Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19850


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Full Text
i
ASNO Lili MDMfiBO 176
-
*=
PiHA A CAPITAL 15 LtCAAB* 0WB K AO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadoa ... ........ ,5225!
Por seis cutos dem...... ......... ^
P um anuo -deax................. J!
Cada numero avulso, do mesmo dia............ 010"
mum-mi r ai
^-^^
PARA DEMTRO E FORA DA PROVESCTA
DIARIO
Por seis mezes adiantadoa............... 13)|5O0
Por nove ditos idem................. 200000
Por om anuo dem................. 27^000
Cada numero avulso, de das anteriores........... 100"
RNMBUGO
Pr0ptiei>ai>* t Jlatwrl tgurira 1>* /aria & JUIjo*

'3
SS3VISQ B AB2SKA 2AVA3
(Espeuial par o Diario)
WASHINGTON, 2 de Agosto.
O Senado don Eolailon I nidos a ilion
a diwruNMo do projeclo do canal In-
ter-oceanico de nicaragua.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
3 de Agosto de 1886.
(.
s
INSTRDCCiO POPULAR
INATAglO
(Extrahido)
OA BIULIOTHKCA DO POVO E DAS ESCOLAS
UN A VlltllH A TODO O VAPOR
\ConlinuacSo
Eta peeca n'umas paragens onde os tubaroes
abundam, poucas vezes se passa sem incidentes
lamentaveis. Assim no j citado livro encontra-
mos o seguinte :
Erara quasi onze koras, o calor comecava a
tornar-se intoleravel, e preparavamo-nos para
(depois do superintendente ter feito o signa I de
interromper o trabalbo) irmos almocar em trra
n'ama das pequeas bahas da praia, quando de
sbito uid grito terrivel e desesperado resooa por
detrs de nos, e vimos um mcua (pescador), o
qual, tendo-se afastado um pouco ate prximo de
um rochedo que servia de limite pescara, nada-
va desesperadamente para o seu barco, levando o
terror impresso na pbysionomia. Todava nada
pareca motivar estes terrores: o ocano estava
puro e tranquillo como um lago.
iJ me admirava que isto nao tivesse suece-
didomaiscedo (me dase o superintendente). Todos
os annos nos cinco primeiros di s da pesca ha
sempre alguns mergulhadoroa victimas dos tu-
baroes.
Deixemos os pobres mergulhadores, que mal
ganham para viver arriscando a vida, e que, se
tem a fortuna de escapar s formis mandbulas
dos tubaroes, morrem sempre novos em virtude de
molestias adquiridas n'esta vida arriscada ; e vol-
tearas Ponta de Galles onde o nosso vapor nos
espera.
' tempo de regressar patria onde nos aguar-
dara prenles e amigos. Tornemos a tazero mes-
mo itinerario, vindo tocar novamente em Aden,
Suez, Porto Said. E agora sigamos directamente
para Lisboa : eis Malta, Gbraltar; eis a costa do
Algarve que vamos seguindo bastante perto da
trra. J vaf'montado desde muito o cabo de S.
Vicente, e agora paramos para receber piloto.
Para cima, passageire. !..se quereni gosar de um
espectculo enwntadjjfc"Yejam Vemamanhe-
cend... eo soIdMJHrimeiro ocumedos montes,
depois as torres nflis altas da cidade. O zimbo-
rio da Estrella brilba aos raios da sol nascente,
como se estivesse Iluminado por dentro. Aqui
temos a torre de Belm : que colorido to quente
apre:-cnta Que soberbn espectculo este que
alegra cm todos os coracoes !
Des embarazados j das visitas de saude e da al-
fandega vamos para trra, e voltamos casa de-
pois de quarenta a cincoenta das de ausencia :
ento... como todo nos parece confortavel !
Acama onde nos podemos extender vontade
a mesa de jantar onde comemos sem recelo de
que o prato nos caa por causado balance, ou que
as laranjas e macas que estilo na fructeiras come-
cem a rolar por cima da mesa deitaudo por trra,
quaes paos de chinquilho, os copos e garrafas,
tudo nos parece bom e confortavel.
(Contina)


I
I


JARTE OFFICII!,
OVEREO DA PROVINCIA
LE N. 1874
Ignacio Joaquim de Souza Leao, bacharel em sciencias jurdi-
cas e sociaes, fidalgo cavalleiro da casa Imperial, cavalleiro da or-
dem da liosa e 1 vicepresidente da provincia de Pernambunco.
Faco saber a todos os seus habitantes que a Assembla Legisla-
tiva Provincial decretou e eu sanecionei a resolucao seguinte :
Art. 1." Os membros da Assembla Legislativa Provincial ven-
cerao na vindoura legislatura o subsidio de de'z mil res diarios
durante o tempo das sessoes ordinarias, extraordinarias e prorogacoes.
Art. 2.* A indemnisacao das despezas da ida e volta dos ditos
membros, que morarem fra do lugar da reunio da assembla, ser
de 300 ris por kilmetro.
Art. 3." Ficam revogadas as diaposieoes em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento
e execucao da presente resolucao pertencer, que a campram e facam
cumprir to inteiramente cerno nella se contem.
O secretario da presidencia desta provincia a faga imprimir,
publicar e correr.
Palacio d:. Presidencia de Pernambuco, em 27 de Julho de 1386
65 da Independencia e do Imperio.
L. S. Ignacio Joaquim de Soez a Leao.
Sellada e publicada a presente resolucao n'esta Secretaria da
Presidencia de Pernambuco, aos 27 de Julho de 1886.
Servndo de secretario,
Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.
LE N. 1875
Ignacio Joaquim de Souza L-?o, bacharel em sciencias jurdi-
cas e soeiaes, fiaalgo cavalleii o da casa imperial, cavalleiro da or-
dem da liosa e 1.' vice presidente da provincia de Pernambuco :
Fco saber a todos os seus habitantes que a Assembla Legis-
lativa Provincial decretou e eu sanecionei a resolucao seguinte :
Art. 1.* Fiea fizado "m 970 o numero de pracas da forca poli-
eral par; o exercicio de 1886 a 1887, sendo 850 para a corpo de po-
lica e 120 para a guarda cvica local, qne passa a ser augmentada
com mais 30 pracas ao numero de que se compoe actualmente.
Art. 2." O presidente da provincia poder, no caso de peroiit-
tir o estado financeiro dos cofres provinciaes, augmentar ao corpo
de polica maia uwu.anwnhia somisanaxi 100 puf -**-
pectvos officiaes e inferiores ; podendo abrir para csae fim o necea-
sano crdito.
Art. 3 Scb pretexto ou motivo algum podero ser destacadas
pracas da guarda cvica local para tora da capital e suburbios.
Art. i Coutinuaro a ser os meamos oa vencimentos dos offi-
ciaes e pracas jdo corpo de polica e da guarda cvica.
Art. 5.a Feam revogadas as disposices em contrario.
Mando, Dortanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento
8 execucao da presente resolucao pertencer, que a campram e fa-
cam cumprir tilo inteiramente como nella se contera.
O secretario da presidencia desta provincia a faca imprim r
publicar ecorrer.
Palacio da presidencia de Pernambuco, 27 do Julho de 1686,
65.' da independencia e do imperio.
L. S. Ignacio Joaquim de Souza Lkao
Sellada e publicada a presente resolucao nesta Secretaria da
Presidencia de Pernambuco, aos 27 de Julho de 1886
Servndo de secretario,
Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.
LE N. 1876
Ignacio Joaquim de Souza Leo, bacharel em sciencias jurdi-
cas e sociaes, fidalgo cavalheiro da casa imperial, cavalheiro da Or-
dem da fosa e 1 vice-prerdente da provincia de Pernambuco :
Faco saber a todos os seus hacitantes, que a Assembla Legis-
lativa Provincial de Pernambuco decretou e eu sanecionei a reso-
lucao seguinte :
Art. l. Fica approvado, aparte aparte civil, o novo com-
promisso de 5 de Julho de 1835, da irmandade de Nosea Senhorada
Luz, en cta na greja do convento do Carmo.
Art. "J r'icam rehogadas as disposices em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimen-
to c execucao da presente resolucao pertencer, que a cumpram e fa-
(ara cuoiprir lio inteiramente como nella se contm.
O secretario da presidencia desta provincia a faca imprimir,
publicar e correr.
Palacio da procidencia de Pernambuco, 27 de Julho de 1886,
65 ta independencia e do imperio.
L. S Iohacio Joaquim de Souza Leao.
Sellada e publicada a presente resolucao ne3ta secretaria da
presidencia de Pernambuco aos 27 de Julho de 1886.
Servindo de secretario,
Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.
LE N. 1.877
Ignacio Joaquim de Souza Leo, bacharel em sciencias jurdi-
cas e sociaes, fidalgo cavalheiro da casa inperal, cavalheiro da or-
dem da Rosa el- vice-presidente da provincia de Pernambucot
Faco sabor a todos os seus habitantes que a assembla legisla-
tiva provincial decretou por dous tercos de votos e eu, em vista do
final io artigo 15 da lei de 12 de Agosto de 1834, sanecionei a reso-
lucao seguinte:
Artigo nico. Fica transferida a cadeira do sexo feminino da
Cha de Capoeiras em Pao d'Alho, para o lagar Bom Successo, em
Olinda, sem prejaizo da actual proressora, que continuar a perceber
os meamos vencimentos.
Ficam revogadas as disposices em contrario.
Mando, portanto, a todas as ntoridades, a quem o conhecimento
e execucao da presente resolucao pertencer, que a cumpram e facam
cumprir to inteiramente como n'ella se contm.
O secretario da presidencia d'esta provincia a faca imprimir
publicar e correr,
Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 27 de Julho de 1886,
65 da independencia e do imperio. V
L. S. Ignacio Joaquim de Souza Leo.
Sellada e publicada a presente resolucao n'esta Secre-.aria da
Presidencia de Pernambuco, aos 27 de Julho de 1886.
Servndo de secretario, o official-maior,
Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.
LE N. 1,878
Ignacio Joaquim de Souza Leao, bacharel em sciencias jurdicas
e sociaes, fidalgo cavalleiro da casa imperial, cavalleiro da Ordem
da Rosa e 1 vice-presidente da provincia du Pernambuco :
Faco saber a todos os seus habitantes que a Assembla Legis-
a'.va Provincial decretou e eu sanecionei a resolucao seguinte :
Art. 1. Fica o presidente da provincia autorisado a contratar
com Candido Thago da Costa Mello ou com quem melhores vanta-
gens offerecer, o fornecimento de agua potavel populaco da oda-
de da Victoria, trasida do riacho Natuba por canos d3 ferro ou de
barro, partindo do ponto que for mais conveniente ou a incorporar
urna companhia, composta de capitalistas ou commcrciantes, com a
qual contractar o mesmo ser vico se o nao poder singularmente.
Art. 2." A companhia ou contractantesingularestabfclecercha-
fariies nos pontos da cidade que forem indicados pela respectiva C-
mara Municipal, e tantos quantos forem por ella exigidos, nao exce-
dendo de 6 chafarises.
Art. 3.' A companhia c a contractante singular, gosar para
amortisaco do sea capital do rendimento do fornecimento d'agua
pele tempo de 35 annos, a cootar da data da ncorporaco ou do con-
tracto singular, nao podeodo vender por mais de 10 res um balde
. d'agua de tamanhe regular.
Art. 4. O tempo do contracto ser prorogado por mais um
anno por cada chafariz que for coilocado exigencia da Cmara
Municipal, alm dos 6 determinados no art 2..
Art 5.o Se 6 meses depois de incorporada a companhia ou de
firmado o contracto singular nao der aquella nem este comeco aos
trabalhos da caualiaaco, pagar urna multa de 1:000, por cada mez
que decorrer at o comeco delles.
| Uuico. Nao se entender por comeco de trabalho o facto sim-
ples da encommenda de instrumentos e outros materiaes necessarios
para aemprezanem os de j tercm recebido e acbarem-se promp-
tos.
Art. 6 Comecado, o trabalho dacanalisacao, nao poder ser n-
terrompido por motivo algum, salvo o caso de torca maior, admittido
em direto, sob pena da multa comminada no art 5." e pelo mesmo
modo at a continuadlo delle.
Art. 7. A eompanhia ou contractante singular ser isenta do
pagamento dos impostos provinciaes pela importacao dos instrumeu-
os e materiaes necessarios para os trabalhos da empresa assim como
dos municipaes pelas I cencas para escavacoes e outros actos indis-
pensaveis para proseguimento dos trabalhos da canalisacao sujeitos
a impostos.
Art 8. Fica o presidente da provincia aotorisado tambem a
contractar com quem melhores vantagans offerecer e de conformida-
de com os artigos antecedentes o fornecimento de agua potavel s
demais cidades villas e s povoacoes, de Itapissomae Canhotinbo.
Art. 9. Ficam revogadas as disposices em co ntrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento
e execucao da presente resolucao pertencer, que a cumpram efacam
cumprir to inteiramente como nella se contm. _
0 secretario da presidencia desta provincia a faca imprimir, pu-
blicar e correr. ^^
Palacio da Presidencia de Fernamboeo, em 27 de Julho de 188b
65 da independencia e do imperio.
L. S. IosACto Joaquim d Souza Leao.
Sellada e publicada a presente resolucao nesta Secretaria da
Presidencia de Pernambuco, aos 27 de Julho de 1886.
Servndo de secretario,
Emiliano Ernesto de Mello Tamborim-
LEI N. 1,879
Ignacio Joaquim do Souza Leao, bacharel em sciencias jurdi-
cas e sociaes, fidalgo cavalleiro da cana imperial, cavalleiro da or-
dem da Rosa e 1." vice-presidente da provincia de Pernambuco :
Faco saber a todos os seus habitantes que a Assembla Legis-
tsdnWifiiiilalj^wvyfrslsi J O*. Myieipal decretou e eu inandei publicar a resoloco seguate :
Art. 1." Ficam approvados os seguinte artigos supplementares
das posturas decretadas pela lci provincial n. 1,116 de 17 de Junho
de 1873.
Art. 2." Ficam revogadas as disposices em contrario.
Posturas supplementares da Cmara Municipal de Itamb
Art. 1." Os terrenos conferidos em patrimonio Cmara Muni-
cipal pela lei provincial n. 9,729, de 28 de Abril de 1883, sero con-
servados na po8sc dos actuaes possuidores, mediante o foro de 300
ris anauaes por metro corrente de frente, nos terrenos edificados,
e 200 ris quando devolutos, se nao forem precisos para o aformo-
seamento da cidade.
Paragrapho nico. A disposicao deste artigo refere-se somente
quelles terrenos compreheadidos no permetro da cidade, isto t,
dentro dos meamos limites estabeleeidos para a cobranca do imposto
da decima ; aos que se acharen fra desse permetro, o arrenda-
ment cobrar- se-ha de 100 ris annuaes po metro.
Art 2. A Cmara mandar proceder por seu procuradoi com
o fiscal e porteiro, medican dos terrenos j oceupado e d'aquelles
cujo aforamento lhe for requerido, sendo a medico dos primeiros
annunciada por editaes com antecedencia, ao menos de oito dias.
Art. 3o Se no praao de 12 di.sdepois da medico, nao appare-
cer reclamaco alguma da parte dos interessados, considerar-se-ha
ella como definitivamente feta.
Art. 4.* De cade terreno se passar titulo especial de afora-
mento, o qual ser lavrado com toda descriminacao e clareza, pelo
procurador da Cmara ou por escriptura publica, a contento e
cnsta dos foreiros ; sendo, porm, em qualquer dos casos registra-
dos em livro proprio na secretara da Cmara.
Paragrapho nico. Por cada titule lavrado pelo procurador pa-
gar o foreiro dous mil ris e mais mil ris pelo registro do mesmo
titulo, ou escriptura publica, quando for por este modo feito o afora-
mento. ,
Art 5 No caso de transferencia do aforamento se averbara
esta no titulo ou certido d'elle, e bem assim no livro de registro,
cuja escripturacao dever ser feita convenientemente para Ul fim.
Paragrapho nico. Esta averbaco dispensa a expedico de
novo titulo.
Art 6" A cobranja dos foros ou arrendamento ter lugar todos
os annos, a contar do Io de Outubro ao ultimo de Dezembro, por
meio de conhecimentos extrahdoa do livro de talo competentemente
authenticados pelo secretorio, os quaes, entregues ao procurador,
opportunameute devero ser por este devolvidos secretaria na falta
de pagamento, apenas terminar aquelle praso.
Art 1* A mora do pagamento dos foros, alm da cobranca ju-
dicial, sujeita o foreiro ao juro de 24 o/ ao anno.
Art 8 Para regularidade e melhor expedico da cobranca dos
foros, a Cmara mandar numerar os predios urbanos existentes ou
qne se edificarem nos terrenos do patrimonio.
Art 9* Ficam sujeitos ao imposto de des mil ris, todos quelles
que destilarem agurdente em engenhos.
Paragrapho nico Quando a destillaco nao fr feito em en-
genhos, o imposto e e que trata este artigo ser cobrado na razo
de metade.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conheci-
mento e execucao da presente resolucao pertencer, que a cumpram
e facam cumprir tao inteiramente como n'ella se contm.
O seeretario d* Presidencia d'esta provincia a fuca imprimir,
publicar e correr.
Palacio da Presidencia da Pernambuco, em 27 de Julho de 188b,
65 da independencia e do imperio.
L. 8. Ignacio Joaquim de Souza Lbao.
Sellada e publicada a presente resolucao n'esta^ Secretaria da
Presidencia de Pernambuco, acs 27 de Julho de 1886
Servindo de secretario,
Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.
LE N. 1,880
Ignacio Joaquim de Souza Leo, bacharel em sciencias jurdicas
e sociaes, fidalgo cavalleiro da casa imperial, cavalleiro da Ordem
da Rosa e 1 vice-presidente da provincia de Pernambuco :
Faco saber a todos os seus habitantes que a Assembla Legis-
lativa Provincial decretou e eu sanecionei a resolucao seguinte:
Art. 1 Os limites dados freguezia de S. Jos do Egypto,
creada pelas leis ns. 1,516 e 1428 sero alterados, sendo alm dos
' que lhe conceden as leis os terrenos que comecam em Matto Verde
e terminam no Riacho do Meie, tendo com linha divisoria a estrada
que toca em Cacimbas Novas, Santa Rita, Cajuiro, Bom Jess e
Fortuna, ficando pertencentes mesma freguezia as fasendas de
Paulino Raphael e Benedicto de Maia Lima.
Art. 2* Ficam revogadas as disposices em contraria.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento
e execucao da presente resolucao pertencer, que a cumpram e facam
cumprir to inteiramente como n'ella se contem. ....
O secretario da presidencia d'esta prwincia a faca imprimir,
Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 30 de Julho de 1886,
65 da Independencia e do Imperio.
L. g. Iosacio Joaquim de Souza Leao.
Sellada e publicada a presente resolucao n'esta Secretaria da
Presidencia de Pernambuco, aos 30 de Julho de 1886.
Servindo de ecretori,
Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 31 DE
JCLHO DE 1886.
Bacharel Antonio Sergio Lopes Lima.
Sim, com vencimentos na forma da lei.
Affonso de AJbuquerque Maranho.
Passe portara reacindindo o contrato com
a supplicante e^mpondo-se-lhe a multa
devida, a vista cus iatormaySes.
Augusto Magalhaes da Silva Porto.
Remettido ao Sr. inspector do Thesonro
Provincial para attender e accordo com a
a sua informacSe n. 46, de 26 de Julho
fiado.
Domingos Fereira de Moraes.Remet-
tido ao Sr. Dr. juiz de direito da comarca
do Bonito para informar o que lhe constar
a respeito.
Major Justino Rodrigues da Silveira e
tenente Manoel Carneiro Machado Freir.
Forneca-se.
Tenente-coroo! Jos Fiuza de Oliveira.
Indeferido.
Jos Domingo da Costa.Prove o que
allega.
Bacharel Lua Rodrigues Villares.Re-
mettido ao Sr. iagpector do Thesouro Pro-
vincial, para attender ao peticionario me-
diante a exhibilo do attestado de que tra-
ta o art. 250 do regulamento de 2 de Ju-
lho de 1879 e a sua informaclo, n. 47 de
26 de Julho findo.
Mara da Ntivdade Ferreira Con-
cedo.
Manoel Cavalcante Coelho. Reramet-
tido ao Sr. inspector do Thesouro Provin-
cial para fazer ouraprir a inclusa precato-
ria, nos termos da sua informaco de 29
de Julho findo, a. 54.
Roraao. Remettido junta classifica-
dora de escravoa do municipio do Recife,
para attender ao supplicante como for de
direito. *
Reis & Santo*.Sim.
Theonillo Augusto de Fieueiredo.In-
forme o Sr. Dr. ohefe de Polica.
Secretara da Presidencia de Pernambu-
co, em 3 de Agosto de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Repartifo da Polica
Seccao 2.*-N. 754. Secretara da Po-
lica de Pernambaco, 3 de Agosto de 1886.
Illm. e Exra. Sr.Participo a V. Exc.
ue hontem foraa) recolhidos Casa de
letenclo os seguinteB individuos :
A' minha ordem, Joc Joo Baptista, Dionisio
Francisco dos Santo*. Francisco de Salles Sant'Au-
na e Pedro Feix V&onio, vindo do termo da Es-,
cada como sentenciado, sendu o dous ltimos
appel lados.
A ordem do subdelegado do 2* districto de S.
Jos, Joo Francisco do Espirito-Santo e Libanio
Jos dos Santo, por disturbios.
__ No dio 31 do mez findo, s 9 horas da noite,
no lugar denominado Zumby, pertencente ao dis-
tricto da Torre, o individuo de nome Antonio M i-
gumby, conhecido por Mazombo, ferio, com urna
facada, sobre a oitova costella do lado direito, a
Joo Honorio de Deus.
O offendido foi recolhido as hospital Pedro II,
sendo o fermento considerado grave pelos peritos
que o vstoriaram ; e contra o delinqoente, que
evadio-se, procedeu-se noa termos do inquerito po-
licial.
Communicou-me o delegado do termo de F ao
d'Alho, que no dia 24 do mes findo e em trras do
engenho Cursahy, Victorino Ignacio Xivier ferio
levemente, com urna facada, a Manoel Joaquim
de Saut'Aooa.
O delnquente evadio-se.
__ o da 26 d mez findo assumio o cidado
Luiz da Veiga Pessoa Cesar o exercicio do cargo
de delegado do termo de Itamb.
Deus guarde a V. Exo.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de poli.a, Antonio Domingo
Pinto.
- 3
Maria Theodora d'Assumpcao Ferreira.
unte-fe copia das informales.
Officio do Dr. procurador dos feitos.
Informe o Sr. Dr. administrador do Con-
sulado.
Pontos da Casa de Detenco e do Con-
sulado. Ao Sr. pagador para os devidos
Una.
Oficios do Dr. procurador dos feitos.
Informe o contencioso.
Paulina W. Navarro Lins, officio do
Dr. procurador dos feitos e Francisco Tei-
xeira Carvalho, Informe o Sr. contador.
Consalado Provincial
DESPACHOS DO DIA 31 DE JULHO DE 1886
Joao Gomes da Costa, Mendes A C. e
Gaspar Jos de Mello.Informe al:* sec-
eso.
Souza Gozendo & C.A' 1.* seccao
para os fins convenientes.
A Singer Manufacturing Company. -
Certifiqese o que constar.
Junta administradora da Santa Casa
de Misericordia do Recife.Certifiqese.
Francisco A villa de Mendonca.A' 1.*
seccao para os fins convenientes.
2 do Agosto
Bacharel Celso Tertuliano Fernandos
Quintella.A' 1.* seccao para proceder de
accordo com a lei.
Francisco Moraira Fragoso. Certfi-
que-se.
Joaquim Gonles Pereira.A' 1." sec-
cao para os fins convenientes.
Joao Baptista de Lima, Joaquim Ansel-
mo de H. Cavalcante de Albuquerque, Dr.
proiurador dos feitos, O mesmo.Informe
al.* scelo.
Francisco de Mello Cavalcante de Al-
buquerque. Certifique-se.
DIARIO DE PERMfiUMJCO
Commando das Armas
QUABTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AB-
MAS DE PEBNAMBCCO, EM 2 DE AGOSTO
DE 1886-
Ordem do dia n. 114
Declarando o ministerio da guerra em
aviso circular de 23, communicado em of-
ficio a presidencia de 30, tudo de Julho
ultimo, estar completo o quadro do exerci-
to o nao existir verba no orcamento vigen-
te para occorrer s despezas com as pra-
cas que excederem o numero marcado na
le n. 3,275 de 28 de Junho do corrente
anno; nSo serio, at segunda ordem, acei-
tes voluntarios nesta provincia.
( Assignado ) O brigadeiro Agostinh
Marques de S, commandante das armas.
(Conforme) O tenente Joaquim Jorge
de Mello Filho, ajudante de ordens inte-
rino, encarregado do detalbe.
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DIA 2 DE AGOSTO DE 1886
Tavarea & Oliveira. Informe o Sr. Dr.
administrador do Consulado.
Pret e folhas do corpo de polica e da
guarda cvica.Examine-se.
Francisco Duarte e officio do Dr. pro-
curador dos feitos.Ha ja vista o Sr. Dr.
procurador fiscal.
Pontos da Bibliotheca, da secretaria da
Assembla e da Escola Normal. Ao Sr.
pagador para os devidos fins.
Josde Assumpcito Oliveira. Ao Con-
sulado para attender.
Regedor do Gyainasio. -Junte-se copia
das informac3?s.
Antonio H rmino de Lima, officio do Dr.
chefe de polica e da Cmara Municipal,
alumnos da Escola Normal, Pedro Alexan-
drimo Jorreia de Mello, Cbrispiniano Pi-
mentel Angelim e padre Joaquim do Ama-
ral e Silva. Informe o Sr. contador.
Folhas e prets do corpo de polica e da
guarda cvica.-Pague se.
Dr. FelidM de Ekueirto Faria. -Es-
tregu-se a quanta d%08taa&.
REOFE, 4 DE AGOSTO DE 1886.
Noticias da Europa
O paquete fraocez Senegal, chegado hontem da
Europa, trouxe-nos folhas da Europa, slcancando
a 23 de Julho, adiantand dous das mais s noti-
cias que publicamos hontem e de que tora portador
o paquete inglez Patagonia.
Alm das do Portugal, constantes da carta de
nosso correspondente de Lisboa e inserto sob a
rubrica Exterior eis as demais noticias :
Franca
Respigaremos ainda hoje alguna promenores
acerca do duello entre o ministro da guerra d re-
publica e o Sr. de Lareinty, desafio este que tanto
barulho produzio na imprensa europea, como seno
fra a coasa mais natural do mundo entre cava-
lheiros qne se prezam.
0 encontr entre o general Boulanger e o Sr.
de Lareioty teve o desenlace feliz que todos dese-
javam.
Nenhum dos adversarios oi ferido.
Foi s 9 horas da manh que o ministro da guer-
ra e o senador se bateram no parque de Chaldais.
onde se acha installada a escola de aereostaco
militar.
A's 8 horas partir o general Boulanger, acom-
panhado dos generaes Lecoint e Prbault, teste-
munhas, pelo Dr. Baudoin, inspector geral e di-
rector doservico de sade no ministerio da guer-
ra, e pelo capitio Durant.
De Lareioty chegou 4o campo poneos minutos
depois do seu adversario, acompanhado pelo gene-
ral Espihent de Vleooisult, e pelo Sr. Herv de
Saysy, testemunhas, por um medico e por seu gen-
ro.
Tiradas as armas sorte, foram designadas as
de Sr. Lareinty. .
Carregou-as o general Frbault e dirigi o dd-
ello o seu collega Lecoint.
Correm duas versoes sobre as phases do duello.
Eis o que, segundo a prmeira, se passou :
Collocados os adversarios a 20 passos de dis-
tancia, s 9 horas precisas, voz da Lecointe, o
Sr. de Lareinty fe fogo, sem ferir o adversario.
S ento o general Boulanger carregou a p.at-
la e atirou para o ar.
Em seguida o Sr. Larainty dirigio-se ao minis-
tro estendendo-lhe a mo:
Nuoca, diese, duvidei da sua lealdade nem
da sua coragem cavalheiresca.
__E eu, responden o ministro suppuz que me
tivesse aecusado de covardia, mas qui experimen-
tar o seu fogo.
Nao nos deteremos, diz o Gil Blas, no pormenor
estranho, segundo a qual o general Boulanger te-
a carregado a propria pistola e s depois de ex-
perimentar o fogo do Sr. de Lareinty.
Ha nesta versc urna inexactido evidente.
Quanto segunda vereo. eil-a :
A voz de; fogo o baro de Lareinty esperou
um momento.
Vendo que o general nao atrava, dispsrou eem
apontar ; depois, dirigiedo-se ao ministro da guer-
a, disse-lhe:
O Sr. nao atirou, general!
Sr. baro, responden este, nao ousaria fazer-
lhecsse injuria.
E dzendo isto, o ministro da guerra passou a
sua arma s testemunhas.
Estas reconheceram que a pistola errara.
Tentaram dispatal-a duas vtzes intilmente, e
s terceira o tiro parti.
Depois de so terem cumprimentado, metteram-
se nos seus trens, e voltiram immediatameute pa-
ra Pars. .
A's 10 1/4 horas, o general Boulanger entrava
no pateo do palacete da ra de S. Domingos, onde
o espera vam, ac vallo, os officiaes de seu estado-
maior particular, e o Sr. Clemenceau descendo do
trem, dirigi-se o gencr .1 Boulanger aos seus of-
ficiaes, e, epois de Ibes ter agradecido, aceres
ceaton: .-
Mas nao para tanto urna causa tao sim-
ples.
Todos os soldados se batem.
Depois, o parque de Chalis presto se manni-
lhosameote a estes eucontros, e pol-o-hei voasa
disposicao, se prec'sardcs delle.
Deu cuidados o estado de saude da duquesa de
Alencon, mas est livre do perigo.
Sabbado 17 e domingo 18 noite, em trente des
escriptorios a SoUil Medi, jornal orleamsta, hou-
ve em Marselha manifestocoes hostis, mas sem
gravdade, as quaes se repetram a 20, noite
com mais violencia, deram-se gritos e vaias, tra
varam-se desordena, foram teridoa 3 agentes de
polica, e fizeram-se quatro priscos.
A multido s dispersou quanlo chegaram
os reforcos da gendarmera. A meia noite fica-
va restabelecido o aocego. O Soleil du tdi
intentou j um processo contra a municipalidade
de Marselha por causa doaestragos feitos nos seus
feacriptorios pelos turbulentos.
O Sr. de Freycinet receben um telegramma do
Sr. Paul Bert affirmando que reina tranquiludade
no Tonkin. ., .
-correram efectivamente alguns incideniflfc-na
fronteira ; mas esses actos de rebellio foram logo
reprimidos enrgicamente. *j
As perdas dos trancezes as diversas refregas
foram de 15 homens.
Refere a imprensa francesa que, ao serem afil-
iados as esquinas de todas as povoaces de can-
to de Eu o protesto do conde de Pars e a carta
do duque de Aumale, a autoridade mandn logo
arrancar um e ontra pela polica.
Em vista d'isto cada qual adoptou o expediente
de collar a carta e o protesto aos vidros das janel-
las dos rez-de chausses pelo lado interior, onde
ninguem ir arrncalos e toda geate os poder
ler.
Esta manifeataco espontanea produzio grande
effeito.
A impera'rz Eugenia acaba de convidar lady
Burgogne a ir pasear alguns dias na sua residen-
cia de Famborough (Inglaterra). Poucas pessoas
esto ao facto do modo como a viuva de Napoleo
III se evadi de Franca em seguida ao desastre
de Sedan. Conduzida a TrouviTle por um clebre
medico dentista americano, estabelecido em Pars,
a imperatriz, logo que ebegou a essa praia da Nor-
man la, mandou perguntar a JohnMortogne Bur-
gogne, se quera e poda sal val a, conduzindo-a a
bordo do seu pequeo Jacbt Gazella.
A despeito do mo tempo e do mar tempestuoso
sir John nao hesitou.
A Oazella fez-se ao largo, levando a sea bordo
a imperatriz e lady Burgogne, e no dia immadia-
to chegou a Ryde. Eugenia de Montijo nao es-
queceria nuuca os seus salvadores, e nao tem ces-
as do do manitestar-lhes por todas as formas o so
reconhecimeuto.
Corren em Pars urna notieia que os jornaes jul-
garam um canard de mo gosto, e que o Fgaro,
chegado hoje, diz ter visos de verdade.
Baizoine vai requerer a reviso do seu processo
por ter aido presidido o jalgamento por um ge-
neral que o nao era d i veras. Refere se ao duque
de Aumale. O marechal nao se apresenteria ; mas
seria representado por um ad vagado, cujo nome o
Fgaro nao se julga autorisado a declarar.
Blgica
Sao peasimas as noticias dadas de Bruxellas
acerca do famoso estado livre do Congo. O cor-
respondente falla primeiro de libre vi lio no Gabao,
onde a situaco commercial detestavel, e a sa-
nitaria nao melhor. Todos os chefes de servico
partiram para a Europa por doenca; a companhia
de atiradores est quasi toda no ponto hospital.
Em Bouana o eetado livre creou um tribunal,
que funeciona ora em Boaana, ora em Boma ; ha
tambem n'esta duas trras duas estacoes postaes.
O lugre Cidnole de Ostende foi convertido em pon-
to e serve de eadeia.
A alfandega comeca a funecionar em 1 de Ju-
lho ; as pautas sao ss seguintes : copd 1*440 por
cada 100kilos; oleo de palma, 450 ris; marfim,
9|000 ; nos de palms, 216 reis ; serame 306 ris
fortes. #
O estado livre receben um contingente de 500
indios e de 300 cafres ; mas os indios nao resistem
ao clima, j perderam 120 homens e teem uns 30
doentea.
Os cafres, que foram contratados como traba-
jadores, nao querem fazer.servico militar, e teem
medo de manejar as espingardas.
O correspondente, qu foi a Viv, eatranhou a
ausencia completa de Aldeias as margena do rio,
o que fas com que a vida seja all extremamente
costosa.
Stoley tem estado em Boma, onde tem tido lon-
ga conferencia com o Dr. Petera, presidente da
Sociedade Allema da frica Oriental.
A junto dos operarios prevenio ufficialmente ao
burgo-mestre de que persiste em fazer urna gran-
de manifestaco no da 25 de Agosta reclamando
o suffragio universal. <
Um correspondente do Peser Sloyd teve ultima-
mente urna entrevisto com D. Carlos, que o auto-
riaou a desmentir a annunciada reunio de chefes
carlistas em Bruxellas. D. Carlos aecrescentou
que nem sequer havia pensado em semelhante reu-
nio.
Inglaterra
E' j conhecido o resultado definitivo da cam-
panha eleitoral em Inglaterra. Os conservadores,
uoidos aos liberaes dissidentes, triumpharam em'
393 diatrctos; os gladstonianos e os parnellistas
a conseguirn trazer Cmara 217 deputodos.
Terminadas as eleices, resta agora a agitocao
prodnziia pela grande luto que se travou nos co-
micios ; e emquanto o novo parlamento ho se re-
ne a^mprensa oceupar-se-ha do incidentes a que
a campanha deu logar.
Os jornaes de Londres inserem urna carta do
famoso agitador rlaodez Parnell, em que este re-
pelle com ndignaco as affirmacoes coutidas no
ultimo discurso do Mrquez de Hartington, chefe
do partido radical. Disse Hartington que Parnell
aceitar a allianca dos tenanos da frica e da Ir-
landa ; Parnell protesta contra esto aecusaco e
declara que nunca teve relaces com elles, aceres-
centando que as informacoes do Mrquez tie Har-
tington nao passam de manobras fraudulentos para
desacreditar o partido irlands.
__A efiervescencia na Irlanda enorme.
Quando se soube em Rathfryland o resultado
das eleices, que dava a nm candidato parnellsto
o triunipho n'aquelle districto, houve all um tu-
multo indescriptivel, promovido pelos orangistas.
A plebe, furiosa, chegou ao extremo de entrar no
cemiterio catholico e de profanar as sepulturas e a
igreja, sendo a polica impotente para conter a
lesordem-
Em Belfast, houve acontecimentos muito graves.
Durante ama das ultimas notes, os nacionalistas.'
atacaram um procisso dos oraugistas, trayndo-
se entre os dous bandts urna luto encarnizada e
sangrento Emquanto a polica tratova de resta-
beLcer a ordem entre os amotinados, prodazia-ae
u'outro ponto da cidade urna outra luto, igualmen-
te grave, a tiro, em que ficaram mortoe dona po-
pulares e 12 feridos.
Em Limerii-k tambem nao muito pacifico o es-
tado dos nimos: j alli houve nais de um tumul-
to, e ttme-sequese repitom.
__ Nao demorou muitoa das a reallsar-se a pre-
vso, que era a de todos os que sguiram os acon-
tecimentos d'eisa extraordinaria luto constitucio-
nal, entre os elementos doa.ioantes da conservado-
ra Inglaterra e o forte caudilho da liberdade par-
lamentar, de am povo irmo violentamente oppri-
mido. Demittio-se o ministerio Gladstonee vo ser
chamados ao poder os seus naturacs successores.
De como estes resolvero o problema irlandez,
se aeaso pensam em resolvel-o, daa compheacoes
com que terao de lutar, da influencia que a polti-
ca internacional do Marqaez de Salisbury ter as
retacees da Gra-Bretanha com a Russia oocupam-
se ueste momento os jornaes ingleses no meio da
agitaco que a qu^da de lord Gladstonc produz.o
em todos os auimos;mas s coojecturas podem ser-
vir de base s previsoes que se tazem.
O ministerio reunido a 20, de tarde, em conselho
de g,binete, resolveu dar immediatomente a sua
demisso. .ni-.
O Standard diz que, se o Mrquez de balisbury
aceitar o poder, o parlamento reunir-se-hia no da
5~de Agosto para a formalidade da eleco do pre-
sidente dos deputados adiando em seguida as suas
sessoes para Outubro.
O Daily News alfirma qne os circulares rusos
esto conveuoidos de que haver complicacoes en-
tre a Russia e a luglaterra no caso de subir ao
poder o marquez de Salisbury.
No dia 21 era esperado em Londres o marquez
de Salisbury, a quem a rainha Victoria por con-
selho do Sr. GladBtone chamara para o incumDir
de formar gabinete. ,
O ZVmef prev innmeras difficuldades para a-
organisac&o de novo ministerio.


P
LJfflKHI



2
\
\
ftimi* w

O Daily Nctet declara que o Sr. Gis detone fi-
eer Mndo o leader da opposicio.
Era opiniio geral em Londres qae, ao reunirse
parlamento no dia 5 de Agosto, j esteja orga-
nisado o novo ministerio Saliebury.
Por emqu&nto nio se sabe anda se este minis-
terio ser de consOiacio ou conservador paro.
Depende iseo dos resaltado* das conferencias
que o marques de Saliabury deve celebrar com os
libraes dissidentes, cajo apoio indispensavel
para a vida do gssnssSe que vaaha a organi-
sar-se.
O Sr. Gladstonsslirig ha dss wss carta a
md dos candidatsasjsfaissstimes derrotada*
Copiamos dellassseiir* seguinte t
Temos pelo sssso lad a Escossi, Gallea, a
Irlanda, Iarkslre a qasardo wjiorte da Ingla-
terra. ____
A nossa cansa, eslomas*ulanteeomprc*et
tida, ganhou muissnsno aaa uMsMim 12 meses e
acabar por triumpWr
A nica questio est em saber quantas diffi-
enldades e demoras ter que offrer a Irlanda, e
quantos desgostos e vcrgonha* ter que experi-
mentar a Inglaterra, antes de restabelecida a au-
touomia irlandesa.
O ministro da guerra britnica estava promo-
vesdo a creacio de um corpo do mineiros subma-
rinas votastarios, desnmsdo a cooperar, com a*
forjas regulares da engenbnria, na defeza de oer-
ea sxitoe commerciaes da rano nido.
Segando as noticias que temos, o carpo ser for-
mado da companhias independestes, tenda, eada
urna, 3-oflVmtm e 60 praca* de pxat.
Ae sedes deetas deatas compaubias sarao eos
Qraesook, Liverpool, Tymemmth, Cardiff (2 com-
pauhias) Hu, MidoUrs-bvoagh, Lttta, Donase e
Palmos*.
Qsajudarttcs instructores destas tropas serao
lirados do batfcthao de agennaria de costa.
Air das 60 praca* qoe formam as C/inpaahias,
havcr mais, em cada urna, 3 sargentos, 2 tambo-
rea, 21 snariabekQB, 6 machn sta*. 6 obegadarts,
2 ferreiros, 1 latoeiro, 2 marcineiros, 1 capintein*
naval, 2 pintores, 1 constructor de instrumentos.
4 eleotritistas, 8 telegrapbistas 1 amanuense.
O gaerno teaciona dar o eosnmando destas com-
pnfcna* a cavalbeiros influentes das differentes
localidades, que se obriguem a organisar ae novas
tropas de voinntarios.
Est resoluco nao porm, difinitiva, porque
algaos eDrenbro8 do gabinete entendem ser indis-
pessavel qoe o commando seja confiado a capities
dsexeroito.
A esquadra inglesa que durante alguna dia*
estere em Vigo segaio dalli para Spitead, onde
esver brevemeate urna revista naval, em que fi-
.-nrariio .-ere de 60 navios.
Esta actualmente em construceio 31 navios
para a armada inglesa, das quaos nove sao cou-
7*eados de dimensoe collossaes, onse erusadores
eonraeados, sito oonracados torpedeiros e tres
avisos torpedeires.
Oriente
Cantina a agitacioem toda a pennsula dos Bal-
kans.
A Turqua tanto se teme da Kussia como da
Austria Hungra.
intimamente na ironteira da Bosnia c Hersogo-
ia too. havido guando conoentraeio de tropas,
devendo notar-se que em uenhuma deesas provin-
cias teuha havido oeoorrenciaa qae jastifiquam esta
me I ida preventiva.
A Porta ainda nao t >mou rrsolupioalguma .-.cer-
as da questao de Batum, parece que est aguar-
dando a opiniio dos gabinetes europeus antes de
adoptar qualquer decisio.
to o gorerno ingles proteston at agora.
O protesto da Inglaterra ioi enviado para S.
Petereburgo, e era de esperar que lord Koseberv
astee de cahir o gabinete mandasse asa circular
is potencia, obtida que fosse a reaposta da Rus-
lia.
Ocerto, porm, que pelee outros gabinetes eu-
7opeus o incidente de Batum nao foi considerado
eotno tendo um carcter paitienlar de gravidade e
ao. qne parece, nao baver protesto coileciivo, se
nao occorrer algum acontecimento imprevisto que
o determine.
J se desmentiram oicialmente as noticias qae
geral, ooncedendo nova poltica de concihacad
a saa sympatbi a e ara apoto arterial.
Como qae a proposta de pas foi recebida pela
naci inglesa ? As eleicoes reeponderam.
A Inglaterra quer que o rgimen ingles com
todos os seas horrores e abominacoes continu a
ser applicado Irlanda. Nestas circamstsncias
o Sr. Parnell e os seas amigos ficam intimados a
embaracar os trabalbos do parlamento ingles,
porque queremos empregar os meios pacificoa,
esoqvantoos inglaaas nao empregates* outros. o,
pedo contrario, a pretender ensatas;ar a forc
sastra a Irlanda, estamos conveaosis qae sJtv nanos* ge
' iter.
proeessos de* aasucbistw asa
an> que exutia ka muitsaa-
vasta coospiraeio revolaeio-
ios da Not*>York eentsuam a tallar
insotKseas fanal aa atesto fe Taaaalipas
(llexico).
Noticias de Matamoros asseveram que 125 bo-
mens de tropas regulares bateram os revoltosos, os
quaes, apesar de se ha ver ru refugiado no teixi to-
rio dos Estados-Unidos, foram aprisionadas e fu-
silados.
EXTERIOR
Car val ho.
jevtrnham espalhado da partiaa 4* varios couraca- E' no dia 6 de Agosto que parte para H.
lorrespadenHa d Otarlo de
PemaailHico
PORTUGAL -lisb8a, 23 de Julho de
X886
Beunio-se ltimamente na Associac^o de Agri-
cultura, sob a presidencia do Sr. Duque de Pal-
mella, a assemblea geral dos subscriptores do
novo jornal destinado a representar a classe agr-
cola. Foram approvadss os estatutos, que vio aer
reduzdos escriptura.
A eleico deu.o seguinte resaltado :
Assemblea geral
PresidenteDuque de Palmella.
Vice-presidenteMarques de Rio Maior.
Secretar*Joe Pe^ejra Paisa Rlanso e Jos
Piuheiro.
Vioe-sceretariosJos Ferreira Roqaette Do-
mingos Pinto Coelho.
Conkalho gerente
Effectivo Jos de Saldanba Oliveira Sonsa,
Visconde de Coruche, Artbur E. Lobo de Avila.
SubstitutoAntonio Batalha Reie, Joaquim Jo
s de Figueredo Leal, Joio Pereir*.
Conseibo fiscal
EffectivoMarques de Pomares, Marques de
Fronteira, Francisco Simoes Margioahi.
SubstitutoJos Nunes Teixeira, Joio Aires
de Almeada Araujo, Jaciotho Augusto Faiva de
Audrade.
Foi nomeado secretario geral do governo da
India o Sr. Ienacio Rodrigues da Costa Duarte,
bacbarel formado em medicina.
~ Rocha Freitas, olficial do exercito, que ha
teospos assassinou o capitn oaros Martms. fui
submettido ao exame de urna junta de mdicos
alienistas c declarado doudo, o que o livra da res-
ponsabilidade legal do erime.
O alferes Marinho da Cruz, que ha poucoame-.
ses matou traica<> um cabo dtt ioiootaria seu con-
discipulo, teaou evadir-se do presidio do castello
de S. Jorge, tendo j arranjado gazas e fato para
se disarctr.
Pozram-lhe seutinclla vista.
Suiqdou-se ba pouios dias o ni'gociante
francs ha muito residente em Lisboa, Eduardo
Auiouroux em cousoqaeucia de desastres commer-
ciaes, que lne transtoroaram as fatuidades meu-
taes. Soffreu 18 dias no buspital anUy de suc-
cumbir.
Fir*i dntftdft de \m flar^^t^v hoitft"^ f* de muua
philautropia.
A sua morte causou magoa geralmente pas
Sr. Aurouroux era muito conhecido n'esta praca.
Consta que vio ser retorniados os ser vi eos
das obras publicas.
Parece que merK aproveitada em grande parte a
prcjeeti.da reforma do finado estadista Saraiva de
ment do* agentes civi* e militares, j qoando As-
jam de coacorrer ao mesmo ser vico, j quando se-
ja mister que estes ltimos exercam as attiibui-
ces des primeiros;
4. Que, alm do projecto qae por esta porta-
ra Ibe fica incumbido, deve a commiesio propor
as providencia* qae tiver por convenientes sobre
quaesquer asgumptosque considere complementa-
res do servico policial, ou qae mais de perto se re-
lacionen) com elle .
O Sr. visan as* de S. Januario, ministro da
guerra, tead#sjattenoio os sarvicos extraordi-
narios relssssCes prestados pelos commandantes
ido cor||s aasjittKW, no sujo fiado, pronos a S. M.
El-Kei s.essMrssaW de asures honorficas a esses
fcenemsjsjssTissjiB, que datante muitos mases,
som rits s saie, dejsmpenharam a importaste
aissio j*j*> Jlies *i coajfeda.
A^s>ors|6es sWniUmtiva* contisjtjsm a
KesMv <*mlB* mm mm, qtw 4< *
id*nafolba4ssVitL EsiiTiatrssa acafea m
a anarchia de qae ella* se aproveitavam para
suas conveniencias petsoaes e partidarias. Parece,
porm, qae em geral os povos, a gente laboriosa
qae nao explora a poltica, principia a aoolher o
novo cdigo administrativo com manifestacoes de
coalfiutauento, vendo njflils limjWfltftT de ortUan
de legalidade, de jastica e urna defeza contra mil
expoliaooes de que teem sido victiinas. O governo
j tem recebido dessaita* tenas do reino felicita-
ces muito significativas a tal respejto.
As folhas progressistas de hantem noite pu-
blicavam telegrammas de Metgaoo, Ourem, Va-
lenci,3 Pombal, Camisha, Asaos de Val de Vez,
Evora, Moucio e Cioara oeste eatido.
Fallando da reform adininistratitfa decretada
em dictadura, no Jornal da Gsjamere), de que
director poltico, o 8r. Antonio de Serpa Pimen-
tel dirigia-se hontem nestes termos aos seus cor-
religionarios (regeneradores):
< A' opposicao temos a>citr o bello episodio do,
capitulo VIII do Evangelho de S. Joio. Os escri-
bas e phariseui trouxeram diaute de Cbristo urna
mulher adultera para ser lapidada na couformida
de da li, Coriato disielhe: Aqaelle d'sotre.vs
que cativer sem peccado que Ihe atire a primeira
pedra .
< E' isto o qae temos a diaer aos -escribas e
,| ph-riseua...queremos dizer,aos partidos da
oppoeig&o que j foram governo A cajpa toda
vosaa. Se nao fp#em ,oa precedentes, te nao fo#-
sem os precedentes, se nio fosse o voaso exemplo,
nunca este governo teria a audacia, nem sequer
lembrauoa, de faaer tictadura. Nao vonhais dis-
tinguir as circumstaocias, discutir os casos, alle-
gar o mais e o monos. Urna Yes admittidas as
dietincces e as alUgacoes, todo o governo distin-
guir e allegar, e far dictadura .
Effectivainente,or. A. de Serpa Jtem razo, e
as folhas minUterises o appla.udem,
A Sra. D. Guiomar Torresio, estimada cs-
criptora portugueza acaba de receber o dipluma
de socia da sociedade de geographia de Franca,
cuja sedo em Paria.
Os propone otes foram o principe Ruland Bona-
parte e o Sr. viscoude de Faria, nosso cnsul geral
em Franca. O Sr. F. Leeseps que apresentou a
proposta em assemblea geral. Foi unnimemente
approvada.
Em Portugal s perteneem aquella sociedade
scientifipa .s Sri. Mqndus Leal, Audrade Corvo o
o eiplora^or Sespa Pinto.
Escrevi a costumada correspondencia pela mala
do Pacmgonia fl|ue tocou :.qui a 21.
do* britnicos para a PardaseUl
Base desmentido "hcial ppavecu simultnea-
mente em Constantiu >pl-> e i m Londres.
Correm *m Londres msi-t- ales iuiuoims qpauto
& detarmipacao que i ti ruinad i a Kussia de abrir
aminho para Constantiuopla pela Armenia e Asia
Menor.
A tal acontecer, s-ru iaso .:rigem de gravissi-
mas.complicacoi'9, pirquanio n > uonvencio do
Thom o princip-i o Sr. ~Dr. Auguito Sarniento,
para assumir as funevoee do cargo de govern*dor
d aquella provincia ultramarina para o qual fra
ha poucos dias nomeado
Foi aposentado, com um decreto muito honroso
O Sr. Florido Adolpho Monta e Vascoueellos, che-
fe da reparticio do commercio do ministerio das
obras publicas
Parece que ao Sr. Margiochi chef-' d outra re-
Asia
As relacoes entre o sultao e o principa Alexan-
dre da Bulgaria e ntinnsrw a ser satiaf icarias,
accfesoentando se que o peifeito accordo entre
nm e ostro poder com facilidade ser estobde-
eido sobre o regulamento da Romeiia Oriental,
O tratado de Bcrlm est Beodo batido viva-
mente por toda a imprensa oicioaa da Russia, che-
gando at a dizer um dos jornaes raais considera-
dos, a Novoie Vremia quo indispensavel rasgar
aqnslle tratado vergouhoso e tirar os pedr.e*w
d'aquelle documento aos ps da Europa.
Nao re realisaram ainda as anunciada* mo-
dificacoes ministeriaes na Bulgaria ; c at se alar-
ma qne nio haver nenhuma alterecao ministerial
antes de termiuarein as sessoes de Hubroni e que,
Mimo no caso de haver eutio alguma modifica-
eio no gabinete, nio ser ella de grande impor-
tancia por isso que o principe Alejandre est resol-
vido a conservar o Sr. Kavelof na presidencia do
conselho de ministros.
CuineC'irum a 12 (de Julho) as sessoes da
eommissio de act s da Skuptchina Servia.
Esta commissi" declaaou nullas as eleiees de
muitos deputa tos da opposicao.
O decano do partido ministerial, que o sena-
dor Magazinovios, fui leito presidente por 80 vo
tos -contra 64, que ebteve o Sr. Tuzakaveia, can-
didato da mino, i <.
Foi prohibido pelo governo o transporte de ma-
terial de gu-rra e municoes com destino Tur-
Jaia e Bulgaria. N'uina couversacio, o Sr.
Listies, chefu da opposici), declarou que a guerra
com a Bulgaria fra seuipre impopularissima na
Serna, e que, pela sua parte, antes quera com-
ba ter com os bu garos de quo contra ellea. O
asesino estadista d.> parecer que a poltica da
Servia devia ter por objectivo a annexacao da an-
tiga Servia e da Macedonia septentrional. Diz
que nao antev, no futuro, causa para nenhum
conflicto ciin a Bulgaria, a nao ser que essa naci
pretenda tambem annexar aquel le. parle da Mace-
donia.
N'esse caso, Servia cumpria-lhe intervir.
Um correspondente de Berlim para o Timen re-
leie que o general de Sehweinits, embaixador de
Allemanha em Constantinopla, pedio urna lirenca
de 3 meses, que lhe foi concedida. O mencionado
eorrespondvnte v n'esse facto o indi-rio de qae o
eoverno nllemio nio recis, por agora, complica-
(,oe8 politieas de nenhuma especie.
China
Anuunci um despacho de Pekingpara o Timee
qne ama esquadra russa ameaca Lagareff sob o
pretexto da oceupacao de Port Hamilton pelos iu
gleaes, e que por isso vai partir para Vladivos-
toek urna esquadra chinase.
Um telegramma de Shanghai para o Standard
annuncia que o conselho d'astronomia e os dos re-
tos de Pecking receberam ordem para fixar um dia
de bom agouro no primeiro do mez prximo auno
cbinez, para celebrar a tomada em possessao effec-
liva do poder pelo novo imperador Kuangsu, qae
tbegou maiaridade.
Esta ceremonia ter lugar no curso de novo mez
de Pevereiro.
Estados Csielon
Um telegramma de Philadelphia, datado de 16
e publicado pelo Times, d um extracto de nm ma-
nifest publicado no .Afa> York Irieh- World, pelo
Sr. Patrirck Ford, o chefe das Aascas nos Esta-
do* Unidos, a respeko da derrota dos Home rulers
aas eleicoes inglesas.
Os irlandeses, diz o Sr. Ford, estovara decidi-
dos a aceitar de boa f o projecto do Sr. Gladsto
tone, embora lhe lecutasse grande numero de di-
reitoa preciosos 8 lhe imposesae encargos que *e
podiam muito btm reeosar. Aeeitaram n'o ti-
tulo de compromisso. Nao se pode admittir que
ama fraccio qualquer do partido nacionalista ir-
lands, na Irlanda ou em quslqssr ostra parto do
majado, est representada a saca irlandesa,
Vase disposta a-faser ofmosieao ao tratado de
pac cffereciclo pelo Sr. Gladstose.
Tasto os Ingiatezra, como na Eseossia e nos
Estados Unidos, es irlandeses estao rlwmrttis a
apaiar nsntrit"^"**1 a acedo dos sene compatrio-
tas da mai patria em favor dos esforoos de pseifi
asas Sr. Ossstene.
""6< IrU World, qae tem per divisa Irlsmda
liwe e independente, ligara-se ao sentimento
Chypre se eslipulou qoe a Gr..n-Brtauha se com- particio do mesmo ministerio vai tambem ser con-
prometteria a pri teger as p.esoas Jo aultio na aedida a aposentacao.
Sahio de Lisbca para Franca, parece que de
todo, o Revd. padre Mu-I, talentoso e insinuante
lazarista, que diriga n igreja de S. Luiz dos
Francezes. A sua influencia as classes aristo-
crticas foi enorme ; actualweute achava se velho
e gasto e tratou de retirar se antes que entre o
beatero fidalgo, o prestigio de que gozara, de tode
o abandonaste.
O Sr. arcebispo primaz do Oriente, partici-
pando aos superiores das nossas mUsoes a nova
concordata, ordenou aos inusiooarios que se sub-
mettam or iem do santo padre, 911er etlas condi-
g5ea tejam favoraveu, quer nao.
Foram reclamados, pelo governo francez, se
gundo a convenci de extradiccio per estarem
envolvidas n'um processo criminal por queb-a
fraadulenta-
Parliram dos calnboucos do governo civil de
de Lisboa no paquete Gironde que os deve condu-
zir a Boideus
O Mr. conselheiro Ignacio Francisco Silvcira
da Motti, dstincto acadmico, vai publicar em
volume, as suas iinpres.-Vs com reluci a urna
viagem que hi pouco tez Galliza e outras pro-
vincias de Hesp.iuha.
Parece que o Sr. Cisbode Nicopolis, eoaiju-
ctor e futuro successor do Rvd. bispo d'Angra,
pedio ao governo urgentes reformas no seminario
da sua dioceae
Sobre a projectada reforma da instruccao se-
cundaria, em que a seecau permanente do conse-
lho superior da instruccao publica, por unanimi-
dade, declarou reproval-a, tem app.recido varios
artigos na imprensa.
E'natural que a reforma, com algumas modi-
iicacocs seja decretada.
A'cerca da admiuistracao do asylo do men-
dicidade sahio hontem no Diario do toverno urna
portara muito honrosa para o zeloso prevedor o
Sr. Dr. Alfredo de Queiroz Guedes. E' do theor
seguinte :
Tendo sido presente a S. M. el-re o relatono
do provador do asylo de mendicidade e annexos,
relativo gerencia dos mesnios estabelecimentos
durante o perodo decorrido desde 1881 a 1885, e
vendo-se d'aquelle documento o zeloso cuidado e
superior intelligencia com que aquello funeciona-
ro tem sabido elevar os estabelecimentos a seu
cargo altara dos melhores : ha o mesmo augus-
to senhor por bem louvar o referido proveder, nao
s por tio dis ti netos ser vicos, como tambem pelo
desinteresse com que tomou a seu cargo tio ardua
tarefa, mandando outrosim qoe s mesmo provedor
louve o seu adjuncto pela coadjuvaoio que lhe
tem prestado e ainda os demais empregados, cujos
servicos repute dignos de louvor. *
Na foiha official de hontem vinha urna portara
oomeando varios cavalheiros para estudar e a pre-
sentar um projecto de reforma dos servicos poli-
ciaes.
E' presidente da commiisio o Sr. conselheiro
Antonio de Serpa Pimentel; vogaes, os Srs. An-
tonio Ennes, Thomaz Bastos, Vicente Rodrigues
Monteiro, Joio Julio Ribeiro e secretario o Sr.
Eduardo Guimaraes.
A eommissio deve ter em vista :
1. Que o servico policial se deve organisar
com referencia nio s aos districtos, mas tambem
aos conselhos, guardndose no respectivo orde-
namento, sem prejuizo da uniformidade geral o
servico, as dierencas especiaos que resaltam da
natureza, necessidades, faculdades e recursos das
diversas cireumicripcdes administrativas;
2. Qae, repartinds-se naturalmente em qua-
tro grupos as fanecoes policiaes, segando se refe-
rem prevenci dos attestados contra a segu-
ranca publica on individual, ao deseobrimento dos
autores dos factDS previstos na lei penal, inces-
sante e publica vigilancia pela manutencio da or-
dem, ou prompta repressao dos desmandos que a
pertorbam, da mesma sorte devem obedecer a di-
versos preceitos o regiment e execaoao dosrts-
pestivos servicos ;
3.* Qae, nio podendo, nem devendo, os dif-
fereotes agentes da aatoridade e da torca pobliea,
que temasen cargo devesss policise, pesmasen
tes ou temporarios, cossMisrar-ae samo indepen-
den tes ana dos ontro, indispensavel estaoelecer
r*gcas precisas que, defininde a* relacoe* entre al-
ies, f xem a competencia de cadi nm, dssarimi-
nsm s hisrsrnhin policial, asitem conflictos, escu-
duplicacio de funecoes e regulem o procedi
Caixa Econmica e lonlede So-
corro de Pernamkflco
-W-yuesia do Poco
Adolpho Casimiro Guedes Aleoforado.
Domingos Jos Ferreira.
Francisco Ignaci* de Oliveira.
Freguexia da Vanea
Joto Cavalcaato Lamenha Lias.
Frejtierto: de S. Loureneo
Jos Ferras Daltro.
Verestdores da Cmara Municipal
*>**"e Terminou hontem a apuracio da
eleicao realisada em 1 do mes prximo fiudo, pa-
ra vereadores da Camar Mjnicipal do Recite.
Segasdo j noticiamos, forao apenas eleitos em
i* escrutinio os Srs. :
Dr fVancisco do Reg Barros de Laesrda (C)
Teas**) coronel Manoel Qencal ves F. Costa (L)
CapsH* Antonio Samiss d Lnt u Mello (0)
C-jqtf numero de qjcado*j 17, iro a 2
escruH 28 que ao# fcc.es se*guirem em vo-
taca#MlLo se completar* o atunero cosa os U
que fsrem mais votados.
Sio estes os qne teem de entrar em 2o escruti-
nio, o qual realisar-se-ha fiudo o praso legal de
viute dias :
1 Major Joio Francisco Antunes
2 Luiz Bernardo Castello Branco da Ra-
3 Alexandre Amerco de Caldas Padilha
4 Deodato Goncalves Torres
5 Jos Rufino Climaco da Silva
6 Dr. Prxedes Gomes de Sousa Pitan-
a
7 Gabriel Ildefonso das Nevos Cardoso
8 Dr. Cosme V: S Pereira
9 Demetrio de Guarni Coelho
10 Agostinho Bezerra da Silva Cavalcan-
te
11 Autopio Arthur Mo reir de Mendon^a
12 Antonio da Silva Ramos Neves
13 Antonio Machado Gomes da Silva
14 Joaquim Jos de Abreu
15 Joio Jos de Amorim
16 Joaquim Alves da Fonseca
17 Dr, Joio Clodoaldo Mouteiro Lopes
IS 'Pnente- coronel Corbiniano de Aquino
Fonseca
19 Tito Livio oares
20 Joio Facundo de Castro Menezes
21 Francisco de Paula Mara
22 Capitio Jeio '"arolino do Nascimento
23 Loureneo de S e Albuquerque
24 A'exandre Americo de Caldas Brandao
25 Hanrique Bernardos de Oliveira Jnior
26 Antonio Ignacio do Reg Medeiros J-
nior
27 Uesembargador Manoel Clementino Car-
neiro da Cunha
P8 (bir. Joio Carlos Balthazar da Silveira
(Joio Pacheco de Medeiros
Os dous ltimos obtiveram a mesma votacio, 44
votos cada um, e entrar em 2 escrutinio o que,
(C)
m
iL)
(L)
(W
(C)
(C)
vQ
(C)
(C)
(C)
(C)
(C)
(L)
&
(C)
(D
(Cl
(R)
(U
Hoje procedeu-se elsicio para qaatro varea-
dores, em 2 eseratinio, e foran eleitos es Srs :
Marcelino Jos Moreira de Almeida (C)-
Jos Henriques de Sousa (C).
Christovo de Hollanda Cavalcante de Albuouer-
que(C).
i ranesco Gouvea de Queiros (L).
Em 1 escrutinio tinham sido eleitos tres con-
servadores e dous liberaes, como o Diario j pa-
blicou. *
Lycea de Arles e Oflaclos.Os profes-
sores d'este estabelecimento reunem se boje em
congregaci >, s horas do costme.
Inxtiiulo Arcbeolesico e tleo|ra-
phico PerssmhucaB.- Amanha, s ho-
ras do costume, haver sessio ordinaria deste In-
stituto.
Procta
alncele em
SI de Jullto
G4XX. ECONMICA
Activo
Thesouraria de Fazeadacont de
depsitos
Thesouraria de Fazendaconta de
juros
Monto do soccorroconta de pas-
sagens
Caixa
Juros
de
616:451#900
242:746^486
74:202*052
606*W0
2080Q
98S:S27J>88
Paivo
Depsitos em eontas correates
9f58:92T2S8
MOKTB DE SOCCOltKO
Activo
Emprstanos sobre penhores 117:781 786
Valores depositado *W9:125377
Movis 6:021*227
Cadernetas 317*404
Thesouro Provincial 3:000*000
Despezas geraes 7:968*142
Aluguel da casa 833*000
Retorno de juros 426*43P
Lucros e perdas 13*208
Caixa 1:451*247
286:937*821
presentando eertido de dade, provar ser mais
velho.
Vap ores do HavreHavendo-so suscitad
duvidas, no mez paseado, sobre estarem ou nio
sujeitos desiufeccao os navios e vapores proce-
dentes do porto do Havre, tele^rapharam neste
sentido para a corte os Srj. Augusto F. de Oli-
veira & C, agentes da compauhia de vapores
Chargeurs Reuns, e hontem receberam a resposta
seguinte, que nos mostraram :
1 Rio, 3 de Agosto, 1 tura e 35 minatos da
tarde.
Par* os vapores procedentes do Havre nio ha
desiufeccao.
Jerartpee laudas. Recebemos lion-
teoj folhas de Aracaju at. 2o de Julho e de Ma-
cei a t 2 do corrente.
A'quella cidade chegra o Dr. Jos Ignacio
Fernandes de Barros, que fra assumir o cargo
dejuiz de direito da comarca de Maruim.
Falleceu na madrugada de 24 o capito Mala-
,quias Benigno do Nascimento.
Foi o seguinte o rendimento da alfandega
Do dia 1 a 30 de Julho.......... 33:053*071
No dia 31 .................e.... 1:1115012
_ da casamento*.No da 1
do corrente, foram lidos os aeguintes n Ttfajj A?
Santo Antonio:
Jos Callado Dias com Elvira urea Coelho.
Mauoel Jos Barbosa da Silva com Julia Lay-
mes.
bruxu Humo Acaba de morrer em
Franca um homem de quem se fallou muito e com
admiracio, ha 25 ou 30 anuos. Uns o tinham por
um sabio, outros por um feitieeiro e outros emfim
por embaidor.
Home, que assim se chamava, attrabio primei-
ramente a attencie em seu pas, Escocia, depois
na Inglaterra, logo na Allemanha, e por okimo
em Pars. Dava sissoas publicas, as quaes adi-
vmbava o peoaamento de qualquer dos concurren-
tes, fasia fallar veladores a aos manos e outras
brux iras do uso.
Os espiritistas explorarais bem a sea geito as
faculdades extraordinarias de Home para susten-
ta! que se tiuh t acbado finalmente um exempl*
vivo e urna prova concludente de suas doutrinas.
Os horneas de sciencia acadiam om tropel a
Home.
O espiritismo ohegou por entio a seu apogeo.
O fatalista Napolao III e a saa supersticiosa
Eugenia chamaram o homem mysterioso urna noite
s Tulharias, para que em sua presenca dsse pro-
vas evidentes de seu influxo sebre os espiritos.
Collocou Home urna mesa coberta com um tape,
te no centro d'um sali : sentou-se entre o Impe-
rador e a Impcratriz. Os assistentes guardaram
absoluto silencio.
Peca V. M., dase Home.
Pois peco que se me aprsente o espirito de
Napoleio I.
Dignem-so VV. MM. metter a mi por de-
baixo do tapete, disse Home.
Napoleio e Eugenia anda que com temor assim
o fizeram.
Napoleio ficou branco como a cera. Eugenia
aterrada e por um pouco estove a cahir desapru-
mada no assoalho.
Nhs augustas mios tinham aperlado a de um
moi to ; aquella mi era sem duvida a da morte.
No tira u'algum tempo se soabe que a mi de.
Napoleio o Grande, quetinha apertado as dos Im-
peradores, nio era outra couaa... que o p des-
caigo do mesmo Home, o qual por sua habilidade
em occuitar certos movimentos e sua condicao de
ventriloquo, era capaz de voltar o cerebro aos
mais incrdulos.
Asyle de Mendicidade O movimento
d'este estabelecimento de candado no mez de
Julho, foi o seguate :
54:166l23
Renda deste mez pertencente ao es-
paco adxiccional de 4885 a 1886. 513*701
VacadaNo dia 24 do mez passado, em tr-
ras do engenho Cursahy, do termo de Pao d'Aiho,
Victorino Ignacio Xavier ferio levemente com
ufna facada a Manoel Joaquim de Saut'Anua.
O deUnquente evadio-se.
V por ellaO Sr. brigadeiro Francisco
Jpaquim Pereira Lobo ashou na ra do Bario da
Victoria ama cedqla de 10$, que remetteu repar-
ticio de polica, afim de ser entregue a quem fr
o > dono.
i'asnvo
Capital
Cautelas de peuhores
Juros
Caixa econmicaconta de passa-
gens
Thesouraria de Fazendacoata de
emprestiino
Cadernetas archivadas
Saldos de penhores vendidos em
leilio
Saldos de penhores prescriptos
S. E. & O.
15:760*047
149:125*377
8:9X5*838
74:202*052
34:998*845
16*800
3:606*142
112*720
286:937*821
O guarda-livros,
Felino D. Ferrara Coelho.
Tribunal do Jury do Becife Proce-
deu-se hontern ao sorteio dos 48 jurados que teem
de servir na 4 sessio ordinaria do jury, no cor-
rente auno, convocada para o da 23 do corrento
mez, o qual recabio nos cidadios seguiutea:
Freyuena do Recife
Antomo Henrique Mafra.
Joio Januario Pinto de Asevedo.
Tbeodoro Christiansen.
Jos Salvador Pereiri. Braga.
Jos Ferreira da Silva
Antonio Getulio Villa* Boas.
Antonio Cardoso Ayres.
Freguetia de Santo Antomio
Dr. Joio Frncisco Teixeira.
Jo Alfredo ae Carvalno Jnior.
Salustiano -Francisco Martina.
Manoel Jos Goncalves Braga.
Freguetia de S. Jote
Dr. Pedro Gandiano de Ratia e Silva.
Jos Calasans Duarte.
Salvador C. DrummonJ Cavalcante de Albuquer
que.
Edmuado de Moraes Carvalho.
Frtguetia da Boa Vitta
Aristides Honorio Beaerra de Menezes.
Jos Francisco do Reg Cavalcante.
Manoel Jos de Almeida Soeres
Joio Pinto Bandeira Acidoly de Vascenaellos.
Justiniaiid Cavalcante de albuquerque Bello.
Euclides de Aquiuo Fonseca.
Manoel Odorico Correia de Araojo.
Tenente-coronel Manoel Martina Fiusa
Manoel do Nascimento Silva Bastos.
Antonio Asmes Jaoome.
Matbias Velloso Pires.
Antonio de Medeiros Marra.
Joio Vctor Alves Matheus.
-Major Roberto Ferreira.
Jos Vital de Negreiros.
Joao Francisco das Chagas Xavier.
Manoel Jos Alfonso.
Francisco Joio de Barros Jamar.
Francisco de Paula Lima.
Dr. Mauoel do Naicimento Por talla Jnior.
Breguetia da Graea
Frederco Ulysses de Almeida e Albuquerque.
Joaquim Lucillo de Siqueira Varejao.
Vicente Ferreira Pinto.
Jos Lu* de basas,
Freguetia de Afogadot
Fortunato Jos de Andiade.
Massel Filgaeira de'Menssm.
Francisco Antonia de Olissira,
Manoel Csetano Cavalcante de Albaqaerqae. guint'-
tremi Liueiarto Pernambncano
Funecioneu esta associacao sob a piesideacia
do Sr. Tbeodoro de Freitas Barbosa.
Foram sorteados para a tbesequaes as princi-
ples causat.de lodo os orime-os Srs. Eurico Wi-
truvio, Gomes Pacent e Tb >maz Viejas.
Para o jury histrico ero os Srs. Jos Curio
(promotor-I e F. Barbosa (advogado).
Foi marcado o dia 6 do corrate para ha ver
sessio.
Um crime a punir. Com municaram-
nos o segninte:
Ha cerca de um me foi ferido na fonte
com urna pancada em urna casa de jogo na
Varzea, Manoel Jaointlu) de Oliveira. conhecido
por Cacheado, c que tioha a prolissao de vender
leite.
Viudo |>ura o Recife tratar-se, foi medicado
pelo Dr. Barros Carneiro, que disse-lhe ser leve
o ferimento ; e indicando-lhe o remedio de que
devia fazer uso, vottou elle para casa de sua
familia, no referido arrahalde.
Aggravou-se, porm, o estado de Manoel,
tendo elle fallecido no da Io do corrente mea
de Agosto, pela madrugada, em virtude do
mesm ferimento, deixuudo na maior miseria
sua desventurada mulher e lillio?.
O infeliz declarava a todo mundo ter sido
seu aggressor um individuo, paraute do subde-
legado daquclla localidade.
V faca publicar pela sua conceituada Re
vista diaria, esta grave oceurrencia, afim de,
chegaat ella ao conliecimento do illustrado
Sr. Dr. chefe de poda, sejam dadas as provi-
dencias que o caso exige.
J nao esta a primeira oceurrencia que
se d em lal casa, que parece ser garantida pela
polica daquella localidade.
Concitando declaro-lhe que na segunda-
feira fizeram a autopsia no cadver do infeliz
os Srs. Drs. Souza e Mello Gomes.
Bevue Wud imericaine. Desta pu-
hlicago bimensal, que feta em Pariz, rece-
hemos, hontem, o n. 97, cojo suimaurio
este :
L'industrie de l'levage au Rio de la Plata, par
Pedro S. Lamas, Coup d'ceil general retros-
pectif sur la 4" annee de nublication de la Re-
vue-Snd-Amricatne,\Yir L. Guilaine. Le droit
publie en Amrique. Lettre de M. R. F. Seijas,
- Voyages daos les Rpnhliques de l'qua-
teurur'el du Prou, Courrier d'Amrique.
Rvue conomique. Rvue financire. Arts.
scirnces t faits divers. Annonces.
(edade Pbilumallca. Faoccionou
ante-hontnm s .b a presidencia do Sr. Sezino Bar-
bosa.
Lida a acta da sessio antecedente e depois de
urna grande diseussio sobre a mesma, foi repro-
vada.
Fui c ncdiiia uin licenca de 20 dias ao socio
'Man i.l Araujo, por ter de rctirar-se para fra da
cidade.
Foi no-ri^ada urna Qimmistit composta oi Srs
ngel 1 M deiroa, Martius Ribeiro e Albe-to Car-
valho para se fazer representar na sessio magna
do C"miiiein'irajio d> 5* auniversario da sociedad.'
litteraria Onze de Agosto.
Foram adiadas para a prexiina sessio as theses
que deviam ser discutidas e approvada com emen-
da a ch romea.
Fin K.rtea'o chroniate da semina o socio Pedro
Machado .luoi >r.
Kieieo BtnnicliMtl da Encada.-Est
desig'm.i o da 8 de c Trente para effectuar-se o
2* escrutinio de vereadores do municipio da Esta-
da. Correr elle entre os cidadios Francisco Na-
poleio d.' Silva Lobo, Joio do Reg Lima Jnior,
joaquim Antonio Barbosa da Silva e Manoel
'Oiymi'io de Barros "Costo, visto serem dous os lu-
gares a preench- r, segiind a apar ci 1 feita.
Eos lrusilu. O pquet>- francez Senegal
leva para os porto* d 1 sul 253 paMageiroa, 6 dos
quaes eu.baruados neste p irlo.
O paquete ingles P lagonia levou p ra os
meamos por tos 151 passageiros, todos embarcados
pa Eurpa.
Dlntartm. Pa,* divarsos tr.ouxa o vapor
naci u-11 Jayuaribe 21:801*, d./s por tos do sul de
saa vala.
Cidade da Victuna-Ein data de hontem
escrev- r.m .1 deau Crdade noticiando o se-
Existiam Entraram Homens 69 5 Mulher es 106 6
Sahram 74 6 112 5
Existem as enfermaras: Existiam Entraram 68 19 4 107 29 12
Tiveram alta 23 4 41 9
Fallcccram 19 1 32 4
Existem: as enfermaras Nos dormitorios 18 50 i
Lotera de Macelo de tOOiOOOfooo
A 2* partes da 13* lotera, cojo premio
grande de 290:000/, pelo novo plano, ser.-i ex-
trahida impreterivelmeote no dia 10 do Agosto s
11 horas da manhi.
Bilhetes A venda na Casa Fclis da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Rda da For-
tuna i ra Larga do Rosario n. 36.
Piscos resumidos.
Lotera Extraordiarla do Yplran-
ga -O 4." e ultimo sorteio das 4. e 5. series
desta importante lotera, cujo maior premio de
!5<>:000000, ser extrahida a 14 de Agosto pro
limo.
Acham se exp veuda os restos dos bi-
Isetesna Casa I. F is rua Primeiro de Mar-
f> n. 28.
Tamba acmnaie venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da corte A 4 parte da 364 lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:000<,
e extrahida no dia .. de Julho.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambam acham-se venda na praca da Inde-
dendencians. 37 e 39.
atadouro PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 8 rezes para o consume
do da 3 de Agosto.
Sendo: 6 rezes pertencentes a Oliveira Castro
iS C, e 17 a diversos.
' No mesmo estabelecimento foram tambem
abatidas para o consumo do dia 4 do corrente 82
retes.
Saado : 46 pertencentes a Olivei. a Castro & C ,
e 18 diversos.
Das 64 rezes pertencentes aos Srs. Oliveira Cas
tro & C 1 foi para a caldeira.
Mercado Municipal de H. JosO
movimento deste Mercado uos dias 3 do eos-
rente, foi o seguinte :
Entraram ;
35 bois pesando 4,964 kilos.
608 kilos de peixe a 20 res 12/16
90 cargas de farinha a 200 res 18*000
24 ditas de fruetas diversas a 300 rs. 7200
11 taboleiros a 200 ris 2*200
16 Sainos a 200 ris 3/200
Foram oceupados :
24 columnas a 600 ris 14/409
29 compartimentos de frinha a
500 ris. 14/OO
24 ditos de comida a 500 ris 12/000
651/2 ditos de legumes a 400 ris 27/400
16 ditos do suinoa 700 ris 11/300
13 ditos de tressuras 600 ris 7/80#
10 ditos de ditos a 2/ 20/00*
1 dito al/ 1/001
A Oliveira Castro & C.:
2 talhos a 500 ris l*O0s
54 talhos de carne verde a lf 51/000
Deve ter sido arrecadada nestes dias
a quantade 206/060
Reudimento do da 1 a 2 37088s
Foi arrecadado liquido at boje 576/949
03
107
Total 175.
Escolas de instruccao primaria no Asylo :
Foram frequeatadas por 15 alumnos, inclusive
2 na dos cegos.
Leile.-Efiectuar-se-hio:
Hoje :
Pelo agente Alfredo Guimaraes, ao meio dia,
ra do Bom Jess n. 53, de urna armacao e ma-
chinas para fauilero.
Pelo oyente Martins, s 11 horas, na roa do
Mrquez do Herval, n. 112, ae movis espelhos,
quadros, etc.
Pelo agente.Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra Domingo) Martins, do dito estabelecimento
ah sito.
Pelo agente Alfredo GuimarSet, s 11 horas,
ra do Bom Jess n. 45, de predios.
Amanha :
Pelo agente Silveira, s 10 1/2 horas, na ra
de Fernandes Vieira n. 50 de taberna ahi sita.
Peo agente Gusmao. s 11 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n. 19, de miudezas fazendaa,
movis etc. etc.
Misssas fnebres. -S.rao celebradas :
Hoje :
A' 8 horas, na Ordem 3* de S. Francisco, por
alma de Antonio Quintino Franco da Cunha.
Amanha:
A's 7 horas, em S. Francisco, por alma de D.
Auna Lenidas de Figueira Faria.
Sexta-feira :
A's 7 horas, no convento de S. Francisco, por
alma de Jos Azevcdo de Andrade; s 8 horas na,
matriz da Escala, por alma de D. Mara Porciua
Gomes Porto.
Sabbado:
A's 8 horas na matriz da Boa-Vista, por alma
do tenento Manoel Ouimaries.
PassageirasChegados da Europa no va-
por francez Senegal :
Madame Provensale Rosa, Leopold Schrmer,
Manoel, Aron Cahn, sua eenhora e 2 filhos, Dr.
Jos Goncalves Pinto, sua aenhora e 1 filho, Euge-
ne F. de Abreu, sua senhora e 1 filho, Francisco
de Brito Lyra, L. Abbe M. H. Monteiro, Antonio
Gomes de Mattoe, sua senhora e 1 filho, Jos Joa-
quim F. Barbosa, sua senborae 1 filho, Antonio
Domingos de Souza, Rodrigo Carvalho da Cunha,
Custodio Jos M. Dias de Souza, sua senhora e 2
filhos, Joaquim J. da Cunha Jnior, Victor Sodr
da Cunha Motta, Manoel Soares Pinheiro, Jos Do-
mingos Maia e 1 filho, Joaquim Francisco Lopes,
Augusto Jos do Cont, Joao de M. Valerio, Au-
gusto Pacheco, Frecolis e 5 companheiros.
Sahides para o sul no mesmo vapor :
Bloxham, Augusto X. C. da Cunha, Dr. Bellar-
inino Goudim, Casimiro dos Res Gomes e Silva e
Pedro Silvonio.
Chegados do sul no vapor nacional Mrquez de
Casias :
Commendador Manoel Amorim Leao e Eduardo
Martins Legeno.
Casa de DetencaoMovimento dos pre-
sos no dia 2 de Agoste :
Existiam presos 335, entraram 6, sahram 21,
existem 320.
A saber:
Nacionaes 290, mulheres 2, estrangeiros 8, es-
cravos sentenciados processados 10, ditos de cor-
reccio 10.Total 320.
Arracoados 294, sendo : bens 282, doentesl2
Total 294.
Movimento da enfermara :
Teve baixa :
Man m1 Luiz Martins.
Teve alta :
Jos Antonio da Silva.
Lotera da provinciaA lotera n. 65,
em beneficio da Santa Casa de Misericordia do
Recife ser extrahida quando for annuncisda.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se acharao expostas as
urnas e as emolieras, arrumadas em ordem num-
rica aoreci. lo do publico.
Lotera do MiA 4 parte d lotera
n. 18, do novo plano, do premio de 100:000/000,
ser extrahida amaub 5 de Agosto.
Precos do dia :
Carne verde a 320 e 400 ris o kos.
Sa.uos a 500 e 560 ris dem.
Carneiro de 640 e 800 ris dem,
b'arinh de 320 a 240 ris a cuia.
Milho de 280 a 320 res dem.
Fejo de 640 a 1/280.
Ceniiterlo publico.Obituario do dia 31
de Julho:
Narciso, frica, 20 annos, s^lteiro, Boa-Vista ;
cachexia.
Maria, Pernambuco, 3 dias, Boa-Vista ; fraque-
za congenit.
Francisco Mendes da Rocha, Pernambuco, 39
annos, solteiro, Boa-Vista; gastro enterite.
Josepha Maria da Conceipio, Pernambuco, 15
annos, solteira, Grapa : anazarca.
Alexandre Jos da Silva, Pernambuco, 35 an-
nos, vuvo, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Henrique Francisco da Rocha, Pernambuco, 38
annos, viuvo, Boa-Visti; bronehiie.
Jos Fdelii d 'A m lio Grande do Nor-
te, 72 annos, solteiro, Boa-Vista; anazarca.
de Aguato
Paulina TJwresa, Portugal, 10 :-.nnos, casado,
Boa-Vista; morpha.
Joio Francisco de Araujo, Pernamboeo, 23 an-
nos, solteiro, Boa Vista ; berifo ri.
Tenento Man Jagoaa, 43 annos,
lo, Boa-Vista : estreitam'.nto da aorta.
Manoel Antuj >, Portugal, 45 unuOB, soltehe,
Boa-Vista; diarras.
Candido, Pernambuco, 5 mezes, S. Jos; es-
pasmo.
Mathias Jos de S:nt'Auni, P-rnanbuco, 45
annos, casado Graca ; paralysia geral.
2
Antonio Lopes da Fonseca, Parahyba, 28 sa-
nos, solteiro. S. Jos ; lesio cardiaca.
Antono Jorge, Pernambuco, 38 annos, solteiro,
Recife; tsica.
Jos, Pernambuco, 50 dias, Boa-Vista ; gastr*
enterite.
Joanna, Pernarcbuco, 2 anuo?, Boa-Vista ; pneu-
mona.
Antonio Francisco de Oliveira, Portugal, 46 an-
nos, solteiro, Boa-Vista ; enterite.
Januaria, Lina da Annunciacio, Pernambuco, 38
annos, solteira, Recife ; dyarrha.
Manoel Francisco dos Santos, Pernambuco, 49
annos, viuvo, Boa-Vista ; hypoemia.
Maria Antonia da Cooceicio, Pernambuco, 22
annos, solteira, Boa-Vista; tubrculos pulmo-
nares.
Antonio Goncalves da Silva, Portugal, 72 as-
nos, viuvo, Boa-Vista; febre typhica.
Andr Avelino da Silva, Pernamboeo, 23 as-
nos, solteiro, S. Jos ; febre palustre.
Antonio, Pernambuco, 6 mezes, Santo Antonio;
gastro enterite.
Maria, Pernambuco, 19 mezes, Graca ; denti-
co.
CHRONICA JDD1C1ARIA
Tribunal da Rela^o
SESSO ORDINARIA EM 3 DE AGOSTO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SB. CONSELHEIB
QUINTINO DE MIRANDA
Seerearo interino Dr. Alberto Coelho
As boras do costume, presentes os Srs. desem-
bargadores em nume.o legal, foi aberta a sessio,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetos deram-se os
seguiutes
JULGAMENTOS
Habeas Corpus
Pacientes.
A tomo Alves dos Santos.C'oncedeu-se a sol-
tura, contra os votos dos Srs. desembargadores
Pires Goncalves, Monteiro de Andrade, Pires
Ferreira e Olveira Maciel.
Antonio Barbosa de Aguiar.Iudeferido.
Affonso Rodrigues de Oliveira.Indeferido.
Felicio Joaquim do Reg. Mandou-se ouvir o
Dr. chefe de polica e o juiz de direito do 4* dis-
tricto.
Virgilio Olympio Marinho de S.Conceden-te
a soltura, unnimemente.
Recurso eleitoral
Do RecifeRecorrento Dr. Jos Maria de Al-
buquerque Mello, recorrido Joio Baptista Correia
de Oliveira. Relator o Sr. conselheiro Queiroz
Barros.Den se provimento ao recurso, unnime-
mente, para se desalistar o recorrida
Recursos crimes
De Campia Grande Recorrento o juizo, re-
corrido Joio Rodrigues Porto. Relator o Sr. con-
selheiro Queiroz Barros. Adjuntos os Srs. des-
embargadores Pires Ferreira e Oliveira Maciel.
Negou-ae provimento, unnimemente.
De Paulo AffonsoBecerrete o juizo, recorr
do Apolinario Barbosa Relator o Sr. desembar-
gador Buarque Lima. Adjuntos os 8rs. des-
embargadore* Pires Goncalves e Monteiro de An-
drade.Negou-se provimento, unnimemente.
De Campia GrandeRecorrente o juizo, re-
corrido Galdino Jos da Silva. Relator o Sr.
desembsrgador Monteiro de Andrade. Adjunto*
os Srs. conselheiro Queiroz Barros e deembar-
. e _
Os bilhetes aenam se venda na Casa da For- I gador Pires Ferreira. Negon-se provimento, una-
tuna ra Primwm de Marco. molemente.
Tambem acham se venda na praca da Inde-
prn lencia ns. 37 e 39.
L.ieria da provincia de Santa c-
tliarluaEsta lotera, cujo maior premio de
MO 0 "'/OU", dever ser extrahida impretorivel-
m-me n da 6 de Agosto prximo, 2 horas da
tarde.
Os 01 lhe tes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Appellaooes crimes
De MaceiAppellante Antonio Francisco Sa-
raiva, appellada a justica. Relator o Sr. desem-
bsrgador Oliveira Maciel.Confirmou-se a sen-
tenca, anrnimemente.
De GoyannaAppellante o promotor publie*,
appellado Joaquim Jos de Ssnt'Anna. Relator
o Sr desembargador Oliveira MacieLMando-
se a novo jury, unnimemente.
I

r
1


Diario de Fernamtoucotyuarta--feira 4 de Agosto de 1886
Do Pombal Appellaute o juizo, appellado Jos
Anjo da Guarda. Relator o Sr. desembargador
Oliveira MaoieJ. Jandou-*%a>,nove jury, unni-
memente.
De. CimbresAmallante Elias Jos Freina, ap-
Sliada a justica. Relator o Sr. desembargador
iveira Maciel.Maadou-aa a novo jury, uaaai-
meinente.
Do Rio do PeixcAppellante o juizo, appella-
do Pedro Carneiro de Oliveira. Relator o Sr.
desembargado" Pires Ferreira.Mandoa-se a no
vo jury, unnimemente.
10 imoeiro Appellante o juizo, sppellado
to
Manoel Alexaodre de Melle Relator o Sr. desem-
bargador Pirea Goncalves. Couverteu-se o jul-
gamento em diligencia.
Do BrejoAppellante Manoel de Campos San-
tiago, appellda a justica. Relator o Sr. desem-
bargador Pires Goncalves. Mandou-se a novo
jury, contra os votos dos Sra. desembargadores
relator, Monteiro de Andrade e conselheiro Quei<-
roz Barros.
Embargos infriogentea
Do RecifeEmbargante Antonio Moreira Reis,
embargado Mmoel de Mesquta Cardozo. Rela-
tor o Sr. desembargador Pirea Ferreira, Reviso-
res os Sra. conselheiro Queiroz Barros e desem-
bargador Buarque Lima.Foram despresados os
embargos contra o voto do relator.
Appellaco civel
Do CaboAppellante Dr. Jos Flix da Cunba
Menezea, appellado Domingos Gavalcante de Sou-
za Lelo. Relator o Sr. deaembargador Monteiro
de udrade. Revisores os Srs. desembargado-
res l 'ires Goncalves e Alves Ribeiro. Nao se to-
mn oenhecimento da appellaco, unnimemente.
PASSAGEN8
O Sr. conselheiro Araujo Jorge, como procura-
dor da cora e promotor da justicia, deu parecer
nos seguintes feitos :
Appellaces Crimea
De S- BentoAppellantes o juizo, appellado
Laurindo Jos de Franca.
Do BuiqueAppellante o juizo, appellado Joo
de Mattos da Silva.
De OlindaAppoilante o juizo, appellado Fir-
miuo M&noel Ferreira do Nascimento.
Da Escuda Appellante o juizo, appellado
Francisco de Salles de Sant'Anna.
De Porto CalvoAppellante o juizo, appellado
Joao Goncalves do Nascimento.
Da VictoriaAppellante o juizo, appellado Jo-
i Lniz do Franca.
Da GHori de Goit Appellante o promotor
publico, appellado Antonio Francisco dos Santos.
De Sr. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellaces crimes
Da ParahybaAppellante Jos Delmiro de
Moura, appelada a justica.
Do Buique Appellante o juizo, appellado
Francisco Leite Cavalcante.
Ao Sr. desembargador Toscano Brrelo :
Appellaco civel
De IngazeiaAppellante Clementino Alves de
Squ-ira e outros, appellado o juizo.
O Sr. desembargador Oliveira Maciel apreeen-
ton a mea;i para providenciar os seguintes feitos:
Appellaco commercial
Da ParahybaAppellante Antonio Correia da
Silva, appellados Figueiredo & Irmaos.
Appellaco civel
Do RecifeAppellantes Alberto Vaz & C, ap-
pellado Antonio Machado dos Santos.
Appellaco crime
De AlagasAppellante o juizo, appellado Gal-
dino Jos da Luz.
Passou ao Sr. desembargador Pires Ferreira:
Appellaces crinaos
De Alag is Appellante Antonio da Rocha
Pereira, appelada a Justina.
Do IngaAppellante o juizo, appellado Joo
Domingos dos Santos.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao 8r.
desembargador Monteiro de Andride :
Appellaces crimes
Do RecifeAppellante bacharel Anreliano Au-
gusto Pereira de Carvalho, appellado Joao Alves
Pereira Lima Jnior.
Do PiancAppellante o promotor publico, ap-
Entretanto, da harmouia com o notavel discurso
proferido no Senado, em 1879, pelo honrado Sr.
consejhejro Joo Alcedo Cor*a de Oliveradigno
chefe conservador en F-ejaAiobu<*<*, dinai que a,
aynthete do mea pragramuj i pugnar pelas re
formas que forera desenvolvimiento pratico dos
grandes principios I ibetaes consagrados na Can
stittuco e que formam a. base das inatituicoe
que nos, os conservadores, man temos e queremos
manter.
Dentro de taes limites ha espaco bastante para
todos os melhorainentoB intelectuaes, moraes e ma-
teriaes, para todos os cummettimentos serios da
poltica, economia, finanoas e adminstraco, emfim
niara todas as mais altas aspiracooa dos povos
'vres, que vivem sob o rgimen parlamentar.
No decurso dos vinte annos que constituem a
minba vida publica, sempre girn nessa rbita a
a minba actividade, e disso faiem prova os aae-ua
modestos esforcos na Aasembla Provincial e os
meus pequeos fabalhos na imprensa, ?stes lti-
mos attestados pelo Diario de Pernambuco, em
cujas paginas tenho esteriotypado a miuha alma
e o meu coraran, pugnando por tudo quanto ae me
tem augurado til e vantajoso causa do paiz e
mais particularmente desta provincia.
Como garante dos meus intuitos de futuro offe-
reco esse modesto pastado ao digno eleitorado do
S* distrieto, aasegurando-lhe que envidarei quanto
couber em u..m para clevar-me altura da situa-
dlo do paz e para mostrar-me merecedor da con-
fianza co n que me honrar esso digno eleitorado
O meu norte ser o bem publico e o caminb
para elle essa honrosa confiaaca que nunca f a' i
ao Ilustro cidadao quem aspiro substituir e cu-
as virtudes cvicas tomarei por modelo.
Subscrevo-me com a maior consideracao e res-
peito.
De V. S.,
Amigo, attento, venerador e criado.
Recife, 6 de Julho de 1886.
Ftlippe de Figueiroa Faria.
PIDLICACOES A PEDIDO
en ira da Silva.
Embargos infringentcs
Do RecifeEmbargante Manoel Jos Goncal-
ves Braga, embargada D. Vicencia Perpetua Frei-
r de Araujo.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Goncalves :
Appellaces crimes
Do CollegioAppellante o juizo, appellado Jo-
s Alves da Silva Lima Novaes.
Do Bonito Appellante Manoel Pi Pereira,
appelada a juatiga.
Do Sr. desembirgador Alves Ribeiro ao Sr.
conselheiro Queiroz Barros :
Appellaces crimes
Do BuiqueAppellante o juizo, appellado Fran-
cisco Carlos da Cruz.
De GoyannaAppellante Joao Manoel Pereira
da Nobrega, appelada a justica.
DILIGENCIAS
Com vista s partes :
Appellaco civel
Do Recife Appellantes Carvalho Jnior &
Leite, appellado Antonio de Souza Braz.
DISTBD3UI5E8
Recurso eleitoral
Ao Sr. desembargador Toscano Baireto :
Do BrejoRecorrentes o juizo e o capitao Ge-
mlniauo do Reg Maciel, recorridos Antonio Car -
los dos Santos Mergulhao e o juizo.
Recursos crimes
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Do Palmares Recorrente o juizo, recorrido
Joaquina Carlos do Naseimenlo.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De CamaragibeReeonente o juizo, recorrido
Joa > *a. intho de Almeida.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De IguaraseRecorrente o juia#, recorrido
Hecculano Joao Barnab Jnior.^
Aggravo de peticlo
Ao Sr. desembaigador Toscano Barrete:
Do RecifeAggravante Francisco Manoel de
Siqueira Cavakaute, aggraTadoe Tararea de
Mello, G^nro & O
Aggravo de instrumento
Ao Sr. deaembargador Buarque Lima :
D'P" d'A'bo-Aggravante Andr de Albu-
qnerqut u iggravado tenente-corenel Jos
de Oliveira Castro.
Ao Sr. desembargador Toscano Barrete :
Da EscadaAggravante Manoel Olympio de
Barros Costa, aggravado o juizo.
Appellaces crimes
Ao Sr. conselheiro Qneiroz Barros :
De OurieuryAppellante Jos Pereira da Cos-
ta Miran Ja, appellados a justica.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De NazarethAppellante o juizo, appellad
Jos Basilio de Sant'Anna.
Encerrou-se a sesslo as 2 horas da tarda.
COMUNICADOS
Ao eleitorado do 3* distrieto
lllm. Sr.O fallecinente do Dr. Antena* Fran-
cisco Correia de Araujo, abrindo urna vaga na de-
putacao de Pernambuc, detenninou a necessidade
de urna cleicao no 3 distrieto, que aquelle Ilustre
cidadao tio dignamente represeotava.
Para preencher essa vaga proponho-me en aos
suffragios do distincto eleitorado deste distrieto.
nao movido por impulso proprio, nem tomado de
ambicoes que estou longe de nutrir, mas por apre-
aentacao do partido en cujas fileiras Milito e alen-
tado pelo deeejo de continuar a prestar serricoa as
paiz nesse posto de combate que me foi indicado
E', rmie. rr>ndads com esse patritico desejo e
patrocinad., pei men partido, cujo venerando
ebrfe tenho por amigo, que eu venho solicitar de
V. S. o seu voto e fodo o ssa precioso auxilio -
minhi causa no pleito que se vai ferir brevemente
neaac distrieto, onde V. s. gosa de prestigio e dis-
pe uc uitieciua infloeocia.
Bem conhecido Beata provincia, onde nasc e
ende tenho sempre vivido a mourejar ea fadigosa*
lides palas ideas eonrvaoras, e sob a gida
d'aquella honrosa apreseatacio; creio que ser-
me-ha excusada a exhibite de um programma,
pois que outro no posto ter que mo o do partido
ao qual tenho servido com dedicacio e eaforco.
O bacharel GOnealo Paes de
Aze vedo Faro e suas hespanho-
ladas
0 juiz cpie pratica injustigas
e que deixa por isso o estado
de paz e se constitue em es-
lado de guerra com a socie-
dada e comsigo, colloca-se
bordado abysmo, e Oca su-
jeito sua propria condemna
gao, couaemnaco dos ho-
mens e condemnago de
Deus.
(Conselheiro Bastos).
Com a remoco do juiz de direito baenarel
Goncalo Paes de Azevedo Faro, muito ganhou
a causa publica e os habitantes desla comarca,
que em regosijo fizeram a mais completa e pu-
blica mantestacao em passeiatas pelas ras
desta cidade.
Quando suppunhamos o Sr. Faro ja l pela
sua nova comarca, eis que chega a meu conhe-
cimento de se achar elle ainda em Olinda e
assignando artigos que estavam sendo publica-
dos na folha A Provincia, insultando, ca-
lumniando e injuriando s victimas da sua in-
aptidao e desaso de juiz.
Somente hoje chegou-me s mos A Prow"-
cia publicada no primeiro da do andante mez
era que vem inserto o escripto sob a assigna-
tura de Goncalo Paes de Azevedo Faro !
Li e reli o tal escripto, que, posto nao seja
de sua propria larra por faltar-lhe aplidio, nao
posso deixar passar sem protesto tantas inver-
dades, calumnias e injurias, e......
Assim procedendo o Sr. Faro procura con-
vencer aos que nao o conhecem, que nao juiz
poltico, que decide o direito das partes pelo
allegado e provado (!!!) que por esse seu
bom comportamonto se fez credor da estima
dos verdadeiros cliefes do partido conservador
desta comarca, que muito se contrariaram com
sua remoco para Viamiio, e que somente o
Bxm. Sr. Dr. Felippe Figueiroa, para bem am-
parar sua eleigo, sujeitando-se a hnposicoes
do coronel Luiz de Albuquerque Maranho e
seu irmo o capilo Manoel Thoraaz de Albu-
querque Maranho fulminara-lhe defeitos para
bem conseguir sua remoco.
Nessa exposigo S. S. provocou ao Exm. Sr.
Dr. Figueiroa para urna discusso e exhibico
de documentos que provem sua parcialidade e
perseguico aos conservadores da comarca de
Pau trAlno, punha sua dispOsico os car-
tonos da mesma comarca I
Bonito Bonito !......
Aceita a discusso pelo Exm. Sr. Dr. Figuei-
rfla, que por nao estar preparado e ocenpado
com sua eleico, que sem uuvida I he prende
toda attenco, deixou de vir immediatamente
com sua contestaco documentada.
E para que S. S. nao continu as provoca-
pOea impunemente, venho apresentar embargos
de assistente causa por S. S. proposta e que
tem de ser julgada pelo tribunal da opinio pu-
blica.
Protesto, desde logo, usar somente de termos
e frmulas usadas no fdro, e nao de linguagem
propria de arrieiros, porque o meu tim resta-
belecer a verdade dos factos por meio de docu-
mentos authentieos I...
Sem duvida S. S. vira a cobrir de crep a
fronte, que hoje erguida nos provoca, e ama-
nh se ver curvada pelo peso da lama e da
eondemnaco do tribunal que nos tem dejulgar.
Serei brere.
O asstente.
Pau,d'Alho, 3 de Agosto de 1886.
Adeus repblica, adeas dynaetia de Braganca,
que cjm toa ausencia advento de oatra, est
tudo faito e o iinnesio (ou reino ?) feliz.
Mas que familia, que nova dynastia ser esta T
Massaniello s falta paonnuca... o nome ?
Nao ; um pronomaEu. Ra aqu, repitamos,
o principio do pacagrapho.:
Osa, quando tivermosde fluer uta ttMtmf&o,
devenios estar preparado*, para, nos sanie com a
luca de casa, a nao preoiaar importar do ostras -
geiro re para nos governar.
Or, em casa na halouc fina, tora da do Brar
gaaca.
Logo vamos preparando a louca grossa, para na
hora termos prompto o homtm.
Quem o homem que por ora conhecemos mais
capaz de attrahir e desenvolver a popularrdade
neste imperio, para em um da que Massaniello es-
pera breve, como se v das outras partes de seu
discurso, em que o povo mostr a barra franca ae
imperador, pdr-se frente desoe povo, e lbe man-
dar que proclame urna nova dynastia?
Nao pois, claro que elle, ja volvendo suas vis
tas de Massaniello para Itnrbide, est preparando
a sua louca, com todo o geito, dando alimento es-
piritual a todos, segundo o paladar de cada um,
como se v desses trechos de si>u discurso, de que
nos temos oocupado?
E para que se nao supponha falta de leal dado
no que escrevo, lela -so o seguate, que o pro-
prio texto:
O orador fai interpellado, no meeting anterior,
por um amigo, porque nao se declara va pela re-
publica!
E' porque mais amante da repblica do que
esse amigo); e porque como dase ao seu Ilustre
oompanheiro Jos do Patrocinio,deveis querer a
repblica e nao republicanos; o orador, liberal
como concorre mais para a propagarlo das
ideas democrticas, afim de habilitar o pevo a as-
sumir a direcelo de si mesmo, do que os idelogos
que so pregam a ropublica, como idea abstracta,
quando se devem lembrar de qne precito ante
de tudo destruir a* instituices anachronicas e im -
moraes que servem do ponto Je apoio ao despotis-
mo constitucional de que a farca do Yplranga in-
vestio a bastarda da casa de BrAganca.
O orador nao tem as ilhises do seu illustre
amigo Joaquim Nabuco, que anda acredita poder
a monarchia no Brasil ser o ideal de um bom go-
verno.
Para qU6 a monarchia uo Brazil podesse ser
mediador 'plstico Jque se estabeleca entre as latas
desencontradas dos partidos, era preciso que mu-
dasaemoa a familia de Braganca, que hoje anda
mais perigosa do que hontem, por estar ntrela
cada com a avarenta familia dos Orleaes. (Ap
plausos repulidos).
Ora, quando tinermos deiazer easa substitu-
e&o que cada da mais se nos flspoe, devoraos estar
preparados para nos servir com a louca de casa e
nao precisa importar do estmugeiro rei para no
governar. (Muito bem).
< Milita o orador no partido liberal, porque o
mais achantado dos partidos constitucional
mais apto para levar a naci mo governo que i a
ideal de ttdos os povss livres. E com essas ideas
pena* o orador nao poder ser aecusado de trahir &
causa da democracia, nem mea roo se alguna dia
chegasae a ser ministro,cousa que alias nunca
ambicionou, pois nunca seria ministro do re, mas
da naci. (Muito bem).
Seja eu, pois, o primeiro a proclamar o eximio
pretendente, o amado, o idolatrado do povo, para<
3ue no grande dia esperado da mudanca da velha
yuastia, da louca fina pela lauca grossa da trra,
mereja das primeiras recompensas.
Viva o prximo futuro imp rador Jos Mariano.
Viva a futura nova dynastia, louca grossa d
trra da fabrica da...
Recife, 2 de Agosto de 1886.
Affonso de Albuquerque Melh.
O promotor pablico de Igaa
rass
O Sr. sTos Haran*
Abaixo o imperador 1
Piitw o imperadnr.!
Massaniello, exaltado pelas ureas advindas do
martyrio de urna grande injustica, antes de.chgar
a dictadura, j dum grande p*sboparalturbide.
Em um dos mettings do Rio de Janeiro, elle dis-
cursando, responde a um amigo que|o interpelar*
em ou.ro, que nao se declara republicana (Pr*
vinna de 31) porque mais amante da repblica
do que esse amigo, porque quer a repblica e o3j
rtptibli&inos, porque no partido literal concorre
mais para as ideas democrticas do que os repu-
blicanos idelogos, qub nao se lembram < que i
preciso antes de tudo destruir as iuattuicoes ana-
chronicas e immoraes que servem da apoio ao des-
potismo cenvtitucional...
Quer, pois, (at aqu) Massaniello a repblica,
mas nao republicanos, porque estes sao idelogos,
porque nao querem autes do fazer a repblica,
destruir as instituices anachronicas e immoraes.
Logo em seguida declara que elle nao tem a3
illu'soea de seu illustre amigo Joaquim Nabuco,
qne ainda acredita poder a mouarchia no Brazil
ser o ideal de um bom governo. >
At aqu ainda o pensamento o mesmo ; Mas -
samelle nSe er em bin algum da monarchia ne
Brazil. Por'anto vamos destruir as anachronicas
instituices para que posa vir a repblica. Na i
ser a consequenc das premisaas ? Mas nSo o
para Massaniello. Elle admitte urna hypothese,
um caso em qne a monarchia no Brazil ser esse
ideal de um bom goveru > do Sr. Nabuco.
E' o caso que para termos ese bom governo
arcaico no Brazil, era presiso qu-; mudasse-
oros a familia de Bragan.a, que boje ainda mais
perigosa do que b >utem, por estar entrelazada
cota a avarenta familia dos Orleaes
Ao principio nao liav'a hypothese de um bo
governo monarchico o Brazi esta illuso do Sr.
Nabuco. Portante n>-c- saiilale da repblica, depois
do pteparo da dcatruifao das anachronicas e im-
nseraee.
Em seguida vem logo um caso, a hypothese de
m factu que, dado, teremos aqueile ideal d um
bom governo monarchico. p, porfauto, nestecas),
se mudassemos a dynastiaa ramilla Bragan-
ca-Orleies, a repblica disp usada.
Em seguida, porcm, nai> maig urna hypothese<
nao ha mais-siouera precito A cousa certa;
pois que, contina o orador :
Ora, quanlo tivermos il<" fazer eaf substitu-
|fU, que cada dia maisse nos impieU... Nao
a, pois, mais hypotheMt a
Satisfago o compromisso, contratado para com
o respeitavcl publico, em um de meus ltimos ar-
tigos, entregando-lhe leitura as razos de ap>
pellacao, por mim apresentadas ao Venerando Tri-
bunal da Relacao, no procesao crime que gratuitos
e desloaos inimigos forgicaram contra mim, pro-
posito da oceurrencia dada na casa das sesses do
jury desta comarrea, no da 1* de Marco do cor-
rete anno.
J publiquei as mais importantes pecas do al-
ludiJo processo e, entregando tudo publicidade,
s tive e tenho o pensamento de justificar-me pe-
tante aquelles que nao me conhecem.
Iguarass, 2 de Agosto de 1886.
Francisco Xavier Paes Bsu-rtlo.
Razea
Senhor! Para Vossa Magestade Imperial ap -
pellei da decisao pela qual o juizo substituto desta
comarca, em ejercicio interino da vara de direito,
bacharel Teleaphero domes de Araujo, oondemnou-
ne no grao mximo do art. 237 combinado com c
art. 238, e com referencia ao art. 236 3 do cdi-
go criminal, pelo supposto crime de injurias ver-
baos, irrogadas pessoa do ex-juiz de direito des-
ta comarca, bacharel Antonio Jos de Amorim.
Em Venerando Aceordao de 4 de Junh > do cor-
rente anno, declarou Vossa Magestade Imparial,
por occasio dejulgar um outro processo, que pelo
mesmo facto me foi instaurado, que, nao oonsti-
tuindo calumnia e sim injuria os epithetos depre-
varicador e protector de criminosos,empregadoa
vagamente, sem explicaba < de factos criminosos,
novo processo devia eu ser submottido.
Knto, Vossa Magestade Imperta!, deixando de
parte o falso autoatnento de fl. 4, porque das pro-
prias declarafes das testernunbas da iccusacao,
que eram os meamos signatarios do referido autoa-
mento, verificava-se a sua inexaetido, admitt;o o
crime de injuria, sement pelas razoes j expostas,
collocando o appeliante na dolerosa sujeicao de
um outro procesao, que lhe foi instaurado e que,
agora, vai ser julgado, em grao de appellaco, por
Vossa Magestade Imperial.
Trata-ae. Senhor, da confirmaejio ou revogaco
de urna injustiasima sentenca condemnatoria; e o
appellante qu', at hoje, s tem tido motives para
confiar na inteireza, probidade o justica das deci-
soas le Vosaa Magestade Imperial, espera que es-
te monstruoso processo nao ha da servir para pre-
judicar um funecionario publico, que tem a des-
vanecimento de dizer que, somente por amor sa
crosauta causa da justica, tem adquirido desaflei-
cea e odios que em escuros antros, onde o laiio-
nsmo moeJ.a corrate, geraram o falso autoamen-
to de fia. 4.
O appellante nao fatigar a. attenco de Vossa
Magestade Imperial, dando extenso desenvolvi-
mento a cada ura dos argumentos, que vai apre-
s atar em sua defeza u como prova de sua inno
cenca.
Sao muitos e, portante, far um resumo de ca-
da um del les, no que suppss ir ae-r tartamente,
urna vez que entende ser sufficiente indical-oa
para Vossa Magestade Imperial dar-Ibes a de vid i
importancia.
Senhor Servio de base aesteprocesso o autoa-
mento de fls. 4, lavado, conforme demonatrei no
primeiro procesao com as propras declarac?8 das
teetemuubas da aecuracao, dous das depois do la-
msntavel ae^nteciment-, que o originou.
Consta dell que, estando o juiz de direito pro-
cedendo contagem das cdulas, em sessao do
jury, e, bavendo grande vozerta na sala contigua
a do Tribunal, dito juiz impz silencio, ameacnn
do-o nessa occasio o appellante de fazel-o saltar
pela janella.
E ainda consta que, levantando-ae o mesmo j.iiz
declarou suspensa a sessao, sendo em acto conti-
nuo injuriado polo appellante com os epithetos de
prevaricador e protector de criminosose ou-
tr '8, que conrem calar, nao s parque a moralida-
de o exige, como porque Vos.a Magestade Impe-
rial, ao processo de calumnia, ceconheceu que ellos
nao foram proferidos pele appellante. inco pes
soas assignaram dito autoamento e foram ellas as
mesmas que, iadicadas pela premotoria publica
em sua denuncia de 2, depozeram no presente
procesao.
O appellante, Senhor, vai aprecial-as, cada urna
de per si, analysaado o valor de seus depoimen-
tos.
A primeira teatemunha, capito Antonio Rodri-
gues Campello de Mello, disse que s ouwio o ap-
pellante chamar o Dr. Amorimprevaricador e
protector de criminosos ; que o mesmo doutor oc-
cupava a cadeira de presidente do Tribunal, nao
e recordando so elle esteva procedendo aos traba-
Ihoa da set>so; que nao se tinha procedido cha
mada dos jurados e que, finalmente, ouvio dizer
gue o appellante havia declinado o tacto pelo qual
chamara o juizprevaricador e proteetor de cri-
iniaoBOa.
Oade estar a verdade, qne urna s ?!
No autoamento, aasignado pe'a testemunha, ou
no depoimento que, sob juramento, deu depois per-
ante a autoridade processante?
No primeiro declaran ter ourtdo o nppellanto
nsar de nomes, que s tm curso nos lupanares;
no segando disse qae s oavio as palavraspre-
variondor.e pretecter de crirnosos; nequeUeaf-
A-mo qpe jn>a>sawa proaeden* -verifienco
das cdalas; nsate j,uaa que ni j se record*, se o
ntaamajuiz proeedia aos trabalhos da, seeaio^ap-
erescentando, finalmente, no ultimo, circumstan
as qua, sendo de grand pea, fsraat, de indus-
tria, olvidadas no,oelebre aatoamonto!
A teetefliunha, Oamp-Uo, fjjrcoao o appUnte
declaral-p, est ainda dehaixo da presado de urna
imputaos* graviasma, qual a de ter concorrido
para o eapancamento do Dr. Martins Pereira, vis-
te que, coinquanto a prooessu. que lo toi instau-
rado por semelhaute tagto, t^nh do iuljado im-
procedente por falta de provas, tendo o mesmo
doutor insistido em aecusat-o, bem pide aer nova-
mente incoamodado.
Autor ou nao do,alludido facto, quainfalismente
fieou impune, o certo que, desagradando o Dr.
Amorim, poderla ser por elle afagado com o reap-
parecimente em juizo de seu processo, para o que
aso seria difficiJ, dos oalamitosoe temos- que aftra-
yesaamos, arranjar dous offlciacs de justica e dous
inimigos, capazes de levaj-o em cemmissio
Fernando de Norenha.
A perstguico de que fti victima o appellante
nota-se, at, na eseolua das testesquahas para o
falso autoamaato e para o seu processo !
S convinha gente, que estivesae em certa de-
pendeucia e que fosee dosil, s admostaces do
Dr. Amorim, preparador da pega, que servio de
ponto de partida s violencias teitas ao sunpli
cante !
A segunda testemunha, Antonio Joao de Oli-
veira Cabra!, declarou que s ouvira as palavras
prevaricador e protector de criminososoom a
designago do faoto que as motivou ; quo nao a
tinha procedido, 4 chamada dos jurados e que a-
ae8sao nao eatava aberta.
Compare Vossa Magestade Imperial taes decla-
races com as que constara do autoamento e ver.
as vergonhosas contradieces em que cabio a tes-
temunha
Nao porm, de admirar que Cabral, tendo
aasignado o autoamento, do qual consta que a sea-
sao esta va aberta e que usei de nomes. obscenos,
viesse a juizo, debaixo de juramento, dizer o coo-
trario.
Elle assignou de erm ; e tanto isto verdade
que, dous ajas depois, interpellado por alguem,
perante muitas pessoas, declarou qae firmoa um
papel, por ordena do juiz de direito, ignorando o
seu contedo !
Caro cuatou lbe nao ter repetido em juizo o que
constaya do referido papel!
Sujeitou-se a dizer algumas inverdades ; mas
como nao cuwurio i totum o que lhe foi determi-
nado, passou pelo dissabor de ir ter por 24 horas
cadete deixando de cumprir toda a pena, que
foi de oito di*s, por se ter humilhado, prometien-
do qae, outra vez, se foase preciso, levara o ap-
pellante forca I
O depoimento desta teetemunha considerado,
em direito, defeituoso, por lbe ter sido imposto
pelo prosrio offendido. L. P. Dig. de testibus.
Officisl de justica do foro desta comarca, sob a
prsalo do juiz Amorim, nao era de admirar que
muito mais dissesse ella contra o appellante, em
seu lacnico depoimento de fia. 14.
A terceira testemunha, Ulyases Alfredo Vellos..
da.Slveira, depos no mesmo sentido de Cabral,
de quem coliga, accreacentando que, quando
chegou ao Tribunal, j o Dr. Amorim achava-se
em p, trocando palavras com o appellante.
Sendo asaim, e desde que ella declara ter teite-
raunhado o appellante atirar ao Dr. Amorim os
epithetos deprevaricador e protector d-t crimi-
nosos, cojfradesignaoao do facto que osjnstifi-
cava, visto qne ditj juiz nao esteva em exerci-
cio de suas funecea,
E| o que se deve concluir lgicamente da har-
mona de tees declaracoes com >s palavras do
autoamento, na parto em que diz, que o juiz sus-
pendeu a sessao, sendo em seguida injuriado pelo
appellante com taes e taes palavras.
Ulysaes, ao chegar, vio o juiz de p, trocando
palavras com o appellante, abriste discusso,
ouve os epitb^o deprevaricador e protector de
criminosose, eutr-'tanto, .-equerimento do pro-
motar, como ver Vossa Magestade Imperial, de-
clara que .i uia direito, quando se deu o facto,
oceupava a codein de presidente do Tribu >al I
E' cas dosmil este et non esse II
Teta o Dr. \w riui a rara habilidade de sen
i ;m I t'inn ? !
i. i .v/. que elle
iiravoa nos s4yugado da de-
H '. ra .i-gao da justi-
J ift. -. a i -1 -111 das i '-in procesa o!
. i i i mi s se apiroxima
itt < ie, t -, ruj confronte entre o
lo jjue adiante se
sed i .;i,> wti M re *i t -e-ha a exsctidao
t
.: >m tt-

>- en
-- iior, que sa quer
..ii vi!> ,j i. no umprimento de
iein|re e sempre
lia < ti i >en y, que uo conhecem
'/-//u> a l
A quaru i aos IT rite Joaquim de Cal-
das lrani*s iniaiigo 1o appsltaute, com> j o
confessou, ImjkwuwiUo qu deu no primeiro
processo, dii- que oavio o appellante atirar ao
Dr. Amcria o p tnetos iujunosja, que coastam
do autoamvnt>, subatituindo por outra urna das
palavras obsoen >a.
O appellan' mnita-se a oppdr ao depoimento
de Vicuite C*luas, o Venerando Aceordao que,
em 4 de Junbu d crrente auno, proferio Vossa
Mngcatade IinpxriaJ no primeiro procesao, que lhe
foi instaurad j, i o que mais singular, a propria
sentenoa WHidenmateria de i. 44, lavrada por
um seu iaimigo uupital !
E' o juis jnlgtaor quem se encarrega de decla-
rar que s eetuj pro vados destes autos os epithe-
tos deiprevariu-tdor e protector de criminosos,
reconheesndo asura o crime de perjurio, praticado
p.rr Vicente Caldas, protegido e muito particular
amigo da Dr. Am< rim !
Vicenta Caldas constituio se, Senhor, de longa
data, iaimigo do appellante, por ter-lbe attribuido
urnas com as outras, afirmando ama o qae entro
> sega sobre pontos easeneises, isto sbreos
l elementes constitutivos do prsprio crime a im-
puta*, oV> agente;
Coorideraado que depoimentos. d'este ordem
> nao constituem prova plena do dilicto, at para
os casos de pronuncia, como exigem os arte 146
r do cdigo do proeesso ertmioal e 286 do regula
r mente de 31 de Janeiro de 18*2 ;
Considerando etc.
Julgo improcedente a queixa e ceudemno o
queixoso as costas.
O appellante, Senhor, passar agora apreciar
os depoimentos das testemnnhas da deleza.
AfErmou o juis qm, em sua sentenca de fla. 44
que ditas testernunbas, apecar de coneeitnadas,
(w d por ser intimas amigas do appellante.
O signatario na referida sentenca o menos
competente para avancar tees palavras, que nao
paseana de um insulto, atirado face de to rea-
peitaveis cidadbs.
Assim aa exprime o appellante, porque o juiz
qu oonviveu, por muito tempo, com tedas rilas,
das quaes, ainda que solicitadas, recebeu finezas
e obsequios.
E' a prmeira o capitao honorario do exercito,
Joaquim Agripino Purtado de Mendonca, membrj
de urna importante familia d'eate provinuia e que,
no desempeuho de diversos cargos pblicos, entre
os quaes o de ajudante do director de Arsenal de
Guerra d'este prouincia, houve-se sempre com
muite dis ti necio, mereceudo os maiores elogios de
saos chefes.
A segunda, o honrado cidadao Scverino Rodri-
gues da Costa pasas n'eata comarca por um dosi
caracteres mais puros. E' abastado proprietario
a negociante, gozando grande rdito na praca do
Recife.
A terceira, o profassor publico Manoel Henri-
ques de Mirauda Accioly, cavalheiro distincto,
pelas suas nobres e exeraplares qualidades, co
nheeido geralmente pela sua puresa de proceder
em negocios de consciencia. E' tal seu escr-
pulo em assumptos de semelhaute natureza, que
evita, quanto lhe possivol, dar juramentos em
juizo, receloso de deixar escapar alguma palavra
menos cabida e que, em essencia, nao exprima o
seu pensamento.
A quarte e quinta, alfares Jeronymo Leitao da
Costa Machado e Joo Ghryaostorao Leitao Ran-
gel, ambos agricultores, send3 o primeiro conse-
nhor e rendeiro do engenho Desterro desta comar-
ca, sao horneas de merecimento e que sempre go-
saram consideracao d'aquelles que a tem par-i dar.
O primeiro, o 8r. alteres Costa Machado, soube
educar os filhos nos mais saos principios de moral,
sendo qua um d'elles, o Dr, Jos Corntlio Leitao
Rangel, juiz municipal da Gloria do Goit d'este
provincia, honra a classe c,ue perteoce.
Pois bem, Seubor; a taes horneas o que o juiz:
a qu tente manchar nos considerandos de sua
sentenca, sem se lembrar de que urna tal asseve-
raco importa de-sua parte a confiaso de ura cri-
me I
Se o juiz qu eutendo -que elles faltaram
verdade e se tem base para affinnal-o, consulte o
noaso cdigo criminal e n'elle encontrar o art.
169,, que lhe d o direito de processal-os!
A' quem quera ojuiz qu que o appellante.
dsse por testemunhas
As mesmas que foram apresentadas pela promo-
ioria publica, em sua denuncia de fla. 2 ? I
NSo duvidaria o appellante em dal-as. se con-
fiaste na mparcialidade e justica do juiz qu.
Ti vase ellas certeza de que seriara punidas pe-
lo crime de perjurio, de outras nao so lembraria o
appellante 1
Ha, Senhor, completa uniformidade no depoi-
mento das cinco testemunhas da defeza ; as auas
declaracoes barmonisam-se nteiramente entre si.
E' sempre assim a verdade I
Filha do co, no dizer de alguem, como a luz
nao se apaga. No seio da escuridao mais densa,
jaz a ceutelha, que afiual propaga a chama.
Afirmara el as que o ap ellante nao injuriou e
nem calumniou ojuiz de direito Amoiim.
Referiado o facto de ter dito juiz asaltado ao
appellante, ao entrar este na sala do tribunal, e
sem que de aua parte houvesae a mnima provo-
carn, accreaceatam que, levantada a sesao, e j
na sala contigua, levantou-se um forte discusso
entre o appellante e o filho do juiz de direito, na
qual aquelle disse a este que, se o pai e calumniar-
se em suas commuoicaces ao governo geral e pro-
vincial, provaria pelos jornaes que elle era um pre-
varicador e proteetor de criminosos, do que dra
provas no dia anterior, manifestando approvacao
por meio de bravos e apoiados, ao advogado da
defeza.
Foi, Senhor, o que se deu e o jurara ditas tea-
temunbas, anudo de notar que o depoimento da
terceira testemunha da accuaaco, Ulyases da Sil-
veira, corapartilha, em pequea dose de semelhau-
te exposicao.
O appellante, Senhor, tinha inoorrido as iras
do juiz de direito, por ter protestado, em termos
habis, contra o reprovado acto do mesmo juis,
dando apoiados e bravos ao advogado da defeza;
e no dia 1 de Marco aquelle magistrado recebeu
o appellante, que heaitou n'aquelie dia em ir ao
tribunal, eom amabilidades de tal natureza, qae
causaram geral indignavao.
Qual ser i, enhor, o homem, menos zelador de
seus brios, que possa ouvir, sera subir-lhe o saa-
gue s faces c, muitas vezes, sera perder a cabe-
qh, ou'ro homeie, peito a paito, dizer-lhe : O
Sr. um homem sem educaco, rcbaixa o tribunal
do jury tora a sua presenca n'elle, mandal-o-hei
preod-T ? !
O appellante v em cala magistrado, que cam-
pee o Sup-rior Tribunal da Relacao, quem se
dirige, um homem que sabe collocar, cima de tu-
do a honra ; e, sabe-o bem Vosaa Magestade Im-
perial, haoccaaioes em que a creatura mor-e, fi-
cando com vida E' quando ella soffre urna af-
fronta e nao emprega o meio de arrancar de si a
feia nodoa, que d'ella lbe fica !
O appellante, Senhor, reagio em termos, tendo
em attenco o lugar em que se achava, e, smeate
depois, levantada a sesalo, que nao foi aberta, e
A
pelo juiaprenftmdor do psocessa, contra a termi-
nantes dispjsiceg dos arta. 47 e 48 do Eegufa-
mento o. 4824 de 22 de Novembro de 1871,que e
juis qvb, em os considerandos de sua sentenca
ds flj. 44, dia ternn sido eumprsdas !
Sobra o asanmpto, Umitar-ae-ha o apprilaate 4
transcrever a'gumas palavras de am notavel ad-
vogado, escripias em um de seus cachaaos jari-
dieop r
copartieipscto em um pasquina, deprimente de sea em outra sala travou-se de raioes, uo com o juiz
carcter e, nato podends vingar-ae por outra forma,
para ser agradsvel ao Dr. Amorim e mais alguem
qu: com este persegue as trevas o appellante,
yfferecwu-se espontneamente para teetemunha do
autoamento e de processo.
Pereira e Soaas. Note 481 in fine qualifiea de-
vidamuute depoimento de tal natureza.
A quinta e ultima testemunha da aecusacao,
Joaquim dos Santos Teixairs da Motta Cavalcante,
inimigo do appellante, cujo pedido foi, em prin-
cipio do corrente anno, exonerado do cargo de es-
crivo da collectoria provincial desta municipio,
acompanhou Vicente Caldas no seu modo de depor.
Ceg de odio e rancor contra o appellaute, foi
mais longe, porque, em reaposta urna pergunta
da defeza e depois de ter afirmado, requeri-
miento do promotor, cousa muito diversa, chegou
dizer que, quaudo se dea o tacto, j se tinha feite
a chamada dos joradie Santo Deus! I
Sedente de viganca, suppoz prejudicar o appel-
lante, avanc-indo semelhante propc sicao e, coitado,
basta ella para jogar por trra seu medonho cas-
t.-llo!
Foi, certo, recompensado pelo denodo.e eora-
gem com que se bouve no combate, dando-ae-lhe o
promettido lugar de contador do juizo, mas urna tal
recompensa diaute doi prejuisos, resultantes de
seu irreftectido acto, na tem valor algum.
Bnl momentos de calma e de consideracao, elle
sentir o aguilhao do remorso picar-lhe aguda-
mente a consciencia e urna voz levantar-se-ha, em
torno de ai, bramando: Que fizeate t, insensato;
aecusaste um innocente, s?m te lembrares que as
mentirosas palanas, que contra elle deixastt es-
capar dos labios, tiveram por envoltorio a tua pro-
pria sentenca eondemnatori ? I
Qual sera o homem mais puro e iuoocente que
d'ora em diante, estar livrj da imputaco de um
assaasinato brbaro ou de outro qualquer crime
infamante, em lugares, onde se encoatrem teste-
rnunbas da ordem de Joaquim da Motta? !
Nenhnm, certamenie ; e o appellante sent pesar
em dizel-o.
Do exposto, est bem evidente que os depoimen-
tos da aecusacio, ou sejam apreciados de per si,
ou coniunctamente, nem ao menos indicios proce-
dentes formam contra o appellante.
Se para a pronuucia exige a lei, que taes indi-
cias sejam vehementes, bem compraban e Vossa
Magestade Imperial, que, no caso vertente, quando
se trata de urna eondemnaco, nSo sao depoimen-
tos taes, que devam confirmal a.
Sobre o caso o appellante nao se pode furtar ao
desejo de transcrever algumas palavras que, sobre
processo igual, escreven o Dr. Goncalves Lima,
em suas Miscellaneas Jurdicas, proferindo urna
sentenca absolutoria:
Considerando que as testemunhas doquai-
xoso, ainda que tedas presenciaos, nao sao cou-
testes e individas em seus depoimeatos, antes
< sis singulares, divergentes e contradictorias,
de direito, que, comprehendendo o alcance de seu
acto, eercou se de gente, mas com um filho d'este,
a quem fallou nos termos j mencionados.
Tudo quanto vem de dizer o appellante consta
dos de "oimentos das testemunhas da defeza, cuja
leitura Vossa Magestade Imperial, de certo, nao
dispensar.
O appellante, Senhor, qner figurar todas as hy-
potbeaes, para provar a clamorosa injustica da
sentenca de fla. 44.
Admittindo, que sejam verdadeiros os conside-
randos da referida sentenca, quanto ao importan-
tsimo valor das testemunhas da aecusacao e o
nenhum merecimento das da defesa, amda assim,
nao poda o appellante ser condemnado.
Qual o motivo que detenninou a deaelaasificaco
do crime de calumnia para injuria ?
Vossa Magostada Imperial o declarou, em ac-
eordao de 4 de junho do corrente anno, e, portante,
desde que as testernunbas da aecusacao declina-
ran! o facto pelo qoal o appellante chamou o Dr.
Amorimprevaricador e protector de criminosos,
a denuncia de fla. 2 nao f odia deixar de ssr jul-
gada improcedente.
E' o que se nao pode contestar.
O appellante muito tem dito sobre a prova d'es-
tes autos.
Provou, luz da evidencia, que nao pode e nem
deve ser condemuado, pelo supposto crime de in-
jurias verbaea, irrogadas ao Dr. Amorim.
A sua defeza a mais cabal e completa e fun-
da-se em documentos, que nao podem ser contes-
tados.
O appellante, senhor, passa agora a oceupar-se
dai nullidades, constantes deste processo :
1* nllidadb. Ter o juiz quo iodeferido urna
petico, em que o appellante o averbava de sus-
pe'o Doc. a. 1.
No aceordao de 4 de Juaho do corrente anno,
declarou Vossa Magestade Imparia, acceitando a
aTiegaclo do juiz qu de que ignorava que o
appellante o havia denunciado, per crime de eatel-
ljonato e deixando de parte o valiosa documeato que
o mesmo appellante juntou as suas razoes de re-
cursO) que suspeito nao era dito juiz, urna vez que
nem sciencia tivera da denuncia.
No presente proce8SO, sciente j ojaiz qu de
qae o appellante o denunciara, nao poda nelle
funceionar.
Sendo o julgamento definitivo, se nao prevaleca
o aviso de 30 de Setembro de 1843, que diz que os
juizes se devem dar de suspeitos, quando o forera,
e, nao se dando, podem ser aecusados como preva-
ricadores, nio poda ter applieaco ao caso o dis-
posto no art. 248 do Regulamento de 31 de Ja-
neiro de 1842, que nao admitte suspeicao na for-
maco da culpa.
O juiz quo nao poda indeierir a peticao do
apprllante. Pelos meios legaes que se deria
verificar, se havia ou nao motivos para a sus-
peicao.
2* irsxunADE. Ter sido condemnado o appellante
O preparo des procseos, por aria de raja-
ras verbaea us comarcas eaperiaes pertenceos
sos jHises substtutop, ex-vi dos arts. 47 c 48 d
Re,'ulameuto n. 4824 de 22 de Novembro de
1871 e nolis o proeesso, qae for preparado
j ligado peto juia de direito. Assn dscidio a
Reacio do Maranho. pelo aecordo, que foi
publicado pag. 101 do 2* volume do Direito e
coraquanto o Supremo Tribunal de Justica.nio
tivease confirmado easa deciab, todava ella
fun iada e lei, como bem demonstrou das-
eujbangador Furnandea Vieira, no juridieo .pa-
recer, que foi publicado pag. 30Rdo 5* voiumo
do Direito e, posteriormente, reconhecen a-'Re-
lacao do Cear, proferindo decisSo em tudo con-
forme da Relacao do Maranho, como se vi
do aecordo transcripto pag. 1107 do 11 volme
da citada reviste.
o* termos de fla. 9, 23, 33 e 45, ver,
Vossa Magestade Imperial, que o-jois qo eo-
mecju preparar o presento proaes-o, na qnalida-
de de juia substituto, por impedimeate doiiuiz.de
.direito, que era paito offeudida, trabalhou depois
n' elle como juiz subistituto no axercicio pleno da
vara de direito, em cu;o carcter jlgou-o.
Nao pode baner mais ciara violaoao da lei -ne
acto di i juis d qub, cujo desejo de oondsuenar o
appeliante tornou-se conhecido, antes mesmo de
instaurar o presente processo.
So o jais qu consultasse qualquer reforma
judiciaria annotada, nao cabirhyem fltlta tio gros-
seira.
Diz mal o appellante, nada havia qne o fizease
deixar de candcmnal-ol
Carneiro da Rocha, em a nota ao artigo 47 do
snpiMcitedo regulamento, figura todas as bypo-
thesea, e qualqu t outro juiz, que alo foase o que
oondennou o appellante, procedera de accordo
cora a le.
3* KsxLrDinr Nao terem- 83orei olhidas as tes
temanhas do processo, em lugar d'onde nio podes-
sem ouvir as dectaracea, amas das outras,
Na Gazeta Ju-idica. Volume 30 pag. 425, en-
contra-ae luminosa sentenca, annilando um pro-
ceiso do injurias verbaes, por falte da referida
formal i dade.
Transcreverei parte da al.'ud'da aentenoa :
O termo de audiencia sem duvida quem coa
o prova a observancia das frmalas legaes c nelle
se deve consignar em seu tempo e ordemre-
< guiar e sucoeasi va, todos o actos que se devest
nos procesaos de semelhante nntureza, ad instar
do que se pratica no jury; e aquelle art 86
do cdigo do processo criminal e 355 do regula-
meato n. 120 contera preceito absoluto e cuja
iofraecs aanull.i o processo, como j o dicidio
< o Supremo Tribunal de Juatiea, como se v4 no
temo 3 pag. >9 da obra do Dr. Mafra, Juris-
prudeucias dos Tribuaaeg.
Assim pais, quando mesmo opreceito legalse
tivease observado, nullo era o presente processo,
por nada constar dos termos de audiencia.
4* mullid a DK. Nio ter sido o appellante.sugeite
processo de rcsponsablidade.
Se o jiz de direito esteva em exercicis de suas
funoces, fra de duvida que o appellante tam>
bem esteva; e, como tal, devater tido outra mar-
cha o seu procesao.
Assim o entendem muitoa jurisconsultos brast-
leiros, entre os quaes taz figuT* saliente o Ilustra-
do conselheiro Duarte de Azevedo, ex-ministro da
justica e protestar da Paculdada de Direito de i>
Paulo.
No Direito volume 7 pog. 460, encontra-se ju-
rdico artigo, firmado por Francisco FerrciraiCor-
refa, que sustenta com vigorosos argumentosa
opmtao daqurile conselheiro.
Se, porm, o juiz de direito nao esteva cm ejer-
cicio de suas funeces, ao promotor publico fal-
tava competencia para denunciar ao appellante.
Outras muitas nullidades extem neste pso-
ces-o, .i liante nao se occupsr deltas.
Nem mesmo das apontadas, fu 'elle cabedal s
nem as quer em aua defeza
Indicou-as para provar mais alguma cousa ou-
tra o juiz a qu.
Ello espera que Vossa Magestade Imperial dani
provimuoto a sua appellaco por falta de proras,
urna vez que alo incongraeutes, contradi tonas e
suspeitas as testemunhas da acensadlo; e bem
patente tornara as da defeza que o appellante ntfo
injuriou e era ealumnou o Dr. Amorim.
Elle espora mais qua Vossa Magestade Impe-
rial, dada a hypothese, o que nao entra em seas
clculos, qoe d por pro vado ter elle chamada
Dr. Amorimprevaricador e protector de crimi-
nososnicos epithetos de que fallou o Venesaads
Aceordao de 3 de Junho e, at, o proprio juiz a
qu, em sua sentenca de I. 44, ou aceitar a jur-
dica prova que fez dos actos criminosos, pratioa-
dos, em plena sessao do jury, pelo mesmo doutor r,
em face do disposto no art. 239 do Cod. Crinx, o
absolver, ou, tendo em vista as propras declara-
coes das testernunbas da accuaaco, dedmsxta* >
factos, da mesma forma, o lirrar da aoeusacsW.
que lbe foi intentada.
Elle espera ainda, que Vossa Magestade Impa-
riol, quando mesmo desprese tudo quaoto est dito,
se nao quizer admittir a compcnaacSo d; injurias
trocadas, entre pessoas de igual coodico, sses-
nhecer que ao appellante assiste o direito de in-
vocar em-seu favor a justificativa do J. 2 do ari.
15 do Cod. Crim., desde que d'estes autos haprem
provadm do que o juiz de direito Amorim injn-
riou-o no dia anterior ao do facto de que se trata
e momentos autes do mesmo facto.
Elle espera, finalmente, que Vossa Magostad?
Imperial, attendendo a que o ultraje, de qaa tti
vieuui.., por defender precioso tbesouro, qaa ka-
va sido confiado aua guarda, nao o ferio (osasaft
na qualidade dv homem, mas tembem na da m-
presentante do ministerio publico, nao aealrmar
a sentenca de fl. 44, cuja injustica fica exauberaa-
teiuento provada.
Justica.
Iga iraaa, 2 de Agosto de 1886.Fraodbm Xa-
vier Paea Barrete.
DOC. N. 1
lllm. Sr. Dr. juiz substituto.O bacharel Frsjsi-
cia.-1 Xavier Paes 'V'rretto, tendj sid intirsjs
para comparecer lujo na audiencia de V. S., sjb
de ver-se processar pe supposto crime de ufa-
ras, irrogadas peasoa do ex-juiz de direito desta
comarca. Antonio Jos de Amorim, vem resasi-
tosamente, padir V. S. haja de averbar-bo da
suspeito, para funceionar no referido prooesso.
J nao ignora V S. que o supplieante, quaade
proir. tor publico desta comarca, denunciou T.
S. peio crime de estollionato; e, portento, em fase
das leis. (Direito vol. II pag. 84), sendo o promo-
tor publico reputado em direito inimigo capi-
tal das autoridades das quSKi denunoisj deve
V. S por dignidade propria, dar-se desuspitoas
processo, que vai ser instaurado contra c suppli-
eante.
Accresee que V. S. j pronanclot o supplionnte
no primeiro processo que lhe foi instaurado peto
mesmo crime, por que vai responder $ e, pois, cs-
nhecida a opinio de V. S., nao bonito que deixe
de jurar suspeicao.
Espera o supplieante que V. S. attender so
exposto ; no caso, porm, de querer, d fortivi func-
eionar na causa, requer V. S. que haja de mar-
car audiencia para vir o supplieante am seus ar-
tigos de suspeicao, \ assaudo guia para o deposite
da respectiva cauco, uos termos do art. 350 do
Regulamento n. 120 de 31 de Janeiro de 1842.
Ju ga de bom aviso o supplieante scisntificar i
V. S. que n se trate de formacao de culpa as
processo, que vai ser submettido.
Assim pede deferimento. E. R.
Iguaraas, 15 de Ju!ho de 1886.Franaisso Xa
vier Paes Barrette.
Indeferido. 15 de Julho de 1886.Telespkorc '
de Araujo.
Riu Grande do Norte
O capit" cfoo Severlano lia
csdda Co ta. e o seu letra
torJrlano Joaquim de I In Barata.
F' h .i ictasiao de darmoB nw-
posta completa ao palavTOio artigo qae,
respotid ndo aos que tetao* esmipts" neate
Diario a respeito da peraeguisao mais
atroz de qoe ttn do victiroas "J"*
provincia os noaaos aaiigoa- capitao Maowt
da Ck>8ta e tenente Bedrigaes Pereira^pa-
blicou Epaminondas, no Dtano de 2f> do

1
1 **
Mi
i


1 i nJM -
Diario de PernainbucoQuarta-fcira 4 de Agosto de 13f:6
>



i
paseado e a que ? nos referimos no que
Inserimos no Diario de 3}l do mesmo mez,
mostrando desde logo que o articulista nSo
capisca muito da materia, pois comecou
errando a data-do aviso, a que em recur-
so supremo procurou agarrar-se, como o
naufrago em desesperado momento abra-
ga-se mais insignificante taboa que por
perto lhe passe, na qual v a sua salva-
col
A' parte o modo arreganhado e o tom
grave que procurou dar ao seu artigo,
adornando-o, em principio, com tres subs-
tantivos gro8Sos, que lhe pareceram de
effeito, e trez verbos que se lhes segui-
rn), vamos atacal-o a fundo, para que
desde logo sai a desse engao d'alma ledo e
ceg, e o fijamos regressar ao seu silencio
tumular de que em m hora sabio.
O alferes Francisco de Paula Moreira,
nao como diz Epaminondas, um distiocto
ofE-'ial, muito probo e muito honrado, pois,
apezar do grande empenho e do grande
escndalo com que fdt feito o conselho de
nvestirncSo a que respondou pelas accu
sacos q :e lhe fez o capitao Maciel, foi
elle convencido de criraes graves, que
muito o muito compromeitem a sua incul-
cada e apregoada honradez o marearam os
resplandecentes dourados de sua farl>,
que, admira, nao tenham offuscado os raios
do sol do Rio Grande do Norte !
O articulista, que confessa ter acompa-
nhado passo a passo essa questao, com
certesa leu o artigo em que foi publicado
o parecer daquelle conselho de investiga-
do, no qual os membros adrede escolhi-
dos, reconhecendo os crimes de que o al-
feres, Paula Moreira aecusado, nao se
acanharam em dizer que elles j deviam
ter cabido em esquecimento !
NSo foi pelo facto de ter o Sr. Urbano
Barata, sahido em defeza de seu genro que
o chamamos detractor, nao ; estava e est
em seu perfeito direito defendendo o seu
genro, no que at lhe reconhecemos o cum
primento de um dever. Se assim o quali-
ficamos, foi porque o Sx. Barata, abando-
nando o theatro dos acontecimentos, veio
para a iroprensa desta provincia insultar o
capitao Maciel, assacando-lhe toda* as ca-
umnias e injurias de que capaz um ho-
rneen mal educado e com o espirito obseca-
do pela paixao e pelo odio ; e o que mais
, atassalhand a vida privada do nosso
amigo !
Effectivamente, o conselho de ivestiga-
co a que respondeu o alferes Paula Mo-
rena, foi urna destas monstruosidades nun-
ca vistas, estamos de pleno accordo; no
que divergidos, porem, na autora del-
tas.
Este ponto j est demasiadamente ex-
plicado com a publieaco do p-recer do
conselho, que seja dito per accidens, nao
abona os crditos dos signatarios.
Alm disso, se houvo injustica nesse
eonselho, ella podia e devia ser reparada
com a applicaglo das salutares.disposicoes
da Imperial ResolucSo de 4 de maio de
1870.
Porque, pois, o submetteram a conselho
de guerra ?
A ab-nOLVI^aO unnime do conselho de
guerra nao tem valor, porque o processo
subi a segunda instancia para definitivo
julgamento, que, estamos certo, ser div
metralmente opposto a absolvilo.
NSo dissemos que nos autos se tinha
feita alteraco: fallamos nella eomo cousa
possivel de dar-se, desde que o processo
esteve em poder do Sr. Loyolla Barata,
TREZE DAS, como ficou provado offiei-
almente !
Ainda inesrno que fosse possivel facer-
se no processo qualquer alteraclo em fa-
yor do capitao Maciel, ella a esse tempo
acbava-se na corte e portanto, imposeibili-
tado ao menos de tentar ou cogitar d'isso.
, O commandante da companhia, a quem
Cabe toda aresponsabilidade pela fidelidade
da copia, quanto mais do original, esta-
mos certo nao iria compronoetter se alte-
rando-a, para favorecer a um companheiro
ausente ; tanto mais quanto o original e co-
pia deviam ter sido enviados ao auditor de
guerra, para conferir e concertar. Provi-
sSo de 5 de Setembro de 1815 e dec. n.
1830 de 8 de Outubro de 1856.
Outra circumstanoia.
Os .uembros deste conselho, alias nomea-
do pela presidencia da provincia, silo to-
dos da intimidade e confianza do Sr. Loyl-
la Barata; poderiam elles alterar os autos
em favor do capitao Maciel ?
O que requereu a este respeito o alferes
Moreira ?
O que informaram o commandante da
companhia, o ajudante de ordens da pre-
sidencia e o conselho de guerra convoya-
do extraordinariamente e quando j nao
tinha mais razito de ser, p as estava na-
turalmente dissolvido pela terminacho do
processo?
Diga Epaminondas, se capaz ; e at
le pedimos que publique a informaySo
exigida sobre certo requerimento apoery-
pho, feito para ngeitar diffieuldades, c
/eremos quem ficar desmascarado.. ..
O aviso de 11 de Fevereiro de 1850,
citado por Epaminoadas e abaixo trans-
cripto, vem em apoio da Ilustrada opinio
do Exm. Sr. geaeral Moraes Reg, que
teria commettid > um grava erro de officio,
se nao tivesse levantado, oom mo de mes-
t e, o conflicto de jurisdiccSo que poz 09
tartufos da jadicatura natalense a nadar
em seco.
E' realmente extravagante o_raodo por-
que conclue Epaminondas os seus acertos ;
pois lamenta que as autoridades (?) com-
petentes nito tivessem dado o devido va-
lor aos interesses da justiya o da veri-
de, porque entilo estara o nosso amigo
sendo processado no foro commura e no
militar I I
NSo sabemos como o capitao Maciel te-
ve a fortuna de escapar, na illuslrada
opiniilo de Epaminondas, de responder em
foro ecclesiastico I
Seria o caso de dizer: se mais mundo
houvera l chegra.
N. 14. Ministerio dos Negocios da Guer-
ra.Aviso de 11 de Fevereiro de 1850.
Illra. e Exm. Sr. Tendo Sua Mages-
tade o Imperador mandado ouvir o conse-
lho supremo milit >r de justic-i, e as sec-
;3es reunidas de Guerra e Marinha, Ju ti-
ca e Estrangciros, do Conselho de Estado,
sobre o officio de V. F.xc. datado de 8 de
Setembro de 1849, e mais papis annexos
que o acompanharam, versando sobre o
facto occorrido nessa provincia de se ha
ver pago pela Alfan lega do Rij-G,-ande a
um desconhecido a quantia de 48:0004
pela compra do tres mil cavallos para o
exeruito, em virtude de urna ordem dirigi-
da ao inspector da dita Alfandcga com as-
signatura falsa de V. Exc, recahindo a
suspeita de haver perpetrado essa falsifi-
coslo no tenente secretario do 6o batalhao
de fuzilei-os Augusto Jos Pupe, o qual
V. Exc. diz que far julgar era conselho
de guerra, por ser elle militar e por ter
feito mo uso de sua habilidade, fazendo
signaes falsos, crirae expresso no R-gula
ment, e por ter concorrido para o roubo
de dinbeiros destinados a compra de ar-
mas, porque o cavallo arma, coramet-
tendo assim uro crime militar. Foi servi-
do o mesmo Augusto Seahor por sua im-
meduta e imperial resolueo de 30 de
Maio ultimo oeclarar, em contormidade
com os pareceres das ditas sec^oVs do
Conselho de Estado e do Conselho Supre-
mo Militar de Justina, que, nSo devendo
ser considerado, crime de responsabidade
do emprego militar o de que se trata, se-
gundo o que consta do citado offi :io de V.
Exc. e papis annexos, porque, ae o refe-
rido offioial entrou com effeito na fnlsifi :a-
ao, nao foi de certo na qualidade de mi-
litar, poden -lo tal crime tanto ser cammet-
tido por um militar, como por nin paisano,
e nao se achando comprehendido o facto
em questao em algum dos quatro paragra-
COMERCIO
Bolsa commercial de
I neo
Pernam
RECIFE, 3 DE AGOSTO T)E 18Se.
Aa tres horas da tarde
CotacSt* otfiact
Letras hypothecarias do banco de crdito real de
Pernambuco. a juros de 7 0/0, do valer
de 100 fc.ijOOO cada ama (sem juros
do actual semestre^.
ra Jira da l>ols<
Veudei am-se :
25 letras hypothecarias.
25 ditas dem.
20 ditas idem.
0 presidente,
Pedio Jos Pinto.
0 secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
REND1.V1 UNTOS PBLICOS
Mes de Agosto de 1886
ALFANDEGA
KuDA 0*R4"
18:033*755
14:726^443
1:582*782
1:269*852
De 2
dem d 3
Ubmd raoviaciii.
De 2
dem de 3
Total
ReczbbdoiiaDe 2
; de 3
CoMSUUiDO PBOVIKCUI. Dc2
Mande 3
Rrctn BATSAQa'. 'e 2
dem do 3
32:760*198
2:852*634
35:612*832
609*127
397*336
1:006*463
275*718
733*956
1:009*674
905*890
971832
1:877*722
DESPACHOS DE IMPORTAgO
Vapor nacional Mrquez de Gema, entrado da
Babia e escalas no dia 3 de Agosto, e consignado
a Domingos Alves Matheus, manifestou :
Aseite 5 barris ordem
Assucar 178 saceos a Joaquim da Silva C&rnei-
ro, 40 a Maia & Rezende.
Barris vasios 40 a Joaquim da Silva Carneiro,
42 ordem.
Fio de algodio 28 saceos a Ferreira &t Iimo.
Jacaranda 2 paos ordem.
Panno de algodo 14 fardos a Silva GufcnarSes
Pelles 5 amarradoo a Donuigos Alves Ma-
theus.
Sola 230 meios a Ferreira Rodrigues & C, 5 a
Domingos Alves Matheus.
Tamancos 2 fardos a Soares de Amaral Ir-
maos.
Hiate nacional Deus te Guarde, entrado de Ma-
co no dia 2 de Agosto, c consignado a Birtholo-
meu Lourenco, manifestou:
Sal 650 alquiires ao consignatario.
Vapor francas Senegal, entrado de Bordeaux e
escalas no dia 3 de agosto e consignado a Augusto
Labille, manifestou :
Amostras 3 volumes ordem-
Aseixas 16 caixas a Rosa & Queiroz, 12 a Do-
mingos Ferreira da Silva & C, 7 a Carvalho & C.
Botoes 1 caixa a Gimes & Silva.
Chapeos 1 caixSo a J. Christiani & C.
Cognac 200 caixas a H. Nasch & C, 10 a Sul-
zer Kauffman & C, 15 a Fernandes & IrmSo.
Calcado 2 caixas a Parete Vianna & C.
Conservas 1 caixa ordem.
Couros 5 caixas a Prente Vianna & C, 1 a Ot-
to Bohers Successor.
Doce 1 ca< xa ordem.
Fitas 1 caixa a J. Christiani m C.
Joias 1 caixa a J. Krause & C.
Licores 10 caixas a Sulzer Kauffinan .ce C, 15
a Carvalho & C, 1 a G. Laport & C.
Mercadorias diversas 4 volumes a irma Ber-
nard, 3 a Eugenio Goetschul, 3 a G. Laport & C,
2 ordem, 1 a irm Chauveroche.
Mosaico 110 caixas i ordem.
Manteiga 1 caixa a Charles Piuyn & C.
OHjectos para chapeos de sol 1 caixao a F. X.
Ferreira & C.
Papel 2 caixas a J. W. de Medeiros, 2 a Fran-
cisco Manoel da Silva & C, 2 a Rodrigues de Fu-
ria, 5c C, 4 a Medeiros 4t C, U G. Laport & C.
Dito de embrulho 60 fardos a Sjuza Basto,
\morim & C, 50 a JoSo Fernandes d'Almeida,
75 ao consignatario.
Perfumara 1 caixa a Otto Bohcrs Successor.
Pomada medicinal 1 caixa a Eugenio Gcets-
chel.
Quinino 1 caixa a Francisco Manoel da Sdva
ftQ
Queijos 80 caixas a Charles Pluyu & C, 1 tina
Ordem
Sanguesugas 1 caixa a Medeiros & Soares.
Tecidos diversos 1 caixa a Amorim Irmos &C,
1 a Caetano Ramos & C, 1 ordem, 1 a Manoel
da Cunha Saldanha.
Tapetes 1 caixa a Amorim Irmos & C.
Vinho 1 barril a J. Howie, 1 a Eduardo Mi-
f.iori, 1 a W. W. Robiliard, 1 a Meuron & C, 5
ordem, 2 a RcHquayroJ Freres, 4 a Augusto
Reg & C.
Vermouth 2 barris a Bernet & C.
Hiate nacional Deus te Salce, entra de Maco
no da 3 de Agosto e consignado a Bartholoineu
Lourenco, manifestou:
Sal 300 alqueires aa consignatario.
DIS'iPAGBOS DBEXPRTAQO
En: 2 de Agosro de 1886
Par o exterior
No patacho inglez Carrtcfc, cirregaram :
Para New York, Pohlman & C. 496 saceos
com 37,200 kilos de assucar mascavado ; Borle
* C. 43 saceos com 3,225 kilos de assucar mas-
ca vado.
phos da Provisio de 20 de Outubro de
1834, deve o reo responder no fro com-
mum, por nSo ser crime puramente mi-
litar. E assim o communico a V. Exc.
em resposta ao citado officio, para seu co-
nhecimento e devida execucjlo, etc. ete
Manoel Felisardo de Souza e Mello.Sr.
presidente da provincia do Rio-Grande do
Sul.
E agora o que dir o Ilustrado legista
do Rio-Grande do Norte ?
Ainda insistir em diser que o capitao
Maciel da Costa e o seu cumplice estilo su-
jeitos jurisdiccSo do fro commum ? I
A' vista da tran3cripcSo que acabamos
de fazer, acreditamos que Epaminondas
digerir melhor o que 1er d'aqui por
deante.
Para outra vez nSo lhe ensinaremos
mais aquillo que, presumimos devia saber
por conta propria ou alheia.
M. F.
Qnipap
Srs. redactores.Pedimos a Vv. Ss. que so dig-
nem de dar publicidade s linhas que ee aegui-m,
para restabelecimento da verdaae de um facto que,
na Provincia de ante-hontem, um annonyino pu -
blicsu, eivado de inverdades.
Para que se avalie o conlitciinento que tem e
seu autor dessas violencias, espancamentos, etc, que
proclamou, bista dizer qne deseounece elle que o
delegado seja o proprio commandante do destaca-
mento.
Admiramos a coragem de quem quer que seja
que, mal informado dos fictos locaes, procurau
morder a reputacao do tenente Paulino Antonio
de Souza Ayres, nao sabendo que este destincro
oficia', em vez de merecer os epithetos com que f -i
mimoseado pelo anonymo, merece, ao contrario,
encomios, como pasaremos a provar com o pro-
prio facto de que se servia o seu calumniador.
NSo o espirito vil da bajulacSo que n >s leva
a assim proceder, porqup, granas a Deus, nao pre-
cisamos das autoridades seoao para garanta que
deve ter todo cidadao.
Eis o facto :
Os negociantes Antoni Arcelino de Miranda e
seu irmao Casimiro de Miranda venderam, ver-
dade, alm de outros objectos, um corte de vestido
a Carlota de tal, mulher de typo duvidoso.
Muito tempo depois, sabendo que ella proenrava
retirar-se d'aqui, foram pedir-lhe o pagamento da
fazenda ou esta.
Negando-se a devedora ambas as propostas,
retorquiram-lhe os credores que haviam de tomar
o vestido da fazenda torca. Carlota, prevale-
ce ndo- se d'esta ameaca e desejando retirar-se no
dia 18 do corrente, queixou-se ao delegado, tenen-
te Paulino Ayres.
Este, para evitar um crim.3, em presenca de di-
vtsos cidadaos cualificados desta villa, ehamou
ao Sr. Casimiro Miranda, que se achava na feira
no dia 17, e pedio-lhe que nito desacatasse a Car-
lota que se achava doente e retirava-se para tra-
tar de sua saude : a > que o Sr. Casimiro accedeu,
deixando a autoridade convicta de que nada se
faria contra a mulher.
Qual nito foi, porm, a indignacao do tenente
Paulino quando as 8 horas da tnanha do dia 18
v ehegar sua casa Carlota, queixando-se de
que o Sr. Antonio Miranda havia-lhe tomado o
b ahu' que era conducido para a estaeao c dVl!e
i'rado, forca, o vestido da fazenda em questao ?
O anonymo qui trata de estado horroroso, vio-
lencias etc. diga qual tena sido o seu procedimien-
to em tal oceasiao no caso do delegado, (se tosse
eapaz de sel-o) ?
O que devia fazer este, depois de ter pedido que
nao d<-8acatas8em a mulher ?
Fez o que fazem em taes circumstancias auto-
ridades enrgicas e zelosas, como o tenente Pau-
lino Ayres : dingio-ss casa dos Srs. Miranda
& Irmao e encootrand-j o buh abjrto e o vestido
em poder destes senhores, exprobou-lhes o proce-
dimento e prendeu o socio Antonio Miranda, de-
pois de restituido o vestido Carlota. O articu-
lista est tobem informado d) facto que diz que
aquelles senhores foram apenas aneacados com
pnso ; quando certo que o Sr. Antonio Miran-
da toi preso, sendo solt s 7 h iras da noite.
Como tem o anonymo o desplante de qualificar
de violencia a represso d'umu violencia ? Fe-
lizmente para o tenente Paulino e para esta villa
sao d'essas as violencias que ello cammette. Ig-
nora o articulista que depois da chegada do te-
nente Paulina Ayres restabelecea se aqui o im-
perio da ordem e da lei ?
Restabelecida a verdade do occorrido de que
laucn mito, truncando tudo, para fazer suppor ao
delegado que foi o Sr. Antonio Miranda autor das
celebres linhas, temos a afErmar q te o articulista
perd-u o seu tempo, porquanto aqnelle senhor o
primeiro a confessar que errou ; embora o tenha
reito pela paixao que de momento loe causn a
atfrontosa a passagem de Carlota pela porta de
sua casa commercial.
Nada diriamos, Srs. redactores, a respeito da
apaixonada que o articulista procurou legar ao
tenente Paulino, senao aentissemos o peso daquella
palavra.
Quando outras razoes nio houvesse para nao
attingir ao tenente Paulino aquella injuriosa e
venenosa proposicao, basta dizer-se que elle aqui
chegou em meiado de Abril e que somonte fallou
com Carlota qnando esta se veio queixar.
Sem decro e considerac&o s leis regulamenta-
res da sociabilidade, do justo, do honesto desceu s
immundas pocilgas onde se acha e d'onde deve ter
sahido o autor anonymo, que nao teve a coragem
precisa de tirar a mascara e vir sob sua assign-
tura historiar o facto tal qual se passou, do qual
se quiz aproveitar para atirar ao tenente Paulino
epithetos injuriosos, que somente podem caber
au vil calumniador autor das linhas que respon-
demos.
Tanto temos certeza do modo acertado porque
procedeu o delegado desta villa, que accrescenta-
mos a effectividade da prido do Sr. Antonio Mi-
randa, circumstancia nao mencionada pelo articu-
lista.
Foi ingloria a tarefa do anonymo e produsio
effeito contrario a si e favoravel ao tenente Pau-
lino, que ficou mais elevado no conceito publico,
porque procurou cuoiprir o seu dever reprimindo e
castigando urna violencia. Parabens, pois ao dis
tincto oficial que vio voltarem-se para o ponto de
paitida as settas da calumnia com que quizeram
feril-o.
Cmtinne 8. S. a pautar o -eH procedimento pelo
caminh i do beta p>r que o tem pautado aqui e em
outras localidades, e fique certo de que seu nome
jamis ser eaquecido dos horneas sensatos.
A providenciH que pedimos 6 que continu en-
tre nos o tenente Paulino Ayre3, porque a sua
permanencia a garanta de nossa vida, honra e
proprie ade.
Quipap, 31 de Julho de 1886.
A verdade.
Jnlxes substitutos
Nao tem raso a Provincia na censura que em
seu n. 168, de domingo ultimo, faz ao digno admi-
nistrador da provincia pelo facto da remocao do
jujz substituto a provedoria para substituico
nos feiros da fazeuda-
Ao entra:'eni exercici) o actual 1 substituto,
officiju a S. Ex. o Sr. presidente da provincia,
expondo lhe d'ivida sobre a sua competenc i para
funocionar u s feitos da provedoria, allegando en-
t'e outras razoes, o facto de ter sido designado na
poca legal para a cooporacao da vara da fazenda
o 1" substituto, entao o Dr. Francisco Alves da
Silva, de Baudom memoria; em vista do que pa-
reca aever continuar o seu successor nessa co-
operaeo, urna ve que a designacSo nao pes-
soal, mas relativa ao numero de ordem dos subs-
titutos. \
Tomando conhecimento da duvda proposta, nSo
demorou-se S. Exe. em dar-lhe solucao, e nesse
mesmo dia revogou a portara pela qual se havia
feito aquella remocao, fieando assim em inteiro vi-
gor a de 7 de Novembro do anno passado, e o ac-
tual 1 substituto na cooperario da vara da fa-
zenda.
Esta singella exposicao do facto inostra que elle
nao foi prnduzido pelos motivos que atthbue a
Provincia. A S. Exc. tanto importa va que a suba
tituicao de que se trata ficasse a um como a outro
dos substitutos; pelo seu carcter e conhecida
isencao d'animo, porm, verificado que a um delles
deveria necessariamente caber a vara, S. Exc.
apressou-se em dal-a quelle a quera compete.
NSo ha, portanto, o que censurar em seu acto,
pautado pela justca, e nao cabe a intriguinha de
ter sido praticado por m vootade a quem quer
que seja.
Recite, 2 de Agosto de 186.
HEHOMII
DE
Manoel Antonio de Jesns
Honrar e conservar a memoria dos mortos a
mais eloqnente iemonstraf) que podem dar os
vivos em attenca) aos que j na trra uao exis-
t''m.
lato que um dever de humanidade, especial-
mente urna consoladora obrigacao que incumbe
aos parentes e amigos enmprirem permanente-
mente.
Chorar a ausencia eterna de um amigo, relem-
brar sxmpre as virtudes, que urna conriveucia es-
tteita manifestou, apregoar os mritos e boas ac-
coes dos que transitaram na trra, sem duvida
o mais doce encargo, que pesar possa sobre os
que continuam a viver.
A dr, a saudade, a inconsolacao que aos vivo
traz a queda du um ente querido no tmulo, s
podem ser mitigados pela expandi larga e franca
desses senti-n^ntos.
Releve-se-me, pois, que eu venha chorar a morte
de um velbo companheiro de vida e um amigo,
verdaderamente amigo, que soffria, exulcava e
compartilhava das mesmas dores, das mesmas ale-
gras e ainda mais procura va desviar as miuhas
desventuras e proporcionar-me o bem estar.
Para o interior
No patacho nacional Marinho 6', carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, Maia & Resende 19
sacas com 1,842 kilos de nlgodao.
No patacho hollaodez Adriatic, carregeu :
Para o Rio Grande do Sul, J. L dos Reis Fer-
reira 50,600 litros de sal.
No hiate nacional Jo&o Valle, can egaram :
Para Maco, E. C. Beltrao & Irmao 15 volu-
mes com 848 kilos de assucar branco; F. de
Soaza Martina 1 barrica com 60 kilos de assucar
refinado.
No hiate nacional I). Antonia, carregar m :
Para Aracaty, Fernandes & Irmao 4 barricas
com 240 kilos de assucar refinado e 5 barris com
500 litros de mel.
Na barcada D. Anna, carregaram :
Para Villa da Penha, F. da Costo 6c C. 7 bar-
ricas com 630 kilos de assucar refinado.
No hiate nacional Senhora da Graca, car-
regou :
Para Parahyba, J. Baptist i 50 saceos com fa-
rinha de mandieca.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 1
Bordeaux por escala13 dias, vapor fran-
cez Senegal, de 2,237 toneladas, com-
mandante Moroau, equipagem 129, car-
ga varios gneros ; a Augusto Labille
& C.
Terra-Nova=32 dias, lugar inglez Flora,
de 288 toneladas, capitao James Pike,
equipagem 11, carga bacalbo-; a Saun-
ders Brothers & C.
Babia por escala7 1/2 dias, vapor nacio-
nal Mrquez de Caxias, de 300 tonela-
das, commandante Fellippe Rodrigues
da Nova, equipagem 27, carga varios
gneros ; a Domingos Alves Matheus.
Maco15 dias, hyate nacional Deus te
Salve, de 57 toneladas, mestre Antonio
J. do Nascimento, equipagem 5, carga
a Bartholomeu Lourenjo.
Manoel Antonio de Jess j nao existe.
Cruel e inflexivel lei da morte, que arrebata nos
as mais caras afeicoes e qaebra os mais ntimos
Isqos !
R-'sta-me agora, ajie'hado ante o tmulo de
Manoel Antonio de Jess erare chorar pelo amigo
e bemteitor, que foi receber na manso celeste o
premio de suas virtudes e dos Beneficios, a raaos
largas derramado sobre a sua familia e amigos.
Paz sua alma.
Un amigo.
Aos Sr*. aaalf nantes da rancie edl-
ca popular daa Viagen Mar** I
Ifeoias de Julio Terna e aos nos
os correspondente*.
Para evitar qualquer reparo, de algum assig
nante desta publica?Jo, cumpre-nos declarar o
motivo p ir qne nio temos observado lateralmente
ama das condicoes, alias insignificante, do res-
pectivo programma.
_ A pedido de muitos dos nossos estimaveis as-
signantes, deixmos de empregar a mesma cor de
percalina as encadernacoes das obras desta edi-
va) para evitar a natural monotonia resultante de
urna s cor em cincoenta volumes de que se com
poe a mesma collecco, e tornar distinctas vis-
ta qualquer das obras que fazem parte d'ella ;
sto dentro dos limites da variedade de cores de
percalina, qu e actualmente se fabrica. De sorte
que, quando urna obra se divida em dous ou mais
volumes. a cor di eneadernac&o ser a mesma em
todos elles, variando nicamente de obra para
obra, emqnanto possivel fr. Este alvitre foi nos
suggerido, como j dissemos, por muitos asignan-
tes dagrande edicto popular das obras de Julio
Verue, e estamos persuadidos que a mxima
parte delles, se nao todos, receberam, eom applau-
so, a nossa resolucao.
Vem a pelo tambem dizermos duas palavras
sobre o motivo que nos levou a empregar as
mencionadas encadernacoes, percalina lisa em
vez de frisada ou granulada, como haviamos
feito primeramente. A mudanca de padrao de
percalina teve por fim obter maior nitidez de im-
pressao as encadernacoes, o que seria im ossivcl
conseguir usando percalinas frisadas ou granula-
das, principalmente depois dosuccesso que teve
esta nossa edicto, successo enorme que a fez aug-
mentar de alguns milhares de exemplares, quintu-
plicando de um momento para outro a tiragera
primitiva. Demais, a difterenc* que existe entre
as percalinas assim denominadas, nao determina
qualidademas simplesmentevarie-lade, o
que fcil limo averiguar. Da preferencia qne
demos percalina lisa resulta indubitavelmente
sahircm as encadernacoes muito mais perfeitas, a
ntida a sua impressao, como se pode ver compa-
rando os volumes que foram encadernados em per-
calina de difireme padrao com os publicados
agora.
Terminaremos pedindo ais nossos estimaveis
correspondentes o favor de observarcm rigorosa-
mente urna das condifoea do programma da men-
cionada edicao popular, que lhes diz respeito,
inantendo nvariavelmente o preco de 809 ris em
cada volume brochado desta edicao e de 1 200 os
encadernados, accreseendo a estes precos dez por
cento para j porte e registro qjando enviados
pelo correio.
Qualquer alteracito de preco, alm de reverter
em prejuizo dos mesmos Srs. Correspondente,,
dara azo a falsas e injustas preciacoes, a que
nao desej-mos expor o nosso crdito, que muito
presamos, e queremos conservar-illibado como at
hoje.
Francisco Soares Quintas, o agente das assigna-
turas para a Grande Edicio' Poular das Obras
de Julio Verne.
MEDICO
O abaixo assignado, que at agora assignava-se
Dr. Silva Bruto,previne a seus collegas e ao
publico, que, para evitar confusoes, que j teem
navido, por exercer nesta cidade, onde bastante
conhecido com o ultimo termo d'aquelle apellido
um outro collega mais antigo, previne diz, que
d'ora em diante assignar-se-haDr. Joo Paulo
Recite, 1 de Agosto de 1886.
Dr. Jo&o Paulo da Silva Brittn.
Escola particular
Maria dos Anjos Doradlas Cmara,
professora particular, contina a lee
cionar, na casa de sua residencia ra
Duque de Caxias n. 70, 2' andar, as
materias que conslituem a icstruc^ao
primaria, c os trabalhos de agulha e
bordados. O exercicio d'este porespaco
de mais tres anuos um garante de
suas habilitoces e espera merecer dos
pais de familia a subida honra de lhe
confiarem suas filhas.
A' tratar na casa cima.
*
Dr. Mo Lie
'v-~lS
a Medico, parfeiro e operador
Residencia ra da Imperatriz n. 48, 2- andar.
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da manba s 2 da
tarde.
Atiende para ss chamados telephonc n. 449 a
qualquer hora.
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia ; 3 horas.
Residencia roa da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
CLNICA
Attenfo
sal
Navios sahidos no mesmo dia
Buenos-Ayres por escalaVapor francez
Senegal, commandante Moreau, carga
varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Espirito Santo
VMe de Cear
Para
Pionee
ilondego
Cear
Merehant
Trent
Mano*
PetropoUs
Baha
Orenoque
Espinto Santo
La Plata-
do norte
da Europa
do sol
do sul
da Europa
do norte
de Liverpool
do sul
do sul
de Hamburgo
do norte
do sul
do sul
do sul
boje
amsnb
a 6
a 9
a 10
a 13
a 13
a 14
a 16
a JO
a 23
a 25
a 20
-a 29
Tendo chegado ao meu conhecimento que Joa-
quim Ferreira Campos & C com quem tive trans-
accoes de negocios commerciaes, fizeram negocio
com alguem, tn.nsferindo-lbe urna hypotheca que
lhes fiz de urna casa de minha propriedsde sita no
povoado Barra da Jangada, ra do Commercio
n. 11, e que esse alguem tem procurado vender a
referida casa como sua, por Uso venho prevenir a
quem quer que seja, que tiver em vista comprar
dita casa, que nao 'o faca, visto como, alem de ter
eu dado aos ditos Campos A C. a quantia de 80l)
per conta da dita hypotheca, que da importan-
cia de 1:6005, succede ainda que nao lhes vend
a mesma casa, nem fui ouvido em juizo, nem se
me propoz accao de natureza alguma, em virtude
da qual Ibes ficasse dito casa pertencendo por
sen tenca.
Protestando, portanto, usar de meu direito de
proprietorio contra quemjquer que seja que a com-
pre, f.co a presente a fim de que ninguem em boa
f compre a alludida casa.
Qnipap, 31 de Julbo de 1886.
Vulpiano Jos de Helio.
Declaradlo
Os officiaes e cadetes da companhia de cavalla-
ria desta provincia, abaixo assignados, declaram
que nao tomaram parte na fehcitacSo feita na
Provincia de 1 do corrente com a epigrapheA
Jos Afarianno.
Recife, 3 de Agosto de 1886.
CapitSo Joao Justiniano da Rocha.
Tenente Jos Carneiro Maciel da Silva.
Alferes Leobaldo Augusto de Moraes.
Alferes Manoel Foliciano Ladislao dos Santos.
Cadete Candido de Serpa Pinto.
Cadete Joaquim Fenelon Delgado Borba.
Cadete Manoel Machado Silva.
Gadete Abdias Bibiano da Cunha Salles Filbo
Cadete Francisco de Paula Albuquerque Salles.
Cadete Jos Marianno Aurusto de Moraes.
Ao publico
Nos abaixo assignados, officiaes do 2
batalhSo de infantaria, vimos declarar que
nao tomamos parte directa ou indirecta-
mente na publicac3o incerta na Provincia
do dia 1* do corrente sob a epigraphe A
Jos Marianno com relacSo s suas ma-
nife8tac5es.
Recife, 8 de Agosto de 1886.
Capit2o Honorio Clementino Martina.
CapitSo Ernesto Alves Pacheco.
Tenente Justino Lopes Cardjm.
Alteres Joaquim Quirino Vilarim.
Alferes Francisco Jaronymo Lopes Pe-
reira.
N. 3. Mis se tendea filhos debis que
por falta de appitite esto dosntes, dae-
lhes a EmulsSo de Scott.
E' maravilhoso. come em pouco tempo,
ao tomarem-na, restabelecem-se e como
recuperara a energa e a sade.
Ao publico e ao commercio
Constando me que alguem, que nao
empregado da casi commercial de Tho-
oaz de Carvalho & O, de que sou o ni-
co representante, tem usado desta firma e
do meu nome para adquirir dioheiro ou
mercadorias, declaro que nao me respon-
sabeliso por debito algum contrahido sem
ordem escripta de meu proprio punho, seja
em meu nome individual ou no d'aquella
firma.
Recife, 31 de Julho de 1886.
Thomaz Ferreira de Carvalho.
Anacahnlta peitoral
Este importante remedio est fazendo pasmar a
todos es nossos mdicos pela grande rapidez com
que cura a tosse em todos os seus periodos. A
Academia Medica de Berlim teve umita razo em
considerar o tueco desta balsmica arvore, como
um especifico absoluto para as irritacoes e inflam-
maees da garganta ou vasos bronchios. Nenbum
caso de rouqui lo, asthma, catorrho, dr da gar-
ganta ou bronchites, pode resistir as suas proprie-
dades contra-irritantes. Restitue e restobelece a
voz, quando por afteocoes da trachea ou larynx se
ehega a perder ou debilitar; taz parar a expecto-
raco sangunea e impede a agglomeracito de mu-
cosidades nos tubos da respirado, que conduzem
aos pululos.
Inteiramente mu differente esses peitoraes
eompostos principalmente de fructas acres e ads-
tringentes, etc., BnalasBut na sua delicada e ela-
borada composioao nao entra nenhum acido prus-
8co, nem to penco ingrediente algum de especie
ou carcter venenoso.
Como oabantia contra as falsificaces, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman & Kemp venham
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinbo que serve de envoltorio cada garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 9.
Com o emprego deste remedio pbenomenal, o
Xarope de Vida de Beuler. IV. l, mui-
tos doencas que antes eram reputadas de todo in-
curaveis, hoje dominara se e curam-se completa-
mente. Entre taes doencas cumpre citar a dos rins
denominada de Bright, em todos os seas variados
desenvolvimentss de granulacSo, desreneracao adi-
poia, etc., etc., doencas rebeldes do gado tenden-
do a ulceractlo do orgao; clculos na vescula do
fl e os urinarios, a fysica tuberculosa, a syphilis
secundaria e terciaria, as molestias nervosas chro-
nicos, o envenenamento do sangae, etc., etc. Na
realidade, podemos declarar sem temor de dosmen-
tido que o Xarope de Reuter, n. cura
quasi todas as doencas do figado, rins, pulmes,
estomago e intestinos.
Exposlco Sal Americana em
Berlim
APPELLO AOS PRODUCTORES DE PERNAMBUCO
A commisso abaixo assignada, incum-
bida pela presidencia da provincia de or-
ganizar urna certa copia de productos na-
turaes, industriaes e artsticos que possam
com vantagem representtar a provincia na
grande ExposicSo Sul Americana, que se
tem de realisar em Berlim no dia Io de
Setembro prximo futuro ; serve-se boje
da imprensa para fazer um appello a todos
os productores de Pernambuco, e, em ge-
ral, a toda a populacho da provincia, com
o tim da pedir-lb.es que corrospondam, do
melhor modo que puderem, as bons dse-
los nio s da commissSo como do goverao
e do Centro da Lavoura, auxiliando a dita
commisaSo na acquisicSo dos alludidos pro-
ductos.
O presente appello extensivo a todas
as claases da nossa sociedade, e dirige-se
em grande parte as senhoras pernambuca-
nas que trabalham em flores, tapecarias e
toda a ordem de bordados.
A commisso, dispondo de muito pouco
tempo para a sua tarefa, pede a todos os
que desejarem expor os seus trabalhos ou
productos, que os remettam, com as devi-
dai indicacSes, para o estabelacimento do
Sa. Joseph Krause & C, ra Primeiro
de Margo n. 6, e isso at o dia 10 de Agos-
to vindouro.
Cunscia de que ser ouvido o sea ppel-
lo, a commissSo desde j agradece a todos
aqueles que se dignarem auxilial-a
Recife, 23 de Jnlho de 7886.
Visoondo da Silva Loyo.
Baro de SerinhSem.
Antonio Gomes de Miranda Laal,
JoSo Fernandes Lopes.
Joseph Krause.
Jos Fiuza de Oliveira.
Andr Maria Pinheiro.
de parios, molentlaN de senhoras
c de criancan
Dr. Joo Paulo, medico aggregado do hospital
Pedro IIj d'esta cidade, com pratica e estudos es-
I peciaes as principies maternidades e hospitaes
de mulheres e de criancas de Pars e de Vienna
d'Austria, faz todas as operaces obsttricas e ci-
rurgicas concernentes as suas especialidades.
Consultas diis 12 s 3 horas da tarde, na ra
larga do Rosario n. 26, primeiro andar.
Residencia. Ra ria Imperatriz n. 73.
!
!
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
litta, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, mudou seu consultorio, do 2.
andar da casa n. 45 ra do Barao da
Victoria, para o 1. andar da casa n.
H51 da mesma ra. Consultas de meio
dia s 3 horas da tarde. Residencia
ra Sete de Setembro n. 3 A.
Conultorio medico-eirargice
O Dr. Esteva. Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulto uiedico-cirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia as 4
horas da tarde. Paras demais eonsulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
a. 53, 1 andar.
s. v'pnie-M: 1 consoltorie 95 e residencia
126.
Especiaidades Partos, molestias de creacas,
Nd'ultt taseus annexos.
Dr. Coran Leite
M HDIC O
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e criancas.
Fados e nao palavras
Aos que se desejam tratar sem comprometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typographia e na ra Direita n. 43, 1.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmaticc,
ainda mesmo bronchitico; eiysipela, enxaquecas;
internitentes (sem o emprego do fatal quinino) ;
tosse convulsa, falta de menstruacao ; cmaras de
sangue : esfricos ou metrite ; dores de dentes ou
nevralgias, metrorragia ; vermfugos, denticao e
convulses das criancas ; tudo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratam se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
Licor depurativo vegetal iodg'd
DO
Medico ((aintella
Este notabilissimo depurante que vem precedi-
do de to grande fama infallivel na cura de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rheumaticaa
e de pelle, como tumores, ulceras, dores rheumati-
cas, osteocopas e nevralgicas, blennorrhagias agu-
das e chronicas, cancros svphiliticos, inflamma-
ces visceraes, d'olhos, ouvidos, garganta, intes-
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou qneda
do cabello, e as doencas determinadas por satu-
racV mercurial. Do-se gratis folhetos onde se
encentram numerosas experiencias feitas eom este
especifico nos hospitaes pblicos e muitos attesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Fas-se
descont para revender.
Deposito em casa de Faria Sobrinhe & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
38
s
Dr. Carneiro Leo
MEDICO
Tem o seu consultorio e residencia ra
Livramento n. 31. 1" andar. Consultas de 11 ha-
rs da manha s 2 da tarde. Chamados por es-
eripto a qualquer hora. Especialidade :febres,
parios e molestias de criancas.
EDITAES
O Dr. T\ommz Garcez Parankos Montene-
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Faz saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem que por parte de Joo Leal
Reis, lhe foi dirigida a petico do theor seguinte :
Illm. Sr. Dr. juiz do commercio.Dia Jlo Leal
Reis, propietario da letra junta sacada por sea
fallecido pai Antonio Jos Leal Reis, da quantia
de 1:159#080, de principal, aceita em 3l de Ju-
lho de 1878 por Francisco Manoel de Soaza Oli-
veira e veneida em 31 de Julho de 1881, que de*
vendse completar no dia 31 do corrente mez, o
prazo de 5 annos a contar de seu vencimento,
quer interromper a prescripeo e como teaha o
aceitante fallecido, deixando viuva e herdeiros que
residem fora desta capital em lugar nio sabido e
eujos nomes ignora o supplcante, vem requerer a
V. 8. que se digne admittil-o a provar esse facto,
a fim ue que julgado por sentenca sejam citados
por editoes publicados nos jornaes desta cidade e
com o prazo legal a viuva do referido aceitante e
MBBV
p^psm*am



.-
I


t
'
Diario de PernambncoQaarta-feira 4 de Agosto de 1886
" i .!.. I MU
.
todos que se consideraren de forma seus herdei-
rs para virem interromper a prescripco do refe-
rido debito, ficando salvaguardado o direito que
Ibe assiste a haver da mesaia viuva e herdeiros a
imp rtaneia do principal e juros constantes da re-
ferida letra. P*de a V. S. deferimentoE. R. Me.
Recife, 27 de Julho de 1886. Alineida Pernam-
buco.
Autnada na forma da lei. E' o que se continba
em dita peticio aqu copiada na qual via-se o
desp >cho do thejr seguate :
Sim, como pede. O escriv designe dia. Re-
cife, -' de JulBo de 1886 Montenegro.
Ecn v.rtude deste despacho fra feita a distri
buicio do theor seguiuie :
A Ernesto Silva.-Olveira.
E mais sean coutinha era dita distribuiejo aqu
copiada, depois va-seo termo de protesto dotheor
seguicte :
Aos 27 de Julho de 1886 em meu cartorio pe-
ranto mim e as testeraunbaa iufra assiguadas
compureceu o siipplicauto por seu procurador Joo
Caeano o Abren, e por este foi dito qac reduzia
a termo o protesto constante da petico retro, que
oerecia como parte deste em que depois de lida
assigna. Eu, Ernesto Machado Freir Pereira da
Silva. Joiio Oaetano de Abreu. AntomaNJar-
bosa Cordeiro.Eneas do Reg Barr.is Falco.
E mata seuao contiuha em dito termo de pro-
testo aqu bem e fielmeule copiado dos proprios
autos, depois via-se que tendo o supplicado pro-
duzco suas testemunhas que depozeram conve-
nientemente acerca do allegado na pe titilo aqui
copiada, o respectivo escrivo fazendo selar e pre-
parar o^antoa me os fez conclusos que uelles pro-
fer a sentenca do theor seguate :
Vistos. Jalgo procedente a ju;tificac2o e mando
que sej.:ra os justificados citados por editaes com !
o prazo de 30 dias do protesto de folhas para in-
terrupcilo da prescripco do titulo d~ folhas.
Recite, 30 de Julho do 1886.Tbomaz Garcez
Pnranhos Monte-abo.
mais seuao continba cin dita seutepca aqui
copiada. Em rirtO.dc desta sentenca o respectivo es-
crivo tez passar o presente e-iital pe) qual e seu
theor chr mo os herdeiros de Francheo Manoel de
Souza Oliveira para que comparecain ante este
juizo dentro do prazo de 30 dius, allegando e pro-
vando tudo quauto for a bem de seus direitos e
justica.
E para que chegue ao couhecimeuto do todos
manilei passar o pretexte edital que ser publica-
do pea imprensa c aturado nos lugares do cos-
tume.
Dado e passado nesta cidnde do Recife aos 31
de Julho de 1886 Subscrevo e assigno.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro
manto, Rosario, Gervasio Pires, Atalho,
Socego, Principe, Santa Cruz, S. Goncalo,
Goelhos, Hospital* Pedro 2., General Sea-
r i, Coronel Lamenha, Alegra, LeSo Co-
roado, Barao da S. Borja, Soledade, Vis-
conde de Goyanna e Attraccao,
Travessas:
Gervasio Pires, Atalho, Coelhos, Barrei-
raa, Veras, Quiabo, Joilo Francisco, Man-
gueir, C&rapina e Palacio do Bispo.
Pracas :
Conde d"Eu e-S-.nta Cruz.
Largo:
Campia.
Becco :
Coelho. ^^^^^
Edital n. 11
Per ordem do inspector se faz publico, que no
dia 6 do corrente, as porras do trapiche Concei-
cao, sll horas, serao vendidas em hasta publica
32 meias caixas com charutos la Baha, viudas no
vapor nacional Ceara, e spprebendidas no caes
da Lingoeta ein 28 de Maio ultimo.
3* seccao da Alfandega de P ernambuco, 3 de
Agosto de 1886..-O chele,
Cicero B. de Mallo.
tioiiipaiiliia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em i-*55
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 1,1.0:000^000
Terrestres,. 3I6:000#00
4J-Ra do Commerelo
DECLARACOE!
Por ordem do presidente da sociedade 17 de
Maio, declaro que os socios que nao coinparece-
rem quinta-felr 5 de Agosto 4 ses. as penas do 6, art. 1 dos estatutos da mesma
sociedade. Recife, 3 de Agosto de 1886.
O secretario,
Horacio Tavar68.
Thcsouro Provincial
Edital n. 2
O administrador do Consulado Provin-
cial, faz publico a quem interessar possa,
que em cumprimento da portara n. 35 ex-
pedida eai 2i do corrente pelo Illm. Sr.
Dr. inspector do Thesouro, ser effectuada
por esta reparticao, no esparto de 30 dias
uteis, contados da data pr sent e livre de
multa, a cobranca, conforme a relaja n- j
fra, das animidades c mais servidos da
Recife Drai^dge Company relativamente ao
2. semestre io ezereicio de 1885-1886.
Consulado Provincial de Pernambuco,
27 de Julho de 1886.
Francisco Amyntas de Carvalho Moura.
RELA9X0 A QUE SE REFERE O EDITAL SUPRA
Freguezia do Recife
Ras:
Mrquez de Olinda, Bam-Jesus, Alvares
Cabral, Coramercio, Bispo Sardinlia, Tor-
res, Thom de Souza, D. Mara de Souza,
Vigario Tenorio, Barreto de Meneaes, Ma-
riz e Barros, Burgos, Amorm, Mooda
Tuyuty, Companhia Pornambucana, Madre
de Deus, Domingos Jos Martina, Masca-
tes, Restauracao, D. Mara Cesar, Viscon-
de de Itaparica, Pliarol, Arcal, S. Jorge,
Vital de Oliveira, Guararapes e Barao do
Triuuipho.
Pracas e travessas :
Asserabla, Chaco, Pedro I, Vigario,
Madre de Deus, Campello, Domingos Jos
Martins, para o Corpo Santo, Antigo Porto,
Bom Jess, Areal, para a Fundidlo, Occi-
dente, Guararapes e Praca de Pedro I.
Beccos;
Abreu, Noronha, Largo, Pindoba, Ta-
pado e Paschoal.
Largos:
Alfandega, Corpo Santo e Assembla.
Caes:
Companhia, Brum e Apollo.
Freguezia de Santo Antonio
Ras :
Imperador, Primeiro de Marco, Duque de
Casias, Cabug, Barao da Victoria, Triu-
cheiras, Laranjeiras, Larga do Rosario, Centro
Estrcita do Rosario, S. Francisco, JoUo do j
De ordem do Illm.. Sr. inspector desta reparti-
do, taco publico que do dia 2 de Agosto prximo
vindouro em iante comecam os pigamentoa dos
vencimentos dos empregados provinciaes, em li-
quidacao do exercicio de 1885 a 1886, conforme a
collocaco eeguinte :
Nos das 2 e 3, profesoras de 1* entrela.
No dia 4 de 2a dita. /
No dia 5 de 3a dita.
Nos dius 6 e 7, professores de 1 entrancia.
No dia 9 de 2* dita.
No dia 10 de 3 dita e escolas nocturnas.
No dia 11, Theaouro.Juizo, Instruccao Publica,
Bibliotheca e Sade Publica.
No dia 12, Assembla e Secretaria do Governo.
No dia 13, Casa de Detencao e lllumiuaco.
No dia 14, Escola Normal e Gymnasio.
No dia 15, Consulado.
Nos diiw 17 c 18, Aposentados e Coadjutores.
rngadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 27 de Julho de 1886.
O cscrivao da despesa,
Sil vino A. Rodrigues.
AGESTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Segaron marllimo* e terrentrea
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. seg uradis iscmpcaode paga
ment de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao deseante de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
COMPAKHA DE SEGUEOo"
COSTRA FOGO
Sortb British 4 Mercantile
CAPITAL
e:000.00o de libras sterllnas
AGENTES
Adomson Howic & C.
(OHI'A\UIl O: WEGIROS
XORTIIKRX
de liOndre e Aberdeen
PonIco flnanceira (Deiembro 1SSS)
REISIS CHARGE11RS
Companhia Franceza de \aTega-
eo a Vapor ,
Linha qoinzenal entre o Havre, Lia-
00a, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
stemer Ville deCear
E' esperado da Europa at
o dia 6 de Agosto, se-
gumdo depois da indispen-
savel demora para a Ba
liia. Rio de Janeiro
e Sanio.
Roga-se aos Srs. reportadores de carga p-'lo
vaporee desta linha,aueiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng.
quer reclamaco concernente a volumes, que po-
ventura tenham seguido para os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo aa providencias neces-
saras.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageir parb
os quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de Oliveira 4 (
42 -RA DO COMMERCIO-45
Leilo
Sabbado. 9 do corrente
A's li horas
Na rita do Imperador n. 75
O agente Silveira, por mandado a com assisten-
cia do Exm. Sr. Dr. joir de orphos e a requer-
mente do inveuteriante de D. Alexandrina Annee
Jacome Pires, levar a leilo 3 qaartas partes do
sitio estrada de Joo de Barros, teado a casa 5
quartos, 2 salas, cosinha fra, cacimba, sitio bem
arborisado, e medindo de frente 1,145 palmos de
frente para a mesma estrada.
O* Srs. pretendentes podem examinar o referido
sitio.
(tM CONTINUACAO)
O mesmo agente, levar a leilo um sobrado de
2 andares, ra de Marcilo Dias n. 100.
Rio-Grande do Norte
Leilo
A 9 de Agosto
O agente Odilon vender em elo publico, na
cidade do Natal, no da 7 de Agosto prximo, o
patacho noruegaense Land.
O abaixo assignado, tendo de retrar-se tempo-
ranamente para a corte, e nao podendo pesaal-
mente despedir-se de todcs os seas amigos e
conhecidos, o faz par este meio, offerecendo alli os
s prestimos. Recife. 4 de Agoste de 1886.
Lupcino Esteves.
Professorr
Precisa-se de urna tenhora habilitaba e de hpat
costumes para eusinar a cibao meninas portug?^*
msica, piano e trabalhos de agulha, em nm arVa-
balde porto do Recife : para informacoes, roa
do Baro do Triumpho n. 68.
(imuid SUtes & Brasil JlailSAC.
O paquete Finance
Gipiia Pernaniimcana i Na-
yegagao Gosteira pr Vapor
Esta companhia, no intuito de meihor servir
aos interesses dos senhores passageiros, resolveu
fazer um abate de vinte por cento em suas passa-
gens de ida e volta, podendo esta ser utiiisada
dentro do praso de tres mezes, contados da data
do dia em que forem compradas as referidas pas-
sagens. Recife, 28 de Julho de 1886-_________
C. C. E.
club commereial Entferpe
Assembla eral
Por ordem do Sr. presidente, convido todos os
socios quites para com o cofre soca1, a compare-
cerem na sede de;te club s 7 horas da noite de6
de Agosto prximo, para em assembla gcral tra-
tar-se da eliminaco dos socios em atraso.
Secretara do ''lub Cemtoercial Euterpc, 29 de
Julho de 1886.O secretario,
Francisco Lim>-.
Estrada de ferro de Ri-
beiro Bonito
Nos termos do orneo do art. 4 e arta. 5 e 9
2 Jos estatutos, convida esta directora aos se-
nhores accionistas para recolherem doLondon &
Brasilian Bank, a segunda prestaco de 10 0(0
do valor nominal de cada aeco, a comecar desta
data 60 dias.
Recite, 20 de Julho de 1886.
O gerente,
Hyppohto V. Pederneiras.
Capital oubsciipto Fundos accarnulado3 Recelta animal i D premios contra fugo De premios sobre vidas De juros 3.000,000 3.134,348 577,330 191,000 132,000
O AGENTE, John. H. Boxwell. RA DO COMHERC-IO N. O AMttlt
E' esperado, dos portos do
snl at o dia 9 de Agosto,
depois da demora necessaria
seguir para
ttaranho, Para, Barbados, S.
Thomaz e Xew-Vork
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete traeta-se com os
AGENTES
Henry Forster 4 C.
N. 8 RUADO COMMERClO.-N 8.
! andar
(OMPANHIA
JMPERIAL
DE
8E61ROS contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadura*
Taxa* bauzas
Promplo pagamento de prejuizoa
CAPITAL
Rs. 16,000:000/000
Agentes
BROvVNS & C.
N. Ra do Commercio N. 5
condou and Brasilian Bank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
zas do mesmo anco em Portugal, sondo
?m Lisboa, ra dos Capellistas n 7 N
Porto, ra dos Inglezes.
Companhia Bahiana de navega-
cao a Vapor
Maeei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 nw Haraaez fle Caras
Commandante Nova
Segu impreterivel-
mente para os portea
cima no dia 6 do cor-
rente, ai 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
dia do dia 6.
Para carga, passagens, encommendas c dinheii-o
a frete tracta-se na agencia
7Ra do Vigario7
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8000 no becco dos Coe-
lhos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56.
Precisa se de urna boa cosinheira para casa
de familia, paga-se bem : a tratar na ra do Ba-
d da Victoria n. 39, loja.
Aluga-se o sitio do Pina, ,com boa casa' para
morada, con tendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas com excellen-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
ALUG-A-SE a casa terrea n. 20 da ra do
Capitao Antonio de Lima, com 2 salas, 3 quartos
cosinha e quintal com cacimba : a tratar na ra
do Mrquez da Olinda n. 8.
Compra-se fios de linho para o hospital Pe-
dro II : na ra Formosa n. 4.
Domingos Alves Matheos
CS*':
Lisboa e Porto
Na ra da Matriz da Boa-Vista n. 3 preci-
sa-se de duas amas que tenham boa conducta,
sendo urna para cosinha e que entenda de assar
bolos, e outra para lavar, engommar e ajudar em
utros servicos de casa de pouca familia.
Aluga-se o 2- andar n. 31 e armazem n.J39
ra do Imperador, e a loja do pateo do Terco n.
20 : a tratar com Luis de Moraes Gomes Fer-
reira.
Aluga-se a casa terrea n. 1, no Campo das
Princezas, confronte ao theatro de Santa Isabel :
na ra do Bom Jess n. 30.
Retirando-me para a corte por motivo de
molestia, e nao podendo despedir-me pessoiimen-
te de meus amigos, do que peco desculpa, taco e
por este meio, offerecende alli os meus servicos.
Becife, 2 de Agosto de 1886.
Demetrio Brandad.
Com urgencia, nma familia honesta, de tres
pessoas, precisa tomar de aluguel outra de
igual conducta e que tenha pouca familia, a me-
tade de ama casa em boa ra, qae tenha quintal e
agua, prefer ndo a parte de interior : quem ti ver
com estas condicoes, dirija typographia do Dia-
rio de Pernambuco, dando o numero da casa e
ra.
Barreiros
MARTIMOS
C L. P.
namhuco
LIfterario Ptrnnniburnnn
Do ordem do Sr. presidente, sao convidados os
senhores sscios a comparecerem a sesso extraor-
Reg, Ilha de Carvalho, Roda, Patos, Ca- j dnariai que ter ^/^ dU 5 do ^^ a u
labouso Velho, santo Amaro, Mathias de horas da tarde O 1- secretario,
Albuquerque, Paz, Paulino Cmara, Fogo, j_______________Diogo Cabral de Mello.
?^a^s^pffi!topnli de eavallara de Per
cilio Dias, ViracSo, Lomas Valentinas, Co-
ronel Suassuna, Santa Thereza, 24 de
Maio, Palma, Mrquez do Herval e Ca-
deia Nova.
Caes:
22 de Novembro.
Praga:
Pedro II.
Travessas :
Queiraado, Cruzes, Mrquez do Recife,
Ra Bella, Quarteis, Calabougo, Expostos,
Matriz, Flores, Carino, Bomba, Livramen-
to, Arsenal, 1.* e 2.' travassaa da Praia,
Carcereiro, S. Pedro, Viragao, Lobato,
Becco do Falcao, Pocinho e Concordia.
Beccos:
Travessa da Ra Bella, Calabouco, Ma-
triz, 1., 2. e 3. beccos da Carabfa, Fal-
cao e 1." e2. da Cadeia Nova.
Campo :
Princesa.
Largos :
Paraizo, Carmo, Penha, S. Pedro e Pra-
ceta.
Jos
Ras:
Marcilo Dias, Lomas Valentinas, Co-
ronel Suassuna, S. Jlo, Palma, Mrquez
do Herval, 24 de Maio, Dias Cardozo,
Passo da Patria, Padre Nobrega, Victoria,
Cadeia Nova, Vidal de Negreiros, Frei
Henvque, Dique, AssurapcSo, Domingos
Theotonio, Padre Floriano, Christovao (bo-
lombo, Jardim, Forte, Antonio Henrique,
Nogueira, Santa Cecilia, Santa Rita, ova
de Santa Rita, S. Jos, Praia de Santa
Rita, Pescadores, Ypiranga, Imperial,
Praia do Forte e Luiz de Mendonca.
TraveaBas :
Maityrios, Ramos, Pocinbo, O aldereiro
Qz, Fort-?, Prata, Serigado, Copiares
Freguezia de S.
Precisa-se comprar sete cavallos para o servico
da mesma companhia, as condicoss seguintes :
mansos, que goveranm bem, com sete palmos de
altura, gordos e novos.
A 10 do corrente, s 1C horas da manha, se
effectusr.i a compra, depois de eianiidados.
Quartel no Camp3 das f rnseas, 3 de Agosto
de 1886.
O tenente, Jos C. Maeiel da Silva,
Agente.
Reci|& Drainage
A companhia faz publico, para conhecmento
dos interessados, que collocou no mez de Jolho
prximo rindo, os apparolhos abaixo declarados :
Freguezia do Recife
Ra do Mar (oez de Olinda n. 1, apparelho n.
8,022, primeiro andar.
dem dem idem, apparelho n. 8,023, segundo
andar.
Recife, 3 de Agosto de 1886.
O gerente,
_____^_____________ *' Dowsley Jnior.
Secclto 1*N. 3,150.Por esta repar-
tijao se faz publico, de ordem do Illm. Sr.
Dr. chefe de polica, que se acha deposi-
tada na mesma reparticao urna cdula de
10(S000, entregue pelo brigadeiro Francis-
co Joaquira Pereira Lobo, com a declara-
cao de havcl-a achado na ra do Barao da
Victoria.
Quem se julgar com direito dita
dula apresente-se reclamando-a.
Secretaria de Polica de Pernambuco, 3
de Agosto do 1883.
O secretario,
Joaquim Francisco de Amida.
ce-
Rua Azul, Santa Rita, Praia do Forte, S
Jos, Peixoto, Matriz de S. Jos e Li.ua
Beccos :
Palma, Caldereiro, Gaz, Assumpofc), 4.
becco da ra de Santa Rita o Mafria de B.
Jos.
Largos:
Forte e Mercado.
Freguezia da Ba-Vista
Ras:
Imperatriz, ConcaicSo, Visconde de Pe-
iotis, Tambi, .Capibaribe, Ponte Velha
Conde da Ba-Vista, Riachuelo, UniSo'
Saudade, Sete de Setembro, Hospicio, Ca-
SEGUROS
C{tMF.4*(SI.i PKHIItinilllt
DE
Xavegacao Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Maeei, Penedo, Aracaju' e Bahia
O vapor Jag-uaribe
Segu no dia 7 de
Agosto, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 6.
Encommendas, passag*. .is dinheiro a frete at
as 3 horas da tarde do da da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pemambucana
_______ n. 12____________
ROYALIAILSTEAI PACET
COMPANY
0 paquete Moiidego
E' esperado daEuropa no dia
9 do corrente, seguinds
depois da demora necessa
ria para
Macelo, Bahia, Rio de Janeiro, Santos',
Montevideo Buenos-Ayres
0 paquete Trent
esperado
do'nt no dia 14 de
ceninte seguinJo
depc da demora
Eeceastrfa para
S. Vicente. -Usboa. Vlgo e %<\\k
dhaniptou
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com f
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
COHPANHU rEBXAMBUCANA
DE
avegaeSo Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear e Acarahu
O vapor Pirapama
E' esperado uestes das o patacho nacional
Osear e segu com brevidade para os portos ci-
ma, por ter quasi toda a carga engajada ; para o
resto que falta, trata-se na ra do Marque* de
Olinda n. 4.
LEILOES
Leilao
De
Km eontinuaeo
1 armacao, 4 machinas para funileiro,
l cofre e I magnifica pndula
Ao meio dia
POR INTERVENgiO DO AGENTE
Alfredo Guaraes
Na oficina de funileiro ra do Bom Jess n. 53.
Ao Sr. coronal Joo Carlos.
Explica-nos ou nao a historia que, interessando
a alguna senhores de engenho de Barrieras, sahio
no Diario do dia 11 do mez prximo passado ? !..
Quer nos parecer que todos os argumentos sus-
citados na referida historia sao irrespondiveis :
com tudo esperamos anciosos um arsinho ;de sua
graca.Vej amos.
Um que tambera nao ignora.
AoDr. chefe de polica
Pede-se a V. S. se digne providenciar para que
baja um ponto (guarda cvico) no pateo do Carmo,
aflm de evitar as repetidas desordena praticadas
por individuos suspeitos e embreagados qne se
reunem nesse mesmo pateo.
Freguezia do Recife
Aluga-se por preco omito commodo urna pe-
quena familia metade da casa da ra dos Guara-
rapes n. 29, e na mesma se precisa de am menino
qne seja fiel, para fazer compras, d-se roupa o
bom ordenado.
Regulador da Mari-
nha
Est-3 importante estabelecimento de re-
lojoaria, fundado em 1869, est funecio-
nando agora ra Larga do Rosario n. 9.
O seu proprietario en:.arregado da Re-
gulamentajao dos relogios: Arsenal de Ma-
rinha, Estrada de Ferro de Limoeiro, Com-
panhia Ferro Carril de Pernambuco, As-
sociaeSo Commereial Beneficente, Estra-
da de Ferro do Recife a Casanga, Estra-
da de Ferro do Recife s Olinda e B:beribe
o Estrada de Ferro de Caruaru' ; cercado
de intelligentes o habis auxiliares, fazcoa-
certos por mais difficeis que sojam, nao
s em relogios do algibeira, mas de pndu-
la, torre de igreja, caixas de msica, ap-
parelhos elctricos e telegraphicos.
O mesmo acaba de receber vaiiaio sor-
timento de relogios americanos qua ven-
de de 7# a 209 de parede e de mesa, des-
pertadores de nikel.
Aos seus collegas vende fornecimeto em
grosso e a retalho : e aceita encommendas
para seu correspondente em Paris.
Acha-se bem montado neste estabeleci-
mento um observatorio pelo qual regula to-
dos os relogios martimos e terestres.
Recebe asssignaturas para dar a hora cer-
ta desta cidade pelo telephone n. 458.
Preco commodo
Em frente de seu estabelecimento se
acha collocado um relogio, cujos mostrado-
res poderao ser vistos pelos passageiros da
Ferro Carril, iendo sempre a hora media
desta cidade determinada pelas uas ob-
8erva5es astronmicas.
Antonio Jos da Costa Araujo.

Leilo
_ De duas magnificas casas terr. as na. 10 e
sitas roa Bella, freguezia de Santo Antonio.
Qnarta feira, 1 de Agosto
A's 11 horas em ponto
Per intervencao do
Alfredo Guiniares
Em sua agencia, ra do Bom Jess n. 45.
43
Cosinheira
Leilo
Da armacao e mercaduras, existentes na taverna
da ra de Domingos Theotonio n. 15
tuarta-feira 4 do corrente
A's 11 horas
Agente Modesto BaptisU
Leilo
Precisa-se de ama boa cosinheira, que seja as-
seiada e durma na casa em que se alagar, paga-
se bem : a tratar na ra do Paysandu n. 19 (Mag-
dalena).
Antonio Qaiullno Franco da
Caoba
D. Maria Lucinda Ferreira da Cunha e seus
filbos convidam a todos os seus parentes e ami-
gos para assistirem a missa que por alma de san
sempre lembrado esposo e pai, Antonio Quintino
Franco da Cunha, mandam celebrar no dia 4 do
corrente na ordem terceira de S. Francisco, s 8
horas da manha, 1 anniversario de seu passa-
mento, confessando-se desde j agradecidos por
este acto de caridade christa.
Criado
Precisa -se de um criado de 12 a 14 annos, que
tenha pai ou alguem que o governe : a tratar na
rua de Paysandu n. 19 (Magdalena) ou roa do
Qommercio n. 44.
Ama
Precisa-se de nma ama :
do Rosario n. 21, 2 andar.
a tratar na rua larga
Allencao
Tenente Manoel Gaimarea
D. Eliza Guimai-aes, viuva do tenente do 14
batalhao de infantaria, Manoel Guimaraes, man-
dando resar mssas no dia 7 do corrente, pelas 3
hoias da manha, na matriz da Bo-Vista, pelo
.repouso de sua alma, pede e roga aos parentes,
amigos e companheiros do finado qne compare-
cam a esse acto de caridade e religio, pelo qae
se confessar grata.
Vende-se um dyonte
pria para principiante
numero 3.
em pequea acalla, pr*
: na rua dos Pescadores
Se^ue no dia 5 de
Agosto, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 3.
MARTIMOS contra fogo
Conpnhla Phenix Per-
ambucana
ercio n. 8
Encommendas passagens e dioheiros a frete at
s 5 horas da taide do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamiw/ina
n. 12
'i^^ ...... -^ MIM M
COMPANHIA PKtt\*BrCA\l
DE
Saregaco costeira por vapor
Fernando de Noronha
De bons movis, espelhos e quadros
SENDO:
Urna cellente mobiliade jacartud com 12 ca- *
deiras de g'narnicao-, 2 ditas de bracos, 2 ditas de
balanco, 1 sof,' 2 consolos e jardineira com tam-
po op pedra ; 1 grande espelho oval, 2 ditos com-
pridos para coneblos 2 ditos pequeos ovaes com
bonitas molduras dcradas, 3 pares de jarros fi-
nos, tapete grande para sef, 5 ditos pequeos
para portas, 1 cama franceza, 1 guarda-vestidos
de amarello, 1 toillett, iavatorio esm espelfao*, 1
meia commoda, 1 cabide e columna. 1 candieiro
de gaz e 2 escarradeiras.
I Urna moblia de phantasia enalhada, 2 cade-
i-as.de balanco de junco, 2 cadeiras' (spregnica-
deiras) entalbadas, 1 mesa elstica de quatro ta-
beas nruito solida, 1 guarda- lenca aparadores, 1
marqneza. 12 cadeiras de junco, 1 quartinheiro, 2
marquezws, 2 meias commodas, 1 cadeira para
crianca, 1 banca para jogo, 1 ber$o, 1 relog de
parede, 4 qtladros, 1 mesa para escriptorio e on-
tros mnitos movis do uso de urna familia.
tuarta-feira 4 do corrente
A's 11 horas
Na rut do Mrquez do Herval n. 112, an-
tiga rua da Concordia
O agente Martins, far leilo dos movis e mais
objectos cima descriptos na casa em que merou o
Sr. Joaqnim Bernardo dos Res, rua da Concor-
dia n. 112J
41
Tomem nota
Trilitos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Machlnlsmo com7o Para e<
genhos de todos os ^wannos
Systema aperfeicoado in-^^rav
EspecijicacZes 'P'^no escriptorio *jj mitigand^e M amentos
Browns & C.
Leilo
FOGO
The Liverpool A Utia & 1
INSIRRAME COMPANY
&C.1
O vapor Giqui
Segu no dia 10 de
Agoso, pelas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
dia 9, e passagens at
s 11 horas da manha
do dia 10.
ESCRIPTORIO
raes da Companhia Pernasabu
eana n. 19
De gneros, aroiayao e utencilios da taverna
sita rua de Joao Fernandes Vieira
n. 50.
Quinta feira, & de corrente
A's 10 1/2 horas
O agente Silveira, devidamente autorsado, le-
var a leilo em um ou mais lotes.
Garante-se as chaves.
Grande leilo
De miudezas, perfumaras, panos fino para ca-
pote, movis, ricos ja-ros, carteiras, camas fran-
eezas, marquezes, guarda-louca, guarda-roupas,
lavatorios, cadeiras de balanco, calderoes, cefres
francezes, balancas, colheres, garfi, facas, copos
e muitos outros artigos que estaro patentes no
armazem da rua do Mrquez de Olinda n. 19.
Quinta feir. 5 do corrente
A'i 11 horas
POR INTERVENGO DO AGEtfPE
GlISDlO
N. Rua do Commercio
N. B Alm do cima B & C, tem cathalogos de
ma'i f implementos necessarios agricultura, como
.ambetn machinas para descarocar algodo, mei
nhos para caf, trigo, arroz e milho ; ce"ca de fer-
ro galvanisado excelente e mdico em preco, pes-
soa nchhuma pode trepal-a, nem animal ue-
bral-a.
Agradeeimento
D, Eliza (iuimsres, posuida do mais doloroso
aentimento pelo pasaamento de sea marido, o te-
nente de 14 batalhao de infantaria, Manoel Gui-
maraes, agradece ao Exm. Sr. general comman-
dante das armas, aos amigos, parentes e compa-
nheiros do finado, os servicos prestados em to
triste occasio, e bem assim aos que dorante a
molestia ao ", *oram "pnaraveis do l>to da
ftora^?*6 6 *>***** 0SS, '
7rJ ^ deveJ *a',d0 8e '""e tambem
ZXJ,eCerf08,Srs- Dr.Cysneiro e pha. macen-
tico Moara o trafamento, sem interesse alguin, e
s por caridade em socc9rrer a uma.nfeliz, qae
Ibes ser eternamente reconhecida.
I
Anna Lenidas de Fi-
gueirda Faria
Francisco de Figueira Faria e seus filhos on-
vidam a todcs os seus parentes amigos para
assistirem as missas que por alma de sua nunca
esquecida esposa e mi, mandam celebrar no dia
5 de Agosto, no convento de S. Francisco, s 7
horas da mai ha, 1 anniversario de seu passa-
mento. Desde j antecinam seus sinceros agra-
decimentos k todcs aquelles que se dignarem as-
sistir a este, actof dando assim ama prova de sua
amizade e.eai dade cluist.
Mara Porcina Jomen Porto
Aquilino Gomes Porto e stus filaos mandam
resar nma missa por alma de sua lembrada osposa
e n ai, Maria Porcina Gomes Porto, no dia 6 do
ojrrentc, s 8 horas da manha, 3- anniversario de
sen passamento, na matriz da Escada. Agrade-
cem cordialmente a todos que c mparecerem a
esse acto de caridade. ______
Joo Vctor Alves Matheus^^uatemiliacan-
piingidos com a infausta nova do passamento do
Illm. Sr. espito Jacintho P. Silva Barros, digc
pai de seu compadre e amigo, o Exm. Sr. D. Jos
Pereira da Silva Barros, Bispo Diocesano, man-
dam resar algumas mssas pelo descanso et
dalma do Ilustre morto, s 8 horos damanb5
dia 7 do corrente, 15o de seu pasamiento, na i
triz da Boa-Vista, e para assistir a este acto i
ligioso, convidara ao mesmo Exm. Diocesano e s
pessoas que os honram cem suas amizades, pro-
testando desde j seu eterno reeonhecimento
^iellesgoeje dignarem comparecer.
'< Aieiedo de Aadrade
A viuva e filhos de Jos Azevedo de Andrade
mandam resar missas por alma de sea presado es-
poso e pai, pelas 71/2 horas da manha do da 6
do corrente, no convento de S. Francisco, 1 an-
niversario de seu passamento,


1



n


1
Diario de PcriuuiifcJityiiaria--feira 4 de Agosto de 1886
K


*#y
.v
i
O VlSr dQ
Cabello
"Ayer
(Ayers Hair Vigor)
VnMIBADEECRMBIMC
f
PRBAIWAO SEM ICU*
M 0 CABEUO,
TOWtANDO-0
SACIO FUXIVEL E LUSTROSO
AGUA SALLES
Acabarao-se as Cas
(miNHiiira aos Cabellon e a BmrlMt
a Cor ttariat-at
feas i; xa !D fnas Apilcacte sen Lavagen neo Preparacio
35 ANNOS DE XITO
E. SALLES Iils; J. MONEQHETTI, suoceaaor
rertiffiisU-CilaiM. 13. ru Taruga, PAJUZ
yk?em-e un tzdst u prlnc/piu Perfumtriat e Drojariai
--.bii'o Frjr~NLaaSILVA AC'V
PLLLiS do Dr GRONKR
deiomjnaro de rinno < THINTA UfNOSAboniEzltoUtBdaKact'td*
aafflcacta iLeonteatara-d'aataa Plala, quaeuae? rata
WfcmiaiKiimifiwtwpira a r-ymt-v^o ?
Palta mu proprledadat lonicoi t mytioti.,
o zosuxvro urasui* Qt7xjrs.j.
4 o aodicuneoK vjMto ooatr* u
iTsfora<|o Muro* immlt
Parda da appttlf
mpobrc&mento oto Janana
Afeaoet esc-'ofulcsas, eU
HMfU feral : ), ru .1 6-:D(lle-SilV*rMlB. Ma
FTXAN- M. da UTA <*-

NICO
^
\
Preoaraco de Productos Vegetaes
extinvIoTas caspas
e outras Molestias Capillares.
f/IARTINS&BASTOS
*ei'nanihrtc-c
v<.*2*.-fi- *v S MES DE FAMILIA
a*arn remediar fraqueza das enancas, desen-
volver suas forcas, seu crescimente e prese-
val-os das molestias communs idade tenra,
6 prineipaes Mdicos e Membros da Academia
4e Medicina receitao, com grande xito, o verda-
diro Racahout dos Arabas ae Delangrenier,
tte Pariz. Este alimento muito agradavel com-
porto de substancias vegetaes nutritivas e
MrUfi'anteo, se espalhn por da a economa
m vista de suas procriedadee analpticas,
t>lhora a composicao do leite das senlioras
e cpiio, e restaura as forcas cnfraquecidas
estomago.
'o en toda nCtfadadoBtmmItdoPsrfttajaU.
A-limentaAo racione
ata* WES. CRIANQAS, AMAS A CONVALESCEUTCS
far eso tfi PIIOSPBA TIXA Futieres,
PAJUZ, fi, Ararat. Victoria, 6, PABIZ
a>|Mte ea fatal : FRAM- a*, da SJLVA fc O*.
Ama
Precisase de orna boa cosinheira : na ra do
Bangel n. 29, padaria.
Attafio
Tricofero de Barry
Garante-so que faz nas-
oer e cresoer o cabello ainda
aos mais calvos, cura a
tinba e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
to da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de caliir ou de embranque-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
18W. E'o nico perfume no mun-
do que tem a approva95o official de
um Govemo. Tem duas vezes
mais fragrancia que qualquer outra
eduraodobrodotempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banbo e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frouxido e debilidade. Cura as
dores do cabecn, os eansacos e os
desmaios.
larope Je Vifla le Renter No. i
ANTES DE T78-0. DKFOIS DE tTSAL-O.
Oura positiva e radical de todas as formasd*
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Aflec95eK, Cufeneas e as do Couro Cabel-
ludo oom perdftpCabello. e de todas as do-
enoas do SangdMpigado, e Rins. Garantes*
qne parifica, tanquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro. ^r-*.
Sabao Curativo de Reuter
ALCATRAO DE GUYOT
GODRON DE GUYOT
0 Aleatri le Gayot serve para preparar urna aga de alcatra, muito efficaz e agradavel aos
mais delicados estmagos. Purifica o sangue, augmenta o apetite, levanta as forcas e efficaz em todas as
doencas dos pulmos, catarrhos da bexigoa e affeccos das mucosas.
0 Aicatrao de iinjmt foi xperimeutado com vantagem real, nos prineipaes hospitaes de Franca,
da Blgica e Espanha.
Durante os calores e em tempo epidmico urna bebida higinica e preservadora, Um s dro basta
para prp.parar doze litros d'uma bebida salutarissiraa.
0 %ietro de fiayot Al i Hi\Tli vendido mu vidros trazendo
do rotulo e com trez eores a assignatura :
Vewl* vare jo na mr parte das Pharmaciaa. Fabricacaa em
atacado: Caaa AL. FHERE 19, rae Jacob, Parla.
A GRACIOSA
Nova luja de miudusas
N. 7RA DO CRESPON. 7
DUARTE & C.
Os proprietarios deste estabeleeimento, tendo-o preparado com esmero e ele-
gancia, convidara as Exmas. familias para visital-o, afianzando que encontrarlo sem-
pre um variado sortimento de objectos de moda e phantasia, por precoa summamente
mdicos, como alguns que em seguida designara.
Carriteis de linba para machina a 80 rs.
Ditos de retroz de 100 jardas a 200 rs.
Ramos de flores finas a 10000 e 10500.
Babados e ntremelos, de 500 a 30000, a peca.
Baleias para vestido a 300 a duzia.
Ditas cobertas a 700 rs. a duzia.
La para bordar a 20800 o maco.
Espartilhos para sonhoras de 30000 a 80000.
Ditos para meninas a 40500.
Extractos finos para lenco de 10000 a 40000 o fraco.
Luvas de seda de cores 20000 o par.
Ditas rendadas a 30500 o par.
Ditas de pellica a 20500 o par.
Macos de grampos a 20 rs.
Caixas com colxetes a 60 rs.
P para dentes a 200 e 500 rs. a caixa.
Vasos com opiatas a 10000. '
Escovas para dentes de 200 a 500 rs.
Alfinetes a 80 rs. a carta.
Fita de linho a 40 rs. a peca.
Panbos e collarinbos bordados para senhora a 20000.
Inv8veis para o cabello a 200.
Lencos com barra a 20000 a duzia.
Agulhas a 20 rs. o pap 1.
Ditas fundo dourado a 80 rs. o papel.
Cabos de agulhas para crochel a 200.
E muitos outros artigos taes como fitas de diversas qualidades, lcques de papel,
de setineta e de setim, plisss de carabraia e de seda, albuns baratas e de finas qua-
lidades, sapatos para meninas, senhoras, e homens, tudo p-r precos admiraveis.
Sitio
4os 4:0008000
BILHETES GABANTIDOS
16-Kua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da lotera n. 65a em beneficio
da Santa Cass. de Misericordia do Recife,
que se extrahir quancio for annunciado.
PRECOS
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Sendo qnandade superior
* a l0:OOO
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0750
Joaquim Pires da Silva-
no Arraial, perto da estacSo Casa Amarella,
vende- se um grande sitio bem arborisado, com
riacho, grande casa de morada, proporcSes para
criaco de vaccas e baixe s de capim, banheiro e
porta d'agua ; este sitio o que pertenceu ao fi-
nado Francisco Jorge de Souza. Para informa-
ces, na fabrica Globo, ra larga do Rosario.
Aos flOFtes ios olios
Cura certa em 48 horas das inflamacoes
recentes dos oaos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega e este poderoso colyrio sempre com' n Di*w [ &W
grandes vantagens, as seguintes molestias : < Hila I l lUlCllO Q6 JBdrCO D. Zd
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas, con-1 n l- ___j ,-,
unctivitee, etc., etc. abaixo assignado, tendo vendido nos
Deposito geral, na drogara de Paria Sobrinho I seos afortunados bilhetes garantidos 4
& C.. ra do Mrquez de Olinda n. 41. j quartos n. 406 com a sorte de 4:0005000,
1 quarto n. 2939 com a sorte de 1000000,
\0S 4:0004000
SILSS1ES "-
*mmm
Para informaQes, sedirijam livraria
trial ra do Bario da Victoria u. 7, ou
dencia do autor, ra da Saudade n. 4.
Indus-
resi-
curam!
Sem dieta esem modifi-
cayftes de costumes
Para o Banho, Toilette, Crian
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
e em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Criada
Precisa-se de urna criada para morar em casa,
que saiba ongommar, e tambem frisar e preguear
roupa de senhora, paga-se bem ; a tratar em San-
to Amaro, portao encarnado, junto capella.
ME DALE A DE BONKJ
0 8LE0 CHEVRIER
4 ttettntoeudo ce* Alcatrf,
KhIco bjtmkt, o que mult
tumttt s propfltdtdm do j
0 OLEO de FIGiDO
K UCAUO FERRUfilNOSO
0 A anlct prtp'acio <;u$ permttte
idijimatrar o Farro $em pro-
(*..-.' Priado de Vantra, ***
Icooromodo.
<.,
BRANCOLOIRO
]Mm\&
rain |nl m tus
il, ru U fad-Intairtn, 21
^#5SS^^'
DIPLOMA DEHOWl
KBCKTADO POa TODM AB
OaletoiAades Mdicas |
E TUANCA E BAIUBOPA
MOLESTIAS DO PEIT0,
AFFECQiES ESCROFULOSAS I
CHL0R0S1S,
ANEMIA. DEBILIDAD^
TSICA PULMONAR,
RONCHITES, RAIHITISRO
UHimf*
ti-'
Vinho de Coca
nWOSITOS KM TODAS AS PRINCIPABS PUARMACIAS DO BRAZIL.
Aviso
Precisa-se de urna profes&ora que saiba tocar
bem piano e mais trabslhos de senhora, para en-
genho : a tratar com o Bario de Nazareth, ra
do Imperador n. 79, 1* andar.
INJECTION CADET
dura certa em 3 das sem outro medicamento
JPAMIS V, Boulevard DumuIm. 9 JMJU&
Laboratorio central, ra do Viconde do
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Regente .Bao de
Janeiro
Especficos preparados pela phar
macentico Eugenio laffies
de Hollanda
Approvudos pelas juntas de hjtgiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de intiustria da
Pariz.
Elixir de imbiribiaa
Restabelece os dyspepticos, facilita aa digea-
tfles e promove as ejeccoes difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e qeinado
Para os cnloro-anemicos, debeHa a hjpoemia
mtertropical. rtconstitueos bydro^cs e baribe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e matamba
Muito recommtndado na bronchtie, aa henaop-
i trae e as tosses agudas ou chronicas.
; Oleo de tesludus ferruginoso cascas e
laranjas amargas
' o primeiro reparador da frt*tiaM* d rga
I oismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparsbn >on a
pererina, quina e juborar'ly
Cura radiealmiute as febreg ineeruiitteBtea, re-
; mittentes e perniciosas,
Vinho de juruboba bitaplui e ki.abesi Saf-
ruginosi, prepitra'Ios a Wtib de cj
EfiScazcs naa iaflatmnacoe* d figedo ". bn>
. agudas ou chronie.is.
Vinho tnico de cautlaria quina
Applicado b&s coavaii>scufas da partm iaat<-e
; aretieo antefebril.
Depasito : Francisco Mao*it .i S'Jv & C
Francisco lanoel i Silva k i,
23RA MARQUE* 'H LINDA J
alm de outras sortea de 320, 160 e 80, da
lotera (64.a), que se acabou de extrahir,
convida aos possuidores a virem reueber
na conformidade do costume sem descont
algum.
Acham-se venda os afortunados bi-
hetes garantidos da 253.a parte das lote-
ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife (65.a) que se exirahir
quando or annunciada.
Presos
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Hm quantidade malor de 1004-
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manoel Martina Finza.
^s 4:0001000
E
na do Baro da Victoria a. 40
e casas do costme
Acham-se venda os felizes bilhetes
garantidos da 253.a parte das loteras
veneficio da Santa Casa de Misericordia de
Recife, (65.*), que se extrahir quando for
annnnciada.
Precos
inteiro 40000
Meio 20000
Quarco 10000
Ka- porcia de OO^OOO
cima para
Inteiro 30500
Meio 10750
loartfl 0875
Joaquim da Costa Leite.
O aagociante que precisar de um rcpaz eom
aratua para cobranca, tanto no exterior como no
mterior, dirija se k ra do Imperador n. 40, que
achara eum quem tratar.
io commercio
fietirnnd nc para a corte por assim exigir o
cu mo eatado de sade, declaro que deixo como
cus procuradores : a meu pai o Sr. Alexandre
Americu de Caldas Brandan, a meu irmao o Sr.
Juno Americo de < aldas Bi-andae e a mea sogro o
Sr. Manoel do Carmo Rodrigues Esteves, na or-
dem em que se acham. Fecite, 2 de Agesto de
1886.
Demetrio Brandao.
Aluga-se
J^^ Jardim das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acnb r j'ie es-
tao em vasos n'este jardim, vende- se os sapotisei-
res muito grandes, e dando fructo, 24000, la-
ranjeiras, muito grandes, para enxertur, 6jS000
a duzia, e sapotiseiros mais pequeos por barato
preco.
Queijos do reino
Marca Johannes Pluym, aprovi-ire n em qnanto
temn-1
600 qaeijos vendidos a r. (.... i aa !
2600 um queiji fresco
Em casa de
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO H0LL0WAY
COLLEGIO PRANCEZ
O Uagoasto de Heflowar 4 ara renado infallivel para ot males de pernal e do peito tatabem ptra
as ftidas aatigas hagas e ulceras, E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfemi-
dades de peito ni se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores as glandaki e todas as molestias da pelle nao teem seaelhante e para os memtpos
ectUnihidos e juncturas recias, obra como por encanto.
a meSwa sio pnpandas aimentaao EsUkelecimento do PraTatsar Hollowat,
7S, jTSW 0XT0BD STEEET (antea 633, Oxford Stre* i, LONDRES,
S Ttndcmat em todas as pharmaei do unireno.
Sr Ob mpndart* aao caondadoa raapeitoauuntt a examinar n rtulos de oada caica a Pata, as ala teca a
d-ecsao, 533, Oxford Stratt, aU fclaiacaooaa.
PARA MESLXAS
17Ra do Barao de Henifica
NA LINHA DA PASSiGEM DA MAGDALENA
17
i
Charles Playni & C.
24Ra do Commercio24
Herir*
predio n. 140 ra Imperial, proprio para ts-
tabelecimeoto fabril : a tratar na ra do Commer-
cio n. 34, com J. I. de Medeiros Reg-
Alnga-se barato
A casa n. 96 ra dos Guararapes.
A ra Lomas Valentinas n. 4
O armxzem da ra do Corone! Suassuna n. 141
A casa n. 107 da ra Vieconde de Groyanna.
Trau-se na ra do Commercio n. 5, 1* andar
iptorio de Silva GnimarSea & C.
Aloga-se
a casa n 1 ra Lembranca do Gomes, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na na da Imperatriz
a. 32, 1- andar.
Piecisa-se de urna : na
ra Jo Cabug n 3, ter-
Amo
Precioa se de orna ama para con'nhar, para
casa de puuca familia : na ra -0 BarSo da ViC'
toria n. 57.
Aviso
Cuidada com aa FalalflcacSas.
PAEIS, 14, Ra
| (ostra s. Apoplexia, t Obolara, a Enjoo do mar, as Flatos, is Colicaa, Indi
laa,a Fabre amarella, e. tar o prospecto no quil ra anrcluio cada vidro.
Wve-se exigir a !ctrclr) branco e preto. em io AGUA de MELISSA1
dos Carmelitaz
BOYE
Tjnioo Sw.oooeeor dos Carmelitas |
de l'Abbaye, 14, PARS
Vafel
seja qual f3r o tamanho, como tambem a aaaigruuuru:
Deposilos em todas a., Pharmacias das Americas.
O abaixo assignado protesta de boj^ em diante
nao pagar debito algum que seja eontrahido em
seu nome particular, a nao ser eontrahido por si
pes8oaln.ente, o qne faz publico para nao se cha-
marem a ignorancia. Recife, 31 de Julho de 1886.
Francisco Antonio C< rr. ia Cardoso
aAalVXA.
eiro andar.
Ama para cosinhar
No largo do Corpo Santo n. 19, segundo andar,
precisa-se de urna boa cosinheira. que d fiador
de Boa conducta.
Precisa-se de urna ama de meia id
da Aurora n, 137.
Ka ra
Pretencao
Previne-se a quem interessar possa, que a rea
comprehendida da igreja da Peuha at o ltrgo
das Cinco Pontee, entre as ras das Calcadas e
Vidal de Negreiros, terr"no f reir pertencente
ao antigo vinculo Salvador Curado Vidal, cuja
successora trata de habilitar se para haver os
respectivos foros e bem aesim dos terrenos entre a
igreja do EspiriloaJSanto /, < v~ P Roga.
ric, como melhor expli.. l'enha
n. 23, leja.
AO CHLORrtYDRO-PHOSPHATO DE CAL
O nvala podaros* doa reconstltulntes adupUido por todob os Mdicos da Europa na
Ftaqueut ral, Anemia, CAloross, Titca, Cachexia, Sscrapila, RacMttsmo, Dotnau
eos otsot, Crescimento dtffict das cnarifas. Pasito, Dispepsias.
raris, COIRRE, Pk, 79, ru da Coerene-li. Ditaiilat ca frincijiei Fbirataiu.
Grande e bem montada oflicina k alfaiale
DE
Ama
ISa piaca do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, pre-
iga-se de urna ama que cosinhe bem, para casa
ais pequea familia.
16|000
Alaga-se a casa n. 4 da travessa do Freitas,
aatiga do Trindade, em S. Jos, com 2 salas, 2
ajmarta, coeinha fra, quintal murado, cacimba e
tio : a chave acba-se junto n. 8, e trata se na
rma 4a Caa a. 2, Recife.
Serrara a vapor
Caes do CapSbitrih* n. *
N'esta aerraria ene V gue-
ses, um grande sortimento de pinito de resina de
cinco a dez metros de comprimeuo> e de 0,08 a
0,24 de esquadros Garntese preco mais cmo-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Sanr< s M acedo.
Vende-se no largo do Corpo Santo n. 19,
ido andar, imp
tb a 28|000.
gando andar, importantes toblhas de labyrinth,
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da Victoria- N. 41
Neste bem conhecido eaUbelaciroento, se encontrar um lindo variado sor
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatat.
tudo impoitado das melhores fabricas de Paris, Londres e AUemanhn ; e para ben-
servirem aos suus amigos e reguezes, os proprietarios deste grande esta!)elecimentc
jm na direcao dos trabalbos da offieina habis artistas, e que no curto espayo de 24
horas, preparara um terde roupa de qualqu r tazenda,
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRESOS SEM COMPETENCIA)
As senhoras Mme- Frasajii e Mlle. Francis, mai e filha, diplomada pelaFa
culdade de Paris, recenteman* ckgadas de Franca onde exerceram por muitos as-
nos o professorado, acabara d estabelecer um collegio para meninas, segurado o pro-
gramma adoptado era Franja ; o qual proporcionar s alumnas que lhes forem confia-
das urna educacao complata emaerada.
Os senhores pais de familia slo convidados a visitarem este novo estabeles-
mento situado em t2o saudavel barro e dispondo de todas as condic3es do confortavel
ede bygiene.
Mlle. Izabel Francia possue um talento elevado para o ensino de piano.
Ella precisa de urna judante para as classes.
SEMPRE NOVIDAMS
Fazendas finas e modas
2 A-Rua do Cabug--2 B
J. BASTOS & C.
Pelo ultimo vapor recebemos de PARS :
Cortes de vestidos diaphanes, alta novidade.
Vestidos da cachemira, especialidade.
Ditos de toile d'AIsace, grande meda.
Cachemira broch, tecido modernissimo.
Orlatienne, fazenda nova e padroes lindissimos.
Venitienne, combinacSo de fazenda lisa e lavrada de muito gosto.
Zephyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as cores com enfeites de Guipoure.
Plumetie, branco e de cores com lindos bordados.
Toile d'lsace, variado sortimento.
Satn double, tecido de algodao e modernissimo.
Gase de algodao, em todas as cores, propria para bailes e theatros.
Leques diaphanos.
Ditos de setim.
Ditos de madreperola.
Guipoure de seda.
Bicos du seda diaphano, ravolucSo da grande moda para enfeitar vestidoe
de sedas.
Chapeos de seda arrendados, novidade.
Sedas e setins, branco, preto e de cores.
Cok-has de damasco de seda.
Ditas de crochet e Guipoure.
ESPECIALIDADES
Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemanterie e vidrilhos,
uarnicao de renda e franja.
Jersey de la com enfeites de pelucia e bordados, oscolhidos sortimentos d'este
asacos de malha, que vendemos do 8&000 a 15$000.
Fornecem-se as amostras de todos os artigos.
(Telephone n. 359)
MLiaH^BLV>n
J Bfif-)


V .
!
I
v

Mario de Peroambuco- ^ftfto-feira 4 de Agosto de I8N6
Olioda
Car i orlo do eacri* Dr. Calda*
No dia 29 de Jalbe ir pract pela renda de
dotB annos, perante ojuiso de orphios da comar-
ca de Olinda, o sitio denominado Quadro, na
prSia do Jang, com 300 ps de coqueiros, com
mttas e capoeiras, casa de tijolo, tendo dito si-
omeia legoa de fundo e 1,800 palmo de frente,
iob a base de 200* annuaes._______________
Entre amigos
Com a al lima lotera Jalao
Deixa de ter lug.r por ter sido transferida a
lotria n. 65, que era a ultima deate u>ez, como se
T do annuncio do Diario de 28 do andante, ficar
pata quando for anonnciada.
Cavallo e botoes.
Q agente de iu Pesiara
est eocarregado de comprar e vender bons pre-
dios nesta cidade: tata;8e em sen armasem
ra.do Vigario Tbenorio n. 12.
Aliento
Telegramnia (resposla paga)
Ecos orientaes, grande variedade em cores ;
larguras, receberam o Pedro Antunes b C, e vea-
teffi burato ; esperamos resposta ao 63 ra Du-
jne de Carias, Nova Esperanca ; novo sortimen-
to em lequc-s de papel a 700 e 800 rs., preferencia
etfluaiva ; ditos de seda, bonitas cores e lindas
Djsagens a 3/, barrate punhos e collarinbos
dados para senhora a 1*800 e 2500 ; ditos
Eintss de cores a 14200 ; bonitos e delicados
os de cores, ultima moda em grvalas, a
he .posta paga,; vale a pena verem o que
na loja de Pedro Antunes & C. n. 63, roa
nuc de Caxias.
BnDuec
P
intura domestica
PHARMACIA
erases de Soasa Perelra dt C. Umt-
cesjsore*
Receben grande sortimento desta excelleate
tinta de todas as cores e em latas de 1 a 5 libras,
que c.iutinu m a vender por commodo preeo :
qualquer pessoa criado cu menino) pinta com
perfeico. Com esta tinta podem todos com pouco
dispendio conservar suas casas sempre limpas.
Ra do Mrquez de Olinda n. 27
Jos de Castro Guima
raes
ue fra Goyanna tem o nome de Jos Gaspar
POBktgOCa ue Souaa nao mais eabrador da co-
cheirt i ra da Imperatriz n. 29 desde Marco, e
chamado prestar coutaa dos dinheiros que re-
eebeu. como consta das cantas 'om os recibos, e
entregar as contas que ainda tem em seu poder
ao admin strdor daquelJa conheira.
MOLESTIAS
C0RACA0
Asma, Catarro
CTJKl^. CERTA
COM O BMPKXOO D*B
Granulos Antimoniaes
D PAPILLAUD
Belatorlt liTsrml i Acdenla le Hillciu a rirli.
Amwti** tela Juta le Hjjieni a BruL
Ihrt-se exigir sobre cadt Frttco os nome efe
E. M0USNIE3 & L. PAFXLZaAX)
BIVD t.KKAl. .
Pharmacia 6I60H, 25, re ConiUttn, PAUZ
Em Pernambuco : 1W" I. da S1LTA l C\
Compra-se ou aluga-se urna boa casa perto da
cidade, desejande-se nos seguintes pontos : So-
ledsde, Caminbo Novo, Capunga, Passagem da
Magaalena, tendo bom sitio, agua e gas : quem
tiver dirija se rus do Imperador n. 49. i* andar,
a tratar com o solicitador Antonio Neves.
CMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiffado de baealho
COM
Hypopbosphitos de cal e soda
l'aprovada pela Junta de ny
glene e autarisada pela
geverno
E' o melhor remedio at boje deocoberto para a
tnica brouehlie, eneropbalaa. ra-
cbllin. anemia, cebllldadr em feral,
deOaios, lotoe rbrunloa e alTcccoei
do pello e da sarsanla.
K' muito superior ao oleo simples de fgado de
bacalbao, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do olee, alm das propriedades tnicas
reeonstibiintes dos hypophospbitos. A' venda nai
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Cimento polland
Vende-se de diversas marcas, no artoasem de
Soares de Amaral Irraios, ra da Madre d
Deus n. 22.
GRANDE
1862, Bordeaux liada fh a da Br-mze;
BIos: KgUj de Prali; Roqhe-
fort : MeacSo de W-t.WAe de Pfiata,
grande moje/o.-.ass.AuBterdam:
Met.alfia da Prata dourada. 1885,
Expsita o do Trabalbo j A Jr.nuAc
FW RfiJ
Alimentafo Rica
em priBcipiw azotalts t |b*sf baUJu.
A rAEIUHA MLTN o melhor auxiliar
da ama de lcite na aiimentacao das criancinhas.
Experimentada com o uiellior xito as Creches,
-Hospitaes e A.sylos, soberana para as enancas,
pessoas ldosas, iracas e as que soffrem de
OastritU, Gastralgias, Molestias de Intes-
tino, Priso de Ventre rebeldes, e todas
as Anccrdes que nao permlttcn ao estomago
s;;pportar a aUiuenta<;ao necesaaris para a pro-
luccao da forca e da sade.
EIID1R A MARCA REGISTEADA : iVlMDI
Pharnuivio. -WiXi-V, em BoreOMae [Fnf)
B Pernambuco: Trmja," B. da Salva a C.
vci.
AS
Secretas I
}. tl-NORnHAQIA8
QONORRHEA8
1 PLORES BRANCAS
\ CORRIMENT08
-rcDoatas cu ngos s3o curados em i
, panaor Osa em seoreto, sem r gi-
*,inon nia tisanas, sem cansar je j
Toteetor as orgauce digesUvos. Dalas j
a injecgSo de
KAVA
9 DOOTOR F0URNSSI!
c*^ Kia ti l'ltxoo :a
itaioa

ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA^
afarauli ha mais de um scalo; excede toda*
as oatra^p.'lo aea pe rame delicado e exquisito.
T3KZ MBDALHAS DE ORO
PARIZ 1S7S. CALCUTTA 1884
pria ertra-fioa ereell-ncis le raa qaalidade.
Perfumes moueroo^ de A'Jciason
FAOftCA & CYMBIDiUM
de raro e peculiar p^rlum" oqnes tendo sido
registrados s podem ser obti ios por intermedio
de seos Inrentores ou Abates destes.
AGUA DE COLONIA DE ATKINSON
sem n vil pelo sea perfuma e -tua coocenirajao.
Excede todas os producto.' .similares
sob o mesmo nome
AGUA FLORIDA DE ATKINSON
delicado perfume para o len^o distillado de
urna escolba esquisita.
avntri-se ei Cut t Mat n le^cites e F.brc*iUi
J E ATKINSON
24, OH Bond Street. Londres.
Marea de Fabrica Urna "Rosa branca ,
sobre orna Lyra de Ouro. "
fROfiOCTOSEHCLOGIfies
ae ULYSSE ROY, empoitiers fm&
BMiBPROUST, Sucr- & Ge.V
*-9mrtoma enanUooaoVtakaaa sofera/ .
deawleo.................lWtrMoo.; *"*
.aanaiociEuaDelaaao0sa&mloo&MOH 600*.
*FrMaeptodMotleor100frmi 300 te
Deposltartoe em Pernambuco i
**+**oj ac. da six.v^- *, e^
Attencao
Sma senhora habilitada a fazer qualqaer
a*ablho de galha com toda a promptidlo
aceio, oflFerece seas prestmos ra de
Jeto de Barros n. 32, onde poder ser
encontrada, gaxanndo grande oommqdida-
t de preco.
YENDAS
Vende-se um terreno sito na Casa-Forte,
ra da Amisade, com cacimba e fructeiras, tendo
150 palmos de frente e 300 d fundo : tratar na
ra da Imperatriz n. 42.
' Veade-se ou arrendase e engenho Jerusa-
lem, na freguezia de Serinhaem, perto do porto de
eraaarque e perto da eet-cao de Kibeirao ; enge-
nho d'agua com bons terrenos, mateas, cercado,
casa de vivenda, com 12 casas para moradores,
casa de farinba, distilacSo, estribara, e outras
bemfeitorias; bem como boa safra para 800 paes.
Os pretendentfs podem dirigir se para o me.-mo
engenho, ou para o escriptorio da ra do Bom
Jess n. 43, que acbarao com quem tratar.
Bom emprego de capi-
tal
Vende-se a taveraa da ra do Nogueira n. 1,
muito bem localisada e bem apresentada, propria
para principiante por ter poucos fundos, o motivo
da venda se dir ao comprador.
Expsito central roa larga do
Rosario n. 38
Damiao Lima & C, chamam a attencao das
Exmas. familias para os precos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 80 rs.
Pefas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2500 e 3J0O0.
Fita n. 80 para faza a 2*500.
Leqces regatas e D. Joannita a 1*000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*000.
Leques D. Lucinda Colho a 6*000.
Toalhas felpudas a 500 600, e 1*000.
Duzia de meias para homem a 3{000.
Ditas para senhorss a 3*000.
Luyas de seda a 2*000.
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Colarinbos de linho a 500 rs.
Ditos de algodo a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordao para vestido a 20 rs.
mvisiveis grandes a 320 rs.
rampos invisiveis a 60 rs.
Um leque de setim (novidade) a 6(500.
Ricas bolcinhas deTmadreperola de 1*500 6*.
La para bordar 2*800.
Urna capeila e veo de 15*000, por 12*000.
Um espelho de moldura por 5*500.
Urna pulseira de fita per 1*200.
Pliss a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSigO CENTRAL
o8-8ua Larga do Rosario38
Cavallo
Vendse um cavalle russo pedrs, andador do
baixo a raeio ; quem pretender dirija-se ra da
Roda, cocheira do Candido, para vel-o, e trata-se
na ra Imperial n. 191.
Phanacia
Veade-se a armario com balcSo, potes, vasilba-
me e mais pertencas da Bu tica do Recite, sita
ra do Bom Jess n. 26, por precos muito com-
modot. Para infermacoes, dirijam-se botica
franceza de Rouquayrol Freres, ra do Bom Je-
ss n. 22.
CBrnelro ta Cunfi & C-
Liquidan) os seguintes artigos mais barato que em
ontra parte, visto seren alguns comprados em
leilie a saber:
Lindos cretones claros a 240 e 280 rs., o co-
vado.
Failes de novoa gostos a 400 e 500 rs. o dito.
Linons com palmas de 1S a 800 rs. o dito.
dem com salpicos a 560 e 700 ra o dito !
Popelinas com litras de i eda a 280 e 320 rs., o
dito para acabar.
Esguio pardo para vertidos a 500 e 560 rs. o
dito.
Sctinetas, nevidades, a 320 e 360 rs., cores
firmes.
Damascos de 13, largura de 2 metros, proprio
para pannos de piano a 1*800 o covado ; de cores
proprias para mesas a 14500 e 1*600 o uto.
Merinos pretos para lute, 2 larguras a 900, 1*,
1*200 e 14500 o dito.
dem de todas as cores a 1* e 1 *200 o dito.
Casemiras de 2 larguras, padroes inteiramente
nevos a 1*200, 1*600 e 1*800 o dito.
Setim maco, Ue todas as cores, desde 800 rs. a
2* o dito.
Atoalhado trancado e bordado a 1*400 e 1*500
o metro.
Bramantes de 4 larguras, superiores a 900 rs. e
1J400 o dito.
dem de puro linho a 2* o dito.
Idm de urna largura a 500 rs. o dito.
Guaruicoes de crochets para sof e cadeiras a
8*.
Riquissimas colxas de dito a 12* e 14*.
Lindas grinaldas e veos para Exmas. noivas a
14*.
Cortinados bordados a 6*500 e 10* o par.
dem em pecas com 12 jarda?, novos desenhos a
9*.
Toalhas felpudas de cores, para rosto, a 7*500
a duzia.
Meias inglesas, cruas a 3*500, 4* e 6* a dita.
dem arrendadas para seohor i a 8* a d/ta.
Seroulas bordadas de bramante a 12* e 16 a
dita.
Camisas superioies francezas a 38* e 42* a
dita.
Cobertas de ganga, forradas a 2*500 e 3*.
Lenees de bramantes, grandes a 2*.
Chales de casemira, dem, a 2*, 3* e 5*.
Cortes de casemira inglesa a 3*. 4* e 5*.
Cheviot superior, de 2 larguras, a 3* e 3*500 o
covade.
Vendas em grosso, damos descont
da prura
69=Bua Duque de Caxias=59
Carneiro da Cunta & G.
Florida
Loja de iniudczas
11 ua do Duque de Caxias n. 103
Os proprietarios deste grande estabelecimento
de miudezas, modas e para accommodar os interes-
ses da poca, tem resolvido venderem po<* meuos
vinte por cento que em outra qualquer parte.
Pentes elctricos 60 rs.
Luvas de pellica a 2*500 o par.
Linha de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 rs. o masso.
Invisiveis a 320 rs.
Vestuario de fustao bordado para enanca a
3*000.
Pentes de regaco para crianca a 100 rs. um.
Baleias a.360 rs. a duzia.
Haspas para anquinhas a 120 rs. o metro.
Bicos com tres dedos de largura a 1*500 e 1*800
a peca.
Liaba de cores para croehet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40 rs. o caderno.
Fita cniueza a 320 rs. o masso.
Lencos de linho a 1*500 a duzia.
Lindos bicos de cores com 10 Jardas a 4* e 5*
a peca.
Urna caixa com tres sabonctes desenliando urna
rosa por 500 rs.
Meias de la de cores oara senhora a 1*500 o
par.
Fazeiidas brancas
SO' AO NUMERO
40 ra da Emperatriz = 4o
Loja dos baraleiros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estts fazenda
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de lgodozinho com 20
jardas, pelo" barato preco de 3*800,
4|, 4*500, 4*j .(,, 55, 5*500 e 6|5(K
MadapoloPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*008
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc is e cruas, de 1* at 1*800
Creguella francesa, fazenda muito, encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mpsma, muito bem fetas,
a 1*200 1*500
CoUetiuhos Bramante fraocez de algodao, muito en-
corpada, com 10 palmos de largara,
metro 1*2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 2,>80t
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissircas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina, do becco
dos Ferreiros
Algodo entestado pa-
ra
A RevoluQo
i M. 4a
ra Duque de Casias, resolveua vender
os seguintes artigo com 25 Ojo de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sedas lavradas de 2*000 por 1*000 o covado.
Cachemiras de cores a 1*200 o covado.
la^offi8 lT' l200' Ui00> l60
1*800 e 2*000 o covado.
Dita broch, de la e seda, lindos tecidos, 1*500
o covado.
Gorgorinas de listrinhas a 360 rs. o covado.
8etin* a 800 e 1*900 rs. o covado.
Dito preto a 1*000 e 2*200 ol covado.
Gase com bolinhas de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Las com bolinhas a 640 rs. o covado.
Velludilho liso e lavrado a 1*000 e 1*200 o co-
vado.
FustSo branco a 440, 500, 560, 600 e 800 rs. o
covado.
Giosdenaples pretos a 1*800, 2*000, 2*500 e
2*800 o covado.
Nsnsoc de c6r a 300 rs. o covado.
Cretones finas a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambra i a de quadros a 1*500 a peca.
Dita transparente de 4*000 por 2*000 e 2*500
Linon'branco a 500 rs. o covado.
Fechs de retroz a 1*000 um.
dem de la, de 1*000 at 6*000.
dem de pelussia a 5*000 e 6*500.
dem de pelussia bordados a 7*000.
Cretones para chambre a 320 e 360 rs. o co-
vado.
Cambraia com salpicos a 6i rs. a peca.
Chapeos de sol de corea para senhorxs a 7*500
um.
Brm de linho de cor a 1*200 o metro.
Linhos escosse^es a 240 rs. o covado.
Zepbiros listrados a 200 rs. o covado.
Tapetes para janella, piano e cama a 4*000,
6*000 e 7*000 nm.
Ditos avelludados para sof a 24*000 um.
Fustao de cor a 500 rs. o cevado.
Setinetas lavradas a 500 rs. o covado.
Flanella branca a 400 rs. o covado.
Setinetas com desenhos lindas a 440 rs. o co-
vado.
Cortes da casemira a 3*000, 3*500, 5*0C0 c
7*000.
Casemira de cor e preta a 1*800 rs. covado.
Timos bordados & 4*000 um.
Brim pardo lona a 360 e 500 rs. o covado.
Camisas de meia a 800, 1*000 e 1*200 urna.
Algodao com duas larguras a 800 rs. o me-
tro.
Esguiao amarello para vestidos a 500 rs. o co-
vado.
Espartilhos couraca de 4*000 a 8*000 um.
Para as Exnsaa. noivas
Setins maco a 1*200 e 2*000 o covado.
Popelinas a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 440 rs. o dito.
Setinetas lisas e lavradas a 500 e 560 rs. o dito.
Cortinados bordados a 7*000, 9*000 e 15*000 o
par.
Capellas e veos finos a 10* e 14*.
Colchas bordadas a 5*000, 7*000, e 8*000
urna.
LOTERA
DO(.A.S
ALA 00 AS
CORRE NO DIA 5 DE AGOSTO
INTRANSFEBIYEL! DITBAfluLTM!
O portador que possuir um
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar..*..,.
10:006 OOO.
Os bilh etes acham-se a' ven-
da na Casa Feliz, praca di In-
dependencia ns. 37 e 39.
^dorre no da de Agosto
1886, sem alta.
II
Camisas nacionaes
A SOO, 3*000e 3*500
32^; Loja i ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pannos de linho como de algodao, pelas
baratea precos de 2*500, 3* e 4*, sendo tasends
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por seren cortadas por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommrndas, a ntade dos
fregueses : na nova loja d3 ra da Imperatris n
3, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
ase Ra da Imperatriz = 3-
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o re
pjitavel publico cm variado sortimenr.o de fazen-
das de todas as qualidades, que se venaem pm
precos baratissimoB, assim como um byui sarti
ment de roupas para homens, e tambem se man
da fazer por encommendaa, p r ter um bom mes-
tre alaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc.
O portador de dous vigsimos desta
importante lotera do custo de 21200 esta
habilitado a tirar
2o:oi2$ooo
Preco em porco
I
Vigsimo
Vigsimo
A' RETLHO
1400
1*100
A RODA DA FORTUNA
36Ra Larga do Rosario36
M
WHISKY
OYAL BLEND aarca ViADO
Este ezcel lente VTbisky Escosso preteriv
ao cognac ou aguarden.e de canoa, para fortifici.
o corpo.
Vende-se a retalho nos n. ihnres armasens
nolhados.
Iede BOYAL BLEND maro VIADO cujo d
me e emblema sao registrados para todo Bmc
___________BROWNS V C, agente*___________
Aprovtilem!
Vende-se tado barato
Largo de L Pedro n. 4 ,
Neste estabelecimento encentra se sempre um
completo sortimento de gaioias e patsros nacio-
naes e estrangeiro?, o melhr>r que ha ne*t*< ge
ero, fructas maduras, balaios proprios para ui
nhos de canarios do imp>ri >, eestiuha para eos
tura, vassouras do ara a 80 rs cada urna, que
costa em outra qualquer parte a 1* e 1*200, con-
serva de pimenta americana em bonitos frasqui-
nhos a 120 rs. cada nm, para acaba mus* de
mandioca muito bem preparada, pira bolos
Vende-se
o engenho Lage Formoss, p rto da estaca) Catende, movid a agua h pode sufrejar ui h
de 2,000 pies de assucar, c*m casa de rivemia,
destilaco e mais obras, todns novas e un optn o
estado : a tratar no escripturi. a ra B.iui
Jess n. 12.
enfoes
A 90o ra. e laOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
:odo para lencoes de nm s<5 panno, com 9 pal-
s de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim coma dito trancado para
malhas do mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
i otro. Isto na leja de Alheiro & C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1800 e 2* o covado
A heiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
di-m muito bons merinos pretos pelo preco acim
dito. E' pecbincha : na loja da esquina do bec-
co de s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 34 e covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas Lrguras, com o- padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato precr
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faser costnmes de casemira a
SO", sendo de palotot sacco, e 35* de fraque,
grande pechincba : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Bou-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de inof, pelo barato prpeo de 32(
rs o covado, grande pecbincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a loo rs. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
borda io, dous metros cada peca, pelo barato pre-
cii de 100 rs., ou em carta eom 50 pecas, Surti-
das, por 5f, aproveitem a pecbincha ; na loja da
' squioa do becco dos Ferreiros.
VAPOR
e uiocnda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
us ; a ver uo engeiihu Timb ass. muito perto
da eaico o,, n.etmo u<>me ; a tratar na ruada
hnp- radir n. 48, andar.
fabriolet
V lll. 8e
iiiiii.i.d; A
um mi erfeito estado e porp:
rntrar um ra Jlnque de Caxss n.
S9Rus da Imperatriz- 35
Loja de Perdra da Suva
Neste estabelecimento vende-se as roupss abai
zo mencionadas, que sao bar i .i,as.
Palitots pretos de g'Ti'o. aiagonaes e
acolchoados, sendo tazendas muito en-
corpadas, e forrados 7*00t
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem feitos e forrados 1000<
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12*001
Ditos de flanella azul sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados 12*001
Calcas de gorgorao preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada 5*501
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem feitas 6*501
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 8*001
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*001
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e l*60t
ColletmhoB de greguella muito bem feitos 1*00*
Assim como um bom sortimento de lencos dt
linho e de algodo, meias cruas c collarinbos, etc
Isto na loja da ra da Imperatriz n. 3i
Riscados largos
a lOO rs. o covado
_ Na loja da ra da Imperatriz n. 32, ven lem st
riscadinhos proprios para roupas de meninos <
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tendo quasi largura de chita franceza, e ssir
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pecbincha
loja do Pereira da Silva.
Fastoes, setinetas e laclabas a SO'
rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-
um grande sortimento de fustoes brancos a 50
rs. o covado, lziubas lavradas de furta-cores
ft-zenda bonita para vestidas a 500 rs. o covado.
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a
cores, a 500 rs i covado. pechincha : na loji-
do Pereira da Silva.
Merinos pretos all
Vende-se merinos pretos de duas larguras par
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 1*601
o covado, e snoenor setim preto para enfeites t
1*500, arsim como chitas pretas, tanto lisas come
de lavoures brancos, de 240 a* 320 rs.; na nov
laja de Pereira da Silva ra da Imperatriz ns
mero 32.
tigodoBinho trances para lence
a aoors.. la e 1**00
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-s-
superiores algodaozinhos franceses com 8, 9 e 11
palmos de largura, proprios para lencoes de un
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 1
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro largum
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loj
da Pereira da Silva.
Roupa para mentos
A 4*. I50 e a
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, m
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo-
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditot
de molesquim a 4*500 e ditos de gorgorao preto
emitando casemira, a 6*, sao muito barates ; m
loja do Pereira da Silva.
Aos 1.000.000S000
200.000^000,
I00:000S0W
LOTERA
DE 3 SOTEIS
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Eitraccao: no dia 15 fie Dezemro de 1886.
0 thesoureiro, Francisco Gongalves Torre
FAZENDAS BARATAS
Na bem condecida loja dama Primeiro de
Marco n. 20
JUNTO DO LOLVRE
Grande sortimento de madapolSes de
7^500 e 8^000
AlgodSes brancos, superiores qualidades,
6,5500.
45500, 6fi, 5^500, 6fi, 6*500
de 45, 45500, 55,55500, 65
Polraa, tumos i tias
Vende Candido Thiago da Costa Mello em sen
de; osito a ra Imperial a 322, olaria. Telephone
numero S21.
meninos,
casemiras
este
Saperiores cretones de 320 a 500 o covado.
Batistes, lindro padrees, a 200 e 320 rs. o covado.
Fust5es brancos de novos desenhos a 440 e 500 rs. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 35 500.
Ditas de ganga cretone,bonitos padrSes, a 35000.
Lengoes de bramante, de linho. de 25 a 45000 a um.
Ditos de algodSo de 1,800 a 25500.
Toalhas felpudas, de tamanho regular a 55000 a duzia.
Ditas grandes para banbos a 25000 urna.
Lerdos de algodao de 15800 a 25200 a duzia.
D;*os ** algodao, com barra, a 25400 a duzia.
lii pardo, claro, n 300, 400 e 700 rs. o covado.
Dio traacado, lot.a, a 15, 15^00 e 15200 o meto.
>'. .rica o vestida de cretone de 205 por 85000.
G-i .rManapos de linho de 35500 a 65 a duzia.
Grnete var'cdade de anquinhas de 2S a 55000.
Meias cruas para homem a 55, 65, e 75000 a duzia.
Chambres muito bem preparados, para homem, de 55 a 105000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 25500 o covado.
Algodao franjado de duas larguras a 15300 a vara. *
Bramante de algodSo, de qnatro largaras, de 15500, 15800 e 2,J000 a vara,
Dito de linho idem dem de 25, 25500 35 e 45000 a vara.
Leques de papel, de lindos desenhos, de 500, 800 o 15000.
Merino preto e azul a 1540( rs. o covado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado.
Guarda p de brim de linho pardo a 45, 55 e 6|000.
Oxford p..ra camisas, lindos padrees, a 280 300 e 340 rs, o covado.
Velbutinas de todas as cores a 15000 o covado.
Molesquin de cores, bonitos padrees, a 600 rs. o covado.
Chales de algodao a 15200, 15400, 15600 e 25000.
Costnmes para banhos de mar a 85 e 105000.
Cortinados bordados para cama e janellas a 85 105, 12, 14 e 165000 o par.
Grande sortimento de roupa feita para trabalhadores de campo.
Encarregamo-nos tambem de mandar fazer qualquer roupa para hemens e
para o que temos um hbil official e um grande sortimento de pannos, brins,
te.
Quem precisar da algum artigo bom e barato, devora visitar de preferencit
antigo e acreditado estabelecimento.
fina Fo ile Marca i. 20
wmmm



ario de Pcmanibueo--Quarta--fcira 4 de Agosto de 1886
ASSEMBLEA GERAL
CMARA DOS DEPUTADO
Discurso pronunciado na sesso
de ** de Julho de 18 9
NEGOCIOS DE PERNAMBUCO
O Sr. Bota e SilvaPed a palavra. Sr.
presidente, para occupar-me de assuraptos que 10-
teresaain seriamente provincia de Pernambuco,
mas, antes de tazel-o, :,ermitta-me a Cmara que
oa d ama breve respisi ao meu Ilustre compro-
vinciano, deputado pe) 5. districto, poie S. Exc.
foi muito injusto as accusacoes que forrculou, por
ocrasiao de discutir o orcamento da jnstica.
candidato conservador, competidor do nobre
deputado uo ultimo pleito, f o Sr. Dr. francisco
do Reg Barros de Laceria, que incapaz de ani-
mar violencias, ou acouselhar fraudes. (Apoia-
dos). O 1. vice-presidente em cxercicio, o Sr.
Dr. Ignacio Joaquim de Louza Leio, que tem ad-
ministrado a provincia dignamente, e cidadao
inuita critenoso, de espirito moderado e reconhe-
cido amor legalidade- (Apoiados). Ambos j
foram membros desta Cmara e tem em seu pas-
sado a coofirmacao de rainhas palavras. (Apoia-
dos). >i, purtanto, o estado da comarca de Bota
Jardim melindroso, conforme o descrcveu o no-
bre deputado pelo 5." districto, pode S. Exc. estar
certo de que o digno 1. viee-presidente da provin-
cia de Pernambuco ser o mais empenhado em dar
as provideacias necessarius, para qoe a ordem pu-
blica nao soffra alteracao.
A proposito, Sr. presidente, seja-me licito extra-
nbar que o meu distincto comprovinciano, cuja
ausencia ueste momento eu lamento, ten ha dado
da tribuna um couselho, que reputo mo e pcrigoso
q-al o da reaccao por todos os meios. O que o
nobre deputado devia aconselhar aos seus amigos,
como eu peco a tojos os habitantes de Bom Jar-
dim, que, diante das divergencias que os sepa
ram, procurem ser calmos e moderados, lembrando-
e aue nao tm o direito de fazer correr o sau-
se de que
gne pernambucano, no pleito eleitoral, quaesquer
que sejam os vencedores ou vencidos. E' esse o
dever primordial de todo o bom cidadao, e tam-
bera convicio ndispensavel para que seja orna
verdade a eleicao. S nesse terreno poder a vic-
toria ser honrosa a qualquer dos lados.
Eu, portanto, deploro que o meu Ilustre com-
provinciano, a cajos nobres sentimentoe fajo jus
tica, cedendo na occasio a impulsos partidarios,
tenha dado a seus amigos tao pernicioso conselho,
s por suppr que ha o plano de vencer a todo o
transe o que considero inexacto, conforme j fiz
ver, e's. Exc. mesmo ha de reconhecer adiante.
Foi tambem injusto o llustre representante do
5. districto de minha provincia, censurando o ad-
ministrador dos correios de Pernambuco, que n-
questionavelmente um funecionario zeloso. O fic-
to a que se referi o nobre deputado ter, sem du
vida, explicacao diversa daquella que foi dada por
S. Exc.
Fetas estas ligeiras condderacoes, em justa de-
fesa aos amigos aceusados, passo, seuhores, a occu-
par-me dos assumptOB, para tratar pos qaaes ped
a palavra. .
Ha annos, pretende-se firmar em minha provin-
cia um monopolio pengoso, monopolio esse que tem
sido nobremeute repellido varias vezes, mas outras
tantas renovado, e que, peza-me dizel-o, Sr. pre-
sidente, parece tender agora ao fim almejado.
Em 1882, V. Exc. deve lembrar-se, celebrou se
na provincia de Pernambuco um contracto para
fornecimento de carnes verdes. Por esse contrac-
to coucedea-se garanta de 7 /o a uma eompanhia
anonyma, que devia incorporar-se, cora o capitel
de 500:000*. Considerou se que essa garanta im-
portava um monopolio e centra esse contracto de
carnes verdes levantou-se o clamor publico, a maio
ria da Assembla Provincial de Pernambuco, a
imprensa desta corte e a Cmara dos Srs. Depu-
tados, cahindo elle, finalmente, aos golpes vibra-
dos pelos orgaos mais autorizados da opinio na-
cional.
Pareca, senhores, que uma idea que, mesmo de-
pois de traduzida em contracto, havia naufragado
diante da condemnacao da opiuiao nacional, este-
va irremediavelmente perdida. Mas. nao. O an-
no passado a tentativa renovou-se (e a Cmara vai
ver de que modo), aproveitaudo-se das licoea co-
lbidas da experiencia.
O contracto de 1882 tinha le-antedo contra si o
clamor publico, alm de outras razes, porque ha
va sido feito clandestinamentequanto em que
ordinariamente se envolvem os grandes escnda-
los, o contracto de 1885, contra o qual me levan-
to, foi celebrado mediante concurrencia publica,
mas concurrencia i Ilusoria, como costumam ser
esaas a que todos os interessados comparecem de
commum accordo. (Apoiados).
O contracto de 1882, Sr. presidente, tinha encon-
trado uma barreira nvencivel na approvacao dos
estatutos Ja companhia que em virtude delle se
organizou, porque, como sociedsde anouyms,^ que
era, dependam os seus estatutos da approvacao do
governo, e nao ha governo que approve estatutos
de uma eompanhia, que tem por fim m^nopolisar
um genero de nrimeira necesoidade. (Apoiados).
O contracto de 1885, Sr. presidente, foi feito
igualmente com uma eompanhia; mas, para illu-
dir-ae aquella garanta salutar da lei de 1882 que
rege as sociedades anonymas, elle foi assignado
por uma firma, Oliveira Castro Se. C, permane-
cendo assim oceulta a sociedade que ella repre-
senta.
J v, portento, V. Exc. que a questao a
mesma, que ella digna da atteucao deste Ilus-
trado parlamento, digna da solicitado de todos
nos, que ne devenios deixar que se sacrifiquen!
os interesses da provincia de Pernambuco, e qui-
e de algumaa de anas irmas, em favor de uma
eompanhia. (Muito bem). .
Os Srs Bento Ramis e Paula PrimoOs inte-
resses de diversas provincias, o nao somente de
uma:os interesses de Pernambuco, Parabyba, Kio
Grande do Norte, Cear e Piauhy.
O Sr. Coelho RodriguesApoiado.
O Sr. Rosa e SilvaE' exactamente o que estou
dizendo.
Sr. presidente, o dever de protestar contra seme-
Ibante contracto afigurou-se-me tanto mais argente,
quanto fui ha dias sorprend lo coin a noticia da
apresentacao de urna proposta, na Assembla Pro-
vincial de Pernambuco, para a prorogaeao desse
contracto, que apenas esti em sea primeiro anno
de execuco.
O Sr. Coelho RodriguesQacm foi o autor
dessa iadicac&j?
O Sr. Rosa e SilvaSenhores, a prorogaeao
previa de semelhante contracta, que apenas come-
cou a ter execuco. ,um acto que dispensa co:o-
menturias e nio tem justificativa possivel. Porem
nao tudo:
Alm da prorogaeao do contracto, propoz-se
tambem que se augmentassem os precos, mediante
osquaes a eompanhia se tinha obrigado a fornecer
carne a populacao da cidade do Recife !!
Confio, Sr. presidente, que essa proposte nao
ser approvada pela maiora da Assenbla Provin-
cial. .. '
O Sr. Juvencio de AguiarCreio que ja toi
rejeitada.
O Sr. Rosa e Silva... mas isto nao me inhibe
de erguer neste recuto minha palavra contra
semelhantu contracto, porque elle importa a vio-
lacao da lei constituieional e a pretericao de leg-
timos interesses da provincia que represento.
(Muito bem).
Senhores, en nao preciso demorar-me em de-
monstrar, peraute cmara tao illustiada, a iucon-
stituicionalidade e a inconveniencia do aemelhante
contracto. (Apoiados).
O contracto inconstitucional, porque den a
eompanhia contractaote do abastecimento de car-
carnes verdes a preferencia para os talhos dos
mercados pblicos e, alem disto, o abato de 50 /0
no alogusl diarlo desses talhos. A simples prefe-
rencia dos talhos dos mercados pblicos, dizem-no
todos aquelles que entendetn dse genero de nego-
cio, constitue por si s am monopolio, pois bem :
a eompanhia coucessiou&ria do abastecimento das
carnss verdes ao Recife, tem alem da prefei enca,
o abato de 50 % no aluguel diaiio dos lalhos.
Por consequencia, v V. Exc, Sr. Presidente
qHo est completamonte afasteda, impossibilitada,
a concurrencia publica. (Apoiados).
Senhores, si difficil ao pequeo capital luctar
contra o grande capital, se difficil a um indivi-
duo luctar contra ama eompanhia, muito mais dif-
ficil se torna essa lucta quando a mesma eompa-
nhia acha-ee escudada em concessoes dos psderes
pblicos. (Apoiados).
Censeguintemeate, a inconstituicionalidade;desse
contracto de carnes verdes urna verdade que nao
pode ser contestada, bastando attender-se a natu-
reza e importancia das concessoes feta, para que
reconheca a xistedcia do monopolio, que apenas
foi disfarcado.
Senhores, eu fajo justica aos sentimeatos, que
predominaram naqaelles bue Vontorreram o auno
passado para que fosse approvado o contracto de
carnes verdes.
O Sr. Coelho RodriguesEm alguns pode ser,
mas em outros houve m f.
O Sr. Rosa e Silva-Acredito que a iotencao de
todos el les foi boa...
O Sr. Coelho RodriguesDe todos, nao.
O Sr Rosa e Silva... porque meu costume,
at prova em contrario, respetar as conviccoes
Demais, Sr. presidente, bou forcado a confessar
que a eompanhia procedeu com sagacidade, pre-
tenderlo apenas o prazo de tres annos e allegan-
do que, si durante esse tempo o contracto tivease
dado mau resultado, fcil seria Assembla Pro-
vincial nao renoval-o. E a cmara comprehende
que a idea de constituir um contracto, um simples
ensaio, muito deve ter influido para que alguns nao
Ihs oppuzessem logo resistencia, sendo elle appro-
vado por poucos votos. .
Eu. senhores, fui um daquelles que inmediata-
mente o combateram, como combat o de 1832 e
combatere qualquer outrojeontracto de carnes ver-
des.Jporque, nao comprehendo, nem coneorrere ja-
maispara que um genero de primeira necesjidade,
casen'cial aliraentecao publica, seja objecto da
exploracao de uma eompanhia.
O Sr. Coelho RodriguesPrincipalmente pre-
sidida por aquella sociedade dos 13, cujo contracto
foi pubicado. .
O Sr. Bento CecilianoApoiadissimo.
O Sr. Rosa e SilvaPor quera quor que seja,
visto como o defeito principal est na nstureza do
objecto. Senhores, eu considero iuconve nente
todo o contracto d carnes verdes, porque, por
melhor que seja, ha de sempre produzir o monopo-
lio, e este ser a morte da industria pastoril da
provincia de Pernambuco. (Apoiados/)
baixju o preco do gado, sendo grandemente
prejudicados os criadores, em beneficio exclusivo
da eompanhia que se organisju para explorar a
alimenta^o publica. (Apoiados.)
Ora, senhor presidente, um contracto contra o
qual se levante a nossa tracto qoe por todos os principios se demonstra que
mo o fere interesses legtimos de uma industria
que cumpre animar e nao atrophiar (apoiados);
emelhante contracto nao deve permanecer de p
diante de poder nacional constituido, que tem em
suas attribuices a faculdade de revogal-o.
Eu, portanto, Sr. presidente, vou mandar
mesa, juntamente com outros collegas, um pr-
jecto revogando a lei provincial que approvou esse
contracto, e espero da solicitude de V. Exc. pelos
negocios pblicos e do empenho e zelo das illus -
tres commissoes, s quaes tem de ser remett'do o
proje:to, que sobre elle, interponham o seu pare-
cer no praso mais breve possivel.
E' uma questo constitucional, que fere interes-
ses reaes de uma classe importante; est, por
conseguate, no caso de merecer a attencao deste
parlamente. ("Apoiados.)
Sr. precidente, aproveitando a minha estada na
tribuna, passo a solicitar do governo do meu par-
tido a sua attencao para uma questao antiga, po-
m cada vez mais importante a discriminacito
das rendas geraes e proviaciaes.
O estado das provincias, disse aqui o honrado
presidente do conseibo, miseravel.
O Sr. Coelho RodriguesE verdade.
O Sr. R'.sa e SilvaEsta confissao muito
grave e tradu para o governs, que 8. Exc. di-
gnamente preside, a obrigaco de melhorar a sor-
te das provincias que nao podem ser tratadas como
proscriptas.
Reconheco, Sr. presidente, que a qcestao me-
lindrosa, e tolvez mais seria do que a primeira
vista parece, por causa dos imcresses que se con-
trapoem, porm deve ser r-solvida e parece-me
conveniente que o seja quanto antes.
O Sr. LucenaNao pode ser mais adiada.
O Sr. Rosa e SilvaPens que sim. Entretan-
to direi com franqueza que, si o governo, cogitan-
do della com senedade, entender que a nao pode
resolver j vantajosamente, eu prefiro a aoluco
lenta, mas acertada e definitiva, a qualquer expe
diente de occasi >, que pode agradar no momento,
mas para produzir em seguida a deslluso pela
certeza e evidencia da aua ineficacia.
O Sr. Coelho Rodrigues d um aparte.
0 Sr. Rosa e SilvaAssim, por eiomplo, acon-
teceu com a aolucao de 1882.
O Sr. Coelho RodriguesA soluco de 1882 foi
dissoluco.
O Sr. Rosa e Silva Alm de constituir um
grave afrentado constitucional (apoiados), que j
foi brilhaatemeute profligado neste parlamente,
attendeu aos reclamos de uma classe com prejuizo
de todas as outras (apoiados); eposso dizel-o, nem
ao menos satiafez a propria classe reclamante,
porque em definitiva nao resolveu a questo.
O Sr. Coelho Rodrigues e outros fJrs. deputados
Apoiado.
O Sr. Rosa e SilvaSim, senhores, a queato
dos impostas proviaciaes de Pernambuco est de
p, tal qual se achava autes de 1882 (apoiado^),
com a differenca apenas, uote bem a cmara, que
aggravaram-se as condicoes fioanceiras da pro-
vincia de Pernambuco, a qual durante todo esse
tempo estorceu-se as garras da miseria financei-
ra. (Apoiados.)
E' assim que a divida da provincia por esse mo-
tivo augmentou em cerca de 3,000:000/, o que
quer dizer um aovo onus para o contribuinte de
mais de 200:000/ annuaes ; e inutilisaram-semui-
toa dos seus melharamentos materiacs, pelas defi-
ciencia da verba destinada para couservacao o re-
paros de obras publicas. (Apoiados e apartes.)
O dficit aooual passou a ser, conforme obser-
vara os meus distinctos collegas, de cerca de....
1 000:000/, ficando a provincia reduzida a viver
de emprestimos e atrasada quatro a ciuco meaes
para com os aeus funecionarios, facto esse que fe-
lizmente nao tinha precedente em Pernambuco.
Eis ahi, senhores, os fructos que colhemos da
tao apregoada Buspensao dos impostas de consumo.
Eu, por conseguinte, nao desejo nem applaudiria
soluco idntica. Pens, porem, que justa a r-
clamaco do commercio, qie preciso aeabar para
sempre com oa impostas proviaciaes de importacao
dialarcados, subiatituindo-os por outros, em vir-
tude de uma razoavel discrimiuaco, a qual po
der at simplificar, e muito, o uosso syatema tri-
butario, evitando que um b imposto seja ao meamo
tempo geral e provincial, como actualmente acoo-
tece. D'ahi resultero nao pequeas vantagens
para os coutribuiutes, e maior facidade e ecooo-
mia na arrecadico das rendas, que realmente
pode ser muito melhorada. (Apoiados.)
O.: c:- n.n:rl orcamento verbas uo valor de 40 ou 50,000:000/
tentara o impossivel e nem seria tomado ao serio,
pois cortes tao profundos em despezas j creadas,
sao praticamante irrealisaveis, segundo demonstra
a historia de todjs os paizes. E a prova que,
encerrndole desde muito os aossos oretmeatos
com dficits, correspondentes apenas a quinta ou
sexta parte da receita geral, anda elles porda-
ram.
Pois bem: se essa uma verdade pratica, ao
ponto de dizer-so que, em materia de despetai pu-
blicas, j um grande passo conseguir sustar o
seu deaenvolvmento, com pretcndor-8e razoavel-
mente que a provincia do Pernambuco reduza 40
a 50 /0 de suas despezas, quando ella tem um or-
camento limitado e aervicj" imprescindiveia a
custear ?
O oicamento de Pernambuco, em 1882, era de
pouco mais de tres mil contoa, e s o imposto de
consumo centribuia co.n mil e quatrououtos contoa
Dar a aatiafa^o dos seua encargoa, isto con
quasi meterle de toda a receita. Creio, senhores,
que basta a divulgaco destes dados, para que se
possa avahar qao profundo foi o golpe que soffre-
ram as financas d'aquella provincia, assim como
para que se reconheca a impossibilidade em que
ella se acha de prescindir desse imposto, sem uma
razoavel pubstituicao, principalmente attendendo-
se a que Pernumbuco auxilia a manutenco de es-
tabelecimentos de caridade, que fazem honra a
esta imperio, sustenta oa presos pobres de todo o
norte e tem em s.-u orcamento verbas avultadaa,
destinadas a forca policial, inatrueco publica e
outraa despezas necessanas, que demandara gran-
des sacrificios e nao podem ser muito diminuidas,
por maior que seja o espirito de economa. (Apoia
dos.)
E por isto que, apezar das justas reclamacoes
d# commercio, e a despeito da condemnacao de
ambos os partidos, a assembla provincial do an-
no passado, que tinha rasin liberal, vio-se na
triste neceaaiJade de inventar o imposto de gyro,
que o mesmo imposto de consumo sob forma dit-
ferente, o como elle igualmente imposto de impor-
tacao disfarcado. por isao tambem que, nao
obstante ser infenso a eaaa imposto, eu nao cen-
suro o acto pelo qual o honrado ministro da fa-
zenda mandou proceder a sua cobranca pela al-
fandega.
Elle um mal para a provincia, mas um mal
infelizmente inevitave!, emquanto nao se fizer a
discriminarlo das rendas proviaciaes.
Suppoe-se geralmente, Sr. presidente, que essa
discriminaco s pode ter lugar, cedendo o Esta-
do ama parte consideravel do3 seua reodimeotos,
em beneficio daa provincias. Nao ba tal Quanto a
Pernambuco basta uma troca de impostas, pois o
conmercio de bom grado pagar ao Estado os 10
/o provinciaea, e a provincia nao reclama maia do
que o equivalente deaae impoato. O que o com-
mercio nao quei a desigualdade daa taxas, a
guerra inter-provincial, e tem razio.
Assim, pois, eu emendo que a questo pode e
deve ser resolvida pelo Estado. E pareceu-me
tanto mais opportuno pedir a attencao do governo
para esse magno assumpto, quanto eu vejo, com
prazer, figurar na baodeira do meu partido o pro-
gramo da reorgauisaco financeira, que, estou
certo, nao ha de limitar-se aos emprestimos fetos,
os quaes, embora tenham sido realisados com lou-
vavel pericia, nao passam, em substancia, de ex-
pedientes governamentees ou medidas preparato-
rias, uma vez que se trate do reorganisaco.
O governo annuncioa-nos e est obrigado a
tratar ariamente da reorganiaacao da3 financas
geraes. Poia bem, contemple o nobre miniatro da
fazenda em seu plano as provincias, procure mc-
Ihorar-lhes a sorto, resolveodo o magno problema
da discriminaco das rendas, para o queja ha
muito trabalho feito, e tem S. Exc. disposico
todos os dados officiaes, que podem ser necessa-
rios. S assim a reorgsnisacao ser completa e
efficaz, pois nao possivel que o Estado prospere
francamente, emquanto as provincias continuar/era
no estado de miseria, proclamado pelo honrado
presidente do conselho.
Portento, concluiudo direi que, sendo tambem
do programma conservador o desenvolvimento
pratico dos principios liberaes consagrados na
constituicao eu peco e espero que o governo
attender as justas necessidades das provincias,
honrando assim o glorioso passado do maso par-
tido, quo se inscreve, na historia brasileira em
paginas brilhantes e fecundas para a pro3perida-
de deste paiz, o qual s ser realmeate grande
quando todo o imperio puder florescer ao iufluxo
benfico da llberdade constitucional.
(Muito bem muito bem O orador compri-
me atado).
a
O Sr. Tarquinio de Sonza -E do Rio Grande -iio cooteato que, diauta da criae fioaocoira que
FOLHETIM
G0L0
POR
do Norte o de outras proviucias. (Apoiados.
O Sr. Rosa e SilvaE das suas irms do norte,
como bem ponderara os Ilustres collegas em apar-
te.
O Sr. Tarquinio de SouzaV. Exc. est pre-
stando um bom servico.
O Sr. Coelho RodriguesServifo relevante.
O Sr. Rosa e SilvaDesde que um s com-
prador e muitos sao 03 veodedores, V. Exc. sabt
que a lei econmica se impoe com todo o rigor: o
preco do gado necessariamente baixa. (Apoia-
dos.)
E, effectivameote, desde que foi celebrado esse
peruicioso cootracto na provmcia de Peruambuco,
Sei, Sr. presideote, que aqu mesmo muitos col-
legas couaideram desarrazoada essa aspiracao das
provincias, e chegam at a dizer que ellas devem
nicamente appellar para os cortes em aaaa deape-
zaa, uo podeudo coutar com a otervenco do Ea-
tado para melhorarem as eusa eondioes ec no-
micas.
atravessa o paiz, o dever de economa se impoe,
quer ao Estado, quer s provincias ; mas tudo tem
seu limite, o preciso coutar com a contingencia
humana em taes assumptos. Em relaco a Psr-
uambuco, por exemplo, eu direi qoe impossivel
equilibrar o orcameuto, supprimiudo o imposto de
gyro ou de consumo, sem substitul-o por outros,
ou ento cortar despezas de naturesa geral, que
correm por conta dos cofres provinciaea. Qual-
quer deesas soluces, porm, depende de coopera-
cao do poder geral, e por sao reclamo a sua atten-
cao.
Argumentarei com o exemplo do proprio orca-
mento geral. Aquclle que pretendesse cortar nesse
^aihhhhaapsg
UUl 23 HWSlt
^CONTINrVgO DE ANGELA)
l CqOtioaacy o do n. 17 4)
XVIII
O medico aproveitou-o logo, para exami-
nar os olbos.
Durante- o exame, franzio ligeiramente o
sobr'olho.
A ferida est cicatrisada ?
Quasi completamente, doutor, respon
den Agela.
Tonho precisao do a ver.
A bella bervanaria tratou logo de desa-
tar o ligamento collocado na vespera pelo
medico de Saint-Julien-du-Sault e que man-
tinba uma c^mprpssa.
Tirada a compresa e afastados os ca-
bellos, a ferida appareceu, sob a forma de
uma risca delgada de carne, de cor de rosa
vivo.
Fechada completamente disse o dou-
tor. A cicatrisn ('o foi demasiadamente
prompta, e eia de onde provm as dores de
cabeca e as perturbac8e descansada, minha senhora, isto nao ba de
ser nada. Foremos uma mosca de Milao
por detrs de cada orelha e alliviaremos
assim a cabeja o os olhos... Vou fazer
orna receita... Tenha a bondade de me
dar o necossario para escrever.
L em baixo encontraremos tudo.
Desoeram e o medico redigio a receita.
Quando volt* ? perguntou a baila
lervanaria ao medico.
AmanbS.
cousa de perigo ?
Nao, minha senhora. Nenhuma com-
plicagao mo parece que haja a receiar...
Repito, a ferida fechou-se demasiadamente
depressa e d'ahi que provm o mal.. .
As c onsequencias podiam ser graves.
Que consequencias ?
__Por exemplo : uma catarata, trazen-
do com8go a perda de vista.
Meu Deus 1 exclamou Angela, tazen-
do-sa muito paluda.
Ainda uma vez, minha senhora, tran-
quill8e-Ee. Cortaremos o mal pela raiz.
Est certo disso ?
Absolutamente certo.
Ah doutor, que Deus o ouga Se
minha fHha ficasse cega, eu ficaria louca.
Nao h? que temer somelhante cousa,
minha senhora, respondo por tudo.
O medico retirou se, levando a memoria
redigida pelo seu collega de Saint-Julien-
du-Sault e deixou a bella Angela um pou-
co mais serenada com as suas affirmacSes,
seui que com isso ficasse ella, com o cora-
cSo menos comprimido.
Catharina foi a toda a presea phar-
macia, para trazer os medicamentos recei-
tados.
Forano postas duas moscas de Milao atrs
das orelhas deEmma Rosa.
Agora era questao s de esperar os effei-
tos desse medicamento.
Mam, perguntou a moja tarde,
parece-me que j estou melhor... E' ab-
solutamente necessario que fique deitada ?
Nao, minha queridinha... Se tesen-
tes com forjas para te levantar, nao ha
nenhum inconveniente nisso, antes pelo con-
trario.
Sinto-me com bastantes forjas, e vou
me levantar.
Angela tratou logo de ajudar Emma Ro-
sa e vestio so, e depois de a ter envolvido
em uma capa alcochoada, conduzio-a para
perto do fogUo o sentou-a em uma grande
cadeira de brajos.
Como te sentes agora ? porguntou
ella.
Me(hor, muito melhor, quasi boa.
Que telicidade !
E Angela cobrio de beijoa as mos bran
cas e um tanto magras da filha; ao mes-
mo tempo que elevava a alma para Deus,
n'um arroubo de reconhecimento.
Mesmo nesta occasiao pararam duaa car-
ra agens, na roa das Damas e dianta 3a
bervanaria.
Destas duas carruagens, apearam-se suo
ceasivamente o Sr. de Gevrey, o chefe de
feguranja, o esorivao do juiz formador da
culpa e os dou3 agentes Vagalume e Fhos-
phoro.
Luigi, por tras do assador de castanhas,
custou-lhe a reter uma exclamajao de sor-
preza.
Oh 1 oh murmurou elle, s polica !
Reconhejo o chefe de seguranca. Toda
esta cambada da polica ir comprar pasta
de jujuba e pastilhas contra a toase?
Era, com effeito, para casa da bella her-
vanaria quo se dirigia a justiga.
O escrivao do Sr..de Gevrey abri a por-
ta o segurou-a para deixar passar os seus
superiores.
O juiz formador da culpa e todos os ou-
tros seguiram-o.
Catharina esta va s na loja.
Vendo esta invasao de desconhecidos,
que em nada se pareciain com freguezes,
tevo modo.
Minha senhora, minba senhora, dea
ja depressa, disse ella com voz sganigada.
Atemorisada tambem com aquella modo
de a cbamarera, Angela apreisou se em
descer, e fez-se paluda como uma morta,
vendo em faoe della o chefe de seguranga
e o juiz formador da culpa.
Por muito grande e natural que fosse a
sua commojo, teve forja para dominar se,
e foi com voz firme que disse :
A sua presonja em minha casa, meus
senhores, admira-me e com razio... Per-
raittem me quo lhes pergunto que motivo
os traz aqui...
O Sr. de Gevrey respondeu :
Vamos intarrogal-a, minha senhora.
- A que respeito ?
A respeito da morte de Jayme Ber-
nier, seu pai.
Mais baixo, senhor, mais baixo, sup-
plico-lhe, iiase Angela com vivacidad e
com a voz abafada.
- Mais baixo, porque ?
Minha filha est l em cima... ain-
da doento.... muito doente... e quera
que o segredo do meu nascimento jllegiti-
mos nunca lho fosse revelado... ^Entrem
aqui, meus senhores... ninguemos poder
ouvir.
Angela abri a porta do gabinete quo
lhe servia de sala de jantar e de escrpto-
rio.
SESSAO EM 20 DE JULHO DE I88tj
PBISIDKNCIA DO SR. ANDRADE FIGUEIRA
(Continuadlo)
Affirma que todos que se nteressam
pela causa publica estao accordes na neces-
sidades de elevar o nivel moral da magis-
tratura, j dotando-a cora vencimentos cor-
respondentes a tao alto encargo, j usta-
belecendo regras e normas para as res
pectiva8 nomeajSas.
Entretanto, v com desgosto que esses
esforgos limitam-so s rhetoricas do par-
lamento e nada so faz de accordo com os
reclamos da opiniao e dos partidos.
Observa que o mal principal provm do
espirito partidario que tem inspirado as
nomeajSes de juizes; o nobre deputado
Sr. Candido de Oliveira hontem atribuio
ignorancia os grandes malea que provm
da magistratura; certo quo a ignoran-
cia vai attingindo proporcoes extraDrdina-
na (apoiados), devido s reformas repeti-
das de organisayao de onsino e especial-
mente a3 patronato que se nota as facul-
dade', sobretudo na do Recife; mas o vi-
cio radical reside no espirito partidario;
principalmente na provincia de Minas-Ge-
raes no tem havido o menor escrpulo no
provimento do lugares dejuizas de direito.
Affirma que os ministros da justiga da
siiuagao liberal escolhiam do preferencia
para is cargos de juizes os melhores ca-
cabalistas eleitoraes do seu partido; as-
sim que foram escolhidos para diversas
comarcas cidadaos que nellas nasceram,
que all fizeram suas armas na poltica lo-
cal ganharm suas nomoaoo'es gragas a
servigo3 eleitoraes e principalmente sa-
nha com quo perseguiram os conserva
dores.
Para nao so dize.r quo declanaagao, o
orador cita o )c. Antonio Cesarlo do Fa-
ria Alvira, juiz que nasceu na cidade de
Uberaba, onde chefe de partido seu ir-
mo candidato constante a todas as elei-
g3es ; j na eleigao juiz oscolhido para delegadado do poliaia
na cidade de Ub, porque all era forte o
partido conservador e era preciso um ho-
rnera do pulso como aquelle para a con-
quista do municipio.
O orador (vendo oceupar o seo lugar o
Sr. Cesario lvim) diz que nao tem o pro-
posito de fazer aecuagoes aquelle juiz de
direito, irmSo do nobre deputado; referi-
se a elle como ura daquelles a que havia
alludido : a seu tempo discutir os actos
desse juiz.
O Sr. Cesario Alvira : Esse juiz de di-
reito, durante a situagao liberal, nio rae-
receu urna s aecusagito do partido conser-
vador.
O Sr. Carlos Peixoto aprecia o aparte
do nobre deputado, porque lho d occa-
siao de responder a uma objecgo igual
que a seu tempo tomar na devida consi-
deragao.
Affirma que se os conservadores nio fi-
zeram accusagftas nesse tempo, porque o
partido liberal vivia era constante luta en-
tre si, por isso os conservadores tiveram
algum tempo do paz.
Cita em seu favor o tasteraunho do Ilus-
trado presidente da Cmara, que quando
presidio a provincia de Minas a qual se
recorda saudosa de sua justiceira e escla
recida administragio, teve occasiio de co-
nhecer o quo sio all os liberaes quando
se trata de arranjos para o seu partido.
A' predisposigio tenaz dos liberaes mi-
neiros para arranjarem tudo quanto fr a
bem do seu partido, attribue o orador o
grande numero de juizes liberaes nomeados
para Minas.
NSo infenso norzeagio de juizes li
beraes, mas nio quer, por exemplo, que
se nomeem para alguma provincia juizes de
direito* como o da Januaria, cujo procedi-
mento como homem partidario tem posto
aquella comarca em estado de sitio, obri-
ganJo os seus habitantes a fugirem d'alli
com todos os seus haveres.
Nio pede que se nomeem juizes conser-
vador :s em sbsttituigio de liberaos, mas
ao menos que se removara estes de urnas
para outras comarcas.
Referindo se ao orgamento da justiga,
lamenta a exiguidade da verba para a crea-
gao de termos e provimento de comarcas,
e lembra a necessidade instante que ba de
prover a certos termos e comaroe que nio
tm juizes formados.
Tinha anda algumas conaiderag3es a fa-
zer, mas dcixa-as para occasiio opportu-
na, por ter dado a hora.
Vem mesa, lida e remettida com-
missao de ergamento para dar parecer, a
seguinte emenda :
Fea o governo autoraado a crear na
capital da provincia do S. Paulo uma junta
commercial do typo estabelecido nos arta.
3. segunda parte e 11. 2. do decreto
n. 6,383 de 30 de Ncvembro de 1885.
Sala das sessSes, em 19 de Julho de 2886.
Duarte de Azevedo.
chefe de seguranga entraram com elle nes-
sa sala.
Caseneuve e Flogny ficaram na loja.
Catharina, como louca, quiz sahir.
Vagalume deteve-a.
Espere, minha velha, disse elle rin-
do, vai ficar aqui comnosco, se fizer favor.
E' nosso dever e satisfaglo fazer-lhe eom-
panhia.
Mas, senhor.. comegou a criada.
Nio perca tempo, nem palavras, in-
terrorapeu o Phosplioro, a ordem. Nio
se trata, pois, de discutir, mas de obede
cer.
Com o corpo todo a tremer, como se al-
gum perigo grande a araeagasse, Catharina
deixou-ao cahir era uma cadeira e occul-
tou o rosto com as mios.
Angela tmha fechado atrs de si a porta
da sala de jantar ; nio podia, portanto, ver
o que se passava na sala.
Offereceu machinalmentecadeiras s suas
temiveis visitas.
Os magistrados ficaram de p.
O Sr. de Gevrey ia tomar a palavra.
A bella hervanaria nao lhe deu tempo
O Sr. de Gevrey, o seu escrivio e o' compromettesse
para isso.
Vamos, senhor, exclamou ella com
impetuosidada febril, quo novo interroga-
torio me vai fazer supportar ainda ? Nao
lhe respond tudo quanto tinha que lhe
responder?... Nio tenho nada mais do
que lhe dizer alm do que lho disse na es-
tagio do caminho de ferro de Pariz e em
Saint-Julien-du-Sault. Como nada soubes-
se ; o que lhes poderia eu dizer ?
c Descobrirara o miseravel que, depois
de ter assassinado meu pai, quiz matar mi-
nha filha ?... Vm exigir uma confronta-
gio entre ella e elle, afim de que ella o re-
conhega, visto que o vio ? Prevenio-os que,
nesta occasiio oppor-me-hei com todas as
minhas forgas, a aeraelhante confronta
gao...
Minha filha nio est em eirjurastan-
ciaa de a supportar... A viagem deixou a
canaadissima. A pobre menina soffre mais
ainda do que em Saint Julien du Sault, e
o medico, que aahio d'aqui ha pouco, or-
dena os maiores cuidados.
O juiz formador da culpa havia deixado
fallar a bolla hervanaria, sem a interrom-
per, convencido de que, no estado de su-
perexcitagio manfesta, em que se achava
> podia eseapar-lhe alguma palavra que a
Vem 4 mesa, sao iidas e apoiadas para
entrarem era Uiacussio, conjuntamente com
o projecto, as seguintes emendas:
Fica o governo autorisado a suppri-
mir uma vara de juiz direito na cidade de
S. Lu do Maranhio, o as varas privati-
vas de juiz de orphios dos termos de Cam-
pos na provincia do Rio do Janeiro, e de
Santo Amaro o Cachoeira na provincia da
Bahia. Duarte de Azevedo.
__ i Ja prohibigSo de nomeagio da
juizes de direito para comarcas vagas em-
quanto houver juiz s de direito avulsos,
vencenio ordenado, comprehende-se a da
reraogio de juizes do 1.a entrancia para as-
comarcas de 2.* ou 3.a entralas so jui-
zes ora disponibilidade tiverem direito a
comarcas destas ^categoras.Candido de
Oliveira.
Fica o governo autorisado :
1." A supprimir os tribunaes das rala-
g3as das provincias do Goyaz o Matto-
Grosso, annexando o districto da primeira
relagio do S. Paulo o o da sgunda de
S. Pedro do Sul.
< 2." A augmentar com mais quatro
des^mbargadores urna das relagSes de S.
Paulo e Minas-Geraes. Duarte de Aze~
vedo.
A discussio fica adiada pela hora.
lTEBPELLAgAO
Entra era discussio a seguinte intarpel-
lagio :
t 1. Em que disposigio legal se funda
o governo para affirmar que tem direito a
doto S. A. o Sr. Duque de Saxo.
< 2.* Se o governo julga se habilitado
independenteroente |de especial autorisagao
do poder legislativo a effectuar a entrega
desse doto ?
< 2.a No caso affirmativo qual a verba
do orgamento para tal fim destinada.
Lourenqo de Albuquerque.
Entra no sali o Sr. ministro do impe-
perio o oceupa a sua cadeira.
O Sr. Loaren$o de Albuquer-
que diz que quando se discutio o orga-
mento do imperio, deijlarou o nobre minis-
tro que o governo tratava de entregar a
S. A. o Sr. Duque de Saxe o dote que foi
garantido em seu contrato matrimonial. O
orador sustenta que esse contrato nSo ga-
ranti a Sua Alteza, dote algum ; e como
p ie estar em erro, pede ao nobre minis-
tro do imperio quo diga cmara qual a
lei, ou acto official que deu esse direito ao
Sr. Duque de Saxe.
Julga que a questio nio somenos, por
quo, se fica mal a um povo ou a ura par-
ticular nio pagar o que deve, mal tambem
lhes ficar pagar o que nio devem.
O casamento de iua Alteza foi prece-
dido de um contrato, uma escriptura ante-
nupcial, lei que devia regular os direitos
provenientes desse acto. Leu esso con-
tracto, datado de 1 de Novembro de 1864,
assim como a lei n. 166, de Setembro de
1840, e bem assim a lei de 27 de Julho
de 1864 e em nenhum desses actos encon-
trou o orador fundamento algum para a
opiniao do governo.
Le, diversos artigos do contrato, que es-
tabeleccm que os augustos consortes em-
quanto residissem no Brasil nito teriam di-
reito a dote, mas receberiam a dotagio; e
desdo que elles fixa38era a sua residencia
fra do Imperio nio teriam dotagio, mas
receberiam o dote.
Julga que o direito do dote liga-se tanto
'circumstancia da fixagio do domicilio
(ora do Imperio, quo o art. 14 do contrato
prevonindo a hypothese de readquirir o Sr.
Duque de Saxe o direito successao ao
tbrono, estabeleceu que neste caso seriam
convidados os augustos consortes a fixarem
de novo a sua residencia no Imperio, rece-
bendo elles entio a dotagio do 150:000#,
porm, com a obrigagao de restiturem ao
Thesouro Nacional o dote do 1.200:000,$
que houvessern recebido.
Entende que a parte correspondente ao
dote e dotagio conformase com o esta-
beleciraento no art. 113 da Cunstituigio do
Imperio e na lei, n. 166 de 29 de Setem-
bro de 1840, que o orador l cmara.
(Continua).
Dada a sua aonviegio quasi absoluta da
culpabilidade de Angela, nio vio naqlellas
palavras senio uma ousadia prodigiosa, ou,
para melhor dizer, uma estranha e revol-
tante impudencia.
Escutando a at ao fim, minha se-
nhora, replicou elle, fiz apenas um acto de
deferencia pela mulher. Poderia tel-a fei-
to calar, logo s primeiras palavras. A jus-
tiga, quando procura a verdade, vai direi-
ta ao sen fim, e nio se deixa embaragar
por nenhuma consideragio, seja de que na-
tureza for... Agora queira responder-me.
O es-irivao tinha posto as folhas de pa-
pel sellado no oleado que cobria a mesa e
estava prompta para escrever.
O Sr. de Gevrey proseguio.
Foi no dia dous do Dezembro que
se apresentou em sua casa a menina Ceci-
lia Bernier ?
Seria-me impossivel dizer com exac-
tidio, senhor, respondeu Angela, mas pa-
reco-me quo o acaso (o carregou nesta pa-
lavra para lhe dar bastante forga) poz Ce-
cilia Bernier em minha presenga no dia
dous ou tres de Dezembro.
Assevera do novo que ella nio per
deu, em sua casa, o agenda que tncerrava
a corta de seu pai, recebida mesmo naquel-
la roanhi o contendo ainda a metade da
so rama, enviada por elle ?
Com certeza, senhor, assevero-o de
novo !.. Se essa agenda tivesse sido per-
dido em minha casa o eu o tivesse achado,
teria-o inmediatamente enviado menina
Bernier, guardal-o seria commetter ura rou
bo.
Angela accrescentou com pungente iro-
Mas, visto que me julgam cumplice
de assassinato e que assassinato ura par
ricidio I pjdem perfeitamente aecusar-me
do roubo I... Quera pode o mais, pode o
menos.
Nenhuma aecusagio at agora foi for-
mulada claramente contra a senhora, ou,
pelo raeuo8 recebida, visto que est livre...
replicou o juiz formador da culpa. O que
eu lhe pego que esclarega a ju8tiga.
Mas, senhores, fal-o-hia se podesse ;
mas nio posso.
Em resumo, nio vio o agenda da me-
nina Cecilia Bernier ?
Nio, senhor.
Nem a carta que elle oontnha ?
Nem uma nem outra cousa.

Conhece o tabelliio Benjamn Le-
royer ?
Conhego-o de norae, senhor, e somon-
te depois que encontroi o seu filho em
Saint Julien du Sault... E' a esse tilho,
como sabe, quo devo a vida de minha filha.
Ignora, so seu pai Jayme Bernier ti-
nha negocios com Benjamn Leroyer, seu
amigo, e, ao mesmo tempo, seu tabelliio ?
Ignorava-o completamente.
Antes do crime, talvez que sim.
Ignorava depois, como antes.
Comtudo, deve ter em suas mios, se-
gundo creio, documentos que lh'o posaara
dizer... scar Rigault deve-a ter infor-
mado. ..
Osear Rigault, repetio a bella herva-
naria, com tom feroz.Trata-se, nio ver-
dade, do horaem que suppSem o meu cum-
plice ? Pois bem, conhecia tanto esse ho-
rnera, como conhecia Benjamn L3royar.
Tome conta, disse o Sr. de G*vrey,
recorrendo tctica familiar dos juiz<*S~for-
madores do culpa e geralmente a todos que
querem obter uma confissao que se lhe re-
cusa.
Tomar conta, em que ? perguntou
Angela.
Osear Rigault est preso.
Entio quo esperara do mim, visto que
tm seguro esse hornero, devera saber se
elle foi o as3a8sino. f
Sabemos.... Acabrunhado pela evi-
dencia, Osear Rigault fallou e as suas pa-
lavras corapromettem-n'a, de maneira mui-
to grave I
0 juiz formador da culpa esparava ver a
bella hervanaria curvar a cabega, 'aniquila-
da, vencida.
Ella ergueu-a, pel-contraro.
Os labios encresparam-so-lhe; o fogo da
indignagio brlhava-lhe nos olhos.
As suas palavras comprometiera !
exclamou ella encolhendoos hombros. Que
fbula impossivel est inventando o se-
nhor? Que pode haver do commum no pas-
sado e no presente, entre mim e um mise-
ravel assassino? .. Pretende fazer-roe des-
cer ao nivel desse infame ? Nio o conse-
guirio I... Basta de Bemelhantes hurailha-
(3es, senhor, basta de ultrages 1.. Nio
raerego nem uns nem outros Nao sei quem
este Osear Rigault e o seu nomo mesmo
-me desconhecido. (Continuar se-ha]
Typ. do Diario roa puqne de Caxias n. 42,

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