Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19851


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Full Text
- -'.- .- v- ,-..--. .,-.. j,-A / v -
un lu iuhm m

i

*
.
PARA A CAPITAL E LUGARES 0\I5L SAO SE PAGA PORTE
Por tras mezo* adiantadoa .
Por seis ditos dem......
Por um anuo idem......
Cada numero avulso, do mesmo da.
6000
120000
240000
4100
(OIDA-FMA S DE AGOSTO SE 1886

PARA DESTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis meses adianudoa.....
Por nove ditos dem. .
Por um auno dem.......
Cada numero avulso, de das anteriores.
13,5500
200000
27ooe
0100
DIARIO DE
RNAMBUCO
f
Proprtoa> %e JHatwel lijudra be iaria & iUjos
TELEGRAMMAS
SES7X50 fabticuhs :: ::as::
RIO DE JANEIRO, 4 de Agosto, s 3
horas e 45 minutos da tarde. (Recebido
s 4 horas e 50 minutos, pelo cabo subma-
rino).
O Senado appro vou boje em *. di*
cnoso o orcamenlo do Ministerio
do Imperio.
A Cmara dos Depatadoa reele-
geu boje a mesa e approvou em *.
dlscusso o orcamenlo do Ministerio
da Faieoda.
Fol nomenlo director das oflmci-
nas de machinas do Arsenal de Ma
rinha de Pernanttmco o capito-te-
f
nente Francisco Ansaalo de Paita
Bueno Brandan, sendo removido o
actual para o Arsenal do hadarlo.
Fallecen o conselnelro Francis
co Prxedes de Andrade Pertence.
medico honorario da Imperial cama
ro. commendador da ordem deCitris
to e onlcial da Runa.

SSSVI50
SA A&SSTCIA 2A7AS
(Especial para o Diario)
PARS, 4 de Agosto.
Os Jornaes conservadores atacam
vivamente o general Boulanger. mi-
nistro da guerra, por causa de car-
tas suas antigs, que acabam de ser
entregues publlcldade, e dirigidas
ao Duque de Aumale.
DUBLIN, 4 de Agosto.
Ao vice-rei da Irlanda, por occa-
slao de partir desta cidade. acabam
de faxer urna grande ovaco.
Agencia Havaa, filial
4 de Agosto de 1886.
em Pernambuco,
INSTRUCCO POPULAR
1NATAQAO
(Extrahid)
f>A BIBLIOTHECA DO POVO B DAS ESCOLA8
IMA VUtH A TODO O VAPOB
{ConttnuacSo)
Todava, passado algum tempo, ao vermos o va-
por que navega ao largo lanc indo as nnvens as
suas esprses de fumo, e baloueaodo-se sobre as
ondas, diremos mais de urna vez, leiter, com nro
suspiro de inveja : Quem me dra ir n'aquelle
barco que alm passa !
Prevemos a este livro urna objecco. E, bem
travesso o olhar, bem malicioso o sorriso da lei-
tora que diz, pondo de parte o livro : Nao se
entende este lvro com senhoras, pois s falla de
homcns que aabcm nadar, e nem urna palavra nos
dirige!
Por isso nos apre8amoj em responder :
A nataeo nao um exercicio improprio do bello
seso ; pode elle apprender a nadar to fcilmente,
c jmo os homens o fazem. E, se as damas sao
menos robustas do que os homens e por con-
seguint: uvtl reliadas para a luta arrojada com
as ngua-, pod-.un comtudo aslvar-se em caso de
perigo e (o que m .is Ibes importa) salvar comsigo
0 anocnte que trazein no eolio e os cinge com as
suas d'-bcis maosinbns.
Lcmbre se, amavol le'tura, do final d'aquelle
poema de amor e innoetHieia que se intitula Paulo
t Virginia e que por acaso ora est sobre a iua
m'sa de trabalbo.
Recorda- se de que o S. Giran, em que vinha
x des ve iturada Virginia, d costa ao chegar
liba do Franca, onde o seu fiel escravo a quer sal-
var a nado?
Lembrt-se anda de quo elle quiz despsjl-a do
fato para poder nadar melhor, e ella recusou ?
Perante o finissimo sentimento d'aquelle virgi-
nal pudor sublime esta resistencia! mas... mor
rer uo desibroebar da vidaquando o noivo nos es-
pera em tfrra, qnando extendendo a mo podemos
tocar no p das arvores sombra das quaes tantas
vezes brincamos... tambem realmente triste.
Assim pensar a leitors, de si para ti.
E... quernm conseibo? Apprenda a nadar.
Repetimol-o : a nataeo nao um exercicio im-
proprio e intil paraa mulber. Pois uo sabe a le-
tora que os 'rregos phantasiavam ter Venus nascido
das ondas do mar ? As Sereias e Nereidas na
eram deidades femininas, na velha mythologia ?
Porque nao ha de suppor-se que esta risonha ficco
tivesse um fim pratco, segundo hoje costumamos
dizer ?
Venus nasccndo das ondas personalzava talvez
a influencia que sobre a belleza feminina exercem
os banhos altamente tnicos da agua salgada. As
Sereias e Ondinas figuravam anda a belleza se-
ductora d'aquellas que se entrcgavam ao exercicio
da nataeo.
Vio-se nunca espectculo mais elegante, formas
mais perfeitas que as da celebre miss Lurline, des-
sa encantadora rainha das agua que (naver
cerca de tres ou quatro annoe) esteve em Lisboa
assombrondo o publico com os seus portentosos
exercicicioe ? Consulte a leitora o seu medico, e
ha de ouvir Ihe dizer, sem um momento hesitar,
que aquelle peito ampio e vigoroso, aquello con-
juncto da elegancia e robustez que tauto nos se-
duzia na entrepida Lurline, foram adquiridos (ou,
pelo menos, desenvolvidos) com o aturado exerci-
cio da nataeo).
NAUFRAGIOS B SALVAMENTOS
Naufragio! e salvamento se intitula urna inte-
ressaate obra de La Landelle, onde iremos respi
gar alguns factos relacionados com o assumpto de
que hoje nos ocenpamoa perante leitores da Biblio
theca do Podo e da Escolas.
O nome de La Landelle diz de sobra que a le-
tura do livro, a que nos referimos, interessante
Nao elle, porm um romance martimo, mas sim
0 desenvovimento de urna hese altamente huma
nitaria : La Landelle mostra com factos, que a
maior j-arte das vtaes os sinistros martimos seriam
muito menos importantes (como perda de vidas),
se houvesse a bordo o material de salvaco indis-
pensavel,'e s-; em trra suceedease sempre o mesmo
A tbese brilhante, o estylo sempre fluente ; o
autor junta sua provada competencia de antigo
oxeal de marnha. urna paixo ardente pelas obras
de salsamento (como chama) que lhe faz escrever
paginas sublimes de eloquenci&wB de indignaco
contra o espirito de ratina to vivaz entre os ho-
mens do mar. Que mais queresa para que um li-
vro seja lido com interresse ?
Diz La Landelle : Sempre que um navio d
costa e se perde, ha exemplos de nm, don?, ou
mais homens, que agarrados a um corpo Hacinan-
te sao arremessados praia ; chegam verdade,
contusos, rasgados por terem rolado pela praia ou
de encontr aos rochedoe, mas em resum estao
vivos. Que prova isto ? Prova que, se a bordo
bouvesso para cad-i passageiro, para cada homem
da guarnico, um bom collete salva vidas,, os se-
breviventes do snistro, em vez de serem apenas
dous ou tres seriam, se nao todos, pelo menos a
grande maioria da guarnilo e dos passageiros.
E conclue perguntando : porque nao sero obri-
gados a ter estes apparelhos todos os navios, e
principalmente os paquetes e transportes ? em vez
de escalercs que o mais insignificante macaru
afunda, a quem a mais leve pancada mette a bor-
da dentro, porque nao tem os navios bons esca-
lares salva vidas, seguros e insubmersiveis ? Diz
elle : E' bem fcil explicar este facto; por parte
de nns impera a ratina, e s rezes a mais crassa
ignorancia ; por parte de outros o espirito mer-
cantil mal entendido que leva a regatiar a despo-
za de algumas centeaas, alguns milhares de fran-
cos mesmo, no armamento de um navio cuja carga
vale milhoes de francos !
A these de La Landelle resume-ss portanto em
provar que, nos casos de sinistros junto costa,
ha sempre nm certo numero de homens que segu-
rando-se a corpos fluctuantes escapara morte.
Acomqanharemos o autor as suas citacoes, co-
mecando por apresentar exemplos tirados da nos-
sa histeria martima. Voltemos, por exemplo,
histeria do naufragio da fragata 8. Joda Principe,
a que alludimos do nosso prologo. A fragata
(como dissemos) encalhonem urnas podras ; no cho-
que a fragata perde os mastarus e vergas de
juanete que vo pela borda fra.
(Contina)
,'ARTE UFF1C1AL
Governo da provincia
BXPBDIEHTE DO DA 26 DE JLHO DE i 886
Actos :
O vice presidente da provincia, tendo em
vista o ofEcio do presidente da Cmara Municipal
de Gamelleira, Pompeu de Carvalho Soares Bran-
do, datado de 17 deste mea, do qual consta que,
por incommodo de saude, so nessa data teve
sciencia da circular de 24 de Maio, em que se lhe
determinou a reunio da junta classificadora de
escravos em 14 de Junhi, e considerando, como
consta do recibo do certificado n 2,992 A, que
acompanhou a informaco prestada pelo adminis-
trador dos Correios, em 22 do corrente, que o dito
presidente da Cmara receben aquella circular e
assignou o recibo em 2 do corrente mez de Junho,
de modo qne poda reunir a junta no dia designa-
do, resolve impor-lhe a multa de 504000, de que
trata a 1* parte do art. 96 do regula ment n. 5,135
de 13 de Novembro de 1872.Kemetteu-se copia
ao jais municipal, ao Sr. Pompeu de Carvalho
Soares Brando e ao inspector da Theoonraria de
Fazenda.
O vico-presidente da fproviucia, attendendo
ao que requereu o subdito portugus Joo Valerio
de Medcirus, residente nesta provincia, resolve,
de accordo com o disposto no decreto n. 1,950, de
12 de Julho de 1871, e usando da attribuico con-
ferida pelo art. 14 da lci n. 3,140, de 30 de Outu-
bro de 1882, naturalisar o referido subdito portu-
gus Joo Valerio de Medeiros, afim de que possa
gosar de todos os direitos, honras e prerogativas
que pela Constituico competcm aos eidados
brasileiros natnralisados.
O vice presidente da provincia, attendendo
ao que requereu o Rvd. conego Antonio Fabricio
de Araujo Pcrelra, resolve, de conformdade com
a portara do Exm. Sr. Bispo Diocesano, de 17 do
corrente mez, conceder ao peticionario tres mezes
de licenca com a respectiva congrua, para tratar
de sua sande.
O vice-presidente da provincia, resolve pro-
rogar por um mez o prazo marcado ao major
Franciscu Vaz Cavalcante, Antonio Al ves de Car-
valho Cavalcante Conceico e Valencio Soares
Vilella, para prestarem juramento dos cargos de
1, 2a e 3 supplentes do juiz municipal do termo
da Pedra do Buique, para que toram nameados
em l de Maio ultimo.
O vice-presidente da provincia, de confor-
midade com a prooosta do Dr. chefe de polica, em
officio n. 726, de 2i do corrente, resolve nomear o
alferes do corpo de polica, Porfirio Poppe Giro,
para o cargo de delegado do termo de S. Bento.
Communicou-se aocoimandante do corpo de po-
lica.
Oficios :
Ao inspector ao Arsenal de Marnha.Com
e incluso orcamento da despeza a fazjr-se na im-
portancia de i:360134, eom os reparos de que
precisa a enfermara de marnha, respondo ao offi-
cio de V. Exc, de 7 de Junio findo, sob n. 292.
Ao inspector da Thesouraria de Pasenda.
Communico a V. S. que o promotor publico da co-
marca de Panellas, bacharel Jos da Cunha Libe-
rato de Mattos, interrompeu, a 16 do crrante, o
exercicio do seu cargo, por motivo de molestia.
Ao mesmo.Communico a V. S. que Jos
Ceciliano Bessone de Almeida, a 17 do corrente
mez, assumio o exercicio do cargo de promotor pu-
blico interino da enmarca de Panellas, para o qual
foi nom ado pelo respectivo juiz de direito.
Ao mesm*.Communico a V. S. que o ba-
charel Francisco Xavier Paes Barreto assumio o
exercicio do cargo de promotor publico da comar-
ca de Iguarass, a 20 do corrente mez.
Ao mesmo.Remetto a V.S. para osdevidos
flus, as contas de que tratam as informaces des-
sa Thesouraria, de 14 de Julho e 21 de Novembro
do anuo passado, ns. 342 e 653, e bem assim co-
pia do aviso do Ministerio da Guerra, de 22 de
Dezembro ult so, tudo com relaco ao pagamento
da importancia de 6J00 ', d transportes effectua-
dos nos carros da estrada de ferro do Recife ao S-
Francisco, em Maio do mesmo anno, por conta da-
quelle Ministerio.
Ao mesmoNos termos de sua informaco
de 19 do crrente, n. 506, mande V. S. pagar ao
representante da companhia da estrada de ferro
do Recite ao Limoeiro a quantia de 41520 de que
trata a inclusa conta, piovenicate de transportes
concedidos nos carros da mesma estrada em Agos-
to do anno passado, por conta do Ministerio da
Agricultura, Coinmercio e Obras Publicas.
Ao mesmoEm resposta ao officio de boje,
so n. 534, declaro a V. S. que nesta data impuz
ao presidente da cmara municipal de Gamelleira
a multa do art. 96 do dec. n. 5,135, de 13 de No-
vembro de 1872 e designei o da 2 e Agosto vin -
doaro para a reunio da respectiva junta clasaifi
cadora.
Ao inspector da Thesouro ProvincialMan-
de Vine- indVmnisar a Miguel Jos Rodrigues Bra-
ga, arrematante da obia de reparos da bomba do
Peres a quantia de 623*579, relativa 2' presta -
cao a que tem direito, ja dedusda a responsabili-
dade do esty'o. Communicou-se ao engenheiro
chefe da repartico das Obras Publicas.
Ao mesmo.Remetto a Vmc. a conta a que
rtfere a sua informaco n. 25, de 16 do corrente,
apresentada por intermedio di repartico das
Obras Publicas pelo engenheiro do 3 districto, das
despezas feitas eom o transporte de instrumentos
e estudos graphicos na cominisso de qne foi in-
cumbido o mesmo engenheiro ao interior da pro-
vincia, na importancia de 147/200, a fim de que,
recjlhido por ella o saldo da quantia de 2004, re-
cebida para aquelle servic-r, seja lhe paga a de
155, correspondente a 310 kilmetros que percor-
reu em dita cemmisso.Communicou-se ao en
genheiro chefe da repartico das Obras Publicas.
Ao engenheiro chefe da repartico das Obras
Publicas A' vista da informaco n. 31, prestada
pelo Thesouro Provincial em 19 do corrente, nao
pode ser approvado o rcmento, na importancia
de 2:883179, remettido por Vmc. com officio de 3
deste mez, sob n. 122, para execuco das obras
necessarisa ao melhorameoto dos Caldeiras de La-
goinhas, p-jr haver-se encerrad o anno financei-
ro da lt i n. 1,860, em que se achava comprehen-
dida a quantia de 2:000/ para taes obras, alm
de que o dito orcamento offereee um excedente
de 835/179 em seu algarismo, o que mais urna
condico para nao ser approvado. Communicou-
se ao inspector do Thesouro Provincial.
Ao fiscal da Companhia Recite Drainage.
Declaro a Vmc, para sen conhecimento e drec-
co, que profer hoje na petico de Antonio Bru-
no da Silva Maia, a qae se refere a ana informa-
co de 22 do corrente, o seguate despacho : au-
toriso a suppresso de um dos apparelhos da Com-
panhia Recife urainage, da mci'agua assobra-
dada do supplicante, a contar do prximo semes-
tre futuro, travesea do Mrquez do Recife n. 1.
Mutatis mutandis ao inspector do Thesouro
Provincial.
Ao promotor publico da comarca de Ourcu-
ry. Transmuto a Vmc. a inclusa copia do officio
de 13 de Maio ultimo, da cmara munieipal de Ou-
ricury, afim de que proceda na forma da le, con -
tra quem de direito for.Remetteu-se copia deste
officio aquella cmara.
A' junta classificadora de escravo do muni-
cipio da Gloria de Goit.De posse do officio de
30 de Junho ultimo, no qual Vmcs. informam que,
por terem recebido nesse dia a circular desta pre-
sidencia, de 24 de Maio, nao puderam reunir-se a
14 do dito mez de Junho, como foi recommenHado
e sim n'aquelle dia, declaro, para conhecimen-
to do respectivo presidente, Antonio Bezerra de
Mederos, qne como consta do recibo do certifica-
do remettido pelo administrador dos Correios, a
dita circular foi recebida pelo secretario da cma-
ra municipal, Sebastio de Sonsa Costa, no dia 3
de Junho, pelo que poda essa junta ter dado i el-
la intero cumprimento.
Remetto a Vmcs. como pedem, copia da circular
de 10 de Fevereiro de 1883.
A' Cmara Municipal de S. Jos do Egypto.
Acensando o recebimento do officio de 14 do
corrente mez em qae a Cmara Municipal de S.
Jos do Egypto me declara que, tendo-se reunido
para proceder apuraco dos votes da eleicao que
teve lugar no dia 1 da citado mez, para venado-
res e juzes de paz, e encontrando falta de obser-
vancia legal as respectivas authenticas, nomeara
urna commsso para dar parecer sobre a nulli-
dade da eleicao, declara mesma Cmara que foi
irregular u seu acto, deixando de proceder aquella
apuraco ; porquanto, segundo o disposto no art.
216 do regulamento quo biixou com o decreto n.
8,213 de 13 de Agosto de 1841, o juiz de direito
da comarca o funeconario competente para co-
nhecer da validado ou nullidade, nao s da elei-
cao alludida, mas tambem da apuraco dos votos ;
decidndo todas as questoes concernentes a esse
assumpto.
Cumpre, portanto, que a Cmara se rena eom
a possivel brevidade para proceder referida apu-
raco, competindo-lhe to somente limitar-se ao
que dispoe o citado regulamento no art. 198.
Devolvo as authenticas que acompanharam o
seu prdito officio.
Portaras :
O Sr. agente da Companhia Brasileirade Na-
vegaco faca transportar amanh para o Rio
Grande do Norte, a bordo do vapor Bmia e por
conta do Ministerio dos Negocios da Justica, se-
gundo soliciten o Dr. chefe de polica o criminoso
Joaquim Vieira de Souza e duas pracas do Corpo
de Polica d'esta provincia que o vo escoltando.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande transportar gratuitamente proa, a Anto1
na Barbosa da Silva, mulher do sentenciado
Amancio de Barros Cavalcante, qnando para isso
se apresentar, d'esta capital ao presidio de Fer-
nando de Noronha. Communicou-se ao director
do presidio de Fernando de Noronha.
O Sr. encarregado da estaco de Palmares,
no prolongamento da estrada de ferro do Recife
ao Sao Francisco, faca transportar d'essa cidade
at Canhotinho, por conta da provincia, sete pra-
cas do Corpo de Felicia e nm preso.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Officios :
Ao Io secretario da Assembla Provincial.
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da pro-
vincia communico a V. S. que, no officio de hoje,
sob n. 174, a que veo annexa a relaco dos Srs.
deputados que compareceram s sesses d'essa
Assembla at 20 de cjrrente, foi proferido n'esta
data o despacho segninte : Remettido ao Sr.
inspector do Thesouro Provincial para os devidos
flns.
Ao mesmo.-- De ordem do Exm. Sr. vice-
presidente da provincia communico a V. S. que,
no officio de hoje, n. 175, a que veo annexa urna
cepia do termo de prorogaco do contracto do ser-
vico stenographico d'essa Assembla, foi proferido
hoje o despacho seguate : Remettido ao Sr.
inspector do Thesouro Provincial para os devidos
fias. >
Ao agente da Companhia Brasileira. De
ordem do Exm. Sr. vicepresidente da provincia,
aecuso o recebimento do officio em que V. Exc.
commumea que o vapor bahia, chegado dos por-
ros do sul hoje, s 7 horas da manh, seguir
para os do norte amanh, s 4 da tarde.
Ao Dr. chefe de polica. O Exm. Sr. vice-
presidente da provincia manda communicar a V.
S. que em seu officio n. 825, de 24 do corrente,
proferto hoje o seguinte despacho : Remettido
ao Sr. director do Instituto Vaccinieo para satis -
fazer a requesico e devolver.
Ao engenheiro chefe da repartico das Obras
Publicas. O Exm. Sr. vice-presidente da pro-
vincia manda declarar a V. S., que n'esta data,
foi indeferido o requerimento do coronel Miguel
Tolentino Pires Falco, a que se refere a sua in-
formaco de 25 de Junho ultimo sob n. 114.
Mutatis mutandis ao inspector do Thesouro
Provincial.
Ao engenheiro ebefe do prolongamento da
estrada de ferro do Recife a S. Francisco e es-
trada de farro do Recife a Caruar. De ordem
do Exa). Sr. vicepresidente da provincia com-
munico a V. S em resposta ao seu officio de 22
de Junbo ultimo, n. 622, que a 23 do corrente,
declarou o inspector da t ;esourara de fazenda
ha ver mandado pagar a importa ncia de 5/100,
proveniente da despeza a qae allude o ctalo
officio.
A' junta classificadora de escravos do mu
nicpio de Sernhaen. De ordem do Exm. Sr.
vice-presidente da provincia aecuso o recebi-
mento do officio de 19 do corrente, no qnal V. S.
communica que se reuniram nesse da para cum-
primento da circular de 24 de Maio, como foi
ordenado pela mesmo Exm. Sr., em 6, tambem
deste mez.
EXPEDIENTE DO DIA 27 DE JDT.HO DE 1886
Actos :
O vice presidente da provincia, tendo em
vista o telegramma do ministerio do imperio
de 26 do correte, resolve abrir, sob sua respon
sabilidade, um crdito di importancia de ris
3:372/756 verba soccorros pblicos de
mesmo ministerio, exercicio de 18851866, afim
de occorrer ao pagamento das despesas com o
servico sanitario do por'o, constantes da de-
monstraco annexa ao officio da thesouraria de
fazenda de 20 de Maio ultimo n. 342. Remet-
teu-se copia ao inspoctor da thesouraria de fa-
zenda.
O vice-presidente da provincia resolve
exonerar o major Jos Francisco de Paulo Ca-
valcante do cargo de delegado do districto Ilite-
rario de Maricota. Communicou-se ao inspector
geral da instruceio publica.
0ffici03
Ao commandante das armas. Antoriso
V. Ex., conforme solicita em seu officio n. 372, de
14 do corrente, a providenciar no sentido de ser
effectuada pelo commandante da companhia de
cavallara, segundo permitte o aviso do ministerio
da guerra, de 28 de Abril de 1877, dirigido
presidencia da provincia da Baha, publicado no
Diario Oficial n.'115, de 23 de Maio segninte, a
compra de sete cavados, que faltam para o com-
pleto da cavalhada-da referida companhia.Com-
municou-se ao inspector da thesmraria de fa-
zenda.
Ao conselheiro presidente do tribunal da
Relac* do Recife. Acenso recebido o officio
n. 2549, de 21 d>K-rente mez, no qnal V. Ex.
participou ter O desembargador Francisco de
Assis Oliveira Maciel reassumido no dia 20, o
exercicio das. respectivas funeces, renunci ando
parte do prazi da licenca com que esta va para
lratar de sua saude. Convm, entretanto, que
V. Ex. sirva-se de declarar-me em que data o
mesmo desembargador interrompeu o exercicio
para goz ir a referida licenca, o que nao consta
do citado officio, nem do de d. 2516, de 26 de
Junho findo.
Ao inspector da thesouraria de fazenda'
Transmiti a Y, S-, para os fins coa tenientes,
a quantia de quarenta e oito mil ris (48/000)
correspondente ao salario devido a Joo Fran-
cisco dos Santos, Antonio Francisco de Souza, e
Francisco Dourado de Azevedo qne trabalharam
bordo da galera ingleza Siarry P. Kitchen ao
tempo que esta avribou avariada ao porto do
presidio de Fernando de Noronha.
A referida quantia deixon de ser distribuida no
mesitiO presidio qnelles individuos, conforme
declarou o respectivo director no officio )unto
por copia n. 170 d 17 de Junho findo.
Oatrosim, convm que a quantia, a que alinde
seja entregue aos interessados, depo's que se ha-
bilitaren! na forma das disposicoes legaes, em
vigor.
Ao mesmo.Communico a V. S., qne o juiz
de direito da comarca de Pao d'Alho, bacharel
Antonio Jos de Amorim, interrompeu hontem,
por motivo de molestia, o exercicio de sen cargo,
transforiado-o ao respective juiz municipal, ba-
charel Eliziu da Cunha Moraes Pinheiro.
Ao presidente de junta commercial do Reci -
fe.Transmiti a V. S., para seu conhecimento e
devidos effeitos, copia do aviso ao Ministerio dos
Negocios da Justica, relativo solucao dada ao
requerimento da Manoel Mara de Caldas Bran-
do, ex-porteiro do eitincto Tribunal do Commer-
cio, pedindo para ser addido secretaria d'essa
junta.
Ao admistrador do theatro Santa Isabel.
A' vista da informaco prestada por V. S. em 15
do corrente, concedo este theatro a Tbomaz Pos-
sini, para faaer tiabalhar urna companhia lyrica
nos meses de Abr! Agosto do anno prximo fu-
turo, pagando por cada espectculo a contribuido
do estylo e mais despesas inherentes.
Mutatis mutandis, directora do theatro
Santa Isabel e eommunicon-se ao inspector do
Thesouro Provincial.
Ao inspector do Thesonro Provincial.Nos
termos da sua informaco de 21 do corrente, n.
38, mande Vmc. pagar a Fielden Brothers a quan-
tia de 18/600, de que tracta a inclusa conta pro-
voniente do gas consumido com a illuminaco do
jardim do Campo das Princesas as noites de 23
e 24 de Maio prximo passado. Communicon-se
ao engenheiro chefe da Repartico das Obras Pu-
blicas.
Ao mesmo. Remetto a Vmc, para os de-
vidos fins, copia dos termos dos contractos proviso-
rios assignados na Repartico das Obras Publi-
cas por Joo Horacio Franco, para execucao da
reconstrueco da bomba na varzea de Catende,
na estrada da Victoria, com o ahate de 30 0/0 so-
bre o orcamento de 2.420/000 e reparos da ca-
deia de Caruar eom o abate de 15 0/0 no orca-
mento de 2:188/117, os quaes sero fiscalisados
pelo juiz de direito da comarca, que passai o
competente certificado.Officiou-se ao juiz de di-
reito da comarca de Caruar e communicou-se ao
respectivo engenheiro chefe da Repartico das
Obras Publicas.
Ao director do Arsenal de Guerra. Cons-
tando de participares da Intendencia da Guerra,
de 19 do corrente, sob n. 624 e 628, terem sido em-
barcados no vapor Baha, procedente do sul, doze
caixoes contondo medicamentos e artigos pharma-
ceuticos, sendo dous destinados pharmacia mili-
tar d'esta provincia, e dez do Rio Grande do
Norte; assim o declaro a Vmc, para os fins con-
venientes.
Ao commandante da escola do aprendizes
marinheiros.Pelo Ministerio da Marnha, segun-
do consta do aviso de 14 do corrente, foi appro-
vada a proposta de Joo Rodrigues de Moura &
Irmo, para o fornecimento de fardamento esco-
la de aprendizes marinheiro?, sob o commando de
Vmc.; o que lhe declaro para seu conhecimento e
fins convenientes.
Juntas devolvo a Vmc as dnas propostas que
vieram annexas ad sea officio n. 95 de 8 de Janho
findo.
Ao Sr. Carlos Cesar Contmho, juiz munici-
pal e de orphos em exercicio do termo de Bom
Jardim.Aguardo a nova claasificaco de escra-
vos, 'ue determinei em 21 deste mez. e oportu-
namente resolverei sobre o que Vmc. expe no
de 19.
A' junta classificadora de escravos do muni-
cipio de Floresta.Nao est regular a classifica-
co, annexa por copia ao officio de Vmcs. de 7 do
corrente, hontem recebido, porquanto, decidndo o
Ministerio da Agricultura, Coinmercio e Obras Pu-
blicas em diversos avisos que a conjugo escrava
prefere ao conjuge, na dita copia, d-se o contra-
rio, isto o escravo Victorino prefere s escravas
Ermiria e Rita.
Cumpre tambem attender-se ao maior numero de
filhos livres, menores de oito annos, e, na falta des-
tes, menores de vinte e um annos, o que dever
ser mencionado na classificaco; notando-se ainda
que, em igualdade de cendicoes, prefere em cada
ciasse, a conjuge ou o conjuge que tiver maior pe-
culio, na forma do aviso de 31 de Maio de 1884,
estabeleciJa sempre a preferencia da mulher ao
homem.
Outrosim, deve ser clasoificado maior numero de
escravos urna vez que a 7* q>'ota do fundo de eman-
cipaco desse municipio, sendo de 1:363/131, ele-
va-se, com o saldo da 6* na importancia de....
56/150, de 1:4 9/301, com a qual nao podem ser
bertados sement tres escravos de trinta e qua-
tro, quarenta e um e quarenta e quatro annos,
visto que os precoa mximos da tabella do 3.0 do
art. 1.' da le n. 3,270 sao os permittidos para a
nova matricula, mas nao excluem ao collector ge-
ral o dever de quando finlar-se perante o juizo
de orphos, o praso do art. 34 do regulamento n.
5,135, de 13 de Novembro de 1872, depois de ap-
provada a classificaco por esta presidencia, pro-
ceder aos termos do art. 37 e seguinte do dito
regulamento, como decidi o aviso circular do Mi-
nisterio da Agricultura, Commmercio e Obras Pu-
blicas de 6 de Abril ultimo, referido na mesma
circular de 24 de Maio, observando ainda o dis-
posto na ordem circular do Thesouro Nacional de
16 de Julho de 1883 em virtude da qual deve elle
ter em consideraco o estado physico e outras con-
dicoes dos escravos libertandos, sob pena de res-
ponsabilidade.
A' vista do exposto, que se cumprir strictamen-
te, procedam Vmcs. a nova classificaco.Remet-
teu-se copia ao juiz municipal do termo de Flo-
resta.
A' junta classificadora s escravos do muni-
cipio de Aguas-Bellas.Conforme tem o Ministe-
rio da Agricultura, Commercio c Obras Publicas,
decidido em diversos avisos, a escrava casada com
homem livre prefere ao escravo casado com mu-
lher livre, ainda que este tenha peculio, e aquella
nao.
Tambem, segundo o aviso do mesmo Ministerio,
de 19 de Janeiro de 1883, do qnal esta presiden-
cia deu sciencia a Vmcs. na circular de 10 de Fe-
vereiro seguinte, quando as juntas classificadoras
houverem de passar de urna a outra claese de fa-
milias, por esgotsr-se a antecedente, devero no-
tar essa circumstancia na claasificaco ; e nos ter-
mos do de 31 de Maio de 1884, allndido em ontra
circular desta presidencia de 26 de Junho, man-
tida a prelaeo da conjuge sobre o conjuge, pre-
fere aquella que tiver maior numero de filhos li-
vres, menores de 8 annos, e, na falta destes, me -
ores de 21, estabelecida ainda a preferencia rela-
tiva pelo maior peculio.
Conseguintomente, nao estando regular a copia
da classificaco que Vms. remetteram com officio
de 14 do corrente, cumpre qne procedam a novos
trabalhos attendendo a que os valores dos escra-
vos libertandos acto do agente fiscal, membro da
junta, posterior, nao s appro vacio da presiden-
cia, como ao praso das reclamaces, que houverem
de ser feitas perante o juiso de orphos nos termos
do artigo 34 do regulamento de 13 de Novembro de
1872; attendendo mais a que os valores mximo do
3.* do art 1. da lei n. 3,270 o permittido pela
nova matricula, e que de conformidade com o aviso
circular de 6 de Abril ultimo, continu o proceseo
de arbitramento, a que se refere a o art, 37 e se-
guintes do citado Regulamento, que cumpre ter
muito em vista o ditposto na ordem do Thesouro
Nacional de 16 de Julho de 1883, junta por copia.
Remetteu-se copia ao juiz municipal de Aguas
Bellas
A' junta classificadora de escravos de Bar-
reiros.De posse da informaco por Vms. presta-
da em officio de 19 do corrente, acerca da classi-
ficaco que por copia acompanhou o de 30 de Ju-
nbo ultimo declaro-Ibes que cumpre procederem a
novos trabalhos nao sopor que, segundo entre ami-
tos outros, q aviso do Ministerio da Agricultura,
Commercio e Obras Publicas, de 26 de Janeiro de
1883, a escrava casada com homem livre prefere
ao escravo, ainda que este tenha peculio, e aquel
la nao, tendo em consideraco que entre si prefeu
rem tambem as que tiverem maior numero de fi-
lhos livres menores de 8 annos e na falca destes,
menores de 21, mas anda porque com a quota dis-
tribuida podero ser libertados mais de 6 escravos
attendendo- se a que os precos mximos da tabella
do 3<> do artiga 1 da le n. 3270 o permittido
para a nova matricula, e nao exclue, quer o pro-
ceseo do art. 37 e aeguintes do Regulamento de 13
de Novembro de 1872, quer a observancia da or-
dem circular do Thesouro Nacional de 16 de Julho
de 1883, tendo-se em consideraco o estado physi-
co e outras condieces do libertandoRemetteu-se
copiado jais municipal de Barreiros. ,
A' junta classificadora de escravos do muni-
cipio da Gloria do Goit.--Do posse do officio de
15 do corrente, hontem recebido, com o qnal Vmcs.
enviaram copia da classificaco feita para appli-
caco da 7* quota do fundo de emancipaco, de-
clara-lhes qne cumpre proceder a novos trabalhos,
nao s para que oceupem os primeiros lugares as
escravas casadas com horneas livres, qae, segundo
o aviso de 26 de Janeiro de 1883, preterem ao es-
cravo, embora este tenha pecnlio e aquella nao,
attendeado-se ainda a que, entre si, preterem tam-
bem as que tiverem maior numero de filhos livres
menores de 8 annos, e, na falta destes, menores de
21, e maior peculio (o que dever constar das cb-
servacoes) como por qne a determinaco desta pre-
sidencia de 22 de Dezembro de 1884 nao restric-
ta a ponto de serem preteridos escravos qne te-
nham a seu favor as disposicoes da lci, pelo facto
de ignoraiem os senhores ou opporem-se tacita-
mente libertaco, ama vez que, alm das deca-;
r .cues da matricula, as jautas devem acceitar de-
claracoes legaes de qualquer pessoa, nos termos do
artigo 32 do regulamento n. 5135, de 13 de Novem-
bro de 1872.
Poder tambem ser classificado maior numero de
escravos ama vez que os precos da tabella do | 3.
do art. Io da lei n. 3270 o permittido para a
nova matricula, e nao exclue o processo do art. 37
do dito regulamento, nem o disposto na circular do
Thesouro Nacional, de 16 de Julho de 1883, ten -
do-se umcoDoideracoo estado physico e outras con-
dieces dos libertando*.
Finalmente informaro Vmcs. se foram ani-
sados editaes, na forma do art. 30.
Portaras:
O Sr. agente da companhia Brasileira faca
transportar corte, por conta do Ministerio da
Marina, no vapor esperado do norte, 37 apren-
dizes marinheiros, os quaes vo acompanhados por
um sargento, constantes da relaco nominal junta
por copia.Commanicoa-se ao conmmandaute da
escola de aprendizes marinheiros.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana,
mande conceder passagem at Penedo, a r, ao
bacharel Francisco da Costa Maia Filho e sua
seuhora, e pr6a a am criado, por conta das
gratuitas a que o governo tem direito.
O Sr. geiente da Companhia Pernambucana
mande conceder passagem a r, at a Parahyba, ao
Dr. Jos Anselmo de Figneredo Santiago, por conta
das gratuitas a que ogoverno tem direito, no vapor
que seguir para o norte a 5 de Agosto prximo,
e proa a um criado
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
__ Ao Commandante das Armas.De ordem do
Exm. Sr. vice presidente da provincia, pe^o a V
Exc se digne de declarar, conforme solicita o
director do secretaria do estado dos negocios da
guerra, no officio junto ae 16 do crrente, se j foi
informado o requerimento do major de eugenheiros,
Luiz Ani nio de Medeiros, o qual pedio em Agosto
do anno passado que esse commando attestasse o
seu exercicio como encairegado das obras mili-
tares d'esta provincia. .
__ Ao 1." Secretariojda Assembla Provincial.
De ordem do Exm. Sr. vice presidente da provin-
cia devolvo a V S. um exemplar da resoluco d1 essa
Assembla, enviada com o s.u officio n. 176, de
hontem datado, a qual foi sanecionada sob n.
1877.
__Ao Dr chefe de polica De ordem do Exm. Sr.
vice presidente da provincia remetto a V. S. a
inclusa caderneta, afim de serentrogue pelo admi-
nistrador da Casa de Detenco ao sentenciado
Firmino Lopes de Oliveira, para poder requerer
Thesouraria de Fazenda, n s termos da 'nforma-
c > do respectivo inspecter de 24 do corrente, n.
532, a restituico do peculio a que ella se refere.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
O Exm. Sr. vice presidente da provincia manda
remett^r a V. S. tres ordena, aendo duas do The-
souro Nacional, de ns. 144 e 145, e urna do Ministe-
rio da Guerra de 16 do corrente, e bem assim duas
prtanos do Ministerio da Fazeads, de 9 e 10 d'este
mez, prorogando por tres mezes com vencimentus
na forma da lei as licencas ltimamente concedi-
das ao I. machmibta do cruzador Cacador, ao
servico da Alfandega da Baha, Francisco de Assis
Martins Torres e aojpratcante da d'esta provincia
Thomas de Lemos Duarte, para tratar de sna
an,le-. MI J
Ao Dr. jais-substituto da comarca ds Olinda
De ordem do Exm. Sr. vice presidente da r'" """
communico a V. S. que no seu officio hoje recebido
de 23 do corrente, proferio-se o seguinte despacho:
Ao Sr. inspector da Alfandega para satisfacer a
requiaico.
DESPACHOS DA PRESIDEHCIA DO DIA 3 DE
AGOSTO DE 1886.
Augusto Gouvea de Menezes.Pro ve maiori-
dade por qualquer dos meios indicados no art. 3
do decreto n. 195 ) de 12 de Julho de 1871.
Antonio Lellis e Souza Pontes. Ao Sr. Dr.
juiz de direito da comarca de Bom Jardim para
informar.
Antonio Ignacio do Nasdimento. Ao Sr. Dr
chefe de polica para informar.
Afionso Pacheco de Albuquerque Maranho.
Passe portara, designando o 4 batalho de in-
fantaria do servico activo da guarda nacional da
comarca do Recife para o supplicante ser a elle
aggregado.
Austricliniano C. Ponce de Len. Informe o
Sr. commandante superior da guarda nacional da
comarca do Recite.
Companhia Norte Brasilian Sugar Factores Li-
mited.Informe o Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial.
Jos Joaquim Cachoeira. Ao Sr. director do
presidio de Fernando de Noronha para enviar a
caderneta devolveado este requerimento.
Jos Manoel de Almeida.Ao Sr. Dr. jais de
direito das execucoes criminaes da comarca do
Recife para prestar ao pedido, a consideraco que
merecer.
Jos Joaquim de Azevedo.Sim, mediante re-
cibo.
Mara Rodrigues de Oliveira. Informe o Sr.
director do presidio de Fernando de Noronha.
R. Druzina & C. Passe portara, negando
provimento ao presente recurso.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 4 de Agosto de 1886.
O porteiro,
J. L. Viega.
Repartico da Polica
Sec5ao2.'-N. 758.-Secretara da Po-
lica de Pernambuco, 4 de Agosto de 1886.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que hontem foram recolhidos -Casa de
DetencSo os seguintes individuos :
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Herculano Jos Bernab Jnior e
Manoel Jos de Oliveira, por disturbios.
A' ordem do do Io districto da Bo-
Visto, Jos Carlos Luiz, Antonio AlveB
Rodrigues e Joo Baptista dos Santos, por
disturbios.
A' ordem do do 2" districto da Grac,a,
Jos Moreira de Souza, por disturbios.
No dia 31 do mez fiado, f'irmino Jos
de Hollanda e Manoel Amancio Pereira,
ombos moradores na freguezia da Varzea,
tiveram entre si urna altercaco que deu
em resultado sabir o primeiro ferido leve-
mente no peito esquerdo.
Contra o delinqueute, que evadio-se,
procedeu-se na forma da lei.
Communicou me 9 bacharel Vicente Ta-
vares Rodrigues Lima, que no dia 2 do
corrente assumira o exercicio do cargo de
delegado de polica.
Tambem, em data de hontem, asautnio o
cidado ThomCorreia de Araujo o exer-
cicio do cargo de delegado do termo de
Nazareth.
No dia 2 do corrente foi encontrado em
um sitio do engenho S. Paulo, pertencen-
te ao districto do Peres, o cadver j em
estado de decomposico, de JoSo Bernardo
dos Santos, que era lavrador do referido
engenho e all morador.
O infeliz era casado e tiaha filhos; mas
vivia separado da familia, e morava apenas
em companhia de um engajado de nome
Joao Rufino, sobre quem recubem vehe-
mentes indicios de ter sido o autor da mor-
te, com o fim de roubar, mesmo porque
desapparceera dalli ha das, levando com-
sigo, ao que parece, dous cavados e toda
roupa pertdncente ao morto.
O cadver de Joo Bernardo foi encon-
trado entre dous leirSes de batatas, perto
da casa de morada, estando coberto ligei-
ramente com trra tirada de um outra lei-
r3o.
O subdelegado do district^tomou conhe-
cimento do facto e a tal respeto proceden
nos termos do inquerito. policial.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de poli.a,- Antonio Detningos
Pinto.
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DIA 4 DE AOOSTO DE 1886
Companhia North B-aslian Sugar Faetones,
Medeiros & C. e inspector geral da Instrucco
Publica. Informe o Sr. contador.
Manoel Ca/alcanti Coelho.Curopra-se, sendo
esta presente ao Sr. thesourero para os devidos
fins.
Angosto Marques da Silva Porto.Junte-se co-
pia das informaces.
Antonio Dias da Silva. Entregae-se pela
pjrta.
Pontos da Secretaria da Instrucco Publica e
do Instituto Vaccinieo.Ao Sr. pagador para os
devidos fins.
Francisco de Lemos Dias, Epiphanio Cordeiro
Muoiz Falco Dr. Manoel do Nascimento Ma-
chado Portella Jnior. Regstrese e faca-se as
notas.
Francisco Tavares da Silva Cavalcante.Cer-
tifiqne-se.
Contas do commando do corpo de polica
Examnese.
Antonio Hmrique RodriguesInforme o Sr-
Dr. administrador do Consulado.
Alexandrino Marques Mascarenhas de Azevedo
e padre Francisco Seabra de Andrade Lima.
H DIARIO DE PERKABJtfeCO
RECIFE, 5 DE AGOSTO DE 1886.
Noticias do norte do imperio
O paquete nacional Espirito-Santo, entrado hon-
tem dos pertos do norte, foi portador das seguin-
tes noticias:
Amazona*
Datas at 23 de Julho: ...
O acensado do horroroso crime Garca, Maunuo
Torres, apresen ton ao respective jais as suas ra-
soes de defea, que foram juntas aos autos.
>


IKfcrit t PcrnambuctiUuinta-feira 5 de Agosto de 1886


A promotoria publica opina pela denuncia do
dito aecuaado. ,
_ Foi nomeado provedor da Santa Cata, doran-
te o auno compriJ-al de 1886-1887, o Rvd. pa-
dre Raymando Amancio de Miranda.
__ rjj, s Qaaeta de Mando, que na villa de
Maus foi effendida urna menina de cinco annos de
idade pelo sexagenario Joo EvangelUta de Al-
feia, inspector de quarteirao, casado e com filhos
bomens. O malvado acha-ae prosa |
Na margem daawtago central, no iagar Oa-
viio, lado diieito do-Sio Sagro, carca e 'e"0*8
aciina da povoaco efe Apio, Joaquina Bag, a-
noel doa Anjos e JhMel miaf d**|y_"T"
hia, aaaassnaram >rfcaiairate Manoal ssw >
eonhecido por Canifo, e raa mulher Eeataria do.
Res, dona velhoa atetudiaarios qae viwn iaa
doa n'aquelle ermo.
Depois de pratio** o tenate crin. asaa-
inos arrastaram oe*da*es pasa a airna, onde
naturalmente servir a pasto ao jacars e pi-
"Eofseguida saquearam dinheiro e alguna objec
toa daa victimas, conclumdo a sua tyrannia por
incendiaren! a casa com o que dentro della havia,
5oando tudo reduzdo a um monto de cimas !
Ajuitoxidade policial que j captaron os malra-
dos assim como a mais dous individuos qne se
juigBiWrtB oo-ra do rnearno rime, proeegnia a
inqoerito policial.
Taabaas bagado do Rio Negro presos e pira
serem recolhidos cadeia civil da capital, tres in-
dividuos que assassinaram no districto de Ayro,
a Manoel doa Res e aa&mulher.
Os aasaasinos coniessaram que commetteram o
crime por.. .feiticana.
Do no Puma chegaram tambem dous- crimiaesoa
de-morte, que j4 se aeham recolhidos aquella ea-
deia. mm .
Deveria reasar-se a 5, a exposicao paWiea
ao Masen Botnico do Amazooaa.
Paral
Datas at 27 de JaHw>:
Procedeu-se 4 apuraco da oleicio dos ve-
readores da capital, tendo sido eleitos 4 conserva-
dores e 4 liberaes, em Io escrutinio.
Gnsava a beriberi na eapital e as febres na
ilha de Maraj.
Lemos na Provincia do Para, de i :
Grave desjrdem deas* ante-hontem a noite
no tbeatro-circo, onde o Sr. Ernesto Patrizio, Ilu-
sionista recemchegado a esta capital, fez a sua es-
tra. ,
Fumava-e all rilo s na platea como em gran
de numero de camarotes. N'nm d'estes achava-se
o 8r. commandante Sirva, cavalheiro mnito atten-
cioao e eonhecido, qaejulgou-se eom igual direito.
Apparece-lhe, perm, o Sr. Len Titn, dele-
gado di 2o districto policial, qne intimou ao Sr.
Silva para que cessasee de fumar.
Declarou-lhe o intimado qne nao tinha davida
algnma, urna vez que a ordem policial nao foese
urna oxcepcao para eomsigo.
O Sr. Titn, exacerbando se, de todo ponto in-
convenientemente, prorompeu em urna gritara e
mandou lavrar auto de prisioe desobediencia con
rra o Sr. commandante Silva, ameacando-o de fa-
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambnco
RIO GRANDE DO NORTE-Natal, 27
de Julho de 1886
Forjados, por motivos independentes de
oossa voaaade, interrompr a remessa
praticados, quando commandante da mes-
ma.
Alm dos tactos praticados no carcter
de commandante da companhia, o capitSo
Maciel praticou outros que nada tinham
com suas attribuico'es de militar e com man
dante de um corpo, e que constituem ver-
dadeiro crime de estellionato contra a Fa-
zenda Nacioaal, como fosaem falsificar do-
cumento d parceria com aeu companhei-
ciro un Sr.Cnente Joaquim Pereira, para
yU da aasaas despretencioaaa roissiva,
coottauamas hoje a soasa tarefa. i
Jio dia 1 do oorrente prooeda-se abn c baridfcWhaaouraria quantias muito su
c3o para taadiresfe iuiaea de paz, nada
teado ooeorrido am oanhuma das parochia,
da aronana que aasasae a ordem patria
boa.
N'esta parochia do Natal feaam eleitos
juizes de paz :
1. Jos Gervasio A. Garca (C).
2." Francisco F. F. Tinoco (C).
3. Vesfremundo A. Coelho (C).
4. Joaquim Xavier de S- Torra (G).
Supplentes, forasn eleitos 3 liberaos e 1
conservador.
Vereadores, foram eleitos 7 conservado-
res e apenas 1 liberal.
A 21 procedeu-se a segunda eleicJo para
preenchimento de 3 lugares de vereado-
res, em que o partido conservador elegeu
todos 3, ficando os liberaos apenas com 1
supplenle, que teve 30 votos.
Fica, portanto, a eamara municipal des-
ta capital definitivamente composta de 10
conservadores, e apenas 1 liberal.
O partido da opposLplo vai cada dia se
sel-o expulsar do theatro.
. E' indescriptivel ase
.penora OB'quB despendeu eom o destelha-
caentodo antigo pradio nacional que ar-
da-fOirtel, e cob js ooneert da oaaa
paticalar-paMiBda e --*WBterio a eoo>
pattbia, Bervhjos de 'que 'fbi emsarregado
por um dos antecessores do Ezm. Dr. Mo
reir Al ves.
A Thesouraria de Fazenda, verificando
a existencia desses factos, le/ou-os-devida-
S. Ero. para mandar proceder como jul-
gasee acertado. S. Exc. remetteu os do-
cumentos ao Dr. promotor publico, recom-
mendando-lhe que procedesse de couformi-
dade com a lei. Este, depois de examinar
a questSo, vio bem palate um crime de
estellionato contra a Fazenda Nacional, e
denunciou dos illustres estellienatarios cap
to Maciel e tenante Pereira ao Dr. juiz
municipal, que mandou-os intimar para se
verem prooassar, sendo nesta occasiJo le-
vantado um conflicto de jurisdicao pelo Sr.
brigadeiro Moraes Reg, que procurou as-
reduzindo e desapparecendo da arena po- Lim amparar ao seu digno ajudantc de or-
adescriptivel a scena de desorem, que o
procedimento do Sr. Titn provoeon.
O pove levantou-se em massa da platea, pro
testando contra procedimento injusto e arbitra-
rio do delegado de polica.
O theatro achava-se repleto, e pode dizer-se
que raro foi o ndividao alli presente que nao se
prananciou p^r tal forma.
Mais de urna ve o Sr. Len Titn, atrozmente
insultado, cateve a ponto de ser esmagado por
aquella inmensa onda, que erguia-se temerosa e
horrenda.
< Felizmente, acalmaram-se os nimos e nao
acceden desgraca algnma, teado sido compla ta-
mente desnecessario o apparate bellico de qne cer-
coa-88 o Sr. delegado de polica por occatio de
eoncloiMe o espectculo.
E' fra de toda duvida qae nada occorrena se
se conduzisse de modo mais prudente o Sr. dele-
gado de polica, nao s quanto ordem prohibiti-
va da smar-ae na platea e nos camarotes, orno a
reapeito da excepeo que abri contra o Sr. eom
mandante Silva.
As exaepcoes sao aempre odiosas e trazem or-
dinariamente conaequmeias desagradaveis.
Se nio licito famar-e no circo, a ordem de-
ve ser geral, a comecar pola propria polica e pe-
los sena mais ntimos amigos.
No seguate espectculo tudo correr sem no-
.Lema na Diario do Gr3o Para de 22:
Ante-hontem tarde, quando descarregava
na ponte da Alfandega a barca portugueza Linda
Palmara, um doa tripolautes, Joo de tal, cahio
desastradamente ao mar, sem que, apeear de to-
dos os esforous empregados p^lo capito d dito
navio e pelos trabalhadoies da Altandega toase
poasivel ealval-o.
At hontem tarde anda nao tora encontra-
do o cadver.
. Ante bont^m, is 8 horas da noite, a estrada
da- CoBStitaico, .Severo da Cesta Leste tentn as-
s.,saiuar, armado de um panhal, e roubar a Ludo-
vina Ferreir <:a Gama Malcber, quando esta,
vindo de urna taverna aonde fra pagar urna con-
ta de vinte cinco mil ris, dirigia-se para sna
catsi.
Ao v!-a sabir d* taverna o metante soguio-a
at quando se oflereceu occasiao de real3ar o seu
intento.
Ao ser aggredida, pedio oecirro, sendo ou-
vida pelo subdi-1 gado da Trindtde, que para ah
Be dirigindo preedeu a delinquente em fltgraute.
Das syndicincias procedidas verificou se qae
este mcente veio ha poaco tempo de Igarap
miry, onde era eonhecido aelo alcunba de Pacatu-
ta e teniido como ae-assino.
__ Falleceram na capital a 18, Virgilio H. Mul-
ler, tsente do 4o batalhao de artilharia e bacha-
rel'em mathematieas, e o subdito inglez, Henry
TVilliam Alfre Kiugdom, estabelecido eom arma-
xem de appsrelhos hydraulicos k ra de Santo
Antonio; a 25, Bernardo Gomes do Amaral, r-
iao do senador Gobhs do Amaral, e a 26 Joo
Mareel no Perdigao, procurador da mitra.
Mnraiikno
Datas a: 26 de Julho :
Deixra a adminiatracio do PatM o Sr. Ar-
thur Angosto de Oliveira.
Em Agua-Fria, termo de Paatos-Bons, Jos
de tal assaasinuu a Manoel Militio da Cmara
Pinto Neto. .
O juizo de direito criminal do municipio da
capita conde:nnoa a 4 mezes de prisao e multa
correspondente inctade do tempo, o Sr. Ricardo
Aivea de Carvalho, por crime de injurias, irroga-
das contra o Dr. Manoel da Silva Sai linba.
Fra nomeado medico do theatro 8. Luiz o
Dr. Joaquim Fernandes da Costa Lima.
Um bando de cerca de 300 ciganos, armados,
andava percorr.ndo o interior de Caxas, prati-
caodo furtea e violencias.
__Sob a epigrapheChuvas de pedraso Com-
mercio de Caxiat deu a scruintc noticia :
Informa-nos pessoa fidedigna, que no da 22
do corrente houve na fazenda S. Pedro, de pro-
priedade do Sr. capito Manoel Collaco Maneca e
Veras, e diante desta, 6 leguas, pouco mais ou
menos, urna abundante chava de pedras, acompa-
uhad: de trovoes e forte ventana. Eram as pe-
dras do tamanho de favas gradas, mas desfa-
liam-se em doucos minutos.
Fallece'ram: na capital, Francisco Nina e
D. Mara do Nascimento de Araujo, e em caxias,
o ioven estudante Franco Goncalves de Oliveira.
Cearft
Datas at 31 de Julho :
__ Foram nomeados os cdados Joaqaim Alves
Vieira e Luiz Ribeiro Vianna, o primeiro para o
lugar de amanueose e o aegaudo para o de porte
ro da Bibliotheca Publica da capital.
__Fallecer na capital no dia 22, de beriberi,
Ignacio Pinto Moreira Filho, e em Acarape o ca-
pillo Antonio Gaedes Soato Maior.
Blo-Orande do !Vorte
Datas at 2 de Agosto :
Na seccSo respectiva publicamos a carta de
Bosao correspondente.
Paraliyba
Datas at 3 de Agosto :
A actitir f"natam da carta 'o noaao corres
poadente, inserta da aaccSo competente.
O Diario da Parahyba d estas noticias:
. Beoteea, 31 de Jnlba, a* seio dia, aadava
Floreaeio de tal, hornea e cor preta, proouraado
esnwbM par, cera da NaMa Henkam. d Borio:
ao paasar pela roa da Alegra foi aggredido por
Feliamma, qne faaMta a eaaa n. 89 daqnetla ra,
ue esfeofetcou-o e qnenno-lbe o peseoco caen um
ferro que engommava roup* arrancaott- a palle
na parte a que o ferro aAefto-
A Exma 8ra. D. Leonor de Qttvatbo. dstiae-
tiana filaa do Sr. eapitlo Oaetano Dama) de
Carvalho, negociante da aoaM praea, pnasa arta
de lberdade a raa easrava Btelvim, de 2 aaoa
de idade. *
litica.
Na primeira eleijSo a que se procodeu
no rgimen da aova lei, oa conservadores,
com os rigores do ostracismo poltico e nSo
completamente unidos como hoje se achara,
poderam eleger 5 vereadores e os primei-
ros supplentes.
Hoje, o partido liberal sem a mais leve
pressSo ofli .ial; mas entregue a seus pro-
prioa recursos, apenas elege 1 vereador.
Este facto bastaate sigaificativo e bem
demonstra a rbrsa e prestigio do partido
conservador.
as demais parochias do 1. districto,
venceram os conservadores em 7, e os li-
beraea apenas em 3, deixando de baver
elei^ao em Nova-Cruz.
Na Penha houve duas eleieSes, que tem
de ser aubraettidas approvaciio do poder
competente; ;nas parcendo mais regular
a que foi feita pelos conservadores, e pelo
histrico verdadeiro que passamos a rela-
tar, se poder faaar juizo a tal respeito.
Na forma da lei, foi organisada cora
o 2., 3. e 4. juizes de paz e supplentes
a mesa na ve.spera da eleijSo ; mas no dia,
em consequencia de copiosas chuvas, o
compareciinento de elcitor?s, por parte doa
liberaos, era diminuto, e entilo se forraou o
plano de nao haver eleijao.
Conhecido o manejo e j sendo 10 ho-
ras da manhS, convidaram os conservado-
res o 2o juiz de paz, presidente da mesa,
que se achava presente, para reorganisal a
e dar comeco aos trabalhos cleitoraes, ao
que se recusou nao s este como o 3.
que comparecer tambem logo depois e
que se reriraram, em consequencia d'este
convite. Entilo, sendo convidado o 4.
juiz de paz, que fazia parte da rueaa de
vespera, este se prvstou ao curoprimento
da lei e comejou o trabalho eleitoral, na
melbor ordem poasivel, sendo que at n'esta
eloioao' votou um dos chefes liberaos,o
Sr. teen te-coronel Manoel Joaquim, que
deputado provincial.
Tendo d'isso noticia, um grupo de libe-
raes precedeu ta jibem a outra eleicSo, quan-
do j estava muito adiantado o trabalho da
primeira.
N'estas condiyoes aingucm dir que a
primeira eleigSo nao a ais regular, e a
mais legal.
A historia dos telegrammas alarmantes,
piquetes de soldados pelas estradas, etc.,
nao passa de recarsos de opposicSo, verda-
deiras chapas, quo nao merece m mesmo
urna contestado seria.
O Exm. Sr. Dr. Moreira Alves, il-
lustrado presidente da provincia, prosegue
em sua administracao, a contento de todos
que fazein justica seus servicos e mere-
cimento. Urna ou outra voz dessompassa-
da, filha de urna opposicao systhematica,
se levanta para depreciar os actos de S.
Exc; mas quem o conhece e sabe o que
e o que vale a pequea poltica da trra,
comprehende mais ou menos o motivo da
grita, qu9 nao outro senSo ioteresses
contrariados.
Os actos de S. Exc. revelara serapre a
maior isencao de espirito, e respeito aos
principios da justica de que apostlo fer-
voroso, nunca sa deixando arrastar por
outro qualquer sentimento menos digno.
Em quasi t>das as parochias do 2.
mao de S. Exc. tremeu, vaclou ao vibrar
mais este golpe as entranhas mirradas do
pobre cofre provincial.
NSo, S. Exc. nlo tremeu, e nem podia
tremer quando deu execueo urna lei que
augmentava a fSrca publica, augmento ne-
cessario, imprescindivel, visto a falta de
policiamento e segaranpa individual e de
propriedade que nos legou a situacao pas-
aada.
O povo que paga pesados imposto tem
dtreito dormir tranquillo, corto de que o
pudorpblico vola pela sua vida* oto-
priedado. NSo a acretadfto de despe-
zas qae se fazsm pasa aiaanuteaoao da
forcatrjIWicaque serve nos garantir
que "rara tremer mao de um governo
moralisado e empenhado no bem estar de
seus governados, nSo ; o que deve tazel-o
vacillar e tremar a exocugJo de lei de
meros favores individuaes com prejuizo
mae eoiupro^^daa-^aO'OBiitHiiiiiieutPde da cuiiimuHao, como urnas clebres sub-
districto da provincia, venceram os con
servadores, na eleicio que se proceden no
1. do corrente.
No seu Diario tem apparecido urna,
pubiicac5e8 solicitadas, em que se procura
deprimir do Exc. presidente, e do digno e
inteligente juiz municipal d'este termo, Dr.
Augusto Cmara, proposito de urnas
questdes em que estSo envolvidos alguns
militares. Fra d'aqui podem taes ques-
tiee ter urna interpretadlo diversa da que
realmente deveria ter; mas, no theatro dos
acontecmentos, onde sao conhecidos os
personagens que n'ellas figurara, compre-
hende-se bem o movel que as inspira e di-
rige.
O Exm. Dr. Moreira Alves, assim como
o Dr. juiz municipal, estilo muito cima das
aleivosias do oficioso e calumniador defen-
sor dos honrados militares.
S. Exc, illustrado, criterioso e prudente
como tem pautado todos os seus actos
pelas strictas normas da justica e do direi-
to, com ge.ral applauso; e o honrado Dr.
juiz municipal, pela sua independencia e
espirito de justiga, ha procedido no exer-
cicio de suas funecoes de modo irreprehen-
sivel, impondo se por isso estima e res-
peite de todos.
Um tal capito Maci -1 da Costa, ex-com-
mandanie da compauhia de guamico desta
provincia, sando aecuaado por factos ver-
gonhosos de dclapidac3es de dinheiros pu-
blico e outros commettidos no exereicio
d'aqaeUe cargo, foi d'elie destituido pelo
governo, e chaad orto; alli ehegan-
do, o Exm. Sr. ministro da guerra orde-
nou-lhe, depois de mandar ouvil-o, que
volUase esta provincia afim de prestar
contas Thesouraria de Fazenda doa di-
nheiros qae recebeu para pagamento s
pracas, e comoaissiooou o Sr. brigadeiro
Sigo para vir inspeoeioaar a oompanbia e
tomar conhecimento dos facto por elle
dens tenente Pereira e ao seu nao menos
digno e iUustre amphitriao aapitao Maeiel,
de quem se teem mostrado protector os-
tensivo, e de quem recebe inspiracoes....
O Exm. Dr. Moreira Alves, querendo
ainda dar urna prova de sua iraparcialida-
de e prudencia, officiou ao digno Dr. juiz
municipal, mandando sustar o seu proce-
dimento em relacSo ao processo daquelles
illustres esfellionatarios, at que o governo
geral resolvesse sobre a procedencia do con-
flicto de jurisdicao provocado pelo Sr. bri-
gadeiro.
Consta que a Thesouraria de Fazeada
oflicira S. Exc. pedindo-lhe para man-
dar o tal capito Maciel apreaentar-sc aquel-
la repartido, a fim de prestar suas contas
relativas aos dinheiros que, como com-
mandante da companhia, recaben sob cau-
tellas, as quaes nao foram at esta data
resgatadas in totum, verificando-se por tanto
nm grande desfalque, e que o Sr. briga-
deiro Moraes Reg oppoe-se isto, sob
tundaraento de ser elle o competente para
tomar aquellas contas (! !) Este Sr. bri-
gadeiro tara boas batatas!. .. Pois no quer
chamar si attribuic3es que pertencem
exclusivamente ao Fisco ?
N2o sabe o Sr. brigadeiro que todos os
responsaveis por dinheiros ou valores do
Estado sao sujeitos prestado de contas
perante o tribunal do Thesouro na C6rte,
a perante as Thesourarias de Fazenda as
provincias, qualquer que seja o ministerio
e que pertencao..?
Para esta infeliz provincia ha de vir tudo; faltava um celebre excommandante
do presidio de Fernando de Noronha, um
commandante de batalho affeito aos con-
flictos de jurisdicao, um inspector de cor-
pos e estabelicimentos militaras que se
achasse investido de todas as attribaic.b'es
dos poderes judiciario e executivo, eis
que j temol-of!)
Com relaco ao ooaselho de guerra a
que respondeu o alfores Francisco de Pau-
la Moreira, por denuncia do celebre ex-
commaadante da companhia deinfantaria
aapitao Maciel da Costa o officioso ar-
ticulista do Diario tem sacrificado grande-
mente a verdade, com o fim s de formar
fora d'aqui urna opiniSo desfavoraval aquel-
lo distincto militar, e ver se consague pre-
venir o supremo con3elho militar, para este
nSo confirmar a sentenca absolutoria que
elle obteve no conseibo de guerra.
E' assim que o tal articulista nSo trepi-
da em affirmar que S. Exc, o honrado
presidente da provincia interveio n'aquelle
cons'dbo em favor do alferes, que houve
testemunhas insinuadas, que o processo de-
pois do julgado foi dado ao sogro do aecu-
aado para mandar extraliir copia, e outras
quejandas calumnias.
Se S. Exc. quizesse proteger o alferes
Paula Moreira nao o mandara submetter
conselho de guerra; tea mandado tran-
car o corj8elho de investigacao, como reco-
nheceu o truao articulista, em um dos seus
aranzeis, que o poderia fazer, e tudo es-
tara acabado. Era urna proteceo mais
prorapta e efficaz.
O articulista, que dizem ser o proprio
Maciel, inspirado por Mafoma, sabe per-
faitamente que o conselho correa regular-
mente, qae o Exm. presidente da provin
ca, circunspecto e criterioso como nao
interveio directa nem indirectamente as
suas decisS33, mas aflrma o contrario so-
mente pela vinganca que jurou tomar do
alferes Paula Moreira, por este nao ter po-
dido, salval-o de um aperto em que se
achou n'uma occasiao de delirio, como
publico e notorio nesta cidade.
O correspondente do Jornal do Recife
em sua ultima carta, publicada no de 17
do corrente, coraeca dizendo que nao
apologista de rectijlcacdes, mas nao obstante
obrigado sel-o por forja maior, isto ,
da sna neutralidade. E' o caso que hontem
o neutro correspondente tinha vontade de en-
chutar cabo de vass' vinciaes p>r nao legislaren) seu conten-
to ; hoje, porem, estes mesraos deputados
tem direito aos seus mais francos e sinceros
elogios por terera elevado a contribuico
sobre e ser a vos.
Depois desta rectificaqao do Ilustre neutro
passa urna grande pisa na companhia bra
sileira de navog gao vapor,lornando-a res
ponsavei pelo que elle deixa de dizer em
consequencia da pressa com que forjado
esorever suas correspondencias pela pouc*
demora dos paquetes no porto, pressa que,
ntretanto, nao o impede de fallar de tudo
e de todos. Haja vista agora a sua longa
estirada sobre a nosaa ultima sesso do
jury, do qual, alias ello fazia parte, e di-
ze.u at que sendo presidente de um dos
oonselhos de sentenca, espinhou-ie tanto
que o Dr. Madureira, Juiz de direito e pre-
sidente do tribunal, fiauteou-o em regra.
Ser por isso que o ilhrslre censor est
to zangado com a mstituicZo T
O joven propagador do cacao, no seu
grande tilo pelas finanoas da provincia,
atirou-se ainda contra o Exm. Dr. Morei-
ra Alves por ter posto em execucao a lei
de fe rea policial, lei que trouxe um aug-
mento de despezas, affirraaado que a
venc5es e licencas indeterminadas concedi-
das certos felizardos para, custa do
pobre cofre de que talla o Ilustro neutro.
obterem ttulos scienficos.
J foram pro vidas todas as cadeiras
do sexo femmino que tinham sido postas
em concurso. As nomeacSes recahiram
as candidatas qu melhores provas exhi-
birn! nos exames, nao tendo felizmente a
poltica influido como outr'ora, o que mui-
to honra, nao s ao hourado presidente da
provincia, mas tambem ao intellgente e
illu-trado Dr. Antonio Garca, digno di-
aector da IustruccSo Publica, em quem
S. Exc tem oneontrado muita dedicaco e
o maior empenho de elevar o mivel do
nosso ensino primario, que est muito
aquem do corresponder aos sacrificios que
a provincia tem feito para mantel o
Contina bem dirigir a policia da
provincia o illustrado e integro magistrado
Dr. Amyntas Barros, que tem desenvol-
vido grande actividade na repressao do
crime e priso de criminosos. Depois que
8. S. assnmio o exereicio do cargo de
chefe de policia, tem posto em acgo as
autoridades policiaes de modo que um bom
numero de criminosos, desta e de outras
provincias, tera sido capturado. E' um
importante servgo que S. S. presta
causa publica, que ja tanto lhe deve.
O Exm. Dr. Moroira Alves embar-
cou hontem a bordo do vapor Ipojuca, com
destino a cidale de Moasor, tendo ido a
seu embarque numeroso concurso de ami-
gos.
S. ?2xc., homem emprehendedor e tendo
os melhores desejos de concorrer para o
adiantamento d'ta provincia, quer co
nhecer os seus pontos mais importantes
para se por par de suas necessidades e
entilo procurar removel-as.
Consta-nos }ui S. Exc de Mossor ira
cidade do Ass e voltar por trra, per
oorrendo os pontos intermediarios, at
esta capital.
Acompanharam S. Exc. o Inspector do
Thesouro Provincial, o Dr. Procurador
Fiscal do mesmo Thesouro, e o Dr. Laiz
Carlos.
provincia, engenheiro Dr. Manoel Buarque de Ma-
cedo, tomou a si expontaneamente o paciente e pe-
sado trabalho de colleccionar amostras de todo a
nosaa producco natural, afim de repreaentar con-
dignamente a Parahyba do Norte na ezposcao
Sul -americana quo a sociedade central de geo-
graphia commercial de Berlim projecta abrir u'*-
quella cidade no dia 1" de Setembro vindonro,
com o intuito de alargar a eiphera das relaces
commerciae da Allemanna com a America Meri-
dional.
S. S. j tem adquirido innmera amostras,
sobresahiado 66 qaalidades de linda madeiras, de
conatruccao e marceneria, aleta de outraa muitas
de ferro, carvio de podra, gesso, cryatal, assacar,
fibra texts, etc.
E' nm ser vico importante qae nos est prestan-
do o Sr. Dr. Buarque de Macado. Pena que
nao seja elle, nesae nobre teataoien, auxiliado ei-
ficazmente, como seria para deaejar, por todos os
nossos patricios, algosa dos quaes, com pesar o
declaramos, se tm recusado, segando somos in-
formados, a fornecerem as amostras de productos
que lhe foram pedidas e que se com prometieran
de dar.
Teve lugar no dia 29 da mez findo, confor-
me estava designado, a naugnraco da inscrip-
cao do livroRedempcao doa captivos, em sesso
solemne da nossa maaicipalidade.
A's 6 1/2 hars da tarde, alli coagregadas aa
procpaes autoridades da provincia e pessoas
gradas, o preaideate daquella illuatre corporaco,
commeedador Silvioo da Cunha ieclarou aborta a
sesso e expoz, por meio de um eloquente impro-
viso, anlogo ao asaumpto, o fim de to lnxida e
explendida reaaio, terminando por libertar com
a ana virtuosa consorte a escrava Edaarda, de
sua propriedade.
Seguiram-se outros discursos.
Aberta a inscripeo do livroRcdempcofo-
ram depositadas em ama rica a.Iva de prata all
existente as esportalas dos convivas presentes, in-
clusive a da commisao repreaentaote da socieda-
de maconicaLealdade e Perseverancia que ins-
creveu-st com a quautia de cem mil res.
Ao terminar a festividade, celebrada no dia em
que fez anuos a Serenisaima Princesa Imperial,
o presidente da provincia levantoa-se e declarou
I que ia telcgraphar Sua Alteza eommunicando-
lbe a inaugurado da inscripeo dj livro da Re-
dempcao.
Em frente ao edificio da manicipalidade acha-
va-se postada ama guarda de honra, composta de
pracas da companhia de guamico da provincia.
Foi urna bonita fesia, que bem revela os nobrus
e humauitarios eentmentos doa^noaaoa edia.
O presidente da provincia mandn suspen-
der do exereicio e responsabilisar o juiz de paz da
parochia de Alagoa do Mont-iro, Francisco da
Cuuha Araujo Pinhero, por haver concorrido, se-
gundo consta de saa communicaeao ao meamo pre-
sidente, para nao se rrasar a cleico de vereado-
res e juizes daquella parochia, em o Io de Julho
ultimo.
Foram exonerados os promotores pblicos daa
comarcas de Borburema c Alagoa do Monfeiro, ha-
chareis Anizio Augusto de Carvalho Serrano e
Xiato Xavier da Cruz, e nomeadoa : para a comar-
ca de Pitiinb o bacharel Jos Anselmo deFignei-
reJo Santiago ; para a de Alugea do Monteiro o
bacharel Alfredo Augusto Alves Pequeuo e para
a'di' Borburema o bacharel Juventino de Miranda
Cabral de Vasconeellos.
PEBH1IBDC0
PARAHYBA, 3 DE AGOSTO DE 1886
Acbam-ae grXaaando epidmicamente febr a de
mdo cameter em Poxnbal e Plane.
Esta noticia, quo consta da correspondencia pa
ra aqui trazida pelos estafetas, procedentes do in-
terior, veio alterar o que disaemos na nossa mis
iva de 23 de Julho ultimoie que, em geral, era
eatisfactorio o nosso estado sanitario.
O presidente da provincia providencio'! aun!
dlatamente, fazendo seguir com destn .Vqiella*
1 alidadas, a serem entregues aos respectivus
juizes de direito, duas ambulancias de melieameu-
tas proprio e da fcil applicacoparao trat^men
todos indigentes, o abrindo, sob aua respouaabi-
lidade, verba Soccorros Publicia, o crdito de
um cont de ris, para occorrer ao pagamento das
referidas ambulancias e de ontras deapeaas idea-
ticas, que ion^n autorisadaa para aa comarcas de
Oampina-Grande e S Joi, quando presas da
mesma epidemia.
Atravesaamos um periodo todo alegre e fes-
tivo.
Na noite de 30 de Julho, precedida do levanta
Diento da baoceira no dia anteiior, com-caram as
imponentes e tradiecionaea novenas de Nossa Se-
nhora daa Neves, paaroera desta capital.
A cnse monetaria porque paaaamoa, e que, em
geral, affecta a Udas as classes sociaes, em nada
tem influido para arrefecer o terror religioso dos
parabybauoe Santissma Virgem das Neves.
As novenas, poia, proseguem animadas, e com o
brilhantismo e pompa dos annos passados ; o que,
em grande parte, devido a amiga rivalidade dos
noiteiroa, que timbe am por exceder uns aos ou-
tros, j na esmerada decoraco interna da igreja,
j na surprehendento illuminaco externa, que
abrange todo o mbito do jardim em frente ao pa-
lacio da presidencia.
A noite de hoje pertenee aos empregadoa p-
blicos, e crema que, apezar da exiguidade dos re-
cursos de que dispoem, nao fiear aquem das que
lhe precederam.
As novenas terminaro no sabbado, 7 do cor-
rente, devendo ter lugar no domingo, pela manh,
a feata e atarle^ piociaao.
Ea es actos sao muito concorridoa, e a impo-
nencia solemnidade, de que sao revestidas, nao
imDedem a que o rico como o pobre v reuder as
justas e merecidas homenagens a que t^m direito
a Excelsa Virgem das Neves.
__Realsou-se 1 hora da tarde do Ia do cor
rente, eom todas aa formalidades da pragmtica,
a inatallaco da nosaa assembla legislativa pro-
vincial.
O presidente da provincia leu um minucioso re-
latorio, no qual expoz com precisao a fraoqueza
as condcoes econmicas da provincia e as provi-
dencias que sao neces. arias adoptar para melho-
ral-os.
E' um documento importante, principalmente
as partea referentes s finanoas e instrueco
publica.
Naa Beaaoea preparatorias, que tiveram lugar
noa das 30 e 31 de Julho fiudo, houve auimada e
renhid* discusaao sobre o reconhecimento de po-
deres, muito principalmente do conago, Dr. Lto-
nardo Antunes Meia Henriquoa, eleito em subs-
tituico do coronel Manoel d'Assumpco Santiago,
que fallecen.
Sobre essa eleico se levaotou grande celeuma,
quer na provincia, por parte da opposijo, quer
no Senado, por parte do Sr. conselheiro Metra de
Vasconeellos.
As allegaces apresentadaa e addazidaa, aempre
que se tratava da queato, aaaentavam na falta
de competencia do preaidente da provincia para
mandar praeeder referida eleico, allegaces
alias i procedentes vista da dispoaicao con-
signada ao art. 183 6" do regulamento n. 8213
de 13 de Agoste de 1881, na qual acha-se impli"
citamente sujeita a hrpothese.
Depois de varios e impertinentea discursos de
ora lores da oppoaico, repetidos pelo mesmo
diapaao, coube a palavra ao Sr. conego Meira
qae, com a illuatraco e cerrado dialect* de que
diapoe, defeodeu de modo evidente o sea diploma,
prodozindo argumentos to valiosos e irrefraga-
veis qae calaram no animo prevenido dos impug-
nadores do seu legitimo e inconteatavel direito,
sendo em seguida reconhecido. Assim recebeu o
acto da presidencia a mais aathentica e formal
sagraco de legalidade.
Hontem teve lugar a eleico da mesa, que ficou
assim composta: presidente, conego Dr. Leonar-
do Antones Merra Henriques; vice-prebidente,
major Antonio Bnaerra Carneiro da Cunha ; 1 se-
cretario, ApOtonio Zenaydes Peregrino de Alou-
qnerque ; 2* dito, capftio Joo Manoel da Silva ;
e aapplertes capites Pedro Marinbo Falco e
Praneisco Alexandrmo da Veiga Torres.
A mesa provisoria foi campoata dos meamos
taes primeiro cidado.
O digno gerente do engenho central desta
Assenbla Provincial
niscuBso r>o se. deputado jse maria,
PRONUNCIADO NA SE8SAO DE 13 DE MAIO
DE 1886.
O Sr. lofc Hara0 homem que reflecte,
que peasa Sr. preaidente, sobre o que de extraor-
dinario ae vai passando eutre na, ha-de sentir,
ha-de comprehender neceasariamente que atraves-
samoe urna quadra de desorganisaco social.
(Apoiados e nao apoiados).
ix nao aei qual ser o futuro que aos aguarda,
que aguarda esta patria infeliz, m vista do des-
calabro que se neta em a nossa vida social. E' o
arbitri >, a violencia, o attentado, o crime o
mais hediondo, < levados a altura de principios
saos!
O.nie iremos parar?
O delegado de pulciao qne qaer dizer um
homem iavestldo la autoridade para garantir a
liberdade e vida do cidadoalli, depoia de cer-
c .r a casa d uma mf.-liz viuva, a incendia e bem
asaim as auas l&vonras ; trucida seua flhos, e mata
su gado: mais alem, um homem sobre quem pe-
zam acensa',des de crime atrozes, faz se absolver
de um graade numero de crimes, e iuipe se pelo
tenor ; acola, os assaasiaatos, a pilhagcm no grao
o mais elevado, sem que se procure impedir taes
factos, e ao contrario, sao todos elle encampados,
(apoiados), merecendo toda a proteceo daa autori-
dades aquelles que assim procedem.
O Sr. Viscoude d3 TabatingaEu s v^jo um
remedio, pegarmo-noa com Deas.
O Sr. Jo8 MaraAcho raelhor um outro, que
se me aSgura mais efiScazo facho do incendio,
porque, Sr. presidente, quando as cousas ebegam
a este pe. s ha um meio de fasel as chegar ao aeu
lugar, o emprego do elemento pnrificadoro
togo.
E'ocaao de dizer sesaive-se quem poder, e
como puder.
Aqui, n'esta capital, qae se agalhardda com o
tiiulo de civiiisada, as violeacias, as prisdes ille-
gaea, ao tactos to commisiahoa queja com elles
me acostumei, e nem mais ouao levantar n'esta
casa a voz para profligal-ar, porque, afinal de con-
tas seria malhar em ferro fri; nada conseguira
e em resultado paseara por viaioaario, acredi-
tar-se-ha que me achara atacado da mesma mo-
lestia que afflige o Sr. senador Correia, isto a
mana de fallar, pois que carecera todos os das, e
durante toda a hora da sesso discutir este estado
de colisas que para mim anormal, mas que
aceito e considerado naturalisamo por aquelles
qae nos drigem, que aos governam.
Me foram euggeridaa ao espirito eatas conai-
deracoes, pelo facto que se deu acerca do quatro
dias e de que cogita o reqnerimento qae se acha
em dcusso.
J. C. Levy, subdito ingle, estabelecido ?om
pharmacia na ra do Baro da Victoria, cava-
iheiro diatiactiaaimo...
O Sr. Prxedes PitaogaApoiado.
0 Sr. Jes Mara... de trato ameuo, muito
conceitoado oa sociedade peraambucana e no com
mercio de que um digno ornamento, achando-ae
em pendencia judiciaria com um dos seus socios,
estava na salla das audiencias dando uma justifi
cacao perante o juizo do commercio, quando inex-
peradameate appareceu, tendo invadido o recinto
sagrado da justica, o delegado do Ia districto da
capital que o correr sob o fundamento de que
tvera ama denuncia de que elle se achava ar-
mado; e tendo verificado qae a denuncia era f li-
sa, que Lavy nao tinha arma de qualdade alguma,
recusou-se dar os motivos qne o levaram a assim
proceder, re usando-se igualmente a declarar qual
o denunciante.
Senhores, raciocinemos: dada mesma a hypo-
theae de que Levy eativeaae armado, o delegado
de policia da capital careca de competencia para
invadir profundamente o templo da justica;
aquelles que alli ae achavam e8tavam sob n guarda
do juiz reapectivo. .
(Apoiados e apartes.)
Quem podia ordenar uma diligencia daquella or-
dem no tribunal judiciario, na audiencia publica,
era o juiz que a presid'. .
O S-. Viscoude de TabatingaO delegado foi
em pessoa ?
O Jr. Jos ariaFoi em pessoa, acompanna-
do de ama praca.
0 Sr. Sophroni Portella d nm aparte.
O Sr. Jos MariaA policia nao pode pertur-
bar uma audieacia publica, sam que teuha sido re-
quisitado o seu auxilio pela autoridade judicia-
ria- _. _
Um Sr. DeputadoE V. Exc. censurara a po
licia se correase um individuo seu adversario po-
ltico, tendo tido a denuncia de que elle se acha-
va armado ?
(Ha outros apartes).
O Sr. Jos MariaSenhores, o Sr. Levy nao
nosso adversario, nem nosso correligionario,
porquauto estrangeiro; e se o meu fim, subndo
tribuna, fosse defender algum correligionario,
eitaris da pa'te o eonteDdor de. Levy, que, pre-
ciso que o nobre deputados saibam, nao con-
servador, liberal.
O nobre deputado que me den o aparto compre-
henda, assim como a casa, qae me acho oeste mo-
mento oceupando a tribuna, porque a isto me im-
pelle o dever.
Eu repito no meu coraco o entinento partida-
rio para vir pugnar por aquillo que justo._
Se o delegad de policia tinha tido denuncia-
ment de pessoa seria de qae Levy se achava ar-
mado na ala da audiencia, devia oficiar ao juiz
de direito que presidia a audiencia...
Um Sr. DeputadoPode iaformar-me se a au-
diencia estava aberta?
O 8r. Jos MariaEstava, pois que ae ioque-
riam testemunhas.
Mas se, dizia eu, o delegado de policia tinha ti-
do denacciamento de qae Levy estava armado, se
a pessoa qae lhe dea a denuncia era pessoa de cri-
terio, cuinpria a S. S. oficiar neate sentido ao Dr.
juis de direito da vara commercial, afim de que
este honrado magistrado tomasse aa providencias
qae o caso exiga.
Parece que esta a theoria aceita.
(Ha am aparte).
Efiectivamente ao estava presente o Dr. jais
de direito; mas isto nao facto novo; tem-se se-
guido esta praxe em todos os tribanaes; presen-
tes as partes, os advogados, presentes as testemu-
nhas, procede-se abertura da audiencia, toman-
d i-ae os depoiinentis deesas testemunhas, embora
nao esteja presente o jais de direito.
Um Sr. DeputadoE' essa a praxe; mas a au-
diencia neate caso nao estava aberta porque nao
ha audiencia sem a ella presidir o jai.
O Sr. Jos MariaEstava ou nao fanccionan-
do o juizo?
0 mesmo Sr. DeputadoEstava, mas nao em
audiencia
Outro Sr. DeputadoE desde que se suppunha
que poderia alli ser commettido um crime, nao se-
ria melhor prevenil o ?
(Ha outros apartes.)
O 8r. Jos Maria--Qae prevenir ? Para que,
senhores, este interesso em uma queato como
esto ?
Lembrem-se Ss. Excs. de que nao se ho de
eternisir no poder. Por mais longa que seja a
pissagem do partido conservador pelo poder, dia
vira em que case partido cahir, ser apeiado, e
qne nos liberaes subiremos.
Ss. Excs. lembrem-se do hodie mihicra Ubi.
lato nao ama questao poltica; amauh, quau-
do estivermos de cima, os nobres deputados que-
rerse nao ser contestados quando neata casa le-
vautarem uma questi como esta, e ento ficara
contundidos quando eu.. quando eu, nao ; por-
que, Sr. presidente nessa poca, qae, n minha
opinio, nao est muito longe, j uo existir*
(apartes) ; cao se persuadam os meus Ilustres
collegas de que eu vivo Iludido a respeito do meu
estado de sadc ; sei que He por deoa&is pre-
cario ; sei qae a minha existencia vai diminuin-
do dia a dia, e que a miaba sepultura est ca-
vada.
(Apartes.)
Eu nao tere, portanto, a aatisfaco, cento como
certo, de, abrindo oa Annaee desta Asaembls),
coufundir aos nobres deputados dizendo : nao po-
dis exigir de nos o cumprim-nto do noaao dever,
porque vos nao tostes justos, porque vos nao fos-
tee racoaveis para comnosco.
Mas nem por isto fiquem os nobres deputados
tranquillos e satiateitos ; a idea nao morrer ;
com o meu dcsapparecimento desta trra, surgi-
ro innmeros aabstitutos meus, e muito mais
dgaos (nao apoiados) e muito mais fortes (nao
apoiados), combatentes muito mais valentea (mu-
tos nao apoiados) e que tero occasiao de, consul-
tando os Aiiuaes lr as palavras por mim pro-
feridas neate momento, e aa proferidas anterior-
mente por mim e por todos aquelles que oceupam
lugar nesta bancada. Ento os nobres deputados
cur7aro a fronte e arrepender ae-ho da aua in-
transigencia poltica.
(Apoiados e apartes.)
Nao sei mesmo se haver posaibilidade de <:r
satateito ease desejo do nobre deputad >, e nin-
guem mais do que tu deseja que elle seja satisfei-
to ; e nem se persuada S. Lxe. que, quando en
digo qne ningaem mais do que eu deseja isso,
porque tenha muito amor vida.
Eu eatou plenameote convencido, Sr. presiden-
te, de que a miuha vida ser curta ; mas crea
V. Exc. que eu deixaria o mundo tranquillo e re-
signado, este mundo do miseria e corrupeo, se
porventura nao conh>cosse, uo tiveaae certeza de
ue, no dis em que meus olhos se fecharem, s te-
'i para legar aos meus innocentes filhinhos a
miseria que lhe bater porta no mesmo mo-
mento em que miuha alma voar eternidade.
Se ato nao fra ; se eu podease prev para
aquellas tres enancas porc&s de minha alma, pe-
daco de meu coraco, desta viscera que me bate
forte no paito, e que estremece tanto por ellas
como pela patria, um futuro mais oa menos rega-
lar (aeoasco) ; se eu nao tivease a certeza de
que, com o mea desapparecimentn, ellas ficaro
ah, ao desamparo, que a mais triste das or-
phandades, oreiam pamente as nobres deputados
que eu teria a coragem precisa para abandonar
sem saudades este mundo de degradacoes e bm-
xezas.
Sim, Sr. preaidente, permita V. Exc. esta ex-
panano : eu nao fui feito para viver oeste char-
co. Em mim ha urna voz intimaa minha con-
scienciaque me afirma tudo qaanto venho de
dizer.
Ma, deixemos estas cousas tristes, estas cousas
qae nao teem a mnima ligaco com o objecto que
se discute ; estas cousas que, por mais estoico
qae seja o homem, fazem-n'o commover.
Dizia eu, Sr. presidente, qne o Sr. delegado nao
tinha competencia para invadir a sala das au-
diencias, e se por ventara tinha tido denuncia de
que u aquel la aala achava-ae um individuo armado,
nesse sentido devia oficiar ao juiz de direito.
Eu j desculparia o acto imprudente daquella
autoridade.
Maa, desde que verificou que o cidado nao se
achava armado, que tinha sido victima de um en-
gao ou de um embusto, outro procedimento deve-
ria ter tido essa mesma autoridade.
Aiaun, Sr. presidente, o Sr. delegado procurou
apenas, praticando um acto arbitrario, desmora-
lisar um homem que at ento nao tinha dado ai.
copia de si, um homem que at ento nao tinha
dado motivos de suapeita, Uma vez praticado o
acto, porm, o Sr. delegado nao se podia recasar
a mandar certificar qual a pessoa que havia dado
semclhaote denuncia.
Mae, S. S. nem &6 se negou a assim proceder,
como tratou mal a p saos quo lhe entregou a pe-
tico que foi o Sr. J. F. Bettencourt, carcter dis-
tincto. homem muito conhecido e apreciado pelas
suas qualidades, e um dos socios da Pharmacia
Fraaceza. Declarou com mo modo o Sr. dele-
gado de policia que nao mandava certificar, por
que nao quera, da meama maneira que anterior-
mente e com moa modos, havia tratado aoa don
advogadoa de Levy, oa Srs. Drs. Ferrer e Milet.
Maa Levy n se conformando com essa deciso
do delegado de policia do 1* districto da capital,
lancoa mo de outro recurso, narrando o facto ao
Sr. Dr. chefe de polica, para qae este mandasse
dar a certido.
O Sr. Dr chefe de policia mandou ouvir ao Sr.
Dr. Jos Mara e este, anda ao mesmo Sr. Betten-
court, declarou franco e oo8tivamente que nao
deapachava o requerimento ; iporque nao quera,
uaando at daa seguiatea expressoe8 : v dizer
ao Sr. chefe de policia que eu uo dou a certido
porque nao quero dar.
S. S. a3sim procedeudo, praticava um acto vio-
lento e arbitrario, demonstrando ao mesmo tempo
muita mcivilidado.
(Apattea). '
Isto por ventura, ser uma qneato polilica, se-
nhorea ? A maioria desta Assembla iuda de'-
xar de approvar este requerpiento.
O Sr. Regueira CostaMas o Sr. Dr. delegado
j rxplicou o facto.
O Sr. Jos MariaPerdoe-rae o nobre deputa-
do, o Sr. Joa Osorio nao explicou o facto. Deu
uma resposta paluda a occuaaco que lhe foi feita,
nao se dignando mesmo de explicar o facto com
todas os suas oceurrenciae, como eu acabei de
narrar.
Se, porm, os nobres deputados preteodem em-
campar o acto do Sr. delegado de policia, amauha
elle, comprehendendo qae tudo pode nesta trra,
nao trepi iar em mandar por seus agaazs fazer
ama deafeita a quem qaer que seja.
Um Sr. DeputadoElle nao capaz disto.
O Sr. Jos MariaSr. presidente, se no domi-
nio do partido liberal, nos tivessemos, per ventusa
seguido as pegadas que Ss. Excs. teem seguido
depois que subi o seu partido, ai! des nobres
deputados e dos seas amigos Mas i>ecessaro,
8r. prosidpnte, acabar nos de uma ve eom eto
systema qae pessimo ; necesssrio qae nao dei-
xemos o cavarlo assim com a redea solfa.
Por mais amigo que poaaa ser am dadao qua
exorca o cargo de autoridade, nao razoavel que
secooainta, que eHe, abasando de sen careo,
commetta todas as trepena e violencias. Nao,
senhores: neeessario pr- nm pradeiro a es-
sa comas, em attencao meemo o noasos loro
de homens civilisadoB. __
Para qae v procarais justificar actos ent-
ibantes?

sassssi


Diario de Pernamwco---tyuinta-fcira 5 de Agosto de 1886
Isao nao ama queatio poltica, ea j4 die;
Levy nio cidadio brasileiro, ingles, e o seu
competidor, que cidadio brasileiro, ekitor e
pertence ao meo partido.
Vede, portante, que en aqui estou gmente de
fendendo a verdad; nao oon impulsonado pelo
sent ment poltico.
O Sr. Regueira Costa-Nesn tio pouco o foi o
delegado.
O Sr. Jos Mara um ea dase uto; mas,
neta porque elle se nao deiioa levar pelo espirito
de partido, se segae que nio exorbitou dne sua,
attribuicoee. Corre-ae a um individuo oenrra quem
recahem vehementes suspeias de que anda ar-
mado e que tem o intuito de malfiwer. N urna
emergencia oonso esta, a autoridade p dieial, que
recebe urna q .eixa contra um homem n estas c-on-
dicSes, deve exigir qae a queix aeja por escripto
e nao se pode recusar a declarar quem foio qnei-
xoso. Amana! esse individuo convencido, de que
elle nao ser deseoberto, somente pelo espmto de
malignidade peder mandar denunciar ao Sr. de-
legado que qualquer outro cidado se aeha armado,
para fazer com que aquelle individuo sobre quem
recabio a sua ira, soffra ama desfeita publica;
porque, senhores, urna desfeita que se tas a um
cidadio em certas condices correl-o publicamentes
para ver se osa de armas de defesa. O homem
que pasa por esse dissabor tem o direito de sa-
ber ao menos quem foi aquelle que assim o expoz
em publico, par* tomar a vinganca que a lei per-
mitte, para tomar a desforra que a le autonsa.
Creio, Sr. presidente, ter justificado o mea re-
querimento, levando ao espirito dos nobres depu-
tndos-a conviecJo de que aqui nao me anima o es-
pirito partidario; creio ter-lhes demonstrado que
razoavelmeute Ss. Excs. nio podem deixar de ap-
prjvar o requerimento em que peco inrormaces,
mesmo porque darlo occasiao ao delegado justi-
ficar-se.
Se S. S. nao se deixou levar pelo espirito de
arbitrariedade, propenso sempre para os attenta-
dos, se S. S. teve um fim justo assim procedendo,
tenha occasiao de explicar-se perante esta casa,
desde que entendeu que nao devia descer da al-
tura em que se acha enllocado, para obedecer a
um despacho do Dr. chefe de polica.
O Sr. BegueiraCosta-A que sentimento V.
Exc. attribue esse facto ?
O Sr. Jos MaraEu peco informaces ; nao
acho a cousa regular. Considero que amanh es-
tou sujeito a soffrer a mesma cousa.
Bupponha o nobre deputado que eu sou inimigo
do Sr. visconde de Tabatinga ; vou ao Sr. dele-
gado e digo: o Sr. visconde est ..armado, mande
parar-lhe o carro e corra-o. Isso nao urna in-
juria atirado ao nobre Sr. viconde?
O Sr. Visconde de TabatingaPor certo.
O Sr. Jos Mara Eu termino, Sr. presidente'
iateiramente convencido de que os nobres depu-
tados approvaro o meu requerimento.
BaHCO de Crdito Real de Per-
i namimeo
Julho de 1880
ACTIVO
Accionistas 401:900000
London and Brazian Bank, Limited 30:000*000
Empre8timos hyp ithecarios 529:000*000
Valores hypothecados 1,054:500*000
Deposito de administraco e gerencia
Movis e utensilios
Letras hypothecanas
Despean de installaco
Diversas contas
Caixa
1:783*150
52:500*000
3:500*800
1:899*160
20:875*460
2,111:958*570
PASSIVO
Capital
Emisso de letras hypothecaras
Garantas de hypjthecas
Canelo de admiuistraco e gerencia
Letras hypothecaras sorteadas
Premio de letras hypitbccarias sor-
teadas
Lucros suspensos
Diversas contas
500:000*000
529:000*000 uear
1,054:500*000
16:000*000
200*000
200*000
3:552*783
8:705*787
2,111:958*570
S. E. e O. ======
Peruambuco, 4 de Agosto do 1886.
Os administradores,
Manoel Joao de Amorim.
Antonio Fernandes Ribeiro.
Luit Duprat.
O gerente,
Jodo Fernanda Lope.
KfiviSTA DIARU
Orramenlo provincialS. Exc. o Sr.
vice-presidente da provincia negou saneco ao
projecto de orcainento provincial, daudo as se-
guintes rasVs:
Volto Assembla L-gislativa Provincial.
O defeito principal da presente resolucao con-
siste em conter, centra a lettra expresas do art. j pr^n'tVraTlucao.
141 do regiment da Assembla, innmeras dispo- j *
sicoes estranhas 4 materia de receita e despeza, |
concessoBS de abates e remissies de dividas, sen- ]
do alguinas de taes dlspoaicoea, alm de inconve-
Diente* aos interesses da provincia, exorbitantes
das attriouicoes das assemblas proviuciaea e constitucionaes, j por sua natun-zi, j pelo mo-
dj iir-perativo, por que estilo consignadas, a res |
peito de assumpto de exclusiva competencia e de-
liberacao do poder administi ativi-.
A resolucao nao consulta os interesses da pro-
vincia, urna vez que do calculo entre a receita e
a despez resulta um dficit avultado, tornando as-
sim normal o recurso de emprstitos, para cobrir
a falta de renda, com grave prejuizo para o cr-
dito da provincia ; ao passo que, sem motivos jus-
tificaveia, concede abates a devedores, aagmenta
certas verbas de despeta e eleva veneimentos de
empregades, quando sao patentes as condices,
pouco lisonguiras, das financas da provincia.
Do uso de algumus autorisacoes concedidas pelo
art. 3o e seus paragraphos resultariam, inevitavel
mente, nccrescimos aos onus pecuniarios j exis-
tentes, importando alguna, favores emercs indi-
viduaos eexerpeoes odiosas como sejam : cauces-
soes de privilegios, liceocas, aposentaces, jubila-
coes de profssores sem o complemento do prazo
para isso exigido pela legislaco vigente; alm de
autorisacoes Santa Casa de Misericordia do Re-
cif', cam violac3o manifesta das disposicoes do
seu compromisso e da lei que o approvou. Contra
algumas de taes disposicoes, embora inconvenien-
tes e at ioconstitucionaes, pela incompetencia-
do poder, ^ue as decretara, havia correctivo,
urna vez que sendo 4 titulo de autorisacoes con-
cedidas 4 administracio, nao fossem executa-
das. Contra outras, porm, redigidas de modo
diverso, nao haveria, convertidas em lei, obstacu
lo a oppr-lhes.
A disposicao do ait. 6, mandando destribuir
entre os demais tabellaes do Recife os papis do
eartorio do tabellib que fallecer, por ficar extnc-
ta a respectiva serventa, inconveniente.
O archivo de um tabelliao de notas, ndivisivel
por sua natureza, nao pode ser objecto de parti-
ha ; a'm de que, a disposicao contraria ao art.
329 da decreto n. 9.420 de 28 de Abril de 1885.
O a*. 10 concede ao Banco de Crdito Real de
Peruambuco favores que podem importar grande
diininuicao de urna das fontes de receita da pro-
vincia.
A relevacao do pagamento de decimas concedi-
da a diversos pelo art. 12 desventajosa aos co-
fre* provinciaes.
O art. 15, coneedendo um privilegio por 20 an-
uos a Jos Mara de_ Andrade, para estabelecer
nm certume inconstitucional,^ j por sua nature-
a,j4 pelo obstculo que oppo-) ao poder com per
tente, de realizar um melhoramento proveitoso 4s
art:a e industrias, excluindo da concurrencia pes-
aoas, porventura, raais idneas.
Dos mesmos defeitos se resente o art. 16, conce
dendo um privilegio ao Dr. Jlo Ferreira da Sil-
va para montar urna fabrica de machinas e apa-
relhos elctricos.
E' manifesta a inc .nveniencia e inconstitncio-
nal-!ade do art 21, determinando a transferencia
de cadeiras de ensino primario do interior da pro-
vincia para a capital, eem prejulz > dos respectivos
profetsores. 4o cabe 4 Assembla abrir excep-
t.s 4s leis vigentes e invadir a espbera do poder
administrativo, afim de dar, por meio indirecto,
accesso a profssores, a pretexto de transferencia
de cadeiras.
Dispensa demonstraco a inconveniencia e i*
conetitucionalidade da disposicSo de art- 22, de-
terminando que sejam prvidos em cadeiras de ser
ganda entrancia don profenores de primeira se
porventora fr reconhecida m necessidade de sup-
prinir-se as respectivas cadeiras. E' um meio
de obrigar a presidencia da piovmcia a dar-Ibes
com iufraecio do respectivo reguiamento
ou aonservar duas cadeiras desnecessarias para
no ser coagida a abrir ama excepcao, odiosa
classe e prejuoicial aos cofres pelo accrescimo de
despeza, inevitavel.
O art. 24 conten nasa exeepcao inconveniente
qnanto 4 contagem de tempo de exereicio de urna
professora para jubilar-se.
O art. 25 determina que se cont na jubilaoao
dos profssores Franciseo da Silva Miranda e D.
Franeelina Forjas de Lacerda, como de effectivo
exereicio o tempo decorrido desde a nomeaeao at
a data da jubilacao. De moda que anda acban-
do-se estes profssores no magisterio ficariam de
ante-mo garantidos por urna lei de indulto de in-
terrupcoes de ex^roicos pissadoe e futuros. Da
observancia d'esse favor injustificavel resaltara o
onus de remunerar se ser vicos, qae nao foram
prestados. Alm de que com relacae ao profes-
sor Miranda derrogaria um dispositivo de lei ge-
ra!, considerando-o para os efteitos da jubilacao
em servico effectivo durante o tempo de suspen-
so, em virtude de pronuncia por crime de amen-
cas, segundo venfica-se das razoes pelas quaes a
Presidencia deixou de sanecionar a 9 de Junho
de 1879 urna resolucao, que conceda esse favor
quelle profeseor.
Nao sao convenientes as disposices dos arts.
29 e 30 sobre as loteras da provincia.
A extraccao de loteras um servico do poder
publico executado por seus mandatarios, os the-
soureiro, que nio devea ficar isentos da obriga-
cao de submetter os respectivos planos 4 appro-
vaco da autoridade competente. A isenco d'essa
obrigacao concedida pelo citado art. 30 tanto
mais reparavel quando se refere a um s dos the-
soareiros e nao ao outro, que assim ficaria pre-
sumptivamente menos idneo.
Pelo que toca 4s loteras de que tratam as leis
ns. 1,786 e 1,832 nao ha motivo para dar outro
destino ao respectivo beneficio, quando o seu fim
foi prestar um auxilio, anda necessano emanci-
pacao dos escravos. Nao devem estes ficar pre-
judicados do beneficio da citada lei (que creou
aquellas loteras do valorde 12,000:000*000) pela
fuso de que trata o supradito art 30. Os inge-
nuos tem as suas loteras da qdantia d_.......
10,000:000*000 e a Santa Casa de Misericordia
tambem tem obtdo e contina a obter lote-
ras cuja extraccao tem sido feita desde muito
pelo outro theaonreiro.
A resolucio a titulo de proteger os cambistas,
estabelece urna concessao da qual resulta ficar
elevada a 17 0/0 a porcentagem de um s dos the-
soureiro8. Sea para collocar em melhores con-
dicoes ou o thesoureiro ou os cambistas, a resolu-
cio abre urna excepcao em favor somente de um
dos thesoureiros, com prejuizo de outro ou dos
seus cambistas.
O arL 31, sem motivo justificavel, concede um
abate aos arrematantes da arrecadaco do dizimt
de gado, do qual resultara ficar a provincia pri-
vada d* qnantia de cerca de 16:000*000.
O art. 32 determina a rescso de um contracto
de arrematacSo de pedagio de barreiras, que se
realisar4 depois de findo um semestre do corrente
anno e sem multa ; d'onde resulta que o arrema
tante ter o direito de explorar o contracto at a
paca em que lhe convier.e depois 4 rescso sem
multa.
O art. 33, com prejuizo dos cofres piblicos e
sem razo plausivel, concede um abate de 40 0/0
a varios nrri matantes de pedagio de barreirus.
O art. 34, redigido em termos imperativos, tem
por fim obri^ai- a presidencia da provincia a pro-
rogar por dous annos o contracto de forneciinen-
to de fardainento forc publica.
Segundo o respectivo reguiamento, o forneci-
mento do corpo de polica deve ser feito em co.i-
currencia publica, e contra essa disposicao o ar-
rematante, sem motivo plausivel, tem conseguido
prorogaoves do contracto por varias vezes, exi-
mindo-se da concurrencia e sempre em virtude de
requerimento1', sendo o ultimo iudeferido, para ter
a concurrencia, modo nico de obter-se o
fornecimento mais vantajoso aos cofres provin-
ciaes.
O art. 39 dispensando de especialisacao as fian-
cas 4 Fazenda Provincial, de valor inferior a dois
con tos de res, alm de inconveniente, contrario
4 disposic do art. 3" 10 da lei geral n 1,237,
de 24 de Setemb.-o de 1864.
O art. 40 revoga a lei n. 1,790. de 27 de Julho
de 1883, que conc.deu augmento de veneimentos
aos empregados da Secretaria da Presidencia, da
secretaria da Instrucclo Publica e da Bibliotheca,
conservando, entretanto, o augmento dos da re-
partilo de Obras Publicas. Nao se nega compe-
tencia 4 Assembla para decretar a reyogacao,
principalmente tfe fra dominada pelo interesse
de diminuir despezas. Cumpro notar que o augmen-
to concedido tevo effeito somente qaanto 4 Obras
Publicas, ficando o das demais repartieres de-
pendente de consignacito orcamentana. Ao passo,
porm, que se revoga a lei somente na parte em
que nunca produzio accrescimode despeza, man-
tm-se a que>ngmentou esta e eleva se a qua-
si o aobro es Veneimentos dos terceiros offieiacs
da Secretara da Presidencia, somente consti-
tuindo assim, alm de um oaus aos cofres, urna ex-
cepfo. odiosa e injustificavel contra os demais em-
pregados.
Attentos os motivos expendidos, neg sanecao 4
Alfttsidesra de s*>rnaiialMseoDamos em seguida o mappa demonstrativo do rendimento
da Alfandoga de Fernambioo, dorante o mes de Julhode 188*, eomparaakrefar o*de Igual mes do
anno de 1880.
' < iii ii i.-^ i ~^-r^-T
DBaOMTJIAcZo DAS HBDAS
Imporlac&o
Direitos de consumo .
Addccionaes de 50% .
Augmento de 10 %.
Expediente de 5%. .
Armaxenagem.....
Capatazia.......
Imposto de 40 o/0 sobre fumo.
Despachos martimo
Imposto de pharoes....
Dito de dcas.....
1886
1885
Exportac/to
Direitos de 9%-
dem de 7 <>/. .
dem de 5 o/. .
Interitr
Sello por verbas. .
Dito adhesivo .
Imposto de transm. de 5
7.
Extraordinaria
Multas
267:057*95]
133:325*010
26:665*003
2:868*400
4:803*451
1:416*911
36*000
2:980*000
668*970
2:299*801
*
4:510*187
4*160
523*000
lOffOOO
nrrresjmcis
460:763:
230:842#MO(
46:068*407
5:246*400
10:188*139
1:825*676
119*200
3:240*000
589*'
7:451*925||
15*9
10:593*81
203,
3:450*2
85*640
Pora mais
*
*
*
*
*
*
*

Depotitot
Fundo de emancipacao.
Deposito de diversas origena.
Contribuico de caridade .
Somma.
688*161
21:34*147
849*898
1:701*451
472:420*701
482*024
*
250*030
3:459*312
784:355*363
*
99*810
*
*
*
*
*
20*400
30**187
21:934*147
599*868
*
Parameos
193:706*772
97:0ir*000
19:403*404
2:394*000
5:384*668
409*665
83*200
260*000
*
5:152*124
15*944
6:083*626
199*64
2:927*200
*
*
*
1:757/761
22:860*362
334:795*024
RECAPITULACAO
DEHOBIHAIJAO DAS aBTOAfl
Importacao .
Despachos martimos
Exportacao .
Interior ....
Extraordinaria .
Depsitos.
436:154*926
3:646*970
6:809*988
633*160
22:622*308
2:551*349
Total
427:420*701
754:553*655
3:809*160
18:061*682)
3:739*600
482*084
3:769*242
784:355*363
*
*
*
*
22:140*284
*
22:140*284
318:398*729
160*190
11:251*694
3:106*440
*
1:157*893
334:074*946
560 kilos de peixe a 20 rea
170 cargas de farinha a 200 ris
30 ditas de fruotas diversas a 300
9 taboleiros a 200 ris
11 Sainos a 800 ris
Foram occapadoa :
231/2 columnas a 600 ris
28 compartimentos do farinha a
500 ris.
23 ditos de comida a 500 ris
731/2 ditos de legantes a 400 ris
16 ditos de sainos 700 ris
13 ditos de fressuras 600 ris
1G ditos de ditos a 2*
3 dito a 1*
A Oliveira Castr k C.:
2 tainos a 500 ris
54 talhos de carne verde a lf
Deve ter sido arrecadada nestes dias
a qnantia de
Rendimento do dia 1 a 3
Foi arrecadado liquido at hoje
rs,
11*200
34*000
9*000
1*800
2*200
14*100
14*000
11*500
31*400
11*300
7*800
20*000
3*000
1*000
54*000
226*200
576*940
803,J140
2 seccao da Alfandega de Pernambuoo, 2 de Agosto de 1886.O chefe, Domingos Joaquim da
Fonseca. escripturario, Odilon Coelho da Sdva.
Palacio da Presidencia de Peruambuco, em 4 de
Agosto de 1886. Ignacio Joaquim de Souza
Leao.
Um crime a puolr O Sr.-subdelegado
da Vanea, eacreveu-nos hontem o seguinte, rela-
tivamente ao facto que nos communicaram e pu-
blic4mos sob o titulo cima :
Iilm. Sr. redactor do Diario de Pernambuco.
Sob a indicacao cima V. publicou, na Re
vista de hintem, a communicacao que receben do
fallecimento de Manoel Jacintho de Oliveira, co-
nhecdo por CacAeado, o qual, confarme declarou
publicamente, fra dias antes ferido em urna casa
de jogo na Varzea por um prente do subdelegado
d'esta freguezi i.
Rogo a V. o obsequio de declarar para resta-
belece.T a verdade que o indicado offensor nao
meu prente e nem o conhecia ao menos de nome
e tambem que o ferimento nao foi feito em casa
de jogo na Vanea, onde a policii nao permitte
nenhuma.
Ouvi dizer que n facto deu-se em urna casa
de jogo, prximo 4 estaco do Zumb.
Logo que tive noticia do fallecimento de Ja-
cintho solicitei do Dr. chefe de polica a ida de
mdicos para que fosse feito o preciso corpo de
delicto, e teto teve lugar.
Varzea, 4 de Agosto de 1886.De V. vene-
rador e criado.Manoel Olimpio Ferreira.
AftwannlnaioN'o dia 2 do corrente foi en-
contrado em nm sitio do engenho S. Paulo, do dis-
tricto de Peres, e cadver do lavrador do mesmo
engento Joo Bernardo dos Santos, em adiantado
estasto de putrefaccao, e entre dous leiroes de ba-
tatas, perto da casa em que morava e ligeramen-
te coberfo de trra, tirada de outro leirb.
O infelis era casado e tinha filhos, porm resi-
iia em outra casa com um engajado de nome Joo
Rufino, que h dias desappareceu dalli e levou 2
cavallos e a roupa d > morto.
Parece ter sido esse engajado o autor da morte
de Joo Bernardo.
A policia tomou conhecimento do facto.
Ferimento leveAnte-nontem, as 7 1/2
horas da noite e na ra do Joo do Reg, foileve-
roente ferido por um desconhecido, Jos Antonio
Dias, na occasiao em que se retirava d fabrica
O ferimento foi feito por faca, havends procedi-
do vistoria o Sr. Dr. Barros Carneiro, que o
consideroa leve.
O criminoso evaporou-se.
OutroEm data de 31 do mez prximo findo,
encontraram-se Firmino Jos de Hollanda e Ma-
noel Amancio Pereira, ambos moradores na fre-
guezia da Varzea, que travando entre si urna al-
tercaco, resultou sahir o primeiro ferido leve-
mente. ,
O delinquente evadio-se e a autoridade local
procede nos termos da lsi.
nVereadore da Cansara Municipal
do taeelfe Na relaco dos voiados que teem
de entrar em 2 eservtinio e que hontem publica-
mos na noticia sob o titulo cima, deu se um en-
gao typographico quanto ao 16, Sr. Joaquim Al-
vea da Fonseca, que liberal e n3o conservador.
Cldade da VleoriaEis os vereadores
eleitos em 1" e 2- escrutinio :
Heiculano de Barros L'ma (C).
Antonio de Mello Vercosa (C).
Manoel Jos da Cesta (C).
Manoel Lydio Alvares (L).
Francisco de Amorim Luna (L).
Marcelino Jos Mara de Almeida (C).
Jos Henrtques de Sonsa (C).
Christovo de Hollanda Cavalcante [C)
Francisco Souveii de Queiroz (L).
Dlnhelro O paquete nacional Espirito
Santo, tronxe para esta praca, a diversos, a somma
de 31:051*820.
Socledade Propagadora
Iruccao PublicaReune-se o
perior dessa asciacao amanb, s 5 horas e meia
da tarde, no lugar do costume, para assumptos que
lhe interessMm e a todos os associados.
Dseiiia nocturna de Pulmarcs-A
Escola Noeturua, que sob os auspicios da confe-
rencia do Sagrado Coraco de Jess da Sociedade
de S. Vi ente d* Paula destu cidade funeciona,
conta matriculados 105 alumnos qu. com 7 qUesa-
hram faziam 115. A regencia da cadeira acha-se
sob a direceo do presidente da respectiva con-
ferencia, que como j di asemos a isto presta-se
gratuitamente. E o movimeoto da mesma nos
dous mezes ltimos foi o seguinte: a frequencia
diaria toi de 52 26/73.
Recebeu as seguintes offerts :
Pelo socio B. Sobreira: Doutrina Christa por
Castro Nunes, 1 vol. ene.; Arithmetica por C. Nu-
iles, 1 vol. ene.; Carta por Landelino Rocha, l
papel, penna, tinta, agua e luz.
Pelos socios J. Nogueira e J. Luiz : Inatruccao
Moral Religiosa pelo padre S. F. des Santos, 2 vol.
ene.
Pela redaeco do estudo: os ns. 3 e 4 do seu
jornal. Destribuio pelos alumnos: Doutrina Christa
l.Arithiiietica 1, Simo de Nantua 1, Carta 1, Sy-
Inbario Portuguez 1, papel, penna e tinta.
Sao coadjuvantes de professor os socios, Fir-
miano Minauo, Sebastin Themudo, Austricliano
de Medeiros e Manoel de Barros Araujo.
Nos domingos, dias santificados, ha nma aula^
para cathuoisuio.
As pessoas que se dignarem coaju-rar a ins
tituico, j4 em livros ou outro qualquer donativo
podem entregal-oa no Recite ao Revm. Dr. secje-
tario do biapado, nesta cidade ao Revm. vigario
ou a qualquer dos socio cima declarados.
Hospital do convenio de H. Bento
em OllndaDurante o anno que comecou de
lo de Julho de 1885 a 30 de Jnnho de 1886, en-
jraram ueste hospital 58 doentes, sendo 32 horaens,
mulheresl8; curaram-se 24 homens e 12 mu-
lheres; melhoraram 3 homens e 1 mulher; falle-
ceram 3 horneas e 2 mulheres e existiam em trata-
mento, 2 homens e 2 mulheres.
Mappa postalO Sr. Augusto Cesar de
Mendonca Brito, contador do Correio de Mara-
nho, obsequiou-nos com am exemplar de um in-
teressante mappa postal impueaso, que orgauisou,
e referente ao servico da administrado do Correio
d'alli.
Agradecemos lhe o mimo.
ymn*Mtica policial Em Nova-York
ospoiicimen (agentes di policia publica de segu-
ranca) teem urna sala particular para a gymnas-
tica, onde aprendem certos exercicios do corpo
Chegou-se a reconhecer que para exercero.seu of-
icio, o policeman daquelle paiz tem necesaidade
de urna certa destreza a agilidade physica. ah
foi instituida urna escola de gymnastica para o
da I n h- pracas da policia, padre Emygdio F
conselho su-
SeU USO. ,.
Acontecem de facto varios casos em que o indi-
viduo a que ae quer prender, se comporta a se mo-
ve de tal modo que nada se pode conseguir senio
com o desenvolvimento da torca corporal. Nes-
tas osndices os agentes de polica debis e pou-
co ageis nao podero tazer os neeeasarios servi-
cos. Por isso sao adestrados particularmente nos
manejos de que podem fazer uso frequente, como
a lucta corpo a corpo, o pugilato (boxe) e a esgri-
ma. Um policeman beta adestrado no ooae pode
com alguns golpes bem acertados reduzir 4 impo-
tencia um malteitor recalcitrante. Do mesmo mo-
do um policeman se se affronta cora um luctador,
pode fcilmente domar o faccinoroso que nio for
to bem exercitado.
E' a gymnastica a moda germnica qne se en-
silla ao policeman de New-York.
Mas entre nos a gymr'astica qae ae deve ensi-
nar aos ageutes da policia, outra muito difieren
te, a autorisacao com as davidas instrueces
para poderem no exereicio dos seus servicos usar
dos sabres, que nao devem traaer s para mero
apparato militar, afim de com elles se defeoderem
dos faocinoroeoB, que de certo tempo para c4 inun
dam eata cidade, antea que ellea os inviatam com
as suas inseparaveis companheiras facas, os firam
e mesmo os matem como frequentemente se esto
dando taes casos.
I Hoje :
Peto agente Sveira, s 10 1/2 horas, na roa
de Fernandes Vieira n. 50 do taberna ah sita.
Peto agente Gusmao, 4s 11 horas, na ra do
Mrquez de Oliuda n. 19, de miudexas fazeodas,
movis etc. etc.
Miasma* fnebre.Serao celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, em S. Francisco, por alma de D.
Anna Lenidas de Figuera Faria.
- Amanh:
A's 7 horas, no convento de 8. Franeiseo, por
alma da Jos Azevedo de Andrade; s 8 horas na,
matriz di Escada, por auna de D. Mara Porcina
Gomes Porto.
8abbado:
A's 8 horas na matriz da Boa-Vista, por alma
de Oliveira,
Jos Francisco de Lima, Macario E. Pereira Cas-
tro, Jos Graciano G. Lima, I. P. H. Dimmon e
1 criado, Henriqueta Gusry. Augusto Rimanax,
Jos Pereira dos Santos Farofa, Francisco Perei
ra Lyra, Paulino de A. Reis Vianna, Silvino de
Araujo.
Cana de netencaoMovimento dos pre-
sos no dia 3 de Agosto :
Existiam presos 320, entraram 6, sahiram 10,
existem316.
A saber:
Nacionaes 287, mulher 1, estrangeiros 8, es-
cravos sentenciados e processados 10, ditos de cor-
recciio 10.Tothl 316.
Arracoados 296, sendo : bons 284, doentes 12
Total 296.
Nao houve alteraco na enfermara.
OperacoeH clrnrsrlcaisForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 4 do corrente,
as seguintes :
Pelo Dr. Pontual :
Extracca > de um corpo estranho (pedaco de
pao) profundamente implantado no p, com fstu-
las no dorso e planta do p.
Pelo Dr. Estevo :
Extraccao pelo thermo cauterio, de grande ole-
phautiasis dos grandes labios.
Lotera de McelePor telegramma re-
cebido pela Casa Feliz, sabe so que, nal.
parte da 13 lotera extrahida em 3 de Agosto to-
ra a premalos os seguintes nmeros :
17.834 200:000*000
13 ftH.o 40:000*000
5.521 20:000*000
32.96 10:000*000
39.461 5:000*000
3.168 2:000*000
8 832 2:000*000
14.348 2:000*000
14.363 2:000*000
16.778 2:000*000
18.391 2:000*000
30.369 2:000*000
33.772 2:000*000
36.597 2:000*000
Premio* de l:OOOS
5.625 8.032 10.328 10.505 12.330 12.867
13.020 14.184 17.0<;3 18.128 25.632 26.928
28.009 28.258 29.669 30.740 31.547 33.885
34.906 36.756 39.181 39.539 39.702
tpprosimardes
17.833 4-000*000
17.835 4:000*000
13.584 2:000*000
13.586 2:000*000
5.520 1:350*000
5.522 1:350*000
Os nmeros de 17.801 a 17.900, excepto o da
sorte grande, estao premiados com 400*.
Os nmeros de 13.501 a 19.600, excepto o pre-
mio de 40:000*000, esto premiados com 200*.
Todas ss centenas oujos dous algarismos termi-
narem em 84, esto premiadas eom 100*, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminarem em* a
esto premiados, com 20*
Lotera da provinciaA lotera n. b5,
em beneficio da Santa Casa de Misericordia do
Recife sor extrahida quando for annunciada.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se acharao expostaa aa
urnas e as esoiieras, arromadas em ordem num-
rica apreci i lo do publico.
Lotera do MoA 4* parte d lotera
n. 198, do nevo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida hoje 5 de Agosto.
Os blhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da provincia de Yanta Ca-
tnarinaEsta lotera cujo maiar premio de
100:000*000, dever ser extrahida impreterivel-
mente amaoh 6 de Agosto prximo, s 2 horas da
tarde. _
Os bilhetes acham-se- venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de OtOOO00
A 2" partes da 13 lotera, cujo premio
grande de 20:000*, pelo novo plano, ser ex
trahida impreterivelmente no dia 10 de Agosto s
11 horas da manh.
Bilhetes 4 venda na Casa Feliz da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Roda da For-
tuna 4 ra Larga do Rosario n. 36.
precoa resumidos.
Lotera Extraordlarla do Yplran-
ga O 4." e ultimo sorteio das 4. e 5. senes
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida & 14 de Agosto pro
ximo.
Acham se expostos venda os restos dos ti
Ihetesna Casa da Fortuna 4ra Primeiro de Mar-
co n. 23.
Tambem acham-se venda na praea da lnde-
do tenento Manoel Guimaree; 4s 8 horas, na
Presos do dia :
Carne verde a 320 e 400 ris o kios.
Sumos a 500e 560 ris dem.
Carneiro de 640 e 800- ris dem.
farmh de 320 a 240 ris a cuia.
Milho de 280 a 320 ris idem.
Feijao de 640 a 1*280.
Ceiniterio PublicoObituario do da 3
de Agosto de 1886 :
Maria, Pernambuco, 2 dia3, Boa-Vista; ao nas-
cer.
Ludgero, Pernambuco, 9 mezes, S. Jos; c-
lica.
Maria Thoodora da Conceico, Pernambuco, 36
annos, solteira, Boa-Vista ; bronchite.
Ura feto, Pernambuco, Recife, nasceu morto.
Firmiana Maria da Conceico, Pernambuco, 33
annos, casada, Boa-Vista; tubrculos pulmo-
nares.
Salustiano Gomes do Espirito-Santo, Pernam-
buco, 52 annos, casado, Boa-Vista ; cougestopul-
monar.
Cypriano, Pernambuco, 65 annos, soltciro, o.
Jos ; infiammacao intestinal.
fOMMUNICADOS
Ao eleltorado do 3o distrlcto
lUm. Sr.O fallecimente do Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araujo, abrindo urna vaga na de-
putacao de Pernambuca, determinou a necessidade
de urna cleico no 3o districto, que aquelle illustre
cidado to dignamente representava.
Para preencher essa vaga proponho-me eu aos
suffragio8 do distincto eleitorado desse districto,
nao movido por impulso proprio, nem tomado de
ambices que estou longe de nutrir, mas por apre-
sentaco do partido em cujas fileiras milito e alen-
tado pelo desejo do continuar a prestar servicos ao
paiz nesse posto de combate que me foi indicado.
E', pois, escudado com esse patritico desejo e
patrocinado pelo men partido, cujo venerando
chefe tenho por amigo, que eu venho solicitar de
V. S. o seu voto e todo o asu precoao auxilio 4
minha causa no pleito que ae vai ferr brevemente
nease districto, onde V. S. gosa de prestigio e dis-
poe de merecida influencia.
Bem conhecido nesta provincia, onde nasci e
ende tenho sempre vivido 4 mourejar em fadgosas
lides pelas ideas conservadoras, e sob a gide
d'aquella honrosa apreaentaco; creio que ser-
me-ha excusada a exhibicao de um programma,
pois que outro nao posso ter que nao o do partido
ao qual tenho servido com dedicaco e esforco.
Entretanto, de harmona com o notavel discurso
proferido no Senado, em 1879, pelo honrado Sr.
conselheiro Joo Alfredo Correa de Oliveira, digno
chefe conservador em Pernambuca, direi que a
synthese do meu programma pugnar pelas re-
formas que forem e desenvolvimento pratico dos
grandes principios liberaes consagrados na Con
suiUai^Sn g Que ormam a base das instituicoe
que nos, os conservadores, maotemos e queremos
manter.
Dentro de taes limites ha espaco bastante para
todos os melhoramentos intelectuaes, moraes o ma-
teriaes, para todos os commettmentos serios da
poltica, economa, financas e administraco, emfim
para todas as mais altas aspiraces dos povos
Uvres, que vivem aob o rgimen parlamentar.
No decurao doa vnte annos que constituem a
minba vida publica, sempre girou nessa rbita a
a minha actividade, e disso fazem prova os meus
modestos esfor$08 na Assembla Provincial e os
meus pequeos trabalhos na imprensa, estes lti-
mos attestados pelo Diario de Pernambuco, em
cujas paginas tenho esteriotypado a minha alma
e o mea coracao, pugnando por tudo quanto se me
tem afigurado til e vantajoso causa do paiz e
mais particularmente desta provincia.
Como garante dos meus intuitos de futuro offe-
reco esse modesto passado ao digno eleitorado do
3 districto, assegurando-lhe que envidarei quanto
couber em uim para elevar-me 4 altura da situa-
co do paiz e para mostrar-me merecedor da cou-
fianca co n que me Murar esse digno eleitorado
O meu norte ser o bem publico e o caminb
para elle essa honrosa confianca que nunca f a' i
ao illustre cidado 4 quem aspiro substituir e ca
as virtudes civiea3 tomarei por modelo.
Subscrevo-me com a maior consideraco e res
P^0' De V. S.,
Amigo, attento, venerador e criado.
Recife, 6 de Julho de 1886.
Felippe de Figueirda Paria.
pendencia ns. 37 e 39.
;VrTTa"Esc;"da, por alma do Dr. Le.nardo An- Lotera da ?*toTA*j^*MjAo.
t^nio de Almeida teria da corto, cejo premio grande de 100.000*,
Pasjdelroo -Chegadoa dos portos do or- ser extrahida no dia .de Julho.
r-aitn*. 6 j-nta Os bilhetes ach-im-se 4 veada na Casa da For-
te no vapor nacional ttispirxto naneo : V'D "__ u..~, o
Dr A tonio H. de Carvalho, Franeiseo A. B. tuna 4 ra Cr.meiro de Marco n^23.
Lima Thoodora Garcia, Jo*nn; Gomes, Catbari- Tambem acbam-M 4 venda na pracad. Inde
nadeLemo8,Ignacia Magno, Carlos Asfor, Ar- d^D,c'H.n-_fI ^M|^_Foram abatidas no
mida, Tertuliano Pinheiro Filho, Manoel H. da movimentodeste Mercado nos das 4 do coa
Costa Monteiro, Manoel D.a da Silva, Jos* & reate, foi o ae.ru.ote:
das Si-ve, Antonio Loarenco Games, Jos Joa- EnQt'*m ux hila
qu.m de Sonsa, Piloto J. S. Gyaor e 2 ssanyos, 2' 35 bo pesando 5,11* tawo.
INDICACOES OTIS
toiro, veaidsy raa do Bds)scio< nj. 20, onde
pode sor procurado qualquer hora do di
ou da noite. Consultas: de 1 s 3 horas
da tarde. Especialidade: molestias e ope-
rarles dos orgaos genitourinarios do ho-
mem e da mulher.
Dr. Barreto Sampaio mudoa seu consul-
torio do 2.a andar da casa n. 45, a roa do
Bario da Victoria, para o 1." andar, da
casa n. 51, 4 mesma ra, como consta do
seu annuncio inserto na seccao cosnpe-
tento. Residencia a ra Seta de Setem-
bro n. 34.
Advocado
O bachartl Benjamn Bandeira, ra do
Impejador n. 73, 1. andar.
Dr. Seabra. Mudou seu escripto de-advo-
gacia para a ra do Imperador n. 24.
Drogara.
Francisco Manad da Siina dk C. dapo*
sitarios de todas as especialidades phazma
ceuticas, tintas, drogas, productos chinci
e medicamentos homoeopaticos, ra do Mar-
ques da Olinda n 23.
Pirrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapino
de Francisco dos antos Macedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande estaba e
cimento, o primeiro da provincia n'osto ge-
nero, compra-se e vendo-so madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta albeia, assim como se preparam obras
de carapira por machina e por precoa sem
coD-f^Ta.
PtBLICACOES \ PEDIDO
Co arca de Garanhans
Hedlcon
Consultorio nsedlco-clrarglco do Dr.
Pedro de Attalsyde Lobo loseoso A
roa da loria n. SO.
O doutor Moscozo d consultas todos os
lias uteis, das 7 s 10 horas d manhl'
Este consultorio offerece a commodida
de de poder cada lente ser ouvido e exa-
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreo pra-
a do Commercio, onde funociona a ins
poecao de sade do porto. Para qualquer
i estes ious pontos poderSo ser dirigidos
> chamados por carta as indicadas hora.
O Dr. Arihur Imbassahy, medico oceu-
lista. rocentemente chegado, esta cidade,
d consultas todjs os dia*, das 8 s 10
horas da manh, sendo gratis aos pobres.
ao 1. andar do predio n. 8, largo da
Santa Cruz.
Consultorio allopatlco -donlnoeCrlco
Dr. Miguel Themudo d consultas das
12 s 3 da Urde em sen consultorio ra
do Baro da Victoria n. 7, 1. andar.
Chamados por escripto a qualquer hora.
Especialidades partos, febres, syphilis,
molestias do pulmlo e do coraco.
Dr. Lopes Pessoa Medico.Residen
cia a ra de D. Pedro I n. 2, ondo pode
ser procurado at s 9 horas da manh..
Consultorio ra do Bom-Jess n. 37 1.
andar. D consultas das U s 2. da Ur-
de. Gratis aos pobres.
Dr. Gama Lobo, medico operador e par-
III
Arrumaram em Correales um processo crime
contra dous primos meus, capitao Jos Prxedes e
Leite de Veras e tenente Pompeu de Veras con -
tra o respeitavel anciao capito JoSo de Barros
Cerris, padrinho do primeiro que tambem genro
de meu irmao.
Correu o processo, Deus sabe como; mas afinal
o promotor publico, Dr. Lydio Mariano, opinou
pela nio pronuncia, como se v de seu jurdico pa-
recer, abaixo transcripto, com o qual conformou-
se o juiz municipal Dr. Bernardino Maranbab.
Estes dous magistrados insuspeitissimos com re-
laco a nos, recemchegados comarca, onde nao
podem ter ainda odios euaffeies e a quem pro-
cedeu honrosa tradiccao a que vo corres pon dendo
estes magistrados, digo, sao urna garanta da jus-
tica da decisao.
No entretanto o que faz o Sr. Dr Cintra a quem
foram os autos em grao de recurso? Sempre
prompto a molestarnos o a catar opportunidade
de perseguir-nos, encontrn nesse processo pasto
a seu genio.
O Sr. Dr. Cintra, que hontem por qualquer de-
mora superior a 8 dias eensarava aeua aubalternos,
e por oatentacio de um falso cumprimento de
dever fazia publicar na imprensa suas acrimonio-
sas censuras, demorcu os autos em sea poder
por quasi 3 mezes, se que nao exceden, e agora
fal-os baixar ao eartorio com o aeguinte interlo-
cutorio que abstenho-me de qualificar por sua for-
mula: Voltem oa aatoa parao juizod'ondetw'o,
afim de serem reiuqueridas as testemunhas que
nao depozeram cumpridamente a respeito do tac-
to, uo dizendo como deu se a fuga, em que lu-
gar e quem o (?) guardava quando effeetuou se
a fnga.
De parte o erro do Sr. Dr. Cintra quando quer
que num summario as testemunhas deponham cum-
pridamente; em contraposicSo ao preceito de noe-
s direito processual que exige que os depoimentof
ah Bijia, breves e claros, reservando para ojuizo
plenario as minunciosidades do facto, passare a
moralidade do acto do Sr. Dr. Cintra.
Appsrentemente e para quem est fra do tnea-
tro dos acontecimentOB, n'aquella despacho pde-
se ver somente escrpulos, alias lonvaveis, d uin
julgador quequer a justica e a lei: um juiz dedi-
reito que mandou corrigir defeitos e lacunaa que
.pps. niniina ni\hmettidos a seu conhecimento.
Nada muir natural.
Mas, como aqui cabivel umtartufismoem
lettras garafaes! !
Nao, o Sr. Dr. Cintra, nao quer a justica, quem
o v e o ouvo, por entre o carregado de seu sobre-
olho, boje, quando falla o adversario on a seu res-
peito, conhece que elle embarazado por destruir os
fundamentos da santenca de pronuncia e do pareeer
em que ella se baseou, e querendo rrastar os dous
pelintras cadeia, queeto sua de honra, precura
motivo- para justificar-se depois, quando qualquer
increpaco lhe foi feita, pela assentada, dismHla e
necessaria reforma da sentenca. E senao attenda-
se para a insinuaco que reaalta d'aquelle interlo-
cutorio. .
Nao somente os pelintras na cadeia, o que
qujr o Sr. Dr. Cintra ; quer mais ainda ; e o Sr.
Dr. Cintra tem conscienca de que nos temos ra-
aao e sab-r que propriamente se procura por esse
mativo a perdico de meu irmao, cousa tao alme-
jada e planejada pelo Sr. Dr. Cintra.
A respeito da certeza que este tem de que aquel-
le meus dous parentes, logo que sejam pronun-
ciados, tratara regularmente de sua defesa, ou
se recjlhendo priso ou prestando flanea, como
no caso couber; a dospeito de saber anda o Sr.
Dr. Cintra qu* elles por sua posico, no circulo
em que vivem nao se homisiarao em parte alguma
a despeito ae serem elles moradores em Corrente*,
onde sao negociantes, e meu irmao em Palmmra ;
a despeito do tudo isso o Sr. Dr. Cintra prepara-
se para pronuncial-os em segredo, e em seeredo
requisitar sua priso ao tal subdelegado de Fal-
meira, dando lugar a este, cercar, varejar a casa
de meu irmo. desactalo e fazer tudo mais quan-
to a perversidade diUr, ob o pretexto d'ahi es-
tarem homiaiados os criminosos ; e ento ac-
crescenta o Sr. Dr. Cintra, felicidade nossa se ella
(meu irmo) resistir, quero ver se o irmo (eu) na
captol acha presidentes que o valham e que pos-
sam censurar-me pela exteuco de urna ordem te-
qal. .
Eisonovo plano do Sr.Dr. Cintra, que me faz es-
tremecer pelo desfeAo d'esse drama cujo prota-
gonista ser o juiz de direito de minha comarca,
que jmaiaquiera ver na contigencia do Crato,
no Cear. ,
No subsequente artigo mostrare as razoes do
odio d Sr. Dr. Cintra Palmeira ; este termino
com o parecer a que me refer.
Eil-o : ,
O art. 125 membro 1* do cod. crim. exige,
como oondico indispensavel, para a imposico das
penas n'elle estabelecias, a conwuencta, que
alias deve ser provada. Da prova a'este summa-
rio constante dos depoimentos de 3. 13 a fls. 18
v., mauifesta a Burpresa de que foram victimas
os summariados, incommodando-3e alias muito,
com a fuga do preso Evaristo dos Santos Leal ; e
d'ella anda se evidencia que nenhuma conviven-
cia houve da parte dos aummariados. para que ae
dsse a mesm i fuga. .
N'estas condices, nao podem os summarialos
estar angeitoa saneco penal doa arta, citados,
desdo que n'elle se faz imprescindivel a condic-
da connivencia para a fuga, menos fstarom^elles
sujeitos ao diaposto no membro n. 2 do art. desde
que, nao se podendo considerar ernae ou delicto,
senio a aeco ou omisso voluntaria, eontiava
as leis peaaes (art. 2 f Io do mesmo cod.) nao
est provada a omisso voluntaria dos summaria-
dos, na faga do referido preso Evaristo dos San-
tos Leal, nem to poneo que houvesee negtigeta
da parte d'alles, em raso da qual ella se aesse,
e par que se Asease effectiva a sua responsabili-
dade ; sendo certo, que a negligencia, na hypo-
theae deve aer exuberantemente provada, para
aue possa aer punivel nos termos do referid* *rt
125, membro 2o do ct. cod. Dontna maas oa
menos semelhante, snst. ntou o Supremo Trirjunal
de Justica, no accordao de 14 de Desembro de
H64, proferido na revista crime n. 1,287.
, vista do exposto, que torna ^f**, a
falto de provas convincentes da cnminalidadodos
summariados, parece de justica e eu requeiroique
8t Gara^huT^bHi de 1896 O promo-
tor publico, Lydio Mariano de AlbmpHrqur.
-
<
m


Diario de PernambucoQuinta-feira 5 de Agosto de 1SE6
I


*
% actnai administradlo da pro
?lacla e orgo liberal
v
Nao costumaraos queimar incens lisonja para
obtenco de recompensas.
Difendendo, como temos feto, a actual aamims-
t?acSo, dos tiros da calumnia e da mentira, hbil
mente disparados pela opposicile em sus. imprensa,
so visamos um fim>o restabeletdmento da verdade
para mais Urde, quando se queira cortejar a
atuaco liberal com a conservadora, o investigador
possa encontrar dados seguros na soa investiga -
ci.
N&o queremos offender aos adversarios, nem mes-
mo manter polmicas com a Provincia, ao contra
no, continuaremos e discutir com convieco, o que
actualmente se passa entre nos, dizendo com desa-
sonibro algumaa verdades em tom de amiaade,
como quem conversa humorsticamente em casa,
rodeado de bons e leaes amigos.
Ninguem, absolutamente ninguem, nos podera
negar esse direito. A'quelles que nos insulUrem,
diremos nicamente com o notavel pbilosopho Des-
cartes :sempre que urna offensa nos foi teita, pro
curamos elevar a alma altura tal, que a offensa
nao lhe possa chegar.
Quando emprehendemos a honrosa tarefa de con-
fundir o orgo liberal, que diariamente atacava a
administracao e a situaco conservadora, tinhamos
certesa desta chapa, usada por todos os partidos
em np-ysico o defensor, o jornalista ex-adver-
so um pescador Tagua turva; um assalariado,
etc., etc. ...
NSo nos admiramos deasas armas, heje jogadas
pelos meamos qce, na Assembla Provincial, em
1881, e na Democracia serviram-se d'ellas para
ferir aos proprios correligionarios.
Hontem FeitosaeApngio iuimares, esaas duas
grandezas da familia liberal, tarabem soffreram os
mesmos golpes, desferidos pelos conservadores e at
por alguna dos aeus correligionarios ; mas, elles nao
se retrahiram, nem emmudeceram ; ao contrario,
levantaram mais alto a voz e francamente annun-
ciaram duras verdades, combateudo as ambices e
os erres dos politicoes desta trra.
Eis o exemplo que nos havemos de seguir.
Nao nos assemelhamos esses machiavelicos e
caricatos politices, que andam por ahi, gritar as
pracas publicas contra o Soberauo, contra a mo-
narchia e contra tudo, porque nao podem hojo sup
portaro ostracismo. Pique certa a Provincia,
deuma vez para sempre, que a oaior recompensa
que podemos ter, amaior gloria, a satisfaco in-
teira de urna consciencia pura e boa.
Brevemente diremos porque somos conservado-
res.
Deixemos, porra, esse simples cavaco, que
pessoal,
VI
Os cargos pblicos sao destinados acudir as
necessidades sociaes, e nao a prover as accommo
daedes e arranjos pessoaes.
Infelizmente, no Brasil, como em ontros paizes
da raca latina, o Estado considerado como um
immenso viveiro, onde os subditos cm geral, depo-
sitama esperanca le crescer sombra dessa
immensa arvore que se chamaorgamento.
Thiers, reconheceu na Assembla Franceza que
a sorte do governo consista em procurar trabalho
para os homens a cata de empregos.
Dizia elle : semelhante tarefa, que converte as
repartifes publicas sm oficinas nacionacs,
superior acs meios de que possam dispor os mais
generosos governos.
Em Franca, nenhum limite se ba posto a mu
tiplieacao dos empregos e arranjos para accom-
modaco dos funccionarios. a tendencia da
raca latina, que se deve lancar esse inconvenien-
te.
Tem raz, continua outro escriptor em urna
condico especial da socieda.de.
Francezes, hespanhes e italianos, nao se satis-
fazem com as circumstaocias em que uasceram ;
habtuaram-se a considerar o governo qual a pro-
videncia boa ou m, de quem. no entanto, como de
om icimigj devem porfiar para eztorquir quanto
pensam.
Conseguir um ministio defenderse das soliei-
tacSes de requerentes individuaes, mas, certamen-
te hade ceder a urna naco de pedintes-
Infelizmente, o que dase Thiers, urna pura ver
dade; e mesmo que se obse va entre nos.
Ha, n'este paiz, urna enorme contraria de pe-
. dintea de empregos pblicos, que toda a riqueza
nac nal accumulada, nao seria suficiente para
fazer facaos veucimentos que esaes cropregoi a
crear exigiriam.
Hoje, os governos lutamcom grandes difficulda-
des, quando se inicia urna situaco para despa
char o attender a Un >s pedintes, e satstazer as
exigencias dos polticos e dos diputados.
UcinhueuiK uSu se quer empregar as torcas, a
.actividade, na lavoura, as artes e as industria,
porque entendem muito que essaa forcas em breve
se enfraquecem. pela dureza do trabv.lho ; e mra-
mo os c-oqtmodos e os attractivos das cidadea va-
lem mais que o salario certo do homem do campo,
ou dos sobrios reaulUdos colhdos pelo agricultor
ou industrial.
Desse modo de entender e applicar a actividade
industrial, originis se muitos males, que n flectem
nao s na familia como na patria.
Esaes parsitas, que vivein com todas as si'ua-
ces polticas e voluntariamente se prestam a re-
presentaren} todos os papis de comediante ; que
gritam e apoiam hoje na praca publica a Pedro
com ideas adiantadas e livres, e amanh louvam e
applaudem Ticio, de ideas retrogadas ; agamm-ee
qual sanguisugas aos politices de influencia de am-
bos os partid js e sugam toda a aeiva nacional, puis
degrafadamente, quasi sempre necesserio pro-
curar um meio licito ou Ilcito, da accommodar e
nio contrariar esaas influencias, das quaes o
governo depende.
ttofsa commerrlal de Pernam
buco
RECIFE, 4 DE AGOSTO \>E 18St>.
As tren horas da tarde
Cotacte* ulfieiaes
Nao houve.
O presidente,
Pedro Jos finco.
Pelo secretario,
Augusto P. de Lemos,
* RENIMENTOS 11c* de Agost< ALFANDE Rscxbii)iaD 2 a 3 I'c d 4 CosaCLADO PBOVISCIAL De 2 dem de 4 Rrcn draynoi -.'e 2 a 3 dem de 4 PBL1 > de im GA s3 eos 1:0064463 1:226*543
2:233*1 06 1:009*674 799*439
1:809*113 1:877*722 1:757*661
3:635*383
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Lugar inglez Flora, entrado de Terra -
Nova, do dia 3 do crrante e consignado
a Sannders Brothers & C, manifestou :
Bacalho 3,686 barricas e 616 meias
ditas aos consignatarios.
Vapor nacional Espirito-Santo, entrado
dos portos do norte no dia 4 do crrante e
consignado ao Visconde de Itaqai do Nor-
te, manifestou:
Barris vasios 170 a Maaoel Marques de
Oveira, 40 a Amorim Irmaos 4 C.
Caf 20 saceos a Gomes de Mattos Ir-
ruios.
Gomma 10 paneiros a Joaquim Felippe
ti A guiar, 10 a Costa Lima C.
Jaborandy 1 fardo ordem.
Pipas aasias 10 a Amorim Irmaos dt C.
Salsaparrilha 20 rolos a G. Laport
D'ahi a justificaco da reacio, quando sobe ao
poder um partido ; d'ahi originam-se essas demis-
soes injusUs dos empregados honestos, intelligen-
tes, trabalhadoies e onerados de familia.
Essa arma de guerra, essa guilhotina poltica
usada por ambos os partidos, cabendo ao liberal
entre nos, bem como em todos os paizes da Eu-
ropa, a maior culpa no abuso desU terrivel arma.
O aetual administrador Dr. Ignacio Joaquim
de Souza Lelo, nao adoptou essa doutrina de
reaeco. Tomando poase, em Marco do corrente
anno, S. Exc. tem procedido com muiU parcimo-
nia e criterio as demissoes, einbora contrari a
alguos correligionarios : nao pretendeu, nem de-
seja imitar o exemplo do Dr. Adolpho de Barros,
que em 1873 demittioos jaizci municipaes sup-
plente*, os promotores pblicos, o administrador do
Consulado, Dr. Eduardo de Oliveira, o reitor do
Gymnasio, os efficiaes de polica, 120 delegados
litterarios, os empregados das obras publicas, da
detenco, das collectonas provinciaes. A rasoura
toi compleU. O conservadores eram para o Dr.
Adolpho de Barrosos fil/ios espurios, os parias
da provincia.
Hoje, no dominio conservador, na administra-
gao do Dr. Ignacio Joaquim pratica-se o inverso :
as reparticoes publicas continuam com os mesmos
chef-.-s e subalternos, alguns exageradsimos e hos-
tis ao governo ; os professores primarios nomeados
pelo 8r. Baro de Gaiara, esto regendo as mes-
mas cadeiras ; os directores, os lentes e emprega-
dos da Escola Normal, Gymnasio, Consulado es-
to nos seus postoa; os promc torea pblicos libe-
raes, como bem dase o conselheiro Joo Alfredo
no'senado, estao as suas respectivas comarcas.
O quedesejaes mais, ^rs. da Provincia 11
Quaes sao as demissoes injustas, illegaes dadas
pelo actual voe-preaidente ?
A nomeacode um ou outro collector provincial,
a demissao de alguns agentes do correio, a remo-
cao de cinco promotores para o interior e a de-
missao de quatro empregados da capaUzia, eis o
enorme crime de S. Exc em seis mezes de a lmi-
nistrajao, e que tem servido de thema de discus-
so da Provincia.
A redacco do orgo liberal, j esqueceu-se de
que a propria Provincia esereveu na 1* poca ?
Vamos repetir textualmente:
Os col lectores e agentes do correio sao func-
cionarios de confianca poltica ; desde que elles
ao merecem essa confianca da situaco que co-
meen, urna necessidado do governo, a demissao
e o preenchimento das vagas pelos noaaos ami-
gos.
Quem eativer a par do machinismo governa-
mental, reconhecer que 8. Exc. n2o responsa-
vel pelas alludidaa demissoes. Os presidentes de
provincia nao demttem os agentes do correio e os
colleccores, senSo mediante propostas dos respec-
tivos chefes, isto do inspector do Thesouro e
administrador dos Correios.
S. Exc. tem sido tao imparcial na gesto dos
pblicos negocios que nomeou ltimamente pro-
motor de Flores ao Dr. Azevedo Silva, liberal dis-
tincto, ligada a urna familia liberal do 8o distric-
to ; e deu melhor collocacao ao Dr. Tito Cesar re-
movendo-o de Ouricury para Tacarat.
Quem tiver amor justica e souber sopitar a
exploso da paixao p irtidaria quem quizer prrs
Ur homenagem a verdade, ha-de concordar com-
nosco, que S. Exc. o Dr. Ignacio Joaquim de
Souza Leo tem gerido os pblicos negocios com
lealdade e imparcialidade, distribuindo com gre-
gose troyanos verdadeira justica, embora mui-
us vezes tivesse de contrariar os interesses e
exigencias de seus coi-religionarios e amigos.
E' dever da opposi^o apreciar lealmente, sob
oexclusivopinto.de vista, rto interesse publico
a actual administraci da provincia, exhibindo
immejiatamente as provas de aua acfiusacio ou
censura.
Becife, 3 de Agosto de 1886.
Qassius.
Moeda falsa
O artigo publicado na Provincia de 31 do mez
prximo findo, sob a epigraphe que encima estas
liuhas, merece urna rectifleacio na parte em que
se refere ao Sr. M^rianno da Costa Araujo Ja-
pias, que no referido artigo aponUdo c-mo,
paseador de sedulas falsas.
O Sr. Japiaas nao nega ter reeebido de heve-
rina de Albuquerque Barros algnmas notes e ni
mesina boa l com que deste aa a'ieitou, ,deu-as
ai troca de gneros no sertao.
Onde est, pois, o crime do Sr. Japiasau ?
O que lhe succedeu tem aconteeido a centenas
de pessoas, sem que jamis (provala a bja f)
f-)8sem ellas consideradas criminosas.
E' sempre o que se tem dado com as victima,
dos paseadores de notas falsas ; e, porUnto nao
ha rum&o pUiwivol, por parte do autor do rugo a
que nos referimos, para, procedendo com tante
acodamentc, apresentar aos olhos do publico o Sr.
Japiasa como envolvido em semelhante enm,
quando elle iucapaz de pratical-o, como homem
abastado que e que sabe presar a sua repuU-
cao, que nao teme seja abalada por inimigos gra-
tuitos, que procuram a todo o transe fazer era
qae o noaso amigo indigno da estima e conside-
raci", que merecidamente goza dos memores mais
conspieuos do partido, em cujas filenas milita.
E basta.
Recite, 3 de Agosto de 1886.
A Verdade.
N. 4. Todos os ,ue tm tomado a Emulso
de ScAtt, reconhecem a sua superioridade
sobre os outros remedios empregados at
hoje para a cura da tsica pulmonar, escr-
fulas, rachitis, anemia e debilidade em ge-
ral. As suas virtudes sanativas e reoonsti-
tuintcs sao maravilhosas.
" HUACHOS DE KXFUKTAgO
Ens 3 de Agosro de 1883
Para o exterior
NSo houve despacho.
Para o Interior
No lugar nacional Logo, carregaram :
Para o Rio Grande do Sal, P. Carneiro & C.
100 saccas com 6.786 kilos de algodSo.
No paUcho nacional Marinho 6', carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, Maia & Rezende 48
volumes com 1,500 kilos de doce.
No vapor nacional Espirito Santo, carre-
garam :
Para o Rio de Janeiro, II. Burle & C. 1.120
aaecaa com 88,203 kilos de algodo ; D. M- da
Costa 4,200 cocos, tructa.
Para a Babia, Bartholomea & C. Snccesores 2
volumes com vinho jurubeba.
Na barcaca D. Anna, carregaram :
Para Villa da Penha, F. da Costa & C. 3 bar-
ricas com 270 kilos de assucar refinado.
Na barcaca Ruinha dos Anjos, carregaram :
Para o NaUl, P. Alves C. 15 barricas com
1 021 kilos de assucar mascavado e 10 ditas com
600 ditos de dito refinado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 4
Manos por escala11 1/2 dias, vapor
nacional Espirito-Santo, de 1,999 tone-
ladas, commandanto Joao Mara Pessoa,
equipagem 60, carga varios gneros ; ao
Visconde de Itaqui do Norte.
Rio de Janeiro12 dias, barca sueca Ro-
bertsfors, de 763 toneladas, capitSo G.
E. Sandborg, equipagem 15, em lastro ;
Borstelnran & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Rio de Janeiro por escalaVapor Espirito-
Santo, commandante Jo2o Maria'pflssoa,
carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Ville de Cear
Para
Finante
Mondego
Cear
Merchant
Trent
Manos
Peirnpolis
Baha
Orenoque
Espirito Santo
La Plata
da Europa
do sul
do sul
da Europa
do corte
de Liverpool
do sal
do sal
de Hamburgo
do norte
do sol
do sul
do sul
hoje
amanh
a S
a 10
a 13
a 13
a 14
a 16
a 50
a 23
a 25
a 26
a 29
Contado ella existo
Eu bem sai, qae fui um louco !
NSo imsorta. Louco pode ser
Aquello, que ao baloucar da flor
N'baste dubia, febril, aorver
Um beijo tenta; e d'ahi a pouco
Segredar lhe confissao de amor.
No vollivolo pasmo da loucura,
Quando da febre me intumecia
No delirio o cerebro, ea sonhei...
Arquej ante o peito me bata,
Se reaentiam os labios de secura,
Doa e me eataiava a fronte; entilo amei
Amei,nSo, foi engao 1 Amar
O sonho engendra n'um instante,
E amar em sonho u'a cbimera v;
Talvez a alma voe, vele delirante
Ao leito junto d'ella. Ao accordar
Mentira, illusio... pela manhS.
NSo aei. No delirio urna mulher
Viam meus olhos; e sorrindo a mim.
Palavras segredava. Casta emojlo I
Ella fallara, eu a fitava aasim ;
Nisto accordo. Forcosa a mente quer
Relembrar o que ouvi. Oh I confusSo I
.........NSo foi um sonho
Comtudo .. se escravisou-me o coracSo
A visSo se transformara em rosicler,
E a flor denotava urna mulher.
Rccife,-1886.
Jonners.
M....
(Ao amigo e callega Bento de F. Guima-
raes Juni.r)
Tu s a aurora festival, risonha,
Que enfeita o valle e a gentil flornha I
Eu pobre arbusto que do sol mirrado
O vento abate pela tardizinha !
Tu s o lyrio matutino, candido,
Encanto, enlevo do infeliz cantor 1
Eu pobre escarneo do destino austero
Que por ti vivo a delirar de amor 1
Tu s a rosa perfumosa e bella
Abrinlo o clice ao beijar da brisa 1
Eu gramma triste que no chSo se arrasta
Sem doce orvalho de que s precisa !
Tu s a estrella d'um brilhar sem termo !
Astro que guias meu viver de maguas I
Eu sou o triste pescador que geme
Entre o raarulho de revoltas aguas !
Tu s d'est'alma o talismn divino,
Sacrario santo dos affectos meus 1
Serena, oh I virgera, meu viver de maguas,
O-me um sorriso desses labios teus 1
Recife-1886.
Glandim.
2o Batalho
Quem cala consente T !...
NSo est portanto justificado o que dis-
seram hontem com referencia a pressSo
posta em pratica para os oSciaes e cadetes
assignarem protestos sobre a manifestacSo
feita por elles ao Dr. Jos Msriano, porque
un ama corporacSo de trinta .e tantos offi-
<:aes, smente cinco que protestaran],
em vista disto deseja saber da verdade.
O Tio Simio.
O corpo medico de Paris acolheu ben-
volamente o Vinho de Extracto de Figado
do Bacalho ; a sua administrarlo fcil col-
locou-o entre as mSos de todas as mais ;
a sua acccSo prompta e poderosa tornou o
precioso para os anmicos e para os indi-
viduos cuja sangue se acha viciado pela
tuberculoso, escrfula e rachitismo : a sua
dosagem perfeita assegura-lhe um lugar
dos mais honrosos na classe dos gentes
therapeuticos, cuja eficacia indiscutivel sa
tisfaz ao mesmo tempo experiencia e ao
racciociaio.
{Tribune Medcale)
Todas as diacfte ou demoras sfto
perlgosas
4a*
Quando a enfermidade ataca os orgaos da res-
piracSo, a sua marcha progressiva, terrivel e r-
pida e o doente nao deve perder nma s hora em
lancar mao do Peitoral de AnacahuiU, quando a
toase, as suflocacoes, o catharro e a diffiuldade de
respirar annunciam, que a enfermidade eomecou a
deaenvoiver-se e a contaminar as delicadas mem-
branas c tecidos cellularea dos orgaos da respira-
cao. Urna s dse tomada em tempo evitar mul-
tas dores e aoffrimentos. Porm por mais formida-
veis que sejam os symptomas, por mais arraigada
e inveterada que se acbe a molestia, nem por sao
deveis desesperar.
Os casos repuUdos como incuraveis pelos mdi-
cos os mais experimentados e ezperientes, sao alli-
viadoa e curados diariamente, mediante o uso des-
te admiravel c maravilhoao balsamo pulmonar.
Nao deizeis, poi', de acudir 4 elle ima.edlatamente
que se aprsente a approzimac&o da enfermidade,
porquanto existe um peiiodo as affeccSes pulmo-
nares, em que preciso infelizmente perder-se to-
da a esperanca. NSo arrisquis, pois, vossa vida
por meio de mal cabidas dilaces e notis deco-
ras.
Coso oabamtia contra ai falsificacoes, Obsrve-
se bem qae os nomes de Lanman <& Kemp venham
esUmpados em lettraa transparentes no papel do
livrinho qae serve de envoltorio 4 cada garrafa.
Acha-ae 4 venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C-,
ra do Commercio n. 9.
A genuina e legitima Agua Florida de
Barry fielmente preparada pela verdadeira
frmala original. Acondicionada em garrafas de
tres Umanhos, a saber, grandes, medianas e pe-
queas, todas contendo precisamente a meama
idntica qualidade, o exquisito prazer e salutares
beneficios da ta~ua Florida de Barry estao
ao alcance de todos. Nada contm absolutamente
seno esaencia de florea, pura e simples, conserva-
da em espirito crystalino, o por tanto sua fragran-
cia nunca ae altera nem deteriora.
MEDICO
{

U
Escola particular
Mara don Anjos Dornellas Cmara,
proftasora particular, contina a lec-
cionar, na casa de sua residencia 4 roa
Duque de Caxias n. 70, 2' andar, as
materias que c.nstitaem a instruccSo
primaria, e os trabalhos de agulha e
bordados. O exercicie d'este por ea paco
de mais tres anuos um garante de
suas habiliUces. e espera merecer dos
pais de familia a subida honra de lhe
confiaren) suas filhas.
A' traUr na casa aoima.
^^v-^S
O abaixo assignado, qae at agora assignava-se
Dr. Silva Britto,previne a seas collegas e ao
publico, qne, para evitar confusoes, que j teem
havido, por exercer nesta cidade, onde bastante
conhecido com o ultimo termo daquelle apellido,
um outro collega mais antigo, previne diz, que
d'ora em diante assignar-se-haDr. Joao Paulo.
Recite, 1 de Agosto de 1886.
Dr. Joo Paulo da Silva Brittn.
Dr. Coto Lie
Medico, partelro e operador
Residencia ra da Imperatriz n. 48, 2r andar.
Consultorio 4 ra Duque de Caxias n. 59.
D4 consultas das 11 horas da manda e 2 da
tarde.
Attende para 98 chamados telephone n. 449 a
qualquer hora.
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia 4i 3 horas.
Residencia na da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
CLNICA.
de partos, molestias de senboras
o de crlancas
Dr. Joo Paulo, medico aggregado do hospital
Pedro II, il'esta cidade, com pratica e patudos es-
peciaos as principaes maternidades e bospitaes
de mulheres e de crianzas de Paris e de Vienna
d'Austria, faz todas as operacoes obsttricas e ci-
rurgicas concernentes as suas especialidades.
Consultas ds 12 a 3 horaa da tarde, na ra
larga do Rosario n. 26, primero andar.
Residencia. Ra a Imperatriz n. 73.
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
litta, ex-chefe de clnica do Dr. de
We andar da casa n. 45 4 ra do Baro da
Victoria, para o 1. andar da casa n.
51 da mesma ra. Consaltas de meio
dia 4s 3 horas da Urde. Residencia
ra Sote de Setembro n. 3 A.
Cornil lorio medico-e ir urgico
O Dr. Estevo Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consultas medico-cirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia s 4
horas da Urde. Paras? demais consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
a. 53, 1" andar.
a. eeo'i>'ii'i : d> consultorio 95 e residencia
126.
Especiaidades Partos, molestias de creacas,
Nd'nltt teseus annexos.
Dr. Gorpira Leite
HBOIUO
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora era. diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nboras e crianzas.
Factos e nao palavras
Aos qne se desejam tratar sem comprometter o
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typographia e na ra Direita n. 43, 1.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatic,
ainda mesmo bronchitico; eiysipela, cnxaquecas;
iuterniteutes (sem o emprego do fatal quinino) ;
toase convulsa, falta de menstruaco ; cmaras de
sangue : estericos ou tnetrite ; dores de dentes ou
nevralgias, metrorragia ; vermfugos, denticao e
convulsoes das criancas ; tudo manipulado de her-
vas do paiz.
A8sim como tratam se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
LicOr depurativo vegetal iod?vo
DO
Medico ([uintella
Este noUbilissimo depurante que vem precedi-
do de to grande fama infallivnl na cura de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rheumaticas
e de pelle, come tumores, ulceras, dores rheumati
cas, osteocopase nevralgicas, blennorrhagas agu-
das e chronicas, cancros syphiliticos, inflamuia
oes visceraes, d'olhos, ouvidos, garganta, intes-
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou qa_da
do cabello, e as doencas determinadas per satu-
rarn mercurial. Do-se gratis fulhetos onde se
encentram numerosas experiencias feitas eom este
especifico nos hospiUes pblicos e muitos atiesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Faz-se
descont para revender.
Deposito em casa de Faria Sobrinhe & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Dr. Carneiro Leo
MEDICO
Tem o seu consultorio e residencia 4 ra
Livramento n. 31. 1 andar. Consultas de 11 ho-
ras da manba as 2 da Urde. Chamados por es-
eripto a qualquer hora. Especialidade :febres,
parios e molestias de criancas.
EDITAES
Edita! n. 2
O administrador do Consulado Provin-
cial, faz publico a quem interessar possa,
que em cumprimento da portara n. 35 ex-
pedida em 24 do corrente pelo Illm. Sr.
Dr. inspector do Thesouro, ser effectuada
por esta reparticSo, no espaco de 30 dias
uteis, contados da data presente e livre de
multa, a cobranca, conforme a relacaa in-
fra, das annuidades e mais servicos da
Recife Drainage Company relativamente ao
2. semestre do exercicio de 1885-1886.
Consulado Provincial de Pernambuco,
27 de Julho de 1886.
Francisco Amyntas de Carvalho Moura.
BALACEO A QUE SE REFERE O EDITAI, SCPRA
Frequezia do Recife
Ras :
Mrquez de Olinda, Bam-Jesus, Alvares
Cabral, Commercio, Rispo Sardinha, Tor-
res, Thom de Souza, D. Mara de Souza,
Vigario Tenorio, Barreto de Menezes, Ma-
ris e Barros, Burgos, Amorim, Moeda
Tuyuty, Companhia Pernambucana, Madre
de Deus, Domingos Jos Martins, Masca-
tes, Restauracao, D. Maria Cesar, Viscon-
de de Itaparica, Pharol, Areal, S. Jorge,
Vital de Oliveira, Guararapes a Ba-rSo to
Trnmpko.
Pracas e traveseas:
Assemttfa, Chaco, Pedro I, Vigario,
Madre da Deus, Campello, Domingos Jos
Martins, para o Corpo Santo, Antigo Porto,
Bom Jess, Areal, para a Fundicao, Occi-
dente, Guararapes e Praca de Pedro I.
Beccos;
Abren, Noronha, Largo, Pindoba, Ta-
pado e Paschoal.
Largos:
Alfandega, Corpo Santo e Assembla.
Caes:
Companhia, Brum e Apollo.
Freguezia de Santo Antonio
Ras :
Imperador, Primeiro de Marco, Duque de
Caxias, Cabug, BarSo da Victoria, Trin-
cheiras, LaraDJeiras, Larga do Rosario,
Estrcita do Rosario, S. Francisco, Joo do
Reg, Ilha de Carvalho, Roda, Patos, Ca-
labouco Vellio, Santo Amaro, Mathias de
Albuquerque, Paz, Paulino Cmara, Fogo,
Livramento, Penha, Visconde de Inha-
ma, Pedro Alfonso, Nova da Praia, Mar-
cilio Dias, ViracSo, Lomas Valentinas, Co-
ronel Suassuna, Santa Thereza, 24 de
Maio, Palma, Mrquez do Herval e Ca-
deia Nova.
Caes :
22 de Novembro.
Praca:
Pedro n.
Travessas :
Queiraado, Cruzes, Mrquez do Recife,
Ra Bella, Quarteis, Calabouco, Expostos,
Matriz, Flores, Carino, Bomba, Livramen-
to, Arsenal, 1.a e 2." travassas da Praia,
Carcereiro, S. Pedro, Virac2o, Lobato,
Becco do FalcSo, Pocinho e Concordia.
Beccos:
Travessa da Ra Bella, Calabouco, Ma-
triz, 1., 2. e 3. beccos da Camboa, Fal-
can e 1." e 2. da Cadeia Nova.
Campo:
Princeza.
Largos :
Paraizo, Carmo, Penha, S. Pedro e Pra-
ceta.
Freguezia de S. Jos
Ras:
Marcilio Dias, Lomas Valentinas, Co-
ronel Suassuna, S. Joao, Palma, Mrquez
do Herval, 24 de Maio, Dias Cardozo,
Passo da Patria, Padre Nobrega, Victoria,
Cadeia Nova, Vidal de Negreiros, Frei
Henrique, Dique, Assump53o, Domingos
Tbeotonio, Padre Floriano, Christovab Co
lombo, Jardim, Forte, Antonio Henrique,
Nogueira, Sania Cecilia, Santa Rita, Nova
de Santa Rita, S. Je s, Praia de Santa
Rita, Pescadores, Ypiranga, Imperial,
Praia do Forte e Luiz de Mendonca.
Travessas:
Maityrios, Ramos, Pocinho, 0 aldereiro
G'Z, Fort, Prat, Se.rigado, Copiares
Ra Azul, Santa Rita, Praia do Forte, S
Jos, Peixoto, Matriz 'le S. Jos e L ua
Bocees :
Palma, C I r ir... Gaz, Assump^ao, 1.
becco da rui de an^a uta e Matriz de S.
Jos.
Largos:
Forte e Mercado.
Freguezia da Boa-Vista
Ras:
Imperatriz, Concsicjto, Visconde de Pe-
lotas, Tambi, Capibaribe, Ponte Velha,
Conde da Bda-Vista, Riachuelo, UniSo,
Saudade, Seta de Setembro, Hospicio, Ca-
marita, Rosario, Gervasio Pires, AUlho,
Socego, Principe, Santa Cruz, S. Goncalo,
Coelhos, Hospital Pedro 2.o, General Sea-
r>, Coronel Lamenlia, Alegra, Leo Co-
roado, BarSo de S. Borja, Soledad e, Vis-
conde de Goyanna e Attraccao,
TravoaaaS :
Gervasio Pires, Atalho, Coelhos, Barrea-
ras, Veras, Quiabo, Joao Francisco, Man-
gueira, Campia e Palacio do Bispo.
Pracas:
Conde d'Eu e S nta Cruz.
Largo:
Campia.
Becco : r
Coelho.
Edital n. 11
Per ordem do inspector se faz publico, que no
dia 6 do corrente, as porras do trapiche Concei-
co, s 11 horas, sero vendidas em hasU publica
32 meias caixas com charutos da Baha, vindas no
vapor nacional Ceara, e apprehendidas no caes
da Lingoeta em 28 de Maio ultimo.
3* seceo da Alfandega de P ernambuco, 3 de
Agosto de 1886..-0 chefe,
'cero B. de Mello.
dulzo dos Feltos da Fazenda
Escrivao Torres Bandeira
No dia 6 de Agosto prximo, depois da audien-
cia, iro praca por venda, os predios abaixo de-
clarados penhorados pela Fazenda Provincial.
Recife
Casa terrea 4 ra do Pharol n. 58, com 2 porUs
de trente, 4 metros e 30 centmetros de largura,
12 metros de comprimento, 2 salas, 2 qnartos, cosi-
nha tora, pequeo quintal e sotao, avaliada em
800000 pertencente a Jos Dnarto das Neves.
S. Jos
Casa terrea ra de Vidal de Negreiros n. 47,
com 2 portas de frente, 3 metros e 10 centmetros
de largara, 14 metros e 7u centmetros de compri-
mente, quintal, cacimba, e portao para a ra do
Forte, avaliada em 5004000, pertencente a Ma-
noel dos Aojos Ferreira.
Yenei^confraria de Santa Rita
de Cassa
De ordem do noiso carissimo irmSo regedor,
convido aos carissimos irmaos desta confraria a
compareceris ^ em nosaa igreja, paramentados
com seas hbitos, afim de aaaistrem a mista e
ladainha, qae o actual conselho administrativo, de
accordo com o 13 do art. 52 do nosso compro-
misso, manda celebrar a 7 do corrente, dia do
glorioso S. Caetano, fundador da ordem da Divi-
na Providencia, sendo a missa as 8 horas da ma-
nha e a ladainha as 7 horas da noite do referi-
do dia.
Consistorio da venerave! confraria de Santa
Rita ae Cassa, 4 de Agosto de 1880.
O secreUrio,
Deodato Pinto dos Santos.
ssociayo Portngae-
zadeBeneficencia
Setia&o de poine
Convido a comparecerem na sede social, hoje,
s 9 horas da noite, os senhores componentes da
nova directora e conselho fiscal, eleitos em as-
sembla geral ordinaria de 1 do corrente, afim de
empo83arem-se de seus respectivos cargos.
Secretaria da assembla geral da Associaco
Psrtugueza de Beneficencia, 5 de Agosto de 1886.
O 3- secretario,
B. Aguiar.
Capitana do Porto
Engajados, e volnotarios para
servir no Batalho Xaral
De ordem do ilxm. Sr. chefe de divisan Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector d'este Arse-
nal t capito do porto d'esta provincia, faco pu
blico que em observancia ao aviso circular do Mi-
nisterio da Mariuha de 7 de Maio ultimo, por esta
reparticao faz-se acquiecao de engajados e volun-
tarios para servir nc baUlhao naval, r,os quaes sao
concedidas as seguintes vanUgcns :
Aos volunUrios 400000, aos engajados SOOOOO
e as pracas de pret voluntarias, quando excuses
por concluao de tempo do servico, um prsso de
trras de 108:900 metros quadraaos as colonias
do esUdo.
O pagamento da primera presUcSo ser feto
na corte, a segunda tres annos depois e a terceira
no fim de seis annos, que comprehende a conclu-
sivo do tempo.
Secretaria do Arsenal de Mannba de Pernam*
buco, 4 de Agosto de 1886.
O cecreUric,
Antonio da Silva Azevedo
\lSEYUinUI!l\IIA
DECLARACOES
Empreza Telephonica Bour-
gard
RelacSo dos assignantes que collocaram ap-
parelhos telephonicos nos mezes de Ju-
nho- e Julho passados
C
454 Coronel Boulitrau, ra Imperial.
V
453 Joo Tibrcio Fiuza Lima, deposito de car-
vo, ra da Concordia.
455 Jos Vicente Goncalves Ferreira, refina-
co, ra dos Guararapes.
456 Visconde da Itaquy, ra do Paysand.
Estadio do Caldereiro
H
28 H. K. Gregorio, Apipucos.
J
29 Jos Leopoldo Bonrgard, Mangubeira.
Recife, 3 de Agosto de 1886.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
.Viso AOS S4VE6ANTE9
Substitu^ de luz
PD1ROL BO AXIIATO-MIB111
Provincia de Santa Catharina
BRAZIL
(1. DE 1886 )
Do dia 1 de Junho prximo vindo-.ro em diante
ser exhibida do pharcl do Inhato-mirim, recen-
temente installado na ilha deste nome, urna luz
branca e fixa, illummando todo o horisonte do mar,
em substituicao do actual.
O apparelho de luz dioptrico, da 6> ordem, e
a lu- produzida pela cembusto do oleo mine-
ral.
O plano focal eleva-se de 8,25 ao nivel do
solo e 39 10 ao medio das mares de quadratura
e a luz ser visivel na distancia de 12 milbas, com
tem.vj claro.
O apparelho dioptrcto e reapectiva lanterna
esto mooUdoa sobre urna columna de ferro pin-
tada de brinco e provida de galera aemi-circular
e eacada lateral.
Poalc&o seoempiiru:
Latitude27''b'30" S.
L^ngitude52405" O. Rio de Janeiro.
483625" O Gw.
5054'35" O. Paris.
Directora geral da reparticao dos phares, bor-
do do vapor Madeira, Desterro, 12 de Maio de
1886.
Pedro Benjamim de Ctrqueira Lima.
Capito de fragata director geral.
Conforme. CapiUma do porto do Pernambu-
co, 4 de Agosto de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desU reparti-
950, taco publico que do dia 2 de Agosto prximo
vindouro em diante comecam os pagamentos dos
vencimento8 dos empregados provinciaes, em li-
quidacao do exercicio de 1885 a 1886, conforme a
collocacao seguinte :
Nos dias 2 e 3, professoras de 1 entrancia.
No dia 4 de 2 diU.
No dia 5 de 3' dita.
Nos das 6 e 7, professores de Ia entrancia.
- No dia 9 de 2* diU.
No dia 10 de 3* diU e escolas nocturnas.
No dia 11, Thesouro,Juizo, Instrucco Publica,
Bibliotheca e Sade Publica.
No dia 12, Assembla e SecreUria do Governo.
No dia 13, Casa de Detencao e Illuminaco.
No dia 14, Escola Normal e Gymnasio.
No dia 15, Consulado.
Nos dias 17 e 18, Aposentados e Coadjutores. .
ragadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, cm 27 de Julho de 1886.
O escrivao da despesa,
Silvino A. Rodrigues.
Estrada de ferro de Ri-
beiro Bonito
Nos termos do nico do art. 4 e arta. 5 e 9
2 dos esUtatos, convida esU directora aos se-
nhores accionistss para recolherem ao London &
Brasilian Bank, a segunda presUcSo de 10 0|0
do valor nominal de cada accao, a comecar desta
data 4 60 dias.
Recite, 20 de Julho de 1886.
O gerente,
Hvppohto V. Pederaeiras.
C. L. P.
Liberaes
De ordem do irmlo director, convido a todos os
irmfios que se acham nos gosos de seus direitos
reunirem-aa em assembla geral sexta-feira 6 do
carrate, s 6 horas da Urde, em nossa sede, visto
nao se ter reunido numere legal no dia aprasado.
flecietara da imperial sociedade dos Artistas
Mechamicoe e Liberaes de Pernambuco, 3 de
AtMai \U$.0 V secreUrio,
Jos Castor.
R ordem io presidente da sociedade 17 de
Maio, declare (Jtfi os socios que nao comparece-
rem qointe-fer- 5 de Agosto a sessao, encerrerao
as penas do $ 6, art i- dos esUtatos da mesma
sociedade. Recife, 3 de Agosto de 1886.
0 secreUrio,
Horacio Tavares.
Centro Iiltterarlo Pernambocano
Do ordem do Sr. presidente, sao convidados os
senhores sscios a comparecerem a sessao extraor-
dinaria, que ter lugar no dia 5 do corrente, s 11
horas da tarde.O 1 secreUrio,
Diogo Cabral de Mello.
Companhia decavallaria de Per-
nambuco
Precisa-se consprar sete cavallos para o servico
da mesma companhia, as condiees seguintes :
mansos, que goverasm bem, com sete palmos de
altura, gordos e no vos.
A 10 do corrente, s 10 horas da manh, se
effectuar a compra, depois de examidados.
Quartel no Campa das Frincezas, 3 de Agosto
de 1886. ... _,
O ente Jos C. Maciel da Suva,
Agente.
Arsenal de Guerra
O conselho de compras recebe propostas no dia
5 de Agosto, at s 11 horas da manha, para
compra dos artigos seguintes :
Bules pequeos, de louca, 2,
Facas de cozinha, 5.
Funis de folha, 2.
Jarras de barros com torneira, 7.
Bacas dejferre esUnhadas, 3.
Ditas de dito dito com jarros, 2.
Enxadas encabadas, 6.
Lavatorios de ferro, 5.
Ps de dito, 6.
Chiearas e pires de louca, 150.
Molheires de diU, 2.
Pratos de diU, 150.
Copos de vidro para agua, 23.
Buba de barro com prato, 1.
^^^
m


y
Diario de Pernambucotyuinta-feira 5 de Agosto de 1886

Moringues, 4.
Bandejas para copos, 4.
Chicaras e pires de ferro Agatna, 48.
Oolhei grande, de ferro, 1.
Conchas grandes, de dito, 2.
Carnees de ferro estanhado, 29.
Frigideiras de ferro, 2.
Faci para cozinha, 1.
Pratoa fundos de meta I, 48.
Ditos rasos de dito 48.
Serrote para carne, 1.
Talleres de neo, 150.
Caixas de folha para amostra, 2.
Latas ^rindes paia aparar caf, 2.
Maruiiioes i ara 8 pracas, 57.
Urnas para agua, 2.
Sacos de brim para marmitoes, 48.
nx riioes vusios cora 2,m10 de comMfcaento e
0,ra77 de largura, 134.
Saceos de algjdo da Bahia para cuar caf, 18.
Toalhas de dito dito p ira pra'os, 12.
Ditos do dito trancado para mesas, aom ,00 de
comprimento (infestado), 4.
Aventis de algodao, 2.
Marmitas para conduair raoefeo s guardas, 12.
Balanca romana, systema decimal, com p*ios at
100 kilos, 1.
Caldeiras de fero batido pira 50 pracas, 2.
Orinos de ferro Agatba, com tampas, 5.
Relogio americano, i.
Garfo grande de ferro, 1.
Terne de medidas para solidos at 20 litros, 1.
Dito de ditas para lquidos, at 2 litros, 1.
Cadeiras de bracos, de Jacaranda, 4.
Cama de ferro, 1
Colch^o com travesseiro, cheios de la, 1.
Caneco de metal branco, 1.
Casti.vil de broiize com manga de vidro, 1.
Tinteiro e areciro com reservatrio de vidro, 1.
Oleados espessos para mesa com b,"(K) de compri-
mento, 4.
Cinta roes para msicos, 27.
Ditos para pn.cas com ferragens, 43.
Cartuxi-iras para cinturos, 426.
Palas para ditcs, 426.
Patronal para ditos, 426.
Bornaea de brim imperial pira vveres, 437.
Cnts de folha, 400.
Canudos de folba para inferiores, 34.
Cordoes de la verde par os mesmos, 34.
Correias compridas para capotes, 400.
Ditas pequeas psra ditos ;pares) 400.
Ditas para cantis, 400.
Ditas para marmita de 1 praca, 400.
Muxilas de brim oleado, com co.-rciae, 400.
Marmitas de urna praca, 400.
Flanella de algodao infestada, 179,20.
Brim pardo trancado, %1,00.
Baeta azul para blusas. 15,m00.
Dita encarnada para ditas. 103, "OO.
Aniagem para inttrtella. 77,"OO.
Algodao cardado (kilos) 8.
ilantas ciuzentas, 4.
Bandeiiss de filete encarnado para excrcicio, 6.
Dita de forma e cores da Oandeira nacional, 1.
Dita nacional de nobreza, com facha e bollas de
ouro para o 14 batalhao de infantaria, 1.
Hastea com lanca e ponteira de metal, 1.
Poste de velludo com galao de ouro, 1.
Previne se que nao serSo tomadas em considera-
filo as propostis que nao forem feitas na forma do
art. 64 do regulameuto de 19 de Outubro de 1S72,
em duplicata, com referencia a uin s artigo,
mencionando o notne do proponente, a indicaco
da casa commercial, o preco. de cada artigo, o nu-
mero o marca das amostras, declaraco expressa
dj snjeitar fe a multa de 5%, no caso de recusar
assignar o contracto, bem como as de que tratara
os arts. 87 e 88 do regulamento citado.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Ternam-
buco, em 23 de Julbo de 1886.
Jos Francisco Ribeiro Machado,
Secretario.
Lontloo and Brasllian Bank
Limited
Ra do Commercb n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as oa
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capeistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezea.
MARTIMOS
CqMPANHIA PKBUMBlti %A
DE
tfavegaeo Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macote, Peaedo, Aracaju' e Bahia
O vapor Jaguari be
Segu no dia 7 de
Agosto, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 6.
Encommendas, passag^js dinheiro a frete at
as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Perrjxmhucana
n. 12
COMPAXniA PERNAIIBt'CAIVA
DE
*avegaoio Coste Ira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parhyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear e Acarahu
O vapor Pirapama
Segu no dia 5 de
Agosto, as 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 3.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 5 horas da tai de do dia ta sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pemambucann
n. 12
Para c New-York
Bspera-se at o dia
28 do mez corrente,
o vapor inflez The-
rezina, o qual depois
de pequea demora
seguir para os portos
cima.
Para carga e frete
trata-se com os con-
signatarios Johnston
Pater & C 15 ra do
Commercio,
Lisboa7 ePorte "~
' esperado nestes das o patacho nacional
Osear e segu com brevidade para os portos ci-
ma, por ter quasi toda a carga engajada ; para o
resto que falta, trata-se na ra do Mrquez de
Olinda n. 4.
registro, forrado de
cobre com todos seus
apparelhos, botes e
pertences, arribado
n'aquelle porto.
Pernambuco, 4 de
Agosto de 1886.
AVISOS diverIoT^
Aluga-se casas a 8000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Aluga-so o sitio do Pina, com boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duis cacimbas com excellen-
te agua : a tratar no caes do Apollo n. 45.
ALUGt-SE a casa terrea n. 20 da ra do
Capito Antonio de Lima, com 2 salas, 3 quartos
cosinha e quintal com cacimba : a tratar na ra
do Mrquez do Olinda n. 8.
Oueo possuir e quizer
Compra-se fios de linho para o hospital
dio II : na ra Formosa n. 4.
Pe-
Leilo
>
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcclda em 1 >55
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
At 3i de dezembro de 1884
Harimos..... 1,410:000$000
Terrestres,.. 316:000$000
J..1 -Hua do Commerelo
AGENTE
Miguel Jos Alves
. N. 7-RA DO BOM JESS-N.
seguro martimos e terreatres
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. seg uradi s isempco de paga
ment de premio em cada stimo anno, o qne
uquivale ao descont de cerca do 15 por ceuto em
i'avor dos segurados.___________
"COMPAMA DESEGEOS
C (>\ Til A FOGO
Nortb Brilish 4 Mercantile
CAPITAL
t.OOO.OOO de libra terunas
AGEN ES
Idomson Howie & C.
(OtlI'AMlll Dfi SEGUROS
NORTHERN
de liOndres e Aberdeen
PoNlceflnancelra (Dezembro 1885)
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,34 Heceila animal :
Da premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
0 AGENTE,
John. H. Boxtoetl.
HITA DO COMMEttCIO X.MI- ANDAR
(OMPANHIA
Imperial
DE
SEGUROS contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadorioM
Taxas baixai
Promplo pagamento de prejuio
CAPITAL
Rs. 16,000:000000
Agentes
BROWNS & C.
^ N. Ra do Commercio N. 5
"SEGUROS"
MARTIMOS contra fogo
Companhia I'henlx Per-
nambucana
Ruada Commercio n. 8
CONTRA FOGO
The Liverpool & luidonClG
ISSIRRANCE COMPAITI!
iC.
COMPANHIA FEBXAMB&JCAIVA
DE
.lavegaco costelra por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Segu no dia 10 de
Agoso, pelas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
dia 9, e passagens at
"iPnTiT^-^t^SWf ^* 11 horas da manha
do dia 10.
ESCRTPTORIO
raes da Companhia Peraambn
cana n. 12
BOVAL MAIL STEAH PACKET
COMi'W
0 paquete Mondejo
E' esperado da Europa no dia
9 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ria para
Macei, Bahia, Rio de Janeiro, Santo,
Montevideo e Buenos-Ayre
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
corrente seguinlo
depois da demora
eecessaria para
S. Tcente, -Lisboa, Vigo e Son
thampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com es
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
De gneros, arroac3o e utencilios da taverna
sita ra de Joao Fernandes Vic-ira
n. 50.
luala feira, 5 de corrente
A' 10 1/2 horas
O agente Silveira, devidamente autorisado, le-
var a leilo ora um cu mals lotes.
Garante-se as chaves.
Grande leilo
De miudezas, perfumaras, panos fino para ca-
pote, movis, ricos jarros, carteiras, camas fran-
cesas, marquezoes, guarda-louca, guarda-roupas,
lavatorios, cadeiras de bilanco, calderoes, cofres
fraucezes, balancas, colheres, gario?, facas, copos
c muitos outros artigos que estaro patentes no
armazem da ra do Mrquez de Olinda n. 19.
Quinta feira. 5 do corrente
A'* 11 horas
PORINTERVENQaO DO AGENTE
(iusmo
Aluga-se o 2- andar n. 31 e armazem n.;39
ra do Imperador, e a loja do pateo do Terco n.
20 : a tratar com Luiz de Moraea Gomes Fer-
reira.
Aluga-se a casa terrea n. 1, no Campo das
Princezas, confronte ao theatro de Santa Isabel :
na ra do Bom Jess n. 30.
Retirando-me para a corte por motivo de
molestia, e nao podendo despedir-me pessoalmen-
te de meus amigos, do que peco desculpa, taco o
por este meio, offfrccende all os meus servicos.
Becife. 2 de Agosto de 1886.
Demetrio Brando.
Com urgencia, urna familia honesta, de tres
pessoa8, precisa tomar de aluguel outra de
igual conducta c que tenba pouca familia, a me-
tade de urna casa em boa ra, que tenha quintal e
sgua, preferindo a parte de interior : quem tiver
com estas condices, dirija typographia do Dia-
rio de Pernambuco, dando o numero da casa e
ra.
Vende se um sitio no Arraial, na linha fr-
rea de Limoeiro, com 300 palmos de frente, 600
de fundo, boa cacimba com ezcellen'.e agua, mui-
tos aivoredos fructferos de diversas qualidades,
eom duas casas de taipa cora commodos para fa-
milia : quem o pretender dirija-ee .4 roa Augusta
numero 266.
Leilo
De fazendas
e miudezas da loja ra do
Rangel n. 48
Agente Britto
Vender mai- i carroca de 2 rodas e 1 bol,
I vacca e 1 bezerra, diversos movis, passaros,
espelhos, bandejas, tapetes, copos, cdheres, jar-
ros, candieiros para keroseup, quadros e muitos ou-
tros objectos e algumas jaias.
Quinta feira 5 do corrente
A's icir2 horas
REUNS CHARGEIRS
Companhia Franceza de \avea;a
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
stemer Ville de Cear
E* esperado da Europa at
o dia 6 de Agosto, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
tata, Rio de Janeiro
e Santos.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p'loe
vapores desta linha,auciram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng;, (U.i:-
quer reclamacao concernente a volumes, quo po-
ventura tenham seguido para os portos do sul,afin>
de se poderem dar a tempo aa providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageiro pars
os quaes tem eicellentes accomodacoes.
Angosto F. de Oveira & C,
AGEXTES
42RA DO COMMERCIO 4
Grande c Importante
Leilo
De bons movis, ricos quadros, finos crystaes,
porcelanas, objectos de electro-pate, mobilias
de mogno, dita de Jacaranda, dita de junco, ca-
mas francezas, guarda-vestidos, toilette, gua
da-louca, mesas, appareinos de porcelana, crys-
taes, objectos de electro-plate e muitos outros
objectos que : ero annunciados detaihadamente
em avulsos.
Sabbado 7 do corrente
As O e niela horas
No sobrado da ra da Princeza Isabel n. 1
POR INTERVENQO DO AGENTE
Gusmo
Vende-se um terreno sito na Casa Porte
ra da Amizade, com cacimba o fructeiras, tendo
150 palmos de frente e 300 de fundo : a tratar na
ra da Imperatriz n. 42.
Piano de armario
Vende-se um piano em bom estado, proprio
para princ piante ; na ra da Aurora p. 19, se-
gundo andar.
Navidades music&es
vender ama casa em boas condicoes e que seja em
alguma das maia prozimas immediaces desta ci-
d*de, dirija se ra de Marcilio Dias n. 112, 2-
andar, das 2 s 4 horas da tarde.
E$co!a nocturna
Acha m aberta a matricula desta escola ra
de Guararapes n. 29, regida pelo professor par-
ticular Joo Valentn Perreira Bastos Jnior. O
rcesmo professor, a pedido de alguna pais de fa-
milia, contina a leccionar em casas particulares
a ambos os sexos, pelo que desde j protesta se
esmerar no adan'.amento de seas alumi os, aquel-
lea que bondosamente lhe forem confiados. As
mensalidadea sero feitas na inscripeo da ma-
tricula.
G. Laporle & G.
Com casa de commls6es na do
Imperador n. 46, 1 andar
VENDEM :
Elixir dentlfrlcio
Mansa nentlfrlcla
dos reverendos padres benedictinos de Doulac, o
melhor dentifricio que tem vindo para o merca-
do (s s duzas).
Anti niuuitlque Query para matar as
morissocas, maiuins, etc. (s duzias).
Viniio de Champagne da afamada mar-
ca Moet tfc Chandon em garrafas e meias (s cai-
xas).
Vinlio de Ctaampag;ne,marcaMarquis de
La Cour Byron (35 45* a caixa) (s caixas).
Cognac, marca Hildebert (s caixas).
Vinagre aromtico, para a mesa, especiali-
dade para familias, garantido puro de vinho bran-
co (s garrafas).
Salsa-parrllba do Par, da ultimacolheita
(s arrobas).
Eau de mllase des Carmes, a preco
de factura para liquidar 100 duzias vindas por
engao (s duzias).
Ilub l.erbau. grande depurativo vegetal.
(~omente aos senhores droguistas e pharmaceu-
ticos).
Papel almasso duplo, liso, proprio para
impressao de obras, etc., etc.
Quasi degrada
CilMf ~
Sem dieta esem modif-
caf oes de eostumes
Laboratorio central, ra do' Viconds do
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Reqente-.Rio de
Janeiro
preparados pelo phar-
niacentico Eugenio Marquw
de Hollaoda
Approvados
Repblicas
Vende-se urna armaco
da Imperatriz n. 1.
du amarello : na roa
Molestia da caima
Processo de filtrado especial.
Methodo econmico e satisfatorio e de fcil ap-
pl cacao em qualquer engenho.
Nao terao os senhores de engenho mais prejui-
zos enormes com a molestia.
Informacoes e espeificaces com
X ." Hua
Bmds&G.
do Commercio
RECIFE
X. 5
Leilo
Inued Slales i Brasil lail S. S. C.
0 paquete Finance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 9 de Agosto,
depois da demora necessaria
seguir para
Si.
naranho, Para. Barbados,
Thomaz e Xew-York
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Henrv Forsler 4 C.
N. 8 RUADO COMiiERClO.-N 8.
! andar
Companhia Balliana de navega
cao a Yapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Babia
0 yapor Martnez ie Gaiias
Commandante Nova
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 6 do cor -
rente, a> 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
dia do dia 6.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
filete tracta-se na agencia
7Rw do Vigario 7
Domingos Alves Matheos
Casa Victo r Pralle
55 *UA DO IMPERADOR -
Zefinha, polka, por Claudio S. Carneiro
Leal
Mas a sorte nao o quiz, valsa em resposta
bem poder ser minha, por A. de Al-
buquerque Gama
Porque nao ? valsa, por Thiago da Fon-
seca
Viulamarr.a, valsa, 2* edico
Dolores, valsa, por E. Waldtenfel
Minha rainha, valsa, por Couto Jnior
Murmurios, valsa, por Domingos Jos
Maraues .
Calouros, polka, pr Misiel Domingues
55
1^500
1000
isooo
1^000
1500
1500
1^000
1*000
Que esprtela!
Deseja-se saber se sao irmaos de Sant'Anna da
S uta Cruz dous pardinbos que a semana passada
andavam tirando esmolas as freguezias de Santo
Antonio e S. Jos com estampas da veneravel
imagen), para a festa da mesma santa? S quem
piau ente pode responder o nosso carisBmo ir-
m5o juiz actual.
O Vil da Ella.
Aluga-se
Sabbado. 9 do corrente
A's 11 bqraa
Na ra do Imperador n. 75
O agente Silveira, por mandado e com assiaten-
cia do Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos e a requeri-
mento do inventariante de D. Alezandrina nnes
Jacome Pires, levar a leilo 3 quartas partes do
sitio estrada de JoSo de Barros, tendo a casa 5
quartos, 2 salas, cosinha fra, cacimba, sitio bem
arborisado, e medindo de frente 1,145 palmos de
frente para a mesms estrada.
Oa Srs. pretendentes podem examinar o referido
sitio.
(EM CONTINUA9AO)
O mesmo agente, levar a leilo um sobrado de
2 andares, ra de Marcilio Dias n. 100.
Agente Pestaa
Iieilo no Arraial
Confronte estaco da ('asa Amarella
Do estabelecimento de fazendas, miudezas,
ferragens, quinquiiharias, drogas, per-
fumarias, carteira de amarello e dous
caixoes para mascatear.
Segunda-felra, 9 do corrente
A' 1 hora da tarde
O agente Pestaa, autorisado pelos Sis. Sotter
& C, proprietario do estabelecimento denominado
Bazar da Casa Amarella, far leilo das merca-
dorias cima mencionadas, em um ou mais lotes,
para pagamento dos Srs. credores.
Rio-Grande do Norte
Leilo
A 9 de Agosto
O agente Odilon vender em leilo publico, na
cidade do Natal, no dia 7 de Agosto prximo, o
patacho norueguense Land.
Leilao do patacho inglez
Tropic
Por interven^o do
agente Jatahy autori-
sado pelo respectivo
capito, far leilo na
cidade de Fortaleza
(Cear), no dia 22 do
corrente mez na porta
d'aquella Alfandega,
por conta e risco de
quem pertencer, o pa-
tacho inglez Tropic
de 140 toneladas de
por 184000 a casa terrea n. 35 rna do Rosario
da Boa-Vista ; trata-se na ra do Pilar n. 56,
Pora de Portas.
Corso de francez
Boa da Matriz da Hoa-Tlala n. 84
O abaixo assignado participa ao respeitavel pu-
blico que abri em casa de sua residencia um
curso de francez, ondo esmeradamente se dedica
ao adiantamento de seus alumnos. Espera, pois,
merecer a confianca e a proteccao do distincto
pvo pernambucano, e de todos aquelles que quei-
ram aproveitar um ensino rpido e esperanzoso.
Menaalidades 34000 pagos adiantados no
acto da matricula.
Horario das 5 horas da tarde s 7 da noite.
Raa da Matriz da Boa-Vista n. 34.
Julio Soares de Azevedo
Anna Lenidas de Fi-
gueira Faria
Francisco de Figueira Faria e seus filhos con-
vidara a todos os seus parentes e amigos para
assstirem as missas que por alma de sua nunca
esquecida esposa e mi, mandam celebrar no dia
5 de Agosto, no convento de S. Francisco, s 7
horas da mai.h, 1 anniversario de sea passa-
mento. Desde j antecipam seus sinceros agra-
decimentos a todos aquelles que se dignarem as-
sistir a este acto, dando assim urna prova de sua
amizade e car'dade chjist. ____________
f
anna Mara de S
Manoel Lopes de S, Jos Azevedo dos Sants
e Antonio Azevedo dos Santos mandam celebrar
missas pelo eterno descanso d'ulma de sua finada
mi e ta, Anna Mara de S, e convidara os ami-
gos para assstirem a este acto de religiao e ca-
ridade, na igreja da Madre de Deus, sabbado 7
do corrente, a 7 1/2 hora. _^^_
llr. Leonardo de Almelda
Aquiliuo Gomes Porto e padre Joo Carlos de
Meura, convidam aos seus amigos e aos do falle-
cido Dr. Leonardo de Almeida, para assstirem a
missa qne ser celebrada no dia 7, s 8 horas da
wanh, 3' anniversario de sen passamento, na
matriz da Escada ; confessam-se desde j agra-
decidos.
Ao poyo | raambucano
Contina aberta a escola particular de instrac-
(So primaria para o texo masculino, ra da Ma-
triz da Boa-Vista n. 31, dirigida pelo professor
particular Julio Soares de Azevado.
Educa e instrue a infancia, pelo systema des
principaes collegios da corte do imperio, onde
esteve por algum tempo a passeio, cujo systema
a delicadeza, a paciencia, a voccao, fazen-
do com que os seus discpulos sigam o caminho
da intelligencia, da honra e da digoidade, com
santos conselhos e ss licoes, afim de que venhaa
a ser o futuro sustentculo da patria, da religio
e da lei, e um verdadeiro cidado brasileiro.
Espera, portante, que o respeitavel publico sai-
ba apreciar de perto o seu verdadeiro ensino pri-
mario, ande rpidamente as criancas abracam e
amam de coracao aos livros, as lettras e as bellaa-
artes. Ra da Matriz da Boa-Vista n. 34.
Julio Soa.es de Azfvdn.
A Kevoluco
M.
ra Duque de Casias, resolven a vender
os seguintes artigos com '25 0[0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sedas lavradas de 2*000 por 1*000 o covado.
Cachemiras de cores a 900, 1000 e 1*200 o co-
vado.
Ditas pret&s a 1*200, 1*100, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Ditas bordadas de seda a 1*500 o covado.
Gorgorinas de listrinhas a 360 rs. o covado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Las com bolinhas a 640 rs. o covado.
Velludilho liso e lavrado a 1*000 e 1*200 o co-
vado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Fustao branca a 400, 440, 500, 560, 600 e 800
rs. o covadu.
Giosdenaples pretos a 1*800, 2*000 e 2*500 o
covado.
Nxnsoc de cor a 300 rs. o covado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambraia transparente de 5*000 por 2*500 a
peca.
Linn branco com salpicos a 500 rs. o covado.
Casacos de laia a 12*000 um.
Fecbs de retroz a 1*000 um.
dem de l a 1*000, 2*000,3*000, 4*000, 5*000
e 6*000 nm.
dem de pelussia bordados a 7*000 um.
Chapeos de sol de cores para senhoras a 7500
um.
Setinetas modernas a 360, 400 e 440 rs. o co-
vado.
Linhos escosseres a 240 rs. o covado.
Zephiros listrados a 200 rs. o covado.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Fustao de cor a 500 rs. o cevado.
Tapetes para janella, piano, sof e cama a 4*,
6*0U0, 7*000, 8*000 e 24*000 um.
Setinetas lisas a 400 rs. o covado.
Ditas lavradas a 500 rs. o covado.
Flanella branca a 400 e 1*000 o covado.
Cortes de casemira finos a 3*000 um.
Collarinbos do cores e brancos a Lucinda a
1*000 m.
Casemira de cor e preta a 1*800 rs. o covado.
Brim prateado fino a 60C rs. o covado.
Dito liso a 360, 400 e 500 rs. o covado.
Esguiao amarello e pardo a 500 rs. o covado.
Algodao com duas larguras a 800 rs. o me-
tro.
Camisas de meia a 800, 1*000 e 1*500 urna.
Ditas de linho lisas e bordadas a 30*000 a du-
zia.
Timoes bordados para meninos de 4 a 5 annos a
5*000 um.
Madapoloes finos a 5*000, 6*000, 6*500, 7*000
e 8*000 a peca.
Espartilhos de couraca a 4*000, 5*000, 6*000
e 7*000 nm.
Lencos finos a 1 200 e 2*000 a duzia.
Toalhas felpudas a 4*000, 6*000 e 12*000 a
duzia.
Redes hambnrguezssde 20*000 por 10*000 urna.
Setins maso de cores 800, 1*200, 1*400,1*600
e 2*000 o covado.
Alpacas brancas a 400 e 500 rs. o covado.
Setinetas brancas lisas e lavradas a 500 e 560
rs. o covad.
. Cortinados bordados a 7*000, 9*000 e 16*000 o
par.
Colchas bordadas a 5*000, 6*000, e 8*000
urna.
Capellas e veos a 10*000 e 14*000 urna.
pelas juntas de 1 ygiene da L
do Prata e academia de industri
Pariz.
Elixir de irabiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as dig
toes e promove as ejeccocs difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicos, debella a hjpoiflaa
intertropical, rtconstitue os hydropicos e benoe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommtndado na bronchite, na hemop-
tyse e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas cora a
pererina, quina e jaborandy
Cura radiealmente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambem fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes as inflainmacoes do ligado e baeo
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Appiicado as convalescencas das parturientes
urtico antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva & C.
Francisco Manoel da Silva & C.
23-RA MRQUEZ DE OLINDA-82
Gosinheira
Precisa-se de urna boa cosinheira, que seja a-
seiada e durma na casa em que se alugar, paga-
se bem : a tratar na ra do Paysand n. 19 (Mag-
dalena).
Criado
Precisa-se de um criado de 12 a 14 annos, que
tenha pai ou alguem que o governe : a trat.r na
ra de Paysand n. 19 (Magdalena) ou ra do
Commercio n. 44.
A
I
Toiucni nota
Trillios para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Machlnismo completo para en
genhes de todos os tamanhos
Systema aperfeicoado
EspecificacZes e precos no escriptorio dos
agentes %
Browns & C.
M. A-lina do Commercio
N. B Alm do cima B & C, tem cathalogos de
mu e implementos necessarios agricultura, como
.ambem machinas para descarriar algodao, moi-
nhos para cat, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado excellente e mdico em preco, pes-
soa nenhnma pode trepal-a, nem animal que-
AOS 4:00011000
2IL2SIES SA8lTIIDaS
Hua Primeiro de Marco n. 1%
O abaixo assignado, tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 406 com a sorte de 4:0008000,
1 quarto n. 2939 com a sorte de 100^000,
alm de outras sortes de 325, 16|> e 8f$, da
lotera (64.a), que se acabou de eztrahir,
convida aos possuidores a virem receber
na conformidade do costurae sem descont
algum.
Acham-se venda os afortunados bi-
hetes garantidos da 253.a parte das lote-
ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife (65.a) que se exirahir
quando ior annunciada.
Precos
Inteiro 40000
Meio 24000
Quarto 10000
Km quantidade maJor de loo*
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manoel Martin Finta.
*
Tenente Manoel (.ulmareo
D. Eliza Guimaies, viuva do tenente do 14
batalhao de infantaria, Manoel Guimares, man-
dando resar missas no dia 7 do corrente, pelas 8
hoias da manha, na matriz da Boa-Vista, pelo
repens de sua alma, pede e roga aos parentes,
amigos e companheiros do finado que compare-
cam a esse acto de candade e religio, pelo que
se confessar grata.
Mara Porcina domes Porto
Aquilino Gomes Porto e sius filaos mandam
resar urca missa por alma de su* lembrada osposa
e o ai, Mara Porcina Gomes Porto, no dia 6 do
c rente, s 8 horas da manha, 3- anniversario de
sen passamento, na matriz da Escada. Agrade
cem cordialmente a todos que c mparecerem a
esse acto de candade.
Joo Victor Alves Mathe
pungidos com a infausta
llenripe da Silva Moreira
Sitio
So Arraial, perto da estaco Casa Amarella,
vende-se um grande sitio bem arborisado, com
riacho, grande casa de morada, proporcoes para
criaco de vaccas e baixc s de capim, banheiro e
porta d'agua ; este sitio o que pertenceu ao fi-
Inado Francisco Jorge de Souza. Para informa-
coes, na fabrica Globo, roa larga do Rosario.
cus e sua familia, cea
nova do passamento do
Illm. Sr. capito Jacinths P. Silva Barros, digno
pai de seu compadre e amigo, o Exm. Sr D. Jos
Perera da Silva Barros, Bispo Diocesano, man-
dan resar algumas missas pelo di no
d'alma do Ilustre morto, s 8 hori-s da manba do
dia 7 do corrente, 15 de seu passrmento, na ma-
triz da Boa-Vista, e para assistir a este acto re-
ligioso, convidam ao mesmo Exm. Diocesano e s
pessoas qua os hmram com suas amizades, pro-
testando desde j seu eterno reconhecimento
aquelles que se digni.rem comparecpi_____^^^^
Joa Aievedo de indrade
A viuva e filhos de Jos Azevedo de Andrade
mandam resar missas por alma de seu presado es-
poso e pai, pelas 7 1/2 horas da manha do da 6
do corrente, no convento de S. Francisco, 1 an-
niversario de seu passamento. ^.
i





tt
Diario de PernanUnico
^4
f
NIOO

rn
Extracto Composto
de Ayer
ADICAL DAS
Escrfulas e todas as Molestias
provenientes del las: e para
Dar Vigor ao Corpo
'Purificar^ Samgue.
I

&,
tes
dio ao no3lo
a bella alvura vapo-
rosa que fez a reputado
da? Bellezas da Antiguidade.
L
L. PANAFIEU C-
Paria, ra Rochcchouort, 70.
Dojesitarios en Pernambuco: Franc"" M. da saTA .
tm 11 *wMWHL>va vwww aai
Preoaragao de Productos Vegetaes
BXTINCO" DAS CASPAS
e outras Molestias Capllares.
JVIARTINS&~BASTOS
Pernamhtu'v-
.'."*r"'T" .^. >--i.. .... i
Tricofero de Barry
A GRACIOSA
N. 7
Nova loja de miudesas
7- RA DO CRESPO
N. 7
CONTRA
Deflux js, Grippe, Bronohites,
IXTitapoes do Peito, o XAROPE r.ipASTA peitoral
dcNAF tDELANGRENIERsAodi-urna efficacia certa
6 Terificada por Membros da Academia de Medicina da Franca.
Sem Opio, Morfina nem Codeina d-M sem receio a
eri&ucos afectadas de Tosso ou Coqueluche.
PARS, ra Vitienne, 53, fAH.
E EM TODAS AS PHARUACIAS
DO TTH DO.
SUSPENSORIO MILLERET\
Elstico,sea lloadiras Mal aicoxu.
Para evitar as falsificaces,
exigir afirma doinventor, estampada
em cuda suspensorio-
FUNDAS DE TODOS OS SISTEMAS
MEIAS PARA VARlZES
HULEBET, LE G0H1DEC. sorrmor, Pars. 49, r. J.-J. Rodssmo F
REGISTRADO
4o commercio
Retiraud -me para a corte por assim exigir o
mea mo estado de sade, declaro que deixo como
m;us procuradores : a mea pai o Sr. Alexandre
Americo de Caldas Brandao, a mea irmo o br
Julio Americo de < aldas Brandas e a meu sogro o
Sr. Manoel do Carmo Rodrigues Estevea, na or-
dem em que se atbam. Recife, 2 da Agrstri t\p
1886.
Demetrio Brandao.
Garntese que faz nas-
cer ecrescer o cabello ainda
aos mais calvos, enra a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de eahir ou de embranquo-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacao official de
um Govemo. Tem duas vezes
ruis fragrancia que qualquer outra
eduraodobrodotempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. '
Dais permanente e agradavel no
I lenco. E: duas vezas mais refres-
cante no banho e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabera, os cansacos e os
I desmaios.
laroje de ViJa ie Reuter No. 2.
Aluga-se
o predio n. 140 ra Imperial, propru para cs-
tabelecimcato fabril : a tratar na ra do Commer-
cio n. 34, com J. I. de Medeiros Reg
Aluga-se barato
A ra Loma1- Valentinas n. 4
O armxzem da ra do Coronel Saassuna n. 141
A casa n. 107 da ra Viseonde de Goyanna.
Trata-s-.; m ra do Commercio n. 5, 1* andar
escriptorio de Silva Guimarea & C.
ASTte DK 17BAX-0. DCOIS DE SAL-O.
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affec95es, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdido Cabello, e de todas as do-
n; as do SangneWigado, e Bins. Garante-so
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systoma inteiro.
SabaoCurativodeReuter
i*
Para o Banho, Toilette, Crian
Sas e para a cura das moles-
as da pe Je de todas as espacies
em todos os periodos.
Deposito era Prrnaaibuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Criada
Aluga-se
: usa n 1 ra Lembranca do Gomes, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na ra da Imperatriz
u. 82, 1 andar.
eeiro andar.
Piecisa-se de urna : na
ra do Cabug n 3, ter-
Ama para cosinhar
No largo do Corpo Santo n. 19, segundo andar,
preeisa-se de urna boa cosinheira. que d fiador
de sua conducta.
Preeiss-se de urna criada para morar em casa,
que saiba engommnr, e tambem frisar e preguear
roupa do senhora, paga-se bem ; a tratar em San-
to Amaro, portao encarnado, junto capella.
Ama
Na piaca do Conde d'u n. 7, 2- andar, pre-
eisa-se de urna ama que cosinhe bem, para casa
de pequea familia.
Ama
Precisa se de ama ama para cosinhar, pa
casa de ponca familia : na ra do Bario da Vi
toria n. 57.
ara
ic
Ama
Precisase de urna boa cosinheira
Rangel n. 29, padaria.
na ra do
Ama
Precisase de urna ama : a tratar na ra larga
do Rosario n. 21, 2* andar.
Jardn, das plantas
MONDEGO N. 80
Pretcndendo-se acabar com as plantas que es-
tao em vasos n'este jirdim, vende-se os sapotisei-
ros muito grandes, e dando fructo, 2*000, la-
ranjeiras, muito grandes, para enxertar, 6000
a dozia, e sapotiseiros mais pequeos por barato
preco.

Serrara a vapor
Caes do CapibarJbe'n. tn
N'esta serrara encontrarlo os st nbores trege-
les, nm grande sortimento de picha de resina de
cinco a dez metros de comprimen e de 0,08 a
0,24 de esqua'lros Garntese prefo mais como-
do do que em outra qualquer parte.
______ Francisco djr Santos Macedo.
Barreiros
Ao Hr. eoronsl foo Carlos.
Explica no ou ni) a historia que, ioteressando
a alruns senhons de .-Dgpiihj de Barr.eros, sahio
o Diarto do da 11 do mea prximo passado ? !..
Qucr not parecer que todos os argumentos sus-
citados ua referida historia sao irrespondiveis :
contado esperamos ancioson uro arsinho de sua
graca.Vejamos.
_________________Um que tambem nao ignora.
Frcguezia doRecife
Alnga-s. por preco muito commodo urna pe-
quea familia metade da casa da ra dos Guara-
rape n. 29, e na m.ema se precisa de nm menino
que aeja fiel, para fazer compras, d-ae roupa e
bom ordenado.
Regulad r da Mari-
nha
Este importante estabelecimento de re-
lojoaria, fu dado em 1869, est funecio-
nando agora ra Larga do Rosario n. 9.
O seu propietario encarregado da Ra-
gulamentaQSo dos relogios: Arsenal de Ma-
rinha, Estrada de Ferro de Liinoeiro, Com-
panhia Ferro Carril de Pernambuco, As-
sociacao Commercial Benefi-ente, Estra-
da de Ferro do Recife a Csxang, Estra-
da de Ferro do Recifo a Olida e B^beribe
e Estrada e Ferro de Caru.ru' ; cercado
de intelligentes e habis auxiliares, fazcon-
certos por mais diffi eis que s"jam, n3o
s em relogios do al^ib' ira, mas de pndu-
la, torre de igreja, caixas de msica, ap-
parelhos elctricos e telegraphicos.
O mesmo acaba do receber varia lo sor
timento de relogios americanos que ven-
de de 7$ a 20$ de parede e de mesa, des-
pertadores de nikel.
Aos seus collegas vende fornecimetj em
grosso e a retalbo : e aceita encommendas
para seu correspondente em Pris.
Acha-se bem montada neste estabeleci-
mento um observatorio pelo qual regula to-
dos os relogios martimos e t. rastres.
Recebe asssignaturas para dar a horacer-
ta desta cidade pelo telephone n. 458.
Preco commodo
Em frente de seu est.b( lecimento se
acha collocado um relogio, cujos mostrado-
res pode rao ser vistos pdos passageiros da
Ferro Carril, rendo sempre a bora media
desta cidad) determinada pelas a uas ob-
servacSes astronmicas.
Antonio Jos da Costa Araujo.
DUARTE & C.
Os proprietarios deste estabelecimento, tendo o preparado com esmero e ele-
gancia, convidan as Exmas familias para viaital-o, afiancando que encontrarSo sem-
pre um vanado sortimento de objectos de moda e phantasia, por precos summamente
mdicos, como alguna que era seguida designara.
Carriteis de linba para machina a 80 rs.
Ditos de retroz de 100 jardas a 200 rs.
Ramos de flores finas a 1)5000 e 10500.
Babados e entremeios, de 500 a 30000, a peca.
Baleias para vestido a 300 a duzia.
Ditas cobertas a 700 rs. a duzia.
La para bordar a 20800 o majo.
Espartilhos para senhoras de 30000 a 80000.
Ditos para meninas a 40500.
Extractos finos para len?o de 10000 a 40000 o fraco.
Luvas de seda de cores 20000 o par.
Ditas rendadas a 30500 o par.
Ditas de pellica a 20500 o par.
Macos de grampos a 20 rs.
Caixas com colxctes a 60 rs.
P para dentes a 200 e 500 rs. a caixa.
Vasos com opiatas a 10000.
Escovas para dentes de 200 a 500 rs.
Alfinet'-s a 80 rs. a carta.
Fita de linho a 40 rs. a peca.
Punhos e collarinbos bordados para senhora a 20000.
Invisiveis para o cabello a 200.
Lenjos com barra a 20000 a duzia.
Agulbas a 20 rs. o pap 1.
Ditas fundo dourado a 80 rs. o papel.
Cabos de agulbas para crochet a 200.
E muitos outros artigos taes como Atas de diversas qualidades, leques de papel,
de setineta e de setim, plisss de cambraia e de seda, albuns baratos e de finas qua-
lidades, sapatoB para meninas, senhoras, e homens, tudo por prejos admiraveis.
Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, conmunican ao respeitarel PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios de todas as qualidades. Avisara tambem que continuam a receber por
todos os vapores vindoe da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que en
outra qualquer parte.
MICHJL WOLPF & C.
N. 4RA DO CABUG----N. 4
Compra-se ouro e prata velba.
X2
(9
oe
00,0 Do**,
P radoi de w
D artros, Chavos
Virus, Ulceras
PELO
DEPURATIVO CHABLB.
Ea Uiii s FarauciAS di ObJttm
Onde se encentra gratis a
loUcU Cballi.
36
CHABLE
pAR/S
^000 Doe*
curados de 9S
GoHOfRHA, Flores brancas,'
Pehdas seihinaes,
ESGOTAMENTO, etc., etc.
IT1T.O
CITRATO DE FERRO CHABLE
^, Bm codas as boas ..
" o adresB
grageas de Ferro Rabuteau
Laureado do Instituto de Franca. Premio de Therapeutica
O emprego em medicina de Ferro Rabuteau baseado na Sciencia.
As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia,Plidas Cores, Corrimentos, Debilidade,Esgotamento, Convalescencia,
Fraqueza das criangas, Depauperamento e Alteracao do sangue em consequencia de
fatigas vigiHias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 6 grageas dor dia.
Afem Constipagao nem Diarrhea, Assimilarao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem engulir
engulir as grageas. Um calix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as enancas,
iizi Urna explicado detalhada acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & Cia, de PARS,
______________ encontr em cosa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
que se
B0
^
OS
CD
a?
2
Chapeos e chapelioas
36 A40PRAQA DA INDEPEHDBlA-36 A 40
B. S. CARVALH0 & C.
Proprietarios deste bem conhecido estabelecimento pa.itecipam
as Ex mas. familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
das principaes casas em Paria e Manchester o que de melhor e de
apurado gosto ha em chapclinas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e criangas, e muitos outros artigos concernentes
chapelaria.
Flores artificiaes para ornamento de salas.
5*2
a"
en
rz
x

fe
en
GOTTAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
' Tratamento efUcaz contra todas as affeccoes provenientes do en/ra-'
'""ll"!." An* roana a rtn oretj>ma nervoso, ou das alteracoes do
qaoolxaaat* feral, longa. Conralesconcaa. Este tratamento de ha mullo, reconhetido
e recommendado como o malor regenerador do organismo.
6 fRA6CO : 8 FRANCOS (EM FKAHgA) yj
Todo frmtco tu* nSo trouxer a Marca ie Fabrica registrada a asSignatura^/^Ljf- Unlct Fairtosntt!
deve sor rigorosamente recusada ^yf^ dtste
ARIS, harmacia GELUff, roa *ocheiiouart. sa *^- rnduoto
Deposito em Pernambuco : FRAN M. da SILVA & C.
aos Consummidores
PERFUMARA oriza
PARS 207, Ra Saint-Honor, 207 PARS
-<JJ:HJilMM:lWl^HJil?liaw
drrem fu sueeesso e favor publico :
,l;l* collado escrapilMo com qn t 2* i cu qualidade ioalteraval o
no laoncjlos. J toavidad do leo perfume.
MAS SE IMITA OS PRODUCTOS OS PERFUMARA ORIZA
Cem attlnglr ao seu grao de delicadeza e perfeico.
| A apparencia exterior destas imitar-oes sendo idntica aos J'erdtt- a
Uk aeiroa Productos Oriza, os consummidores deverao se ^\
#yu precaver contra este commercio iicito e considerar como afaV
TdTV coHtraracgao qualquer producto de qualidade inferior J^y
^> tendido por casas pouco honradas. ^^
COMVITfi
JOSEPH KRAUSE &
Acaban) de augmentar o sen j bem conhecido
mporante estabelecimento rna Io
de niarf o n. 6 com mais
om salo no 1 andar Inxnosamente popar-
rado e prvido de ama exposi-
?f fibras de prata e Portee eMnpfltt^
dos mais afamados fabreaites do
mnndo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seos nume-
rosos amigos e fregoezes a visitaren.
o sen estabelecimento, afim de
apreciarem a grandeza e bom gosto com que
nao obstante a grande
despeza, o adornaran., em honra
desta provincia.
CHA-SE ABEBTO DAS 1 A'S 8 DA NOITE
aemea do Catalogo tllnetrado pedido franqueado.
- PERFUMARA Extra-tina
Oopytopsis doiftfm
IHM.......sie01TlOPSISdoJAPljtp6deiu...ajCORYLOPSISMJAPl|
anuen.....mCORYLOPSISdo}'Jku Biuinia... mCORYLOPSISdo JAPlO
Maat.nDCaioiuCORTLOPSIS-:oJAP0 | oiiu........aaCORYLOPSIS do JAPle
nw.......aC0RYLOPbiSdiJAPOJP0iii......ai CORYLOPSIS Ai JAPAO
P^ *^y *P^v^ t"^9
Sem cheiro nem
osto dos leos de Figados de Bacalban ordinarios
de FIGADOS FRESCOS I
BACALHAU
Eflicacirtade certa contra a Molestias de Palto, a Tsica,
Bronquitis, PrisBes de Ventre, Tosses chronlcas, Affeccoes escrofulosas.
ADVERTENCIA. Exiga-se no rotulo o sello-Azul do Estado francez
HOGG, Pnarmaceutico, 2, ra Castiglione, PARIZ, e principaes Pharmacas.
ITTiTeTH
COLLEGIO FRANCEZ
PARA MENINAS
17Rna doBaro de Bemfiea17
NA LIMA DA PASSAGBM DA MA&DALEN
As senhoras Mme. Francis e Mlle. Francis, mai e flba, diplomada pela Fa
cnldade de Pars, recentemente chegadas de Franca onde exerceram por mnitos an-
nos o professorado, acabam de estabelecer um collegio para meninas, seguindo pro-
gramma adoptado em Fran9a; o qual proporcionar s alumnas que lhes forem confia-
das ama educacao completa e esmerada.
Os senhores pais de familia sSo convidados a visitarem este novo estabeleci-
mento situado em tao saudavel bairro e dispondo de todas as condicoes do confortavel
ede bygiene.
Mlle. Izabel Francis possue um talento elevado para o ensino de piano.
Ella precisa de urna ajudanto para as classes.
Aos 4:000$000
Grande e bem monlada oflicina k alfaiate
DE
A Heneao
Vende-se um deposito
pria para principiante
numero 3.
em pequea acalla, prc-
aa ra dos Paseadores
PEDROZA & (].
N. 41Ra do Barao da Victoria-N. 41
keste bem conhecido estabelecimento, so encontrar um lindo variado sor
timento de pannos, casemiran, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravataa
tudo importado das melhores fabricas de Pars, Londres e Allemanha; e para beir
servirem aos sous amigos e freguezes, os proprietarios deste grande estabelecimenU
jm na direccSo dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparam um terde roupa de qualquer fazenda.
Rna do Barao da Victoria n. 41
(PRESOS SEM COMPETENCIA)
1:
E

fl
^ b-2.
5

a
>
OfSl&ijxj
16-Eua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe
tes garantidos da lotera n. 65a em beneficio
da Santa Casa de Misericordia do Recife,
que se extrabir quando for annunciado.
siisn
O 5*
m O
X O H
> 30 3 0
O c* fei
o ^^ t
m es
o ^o
m m ?

-s
aV

Integro 40000
Meio 20000
Quarto 14O00
Sendo quandade superior
a 10 0:000
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0750
Joaquim Piru da Silva-


i
Diario de Pemambucoquinta--feir 5 de Agosto de 1886
Olida
Car torio do eeriwsM Dr. Caldas
No di 29 da Julhe ir praci pe renda de
dooB annos, perante o juio de orphaos da comar-
ca de Olinda, o sitio denominado Quadro, na
praia do Jang, com 300 pea de coqueiros, oom
mattaa e capoeiras, casa de tijolo, tendo dito si-
tio meia legoa de fondo e 1,800 palmos de frente,
sob a base de 200* annuaes. ^^^^
Entre amigos
Com a ultima lotera o mes de
dulbo
Deixa de ter lughr por ter sido transferida a
lotera n. 65, que era a ultima deste wtt, como se
v do annuncio do Diario de 28 do andante, ficar
para quando for annuociada.
Cavallo e botoes.
Tclegraninia (rcsposta paga)
Bicos orientaes, grande variedade em corea
larguras, receberam o Pedro Antunts & C-, e ven-
dem barato ; esperamos resposta ao 63 ra Du-
que de Carias, Nova Espersnca; novo sortimen-
to em lequ. s de papel a 700 e 800 rs., preferencia
exclusiva ; ditos de seda, bonitas cores e lindas
paisagens a 3, & barrate punhos e collurinhos
bordados para senhora a 1*800 e 2*500 ; ditos
com pintas de cores a 1*200 ; bonitos e delicados
lacinhos de coree, ultima moda em gravatas, a
1*000. Reiposta paga ; vale a p*na verem o que
: na loja de Pedro Antunea & C. n. 63, ra
Duque de Caiiaa._______________________________
Pintura domestica
PHARMACIA
Hermet de Souza Perelra d." C. -
teaaores
Receben grande sortimento desta ezcellente
tinta de todas aa cores e em latas de 1 a 5 libras,
que continuam a vender por commodo preco :
qualquer pessoa (criado cu menino) pinta com
perfeicao. Com esta tinta podem todos com pouco
dispendie conservar suas casas sempre limpas.
Ra do Mrquez de Olinda n. 21
Jos de Castro Guima
raes
que rm Goyanna tem o nome de Jos Gaspar
Domicilies de Sonsa nao mais cobrador da co-
cbeira ra da Imperatriz n. 29 desde Marco, e
a chamado prestar contas dos dinbeiros que re-
ebeu, como consta das contaa <'om os recibos, e
entregar as contas que ainda tem em seu poder
ao admin strudor daquella conheira.
0 agBte ds IaUQes Pestaa i Cimento po.tland
est encarregado de comprar e vender bons pre-
dios nesta cidade : trata-se em sen armasen
ra do Vigario Tbenorio n. 12.
Allenco
Cempra-se ou aluga-se ama boa casa perto da
eidade, desejanda-se nos seguintes pontos: 8o-
ledade, Caminho Novo, Capunga, Paaaagem da
Magaalena, tendo bom sitio, agua e gas : quem
tiver dirija se ra do Imperada* n. 49, 1 andar,
tratar oom o solicitalor Antonio Neves.
WMM'
II.....(<.
A PEPT9NA
Sab a ftrnu *o 1INHO doFEFfOKA.
preparado par 9a4raa da Pana, e usa'
, medicamento que mano estriba* jan fsoi-
litara*uneceas 1oestomago, e rsftJariM a
digeatfb, uoice n eie Ja sYsraear t aatneia
do doenta.
SeinnuBxvo a experat* fean patea'
aais afamados milicos Pai a nutro\
baizos deiutnitraraT a en."a;iacioVlIHO
9E PEFTONA DBFR31T; na im-
pnaa'hilidade en que eetsc* de rsrmtoilr
locas as suas cartas. linuiamo-^M a apra-
f sentar aani a carta din j,:a 90 Sr Defrac*'
por uw ncvliativo, eujo uoma besa ciihecioa pelo mundo aaeaaaai. ',
Duo" iaiet ao S&r Oefr tase:
Senlis, a 'J ie Marco e 18M. '
. testo o fosto de Ihu jsrjfsstar a aa-,
fismeio qac Uve com u Faptoca, asjaa-
ttns resultadas aan com Ua alcanee aoa
caos gravea em Seiuore quando tira oe tiU usa aeaa-
mago cansada, doante ou com vas diga-
tas a sos preparacte all.wioa o,
Jawlaa .'alhoratKJo-lhe aa foncedaa digest-
ve*., 0 rauitas e-Hieres dfiaas, oatra*4
oanicaa c menino raciiiUcos rauda 1 di Pantana. nrdt4sv7
5 fijoxidero o-* a um vtrdadeiro 4Mr a re
, conunendal-o, os mena doeive* n'ao graada 1
1 numero de cssi-
1 a Tm7medk0{ratco4B-
[ ra&e os annos v.** 1831 a 1800, tiriodo asa'
I rae a pecssidaoV de daajarir os~ alimentos,
, Srf-.aiediatamanta ouianautioa ara meos isa-
. p*hoea do que boje; entao ar constitaic&as
tinta mais vigorosas, saaguiaaaa.anargieaa
; daudu d'um robusto appetna. Uion odas-
or urna prude abunda>i da suncas gas-'
rriee* ca ?roeava aprampta tranafonna-
,5c aos aSKetos saais rBracUnhe.
f! Hojc, parem. ti qae os eatoaKgca dsalai-
Udos careoem de emrgia, i aoa^sassasa
Ustcar mi de todas anuslaiidas jsta sa-
cintam a digestao, como, aor ei9cai, da
sua Paacre:na.
4 O pracetto de hygiaBe mato Impattaata,
I oim mais desprezaa este : Cfisfay,
tnuito vara ranrar rnuli. E asta s*><
f^eio da saade", e durante muito tompr o*
TtB'^o" de medico na RepaiticSo
[esncia d*esta cidade. em que os .iscrofuloaoa <
e lymphalico? zbundam fora de tedida me i
pe:".-ittem fasar muitsa felices ipphcacdes^
de seus eirii'!utes productos. '
Acha-K o deposito da tao vahe o medi-1
eaateasa bb%Pharmacias e Orogarit il'esaa^
cidade. E'^iaaiio eufdar na recoi e alo irritar as imitac&es. 2"gi_llo,
CURA CERTA
de todas as Affecges pulmonares
Todos aquelles que sofirem
do peito, devem experimenta?
as Capsulas do Dr. Fournier.
Depositarios cm Pemimbuco :
FRANCISCO M. di' SILVA O.
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Dyspepsias, Gastralgias, Anamia,
Perda de Appetite, Vmitos, Qiarrhea,
Debiliaade das riaacas
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MMM (MttflT) granja.
** JlesfsvlJkoa asa fipoatasst I
"".ff. MM. 1M7 dxaamis ssrnraal)
"B. aUMI 1K| BMJU0I HM. 1MI
MM muoM. TMTB INI
sjaiHariieBPrnm6i:o FraeM.aUI.TAaCa> '
mmmamam
Aviso
Precaa-se da ama prof^ssora que saiba tocar
bem piano e mais trabaIhoa t seahora, para en-
aho : a t/atar com o Barao d.' Naaareth, .ra
do luipt-rador n.7S, 1 andar.
EMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PBO DE
Figado de bacalho
COM
Hypophosphitos de cal e soda
Approvada pela Jimia de Hy
glene e autorlsada pelo
governo
E' o melhor remedio at boje deecoberto para a
(laica bronebltea. eacrophulai, ra-
< bltin. anemia. i.'ebiliaadc esn oral.
deOaioa, tame < hronlca e nlTeccdea
do peito e da siirunin.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alm de ter chairo e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do olea, alm das propriedades tnicas
reconatituintes dos hypophosphitos. A' venda na*
drogaras e boticas.
Deposito em Pemambuco
Ette remedio precioso tem gozado da accefts
So publica durante cincoenta e sete annos. com*
ecaado-se a sua manufactura e venda em 1837.
Soa popularidade e vcada nunca foro tao exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offereca a melhor prova da sua eficacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dier que nao tem decado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adultos, que se acharo afflic-
tos destes kiimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
aUestacoes de mdicos em favor da sua eficacia
admiravel. A causa do sucaesso obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsincas&es, de
sorte que dmo comprador ter muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
7emipieB.i,FABTOTflCI
Prafessor
Preciea-se de urna senhora habilitada e de bom
eoBtumes para cnsinar a cinco meninas portugus,
msica, piano e trabalbos de agulha, em um arra-
balde perto do Recife : para informacoes, ra
do Baro do Triumpho n. 68.
rnifM
ios 4:000000
BiiMES msm
Ba do Baro da Victoria d.o
e casas do costme
Acham-ae vend. os felizes bilhetes
garantidos da 253.a parte das loteras
jeaeficio da Santa Casa de Misericordia do
Recife, (65.a), que se extrahir quando for
annunciada.
Precos
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
m por cao de 100*000
cima par
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Jo3o Joaquim da Costa Leus.
VENDAS
Vende-se ou arrenda se e engenho Jerusa-
lem, na freguezia de SerinhSem, perto do porto dr
embarque e perto da esUcao de Ribeiro ; enge-
nho d'agua com bons terrenos, maltas, cercado,
casa de vivenda, com 12 casas para moradores,
casa de farinha, distilacao, estribara, e outras
bemfeitorias; bem como boa safra para 800 pes.
Os pretendentes podem dirigirse para o memo
engenho, ou para o escriptorio da ra do Bom
Jess n. 43, que acharo com quem tratar.
Cavallo
Vcnde-se um cavalle russo pedrs, andador do
baixo meio ; quem pretender dirija-se ra da
Poda, cocheira do Candido, para vel-o, e tratase
na ra Imperial n. 19!.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este ezcellente Whisky Sscesscs preferv>.
ao cognac ou agurdenle de canna, para fortines
o corpo.
Vende-se a retalho nos ^ iheres armaaens
nolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADOcujon.
me e emblema sao registrados para todo a Brasi
BROWNS <"*. C, agentes
AprovtiteiD
f
Vende-se todo barato
aLaro de ft. Pedro n. 4
Kegte estabelecimento encontra se sempre um
campleto sortimento de gaioias e pacsaros naci-
naea a estrangeiros, o melhor que ha neste ge-
nero, frnctas maduras, balaios proprios para ni-
nhos de canarios do imprio, cestinbas para coa-
tura, vassouras do ara a 800 rs. cada urna, que
custa em ootra qualquer parte a 1 e 14200, con-
serva de pimenta americana em bonitos fraaqui-
nhos a 120 rs. cada um, para acabar, massa de
mandioca muito bem preparada, para bolos.
Vende-se
o engenho Lage Formse, perto da estsco de
Catcnde, movido a agua e pode safrejar mais
de 2,000 pies de assocar, cem casa de vivenda,
destilacio e mais obraa, todas novas e em ptimo
estado ; a tratar no escriptorio ra do Bom
Jesusji. 12.
Wtopygsao
Vende-se no. largo do Corpo anto n. 19,. sa-
ldo andar, importantes tohas de labyrinlho,
25Aa28000.
Vende-ae de diversaa marcas, no armazem de
Soarea de Amaral IrmSos, roa da Madre de
Deus n. 22.
GRANDE
Exposifo central roa larga do
Rosario n. .*S
Damiao Lima & C, chamam a attenco das
Exmas. familias para os precos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2500 e 31000.
Fita n. 80 para faza a 2J500.
Leqoes recatas e D. Joannita a 14000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2/000.
Leques D. Lucinda Colho a 6/000.
Toalhas felpudas a 500 600, e 1/000.
Duzia de meias para homem a 3J000.
Ditas para senhoras a 3/000.
Luvas de seda a 2/000.
Meias de fio de seda para menina a 1/000.
Colarnhos de linho a 500 rs.
Ditos de algodo a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordao para vestido a 20 ra.
avisivi is grandes a 320 rs.
rampos invisiveis a 60 rs.
Um leque de aetim (novidade) a 6J500.
Ricas bolcinhaa de'madrcperola de 1/500 6/.
La para bordar 2/800.
Urna capella e veo de 15/000, por 12/000.
Um espelho de moldura por 5/500.
Urna pulseira de fita par 1/200.
Pliss a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 2/500 e 3/000.
NA EXPOSICO CENTRAL
38-Ilua Larga do Rosario38
Florida '
Loja de iniudezas
Ra do Duque de Caxlas n IOS
Os propretarios deste grande estabelecunento
de miudezas, modas e para accommodar os inters-
ees da poca, tem resolvido venderem po' menos
vinte por cento que em outra qualquer parte.
Pentes elctricos 6Vr0 rs.
Luvas de pellica a 2/500 o par.
Linba de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 rs. o masso.
Invisiveis a 320 rs.
Vestuario de fustao bordado para crianca a
3/000.
Pentes de regaco para crianca a 100 rs. um.
Baleiaa a 360 rs. a duzia.
Haspas para anquinbas a 120 rs. o metro.
Bicos com tres dedos de largura al/500 e 1/800
a peca.
Linha de cores para croehet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40 rs. o caderno.
Fita cnineza a 320 rs. o masso.
Lencos de linho a 1/500 a duzia.
Lindos bicos de cores com 10 Jardas a 4/ e 5/
a peca.
Urna caixa com tres sabonctes desenhando urna
rosa por 500 rs.
Meias de la de cores Dar senhora a 1/500 o
par.
Fazendas brancas
SO' AO NUMEO
ra da lmperatrlz
4o ra da lmperatrl:
Loja dos barateiros
Albeiro & O, ra da Imperatriz n. 40, ven-
der um bonito sortimento de todas estis faxendas
abaizo mencionadas, sem competencia de precos,
a saber
AlgodaoPecas de lgodozinlio com 20
jardas, oe'.c- barato preco de 3/800,
4|, 4/50, 4*.. '. iS, 5/tX) e 6J50
MadapolSoPecas de madapolao com 24
jardas a 4/500, 5/, 6/ at 12/000
Camisas de meia com hstras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc<8 e cruas, de 1/ at 1/800
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulaa da mesma, muito bem fetas,
a 1/200 e l/OU
Collethihos r'a mesma 800
Bramante francez de algodo, muito cn-
corpada, com 10 palmos de largura,
metro 1/2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2/500 e 2/fSOt.
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1$800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimae, na conhecida
loja de Albeiro & C, esquina do becco
dos SYrreiros
\lgodao entestado pa-
ra CllfOCS
A UOo r. e 1*000 o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
odao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim coma dito trancado para
matbas de.mesa, com 9 palmos de largura a 1/200
i. tro. Isto na leja de Alheiro & C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1/200,1/400,1/600, 1/800 e 2/ o covado
A heiro C., ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretoa pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co d( b Ferreiros.
Espartilhog
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vcnde-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5/000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2/800 e 3/ o covado
Alheiro & C, ra da Imperatri n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duaa larguras, com o- padroes mais deli-
cados para coatume, e vendem pelo barato preco
de 2/800 e 3g o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faser costumes de caaemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35/ de fraque,
grande pechincha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 820 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porc,3o de brim ijardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados alOOrs. a peca
A raa da Imperatriz n. 40, veBde-se pecas de
bordado, doua metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 ra., ou em carto eom 50 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
vapoeT
e moenda
Vende-se um bom va
uso ; a ver no engenho
da estacao do mesmo nome
Imperador n. 48, Io andar.
por e moenda com pouco
Timb-ass. muito
perto
a tratar na ra de
Cabriolet
Vende-se um em parfeito atado e por,..
rommodo; tratar n ra Duque de Caxias n.
ueem
os em
o co-
CarieiraCila&C.
Liquidam os seguintes artigos mais barato
outra parte, visto serem alguna comprsi
1-ilo a saber:
Lindos cretones claros a 240 e 280 rs.
vado.
Failes de novos gostos a 400 e 500 rs. o dito.
Linons com palmas de IS a 800 rs. o dito.
dem com salpicos a 560 e 700 rs. o dito !
Popelinas com litras de i eda a 280 e 320 rs., o
dito para acabar.
Esguio pardo para vertidos a 500 e 560 rs. o
dito.
Sctinetas, navidades, a 320 e 360 rs., cores
firmes.
Damascos de 13, largura de 2 metros, proprio
para pannos de piano a 1/800 o covado ; de cores
proprias para mesas a 1/500 e 1/600 o uto.
Merinos pretos para lote, 2 larguras a 900, 1/,
1/200 e 1*600 o dito.
dem de todas as cores a 1/ e 1 /200 o dito.
Casemiras de 2 larguras, padroes inteiramente
nevos a 1/200, 1/600 e 1/800 o dito.
Setim maco, de todas aa cores, desde 800 rs. a
2/ o dito.
Atoalhado trancado e bordado a 1/400 e 1/500
o metro.
Bramantes de 4 larguras, superiores a 900 rs. e
1/400 o dito.
dem de puro linho a 2/ o dito.
dem de urna largura a 500 rs. o dito.
Guaraicoes de crochets para sof e cadeiras a
8/.
Riquissimas colzas de dito a 12/ e 14/.
Lindas grinaldas e veos para Ezmas. noivas a
14i.
Cortinados bordados a 6/500 e 10/ o par.
dem em pecas com 12 jarda?, novos desenhos a
9/.
Toalhas felpudas de cores, para rosto, a 7/500
a duzia.
Meias inglezas, cruas a 3/500, 4/ e 6/ a dita.
dem arrendadas para senhora a 8/ a dita.
Seroulas bordadas de bramante a 12/ e 16/ a
dita.
Camisas superioies francesas a 38/ e 42/ a
dita.
Cobertas de ganga, forradas a 2/500 e 3/.
Lencoes de bramantes, grandes a 2/.
Chales de casemira, dem, a 2/, 3/ e 5/.
Cortes de casemira ingleza a 3/, 4/ e 5/.
Cheviot superior, de 2 larguras, a 3/ e 3/500 o
covado.
Yenda* em grosao. damos descont
da praca
59=Rua Duque de Caxias=59
Carneiro da Cunha & C.
Camisas nacionaes
A %OO, atooo e S/5O0
32=*= Loja a ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimonto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p jnbos de linho como de algodao, pelos
baratea precos de 2/500, 3/ o 4/, sendo fazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tamben-,
se manda fazer por encommendas, a vmtade dee
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n
3:, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
UM Ra da Imperatriz = :*
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontra/i o res-
peitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, qae se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de rcupas para homens, e tambem se man
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
caaemiraa e orina, etc.
aa-
31
"./COI
10/000
12/001
12/XX
5/501
6/60.
8/001
3/oa
1/6
1/OUt
Ra da Imperairls
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se aa roupas aba)
zo mencionadas, que sao ba- > ..a*.
PslitOtS pretOS Ur (."T' uiogonuco e
acolchoados, senoo tazendas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de fianella azul sendo ingleza ver-
dadera, e forrados
Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
sendo fazenda mnito encorpada
Ditos de casemira de ores, sendo muito
bem faifas
Ditas de fianella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleakim e
de brim pardo a 2/, 2/500 e
Ceroulaa de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1/200 e
Colletinhoa de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos dt
linho e de algodao, meias cruas e collarinhos, etc
Isto na loja oa ra da Imperatriz n. 3i
Riscados largos
a aoo rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem s
riscadinhos proprios para roupas de meninos t
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tendo quaai largura de chita francesa, e ssp
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja o Pereira da Silva.
Fustoes. setlnetas e lslnbas a 60
rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-a
um grande sortimento de fustoes brancoa a 60t
rs. o covado, lazinhas lavradas de furte-core*
fczenda bonita para vestidos a 500 ra. o covade.
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a
cores, a 500 ra > covado. pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
Merino* pretos all
Vende-se merinos pretos de duas lnrguras pan
vestidos c roupas para meninos a 1/200 e 1/601
o covado, e sunenor setim preto para enfeites t
1/500, atsim como chitas pretas, tanto lisas com-
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs. ; na uov
laja d Pereira da Silva ra da Imperatriz na
mero 32.
Alsrodosinno francs para lenre
a OOOrs., i$ e l4tOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-*
superiores algodSozinhos francezea com 8, 9 e V
palmos de largura, proprios para lencoes de tra-
g panno pelo barato preco de 900 rs. e 1/000 i
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1/280, a*
sim como superior bramante de quatro largura.
para lencoes, a 1/500 o metro, barato ; na Ion
de Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A 4*. 40&OO e 4
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32,
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
uha curta, feitos de brim pardo, a 4/000, dito*
de moleequim a 4/500 e ditos de gorgorito preto
emitaudo casemira, a 6/, sao muito baratos ; m
loja do Pereira da Silva.
Vende Candido Thiago da Costa Mello em seu
dei osito ra Imperial n. 322, olaria. Telephone
numero 221.
Bom emprego de cap-
tol
Vende-se a taverna da ra do Nogueira n. 1,
muito bem localisada e bem apresentada, propria
para principiante por "ter ponaos fundos, o motivo
da venda se dir ao comprador.
Pharmacia
Vende-se a armacSo com balco, potes, vasilha-
me e mais pertencas da Botica do Recit, sita
roa do Bom Jesns n. 26, por. precos muito com-
modo. Para informacoes, dfrijam-se botica
franceza de Rouquayrol.Freres, raa dp Bom Je*
sus n. 22.
SEMPRE NfMDADES
Fazendas finas e modas
2 A--Rua do Cabug--2 B
J. BASTOS & C.
Pelo ultimo vapor recebemos de PARS :
Cortes de vestidos diaphancs, alta novidade.
Vestidos da cachemira, especialidade.
Ditos de toile d'Alsace, grande moda.
Cachemira broch, tecido moderoissimo.
Orlatienne, fazenda neva e padrees lindissimos.
Venitienne, combinacjto de fazonda lisa e lavrada de muito gosto.
Zephyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as cores com enfeites de Guipme.
Plumetie, branco e de cores com lindos bordados.
Toile d'Alsace, variado sortimento.
Satn double, iecido de algodao e moderniseimo.
Gase de algodo, em todas as cores, propria para bailes e tbeatros.
Leques diapbanos.
Ditos de setim.
Ditos de madreperola.
Guipoure de seda.
Bicos do seda diaphano, revolujao da grande moda pan enfeitar vestidos
de sedas.
Chapeos de seda arrendados, novidade.
Sedas e setio.8, branco, preto e de cores.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de crochet e Guipoure.
ESPECIALIDADES
Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemanterie e vidrho,
uarnicSo de renda e fraDJa.
Jersey de la com enfeites de pelucia e bordados, escomidos sortimentos if'tstes
s de malha, que vendemos de 8#000 a 155000.
Fornecem-se as amostras de todos os artigos.
(Telephone n. 359)
O portador de dous vigsimos desta
importante lotera do custo de 2J200 est
habilitado a tirar
2o:oi2$ooo
Prec,o em porejo
VI gesi mo .
vigsimo.
A' RETLHO

A RODA DA FORTUNA
36Ra Larga do Rosario36
Aos i.ooo:ooosooo
200:000*000
IIMI:00
LOTERA
DE 3 SOHTBIOS
Em
favor dos ingenuos da Colonia Orphanoiogica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extraccao: no 15 Ce Dezeiro de 1886.
0 thesoHreiro, Francisco (onyalv?s Toire
~~ FAZENDAS BARATAS ^
Pa bem conhecida loja darua Primeiro de
Mar^o 11. 20
JUNTO DO LOIVRE
Grande sortimento de madapol3es de 4(5500, 55, (JtOO, 6^1, 6#5fC
7,5500 e 8,5000
AlgodSes brancos, superiores qualidades, de 4,5, 4^500, 54, 5^500,
6*e
G&b00.
Saperiores cretones de 320 a 500 o covado.
Batistes, lindro padr5es, a 200 e 320 rs. o covado.
Fustoes brancos de novos desenhos a 440 e 500 rs. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 3,5 500.
Ditas de ganga cretone,bonitos padr5es, a 3,5000.
Lencoes de bramante, de linho. de 2$ a 4$000 a um.
Ditos de algodao de 1,800 a 2,5500.
Toalhas felpudas, de tamanho regular a 5(5000 a duzia.
Ditas grandes para banbos a 2,5000 urna.
Lencos de algodao de 1,5800 a 20200 a duzia.
D:t08 At algodao, cota barra, a 2#400 a duzia.
i.i Dardo, nlaro, a 300, 400 e 700 rs. o covado.
Dito i.-.acado, bu*, a 10, 10iOO e 10200 o meto.
I '. rtus le vestida de cretone de 200 por 80000.
a..n.u>napos de linho de 30500 a 60 a duzia.
Graaae variedade de anquinhas de 20 a 50000.
Meias cruas para homem a 50, 60, e 70000 a duzia.
Chambres muito bem preparados, para homem, de 50 a 100000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 20500 o covado.
.Algodao-trancado de duas larguras a 10300 a vara.
Bramante de algodSo, de qnatro larguras, le 10500, 10800 e 2000 a vara
Dito de linho idem idem de 20, 20500 30 e 40000 a vara.
Leques de papel, de lindos d-senhos, de 500, 800 o 10000.
Merino preto e azul a 104O( rs. o covado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado.
Guarda p de brim de linho pardo a 40, 50 e 6$000.
Oxford pra camisas, lindos padroes, a 280 300 e 340 rs, o covado.
Velbutinas de todas as cores a 10000 o covado.
Molesquin de cores, bonitos padrSes, a 600 rs. o covado.
Chales de algodao a 10200, 10400, 10b'OO e 25000.
Costumes para banhos de mar a 80 e 100000. ^^
Cortinados bordados para cama e janellas a 80 100, 12, 14 e 160OP) o jjai.
Grande sortimento de roupa feita para trabalhadores de campo.
Encarregamo-nos tambem de mandar fazer qualquer roupa para hm*na
meninos, para o que temos um hbil official o um grande sortimento de panno*, fcriiu,
casemiras, etc. ...g.
Quem precisar de algum artigo bom e barato, dever visitar e pJrsjirenca.
este antigo e acreditado estabelecimento.
Esa Primeiro m Marco i. 20



TnambucoQuihta-feira 5 de Agosto de 1886
ASSBMBLE1 GERAL
CMARA DO DEBUTADOS
SESSO EM 20 DE JLHO DE 1886
PMSIDBNCIA DO SB. AHD2ADE FIGUEIRA
(Continamelo)
Aualysa as varias clausulas do contrat)
para mostrar que S. A. o Sr. Duque de
Saxe nlo t?m direito algum ao dote, tilo
receiando pelas condigSes a que fiquem re-
duzidos seus filhos, que, alm de 6:0003
durante a mnoridade, e de 12:000$ quan-
do maiores, tra elles a fortuna dos pais e
o patrimonio que lhes foi garantido pelo
morgadio, segundo as ordenagies do reino.
Suppoe que o nobre ministro, quando
declarou que o dote seria entregue de urna
vez a Sua Alteza era obediencia ao 1."
do art. 2. da lei de 1864, nao conhecia a
convenglo matrimonial do 1. de Novem-
bro de 1864. Se S. Exc. conhecesse-a,
anda quando nao tivesse sido revogada
aquella autorisago, era do seu dever nlo
executal-a, e resistir ao corpo legislativo,
que nessa parte to mal ourou do3 inters-
sos do contribuinte.
Cr que a cmara nao ter duvida de
que nao se de ve o dote ao Sr. Duque de
Saxe, sendo tambera muito duvidoso o di-
reito de Sua Alteza quando metade da
dotaglo, porquanto nao s a lei de 1840
teve por consequencia a lei de 1864, como
tambera o contrato matrimonial dz clara-
ment : o esposo sobrevivente ter direito
metade da dotaglo eraquanto residir tora
do Imperio, ou delle se ausentar, com li-
cenga do Imperador.
Nota que pola demsslo dada ao Sr. Du-
que de Saxe do posto de almirante da ar-
mada nacional, e que implcitamente o fez
mudar de condigo. Sua Alteza reconhe-
ceu que nao podia exercer esse posto resi-
dindo fra do Imperio.
Entende, portanto, que o governo con-
cedendo licenga a quom nlo precisa della
e a quem nlo reside no Imperio, e a c-
mara, votando a dotaglo de 75:000# a
quflm nao tera direito a recebel a, nao sa-
berlo cumprir o seu dever.
Daseja saber s o nobre ministro se jul
ga habilitado, sm autorisaglo especial das
cmaras a entregar o dote a Sua Alteza,
e suppoe que S. Exc. est era erro por ter
declarado que nlo precisava da autorisaglo
da lei de 1864, porque para fazer a entre-
ga desse dote tinha a lei de orgamento de
1884.
O orador nlo conhece disposiglo alguma
dessa lei que confirma semelhante direito ao
governo, sem que o poder legislativo tenha
votado fundos para isso.
E demais, entende que o dote de......
1,200:000$ era smente devido princeza
D. Leopoldina, e nao ao Sr. Duque de
Saxe, porque este nao foi dotado.
Julga ter cumprido o seu dever dirigindo
ao governo esta interpallaglo, sem o ame
drontarem essas explosores de odio de urna
demagogia delirante que tumulta no Poly-
tbeama. Isso para o orador nao vale nada;
slo fructas do tempo. O que o impres-
siona sao erros como este que talvoz o go-
verno esteja disposto a commetter. lato
aira, que pode desacreditar 4a monarchia
perante a consciencia dos mais sinceros e
fervorosos monarchistas.
Resta-lhe porm, a consolaglo de que,
se o governo commettendo um crime im-
perdoavel, quizer entregar o dote, Sua Al-
teza nao o aceitar. (Oh Riso.)
O orador declara que nao diz isto em
vio. O Sr. Duque de Saxe, como mem-
bro que da familia imperial, que tem sem-
pre revelado o maior desinteresse, nloacei-
ri o dote que lhe queira dar o gaverno,
que para tanto nao consultou nem a digni-
dade nem os interesses da naci.
Nao acredita que o governo dirigido pelo
Sr. Bario de Cotegipe venha pedir c-
mara um crdito para este fim. Se o fizer
ficar desacreditado e para sempae infa-
mado. Mas ainda que o faga espera que
a cmara saber defender a sua propria
dignidade, negando o crdito.
Terminando, pede ao honrado ministro
do imperio que seja claro na sua resposta
e diga se o governo pretende dar ou nSo
o dote, ou qualquer parte do irndimento
delle, a Sua Alteza, e tambera se preten-
de fazer entrega dessa quantia indepen-
dente de voto legislativo, e no caso contra-
rio se pretende pedil-o cmara de 1886.
Espera que nesta questo o governo nao
interfira com a sua autoridade, fazendo
della urna questlo poltica.
O Sr. Har TI i mor (ministro do
imperio) pede li:enga para, antis de tra-
tar da interpallaglo, responder a urna in-
juatiga do nobra deputado quando asseve-
rou que o orador veio cmara ignoran-
do a convenci matrimonial que precedeu
o casamento do Sr. Duque 'de Saxe com
a prinenza Sra. D. Leopoldina.
Nao seria to leviano que viesse tratar
de semelhante assumpto, ignorando as ba-
ses que regulavam. Ao contrario, tinha
perfeito codhecimento dessa convenglo.
Ao Io quesito da interpellaglo responde
que o direito dotaglo e3t firmado na
convenglo asaignada em Vienna em 1 de
Novembro e retficada nesta corte em 3 de
Dezembro de 1864.
Podia limitarse a esta resposta, addu-
zindo apenas que esta interpretaglo nunca
foi poato de dwida nem para o parlamen-
to nem para os ministerios que o Brasil
tem tido desde 1864 at agora. Lembra
que o proprio nobre deputado, que j foi
ministro do estrangeiras, nunca cogitou de
de interpretar a convenci de 1864 de mo-
do differente por que interpreta o actual
ministerio. se essa convenci podesse
ter a interpretado que lhe d agora o no-
bre deputado, seria inexplicavel que todos
os ministerios que se suocederam desde a-
quella poca a interpretassem de modo di-
verso .
A propria lei de 1884 mostra a authen-
ticidade da interpretaglo do parlamento, se
gundo a qual foi garantido o dote ao Sr.
Duque de Saxa pelo contrato matrimonial.
O nobre deputado, porm, diz que esta
lei j est revogada. Nlo: o que est re-
vogado a autorisaclo dada ao governo
para entregar a dote de urna s vez e na-
quella occasilo ; e o motivo da revogaglo
desta disposiglo funda-se na baixa do cam-
bio, que na occasilo em que tinha de se fa-
zer o pagamento traria grande prejuzo ao
thesonro. Urna informadlo que l cmara
vinda da secretaria do imperio comprova o
asserto do orador. A assembla geral con-
cordou cora as razo* es apresentadas, e eis
o motivo por que Be deixo de fazer a en-
trega da dote ao Sr. Duque de Saxe, mas
a interpretaglo authentica, garantindo esse
dote pelo contrato matrimonial, ficou em
seu inteiro vigor.
O nobre deputado interpretou a conven-
ci a seu modo, e o orador, por dif-
erencia a S. Exc, vai tambem inter-
pretaba, e talvez melhor, tiran lo at das
palavras do nobre depurado concluslo op-
posta aquella que S. Exc. tirou.
Analysando os pontos feridos pelo inter-
pelante a respeito da interpretaglo dada
pelo governo convenglo matrimonial, l
varios artigos dessa convenci, e julga po-
der affirmar que os argumentos apresen-
tados pelo nobre deputado nlo invalidam
absolutamente o direito do Sr. Duque de
Saxe ao seu dote, que lhe foi garantido.
Attrbue a equivoco do nobre deputado
dizer S. Exc. q.io o ministro do imperio
doolarn nSo precisar recorrer autorisagao
do parlamentj para a entrega do dote, por-
que tinha essa autarisaglo na lei de 1864.
orador nlo disse isto; referio-se apenas
autorisaclo consignada na lei de orgamento
de 1884.
Ao 2o quesito responde que o gaverno
vira pedir ao parlamento os fundos neces-
sarios para entregar ao Sr. Duque de Saxe
o seu dote ; e ao 3o, que trata da verba por
que deve ser effectuado este pagamento, diz
que este quezito acha-se prejudicado pelo 2o.
Cr assim ter respondido aos diversos
pontos da interpellaglo do nobre deputa-
do.
O Sr. L,ouren?o de Albnqner
quer sent que nlo seja o Sr. presiden-
te da cmara ou o Sr. Gomes de Castro,
ou o Sr. Ferreira Vianna quera neste mo-
FOLHETIM
KIGOLO
POR
ia7.se 22 mnm
iCONTlNUAQO DE ANGELA)
(Continuago do n. 176)
XVIII
E' o que elle nlo diz. Affirma co-
nhecel-a.
Um assussino pode ser perfeitamente
um mentiroso. Alm duso, o que signifi-
ca essa affirmagao ? esse Rigault conhece-
me, possivel ; mas ainda urna vez eu nao
o eonhego... scutando o senhor, juro lhe
que pens sonhar... Que fiz en para me-
recer a mostruosa aecusaelo ou mesmo as
suBpeitas abjminaveis que pesam sobre
urina ?
Ha na minha vid um acto qualquer
mo qae tenha prejudicado alguem ? Sof-
fri..., lutei... trabalhei... eis aqui a mi-
nha existencia. Percorram todo o meu pas-
sado e nlo encontrarlo nelle nada que me
faja corar, salvo una fraqueza, urna s...
mas essa fraqueza resgatei-a pela dedica-
5*0 minha filha, pela adoragao que ella
me inspira I E havia de mandar assassinar
a mea pai, pagando a um cumplice Ora
vamos, o senhor mosrao nSo acredita em
tal.
O Sr. de Gevrey pensava:
Que grande comediante que esta
tasrlher Se nlo se impuzesse a evidencia,
era capaz de acreditar na sua innocencia e
depois em voz alta e com frieza disse :
Vamos proceder, minha senhora, a
va busca em sua casa.
Urna buS'ia em minha casa, exclamou
Angela com espanto. E com que direito ?
Ha verdade, minha senhora, urna per-
ggnta deseas nem merece resposta.
Desta forma o senhor persiste as
atrs accusago"es de cumplicidade 1 I
O sea amigo Fernando de Rodyl, pedio-
mento tivesse de responder ao nobre minis-
tro do imperio.
Julga que fiearlo de p todos os argu-
mentos que adduzio para demonstrar que Sr.
Duque de Saxe nlo tem direito ao dote
que se lhe quer dar, e por estt razio v-
se obrigado volt ir tribuna para mos-
trar que a opinilo do nobre ministro carece
de fundamento.
O primeiro argumento do nobre ministro
foi que o dote devia ser entregue ao Sr.
Duque de Saxe por que o contrato nlo
diz que seja entregue Princeza ou ao
Sr. Duque de Saxe, diz: aos consortes.
Entende portanto o nobre ministro que,
urna vez que nlo se trata da Princeza, de-
ve ser entregue ao Sr. Duque de Saxe.
Ao modo de ver do orador semelhante ra-
ciocinio denota fraqueza.
Portanto o nobre ministro que, urna vez
que nlo se trata da Princeza, deve o doto
ser entregue ao Sr. Duque de Saxe.
O orador cita varios artigos da lei de
1864, e demonstra que o raciocinio do no-
bre ministro denota fraqueza.
S. Exc apoia-se no art. 8o dessa lei
para concluir logo pelo direito ao dote,
quando este s pode tornar-se efFectivo
quando haja mudangade domicilio, circuns-
tancia que ainda nlo se realisou.
Por consequencia nem a Sra. D. Leopol-
dina nem o Sr. Duque de Saxe tinham di-
reito ao dote.
O nobre ministro leu um artigo da con
vengao, sogundo o qual a augusta prince-
za, sobrevivendo ao Sr. Duque de Saxe,
teria direito ao rendimento da metade do
dote.
O orador julga que este argumento, em
que S. Ex:, se apoou, nlo procedente.
Quanto interpieta$lo authentica, de
que o nobre ministro fez grande cabedal,
diz o orador que essa interpretaclo deve
ser dada expressaraente, e que o parla-
mento nunca foi chamado a dl-a.
Faz ver os motivos que presidiram re-
vogajlo da lei de 1884, e pelas explicac5es
que deu o nobre ministo est certo de que
S. Exc. referise lei de 1884, e nlo
de 1861,
Entretanto contesta que o nobre minis-
tro estej a autorisado pela lei de 1884, a
entregar o dote a Sua Alteza, porque esta
lei j estava em vigor antes da ultima pro-
rogativa, e a prorogativa nlo restabeleceu
nenhuma das disposigoes revogadas.
O acto de liberdade que querem prati-
car nlo ser bem visto por ninguem.
Quanto a vir pedir fundos para effec-
tuar esse pagamento, o orador est con-
vencido de que o nobre miniotro nlo vira
pedir cmara que assigne um acto de
indignidad:, com o qual esta se aviltaria.
A discussao fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia
para 21.
SESSO EM21 DE JULHO DE 1886
PRESIDENCIA DO RS. ANDKDE FIGUEIRA
Ao meio dia feita a chamada a que res-
pondern! 90 Srs. deputados, abre-se a
sesslo ao meio dia e seta minutos.
E' lida e approvada a acta da sesslo an-
tecedente.
O S. 1 Secretario d conta do expe-
diente :
Advertido pela mesa de que est finda a
hora, o orador requer urna urgencia de
moi hora para coocluir as u ohsnrva-
c5e8.
O Sr. raiuistro da agricultura admitti-
do com as formalidades do estylo e l a
seguilte :
Pro-posta
Augustos e dignissimos Srs. represen-
tantes da naci.
Acba-se reconhecida desde muito a ne-
cessidade de rever a lei n. 601 de 18 de
Setembro de 1850, a qual, por assenti-
mento commum, posto que providente e
sabia em mutas das suas disposigoes, nlo
tem correspondido aos intuitos de fomentar
na escala conveniente a utilisagSo das tr-
ras devolutas nem de regularisar a posse
das que se acham em dominio particular.
Para satisfazer a mesma necessidade,
tendo em consideradlo particular es inte-
resses de immigraclo parecera ao governo
acertadas e opportanus as seguintes
dencias.
pro vi-
J2.c
p^oa
lhe que fosse sem piedade para commigo e
que me torturasse I
Saiba, minha senhora, que nlo o
amigo de Fernando de Rodyl que se acha
aqui nesta occasilo ; porm aira o magia-
traio, um juiz formador de culpa, que nlo
tira conselho senlo de si e que nlo obedece
senlo sua consciencia.
O Sr. de Gevrey voltando-se para o che-
fe de seguranza accrescentou:
Queira mandar comegar a busca dian-
te da nos, pelos seus agentes.
xrx
Angela poz as mos.
la fallar.
Mas, n<>ssa occasilo, ouvio-se a voz de
Emma-Rosa muito fraca e quasi queixosa.
Maml, maml dizia essa voz.
A bella hervanaria estremecen.
J ahi vou minha filha, respondeu
ella.
E correu para a porta.
Entre ella eessa porta se achava o chefe
de seguranza.
Queira ter a bondade de nlo sahir,
minha senhora disse elle com tom polido,
mas imperativo.
Minha filha chama-me, senhor, bem
ouve... replieou a pobre rali. Ella est
doente... muito doente, bem o sabe. Tem
precUlo de mim... deixe-me ir ter com
ella, supplico-lhe.
Pois entlo, acompanba-la-hemos at
ao quarto de sena filha. disse o Sr. de
Gevrey. Comecaremos a busca pelos quar-
tos de cima.
Vio proceder a essa busca diante de
minha filha?
Assira necessario, minba senhora,
visto que sua filha est presente.
Angela fez ura gesto de colera ; franzio
a testa.
Venhara, senhores, murmurou ella
em seguida, com estorco, nlo os quero dei-
xar acreditar que as suas buscas me raet-
tem medo.
Abrindo a porta da sala de jantar, subi
na frente para o quarto da filha.
O Sr. de Gevrey seguio-a, acompanbado
do escrivlo.
O chefe da seguranga fechava a mar-
cha.
Passando pelo corredor que separava a
loja da sala de jantar, disse a Caseneuve :
Acompanhe-nos.
Facilitar a creaylo da pequea proprio-
dade pela venda, aforamento e concesslo
gratuita das trras devolutas, e por tal
modo estimular a cultura do solo.
Marcar prazo para que os posseiros, ses.
meiros e outros concessionarios possam
promover a legitimaglo e avaliaglo das
posses, sesraarias e concess3s, que, se
gundo a legislaglo vigente estiverem as
condig3es de serem legitimadas ou revali-
dadas.
Regularisar o systema das medijSes por
territorios o secg5es de territorio, de ma-
neira que se facilite como tanto convm o
proceaso de mediglo e o da venda de tor-
ras.
Reorganisar o registro das trras, faci-
litando o preenchimento desta forraalidado
essencial ao rgimen das trras.
Em razio de sua natureza convir que
a venda e aforaraent) dos terrenos de pro
ducclo extractiva, mineral e vegetal, se-
jam regulados por logislaglo especial, cujas
bases, apresentar era tempo o governo ao
VO880 esclarecido criterio.
Para o fim indicado cumpro o dever da
sujeitar-vo3 de ordem de S. M. o Impera-
dor a seguinte :
Propsta
Da venda, aforamento e concesslo gra-
tuita de trras devolutas
Art. i. As trras devolutas serlo ven-
didas, aforadas ou concedidas gratuitamen-
te, mediante as seguintes condic3es:
1. Precedendo medielo e demarca-
gao mandadas fazer pefo governo, serlo
vendidas em hasta publica, ou fora della
quando nlo haver licitante mediante pa-
gamento vista ou a prazo em lotes de
25 bectares.
0 O prego ser de 8$ por hectnre
a vista e 10->, sendo o pagamento a
prazo.
3. A venda a prazo effectuar-se-ha
as seguintes condigSes.
1.* Pagamento no prazo de 3 anuos :
2a obrigaglo de cultura na 5* parte pelo
menos da rea adquirida, sendo as trras
e mattas e de manter as trras de campos,
criagao que represente capital equivalente
pelo menos ao valor legal das trras ; 3'
morada habitual as trras adquiridas.
4. Pagando vista o comprador re-
ceber desde logo o titulo de propriedade.
Se o pagamento for a prazo receber ti
tulo de posse, que ser substituido pelo de
propriedade provando o possuidor ter cum-
prido as obrigagoes do paragrapho antece-
dente.
5o A falta de curapriraento das obri-
gag5es do 3o sujeitar o comprador
perda'da posse das trras adquiridas, sen-
do estas declaradas devolutas.
6. As trras compradas a prazo po-
derlo ,ser vendidas ou hypthecadas, fican-
do o subrogado n adquirite em todas
as obrig.igoes do primitivo comprador.
7 Se o comprador a prazo effectuar
o pagamento antes do prazo de 3 annos,
o prego das trras ser de 84 por hectnre,
provando o comprador haver cumprido as
obrig,.g3es do 2.
8.* Nenhum particular podr com-
prar raais de quatro lotes de 25 hectrea
ou 100 hectares.
9." As trras devolutas de campos ou
de criaclo poderlo ser aforadas na falta de
comprador mediante as seguintes coudi-
g5es:
1.a Pagamento annual do foro minimo
300 rs. por hectare.
2* Obrigaglo de manter as trras afo-
radas criaclo eflfectiva que representa ca-
pital equivalente, pelo meuos ao valor le-
gal minimo das mesmas trras.
3* Extincglo do foro tornaudo-se o fo-
reiro proprietario, no prazo de 10 annos,
ou pagando em qualquer tempo, o prego
de 8(J por hectare.
10. Nenhum particular poder tomar
de aforamento raais de 200 hectares de
trras de campos ou de criagao.
11. O governo poder conceder gra-
tuitamente ttulos de posse de trras devo-
lutas situadas nos limites do Imperio com
paizas estrangeiros em zona de 50 kilo-
accrescentou dirigindo-se a
sabe
continua: ninguem
E depois
Flogoy :
A ordem
d'aqni.
A gente da justiga subi a pequea es-
cada que conduzia sobreloja.
Penetraram no quarto d-.. Emma Rosa.
Vendo apparecer os magistrados, a mo-
ga fez um movimento de medo e deu um
pequeo grito.
Nada temas, minha queridinha, bal-
buciou-Ihe ao ouvido Angela, beijando-a.
Nada temos que receiar.
Mas o que vm fazer aqui estes se-
nhores ?
Urna busca.
Que busoam elles ?
Eu te explicarei depois. Nesta occa"
silo levara muito tempo.
O chefe da seguranga e o juiz formador
da culpa deitavam, em volta de si, olhares
investigadores.
O quarto de Emma, como sabemos, era
contiguo ao quarto de sua mli, e a bella
hervanaria fazia delle ama salinha, quando
a moga estava em Laroche, no collegio da
Sra. Fontana.
Urna bibliotheca modesta, urna cama com
cortinados brancos, um guarda-vestidos com
espelho, algumas tag^es, ama mesinha
redonda, duas cadeiras de bracos e quatro
cadeiras simples constituiam a mobilia
deste quarto.
O foglo tinha espelho, um relogo, dous
castigaes e dous vasos de velha porcellana,
tendo dentro apenas musgo.
As flores que os ornavam tinham mur-
chado havia dous mezgs e esqueceram-se
de as substituir.
Sob os olhos vigilantes do chfe da se-
guranca, Caseneuve examinou primeiro
as tagres a parte superior do guarda-ves-
tidos de espelho, as prateleiras da biblio-
theca e sacudi os livros, Um por um, para
fazer cahir os papis que podessem conter
as suas folhas.
Tudo isso foi teito pausada e minuciosa-
mente.
Angela eatsva muito nervosa.
Essa gente to estupida quanto re-
pugnante, pensava ella.
Queira dar-me as chaves desse guar-
da vestidos de espelho, minha senhora, dis-
se-lhe o chefe da seguranga.
metros, observadas as seguintes conjj.
gSes :
) Ser o peticionario cidadlo brazileiro
ou prometter a sua naturalisaglo ;
b) Provar idade maior de 21 annos
c) Obrigar te a oceupar a trra direc-
tamente por si, ou por aeus herdeiros no
caso de morte, por espaco de cinco annos,
a ter morada habitual e a cultivar effecti-
vamente, pelo menos, 10 hectares das tr-
ras de mattas concedidas e a manter nos
seus campos criaclo que represente capital
equivalente, pelo menos, ao valor minimo
das trras concedidas.
1. A rea de terreno concedido nlo po-
der exceder, para cada posselro, de 200
hectares, sendo as trras ae mattas e 800
sendo de campo.
2- A modiglo ser feita pelo governo,
custa do concessionario.
3* Vencido o prazo de 5 annos da con-
cesslo do titulo de posse e cumplidas as
coadigSes a, b e e, o concessionario ter o
direito de receber o titulo de propriedade.
4- Se dous annos depois de feta a con-
cesslo o concessionario provar que tem
cumprido as condigSes estipuladas e pagar
ao Estado a quantia de 4$ por hectare
das trras concedidas ter o direito de re-
ceber o titulo do propriedade.
5* As trras concedidas nestas condi-
c3es nlo serlo sujeitas a evacuagSes, nem
embargos provenientes de dividas contra-
hidas pelo concessionario antes ou durante
os 5 annos de posse.
6- O de falta de curapriraento, dentro
do prazo de 2 annos, das obrigagSas sob
as letras abe sujeitam o onoessionario
perda da concesslo voltando as trras ao
dominio e posse do Estado.
12. Os ttulos de propriedade, posse
ou aforamento ser3o passados pelo chefe
da repartiglo de trras na corte e por seus
delegados na provincia.
13. Slo trras devolutas.
1' As que nlo se acharem applicadas ao
uso publico nacional, provincial ou muni-
cipal.
2- A3 que nlo se acharem no dominio
particular por qualquer titulo legal.
3- As que nlo forera havidas por ses-
marias ou outras concessoes do governo
geral ao provincial revalidados ou cuja re-
validaglo, tenha sido requerida e effectua-
da de conformidade com a presente lei.
4* As que nlo se acharem oceupadas
por posjes legitimadas ou cuja limitagao
tenha sido requerida e effactuada de con-
formidade com a presente lei.
Da revalidaqcLo das concessdos e da legali-
saqSo das posses
Art* 2. S poderlo ser revalidades J3
concessoes que se acharem cultivadas ou
cora principios de cultura e morada habi-
tual de concessionario, ainda que nlo haja
sido camp'da qualquer das outras condi-
g5es com que foram concedidas e cujas
revalidagoes forem requer las no prazo de
um anno, a contar da execuglo da pre-
sente lei.
1' S poderlo ser legitimadas as pos-
ses mansas e pacificas adquiridas por oc-
cupaglo primaria, ou havidas no primeiro
oceupante, que se acharem cultivadas ou
com principios do cultura e moradia habi-
tual e cuj.13 li nitagoes forem requeridas
no prazo cima mencionado, guardadas as
Beguintes regras.
1- Cada trra em posse comprehender
alm do terrono cultivado ou do necessa-
rio pastagem dos animaes que possuir o
posseiro, outro tanto maia de terreno devo-
luto que houver contiguo, com tanto que
este accrescimo nlo d trra rea maior
de 100 hectares na posse de terrenos de
mattas e de 200 nos de campo ou de cria-
glo.
2a As posses em circamstancias de se-
rem legitimadas, que se acharem em ses-
marias ou outras concessoes nlo incursas
em commisso e no caso de serem revalida-
das, bem como as que se acharem em tr-
ras de dominio particular, s darlo direito
indemnisaglo pelas bemfsitorias.
Exceptua-se desta regra o caso de ve-
nficar-se o favor da posse qualquer das
segnintes hypotheses : Ia haver sido de
- Angela tirou da algibeira um mlho de
chaves e atirou-o sobre urna mesinha re-
donda, replicando com desdra :
Aqui esto as chaves de todos os
meus movis, senhor. Procurem.
O juiz formador da culpa perguntava de
si para si, nlo sem inquietagao:
Nlo iremos por caminho errado ?
Ella parece estar senhora de si.
Caseneuve abri o guarda-vestidos de
espelho.
Estava cheio de roupa branca.
Angela servia se delle na ausencia da fi-
lha.
Pega por pc^a tudo visitn.
Veio lhe mo um masso de papis.
Entregoa-o ao chefe da seguranza, que o
passou ao Sr. de Gevrey.
O que isto, minha senhora? disse
este ultimo.
Algumas obrigagoes do Crdito Pre-
dial e da Cidade de Pariz e algumas notas
do banco... E' tudo quanto possuo, alm
da minha casa de commercio.
Que somma rapresentam estes valo-
res e estas notas ?
Trinta o tres mil francos... vinte e
oito mil em obrigagoes e cinco mil em no-
tas do banco.
O juiz formador da culpa verificou.
A conta estava exacta.
Collo ;ou o masso em cima da mesinha-
Como a bibliotheca, o guarda-vestidos de
espelho nada continha que fosse suspeito.
Deixaram a roupa branca dtsarrumada,
eomo tinham feito *os livros.
Se quizer, senhor, podemos passar
para jutro quarto, disse o chefe da segu
ranga ao juiz formador dn culpa.
Angela interveio.
Deveriam evitar a si proprios tanto
trabalho e a mira tanta humilhaglo, disse
ella em voz muito baixa, para nlo ser ou-
vida por inEma Rosa ; affirmo-lhe que nlo
encontrarlo aqui nada que possa justificar
as suas insensatas suspeitas... Admita-
mos por um instante que eu sou culpada ;
suppoeai-me to destituida de intelligencia,
empeguemos a palavra, to idiota, para
guardar aqui objecto que me podesse com-
protnetter r
Emquanto Angela failava assim, o chefe
da seguranga lembrou-so que Caseneuve se
tinha esquecido de examinar os dous vasos
de porcellana.
Approximou-Be do foglo, metteu a mo
clarada boa antes de promulgada a pre-
sente lei, por sentenga passado em julga-
do entre os sesmeiros ou concessionarios e
os posseiros ; 2*, ter sido estabelecida an-
tes da modiglo da sesmaria ou concesslo
nlo perturbada por cinco annos, e achar-
se com cultura e morada habitual ; 3a, ter
sido estabelecida depois da dita raedigSo
nlo pertubada por des annos e com cultu-
ra e morada habitual.
3: Dada a excopglo ao numero antece-
dente, os posseiros gosarlo do favor que
lhes assegura o 1* corapeetindo ao concas-
sionarfo ficar com o terreno que sobrar da
da divislo feita entre os ditos posseiros,
ou considerar-sa tambem possairo para en-
trar em rateio igual com elles.
4* Os campos de uso commum oos mo-
radores de urna ou mais freguezias, rauniei-
p08 ou comarcas, serlo comervadoe em
toda a extenso das suas divisas e conti-
nuarlo a prestar-so ao mesmo uso em-
quanto por lei nlo se dispuzer o contrario.
2o Nlo se haver por principio do cul-
tura para revalidaglo de aesmarias ou ou-
tras conoess5es, nem para legitimaglo de
qualquer posse, os simples rogados, derru-
badas ou queima de matos e campos, le-
vantamento de ranchos e outros actos de
semelhanta nat'ireza, nloacompanhados da
cultura efFectiva e morada habitual exigi-
das no artigo antecedente.
3/ As trras adquiridas por posse,
sesmaria ou outras concessoes, cajos pos-
seiros ou concessionarios nlo requererem
legitimaglo e revalidaglo no prazo de um
anno a contar da execuglo da presento lei,
serlo consideradas trras de volutas per-
tencentes ao Estado.
4." Terminado o prazo fixado no arti-
go antecedente, os posseiros ou concessio-
narios que tiverem requerido a legitimacSo
e revalidaglo das posses, sesraarias e ou-
tras concessSes, terlo o prazo improroga-
vel e quatro annos, para levar a effeito a
legitimaglo ou revalidaglo.
5.' Os posseiros ou concessionarios
que deixarem de proceder legitimaglo e
revalidaglo das suas posses ou concessoos,
no prazo marcado serlo reputados cahidos
em commisso.
Da medievo das trras publicas
Art. 3o O govorno mandar proceder
mediglo das trras devolutasy respetndo-
se n acto da mediglo, os limites das con-
cessoes e posse que nlo estiverem incur-
sas em commisso e se acharem no caso de
ser revalidadas o legitimadas na forma da
presente lei.
Qualquer opposiglo que haja da parte
dos possuidores, nlo impedir a mediglo,
cabendo vista aos oppoentes, se requere-
rem, para deduzir embargos, em termo
breve ultimada a mediglo.
as questSes judiciaria8 entra os meamos
possuidores, nlo irapedirlo to pouco as
diligencias tendentes execuglo da pre-
sente lei.
1. Para estremar o dominio publico
do particular segundo as regras estabeleci-
das pela presente lei, o governo nomear
engenheiros ou agrimensores, os quaes pro-
cederlo administrativament", fazendo de-
cidir por arbitros, as quest3o3 de duvida
de facto e dando de suas proprias dacisoes,
recurso para o presidente da provincia, do
qual haver tambem recurso para o go-
verno.
2. Ante de expor venda as trras
devolutas o governo mandar medil-as, di-
vidil-as e descrevel-as.
1. Effectuar-se-ha a mediglo sempre
que as circumstancias locaes perraittirera,
por linhas que correm do norte ao sal,
conforme o verdadeiro meridiano, ou por
outras que as cortem em ngulos rectos,
de maneira que formem territorio de 10 ki-
lmetros em quadra.
2. O territorio ser dividido em 100
secedes de kilmetro quadrado oa 100 hec-
trea, e cada saegao em 4 lotes de 24 hec-
tares.
I 3. Serlo medidas de preferencias as
trras contiguas s zonas j povoadas e
as que sa acharem mais prximas dos par-
tos ou vias de communicaglo.
(Continua).
em um dos vasos, depois de ter levantado
o musgo que o enchia at meio.
Ah ah! exclamou elle, de repente.
E tirou a mo, trazando um objecto que
elle tratou logo de examinar.
Era um agenda, tendo, em relevo, em
urna das placas de marfim, as duas letras
C. B-, iniciaea do nome de Cecilia Ber-
nier.
Entlo, minha senhora, isto ou nlo
urna cousa que :> compromette? perguntou
elle, com acconto triumphante, pondo o
agenda diante dos olhos de Angela.
A bella hervanaria, como fulminada pelo
roio, recuou e fez-se lvida.
O Sr. de Gevrey fez urna exclamnglo de
alegria, recebendo das mos do chefe da
seguranga o agenda e vendo aquellas ini-
ciaes aecusadoras:
O agenda de Cecilia Bernier ex-
clamou elle. E' impossivel haver confu
sao 1 E' evidentemente a ella que isto per
tence... Aqui esto as iniciaes 1 Anda
negar, minha senhora ?
Emma Rosa, cada vez mais horrorisada
com a scena raysteriosa que se representa-
va diante della, espantada com a pallidez
da mli, levantou-se da cadeira de bragos
Angela pareca accommettida de mucura*
O Sr. de Gevrey approximou se della.
Repetio :
Ainda naga ?... Este agenda conti-
nha a carta de Jayrae Bernier a aua filha
Cecilia e cinco notas do banco de cem
francos... Foi perdido em sua casa e nlo
podo oppor se contra a evidencia, visto que
em sua casa que o encontrara I
Senhor.... senhor.... mnrraurou a
hervanaria, que perda a cabega. Nlo corn-
prehendo ; juro lhe que nlo comprehendo.
Nlo ? 1 disse o Sr. de Gevrey com
irona.
Como que este agenda, que ea ve-
jo agora pela primeira vez na minha vida,
se acha aqui? Juro-lhe que o ignoro.
O juiz tormador da culpa continuou sor-
rindo :
Ignora-o I Comtudo pouco prova-
vel que elle mesmo se teaha vindo escon-
der debaixo do musgo desse vaso.
Isso impossivel, bem o sei... a me-
os que a minha riada nlo o tenha l
posto.
Vamos l, basta de mentiras, inter-
rompeu o Sis de -Gevrey, ato fra de pro-
posito I... D'aqui em diante sSo inuteii as
negativas, os subterfugios e os protestos de
innocencia !... Ah nlo conhece Osear
Rigault, em casa de quem se apanhou a
mala de Jayme Bernier e que continha ain-
da a roupa branca marcada com as suas
iniciaes, e em casa da senhora encontra-se
o agenda encerrando a caita que traga va o
itinerario da viagem da victima l Pois bem,
prove-me que nlo cumplice ou antes ins-
tigadora desse Osear Rigault e que, no du-
plo fim de se vingar de Jayme Bernier e
de fazer roubar sobre o seu cadauer a for-
tuna que elle trazia, nlo encommendou
pagou o crime ?
Angela cambaleava.
Um sucr frior molhava-lhe as fontes.
Eu I eu balbnciou ella.
Um crime... um crime.... minba
mli! exclamou Emma Rosa, langando-se
nos bragos da bella hervanaria. Que quer
dizer este hornera ?
Nada, minha filha, respondeu Ange-
la, cobrindo de beijo3 a testa do Emma,
ests engaada; estas palavras nlo se di-
rigam a mira... Nlo sou eu o objecto de
taes suspeitas.
__ Eu j nlo suspeito, replieou o Sr. de
Gevrey. Eu aecuao Tinha apena8 urna
oonvicglo, agora tenho certeza... Ange-
a Bernier cumplice no assassinato com-
raettide na noite de 11 para 12 de Dezem-
bro por Oacarv Rigault.
A infeliz senhora tentou lutar contra a
fatalidade qoe a esmagava.
Mas, senhor, diante de Feus, balbu-
ciou ella, pela minha alma immortal, em
que creio, pela vida de minha filha, jaro-
lhes de novo que ignorava a presenga des-
se agenda em minba casa... Naturalmen-
te na minha ausencia tel-o-ba encontrado a
criada e julgando que me pertencia, talvez
o tivesse posto abi.
Entlo por que motivo o teria ella es-
condido ? Que feito da carta que elle
continha ? Que feito das notas do banco ?
Angela sentia-se encerrada n'um crculo
de ferro.
Para qualquer lado que se virasse nlo
encontrava sahida.
Por toda a parte o abysmo.
Mas entlo, balbuciou ella com des-
espero, estou perdida I... Deus abandna-
me. .. e comtudo nlc fiz nenhum mal.
[Continuar se-ha)
Trp. do Diario ra |Duqne de Caxias n. 42,



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