Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19853


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Full Text
ANNO LU HUMERO 119
PARA A CAPITAL E LI7CAI11 OSDE WAO SE PACA PORTE
..... 60000
..... 12^000
.'...... 240000
Por tres mezes adiantadoc
Por seis ditos idem.
Por um anno ideai
Cada numero avulso, do mesmo da.
SABBAOO DE AGOSTO DE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
0100
Por seis mezes adiantados.....
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem.......
Cada numero avulso, de dias anteriores.
130500
200000
270OOG
0100
DIARIO DE
RNAMBUGQ
Proprietade ir Jlatwel f\#ntvcoa be iaria 4 -fUljo*
TELEGRAHHAS
se?";; futidlas so ciabio
RIO DE JANEIRO, 6 de Agosto, s 3
horas e 35 minutos da tarde. (Recetado
s 4 horas e 55 minutos, pelo cabo subma-
rino).
Boje, na Cmara don Depntatlo, o
"r. Pedro Beltro apreaenton ana
requer ment, caja dlacnao flcou
adiada por ter pedido a pnlnvra ou-
(ro deputado aolialtando Informa
ce* acerca da nao taneco do orra-
menio provincial de Pernamboco.
5SS:i;S BA HICU 2A7AS
(Especial para o Diario)
LONDRES, 6 de Agosto.
V'iama reunlo preparatoria da
Cansara don Commuua. foi reelelto
o aeu antigo presidente.
Agencia Havas, filial
6 de Agosto de 1886.
en Pernambuco,
NATACAO
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO K DAS ESCOLAS
> 41 IHUIOK K 8ALVAEKT08
(CorUmuaoO)
Durante a noite de 29 a 30 de Agosto, pelo
ara vez de rJuugeneas, deelarod-seo motempo. O
Teoto. que at all soprava de S. S. O rondando
para N. O., impellio o navio para as costas de
Franca : o capito Hunter aguentou-se ao largo
em quanta ple, e chegou mesmo a conseguir
ganhar um pauco para barlavento; ajas augmen-
tando a cada momento a tempeatade, foi a barca
arrastada para Boronh-t onde, infelizmente, nao
eooseguio eutrar.
A populaco martima, inquieta pela sorte dos
sene barcos de pesca, estava reunida na praia.
Circulavam entre a multidio boatos sinBtroa,
guando a vista da barca em perigo fea convergir
para ella todas as attencoea. Tinha pouoo panno
largo. Os martimos cenauravama molleza das
suas manobras .
Todava o capito Hunter decidio-se por fim a
largar a gavia grande, o traquete a vela r.lsto,
porm, tarde de mais,e quando j nao poda evitar
o encalhe.
Effectivamente perto das cinco horas da tarde
a Amphitrite encalhou, quasi defronte do estabe-
lecimento dos banhos de mar, a cerca de um kilo-
metro da praia.
Com um oculo era fcil distinguir a gente de
bordo que (cousa notavel !) nao s nao fazia signal
algucn pediado soccorro, mas nem siquer lancava
mo deHjualquer expediente no intu toda salvar-Be.
A mar baixava, e devia coatinuar aiuda a vasar
durante prximamente duas horas. Era este o
taso de op.-rar com energa, e de aproveitar esees
instantes preciosos antes que o pabre que navio
acabasae de se despedacar sobre o sen leito de
norte.
Os martimos de Bolonhi, debaxo da direcco
dos oficiaos do porto, puzeram valentemente as
maos abra. Pelo que respeita ao capito Han-
ter, tinha-ae limitado a largar urna ancora para o
fundo, e tr-nquilisava o scu espirito com a idea
deq-m a mar elidiendo lhe poria o navio aado,
:u!culo absurdo quando o vento acoitava as va-
gis com til furia ana os praticos da costa a muito
cuate conseguan) lanzar ao mar o seu escaler.
A euercia do etptto ingl-zque devia ter
arreado os seua escaleras .ara, ao menos, eatabele-
cer cab)s da vaivero,irritara os espectadores.
Mas que fazcui elles ? Porque eaperam ?
Acaso au perceberam que se tardam muito, nem
gente nem barca si- salvam ?
Isto diziam os innume roa mariuheiros reuni-
dus na praia.
(Contina)
ft O VERSO DA P O VIVC I A
LE N. 1.881
Ignacio Joaquim de Sonza Leo, hachare! em aciencias jurdicas
e sociaes, fidalgo avalleiro da casa imperial, cavalleiro da Ordem
da Rosa e 1* vce-presidente da provincia de Pernambuco :
Faco saber a todos os seas habitantes que a Assemb'.a Legis-
lativa Provincial decretou e eu aanccionei a resolucao seguinte :
Art. 1. Fica pertencendo freguezia de S. Jos de Bezerros o
sitio denominado Serra Grande, de propriodade de Francseo Be-
zerra de Vasoencellos Filho, com todos os terrenos ao mesmo sitio
pertencentes, tanto na parte civil como na eccleaiastica.
Art. 2o Ficam revogadas as diaposices em contrario.
Mando, portante, a todas as autoridades, a c,uem o conhteimen-
to e execuco da presente resolucao pertencer, que a cumpram e
facam cumprir tao inteiramente como nella ee contm.
O secretario da presidencia desta provincia a faca imprimir,
pnblicar o correr.
Palacio da Presidencia Je Pernambuco, 4 de Agosto de 1886,
65* da Independencia e do Imperio.
L. S. Ignacio Joaquim de Souza. La o.
Sellada e publicada a presente resolucao nesta Secretaria da
Presidencia de Pernambuco, aos 4Vle Agosto de 1886.
Servindo de secretorio,
Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.
?ARTE 0FFIC11L
ministerio do Imperio
Por portara de 26 do mez findo foi no-
meado Pedro Antonio Paes para o lugar
di secretario da inspectora de Hygiene
da provincia do Para.
Ministerio da Guerra
Poram transferidos do um para outros
aorpos o 8eguintes alferea da arma de in-
tantaria.
Gustavo dos Santos Sarahyba, do 6o
batalhlo para o 10 : Manoel Francisco de
Aranjo Reg, da companhia da provincia
e Alagoas para o 9o ; Nuraa Pompilio
Brando, do 16 para o 13; Adolpho r'er-
nandes Mantniro, do 13 para o 14; Ma-
noel Vieira Lopes, do 2' para do 21; Jos
Sorge de Mello do Io para t companhia
o Rio Grande do Norte.
Foi desligado de addido ao 2o regi-
ment de artilharia o Io tenente do 3o ba-
talhao da mesma arma Manoel Jos de Fa-
. lias Albuquerque, para reunir se ao dito
batalhao.
Expediram-se as ordens para que
teja reconhecido cadete de 2' el .sse o sol
dado do 1 batalhao de artilharia Andr
Trajano de Oliveira, que provou ser filho
legitimo do capito reformado do ezepcito
Antonio Goncalves de Medeiros Oliveira.
Mandou-se desligar, para seguir na
para s'us corpos, o tenente do 5o rgimen
to de cavallaria, addido ao 1 da mesma
arma, Modestiuo Roquett* e alfere* do 9
addido ao 10 de infantera, Manoel Er-
melindo Estrella.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 5 DE
AGOSTO DE 1886.
Companhia Messageries Maritimes.De-
ferido com officio de hojo ao Thesouro Pro-
vincial.
Francisco Carnero de Fontoura.Re-
mettido ao Sr. director do presidio de Fer-
nando de Noreoha, para aatisfazer o pedi-
do, uevolrendo estes documentos.
Florentino Jos de Araujo, Jos Domin-
gos da Costa, Jos Netto ogueira, Lau-
rindo Jos Goncalves e Thomaz Antonio
de Gouveia.Sim, pagando os supplican-
tes as comedorias.
Joaquim Pinto de Almeida Jnior.
Sim.
JoSo Fernandes Marques. Remettido
ao Sr. Inspector do Thesouro Provincial
para mandar pagar os alugueis, de que se
trata, na importancia de 610712, de accor-
do com a sua informaco de 23 de Junho
ultimo, n. 43.
JoJo Baptista Cavbante de Albuquer-
que.Sim, remetta-se o requerimento ao
Sr. inspector do Thesouro Provincial, para
attender, nos termos de sua informaco n.
57 de 27 de Julho findo e de accordo com
os arte. 133 e 136 do regulamento de 18
de Margo de 1885.
Monte Pi dos Honorarios do Exercto.
Nao tendo a sociedade de que se trata
a forma anonyma, pois que lhe falta o ca-
racterstico da distribuico do capital em
acc3es, mdependem da approvaco do go-
verno os respectivos estatutos, nos termos
do art. 34 da lei n. 3,150 de 4 de No-
vembro de 1882 e art. 167 do regulanento
approvado pelo decreto n. 8,821 de 30 de
Dezembro do mesmo anno.
Manoel Marques da Silva.Intorme o
Sr. inspector do Thesouro Provincial.
R. Drusina & C Sim, mediante re-
cibo.
Theonllo Augusto de Figueiredo.In-
forme o Sr. Inspector da Thesouraria de
Fazenda.
Victorino.Remettido junta classifi-
cadora de escravos do municipio de Igua-
rass para attender, como for de direito e
justica.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 6 de Agosto de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Repartieo da Polica
Secco2.*-N. 765.-Secretara da Po-
lica de Pernambuco, 6 de Agosto de 1886.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que hontem foram recolhidos Casa de
Detenco os seguintes individuos :
A' minha ordem, Joo Simao dos San-
tos. Miguel Francisco dos Res e Francisco
Lins das Chagas, por disturbios.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Thomaz de Aquino, por disturbios.
A' ordem do de Santo Antonio, Alfredo
Rodrigues dos Santos, Luiz de Franca, Gal-
dina Mara do Livramento, Joaquim Jos
Velloso e Onofre Francisco Castilho, por
disturbios.
Amanheceu hontem aberta urna das por-
tas do armazem de massames, sito no lar-
go do Corpo Santo n. 13.
Nao foi encontrada violencia alguma na
parte exterior da alludida porta, o que fi>z
crer terem os laaroes se oceultado no dito
armazem antes de o fecharem.
Arrorebaram urna carteira de madeira e
subtrahiram a quantia de cem mil res em
cobre.
O subdelegado da freguezia tomn co-
nhecimento do facto e trata de descobrir
os delinqueutes,
A' 1 hora da tarde de hontem, o indivi-
duo de nome Alfrede da Cunha Guima-
rSes indo ao deposito de cigarros e iniu
dezas sita ra do Visconde de Inhauma,
all chegando, e por motivos que se igno
ram, travou-se de razSes com o caix tj
do referido deposito de nome Jos Gomes
de Araujo e em seguida passon a vias de
facto, resultando sabir Alfredo com um fe-
rimento no alto da cabega, proveniente de
nma cacetada que lhe dcscarregara Jos
Gomes.
O offendido foi recolbido ao hospital Pe-
dro II, onde est sendo tratado conve-
cas e dos guardas da illuminacSo.Ao Sr.
Pagador para os devidos fins.
Officio do Dr. Procurador dos Feitos.
Informe o Contencioso.
Thomaz do Araujo Camello, Esmeralda
Estephania Pessoa Braga, offiio do Dr.
Procurador dos Feitos, JoSo Fernandes de
Mosquita, Narciso Candido Baptista, Gas-
par Jos de Mello, Raymundo Florencio
de Alenoar, Antonio de Brito Queiroz e
Antonio Fcrreira de Carvalho. Informe
o Sr' Contador.
Francisco Tavares da S^a Cavbante
Elisa Guimaraes.Certifique-se.
Joo Fernandes Marques e JoSo Bap-
tista Cavalcante de Albuquerque. -Jnte-
se copia das iaformacSes.
Mara Joaquina dos Santos Abreu.
De se, fcando copia por certido.
Coatas das 241 a 246 partes da lotera
da Santa Casa, da 2, 6 e 9 partes das
loteras das matrizos de Triumpho, Villa-
Bella e P050 da Panella e 6* parte da
igreja da Boa-vagem do Pasmado. Haja
vista o Sr. Dr. Procurador Fiscal.
Mara Euphrosina de Freitas e Mara
Joaquina des Santos Abreu e Silva.
Informe o Sr. Administrador do Conau
lado.
ERRATA
Nos despachos hontem publicados, hon-
ve engao no referente a Francisco Du-
ranti, que foi indeferido.
DIARIO DE PERAKMCO
RECIFE, 7 DE AGOSTO DE 1886.
Motielas do Rio da Prata e Un
do Imperio
O paquete nacional Para, entrado hontem do
aul, trouxe as seguintes noticias e as que conatam
das rubricas Parte Oficial e Interior :
Hlo da Prata
Datas de Buenos-Ayres at 22 e Montevideo at
23 de Julho :
As noticias da Repblica Argentina se desti-
tuidas intoresse.
Reapondendo nota circular em que o ministro
dos negocios estrangeiros da Repblica Oriental
communicou a resolucao que tomara de mandar
prender e reaponsabilisar os jornalistas de Monte-
video que haviam repreduzdo, de urna folha por-
tenha, artgos offenaivoa a algnns dos membros
do corpo diplomtico estrangeiro, o ministro do
Brasil terminou a sua nota : Aprecian o devi-
damente o interesse que V. Exc maniiestu pela
conservadlo das cordiaes relacoea internacionaes,
cumprirei o dever de levar a communieac&o de
V. Exc. ao alto conhecimento do governo imperial.
Estou persuadido de que, como eu, o governo de
8. M. o Imperador nao attribuir mais importan-
cia a reprodueco de artgos apaixonados sobre
aecusacoes inverosimeis, do que a mereceran) os
origoaes.
Dos seis iornaliatas presos foram soltos com
fianca, Fleches, Mellado e Garet; continuando na
priso Dura, Batllo e o Dr. Prez Martnez, aos
quaes foi reunir-se mais tarde, o redactor da Pa-
trin, Farinha.
nio Grande do Sal
Datas at 23 de gulho :
A relacao do districto absolveu unnimemen-
te ojuis de direito de Jaguaro, Dr. Francisco
Jos de Souza ogueira, e negou, tambem unni-
memente provimento ao recurso interposto pelo ta
1__11.9- 1--C m~1l__ J*. _~_....n.. J (I* dft l-titl
nientemente; e contra o offensor, que eva-
di-se, procedeu-se nos termos da lei.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo,
muito digno vico-presidente da provincia.
O chefe da polia, Antonio Domingo
Pinto.
The*onro Provinri.il
DESPACHOS DO DA 6 DE AOOSTO DE 1886
Francisco Sizenando de Souza Ribeiro.
Registre-se e fajam-se as notas.
Pontos da Repartic&o das Obras Pubh-
belliao Jos Telles da pronuncia da juis de direito
do 1 districto criminal.
Em Bag, o forriel do i2 batalhao de infanta-
ra, Antonio Joaquim Rodrigues de Almeida, que
achava preso e reapondendo a conaelho de guerra
por tentativa de homicidio, conseguio illudir a
vigilancia de sena guardas e evadir-se do quar-
tel.
Inaprado, ao que parece, par um ciume feroz,
dirigio-ae casa onde viva a sua amazia Joanna
Mara da Conceico, no lugar denominado Bca,
e, arrancando de um punhal, cravou-lh'o cima
do seio esquerdo proa'.rando-a mortalmcnte fe-
rida.
Urna innocente crianca, de pouco mais de
anno, tilha da victima e do seu assassino, nao
escapou sede de sangue que devorava a faei-
nora. '
Vibrando a m:sma arma que arrancara a vida a
ana companhera, o malvado rasgou com golpe pro-
fundo, de alto a baixo, toda a regio costal direica
da pobre crianca ; que devu o ter escapado com
vida a um acaso providencial e i intervenco do
Maria Manoela da Costa, qu> consegua arreData-la
para outro aposento.
Consumado o oiuoe, dirgio-se o assassino nova-
mente para o quartel, onde sua ausencia nao tinha
sido ai ida notada, e tul tranquillidade e calma
manifeatava, que pouco depjia, quando se divulgau
o tacto, sens companheirus nao podiam acreditar
que elle 'oese o autor.
Em Sant Cunstna do Pinhal foi espancado
Vicente F rreira Macii-1.
Na cdade do Rio Grande foi preso Dario de
Andrade, cavalhero de industria que turtou a di-
versas pessoas.
Paran
Datas at 24 de Julbo :
Nada dizem as folha que mereca men^io.
wasatA Catnarlna
Datas at 25 da Julho :
As noticias s-'de interesse local.
Minan Ceraei
Na erte era conbecieo o seguinte resultado da
eleicao senatorial :
Bro de L-opoldina 2.J^
Lesario Aluim i'qac
Carlos ASonso o?
Soares l.
Candido l.f
Veiga
Bretes ^
Calmon 5Wb
Sao Paulo
Datas at 29 de Julho :
Consta que appareceram doua casos de varilas
na cidade de Porto Feliz.
Foi romeado procurador fiscal da fazenda pro-
vincial o bscharel AflVodiaio Vidigal.
O presidente da provinciu foi assistr au-
gura<,ao do collego Senna Prdta, em Jun-
diaby.
Foi assassinado em Taubat um filho do Dr.
Philadelpho Caat-o pela ama que o amaman-
ta va.
Est decidido o prolougamcnto da linha Mo-
gyana at Uberaba. J esto passadas muitas
accoes naquella eidade.
L-se no Corraio Patdiatam :
O expresso do'Norte chegou hontem (26), s 9
1/2 horas da noite, por terem-se dado doua deacar-
rlhamenfos. De Lirena segua um troly con-
duzndo trabalhaderes da conserva da linba para
Cachoeira, quando a tres kilmetros daquella cida-
de encontrou se com um trem de carga. Os
trabalhadores saltaram, evitando assim serem
victimas.
A locomotiva e um wagn do trem descarri-
Iharam, tombando e levantando os trilhos.
A machina soffreu grandes avarias. O ma-
chinista receben graves contusoea e acha-ae cm
perigo de vida. O foguista tambam ficou contun-
dido.
O segundo descarrilhamento deu-se na estaco
de Taubat.
Ao partir o expresso descarrilhou o wagn
do correio, occasionando urna dantora de 20 mi-
nutos.
No lugar em que se deu o primeiro desastre
supra referido honra ba!deaco: porque a linha fi-
cou interrsmpida.
O Dr. Jos Julia Vianna Barbosa doou tres
acso."s da Compankim Progreaso Mogyano a
capella de Santa Cruz.
No dia 26 aaaumio a peaidencia da provincia o
Baro de Parnahyba, havendo solemne Te Deum
na cathedral e os comprimeotos do estylo.
Matricularam- se na polica 30 criados, sendo 10
do sexo masculino e 20 do feminino.
Consta que reapparece a varila na ilha da In-
daiatuba.
nio de Janeiro
Datas at 30 de Julbo :
As prmeipaes noticias conatam da carta do
nosso correspondente, publicada na rubrica Inte-
rior.
No Senado, 27, o Sr. Lima Duarte jnsti-
ficou um requerimento, pedindo informadora sobre
acontecimentos que se deram em S. Jos de Ja-
cury, na prouincia ae Minas-Geraes; e foi o re-
querimento approvado depoia de algamas obser-
vacoes do Sr. Ribeiro da Lus (ministro da jus-
tica);
Proseguio a discusso do requerimento do Sr.
Meira de Vasconceilos a respeito da questao da
cmara municipal da capital da provincia do Para.
Orou o Sr. Siqueira Alendes e fiooa a discusso
adiada.
Continuou a 2* discusso da proposta de orea-
mente da despeza do Ministerio do Imperio para
o exercieio de 18861887. O Sr. baro de Mam-
te (ministro do imperio) responden ao discurso
proferido na sessao antecedente pelo Sr. Franco
de S, com o fim de mostrar que careciam de fun-
damento todas aa argutces de S. Exc. cada urna
das quaes examinou e contestn. A discusso fi-
cou adiada.
Por ultimo prosegaio a discusso da propo-
sico que reforma doua artgos do cdigo criminal.
Orou o Sr. Ignaaio Martina, e concluio aposen-
tando emendas.
Ficou a discusso adiada pela hora.
No senado, 28, o Sr. visconde de Parsna-
gu, obtendo a palavra para justificar um reque-
rimento, leu um telegramma em que o directorio
do partido liberal no Piauhy, lhe communicou que
o presidente da provincia projectava ir de passeie
Amarantes, fazendo-se acompanaa* de emprega-
dos liberaes, ao pasao que mandava outros em
commisso, afira de prival os de coneorrer no 2-
escrutinio na eleico para vereadores e juizes da
paz, por sao requeren que o governo informe
quantos eleitores empregados pblicos deixaram de
concorrer ao 2- eserntinio naa ultimas eleicoes a
que sa preceden em Therezina.
Sr. baro de Mamor (ministro do imperio) ob-
servou que desconfiava da eaactidi* do telegram-
ma, e que hontem mesmo paisana telegramma ao
presidente do Pinuby affti de peder responder ao
nobre senador.
A' vista destas palavraa do Sr. ministro, o autor
do requerimento pedio retirada deste o que foi
concedido.
O Sr. Dantas propoz um requerimento, que toi
apoado, para que o governo informasse sobre a
priso, em Montevideo, do cidado brasileiro Cas-
sio Fannba, redactor do jornal A Patria. 0 Sr.
Ribeiro da Luz, (ministro da justica) declara que
apenar sabia da reunio de diplomatas que houve
naquella capital, para reclamarem a soltura nao
s daquelle. como de outros jornalistas; mas que
tratar de indagar se o Sr. presidente do conseUn,
teve mais algumas informaedes, a as apresentar
ao senado. O Sr. Correia fez diversas considera-
cees e o 8r. Dantas pedio e obteve a retirada do
seu requerimento.
Sem mais debate, votou-se e foi approvado o
requerimento do Sr. Meira de Vaaconcellcs sobre
a queslo com a Cmara Municipal da capital da
provincia do Para.
Continuou a discusso do reqnerimento do Sr.
Ignacio Martins, pedindo informaces a respeito
da demisso dada ao collector de Jais de Fra.
O Sr. Ribeiro da Luz desists da palavra, reser-
vando-se papa tratar, dest* queato quando o Sr.
Silveira Martins offerecer o requeniaento que an-
nunciou. O Sr. Ig iacio Martins soliettou a reti-
rada do seu requerimento, que lhe fui prrmit
tida. .
Na Ia parte da ordem do da, continuou a *
discusso do projecto do Sr. Lima Duarte, crean-
do mais um collego eleitoral na provincia de Mi-
nas Geraes, com o substitutivo a ontras emendas
approvadns.
O 8r. Martinho Campos sustenten o proiecto sub-
stitutivo, por enxergar nella o desenvolvimento de
um principio da lei eleitoral, ista 4, focilitar ai
eleitor o exercieio do voto; mas com a restncco
de marcar se o mnimo de eleitores que poder
constituir um colegio eleitoral. OySr. Cruz Ma
chado justificou duas emendas ao projecto substi-
tutivo.
Encerrada a discusso, foi approvado o proje-
cto substitutivo com as ultimas eaamdas do Sr.
Cruz Machado, afim de pasaar a 3 Ucusso.
Eutrou-se na 2 parte da ordem do dia e proae-
guio a 2 discusso do oreamento da despeza da
mmisteri do imperio. Orou o 8r. Viejra da Sil-
va, qu defendeu aa c .ugregace da Escola Poly
te'hnia e da Facaldade d< D.reito do Recife
do desar que por ventura sobre ellaa recahsse em
vista de expreseoes proferidas pela Sr. ministro na
cesso antecedente; oceupando-ae di'pois com as
questoe de dotacao do Sr. Duque de Saxe e ali
mentos dos principes D, Jos e D. Luiz Occu-
pou em seguida a tribuna o Sr. Franco da S, que
respondeu ao disoajtto da Sr. muviatro do impe-
rio.
A discusso ficou adiada pela hura.
Sobr o fillecimento do baria 4e Macei, cs-
creveu o Jornal do Commercf :
Falleceu hontem s 6 horas da amaba, repenti-
namente, de urna leso cardiaca, aa J^uinta Impe-
rial, onde estava de semana, o consefheiro Dr.
Antonio Teixeira da Rocha, brfto de Macei.
Tendo tirado por concurso um labrar de subati
tuto na Faculdade de Medicina a aftrte, toi de-
poia nomeado lente de histologa tbeorlca e prati-
ca e no magisterio que erceu por muitos anuos,
merecen sempre a maior considerado e estima de
seus collegas e o respeito e amisade de seus disc-
pulos aos quaes dispensou sempre a maior bonda-
de, sem no entonto afastar-Be da norma da jnstca
no desempenho da seus deveres.
O baro de Macei foi deputado asssmbla
geral pala provincia das Alagoas, donde era filho,
era medico da imperial cmara, commendador das
ordens da Rosa, do Brasil, de Christo, de Portu-
gal e de S. Gregorio Magno.
O cadver do finado foi removido, s 10 horas
da manh, da Qiunta Imperial para sua residen-
cia, devendo sepultar-se hoje.
Le-se na mesma folha, sob o titulo Porto de
Pernambuco 1
Ao director das obras deste porto declarou o mi
nistero da'agricultura que somente depoia de de-
cretada a lei definitiva do actual exercieio poder
ser t .mad* em consideradlo a proposta do meamo
director para fixaco do pesaoal das mesmas obras,
ficando, todava, autoriaada a directora para tor-
nar effectvas as redueces que indica, e com aa
quaes diminuir a despeza sem desorginisaco do
servico.
Btala
Datas at 3 de Agosto :
Continuava a trabalbar a aseembla provincial,
tendo prorosada at 14 do corrente.
Fra inaugurado o engenho central do Rio
Fund>, em Santo Amaro.
Renderam as estaces publicas em Julho :
Altaniega (geral) 714:7581315
(provincial) 71:3434S4
Recebedoria geral 31:607*709
Alagoas
Datas at 5 de Agosto :
Aa noticias sao de interesse local.
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
RIO DE JANEIRO Cobte, 29 de Julho
de 1886
SoiiMABio.O anniversario da princesa imperial e
a testa de emancipa;o da cmara mu-
nicipal. Decrescimento das liberta-
epes. K-'rmesse promovida por Sua
Alteza para a infancia desvalida. Tra-
balhos do parlamento.A reforma mu-
nicipalAdiamento da sua discusso.
Projecto do Sr. Roza e Silva revo-
cando a lei que approvou o contracto
de carnea verdes na cidade do Recife.
Diacuaso do oreamento do ministerio
do imperio no senado.Acta da con-
ferancia do conselho de Estado pleno,
sobre a dissoluco da cmara anterior.
No momento em que comeco estas lionas, so -
lemnisa a nova cmara municipal o anniversario
da princeza imperial com nma fasta de libertacao
cuate de donativos particulares e inscripcoes
para o Livro de Ouro instituido pelo presidente
da cmara paseada. A primeira deasas testas teve
lugar ha uto anno, exactamente, em honra ao
mesmo anniversario, sendo na occasio libertadas
54 eacravas.
A segunda foi a 7 de Setembro, anniversario
da independencia, sendo entregues aos proprios
beneficiados 160 cartas de liberdade. A ter caira
deu-se a 2 de Deiembro, anniversario do impe-
rador, sendo de 133 o numero das lbcrtaco3s.
A quarte, em que houve 160 libertaces, tev lu-
gar no dia 14 de Marco ultimo, anniversario de
S. M. a mpesatriz. O numera dos libertandoa nessas
quatro fealps pela cmara municipal foi do 519.
Na quinta qaa'hoje ae effectua, annunciam os jor
naes da manh que sero entregues 60 cartas de
liberdade, numero inferior a metade da media das
quatro anteriores libertaces, que de 124.
Nao qner, porm, isto dizer que o espirito eman
cipador, ou mesmo abolicionista, tenha ae enfla-
quecido nesta capital, chamada o cerebro do im-
perio. O facto significa apenas que os donativos e
contribuicfs repetidos amiuadamente para o
mesmo fim, por mais humanitario e philantropico
que este seja, cancam. D-ae ou contrbue-ae com
mais prazer, ou menos repugnancia, para consa
nova, de que para aquella que j se prestou au-
xilio.
E urna prova disto acabamos de ter no resul
tado de nma kermesse ( feio dizer : fra) promo-
vida ltimamente por Sua Alteza em favor do
Atylo da infancia desvalida, nos vastos saloes do
Cassino ilumnense, em que figuravam nos balces
como caixeiras e vendedoras senhoras da lite da
nossa sociedade. A festa foi arranjad* capricho,
com decoraces apropriadas, sendo os artgos dis-
tribuidos e collocados por classes, em muita ordem,
methodo e gosto, em elegantes balces, estantes e
buffets separados, preco fixo. Nada foi esquecido,
nem mesmo as pequeas exigencias dos estmagos
que, com o correr da noite, pudessem reclamar
algum sapprimento, emquaoto nao regressavam
para casa.
Havia, pois, buffets para as peqnenas golodices e
bebidas proprias da occasio. E aqni cab dizer
que apezar dos precos fixos, aos quaes nao se pres
tava attenQo, houve quem, menos por urgencia
de sJe do que pela attraeco dos sorrisos encan-
tadores c mesmo virgiuae das gentis caixeiras,
pagasse 20* e 30* por um copo de refresco e at
d'agaa, que nao tinha precJ. lato d a medida da
liberalidade dos freguezea.
A kermesse durou urna semana, em dias nter-
callados isto um dia sim, outro nao, e ter-
minou p >r baile, tendo produzido cerca de qua-
renta contoa, a ficando anda artigos, que vo ser
ou j foram mandados guardar em urna sala da
typographa nacional, para ahi serem vendidos em
leilao, que ser novo pretexto para novas liberali-
dades !
__ Paasamos aoa trabalhos do parlamento, que
tem seguidj a sua marcha regular
Na cmara dos deputados, em que ja foram
approvadoa em 3* discusao o oreamento do minia-
terio dn guarra e projecto sobre forfias de trra,
disctese o or$amento do ministerio da agricul-
tura. O debate sobre todas as materias tem cor-
rido sem inciddntH digno de menean.
Na sessao de 27 enrrou em discusso, como es-
tava annunciado a bavia sido pedido pelo go-
verno, o projecto de reforma municipal apresen-
tado em 1863 pelo Sr. Paulino, ento ministro do
imperio, e j approvado em 2* discusso naquelle
mesmn anno. .
Por parte do governo apresentou o Sr. Helisario
diversas emendas, com o fim principal de harino-
niaar a reforma, projectada quando o syatema
eleitoral era outro, com a legialaco vigente, me-
nos quanto ao voto unoominal, que nao inteira-
oxente excluido, mas fiea restricto freguezia,
votando, entretanto o eleitor em outra lista nos
candidatos do municipio. Da letura rapiJa que
fiz da emenda nao omprehendi bem o seu mecha-
' mo, nem a sua vantagem.
O Sr. Loureaco de Albuquerque requeren, e o
governo aceitou, o adiamento da discusso at se-
rem impreaaa- as emendas ; observando anda que,
tendo o Sr. Ferreira Vianna apresentado em lo4
um projecto de rctora*" municipal que lbe pareca
aatisfazer melbor o fim, elle o quera apreaentar
co no substitutovisto achar se a materia em ter-
ceira discussoe por isso pedia tambem a im-
presso do dito projecto. A Cmara approvou, a
por ora nao voltou ainda a reforma a figurar na
ordem do dia, at porque o Sr. ministro do impe
rio, que naturalmente ter de comparecer 4 dis-
cusso, est oceupado no Senado com a do orea-
mento do imperio.
Na sessao de 24 o Sr. Rosa e Silva apresentou
um projecto que formulou e assignou com outro
collegas, revogando, por inconatitucional, a
provincial de Pernambuco que approvuu'o con-
tracto celebrado pela Cmara Municipal do Reci-
te, para absatecimnto de carnes verdes. Jnstifi-
cando-o, foi o Sr. Rosa a Silva ouvido com attea-
co, sendo muito apoiado pelos deputados das pro-
vincias criadoras do norte, especialmente pelo Sr.
Coelho Rodrigues, que nao dissimulou sua indig-
naco quando o orador dsse afigurou-se-lhe tan-
to mais urgente protestar contra tal contracto,
quanto havia sido sorprendido poucos diaa antes,
com a noticia da aprsentelas na Aaaembla Pro-
vincial de ama prspoate, para a prorogaco desse
contracto, que apenas est em seu primeiro anno
de existencia : confiava entretanto que a maioria
da Aaaembla Provincia! de Pernambuco nio ap-
provaria semelhante proposta. -i^a
Prevalecendo-ae da opportunidade de achar-se
na tribus, chamou a attenco do governo para a
antiga queato da discrminaco das rendas geraes
e proviuciaea.
Tratando do que se tem passado na sua provin-
cia da 1882 para c, mostrou a que estado fi-
cou ella reduzida com a suspenao dos impostes
determinados pelo governo.
Ao oceupar-se com as realainaces o eommer-
cio contra o imposto do gyro, que o mesmo im-
posto de consumo sob diversa forma, reclamacoes
que reconhece serem justas, mas avista das con-
dices em que se acha a provincia, sem fontes de
renda a que recorrer, como o reconheceram ambos
os partidos na Assembla Provincial, elle nao cen-
surava o Sr. ministro da fazenda por ter mandada
proceder cobranca d'aquelle imposto pela Alfan-
dega. '
Exhortando, porm, o nobre ministro, para que
no seu plano de reorganisaco das financas geraes
contemple as provincias, procurando melhorar-lues
a sorte e resolvendo o magno problema da d8cri-
minacao das rendas, para o que j ha muito traba-
Ihofeito, concluso : ... eu peco e eapero que
o governo attender a justas necessdades das
provincias, honrando assim o glorioso passado do
nosso partido, que se inscreve na hiatoria brasi-
leira em paginas brilhantes e fecundas para a pros-
peridade deate paiz, o qual 80 aera grande, quan-
do todo o imperio puder flireacer ao influxo ben-
fico da liberdade constitucional.
Sem pretender ser propheta, muito recelo que
o honrado deputado pernambucano, moco intelli-
gente e estudioso que entra pela primeira vez no
parlamento com a fe das crencas puras, nao tenha
um dia de passar por urna grande desilluso quan-
do chegar a vez de fazer-se essa almejada discri-
minacto de rendas 1
Ha muitos trabalhos feitos.
O que resulta, porm, d'elles ?
Aa que me conste, e o que vi publicado, cabera
a Pernambucn, em compensaco dos 1,400 contos
de impostas inconstitucionaea, menos de 300 con-
tea !
Nao antecipemaa essa questo. Esperemol-a, e
veremos como ha de ser ella resolvida.
No Senado discuts-sa o seamente do Ministe-
rio do Imperio. Foi o Sr. Franco de S quera
rompeu o debate, oceupando-ae longamente can
questoa de salubridade publica e enaino superior,
atacndo vivamente as reformas e providencias
levadas a effeito pelo Sr. ministro do imperio acer-
es de ambos os servicoa.
No dia aegunte reapondeu-lhe o Sr. Mamora
com energa, mostrando a falta de fundamento
daa aecusac ja que lhe foram dirigidas.
Hontem conbe a palavra ao Sr. Vieira da Silva,
que pronuncion um discurso longo e de viva op-
posico, especialmente ao mesmo Sr. Mamor, di-
zendo em conciuso que ao encarar a situaeo
poltica e a admnistraco do ministro do imperio,
nunca penaou que o aeu partido toase to pobre.
Em seguida, orou ainda o Sr. Franco de S, re-
plicando ao Sr. Mamor. 0 debate tem estado
animado e promette continuar.
As outras materias de que se tem tratado ao
sem interesse. A commisso de oreamento, dando
parecer sobre o oreamento do Ministerio da Justi-
ca, prope a sup^reasao da verbo ds 25 contos
votada pela Cmara para o provimento de novaa
comarcas e termos.
Provavelmente assim se resolver, viste que,
de tempoa a esta parte, o Senado, em ultima ana-
lyse, quem faz os orcamentos.
A requerimento do Sr. Franco de S foi pre-
sente ao senado, e acaba de ser publicada no Jor-
nal do Commercio, a acta da conferencia do con-
selho de estado pleno, em 27 de Agosto do anno
passado, em que se tratou do pedido de dissoluco
da cmara dos deputados, feito pelo ministerio.^
A conferencia comecou s 11 horas da manh e
terminou 1 3/4 da tarde, achando presentes to-
dos os conselberos ento em exercieio, menos o
Sr. visconde de Muritiba, por molestia. Compa-
recendo todo o ministerio, o Sr. presidente do con-
selho procedeu letura da expaaico em quo fun-
damntela aquelle ped do, formulando dous que-
aitos aobre os quaes tinhsm de responder os con-
selheroa reunidoa ; lato se era de neceeaida-
de publica o exercieio da attribuico d art. 101
da Constituico naa circumstanciaa polticas da
occasio e no caso affirmativo, se poda o mi-
nisterio annuncial-a formalmente cmara dos
deputadoa, ou ae divia lmitar-se a declarar que
tinha aolictedo a intervenco do poder modera-
dor paia se tornar efFectiva depois da deliberar a
assembla geral sobre os meios de governo e so-
bre o projecto de. emancipaco gradual do elemen-
to servil .
Fnda a letura e retirando todos os ministros,
como de praxe, foi o Sr. De Lamare quem primei-
ro deu o st-u voto, em muito poncas palavras. Ha-
venao sido, disae elle, votada nela cmara urna
moca) de desconfi inca ao ministerio por 63 votos
contra 49, e nao achando se ainda provada pti-
camente a impoaaibilidade da formaco de um
gabinete com oa olementoa deaaa maioria, nao lhe
pareca opportuna e aconaelbavel a diasoluca>, que
a tornar-so indispensavel, devia ser concedida a
um gabinete organisado na maioria da cmara ;
entretanto, se a dissoluco fosse concedida, deveria
ser logo annunciada a cmaras, s quaes pedi-
ra o ministerio os meios de governo. Seguindo-
se o Sr. Paulino, que diacorreu com largueza, mos-
trando que um partido dilacerado por ambices
encontradas, divergentes no modo de encarar as
neessidade* aociaes, iidaciplinado e deaunido,
nao dara jmaa ao poder fracc, que ae formasse
de um serio, autoridade moral e a forca poltica
necesaanaa para a difficil tarefa de governar, in-
capaz como era, de tazer o bem, Como impotente
nara remediar o mal e que portento, diante do
estado dos negocios pblicos, n'uma quadra V*
tinha por principal carecteritico a anciedadc do
thesouro, c.pprimido pelo peso da repponaabilidade
de urna divida enorme exigivel, e outraa neceesi-
dadea u/gentes e reconhecidas, que nao consentiam
aue se iirolongase" ainda a estenlidade legislati-
va, consequencia da nevitavel da fraqueza e ins-
tobilidada dos ltimos ministerios liberaes; a die-
BOluco era de neceaaidado publica .
Para che"ar a cata conciuso 0 Sr. Paulino foi
buscar exemplos na Inglaterra, afim de provar que
a eircumstancia de estar o partido conservador em
minora na cmara naa importava embarace ei-
t m> sua aacenco ao poder ; pois a questao era

lei
a malO-
1 o partido liberal pjdia dar governo cam
ra retalhada e diacorde que tinha n aquella c-
mara. Quanto ao 2 quesito, fez detidas conside-
" a oninio de fazer-se promp-
lucao
races, nao aceitando a opinio
to annuncio da dissoluco, pois entre a resolucao
e a realsaco de urna dissoluco podem dar-sa
acontecimentos que mofiquem a F"* ""T '
casos graviaaimos po
de governo, o facto da-
e
acontecimentos que
beraco e que, como s em
de a cmara negar meios 1
permanencia do ministerio fef**^*^
baatava para fazer conhecer a d.sposicao Ua co
r* de coucedT a dissoluco.


V
afta*
ata
? T
ttorio de PernambucoSabbado 7 de Agosto de 1886
399



Poio Sr. Dantas O terceiro a exporos funda-
mente do sea voto, procurando estabdscer dis-
occio entre a dissolucao ministerial e dissolucao
regia, para concluir que continuando a questo
do elemento servil ser a caua dos embaraces
parlamentares, caberia a dissolucao ministerial
que teria para amprala a responsabilidade da
situaco existente, sem alterar a ordem poltica
estabelecida, limitando-se a provocar o juso do
paiz sobre o problema do movimento ; atas muda-
da entecipadamante a situaco contra o voto pre-
viamente manifest da maioria panamaatar, para
snto se formular cosssltao eleitorado, medida
seria a dissolucao regia, qne nao abe ss-saso .
Por estas e outras lasies que desenvolveu, con-
eloio votando negatwamente,4>bervando aioda que
urna eleico subsasuente a urna mudanca de si-
tuaco, as circumataneias d'aquella ocoaaio, a-
via de effectuar-se lob o estrepito de urna comple-
ta reaeco em todo o imperio, fossem quaes fossem
as disposicoes de moderacao do novo gabinete .
Quanto ao segundo quesito, urna vez concedida a
dissolucao, o aamiuho regular seria annuncial-a ao
parlamento, pedindo os meios de governo.
Seguio-se o Sr. Paranagu cujo voto foique,
attento o estado em que se acha a cmara, onde
aao ha va urna maioria compacta firme de que
pudesse sabir um ministerio parlamentar, a dis-
solaeao era medida inevitavel, quer fosse o mi-
nisterio liberal ou conservador, para se poder dar
solacio s graves questoee do momento. Annun
ciada semeihante deliberaco cmara, isso fa-
tilitaria a concesso dos meios indispensaveia de
governo, que regalamente nao podem ser ne-
gados.
O Sr. Martim Francisco foi muito conciso :
dissolucao perante as eircamstancias presentes,
disse elle, um recurso extremo, que exige antes
de tudo a solucSo no Senado da questo servil, que
onvria modificar, fixando o praso de 8 annos
para a extinecao da escrividd e continuando-se a
appliear a metade do actual periodo d emancipa-
sao libertaco, e a outra meted" immigra-
fd.
Quanto votaoo das leis orcamentarias era de-
ver dos ropresentantes da naci dal-os a qualquer
governo legitmente contribuido.
O Sr. Sininb prindpiou protestando contra, a
distineco feita peto Sr. Dantas entre diseolucio
regia e dissolucao ministerial; distineco que po-
der ter cabimento na Inglaterra, mas nao entre
nos, em que nft ha lei que a estabeleca, e o im-
perador qu<', exercendo o poder moderador, quem
privativamente tem a atriblelo de dissolver a
cmara dos depatados, nos termos do art. 101 da
Coraiitnieao. Fritas mais algumasconjideraco88,
con el u o votando afirmativa mente, e quanto ao se-
gando que o governo tem sem davida o direito
de annunciar que votada esta ou aquella provi-
dencia legislativa, solicitar a dissolucao da c-
mara dos deputados ; mas, nao proceder consti-
Jucion.ilii.ente declarando que ja obteve, com a fa-
uldade de so effectual-a quando lhe pareca op-
portuno.
O Sr. Bom Retiro abundou mais ou menos as
do Sr. Paulino, e, como o Sr. SinimD, nao
admitte distinecae entre diseoluto regia e disao
lucilo ministerial. Concluiado, alludio a obaerva-
sj do Sr. Dantas, de que ter de haver completa
reaccao, declarando que, tal reaeco nao era
ecessaria nem de modo algom conveniente, e que
se o contrario se Asease elle teria de censural-a
muito.
O voto do Sr. Jos Bento nao bastante claro ;
ou ante", nao o comprehendi bem. Parece quo o
que ol quera era que ae esperasse um pronun-
ciamento mais decisivo da cmara, para ento o
ministerio recorrer cora afim de que esta pro-
videnciasse; visto como se a cmara negaase os
meios de governo, te'ia ella propria lavrado a sen-
tenca de sua dissolucao, poupando ao governo o tra-
balho de solicitar previamente do poder moderador
raa medida muito grave, que ainda pareca pre-
coce.
Seguio-se o Sr. Affonao Celso que moatrou-ae
mais trm debatedor poltico do que um conaelheiro
isento de paixo partidaria. Manido de um tre-
eho do voto do Sr. 1 aulino quando se tratou da
dissolucao- pedida pelo Sr. Dantas no anno ante*
rior, comparou-o com o voto que elle acabava de
dar. L u tambem palavras do Sr. Cotegipe pro
uuuiadas na cmara quando ahi fez a aprsente-
cao do gabinete. Alongando-ae em varias consi-
deraeoes, re bateado as do Sr. Paulino e mostrando,
ao < inverso do que disse este, relativamentt-
storilidade da situaco, e fundado em seas concer-
tos, conclnio que nunca a neceasidade de urna
dissolucao foi menos justificada do que a que se
pedia u'vruellas circumstancia9. Na "pinio do
8r. Affonso Celso nao era a maioria da cmara
que il.'rrubKva os ministerios; en a maioria con-
servadora com o auxilio de alguns deputedos libe-
ra- que os derrubava.
Sr. Vieira da Silva, jdstificou em poueas pa-
lavras o seu voto favoravel dissolucao, decla-
rando, qaanto ao 2 quesito que existindo j pre -
eed-tnte estabelecido qaanto ao mado de tornar ef-
ectiva a dissolucao, aehandose j firmada urna
norma de proceder em casos Ideticos, pensava
que di-via ser mantida, salvo o direito de Sua Ma-
gastade alteral-o, mudadas as circumstancias.
O Sr. Paulino, pedindo permisso para expr
ainda outras razOes e explicar o sent do de
suas palavras combatidas pelo Sr. Affonso Celso,
eoraecou por acompanhar o Sr. Bom Retiro contra
a aaserci do Sr. Dantas de que o decreto da dis-
solucao seria o signa! percursor de urna reaeco
inevitavel; elle tambem a censurara.
Alongando-se n'essa replica e apreciando a ar-
gumestaco do Si. Affonso Celso, o honrado con-
aelheiro foi anda buscar exemplos modernos na
po.itica ingleza por justificar o seu voto.
O Sr. Dantas fez tambem ligeiras observases,
seguindo novamente o Sr. Affonso Celso com a
palavra para replicar ao Sr. Paulino, conduindo
por afiirmar, pela segunda ves, quenao pedia
aconselhar a dissolucao da cmara doa dipu-
tadas.
Pela terceira vez talln ainda o Sr. Paulino tri-
plicando tu Sr. Affonso Celso.
O que ahi fica apenas urna noticia muito Ugeira
das respostas dalas aos quesitos propostos pelo
ministerio; e nem cabe n'esta registral-as inte-
graknente. V-se, entretanto, que votaram con-
tra a dissolucao somente os Srs. Delamare, Dantas
e Affonso Celso. O Sr. Paranagu, embora nao
fo.'te claro quanto a opportunidade, foi muito ex-
plcito quanto necesaidade da dissolucao, quer
fosas o gabinete liberal, quer conservador. O Sr.
Jos Bento nao se oppoz a ella ; apenas achou-a
precece, querendo que se esperasse que a cmara,
pelo seu anterior procedimento, lavrasae por si a
sen tenca de sua propria dissolucao.
Augusto Cesar, D. Johan Buaaoni, m-nsenhor Ar-
eo-verde Cavaleante e aajor Codeoetra, 2 secre-
Lda a acta da sessao antocedente, foi approva-
da, e o Dr. 1 secretario meucionou o segainte ex-
pediente : ..
Um officio do Dr. director do Archivo Publico
da corte, offertando um volume encadernado da
obraPublicacoes do Archivo Publico.
Um dito do Instituto Histrico Qaegraphico e
Ethnograpbieo do Brasil, concebido nos aeguintea
tesnsoB :
. Hlma. e Exma. Srs. Em vis* da leitursM* hor.
d iteraos treckes do intereaaante sslaiorio que)SJSj CoBso .
nhores vao comer a um restaurant, e deaejaria
que se sentassem minha modesta mesa.
__Com muito gosto, monsenhor, mas preciso
que dividamos os gastos e pague cada um a sua
parte.
__Est combinado, pagaremos a despeza no fim
do mes.
Os Cremieux acceitaram o convite do pre-
lado.
Ao fim de trinta das, disse o Arcebispo:
A despeza importa em 1,600 francos.
Aqui eatSa- os 8 "0 que me tocam, aonse-
Pois os sanhores sio cine* e eu te-
Inrftnto A^-ss^gico e Geographico PernaotW-^ -fco con^jW1 :fft" ^'^dS
PERlilBDCO
Loadttu fe BrazIIian Bank Ll
mited
Capital do Banco 1.000:000
c do pago 500:000
Fundo de reserva 250:000
BALANDO DA CAIXA FILIAL EM PERNAMBUCO,
EM 31 DE JOLHO IE 1886
Activo
Letras descontadas 282:051*940
Letras a receber 1,059:014*010
Emprestme*, con tas correntes e
outras 3,280:406*170
Garantas por contas correntes e
diversos valores 543:998*330
Caixa em moeda corrente 1,081:227*010
I
6,246:697*160
Pauivo
Depsitos :
Em coma corrente 799:988*920
Pixo e por aviso 2,0U:9H0*570 2,811:978*590
Garantas por contas correntes e
diveraos valores 1.499:475*690
Diversas contas 1,933:056*020
Letras a pagar 2:187*160
6,246:697*460
S. E. & O.
-Pernambuco, 6 de Agosto de 1886.
W. B. Billn, manager.
Wm. HiU, accountant.
~" HfiSTA mmT
IdAiUnto Arebeoloctco e fiM|ra-
tilico yernSisMtossi t hora da tarde, teunie-se o Instituto em setsio
ordinaria, sob s presidencia do Exm. 8r. coosc-
lheiro Pinto Jnior, com assistencia dos Srs. :
wnselbeiro Quintino de Minada, D, 'Lona, Ptei-
re, Cicero Peregrino, Baptiita ffegoelnt, l'secve-
torio, Lopes Machado e Jos Hvgino, e os Srs.
cano aprectoa o i>r.'Or. Jos Hvgino Duarte
Pereira, dando eoata do reaultado da ana commis-
sio aos aschwos da Holtooda, pos adquirir do-
cumentos histricos, o Iotito;tolktoleo Geogra-
phico e Ethaographico do Brasil resoveu em ses-
sao de 16 do corrento, que em seu fme se diri
gisse ao dito Instituto um officio congratulatorio
pela importante acquisifao que acaba de fazer ele
to preciosos documentos, acquisico devida prin-
cipalmente pericia, louvavel zelo e dedicacao do
incansavel e digno membro de ambos os Institutos,
o Sr. Dr. Jos Hygino Duarte Pereira.
Dando cumprimento a esto resoluco, tao jus-
tamente para mim satisfactoria, tenho a honra de
apresentar a V"v. Eics. meus sinceros votos de
subida consideracao.
Dens guarde a Vv. Excs.Instituto Histri-
co Greographico e Ethnographico do Brasil, 19 de
Julho de 1886. I lima e Exms. Srs. prusidente e
membros da mesa adminiatrativa do Instituto hr-
eheologico o Geographico Pernambucano. 0 1
secretario interino, Joaqjim Pires Machado Por
tella.
Este officio foi expedido em raxio de ter sido
approvada a proposta que o Sr.'Dr. Joaquina P-
rea Machado Portella apresentou ao Instituto da
corte, na occaaio em que communicou ao meBmo
Instituto a curta que lhe dirigir o secretarlo^ des-
te, remetiendo dous exemplares do relatorio do
Dr. Jos Hygino Duarte Pereira acerca das suas
investigaces nos archivos da Hollanda, e um
exemplar da carta photographada escripta em tu-
py por D. Antonio Felippe Carnario, o que tndo
consta do seguinte trecho da acta d'aquelle Ins-
tituto, publicada no Jrnal do Commercio :
O Sr. Machado Portella pedin a palavra, e
depoia de historiar o que em diversas aeasoes do
Instituto se tinha tratado relativamente ida do
Dr. Joa Hygino Hollanda em commssao do
Instituto Archeologico Pernambucano, pasaou a
mostrar, lendo diversos trechos do respeotivo^re-
latorio, o excellente resultado dessa commsrao ;
po8 c mesmo doutor, alm de suas habltaces
especiaes, teve a frlcidade de encontrar archivo
de Haya posauindo actualmente des vezes mais
documentos sobre o Brasil do que posauia cm
1850 a 1854, quando o investigaran! o Dr. Joa-
quim Caetano d* Silva e Netscher, visto que para
lie foram posteriormente transferidas volumoaas
colleccces que estiveram em Middelbourg, de pa-
pis rcmettidos do Brazil aos directores da Com-
panhia das Indias Occidantaes, naa quaea collec
eoes, principalmente as dos Notlo ou actas dia-
rias do conselho supremo e secreto do Brazil, (diz
o Dr. Jos Hygino) ae acham mencionadoa todoa
os pormenores relativos ao governo poltico, civil
ou militar, tudo o que concerne s relaces entre
os hollaadeae8 e os d irtu^uozes, ntre os calvinis-
tas, oscatholicos e" os judeus, e todos os dados
sobra a situac&o econmica e financeira da co-
lonia.
Par ver o avultade numero de copias que
para o Instituto Archeologico Pernambucano
Dr, Hygino trouxa desses documentos, bem como
dos do archivo dos tribunaes da Hollanda, do
archivo dos Estados Geraes, do archivo particular
do rei, e at do Uuscu Britnico, alm de muitos
e intereasantes mappas, retratos e grande quan-
tidade de livros e opsculos.
E conctue apresentando urna proposta, que
posta em discussao, foi unnimemente approvada
para que :
l.'A commissao de redaccao, escolhendo os tre-
chos mais noticiosos e importantes do dito relato-
rio, os faca publicar na Revista ;
2.' A commissao de p-squiza de manuacriptos,
em vista da retalio dos mencionados documentos
indique ao Instituto quaes os de que convenha
mandar extrahir copias :
3. Em nome do Instituto Histrico se dirija
ao Instituto Archeologico um ofllcio congratula-
torio pela importante acquiic&o que acaba de
facer de tao preciosos documentos hiatc ricos, da-
vida principalmente pericia, louvavel slo e de
dicacko do incancavei Dr. Jos Hygino, socio de
ambos os Institutos.
O Dr. Maxmiano pede que vista da impor
tanea da proposta que acabou de ser lida, seja
ella resolvida inmediatamente, dispensando-ae de
ir commiaao respectiva. Assim ae reaolve, fi-
cando approvada a proposta do Sr, Dr. Portella.
Pelas respectivas redajes diversos jornaes
dosta a de outras provincias.
Passando-se ordem do da, foi lida e appro-
vada a seguinie proposta, assignada por grande
malaria doa socios presentes :
Prepomos que o Instituto, avallando a impor-
tancia e reconhecido merecimento da obra escripta
pelo nosso digno consocio Dr. Maximixno Lopes
Machado Historia da provincia da Parahyba,
da qual tem sido lidos pelo mesmo consocio diver-
sos trechos em differentes seaaoes deste Instituto,
se dirija asscmbla daquella provincia, pedindo
o cea spoio e poderoso c.mcurao para que ao dito
consocio proporcionen] meios suficientes afim de
poder publicar a mencionada obra, com que muito
ganhar a historia patria e especialmente a pro-
vincia da Parahyba.
Foi elevado a cathegoria de socio benemrito,
por deliberacao unnime do Instituto, o bocio ho-
norario Dr. Joaquim Pires Machado Porteda.
Forana propostos e spprovados para socios cor-
respondentes do Instituto o Exm. Bario de Gur-
jah e o Dr. Jos Isidoro Martins Jnior.
Nada mais havendo a tratar-se toi levantada a
sassad.
AccidenteAnte-hontem, pela manh, na
casada Estrada Nova, onde mora Marcohna Joa-
quina de Souan, passando distrahidamente una
sua ibinha de tres annos de idade, de nome
Eduarda, tropecou n'um l'ogareiro, onde estava a
ferver urna cbalera com agua, que toda se des-
pejo sobre a criauoa, cujo estado gravissimo.
Niuguem se deve esqueoer jimaia de que com
crianoas todo o cuidado e pouco.
Inprentia flomlnenseRecebemos da
corto :
Os 4o, 5 e 6 fascculos das FabvLas de La Fon-
taine, edieco grande, Ilustrada, da casa David
Oorazzi.
O n. 13 da Mai de Familia, que est no seu
8' anno.
BlabclroO paquete Para trouxe do sul
para :
Diversos 6:000*000
Cmb Ayrew CamaHaver boje sessao
n'este club, s horas do costume. Discutirlo os
Srs. Joio Chrysostomo de Mello Cabral, Artbunio
Vi', ira e Jod Cordeiro de Medeiros, a these se-
guate :Formas de governo e qual a preferivel.
larrrjn la HsMa CrntAo eouiec*r de
amanh, 8 do eoric.iie, e assim por diante, em to-
dos os domingos e das santos, haver n'aqueila
igreja pela madrugada missa resada, e as eexta-
ieiras, pelas 7 horas do dia.
Krnla de s). SalvadorDomingo, 8 do
corrente, ter lugar na cathedral de Olinda a reata
do Santissimo Salvador, titular da mesma cathe-
dral, constando de pontifical solemne celebrado por
S. Exc. Rvma. o Sr. bispo diocesano.
Entrar o acto s 9 horas do da.
Uranio*** soclaew Ha amanh as se-
guintes:
Do Instituto Litterario Oliadense, s 10 horas,
para prestaco de contas.
Da Aseociaco Portuguesa de Beneficencia, s
4 e meia horas da tar le, para eleicio de um fue-
cionario e posse da nova directora.
D* Irmandade do Erpirito Santo, do Recife, s
11 horas do dia, paraeieicdo da dous membros da
respectivo mesa regedora.
Do Centro Republicano de Pernambuco, ao meio
dia, para fins eleitoraes.
Bocaola Recebemos do Sr. N. L. 5<000 para
distribuir com pessoas aecessitadas ; e assim cum-
timos a ordem :
L Hiquilina, raa do Noguera n. 12 2*500
D. Laura, ra do Mangue n. 26 2*500
Urna ancdota do Bfeao de Parla
A proposito do fallccimento do Aroebispo de Pvris,
um redactor da Pranee, no antigo amigo de Cre-
mieux, sonta a seguate ancdota :
Quando em 1S70 estove em Toars o celebro ad-
VQgado, hospod^n-se ao palacio archiepiscopal
com sua esposa e tres parentes qe o acompa-
nhactua.
MoDsmhor Guibert, que estava encantado com
taseos hospedes, disse in dia a Cressieux:
Htm amigo, aiato sinceramente qui os se-
asairiiisM... e Irama-se a ato dividir a des-
asa?
Qists duvida ? Vou j deinonstrar-lh'o.
E Crotdlnx iprovison um do seua irrebati-
eisulisursofl.
Perdi o pleitoresponden ronsenhor Gui-
bert, mais encantado que convencido. Nao
obstante as auaa contas sao absurdas.
Nd dirao isso os pobres da dieces*excla-
mou entao a Sra Cremieux, entregando ao prelado
urna nota de mil francos.
Na-dw seguate esUv.a masa, toas ooaagos
de extraordinaria corpuleuci, que comer m com
appetite enorme.
Durante um maz nao faltaram mesa do pala-
cio os tres Heliagabalos.
A conta sobe desta ves a 4,600 francos
disse monsenhor Guibert, e portanto devem-se-
me 2,300.
Mas isso horrivel !
Nada mais justo, e agora n&d ha dscussd
possivel. Eramos cinco em cada campo.
E verdade isso, mas nos nao luctainos com
armas iguaes. Nao obstante, devo confessar que
fui vencido.
Quando appello para os meca ocasfc* res-
pondeu o Aroebispo sorrindo, nJo ha qaem me
ganhe a partida em questfies de comer,
cae do rlot...A Altemanha anda em
procura de um objecto perdido, que nem mais,
nem menos, que urna frenteiraum riocom o
nome de Rio-del-R-?y. Este rio figura no tratado
concluido com a Inglaterra, a respeito do Came-
rn, mas quando su foi procural-o, desappereceu,
ou antes, o que mais provavel, tomaram a guara
pequea bahsa da costa por um rio.
Pdese ser allemao e errar em gaographia.
Cm erteno occnlto Communicaoi-nos :
c Relativamente noticia que demos hoatom,
temos accrescentar que feito policialmeutc ojezame
medico na eacrava do l!andar da ra da Imperatrz
n. 63, e mais pesquzas para foimaco do inque-
rito, resultou verifisar-se nSo ter procedido o
crme do mesmo andar da dita case.
Misaa e- lnaintiaHoje, s 8 horas da
mauhi, clebra-se missa, na greja de Santa Rita
de Casaia, em louvor de S. Caetano, e s 7 horas
da oite eanta-se ladainha.
ttabineto Portugus de Leliura-
Segund feim, 9 do carrate, pelas 6 horas da
tarde, rene o-se os membros do conselho delibe-
rativo do Gabinete Portugus, afim de ouvirem a
leitura do relatorio e resolveren 6obre a festa
commemorativa do anniversario da creaco da
insutuicio.
Aanociaco Cosnmerclal Beaefl-
eeateNa prxima segunda-feira, 9 do corren-
te, ao meio dia, rene se esta associac&o para o
duplo fim de ouvir a leitura do relatorio da admi-
nistracJo que finda, e cleger a nova directora
pora o anno social de 188687.
A facenda francesaSegundo as ulti-
mas noticias, pouco satisfactorio o estado da
fazeuda em Franca. Com effeito, segundo as
deelaraces que o ministro da tazenda fez en
conselho de ministros, ha das, o producto dos im-
postos e das contribuicoea indirectas, nos seis pri-
meiros mozes de 1886, foi inferior em francos
48 ."933,00o, s previsoes do orcamento e em.....
37.$71,600 francos ao producto do primero semes-
tre de 1885
No mez de Jtnho ultimo o producto d'essea im-
post'is a contriboices foi inferior em 3.69J,000
francos s prev6oes do osamenta, e em 5.900 000
francos ao resultado de Jucho de 1885.
Easa baixa procede da insuficiencia do rend-
monto dos assueares e dos tabacos, e da vend*
raoiulenta de grandes quantidades de alcool, feita
pelos deatiladorea de agurdente e subtrabida ao
imposto.
Ciuerra MantaAs ultimas noticias de Mar-
rocos annunciam que 300 ou 400 kabylaa do Go-
lea e de Grissa, munidos de provises da tmaras,
farias, cevada, (plvora e baila, foram juntar-se
ao exercito que o sulto est orgaasando para
principiar com mais vigor a guerra santa.
Tumultos ua InglaterraE3 alguns
pormenores acerca dos tumultos havidos quarta-
feira em Cardiff.
Alguns milhares J pessoas agglomeradas em
trente dos eacriptorios do rPartern Ma, em Mans
Street, apedrejaram ae janelss, loando alguna
policemen feridos pelos projectie.
Ento avan^ou um corpo de constables que ata-
coa vivamente a populaba; algumas pessoas, en-
tre as quaes mulberes, ficaram gravemente feri-
das.
No emtanto era disparado um tiro pai a as ja-
ncllas da redaeco, o qual passou sobre a cabeca
do Sr. Lascelles Carn, redactor principal do Wes-
tern Mail.
A multidao continuava a augmentar e em breve
attingio o numero de duas mil pessoas.
Teudo chegado reforcos da cidada e augmen-
tando o numero das pedradas, o chafe doa consta-
bles deu ordem para evacuar a ra.
Empenhou-ae urna nova oatalha, ficando a poli-
ca vencedora. '
Vate individuos foram conduzidos para as en-
fermaras. Alguna ferimentos sao muito serios e
domandam bastante tempo de tratamento; outros,
cujos ferimentos eram menos importantes, foram
para suas casas.
Torna-se mpo88ivel aaber se ao certo o numero
das victimas, que, ainda assim, avaliado de 100
a 150 pessoaB.
ExpoMicftcsFoi decretado pelo governo
francez que' por occasilo da expoeicao universal
de 1889 ten ha lugar tambem urna exposicio inter-
nacional de bellas artes, independente da exposi-
cio aanual das obras de artistas contemporneos.
Brevemente serao reguladas as condicoe3 em que
se realisar esta exposicao.
O cura GaleoteDiz um jornal cataln
que o cura Galeote nao subir ao cadaialso.
Por que?
Oonta-se que, por occasio de se lancar a pri-
meira pedra do edificio do Carcere Modelo, de Ma-
drid, D. Affonao XII assianou um indulto em bran-
oo, a favor do primtiro sentenciado marte que um
dia viesse a ser recolhido quelle carcere.
Ao cora Galeote, por conaeguinte, *ai caber
easo aeja condemnado morte, a applicaeau do
indulto concedido o priori pelo finado rei de Hes-
panha.
Ijclle*.Effectuar-se hao:
Hoje :
Pelo agente Gusmao, s 10 1/2 horas, na ra
PrincHza Isabel n. 1, de movis, loucas, v:dros.
Peto agente Silveira, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 75, de predios.
Peto agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra do Imperador n. 75, de movis.
Segunda-teira :
Pelo agente Pestaa, 1 hora da tarde, no Ar-
rala!, defronte da Casa Amarella, do eatabcleci-
mento ahi sito.
Psto agente Pinto, s 11 horas, em frente da Al-
fandega, de papel a variado.
Hinmas fanebren. SerSo celebradas :
Hoje :
A's 8 horaa na matriz da Boa-Vista, por alma
do tenante Manoel Guimares ; s 8 horas, na
matriz da Eaeada, por alma do Dr. Leonardo An-
tonio de Almeida; s 7 1/2 horas, na Madre de
Deus, por alma de D. Anna Mara de S ; s 8
horas, na matriz da Boa-Vista, por alma do capi-
to Jacintho P. da Silva Barros; s 7 horas, na
matriz de S. Jos, por asma de Andr Avelina do
Nascmento.
' Segunda-feira :
A's 8 horas, na matris da Santo Antonio, por
asna do Joo Ante-Portam Latiuam de Mello.
PaMBRetros-O vapor Pord trouxe os m-
guintea, dos portes de sul :
Eduardo Gomes e sua senhora, Joio Joa Perei-
ra Jnior, Manoel Francisco Marques, Manoel
Nunes Sampaio, Dr. Raymundo Araujo e 1 filho,
Vicente dos Santos, Bento Peij, Jos Victorino,
Joio Furtado Simas, Eduardo Salgado, Joo Pi-
nheiro da Veiga, Joio Carlos \yres, Dr. Antonio
Fn ir Barreta, Isaara de Santo Sosa, Furtado
Sabino, Casimiro Pereira, Dr. Franciaoo Antonio
Duarte, D. Ansa da Silveira, D. Maris Duarte,
Francisco de Lemas Lessa, Slvina Serafim de
Olivera, Candido T. dos Sontos, Francisco Cesta
ena senhora, Jote Paulino, F. Angosto, G. Man-
teiro, Joaqaim Paula Peasoa, Augusto do Rogo
Manoel Rodrigues e 2 emigrantes.
Casa de BeleocAo Movimento dos pre-
sos no dia 5 de Agosto :
Existiam presos 314, entraram 9, sahiram 3,
existem 320.
A saber:
Nacionaes 292, mulher 1, estrangeiros 9, es-
cravos sentenciados e processados 9, ditos de cor-
reccio 9.Total 320.
Arraooados 290, sendo : bons 281, doentes 9
O ltil tj\j>
Movimento da eaferra aria :
Teve barxa :
Affonao-fiedrigues de Oliveira.
Tevo^slte:
Luia, ewravo de Liurenco Barbosa Oouho da
Silva.
I.olera lo alo A 1 parto da loter .a
n. 199, d"evo plano, do premio de 100:0tt0*0O"y
ser esttvMda no dia .. do Agosto.
Os Mthetes acham-ae venda na Casa ds For-
tuna & fu Primero de Marco.
Tambem acham se 4 venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da provincia de Santa Ca-
tharluaEsta latera, cujo maior premio de
100:000*000, dever ser extrahida impreterivel-
meate no da 11 de Agosto prximo, s 2 horas da
tarde.
Os blhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primero de Marco n. 23.
Lotera de Maeei de lOOi 000*000
A 2" partes da 1'5 lotera, cujo premio
grande de 290:000*, pelo aovo plano, aera ex-
trahida impreterivelmente no dia 10 do Agoato s
U horas da manha.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da la-
de pendencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Rada da For-
tuna raa Larga do Rosario n. 36.
Precos resumidos.
Lotera Bxtraordlarla do Tplran-
ga -O 4.* e ultimo sorteio das 4." e 5. series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, aera extrahida a 14 de Agosto pro
zimo.
Achara 8e expoates vendaos restos dos bi '
Ihetea na Casa da Fortuna rua Primero de Mar-
co n. 23.
Tambem achara-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da <-6rteA 4a parte da 364 lo-
terU da corte, cujo premio grande de 100:000*,
aera extrahida no dia 13 de Agosto.
Oa bilhetea acham-ae venda na Casa da For-
tuna ra Priinciro de Marco n. 23.
Tambem acham-ae 4 venda na praca da Inde-
dendencia ns. 37 e 39.
Matadouro PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 85 rezos para o consume
do dia 7 de Agosto.
Seudo : 68 rezes perteneentesa Olivera Castro,
vS C, e 17 a diversos.
Mercado Municipal de dJ.
movimento deste Mercado uos das
rente, foi o seguinte :
Entraran :
37 bois pesando 4,876 kilos.
1.388 kilos de peixe a 20 rea
71 cargas de farinha a 200 ris
35 ditas de fructas diversas a 30^
9 taboleiros a 200 ris
8 Sumos a 200 ris
Foram oceupados :
24 1/2 columnas a 600 res
27 compartimentos do frinha a
500 ris.
23 ditos de comida a 500 ris
71 ditos de leguines a 400 ris
16 ditos de suinoa 700 ris
13 ditos de tresetiras 600 ris
10 ditos de ditos a 2*
3 dito a 1*
A Olivera Castro & C.:
2 talhos a 500 ris
51 talhoa de carne verde a lf
JoaO
6 do coa-
27*760
14*200
10*500
1*800
1X600
rs.
14*700
13*500
11*500
28*300
11*200
7*800
2(15000
3*600
1*000
54*000
Deve ter sido arrecadada aeates das
a quantia de 820*960
Rendimento do dia 1 a 5 1:021*940
Foi arrecadado liquido at hoje 1:242*900
Precos do dia :
Carne verde a 200 e 400 ris o kios.
S i.uos a 500e 600 ria idea.
Carneiro de 640 e 800 ris idem.
fariuh de 320 a 240 ris a cuia.
Milbo de 280 a 320 ris idem.
Ferjo de 640 a 1*280.
CeaaMerlo Publico Obituario da da 5
de Agosto de 1886 : -
Adgust) Pereira da Silva, Pernambuco, 38 an-
nos, casa lo, Boa-Vista; apopfcxn eerebral.
Joaouia Pinto Alyes, Portugal, 23 annos, sol-
tero, Boa-Vista ; briberi.
Felippe, eacravo, Pernambuco, 36 annos, aoltei-
ro, Santo Antonio: alcoosmo.
Alfredo Carlos, Pernambuco, 2 annos, Santo An-
tonio ; eapasmo.
Antonio Alipio Coiraora, Portugal, 47 annos,
solteire, Boa-Vista ; edema.
Francisco Jos dos Santos, Pernambuco, 15
annos, solteio, Boa-Vista; tubrculos pulmo-
nares.
Ponoiano Ferreira des Santos, 40 annos, soltei-
ro, Boa-Vista; gaetro nterite.
Maria Theodora do Espirito-Santo, Pernambu-
co, 60 annos, solteira, Boa Vista ; diarrha.
Joa da Silva Moraes, Pernambuco, 19 annos,
aolteiro, Boa-Vista; eamagamento do p.
Joaquim Goncalves da Silva, Pernambuco. 61
annoa, caaado, Boa Viata; gaatro interite.
Manoel, Pernambuco, 9 meses, Boa-Vista; con-
valsocs.
JDICIARIA
Tribunal da Rela^o
SESSlO ORDINARIA EM 6 DE AGOSTO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SB. COS3ELHEIKO
QINTOO DE MIKANDA
Seereario interino Dr. Alberto Coelho
As horas do costume, presentes es Srs. desem-
bargadorea em nume -o legal, foi aberta a aesao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetoa deram-se os
segu hitos
JLGAMESTOS
Habeas corpus
Pacientes:
Flix Jos de Sonsa.Mandou-se ouvir o Dr.
chefe de polica, contra o voto do Sr. conaelheiro
presidente.
Aleandre de Luco..Mandou-se soltar, contra
os votos dos Srs. desembargadores Pres Goncal-
ves, Monteiro de Andrade e Pires Ferreira.
Recorsos eleitoraes
Do RecifeRecrrante Dr. Jos Maria de Al-
buquerque Mello, recorrido Eduardo Correia da
Silva. Relator o Sr. couselheiro Arsmja Jorge.
Deu-se pro vi ment ao recurso para se mandar
desaliatar o recorrido.
De CamaragbeRecorrente o juiz de direito
recorrida Manoel Ferreira Pontea. Relatar o Sr,
deseubargador Bnarque Lima.Negou-se pro-
vimenta ao recurso, unanimeicente.
De Caruar Recorrente Joa Mirabeaa de
Mello Maris, recorrido o juizo. Relator o Sr.
desembargador Toscano Barrete. Negou-se pro-
vmento ao recurso, unnimemente.
Do OurieuryRecorrente Pranoiseo Lopes de
Siqueira, recorrido o juizo. Relator o Sr. des-
embargador Pires Ferreira.Deu-se provimento
ao recurso, unnimemente.
De Petrolina Recorrente o juizo, recorrido
Raymundo Rodrigues da Silva Coelho. Relator
o Sr. desembargador Prea Goncalves. Deu-se
provimento ao recurso, unnimemente.
Do Inga Recorrente Francisco Alexandrino
da Veiga Torrea, recorrido Pedro Tararea do
Reg Barrete. Relator o Sr. desembargado! Al-
vea RibeiroDeu-se ptoviment* ao recurso, un-
nimemente e 11 andou-ae processar -o recorrido.
Aggravos de peticSo
Do ReeifeJ Aogiavaote o Banco Industrial
Mercantil do Rio de Janeiro, sggravada D. Ca-
tbarina de Seixaa Fcrrio e outros. Relator o Sr.
conaelheiro Queiros Basros. Nbgou-se provi-
mento ao aggravo contra o voto do relator.
Do commercio do RecifeAggravanto a coaa-
pauhia de fiaco e tecidos de Persamboco, aggtn-
vado o commendador Antonio Valentim da Silva
Barroca. Relator o Sr. desembargador Barqne
Lima. Adjuntos os Srs. deembargadores Olive-
ra staoiel e Monteiro de Andrade. Negou-se
provimento ao aggravo, unnimemente.
ProrogacZo de inventario
Lwentariante D. Anua Maria da Conceico.
Concedeu-se o praso pedido.
Inventariante D. Rosalina Ignacia Lna^Con-
cedeu-se o prazo pedido, unnimemente.
PASSAGHNS
O Sr. conaelheiro Araujo Jorge, como procura-
dor da corda e promotor da juatica, deu parecer
nos seguintes fetos :
Appellaco civel
Do RecifeAppellante Jos Soares do Amara!,
appellado Manoel do Reg Pontos.
Appellacoes crimes
De Aguas Bellas-Appellante o juizo, appella-
do Manoel Aires dos Santos.
De JaboatSo Appellante o juso, appellado
Joo Capiatraao de Soasa.
Do LimoeiroAppellante Manoel Pranciseo Ta-
vares, appellda'a juatica.
Do BuiqueAppellante Pantale&d Rodrieues
de Siqueira, appellada a juatica.
De NazarethAppellante Lupicno Francisco
Cavaleante, appellada a justic*.
De GamelleiraAppellante Joo Francisco, ap-
pellada ajusticn.
De PesqueiraAppellantee o promotor publi-
co, appellado Manoel Vicente Peasoa.
Do Sr. de8embargador Toscano Barreto ao Sr.
deBeurbargador Olivera Maciel :
AppellacSes crimes
Do PiancAppellante Laurentino Feliz da
Silva, appellado a justic.
De GamelleiraAppellante o promotor, appel-
lado Manoel Antonio machado.
Do Sr. desembargador Olivera Maciel ao Sr.
desembargador Pires.Ferreira :
Appellaco civel
Do RceifdAppellante a Fazenda Nacional,
appellados Seizas & Irmos.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Andrede :
Appellaco crima
De SouzaAppellante o juizo, appellado Joo
Domingos dos Santos.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Goncalves :
Appellaco criroe
De Penedo Appellante o juizo, appellado
Joo Manoel dos Santos.
Appellaco civel
Do PilarAppellante Henriqud Ernesto Bit-
teneourt, appellado Jos Paulo Cordeiro.
Do Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appellaco crine
De Alaga GrandeAppellante o juizo, appel-
lado Cosme Sebaatio Bezerra.
Appellaco civel
Do RecifeAppellante Joo Airea da Silva
Guimares, appellada a junta administrativa da
Sonta Casa de Miaericordia.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
eonselheiro Queiros Barros :
Appellaco crime
De PesqueiraAppellantes o juiz de direito e
o promotor, appellado Manoel Rufino de Mello e
Silva.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. eonselheiro procurador da co-
rda e promotor da justica :
Appellacoes crimes
De TaquaretingaAppellante o juizo, appel-
lado Jos Francisco dos Santos.
De QuebranguloAppellantes Francelina e ou-
tras, por seu curador, appellado Francisco Bar-
bosa da Silva.
De Nazareth Appellante Bcllarmino Pereira
de Lyra, appellado M-iaoel Caetano Pereira de
Queiros.
Mandou-se autoar e jurar a qneixa do Nicolao
Antonio Duarte coutra o Dr. juiz de direito inte-
rino da comarca de Bom Jardim.
Com vista s partes :
Appellaco civel
Do CaboAppellantes Francisco Manoel de Si-
queira Cavaleante, appellados o Baro e Barone-
za de Araripe.
distribuicCes
Recursos crimes
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
Do RecifeRecorrente Demetrio Carneim Ro-
drigues Campello, recorridos Manoel dos Santos
Barros e outros.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Do Recife Recorreute Maaoel Guedes dos
Santos, recorrido Dr. Lua Emygdo Rodrigues
Vianna.
AppellacSeB crimes
Ao Sr. desembaigdor Toscano Barreto :
De Camoragibe Appellante o juizo, appellado
o liberto Elisbo.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel ;
Do CollegioAppellante Manoel Antonio da
Conceico, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De TaquaretingaAppellante Manoel Viconte
Monteiro, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Do'Piancd\ppellante o juizo, appellado Be.
nedieto Eduardo de Oliveira.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Pitimbd Appellante o juizo, appellado
Nicacio Antonio de Oliveira.
Appellacoes civeis
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De Mamanguape Appellante Jos Martina
Fernandea Noguera, appellado Dr. Pedro de Al-
buquerque Maranho.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Do RecifeAppellante o curador de Antonio da
Costa, appellado o juizo.
Ao Sr. desembargador Pirea Goncalves :
Do RecifeAiipellante Manoel Cardoao Jnior,
appellado8 Francisco Morera Fragoso e outro.
Encerrou- se a sessao as 2 horas da tarda.
nOHMONICADOS
Ao eleltorad do 3 di*trida
lUm. Sr.O fallecimento do Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araujo, abrindo urna vaga na de-
putaco de Pernambuc, determnou a necesaidade
de urna oleico no 3" districto, que aquelle illustre
cidado to dignamente representava.
Para preencher ebsa vaga proponho-me eu aos
suffragios do distincto eleitorade desse districto,
nao movido por impulso proprio, nem tomado de
ambices que estou longe de nutrir, mas por apre-
aentaco do partido em coja8 fileiras milito e alen-
tado pelo desejo de continuar a prestar servicos as
paiz nesse posto de combate que me foi indicado.
E', pois, escudado com esse patritico desejo e
patrocinado pelo meu partido, cujo venerando
chefe tenho por amigo, que eu venho solicitar de
V. S. o sen voto e todo o ssu precioso auxilio
minha causa lo pleito que se vai ferir brevemente
nesse districto, onde V. S. gosa de prestigio e dis-
poe de merecida influencia.
Bem conhecido nesta provincia, onde nasci e
onde tenho sempre vivido mourejar em fadigosas
lides pelas ideas conservadoras, e sob a gtde
d'aquella honrosa apresentaco; creio que ser-
me-ha excusada a exhibico de nm programma,
pois que outro nao posao ter que nao o do partido
ao qual tenho servido com dedicacao e eaforco.
Entretanto, de harmoni a com o notavel discurso
proferido no Senado, em 1879, pelo honrado Sr.
eonselheiro Joo Alfredo Corra de Oliveira, digno
chefe conservador em Pernambuc, direi que a
synthese do meH programma pugnar pelas re-
formas qua forem a desenvolvimento pratioo dos
grandes principios liberaea consagrados na Con-
sbtitulcSo e que formam a base das institulcoe
que nos, os conservadores, mantemos e queremos
manter.
Dentro de laes limites ha espaco bastante para
todos os meThoramentos intelectuaes, moraes e ma-
teriaes, para todos os csmmettimentos serios da
poltica, economa, financas e adminiatraco, emfim
para todas as mais altas aspiracoes dos povos
Uvres, qne vivem asa o rgimen parlamentar.
No decurso dos vinte asnos que constiruem a
minha vida publica, sempre girn nessa rbita a
minha actividade, e disao fasem prova os aeos
modestos esforeos na AssembJa Provincial os
meus pequeos trabalhos na imprensa, estes lti-
mos attoatados palo Diario de Pernambuco, em
cujas paginas tenho esteriotypado a minha alma
e o meu coraco, pugnando por tudo quanto se me
tem augurado til e vantajoso causa do pais
mais particularmente desta provincia.
Como garante dos meus intuitos de futuro offe-
reco esse modesto passado ao digno eleitorado de
3* districto, asseguraodo-lho que envidarei quanto
couber em niim para elevar-me aliara da sita-
cao do paiz e para moatrar-me merecedor da con-
flanea 00 n que me honrar esse digno eleitorado
O mea norte ser o bem publico e o caminb
para elle essa honrosa confianca que nunca fa' 4
ao illuatre cidado quem aspiro substituir e cu-
as virtudes cvicas tomarei por modelo.
Subscrevo-me com a maior consideracao e res-
peito.
De V. S.,
Amigo, attento, venerador e criado.
Recife, 6 de Julho de 1886.
Felippe de Figueiroa Paria.
---------------erasKav-------------
A Provincia
A Provincia de hoje, voltando aggredir-nos
de um modo deeoommunal, vomitn grande parte
das feses do seu estomago canino, impeatando
ambiente com essas podriddes nauseantes.
A baixa mentira, a torpe calumnia e a grosaei-
ra injuria, sao sempre as formas da argumeutaco
do orgo liberal, e nao de hoje, mas de Ionga data,
desde a sua primeira phase, exemplo dos seus
eongenereso Liberal, o Demcrata e a Demo-
cracia.
O que fazer ante tanta sanha, ante taes meios
de discusso, ante to no&re* elementos de com-
bate ?
Cruzar as bracos, e deixar que a propria atmoa-
phera se incumba da sua desinfeceo.
E' o que faremos boje, como fizemos cntt,
quando estivemos amarrados ao poste de diffama-
co doa orgos citados e azorragados como Chris-
to pelos famlicos judeus.
Tambem j foram victimas da Provincia (1*
phase) e dos outros sanhudos orgos liberaea mui-
tos caracteres Ilustres do proprio partido da Pro-
vincia. Qae digam oa Srs. 8enadorea Luiz Fe-
lippe e Soares Brando, o Baro de Caira, o eon-
selheiro Doria e urna infinidade de outros cida-
dos dignos de respeito.
Desses homens disseram a Provincia e suas ir-
ms na grei liberal, cousaa horrorosas, tudo quan-
to, na phraae popular, Mafoma itao se lembrou cf
diter do toucinho. E nem por isso elles baqueia-
ram do conceito em que eram tidoa, e nem por ia-
ao periclitarara os sous foros de homena honestos)
iutelligentea e prestrnosos.
Nao ha, pois, o que estranhar na linuagem da
Provincia em relaco nos. E' natural que
quem diaae dos propros amigoa o que a Provincia.
attribuio quelle8 cidadlo8, extravaze as meamas
feses com endereco aos adversarios.
Quem, ao passar por traz de um paquiderme so-
lpede, recebe a impresao da respectiva pata ati-
rada com a violencia do quadrapede, nao lhe pa-
ga na mesma moeda, sob pena de ser mais irra-
cional do que a paquiderme.
Quem, ao avisinhur-se de um louco ou de um
ebrio, recebe urna pedrada ou o choque de um in-
sulto inconsciente, nao responde com iguaes vio-
lencias esaes actos de desvario.
E' o nosso caso : cruzamos os bracos ante as
mentiras, injurias e calumnias da Provincia,
apenas lhe dizemos : das o que possues, Deus t'#
pague.
6 de Agosto de 86.
Mibio.
IHDICACQES DTEIS
edlcos
Consultorio medlco-clrarglco do Dr.
Pedro de Attabyde Lobo Hoscoso a
ra da Clorla n. SO.
O doutor Sfoscozo d consultas todos os
das uteis, das 7 s 10 horas da manha'
Este consultorio offerece a conimodida
de de poder cada doente ser ouvido e exa-
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreao pra-
ca do Commercio, onde funcciona a ins-
peccao de sade do porto. Para qualquer
d'estes dous pontos poderlo ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas.
O Dr. Arthur Imbassahy, medico oceu-
lista, recenteroente chegado, esta cidade,
d consultas todos os das, das 8 s lf
horas da manha, sendo gratis aos pobres,
no 1. andar do predio n. 8, largo da
Santa Crue.
Consultorio allopatlco doslnaetrleo
Dr. Miguel Ihemudo d consultas das
12 s 3 da tarde em seu consultorio ra
do Barao da Victoria n. 7, 1.* andar.
Chamados por escripto a qualquer hora.
Especialidades partos, ebres, sypuilis,
molestias do pulmao e do coraco.
Dr. Lopes Pessoa Medico.Residen
cia a ra de D. Pedro I n. 9, onde poda
ser procurado at s 9 horas da manha.
Consultorio ra do Bom-Jess n. 37 1.*
andar. D consultas das 11 s 2 da tar-
de. Gratis aos pobres.
Dr. Gama Lobo, medico operador e par-
teiro, reside ra do Hospicio n. 20, onde
pode ser procurado qualquer hora do dia
ou da' noite. Consultas : de 1 s 3 horas
da tarde. Especialidade : molestias e ope-
racoes dos orgos genito-urinarios do bo-
mem e da mulher.
Dr. Barreto Sampaio mudou seu consul-
torio do 2. andar da casa n. 45, a ra do
Baro da Victoria, para o 1." andar, da
casa n. 51, mesma roa, como consta da
seu annuncio inserto na secgSo compe-
tente. Residencia a ra Seta de Setem-
bro n. 34.
Advoisdo
O bachard Benjaraim Bandeira, ra da
Impejador n. 73, 1/ andar.
Dr. Seabra. Mudou seu escripto de advo-
gacia para a roa do Imperador n. 24.
Tabelllo
O Bacharel Amaro Fonseea de Albuquer-
que, tabelMo do note interino nesta capi-
tal commusica ao respeitavel publico que
abri aou escriptorio no pavimento terreo
do predio n. 4, sito a ra do Coronel Fran-
cisco Jacintho, outr'ora da S. Francisco,
onde, com solicitado e mxima lealdade,
est prompto para desempenhar as func-
cSes da seu cargo. Reside na fregueaia
da Boa-Vista, raa do Coronel Lamenha n.
30 (outr'ora dos Prazerea) para onde, fra
das horas do expediente de seu escriptorio,
deverSo derigir-se os chamado, para fac-
tura e approvacSo de testamentos.
I


Diario de PenambuetiSabbado 7 de Agosto de 1886

l)ro(>rlB
Francisco Manad da Silva & C, depo-
sitarios de todas as especialidades pharuen
owticas, tintas, drogae, producto ohaiCi
e medicamentos bo*n quez de Olinda n 23.
Serrar* a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapino
de Francisco dos antes Macedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande estaba o
cimento, o primeiro da provincia n'oste ge-
nero, compra-s e vende-se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparan obras
de carapira por machina e por presos sem
com ""'""/da.
PtIUCtGOES A PEDIDO
Rio Grande do Xorte
O CAPITAO J- sevebino maciel da costa
E SEU DETRACTOR URBANO JOAQDIM DE
LOYOLA BARATA.
Uoq senhor M. F., que nos informan
ser um offleial subalterno que se inculca a
maior illustracao em cousa da militanca,
tem feito publicar, as columnas deste jor-
nal, urna serie de artigos sob aquella longa
epigrapbe em defesa do capitSo Jo2o Se-
YOrmo Maciel da C>>ata e tenente Joaquim
Rodrigues Pereira, processados n'aquella
provincia por actos criminosos, que all pra-
ticaram.
Se o Sr. M. F. se tivesse limitado
di-si dos seus amigos, nada teriamos a
dizer, nao obstante a inexactidao, com que
expoo os factos no intuito de innocenta-
los.
Desde, porm, que para conseguir esse
resultado, deturpa os factos e ousa accu
Bar ao digno administrador daquella pro-
vincia, o Exm. Sr. Dr. Jos Moreira Ai-
res da Silva, nosso Ilustrado e distincto
comprovinciano, cijamoralidade e probida-
de nao podem ser contestadas por aquellos
que, como o Sr. M. F., o conhecem de
longa data, somos obligados a restabelecer
a verdade dos factos, embora d'ahi resulte
ficar o publico convencido de que os
dous amigos de M. F. nao sao tSo in-
nocentes, como elle pretende fazer crer, e
ao contrario praticaram actos que merecem
severa puntu.
O Sr. capitao Maciel bem conhecido
na provincia do Rio Grande do Norte, de
onde, pelos seus actos offunsivos morali-
dad e publica c pela indisciplina da compa-
nhia, que alli commandava, foi afinal reti-
rado pelo Grover Geral no devidameute in-
formado de sua8 facanbas.
A vida, pouco regular que tem o Sr. ca-
pitao Maciel, foi a causa determinativa dos
actos pouco dignos, que alli praticou o pe
los quaes foi aecusado e est sendo pro-
cessado.
Alen das faltas commettidas polo capi-
tSo Maciel na qualidade de commandante
da companhia de linha, estacionada n'aquel-
la provincia e pelas quaes devia responder
no foro militar, praticou elle auxiliado pelo
tenente Pereira um crine puramente, civil
pelo qual s no foro commum devia o, po-
da ser procesando.
Ba3ta a simples exposigao do crime e
o modo porque foi praticado para que se
conheca a primu facie nio poders ser elle
considerado de modo algnm crime militar
e sim um crime de estellionato, spito ao
foro co:omu>n, por ter sido pratk-ado no
exercicio de urna commissao, que nao faz
parte das attribuicSes militares e da qual
fora env-nrrcgado o capitao Maciel por um
dos antecessores do Exm. Sr. Moroira Al-
Tes, romo poderia ter Sido qualquer par-
ticular.
O facto criminoso, pelo qual foram de-
nunciados foi o seguinte:
Ameacando ruinas o predio nacional, qua
ervia de quartel companhia de infanta-
ria, um dos antecessores do Exm. Sr. Dr
Moreira Alves encarregou o capitao Maciel
de mandar tirar as telbas daquella predio
e fazer concertos necessarios na casa para
onde tinha de Ber transferida a compa-
nhia.
Tendo elle de receber da thesouraria de
fazenda o dinheiro preciso para pagar as
despezas, feitas com taes servicos, falsifi
eou com o seu companhoiro tenente Perei-
ra o diversos recibos e outros documentos,
comprobatorios destas despesas e com
elles recebeu quantia muito superior aquel-
la que realmente fora despendida.
Esse facto, que se acha provadissimo
com documentos e com o exame procedido
pela Thesouraria, constitue o crime de es-
tellionato previsto no art. 172 do cdigo
criminal.
E como o servico, de que foi encarre
gado o capitao Maciel nao e nem jiode
ser servico militar e at de certo modo foi-
lhe illegalmente incumbido, com prejuiso
do bom desempenho dos seus deveres mi
litares, dos quaes foi assim distrahido
incontestavel que o crime foi praticado
por elle e pelo tenente Maciel, como par
ticulares, o portanto, somonte no fro com-
mum devem ser processados por esse cri-
me, pois certamente ninguem dir ser at-
tribuicao do um militar, commandante de
urna companhia de infantaria, administrar
as obras ou concertos, feitos em urna casa
particular ou mesmo em proprioe naci
naes. )
Por maiores esforcos que empregue M.
F., jamis poder tornar militar esse cri
me que, commum em face dos principios
de direito, da legislacSo, quer militar, quer
civil e jurisprudencia constantemente segui-
da pelos Tribnnaes, doutrina consagrada
em innmeros avisos, entre os quaes cita-
remos aviso de 11 de fevereiro de 1850,
viso de 10 de Junbo de 1869.
No propri aviso do Ministerio da Guer-
ra de 11 de fevereiro de 1850, transcripto
pelo articulista no Diario de 4 deste mez
se acha bem expressamente deca r* do nao
poder ser crime militar, quelle que o ofi-
cial pratica, nao na qualidade de militar,
mas no exercicio de aitribuicoes albeias a
esse servico que tanto poda ser desempa-
ando por um militar como por um paisa-
no.
Assim, j v" o articulista, que nao pre-
cisa ser legista para mostrar que nesse avi-
so est a mais completa refutacSo a sus
exdruxula opiniao, e sirva -lhe isto de licSo
para nao se metter no que nao entende,
ferindo-se com a propria arma com que
julgou aniquilar o sen adversario.
Ainda o aviso do Ministerio da Justica
de 10 de junho de 1869 vem mostrar er
da competencia do poder judiriario o cri-
me de que se trata por crime commum e
nSo mitar.
O aviso concebido nos seguintes ter-
mos.
c Ministerio dos negocios da justica.
Rio de Jabeiro, 10 de Junho de 1886.
111. e Exm. Sr.-Em officio n. 104 de
14 de Mato ultimo, expoz V, Esc. que
tendo-lhe o promotor publieo da coraaraa
da capital consultado se o crime commet-
tido pelo ex-ajudante de ordens da presi-
dencia, de vender animaos, pertencentes
ao estado, era militar ou commum, res-
ponden V. Exc. que nSo sendo attribuiclo
desse funceionario guardar animaes do
Estado, o crime praticado era commum e
devera ser captulado no art 172 do Cod.
Crim. Em resposta approvo a decisSo por
V. Exc. dada, visto tol a solicitado o pro-
motor publico, embora soja materia da
competencia do poder judiciario- Deus
guarde a V. ExcJos M. do Alencar.
Sr. presidente da provincia do Paran. >
Este aviso que cima transcrevemos dis-
pensa-nos de insistir sobre este ponto.
Assim, portanto, o Exm. Sr. Dr. Mo-
reira Alves, recebendo da thesouraria do-
cumentos e exames comprobatorios do cri-
me que fora praticado, proceden mnito re
gularmente. remetiendo-os ao Dr. promo-
tor publico para proceder na forma da le.
Este dando a denuncia o o juiz municipal,
julgando-se competente para formar o pro-
o, cumpriram o seu dever" e observa-
ra m a le.
Todas as accusacSes e censuras, feitas
pelo Sr M. F. nos seus diversos artigos
ao presideato da provincia, ao Dr. promo-
tor publico e ao juiz municipal, acham se
pois, aniquilados por isso que a base des-
tas accusac3es desapparece por ser o cri-
me commum o achar-se provado com do-
cumentos e exames procedidos pela the-
souraria do fazenda.
Emquaato que o Exm. Sr. Dr. Moreira
Alves tem procedido, desde que assumio a
presidencia do Rio-Grande do Norte com o
maior criterio, revelndose um adminis-
trador Ilustrado e imparcial, a ponto de
ser respeitado pelos proprios adversarios,
o Exm. Sr. brigadeiro Moraes Reg desde
que alli chegou, procodo do modo o mais
censuravel possivel.
E' assim que ten lo sido incumbido pelo
governo geral de inspeccionar a companhia
de infuntaria all existente a syndicar dos ac-
tos praticados pelo capitao Maciel e tenente
Pereira, longe de corresponder confianca
do governo, arvorou-se|em protector ostensi-
vo desses dous criminosos, a ponto de resi-
dir com elles e ter com o seu ajudante de
ordens o tenente Pereira.
O proced ment do Exm. Sr. brigadeiro
revela o proposito do anarchisar a provin-
cia, plantando a indisciplina militar.
Pelo ultimo vapor recebemos cartas de
pessoas, as mais qualificadas daquella pro-
vincia em que nos narram do seguinte mo-
do os actos que tem praticado o referido
brigadeiro :
O brigadeiro Jos Angelo anarchsa
essa provincia, plantando a indisciplina
militar, assumndo attribuicSes que s per-
tenemn ao presiJonta da provincia, orde-
nando gua.nii;2o que s a elle obedeza,
prevale ;endo se para isto da circumstan-
cia de ter ido o presidente Mossor.
a. Tem-se tornado protector ostensivo do
capitao Maciel e nao contente com os des-
atinos j praticados acaba de faltar com o
respeto, que deve ao presidente que, como
primeira autordade da provincia, e com-
mandante das armas lhe superior e com
a consideracSo, devida thesouraria de
fazenda e ao juiz municipal no exercicio
de suas attribuicScs.
O presidente, antas do embarcar para
Mossor, recebeu um officio da thesouraria,
requsitando a prisao do capitao Maciel,
por ter este so negado prestar coutas e
entrar para os cofres da inesma thesoura-
ria com a quantia de dous contos e tantos
que elle, no carcter de commandante da
companhia recebeu sob cautelas, as quaes
nao foram at esta data registradas in to-
tum, verificando-se, portanto, um grand3
desfalque, e immediatamente telegraphou
ao ministro da fazenda communicando
o facto o officiou ao capitao commandante
da guarnic&o para recolher o Maciel for-
taleza. Essa prisao, porem, nao foi efec-
tuada porque ella se oppoz o referido
brigadeiro, ordenando que se aguardasse
resposta do governo imperial, visto eitar o
capitao Maciel, sob as suas ordens. Nao
obstante constar que o ministerio da fazen-
da responder qurs a prisao de Maciel, re-
quisitada pela thesouraria, devia-se effec-
tuar, o brigadeiro, arbitraria e illegalmen-
te, declaro que, tendo ido o presidente a
Mossor, elle assumia o commando das ar
mas e ordenava ao commandante da guar-
nilo, que nao cumprisse qualquer ordem,
que nao partisse delle e que o Maciel nao
podia ser preso por estar desligado da
companhia e achar-se unieam-nte sob a
sua jurisdiccao e em seguida dirigi the-
souraria de fazenda officios inslitos, que
esta lh'oB devolveu.
Estes factos, praticados pelo general,
revelam um procedimento altamente crioai
noso que podo trazer graves consequencias
e certamente serSo tomados na devida con-
sideracSo pelo governo goral, que provi-
denciar, no sentido de conter os desman-
dos do mesma brigadeiro, que, quanto an-
tes deve ser retirado daquella provincia,
onde Ilegal o arbitrariamente assumio o
commando das armas, em cujo exercicio
cstava o est o presidente da provincia
Nao pretendemos alimentar p-lemica com
o Sr. M. F. e julgamos suficiente o que
fica narrado para que o publico possa re
conhecer a improcedencia das accusacSes,
feitas ao presidente do Rio-Grande do
Norte e ao juiz municipal da respectiva ca-
pital, e bem assim julgar do procedimento
do brigadeiro Moraes Reg e seus prote-
gidos, relativamente aos crimes por estes
praticados.
Recife, 6 de Agosto de 1886.
Argus
rao d'Aibo
Sob a mesma epigrapbe de que nos ervimos,
lemos no Diario de Pernambuco, de S do correte
mez, mo importantissimo artigo laudatorio, em
homt nage m ao Dr. Antorjio Jos de Amorim, as-
ignado pelo intr<-f ido general romano Fabriciua,
tio notavel pela sua pobreta, quanto pelo seu des-
interesa.
Achamos mnito judiciosas as consideraces que
sobre o mismo Dr fFabriciuse ellas ac-
crescenti.remos mais nlguma cousa:
Em nossa komllde opiniao, o Dr. Amorim, alm
de muito notavel pela sua vasta intel igencia e il-
lnatrac&o pouco vulgar, um dos nossos melhores
jurisconsultos. g
As decises de S. Exc. bao sido seoipre e em
todos os tempoa acatadas como fiel expresso da
lei e qualquer ama d'ellas lubscreveriam, com pra-
aar, Lafayette Pereira, Ribas, Teixeira de Ereitas,
Nabuco de Araujo e outros mu i toa gees que bri-
Iham e que j brlrnaram no ci da nossa jnriapra-
dencia.
Infallivel tm teu modo de proceder cbnro juiz,
8. Exc. o Sr. Dr. Amorim bem se pode comparar
O chefe da Igrej Universal, no tocante mate-
ra espnitnal.
E' o juio que formamos do Dr. Amorim, na
qualidade de magistrado ejprecisodizel-o, nenum
laeo de amisade ou de parentesco nos liga ao mes-
mo Dr., a quetn s conbecemos pela sua honrosa
tradiccao.
Como homem, S. Exc. mais do que um amigo
dedicado, um pai extremoso, um cidado pres-
tante.
Concretisa elle todo quanto de bello c sublime
pode ornar o cidado em sua vida privada.
Sem que em nossas palavras possa ir urna offan-
sa a quem qaer que seja, n3 affirmamos que o Sr.
Dr. Amorim o primeiro homem da geraclo ho-
dierna.
Nao de hoje que estudamos S. Exc. eir todas
as suas pbases, sem prejuizo de urna s virgula de
seus actose s temos motivos parajsnppol-o_indigno
de viver em nosso meio social, onde, infelizmente,
se hao abatido muitos caracteres elevados.
Desculpe o Dr. Amorim a noasa ousadia, ferindo
a sua proverbial modestia.
Fazemos-lhe, simplesmeute, justica.
Recifc, 6 de Agosto de 1886.
ArMo'^e.
A actual adaiinlstraco da pro
vlncla e o orio liberal
vni
A Provincia, ltimamente, sob o titulo o go-
verno e o exerdtotem repetido : que te desen-
volve urna desarrasoada perseguicSo contra offieiaes
e cadete* do exercito da guarnicSo da provincia, por
cama (d ella) de urna saudaco Jos Mariaano,
publicada em suafolha, sem assignaturas, mas, em
nome dos officiaes e cadetes, mandando o Sr. vice-
presidente impSr a estes rema retratacSo humilhante,
sob ameaca de ser castigado o que nao subscrevesse
essa declarando, tendo sido presos os cadetes Pa-
dilha, JoSo Braynts, Gemido Caldas e Qamei-
ro.
Custa crer que, a redaccSo da Provincia conti-
ne na trilha encetda, de ser echo de calumnias,
prepralas por individuos despeitados.
Nao ha o mnimo fundamento em semelhaute
noticia.
S. Exc. nao exiirio, de quem que que seja, re-
tractacSo, nem ordenou prisao de cadetes, allega-
dos pela Prow'nei'a, ao contrario, ignora se real-
mente deu-se o facto alludido.
Nenhuma gerencia tm os presidentes de provin-
cia, na economa e disciplina dos corpos militares
que, estao sujeitos aos officiaes superiores e ao mi-
nistro da guerra, e sao regidos por leis especiaos.
Os^cadtes s2o subordinados aos officiaes dos cor-
pos onde estiverem servindo ou aggregados, e po-
dem independente de conselho de investigaeo se-
rem puuidos pelos superiores, correccionalmente,
por faltas leves. Os Drs. Adelino, Ulysses Vian-
na, Jacobina, Caiar, que j foram presidentes de
privincias, poderao informar melhor Provincia,
qual a competencia administrativa nesse assump
to. O commandante das armas e os commandan-
t.-s dos 2.o e 14 de linha e o de cavallaria, sao
militares briosos, conhecidos pela redaccao do or-
gao liberal, ou pilos seus amigas, por isso mesmo,
elles livrem"ute informarao tambera se S. Exc.
exigi essas declaracoes de retractacao, ou prohib
c&o de manifestacao, militar a Jos Marianno.
A opposi^ao liberal, acostumada, quando gover-
no, a dep rtar os militares, pela simples mani-
festando de opiniao, como, em 1884, na eleicao de
1." de Dezuuibro, praticou o general Tibjrcio, de-
portando desea provincia para longe. ao alteres Vil-
larim, capitSo Pacheco e outro, s porque elles
eram conservadores e prometterem vo'ar no Dr.
Portella, julga, entretanto, hoje que, o partido con-
servador pretenda seguir esse mo exemplo.
Nessa poca, o Dr. Sancho e o referido ge-
neral disseram na imprensa, nesta folha e no
Jornal do Recife: que o militar nao tem poltica,
nem pode dar manifestacao publua contra o gover-
no, porque dever do soldado manter neutralidade
para melhor servir a patria.
Hoje a Prouincojpensa de modo contrario.
Mo systhema esse de opposicao !
Recife, 5 de Julho de 1886.
Casetas.
Ao Dr. dhcfe de polica
Pede-se ao Sr. Dr. chefe de polica que
lance suas visas para urna qnadrilha de
ladrSes que infesta esta cidado, e livre mi-
Ihares de individuos que anoitecem todos os
dias debaixo de sustos n sobresaltos.
Dpos dos maetings, aondo se aconsa-
lhou o roubo ao povo sem trabalho, os la-
drees se tem assanhado e hoje como d'an-
tes s tm poupado a certos amigos do
Sr. Jos Mariano.
E' curioso que este que vive em um re-
canto do P050 nada tenha soffrido: vai
para o Rio fecha a casa e volta encontran-
do tudo no mesmo estado
Sr. chefe, d eara aos marianistas e li-
vre-nos da quadrilha.
Um que vive assustado.
O capitao Urbano Barata e seas
calumniadores
Os factos de qu= at agora nos temos necupado
e suja veracidade incontestavel, deixam ver bem
claramente o estado d'essa agitada questao.
O capitao Maciel na calma de um cynismo in-
Sualificavel, sonha com a sua salvacio ; mas acre-
itando muito na honradez e probidade do Exm.
Sr. ministro da guerra, nao podomos nem de leve
pensar que S. Exc. concorra para um tal estado
de cousas, deixando penetrar no exercito a indis-
ciplina e a desmoralisaco.
O capitao Maciel tem precedentes que o desa-
bonan) no conceito publico.
J nao a primeira vez que elle tem exposto
aos azares do jogo as sommas que recebe para pa-
gamento de suas pracas ; tanto que, pouco antes
do seguir para a provincia do Rio Grandi do
Norte na qualidade de commandante da respectiva
comptubia de guarnic&o, perdeu, 8"gundo coasta,
no Rio Grande do Sul, a importancia de um pret
dos vencimentos das pracas do 6a batalhao, sendo
preciso que seus collegas entrassem com o dinhei-
ro, de que imprudentemente lancara mi.
Acostumada a essas simples economas internas,
em que se tem salvado por commiseraco da classe
militar, julgou esse here encontrar igual apoio
naqueha provincia, onde vio-se obrigado a dar
com os burros n'agua. E agora as hus:ta em por
em pratiaa toda a serte de torpeza afira de occul
tar a verdade dos factos, procurando-se salvar se,
embora para isso sacrifique mais de urna repu-
ta gao.
Mas V..-.lde !
Rubustece-nos a f de que, se o Sr. Maoiel en-
contr apezar de suas gentilezas meia dusia de
homens de seu quilate que oprotejam e defendam,
nio faltar ao alferes Moreira o apoio dos homens
de bem, tendo como tem em seu favor a juatica e
o direito.
O alferes Moreira nunoa empalmou dinheiros
alheios ; nunca levou a deshonra ao sanetuario
das familias; nunca representou o triste papel
de diflamados ; emfim sempre zelou seos crditos
de homem de bem.
E' um dos defensores do patria, que fiz toda a
companhia do P iraguay, d'onde voltou coberto de
louros e condecorado.
Sua f de officio sua maior recommen-
daclo.
Reatemos, porm, a aarraco dos factos.
Aecusado o Sr. Maciel por tantos e tao revoltantes
abusas, foi chamada edrte para justificar se, e,
conforme nos constou, sua defesa escripta um
acervo de calumnias irrogadas nao 16 ao capitao
Urbano e seu gtnro, eomo s autoridades pnnei-
paes daquella provincia.
O Hx-ministro da guerra no louvavel empenho de
proceder com toda a prudencia e moderaco, 00-
meou o Sr. brigadeiro Jos Ang.-lo de Moraes
Reg para inspeccionar aquella companhia e or-
denou que peraate elle fosae o Sr. Maciel respon-
der pelos factos de que era aecusado.
Acreditavairos que o ex-ministro assim hwuves
se procedido com as melhores inteucoes; mas o
proprio Sr. Maciel qaem se encarrega de conven-
cer-nos do contrario, quando c cimento aos quatro ventos que protegido do ge-
neral Viscoude da Gavia, por intermedio de quem
conseguir essa nomeaclo, seo) atinar que deste
modo comprometa os crditos de um distincto ci-
dadSo militar!
Verdade 6 que o Sr. brigadeiro Moraes Reg, (jes-
tamoa diseo bem informador) nio tem papado es-
forc para salvar o protegido do Sr. Gavia.
Tudo se tem aventado, alterado, transformado
com o fiat da occul tur a verdada, norqae, s por
taes meios poderao innocenlar a pobre victima d
odio e da prepotencia!
O actual ministro da guerra lance sias vistas
para aquella pobre provincia, tomando promptas
e enrgicas providencias ao sentido do proceder
se contra O verdadeiro criminase.
O Sr. brigadeiro Moraes Reg, chegando ao Na-
tal, nSo escrupulisou ir residir na propria casa do
Sr. Maciel, o qual, s para salvar as apparencias
alugou urna ostra, onde apenas se recolbe para
jantar;_ e para maior menoscabo da opiniao pu-
blica, justamente revoltada, passeia o Sr. briga-
deiro hombro a hombro com o estellionatario Ma-
ciel, em favor de quem tem tomado urna parte t2o
activa, a ponto de, entre outros muitos absurdos,
contestar Thesouraria de Fazenda competencia
para tomar as cuntas, porque o S.\ Maciel o
nico responsavel.
Ora, quem por esta forma proceda, quem exor-
bita to desembarazadamente da missSo de que
se acha encarregado, nao pode ser juiz, porque
parte manitestamente interessada.
O Sr. Moraes Rgo tem se celebrisado por suas
facanbas.
No dia 8 do mez passado, tendo sido o Sr. Ma-
ciel intimado para comparecer audiencia do jui-
zo municipal, apresentou-se o Sr. brigadeiro esta-
belecendo conflicto de jurisdiccao e dirigindo um
officio descorts ao Dr. juiz municipal, cuja res-
posta foi talvez o maior dos torniquetes porque j
passou o Sr. brigadero.
Consta -nos que suas informacoes para o minis-
tro sao inteiramente avoraveis ao seu alter ego
Maciel; e para cumulo de sua desfacatez chegou
a avanzar quese o Sr. Maciel nao tivesse volta-
do da corte em sua companhia, j teria sido victi-
ma do punhal do capitao Urbano .'...
Semelhaute ardil est de accordo com todes os
outros que se tem posto em pratica.
Mas isto nao admira, porque o Sr. brigadeiro
ser sempre o celebre major do 28 de voluntarios
da patria, sobre quem, melhor do que nos, poderao
informar pessoas msuspeitas, como os Srs. capitao
Germano Antonio Machado, teaente-coronel Jos
da Costa Villar e capitao Antonio Piuto de Mo-
raes Castro, nao esqueceado de invocar o juiso do
major Bezerra Cavalcante, a quem o Sr. Moraes
Reg deve conhecer de perto e que ainda aquel-
le capitao de 1877 que denunciou o roubo de Co-
rumb, as seguintes phrases que aqu transcre-
vemos :
Resto das cautellas 11:062*267
< Pret do destacamento do Coxim 534*013
De um soldado destacado em
Coimbra 3*720

-a
11:600*000
S o Sr. Moraes Reg que nos pode decifrar
este enigma!
Nao era, pelo qu2 parece, o Sr. brigadeiro Mo-
raes Reg o mais competente para p desempenho
dessa missao.
O Sr. Maciel, iniuffl ido por seu general, tem ro -
sistido s ordens de seus superiores, tem zombado
da Thesouraria da Fazenda e por conseguate do
Exm. Sr. Minis:ro da Guerra, que mandou-o pres-
tar suas cantas ; tem desacatado ao presidente da
p-ovincia, a* juiz municipal, ao promotor publico,
emfim tem anarchisadc tudo como um perfeito
desordeiro !
Nao podemos, portanto, deixar todas essas ano-
malas e diatribes sem o nosso mais solemne pro-
testo em nome da lei e da justica, at hoje impu-
nemente ultrajadas.
Aqui terminamos aguardando os novos aconte-
eimeutoi.
Recife, 1 de Agosto de 1886.
Epaminondas.
Ornamento proYHcial
O acto do digno actual administrador da pro-
vincia, recusando sanec ao projocto de lei de or-
camento ltimamente votado pela assemb i pr >
viudal, para ser apreciado com animo escom-i-
to de preoccnpacSo partidaria e tradnz-se n'um
servico eminentemente importante prestado a esta
provincia.
Da boa ou m lei de orcamonta decorre princi-
palmente a sorte da provincia quanto sua pros-
peridade nSo s nnanceira, mas tambem com-
mercial, industrial e agrcola.
Sabe-se quanto sob esse ponto de vista importa
o maior ou menor desonvolvimento dos differeutes
ramos do servieo publico, seu funecionamento mais
oa menos regular, a eseassez ou abundancia dos
recursos que se lhe affectam, os onus mais menos
pesados que se impdem.
Ora, quem de animo isonto, passar urna rpida
revista sobre as lei* de o rea ment que temos tido
de annos a esta parte, nao poder deixar de reco-
nhecer que um tal systema de legislar nada
mais nada menos que o sacrificio certo, infallivel,
dos mais serias interesses desta pobre provin-
cia...
Falta de estabilizarte na incidencia dos impos-
tos, imposicoes mal pensadas, vexatorias urnas,
faltas de exequibilidade outras, consignaeoes in-
justificadas, e por sobre tudo isso urna enorme
cauda de disposiedes mal cabidas e excntricas,
tal a fe'cao, que j se tem tornado chronica dos
nossos orcamentos.
O rgimen dos dficits e da emprestimos tor-
nou-se permanente e com elle caminhamos irre-
miS8velmente para o abyemo...
Alm destas razes, que por seu peso e valor
dispensara outras, nota se que procuram guarida
no orcamento pretences dissonantes do interesse
publico.
Como nao tinhamos exemplo de deixarem de ter
saneco as leis da orcamento, nellas vieram a n-
sinuar-se medidas que seus propugnadores re-
ceiavam ver nao sanecioaadas, indo presidencia
da provincia em projecto especial. Para essas
constituio-se o orcamento como o capacete encan
tado de Mambrino e ahi resistiam aos golpes e
adquira a seguranca da inrulnerabilidade.
Que isto nao se pode dizer decente nem consa
com o interesse publico, i claramente visto. Que
um acto de energa e patritico senso se tente
para a volta ao rgimen regular da orcameuto
taes quaes se devem tazer, tambem o que salta
sos olhos. -
De prudentissimo aviso, pois, e de alto alcance
o queacaba depraticar-se, golpeando-ge o syste
ma de aberracio econmica e financeira que se ha-
via tristemente erigido as leis aanuas oroamenta-
rias desta provincia.
O orcamento ltimamente urna especie de as-
corosa centopeia, tronco informe e repeliente ser-
vido por innmeros ps que o devem p"r em mo-
vimento, mas que no caso presente atraoalharauv
n'o de tal arte que lhe tolheram o passo O estra-
uho myripode estava mesmo a pedir o destiuo
que teve.
Quem tiver acompanhado a publieacao dos de-
bates da aasembla provincial, ha de lembrar se
de que l mesmo onde elaboravam o malisgrade
orcamento, desconsideravam-n'o tanto que attra-
hiram-lhe at o ridiculo. E realmente aquillo
nao urna cousa seria...
Nio st tratam assim importantes interesses con-
fiados guarda e gesto de urna corp iraco crea-
da especialmente para regral-os e efendei-oe I
Na propria aasembla reconheceu-se que aquillo
era um 1 monstruoeidafe.
Desde a extravagancia da creaco e sappressao
de officios de ju? tica at a remissao de dividas As-
caes (ao mesmo passo que se aggravavam impos
tis), tudo estiva aconselhando a salutar providen-
cia do veto presideuciai.
A couscienCia publica tem estado mesmo a pe-
dir, reclamando com instancia, como paradeiro a
taes dentudos, que sobre a aasembla piovincial
sj fac^ correr algum rio Alpheo, que lhe preste o
servico que o Argias prestou segundo as chroni
cas myfhol gcas.
Urgente necessidade, aceto legislativo...
E neatos palavras nio tem s proposito C mtra a
Ilustre corporac&o nem centra quaesquer dos par-
tidos nella representados. O senso publico arad
uao anda tao desvarado que nao reconneca ser
int' ira verdacie o que expeudemos, e se ventas
odinm parit, entretanto certo que oeste pais e
ne-ti epocha o que mais preciso que sem re-
buco se digam as verdades.
As conveniencias polticas tem sido urna bja
mascara para boas cousas.
E por tel as abandonado, por nio se haver sa-
jeitaUo a ellas, ainda mais se recommendou o ci
dado que hoje administra a provincia.
Outros aensam que elle colloco 1 malo seu parti-
do. Engao; o partido o que quer, o que deve
querer o zelo pelo bem publico e quem o revela
t fica mal com os especuladores, desnorteadoi em
suas pretences egostas.
Os motivos de nio saneco abonam completa-
mente urna intencio racto, firma e conscicnciosa ;
achamos que o veto foi usado inteiramente no easo
Srevisto pela lei constitucional e o digno presi-
ente da provincia, para responder a arguices
que lhe pretendam fazer, nio precisa mais que,
exhibiudo os motivos eom que iandameutou seu
acto, proferir o tolla et lege.
m parnamtuoano.
Barrclros ^
AMIGAVEL COKPOSI9AO DE LIMITEN ENTBE
OS ENOEKH03 OABASSO E OIHDAHT
D'entre os funestos ineomsodos, que me hio
chegado na velhice, um delles o estar vendo
multo pouco, e deste muito pouco s faco applica -
ci para as restrictas necessidades de 1er e escre-
ver as cartas, que recebo, e para tasar os aseen-
toi dos meus ^operarios ; assim nio assigno asis
jornaes e s sei do mando alguma pouca cousa de
ouvido, e j isso tambem va-me correndo muito
mal; assim devo obsequiosidade de um amigo,
o ter-me passa lo das suas s minhas mios o Dia-
rio de Pernambuco, de 11 do passado mez, no qual
se v a publieacao sob "os ttulosBarraros
om modo de firmar limitu.
Fiquei por demais surprebenddo com a leitura
d'aquella publieacao anonyma ; posso mesmo di-
zer que cahi das nuvenspois o auooymo.'quB nao
a poderia ter feito sem o conseutimento do senhor
de Gindaby, nio fez mais do que vasar a sua bilis
contra o carcter de homens em boa collocacio na
sociedad?, sendo um delles anciio muito respeito
vel por todos os seus titulo3.
Quanto a parte que me tocaa da boa f embai
donio me pode fazer honra nenhuma, desde que
s servio para dar proveito a um com a mais re-
quintada leso enorme de outro. Assim vejo-me
obrigado a dizer o que fiz e como o fiz, resultando
d'ahi a amigavel composicio de limites entre os
engenhos Oarass e indahy, a qual poz termo de
urna vez para sempre a todos esses actos de tu-
bacio, permittidoB entre reas confinantes, que
teein sido a origem de tantas desharmonias entre
os agricultores, e at de crimes, que a sociedade
tem tantssimas vezes deplorado.
Para contar-se a historia de urna facto passadu
ha cerca de dous annos, fltame a precisa remi-
niscencia, e quando a tivesse tio perfeito para to-
das as minuciosidades, nio chegaria tempo e pa-
pel, e alm disto os leitores se aborreceriam; direi
portanto o indispensavelo que nio prejudique a
verdade do facto, e entro no assumpto:
Ha cerca de dous annos deu-se, pela ultima
' ves, felizmente, esforco e desforoo entre os enge-
nhos Carass e Gindaby : souba disso por com-
municacio de meu irmio, e pensei logo, (e pensei
muito bem) que, achando-me em boas relacoee
com um e sendo irmio de ostro (os senhores dos
engenhos) podia ou devia offerecer lhs a minha
intervencio, a qual daria lugar averiguado das
cenfrontacoes nao respeitadas de parte a parte, e
a torr-a dos ttulos faria o resto, urna ve que nao
houvesse proposito deliberado em algum dos se-
nhores, de nio querer ter o que seu desembara-
zado, o que alias nio natural suppor se.
Nesse peusamento enJereceijuma carta aolllm. e
respeitabilissimo Sr. coronel Joio Carlos de Men-
donca Vasconcellos, o qual deu-me a muito dis-
tiucta honra de aceitar a minha offerecda inter-
veucio por parte de meu irmio, a quem dei parte
disso.
Tive com o coronel o meu primeiro encontr em
um sitio de lavrador do engenho Gindaby, onde se
acharam, alm de outros cavalh 'iros, os Srs. Joic
Paulo Moreira Temporal, Dr. Felisbino de Men-
donca Vasconcellos e Dr. Joio Coimbra ; d'estc
lugar nos dirigimos todos a verificar os dous mar-
cos, que se aeham, a curra distancia, prximos
ao mesmo caminho, que vai ter ae engenho Boca
da Matta, que sabe-se que est levantado em ter
ras do engenho Campia Grande.
Um desses marcos, fora implantado ahi, ha cerca
de ties annos, pelo juiz commissario, quando de
ordem do governo veo demarcar ao trras per-
tencentes aldeia de Barreiros, marco de can .0
de linha tirada da barra do riacho Araticuns, e
que passando pelo Tapiric at o dito maree f iz a
testada de Carass com os engenhos -Araticuns e
Bocea da Matta.
O outro marco, disse-me depos o Dr. Felisbino
ter sido implantado por seu tio, o coronel, quando
explorou, ha annos, essa linha, que toi tirada lti-
mamente pelo juiz commissario; a ser exacto, o
que nao duvido e nem posso affirmar, aquelles dous
marcos valem um s, isto o mais antigo de nada
vale, porque ,to implantado sem a precisa legali-
dade.
Meu irmio, porm, suppoo ou quer que ess-"
ina-co mais antigo seja outra cousa, de que adian-
to tratarei.
Voltando para minba casa trouxe commigo os t-
tulos, qu-- meu irmio tinha comsigo, que sao todos
os de que u aoonymo fez mencio (menos o de Cam-
pina-Grande, que meu irmio entio nio o tinha, e
que alias nenhuma idea adiautoria para a dvisio
de limites entre Carass e Gindaby) e mais outros
nao mencionados ; sobre taes ttulos fi, com a'fra-
ca luz dos meus olhos e da minha inteligencia, o
estudo, e todas as possiveis combinaces entre si,
e me puz mais ou menos certo da pensamento e da
lettra delles.
O segundo encontr que tive com o coronel, fui
nos limites de Carass com o engenho Bom Jardim
(estiveratn ainda ahi o Sr. Joio Paulo, o Dr. Fe-
lisbino c o Dr. Joio Coimbra.) Ah disse-meo co
ronel, o meu estofo de incummedo nSo me per-
mute audar muito tempo fra de casa : tenho en-
carregado a meu sobrinho Felisbino de com V. fa-
zer as averiguacoes que forem prenis is, e tratarem
a respeito da composicio. Voltou d'ahi o coronel
para o Carass, e nos outros fomos para a casa de
vivenda de Bom Jardim, onde estivemos o resto do
dia, e ahi concordei com o Dr. FelisbinoJe cor-
rer cada um dos dous engenhos as suas linbas de
exploracio referentes ao seu pretendido direito;
porque s assim poderiamos saber e conhecer o
terreno a que ambos se acbavam com bom ou mo
direito. Correram-se as ditas linhas; a corrida
pelo ('arass beirou pela parte de dentro, parte do
cercado do Gindahy, partiudo do ponto sul da li -
nba que devia passar na passagem do meio, encon-
trar o marco implantado pelo juiz commissario, de
queja fallei; essa linha mostra em toda a sua ex-
tensao at onde chega a meia legua, que quer o
coronel, ao sul do rio, que passa pele Carass; a
linha corrida pelo Gindahy ficou apenas apontada
no lugar chamado Cachoeira melada, porque o
Gindahy limitova-se a sustentar posses, emquanto
que o Uarass pretenda sustentar deminio.
O terceiro encontr f"i ainda na casa de viven-
da do Bom Jardim, e n io tenho bem lembranca se
o Dr. Joio Coimbra esteve presente, mas me para-
se que tambem et teve. Ahi, depois de alguns li-
geros reconhecimentos dos nossos postos, concor-
damos em trocarmos reciprocamente na exposicio
dos pretendidos direitos das duas propriedades das
quaes seria o recebedor o Sr. Joio Paulo, que de-
pois de tel-as ambas em si, as expederia-nos. Re-
cebidas reciprocamente as nossas exposicoes, o Dr.
Felisbino, destinou o dia, no qual em sua casa no
engenhoMuitas Cabrastrataramos da elucida-
cio dos pretendidos direitos, e chegariamo3 um
accordo, se esse fosee possivel.
O quarto encontr foi no dia destinado, em Mui-
tas Cabras. Ahi estavam presentes o Sr. J Paulo
e o Dr. Coimbra. A's nossas precedentes exposi-
ces, fizeram-nos conhecerque ambos estovamos
ao facto sobre a grandis-ima difficuldade de ieso-
ver a questao, haviam cetssorios, mas faliava o
essencial.
A necessidade da effeotuacio de urna composi-
cio ami&avel peaava -11 animo de nos dous com
igual intensidade, e p neo mais tivemos a obj c-
Wr ; o Dr. Felisbino spresentou a idea, de dever
ser feito a divisio entre os dous engenhos par urna
s linha, mas nueria urna competsacio pecuniaria,
(bem entend, que elle procirava com isso fattf
valer o pretendido direito de seu to meia legua
ao sul do rio, como o mostrou a sua linha de explo-
raeio.) Ess- da era por assim dizer decisivo, e
eu devia nio fechar a porto que ainda estava
aberta.
Int rroguei o meu collega de titulo e de partido,
qu. se decl irass- s >bre a comp nsacio exigida
(o>stu que sem pltusibi ldaue) e --lie disse :
O mnimo que a le das trras pnblicas manda pa-
gar por braga quadrada.
O agrimensor estava piesente, e ped que tra-
feaSM sobre o esboco, que estava sob uos.os olhos,
a s linha de divisio, que tinha de partir d
ponto xtreino ao ponto medio coiivenconado n'es-
aa oceasiio (o aciro sul da mita que cobre a j
dita Caeh. eir Melada) a qual inha trcala Cihi
ooliquaineoto sobre a linha tirada pelo juiz o >m-
missario ; peii rais ao grimenser que fizesse a
calculo .da area,aaeparada por essa linha, a> miui-
mo da taxa da lei em t. rrenos de mediana fVrti
lade, e acbou o agrimensor (Sr. Hnreulano Caval
c^ute Guimar-) que, (eem a precisa exactidio)
andana por 260*0J.
Meu pmsameutu entio, foi, como j disse, que,
comquaiiti eu tivesse ahi conheedo a vontacre do
Dr. Felisbino, de fazur a composicio, todavi* eHe
fasia timbre em fazer valer as manifesticoes de
todos os tempos do seu tio sobre o seu pretendido
direito & meu legado ae sal do vio : o Dr. Fasbi-
no teve, certamente, eesa daplo papiamento \ eu,
porm, que o meu pensameato axelusiva era a
composicio, nio fiz maior questia sobre isso, com-
quaato a veatillaaee, e esa visto da iusigniaoaucia
da chaasirla ompensacao pecuniaria, aceitoi as
linha de viao entre as dous engenhos.
Voltei com o Sr. Joio Paulo e o Sr. Coimbra
para e Bom Jardim, e mais tarde depois (10 aa
11 horas da noite para o Gindahy). De tuda foi
informad meu irmio.
Poucas dias depois receb>, per via da meu ir-
mio .una carta do Dr. Felisbino, que tinha o se-
guinte pensamento :
Tenho pensado mais reflectidamente ; a linha
concordada d quasi tado o terreno de matas para
a Gindahy, a assim insignificante a compeosa-
cio ; eu nio fui anda ter-me cem men tio : aju-
de-ma a sabir desta difficuldade, para levarmos
avante o nosso proposito ; V. deve dar um costo
de res.
Meu irmio, por cujo intermedio me toi dirigida
essa carta, abrio-a, a remettendo-a, manda-ma
dizer em sua carta, que acompanhou aquella, mais
ou menos o seguinte pensamento :J vi nomo *
vao tornando as causasl.. Eu estou pelo que V.
fizer.
Respond ao Dr. Felisbino :Sim, collega, ha-
vemoa de levar avante o ne;so proposito... dou
o cont de res.
Essa carta foi aberta para meu irmio a endere-
zar ao seu destino.
Diae depois reeebi outra carta do Dr. FeUabino
no seguinte pensamento :
Fui ter-me com meu irm&o, mformei-o do ot-
corrido; elle nao quer urna s linha: n&oposto
ter voz activa sobre elle.
Esto carta ainda me veio por via de meu irmio,
que a abri e na que me dirigi, companbaodo
aquella disse este pensamento.Eu bem lhe dizia :
ao hmem nio agrada nada... est tudo des-
ierto. Respond ao Sr. Felisbino.Uei de ir ues-
tes dias ao Gindaby, e de li lhe partecipare,
para nos acharmos em Carass o la foi a carta
aberta para meu irmio fazel-o chegar ao seu des-
tino.
Fuiao Gindahy, partioipei d'ahi ao Sr. Felisbi-
no e no dia seguinte nos achamos no Carass :
ahi ouvi ao coronel, que foi todo attencioso com-
migo, expendeu-me as suas razes, o entre ellas,
a que mais callou no meu espirito, foi, que a di-
visio conveniente entre os dous engeuhos s po-
deria ser a que melhor se conforraasse com o pen-
dor do terreno :
Eu estava a par do terreno : sabia da direccio,
que aa linhas de expleracio tinham mostrado : eu
tinha palmeado com o agrimensor as linhas apon-
todo por parte do Giuduuy, esto 01 or dentro
das mattas, nio me achava pois mais hospede no
terreno, sabia mais ou menos o que elle era, e
como era; fiquei desde logo sabendo que as linhas
quebradas, que o coronel quera para .-ervirem da
lemites entre os deus engenhos, nio prejudicavam
em nada ao Gindahy: era somante no tiro de mat-
to de menos para Gindahy de que da va urna s
linha.
Seja me permittido enterrrogar a qui aos lcts-
res :deveria eu fechar a porta, que ainda me
estova aberta ? Indicados abi os pontos inter-
medios presente o agrimensor em que as linbas se
deverinm quebrar acceitei-as sob a approvacio de
meu irmio, com cuja approvacio alias euj corito-
va, porque, quando me dirig ao engenho Muitas
Cabras, o ponsamento, que levei sobre a divizio
entre os dous engenhos era a de linhas quebradas
s com a diff nca de ser um dos pontos intermedio
a Cachoeira Melada e as que se fizoram, ou em qua
concordei ltimamente, teve por ponto entermedio
o aceiro sul da matta, que cobre a Cachoeira Me-
lada, por ser este o ponto em que urna e linha
d-veria passar, mas as linhas quebradas, que eu
levava em mente, ao passar a Cachoeira Melada
eabarrariam em urna estrada vclha, que ficaria
servindo de divisio at encontrar o marco de can-
to, implantado pelo juiz commissario, ao passo que
as linbas quebradas, que se correram cortaram a
dito estrada velba seguio muito a cima da chi,
para ahi quebrando, ir ter ao marco do juiz com-
uiis para a Cachoeira Melada foi mais ou menos com
pensado por essa outra diftereuc : e aqui invoco
o testemunho do Sr. Joio Coimbra, que tendo sido
meu companheiro ainda nesse encontr em Muitos
Cabras, poder dizer se nao foi este o pensamento
combinado na noite da vrspera no Gindaby assim
a difFerenca para menos para o Gindahy, entre as
linhas quebradas combinadas, e as que hoje exis-
tem, nio pode andar por grande cousa.
Liguemos agora o pensamento interrumpido :
;ra Carass eu podia ter aventado a questao da
compenuacao exigida; mas para que fim ? .. seria
talves fazer abortar o embro ; eu j tinha acei-
tado o principio da coinpeuaacau pecuniaria, e ra-
tificado, embora em pensamento disconformado aa
do Dr. Felisbino, este porm nio poderia tugir a
seu turno pelo menos da diminuicao relativa a por-
cio do terreno, que sahisse fora as linhas ue-
bradas concordadas ainia se iam correr, a ocea-
siio pois era inteiramente inopprtuna. Voltando
ao Gindahy de tudo foi informado meu irmio,
acrestando-lhe, que na oceasiio do passsjneata da
escriptura, eu me aproveitara d'essa nova inver-
cio psra retirar a compensacio pecuniaria; mas
que em quaiquer caso, eu entenda, que a com-
posicio nao devia se perder por nossa parte. Cor-
reram se as linhas quebraaas. andemas a eavallo.
que foi um principio, pela quaai totalidade d'ellas
a o agrimensor apresentou o tracado perfeito aa
completo do seu trabalho.
Marcado o dia para o passamente da escriptura
em Carass, la fui acompanhado de um filho do
meu inuao, j la achei o Dr. Felisbino o agri-
mensor e o escrivao ; depois de certo demora o Dr.
Felisbino me chamou para urna confe'encia ata
um quarto da casa ahi lhe disse, que as linhas que-
bradas tendo botado para Carass aquella porcio
de mates, que motivou a justica da compensacio,
que elle exigir por sua carta, nio tinha mais ra-
zio de s-r; razes para c e para l, afinal disse-
me o Dr. Felisbino : nio esperei isso do collega,
nio me faca tal: eu lhe offereCo a diminuioio re-
lativa, e fique certo, que meu tio receber oconW
de reis por inteiro, e eu nem quero que elle saiba
d'isso. Ora eu j tinha aceitado, como hei dito, o
principio da compensacio pecuniaria, e d'esde que
o Dr. Felisbino se colloea em ponto justo, eu nio
poda fugir tambem do mesmo principio j aceito;
ahi pois smbos nos procedemos com receprocidaok
de justica, sobre o principio aceitoa compensa-
cio. .
Feito a conta pelo agrimensor da rea tirada
pelas linhas quebradas, com referencia so linha,
achou que tinha sabido fora urna quarto parte, fi-
cando assim o cont de reis, reduzido a quantia ds
760*00!). .
Nio obstante escrevi a meu irmao por seu hluo,
que tinha presenciado todo ou parte da conferen-
cia mando-lhe dizero caso ficou collocado nos
termos taes : V. deve querer: mande o dinhtire
e a procurac&o bastante como da nota junta.
Meu irmio maodou pelo filho o dinheiro a pro-
curacio bastante, .
I como a declaracio d'essa quantia importeva
pelo pagamento dos direitos, demora, alm de que
adeciaracio d'ella nao dava forca maior ao caso,
lavrou-se a escriptura de urna composicio de limi-
tes que pelos transmites judicia s nunca poden 1
ser feito; a causa de Untos paseados vexames a
nquietocoes de espirito ficou morto de urna ver
para sampre.
Devo dizer, que essa demarcacao, que se itt,
jamis p>der ficar no olvido, como ao affirma ao
anonymo, porque o tombo das linhas quebradas, de
que consta essa demarcacio, est lancado na (ce-
lebre) escriptura, e com ella na mi, e um agri-
mens r na frente em todo o tempo se recoocarie
no eu verdadeiro lugar o marco ou marcos, qua a
malignidade ou m f tenha feito desapparcer.
Agora farei algumas con*deracoes variadas so-
bre certos ttulos; poderia fazer sobre todos elles,
porque sobre toaos e outros mais fiz esse estado,
e as minhas combinacoee ajuiadas do que colhi
daa discussoes e mesmo de conversacoes de outroi
sobre o assuuipto : par* quem isa feito um esta-
do serio sobre um proposito, as vezes na grande
duvida des pparece pela interpretaoio dessa pa-
lavra onde um pensamento, que na terceirapes
soa faz. a outras vezes muda a gente deesa idea
ou pensamento em que esteva firme para penea-
m nto contrario.
Eu diese no correr deste escripto, que nio tiaaa
visto o titulo de Campia Grande, que ir-
mo nio o tiuha entio, e fiz logo observar, que el
le nenhum interesse ou nenhuma luz acresoM*a
ria questao de limites entre os dous engenhos :
vou proval-o *")
O engrano Campia-Grande, diz o titulo, que/
vem na publieacao : -uivide com Murim, Bueaoe-
Ayr s, Carass e Aldeia.
Sabe-se que Campia bato anteo se Umita
com a aldeia de Pirasinunga, como cen a de Bar-
.eros : qual ser destas duas aldeas ?... parece
mais natu ral ser a de Barrenos, porque, pegana


Diario de PernambacoSabbado 7 de Agosto de 1SS6
a

*
. fltnlo em Muras dsscreveum circulo para fe-
"al-o na ldeia de Barreircs; mas demos, que de
Buenos-Ayres indo ao Carass, se voltasaedah
v\ra a aldela velha onde Pirasinunga, como da a
publicacio ; perduoUre ac anonymo como se
limita esta aldeia velha (boje Gindahy) com o
Carass Este titulo pois nada esclareceu.
Ea disse, qoe a respeito do marco, contiguo ao
implantado pelo juiz commissario, meu irmo sup-
punha eu qneria outra couaa.
Este marco, sendo antguissimo, como elle quer
c se diiendo ou constando, que, ha obra de meia
legua ao poente deste, existi um marco l collo-
eado pelo governador dos indios, tem concluido
d'ahi, que sao um e outro, mareos de cante da li-
ana norte do permetro ou rea das trras da al-
deia velha ou Oindahy ; mas, onde est o titulo
da aldeia velha !... onde existe o tombo de sua
demarcaco !... quaes sao as testemum as siquer
de ouvido d'essa demarcaco, ou que saibam dos
ostro marcos de canto ou dos lugares dos tres
que faltam desse permetro ou rea A questao
os por esse lado sempre a mesma
Eu disse, que para a resoluco da questao de
Km'tes entre os dois eng^nhos, o appareceram
alguna accessonos, faltando o essencial. Yon pro
' Aceessorios sao todos os argumentos, tirados
dos ttulos das engenhos ou propriedades confi-
nantes ; o essencial sao os propnos ttulos das
propriedades em quastao.
Que diz o ttulo do Gindahy? Que urna por-
o de trras, aforada entre Buenos Ayrea e Ca-
rass. Perguntarei eu :ande prineipiam ? se me
responder... de onde finda o Buenos-Ayres ; mas
perguntarei aindi : onde fiada ?... se me respon
der.. onde principia o Carass.
Digo eu : a questao est sempre a mesma, des-
de que nao se saubor, onde se finda o Baenos-
Ayres, e onde principia o Carass ?
Por outro lado o que que dix o titula do Caras-
s? Este anda peior, porque nao existe, de di-
reito, existindo porm o engenho, que se sabe desde
1767. Tem porm Carass o titulo de ratificacao
e novo trato de aforamento de 1816 este nem diz
om quantos paizes se limitta : s a posse e s-
meBte as posses sustentadas hoje e amanha perdi-
das, eonstituem o seu direito ; gracas porm ao seu
habilsimo governador. hoje em da est de por-
teiras lechadas: tem linhas com marcos em todos
os seus quatro lados : os seus governadores futu-
ros poderao ter mais, mas nunca menos.
Releva dizer que o engenho Bom Jardim, seja
ou nao pendencia do Carass essa questao para a
csupoaieo, que se fe nao augmenta idea, e nem
Considerado com ".Caras j o seu titulo de; 1801 j
asseu em julgado; fez do quadrado, redondo com
relaco a si mesmo, e para o sul e para o norte
ter a meia legua de trra, d< se que por quaes-
quer desses lados outros ttulos nao se opponham
om evidente claresa ; e considerado como Carass
de cima, est no mesmo caso, tem sempre urna le-
na de largura, que equivale duas meias leguas
de largura; quero anda provar. que nenhuma com
plicaco fez elle composico, que se fez.
Nao tendo por fim discutir te tos os pontos da pu-
alicaco, e sim smente os que se ligavam mais de
erto a composico, que fiz, smente para o fim de
demonstrar, que a minha boa f nao foi imbaida e
onseguintemente, que <-lla nao causou a requinta
laao enorme, de que falla a publier cao, findo a
presente, pedindo ao anonymo, que nao continu a
fazer oeu irmo quem preso e considero, dis-
sorvco d'essa ordem: que nao era ve com prego de
ferro o que j foi pregado com cravo de ouro.
ngenho Marrecas, 1. de Agosto de 1886.
Jo&o da Rocha.
vo publico
So Diario de Pernambuco de h-je l-se, entre
s aonuncios, um pedido anonymo para que eu v
rma do Mrquez de Olinda n. 50, dar cumpri-
ment ao n. 927,170.
Comprehendendo que qualquer que seja o ne-
gocio, nos termos em que se acha feito o pedido,
aecessaria urna explicaco, a qual, realisada em
juizo, nao eximir seu autor da responsabildade
riminal que Ihe cabe, prometto fazel-a eflectva
na primeira opportunidade.
K, tratando-se de mim, nada, certamente, teem
3u ver tereeiros, da quem seja ou nao seja depon-
ente por torca de minha profiaso.
ii tratase de transaccoHs por mim effectuadas
de taita de cumprimento de obrigacoes por mi-
nha parte, o meio de liquidar-se tudo o judi-
ial.
Sosente em juizo, pois, espero dar a resposta
que merece o impertinente pedido a que me refi-
ro, sendo eu o primeiro, como disse, a chamar seu
autor s explicac-'s necessArias.
Deixo estas palavras em att ncao ao publico e
s muitas pessoas que me distinguam com sua
amisade e estima.
Recife, 6 de Agosto de 1886.
Francisco Alvtt da Costa.
Polica da Capnnga
A Provincia de hoatem, sob o titulo cima, disse
refcriduo-se ladro, que nao sao poneos os que
d'alles teem sido vctimas, e anda n'estas ulti-
mas aoitea aniaram a verificar o poderes e at os
hovera das Srs. Jos dos Santos Lages e Candido
Ooncalves Torres, residentes ra de Joaquim
Nabueo. ... _.
B' inexacta essa noticia na parte referente ao
Sr Santos Lages, pois que nenhum ladrio lhe in-
vadi casa, nem tentou faael-c, e apenas algum
vadio andou apalpando as respectivas portas.
Quanto ao Sr. Candido Torres ignoramos se o
toato se deu ; mas, com certeza, se elle e real, so
de ser attribuido algum marianieta da sucia do
olho i>*>, mi andou, dVsses que fazem escamo-
teaces limpa ou mmente.
Nicolao.
Declaro que nao autorisei a nnguem comprar
cousa aiguma em mea nome. Previno, portante, a
Jnem convier, que se acautele ; porquanto o Sr.
os Joaquina (com quem nao tenho relaoes), es-
tabelecido rus das Cruzas n. 2, recebeu um bi-
lhete, e forneeeu os gneros pedidos por alguem
que falsficou a minha assignatura.
Recite, 6 de Agosto de 1886.
Francisco Augusto Xavier Maia.
Ao publico
A Provincia de 16 de Juho do corren-
te anuo, em uma de suas columnas, vem
publicado um aranzel indigesto, deppri-
mindo de alto a baixo, caracteres distinc
tos, pelo crime smente de serem influen
ciaa legitimas do partido conservador no
13 districto desta provincia.
O Leopoldinense, signatario do fastidio-
so artigo em questao, nao assigna de cruz :
pelo dedo se conhece o gigante 1 E' o
mesmo que em priscas eras, remettia d a-
qui artigos para a Provincia, como feitos
de Floresta, e assignando-se por um Fio
restao, deprmindo de repatigScs firma-
das em todo o b circulo, e ltimamente
acabando por negocios privados no seio do
lar domestico.
Esse incogoito inscripto, no nos des-
conhecido ; veterano nesta trra, e
eonheci Jo pelo guizo do mal 1
Com relaco a esta localidado, exprme-
se elle assim :
c Em Ouricury, desde o roubo, o espan-
camento em pleno da, na ra, at o as-
sassinato tem se visto all, depois da as
cencao do governo actual, e os seus habi-
tantes como que estupefactos ainda n5o
deram o primeiro movimento de accao
contra uns escndalos, entretanto j vai
deixando ver que nlo poderSe supportai
inertes por mais tempo 1 >
E' o verdadeiro genio da intriga e da
malvadeza, eese escriptor desconbecido,
que d'aqui reaiette os seus ortigos, como
se fos8em feitos de Leopoldina !
O tenente Leoncio Luiz Pinto Ribuiro,
a quem tantos elogios presta o Leopoldi-
nenss, que aqu chegou como delegado des-
te termo no uia 8 do mez de Dezembro do
anno passado, e d'aqui sahio em dias do
mez de Junho prximo findo, que o diga,
se horoem de carcter, se durante a sua
estada nesta lugar, e durante a sua admi-
nistrado como autoridade, predominou
aqui o roubo, o espancamento e o assassina-
to Que o diga tambem, se o exercicio
,do voto correu aqui livremente, ou se foi
coagido pela forja publica ou capangas ar-
mados !
O Sr. tenente Leoncio deve uma res-
posta ao tpico do artigo Leopoldinense
com referencia do Ouricury !
S. S. deve lembrar-se que para aqui
veio, depois da ascsnq&o do governo actual,
e se em sua adrainistracao policial predo-
minara o roubo, o espancamento e at o
assassmato ; peza sobre S. S. uma aecusa-
cao tremenda, promovida por aquelles que
o elogiavam, que deve della S. immedia-
tamente defender-se !
Sabemos que a mao desta pstula ve-
nenoza, nSo treme mais, ao es^rever ca-
lnmnias, porque a sua consciencia negra
se acha, ha milito, intorpecida pelo crime 1
N2o ha mais remoraos que sirva para uma
tal consciencia I.
O que o Leopoldinense quiz, foi prepa-
rar terreno pela imprensa, afim de que
n5o se surprendesse o governo com a ex-
plosSo de urna hecatombe horrorosa, pre-
parada de antom&o, por si e alguns per-
versos quo o auompanham em seus planos
tenebrosos I O dia d realidade d'ella
estava destinada para o Io de Julho corren-
te, em occasio, de proceder-e a eleijSo,
porm D us, desta vez, ainda quiz prote-
ger-nos, embarazando o tenebrozo drama,
que por pouco nio se desenrolou!
Nos, que vivemos aqui coagidos, amea-
cados a cada momento, de sermos vioti
mas, acabrunhados por toda a sorte de in-
sultos E' que robamo, assassinamos
e eepancamot 1 Aponta Leopoldinense qual
o assassinato que aqui se deu, na presente
rituacSo ? qual o roubo, c ltimamente,
quaes os espancamentos ?
Se appareceu aqui nm espancamento no
dia 19 de Dezembro do anno passado, em
um dia de feira, que diga o Sr. tenente
Leoncio qual foi a razao que o originou,
pois era elle n'esse tempo o delegado e
com mandante da forca que o praticou.
E' que, o incgnito escriptor, para ti-
rar de si a responsabilidade, da intriga
calumniosa de que uzeiro e vizeiro, ati-
ra-se para Leopoldina, na supposico de
que ainda vivemos na trra de beocios,
que nao se oonhece logo o veneno da vbo-
ra que nos vem ferir 1
Continua o Leopoldinense com seus es-
criptos calumniosos, pois para isso tem im-
prensa gratis.
O liaba que abenc$e a sua iugloria ta-
refa, e que a opiaiao publica formando
o juizo que ella merece a condemnar
com severa maldicSo !
Ouricury, 6 de Julho de 1886.
Ao lili
Sr* Dr, fr'ellppe de Flgael-
roa Farla
COMERCIO
Bolsa commerelal de Pernam-
buco
1
RECIPE, 6 DE AGOSTO UE 18Se.
As tres horas da tarde
CotacSet ofioiaet
Aocoea da companhia dos trilhos urbanos do Re-
cite Olinda e Beberibe do valor de
200 a 205* cada uma.
Aaooea do banco de crdito real de Pernambuco,
do valer realizado de 40*000 a 41*000
eada uma.
Na hora da bolsa
Vendei am-se :
10 aeces da companhia dos trilhos urbanos.
50 ditas do banco de crdito.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. t. Alcoforade.
RENDIMENTOS PBLIGOS
Mea de Agosto de 1886
RbXDA GIEAl.
De 2a5
dem d 6
ALFANOEGA
120:947*850
44:554*793
Baanu paovacLU.
De2a 5
de 6
Total
RacaaBDoauDi 2 a 5
'ni de 6
12:060*315
7:130*884
165:502*6*3
19:191*199
184:693*842
2:544*425
1:705*2(8
4:249*633
NSo somante a linguagem
Ornada Vafea roupagem,
Quem s traduz lealdade,
Um voto sincero e nobre,
Nativo d'um peito pobre
Tambem traduz -amisade I
Em bem quiaera offortar-te
Linda capella, ec'roar-dja
Com flores da creac&a;
Mas, estas morrem, fenecen),
E nunca mais reverdecem:
Exprimem s... illusao !
S2o muito lindas, formosas,
Como pintal-as vaidosas
NSo posso com minha m5o
Mas, em troca te offereco,
Embora de pouco apreco,
As flore do coracio 1
Sao verdadeiras, queridas,
E dentro d'alma nascidas
A' sombra da gratidao,
Nasceram no mesmo galbo,
Beberam do mesmo orvalho,
Brotaram do mesmo chao I
Aceita pois estes versos,
Mal colligidos, Bem arte,
Que nada mais posso dar-te
Que nada mais tenho eu;
(lutroo off'recem-te prendas,
Thesouros que o mundo encerra;
Porm 82o flores da trra,
Eu dou-te flores do co 1 I!
Limoeiro, 4 de Agosto de 1886.
Jo Augusto Porto Correiro.
O capli&o Canato Jos Pelxoto e
Silva
Fulleceu no di i 15 do correte mez, em seu sitio
Brejo de Santo Ignacio, do termo de Ex, o capi-
to Canuto Jos Pcssa e Sliva, casado rom a
Exm* Sr.* D. Brazlina Carlina de Alencar, filha
do fallecido tenente coronel Cornelio Carlos
Peixto do Alencar, que foi chefe do partco con-
servador desta villa.
Quaado apenas contava 54 annos de idade, no
vigor da sua existencia, estimada geralmente, e
sem ter cm s de.-affdcto conhecido, morreu o
c.tpito Canuto prematuramente, deixando 6 filhos,
sendo tres anda orphios, e todos na maior
afflicco!
Era irmo do Illm. Sr. Jos Peixto da Silva,
digo chefe do partido conservador desta villa, que
tem sentido profundamente,{e os outros seus sete
rmbs, essa prematura e lamentavel perda.
O capitao Canuco era lavrador e criador, e* por
seu trabalho e honradez em todos os seus negocios,
sempre foi muito estimado e considerado, exereendo
na sociedade um papel digno e todo compativel
como o seu mrito pes-oal.
Militava as filetas do partido conservador com
sincera dedicsco, (xerceu diversos cargos de
eleiQao popular e por nomeaco do governo e era
capito da Guarda Nacional.
A sua prematura morte tem sido sentida geral-
mente par todas as pessoas quo tiveram a ventura
de conhecel-oe com elle communicar.
Granito. 17 de Julho de 1886.
Anacahulta peltoral
481
De cujas virtudes especificas tontos annuncioe
appareceram em todos jornaes, i de vegetoes peitoraeo, e nio contm nenhum ad-
stringente venenoso ou mortaunente narctico. '
preparada em forma de um xarope delicioso, etc., e
um poderoso e efficaz remedio para a irritoclo dos
pulmea, andinas, catorrho, toase, constipacOes,
rouquido, affeccSes catarrhaes, escarros de sangue
e todas as inumeraves molestias que affectom os
orgos da respiraco.
Como garanta contra as falsificagoes, obsrve-
se bem que os nomes de Lianman & Kemp venbain
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinho que serve de envoltorio cada garrafa.
Acha-se i. venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commerco n. 9.
Os mos humores que afeiam o semblante, as
humilhanteE erupces, as comiuboes e irriUcoek
cutneas, a eczema, a psoriasis ou humores infan-
tis ou de nascenca, e toda a classe de molestias
eutaneas inclundo as escamosas, escabiosas, pus-
tulosas, todas as infeccoes hereditaria do sangue,
pelle ou do couro cabelludo com perda do cabello,
positivamente curam-se rpida e radicalmente com
o Xarope de Vida de Benter. TI. 9, o
grande purificador d> sangue, jque linpa inteira-
mente o systema de impurezas e elemento vene-
nesoB e assim remove a causa do nal.
Cobsulado Pbovwcial Da 2 a 5
dem de 6
RpClTB D1ATBAOBDe 2 I 5
dem de 6
2:564i097
574*554
3:038*651
5:237*711
1:891*391
7:129*102
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Vapor nacional Para, entrado dos por-
tos do sul em 6 do corrente e consignado
ao Visconde de Itaqui do Norte, manifes-
tou :
Carga do Rio de Janeiro
Azeite 25 caixas a Paiva Valente & C.
Chapeos 1 caixa a Augusto Fernandes.
Calcados i cotxa a Mendes d Oliveira.
Caf 123 saceos a Soares de Amaral
IrmSos, 104 a Joaquim Duarte Sim5es &
C, 100 a Fernandes & JrmSo, 115 or-
dem, 60 a Baltar Oliveira & C, 63 a
Gomes Azevedo, 10 a GuimarSes & Valente.
Fumo 73 volumes ordem, 1 a Antonio
Jos Pereira.
FogSes de ferro 12 volumes a Miranda
& Souza.
Fazendas 9 volumes a Cramer Frey
4C.
Graxa 13 barricas a Paiva Valente
dC.
Livros 1 caixSo a Jos Nogueira de
Souza.
Meroadorias diversas 2 volantes a Oli-
veira Bastos & C, 3 ao ERacionario4tele-
grapho, 4 a capitana do porto.
Panno de algod&o 29 fardos a Andrade
Lopes d C, 10 a A. Vieira d C, 22 a
Luiz Antonio Siqueira.
Papel 14 caixas a Pereira Carneiro
dC.
Roupa 2 volumes a Antonio P. Dias
Torres.
N. 6. Em casos de tsica no primeiro e
segundo grao o poder curativo da Emulsao
de Scott sarprehendente.
A cuas propriedades sanativas e fortifi-
cantes e as suas virtudes balsmicas e cal-
mantes fazem-se sentir immediatamente ao
principiar a tomar o remedio.
Papel para carcas, grande variado
sortimento, a precos nunca vistos ueste mercado
(em porcao) todos os formatos, e os competentes
Enveloppes) tambem a preco sem compe-
tencia.
Sola 3 volumes a Jacintbo Pacheco Pon-
tes.
Vidros 1 volume a Ferreira d IrmSo.
Vinho 10 barris ordem.
Carga da Babia
Azeite 2 barris a Romao Jos da Silva
Marques.
Charutos 1 caixSo a Joaquim Bernardo
dos Reis d C, 3 a Jos Antonio dos San-
tos, 2 a Almeida Machado d C, 2 a Costa
Lima d C.
Fumo 2 fardos a Antonio Pereira da
Cunba.
Mercadorias diversas 9 volamos a Ber-
nardo Jos Baptista.
Panno de algodo 10 fardos a A. Vieira
d C, 32 a Andrade Lopes d C, 20 a
Luiz Antonio Siqneira, 12 a Olinto Jar-
dim d C, 31 a Ferreira d Irmo, 10 a
Rodrigues Lima d C, 25 a Machado d
Pereira, 5 a Alves de Brito & C, 15 a
Severino d IrraaO.
Yapor fraacez Ville do Cear, chegado do Havre
e Lisboa, no dia 6 do corrente e consignado Au-
gusto F. de Oliveira & O, manifeatou :
Carga do Havre
Alvaade 20 barrieas a Rouquayrol Preres.
Amostras 7 volumes ordem.
Batataj 200 gigas a Joaquim Duarte Simes &
C, 100 a Paulino de Oliveira Maia.
Cachimbos 2 caixas a H. Nuesch & C.
Cognac 10 caixas a J. Krause & C, 10 a Julio
Fuerstemberg & C.
Csrveja 10 caixas a J. Krause & C.
Conservas e outros artigos 57 caixas a H.
Nuesch & C.
Chapeos 1 caixo a Adolpho & FerrSo, 1 a A.
J. Maia & O, 1 a Eugenio & Vieira.
Coidas 1 fardo a C. C. da Costo Moreira ce C.
Cartas para jogos 1 caixa a Eugenio & Vieira.
Calcado 2 caxees a D. A. dos Res & C, 3 a
A. Cruz & C, 3 a F. K. da Silva, dft* e couros 3
caixes a Nunes Fonseca & C.
Choaolate 1 caixa a Rosa & Queiroz, 1 a Car-
valho & C
Dr >gas 2 volumes a Francisco M. da Silva *
C-, 5 a Bartholoaeu & C, 6 a Roaqnayrol Freres.
Ferragens 5 volumes a A. D. Carneiro Viaana,
2 a Oliveira Bastos & C.
Carlos* de clsttas de todos os formatos,
brancos e de phantasia, cartees para o commer-
co, em crysta^ naukim etc.
Ta la Blue Black, verdadeira de Ste-
phenson, recebida por remessas peridicas do pro-
prio fabricante : precos inexcedveis de barateza.
Arllgoa de eaerlplorlo toes como livros
em bronco, copiadores, tintas, caetas, lapis, tin-
taros e todos os mais sempre vendido e precos
muito barato para negocio.
Coraran arbica de Adriano Afaurin fras-
cos grandes e pequeos, em cxixas de duzia.
Tinta de marcar a roupa, do mesmo fa-
bricante.
A' raa do Imperador n. 46
EDITAES
PrevenQo
Previne-se a quem interessar possa, que a rea
compreheudida da reja da Penha at o largo
das Cinco Pontas, entre as raas das Calcadas e
Vidal de Negreiros, terreno foreiro, pertencente
ao antigo vinculo Salvador Curado Vidal, cuja
succeseora trata de habilitar-se para haver os
respectivas forose aoem assim dos terrenos entre a
igreja do Espirito Santo S. Francisco e Rosro,
como melhor explicar-se ha na ra da Penha n.
23, loja.
Ao commerco
Borstelmann & C. partecipara ao corpo commer-
eial desta praca que o seu ebefe, o Sr. J. Bor-
terlmann, resideute em Hamburg, cessou desde o
1 de Julho deste anuo de fazer parte da firma
como socio activo; contina,cporem, inteiessado na
mesma como commanditario.
Recife, 5 de Agosto de 1886
Borstelmann & C.
Casa de eoiiiinissocs
DE
G. LaFOSIS l C.
41. Rna do Imperador, 1* andar
Mandam vir dos mercados estrangeiros quilquer
genero de mercadorias em condicoes muito suaves,
alm de que sao representantes de diversas casas
productoras para as quaes recebem encommendas
s>em commlsso nenhuma, rindo as
mercadorias, |coahecimentos, facturas e corres-
pondencia directamente das fabricas para os Srs.
clientes, gosando estes das maiorss vaatageos,
descontos e prazos; entre essas fabricas noto-se:
A ocledade vincola de Bordeaos.
associacab de grandes proprietarios.de vnhados
para evitar a fraude e expor a venda vinhos
puros.
I.oull Preres de conservas alimenticias e do afamado chocolate
houit.
Seorges Segain de C, de Cognac; gran-
de Casa que se oceupa especialmente de co
gnac.
Pelismier & Aragn, de Grrasse; fabrica
de leos volateis, essencias, extractos, cheiros, para
drogara, pharmacias e perfumistas, successores de
E. Ahiari.
Foarmalntreaux, de Desvrcs, fabrica de
azulejos para casas.
Berln Tisutler. dt C. de Pars; fabrica de
vi Iros, frascos e vasilhme pura pharmacias e dro-
garas; e8pecialidade de frascos esmerilbados; re-
commendamos os nossos presos muito resumidos.
O, llulinel. de Pars, fornecimentos para
photographia, como sejam: cartoes brancos e iw-
pressos, drogas e aparelbo etc etc.
Belvaletle, de Boulogne a-Mer; fabrica de
formas para calcados.
A. I.cfomlc de C. de Pars: fabrica de
instrumentos de msica.
Sociedade dos fabricantes) de por-
celana, de Vierzo.
E, Parla d C, fabr.ca de placas de ferro
esmaltado para nomes de rusa, numeracao de
casas, indicacoes de escriptorios. etc etc, fornece-
dures da cidade de Pars e outras.
C, tteiaen dt C, fabrica de ladrilhos mo-
saicos.
A campanilla de Vive* Ltlle mate-
rial para engenhos, inachiaas fixas e locomoveis,
materixl rodante para estrada de ferro, pontea e
outras construcces de ferro.
A Sociedade Cooperativa Univer-
sal, do que fazem parte hoje mais de ciucoenta
das principaes fabricas frauceztM de quH opportu-
namente annunciaremos O Dr, K. Onglan BonneC Medico pela
Faculdade de Medicina de Pars.
Condecorado com a medalha dos hospitaes.
Socio correspondente : das Academias de Medi-
cina do Ro de Janeiro e de Barcelona ; da So-
ciedade de Medicina pratica de Pars e da Socie-
dade Francesa de Hygene, ex-director do Mueeu
AnatomoPatolgico d Fjculiade de Medicina
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pu-
blico que durante a sua estada em Pernambuco
fica a disposicao dos doeutes que desejarem hon-
ral-o com a sua confianca.
Chamados e consultas de 1 s 3 horas da tarde
at novo aviso: na hospedara de D. Antonio
(Caminho Novo).
Especialidades : molestias das vas respirato-
rias, coraeo, estorasgo, ligado, etc., molestias
nervosas e syphiliticas.
Recife, 6 de Agosto de 1886.
CLNICA.
de partos, moleatlaa de aenboras
o de crlancas
Dr. Joo Paulo, medico aggregado do hospital
Pedro II, I'esta cidade, com pratica e estados es-
peciaes as principaes maternidades e hospitaes
de mulheres e de criancas de Pars e de Vienna
d'Austria, faz todas as operaces obsttricas e ci-
rurgicas concernentes as suas especialidades.
Consultas daa 12 s 3 horas da tarde, na ra
larga do Rosario n. 26, primeiro andar.
Residencia. Ra ca Imperatris n. 73.
Jo ios Pililos Ha Fazenda
EscrivSo Reg Barros
O Dr. Alvaro Barbalbo Ucha Cavalcante Jnior,
juiz substituto dos feitos da fazenda desta pro-
vincia de Pernambuco, etc., etc.
Faco saber a todos que o presente virem e delle
tiverem noticia, qne no dia 13 do corrente mez,
pelas 11 horas da manh, depois da audiencia e
perante este juizo se vender em praca publica,
os beos seguintes:
A asa terrea n. 19, sita no largo dos Coelhos,
e urna olaria contigua a mesma, tudo de tiiolo e
cal, coberta de telha, pertencente a Antonio Car-
neiro da Cunba, avallado p>r 1:300/.
A casa terrea de tijolo e cal, n. 70, sita roa
dos Guararapes, freguezia de S. Prei Pedro Son-
calves, com duas portas na frente, em armazet e
em telheiro no quintal, pertencente a Manoel
Duarte Rodrigues, avallada por 1.125/.
A casa terrea sita ra de Santa Thereza, fre-
guezia de S. Pedro Martyr da eidade de Olinda,
com grande quintal murado, contendo diversas ar-
vores fructferas, pertencente a D. Catharina Tei-
xera Lopes Catao, avahada por 600/.
A casa terrea n. 301, sita ra Imperial, coa
um terreno ao lado, freguezia de S. Jos desta ci-
dade do Recife, pertencente aos herdeiros de Zs-
ferino Amaro de Farias, avaliada per 250/ ; sen-
do todos os bens cima menciona ios, vendidos por
execucb da Fazenda Nacional.
para constar nrmdei passar o presente para
ser afiliado e publicado.
Dado e passado no cartorio dos Feitos da Fa-
zenda Nacional, aos 3 dias de Agesto de 1886.
Eu, Jos Francisco do Reg Barros, escrivao o
escrevi.
Alvaro Barbalho Ucha Cavalcante Jnior.
O Dr. JTiomaz Oarcez Prannos Montene-
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
co desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem JJeus guar-
de, etc.
Faz saber aos que e presente edital virem, que
requerimento de Goncalves IrmSos & C.^se acha
aberta a fallencia de Christovao .ugliese, pela
sentenca do theor seguinte :
Em face das peticoes de fia. 2 e fls. 7 documen-
tos de fls. 3 e fls. 4 e auto de fls. 8, declaro ober
ta a falencia do negociante Christovao Pugliese a
datar de 28 de Julho. Nomeio curador fiscal o Dr.
Olympio Marques. Faca-se publica a fallencia por
editaes e convoquem se os credores para ee reu-
nirem no di* 19 do corrente afim de nomearemde-
positario effectivo. Proceda-se a arrecadaco da
massa. Recife 4de Agosto de 1886. -Thomaz Gi>r-
oez Paranhos Mont-'negro. E' o que se continha
em dita sentenca epor fo-ja da mesma chamo to-
dos os credores do fallido para comparecerem no
indicado dia, afim de elegerem depositario efFec-
ctivo.
E para que cheguo ao conhocimento de todos
mandei passar o presenta edital que ser publica-
do pela imprensa e atfixado noa lugares do cos-
tume.
Dado e passado nesta cidade do Recife aos 6
de Agosto de 1886.
Subscrevo e assigno.Ernesto Machado Freir
Pereira da Silva.
Thomaz Oarcez Prannos Montenegro.
Edital n. 744
De ordem do inspector garal, faco saber ao pro-
fessor Manoel Jos da Cmara, da cadeira da
Varzea Redonda, que Iho fica marcado o prasj de
15 dias para responder sobre o abandono da sua
cadeira, visto ter deixado de reas9umil-a depois
de finda a licenca obtida, e haver decorrido mais
de seis mezes fra do exercicio della.
Secretaria da instrueco publica de Pernambu-
co, 6 de Agosto de 1886. O secretario,
Pergentino S. de Araojo Galvao.
iri.ixd.idi:
DO
DECLARARES
Instituto enterarlo Ollndenes
De ordem do Sr. presideute convido todos os so-
cios ase reunlrem, em sess de assembla geral,
domingo, 8 do corrente, s 10 horas da manhi,
para prestacao de contas. J .
Secretaria do Instituto Luterano Olindense, 5
de Agosto do 1886.O 1 secretario, Samuel li.
de Lima Botelho.
Gabinete 'ortuguezde
Leitura
De ordem do Exm. Sr. presidente, convido no-
vamente os dignes memb.os do conselho delibe-
rativo- a reonirein-se na sede respectiva, na se-
gunda-feira 9 do corrente, pelas 6 hora da tar-
de, para se proceder a le'tura d relatorio e re-
solver se sobre o modo de effectuar a festa ani-
versaria. _
Secretiriardo conselho deliberativo do GaDinete
Portnguez de Leitura em Pernambuco, 5 de Agos-
to de 1886.O 2 secretario,
Alfredo C Cousseiro.
Envelope e papel 1 eaixa a Nunes Fonseca
&C.
Instrumento de msica 1 ca'ia a Emilio Ro-
berto.
Louca 3 volumes a G. Laport & C
Manteca 20 barris e 40 meios ditos a Soares
do Amaral Irmbs, 35 e 60 ordem, 10 e 15 a A.
Labille, 25 e 25 a Joo Fernandes de Almeida,
30 e 40 a Souza Basto, Amorim & C, 15 e 20 a
Jos de Macedo, 30 e 40 a Joaquim Ferreira de
Carvalho tu C, 10 e 20 a Ferreira Rodrigues &
C, 50 e 100 a Pereira Carneiro & C, 10 caixas a
Souza Basto, Amorim & C, 8 a Joaquim Ferreira
de Carvalho & C, 31 ordem, 60 a Aiorim Ir-
maos & C, 14 a Joo Fernandes de Almeida, 27
a Paul Jos Alves & C, 10 a Snlzer Kauffman
& C
Mercadorias diversas 3 volumes a Braga & S,
5 ordem, 3 a A. D. Carneiro Vianna, 1 a Maia
Sobrinho & C, 3 a F. Laura & C 1 a E. G. Cas-
cao, 2 a H. Nuesch 4 C, 2 a Salazar & C, la
Caetano Ramos 4 O., 1 a Carlos Sinden, 4 a J.
Basto, 4 a Prente Vianna & C, 4 a Sam:el P.
Johnston & C, 2 a F. de Azevedo 4 C., 4 a Gui-
mares IrmSos & C, 1 a D. Lima & 0,1 a Meu-
ron & C, 1 a A. J. M. Guimares, 2 a Guimares
Cardozo ft C, 3 a Ferreira Guimariss & C, 5 a
Snlzer Kauffman & C.
Movis o vidros 28 volumes a Jos Gancalves
Pinto.
Materiaes para engenho central 85 volumes e
pecas a Augusto Labille.
Modas 1 caixa a Francisco Gurgel do Ama-
ral ft C.
^Objoctos para chapeos de sol 1 caixo a Leite
Basto & C.
Papelo 2 fardos ordem.
Porcelana 1 caixa a Manoel Joaquim Pereira, 5
barricas a Deodato Torres & C.
Perfumaras 1 caixa a Gomes de Mattos Irmaos,
1 a E. G. Cascio, 1 a Faria Sobrinho Se, C.
Papel 1 caixa a Joaquim Bernardo dos Reis &
C, 5 a Azevedo & C, o e 4 fardos ordem.
Paratusos 2 caixas a Albino Silva & C.
Queijos 10 caixas a Anguito Figueredo & C, 8
a Fernandes & Irmo, 23 a Joaquim Ferreira de
Carvalho m C, 10 a Souza Basto, Amorim C, 13
a Paulo Jos Alves & G., 15 a Saunders Brothers
6 C, 26 a Jos Joaquim Alves & C.
Rolhas 2 volumes a Charles Pluyn & C.
Tecidos diversos 1 volume a Machado & Pereira,
13 orden, 2 a Bernet Je C, 3 a Silveira & C, 1
a Gencalves Irmo & C, 4 a Rodrigues Lima &
C, 7 a D. P. Wild de O, 1 a Alves de Brito &
C, 8 a Lnis A. Siqueira, 1 a A. C. de Vasconcel-
lts, 2 a A Lopes & C, 5 aH Burle & C'
Estrada de ferro de Ri-
beiro Bonito
Nos termos do nico do art 4 e arta. 5 e 9
2 ios estatutos, convida esta directora aos se-
nhores accionistas para recolherem ao London &
Brasilian Bank, a segunda prestacao de 10 0|0
do valor nominal de cada accao, a comecar desta
data 60 dias.
Recite, 20 de Jolho de 1886.
O gerente,
Hyppolito 7. Pederaeiras.
Tapetes 3 fardo s a Jos Goncalves Pinto, 2
ordem.
Velas 10 caixas a Rosa & Queiroz, 2 a Carvalho
de C, 34 a Ramos & C.
Carga de Lisboa
Azeite de oliveira 4 caixas a Pecas Mendes & C.
Azeitonas 15 caixas a Gomes Maia de C.
Bagas 1 barrica aos meamos, 1 a Pereira Pinto
deC.
Batatas 40 meias caixas a Jos B. de Carvalho
50 a M. Joaquim Carlos Cardoso, 50 a Rosa &
Queiroz, 20 a Aranjo Castro & C.
Ceblas 50 caixas a Ferreira Rodrigues & C.,20
a Jos Barbosa de Carvalho, 50 a Miguel Joaquim
Carlos Cardoso, 50 a Souza Basto, Amorim & C,
25 a Paiva Valente &C, 15 a Aranjo Castro Se C.
Cal 26 barricas a Ferreira Casco de Filho, 50
a Lepes & Aranjo, 50 a Leal de Irmo, 50 a Gui-
mares & Valente, 50 a Souza Basto, Amorim
de C.
MacZes 15 eaixas a Jos Gomes Ginehes.
Palha de mlha para cigarros 2 caixas a Gomes
Maia & C.
Seda 1 caixa ordem.
Salpicos 10 caixas a Pereira Ferreira & C.
Rolhas 3 saceos a Soares do Amaral Irmos.
Vinho 14 pipas, 20 quintos, 20 decimos a Anto-
nio Mana da Silva, 80 barris a Silva Guimares
& C, 4 a Pocas Mendes & C.
D1S3PACH0S DE EXPftTAQO
Em 5 de Agosto de 1886
Para o exterior
Na barca sueca Robtrtsfors, carregaram :
Para o Bltico, Borstelmann de C. 1,000 fardos
com 203,961 kilos de algodo.
Para o Ulterior
No vapor nacional Para, c arregaram :
Para Manos, F. de Moraes 2 pipas e 10 barris
com 1,410 litros de agurdente; Maia & Resende
25 barris eom 2,400 litros de agurdente ; Fer-
reira Rodrigues de C. 20 barris com 1,920 litros
de agurdente e 10 barricas com 465 kilos de
assucar branoo.
Para Maranho, Maia & Resende 10 barricas
com 1,050 kilos de assucar branco.
Espirito Santo do Re-
cife
F 1 e I c o
De confsrmidade com a ultima parte do art. 84
do nosso compromisso, convido a todos os nossos
irmos a se reumrem em o nosso consistorio no
prximo domingo, pelas 11 horas do dia, afim de,
em assembla geral, elegermos dous funecionarty
que deixaram de aceitar os cargos para que ft>
ram eletos.
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Santo do Recife, aos 5 de Agosto de 1886.
O secretario do conselho,
Faustino Jos da Fonseca.
Domingo, 8 do eorrente, devem reunr-se os
memb-os do Centro para resolvere n sobre o se-
gundo eserntinio da eleico municipal, e outras
medidas polticas.
A reunio eflvetuar se-ha ra do Imperador
n. 51, ao meio dia.
O secretario,
M. Coelho dos Reis.
G
u
De conformidade com o art. 15 dos estatutos,
sao convidados os Srs. associados a comparecerem
no edificio d'esta Associaco, no dia 9 do eorrente
mez, para em assembla geral ouvirem a leitura
do relatorio da presente admn straeo e elegerem
nova directora para o anno de 1886 a 1887.
Recife, 5 de Agosto de 1886.
O secretario,
Wiam Halliday.
Capitana do Porto
Engajados e voluntarios para
servir no Batalho iVaval
De ordem do Exm. Sr. chele de diviso Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector d'este Arse-
nal t capito do porto d'esta provincia, faco pu-
blico que em observancia ao aviso circular do Mi-
nisterio da Marinha de 7 de Maio ultimo, por esta
repartico faz-se acquisico de engajados e volun-
tarios para servir nc batalho naval, toa quaes sao
concedidas as seguintes vantagens :
Aos voluntarios 400/000, aos'engajados 500000
e as pracas de pret voluntaras, quando excuses
por concluso de tempo do servico, um praso de
ierras de 108:900 metros quadrados as colonias
do estado.
O pagamento da primeira prestacao ser feito
na corte, a segunda tres annos depois e a terceira
no fim de seis annos, que comprehende a conclu-
so do tempo.
Secretaria do Arsenal de Marinha de Pernam-
buco, 4 de Agosto de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo
ARSENAL DE MARIMA
avigo vos >'. vi-:< a i'i:s
Substituido de luz
PIIVUUI DO A\l|.ilO 1IIRIH
Provincia de Santa Catharina
BRAZIL
(1. DE 1886 )
Do dia 1 de Junho prximo vinde-ro em diante
ser exhibida do pharol do Anhato-mirm, recen-
temente installado na ilha deste nome, uma luz
ranea e fixa, Iluminando todo o horisonte do mar,
em substituico do actual.
O apparelho de luz dioptrco, da 6a ordem, e
a lu. produzida pela cembusto do oleo mine-
ral.
O plano focal eleva-se de 8,"25 ao nivel do
solo e 39,0110 ao medio das mares de quadratura
e a luz ser visivel na distancia de 12 milhas, com
tem ,io claro.
O apparelho dioptricto e respectiva lanterna
esto moatados sobre urna columna da ferro pin-
tada de branco e prvida de galera semi-circular
e escada lateral.
PosjIc&o seograpbiea:
Latitude27" 5'30" S.
Longitude524'05" O. Rio de Janeiro.
480-36'25" O Gw.
5054'35" O. Pars.
Directora geral da repartico dos phares, bor-
do do vapor Wadcira, Desterro, 12 de Maio de
1886.
Pedro Benjamim de Cerqueira Lima.
Capito de fragata director geral.
Conforme. Capitana do porto do Pernambu-
co, 4 de Agosto de 1886.
0 secretario,
Antonio da Silva Axevedo.
Circular n. 22
Tnesjoararla de Paseada de Per-
nambuco em m de Agento de
ItM
O inspector, nos termos do officio de S. Exc. o
Sr. vi ce presidente da provincia de 31 de Julho
ultimo, declara aos senhores collectores das ren-
das geraes que, para cumprimento do aviso cir-
cular do Ministerio da Agricultura, Commerco e
Obras Publicas, de 23 do dito mes, sob n. 3, nao
ha vendo no lvro da nova matricula columna des-
t aada in dicacao da natural idade dos osera vos,
embera fique ella constando da relaco archivada
(modelo-A, art. 2 % 1 do regulamento de 14 de
Novembro do anno prximo passado) dever ser
feita na columna dais observaces do dito livro.
Antonio Caetano da Silva Kelly.
No hiate nacional Rainha dos Anjos, carre-
gou :
Para o Natal, M. Amorim 500 saceos com fari-
nha de mandioca.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 6
Havre por escala18 dias, vapor francez
Ville de Cear, de 1,609 toneladas, eom-
mandante Dupont, equipagem 4, carga
?arios gneros; a Augusto Frederico de
Oliveira d C.
Rio de Janeiro por escala6 dias, vapor
nacional Para, de 1,999 toneladas, com-
m andan te Carlos Cromes, equipagein 60,
carga varios gneros; ao wVisconde de
Itaqui do Norte.
Terra-Nova-30 dias, barca ingleza Came-
lia, de 184 toneladas, capitao R. Harry,
equipagem 10, carga bacalho ; a Saun-
ders Brothers & C.
Boston49 dias, patacho inglez R. L. T.,
de 444 toneladas, capitao William Thomp-
eod, equipagem, 9, carga varios gene-
ros ; ordem.
Navio sahido no mesmo dia
Bahia por escala -Vapor nacional Mrquez
de Caxias, commandante Nova, carga va-
rios'generos.
VAPORES ESPERADOS
Finance do sul
Uondego da Europa
Cear do norte
Merchant de Liverpool
Tremt do sul
Manos do sul
Ville de Victoria do sul
Petropoli* de Hamburgo
Balda do norte
Orenoqy* Espinto Santo do sul
do sul
La Plata do sul
a 9
a 10
a 13
a 13
a 14
a 16
a 18
a 30
a 23
a 25
a 26
a29


N.
Diario de Pernambuco-Sabbado 7 de Agosto de 1886
i.
Companhia de ca\ aliarla de Per-
nambuco
Precisa-se comprar sete cavallos para o servioo
da mesma companhia, as condicots seguintes :
manaoi, que govera-m bem, com tete palmos de
altura, gordos e novas.
A 10 do eorreni!-, s 1C horas da manha, se
effectuir a compra, depois de exaoiid*!.
Quartel no Campo das Irincesas, 3 de Agosto
O teaente Joa C. Maciel da BiIt,
Agente.
santa Casa da Misericordia do
Reeife
Por esta secret ria sao chamados os parentes
ou protectores das menores constantes da relacilo
afra, que vao ser rrfcolhidas ao cjllcgio das or-
phis
Bclac'tO das orphas ab-iixo inscriptas, que nesta
data vo ser admittidas no collegio das orphs
1 Kicarda, filha de Antonia Marcelina de
Oliveira.
J Joaquina, filha do Joauna Mari* 4* Con-
ceico.
G Maria. protegida do Juaqnim Domingots
F 4 AdWma, filha de Brasilia da OnoeieSo
Teixeira.
5 Elisa, dem idem dem.
G Mara, filha da Eugenia Mara de Oliveira
Lugos.
7 Leepoldna, idem idem idem.
8 Gnilherinina, sobrinh* de Franossa Bri
gida Soares.
9 Slaria, filha de Sophia Carolina de Moraes
Costa.
10 Caiolina, filha de Soemesia Florida de Ll
ma Costa.
11 Mara, filha de Paulina Maria dos Pra-
zeres.
fUinoUlil da Santa Casa ie Misericordia do
Recite, 5 de Agosto do 1886.
O escrivao,
Fedro Ro.lnguoi ue Souza.
ADMIN1STRACAO DOS CORREIOS DE PER
KAMBCO, DE AGOSTO DE 1886
Relacao da correspondencia registrada (sem
valor) que existe nesta reparticao, por
hSo terem sido encontrados seus destina-
tarios.
Aurelio.
Aii i-i (Joncalve* Fernandes. -(
Affmsj Jos -Je Oliveira Filho.
Adclia d Meilo Lima.
Agrcpiuo Pires Galvao.
Autopia (Jomes da Silveira e Mello.
Antoai > rYrreira Traen
Antonia Francisco de Souza Po Ferro.
Antoin Joaqu>.
Braujos & C.
Carlota Amalia de Moraes.
Caeti.ia Carolina Costa Ramos.
Constancia Rosa Ferreira.
Candida Vieira da ConceicTo.
Deolinda de Oliveira.
Felicia Maria da Conceico.
Flori/ics Torres G-alinto.
Francisca Kaymunda Paes Beckman.
Francisco Braz Lop-'s.
Francisco Jos (xalvo.
Generosa Joaquina da Cenc icao
G. de .'i. S. Morera.
Jacintho de Barthali.
Jacintho rte Freitas.
Joaquim Francisco das Chagas.
Joaquim Luiz Peitira.
Joaquim Pinto da Foneeca.
Joao Baptista d<: Siqueira Cavuleaute.
Joio Ignacio de Albuqu :rque.
Joao Jos Goncalves.
Jos Alv>'s Dimz.
Jos Alvos Requiri.
Jos Al ves de Souza Braga.
Jos Affonso Samounier Jamor.
Jos Antonio Ramos.
Jos Carlos da Silva Leal.
Jos Juaqum Bezerra.
Jos Martina Pereira.
Jos Silva Vianna.
Jos Vianna.
Jos de Xeres.
Lauriano da Costa Lyra.
Luiz de Francia Cavalcantc.
Maria Carolina do Nascimento.
Maria Damana da Conceico.
Maximiano Jansen V. de Mello.
Manotl Al ves 3aptsta.
Mano I Antonio Ferreira.
Manoel Ignacio Maia.
Manoel Maure.
Posidonio da Si'va Porto.
Rosala Traub.
Saluatiano Alfredo de Souza.
Sebastiao Antonio Vidal
Salvador Jos Ferreira Guimares.
Vicencia Candida Xavier Banrleira.
Virgilio dos Santos Bezerra.
Dnmouly Chavanat
O 1 ofEcial.
Deodato Pinto dos Santo*.
Correio geral
Mala a expedir-te hoje
Pelo vapor nacional Para, esta aministracao
cao expede malas para os portos do nortr, rece-
bendo impresi-os e objeete a registrar at 2 horas
da tarde, e utas ordinarias at 3 horas ou 3 1/2
com porte duplo. ^ _.
Admmistracao dos correios de Pernambu "O, 7
de Agosto de 1886. O administrador,
Affonso do Reg Barree.
Telephoni'a Ilonr
gard
Helajao dos assignantes que collocarnm ap-
parelhos telephouicos nos raezes de Ju-
nho e Julho passados
C
454 Coronel Boulitrau, ra Imperial.
J
453 Joo Tiburcio Fiuza Lima, deposito de car-
vi", ra da Ciucordia.
455 Jos Vicente Goncalves Ferreir, refina-
cio. ra ds Guararapes.
V
456 Visconde de Itaquy, ra do Paysand.
Estacao do Caldceiro
H
28 H. K Gregoric, Apipucos.
i
29 Jos Leopoldo Bourgard, Mangabeira.
Recite, 3 de Agosto de 1886. ^_____
Venero! confiara de Santa Hita
de Cassla
De ordero d' norso arisnmo irmao regedor,
convido aos caviasHV'8 irmos desta coufraria a
comparece) ein em noisa igreja, paramentados
com seus hbitos, afim do assistirem a missa e
ladainba, que o actual conselho administrativo, do
accordo com o 13 do art. 52 do nosso compro-
miso, manda celebrar a 7 do corrente, dia do
glorioso S. Caetano, fundador da ordem da Divi-
na Providencia, sendo a missa as 8 horas d ma-
nfla e a laduinha as 7 horas da noite do refun-
do dia.
Cousistorio da veneravel confraria de Santa
Rita ae Cassis, 4 de Agosto de 188C.
O secretario,
Deodato Piuto dos Santos.
Assoriaf o Portogueza de Bene
ucencia
Assembla geral extraordinaria
Convido 08 Srs. associados a reunirem-se na
sede social, domingo, 8 do corrente, s 4 1/2 horas
da tarde, afim de eleger-se dous funecionarios da
nova directora.
Assim como, logo que (indar a eleiclo serlo em-
possados todos os outros funecionarios eleiu-s em
1 de corrente.
Secretaria do Assembla geral da Aisociacao
Portogueza da Beneficencia, 6 de Agosto de 1886.
O secretario,
B. Aguiar.
Circular n. 20
Thesouraria de Faienda de Per-
nuinliuoui ti de Jullio de I SSO
O inspector, de conformidade com o officio da
presidencia da provincia, de 19 do corrente, re-
commenda aos senhores collectores das rendas
geraes da provincia que observem escrupulosa-
mente w circular do Thesouro Nacional, abaixo
transcripta, sempre que se tratar de libertacoes
por conta do fundo de emaucipaclo; visto que
oumpre evitar o mais possi vel que as libertacoes
sejam feitas pelos precos mximos a que se refere
o I 3 do art. 1* da le n. 3270 de 28 de Setembro
do anno passado, os quaes, segundo o mesmo pa-
ragrapho, servem de base nova matricula, que
se acha aberta at 30 de Marca de 1887, como se
verifica pelo aviso circular do Ministerio da Agri-
cultura, Commercio e Obras Publicas, de 6 de
Abril ultimo, desde que se determina que para o
arbitramento dos valores vigora at o encerra
ment da mesma matricula o processo estabeleci-
do pelo art. 37 e seguintes do regulamento n. 5135,
de 13 de Novembro de 1872.
Antonio Castao da Silva Kelly.
CIRCULAR N. 44
MIHISTEBIO DOS NEGOCIOS DA FAZEHDA----RIO DE JABBI-
B0 EM 16 DE JCLBO DE 1883
EJLafayette Rodrigues Pereira, presidente do Tn.
anal do Thesouro Nacional, declara aos senhores
inspectores das Thesourarias de Fazenda que con-
ven) recommendar aos agentes fisc tes, incumbidos
das obrigacoes prescriptas no art. 27 do decreto
a. 5135 de 13 de Movembro de 1872 a maior at-
tenco no desempenho de seos deveres, nao ad-
mittindo, no accordo com os senhores de escravos
clasificados para serem manumettidos pe fundo
de emancipacio, precos euperiores ao velor real
aelles, para o que deverao exigir a apresentacao
do titulo de acquisico, como urn dos elementos,
mas nao exclusivo, para a determinacao do mes-
B9 valor, em ordem a evitar com todo o escrpu-
lo seja desfalcado o fundo de emaucipscSo em pre-
jnizo do outros libeitandos.
Outrosim, cumpre, que os ditos senhores ins-
pectores facara constar ao3 meamos agentes, que
na trma da legislacao em vigor podero recorrer
do arbitramento, aiuda quando sejam concordes
os arbitraderes, sempre que entenderem que o
preos excede do justo valor do escravo, que d*i-
xaram de ser attendidas algumas condicoes *,
melle possam influir, taes como a idade, defeito
physico e outros, ficando finalmente na intelligen-
a de que se proceder com todo o rigor ^ontra
aquellej agentes que preferirem as recommenda-
f;a, tanto da primeira, como da segunda parte
esta circular.
Lafayette Rodrigues Pereira.
Ra das Larangeiras n. 4. Bernardo
Francisco Runos
S. Francisco de Paula n. 4. Candida
da Costa Miranda
Estrada Nova n. 188. Domingos Car-
neiro da Cunba
Ra de 8. Joao n. 11. Domingos Pe-
reira da Silva
Estrada das Barreiras n. 37. Estevao
Jos Ferreira
Dita n. 39. O mesmo
Dita n. 41. O mesmo
Ra de S. Joo n. 7. EstevSo Jos Si-
roea
Estrada Nova n. 109 A. Felippe Nery
Rodrigues
Dita n. 111, O mesmo
Dita n. 119A. O mesmi
Dita n. 119C. O mesmo
Dita n. 178. Firmino da Reg Barros
Dita n. 127. Francisca Thereza dos
r/assos
Dita n. 123. Francisco Antonio do
Couto
Dita n. 123B. O mesmo
Dita n. 123A. O mesmo
Anbol n. 24. Francisco Egydio de
Luna Freir
Ra da liba n. 10. Francisco Goncal-
ves Torres
Dita n. 9. O mesmo
Dita n. 15. O mesmo
Dita n. 17. O mesmo
Estrada do Caxang n. 14. O mesmo
Ra da estaco n. 5. O mesmo
Ra da Malhada n. 3. O mesmo
Ra da Ilha n. 3B. Francisco de Pau-
la Correia de Araujo
Dita n. 7. O mesmo
Dita n. 11 O mesmo
Ra do Sel n. 11. Galdino Ferreira da
Silva
Dita n. 13. O mesmo
Dita n. 9. O mesmo e outro
Largo de 8. Francisco de Paula n. 38.
Graciliano de Paula Baptista
Dita n. 26. Hennqueta Stepple da Sil-
va
Estradada de Caxang n. HA. Herdei-
ros de Luiz Ignacio
Ambol n. 32. Herdeiros de Manoel de
Carvalho Paes de Andrade
Estrada das Barreiras n, 1. Herdeiros
de Thereza C. Lins de Miranda
Ra para a igreja n 2. Hcrmino Fran-
cisco Coelbo
Estrada Nova n. 133. Ignacio Goncal-
ves da Paixao
Ra da Estacao n. 1. Jacintho Cardo-
zo Peres
Ra da estacao n. 3. O mesmo
Ra do Sol n. 3. Jacintho Rodrigues
Cam pello
Dita n. 5. O mesmo
Dita n. 8- Jesuiao Pereira de Lima
Bar bal ho
Estrada das Barreiras n. 23. Joanna
Emiliana Soares Rocha
Estrada do Ambol n. 22. Joo Baptis-
ta Pinheiro (parte)
Estrada Nova n. 109. Joo Francisco
da Silva e outro
Brum n. 4. Joao Pereira dos Santos
Farota
Sol n. 21. Joo Simoes Ferreira
Estrada do Amb^ n. 22. Joaquim de
Assumpco Qneiros (parte)
Caxang n. 1. Joaquim Ribeiro da
0
M-tri % flWMp da Conceico
! Ost ahmiras n. 8. Joaquina
Marques da Cunba
dem n. 14. A mesma]
dem n. 13. A mesma
dem n. 15. A mesma
dem n. 43. Jas Bento Goncalves
Ilha n. 4. Jos Domingues
Barbalbo n. 6. Joao Doniagues Cons-
' tantino
O procurador dos Feitos da Fa2endt
Provincial, tendo recebido do Thesouro Pro-
vincial a relayao abaixo transcripta dos con-
tribuales do imposto de decima do exerci-
cio de 1884 a 1885 da treguezia da Var-
zea, que deixaramde pagar o mesmo im-
posto no terapo competente declara aos
mesmos contribuintes que Ibes fica marcado
o praso do 30 das, a contar da publicBfao
do presente editul, na conformidade do
disposto no art. 53 da lei n. 891, para re-
colherem a importancia de seus dbitos ao
Consulado provincial, certos de que lindo o
referido praso, se Proceder executivamen-
te a cobranea. >.
Reeife, 5 de Agosto de 1886.
Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
Relacao da decima da freguezia da Varzea do ex-
exeraicio de 1884 1885 dos contribuintes que
deixaram de pagar.
Estrada das Barreiras n. 31. Agosti-
nho Flix do Rosario 7J416
Dita n. 33. O tnesmo 4J944
Ra da estacao n. 9. Andr Vital Al-
ves 24*721
Estrada Nova n. 129. Antonio Alvcs
Monteiro 24J721
S. Francisco de Paula n. 19. Antonio
Bernardo Quinteiro 30001
Estrada Nova u. 176. Antonio Francis-
co dos Praseres 15450
S. Francisco de Paula n. 17. Antonio
Luiz da Costa 9*888
Dita n. 37. Antonio Maria Carneiro
LeSo 20G01
Roa do Sol n. 6. Antonio M. Gonus
da Silva 1-1*832
Estrada das Barreiras n. 19. Antonio
Pedro Barbosa 3*090
Estrada Nova n. 190. Antonio Pinto
Leo 7*416
Estrada das Barreiras n. 17. Azevedo
Braga & a 12*360
Dita n. 3, Barnab Lins Caldas 9*888
Ra do Sol n. 19. Bel lar mi no de Sou-
6*180
7*416
3*090
6*182
8*652
6*180
6*180
6*180
12*860
9*888
7*416
7*416
12*360
15*450
9*888
6*180
6*180
6*180
12*360
20*601
22*248
24*721
72*103
24*721
19*776
41*202
9*888
8*652
14*832
6*180
20*601
6*180
f
12*360
7*416
12*360
12*360
6*180
7*416
14*832
14*832
7*416
24*721
6*180
Estrada Nova n. 1?2. Jos Fernandes
da Silva BastosJ
S. Joo n. 18. Jos Goncalves de Al-
buquerqua
Matriz n. 6. Jos Joaquim da Costa
Guimares
dem n. 8 O mesmo
dem n. 10. O mesmo
S. Joo n. 5. Jos Joquim Ferreira
Es-.acao n. 11. Jos Maria Wgnith
Caxang n. 8. Jofe Pacheco da Fon-
seca
Barreiras n. 6. Jos Pedro Fernandes
dem n. 9. Jo* Pedro de Souza
S. Joo n. 19. Jos Ribeiro da Silva
Estrada Nova n. 123 C. Jote Paulino
da Silva Fho
dem n. 121 A. Leoncio Pereira de
Souza
Estrada das Barreiras n. 27. Lino Pe-
reira da Foneeca
dem n. 29. O mesmo
Larangeiras n. 25. Ma::oel Ana lino
C. de Figueiiedo
dem n. 6. O me6me
Id-'m n 8. O mesmo
Sol n. 1. O mesmo
Estrada das Barreiras n. 45. Manoel
Bezerra C. de Albuquerque
Ilha n. 3. Manoel Correia de Araujo
S. Joae n. 1. Manoel Alves Lessa
Largo de S. Francisco de Paula n. 50.
Manoel Trajano
Estrada das Barreiras n. 11. Marcoli-
no Alves de Farias
Largo de S. Francisco de Paula n. 44.
Maria da Conceico Carneiro Cam-
pello
dem n. 46. A mesma
dem n. 35. A mesma
dem n. 23. Maria Theolinda Macedo
Estrada Njva n. 131. Miguel Pereira
de Brito
Estrada do Brum n. 2. Otto Plaemaen
Estrada do Caxang n- 9. Rogoberto
QuiDtiliano Grangeiro
Largo de S. Francise, de Paula n 36.
Rosa Carlota de Mello
dem n. 24. Senhorinha Maria do Sa-
cramento
Estrada Nova n. 119 C. Tertuliano
E. de Morats Carvalho
Estrada do Brum n. 1. Thereza Car-
neiro Lins
Larangeiras n. 22. Thomaz Bezerra
Cavalcante
Estrada das Barreiras n. 25. Tito Fran-
cisco do Mello
Largo de S. Francisco Je Paula n. 52,
Vicente Arsenio de Albuquerque
6*180
20*601
7*416
12*360
7*416
12S.'SG0
29*665
4*944
9*888
6*18
7*416
7*116
15*450
6*180
6lS0
7*416
15545|
GMo
24*721
123*600
7*417
8*342
12J360
7*416
7*416
7*416
20*601
12*360
9*888
9*K8
51*502
12360
15*450
4*944
15*450
8652
24*721
30*961
30/901
18*540
8*651!
51*502
6*180
41*202
12*360
12-5380
15*450
6*180
7*416
9*888
RelacSo da dcima da freguezia de S. Lou-
renjo, do exercicio da 1884 a 1885,
dos contribuintes que deixaram de pa-
gar
Ra da Matriz n. 46. Affjnso de Al-
buquerque Maranbo 7*416
Rosario n. 44. Alexandrina dos San-
tos Bezerra 12*360
dem n. 12. Anna Alves do Monte 3*708
Estrada Nova n. 51. Bento Jos da
Costa 4*944
dem n. 53. O mesmo W180
dem n. 55. O mesmo 7*416
Ra da Cachaca u. 20. Cosme Jos
Guedes 4*944
Matris n. 1. O mesmo 7*416
Idemn. 3. O mesmo 7*416
dem n. 5. O mesmo 7*416
Estrada Nava n. 19. Dativo Pereira
da Costa 7*116
Matriz n. 15. Emygdio Antonio da
Rocha 95888
dem n. 15 A. O mesmo 6*180
dem n. 7. Florinda Maria da Con-
ceico 4*9i4
Cachaca n. 14. Herdeiros de Francis-
co Luis Quaresma 12*360
dem n. 16. O mesmo 8*652
Matris n. 26. Os mesmos 14832
Estrada Nova n. 16. Irmaudade do
SS. de S. Lourenco 12*360
Rosario n. 26. Joo da Cruz Caval-
cante 3*090
Matriz n. 25. Joo Correia dos Pra-
seres 6*180
Estrada Nova n. 21. Joo Ferreira
de Mello 12*360
Rosario n. 1. Joo F. Xavier Pas
Barreta 7*416
dem a. 3. O mesmo 3*944
Matriz n. 24. Joo Pedro de Barros 6*180
Estrada Novan. 22. Joo Quaresma
da Silva 4*944
Cachaca n. 10. Jos Duarte de Albu-
querque Maranbo 3*944
Matris n. 29. Jos Ferreira da Costa 7*416
dem n. 10. Jos Fraucisco F. de Mel-
lo Mendonca 6*180
dem n. 12. O mesmo 4*944
Estrada Nova n. 14. Jos Pedro de
Sonza 18*540
Rosario n. 19. Jos Tavares da Costa 8*652
dem n. 23. O mesmo 8*652
Cachaca d. 6. Lourenco Ribeiro 6*180
Matris n. 44. Manoel Francisco de
Barros 4*944
Cachaca n. 8. Manoel Joo dos San-
tos 6/180
Matris n. 6. Padre Manoel Jos Pe-
reira de Albuquerque 9*888
Idemn. 17. O mesmo 9*888
Rosario n. 5. O mesmo 6*180
Estrada Nova n. 35. Manoel dos San-
tos Beesone 4*944
If.emn. 37. O mesmo 4*944
Rosario n. 11. Maria Euphrasia da
Encarnaco t 7*416
dem n. 13. A mesma 4*934
Matris n. 34. Maria Jacintha Pereira 9*388
dem n. 36. A mesma 3*/u8
Estradi Nova n. 6. Miguel Archanjo
da Silva 11*124
dem n. 8. O mesmo ll*124
Rosario n. 35. Pedro Jos Pereira 7*416
Cachaca n. 7. Rosalina Maria da Con-
ceico 4*944
Estrada Nova n. 20. Senhorinha Ma-
ria da Conceico Bezerra 6*180
dem n. 57. Severo Monteiro Francis-
co Freir 652
Rosario n. 25. O mesmo 9*888
dem n. 6. Temelio de Albuquerque
Maranbo 4*944
dem n. 34. O mesmo 4*944
Idemn. 7. O mesmo 3*708
Cachaba n. 34. Temoleo D. de Albu-
querque Maranho 6 130
Estrada Nova n. 18. Victor de Souza 4*944
Seccao do Conteacioso, 2 de Agosto de 1886.
Manoel do Nascimento Silva Bastos,
Io official.
SEGUROS
CONTRA FOGO
The Liverpool & hiim i (lo
INSURANCE C0MPAN\
&G.
fondn and Brasil!asa Bank
Limited
Ra do Commerci? n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mc8ruo anco em Portugal, sendo
?m Lisboa, ra dos Capcllistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglez
(OMPANHIA
Imperial
DE
SEGUROS contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadoria
Taxas baixas
Promplo pagamento de prejuoa
CAPITAL
Ra 16,000:000*000
Agentes
BROWNS&C.
N. Ra do Commercio N. 5
Gompaiihia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcida em 1 *5.
CAPITAL 1,000:0001
SLNISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1881
Martimos..... 1,110:000^000
Terrestres,. 3.6:000$000
41Raa do Commereio
MARTIMOS
ftOYAL MAIL STEAM PACKET
COIPANY
0 paquete Mondego
;-*.'
E' esperado daEuropa no dia
9 do corrente, seguinda
' depois da demora necessa
ria para
Macei, Baha, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
O paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
carrente seguinlo
jdepois da demora
aecessaria para
8. Vicente, Lisboa, vlgo e Son
(hampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com es
CONSIGNATARIOS
Adanison Howic & C.
(OHi'wiin; di: seguros
NORTHERN
de liOndrea e Aberdeen
Po*lcftflnancelra(Oexeanbro 188S)
Capital oubsciipto
Fundos accumulados
necelta animal t
D premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
O
3.000,000
3.134,348
577,330
191,000
132,000
AGENTE,
John. II. Boxwell.
BA OO COMMERCIO IV. SO AXDAB
THEATR0
Club Dramtico Familiar
Soire dramtico particular
Sabbado, 7 de Agosto
PRIMEIRT PARTE
Oovertura pela orchestra do CLUB, sob a
recete do socio benemrito, o professr Mareel-
Ilno Cleto.
SEGUNDA PARTE
Subir a ecena o importante e apparatrso drama
de deslumbrantes effeitos scenicos, dividido em 4
actos, original do talentoso e laureado dramaturgo
pernambucano, o socio benemrito Dr. AtTonso
Ollndenae, intitulado:
%
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Seguro* martimos e terrestres
Ne; tes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. seg uradis isempcao de paga
ment de premio em cada stimo anno, o qne
equivale ao derconto de cerca de 15 por cento em
favor dos segn^cdos.
compaIaIesEuoT
CONTRA FOGO
Morlh British & Mercantile
CAPITAL
s.ooe.ooo de libras sterllnas
A GEN ES
Adomson Howe & C.
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
nambucana
Ruado Commercio n.
8
TERCEIRA PARTE
Dar fim ao espectculo a exhbi$ao da muito
chistosa comedia em 1 acto, nunca representada
nesta capital, escripia pelo socio bemfeitor Car-
valho Ijlsboa denominado -
0 ftchunito Obs pintas -
Principiar s horas do costume.
Bonds para todas as linhas.
Aviso
Nao ter ingrosso no tbeatro, quera quer
que deixar de apresentar ao porteiro o ueu
cartSo de socio ou convidado.
A Directora.
THEATRO
DB
VAK EDADES
NA
Nora-Huiteo
O vapor Petropolis
Esperase de HAMBURGO,
via LISBOA, eom escala pe-
los Acores, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmanii & C.
BUADOVIGARION. 5
1* andar
Os vapores desta companhia, os quaes tem p-
timas aciommodaces pira passageirqs. regres-
sam dos portos do sul com destino Lisboa e
Hsmburgo partindo da Bahia nos dias 8, 16, 23 e
30 de cada mez e tocaro neste porto, caso se cf-
fereca numer) suficiente de passageiroa.
Os Srs. passageiroa, que se quizerem inscrever
sao rogados a fazel-o pelo mens 4 dias antes das
partidas da Bahia.
COMPAXH1A PEBKAHIl'CAKA
DE
Navegaco costeira por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Segu no dia 10 de
Agoso, pelas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
dia 9, e passagens at
s 11 horas da manha
do dia 10.
ESCRTPTORIO
rae da Companhia Pernambn
____ eana n. i* ___
Lnued States 4 Brasil MailS. S. C.
0 paquete Finance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 9 de Agosto,
depois da demora necessaria
seguir para
Tarannao, Para, Barbados, S.
Thomaz e New-York
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro afrete tracta-se com os
AGENTES
Uenry Forsler i C.
N. 8 RA DO COM.MratClo. sj 8.
. i" andar
nPAVIll h PKHVl IU l A
DE
rVaregaco Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei1, Penedo, Aracaju' e Babia
O vapor Jaguaribe
Segu no dia 1 d
Agosto, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
ia 6.
Encommendas, nsssag^ .,s djnheiro a frete at
as 3 horas da tarde do da da partida.
ESCRJPTORIO
Ao Cae da Companhia Pamambucana
n. 12
Leilo
De fazendas e miudezas da loja faja uo
Rangel n. 48
Agente Britto
Vender mais o seguinte :
Um cofre francez, 1 guarda vestido novo, % ea-
deiras de balado, de junco, 1 jardineira, sesre-
taria, t toillete e 1 rresa redonda com tampo de
pedra, tudo de Jacaranda, cadeiras avulsas, 1 es-
tante para cima de mesa, 1 commoda, 1 marqo^aa,
2 camas francesas, 2 apparadoros, 1 quartino$rra
e 1 cabide de co'umna, 1 mala, 1 machina de sa-
tura, jarros, candieiros, espelhos, bandejas, sha
pos de Chile e outros objectos.
Sabbado 7 du corrente
_______A's 1QI| horas
Grande e importante
Leilo
Oe bons movis, ricos qoadros, finos cryataes,
porcelanas, objectos de electro-pate, mob5as
de mogno, dita de Jacaranda, dita de junco, ca-
mas francesas, guarda-vestidos, toilette, gaar-
da-louca, mesas, apparelhos de porcelana, cays-
taes, objectos de electro-plate e muitos oojrss
objectos que ero annunciados detaihadanyate
em avulsos.
Sabbado 7 do corrente
As i O e mela horas
No sobrado da ra da Princeza Isabel n. 1
POR INTERVENCO DO AGENTE
Gusmo
Leilo
Sabbado. 9 do corrente
A's 11 horas
Na ra do Imperador n. 75
O agento Silveira, por m- ''ido e com assislsa-
cia do Exm Sr. Dr. juiz uo urpbaos ea requsri-
mento do iaventk.iante de D. Alexandrina Annes
Jacome Pirci, levar a leililo 3 quartas parte- o
sitio estrada de Joo de Barros, tendo a case 5
quarto, 2 salas, c^sinlia f'a, cacimba, sitio besa
rborisarlo, e medindo d frente 1,145 palmos de
frente .ara a raesrr.d estrada.
Oa Sre. prcrcndeiit"s ;>>)dem examinar o referida
sitio.
(II CONTINUAQAO)
O mesmo uguate, levar a 1< ilo um sobrad* n
2 andares, ra de Maicillo Dias n. 100.
Leilo
De 19 caixas con garrafas de cerveja allemt, 8
ditas com garrafas de champanha, 10 ditas com
carrafas de cognac, 2 ditas de rhum, 2 ditas
com papel almaco pautado, 20 ditas con Bor-
deun.
Segunda-teira 9 do corrente
A's 11 horas
No armazem do Anoes, em freute da alfan-
dega
Per intervercao do
Agente Pinto
Por occasiao do Iriluo de differentes bailas com
papel de eabrulho, descarregado do vapor francez
Senegal co.n avaria d'aguado mar.
Agente Pestaa
Leilo ho Arralal
Confronte estacao da Casa Amarella
Do estabeleeimento de fazendas, miudezas,
ferragens, quinquilharias, drogas, per-
fumarias, carteira de arnarello e dous
caixoes para mascatear.
Segunda feir, O do correne
A' 1 hora da tarde
O agente Pestaa, autorisado pelos Srs. Sotter
de lastro & C, propietario do estabeleeimento
denominado Basar da Casa Amarella, iar leilo
das mercadorias cima mencionadas, em um ou
mais lotes para pagamento dos Srs. credores.
Leilo
dia
Domingo, 8 do corrente
Grande espectculo em beneficio da viuva
DE
Francisco de Paula Santos
Com o concurso de alguns amadores da Dla-
traecuo Dramtica Familiar e honrado
com a preseoca do distincto tribuno pernambuca-
no Dr.[J0S MARIANNO e sua Exma. familia.
Depois que a orchestra executar um linda ou-
vertura, subir scena pela primeira vea nesta
poca o apparatoso di ama em 5 actos, original
francs, intitulado:
0 PIRATA ANTONIO
ou
4 ESCR4VA AM)R\
Denominaco dos actos
1 oO insulto.
2.A traico.
8.*A regeneracao.
4,O duello.
T>.O perdi.
Terminar o espectculo com a chistosa comedia
em um acto, intitulada:
Para e Kew-York
Espera-se at o
28 do mez corrente,
o vapor inglez The-
rezina, o qul depois
de pequea demora
seguir para os portos
cima.
Para carga e frete
trata-se com os con-
signatarios Johnston
Pater & C, 15 ra do
Commercio,
Lisboa e Porto
E' esperado nestes das o patacho nacional
Osear segu com brevidade para os portos ci-
ma, por ter quaai toda a carga engajada ; para o
resto que falta, trata-se na ra do Mrquez de
Olinda n. 4.
LEILOES
O pequeo
ser procurado
espectculo.
numero de bilhetes que resta, pode
na bilhetaria do theatro, no dia do
COmerara i S 1/1 hora*.
P Segunda-feira 9, deve ter logar o leilo de
differentes caixas com cerveja, cognac, champa-
nha, rhum e bordeanx, bem como differentes bai-
las com papel de embrulho com avaria d'agua do
saar.
Leilo
De um ptimo piano de Plezel, mobilias e
diversos outros movis, perfumaras, miu-
dezas, copos e outros artigoa.
Hoje 7 do corrente
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 73
Agente Modesto Baptista
de diversas balas de papel de embrulho, deacarre-
gadas de bordo do vapor fruncez Senegal, eos
avaria d'agua do mar e por conta e risco de quera
perteneer.
Beganda-feira, do corrente
A's 11 horas
Agente Pinto
No armazem do Annes em frente da
A/fandega
Rio-Grande do Norte
Leilo
A 9 de Agosto
O agente Odilon vender em leilo publico, na
cidade do Natal, no dia 7 de Agosta prximo, o
patacho norueguense Land. ___^___
Leilao do patacho inglez
Tropic
Por inerven^o do
agente Jatahy autori-
sado pelo respectivo
capito, far leilo na
cidade de Fortaleza
(Cear), no dia 22 do
corrente mez na porta
d'aquella Alfandega,
por conta e risco de
quem perteneer, o pa-
tacho inglez Tropic
de 140 tonelada* de
registro, forrado de
cobre com todos seus
apparelhos, botes e
pertences, arribado
na que lie porto.
Pernambuco, 4 de
Agosto de 1.886.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe-
rhos, junto de 8. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56. _______^____
Alnga-ae o sitio do Pina, ,'oom boa casa para
morada, eontendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, du-*s cacimbas com excelen-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.______
C Alnga-se o 2- andar n. 81 e armasen n. 39
ra do Imperador, e a loja do pateo do Terco n.
20 : a tratar eom Lnii de Moraes Gomes Fer-
reira.
mnS
^ % w nW B

mr



Diario _ Jas Antonio encalves e Joto Goncalves
Agr, eetsbelecidos na villa de Porto Calvo, pro-
*ci de Alagoas sb a firma de Jos Antonio
actives & 8obrinho declarara ao respeitavel
abaco e especittoente to oommerao desta praea
das oatras onde tem transacces que pissolve-
iim aquella finta en 22 de Junho do corrente
Meo, continuando d'esta data em diante com o
csbo ramo de negocio sb a nova firma de Joto
engaites Agr &C,a cargo de quem ficao acti-
vo e. passivo da firma extincta. Recite, 5 de
Agosto de 1886.____________________
__ Compra-s fios de linho para o hospital Pe-
dro II : na ra Formosa n. 4._____________
CADEI/LA PERDIDA
A petaca que achou hoje urna edelto.*>.rra
rtteira, marca muito pequea, com asorelhaa cor-
*4aa,j no tempode... e que fdePelo.n-
e BLAXC-CHIEN, levando-a no V indar desta
typograpkia ser generosamente gratificada.
Aluga-se
por 18*000 a oasa terrea n. 35 ruado Rosario
U Boa-Viste ; trate-se na ra do Pilar n. 5o,
lora de Portas. _________
Aluga-se
predio n. 140 roa Imperial, proprio para es-
tabelecimento fabril : a tratar na roa do Commer-
ce n. 34, com J. I de Medeiros Reg-_________
luga-se barato
A rnt Lomas Valentinas n. 4
O armazem da ra do Coronel Suassuna n. 141
A casa n. 107 da ra Visconde de Goyanna.
Trata-ae na ra do Commercio n. 5, 1 andar
acriptorio de Silva Guimaraes & C.___________
Mi-se
trimeiro andar n. 21 roa do Bsrao da Victo-
ria : a tratar na ra do Rosario n. 31, primeiro
andar. __________
Aluga-se
casa n 1 ra Lembranca do Gomes, em Santo
Atraro, tem agua : a tratar na roa da Imperatriz
a. 32, 1 andar.
eeiro andar.
Preoaraco de Productos Vegetae*
extincoTas caspas
e outras Molestias Capfllares.
MARTI NS & BASTOS
Tricofero de Barry
Garante-so que faz nas-
cerocrescerocabello anda
aos mais calvos, cura t
nha e a caspa e remove
todas as impurezas do cs-
eo la cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranqno-
oer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Grande e bem montada oflicina de alfaiate
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor
timento de pannos, casemira*, brins, camisas, pannos, collarinhos, rneias, gravatat
tudo importado daB melhores fabricas de Pars, Londres e Allemanhn.; e para beir
servirem aos sous amigos e reguezes, os proprietarios deste grande estibelecimentc
jm na direccSo dos trabalhos da oflicina habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparara um terde roupa de qualquer fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PREgOS SEM COMPETENCIA)
Precisa-se de urna ama de bons costa-
mes e de conducta atiancavel para andar
com urna crianca de 2 annos ; a tratar o*
ra do Barao de S. Borja, antiga do Sebo
n 15.
Piecisa-se de urna : na
ra do Cabug n. 3, ter-
\ma
Na praea do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, pre-
eisa-se de urna ama que cosinbe bem, para casa
de pequea familia-
Agua Florida de Barry
Preparada segnnda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacao official de
um Govemo. Tem duas vezes
raais fragrancia que qualqmer ontra
eduraodobrodotempo. E'muito
inais rica, suave e deliciosa. E
muito mais fina e delicada. E
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banho e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidiio e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
desranins.
am**fi*++*++***++***9aP*+++++++a*
ELIXIR &VINH0
TROUETTE-PERRET
de PAPALINA (Pepsina vegetal)
seto os mais poderosos digestivos conhecidos at agosa, para combater tf
AFFECQES DO ESTOMAGO: GASTRITES, GASTRALGIAS
DIARREAS, VMITOS, PESO NO ESTOMAGO, MA DIGESTAO, ETC., ETC.
UM CAUCB LOGO DBPOIS DA COMIDA BASTA PARA CtAH OS CASOS MAJS REBELDES
A venda as principase Pharmacias Drogaras.
Yenda em /rosto em Pars :TROUETTE-PERRET, boulevard Voliaire, tst
Deve-ae exigir Bell do oto.o rrtaaet sobre os Frascos para evllax as raais cao
I 0wo.itH .m Pcmambue. : ur- m. da ".?A O-, em ariulia. ***"
ty^uunnn.ruxaruvvwv^**''**''*........ **>,...... ******ski
^KSSfsoplaBlas Sim.ft_*i
Gotta, Rheumatismo, Dores
Solqo do Doutor Clin
Laureado da Feculdach da Medicina da Paria. Premio Montyon.
A Verdadeira Solu$lo CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Ateccoes Rheumatismaes agudas e ehronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessarlo calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solugao CLIN o melhor rimidio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
UJ, m explieagio datalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira SolucSo de CLIN & Cie, de PARS, qua te eneontra em
casa dos Droguistas e Pharmaeeutieos.
ogx
MONDEGO N. 80
5?Pretendendo-se acabar com as plantas que es-
to em vasos n'este jurdim, vende-se os sapotise--
ros muito grandes, e dando fructo, 2^000, la-
rtnjeirss, muito grandes, para enxertar, 6/000
t duzia, e sapotiseiros mais pequeos por barato
preco. _
Molestia da canoa
Processo de filtrac3o especial.
Methodo econmico e satisfatorio e de fcil ap -
plicacao em qualquer engento.
Nio terao os senhores de engenho mais pr. jui
zos enormes com a molestia.
Informac6e8 e espe' ificajSes com
BM1S&C.
V A ltua
do commercio
RECIFE
W.S
Cosinhcira
Precisa-se de urna boa cosinheira, qua seja as-
Bciada e dunna na casa em que se alugar, paga-
sei.bem : a tratar na ra do Paysand n. 19 (Mag-
dalena). _________________^^^
utrm ni usal-o. dipois db xjsai^o.
Cura positiva e radical de todas as formas d
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSes, Cutneas e as do Oouro Cabel-
ludo com perdi Cabello, e de todas as do-
snoasdoSangftfFigado, e Bina. Garantes
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangus
e restaura e renova o systema inteiro. _, '
Sabao Curativo de Reuter
.\lleucao
Testde.-se um deposito
pfit fert principiante
omero 3.
em pequea escalla, pro-
: na ra dos Pescadores
i
XA
Tomem nota
Trilitos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Machlnlsmo completo para en
tenhos de todos os tamaitos
Systema aperfeiyoado
Especificares e precoa no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
N. :> Kiii do commercio
N.B Alm do cima B & C, tem cathalogos de
mu't f implementosnecessarios agricultura, como
.ambem machinas para descarojar algodao, moi
ahos para cat, trigo, arroz e milho; cer^ d8 fer.
re galvanisado excellente e modi-^ em preS0) ^
soa nenhuma pode t:cpt.8) nem anm8l que-
"-t-_____________.______________
Corso de francez
sm da Mtri da Boa Vista *
O abaixo assignado participa ao respeitave pu-
blico que abri em casa de sua residencia um
curso de francs, onde esmeradamente se dedica
o adiantamento de seus alumnos. Espera, pois,
Merecer a confianca e a proteeco do distincto
pevo pernambucano, e de todos aquelles que quei-
Hm aproveitar nm ensino rpido e esperanzoso.
Hensalidades 3*000 pagos adiantados no
acto da matricula.
Horario das 5 horas da Urde s 7 da noite.
Ra da Matriz da Boa Vista n. 34.
Julio Soares de Azevedo
PERFUMARA
PARIZ
Segrecto da Juventud
LAFERRIRE
PARIZ
Segredo aa Juventude
AGUA LAFERRIRE OLEO LAFERRIRE
POS LAFERRIRE HT ESSENCUf DIVERSAS
Para u Hosto. TSB^BJB^i^ '
PRODUCTOS HYGIENICOS para comeryar a Belleza do Rosto a ao carpo.
D^odtari^emftnu^c.FRAN-M.daSILVA^C-e na. principa PerfnnMrias e Cahcllereiro..
ELIXIR
de
T.
(Digestivo eom i epuina, Mastame Cldoruretoa alealinmm)
CONTRA AO
* u i-- i i-^ r+ 1"
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
O* annos de successo demonstrirto s.perlorimd deste midlrmuto an ociUr o appetiUe fazsrdlgerlr- CtlM :
DYSPEPSIA VMITOS DYfENTBRA
CLICAS T ACIDEZ DO ESTOMAGO DIARRH
Jjft.o ni-lhor reconxl tilinte para as Peemoaa enflaquecidas.
VAKXZ, Ph**, 9. ra Le Peletier. sipntrirn a Pernimbuca
FHAN- M. da SILVA k O*.
Para o Banho, Toilette, Crian
cas e para a cura das moles-
Uaa da pella da todas as especie
# em todos os periodos._______
Deposito em Pernarnbuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C
Aitones!
Oompra-sc ou aluga-se urna boa casa perto da
cidade, tlesejande-se nos seguintes pontos: So-
Irdade, Caminho Hovo, Capunga, Passagem da
Magoalena, tendo bom sitio, ag* e Saz : 1"em
tiver dirija se ra do Imperador n. 4!, #' *ndar,
a tratar com o solicita ior Antonio Neves.
Caixciro
Precisa-ee de- um caieiro para averna com
pratica e que d fiador de su conducta : a tratar
na ra da Gloria 104.
Cleioei Mora
ADMINISTRACAO -
PARIZ, 8, Boulevard Montmartrs.PABIZ
PA8TrLA8 DIGESTIVAS rabricadasem
Vichy com os San extrahQS dasF'ont<*-pSSo
, de gosto agradavel e a 9U4 acCSQ 4 certa con-
hJ tra a A zia e as DigestBes ifflceis.
I SES DE VICHT PaBA BsNHOS. Um rolo para uin banno. para as pessoas que nao podem Ir a Vtcbv. j
Para evitar as mitacSes exigir em todos os productos
MARCA D CORiH. I>E VICHV
i Pmuxmbuco Productos -ii" t-kio-M em < de HARISMENDY le LABILLE, rm de ConuK>,
e SUUZCR A KOi;C.HUN.;,. miliCrui
m
ROG
Companhia Pcrnambu-
cana
Coatelro a vapor
Supprimento para o vapor Jaguaribe
No 927:170
O commandante do vapor Jagwxribe, Francisco
Alves da CostP, pela segunda ves rogado a vir 4
ra do Marqurz d<- Olinda n 50 dar cumpnmento
ao numero cima, se fosse gerente o Sr. Francisco
Ferreira Borges aa providencias seriam dadas em
ontinente.
Abrio-t' na ra da mperatnzjn. 7G, a nova loja
de miudeas de Vanciscs Duarte, e chama a
attencio do publico e com especialidade as Sras.
modibtas p ra faxerem urna visita a este relegante
estabelecimento e munirem-se de tudo quanto e
bom, barato e da moda :
Basta fer estes precos para fV.zer idea do resto :
Pecas de bico fiaoues de dh'ersas lar-
guras com 10 varas a
Casaros de cambraia borbados para
senhoras
Capcllas e veos par:, noivas do melhor
gosto a
Agua Florida verdadeira, gnala
La para bordar, a libra
Espartiihos couraca para Benbora
Vistidinbcs bordados de fustfto muito
bonito para menino a
Leques de setim
Pares de fronhas rendadas a
Punhos e colarinhos bordados para
senhera a
Carriteis de lmha a duzia
Albuns E muit. s mitres objectos de luxo, que para uc
cancar ais leitorea dcixs de menoi n*r, para virem
pessoalrcente examinar e apreciar o que bom
e bonit,'. Nao se esqu-cam don. 7G, ra da Impe-
ratriz.____________
600
50C0
OOOO
1400
2*800
6*000
10*000
4 3000
2*000
2*000
800
4*000
PURGATIVO
DE
P0DRE PRGATIVE DE ROG
APPROVACAO DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
Nenhum purgativo tem gosto telo agradavel nem prom^
effeito mais certo. Numerosas observacbes nos hospitSes de Parts
demonstraram que os seo* effeitos sao constantes.
Com o P DE ROGqualquerpessa
pede preparar urna bebida purgativa,
laxante e refrigerante. Conservase e trans-
portase fcilmente.
O P DE ROG nico e authenttco
vendido em vidros emo'pidos em papel cor
de laranja tra% a a?si matura ^'7/',,.^>,
5
ira
e o sinete do inventor em frente :
-'.'
um ooo ii ii
os 4:000OOO
BlIHETL "
Ba do Baro da Victoria n 4
e casa* do costaste
Acham-se venda os felizea bilhetes
garantidos da 253. parte das loteras i
beneficio da Snta Casa de Misericordia do
Recife, (65.'), qu. m extrahir quando for
annunciada.
Precos
Inteiro 40000
Meio 2OO0
Quarto 1*000
Ba porcio de 1 *
el na par^
Inteiro 3(J5O0
Meio 1#750
Quarto *875 .
Joto Joaquim da Cost* Leits.
Entr; amigos
Con a ultima lotera o mea sle
Julbu
Deixa de ter lug>.r por ter sido transferida a
lotria n. 65, qu>' ira a ul'ima nest.* roez. como se
v do aniiuncio do Diario de 28 d>. andante, ficar
para quando for nnuncinda.
Cnvallo e botiV-g.
N.
A GRACIOSA
\ma loja k miudesas
7RA DO CRESPON. 7
DUARTE & C.

PASTILHAS
Dfi ANGELIM & MENTRUZ

9*
es
99
es
as
93

0 Remedio mais effieaz e
furo que se tem descoberto ate
t/e Btrt upe'lir as en brlgaa.
MHH.IAV6L IKERES
Os proprietarios desto estabele-imeoto, tendo o preparado cot esmero e |ele-
eancia, convidan, as Exm.s. f-milias para visital-o, afianyando que encontrarSo sem-
pre um variad, sorti.n.nto de objeetoa de moda e phantana, por preSos summamente
mdicos, comoa'guns que era seguida designara.
Carriteis de linba para machina a H0 rs.
Ditos de retroz de 100 jardas a 200 rs.
Ramos de flores finas a 1)5000 e 10.000.
Babados e entremeios, d- 500 a 3^000, a pf$a.
Balcias para vestido a 300 a duzia.
Ditas cobertas a 700 rs. a duzia.
La par, bordar a -20SOO o m-.co.
Espartiihos para senboras do 30000 a 8(5000.
Ditos p-ira meDnaa a 4(5 00.
Extraaos tinos p**s leen d- 10000 a 40000 o fraco.
Luvas d> s-du de or-s 20OO o par.
Ditas r. i d i a 30OO o per.
Ditas de > lli ;> 20.)OO u p;-r.
Mac-is de grampos a 20 rn.
Caix s com colxetcB '* ^0 rs.
P pra dcnt.8 a 200 e. 500 rs. a caixa.
Vasos com opiat*. a 10(00.
Ebcov.s para danti s de 200 a 500 rs.
Alfiuet s a 80 rs. a carta.
Fita de linho a 40 rs. a p C- oanon
Punhos e collarinhos bordlos para senhora a /0UUU.
Invisiveis para o cabo lo a 200.
Lencos com bnrra a 20000 a duzia.
Agitas a 20 rs. o pap 1
Ditas fundo dourado a 80 rs. o papel.
StS oTros"^ S ^ de diversas quslidades, ^ WJ
de aetineta e de aetim, plisfs de caa.braia e de seda albuns barat .8 c, deifina. qua-
Sdades, sapatos para meninas, senhoras, e homens, tudo por precos admirave.s.
mm
ItfiH-!
ATKINSON
PERFUMARA ingleza
&mada ha mais de QB scalo; excede todas
asaulraspelosea perfume delicado e xs.uisit*.
TUX MEDALMa BI Ouno
PARIZ 1178. CALCUTTA 1H4
Mis extra-floa excellencia de toa quali^ade.
GOLB MED1L MeQIST
ElS. I0DQDET WOOD TIOLT
TUTU I CHTPBE
o ootros mailos perames conheci Jos pela so*
qnalidade e odor dekitarel e exquisito.
IM DE TOILETTE IE10H9.ES SE tTtlKSB
iBcompararel para refrescar e suansar a pelle
pela inexcedirel escolta de Perlomes
para o lsn<;o. Artigo dotos preparados pelof
IuTeutores exclusirameole.
tssNtn-u a bu di Mti igtuto i l>Mul8)
i. a E. ATKINSON
24, Od Bond Stroot, Londrea.
, Marca de FabricaUna'' Rosa branca" ,
obr* ama Lyra da Ooro. "
CUIDADO COK-
AS FALSIFICACES.
IMSIISs
HYPOPHOSPHnOS
i
O D'Chnrchlll, utor d^ descobera das
propriBtiaes curativa.: dos Hypophoa-
phitos no traiamento da tsica putfJonar.
tem a honra de participar aos seus colegas
mdicos, que os unios Hypo noapnltoa
reconhecidos e recommenda eao os que prepara o Sr. Swann. pnar-
maiseutico. 12. ra Castlgiiene, Parir.
Os Xani-pes de Hype^aosphltoe de
Soda. Cal e Ferro vcndcu-ne em frascos
quadrados tendo o nome Co J> Cinrchill
no vidro, sua assif/natura no envoltorio e
na tira de papel evsarnado que cobre a rolha.
Cada frasco verdadeiro leva alem disto a
.arca de fabrica da Harmacia 8^"ann
PARA
O LBNCO O TOUCAD4C
E O BAKHO,
REMED?
AYER
SEZ0ES
(TXaVS'AcrE cruel
CUMEMtkUsTinT ECOtf cmEZA
I M
febrcslnfermiiteirles
LRemittentes e Biliosas;
as
,,Mal:tas,os Calafrios,
C TODAS AS
istias Paludosas.
r
;RrIHOfJlCUlII!TtrA
^peJiGA^*
| P,^i.Ja pal. rfcWI%gAJJIUI.-J-a\|
Yntkm-se m ^das as PAarrx eUt
ELIXIR VINOSO
Phosphatado
APERITIVO RESTAPtA.DOR
Os facultativos o re.
mulheres pejadas, c as ; atnaiTHWi-
tam, porque em smb 5 til
ii'.ai e formaio dj crianja.
PAKI3, 12, roa Drouot, 3, PABI3
^ AS I'AUMACIAS
EXPOSITION L UHIf1878
Medaille d'OrlrJ^'CroixdaCheTalier
LS PLUS HAUTES RCOUPCaSES
AeUJfDIVINA
E. COUDRA Y
DITA AGUA DE 8AUDE
Prpconisada para o toucador, coao asemnao
consUntemente as cru ** a*Mtdstla,
c pisservando da pesU U stvaats anthei.
Artigos Recommerdados
PERFUMARA DE LACTEINA
ItcoDOtadada filu Celetrldidea latti.
GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
07-EOCOME para a belleza dos cabello.
ESTES ARTIGOS ACHAM-SE HA FABRICA
pars 13, roe d'EigiieD, 12 pars
BeposilM em todas as Perfumaras, Pharmacias
e Cabellereiros da America.
IHO de CATILLON
de GLTCXBXNA o QUINA
0 mais poderoto tnico reconstituinte prtseripto
nos caios de Dores 'estomago. Langor, Anemia ]
Di^betls, ConsumpcSo, Febres,
Convalescenca. Kezultados dos partos, etc.
O mesmo inho cora ferro. VINHO FERBU6IN0S0 DE
CATILLON regenerador por excellencia do sanine pobre
e descorado. Este Tinho fai tolerar o ferro por todos
os estomago e nao occasiona prao de Tentre,
[PARS, ti, ra Salnt-V/nctn di-Pau. Km PvnambuCS
Franc daSllvaeO'.Tri''P' rtsrmscias.
ara os
4tv
Aos floMtus dos olios
Cura certa em 48 horas das rjUamaoSes
recentes dos olhos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega *e este poderoso colyrio sempre osn
grandes vantagens, uas seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e ehronicas, con-
unctivite8, eto., etc.
Deposito eral, na drogara de Faria Sobrinho
& C, ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Para informacoes, sedirijam livraria Indes-
trial ra do Barao da Victoria n. 7, ou resi-
dencia do autor, ra da Saudade n. 4^________
Plalas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuj;i preparado puramente re-
<;etal, teem sidj por mais de 20 annos aproreitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da .elle e do ligado, syphilis, boa-
boes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas c
gonorrhas.
Modo de salas
Como purgativas: tomc-se de 3 a 6 por dia, be-
bendo-se aps cada d3e um pouco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Estas pi lulas, de invenco dos pharmaceutcoi
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dos
8rs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommeadaveis, por seren um segure
DUrgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
isadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
drogara de Faria Nobrlnlio A C.
4-1 BA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Elixir carminativo e Ionice do
pharoiaceutico Ve as
"Remedio que cura dyspepeias, gastralgias e to-
das as perturbacoes ligadas desarranjo3 de es-
tomago e intestinos. Aconselhado por varios ol
nieos dos mais conceituados desta cidade, acha-se
venda exclusivamente na pharmacia americana
de A. la. eras & C, ra Duque de Caxias na-
ruprn 57.
G. Laporte & C.
Con caa d> commlsiioes a rna da
Imperador n. 46. 1 andar
VENDEM
Elixir denllfriclo
Ma*sa uentifrlcia
dos reverendos padres benedictinos de Soulac, e
melhor dentifricio que tem viudo para o merca-
do (s a duzas).
Anti-mourtlque Query para matar ai
morissocas, mai uins, etc. (s duzias).
Vlnho de Champagne da afamada mar-
ca Moet & Chandon em garrafas e meias (s cai-
"vis-iio de CnmpaBne,marcaMarqus de
La Tour ByroB (35 45 a caixa) (a eaizas).
Cognac, marca Hildebert (" caixas).
Vinagre aromtico, para a mesa, especiali-
dade para familias, garantido puro de vmho bra*
co (s garrafas).
Salna-parrilhafrenca dofara.,
Ean de mliaae de Carmen, a preot
de factura para liquidar 100 duzias viadas por
engao (as duzias). ____.
BobLerbaox. grande depurativo regctal.
(-rnente aos enhorca droguistas e pharmacea-
t,Cpapel almao duplo, liso.proprio para
impressao de obras, etc., etc.
SOPPRESSO
Ido FOGO
e aa
QELA
1 do PELLO
Vara os CAVAilOf
snsnTin
O FOGO
iuca
pi ra Barca
em
UJUMMU
, AFPL1CACES
A euro, faz-se com a meo em 3 minutos,
sem ior e seta cortar, nei raspar o peuo.
| Pharm' GNEAO, 575,Rua St-Honort.PARIS
TODA S PHAM'
Aluga-se
Anua Mara de Sa
Manoel Lopes de S. J is Azevedo dos Santa
e Antonio Azevedo dos Santos mandan celebrar
missaa pelo eterno descanso d'lnw de sua finada
mSi e tia. Auna Maria de -:, e convidara os ami-
gos para assisiirem a este acto d religio e ca-
ridade, na igreja ds Madre de Deus, sabbado 7
do corren"1, 7 1/2 h t
vi-Jaar
a casa terrea sita ra do Visconde de Albuqoer-
que n. 170, caiada e pintada de novo : a tratar na
largo do Corpo Santn. 4, 1- andar.__________ r
Ama
Precisa-ae de nma ama de meia idade : na rna
da Aurora n. 137.___________________________
Insti^cfaiTlpriinaria
Acha-se aberta aula de instruc^ao primar i
rudimentos da secundaria ra dos (huMM
n. 39, regida pelo professor Joao Valentim Fer-
reira Bastos Jnior.__________________________
Ama para^oslha?
No largo do Corpo Santo n. 19, segundo >*>
precisa-se de urna boa cosinheira. que d fiador
de sua conducta.
'$&
Dr. Iieonsirtio de Almeida
Aquilino ornee Port e ,.*dre Joao Carlosi de
Mourn, copvidam aos seos amigos e os do talle
cido Dr. Leonardo de Almeida, pr>' aeeistireni a
missa que ser celebrada no da 7, as 8 h .ras da
manta, 3 Hiiniversario de s< u pussamento, na
matuz da Escada ; eoofetsa se desde j agra-
deeidoK.
Capilo Ja uiiuo > reir
Barro*
Joao Victor Alves asfceus e sua familia, con
pungidos com a infausta nv. do pasamento do
Illm. Sr. capitao Ja> iuih- P Silva Barros, digno
pai de seu compadre > amigo, o Exm. Sr. D. Jos
Pereira d Silva Barras, Bispo Diocesano, inan-
dam resar algumas misen- pelo descanso eterno
d'alma do illubtre nuri s 8 hon a da manha do
dia 7 do oonrnte, 15 de seu p>.sarmento, ua ma-
tris da B^a-Vista, c para assistir a este acto re-
ligioso, convidam ao metmo Exm. Diocesano e as
peseoas qu os honrara cora suas amizades, pro-
testando desde j seu eterno reconhecimento
aquel lea que se digm rem compareeei
Andr Avellno do ^a"c'men,*,n,
Domingos Rufino do Nascimento, Manoe. Cu-
todio do Naacimento, Joo Chrysostomo do as-
cimento, Guilherme'Cstodio do Naac.m n-o E^
genio Pedro do Naseiaeeatoe Amelia Aniponina
lo Nascimento, 0*1" cutnhadoanf,d0 T* .
dr Avelino ao Nsciraento, tendo de -ndar
resar no dia 7 do corre te, na igreja de B Pedro,
s 7 horas una mis.a por alma do mesmo finado,
convidam a todo, os amigos do mesmo, para assis-
S o refendo aef, ,eIo que antec.pam au-s
jratWoes^^f^gB^--va3BmW!9BtWKaiWSS^
wmSSmaa\r S* Ante Poriam
l.alii m de Mello
O Gremio aos Profesares Primarios, profnnda-
mente sentido pe > infausto passsmenfo do sea
Sm^consocio, professor Joao Ante Portara pa-
tinara de Mello, manda celebrar nma missa pew
eterno reponso do mesmo consocio, na ig1^*.m?_
*riz de Santo Antonio, s 8 horas a1I""!nh**
dia 9 do corrente, trigsimo do seu fallec.mento.
Para esse cto de religiao sao convidados a fami-
lia collegas e consocios do fallecido.
Secretaria do Gremio dos Profesores Primarios
de Pernarnbuco, 5 de Agosto de 138<>_-
0 1 seeretario,
Antonio Candido Ferreira.


!

i
I

I

Mario de PeniambucoSabbado 7 de Agosto de 1886
Ao poyo pf rnambucano
Continua aberta a acola particular de i*****e
ata primaria para o sexo masculino, roa daMa-
iz da Boa-Vista n. 34, dirigida pelo professor
particular Jalio Soares de Asevado.
Educa e instrue a infancia, pelo s/stema *B
principan collegios da corte do toJKrio, onde
estove por algum tompo a passeio, -oigo systenia
a delicadeza, a paciencia, a vocaso, fetn
do com que os seas discpulos tigam o caminho
da intelligencia, da honra e da digmdade, con
santos eoDseibos e s&s Iic5es, afim de que venhaa
a ser o futuro sustentculo da pitna, da religiao
e da lei, e um verdadeiro cidado brauleiro.
Espera, portante, que o respeitavel publico sai-
ba apreciar de perto o seu rerdadeiro ensmo pri-
mario, onde rpidamente as enancas abracara e
amam de coraco aos livros, as lettras e as bellas-
artes. lua da Matriz da Boa-Vista n. 34.
Julio Soa.es de Aievedo.
MUASALLB
Acabarao-se as Cas
(muiHitca 10* Cabellos Bmrtm
a Cor nmtnral
BaslJ na a ftui kvvaa seo Ungen Km P.eparicao
33 ANNOf DE XITO
E. SALLES ls; J. MONEGHETTI. suco
Firlusta-CiiBiw. I. nu Tarilgi. FllB
HnU-n-n tm htfia u ttleUt-ti Pufituriu DnUrlu
rm\'.toimtnPir CMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiffado de bacalho
COM
Hypophosphitos de cal e soda
lpprovada pela Junto de Hi-
giene e atitorlsada pelo
governe
E' o melhor remedio at boje deseoberto para a
tlMlra brosaebltes, eseroplinlas, r-
cbltis. anemia, tebllldado em geral.
dcflnxoN. toase ebromea e a*Teec*e*
do pello e da {tai-ganta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do olee, alm daa propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A' yenda nal
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Cimento po tland
Vende-se de diversas marcas, o armasem de
Soares de Amaral Irmaos, ra da-Madre de
Deua n. 22.
P-
DAY&MAR
Fcrnictdort* da tu* ata/asta* a *saajs i
do Ex$rcito a l **rin** Mw
GRAIXA brilhmte LIQUIDA
GRAIXA^pastaUNCTUOSA
OLEO para ABB2X0S
EUraan)ifla**tJaa
atsafaf
P1POSIT0 8StAl. HM
T, Ilifli nolbmtt*, 97
VENDAS
Vende se ara sitio no Arraial, na Knha fr-
rea de Limoeiro, com 300 palmes de frente, 600
de fando,- boa eacimba com eicellen e agua, mui-
flkj ai voredos fructferos de diversas qualidades,
eom daas casas de taipa com commodos para fa-
milia : quem o pretender dirija-ee i roa Augusta
numero 266. __^______________
'Vende-se um terreno sito na Casa Porte
ra da Amizade, eom cacimba c fructeiras, tendo
150 palmos de frente e 300 de fundo : a tratar na
ra da Imperatriz n. 42.
Olioda
Car lorio do eserlvo Dr. Caldas
No dia 29 de Julho ir pract pela renda de
dous aunos, persnte o juieo de orphaos da comar-
a de 01 inda, o sitio denominado Quadro, na
praia do Jang, com 300 ps de coqueiros, cum
mattus e capoeiras, casa de tijolo, tendo dito si-
tio meia legoa de fundo e 1,800 palmos de frente,
ob a base de 200 anonaes.__________________
Frcguezia do Redfe
Aluga-so por preco rouito comntoo i ama pe-
quena familia metade da casa da ra dos Guara-
rapes n. 29, e na mesma se precisa de um menino
jue seja fiel, para facer compras, d-se roupa e
boen ordenado.
Telegramma (resposta paga)
Bicos orientaes, grande variedade em cores
larguras, receberam o Pedro Antunes & C, e ven-
em bara'o ; esperamos resposta ao 63 ra Du-
que do Caxiae, Nova Esperanza ; novo sor tmen-
te) em lequi s de papel a 700 e 800 rs., preferencia
exclusiva ; ditos de seda, bonitas cores e lindas
psisagens a 3, barrato punhos e collurinbos
bordados para sen hora a 1800 e 2*500 ; ditos
eom pintas de cores a 1*200 ; bonitos e delicados
kacinhos de cores, ultima moda em gravatas, a
l#tC00. Heiposta paga ; vale a pana verem o que
: na loja de Pedro Antunes & C. n. 63, ra
Dbguc de Caiias. _____________
Pintura domestica
PHARMACIA
ernies de Sonsa Pereira 4 C. Sac-
cesaores
Eecebeu grande sortimento desta excellente
tinta de todHS as cores e em latas de 1 a 5 libras,
que continuara a vender por commodo preco :
qualquer pessoa (criado cu menino) pinta com
petfeico. Com esta tinta podem todos com pouco
diapendie conservar suas casas sempre limpas.
Ra do Marques de Olinda n. 27_______
Jos de Castro Cuima-
raes
Ke em Goyanna tem o nome de Jos Gaspar
mingues de Souza nao mais cobrador da co-
heira ra da Imperatriz n. 519 desde Marco, e
chamado prestar contas dos dinheiros que re-
ceben como consta das contas <-om os recibos, e
entregaras contas que ainda tem em seu poder
ao admin strodor daquella conheira.
Aluga-3e um sitio na travessa de Joao de Bar-
ros n. 6, com boa casa de morada e grande quan-
tidade de fructeiras, cacimba muito boa e perto
a via-ferrea de Olinda : trata se na ra da Im-
peratriz n. 14, cumisaria._____________________
0 agente Se IetlOes Pestaa
esta encarregado de comprar e vender bons pre-
dios nesta cidade : trata-se em seu armazem
ra do Vigario Tbenorio n. 12. t_____________
Quasi de gra^a
Vendt-se urna armacSo
da Imperatriz n. 1.
de smarello : na roa
Aviso
Precisa-se de urna profesBora qne saiba tetar
bem piano e mais trabalhos de senhora, para en-
riho : a tratar com o Barao de Nasareth, ra
Imperador n. 79, 1 andar.
Esco'a nocturna
Acha se aberta a matricula desta escola i ra
de Guararapes n. 29, regida pelo professor par-
ticular Juao Valentim Ferreira Bastos Jnior. O
mesmo professor. a pedido de alguns pais de fa-
milia, contina a leccionar em casas particulares
a ambos os sexos, pelo que desde j protesta se
esmerar no adian amento de seus alumi os, aquel-
lee que bondosamente lhe forem confiados. As
mensaldsdes sero f itas na inscripeb da ma-
tricula^____________________________________
Serrara a vapor
Caes do CapSbarlbe n.
N'esta serrara encontrarao os senhores fregue-
ses, um grande sortimento de piano de resina de
cinco a dez metros de compnmento e de 0,08 a
0,24 de esquadros Garante-se preco mais como-
do do que em ontra qualquer parte.
Francisco dar Santos Macedo.
Viiudades musicaes
Casa Vctor Prallc
55 iA DO IMPERADOR 55
Zefihha, polka, por Claudio 8. Carneiro
Leal 1*500
Mas a corte nao o quis, valsa em resposta
& bem p'aera ser minha, por A. de Al-
buquerque Gama 1*000
Pofque nao ? valsa, por Thiago da Fon-
lfOOO
1*000
1*500
1*500
1*000
1*000
A evolugo
rna Duque de Caxias, resolveu a vender
os seguintes artigos com 25 0[0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sedas lavradas de 2*000 por 1*000 o covado.
Cachemiras de cores a 900, 1*000 e 1*200 o co-
vado.
Ditas pretas a 1*200, 1*100, 1*600, 1*800 e
a10OO o covado.
Ditas bordadas de seda a 1*500 o covado.
Gorgornas de listrinbas a 360 rs. o covado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Las com bolinhas a 640 rs. o covado.
Velludilbo liso e lavrado a 1*000 e 1*200 o co-
vado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Fustao braneo a 400, 440, 500, 560, 600 e 800
rs. o covado.
Giosdenaples pretos a 1*800, 2*000 e 2*500 o
covado.
Nxnsoc de cor a 300 rs. o covado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambraia transparente de 5*000 por 2*500 a
peca.
Linn braneo com salpicos a 500 rs. o covado.
Casacos de laia a 12*000 um.
Fechos de retroz a 1*000 um.
dem de IS a 1*000, 2*000, 3*000, 4*000, 5*000
e 6*000 nm.
dem de pelussia bordados a 7*000 um.
Chapeos de sol de cores para senhoms a 7500
um.
Setinetas modernas a 360, 400 e 440 rs. o co-
vado.
Linhos escosseres a 240 rs. o covado.
Zephiros listrados a 200 rs. o covado.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Fustao de cor a 500 rs. o cavado.
Tapetes para janella. piano, sof e cama a 4*,
6*000, 7*000, 8*000 e 24*000 um.
Setinetas lisas a 400 rs. o covado.
Ditas lavradas a 500 rs. o covado.
Flanella branca a 400 e 1*000 o covada.
Cortes de casemira finos a 3*000 um.
Collarinhos de cores e rrancos a Lucinda a
1*000 am.
Casemira de cor e preta a 1*800 rs. o covado.
BkfVa anteaste fino a 60C rs. o ovado.
Dito lia a 8*0, 400 e 500 rs. o covado.
Esguiao amarello e pardo a 500 rs. o covado.
Algodo com duas larguras a 800 rs. o me-
tro.
Camisas de meia a 800, 1*000 e 1*500 urna.
Ditas de linho lisas e bordadas a 30*000 a du-
zia.
Timoes bordados para meninos de 4 a 5 annoe a
.^*000 um.
Madapoles finos a 5*000, 6*000, 6*500, 7*000
e 8*000 a peca.
Espartilhos de couraca a 4*000, 5*000, 6*000
e 7*000 um.
Lencos finos a 1 *200 e 2*000 a duzia.
Toalhas felpudas a 4*000, 6*000 e 12*000 a
duzia.
Redes hamburguezs de 20*000 por 10*000 urna.
Setins maco de cores 800, 1*200, 1*400,1*600
e 2*000 o covado.
Alpacas brancas a 400 e 500 rs. o covado.
Setinetas bramas lisas e lavradas a 500 e 560
rs. o covado.
Cortinados bordados a 7*000, 9*000 e 16*000 o
par.
Colchas
urna.
bordadas a 5*000, 6*000, e 8*000
CBpellas e veos a 10*000 e 14*000 urna.
Henrique da Silva Moreira
.amaina, valsa, 2a edjoja
Oidores, valsa, por E. Waldtenfel
Minha rainha, valsa, por Couto Jnior
3munos, valsa, por Domingos Jos
arques
ores, po'k, per Misael Domingues
*---------------------------
Criado
Precisa -se de nm criado de 12 a 14 annoe, que
tedba pai ou alguem qne o governe : a tratar na
ras de Pavaana n. 19 (Magdalena) oa roa do
Cominercio n. 44.
AproYeitem!
Vende-se tndo barato
Largo de s. Pedro n. 4
Neste e8tabelecimento encontra-se sempre um
completo sortimento de gaiolas e paesaros nacio-
naes e estrangeiro?, o melhor qne ha neste ge-
nero, fructas maduras, balaios proprios para ni-
nbos de canarios do imperio, cestinhas para cos-
tura, vassouras do ara a 800 rs. cada urna, que
custa em outra qualquer parte a 1* e 1*200, con-
serva de pimenta americana em bonitos frasqui-
nhos a 120 rs. cada um, para acabar, massa de
mandioca muito bem preparada, para bolos.
Vende-se
o engenho Lage Formoss, perto da estaco de
Calende, movido a agua e pode safrejar mais
de 2,000 pies de sssucar, cem casa de vi venda,
destilacao e mais obras, todas novas e em ptimo
estado : a tratar no eecriptorio rna do Bom
Jess n. 12.
Vende-se no largo do Corpo Santo n. 19, se-
rdo andar, importantes toulhas de labyrintho,
:5* a 28|0m____________________________
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escessca preferivt
ao cognac ou aguarden^ de canna, para fortifica'
o corpo.
Vende-se a retalho nos ku lheres armazens
nolnados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo nt
me e emblema sao registrados para todo o Braxi
______BBOWN8 & C, agentes
Onem possuir e qoizer
Vender urna casa em bou condicoes e qne seja em
alguma das mais prximas immediacoea desta ci-
(Lde, dirija se rna da Msrcilio Dias n.112, 2-
andar, daa 2 as 4 horas da tarde.
Piano de armario
Vende-se nm piano em boa estado, proprio
para princ piante ; na rna d Aurora p. 19, se-
gando andar.
GRANDE
LIQIIJP
Exposifo central roa larga do
Rosario n.". 8
Damiao Lima & C, chamam a attenco das
Exmas. familias para os procos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2*500 e 3J0O0.
Fita n. 80 para faxa a 2*500.
Leques regatas e D. Joannita a 1*000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*000.
Leques a D. Lucinda Colho a 6*000.
Toalhas felpudas a 500 600, e 1*000.
Duzia de meiss para homem a 3J000.
Ditas para senhora s a 3*000.
Luvas de seda a 2*000.
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Colarinhos de linho a 500 rs.
Ditos de algodo a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordio para vestido a SO rs.
visiveis grandes a 320 rs.
rampos invisiveis a 60 rs.
Um leque de setim (novidade) a 6J500.
Ricas bolcinhas de madreperola de 1*500 6*.
La para bordar 2*800.
Urna capella e veo de 15*000, por 12*000.
Um espelho de moldura por 5*500.
Urna pulseira de fita per 1*200.
Pliss a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSigO CENTRAL
58Roa Larga do Rosario38
Florida
Loja de miudezas
Rna do Dnqne de Caxias n. IOS
Os proprietarios deste grande estabelecimento
de miudezas, modas e para accommodar os interes-
aos da poca, tem resolvido venderem por menos
vinte por cento que em outra qualquer parte.
Ptntes elctricos 6<0 rs.
Luvas de pellica a 2*500 o par.
Linha de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 rs. o masso.
Invisiveis a 320 rs.
Vestuario de fustao bordado para crianfa a
3*000.
Pentes de regace para crianca a 100 rs. um.
Baleias a 360 rs. a duzia.
Haspas para anquinhas a 120 rs. o metro.
Bicos com tres dedos de largura a 1*500 e 1*800
a peca.
inha de cores para croehet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40 rs. o caderno.
Fita chineza a 320 rs. o masso.
Lencos de linho a 1*500 a duzia.
Lindos bicos de cores com 10 Jardas a 4* e 5*
a peca.
Urna caixa cem tres sabonctes desenhando urna
rosa por 500 rs.
Meias de l de cores Dar senhora a 1*500 o
par.
Fazendas brancas
SO* AO NUMESO
i roa da Imperatriz = AO
Loja dos barataros
Alheiro & C, a ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estas faaendas
abaixo mencionadas, sem competencia de preces,
A SABER:
AlgodoPecas de lgodozinbo com 20.
jardas, pelo- barato preco de 8*800,
4f, 4*500, 4*.> C 5#, 5*500 e 6f50\
MadapolSoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas brancis e cruas, de 1* at 1*800
Creguella franceza, faxenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
cerouls, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mienta, muito bem fetas,
a 1*200 e 1*00^
Colletinhos Bramante francs de algodo, muito en-
corpada, eom 10 palmos de largura,
metro 1*2
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 3J80C
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1|800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d< 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado uo
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na crchecida
loja de Alheiro & C, esquini. do becco
dos Ferreiros
Algodo enfestado pa-
ra lencoes
A 90o rs. e iSooo o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
TodSo para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim coms dito trancado para
malhas de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
o otro. Isto na leja de Alheiro 6c. C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PKETOS
A 1*200,1*400,1*600, 1*800 e 2* o covado
A heiro & C, ra da Imperatriz n. 40, veo
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E1 pechincha : na loja da esquina do bec-
co de s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o* padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preor
de 2*800 e 3f o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
309, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pechincha na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 826
T8. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados alOOrs.a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas ue
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cart&o eom 50 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
VAPOR
c mocada
Vende-se nm bom vapor e moenda com pouco
uso ; a ver no engenho Tnb-ass. muito perto
da estaco do aeimo aome
Imperador n. 48, 1 andar.
a tratar na ra de
Cabriolet
Vende-se nm em perfeito estado e por preco
pommodo; tratar na roa Duque de Caxias n. 47
. Guinro dB Cun & C-
Liquidam os seguintes artigos mais barate que em
outra parte, visto serena signas comprados e
leilae a saber:
Lindos cretones claros a 240 e 280 rs., o so-
vado.
Failes de novos gestos a 400 e 500 rs. o dito.
Linons eom palmas de li a 800 rs. o dito.
dem com salpicos a 560 e 700 rs. o dito I
Popelinas com tras de t eda a 280 e 320 rs., o
dito para acabar.
Esguio pardo para vertidos a 500 e 560 rs. o
dito.
Setinetas, nsvidades, a 320 e 360 rs., cores
firmes.
Damascos de la, largura de 2 metros, proprio
para pannos de piano a 1*800 o covado ; de cores
proprias para mesas a 1*500 e 1*600 o uto.
Merinos pretos para luto, 2 larguras a 900. 1*.
1*200 e 1*500 o dito.
dem de todas as cores a 1* e 1 *200 o dito.
Casemiras de 2 larguras, padroes ineiramente
nevos a 1*00, 1*600 e 1*S00 o dito.
Setim maco, de todas as cores, desde 800 rs. a
2* o dito.
Atoalhado trancado e bordado a 1*400 e 1*500
o metro.
Bramantes de 4 larguras, superiores a 900 rs. e
1*400 o dito.
dem de puro linho a 2* o dito.
dem de urna largura a 500 rs. o dito.
Guarnicoes de crochets para sof e cadeiras a
8*.
Riquissimas colzas de dito a 12* e 14*.
Lindas grinaldas e veos para Exmas. noivas a
14*.
Cortinados bordadas a 6*500 e 10* o par.
dem em pecas com 12 jarda?, novos desenhos a
9*.
Toalhas felpudas de cores, para rosto, a 7*500
a dnsia.
Meias inglesas, cruas a 3*500, 4* e 6* a dita.
dem arrendadas para senhora a 8* a dita.
Seroulas bordadas de bramante a 12* e 16* a
dita.
Camisas superioies francesas a 38* e 42* a
dita.
Cobertas de ganga, forradas a 2*500 e 3*.
Lencoes de bramantes, grandes a 2*.
Chales de casemira, dem, a 2*, 3* e 5*.
Cortes de casemira inglesa a 3*, 4* e 5*.
Chevict superior, de 2 larguras, a 3* e 3*500 o
covado.
Vendas em grosso. damos descont
da praca
59=Rua Duque de Caxias=59
Carneiro da Cnnha & C.
Camisas naclonaes
A SjSOO. SatOOO e S*500
32=-= Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e punhos de linho como de algodo, peles
baratos precos de 2*500, 3* e 4*, sendo fasenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por seren cortadas por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a vontade des
fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3, de Ferreira da Silva,
Ao32
Nova loja de fazendas
2 Rna da Imperatriz = 3
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
peitavel publico cm variado sortimento de faaen-
das de todas as qualidades, que se vendem per
precos baratissimos, assim como nm bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da faaer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc.
Ungs miro Uns
S
7*001
10*00F
12*001
12*001
5*501
6*501
8*00(
3*001
1*6
i*oor
Boa da lanperairlz 31
Loja de Pereira da Silva ,
Neste estabelecimento vende-se as roupas aba)
tu mencionadas, qne sao bar lMitsa.
Palitots pretos de g^r^oi aiagonass e
, acolchonaos, senuo taaesrtaas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cOrdo muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorito preio, acolchoado,
sendo fanenda murtc encornada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Ceroulas de greguelkas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
Colletinho de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos dt
linho e de algodo, meias cruas e collarnhss, etc
Isto na loja aa "ua da Imperatriz n. 3*4
Riscados largos
a SO rs. covado
Na loja da roa da Imperatriz n. 32, veadem Bf
riscadinhos proprios para roupas de meninos
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado
tendo quasi largura de chita franceza, e ssii
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja do Pereira da Silva.
Fustoes, setinetas e tastanas a SO'
rs. o covado
Na loja da rna da Imperatriz n. 32, vende-
nm grande sortimento de fnstes brancos a 601
rs. o covado, lazinhas lavradas de furia-cores,
fcsenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na lojt
do Pereira da Silva.
Merinos pretos a Id*
Vende-se merinos pretos de duas larguras par
vestidos e roapas para meninos a 1*200 e 1*601
o covado, e superior setim preto para enfeites a
1*500, a-sim como chitas pretas, tanto lisas com
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs.; na novi>
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nn-
mero 32.
AlsodSostaho francs para lence
a OOOrs.. I* e ioo
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-*
superiores algodaozinhos franceses com 8, 9 e H
palmos de largura, proprios para lencoes de na
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 >
metro, e dito trancado pa- a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro largnrai
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loja
da Pereira da Silva.
Roopa para meninos
A 44. 4fSOO e
Na nova loja da ra da Imperatriz ti. 32, *
vende nm vanado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calei
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, dito
de molesquim a 4*500 e ditos de gorgorae preto
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; na
loja do Pereira da Silva.
~ Plora jiolosTteis
Vende Candido Thiago da Costa Mello em sen
deposito ra Imperial n. 322, olaria.-Talephone
numero 221.
Sitio
No Arraial, jjerto da estaco Cssa Amarella,
vende- se um grsnde sitio bem arborisado, com
riacho, grande csa de morada, proporcoes para
criaclo de vaccas e baixts de capim, banheiro e
porta d'agua ; este sitio o que pertenceu ao fi-
nado Francisco Jorge de Sonsa. Para informa-
coes, na fabrica Globo, ra larga do Rosario.
Pharmacia
Vende-se a armacSo com baleio, potes, vasilha-
me e mais pertencas da Botica do Recite, sita A
rna do Boa Jess n. 96, por precos multo com-
modos. Para infermaoes, dirijam-se botica
francesa de Bouquayrol Freres, rna do Bom Je-
ss n.
SEMPRE MMDADES
Fazendas linas e modas
2 A--Rua do Cabug--2 B
J.BASTOS&C.
Pelo ultimo vapor recebemos de PARS :
Cortes de vestidos diaphancs, alta novidade.
Vestidos da cachemira, especialidade.
Ditos de toile d'Alsace, grande moda.
Cachemira broch, tecido modernissimo.
Orlatienne, fazenda neva e padroes lindissimos.
Venitienne, combinacSo de fazonda lisa e lavrada de muito gosto.
Zephyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as corea com enfeites de Guipoure.
Plumetie, braneo e de cores com lindos bordados.
Toile d'Alsace, variado sortimento.
Satn double, tecido de algodo e modernissimo.
Gase de algodo, em todas as cores, propria para bailes e theatros.
Leques Jiaphanos.
Ditos de setim.
Ditos de madreperola.
Guipoure de seda.
Bicos do seda diaphano, revolucSo da grande moda pos enlutar vestido*
de sedas.
Chapeos de seda arrendados, novidade.
Sedas e setins, braneo, preto e de c8res.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de crochet e Guipoure.
ESPECIALIDADES
Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemaaassnia c vidr^sM,
narnicSo do renda e franja.
Jersey de la com enfeites de pelucia e bordados, escoltados rsissssiiu & estes
asacos de malha, que vendemos de 8!000 a 15)5000.
Fornecem-se as amostras de todos os artigos.
f Telephone n. 359)
O portador de dous vigsimos desta
importante lotera do custo de 2^200 est
habilitado a tirar
2o:oi2$ooo
Preco em por^o
Vigsimo.
vigsimo.
A' RETLHO
I^OOO
A RODA DA FORTUNA
36Ra Larga do Rosario36
ios 1.000:000$000
200:000*000
.OO:O(rO$0tl
LOTERA
DE 3 SOBTBIOS
Em fav r dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extracto:no i IS HeDezemro u\m.
0 thesourciro, Francisco Goncalves Torre
FAZENDAS BARATAS
Pa bem conhecida loja darua Primeiro de
Marfo n. 20
Jl'VTO DO LOIYRE
Grande sortimento de madapol3es de 40500, 5(5, 4500, 6|, 6#>K
70500 e 80000
AlgodSes brancos, superiores qualidades, de 40, 40500, 50, 50500, 60
60500.
Saperiores cretones de 320 a 500 o covado.
Batistes, lindro padrSes, a 200 e 320 rs. o covado.
FustSes brancos d/e ntvos desenhos a 440 e 500 rs. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 30 500.
Ditas de ganga cretone,bonitos padr3es, a 30000.
Lencoes de bramante, de linho; de 20 a 40000 a um.
Ditos de algodo de 1,800 a 20500.
Toalhas felpudas, de tamanho regular a 50000 a duzia.
Ditas grandes para banbos a 20000 urna.
Lencos de algodSo de 10800 a 20200 a duzia.
Ditos e algodSo, com barra, a 20400 a duzia.
Bii pardo, claro, a 300, 400 e 700 rs. o covado.
Dito traacado, lo.a, a 10, 10iOO e 10200 o meto.
Cartea i" vestido de cretone de 200 por 80000.
Gu-ruanapos de linho de 30500 a 60 a duzia.
Grande variedade de anquinhas de 20 a 50000.
Meias cruas para homem a 50, 60, e 70000 a duzia.
Chambres muito bem preparados, para homem, de 50 a 100000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 20500 o covado.
AlgodSo-trancado de duas larguras a 10300 a vara.
Bramante de algodSo, de qnatro larguras, de 10500, 10800 e 2#000
Dito de linho idem idem de 20, 20500 30 e 40000 a vara.
Leques de papel, de lindos disenhos, de 500, 800 e 10000.
Merino preto e azul a 104O rs. o covado.
Setinetas lisas do todas as cores a 440 rs. o covado.
Guarda p de brim de linho pardo a 40, 50 e 61000.
Oxford pura camisas, lindos padroes, a 280 300 e 340 rs, o covado. -
Velbutinas de todas as cores a 10000 o covado.
Molesquin de cores, bonitos padr5es, a 600 rs. o covado.
Chales de algodSo a 10200, 10400, 10600 e2JO00.
Costumes para banhos de mar a 80 e WW- 6aw j.
Cortinados bordados para cama e janellas a 80 1U0, lj, 14 o io#uw par.
Grande sortimento de roupa feita para trabajadores de campo. ^ ^
Encarregamo-noa tambem de mandar fazer qualquer roupa para bs.Hgi
pieninoB, para o que temos um babil oficial e um grande sortimento de pannos, Wm,
MQuem prechar da algum artigo bom e barato, devora v&itar de prefewscs
ste aotigo e acreditado estabelecimento.
Rna Primeiro de Marco n. 20
m rar&

*

OfiffiBo
i
w\\\\W*\W


Diario de Pernambuco-^Sabbado 7 de Agosto de 1886
4-

I

111:390*000
24:800*000
32:580*000
ASSBMBLBA GEiUL
AHIRI BOS DEPUTA
SESSO m 21 DE JULHO DE 1888
PJMIDBHCIA DO SE. AUDBADE FICEIEA
(Continuado)
Resolucao
Art. 0 ministro e secretario de Estado
do* negocios da marinha toriMdo "
depen^r, no exorcicio de 188b-iw><,
,om,08 servigos designados as pintes
rubricas, aquantia de 10,8o4:023*92o.
A saber :
1." Secretaria de Estado :
Diuinua-so 200*, e oro
Tez de 111:590* d-
gase
2.o Conselho Naval :
(Gomo na proposta). .
3. Qaartel General :
Dininua-se 500*, e ero
vez de 33:080)?. dgase
4.0 Conselho Supremo M:htr0:inn-nnft
(Como na proposta). 12:100*000
. Contadoria :
Diminua se 500*, e em
7." Aiditona: Q,runno
(Gomo na proposta 4:910*000
8.. Corpo da armada e classes annexas:
Aagmente-so 19:800*, e
em vez de 928:860* di-
ga-se.....
9. Batalbao naval :
Diminua-se 99*100 e, em
j. a, ui-,57^9, uio685460
10. Corpo de iroperiaes marinheiros .
Diminua-se 56:500*, e,
em lugar ie 9 0:604*,
ivel
Diminua-se
diga-se. em vea
400:000*000 .
000*
de..
948:660*000
diga se.
934:104*000
16:382*180
11 Companhia de invlidos :
Augmentc-se 2:121*180,
e, em vez de 14:261*,
diga-se.....
12. Arsenaes
Diminua-se 110*095*, e,
em vez de................. -aiiio7n
2,703:840*875, diga-se 2,o93:745*8/0
13. Capitanas de portos:
Diminua-se 12:452*025 e
diga-so ero vez de......
208:827*525 .
14. Forca naval :
Dininua-se 56:212* e di-
ga se ero vez de.........
1,364:712*. -
15. Hospitaes :
Diminua-se 17:881*600,
e, em vez de.............
201:968*700, diga-se.
16. Phares :
Diminua-se 1:708*, e.ein
lugar de 266:655*500
196:375*500
1,303:500^000
184:087*100
diga s.....
17. Escola de Marinha :
Auarnente-se 12:3/2*, e
m vez de 176902*, di-
264:948*500
189:274*000
ga-se......
18. Reformados :
Dininua-se 15:095*520,
e, em vez de..............
276:713^330, diga-te
19. Obras :
Agmente-se 50:000* e
diga-se ero vez de......
350:000*000
20. Hydrograpui* :
Diminua-se 50* e diga-se
21. Etapas :
(Como na proposta).
22. Armamento :
(Como na proposta).
23. Munigoes de bocea :
Diminua-se 76:053*510,
l,476:053*50digase 1,400:000*000
24. Munigoes navaee : ^^.nnr,
(Como na proposta) 450:000*000
25. Material de construcgo naval <
Di.inuase 100:000* e
300:000*000
27. Fretes, etc. :
Diminua-se 20:000*000 e
diga-se..... 60:000*000
28. Eventuees :
(Como na proposta) 100:000*000
' Sala das" oromissS'S, 25 de Junbo de
1886. Rodrigues Aloes.Pereira da Sil-
va.- Silva Tavares^Lourenqo de Albu
querque. Mattoso Cmara. Quahy. -
Carlos Peixoto.
Entra no sal3o e occupa a sua cadeira
o Sr. ministro da marinha.
O fgr. Affonso Celso Junios-
nao pode deixar de referir-sn a um discur-
so do Sr. Rodrigues Alves, que tratou do
occorrido no senado com relagao s eco-
nomas propostas no orgamento da man
nha por um nobre senador, com o qual o
orador se preza de manter os mais temos
lagos de sangue.
Relata o que occorreu nessa occasio a
respeito dessas emendas, que eram susten-
tadas pelo nobre Sr. Teixeira Jnior; e a
sinceridade com que SS. EEr. procederam,
bem como que desdo 1877, quando occu-
pava na cmara o lugar de opposicionista,
o Sr. conselheiro Affonso Celso apresentou
emendas igaaes que nao foram aceitas;
em 1879 conseguio que essas emendas
fos3em approvadas pila cmara liberal,
roas cahiram no senado; isto t, desde
aquella poca que o nobre sanador faz pro-
paganda de suas ideas sobre esse assuropto.
Lembra que o nobre senador Teixeira
Jnior declarou na discussao sobre aquel-
las emeudas que nao votava imposto al-
guro emquant o o orgamento se nao equili-
brasse, e que o Sr. bario de Mamor de
clarou que as referidas emendas eram fei-
tas por njb de me3tre. Se nao tivesse re-
ceio de tomar tempo, o orador lera os
trechos desses discursos, porquanto o Sr.
conselheiro Affonso Celso, tendoj occupa-
do a pasta da marinha, estava na obriga-
go moral de sustentar as ideas pelas quaes
sempre pugnou.
Entrando na discussao propriamente dita,
pergunta como que, depois das re vela-
g3es fritas no senado pelo nobre presiden-
te do conselho a respeito do estado da
nossa esquadra, que at hoje nao tveraro
explieago, nenhuma providencia se baja
tomado para remover essa lamentavel si-
tuago; iroprescindivel manter-se a or-
dem no extenso littoral do Brasil e por mais
lmpidas que paregao as respectivas aguas,
de um para outro momento podem toldar-
se; como que o governo pretendo reor-
ganisar a armada? Sao perguntas estas que
exigem prompta respostas.
Faz ver que diversas reformas tm sido
consignadas as leis de orcaniento e o no-
bre ministro pode utilisar-se de alguns dos
diversos planos que bao sido" organisados
desde 1877, apresentando as emendas qne
julgar convenientes; ha, pois, base para a
discussao.
Pergunta anda o que pretende fazer o
nobre ministro em ralacb ao que os offi-
ciaes da armada deixam s suas familias,
isto se parlha do pensaroento do seu
antecessor ero raanlo aos officiaes do ex-
261:617*810
300:000*000
15:750*000
730*000
100:000*000
dgase.
700:000*000
ercito; bem ooroo sobre o plano da reor-
ganisacao das companhiaa de aprendizes
inarinhero3, quando a reforma dellas foi
effectuada ha pouco mais de um anno, e
ainda nao podem ser apreciados os seus
resultados.
Censura que tudo quanto se deve ini-
ciativa de um distincto general da armada
seja condemnado pelo actual ministerio.
L a estatistica dos matriculados naa es-
colas de marinha e naval em diversos an-
nos, mostrando que ha relutancia na mo-
cidade em applicar se a essa profissio, a-
pezar de ter-se reformado o ensino de modo
a tornarem-se doutores em direito os aspi-
rantes de marinha.
Pede ao nobre ministro que attenda para
este facto, porque em pouco tempo nao ha
ver peasoal suficiente para se tirarem
officiaes.
L as instruccSes relativas ao profe
rado da marinha, em que v o arbitrio,
governo pre/alecsr, acabando-se o
^^*
concursos, de modo que o ministro acba-se
autorizado a proteger a quem lhe aprou-
ver.
Depois de outras consideracSas, o orador
conclue affirmando as syinpathias que tem
pelo nobre ministro da marinhn, que ca-
tholico sincero, mas parece que S. Exc.
vai infriogiado a lei; entretanto o desastre
de que o nobre ministro escapou outro dia,
e qus todos deploraram, parece quo fo um
aviso providencial, porque S. Ex?, deve
cumprir escrupulosamente a lei.
O Sr. Moe-Dowell (ministro da
roarinha) podia limitar-se a poucas pala-
vras, porquanto os Ilustres oradores que
teem tomado parte neste debate nlo se re-
ferirn propriamente ao orcamento da ma-
rinha, mas trataram das reformas a fazer
e de reorganisag3es projnotadas de longa
data com referencia ao respectivo ministe-
rio ; apenas o nobre deputado o Sr. Candi-
do de Olivera chamoa a attencao dj mi-
nistro para o exame de diversas verbas,
Oicupando-se da verbaMaterial da ar-
mada qaanto aos argumentos apresenta-
dos pelo nobre deputado o Sr. Affanso Cel-
so Jnior, acba que S. Exc. deu hoje mais
um teatemunho de seu talento e eloquencia.
Nota quo as palavras ditas no senado
pelo nobre presidente do conselho teem sido
o thoma forjado de toda a discussao, sen
do glosadas pela Ilustre opposigo; nao
obstante as explicagBes satisfactorias dadas
por S. Exc. a respeito, ainda se repete
que nao so pode prescindir do augmento
de verba para material da armada.
Affir ma qne, so o estado da armada nao
o mais satisfact >rio, certo que nao
deploravel, como se tem desenhado com
cores carregadaa, porquanto ha urna divi-
sao de encouragados e outra de monitores
em bom estado; se os encouragados care-
cem de reparos, como todas as construc-
g5es de qualquer ordem, para sua conser-
vago; mas isto nao revela que se achem
imprestave8.
Nao p ie responder s questoes de typoa
e apparelhos de navios, porque nao pro-
fissional.
Quanto a navios imprestaveis, o orador
leu o relatorio do Ilustre almirante de La-
mare, quando ministro Ja marinha, que
diz simplesmente, existrom taes e taes en-
couragados, monitores e outras embar^a-
3es, mas d'elle nao consta que nenhum
navio estivesse em condigSes de ser des
armado ; c relatorio do Sr. conselheiro Al-
fredo Chaves tambem nao diz senSo as em-
barcagoes que esto prestando servico e as
que precisam de reparos.
Garante aos nobres deputados que, se
estivesse habilitado a fazer redceles no
pessoal da armada, nao hesitara em pro
po-las; mas o pesseal existente diz respeito
a servicos organisados por lei, cada repar-
tilo tem suas attribuiySes definidas, que
no podem ser alteradas sem um estudo
profundo, de modo a nao desorganisar o
servico.
Demais, tratando-se do urna lei econ-
mica, como o orcamento, podia o orador
fazer propostas de tal gravidade, que s
tm cabimento em discussSo especial ? Por
que motivo no foram essas deas levadas
a effeito at agora?
O Sr. Cesario Alvino.: Estou de ple-
no accordo com V. Exc.
O Sr. Mac-Dowell (ministro da mari-
nha) responde a um aparte do Sr. Affonso
Celso Jnior, que, se a aituaco liberal nao
pode fazer essas reformas em oito annos,
como quer que o actual ministerio d'ellas
tratasse em dez raezes.
Nao est longe de adoptar ero theso o
principio do corpo de fazenda ficar subor-
dinado ao quartel-genaral da armada; mas
d'ahi para descer pratica, impossivel
em tao pouco tempo propor tai reforma.
Lamenta que se fallas se at na econo
raa de papel, peunas, tinta e encaderna-
jao ; despezas em que nao se pode abusar
de modo que comprometa um orcamento
de mais de 10.000:000*000.
Jes e muito menos para
5es no servico e vr pro-
rOlHETlI
KI6U)L0
Diz que o tacto de ser o orcamento vo-
tado folgadaroente nao incentivo para o
ministro gastar mais do que o necessario.
Depois que entrou par* a pasta da ma-
rinha, ainda nao teve tempo nem de visitar
todas a* repartii
estudar modifica!
polas.
Tem-se discutido a uppress'o dos arse-
naes da Bahia e Pernambuco : essa discus-
sao vem de longa data, mas nesse debate
surge urna questSo muito seria, isto se
mais conveniente supprimir ou modn-
cal-js.
O governo supprimiria esses estabcleci-
tos se estivesse convencido de que o podi-
a fazer sem prejuizo do ssrvico publico.
Mostra as diffiuuldades que encontra o
governo para fazer quarteis em todos os
pontos em que parecem necessarios e affir-
ma que o verdadeiro estado do material
da armad* o que consta do relatorio do
seu antecessor.
Perguntou-se qual o psnsamento do go-
verno sobro a organisacito da armada. O
orador podia dizer que respondera opportu-
nainente ; roas dir que o governo precisa
estudar o formular um plano para apresen-
tar ; o orador por ora nao pode apresentar
nenhum projecto de reorganisaejio da ar-
mada.
Enganam-se os que supp5em que o go-
verno nao presta a devida homenagem aos
gervicos e ao talento do Sr. Baro de Ja-
ceguay ; mas nao era possivel conservar a
esquadra de evolucSes, porque nto tinha-
mos navios em condigSas de formar urna
esquadra de evolucSes.
Quanto reforma do collegio naval e da
escola de marinha, sustenta que o gover-
no ah nao transgredi a lei. O pensamen-
to da lei nao foi reduzir as materias do en-
sino, mas simplificar o seu estudo; nao pode
entrar nossa demonstracao em vista da
vastdao do assuropto.
O Sr. *OS Pompen congratula-
se com o Sr. ministro da marinha por
velo elevado a tito eminente posicSo, ta-
zendo votos para que a administrayao de
S. Exc. produza fecundos resultados.
Smteque o orcamento do nobre minis-
tro destoo do prograrama de economas do
governo, porqaanto as reduccS-ss propostas
para esta repartijao apresentam uro total in-
significante.
Desejaria saber o que pensa o nobre mi-
nistro a respeito da pouco lisongeira des-
cripao que do estado da nossa armada fez
no senado o Sr. BarSo de Cotegipe. Por
sua parte julga que esse estado nao tilo
desfavoravel quanto foi descripto por aquelle
nobre senador.
Faz varias observares acerca da crea-
$2o de duas esquadra de evolujfies, e
de opiniao que nao convro mantel-as n2o
s por acarretarem grandes despozas, co-
mo porque a sua urgencia nao recla-
mada.
Comprebende a necessidade de sacrifi-
cios em oecasiao de perigo para a integri-
dade do Imperio ; mas longe est de que-
rer que se sobrecarreguem os nossoa orea
raentos e se augmentem os dficits, sement
pela vaidade de sustentar uca esquadra
que nao se compadece com as nossas cir-
cumstancias nom com as nossas necesida-
des. A esquadra que tamos lhe parece
aufficiente e com a redcelo dos iouteis ar-
senaea da Bahia e Pernambuco poderia o
nobre ministro obter somma importante
para, juntamente com a verba de.......
3.300:000* que o nobre miniotro tem
sua disposigao no seu orcamento para ao-
quisicSo de material obter mais alguns va-
sos de guerra.
Entende o orador que nao s aquellos
arsenaes como o conselho naval devem ser,
supprimidos; e principalmente esta ultima
repartico nao tem mais razao de ser, por-
que qualquer esclarecimento de que o no-
bre ministro careja sobre assumptos t-
enmeos, tem S. Exc. na armada officiaes
distinctos que podem fornecer-lh'os.
Concorda com as duvidas que tem o no-
bre .ministro {sobre o proveito que possa
resultar para os offi-iiaes da armada e equi-
parado da sorte das familias destes com a
sorte das familias dos officiaes do exercito,
com relacSo ao monte-pio a ellas deixado.
Actualmente os officiaes de marinha con-
tribuem para o monte-pio, que serve de
suas familias com um da
quaes forem os annos de seir.co que con-
tarem os officiaes fallecidos; ao passo que
com a meaida lembrada, ellas apenas te
rio direito ao meio sold integralroeute, se
os offi iaes contarem 25 anuos de servi-
co ; do contrario receberSo tantas 25.a*
partes desse meio sold quantos forem os
annos de servigo. Portanto, ere qua esta
medida nao vantajosa para as familias
dos officiaes de marinha.
NSo sabe se o nobre ministro tm juizo
firmado a respeito do armanMMftt id VMO-
da brasileira, e lamenta %M*V 4ttt*
a preferencia aos canbSes Armatrong,
quando as experiencias a que se tem pro-
cedido na Europa dao a superioridad aos
canhoes de Whiworth, sendo de notar que
as experiencias a que aqui se proced\u
sobre essas duas armas at agora nada fi-
casse assentado.
Chama a attencSo do nobre ministro para
a injustica revoltante que na repartico de
S. Exc. soffre de ha muite um empsegad
zeloso e honesto, victima de constantes
pretericSos do seus antecessores; e conclue
esperando que o nobro ministro ero vez de
desgastar os officiaes da marinha deixan lo-
se levar por falsas apreciagSes, distinga
sempro os mais dignos, premian lo-os como
lhe cumpre, e nao proce iendo injustamente
para com elles.
A discussSo fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia 22 :
dscusajto nfto est ainda nesse naso ; po-
isso pergunta onde est justificado este pe-
dido de crdito; embira fcosem processar
das as respectivas repartigSes cada urna
dessas dividas, todava, pode oppor alguicaa
duvidas.
Responde a outro aparte do Sr. ministro
da agricultura, que em virtude da lei de
1880, art. 18, o poder executivo nao pode
'de exercicir>8
POR
-vco:sTiis\gAO he angela)
(Continuao do n. 178)
XX
O magistrado accrescentou:
~ Por omquanto nada mais temos que
taafr aqui. Retiromo-nos.
O chefe da ssguranga deilou urna ultima
vis* de olhos para cada quarto ; mandn
Phosphoro fechar as janellas da sobreloja
e oompanhou o juiz formador da culpa,
coa* o qual entrou para a carruagem, no
maio de urna multidao, cada vez mais com-
paeja, de curiosos, depois de ter fechado a
poefta da 1 ja e levado a chave.
O fiacre rodou.
Luigi, o armeiro e vendedor de casta-
vnOk improvisado, bem o^culto por detrs
d tasador, bem escondido pela ampia pala
eu bon, segua com a vista todas as pe-
ripecias do drama a que acabamos de as-
siaii e do qual elle era at certo ponto a
ca^rna mestra, pir conta de Angelo Pa-
ro
Camprehendo perfeitamente, pensava
<:U4 O'agwtda oausou toda esta balburdia,
pro*mdo*uma cousa qualquer, que era ne-
cearro provar, e que eu nao sei o que ...
O tal oculista um cspartaihSo. Creio
qaf melbor tl-o por amigo do que por
iaigo.
O espiao tirtba viato e agente Caseneuve
! v-Jr Angela desmaiada ; tinha visto a ve-
Ib* criada Oaharina sabir da loja comEm-
ma ftosa, levando um pequeo embrulho o
eBttbr no corredor da casa vizinha. e final-
ne4to v'ra chefe da seguranca e o juiz
for#dr da culpa sahirem juntos, depois
de tenre fechada a loja da hervanara.
Tudo isto lhe tinba fijado na memoria,
earftrdem, como as tolhas de um livri-
nb# de lembraneas.
O grupos de curiosos, formados no pss-
seo e que estavam perorando, desa
ram-se e desappareceram.
Poi agora, est tudo acabado, pen-
sou Luigi. Nada obsta a que vamos almo-
gar.
E depois de ter arranjado o seu fogarei-
ro, entrou na taverna.
Angela Bernier nao tinha ainda recupe-
rado os sentidos, quando o fiacre no qual
ella se achava chegou ao Deposito.
Vagalume, a quem nao faltava humani-
dade, tomou sob a sua responsabilidade le-
val-a para enfermara ; certo, alm disso,
que nao incorria, por forma alguma, na
censura dos seus chefes, procedendo assim.
Despirara a bella Angela e metteram-a
na cama.
O desmaio persista.
O interno especialmente encarregado do
servigo da enfermara procedeu com pres-
teza e decisSo.
Preparou urna pogo enrgica e fl-a to-
mar pobre mulher ou antes introduzio-
lh'a na garganta, abrindo-lbe os dentes com
urna colher.
O effeito desta pogo nSo se fez espe-
rar.
A bella hervanara deu um suspiro, abri
os olhos e l:vantou-se sobre os cotovellos.
Onde estou eu ? perguntu ella, cora
voz trmula t> olbando paraos objectosque
a cercavara, com olhos espantados.
O interno respondeu :
Est na enfermara do Deposito.
Angela foi sacudida por um calafrio, que
lhe correu desde a nuca at aos ps.
Estas tres palavras : enfermara do De-
posito bastavara para lhe reviver no espiri
to a lembranga terrvel do que se acabava
de pasear.
Pin!ou-8:-lhe no rosto urna indizivel ex
prcssSo de angustia.
Minba filha |exclamou ella. Quero
ver minha filha! Que me levem para
perto de minha filha, que soffre e nao pode
passar n esta occasiilo sem mim.
E mesmo sem se preoecupar com a pre-
senta de um homem, tanto aquelle pensa-
mento nico a abservia, Angola saltou para
fra da cama.
Socegue, disse o nter nato. Essa
agi-tagSo perigosa.
Mas, senhor, replicn a pobre m&i,
vestndo-se a pressa. Eu nao estou doen-
te. Desmaiei, em cOnsequencia de urna
commogao violenta ; mas um desmaio nao
amparo
sold, racebendo ellas o meio sold, sejam
SESSAO EM 20 DE JULHO DE 1886
PRESIDENCIA DO SR. ANDBADE FIGUEIRA
Ao meio-dia feita a chamada a que res-
pondem 90 Srs. deputados abre se a ses-
sao ao meio-dia e sete minutos.
O Sr. 1. secretario d conta do expe
diente :
ORDEM DO DIA
UCENCA
Entra era discussao o projecto n. 26 A.
concedendo licenga ao deserabargador Julio
Aecioly de Brito, da relago de Ouro-
Preto.
Ninguem pedindo a palavra encerrada
a discussao e reservada a votagSo para a
seguinte sesso.
CRDITO AO MINISTERIO DA AGRICULTURA
Entra em 2.a discussao o projectJ n. 17
de 1886, abrindo ao Ministerio da Agri-
cultura um crdito de 94:379*093 para pa-
pamente de dividas de exercicios findo.
O Sr. Candido de Olivera d
sinceros parabens ao goveruo pela nova
orientagb que parece vao ter os negocioa
pblicos em relagao ao desempenho das
reformas annunciadas na falla do throno;
alm das reformas do regiment da cmara
que constituero um titulo de benemerencia
da mesa da cmara, coube ao nobre depu-
tado o Sr. Rodrigo Silva ir desenterrar do
archivo da cmara o projecto de reforma
municipal de 1869, que aceito por accla-
magao vai ter a honra da discussao, que
lhe nao devia caber por ser projecto, atra-
zadissimo, mas espera que a voz dos no-
bres doputados os Srs. Andrade Figueira
e Ferreira Vianna venha mostrar se tal re-
forma pode ser convertida em lei em 188b.
Felicita igualmente a proposta lida non
tem pelo nobre ministro da agricultura rela-
tiva organisagao da3 trras publicas, para
a qual foi nomeada urna commissSo espe-
cial, alm da de fazenda, quo trao de dar
parecer, e sobre a qual o orador n5o insti-
tuir desde j debate, mas reserva-se par i
aprecia-la em face dos principios da lei de
1850.
Vem tribuna para, com a autoridade
do nobre presidente da cmara, perguntar
ao nobre ministro da agricultura se as
poucas palavras que precedem o crdito
que se discute sao a nova norma de justi-
ficar crditos.
Julga preciso corrigir esse mo veso da
secretaria em um projecto importante, que
irnpSe novos onus ae contribuinte ; preci-
so saber-se detalhadamente a procedencia
das despezas.
Responde a um aparte do Sr. ministro
da agricultura que, pela nova reforma do
regiment da cmara, as commissoes tm
de discutir estes assumptos com previo
anuncio, conseguintemente pde-se pres-
cindir de informagSes; ma3 o projecto em
mais, no pagamenti?' de exercicins fiados,
iceder s quotas consignadas no orgamen-
Ut; tm outro tempo, quando nSohavia res-
tntgfto, o governo tinha a faculdade de en-
xertar a seu talante verbas, violando a lei,
mas hoje nao o pode fazer.
Cita o procedimento do senado em diver-
sas pocas a respeito de crditos, no que
nao censura porque se essa norma de con-
ducta foi embarago para os ministros libe-
raes, agora o ha dn ser para os conserva-
dores.
V, sm todo o caso, que o nobre minis-
tro vem pedir um crdito para pagamento
de exemeios findos ; mas S. Exc. declara
que a verba de exercicios findos ainda
nao est esgotada; por isso deseja saber
se ainda ha saldo na respectiva verba do
exercicios findos; para o oxercicio corrente
essa vetba ae 800:000* ; infelizmente
porm er que o veso de pagar dividas por
meio de novas dividas se prolonga e au-
gmenta a divida.
Achando-se em comego de exercicio, es-
tando quasi todas as verbas de p, o ora-
dor pergunta por qae que o nobre mi-
nistro nao manda pagar esta divida por
aquella verba e vem pedir crdito ao par-
lamento.
O Sr. Antonio Prado (ministro da agri-
cultura,): Porque a lei nSo permitte.
O 3. Candido de Oliveira responde que
o art. 18 da lei d.> 1880 terminante,
como demonstra lendo esse artigo.
Faz ainda outras observagSes para pro-
var qua o crdito dispensavel.
Agora prevalece-se da largueza do de-
bate, visto como no lhe coab* a palavra
nos tres primeros quarios de hora, para
denunciar cmara mais urna violencia a
proposito da eleigiio de veroadores e juizes
de paz na parochia de Caratinga, da pro-
vincia de Minas-Geraes : havia um grupo
de eleitores conservadores, cujos diplomas
estavam tassados para s serem entregues
no acto da cleigao por um individuo arvo-
rado em chefe, este nao compareieu no
dia da eleigo, a mesa comegou a funecio-
nar, mas aquelle grupo, cercado de capan-
gas, iropedio que se procedesse eleigo,
por isso que faltavaro os diplomas. L a
acta dajraeHa mesa eletoral com o auto do
resistencia.
Deixa de co.amenta- o facto, apenas quiz
fazer publico que este o meio legal em-
pregado pelos conservadores do 2." districto
da provincia de Minas para vencer a elei-
go municipal.
Senta-se, esperando que o nobre minis-
tro responda s objecg3os quo o orador
apresentou ou que aceite um requerimento
para que o projecto volte commisso de
contas, afiro de quo torne mais claras as
dividas para as quaes se pede crdito.
O Sr. Antonio Prado (ministro da
agricultura) agradece ao nobie deputado a
idea de pedir que volte o crdito cora-
misslode contas, nao modifique seu pare-
cer por falta de esclareciraentos, mas por-
que tem de sujetar ao conhecimento da
commisso mais outras contas relativas a
novos crditos das admnistragSes; por isso
concorda com a idea do nobre deputado o
Sr. Candido de Oliveira.
de
nada! I E' impossivel quo fique aqui...
Vou ver o Sr. de Rodyl... Previna-o que
eu o espero e que venha Que se apres-
se! I!
O nome do substituto era naturalmente
conhecido por todos na prefeitura.
O interno respondeu :
Mas, minha senhora, o Sr. substitu-
to, com certeza, nao se incommoda...
A"a l pensa isso, porque nao sabe
nada... mas digam-lhe que Angela Ber-
nier o espera... que preciso que elle ve-
nha. .. e vira. Entilo pensa que eu ron fi
car aqui nesta sala, separada de minha fi-
lha ? Mas para ir ter com ella, sou capaz
de quebrar as portas.. de furar os mu-
ros... Ah desafio a que me retenham
aqui pela forca I Urna mi mais forte do
que tudoI I !
Angala exaltav-'-se cada vez mais.
Aqui est urna mulher que, com cer-
teza, louca, pensoa o interno.
Fez sigoal a um emfermero.
Este sahiu e reappareceu depois de al-
guns minutos.
nicamente nao vinha s.
Um carcereiro e o chefe dos guardas
acompanhavam-n'o.
O interno dirigio-se a elles e disse.
A mulher trazida para a emfermaria
ha tres quartos 'de hora, por um agente de
taguranga, recuperou os sentidos.. .Nao
posso conserval-a por mais tempo aqui, por-
que declara nao eatSo estar doente.
Siga nos ordenou o chefe dos guardas
a Angela.
Seguil os I... Para onde me levam ?
Para um quarto, onde ficar s, es-
parando ordens.
- Previnem o Sr. de Rodyl, que eu
quero lhe falar ?
Se para revelagoes, seria mais con-
veniente dirigir-se ao juiz formador da cul-
pa do que ao substituto.
E' ao Baro de Rodyl que ou preciso
fallar.
Pois bem, vai-se avsal-o.
Ento acompanho-os.
E a bella hervanara seguio, com toda
a docilidade os guardas, que a conduz % urna das celiulas do Deposito.
Logo que a porta se fechou, com ruido,
atrs della, a infeliz senhora deixou-se ca-
hir no seu leito de ferro, coborto coa um
magro eolcho de sargargo e, oceultando o
rosto as m&os, desatoa a solucar.
Mas nao pode deixar de dizer algumas
palavras em resposta 3 censuras do nobre
deputado: S. Exc. sabe como sao apre-
aentadas estas propostas de ere iito para
exercicios findos, o governo formula um
quadro dessas dividas que subroetdo ao
juizo da commisso, que d aeu parecer
que apresentado cmara ; esta a pra-
tica do parlamento, por isso nao aceita a
censura do nobre deputado.
(Continua)
Voltearas ao Sr. de Gvrey.
O magistrado, cabido no lago armado
con infernal hablidade, pelo assassino de
Jayme Bernier, nao duvidava da culpabili-
dade de Angela e ninguem teria duvidado
mais do que elle, em face de tai apparen-
te evidencia.
Ora, a descoberta do agenda de Cecila,
escondido debaixo do musgo de um vaso
na residencia da bella hervanaria, consti
tuia esta evidencia.
Quantas cabegas te n cahido com provas
mais fracas !
O juiz formador da culpa quera, sem
demora, um grande golpe, gragas ao qual
contava obter urna confisso; era a con-
frontagao de Angela com Osear Rigault
seu curaplice.
Mas, no momento em que ia tomar as
necessarias medidas, afim de que essa con-
frontago se realizasse immedatamente, de
teve-o a reflexSo.
Resolveu ver, antes que tudo, Cecilia
Bernier, interrogal-a, assegurar-ss que ella
nao era victima de um erro, que a mala
encontrada no Pott Hotel, debaixo da ca-
ma de Osear Rigault, tinha realmente per-
tencido a. Jayme Barnier e que o agenda,
achado na ra das Damas, era com effeito
o seu.
Por coosequencia adiou para o dia se
guinti o golp3 que poderia dar.
A's duas horas em ponto, Cecilia Bernier
chegava ao palacio de justiga e suba ao
gabioete do Sr. de Gevrey.
Assim como Angelo Proli tinha suppos-
to, com boas raz5es, o magistrado mostrou
se cheio de atteng3a para com a moga,
querrado por esta forma testemunhar a
sua gr^tidSo ao iucoaiparavel oculista, a
quem elle devia a cura de sua mai.
- Tenho qua lhe dar urna nevidade de
alta importancia, minha senhora... disse-
lhe elle. Tornos quasi a certeza de ter
deitado a mu ao assassino ia seu pai.
- Eis ahi com effeito urna noticia ira
portante, senhor. Accrescentaria mesmo
urna noticia faliz,se esta palavra tivesse
lugar era assumpto to triste, respondou
Cecilia.
__Para que a nossa certeza seja absoluta,
contouon o juiz formador da culpa, basta-
rao algumas informag3es que espero da se-
nhora.
__ A que proposito, senhor ?
senhora na noite de 2 de Dezembro ulti-
mo.
Nao lhe disse tudo quanto podia di-
zer-lhe com relagao a esse agenda ?
Vai ver que nao... encontrou se.
Ah disse a moga estupefacta.
E' verdade... se o tal... apres
sou-se em accrescentar o Sr. de Gevrey e
collocando o'agenda diante dos olhos de
OecUia.
E', disse ella, depois de ter olhado,
exactamente o meu... Continha a carta
de meu pai e quinhentos francos... Onde
foi encontrado?
Nb adivinha ?
Como poderia adivinhar ?
Procure bem.
Cecilia pareceu refhctir e pergnntou no
fim de um instante:
Foi em casa do cumplice do assassi-
no, ou em casa do propro assassino T
Em casa do cumplice, ou antes em
casa da cumplice.
Talvez em casa da hervanara ?
Sim, minha senhora.
Oh desgragada exclamou a filha
legitima de Jayme Bernier. Nao ousava
exprimir as rainhas suspeitas e accusal-a
abertamente, porque nao tinha urna prova
que apoiasse a minha aecusago ; porm
o meu instincto (que nao me enganava, ve-
jo agora) dizia-me que ella entravaem gran-
de parte, na morte de meu pai... As mi
ouassuspeitas vSj directamente a ella...
Pobre pai I... pagou bem caro uro erro
da mocidade! e no momento era que
pensava expiar essa falta, resgatal-a pelo
aban tono de urna parte de sua fortuna, que
essa. misuravel preparava o parrioidi* 1...
Ah I norrivel!
Cecilia por alguns instantes apoiou o
lengo sobre os olhos, como para occultar
lagrimas, lagrimas que nao corriam, de-
pois levantando a cabega, continuou :
Mas nSo nao podia ser Angela
Bernier que deu o golpe, visto q U
tava em Pariz, no dia do crime e dw se-
nhor acaba de me diser que prendeu o as-
sassino.
Sim, minba senhora.
Quem ?
Um homem sabido da vasa de Pars
e que se chama Osear Rigault... Est as
nossas mos, bem como a sua cumplice.
Angela Barnier est presa 1 pergun- \
__ Era impossivel deixal-a solta, depois
da descoberta feita em sua casa e que
constitua urna prova indiscutivel... Te-
mos urna, nao menos estragadora contra
Osear Rigault. .. Foram encontrados, na
seu domicilio, diversos objectos que per-
tenceram a seu pai... pelo menos, temos
todas as raz3es para o acreditar.
O juiz formador da culpa curvou-se e ti-
rou debaixo da secratria a mala, desco-
berta por Caseneuve, no quarto mobiliado
Petit Hotel.
E' a mala de meu pai... disse a me-
ga, sem hesitar.
Ento as minhas suspeitas eram jus-
tificadas.
Cecilia abri a mala e cixamnou o que
continha dentro.
__ Tdo isto era do meu pobre pai, dis-
se ella em seguida. Fui eu quem marcou
esta *oa branca com as suas iniciae-j.
_ Agora nenhuma duvida pode subsis-
tir no meu espirito, continuou o magistra-
do. Se a convidei a vir ao meu gabinete,
hoje, mioba senhora, era para lhe por dian-
te dos oUu os objectos que acaba de re-
conhecer. Agora o processo, que j nada
embaraga, andar deprossa.^
__Quando me ser permittido, Sr. juiz,
tratar m exsquias de meu pai? murmu-
rou Ccflis.
__Lnf* que tenha confrontada o assas-
sino con o cadver da victima, permittirei
o entorro.
Ser brevemente i
_. Bawamente, sim, minha senhora...
Eu avisarei o Dr. Proli, seu protector.
__ m^. do qua protector, meu amigo,
senhor exclamou a filha de Jayme Ber-
nier co enthusiasroo. Que de bondades
para ooigo, que cuidados, que dedica-
go I l
__ Patua mesmo accrescentar: que
amor 1 I dise o Sr. de Gevrey, sorrindo.
Ceci* lwixou pudicameu-j os olhos.
O miqMtrado continuou :
__ Spa e elle deu os passos necessa-
rios para a constituigo do seu conselho de
familia f
.- Sai fue os deu e creio que, logo de-
pois da suiao desse conselho, tratar da
publicaglo do3 banhos do nosso casamento.
[Continuar se ha]
- A proposito do sgenda perdido pela'ton com animagao Cecilia.
Typ. do Diario roa Duque de Caxias n. 42,

1
!hmjfc-ir-**:&.
fco iitiaiWiifi -~*-


Full Text
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