Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19824


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Full Text

i
B
h
H
AIIO LIIII IOIO fl
PARA A (MPtriL E LIC4RB OXDE NAO K PAA PORTE
Por tres mezes adiantadoi......"'......... 6(5000
Por seis ditos idem.......... ...... li'p'OOO
Por no nno idem............._. 23,5000
Cada numero avulso, do mestio dia............ H0
m 27 DE FEYEBSIEO DE 1887
PARA DENTRO B PORA DA PROVINCIA
Por se meses adiantados...............J
- Por nove ditos idem. ...'.............
Por um auno idem.................
Cada numero avulso. de dias anteriores...........
27*100
loo
|)r0jmi>ai>e ttt JHannel Xtijttttra ie Jara i Styos

Os Srs. Anaede Prisa ee 4V C.
de Paria, e > os nsssos agentes
exclusivos de annnucios e pu-
blicacdes na Franca e Ingla-
terra
.
f.

'
/
I

)
A
m
i:
TELEGRAHHAS
;".::;: n 5:ss: savas
(Especial para o Diario)
BERLIM, 25 de Fevereiro, tarde.
" A xade de S. H. o Itaajerador da Al
lemnnim Inspira rlas niinein-
efesa
VIENNA, 25 de Fevereiro.
A Caara do* Bepreaentantes do
Beicbvratb Aaiilrlaco votou por ana
Dlnidade oa crditos pedidos pelo
-overno parae Ministerio daGuerra.
ROMA, 25 de Fevereiro, tarde.
-
1 valia se em eerca de duas mil aa
pesadas qne foram sepultadas sol
os desmoronnmentos determinados
pelos tremores de (erra sentidos em
numerosas localidades da Italia.
ROMA, 26 de Fevereiro.
O estado do rardeal dacoblnl ei-
tremaniente travo. \o fea mala es-
peraneas de sal val o.
WASHINGTON, 26 de Fevereiro.
A' A de Mareo prximo tera lagar
o enterramento da aeasfto do Con-
creaao.
COMMERCIAES

LIVERPOOL, 25 de Fevereiro.
ASSUCAR:Mercado multo calmo,
preeos esa -ras de batxa.
de Pernanabuco n. vende se a
i o sehlllns* a a. por quintal |3*6B
o cambio de 1 i d. por 1#000).
ALGODO : Transaccoe* calmas.
mas preeos sustentados.
O FAIS de Pernambneo vende-se
a 5 e 5 l d. por libra (44 rla ao
cambio sopra).
As vendas do da foram de crea
de iOOO fardos.
NEW-YORK, 25 de Fevereiro.
ASSUCAR: Preeos em vas de bal-
xa.
FAIR REFIN1NG de Pernambneo
vende se a 4 1/9 cent, por libra*
Agencia Havas, filial em Pernambneo
26 de Fevereiro de 1887.
INSTRCaO POPULAR
I
ln
(ExtraMdo)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
PARTE PKIMEIRA
TKCU\OLOll
i C o n t \n u a c a o)
CancroDegeneracao especial dos tecidos, ou
Ulvez formacSo de tecido especial, da qual reaul-
tam tumores, ulceras, etc.
Ha tres variedades prineipaes de cancros, a
saber : o tarro, o tncephaloide e o colloide.
CantharidaInsecto culwoptero, da familia dos
trachelideos, tribu cantbarideana. Constituem estes
aniroaes a parte activa da massa com que nos la
boratorios p'aarmacenticos se prepara o emplastro
de cantharidas ou vesicatorio.
CardialgaDr muito viva referida ao epigas-
tro, na parte correspondente ao orificio superior do
estamago (eardia). Emprega-se em ves de car-
dialgia mais (feralmente o termo gastralgia.
CariaIuflamm ico com supouraco no tecido
oaseo. Difiere da necroie que a mortificacao ou
zrangrena dos ossoa.
Posto qu as dentes nao sejam ossos, de uso
chamar-se caria dentaria l-sio dos dentea ea-
racterisada pela deetruicio successiva e gradual
do tecido dental io.
Carn.in*tivosMedicamentos que teem por accao
facer sabir dos intestinos os gasea nelles contido*
em ezcesso. Os carminativos sao tirados de clas-
ses diversas de medicamentos (como, por exemplo,
dos tnicos e dos aromticos).
CataiepsiaEstada mrbido, qoasi sempre in-
termittente, que tem por sympfomas a perda ins-
tantnea do seotimento e intendimeoto, bem como
a rijesa dos mu julos, conservando os memoro* a
posic&o que se Ibes da. As funeces internas ftaea
como a circulaco, etc.) continuam exercendo-se
com lentido notavel, podendo pjr isso tal estado
eontundir-se com a (norte.
CataracuConsiste esta doenca ocular na opa-
cidade do erystalliao\'em parte ou nasua totalida-
df). SSo diversas aa variedades de cataractas
que se contara na classificacio das doencas oeuia
res. Aasin ha : caUracta lenticular, captular,
dura, fucile, lekosa, kittota, etc.
A falta cataracta caracteriaada pela opacida-
de, nao do crystalimo ou da sua capsula, maa das
partes prximas do erystallioo>, knpedindo a ebe-
gada dos ratos visnaea at a retina.
CatarrboNome qne, emgeral, se d As infiam-
naces agudas ou coronices daa membranas mu-
cosas com augmento da secrecio babitoal deasas
membranas.
CatharticosSao os porgantes mais fortes que
os laxantes brindo, porm menos violentos que os
drsticos. A jalapa e a escamonea entram neeta
classe.
CauterioEsta palavra designa os agentes por
meio dos quacs se converte em eschara (chama-se
assim o tecido em geral anegrado, que resulta da
deeorganisacao de urna parte viva que se gangre-
na ou que se queima) um tecido ou orgao sobre
que se applicam.
Os cauterios dividem-ee em : potenciau (que
sao substancias que desorganisam os tecidos em
virtude de saa accao chimica) ; e actuaes (qne eio
instrumentos de ferro ou ac aqnecidos at urna
elevadissima temperatura e que por meio d'ella
operam a destruico dos tecidos).
Tambem se cbama cauterio urna pequea ulcera
que se provoca artificialmente, por meio de agentes
chimicos, com o fim de estabelecer fontea de sup-
puracao em lugares eacolhidos, querendo-se com
esta suppuracao nbter certos fins therapeuticos.
CephalalgiaDr de cabeca.
CepbalaCephalalgia violenta e muitissimas
vezes peridica e intermitiente. Qoaodo esta dr
e em urna metade da cabeca, cbama-se hemi-
crania ou encbaqueca.
(Continua).
?arte orricui,
Cioverno da provincia
BXPSDIEHTE DO DIA 4 DE rEVBBElSO DB 1887
Actos :
0 presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica, em officio
n. 97 de Io do corrente mea, resol ve nomear Adol-
pho Alvea Falcao Taques para o lugar de Io sup-
plente de subdelegado do 1 districto de Afogados.
O presidente da provincia resolve exonerar
o bacbarel Joaqaim Rodrigues Villares do cargo
de delegado do districto luterano de Panellaa por
ter mudado de residencia, e nomear, para substi-
tuido o tenente-coronel Jos dos Santos e Silva.
Communicou-se ao inspector geral da Instrucco
Publica.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requeren Fausta Pergentina de Lima Barros,
profeasora da cadeira de ensino primario de Cim-
bres, tendo em vista a informaedo n. 16 do ins-
pector geral da Instruccao Publica e o parecer da
junta medica provincial, resolve conceder peti-
cionaria, a contar de 16 de Janeiro findo, 3 meses
de licenca com ordenado, para tratar de ana aade
onde Ibe convier.
Officios :
Ao presidente da provincia do Cear.Trana-
mittoaV. Exc, em resposta ao telegrunma de
boje datado, dous exemplares impressos do regu-
lamento, em vigor, da Colonia Orphanologica Isa-
bel.
Ao Dr. ebefe de polica.Acabando de che-
gar ao meu conbecimento que o delegado de poli-
ca de Palmares ao tomar conta daa funccSeg de
sen cargo, foi o sen primeiro acta paaaaar da pri-
sao em que se achavam para a sala daa audien-
cias varios presos, pronunciados em crimes de ho-
micidio e tentativa, obstando que os juisea pudta-
em dar all anas audiencias, recommendo-lbe qne
determine quelle delegado, que faca recolher
oa ditos pronunciados as respectivas priso, dando
explicacoes de sen procedimento.Communieon-se
ao juia de direito da comarca de Palmares.
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronba.Paca Vmc. regreasar para easa capital, 4
requisito do juia de direito daa eiecucoes, o sen-
tenciados Hanoel Jos da Costa, Januario Jos da
Silva e Graldiao Alvea Pont-s, a quem alindera os
seui officios as. 71, 73 e 99, de 11,13 e 21 da
Janeiro findo.
Ao mesmo.Faca Vmc. regreasar para esta
capital, requisico do juia de direito das eiecu-
coes. o reo Francisco de Paula Santos, conbecido
por Bacia velha.Communicou-se ao juta de direi-
to das Eiecucoes criminase.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Neata
data deliro o requermento em que o Club Drama-
tico Familiar, por sea director, pede a concessao
do theatro S. Isabel sem a contribuicao de 404000,
para dar no dia 12 do corrente um espectculo em
beneficio de urna familia pobre, sojeitan jo-ae po-
rm a demais despeaas inherente.Communicou-
se ao administrador do Theatro Santa Isabel e &
directora.
Ao engenbeiro chefe da repartico daa Obras
Publicas.Autorso Vmc. a man lar por em pra-
ci oa reparos preciaos oa ponta da Magdalena,
na importancia de 1.4164800, segando o orcamento
nesta data approvado. observadas as instraccoee
de 30 de Agosto de 1875, e fiscalisada a obra por
um dos engenheiros deasa repartico.
Pica aaaim respondido o sea offici de 13 de Ja-
neiro ultimo, sob n. 5.Communicou-se ao ins-
pector do Thesouro Provincial.
Ao meemo.Informe Vmc. sobre o assump^o
de que trata a carta inclusa do deputado provin-
cial Manoel Rodrigues Porto, referente as obras
da cadeia de Caruar; providenciando desde logo
como no caso couber.
Portaras:
Declaro Cmara Municipal da Pedra, em
resposta ao aeu ofBcio de 17 de Janeiro finjo, que
e imposto creado pelo artigo 34, disposicSes per-
manentes, da le n. 1862 de 31 de Agosto de 1885
s podiater cobrado no ejercicio que regen aquella
lei (1885 a 1886), visto qae, tendo sido ease muni-
cipio desannexade e Buique, conserven, para ap
plicar no novo municipio, aa meamaa disposices
orcamentariaa do de qae tea parte; nao asaim, po-
rm, no orcamento vigente (1886 a 1887) que
regido pela lei n. 1882, em qoe Pedra j figura
como municipio com seu orcamento proprio.
Neate, as suaa rendas io as do artigo 57 e seu
da citada lei 1882.
Respondo ao officio de 13 de Janeiro findo,
declarando 4 Cmara Municipal de Leopoldina
que a arrecadaco daa rendos desse municipio
pode ser feita por adminiatracSo oa arremataco,
conforme a Cmara julgar mais conveniente, 4
vista ia aatonsacio concedida pelo art. 52 da lei
n. 1791, de 27 de Julbo de 18S3
Declaro 4 Cmara Municipal de Taqaaretin-
ga, em reapoata ao aeu inicio de 20 de Janeiro,
qne a ari eeadaco doa impostas desae municipio
pode ser feita por adminiatracAo oa arremataco,
conforme a Cmara julgar cinveniente 4 vista da
autorisao concedida pelo art 42 da lei n. 1791,
de 26 de Julho de 18o3
O Sr. asete da Companbia Braaileira de
Navegafio a Vapor faca transportar 4 corte, por
couta do Ministerio da Marinha, no vapor proce-
dente do norte, o capitao-tenente denrique Pinbei-
ro Quedes, que deixou o commando da canbooeira
Quarany e tem de recolber-ae aquella corte.
Cominunicoa-se so commandaate do transporto
Pura.
O Sr. agente da Companhia Brasileira de
Navegavio a Vapor, faca transportar 4 corte, por
por conta do Minnreno da Guerra, no vapor che-
gado do norte, o 2* cadete Epaminondas Braai-
lien de Vascoacellos Mouteiro, qae, sendo da
companbia de infantariada provincia do Rio Gran-
de do Norte, foi transferido para carpo nao desig-
nado-Cjmmunicou se ao general coininandanCe
das ann t.
O Sr. gerente da Coojpanbia Perosmbacana
mande dar passagem de proa, do presidio de Fer-
nando de Nuronha para esta cidade, a Luisa Fran-
cic dos Sautos, mulber do sentenciado Gervasio
Rajmuudo Jos doa Santos, e um filho menor, por
conta das gratuitas, a qae o g-vtruo tem direito,
visto nao poder o dito sentenciado mantel-os all,
attento o seo estado de pobreaa, como informa o
respectivo director.Commumcou-ss ao director
do presidio de Fernando de Noronha.
f? O Sr. engenheiro em chefe do proongamento
da estrada de ferro do Recite ao S. Francisco faca
transportar, per conta da provincia, desta capital
4 cidade da Victoria, onde vio destacar, em sub
stituicao de outris que d'alli vieram, as seguin-
tes pracas do exercito : cabo de esquadra Fran-
cisco de Almeida Caj, anepefada Manoel Victo-
rino de Lima, soldado Joo Mendes da Silva e
corneta Antonio Jos de Sant'Anna e as respecti-
vas bagagena.
IXPEDIENTE DO SECEKTARIO
Officios:
Ao agente da Companbi* Braaileira do Na-
vega^So a Vapor.De ordem de S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia acenso o recebimento do offi-
ci) de hootem, no qual V. Exc communicoa hsver
chegado dos porto do norte, 4s 6 horas da roanh,
o vapor Baha, que seguir para os do sol, boje &s
5 da tarde.
Ao engenbeiro encarregado das obras Mili-
tares.O Exm. Sr. presidente da provincia manda
remetter a V. S., em reapoata ao seo officio de 16
de Desembro ultimo, sob n. 86, 50 passes impres-
sos gratuitos, dos fornecidos pela Companbia Fer-
ro Carril.
Ao commandante do corpo de polica.8.
Exc. o Sr. presidente da provincia manda declarar
a V- S. que fici ioteirido do assumpto de sea officio
n. 3010, de hontem datado.
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronha.De erdem de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia transmiti a V. S., em solucao de seu
officio n. 83, de 19 de Janeiro findo, copia do de
n. 60, de hontem datado, do Dr. juia de direito
das eiecucoes criminaes da comarca desta capital.
Ao mesmo.De ordem da S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia e em solucao de seu officio n.
78, de 15 de Janeiro findo, transmiti a V. S. co-
pia do officio de 31 do mesmo mea, sob n. 89, do
Dr. ebefe de polica.
EXPEDIENTE DO DIA 5 DE rEVEBElBO DE 1887
Actos :
O presidente da provincia tendo em vista o
exposto pela Tbesoarara de Fazenda em officio de
3 do corrente, n. 68, resolve de accordo com o
decreto n. 2884 de 1 de Fevereiro de 1862, abrir
nm crdito da importancia de 4:195X634, sendo
1:011*103 4 verba Corpo da Armada e 3:184*526
a Forca Naval do Ministerio da Marinha exerci-
cio coTente, afim de ter lugar o pagamento de
vencimentos que correm pelas mencionadas ver-
bas relativamente ao mez de Janeiro ultimoCom-
municou-se ao inspector da Thesouraria de Fa-
zenda.
O presidente da provincia attendendo a) qae
requereu o hachare! Manoel Fernandes de S4 An-
tones professor substituto das cadeiras de arith-
metc* e geometra de corso aonexo 4 faculdade
de direito do Recife, resolve conceder-lbe proviso-
riamente e sem vencimentos 3 mezea de liceh^a
para aaseatar-se ds provincia.
O presidente da provincia attendendo ao qae
requeren a professjra Idalina Porfiria do Amara! e
tendo em vista as informacoes n Uo o 39 de 25 de
Janeiro e 4 do rorrete mez do inspector geral da
Instruccao Publica resolve remover a peticionaria
da cadeira de ensino primario de Pindoba de
Craangy para a de Vieencia.Communicou-se ao
inspector da Instruccao Publica.
O presidente da provincia tendo em vista o
officio do engenbeiro chefe da repartilo das Obras
Publica, d 3 do corrente. sob n. 21 do qual cons-
ta que dorante o anea de Janeiro findo foram en.
centrados na illaminacio publica da cidade de
Olinda 24 lampeos apagados e 100 com luz amor-
tecida, resolve impor a companbia de Santa The-
resa as mu tas a qae se referem a clausula 17 do
contracto de 4 de Julho de 1870 innovado em 29
de Agosto de 1877 eo art. 13 do Regulamento de
12 de Julho de 1886.Communicou-se ao enge-
nbeiro chefe da reparticao daa Obras Publicas, ao
inspector do Thesouro Provincial e a Cmara Mu-
nicipal de Olinda.
Officios:
- Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Eo vista da informacSo de V. 8. datada de 31 de
de Janeiro ultimo, n. 60, antoriso o pagamento da
conta na importancia de 6*650, proveniente de
transporte concedido na estrada de ferro do Reci-
fe ao S. Francitco no mea de Desembro prximo
passado, por conta do Ministerio da Guerra,
Communicou-se ao superintendente da estrada de
Ferrro do Recife a 8. Francirco.
Ao mesmo.-Tendo em vista a informacao de
V. 8. de 31 de Janeiro uitimo, n. 61, autorso
entrega ao director da Colonia Orphanologica Isa-
bel da quantia de 50:000*, de que trata a ordem
do Tbesouro Nacional citada na referida informa-
cao, e o aviso de 12 do alladido mes, n. 11, expe-
dido pelo Ministerio da Agricultura Commereioe
Obras r*ublicas.Communicou-se ao director da
Colonia Orphanologica Isabel.
Ao meemo. Declaro a V. 8. para os fins con-
venientes, que o i teento Raymundo Franciaco
Hiappe da Costa Rubim por cfficio de 3 do cor-
rente, sob n. 3, participou-me ter, na mesma data,
assumido o commando do patacho Pirapama, para
que fura nomeado por aviso do ministerio da Ma-
rinha de 17 de Janeiro findo.Responden-s ao 1-
tenente Ravmundo Francisco Hiappe da Cot'ta
Rubijj.
Ao mesmo.Communico a V. 8. para os fins
convenientes qne o promotor publico da comarca
de CimHrea, bacbarel Alfredo Serfico de Asis
Carvalho, interrompen o exercicio no dia 1 do cor-
rente mea, por motivo de molestias.
Ao mesmo. -Communico a V. S., para os
fins convenientes, que o juiz municipal dos termos
reunidos de Cimbres e Alagda de Bsixo, bacbarel
Francisco Caracioio de Fn-itaa em 81 de Janeiro
findo interrompen o exercicio por motivo de mo-
lestia.
Ao administrador dos Crrelos.Baja V. 8.
de dar suas ordena no sentido de fazer ehegar o
incluso officio As mi do destinatario.
Ao cammandante superior da guarda nacio-
nal da comarca de Panellaa. Esto comprehen-
didos no aviso circular do Ministerio da Justica,
de 30 de Desembro prximo passado, que exige
a observancia do artigo 20 do decreto n. 1354, de
6 de Abril de 1854, os officiaea nomeados e que
forem nomeados para a guarda nacional, quer do
servico activo, quer da reserva.Responda aaaim
a consulta de V. 8. eontida em officio de 29 de Ja-
neiro findo.
Ao capitulo Joio de Souza Lean, presidente
do conseibo de qualificacao da guarda nacional de
Jaboato,Declaro a Vmc., em resposta ae sen
officio de 26 de Janeiro findo, qae segando consta
de intormaco do chefe de polica de Io do cor-
rente n. 94, foram dadas aa ordene no sentido de
loe serem aprese Otadas aa listan de qae trata o
citado offici j.
Ao inspector do Thesouro Provincial. In-
forme Vmc se est sendo cumprid o disposto no
art. 24 da le n. 1810 de 27 de Junho de 1884.
Ao commandante do corno de polica. Ao
Dr. chefe de polica mande Vmc. apreaentar urna
escolta de nm cabo e duas pracas afim de escoltar
nm criminoso at o termo de Nasareth.Commu-
nicou-se ao Dr. chefe d polica.
Ao gerente da estrada de ferro do Recife ao
CaxangA.A' vista do qae Vmc. pondera no offi
co de boje, permuto qae at o dia 13 do corren
te, a c mtar de boje o trem que parte do povoado
de CaxangA para o Recife As 7 hora e 29 minutos
da noite seja transferido para as 8 horas e 30 mi-
nuto. Communicou-se ao engenbeiro fiscal da
estrada de ferro do Recife ao Cax- ng4.
Portaras :
Tendo sido devolvido o officio junto do Dr.
juiz de direito da comarca de Ouricury de 26 de
Novembro do auno passado, por ter fallecido o
Juia de paz, Dimaa Lopes de Siqueira, a quem f-
ra por despacho de 16 de Desembro remettido
para informar, recommendo 4 Cmara Municipal
de Ouricury, que com urgencia preste a respeito
do assumpto do dito officio as informacoes qae es
tiverem. a seu alcance.
&$* superintendente da estrada de ferro
do Recift ao 8. Francisco mande dar pssagem
da estacio das Cinco Pontas 4 de Una, em carro
de 1* claase, por conta das gratuitas a que o go-
verno tem direito, ao bacbarel Joao Baptista Cor-
ris de Oliveira, promotor publiso da comarca de
Pauellas, providenciando sobre a volta do mesm,
quan io se apresentar.
J, EXPEDIENTE DO SECRETARIO
OfficMsr*
A o inspector geral da InstrnccSo Publica.
O Exnt. Sr. presidente da provincia manda co.n-
municarm V. 8. qne o professo- Francisco Perei
ra Lima de qu tracta o seu officio n. 27 de 25 de
Janeiro JUMo acba-ao pronunciado pelos factos oc-
eorridos em Jatob, segando informou o Dr. che-
te da Companhia Pernambucana.
.sidente da provincia manda acen-
sar o rflceBlroento do officio de 3 do corrente em
que V. 8. communica que esaa companhia expe-
dir hoj*,.as 5 era da tarde, o vapor Ipojuca,
para osf partos do norte at Camossim.
Reparticao da Polica
Seotto 2.'N. 194.Secretaria da Po
licia de Pernmbuco, 26 de Fevereiro de
1887.--Jlm. e Exm. Sr.Participo a
V. Exc. que foram hontem recolhidos a
Casa de fJetencito os segaintea individuos :
A' rainha ordem, Joao Francisco de Oli-
veira, vindo de Olinda, como alienado,
at que possa ser transferido para o Asylo
de Alienados.
A' ordeno do Dr. delegado do 2o distric-
to da capital, Jos Lopes da Silva, como
vagabundo.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, SerapiSo Honorato dos Santos, como
desertor do Arsenal de Marinha, e Hermi-
nio Jos de Souza, por disturbios, minba
Ldisposicao-
O Dr. delegado do 1 districto da capi
tal, communicoa-me em officio desta data
qne hoje pelas 9 i|2 horas da manha na
roa do Imperador, foi preso em flagrante
Luiz Pereira de Souza, por ter ferido le-
vemente com urna facada, a Antonio Go-
mes da Silva. Abrio-pe o competente in-
querito, e prosegue-se nos. demais termos
da lei.
O offendido foi recolhido ao hospital
Pedro II afim de ser tratado.
Deus guarde a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, mnito
digna presidente da provincia. O chefe de
polica, Antonio Domingos Pin'o.
i Thesouro Provincial
g DSWaCHOS DO Da. 26 DE FEVEBEIKO
^ de 1887
Joao Baptmta Talles. Provada a desoc-
c upa gao e junte o conbecimento da decima
do ultimo semestre, volte.
Pereira Carneiro d C-Informe o Sr.
contador.
Anna Carolina Pereira de Lyra, Vieen-
cia Maria de A.breu e Mello e Anna Au-
gusta Groilhermina da Conseicao.Regis-
tre-so e facam-se os assentamentos.
Jlo Baptista da Silva. Eseripture-so
a divida.
Jos Maria de Souza Araujo.Informe
o Sr. Dr. administrador do Consulado.
Izidoro Bastos de Oliveira. Remettido
ao Sr. thesoureiro para attender opportuna-
monte quanto ao exercicio vigente, deven-
do o supplicante requerer separadamente
no que respeita ao findo.
Cootas do thesoureiro das Obras Publi-
cas, Manoel Jeronymo da Costa UcbSa,
Porphiria Jesuina Bezerra da Silveira e
Jos Raphael Soares de Azevedo. Haja
vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Jdlia Ayres de Almeida Freitas.Fa-
cam-se as notas do portara de licenca.
Companhia de Santa Thereza.Estam-
pilhadas as oontas volte.
Isabel Raymunda dos Santos Pinbeiro.
Ao Consulado psra attender.
Jos de Araujo Veiga & C.Ao Sr.
thesoureiro para]attender opportnnamente,
tendo em vista as informacSes da Contado-
ra.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 26 DE FEVEREIRO
DE 1887
Anna Cesar de Almeida Guedes, Lauria
& C. e Clodoardo Bezerra da Costa Gue-
des. Informe a 1' seccSo.
Via va Barros & Filho. Sim.
Josepha Alejandrina Porto Carreiro.-
Deferido com relacSo ao 1' semestre do
corrente exercicio em vista das ioformacSes.
BarSo de Nazareth. Deferido com re-
lacSo o 1* semestre, em vista das infor-
macSes.
Joao Gomes da Costa.-Deferido de
accordo com as informacoes.
BarSo de Petrolina, Deferido de accor
do com as informarles.
DIARIO DE PERfiAMBECO
Retrospecto poltico de 1*G
POLTICA particular dos estados
ER0PEUS
[Continuando)
A reforma constitucional o escolho em que
teem naufragado diversos ministerios na Hol-
landa. 0 actual, porque bateu n'esse cachpo,
esteve em Abril quasi a desapparecer.
Aquella reforma, em ordem do dia no parla-
mento hoandez desde 1879, tanto mais diffi-
cil de realisar, quauto, alm de outras, deve
abranger os disposices legaes vigentes relativas
successo da corda, defesa do paiz, ao di-
reito eleitoral e do ensino publico.
Apezar da elevada importancia de taes mate-
rias e das divergen ias que a sua discussao por
isso mesmo devia provocar, o gabinete Heems-


kerke tentou impol-as resolugo da cmara
eleita em 1885, que alias era, pelo modo de ser,
a menos apta para o desempenho de semelbante
missao. Realmente, a direita dessa cmara,
formada pela curiosa unio poltica de catholi-
cos romanos e protestantes, comprehendia um
numero de deputados igual ou quasi igual ao
representado pela esquerda. Equilibradas como
estavam, portanto, as forcas dos dous grupos na
segunda casa do parlamento, nenhum, bem de
ver, podia constituir raaiona de governo, nem
fazer triumphar as suas ideas particulares as
questes a resolver.
Mas o chefe do ministerio neutro hperava de
um accordo entre liberaes e conservadores a
victoria do programma reformista. Tal accor-
do, porm, seria possivel em tudo ; menos na
questo escolar, que, na Hollanda, como na Rel-
gica, domina todas as outras de ordem polit\ca.
Cora effeit >, ha mais de um quarto de seculo que
naquelle paiz se d reuhida e tenacissima lucta
entre os partidarios da instruccao livre ou pri-
vada e ps da instruccao olcial ou do estado.
Esta uilima profundamente odiada pelos cle-
ricaes de todos os matizes, por isso que laical
ou indifferente em materia religiosa. Acham-
n'a os conservadores tanto mais detestavel,
qua'nto vem aella urna affronta s suas crengas
c um assalto s suas algibeiras. Desde que a
f os nao deixa tirar proveito das escolas a car-
go dos cofres pblicos, entendem que n5o de-
viam concorrer como contribuintes para a ma-
nutengo delias, devendo, ao contrario, limitar-
se a subvencionar casas de ensino partcula r
fundado em principios religiosos.
Assim, logo que a cmara teve de apreciar o
art. 194 da constituido, no qual consagrada
a neutralidade das escolas do estado em mate-
rias de f, exaltaram-se extremamente os ni-
mos de parte a parte, prolongaram-se os deba-
tes e, anal, foram regeitadas, sem distinegao,
todas as propostas que tinham por fim modificar
a disposico do alludido artigo. A reforma
constitucional encalhava ainda urna vez. o
havia harmona possivel entre os dous grupos
parlamentares.
Em vista disso, o ministerio pedio immedia-
tamente a sua demisso. 0 re preferio dissol-
ver a assembla, urna vez que ella, pela sua
composico, era em absoluto incapaz de realizar
a desejada innovaco na lei- fundamental do
paiz.
Em Junho effectuaram-se as eleicSes parata
nova cmara. Os liberaes triumpharam no
pleito. Elegeram quarenta e sete representan-
tes contra os trinta e nove com que ficou o
partido conservador, composto de ultramonta-
nos, calvinistas e de um nico individuo sem
prosso de f conhecida. A derrota da direita
foi notavel, principalmente em Haya, que du-
rante vinte e cinco annos so elegeu deputados
conservadores.
Desta vez nem o Sr. Schimmelpenuinckque
pelo nome nao perca, um dos altos dignata-
rios da corte, p6de fazer-se eleger.
Por outro lado, a maiona liberal da primeira
eamara ser largamente reforcada as prximas
eleicoes. Como se sabe, a escolha dos membros
do senado feita pelas odze assemblas provin-
ciaes dos Paizes Raixos. Ora, somente em qua-
tro dessas assemblas, lsto as de Brabante
do Norte. Gueldro, Utrecht e Limburgo estavam
os clericaes em situaco superior de seus ad-
versarios. "
Pareca, pois, que a esquerda eslava no caso
de constituir um ministerio de sua fego, urna
vez que o existente Ihe nao representava as ideas
e aspiracoes, organisado como fora extra-parla-
mentarmente, para a simples expedico dos ne-
gocios pblicos. Como quer que seja, o Sr.
Heemskerke continuou no poder, sendo que na
falla do throno com que foi aberta em SetemDro
a sesso dos Estados Geraes, iianifcstou espe-
ranzas de que a reforma constitucional seria em
breve emprehendida novamente- Resta, porm
saber qual ser o xito da nova tentativa.
Dizia mais o discurso da corda que o governo
ia tomar medidas serias relativamente crise
da industria do assucar na lha de Java. Desde
que tal crise se manifestou naquella principal
das colonias hollandezas, tem prendido constan-
temente a atlenco da metropole. Em conse-
quencia da continua baixa no preco do assucar,
esto passando por grabes difficuldades pecunia-
rias os que na dita lha se entregam cultura
da canna. Mas se os agricultores se vissem
obrigados a faltar aos seus compromissos ou a
abandonar as suas emprezas, cahiriam em pro'
tunda eperigosa miseria 03 principaesjndigenas
que vivem exclusivamente da renda das trras
cultivadas, o que tambera acontecera grande
numero de trabalhadores malaios empregados
no servigo da lavoura. 0 que at hoje ha va-
lido a toda essa gente, o crdito que os plan-
tadores de Java teem encontrado em diversos
bancos hollandezes, e que ha perraittido a con-
tiuuago dos estabelecimentos agrcolas. Se o
prego do assucar nao subir, esses cstabeleci-
mentos se arruinaro, mais tarde ou mais cedo, e
com elles as instituigOes bancarias que o esto
auxiliando; mas, por outro lado, se o crdito
Ibes for desde j retirado, com receio do futuro,
ser tambem desde j enorme a desgraga da po-
pulago daquea lha, e difficilimo metropole
soccorrel-a em tal desastre.
Em to graves condiges, estava o governo
nollandez resolvido a estabelecer um banco de
crdito um favor exclusivo das colonias, e anda
a empregar outras providencias exigidas pelas
difficnldades da situaco.
0 partido socialista da Hollanda, ao que pa-
rece, incapaz por era quanto de provocar urna
revolugo seria na patria, vae recorrendo aos
pequeos expedientes. N'um conflicto hatjB
ha mezes entre a polica e a populaga de AnH
terdam, appareceram inopportunamente algunyiW
bandeiras vcrmelhas e negras, c foram presos^
diversos propagandistas da anarchia, que pi
signal traziam os bolsos cheio3 de pedrs. Al
disso, estava sendo frequentemente perturb 3
o socego das ras de Haya, a cidade reside
com a venda'tumultuosa das gazetas socialistas,^
cujos artigos incendiarios erara vigorosamente ?
secundados pelos ardentes discursadores de re-
petidos meetings. E', porm, de crer que o
chefes do socialismo nao possam por esse mod<
ehegar realisago do primeiro artigo do se
programma poltico o suffragio universaf!^
Assim o deu a entender a segunda cmara do
parlamento hoandez, quando, de accordo com ot
governo, approvou um projecto de resposta
falla do throno, no qual se dizia que. nao era*,
por em quanto opportuno o alargara ento do di-
reito eleitoral. Decidio-se mais n'essa occasio
que o suffragio universal nao poderia em "caso "
nenbum ser estabelecido na Hollanda, mediante __
urna le ordinaria.
(Contim'a)
SitviSTA DIARIA
Assembla ProviaclalE' hoje qne co-
mecHin as seseoe* preparatorias da Assembla Pro-
vincial Legislativa.
A rouoiao, na forma do regiment, deve ser s
10 horas da manha.
Autoridades policlaePor portara
da Presidencia da Provincia de 25 e propostas de'
Dr. ch fe de polica de 21, 22,23, do corrente, fo--'
ro nomeados :
Delegado do termo de Correntes, o alteres do
corpo de polica, Ignacio Vespasiano Augusto
Perreira.
1* sopplente do subdelegado do districto do
Po$ao do termo de Pesqaeira, Antonio Rufina de
Mello e Silva.
2* sapplento do referido subdelegado, Jos Ma-
ra de Sonta.
2 snpplente da 2* delsascia do termo de Seri-
nhaem, Jos Wenceslao |tiueira Pereira Baatos.
3 snpplente da referirla 2* delegacia Joaqutm
Baptista da Conceico
Monaenlior Plato de Campos. Na .
carta de nosso correspondente de Lisboa, de 8 de
Fevereiro corrente, hontem publicada, vem a noti-
cia de achar-ae gravemente doente, em Boma, o
nosao comprovinciano e illastre litterato Monse-
nbor Pinto de 'ampos.
II-, porm noticiaa m.ia recentes do estado de
aade desse nosso amigo. Encontramol-as no
Commercio de Portugal de 12 de Fevereiro, onde
sedis que telegrammade Roma, datado de 11, dava
o Ilustre enfermo livre de perigo e em cometo do
con vlese suca. a, .
Damo-noa pressa em transmittir familia e aos'
amigos de Monsenbor Pinto de Campos to salutar
noticia.
Defeaa de ttlOBeForam sorteados para
a defesa de these do bacbarel Henriqne Milet, que
ter logar nos dias 8 e 9 de Marfo, os conselhei-
ros Siiveira de Sonsa e Pinto Jnior, e Drs. Bel-
fert, Seabra, Barros Goimaries, Meira de Vascon -
cellos e Vaz, sendo snpplentes oa Drs. Araujo e
Tobas.
Para as thsses do outro candidato bacbarel pa-
dre Manoel Cavalcante de Assis serSo arguintes
os S-8. conselheiro Pinto Jnior e Drs. Araujo,
Joao Vieira, Jos Hygiao, Tobas, Meira e Vas
sendo snpplente os Drs. Belfort e Barros Onima-
raes.
Faculdade de OtreltoNa seccSo res-
pectiva publicamos dous editaes da Secretaria da
Faculdade de Direito do Recife, um com a denisao
que acaba de dar o Exm. Sr. conselheiro ministro
do imperio, par telegramma, a quatro consultas
qne Ihe fjram feitas pelo Exm. Sr. conselhoiro di-
rector interino da mesma Faculdade, e outro publi-
cando o despacho dado pela coagregacao s pe-
ticoes de diversos acadmicos.
LirM de obstetricia V partir do 1'
de Mareo prximo, em todas as tercas e seztas-
feras, ao meio dia, o Dr. Maduro, director do
servico sanitario do hospital Pedro I, dar licoes
de obstetricia, em urna sala do dito hospital, as
senboras que se dedicarem ao mister de assis-
tentes.
Transporte Paras Chegou hontem em
viagem de regreBSO da lha das Rocas, o trans-
porte nacional Purus, que para alli seguir ha
dias, conduzindo materiaes e operarios para a
constroccao de um edificio para residencia dos
pbaroleiras da mes ji iiha.
Pea>ta de a. Goncalo. em OMnda
Na igreja do Bomfim, em Olinda, celebrase hoje
a festa de S. Goncal j, constando de missa solem-
ne s 10 horas do da, e ladainha s 7 ho-as da
noite, depois da qual ser arreiada a bandeira, e
levada em prestito para a casa da juisa
A' tarde, do largo da igreja, serio lardados di-
versos bu loes, e noite ha ver grande i Ilumina-
do a piorno.
Companhia de (rllhoa urbano do
Beeife a Olinda e Beberan 0$ tres _
dias de carnaval ea quarta fuira de cinzas ren-
d ram n'esta estrada 2:8891. Tendo sido no au-
no passado de 2:33t o reudimento dos meamos
diashiuve assim este anno um augmento de.....
508*1X0
Ferlmento leveA's 9 horas e meia da
maub de hontem e na ra do Imperador, na cal-
cada prozima Liviana Francesa, Antonia Go-
mes da Silva foi ferido levemente na regiao caro-
tidiana direita por Lucio Pereira da Silva, qne
ailegou ter feto isto em razio de ao querer Sil-
va pagtr-lbe dous mil ris qoe Ibe devia.
O delinquente foi preso em flagrante pelo o Hen-
dido, que o agarros, tendo tomado conhecimento
da facto o Sr. Dr. delegado do 1 districto. a cuja
ordem foi r colhido Casa de Detenco
O Sr. Dr. J. de Miranda Cutid proceden vis-
toria no offendido. que foi recolhido ao hospital
Pedro II.
Fe lsenlo graveNo quadro conhecido
pelo quaro do Padre Antonio, no lugar Campo
Verde, da parochia da Boa Vista, hautem, as *
horas da tarde, Anna Maria da Conceicao, conhe-
cida por Barate, lerio grauemente em urna pu-
nhalada no peito direito, nerto do hombro, Maria
Amelia da Silva, cognominada Maria Dumnada,
com quem vivia intrigada por ciumes de um Ado-
nis qualqner.
A delinquente foi pcsa em fragrant, e a terida
foi medicada e vistoriada pelo Dr. Cerqueira
Le'te.
Que bnm criada tHootem pela manha
o sr. Jo Francisco Carneiro, morador no predio 4
n. oa ra do Bario da Victoria, tomou um
criado, qu-, a meio dia, desappareceu levands
urna s-'dula de bOfOdO que Ihe foi entregue pan
trocar.
Esse innocente chama-se ConstantiSjp ; e pardo
claro, cheio do corp^ e baizo, diz morar no lugar
Barro. Representa ter de 18 a 0 aunos de idade.
Abram os olhos para evital-o-
Trts)aoal d> Jury do Beeife-Compa-
receraai b .ntem 2H joise do facto e foram multa-
dos em 8M os que faltaran).
?Si
1




Mario i* ftntamlraco---Domingo 27 de Fevereiro de 1887


$
*7
-.
Foram sorteados maia os srgoint :
Fretjimia do Sed/e
Tbom Gomes Vieira Lima.
rrgnmin d Sanio Antonio
Reaedicto Femara Jararaea.
Victonuo Luiz.Iaaoeencio Poggy.
Alfredo Jos F'urreira.
Aut'ii") Pinheiro-d Meodooea,
Antonio O ympio de Azexedo Soasa.
Cario* Jos d Medeiros.
reguea de S. Jos
Pedro de Barros f*aeao.
Genuino Jos da Buask
Cltuaeoto d"t Santan Liosa aimssa.
Freguemm a Btm-Vista
Joaqaim Gomes daatsaa.
Odorieo Soares Raaaaa d Cmara.
Elyaio .liberto SilWia.
Freguewm da. fraca
Feliz Pcreir do Soasa.
Manuel Antonio Ferreir Gomes.
Freguetia de A/ogados
Jos Thomaz Cavalcante Pessoa.
Artbur Sainos da Silva.
Freguaia do Pojo
Joaqun] de Siqueira Carneiro da Cunha.
Jfl Mnria i Krneiro da Cunha.
Clab mtrrario Plato Junlor-No dia
24 do torrente, da coiitV.rmidade coa os seas esta-
totoa, procedH-se a elicao par nova directuiia
jMtor club, a qtral Seon assim ootripesi :
Presidenta-D. Rica de Casara. Fonseea de Ma
dCrce* (reeleita,.
Vice-ditaD. Carolioa Sido FalcSo.
1 SecretariaD. Mana Landinr.
2* Dka-D. Jalia Marcrues da Silva.
OradoraX Auna Isabel da Oliveira (redeita).
Vice-ditaZulmira de Ratis e Silva.
TbesourerraO. Aderfna da Caoba Cabial.
<*nt-feira 3 de Mavco. haver, sesio de
posa*.
reja da. anta Croa Haver era to-
da* a sextas-fVira la aetual qoarssma, < ha
ras da oo.te, aertaias, pr**rdo pete Rvm. padre
commend.dor M..oel Moreira da Gama, vigario
' da fr-enexia de Santa-Antonio do Recife.
Bamata De um aaeooymo reeebemaa a
qnaatia de 5*00 para,distribuir eoai pessoas por
brea. Cumprimos a missao assim : ttnan
A' viava D. Herminia Sette
V viuva D. Laura Vctor **
A' vhxva. IX Joaaaa Pire liUOJ
Campanfela iademnisadora- Ama-
nha. ao meio dia, devem reonr-se o acciemscas
da Companhia Indeaaisaora, para, eco assembta
.geral, caaheeerem das coatas do anuo fiado e ele-
? gerem os fanecionarios de qoe trata o | 2 do
art. T do* respectivos estatutos.
nmlrs Manta Aalaaao O Caogreaso
Draintico Beneooeate d boje um espectculo no
thentro Santo Antonio, representando o drama O
collar de ouro e a comedia Morrer para ter oH-
a)lero > i
Paquete Babia Dosportos do sal deve
chegar h,>je o paquete nacional Bahia, o qual se-
guir amantas paraos do norte.
Paquete iTttaaace Dos partos do norte
de sua eeala, procedente de New-Port-News,
deve tocar boje em Pernaaibuco o paquete ameri-
cano Finance, em viagem oara o sol.
rectora das abra* oe eoaserv*-
cao do* porto*Boletim meteorolgico do
di* 25 de Fevereiro de 1887 :
Horas
6 m.
9
12
3 t.
6
fl'o
i ti
3 o k
243
29*3
309
39-8
287
Barmetro
0
760-55
761-32
760-76
760-20
760-25
Ttnsao
da vapor
18.43
19.28
20.2t
18.03
19.90
o
a
o
1
a
83
63
59
60
63
Temperatura mxima32.
Dita miaima24*,25.
Evaporacao cm 24 horas-- ao so: 7-,0; sem-
bra: 4-0.
. Chuvanuil a.
Direccao do vento : SE, ESE e E seguida-
mente, predominando SE e E.
Velocidade media do vento : 4,-18 por segundo.
Sebaloaidade media: 0,44.
Reualde* aoclaea.Hoje ha as seguin-
tes :
Da Liga Operara Pernambacana, as 10 horas
do di, para negocios de interesse.
Do Club Athletas do Pervir, a 11 horas do dia,
para assumpto de interesse.
Do Club 1 J Fevereiro, a 11 horas do dia,
para assumpto importante.
Da Sociedade Recreativa 24 de Setembro, s 11
horas da icanba, par eleger a sua nova directo-
ria.
taeeardacoea de uo advIuuo-Este-
ve ha temposeta Paria Stuart Cumberiand, e Pa-
rs aioda uio eaqueeea as praesas d'este advinho
ingles que preteodia ler o penaamento de todos.
0 grande deposito de su.s experiencias a san
falta de vanedade. Trata va sempre de encontrar
um alfinete ou qnalquer moeda escondida u'ttm
raio da igumas eeutenas de metros, e para a qual
Cumbe-latid de olhos vendados se diriga, coma
coadicio de levr pela mi a pessoa que havia
occoludo o onj -oto. Era carioso mas algum tan-
to moootaoo. O advinho obvia a este vicio do
seu eystema mudando de meio, ou de capital, logo
que o progratnuoa nao Ihe dava receita. Assim
perzorreu nio a a Europa, mas as cinco partes
do mando, e o publico terainou por cancar se coa.
o sea eterno mil igre; finalmente, annuacia na
^tne Cenlury que deixoa para sempre este seu
modo de vida. O artigo que termina por esta de-
ciaracao consagrado a resumir o que paderi*
chamar-se sua doutrina, e tamo 'ra a frizar algu-
mm impressoeo prodasionaes qoe colheu as saas
visgons.
Stasrt Cumberiand era aioda creanca quando
comecou a mtregarje i advinhaco. ou, como elle
dia, a leitura do penaamento do prximo. Foi eni
casa do drao de Licbfield, o r-jverendissimo Dr.
Bickerstetb, onde estava de visita, que este doai
Sj Ihe manitestoa pela priraeira vea. O deao ha-
via pensado uo retrato de lady AugusU Stanley,
que se achava uo seu gabinete de trabalho.
Cnmberland tomou-o pela roao, e conduzio-o ao
sitio onde ejtava o retrato. Este suceesso mara-
vilhou moito o thaunaturgo, que reaovou freqoeu
tes vnes a sua tentativa, cultivon a sua delicada
percepcao pelo exercicio, e termiaou pjr dar ses-
soes publicas. Por tkn, limitava-se a encontrar
um bJQCto uscondid na mesma sala ; depoia no
edificio de que a sala fasia parte e mesan fra.
Mas, sempre seesforcavapor demonstrar que o
sea metbodo nada tinha de sobrenatural, e qoe
meaiuo nio devi sur confundido com os pheuo-
menos reaes e supp^stos, que chama espiritismo, e
que te limitava a conservar pessoalmente em com-
njunicaco directa com o aojeito pelo tacto, apro-
veitando na sua busc-i as indicacrs que a menor
commocao nervosa ou sanguinea Iba p^dia for-
ttteer.
Pelo decorror das sssoei, que dea no mando
inteiro, Staaxt Cumberiand tove occasib de se
acbar em intdo contacto com bomens da variada
illustrasio e modo de ter. E' assim que no nu
mero dos que e prestaran sua experiencia p Je
citar : o marquez de Lorne, genro da rainba de
Inglaterra e ex-govsroador do Canad ; o profes
tor Ry Link-ster, bu coobecido pela guerra
sem treguas que tez aos charlataes ; o archiduque
Rodolpba de Austria, o marechal do Moltke,o ge-
neral I^natiefF, o imperador da Allemanha, o ge-
neral Gourka, o mabarjah de Kaahmir, escripto-
res, sabios e urtistas de todos os piizes.
Esto variedade de caracteres, de temperamen-
tos e de iutelligencias, a pilcada a nm uaico acto,
os' que se upre se trata, rcpetimol-o, de encon
trar um objecto pensado pelo hornees, comporta
aataralmente generalisaces, qoe neto sempre sao
Nsongeirat paia elle. Stuart Cumberiand asee-
gara que inuito frequaate* vezes buscaran) enga-
oal-o, consciente ou inconscientemente.
Ha no mundo ama porco de gente, qoe talves
kantstr no fundo) pbysiologicumente desbo-
acata. Esto gente fas um fugo, paree, para in-
duair o advinho em erro, e, depois de ter promt-
alo conformar se com aa suas condicoes, despre-
zara-uas para tornar impossivel a taris, p->r exens-
o, esfjrcaado-se em pensar syatematicamenle
ja um ostro objecto diflvreote do que haviam fi-
Sh a attencAo, para qae o advinho o podesse
JScobrir
No numero de:es homeos detesUveis, contra os
auaes Stmrt Cumb=rland tem votado ama indis-
sivel, oecessario eo'locar em primeho
iugr o general Iguatiefl. Sen mi f a alma
da diteossio e da diplomacia, pareos qae nio
deve s*i posto de parte na swswj de advi-
nhacao.
Ma escala das r~:~'. deseahada aob o ponto de
visto particular por Cambertand", figura apenas o
general Ignatieff, que nc eatii abuixo de certo
embaixador chines, hsbitusdo civilisacao occi-
dental, e qae o inais atroa dos sojeitoa, pjis que
nai existe meio de o conduzir a pangar com leal
dade.
Bata geralmente no mesuro casa das salvaren
e rsticos, diz Cnmberland. Contrariamente opi-
ma i geral, as mulheres sao frecuentemente toma-
das de peiisamentoa trist-s. lato tender a es'a-
aelecer que a recttdao habitual do pentamento, e
sao a vootade, qae o factor principal n'este
phanmaeno, qoe raata definir-se urna traicao da
alma par insarmeJio da ppiderme.
Caasaerlaosl alSrnia-o ooavictamente. e como
appoida aoaaiiiiao, assevera que os mathenta-
thicoa sao ordMariasas te o melhores dos seuB ta>
jeito. Tev* minio para M leuvar, essencialmsnUt
do marechal de Moltk-: a em gcral dos officiaea da
arma* scieotittoaj de todo* u piises.
Em eontraposieo, o bomens da losos msi-
cos das cinco partea do mundo deixaram-Ihe tris-
te* impressoes. Sao estes, a seus olhos, os defei-
tuosos do penaamento.
Deixemos-lhe, prudentemente, a responsabili-
dade de too severa vered>ctum
Stuart Cumberiand opina que o seu systema de
adivinnacoet do pensacneirtoan, pra fallar oris
exastnmenU, de oaacloeoas tirnda de cortos indi
cios pbrsicos, no intuito de determinar o penaa-
mento-deveri* ser atiifiado p^la justiua criminal.
Isto earia a cnatra prova da sagpalio.
O magistrado instructor qur na aeareaeoes,
quer as perguntaa, poderia assim chegar freqoeu-
teniente a inteirar-se do facfo pelas comroocoes in-
timas do aeoosado e tirar partido doe indicios in-
voluntarios.
E' um terreno onde o adivinbo inrlez ser dif-
fiealtoeasBente sesgalo ; pq todas a tendta-
eiaa da oivilisaeio moderna se oppaam viclavo
da conscieocia humana, aa confissSes de Cnm-
berland v3o eoutra o desenvolviinento do seu sys-
tear-, poit que precisavam ser physiologic-
menta honestas para deixar de lr o pensa
ment.
Segue-se que es peioree criminoso seriara pre-
cisamente o nicos que cooeeguiriam dsti-
mular.
Coiaetnosi e conrartoa un- teapos
de citoleraPelo prefassor Jaolteaehott, Ta
ra 1834 foi publicado um opsculo que ja teve a
hoora de tres edieces. O fina, do livro aeonie-
Utar, etnfortar e animar os ignorantes e t-
midos.
0 livrinho dividido em captulos qua trasem -
margem o titulo tranquiUdade d'animo, temperan?*,
limpeza, ar puro, latrina, derinftc&e, camteb de
cata, vegeta innoaentu (entre esta aoba-a qe
o risotto a milanesa til na diarrba.) Assim fi
caraos sabeado que <*n tenroo de cholera* o cha
volt mait de que o cafi, ale melkor de que o choco-
late.
Nos casos de simples diarrha o autor recom
mendi : ludano 1 gramma, agu- de hortela pi-
menta 150, xarope de r-alaarno der tohr 25, para
tomar cada hora urna colher das grandes, para um
adulto. Sa a diarrha ameacadora, aeompanhada
da fraques, aeoaselha que o daente abafe-se no
ieito e uaa a seguate pocio : tintura '810001104 de
valeriana 6 granarais, vinba aromtico 3, ludano
3, cada hora 20 gattas para um adulto. Em caso
de oWa al luc me uto acooserfaa cate puro, 10 a 30
gottas de tintara etherea de valeriana. Parece
que tem grtnde sympathia para a valeriana.
Emfim n'um resumo recoltie as substancias e
os objectos que cada um deve ter proaapto em
casas.
l.el*-EBetuar-se-hao:
Amanha :
Peto apente Bruto, s 11 hora, na roa do Im-
perador n. 16. de parte do engenho Brum.
Terca-feis:
Pelo agente Martim, as 11 horas, na roa de
Imperador n. 16, de predios.
Peto agente Burlamaqui, i 1 1/2 hora, na roa
do Imperador n. 3 ), de um sobrado.
lUa-art rtiaebres.Serio celebrada:
Amanha :
A's 8 horas, na matriz do Santo Antonio por
alma do coronel Francisco Maooet de Snusa Oli-
veira ; a 8 horas, no Para-zo, por alma de D.
Isabel Maria BarbosaTeixrira de Souza; s 7 1|2
horas da manha na Ordeui Ttreeira do Carino por
alma da Miguel Moreira da Sousa Maia.
Terca-teira :
A's 7 horas na matriz da B .a-Visto, par alma
de Jos Hemeterio do Castro Ainaral; a 7 horas,
no convento de 8. Fraoeisco, por alma de D. Anna
Baptista Fernandas'; s 7 hars, na igreja do
Terco, por alma de D. Rita Fausta de Leeros
lftgmja.
Cana de DeteoeoMovimcnto dos pre-
sas do da 25 de Fevereiro :
Exwtawn preso 358, entraram 4, sabrrau!.
Exiatom 356.
Naciouaes 323, maiheres 10, estrangeiros 14, ec-
cravos sentenciados dito da ootreccao 1-To-
tal 356.
Arracoados 337, sendo: bons 32j, doantes 12-
To cal 337.
Nao bou ve aiteracao na enfermara.
Lotera de Mluaa-CeraeaA 5* parte
da 1" lotera desta provincia, cajo premio grande
600:000*000, aera eatrahida no dia 28 do Fe-
vereiro, impretorivelnaente.
Os bilbeies acham-se 4 venda na Rodar.da For-
tuna, roa Larga do Rosario n. 36.
liOseritt do Cear A loti-ris d-sft
proviaci, cujo premio grande 4 lO-OOOiWOO oer
extrahida no dia 2 de Mar;o.
Os bilhotes acham-se venda na Roda da For
tuna ra Larra do Roaario n. 36.
Tamoea acham-se venda na Caa Feli,
praca da Indepeudencia nt 37 e 38.
foteria de Macelo de 300>O00*0OO
_ A 6' parte da 15 lotera, cujo premio
grande de 380:000*, pelo novo plano, ser ex
trahida impreterivelineote no dia 1 de Marco ao
meio da.
BiHietes venda na Ctsa Feliz da praoa da la
depeadfcncia ua. 37 e 39.
Tambem acham-se venda Roda da Fortuna
na ma Lrga do Rosario n.^36e na Casa da For-
tuna ra de Mhrcj n. 23.
Preoua re&uuaidoa.
Iarte les-
te lotera ser extrahida no dia .. de Mur-
Uiluetcs 4 venda n Casa do Ooro, roa do Ba-
rio da Victoria n. 40
Tambem ach^m-se venda na Casa da For-
tuna roa Primeiro de Marco n. 23.
I^oteria do Paran-Esta importante lo
tee, cujo premio grande 300:000*000, e hab
lita-se a tirar 15:000*000, ser extrahida tmpre-
terivilmente amanha 28de Fevereiro.
Achara se expostos a venda es restos doabilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Maro
a. 23.
botera da corteA 2 parte da 202* lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:0004
ser extrahida no dia .. de Marco.
Os bilbetes seham-se venda na praca da In-
deoeadencia na. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tana roa Primeiro de Mareo.
tirandr lotera da provlmetaA 15
e ultima serie desta lotera em beneficio doa mge
naos ia Colonia Isabel, cujo premio grande ....
240:000* era axtrahida no dia 7 de Marco, as 4
horas i tarde.
Os bilbetes acham-te 4 venda aa Reda da b or
tana 4 ra'Larga do Rosario n. 36.
Ceaalterlo Publico Obituario do da 25
corrate : ,.
Anna Joaquina de Barros, Pernambnco, 54 an-
nos, solteirs, Boa-Visto; tubrculo intestinal.
Virginio, Pernambuco, 2 annos, Boa-Vista ; in-
Beato Jos da Silva, Portugal, 39 annos, casa-
do, Varaea ; erysipela perniciosa.
Bemvrada, Pernambaco, 6 meae*, Boa-Visto ;
febre palostre. __'
Jos Francisco dos Santos, Pernambuco, 32 aa
nos, solteiro, Bos-Vista ; tubrculos pulmonares.
Joanna, Pernambnco, 11 meae, S. Jos ; tu-
berealos pulmonsres.
Vctor,
pasmo.
Pernambuco, 10 mezei, 8. Jos ; es-
CHR0H1CA JUBICIARIA
JodU Coi
erelal da cidade do
ecie _
ACTA DA SESSlO EM 24 DE FEVEREIBO
DE 1887
sucia do nxu. ta. oaaasMDMDoa Aa-roano oo-
une na "^*^* t.Ut.
Secretario, Dr. Julio Quimaraei
A'i 10 hora da manha declarou-t aberto>
sesslo estando presentes os Srs. deputedos Olinto
Bastos, commendador Lopes Machado, Beltrao J-
nior e Hermino de Figueiredo.
Lida, foi approvada a. acta da sessio anterior
e fez-se a leitura do s?guiuts :
EXPBDrHTR
Offie'os :
De 4 do jarrante, da Junta Commercal de
Porto Alegre, aecusando o' recebimento do que se
Ibe dirigi em 31 d>! Djzerabro prximo passado.
Arcbivc-^e.
De 19 J frrente, da Junto dos Carreteros des-
ta praca, rviti'oteado o boletim das cottces otfi-
eiaes ile 14 19 d nres-nte asex,Archive-se.
Diario sdaaasraa nt. 41 a 47. fara ar-
fatsW.
ffhram dtscribnida 4 rubrica os seguiolu l>-
voa : .' >
djpiadTsrds-Josa Fenraades da C>sta e>3aasa,
dito.de RldkOrusiaa ic, C^ din da Aibiao Silra t
4 4
mSSPACHOS
Petioes :
De Jos Ignacio do Wal, subdito hespanhol, de
53 annos da idade, conraer.'iaate ds carvajo ani-
mal, por groas i, nesta pr.:c, solicitando carta de
matricula, adiada as sessoes de 10 a 17 de cor-
reate Deferida.
Od Antonio Jos de Azevedo e Francisco do
Paula e Silva Jnior, par* que se registre o con-
tracto de sociedade qu? celebraram sob a firma de
Silva & O, eom o capital de 4:00, para, o fin
de fazer vir da Europa aa plaeas neoeasarias para
a nuuieracio dos predios c dsticas das pracas,
ras, etc., nesta cidade e suas oollocacow, me-
diante o contracto que calebraram eom a Cmara
Municipal.Nao sendo mercantil, nos termos do
srt. 19 da decreto u. 737 d-j g Sovembro de 1850,
a sociedade dos supplicantes, registre' se no livro
avulso.
De Candido Alberto Sadr da Motta Pilho o um
commanditario, para qoe se archive o contracto do
sociedade em coiamantita. que cekebraram sob %
firma de Sadr da Motta Pilh is t ('., com o capi-
tal de 44:175*, sendo o fundo em commandita de
32:185t, para o commercio de turnas de outro
qualquer genero, ou cammissao nesta p ac.Ar
cbive-se.
D* Ayres Ferretra da Cruz, co-n padaria nesta
cidade 4 ra k'rinceza Isabel n. 3, para que se
manda registrar a marca, que adoptara para os
productos de seu commercio sob a danomiuacio
Artistas.Registre- se.
De Almeida Guimaraes c C, da cidade de
Mace, para qa se archijo a prorogacio do cou-
tracte de sooUdade e.n nome collectivo, que sob
dita firma celebrarais Jos Antemo de- Almeida
Guimaraes, Jos d Almeida GaimarVs, Manoel
Francisc Al ves de Miranda e Amarice de Al-
meida Guimaraes, com o capital de 57l:l56240,
para a continuaco di camnrercij d.- fasendas -
praca de Mace.Archive-se.
Do gerente da Cornpauma Pernambacana de
Navogaca Costeira por vapar, para que ae archi -
ve, na forma da le, a relacio dos accionistas e O
balan?) da anna rindo, de dita companhia.Se-
jam archivados.
Da Companhia Santa Thereza, para igual fim
a copia do balauoo e a lista dos seus aeciooistas.
Arcbvem-e.
De Goucalves San.'os & C, para que se archive
o contracto de sociedade cm nome collectivo o em
cammandita, que sob dita firma clebraram nm
commanditario e os solid trios Antonio Joaquim
dos Santos e Jos Guncalves de Azevedo, com o
capital d 7:500* para o commercio de tasendas
nesta prac* ra do Visconde de Iuhauma o. 13.
Seja archivado.
Nada maia baveodo a despachar, o Illm. Sr.
cooimendador presidente eucerrou a aesso s 11
bora*> e 1/4 da manb.
INDICARES TEIS
Hedlcoa
O Dr. Lobo Hoscoso, de volta de aira
viagem ao Rio de Janeiro, conntia na
ozercieio de sua protissao. Consltuas das
10 s 12 horas da manha. Especiald.des
eperaySes, parto e uoleatia de s^ohoras e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreta Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas ao 1. andar ds casa
a ra i* Rarao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25. .^
0 Dr. Castr Jess Uro o seu cnsul
torio medico, ra do Bom-Jesua n. 23,
suDrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 21).
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde. Especialidade : molostias e opera-
res dos orgios genito-urioarios do hornern
e da mulher.
D-\ Joaqaim Lmreiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1..
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
0 bachartl Virginio Marques, encarrega
so de queseas civis, commerciaes, crimi-
naes e orpbanologicas e dofeza pjrante o
jury d'est- e das comarcas prximas. Es-
critorio a rna 1. do Marco 18. 1." aariar.
Residenciara do Hospicio n. 83.
Drogara
Francisco Manoel da Silva & C. dopo*
sitar ios de todas as especialidades pu&rmu
ceuticAB, tintas, drogas, productos chimico
e medicamentos hotnooopaticos, ra do Mar-
quez de Olinda n 23.
II royarla
Faria Sobrinho <& C, droguietaa por at-
ticado, ra do Marque* de Olinda n. 41
*,-rrurlA a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
de Fraucisc.) doa Santos .Macado, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esto-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra-te e vendase madeiras
de todas aa qualidades, serra-se madeiras
de conta albeia, assim como se preparara
obras de carapina por machinas e por pre-
go sem competencia Pernambuco.
NBLICOES A PEDIDO
O Mr. Rosa e Silva
XXI
Temos chegado a evidencia de qae nao do
tal saldo do Sr. Rosa e Silva contra nos ou anos-
so favor em materia de importaco e exporUeo,
que depende a entrada do ouro para substituir o
papel que constitue o nosso meio circulante ; qae
ra qualquer naci, quando nio se derem os tres
casos que vamos assigualar, a importaco sem-
pre e necessariameote igual exportacSo ; que
quando a estatistisa das alandegas testifican) no
nm de um anno difrerenca entre a exportaco e a
importaco, uao se dando os ditos casos de ex-
cepeo, essa differ.nca em breve lempo deseppa.
rece pela immediata entrada oa sabias de merca-
dorias em tal quantidade, que logo equilibraran a
importaco cain a expartaco ; porque a importa-
aao e a exportaco nao se aeompaabam pan pattu
na mesma igualdade, mas vai sempre ama oa ou-
tra preenebendo a diff-rea9a que se d entre ellas
em curtos periodos ; qae sao os casos de excep-
cao : 1.* quando a naco tem no estraogeiro iihos
seus, voltando a patria constantemente com for-
tuna qne adquiri fra, ou ao contrario, quando
v tahirem para a ana patria a cali passo o es-
trangeiros qae teve hospedados emquanto for-
mavam a sua fortuna, quando empresta dinheiro
a paites estrangeiros de qoe recebe os juros, oa
a* contrario recebo dinheiro emprestado do et-
trsngeiro de qoe paga juros ; quando entraa do
estraogeiro capitaes para se fundarem empre-
sas estrangeiras, dos qaaes se remettem as ren-
das oa productos lquidos a seos dono.
Temos visto tambem que, qaando ha o qu o
Sr. Kosa quar chamar taldo, isto a soperionda-
d da exportaeao sobre a importaco, como a d
entre nos, nao nos veta pagamento em coass al-
guma, porque este excesso da exportaco sobre a
importaco e- de tandea e rendas qoe os estran-
geiros transportara accumulados pelo commercio,
e de jaros que pagamos ; que este transporte, an-
da que o nos so meio circulante totse ouro, so vai
om especie quand i o diuheiro de mais no pait,
do contrario vai om marcadarias ; que, do mestno
modo se tivessemos nossos compatriotas noettran-
g'iro faxendo fortuna polo commercio e a condu
sindo todo anno para ca, sendo assim enta noata
impartaeS) tuponor exportaco, d 'ate excesso
nao vria necessarismfnte o ouro, porm somen-
te quando fosse insuficiente o dinheiro em cireula-
cJ i ao pas ; que nao se dando este caso entre
nos, e, ao contrario, senio em grande excesso o
nosso meio circulante, nanea ser, possivel tub-
stituieo do papel em qu circulante, palo raro, e a consecuente alca do cam-
bio e a toa psnnancute conservaco, aiaanto
nao for retirada da eirculscao mata de motad
do papr-moeda, comecaado paita 20,000 con-
os do Baaeo-do Brasil e pela emaa*ao doaupt]
hypithsaaint, de todas a ssaaalattrBs qini tai'
rvm coma dinheiro, sem nome da pessoa a quem
pertaca.
Todos nao comprehendem o qae qaer dizer
lettra hypotbeoarias.
Ellas sa como as notas do govorno oa do Baaco
do Brazil. Pertencem quelles que as potsuem,
sen traspasso nean enlosso. Qaem toma dinheiro
emprentado ao banco hypotlieeario, chamado de
crelito real, passa essas lettras, que, firmadas
pelo* administradores da mesma hinco, correal
como dinheiro.
Sendo o exeesso da nosso papcl-uioeda a causa
de sua depreeacSa, a cnu moeda da ouro em circula?.lo. a cansa de ser logo
mandada para a Buripa qualquer moeda ie ouro
que sabe de antigs esconderiios, assim carao
todo ooro velho, claro que estas lettra-' qoe, oomo
s notas da gov*rno, carrera carao dinh ira, aug-
mentando a quantidad- do miio circulante, mais
av.-luinam o excesso do iiinhiro papel, cada vez
mais impassivel torna a entrada do ouro.
Conhecenl.-se ista, isto que tanto de m\is
o noiso meio ciraulante, qae toda o euro tem sa-
bido som poder mais entrar, reconhecendo-se uisto
a ciuia d.i nao po ler ser metal I ico o nosso meio
circulante, o goveroo pedio e obteve crdito pira,
qneiinar 5,000 (tontos do pap.'-l-mooda do Thessiiro.
e que serve, parin, a nttirada desaa migalhi.
qae, par si e. ii:apercehivel differenc faria na
deprecinco da moeda, quiuto mais retirando-s
esses 5'X> conloa e dindo-se ao mesma tempo aos
bancos de crdito real (de falsa crdito, de illusa-
ria credita) a faculcade de emittirem milhares c
milhares do contos ?
Anda que tndo anno se retire 5,000, o qae, na
nossa situaco financeira, s poda ser par empres
tiran, pagndose o juro, anda assim, do que ser-
ve essa retirada animal, so os taes de crdito real
vo todo anno emittinda na ciicuUcio raaiar
qaantia 'l
Diz se qoe para se dar a agricultura o m nu-
tro necessitados, diuheiro barato. Barato ?!
Barato para os qae a tomam, om entre milhares ;
caro siin para o pas, pirque etsas lettrat dinhei-
o, augmontaado mais e mais riepieciando o meio
circulante, o pis inteiro que vem a pagar o lu-
cro dos tentadores,mutuarios,e dos bancos do
tal crdito real, e estes principalmente ; p >r-
quanto os mutuarios vem a soffrer, como todos
os oatros, os effeitos da raaior d'pveciacao ; s os
bancos que retkara lucro liquida cutta da mi-
seria do pait.
O meio de ter a agricultura dinheiro barato
nao este que consiste em duplicar ou triplica- e
quadruplicar u capital dos bancos com esatta let-
tra* diuheiro, do qual quem paga os lacros o
paiz. ramo pagar o giveruo os )uroa das
apolices a 4 /t> tazando nova convcrao, como
fez para 5, e boje sem todos quelles ouus contra
us < tantas vantagens para os tomadores do era-
prestimo, como foi aquella : pois, ainda i4/,
ao par, uio ha melhor nogocio para o emprego de
capitaes ; porquanto, aherto o era presumo para a
cuuverso, u aeado e.'la demorado- espera que
cheguem vi tomadoresat da Europa- antuiro ca-
pitaes para tal fim. E Uto tora multo fcil se
houver previo preparo.
Este preparo consiste cm tirar dos bancos de
crdito real faculdade ds emiaso das taes let-
tra, mandando-oa liquidar em curto prazo; coi-
siato tambem era resgatar as empresas a quem a
governo paga 7 / i porque emquanto bouver let-
tras bypjthecariaa e acfes de companbias com a
garanta- de 7 */> menos fcil ser ao governo
acbar tomadores ds um. emp.-estinto da 4 '..
Convertido porm, oa juros que O goverue paga
de 5 o 7 a 4 %> j* '" muito dinheiro barata paca
ser ampieetado agricultura a e quando muita
a 6 "/. cura byputliECa, sean deagracar o paia, como
mais o desgranara, estas esparcaiiaa ou laoos ar-
mados contra elle, chamados banco bypathecarioa
ou da crdito real.
liada a idea do que a lettra bvpathacaria,
isto papel muda. que cada dia se derrama com
maior profusa ua euculacao, tornando cada ves
maia ditlicil seuo impossivel a conversa-a do nosso
meio circulante do papel para o ouro, qae nao
pode entrar no- paiz emquanto for aquella exces-
sivo, examinemos como, retiradas eseas lettras, se
pode fazer tal converso de modo que ella nao
traga raaior calamidade ao paiz.
E' claro qoe, se a causa da retirada de todo o
metal c a iuapossibilidade de sua volta a supera-
bundancia do papet moeda, retirado este papel no
UsVo un em graudu parle, o ouro ueoet.aanau.euie
eulra pela taita de dinheiro, como sahio pela sua
superabuuoancia, assim deixaudo de ser depre-
ciada a moda, e portante subindo o cambio ao
valor do ouro. jalas a estpida teima de que o
nosso meio circulante nao excessivo, resurgi
com a ultima crise monetaria que se dea iie fim do
segundo semestre do auna passado, em que a falta
da diuheiro causan tranatorno e difficuldade no
commercio.
Chamo estupida teima, parque s por aberra-
ca>> do espirito ou por ioteresse, nao se compre
beude que, se us tivsmoe o metal como meio cir-
culante e todo toi sahindo proporeo que se
emitt a papel; se a propra moda de ouro cu
uada no Brasil e quanto se cuuhe foi e vai-se
emb.a, como toda a moeda quando saniado dos
tscouderijus e apenas apparece, em circalaco, que
a libra slerlina como a moda brasiledra cnata pelo
uotao papel muito maia do seu valor legal, s por
pertorbacao do espirito oa par interesse, digu, nao
t comprehende que s por exeeaso se tornou asaim
depreciada a uuica moda que nos temos.
E' verdade que houve no fim do anno passado,
como sempre ha maior ou menor, verdadeira e
grande falta do dinheiro ; mas paasada a principal
causa que a prodiuio, eis ah a superabundancia
como sempre em nove meses de todo anno.
Esta causa, todos o sabem, sao as safras do caf,
do aasucar e do algodo que se colbem em sua
maior forca no fim de todo anno e principio do se
guinta e tanto mais abundantes sao ellas, quanto
maia multiplicadas sao aa transacoea de todas as
cousas e maior quantidade de diuheiro oceupam.
Nao se o entre nos como em uutras partes, em
qae a industria productora de genero de exporta-1
cao, sendo de diversas especies e durante o annn
inteiro, esses productos oceupam a moda que fa-
sem o sen movimento.
Entre os, sendo o producto de nossa nica in-
dustria que exporta o exibido smente durante tres
meses, na urna difFereoca immensa da quantidade
de dinheiro qae necessaria, durante este carta
periodo, raara a qae sufficiente para todo o outro
perodo de nove meses.
He o nosso meio circulante fosse metal, nanea
faltara diuheiro, porquanto a maior neceosidade
de dinheiro para a compra das safras obrigaria os
compradores da Europa, a mandarem o euro ne
cessaro para compral-as; nem haveria excesso.
porque acabado o movimento das safras, o oara
qae tivesse vindo para esse servico, se retirara.
Actualmente elle nao pode entrar por oecasio
das safras, porqae, tendo a superabundancia do
dinheiro pep 1 triplicado o preco de todas as
cousas, o que expellio o ouro que, vai sempre em
tai caso tei melhor emprego, se em taes coadices
elle entrssse, estara sujeito rpida depreciaco
que o obrigaria a sabir de no ra, nao se conheeeudo
qae tempo pider-se-hia demorar para lucrar as
despeaas da ida o volts.
A coiictnso pois de todos os transtornos econ-
micos e eommerciaes deste pais, resultados do
nosso rgimen exclusivo do papel moda, a ne
cessidade de sua sabstituoo pelo ouro.
Una vea qae o papel que temosde gov.'rm,
do Banco do Brasil, dos hypothecarios,-e moito
excessivo, o nico meio qae ha para termos o rgi-
men monetario do onro, a retirada do papel
moda em mais de metad, comecaodo pelo Banco
do Brasil; porquanto nao se ha de tomar dinheiro
emprestado para qaeimar e pagar juros para o
Banoo do Brasil cobrar jar s de 20,00o* contos,
pelo favor qae nos fas de emprestar ao governo
com mais jaros, alm do que Ihe damos sem in-
teresse nenbain pelos 20,000 contos.
Assim tambem deve ser sapprimida aos bancos
hypothecarios a faculdade de emittir as taes lettras
ao portador.
C>ma porm ha de ser feita essa substitualo do
papel pelo ourc?
Ser o meio mais proprio aquelle qae se est
tentando? Contra elle j se est levantando jus-
tos e altos clamores e dos quaes nos oceuparemot
no aeguinte artigo.
Rscife, 25 de Fevereiro de 1887.
Affonso de Albuqutrque MeUo.
Assallo
dos cofres
deixar-me em
paa os
Nao sei qaando quererlo
patoteiros desU trra.
Nao se querem coa vencer de. que os lempos lio
/uniros.
O orgdo'do partido liberal, em ama local de seu
no-.iciano de baje, aora a impavidez do costuras,
'procura preservar os cofres prorinciaes de umas-
'sallo, informando ao seu publico- que o Sr. Diogo
Augusto dos Res, tendo-se obrigado a fornecer
aleado ao Corpa de Polica, coma coadicio da en-
tregar oa Tbesouro Provincial botinas de bezerro,
iguaes ao modelo qae recebsu, nao se quiz sujettar
deciso da junta d'aqiella repartilo, qae lecn-
sou o foraecimento, por serem ai botinas" de coaro
de cabra e de vaqu tas, dicendo que havia de
mostrar qua ta, como seu adoogado, arranjaria oa
nao o recebimento do calcado.
Dii mais o orgao do partido qae o contractsnte
Beis tem esperanzas de o conseguir ; pois, recor-
rendo para o Exm. presidente da provincia, eaw,
em vez de nnmear, para examinar a fazenda, con-
ferentes da Alfaadega, como manda a lei, incum-
ba (fisto a mam, ao direcor do Arsenal de Guerra
e a doas sapateiros, am doa quaes, um tal Pavo,
ere itura do Dr. Ignacio Joaquim, protector de
Beis; e esta eommisslo est disposta a dar parecer
tavoravel ao contractsnte.
E conehre o org-io do partido com es'a chave de
ouro:
Queremas ver se tnd- sahir ao contento do
conilituinte do Hr. Olympii Marques, eo Sr.
* Pedro Vicente sanecionar esta patota.
Nunca fui, nao sou, nem serei advogado do Sr.
Diogo Reis, a quem apenas conbeco de vista.
Fui, verdade,- nomeada por Btc o Sr. pre-
sidente da provincia para, em commisto com o
be-arado direetor do Arsenal de Guerra e um chefe
de seeco do Thesouro, o Sr; Campos, examinar
o calcado fornecido pelo Sr. Rers para o Carpo de
Polica.
Este exame foi feto de publico, na secretaria do
Arsenal, sob a nossa immediata inspeceo, par tres
honrados artistas profusionaes, os Srs. Antonio
Presciliano de Barros Marinho. Miguel Rbeiro
Pavo e Beuedicto Jararaca, que escrupulamente
exaatiaarain, osa p ir un, tjO pavas da bo iaa,
tendo em vista amostra que foi remettida pelo
Thesouro.
D'este exaore fieaa averiguado :
1 que as-bolinas eram de vaqueta, ou heserro
da trra, de boa qtralfdadV, rre- duraco, e apro-
priados so uso do Carpo de Polica; sendo que
muitas eram sspe.-ioras as outras ignaas amos-
tra, cora exeepelo de 9 pares, que estavam defe-
tuosoe.
qrw o- miaima vnlor de cada par era 4*000.
Verifican mais u comraisso que o calcada exa-
minado era superior ao de que usa o exercito. que
bom, e o prrea da torneeimento arada man ba-
rato.
N'este sentido inf->rm >n a commissa, sem dis-
crepancia e na m-sina cccasio. aa Kxra. Sr. pre-
sident-; da provincia, a quem reraetteu o parecer
escrlpco dos peritos profissionaes, cam o qual se
conformou.
Tudo isto se fez no dia 24 do corrente.
E', porfanto, falso que a comm'Sso ainda esUja
dispont-i i dar parecer favoravol ao Sr. Reis, por-
que j o den.
Agora a maralidade do caso.
O calcado examinado foi forneeido em conenr-
reueia aborta no Thesouro, em vi rtude de ordem
da presidencia, pelo pre^jo de 3800 o par ; muito
suprior ao que at cnto era forneeido, sem con-
tracto, a raso de 55500 o par !
Na oeeaso do exame informan-nos o Sr. teen-
te Alcntara, ompregado no Arsenal, que j foi
oficial de p dieia, e em caja probidade muito confio,
que o calcado forneeido pelo anterior e perpetuo for-
necedor era de ta! ordem e qualidade que se ras-
gara quando o soldado o tinha de calcar pela pri-
raeira vez.
O que se qaer agora voltar ao tempo passado e
continuar a assaltar os cofres.
Pois, neste casos, nao tenbo da vida em ser ad-
vogado tanto do Sr. Diogo Reis como de qualquer
outro, ainda mesma que o orglh do partido conti-
nu a abacanhar-me e- a intrigar-me com o
pato*eiras.
E' este o mea lucro.
Recife, 26 de Fevereiw de 1887.
Olfmpio Marques.
Manlsfestacao brilhante
Tendo os empregados do Correio resolvido of-
ferecer hojo tarde como prava de gratidlo e
respetto ao seu chefe o Illm. Sr. AfFjaso do
Rogo Barros, o seu retrato, no palacete ra da
Aurora ; por mais hunildc que seja o raen em-
prega naquella repartidla, oo paeso deixar de
manifestar pela imprensa o regasijo de que me
acho possuido, j que nao se me offerece outro
meio.
Permita o mcu respeitavel chefe esta franca
e leal manirestaclo, de am sea admirador, pois j
acastumado pratica de suas virtudes e do seu
grande merecimento, nao posso deixsr de me ale-
grar por oecasio de urna manifestaclo to digna
dos seas empregados.
OJympio.
Recife, 27 de Fevereiro de 1887.
Ai Exm. Sr. pres dente da pro-
vincia
_ Ate o presente a cmara municipal ainda nao
intormou o recurso de Lrra & C, I
Pede-se a 8. Ext providencias, porque ha o in-
tuito de nao informal-o.
Recife, 26 de Fevereiro de 1887. 4
Em ama fra note de invern o Dr. Dusart fo
chamado para ver um velha qua estava sufioeado
com um terrivel ataque de asma. Felizmente o
doutor levava comsigo alguna cigarros indios de
G.-imaalt 4 C. e tendo accendido um delles fez o
doente aspirar slgomas fumacas. Isto foi bas-
tante para que como por encanto se visse Hvre do
acceaao o desde ento nao tem otado de outro
uaadteamento.
Segundo o habito que temas eatabelec'do de
aeonselhar aos nossos clientes o que melhor pode
convir para sustentar e nelborar Ibes a ssude,
lembramos s senhoras qae soffrem de dores de
estomago, ou se acham anmicas, que a velha e
nunca esquecida combinacuo dos ses de ferro
com a quina, qae consegra o Sr. Grimault com o
seu Xarope de q ina ferrsginaso, eficaz, e a
mais activa para reanimar as forcas abatidas, res-
tae ecer a euergia e restituir a saude perdida.
Collegio ileira
Este collegio abri suas aulas desde o
dia 15 de Janeiro prozimo fiado.
Ensiaam-se n'elle todas as materias que
constitaem o curso preparatorio as Facili-
dades do Imperio, sendo o pessoa! docente
o mais habilitado que se pode desejar.
Contina a funecionar a aula primaria,
que poder reoeber alumnos da mus tenra
idade, pois dirigida por duas flhas do
director, das quaes urna alumna do ter-
oeiro anno da Faculdade de Direito do
Recife.
Do dia 1." da Marco om diante abrir-se-
na urna aula da hogua allerua, em que so
eo8nar a traduzir e a fallar essa lingaa.
O professor respectivo ser o Sr. A!-
germon Si Iney Suhiefler.
Os estudantes, que quizerem frequentar
esta aula, pagal-a-hao separadamente da
meosalidade do Collegio.
O director do COLLEGIO MEIRa
espera o mais decidido apoio dos pais de
tatuiria, que desejam o real aproveitamen-
to de seus filbos, pois que tem sempre
tido por programma dar aos alumnos, que
Ihe-sao confiados urna verdadeira instruc-
|tt a par de urna boa educaco moral.
O resultado dos exames feitoa no rim do
asno paaaada o eloquente attestado era
favor da COLLEGIO MEIR.A.
Dos dezexove alumnos que foram su-
geitos exame, apenas DOS foram mal
8uccedidos.
Recebem-so alumnos internos, racio-pen-
siooist.s, e externos.
Ra da Luperairiz n. 63, 2 andar.
Recife, 26 de Fev.reiro de 1887.
O director,
Ascencio Minervino Meira de Vasconceos.
M Hl SFBIB
Profpssora de canto
Tendo resolvido fizar residencia nesta
cidade, propia .--so a dar licoes de cantona
em casas particulares, prometiendo esfor-
car-se o mais possivel pelo aproveitamento
de suas discipulas, podendo ser procurada
roa do Imperador n. 44, 3. andar.
__
Escola particular
de nstrtcfjio primaria
para o sexo masca-
lino
CASA DE ENSINO MODERNO
Ra Velha
Aos incrdulos
O abaizo assignado, attesta e jura, sa
for preciso, que soffreu amitos mezes de
rheumatismo, nmejado no pescoco e que
em poaco tempo esteadeu-sa por todo o
corpo at os ps, ficarrdo entrevado e ser-
vido por outras pessoas : tratou-se com es-
mero sem poupar nada, e, j desanimado
com'o muito soffrer sem esperanca de sa-
rar, resolveu tomar o Anti-rheumati:o Pau-
listano, especialidade do pharmaceutico
Luiz Carlos e que felicidade! ba maia de
quatro mezes que nao sent o mnimo in-
uommodo I Desojando que o bem chegue
para todos, o motivo real porque d est
attestado.
Joaquim Diniz Valo.
S. Carlos do Puihal, 22 de Dezembro
de 1885.
Depositarios -Francisco Manoel da Silva
<& O, droguistas, nu Marquez de Olinda
a. 23.
Cabera* formimai e elegaatea :
a*
Uma rica e resolandecento cabelladura pde-se
com toda a razaa cbamar farinosa; pois poucas
obras da natureza possuem taa grande poder attra-
tivrt e encantos.
So entaoto nm lustroso bigode retorcido oa
urnas magnificas suicas, nao deixam de muitas ve-
zes serem irresistiveis; porm urna elegante o for-
moza cabeca d; mnlber cordada de abundantes e
mnoinca8 trancas de cabellas resplandeceotes,
um dos encantos mais exquisitos que Deus depa-
ro u human ida i-.
Para conservar esta belleza quando existe, e
obtel-a quando falla; a melhor de todas as prepa
raco-a em uso baje em dia, par sem daviaa al-
guna o Tnico Oriental. A sua extraccio enorme
ao par do seu cootinuado e progressivo augmento
de anno cm auno, prova positiva, que o mundo
pansa desta mesma forma.
Acha-se venda em todas as boticas lojas de
perfumaras
Agentes em Pernambaco, Henry Forster & C ,
ra do Commercio n. 9.
Depois de uma enrermidade, por mais carta qae
seja, o convalescente, esgotado pela febre, fica al-
ijumas vezes e por muito tempo fraco, sem appe
tite, sem torcas, inditrererate a tudo o qae o rodea,
e cm tal estado qae o meuor desvio no rgimen
provoca ama recabida, sempre mais grave do qae
a molestia primitiva. Cuinpre por tanto evitar
este perigo Para isso, necessario desde o
comeco da coavalescenca, muitas vezes mesmo
durante a m ilesra, oa ne fim desta, administrar
o Xarope ou o Vinho de lacto-pbospbato de cal de
Dusart, cojos effdit>>s consisten) <*m tsser parar a
queda das farc-ti, despi tar as funecos digesti-
vas, facilitar a assimilicao dos alimentos e por
tanto reparar em pouco tempo as perdas causa-
das pela febre e pela abstinencia.
O abaixo assignado, participa ao illuetrado pu-
blico desta cidade, qae abri sua Escola parti-
cular de inBtrac(o primaria para o sexo masculi-
no, rna Velha n. 36, (Boa Vista) onde esme-
radamente se dedica ao ensioo de seos atananas.
Educa e instrae a infancia pelo melhor systema
dos priucipaes coliegios da corte do imperio, ende
por algum teiapo demoron-se a passeio, cujo eys
teoaa a delicadeza, a vocaca/a, a paciencia
intima para o ensino, faxendo com qae os seas dis-
cpulos sig-iin q caminho da intelligencia, da honra
e da dignidade com santos cooseluoa e ss heoes,
afim de qae venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiao e da lei, e am verdadeira
cidadao brasileifo.
Espera merecer a confianca e proteccao dos
pais; e tutores das enancas que queuam aprovei-
tar om rpido adiantamento de seus fallas ou tu-
telados, e em particular tem f robusta em todos
os asas compatriotas pernambucanos.
Comqaanto ousada seja esta tentativa, todava
espera qae os seas incausaveis esforcos, e os seas
puros desejos sejam coroados com a feliz appro-
vacSo de todos os filhos do imperio da Santa
Croz.
Espera finalmente, qae o respeitavel publico
saiba apreciar de perto o seu verdadeiro ensino
primario, onde rpidamente as enancas abracam
e amain de coracao aos livros, ss sciencis as let-
tras e as artes.
Igualmente tem ama aula de instrueco prima-
ria noitc para adultos, sendo das 7 s 10 horas.
Curso de portugaez e francez a qualquer hora.
Horario da escala para meninos, das 9 horas da
manha s 3 da tarde.
Mennalldadea
Primeiras lettras 2/000
Francez 3<000
Portugaez 3*000
Pagos adiantados no acto da matricula.
Recebe meninos internos, externos e meio pen-
sionistas, por mensalidades rasoaveis.
Ra Velha n. 36.
Jubo Soares de .lzeoerfo -
MEDICO HOMEOPATHA
|)r. Mimar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
criancas, dos orgias respiratorios e das
Senhoras.
Prestase a qualqoer chamado para
'ora da capital.
Todos r-s chamadas deve
dos pbarmaca do Dr.
Bario da Victoria n. 48, i
sua residencia.
Dr. Fenri
das 9 ao/meio
consultorio, n. 20
Rosario.!
da Silva, consultas
dia. Residencia e
ra Larga do
- *,

\
' sV T,
m
1
I
<


Sfl
Diario de PeruamlrocoDorasgo 27 te Fevereiro de 1W
3
/
^
Xazareth
O abaixo aseiguado declara que est Bem efieito
ama procuraeio ou outro qualquer documento, que
deu ao teuente coronel Lua de Albuquerque Ma-
ranho, relativamente i paas gem da via-ferrea
de Naiarcth Timb.ba, pelo, terrea' a do enge-
nho Baiza-Verde, de ana propriedade do aea ir
nao o couselheiro Dugo Velbo Cavalcante de Al-
bnqnerque.
Nasasatb, 85 de Fevereiro de 1887.
Plinio Augusto Cavalcante d'Albuquerque.
urprenilFO a muila ente f ()
O acreditado negociante o Sr. Eroygdio Pinto
de Oliveir, agente consular de Portugal, resi
dente em Santa Victoria, Kio Grande do So!, re-
metteu ao descubridor do Peitoral de Cambar
Sr. S. Soares, urna importante declaraclo asaig-
nada pelo Sr. Vaaco Jos Pereira d'Avilla, que
ha longos annoa aoffria de urna grave enfermida-
de pulmonar, aem ter maia esperanca de corar-se.
ltimamente, agi;ravando-se aeus soffriroentos,
recorreu aqoelle precioso medicamento, e nio foi
preciso mais que alguna irascos para o curar ra-
dicalmente.
Este prodigioso resultado, que aorpreadeu a
inulta gente, corre divulgado em todos os folhetot
annexos a cada frasco do peitoral de Cambar.
nicos gentes e depositarios em Pernambiico,
Francisco Manoel di Silva & C, ra Mrquez
de Olinda n. 33.
Leonor Porto
Itna do Imperador u 45
Primeiro andar
Contina a ejecutar os mais difficeis
figurinos recebidos de Londrea, Paris,
Lisboa c Rio de Janeiro.
Prima em perfeiciode costura, em bre-
Ividade, modicidade em precos e fino
' g osto.
Clnica medico-clrorca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
'" BspecialidadePartos, molestias de senhoias e
criancas.
tJResidencia Ba da Imperatriz n. 4, segundo
andar.
( Antonio fl'Almefla Estrella
cou
jOlticinadeesculplor e enla-
lia i! i r fin ni a de ira
35-RUA DO BOM JaRDIM87
PORTO
Encarrega-se de todas as imagens em
\qualquer tamanbo, altares, sanctuarios, te-/
cheiras, caaticaes, jarras e sacras, bem co-
mo tarimbas funerarias, figuras allegori-
cas e serpentinas, tudo pertencente s di-
tas artes. Tambeua se tncarrega de pinto
ras e pratas para imagens.
Uraniie lepiiNilo le redoma* e
planba* para as Dieimas
l'ma eafermldade tomada por
oiil'a!
Equivoco dos lacultativM
O fallec ment de algum amigo ou p-
rente a quem amamos ternamente sem-
pre ama desgrana lamentavel : mas a ca-
lamidad o crdadeiramate terrivel quan-
do os factos nos manifeatam que a pobre
victima aaccarabio por so ter empregado
um systema de tratamento que nilo era
apropriado para a sua doonca. CorntuJo,
casos ha em que o erro dos mdicos se
desoobre antes de desapparecor a ultima
esperanza, e uestes caaos, algumas vezes
se c-jDsogue salvar a vida do doente.
Para ezemplo do que dcixamos dito, va
os referir certos factos que eatabelecem a
rerdade da nossa affirma;ao.
Ha cerca de dous annos, urna das se-
lioras raaiB bellas de New-York, abando-
nada peles facultativos em um caso deses-
perado de tsica (pois era este o no me que
os mdicos davam molestia) julgava-se
condemnada a morrer. Os pas da doente
resol veram le val a a Paris, esperar^adoB
em que, na capital de Franca, a Faculda
de doscobriria algum remedio contra o mal
que ameocava a vicia da joven senhora.
Esta esperanca nao se realisou, mas feliz-
mente em Paris os amigos da moribunda
ouviram fallar de um novo systema de tra-
tamento adoptado primitivamente pelos
Sbakres do Monte Lebanon, no Estado
'de New-York e empregado depois par ou-
tras pesaoas com um xito extraordinario
em rauitos casos de Dispepsia. Aos pais
da infeliz pareeeu qne era possivel que a
doenca que ffligia sua filLa podera talvez
denominar se Dispepsia ou lndigest&o, e
nao a Tsica que tanto temiam, e abriga-
vam a esperanca de que, em tal caso; se-
ria fcil salvar a desditosa joven.
Apressarara se, pois, a alcancar urna
quantidade de um medicamento intitulado
Xarope Curativo de Seigel, e preparado
com o fim especial de curar a Dispepsia,
A doente tomou algumas doxes deste re-
medio, e o resultado do novo tratamento
o maravilhoso. Hoje. aquella seniora, j
restabelecida, vive feliz e goza de urna
Urna mnvcm escura encobre a
luz do sol 4a nossa ex'ateneai
A' incerteza da vida junta-se o mysterio
tenebroso da morte Em quanto que, por
urna parte, esse primeiro grito infantil que
nos annnncia aun outro ser acabado unirse
i nossa especie, iaspira urna alegra profun-
da, por outra parta trememos o espanto no
cuvir o bater horrivel das azas do anjo ex-
rminador A voz omnipotente da in-
fluencia suprema que governa o universo
decretou nosso destino, a sentenca fatal foi
hotnens estilo con-
4drogado
O bacharel Julio de Mello Filho tero o
seu escriptoro de advocada ra Primei-
ro de Harco n. 4, Io aunar, onde pode
ser encontrado
4 da tarde.
drs 10 horas da manha s
Hotel Gibraltar
Prai'a da Balallia. 108
{defronte do correio geral e estarci
telegraphica}
Este hotel muito se recommenda aos va- J l.
jantes pelo local em que se acba,
perto dos Jardins Tbeatros e os precos
de bospedagem sio mais baratos
do que em outro qualquer, com o mesmo
tratamento
ProftrletarlON
FERNANDES &IRMAO
POBTO
Df. GoeL&o Lie
Heclico. paneiro e operador
Kedenca ra Bardo da Victoria n. 15, 1- andar
Consultorio ra Duque de Caxias'a. 59.
Da consultas das 11 horas da manda s 2 da
tarde.
Attende para os chamados a qualquer hor
telephone n. 449.
Oculista
! 1
I
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
lista, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecicer, d consultas de rneio da s
3 horas da tarde, no 1.* andar da casa
n. 51 ra do Bario da Victoria, ex-
cepto nos domingos e diaa santificados.
Redidencia roa Sete de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
Dr. Mello Gomes
Medico clrurgio-oarteiro
Roa de Paulino Cmara (amiga da Gamboa
do Carmo a. 36), onde pode ser pro-
curado qualquer hora do dia e da norte.
Con/vitas :10 ao meio dia
Chamados por escripto.
Especialidades ;Pebres, molestias de peito e
das senhoras, yphilis e soffrimentos da urethra.
Acode a qualquer chamado para fra da ca-
pital.
Tambem pode ser procurado, de meio dia As 3
horas, na Pharmacia do Povo, ra do Rangel
n. 34.
Consultorio medico-
cirtirgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 anno*
de escrupulosa observacao, reabre consultorio nes
ta cidade, roa do Bom Jess (antiga da Crn
n. 23, 1." andar.
lloras de coasaltas
De dia : dus 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 as 8
as demais horas da noite ser encontrado ao
sitio travessa dos Remedios a. 7, primeiro por-
to a esquerda, alin b porcio do Dr. Cosme.
HSSHDBIISl
Patricia Horeira
Ex Uoelpulo le Fretlerleo Hala)
Jougulta.. .; op^ravoes das 9 horas da manha s
57*-RCA DUQUE DECAXIAS-57
N 5. A Emuls2o de Scott muito re-
commendada pelos mdicos como o melhor
remedio para a tisba pulmonar e molestas
do peito e da garganta.
Restaura o organismo das pesaoas pre
d'spostas tsica e fortifica contra os ata-
ques da doenca.
sade perfeita. Certo que, neste caso
os mdicos tinbam tomado urna doenca por
outra, e quando se descubri a origem do
mal, e se explicou o verdadeiro remedio,
os symptomas da Tsica desappareceram
immediatamentc.
O caso que acahamos de citar nao o
nico neste genero. Ha milhares de infe-
lizes que actualmente estilo tomando re-
medios para curar enfermidades do tigade,
dos ros e dos pulmSes, doencas prove-
nientes dos vapores miasmticos, etc., ao
passo quo realmente nao existem em mui-
tos casos taes affecco'es, sendo a indiges-
tao a verdadeira causa dos symptomas que
tanto terror inspirara aos doentes; e se
estes appli^assem o verdadeiro systema de
tratamento, nao tardariam a curarse.
NSo ser por demais o recordarlos ao
leitor que o xarope curativo de Sogel se
vende em todas as pbarmacias do mundo
inteiro, assim como na casa dos propieta-
rios, A. J. While, (Limited), 36, Farring-
don Road. Londres, C.
Depositarios na provincia de Pernainbu-
co : Bartholomeud C, J. C. Levy & C,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar
tiniano Varas & C Rouquayrol Irmaos e
Faria Sobriohe & C.; em Bello Jardim :
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho ;
em Independencia. Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares : Antonio Car-
doso de Agniar; e em Tacarat, Jos
Lourenco da Silva.
I .
Hii.-i do BarSo da Victoria n.
l i. 'i andar
A propriettna deste estabelecimento, j bastan
te conhecido pelos trsbalhos all execatados com
mestria e bom gasto, como tambem pela Ibanesa e
cavalheirismo que costuma-se dispensar quelies
que itigoam-ce de faonral-o com % sua visita e
con&anca. previne ao publico que, com a acqaisi-
cSo que fea de machinas as mais aperfeicoadas,
est o mi-amo estabelecimento em condicoes de
tirar retratos inalteraveis por precos inferiores
aoa dos que teem ltimamente vindos dos Esta-
dos-Unid, s, e assim que um retrato de meio ta-
manho natural tira-se pelo cuato de 15J0OO.
O atelier, modificado e reformado como acaba
de ser, tornou-se o mais perfeito possivel para dis-
tribuicao de luz, de modo que pde-se trabalbar
sempre, com bom ou mo tempo, de 9 horas da
mauba s 6 da tarde.
A essas circum Uncas accreace ser o pessoal
technico habilitadissiino e delle faser parte o pho-
tograpbo hecpaollol D. Joaquim Canelas de Cas-
tro que trabalhou nos melhores est&belecimentos,
pronunciada e todos os
dom nados a morrer !
Sem duvida alguma, a morte inevita-
vel. No polemos, porm, retrdala?
E' esta urna que-tao quo seria de urna im
portanci.i incalcula 'el, anda se tratasse s-
mente de ganhar urna hora de vida, pois,
animados d'esse sentimento sublime que se
chama instinuto, estamos sempre resolutos
a dar batalha com um valor indomavel ao
nosso inimigo mortal em favor do glorioso
privilegio da existencia Aquello senti-
mento a voz espontanea da natureza, e o
nosso de ver consiste em obedecer. Va-
mos, pois, a ver; possivel retardar a
morte ? Indubitavelmente o pois que o
mundo est sujeito a certas leis, e quem
as estuda convence se que n'ellas se com-
prehende a dita possibidade.
Os que se acham dota !os do valor e
uizo necessaros para se cobrirem com o
escudo que a propria natureza Ihes propor-
ciona para este offeito, poderao repellir os
ataques incendiosos do inimigo da vida, at
que as facilidades vitaes vao poaco a pou-
co em decadencia em urna vclbice madura
e ditosa, e at que o anno da luz se lhes
aprsente com aspecto risonho e sem-ter-
ror, para os conduzir, como n'tima visSo
deliciosa, a essa regiao rosplandecente que
brilha mais alm das trevas do sepulchro.
O destruidor toma diversas formas, mas
d a preferencia a de um inimigo moral que
devora actualmente as partes vitaes da so-
ciedado moderna. Martyrisou j e mar
tyrisa ainda quasi todos os habitantes deste
pas.
Que inimigo esta 1 Quer o leitor sa-
ber se tambem victima da crueldade
deste tyranno? Pergunte a si propino so
atorrnantado por algum dos symptomas
que varaos enumerar: dores de cabeca,
das costas e das espaduae; falta de appe-
tite ; accuraulaco de urna lama viscosa,
espessa e pegajosa em roda das gengivas e
dos dentes, sentindo-se simultneamente
um sabor desagradavel, especialmente pela
manlia; tristeza > descahimento acorapa-
nhados de somnol -acia ; um: s vezes a sen-
saco de urna caiga pesada no estomago,
e ontras, debilidades na bocea do mesmo
orgo, n2o luved ^ "isfacl
tomar alimento: -.spjcto tristonho e cor
amarellenU os ol. s ; estado fro e pega-
joso daa raaos e do ps ; urna tnsse secca
ao principio, acorop ..ibada, porm, depois
de urna expectoracao de cor esverdeada ;
cansaco constante serx que o sorano pareca
proporcionar descanco algum; enervacao,
irrita cao e raaos present mentos; deliquios
e vertigens ao levantar-se de repente ; pri-
silo de ventre; estado secco, e veces, ar-
dente, da cuts ; condicao espessa e em-
botada do sangue, escassez e cor muito
tinta da urina, que deposita um sedimento
depois de permanecer por algum tempo. em
repouso; devolucao frequente do alimento,
urnas vezes com gosto acido, e outras ve-
zes algum tanto doce; palpitacKo do cora-
dlo ; manchas apparentes nos olhos; e no-
favel prastracao e debilidade do paciente.
Todus estes symptomas costumam apre-
sentar se por seu turno. Acredita-se que
quasi urna terca parte da nossa populacho
est affectada da dita enfermidade em al-
guma das suas variadas formas Como
regra geral, os mdicos se equivocara a
respeito da natureza desta doenca, cujo
verdaieiro nome dyspepsia ou indiges-
tao; enfermidade que se cura infallivel-
mente por meio do Xarope Curativo da
MZi Seigel. Este medicamento tera obtido
em arabos os hemispberios urna reputacSo
justificada incontestavelmente por suas
grandes virtudes. Vcnde-se em todas as
bonicas, e pharmaoias e na casa dos pro-
prietaros, A. J. Whit, (Limited), 35, Far.
ringdon Road, Londrda, E. C, Inglaterra
V ae au JoriMfte -se Pelosaa (5)
Nunca iiocve cohaqem !Urna pasaaa muito
eoaceituada, moradora em Bag (Rio Grande do
^Rhou-se gravemente doente do peito.
^^chamado para a tratar o Ilustre Dr. Peu-
na, mais tarde tambem o illustre Dr Albano.
O doente cada vea ficava poior ; a molestia,
sambando do tratamente medico, segnia seu fu-
nesto curso.
Urna pessoa da rfamilia, ndo confianca no
Peitoral de Cambai-, descoberra do Sr. Alva-
res do 8. Soares, de Pelota, lembrou uo medico a
sua applicacSo
Este, porm, que talvez nao couhecessn por ex-
periencia propria os ofieitos de tao soberano reme-
dio, reeusoa-e a receital-o, conliousudo com ou-
tras apptica^oea.
Vendo-se que o doente nada aproveitava e que
a morte era inevitwel, madou-se, em seguida,
comprar um vidro do dito pi-itoral no estabeleci-
mento do honrado commerciaute desta cidade, Sr.
Domingos Dame, que sempre o tem legitimo
venda.
O doente principiou a tomar o novo remed e
a me horar, e no fim de algum tempe achava-se
completamente restabelecido.
Nunca hoaue coragem de declarar au Ilustre
meuco, que a cura realizada foi deviua nica-
mente ao popular remedioPeitoral de Cam-
bar, do 8r. Alvares de 8. Soares.
Um Bagrense.
EDITAES
(ymnasio Pernuianbuc
Pela Secretaria do Gvmnasio Pernambucanj se
declara aos pais de familia,e a quem mais interes-
sar posas, qne seacha na direccSo do mesmo, por
designaco do Exm. Sr. presidente da provincia, o
rerpectivo secretario, Dr. Celso Tertuliano F.
Qumtel'a, de ordem de quem sao em geral convi-
dados todos que tiverem de dar edneacao e instruc-
cao a mocidade para visitaiem o estabelecimento,
que acba diariamente aberto desde 6 horas da oa
nlia s 9 da noite.'cnnbecendo deste modo por si,
e nao por informacoes inexactas, tudo quanto o
mesen? estabelecimento dispensar aos seus alum-
nos quer com relscito ao tratamento quer com re-
lacio a transmijsao do eosino, que recebem dos
professores que sempre se distinguirsm pelo snu
zelo inexcedivel no comprimento de seus devei-es e
pelo ntarease que mostram no ensiuo daa discipli-
nas que protessam e no apro reitamsnto de seus dis-
cpulos.
O instituto aceita alumnos em tres cathegorias,
conforme se acham divid los, pensionistas ou in-
ternas, meio-pensionistas e externos.
Os pensionistas, residir? no instituito, tendo
direito de estudar as materias de que se compoe o
curso eosinadasl segundo o programma estabele-
cido : a ser alimentados sadia e abundantemete,
tratados em suas enfermiiades pelo medico do
instituto, fornecendo I he tambem este medicamen-
to a ter roupa lavada e en<;ommada regularmente
duas vezes por semana.banho, etc. ; tudo isto pela
mdica quantia de 400/ por anno.
Os meo-pen8on8tas se apresentarao no esta-
belecimento nos das lectivos, hora em que as
aulas se abrirem, e desde ontSo at seren encer-
radas a tarde, sao equiparados aos internos, tendo
como estes os mesmos dir tus quanto ao estado.
alimentacao e rtcreio, isto pela mdica quantia de
24O00.
Os externos s teem direito s lices e explica-
toes ds materias ensinadus no curso, quaesquer
que ellas aejam, pagando apenas no acto da ma-
alguma em tr'co,a a Ux* '"' a qua Pgam os alumuos no
collegio das artes.
Os alumnos internos devero apresentar o enxo-
val prescripto no regiment interno e ter coriea-
puud 'nte na capital, para com promptidSo satis-
fazer as penees e outra qualquer despeza de que
tiverelle necissidade.
As penees serao pagas n secretaria do insti-
tuto, por trimestres adiantados.
Recife, 18 de Fevereiru de 1887.
Servindo de Secretario
Marcionitlo da Cunha Pedrota
Joviniano Alocandrino de Sonta Bandeira.
Joaquin Lucillo de Siqueira Varejlo.
Joo Baptista Epamineudas d'Assuuipoao Neves.
Joo de Moraes Martina Pitbo.
Manoel Luiz do Kego.
Marc lino Silveira d<- Araujn.
Joaquim Carneiro Nobre de Lacerda.
Hermitta de Barros Pimentel.
Uiogenes de Almeida Pernambuco.
Alfredo de Barros Lima.
Manoel Sancho Campello.
Quod-vult-Deus Gomes Vinhas.
Mi noel da Silva Crrela de Oliveira.
Manoel Jos Gomes.
Airedo Tcito da Rocba Pag.
Eugenio Lamartine de Andrade.
loaquim Samuel Carneiro Lins.
Virgilio Alvos da Silva Uebello.
Purtunato Torquato dn Araujo faldanha.
2 anno
Rodrigo Firmiano de tioraes.
Antonio'f a vares Carvalbo e Silva.
Arthur Cavalcante de Barros R-ibello.
Paulo Ananias Silveira.
Jos Candido Das.
Amos de Tavora.
Manoel da Motta Monteiro Lopes.
3- anno
Domingos das Neves Teiieira Bastos.
Bianor Gadault Fouseca de Medeiros.
Mara Fragoso.
Joe da Cunba Fonteoell? Pilho.
Lauro 'andido Soares de Piubo.
Theophilo Frederico do R*go
Jcao de Hollanda Cunha Jnior.
Antonio Correia Gomes de Almeida.
Antonio Franco do Lima Buarqne.
Jnvenal da Silva Pinto.
Paulino de Araujo Guede.i.
Jos Cesar de Albuquerque-
Eloy Di-.s Texeira-
Oiympio Domingues Tavsres da Suva.
Asceudino Lins de Albuquerque.
Eduardo Estanislao da Costa.
Arthur Carneiro da Rocha.
Leopoldo Aogusto Cesar de Gusmao.
Outrosim que foram attendidos para exume or-
dioario os Srs. seguiotes :
1- anno
Arthur de Moraes Sarniento.
Alexandre Affonso de Moura.
3' anua
Joao Candido Gomes da Silva.
Finalmente que a reapeito de mais alguna estu-
dantes as condiyoes dos cima mencionados re-
solver ainda a congregacao na prxima rennio.
Secrtari da Faculdade de Direito do Recife,
26 de Fevereiro de 1887.
O secretario,
Jos H. B. de Menezes.
O arrematante soeupprir asna costa, de xoio
os ntencilios necessarios para a boa execuca) do
aervico.
A o publico (1)
O Sr. Bernardo Jos dos Santos, residente no
Cerrito, municipio de Pelotas, provincia do Rio
I Grande do Sul, querendo prestar urna homenagem
verdade, tornando publico as virtudes do pei-
toral le cambara, preciosa dcscoberta do
provincia traiaram. .Sr.Alvares de S. Soaraa, de Pelotas, fea publicar
Do que fica dito v-se que est o referido eata- 0 aegante importantissimo documento, em diver-
belecimento em condicoes de exacutar com pericia
quaesquer trabalhos de photographia.
All encontrar-se-ha sempre expostas yenda
grande numero de vistas de alguna edificios
pblicos, pracas, rusa desta cidade e seus arra-
bales.
Licor depurativo vegetal iodsKo
DO
Medico Quintella
Este notabilissiao depurante que vem precedi-
do d tio grande fama infallivel na cura de todas
a doencas syphiliticas, scrofulosaa. rbeumatica
e depetle, coma tumores, u leers, dores rhemat-
caa, osteocopas e nevralgieaa, blennorrbagias agu-
das e chronicas, cancros syphiliticoa, inflamma
edea viaceraes, d'olhos, ouvidos, garganta intes
tinos, etc., em todas as raolestias de pelle, simples
ou dathericos, assim como ua alopecia ou queda
do rabeiio, e as doene,io determinadas per satu
racan mercurial. DSo-se gratis blhetos onde'
encentram numerosas exp .-riencias te i tas cota i
especifico nos hospitaes pblicos e mu i tos ,
dos de mdicos e documentos particulares,
pesconto para reveno>r.
Deposito em casa de Faria Sobrinos & C
Raa do Mrquez de Olinda n. i.
Dr. Joao Paulo
jtlEOIC*
Especialista em partos, molestias de senhoras e
de enancas, com pratica aas principaes materni-
dades e bospitaes de Paris e de Vieona d'Austria,
faz todas as operaces obsttricas e cirurgieas
eoncernentes as HM especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Bario da
Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1- andar.
Consultas das 12 s 3 horas da tarde.
T.M-pnane u. 4i7.
Dr. Mn Me
tilinto
Tem o aea escriptoro 4 rus Duque de Caxias
o. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta ora
em diante em sua residencia ra da Santa
Cruz n. 10.
Especialidadesmolestias de senhoras e
cas.Tolephone a. 326.
sos jornaes da referida provincia
Levo ao conhecimento do publico mais um
triumpho alcanzado pelo popalar remediosel-
toral de eambai*descobetta e prepara-
co do Sr Alvares de S. Soares, de Pelotas.
m flavia seis annos que ana tese grava me
tormentava dia e noite, fazendo ltimamente dei-
tar j abundantes escarros de sangue : os pulmoes
com certeza achavam-se affectalos e eu teria iu-
fallivelmente de suecumbir terriveltsica pul-
monar !
TJm amigo sabendo do mea estado, aconse-
Ihou-me o precios > peitoral de ranibnr,
e somente com o oso da 12 vidros deste importan-
tissimo medicamento, consegu curar-me radical-
mente, sentindo me hoje forte e podendo j entre-
gar-me s lides de micha fazenda do Cerrito.
Depois deste caso, tenho aconselhado a muit
gente o peitoral de cambar, e todos tm
colindo resultados importantes.
Actualmente faz aso deste preparado, com
muito aproveitamentn, minba filha Xeufrides, que
tambera se acha soffrendo do peito.
Fazenda do Deseasen, no Cerrito, 24 de Ou-
tubro de 1884Bernardo Jos dos Santos.Re-
conheco como verdadeira .a firma supra. Em tes-
temuobo de verdade, o escrivj de paz Bold&o
S. de Gouveia. *
nicos ageutes e depositarios geraes nesta pro-
vincia Francisco Manoel da Silva A C
a raa Mrquez de Olinda n. 23.
Emulso de Lanman
& Kemp
A Emulsao de oleo de 6gado de baca-
Ibo com os hipopbosphitos de cal, soda e
potassa, preparada pela acreditada casa
de Lanman 4 Kemp de Nava York,
melbor, a mnis perfeita, e a mais cfficaz e
agradavel que at agora se tem cfferecido
ao publico.
fc um regenerador poderoso das co'nati-
tui.oea debis um remeio certo para
t idas as afiecgSes do peito, da garganta e
dos pulm3es.
sese l a EmulsSo de Lanman &
Karap ni confundindo-a com as outras.
Vende-se em todas as drogaras a pbar-
macias.
O Dr. Thonuiz Oarcez Faranho Montene-
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem JJeus guar-
de, etc.
Foco saber aos que o presente editad virem ou
delle noticia tiverem que por parte de Joaquin
Pires dsi Silva, me foi dirigida petifo do tbeor
segsiote:
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito do com-
mercio. Joaquim Pues da Silva, sacador da le-
tra inclusa da quantia de 320f, aceita pelo Dr.
Francisco Santiago Goncalves da Srlva, sacada a
28 de Janeiro de 1882 a vencida a 28 de Feverei-
ro do mesmo anno, querendo interroraper a pre-
seripeo para que nao prescreva o direito que tem
de haver do mesmo aceitante o principal da dita
letra e seas juros, requer a V. Exc. digue-se man-
dar tomar por termo o protesto que faz para sal-
vaguardar os seus direitcs, afini de que o mesmo
protesto seja intimado ao aceitante. porque o
mesmo aceitante se ache ausente em lugar iucerto
e nao sabido, o supplicante requer a V. Exc. dig-
ne-sa marcar dia para justificar-se a sua ausencia,
paeaando-se carta de edites na forma da le e pro-
seguioio-se nos demais termos. Pede a V. Exc.
deferimento.E. R. Me. Recife, 25 de Fevereiro
de 1887. Joaquina Pires da Silva. (Estava sel-
lada legalmente).
E' o que se contm em dita petico na qual pre-
fer o despacho do thecr seguinta :
Distribuida. Como pede. O escrivao designe
da para a iustificacao. Recife, 25 de Fevereiro
de 1887.Montenegro.
Em virtude deste mea despacho o respectivo
distribuidor quem foi a mesma peticao presente,
a distribuio ao escrivao do primeiro officio, que la-
vrou o termo de protesto do tbeor seguate:
Aos 25 de Fevereiro de 1887, n'esta cidade do
Recife, em mea cartera comparecen o supplicaute
e ante mim e as testemunhas infra aasignadas,
disse que reduzia a termo de protesto o conteado
fdito em sua petioSo retro, que fica fazendo parte
integrante do presente, afim de ser intimado ao
8upplicado. E de como assim o disse e protestoo,
lavro este termo em que aasigno com as testemu-
ubas. En, Jos Fraaklin de Alencar Lima, escri-
vao o escrevi.Joaquim Pires da Silva.Antonio
Augusto da Frota Menezes. Faustino Jos da
Fonseca. *
Nada mais se continha em dte termo de protes-
to cima transcripto, depois do que, tendo o sup-
plicante produsido a justificscSo da le, o respec-
tivo escrivao me fez os autos conclusos, sollados e
preparados, e selles prote u sentenca do thaor se-
gu nte :
Vistos. Hei por justificada a ausencia em la-
gar incerto, do suppiicado e mando qae o mesmo
s<'ja intimado por editaos com o prazo de 30 das
do protesto de fls. 3, para iuterrupvao da prescrip-
co do titulo de tls 4. Castas ex-causa. Recife,
**5 de Fevereiro da 1887.Tfaomaz Garcez Para-
nhos Montenegro.
Em virtude desta miaba sentenca, o respectivo
escrivao fez psssar o presente edita!, por cajo
theor chamo, cito e hei por intimado o justificado
Dr. Francia jo Santiago Goncalves da Silva, para
qu no prazo de 30 das contados da data da pu-
blicacio d'este. compareca ante este juizo, afim de
allegar o sea direito.
E para que ebegue ao conhecimento de todos, o
prsenle ser publicado pela imprensa e outio de
igual tbeor aluzado no lugar ds ostume, do que
se juntar certidao aos autos.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aoe 26 das de Fevereiro do anno de
Nosso Senbor de 1887.
Eu, Jos Franklinde Alencar Lima o snbserevi.
Ih.maz Garcez Prannos Montenegro.
F enldade de Direilo
Por esta secretaria se ta publica qaea cougre-
gaoao em sessao de hoje ndeferio as peti(i* dos
estuiant-s que levautarara-se do exaine em No-
vembrn, sendo 1'se porem pennittido a nscripc2o
para ixnm extraordinaiio, se o requercrem, de-
sos de paga a txa integralmente, coufjrme aca-
ba de resolver par telegrama!* o Exm. Sr. mi-
nistro do imperio.
1" fin
Antonio FuiUd Bezerra ue Menezes.
Thomuz de Aquino Fotseea
Flor i pea Rosas.
Salvador Celso de Albuquerque.
Fabio Rio Jnior.
Jos Anstregcsilo Rodrigues Lima Jnior.
Ernesto Esteves da Silveira Filho.
Manoel da Invencao Senna Jnior.
Faeuldade de Direito
De ordem do Exm. Sr. conselbeire director inte-
rino fac,o publico a decisi que acabt de dar o
o Exm. Sr. cooselheiro ministro do imperio por
telegramma a consulta que Ihe tez o mesmo Exm.
Sr. director interino.
1.'.Consulta.O estbdante matriculado que
tendo deixado de pagar matricula era Novembro,
nSo for admttido pola Congregcao a pagal-a de-
pois. poderinscrever-se para exame extraordinario
na mesma ou seguate epocha, sujeitendo-se ao
pagamente integral da respectiva taxa ?Decisao
Eatudante po lera inscrever-de para fazer acto
extraordinario mesmo ou seguiute epocha, satis-
fazendo taxa integralmente.
2.". Consulta.Poder tambem inserever-se
para exame extraordinario na mesma ou seguinte
epocha o estndaote que, tendo-se levantado da
mesa examinadora em prora escripta ou oral nao
fr de novo admittido pela Congregaco a comple-
tar o exame? DecisaoSio i licito estadante
increver-se novamente para prestar exame seno
epocha subsequeate aquella a que se referir dec-
ais Congregarn.
3.Consulta.O examinando, seja ou nSo es-
tadante matriculado pode renunciar a prova es
cripta que fez a inscrever-se como extraordinario
para fazer novo exame ou, em geral, renunciar a
sua qualidade de estudante matriculado para tazer
exame extraordinario ?
4*.Consulta.Os estudantes reprovadoa, ou
que, por motivo legal, perderam o anuo, poderao
fazer novo ex tme em Marco embor nSo sejam
decorridos 4 mezes ?ecito sobre 3a e 4' cen-
sulta.Estudante poder mcrever-sa para repe-
tir exame epocha seguate. Fica autorisado adia-
mento abertura das aulas leativas de Faculdade
de Direito.
Recife, '.'6 de Fevereiro de 1887.
O secretario,
Jos Honorio Beserra de Menezes.
. praca)
De ordem do Illm. Sr. inspector se fas publico
que .U 1! horas do da 2 do mez de Marco prxi-
mo vindouro serio vendidas em praca no trapiche
Conceicao as seguintes mercadorias :
Urna caixa, marca diamante C em cima e D P
em baixj, n. 138, viuda do Havre no vapor fran-
cs Vle de Rio de Janeiro, entrado em 6 de Se-
tembro de 1886, contendo quadros, annnocios de
mais de urna cor, pesando 11 kilogrammas, aban-
donada aos direitos por Charles Pluym & C.
Urna caixa, marca S R, n. 1, idem de New-York,
no vapor iuglez Amatonense, entrado no corrate
mez, contendo cartees de mais de urna cor, pesan-
do liquido real 190 kilogrammas, abandonada aos
direitcs por Fonseca IrmSos 4b C.
3.a seccao da Alfandega de Pernambuco, 26 de
Fevereiro de 1887.
O ohefe,
Cicero B. de Mello.
Cmara Municipal de Recife
Limpeza publica da eldade
A Cmara Municipal desta cidade, em virtude
da le, que mauda ser a limpeza da cidade feita
por arrematado, recebe propostas em carta fe-
chada para o servico da referida limpesa, at o
dia 16 de Marco do correte anno, as quaes de-
vero ser entregues pelos interessodos em sessao
da mesma Cmara, do dia cima referido, de con
formidade com as bases que abaixo vo publica-
das ; chaman lose especialmente a attenco dos
concurrentes para a clausula XIV.
A arremataclo do servico da limpeza publica
ser feita por proposta em carta fechada, nao
sendo permittido a nenbum concurrente arrematar
mais de ama freguezia, servindo de base para
cada urna, a quantia de oito contos e quinbentos
mil ria annuaes.
H
O arrematante obriga-se a ejecutar o varri-
mento diario de todas as ras, pracas, ceceos, tra-
vesis ponte, caes, rampas, emfim, toda a fre-
guezia que arrematar; a remover para os lagares
abaixo dectrminados todo o lixo, materias orgni-
cas e inorgnicas, animaes mortos, qualquer quo
seja o tamanho, que enterrar, sendo indemniado
pelos donob d'aquelles que forem reconhecidos, e
finalmente tudo quanto se comprehenda ua pala-
vra immundicia. Obrlga-se ainda o arematante a
providenciar sobre a ebstrucco das viaa de com-
muni cacao da estagnaco e do escoamento das
aguas pluviaes, quando for possivel.
O servico principiar ao mesmo terapo em cada
freguezia, meia noite, devendo terminar s 6
horas da manha, isto com rulaeio As pontea, caes,
rampas e s ras designadas abaixo, podendo
porm, ser feito de dia quando as noites forem
chuvosas. A limpea das demai roas poder co-
mecar das 6 s 10 horas da manha.
IV
Todo o lixo ser r. movido em carroca pozada a
burro ou cavallo, e devem ser cobertas.
V
A ponte de Saot Isabel ser varrida pelo arre-
matante da freguezia de Santo Antonio, as da
Boa v"ista e Recife pelos respectivos arrematan-
tes.
VI
No servico da renueo dos objectos que oba-
truam as ras, pracis, caes e rampas nao se cara-
prehendem aquelleo que perteucerem a donos de
obras ou empreiteiros. a quem os fiscaes obrigarSo
a retirar, a nem tao pouco a ealica que da masraa
forma ser conduzida por ellea para os logares
que a Cmara indicar.
V-3JK Vil
* Obriga-se ainda o arrematante arrancar toda
a ve ocalcamento e o passeio das ras, e bem aesim a
derrabar todo o matagal que existir na fregnesia
que arrematar, sendo que este srvca poder ser
feito de dia.
VIII
Obriga-se tambem o arrematante a limpar e a
desinfectar os micturios e latriaas, lavando-os
com preparacoes ehimiecs, trazeodo-os sempre
aceiados interna e externamente.
O arrematante acorrer na malta de 104, sem-
pre qna fr encontrada sem indicio de ter sido
limpa, qu-lquer ra, travessa, becco, largo, pateo
rampa, caes, mictorio e latrina, que lbe ser des-
contada no pagamento emana!
XI
0 arremaraute que hoaver ncorrido em cinc
multas, sem provinient de reenrao interposto po-
rante a Cmara, perder o contracto e o valar da
fianza sem direito ainda a >er indemnisado de
qualquer interesae ou perda, que piovier do meB-
mo contracto.
XII
O servico da limpesa publi.-a, alm da fiscali-
saco a que est sujeilo por parte do fiscal, a
quem corre o rigoroso dever de velar pelo cum-
primento restricto das presentes clausulas, ser
tambem inspeccionado pelo respectivo commlsaa-
rio, que impor maltas ao arrematante pela falta
de cumprimento de dever, cam recurso para a C-
mara, nao podendo da decisao desta recorrer o
arremat'inte para qualquer autendade adminis-
trativa ou judiciaria.
XIII
As reclamacoes contra o servico da limp'Za -
blica devero ser feitai por escripto Camas* uu
a qualquer deSaeus raembros.
XIV
O arrematante prestar ama fiaaca de um cunto
de ria em dinheiro ou apohees geraes ou pruvin
oiaea, para garanta deste contracto, e a Cmr.ura
s receber propostas daqaellea qae houvereni
depositado a quantia de 2004 em dinheiro, em po-,
der do procurador, o qae provaro com o respec-
tivo recibo, na eceasla da entrega da proposta :
sendo qne perderao dita quantia, se acceita sua
proposta nao vieretn assignar o contracto dentro
do praso de 8 das, coatados da approvaco j
presidente da provincia.
XV
A arrematacSo ser feita por anno finane !.--
municipal, ato do 1- de Outubro a 30 de Se-
tembro ; sendo que o presento dever vigorar da
data, em que for approvado pelo presidente da
da provincia, at 30 de Setembro do corrate
anno.
XVI
A Cmara pagar ao arrematante, por semana,
o servico de limp.-za na respectiva proporcao da
importancia da arreinatacao animal.
XVII
As mas, que nao forem calcadas, serao limpas
a ancinhu.
XVIII
As proposUs serio entregues pelos proponen-
tes em sessao da Cmara, designada para este
fim, sendo preferido quem melhores vantagens of-
terecer, e quem mais idoneidade tiver.
XIX
Terminado ou iaterrempido o prazo do contrac-
to, nai ter a contractante direito a ser indem-
nisado de qualquer valor ou material, que tiver
empregado no servico, cujo material findo o con-
tracto, pertencer ao contractante.
O contractante nao pode abandonar o servico
que tiver arrematado, salvo em caso de forca
maior pruvada, a juizo da Cmara ; mas se o fi-
ser fra desta excepcao, nao s nao ter direito
a iudemnisacao alguma, como tambem perder
o valor da lianza em beneficio dos cotres rnuni -
cipaea.
LGABES DESIGNADOS PARA n'eLLES DEPO-
SITAR-SE O LIXO DA CIOADC
Frcgutzia de Santo Antonio.Praia de Santa
Rita.
Freguezia da Boa-Vista.Hospicio.
Freguezia do Recife,Lado da mar pequea ao
noite da fortaleza do Bram. 100 bracas distantes.
Freguesia de S. Jos. -Nos alagados ao ascen-
te e ao poente da ra Imperial.
RAS QUEDBVEM SERVABB1DAS a' NOITE
Recife.Mrquez de Olinda, .Bispo Sardinha,
Largo da Alfandega, Madre de Deus, Amorim,
Travesea da Madre Deus, Bom Jess, Commercio,
Torres, Thom de Souza, Maucates, Largo do
Corpu Santo, Vi gario, Abren, Travessa do Corpo
Santo, Visconde deltaparics, Barode Triumpho,
Caes do Appolln e trum.
Boa-Vista.Imperatriz, Conde d'Eo, Largo da
Santa Cruz, Ra da Santa Cruz, Conceicao, Bario
de S. Borja, Visconde de Pelotas, Visconde de
Goyana, Aurora, Visconde de Albuquerque, Hos-
picio, Caea de Capibaribe, Pires, Formosa, e Becco
dos Ferreros.
Santo AiUojiocBario da Vctora, Cabug,
Praca da Independencia, Rosario (estreita), Rosa-
rio (larga), Imperador, Duque de Caxias, Primeiro
de Marco, Livramen'.o Direita (parte), Penha,
Visconde de Inhama, Pedro Affonso, Caes do Ra-
mos, Caes 22 de Novembro, Florentina, S. Fran-
cisco, Sol, Mar juez da Herval (parte). Roda, Largo
do Paraizo, Pedro II (largo), e Coronel Suassuna
(parte). _
S. Jos'. Largo do Mercado, Ra Direita (par-
te), Imperial, Vidal de Negreiros, Assumpcio, Lar-
go das Cinco Pontea, Mrquez do Herval (parte) e
Coronel Suassuna (parte).
Paco da Cmara Municipal do Recife, 4 de Fe-
vereiro de 1887.
Presidente.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitonga,
Secretario.
Francisco de Assis Perra Rocha.
Kdi tal a. 11
O administrador do Consolado Piovmcial faz
publico a quem nteressar posaa, qae, em cumpri-
mento da ordem constante da portara n. 590, ex-
pedida em 23 do correte pelo Illm. Sr. inspector
do Thtsonro, fiea prorsgado at 15 de Marco pr-
ximo vindouro a arrecadacao, livre de malta, das
annuidades e mais servioos da Recife Drainage
Company, relativos ao primeiro semestre do exer-
cicio de 1886-87.
Consulado Provincial de Pernambuco, 25 de
Fevereiro de 1897.
F. A. de Carvalbo Moura.
O cidado Elyaio Alberto SilTetra, 1* jaiz
de pxz da freguesia da Boa-Vista, em
virtude da lei, etc., etc.
Faz saber a quem interesaar possa qne por
parte de Alheiro, Olivera & C, me foi requerido
que se admittisae a justificar a ausencia e incer-
teza do lugar da residencia da Mme. Bfanehe, e
justifieaudo qaanto bastasae lbe concedesse carta
de'editos para ser ella citada afim de vir a Ia au-
diencia deste juizo findo o prazo de 30 das coo-
oiliar-ae com os supplicantes respeito do paga-
mento da quantia de 1:653*110 provenientes de
gneros fornecidos para o collegio Nossa Senhora
das Victorias, sito ra do Visconde de Cmara-
gibe n. 10.
E tendo exhibido provas snfHcientes do qoanto
allegava lhe mandei passar o presente edital de
30 das pelo que cito a mencionada Mme. Blanch*
vir na primeira audiencia depois d'aquedle praso
para o fim expoato, pena de revelia.
Dado e passado nesta freguezia da Boa Vista
aos 25 dias do mez de Fevereiro de 1887.
Eu, Alfredo Francisco de Souza, escrivao, escre-
vi, subacrevo o aaaigoo.Alfredo Francisco de
Souza.
EU/sio Alberto Silveira.
DECLARAGOES
Jaizo dos Feltos da Fazenda
ESCRIVAO TORRES BANDEIRA
No dia 11 de Marco prexmo, ir praca por
venda aa casas abaixo descriptas, peuboradas pela
Fazenda Provincial :
Casas eJtaa no Becco do Quiabo na. 1 e 3, fre-
guezia do Poco da Panel!, com 2 jauellas e 1 por-
ta, portao ao lade, 6 metros e 3) centmetros de
frente, 13 metros e centimetioa de faudo, 4 quar-
tos, cosinha fra, quinal morado, cacimba metira.
e a de n. o com 2 salas, 3 quartos, cosdIi fra,
terraco, sotao interno, com 1 sali e 1 quarto, am-
bas arruiuadna, e avahadas em 200*000 pa
umn, pelencentea a tio Jos Piuto.__________
l lub Prifflcir de Fevereiro
De ordrm do Sr. Preside sao convidado* f-
d s socios comparece" m *.o dom'mgo. ai ti
horas do dia, paia reunidos em assembla gem
tratar-sc de asaasspto importantes.
Secretaria do Chili Priuwiro de Fevereiro, i':-
de Fevereiro de 1887. C I- secretario, flanee/
^fristh n.


m
?-.:



MITIiiBO I
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------^*
i"* *


Diario de PernambueoDomingo 27 de Fevereiro de 1387
i.

8. GoBfalo da eapella de Santo
Amaro das Salinas
ordem do Sr. pretidento da commissao pro-
lora da festa de S. Gonzalo de Amaranto
eapella de Santo Amaro dos Salina, declaro,
que pedio e obteve exonerado do eargo de 1 se-
cretario e de membro da mesis commissao o ar.
Manoel Horacio de Freitas cojo lugar ser preeo-
hido pelo abaixo assignado o o de 2 secretario
oelo procurador o Sr. Pedro Aotuues Itoreira.
Consistorio da eapella de Soto Amaro das Sa-
linas, 26 de Fevereiro de 887.
O 2 secretario,
Henriqne M. Palmeira.
Colonia Isabel
A 15. serie (ultima) da 24.' parte das loteras
em favor dos ingenuos da Colonia Isabel, acha-se
aposta i venda, para ser extrahida no da 7 de
Marco vindouro, no lugar do costme, as 4 no-
Tbescuraria das loteras para o Fundo deEaan-
cipaco e Ingenuos da Culonia Iaabcl, 26 de Fe-
vereiro da X'i&l.
O thesoureirc,
Francisco Goncalves Torres
Alczar Terpsiore
A directora nede o eomparecimento dos Srs. so-
cios ji inscriptos, para a reun.ia que se effectua-
r boje, \ hora da taHe, no sobrado a ra Bella
n. 37, afin de ee tratar de interesses concementes
a esta sociedade, e do baile inaugural que ter
luear no dia 4 do prximo mes de Marco.
O secretario,
H. F. Silva.
Matriz de Santo An-
tonio
VENERAVEL IRMANDADE DO SAN-
TISSIMO SACRAMENTO
Pelo presente convido aos irmaos desta venera
vel irmandade, comparecerem no r. speehvo con-
sistorio s 6 horas da tarde do da 2 de Marco do
torrente anno para o fira de tratarse de negocios
de interesse da mesma irmandade.
Consistorio, 26 de Fevereiro de 1887.
O escrivao,
HmriqueC^Barrto de Almeida.
IRMANDADE
DB
S. S. da Sade do Po?o
da Panella
Eleiciio
De ordem do rmao jais, convido pela terceira
vez todos os irmaos desta irmandade s compare-
cerem no respectivo consistorio no da 27 do cor-
rente nur, Has 10 horas do dia, afkn de se pro-
ceder aelcicio da mesa regedora auetem de
fuoceonar no auno eompromissal de le* teotf ;
devendo ter lugar a referida elecao com o nume-
ro de irmaos que comparecer.
Consistorio da irmandade de N. S. da Saude do
Peca da Panella, 25 de Fevereiro de 1887.
O secretario,
Antonio Candido Ferreira.
Club Athielas do Porvir
Pede se para reunirem-se todos os socios no
ominpo 27 do corrente, s 11 horas do da, afim
de trataren de negocio tendente ao mesmo club.
c-ompanhia de Edifleaco
Assembla geral ordinaria
De accordo com o artigo 31 dos ertatuto sao
convidades os Srs. accionistas da Companhia de
Edificacio para se reunirem no di 1 de Marco,
ao meio dia, na sede da mesma Ouinanhia, ao lar-
go de Pedro II n. 77, andar, afim de ouvircm a
leitura do rIs torio, balanco a apreeiarem as con-
Us da directora, diecutlrem e approvarem o pa-
recer fiscal, e anda proerderem a eleicio da nova
commissao fiscal, nos termos dos arta. 21 8, e 38
dos mesmos estatutos.
Recite, 12 de Fevereiro de 1887.
Gustavo da Silva Antones,
Director secretario.
Aiuphi
Com panilla de segaras
trite
A direccSo em cumprimento ao art. 33 dos es-
tatutos d'esta compannia, convida -os Srs. accio-
a'stas a reunirem-se em assembla geral, no saino
da Aesociacao Commercial Bentfieente no da 2
do prtximo Marco ao meio dia para ouvirem o
seu relatorio e o parecer da cominiso fiscal.
Igualmente n:oceder-sc-ha a elticao de que tra-
ta o art 40 dos mesmos estatutos.
Recife, 17 de Fevereiro de 1887.
Os directores
Antonio Marques de Amorim.
Manoel Jos da Silva Guimar es
Joaquim Lopes Machado.
COMERCIO
Bnlsa coiuaierclal
Cota<;3es ofpiciaes da junta dos cob-
HECTOHE3
Recife 26 de. Ftvereiro de 1887
Tapioca do Maranhao, a 2*600 por 15 kilos.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Mu vi mea (o batucarlo
KBCITB, 26 DB FEVKR81BG DI 1887
Os banco* conservaran no balean a taxa de 22
1/8, regulando, portanto, oficialmente as seguin
tes tabell :
Do London Bank : .
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e a vista 21 7/8.
Sobre Pans, 90 d/v 429 e vis 433.
>obre Hamburgo, 90 d/v 532 e 4 vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e vista 243.
Sobre Italia, viata 433.
Sobre New-York, i vista 2*290.
Do English Bank:
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 4 9 e vista 433.
Scbre Italia, vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 532 e vista 538.
Sobre N*w-York, vista 2*290.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e 4 vista 243.
^obre as principaes cidadea de Portugal, 4 vista
248.
Sjbre liba dos Acores, 4 vista 251.
Sobre liba da Madeira, 4 vista 248.
issoclarao Commercial
Entrn de semana o director Francisco Gurgo
do Amaral.
Mercado de aanoear c algodo
bicipe, 26 de ravBRErao na 1887
Assucar
As entradas continuaran) a ser regulares.
O* precos mantiveram-se anda aos algarismos
i 'uiutes :
... oaixo. por 15 kil. s, de 25000 a 2*100.
i.* regular, p.r 15 kilos, de 2*100 a 2*2()0.
i.' boa, por 15 kilos, de 2*00. 2*300 e 2*400.
:-;.' superior, por 15 kn. s, de 24500 a 2*600.
Hiihon turbina Usina Piulo, pjr 15 kilos, a
26uO.
Sdmenos turbina Uciaa Pinto, por 15 kilos, a
i900.
"raneo tnrbiua pulverizado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
- -n.-nos, por 15 k'los, de 1*600 a 1*700.
-cava*., p.T 15 k los. a U'*X> *ViO0.
o, por 15 k.i'H, de l*MO a 1*200.
es, por 1- kilos, As 40 a 1*000.
jA maxinw ou uinmno dos pteos
Hpitnne o sortimeuto.
Por esta secretaria sao chamados o* patentes e
protectores das menores abaixo declaradas, para
at o dia 28 do corrente apresental-as no collegio
das orpha, afim de serm ah adinittidas, vi.to
serem as primeiras inscriptas no respectivo qua-
dro.
1 Carolina, protegida de Augusto Manta.
2 Illuvinata, filba de Mara Florencia Barbosa
dos Santos.
3 Laurinda, flha de Sincletica Lins de Vas-
concellos Araajo.
4 Maria, filba ja mc-sma.
5 Adelaide, filha de Maria Jos da Cooceicao.
6 Mana, filha de Maria Jos da Eucarnacao.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 8 de Fevereiro de 1887.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Soma.
Lotera de 41)00 contos
A grande lotera de 4000 contos, mi 3 sorteios
fiea transferida >ara o dia 14 de M*io vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho de
Exm. Sr. presidente, de boje.
Tbesouraria das Loteras para o fundo de
emaocipacao e ingenuos du Colonia Isabel, 14 de
Deaembrj de 1886.
O thesonreiro,
Francisco GonoalvesTeires
Compaohia de Seguros Phenlx
Pernatubucana
Os senhores accionistas, nos termos do art. 25
e para os efeitos do 1- do art. 27 des e?:atutos,
sao convidados a reunirem se cm assembla geraj
ordinaria no dia 3 de Marco prximo, ao meio dia,
na sede da companbia.
Pernambuco, 16 de Fevereirj de 18S7.
Os a ministradores,
Luiz Duprat.
Dr. Manoel Gomes de Mattos.
Joo Jos Rodrigues Mendos.
RepaTtifo das Obras Militares
De ordem do Illm. Sr. capito de engenheiros
Dr. Gregorio Thaumaturgo de Azevedo, cnearre-
gado das obras militares desta provincia, faco pu-
blico que no dia 14 de Marc-J vindoure, s 10- ho-
ras da manba na Reparticio das Obras Militares,
no Palacio do Governo, se receber propoatas ero
cartas fechadas dos negociantes ou firmas cam
merciaes desU praca, que quizerem contraetar no
corrente auno o fornecimento s obras militares
dos materiaes constantes da rclaco existente na
repartico, disposicao dos pretendentes, para
ser examinada nos das uteis, durante o expe-
diente.
ReparticSo das Obras Militares em Pernambuco
24 de Fevereiro de 1887.Jos Armando J
una, 2 cadete 2o sargento amanuense.
da Cu-
le
Taxa de escravo*
O administrador da Rt-Crbedoria faz publico,
que fiuda-se no dia 28 do corrente mez o praso
para pagnmento, livre de inulta, da taxa de es-
cravos do corrente exereico de 1886 1887.
Recebedoria de Pernambuco, 23 de Fevereirc
1887.
Alexandre de Souza P. do Carmo
Companhia do Beberibe
Ananlrclmenl .lacu.i
Previne-ee ao publico de que continua-se a pro-
ceder a limpesa dos autigos encanamentos e a
ligacao delles aos novop, pelo que imprrseindivel
mente ha ver frequentes, mas temporarias, nter
rupcoes no forncrimen'o d'agua.
O publico deve estar certo de que se etr.pregar
todaa-digencia possiv-l para que o servico seja
semprefeitocom rapid.z ; e quan o der se qnal-
qoer desastre on houver desamnjo no servios
terio tomadas promptas providencias para o mnis
breve reparo.
Nio deve pois haver o menar receio de qual-
quer interrupcao grande, desde qne sao cooheci-
das, coino se tem annunciado, as causas.
Estes trabalhos sio para a concluso das obras
to novo abasteci'aeuto d'agua 4 esta cidade.
Reeife, 21 de Fevereiro de 1887.
Ceciliauo Mamede,
Director gerente.
Estrada beiro ao Bonito
Por deliberacio da directora sao convidados os
Srs. accionistas a realiaarera no London ABrasi-
han Bank, no prazo de 60 das, a contar de boje,
a 4 entrada de 10 0/. do vi-lor n m'nal de suaa
accoVt, nos termos do nico do artigo 4 dos
estatutos.
Recife, 7 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Jos Bearmiio Pereira de Mello.
Notas do Thesuuro dilaceradas
O recolbimeuto de notas dilaceradas est sendo
feito na Thesouraria de Fazenda, as tercas e
sextas-feiras, das 10 as 12 horas da mauha.
Mubatituiruo de notan do Tbesiouro
Em 31 de Marco vindouro termina o prazo mar-
cado para recolhimento, sem descont, das uotas
de 2*000 da 5' estampa, 10*000 da 6 e 5000
A substituicio est4 sendo tena na Thesouraria
de Fazenda, nos das uteis, das 10 4s 12 horas da
man ha.
Entrada* de assucar e algodo
tf.Z DE FEVEKEfRO
ENTUD1S
Barca cas.....
Estrada de ferro de Olin-
da......
Estrada de ferro de Ca-
ruar.....
Animaos.....
Estrada de ferro de B.
Franciscj .
Estrada de ferro de Li
moeiro.....
.8 5 1 II
4 25 87.071
25 533
4 25 4 26 11.026 12.955
4 24 86.176
4 23 20.789
218.553
I

G.044
1.852
322
12.944
4.460
7.980
33.602
Embarcace despachada
Vapor francs Ville de Cear, sahido no dia 25,
conduzio :
Para Rio de Janeiro :
60 saceos com assucar.
Para Santos :
3,750 saceos com assucar.
40/2 barricas coto dito refinado.
20 pipas com agurdente.
Carregaram diversos.
Patacho allemSo Brilhante, conduzio :
Para Uruguayana :
2,143 barricas com assucar branco.
873/2 ditas eem dito dito.
522/4 ditas com dito dito.
Carregaram Jos da Silva L'jyo & Filbo.
HMlia
Brlltea Prelale*eln
SONNTAG DEN 27 FEBMAR
Nfcchmittags 2 hr.
Das directorium.
Indemnisadora
A direceo desta companhia tcm a honra de
convivir os Srs. accionistas para reunirem-se em
assembla geral ao meio dia de 28 docorrente mez
no seu escritorio, afim de conhecerem das contas
do anno findo em 31 de Dezembro prximo paesa-
do ; e bem assim proeeder-se a eleicao de que tra-
ta o | 2 do art. 27.
Recife, 14 de Fevereiro de 1887.
Os directores
Joaquim Alves da Fouseca.
Jos da ^ilva>L,)yo Jnior.
Antonio da Cunh F. Baltar.
~EMPREZFD~GAir"
Pede-se aos Senho
res coDsummidopes que
queirain (azer qualquer
comunicaco ou recla-
tnaeao, seja esta eila no
escriptorio desta empre-
za ra do mperador n
9, onde tambem se re-
ceber? qualquer corita
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
DermUlo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva li-
veira, e quando for pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
tas Car.valho.
Durante a auzencia
do abaixo assgnado na
Europa todos o > recibos
dessa empreza deve-
ro ser passados cm til-
loes carimbados e fir-
mados pelo Sr. Samuel
Jones sem o que nao
tent valor algum.
George Windsor,
COMPANHIA. DB EDIPICACiO
0 escriptorio d'esta
companhia a cha-'sis
tunecionando no largo
de Pedro II, n. 77, 1.
anda..
lmcumbe-se median-
te contrato e a paga-
da Alfoiidc*
DI FBTBBB1BO A 5 DE VIBfO
lio obtidos
Ahjodio
O de Pernambuco e I ohs precedencias, tm tr-
ra, eot-v-se na malo d<- o HH) a 6150 p.r 15 ki-
los.
Pauta
sfcM-aA di 28
de 1887
Alcool (litro)
Aigodio (kilo)
A.sncar refinado (kilo)
Dito branca (kilo)
Dito mascavado (kili^
Borracha (kilo)
Cacao "(ko)
Cachaca (litro)
Caf bom (kilu)
Cafr-stolbo (kilo)
Carnauba (kilo)
Careos de alrodio (kilo)
**\Carvao de podra de Cardifi (lo ;
ment em prestares,
de construefoes e re-
construc^des de pre-
dios, cujosprojectos e
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
No escriptorio se en-
contraro sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica a vapor
do Taquary, tendo-sem
pre venda: fijlos
massiyos de alvenaria,
ditos para ladrilhos,
diversos formatos, te-
lhas romanas, franee
zas, de eapote com en-
caixe, de crista; canos
e curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e tijolos fora-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas c en-
comendas. no escripto-
rio central._________
Cwaal li Segaros WMi
ie Lisboa
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESS-N
Sesruroa mstrillssxoa lerrertres
Nenies ultimo a nuica companhia Beata praca
que concede nos Srs. scgursdts isumpvao de pag*
ment de premio em cada stimo auno, o qae
equivale ao dejeonto de cerca da 15 por eoat e
avor dos segurados. _____^____
SEfiUROS
UAJU.TIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
nambncana
Ruado Comroercio u. 8
cohpakhu; :oe eiros
SOUTHERN
de EVOndres e Aberdeen
Posioio anaiiceira (l)eiemhro I98&)
Capital oubsciiptc 3.000.000
Fundos accumnlados 3.134,34
Becella animal t
Di premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGENTE,
John- H- Boxwell
ri:a cohhehdocio m. 20 r .\ "
Coaros seceos empichados (kilo)
Ditos salgados (kilo)
Hitos verdea (kilo)
Farfolla de mandioca (litro)
Fumo rcstolho (kilo)
Henebra (litro)
Mel (litro)
Milbu (kilo)
Taboados de amarello (du:
ilo) 585
500
276
i 050
4t;0
300
040
040
li.) 100*000
218
343
151
131
0S7
1-26S
400
077
460
aa
.'6t
ou
160O
Eiportaco
BECIFB 25 DB FEVBBEimo DB 1887
Para o exterior
No vapor ingles Gorje, carregaram :
Para Halifaz, J. Pater C. 600 saceos com
45,01 0 ki'os de aaswar mascavado ; Julio & Ir-
mo 323 saceos coa 24,225 kilo, de assucar mas-
cavado.
No vapor nglez Pine Braneh, carregaram :
Para Liverpool, Borstelmann com 15,593 kilos de algodo.
Na barca norueguense Mira carregaram :
Para Liverpool, S Brothers i C. 41 saccas com
3,111 kilos de algodao.
N.-i barca n-ru-guense Eikuridasund, carre-
garaui :
Para o Bltico, Borstelmann & C. 500 tardo,
com 97,265 kilos de algodao.
Na barca norueguense Rtx, carregaram :
Para New-York, P. Caaco & Pilho 600 saceos
om 45.000 kilos de assucar mascavado ; Julio &
IrmSo 200 saceos com 15,000 kilob de assucar
mascavado.
Para o interior
No lugar nacional Tigre, carregaram:
Para Pelotas, Baltar Oliveira &C. 176 barricas
com 13,2u0 kilos de assucar braneo e 42 ditas com
3 150 ditos de dito mascavado ; Barbosa 275
saceos com 20,625 kilos de assucar branca e 25
ditos com 1,875 ditos de dito mascavado ; K. t.
Beltrao & Irmao 20 barricas com 1,241 kilos de
assucar refinado e 16 ditas com 1,329 ditos de dito
branco.
=- Na barca nacional Jarianninha, carrega-
ram : <
Para Pelotas, P Oarneiro 4 C. 10 pipas com
4,800 litros de agurdente
No palachj allemao Brilhante, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, J. S. Loyo & Silbe
596 barricas com 37,106 kilos de assucar branoo.
Na vapor fraucez Ville ie Cear, carrega-
ram :
P.ra Sait.p, P. Alves A C 40 Dnicas com
2,400 kilos de assucar cefioad) ; V. da Silveira
. 60 saceos com 4,500 kilos de a.aucar branco ; P.
Crniro A C. 260 saceos com 15,000 kilos de
assucar mascavado.
No Date naciooal ueriquilt/, carregaram :
Para o Natal, M. J. Pesaos 470 saceos com fa
riuba de maudioca ; M. Amorim 12 barrica^ com
720 kil j. de assucar branco.
P r. Macithyb*, J. dos Santos Andrade 10
barricas com tiuO kilos de assucar branco.
Na oaicaca Correi de Maao, carrega-
rau> :
Para o N ta', A. da 8!iva Campos 16 barricas
com 960 kilos de assucar refinado.
Para Mussor, Browns de C. 55 saceos cem
3,300 kilos ue miiho.
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
EstabeleJda em ftt&S
CAPITAL 1,000:000^
SISISTROS PAGOS
4l 31 de dezembro de 19S4
Haritinius..... .,IIO:OO0SO00
erreslres,. o!6:000$000
-Kua do-Commereio
CONTRA FOCO i
Surtb Brilish k Mereantile
CAPITAL
l:OOO.OOo de libras sterlinat
A O EN 1 ES
AiiomsonlIowie&C.
Barca nacional Alarianninha, Rio Grande do Sal.
Barca norueguense VtgtL, Bltico.
Barca noroeguene Oqir, K.tados-Unidos.
Burea ingles Dunstuffuge, Estadoa-Unidoa.
Burea norcoga Beu, New-Yoik.
Bfigue allemao Bruno Mane, HHull.
Brigue nnroegueu8e Mira, Liverpool.^
Cseuua dinamarquesa Express, Montevideo.
Escuna sueca Lorel'y, Hio Granae do Snl.
Escuna al lema ./bAanna, Santos.
Galera inglesa Lorenzo, Liverpool.
Lugar nac onal Loyo, Rio Grande do Sul.
Lgr americano Edioard Johnson, New-York.
L;ar nacional Ztquinha, Rio Grande do Sul.
Lugar ingles Mo'nmg Star, Santos.
Lg^r nacional Tigre, Rio Jrande do Sul.
Patacho ingl z Jgenorta, Santos.
Patacho nacional Maiinho VI, Rio Grande do Sal.
Patacho americano J. P Lassen, Rio Grande do
Sul.
Patacho portugus Fanny, Para.
Palhabote nacional S. Bartholomeu, Porto-Alcgre
Patacho portugus Ventas, Lisboa e Porto.
Vspor ingles Gory, New-York.
Vapor ingles P2s^, Liverpool.
Vapor ingles Pine Branck, Liverpool.
Vapor ingles Gorje, Halifax.
\avlon 6 deacarg*
Barca norueguense Airo, carvao.
Barca norueguense Noatun, carvao.
Barcaca nacional Aprtsentaiau de Mario, 'gneros.
nacionaes.
Barcaca pacicnal Flor de Tatuammha, idem.
Barcacn nacin! Sempreviva, idem.
Barcaca nacional Moema, idem.
Barcaca nacioaal V.cloria Alagoaana, idem.
Barcaca nacioual Boa Nova, idem.
Brigue austraco Pina, varios gneros.
Escuna inglesa Bella Rosa, bacalhao.
Escuna inglesa Peroy, baealbo.
Hlate brasileiro Deus te Guarde, sal. ^
Hiate brasileiro Bom Jess, algodo.
Hiate nacioual Flor do Jardim, sal.
1 gar ingles Velly, bacalhao.
Lugar ioglez Miiinia, carvao.
Lugar norueguense Courier, farinha de mandioca.
Lugar inglts Blancke, baealbo.
Lugar ingles Retrevier, burnlbo.
Lugar ingles sete R. Wtlce, bacalhao.
Lugar ingles Nicanor, "farinha de trigo.
Patacho ingles Plymouth, hacalbo.
Patacho ingles S. Josepk, b&calbo.
Vspor ingles Pleisy, varios gneros
llendlmentos publico*
MBS DB FKVBBEIEO
Atfandega
Renda geral :
1 a 25 637:501*738
dem de 26 40:251*377
>a Barca nacional Marinho IX, Bis Grande do Sul.
tenda provincial :
De la 25 122:326 4054
Hem-e2i 5:112a58l
677:753*115
12.438635
CONTRA F060
'hc Liverpool & London & Globe
INSURANCE mmxm
MPERIAI
CHARGEIRS REUNS
f ompanhia Franceza de MaTega-
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
San toa
0 nm le de Psinmite
Contoandvnte Chancerel
E' esperado da Europa
at o da 8 de tyarco, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
ha. Bio de Janeiro
e Uslos.
Roga-se aos Srs. importa dores de carga pdos
vapores desta linha,qaeiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarengu. yaai-
quer reclamacSo concernente a volumes, que po-
v- ntu i tenbam seguido para os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo as providencias nece-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nao se
responsabilisa por extravios. ,
Para carga, paesagens, encotnmendas e inbeiro
frete: trata-se com o
AGENTE
Augusta Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
(Jompanhia
EUl'ROi contra FOGO
EST: 1803-----
Edificios e mercadoria
Taxas baixas
Promplo pagamento de prejuizoa
CAPITAL
Rs- 16,000:000*000
Agentes
BROWNS &C.
N. aRa d> CvmmercioN. 5
"THEATRO
limied Slates lail Brasil S. S-1
0 paquete Finance
Total X)5:191#750
DOMINGO, 27 DO CORRENTE
HECITA
Depois que a orchestra ex^cutar ama linda ou-
vertura seguir-sc-ba a representaco do lindo dra-
ma em 3 actos
0 Collar de Ouro
Finalizando com a chistosa comedia em 1 acto
Morrer para ter di-
nheiro
Principiar, s 8 horas para terminar a hora
dos honda.
Pede-se aos Srs. que anda nao reeebi'ram as
suas assignxturas, de as procurar em mi do
thesoureiro no domingo at ao meio da ra do
Duque de Cxxias u. 30, 1. andar.
MAEITiMOS
Companhia liras Ileira de NaTe-
iH'u*a. Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Balda
Commandante o 1.' tenente Guilherme Pa-
checo
' esperado dos portos do sul
at o dia 27 da Fevereir*, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os porto
do norte at Mantas.
Para carga, passagems, eneommeadM valeres
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO K. $
< e 1 a 25
dem de 26
De 1 a 25
dem da 26
"o i a 25
dem 26
Recebedoria
Consulado Provincial
36:3804801
5:053*179
41:433*980
41:860*684
3:628; 826
Becije Drainage
45:489*510
34:123*435
2:230*866
36:354i301
O movimento df ste Mercado no dia 26 do cor-
rente foi o seguinte:
Entraram : n n,.
41 1/2 bois pesando 6.300 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, i3 ditos de 1' quahdade,
6 1/2 ditos de 2 dita e 12 ditos partieu-
1312 kios'de peixe a 20 ris 26*240
92 cargas de farinha a 200 ris 18*
13 ditas de finetas diversas a 300 rs. 3*900
8 taboleiroa a 200 ris
28 Sainos a 200 ris
Foram occnpados:
24 columnas a 600 ris
22 compartimentos de farinha a
500 ris.
21 ditos de comida a 500 ris
18 ditos de legnmes a 400 ris
18 ditos de sumo a 700 ris
10 ditos de tressuras a 600 ris
10 talaos a 2*
6 ditos a 1*
A Oliveira Castro & C.:
54 tainos a 1 ris
2 talhos a 500 ris
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
1*600
5*600
14*400
11*000
10*500
31*200
12*600
6*1,00
20*000
6*900
54*000
1*010
222*440
Rendimento de 1 a 25 de Fevereiro 5:217*780
Foi arrecadado liquido at boje 5:244*220
Precos do dia :
Carne verde 200 a480 ris o tile.
Carne i ro de 720 a 800 ris idem.
Sainos de 560 a 640 ris idem.
farinha de 200 a 320 ris a caa.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 560 a 1*000 idem.
Matadoaro Publico
Foram abatidas no Matadoaro da Cabanga 103
rezes para o consumo do dia 27 de Fevereiro.
Sendo: 74 reses pertenceates a Oliveira Castro,
& C, e29 a diversos.
Vaporea e ssavio* esjperadoa
V1EOSB3
Legislatorde Liverpool hoje.
Supervisorde Liverpool hoje.
Marinerde Liverpool hoje.
Financede New-Port-News hoje.
Bahado sul hoje.
Mareo
Tijncado snl a 4.
Or ondeda Europa
Espera-se de New-Port-
News, at o dia 27 de Fe-
vereiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encouunendas e dinheiro
' insta, tracta-se com os
AGENTES
Hcnry Forster & C.
N 8- RA DO COMMERCIO -8
!. anda
Haiari-SiiBilaiBfaiilsclB
OampfschiflTalirts-fipsellschalt
0 vapor Tijuca
E' esperado dos por-
tos dj sul at odia 4
de Marco entrar no
porto sagnindo depois
da demora necessaria
para
Lisboa e Hamburgo
Para carga, pasagens, encommendas, dinhei-
ro e frete tracta-se com os
AGENTES
Borstelmann Se C.
RA DO COMMERCIO N. 3
1* andar
COHPAIine DES MESfAE-
RIES HARITIMES
LINHA MENSAL
0 paquete Gironde
Commandante Miaier
_^ Espera-se da Eu-
^^fllj^^^^do depois da de-
'g^Bj Hiera do costume
Tl^lJ ^^n:ira o Rio de Ja-
ro, tocando na
Baha
Lembra-se sos senhores passageiros de todas
as clasees que ha lagares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne se ao ssenhores recebedores_ de merca-
dorias que so se attender as reclamsces por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa-
sita da descarga. ....
Para carga, passagens, encommendas q dinheiro
frete: tracta-se com o
AGENTE
lugnsle labille
9 RA DO COMMERCIO9
i_i____________ .-
Mantasdo norte a 5.
Ceardo sal a 7.
Tauaarda Europa a 12.
Mondegodo sul a 14.
Valparasoda Europa a 14.
Montevideode Hamburgo a 17.
Nevada Eurcpa a 24.
SAVIOS
Amandade Hamburgo.
Apotheker Diende Santos.
Aricade Cardiff.
Aldwathde Terra Nova.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Auriolade Terra Nova.
Albanade Cardiff.
Alranade Csrdiff.
Bodade Csrdiff.
Cometade Porto Alegre.
asnedo Rio Grande do Sal.
ristiani Scrivcrde Csrdiff.
Cameliade Terra Nova.
Diadado Rio Grande do Sal.
Enjettado Rio Grande do Sal.
ratede Hamburgo.
litede Tena Nova.
Eugeniade Terra Nova._
Frinchny-dn Rio de Janeiro.
Guadianade Lisboa.
Glitnerde Liverpool.
Hapnusdo Rio Grande do Sal.
Hersiliada Baha.
Idealde Londres.
Jelantbede Santos.
J. G. Fichtdo Rio de Jsneiro.
Jalins Sk Joaquinado Porto. -
Jos Genebrade Liverpool.
Lidadorde Rio de Janeiro.
Liliande Terra Nova.
Laviniade Ter* Nova.
Linda Parckdo Rio Grande do Sui.
Maia Ido Rio de Janeiro.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Marinho VIdo Rio G'ande do Sul.
Meta Sophiade Hamburgo.
Marietudo Bio Grande do Sal.
Metede Hamburgo.
Mayde Terra Ncva.
Nordsoende Liverpool.
Noruega Ainodn Cardiff.
Our Auniede Buenos-Ayres.
Progressode NfW-Prt.
Boea Hilldo Bio Grande do Sal.
Rolaoddo Rio de Janeiro.
' Reicrmdo Rio Grande do Sal.
SperaBZde Cardifi.
Temerariode Santos.
Vareo da Gamado Rio de Janeiro.
Withelminede Hamburgo.
.
'
.

Hovinicuo do porto
Navios entrados no dia 26
Port.Elibe.h-26 di*, barca traega Otra'
de 320 toneladas, capio Gustav EUefsen, eqai-
pagem 96, em lastro; a H. Lundgren U
Navios sonidos no mesmo dia
Rio-Grande do N .rteHiate nacional GenquUi
mestre Joaquim H da Silvo.ra, carga vanos ge-
Maeo-Hiate nacional Iris, mestre Frandsco F.
de Araajo, carga varios gneros.
i. '
i
i



i



rl

.

I
, s

i

ElLf
2' leilo
de orna parte do enjjenho BRL'I,
da qumtia de 1:J5300
Agente Britto
O agente ac.ma, a mandado do Illm. e Ezm. Sr.
Dr. jai* de direito da provedorii., em ana presen
ca e a rqaorimento do inventarinnte don beoa da
tinada D. Tberes Carneiro Lin de Miranda, le-
gar leilo urna parte do cngenho BRUM. da
quantia de 12:559*200, e bein assim a tere* parte
d ama casa terrea eeio numero ra de 8. *"rn-
<, avaliada em 2:500 ; servindode bale a offr-
ta de 5;'O0* pela parte do engenho, e de 400*
pela terca parte da casa.
Segunda felra, 8 do correte
A's 11 horas
A* ruado Imperador n. 18
Leilo de predios
Sendo : unvi casa terrea na travesea da ra dos
Guararapea n. t. -^
Urna dita pequea na ra Vinte e Quatro de
Maio, junto ao chaf-ris da Companhia do Bebo-
ribe. ,
Urna dita dita na Soledadade. tambem junto ao
novo chafarii da mesma companhia
Terca feira. i* de Marco
A's 11 h'.ras
No armazn da ra do Imperador d. 16
"siO agente Martina, autoriEado pelo director-ge-
rente da Companbi do Bebente, vender em le -
lao as tres casas cima, que Su bem loealiaadas e
foram ha poueo rceditieadas.___________________
Agente Burlamaqui
Leilo
De um sobrado ra de Maroilio Dias,
antigarua Direita n. 121
Terja-feira 1- deMarr;o
A's 11 laboras
Na loja da ra do Imperador d- 30
O age.-te acia.* por mandado e assUtencia do
Exm. Sr. Dr. jais de orphaos a requenmento de
Antonio Luis Pereira Datra, inventarame dis
beas deixados por seu pai Candido Thomaz fere-
ra ntra, levar a leilo um sobrado de dois an-
dar e soto ra cima, em solo proprio.
Os Srs. preteudentes desde j podero exami-
nar o referido sobrado.
Agente Buramaqui
Leilo
TERQA-FEIRA, 1 DE MAR^O
A's 11 horas
Na loja da ra d< Imperador n. 30
O agente cima levar leilo diversas duzas
de tacas e garlos e dutias de eolberes para sopa
e cha, 3 relogios de algibeir perfora, 1 mob.l.a
1 c mmoda importante, 1
Diario de PernambncoDomingo 27 de Fcyereirojle 1887
Vtoliodrf^fflr
8111
Preeisa-se de Huas amas, para casa de
familia e quo sejam peritas : tratar na
ra do Visconde de Goyanna, sitio junto
ao Dr. Teixera. ______________
Floja
Das lstras azues
ra Duque* de caxin* n 1
TELbPHO EN. 211
Acaba de receber um linJo sortimeut de fu-
sendas preras para a quaresma e um bonito sorti-
mento de fazendas de cores, gostos noyos, as
uaes vende por menos qne em outra loja. As
Exmae. senboras que desjarem comprar facrndtis
liadas e maia baratas dvvein mandar ver primei-
ro na loja das Listras Azues a3 amostras e lista
dos preces do todas as fasendas para certifica
rem-ae de que nao encentra fazendas tao finas e
rSo baratas.
Celluloid
Collarinhos e punhos
Para homens e senhoras e especiaes
para viojantes
Frecuentadores de theairoa e bailes, sao os col-
larinhos que nao se m-lhara com o snor, nao se
aujam com poeir e dnra sempro liropos para usar
de 4 a 6 mezes.
Deposito da CelluIoHe Novelty & C.
de New-Yirk
Loja das Listras Azu s
Ra Duque de Casias n. 61
TELEPHOSE 211
Ao commerc o
Eu abaixo assignado declaro que nesta data
v.'udi ao Sr. Joao Gomes da Coste o meu estabe-
lecimento de molhados sifb ra da Impdratriz
n. 63, livre e desembarazado de qualquer debito, e
quern ge julgar credor queira apresentar seos t-
tulos pnra, no praso de tres dias, a contr de boje,
ser pago, Recite, 25 de Fevereiro de 1887.
Bernardino Oomingues Pereira.
de Jacaranda completa. -
secretaria d* Jacaranda e cadeira, garufas de es-
pecial licor de maracuj O outraS ae vinho d.
caj, l grande e importante, viveiro envernisado
com vidroa de corea, em cima de urna meza de ama-
relio, 1 dito meia-Iua euvernisado com gaveta e
fechadura de campa, 1 armario de amarello cos-
tado, com tres pratileiras e dous viveiros por
baixo 1 banbeiro, diversos tu peten para sof e
portas, l fiteiro de folha dobrada com vidros e oo-
T9i objectos que estaro patentes no acto do leilo,
tUd MO CORER DO MARTILLO
Leilo /':
De 31 barricas com 150 kilos de cimen-
to e 47 ditas com 50 kilos, ajanadas e
desembarcadas de bordo do navio Pinus.
Terga-jeira 1 de Margo
A's 41 boras
Por intervenida do agente
Alfredo (uimares
Xo armazem do Caes do Apollo
: 9 7
Leilo
Da arrnacao, gneros e utencilio* da taverna
sita ra de Mariz e Barros n. 17
Te ga-feira 1 de Margo
A's 11 horas
0 agente Gusmlo autorisado tara leilo por
conta e risco de qoem pertencer, da armacio, g-
neros e utencilios da ttverna cima mencionada.
Em um ou mais lotes A vontade dos compradores,
garante-ee as chaves livre de qualquer onus.
Leilo da Barca "Granl"
Por cenU e risco da qnem pertencer, ir a lei-
12o, no dia 4 de Marco prximo, na dade do Na-
ta). provincia do Rio Grande do Norte, en um tO
lote, o casco, mastreacj, apparelho, veame, so-
breselentes e mais pertences da barca norneguen-
se Gront, qne encalbra ao sabir a barra d aquelle
porto, onde se acba presentemente ancorada.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casa a 8#0W) no becco do Ce-
- ,., de S. Goncatlo : a tratar na ra d
Inos, junto
Imperatriz n
56.
411 Prceisa-se do urna : para o servico
domestico deum caea de familia na tiatu
rancfia, rna de Bario da Victoria n
Pecltinchas para acabar!
59 Boa Dqqqb de Caxias 59
Nnisoes cores firmes a 160 e 180 rfs o cova-
do.
Cretones claros e .escaros a 240 ris o dito.
Fus toes com palminhas e cores a 240 ris o
te.
dildein bianco finos a 320 e 400 ris o dito.
Popelinas com listras de seda a 300 ris o
dito.
dem branca para Exmaa. noivas a 500 ris o
diti. S
Setnetas brancas bordadas a 5' 0 ris o dito.
Setins de cores, bramo, e preto Maca.) a 800 e
1 o dito.
Combraia de forro preta a 1900 peca.
EeguiOes de linho de 10 jardas a 4 e 44500 a
dita.
Madapollo pelle de ovo de 20 ditos a 6*500 a
dita.
Algodes superiores a 33500 e 44 a dita.
Bnm de cores, lindos padirs a 400 e 500 ris
o ovado,
dem pardo superior a 360 e 400 ris o dito.
Angolas finas, cores firmes a 5H0 ris o dito.
Cambraiu branca bardada a 54500 a peca.
dem Victoria a a.34200 a dita.
Bramantes de algodo superiores a 900, 14200
e 14500 o uiet r<.
dem de liuho puro, do melhor. a 24 o dit >.
Lences de dito para cama de casal a 14800
um.
Colchas de ganga idetn a 34 ama.
dem dem para sellei-os a V500 orna*
Colchoes franceses, grandes, a J 54 un.
Ceroulas de superior bramante a 124 e 164 .
duza.
Meias inglesas, ernas, a 24800 e 34500 a dita.
Lencos brancos e de cores a 24 a dita.
Meias para enancas a 24500 dita.
Goardaoapos bordados de liuho a 24400 a dita.
Camisas francesas superiores a 36 i a dita.
Cortes de rneia casemira a 14800 e 24-
dem de casemira superiores a 34000, 44500 e
6/000.
Para a quaresma
Merinos preto, sortimento sem competencia,
procos de 14000, 14200, 14500, 24000 e 24500 o
covado.
Grs de aples, verdadeiro de Lion, a 24500
e 24800 o covado.
Cachemiras preta com salpico a 24000 o co-
vado. ^^
VeladUaos lisos e bordados a 1*000 a 14200 o
dito.
Mantilhas brasileira a 54 uroa.
Fil de sede bordado a 24800 o metro:
Ficut, dem, grandes a 74 um.
Cheviots superiores a 24500 e 34000 o cova-
do.
Casemiras, pannos, Sedaos, merinos e todos os
artigos para o aso domestico te encentra na acre-
ditada casa de
Ca neiro da Cunlia & G.
Vendas em grosso damos
deseonios
59 Ra Iluquede- Caxias 39
58.
"^rPrecisa-s"de um perfeito Cisicheiro ; a tra
tar aa ra do Brum n. 35. _______ ._
Precisa-se de urna ama para
rea Nova, pharmacia n. 61.________
cosiabar ; na
Aloga-se urna escrava preta, que engamma
perfeitamente, eosinha e coso ; na ra Vint* Qua-
tro de Maio n. 24. ,__________
=- FelJ&o Vei>de se barato em grande e
pequea quantidade ; na ra de ortaa n. 17.
__ Precisa-se de nma coeinheira para casa de
pequea familia ; na ra Duque de Caxias nume-
ro 64. loja._____________________________
Precisase de ama ama para cosinhar ; no
pateo dd Terco n. 32.___________________________
Aluga-se ama sala, um gabinete e um quar-
to. em lugar multo ameuo ; a pessoa que nio ti-
ver familia e que quizer pernoitar fra da cidade,
sendo pessoa idnea oa mesmo estrangeira ; a
tar no Caminho- Novo n '
128.
Jj- Precia ee. cosn urgencia. *e
perfeltaa eo(arelrsi. pas* *
tlooo dlsirlOM na ra do Impera-
dor n. SO. andar. '_j_______
Precisa-se da urna ama que saiba cosinhar e
lavar, para casa de penca famili* ; na roa da
Aurora n 139.
Ama
Preeisa-se de dnas amas, ama para cosinhar e
outra para lavar e eDg minar ; na travessa dos
Pires n. 5 (Qiriquity).__________________________
vm Amaecriadr
Preeisa-se de a a ama de m^ia idade para cui-
dar do menino, e de um criado : n* Capunga, ra
de Dr. Nabnco o. 16, casa de azotejo amarello.
Aviso
O bacbarel Eduardo Alfredo de Oliveira tem
aberto o sen escriptorio de advegado rna 1' do
Mareo n. 4, onde tamnem pode ser procurad o para
leccionar o ingles, francs o allemio, pratiea e
?tericamente, nos collegios e catas de familia.
Bita Fsuiia de Leuso* Xoisr*
Joo Augusto Ferreira de Novaes, Edelgices
Theodomira FerreirB de Novaes, Maria Clara de
Lemos 8a, Carmell Frank da Costa e S e Fran-
ciico Xavier da Costa e S, esposo, filbas e so-
brnhos, agradecem cordialmeate todas as pes-
sons que se dignsram acompanbar os restos mor
tsos de sua presadissima esposa, mai e tia, Rita
Fausta de Lemos Novaes ; e de novo convidara, a
tolos os parentes da fallecida a assistirem as
missas do stimo dia que mandam celebrar pelo
eterno repouao de sua alma, terca-teira 1* de
Maico, s 7 boras da manb, na igreja do Terco,
por cujo acto de caridade e religio se confessam
desde i i eternam-nm gra'os. _________________
II i II i
Os proprietarios es-
to preparados para
supprirem cok^ (car-
vo) por preo mode-
rado, entregaado-se o
mesmo as casas das
pessoas, que compra-
ren* de 10 saceos para
ciina.e tambem se ven-
de em saceos avulsos
na Fabrica do Gaz ou
na ra do Imperador
n. 29.
O carvo eoke sem
duvida nenhuma um
perfeito desinfectan-
te ; na sua combusto
n faz fumaba que in-
commode, e nenhuma
outra substancia sol-
da combustivel pode
ser comparada com o
mesmo em economa
efficiencia e limpeza.
E tambem especial
para qualquer fogo,
forno, ou caldeira a
vapor que tenha cha-
min.
Vende-se do mes-
mo modo a 1 c a t r a o
(Tar) em latas, bar-
ris, etc., etc., que de
grande valor, espe-
cialmente nos climas
quentes, como este
para perservac,o do
ferro, da pedra, tijo-
los, ladrillaos, asphal-j&$;
tos cu para effeitos an-
ante-septicos.
Outro &im, ha a ven-
da, por preco muito
diminuto agua de
amonio, que o me-
lhor preparado para
destribui^o das sali-
das, formigas, tem a
mesma benfica e di-
recta influencia sobre
a vegeta do o mais salutar ele-
mento fertilisante.
Qualquer informa-
cao de presos e par-
ticularidades se obte-
ro na Fabrica d o
Gaz, no escriptorio
ra do Imperador n.
29 e pelos nmeros
telephonicos 39 e 40.
Doce de caj secco
Em latas de duas c quatro libras, assim c< m
latinbas com jalea e la'.is com doce de goiaba,
tem contiauad>.mente para vender a preco cramo
do; na ra dcJBom Jess n. 36, armszem.
sse importante vinho de quo nnico
importador JoSo Ferreira da Cosa;
pnro de uva escolhida a capricho, e pro-
prio para mesa, pelo seu merecimento tem
obtido a melhor a^eitajao nos lugares para
onde tem sido exportado : acba se ven-
da a r^talho na estabelecimento dos Srs. Po-
cas, Mendes & C.
HISTORIA
victofThugo
M6 IR CM! t
Sem dieta escm modifi-
ca?oes de costumes
Laboratorio central, ra do Vicondo d.
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio de t
Janeiro
Especficos preparados pelo pliar
maceutico Eugenio Marques
de llollanda
Approvado3 pelas juntas de bygiene da Corte,
Repblicas do Frata e academia de industria df
Pariz.
Elixir de irabiribina
Bestabelece os dyspepticos, facilita as digea-
t6ea e promove as ejeccoes difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chlero-anemicos, de bella a hjpoemu
intertropical, rt-coustitue os hydroprcos e beribe-
ricos.
Xarope de flor da arueira e mutamba
Muito recomo ndado na bronchite, na hemop
tyse e as tosses agudas ou chrenicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cases d
lar:.DJas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, re
mittentes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambem fer
rugiaoso, preparados em vinho de caj
Efficazes as 'inflammacoes do ligado e buor
gudas ou chronicas.
Vinbo tnico de capilaria e quina
Applicado as convaiescencas das parturiente!
re tico antefebril.
Francisco Manoei da Silva & C.
RA MRQUEZ DE OLINDA-
Leiura para senhoras
Broehrs nikelados e dourados a 2$000.
Bonites grampos dourados a 500 ris o
majo.
Ezplendido sortimento de galones de vidri-
lbo.
Grande variedade de lequei de setim a
4,5000.
Frizadores americanos para cabello a 300
ris o maco.
Setas de pbantasia para cabello.
Bonita collecclo de pliss a 400_ res.
Briecos imitacao de br'lb.nte a 500 ris.
Aveptaes bordados para creancas a 2000.
us de fustap e setim pra cran-
las.
Sapatos de merino e setim para crean-
cas.
Meias brancas e de cores fo de Escocia.
Pomada de vozolina de diversas qualida-
deB.
Sabonetes finos de vogelina e alface.
Extractos finos de Pioaud, Guerloin, e
Lubin.
Lindas boiaas de coure e velludo.
Fichus de la para senhora a 10800.
Sapatos de casemira preta a 20000,
Tbesouras para costura de 400 ris a
30000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Iramensa variedade de botSes pbantasia.
E milhares de objectos proprios paro ter-
uar ama senhora elegante, e amitos eu
tros indispensaveis para uso das familias
tudo por preces admiravelmento mdi-
cos
- Na Graciosa
9Rna do Crespo-9
Duarte &C.
Caixeiro para taverna
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 14 annos de
idade, qne tenba pratiea de molhtdos e d fiador
sua conducta, preferindo-se brasileiro : na rna
Imperial n. 110.
Grande vantagem ollerece o lalho
de carne verde de Novo Porto
do Carvo
RA MRQUEZ DO HERVAL N. 27
O fregus que completar o numero de SOO kilo-
gramuas de carne, reeeber urna nnmerscao para
ci.rresponder com a maior lotera que eoto eati-
ver na circulacilo d'esta cidade, e se couber a
s.irta grande em dita numeracao, o consumidor,
era, pelo espaco de 6 mezes 5 kilos de carne dia-
ros ; os consumidores, de 5 1 kilo, e tero o nu-
mero de kilos que d'antes consuroiam diariamente.
O conductor do felis consumidor era tambem
gaficado com 50000.
N. B.Toda a carne ser entregue no talbo aos
portador) s dos freguezer.
Becife, 27 de Fevereiro de 1887.
anoel Amonio Sanilaso lieaaa
Beoto de Freitas Guimaraes manda esar urna
missa pela alma de sea compadre e amigo Manoei
Antonio Santiago Lessa, no dia 2 de marco do
correte anno, s 7 lli horas da manbi, na ordem
3* de t. Francisco, trigtsiimo dia de seu passa-
ment, pelo qne convida os parentes amigos do
mesmo finado para assistirem, confessaudo-se
Ano aptisna Pernamlea
Diogo Baptista Fernandes, sua mulber e filba
convidam aos seus parentes a amigas para assis-
tirem a missa que por alma de ana presada mai,
logra e ar, Anua Bsptista Fernandes, mandam
ressr no convento de t. Francisco, ss 7 horas da
manha, ni dia Ia de Marco, setimofiiado sen pas
smente. ______________^_
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DOMESTIC
S3o reoODhecGas ser as mai
elegantes, ss mais dnravel
em todos os sentidos.
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Para precos, e < ir. ulares oom
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privilegiado a. Casa Real da Espanha
e de 0. jI. a Rainha de Italia.
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essencia.
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Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os denles.
Ozea Pasta para os dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabio.
Ozea Pomada
Ozea Fixativo
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Ozea Brilhantina.
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Estas exquisitas preparacoes sfio nnlto apre-
ciadas na mais distinojta sociedade pela deli-
cadeza do seu perfume.
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(Sabj transparente cristalino)
reconhecido como t mais perfeito d'- todos os sabaos de toilette pelas suas
propiedades kygienicas, rolo bou aroc- o pela sua larga dvracao.
<^i Dopoo:3 : ..3 i.tfWli, i rer!unu.rtas, Farmacias, *ra.
es
_>
es
-O
o
ti
co
=
S
ss

o
t
cd
fe
O)
*$
ce
es
2-5
Cf
O
Q
oemio MAj^rims de Eduahda.

''fcmcfafyu&c/,
5 Rheum&t la mo. Cancros, Bobas, bnpi^ens -
todasas molestias que tenhc sua oru^em
.ia impureza do sange dendaa sjphis.
S
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j^,y
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m.
Xteo OW40>Jea> A ,..,,, i j*j
A---v^j-^^-^^''
tflBOBCTORIO^ErlTRAl DtfRO0UCTOS%0IClH.
i DAFtOBABRASILE.IRA
mta do Visoonde do Ro B ra-aeo
KIODK .IA3TE1RO
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WOLFF
N.4--B0A DO
& c.
'-1.4
Veite muito ronhecido esilnbflecimeu-
to encontrar o respeitavel publico o mais
variada conspieto sortimento d JOIAS
receFiidas senipre directamente de*j mellao-
res f aricantes da Kurepa, e qu primam
pelo apu-H Jo gowto do mundo elegante,
Mieos adereces completos, lindas mlsei-
ras. alfinetes. voltas de otiro cravejadaM co
brilitantes, eu peroias, aunis, caeoletas.
botors e outros inuitns artigos proprio
deste genero.
ESPECIALIDADE
B3m relagos de euro, prata e nickelodos.
para liomens. senhoras e meninos des inaiw
acreltados fabricantes da Europa e Am-
rica.
Para todos os artigos desta casa g ran-
te-se a boa quaiidnde. assim como a modici-
dade aos preces qun sao sem compete neia.
VesJa casa tambem eoncerta-se qual-
quer obra de otiro ou prata e tambem relo-
gios de qualquer qualidade que seja.
4Ra do Cabug4

0,000 Do.*,
V* sassM J. c
D antros, Chavos
Virus, Ulceras
DEPURATIVO CHABLE.
m tiss u f iirwcUi a Diinrn
Ondt u incont't iritis i
MiciaasWl.
36
CHABLE
pAR/S
^
oOO Doo>
** cariaos di
SOHOMtHA, rlLORESaraneas,
PERDAS SMHteS,
ESGOTiHIEHTO, etc., etc.
PELO
CURATO DE FERRO CHABLE
>, Em toda ae boas 0.
+/, Phartnaeiat ^.
1^ o asrw- a


6
Diario de PernambucoDomingo 37 de Fcverciro de 1887

Tnico
Oriental.
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' 4


o
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jX A fv
* 0 ^
i-'

Aluga-se barato
riua dos Guararapea n. 96.
Roa Visconde do Itaparica d. 43, armaxem.
Ra Corredor do Bispo n. 18.
Becco Campello n. 1, Io andar.
Largo do Mercado n. 17, loja eom ga.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2. andar.
Trata-se na ra do Commercio n. 5, 1* andar
a*_-iptorio de Silva fuimarae & C.


Alug
a-se
o 2 andar do sobrado n. 35 4 travessa de S. Jos ;
o 1- e terreo do de n. 2? ra Vidal de Negrei-
ros; o 1- do de n. 25 ra velha de Santa Rita ;
o 1- do de n. 34 ra estreita do Rosario ; todos
lunpos : a tratar na ra do Hospicio n. 33.
Tricofero de Barry
rnate-** queda aas-
esraoreseor o cabello anda
aoa mu* carro*, cora a
tinba e a caspa rwnove
todas as impurezas do cas-
co da eabaca. Pc_Mva-
mente iinpode o cabello
de eahiron de enibranque-
oer, infallivelmenta o
torna espesso, inacio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original osada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no inun-
do que tera a approvn<;ao offici_ de
nm Governo. Tem dnas Tezes
raais fragrancia que qualquer outra
e dura o dobro do tempo. E'muito
mai8 rica, suave e deliciosa. Ej
amito raais na e delicada. E'
inais permanente e agradavel no
len?o. *' ni__7__s niais refres-
cante no banno e no cuarto do
doente. E' especioso contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dore* de oabeca, oa cansacos e os
__ detunaioc
Xarope ie Viia ie Beiter No. 2.
:ftCTE CRE U 'ORIZ VELOUTE
aos Consummidores
perfumara oriza
OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA L.LEGRAND
PERFUMARA
aam atUaalr ao mu grao da alindan parleigio
[ appareiici exterior deltat imitacdes sendo idntica aos Verda-
_<-<>- Producto Oriza, os contumtmdoret dsveruo te
precaver contra este cominerc^ illtcito e considerar como
K_ coHtraraecdo qualquer producto de quaUdade inferior _*_
__ vendido por catas pouco honradas. _Jf*
>f ^mfJlil?Htl:MMiiillti-S' O
?
Kemf a do Cat_lo-o illustrado a pedido tranqueado.
Aloga-se
o predio n. 2 da ra do Commercio, onde eateve o
hotel de l'Uuivers, completamente restaurado coro
grandes accom _odac5?8, tendo um andar terreo e
tres superiores. Aluga se tambem qualquer dos
andares separadamente : a tratar na ra do Ba-
rio de S. Borja n. 22.______________-
Alusa-se
a casa terrea coro 8 quartos e eom peona d'agna,
toda reedificada, sita 4 roa de Santa Rita n. 89 :
a tratar na ma de Domingos Jos Martin* nume-
ro 50.
Mnga-se
tima caga eom commodos para grande familia, e ai-
tio arborisado : na p inte de Uobda n. 10.______

Alnga-se
o 1 andar e sotao da ra do Pogo n. 35 ; o 2 e
3 andar da ra estreita do Rosario n. 32, tem
agua e commodos para grande familia ; eatio lim
pos e sao ind -pendentes ; a tratar na ra da Im-
peratris n. 16, 1- andar._________________
jn_8Tmi_-0. DKPOIS MOTIL-.
Cura positiva zadical de todas as formas de
?acrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Afl*o8ee, Cutneas e aa do Couro Cabel-
ludo eom perda do Cabello, e de todas as do-
encasdo&ngue^Figado, e Rins. Garantes*
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangne
9 restaura e renova o systema inteiro. *) -1
Sabao Curativo de Renter
Chapelaria Victoria
\ praca da Independencia ns. 36 a 40 tera e vende
Chapelinas francezas, finas e modernas
paia senhoras, pelo diminuto preco de
18$000 urna"**

Para o Banho, Toilette, Crian.
, a para a cura das moles-
as da pe le de todas as especias
em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva, & C.
Aluga-se barato
as casas do becco da ra da Palma ns. 12, 14,
18 e 10 ; a tratar na ra do Vigario n. 31, pn-
meiro andar.________________________
Alusa-se miiil barato
Casa eom sala. 2 quartos, cacimba, fogo e
apparelho, ra do Dique n. 2 ootr'ora ra das
barrocas).
Sitio eom casa para famiiia, arvoredos, e todo
murado, ra de S. Miguel n. 99, em Atojados.
Casa eoB 5 quartos, ra de 8. Jorge 26,
perto da estacao do Limoeiro ; a tratar na ra
de Santa Thereza n. 38.______________________
Ama
Precisa-se de orna ama par* todo servico de
casa de pouca tamiiia ; na ra da Palma n. 29.
Ama
Precisase de urca ama de meia idade ; na ra
da Aurora n. 137.________^_____
Ama
Precisa-se de urna ama para todo servico de
urna pessoa : na ra Velha n. 95.______________
Sima
Precisa-se de urna boa cosinheira para casa de
pouca familia, prefere se escrava ; na ra do
RichueIlo n. 13.___________________________
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de duas -sa
sos* ; na ma de S. Joo n. 55._______________
Professora
^Uaia senhora competentemente habilitada, pro-
poe-se a leeeionar em collegios e casas particula-
res, as seguales materias : pcrtogwa. francs,
msica e piano ; a tratar na ra do Marques do
Herv P. 10-______________________________
~3fc000$>
Lotera de Alagas
Extrae*?-Terca felra
de Feverefro
In transfer vel
B:,lietes verva na c>._a feliz, Praca
da n'.^iendftnfia ns. 37 e 39.
^MEDALHA D HONRA
OLIO HEVRIEn
4 llail na mi pelo Alcatro,
tnico Lilum co, o qw multo
aum*t_ ti pnprladtm do |
0 OLEO de FIGADO
E UMU0 FERRUCIN0SS
DIPLOMA DE BONRX]
| a _3/c_ prep admnittrtr o Ferro fem pra-
duxlr Pns_o Am Vaalra, _
laoomo-O-O.
MWSIT9 feral PUB
21 rttfi^BMi-urtit.ll
B RANGO. LOIRO^
^FERRUGINOSO^;

*__BJ_D____tili a>f ----^\_. ITflT" r
DEPSITOS KM TODAS AS PRlNCIPAflS PHARMACJAS DO BRAZU
____X1TADO POS TODAB AS
Cele .rlladei Melle as |
DA FRAMCA DA -t BOFA
. olestius do peito,
1 affecqOes escrofulosas
chl0rosis,
anemia, debilidad.,
tsica pulmonar,
bronchites, rachitisb0
Vinho de Ckica
Ama
Preaita-se de umi de boa conducta para todo o
servico de casa de pequea familia: ra da ma-
triz da Boa-Vista n. 3.
Ama
Precisa-se de urna ama para o servico domestico
de oa* casa de familia ; na ra do Cotovello nu-
mero 46
AMA
Prccisa-ae de urna amapara
lavar, eu^omninr e faze rmais
alonas servico* de casa de fa-
milia ; menos comprar e eozi-
nkar : na ra do Biachuela n.
tS. Heve dormir em easa.
Sitio no Calileireiro
Air- nda-se Hnnuaiiaente um *>om sitio eom bas-
tantes cominodoo para grande familia, boa agua,
eom arvor- s fructferas e jardiin, c eom sabida
para o rio, por preco inuito rasoavcl ; a tratar na
ra do Livram'-nto n' 54._____________
Jalroph
Manipoeira
Etse mpdicamtrito de urna eficacia rrconhecida
no beriberi e oufras molraiaa em que predomina a
hydropesia, aclia-se modificido em sna prppara-
co, -racas a nma nova formula de um distincto
medic desta ciiiade, s-ndo que fomente o sbaixo
assignado est habilitado pura p.-rpaial-o de modo
a mi-lhorar lhe o (rosto e rutilo, *em todava alte
rar-lbe as propriedad s nv-licnmentcsas, que ae
conservan) aan meBi-a aef'-idade, seoo roaior
em vista do modo por que o elle tolersdo pelo
estomago.
Hateo (IcpoMito
Na pharmacia Cune* <;-, a ra do Marques do.
Otii.da n. Gl.
Be-erra de Mello________
Cosinheira
20*000
Psga-se 20OOO por mez a orna perfeita cjsi-
nhiira, para casa de pequea familia, preferindo-
se de meia i lado e que ej* de boa mora!, A raa
do Paysand n. 19, paseando a paute do Cbora-
meninu : quato nao estiver em condiQes escasado
e spreseBtar-se.
Ama *
Precisa se de urna ama pa-a caainha; na raa do
Dr. Joaquim Nabnco n. 3.____________________
HYGIEH1C0S para TOCDOR da PELLE e para FA.ER a BARBA |
o* mai* lnom do Mundo sao excelltnten contra,as A_acfou a,
da rirlJa Fc-da- _F
DE MOSQUITOS. =
Oppondo-sc a aeco dos Miasmas e Microbios do ar e das aguas gS
sJo nucessarios contra as molestias contagiosas o epidmicas.
LEASE a br o chura explicativa g
Exije-se a Marca de Fabrica _. KOaUlS
TENDE-SE El TODA 1 FUTE HAS DROGUERAS, PHARIACIAS E PERFIASIAS
Aa JOUBERT, Succesor, Pharmaceutico de l'Classe
8, Ra dea Lombarda em PARIZ.
2 MEIC1NAES. creme < breges jygBjMggi
Sitio
Ama
Precisa-se de urna boa cosinbcirs, para easa de
Toa familia ; a tratar no Caes da Companbia
Prefere-se escrava edeve dormir em casa.
Ama
Precisa se de urna para casa de familia, ra
do Cabup.i n. 3, 3* andar.___________________
Ama
Precisa 8e de urna ama que cosinhee engoma e ;
oa raa do KangH n. 41, 2" andar. __________
Aloga-se um sitio cora casa, e outra boa casa,
no Au-mnbo do Qiqui ; a tratar na ra do Im-
perador n. 50, terceiro andar.______________
Curso de mathemtica
O bacbarel Fr.nciaco Correia Lima Sobrinb*
contina eoin o teu eurs-i de antbmetica, algebra
e geometr a : oa ra da Matris n. 7.
Advogado
4ma
Precisu-se do um ama para engoromar e ensa-
boar ; a tratar-a run das Cruses n. 18, priroeiro
n_r. Deve dormir ios casa e prefe-e-s* escrava
Ama
precisa-se f umn arr.a para cosmbar ; a tratar
na ru d*s Cru. n. 18. 2- andar. Deve dormir
eat caa prefrre-s escrava.
Engommadcira
Precisa se de urna que engomase eom perfeiclo
ama doMarqnea do Herval n. 10.___________
Pracisa-se de perieitas costureiras ; na ra da
Aurcea n. 99, l* andar._________
Criado
PrMi_-se de nm criado ; oa roa da Imperaz
n. 86, andr.
Domingo*) r. de Soasa Lefio
Das 10 h.THS da manh3 s 4 da tarde, i ru-
do Imperador n. ltj, 1 Hdar._________________
4o commercio
Os abaixo asnignados participara ao corpo do
commercio que dissolverao aiuigav^lmente h socie-
dade que tinbara na refiiaca-i da ra do Marques
do Herval n. 32retirndo-se o suci) M ves Vilella pago o satiafeitu do s^u capital e lu-
cros, ficaado o activo e pasiivo ao cargo do socio
Antonio AWes ViMIa.
Recife, 15 da Peverciro do 1887.
Antonio Alvet Viklla.
Moyse Alves Villela.
COUVITK
JOSEPH KRADSE a C..
kabam de augmentar o sei j bem conhecid
mporlante eslabelecimenlo ra 4o
de margo r. 6 cm mais
nm salo no Io andar luxoosamenle prepa-
rado e prvido de nma exposi-
(l# df ihris de prala do Porto eeledro-f iH*
dos mais afamados faiirican.es do
mundo inteiro.
nonvida, pois, as Exilias, familias, seus nume-
rosos .amigos e freguezes a visitaren.
o seu eslabelecimenlo, alim de
apreciaren a grandeza boni gosto eom que
nao obstante a grande
iespeza, o adornaran!, em honra
desta provincia.
&CEA-SE ABERTO DAS 1 DA NOITB
c m wr m. rw
c
fPHOSPHATO de CAL GELATINOSO]
di E. LEROY, Pharmacentico de \n Classe, 2, raa Dannou, PARS
OBTBOGENEO iva Dai-TilTiMits e a Duticso ias truuie-, csstn ls___o HslMtla Racommendamos este Xarope aos Mdicos e aos Dpenles. de um sabor agradavel, de wslM-
lacio fcil e mil vezas superior a todos os xaropes de laclo pjiosphato inventados ocla espocu-
_2ao. Todos sio cidos ao posso que o P_op__to 4* Cal Oel_ttooo nao o
a*"- luv*o 5^ Proteuor Dochut. Medico no Ho,U.l ds Cunu. ( du Heltiux. 19 de mllo da lft.)
VINHO PHOSPHATADO DE LEROY Anima, Contump&o, roifch/fe chron/ca,T//ci, Fraijaeza organ/ca, Convalatcenca* difflcet.
Depositarios em Pernambuco : FRAN" _! d.t SILVA e C
triada
Precisa se de us criada para o servico domes-
tico de easa de familia ; na raa do Marques do
Herval n. 10.
Cozinheiro
Precisa-se de um cosinheiro que saiba desem-
panbar a arte culinaria ; na ra larga do Rosa-
rio n. 5.

_>
FASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
y-
as
FNDICAO GE
ALLAN PATEHSON
N.44--Eu i do Brum--N. 44
JUNTO A ti$ PAf JA DOS B0NDS
Tem para vender, por pre^ mdicos, aB seguintes ferragena:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivac3e8 de diversos tamanhos.
Rodas do espora, dem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro eom serra circular
Grradeamento para iardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura^
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e aasentamento de machinismo o execucam qual
trabalbo eom perfeicao e presteza.
B
Anqninhas
Pelo diminuto ireifo Oe lf500, para senboras a
menina.'.
Completo fortiment de faids e ronpas tei-
tas, p^r pruco* baratiseiinos : na ra Duque de
Cnxias n 8t
M V vi PUNCA &i_C._________
Novo Porto do Jarvao
Ra do Marqut do Herval n. _7
Jlo Fiaaa, avisa aos sr_ trfruetes qa ja se
acha aberto o *eo estabelecimento de earvito,e con-
tina a cffereoer aa mesmas vantagaos ja bein co
nhecidas do publico,* pelo barato preco de G40 ris
a barrica; tambem leva ao eo..h-cimento de todos
qae tem cerne verde da 1* qoalidade, portante os
tregeles pedero taaer os seas pedidos, que serao
muito be servida, o al- disio nio pagarao
fretee.
Becife, 90 da FaveNiro da 1887.
Joto T. Fina Lima.
PERFUMARA
PARIZ
Segredo da Juventuds
AGUA LAFERRIERE
Para j Toucador.
POS LAFERRIERE
LAFERRIERE
PARIZ
Segredo da Juventude
OLEO LAFERRIERE
Para ot Cabellos.
ESSENCl&S DIVERSAS
raro o Nono. "^^B H^ar- Par* o Lento.
PRODUCTOS 3YGIENICQ3 para conservar a Belleza do Rosto e 6o Corpo.
Dapo_-rl_emftrnamt.CT.FrlAN'-M.daSTLVAitC-c ati principan Pcrfnmaria, e Cabflloroiro^______
team kb* ^,^__s__>J__9_-|.ic*cj
COLLARES
-Mtro-Haga**l-
! DtMs '!'___ *MV_o* ae iaolii"
oomru__i
i nu /icnrru i .sxn^i u s_m(as
, OsCOUJJU Rf-FJ^ah*__s ka mais
['"* nn. '*-----' T~ r~*~*'*"
I re-meaU as oraaaf <_ OOMVUt-SOfa
>>u_m m nmw umpo m _a.f_.
Para evitar
nilslflillajllis a _atac**a. _va- {# fg
a
_
_>
e=
se
Para cosinhar
Frccisa-se de urna
ama para cosinhar.
mas que cosinhe bem;
no 3. andar* do predio
n. 42 da ra Duque de
Caxias. por cima da y-
pograpkia do Diario.
no m AIS
PC OLRY Vtnde- em tsa aBirt
Solicitador
c
47
Jos Ferreira de Paulo, provi-ionado pelo Tri-
bunal da Relaco de Pernar_buco, cffeiece-re a
quem precisar de trtbalhos inherentes sua pro-
fissao na cidade de Pesqueira da cmarca de Cim
brea, onde foi sua resid nci, e tMnbirc trabalha
as comarcas do Br. jo da Madre de Den*, Carua-
r, S. Bent) e Escada.
r-
O Remedio mals effcez e
Seguro que se tem descocrfo ate
boje fiera expe'r as ion trigas.
.tORUYOL FRERES
Vinho do Dr
IMLM
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiffado de bacallio
COM .
Bypopbosphilos de cal c soda!
pprovada pela Junta de Uy- j
glene e aatorisada pelo
governo
' o melbor remidi at hoje deseoberto para a
Unte broneliite-. eicrop_Qla". ra-
___* anemia. netHllatlc emgeral.
defluxo*). on-ie cbronlca e affecedea
do pello e U arnanta.
E' muito superior ao oleo simples de togado de
oacalbo. porque, alm de ter tin e sabor agra-
daveis, pbssue todas as virtudes medicinaes e nu-
sntivaa do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstitmntes dos hypophosphitos. A' venda na
trogariaa e botica*.
Deposito em Pernambuco
' Sitie
Aluga-se o importante sitio n. 36 ra do
BemBca, na Passagem da Magdalena, catado e
piuUdo de novo, eom accouimodBCoeB para grande
familia, tendo aga e gas encanada ; trata-so na
raa Duque de Carias n. 90, loja de fazendas.
Pinlio de Riga
MATHES AUlTIS & C, recflberam ultima-
monte um completo aortimeuto desta madeira,
como sejam : pranches e tabeas para assoalbo,
da melbor qualidade c de diversas dimensoes, e
que veadem por preces comoiodo*, 6 reduaidos,
conforme os lot ; no armazem do caes do Apollo
n. 51, ou 4 ra do Commercio n. 18, 1 andar,
_ fi__ Ierni550_ e Cascas Lar_las a__T2_.
TOKICO RECONSTITIHTE
Remedio soberanc
CONTRA A
CHIOROSE, ANEMIA, CARIE 03S OSSOS.
AFFECpS DAS VAS DiCESTiVAS,
D!AaaHF.A<: CHRONICAS, HACHlT'^atO,
ESCflOrULA?, DEMLIOAOE,
C0NVLES-r;:.AS DE TEf RES TYPHO'DEAS
H~ f--.0LEC7!AS GRAVES, ETC.
Venda en erosso
i:.i-.:.;:' I'l I O
.- -.i ,-.
. ..Zi. iioarcdnn
atnra e_ria>, I_i5_
t. rn imbooo
1 a "I Xj"V
Taixeiro
Precisa-ee de cm pequeo eom pratica
Ibados; na ra da Florentina n. o.
de mo-
II
PARATINGIR A
barba c os cabellos
sta tintura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando-Ibes urna bonita cor
e natural, inofensivo o scu uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Freres, snecessorea de A-
CAOR, ra do Bom-Jeaus (antiga da Cruz
o. 22.

Precisa-se de nma boa? engommadeira e que
ensaboe tambem, para casa de prquena familia :
a tratar no Caes da Companhia n. 2. Prefere se
escrava e deve dormir em csa^______________
as
vermfugas
de Nf ring
o melbor especifico cintra verun-s : deposito cen-
tral em casa de Faria Sobrioho & C, ra do Mr-
quez de Olinda n. 41^_________________
QuininadePelletier
ou das trez /Irmas
O Sulfato de Quinina Pelletitr
preferido por todos os mdicos, por
ser inteiramente puro, contra as
Enxaquecas, as Nevralgias*, os
Acces sos de f ebre, con t r a as f ebres
intermittenVes e paludosas, a
gota e r'neumatlsmo.e os suores
nocturnos. Cada capsula, da gros-
sura de urna ervilha, contera. 10 centi-
graaimas de sulfato, e nella l-se
PELLETIEB.Estas capsulas tem <^N
acc_o mais prompta e maisf_iifl
segura do que as pilulas e\^S
confeitos, e engole_i-se mais fcil-
mente do que as hostias.
Deposito em PARIS,8,RoeVivie_oe
e ns prlnaipui Pharmiciu e Drosrs
Casas
Catada- e piniacla
Aluga-se a de n. 57 ra dos Ouararapes, tem
corredor iudependente, 2 stlas, 4 quarros, sotao
corrido, cjsinha fra, quintal, cacimba, banheiro,
e preco commodo. ___
MEIA-AO*
Aluga-se a da rravessa do Corpo Santo n 17,
por preco core-modo : a tratar con tiiqueira Fer-
raz & C ma rio Amorim n. 66- ____________
Pechincha
Mantciga dinarearqueza a 7(K) rs. a lata de
urna libra ; vende-se na casa de Antonio Duarte
ra da ITniao n. 64, Artbur Maeaea a ra da
Aurora n. 85, Paulo Ribeiro C. ra da Roda
o. 48, de priraeira quilidade.
Compras por atacado
O Peilorna de Cambar
tem precos especaes para aiuelles que compra-
rem grandes porcoes. Distnbnem se imoressos
quim os pedir, contendo as condicoes de vendas :
amado Mrquez de Olinda .*3 drogara dos
nico* egentes e depoMiarios geraes
Francisco M. da Silva <5 C.
Ao commercio
Eu abaixo assignado di-claro que nesta data
comprei a 8> Beruardiuo Dumingues Pereira o
seu autabelecmeuti de uiulhados sitp ra da
Imperatril n. G i, livre e destmbaracado d qual-
quer debito, e quem quizer protestar dita compra
queira laael-o no praso de tres dian, a contar de
boje. Recifi, 25 de Fevemro de 1887.
* J- Jo Oome* da Costa.
Pilulas porgars e depurativas
de Campanha
Estas piluias, cuja j-reparHcio purameute ve
^etal, tcom sido por uiais de 80 annos aproveitadat
emn os melhon-s resultados as seguintes moles-
ns : affeccoes da ,.elle e do figado, sypbilis, bou
>>.s, escrfulas, i-liag* inveteradas, rysipelas t
iiorrbas.
Uoiio fe na_l-a
Como purgativa: r.m>e-se de 3 a l> por dia, be-
oendo-se ap* cada dse um paaco d'agua adoQa- i
ia, cb ou caldo.
Como reguladoras : torae-se um pilula aojanUr
Estas pilulas, de nvencae dos nharmaceuticot
Almeida Andrade & Filos, teem veridictum doi
Sra. medico* para sua melhor garanta, toroande-
je mai* recommendaveis, por screm um segure
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
osadas em viagem.
ACHAM-SE A" VENDA
*ia drogara de Parla Sobrlnlia'-r
41RA DO MRQUEZ DE OLINDA -41
Curont'l frniicii.ni Manoel de
Soasa Ollveira
lo anuiversario
Amelia de Oveira convida seos amigos e p-
renles, para no dia 28 do corrente, s 8 horas da
tnanh, asaistirem na matriz de Santo Antonio a
mise que inunda resar por alma do seu sempre
chor*do pai, coronel Francisco Mano-1 de Souia
Oveira 1* anniversariu di seu fllecmento ; e
desde j se cenfessa agradecida s peosoas qa
se dienarem assistir a este acto ds candade.
__,_____s_aT^____^asaii.....i mi_a_
-8
laabcl Mara Barbosa Telselra
de Muza
Manoel Ai ve Barbosa e sua familia mandare
resar algumae inis3as p>-lo eterno rrpouso de sua
idoiutrada filha Isabel Mari Barbosa Ferreira de
Sonta, n igreja do Pxraizo, s 8 bores da ma-
nbi do dia S do corrente, Io anniverssrio de
seu pasenmenfo; e j,ara assistir a ose aero de
religto e caridade, convidam seus paren.es e
amigos.
Miguel Morelra de (iou/a Bala
Mara do Carmo Mh'h da forciuncula cauvid,
ss pessoa de sua amizaile e as do seu fallecido
pai, Miguel Moreira de Soiiza Maia, para assis-
tirem a urna uiissa que manda celebrar por alma
do mestno fiuado, ua igrtja de N >. do Carmo.
segunda-feira 28 do corrite, s 7 1(2 berasd
inanb, l- anniveraario do si-u pasamento ; eon-
fesssndo-se iteroameBte grata o*- h pessoa
que se dignarem assietir a ests acto r'igiao e
candade.
Joi Hemeteri* de Clro Ama ral
Sosa Anglica do Castro Amara), suas irms,
cunbado e sobrinho, convidara a todos parantes e amigos para assistirem a missa que
mandam resir no dia 1- ie Marco, s i horas
da manbS na matriz da Boa-Vista, pelo desean-
co eterno do seu sempre pranteado filbo, bobnnho
e primo Jos Hemeterio de Castro A-aral, 2- an-
niversario do fen pasamento.
*



. :

1 "'




i nmim l


I
Diario de PentambncoDomingo 27 de Fevereiro de 1887
Aliento
*
aovado.
/'

-
1 .

dito.
Reducto absoluta de preco
Alpa:ns de cores, lisas, de prego de 600 ris o cavado, por 280 o dito.
Ditas acolchoadas, de 800 rs., por 440.
Et.in.incs de I8j tocido rendado, do 1)J800 o covado, por 600 rs.
Ditos de algodo, de rouito bom gosto, a 500 rs. o dito.
Creps do cores, de preco de 800 rs., por 360 o dito. V
Coutelines de cores, teeido diagonal, de preco de 800 rs., por 360 o dito.
Pana ms do cores, te .ido acolchoado, de preco de 1-5-00 o metro, por 440 o
Setinetss de cOres, lindos padroes, de 320, 400 e 440 o corado.
Zephir, de quadrinhos, a 180 e 240 rs. o covado.
Batistes de cores, a 140, 160 e 280 rs. o dito.
Brilhantinas de cores, de preco de 700 rs. o covado, por 320 rs. o dito.
Merino preto, com daas larguras, a 800 rs o covado.
Atoalhado de linho, Uvrado, a 14300 o metro.
Dito da Costa, de quadroa, a 1(J500 o covado.
Dito da Costa, de listras, a 10200 o dito.
Brins de cores, para caiga, a 260 o dito.
Dito pardo, liso, a 320 rs. o dito.
Esguiao, pardo, de linho, para vestuarios de crancas, a 400 rg. o covado.
Cambraia branca, bordada, a 50500 a pega.
To&lbas felpudas para rosto, de preco de 70000 por 50000 a duzia.
Ditas menores, a 30600 a duzia.
Ditas grandes para bandos, a 10530 urna.
CoIclioVs para cama, a 50000 um.
Cortes de casemira de cores para caigas, a 30000 um.
Guarda-p de linho, para senhora, a 100000 um.
Dito de dito, para horneo, a 50000, 60000 e 80000 um.
Bramante de algodZo, liso, com 4 larguras, a 10000 o metro.
Dito de dito, trangado, a 10100 o dito.
Brim branco de linho, qualidade superior, n. 6, a 20400 o covado.
Casemiras de cores, para costumes, de prego de 30000 o covado, por 10800
'.'
Costumes ne banbo de mar, para senhora, a 100000 um.
Ditos de dito, para homens, a 80000.
Ditos de dito, para meninos, a 50000.
Sapatos de baohos, para homens e seolioras, de differentes pregos.
Magnificas mallas americanas, para viagem, de 150, 200 e 250000 urna.
Saceos de lona para roupa suja, de differentes tamanhos, por barato prego.
Col 1.as brancas, de algodo, a 10900 urna.
Completo sortimento de lindos cortes de casemira para caigas, casemira de
cores para costumes, panno, brins de cores e muitos outros artigo que serSo lembrados
presenga d'aquelles que dos honrar com suas visitas.
Nu antga e acreditada loja de fazendas
DE
AMARAL & C.
R|J\ ViUMYAlU) B^ MVIU O IX. 2,0
(Junto do Louvrej
Exigir t .Vilo
SOLUCAO COIRRE
AO CHLORtfYDRO-F*OSPHATO DE CAL
0 ulh
matar.
/
aala pilwi na mwntliilnte adoptado por todos os Medico* da Wuxwam aa
ftf*es* gtrti, Anemia, CAlorotit, Tittea, Cachexa, Bscroruiat, SacMittmo, Dotnpt
m otot, Cretcimeno diftlcU nos enancas, Pastw, Dyiptpsuu.
rsrit, COIRRE, ri, m i, Cixrthi-lUi. I
i ttwsan,
Vende-se on permutase orna casa terrea lita
na travesea do FalcSo n. 12, com 2 salas, 3 quar-
tos, coainha tora, grande quintal e cacimba, por-
to dandi) sabida para a rna doa Oaos ; a tratar
na inesma com a proprietaiia, e esta far todo
negocio por j ter o despacho do jais, at para
butal a em leilSo, podendo apreaentar os dceu-
meatos sos permutadores, desejando tambem ama
por troca, anda que seja pequea, porm que es-
teja noa e bem construida.__________________
A Kevoluco!
Resolveu vender os seguintea artigos com
30 % de menos do que em outra qual-
quer parte.
Guarnices de vellodilbo bordado a vidri'bo para
vestidos, a 7/000 urna.
Tafetas de cores a 300 rls o covado
Cachemira bordada a 1/&0O o covado.
Ditas pretas a 1*000, 1/200, 1/400, 1/600 *
1*800 o covado.
Ditas de cores a de 900 rii e 1/200 o dito.
Las mescladas a 600 ris o dito.
Dttas com listrnhas a 560 ris o dito.
Ditas com belinbas a 600 ris o dito.
Ditas de quadrinhos a 400 ris o dito.
Lindas alpacas a 360 ris o dito.
Gorgunnaa a 321 ris o dito.
8etim damast a 320 ris o dito.
Dito Macao a 800 ris e 1/200 o dito.
Damaasa de seda a 1/300 o dito.
Grsdenaplea preto a 1 *800 e 2/000 o dito.
Gaze com oolinbaa a 800 ris o dito.
Fuato branco a 100, 480, 560 e 800 ris o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a 1/000 e 1/200 o
serado.
Dita bordado a retros a 2*000 o dito.
Cambraia com aalpicos a 6/000 & peoa.
Camisas para senhora a 30*000 a dnsia.
Ditas de mi ia para hornero a 800 ris, 1*000,
1*200 e 1/500 una.
Fichs de 12 a 2/, 3*000, 4/000 e 5/000 um.
Ditos prateados a 2*000 um.
Ditos de retroza 1/000 um.
.', Linho* rscoMeses a 200 e 240 ris o covado.
Collarinhos e pannos para senhora a 2/000 um.
Ditos de cor, idem dem a 1/000 um.
Cortes de casimra finos de 3* a 5*000 um.
Ditas de IX e seda para oollete a 6/000 um.
Ditos de cachemira de cor para vestido por 20*
um.
Cachemira de cor de 6* por 3*000 o corado.
Damasco de cor a 700 ris o covade.
Panno da Costa a 1*400 o dito.
Cortinados bordados a 6*000 e 7*000 o par.
Colchas bordadas a 5*. 6*, e 7*000 ama.
Cretones finos a 320, 360 e 400 ris o covado.
Chitos finas a 240, 280 e 800 ris o dito,
Zephiros finos a 500 rea o dito.
Setineta escossesa a 440 ris o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 re. o dito.
Chales Je mirin a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000 e 4*000 um.
Ditos de cachemira a 2/, 2*800 e 4*500 um.
Cobertores de 12 a 4*500 e 6/500 un.
Esguiao pardo e amarello a 500 ris o covado.
Brim de linho de cor a 1*200 a vara.
Dito prateado de linho a 1*000 a dita.
Colchas de crochet a 8*000 ama.
Anquinhas a 1*800 rs. uma.
o 48 a na ddp flu
llcnrlque la Silva .noreir
LOTERA do ceara
400:000*000
IXrRASFKIlIVEL!
Corre quarta-feira 2 de Margo
Um vigsimo (Teste imprtenle lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
LOTERA de alagoas

3OO:O0O^OOO
Esta acreditada lotera corre segunda-feira, 1 de Margo

oTKRiA di mmm
INTHAKSTMAVElu
A LA REINE DES FLE'JRS
Ramilletes Hoyos
L.T.PIVERem PARS
Mascotte
PERFUME PORTE-BONHEUR
Extracto de Corylopsis do Japo |
PERFUMES EXQUISITOS :
Bouquet Zamora Anona du Bengale
Cydonia de Chine
Stephania d Australia
Kclrotrope blano Gardenia
Bouquet de l'AmitiWhite Rose of Kezanlik Polylor oriental |
Brise de Nice Bouquet e Reino dea Pra, etc.
ESSENCIAS CONCENTRADAS CVSS) QUALIDADE EXTRA
> pasito aas principaes Perfumaras, Pbarmaeaa e abellereiros a

1

Aos 1.000:000$000
200:000^000
100:000$000
.
GRANDE LOTERA
DE 3 SOMOS
Em favor dos ingenuos da Colonia OrphanologiagIsabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBUCO
Eitraccac a 14 de Haio se 1887 _______
0 thesoureiro Francisco Gomjalves Torres
ira
Precisa' se de ama boa engommadeira, que en-
astas tambam, para casa de pone* familia, preie-
re-se eserava ; na rna do Ri.ehuell o. 13.
VENDAS
Vende-se mnito barato orna grande batanea
romana, propna para pesar gneros volrnosos
at2,590 kilos; assim tambem dons guinchos pro-
prioi para baratea e conatmeco de obras ; a tra-
tar na roa do Bram n. 67, ferrara de Maneel Pe-
rsirad Costa.
I
Yacca
Arma a o
Vende se ama yacca nova, easteada, com ama
rilea besen-a tonrina ; na roa do Dr. Ju-
Naboco n. 3, Capunp.
qaian
V
Vende-se a arma cao da rna do Rangel n. 10
por ter o seo dono estabelecidu-se non. 13-A.
Cabriolets
Vende-se dons cabriolet, sendo nm descoberu
e| outro coberto, em perfeito estado, para nm oo
dons cavallos; tratar rna Duque de Caxat
n. 47.__________^__
Engenta venda
Vende-se o engenho Muriei, con safra on sem
ella, situado na tregu- zia da Escada, distante da
respectiva estarn nm qnarto de legoa, podendo
dar s'is eaminnos por da, miente e correte,
tem doas casas grandes e 2 pequeas para mora-
da, e oorm para farinba com suas pertencas, tam-
bem se faz permuta por predios nesfa praca : a
tratar ni rna do Imperador n. 61, 2- andar.
Oleo para machinas
8apww qnahdade, a 6*400 a lata em cinco
galoei; vende-se na fabrica Apollo e de seo*
Tavcrna
Vende se a tavera da rna de Fernandes Vieira
n. 46. com poneos (untos e propria para princi-
piante. Na meato offerece commodos para pe-
quea familia.
Garro de passeio
Vende-se nm em bom estado ; na Magdalena,
sitio do commendador Barroca.
Vivciro parapassaros
Vcnde-se dons gi andes e bonitos viveiros po
pieco commodo, sendo o motivo da venda ter o
dono acabado com os pasearos que possoia ; a ver
e tratar na ra do Imperador n. 22.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escasees prcferivt
*o cognac ou aguarden a de canna, para fortifica-
> corpo.
Vendese a retalbo nos ib Iberes armasens
nol hados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO rajo no
one e emblema sio registrados para todo o BrazL
BKOWSS & C, agentes
Importante sitio
Vende-se um grande sitio msrgem da Estrada
Nova do Cazang, fregnesia de Afbgadoe ; tendo o
mesmo urna casa grande de tijollo e cal, cacimba
com excellente agna potavl, diversos pea de co-
queiro, dando trnctos e outras ai vores as mesmas
condicoes, o qnal se acba collocado mnito prximo
a estncao do Zumby (la seceo da estrada de ferro
da Vanea). Trata-se aa casa n. 20 da ra de
Santa Tbereza desta cidade.
Liquidando por 6 dias
NO BEM ACBEDITADO ESTABELE-
aWENTO DAS ESTRELLAS
M n Dios fie ton. 56
Mudapolao Boa-Vista verdadeiro a 6900 a
peca.
Algodo maica T nunca visto a 6/000.
(."retoe americano, qualidade especial a 240 rs.
o covade.
Zepbir lisos a ICO rs.
Caiemira de algodo lindos desenhos a 240 rs.
o covado.
Sedas do Japo a 200 rs.
Setins sottemanos con listra a 320 rs. o eovado
(novidade).
Panno preto ingles a 2/000 o covado.
Ajgodao eom duas lasguras a 640 rs. o cor
vado.
Bramante de linbo com 10 palmos a 2/000 o
metro.
Lences de bramante a 2/000 um.
Guaidanapos, bonitos desenhos, a 2/000 a du-
zia.
Toalhas alcoxoadaa a 2/200 a dnsia.
Espartilhos de linho ricamente enfeitados a
4/000.
Meias inglezas para hnmem a 3/500 a duzia.
Lencos de bretxnba a 1/800 a duzia
Babetes para ermnea a i/200 a dnzia.
Plissa a 400 e 500 rs. o metro.
Leques assetinados a 1/000 um.
Ditos a Joanita a 800 rs. nm.
Cortes de fustao para cohete a 1/800 nm.
Assim como muitos artigos qoo s com a vista
poderSo avaliar a grande reduccao de preco-i, a
tambem eucootrarSo a verdadeira estopa francesa,
especialmente para o bordado.
Bom nf godo
Vende-se nma caaa de molhados, propria para
principiante por ter poucos fondos ; quera preten-
der dinja-se rrfinacao da rna do Lina, em San-
to Amaro das Salinas.
Bom negocio
Vende-se nm estabelecimento bem atreguezado
proprio para principiante, rna Imperial n. 7.
O motivo de se vender 4 porque o dono tem de
se retirar por encommodo de ssnde.
A' tratar na mesma.
Vende-se
nma rede de pescar viveiro, em bom estado, eom
18 bracas de comprimrnto e 4 de largura ; a tra-
tar na rna de Fernandes Vieir n. 68.
Taverna
Vende-se a taverna bem lm alisada, sita a ras
doVis-ocde de Itxparic* o. 13 (Recife), muito
afregut-zada e propria par qualquer principiante,
isto em razio do sea proprietari se para lora da provincia ; a tratar na mesma'

600:000000
Esta seductora lotera corre eguoda-leira 28 de Fevereiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:000$000
Os bilhetes dcstas acreditadas loteras acham-se venda nr
RODA DA FORTUNA
36--Rua Larga do Bosario36
Bernardino Lopes AUieiro.


a
a


200:000$OOO


EXTRiCCiO DA 11a PARTE DA Ia LOTERA
EM BIEFlCIO DA SAflT CASA DE MISERIC01IA
Ouiota-feira 24 de Fevereiro
AO MEIO DA

I
Esta lotera, por algnm ternpo retirada da circulacjlo, devio a grande guerra que
lhe promovern), orno e do dominio publico,, vem novaraentc tomar o sea lugar de
ama das ventajosas loteras do Imperio.
O agente pede ao respeitavel publico a sna benvola attenpSo para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso publicado nos jornaes e impresso no ver-
so doa respectivos bilhetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distriboe
12.436 premios, ou quasi a quarta parte!
Anda mais : esta a nica lotera que premia todos os amen cajos dona al-
garismos finaes forem iguaes aos dos
QUATRO PREMIOS MAIORES
A SABER
100,5
60d
50
400
as duas letras finaes do premio de------
aa duas letras finaes do premio de...
s duas letras finaes do premio do...
as duas letras finaes do premio de...
200:0005000
40:000.5000
20:000^000
10:0000000
Tambem sao premiados todos os nameros das centenas doa quatro primeiros
premios.
Alm destes, tem esta lotera grande quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' tambein esta a nica lotera que garante quem comprar 100 nme-
ros de terminacSes jiff. rentes 32 1/2 % independente dos premios avultados que
possam sahir na eztraccSo.
TODOS OS PREMIOS SlO PAGOS SEM DESCONT
A's extraccSes sSo feitas em edificio publico e sob mais severa fiscalisacSo por
parte das autoridades.
Os bilhetes acharse venda na agencia e em todas as casas, em Santos, Sao
Paulo, Campias, Rio Grande, Babia, Cear, Maranhao, Para, Amazonas e em Per-
nambueo rua Nova n. -10 CASA DO OURO.
0 agente no Rio de Janeiro ]
Augusto da Rocha Hontoiro Sallo
3Ipr. c UrngDaysLn 23
A' Florida
Roa Ouque de Casias n i O a
Cbama-ce a attencio das Exilias, familias par*
os procos segniates :
Lavss de seda preta a 1/000 o par.
Ciatos a 1/000.
Lavas de pellica por 2/500.
Lavas de seda cor granada a 2/, 2/500 a 8/
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1/500, 2/, 3/, at 8/.
Ramea de flores finas a 1/500.
Lavas de Escossis para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1/o par.
Porta-retrato a 560 rs., 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 ts. nm.
Anquinhas de 1/500, 2/, 2/500 e 3/ orna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400,500 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a 4/500.
dem La Figarine a 5/000.
Pentes para cocS com nscrpcSo.
Babadores com pintara e inscripces a 200 rs.
Encbovaes psra batizados a 8, 9, e 13/000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 800 ris
Capelia e veas para noivas
Suspensorios americanos a 2/500
La para bordar a 2/600 a libra
Mi de ptpel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3/000, 4/000 e 5/000 a peca
Para a qnaresia
Galao de vidrilho metro 1/.
Franjas de vedrilbo a 1/,
Lavas pretas de seda e Escoca.
Franjas e gales finos a 2/500, 3/e 4/ o metr
Para o carnaval.




Lindas mascaras.
Bianagas de p de arror.
dem idem de onro.
dem perfumadas.
Lindas franjas de seda de cores com frocos pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 1/ e 500 r
o metro, fasenda que j custou o metro.
Papagaios de papel a 200 ris.
Periquitos de papel a 100 ris.
Leques e vootarolas a 200 ris,
BARBOSA & SAtiTOS
4
Gotta, Bheumatismo, Dores
SoLugo do Doutor Clin
- Latinado d* Ficuldtd* do Medicina do Parit. Premio Uontyon,
1
A Verdadeira SolncjSo CLIN ao Salicylato de Soda omprega-se para curar:
As Aifecrpoea Rhenmatismaes agudas e ehronieas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulara e t/uueulares, e todas as vezes que necessarlo calmar os
soffrimentos occasiondos por estas molestias.
A Verdadeira Solncfto CLIN o melhor remedio contra o Rhenmatiamo,
a Gotta e as Dores.
1113 Umi exp/icacio dota/hada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Soluco de CLIN Cie, de PARS, que ae enoontrm tm
^^^^^^^^^^^^^eaa^^aDrog^Mm^^PharmacetOi^t^^^^^^^^^^___^
Novidade!
A fabrica Vendme, recebeu directamen
te de Ha vana, Cigarrilhos de la Bella Ha-
banera, em bocetinhas com 10 ditos cada
uma; chamamos attenco dos fumantes
apreciadores da fumaca, e reuommenda-
mos tambem as senhortas: venham ver
para comprar.
39larfo da Victoria39
Aos agricultores e cria-
dores
Vende-se o engenho denominado Palmeirs, na
comarca de Beserros, nos limites da do Bonito,
com terrenos proprios para o cultivo de caanas e
plantacao de caf, com mais de 500 ps j plan-
tados e dando fructo em abundancia, pelo que se
conhece a apropriacSo para este cultivo, com nm.
grande cercado pora ariscio de gado, indepen-
dente do cercado do engenho, o qual mede mil
bracas entdradaa pouco mais ou menos, com-
prohendendo qnatr grandes acudes com verten-
tes permanentes, abuiidaate* de peixes, eom casa
de vivenda, alem de outras para moradores, se-
creteando que ambos os cercados aSo teiloa de
ralados, tem matas para serventa do engenho.
Vende-se por preco modieo, e quem pretender di-
rija-se ao Recife, roa Oireita n. 106, ou ao r.
alferes Joaqnim ChrisiovSo Pessoa de Mello, em
Lasje Grande, que eolher informacSes.



Diario de PcrnambcoDomingo 27 de Fevcreiro de 1887
INDUSTRIA E ARTES
Discurso proferido pelo Dr. Coime de Sa Pereira
no ea*o analverwrta da Imperial Socle-
dade doa Artlaiaa Meebanlca e Lder*- de
Pernaaibuco, o ISjae Deieaiaro de
(Concluso)
A meama iofusSo fo dada tambera a dous galinceos,
e pelo mesmo espacu de te ropo (6,dias) o viga que os ob-
servara disse-me que elles contiuuaraiu a passcaf, a cis-
car e a correr como d'antes. (*)
Eu mesmo tenho usado tiesta infuaSo, vencida a na-
tural prevencSo, do que roe aehava poasniio pela forca
de habito de usar de outras infuaSes, nentium incommodo
senti.
Outras pessoas tem tambera provado este novo eh,
e o acharara bem supportavel ; apenas notando un sabor
ligeiro e particular, mas nenhum incoramoto sentiram.
Assim, pois, o cha de flores do cajaeiro nada tem de
nocivo no organismo do hornera.
A abundancia destas flores immens, cada ramus-
culo de cajueiro carrega um caixo; sua quantidade pede
ser avaliada em centenas de fardos; sua colbeita fac-
lima.
Tendo estas flores satisfeito as suas funccoes para a
reprodcelo da especie, comecam a rour^har, seccara e
cahem ; a praca oceupada pelo cajaeiro fiea deltas co-
berta. Com urna pequea vassoura se as junta ; deitara-
se em um cesto e se as lava a grande agua. Deixam-se
entSo seccar ao sol brando, e estando bem seccas, proce-
de-se a separacSo das folhas, e outros corp./8 que Ibe sSo
estranbos, passando-as por um tamiz.
A melhor colheita feita porm nos proprios ga-
lbos do cajueiro, panhando-as em saceos.
Aquellas de que vos apre3nto urna amostra para a
vossa exposicSo foram daquelle modo por mim prepara-
das mas esta abreviada manufactura precisa inda de roe-
lhores estudos ; todava com ellas que fiz boje urna in-
fusco, a qual para ligar o exe rapio a palavra, bebo era
vossa presenca urna tuga saudando o noaso cha brasileiro,
cha pernambucano, que pode ainda muito bem vir a ser
para o imperio urna fonte de riqueza, como o mate para
o sul; e ainda mesmo que as minhas previso^s se nao
realiaem, que mal faz termos BoeSes exactas a respeito
das flores do cajueiro? e nSo havendo nada a este res-
peito, cumpre estudar esta questSo cora cuidado, e della
tirar para a industria todo o resultado que se possa obter
Possa este mea exemplo animar-vos,
ras e meas senheres, repetiudo em vossas casas
po que aqui vos dou.
Emfim dir-vos-hei que o cha de Adres de cajueiro
ama bebida tnica, excitante, pura e saudavel, que pode
substituir vansajosamente os cba que nos enva a China
e o Paraguay, e por to alto preco ; usai, pois, delle,
propaga-o, enriquecei nossa patria com mais urna
tria, que para o futuro Ihe poder vir a aer n
tajona.
Ainda nao disse tudo que tenha a dizer a respeito
*i Estes cinco cSes cram ainda pequeos e pesa-
vam 2,900 grammas, 2,400-1,750-1,500-1,450- os
gallinceos eram agrandes.
minhas senho-
o exem-
iodus-
mui van-
desta benfica arvore, o cajueiro ; pois que me falta ai
da fallar da sua influencia sobre a hygiene publica.
Em commum com as outras arvores bem copadas?
tena o cajueiro tarabem a propriedade de refrescar a at-
mosphera, do que resulta a condensacSo nos vapores aque-
aoa que nella existom, e por eaae modo favorece a prodc-
elo do orvalho e da chova, condicSes vantajosas nos pai-
zes quentes.
O mesmo se pode dizer a respeito da influencia elec-
ctrica, pois sabido que sSo as arvores boas conductoras,
e por isso servem de bons para-raios.
Arogo diz: destruir as arvores de urna raontanha
destruir tantos para raios quantss forera as arvores der-
rubadas. >
Esta refrigeracSo atraospherioa, esta eraissSo de elec-
tricidade, nSo terSo sua influencia na sale publica ? Da
certo que sim ; e todos os hygienistas reoorameudara aos
governos nao e a conservadlo das arvores, como a cuitara
das raesmas, onde ellas nao existirera.
Entre na, porm, o contrario que se faz ; derru-
bam-se leguas e leguas d'ostas bonificas arvores; terrenos
que outr'ora eetavrjo cobertos d'ellas acham-se boje des-
pidos, ridos, e incultos ; sua devastacSa^ j immensa ;
ella progride, sera encontrar raao governamental segara e
fortts que a detenha, e se contiouarmos assira em poucos
annes um cajueiro ser urna arvore rara.
Agora, minha3 senhoras e mena senhores, s me resta
agradecer-vos pela bondade com que pacientemente me
oavistes ; ella foi demasiada para commigo; eu bem o
conheco e de ooracSo vos agradeci e pey vos mil des-%
culpas; e, concluindo, farei aind t urna recapitulado do
que j disse sobre a utililade do cajueiro, a termioarei
por um pedido que hoje solemnemente vos faco.
E' o cajueiro ama arvore que rene em ai o coojunc
to de qualidades inapreciaveis ; p is que resfria a atmos-
phera, refresca o corpo do hornera as horas raais quentes
do dia, moiera-lhe a transpracSo, embalsama e purifica
o ar, vivifica o sangne, repara as torcas perdidas, mitiga
a fome, e, mata a sede. Cura umitas molestias, nos
aquece e alumia, e, era commum com as de mais arvores,
sustenta e manteen a hygiene publica- e privada.
Econmicamente difinirei a importancia desta arvore
em 4 palavras, dizendo: o cajueiro uma riqueza.
Minhas senhoras e meus senhores, nSo consintaes que
junto ao vosso lar domestico se lance por trra um ca-
jueiro no vigor de sua vegretaclo, e em vossas mesas pre-
fer o vinio patrio aos vinhos estrangeiros.
Iraperiaes Artistas Mchameos e Liberaes, obreiros
do progresso, dai a madeira do cajaeiro e ao sea doce
fracto as feicBes dos productos civilisados; fazei-o viajar
com os honrosos ttulos que tanto os recommendam, e fi-
cai sabendo que o paro vinho de caj competir ventajo-
samente com o vinho de uva, ou de outros frustos: a con-
serracSo e o doce de seu tracto terSo sempre lugar hon-
roso as mesas as mais bem servidas.
Em tira, uma arvore que protege por tantos meios
agradaveis ao hornera as occasiSes em que elle maja pre-
cisao tem d'esta proteccSo, nica n'esse sentido em nosso
paiz, o melhor dom que Deas lhe poda conceder : por
isso, conservai-a, protegei a, multiplicara e assim tereis
cumprido com os deveres de vossa utilissima profissSo de
Artistas Mchameos e Liberaes.
Recife, 12 de Dezembro de 1886.
Db. Cosme de S Pebeira.
ura dia conheoida... e o eaeaa lalo da de Gilberto ugira-lhe pelo sanguino-
ser tanto maior quanto maior ti ver sido o! lento ferimento. I
LTTERATMR
0 AMIGO DO MARIDO
POR
JULES MA.RY
-()-
(CWinuajflo)
XI
E' possivel; est de boa f, aflir-
mando-me que nao se records d'isso. A
exclamacSo, a qae me refiro, foi-lhe ar-
rancada pela dor... sua alma entreabri-
se e deixou esdapar ura segredo... Nes-
sa oocaaiSo, a senhora nSo pensava sequer
em dissimular. Esquecera-se at de
quteu esta va presente... Para reflictir
e medir o alcance da* palavras, teria sido
preciso mais sangue fri .. Teria sido
preciso, principalmente, que nao soffresse
como soffria... Responda minha per-
ganta.
pessoa que
de son ir-

FOLHETIM
0 C0KCUNM
Que posso diaer-lhe ?
susta-me.
Desconfia de alguma
possa ter aido o asaassino
mito ?...
Nao.
Peco-lbe que nao negu, disse o juiz
com extrema suavidade. Antes do que
negar, prefarivel que nSo responda ; nao
ter assim de corar por ama mentira.
Houve um momento de silencio penoso-
Continuava a estar paluda e entretanto
sentia fogo as faces. Tinha os labios
seceos e em vSo procarava humedecel-os
com a lingua. nao tinha saliva. esta-
va com medo.
Nao responde ?
E' porque nada tenho a diaer-lhe.
Admiro-me de que possa ligar importan-
cia. a algunas palavras proferidas n um
momento em que a dor enlouqaece, a pa-
lavras que certameute nao tinham o me-
nor sentido e que n senhor talvez nao es
teja bem certo de ter ouvido.
PerdSo, senhora.. .
Emfim, nada mais lhe direi.
Reflicta ; qae interesse tSo podero-
O senhor as- 80 pode obrigal-a a guardar o silencio?. ..
Estos convencido de que, com uma pala-
vra, ser-lhe-hia fcil esclarecer-me. .
Por que recusa-se a pronuncala f* .
A quem receia denunciar ?...
A justica tem duas veisoes sobre a
mort* de sea irmao. .. ou o Sr. Barba-
rain foi assassinado por ara bao iido, leva-
do pela idea do roubo. ou sua morte
o desenlace de um drama, em que parece
figurar ama mulher. perde a precisao
de minha lingaagem. .
E' possivel que, em ambos os casos, a
juatica se engao... E' possivel que os
indicios se agrpeos... era roda de uma
pessoa que rena as apparencias de culpa-
bilidade, estando innocente. Pode mes-
mo acontecer que esses indicios sejam t3o
graves qae tornem necessaria ama prisad...
Soube alguma cousa ?
Peco-lbe que nao me interrogue, sea
silencio ir at o ponto de deixar prender
um innocente T...
Nada sei, nada posso dizer.
Veja ao qae se expSe... a justica
indiscreta. Ha de procurar de todos os la-
dos, ha de obter revelacSes... A verdade
i
POR
;:::: ;S7L
QINTA PARTE
0 CQUlBAia SE CASAMIO
(ContinuacSo do n. 45)
VI
p
*lio e o gabinete
Uma dancarina triste um producto
_ prejudicial.
Nuita gente pansa que o mais lgubre
I deagosto dessas existencias dolorosas que
' se agitara na gaze cor de rosa como o pei-
xe na frigideira nlo ter o direi to de cho-
rar.
Gonzaga estava ausente.
Acabavam de o mandar chamar no Pa-
lacio Real.
Alm da carruagem que o esperava, ba-
via mais outras tres vazias. A primeira, |
de D. Cruz, que tiuha entio fgido de par-
tir com Gonzaga.
D. Cruz tinha encantado a todos que se
achavam em torno da mesa, apesar de nao
ter podido impedir a conversado de attin-
gir ao alto diapaslo a que ebegara, diga-
' mos des le o primeiro prato ama orgia da
i regencia. /
Nao se sabia bem ao certo se o principe
de Genzaga tinha toreado D. Cruz a vir,
*ou se a encantadora lonca tinha toreado o
principe a dar-lbe um lugar. O que
Karto qae ella estava deslumbrante e que
todos a adoravam, excepto o gordo Oriol
qae se conservava fielmente o cscravo de
Nivelle.
A segunda carruagem vasia nlo tinha
sido ainda oceupada. A terceira carrua-
gem peitencia ao Carcunda Esopo II ou
Joas, que Chaverny acabava de vencer
em duello a tacas de champagne.
No momento em qae entramos, Chaver-
ny, abusando da sua victoria, amontoou as
capas e os chales das mnlheres sobre o
corpo do desgracado Corcuuda, enterrado
em ama immensa poltrona. O Corcunda,
embriagado, nSo se laatimava. Estava com-
pletamente oceulto debaixo daquelle mon-
tlo de despojos, e Deus sabe que corra o
grande risco de saffocar. Alm disso, o
Corcunda nSo tinha mantido o que pro-
metiera ; mostrava-se taciturno, inquieto,
preoecupado. Em que poderia pensar
aquella estante T Abaixo o Corcunda 1 Era
a primeira vez que elle assistia a uma tes-
ta rlaqaellas.
Uma pergunta que lhe dirigiram mais de
urna vez, antes de estar bebado, era sa-
ber por que D. Cruz assistia a essa testa.
Gonzaga tinha por habito nao cootar cousa
alguma ao acaso. At entio tinha occul-
tado D. Croa com tanto cuiiado como se
fosse seu tutor ; agora fazia-a ceiar com
uma duzia de valdivinos ; era pelo menos,
muito singular.
Chaverny tinha perguntado se estava
all sua noiva : Gonzaga tinha meneado a
cabeca negativamente.
Chaverny quia saber onde estava sua
noi"a ; responderara-lbe : t Paciencia !
Que vanugera poderia ter Gonzaga em
tratar assim uma moca, que quera apre-
seotar na corte com o nome da menina de
Nevers ? Era o sea segredo. Gonzaga di-
a o qu.-i lhe coovinha e nada mais.
Tinham bebido demasiadamente.
As mulheres estavam muito alegres, -ex-
cepto Nivelle, qae estava melanclica:
Cidalise e Desbois cantavam livremento ;
erapenho em occultal-a... digo : escnda-
lo, porque a senhora conhsce o asaassino,
intaressa-se por elle e recusa se a denun
cial-o; nao Iba portunto indiferente.
Dahi o escndalo de que fallo e que nSo te-
ria logar se se tratasse de um criminoso
vulgar. Rcus dizer quera csse ho-
rnera... e elle o asaassino de seu ir-
raao I...
Considere a direcy.3o perigosa a que nos
levam as deduceSes. E' entSo, por que
setnelbant; reveladlo seria uma nova des-
graga para s e sua familia T...
E' entilo por que o assassino um dos
seus, ura prente ?... um amiga?... O
que pensar?. .. Diga... Todas as suppo-
sicfcs so permittitias, desde que vejo urna
irraS hesitar em dar juatica os meios de
punir o asaassino de seu irmSo... /
Suas deducSes foram hbilmente ti-
radas, mas o ponto de partida falso, k
irmil nada sabe. .
Nada sabe sobre o crime, nao ha du-
vida. Com corteza, n3o imagina va-que o
crime a ser commettido, sera o que teria
avisado o irraSo. Mas a irma coahecia o
prologo do drama, cujo epilogo tero lugar
na Bartha "Arquees...
O que que lhe faz suppor ssmelhan-
te cousa ?...
A repentina partida do Sr. Barba-
rain para a Inglaterra e para a America
devia provavelmente porfira a uma situacao
julgada perigosa. O Sr. Barbarain oc-
cultava-se no Pavilhao Henrique IV. Por
conseguinte ^ao veio a Dieppe. A senho-
ra no o tornou a ver. Elle nSo apparecia
duranto o dia e s sabia de noite, com re-
ceto de encontrar pessoas conhecidas...
Costuraam fazer isso os conspiradores ..
ou os namorados... Perraitta-me, portan-
to, senhora, que lhe pergunte, pela ultima
vez, em nome da justica suberana, em no
me do seu irmao, se persiste em calar-se...
Nada tenho para accreacentar ao que j
disse.
Nao insisto, disse o juiz, trio e se-
vero. Pode retirar-so. Nada posso con-
tra a senhora. Lembre-se entretanto de
que quem proteje um culpado tarabem o ,
e que a mito que a senhora estende, por
piedade, ao assassino ficar manchada com
o sangue de seu irmao. Pode ir, nao mais
a detenbo 1
Thereza estremeceu, ouvindo aquella
phrase que lhe penetrava no ooracSo como
a lamina de uma espada. Para sustentar
aqjelle interrogatorio tinha lhe sido preci-
s urna coragem de hornera. Era, porm,
demais. Havia muito terapo que continba-
se. Receia va mostrar-se fraca.
Oque poderia dizer?... O que faaer?..
O assassino era Holgan, nao duvidava dis-
so, e nSo tinha hesitado em credital-o. Por
duas vezes j nao tinha elle querido matar a
Gilberto e a amante?... A primeira vez,
qnando os sorprenden no chalet ?... A se-
gunda, querendo abandonal-os sua sorte
a bordo da Esperancen Por duas vezes
tambem, j nao os havia salvo ? Uma,
demorando Holgan, cu3ta do pudor de
virgem, pela confissao do amor qae por
elle nutria ? Outra, apontando ao pesca-
dor consternado o caminho du de ver ?
Mas Deus imprimir na fronte de Gil-
berto um sello fatal. Tinha morrido.
Era na verJade horrivel raorrer assim.
O sangue derramado era tangae de There-
za... sangue de sua velha mi. Era urna
parte della propria, que 0 ponhal de Hol-
gan alcancara, fe rindo o coracao do ir-
mao.
Mas sentia, aidda assim, alguma cousa
mais forte do qae o horror, do qae o de-
sespero... /
Com que diroito iris entregar esse ho-
rnera a justica ?
Collocada, na posicao de sobsrano juiz,
entre Gilberto e Holgan, qual dentro am-
bos poderia designar como culpado?
Seria Gdberto, cuja morte repara va a
falta que coraraettera ? Seria Holgan a
quem pertencia a vida daquelle ? Seria
Gilberto o amante, o traidor ? Seria Hol-
gan, duas vezes sagrado e duas vezes tra
hidd?
A alma de Thereza cressera por assim
dizer, no mnio dessa luti cruel, travada
entre dous sentiraentos de igual forca e
pairava em regiSes sobrehumanas. E na
rosto doentio e bajo refleotia-se-lhe aquella
luta, aecusando um soffrimento moral too
intenso, que o juiz te ve pena della.
Levantou-se e foi acompanhal.a
Minha senhora, qoeira desculpar-me.
Minhas palavras foram severas' Vejo que
est sonrendo. Foi minha culpa. Offen-
di-a.
Thereza abanou a cabeca.
Ei impo8sivel que eu esteja soffrendo
e que o senhor tsnba ultrapassado os limi-
tes de seu direito, lancando uma suspeita
sobre a minha affeicSo para com meu ir-
mao. Assim, nao quero sabir sob a raptes-
sSa de suas ultimas palavras. Tenha a
bondade de ouvir-me.
Queira fallar.
Thereza reflectio, sempre de olbos bai-
xos, e disse:
I
espezas
putajSo, fazia, havia dous das,
extrordinarias pelas tavernas.
Descoberta a pista, o trabalho tornava-
se fcil.
-^ Pode bem ser que tenha sido Chapo-
lin pensou Margerat.
Conhecia-o de tonga data. Cbalopn de-
dicava-83 a todas as profissSes, Boas ou
ms, de preferencia s ms. Margerat se-
guio-lhe as trojas de esttlagein cm estala-
gem. Cbalopn tinba encontrrdo, por toda
parte, amigos ou at formado novos co-
nhecimentos.
E a toda aquella gente tinha convidado
a haber, pagando sera contar.
Descobri o homem iraaginou o cora-
mssario.
Chalopin foi encontrado n'um botequim
do Polet, completamente embriagado e
cabido debaixo de uma mesa, em corapa-
nhia de cicco ou seis compaoheiros no
mesmo estado.
Margerat aaecudio-o com forca.
Chalopin levou muito tempo para car
de p e mais tempo ainda para compre-
hender o que lhe quera o pohcial. Assim
que comprehendeu, passou-lhe a embria-
guez e olhou para Margerat, de travez.
Mas o commissario teve a habilidade de
persuadil-o de que uma revolia provaria
menos sua innocencia perante osjuzies do
que a submissao. E Chalopin nSo fez re-
sistencia.
Estava esperando erabaixo, bastante
aturdido, entre dons gendarmens.
Tal foi a narraco de Margerat.
O senhor pede rae que revele,
o aome do assassino
em
de

(Contina)
Fleury esganijava-se em pedir as rabe-
cas. Oriol, redondo como uma bola, con-
tava os seus trumphos de amor, nos quaes
nioguem quera acreditar. Os outros be-
biara, riam, gritavam, cantavam ; o vinho
era esplendido e a ceia deliciosa : ninguera
guardava recordasSea das ameacas qae pai-
ra vam sobre aquello festim de althaaar.
S o Sr. do Peyrolles conservava o san
rosto de quaresma. A alegra geral, qner
fosse ou nao de bom quilate, nao o attiogia.
__ Nioguem ter a caridade de fazor
callar o Sr. Oriol, parguotou Nivelle com
um tom triste e aborrecido.
Eotre dea mulheres alegres ha cinco pelo
menos, que tm este modo de divertir-se.
silencio, Oriol, disseram.
N4o fallo tito alto como Chaverny,
rospdadeu o gordo agiota. Nivelle ciu-
menta : nlo lhe direi mais asneiras.
Innocente I murmurou Nivelle, que
tomava gagarejos em ama taoa de cham-
pagne.
Quantas aeces te dea elle ? per-
gaatou Cidalise a Fleury.
Tres, minha querida.
Azues ?
Duas azues e uma branea.
Minhas senhoras, disse Desbois, de-
nuncio-Ibes o pequeo Mailly, que quer ser
amado pelos seas bellos olbos.
Qae horror! disse ao mesmo tempo
a parto femioina da assembla.
Diante desta pretencao blasphema, da
melhor boa vontade elles teriam repetido
como o barSo de Barbancbois :
< Onde iremos parar?
Chaverny veio de novo sentar-so.
Se este velhaco de Esopo desperta-
ra e, disse elle, afogo-o.
O sea olhar entorpecido percorrea a
salas.
J nlo vejo a divindade do nosso
Olympo: exclamou elle, preciso da sua
presenca para expliear-lhes a minha posi-
cao.
Nada de expheacoes, em nome do
co I disae Cidalise.
Preciso, continuou Chaverny, qae se
agitava na sua poltrona, um negocio de-
licado. Cinooenta mil escudos. Se eu nao
eativase apaixonado ?....
Apaixonado por quem ? interrompeu
Navailles. Nlo con heces a tua noiva.
Estito engaados. Vou explicar-lhes
a minha posicio...
Nao, nao I Sim, sim gritn o coro.
Uma linda rapariga loura, contava
Oriol a Choisy que dorma, acompanhava-
me como um cSosinho ; era impossivel des-
embarrear-me della. Comprebende, tinha
medd qae Nivelle nSo nos eacontrasse jun-
tos. Nao ba tigre mais ciuraento que esta
Nivelle. Finalmente. ..
EntSo, gntou Chaverny, se nao me
querem deixar fallar, digam-ine onde est
D. Cruz 1 Quer j D. Cruz 1
D. Croa 1 D. Cruz repetir de
todos os lados ; Chaverny tem razio, que-
remos D. Croa.
Pode dizer a menina de Nevers, ex-
clamou seccamente Peyrolles
Uma gargalhada oobrio a sua vos e to-
dos repetirn :
A menina de Nevers I justo 1 a
menina de Nevers !
Levantaram-se em tumulto.
A minha posicao.... oomeoou Cha-
verny.
Todos se afastaram delle e correram pa-
ra a porta, por onde D. Cruz tinha sa-
ludo.
Nao havia duvida, que a vinganca f6ra
terrivel e que tinha sido mplacavel aquel-
lo here desconhecido meigo e simples
que ella havia amado no profundo rayate-
ro do coraco.
Era certo, qae nao havia mais amor
possivel; que sea peito abrir a-se aos gol-
pes do 'punhal do marido ultrajado e sea
amor sahia por esse aberturacomo av-
nome da justica
Gilberto ?
Era nome da justica, pego-lh'o.
Admittamos que eu saiba esse no-
me. ..
Ser preciso repetir-lhe que b essa a
minha convicelo ?
Pois bem, senhor, d3sa com tal gra-
vidade que o juiz eatremaceu -quem lhe
diz que nao exactamente em nome da
justiga, que eu recuso fallar ?...
Ha s usa justica, minha senhora...
aquella que exige o castigo do culpa-
do...
Thereza ergueu os olbos e fixou-os no
juiz. Corriam-lhe as lagrimas.
Ai I murmurou cera voz abafada,
to baixo que mal se ouvia... nlo procu
re mais... o culpado foi punido !...
E despediodo-se com um gesto, sabio,
deixando o magistrado no meo do gabine-
te, de p, pensativo. -. e muito perple-
xo....
Um quarto de hora depois de Thereza
ter sabido, apresentou-se o commissario de
polica Margerat, pedindo para fallar ao
ju;z.
O que descobrio ? pergantou-lhe o
Sr. da Montdoney.
Pro va vel mente o assassino, respon-
deu Margerat, comprimentando e sera ou-
tro prembulo.
O magistrado teve um sobresalto e olhou
para o commissario de polica, com ama
certa benevolencia.
E sem outro convite e certo de que se-
ria ouvido com interesse, o policial passon
a referir o emprego de seu tempo na ves-
pera.
Margerat nao tinha fioado na Batalha
T Arques.
Nada mais podia saber all. Dirigir-se
para a cidade e, ama vez l, discretamen-
te e com summa bonalidado, proceder a
um minucioso inquerito.
Causara-lhe impressao o desappareci-
mento do porte-monnaie e dos quinhentos
tos francos que continba.
Para elle, era aquella a pista qae devia
seguir. Percorrea todas as estalagens de
Dieppe e dos arredores e veio a saber que
um certo vagabundo, chamado Chalopin,
operario do porto e que tinha pessima re-
VARIEDADES
fama!*
AO AMIGO E COLLEG. GLASDIM
NSo ven has perturbar a paz serena
De um fri coragao, que j nSo ama,
Que nao pode amar !
A paz que se alimenta na esperanza
D'aurora radiante de viaganga
Que um dia ha de chegar |
De que serve o soluco de tu'alma,
De que serve esse pranto de teus olbos
E a tua pallidez ? |
Se soffres, tambem sotfro dor cruenta
Que brilha e se retrata macilenta
Em minha morbidez >
Nao venhas perturbar... pois tu soubeste
Gravar no peito meu a setta fina
Da negra ingratidao !
Tea pranto arrependido nao conforta
Minh'alma j descrida, quasi morta,
Meu fri ooraco ?
E quero conhecer o que me resta
Daquellas aventuras, que passaram
Tremendas e fataes ?
Um peito sem amor... abandonado
Um triste coracZo asss maguado,
E mais... e nada mais !!
E nem ama s flor em minha primavera
En pode colher, pois foram todas
Crestadas em botZo .'
Crestadas n'ardentia do tea seio,
Na febre dos teas beijos, no anceio
De tua perdilo l

Oriol l disse Nivelle, vem para aqui
inmediatamente.
O gordo agiota nao se fez rogar.
Desejava nicamente que aquella fami-
liaridade nlo tivesse escapado a pessoa al-
guma.
Sente-se junto de mim, ordenou Ni-
velle, a brindo a bocea e con te-me a histo-
ria da Carochinha : tenho somno.
Era uma vea... comecou immedia-
tamente o meigo Oriol.
Jogaste boje? perguntou Cidalise a
Desbois.
Nao me falles nisso 1 Se nao fosse
Lafleur, mea escudeiro, seria obligado a
vender os meus diamantes.
Vi-o, exclamou Fleary ; palavra, tem
boa apparencia.
Compran as carruagens do marqnez
de Bellegarde, que fugio.
Possue a casa do Visconde de Ville-
dieu, que se entorcoa.
Falla-se delle.
Creio fes ama cousa adoravel, ama
distracc&o Hoje, qaando sabia da casa
do ouro, a sua carruagem esperava-o na
roa ; o habito arrastou-o e sabio para a
trazeiro.
D. Croa! D. Cruz I gritaram todos.
Chaverny batea na porta do gabinete
onde suppunham que a encantadora hes-
panhola tinha entrado.
Se nao vem, ameacou Chaverny, si-
tiamo-la.
, Sim, sim, um sitio I
Meus senhores, meus senhores, diaia
Peyrolles.
Chaveroy agarreu-o pela golla.
Se nao te callas, mocho, exclamou
elle, servirao-nos de ti como de um ariete
para arrombar a porta.
D. Croa nlo estova no gabinete, do
qual tinba fechado a porta chave quando
entrn.
O gabinete commuoioava com o pavi-
mento terreo por ama escada oocolta.
D. Croa tinha descido ao seu quarto de
dormir.
No sof, estava a pobre Aurora, trmu-
la e com os olhoa fatigados pelas lagrimas.
Havia quinze horas que Aurora estova na-
quella caaa.
Se nSo fjsse D. Cruz, morrena de des-
gosto e de medo.
D. Croa j tinha vindo vel-a duas ve-
zes depois de comecar a ceia.
Qae ha ? perguntou Aurora, cam voz
fraca.
- Mandaram chamar o Sr. de Gonza-
ga ao palacio, repondea D. Crus. Faies

.
De am passado infeliz, reminiscencias
NSo queiras despertar ama s hora
Um momento siquer!
Amor, que no meu peito j nSo arde
Amor, que para amar muito tarde,
NSo me pecas, mulher I
A. J. Henbifes Lima.
Recife-20-1887.
mal em tor medo, minha pobre irmS; l
em cima nSo tem nada de terrivel; e,
se en nSo soubesse que estovas aqui, in-
quieta, triste, abatida, divertia-me muito.
O que fazem no aalSo ? O raido obe-
ga at aqui.
Loacuras. Riem a barideiras despre-
gadas, o champagne corre. Os fidalgos
estSo alegres, espirituosos, encantadores...
um, principalmente, qae se chama Cha-
verny.
Aurora passou a mo pela fronte como
recordar-se.
Chaveroy 1 repetio ella.
Muito joven, alegre ; nSo temendo a
Deas nem ao diabo t Mas es toa prohibida
de me oceupar muito com elle, interrom-
peu ella; est noivo.
Ah I disse Aurora com am tom dis-
trahido. ,
Adivinba de quem, minha irma ?
NSo sei. Qua me importa isso ?
Imprtate, cortamente. O marqnez
de Chaverny tea noivo.
Aurora levantou lentamente a cabera
paluda e sorrio tristemente.
NSo gracejo, insisti D. Cruz.
E delle sabes noticias, murmurou Au-
rora, minha irma, minha Flor, nao me tra-
zos noticias?
Nada sei; absolutamente nada.
A linda c beca de Aurora cahio-lhe so-
bre o peito, emquanto ella proseguio cho-
rando :
Montera estes bomens disseram quan-
do nos atocaam : tmorreu Lagardre, mor-
reu.
Quanto a isto, disse D. Cruz, estou
certa de qae nSo morrea.
O qae te d esta cprteza ? pergun-
tou vivamente Aurora.
Duas cousas : a primeira que tem
ainda medo delle l em cima; a segunda
que aquella mulher, a qae qaizeram dar-
me por mSi...
-- A sua inimiga ? Aquella que vi
noite paasada no palacio real ?
Sim, a sua inimiga. Depois da des-
cripcSo, reconheci-a perfeitamente. A se-
gunda raaSo, diaia eu, que esta mulher o
persegue ainda ; o seu encarnicamento nSo
diminuio. Quando fui qneixar-me boie ao
Sr. de Gonzaga do singular tratamento qae
me tiaham feito em tua casa, na ra Pier-
re-Lescot, vi esta mulher e oavi-a. Dizia
a am fidalgo de cabellos brancos, que sa-
bia do seu gabiaete :
f Isto diz-me respeito, meu dever e
mea direito ; tenho os olhoa abertes e nlo
me escapar j e, quando soar as vate
quatro horas, ser preso, ainda que
por minhas proprias raaos !>
se] a
Oh disse
Aurora,
talvez
se] a a
mesma mulher reconheco o sea odio, e
mais de ama vez me tem accadido a idea...
Qae idea ? perguntou D. Cruz.
Nada, nlo sei, estou loaoa.
Rstame diaer-to uma cousa, conti-
nuou D. Cruz com besitagao ; quasi ama
mensagem. O Sr. de Gonzaga foi bom
para mim ; mas nSo tenho confianza nelle.
A ti, amo-te cada vez mais, minha pobre
Aurora.
Senton-se no sof, junto de sua compa-
nheira e pise guo :
O Sr. de Gonzaga disse-me isto cor-
tamente para eu t'o repetir.
O que te disse ello ? interrogou Au-
rora.
Ha pouco, responden D. Cruz, quan- *
do me interrompeste para fallar-me do teu
bello cavalbeiro Henrique de Lagardre,
ia dizer-te que te queriam casar com o jo-
ven marqnez de Chaverny.
Mas com que direito querem casar-
me ?
Ignoro-o; mas parece-me que nSe se
preoecupam muito com o saber se tm di-
reito ou. nSo. Gonzaga tra vou conversa-
cSo commigo. No correr da conversa pro-
nunciou es as palavras : '
< Se ella se mostrar obediente, salvar
de um perigo mortal tudo o que de mais
caro existe para ella no mando. >
Lagardre I exclamou Aurora.
Creio, responden a anttga gitanita,
que quera f*llar de Lagardre.
Aurora oceultou a cabeca entre as mSos.
Sinto como que uma confusSo no mea
pensamento, murmurou ella. Deus nSo te-
r compaixSo de mim ?
D. Cruz apertou a contra o ooracSo.
NSo foi Deus que me colocou junto
de 4 ? disse ella meigamente. Sou apenaa
uma mulher ; mas sou forte e nSo tenho
medo de morrer. Se te atacarem, Auro-
ra, ters alguemeue te defenda.
Aurora abracou-a.
Comegava-se a ouvir as vozes tumultuo-
sas daqoelies que chamavam D. Cruz.
__E' preciso que me retire 1 disse ella.
Depois, senlndo que Aurora trema da
repente nos seus bracos :
Pobre crianja, oontinuou ella, como
est pallida 1
__Tenho medo aqui quando estou s,
balbucieu parara; os criados, as criadas,
todo me faa medo. (Contimiar-u-ha.)
r mi
Tvp. do Diario roa Duque de Carias .a.
I


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