenal de Ma-
rinba.
O tenente Domingos Augusto Ferreira Bastes,
retirando-se desta provincia com sua familia, fas
leilo, por intervenco^do agente Pinto, dos movis
e mais objeclcs existentea na caaa om que residi &
ra de S. Jorge, primeiro sobrado a esquerda da
Arsenal de Marinea.
O leilo princ'piar s 10 horas em ponto por
serem muitos os lotes.
(EM CONTINUAgiO)
Vender mesmo agente om cavallo rudado
novo e bom andador.
LEUDES
_ Terca-feira, 17, o da arma cao, bal cao, can-
dieiros, vasilhames, drogas, balancas e mais per
tences da botica da ra do Bom Jess n. 26, em
lotes von'ade des compradores.
Terca teira (17) o da srmacao, vasilhames o
maia objectos da botica da ra di Bom Jess
n. 26.
Quarto-fcira (18) o de chapas, miudezas e
fazendaa limpas e avariadas.
Quinta-fei-a (19)
o de ricos movis, espe-
das passagens mais mdicos, as despezas do embar- """"j qnadios e objectos de electro-plate, na casa
que aqui e as de transporte do Havre a Paris, sao em 1ue morou o engenheiro Domingos A. Ferreira
uraito menores do que as que demandam as viagena Baatoa, ra de S. Jorge, perto do Arsenal de Ma
CONTRA FOGO
The Liverpool & ln< l\SLRRA\CE WWkW
nos paquetes das outras linhas.
Stiaiir Yl l!i lacoi
E' esperado da Europa
no dia 18 de Agosto, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
ha. Blo de Janeiro
e Manto*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p?los
vapores desta linha,auciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarengu |ual-
quer reclama(s concernente a volumes, que po-
ventura tenhain seguido para os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo aa providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nao se
reaponsabilisa por extravioa.
Recebe carga, encommendas e passageiiw*. para
es quacs tem excellentes accomodaoes. .
Augusto F. de Oiivcira & C,
AGENTE
42 -BA DO COMMERCIO-4*
Companhia Bahlant de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
rinha.
Leilo
O
vapor
Cuniuiandtnte
Guahy
Martios
Corapfe i Seguros Fliele,
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Seguro* martimos e lerrenlren
Neates ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aoa Sra. seguradla isc-inpcode paga
ment de premio em cada stimo anno, o qne
equivale ao cont de cerca de 15 por cento em
favor'dos segurados.
Companhia
Imperial
I DE
SEGUROS contra FOGO
EST: 1803
Edificio e meroadoriat
Taxa baixas
F'rompi pagamento de prejuitot
CAPITAL
fia. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
N. Ra do Cemmercio N. 5
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 16 do cor -
rente, ai 4 horaa da
tarde. Recebe carga
'nicamente at o 1/2
dia do dia 16.
Pax.t carga,passagens, encommendas e.dinheiro
a fre" 'racta-se na agencia
7-Ra do Vigario 7
oibmos Alves Malheos
De urna armaco envermsada com gaveta?, 2
balcoea, 2 carteiras, 3 frascos grandes, 2 ditos de
bocea larga, 1 candieiro com 3 bicos, 1 relogio,
e vasilhames para botica.
Urna caixa de ferro, (burra) 1 armarinho, 1
balanca decimal, 1 dita e pesos, 1 machina para
pirar, 3 balces para trabalho de drogara, 2 ta-
chas de cobre, 2 prencas e 5 barra.
Urna armaco ingleza com vasilhames, potes e
frascos com tintura.- e drogas, barricas com al-
vaiade caparrosa c azul, 1 armario grande com
frascos, e potes com drogas, 1 prenca para copiar
carta e outros artigos que sero vendidos em mui -
tos e differentes lotea existentes no armazem do
sobrado da ra do Bom Jesns n. 26. (outr'ora bo-
tica do Recife).
Terca-feira 17 de Agosto
A's 11 horas
Na referida botica da ra do Bom Jess n. 26,
em lotes vontade dos compradores.
Agente Pestaa
Leilo
De um bom sobrado de dous andares, com duas
frentes, sendo urna para a ra de Domingos Jos
Martina, e a outra para a travessa da mesma ra,
no correr dos fundos do estabtlecimento dos Srs.
Braga Gomes & C; cujo sobrado rende 600*000
annuars, acha-ae livre e desembarazado, e ser
vendido pelo maior preco que der.
Terca-feira, 17 do corrente
A'S II HORaS
No armazem ra do Vigario n. 12 ; para mais
informadles com o agente Pestaa.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-ae casas a 8000 no becuo dos Coe-
Ihos, junto de 8. Gonfallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Na noite do dia 6 do corrente furtaram do
engenhe Arariba de Baixo tres cavallos com as
signaes seguintes : o 1- poldro, russo, inteiro,
iazeudo a ultima muda, com pisada de baixo obri-
gada e ardigo ; o 2' alaso, com frente aberta,
novo, com as pontas dos dentes quebradas e ar-
digo ; o 3- ac, inteiro, andador de baixo at
meio, novo, e um pouce magro. Pego as auto-
ridades poiciaes que auxiliem a apprehenco dos
cavallos e a priso dos ladros.
Baro de Arariba.
Aluga-ae quatro casas na ra Imperial ns.
102, 104, 132 e 136, caiadas e pintadas, com com-
modos para familia, e precos razoavel: a tratar na
Recife, caes do Apollo n. 45, ou na mesma roa
n. 130, at aa 9 horas ou daa 4 em diante.
Aluga-se o 2o andar do sobrado ra do
Fogo n. 18 : a tratar na ra Direita n. 31, ar-
mazem.
Vende-se um kiosque bem afreguesado, em
boa localidade, o motivo se dir ao comprador : a
tratar no pateo do Paraizo n. 18.
Vende-ae a fabrica de cerveja roa da
Sensalla n. 12 : a tratar na praca do Conde d'Ea
numero 11, Boa-Vista.
-
Precisa-se de urna mulher de meia idade e
de boa conducta, para ajudar em trabalhos de
vendagem e outros de casa de pouca familia ; na
ra da Matriz da Boa-Vista n. 3.
Alnga-se o 2- andar do sobrado n. 12, raa
das Larangeiras : a tratar na leja do sobrado n.
17, roa das Trincheiraa, das 11 s 2 1/2 da
tarde.
CREPUSCULARES
Bonald) acham-se venda
ras da cidade.
(poesas de Olympi*
as prineipaes ivra-
Precisa-se comprar nma armaco para ta-
verna, com pequeuaa dimensoes : a tratar no lar-
go da Santa Cruz n. 16.
Precisa-ae de urna perfeita cosinheira, para
caaa de familia : a tratar na roa do Bario da
Victoria n. 39, loja
Yende-se
OampscliiTfabrts-Gesellsehalli
)yao r Petropolis
Eapera-se de HAMBURGO,
via LISBOA, com escala pe-
los Acores, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
demora necessara para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
e com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VTGARFO N. S
1* andar
Os vapores desta companhia, os quaes tem p-
timas ac :ommodacoes p ira passageiros, regres-
sam dos portos do sul com dcstiuo Lisboa e
Hamburgo partindo da Bahia noa diaa 8, 16, 23 e
30 de cada mez e tocarlo neste porto, eaao se of-
fereca numer j suficiente de passageiros.
Os Srs. passageiros, que se qqizerem inscrever
sao rogados a fasel-o pelo menas 4 dias antes das
partida! da Bab
LEILA0
de fazendas, mluilezaa e chapeos
llmpos e avarlados
QUARTA FEIRA 18 DE AGOSiq
A'S 11 HORAS
Agente Pinto
No 1 andar do sobrado da ra do Bom-Jesus
n.43.
Leilao
De movis antigos e moderaos, ferragens,
quadros, estampas e espelhos
Ao correr do martello
Constando de duas grandes estantes de amarel-
lo, armarios, aparadores de mogno, 2 commodas,
guarda-roupa, 1 jardineira de pao setim, 1 guar-
da-louca, 1 mesa oval, cadeiras genovezas, ditas
douradas, marqupzoes, marquezas, 2 camas anti-
gs entalhadas, 2 espelhos, 2 podras marmores
para aparadores, 1 dita redond para mesa, 1 ca-
bide de ierro, 1 porcao de ferramenta, diversas
banquiahas, cadeiras de balanco americanas, es-
cadas, louca, vidros, frascos, formas para bollos,
trem de cosinha, cachorros de pedra para varandas,
urna por(o de estampas finas e urna infinidade de
objectos miudos.
Quarta-feira, 18 do corrente
A' il horas
Na loja do sobrado n. 8 raa da Im-
peratriz
O agente Mirtina far leilo de movis e objec-
tos antigos existentes em dita loja.
Ao correr do martello
na freguezia de Santo Antonio uma taverna beta
atregueaada, tanto para o matto como para a pra-
ca : para informaco, na ra do Rangel a. 75.
Casas venda.
Vende-se ou troca-so por apolices da divida pu-
blica geral nesta cidade nm sobrado que rende
annualmente 660$, sito ra da Ponte Velha n.
82, entrada pelo becco de Joo Frsncis'c, e na
cidade de Olinda um sobrado ra de S. Bento
n. 18, e duas casas terreas, urna ra do Ampa-
ro n. 14 e a outra ra do Bispo Coutinho n. 11 :
a tratar na ra da Aurora n. 31.
Almanack da provinfia
1886
Um volante com 493 paginas
2$000
A' venda na casa editora. Livraria Parisiense
n. 7 A, roa Primeiro de Marco n. 7 A, Industrial
Econmica de G. L^port & C. e Cardoso Ayres.
Sociedade Vate Quatro de
AS *ode 183
Tendo esta sociedade de mandar celebrar urna
missa s 7 horas da n.anha do dia terca feira, 17
do corrente, por alma do seu nunca esquecido
irmo Cantidio Cesario das Neves, na igreja de
Nos8a Senhora do Carmo do Recife, convido a
todos os parentes e amigos^ do fallecido para assis-
tirem a este acto de raligio e caridade.
Desde j a Sdcicdade tc.i agradecida a todos
aquelles que comparecerem a este acto.
Secretaria da Sociedade Vinte Quatro de Agosto
de 1836, 14 de Agosto de 1886.0 secretario,
G. PeLre.
k publico
0 engenheiro Domingos Augusto Fcrreir* Bas-
tos, retirando se da provincia, julga nada dever
pessoa algnma, entretanto, se alguem se julgar
seu credor, aprsente seus ttulos ra de S. Jor-
ge n. .174, para ser promptamente indemnisaCo.
Recife, 15 de Agosto de 1886.



8
Diario de PcrnambucoDomingo 15 de Agosto de 1886
NTICO
"JLS
%
os usos
Purgante as Familias.
tf^mim po fcJ.C.WERCUllm.lUliivEik
Mugase
j relio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
roelecnneuto fabril : a tratar na ra do Commer-
sm n^U, com J. I. de Medeiros Reg.___________
Aluga-se barato
A roa Le;ma? Valentinas n. 4
O armuzem da ra do Coronel Suassuna n. 141
Roa da Baixa Verde n. 5.
Casa terrea da travesea de S. Jos n. 23.
Tratk-se na rna do Commercio n. 5, Io andar
ssoriptorio de Silva Guimares & C.
.-
asa casa terrea :i ra de S. Francisco n. 21 : a
taatar no armuzem do gaz ra do Imperador
ero 31.
Aluga-se
al* e 2- andar do sobrado ra do Coronel
Suassuna n. 144, com muitos commodos para fa-
milia e preco razoavel : a tratar na ra Sete de
Setembro n. 15, ou ra Direita n. 112, primeiro
iiia
Ama
Precisa-so de urna ama para lavar, en-
gomiBor e fazer mais alguns ser vicos de
casa de familia, comtanto que durma ene
casa; na ra da Matriz da Boa-Vsta n. 9,
se dir quem pre.isa.
Prenaraco de Productos Vegetaes
EXTINGO'DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NS&~BAST08
Pernatnbiuto *
Tricofero de Barry
Garntese que faz as
cer e crescer o cabello anda
aos mais cairos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positivo-
mente impede o cabello
de cahirou de embranquo-
cer, e inallivelmente o
torna espesso, inacio, lus-
troso e abundante.
V.AIlkiliU
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
t8>9. E'o nnico perfume no mun-
do que tem a approvacao official de
uin Govemo. Tem duas vezes
luais fragrancia que qualquer mitra
eduraodobrodotenipo. E'muito
mais rica, suave deliciosa. E'
muito mais fina "' delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banho e no qnarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de -cabeca, os cansados e os
desmaios.
Xarope ie Vida Je Renter No. 2.
Ama
Precisa-se de urna para coeinhar e fazer o -:t-
ihco interuj de casa de pequea familia : a tra-
tar na ra do Mrquez de Olinda u. 27.
i
Precisa-se de urna
rna |mpenal n. 42.
wm
para engommar
Precisa se de urna ama
da Amrora n. 137
Ama
de meia idade : na ra
Ama
Preeisa-se de urna ama para cesinhar : na tra
vessa dos Pires n. 9, Geriquity.
Ama
Precisa-se de urna ama para engommar e fa-
cer mais servicos de casa de familia : na ra de
Biachuello n. 57, portas de ferro. ______
Am
a
Precisa-se de urna ama para
sslteiro: na ra da Praia n. 22.
casa de homem
Ama para cosinhar
No largo do Corpo Santo n. 19, segundo and
precisa-se de urna boa cosinheira. que d fia,
de aua conducta.
Jardn, das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com s plantas que es-
tio em vasos n'estejardim seos sapotisei-
ros muito grandes, e dando 2000, la
ranjeiras, muito grandes, pi< .ertar, 6000
a duzia, e sapotiseiros mais pequeos por banto
preco.
AJTTES DE FSAL-O. DXPOIS DE USAL-O.
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affcqoes, Cutneas e as do Conro Cabel-
ludo com perdatfo Cabello, e de todas as do-
noas do Sangue;?igado, e Bins. Garntese
que purifica, enriquece e vitaliza o Sangua
e restaura e renova o systema inteiro.
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas e para a cura das moles-
tias da pe le de todas as especies
e em todos os periodos.
Deiiosit
eiu Prrnambui'O casa de
Francisco Manoel da Filva & C.
Curso de francez
Rna da Matriz da Roa Viola n. 34
O abaizo assignado participa ao respeitavel pu-
blico que abri em casa de sua residencia um
curso ae francez, ornio esaii-radamentu se dedica
ao adiantamento de seas alumnos. Espera, p"is,
merecer a confianca e a proteccao do distincto
psvo pernambucano, e de t' dos aquelles que quei-
ram aproveitar um i-nsino rapi o e esperanzoso.
Mensalidades 3fO0O pagos adjuntados no
acto da matricula.
Horario das 5 horas da tarde s 7 da noite.
Ra da Matriz da Bou Vista n. 34.
Julio Sitares de Azi-vedo
Aluga-se por preci enmarado o 2 andar do pre
dio n. 24 da ra da Imperatriz : a tratar na ra
do Coronel Suassuna 204.
Entre amigos
Com a ultima lotera do mea de
Juihu
Deixa de ter lugar por ter sido transferida a
lotera n. 65, qme era a ultima deste n>ez, como se
v ao annuncio do Diario de 28 do andante, ficar
pata quando for annunciada.
Cavallo e botoes.
Alleiiciio
Compra-se ou aluga-se nma boa casa perto da
eidade, desejande-se nos seguintes pontos : So-
ledade, Caminho Novo, Capunga, Passagem da
Magdalena, tendo bom sitio, agua e gaz : quem
tiver dirija se ra do Imperador n. 49. 1 andar,
tratar com o solicita Jor Antonio Neves.
Cosiiiheira
Precisa-se de urna boa cusinbeira, quj seja as-
seiada e durma na casa em que se alugar, paga-
se bem : a tratar na ra do Paysand n. 19 (Mag-
dalena )
Em Olinda
Vende te dous sitios nos Milagree, contendo 60
ps de coqueiros fructferos, cinco moradas de
gasas, todas offerecem vantagem para banho sal
paduS, poiestirem muit rto do mar : quem
qretender, dirija-se ao uro. t>verna n. 3,
ue atr. achara com quem r. A vista faz f.
s
a taverna sita estrada de yiqui a Jaboatao
esquina iJ.o Ucba, junto a um rancho n. 149, com
p< uc s fundos.
Criado
Precisa-se de um criado : na ra da Madre de
leus n. 5, armazem, que eaiba lcr ti d fiador de
sua conducta.
Venda de hotel e hos-
pedara
O proprietario da Estrella d>> Norte ra Tho-
de Sonza n. 8, tendo de retirar-Be para Europa
Eor incosemodus da sade de familia, vende o scu
otel, o qual se torna recommendavel pelos bons
eouunod.is, como por estar bem localisado e em
boa- freguezia : a tratar no mesmo.
Aos aeademieos
A commissao eiecutiva dos festejos do da 11
de Agosto, participa que resolveodo commt morar
auniversuro da ereacao dos cursos jurdicos,
en urna sesso magna litteraria nos saldes do
Club Carlos Gomes, espera que abrilhantim com
ai a presencas e de snas Ezmas. familias a res-
pectiva sessao, que ter lugar as 7 horas da
aoite. A enmmisao.
INSECTICIDA GALZY
DESTRTJigAO rNFAUJVEL
t Ptrsorejoi, Pulgas, Pielho, Mal, Untbrlt,
Inga, Formigas, Lagarta, torgulho, tu.
O kilo, 11 te; 100 gr. pelo crrelo, l'M.
** B HIC A: 71. ooor* (TBsrboaTlU*. a LYOB
Ateiifo ao avizo
_ Salvador Guimares (im cntrnua^ao), partici-
cipa que faz efiW.iva _ua declaraco no commu-
nicado em 3 do corrente, por isso ajs interessados,
qae o julgarem digno de sua atfenco, previne
que o prazo que lhe ha fizado, termina em 3 do
vindouro
Que hajam de o desculpar, se por negligencia
ou falla de cuidado, hi uver de encommodal-os
mu seriamente.
Pechina real
62 Roa Duque de Casias numero 62
endonra, Primo t C.
Camisas inglezas com c s m collarinhos a
3*500
Collarinhcs finos, diversos modellos, a 4*800 a
duzia.
Ceronlas de hnho a 2i e 2*500.
M ias e8peeiaes para homem a 3*50(, 5J0OO e
6*000 a duzia.
Punhos para homem a 80 rs o par.
Velkldilhoa d- cores, lavr^dos, a 1* o covado.
Fustoes braucos, lindos des--iib s, a 500 rs. o
covado.
Setins de todas as cores, cambmia birdada, es-
partilb. s, tapetes, cortinados e outros artigos de
moda, por precos baratissimos.
Verdadeiro vinho Bu-
cellas
branco, em barris, io al time vapor ; veadese na.
ra do Vigarion. 81 1
|iil
asvi
APPROVAgAO DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
O quinium Labarraque um Vinho eminentemente tnico et febiifueo destinado substuir codas a
octru preparacoes de quina. \
O quinium Labarraque contem todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
U quinium Labarraque prescripto com vantaqcm aos convalescentes de doencas graves, as parturientes e
a todas atpessoas tracas ou debilitadas por uraa febre lenta.
. ^0I?* mta, cores palhdas. r i r
Em razao da efficecia do Quinium Labarraque, preferivel
tomal o em copo de licor, no fim da refeico e as piluhs de Vallet antes.,
Vende-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatura :
,r0fs &^**azqrkte~*Ci<
Fabricacao e atacado : Casa L. FRERE
19, ru Jacob, Pars.
.
Oa proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE MAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeita'-el PUBLICO que receberam un
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tarabem que continuam a receber poi
todos os vapores viudos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que en
outra qualquer parte.
N.
MIGUL WOLFP & C.
4 RA DO CABUG----N.
Oompra-se ouro e prata velha.
0 Plebeu
Ol
Drama em 1 prologo e 5 actOM
gana-l de Kibeiro da Silva
Agencia nica para assignaturas de cada fas-
ciculo de 16 pagiuas em &> francez, por 2C0 rs., na
LIVRAEIA PARISIENSE
7-A Ra Primeiro de Marco 1 A
Aluga-se um sitio na travessa de Joao de Bar-
ros n. 6, com boa casa de morada e grande quan-
tidade de fructeirae, cacimba muito boa e perto
da via-ferrea de Olinda : trata-se na rna da Im-
peratriz n. 14, caiiusaria.
recisa-se
de dous candieiioa de vidio, do dous ou tres bi-
C08, e tres aiandeilas : quem tiver quizt-r ven-
der, dirija-sc ra Duque de Caxiaa u. 58.
VERDADEIRO T T} BfiV LIQUIDO
purgativo LJj U I pilulas
AHCIEBNE
PHARRIAeg @TTII
BNBBB DI LB BOT
Os Purgativos Le Roy justifican!
sua reputacao secular e sua superio-
ridade por milhares de curas; hoje so
adoptados por toda a parte, de preferencia
a qualquer outro para cura rpida e pouco
Pl RftATIF LE ROY/Wrosadas
EEy MOLESTIAS CHRONICAS
nial conhecidas, mal curadas, e consideradas sem
razao como incuraveis. N5o existe medicacSo mais
1-fficaz contra os humores, pituitas ou biles alterada
que provocam ou entreteem estas longas affeccSes; nao
lia reconstituinte mais enrgico contra as reincidencias.
Avis Esse
|Dei iiditUn ntueillut ou bultillei^
lliMI urbjiliqtci, o ti fhe tt
Ru de
Am de evitar as Contrafases :
.Se eleve recusar como inefficaz ou perigoso qualquer Purgativo
rLe Boy liquido ou em pilulas que nSo sahis da l si
'Pharmacia Cottin, genro do CirurgiSo Lie Roy { Rae de Seine
rc n&o trazendo a assignatura ao lado sobre o rotulo. PARS
Sem cheiro nem rosto dos Oieos de Figados de Bacalhau ordinarios
de FIGADOS FRESCOSl
I BACALHAU |
Efllcacidade certa contra a Molestias de Pelto, a Tsica,
Bronquitis, PrisOes de Ventre, Tosses chronicas, AffecgSes escrofulosas.
AOVBRTENOIA, Exiga-ae no rotulo o aello-Azul do Estado fiancez.
HOGG, Pharmaceutico, 2, ra Castiglione, PARIZ, e principaes Pharmacias.
uaiuau uruiuuijus
Chiorose, Anemia, Catharro pulmonar,Bronchite chronica,
Catharro da Bexlga, Phtisica, Tosse convulsa, Dyspepsia, Palidez,
Peraas seminaes, Catharros antlgos e complicados, etc.
Boulevard Denain, 7, em PAJUZ, e as principaes Pharmacias.
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As PHulas purftcao o Sangue, oorrlgem todas as desordems de Estomago e
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valer incrvei para toda* as enfermidades
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para es meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avancada a sua efiieacia e incontestavel.
Essas medicinas slo preparadas smente no Estabelecimento do Professor Hollowav,
78, HEW 0IF0BB STEEET (antes 683, Oxford Street), L0KDEES,
K venderase em todas as pharmacias do universo.
Os compradores slo convidados respetosamente a examinar os rtulos de cada caxa c Pota se oto *f?m
direcsao, 533, Oxford Street, sao (alsificaoev
ATKINSON
PERFUMARA INSLEZA
afamad ha mais de um seclo; excede todas
as out rspelo ten perfume delicado e exquisito.
Trrz Mkdalhab df Ouro
PARIZ lpT. CALCi;iTA 188
peiaeilra-lina excllen',i:iile suaquajjdade,
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STEPHAHOIIS I OPOPOSAX
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qualidade e odor del cita vel c exquisito.
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CDA DE COLOMIA DE ATENSON
incomparavei pelo kq perfume e concentrarlo.
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J. t E. ATKINSON
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GRANDE-GRILLE.Aflt6cIvmphatici!,iloen-
cas das Tas J i4cslTas,obslraei;es do libado e do baco
obslrncces nsccrats, concretos calculosas da Uit.
HOPITAL. AtTecresdas vasdi^vstivas ittrommo-
dc-5 do eslomajo. digestao diOlril, nappelenda,
latlralgias dyspafna,
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HATER1VE.ADei'c. sdos rin?. -Ji HiiM'im
CDcreV'icsd i-Oin i :-tueiP-,llHtmuniria.
EXIJHE o HE da FCNTE na CAI^ULA.
Em Ptrnamouco, e \'i- Qy,
HARISMEN- Y & LABIIXC, 9, ra Jo Commerao;
SUJ-ZER & KOECHLIN, 3. ra da Cruz.
NOTICIA
Chegou a verdadeira furinha d'agoa para o ar-
mazem do Vasconcellus ra da Aurora n. 81.
"Diarios de Pernambuco,.
Compram-se nrsta typographia os uumeros de
27 de Fevweiro a 29 de Novunbro de 1883 e 7
Outubro de 1884.
TRASPASSA SE a hypotheca da casa do largo
do Paraso n. 15 ; a t.atar na ra do Apollo
n. 34, 1 andar._________________________
15, Ra de Poitca, 15
PA R IS
OLiBO
FIGADO delACALHAU
Xatural
Ferruginoso e Creosotado
Ru grilKl>VS riuiarria
mmm
3ER0C0UE
OERO.COtfE-
,\ttenco
i.
Preeifa-sa d'' uma senhora de bna conducta
que sirva de prof.'ssora ou somente de companhia
a urna moca em engenho : a ti atar na ra do Im-
perador n. 79, 1 andar.
Ama
Precisa-se d'' urna ama pura cosinhi.r com-
prar : na ra Vidal de Nrgreiros n. 134._______
Cosinheira
Precisa-se de ama cosinheira
da Unio n. 11.
a tratar na rus
Comedia em des actos
Breve ser publicada urna comedia em
Ctos, com o titulo Cupin de Sant'Anna.
*?**"1*"^' -"~'
tres
Canlidio Cenarlo dan TVevea
O teen te Evaristo deSinza manda celebr&r
missaa no dia 17 do corrente, s 8 horas da ma-
j nba, na matriz da Boa-Vista, stimo dia d.! sea
fallecimento ; convida familia e seus amigos
para assistirem a este acl i de caridade__________
D. tuna Jovenliiia ile Barro
Wanderley
Jacitho Heliodor) Alves Cavalcante. Maria
Franklina de Medeiros Cavalcante, 3ento Manoel
de Barros Wanderley, Mari-i Wamterley Jorge,
Anna Joaquina de Barrjj Wanderley e Joaquina
Lourcnca de Barros Wanderley, mandam resar
urna missa no dia 17 do corrente, pelas 8 horas
da manhS, na igreja de S. PantaleSo no M'inteiro,
por alma de sua entrada, fiha, irma e sobrinha,
Anna Jovcntina da Barros Wanderley, fallecida
no dia 11 deste mez, e convidara aos seus piren-
tea e amigos para assistirem a referida missa.
Baronesa de Mere?*
Joaquim Manorl da Csta e sua ainiilu, Gcno-
; veva Francisca do Reg Barros, Thom Joaquina
1 do Re^o Barros < sua fumi-'ia, mandam resar mis-
fi-.s palo <;-tiu repooso de sua madrasta, tia e
irm, terca-feira 17 do corrente, s 8 horas na
matriz da Boa-Vista, e na capella do engenh*
Mercs, stimo da do seu passamento.
J
DE HTPOPHOSPHITO DE CAL |
Empregados com tanto xito p phihisica c as molestlar. tuberculosas,|
vendem-se nicamente em frascos quadra-
don com o nome do doutor Chubcwu. obre
o vidn.
8ob a Influencia dos Hypopl'.osphitos a
tosse diminue. o appetite augmenta, as for-
as tornoa vir, os suores nocturnos cessao,^
e o dodnte goza de um bem estar desusado.,,
Cs liyvophosphitos que lento a marca
de fabrica da pharmacia SWAKN,
12, ru Castiglione, Pariz, sSo os uni-
e*s reconheciaos e recommendados pelo
D' CHURCHILL auc da deecoberta
de sitas propriedades curativas.
Preco : 4 francos por frasco em pradKja.
Yenden-u (U principaes Phannociat,
O. Mara Ignarla Ferreir
Manoel Antonio Gomes Firreira, Casemiro Lrj-
I ci Jorge, Luiz Beltrao Jorge, Joaquim ebnstiao
' Jorge (ausente) e sobrinhos, agradecem s pes-
soas que atTinpanhai'am <>s restos mortaes de saa
tia, D Mara Ignacia Ferreira, e convidam aos
parentes e amigos pe.ra assistirem a missa do s-
timo dia, na igreja do Terco e rJelem, s 8 horas
do dia 16 do corrente.
Casa PINET, fundada era 1852, PARS
EXPLOTADO GERALr, CATCHUC
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o estomago e slo recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-Ycrk, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
da Collo, o Gatarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgaos genito urinarios.
1114 Urna explicaco datalhada acompanha cada Frasco.
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Tantlicos
de Penedo : vende se em porcao e a retalho : na
ra da Roda n. 11.
Caixeiro
D. .lli'iandrinn de Lima e AI
liuquerque
O bacharel Jos Ignacio de Albuqaerqne e sua
mnlher, tenente Antonio Ignicio de Albuquerque
Xavier e sua mulher, Domingos Jos Antnnes
Gcimaraes (ausentes) e sua mulher, Francisco
Gibsou e sua mulher, filhos e genros da finada
D. Alexandrina de Lima e Albuquerque, agrade-
cem do intimo d'alma todas as pessoas quo se
dignaram acompanhar :i sua ultima morada^ oa
restos mortaes de sua sempre lembrada mai e
sogra ; e de novo as convidam assistir as missas
que pelo eterno repouso de eua alma mandam ce-
lebrar na igreja do Divino Espirito Santo no dia
17 do corrente, s 8 horas da manha, stimo dia
de seu passamento. Por este acto do caridade e
religiao se confessam desde j eternamente reco-
nbecidos. _______.
Precisa-se de um menino de 15 a 16 anuos
ra do Livramento n. 17.
/ "I
i
FUNDICAO GE
ALLANPATERSON Jf
N. 44-Rr i do Brnm-N. 44
JUNTO A B^ fA^AO l)S BUSO*
'l'^in para vender, por j>rei mdicos, as Mdja ragene:
mJidas, batidas e caldeada.
Criva^et, de diversostanasrii
Rodas de espora, dem, idem.
Ditas angulares, :!en, deu).
Varandas de ferro batido.
Ditas de difo tundido, df-. lindos model-is
Portasd forualha.
Bancos de ferro com serra circular.
Graduamento par.i iardiiu.
Vapores de t'orc> de 3, 4, 5, H 8 cavallos
Moendas de 10 a 40 pollegada de panadura
Rodas d'agua. systema Leandro.
Encarregam-se de conuertos, e assectam^nto de inachiaismo e ezeoavm qoal-
traballio com perfeicao o presteza.
AOS 4:000^1)00
* E
1:0009000
Raa Primeiro de Marco n. II
O abaixo assignado, tendo vendido nos
seus afortunados bilhetea garantidos 4
quartos n. 406 com a sorte de 4:0OOJOO0,
1 quarto n 2939 com a sorte de 1000000,
aim de outras sortea de 320, 160 e 80, da
lotera (64.*), que so acabou de extrahir,
convida aos posauidores a.virem recebe:
na conformidade do costurae sem descont;
atguro.
Acham-6e venda os afortunados bi-
hetes garantidos da 253.a parte das lote-
; ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife (65.) que se excrahir
quando for annunciada.
MMffM
Inteiro 40000
Meio 201KX)
Quarto 10OO
Km quaotidade nsalor de OO
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manoel Martina Finta.
Bruno Alvaro Barbosa da Kllva
Joiquim Alvaro Barbosa da Silvu. Jn'io Ame-
rico Barbosa da Silva, Gregorio Avohiu Barbosa
da Silva, Anna Celestina Barbosa -oa bnvu, Knnc-
linda Olindina Barbosa da Silva, Juvenliim Eu-
frosina Barbosa da Silva, Emilia Augusta Bar-
bosa da Silva, Hisbello Barbosa da Silva, Anna
Barbosa da Silva, Elisa Barbosa da Silva Netto e
Pedro Barbosa da Silva Netto, agradecem a to-
das as pessoas que fizeram o carideso obsequio da
acompanharem os restos mortaes de seu iao|atrado
pai, cunhado e concunhado Bruno Alvaro Barbosa
da Silva ao cemiterio publico e de novo lhes ro-
gara o comparecimento a trissa do '.da na
igreja matriz de S. Jos no dia 11, es 8 horas da
mxnba.
Raetael da Silva Damas
Joaquina A. da Silva Dantas, Mana A. da Sil.
va DanUs. Anna da Silva Daotxs Mana Laura
da Silva Dantas. Joo Gonc^lves da ocn, Joa-
quim Goncslves da Bocha e Lydia Goncalves da
Bocha sgradecem cordialmente a todas as pessoas
que se dignaram acompanhar ao cemiteno publico
os restos mortaes de sua muito presada e nunca
esquecida sobrinha, irma e prima, Racha' da Sil-
va Dantas; e de novo convidam os parentes e
amigos para assistirem missa que mandam ce-
lebrar no convento do Carmo, segunda Wr 1
do corrente, s 7 horas da inanha, stimo da de
seu passamento ; pelo que desde j se confessam
eternamente agradecidos.
;D. Anna Jovenllna tle Barros
Waulcrley
O bacharel Jos Alves Cavalcante manda resar
urna missa no convento d S. Francisco, po:' .Ha*
de sua sobrinha, Anna Jovcntius de Barro wan.
derley, pelas 8 horas da macha do dia 17 u0 cor-
rente, stimo do seu passamento ; para o uue con-
vida aos sbs psrentes e a roigas.
^ neari


Oiario de PrmtnibiicoDomingo 15 de Agosto de 1886
i
)
i
i
I
4o novo p rnaiibtcaiio
Contina aberta a escola partidla de instruc
cao primaria para o sexo maatsuliao, 4 roa da Ma-
tri* da Boa-Vista n. 31, dirigid p*lo professor
articular Julio Soares de Aseyd.
Educa e instxue a infancia, pe fitema dos
nrincipaes collegioa da corte do iserio, onde
atevn por algnm tcmpo a passsia, w*jo systenia
4 a delicadeza, a paciencia, a v*ec*o, faien-
do com que os seos discpulos tija o caminho
da inteligencia, da honra e da- frdode, com
santos conselhos e aaa HcCes, afi ***|ue venhaa
a ser o f.ituro sustentculo da pataia, da religiao
e d le, p om verdadeiro cidadao haatileiro.
Espera, portento, qne o respeitarel pablico sai-
ba apreciar de perto o seu verdad**** ensino pri
mario, onde rpidamente a cri**fW abracam e
nam de coraoa aos livros, as lesa*** e aa bellas-
artes. Ra da Matriz da Boa-Vista n. 34.
Julio Soa.es da Aevedo.
Roubo
Fregoczia do Aecifc
Aluga-so por preco muito com***** urna pe-
quea familia metade da cea da ra dos Guara-
lapes n. 29, % na mrttn* te precisa m im menino
ne sejn fiel, para faser compras. A-se roupa e
boen ordenado._______^________
Tintura don-otica
PHARMACIA
Hrrmei de Sonsa P^reir C. Suc-
censore*
Receben grande sortimento d4ka excel lente
inta da tods as cores e m latea 4il5 libras,
aue continu*m a vender por comaodo preco :
qua'qner pessoa (criado cu menino pinta com
perfeico. Com esta tinta podem todos com pouco
dispeudie conservar suas casas sempre limpas.
Ra do Mrquez de Olinda m.21______
IST
Tomem nota
Trilhos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
achtoism completo para en
gentos de todos os tamanhos
Systema aperfeicoado
Especificacoes e precos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
H. 5-Rna do Commercio
N. B Alm do cima B c C., tem aathalogos de
mu i t.mpleoieiitosnectssarioB aagrieoltura, como
.ambem machinas para descalcar algodo, moi
nhos para cat, trigo, arroz e miltao; eerca do fer-
ro galvanisado excelKnte e mdico cm preco, pes-
soa nenbuma pode trcpal-a, nem animal que-
bral a. _____
Do engenho Cabete, do termo da Escada, foram
roubados no di* 3 do corrente mez, da estribara
do lavrador Manoel Peij de Mello, tres cavallos
poasantes, gordos, de cores e signaes seguintes :
um castanho tapado, inteiro, de segunda muda,
anda baixo abrigado, no p esquordo tem urna
listra branca entre o casco e o cabello, e no di-
reito um caroeinho, como que produzido por espi-
cho : dous russos, sendo um grande, ardigo, den-
tea quebrados, de 12 anuos, inteiro, anda baixo,
francamente, e o outro quarto, sem andares, de
8 annog, muito bem feto, castrado, tem no sovaco
esquerdo um signal de ferida que teve ha annos,
e todos tr?s tecm este ferroMFna p direita.
O dono gratifica quem der noticia certa de ditos
cavados.
Oe'jos do serto
Edi moxilas
Cimento po Ib mi
Vende-se de diversas marcas, no armasam de
Soares de Amaral Icuiaos, a roa da Madre de
Deus n. 22.
O que ha de mais esprcial.
Presuntos de Lamego seccosc e m calda
Mantcga inglez* eui latas a
I >000 a libra
P0AS MENES &C
Ra Eslrcita do Rosarle n. 9
GRANDE
VENDAS
Aluga-se
a casa n 1 ra Lombranca do Gomes, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na rma da Imperatriz
n. 32, 1 andar.
Avijp
Precisase de urna profesora que saiba tocar
bem piano e mais traba Ihos de sen hora, para en-
genho : a tratar com o Bario de Nazarcth, ra
do Imperador n. 79, 1" andar.
Serrara a vapor
Caes do CapJfoarifoe n. *8
N'esta serrara encontrarlo os si nbores fregue-
ses, um grande sortimento de picho de resina de
cinco a dez metros de comprimento e de 0,08 a
0,24 d.'esquadros Garante-se preco mais como-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Santos Macedo.
Molestia da canoa
Prrcesso de purificaco especial.
Methodo econmico e satisfatono e de fcil ap-
plica^Io em qualquer engenho.
o terao os senbores de engenho mais prejui-
zos enormes com a molestia.
Informacoes e espe ifica(6es com
BrrasK.
X. 5 lili
do Commercio
RECIFE
ltf.ft
E.vfo'a nocturna
A.cha se aberta a matricula desta escola ra
de Guararapes n. 29, regida pelo professor par-
tieul-.-r Joao Valentim Ferreira Bastos Jnior. O
mesmo professor, a podido de alguna pais de fa-
milia, contina a leccionar em casas particulares
a ambos os sexes, pelo que desde ja protesta se
esmerar no adian"amento de sens alumi os, aquel-
les que bondosamente lhe forren confiados. As
mensahdides serio f itas na inecripclo da ma-
tricula.
IMULSO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hypoiil.ospl.ilos de cal e soda
.%'pprovada pela Junta de Ily-
giene e autorisada pelo
governo
E' o melhor remedio at hoje dejecoberto para a
Uslca broncbltes. Ncroptatalaa, ra-
ebltiit. anemia, > ebMIciada ean freral.
deflaxos, toasie cornica e aaTeccsJe
I peito o da fcai-santa.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
dareis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propiedades tnicas
reconstituimos dos hypophospbitos. A' venda nat
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Recebemos neste ultimo
vapor
Sementes novas de horlalices
48slm eomo
OBRAS DE VINE
Como sejam:
Cestas para coroprns de diverses tamanhos
Bandejas para roupa engommada
Balaios pra roupa uja
Balaios pan facas e garios
Ber908
Condecas
Costurejros
Cadeiras
Voadores para meninos apren*ierero a an-
dar.
O especial vinho Pigneira puro sem a
menor coroposicao.
Vinho do Porto engarrafado, o que pode
vir ao'mercado da mais especial.
' Tamancos do Porto para senhora.
P0(!AS MEXDES & C.
Boa Eslreila do Rosario n.
A Revoluco
M. -41 d
ra Duque de Caxias, resolveu a vender
os seguiDtes artigos com 25 0[0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sedas lavradas de 2#000 por l#000 o covado.
Cachemiras de cores a 900, l#00el#200 o co-
vado.
Ditas pretas a 1#200, 1#100, 1#600, 1#800 e
2#000 o covado.
Ditas bordadae de seda a 1#500 o covado.
Gorgorinas de listrinhas a 360 rs. o covado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 rs. o co-
vada.
Las cora bolinhas a 640 rs. o covado.
Velludilho liso e lavrado a 1#000 e 1#200 o co-
vado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Fusto branco a 400, 410, 500, 560, 600 e 800
rs. o covadu.
Giosdcnaples pretos a 1#800, 2#000 e 2#5O0 o
covado.
Nxn'soc de cor a 300 r?. o covado.
Cretonea finos a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambraia transparente de 5#000 por 2#500 a
peca.
Linn branco com salpicos a 500 rs. o covado.
Casacos de laia a i 00 um.
Fecbs de retrot a l#00O um.
dem de l a 1#000, 2#000, 3#000, 4#000, 5#000
e 6#000 um.
dem de pelussia bordados a 7#000 um.
Chapeos de sol de cores para Benhoris a 75O0
um.
Setinetas modernas a 360, 400 e 440 rs. o co-
vado.
Lmbos escossees a 240 rs. o covado.
Zephiros listrados a 200 rs. o covado.
Brim de linbo de cor a 1#000 a vara.
Fusto de cor a 500 rs. o cevado.
Tapetes para janella, piano, sof e cama a 4#,
6#000, 7#000, 8#000 e 24#000 um.
Setinetas lisas a 400 rs. o covado.
Ditas lavradas a 500 rs. o covado.
Flanella branca a 400 e ]#000 o covado.
Cortes de cae-mira finos a 3#000 um.
Collarinbos de cores e hrancos a Lucinda a
1#000 um.
Casemira de cor e prebt a 1#800 rs. o covado.
Brim prateado fino a 60C rs. o covado.
Dito liso a 360, 400 e 500 : s. o covado.
Esguio amarello e pardo a 500 rs. o covado.
Algodao com duas larguras a 800 rs. o me-
tro.
Camisas de meia a 800, 1#000 e 1#500 urna.
Ditas de linbo lisas e bordadas a 30#000 a du-
zia.
Timos bordados para meninos de 4 a 5 annoe a
5#000 um.
Madapoloes finos a 5#000, 6#000, 6#500, 7#000
e 8#000 a peca.
Espartilhos de ciuraca a 4#000, 5#000, 6#000
e 7#000 um.
Lencos fines a 1#200 e 2#000 a duzia.
Toalhas felpudas a 4*000, 6#000 e 12#000 a
duzia.
Redes hamhurgueznsde 20*000 por 10#000 urna.
Setins maio de cores 800, 1#200, 1#400, i #600
e 2#000 o covado.
Alpacas brancas a 400 e 500 rs. o covado.
Setinetas brancas lisas e lavradas a 500 e 560
rs. o covado.
Cortinados bordados a 7#000, 9#000 e I6#000 o
Expsito central roa larga o
Rosario n.^8
Damiao Lama & C, cnamam a attenc* das
Ezmas. familias para os preces seguintes :
Carreteis de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2500 e 3#000.
Fita n. 80 para faxa a 2#500.
Leqves recatas e D. Joauuita a 1#000.
Fraseos e extractos de Lnbin, grandes, a 2#000.
Leques 4 D. Lucinda Colho a 6#000.
Toalhas felpudas a 500 600, c 1#000.
Duaia de meias para horneen a 3(000.
Ditas para senhora a a 3#000.
Luvas de seda a 2#000.
Meia 8 de fio de seda para menina a 1#000.
Colarinbos de linho a 500 rs.
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordao para vestido a 20 rs.
nviuivois grandes a 320 rs.
rampoa invisiveis a 60 rs.
Um leque de setim (novidade) a 6J500.
Ricas bolcinhas de.madreperola.de 1#500 i 6#.
Ll para bordar 2#800.
Urna capella e veo do 15#000, por 12#000.
Um espelho de moliura por 5#500.
Urna pnlseira de fila per 1#200.
Plisc a 400 c 600 rs.
Urna boneca grande e cera por 2#500 e 3#000.
NA EXPOSICAO CENTRAL
8-Hua Larga do Rosario.18
FWa
Loja de miudezas
Roa do Duque de Caxlas n. 103
Os proprietarios deste grande estabelecimento
de miudezas, modas epara aceommodar os interea-
8es da poca, tem resolvido venderem po' menos
vinte por cento que em outra qualquer parte.
Ptntes elctricos 6 0 rs.
Luvas de pellica a 2#500 o par.
Linha de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 rs. o masso.
Invisiveis a 320 rs.
Vestuario de fusto bordado para crianca a
3#000.
Pentes do regaco para crianca a 100 rs. um.
Baleias a 360 rs. a duzia.
Haspas para anquinhas a 120 rs. o metro.
Beos com tres dedos de largura al#500 e 1#800
a peca.
Liaba de cores para croehet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40 rs. o caderno.
Fita cnineza a 320 rs. o masso.
Lencos de linho a 1#500 a duzia.
Lindos bicos de corea com 10 Jardas a 4# e 5#
a peca.
Urna caixa com tres sabonctes desenliando urna
rosa por 500 rs.
Meias de 13 de cores oara senhora a 1#500 o
par.
Sueem
os em
Fazendas branca
s
par.
Colchas bordadas a 5#000, 6#000, e 8#0J0
urna.
Capellas e veos a 105000 e 14#000 urna.
Henriqoe da Silva Moreira
AproYeitera!
Vende-sc todo barato
Largo de $. Pedro u 4
Neste estabelecimento encontra se sempre um
completo sortimento de gaioias e paes&ros nacio-
naea e f-strangeiro?, o melhor que ba neste ge-
nera, fructas maduras, balaios proprios para ni-
ubos oe canarios do imp'rio, cestinha^. para cos-
tura, vassoaras do ara a 800 rs. cada urna, que
costa e-n outra qualquer parte a 1# e 1#200, con-
serva de pimenta americana em bonitos frasqui-
nhos a 120 rs. cada um, para acabar, massa de
mandioca muito bem preparada, para bolos.
Quasi de gra$a
Veude-se urna armacao de amarello : na roa
da Imperatriz n. 1.
Liquidado de fazendas
Con SO % de abatimiento
Na Laja das Estrellas
A' ra Duque de Caxias n. 58
Glass de linho em todas as cores a 100 riso
covado.
Puiqu Com lindissimoa desenhos a 320 ris.
Casemira de quidrinhoe, imitaco de seda a
320 ris.
Merinos com 2 larguras em todas as cores a
800 ris.
Damucs de algodo a 240 ris.
Flailes de quadrinbos a 120 e 140 ris.
Lenou para vestidos a 320 ris.
Percalinas, lidos desenhos a 240 ris.
Chitas escuras, padroes novos a 200 ris.
CretcnBes bonitos, desenhos (novidade) a 320
ris.
Mansieck lisa de todas as cores a 160 ris.
Granaldinrs de cores a 200 ris.
Renda Andaluza a 320 ris.
Fusto para coberta a 400 ris.
Meias inglesas, sem costara, para homem a
4#000 a duzia.
Toalhas felpudas a 4J00O a duzia.
Guardanapos de linho a 2|500 a duzia.
Guardanapos grandes a 4*000 a duzia.
Lencos de esgni&o a 200O e 2#500 a duzia.
Leoces a 2000 cada um.
Col xas a 1#500, 2#000 e 3#0GO cada urna.
Pecteadores para senhora a 2#000 e 4#000
cada nm.
Camisas inglesas a 86#000 a duiia.
Atoalbado, lindos desenhos a 1#200 o metro.
Algodao duas larguras a 700.
Cheviot inglez (novidade) a 3#000 o corado.
Lencos com barra a 360 ris a duzia.
Fich* a 500, 800, 1#000 e 1#20U.
Espartilhos a 4#0C0.
muitos outros artigo* qae dexam de ser men-
cionados, e qae se venaem com o mesara a bati-
mento.
SO' AO HUMESO
lo ra da Imperatriz = -flo
Loja dos baraleiros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estns faaendac
abaixo mencionadas, sem competencia de procos,
A SABER:
AlgodoPecas de Igodosinho com 20
jardas, pelo- barato preco de 3#800,
4S, 4#5(M), U '. bj, 5#500e 6J50
MadapolSoPecas de madapolao com 24
jarda* a 4#500, 5#, 6# at 12#0O0
Cnmisas de meia com listras, pelo barato
prece de 800
Ditas branets e cruas, de 1# at 1#800
Creguella francesa, fazenda muito eneor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1#200 e l#500
Colletinhos Bramante francs de algodao, muito cn-
corpada, com 10 palmos de largura,
avtro 1#2
Dito de linbo inglez, de 4 larguras, me-
tro a2#500e 2fi80l
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 15800
Cretones e chitas, ciaras e escaras, pa-
droes delicados, d. 240 rs. at 400
Baptista, o qne ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas barp.tissima>, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodi entestado pa-
ra lenfoes
A 9o ri. e 1*000 o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
'.odo para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim com dito trancado para
maIbas do misa, com 9palmos oe largura a !#20(!
1. otro. Isto na lija de Alheiro & C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1#20<), 1400, 1#600, 800 e 2# o covado
A heiro & C, rna da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acimt
dito. E' pechincba : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5#UO0, assim como um sortimento de roupa*
de casimiras, brius, etc., isto na loja da esquina
da becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2#8O0 e 34 o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemira* ingle-
zas, de duas larguras, com o- padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato precc
de 2#800 e 3g o covado ; assim como se enearre-
gam de mandar facer costumes de casemira a
30", sendo de paletot sacco, e 35# de fraque,
grande pechincha : na loja dos barateiros da Boa
Vist.
BRIM PARLX) LONA
A 320 rs. o covado
O barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo iona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32C'
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quena do becco dos Ferreiros.
Berdstdun slOOn. a pera
A ra da Imperatriz n. 40, veade-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
go de 100 rs., ou em cartio com 50 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco do* Ferreiros.
Liquidam os seguintes artigos mais barato
outra parte, visto serem alguna oompn
leilia a saber:
Lindos crotones claros a 240 e 280 rs., o co-
vado. '
Failes do novos gostos a 400 e 500 rs. o dito.
Linons com palmas de 12 a 80 rs. o dito.
dem com salpicos a 560 e 700 rs. o dito !
Popelinas com litras de ieda a 280 e 320 rs., o
dito para acabar.
Esgaiio pardo para vertidos a 500 e 560 rs. o
dito.
Setinetas, nevidades, a 320 e 360 rs., cores
firmes.
I Damascos de la, largura de 2 metros, proprio
para pannos de piano a 1#800 o covado ; de cores
proprias para mesas a 1#500 e 1#600 o uto.
Merinos pretos para lato, 2 larguras a 900, 1#,
l#200e l,600odito.
dem de todas as cores a 1# e 1 #200 o dito.
Casemiras de 2 larguras, padroes inteiramente
nevo a 1#200, 1#600 e 1#800 o dito.
Setim maeo, de todas as cores, desde 800 rs. a
2# o dito.
Atoalhado trancado e bordado a 1#400 e 1#500
o metro.
Bramantes de 4 larguras: superiores a 900 rs. e
1#400 o dito.
dem de puro linho a 2# o dito.
dem de urna largura a 500 rs. o dito.
Guarnicoes de crochets para sof e cadeiras a
8#.
Riquissimas colxas de dito a 12# e 14#.
Lindas grinaldas e veos para Exmas. noivaa a
14#.
Cortinados bordados a 6#500 e 10# o par.
dem cm pecas com 12 jarda?, novos desenhos a
9#.
Toalhas felpudas de cores, para rosto, a 7#500
a duzia.
Meias inglesas, cruas a 3#500, 45 e 6# a dita.
dem arrendadas para senhora a 8# a dita.
Seroulas bordadas de bramante a 12# c 16# a
dita.
Camisas auperioies francezas a 38# e 42# a
dita.
Cobertas de ganga, forradas a 2#500 e 3#.
Lencoes de bramantes, grandes a 2#.
Chale? de casemira, dem, a 2#, 3# e 5#.
Cortes de casemira inglesa a 3#, 4# e 5#.
Cheviot superior, de 2 larguras, a 3# e 3#500 o
covado.
Vendas em groNno. dainu* dioconio
da praca
59=Rua Duque de Caxias=59
Carneiro da Cnnha&C.
Camisas nacionaes
A 5*500. 3*000e 8#500
32=-- Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnbos de linho como de algodo, pelos
baratos precoa de 2#500, 3# e 4#, sendo fasenda
muito melhor do que as que vecm do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortadas por
um bem artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a vontade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n
3-, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
&9 Ra da Imperatriz = 3;
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o ree-
poitavel publico cm variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, qae se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento.de roupas para homens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos fino*
casemiras e brins, etc.
N. 1943. k p-
sente muM Mr
m i m rubriaadte,
con ten do a datos
m i n agao ME-
TEOROS, desti-
na-se aoscigairoe
fabricados e ex-
postos i, rtsda
por Joaquim Ber-
nardo dos leu'
& C, firma
mereial doris
da nosta pi
ra Larga do
Rosario n. 30", fe
aprasentada registro no dia 28 do mea de Maio prximo paseado s duas hora da-
tarde, o registrada n'esta data em cumplimento do despacho de hoje da Meretissin*
Junta Commercial em substituicao do registro n. 80, qne tem nota de baixa, a q.sa
nao foi dada no 2.- exomplar porque o commerciante matriculado Joaquim BtrnartkV
do Reis declarou tel-a perdido.
E, para enmprir o predito despacho e o preceito da lei, z nota de bauHUBsv
respectivo registro n. 80 devidamente sellado com mil ris, e o registro da mara*t-
pra do qual extrahi esta nota. Pagou um mil ris de um parecer fiscal. Secrataiiai
da Junta Commercial da cidade do Recite, 4 de Junho de 1886. O secretario Jmtim
Guimaraes.
Joaquim Bernardo dos Reis & C. proprietarios do estabelecimento atacar
Pernaanhucano ra Larga do Rosario n. 30, avisam ao respeitavel publiao en
geral, e aos amigos e freguezes em particular, para melhor esclarecmento, que o nf
Mema cima regiitrado da forma segninte: urna aguia entre quatro tringulos sendo
os dous lateraes em alto relevo, tendo urna fita presa no bieo com a inseripfSo
Emblema Registrado, e sob os ps da ava a denominadlo-METEOROS
Todo o trabalho lythographico com tinta carminada, e em papel chamois rtttfi,
conforme o rotulo emblemtico, que serve de insersSo a este aviso.
; abaixo assignados, para mais evidencias declarara, que em virtvde de
o contra!
. para
duvidas futuras.
Recife, 9 de Agosto de 1886;
decreta n. 2,682 di 23 de Outubrs de 1875, que pune rigorosamente
ou imitador, resolveram patentear publicamente o respectivo registro
Joaquim Bernardo dos Reis 4r C.
WHISKY
TOTAL BLEND marca V1ADO
Este exeellente Wbisky Escesse preteriv
ao cognac ou aguarden.* de canoa, para fortfles
o corpo.
Vende-se a retalho no* w. Iheree armasens
eolhados.
Pede ROTAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brasa
BROWNS & C, agentes
Cabriolet
VfB*'*e um em perfeito estado e por piejo
eommodo; i tratar na ra Duque de Caria* n. 47
atUna da ImperatrU-39
Loja de Pereira da Suva
Neste estabelecimento vende-se aa roupas aba
lo snoionadas, quo sao ba- -.n.as.
Palitots pretos de (;. aiagonaea e
acolchoados, seno o rasendas muito en-
corpadas, e forrados 7#00X
Dito de casemira preta, decerdao muito,
bem feitos e forrados 10#00t
Ditos de dita, fasenda muito melhor 12#00t
Ditos de flanella asul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 12#00t
Calcas de gorgorao prero, acolchoado,
sendo fasenda muitr encorpada 5#5(X
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem fritas B#5W
Ditas de flanella inglesa verdadeiro, e
muito bem feitas 8#(X
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2#, 2#500 e 3#0
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1#200 e l#G0t
Colletmboa de greguella muito bem feitos 1#00(
Assim como um bom sortimento de lencos d*
linho e de algodao, meias cruas e collarinbos, etc
Isto na loja aa "ua da Imperatris n. 3ls .
Riscados largos
SOO rsi. o covado
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vendem st
riscadinhos proprios para roupas de meninos i
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covadt
tendo quasi largura de chita francesa, e saii
coaio chitas brancas miudinhos, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja o Pereira da Silva.
FufttopM. setinetas e lazlnbns a SO
rs, o covado
Na loja da ra da Imporatris n. 32, vende-s
um grande sortimento de fuetees braneos a 50
rs. o covado, lazinhas lavradas de turta-core
n-senda bonita para vestidos a 500 rs. o covade
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merino* prelo* a &Z
Vende-se merinos pretos de duas larguras par
vestidos (-. roupas para meninos a 1#200 e 1#60
o covade, e suoenor setim pr<'to para enfeites t
1#500, arsim como chitas pretas, tanto lisas com'
de lavoures braneos, de 240 a' 320 rs. *, na nov
ja de Pereira da Sirva ra da Imperatris no-
mero 82.
.tUodosinho trances para lence
a OOOrs.. I a e lAzoo
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende-
superiores algodosinhos francezes com 8, 9 e lt
palmos de largura, proprios para lencoes de un
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1#000 >
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1#280, a
sim como superior bramante de quatro largura
para lencoes, a 1#500 o metro, barato
do Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A 4. IOO e O*
Na nova loja da ra da Imperatriz
vende um variado sortimento de vestiarios prc
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
uha curta, feitos de brim pardu, a 4#0C0, diu
de moleequim a 4#500 e ditos de gorgorao pretc
emitando casemira, a 6#, sao muito baratos ; n>
loja do Pereira ds Silva.
O portador de dous vigsimos dtbi
importante lotera do custo de 2^1200 st
habilitado a tirar
20:012^000
Pre^o em porco
Vigsimo.
Vigsimo.
A' RETLHO
14000
flOO
A R04 DA FORTUNA
36Ra Larga do Rosario56
Aos I.000.000S000
200:000^000
100:000$06
LOTERA
DE 3 SORTEIOS
Em fav r dos ingenuos da Colonia Orpbanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
EztracgBo: no i 15 qb Dezemro de 1886.
0 thesoureiro, Francisco Gon^alves Torre
CASA DE MODAS
Fazendas finas
0 mais rariaflo sortimento ei artigos para rtsras, acata i nMr
JBASTOS&C.
2 A-Rua do Cabug--2 B
na Ion
u. 32,
Pharmacia
Veade-se a armacao con balcSo, potes, vasilha-
me e mais perteucas da Botica do Recite, sita
rna do Bom Jess n. 26, por precos muito com-
modof. Para informacoes, dirijam-se botica
franceza de Rouquayrol Freros, ra do Bom Je-
ss n.
"VAPOR-
e moenda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
uso ; a ver no engenho Timb ass. muito perto
da estaco ao metmo uome ; a tratar na ra d*
Imperador n. 48, 1 aadar.____________________
ipil Wn
En quartcs e meias garrafas, vendem
Sobrinho & C, ma do
n
M
DEPOSITA
Paria
oes de Olma n. 41
08
Sedas de cores em cortes de 20 metros com as rendas de seda para
Sedas com bordado de alta novidade.
Gorgorito de seda, quaiidadd especial, cores ciel, rose, marinbe, lcntro, **ipe,
lilaz, tabore, brenae, lontre e grea t.
Gorgorao branco para noiva.
Faille branca para dita.
Damass ottomane branco.
Grinaldas de cera, o que ba de melhor.
Veos e fiil, em pega, para noiva.
Leque de madreperola com rendas.
Meias brancas de seda.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de Guipour e crochet.
Cortinados de crochet.
Cachemires com bordados Ancora lindissima combinacao para vestido
inteiramente novidade.
ESCOLHIDO A CAPRICHO
Robes mi confeccionesvestido meio preparados, em seda, 13, teoidos
e algodao, de 155000 a 650000.
tr
Colleretes para senhoradoctoresse, em fusto e cretones; grande mada.
Visites-capas enfeitadas ricamente a passementerie c rendas.
Co
m
LUVAS DE SEDA
e sem dedos, ultima moda.
Bolsas de
couro da Russia de diversos tamanhos.
Perfumaras finissimas, grande sortimento.
Leques de seda e setim, modernos.
Tecidos de algodSo para vestidos h'geiro e econmicos
E' difcil encontrar melhor sortimento do qua acaba de chegsr e que venda-
se barato. Padrees novissimos.
2 A-RUA DO GABGA-2 B
(Telepintn. 359)
liEBtvi
1


8
Diario de PcrnambocwDomingo 15 de Agosto de 1886
ASSEMB^EA GE UAL
-Por
Cimili OOS* DEPLTADOS
SESSAO EM 27 DEJULHO DE 1886
PBBSIDKNCIA DO SR. ANDBADE FIGDKIRA
(Continuado)
O Sr. Alcoforado Jnior : Conoluiu o
nobro deputado as sua3 obsarvac3ea, oceu-
pando se de urna questao importantissiraa
aeolonis gao -, qu-x-rado-sa do nobre
nnistro, por nao t -r pr-atado mais seria
attengao a tao imprtante ramo de servigo
publico.
O Sr. Jos Pompeu :- Nao, eu nao da-
se isso.
O Sr. Alcoforado : O nobre deputado
perguntou ao illuatre ministro o que tinba
feito, quaes eram as suas ideas a este rej-
eito? .
As ideias do nobre miniatro estao no re-
latorio, onde S- Exc. apresenta um vasto
e importantissimo plano, de cuja execugao
grandes vantagens devemos esperar. Nes-
ta part, o bem elaborado relatorio do no-
bre ministro digno dos maiores elogios.
Como disse no coraego do meu discurso,
da colonisago que resolver o importissimo
problema da substtuigo do brago esora-
vo, dependa ea (grande parte a salvado
da lavoura.
Mas o nobro depatado, que- mais velho
lo que eu, consente em urna pergunta ?
O Sr. Jos Pompeu : Talvez que nao.
O Sr. Rodrigues Jnior : Acho que
ahi est engaado. (Riso.)
O Sr. Alcoforado Jnior : Acredita
ue um seus dias de vida poderemos ter
ao norte colonisago estrangeira ? (Apar-
tes.) Nao quero proferir urna assercao,
ue chegue aos termos de um absurdo,
isto que eu me opponho colonisago
estraDgeira.
Ao contrario, muito podemos esperar
talla, mais urna questao que aproveita
mais ao aul do que ao norte, sem qne por
isso deixe de ter toda importantia para os
aortistas, porque afinal somos brasileiros e
levemos applaudir os progreasos do paiz,
sem distinego de zonas. (Apoiados ; mui-
to bem.)
NSo podemos contar cora a colonisago
estrangeira no norte, alera de outras, ra-
z3es, por causa do clima. O estrangeiro.
em regra, procura o aul, que mais fri, e
onde ha mais riqueza, e neste ponto creio
que estamos todos de accordo.
O Sr. Lourenso de Albuquerque
causa do clima,
O Sr. Alcoforado Jnior:... por causa
4o clima, que um dos maiores impeci-
lios. No norte nos hiveraos a este res-
peito de nos arranjar, como se diz vulgar-
mente, com a prata de casa : preciso pre-
pararmoa o brago livre para substituir o es-
cravo, o que se ha de conseguir fcilmente
como vai acontecendo om Pernambuco,
ende o,.trabalho livre j est produzindo
muito bons resultados.
Dada esta resposta ao nobre deputado
palo Cear, vou entrar na conversa pro-
mettida, com o honrado ministro da agri-
cultura, e coraecarei pelo melhoramento do
porto de Pernambuco.
Urge, Sr. presidente, emprehender o
melhoramento definitivo desse impoitantis-
simo porto, que, desde o coraego deste se-
culo, estudado por notaveis engonheiros
nationaes e estrangeiros. (ApoiadoB e
apartes.) Relatnos intereasantes, aoom-
panhados de planos e orgamentos, tm sido
por elles apresentados, mas infelizmente
sem o menor resultado, porque vo ficando
archivados no p das secretarias.
Houve tempo, Sr. presidente, em que era
moda fallar no porto de Pernambuco : oa
ministros nao deixavam de fazer raensao
d'elle nos seus relatnos, embora para in-
glez ver, como vulgtrmente se diz.
Constantes reclamagSos e representagSas
partiam deata tribuna e da provincia por
meio da imprensa, da associago comraer-
cial e de todo3 quantos se interessam pela
prosperidade de Pernambuco, maa afinal
de contas nada se conseguio, a actualmente
reina o silencio a respeito do porto de Per-
nambuco, o que nao pode deixar da con-
tristar a nos, os pernambucanos.
O nobre minislro da agricultura em seu
relatorio apenas sa oesupa com o servigo
4a conservagao.
NSo pretendo irrogar urna censura ao
sobre ministro, cujo zeta pela causa pu-
blica sou o primeiro a reconher (apoiados);
mas S. Exc. permittir que lhe digaa
conservagao do porto de Pernambuco,
principalmente como feita, nao pode sa-
tisfazer as nosaas aspirag3es. (poiadoa
4a deputaco pernambucana.)
Grandes quantias ae tem despendido aem
matar proveito, e com ellas j se poderia
ter conseguido muito.
De 1874 para c tem-se dispendido per-
to 3.000:000)5. Com esta quantia i se
poderia ter obtido alguma consa mais til
e proveitosa; entretanto, o servigo como
feito actualmente, naa pode produzir gran-
de resultado, mrmente sendo cortada par-
te da verba a elle destinada.
Cortafam-se 130:0005; entretanto, aeho
que urna verba que nao podia admittir a
menor economia. Eu pens que o servigo
da conservagao do porto ainda mesmo fei-
to proficuamente nao bastante. O que
convm e urgentiasimo o melhoramento
mas eraquanto nao chegamos a isso, deve
necessariamente ser mantida a verba para
e servigo da conservagao.
Cobo S. fcJx. sabe, o servigo da conser-
vaeio do porto de Pernambuco estove
sempre a cargo do nosso Arsenal de Ma-
rraba, at qne era 1874 foi organisada a
reparligo especial, que boje existe.
O material entao pertencente aquella
repartigao o que hojo existe, isto tres
dragas e dous pequeos vaporea. Daa
tres dragas apenas urna funeciona e mal,
sendo auxiliada por batellSes movidos a
vara. Oa dous vapores acham-se inutili-
zados, um completamente e outro exigindo
grandes reparos, taea quo nao merece a
pena fazel-os. Ora, n'estas condig3es e
principalmente se for cortada a verba da
conservagao, imaginera Vv. Exea, a que
ficar reduzido aquella servigo. Ficar o
porto ciaia obstruido do que ao acha e para
nos, pernambucanos, iato ser urna verda-
dera fatalidade.
Eu nSo preciso encarecer as vantagens
do melhoramento do porto: todos aabera
que elle abrira urna nova era de prosperi-
dade e felicidade nosaa provincia. Mas,
dir-se-ha, sendo enormea as despezas a fazer
te difficil pelas condic3ea financeiraa de
paiz. Do accordo: eu nao desejo concor-
rer para ae aggravarem aa difficuldadea
financeiraa com que lutamos; maa consta-
me que existem propostas para 8e fazer o
melhoramento do porto 8em onua algura
para o governo, recebendo apenas os con-
tractante8 urna pequea taxa pela tonela-
gera de cada vapor ou navio.
Acho que o negocio para ser meditado.
Eu devo dizer Cmara, que tenho muito
medo desaes contractos : ellea infelizmente
era minha provincia tem dado pessimos
resultados: haja vista os enzenhos centra-
pola le do orgamento vi- additivo ao orgameoto vigente, paasando d lhea um aspecto de terreno incendiado.
es; mas confio no nobre ministro, no seu
zeta e integridade. 3. Exc. examina
essas propostas, e escolha a melhor, cora-
tanto que se faga um contracto serio e pro-
veitoso para a provincia.
Senhores, a bella cidade do Recife, que
pelos poetas comparada a urna sultana a
mirarse faceiramente as aguas do Capi-
baribe, creio eu poder comparar com mais
propriedade, embora mais prosaicamente, a
um bello edificio de porta trancada. Cora
effeito, os transentes manifestao. desejo
de viaital-o mas voltam-lhe as costas pela
difficuldade da entrada.
E' o que acontece com os vapores e oa
navios mercantes, que, cruzando se cons-
tantem nte em face de Recife, e tendo
muitas vazes de fazer provs3es sao obri-
gadoa a procurar outros portos.
Veja a cmara que prosperidade nao ta-
ara a provincia e o aeu coramereta, ai
porventura all houvesse urna barra fran-
ca, onde pudessein entrar todos esses na-
vios.
Venha prestar o nobre ministro csse re-
levante servigo. Venha com chave de ou
ro abrir a porta desse bailo edificio, que o
seu norae ficar gravado no coragao dos
pernambucanos.
Agora, Sr. presidente, passarei a outra
ordera de considerag3es. Vou tratar, ainda
que ligeiramente, da nossa viagao publica,
das estradas de ferro ; nao s daquellas
que se acham a cargo do Estado, como
das que percebem garanta de uros.
As primeiras, Sr. presidente, que pare-
ciam nao ter fim, pela moroaidade com
que eram executaos os respectivos traba-
lhos, acham-se felizmente em estado de
adiantaraento, devendo o prolongamento
chegar bravimente a Garanhuns, que in-
contestavelmente am dos pontos de maior
futuro da provincia; nSo a pela fertilida-
de do sota e amenidade do clima, como
porque conatitue, com outrea potto? vizi-
nhos, um dos centros mais ricos da pro-
vincia, onde avultam a plantago do algo-
do e outras industriaB.
Acredito que as vantagans que bao de
vir com o augmento da produego, em con-
aequenoia dessa estrada, compensadlo os
sacrificios que se tm feiio at hoje. (Apoia-
dos )
Eu, quo tive occasiao da queixar me,
dest tribuna, da morosidade com que erara
executados esses trabalhos, folgo de dar
testemunho de que ltimamente elles tem
tido a celeridade desejada, proinettando
chegar era breve tempo ao aeu termo.
No meamo caso est a estrada do Recife
Caruar.
O Sr. Rosa e Silva d um aparte.
O Sr. Alcoforado Jnior :Como o no-
bre deputado, eu fgo votos para que a es-
trada chegue a Caruaru', porque trar im-
mensas vantagens. (Apoiados.)
O Sr. Lourengo de Albuquerque :Po-
demos esperar.
O Sr. Rosa e Silva:Nao se compre-
hende que o ponto terminal da linha fique
a 7 legoas de Caruaru'.
N Sr. Alcoforado Jnior :-No preciso
encarecer as vantagens dessa estrada, por-
que ella est ao alcance do todos que co-
nhecem a provincia; e fago votos para
que se realise o desidertum do meu nobre
amigo e comprovinciano.
Das estradas de ferro garantidas, ha urna
que pareca de grande futuro, a qual foi
annunciada de modo auspicioso em relagao
aos interesses da provincia, ma8 que nao
tem correspondido geral espectativa. E
a do Recife a Limoeiro.
O Sr. Rosa e Silva : O animaes con-
correm com a e8trada de ferro no transpor-
te de cargas I
O Sr. Alcoforado Jnior: -Tem sido no-
tavel o de desciment da renda, que at-
tribuido ao prego excessivo das tarifas
Prevalego-me do aparte que acaba de
dar o nobre deputado pelo 10 districto da
minha provincia, para confirmar que os
agricultores preferem mandar seu8 pro-
ductos em coatas de animaes, do que pela
estrada de ferro
O Sr. Rosa e Silva:E' a verdade.
O Sr. Alcoforado Janior:-Realmente
Sr. presidente, ama estrada de ferro nesta8
condig3e8 urna infelicidade. Seria melhor
aupprimil-a.
Diversas reclamag3es tm apparecido
na imprensa; consta mesmo que a AaBera-
bla Provincial fizera urna representagao.
O Sr. Rosa e Silva:E' exacto.
O Sr. Alcoforado Jnior:-O nobre
ministro, tendo conhecimento dessas recla-
magSas, promettou em seu relatorio dar as
providencias que forem necessarias.
O Sr. Rosa e Silva :- Infelizmente nao
pode fazer senao de accordo com a com-
panbia.
O Sr. Alcoforado Jnior : -E' verdade ;
maa o nobre ministro deve tomar o maior
empenbo nesse negocio..
O Sr. Rosa e Silva:Por isso que
preciso ter muito cuidado em contratos des-
ta ordem.
E Sr. Alcoforado Jnior :E' portanto,
preciso que o nobre ministro da agricultu-
ra tome a' si o empenho de, entendendo-se
com a companhia, melhor o a taiifa. Ser
um relavante servigo aoa agricultores da
quella importantiasima zona.
A outro estrada subvencionada, do Re-
cife a S. Francisco, acha se em bom esta-
do de conservagao, muito bem admi
nistrada, salvo um ou outro inconveniente,
como, por exemplo, o que se refere res-
pcn3abilidade da companhia, quanto car-
ga, eflorecendo s vezes reclaraagSas.
J tive occasiSo de oceupar-me deate
ponto, e oonfiando no zeta da adrainiatra-
go da estrada, acredito que providencias
Berao dadas no aentilo desejado.
O Henrique Marques d um aparte.
O Sr. Alcoforado Jnior :J acabei de
dizer que muito bem dirigida, fuzendo
assim justiga ao actual gerente.
Com relagao, porm, estrada de ferro
de S. Francisco, ba urna medida que de-
ve ser logo tomada peta governo, pelas
cm t melhoramento do porto, actualmen-1 vant8g8ns que dalla resultam : o seo res-
gate, autoriaado
gante.
Sei, Sr. presidente, que se tem levanta-
do duvidas sobre a conveniencia de ao*
rera as estrad_a8 de ferro exploradas a
administradas pelo governo. Como V.
Exc. sabe, foi isto na Europa objeoto de
grande controversia.
Os accionistas e os sectarios da econo-
mia poltica sustentara, que, nao s no pon-
to de vista econmico como no financeiro,
de conveniencia clara e indiscutivel que
o Estado, liinitando-se tao s nente in-
tervengo que de dir ti lhe compete,
quanto a diregSo do tragado e as condi-
g3es de seguranga, entregue as consruc-
g5es das estradas de ferro, cora a conse-
quento propriedade e a exploragao indus-
tria particular. Outros, ao contraro, pen-
sam que o Estado, a cujo cargo tem per-
manecido sempre a viago publica, por
direito e por motivos enomicos e financei-
ros o mais competente para construir e d-
ministrar a3 estradas de ferro. Nos Esta
dos Unidos e na Ing' aterra vigora o pri-
meiro systema; na Alem .nha e na Italia
triumpha o segundo, quo parece vai predo-
minar na Franga.
Sem pretender dar a to interessante
questao o desenvolvmento que exige, alias
3em importancia pratica, desde que o resga-
te de qua me oceupo u.n facto traduzido
em le, vou apenas encaral-o palo lado da
utilidde.
Em minha opinio, o resgate, diminuindo
consideravelmente os onus que pesara so;
bro o thesouro, nao s urna medida eco-
nmica, como de nterosse administrativo.
O Sr. Rosa e Silva:Tem muitas van-
tagens directas e indirectas.
O Sr. Alcoforado Jnior:Ella concor-
re principalmente para que a estrada pres-
te ao governo, debaixo de outros pontos
de visti; servigos mais ute do qua presta
actualmente, poia que o governo nito pode
hoje intervir no rgimen daquella estrada,
que por assim dizer, um estado no Es-
tado.
Da cenfrontsgao de algumas verbas de
receita e despeza da estrada, eu vi que,
independentemente de qualquer differenga
ou alterago no rendimento liquido, o res-
gate produziria desde logo urna economia
do cerca de com contos de ris.
Mas nao s esta economia immediata :
a grande vantagem est na differenga que
se verifica entra o saldo effactivo da com-
panhia levado a favor da garanta de ju-
ros, e o saldo real do custeio da estrada
de ferro.
All que s: manifesta o quanto custa o
servigo que presta a companhia como in-
termediaria.
Tomando por hase o anno de 1833, eu
verifiquei o segrate em um folheto publi-
cado peta Ilustrado engenheiro Aristides
Galvo de Queiroz, no qual demonstra ma-
gistralmente as vantagens do resgata :
Que a receita bruta da estrada foi......
1.121:1190850 e a despaza total da era-
preza, no Brasil, 636:176)5635 produzin-
do o saldo liquido de 484:943^204. Que
segundo a liquidaco definitiva das contas
em londres, a despeza total da companhia
no Brasil e na Inglaterra, levada conta
do custeio foi de 751:7280, sendo o saldo
liquido a favor da garanta reduzido a
a 41,598-16-o ld.... 369:7670140.
Que, eliminndose das despezas da era-
preza no Brasil as que nSo pertencem &a
custeio da estrada, mas silo exclusivamen-
te motivadas pela concesso, ficara as
desse custeio reduzidas a 475:0050711,
elevando-se, portanto, o saldo liquido a
46:1140148. Assim, entre as sommas das
despezas da companhia levadas conta do
custeio ou da garanta de juros, e as des-
pazas propriamente de custeio da estrada
houve a differenga da 276:8220280. Isto ,
da receita total arrecadada, o custeio da
estrada absorveu 475:0050711, a concess-
so 276:7220289 e a garanta do j uros
369:7670140. A companhia paga annaal-
mente quantia superior a 90:0000 de ven-
cimento8 a empregados, quo estariam su-
jeitos ao imposto de 2[0 se esses venci-
mentos fossem pagos pelo Estado, o quo
produziria um bineficio^de mais de.....
18:0000000.
O resgate ao mesmo tempo que reduz'u
de 713:6260766 a 646:9510lOj o compro-
miaso annual do governo, elevar de ....
369:7640140 a 690:5090449 o producto
liquido com que se conta em favor desse
compromis80.
O resgate pois, urna medida de gran-
de economia. Ai.n delta ha ainda as se-
guintes vantagens, como bem pondera o
Sr. Aristides Galv5o; 1*, cesaar a bal-
boago em Palmares ; 21, serao utilisados o
material rodante e trilbos do prolongamen-
to, sem uso nem emprego, e que consom
inera boa verba de despeza para conserva-
gao ; 3a, poderSo ser u:ilisado8 e funecio-
nar promiscuamente os dous matertaes ro-
dantes da via larga e da estreita ; 4o, bas
tara urna s oficina bem montada ; 5a,
ser facilitada a construegao de ramaes
para pontos florescentes da provincia; 6o,
alm da unidade da administrago, ficar
estabelecida a unidade da bitola na viagao
frrea da provincia, etc.
De bu muito quo tem o governo a idea
do rsgate ileasa estrada. Em 1865 ou
1866 j delta cogitava, e aproveitou-se da
occasiao em que estava na Europa o dis-
tincto engenheiro Viriato de Medeiros, para
ver se elle poderia entrar em aqcorde cora
a companhia; mas nada entao se crase-
guio, porque havia urna difficuliade.
O Sr. Lourengo de Albuquerque.Sim :
o prazo nao entava vencido.
O Sr. Alcoforado Jnior: O prazo nao
estava vencido, como bem diz o nobre de-
putado. Peta contracto, s depois Je 30
airaos se podra tratar do ragate.
Ora, se naqualle tempo j se cogitava
do 'eagate, hoje, com matara do razao, ae
deve procurar reduzil o.
Acredito que o nobre n8tro prestar
a do vida conaiderago a esta negocio, e
como S. Exc. Iambra em sea relatorio a
conveniencia de repetir-ae na le do orga-
mento vigente a mesraa autorisigao. m
encarregarei da fazel-o opportunamente.
Vou agora tratar 4e um assumpto, que
objecto constante de minhas preo;cupa-
g3es a estrada do ferro do Ribeiro
Bonito, o para a realisago da quil
trabalhado desde que tenho assento
s.-a.
Em 1882 eu tive occaaiSo de aprontar
e justificar aqu um projecto ; maa infeliz
mente ficoo elle dormindo o somno do es-
quecimento naa pastas daa commiasSes.
Tive tambem occasiao de apresentar um
pelo deaprazer de velo cahir. Hoje, po-
ram, que o meu partido est no poder, eu
pego ao nobre ministro, nSo tanto pela con-
aiderago que lhe possa merecer am obs-
curo correligionario (nao apoiados), mas
pelo legitimo interesse de ama circuma-
cripgSo que elle repreaonta, venha S. Exc,
com mo poderosa, auxiliar esta eatrada.
que o sonho dourado e a maior aspira-
g5o daquellea povos. (Apoiaios.)
Tenho por mais de urna vez demonstra-
do as vantagens desta estrada, e pego li-
cenga a Cmara para 1er algumas palavras
qde a aqui profer na sessao do anno pas-
eado.
Eu snto muito War abusando da atten-
go dos meus Ilustres collegas, que com
tanta benevolencia me ouvem em hora to
adiantada ; mas cstou aqui nesta tribuna
cumprindo um dever e para o cumprimen
to do dever nao se escolbe tempo. (Apoia-
dos.) Eu creio que s por nimia condes-
cendencia os meus collegas me escita ou
vindo. (Nito apoiados.)
O Sr. Affonso Celso Juntar : O que
para sentir que V. Exc. nao frequente
mais a tribuna. (Apoiados.)
O Sr. Gongalves Ferreira :Tem falla-
do sobre assumptosimportantiasimos.
O Sr. Alcoforado Jnior : Pego licen-
ga a Cmara para 1er algumas palavras
que aqui orofer, com relagao a esta es-
trada (le) :"
Refiro-me estrada do ferro que de
Ribeiro, na via-terrea de S. Francisco, vai
ter ao Bonito.
Comprehendendo a importancia dessa
estrada e o beneficio que ella trar aos
povos daquellas feriis reg3es, apresentei
um additivo quando so discuta o orga-
mento da agricultura, mas escusado di-
zer qual foi a sorte que te ve.
Essa deliberago da cmara, quo eu
respeito, reoebia-a; entretanto, com muito
pezar, pois tenho a convtagao de que as
despezas que se fizessem com o melhora-
mento que propuz seriara reproductivas.
< Quera conhece, como eu, aquellas pa-
ragens ; quera sabe que o Bonito compre-
bende urna zona das mais importantes e
das mais feriis da provincia de Pernam-
buco, ns pode duvidar do resultado aus
picioso daquella estrada.
O que acontece que naturalmente
os laboriosos habitantes daquella localida-
de; onde extensa a cultura da canna de
assucar, do caf e do cacau, nao conse-
guem auferir do seu esforgo e da feracida-
de do solo todo o proveito e vantagem,
por que a oso se oppoem as grandes diffi-
culdades que embaragam e oneram o trans-
porte dos productos, por tal forma que se
pode assegurar que ficam estes absorvidos
em metade do seu valor pelas despezas da
condcelo.
O Sr. Alcoforado Jnior : Sobre o
ramal do Bouito principalmente nao p le
haver duvHa (apoiados), e hojo que o go-
verno pretonde diminuir os bragos a lavou-
ra, deve em corapensago dar lhe fcil
meio de transporta pira os productos.
A esta vantagem eu poderia ainda acres-
centar outras.
No Bonito, por exemplo, ha 90 enge-
nhos de assucar, que produzem perto de
6,000,000 de kilogrammas ou a renda de
600:0000 annualmente, sem fallar no caf,
algodo e cereaes. Com estes elementos
de grande desenvolvmento futuro, pode
a cmara avalar as vantagens dessa es-
trada.
Foi cessiouario della o Ilustre Baro do
Serinhaem, que tem feito sacrificios, ^ que
louvo e admiro, para lvala a effeito.
(Apoiados.)
Depois de haver organisado a compa-
nhia, deu comego aos trabalhos, mas exis-
tem grandes difftauldades.
Quem sabe quanto difficil obter no
Norte capitaes para empreza3 dcsta or-
dem, podo comprehender o que ter acon-
tecido com es3a estrada de ferro em prin-
cipio.
Pernambuco nSo como a provincia do
nobre mirhtro, onde a iniciativa particu-
lar faz prodigios e a nqueza avulta. No
norte, naqueltas desertas regiSjs, so ha
urna farga, urna iniciativa, a do governo,
que, como se diz, d o sol e a chava.
All nem ao menos ha estradas por onde
os productos possam ser trazidos ao mer-
cado; a caresta da coniucglo difficulta o
transporte e aggrava com pesados onus a
produego.
Coraprehendo se as difficuldades com
que lutam, e a miseria qua os ameaga.
i \ Tt 1_ l?..J.Lf am ttvm ra ti
O Baro de Serinhaem, tem feito os
ao
tenho
nesta
maiores sacrificios, mostrando tenacidade
digna de elogios e que admiro.
Fui subscriptor desaa eatrada, mas ven-
do que ella nao podia prescindir de favo-
res e da protecgo do governo, eutendi
que nao devia ser accionista para que se
nao diasesao que eu vinha aqui represen-
ta papel de aduogado em causa propria.
O Sr. Lacerda Werae-.k : Nraguem
era capaz disso.
O Sr. Alcoforado Jnior : -Eu que nao
po8so recommendar-me estima dos meus
concidados por outros ttulos, fago tmbre
em procedei, em todos actos da minha
vida, com todo o escrpulo. (Apoiados.)
Si, porra, convencer-me de que nada fa-
r o aoverno, nao duvidarei de concorrer
como puder para qua se roalisa to impor-
tante melhoramento.
J v a cmara que nao o interesse
particular que predomina no meu espirito,
par advogar com tanto calor a causa des
sa eatrada: 0 nterosse publico. Eu
procuro prestar um rervigo minha pro-
vincia, e prin 'plmente, ao districto que
tenho a honra de representar. (Apoia-
dos )
At hoje nao tenho incommodado ao go-
verno com pedidos de nteresse pariieular ;
maa pego ao nobre ministro desta tribana,
que, com a sua mo poderosa, auxilie essa
empreza nascenta e de grande futuro para
a provincia, esparando eu que passe o ad-
ditivo que apresentei.
O Sr. Lacerda Werneck : -Pode contar
cora o meu voto.
O Sr. Alcoforado Jnior : Um outro
additivo que apresentei e que poderia ter
causado alguma extranhoza, pr.r importar
augmento da despeza, e sar mais da com-
pet'-ncia da assembla provincial .o que
se refere canalisago das aguas para Ca-
nhotinho. Este additivo pura e simples-
mate urna obra da caridade; b quem
coohecfl oa horrores da aecaa do norte
pede avaliar o que sao oa 8ert3es do Per-
nambuco no tempo da secca. Um sol
abrazaior, devastando aquellea campos,
O vento levanta nuvens de p, que suf
foca e asphixia ; e, alm disso, nao ha o
que comer, nem agua pura beber Tive
occasiao de encontrar naquellas estradas
bandos de mulheres e criaugas, chorando
em procura d'agua. Eu nnnea vi na mi-
nha vida um quadro mais desolador 1 Er-
qual um deserto africano, com todos os
seus horrores. Nestas condicSes, usando
da phrase do meu illnstrado mestre, o no-
bre deputado pelo municipio u;,utro, quan-
do se oceupou no outro dia dos conventos,
e autorisado pela protecgo delle, u pego
a Cmara que realizo um preceito do
evangelho, dando do baber a quem tem
lo.
O Sr. Affonso Celso Jnior : E' urna
bra de misericordia.
O Sr. Lourengo de Albuquerque d um
aparte.
O Sr. Alcoforado Jnior : A medida
de va ser geral, a exemplo do que, com
ju=ti razao, pedem os nobres deputaios
pelo Cear, fazendo-so agudas tambera em
outros pontos da provincia; mas as drspe-
zes sendo avahadas, reservo-mo para em
occasiao mais opportuna, prestar esto ser-
vigo a minha provincia. Em Canhotinho
ha absoluta falta d'agua, e ampliuoei o ad-
ditivo que apresentei para que a agua seja
canalisada do Bello Prado, Bomfira ou ou-
tro manancial.
Nato concluirei, sam oceupar-me de um
melhoramonto em minha provincia, que
infelizmente est cahido em descrdito.
Refiro-me aos engenhos centraes, que ta-
rara recebidoscom enthusiasrao, nSo s em
Pernambuco, como em toda a parte, por-
que effectivamente elle, annunciavara urna
nova era de prosperidade para a lavoura.
A culpa principal foi da situago passa-
da (apoiados), que nao executou fielmente
a lei das concessSes e consentio quo as
obras dos engonho3 fossem iniciadas e
quasi concluidas sem a menor fiscalisa-
gao. Dahi os inconvenientes que resul-
taran!.
Como a Cmara sabe, para os pri-nei-
ros engenhos fabricados em Pernambuco,
importaram se materiaes e mecanismos re-
cambiados do Egypto ; foram elles remat-
tidos para Pernambuco, j velhos, e as
obras foram feitas por tal forma, que des-
abou a paredo de um engenho, logo que
comegou a tunecionar ; as paredes nao po-
diam resistir oscillago do machiaismo, e
o peso da coberta era tal, que podia-sa du-
vidar de que um engenheiro fosse autor
dapuella obra...
O Sr. Rosa e Silva : -Veja o governo
como sai exaoutadas as obras publicas no
Norte do Imperio I
O Sr. Alcoforado Janior: O resultado,
Sr. presidente, foi o desanimo, foi que os
agricultores perderam completamente a f
nesta melhoramento.
Cousa notavel, senhores l Os engenhos
centraes, que deveriam augmentar a pro-
duego, pelo contrario, teem feito com que
ella diminua.
O Sr. Rosa e Silva : E' exacto ; os
agricultores desmancharan os engenhos e
nlo teem agora onde moer a canna.
O Sr. Henrique Marques : Todos elles
juntos uo do a produego que, pelo con-
tracto, devia ter cada um dos engenhos
centraes.
O Sr. Alcoforado Jnior : -Ora, senho-
res, quando em toda a parte os engenhos
centraes teem produzido ptimo resultado,
como se tem observado as colonias fran-
cezas....
O Sr. Lourengo de Albuquerque : E
aqui mesmo no Rio de Janeiro.
O Sr. Alcqiorado Janior : .. e aqai
mesmo no Rio em Quissam e outros pon-
tos ; em Pernambuco, trra da canna, ne-
nhuraa vantagem se tem gom ellea obtido.
Fallo dos primeiros engenhos centraas
porque dos que esto sent- actualmente
construidos em S. Lourengo e Pao d'Alho
ougo dizer por pasaoas competentes qua o
raachiniamo dellea bom (apoiados) e esto
sendo muito bem construidos.
Mas os primeiros, os pertoncentes
Ceniral Sugar, foram pessimamente con-
struidos. O governo foi fcil as conces-
s3es ; deixindo de preferir os agricultores
que offereciam mais garantas para os con-
tractos.
Ouvi aqui dar urna razo ; disse-se :
i E' porque o agricultor nao tem relagSes,
nem pode levantar capitaes no estrangei-
ro. Mas esses outros, que obtiveram as
cunaessSes, estao em melhor caso ?
O Sr. Lacerda Werneck:Sao especu-
ladores.
O Sr. Alcoforado Jnior : Nos sabe-
mos como se pratica nestes negocios.
O Sr. Rosa e Silva: Querem as con-
cessSes para negocial-as.
O Sr. Alcoforado Jnior : Portanto, o
erro praticado veio da nao execugao da lei
e da incuria do governo na execugao das
obras.
O governo facilitou ; elle deveria, logo
que fez as concesaSes, mandar para Per
nambuco um engenheiro que tiscalisasse as
obras.
O Sr. Rosa e Silva : Nao houve fisca-
lisagao nenbama ; conatruiram os ergenhos
como quizeram. Agora quexam-se. A
culpa foi principalmente do governo.
O Sr. Alcoforado Jnior : E' urna in-
felicidade para minha provincia ; a lavoura
da canna de assucar, como todos sabenc,
nao poda heje competir com a beterraba,
principalmente se alli continuarem a ser-
vir-ae dos antigos apparelhos. O que ae
pode esparar desses apparelhos, quando to-
da a vantagem na competencia s poder
vir do aperfeigoatnento do fabrico do assu-
nobre depu'ado, com sacrificio do futuro
da provincia. S oj enganhoa centraes
poderlo salvar a moribunda industria assu-
careira.
Deua permita que oa de S. Lourengo o
Pao d'Alho se concluam quanto antes e
possam dar as vantagens com que se con-
ta.
O Sr. Henrique Marques : O machi-
n8mo deltas bom.
O Sr. Alcoforado Jnior: Diversas
peasoas me tm dado testemunho disso, t
vejo que em aparte o confirma o nobre de-
putado pelo 6" districto de minha provin-
cia.
Em ultimo lugar chamo a attengo do
nobro ministro da agricultura pra a Com-
panhia Pornambacana de Paquetes a Va-
por, a qual tem prestado bons servigos,
como reconhece S. Exc. em seu relatorio,
nao s Pernambuco como s provincias
vzinhas. (Apoiados.)
Em tempos calamitosos, como os da sec-
ca, por examplo, ella prestou os mais im-
portantes servigos.
Actualmente essa companhia lula com
difficuldades. Tovo neceasidade de refor-
mar o seu material, adquiri novos vapo-
res, e com isto despendeu grande quantia.
O que ella quer a renovago de seu con-
tracto, isto que se lhe dispense a mesma
equidade que so teve para com ontras com-
panhias da mesma natureza.
O Sr. Henrique Marques: E' plena
juatiga.
O Sr. Alcoforado Jnior : Confio em
que o nobre ministro tomar este assumpto
na devida considerago. Sao estas, Sr.
presidente as consideragoes quo eu tinha de
fazer sobro o orgamento do Ministerio da
Agricultura : e pego desculpa a (.'amara
por haver abusado tanto da sua attengo.
tNo apoiados geraes. Muito bem, muito
bem. O orador felicitado pelos Srs. de-
putados presentes.)
A discusso fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente diz que vai officiar ao
Sr. ministro do imperio para designar dia
e hora em que Sua Magestade Imperial
recober a commisso da Cmara que tem
de apresentar-lhe os autographos de diver-
sas tais de crditos e nomeia para essa
commisso os Srs. Dias Carneiro, Rodri-
gues Alves, Soares, Pinto Lima, Garlos
Peixoto, Araujo Pinho e Gongalves Ferrei-
ra.
D a ordem do dia para 28.
car T
O que convm hoje habilitar a indus-
tria assucareira a competir com a da beter-
raba, que, como se sabe, tem grande dca-
envolvimento na Europa, diap3e de machi-
nismos completos e aperfeigoados, tem a
seu favor a barateza do salario e sobretu-
do animada por premios na Franga e na
Allemanha.
O Sr. Lacerda Wernek : J manda as-
sucar para o Brasil.
O Sr. Rosa e Silva : Tem tambem ta-
rifas prot-ctoras, nao tem impostos de ex-
portacao, etc.
O Sr. Alcoforado Jnior : -Nestas con-
dig3es, a industria assucareira est prestes
a ser supplantada pela da beterraba, com
grande prejuizo para aa provinciaa do nor-
O Sr. Rosa e Silva : Com sacrificio do
futuro da provincia.
O Sr. Alcoforado Jnior : Diz bem o
TAftIEDADES
Barmetro vivo
Colloque-ae dentro em um frasco de boc-
ea larga, contendo tal quantidade d'agua
que encha os seus tres quartos, urna san-
guessuga; cubra-se o frasco com um pan-
no de linho e ponha-se em urna janella.
Emquanto o tempo eativer sereno ver-se-
ha a sanguessuga enroscada no fundo do
vaso; mas se 6 tempo muda e ameaga
chuva, ella soba, ficando em cima at o
tempo melhorar. Se ameaga ventania a
sanguessuga move-se na agua, e inquieta
fica at passar. Se tem de haver trovoada
esta agita se convulsivamente, estando
sempre ao lume d'agua ou fora. as gea-
daa a sangussuga deixa-se ficar no fundo
do frasco, e quando nova soba ao lume do
liquido. E' de toda nocessidade renovar a
agua todos os "dias do vero e de oito em
oito dias no invern.
Por t?ste meio tem-se um apparelho fazi
e barato de regular a pressao atmospherica
e suas alteragSes meteorolgicas.
Pintara com ferro
Empregase muito na Allemanha nma
composigo de limalha de ferro extrema-
mente fina com veraiz de oleo de linhaga
para pintar os muros expustos hmida-
de e em geral todos os objectos submetti-
dos a ar hmido. Quando o objecto <\ pin-
tar dove soffrer constantes mudangas de
temperatura, misturam-se pintura as
duas primeiras carnadas de oleo da linha-
ga e verniz d'ambar sera addigo de sicca-
tivo.
A primeira carnada clara, a Begunda
um pouco mais espessa e a terceira quasi
liquida. Esta pintura pode igualmente ser-
vir para a madeira, a pedra e o ferro, nSo
havendo, quando para este ultimo, corpo,
neceasidade de embaragal-o da ferragem
ou de corpos gordurosos de que pode estar
impregnado, bastando somente urna ligeira
limpesa.
Este novo systema do pintura, vista
dos numerosos usos que admitte, deve ser
de grande utli lade aos industriaea.
Forma* da charlatanera me-
dica
Um medico estrangeiro diatingue em um aeu li-
vro sobre a hygiene daa paivoea 16 rmas prio-
cipaes de charlatxniamo :
Io Oa uromaneios ou examinadores daa urinas.
2 Oa endiroitadores de dealocacoea doa osaoa.
3 Oa curandeiroa de hernias.
4" Oa homcepathaa.
5 Oa magnetisadorea e sommanbuloa-
6o Oa medicoa e cirurgioes ambulantea.
7 Oa chiromantea.
8* Os charlares de feira8.
9o O charlateniamo daa palavraa empolaoa8, das
pbraaea sonoras e doa annnocios da 4 pagina dos
jornaea.
10 Oa pharmaceuticos, as parteiraa e droguia-
taa q e exercem a medicina.
11* Oa antigos enfermeiros e criados dos m-
dicos.
12* Oa fabricadorea de elixires, mxime se se
intitulan! medicoa.
13 Oa medicoa aldeoes.
14 Oa charlates qne ae cobrem com o manto
da religiSo ou da poltica.
lo" Os chamados electrolyses.
16" Oa medicoa de panacaa universaea.
Proverbio* dedicados ao gentil
nexo
Urna mulher sem marido nma mosca aem
cabeca.
A mulher a casa.
__ O homem respeitado, a mulher amada.
Urna mulher sendo bella triumphante de
ferro e fogo.
__Devemoa defendernoa daacalaainiaa, porque
a maior parte oos homena, nao capas da verda-
de, si-gue a opiniao d% outros.
__Uma mulher nao est nunca sem amor. En-
tre um amor que comeca e um que acaba, nao
deixa jamis jntervallo.
A mentira tem tantas tormaa de utilidade
publica e pnvada, as vezea to sentimental e
outras tao prjvidae efficax, que deve 8er preferida
verdade.
Coarm oacolher mulher de aaboado e nao
de domingo.
Caaa com a mulher que eacolheate para amigo
como se fosse um homem.
Quem caaa com mulher rica e feta, ceia bem
e dorme mal.
Typ. d Diario, ra Duque de Carias a. &
l mam I


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