Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19854


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Full Text
ASNO LU MEBO 180
PARA A CAPITAL E LltARISS OKDE WAO *E PAGA PORTE
Por tres meza adiantadoi ........... !w!
Por seis ditos idem............... 120OOO
Por uin auno ideai................. 240001
Cada numero avulso, do mesmo da............ 100
DOMINGO 8 DE AGOSTO DE 1886
* PARA 1ESTRO B PORA R PROVMC IA
Por seis meses adiantadofl............... 13jJ5O0
Por nove ditos dem...........t...... 200000
Por om anno dem...........'...... 270OOC
Cada numero avulso, de das anteriores........... 1^0
DIARIO DE PERNAMDUGO
Proprufrafce tst Jttanel Jigneiroa tst ./arta 4 f\\o&



*
TELEGRAMAS


sm.50 n ahucia savas
(Especial para o Diario)
LONDRES, 6 de Agosto.
A Cmara doCommans aion toas
A abertura da estao ordinario do
Parlamento Ingles ter lugar a 19
do rorrease.
PARS, 0 de Agosto, tarde.
O ir. snioruiian de Braisa val par-
tir prximamente para o Congo na
qtialidadc de residente geral da e-
puliiica Francesa.
que o barco dos pilotos quera trazer para trra !
Este facto incrivel tuto devia tardar cm repro-
ducir-se no meio de circumstaneias anda mais
dramticas. A hora adiantava-se ; Pedro Anto
nio Hnin, impaciente pela demora, declara entilo
ao capitao do porto que est resolvido a ir a nado
a bordo do navio encalbado. Oizendo isto, despe-
de-se lanca-se ao mar, acompanbado por urn tal
Lain (agente da Sociedade Humanitaria).
(Continua
BERLN, 7 de Agosto.
Amanha ter lagar, em Ciaateln.
su entrevista de S. M. o Impera-
dor da allemanba com *. M. o Impe-
rador da Austria.
O Cbanseller do Imperio Allemao
o ministro da Casa Imperial e dos
Negocios Estrangelros da Austrla-
ungrla acompanham seus respec-
tivos soberanos.
O principe Ciullberme, {Albo mals
velho do Krouprinz e o Conde Her-
b n de BIsmarcK nio igualmente
para Gasteln.
Agencia Havas, filial
7 de Agosto de 1886.
em Pernambuco,
INSTRDCCiO POPULAR
NATACAO
(Extrahido)
OA BIBMOTHECA DO POVO B DAS ESCOLAS
MIFIUUO E 8 lliVAMENTOS
(ConttttuafSo)
Um d'elles, o valente mestre bankeiro Pedro
Antonio Henin, que desde maito se tinhs distin-
guido como salvador, estava exasperado. Que-
ra partir a nado para e navio em perigo. E prepa-
rava-se para o fazer, quando um scaler largoa de
trra tripolado par onze horaens intrpidos : eram
elles os doas pilotos Francisco Agostinho Huret e
Joo Carlos Testard (salvadora consummalos e
rivaes em acto gloriosos), Luis Testard (mari-
nbeiro anda novo e condecorado, bayia seis se-
manas, j>or ter salvo com risoo de vida a 11 de
Janbo o patrio e o moco do barco de pesca Le
Courageux), dois outros Hurets (Antonio, aspiran-
te a piloto, e Pedro), e os mariaheiros Jo3o Co-
quelin, Thiago Delpierre, Adriano Danger, Jos
Verdire, Napo'eo Ducarme, e Luiz Jos Fla-
hutte......................................
OsTestards, os Hurets, e os seus dignos eom-
pauheiros, que constituiam um grupo de verdadei-
ros vali-ntes, remavam com admiravel ardor. Cem
vezes os espectadores julgsram perdida a embar-
cafao que nada tinha de nsubmersivel. Como
fcil de prever, tainbem nenhum dos tripulantes
levava collete ou cinto de salvacio.............
Assim pois a embarcaco (simples escaler de
servio* du porU-J la acortando as ondas, exposta
perigo liorroroo s, < sem outras garantas de sal-
vax'nto que nao fosem a dextreza e coragem da
su valoran gnarnigalo. Por quatro veses desvia
il< pela tormenta, o esc-iler recuou e comeceu a
ab.ter pira sota-vent). Por quatro vezes, redo-
brando d eatorcoa, conseguiram recobrar o ca-
minho perdido. Houve peripecias commovrntes.
Homens ineu^s enrgicos teriam desesperado da
victoria. Estes uiodesaniniaram, nao se cansaram
de lutar, e a poder de estorcos conseguiram e seu
generoso tiin.
En resumo : o estado domar eratal que todos
receavam naopodesseobarco approximar-se dona-
vio. Dirigido como estava por pilotos babes, con-
seyuio alfim fazel-o.
Dever-se-hia julgar que os inglezes aceeita-
riam com atan e gratidao o heroico soccorro que
loe traziam. Nada d'isso aeonteceu. Os jnari-
nbeiros de Bolonba annunciaram ao capitao que
o seu navio estava perdido, e pediram um cabo que
sem demora levariam para trra. Com m vonta-
do lh'o deram. Bateram remos para trra, lutando
eom energa contra a vasantc que comecava a re-
contar. De repente oa de bordo deixaram de lar-
gar o cabo. Esperaram n'uma situaco das mais
perigosas.
D'alli a pouco comecaram outra vez de bordo a
largar o cabo, o que lhes fez suppor que a necessi-
dade de darumn tera sido a cansa nica da de-
mora ; mas pouco depois deixou o cabo de correr
outra ves. Aghavam-se entao (segundo diz o ca-
pitao Pollet) cincoenta metros da praia. O cabo
es ti cava cada vez mais popa ; as vagas entran-
do pela proa alagavam a embarcaco. Um pouco
mais... e o esealer a travessava e teria inevita-
velmente ido para o tundo. Forcoso fo portante
largar o cabo por mo e renunciar a esta corajosa
empresa. ,
Mas.. o que se passava a-bordo da Amphitrtte ?
Em um navio na sempre bastantes cabos para,
atando-se rpidamente uus aos outros, se obter
urna espa com algumas leguas de comprimento.
A bordo a mais inverosmil resistencia se oppunba
aos corajosos esforcos dos marinheiros de Bo-
lonha !
Segundo o depoimento de Joo Owan (mestre
do tranporte, e nm dos tres nicos sobreviventes
do desastre), nao se aehava elle na tolda quando o
barco dos pilotos atracn ao navio em perigo;
aebiva-se na coberta trabalhando conjuntamente
om os marinheiros ; mas algumas das mulheres
deportadas Ihe affirmaram terem ouvido o cirur
giao a fallar com o capito da barca e a dissua
dil-o de acceitar o auxilio do barco-piloto.
Este cirnrgiio (por nome Forrester); qoe tra-
zia a bordo sua mulher (e que algumas narracoes
d'esie triste acontecimentospresentam erradamen-
te como sendo um capitao de infantaria de mari-
sha), era simultneamente medico e encarregado de
vigiar'os encarcerados de ambos os sexos. O exag-
gerado sentimento da sua responsabilidade de car-
eerero levou-o a Altar para que o capito Hun-
ter recutasse os socoorroc,o que explica o tacto
de terem deizado sbitamente de arriar o cabo
?ARTE OFFICIJI
Govcrno da prwvlaela
BXPBDISBTB DO DA 30 DE JUZ.IIO DU 1886
Actos .*
O vice-presidente da provincia, em exeouco
da le n. 2395, de 10 de Setembro de 1873, resol ve
nomear Adelino Augusto Pereira de Albuquerqne
para o p ato de alferes de 6 companhia do 6
batalho de infantaria, d ser vico activo da guar-
da nacional da comarca do Kecife, vago por ter
fallecido Jos Caetano Lumachi de Mello.Com-
municeu-se ao respectivo commandante superior.
O vico-residente da provincia, attendendo
ao que requeren o negociante Francisco Pinto de
Magalhes e tendo em vista a infotmaco da The-
souraria de Fazenda de 27 do corrente, a. 538,
rosolve, de conformidade com o disposto no de-
creto n. 2884 do de Fevereiro de 1862, abrir
sob sua responsabilidade um crdito da quanta
de 3:285090 rs., verbaEtapae.outro dito
da importancia de 1:032 J753 rs. a verbaDespe-
zas de corpos e qoartesdo Ministerio da Querr
excrcicio de 18851886^ afim de occorrerem ao
pagamento da somma tutal de 4:3175843, rs. de-
vida ao referido negociante pelo fornecmento de
vveres para os corpos da guarnico e companha
de cavaliaria durante os meses de Maio e Junho
ltimosRemetteu-se copia ao inspector da The-
souraria de Fazenda.
O rice-presidente da provincia, attendendo
ao que requereu Gaspar do Nascimento Regueira
Costa, professor da cadeira de ensino primario
do Rio Formoso, resol ve, usando d autorisaco
concedida pelo art. 26 < prorogar por um mes com ordenado a licenca que
ltimamente Ihe fo concedida para tratar de sua
saude onde Ihe convier.
O vicepresidente da provincia, attendendo
ao que requereu Jos Mus T. iieira Goimares,
professor da caleira de ensino pi imano da Ilha
do Jardim, em Barreiros, e tendo em vista a intor-
maco n. 225 de 22 do corrente, do inspector ge-
ral da Instruocao Publica e o parecer da junta
medica provincial, resolve prorogar por dous me-
ses com ordenado, a licenca ltimamente concedido
ao peticionario para tratar de sua saude onde
Ihe convier.
O vice-presidente da provincia, de accordo
com o que propoz o Dr. chete de polica en officio
n. 733, de 27 do corrente mez, resolve determinar
que os quatro distrctos policiaes, em que est de-
vidido o termo de Taquaretinga, tenham as deno-
minares e limites saguintes:
l.o distrteto (Taquaretinga).Comprehender a
villa de Taquaretinga e limitar ae ha, partindo do
sul para o norte pelo nascente ao rio Capibaribe,
no lugar Volta, pela estrada de Vertentes Serra
Seccs, J'alli aos Nasabs occupando todas as tra-
das da Serra de Taquaretinga, passando na Serra
Pelada, Catle, Ferras, at os limites da Para-
hyba; pelo poente pela linha dos Groncalves, do
sul a norte.
2.* districto (Vertentes)Comprehender o po-
voado de Vertentes, hmitando-se de sul a norte
pelo nascente partindo da Barra do Riacho To-
pada, se^aindo a tocar na Lagoa da Lage, Pintos,
Serra de Carrapato, Pao Sant i ao limite da Para-
hyba e pelo poente com o 1 districto.
3." districto (Olho d'Agua da Onca.Compre-
hender o povoado Olho d'Agua da Onca, limi-
tando se ao nascente com a comarca de Bom Jar-
dim e ao poente com o 2 districto.
4. districto (AlgodSoj.Este districto limitar-
se com a comarca do Brejo da Madre de Deus.
Todos estes distrctos se limitarlo ao sul pelo
rio Capibaribe e ao n>rte pela provincia da Para-
hyba.Communicou-se ao Dr. chefe de polica.
Officos :
Ao U8pector do Arsenal de Marinas.De-
claro a V. Exc. para oa devidos fios e em resposta
ao seu oficio n. 340 de 7 do corrente, que appro-
vei o contracto, cujo termo, por copia, acompanhon
o citado officio, celebrado pelo conseibo de com-
pras de marinha, em scelo de 11 de Junho fiado,
eom os phsrmaceuticos Mno;l Al ves Barbosa,
Successores, para o aviamento do receituario da
enfermara de marinha d'esta provincia e navios
da armada, durante o semestre de Julho a Dezem-
bro d'este anno.Communicou-se ao inspector da
Thesouraria de Fazenda.
Ao commaadante das armas.O Exm. Sr.
ministro da guerra, em avisj circular de 23 do
correte, declara que, achando-se completo o pes-
aoal do exercito e nao existindo verba no orca-
mento vigente para occorrer despeza com as
pracas que excederem o numero marcado na lei
n. 3,275, de 28 de Junbo fiado, nio devem, at se-
gunda ordena, ser aceitos mais voluntarios n'esta
provincia. O que taco constar a V. Etc. para seu
conhecimepto e governo.
Ao mesmo.Tendo sido submettido appro-
vaco do Ministerio da Guerra, conforme foi com-
municado a V. Exc. em 2 do corrente, o orcamento
da despeza a fazer-se com os objectos neceasarios
enfermara militar, constantes dos dous pedidos
que vieram aonexos ao officio d'esse commando, de
15 de Maio ultimo, sob n. 269, cumpre aguardar
solucao do mesmo Ministerio. O que Ihe declaro
em resoosta ao seu offiiio de 28 do corrente, sob
n. 394.'
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Constando de aviso do Ministerio da Guerra, de 20
do corrente, ter sido approvado o acto d'esta Pre
sidencia pelo qual autorisou o director do Arsenal
de Guerra a admittr na respectiva companhia de
sprendizes artfices, como adddo at haver vaga,
o menor de nome Ernesto; assim o declaro a V. S
para seu coohecmento e em additamento ao meu
officio de 17 de Junho findo.
g Ao mesmoRemetto a V. S., para os devi-
dos fine, eopa do aviso do ministerio da fazenda,
de 21 deate mez, concernente ao regresso do 1 -
e8cripturario des. a Thesouraria, adddo Alfan-
dega da Babia, Joo Manoel de Freitas e a demis-
so.do'd- escripturaro Antonio Peregrino de
Mendonca.
Ao mesmo.Remetto a V. S., para os devi-
dos fias, copia do aviso do ministerio da marinha,
de 20 deste mez, n. 1,029, concernente ao crdito
aberto por esta presidencia para pagamento da
gratificarlo de voluntario reclamada pelo ex-sol-
dado do batalho naval Jos Viceute do Nasci-
mento.
Ao mesmo.Remetto a V. S., para os devi-
dos effeitos, copia do avias de 21 do corrente, n.
1.034, em que o Exm. Sr. ministro da marinha de-
clara approvadoa os crditos abertos por esta pre
sidencia em 9 deste mez, s verbasCorpo da Ar
mada Imperial e Forca Naval, do exercicio de
18851886, recommendando que essa Thesoura-
ria aprsente nos pedidos Ce crditos a demons-
trado justificativa da mesis.
Ao mesmo.Deferindo o requerimento au-
m xo informhcSo dessa Thesouraria, de 13 de
corrente, n. 490 c em que Antonio de Sonsa Oli-
veira trata do pigamento da importancia de.....
49i640, proveniente de materiaes que forneceu
para as obras do Arsenal de Guerra, recommendo
a V. 8. que mande aatisfaxer ao peticionario a im-
portancia de 466)1799, restante da quata destn-
buida para taes obras, ficando depenednte de cr-
dito o pagamento da importancia de 26150.
Ao regedor interino do Gymnasio Pernam-
bucano. Constando-me que nesse instituto anda
se acham dona dos alumnos que por ordem desta
presidencia tinham sido mandados exelnir, provi-
dencie V. Rvma. afim de que sejam elles entre-
gues a seus pas, tutores ou interessados.
Ao inspector do Thesouro Provincial.De
accordo com a informaco de Vmc, de 22 do cor-
rente, n. 40, autoriso o pagamento de 4:031150,
importancia das mensalidades dos alumnos do
Gymnasio Pernambncano, sustentados pela pro-
provincia, relativas ao trimsstre de Abril a Ju-
nho prximo passado, conforme a relaco nominal
junta em original. Communicou-se ao regedor
interino do Gymnasio Pernambuoano.
Ao director do Arsenal de Guerra.Auto-
riso Vmc, conforme solicita em seu officio n. 424,
de 18 de Junho findo, a comprar administrativa-
mente, pelos oreos do mercado, os objectos coa-
atantes da relacSo que acompanhon o citado offi-
cio, para provimento do almaxarifado d'esse Ar-
senal, urna vez que nio appareceram concurrentes
para o respectivo fornecmento e ha urgencia
delles. Igual autorisaco concedo Ihe para a com-
pra dos compendios de que trata o seu officio n.
490, de 23 do corrente.Communicou-se ao ins-
pector da Thesouraria de Fazend".
Ao mesmo Autoriso Vmc, vista da sua
informaco n. 502, de 28 do corrate, a admittir na
companha de aprendizee artifioes d'esse_ Arsenal,
logo que heuver vaga, o menor Minervino Pires
de Souza, filho de Mariana Pires de Souza, cujo
requerimento e mais papis Ihe restituo.
Ao 2 promotor publico da comarca do Re-
citeTranemtto a Vmc, afim do que proceda nos
termos da lei contra qnem de direito, as inclusas
copias do aviso n. 3050, de 19 do corrente mes, do
Exm. Sr. ministro e secretario de estado dos/negs-
cios do imperio, e do officio do 1 secretario da c-
mara dos senhores Jeputadoa, aos quaes acompa-
nham os impressos juntos relativos s eleicSes pro-
cedidas ltimamente para um deputado geral pele
20 districto eleitoral d'esta provincia.
Ao Dr. juis de direito de Barreiros.Para
resolver o assumpto do seu officio, de 5 do corrente
mes, oonvm que Vmc. informe si o bario de Santo
Andr eleitor, e na afirmativa, em que comarca
est alistado.
Ao juis municipal e de orphos do termo de
Buique.Informe Vmc. com urgencia se reuni-se
a junta classificadora de escravos d'esse termo,
no dia 14 de Junho ultim, como ordenou esta
Presidencia na circular de 24 de Maio, para ap-
licacao da 7* quota ; e, no caso negativo, qnaes as
razSes d'essa falta.
Mutatis muiandis aos juises de Villa Bella
e Cabrob quanto reaniao da junta em 21 do
mesmo mez.
Ao engenhero fiscal da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco. Para comprimento do
aviso circular do Ministerio da Agricultura, Com-
nercio e Obras Publicas, de 20 do corrente, sob
n. 73, ehamo a attencao de Vmc. para o expedien-
te publicado no Diario OjjScial, de 24 de Junho
ultimo, relativo ao appello que fez o ministerio
dos trabalhos pblicos de Franca s companhias
de estradas de ferro para quo a ioptassem em seus
trena de passageiros e mixtos o emprego do freio
continuo, no sentid* de examinarem as vantagens
a provir da applicaco do referido apparelho nos
trena de suas respectivas ferro-vias ; commnni-
cando Vmc. a esta presidencia o que em resulta-
da f"r resolvido pela companha d'essa estrada de
ferro.Mutatis mutandis ao da de Lmoeiro, ao
engenhero em chefe do prolongamento, ao da do
Recife a Olnda, ao da de Caxang, ao da Ferro
Carril e ao da Empresa Locomotora.
Portaras:
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
de navegaco faca transportar para o presidio de
Fernando de Noronha, por conta de Jos Joaquim
Alves inclusa relaco.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
de navegaco faca transportar para o presidio de
Fernando de Noronha, por conta de Ferreira Sil-
va & G, oa gneros e objectos mencionados na
inclusa relaco.
BYPEDIPNTE DO SECBBTABIO
Oficies :
Ao Dr. chefe de polica.De ordem de S.
Exc. o Sr. vice-presidente da provincia, commu-
nico a V. S-, que no seu oficio de 29 do corrente,
n. 737, relativo ao fornecmento de um livro para
o ponto dos empregados da Casa de Deteneo, foi
boje proferido o despacho aeguinte : Remettido
ao Sr. inspector do Thesouro Provincial para sa-
tisfazer o pedido.
Ao inspector da Thesou-aria de Faaenda.
O Exm. Sr. vice- presidente da provincia manda
remetter a V. S. cinco ordena do Thesouro Na-
cional do ns. 146 a 149 e 151, datadas de 17, 20,
21 e 22 do corrente mez.
Ao Dr. juiz substituto da comarca de Olnda.
De ordem de S. Exc. o Sr. vice presidente da
provincia transmiti em additamento ao meu ofi-
cio de 27 do corrente, copia do de n. 193 do ins-
pector da Altandega, relativo requisieo leita
por V. S. em 23 do referido mez.
A' Companhia Pernambucana. S. Exc o
Sr. vicepresidente da provincia ficou inteirado
pelo officio de hontem que seguirlo para os portos
do norte at Acarah, o vapor Pirapama a 5 de
Julho prximo vindouro e Giqui a lO do mesmo
mez para o presidio de Fernando de Noronha.
Fzeram-se as devidas communicafoes quanto a
sabida do vapor Giqui.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 6 DE
AGOSTO DE 1886.
Antonio Diniz Estalote. Nada ha que
deferir vista da informaco da Thesoura-
ria de Fazenda.
' Anglica Francisca Bastos.Sim, pagos
os direitos scaea e os foros em divida.
Affonso de Albuquerque MaranhSo.
Informe o Sr. engenhero da repartijao das
Obras Publicas.
Antonio Ignacio do Nascimento. A'
vista do que informou o Dr. chefe de po-
lica o supplicaote opportunamente ser re-
mettido para o termo do julgamento.
Alferes Francisco de Assis Ferreira Ma-
galhes. Informe o Sr. commandante su-
perior da guarda nacional da comarca do
Cabo.
Francisco de Assis Sampaio Rosa.
Aguarle a derivo do governo sobre o pa-
gamento a que se refere.
Francisco Joo do Pilar. Informe o Sr.
inspector da Thasouraria de Fazenda.
Fielden Brothers. Iotorme o Sr. ins-
pector do Thesouro Provincial.
Francisco Ferreira Leite. Deferido com
o officio ao Sr. brigadeiro commandante
das armas.
JoSo Ignacio Ribeiro Roma. Deferido
com o officio de hoje Thesouraria de Fa
zenda.
Jos Pedro Viera de Mello. Deferido
com o officio ao Sr. brigadeiro commandan-
te das armas.
Joaquim Flix Bezerra Cavaloante.
Sim, pagando o supplicaote m comedoria.
JoSo Lopes da Silva, Ao Sr. director
do presidio de Fernando de Noronha, para
attender, devolvendo este officio-.
Jos Francisco de Mallo. Informe o
Sr. director do presidio de Fernando de
Noronha.
Jos Feij de Albuquerque. Paaae por-
tara, negando provimento ao presente re-
curso.
Miguel. Nao consta deste requerimento
o municipio da residencia.
Bacharel Manoel Joaquim Fsrreira Es-
teres.Informe o Sr. in8pctor da Thesou-
raria de Fazenda.
Martina Oerdeiro & CJunten procura-
do.
Mara Joaquina de Araui o.Informe o
Sr. director do Arsenal de Guerra.
Poncano Camello de Siqueira Oavalcan-
te.Informe o Sr. inspector do Theaouro
Pro vincial.
Severino. N2o consta deste requeri-
mento o municipio da residenoia.
Silva 4 C. Sim, mediante recibo.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 7 de Agosto de 1886.
" Manoel Machado.
Repartidlo da Pollela
SeccSo 2.1- N. 767. -Secretada da Po-
lica de Pernambuco, 7 de Agosto de 1886.
Ulm. e Exm. Sr.Participo a Y. Exc.
que hontem foram recomidos Casa de
DetencZo oa seguintes individuos :
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, JoSo Fernandes das Nevos, por dis-
turbios.
A' ordem do do Io districto de S. Jos,
JoSo Alves dos Santos, Joaquina Mara
da ConceicSo e Mara Severina da Concei-
cao, por disturbios.
O alferes Joaquim Quirino Villarim as-
sumio em data de hootem o exercicio do
cargo de subdelegado do distroo- do Ar
raial.
Pelo Dr. delegado do 2o dstricio da
capital, foi remettido ao Dr. juiz de direi-
to do 4o districto criminal o inquerto poli-
cial a que prooedeu contra Delnno Correia
Braga, pelo fsrimento que. em 8 do mez
passado, praticou na pessoa de Manoel da
Silva Leal Leel.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza LeSo,
muito digno vice-presidente da provincia.
-O chefe de pooia, Antonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 7 DE AGOSTO DB 4886
Gaspar do Nascimento Regueira Costa e
padre Manoel Lobato Carneiro da Cunha.
Facam-se as notas da portara de li-
cenca.
Joao Vicente de Torres Bandeira e Dr.
procurador dos feitos. Informe o conten-
cioso.
Francisco Duarte e H. Burle & C.En-
tregue-se pela porta.
Antonio Bento Queroz e Adolpho Jos
de Araujo. Pague-se.
Ciernen tino de Fara Ta varee e Dr.
Francisco do Reg Barros de Lacerda.
Certifiqese.
Anna Francisca Bettencourt, Je Elia
de Paula Homero, coronel Manoel do Nas-
cimento Viera da Cunba e Manoel Rodri-
gues Franca. Ao contencioso para sum-
prir o despacho dajunta.
Commendador Joaquim Lopes Macha-
do.Junte conhecimento de decima do ul-
timo semestre.
Verissimo Bezerra dos Passos. Escrip-
ture-se a divida.
Manool Emygdio de Oliveira. Regstre-
se o facam-se as notas.
Con tas do collector de Pao d'Alho.
Haja vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Antonio Rodrigues de Souza C. e
Joao Duarte Pereira de Lyra. -Informe o
Sr. contador.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 6 DE AGOSTO DE 1886
Jos dos Santos Oliveira, Francisco
Eglcias Lopes o Joao Coura me a Ia seccao.
Corbiniano de Aquino Fonseca. Certi-
fique-se.
Antonio Gomes Porto, Almeida Duarte
& C, o mesmo.A' 1 scelo, para os de-
vidos fina.
Bario de Mattosinhos. A' Ia seccSo,
para os fins convenientes.
- 7
Antonio Ferreira Nobrega, Joaquina
Marques da Cunha, Carolina Pinto de Ma-
galbSes e Ribeiro Sobrinho JC- Informe
a 1* seccao.
INTERIOR
lelo circulante
(Do Jornal do Commercio da corte)
Urna das esperanoas que mais contribuirn! para
o xito das ultimas medidas do digno Sr. ministro
da fasenda foi, sem duvida, a possibilidade de nes-
ta sesso legislativa tomarem-se providencias que
gradualmente approximem o valor permutavel de
nosso meio circulante do padro leeal, eatabelecido
pela lei de 11 de Setembro de 1846.
Destas providencias resultar nao s maor ga-
ranta para oa credores internos do estado, como
certeza para os externos, de que a extrema p >n-
tualidade de pagamentos, at agora sustentada
pelo imperio sul-americano, nunca poder que-
brantar-se pela deaproporcao entre as exigencias
do cambio e os recursos do orcamento. Os dous
exemplos de 1868 e 1885, em que o cambio des mi
it taxaa de 14 e 17 5/8, nio sao simples conjec-
turas e ameacas, e, por eerto que nenhum credor
do estado deseja ver repetr-se esta deprecaeo do
meio circulante.
A generalidade da populaco, mesmo a que n-
tigamente estova imbuida das illasAea do crdito
ilimitado, deseja, actualmente, ver cessar as os-
cIlacSea da moeda, qne ae tradusem em prejuisos
as operacea commerciaes, na incerteza de precoa
dos productos da lavoora e na pretensa necassida-
de de elevaco do casto dos generoa de consumo,
que se sustenta sempre, depois de passadas as cri-
sea agudas do cambio.
Desde 1825, em qne appareceram as primeras
oscillacoea do antigo padro monetario, o custo
dos objectos mais necessari3 vida tem maia do
que quadruplicado, aem que os recursob, reditoa e
ven-intentos acompanhassem este movimento as-
cendente de despezas. Cumpre que a moeda na-
cional ae fie. para que a constituidlo da riqueza
se regulariso e a vid particular adquira normas
esta veis.
O exemple dos Estados Unidos que, dopois de
1879, teem conseguido ebegar ama situao&o so-
lida na idea econmica e financaira, tornou-ae o
ideal das nacoea americanas, e, aqu, no continente
do sul, a esta hora, o Chile e a Repblica Argen-
tina empregam os maia louvaveis esforcos para
dar aos seus meios oireulantos cunho definitivo.
Sabem perfeitamente estas naedes, em que super-
abundara os economistas lidos e praticoa, a influen-
cia que tem a solidez da moeda sobre a actividade
das industrias internas, assim como sob a atrc-
elo de bons e proficuos bra^oa mtnierantes. At
aqu, entre nos, a boa mmigraco nao conetitue a
maoria dos bracos importados desde 1845, e con
vm que a depreciacao da mseda nao continua-a
afugentar de nos, os trabalhadores que trazem para
a America dona capitaes, o de seus peculios e o das
habilitacdee profissionaes. Se os outros estados
sul-americanos eonseguirem antecipar-noa e ven-
cer-nos na queato do meio circulante, Acaremos
por muitoa annoa reduzdos ao papel de especta-
dores, que vem pasear pelos seus portos a leva
de gante qae vai fundar em plagas mais felzes a
prosperidade industiial.
At certo tempo vogou, entre nos, a idea falaa,
propaganda pela litteratura financeira de imitaclo,
de quo a depreciacao da moeda nacional era o in-
centivo da nossa agrical'ur e da industria fabril,
e qne a eievco do cambio dara em resultado a
impossiblidade de solver os d bitoa agrcolas e a
ruina das fabricas.
A experiencia, grande lco dos povos principian-
tes, ton-nos mostrado quo Ilusorias eram eataa
theorias, e como difficil aaaentar solido edificio
econmico sobre as bases das oacillaces cambiaos.
Desde 1866, ha vinte longos annos, o cambio pai-
ten) sido a exctpcao e o cambio baixo e decrescen-
te foi aempre a lamentavcl regra, e nem por sao
as referidas industrias se consolidaran) e eato em
caminho Je definitivo rrogreaso. A experiencia
moatrou qae o mecbanismo fioaneiro adaptou-se
a essaa condiedes oscillantea, e as clasaea produc-
toras nada ganharam com a moeda traca.
As pracaa consumidoras, como temos o exemplo
frisante, desde Abril deste anno, acompanham, no
preco do caf, as oscillacSes do cambio, emora o
Brasil seja pela sua producoo o regulador dease
enero. Nao s levam em conta os tornecimentos
de outros centras productores, como diminuem os
precoa de consumo proporcao que o cambio, en-
tre nos, deeahe. Desta maneira, o vicio da moda
acta sobre o resultado til de nossa agricultura,
tornando qnaai perdida a alta que devia resultar
da escasaez creaeente das safras de caf.
A industria fabril, que hoje elemento consi-
deravel da vida econmica do paiz, e merece as
maiores attencoes dos poderes pblicos e da im-
prensa, assenta em bases bem tracas, se nao podo
vi ver seno da extrema protecjilo, nao 80 das pau-
tas aduaneiras como de um meio circulante inten-
cionalmento depreciado. Parece que a hora da
eonsolidaco financeira seria, entao, a do seuanai-
qnilamento, O exemplo recente dos Estados-Uni-
dos responde victoriosamente aquella falsa aspira-
(o.
O padro monetario consolidado e a luta pro-
gressiva da concnrrenciaj unidos a acertadas
liberdadea fiscaes, conseguiram all multiplicar os
productos da industria fahril Entretanto, nao
deixaremos do apoiar todas as medidas que ten-
dam a sustentar e fortalecer a nossa actividade
manufacturera.
A depreciacao da moda trouxe ao commercio
internacional e de atacado pessimas consequen-
cas. Sao raras boje as grandes fortunas que ae
constitaem nestes ramos de actividade.
importador tem que fazer frente com gneros
secundarios redcelo dos resultados lquidos das
vendas, em virtude da baixa do cambio, e ao
mesmo tempo, em vez de gosar de crdito Ilimi-
tado e duradouro na Europa, recebo os gneros
acompanhados de saque a tres e quatro meses
3ue garantan) o exacto pagamento aos consigna-
ores.
Esta mudanca no systema das remesgas ioflue
mais do que se pensa no cambio e um novo ele-
mento de perturbaco. Os banca nacionaes con-
tam apenas para operar com as existencias nor-
maos e visiveis, ao pasao que os bancos estran-
geiroa conhecem outroa dados e tem algumaa vezea
intereaae em exigir a maior quantidade poaaivel
de meio circulante em troca dos saques a receber.
O commercio de atacado na incerteza de precoa
dos gneros importados pelas oscilacoes do cambio
vive em um continuo jogo, no qual perde ordina-
riamente as paradas. Parece nos que urna parte
notavel desse commercio desejaria o progresso da
industria abrd interna, principal neato a de teci-
dos, para evitar estes riscos.
A synthese destas consideracea que a maoria
dos productores e a totalidade dos capitalistas e
princpaes consumidores aao victimas das depre-
eacoea do meio circulante e alternativas do cam-
bie.
Estes prejuisos nao tm escapado perspicacia
dos homena de estado e aos des/eloa dos legisla-
dores. Desde 1825, em que o cambio come^ou a
declinar do antigo padro de 51 d. por 1J00O, e o
papel inconvertivel se accumulou, em nossa praca,
na importancia de 11,0 0:000*000 os espiritos
mais atiladoa eameraram-se em procurar recursos
contra o mal.
Os relatorics dos fallecidos estadistaa Mrquez
de Abrantes e Bernardo Pereira de Vaacsncelloa
sao modeloa de percepeo lucida, ms condicooa
d'aquellas pocaa do primeiro reinado e da regen-
cia. Em Abril de 1883, o fallecida aenador Can-
dido Jos de Araujo Vianna, ento ministro da
fazenda, apresentou ao corpo legislativo um lucido
relatara sobre o melhoramento do meio circulante.
Maia tarde, repetindo-ae as crises e alquebramen-
tos, os Srs. J. C. de Almeida Aras, A. J. de Bem
Jos M. F. Fernandes Pereira de Barros, com-
missionados pelo governo imperial, concretaram, a
30 de Abril de 1860, urna rica e curapleta colleccio
de dados illutrativo?, coroado por um parecer
luminoso sobre a origem das perturbacea finan-
ceiras. Muitos outros trabalhos de valia, at hoje,
tm-se dedicado a investigar e a apreciar as con-
dices de nossa vida financeira.
Dessea estudos resulta a convieco de que a
vida econmica do paiz frgil, asente em ayate-
mas tranaitorios de exploraco do solo, e que o
estado monetario o renuxo dessa vida de aven-
turas e de alternativas. O actual gabinete pro-
metteu encarrar de frente a queato, e esperamoa
que elle nao poupar os esforoa para conseguir o
melhoramento gradual do meio circulante.
Sendo, como dissemos, o estado da moda um
leflexo de nossa vida econmica, parece que o
exemplo de regu'ariaar esta deve partir das altas
regioea do paiz. A maior economa nos dispendios,
a sobriedade nos compromissos, os meios efficazes
de equilibrar a receita com a despeza, sao modelos
a dar pelo governo, sem os quaes baldada seria
urna reorganisacao do crdito publico.
Temos confionca as intencoea, nos meios e na
forca de vontade do honrado Sr. ministro da fa-
z.nda; e, ae a estabilidade administrativa Ihe per-
mittir applicar as suas vistas, 6 poasivel que, ao
menos, encete a eonsolidaco do meio circulante.
E' esta providencia urna das maia argntea n
cessidades da naco, e ante ella devem cessar a -
rivalidades .polticas, as memores e mais justas
aspirac^es, pois sem a possibiKdade de constituk
a riqueza publica, todas as outras medidas gover-
namentaea aero um engao E' o que preten-
demos provar.
PERNAMBUCO
Assembla Provincial
55* SESSO EM 10 DE JUNHO DE 1866
PBBSrDBHCiA DO EXM. 3B. DB. J03 SASOBL DB BA*803
WA5DBBLBT
Suhmibio :Abre-a a sesso.Tritura e appro-
vaco da acta da sesso antecedente.
Expediente.Nomeaco de urna om-
misao para so entender com outra da
Aaaociacao Commercial Beneficente dos
Mercieiros.Dacasso do requerimento
do Sr. baro de Itapiaauma solicitando
informaocs acerca do estado sanitario
e policial de Ignaraaad.Discursos dos
Srs. baro de Itapisauma e Gomes
Prente.Adiamento da discusso.
Apresentaco de urna petico da Aaso-
ciaco Commercial Beneficente dos Mer-
cieiros.I* parte da ordem do dia.
Continnaco da 2a discusso do projecto
n. 54 d'este anuo.Votaco e discursos
dos Srs. Rsgo Barros e baro de Ita-
pissuma.2 parte da ordem do dia.
Approvaco do projecto n. 93 d'este
anno.Discusso do projecto n. 9 d'este
anno.-Discursos dos Srs. Jos Marra
e Barros Barreto Jnior.Encerra-
mento da discusso.Adiamento da 2'
discusso do projecto n. 18 d'este anno.
Final da sesao.
Ao meio dia, feita a chamada e verificndose
eatarem presentea oa Srs. Ratia e Silva, Luiz de
Aorada, Soarea de Amorim, Joo Alves, Barros
Wanderley, Rodrigues Porto, Domiogues da Silva,
Antonio Vctor, Joo de S, Reg Barros, Sophra-
nio Port lia, Constantino de Albuquerque, Barros
Barreto Jnior, Coelho de Moraes, baro de Ita-
pisauma, Herculano Bandeira, Augusto Pranklin,
visconde de Tabatinga, Prxedes Pitonga, Gomes
Prente e Jos Mara, o Sr. presidente abre a
sesso.
Comparecen) depoa os Srs. Ferreira Velloso, Ju-
lio de Barros, ttogoberto, Costa Gomes, Lourenco
de S, baro de Caar e Costa Ribeiro.
Faltam, com partcipacao, o Sr. Solomo de Mello;
e sem ella os Srs. Rosa e Silva, Gonealves Fer-
reira, Amaral, Regueira Costa, Andr Das, Joo
de Oliveira, Drummond e Juveneo Maris.
E' lida e sem debate approvada a acta da ses-
sesso antecedente.
O Sr. 1 secretario precede leitura do se-
guinte
nonmnm
Urna petico de Manoel Jos Martins, professor
contractado de Santo Antonio do Buique, reque-
rendo ser considerado effectivo na mesma cadeira.
A' coaomisao de instruccao publica.
Outra de Francisca de Mendonca Pinto, profe-
sora contractoda do Brejo de Santa Cruz, reque-
renio ser considerada effectva na mesma Cideira.
A' commisso da instruccao publica.
Sao lidos, apoiados e julgados objecto de delibe-
rac3o, vo a imprimir nicamente no jornal da
casa, sendo dispensados da publicacao em avul-
soj, requerimento do Sr. Joo Alves, os seguintes
pareceres:
N. 110. A commisso de leia nao aaaccionadas,
examinando ua razdes em viata das quaes a Pre-
sidencia negou saneco resoluco de 29 de Ju-
lho de 1885, que transiere a 2" cadeira do sexo
maaculino da cidade do Ro Formoso para Fer-
nandes Vieira ;
Considerando que semelhante transferencia nao
prejudicial ao magisterio e antes {benfica, pois
a cidade de onde transferida a cadeira pode per-
feitamente dispensar urna das duas do sexo mas-
culino, conforme n'eate sentido j officiou o res-
pectivo delegado litterario;
Considerando maia que aemelhante transferen-
cia nao prejudicar aoe cofres pblicos, visto como
o proprietario da cadeira continuar a perceber
vencimentos de 2a entrancia, renunciando desde j
a qualqaer reclamaco posterior, em virtude da
melhor cathegoria da cadeira, para onde transfe-
rido ;
Considerando, finalmente, quo por este facto ne-
nhum accesso Ihe concedido e portanto por modo
algum offende aos direitos de outrem :
E' de paiecer que a resoluco sej approvada
tal qual se acha.
Sala das commisaoes, 25 de Maio de 1886.-
Soarea de Amorim.Pedro Gaudiano de Ratis e
Silva.Domingues da Silva.
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco resolve:
Art. I* Fica transferida para Fernandes Vieira,
d'esta cidade, a 2a codeira do sexo masculino da
cidade do Ro Formoso, sem prejuzo do actual pro-
fessor.
Art. 2 Revogadas aa diapoaicoes em contra-
rio.
Paco da Assembla Legislativa Provincial ds
Pernambuco, em 27 de Julho de 1885.Paulo Jos
de Oliveira, Io vice-preadente.Dr. Joo Au-
guato do Reg Barroa, Io aeeretarioDr. Prxe-
des Gomes de Souza Pitanga, 2o secretario.
Volte Assembla Legislativa Provincial;
Esta re3elucao, sob a apparencia de melhor si-
tuaco do cadeira, favorece excluiivamente ao res-
pectivo professor. O que, alm de inconstitucio-
nal inconveniente aos interesaes do magisterio,
prejudicial equidade e aos cofres pblicos; poi-
quanto, indirectamente e sem as formalidades le-
gaes, concedera um accesso com accrescimo de
despeza proveniente da elevaco da entrancia da
cadeira. e offenderia o direito de outros professo-
res que, porventura, podessen preferir no accesso.
Pa'acio da Presidencia de Pernambuco, 11 de
Agosto de 1885.J. Rodrigues Chaves.
N. 111. A commisso de leis nao sanecionadas,
examina ido as razoes, em virtude das quaes a Pre-
sidencia negou sanc;ao resoluco de 27 de Ju-
lho de 1885, q-e transiere as cadeiras da Estrada
Nova e de Frecheiras, em Goyanna, para a cidade
d j mesmo nome;
Considerando que aemelhante transferencia nao
prejudicial ao aervico publico e antes benfica,
poia oa lugarea de onde sao transferidaa as refe-
ridaa cade rae as podem dispensar, conforme u'este
sentido j ofiicieu o respectivo delegado litterario,
e a cidade para onde sao transferidas necesaita de
mais escolas por ter urna populaco eaeolar de
mais de frsenlos alumnss, come se v do relato-
rio do Dr. inspector geral da Instruccao Pu-
blica ;
Conaiderando que, de semelhante transferencia
nenhum prejuizo advir aos cofres pblicos, poia
os proprietarioa daa referidas cadeiras continua-
ro a perceber vencimentos de 1* entrancia, renun-
ciando desde j a qualquer reclamac^o posterior,
en, virtude da cathegoria saperior a que sao ele-
vadas as referidas cadeiras;
Considerando, finalmente, que nenhum accesso
assim concedido aos respectivos protessorea, e por-
tanto por modo algum offende-e a direitos de ou-
trem : de oarecerque a resoluco sq'a approvada
tal qual esta. ,_ iOUC
Sala das commissoes, 2a de Maio de 188^
Soares de Amorim. -P. G. de Ratis e Silva.Uo-
iningues da Silva. ..,,.>
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve:





ifiiario de PeraambncoDomingo 8 de Agosto de 1886
Vr"
Art. Io. Ficam trausferidas as cedeiraa do ios
trcelo primaria da Estrada Nova *fwra*ras ae
Goyanna para dentro da mesma cidade, com as
denomnacSee de 8e 4 cadeiras de Goyanna, aem
prejuiso dos actuaos aroessorea.
Art. 2. Piorna vegadas as disposicoes em
contrario. .
Paco da Aesembla Legielativa Provincial de
Pornambuco, 27 de Jnlho de 188e.Paulo Josi de
Otiveira, 1 vico-prual! -Dr. Jato Ao.ganto
do Reg Barros, 1 amnmwk>.-1*.>PmmdesQo
mes de Ssuxa Pitaas^S naaetailB.
Volie Aagemblla t r^statl va. Provaaall.
;s ,,. o nreaidente da provincia nio tonha no-1 qneatea judiciaras que estio pendentes ; mas in- aovo como o nobre depuUdo, deixe-se dominar per
i asaes relos ? 'No ae pdecter.-tanto toma atete em dizer que o juis de direito abusn, no Jio exagerado espirito de partido.
i amei rara .,'' r~ _______a .*QHn na casa o Sr. Amara reauer o
ber
tioJa *
quanto en estou autorizado a declarar, que S. Ex.
ja deve ter tido conbecimento de tudo ato, mas
at hoje continua a villa no mesmo estado ; at
hoje nao ae procurou dar urna a providencia, de
modo a arrefecer o enthusiasmo doa amigos do
governo.
At onde, pois, quer levar S. Exc. quelle povoi"
Per ventura qeerer reiustr aqaeHa-localidada-
tas. Gomes Parate.
O Mr. tnsntlo Vranstlln (pela ordem)
?en vi a -nosa umapeticio da AsBociaoio Gommer-
Esta resolucio
tuacao de cadeira, anireMimlu8vamolWao
rctivo professor, aune, dttattie rocoiadMacioaal,
inconveniente aostisilereiss do agietatto, pre
judicial equidad e ase-cofres pblicos ; per-
quauto ndirectameWe-esaai.a* temaUdades te-
gae., conaederia ua-aenwo com accreseimo de
despera proveniente da elevacao da entrancia da
eadeira e offenderia o direito de outroa professo-
se, que, porventura pndcasem preferir ao acceaao
Palacio da Presidencia de Pernambacs, 11 de
Agosto de 1885.J. Rodrigues Chaves.
O Sr. presidente nomeia os Srs. Augusto Frauk-
lin, Sosres de Amcrim e Rodrigas Porto-pwa-en-
teoderem-se com urna commssao da Associacao
3ommer acbava na ante-sala.
Kntra em discussio o seguate requerirneto :
Beqneiro que pelos canaes competentes se pe-
te a S.Bxc. o Sr, presidente da provincia iofsr-
aseces sobre o seguinte :
1. Se tem S. Exc. sciencia do estado em que w>\
acaa a villa de -Iguarassu, em relaeao a epidemia
de iebres de mo carcter que ese-alli grassando,
tendo j feto diversas victimas e acaando-se, de
presente, umita a pessoaa accommettidas, prinoi-
Slmente as da-dasse asas deafavoreaida da for-
a, que nio teta meios para se-tratorem.
2*. No case afirmativo quaes as providencias
dadas no empenho de soecorrer os desvalidos.
5*. Se j providenciou de modo a livrar aquel
la comarca de uia flagello de igual on peior natu
sexa, isto a anarChia, a desorden!, oa crimesqae
se'prattcam todos oa das, sendo victimas nao a
os adversarios poUtieosda actaal sltnacao, como
as primerras autjridades da camares, os juizea de
direito e snbstitato, crmes e attentadoa pelas au-
toridades peliciaes, destacamento da fetea publi-
sa, e directores da actual situac&o.
4. Se 8. Exc. o Sr. presidente da provincia
tem sido informado -de todo pelo jaiz de direito
qae joflieialmeute se dirigi a 8. Eo., bem co-
mo o Exm. Sr. presidente do censefao de mi-
niafitra. 8: RBaro de rtapissnaa .
O Sr. Baro de Itaplssama-V. Exc.
Sr. presidente e os meus dignos collegas, hao de
ter notado que eu nao tenho prtdilecco por dis-
cussoes polticas ; uiada n5o me ergui desta ea-
deira para apreaentar nm requerimeuto de infor-
macoes e tenho-me limitado a aDoiar os meus ami-
gos, e a isto ae tem limitado a minha missao neata
ca, em relaco'a polisica ; mas boje son toreado
a vir occopar por poucos momentos a afttencao da
asa, porque trata-se da trra do meu nascimento
e de minha residencia, onde tenho os meus piren-
tos e portauto nao poseo ficar qu#Jo perante as
felicidades, porque est passando a villa de Igua-
rasE.
Sou- testemunha de qne duas calamidades estio
assolaado, smw, mn castigo de Dea, a febre de
mo carcter, quo tem devastado aquelli via,
fazendo victimas e exiatiudo bastantes pessoaa
atacadas.
O teenrso, a que ceta reduaida a popdlacaoi
implerar da Providencia Divina, o soocorro de
qoe irece ; fazer penitencia, cenddtindo peJas
ras, em precissao, a imagem do advocado da pes-
te S. Sebastiao, para por esta forma acalmar a
olera Divina.
Aquelle povo de Iguaraasu carece abeblata-
mente de recarsos; nao ha ah mdicos1 e nem t)
pouco remedios. NJo ha providencia algama para
soccorro da populacio por parte do gverpo, como
tem suceedido, por occaaioes identioaa. Est/cora-
pletamente abandonado sos seo neabuns reeoeSos
na crise calamitosa, qae airavesaa. Aaaia, per-
gunto a S. Exc o Sr. preaidente da provincia :
primeiro sej teve noticia do estado d'aquaKa
villa e que providencias deu ; segunda pee ana
attencao para um outtWaageU nao menos perni-
eioso ao que o primeiro que sr anarchta, que a
anarchia, qne >a perpretaeAo de quantos erime
se podiin iwagioar e todos estes praticadas pelas
autoridades ou com sua cumplicidade, bem como
pulo -deataomento da referida villa.
Aa victimas nao aao ameoSB os i^a amitfoe
a* sacas co-raligionarios i'aqaeUa loaaiidtJ, k
tambem Sr. Dr. juis de direito da comarca qsfc
coaBorvedor. magistrado disncto ; assim canso
o mew amigo o Sr. Dr. Teleapboro, que jn%
substituto.
Asjora mesmo, no dia sex*a-feira, aqaeila villa
pHSsou por urna crise aasuatadora,veudo-se oa ma-
radorea obrigados a fecirtm suas porUs para
vitareis desacatos
V. Ex. e a casa couhecem o que se dea, ha
poaco tem jo, catre o ex-promjtor paWice e o juis
de dreile daquella comarea.
C f teto conhecido de todos; mas peco per-
oiiasao para relatal-o, anda qae eu oao o tenna
presenciado, mas seu informado por peaaeas-que
roe mereeam iodo o conceito.
Em urna das sesees do jury, que ha pouco teve
lugar naqnella eorasrea, o Dr. juis de direito
proposito de manter o silencio qne erapertar-
bado por alguem qne fallava em altas vozes, o
comeear a sessao, pedio prneira e segunda vez
a atteoeao, rogando que bc gaardasse o decoro
precieo aqnelle tribunal; nae tendo sido alten-
dido, raaadou lr as disposiyea do cdigo, qae
regala akypothcse que seniava Nssta -oooaaiftn o
nosso collega, o Sr. Amaral, que vejo com pezar
ausente dest casa^ e que era quem fallava em
altas vozes ooui o Sr. eapitio Joo Lina, sobre nm
criminoso que tinha de ser juJgado aquella ses-
sao, oavindo as obairvaeoL-a do juiz, e ler-ae o
artigo do codito, p=rguntou ao juiz de direito, se
S. S. tambem se referia a eile. A reposta do juin,
como era natural, foi que a adrerteneia nio era
precisjmente dirigida a S.Ex^ mas aos que p-r-
turbavam a ordem.
R.flexionou ainda o Sr. Amaral, disendo que
havia aviso u disposicoes cm coatrano e pediu
ao juiz que as nandasse 1er. O juis de direito
pediu nevameste qoe ae msUbelrcesae a ordem
e tea diversas consideracoes para manter o silen-
cio no tribtnial.
(Apartt-s).
Perraittam VV. ESx. que eu continu.
O promotor, que at cttfao estava sentada, er-
gueu se,furiosoe dirigindo-se ao juia disse-tbe,
que so tle ua&Sse de meios ktremoo; se qjaitesse
prendar ao Sr. Amaral. elle promotor o esmag*-
ria e faria saltar pila janella da casa onde ftroe
conaVa o jury. D'ahi em ui&nte se-deram sceifas
de graride escndalo o juiz rctiron-se para
sua caa, faeeido lavrar nm auto de todo o snoce-
dido. Depois com os documeotoa do raeto, instan-
rou um procesSo contra o promotor, no qoal'de-
puBCYam as testemtinhas, e foi elle pronunciado,
como autor de desacato pjssoa do jtrizde di-
reito.
Da pronuncia appellon o promotor, para a re-
lao e o superior tribnn*l, annllando por erro
de frmula* o prncesso, mandn instaurar novo.
(Haum aparto).
O Sr. BarSo de Itapisanma D'ahi s; v" qe
existe o acto criminoso, e que por ser anal clasi-
ficado foi tmnollado o processado, mandan io a
relacio instanrar novo processo.
(Ha Um aparte).
O Sr. Baro de Itapissnma A couolasio do
nobre deputado que nao verdadetra : A rala-
cao tanto reconheceu o acto criminoso, que man-
dn instaurar -novo proceseo.
ABSiati, purera, aeesio dh rear/io, em qne
tinha dse dar o julga/nernto desaa recareo, nm
sdadio que peas* por hoarrm ario e pacato, e,
nao prestando a devida attencSo ao julgfcdo, en-
teaden qne estava tildo destmido e o prsmotar
intelramentelivrfte, suppondo ista, drigfo-se ita-
mediatattrtlnte ao telegrapao, e fes mn telgramma
para Iguaraaa, contando o occorrido, da forma
porque tinha comprebendido a decs*Vdo tribo-
aal, iat drwndo qne s taeo tinha assrbaito
erfm o processo. Esta noticia produsio o effst-rde
excitar os amigos do premolar, e estjee promvs>
ram tima paSaeiarts1 pelas roas da ftla, qoe pre
seteioU aceas selvagena.
Reunio-se urna malta de capoeiras com fogoe-
tee e naeamarte. e drrigram-ae para aa-previ-
snldadsda casa o jais, qne havia prooessado o
prtmoter^hiatacWaiirtOKntes, chegaram. fogo
4a bombas, eno contentes com isso detetn tre
descargas de fusilara os soldadoa do destaca
nerttiv que tanbUn falan parte d.Mi fcstsfres.
O Br; Jos MaWIrto serte !
O 8r. Bario de Itapissuma W V. Ex, Sr.
pscsidento, o estado m qne se aeha a -miaba co-
marca. Pois crhrel que aqu qnaa iaato-a9api-
al corran, seaelhantes factos ? Pde-se conce-
lda pos*
s pasa*
na rasrro
(Ha nm ap.rte do Sr. Reg Barros.)
O que me admiran ainda fni S. Re I
ao oslado laatu-avol de Taoarat ? 8i e tratasa fcial Battaeonte- A Mereieiros' afim de ter op.
da aaa taaalidade longiqua, l asalto ser
oae as >f)Mviaasaias ao pdasn chegar
piwapto. dslauuplssa rapidez qnaMaaaa par
aojar, a adiaiaaraasjo eta proviban. asad
teralgumaslaecaipa. Mas aqai, q
deata eidade, aasotvel .qpe-ucyaaasiatB
donado das Bcanoe qua-aa deraw emTacaratu i
Ea-.garanto a V. Ex., Sr.ipassiisate, que nste'as
tamos muito iaage data, parqtte aaatfcdoaUe^n
a bondade do 8r. jul de direito, irem toaos sao
dotadoa do mermo temperamento. Trata-8e, poia,
Sr. preaidente, de am caso muito serio e muito
grave que pode traser conseqaencias muitoftu
nestas.
Chamando a attenco de S. Exc. para estes
daos faetos, ada qaal saais saove, poco qae
nos diga quaes as providencias qne tem tomado;
porque eatou informado de que a'e hjntem nao'se
tinha tomado providencia alguma.
Assim, de espetar qae 8. Esc., tomando na
d'evida considesato tudo quanto venho de diser,
proceda de modo a evitar a repetleio descenas tao
desagradaveis qaa podem ter, como asabei de
diaer, eooaeqoenciaa lamantaveu.
Os nobras epatados aabem e eonhecem perfei-
tomanlsqae eu.sou, por ndole, homcm amase e
condeacendente.
E, pois, para qne viesse aqui articular estas
pala-veas, era nooeaario ser impellido por motivna
maito serios o muito fortes.
E o amor que tenho a minha torra. E' o
dever que teaho da daffeuder os direitos de meus
amigos e conterrneos.
Nio posso deixar que a minha ter .-a se barba-
ria e qus os meua ainigoa c-ntiauem a ser victi-
mas da forc* e da propotencia, nem tas po ico que
aucc-jmbam miaeria.
Sendo portanto esta a razio que tivo para apre-
sentar o toquerimento cm ducassao, espero que
oa nobrea deputadoa nao vejam nisto um recurso
de politica, de opposicao. Disse o que senta e
sabia; aqui ao ha figuras de rhetorica, analyse
actos reaeo e que .devam estar uo conhecimento
de todoa. fiatou coa vencido deque o meu requer
ment merecer a .approvaoo des-' a casa.
Um Sr depuUdoE' bom prevenir as cousaa em
tempo.
O Sr. Bario de Itapissuma E' por sao qoe
eston moatiando que o meu requenmento nio a am
recurso poltico, mas sim um brado em favor doa
meua amigos e conterrneos.
Um Sr, deputadoEu moro parto de Igoa-
rassa e hontera tallando com urna pessoa de l
esta nao me dieae nada. i
O Sr. Bario de ItapissunaEu l estive o
pssso afirmar ao|nobre deputado que tudo quanto
disae vordadeiro. Garant a V. Eso..que o juiz
de direito onoioa ao presidente da provincia e
telegraphoa ao presidente do eoriBeiho, como m
referi. O nobre deputado, pjrtaato,nopode dnvi
dar doqneeu digo. V. Exc. pode Jmorar pr.ximo
aquella localidade, apesir de ignorar eu a residen-
cia, all, do nobre deputado; mas afirmo que l
estiAff, e estou perieitameote informado do que
occorreu. Se tom duvidas approve o meu reque-
nmento, eaKUardemos as informneoja offijiaes, o
que raeoavel e justo.
Estas oceurreucias. j foram levudaa ao conhe-
cimento da presidencia, e pjrtanto ella nos pode
dar noticias eractas do acontecido o nobre deputa-
do nio csatesta o qe digo como sea testemunho,
riio o pode-fasor, e pois deve querer aahir das duvi-
das. Venbam pois as iaformacoes oificiaes.
Nao vejo convenir ncia em o .-governo consentir
flo desprestigio das'autoridades judiciarias,'nao sei
qual a vaatagem de seren ellas desconsideradas:
(Apoiades).
E->t6o, at onde querem os nobres depatados
que oheguo a prudoneia ?
Pois muiz, que desSoaJtado ao eaercieto- de
anas taoeooee, qae ameaoado de Ber lancade de
uaia janella aaiao e nfto repelle o seu aig^res-
sor, pode bot qoatificado de violento T Nio ente-
do Bsim: a sua prudencia j fci maCo longe.
Eu nio aei ae isto ser prudencia, raaunente;
m-o eatonder, nio'passa-de cobarda.
Nadamais, r. preaidsato, preeao- aaMeaoon-
ttir para justificar omn reqoarisneot e espero
isar aMsodtd Nio estando na casa o Sr. Amaral, reqner o
adiamanto da discussio. O que me admiran ainda foi 8. Exc'levantarse
Ves i mesa, lido, apoado e approvado guin'.e requermonto : / 'pal de Iguaraaa, procurando assim prejudicar
Reqneiro o dmmento da tiscossio por i no- anta empregadoa. (Apartes.)
Por esta razio peco ao nobre deputado que o
que tem dito em apartes, venha disel-o da trba-
a Assetnbla, venha expiiear-ae,.poiB este o
dever de nm relator de coimitasao, que tom res-
ponsabHiMde de seus actos e qna*ast sognro da
Mstica-aaa que procedeoipara o'qne obligada a
dltttar 'speciaimente as materias refarntea s>
ossasaiasfib'de que tas pxrte.
Bsa--08nsiderac5es. Sr. praaid rucadaapelo procedimeato da nsbre desatado qne
me parase 'nio ser eorreoto.
Queaaaier S. Exc.
de hoiatatrsxie nio trn
tondo'Wtnhte cmo juiz
e o direito.
Pica adiada a discussio do projecton. 18 desto e ^n, a njegm .emente. D'ahi resulta necessa-
|portunaBot)t#M>^veuibte destino
PassaHSe i _
1* 'Contina-aifi* Ssacusaio do projecto n. 54 das-
|fc.anno'#|a-es) munioipal)
VeemA awsa, sfio lidaa, apoiadas aentranuiun
taaeote-asn-discaaoSo ssHaeguisWas emeodas':
l 79. Ao arC-fiO :
q. rdtinadb'ao'seeraterito
"|'2. Tdem do pirteiro da Sainwra
e administrador do cemiterio
| 3.o dem do fiscal da cidade e
naarregado da ferieio
4 o Diaria do servaata do csasV
trrio
5-5. ruiuuaaajuii 1" V* '"'
curador
6." Espedante o asoeio da osas
da Oamara
7.o Custas jufiieiasB, iaclosrre
__J^paTa o escrivan do jury, aem
direito a cnsjbas, pago de prerereaeia,
o Dr. JoseDVaee de Souaa Owfra
lko
f 8. Jntj eelsieao
| 9.a Alugsnl da -casada (pamara
| 10. Agua e lus para a cadaia
5 11. Eventuaes
| 12. Obras e meltorameatos ao-
aierpaes
400/000
OOrfOfa
M64000
I
aW000
r aani da roputaco
ooaraiabiBia, vaiiore3 2 liberaes.
"8Hbs accoes a jstica
Assim porm nao suceede, e S. Exc. nio paasa
de um bomem eomaam, sujeito e escravo das-pai-
xoes que prejudioam as ma^es de justo preaumi-
em seu espirito.
a8r. presideote, deve
SOOOO
600*000
40/000
25'000
8K.J00O
Borrte
4:000/00
Jdnior.
00*000
200/000
600/000
365#000
un no.
O Sr. presidente levanta a sessio designando a
seguinte ordem do da: 1* parttcontiouacio da
antecedente; 3* partecontiouagio da antecedente
e mais 3* discosaio dos prsjectos ns. 27 e 93 dasto
anno.
HEiSTA DIARIA
Kleiro BBBarl#pal'Ante-hontem fosam
eleitoa em 20 escratiaio, vareadores da Cmara
Municipal de Olinda, os Srs i
Antonio Ribeirodo Albaquerque (C).
Epipbanio de Pranca Mello (C).
Joio Augusto do-Mello (C).
Joaquim Cavateaateda Foaseca" Galvo (L).
A cmara de'Ol ada fio. u oompostade 7 Cottser-
de
335/000
PA/000
*/000
400/000
50/000
160/000
400/000
800/000
y ar. onif a Prense dis que nio pedio
pnlavra para combater o requepimento-em dis-
cussio ; aas como aeu autor na sua justifieaeao
s- reterieee a Sr. deputado Amaral, que nio com-
pareoeu aessao de-bojei, vaireqaerer oadamen-
to da discussio.
Drs que iaimigo de discuaaesipolitieoa de lo-
cilidade, o nio tem tomado parte as que ae toa
tentdad dursat a oeaaio.
Aim o> motivos maito intimes para nio tomar
parte nas questes de Iguarasaa, accresce que sao
qoestoes peadeotes de deeiaao dos tribunaea, e
por iaao nao einittir juizo aobre ellas.
Pedo, entretanto, enea para diser qae a co-
marca de Iguarasa ao tao pacifica costo a
descreven o Sr. Bario dr It*pis*uaia.
Ha bem pouco tempo se deu alli um fact" la-
mentavel, aende espaneado em plena roa o juiz
de direito da cossarea.
O Sr. Bario o> Itip&6Una- -O qne prava isso l
O Sr. roaie Prente diz que prova qae a co-
marca' nao tio pacifica como se dis ; quando
factos* dee*s rdea se verifioam em urna lecalida-
de, nao se pode faser della a apologa qne a casa
ouvio. ,
O orador dis que a comarca de Iguarassu nio
est em -estado normal, acredita que o Sr. presi-
dente da provincia estar attento.
O Sr. BarSode Itapissnma d um aparte.
O orador nio quer discutir o proceseo qoe por
crime de calumnia foi instaurado contra o ex-pro-
motor Paes Brrelo ; mas como est sendo provo-
cado, diz que esto procesao aio paasa de urna per-
aegoieio. ...
Ojaiz de direito e substituto inimisBram-se
cora o promotor por inolivoe particulares, e at n-
difalos; ai est a origem desse orocesso.
O Sr. Bario do I.apissamaInjunou o juiz de
direito no Tribunal do Jury, qaaado funccio-
nava. t
O t=r. Gomes Paroato dis que o Tribunal do Ju-
ry nio estova aiada iimceioaando, e por isso nio
era caso de proeedimento oficial. E' corto que
Belavron ara auto, onde se declara que a sessao
do jury estava aberta e o juiz de direito exercia
snas toneeoes quando o ex-promotor lhe dirigi
palavran ia)urieaas.
Em virtude deste auto foi que teve lagar a de-
nuncia do promotor ; mas pelo que o orador sabe
o auto est destruido pelo depoimeoto das tea-
teiiirmess.
NSo sendo -psssivel a harmona d^ promotor esm
o juiz de direito, foi aqnelle castigado coai ama
remncio para a comarca de Pao d' Altas.
O Sr. Jos MaraEitio isso panlcd?
O-Sr. Goms Pareuie diz qne porque o Sr.
Pses Barreto nio desojara satair de Iguarassd, e
tnaHo menos o 8r. Mottenegrc de Piod'Attae.
Desorteqoe ralisoti-se mis ama vea o ada-
po maito commntn de que a eorda semptr rpwbra
fio lado maisfratso; como nio era psssivel re
mover- se o jaiz de direrto, fsram pnafflos dons
promotores com r^moedes forcadas.
(Ha diversos apartes).
08r. domes Parete diz qae em vista doa-
tOamento qne fbi remettido *o actaal promotor,
hio podi* elle derrar de apresotitar a'dennneia ;
mas na toraiftcso da carpa verrficou-se que o jury
ni fBCCfonwa anda qaaado sedea o tacto nar-
rado no auto.
O Sr. Bario de ItapirsoniaEnio deu-seuma
briga>na sala do jury.
O Sr. Goms Prente diz qoeirosalbeBe taob
ve brlga na sala do jory ; o qae lbe consta que
houv& eatre o jaiz de dirito e o pronwtor Paes
Barreto -troca de palavras desagradareis, tnas an-
tes de aberta-a sessio, constando, -entretanto, do
nato o centralio.
O que para o orador fra de davida, qaey se
bouvesse prudencia per parte dos fsraeciooarios
da justica de Iguarassu, nada teria-Bwecedido.
A iarportsmeta do jais de direito em urna co-
rnarca' Se tol natuTeia, qne aio acredita anides-
Rtrstos'da ordem daqneHes a qoe se refiri o no-
bre deputado pelo 3 dlstricto, qnando lie sabe
caraprir" seas doveres-
Repete que mt* qtter discatir o pieueaao qae se
iostanren por crime de calumnia ao-9r. PaasBar-
reto, e qne foi ansa liado pela Relata*-...
0 Sr. Barfio de Itapiseama -Mas a Reacio
rnandou intanrar novo procesao'por eulas delb*
O Sr. Gomes Prente diz qae nao quer discutir
Sophronio Portella.Barros
N. 82. Aaart. 6t i
Ot)donaflo'do eeretario
dem do porteiro
dem d-> fiscal & aferidor
dem do aervente do cemiterio
Porcentagem do procarador
6V,
Expediento, jury e-ekico
Obras a atefhoramentos
Custas Jadwiass
A'gaa e lu* para a cadeia
Eventuaes
Ordenado do administrador do ce-
miterio
Ao eserivio do jury
Laurenco de S.
Procede-se votacio, coja resultado vai no fi-
nal da sessio.
O Sr. oaatfa Parresate (palaordem) en-
va mesa, afim de ter opportunaroente o ilevido
destino, nm abarxo asBignado dos mereieiros eBta-
beleeidos oesta capital.
Cenaiaft a votacio.
O *a>. ihrcataaaaaTai arajedUr^a vo-
tacio de asa substitutivo do Sr. Isarao de Itapis-
suma.
fcr. a*sr4* ataasNr>di a paiavra para
declarar A'easa que o projeeto, aa parte relativa
ao art. 44. est d>- accordo com o orcamento da
Cmara Municipal, e, portanto, nio vejo razio
para tal substitutivo.
Mr. Baro de ItaalaaansaSr. prsi-
dentte, en declaro casa que fiz esta emenda de
accordo com o nobre deputado ; faUei-lhe a rea-
peito della, SiExc. disse-me que concordava, que1]
a aceitaVa.
O 8r. Rgo Barroa.-iN'om ponto.
O-Sr. Baria de ItapissumaA minha emenda
ffiteiramente igual ao orcamento vigente.
O Sr. Reg BarrosS n'um ponto me fallou o
nobre deputado.
O 8r. Bariodc ItapisSuma 8i V. Exc. qui-
sesae declarar qual esse ponto...
O Sr. Reg Barros V. Exc. fallou-me apenas
relativamente ao secretario.
O Sr. Bario de Itapissuma -Mas a razio, qae 0
aobre deputhdo aprosenttM, de que esta disposi-
ci est de contormidade com os orcaossnSos qae
veraastda Cmara, ato prooafis, amiaas aoje veri-
fiqaei que ha emendas, elevando ordenados de
diversos empregados de amaras, sera que fosse
pedido este augmento peas mesavas aawaraa.
(Ha am parto doir. Hesjo1 Barrea.)
Ora, V. Eac. deve aa*as qaaa aa o secretario,
oa Criara MuaiirjaW a* jaSnajag, ** o aosso
oolls^a, o Si. Amarl, aas raoos)/ do c*e
aado, at qae wso CoSaar asdsMsW'SSBsaiaaaa.
Gocao, pwiss V. Exc. aoha tedo excesai vo asee
ordenado, 60 porque deixou o nonao oollega o eaer-
icio de fcvl lugar ?
(Ha aas apart do Sr. Bego-BdraoV.)
0 6r. Bario de ItaplssuaaO qae a casa pe-
senciou foi que nao ha razio para o nobre depu-
tado impugnar esta emenda, emenda quealis foi
feita de accordo coinsigo, e nao senio a repro-
dcelo do disposto no orcamento actual.
O nobre deputado nao inpugnon ainda urna b
meada ae orcamento municipal de nenhuma das
cmaras da provincia, fez excepcao de Iguarassu,
declarando que ecam essas as recommenda8e de
sen eollega de commissio, oSr. Amaral.
0 nobre deputado disse qae eu o coaaultei e
^ue-estava prsmpt a aceitar a emenda. Falle i
ae Sr. Amaral e elle manifestou-se no mesmo sen-
tido Como agora diz o nobre deputado que nao
acceita a emenda, cumprindo sssim aa recomicch -
dacOes do seu digno coHega'? ApeSar d tudo es-
pero que a cusa me faca josticaapprovindo a emen-
da de que me ocoupo, porqae como fiaardito, oio
um* inovaoio; ha annoe, os amaromados d C-
mara Muaieipal de Iguarassu tura as ordenados
que percebnra h"je, e o nosso collega o 8r. Amaral,
ae estivesse presente lato meateo confirmara, por-
que hamuttos annoa foi o secretario e advogado
da referida Cmara, deixando de sel-o agora por
ser deputado, teudo sempre percebido otdenados
igaaes-ao da emenda qae apreseatei.
E' approvado o substitutivo.
ontiaua a votacio.
Entra em discussio o art. 50.
O sjr Baro de Itaplaaanaa-Sr. pre-
sidente, trata-se agora da Cmara Municipal de
Jaboatio.
O nobre depotado relator daasmmissio.-suston-
tou aqui adoutrina de que s podK asjsfaatiouar
0 oroameato de coafsrmidada oom aa psnpostas
das respectivas Camares Municipaes. Se a C-
mara Muaicipsl de Jaboatio, poia, aaa afiareoeu
proposta oomndaatcio deata AMesnWa, nessas
circamatancias, o nobre'deputado por cofaereooia
de accordo mesmo com >a sua propria opiniio, aio
poda aupprir emissio da referida Cmara, con-
feccionando o seu orcamento.
Deveria aguardar-se para a 3* discussio, oa es-
perar pela proposta da Clamara.
8. E Municipal de Iguarassu, devia tambem ser para
as ontras, afim de qae se nio possa diser, que
actaoa no espirito de S. Exc. a parcialidade ou a
paixo partidaria.
O Sr. Reg Barros d um aparte.
O Sr. Baro de ItapissumaO nobre deputado
naturalmente, Sr. presidente, tomar a palavra
1 ara explicar casa aa razva que teve para con-
feoeionar. o orcameato de .laboatio, sem ter entre-
tanto recebido propoata da Cmara. De duas
ama : ou S. Exc. nio podis fazel-o, oa tem doas
pesos e dUas medWas.
O Sr. Reg BarrosA razio diffefente.
O Sr. Bario de Itapissuma0 nobre deputado
disse aqai ueste AssemWa, que a poda organi-
sar o orcamento munieipal de aceordo cora as pro-
postas enviadas pelas800011 vas comarcas, eatou
de aoeotdo, e por isse mesmo peco o reparo.
0 Sr. Reg Barres ^-Bu'diese que tinha organi-
sado o projeeto de accordo com as propostas das
Cmaras. Nio ha dovidaneuhuma.
O tir. Baro da ItapissumaMas, 8. Exc nio
preaedea do mesmo modo coca reJaoo- Cmara
Municipal de Jaboartio. E'isso justamente o que
eu quei-o que o nobre deputado me explique.
O 8ri Reg Barros d nos aparte.
O Sr. Bario de ItapiasanaaD liceoc* V. Exc
Be a Cmara nao manden, a proposta, V. Exc. de
coofosaaidade com a dnatrina que sustenta, ai>
devia tratar do respectivo oroamento, sea esgotar
osreeursosv para ehacsar a Cmara aocumprimea-
t> de* sea* de veros, e nem tio pouco-acceitar um
addjtivo eaVrecido por um collega, que aem ao
monos fez parto da coiaasisaao. (Apartas.)
Isto n|o altera o. mea argumento. (Apartes.)
Mas esas udditivo toi apresentado de confasmi-
dade osava:propasta da Cmara V
0-8r. iBepo Barros-wFoi.
O 8f < Bsafio da ItapiisumaMas parque aio
foi V. Esc. quem o apreseotoo ?
OSn diego Barros da.'asa aparte.
O Sr Bario de ItapisBusaaOs oraamesdos das
Caaarastao aviados presideaeia da proaataai
e a esta casa: e admira-me que um homam tio
declarar que quando confeccione! a artigo relativo
Cmara Municipal a que o nobre deputado se re-
fere, foi de accordo com o que est no oroamento
paseado ; depois qae veio a pr&posta da Cmara
e entio foi apresentado um substitutivo de accor-
do com essa mesma propoata.
Ninguem mais oedindo a palavra encerrada a
4flO/00iy -discussio s posto vatoa o artigo approvado.
Entra em discussio o art.58 com um anbstitutivo
O Sr, Baro de IlaplssasaaO nobre
deputado forca-me a vir tribuna.
O Sr. Reg BarrosPaco a sua vontade.
O Sr. Bario de ItapissumaY. Exc, permita
que lhe diga que, procedendo por esta forma, nio
segu o bom camioho, urna ves que quer deixar
gravado neata casa o seu nome como justieeiro.
O Sr. Reg Barros d um aparte.
O Sr. Bario de ItapiseuaaPergunto a V.
Esc, receben ou,nio a proposta de orcamento da
Cmara ?
O Sr. Reg Barros d um aparte.
O Sr. Baro ue ItapissumaOra, vV. Exc. que.
isso proceder com dous pesos e duas medidas,
eomo j disse porque V. Exc. nio poda proceder
SBr essa forma, nempodia presentar eie projeeto
orcamento, desde que nio tinha chegado ainda
a propoata do orcamento feito pela Cmara Muni-
cipal.
O Sr. Reg BarrosFiz peloorcamento passado.
Um Sr. DeputadoDevia ter multado a Cma-
ra por oio ter remettido m tempo o seu orea-
mento.
Os Srs. Reg Barros e oatros Srs. Deputados
dio apartes
O Sr. Bario de ItapissamaMas desde o prin-
cipio da discussio deate oroamento, a minha atton-
cio foi chamada para essa inco ogruencia de 8.
Exc.
O St. Reg Barros d um aparte.
OSr. Bario de Itapissuma-S. Exc em quem
julguf i encontrar a rigidez de um carvalbo, tem
pelo contrario a placidez de um cnico, qoe se
move da um lado para o outro conforma o vento
lhe d ; se um liberal que lhe cabo nas mios,
8. Exc. toma urna posicao, se conservador auda
de rumo erabora em ideotidudu de coadicoes e
mesmo entre os conservadores faz S. Exc. modifi-
caeio na postura, no sentido dos intorsases de
amigos de osis iutimidade.
O Sr. Reg Barros d um aparte.
O Sr. Bario de Itapissuma Eu, poia, entendo
qne o nobre deputado em vista do regiiaeato des'a
easa nio poda confeccionar o orcamento por esw
forma. Temos lei, e V'. Exc. que se ostenta tio
escravo della, nio pode; nio deve proceder segun-
do seus capriebos, nem tol-os.
Se nio pode acceitar urna emenda ao orcamen-
to municipal, porque nao est proposta pela res-
pectiva Camaca, rSnja severo sempre, nao Aict
Cxcepcoes em favor de amigos e correligionarios.
lato que regular e decente. .
O Br. Retro Barita -(Nao devolveu o aeu
discurso.)
Encerrada a discassao. o artiga^pasto a votos
e approvado.
Art. 5S. E- approvado.
Art. 54. E' approvado.
Art. 55.
E' lido o dditivo do Sr. Lonreuco do S.
O *r. oBnroaia Partella dis qne,
affu.tou-sa.da propoata da Cmara Municipal sm
um troteo poaso como fisa de {aaerreoonoiciasi reu-
ciad. o rugar de porteiro ao da odmnistrador
T E' do.um raqiic rimen to de adiamanto por 24
horas spresentado pelo Sr. Loureiujo de SA.
Sao havendo namero para votaT'-se fica odiado.
O resultado da votacio foi o seguate :
Sao approvados os artigos da despeaa, com
excepcao do de n. 50, e approvadaa aa emendas de
na. 49 a 62, 64, 66 a 70, 2& a 78, 80 e 81; rejei
tadas as do ns. 63, 65 e 71 : fisam adiadas-as de
ns. 79 e 82.
Passe
2 r-AHTV DA OBDBU DO DA'
Eotra em 2> discussio e approvado sem de
bate o projeeto n. 93 deate anno.
O Sr, Barrea Uarreto Jnior-p-de e
a essa concedo dispensa de intersticio.
Entra em discussio o projeeto n. 9 desto anuo.
O Sr. JonearlaFai, Sr. presidente, um
dos poucos deputados que applaudiram a idea con-
tida nesto projeeto, apresentado pelo nobre depu-
tado, o Sr. 1* secretario, nos primeiros dias de
BOSS&O.
Eu bat palmas elrrpotbeqaei o meu voto era
aeu favor e tire o praaer de ver que o nobre depu-
tado empean va esforoos no sentido de fazer com
que elle passaBse coa a eelerieWl* necessaria.arim
de que servsse ainda para impedir qae se dispen-
sssseni dos impostas de qae elle cogita aquel les
que tivcssem de1 fazer os contratos pura a eons-
truecio de agenhos contraes concedidos pela lei
do oroamento vigente, e para os quaes se-havia
chamado concurrentes.
Com sorpresa, porm, para mim e folgo de diser,
com sorpresa para siguas dos meus collegas, o en-
tbaaiaseno qoe em principio animava o nobre de-
putado foi pouco a poaco arrefecendo at qae esse
projeeto santo da ordem do dia para Bornate hoje
entrar em discussio, quando j nao pode prodezir
saVcito para todos oa ooneSBsioaavies,pois queja
se aeha lavrado e useignado o coasratocOni nmj
dees, o Sr. Jos1 da Silva Levo Jaaior.
Um Sr. DeputadoDe accordo com o projeeto.
O Se. Jos MartaSr. presMeate, ea sou lta-
te da igualdade ; ea quero que todoa estejam aa
mesma esteira; isto o qae se coaduna oom os
meussentimentos democratices; eu tenhodito-mui-
tas vezes quo nie regateio a este ou quelle ta-
vores, desde qae d'ahi provenham vantagens pu-
blicas, coartante qae oatros menos favorecidos
pela fortuna nio sejam tambem prejudicados.
V. Exc. permitta que eu diga com franqueza
que nio posso consentir aa puseagem deste projee-
to, porqaanto bem -possivei que elle v -prejudi-
car aoa outros concessionarios que nio tivtjram
anda a fortuna de firmar contrato, como tevefo Sr,
Loyo, e nio hei de concorrer para que este fique
em merbores ooodiooes do que os oatros, qae eu
nio conbeco, nem sei quaes sejam.
(Ha um aparta).
Nio posso, portanto, permittir que seja elle vo-
tado Je atogadilbo; preciso estudr, verificar,
examinar a cou8B,-s*n de ter soeocia propria-se
o Sr. Loyo obtve a concessiado accordo cornac
disposicoes deste projeeto ou oio; se o Sr. L>y i a
obteve de accordo com o projeeto, votarei por ello,
mas se obteve a concessio gosaado dos favores
concedidos pela lei, nao posso consentir calada-
monte na saa passagem : hei de-a ella opaoruais,
porque ir prejadicar aos outros coaeessionaru*
que devem ter igual direito quelle.
Um Sr. DeputadoPeco a V. Exc que leia o
edital para verse os contratantes podiam oa dio
faser someote o contrato cena este iprojeeta
(Ha outros apartes).
O Sr. Jos MaraFot o edital que me fez ficar
com a pulga nsrorelha; quando'este edital devia
ter sido pioncado daraate vX) dt consecativa-
mente, pelo menos, sabeiV. &xe., Sr. presdante, o
qae succedeu ? Aperj-loi publicado djus das e
isto para que d'elle nio tivesse conbecimento o pu-
blico.
Ven, psis, mandar Vmessvum requarimeato de
adiamento deste projeeto at que me pasan bem
iator-msr do modo poique soflfc o'eootrato com o
l'r. Layo Jnior, afim de, depois disto, rtgularisar
o meu procedirtleHtO.
Colocado o prego na roda, o vehculo ficaraes-
tacionado, e o qisieu quero.
O a*. Barran BaareCo Juntar (1 se-
cretario)(Nao devolveu o seu discarso.)
Vem mesa, lido, apoiado e deixa de ser vo-
tado, por fflrttk de numero, o Wgainte tequerimento:
w Keqaeiro o adiamento ida diseossau por 48^
horas.Jos Mara.
Caotara Mnnlolpal do CanoForam
eleitoa, em 2o escrutinio, vereadorea da Cmara
Municipal do Cabo, oa Srs :
Antonio Santino de Barros Campeilo (C).
Gandencio Rodrigues da Cruz (Ir).
I'hratro laato AaloaloO espectculo
*em beneficio da viova de TVancisco de Paula
Santos, annnnciado boa tom para aNova-Ham-
burgo, por motivo rraperioBoa tora lugar hoje no
theatro Sknto Antonio.
tieairo daa VartedadeDfesse thea-
tro ba hoje espsctaculs em bcnffioio de urna viu-
va, representando se o drama 0 Pirata Antonio
ou A Mscrava Andrea, e a comedia O eadamer
Vsaa.
Aanlveraariasa Asaanhi completa 41 an-
noa de idade-S. iA. o. Sr. Duque de Saxe, e 5 an -
-nos de idade 8. A. o prineipe D. Antonio, filho de
S. A. Imperial a Sra. D. Isabel.
Na quarta feira, 11 do corrate, fasem 59
annos que foram creados os cursos jurdicos de
O inda o S. Paulo. _
Na quinta-feira, 12 do correte, fezem 52
annos que foi saaccioaado e publicado o Acto Ad
dicional Csnstituicio Poltica do Imperio, e 19
annos que teve lugar o combate de Peribebuhy, no
Paraguay.
asaco auxiliar Mercantil Charaa-
mos a atteacio dos Srs. negociante^ capitalis-
tas e partieulares para a serie de artigos que, na
secoo competente, prinoipia boje a ese-rever o Sr.
Francisco Augusto Pacheco, mostrando a noces
aidade da fundacio deste estabeleeimento e da
uniformidadt dos prazos, coatas oleteas nastrans-
accoes-de compras e vendas.
laattluto AoadesalaoE' taojeque a so-
ciedsde Recreio Infantil Nove de Agosto, creada
a mantida no Instituto Acadmico, commemora o
4- asuiversario desua installaeiopsla ferina ex-
preasa no programis qoe j ha dias publicamos.
oleada da canoaO Sr. Dr. H. A. Mi-
let dirigio-nos hontem asegainte communicaplo
acompaohada das traduceo-js que abaixo publi-
camos
A' sua attongiio confessamo-oos gratos.
Eis a commaakjaoao :
Srs. Redactores.Do numero de Julho prxi-
mo passado Oo Sagar-Caae extrahi, e passei
para o nosso idioma, aa ioforraac>.s, que abaixo
aegaan, a das quaes evidencia-se que a (aoUMtia.
ora grassando nos cannaviais da ilba da Madeira,
a mesma que nos tem flagellcdo, com maior ou
menor intenaidade, de-1878 pura c, e que os pro-
fesaioaaea que estudaram-a'a, nao foram mais te-
liseoquonoa; nem em.suas iavcstigaoSee acerca.
do esasa do mal, nem na procura de um trata-
meato racional proprio a debllal-o, limitando-se,
neste ponto, aaconselbar o oso do remed.) ,m-
pirico a que recorremos, a exeapio dos nossoscol-
legas de Campos e da-Bchia,o abandono da
Cayana e sua substitucio por ontras variedades
de eabnas mais refractarias.
o Parece-me, que ditas infbnnacoes poderao
apreseutar algum interesseaos leitoreade soabem
coaceituada folhaf e por iato peco-Ibes que se dig-
nem, ae publiosl-as. na Seoieta Diaria.
' Son, oomeatimae eonsideraoao de Va. Ss.
Henrique Augusto tilt .
Extractos do Sugar Cae (Correspon
deneia).
Molestia da carina.
Madeira, 27 detMaio de 1886.
Ae editor do Sugar Cae-.
Caro Sr.-A canoa de assncar denominada
Cayana (Bourbon), ha sido cultivada, durante oa
altimas qaarenta annos, neata itha da Madeira
onde, quando madura, fornece ora -asido osmdea-
sidade de 11" a 11 1/2 Baaae.
Em 1883.a elh-iia -aio era inferior a 90 mil
toneladas, ao^aaato que par a prxima nafa* So.
'ae eoOtu. oom maM de 8.mil toneladas.
Tio enorme dficit devtdsa ama molestia,
que apparece n'aquella poca, torneo incremento
e ainda hoje eat propagando so de modoasaus
tador.
O, priaieiro symptoma as folbaa tornarem-se
amarellas ; lasoimdo-se entao a parte da cauaa
aciasa das memas; apparecem listras ou fibras
vermelhas, como uas cannaa em estado de fer-
mentacio, ao passo que o meio e a .parte inferior
da -baste aio dio signal alguin de vermelhidio.
Entretanto,dentro em pouco tempo, (2 at 3 se-
manas), as listras vermelhas contanoam a sua mar-
eta em procura das raises: a planta inteira fica
mureba a a materia sacehariaa desapparece.
Cerca de 4 bocas depois de cortada a carina,
de ambas as extremidades do corte e de qualquer
incisa.), exsuda ama materia viscosa amarellada.
Aqu tem sido usada constantemente a semen
tacan por Candeiroz e a mearas trra tem levado
eanna sem descanco nos ltimos trinta anuos.
Ha 5 ou 6. annos empregou-se, em grande
escata, como eetrume, o guaao peruviano ; ltima-
mente, porm, os plantadores abandonarais -n'o
substitutodo-o pet> Lavres Quaao., qu parece
dar ptimos resaltados.
S#ns veneradores.WllamHinton k Sons .
A proposito da carta cima, Mr. H. Ling
Roth, que muito tem se ocenpado com as moles-
tias da. carina ie assucar, obseqniou-nosjcom a
seguiste oommuaicacio :
. A descripcio da vanas doente dada por M.
Mrs. Hinton Sons, muito resumida ; eoratu io,
indica a. presenca da molestiaainda mal especifi-
edH, contaecida polo nome de mofo (rust).
E' provavel, que subsecuentes p-squizai re-
vv-lem a presenca nas tolhas de esporos, acaros ou
outros pequeos parsitas, o talvez, porm oom
menor prooaoilidade, a de vegewedes cryptoga-
inicas e de mnitos insectos parsitas nas raises.
Talvez o mal proceda de desfavoraveis influencias
meteorolgicas que soffreu a caima. Em Muck-iy
(Queensland), no anno de 1876, poca em quedas
canoas padeceram mais que em qualquer outra
anterior e posterior, Mr. I. Evren Davdson ob-
serven, que depois de chavas abundantes o mofo
toma va mais amplidio, como verificou-se por oc-
casio das de 22 a 26 de Fevereiro (17,53 polle-
gadas) daa de 17 a 23 de Abril 123,52 pollegadas)
e das de 25 a 27 de Maio (11,02 pollegadasl.
Nio eatou inclinado a crer, que as estruma-
c&es tenhaa parteaiguma na molestia; ainda que
o uso do guano, quando em excesso, colloque os-
lo era ooodiecea pouco favoraveis paca a caana.
O nico alvitre que eu poseo recoameadar,
o arriocameato das caonas vclhas e a introduc-
co de aovas sement, cuidadosamente escolbias
nas iifferentes variedades cultivadas nos mais pai-
zes prodactores de assucar de cauua, talvez Mr.
Morris, que est agora em Kw, esteja habilitado
para der-lhea melhoreo informaeoes.H. Liag
Roth ..
Submettemns a carta de Mrs. Hinton 4 Sons
a Daniel Morris esq. M. A. F. L. S. do Zar-
riamente diminuicio de vigor e predisposicio 4
molestia.
Talvez seja conveniente a introduccio de va-
riedades de eannas mais robustas, como as que aio
cultivadas nos Estados do Sul da America, rm cer-
tas partes da Australia e de Natal, cujo cresoi-
mento rpido, e m jturidade precoce e podem re-
sistir ao fro. Maitas eannas pretas ou roxas sa-
tisfaaem a tees coudices.Daniel Morris. >
tremi Lllterarlo Pernambucaao.
Punooionou esta oorporagao sob a presidencia do
Sr. Tneodoro Braga.
Oron-aobre a appellacia que fes o promotor Jos
CurVelto e advogado Theooro Braga, seodo sus-
penso am membro do couselho de sentenya e absol-
vtdo o reo.
Poram inscriptos para o jury histrico Ttrm-
Aentet, os 8rs. Eurico Witravio, (Jomes Prente,
Cario e Ribo Jnior, sendo sorteados, para promo-
tor Rio Jnior e advogado Curio, e para o outro
jury histrico Napoleo Bonaparte, inscreveram-aa
os Srs. Witruvio, Viegas, Curio e Silveira. Sis
sorteados, promotor o Sr. Eurico Witravio, e ad-
vogado Carlos Veigas ; oio havendo mais o ajmt
tratar o Sr. pridento suspenden a sessio, e mar-
cou para o ia 10 d'este mes.
Beuntes aoclaea Ha hoje as segua-
tes :
Do Instituto Litterario Olindense, s 10 horas,
para prestacio de contas.
Da Associacio Portuguesa de Beneficencia, s
4 e meia horas da tarto, para eleioio de um func-
ionario e posse da nova directora.
D Irmandade do Espirito Santo, do Recife, s
11 horas do dia, para eleicio de doue membros da
respectivo mesa regedora.
Do Centro Republicano de Pernambuco, ao meto
dia, para fins eleitoraes.
Amanhi ha as eeguintes:
Do Gabinete Portugus de L -itara, s 6 hora
datarle, para leitura do relatorio e resolucao so-
bre a festa anniversaria.
Da Aeaociacio Commercal Beneficente, ao meio
dia, para'hiituTa do relatorio e eleico da nova di-
rectora.
Uxpioafio em CartageaaOs centros
oificiaes de Hespanha receberam a participa.,-"o
de urna exploso havida no forte da Atalaya em
Cartagena.
Por motivos que os telegrammas nio mencio-
nan), explosio no dia 14 do correte urna bomba
no oastello, csminanicando o fbgos ouf rae bom-
bas que tambem cxploairain, proousmdo furtos da-
tonacoes e causando ierimeatos e mortes.
A poroacio sebrSaltoa se nos primeiros mo-
mentos ao ruido das detonscoes, e sobretodo
quando vio as macas que conduziam os teridos as
hospital.
Mas tranquillisaram-se pouco a ponce os ni-
mos, quando conheceram a verdadeira causa do
triste aconteciraento.
O correspondente do Trnparcial enva o seguin-
te telgramma, em data de 14:
Nes> momento, duas horas da tarde, venho
do hospital militar, de visitar as victimas da ca-
tas troph.
O uutaero total : doas mortoe, horrorosamente
maulados; 21 feridoa, dos quaes 4 levemente e W
ie giaviaftde, alguns dos quaes virio a morrer,
segoodo a opniio dos mdicos, em consequeucia
das feridas que apreseutam.
Ao oScial da guarnicio inorto na esplanada, os
estlaseos dos projectis levaram-lhe o ventr e o
peito, es pal bando as visceras e fracturando os res-
tantes membros.
O soldado morto tem o crneo espedacado, e
sem a -aiassa nnctphalica
Um sargento flcou com as mios queimadas e
com a rotura de ama arteria; a hmorrhagia
fraude e o infeliz acha-se sem sentidos; a ferida
semelbante do mallogrado general Fajardo.
Espera-so que volts a ai afim de se lhe faser a
amputacio da perna.
Um outro soldado fcou com diversas feridas e
teve urna congestio cerebral.
A um outro ainda um fragmento do projectil le-
V0U as nadegas.
Os medios e os ajudantes trabalhan sem des-
canco, aeodindo a todoa. D governador militar
visitou os feridos e os mortoe, e dispon-se a seguir
para o castello para s examinar. *
No dia 15 realiBOu-se o euterro do aflferes e do
soldado, que foram martos, assistindo ceremonia
todas as autoridades militares e civis o toda a
guarnicie.
Dos feridos seis sio de bastante grftridad. Ajp
4 horas d tarde fes-aa a amputacio do tereo,^-
taior ds pesas ao ssrgaito. 9o dia Immed^?.
Srocederain dealooacio do fmur de am Mi-
ado.
Oa feridos, passado o primeiro momento le ter-
ror, continuavam socegados.
dim de Kew e aatigo director!do Jardim Botnico
da Jamaica, o qual obsequiou-nos com a seguiute
nota sobre o aesempto da mesma carta :
O assampto da molestia da canoa na ilha da
Madeira j foi objecto de estudss em Kw; ed ^
amostras da oanaa remetttdas pelo Dr. Grabam evi-
denoia.sa qne alli est grassando urna deesas pes-
tes Jeryxjtogameiaa, de vidas ao uredo ou outro ve-
getal da mesma familia, ceja especificaeao nao
poda-ser realisada por estados feitos fra das lo-
calidadea infestadas. E' resultado ao qual aio
possivei chegar pelo exame de amostras de li raa
dadas, e nas auaea desenvolveram-ae, pelo sim-
ples -faets- do definhamento, maitas espacies de co-
gumollosi microscpicos, oo meio doa quaes nio se
pode ataar com o que seria o autor do mal.
Eutoetanto, seja qnal for a ana morphologia, nao
pode padecer duvidalgmna qued'elle resalta isn-
minsate 'perge para a existencia da lavoura da
canoa na ilha da Madeira.
Pelo que diz respeto a um tratamento erficaz,
devo diaer, qae para esta abaso de molestia ba
^uoaprobabiBdaoc do eacoutral-o. O melbor al-
vitre abandonar o man depressa possivei a onl-
tura da auna Cayana, j ooabacida por ser da
Knstitwcsiofrsea e especialtaeute oxpaeta amo-
Kaa. Eat dispendio pecaliar da canoa Cayan-
pa* na caso -actaal da ilha Ja Madeira, provavel
tenba sido ggrfcvada pala noaluMdada da sua
cultura, dorante muitos annos, no mesmo teireoo
A expoafeao colonial Inglesa I'
difficil dar pormenores da expxwico colonial in-
.gleza ; do sea conjunto pedera dizer-se em duas
linhas, indicando resamidameote qae a expisicio
brilhantieaima, e que a vendo-a e examinan-
do a com alguma detencio se cornprehende o im-
menso poder colonial 'aquella naci. Mas ieto
nio faria vftr o desenvolvimento e a riqueza das
colonias infrlezas, nio dara ideas um poaco preci-
sas e concretas. Entrar nas minucias seri nter-
navel : s um livo, e nio peqoenos artigos.
Fazer este trabalho para algumas das colonias,
a Australia, por exemplo, poda fazer acreditar
que as demais nio valhtm a pena de nos determos
n'elias, pelo menos em consequencia de sua gran-
de representacio neste grande certamen.
E isto seria tio erroaeo, quanto que em todas
ellas se v# palpavel um desenvolvimento de pre-
d necio e ds riqueza verdaderamente assorubroso.
Por exemplo, muita gente julgava que Ceylio nls
produzia cha, ou que o produsa em peqnoaa qasn*
tidade ; mas cr-ee qne desde 1880 a sua pro-
duccio e exportacio de cha augmentou 39 vezes,
3,900 por cem. Em 1880 exportou 115,000 libras,
e foi augmentando at chegar cm 1885 a........
4,353:000 libras, a maior parte Ptkoe e Pekoe
Suchong.
A produccio do fruetas da Australia, tambem
recente, por assim dizer, chama igualmente a at-
tencio pela quantidade de que j forne?e o merca-
do inglez, chgando alli oompletamente frescas.
As macis chegadas de Melboorne estio frescas
como se acabassem de ser colhidas da arvore. O
mesmo com respeito a paras, laranjas, pecegos,
etc.
Para que se comprehenda bem a difficuldado
que ha em dar coota desta exposi^ao, anda que
fosse colonia por colonia, citaremos oa grupos, qaa
sio os seguiutes :
Imperio da India. Dominio do Canad.Ter-
ra-Nova.Australatia, isto Nova Galles do Sul,
Victoria, Sul da Austria, Queensland, Australia
Oeste, Tasmania, Nova. Zelandia, ilhas Fili e Nova
Gui. AJrica do Sul, isto Colonia do Cabo,
Becnuaoa e Natal.Santa Elena e Ascensio.
Oylio. Mauricio. Estaboleeijientos dos Es-
tre.tos. Hong-Kong. Porto H.milton.Norte
de Borneo.Lalauaa.Guyana mgleza.Jamaica.
Triudade.libas de Barlavento.libas de So-
tavento. Bahamas Bermudaa Honduras in-
glesas. Cosa Occidental d'A/riea, isto Serra
Lea, Gambia e Costa de Ouro.Lagos.Gi-
braltar. Malta.Chypre- Heligoland.Hhas Bal-
kand.
O territorio destas posses6oes representa em
milhas quadradas 9,0#6:167, comprehendendo....
270,096:442 habitantes.
Accreseentando a metropole, ou, par melhor
dizer, o Reino Unido, resultara 9 026:999 milhas
quadradas de territorio, cora 305,337:924 hab-
tantos-
Todas as colonias estio representadas na expo-
scSo 4 a India oceupa tres galeras ; duas muito
extensas o Canad ; a Australia tres ; urna a No-
va Zelandia ; outra muito vasta a colonia do Ca-
bo, etc.
Adisposico das galeras com pequea diffe-
renea, a mesma que na exposicio do anno pasea-
do ; os jarains ou parque exterior conservara tam-
bem a mesma diapsapo, e, como no anno ante-
rior, s 9 horas em ponto da noite, quando mal
termina o crepsculo, lluminam-se instantaaea-
por meio de 9,700 lampada! eleetrieas incandes-
centes, que marcam com linhas de fogo todos oc
eofieise, e a colossal estufa, brilbando em toas
verdes, vermelhoa, amarelloe, azuee nas agaas
dos tanques, no meio dos alegretes de flores e por
entre a folhagem das arvores.
A concurrencia expssicio, dia e noite ex-
traerdtoaria. Nos sesseota das decerridos desde
a abertura, passam de 1,600:000 as entradas. Nos
diaa frios e chsvosos, os jardins estio desertoa,
mas as gateras camas de gente; os comboios
do oamtnho de ferro subterrneo deixam csatenaa
de pseos oada emeo minutos na estacio da
South-Kensingtoa, d'oade por urna via subterr-
nea de meio kilmetro de comprido, revestida da
azulejo braaco e llueainada por lampadas eleetri-
eas, se entra para urna das galeras da exposicio.
P
BsnsMBsssssaBBBBBal
as
J^IPHT",

!


Diario de PenambueoDomingo 8 de Agosto de 1886
Alagda de Baixo Escrevem-nos em 27 do
pessado :
Comeeamos a presente reiteraado nossa esti-
ma e consideraco i i (lastrada redaecio do Dia-
rio a quem desojamos prospera e venturosa sade.
Esta localidade contino. tranquilla e floret-
ente, Ul ja b> i indale da sena digno habi-
tantes e a pacifica direccio que lbe d a peaaoa
que vai diriginio-a actualmente, en sen trino po-
ltico, o honrado cidadio alferes Manoel C. Lina
de Albuquerque, que com aeu sogro o delegado
de polica, alferes Sjneira Mello, azera seu maior
realce.
E'aindamis orna verdadaira gloria para
sua proaperidade a ventura de ter frente dos
aeus negocios judciarios os dignos Drt. Jos Ju-
liio, juiz de direito da cumarc, e Caraciolo de
Freitas, juiz municipal ; sendo, porm, de mpres-
cindivel necaasidade a permanencia de um rota
municipal lettrado neste termo, afim de que a jus-
tica possa, oon promptidio e criterio spr adminis-
trada, visto sua gradie distancia da sede da co-
marca (22 legua*) ende residem aquelles magis-
trados ; e queiram Vv. Ss. Sra. redactores lembrar
tio urgente necessidade aos que vu dando im-
pulso a nao do estado.
Seguio hontem d'aqui para a cidade de Pes-
queira um escolta de pracaa do destacamento po-
licial poi ord>m do respectivo juii municipal sup-
plente para ir buscar o criminoso de anorta Joo,
ex-escravo, para assistir a formacio de sua culpa,
visto que ha mais de um anno ainda se acha sutn
ella formada, apezar das reiteradas ordous supe-
riores para sua fiel instauracio no prazo legal!..
Antes tarde, que nunca.
Hojc tivemoa tambem a ventara de ter entre
nos, por poneos momentos, verdade, o honradia-
siuio vigario Dario Nanea da Silva, que ha 2 me-
zes pouco mais ou menos achava-se neaaa .capital
cuidando de sua defeza n'uma calumnia que seus
inimigos lbe haviam attribuido ante S. Exc
Rvma. o Sr. bispo !
< Deus queira sempre ser o defensor do Sr. vi
gario Dario, pois elle, desde que o couhecemas
ha longos annos, um verdadeiro typo de dignida
de entre os borneas e sem a menor macula entre
os seus companhek-os de habito que religiosamen-
te veste e honra como um dos mais denodados Levi-
tas do Seuhor : os botes venenosos da serpente ja-
mis attiogirio, porque D'us est em sua guar-
da para livral o dos temerosos asaaltos d'ella.
< O nosBO patrimonio coatinna do mal a peior,
a temou proporcoes mais ruinosas depois que por
diversas vezes chamau os para elle a atteocao do
Exm. Sr. bispo!.'... Por isso nada mais dizemos
obre esse aasumpto at que elle por si mesmo se
destrua. O Re?d. vigario nem ornamentos tem
para celebrar, pois os abundantes rendimentos do
patrimonio de sua matriz sao da exclusiva posse,
dominio e lucros do procurador.
< Em nossa anterior missivi noticiamos a en-
trada do criminoso Adolphomeia-noiteno dis-
tricto de Varas, entre sua grande familia, vindo
foragido do Pianc, e agora novamente confirma-
mos essa noticia por termas pleno conheeimento
de sua veracidade. S. Exe. o Sr. presidente da
provincia e Dr. chefe de polica, pois, queir&m
mandai-nos ivrar do rio pernicioso visinho que
tem mais comsigo um grupo da brava gente. *
Jellden.Efldctuar-se-hao:
Amanha :
Pelo agente Pestaa, 1 hora dar tarde, no Ar-
raiil, defronte da Casa Amarella, do estaboleci-
mento ahi sito.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, em frente da Al-
fandefr, de papel avadado.
Quarta-feira:
Peto agen/e Pestaa, s 11 horas, ra do V-
gar > n. 12, de predios.
Miw*a fnebresSerlo celebradas :
Amanha :
A's 8 horas, na matriz da Santo Antonio, por
alma do Joilo Ante-Portam Latinara de Mello.
Quarta-feira t
A's 7 1(2 horas, as matrizes da Boa-Vista o
de Jaboato, por alma de Manoel Pereira da Cu-
nha.
PanamgeiroisSahiaos para os portos do
lu no vapor Jagttaribe :
Otto Bohcrs, Arininio Francisco de Souza, ca-
dete Jos Leopoldo More I.
Cana de UeiencaoMovimento dos pre-
sos no dia 6 do Agosto :
Existiam prsoj 320, cntraram 4, sahiram 9,
xist?m 315.
A saber:
Nacionaca 288, mulheres 3, estrangeiros 7, es-
navos sentenciados e procesados 9, ditos do cor-
ccio 9.Tothl 315. '
Arracoados 291, sendo : bons 282, doentes 9
Total 291.
Movimento da enfermara :
Tiverara baixa :
Antuuio Florencio Das.
Caetanno Alves de Souza.
Lotera la provinciaA lotera n. 65
em beneficio da Santa Casa de Misericordia do
Recife s No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicio dos Militares, se acuario expostas as
ornas e as e?pberas, arrumadas em ordem num-
rica apreci (iodo publico.
JLoterla do RioA. Ia parte da lotera
n. 199, do novo plano, do premio de 100:000000,
jora rxtrahida no dia .. de Agosto.
Os brinetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia na. 37 e 39.
Lotera da provincia de Santa Ca-
tbarlnaEsta lotera, enjo maior premio de
100:000^000, dever ser extrahida impreterivel-
nren'fi no dia 11 de Agosto prximo, s 2 horas da
tarde.
Oa bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, -i ra Primeiro de Marco n. 23.
botera de Hacel de SOOiOOOfOOO
A 2* pirtea da 13 lotera, cojo premio
grande de 20O:OOO, pelo novo plano, ser ex
trahu'.a impreterivelraente no da 10 da Agosto s
11 horas da manhi.
Bilhetea a venda na Casa Feliz da praca da In-
dependencia na. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Rada da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Precos resumidos.
IiOterla Extraordlaria do Vplran
aja O 4. e ultimo sorteio das 4. e 5." series
desta importante loteria, cujo maior premio de
15<>:000000, ser extrahida a 14 de Agosto pro
rimo.
Achara se expostos vendaos restos dos bi
lhetes n.i Casa da Fortuna roa Primeiro de Mar-
co n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da rdrteA 4 parte da 364 lo-
teria da corte, cujo premio grande de 100:000,
ser extrahida no dia 13 de Agosto.
Oa bilhetes ach-m-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na prae da Inde-
deodencia ns. 37 e 39.
Hatadoaro PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga HOrezes para o consume
do dia 8 de Agosto.
Sen i .i: 90 rezes pertenecnteaa Oliveira Ca8tro,
C-, e 20 a diversos.
Mercado Municipal de S. loseO
naovimento deste Mercado nos dias 7 do cos-
rente, foi .q seguate :
Entrafam :
38 bois pesando 5,150 kilos.
740 kilos de peixe a 20 reta 14*800
121 cargas de farinha a 200 ris 24/200
38 ditas de finetas diversas a 300 ra. 11*400
11 taboleiros a 200 ris 2*200
21 Sumos a 200 ris 4*200
Foram oceupados :
25 columnas a 600 ris 15*003
26 compartimentos de frinha a
500 ris. 13*000
24 I itos do comida a 500 ris 12*000
74 ditos de legumes a 400 ris 29*600
16 ditos de suinoa 700 ris 11*20<>
13 ditos de fresaaraa 600 ris 7*800
1(> ditos de ditos a 2* 20*000
3 dito a 1* 3*000
A Oliveira Castro & C.:
2 talhos a 500 res 1*000
54 talhos de carne verde a lf 54O0O
Deve ter sido arrecadada neates dias
a quantia de 223*400
Rerxdrmento do dia 1 a 6 1:242*900
Cemlterto Publico Obituario do da 6
da Agosto de 1886 :
Carias Francisco Xavier, Pemambuco, 26 an-
uos, casado. Recife ; tu aerelos pulmonares.
Pedro, Pernamb'uoo, 5 dias, Santo .Antonio;
obstruecto intestinal.
Adelaide Emilia Ribeiro Ferreir, PernanaiK.
co, 26 annos, caaada^S. Jos ; tsica galopante.
Joanna B.kptiata dfSSmtoey Pemambuco, 18
annos, solteiaa? Boa*-vilta; Wberculos pulmona-
res.
Mara, Pemambuco, 6 mes, Reeife; enten-
te.
Felizardo Manoel Am.Tico, Ro Grande do Sal,
26 anno, solteiro, Recife; cancro.
JSo Pacheco dos Santos, Pemambuco, 37 an-
nos, casado, Santo Antonio; hepatite.
Uro feto do sexo masculino, Boa-Vista ; remet-
tido pelo subdelegado.
,. n ii i i i^^aa*V
CHRONICA JDICIARIA
Junta C oHBserelal da cidade do
Recife
ACTA DA SESSO EM 5 DE AGOSTO
DE 1886
PBB8IDEXCIA DO ILLM. SB. COMMMD1DOB ASTOBIO
OOMES DE CTEAJfDA LBAL
Secretario, Dr. Julio Guimar&es
A'g 10 horas da manha, decla'ou-se aberta a
seaso, catando presentes os Srs. deputados ;:
Olinto Bastos, Beltrao Jnior, Lopes Machado a
supplente Hermino de Figutircdo.
Lida, foi approvada a acta da precedente sesso
a fes-se a leitura do seguinte
BXPiDimrr
Officios :
De 27 de Julho prximo passado, da presiden-
cia desta provincia, iransmittindo por copia o avi-
so expedido a 16 do mesmo me, pelo Ministerio
da Justica, para que seja mantii'a a Manoel Ma-
ra de Calda Braudo, que foi empregado do ex
tincto tribunal do commercio, preferencia para
preencher a vaga do emprego correspondente que
se der na secretaria desta Junta.Para o archivo.
De 23 de Julho findo, do Baro de Guimaraes,
director do 2.* seccSj do como*'ercio da Secretaria
de Estado, aecusando o recebimento do officio di-
rigido a S. Exc. o Sr. ministro da agricultura a
8 Jo dito mez, acompanhado da relacio das socie-
dades anonymas.Accusa-se o recebimento, re-
gistre-se e archive-se.
Djus, de 31 de Julho, da Junta dos Corretorea
desta praca, n'um dando sciencia do numero de
transaccoes effectuadas por cada nm dos correto-
res, c n'outro transmittindo o boletim das cetacoes
officiaus de 26 a 31.Sejam archivados.
De 15 de Julho, da Junta Commercial da Forta-
leza.Seja archivado.
Um folheto sobre a industria e o commercio da
Blgica, sob o ponto de vista das suas relacoes
eom o Brasil por Luiz Rodrigues de Oliveira, re-
mettido pelo Minuterio da Agricultura. Para o
archivo.
Diarios officiaes de ns. 199 a 202. Sejam ar-
chivados.
Distribuiram-8e rubrica os seguintes livroa :
Diario de Manoel Ferreira Bartholo 6t C. o co-
piadores de Ferreira Rodrguea A C, da Compa-
nbia Pernambucana de Navegacao Costeira por
Vapor e de Alvaro Jos Pereira.
DESPACHOS
Peticoes:
De Manoel Jos Soares e Maxi miao da Silva,
para que seja archivada a prorogacao de sua so-
ciedade em nomo collectivo nos termos do art. 318
do oodgo commercial, aob a meama firma de Ma-
noel Soares & C., com o mesmo capital de 1:000*
para continuacao do commercio de molhaJos
ra de Vidal de Negreiros n. 93, desta cidade.
Seja archivado, na forma da le.
De Antonio Ferreira Nobregs, para que se re-
gistre a nomeacio de seu caixeiro Antonio Felip-
pe Freir Marinho.Regiatre-se.
Do Miguel Franciaco de Souza, dem quanto ao
caixeiro Manoel Ferreira de Albuquerque Mello-
Como requer.
Da viuva Constantino P. F. da Silva & C, idem
quaoto a Jos Pereira de Vasconcellos e baixa da
de Jos Corrcia de Queiroz e Francisco Raymun-
do Caminha.Na forma requerida, pago o sallo(de
duas baixas.
De Agostinho Jos da Costa, para que ae regis-
tre a procuracAo que da capital do imperio he
passara Jo: 6 liodrigues Ta varea de Melio Re-
gstre-se.
Da Jos Antonio Goncalvos e Joao Goncalves
Alves, da villa de Porto Calvo, provincia das Ala-
goas, para que seja archivad > o contracto de so-
ciedade em commandita que celebraram sob a
firma de Joao Goncalves Agr & C, com o capital
de 30:000* para o commercio de compra e venda
a retalho de mercadoriaa naeionaes e estrangeiraa
na predita villa, sendo o fundo em commandita de
15:000*000 Archiv -se, na forma da lei.
De Pedro Alexndrino Maia e Silva, de 29 an-
noa de idade, natural desta provincia, socio ge-
rente e solidario da firma Maia e Silva & C, do-
miciliado nesta cidade e n'ella estabelecido, sob
dita firma, com toja de miudezas ra Duque de
Caxiaz n. 91, solicitando carta da commerciante
matriculado. Sao attestantes do crdito commer-
cial do impetrante Prente Vianna & C-, Domin-
gos Ferreira Bastos e Manoel da Cunha Lobo.
Como requer.
De Alfredo & C. para que se registre a nomea-
co de seu caixeiro Juvenal da Cunha Antunea.
Deferida.
Nada mais havendo a despachar, o Illm. Sr. com-
mendador presidente encerrou a se.-sao s 11
1/4 horas da manh.
COMUNICADOS
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carie verde a 360 e 400 ris o kios.
8i..,o,a 560e 64 ris idem.
Oarneiro de 720 e 1*600 ris idem.
Kannh. de 320 a 240 ris a cuta.
Milho de 280 a 320 ris idem.
Peijao de 640 a i*280.
1:466*300
A* elellorado do 3o dlstrleto
IUm. Sr.O fallecimento do Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araujo, abrindo urna vaga na de-
putacio de Prnambuca, determinou a necessidade
de urna cleico no 3" dstricto, que aquelle Ilustre
cidadd to dignamente representava.
Para preencher essa vaga proponho-me eu aos
suffragios do distincto eleilorado desse districto,
nao movido por impulso proprio, nem tomado de
ambicoes que estou longe de nutrir, mas por apre-
sentacao do partido em cujas fileiras milito e alen-
tado pelo desejo de continuar a prestar servicos ao
paiz nesse posto de combate que me foi indicado.
E', pois, escudado com esse patritico desejo e
patrocinado pelo meu partido, cujo venerando
chefe tenho por amigo, que eu venho solicitar de
V. S. o seu voto e todo o ssu precioso auxilio
miaba caaaa io pleito que se vai ferir brevemente
nesse districto, onde V. S. gosa de prestigio e dis-
pe de merecida influencia.
Bem conhecido nesta provincia, onde nasci e
onde tenho sempre vivido mourejar em fadigosas
lides pelas ideas conservadoras, e sob a gide
d'aqoella honrosa apresentacao; creio que ser-
me-ha excusada a exhibicio de Um programma,
pois que outro nao posso ter que nao o do partido
ao qual tenho servido com dedicacao e esforco.
Entretanto, de harmoni a com o notavel discurso
proferido no Senado, em 1879, pelo honrado Sr
conseeiro Joio Alfredo Correa de Oliveira, digno
ehefe conservador em Prnambuca, direi que a
synthese do mea programma pugnar pelas re-
formas que forem o desenvolvimento pratieo dos
grandes principios liberae3 consagrados na Con-
stitituicao e que formam a base das nstituicon
que na, os conservadores, maatemos e queremos
manter.
Dentro de taaa lmites ba espaco bastante para
todos os melboramentos intelectoae, mcraes ma-
teriaes, para todos os ccmmettimentos serios da
poltica, economa, finanzas e administracao, emfim
para todas as mais altas aspiracoes dos povos
livres, que vivera aob o rgimen parlamentar.
No decurso dos viute annos que constituem a
minba vida publica, sempre girn nessa rbita a
a minha actividade, a diseo faiem prova os meas
modestos esbrcos na Assembla Provincial e os
meas pequeos trabalhos na imprens, estes lti-
mos attestado3 pela Diario de PefUamlMoa, em
custs paginas tenho* eBteHotypfdo a minuta alma
e o raen coracfto, pugnando portado quanto se me
tem afigurado til a vantajoso cauta do paria e
mais particurarmente 4 desta provincia.
Cmo garante do meo intuitos de futuro offe-
reco esse modesto pasaado ao digno eleitorado do
3 districto, asaegurando-lhe que envidarei quaota
couber eu uilm para elevar-me altura da situa-
c&o do paiz apara mostrar-me merecedor da eon-
fianca co n qua me honrar essa digno eleitorado
O meu norte ser o bem publico e o eaminb
para elle essa honrosa confianca quo naneis) t
ao Ilustro cidado quem aspiro substituir e cu-
as virtudee cvicas toiaareipor modela
Sabscrevo-me com a maior coaeideracao e res-
peito.
Da V. I-,
Amigo, atiento, venerador a oriado.
Recife, 6 de Julho de 1886.
Felippe de Figiteira Paria.
INDICACOES DTEIS
Medico*
Consultorio medico cirnrgico lo Dr.
Pedro de Attahyde Lobo Moacoio a
roa da loria n. 39.
O doutor Moscozo d consultas todos os
dias uteis, das 7 s 10 horas da manha'
Este consultorio offorece a commodida
de de poder cada doente ser ouvido e exa-
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreS pra-
j do Commercio, onde funeciona a ma
peccSo de sade do porto. Para qualquer
uestes dous pontos poderlo ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas.
O Dr. Arthur Imbassahy, medico oceu-
lista, recenten)ente chegado, esta cidade,
d consultas tod)s os dias, das 8 s 10
horas da manha, sendo gratis aos pobres,
no 1. andar do predio n. 8, largo da
Santa Cruz.
Dr. Gama Lobo, medico operador e par-
teiro, reside ra do Hospicio n. 20, onde
pode ser procurado qualquer hora do dia
ou da noite. Consultas : de 1 s 3 horaa
da tarde. E^pecialidade : molestias e ope-
rajoea dos orgos genitourinarios do ho-
mem e da mulher.
Dr. Barreta Sampaio mudou seu consul-
torio do 2. andar da casa n. 45, a ra do
Baro da Victoria, para o 1. andar, da
casa n. 51, raesma ra, corno consta do
seu annuncio inserto na socao compe-
tent3. Residencia a ra Sute de Setem-
bro n. 34.
Idvorado
O bachard Benjamim Bandeira, ra do
Impejador n. 73, 1. andar.
Dr. Seabra. Mudou seu escripto de advo-
gacia para, a ra do Imperador n. 24.
Tabollio
O Bachard Amar Fonseca de Albuquer-
que, tabellio do notas interino nesta capi-
tal, communica ao respeitavel publico que
abri seu escriptorio no pavimento terreo
do predio n. 4, sito a ra ao Coronel Fran-
cisco Jacintho, outr'ora de S. Francisco,
onde, com solicitude e mxima lealdade,
est prooipto para desempenhar as func-
c3es de seu cargo. Reside na freguezia
da Boa-Vista, ra do Coronel Lamenha n.
30 (outf'o-";. dos Pra^tices) para otile, fr
das horas do expediente de seu escriptorio,
deverSo derigir-sf os chamados, para fac-
tura e approvacao de testamentos.
Consultorio allopatlco donlmetrlca
Dr. Miguel Themudo d consultas das
12 s 3 da tarde em seu consultorio ra
do Bario da Victoria n. 7, 1. andar.
Chamados por escripto a qualquer hora.
Especialidades partos, febres, syphilis,
molestias do puhnao e do coracao.
Dr. Lopes Pessoa Medico.Residen
cia a ra de D. Pedro I n. 9, onde podo
ser procurado at s 9 horas da manhS.
Consultorio ra do Bom-Jess n. 37 1.
andar. D consultas das 11 s 2 da tar-
de. Gratis aos pobres.
Drosrarta
Francisco Manad da Suva & C depo-
sitarios de todas as especialidades pharma
ceuticas, tintas, drogas, productos chimic
e medicamentos homoeopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e ojficina de car apio
de Francisco dos antos Macedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande estaba e
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
nero, compra-se e vende-se madeiras de
todas as qualidades., serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparara obras
de carapira por machina e por precos sem
COir'notUOa. a

PIJBL1CAC0ES A PEDIDO
Ao commercio
PBOJECTO PABA A FUHDAglo DO BANCO AU-
XILIAS MEBCANTIL, SEGUNDO O PLANO
DE SEO INICIADOS FBANCISCO ACGDST0
PACHECO.
RazZet sobre a palpitante necessidade d'esse
estabelecimento
Estad no conheeimento de todos, peque-
os e grandes coramerciantes porque todos
o senteraas crises que ha alguns annos
tem deSnhado e alluido o commercio d'esta
praga, para as quaes tem concorrido um
cortejo de circumstancias) que nSo quere-
mos apreciar n'este momento, e sim mos-
trar, apenas, que urna d'essas circumstan-
cias nao deixa de existir, olhando para o
paseadono aouso de crdito, e no presen-
tena falta de estabdecimentos bancaros,
sem o que nao se poder manter desafoga*
damente um commercio como o nosso
estabelecimentos, que de alguma maneira
facilitom o commercio em sua gerencia,
desde o pequeo negociante at o mais'abas-
tado ; mas sob o sabio rgimen d9cr-
ditos limitados; estabelecimentos onde o
pequeo negociante, n'um ou n'outro no-
m-nto, possa encontrar um auxiliar, seguro
e prorapto s suas necessidades commer-
ciaes.
D'essa falta do estabeleaimentos de cr-
dito, de accordo com o desenvolvimento
mercantil d'esta praga, todos soffrein rela-
tivamente, desde o pequeo negociante ao
maior capitalista, visto que a lei orgnica e
harmnica da familia commercial com to-
das as escalas pelas sympathias de rela-
cSes a que naturalmente est ligada esta
grande familia mercantil, resultando mui-
tas vezes do quebramento de um pequeo
loo que nao succedoria se lhe rivessem
proporcionado melhor temperao enfra-
quecimeatbdofliMait fortes, e quic o seu
completo aniqnilamento.
A nax)vincia de Barnambuoo i essencial-
mente aajricola; a, sea defioienaia algu-
rom vebw rauta safras, ea^anahaeote do
assuca*, sen aaaior elemento oxiroaatil, e
outra* fwMM a ksixa do prea d^aaaa pro-
daeto, ata aa taa mxima parto eantri-
buMo para aa orases deaelaradora, s
quaes a nossa praca tem proporcionado
um vasto campo; a falta de estabeleci-
mentos de'OfdUa, principalmente para o
paquea* negociante, ou mesmo par* o im-
portador exportador de menos rooursos,
nao deixa de ter sido e continuar a sel o
urna falta- bastante sensivel.
Acharaos mesmo imposswel, se nSo bas-
tantemente diffitl, poder este commercio
assim continuar sem grvame dos capitaes
adquiridos honestamente, aps longos-annos
de|contiauados trabalhos.
Diz o grande commercalista Ferreira
Borges :
A utilidade que o mundo mercantil,
e a sociedade em geral autene do estabele-
cimento de bancos pblicos ou particula-
res, quasi incaloulavel. Os bancos tm
contribuido de urna maneira extraordinaria
em dar segranos e looiliiade a toaa a
casta de transaecoeB commorciaes. >
E de faite, relanciemos urna vista de
olhos em todo esae mundo mercautil, que
s veremos atrophiadas as provincias e
pracas onde faltara esses estabelecimentos,
que auxiliem o commercio; no estretanto
vemos outras, de menor commercio do que
esta, progrediram e proporcionaren! ao seu
commercio esses elementos de vida mercan-
til, que nos altara.
O Para, cujo movimento mercantil nao
superior ao de Pernambuoo, n'este ponto
eat muito mais adiantado, e dispoe de di-
versos estabelecimentos onde o pequeo e
o grande negociante encontram no crdito
cautelosamente distribuidoo quinho
que Ibes corresponde-; e assim que aa
crisea, alli, sao passageiras, emquanto quo
em Prnambuca ellas tdm se tornado chro-
nicas ha uns 15 annos.
E porque ?
Talvez pela falta de iniciativa do pro-
prio commercio na creaco de bancos auxi-
liares dirigidos por homens to entendidos
em seu mechanismo, como conhecedores
das boas pratieas e costumes mercantis,
assim como da? reformas mais palpitantes
de quo precisa o nosso ctual systeraa de
compras e vendas.
No Para, assim como em diversas pracas
do sul e do Rio da Fruta, ha uniformidade
as condieos das transaccoes, assignando
os compradoresdesde que as compras
ou vendas nao sejam,a dinheiro vista
letras ou eontas contendo a obiigacao de
tal ou qual prazo, sendo que para as peque-
as vendas sao preveriveis as eontas por
serem mais summarias.
E' isto to natural, que nao mais se dis-
cute no acto do negocio, c, como uso e
praxe, nao ha um s negociante que a tal
se recuse, e se isto succaJe est abalado
o seu crdito, fogem de transigir com
elle.
E porqua o commercio de Pemambuco nao
o far tambem, desapparecendo assim esse
mal entendido escrpulo do comprador a
crediti assignar nu titulo, que habilite o
8"U credor a lavantar oapitaej.? NSo ser
isto d prrfaita o til reciprociade ? Onde
o mal ? Onde o inconveniente ?
Esses prejuizos s existan] pela falta
que ha de estabdecimentm de crdito, da
qual naturalmente resultante essa nega-
cao, que tem o negociante em assignar as
obrigacSes consequentes de suas transac-
coes.
Da uniformidade nasce a boa ordem, e
da boa ordem o bem estar geral.
(Contina)
O promotor publico} de Igua-
rass
Julgo conveniente dar publicidade aos docu-
mentos, que, no primeiro pracessi que me foi ins-
taurado, acompanharam as razous de reeurso,
apresantadas ao Superior Tribunal da ReJac&o.
Por esquecimento, deizei de jantal-oa ao segun-
do procasso.
Sao de rauito valor e me convm qne o publico
tenha delles conheeimento.
Iguaras80, 7 de Agosto de 1886.
Fraiteiseo Xavier Pan Barreto.
DOCUMENTO N. 1
Illm. e Exm. 8r. Dr. presidente da proncia.
O bacharel Francisco Xavier Pajes Barrete preci-
sa, bem de sen direito, que V. Exc, por seu rea
peitavel despacho, so digne mandar-fhe dar por
certido o que constar do resultado do officio qne,
no carcter de promotor publico da comarca de
Iguaraaa, dirigi ?. Exc, em data de 24 de
Marco ultimo, ao qual acompanhava urna denun-
cia dada pelo supplicante contra o bacharel Teles-
phoro Gomes de Araujo.
Neatea termas pede e espera defer ment. E.
R. M.
Recite, 7 de Maio de 1886. Francisco Xavier
Paes Brrelo.
D-se. Palacio da Presidencia de Pemambu-
co, 7 de Maio de 1886.Ignacio Joaqun de Sou-
aa Ledo.
Em cumprimento ao despacho retro certifico
3ue no officio alludido pelo supplicante foi lanca-
o o despacho seguinte :
N. 361.Ao Sr. Dr. juix da direito da comarca
de Iguarass para providenciar, como fr de di-
reito.
Palacio da Presidencia de Pemambuco, em 2 de
Abril de 1886. Ignacio Joaquim ie Soma Ledo.
Secretaria da Presidencia da Pemambuco, em
7 de Maio de 1886. O archivista, Rodolpho dt
Albuquerque Araujo.
DOCUMENTO N. 2
Illm. Sr. Dr. jais da diraito da comarca de Ta
quaretinga. O bachard Francisco Xavier Paes
Barreto precisa, bsm de seus interesaes, que V.
S. se digne atteetar e o supplicante, durante o
temp) qne exerceu o cargo de promotor publico
desta comarca, foi exacto no cumprimento dos de-
veres inheren'cs ao mesmo cargo.
Pede daferimento.E R. M.
Comarca de Taquaretiaga, 28 de Setembro de
1879.- Francisco Xavier Paes tarreto.
Tanto quanto era de esperar de um funecionario
intelligente e celoso. /ertentes, 28 de Setembro
de 1879.Lvxz Ferreira Mocid Pinheiro.
DOCUMENTO N. 3
Illm. Sr. Dr. juia de direito da Comarca do Bo-
nit'. O bacharel Francisco X-ivier P.iea Barreto
precisa, bem de sena interesaes, qa-; V. S. sedig
ae atiestar aa o supplicante, durante o tempo que
exerceu o cargo de proozotor publica desta comsr-
ca, toi ou nao exacto no cumprimento de seus de-
veres.
Pede deferimento. E. R. M.
Comarca do Bonito 2 de .Marco de 1880.Fran
cisco Xavier Paes Barreto
Attesto pela nffiruiitiva. Villa do B mito, 2 d-
Marco-de 1880 -Miguel Archanjo Monteiro de
Andrade
DOCUMENTO N. 4
Tilla de Iguarass, 17 de Mareo de 1885Illm
Sr.Havendo aido hontem, pelas seis horaa da
tarde, notificado pelo Dr. juiz substituto desta co-
marca de minan remoc&o para a de Penedo, em
Alagoas, isto mesrn communieo a Y. S-
E teddo aido V. S. meu companheiro durante
vinte dous mezea e meio nos mltiplos trabalhos
crimes neata comarca, noa quaes mostrou sempre
muita intelligencia e zelo no cumprimento de seus
deverea, approveito a oecaaiao para agradecar-lhe,
em soase da seeiedade1 a a mena ex^erjanarcSoa
taea servicos, que oa conaidero retavantaa. Oir-
reco iW. S. na comarca da Penado, para oae te-
rei da seguir, mena aervieoa, quer elles digam rea.
pelto ao sarvteo publico, quer ao particular it
Ekena guarde a V. S.-lttm. Sr. Dr. Francisca
Xavier Paea Barreto, mui digno promotor publico
da comarcada Iguarass.O juiz dJ.reito, Fran-
cistx Jusliniaao Quar Jacobina. (1)
Sdalas falsas
A Provincia, qne se eonstituio orgaa a dtfa-
maeao dos adversarios ainda-a waiarespeitavais,
tras naa suas edieeoes de 31 de Julho e 3 do cor-
rente, sob o titulo Sedulas falsas, dous artigos nos
quaes, pardas injustas censura irrogada ao
chefe de polioia e ao vicepresidente da provincia,
aocusa o cidadio Marianno da Cjsta Araujo J*.
piass, influencia conservadora no 13' districto,
como paasador de sedulas alaaa.
Dominados os- redactores desse jornal da m
vontade qua votam. ao enrgico e activo magis-
trado, que ae acha trente da polioia, esforcAin-ae
constantemente para diminuir a importancia do
servioo que ella acaba de prestar, descobrindo por
meio ^ acertadas providenciaa a fabnea de ae-
dulaa falsas, que com o maior sigillo trabalhava e
esiatia nesta capital desde o tempo em qua a po-
lioia tinha como chafe o Dr. Martina Pereira.
Convictos de qne o publico sensato e imparcial
jamis 'desconheeer o acevto daa providencias
estpragadaa palo actual chefe de polica, aa quaes
deram em resultado a apprehanaao de todo o ma-
terial da criminosa empreaa e a prisao em fla-
grante dos fabricadores das sedulas falsas, prouu-
ram fazer crer que essa autoridade intenta occnl-
tar a- parta que no crinse to naram influencias da
actualidade, apontadaa como introductoras das
sedulas falsas no interior da provincia, e dizem
que entre estas influencias acha-se eomprehendido
Marianno Japitass, a quem o me-mo chere da po-
lica e at o Exm. Sr. vice-presidente da provincia
dispensam toda protecfo, sabendo aer elle paa-
sador de sedulas falsas.
Deturpando os factos, proenram incutir no es-
pirito publico ser Japiass realmente criminoso
e estar'entretanto obtendo das{autoridadea supe-
riores da provincia escandalosa protecfo.
Com certesa, porm, somente os redactores da
Promnoitp ougaro dizar, a meemo aasim violentan- '
do a propria onsciencia, que casas autoridades |
sao capazes de dispensar proteceo a um crimi-
noso, ainda quando este possa ter dez vezes mai.-
influencia poltica do que o Sr. Japiass.
Se quizessemos aecuzar ts liberaes, amigos da
Provincia, com o poueo escrpulo com que esta
aecusa eaprecia os aetospraticados pelos conserva-
dores, poderiamoa dizor, que seas amigos, deaapon-
tadoa por nao torem conseguido arredar para sem-
pre de Leopoldina Japiass, adversario afluente
e cheio de prestigio, por haver felizmente escapado
de morrer do tiro que lhe tora dcafjchado, man-
dado de influencias liberaes daquella localidade e
de Salgueiro, crime que ficou impune, porque des-
gragadamente a comarca tem como juiz de direito
um magistrado inimigo figadal de Japiass e ins-
trumento dcil d'aquelles que o mandaram assas-
ainar; intentam agora inutiliaal-o formando um
processo por crime de sedulas falsas, persuadidos
de que todos os meios e violencias empregar o
juiz Levino Lopea de Barros e Silva, afim de ser
elle condemnado.
Seja oa nao essa a inteneao dos liberaes de Leo-
poldina e Salgaeiro. confiamos que nao obter&o
com o proceaso aquillo que o bacamarte uao pode
realisar.
Por maiorca que posaam ser as torpezas empre-
adas pelos seus rancorosos inimigos, Marianno
Japiass ha de fazar valer o seu direito < timar
patente a sua innocencia, pois, o eimles fasto de
ter recabido de Severmo de Albuquerque Barros
dinheiro falso na persuacao de ser legal e havel-o
pa> sado de boa f a outros, nao constitue nem
pode constituir crime.
Partindo Japiass para esta capital afim da pe-
dir providencias, que garantisem a sua existencia,
que continuava a ser aineacada vista da impu-
nidade daquellea que teotaram assassinal o, e
mais ainda por estar o proprio individuo, que lhe
desfechara o tiro, exercendo (o cargo de inspector
de quarteiro im Leopoldina, por nomeaco do te-
dente Leoncio, soube em caminho que o dinheiro,
que elle recebera de Severmo e dera a algumaa
pessoas, fora considerado falso.
Logo que aqni chegou, den disto sciencia a->
Dr. ch- fe de polica, que mandou reduzir a termo
as suas declaracoea, que se devem preaumir ver-
dadeir is, desde que foi elle quem francamente
affirmou ter dado aquellas cdulas.
Sendo Japiass criador muito abastado e nunca
tendo pratieado crim, nao de presumir que qui-
zeaBe arriscar sua tranquilidade e liberdade, o so-
uego i' futuro de seus lhos, praticando um crime
que as leia puuem com a maior severidade, e do
qual no poda tirar proveito correspondente ao
risco que ia correr.
Posto qne houvesse constantes reclamacoes con-
tra a permanencia do tenente Leoncio em Leopol-
dina, o Exm. Sr. vice-preaidente e o Dr. chefe de
polica s o retiraram vista de instantes officios
do c"minand;.a'e das armas, pedindo o recolhimen-
to d'^quelle official e do destacamento de linha,
que alli se achava, ao respectivo corno, dando co-
mo fundamento d'essa requisicSo nio ser a forca
de linha, existente nesta capital, suficiente para
a ana gaarnicao e a impossibilidade em que esta-
va de torne jer contingentes para conduzir pres *
para Fernando e substituir aa praca8 que deveriam
d'a'li voltar.
Estando em paz o termo de Leopoldina e deven-
do ter o tenente Leoncio concluido e remettido
autoridade judiciaria o iuquerito sobre aquelle
crime, tanto qua a Provincia afirma j ter aido
dada a denuncia, a retirada do meemo tenente,
que s poder dar-se de 15 do corrate em diante,
nao pode por forma alguma influir no inquerito
findo, nem no andamento do processo, a cargo ho-
je das autoridades judiciarias.
Alm d'isto o official, que foi nomeado delegado
em Bubstituicao aquelle, merece tola a confianca
daa primearas autoridades da prorinei e inca-
paz de proteger Japiass, se elle for criminoso.
Qual foi, portanto, o acto pratieado pelo vice
presidente da provincia e pelo Dr. chefe de poli-
ca, qne revela dispensa de proteccao a Japiass,
no intuito de eximil-o da pena em qne possa in-
incorrer, se porventar i for julgado criminoso?
E' verdade que Japiass, na volta para o ser-
to, esteva em Limce ro tres dia?, tractando de
negocioa de gadoa; maa, logo que eoube que esla-
va aendo proceaaado, apressou a sua volta afim
de promove a sua defeza e evitar a continuacao
das violencias de que' eatavam sendo victimaa
pesaoas de sua familia, por ordem do tenente Leon-
cio, que apossou se de sua correspondencia parti-
cular e mandou arrombar as portas de saa casa e
bahus, como ae eUe fra uta grande criminoao ;
sendo que em casa apenas foram encontradas
quatro sedulas de 1000, que ae diz falsas e sao
das que recebeu Japiass de Severino e deu sua
mulher para despezas.
O que fica expoato convence da improcedencia
daa cenauras feitas pelo orgao liberal ao vice-
oresidente e ao Dr. t isfo de polica, e torna pa-
tente a precipitacao coi que Japiass qualifica-
do de criminoso. Se Neto de receber epassar
de boa f sedulas fahaa como verdadei-aa foaae
crime, grande parto d i populadlo desta cidade se-
ria criminosa, estara irocessada.
Oa aervieoa prestad por Japiass em fazor da
eleico do Dr. Alfredo Correa foram os qae elle
sempre tem prestado em todas as eleices aos can-
didatoa do acu partido, d ainteres3adamente.
Portanto, acha-ae pago com a satisfacao de ter
enmprido o aeu dever poltico e concorrido para a
derrota liberal.
Se alguem no 13 diatricto preatou aervico na
ultima eleicao, reeebendo paga, ou promea8a de
pga, 8 o Sr. A. de Siqveira, por quem hoje mor
reui de amores os redactores da Provincia, reco-
nhece e poder nomear.
Diga a Prowacia o que quizer ; maa a verdade
que oa aeus redactorea estao c nvencidissimoa
de que o Sr. A. de Siqueira nao f >i depurado, por-
qae n foi nem poda aer eleito pelo 13" districto,
onde muitos liberaes, a exemplo do Sr. Josfr Ma-
riano e outros, o qualificavam de traidor e dse-
javara a sua derroca.
Assim au era neceaaario qoe o Exm. Sr. conse-
Iheiro Jo5o Alfreda tomasse compromiaso para que
foaae eleito a Dr. A'frado; baatava a boa vontade
eom que foi aceita a sua candidatura e o granada
prestigio da qne n'aquelle districto, como em toda
provincia, gasa o nome respeitado do seo aUgaa
A Provincia, ae qniaer proceder oom algum ari-
terio, deve aguardar o resultado 4a proeaaao, par-
que so depois que for elle jalgado porjaizasids-
pido8 de odio e pkrcialidado, podeti diier se>Ji-
piaaa criminoao oa nio.
Antes d'isto s ao odio paaaoal, ou inoanfeaaa-
vel vinganca partidaria, pode aer attriboido (Co
inslito procadimento.
Veritat,,
Recife, 6 de Agosto de 1836.
Enipa
EntSo, Sr. reprter do Club dos Lw-
poldinianos, tem muito que por a calva k
raostra com relaco ao autor da DHCI-
FR A; AO t
Ora, crespa e......crie mais um dedo,
meu producto {acadmico) do Rio Grande
do Norte.
Jorge.
(1) Juntei outro documento, qne me parece
desnecess^ro pablcir, ama vez qae delle ja teve
noticia o publico. Refiro-me ao honroaiesimo do
eumentoljue as Drincipaes peasoas desta comarca
fir.n-irio em meu favor, nos jornaes mais impor-
tantes deata provincia, pedindo ao Exm. Si\ Dr.
presidente da provincia a minha continnacad no
cargo de prom -'ot pub ico deata comarca, ainia
que fosse necesario para dito resultado vencer al-
burnos cBJJiculdadts.
O Sr. afos Marianno
ii
Ahakdjo inperaor l
Viva o imperador!
Estao furiosos eommigo os lazaroni a oa outros,
homeua serios, que idolatram o homem I
O Homem Futuro, permitta-ae-me qua o chante,
como o fallecido Dr. Feitoaa, quasi idolatra de
Sonsa'Franco, o chamavao homem Naci.
Porque, porm, tanto furor ?
Porque eu, por inveja, pretendo em vio meter
a ridiculo, dizem elles, o grande hoinam, o idolc
do povo, tanto aeu amado, quanto elle asante do
povo, e maia anda, se poaaivel, atlante da rep-
blica, como ae proclamen no meeting do Poli-
theama.
Amante da repblica e nio dos republicanos,
razio porque nio ae declara por ella, como tam-
bem o disae.
< Quem nio por na, contra nos, a deata
aentenca autor o Redemptor do genero humano.
O homem pois, o futuro, que nao se declarador
aquella ana to amante, pota qae o ainda mais
do que o amigo que o incerpellra, nao sendo por
ella, contra ellaa pobresinha abandon... I
Nio, pois que elle mais seu amante do que o
tal amigo!
Mas, nio sendo por ella contra ella, segando
Jess-Cbristo.
Como sahir deste aipoal, ou entender este mys-
torro ?
E nio se declara pela amante repblica, porque
a devenios querer e nio querer oa republicanos,
como aconselha ao Sr. Jos de Patrocinio (seu
companheiro) !
Ser por ciumes ? Mas como querer a repbli-
ca sem republicanos ?
Da maneira qua se nao foram Mu, se ella nio
ti vesse idolatras, adoradores, o homem se declara-
ra por ellaseria elle s o republicano.
E muito bem achado, pois amor nio quer com-
panhia.
Mas a idea que eu ia aventurando, e de que, pa-
reeendo-ma errnea, em tempo, recuei, nao fra
de proposito, lembro-me agora.
A amante foi com efleito abandonada, pois o ho-
mem j i foi republicano e amante da repblica, qaan-
do, eomigo e outros, era membro de um club oa
sociedade republicana...
Em um bello dia, aafou-se e apresentou-ae ao
directorio liberal e l ficou matriculado at boje,
concorrench asahn mais para a propaganda das
ideas democrticas, afim dehabilitar apauo a
assumir a direcqdo de si mesmo, segundo diz em
seu discurso, este povo ainda nao habilitado
direccao de si mesmo !
E este povo qje o homem futuro ainda est ha-
bilitando na monarchia a assumir a direcoio de si
mesmo, que o mesmo homem quer que delle vo-
tem todos os que tnm calcea e mesmo oa de cerou-
las de meia coronha desses mat;cs, que sio como
escravos dos fazendeiros, e iam aos votos como
boiada !
Mas nio quera me etquecer das iras dos idola-
tras do homem, lazaroni e homens serios.
Deixemos, porm, para outra vez, para nio ficar
este artigo muito grande. E permitta'ae que ain-
da transcreva o trecho do discurso, pois muito ha
que diser aobre alie, que como um evangelho :
O orador foi intcrrellado, no meeting anterior,
por um amigo, porque nio se declarava pela re-
publica !
E' porque mais amante da repblica do que
esae amigo ; e porque como dase ao seu llustre
companheiro Jos do Patrocinio,levis querer a
repblica e nao republicanos; o orador, liberal
como concorre maia para a prapagacio daa
idaa democrticas, afim de AuKUar o povo a as-
sumir a direccao de si mesmo, do qua oa idelogo*
que s pregam a repnblica, como idea abstracta,
quando ae devem lembrar de que preciso antes
de tudo destruir as instituices anachronicas -aro-
moraes que servem de ponto do apoio ao despotis-
mo constitucional de que a farca do Ypiranga in-
vesta a bastarda da casa de Braganea.
O orador nio tem as illuaoes do seu lustra
amigo Joaquim Nabuco, que ainda acredita poder
a monarchia -no Brasil aer o ideal de um bom go-
ve.no. "
Para qne a monarchia no Brasil ^podesae aer
mediador plstico que se estabeleca entre aa lutaa
desencontradas dos partidos, era preciso qae mu-
dasaemos a familia de Braganea, qua hoja anda
maia perigosa do qne hontem, por estar ntrela-
cada oom a avarent familia dos Orleies. (Ap-
plausoa repetidos).
Ora, quando vermo* da faaer essa substitut-
cSo qae cada dia mais m nos impde, demamoa eatar
preparadoa para noa servir com. a louga^deoasae
nao precisa importar do estrangeiro re para noa
governar. (Maito bem).
Milita o orador no partido liberal, porque o
maia adiantado dos partidos constitucionaea e o
mais apto para levar a naoao ao governo queo
ideal de todos os povos livres. E com easas ideas
pensa o orador nio poder ser acensado de trahir a
causa da democracia, nem mesmo se algum dia
chegaaae a aer miniado, consa que alias nunca
ambicionou, pois nunca seria ministro do rei, mas
da naci. (Muito bem).
Cada vez mais' ae evidencia que com a maior
razio, embora a raiva do8 Zoilos por ter sido eu o
primeiro a fazel-o, devo proclamar:
Viva o futuro imporador Jos Marianno I
Viva a nova futura dymnastia, louca gro?sa da
trra, qne melbor de que a fina eatraaha !
Recife, 6 de Agoato d* 1886.
ffonso de Albuquerque Mello.
Um crime occnKo
O inquilino do 2- andar do predio da
ra da Imperatriz n. 63, onde reside a
famiUa do mesmo, e est collocado o
Collegio Meira, n3o se apressou em fa-
zer illmerada redacto deste Diario, re-
lativamente ao mesmo 2- andar, communi-
eacao idntica que so le na Revista do
Diario de honttm, sob a epigraphe- Um
crime oceulto, porquanto, no mesmo andar
nao deu-se aborto ou parto, como aconte-
ceu no 1-, onde mora o Sr. Christovao do
Reg Barros, segundo consta do inqueiito
poli-ial a que se est proeedendo sobre o
O inquilino do mencionado 2- andar,
que o abaixo assignado, tem estado sem-
pre ao lado da autoridade policial pn?s-
tar-lhe todo o auxilio no sentido de fazer-
so a luz sobre o tacto, de que se oceupa,
e aproveita a oportunidade para pedir aos
Illms. Srs. DA. Chefe ie polica e pro-
motor publico, que a bem *os interesses
da ussica, com os qu- es so acha de per-
feita harmona a sua dignidad e ai ate ana
familia, proeedam, em sua cas*, na do mo-
rador do V andar e na doqaem mais
convi-ir, ae mais minuciosas e saveras
averiguaos e a exames em ragra.
Deve haver nisto toda a urfencia, para
que nao se apaguem os vestigfcs da crime,
se crime houvo, tanto mais quanto j se
deixou de proceder autopsia* no cadaror

M^.


Diario de PernambucoDomingo 8 de Agosto de 1386


'tt
do recem-naacido, e tolvas esteum esca-
pando diligencias que muito podem servir
para o descobrimento da verdade, qas, no
fcso vertente, iateressa ao abaixo assig-
nado na trplice qoalidade, em que bem
gbnhecido, de cidad&o, pai de familia, e
educador da mocidada.
O appello que faz o abaixo as signado
aos Illms. Srs. Dra. Chefe de polica e
promotor publico, em nada offende a au
loridade policial, que est procedendo ao
inquerito, e apenas significa, que, tr&ta.n-
do-se de um tacto grave em si e de diffi-
ibresalto a honra das familias, a nter-
vinero daqutllas autoridades, que dispSem
fe metores recursos e mais ampios raeios
do accao, Urna se urna necessidade no in -
teresse de todos que estao tranquillos em
su a consciencia.
A publicacao destas liabas na Revista do
Diario am obsequio, com que essa il-
lustrada Redacto mui obrigar sea
coustante leitor.
Recife, 7 de Agosto de 1886.
Ascencio Minervino ileira de Vasconcellos.
O padre Joio Manoel
AO DB. JOAQUIM SABUCO
Sei muito bem que devia entregar ao
mais soberano desprezo o ente vil e ab-
jecto que continua a aggredir-mo as co
columnas do Paiz.
Reconheco que tarefa triste e inglori.
expor aos olhos do publico um corpo morto
ptrido, ftido, repugnante e repulsivo, cu-
jo contacto causa nojo e provoca nauseas
a quem delle se approzima.
Dr.' Joaquim Nabuco urna natureza
impassivel, incapaz de sentir-se de algu-
ma cousa, porque lhe faltam os estmulos
de honra e de pudor.
Baldo completamente de sentimentos no-
bres, sem brio, sem dignidade e sem ver-
gonha, elle constituio-se urna grande for$>
no seio de nossa sociedade, porque repre
senta o que ha do mais baixo, de mais
impvido e de mais cynico no circulo dos
cara-duras.
Debis > daquella encademaclo apparen-
temente asseiada oceulta se um pedaco de
ame podre, conservada longo tu rapo pela
influencia frigorfica do despudor e da in
famia.
Hoje pos80 proclamar altamente que o
Dr. Joaquim Nabu:o um infeliz condem-
nado eternamente ao ridiculo, a que se
presta em todas as rodas, em todas as oc-
oasiSes e em todas as partos do mundo.
Fui testemuuha ocular das ultimas vile-
zas que esse descarado praticou.
m dia fui kermesse a convite de pes
ioa que me merece a mais alta estima e
profunda veneraco.
Quebrei o programma que me impuz co-
mo norma de minha vida, nao frequentar
espectculos pblicos, nem theatros, nem
bailes, nem corridas, nem regatas, nem
eousas qne com isso se pareca.
A kermesse, porm, era urna festa de ca-
ridade, e eu nao podia furtar-me ao ama-
vel convite que me fOra dirigido.
Comparec.
L esta va o Dr. Joaquim Nabu:o, af-
frontando a sosiedade com aquello ar petu-
lante, insolente e ridiculo, que todos lhe
reconhecem.
Elle nada quera comprar, porque o seu
nico emponho vender se a preco de um
aasamento rico.
Farejou todas as lojas da kermesse onde
era possivel fazer bom negocio, percorreu
todo o sallo at chegar ao buffet.
Approximou-8e solemnemente, vestido
de casaea, de luvas de pellica, de flor ao
peito e mSo na cintura, affectando modos
finos e delicados, e pedio um clice de co-
rnee.
Foi attendido graciosamente por urna
das llustres senhoras, que como instrumen-
tos da caridade, estavam incumbidas d'a-
qaelle servico.
Eu me achva presente.
O ridiculo Appollo de gesso tirou do
bolso do collete urna nota de quinhentos ris
para pagar.
Encarei-o com intancSo. O vilao fingi
acanhamento e recuou.
Mediar a difiiculdade da situacao, com-
prehendeu certamente que, estando eu pre-
sente, era preciso chamar em seu auxilio
todos os estmulos de cavalheinsmo e sen-
timentos de generosidade para poder sahir-
se bem da situacSo.
Empregou esforco supremo, saccou um
buhe te de dous mil ris, entregou-o e pedio
troco I
- Previne-se a quem interesiar possa, que a rea
oomprgfeeDdida ia igreja 4a Penfaa at o largo
das Cinco Sontas, entre as mas das Calcadas e
Vidal da Ssjsjresros, terreno fosero, pertencente
m aatigo recalo Salvador Carado Vidal, caja
suooetsora trato de habilitar-se para haver os
respectivas ftrqp e a nem assim oe: terreos entre a
igreja do a^pirito Santo S. Fraacfcco e Rosario,
como metaos explicar-se ha aa rea da Penba n.
23, loja.
Confesso a minha fraqueza. Experimen
tei intima satisfaoao.
Aquello troco insignificante pedido em
minha presenca, depois do demoradas
hesitacoes, dssearnon a triste figura do
Dr. Joaquim Nabuoo, revelando intoira
ana alma, pequenina, tacanha, consumida
pela vaidado, vil, imperceptivel.
Ser mais acertado dizer que o Dr. Joa-
quim Nabuco nao tem alma, e nem se po-
de dizer que seja um desalmado,. porque
elle nSo sent, porque um corpo morto,
inerte, impassivel, um perfeito cara-dura.
N'aquella occasio o Nabuco desventa
rado, vestido de ossaca, oom luvas de
pellica, de fir ao peito, fingindo cavalhei-
ro de apurado gosto e de fina' educacSo,
representou-se-me aos olhos am moleque
sujo e emfraldas de camisa, dando dous
mil ris e pedindo troco por um clice de
cognac, servido em ama festa de caridade
por senhoras rerpetaveis, que certamente
nao estavam alli para attender a grossei-
ros e malureados.
Quanto ao que se publicou no Jornal de
25 do crrante, sob a epigraphe Urna para-
se de Renn, e que sem duvida deu origem
aos no vos insultos que me dirigi o desgra-
nado e infeliz farejador de casamentos ri
eos, declaro f de cavalheiro que nao fui
eu quem escreveu.
Outros esto explorando a situacao em
que nos achamos.
O cSo damnado morde a todos indistinc-
tamente, e, nao sabendo d'onde lhe vm
as pedradas, atira-sn contra mim furioso o
energmeno, acreditando talvez que lhe
possa dar o troco.
Como tolo esse cara-dura !
Padre JoaO Mahoel.
Ao Sr. Joaquim Xabuco
No Paiz de 16 deste mez o Sr. Joa -
quim Nabuco escreveu o seguinte :
Todo conservador, diz um dos perso-
nagens do ultimo dialogo de Renn tem por
aotepassado um bandido. >
E firmou com o seu nome este insulto
memoria do conselheiro Nabuco, conser-
vador distincto, ministro no gabinete Pa-
ran.
Um amigo do conselheiro Nabuco, as-
siui insultado, foi sem duvida o autor do
arto assignado
6 Taltio
Preven^io
Ao comiuerdo
COMMERCIO
BoUa com me retal
buco
de Peram

RECIFE. 7 DE AGOSTO PE 18S>.
As tros horas da tarde
CotaabtM officiaet
Cambio sobre Londres, 90 d[v. 21 d. por 1JOOO,
do banco.
Dito sobre dito, i vista, 20 3[4 d. por 1*000
do banco.
Camb sobre Paris, vista, 459 rs. o franco, do
banco.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. Q. Alcoforado.
RETINTA (OHMERdiL
Da semana de 9 a 9 de
junho de !*
Cambio sobre o Rio de Janeiro, vista com 1/2
por cento de premio.
Cambio sobre Londres, 90 d/v 21 d/ per 1JC00
do banco.
Letras hypothecarias do Banco de Crdito Real
de Pernamboco do valor de 100/ ao preco de 96J
eada orna.
Aecoes da Companhia dos Trilhoi Urbanos de
Olinda e Beberibe do valor de 200J, ao preco de
2052 cada orna.
a Bolea venderam-se 162 letras hypothecarias,
1 aecoes da companhia de Olinda a Beberibe.
teneros nacloaaes
Assucar. Intraram 542 saceos, vendas aos
preeos seguintes :
O branoo de 3. sorte, saperior, de 5/000
e 5/100 os 15 kilos.
O dito de ti* sorte, boa, de 4/800 a 4/900 os
15 kilos.
O dito de 3.* sorte, regalar, de 4/700 a 4/800
os 15 kilos.
O dito de 4. sorte, de 4/400 a 4/500 os 15 kilos.
O dito somenos, a 4/000.
O dito mascavado, porgado, bom, a 2/500
os 15 kilos.
O dito dito, regalar, 2/300 os 15 kilos-
O dito americano, a 1/400 os 15 kilos.
O dito broto, regalar, a 1/300 os 15 kilos.
Despedida
O abaixo assignado, tendo embarcado
hontem para a provincia das Alagoaa, a
reunir-se companhia da nfantaria, para
onde foi transferido, o nao podendo des-
pedirse pessoalmente de todos os seus
amigos, vem pela imprensa offerecer-lhes
seus diminutos servicos naquella provincia.
Jos Leopoldo Mor el.
2o cadete, Io sargento.
Qual o motiva porque soffreis ?
4S
Vos outr >s que padecis de tsica, asthma, ca-
tarrho, bronebites, e toase chronica, responde!
esta pergunta.
Na admira vel e maravilbosa compisicao da
Aitacahuita Ptitoral, se vos offerece um remedio
quasi infallivel, rpido e inteiramente inoffeosivo.
A ana preparacao composta dos aulcos balsa-
micos e nutritivos d'uma arvore mexicana chama-
da Anacahuite admiravel antidoto este gratuita-
mente eflorecido pela natureza, para a cara de to-
das as entermidades pulmonares.
O mando nao oncerra em si, cousa que com ella
de leve se possa comparar.
Os proprios mdicos testificam, qae, qaando as
suis melhores e mais poderosas medicinas, chega-
ram prorar a sua inutilidade c ioefficacia, na
diminuicao e curativo da tosse, ou para alliviar a
rouquido tracheal; esto ezcellente remedio, to
agradavel como efficaz, com frequenciarestabelece
os pulmOes, os bronebios e a laryog ao seu primi
t vo estado natural.
Como qabantia contra as falaifioaces, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman A Kemp veuham
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinho que serve de envoltorio cada garrafa.
Acha-se i venda em todas as boticas e tajas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Heory Forster & C,
ra do Commercio n. 9.
Na Atoa Florida do Barry n puro ba-
lito das mais exquisitas flores acha-se preservado
de tal arte que, guardada urna garrafa um scalo,
exhalar as abrir o mesmissimo perfume tas puro,
tao fresco, tilo delicioso como no proprio momento
em que as flores firam colhidas.
Esta agua de toilette de Barry, nica no seu
genero, nao deve ser confundida com os outros ar-
tigo venda sob o nome de Agua Florida ; in-
teiramente diflerente de todos em fragrancia, e
o nico que tem as verdadeiras propriedades de
Agua Florida.
Borstelmann & C. partecipam ao corpo commer-
cial desto praoa. qne o sea chefe, o Sr. J. Bor-
terlmsfsa, seeMente em Hamborr. cessoo desde o
1 de Jtiio Aeate anuo de faset parte da firma
como socio asflv contina,*parem, interesfado na
mesma como ommanditario.
Rejcif, d > Agosto de 1886
Borslelmann & C.
N. V. A Eraulsao de Scott o melhor re-
medio at boje descoberto para a cura da
tsica, bronchites, escrfulas, anemia, ra-
chitis e debilidade em geral ; tambem e
um curativo infallivel para os defluxos
tosse chronica e affeccSas da garganta.
Aliso
O Dr. E. Osglan Bonnel Medico pela
Faculdade de Medicina de Paris.
Condecorado com a medalha dos hospitaes.
Socio correspondente : das Academias de Medi-
cina do Rio de Janeiro e de Barcelona ; da So-
ciedade de Medicina pratica de Parjs e da Socie-
dade Franceza de Hygiene, ex-director do Musen
AnatomoPatolgico da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pu-
blico que durante a sua estada em Pernambuco
fica a disposico dos doentes que desejarem hon-
ral-o com a sua confianca.
Chamados e consultas de 1 s 3 horas da tarde
at novo aviso : na hospedara de. D. Antonio
(Caminho Novo).
Especialidades: molestias das
rias, coraeao, estomago, ligado,
nervosas e syphiliticas.
Recife, 6 de Agosto de 1886.
vias respirato
etc., molestias
O dito do Canal, a 1/000 os 15 kilos
Agurdente -Ultimas vendas a 72000 a pipa
de 48') litros.
Alcool Cotames de 125|000 a 130/C00 a
pipa de 480 litros.
Algodao. Entraram 799 saccas, venda a
7/108 os 15 kilos, mercado freuxo.
Arros em casca. Retalho de 2S500 a 2/600
o sacco.
Caf. Entraram 607 saceos, rctalboa-se de
5/ a 7*000 os 15 kilos.
Ceblas do Rio Grande do Sul. -O mercado con
tina sem existencia.
Cera de carnauba.Cotamos de 4/000 a 6/000
os 15 kilos.
Coaros salgados seceos.Venda a 550 ris o
kilo, frouxo.
Couros seceos refrescados.Nao consta venda.
Farinha de mandioca. Retalh de 2/800 a
34200 o sacco.
Fumo.Retalho de 15/ a 25/ os 15 kilos.
Dito em folha, o patente de 20 a 22/, o de 3.*
boa 7/500 a 8/, o de 2.* 10 a 11/, o de l.> de 15
a 16/ os 15 kilos.
Gomma de mandioca. Retalho de 1/600 e
3/200 os 15 kilos.
Graxa do Rio Grande do Sul. Cotamos nomi-
nalmento de 5/200 a 6/200 os 15 kilos.
Gordura do Rio da Prata. Nominal a 5/500
os 15 kilos.
Mel.Nominal a 50/000 a pipa de 480 litros.
Milbo. Retalho de 60 ris o kilo, conforme o
estado.
Sal do Ass e Mossor. Ultima venda, 600
ris por 100 litros.
TapiocaRetalho de 2/000 a 4/500 os 15 kilos.
Velas stearinas do Rio de Janeiro. Retalho
de 292 ris o masso com 6 velas.
Ditas ditas da provincia. Retalho a 300
ris o masso, dem.
Vinagre do Rio. Retalho de 70/000 a 80/
a pipa de 480 litros.
Vinho do Rio. Retalho de 120/ a 130*000 a
pipa de 480 litros.
Xarque do Rio Grande do Sul. Deposito de
150 000 arrobas, retalho de 2/500 a 3/800 os 15
kilos.
Gneros estrangelros
Alfazema Retalho de 7/500 os 15 kilos com
10 por cento de descont.
Arroz da India Retalho de 2/200 os 15 kilos
dem dem.
Alpiste.Retalho de 4/300 a 4/500 w 15 kilos
dem, idem.
Aseite de Oliveira em barrs. Retalho de
3/ a 3/200 o galio, idem idem.
Bacalho.Deposito 5,000 barucas, retalha se
de 15/500 a 16/ a barrica.
Banba de porco- Retalho a 400 ris a libra,
com 10 % de descont.
CLNICA.
de pnrtoN, molestias de seataoras
e de eriaaeas
Dr. Joo Paulo, medico aggregado do hospital
Pedro IL d'esta cidade, com pratica e estudos es-
peciaes as principaes maternidades e hospitaes
de mulheres e de enancas de Pars e de Vienna
d'Austria, faz todas as operacoes obsttricas e ci-
rurgicas concernentes as suas especialidades.
Consultas das 12 s 3 horas da tarde, na ra
larga do Rosario n. 26, primeiro andar.
Residencia. Raa da Imperatriz n. 73.
Casa de commis wcs
DE
&. 1?03IE l C.
46. Roa do Imperador, 1* andar
Mandam vir dos mercados estrangeiros qnalquer
genero de mercadorias em condices muito suaves,
alm de que sao representantes de diversas casas
productoras para as quses recebera encommendas
em commlsso nenhums, rinlo as
mercadorias, Jconhecimentos, facturas e corres-
pondencia directamente das fabricas para os Srs.
clientes, gosando estes das matares vantagens,
descontos e prazos; entre essas fabricas notao-se:
A sociedade vincola de Bordeanx,
associacao de grandes proprietarios de yinhedos
para evitar a fraude e expor a venda vinbos
puros.
L.011II Freres A C, de Bordeaux. fabrica
de conservas alimenticias e do afamado chocolate
Louil.
Geors;es Seguin t C, de Cognac; gran-
de casa que se oceupa especialmente de co
gnac.
Pellsler t Araron, de Grasse; fabrica
de leos volateis, essencias, extractos, ebeirae, para
drogaras, pharmacias e perfumistas, successores de
E. Alziari.
Fourmaintreaax. de Desvres, fabrica de
azulejos para casas.
Berilo TiNwicr. A C. de Pars; fabrica de
vidros, frascos e vasilhhme para pharmacias e dro-
garas; especialidado de frascos esmerilhados; re-
commendamos os novos precos muito resumidos.
D. Ilu IIiicl. de Pars, fornecimentos para
photographia, como sejam: cartoes brancos e im-
pressos, drogas e aparelbos etc etc.
Belvalette. de Boulogue s-Mer; fabrica de
formas para calcados.
A. Lecomle di C. de Paris: fabrica de
instrumentos de msica.
Hocledade dos fabricante de por-
celana, de Vierson.
B. Pars C, fabrica de placas de ferro
esmaltado para nomes de ras, numeracao de
casas, indica(oes de escriptorios, etc etc, fornece-
dores da cidade de Paris e outras.
C Teisen A C., fabrica de ladriHioe mo-
saicos.
A companhia de Flves-Iillle i mate-
rial para engenhos, machinas fixas e lccomoveis,
material rodante para estradi de ferro, pontea e
outras conBtrucces de ferro.
A Sociedade Cooperativa l'alver-
xal. de que fasem parte hoje mais de cincoenta
das principaes fabricas franceses de que opportu-
oamente annunciaremos os nomes.
Urna noTem escura encobre a
Inz do sol da nossa existencia
A' incerteza da vida junta-se o mysterio
tenebroso da morte Em quanto qae, por
ama parte, esse primeiro grito infantil qae
nos annuncia que outro ser acabado unir-se
nossa especie, inspira urna alegra profun-
da, por ostra parte trememos de espanto no
ouvir o bater horrivel das azas do anjo ez-
terminador A voz omnipotente da in-
fluencia suprema que governa o universo
decretou nosso destino, a sentenca fatal foi
pronunciada e todos os homens estao con-
demnadoe a morrer !
Sem duvida alguma, a morte inevita-
veJ. NSo podemes, porm, retrdala?
E' esta urna que-tiio que seria de urna im
portanciii in calcula vel, ainda se tratasse s-
menfe de ganbar urna hora de vida, pois,
animados d'esse sentimento sublime que se
chama instincto, estamos sempre resolutos
a dar batalha com um valor indomavel ao
nosso inimigo mortal em favor do glorioso
privilegio da existencia Aquelle senti-
mento a voz espontanea da natureza, e o
nosso dever consiste em obedecer. Va-
mos, pois, a ver; possivel retardar a
morte 1 Indubitavelmente o pois que o
mundo esta sujeito a certas leis, e quem
as estuda convence se que n'ellas se com-
prehonde a dita possibilidade.
Os que se acham dota los do valor e
juizo necessarios para se cobrirem com o
escudo que a propria natureza lhes propor-
ciona para este effeito, poderao repellir os
ataques incendiosos do inimigo da vida, at
que as faculdades vitaes vo poaeo a pou-
co em decadencia em urna vclhice madura
e ditosa, e at que o anno da luz se lhes
aprsente com aspecto risonho e sem ter-
ror, para os conduzir, como a'ama visito
deliciosa, a essa regiao rosplandecente que
brilha mais alm das trovas do sepulchro.
O destruidor toma diversas formas, mas
d a preferencia a de um inimigo moral que
devora actualmente as partes vitaes da so-
ciedade moderna. Martyrisou j e mar
tyrisa ainda quasi todos os habitantes deste
paiz.
Que inimigo este ? Quer o leitor sa-
ber so tambem victima da crueldade
deste tyranno? Pergunte a si proprio se
atormantado por algum dos symptomas
quo vamos enumerar: dores de cabeca,
das costas e das espaduas; falta de appe-
tite; accumulaclo de urna lama viscosa,
espessa e pegajosa em roda das gongivas o
dos dentes, sentindo-se simultneamente
um sabor desagradavel, especialmente pela
tnanhS; tristeza e dcscabimento acompa-
nhados de somnolencia; urnas vezes a sen-
sajao de urna carga pesada no estomago,
e outras, debilidades na bocea do mesmo
orgo, nSo havendo satisfcelo alguma em
tomar aumento aspecto tristonho e cor
amarallenta dos olhos ; estado* fro a pega-
joso daa mitos e dos ps; urna tosse secca
ao principio, acompanhada, porm, depois
de ama expectorajao de cor esverdeada;
cansaco constante sem que o somno pareca
proporcionar descanco algum; enervado,
irritacSo e mos prosentimentos; deliquios
e vertigens ao levantar-se de repente ; pri-
s3o de ventre; estaio secco, e veces, ar-
cutis ; condicao espessa e em-
dente,
botada
da
do
sangue, escassez e cor muito
Batatas portuguesasRetalho de 5/500 a caixa,
idem idem.
Ditas inglesas. NSo ha no mercado.
Breu Cotamos de 13/000 a 15/000 a bar-
rica conforme o peso e fabricante.
Carvao de pedra Cotamos de 15/ a 20/000 a
tonelada.
Canella. Retalho a lfoQO o kilo, com 10 per
cento de descont.
Cebollas portuguesas. Retalho de 10/000 a
14000 a caixa, com 10 /0 de descont.
Cervejas Retalho de 7/500 a 11/500 por 12
garrafas ou botijas.
CimentoCotamos de 7/500 a 8/500 a barrica,
conforme o fabricante e peso.
Cominhos.. Retalho a 18/ os 15 kilos, com
10 %'dc descont.
Cravo da India. Nao ha no mercado.
Farinha de trigo Deposito 14,000 barricas.
A americana, de 18/000 a 19/000 a barrica
A de Triestre o Hungra, de 23/000 a 26/000
a barrica.
Fejao. Retalho de 8/ a 10|000 o sacco (con-
forme a procedencia.)
Garrafoes vasios. Retalho de 700 ris a
1/500 por cada um, com 10 por cento de descont.
Doces em calda N3o ha no mercado.
Farello do Rio da Prata- Retalho de 3/200
o sacco.
Dito de Lisboa Retalho a 3/800 o sacco.
Herva doce. Retalho a 15/000 os 15 kilos,
core 10 % de descont.
Kerosene Retalho de 3J400 a Uta de 5 gales
(liquido).
Louca ingleza ordinaria. Retalho de 90/000
a 130/000 a giga.
Madei.-as de pinbo. Mercada snprido.
Massa de tomates.Retalho de 520 a 560 ris
a libra, com 10 % de descont.
Mantega em barril Retalho a 740 ris a
libra, com 10 % de descont.
Dita em lata. Retalho de 950 a 1/300 a
libra, idem idem.
Massas italianas. Retalho a 8/000 a caixa,
com 10 % de descont.
Oleo de linhaca Retalho de 1/400 a 1/500
O galo.
Passas coiumuns Nao ha no mercado.
Ditas finas. Retalho a 13/000 % caixa, com
10 / de descont.
Papel da embrulho- Retalho de .600 a i/500
a resma, idem, idem.
Pimenta da India. Retalho de 1/300 a 1/40 J
o kilo, idem, idem.
Plvora ingleza. Retalho a 20/ o barril.
Queijos. Retalho a 3/ um, com 10 % de de8'
cont.
Sal.Nao tem havido entrada para o mercado,
Sardinhas.Retalho de 300 a 320 reis a lata,
com 10 "/o de descont.
tinta da urina, que deposita um sedimento
depois de permanecer por algum ternpo em
repouso; devolucSo irequente do alimento,
urnas vezes com gosto acido, e outras ve-
zes algum tanto doce; palpitacSo do cora-
c3o; manchas pparentes nos olhos; e no-
tavel prostracao e debilidade do paciente.
Todos estes symptornas costumam apre-
sentar-se por seu tumo Acreditase que
quasi urna terca parte da nossa populacho
est affectada da dita enfermidade em al-
guma das suas variadas formas Como
regra geral, os mdicos se equivocam a
respeito da natureza desta doenca, cujo
verdaieiro nome dyspepsia ou indiges-
tHo; enfermidade que se cura infallivel
mente por meio do Xarope Curativo da
MSi Seigel. Este medicamento tem obtido
em ambos os hemispherios urna reputacSo
justificada incontestavelmente por suas
grandes virtudes. Vcnde-so em todas as
bonicas, e pbarmanias e na casa dos pro-
prietarios, A J. Whit, (Limited), 35, Far-
ringdon Road, Loudres, E. C, Inglaterra.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co : Bartholomeu & C, J. C. Levy & C-,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar-
tiniano Veras & C, Rouquayrol & IrmSos
e Faria Sobrinho 4 C.; em Bello-Jardim,
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco-Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho
em Independencia, Antonio Gomes Bar:
bosa Jnior; em Palmares, Antonio Car-
doso de Aguiar; e em Tacarat, Jos Lou-
renco da Silva.
MEDICO
O abaixo assignado, que at agora asslgnava-se
Dr. Silva Britto,previne a seas collegas e a*
publico, que, para evitar confuses, que j teem
havido, por exercer nesta cidade, onde bastante
conhecido com o ultimo termo d'aqoelle apellido,
um outro collega mais antigo, previne diz, que
d'ora em diante assignar-se-haDr. Joo Paulo.
Recife, 1 de Agosto de 1886.
Dr. Joao Paulo da Silva Brittn.
Dr, Ooio IA

Medico, parleiro e operador
Residencia ra da Imperatriz n. 48, 2.- andar.
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da mann s 2 da
tarde.
Attende para as chamados telephone n. 449 a
qualquer hora.
Escola particular
Mara dos Anjos Dornellas Cmara,
professora particular, contina a lec-
cionar, na casa de sua residencia ra
Duque de Caxias n. 70, 2* andar, as
materias que onstituem a icstruccao
primaria, e os trabalhos de agulha e
bordados. O exerccio d'este por espaco
de mais tres anuos um garante de
suas hablitaces, e espera merecer dos
pais de familia a subida honra de lhe
confiareis suas filhas.
A' tratar na casa cima.
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia i 3 horas.
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
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do de to grande fama infallivtil na cura de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rheumaticas
e de pelle, como tumores, ulceras, dores rheumati
cas, osteocopas e nevralgicas, blennorrhagias agu-
das e chronicas, caucros sjphiliticos, inflamma -
cSes visceraes, d'olhos, ouvidos, garganta, intes
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou qa-da
do cabello, e as doencas determinsdas por satu-
racan mercurial. Dao-se gratis folhetos onde se
encentram numerosas experiencias fetas com este
especifico nos hospitaes pblicos e muitos attesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Fax-se
descont para revenovr.
Deposito em casa de Faria Sobrnhs & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. .41.
Oculista
Dr. Ferreira -ia Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Dr. Carneiro Leo
MEDICO
Tem o seu consultorio e residencia ra
Livramento n. 31. Io andar. Consultas de 11 ho-
ras da manh s 2 da tarde. Chamados por es-
eripto a qualquer hora. Eapecialidade :febres,
parios e molestias de cr i aucas.
Toacinho de Lisboa. Nao ha no mercado.
Dito americano.Retalho a 100500 15 kilos
com 10 % ae descont. *
Velas stearinas Retalho de 550 a 900 ris a
libra, idem idem
Vinagre de Lisboa Retalho de 125 a 150*
a pipa de 480 litros.
Vuibo de Lisboa Retaiho de 220/ a 245*000
idem, idem.
Dito da Figueira. Retalho de 230* a 245*000
a pipa de 480 litros.
Xarque do Rio da Prata. Deposito de 91,000
arrobas, retalho de 3*000 a 5*006 os kilos.
Dr. Barreto Sampaio, medio ocu-
liita, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, mudou seu consultorio, do 2."
andar da casa n. 45 ra do BarSo da
Victoria, para o 1. andar da casa n.
51 da mesma raa. Consultas de meio
dia s 3 horas da tarde. Residencia
ra Scte de Setembro n. 3 A.
Fados e nao palavras
Ao que te detejam tratar sem comprometler a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typographia e na ra Direita n. 43, 1.*
andar vende-se tinturas homeopathcas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
ainda mesmo bronehitico; eiysipela, enxaqoecas;
internitentes (sem o emprego do fatal quinino) ;
tosse convulsa, falta de menstruaco ; cmaras de
sangue : esfricos ou metrite ; dores de dentes ou
nevralgias, metrorragia ; vermfugos, deutigo e
convulsoes das criancas ; tudo manipulado de her-
vas do pais.
Assim como tratam se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
Dr. espira Leie
MEDICO
Tem 0 sea escriptorio a roa do Marques 4>
Olinda n. 53 das 1S s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da Sam-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e criancas.
C, Ueclunann
Usinas de cobre, iatSo% bronze ee d
GoliUer Ufar n. 9. Borlim S. O.
Espeef alidade:
Constriic(o de machi-
nas e apparellios
para fabricas de assucar, destillac5es e re-
finagoes com todos os aperfejeamentos
modernos.
DSTALLACAO DE:
Engenhos de assucar completos
Estabelecimento filial na Havana sob a
mesma firma de C. Heckmann
C. e San Ignacio n. 17.
tnicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO DE JANEniO
Para informales dijamse ai
Pohlnian &C
U do Cohibi i. 10
Gonoltorio medico-eirnrgico
O Dr. Estovan Cavalcante de Albaquerque con-
tinua a dar consultas uiedico-cirurgicas, na raa
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Paras? demas consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
o. 53, lo andar.
s. < eptomem : d) consultore 95 e residencia
126.
Especiaidades Partos, molestias de cresyas,
Nd'nltt taseus annexos.
EDITAES
Jo Sos Mtos da Faiiila
Escrivao Reg Barros
O Dr. Alvaro Barbalho lleuda Cavalcante Jnior,
juix substituto dos feito3 da fazenda desta pro-
vincia de Pernambuco, etc., etc.
Faco saber a todos que o presente virem e delle
tverem noticia, que no dia 13 do correte mea,
pelas 11 horas da manha, depois da audiencia e
perante este juizo se vender em praca publica,
os bees seguintes:
A casa terrea n. 19, sita no largo dos Coelbos,
e urna otara contigua a mesma, tudo de tiiolo e
cal, coberta de telha, pertencente a Antonio Car-
neiro da Cunha, avaliado por 1:300*.
A casa terrea de tijolo e cal, n. 70, sita roa
dos Guararapes, freguezia de S. Fre Pedro Gon-
calves, com duas portas na trente, em armazem o
em telheiro no quintal, pertencente a .Manoel
Duarte Rodrigues, avaliada por 1:125*.
A casa terrea sita ,rua de Santa Thereza, fre-
guezia de S. Pedro Martyr da eidade de Olinda,
com grande quintal murado, contendo diversas ar-
vores fructferas, pertencente a D. Catharina Tei-
xeira Lopes Cato, avaliada por 600*.
A casa terrea n. 304, sita ra Imperial, com
am terreno ao lado, freguezia de S. Jos desta ci-
dade do Recife, pertencente aos herdeiros de Ze-
ferino Amaro de Parias, avaliada por 250* ; seo-
do todos os bens cima mencinalos, vendidos por
execufao da Fazenda Nacional.
E para constar mandei passar o presente para
ser afiliado e publicado.
Dado e passado ne cartorio dos Feitos da Fa-
zenda Nacional, aos 3 das de Agesto de 1886.
Eu, Jos Francisco do Reg Barros, escrivao o
escrevi.
Alvaro Barbalho cha Cavalcante Jnior.
Edital ii. 744
De ordem do inspector geral, face saber ao pro-
fessor Manoel Jos da Cmara, da cadeira da
Varzea Redonda, que lhe fica marcado o pras > de
15 dias para responder sobre o abandono da sua
cadeira, visto ter deixado de reassumil-a depois
de finda a licenca obtida, e haver decorrido mais
de seis mezes fra do exercicio dola.
Secretaria da instruccao publica de Pernambu-
co, 6 de Agosto de 1886. O secretario,
Pergentino S. de Araojo Galvo.
RSNDIMENTOS PCBLIC0S
Mes de Agosto de 1886
ALFANDEGA
Rmoa obrai. De 2a6 dem dt 7 165:502*643 16:913*016 182:415*659
&DXDA PBOVmCIAL De 2a 6 '.dem de 7 19:191*199 2:790*679 21:981*878
Total 204:397*537
-------
KbcbbbdobjaD< 2 1 (a<-m de 7 16 4:249*633 774*750
5:024*383
COMBCLADO PROVINCIAL dem de 7 -De 2 a 6 3:540*967 558*100
4:099*067

RClTB dbatbaobDe 2 a 6 dem de 7 6:778*040 1:188*067
DESPACHOS DE IMPORTAQAO
Barca ingleza Camelia, entrada de Ter-
ra-Nova no dia 6 do corrente e consignada
a Sannders Brothers & C, manifestou:
Bacalho 2,911 barricas e 872 meias
ditas aos consignatarios.
DESPACHOS DE EXPRTAQA0
Em 6 de Agosto de 1886
Para o exterior
DECLARARES
De conformidade com o art. 15 dos estatutos,
sao convidados os Srs. associados a comparecerem
no edificio d'esta Associacao, no dia 9 do corrente
mez, para em assombla geral oavirem a le tura
do relatorio da presente administraco e elegerem
nova directora para o anno de 1886 a 1887.
Recife, 5 de Agosto de 1886.
O secretario,
Wiliam Ealliday.
7:966*107
~LTERACA0 DA PAUTA
Para a semana de 9 4 14 de Agosto de 188b
Algodao em rama, 406 rs. o kilo.
Assucar branoo, 253 rs. o kilo.
Assucar mascavado, 106 rs. o kilo.
Assucar refinado, 270 rs. o kilo.
Alfanaeg*. de Pernambuco, 7 de Agosto de 1886
Os conferentes,
J. da Costa Cirne.
Vasco da Gama Lobo.
No vapor ingles Scholar, carregou :
Para Liverpool, C. P. de Lemos 5,000 pontas
de boi.
No vapor americano inance, carregaram :
Para New-York, Julio fe Irmo 9 barricas com
788 kilos de borracha.
Para o Interior
No vapor francs Ville do Ceir, carrega-
ram :
Para Santos, P. Carneiro & C. 3,000 saceos com
180,000 kilos de assucar msseavado.
Para o Rio de Janeiro, H. Borle & C. 800 sac-
cas com 63,168 kilos de algodao.
No palhabote norueguense Hapnaes, carre-
gou :
Para Maco, F. Galvo 1,800 saceos com fari-
nha de mandioca.
No vapor nacioual Para, c arregaram :
Para Manos, Amonm IrmSos & C. 40 barrs
com 3,840 litros de agurdente ; P. Pinto & C. 30
barra com 2,880 litros de agurdente; Baltar
Irmos & C. 40 barrs com 3,600 litros de agur-
dente ; A. J. Ferreira Moateiro 3 caixas com 150
kilos de doce.
Para o Cear, Baltar Irmes & C. 30 saceos
com ',250 kilos de assucar branes ; Maia & Re-
zende 200 saceos com 15,000 kilos de assucar
branco. .
Para Maranho, J. M. DiaB 1 caixo com 50
1/2 kilos de rap ; V. de ftaqui do Norte 20 bar-
ricas com 1,660 kilos de assucar branco.
Para o Para. V. de Itaqu do Norte 25 barricas
com 2,703 kilos de assucar branco e 1 caixa com
150 kilos de doce ; V. T. Coimbra 400 barricas
com 30,647 1/2 kilos de assucar branco ; M. J.
Alves 130 barricas com 7,191 kilos de assucar
branco ; P. Alves i C 125 barricas com 6,775
kilos de assucar branco ; Amorim Irmos 4 C.
200 barricas com 12,504 kilos de assucar branco ;
Baltar Irmos 4 C. 60 barricas com 3,728 kilos
de assucar braaco ; P. Carneiro 4 O. 200 vola-
mes cem 10,810 kilos de assucar branco ; V. da
Silveira 200 barricas com 11,850 kilos de assucar
branco ; F. A. de Aseved) 100 barricas com
7,005 kilos de assucar branco.
No vapor nacional i. de Caxias, carrega-
ram :
Para a Babia, J. C. de Albaqaerque Filho 150
saceos com 11,250 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Jaguaribe, carregaram :
Para Macei, P. Alves 4 C. 2 barricas com 90
kilos de assucar refinado.
Para Penedo, P. Alves 4 C. 10 barricas com
1,000 kilos de assucar refinado.
Para Baha, J. G. Pereira 18 barrs com 2,880
litros de mel.
MOVDENTO DO PORTO
Navios sahidos no dia 7
Manos por escala Vapor nacional Para,
commandante Carlos Gomes, carga varioi
gneros
Bahia por escalaVapor nacional Jagua-
ribe, commandante Costa, carga varios
gneros.
New-YorkPatacho nacional Cavik, ca-
pillo, W. Bradshaiw, em lastro.
Maco-Escuna nacional Evora, capitao
Antonio Nuaes de Campos, em lastro.
Aracaty-Hyate nacional D. Antonia,
mestre Victaliano Rocha Picado, carga
varios gneros.
Obser vacuo
NSo houve entrada.
VAPORES ESPERADOS
Pionee do sul
Mondego da Europa
Cear do norte
Merchant de Liverpool
Trent do sul
Mandos do sul
Villede Victoria do sul
Petropolis de Hamburgo
Bahia do norte
Orenoque do sul
Espirito Santo do sol
La Plata. do sal
amanhS
a 10
a 13
a 13
a 14
a 16
a 18
a 20
a 23
a 25
a 26
a29


Diario de PcrnambucoDomingo 8 de Agosto de 1886
;
5
m
Instituto Iliterario Olindenes
De ordem do Sr. presidente convido todos o so-
cios se reunireu), em sesso de assembla geni,
domingo, 8 do correte, s 10 Wm fe muah,
para prestace de contas.
Secretaria do Instituto Litterssso Oflndense, 5
de Agosto da 1886.O l. secretan* tanurt l.
dt Lima Boteiho.
Gabinete rvrtugmn de
Leitura
De ordem do Exm. Sr. presidente, #0nvido no-
vamente os dignes memb.os do conselho delibe-
rativo a reunirein se na sde respectiva, na se-
snda-feira 9 do corren te, pola* ttmms* a* **"'
de, para se proceder a letor i **xo e re-
solver se sobre o modo >ie eftecta- Mato ani-
versaria. ,
Secretaria do conselho deliberatfve ft Gabinete
Portuguez de Leitura em Peinmbucd, 5 de Agos-
to de 1886.O 2o secretario,
Alfredo C. Coussi-iro.
Companhta de cavallaria de Per-
nambiieo
Prcsa-se comprar set* cvalioe para o servico
da ineema companhia, nae condic-i seguintes :
mansos, que goveraam bem, com sete palmos de
altura, gordos e novo*.
A 10 do eorrent*, s 10 horas da manhS, se
finaMar i a compra, depois de examidades.
Quartel no Campo das r'rinoesas, 3 de Agosto
de 1886.
O tenente Jos C. Maciel da Silva,
Agente.
Estrada de ferro de Iti-
beiro Bonito
Nos termos do u
nico do art. 4 e art*. 5 e 9
2 ios estatutos, convida esta directora aos se-
nhores accionistas para reeolherem o London &
Brasiliau Bank, a segunda prestaco de 10 0(0
do valor nominal de cada accao, a comecar desta
data 60 dias.
Recite, 20 de Julho de 1886.
O gerente,
Hyppolito V. Pederneras.
Circular n. 22
TbeMouraria de F^xeada do Per
nnmbaco. em & de Agonto de
ISM
O inspector, nos termos do officio de S. Eic. o
Sr. vice piesidente da provincia de 31 de Julho
ultimo, declara aos senhres uollectores das ren-
des gera-'s que, pra cumpriinento do aviso cir-
cular do Ministerio da Agricultura, Commercio e
Obras Publicas, de 23 do dito mes, sob n. 3, nao
haveudo no i vio d nova matricula columna des-
tinada iudicaeiio da natura! id* Je dos escravos,
embera fique ella constando da relacao archivada
(modelc-A, art. 2o Io do regulamento de 14 de
Novembro do auno prximo pisando) dever ser
feita na columna das observaco-'S do dito livro.
Antonio C'ietHiio da Silva K-'lly.
Capitana do Porto
Engajados e voluntarlos para
servir no B&talho Siaral
De ordi-in do jxin. Sr. chele de Aivisio Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector (Teste Arse-
nal t eapitao do porto d'esta provincia, fuco pu-
blico que em observancia ao aviso circular do Mi-
nisterio da Marinha de 7 de Maio ultimo, por esta
reparticao faz-se acquisicao de engajadas e volun-
tarios para servir nc batalbao naval, aos quacs sao
concedidas as seguintes vantagens :
Aos voluntarios 400*000, aos engaj* 500*000
e as pracas de pret voluntarias, quando excusos
por concluso de tempo do servico, um prsso de
'ierras de 108:900 metros quadraaos as colonias
do estado.
O pagHincntn da primeira prestacSo er feito
na corte, a segunda tres annos depois e a terceira
no fim de seis annos, que comprebende a conclu-
so do tempo.
Secretaria do Arsenal de Marinha de Pcrnam-
buco, 4 de Agosto de 1886.
O tecretaric,
Antonio da Silva Atevedo
IUtlA\UlDB
DO
Espirito Santo do Re-
cife
E 1 e i eo
De conformidade com a ultima parte do ait. S4
do nosso compro niaso, convido a todos os nossos
irmaos a se reunirem em o nosso consistorio no
prximo domingo, pelas 11 horas do da, afim de,
em aasemblea geral, elegermos dous funecionarioe
que deixaram de aceitar os cargos para que fo-
ram eleitos.
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Santo do Recife, aos 5 de Agosto de 1886.
O secretario do conseibo,
Faustino Jos da Fonseea.
Arsenal de Guerra
0 conselho d compras recebe propostas no dia
19 do corrente at as 11 horas da uianh, para a
compra dos artigas seguintes :
5< marmitoes para oito pracas.
48 saceos de brim para marmitoes.
.12 marmitas para ccnduzir ranebo s guardas.
1 balanca romana, svstema decimal, com pesos
at 100 kilos.
2, caldeiras de ferro batido, para 50 pracas.
1 reloio americano.
1 temo de medidas para solido, ata 20 litros.
1 dito de ditas para lquidos, at 2 li'.ros.
4 cadeiras de braco, de Jacaranda.
4 oleados espesaos para mesa com 5,m00 de
comprimento.
27 cinturoes para msicos.
43 ditos para pracas, com ferrageni.
426 cartucheiras para cintures.
426 palas para ditos. .
426 patronas para ditos.
457 bornaes de brim imperial para viveras.
400 cantis de folha.
34 canuaos de dita para inferiores.
34 cordes de la verde para ditos.
400 correias para marmita de 1 praca.
400 marmitas de 1 praca.
15,"00 de baca azul para blusas.
103,m00 de dita encarnada para ditas.
4 mantas cinsentas.
0 bandeiras de filete encarnado para exercicio.
1 dita de forma e cores jde bandeira nacional.
1,683 bonets do servico interno.
23 bonets de panno para a companbia de ope-
rarios militares.
27 ditos do servico interno para a UMSma com-
anhia.
i tos de panno para sai gen tos ajudante e
quartel-mostre.
4 bandas de l para inferiores.
1,600 gravatas de sola de lustre.
5,200 icncos de chita.
5,300 pares de meias de algodo.
12 coroas pequeas e douradas.
6,660 pares de sapatos de courc de baaqrro.
93 kilos de algodo em rama.
603,m50 de Sanella branca de algodo para
forro de capotes.
24,m08l de brim pardo trancado.
2 O.0J0 de dito branco liso.
23,m500 de algodozinho.
118,m de algodo msela.
I,m000 de aniagem.
5,m255 de hollanda de forro.
31,m68 de panno azul fino para fardas de sar-
gentos ajudante e qu irtel-mestre.
18,m00 de alpaca preta.
. 21,m30 de sargelim de cor.
103,m50 Je casemira encarnada enfestada.
14,m00 de flauelia de l alvadia para forro de
capotes de inferiores.
7,m00 de panno azul para capotee de inferiores.
7,m98 de ganga encarnada.
146 boto 's grandes de metal amarello c fins.
72 ditos pequeos de dito dito.
I,m92 de galo dourado de um fio.
Previne-Be que nao sero tomadas em conside-
raco as propostas que nao forem feitas na forma
do art. 64 de regulamento de 19 de Outubro de
1872, em duplicata, com referencia a um s ar-
tigo, mencionando o nome do proponente, a indi-
caco da casa commercial, o preco de cada arti
go. o numero e marca das amostras, declaradlo
xpressa de sujeitar-se multa de 5 0/0, no caso
de recusar assignar o contrato, bem como as de
que tr .tain os arta. 87 e 88 do regulamento ci-
tado.
Secretaria do arsenal de guerra de Pernambuco
em 7 de Agto de 1886.0 secretario,
Jos Francisco Bibeiro Machado.
Club Concordia
Samtag den 14 d. Mts. Geselliger Abend.
Das directorium.
apta rasa da Misericordia "
Reelfe
Por esta scci.st .ria sao chamados os parentes
ou Drotectorrs das menores constantes da relsco
infia, que vio ser reeolhidas ao colegio das or-
phs.
Belaco dps oq>hs ab*'xo inscripta*, qui> neste
data vo ser admittidas no collegio das orphs
1 Ricarda, filha e Antonia Marcelina de
Oliveira.
2 Joaquina, filba de Joanna Mara da Con-
ceiciio.
3 Mria, protegida de Joaquim Dominguts
Ferreira.
4 Adelina, filha de Brasilia da Conceico
Teixeira.
5 Elisa, dem idem dem.
6 Mara, filha de Eugenia Mara de Oliveira
Lagos.
7 Leopoldina, idem idem idem.
8 Guilhermina, sobrinh* de Francelina Bri -
gida Soares.
9 Maris, filha de Sopha Carolina de Moraes
Costa.
10 Caiolina, filha de Noemcsi.i Florida de Li-
ma Costa.
11 Mara, filha de Paulina Mara dos Pra-
zeres.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 5 de Agosto da 1886.
O escrivo,
Pedro Bo.iriguos de Souza-
ADMIN1STBACAO DOS COEBEIOS DE PEB
NAMBUCO, 5 DE AGOTO DE 1886
Relaqao da correspondencia registrada (sem
valor) que existe nesta repartiedo, por
nao terem sido encontrados seus destina-
tarios.
Aurelio.
Albino Goncalves Fernandes.
Alfonso Jos de Oliveira Filho.
Adelia de Mello Lima.
Agrpino Pires Galvo.
Antonia Gomes da Silveira e Mello.
Antonio Ferreira Traca,
Antonio Francisco de Souza Pao Ferro.
Antonio Joaquii.
Brautjes & C.
Carlota Amalia de Moraes.
Caetana Caroliua Costa Bamos.
Constancia Rosa Ferreira.
Candida Vieira da Conceico.
Deolinda de Oliveira.
Felicia Mara da Conceico.
Floripes Torres Galindo.
Francisca Baymunda Paes Bockman.
Francisco Braz Lopes.
Francisco Jos Galvo.
Generosa Joaquina da Conctico
G. de S. S. Moreira.
Jacintho de Barthali.
Jacintho de Freitas.
Joaquim Francisco das Chagas.
Joaquim Lniz Peieira.
Joaquim Pinto da Fonseea.
Joo Baptista de Squeira Cavaloante.
Joao Ignacio de Albuqu :rque.
Joo Jos Goncalves.
Jos Alvis Diniz.
Jos Alves Bequio.
Jos Alves de Souza Braga.
Jos Affonso Samounier Jnior.
Jos Antonio Bamos.
Jos Carlos da Silva Leal.
os Joaquim Becerra.
Joe Martina Pereira.
Jos Silva Vianna.
Jos Vianna.
Jos de Xeres.
Lauriano da Costa Lvra.
Luiz de Franca Cavalcantc.
Mara Carolina do Xascimento.
Mara Damiaua da Conceico.
Maximiano Jansen V. de Mello.
Manorl Alves 3aptista.
Manoel Antonio Ferreira.
Manoel Ignacio Maia.
Manoel Maure.
Postidonio da Si'va Porto.
Rosala Traub.
Salustiano Alfredo de Souza.
Sebastio Antonio Vidal
Salvador Jos Ferreira Guimares.
Viocncia Candida Xavier Bandeira.
Virgilio dos Santos Becerra.
Dnmouly Chavanat
O l" omcial,
Dtodato Pinto dos Santo*.
Domingo, 8 do Brrente, devem r^unir-se os
inembros do Centro para resolvere o sobre o se-
gundo escrutinio da eleico municipal, e outras
medidas polticas.
A reunio efFectuar-se-ha ra do Imperador
n. 51, ao meio dia.
O secretario,
M. Coelho dos Reit.
ConpaflUia U Sogoros Mele,
AGESTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Seguro* maritinKiN e (erreiitrea
Ne^tes ltimos a nica companbia nesta praca
que concede aos Srs. seg uradis isempcao de paga
ment de premio em cada stimo anno, o qne
equivale ao recont de cerca de 15 por cento em
favor dos asgreados.
C01SPAMIA DE SEGUROS-
COKTR.1 FOdiO
Norlb British & Mcrcantile
CAPITAL
t.-OOO.OOO de libras sterllnat
A GEN TES
Adomson Ilowie & C.
"SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhla Phenii Per-
nambucana
Ruado Commercio n. 8
BOYAL MAIL STEAI PACKET
C01PANV
0 paquete Mondego
E' esperado daEuropa no dia
9 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
apara
Macei, Baha, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
crrente seguindo
lepois da demora
aecessaria para
S. Vicente, Lisboa, Vlgo e Son
tbamplon
Para passagens, fretes, etc., tracta-se comea
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic & C.
Ag-ente Pestaa
Leilo no Arralal
Confronte 4 estaco da Casa Amarells
Do estabelccimento de faxendas, miudczai,
ferragens, quinqutlharias, drogas, per-
fumaras, car te ira de amarello e dous
caixSes para mascatear.
Segnnda-felra, S do eorrenlr
A' 1 hora da tarde
O agente Pestaa, autoriaado pelos S^s. Sotter
de lastro & C, proprietario do estabelecimeato
denominado Bazar da Casa Amarella, far leilo
das mercadorias cima mencionadas, em um oa
maia lotes para pagamento dos Srs. credores.
Leilo
de diversas balas de papel de embrulho, desearre
gadas de bordo do vapor frsncez Senegal, eom
avaria d'agua do mar e por conta e risco de quem
pertencer.
Segunda felra, 9 do corrente
A'* 11 horas
Agente Pinto
No armazem do Aunes em frente da
, Alfandega
Infamia
Um individuo que nao eonbeco e que tal. _
um dos meas desaffeetos ou inimigojgratuito,
teve a eoragen de vr denunciar oe nina
que tem reputaco ao Sr gerente da casa
Wiloon que era poder'do denunciado eziate'ja
vallos ronbados, tenha a verdadeira ccca^M e
formula a sua aecusaco par ser a dividajfe
dosta.
Esperamos isao.
O deaunctado.
8-
Compra-se
urna casa terrea pequea, em bom estaU, jms
freguezas de Santo Antonio ou Boa-Vista, Aae
nao exceda a l:0#0 : a tratar na travsOTTllo
Principe a. 7.
-----fr-
Leilao
FOGO
The Liverpool i \(Um i Co
INSl'RRAME G0NP4NY
H.
Imperial
(Jompanhia
DE
SEGt ROS contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Promplo pagamento de prejuitos
CAPITAL
fis. 16,000:000/000
Agentes
BROWNS & C.
f N. Ra do Commercio N. 5
DanipfsehinTahrts-Gesellschall
O vap t Petropolis
Esperase de HAMBURGO,
va LISBOA, eom escala pe-
los Acores, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para fgfj
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
e com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIOARfON. S
1' andar
Os vapores desta companhia, os quaes tem p-
timas ae .'Ommodacoea p-ira passageiros, regres-
sam dos porto do sul com destino Lisboa e
Hamburgo partindo da Babia nos dias 8, 16, 23 e
30 de cada mez e tocaro neste porto, caso se of-
fereca numero suficiente de passageiros.
Os Srs. passageires, que se quizerem inscrever
sao rogados a fazel-o pelo menss 4 dias antes das
partidas da Baha.
De grande quantidade de miudezas, perfuma -
ras, movis, carteiras, armaces e um importante
cofre inglez prova de fogo. No armazem da roa
do Mrquez de Olinda n. U.
Segnnda.felra. S do corrente
A's 11 horas
POR INTERVENQaO DO AGENTE
Gusmo
Leilo
(EM CONTINUAgAO)
Constando do mobilia de Jacaranda e mogno,
pianos de Blaudel, ricas camas para casal e sol-
teiro, toillets, lindos quadros, grande quantidade
de objectos de electro-plate, relogios, loucas, vi-
dros, guarda-louca e muitos outros objectos exis-
tentes na grande casa da ra da Princeza Isabel
TERCA FEIRA 10 DO CORRENTE
A's II horas
Por intervengo do agente
dusnio
imied SUtes & Brasil Hail S. S. C.
0 paquete Finance
AGENTE PESTAA
LEILlO
Gompanhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda em 145&
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
At Si de dezembro de 1984
aritimos..... 1,110:000^000
Terrestres,, 316:000$000
4* Ba do Commcrelo-
COHPAMmA D SE61ROS
NORTHERN
de LOndre e Aberdeen
PoklrH nnancelra (Dezembro 188B)
Associajo Portngueza de Bene-
ficencia
Assembla geral extraordinaria
Convido os Srs. associados a reunirem-se na
sede social, domingo, 8 do corrente, s i 1/2 boras
da tarde, afim de eleger-se dous funecionarios da
nova directora.
Assim como, logo que findar a eleicSo serao em-
possados todos os outros funecionarios eleitos em
1 de corrente.
Secretaria do Assembla geral da Associacao
Portuguesa d Beneficencia, 6 de Agosto de 1886.
O secretario,
B. Aguiar.
Circular n. 20
ThesonrarlA de Fasenda de Per-
nnmburui tt de Julliu de I SSO
O inspector, de conformidade com o ofiicio da
presidencia da provincia, de 19 do corrente, re-
commenda aos senhores collectores das rendas
geraes da provincia que observen) escrupulosa-
mente k circular do Thesouro Nacional, abaizo
transcripta, sempre que se tratar de libertaces
por conta do fundo de emaucipacjlo; visto que
cumpre evitar o mais possivel que as libertaces
sejam feitas pelos precos mximos a que se refere
o 3 do art 1* da le n. 3270 de 28 de Setembro
do ann passado, oe quaes, segundo o mesmo pa-
ragrapho, servem de base & nova matricula, que
se acha aberta at 30 de Marco de 1887, como se
verifica pelo aviso circular do Ministerio da Agri-
cultura, Commercio e Obras Publicas, de 6 de
Abril ultimo, desde que se determina que para o
arbitramento dos valores vigora at o encerra-
mento da mesma matricula o processo estabeleci-
do pelo art. 37 e seguintes do regulamento n. 5135,
de 13 de Novembro de 1872.
Antonio Caetano da Silva Kelly.
CIRCULAR N. 44
MINISTERIO DOS NEGOCIOS DA FAZENDA.----RIO DE JABEI-
RO ZM 16 DE JUCHO DE 1883
f^Lafayette Rodrigues Pereira, presidente do Tn.
bunal do Thesouro Nacional, declara aos senhores
inspectores das Thesourarias de Fazenda que con-
vem recommendar aos agentes fisetes, incumbidos
das obrigacoes prescriptas no art 27 do decreto
n. 5135 de 13 de ovembro de 1872 a maior at-
tencao no desempenho de seus deveres, nao ad-
mittindo, no accordo com os senhores de escravos
classificados para serem manumettidos pela fundo
de emancipacao, precos superiores ao velor real
delles, para o que devero exigir a apresentaco
do titulo de acquisicao, como um dos elementos,
mas mo exclusivo, para a determinacao do mes-
mo valor, em ordem a evitar com todo o escrpu-
lo seja desfalsado o fundo do emaucipacao em pre-
juzo de outros libeitandos.
Outrosim, cumpre, quo os ditos senhores ins-
pectores facam constar aos meemos agentes, que
na trma da legslac&o em vigor podero recorrer
do arbitramento, ainda quando sejam concordes
os arbitradsres, sempre que entenderem que o
pre^o excede do justo valor do escravo, e que dei-
xaram de ser atendidas algumas condiepes que
nelle possam influir, taes eomo a idade, defeito
physico e outros, ficando finalmente na intelligen-
oia de que se proceder com todo c rigor contra
aquellej agentes que preferirem as recommenda-
cots, tanto da primeira, como da segunda parte
desta circular.
Lafayette Rodrigues Pereira.
Capital oubsciipto
Fundos accumulados
neeella annual t
D premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
3.000,000
3.134,34
577,330
191,000
132,000
O AGENTE, .
John. H. Boxwell.
nUA OO COMMEBCIO S.ISI- AJDAn
THEATRO
SITO ANTONIO
Domingo, 8 do corrente
Grande espectculo em beneficio da viuva
DE
Francisco de Paula Santos
Com o concurso de alguns amadores da Dl-
trarcSo Dramtica Familiar ehonrado
com a presenca do distincto tribuno pernambuca-
uo DrjJOS MARIAN'NO e sua Exma. familia.
Depois que a orchestra executar um linda ou-
vertura, subir scena j>ela primeira vez nesta
poca o apparatoso diama em 5 actos, original
francez, intitulado i
0 PIRATA ANTONIO
ou
A ESCR4VA WDRV
Uenoininar&o dos actos
l.oO insulto.
2.A traico.
3 A regeneracSo.
4.00 duello.
o.*O perdao.
Terminar o espectculo com a chistosa comeda
em um acto, intitulada:
de quatro excelleutes casas terress que pelos seus
bons rendimentos e magnifico estado de onser-
I vacuo reclamam attencao dos Srs. compradores e
I j por se acharem ivres e desembaracadas de
_ P*"?08 I qualquer obs offerecem excedentes juros.
sul at o da 9 de Agosto, /i i i ,
depois da demora necessaria (JUarla4Cira M QO COfreilte
seguir para A,g ,, HaBAg EH PO\to
MaranhSo, Para, Barbados, S. __. ^^^.^..^
Tiloma* e ewlork 12 RA DO YG4RI0 12
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster i C.
N. 8 RUADO COMMriClO. -N 8.
1- andar
COHPANHIE ES HENSltlJ
RES n.VRITIIIKN
LDHAMENSAL
0 paquete Orenoque
Commandante Hortemard
E' esperado doB portos do
sul no dia 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abaumento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepcao os criados de familias que toma-
reis bilhetes de proa, gosam tambem d'este abat-
ment.
Os vales postaes s se dJ at dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas edinheiri
afrete: tracta-se com o
AGENTE
Angoste Lab He
9 RA DO COMMERCIO -9
Companhia Brasileira de Nave-
gaeSe a Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Cear
Commandante o 1.' tenente Ouilherme Pa-
checo
' esperado dos portos do
norte at dia 11 de Agosto
e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem Carga para Santos, Pelotas
Rio Grande d > Sul, frete modic
Para carga, passgens, encommendas e valores
trata-se na agencia
N. 11 -RA DO COMMERCIO-N. 11
Para eNew-York
Espera-se at o dia 28 do mez corrente o vapor
ingles Therexina, o qual depois de pequea demo-
ra seguir para os portos cima. Para carga e
frete, trata-se com oe consignatarios Johnston
Pater & C, ra do Commercio n. 15.
O agenta Pestaa vender por conta c risco de
quem pertencer as casas terreas abaixo declara-
das :
Urna boa casa terrea com correder independente
sita ra do Visconde de Pelotas, outr'ora Ara-
gao, n. 41, rendendo 35000 meosaes.
Urna dita com dous sotos, sita entrada da
ra de Lomas Valentinas n. 4, rendendo (30
mensaes.
Urna dita terrea, sita ra do Rosario da Boa-
Vista n. 11 onde existe urna bem localisada ta-
verna, rendendo 30 mensaes.
Urna dita sita ra do Mrquez do Herval ou-
tr'ora Concordia n. 139, rendendo 30* mensaes.
Urna dita meia agua sita ra do Nogaaira
n. 2. readeudo 11 j mensaes, e finalmente um so-
brado sito cidade de Olinda ra do Commer-
cio u. 17 com sahida para arua da Misericordia,
a qual acha se em per te i to estado de conservadlo
cujas chovas est&o em poder do Sr. Domingos
Torres na mesma cidade, rendando 160 men-
saes-
Leilao
de movis, louca, vidros, diversos jarros parajar-
dim e um importante sabia e outro passars ra
da Mangueira n. 7, boje Leao Coroado
Quinta felra, 1S do corrente
A's 10 1\2 horas
O agente Burlamarqne, competentemente auto-
rsado por urna familia que se retira para fra da
provincia levar a leilo : 1 mobilia de pao amo-
relio, completa e toda entalhada, 2 espelhos de
i moldura dourada, candieiros a gas, jarros, escar-
radeiras, tapetes, toilet com tampo de pedra,
11 eommoda, cabides, banquinhos, 1 estante envi-
: dracada, camas para crianza, sof, cadeirasjde
: balanco, ditas de guarmeao, 1 mesa elstica,
] 2 aparadores, 2 guarda-louca, 1 guarda vestido,
1 importante relogio, 1 machina de costura per-
feita e ce pe, 1 cadeira e banco de pao setim,
louca, vidros, tre>u de cosinba, diversos passaros
como sejam canarios do Imperio e outros e 1 im-
portante sabia e outros muitos objectos que esta-
ro patentes no acto do leilao. Os lotes sero en-
tregues em acto continuo, pagando sua impor-
tancia. *
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 84000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56.
Aluga-se o 2- andar n. 31 e armazem n. 39
ra do Imperador, e a loja do pateo do Terco n.
20 : a tratar eom Luis de Moraes Gomes Fer-
reira.
Compra-se fios de linho para o hospital
dio II : na ra Formosa n. 4.
Pe-
Erte remedio precioso tem gozado da acceita-
tio publica durante cincoenta e sete annos. com-
ecande-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca forSo tao exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a melhor prova da sua eficacia maravil-
bosa.
Nao hesitamos a dizor que nao tem defecado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
cranlas quer em aduhqs, que se acharao afilio
tos destes feimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attestacOes de mdicos em favor da sua eficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsfica<;0es, de
sorte que deve o comprador tr muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
TnBpuUFAHalsTBC^
AOS 4:000j00U
3ILHSIES \ililVM
Roa Primero de Marfo n. 15
O abaizo assignado, tendo vendido jo-
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 406 com a sorte de 4:000$0Q0,
1 quarto n- 2939 com a sorte de OO^OQO,
alm de outras sortea de 32(5, 165 e 8eJ, da
lotera (64.*), que se acabou de extrahir,
convida aos possuidores a virem recebe:
na conformidade do costume sem descoste:
a (gura.
Achara-se venda os afortunados bi-
hetes garantidos da 253.a parte das lote-
ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife (65.a) que se excrahk
quando or annunciada.
Presos
Inteiro 4,5000
Meio 2,5000
Quarto 10000
m quantidade maior de 1 o#*
Inteiro 3!500
Meio 1*750
Quarto 875
Manoel Martins Finza.
crnlDD
Aos4:0O0S000
BlHETEo GAMTI90S
Bna do BarSo da victoria n. 4
e casas do eostnme
Acbam-se venda os feliaes bilhetes
garantidos da 253.a parte das loteras
oeaefioio da Santa Casa de Misericordia 4o
Recife, (65.*), que se extrahir quando for
annunciada.
PRECOS
Inteiro 4*000
Meio 20000
Quarto 1*000
Bsb porfi de 1004000
cinta para
3*500
1*750
*875_
Costa Leite.
iin
Inteiro
Meio
Quarto
Joo Joaquim da
Fumo desfiado do Rio-j\oyo
Marca
Cear
O. pequeo
ser procurado
espectculo.
numero de bilhetes que resta, pode
na bilbetaria do theatro, bo da do
COmrrar 1/I Hora*.
MARTIMOS
COMPANHIA 1*KU> AMHICA> A
DE
.\avegac5o eostelra por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Segu no dia 10 de
Agoao, pelas 12 ho-
ras da manhS.
Recebe carga at o
dia 9, e passagens at
as 11 horas da manh
do dia 10.
rae
ESCRIPTORIO
da Companhia rernaann
eana n. 19
Segu no dia 11 do corrate para o porto cima
o hiite Deu te Salve, tendo parte do seu carre-
gamento prompto ; para o resto trata-se na ra
pa Madre de Deus n. 8.
Lisboa e Porto
' esperado nestes das o patacho nacional
Osear e segu com brevidade para os portos ci-
ma, por ter qnasi toda a carga engajada ,* para o
resto que falta, trita-se na ra do Marques de
Olinda n. 4.
LEILOES
Ama
Precisa-se de urna para cosinhar e fazer o ser-
vico interno de casa de pequea familia : a tra-
tar na ra do Marques de Olinda n. 37.
Alnga-se moilo barato
A casa grande 4 ra de S. Jorge n. 26, no
Recife, com 5 quartos, quintal e porto.
Sitio e casa para familia,, travessa do Moto-
colomb n. 4, em Afogados, com mutasfructeiras
e banho salgado.
Trata-sena ra de Santa Theresa n. 38.
Gbdgoei Mora
Segunda-feira 9, deve ter lugar o leilo de
differentes caixas com cerveja, cognac, champa-
nba, rhum e bordeaux, bem como differentes bal-
las com papel de embrulho com avaria d'agua do
mar. ^
Leilo
De 19 caixas com garrafas de cerveja allema, 8
ditas com garrafas de champanha, 10 ditas com
garrafas de cognac, 2 ditas de rhum, 2 ditas J
com papel almaco pautado, 20 ditas con Bor
deuux.
Segunda-feira 9 do corrente
A's 11 horas
No armazem do Annes, em freute da alfan-
dega
Por intervepcSo do
Agente Pinto
>
Por occasio do leilao de differentes bailas com
papel de embrulho, descarregado do vapor francs
Senegal com avaria d'agua do mar.
Abrio-oe na ra da Imperatnzjn. 76, a nova loja
de miudezas de Francisco Duarte, e chama a
attencao do publico e com especialidade as Sras.
modistas p. ra fazerem urna visita a este (elegante
estabelecimento e rcunirem-se de tudo quanto
bom, barato e da moda :
Basta ver estes precos para fazer idea do resto:
Pecas de bico fiancez de diversas lar-
guras eom 10 varas a
Casacos de cambraia borbados para
senhoras
Capelina e veos para noivas do melhor
gostoa
Agua Florida verdadeira, ganafa
L para bordar, a libra
Espart I hos couraca para senhora
Vistidinhcs bordados de fosto muito
bonito para menino a
Leqoes de setim
Pares de fronhas rendadas a
Punbos e colarinhos bordados para
senhora~a
Carriteis de bnha a duzia
Albuns de velludo e eouro muito bonito a
muitos outros objectos de luxo, que para nao
cancar aos leitores deixs de mencionar, para virem
pessoalmente examinar e apreciar o que bom
e bonito. Nao se esquecam do n. 76, ra da Impe-
ratris.
DE
Freitas Suva A C
O snelbor e o mal*) paro quo (em
\ indo a esta prnrn
NICOS IMPORTADORES
Costa Lima & C. Ra do Araorira n. 37.
Almeida Machado & C. -Ra da Madre de
Deus n. 36.
Jos Antonio dos SantosRa do Mrquez
de Olinda n. 5 e ra Primeiro de Margo
n. 3.
pas
Manoel Pereira da Cunba
Anna de Qoeiroz Qereira da Cunba, seus filhos
irmos e cunhados agradecem a todas a
500
5J0C0
104000
1*400
24800
64000
104000
45000
24000
24000
800
44000
pessoas que lhes fizeram o caridoso obsequio dt
ocompannar os restos
mortaes de- seu idolatrad*,
esposo, pai, genro, irmo e cunhado, Manoel Pe
reir da Cuaba, ao cemiterio publico de Jaboatao,
e de novo lhes rogam o cemparecimento missa
do stimo dia, que ser c lebrada na matriz da
mesma cidade, no dia 11 do corrente, s 7 1/2
horas da manba.
Manoel Pereira da Caoba
Os iimos, sogro e cunhados do fallecido Ma-
noel Pereira da Cunba, convidam aos parentes e
amigos do finado para assistirem a missa do s-
timo dis, que mandam celebrar pelo eterno des-
canso de sua alma, na matriz da Boa-Vista, s 8
horas da manh do dia II do corrente, e pelo que
desde j se confessam muito sgradecidos.

1





Diario da FeraambHc---Domingo 8 de Agosto de 1886
nico
^tx
%
PMU ACVP* K CONSTOMflB,
FossE..\smMA.FRO4CHm:.
CooutuicHt ohTossl Convulsiva.
Tsica cPalranar.
P.--.in. pt't D. JCAYttrOALw^lUnljilk
E
(WDKLLA PERDIDA
A pogsoa qne achon hoje urna cadella de raja
rateira, marca mnito pequea, com asorelbas cor
tudas, e j uo tempo de... e que acod pelo no-
ac BLANC-CHIEN, levando-a no Io andar desta
typographia ser generosamente gratificada.
Ake-a-sc
o predio n. 140 ra Imperial, propno para es-
tabelecimento fabril : a tratar na ra do Commer-
oio n. 34, com J. I. de Medeiros Reg._________
Aluga-se barato
A ra Lomas Valentinas n. 4
O armaiem da ra do Coronel Suassuna n. 141
A casa n. 107 da ra Visconde de Goyanna.
TraU-se na ra do Commercio n. 5, 1 andar
ecriptorio de Silva GuimarSe & C.
PreoaravSo de Productos Vegrtaes
bxtin$ao!as caspas
e outras Molestias Capillares.
Ji/IARTINS & BASTOS
Perihambiieo 8
Alnga-se
a casa terrea sita na do Visconde de Albuquer-
e n. 170, caiada e pintada de novo : a tratar no
argo do Corpo Santn. 4, 1* andar.
Aim-H
o primeiro andar n. 21 ra do B%rao da Victo-
ria : a tratar na ra do Rosario n. 31, primeiro
andar.
Aluga-se
a casa na ra Lembranca do Gomes, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na raa da Imperatriz
n32, 1- andar. ________
Ama
Precisa-se de urna ama de bons costu-
mes e de conducta afiancavel para andar
eom ama crianza de 2 annos ; a tratar na
rta do Barao de S. Borja, antiga do Sebo
n 15. ^^^ ____________
Ama
Precisa-se de urna ama de meia idade : na ra
da Aurora n. 137. __________________
Ama para cosinhar
Ko largo do Corpo Santo n. 19, segundo andar,
precisa-se de tima boa-cos nheira. que d fiador
de sua conducta.
pC^3* Jarim das plantas
MONDEGO N. 80
if Pretendendo-se acabar com as plantas que es-
tao em vasos n'e6te jrdim, vende-se os sapotisei-
res muito grandes, e dando fructo, 2000, la-
ranjeirns, muito grandes, para enjertar, 6000
a dusia, e sapotiseiros mais pequeos por barato
preoo- _________________________________
Cosinheira
PTecisa-se de urna boa cosinbeira, que seja as-
Beiada e durma na casa em que se alugar, paga-
se bem : a tratar na ra do Paysand n. 19 (Mag-
dalena).
Aos sosboTBS b unli nitros
Tomem nota
Trilitos para engullios
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Hach!nlsm<& completo para en
genhos d indos os lamanhos
Systema aperfeicado
Especificares e presos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
r. 5--Ra do Commercio
N. B Alm do cima B & C. tem catbalogos de
mu implementos necessarios agricultura, como
.ambrm machinas para descarocar algodao, moi
nhos para caf, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado excellente e mdico em preco, pes-
oa nenbuma pode trepal-a, nem animal que-
bral- a.
Curso de francez
Boa da Matriz da Boa vista n. 34
O abaixo assignado participa ao respeitavel pu-
blico que abri em casa de sua residencia um
curso de francez, onde esmeradamente se dedica
ao adiantamento de seus alumnos. Espera, pois,
merecer a confian9a e a proteceo do distincto
pevo pernambucano, e de todos aquelles que quei-
ram aproveitnr um onsino rpido e esperancoso.
Mensalidades 3000 pagos adiantados no
acto da matricula.
Horario das 5 horas da tarde s 7 da noite.
Kua da Matriz da Boa Vista n. 34.
Julio loares de Azevedo
Corapnhia Pernambu
cana
Coatelro a vapor
Supprimento para o vapor Jaguaribe
K 927:170
O commandantt- d > vi>por Jaguaribe, Francisco
Al (18 da Cost, pela segunda vez rogado a vir
ra do Msrquez de Olinda n 50 dar cumprimento
ao numero cima, se fosse gerente o Sr. Francisco
Ferreira B-irges as pruvidencias seriam dadas em
continente.
Entre amigos
Con a ultima lotera do mei de
jumo
Deia de ter lugr por ter sido transferida a
lotera n. 65, que era a ultima deste n>ez, como se
yt do annuncio do Diario de 28 do andante, ficar
para quando for annunciada.
Cavallo e botoes.
Tricofro de Barry
Garanten que faz nas-
cer e erescer o cab alio anda
aoa maia cairos* cuca* a
tinha e a caspa e Temor
todas aa impuras do- M-
eo da cabeca. Positiva,
mente imfscs* o. cabello-
de cahir ou de embranqno-
ar, e infallivalmente o
torna espessss mac, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor era
1829. E' o nico perfume noman-
do que tem a approvac^o official de
ura Oovemo. Tm duas. vezes
ruis fragrancia que qualqner outra
edrraodobrodotempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E|
muito mais fina e delicada. E
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas ruis refres-
oanta no banbo e no quarto do
iloents. E' especifico contra a
fromxidao e debilldade. Curo as
dores de cabeca, os cansacos e os
desoalos.
Xarope Se Viia Je Renter No. 2.
COLLEGIO PRANCEZ
PIBA MENINAS
17Ra do Barao de Henifica 17
. NA LDIHi M PASSA&EM DA MAGDALENA
Ab senboras Mme. Francis e Mlle. Francis, mSi e filha, diplomada pelaFa-
culdade de Pars, recentemente chegadas de Franja onde exerceram por muitos an-
nos o pvofessorado, acabara de estabelecer um collegio para meninas, seguindo pro-
gramma adoptado em Franja; o qual proporcionar s alumnaa que Ibes forera confia-
das ama educacSo completa e esmerada.
Os senhors pais de familia Bao convidados a visitaren! este novo estabeleci-
mento situado em tao saudavel bairro e dispondo de todas as condic5es do confortavel
e de bygiene.
Mlle. Isabel Francis possue um talento elevado para o ensino de piano.
Ella prosisa de urna ajudante para as classes.
ARES DE SAL-O. DIP0IS DB OSAI^A
Cura positiva e radical de todas as formasda
scrofnlas, Syphilis, Fondas Escrofulosas,
Affeccoes, CuUneas e as do Couro Cabel-
lado oom perdadlo Cabello, e ds todasas do-
CBcasdoSangue^Kgado, a Bina. Garante-so'
que purifica, eftfiqueoe e vitalisa o Sangu
restaura e ranova o systema intoiro. ^ *
SabaoCnratio de Renter
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas e para a cura das moles-
tas da pelle de todas as especia
em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Allenca
Compra-so ou aluga-se urna boa casa perto da
cidade, desejande-se nos aeguintes pontos : So-
ledade, Caminho Novo, Capunga, Passagem da
Magoalena, tendo bom sitio, agua e gas : quem
tiver dirija se ra do Imperador n. 49. 1* andar,
a tratar com o solicitador Antonio Neves.
Caixeiro
Precisa-se de um caiieiro para taverna com
pratica e que de fiador de su conducta : a tratar
na ra da Gloria 104. ________
to Laporle k C.
Com fina de rommlNAeii rna do
Imperador n. 46, 1 andar
VENDF.M
Elixir dentifricio
Mama tontlfrlcla
dos reveendos padres benedictinos de Soulac, o
melhor dntrfncio que tem viuda para o merca-
do (s s duzas).
Anli monilique |ucry para matar as
morissocas. maiuins, etc. (s duzias).
Vlnbo de Champagne da afamada mar-
ca Moet & Chandi.n em garrafas e meias (s cal-
zas).
Vlnno de Cli! mpi|nr,marca Marquis de
La Tour Byron (35 45# a caiza) (s caixas).
Cognac, marca Hildebert (" caizas).
Vinacre aromtico, para a mesa, especiali-
dade para familias, garantido puro de vinho bran-
co (s garrafas).
Nala-parrUiifreca do Para.,
Eau de mllMMe des Carmes, a preco
de factura pra liquidar 100 duzias vindas por
engae (s duzias).
Bob Li'ctiauz. grande depurativo regetal.
(Someute aus amborea droguistas e pharmaceu-
ticos).
Papel almawNO duplo, i.s >. proprio para
impressao de obras, etc., etc.
Papel para carian, grande e variado
sortimento, preces nunca vistos nrste mercado
(em porc/t") f dos os i-rmatos, e os competentes
Envt-loppi* tambem a preco sem compe-
tencia.
CartSesde \tsita de todos os formatos
brancos e de ptiantMSis, carldes para o commer-
cio, em Cn.'-f'l, framlm etc.
Tinta Itlue Blaclt, verdadeira de Ste-
phens.iu, reieluiJ por remtsshs peridicas do pro-
prio fabrichn'i" : predas inezcediveia do barateza.
.trliuo em bronco, epiadores, tintas, caetas, lapis, tin-
taros e t do u- tBSM sempre \-. mu ios a precos
muito baratun para negocio.
Gomia iii-Mlilca de Adriano Maurin fras-
ees grannei- o qm d ;-. en bis s d': duzia.
Ti mu ni .,r car a raupi', o meimo fa-
bricante .
A* rua do Imperador n. 46
Profi-k-iir Joho iMK-Poriam
Luilnam d Mello
O Greun .1 a i'rot.-ss irea Pim rios, pmfiinds-
mente sei.n.i.. pel> infaust p sumearo do ser
digno o ii- km, j.icf sser Ji >iu Ai*. Portm La-
tinam de Me I inunda clebnir un.a missa pelo
eterno re., u- d<> mesmo consoci i, ua ign-ja ma-
triz de uta Aut mo, s h n.s da manhS do
dia U do curr me. trigsimo do s> u fallecimento.
Para ees. cty U r-igiao ai c..iividaaos a fami-
lia, Collegas e C< Secretan d Gremio dos Pr. ir. s Primarios
de Pernambuco, 5 de Agostu de 136.
1 secretario,
^^^^^^^^L&oVreira^^
YEBflADEIROT T} T) A V LIQUIDO
PR6ATT0 JjJJ U I PILU.AS
AICIENHI
PMARIlAOg TTIN
SHNl M LB EOI
RaadeS
Os Pnrf atvos L Rey jusficam
sua reputaefio seular e sua superio-
ridmde por mlbares de curas; hoje dio
adoptados por toda a parte, de preferencia
a qualquerouti para cura rpida e pouco
ruonerosa das
MOLESTIAS CMROICAS
rmal conbecNas, mal curadas, e coisieradas sem
"razad como incuravais. Nao exista medicae-fio mais
'Avis 3en^^fflcax conlr fque provocam ou entrcteeai estas longas affeccQes; nfio
ta reconslituinte mais eaergico contra as reincidencias.
Am de evitar a* Cozitraia$dM:
rJLs Boy liquido ou em pihilas qttt nao saMs da i ai
rPharmacia Cottim, genre do Cirv*giao Le Hoy j Roe de Seine
rc ra trazendo a atstgnatura ao lado sobre o rotulo. ( ]
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
Aa PHulas purflcao o Sangue, oorrlgem todas as desordems de Estomago o
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constitugoes delicadas, e sfto d'nm valor incrivel pma todas as enfermidades
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para os meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avanzada a sua emeacia c ncontestavel.
Essat medicin lo preparadas jmente o Estabelecimento do Profcssor HollowaY,
78, KEW 0XP0ED 8TBEET (antes 533, Oxford Street), LONDiES,
E vondemse em todas as pharmaci&s do universo.
3T Os compradores sfio convidados respetosamente a examinar os rtulos de cada caxa e Pote so nSo tceai a
direcffao, 533, Oxford Street, so falsinca^oes.
Sem ebero nem gosto dos leos de Figados de Bacalhau ordinarios
OLEO
FIGADOS FRESCOS
BACALHAU I
HOGG
1
EfUcacldade certa contra a Molestias de Pelto, a Tsica,
Bronquitis, Prisoes de Ventre, Tosaes chronlcas, ArTeccdes escrofulosas.
ADVERTENCIA. Sxign-ae no rotulo o sello-Azul do Estado francez.,
HOGG, Pharraceutico, 2, raa Gastiglione, PARIZ, e principies Pharmacas.
VERDADEIRAS PiLLAS do D" BUUD
prtptJ-tM ferraginoeot podem *ipros+at*r-m i cibP*icz des
apaio tm ocumuntoz to nutbemticos costo os ssip-iats* :
rtBpresaila m o melbor ezito. ba mais de 40 naos. Um -Mt parte dos Msdtoss,
war Anr5l, Mot* (Km mMu), e c-cUiUr a rormaedo das rapariga.
_ JBzT |Qe a Ir* errao desfas Piiuiamo novo Cjdex frwHm ros dispense de *~
aos llaSfrnm arnt unica cita^io, em <. aero atx.c'Mst.mi eSe, rwTi^ l PiU*1*m*t jWtxl
tttoootastaTtSa srtrs stSroa fsiiMSsas,
HSlSS. COOUBi.1
__OMSD*awiM|tgrvalo obre c*fl FtluU cose i trargen.
u'arai dksoonpi ar o ao nrro6te
riUS,rnrsftts*. 8.~PerMaionaco: TW <*' .i', t auy nrri|SSi
f-tA/,
CAPSULAS
Mathey-Caylus
Preparadas pelo DOUTO-R CLIN Premio Montyon
----------1
Aa Capsulas Mathey-Caylus com nsouero delgao de Gluten nao fatigao nanea
o estomago e sao, recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Pars, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos anligos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagla, a Cystlte
do Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgao genito urinario.
1144 um ixplicige detalhada acomptnha cada Frasco.
Exigir os Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & Cie, de PARS,
que tt ochU em casa dos Droguistas e Pharmaceutico.
SEMPRE
Fuendas ti* miM
2 A--Rua do Oftbug-2 B
J.BAST0S&C.
Pelo ultimo vapor recebemos de PA1U8 :
Cortes de vestidos diaphanee, alta novidade.
Vestidos da cacheiutra, especialidade.
Ditos de teile d'Alsaee, grande moda.
Cacbeinira broch, teeido moderniesimo.
Orlatienne, fazenda nava e padrfle lindissiraos.
Venitienne, combinacao de fazonda lisa e lavrada de muito gosto.
Zephyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as cores com enfeite de Guiponre.
Plumetie, branco e de cores com lindos bordados.
Toile d'Alsaee, variado sortimento.
Satn double, teeido de algodao e modernissimo.
Case de algodao, em todas as cores, propria para bailes e theatroa.
Leques diaphanos.
Ditos de setim.
Dito3 de madreperola.
Guiponre de seda. _
Bicos do seda diaphano, revolucao da grande moda par enteitar vestides
de sedas.
Chapeos de seda arrendados, novidade.
Sedas e setios, branco, preto e de cores.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de crochet e Gnipoure.
ESPECIALIDADES
Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemanterie e vidrilhos,
uarnicSo de renda e franja.
Jersey de 15 com enfeites de pelacia e bordados, escollados sortimentos d ente
asacos de malha, que vendemos de BfJOOO a 15)JOOO.
Fornecem-se as amostras de todos os artigos.
______________(Telephonen. 5S0)_____________
A GRACIOSA
Nova leja de miudesas
N. 7RA DO CRESPON. 7
DUARTE & C.
Os proprietarios deste estabelecimento, tendo o preparado com esmero e 'ele-
gancia, convidara as Exmas. familias para visital-o, afianyando que encontrarao sem-
pre um variado sortimento de objectos de moda e phantasia, por prejos summamente
mdicos, comoalguns que em seguida designam.
Carriteis de linba para machina a 80 rs.
Ditos de retroz de 100 jardas a 200 rs.
Ramos de flores finas a 10000 e 1#500.
Babados e entremeios, de 500 a 3HXK), a p-ca.
Baleias para vestido a 300 a duaia.
Ditas cobertas a 700 rs. a dusia.
La para bordar a 2#80 o mao.
Espartilhos para senhoraa ds 3,5000 a 8^000.
Ditos para meninas a 4^500.
Extractos finos para lenco da 10000 a 40000 o fraco.
Luvas de seda de cora 2JO0O o par.
Ditas rendadas a 3^500 o par.
Ditas de pellica a 24&0* e pm.
Majos de grampos a W *.
Caixas com colxetes a 60 rs.
P para dentes a 200 e 500 rs. a caixa.
Vasos com opiatas a 10000.
Escovas para dentes de 200 a 500 rs.
Alfinets a 80 rs. a carta.
Fita de linho a 40 rs. a peja.
Pannos e collarinbos bordados para senhora a 20000.
Invisiveis para o cabello a 200.
Lenjos com barra a 20000 a dnzia.
Agulhas a 20 rs. o papel.
Ditas fundo dourdo a 80 rs. o papel.
Cabos de agalhas para crochet a 200. t
E muitos outros artigos taca como fitas de diversas qaalidades, laques de papel,
de setineta e de setim, plisss de carabraia e de seda, albuns baratas e de finas qaa-
lidades, sapatos para meninas, snhoras, e homens, tudo por prejos admiraveis.

PAHIS
^OOEUO DE PASTCNas ..
As Dores de Sstomago'
DigestUtm dif/iceU, Cotstipa^es, Acid*
SAO RAPTTMMBNTE CURADAS COM O KMPKEGO DO
O ARVO, D" BELLOC
Quer em PASTILHAS, quer err P.
LSLi>ro-vad.o pela ^.oaderaia de Medicina. d Paria!
A 13 M8TILMA P* OA
Se vendem em toda a Phf.nnarta.
t^ FABRICACaO
Em PARIZ, em Casa de L. FRF.RE
"'^OOELODEPASTtUrV^'*
B
xxrxi
0 mu Simples, o mtlt tapdo e o mais Cltcsz des REMISIVOS
KWB.a.TUL asi r a mttjas sos vta.taw
USADO NO MUNDO INTK1NO
MMGOIiLOT i>ed o Snres. Madlooa e conn>ra VERDADEIRO PAPEL RIGOLOT
s
Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIVS
sito a ra do Cabug n. 4, commuoicam ao respeitavel PUBLICO que receberam ua
erande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bera relogios de todas as qualidades. Avisara tambem que continuara a receber por
todos os vapores vindoe da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que en
outra qualquer parte. __
MWL WOLFP & C.
N. 4RA DO CABUG----N. 4
Oompra-se ouro e prata velha.
DOIVIT
JGSEPH KRAUSE &
Acabara de augmentar o seo j bem o#
mporlanic estabelecimento rna Io
de niarfo n. 6 com mais
am sale no Io andar Inxnosamente jpepar-
rado e prvido de nma 'exposi-
f/k de tkras de prai k Forte eetodrtflate
dos mais afamados fabricaitos do
mundo inteiro.
^ nonvida, pois, as Exmas. familias, seas nnme-
mt rosos amigos e fregnezes a visitaren.
IjJ o sen estabelecimento, afim de
apreciarem a grandeza e bom gosto com que
nao obstante a grande
uespeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
ACHl-SE ABERTO DAS 7 A'S 8 DA NOITE
^
llffilVEl


Diario ile fwmmlmco---^(jniiflngo 8 de Agosto de ISS6
*
Ao povo pf rnarabucano
GontttaaberbtaWJola paHtaular de iottrec
ci primaria ara- -o masculino, A-rua da*
tris da-Boa-Vista n. 34, dirigid* pelo profsssor,
particular Jalio Soarea de Asevsdo.
Ednca e instrue a infancia, pelo tystema s
prmcipaes collegios da Corte donpww, onde
esteve por algmn tcmpo a, passeio, cajo systenia
a delicadesa, a paciencia, a vocico, tasen
do com que os seus discpulos ligam o csminbo
da intelligencia, da honra e 'da -dignldade, ce
santos eonselhoB e eSs licBes, ai" oe qae veahaSs
a ser o futuro sustentculo da.patna, da rehgiao
da lei, e um verdadeiro cidadSo hntsileiro.
Espera, portante, que o respeitavel publico sai-
ba apreciar de perto o sen verdadeiro enwne'pri
mario, onde rapidanente as enancas -abrcame
amamde coraeio aos livros, as lettras eas beas-
rtee. Kua da Matris da Boa-Vista n. 34.
Julio Soa.es de Asevedo.
Oada
Cartorlo do earlva sr- CaldM
So dia 29 de Julhe ir praca pala renda de
ousannos, persnt* ojoiao de a* iii*<_***-
a de Olinda, o si fio deoocaaaa* **, aa
praia do Jang, oom 300 pee de coqueiros, oom
saattes e capoeiras, casa de tijolo, taado dito Bi-
fe meia legoa de toado e 1,8 |*k-s d* ***.
nb a base de 800 .___________
T^rcgucida do Itorife
Aloga-se por preco rnuito comtndo uma-pe-
qrmn familia metade da oasa da ra dos Guara-
apes d. 29, e na nrsaoa se precisa d m 10
iJ5 aeja fie, para iaaer airani frae n"* % *.
san ordenado. __^________
felcgramma (rcspwla faj)
Koos orientis, grande vsStStssavocn **
largaras, receberam o Pedro Antones & C, e reo
dem barato ; esperamos reposta ao 63 ra Du
qae de Caxias, Nova Eeperaoca; novoeortimen
o em leques de papel a 700 e 800 rs., preferencia
elusiva ; ditos de seda, bonitas coree e linda*
sasBgrns a 3*, barrato pnr*_ej>oljrinb<
aardadoe para senbora a 1*0 W* i **
om pintas de cores a 1*200 ; Wasts e elawna
laciunos de cores, ultima moda esa gsavatas, a
foOO. Re : naloja de Pedro Antunes & C. n. 63, tua
Duque de Caxias.
EMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PBO DE
Figado de bacalho
COM
Qypophosphilos de cal e soda
Approvada peta Junta de Hi-
giene e autorlsada pe*
govern
E' o melhor remedio at boje deocoberto i>ara a
(talca bronchte. eacrop>hnl*. rm-
ebtsi*. aarmla, aebllldade em |MI.
eOuiu*. toaac cbroalea e aj*T*e}M:
ao aeo e da Kar*ast-
E' muito saperior ao oleo simples de ngaao ae
fcacalho, porque, alm de ter cbeiro e sabor agra-
davets, possue todas as virtudes medicinaos e nu-
tritivas do ote, alm das propriedadee tnicas
ataonstituintes dos aypopboephitos. *'
drogaras e botioas.
Deposito em Pernambuco
A' venda na*
Isco'a nocturna
Acba-e aberta a matricula deeta estsola raa
de Qoararapes n. 29, regida pelo profesa par-
ticular Joio Valentim Ferreira Bastos Jnior. O
metano profcesor. a podido de alguna pais de fa-
milia, coDtina a Jeccienar em casas particulares
a ambos os sexsa, pelo qtie deede j protesta se
amerar noadian .amento de aniB'alnmaas, aquel-
las que bondosamente Ihe fotem confiados. Ae
mensalidades sero f itas na sinscripcio da ma-
la.
Cnenlo polland
Vende-se de diversas marcas, no armaaam de
Irraios, rna da Madre de
Soares de Amaral
Deas n. 22.
GUANEE
Pintara omestiea
Sr c. *me
PHARMACIA
Hertaea'de Sottsa 'Perer
crinorr*
Receben grande sortiraento desta excellente
Mota de todas as cores e em latas de 1 a 5 libras,
oe continuam a vendec por npaacdo payo :
aojauer peaeoa (oriaao ca a*a*aa> #*
irteicfto. Com esta tinta aoVai-tDbao
aaiaendie oonservar anas (asas ajni j*
Kua do Marque de Qtada a. 87
Jos de Castro Guima
raes
que em Goyanna tcm o neme 'de Jos Gaspar
Domingues de Souza nao mais osbrador da co-
etaeira ra da Imperatris n. 29 deide Marco, e
i chamado prestar montas dos'dinheiros que re-
ceben, como consta das antas *-om oa reciboa, e
entregar as contas que anda tom em eeo poder
ao admin etmdor aquella contaeira.___________
Aluga-sc um sitio na travessa de JoSo de Bar-
ros n. 6, com boa casa de inorada e grande tjnan-
tidade defructeiras, cacimba muito boa e-perto
a via-ff-rrea de Olinda : trata te na ra da Im-
peratriz n. 14, camisaria. ^^^^_^__^____
0 agettt8~WlBtles Pastana
ata ncarregado decomprar c vender bons pre-.
ioe nesta cidade : trtate em scu armamA
aaa do Vigario Tbeporio n. 12. .
Aviso
Precisa-se de tima prressra que saiba tocar
ero piano e mais trabe I has da senhara, para en-,
gedho : a tratar oom o Bario de Haawcth, A ra^
do Imperador n. 79, 1 aaaar.
Serrara a vapor
Caes do CapSbarlbe o. h
Nesta serrara encontrarao os senhores fregue-
ses, um grande sortimento de picho de rsina de
einco a dez metros de comprimento e de 0,0a
0,24 de esquadros Garante-se preco mais comea-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Santos Macedo.
ATKINS04N
PERFUMARA INGLEZA
iirr.Kli ka mais da nai aarUa: MlMt'aM
YEHDAS
__ Vende se um terreno sito na Casa Forte
_ da Amieade, com cacimba o fructe'rae, tanda
150 palmos de frente e 800 de fundo : a'(Miar na
ra da Imperatrie n. 42. _______^_^____
A evoluQo
rua Ducpte de Casias, resolveu vender
os segu ntes artigos com 25 OjO de ne-
os do que em outra qualquer parte.
Beda* la viadas de 2*000 por 1*000 o eovado.
Oachemiras de corea a 900, 1*060 e 1*800 o co-
^Dtas pret&s a 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e
2*000 o -ovado.
Ditas bordadas de seda a 1*500 o cavado.
Gorgoritas de listrinhas a 360 rs. o eovado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 rs. o eo-
vado.
Las com bolinhas a 640 rs. o corado.
Velludilho liso e lavrado a 1*000 e 1*200 o eo-
vado.
Palha de seda a 800 rs. o eovado.
Pristi branco a 400, 440, 500, 560, B00'-f'800
rs. o covathi.
Gioaonaples pretos a 1*800, 3*000 e 2*500 o
eovado.
Nnsoc de cor a 300 rs. o eovado.
Crotones finos a 360, 400 e 440 rs. o eovado.
Canfera a transparente de 5*000 /por 12*500 a
peca.
Linn blanco com sal picos a 500 rs. o eovado.
Casacos de laia a 12* Fechs de Tetroz a 1*000 tim.
dam de la u i0Q0, 2*000,**000, 4*000, 5*000
e 6*000 um.
dem de pelussa bordados a 7*000 um.
bapon-deel-de edrea para ssatwrBS-a 7*600
aro.
modernas a 360, 400 e 440 rs. o co-
Expsito central raa larga-do
Rosario n. ."8
DamiSo Lima & C, chamamia-attencao-ida
Ezmas. familias para os procos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 80 re.
Pecas de bordados de 200 a 600 re.
Ditas de um palmo a 2*500 e 8*000.
Fitaai. 80-pura faza a 2500.
Leques regatas e D. Joannita a 1*000.
Frascos* extractos de Lubin, grandes, a 2/000.
Leques A D. Lucinda Oblho a 6i*000.
Toaihas felpudas a 500OU, Duzia de meias para hamem a!30000.
Dita para senhorss a 3*000.
Luvas de sCda a 2*000.
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Colrannos de linho a 500 rs.
Ditos da algodo a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordao para veBtido a'20 rs.
visivHs grandes a 920 rs.
-rampos invieivei a 60 'r.
Um leque de setim (novidade) a 6J500.
Ricas bolcinhas dnt madreperolafde 1*500 A 6*. ,
La para bordar 2*800.
Urna capella e-veo de 19*000, por 12/000.
Um espelho do moHnra por &*600.
Urna pttlseira de fita ^r4*200.
Pliss a 400 e 00 re.
Urna boneca grande de cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPO8ICA0 CENTRAL
38Roalargado Rwsario38
Florida
Loja de miudezas
Rna dolinqne le Caxias o IOS
Os .proprietarios dwte grande ostabelecimento
do miudezas, modas e para acoommodar os interee-
ses da poca, tetn resolvido venderem po* meuos
vinte por cento queem outra qualquer parte.
Ptntes elctricos 4 6<0 rs.
Luvas de pellica a 2*500 o par.
Linha de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 rs. o masso.
Invsiveis a 320 rs.
Vestuario de fustSo bordado para enanca a
3*000.
Pentes de regaco para crianoa a 100 rs. um.
Baleias a 360 rs. a duzia.
Haspas para anquinhas a 120 rs. o metro.
Bicos com tres dedos de largura a 1*500 fe 1*800
a peca.
Linha de cores para croehet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40 rs. o caderno.
Fita cbineza a 320 rs. o masso.
Lencos de linho a 1*500 a dnia.
Lindos-Mees de cores com 10 JardaB-ai4* e 5*
a peca.
. Unaa eaixa com tres sabonetes desenliando urna
rosa por 500 rs.
Meias de l de cores Dar enhora a 1*600 e
par.
PAR|7 1IW.
pela Pitra final
Hk>ai.i___
CAXCDTr; i al
__ 'i>U<*ida AMnt}ttr.!rlale.
A (Aruda
AGDl DE C0L0RI1 DE 1TI1NS0I
inconiparaTe] pek m* MrMinc la
coc-^-'lrj-io. Eii-aJe touos oa productos
umilartf Tendido" aob o me*mo nomo.
SABIKiTE OL BIIWI WHMSIR K ATKWSIII
-i amrnl *nenor a toaoi
-iros. pola modo ile limpar a polla
aa^ii oailt) quo ttfl conimOnicade e callenta
perfume prolongado aao.
-Ineiva-u ntmli IWk hUf*:uXhiFtaatai
J. & E. ATKINSON
2*. Od fcond Strttet, *Lt3ndrB.
L Marca de Fabrica Um* floaa IBIf* "
sobre urna LyTa de Oaro. "
WEHnOM
fMrtf Bqulrra ama nyulaaV **
do que a >u Faatm e do Jnrof* de
Ba i-oga U*i venal, fundar:
1o Sobre suasi
veriticadast
de Pariz c inemE
n Sobro sua supertoridade e poderosa eficacia
'"dos os hosptaes
le muoic
tOfrm do Palto e da Carpanta.
verticadas pelos Mdicos de todos os hosj
_j6ius da Aca Franca contra os netaxos, Broncuites, Jrrt-
2o suacamposicio.cwjabaseofcuct d0"ff*
da Arabia Hibiscus esculentus de Llnriej,
que rclacao alguuia tom com os antros pettoraes.
Ao Sol.'re as anmlyea dos Srs ARBUf., *
O Gottehau, chiinicos da Faculdade de Partz,
me demonstrao n&o conter nem opio. negn-Mor-
htm, nem Codeina pelo que podeni ser dados as
crlancas com xito e seguranca quando atacaaai
de luc OU Tosa conmlta.
m > rin sa osUtulosauthenUcosguerecom-
I AJCjS inendao a Pauta e o Tarop da
Ttaf* conflanca dos mdicos e do publico, utujoa
qde nunca forao concedldosi peitoral algum antlgo
ou moderno.
Dj;L*\dHEXtER, 5J, ru Wrende, PJmMM
i an U4u MjrUcifiettraMtMaHrttpl4atlU.
s a 40 rs. o oovUa.
a 290 is. ivado.
Baa 6* lioho de cor a 1*000 a vara.
Pustflo de cor a 500 rs. o cavado.
Tapetes para'janel'.a, piano, sof e cama a'4*,
aOOO, 7*000,-*000 e 24000 nm.
Setinetas lisas a 400 rs. o aovado.
Ditas lavradas a 500 rs. o eovado.
Planella branca a 400 e 1 *000 o covada.
Cortes de casimira finos a 3*000'um.
Collsrinboe de cores e hraacos a Lucinda a
l*000m.
Casemira de cor e preta a 1*800 rs. o eovado.
Brim prateado fino a 60C rs. o eovado.
Dito liso a 360, 400 e'500 rs. o eovado.
Esgurio amareOo eipardo a 500 te. o eovado.
Algodao com deas larguras a 800 rs. o me-
tro.
Camisas de meia a 800, T*000 e 1*500 urna.
Ditas de linho lfeaa e bordadas a 30*000 a du-
zia.
Timoiia basaaoos-para meninos de 4 a 5 annos a
5*000 um.
Mdapoloes finos a 5*000, 6*000, 6*500, 7*000
e 8*000 a peca.
Sapartilhos de couraca a 4*000, 5*000, 6*000
e 7*000 um.
Lencos fines a 1*200 e 2*000 a dusia.
Toaihas telpudas a 4*000, 6*000 e 12*000 a
dusia.
Redes hambarguez.-isde 20*000 por 10*000 urna.
Setins maco de cotes 800, 1*200, 1*400,1*600
e 2*000 o eovado.
Alpacas brancas a 400 e 500 rs. o eovado.
Senetas brancas lisas e lavradas a 500 e 560
ra. o eovado.
Cortinados borddos a 7*000, 9*000 e 16*000 o
par.
Colchas bordadas a 5*000, 6*000, e B*0M>
urna.
Capella* e veos a 10*000 e 14*000 urna.
Beariyie da Silva Moretra
Aprovtiem!
Vcnde-sc td barato
Largo de S. Pedro n. 4
Neste estabekcimento encontrase smpre um
completo sortimento de gaioias e parsaos nacio-
naes e estrangeiro?, o mBIhor que ha nerte g-
nero, fructaa maduras, balaios proprios para ai-
nhos de canarios do imperio,, cestinbaa para cos-
tura, vassouras do ara a 800 rs. cada tima, que
custa em outra qualquer parte al* e 1*200, con-
serva de pimenta americana em bonitos frasqui-
nhos a 120 rs. cada m, para acabar, massa de
mandioca muito bem preparada, para bolos.
#
a^
SUSPENSORIO WIILLERET
aaajBalaaBMElutlce, sen tl;iair itktiit As xas
ataa^T^t^r l'etra evitar 0,St^do finoSISTONSII
MEIASPAHA *AWt9
4o
12*006
-600
1#800
500
t*00
800
1*2
a80i
1J800
400
200
Molestia da canna
Pr3Cesso de filtrao especial.
Methodo econmico e satisfatoiio e de flteil p-
plicacao em qualquer engenbo.
Sio terfeo os senhores de engenho msi* pr- jui-
xos enormes com a molestia.
InformaceB e espe- ificacSes com
M. -Rua
BniBR
RECIFE
leito
i
.
Instrucfo primaria
Acha-se aberta aula de instruccao primaria e
rudimentos da secundaria rna dos Guararapes
n. 29, regida pelo professor Joo Valentim Per-
reir Bastos Jnior.
Vende-se no largo do Oorpo Santo n. 19, se-
gundo andar, importantes toaihas de labyrintho,
de ^.5* a 28J80O0.________________________^
WHISKY
ROYAI. BLEJD marca V1ADO
Este excellente Whisky EseaiBcs prdferrV.
ao cognac ou agtarticnve de caima, para fortines
f ttorpo.
Vende-se a retalho nos iberes amacena
nolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo n<-
me e emblema sao registrados para 'fado *o Brasa
_________BROWtfe'fe C, agenftw__________
Onem p^snir e qaizer
vender ama casa em boas condices e que seja ep
alguma das mais prximas iinmediaces desta ei-
dade, dirija se & rna de Marcilio Dias n. 112, 2-
smdsT.'das 2 s horas da tarde.
Haito de nrmarto
Vende-se nm piano em bom estado, proprio
para ptiric ptane ; na na da Anrtra n. 19, se-
gundo atinar.
Vemt-so-dma rmacao 'de amaVeHo : na roa
ds Imperatris n. 1.
Fazcndas brancas
SO" AO aJUWERO
4o rna da Imperatrlz =
Loja dos barateirot
Alheiro & C, rua da Imperatrfe n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de mdar>eaUs'fartndat
abaixo mencionadas, sem oocepetenoia de precos,
4 SABAK:
AlgodaoPeis de lgodaoainho oom DO
jardas, pelo" barato prtoo de 8atS00,
45, 4*500, 4*^> A,, 5, 6*900 e
MadapolSoPecas de madapolio oom 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Ditas branc-is e cruae, de 1* at
Creguella franceza, fatenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toaihas e
ceroulas, vara 400 rs. e
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e
Oblletiiihos da mesma
Bramante fraoees de algodao, muito cn-
corpade, com 10 palmos de largura,
ra-'tro
Dito Be linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoalhado adamascado para toaihas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretenes e chitas, claras e escuras, pa-
dTes delicados, d" 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs.
Todas ests fitzebdas baratissimaa, na cochccida
loja de Alheiro & C, aqurn^ do becco
dos Ferreiros
Msodo tenfestado pa-
ra ien^ocs
A 90o ra. e 1OOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Viste
TrtdSo parh lencoes de um s panno, com 9'pal-
e do larpuraa 900 rs., e dito eom 10 palmos a
00 oroetro, assim con dito trancado para
malhas de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
o otro. Isto na leja de Alheiro & C, esquina
do ecc dos ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*900, 1*400, 1*600, 1*800 e 2* o eovado
-A bch-ii & C, a rua da Imperatris n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acim
dito. E' pechincha : na foja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Espartllhos
Na loja *a rua da Imperatris t. 40 Vcnde-se
muito bons espartilhos para senhoca, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INCrLEZAS
A 2*800 e 3* o eovado
Alheiro & C, n.a d"a Itaperatria n. 40, Ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com os padroes mais deli-
cados para costme, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3f o corado -, saurn como seneane-
gam de mandar faser costumea de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 36* de fraaue,
grande pechincha na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 ra. o eovado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim nardo lona, por estar com princi-
pio de toque d mofo, pelo barato preco de 32C
rs. o eovado, grande pechinBha ; fia roja da es-
trama do bee"co dos Ferreiros.
acrados a lOO ra. i^P&q*
A rua da Impertriz n. 40, vende-se pecas de
'o "barato pre-
pwcas, sbtti-
i ; aa loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
e mocada-
Veada-ee um bom vapor e mdaada com pouco
nsv; a.ver no engenho Timb sfls. muito perto
da estaco do mamo nome ; a tratar na rua d
TmpeiMor n. 48, V andar.__________,
Cabriolet
Vende-se um ei perfeito atado pe* piejo
eommodo; tratar na rua Duque de Caxias o. 47
Camin da QuiiiC-
Liquidam os eegmntes artigos mais 'baaato qieem
outra parte, visto serem alguna comprados -em
Jeilaa a saber:
Tundas cretones claros a 240 e 280 rs., o co-
tado.
'Bailes de noves gostos a 400 e 680 rs. o dito.
Linons com palmas de 12 a 800 ra. o dito.
dem com salpicos a 560 e 700 rs. o dito !
Popelinas com ltras de reda a 280 e 3U0 rs., o
dito para acabar.
Esguiao ipacdo.paia vividos a 500 e 660 re. o
dito.
Sctinetas, nsvidades, a 320 e 360 rs., corea
firmes.
Damascos de 13, largura de 2 metros,'proprio
para pannos- de piano a b*800 o eovado ; de cores
proprias para mesas u 1*500 c 1*600 o dito.
Merinos pretos para luto, 2 larcaras a 900, 1*,
1*200 e 1*500 o'-dto.
Fdem de tedas as'cores a 1* c 1 100 o dito.
Casemiras de 2 larguras, padroes neirameate
naves a 1*200, 1*600 e 1*800 o dito.
Setim maco, de todas as cores, desde 800 rs. a
2* o dito.
Atoalhado trancado e bordado a 1*400 e 1*500
o metro.
Bramantes de 4 largaras, superiores a 900 ra. e>
1*400 o dito.
dem de puro linho a 2* o dito.
dem de urna largura ^500 rs/o dito.
Craaraicoes d crochets para sof e aadewM a
8*.
Riquissimas colxas de dito a 12* e 14*.
Lindas grinaldas e veos-para Exmaa. noivas a
M.
Cortinados bordados a 6*600e 10* apar.
dem em pecas com 12 jarda?, novos deseahos a
9*.
Toaihas felpudas de cores, para rottto, a 7*90
a dusia.
Meias inglesas, ornas.a 3*500, 4* e 6* a dita.
dem arrendadas para senhoxa a 8* a dita.
Seroulas bordadas de bramante a 12* e 16* a
dita.
Camisas -superioies frsneeaas a 38* e 42* a
dita.
Cobertas de ganga, forradas a 2*500 o 3*.
Lencoes de bramantes, grandes a 2*.
Chales de casemira, dem, a 2*, S* e 5*.
Cortee de casemira inglesa a 3*. 4* o 5*.
Cheviot superior, de 2 larguras, a 3* o 3*600 c
eovado.
Vendas em rnnHo.damo descont
da prac
59=-Rua Duque de Caxias^^59
Carneiro da Conha A C.
Camisas nacionaes
A *#S0. aoOOe S*500
32^-- Laja 4-Tua da impertriz aa 32
Vende-se neste novo estabeleeimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p.inhos de linho como de algodao, pelas
barates procos de 2*600,3* e 4*, sendo acands
muito melhor do que as que vecm do-estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambern
se manda-fasor por encommendas, a v-ontade dos
fregueses : na neva -loja-da-rua da. Imperatris n..
3 de Ferreira da Silva.
AoS2
3ovd loja de fazendas
Slt Rua da Impertriz = 3'<
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabeleormento encontrar o'res-
peitavel publico cm variado sortimento de tasen-
das de tod.is as qualidades, qae se vendem por
procos baratissimos, assim como nm bom sorti-
mento de roupas para hoAens, e tumbearse man
da faser por encommendas, p r-ter nm 'bom mos-
tr altaiate e completo sortimento-de pannoa'finoa
easeiniras e brins, etc.
Boiai para loras
aaaa da lmperairU-3*
Loja de Pereira da "Siilva
Neste estabelecimeto veaTle-'Beaa rOUps afca
tu mencionadas, que sao fea- Palitots pretorde civi* lagoaaei o
ttoolehovdot, aeo w>en4a mnito ea-
oovaaias, forrados-
Ditos dacasemiia treta, doiJbroaoimiito,
bem fltos e forjados
Ditos de'dita, faz.'ndamuifco sseihor
Ditos de flanella asul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo1 fsnida'' nraitc- encorpada
Ditos de casemira de Joras, rseudo muito
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
multo bem feitas
Ditas de brim de Angola, de mUleskim e
de brtavpardo a 2*, 2*500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas-a 1*200 e
Collctinhoa de greguella muito'bem ibitos
Assim como um bom sortimento de lencos d*
linho e de algodao, meias cruas e collarinhos, etc
lato na loja aa ?ua da Impertriz n. Sa
7*001
io*oer
12*00b
12*001
5*501
6*50t
8*00t
3*00(
1*601
l*00t
lardos
a too rs. o eovado
Na loja da Tua da Impertrtris n. 32, vealem s.
riscadinbos propiios para roupas de neniaos
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tendo quasi largura de chita franceza, e mi
como chitas brancas miudlnhas, a 200 re. o
do,e ditas es curas a 240 re., pechincha
toja o Pereira da Silva.
FaNtde*. setlnetas e lualnbaa a SO'
ra o eovado
Na loja da rda da Imperatris n. 32, vende-s
um grande sortimento defustSes braneos a BOt-
ra. o eovado, lahmas lavradas de furto-cores
fesenda bonita para vestidos a 500 ra. o eovado
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 rs. > eovado. pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
merinos preta** all
Vende-ee merinos pretjs de duas larguras pan
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 1*60(
o eovado, e suDe'nor setim preto para ebfeites t
i*500, acsim como ettas pretas, tahto lisas com
de lavoures braneos, de 240 at 320 rs.; na nvt
laja da, Pereira da Silva rua da Imperatris nu
mero 32.
.Igodiiozinlt franre para lencc
a MKtr*.. 1* e l*OO
Na loja da rua da Imperatris n. 32, vende-a
superiores algodoznbos franceses com 8, .9 e H
palmos de largura, proprios para lencoes deun
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 >
metro, e dito trancado pa a toaihas a 1*280, at
gim como superior bramante de quatro largura,
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na Ion
de Pereira da Silva.
Roepa para meninos
A i*. iIoo c e*
Na nova loja da rua da Impertriz n. 82, s-
vende ora variado sortimento de Vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e e^l
nba curta, feitos de brim pardo, a 4*000, di^a
de molequim a 4*500 e ditos de gjrgorao prelx
emitondo casemira, a 6*, sao rtrdto baratt* ; ri>
loja do Pereira du Silva.
ia, los a t
Vende Candido Thiago da Costa Mello em sen
derrito a rua Imperial n. 322, olsria.-Talephone
numero 221.
Pharmacia
Vend-se a armacao comfeaWSao, potes, vasilha-
ine e mais perteneas da Botica do Reeite, sito
raa do Bum Jess n. 26, por precos muito ctm-
modoi. Para inferroacoes, dirijam-se botica
francesa de BouquayroT Freres, rua do Bom Je-
us^___________________________-^
o engenho Ltge Formosa, perto da.estacao de
C-itoade, movido a*gua e^de saftejar ^rnals
de 2.000 pes de assucar, cem casa de vivena,
i^trW*adle mar trotas, tofias novas e em opimo
estado : a tratar no escriptorio a raa do Bom
Jess n. 12.
LOTERA
ALAGOAS
CORRE NO Dli 10 DE AGOSTO
imiMIVEL! IUTSAfluFZML! #
O p vigsimo desta importante 1
teria esta hahilitado a tirap**-.
10:006^00.
Os bilhetes acham-sea' viu-
da na Casa Feliz, praca d la-
dependencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 1$ de Agctf$e
1886, sem falta.
O portador de dous vigesisaws h)sta
importante lotera do eusto de 2*^00 fet
habilitado a tirar
2o:oi2$ooo
Pre^o em por^o
Vigsimo.
Vigsimo.
A' RETLHO
^eoo
i*IOO
36Rua Larga do Rosario36

f 00:0061000
LOTERA
DE 3 SORTEIOS
Em tmv dos fagennos da Colonia Orphanolofica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
IM/H 15 B BHadirO fl 1886.
0 thcsourero, Francisco Ciiriiyalves T^yye
fmm BARATAS
Pa bem conhecida loja dama Primeiro de
MaTfO n. 20
JUNTO DO LOIVRE
de 4^500, 5, PH 9, M
AlgodSe8 braneos, superiores qualidades, de 4I, 4t500, 54, ft#6i, '-6(1
Grande sortimento de madapolSea
IfibOO e 8*000
60500.
Saperiores cretones de 320 a 500 o eovado.
Batistes, lindro padroes, a 200 e 320 rs. o eovado.
Fustoes braneos d nt>vos desenhos a 440 e 500 rs. o eovado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 3$ 500.
Ditas d ganga cretone,bonitos padroes, a 3#000.
Lencoes de bramante, de linbo, de 2& a 4#000 a am.
Ditos de algodao de 1,800 a 2,5500.
Toalbas felpudas, de tamanho regular a 5000 a duzia.
Ditas grandes para banhos a 25OO0 urna.
Lengos de algodao de 1J800 a 2^200 a duzia.
D;+os ^e algodao, eom barra, a 2#400 a duzia.
liii pardo, claro, a 300, 400 e 700 rs. o eovado.
Dito Iraacado, lux. a U, l;5i00 e 1^200 o meto.
Cortes Jo vestido uc cretone de 20$ por 8#000.
U J..i\ianapos de linho de 3^500 a 6$ a dnaia.
Granae var'cdade de anquinhas de 2J a 5fJ000.
Meias cruas para homem a 5$, 6i, e 7)5000 a duzia.
Chambres muito bem preparados, para homem, de 50 a 100000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 20500 o eovado.
Algodao trancado de duas larguras a 10300 a vara. ^^
Bramante de blgodao, de qnatro largaras, de 10500, 10800 2J000 a
Dito do linho idm idem de 20, 20600 30 e 40000 a vara.
Leques de papel, de lindos desenhos, de 500, 800 e 10000.
Merino preto e azul a 04O rs. o eovado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o eovado.
Guarda p de brim de linho pardo a 40, 50 e 6JO0O.
Oxford p~ra camisas, lindos padr5es, a 280 300 e 340 rs, o eovado.
Velutinas de todas as cores a 10000 o eovado.
Molesquin de cores, bonitos padrSes, a 600 rs. o eovado.
Chales de algodao a 10200, 10400, 10600 e 2*000.
Costumee para banhos de mar a 80 e 100000. tt__
Cortinados bordados, para cama e janeas a 80 100, lf, 14 e 16#0W ****
Grande sortimento de ronpa feita para trabalhdores de cattfpo.
Encrrogamo-nos tambm de mandar faner qualquer roupa para
meninos, para o que temos um hbil oficial e um grande sortimento 4'p"
casemiras, etc. ,
Quem preci&r de algum artigo bom e barato, dever visitar ds
este anfigo e acreditado e'stabeecimeto.
ftMN
}
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si
aaa


Diario de PcrnambucoDomingo 8 de Agosto de 1886
ASSEMBLEA GERAL
(ilAHA DOi DEPUTADOS
3ESSO EM 22 DE JULHO DE 1886
P^IDBNCU DO SR. ANDHADE FIGUHRA
(Continuadlo)
Quanto ao [T ponto, o nobre deputado
Ueora em equivoco: o governo vem pedir
e*e crdito, porque a despeza referida sa
te* fra daa verbas do orcamento ja en-
carado, nao havia outro raeio senSo pa-
eal-HB por meio de crdito, mas j dase que
Sm essas desposas forajn efectuadas pe-
la adtniniatra^'eB anteriores.
Termina dizendo que premio que o
paiz saiba o estado da divida publica e que
os crditos que se toe-pedido sao prove-
nientes da liquidS'de despezas effectna-
das com urna Coragem que nao quer qua-
li^ar : vai enviar mesa o sea requer-
nrtnto.
Vem mesa, lido, apoiado, entra em
diajussao e sem debate approvado o se-
o-^nte requerimonto:
a Bequeiro que o projecto volte eom-
missao de contas para tomar conhecimen-
ko de novos documentos relativos a aug-
mento do crdito podido. Antonio Pra
d,
Voha, pois, o projecto respoctiva co~-
icissao.
OBgAMENTO DA MARI SHA
Continu'a a 2.' discussao do projecto n.
21 de 1886, fizando a despeza do minu-
tado da marinha para o exerciwo de 188b
187
O Sr. Rodrigo Silva (pela ordem) requer
c a cmara approva o encerramento
discussao.
Precede-se a votacio do projecto, que e
approvado com as
" 13. Capitanas
seguintes
de
emendas
portos : Em vez
de l
6:3705500 diga-se 195:4750500 sup-
prtmidos oito primeiros marinheiros no soc-
cotro naval do Rio de Janeiro e augmen-
tado se para urna delegada em Pelotas:
1 delegado 1:2005, 1 manuen18e,^An
reinadores a 305 mensaes ou 1:440*000.
i S 15. Hospitaes: Era vez e------
184:0875100, diga-se 183:5875100 redu-
nda a 1:3005 a gratificacSo do cirurgio
da enfermar da escola de aprendizes
marinheiros dacrte. Rodrigues Altes.
C Peixoto Henriques.- Guahy.- Luce-
a. Lourencp de Albuquerque.
O Sr. Coelho Rodrigues (pela ordem)
requer, e a cmara concede dispensa de
intersticio para que o orcamento da man-
cha entre na ordom do da de amanha.
E' remettido o projecto respectiva
eommissao com urgencia.
OBgAMENTO DA GEBBA
Entra em 2a discussao o seguinte pro-
jecto, fixando a despeza do ministerio da
gtfBrra para o exercicio de 18861887.
' A eommissao de opamente, tendo ex-
aminado a proposta do poder executivo,
na parte relativa despeza do ministerio
da guerra, no exercicio de 18861887, e
comparando a com a apresentada para o
de 1887 1888, verificou que aquella
de 14,702:0805604, menos 223:552^^7 i
do que foi votado para os exercicios de
1884 1885 e 1885 18S6 pela le n........
3 230 de 3 de Setembro do 1884 e decre-
to n. 3,271 de 28 da Setembro de 1885, e
nata d 14,513:6795397, menos.............
411:9535484 do que foi consignado para
. 03 referidos ex^rcicios.
A eommissao, conformando-sa com as
,Uerac5es feitas na proposte do ministerio
da guerra para o exercicio de 188< looo
Tista das reduccSes realisadas ; julga de
toda a conveniencia que as respectivas ta-
bellas explicativas do opamente do mesmo
ministerio para o exercicio de 188i wso
devera servir de base para a decretac-ao re-
lativa a 1886-1887.
Justificara as alterares eflectuadas as
diversas rubricas do orsamento os seguin-
tes motivos :
1*-Secretaria de estado c repartieres an-
nexos
Foi votada para os exercicios de.......
1384-1886 206:8905 e a proposta pede
~'"' F0LHET1H
tf.GLO
POR
zraa 22 mnm
206:1175, menos 7735. por passarem a ser
satisfeitas as vantegens do ajudante de
porteiro da repartieo de ajudante general
pela rubrica 13 Corpos especiaessem
augmento desta rubrica.
2*__Conselho supremo militar, etc.
Sendo o crdito votado de 43:7605, pe-
de-se a mesmo quantia.
3*Pagadoria das tropas
Pede o mesmo crdito de 40:6755000.
4* Archivo militar e ojjicina lithograhica
Orcou-se a mesma despeza de............
25:988000.
5' Instruccclo militar
Pede-se 352:4275400 menos 1:9125600.
Tendo-se augmentado 9:7625900 a sa-
ber : 342:900 de mais um dia de sold e
etapa as pracas e alumnos, por ser bisexto
o anno de 1888, 3:0005 no pessoal da Es-
cola do Tiro, era virtis do decreto n....
9,259 de 9 de Agosto de 1884, 1:5005
na illuminacao da Escola Militar da Corte
e 1:2005 para o expedienta e despezas
miudas da referida Escola do Tiro, e re-
duzido 11:6755500, a saber : 3:2005 no
pessoal da Escola Militar de S. Pedro do
Rio-Grande do Sul e 8:4755500 as van
tagens dos alumnos desta osela e da cor-
te, na forma do citado decreto n. 9 259,
d se aquella differenca de 1:9125000.
6* Intendencia du guerra
A proposta de 99:9125500 mais........
4:7505000.
A difierenga para mais de 4:7505 pro-
vm : 3:7505, de elevar se de 15500 a
25 a diaria de 25 serventes que, na forma
do regulamente de 19 de Outubro de 1372,
contara mais de cinco anuos de servido
cffectivo e 1:0005 de contemplar se mais
um encarregado do deposito de plvora,
omittido no orcamento anterior.
7* rsenaes
A proposta pede 856:2395500, menos
40:3525500.
Comquanto so augmentasse con.....
17:5645500, a saber: 1645500 de mais
um dia na diaria e etapa dos patries e re-
madores dos escaleras por ser bisexto o
anno de 1888 6:0005 de calcular-se em
25 a diaria de 40 serventes do arsenal de
guerra da corte, computada em 15500,
6:0005 de fixar se era 15600 a diaria de
50 serventes dos cinco rsenaes das pro-
vincias, contemplados com 15200, e.....
5:0005 de incluir-se vencimentos para um
guarda-fiel e um servente dos depsitos de
plvora desses rsenaes, omittidoa nos or-
jamentos anteriores, tendo-se reduzido...
57:9175, sendo : 20:0005 na acquisicao
de materia prima e 37:0005917, 10 l0 nos
jornaes dos operarios, d-se a referida dif-
irenos, para menos, de 40:35^5500.
8" Deposito de artigos bellicos
Sendo a proposta a mesma de 59:9605,
nao ha differenca.
9aLaboratorios
Ped-se 92:0205, mais 5:3005000.
Provm a differenca de terse augmen-
tado 8:7205 para attender ao pessoal ne
cessario s oficinas e diffrentes servijos do
laboratorio do Campinho e reduzido.....
3:4205, a saber: 1:1005 na verba-Ex-
pediente 1:0005 na materia prima.....
1:0005 em instrumentos e ferramentas e
3205 em despezas miudas do mesmo labo-
ratorio.
10.* Corpo de sade
Sendo o crdito votado de 503:1305000,
pode s a mesma quantia.
11* -Hospitaes e enfermarias
Oreada a despesa em 426:6675466, pe-
de-se mais 76:5925460.
Provm este augmento : 76:5105000 de
dotarera-se as verbas deficintes do mate-
rial a fazer face s necessidades dos res-
pectivos servieps; e 525460 de, sendo bi-
sexto o anno de 1888, calcular-se mais um
dia de sold e etapa dos officiaes e pracas
e diaria dos serventes, aproveitado assim
o erro de cahulo para mais 295200, vo-
tado na verbasold, da companhia de
enfermeiros do exercicio de 1884 1885.
12.*Estado-maior general
Sondo o pedido de 243:9845, ha o ex-
cesso de 2045000.
Provm tal excesso de mais um da de
por
ser bisexto o anno
etapa e forragera,
de 1888.
13.'Corpos especiaes
Pede-se 923:0625800, isto mais...
61:5255300.
Provm o augmento : 61:0*75200 das
vantagen dos officiaes do quadro extra
numerario nao contempladas no orgamento
anterior, e 4985600 de mais um dia de
etapa e forragera, por ser bisexto o anno
de 1888.
14*__Corpos arregimentados
Oreada a despesa em 2.207:1015, *
augmentada em 1:4175000.
A differenca justificase com mais um dia
de etapa e forragem, por ser bisexto o anno
de 1888.
15.*Praqas d* pret
Pedindo-se 1.409:1445000, dase a re-
duccao de 27:2145310.
A redcelo seria de 30:0005 da gratifi-
cado a agenciadores de voluntarios, que
foi eliminada, se nao se conteroplasse
2:7855690 de ais um dia de sold e gra-
tificacSes s pracas de pret, por ser bisex-
to o anno de 1888.
16.*Etapas
Oreada em 2.569:3205, foi redunda de
42:2555000.
Provm esta differenca de calcular-se a
etapa em 520 rs., iste menos 10 rs.,
diarios para cada praca de pret.
n>_ Fardamento
Pede-se 1.384:3325303, menos.......
380;0015T72.
A differenca para menos provm de nfto
se orear quantitfttivo para fardamento em
atraso.
18.*Equipamento e arreos
Foi oreada a despesa em 117:1395t>00,
igual votada para o exercicio ultimo.
19.*Armamento
Orcou-se a despeBa em 47:1605, gnal
do exercicio anterior.
20.aDespesas de corpos e quarteis
Pedindo-se 460:0005, d-se a differenca
para mais de 20:0005000.
A differenca para mais provm do aug-
mentar-so a verba destinada remonta de
ca* allos para o exercito, que, sendo de
40:0005, foi elevada a 60:0005000.
21.*Companhias militares
Orcou-se em 535:1415250 a dmpesa
deBta rubrica, igual do exercicio ultimo.
22.a Commissdes militares
O pedido de 76:2665 igual ao votada
para o exercicio anterior.
23SClasses inactivas^
Sendo a despesa oreada em 764:7735116,
ha a differenca para menos de 42:9225040.
A differenca proveniente de reduelo
no numero de pracas de pret reformadas
e no valor da etapa dos invlidos.
24.aAjudas de custo
Foi oreada a mesma despeza de 30:0005
do exercicio anterior.
25.*Fabricas
Pede-se 90:0505378, isto menos....
1:7305122.
Aproveitado o crdito especial de....
24:0005, destinado compra de machinas
e apparelhos para fabrica da plvora da
Estrella, em virtude da reforma teda por
decreto n. 9,368 de 31 de Janeiro
1885, d-se a differenca para menos
1:7305122.
26.'Presidios e cllonias militares
Pede-so 106:2185100, menos 4:5815400.
A differenca provm de ter-se augmen-
tado 6265600, a saber: 6005 na gratifica-
Cao de urna professoia de primeiras !"*
da colonia Pedro II, no Para, e 285600
de mais um dia do etapa, por ser bisexto o
anno de 1888; e reduzido 5:2105, a sa-
ber : 2:8405 das despesas com a colonia
Taquary, em Matto Grosso, mancipada
por aviso de 19 de Fevereiro de 18< 9, e
2:3705 de medicamentos.
27* Obras militares
Pediodo-se 500:0005 d-se a rednecao
de 40:0005000.
28aDiversas despezas eeventuaes
O pedido de 540.0005 igual ao votado
para o ultimo exercicio.
29' Bibliotheca do exercito
Pede se a mesma quantia de 3:8905000.
Tendo sido creada, por decreto n. 9,429
de 30 de Maio de 1885, de conformidade
com o | Io n. 1 do art. 6o da lei n. 3,290
de 3 de Setembro de 1,884, urna escola de
tctica e de tiro na provincia do Rio Gran-
de do Sul, devendo reger-se provisoria
mente pelo regulamento approvado pelo
regulamento approvado pelo decreto n.
9,259 de 9 de Agosto de 1884 para a es-
cola geral ie tiro do Campo Grande, con-
vm contempler-se na rubricaInstruccSo
militaro necessario crdito, sendo 3:0005
para o pessoal e 2:8005 para o material ;
e, podendo-se attender ao referido augmen-
to sem alteracSo para mais na despeza pro-
posta, parece eommissao que se pode fa-
zer, sem inconveniente para o servio, as
seguintes reduc5es no dito J 5oInstrnc-
cSo militar a saber :
No material :
Luzes para escola militar
da corte 4:5005000
Expediente da escola do
tiro do Campo Grande 4005000
Acquisijao de compendios
para as escolas regi-
mentaes 1:0005000
cor-
raili-
mi-
5:9005000
Portante, sendo o augmento da despeza
na referida rubrica destinada escola tc-
tica e de tiro de 5:8005 e as reduces
feitas no valor de 5:0005, ficar o dito
5o reduzido do 1005 no seu total.
No % 1Secretaria de estado e repar-
tieses annexas deve deduzir-se a quantia
de 9605 importancia da gratificacSo de um
praticante addido secretaria da guerra,
que foi promovido, por portara de 5 do
crrante mez, a amanuense da mesma re-
particao, ficando, poi issoo mesmo para-
grapho reduzido a 205:1575000.
Alm das alterac5es feitas pelo governo
na sua proposta, desejaria a eommissao
propor outras, attentas as criticas circum-
stancias do thesouro nacional; mas, reco-
nhecendo que teria de prejudicar esse im-
portante serrico publico, que j tem sof-
frido grandes redceles, de parecer que
seja adoptada para o exercicio de 1886
1887 a proposta para exercicio de 1887
1888 referente ao ministerio da guerra
503:1305000
426:6675460
243:9845000
923:0625800
2 207:1015000
1 ,'409:3445090
2,569:3205000
1,384:3325303
117:1395500
47:1605000
460:0005000
335:1415250
76:2665000
764:7735116
30:0005000
90:0505378
106:2185100
500:0005000
540:0005000
3:8905000
14,512:6195397
Sala das commissoes, em 26 de Junho
de 1886, Carlos Peixoto. Pereira Silva.Mattoso Cmara. Guhy. 3iVa
lanares. -Rodrigues Alvss. Lourencp d
Albuquerque.
Vem mesa, lida e apoiada pelas as-
signaturas, entra em discussao coujuncta-
9a Laboratorios
10. Corpode saude
11. Hospitaes e enfer-
marias
12. Estado maior ge-
neral
13. Corpos especiaes
14. CorpoB arregimen
tados
16. Praca." de pret
16. Etapas
17. Fardamento
18. Equipamento e ar-
reios
19. Armamento
20. Despezas de
' pos e quarteis
21. Companhias
tares
22 CommissSes
litares
23. Classes inactivas
25. Ajudas de custo
25. Fabricas
26. Presidios e colonias
militares
27. Obras militares
28. Diversas despezas
eventuaes
20. Bibliotheca do ex-
ercito

de
de
com as emeadas feitas nos | 1
ber:
Resoluco
Ia Secretaria de de es-
tado e repartieres an-
nexai>, eliminada a
gratificacSo de um
praticante addido da
secretaria da guerra,
promovido a amanu-
ense
2a Conselho supremo mi-
litar e de justica e,
auditores
3a Pagadoria das tro-
pas
4 Archivo militar e of-
ficina lithograpbica
5a Instruceao militar re
duzindo-se 5:9005,
sendo 4:5005000 na
verba illuminacjlo
para Escola Militar
da c0orte,-4005000
no expediente da Es-
cola de Tiro do Cam-
po Grande e 1:0005
na quota destinada
acquisicao de compen-
dios para as escolas
regimentees, e aug-
mentando-se 5:8005,
para a escola de tc-
tica e de tiro na pro-
vincia do Rio Gran-
de do Sul, sendo...
3:0005 para o pes-
soal e 2:8005 para o
material
6a Intendencia da guer-
ra
7' Arsenaaes
8* Depsitos de artigos
bellicos
e 5 a sa-
205:1575000
43:7605000
40:6755000
25:9885000
\
CONTINU\CaO DE ANGELA)
(Continuaco do n. 179 J
XX
__O doutor o homem mais cavalheiro
que eu tenho conhecido E' um coracSo
de delicadeza excepjional, urna alma no-
bre, e a posicSo que elle lhe vai dar, dan-
do-lhe o seu nome, ser invejada por to
das as mulheres.
__Por isso, senhor, replicn Cecilia, a
minba existencia inteira nao ser bastante
longa para lhe testemunhar o meu reconhe-
cimento... Por elle nao hesitaria em derra-
mar o meu sangue at ultima gotta.
Esses sentimento fazera lhe honra,
inibba senhora.
Que mulher seria eu, se nao pensas-
se assim ?!
Por boje a nossa entrevista est ter-
minada, mas, amanba, a sua presenca -
qm necessaria.
A que horas devo apresentar-me no
sen gabinete T
__A's onze horas em ponto.
C estarei.
Farei o possivel para a nao demorar
BBito tempo.. Queira ter a bondade de
ttransmittir os meas cumprimentos ao Dr.
Proli.
Assim farei, senhor.
Cecilia assignou o processo verbal do re-
cauhecimento da mala e do agenda, cum-
prtmentou o Sr. de Gevrey e retirou-se.
Proli esperava pela sua volta, com urna
impaciencia que nao era isempta da ancie-
dade.
J o dssemos : por raudo bem que ti-
vesse tomado as suas precaucSes para afas-
tat a menor possibilidade de suspeita, tudo
qaanto tinba relacio com a justica e com a
pocia inquietava-o
Logo que entrnu na casa de saude, Ce-
cilia foi direito ao gabinete do director.
Entao, querida menina ? perguntou-
Ihe Proli, depois de a ter beijado.
O as8a8sino de meu pai foi descober-
to, responden ella logo.
O italiano estremecen.
O assassino foi descoberto... repo-
tio elle, sentindo um calafrio percorrer-lhe
o corpo ; porque essas palavras pareciam
referirem-se a elle.
E' verdade... est preso.
Proli respirou.
Mais do que nunca, o perigo afastava-se
delle ; visto que a justica transviada em
caminho errado, julgava ter debaixo da
mSo o verdadeiro culpado.
Cecilia continuou :
E' verdade, o miseravel e3t preso,
bem coma a sua cumplico. ^
Que cumplice ?
Angela Bernier.
Com o seu maravilhoso talento de come-
diante, o italiano representou a sorpreza.
Presa exclamou elle, ADgela Ber-
nier, sua irma !
Oh 1 nao d esse nome a 8emelhan-
te monstro!
- Existem provas contra ella ?
Provas eBmagadoras Encontraram
escondido na sua residencia o agenda, per-
dido oor mim e qu continhaa carta de meu
pai... ao mesms tempo, na casa do outro,
na do assassino, descobriram a mala que
meu pai trazia em viagera.
O italiano experimentou um espanto pro-
fundo ; mas nao deu a conhecer.
Como se chama o assassino? pergun-
tou dle.
Osear Rigault.
Osear Rigault... repetio Proli, e re-
vivendo-lhe este nome as suas recordacSes,
poz-se a pensar no homem que tmha visto
comprar a navalha corsa semelhante sua,
na loja do cutileiro de Marsnlha e queera-
quanto contava as suas decepc3ea em tr-
ras d'Africa, pareca ter vaidide em cha-
marse Osear Rigualt.
Por que estranho acaso tinha-se tornado
aquello homem possuidor da mala de Jay-
me Bernier T I
O enigma pareca indecifravel.
De mais, isto pouco lhe importava.
O principal, para aquello miseravel era
a sua salvacio asegurada, d'alli em dian-
te, pela dupla prtsao que se acaba va de ef-
352:3275400
99:2125500
855-.S395500
59:9605000
mente com o projecto a seguinte emenda :
i Seja augmentada a verba do 20 do
orcamento da guerra com a quantia de
6005 para a gratificacSo do ajudante do
auditor de guerra, na provincia de Per-
nambuco.
Sala das commissoes 22 de Julho de
1886.darlos Peixoto. Lourenqo de Al-
buquerque Rodrigues Alves. -Mattoso C-
mara. Lncena.- Silva Tunares.Henri-
ques.
Vem mesa, lida e vai eommissao
de orcamento por importar augmento de
despeza a seguinte emenda :
< A etapa dos officiaes que servirem as
guarnieres das provincias do Para e Ama-
zonas ser elevada ao dobro da que ora
percbem.Dr. Canto. Dr. CUrindo
Chaves. Costa Aguiar. Passos Miranda.
Quilherme Cruz.
Vem mesa, tida e vai eommissao
de orcamento por imputar redaejao da re-
ceita o seguinte additivo :
A disposicao do art. 13 n. 14 do re-
gulamento de 19 de Maio de 1883, que
baixou com o decreto n. 8946, fica exten-
siva aos documentos que os officas e pra-
Caa de que trata o mesmo regulamento,
quando submettidos a processo no foro mi-
litar a seu pedido, Japresentarem em sua
defesa para serem annexados aos respec-
tivos processos.
Sala das sess5as, em 22 de Julho de
1886. Carlos Frederico Castrioto. Dr.
Jos FerreiraCantao.E'cragnolU Tau
nay.
O Sr. Candido de Ollveira ap
plaudiria o nobre ministro se visso que
S. Exc estava disposto a realizar as eco-
nomas a que se presta a pasta da guerra,
supprimindo repartieres dispensaveis e pes-
soal superfluo ; mas infelizmente as auto-
risac^es do que a sua maioria o investe
para cortas reformas e organisacilo de ser
vicos de mero luxo, como seja a da coude-
lara do Rio-Grande do Snl para remonta
da cavalhada do exercito, desanimam o
orador, e fazem-no acreditar que urna
baleia a programma de economas annun-
ciado pelo governo.
Apezar de terem sido j discutidos as
forcas de trra os assumptos de que vai
tratar, o orador, ve-se obligado a insistir
as consideracoes que fez para mostrar, a
superfluidado de algumas repartieres que
continuara, a manter-se, e a nenhama von-
tade do governo em fazer cortes nos diver-
sos servidos da pasta da guerra.
Pronuncia-se contra a*conservac*o da in-
tendencia da guerra, repartieo que con-
sidera intil, e cuja suppressao dara maior
regularidade ao servio, realizando nao p^
quena economa.
A manutencao dos rsenaes de guerra
da Babia e Pernambuco tambem lhe pa-
rece um desacert. Com a economa re-
sultante da suppressao destes dous estabe-
lecimeatoa poder-se-hia melhorar o arsenal
do Pari ouja utilidade geralmente reco-
uhecida.
Relativamente ao oorpo de sade nota
qus excessivo o numero de 149 cirur-
gioes para aa exercito de 13,500 homens.
Accresaa que a distribuic- dostes mdi-
cos militar tao deteituosa, que baste
lembrar as ao passo que na Babia, onds
ha urna (acaldado de medicina, ezistnm de-
zoito medios, na provincia da Goyaz exis-
tem abenas dous 1
Quanto ao corpo ecclesiastico do oxer-
cite, ohaert a mesma aaomalia, e julga
qus os 80 funecionarios de que se compoa
esse corpo anmeroso excessivo para o nosso
pequeo amero de corpos. E a prova
disto q ha 30 vagas no corpo eccle-
siastico qaa anda u3o se preencheram,
naturalmente por nao havor necessidade.
Manifsstou-se tambem contra a conser-
vado do estado maior de 2* classe, corpo
que, por um acto legislativo, est condera-
demnado a dasapparecor.
N4o "oosaprehende a manuteticl deste
estado-maior, qaando os respectivos offi-
ciaes poderiam ser ligados ao estado-maior
de 1* claasa. Se o nobre ministro nao ti-
vasae asante mSo da reorgonisaclo das
tres armas do ercito, fcilmente podara
reduzir o quadro desloa officiaes, a pro-
porcJo que se fosem dando as vagas,
para nao oflender direitos adquiridos. As-
sim econoaiiaaria muito e harmonisava os
quadros da officialidade de accSrdo com as
exigencias do servio.
Nao sabe se seria melhor confiar o tes-
tamento da pracs, na provincias, a as-
sociajSes beneficentes, ou mantar enferma-
ras e pbarmacias destinadas a esse aervi-
Co; mas parece-lhe que o pri.neiro alvitre
dar melhores resultados e ser ma3 eco-
nmico.
Tardava-lhe saber que motivo o jais for
asador da colpa tinba convocado a filha del frenar.
Jppto Bernier. 1 Angela Bernier, compromettida com a me qualquer... E nao falhou.
mais infernal habilidade, ficaria inhabilita-
do para provar a sua innocencia.
Seria condemnada e a condemnacao
com certeza seria capital 1
Subira ao cadafalso ; porque se nao per-
d6a aos parricidas.
Desapparecia a mai, restava apenas a fi-
lha- a n L
A filba... 1a ocenpar-se della.
Tudo quanto acabamos de. dizer passou
pelo cerebro do italiano, em menos de um
segundo.
Proli perguntou a Cecilia:
Sabe, querida menina, ss este Osear
Rigault, nao podendo lutar com a eviden-
cia, se resolvu a confessar o crime T
Ignoro-o. O Sr. de Gevrey nada me
disse a tal respeito. Mas parece que elle
nao se preoecupa com as negativas do assas-
sino ; visto que provas materiaes dmons
tram a sua culpabilidade... Como isso, po-
rm, pareea ntereseal-o, eu perguntarei ao
Sr. de Gevrey.
_ Deve tornal-a a ver, em breve ?
Devo.
Quando ?
Amanha, no seu gabinete, s onze
horas em ponto.
Entao, perfeitamente. .. Eu con-
duzirei ao palacio e de l ire ao juiz de
paz, que me escreveu, pedindo-me que v
l amanha, s onze horas e raeia.
O dia passou sem incidente notavel.
Proli havendo sabido por Cecili a pri-
sXo de Angela, esteva certo de receber a
visita do official armeiro.
Este chegou pelas dez horas da noite.
Angelo tinha dads ordem para o mandar
entrar, todas as vezes que elle se apresen-
tasse.
Eccerrouisa com elle no mesmo gabine-
te em que estivera com Cecilia,e disse-lhe :
E entao ?
E entSo, replicou o armeiro, nao creio
sorprthendel-o, contando o que se passou...
O golpe foi dado por mao de mestre. De-
pois.je ter escondido o agenda, em um dos
quartos da hervanara, o senhor previa co-
mo a cousa devia acabar.
Ah 1 comprehondeste t disse Angelo.
sorrindo.
Para comprehender nao era necessa-
rio ter inventado as espingardas de percus-
aao central 1.. Ora, se comprehendi! E
pareceu-me mesmo a bregeirice muto bem
arranjada I... A descoberta do agenda de-
via fazer acensar a harvanaria de um cri-
Sei, com efifeito, que ella foi presa
esta manha.
Mas eu joguei urna partida arrisca-
da !... disse Luigi, posso ser preso
Desejaw que o nosso ministro lhe lem-
brasse se j est elaborado o regulamento
para o serrico das tropas em campanha.
Este assumpto importante, porque o ser-
vico em qaefltSo acha-se at boje regulado
pelas ordenabas portuguesas completa-
mente eatemnhas ao methodo de servijo
do exercito brazileiro.
Estimara saber tambem se o servieo da
fabrica d plvora da Estrella est deter-
minado ds aocrdo com as prescripc^es do
art. 78 do ultimo regulamento. Convm
saber disto para se verificar se observa-
da a ecooomia recommendada nesse ar-
tigo.
Quanto ao archivo militar, pensa que
essa repartieo hoje urna superfluidade,
porque nao executa os servieos que cons-
tituem a ana especialidade, como se-
jam plantas estratgicas e topographicas do
imperio. As cartas que existem sao man-
dadas levantar pelo ministerio da agricul-
tura ; e o archivo acha-se inactivo : con-
centra apenas urna officalidado que perce-
be honorarios de commissSes.
Deseja tambem que o nobre ministro da
guerra lhe informe qual o numero de ihs-
pecc5es militares que actualmente funecio-
nam, porque lhe parece que o sen numero
excessivo, e que a verba para este servi-
CO se a cha esgotada.
Terminando, diz que o nobre mintro,
se quiaer, tem ensejo favoravel para rea-
lizar na ana pasta nma economa de cerca
de 2,000 centos de ris.
(Continua). .
__Xu! por teres quebrado um vidro
com a bengala, e por havel-opago sem re-
gatear ... replicou Proli. Como podem
pensar em ti e ficares eompromettido ?
__ Nunca se sabe o geito que as cousas
levara... mas, se se voltarem contra mim,
nao me queixo... Proced com conheci-
mento de causa-----Consentindo em ser
vilo, vi perfeitamente que se tratava de
cousa muito difirante do que urna graja
feita hervanaria .. Fui pago, nada te-
nho que dizer.
__ Depois da prisao, o que acontecen?
Feeharam a loja... A gente da jus-
tica. .. ou da injustiea, como quizerem,
Lraram a chave.
Proli deu um pulo na cadeira.
Levaram a chave repetio elle.
Sim, senhor.
Mas a moca ?
A moca foi posta no olho da ra.
Desapparecida exclamou o italiano
com colera.
Um sorrso acudi aos labios do armei-
ro.
Per Bacco disse elle em seguida ;
dir-se-hia que isso a apoquenta.
Com effeito.
__ Desejava ter a pequea debaixo de
mao ?
Foi com o fim de solar a nina que
eu quiz prender a mai.
A..X-L
Ora esta disse Luigi, rindo. Um
sabio como o senhor, amoroso !
Eu, amoroso? Ora deixe-me, res-
pondeu Angelo com tora quasi feroz.
- Ainda bem !.. Isso tinhame admi
rado e dizia muitas vezes commigo : o pa
trao deve ter fim mais serio do que um na-
moro.
E's inteligente.
Isto de nascenea------e depois eu
gosto dos episodios dramticos... foi o
theatro que me den este gosto.
Sabes o que foi feito da da filha da
hervanaria ?
Sei. Foi recolhida pela criada ve-
lha, que a levou para casa... Estas cou-
sas sempre fazem effeito nos dramas, estas
dedica e3es...
E a criada velha on ie mora *
Ra das Damas n, 108, na casa que
fio ao p da da hervanaria.... J sal
tanto como eu, mi padrn... agora, o
senhor l se avenha.
E, pronunciando estas ultimas palavras,
o official armeiro observava ngel Proli
pelo cantinho do olho.
Este tinha-se levantado e passoiava a
grandes passos, pelo gabinete de trabalho
com urna agitaeao que indicava a desordem
do seu espirito.
No fim de dous ou tres minutos, corae-
Cou a andar mais de vagar e acabou por
parar, diante de Luigi, calado e immovel,
e disse-lhe :
Tenho confianea em ti.
Per Bacco l- pode ter... Pertoneo-
lhe inteiramente.. Parece-me que j lh'o
prove prestando-me inmediatamente e sem
pedir explicac5es, ao quo quera de mira
Pagou-me, verdade, mas teria recusado
trabalhar por dinheiro, se nao tivesse gran-
de desejo de lhe testemunhar o meu agra-
decimento... Gosto das moedas de cera
sidos, porque impossivel passar sem el-
las : mas urna vez que eu tenha uns vinte
trancos no bolso, nao me importo.com as
grandes quantias.
Queres pertencer, nao minha casa,
mas minha pessoa ?
Se deve ser na qualidade de criado
de quarto, nao me agrada... Gosto muito
de minha independencia. *
N2o ca qualidade de cralo de
quarto. .
Entao para que emprego me )ulga
com habilidade ?
. Ficars commigo, sem emprega de-
finido.
Comprehendo____Um homem para
tudo... e executor de seus altos e baixos
planos... entre nos, na Italia, chamava-ss
a essa gente bravi, sabe-o tao bem como
eu e todos os grandes senhores tinham o
seu.
Aceitas T
Diavolo 1... O senhor vai depressa,
prop3e-me de improviso urna cousa que pe-
da rt'flxao... Som conhecer o fim a que
se dirige, adivinho-o quasi... E' necessa-
rio de8embaracr o caminho diante do se-
nhor e marcar-lhe as cartas, para lhe p6r
na mao os trunfos, na grande partida que
vai jogar... Isso perigoso...
__ Para um imbcil, talvez ; mas nao
para ti, qne es de urna finura fra do vul-
gar e inteiramente de primeira forca.
Este elogio lisongeou deliciosamente a
vadade de Luigi.
Men Dens, respondeu este, com o se-
nhor nao quero ter falsa modestia... Con-
cordo de boamente que tenho, no meu sac-
co, mais manchas do que as neces-
sarias para por tonta a polica, e era capaz
de desafial-a pra me descobrir a pista, se
eu tivesse interesas em occultar-lh'a....
Mas...
O operario intterrompeu-se.
Mas o que ? perguntou Proli. Po-
des recusarme, depois que me entreguei a
ti... E' preciso que tu me auxilies a afas-
tar, por todos os meos, os obstculos que
se levantam entre mim e o fim a que me
proponho, e eu realizarei todas as tuas am-
bicSes, sejam ellas quaes forera... A tua
ambicio, acabas de o dizer, era ter sempre
no bolso vinte francos... tl-o-has e o tn-
A minha bolsa ser a
uizeres, sem ser
amos l, acei-
plo se qaizeres
tua, tirars della quanto qu
necessario dizer-m o.... Vamos l,
tas?
Olbe, mi padrone, exclamou o ar-
meiro, rindo, o senhor est me fazendo o
effeito de Mephistopheles, seduzndo Faus-
to. .. O senhor fascname; deixa- me pe-
trificado. .. O diabo me levo, se nao
magnetismo Sinto que poderia entesar-
me para lhe resistir o responder i3o e n3o
o conseguira... Pois bem, v l, consin-
to... Son, para o senhor, a sua alma dam
nada, o seu bravo... Ordenee obedecer.
O que necessario fazer ?
Proli baixou a voz para responder.
E' necessario que uma pessoa desap-
pareSa.
Qaem essa pessea
A filha da hervanaria AngelaiBermer
Muito bem... j sappunna... A
pequea dev'e desapparecer, momentanea-
mente/ba para sempre?
Para sempre.
de uma questao de heraa-
. Trate-se
ca ?
_ Trata-se.
Muito bem.. ha de se achar um maio
encabse.. Devo continuar a vigiar a boa
dahervanara ?
E' ionil, o que l se passar (se se
passar alguma cousa) pouco me importa
*8 Comtudo, indispensavel, replicn
Luiei, estar ao par dos factos o gestos, da
idas e viudas da criada velha por qaem a
moca foi recolhida. #
(Coninuar seha)
Trp. do Diario roa Duque de Oaxias n. t,
J


Full Text
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