Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19823


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Full Text
AOO Llil ----- NMfiBO 4fi


*m
PAR A CAPITAL E LICARKM 0\DK SAO B PAliA PORTfc
Por tres roezes abantados............... 6)J000
Por seis ditos idem......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, do raes no da.
iitfOOO
236000
dio
SAfiBiDO U DE HBO BE 188?
PARA DENTRO E PORA DA PRODUCA
Por seis meses adiantados............... J 13J500
Por nove ditos idem................. 204000
Por um anno idem..............,. 270(00
Cada numero avulso, da dias anterioras........... LOO
*>
"v
-1
I
,
iflttdr
ftoprixtafrt *t tanoet Xtfi^rira ht Jaxia & Silbos
Os Srs. Aaeile i'riaeo <& C.
de Paria, su- nattaom ajenies
rxcluivo de ann uncios e pu-
blicacoes ua Franca e lu-la
trra
TELEGRAMMAS
sssnjs u tsswi sms
{Espacial para o Diario)
i
ROiVA, 24 de Fevereiro.
n-lnrdc entro a Franca e o Va-
ticano retoaran o carcter
amigare!.
-CAIRO, 24 de Fevereiro.
O explorador Stanley checoa A
Kamibar.
Despacito do Moldo annanrlai
que ilusa i.na Mollclta a pas e que o
Nagas continua no* preparativo* de
tnerra.
DARMSTADT, 24 de Fevereiro.
O principe Alexandre de Bailesa-
berg acba-se aqnl pautante doente.
Inspirando o Mea esudo serla* ln-
CONSTANTINOPLA, 24 de Fevereiro.
As nesoclaeSes entaboladas entre
S iurquia e o Conselno de Begencla
da Torqnla forana Interrompldas por
diflBrnldades de accordo aobrewln-
das.
BER.LIM, 25 de Fevereiro.
So estes os resaltados completos
das elelcAes para oBeickstaaft
103 conservadores (favoravels ao
septennlo).
M9 llneraes naclonaes (Ideas).
13 llberaes allemaes (bestls ao
septennlo).
SO membros do centro oa partido
catbolleo (dem).
S socialistas (idem).
33 protestantlstas (Idem).
O novo* escrutinios.
Em resumo estao eleltos i *
partidistas e 139 adversarles do
septennlo militar.
PARS, 25 de Fevereiro.
Um Cannes e em Mee prodaala-se
grande paulco em consecuencia de
abaloN de tremor de trra.
Na Italia o numero das victimas fot
de 1:5 oo.
RUDA PESTH, 25 de Fevereiro.
A Cmara dos Deputados da Hun-
gra vot.ii o crdito extraordinario
pedido pelo governo para o arma-
mento da l.-.md nrm.
Agenda Havas, fiJial in Pernarobnoo,
25 de Fevereiro de 1SH7.
iNSTRDGCO POPULAR

i
Nos baaos medicau'-ntusos, agua que oa for-
ma sao adliconadas substancias medicamentosas
diverjas (como, por exemplo, carbonato de potaa-
aio. eulphureto de p itasso, etc.)
BlsamosSi) substancias resinosas as quaea
entra o acido benzoico. Dividetn se em : natura'*
(c uno, por exemplo, o benjoim, o balsamo do Per,
o biUamo de Tula), u pliarmaeeutieos (os qu.es
2o preparados em que entra alcool, leos inedi-
cinaes, ungentos, ele.)
Bechico Psravra empregada para genrica-
mente designar maitas das substancias contra a
r.oss'-. Variando muito as cansas da toase, tambem
diversifican! muito os bechicos, os quaes sao ado-
cantaa, excitantes, calmantes, etc.
BelladonaSolanea muito empreada em medi-
cina pelas suas propiedades calmantes e narcti-
cas. Duas sao as suhs principaesespecies a atro-
pa belladona e a atrop > mandragora.
KlepbanteIofl-trauacao das palpe'or 8.
BronchiteA h.fl .inm*c2" da mucosa que forra
os bronchios cbama-se bronchite ou catarrho pul-
monar.
A's vezes na lingua^era ordin rin copfunde-se
a bronebite com a tuppreu&o de trampiraco dif-
ferindo esta daqaella e podeodo ama existir sem a
oatra.
No decurso deste livrinho terem is alguma rotsa
a dizer sobre a bronchite, doenca muito commam
e a qual se applica maitas e muitas vexea a medi-
cina caseira.
CacbexiaExprime um estado de deterioracao
completo do organismo, caracterisado portuujefac-
cSo da face, ufiltrnco dos tecidos, cor amarelladu
da pella impobrecimento do saogue, etc.
Clcalos-Concrecoes com o aspecto de pedras
que pathologicamente se formara em diversos re-
srvatenos e canaes do corpa. Por exemplo, sao
treqaoutes estas concrecoes na bexiga e nss ca-
naes biliares, chamando se-lbes clculos veticact
e bUiare.
(Contina,)
(Extrahido)
UA BIBMOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
PARTE PRIMEIRA
TECHXOIiOCHA
( C ont m uacS o)
AsthmaCompete em rigor este nome a urna
uevrose (doenca especial dos ervos, sem leso
material apreciavel) do apparelborespiratorio, que
em geral costuma ser peridica e atacar o indivi-
duo com accessus mais ou menos espacados.
Na ligaagom coraanim chama-se asthma a qual
quer djtpnea fd.ffieuldade na respiracao); mas
deste modo por astbma se designarium assim as
mais diversas doenc*s !
C rautissimas vetes aasthaa indicio de doen-
ea6 oo coraco, na aorta, etc.
Adstriagentes Classe de medicamentos que
te-m a propriedade de proyisoriameuB incespar e
retrabir os tecidos ucm que se poern em contacto,
tazendo assim parar ou diminuir a salida dos lqui-
dos pelos seus intersticios.
AppUcados exteriurmente os aditringentes pas-
sam a denominarse ettyptico*.
AtvicoAdjectivo qualificativo, asado, em me-
dicina para indicar irregularidades dos symptomas
de ama doenca e especialmente das/ febres cajos
uceemos nao seguem tvpo slgum determinado.
AtresiaOcclosao das aberturas x)aturas.
AtrophiaDiminuicao seosivel de.um, de diver-
sos, ou de todo* os elementos ccmpdnentos de um
tendo, a de um orgio, por maaeirajqae em geral
o volume deste decresce. I
BanhoImmerso do corpo ou do* ama parte do
corpo em um liquido demorando se ah per mais ou
luenot tempo. Tambem a deneminacao de banh*
te :ippii .'a aecio de vapore* oa gases ao eorpo.
Os bauh '8 quando applicadot at f temperatura
de 18" centgrados, chama-ae fri ; fresco* de 18*
a 2i>* : doSO* a 2&* ato temperado* ;\de 25* a 30*
sito guenU*.
?RTE OFFICUI.__
toverno da prorlacla
EXeBDIKNTB DO DA 3 DE TIV/HKIRO DE 1887
Actos:
O presidente da provincia teado noticia, em
vi' tude do requerimento de 18 de Outubro do auno
paseado, do vareador da Cmara Municipal do
Recite, bacharel J .s Francisco de Goes Caval -
canti, e pela informacio prestada pula mesma C-
mara em data de 9 de Desembro, bem como pelos
esclarec memos do Dr. juiz de direito da vara ci-
vel, de 26 de Janeiro ultimo, que effscttvsmente
esta autortdade judiciaria, tomando conbecimento
de urna aecio de manutenco de posse intentada
perante seu juizo por Silva & C, por torca de am
contrato celebrado com a Cmara Municipal do
Recife, em data de 4 de Maio de 18S5, para collo-
cacao de placas para nameraco das casas e dis
ticos das ras da cidade, expedio mandado de
mtnoteucao com a Cmara, com a clausula de em-
bargos 4 primeira, audiencia, e considerando :
1." Que o referido contrato de 4 de Mato de
1885 entre a Cmara Municipal e Silva & C. foi
declarado insubsistente e nuil. par acto da presi-
dencia, de 8 de Maio de 1886, em grao de recurso
iuterposto por Miguel Xavier de Souza Fonseca,
nos termos do art. 43 oa lei do 1.a de Outubro de
1828, por entender ser materia meramente econ-
mica e administrativa (are. 66, 1. da citada lei
de 1828) ;
2.a Que a presidencia tomandi, por essa forma,
couhecimeuto da questo e decidindo-a, como de-
cida, podiam os nteressados se sentiram-se ag-
gravados na conformidade do aviso n. 49 ds 22
de Fevereiro de 1872. recorrer ao governo impe-
rial e uao Asaembla Legislativa Provincial ;
3.a Que esta mesma corporaco, approvando em
termos vagos (art. 75 do orcamento municipal le
n. 1,228) o contrato, sem diser de quaudo nem
com qaein, mas siraplesmente celebrado (ela C-
mara Municipal do Recife para o servico antori
sado no art.74 da lei u. 1,515, nem seqaer deixou
iiguido qae se referia ao mesmo contrato de Silva
& C-, e nao a oatro ; e que fosse sus lutervencio
reformar o acto administrativo para o effeito de
turnar valido o qae tendo sido legtimamente an-
nollado, esta va ao tempo da lei (10 de Setembro
de 1886) como se nao existase ;
4.* Que, deste modo; ou se considere art. 75
da citada lei provincial n. 1882, irregu.'armente,
como provimento de recurso coutr.i recurso, ou
como resolueo nova (art. 10 } 4.a do acto addi-
cional), permanece, em todo caso, o acto de 8 de
Mio de 1886, ji por essa circamstancia de nao
ser explcito que aquel u lei importasse revoga-
co pelo poder legislativo, em acto de recurso, de
urna questo administrativa julgada e decidida
pela presidencia, e j pela ineficacia da lei, que
ttcou sem ubjectivos approvando, na bypotbese de
referir se a Silva & C, um centracto que, nao
existindo, era mpossivcl de ser approvado ;
5.a finalmente ; que Silve & C. nao podem alle-
gar posse de um contrato que sabem estar de ne-
nbum efieito nao so pela decisio de recurso, corno
ainda pela reclamaco que fizeram e que foi n-
deferida por despacho de 8 de Julho de 1886, mo
tivo por que oa meninos rveonhecendo nullo o seu
contrato retiraram da Secretaria os documentos
com que baviam iustruido sua petico (11 de
Agosto de 188), sondo que dependen io de ap-
orovaco (art. 97 da lei provincial n. 1,221 oe
1875) nunca seu contracto deu-lhes direito de do-
minio ou posse :
Resol ve, de accordo com o art. 24 do Regla-
mento n. 124, de 5 de Fevereiro de 1812, ordenar
que cesse todo o nlterior procedimeoto sobre este
objecto, senao citados os nteressados para no
praso de des das contados do conbecimento deste
acto dedusirera o seu direito.Citou-se poredital
neata data, a Cmara e o* nteressados.
O presidente da provincia attendendo ao que
requerru o subdito portugus Mauoel de Asevedo
Cruz, residente neata provincia, resolve de accordo
com o dispoeto no decreto n. 1950, do 12 de Jaiba
de 1871, usando da autorisaco conferida pelo
s,rt. 14 da lei n. 3140, de 30 de Outubre di 1882,
naturalisar ao retendo snbdito pjrtjguez Majoel
de Asevedo Crns, atiiu de que possa gozar de
tudos os direitos, honras e prerogativas, que pela
Constituicao competetn aoj cidada.-s brasileiros
naturalisados.
Ao pro redor da Santa Casa de Misericordia
do Recife. Em xespust* ao officio de V. Exc,
de 12 de Janeiro prximo pastado, n. 165, com re
lacio ao art. Ia 30 da lei n. 1860 de 11 de
Agosto de 1886, cabe-me diser Ihe que em vista
da informacao do Tbesouro Provincial, prestada
a respeito da autorisacio coutida naqaelle art,
esta presidencia sabm< tteri opportunameute re
1-ndo offi.io a deiieracio da Assembia Legisla-
tiva Provincial.
Ao inspector do Arsenal de MarinhaAuto-
riso V. Exc, como solicita em seu officio, u U,
de 31 de Jiueiro lindo, a comprar no mercado dous
ferros oa gat-.s grandes, al in de servirem de amar
raci-i nos oaixofc das IViccas, c .nforine determinou
o Ministerio da Mariuba em avuo de 15 laquelle
mes. ouioiuuicou-se ao inspector da Tuesoura
ria de Fatenda.
Ao r. chele de polica.Declaro a V. 8.
em solucao ao seu officio o. *1279, de 31 de De-
s mbro ultimo, que em vista do que pjnd.-ra o io
spector do Tbesouro na mformacto a aqu juuta
por copia, u. 395, de 27 do mes rindo, nao pode
ser .ppruvado o contracto de locacio de um predie
para servir de quartel uo districto de Bizarra do
termo de Boi -Jardim. Communicon-se ao a
spector do Tbesouro Provincial.
Ao mesmo. P*4e V. ti. sutunsar ao de-
legado de pilicia do termo de Itamb a contrac'ar
a locacio de um predio para servir de cadeia, nao
devendo, porm, o alaguel exceder do que actual
mente se paga pela casa destinada aquel le mis-
ter.
Assim fica respondido o seu officio, n. 37, de 17
de Janeiro fiado.
Ao inspector da Tbesouraria de Pasenda.
Communic > a V. S. para os fias convenientes qae,
o juis municipal do termo de Floresta, bacharel
.lo.- Mauricio Borges Jnior, em 6 de Jaoeiro
fiado interrompea o exercicio de sea cargo por mo-
tivo de molestia.
Ao mesmo.Commanico a V. 8. pralos
fina convenientes, que em 12 e 26 de laneiro fiado,
os hachareis Phia i-l..ho Barroso da Silva e Nilo
Rodrigues de Miranda, assomiram o exercicio dos
r-argos de promotores das comarcas de Boa-Vista
Qoyanna.
Ao mesmo.Para os fias indicados no offi-
cio de V. S., datado de 25 de Janeiro prximo
rindo, n. 49, reraetto a essa Inspectora as contas
juntas relativas aos objectos fornecidos pele Ar-
senal de Querr ao cruzador Almirante Barroso,
de que tratou o director do mesmo Arsenal em
officios de 12 e 15 de Novembro ultimo, ns. 682 e
e 686 sobre os quaes ve-sa o primeiro.
Ao mesmo.C >mmuuico a V. S, para es fins
convenientes, que o bacharel Antonio Cesario Ri-
beiro, em 28 de Janeiro lindo, deixou o exercicio
do cargo dejis municipal e de orphios dos ter-
mos reunidos de Beserros e Gravat, por ter com-
pletado o respectivo quatriennio.
Ao mesmo.Commanico a V. S., para os
fins convenientes que o bacharel Joao Agostaho
Carneiro Bezerra Cavalcante, em 27 de Janeiro
fiada, assumio o exercicio do cargo de promotor
publico da comarca de [tamb.
Ao juis do civel do Recife.Para os fins
convenientes transmitto a V. 8. em solucio de sea
officio de 26 de Janeiro findo, a copia inclusa da
portara pela qual determine nos termos do art 25
do regularaeoto n. 124 de 5 de Fevereiro de 1812
quo cesse tod o procedimento da aatoridade ju-
diciaria quaato ao contracto, annullado, de Silva
4C.
Ao juis substituto do Recite.Declaro a
V. 8. que submetto a deliberacao do- gjverna im-
perial o Hssumpto de seu officio de Ia do co.-rente.
Ao inspector do Tbesouro Provincial.
Tendo esta Presidencia por portara de 3 d > Ja-
neiro findo, se informado de Vme. de modo porque
eia executado o art. 200 do regulamento de 6 de
Fevereiro de 1885, que prohibe os aposentados de
exercerem cargos remunerados de instruccao pu-
blica, ainda mesmo a titulo interino, disposicio que
reprodaccio em parte do que ji se acbava na
lei n. 1,320. de 4 de Fevereiro de 1879, respon-
deu-me Vmc, por officio n. 352, do da seguintc ;
que, em vista da citada portarla, que altas a<5 ni
gia informaces a reparticio a sea car^o n'aquella
data resolveu. at uReiior doliberacio, suspender
o pagameuto dos veueimeotos do rsgedor iut rio
do Gymnasio Pernambucano. Dr. Joaquim Fran-
cisco de Faria que alin de deao eff-ctivo da ca-
thedral de Olioda lente jubilado do Siminaro
Episcopal.
Entretanto por officio n. 597, de 11 de Jodho de
1885, j havia Vmc. submettido deciisio da Pre-
sidencia a aiivida que teve a cootadoria dease
Tbesouro de continuar a pagar ao mesmo regedor
os seus vencimentos, em vista do mesmo art. 209
do citado regnlamento, que compreheodeu empre-
gados anda interino* quando antes se tinba inter-
petrado que interinos estavam lora da lei n. 1,320
Opinando que o regolamento e referi a apo-
lentudoi, e o regedor era Jubilado o que indica
emprentados de classes dilierentes pensando por
isao, nio ser procedente a duvida, sendo que se a
lei n. 1320 c-inprcbendia jubilados exclua os inte-
rinos, e o regedor ea jubilado e interino, com o
3ue concordando a presidencia, por acto de 9 de
albo do referido anno, accrescentoa como por
demais, que o art. 200 do regulamento fallando em
aposentados deve-se entender smente os aposen-
tados pro Hnciaes e nio os geraes e que o regedor
assim estava excluido do regulamento por que era
aposentado geral, da lei n. 1320, que abrangia os
aposentados geraes e de outras provincias porque
era uterino.
De sorte que a questio eetava, a een modo, de-
cidida.
Levaotando-a porm Vmc. ella novamente, na-
cessito, para confirmar oa reformar a tnterpreta-
cio doutrinal assim dada o at o seu officio de 4
de Janeiro sustentada, qae accresceale. si o que
dea causa ao faeto foi simplesmente a portara de
informaedes sobre o cumpnmento do art. 200 do
regulamento de 1885, rm que alias ni> emetti opi-
ma;, ou se motivos supervinientes de embarazos
na execucio da portara citada da presidencia de
9 de Julho do referido anno de 1885.
Em qualquer dos casos, Vmc. me prestara os
esclarecimentos quo lhe parecer convenientes para
melbor inteligencia d arsumpto em questo.
Ao mesmo.Por seu officio n. 396 de 27 de
Janeiro findj, acompan isdode urnadeclaraco por
parte do Banco do Brasil, qae de val vo para os fins
convenientes, fico iuteirado de ter Vmc. a 25
daquell mes recebido as ultimas coamuucaooes
do thesoureiro das loteras do fundo de emanci ja-
cio e Colonia Isabel, em cumprimento a fiscalisa-
cio'a seu cargo pelas instruccoes vigeutes e eape-
cialmente pelo despacho dtsta presideucia de 14
de Desembro ultimo em urna p-tico jo mesmo
thesoureiro, adiando de modo defi iitivo e nico a
extractor i da grande lotera em favor da Colonia
Lub<-1 pata 14 de 'sm viadouro.
r"elrs cintas d> thesoureiro por Vmc. acceitas
consta o seguiote :
Diubeiro transferido em 31 de
Desembro, do Banco do Brasil,
em c ai'a carrete com s pro-
vincia proveniente de bilbetes
vendidos at aquella data..... 390:85l*-10
Bilbetes por vender na corte 2.884:491^000
dem, com o thssoureiro e as
diversas agencias........... 724:651*360
Differencs por explicar.
3.99t):994sVK>
6*00
4.0X):OOOuO
Comparada esta conta com a prestada pelo the-
soureiro a 29 de Novembro findo, v-se que a ven-
da de bilbetes no mes de Desembro foi de....
26:467*000.
C .na rvaudo se, entietanto, em se,r os bilbetes
existentes u> poder do thesoureiro, euja mportau-
cia aquelle tempo era de 724:658*000, e a 31 de
Dezrmbro de 724:651*360.
Este rame Vmc. deve faser por occasiio dos
depsitos de Janeiro e seguinles para se coabecer
previamente se a lotera extrabida em t-mpo d--
aer liqudalo na cooformidade dos arls. 15a 17 do
regulamento de 4 de Novembro de 1886, sendo to-
madas as previdencias que o caso exigir.
Fica aasiin acensado mais os seus officios de
31 de Desembro e 5 de Janeiro findo.
Ao mesmo. Oe accordo com a informacao
de Vmc. de 29 de Jaueiro nltimo, ->b n. 401, com
o certificado junto, patsado p- la li piriicao da
Obras Publicad, recouimendo-lhe que mande pa
gar s Gamillo Lina d i Amaral Aragio, arrema-
tante das eoras de rceonstruccio do empedrameu-
to da estrada de Jbjatio, a qaautia oe 1:337*730,
correspondente oriineira prestacio do respectivo
contrato; proceiendo-se na form do esty.o quau
tu a presucio da lespoosabilidade.
Ao inspector geral da instruccao publica
Em SOIU90 a duvida que Vmc. tras ao meu couhe-
cimeuto por officio n. 29, de 26 de Janeiro budo
ssore o qual ouvio oconielbo lif ter irlo, que diver-
gi em seu parecer, e oseguinte :
Para sereui reeoaduzidos os actuaes profassores
contratados, indiipensavel que primeiro sajam
postas a conbarso suas cadeiras e s no caso de
nio poderem ser prvidas por ease mido, que se
deve dar ftarecoodaccio das contratad** que tive-
ren bemsMrvidot
Responso :
O Reg; vigente, qne o de 6 de Fevereiro de
1885, estatu expressamente em seu art. 104, pri-
meira parte, que ni> sexi> mais admic idos provi-
mentos deealeiras de instrucci) primaria por meio
dn contratos, e pisto, em seguida, declare que,
lindos ou rescindidos os euto existentes, possam
ser r icondazidos profesores na condicoes que in-
dica, corntodo v-se qne este adendo do menciona-
do artigo nio passa de urna excepcij aquella re-
gra.
O r 'galamente nio trata de ^rof-'ssoros contra-
tados: searundo elle as cadeiras-devem ser prvi-
das por Jancurao; este o modo reconbecido da
'S protessores pblicos (lit. 4a, art. 70
destoando do seu espirito e da letra
que naquelle art. 104 se concebe a
da continuaba 1 de protessores con
im como 00 art. 102 se permit'e no
uialistas, iadependente de concurso,
liras de Ia entrais que distarem
is de 20J kilmetros.
ios. portanto, nio porque se deva re-
tigos regulamentos, de 7 de Abril de
Janeiro de 1884, que estilo revoga-
nem mesmo ficaram reservados para
do actual, nao se pode aceitar
prefessores, nem nomear normalistas
senao de modoexcepcionsl e e.n falta
tes, pelo que deve Vmc. considear
iras regidas presentemente por pro-
tados a proporcio que terminarem
Qtivos contratos, iucluiado-as no an
curso para a epocha propria.
orno o citada art. 104 do Reg. nao
insavel o concurso para a recoadocf le
excepco igual, repito, a do art. 102,
o art. 50 da lei n. 1860, de 1885, pode
atender conveniente i iastruccio, pro-
nomeacio
a aeg ): e
dt. sea
possibill
tratados,
meacio
para as
da capita
Nestes
correr a
1879, e 2!
dos, e q
sapprir 1:
contrato
sem con
de concu:
vagas as
fessores
s seus
nuncio-d
Todsj
torna ind
por coutn
ampliada,.'
Vmc. se o"
por-me a ricsaiucols dos professores comprehen-
didos nesss art. 101, mas por tempo que nao exce-
da ao em aae deve effectuar-se o concurso das ca-
deiras vagas.
por esa occasiio, lembro a Vmc. a conve-
niencia di applcar-se o disposto no art. 215 do
regulamento em relacio suppressie das cadei-
ras, ou, mesmo o dtsposto no art. 37 sobre a con-
versio da escola em mixta quando reduxida a
urna nnica.
Fica assim resolvida a duvida que Vmc. sujei-
ton iniuha decisio, na cooformidade do art. Ia
do citado regolamento de 6 de Fevereiro de 1885
Ao rsgedor do Gymaaso. Para compie-
mento dos esclarecmentos prestados em offieio de
28 de Janeiro fiado, srvase V. Rdvina. de n-
vi .r me urna relacio nominal dos aluma>s gratui-
to 1 d*jsse institut-. e *atra dos pensionistas da
provincia, cont-ndo ambas intormaco'S circuns-
tanciadas sobre a idade, filiacio dos menores,
tempo de estada uo instituto, materias qae tein
cursado, ei-unos prestados e o mais que p>ssa in-
te Tessar so resultado e proveito do dispendio com
a educaeas de taes* meuores.
.Cumpre, outrosim, que V. Bevma. informe se a
respeito dos alumnos gratuitos se verifica a bypo-
tbese do art. 26 1 do regulamento de 23 de ju-
nbo de 18TO.
Ao^SSctor do Arsenal de Guerra.Bemet-
tos ViacJUBari os fins convenientes, o incluso
termo de asumo dos utensilios das guardas da
Tbesouraria de Fazend 1, Alfandega e enfermara
militar.
Ao mesmo.Autoriso Vme. a faser adminis-
trativamente a acquisicio de um inastro para
bandeira, com destino fortaleza do Bruno.Jom-
muaicou se ao napector da Tbesouraria de Fa-
zenda.
Ao engenheiro militar.Com a informacao
junta por copia, da Tbesouraria de F&zenia, de
29 de Janeiro findo, sob u. 57, respondo ao
officio de Vmc. de 11 de Desembro ultimo, sob n.
85 relativo ao crdito do 6:003*000, concedido
para a conclusiodas ubr.i do quartel do Hospi-
cio.
Ao juis municipal o de orphios do termo de
Barreiros.De posse de officio de 12 de Janeiro
ultimo, recebido a 1 do correte, no qual Vmc.
enviando nova relacio dm escravos libertades pir
conta da 7 quota do fuado de emaneipaco, con-
fesa ter havido un excesso da dita quota ua im-
portancia de 93*0-9 d claro-iie que neata data,
rec mmendo ao respectivo collector geral procada
o arbitramento judicial dos escravos libertados,
nio concordando com o preco de 800*000 e 900*
porque sao exagerados e iuteiramente fura de
preco co uindin nesta provincia, reeorrendo, se for
preciso, para os tribunaes superiores dos arbtra-
me tos prejuiiciaes liberdade e tasenda.
Outrosim, tecommeado s Vmc. que devolva sem
demora o seu officio de 27 de Novembro de 1886 e
as retacos que o aompanharam.
Ao collector das rendas geraes do municipio
de Barrriros. Sendo exagerado e iuteirameute
tora do preco commuin u'esta provincia os valores
de 80J* e 900* dados a aiguus escravos liberta-
dos u'esse municipio, por couta da 7* quota do
fundo de emaneipaco, reeommeud 1 a Vmc. quo
proceda o arbitramento judicial dos ditos escra-
vos libertados, recorrendo, se fr preciso, para os
tnbunaes auperiores dos arbitramentos judiones
liberdade e faxenda nacional.
Portarlas :
Transmito i Camae* Municipal do hVcife,
para seu contiecimento e devidos effeitos, a copia
inclusa da pirtaria de boje datada, pela qual de-
teriniuei que cesse todo o ulterior procediinent 1
de au oridade judiciaria quauo ao contrato au-
nulUdo de Silva & C, de qi? trata o seu officio n.
66 de 9 de Desembro ultimo
De p .aae do offic o de 8 de Janeiro ultimo,
no qual a Cain.ra Municipal duvida deLsopol-
dina, d ciara que nio fui informada .le achr-se
na Alfandeg* o teroo d pesos e mod das quo lhe
foi remeuido plo Ministerio da Agricultura, Com-
mercio e Obras publicas em 1884, e solicita que
grja o mesmo teruo remettido para a estacao de
Jatoba, om a clausula de ser o transporte pago
em prestacoes pela meama Cmara, tenho a dizer-
Ihe : '
1.* qua a noticia da remessa da torno foi-lhe
commuuicada naqudle anuo; 2 que uao pode ser
ordenado o transporte pelo mudo pr posto, por
nao srr iuexequivel, e que deve a Cmara promo-
vel o p-lo melbor modo, solicitaudo a entrega a
esta presidencia 1 indicando a pessoa a quetn te-
uham de sur eutrogaes us cinco oaixoes em que
ti elle acondicionado.
Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
R-cife a Oliula e Beberibe. tteuietto a Vme. o
offloio de 5 de Novembro de 18 em que o ge-
reoto dessa eatrada de ferro apreaeutou as baaes
de inii'.vacio do respectivo contracto autorijado
pela le u. 1858, de 21 do Julho do mesmo anuo, a
.uf.rmacao por Vmc. prestada em 12 d'uquelie
jiez e h oue sobre esta deu o alludidi gerente em
3j ae Detembro aliium, afi.u de que, de accosau
om elle, formule baaes da uovav'io nos teroios da
citada le, compilando em um s coutraeto, nto b
o que se rcaolver, Como todas as obrigacOea e di-
reitos actuaos entre a empresa e o governo.
Portarlas : "
__ O Sr. agente da Compaohia Brasileira de
Navegacio a Vapor mande dar passageus de io
al a provincia do Para, por coma d > Miuisterio
da Fasenita a familia de E .tycbo M uiiu Pes-
taa, Ia escripturano da fanieg* da aesma
provincia, o qual esuva addido t Alfaudcg de
Kerna-nbuco, e teve ordem do dito Miuiateno para
recolher-se a sua reparticio; de vendo ser i proa
a passageua criada, de que trata a relacio juuta
por espa.
Pica n'csta parte sem effeito a portara de 24 de
Janeiro ultimo, que conceden passagens ao dito
Ia escriturario e a mesma familia, a qual nio
poude seguir par motive de molestia.
O Sr. gerente da Compinhia Pernambueana
mando dar passagem de proa, at Penado, no va-
per que seguir a 10 do crrente para os portos do
sol, a Gertrudes Maria da Couceicio, por conta das
gratuitas a qae o giverao tem direito.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao 8. Francisco, sirva-so de mandar
conceder passagens de 3a classe por conta das gra-
tuitas a que o governo tem dir to, da estacio de
Cinco Poutas i da Escada, a um cabo e urna praca
Jo 14 batalbio de iafaotaria.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Officios :
Ao brigadeiro commaadane das armas.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda com
municar a V. Exc. ter aatorisado o Arsenal de
Guerra a satisfacer o pedido que veio annexo ao
seu officio n. 61 de 1 do correte.
Ao mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia .manda commanicar a V. Exc. ter autor i
sado o director do Arsenal de Guerra a foi nacer
Fortaloza uo Bruno um mastro para bandeira em
subatituicio do de que trata o sea offiaio n. 53, de
28 de Janeiro findo.
Ao director do Arsenal de Guerra.0 presi-
dente da provincia manda d 'clarar a V. S em
resposta aos tres officios de 12 e 15 do correte
prximo passado ns. 682 e 686, qae nesta data au-
torisou a Thesoursria de Fazenda a praticar ds
accordo com a informacao, junta por copia, de 25
de Janeiro ultimo, n. 49, com relacio ao assumpto
dos mencionados officios.
Ao inspector do Tbesouro Provincial. De
ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia
transmitto V. S. para os fins convenientes e em
solucio de seu officio n. 397, de 27 de Janeiro
findo, copia do que nesta data dirigio-se ao Dr.
chefe de polica sobre o aluguel de um predio, para
servir de cadeia em Itamb.
Ao mesmo.O Exm. Sr. presidente d* pro
vincia proferio hoje o seguiote despacho no re
Suerimento do commendador Jos da Silva Loyo
unior a que se r> fere a informacao de V. S., de
22 de Jaueiro ullixio, sob n. 389 : O valor do
centracto o declarado na clausula 23a, constante
do acto de 23 de Junlio do anno passado; como,
porm, o proje.ctado coutraeto caducou, nos termos
da clausula 22*, 1 io ha que deferir.
Ao engenheiro ebefe da reparticio das Obras
Publicas.O Exm. Sr. presidente da provincia
exped 1 hoje ordem para o pagamento da 1* pres-
tacio devida ao arrematante da obra de recons-
truccio do emp -dramento da estrada de Jaboatio,
de accordo com o certificado passado por essa re-
particio, em 14 de Janeiro ultimo.
- Ao presidente da Uotnmissio Redemptora.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, d- seja saber
noticia dos trabalhos dessa Commissio, nos termos
do regulamento de 12 do Janeiro de 1885, bsm
como da applicacio dada no ultimo anno ao fundo
de emaneipaco creado pela lei n. 1,738, de 15 de
Maio de 1883, e lei n. 1832 de 28 de Juuho de
1884.
Ao pr. motor publico da comarca de Itamb.
Ds ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia transmiti a V. S. em solucio de seu officio
de 4 de Desembro ultimo, copia do qae h je diri-
gio-se so Dr. chefe de polica sobre o alugnel de
um predio para servir de cadeia n'easa cidade.
Ao promotor publico da comarca de Boa-
Vista.S. Exc. o Sr. presidente Is provincia
scieate do assumto do officio de 11 de Janeiro findo,
recommeoda a V. S. que transmita a certdio do
seu exercicio.
Ao promotor publico de Goyanna.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia sciente do assumpto
do officio de 31 de Janeiro findo, recommeoda a
V. S. qua transmita a certidio^do seu exercicio.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 24 DE
FEVEREIRO DE 1887
Bacharel lfredo Seraphico de Asis
Carvalho. Encaminhe-se,
Gaspar An'oaio Soares Leite.Informe
o Sr. inspector do Arsenal de Marinha.
Hanrique de Mondonga ,Fartado.Pro-
ve o impedimento que allega, jante in-
formacao do oostume, ou prescripcSes da
religiio, a que se refere o art. 17 do decre-
to n. 3,069 de 11 de Abril de 1863.
Dr. Joao Mara Seve.Sino, com meta
de do ordenado.
Bacharel Jos da C sta Dourado. Sim,
com o respectivo arden do.
Luciano Eugenio de Mello. Informe o
Sr. engenheiro chefe da roparticu das
Obras Publicas.
Melchiades Pulpinio Freir de Carvalho.
Informe o Sr. inspector da Tbesouraria de
Fazenda.
Se retara da Presidencia de Pernam-
buco, em 25 de Fevereiro de 1887.
O porte iro,
Frantydino Chacn.
1 Seccio. Secretaria de Policia de Pernarxbu-
co, em 22 de Fevereiro de 887. N. 178. Illm.
Exm. Sr. Cumprindo o que me determina V.
Exc. em officio datado de 19 do corre, te relativa-
mente noticia que publicou a Provincia d a-
queiia mesma data, sobre a morta do criminoso
Mauoei Ferreira, pela qual aucusado o delega-
do de Po-d'Alho, tenho para dizer a V. Exc. que
acerca do facto me oceupei minuciosamente na
izarte diana de 19, sob n. 170, bailado no officio
que me dirigi a referida autoridade em 18 do ci-
tado mes, que junto por copia passo as mios de
V. Exc.
Essa autoridade no Diario de Pernambuco
de h je, fas urna pubticaco defendendo se da ar-
guicio que lbe fes a Proilucia .
Julgo aasim ter satisfeitoa exigencia de V. Exc.
a quein Deus guarde Illm. e Ex n. Sr. Dr. Pedro
Viceute de Azevedo, presidente da proviocia. O
chefe de polica..-i'itooio Domingos Pinto.
D -legaca de polica do termo de Po-d'Alho, 18
de Fevereiro da 1887. Illm. Exin. SrParticipo
a V Exc. que tendo em data de bontem me cum-
inuuicado o proprietario do engenbo Cuchco
deste ierm >, que uo da 11 do correute m z, I .a a
casa de residencia de sea morador Vioeute Jos
de .taut'Auua invadida pelos criminosos Jos Pre-
tiuho, Manoel Ferreira, conbecido por Manoel Ca-
veira, pruoanc ido neste termo no art. 269 do Cod.
Crim. e mais outros cujos uom-'S ignorava e se
acbaviin de posse da casa de Vicente, qu sendo
casado e com numerosa huiim, se vio n preci-
sio d r>-ui;vet-a para um 1 uutra casa,
Asam requcsiiei d < Di. juiz municipal do ter
mo uiau lados de prisio e le J iss 1 dos ni indados
fui bul em, s 3 horas da lar'l', em dilig. acia ao
referido lugar acompauhado de um official de jus
IMs e Ua tiroa publica iesu cidade e all t.-ndo
ebegado e creado a casa onde eiies se acbavam
eui uuin-'ro de quatro, maudei o iffieial de justica
que ua forma da lei ia lutimasse a pruao.
Te Uo asaiin cuinprid j o otriciai, lies armados
de pistolas e tacas de nualna, res'Stiram iormal-
meuic disparando o crimiuos Mauoel Forreira
com a pistola quo se ucbavu armado um tiro so-
ure a for^a, cujo projectil felizmente ni 1 torio ue
uhuma uas prayas.
Nesta occ;isiio, ella completamente eafurecldo e
armado de uuw taca de pouta atirou se sobre a
uaesuo. foica travando eato reubids luta n'aqual
o referido criminoso recebeu dous ferimentos de
bala e morrea instantneamente.
Devido a tio teaaz resistencia por elle empre-
gada, oa demais evad wn s .
Ultimando, aiada tenho a dizer a V. Exc. que
o referido criminoso Manoel Ferreira era prouun-
cixdo no termo do Bonito, por ter f>rido cooi ora
tiro a um paisano na occasiio que io 1 cercado,
no intuito* de lhe serem tomad >s quatro cavallos
qae rovboa do proprietario do eogenho Macaco
deste termo e com outros condusia para aqnelle
termo.
Dens guarde a V. Exc. I uo Etm. Sr. Anto-
nio Domingos Pinto, mui digno chele de policia
desta provincia. O delegado em exercicio. -I. s
Fran.isco Pinheiro Ramos.
Secretaria de Policia de Pernanbuco, 22 de Fe-
vereiro de 1887.
Conforme, pelo secretario. Francisco Geraldo
da Silva Barroso.
Repartico da Policia
Seccao 2.'-N. 190.Secretaria da Po
licia de Pernambuco, 25 de Fevereiro de
18S7. -Illm. e Exm. Sr. Participa a
V. Exc. que foram hontam reeolhiiios
Gasa de Oetenco os seguintes individuos :
A' minha ordem, Joanna Maria das Mer-
cas, vinda do Peres, como alienada, at
que tenha conveniente destino ; Jos Alves
de Oliveira, ou Jos Alves de Froitas, ih
nhecido por Jos Vctor, como pronuncia-
do no Rio Grande do Norte, por crime de
furto de cavallo ; Francisca de tal, romet-
tida pelo subdelegado de Apipucos, como
alienada, e Antonio. Eremita Santiago, viu-
do de Fernando cuino sentenciad.
A' orieui do Dr. delegado do 2 dis-
tricto da capitsl, Manoel Conceigao. dos
Santos, conhecido oor Manoel de B-rtho,
como indiciado em crime de roubo.
No dia 23 do (jrrente por volta do 8
horas da noito ra Nova de Santa Rita
da freguezia de S. Jos, conftonte ao Mer-
cado Publico, o individuo de nome Silvano
Gomes da Silva, tcntou assassinar a Joa-
quim Manoel L'Htao Sobral, conhecido p*r
Barbeiro, e sendo preso pela forja da guar-
da Cvica, oppGz tenas resistencia, inves-
tindo de faca em puoho contra a mesma
forja que foi obrigada arepllil-o, resultan-
do dessa resistencia subir levemente feri lo
na cab*a o m-sni Silva que foi recolhi-
do Casa de DetencSo.
O subielegado respectivo to nou conhe-
rimento do facto e proaegne nqs termo
do inquerito policial.
Communicou-me o delegado do termo de
Nazareth em officio de 24 do correte qae
no dia 20 deste mez pe'as 5 horas da
tarde na ra do Riachuelo daquella ci-
dade, por occa8o de corridas cavallo.
reunio-se grande numero de pessoas a ti n
de observar as ditas corridas, quando Jos
Carlos da Fon t ja Estsves, por motivos
que se ignora desfechou um t'ro em Ma-
noel Francisco, prac.* do corpo de policia, N
que tambem all se achava, foriudo-o gra-
vemente.
O delinquente foi preso em flagrante, nao
obstante ter opposto ten iz resistencia, dis-
parando outro tiro na mesma praja, que
nao attingie e ainda um outro no subdele-
gado respectivo.
Abiio se o inquerito competente e pro-
seguio 8a nos dn mais termos da lei.
O mesmo delegado fez remessa n sta
reparticio de urna chapa contendo o mo-
delo para o fabrica de raoda de nickel, a
qual joi apprehendida em umi casa na
povoacac Cha do Carpina daquella termo.
Os fabricantes j foram h. tempos, pre-
sos e estio' cumprindo sntenca.
O delegado do termo de Limoeiro em ot-
fieo de 2 do crrante fez-me aoiente ter
na mestroa remettido ao Dr juiz municipal
do termo, os inqueritos policiaca procedi-
dos contra Guilherme Frederico de Souza
Carvalho e Eaeas Cavalcante, presos em
flagrante, por crime de ferimentos leves,
praticados em Manoel dos Santos Barbosa,
pelas 7 horas da noite de 21 desta mez
Em offi io de 4 deste mez eotumuniooa*
me o delegado do termo de Cimbr.'S que
no dia 30 do mez passado, Manoel Ma-
tbeus. por motivos de jogo, ferio grave-
mente com urna faoadt a Jos Mendes do
Souza.
O delinquente evadi st, e contra o tate-
mo abri se o competente inquerito e pro-
sogue aquella autoridade nos demais ter-
mos da lei.
O subdelegado de ^anto Antonio, em
officio dasta data participou-me ter feito
remessa ao Dr. juiz de direito d> 2o dis-
tricto criminal do inquerito pol-cial proce-
dido contra Felippe Nery Aprigio da Cruz,
por baver ferido gravemente com diversas
lacadas ao guarda cvico n. 21 Manoel
Joaquim d Lima, na ra do B rao da
Victoria da mesma fregaezia, pelas 9 1|2
horas no da 19 do crrente.
Este mesmo subdelegado acaba de com
inuuicarme que h<>j 1 peas 9 horas da ma-
oha diiigic to-se Jos Augusto de Mello,
porteiro da R'partiyao da Icstrucyao Pu-
bl'ca mesma repartiySo afi a de abril-a,
rn -ontrou enllocada na fe ha iura urna
.-llave com cara toa lamina, a qual foi dalli
retirada e remeta la a esta reparticSo.
A chave, dis o sublelegado ser do for-
mato da v-.rdaleira e a iSra nella collona-
da, presume ser para tirar o molde d
part-interna da dita fecbadura.
O mesmo subdelegado prosegae em di-
lig-.poias para nesoobrir o autor desae
facto.
Dous gurdc a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Prtdro Vicente de Azevedo, uiuito
digne presidente da provincia. O chefe d
policia, Antnni* Domingos Pin'o.

.


MOTILADO
v
*


Diarit* de i^ernairibocoSabbado 26 de Fevcreiro de 1878

**!*
I

.4
ovetio no binpauq
Palacio da ftaledade, fV' de Fcvcrelra de
Rtvm. Sr.Approximaado-se o lempo, quaresmat, deelarjno.a
V. Retn-, 3e> dispensas concedida! uo anoo fiado conuuam
em vigor do auno corronte.
Prevalecemo nos deita opportunidade para fazer algumae ou-
trai declaraces que ntereiiain celebracio do culto sagrado.
V. Revma, certamente lemhr-e que eui noaaoa mandamentos
dados em 1 de Janeiro Je 1886 eaawsanos o aagninte : ^^
Os impo Bombam da ptwseo*ligia, re^rndc-s**c*>
ridiculo! ; enlretaato qua aio aBHjidato^B.'8 "ito ato" <*"
razo universal. _____
Com effeito, m grasa accoes e s*^te*Mt*l^im*s*i
reliquias dos bereja, teeaaarmpre a coBMgrao* do patalea nkanorta
respeito entre oa hoinen*
Esta verdade est ooneignada all somente no* monmaeutoa
religiosos, mas tabem oes profanos.
As estatuas, os bustos, oa retrato* san levantado; coma ra*r-
daco de accoe heroicas, da mritos particulares*.
Os obj ctos que pertenceram aos h omeos eminente)1 teem grande
estimativa, anda quando em si insignificante.
Se as ccusas humanas, os bomens, as accoes generosas, os ob-
jectos que reeordam grandes feitos, sempre io digoos de veneracio
publica; se as bandeiras, que symbolisam os poderes nacionaes,
merecem ser basteadas no meio de publicas acclamacoes ; porque
reputar-eeha ridiculo, que, na religiio, as <*ouas santas, as """g""8
sejam levada em triusspho. e que na roas e praca da cdade
christas ee levante a b.ndeira religiosa, o lbaro da crna ?
Nao, os que condemnam as prooised* feta segundo o espirito
da Egreja, nio teem rasao. .
Compre, porm, irosio e- filhos dileetissimos, nio esquecer
jamis, que as procisoes sao actos solemnes d. culto publico, e de-
vem ser teitns com todo o acatameoto devido as coas santas e a-
gradas. ,
Infelismentc, terca recoobecer,- as procissoes cutre nos, cora
ezeepcoes bem rara, nio corresponden aos fins de sus nstituieao.
Na verdade, o catholieo Ilustrado, que presenciar pela vez pn-
meira urna dessas procissoe, onde o pojo, Jonge de seguir o pres-
tito religiosa com veneracio e n-ceilumento, val em dejordera e tu-
multo ; onda as irmaodades vio em continuas eouversaco- ; onde
ncnravras ereancas taaem horripilante alardo; onde ramios M eos-
portara peior do que se estiveesesa em espectculos protsnos ; nao
acreditar certaosente que aseiste a um acto r> ligios.
Nao vos escandalis-is, iruilos filb) dilecussiuios, con, o que
diaomos com tanta. Iiber4de. Nos sumo interessado, mais que do
vos outros, nos actos do culto sagrado, na magnificencia das solem-
nidades, e somos tambera maia do que vos, competente para julgar
dcstas coneae. ..
Nos uioconlemuamos nem podemos condeinnar as proessoes,
que sao actos do cultopablico admittidos, e, algumas veses, dewr-
minados pela liturgia. O que condemnsmos e reptovamos e a taita
de respeito e de ordem as procissoe, bem como a insistencia das
irmandades e dos enesrregado das testas em fazerem esees actos
embora impertem protanacao ; o que coademnamos e reprovamosis
gastarem-se elevadas sommss muitas vese adquirida por meio de
impertineatea pedidos, drixando-se entretanto os templos carecenflo
de asseio, de paramento e de alfaias. ,
Nos sabemos que grande o gosto do povos desta diocese
pelas procissoep, e reconhecemos que, se avultado o amero dos
que nao sabem reepeitar os actos do culto, muito ba que vio as
procUsoes como verdadeims thnstaos. Nio quer.mos desde ja, por
causa d'aquelles, privar estes da consolaco de promover, realizar
e accropanhar procissoes.
Entretanto declaramos que, se o povo em geral nao re compene-
trar do respeito devido aos actos pblicos, e continuar a proceder
com irreverencia, anda, que pese aos bens eatholicos, e ma ao
uosso coracao, ver-nos hemos na necetsidade do negar liceaca para
quasi todas as procissoe*. .
Como o dtver de selar pela celeb-scao do culto nos impoe desdo
a necesidad* de tomar aquellas provi lencias, que possam dimi-
nuir o mal, declaramos que, antes de conceder lieei.ca para procis-
soe, verificaremos o estado dos templos, das alfaias, e bem assiin
das ceusas necessariaa a esses actos, afira de veru os se ha a preetaa
deceuc, e ae M despeas nao tariam applicacio de maior ur-
gencia.
Aquella egrejas que nao possuem todas as cousas necessanas,
mas taxem proci>soes ptdindo por cmprestimo o paramentos e ou-
tros utensilios, nao obterao licenoa para as mesraas procissoes, antes
que tenbam adquirido esses objectos.
O oobso intento, irmos e filhos, nao deixar que o culto de
aossa santa religiao seja deturpade por abasos ; e contamos ueste
legitimo e santo iutuito encontrar a voss coperacao.
Pois r*em : nao obstante o que diseemos nao poueas irmaoda -
tas dispendiosas, para applicar os recursos de sens cotres a
juisicao de altaias" e mus objectos necessarios ao culto, ao asseio
ludo
fe
acqu
dos templos em que fonccionaui, muitos dos guaca carecem de
iim-
pesa; continuarais a teitrar por aquella festas ruidosas,
srntro oasa a nosaa beaevolencia.
Realmente continuamos a ser indulgentes com as instancia das
irmandadvavspMqae aabeiBaM que o aus grado estao enraizados e naapodem ser extirpados em um dia, porca
sentimos necessidtde de u4o abandonar o imperioso dever que tesaos de
impedir tudo quauto posta cooverter as solemnidades do culto ex-
terno em seena ridiculas, nu de quatquer modo diminuir a sus, san-
tidade ou deturpar o stu fim.
Neste pensamento, aepnis de ter dado dous auno de espera i
irtn ndade para atteuderem as nossas justas exigencia:, julgamoa
anegado o sempo da tosaarmo-noo msi exigente, o2o dando licenca
para proesatoes aquella irunn lades qa inlo possuirem todas as al-
taias e objectos mnan i ao esplendor doeses actos, ou cujas
igreja ri*mareaaiiafaw.
Chmame pesaxt attencilo de V. Revesa, para este assompto e
Iha resomaundaino toJo o cuida*) aa* lafurmactt que nos derem
B^bre elle. ...
Outmoleojjdde da-cuItoa>.q#al lutroaazio inonvelabuso
a*jujlifcoaerad^^siaawo--^|i se Aatopia a exposicio do 8a-
tissHBo Uaoramento aa qutaM ftaa-auota.
Sabe V. Revma. que essa exposicio tem um rito especial e obri-
gatorio, do qual nao licito igreja alguma apartar-se, o se-
guinte :
Na qaibta-fisira santa consagra- o celebrante dua hoattas, anta
desuada ae sacrificio do dia, e outra destinada a communho do
celebrante na mise da sexta teira da Paixo, na qual nao ha con-
sagraba. Essa hastia reservada para a missa chamada dos pre-
sasstifiuados eulioeada dentro em ura calix e levada [afBessioaal-
ente para o throno, onde fie esa um eofre fechado e rodeado de
todo o esplendor poaivel, de oade conduaido de nuvo, proceasio-
ualmeate 0 altar para a commuuhao do celebrante nt mencionada
missa da Paixao.
J se v pois que essa exposicio nao pode tee cabimento omit-
tlds astaissa de quinta a sexta fera santas.
Entretanto aqui so introdusio o abuso do preparar osbpol-
cuhoist, o tbron.i Iluminado, com o cofre e bwar pan este a
auibuU do sacrario, de onde depoi retirada e de uovo encerrada
no tnbrrnacalo, sera haver nenbuma i'a miseas.
Uto nio > o^utra as rubrica do missa! rom*no que consti-
tu m regra obrigt dispensar, mas tambem, est exptessumeote prohibido pela Sagrad
Gougregavio dos Ritos. S. C. Oec. !9 De. 1654; 20 Marco 1762
22 Det. 1770, e outros.
Para ni privar os fiis da solemnidade do triduo da semana
santa o Santo Padre Bento XIII permictio que naqueHa igrrj p-
rociiMa que bo podeesem por alta de ministros sagrados celebrar
os actos oom toda a aoltmmdade, a celebrossem com um rit ceos
solemue, isto reaudo o celeb'atite ajudado o preciar. naoiytos
tudo quanto na grandes solemnidade deveser cantado por diversos
sacerdotes.
Declaremos pois a V. Revma. que sem a celebrscio da missas,
seja pelo rito solemne, seja pelo sinples, nao pode ter lugar o
sepucAro.
Qaanto qaeilas rejas onde nao se conserva o Santiasimo Sa-
crameuto p.-rmanentemeuto aao podo ter o sepulchro em a ocle bra-
cio ol>mne du aemaua santa, salvo indulto apostlico t, B.
L)cc. L'8 Marco 1775.
Dcsejsmos que as marrizes celebrem-se os ac'os da semana
san', ao menos pelo ntJ simples e neate intuito encaroceino e selo
de V. Kevma. () *
Permittimos tambem que pnreste anuo n aquellas mtri)*j onde
for impjssivd a celebracSo, rnesm-) pelo rito simples, posaan os pa-
rochos celebrar missa rezada para dar a commurJi&o aos fteit. B. R.
C. Dec. 28 Julho 1821.
as nasa religicsas podei tamb-m haver mitsa rezada aprt-
valo taeello sea tu eceksiajanuis clausi pra c mmunhio da commu
nidade mente, pois que os filis em gerI devem, nesee dia, recor-
rer a n atnz, salvo licenc especial. S R. O. Dec. 31 Agosto
1839.
Alora estas cxeepQoc?, em favor das m*rizes o das casas reli-
giosas, nao pode haver em quinta feira sauta missas retadas, como
dispoe a Sagrada Cougn ;:i<.-3o dos Uitns. {Decreto citado.)
Dirigiudo-nos a V. Revina. sobre estes aesumptos nosso in-
tento nao e fazer conbecidos dos fiis estes pontos da disciplina
ecclesiastica, como tambem r.commendnr-lhe que persuada aos seos
parochianos de que, bem l> nge de crear embarazos s praticas reli-
giosas, desejamos gmente vel-as pralicadas segundo -
santa Ejrreja que foi incumbida di; cnsinar a todos ui
dade religiosas.
D us guarde a V. Revma.
f JOS, bitpo tlioeetano.
Um. e Revm Sr. vigano da fregu*ade........
mente da
ensinar a todos nos tedas vtr
(a) Eneontra-se este cromonial na ediccoes novae do Rttua-
de Paulo V, e uo !:vro do Eim. e Uevm. Sr. bispo de AosrH uti-
tulado : Culto Catholieo com solemnidade sto ministros1885.
Til eso uro Pro vi acia I
despachos do dia 24 de fevebeiro
dk 1887
Elpidio Valeriano Fcreir* de Olifeira.
Concillado *roviaeiaI
despachos do dia 24 de fevekeiro
de 1887
Oljmpio Francisco de Mello e Silva.
os aov-
Deferido, fiean lo irresponsavel o sup- Augusto H. Pedroaa e Jlo Cardoso Ay-
pliuaotb p-lo debito anterior do estabeleci-! re. Informe a Ia seceSo.
ment n. # 62 A, a raa do Visconde de Costa 4C.-A' P se^So p:
Inhauma,' visto privar nao ter BUL-ccdido! dos fins.
no roesmo est.belecimento. Jas Moreira da bva- \
Manoel Cardoso Junioi".Venha por para atteoder.
intermedi do Consulado. 25
Contas dos coilectorea de Pao d'Alho ei Francisco Cypnano da bilva aantcs
Iguirassu', do com mando do Corpo de Po-. Informe a l 880^50.
o dos thesoureiros das loteras ordi-
licia o do thesoureiros das loteras
narias da provincia e das Obras Publicas.
Approvadas.
Idalina Porphiria do Auiaral e Amelia
Maria Vieira de Barros- R gstre-Be e
facara-se os assentamentos.
Dr. Manoel Barbosa de Araiijo. Defe-
rido, para ficar o supplicante possoaloieuta
irresponsavel pelo debito da Ricifa Drai-
nage da casa n. 63, a ra da Ponte Ve-
Iha, anterior a Outubro de 1831, em que
haiive par arreuiataSo em praca judicial
a refunda casa, sein onus como informa o
Dr. procurador dos feitos.
Caetano Simplicio de Barros L-ite.De-
ferido nos tero >s Lauria & C. e Augusto Hermenegildo
Pedroaa. -Icfor ne o Sr. Dr. administra-
dor do Consulado.
Francisco Jos Lite &'C. -Restitua-se.
Mano-d Clemenlino Corr'a de Mello.
Ao Contencioso para os devidos tos.
Justino Per ira Alves. Deferido, sen-
do eliminada da coDtribuicao da dcima a
casa n. 2, a segunda travesea dos Reme-
dios, visto achar so as condiySes da lei n.
1,544, acontar dos exeroicios de 18sl
1882.
Manoel de Mosquita Cardoso.Deferido,
iicando irrespoasa/el pelo debito anterior
do pavimento terreo do predio n. 180,
raa do Coronel Suassuna, o novo inquilino
que nelle estabelecer-se, visto pruvar-se
a desoccupaySo actual.
Jos Besen-a da Cunh, M^rtinho Jos
de Jess e Joao Climaco Curreia. -Iofor
me o Sr. contador.
Joao Kup Jnior. Indeferido, por que
estando oceupada a casa n 77, a ra do
BarSo do Triumpho, ao inquiliso cumpre
provar que nao suceedea no estabdeci-
meato.
Eduv;ges Amalia C&vakante de Albu-
querqne. -Nao ba que deferir, porque
seguudo informa o Consulado, a casa n. 9,
a estrada de JoJ de Brros, por seu e-
tado de ruinas, desde o esercio de 1877
1378, dcixou de ser sujeita a contribuic2o
la dcima.
-25-
Dr. Manoel Barbosa de Araojo, Justino
Pereira Alve, Manoel de Mesquita Cardo-
so e Elpidio Valeriano Pereira de Oiiveira.
Ao Cerrtencieao par s devidos ios.
Augusto Frederico de Olivoira & C. e
sontas do eotieotor de Ipojuca e do theacn-
reiro da Obras Publicas.H*ja vista o
Sr. Dr. procurador fiseal.
Fausta Pergentina de Senna Barres.
Fa{am-se as notas oa portaria de liceoca.
Dbsningos Henrique Pereira de Lacena-
informe Sr. Dr. administradoroo Con-
sulado.
Qfficio do Dr. pro2urador dos feitos,
Moreira Silva & C. e Maria dos Msrtyres
lavares dos Santos. Informe oSr. coata-
1* seccao
1 socalo para os
Coi.nbra & C. -A'
devidos fins.
Barao do Petrolina.Intorne a 1*
lec-
Junior.Ioferrae a 1'
Na srtaso do dia 5 o art. Io do projecto foi ap-
provado por 128 votos contra 62.
Houve militas absteucoes de mioisteriaes, prin-
cipalmente de deputados yela ilha do Cuba
Tiveram o desenlace previsto as disences que
se vinhain mamtestando, ha tempo, as fleuas do
partido republicmo bespaulisj.
Reonira-se uitimarneute em Madrid uina assem-
bla d;> dolegados do partido para eseiiber entre
duas polticas rivaes, a dos amigas de Sajiuerini
a doa'ue Zorilla e Piy Uargall.' L
A div^rsuocia ente a maioria o a minora da
assemblea, ou, para tallar com raais clareza, entre
sorrillistas e ealmeronianos, versou sobre a linba
ao proceder.
Os primeiros teudiam a promover a suoversao
das iiisiituicoes muDarehicag por todos os meios,
comprehendidos sulintudoa violencia, os pronun-
ciamentoe, os tumultas loeae >e as sublevacoes
parciaes, anda sem pr-bibilidade de xito.
Os segundo ao contraria, propeodiamaoa proces-
sos pacficos i piopagauau, a ap liar at o actual
governo nassiias reibrnias*libereB, para a revolu-
cao tao somentr qnndo ni?o inteira fose leva-
da a ella por uinuioviineuto irresiativel da opinio
publica.
A discuseao foi' vivissim, apaixonad*. Nao
taltaram, aje mdimental-a, oa argmentoj possoes-
Cada o;.iniof.i derendiiacom a eaei-gia o vigor
qos a convieco den, por fiui, o triumpho dos aor-
rillistas. OstenU trea votos contra vate e qua-
tro SHnciouararo o roeedimento maia revolucio-
n^riii doDartido, que vai mandar um deputacao
di Sr. Rui Zinilla a pedir Ihe sua palavra de
or.lein pira a campanha J'oste atino.
Boppe se que -> ciiefe continuar o seutrabalho
o^e mina no tniliil*. emquanto o Sr. Pi y Margall
e encarrt-ga da propagauda operara.
Que tii fazer, depois disto, os salineraoianos
vencidos ? Lomos que fundarao na cmara uta
partida de republicanos maderadas, que e dis
taneie por igual d >s s<"us autigos amig.'s da es
querda e dos possibiiistas dn Oast lar. Ha com-
tudo urna verso, e esta do Libera/, que nio d
per consummado anda o rompimeuta. Reunidos
para deliberar crea da attitude em qae devero
mmi'.er-se, aeeord iram de nao reaiisar acto al-
gum que signifique a s-paracan do parttasl repu-
blicano-pngreesista. Masioquie h referida fo-
Ibaquer tsto dizer que as causas 3 jain realmen-
te como parecem que silo ?
Se a atHturt* contina a reunir-se parte a
Tomar delib. racr* ^xclusiras, o ruinpimt-nto vira.
A maioria que trinmpbiu na ass-inb .ini) accei
taria tal situacio e prefera prona ociar por si e
pernote si o divorcio a prolongar indefinidamen-
te.um estado de hostilidad interna.
A juiso do Sr. Castellar, a dissolucao do par-
ado democrtico progressist nio vem longe, e,
como Cusiquencia deila, alguna -dos que fonnam
hoje es'a agrupauSo p..l.tica nio eogrosiar as fi-
1 oca da Rusto, aJb.-riodo ao matiz man dem
cratico representado pelo Sr. Mirtos, e outros
abrcala" a poltica do poesiDilisuui.
A julgar peina sintonacoinmenta o Dia
nio sena diflicil qua o Sr. Castellar visae realisa-
das as aua prediuvoe acaso antea de que elle
raesnio o,isp''i(a.
A 5 tui Innf itlt gua u'um cst'iii-iro fraucez
com d m'-lb >r xito o couraca lo hespanbel Pelayo,
assistindo b esie acto &iiisideravel mullid io de
povo e grande numero de notabilidades.
0 ministro de H> spauba e 08 officiaea hesf -
nboes foraui muito comprimentudos em toda a
part^.
Ilavia muitas bandeiras hcspaubslas e fran-
cesas.
Beuseu o navio o bispo de Frjus.
Franca
Em Franca os es pin tos continnam encarando
sen mente a situacio. Os republicanos veem
em tudo priocipalmfntv os manejos eleiforses do
principe de. Bismartk, e se alguem pode en'rar
n'esses manejos, pelo que respeita a oBciilacoe*
bolsistas, tase alguem, observam os ergios repu-
blicanos, encontra-se princi talmente no partido
orleausu. que aproveita o ensrjo menos sob o
pofcto de vista pjlitico, do que sob o aspecto fi
nanceiro.
O ministerio Globet vai traveseando.todas as
diffi:uldadHe, e at agora desda qu dec ara qual
quer quesiio ministerial, ou de cofinauca, nio lhe
taita maioria.
Nio ser urna maioria compacta, proinpta a
seguir todos os capri -h .s governameotae ; asas
Pava terminar a ariilberia e a fortitcaco das urna maioria de zazu, que aprecia, e vota como
pracas de guerra, e particularmente de Ceuta, Ta- convein aos interesse do pais e da situacio.
rifa e Habares, o'ministro da gu rra de Hespunha I No entretanto as questoes quo no momento po-
vae p*air um crdito U'um milao meio de pe
gao.
Manoel Cardoso
ecylo.
laspectoria geral da Insirnc^o
publca
DESPACHOS DO DIA 21 DE FE.VEREIRO
Manoel Torquato de Araujo Saldanba.
Cumpra se e r^gistre-se.
24
Affonio Lucio de lbuquerque Mello.
Deferido, cou ofiiciQ desta da .a ao Ur.
regedor interino do Gymnas'o Pcrnambu-
uano.
Ang->Iiea Maria Roberto de Tesas, pro-
feasora publi;a. Justifico as falta3 de 1 a
6 de Dezembro do .ion i passado
Marianna da Silva de Jess, professora
publica. Inieferido por ter infringido a
arde a da presidencia de 21 de Maio de
1883 publicada em edital n. 685 d; 26 do
mes "o tnez e anno.
Joaquim Fraocis^o Pereira da Silva. -
Informe o delegada litterario.
Bacbarei Francisco Sdverio de Farias,
professor publico. A' 3a s'icjao, relator o
Da Antonio Justino de Souza.
PrescilU Sennorinha Mendes do Albu-
querque, prufessora publica. Deferido,
observando entr-tanto a snpplicanto qu
devia, em vista do art. 221 1 do R-g. que
vigora va ao tempo de sua escola pelicu-
lar, ter coiomuuicado o encTramento della.
aria Rita de Aguiar Fenseca', profes-
sora publica. Encaminbe-se.
25
Herculano Hygino Nunes Brandeira,
professor publico. Eucaminhe se.
Jos Xavier da Cunaa Alvareng i e sua
multier Julia Candida to Bago B.rreto e
Alvareng:, prolessores pblicos. Ene -
niohe-s;).
Amelia Maria da Conc^ao Ramos, pro-
fessora publica. Cu-.npra-se e registre-se,
[- Antonio Pereira de Vasooncello.Como
reqn-T.
Secretaria da iustruccao publica de Per-
nambuco, 25 do Fevereiro de 1887.
0 porten ro,
J. Augusto de Mdlo.
UliuU DE PERbS-CO
RECIPE, 26 DE FEVEtitlR DE 1887
noticias da Knropa
A seguales noticia, tratIdas pelo vapor fran-
cs VUle do Cear, e q je alcaucaui 8 do correte
de Lisboa, completam a j* publicada.
Bespauha
El* o que n'aqueila data escreve sobre ese paiz
o aosso correspondente de Lisboa.
retas.
No cougresso de deputados, o governo fe
questao de gabinete da approva,-4o do proieeto de
fctrendamento e administn-cao dos rreitoa sobre o
ttrbaev.
diam dividir os votos, e distanciar os grupos,
contiouam em estudo, e desse estudo deve com
toda a rasao esperar-te que se ebegae per fim a
conclusoes quo possam facilimente encontrar
urna maioria parlanentar que aa appoia. .
Sob a inttitaiooee democrtica todo os par-
\
tidos carecem de preparar-se para o exercicio do
poder. E assiin os horneo publico habitnam-se
a encarar os problema poltico sob o ponto de
visto pratico, anda uesmu quemilitem na oppo-
QO.
De outro modo nio raro suocede que se oa ac-
cidentes da poltica os chamara ao poder, mait
depreasa do que esperavam, ah se encontram
na situacio de parecerem ter abandonado as opi-
ni5es que protessavam, quando muitas veza, o
qu so Ibes acontece, e o rseonhecerem, embora
tarde, que nao podem pl-aaem pratiea.
Anda ha b-in pouco dia um moco e talantoso
ileputado, a Sr. Pichn, embecido pela suasJ
ideia avanoada, distincto redactor do jornal di-
rigido pele Sr. Clemenceau, usando da palavra
consegnio garaes applausos pia torina delicada
dassuas aasayeracoes, e pela c.apv*lu,r.i que mili
tos ni jS*> - Dat*aira origem a SJSSliii iin,a>rfimsl
a apressasssjii do ;-mnln j/m silfT it ii i oatasfl*
franceza. Coniesta-se ao estado o direitj e a
utilidade de subsidiar cultos. Rejnta-se as
verbas applicasv a cortos servioos religiosos o a
certa dignidades ecclssiauicis. A oabaixada
junto da santa Se sempre alvo de urna propos-
ta de suppressio. Mas os goveruos quo sempre
sao propensos modera :io e ka traasaocoe, iu-
sistem para que tudo fique ooiac ota o caso
que tudo mu vai fioendo.
O Sr. Piebou, du estrema esquerd, esse dopu-
tado tio aooo anda a que cima se alinde, sus-
tent ni este anuo a proposta que fez para a sup
prosiio do orcameuto dos coitos, com um discurso
realmente magistral.
A folaa que temos vista eoearecem aquella
auspiciosa estra parlamentar. O, principios
que prtgoa cora tanta eluquencia, faaeoa parta
do programma radiaal.
Em Franca a separacio da groja do estado
am principio geralinente recebido por toda a gente
liberal; no partido republicano franues, qncm aao
vota pela separaci, fal-o someote por transaccao
com os catholieo fervorosos que v 'in nella urna
hostilidade munifesta 4 igreja e, ainJa maia, ao
clero.
0 presidente do gabinete, Ooblet, do numero
dos que a aceeitam em principia Ib regeitam a
opportunidade na discussao do orcamenro. E a
vi-rdade qui existe um priJaaM csdachI, que
est sujeto ao exame e estudo da commissio res-
pectiva, sobre tal assuinpt i. So iluti a com-
inissao apresentar o parecer, ser occasiao de
abrir se o debate tobre a questio, em que a c una
ra tem de pronunciar-se a favor ou contra. Por-
tante, posta a q'ieslo oestes termoe, o Ur. Qoblet
eouseguio deixar de p a concordar e o orcamen
to dos cultos, o que foi decidido pela cmara por
331 votos contra 173.
E' destituido do fundamento a noticia da
Pall Mal tlazette de terein sido chamados
Franca oa reservistas franceses residentes em In-
glaterra.
0 Temps fae notar a liogua^em de todos os em-
baixadores em Pars, esp^cialinonte a do conde de
Munoter, que tem um carcter passifico e trauqui-
llisador.
Hi piucos dias, o Sr. Sigismond Sacroir,
deputado radical, manestou nos corredores da
camaia a sua inteucao ile interrogar em sussio o
Sr. O'ib'.'t afim de lli dar easejo a una cxnlic.-
ca.> pub'ica sobre & situacio externa e ai'nn-i-
cio da poltica pacfica da Franiji.
) Sr Ooblet respondeu que jolga intil seml-
ilunte debate depiis das reitTadas declaracos
do Sr. Kreycioet e delle proprio, declarago; qu.'
nio deixam divida alguma Ac.roa dos sentiuientos
pac lie >e da Franca e do governo ;accresceutiu
que, se urna nova declaracio era intil sob'o pon'o
de vista ptlitico, era-o igualmente sob o poato de
vista do mundo financeiro. porque tmlna convic-
50 apeiad em provas eeiras, Ae qae o pnico
des:es ultimo dia ora excluivaraen',e ebra dos
especuladores. Eti vista desta razoee, o Sr.
Sigismond Lii-pot desisti da sua idea.
Esta > desvanecidos os r-'ceiosda guerra, dizia-
se ltimamente em Pars, e aao se disia, mas te
legraphava-se dalli para a cinco partes do inun-
do.
As relacSes entre a Allemanha e a Franca, nio
podem ser mais cordiees. Os peridicos raais im
portantes nio oeciltam o excelente effeito que
produziram as ideas d pas.
O Temps congratula so pela attitude prudentes
si na observada pela imprensa franceza nos mo-
mentos di (ficis, precisamente quando t^do o mun-
do julgava imininente um* guerra entre a Franct
e a Allemanha. Accreseenta que se demonstrou
claramente qne a Fraue-i nio deseja a guerra;
sobretudo a guerra oflensiva ; ma que ao mesmo
remoo se mostrou disposta a repellir qualquer ag-
gressio, utilisando todos os seus meios e toda a
sua energa.
Apesar de todo este idyllin de paz, atfirma se
que o governo francez mandara fabricar em Ven-
dan 21)0, Est a construindo a toda a pressa, e por ordnm
do ministro da guerra Houlanger, um grande
quartel.
As obras fazem-se com tal actividade, que os
operarios trabalba.n de dia 3 de noitc, com o au-
xilio de luz elctrica.
BlBiea
E' afondad* a noticia de ter o goveruo b-dg
ped'do um crdito especial de ciacoenta milUoos
de francos para despezas de guerra.
O que ceno, por n, terein as autoridades
militares acons-lbado ao ministro, que pedase um
crdito do 80 railbo^s para o ca*o de haver qual-
quer conflicto na Europa.
Dessa verba, a quarta parte seria applicada
compra de novas espiogirdas, empregando-se o
reato em eoiniletnr vanas obras, que permittissera
Beigica defender as suas fronteiras.
. Muliana
0 eooselbo federa! dirigi as autoridades can
tonaes uma circular eontend) insrrua^OfS para o
caso d'um cbamamanto s armo dos soldados
SU830S.
Qaareota mil bomens podem estar reunidos em
48 horas.
Italia
N iticis tidas por autbenticas e recebidas em
Lu res no Io de Fevereiro dizera que as forcas
italianas no litoral do Mnr Vcrmelho repellir.un a
5 de Janeiro, em Saati, um ataque de abexias.
No dia suguiute, uma columna italiana que mar-
chava para Saiti, foi atcala pelosabexins e der-
rotada. Apenas sobreviv-Tan; carnificina una
ooventi italiano;, que recolhtram a Massuab, ie-
ridos.
As tropas italianas acabara pois de soffrer um
desstroao revez na Africi.
A occnpa^io italiana em Massuah havia corri-
la sem iucidentea. OoueQam agora.
Emquanto tudo corro bein, nao ha que receiar,
as logo que ch-'gam os revezej, que os espiri-
to se sobresaltam.
O govemo italiauo j fizera reforcar a oceupa-
50 de Massuah ; mt. antes- de l chegarem os
reforcos, que se diz ter oecirrido este desas-
tre.
N Vi asaomio prooon.oes que prcoecupassem em
demasa o governo, no ctanlo no publico que a
impresaio foi pouco agradavel.
O conde de Rooilant que ha pouco tempo toiiou
coata da direccao dos negocios e:traugeiros, no
uMuisteno presidido pelo Sr. Deprctis, nao parece
t ; sido nunca muito partidario das expedices
utricanas ; no eutanto acbaudo n trabalho corae-
padoj nao ser provaveimeute dusque aconselhum
a ab.iuJOnal-D.
O presidente do conselbo de ministros deelarou
portauto na marta do da 4 que o governo es-
timara que a cmara approvasse o crdito de o
miliioes de liras, silenciosamente, mss depois das
aceusaces aventadas contra o gabinete nio pode
por de banda a quesio poltica ; pedio, pois, uma
votacio que manifestaste com coda a clareza a
coufianca ou dcsconfianca da cmara.
A ord-"in do din, para e simples, repellida pelo
ministerio orno prora do descoufiauca, f 1 regei-
tada pela Cimars, por 215 voto contra 185.
Depois, votada a inocuo de coufianca, a cma-
ra regeitou quasi por uoaiuinidade a moca> apre-
sentaoa pelo deputado socialista Costa, pedindo a
evacuacao de Abas Massuah e em escrutinio se-
creto approvou o crdito extraordinario de cinco
inilhoes, por 317 votos contra 12.
Km scgji .a foi levantada a sessao.
Cumpre accresceutar que a discussao do cr-
dito de 5 milbes de liras foi muito acalorada.
Varios oradores declararam qua votariam os
;redito?, mas que nao approvavam que o ministro
da guerra expedase ordein ao general Geue para
sus euUr o maoler o fortes de Otumbo e Mon-
kula.
No fim da scaiio houve as proximidades do
palacio da cmara uma manifestacio popular,
sendo presos alguos manifestante mais turbulen-
to.
R -smente foi extraordinaria a sensacao pro-
ducida em Roma pela noticia da derrota das tro-
pas italiana.
Os jornaes teem publicado artigo muito vio-
lente, alludiud s declaracSet tranquilizadoras
feita pelo conde de Robilant, em resposta s in-
terpellayoes do Sr. Ruxis.
O* grupos que fizeram uma maoifsstaoio rui-
dosa diante do edificio do parlamente, repetiram-
n'a no dia seguinte as suas demonstrares maii
ruidosa e bostis, com arroaca de vivas e morra.
Foi ueceasaria a intervenco enrgica da polica
e da tropa, o fiz-ram se muitas prises.
deputado Cocapelier foi muito applaudido.
Falln multidio e aeooselhou prudencia e
tranquillidade, afilrmando que aa cmaras a op,
.ftosicao saberia exigir a respoasabilidade do go-
k'rno.
Na cortes' era grandialaia a agitacio.
(Consta ao jorual Capitn Pracaua, qae o conde
Robilant e outro niniatras, depois da votacio do
*i4u cmara, manifestaran} lencas de se de-
bttireea.
O Temps de i em tsJsgramma da ultima hora
que se rece n-a de Roma, dava a noticia prema-
tura de ter cabido o ministerio Oepretis.
Na sessio de 5, o senado approvou por unani
raidade e sem discussao o> crdito de 5 milbo
para a expedicio de \Iassuah.
Um re tono do cotnuiaodante italiano em Mas-
suah disia em data de 22 de Janeiro, que Ras
Alula, por intermedio do explorador Salimbeni,
c-trregado d- gnlho -s, intimara ordem ao cora-
mandaute da cxpidicio italiana para evacuar os
fort-.H avauciios e limitar a ocenpacio a Ma-
suah.
O Sr. Salimb -vi, ameaeado du morte pelo gene-
raliasimo abescim, pedia aos italianos qne acce-
des:iD ; mas o general Oene espondeu que nio
poda aciitir aquella intimaca A verdaie que
o ministerio italiano se encoutra em serias diffi-
enldade.
W sata-S
E.t defiitivaiaenie marcado o di 7 d Marco
para o consistorio.
;.0 p*pa aproveitar esta occasiao para tratar
em termos nergico da questao do poder cor-
poral.
Inglaterra
A perda da eleicio do Sr. Oosahen por Liver-
pool, foi um verdadeiro desastre para o ministe-
rio Salisbnry.
O Sr. G-oschen o ministro que substituid lord
Churchil no gabinete ingles,
Um deputado de L mdres resiga~u o seu lagar
afim de que o Sr. G/ischen se prop>zsse. 0
p-ior que n< parti larios de Oladstonej desi-
gnaram um dos s us para disputar a eleicii. Em
Liverpool o Sr.'Goschen foi derrotado por um ami-
go de Oladstooe. Em Londres arrisca-se a sorTrer
igual derrota.
As explicacos qu-i lord Chorchill den cim re-
lacio ao seu alf.istainento do givern-i, nio d -ix ioi
este tanib-ra era pisicio muito songdra.
Lird Cburehid desapprova a politiea interna e
externa seguida pel marquez de Salisbury. Prin-
cipalinunte com respeito aos negocios internacio-
naea o jven lord mostra se adverso ais arma-
mentos da Qri-Uretniba, e pronuncia se m favor
de una p.-litica piuifiea, que s-m deixr de FasflC-
s ouvir nos ciuselhos da Europa, se abstcoin
comtudo, de siu .-irar enredos que nada p id-m
aprowitar Inglaterra.
Assim o governo do marquez de Salisbury so
vai suc-csasivaisvlate eafraqueaend), o qu equiva-
le a dizer, que tu io propende para levar de uovo,
e em breve ao p ir, o partido liberal.
Julga-se, porm, que, por ultimo recurso, o mar-
quez de Sliabury recorrer a djissoluca j da c-
mara dos deputados. Mas para lancir mi desse
exp 'diente necessario que os element-is libu-aes,
que o amparain, .-: -ja-n d que termos, porn, se trrir a luta eiei'jrai V
E' o qae nio pode dizer-se desde j, porque so
o goverao tiver do lancar mi d'aquelle n-carao
exb-eiuo, so provavl que o faga depois da apre
seutac de pr.j-ctos c-im respeito queatao ir-
laadeza. Porque sem que o governo ao deseuipe-
uiii desse couipr uniis >, nio natural que acoase-
Ihe c iroa a Jiss lucio do parlamento.
Se nem se quer livesse forea para se desempe-
nhai do que prometteu, mal ple *;ippor-se que a
tivesse para appel'ar para a urna. Ficaria irre-
mediavuiinente perdido
A cara-ira dps coinmuns discuta na g-ssao de
4 do Fevereiro a emenda do Sr. William liandll
Creiner, a qual consigna que a occupac.ao do E_-yp-
to irrita os g -vernos estrangeiros e pede a iinof-
diata retirada das tropas inglesas.
O Sr. LiWi 111 apoi-.u a eraeu la, Sir James Fer-
guason comhateu a, sustentando que a oecupacao
nio produz irritaba) nenbuma, antes e um bene-
ficio para o Eyptp e para o raun-1 -, e qua neuhu-
ma potencia procura apressar a evacuafio das
tropa* ingiezs.
Estamos prestes, disso, a eutr -r na com-
promissos mai solemnes para a ueutralisacii do
Egyp.to, e antes 4e conseguir o fim que pretende a
(ira-Bretanha, nio retirar as suas tropas do
Egypto .
A caraira rej'i'ou afina! a em u-la Jo Sr. Cre-
*er por 263 voto contra 97.
O Sr. Parnell apresentaria na sessio de 7 de
Fevere.iro um projesto de lei relativo a questao
agraria na Irlanda.
Toda a imprensa se refere as impressoes paci-
ficas, que os assumptos internaciouaes determiua-
ram oltimaeaen'e, iu inuando que se vai desvane-
cendo o recejo de um conflicto immiiiato.
O 2Vme declara que nio presta o eu ,'ipoio aos
boatos bellicosos e de excitaca" de urnas p itencias
contra as ou'ras. E, com ell'eito, publica muito
poueas noticias sobre o assumpto d .s telafoes en-
tre a Allemanha e a Flanea.
O Daily News louva muito o procediicento do
governo e do povo fmuoez, dizeudo :
o A attitude e Drocedimento -o governo raucez
teem sido exemplares
" As provas pacificas dadas pala Franca faz j/n
boje prever que nio haver guerra entre a Alle-
manha e a Franca, a nio ser no caso em que Bis-
marek se eiapenae em a provoca!.
Neste 3eotidu se exprimem todo os outros pe-
ridicos da maohi.
S o Standard discoria destas opioiot-s, sus-
tentando que nao ha facto nem razio seria em
que se fundem as correutea tranquillisadoras, que
de repente cowecaram a predominar. Descreve
assim a situacio:
Apezar da paa estar em todos 03 iabos, a
guerra est em todos os coraces .
tllemaiiha
Desde que se dissolveu o Rcicbstag, o principe
de Bismarck tem tido quasi todos os dias prolou-
gadas entrevistas com o imperador e com o prin-
cipe imperial. Em certas eccasioes o velh 1 sobe-
rano receoe o cbanceller na presenca do herdei-
10 do tbrono.
Este eetranho facto muito commentado nos
circulas polticos de Berlim. Falla se de prujec-
tos extremamente graves, discutidos n'aqiellaa
conferencias a tr s.
Os partidarios do septenoato militar espalha-
ram que houve entre o imperador, seu filho e o
cbanceller discussoes multo calorosas.
Segundo se disse, o imperador Guilberine de-
clxr-u que abdicara se o futuro Reichstsg tor-
nasaa a regeitar as reformas m litares.
' evidente que este beato u-o passa d'ura cau-
to phaniasiata, inventado para uso dos eleitores
recalcitrantes,
O prinpe de Bieraartk nao trbalas e para
vencer, mas quer, deseja e precisa uma victoria
aavgaaUda, lucontesUvel.
D'aqui provm elle lancar mi de todos os re-
corsos Dar consesuir a realisacio dns bhiis Hei-
jos. Pactua p-r isa) c^m ua UalHbito. cjuiga
com o favor d'elles augmentar o numero de depu-
tados que voiein o septennato. Diz se por seo
que ai 1 duvidnu recorrer para Roma, para que a
Btiieouia do Papa possa vir em seu favor, e para
enllocar alguna Jos eos adversarios na apartada
coojnnctura ou p uiiificiac-s, ou de esqnecerem e prem de parte
us suas opindes.
Esta iniervencao do Papa, solicitada por quem
deve ser, como sio todos os goveroos, eiosoa da
eua auoridade, e nao o deve ser menos o governo
do p incipe de Biemarck, um caso que d lugar
a serias refl xoes, se nio nm eymptoma bem
significativo da situacii em que se encoutra o go-
verno do imperador Oulherme.
E se so principe de Bisroarik pode er til a
nterveucio pontificia, poique attrahir por essa
(orina alguns eleitorr catbolicos, pr.vavel que
aquella intervencio nao seja agradavel aos de-
mais eleitores.
O resultado da Incfa preoecopa seriamente o
iov> rno, porque, repetimos, se fe espalhxr a noti-
cia de qne o imperador abdicaiia, se o novo par-
lamento Beguisse a opinio do parlamento dissol-
vido.
Por ventura esta noticia destinada tambem a
ejercer pressSo no animo dos eleitores, mes qoer
teuham este intento os que a eep Iham, quer seja
verdadeirs, de qualquer modo, por todo os lados
se v o empenbo eos que o governo vai seguindo
os lance da lucta eleitoral, o recelos que tem
de que a victoria lhe escape.
Nio ser, pois da admirar qne oatras noticias
de sensacao se eapatheui anda, at que aeja co-
nhecido o resu.tado da eleices, e, at l, a bolsa
pendendo para a baixa, alimentar as duvidaa ou
talvez recuios de que baja guerra, parque, se taes
receios se desvanecessem de todo, o governo da
Bismarck a cuto paderia contar com um parla-
mento favoravel aos seus propsitos, que, se real-
mente nao sio bellieoao, bem o paraoem.
Por mais que *e repitam aa noticias bellicas,
por mais sombrias que sejam as cores com que as
revistara, no fundo, e desajo de conservar a paz
existe ineoutestavi-loMsute.
Que o gavera o alloma > insufle os boatos de guer-
ra, pude muito bem ser, menos parque a deseje,
do que porque lhe eonvenua fazel a recetar, para
assim conciliar em mu favor os eleitores. A luc-
ia eleitoral na AJiroianru esti-se ferindo esm
grande ardor, e por isso o governo envida todo
o eafore 1 para ale ncar nio s a victoria, mas
o que lie almeja, urna victoria estrondosa.
Que se dira, ua verdade, se o principo de Bis -
marek, se o imperador Guilhirrae, appeilando para
a urna, o resultado do sufragio Ibes dase apeas
um d esees triumpho em que o uomero dos adhe
rentes a custo sobreleva o dos contrarios ?
Quanto aos boatos guerreiros, crto ^ue, no
mundo ofiicial, a Allemanha, o principe da Bis-
uaari-k, o imperador, nao casara d^ assegurar que
por seu lado nio ser perturbada a paz, que aao
ser nunca a Allemanha a que tomar a iniciati-
va de declarar a guerra Franca. E que inte-
resse tera a Alleirantia em declarar a guerra ?
Ninguera dispoe, antecipadamente, da victoria.
Por muito que a guerra h -je seja ura trabalbo
scient>tico, aiadt o ijue se chama a sorte da guer-
ra entra por muito nos accidentes de urna cam-
panbanha.
Que a Allemanha se prepare, que elabore no
*eii intimo tantos quautos planos de invasio e
destruicio da Franca lhe approuver, comprehen-
de-se; mas d'ahi a entrar uo terreno dos fictos, a
distancia enorrap.
Por sua parte, a Franca nio poie esquecer os
desastres e nutre, portauto, a doce esp-rauca de
que ha de chegar um dia de feliz corapensacao
para as amarguras quo soffreo. Mas neui por iso
correr par o corabat com o coracao ligeiro ,
como j o fez.
E' o mi8 natural pois apreditar as disposi-
c -s pacificad dos goveruos, do que as suas ten-
coes bellieosas.
Na obstante, o Post publicou ultircameute um
Nirligo, que quasi urna proclamaba > eleitoral a
prol das candidatos tavoraveis ai projecto mili-
rar. Diz o artigo que o impulso dado pela Fran-
ca s ideas da desforra j irresistivel ; que o
general Boulanger o culpado dsata situacio Pel-
lica d. espirites e que. nio est na sua m.io deter
u movimento que preparou.
O Post d pois a guerr 1 inevitav.-l, por nio po-
derera os govern >s trancez* mpedil-a. O arti-
g 1, (qsWaota um cjriesp)ad3nte, deve fazer ex-
ct-llenre'ff-itJ no-i eleitores allemaes ; tanto mais
quaouvem pregir- he de toda a parte a vo-
|*aaa d t projecto miliar a paz ;a rejeicio a
! guerra
Era Beriim causn grande sensacao oJaJto de
se apresentai- candidato as prximas eleTco ge-
1 res da Allemanha o priucipe Leopoldo de Hihen-
sollern. O principe a presenta-so como canlidalo
1 patritico.'
Como se sab;'. o priseipe L-'opoldo casado
1 com a .iiiucca O. Autonc- de Braganc, rutado
1 re de Portugal, e foi a sua candidatura ao thro-
no de Hespanlia ama das causa d/> guerra fran-
eo-orussiana em 1870. O principe teuente-ge-
Spral do cxi-rcito da i'ruasia e ebefe do regiment
fuzleiroa de Hihenzollern 11. 40. A sua can-
didatura upoinda pelos conservadores, pelos c<-
rhilicos o peiija liaeraes.
O correspondente do Standard era Berlira, pea-
so 1 autcris-ida e primando ao que parece cora pos-
soas das in-iia corapstenles da chancellaria aHe-
rai, pirticipava lhe no seu ultimo despacho:
Prep-irava-me para desmentir as noticias o
eorainentari is publicados pelo Post do Bcrlim e
pelo FrendeiMatl de Vienna, noticias estas qne
produziram na Europa um pauico g-iral.
Porm quando ia tazar, tive occasiao de con-
ferenciar cora ura personagem iraportaute, cujas
palavras merecer a maia absoluta coafiai;c,a.
As Ueciauav'o.3 que elle me fez. e as noticias
que ultimameare recib, obrigara me r. dizer que
as relucios da Allemanha com a Franca atraves-
sam, n'eate momento, nina crise grave, > icaao
de um momento para o cutro, um incidente qual
quer provocar a guerra.
Que grande contraste eut'e esta verso e as
quu se leera no fira da pri-neira seccao a'eata re-
vista !
Nada se Sabs de positivo a respeito/das iu-
tenaoes do governo de fazer um emprestimo de
300 railhoes de marcos : apezar dos desmentidos
da Gazeta de Colonia, ulguus jornaes coutinuam
alfirmando estas intened-s do governo.
Astolria Hungra
O governo da Austria Hungra como ha dias o
da Rii-sia e o da Allemanha acaba de prohibir a
exportacao de cavallos por todas as fronteiraa
daquelle imperio. Aindi que parefji de pousa
importancia esta sSMlsgj i* gabinete de Vieuu*
as proprias contradiccoes era que audain as folhas
estrangeiras parece indicarera que aao estar pa-
ra milito louge o desenlace do grave incidente em
Jue a Russia fez re vi ver a tama questao do
'riente.
Ao lermos, a linguagem franca e enrgica da
Gazeta de Mosoow, urgi qu todas easem que
inspirado pelo gabinete russo, a resp'ito da Alle-
manha, nio podemos deixar de pencar que as do-
claraeooa pacificas, que se esto fssendo a cada
matante, nio sao aeuo ura modo de oc:u!tar a
verdade, que est inui longe de transpaiecer.
Uma das mais poderosas armas da p tica e da
diplomacia creamente, a dissimulacio.
Na presenca dos mais i np ir'autes accordos, e
ante a solucio de um difiicillimo pr/oleraa, todos
os sophif mistas, todas as reservas, sio pouuos. Os
governos erapenhados um to laboriosas e arrisca-
das negoci-icoes, que envolvora tio vitaea interes-
ses, e que deterraioam circumstancias tio criticas,
nio comraetteriam a indiacripeio de entrar em
expcacoes, que mudariam de am momete para
o.outro a face dos negocios e a attitude dos go-
vernos.
Mas, qualquer que seja a forja e a cordura.de
um ou outro gabinete, o que mais que claro c
patente que a Auatriu nio ojculta que tem n-'ces-
aidade de acautelarse cada vez mais ; e que a im-
prensa russ nao se limita a acouselbar, araeaca,
e esta attitude nao pode coasiderar-se como pre-
nuncio de paz.
Sts os goveruos europeas, mais tortea e mais iu-
flaeutes, c nioeguirem aianter a piz, nas melindro-
sao] circumstaocias qne atravessam/'s, terio dado
sem duvida ra.is ura tcatjmunho do seu amor
c-ivilis.icao.
0 ministro dos negocios eatraageiros, responden-
do na aeasio de 5 na 1.'amara a uma intcrp.-llacao,
disse que as relacoes inte'ramenf-i satisfactorias
da Anetria-Hungria com aa demais potencias nao
soffreram a menor alteracao ; c gr.verno contina
a alimentar a esperanza de jue si'r inantida a paz,
ua couforraidude dos desejos de todos os gabinetes,
especia'menre do austraco, nao obstante a air.ua-
?ao gen! da Europa ser um tanto incertae grave ;
deelarou terab. ra que .-.s mcJas de precativo da
Austria e a cOnvocacao das delegacots nao de-
vera le rao lo algara ser consideradas como sym-
ptomas de guerra.
.0 correspondente do Temps, em Vienns, er na
seguate evolucio poltica do principe de Bitmarck.
dep is dos seas discursos no Reicbstag a appro-
limacio da Allemanha com a Russia foi substitui-
da por uma approxmacio com a iustria ; o prin-
cipe de Bismarck organisou ama colligacao da
.Austria, da Inglaterra e da Italia contra a Russia,
colligacao eiaque tambem entrar. Allemanha, se
a Frauda auliar-a Riasia.
Btanla
Parece que Ib czar o as pessoa que o cercara es-
tao muito inclinados paz.
Affirma-su que a Russia vai aubmettera reuniao
dos cmbaixadires, eraConstantinopla, um pr gram-
ma bastante moderado, afira de quo todas as po-
tencias o acceitem.
Ei* aqui as (priucipaes propostas da Russia :
1.* Deuiissaj) da actual regencia, e em troca
desta c ucesbio, renuncia da Russia candidatu-
ra do Duque e Miugrelia.
2.' Eleicio de urna nova Soboani, qual ser
proposto um outro candidato escolhido pela Russia
e aoceito pelas) potencias. Parece que este candi-
dato ser o Duque Jorge de Lenehtenbeng.
3 O novo fjriucipe da Bulgaria ser ao mesmo
tempo goveroajdor geral da Roumelia.
4* Ruas^a renuncia a toda e qualquer ing-
rencia no negocios internos da Bulgaria.
Todo os nVuiUtertos, esoepeio do da Guerra,
serio confiadas aos blgaros.
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Diario de Pernamlco~Sabfcai* 26 de F5Yt>rr# de 1NS7
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5. A pasta da gaarra, Hem coano os altoi eom-
raaados do exercto blgaro serio confiados a offi-
ciaes superiores delegados palo csar.
A Rusta propoe-se enviar a Sofa, como seu
representante diplomtico o general pnocipj Can-
tadueoe, autigo ministro da guerra oa Bulgaria.
Todos os commaadaatrs de regimentos e de ba-
talhoes serlo escolhidos d'enlre o quadro das offi-
ciaes blgaros.
9 artigo de tundo da fatela de Mosaow do dia 5
dirigida peto Sr. Hatkjff, censara Attemanba a
auainolitiea tendente a favoreeer a Austria cus
tafda Russia ; aio admitte mediacio algama no
Oriente, oude a Russia tem direitoa historeos, en-
tretanto qne a Austria, introduzindo-ae n'ura do-
minio completamente estrauho, deve encontrarse
n'esse caminho em conflicto com a Russia ; a rae
diacao seria aqu tomar o partido do aggressor.
A Gaztta aeonselha ao prioeipe de Bismarek que
se deixe do jogo das aHianoas ; que se limite a
consolidar a ana obra ; qao desista de novoa de-
signirs; e que nao pretmsd rxercer urna especie
de dictadura obre a Europa.
Segundo annuncia nao despacho de 8. Petersbur
go para o Journal des Debis; o telegramma do
imperador Guilherme, em resposta ao csar decla-
ra que a Allemanba nao tea a minima tencio de
atacar a Franca, e a resposta do priucpe de Bis-
marck ao Sr. de Giers faz idntica declaraban.
Estas dnas respostas foram communicadaa ao Sr.
de LabouUye.
O ministro da gaerra desmente categrica-
mente o boato que attrbuia a uin offk-ial addido
ao seu ministerio certa linguagem indicativa de
imminente mobilisacao do exercto.
Oriente
A questao da Bulgaria vai no caminho de che-
gar a urna solucao pacifica. Nao ser eleito o
principa que a Russia indicara, mas a grande as-
aemblt escolher outro qae tenba as boas gracia
do czar, e concille a sequioacencia de todas as do-
mis potencias.
Convoear-se-ba outra assembla, e ser essa a
que ter de escolber o priueipe que reunir todas
as virtudes. A regencia assim rctirar-se-ha da
scena sam ter log-ado levar a eab o que deaeja-
va, nao consegniodo comtudo, ver de todo reaiisa
do os desejos que a Russia manifestara.
Em ConaUutinopla trabnlha-se, de boa vooUde,
para encontrar urna solucio queto da Bulga-
ria. Como i i sabido, a Sublime Porta assumio,
ltimamente," musi de congregar a Bulgaria
com a Russia. E, pode muito bem Mr que o venha
a conseguir, por ato que secundada pelas po-
tencias, cujos representantes reeeberam, segando
ae diz, as mais conciliadoras instruccoes sobre o
assnmpto.
Tanto o programtna da regencia como o do Sr.
Zancn, sio, ao que parece, iuaeceitaves. O ulti
ino, apresenta urnas exigencias de tal uutureza,
que a Porta de'iberou inmediatamente p.-o de
parte. Se at a Russia o acba exagerado 1
Entreunto, admittindo-se que sincero o de>-ejo
de ambas as parts de chegarem a uin desenlace,
nao ser alterada a, paz do Oriente.
E' evidente que. a ambicio da Russia aspira
dominar sem competencia nos Balkans; mas,
certo, que o goveruo docztr tem hesitado at ago-
ra e contina a hesitar anda em oceupar a Bul-
garia.
Pallase novamente na candidatura do rei Mi
Un da Servia ao principado da Bulg ria.
__Dizem de Bochare-, que a cmara votou por
uuanimidade, menos uin voto, dspoia de ouvir o
parecer do Sr. Gogalniceauo, um crdito de cinco
milhes de francos, destinado a comprai o arma-
mentos
As operacoas para o re.-ruUmento na uruju,
torain adiadas at Juoho.
Corre o boato da proxnni concentracio das tro-
pas h elle ni cas em Atbeuas para grandes mano-
bras.
Harrocos
Diz nin despacho d- Tnger para o Tines, que
o Sr. Feraud, ministro da Franca obteve o assen
timento do sultio para unta rectifica; ao importan-
te da fronteira da Argelia e Marroco.
Sbese, de fonte autorisads, que o sultn de
Zanzbar renanciou voluntariamente as suas pre
tences sobro o terriiorio de Hiliin-indjah.
Pelo meuos assim o dizem os allemies interes-
sados directamente no negocio.
Coeliincliioa
O coronel Brissaud, segundo noticias offijiaes
do Todkin. aleaiicon no di S novo triumpho na
provincia de Thau-Hia coutra os partidarios do
regente Tbuyct.
As forjas francez8s tiveram oito homens feri-
dos, sendo dous d'elles officiaes.
KstaiIoH-talilo1!
Dizem de New-Yoik.que mneomboio quetrans
portava 80 viajantes, proeipitou si no rio gelado
em VKsenver. Os wagons amontoados incendia-
ram-se. Foram salvas urnas -10 pessoas, mas a
maior parte d'ellaa gravemente fen ias.
__O conflicto diplomtico entre os Estados-
Unidos e a Iuglaterra, pur motivo das depredaces
dos pescadores americanos as aguas canadienses
envenena se. Trata-se agora de urna deliberacao
do senado americano volando um projecto de le i,
que aotorisa o presidente da repblica a ordenar
medidas de represalias .contra os pescadores do
Canad.
JAlgons senadores, nao contentes com este voto
significativo, proounciaram-ae com extrema vio
lene a de 'linguagem contra a poltica do gabinete
de Londres e recommendaram, sem rodeos, urna
deca recio de guasca, Inglaterra.
No dia seguate, urna parte da imprenta de New
York, tendo o Herald e o World frente, protes-
ta va contra essas palavras e considera va absurda
a hypothese de um conflicto armado entre os dous
paizes. A ameaca, havida como ridicula pelos
dous referidos jornaes, nio o tanto que nio aba-
laste os conselheiros da rainha Victoria. nter pel-
udo na cmara, Sir J. Forgussou, sub-secretario
do Foreign Offico, tez declaraces cujo carcter
eonciliador certamente o esultado da attitude
comminatoria do senado americano. Nao tardar,
porventura, a intervir um arraujo da pendencia, e
a America nis ter a lomenUr-se da linguagem
violenta de alguas dos seas legisladores, po:s que
.1 .'tprininnii fio ranida mudauca na attitude do *'o-
dotermioou tio rpida mudauca na
reign Office.
O Sr. Evartz propoz ao seuado americano a ac-
quiaicao do Destryer d'^rieatona, e a de 10 na-
vioa de ar;o do mesmo typo para a defeaa dos por-
t08.
A' cmara dos representantes foi apreseotadD
um UU especificando qne 26 milhSes de dollars
seriam empregados na fundicao de caohoes para a
defeza das costas.
EXTEBWB
Correspondencia do Diario de
Pernantbneo
PORTUGAL Lisboa, 8 de Fevereiro
de 1887
f'irculou hontem de manha cedo a noticia moito
vaga de que tinba havidi urna revolta de presos
na torre de S. Juliio da Baria, a 18 kilmetros de
Iiisbia.
Foi um acte de indisciplina dos toldadoa do
destacamento do intantaria 21 que est alli de
guarnicao. Sao soldados bisonhoa, viudos da Co-
vilh, e que nao medm o alcance do que pratica-
ram, pobre geute bocal para quem os regulsmen-
tos militares alo anda uro .enigma. E' o caso que
estando os Uea recrutaa beires enfadados do pe
sadissimo servico do presidio, lecnbraram-se, no
domingo 6, de deitar as uiochiIUs a estas, pooco
depois de escureccr, dizendo qne queriam dar o
destacamento or fiado regressar ao corpo, isto
, para a ana trra, onde a fslgas sao guitas e os
are alves mais gratos aos seus robuJos pulmoet.
' Affirnvi-**^qae um alferes do -testacamento es-
Uva ainda maeiaflj,d<> do qepi proprioa solda-
dos para rcaliaar e8taS>{entura.r O capitio poude
oontel-os, fazendo-os entrai^ ras da noite, porm, a aoldadJfeca tornou a deitar
as modhilas s costas,
Lisboa, afim de tomar o com
gair para a CoifiUia.
Como a reincidencia j a t
tt*et, o najor da praca comt_
pbo o iteeorna ao general Jote Paulino de &a
Carneiro, commaodante da l*.dvisSo aoilitar. A
sacteips>iomasKaotc doVlestacaineoto havia
de o*o eito entrar os seus saldados na ordein e
recolher caserna- I
Seria meia noite qaando o ^oeral Si Carneiro
receben a comnwuicaeao. l*tea-aw logo n'uma
rrag m eguiopara Baem,4irigiodo-se ao
^uartel delanceiros. Em lS^minutos esUvam 70
pra^aa deas cora menuda^ feguUm par S.
.luliio com ate geuaral treope-
Coas Igmai preateaa partiani lambem na mesroa
direccio 130 pracaa de infanfer* qe general
tiaha requiaitado.
qne faena vir
io de. manha e se-
ando certa impor-
nicoa pelo teiegra
Pooco depoa das 9 horas da madrugada ehsga-
vam a S. Junio da Barra o ooaaatandante da di-
visio a ibre-a de laaceiros. Pouco dpois esMga-
va all tambera a Torea do iafanteria, toado teito
ama marcha de extrema veloeldade
Qaando o geaertl eatrou ao forte esta va o das-
Uenateato em orden. O general roaadoa-o acatar
e fes-le urna falla ceosurando energicuteoto o
acto de loucura qae ttobam praticade. O destaca
atento oak>-o eoan respeito e rseolaau diaeiplina-
damease i caserua, mostrando-se os aoldados arre
pendidos da sata leviaodade.
Pouco te demoraram em S. Juliio as tareas de
cavaliara e infantera. Logo que o general vio
que o facto nao tinba a importancia que tinba ima-
ginado pelo telegramma, mandou-sa regressar aos
seas qaarteis, ficaodo aina por multo tempo *
averiguar bem o caso e a ordenar aa providencias
que alie exiga. O subalterno que tamben) obede-
cer com tanta leviandade s inspiraces da nos-
talgia, foi mandado reeolber praso ao eattsilo de
S. Jorge, em Liabas
Qaando o geo-ral S Carneiro retirr-u-ae de S.
uliio, ficava all tudo na melhor ordem e tranquil-
lidade. Foi Horneado um offieial para proceder a
um rigoroso iaquerito aoaroa da occurrreneia e
averiguar o grao de culpabilidad e a quem ella
pertencia. Hontem mesmo piucipiuu a investiga-
cao. ) destacamento continua a fazer servico na
torre de S. Jlo da Barra.
O ministro da guerra e o presidente o conselho
estiveram na estacao ceotral dos telegrapbos a es-
perar noticias de S. Juliio, at as 4 da madriga-
da, em que o general da diviaio Ibes partiuipou
eatar tudo em ordem.
Para a opposicao que muito falgana (fa{a-se-lhe
esta justica) com um vetdadeiro acto de indisci-
plina que explorara amp ament em vesperas de
eleices, estallo i a castanha na bocea!
Ha das que estao na quinta real do Alfeite
S. S. AA. os duques de Braganca. Ante hontem o
Sr. infante O. Affoaso foi aliuocar all com seu ir-
anio e cuobada a princesa Amelia.
El-rei eat de todo restabalecido d'u.n ligeiro
reafriamento que sent i ha das ao regressar do
Alteite onde fura visitar, com sua augusta esposa,
o seu fibo e ora
Pr .ae.'ue rija na iuapreusa a pilemica susci-
tada pela questao do tebaco. De parte s parte >e
jogam as mais aceradas lusinuaces. O debate (j
sabio ba muito do campo doutrinario para a arena
atrabiliaria dos doastos.
Qaeatio de t inpsmentos e nada mais. A fei
ci meridional do joraaliamo poltico esta... por
ora, e com poucas esperanzas de mudar.
O que Ibes poaso diser que tolo o tabaco pro-
dusido no D.uro, que estava na altandega do
Porto, foi vendido a Empresa Nacioual razio de
400 ria (fortea) o kilogramma, gaohanio os pro-
ductores. A proposito des!a venda e das esperan-
uis de boa sabida para a produccio do Douro, es-
creveu ha das nos jornaes o Sr bario-das La-
ges, que tora eocarregado de realisar a venda,
urna carta que de todas as defecas do proced-
ment do governo, a mais accussivel ao publico.
Para os agricultores do Douro o novo rgimen
vai ser um verdadeiro aalvaterio.
Como devem saber, a cultura do tabaco, devida
propaganda e eaforcos d'aquelle titular e de
urna commijsio local de que este cavalleiro faz
parte, foi um recurso desesperado dos amigos ve
ticultores, assim que o phyloxera Ibes devastou as
viubas de que tiravam abundautes proventos.
Hmtem reaou-se na igrej-t de Noisa Seoho-
ra dos Martyres (Lisboa), por determinacao do
general da primeira divisio militar, urna missa
por alma do fallecido estadista Pontos Pereira de
Mello. Durante o acto religioso, que foi celebra-
do pelocapellio de cacadores 5, tocaram no coro
as bandas reunidas de cacadores 2, e infantaria 2,
7 e 16. sob a regencia do mestre do 16. Aasistio
o ministro da guerra (Sr. visconde de S. Jauua-
rio), e contingentes de officiaes e pravas de pret
da guarnicao de Lisboa.
0 general S Carneiro ehegou da Torro de S.
Juliio muito a tempo de assistir quelle acto reli-
gioso.
A familia do Sr. Fontes achava-se no templo.
Por telegramma de Roma sabe-se que se
acba all em perigo de vida monsenhor Pinto de
Campos, o noUbilissimo escriptor braaileiro que
Untas sympathias conta entre nos.
Dis-se que a inaaguraciodo caminho de ferro
de Ceutra T.-rres deve realizar-se no da 1 de
Abril prximo.
Deve pasear em Lisboa no dia 13 ou 14, o
illustre explorador francez, M. da Brazza, giv.-r-
nadorgeral d Congo francs.
Foi elevado a conde o Sr. visconde de Ma-
cieira.
Consta que vio aer nomeadoa vogaea do con-
selho superior do commercio a industria, os Srs.
consnlbeiro Antonio Augusto de Agniar, Joio
Anastacio de Uarvalho, Augusto Men Jes da Silva,
Julio Jos Pires, Joio de Sonsa Calvet de Maga-
Ibaec.
Cbegou hontem ao Tejo o vapor Vdle de Cear,
qae hoje segu para ease porto. Deste vapor
actualmente uapitao o Sr. J. Sunone, que com-
mandava o uapor Ville de Victoria, que foi a pi-
que no Tejo no dia 21 de Desembro.
O capito Simonet foi encarregado pela empresa
Chargeurs Reuns de depor sobra a sepultura dos
inieiizes nufragos urna corda de grandes dimen-
soes, le vidrilhos pretos, tendo ao centro um
grande ramo de rosas de cha e amores perfeitos,
sendo circumda trege ao Sr. cosjawawtro Farreira do Aoiaral a
msdaloa de ouro que ibe dedicaram a agricultura,
aomtaercio e indus.ria de Angola.
KhvlSTA DIARIA
le
A nos amia du ateamer Ville de Victoria
persone! dea Chargeurs Reuna.
Segaudo consta, a mcsna empresa tenciona
mandar erigir no cemiterio um mausoleo para o*
iufelizes que alli estao aepultados.
Ha poucoa diaj, na legacjto de Italia, neata
corte, bouve um eaplendido baile a que asaistio
todo o corpa diplomtico, o ministerio e a primei-
ra aociedade de Liaboa an grani complet.
Hontem, os Srs. condes de Daupias reuniram
no seu elegante palacio do Calvario todas as pes-
Boas de suas relacoes, isto a altavida de
Liaboa. Fez -se muita e muito boa msica prin-
cipalmeote.
in S. Curio canta-se agora u Luiza
Millerde Verdi, que ha bous vate anuos se nao
oitvia m Lisboa. Escusado dizer que para
muita geute esta exhumacao musical foi ujsbo-
vidade. A opera agradou immenso Hoje repe-
teae. Vai-se snsaiar aNorma.Tudo tato pa-
rece denunciar que o bel canto, a msica de melo-
das descabertaa, a msica em que os efitjitos or-
cheatraes sao secundarios e a vos .prevalece, vio
talves revi ver para o entbusiaamo dos diletUnti
da geracionova. Para oa da velka guarda, nun-
ca essas operas deixaram de ser devidainente
apreciadas.
Segundo noticias officiaes, foi eoloaaoemente
i na tallado nat Indias inglezaa o culto eatbolico.
A ceremonia realixou-ae em B.-ngalore.
Monsenhor Angliardi tomouaasento naCathedral
e leu, perante numeroso coocurso de fiis, o breve
de SS. o papa Leao XIII.
O arcebispo de Poudichery pronuac'ou um ser-
mi em latim.
Depois do Te Deum o delegado apostlico orn
palo p->pa, pelo cardeal Semeoni e pela rainha da
Inglaterra.
O* celebres exploradores Capel le e Jvens
entregaram na legacio hespnbolaem Lisboa ricos
excmplares da obra cientfica que acabam de pu-
blicar oque conatituc a narrativa das suas viageos
de exploracio na frica.
Os referidos exemplares aio dedicados a S. M.
a rainha regente, ao Sr. Moret e ao Sr. Meudes
Vigo, em homenagem de xeoonheciaoento pela bri-
Ihante acolhida. que oa exploradores rec-eberam em
Madrid.
De Benguella, fer.-icr offerecidas aos dons
bravos exploradores duas espheras armillar e ter-
restre moudas gobre urnas trpodes de madeira
preta riquiasima. Aa dedicatorias, grabadas em
chapas de prata, estao na parte interior doa aap-
portea,
E' boje que o Sr. Henrique de Macedo, mi-
nistro da mariuha, fas oaSocieJade de Geographia
a deatribuigio dos premios ob'tdoa pelos exposi-
tores portuguezes na exposicao internacional de
Antuerpia ,
Sao 902 diplomas e 108 aedalbaa, o que repre-
aeota um xito.
Disem de Madrid quo a duquezj. '. Moutpeutier
recebeu d Liaboa telegrammaa tnuuo affectuesos
da Umilia real portuguesa per vuoaao de seu
annivertario.
Parece que ae vio manifestando aljfumas di-
vergencias noaeio do partido xegeuorador, o qual,
depois da morte do seu chjtfe, ae acba c;.ato .des-
norteado.
A imprensa gov*ra**euUl expL a estas mani-:
featacts que vio tranap .treoeudo em varioa arigoa
da diversas folbss daquelle par.ido.
Eaquecia-me de dixer-lhe que hoje na Socie-
dade de Geographia, por occasiao das destribuices
dos diplomas e medslhaa de Antuerpia, ter en-
Tribunal de Jury do BerlfePor a
Urem comparecido 16 juiaej da faato, atada hon-
tem oio lu insultada a 1* teaaio da jurg deste
tribunal no correte anno.
Depois 'le multadas os ausantas sem causa, f>
ram mais sorteados os egatatet:
Freguezia do Recife
Alfredo de Letnot Aranjo.
Joio Jnmro Pinto de Azevedo.
Jos Alvea Barbosa Jnior.
Jos Francisco dos Santos Nevea.
freguezia de Santo Antonio
Dr. Fernandea de Caatro Paet Barrete.
Joio Baptiata de Momea.
Miguel (io icalv.-s de Castro Mascarenbaa.
Lidio Alerano Bandeira de Merlo.
Carlos L'na da Cunha.
Aprigio Braz de Oliveira Lima.
Jos Francisco Borgea.
Freguezia de S. Jote
Marees de Almeida Lima.
Msnoel da Cnuba Saldanba.
Benjamn Pereira de Queiros.
Jojquim Comea de S.
Manuel do Naacimento Paiva.
Francisco Jos de Abreu.
Dr. Jeronymo Materno Pereira de Carvalbo.
Freguezia da Boa-Vista
Dr. Henrique Augusto de AlDuquerqae Mile'.
Dr. Maooel Octaviano (ruedes Nogueira.
Antonio de Aranjo Moraea.
Beiarmino Ooncalves de Atbuqaerqne.
Joio Pinto de Maltes Lemas.
Vicente Ferreira Nobre Pelinca.
Geroncio dos Santos Vieira.
Major Estevio Jos Ferras.
Manoel Luiz de Siqueira.
Freguezia da Grac-a
Manoel Bruno Al ves do Couto.
Jos d'Assumpcio O'iveira.
Freguezia de Afogados
Evaristo Mendes da Cunha Azevedo.
Freguezia do Poco
Dr Carlos Eugenio Duarche Maviguier.
Rodolpbo Pessoa.
Oisouroo Nt oitava pagina do Diario de
hoje vai publicado o importante discurso do tir.
Dr. Cosme de S Pereira, na festa commemorsti-
do Lyeeu de Artes e oficios; discurso em qne
o illustre medico occupiu-se em apreciar o cajaei-
ro, pondo em evidencia a utilidade da arvoro e do
seu fructo sob varios pontos de vista.
Recommendamos a leitura desse interesaante
trabalho.
Taaeatro de Vrleilatle Como ante-
hootem noticiamos realisa-se boje neste tbeatro o
beneficio da distincta actriz Regina Durand.
O programma desta festa artstica variado e
se compoe das comedias em um acto O infantici-
da, Ju'iela e Romeu, do duetioo da opera toccacio
Rola Rola e da opereta cmica A casa de campo.
E' de esperar que o elegante theatro regorgte
de espectadores.
A beneficiada o merece.
Nos mte-vtllos tocar urna bunia de msica.
Tentativa de anorteNo da 23 do cr-
reme, a 8 boraa da noite e na raa Nova de Santa
tina, confronte ao mercado publico, Silvano Go-
mes da Silva tentn assassiaar a Joaquim Manoel
Leitio Sobral, oonhecido p >r Barbeiro.
O criminoso, que reaistio forca qne o prendeu,
fcou levemente ferido na cabeca.
1'erlmehio graveNa cidade de Naza-
reth, a 5 horaa da tarde do dia 20 do corrate,
por occasiao de urnas corridas de cavallos, na ra
de Riachuelo, a que assistiam omitas pessoa, Jos
Carlos da Fonseca Estoves desfechon um tiro em
Manoel Francisco, praca do corpo de polica, fe-
rindo-o gravemente
O criminoso foi preso em flagrante e oppoz
prisio tenaz resistencia, desfechando segundo tiro
no soldado e mais outro no subdelegado, que nao
os attingiram.
OulruNo dia 30 do mes pissado, em Cim-
bres, Manoel Maiheus, por motivos de jogo, ferio
gravemente com urna tacada a Jos Mendea de
ssouza.
O delinquoote evadip-se.
Chave faina0 porteiro da Reparticio da
Iuatruccio Publica, Sr. Jos Augusto de Mello, indo
hontem abrir a porta encontrou collocada na fecha-
dura urna chave com cera oa lamina, que retirou e
remetteu Secretaria de Polica. A referida chave
do formato da verdudeira e a cera nelU collo-
cada, f'i sem dnvida para tirar o molde da parte
interna da fechadura.
Modelo para alirlrur ntpcdaa de
nlt-kel0 Sr. delegido do termo de Nazareth
acaba de remetter ao Sr. Dr. chefe de polica
urna chapa cociendo o modelo para o fabrico de
moeda da nickel, apprehendida em urna casa na
pvoacao de Chi do Carpina.
Os fabricantes j foram preaos ha tempos e es-
li cumprindo aeutenca.
Igrrja da PeonaComecam boje neasa
igreja os aermoes da actual quaresma. Torio lu-
gar todos oa aabbadoa a 6 horas da tarde.
Alm disso, haver : as sexta feiras Via-sacra,
e aos dominaros Cathecismo.
Capetla doa Mllasie. exn Ollnda
XaibWih haver sermoes quaresmaes todos os do-
mingos, comectir de amnh, pelas 5 horas da
tarde, na capella de Nossa Senbora dos Milagres
em Olioda, terminando com a boucao do Santiati-
mo Sacramento.
Fcitea da FazcndaEm quanto durarem
aa aessods actuaes do Tribunal do Jury, presidi-
das pelo Sr. desembargador Jos Monoel de Freir-
as, as audiencias do juizo doa isitoa da fasenda
terao lugar a sextas-feiras pelas 10 horas da ma-
nha.
l.ouruNHontem, o Sr. Dr. chefe de polica
offisiou junta da Santa Casa de Misericordia
transferinao da Detencio para o Asylo de Aliena-
dos os loucoe Felippe Santiago e Manoel ViUl.
aatrizt de afosadoaNeeaa matriz have-
r sermdes quaresmaes, aos domingos palas 7 ho-
ras da Urde.
O primeire sermio, que ter logar amanh, ser
pregado pelo Rvd. Fre Pedro da Punficacao
Paes e Paiva; os segundo e terceiro pelo Exm.
e Rvm. bispo diocesano ; os qoasto, quinto e sex-
to pelo Rvd. Frei Pedro.
Na Quinta-feira Santa oaver Santo Sepulchro,
e no Domingo da Ressnrreicio missa aolemne.
Club Cinerario Ayrea (.anta Hoje,
a horas do coatujie, reune-*e esta aociedade em
assembia geral, adiad do da 23, por motivos
justos.
Malris de C^r^o atatataoHaver mata
'greja sermoes quaresmaes aos domigoa, pelas 7
horas da noite, pregando o respectivo vigario, pa-
dre Joio Augusto do Nasoknento Pereira.
Me rinden C|uaramae Naigreja de
Nossa Senbora do Lirrameuto do Recife, cele-
bram-se os sermoes quaresmaes as segondaa-
feiraa, s 7 horas da noiie.
Matriz da Baa-Viaia Nesta igreja ka
ver sermoes quaresmaes nos domingos, s 7 ho-
ras da larde, dando-ae aempre no fim a bencao do
Santissimo Sacramente.
Fallecistaentu n- Ditem-nos de Quipap,
que, depoia de dolorosos pidecimeutos motivados
por um parto laborioso, falleceu, no dia 20 do cor-
rente, s 7 horas da tarde, D Mara Joaquina de
Oliveira Galvio, esposa do Sr. Joio Galvio.
Era urna senbora virtuosa e geralmente estima
da n'aquella villa ; deixou 9 filboa que cboram a
perda de tio oarinbosa m, e inconsolavel seu
desditoso esposo.
Directora da* .ora* de eoaaerva-
cao don portn)Boletim meteorolgico d i
dia 24 de Fevereiro de 4887 :
InntattHo arelaeoaoatlco e taeosrra-
pbleo Peraaaabaeano Quinta-feira, 21
do crrante, a 7 boraa da noite, reunio-ae o Ins-
tituto em aessio especial, sob a presidencia do
Exm. Sr. conselheiro Pinto Jnior, com aaaiaten-
cra des Srs. conseiheiro QaioCino de Mirattda, des
embarcador Jos Maosa de Breitea, Drs. Tho
maz Montenegro, Joa Hygino, Lopes Machado,
Joaqu'm Loureiro, Ermirio Coutinho, (Jarreto Sam-
paio, Vicente Ferrer, fnri 'Est-nislio de Car-
vaiho, Joio de Oliveira, Farreira Jacobina, Bar-
ros Bsrreto, conunendaaor Miranda Leal, mijores
Luis Cintra, Miranda t'astro e Galvio Ucboa,
Angosto Cesar, Augusto Costa, oceupando a ca-
deira de 2* secretario o major Oxteeeira, aubsti-
tuindo o l8 que nio compareceu.
Tendo o Sr. presidente aberto a aeaaao, fez-se
annonciar urna commissio da Sociedade uiio Fe-
derativa Abolicionista, composta doa Dr i, Joaquim
Nabuco, Barros Sobrinho, Pereira Simoes, Antonio
Carlos da Silva e ama Potnpilio, acompanbados
de crecido numero de eavalheiroa, com o fim de
offertar ao Instituto o retrato a oleo do conselheiro
Jos Bonifacio de Andrade e Silva, que foi ex
posto na sessio fnebre celebrada no Tbeatro
Santa Isabel, em homenagem memoria do mesmo
conselheiro.
O Sr. conselheiro presidente declarou que achan-
do-se o Instituto em sessio especial para tratar
do melhor modo de proseguirse na publicncio de
suas revistas, suspenda os trabalhos para ouvir a
commissio e deu a paUvra ao seu arador, Dr. Joa-
quim Nabuco.
Este proferio urna cloquete allocucao declarando
qne se achava incambido pelaUniio Federativa
AbolicionisU de offertar ao Instituto o retrate a
oleo do finado S* conselheiro Jos Bonifacio de
Andrade e Silva, exposte na seaaio fnebre cele-
brada no Theatro Santa Isabel, e fatendo largas
eonsideraooes sobra as tradicoes da provincia de
Pernamboco a-que oio era estranba a familia dos
Andrades, terminou fazndo votos para que o Ins-
tituto pneencheBSe os nobres fins de sua institu-
ci.
Em seguida, ubtendo a palavra, o consocio Dr.
Jos Hygino, como orador do Instituto, agradeceu
cordialment#a preciosa offerta que acaba va de ser
feita ao Instituto, assegurando que essa associacao
se ufaoava de abrir espaco na sua galera ao re
trate do legendario pauliate que durante a sua
' existencia tanto se distingui n magis-
Horas MI
o o oo
-.------- 1--'---
6B. 9 268 803
13 806^
3 t. 30-3
6 284
Temperatura mxima3l,25.
Oka saiaima26,75.
Evaporacio em 24 b bra : ",5. ,
Obuvanulla.
Direoeio do vento : SE todo o dia.
Velocidade media do vente : 5,m88 por segundo.
Kebuloaidaae media: 0,31.
fecmd
terio, no jornaliamo e aa tribuna parlameniar, e
pedio, em conclusio, a illnstre commissAo trans-
mittisae patritica Uniio Federativa Abolicio-
nista o sincero reconheeimento do Instituto por
tio valioso donativo.
Aquella commissio dando por terminada a sua
tarefa pedio permissio para retirar-se o assiin o
fez seguido at a porta do edificio pela roesma
commissio do Instituto que a havia recebido. re-
tirando-se igualmente todas as pessoas que a
acompanharam.
Proseguindo-se, depois disto, nos trabalhos da
sessio, foi lida e approvada a acta da antece-
dente.
O Sr. 1. secretario mencionou as seguintes of-
fertas :
Pelo Dr. Francisco Picaneo, por intermedio do
consocio chefe de divisio Picando da Costa a
RevisU das estradas de trro dos annes de 1885
e 1886 o Ensato deum vocabulario das mes-
mas estradas e da de rodagem, seiencias e artes
aecessorias, bem como a obra intituladaViaco
frrea do Brasil.
Pelo mesmo consocio chefe de divisio Picando,
um quadro eontendo a pbotographia que representa
um importantissimo trecho da segunda batalha
dos Gutrarapes, trabalho do commendador Vctor
Meirellas.
Pelo Sr. Vctor de S Brrelo, uin. coa Ja
ioacripeao e armas de urna pedra umular que
existe no conveuta de Sauta Tnereza de Olioda.
Pela respectivas redaccoes, diversos jornaes
desta e de outraa provincias.
Fin di o expediente, o Sr. conselheiro presidente
deu a talavra ao Dr. Jos Hygiao para expor os
motivos que o levaram a requerer aquella sessio ;
e o Dr. Jos Hygino, f izeu i > v.- a necessidade
de seren publicadas com regularidade as Revis-
tas do Instituto afim de aerem aproveitados os
documentos inditos e nio inditos (entre nos
ainda desconhecidus), que existem em seu archi-
vo, sondo porideinais esesssos os recursos pecu-
uiari >t do Instituto, presenta a seguinte pro
posta :
Primeiro, que os membros do Instituto as-
signeo e promovam assigoaturas das Revistas .
segundo, que se dirija urna representtcao As-
semblta Geral, petiindo urna quantia sufficiente
para a publicarlo das mesmas Revistas *.
Sila d-is aessoes do Instituto, 24 de Feve-
reiro l> 1887Jes Hygino.
Vea meaa e igualmente lida urna outra
propoata nos seguintes termos :
Propomos que as pe? Assembla Geral urna
quantia sufficiente para todos os trabalhos do Dr.
Jos Hygino, sem prejuiso das asslgnatu>-as que
se poderem obter jos socios.Dr. Ferrer.Qain-
tioo de Miranda.
E' ainda lida urna terceira proposta nos seguin-
tes torcos :
Propomos que nada disso implique com o que
a Assembla Provincial se dignar conceder-nos,
como j tem feito.Jacobina. Ignacio de Barros.
Joio de Oliveira.Dr. Pinto Juniei. *
Postas em diseusso as propostas, pedem a pa-
lavra e faliam sobre ellas os Dra. Jos Hygino,
oonseiheiro Quntino, Dr. Ignacio da Barros, des-
embargidor Freitas e Drs. Jacoir.a Ferrer e
Pinto Jnior.
Depois do que foi aprsenla Ja pelo desembar-
gador Freitas a segninte emenda segunda parte
da proposta do Dr. Jos Hy;ino e que foi apre-
sentada pelo Dr. Ferrer e conselheiro Quintino.
concebida nos seguintes termos :
m visU dos documentos que poasue o Insti-
tuto, tras i dos da,Europa pelo consocio Dr. Jos
Hygiao, propouho pira que ae faca um calculo ou
orcamento, da quantia precisa para a sua impres-
sio, ouvindo-se para esse fim aos impressores des-
ta cidade, e do resultado se leve ao conhecimeoto
da Assembla Geral, pedindo-se a quantia neces-
saria para a publicecio dos mencionados docu-
mentos.
Encerrada a discussao, ,-pprovada a primeira
parte da proposta do Sr. Dr. Jos Hygino e a
substitutiva do Sr. desembargador Freitas, tor-
nando-se mais claras todas outraa propoatas.
Foi igualmente apprcvada a proposta apresen-
tada pelos Drs. Jacobina, Ignacio de Barros,
Joio de Oliveira o Pinto Jnior.
O Sr. conselheiro presidente nomeia para mem-
bros da commissio que tem de agenciar assigna-
turas para a Revista os seguintes senhores :
canselhtiro Quintino de Miranda, Dr. Tbomax
Montenegro, desembargador Freitas, commenda-
dor Mirauda Leal e major Cintra.
Veni anda mesa e lida, ficaodo adiada em
vista dos estatutos, a seguate indicae&o :
Indicamos que as sessoes sejam as qointas-
feiras s 7 horas da noite.
Recite, 21 de Fevereiro de 1888.Dr Ferrer.
Montenegro. Jos Manoei de Freitas. Jaco-
bina. -Joio de nveira.Ignacio de Barros.
Miranda Leal.Luiz Cintra.
E por n*da vais baver a tratar foi levantada a
sessio.
villa de IjooranadEscrevem-nos desta
villa, em data de de 25 do correte mez.
Teoho pressa em concluir a resposta, que de
va ao autor da verrina contra mim publicada, na
Prooinda de 20 do corrente mes.
E' de meu iaterease liquidar logo minhas con-
tas com elle, esperando-o para a primeira do jul-
io.
Quando eu minte em um animai aendeiro,
goatnde c.ucal o, debaixo daa espiras cavalgo,
pois o bucephalo e ponho me em caminho.
Entre as innmeras descabidas que se encon-
trsm na tal verrina, merece especial inencac a de
que o capitio Galvio pretenden a pres'dencia da
cmara municipal tanto assim que levou no bolso
sua certidio de idade !
Quem deu sem -Ihante informaoij ao < Ilustra-
do e verdadeiro articulista ? !
Failou-ae, por ventura em tal arraujo nesta
comarca, ou parte elle, s e aomente da escaldada
caheCH.de*S."S.!l
< Nao posaivel mentir Unto e tio descarada-
mente. !!
O Sr. capiti'i Galvio um dos melhores ami-
bos do chefe conservador, cuja palavra elle ouve
sempre em todas os negocios de sua vida, quer
pblicos quer particulares.
Nada pretende, sem previa conculta, e sera-
pre atteuJido rin todas as suas reclamacSes.
Porque nao contou c meu contetUote a bis
toria de um vareador que Qesceu ponto de ir
pedir outro seu c llaga nm voto para vite pre-
sidente da mesma (Jamara V
Dnvis tal-o feito e, se quizar, eu porei a cou
sa em pratos limpos.
Hbil oa intriga, arma de que sabe Uncar
mi em todos os tempos e occasioet, diz o meu
illustrad contestante que o capitio Fraga, carc-
ter, sisado e honesto mani test aase albrio i pol-
tica.
Inteirameoie de accordo, quanto ao juizo fa-
vor, val que calculadamen'e emute sobre o referido
capitt, -u direi i S. S. qae elle um oraos forte
do partido conservador, cujo chafe est preso,
at por muito estreitos tacos de parentesco.
Manhoso e perverso, oosno o meu illustre
contestante, nio pode elle amprehender ligacio
alguma entra a honra e a poltica.
O'ahi, isto da pureza de sen t men tos do
mesmo capitio, cuja linguagem sempre muito
franca e leal, quer elle tirar argumentes coutra o
partido conservador, que na minha opmiio devia
bitolar es seos actos^. em certos casos, pelos
dos adversarios.
O capitio Fraga, diz o meu cmtesUnte,
albeo eu poltica ; mas o que posto garantir
S. S. qne negou o seu voto para vice-presidente
da cmara municipal a nm liberal, que Ih'o pe-
dio I i
Deixo sem resposta umdos pontos da aecusa-
cao por au poder bem comprehendel-o.
Dedico-me ao estado daa charadas, mas nem
sempre poseo deeifral-as.
Nio sei qual seja o rasgo que o chefe promet-
te por em pratiea.
As tiradas e loquen tes s sio proprias do meu
illnstre contestante, j coohecido no mando po-
ltico, como re dos capadocios.
S. S. j foi conservados, demcrata puro, leao
rabudo para obter urna vara e dal-a um seu af-
feicoado-e ser tudo quanto quizerem os homens
da poveraanca.
Na phrase de Franca Jnior, S. S. do parti-
do que tem por partido tirar partido de todos os
partidos.
Ouvi, ha bem pouco tempo, um seu eleitor-
amigo, dizar que a volta de S. S para o partido
conerrvador, era um acto que estava repisar-
se.
As tiradas eloqoentes, repito, s sio proprias
do meu Ilustre contestante, capaz de falsificar
actas de Itamarac, de prender eleitores adversa-
rios no dia da eleieao e de traser para a igreja,
j depois do methodo Saraiva e na secunda prova
capangas armados de faca, pistola a ccete !
O partido conservador nio costuma recorrer
a taes manejos e pela sua demasiada condes-
cencia, quasi sempre indesculpavel, que passu por
amargos dissabores, durante a sua passagem pe-
las amelas do poder.
O que venho de diser est na conscincia do
meu contestante, cojo procedimento no preparo
da eleicio municipal prova exuberantemente a cer-
teza, que tem S. S. de que o partido conseivador
repelle os excessosn violencias.
" S. S. tem posto em jogo as maiores capado-
(adaa para obter maioria na eleicio manicios!,
colisas em que axestrado e que bem conhece de
longa data.
VolUndo ao Dr. Telesphoro Salles, peco ao
meu illustre contestante qae nin julgue deshon-
rare nem tio pouco acto somente proprio de la-
caios o preparo de urna chicara de caf.
- Ha muita gente que conta oa pedaeos de
carne que a cozinhelra deita na panella.
Conheco certos polticos especuladores que nio
se recusariam ir mais longe, comtanto que seu
acto Ibes resultasse algu i.a vantagem.
E sobre este ponte deixo de ir adiante, porque
debalde tentei lr as nota veis eiplicacoes qae so-
bre o assumpto deu S. S. no artigo, que rea-
pondo .
Quer parecer me que o typographo encarre-
gado do preparar o artigo para o prelo, envergo-
nhado daa tolices, contidas no ponto em questao,
procurou ioutilisal-o, apagando-lbe as lettias.
E' demasiado arrojo do meu conteatante dizer
que o Gabinete de Leitura Igaarassueuse oio foi
fndalo eaforcoa do Dr. Paes Bar re tto.
Ninguem melhor do que S. S. o sabe, vindo
ao caso referir qae ha nesta villa urna pessoa, que
tem urna carta de certo titular, aecusaado a re-
messa de uns livros, que nunca chegsram Bi-
bliotbeca do mesmo Gabinete!
Finalmente, reduzido suas justas proporcoea
o artigo de meu contestante, eu concluirei repe-
tindo que Iguarass est em perfeito socego.
As prisoes e espancameutos do que falla S. S.
sio simplesmente sratas reminicencias dos tem-
pos em que o partido liberal esteve no poder, agra-
da veis soobos que preoecupam a fogosa immagina-
cio de S. S.
Nio pd i o notavel escriptor esqueoer as
perseguicoes atrosos de que foram victimas Jos
li mo Diniz, Manoel Antonio BagtisU e oatros;
lembra-se S. S. cada instante, como flor de saa
grinalda, do brbaro castigo qae soffreram em
Itapissuma diversos individuos, entre os quaes o
infeliz Caicir-i e, entio, vive a pbantasiar prisoes
e esp ncamentos, que nunca se aerara.
Querer S. S. fazer allusoes ao crime pratica-
do, ha poUCOS das eu Maricotn, par Joa6 Dias
Feij e do qual, gracas sua boa estrella saiu-se
elle fresco e lampeiro ? I
Se quer disentir o assumpto, me encontrar
sempre ao sea dispor.
Termino aqu.
lidiAeffectaar-se-mXo:
Hoje:
Pe'o atanta Pinto, s 11 horas, oa travessa do
Corpo Sant>23, de arm>cio e repartimentos de es-
cripterio.
Pelo agente Bruto, s 10 1/2 horas, na ra de
Pedro Affoaso n. 43, de Uzeadas, miudezas, mo-
vis, loncas, vidros, etc.
Segunda-feira :
Peb agente Bruto, fl 11 horas, na ra do Im-
perador o. 16, de parte do engenbo Brum.
Hian* fnebre*.Serio celebradas :
faoje :
A'a 8 horas, no Paraso, por alma do commen-
dador Antonio Ignacio do Reg Medeiros ; s 8
horas, na matriz da Boa-Vista, por alma de Te-
lesphoro Marques da Silva Juaior.
=-m Segunda-feira :
A's 8 horas, na matriz do Santo Antonio por
alma do coronel Francisco Manoel de Sonsa Oli-
veira ; s 8 horas, no Paraso, por alma de D.
Isabel Maria Barbosa Teixeira de Souza; s 7 1[2
horas da manha pa Ordem Terceira do Carmo por
alma de Miguel Moreira de Sonta Maia.
tata de DeieocoMovimento dos pre-
sos do da 24 de Fevereiro :
Existiam presos 362, entraran) 13, sahiram 16
Existem 359.
A saber :
Nacionaes 328, mulheres 10, estrangeiros 14, es-
cravoa sentenciados 6, dito de correccio 1To
tal 359.
Arracoados 329, sendo: bons 318, doeates 11.
Total 329.
Movimente da enfermara:
baixa :
Lotera do ParanEste importante lo-
terie, cujo premio grande 800:0004000, e habi-
lita-se a tirar 15:0004000, sera extrabida impre-
teri vi totete dia 26 de Fevereiro.
Acharo -aeecpostoe i venda os reatos dos fcilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Maree
n. 23.
Itria da corteA 3* parte da 202 to-
rera da corte, cujo premio grande de 100:0004
ser extrabida no dia .. de Marco.
Os bilhetes acham-se venda na praca da In-
dependencia os. 37 e Si.
Tambem acham-se venia na Casa da Por-
ua ra Primeiro de Marco.
CemUerlo Pnico Obituario do dia 24
corrente : ,
Joaqina Maria da Conceicio, Pernambuco, 45
annos, viava, Boa-Vista.
Martinbo Avelino de Albnquerque, Pernambu-
co, 48 annos; casado, S. Joa.
Adelaide, Pernambuco, 19 mecas, S. Jos.

CBROHICA JUDICIARIA
Tribunal da ltela?o
SESSO ORDINARIA EM 25 DE FEVEREI-
RO DE 1887
recebido pela Ro-
tatoria extraordi-
uveram
Joaquim Marinbo Borges.
Silvano Gomes da Silva.
Te ve alta :
Ssbas,tiao Eduardo Ramos.
EaOtertaPor telegramma
da da Fortuna, sabe-se que a
naria de 2,000:0004000, da provincia da Alagaas
corre boje a 3 boraa da tarde.
.raxae extraordinaria lotera daa
tlacoa* Esta grande lotera, cujo premio
grande 2,000:000UOO, ser extrahida imprete-
rivelmente hoje 26 de Fevereiro.
Os bilnetes acham-se venda na praca da In-
dependencia na. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Fortu-
na ra Primeiro de Marco n. 23 e na Roda da
Fortuna raa La'ga do Rosario n. 36.
lioteraa ale Mina teraes-A 5- parte
da 1* lotera desta provincia, cujo premio grande
600:000*000, ser extrahida no dia 28 do Fe-
vereiro, impreterivelmente.
Os bilheies acham-se venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera do Cear A lotera desta
provincia, cajo premio grande 4'0:000000 ser
extrahida no dia 2 de Maree.
Os bilbotea acham-se venda na Roda da For-
tuua ra Larga do Rosario n. 36.
Tamoem acham-se venda na Casa Feliz,
prAca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera de Macelo de 300iOOOOO0
A 6* partes da 15* lotera, cujo premio
grande de 390:00o, pelo novo plano, ser ex
trafaida impreterivelmente no dia 1 de Marco ao
meio dia.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda Roda da Fortuua
oa r .a Larga do Rosario n. 36e na Casa da For-
tuna a ra Ia de Marco n. 23.
Presos resumidos.
Lotera dotlraoPar-A 12a parte 'es-
ta lotera ser extrahida no dia .. de Mar-
co.
Bilhctos venda na Casa do Ouro, raa do Ba-
rio da Victoria n. 40
Tambem achum-se venda na Casa da For-
tuna roa Primeiro de Marco n. 23.
. i
PBB8IDENCIA DO EXM. SR. CONSBLHEIBO
QUINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelko
A's horas do costume, presentes os Srs. deseo -
bargadores em nume o legal, foi aberta a sessio,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e pssiados os feitos deraavse os
seguintes
JULGAMENTOS
Babeas Corpus
Pacientes .
Jos* Taciano do Reg Barrete.Exigio-se no-
vas m..rales.
Fransisco, ex-escravo.Mandon-se ouvir o jais
de direito do 2' distriuto criminal.
Joio Pedro da Silva Lins e Joao Feliciano Fer-
reira. Maadou-se ouvir o jais de direito do 2o
districtu criminal.
Beiarsos eleitoraes
Do Limoeiro R-corrente Lino Jos da Sirva,
recorrido Jos Vieira de Mello Kelator o Sr.
couselaeiro Queiroz Birros.Manlou-se a urna
diligencia.
Do LimoeiroRecorrente Lino Jos da Silva,
recorrido Jos Francisco Cavaicante. Relator o
Sr. dwembargador Buarque Lima.dem, dem.
Da ParabybaRecorrente Jos Luiz Castu-
nbola, recorrido o juizo. Relator o Si. dosem-
bargador Toscano Barreto. Negou-se provi-
mento, unnimemente.
Do Catle do RochaRecorrente Simplicio Fer-
nn irs Pimentel, recorrido o jaiso. Relator o
Sr. desembargador Prea Ferreira. Negou-se
provimento, unnimemente.
Do Catle do Ro.-haRecorrente Joaquim Tra-
jano da Costa, recorrido o juizo. Relator o Sr.
desembargador Monteiro de Andrade.Negou-se
provimento, unnimemente.
Do Catle do RochaRecorrente Joio Baptista
de Oliveira Forte, recorrida o juizo. Relator o Sr.
desembargador Pires Goncaives Negou-se pro-
vimento, unnimemente.
De Campia GrandeRecorrente o juizo, re-
corrido Br. Irino Ceciliano Pereira Joffiy. Rela-
tor o JSr. desembargador Alves Ribeiro.Deu se
provimento ao recurso para se annuliar ambas as
eleices contra os votos dos Srs. desembargaderes
relator, Pires Ferreira e Toscano Barrete.
Do Catle do RochaRecorrente Jos Tavares
Guimaries Canri, recorrido Felippe Dutra de
Alencar. Relalor o Sr. desembargador Alves
Ribeiro.Mandou-se a urna diligencia.
Do Ctale do RochaRecorrente Jos Tavares
Guimariea Cariri, recorrido o juizo. Relator o Sr.
desembargador Tavares de Vasconoellos.-Deu-se
provimento, unnimemente, votando os Srs. des-
embargaderes relator, Pires Ferreira e Alvta Ri-
beiro pela reaponsabilidade do vigario que dea
um certidio falsa.
De MaeeiRecorrente Jos Pereira Maia, re-
corrido o juio. Relator o Sr. desembargador
Deifico Cavaicante. Deu-se provimento, unni-
memente.
Recursos crimes
De S. JoioRecorrente o juizo, recorrido Joio
Felippe de Souza Cacaia. Relator o Sr. conse-
lheiro Queiroz Barros. Adjuntos os Srs. desem-
bargadores Alves Ribeiro e Boarqne Lima.Ne-
gou-se provimento, unnimemente.
De CimbreaRecurrente o juizo, recorrido An-
tcnio Luiz Bezerra. R- lator o Sr. desembarga-
dor Toscano Barreto. Adjuntos os Srs. desem-
b*rsa Monteiro de Andrade e Delfino Cavai-
cante.Megou-se provimento, unnimemente.
Do RecifeRecrrante o juis do commoroio,
recorridos Caetano Ramos & C. Relator o Sr.
desembargador Delfino Cavaicante. Adjuntos os
Srs. desembar* adores Toscano Barrete e conse-
lheiro Queiroz Barros. Ficou diado.
Aggravoa de peticao
Do commercio do R cifeAggravante a com-
panhia Tho Central Sugar Factorie, aggravado
Francisco Xavier Gonculves da Rocha. Relator
o Sr. desembargador Buarque Lima. Adjuntos
os Srs. deBembargadores Alves Ribeiro e Tavares
de Vasconcellos.Dea-se provimento ao aggravo,
unnimemente.
Do commercio do RecifeAggravante a com-
panhia The Central Sugar Factorie, aggravado o
Bario de Pirangy. Relator o Sr. desembargador
Toscano Barreto. Adjuntos os Srs. desembarga-
dores Monteiro de Andrade e conselheiro Quei-
roz Barros.Deu-se provimento ao aggiavo, un-
nimemente.
PA8SAGEK8
De Sr. conselheiro Queiros Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellaeio crime
De Alagda Nova Appellanto o juizo, appellado
Manoel Barbosa de Maria.
Appellacao commercial
Da Parahyba Appellantes Raposo & Filho,
appellada D. Candida Cavaicante de Albuquer-
que Pereira.
Embargos infriagentes
Do RecifeEmbargantes Dr. Jos Angelo Mar
ci da Silva e outro, embargados Joaquim Alves
da Fonseea e entro. *
Do Sr. desembargador Buarque Lima ao Sr.
desembargador Tojeano Barreto :
Appellacao eomnercial
Da Par.ibybaAppellaote Paulino Rodrigo
Vianna, appellado o coronel Claudino do Reg
Barros.
Appellacao crime
De Anadia appellantes o juiao, appellado
Antonio Goncaives Freir.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr -
desembargador Monteiro de Andride :
Appellacio crims
De Paulo Afi'ortsoAppellante Jos Delmirc
Pereira Frade, appellada a justica.
Appellacio cive
De AlagasAppellante Dr. Maaoel Victoriano
da Costa Barros, appellado Jos de Barros Aran
jo Filho.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Br. desembargador Alves Ribeiro :
Appellacoes crimes
De CorreotesAppellante o jnizo, appellado
Jos Paulino da Silva.
De QaebrangaloAppellantes Francelina, Del-
fina e Jos, appellado Firmino Barbosa da Silva.
De Jaboaiao Apoeilante o jaiso, appellado
Joio Capriatano de Souza.
Ao Sr. desembargador Pires Goncaives :
Appellacao commercial
Do RecifeAppellante Joio Holma, appeltadbs
Casemiro Fe man des & C.
O Sr. desembargador Pires Goncaives como pro-
curador da corda e promotor da justica interina-
dea parecer nos seguintes teitos :
Appellacoes crimes
DcBom Jardim Appellante o juizo, appella-
dos Manoel Francisco Alleluiae outro.
De OlindaAppellante Francisco Nery Perei-
ra, appellada a justica.
De Maeei A pp liante Jo Verdisao doa
Santos, appellada a justica.
DeB. Jos do Egypto Appellante o prpmotor
publico, appellado Pedro Vieira da Silva.
Appellacio commercial
Do Cuipua Grande Appellante 'Isidoro d
Conha Cavaicante, appellada D. Mara Justinan*
de Aibuquerque Montenegro.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
desembargador ''avares de Vasconcellos :
Appellacao crime
De Caraaragibe-Appellante Manoel Gomes dos
Santos Lima, appellado Francisco fistero da
fea.


I -'
-
I.'
^"""


Diario de PernambncoSabbado 26 de Fevereiro de 1
Jo 4

*
)
DILIGENCIAS
Cm vista 4s parte :
Appel'scao commercial
Do Rec'' Appel ante* P. H. Herraann a Luis
de Paula Lipes, nppelladosoB uv sotos.
Appellacio civel
Da Vi'la HeliaAppellaate Jerooymo Tbeoto
M Silva Loureiro, appellado Joo Beierra
Estile. _
DISTRIBIV'OES
Recursos cnmes
Ao Sr. desembargador Monteiro de Audrade :
Do TeixeiraRecurrente o juiso, reeorrido o
a*jor Claudmo de Albuquerqu M-lio.
Ao Sp. desembargador Al vi- Ribeiro :
Do Recite R cvrnt> o ju zo do oaniinereio,
reorri i.-s J. C. L vy 4 C.
Ao Sr desembargador T.vares de Vaseoncellos:
Dj RecifeReconente o juis-, recorridos Joio
Taparea da Si e outros.
Aggravu de instrumento
AoSr. deseutbargadjr Al ves Ribeiro :
Da liaeada Agravante Manoel Perora da
Silva Lio, asgravaJo > B iro de Petrolina.
AppeilacSes civeis
Au Sr. desembargador Buarquc Lima :
De Garauhuna AppelUute Jo*epha Mari a de
Jess, appellado Joaquim Salgado de Vascoocel-
los.
A Sr. desembargador Delfino Cavahsante :
D> Reeifi \ppllante o Dr procurador fiscal
da basada nacional, appelladj Mauoel do Nas-
eim-nti Das Mo'eira.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel:
De MaragosyAppailant* o juizo, appellado
Constantino Gomes Pereira.
Ao Sr. desembargaor Pires Perreira :
D> Hec Falca) do Lteerd*, appelladoa 8eutj Manoel Car
loe e outros.
Appellaca commercial
Ao Sr. deacinbarg^djr TWano Birreta :
Do RecifeAppuliante Francisco Antonio de
Olive ra, appellado Bernot 4C
Euccrrou-se a tessio as 2 ora da tarde.
P(IILH4CM$ A PEDIDO
TrJIhoa i rij.iuio do fteclfe a
alinda e Beberibe (*
III
O procedimento do ernpregado respectivo em
levar me nente 10*000 pela assignatara para
banhos. de Beberibe Olinda, sem menor besi-
taci d- su% par*, e a despeilo de minha insisten-
cia ein indagar-lhe se estava ou nao bem certo do
preco real da taos passagens, sena bastante para
fazer acreditar qua o prec exigido era justamen-
te o deviao; porque, nao Ucil admitlir-se igno-
rancia dVsac ernpregado em materia tio simples,
e ai mesmo tempo de ulerese tio vital para a
compmhia ; e muito menos de acreditar que o
Sr. Dr. gen-nt, Eeiot) como se mostra, cjnservas-
ae-o, quando asaim fosse elle.
Mas como absolutamente nio soja iinpossivel ts-
*a ignorancia, ou conJesccndencia do Sr. gerente,
pode aliruem, que nao couaeca dos negocios da li
nh, admitcd-aa, e portanto julgar correcto o pro-
ceder do Sr. Dr. gerente, exigindo e mandando
exigir de iniin o excesso da passagem na raza) de
203O0O incusa!.
Para eites, pois, que assim poasam suppor,
que devo declarar com o regulamento da liuba c
o proprio edital do Sr. gerente que o procedimen-
to do .-mpregado toi o regular, e que o Sr. gerente,
iterando a tabella a meu respeito, alm de esta-
belecer urna excepcio odiosa, exorbitou de snas
attribuices legaes.
Veja-se o edital que passo a traoscrever da
scelo das pablicacoes offijiaes do Diario de Per-
nambuco de 13 de Janeiro ultimo :
Cumpanhia dos Trilbos Urbano do Recife a
Olinda e Beberibe.Banhos de Olinda.Em vis-
ta de r.'Clatnacio de Tarii. frequentadores dos
banhos salgados das praias de Olinda, mpussibi-
litadua de irera actuaimeute morar u'aquoila cda-
dc, resalveu a directori d'esU companhia crear
ama assignatara meosal, especialmente para os
baiihisias, dando direito a urna viogem redonda por
dia mediante o pagamento de 10. Assenatura
que c^mecar a vigorar do da de Janeiro de
1687 at segundo aviso; sendo que, para maior
vantagein ser expedido d'esae dia em diante um
trein extraordinario, sabido da ra da Aurora, is
5 horas da madrugada, parando apena na esta-
cdes em que existirem auignante, e voltaudo na
mesma coofcrmidsde s 7 horas, de Olinda. Os
Srs. banhistas tero tambem o direito de ir pelo
trem ordinario das 6 1/2, de Olinda; sendo que
dos trena extraordinarios serio tambem admitiidat
as pauageni avulsai da 1 done da not*" '?*""-
m script 1886. O gerente, A. fereira Simoes.
Ora, v-se que a directora estaoelecea passa-
gens por prece especial; que den direito ao passa-
geiro assiguaute a urna viagem redonda que
outra n> deve ser senao entre Olinda, Recite e
Beberibe, nos termos da portaria da presidencia
da provincia de 11 de Outobrode 1872, que dia :
Os pnssaaeiros assignonles tero direito a viajar
em ambas as linkas.
A isto talv. z que o Sr gerente queira objec-
(") Reprodua-se por ter sahido com alguna er-
ros de impreeso.
COMMERCIO
B Cot^95ks officiaks da jomta dos cob-
HECTOBE8
Recife 25 de F. vereir de 1887
Gom a do MaranbSo, a 2*000 por 15 kilos, hon-
tem.
O nresiaenie,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeox.
II.. \ i me n lo banrarlo
usare, 25 db fetereibo ds 1887
Oa bancos mantiveram no balco a taza de 22
1/8.
Vigoraran, portanto, estas tabell s :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e a vista 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 429 e a vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 532 e 4 vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e 4 vista 243.
Sobre Italia, 4 vista 433.
Sobre New-York, 4 vista 2*290.
Do English Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e 4 vista 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 4 9 e 4 vista 433.
Sobre Italia, vista 433.
Sobre Mamburgo, 90 d/v 532 e 4 vista 538.
Sobre New York, 4 vista 2*290.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e 4 vista 213.
>obre as principaes eidades de Portugal, 4 vista
248.
Sjbr.? Hba dos Acores, 4 vista 251.
Sobre liba da Madeira, 4 vista 248.
Hercado de atacar e algodao
aicire, 25 d ravEsaiHO di 188"
Assucar
Ai entradas foram regulares.
O presos nao softVerain alteraco, regulando
eioda a tabella guite :
3.* bajxo, por 15 kiks, de 2*000 a 2*100.
L regalar, por 15 kilos, de 2*100 a 2*2u0.
i.' boa, por 15 kilos, de .00,24300 e 2*400.
3. superior, por 15 kiics, de 24500 a 2*600.
Brancu turbina Uaina Pinto, por 15 kilos, a
2*6U).
co nens turbina Usina Pinto, por 15 kilos, a
1*900. *
Biaueu turbina pulveii-do, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
snenos, por 15 kilo, de 1*600 a 1*700.
Ksscavado, por 16 kilo, a 1*200 a 1*00.
Brote, por 15 kilo*, de 1*100 a 1*200.
Retamea, por lo kilu, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo do piceos. 2o obtido
c-i.forme o sortimento.
Alj/odao
O algodio coU-se na razio de 6*l0 a 6*150
por lkiloa o de Peruaiubuco c toa; ;r,cedo-
slas, tm trra.
tar que a portaria da presidencia legisla para
asaignataras ordinarias e nao para as especiae.
A objeccio, porm, nio proceieria ; primeira
mente, pirque a resolucao da directora nio foi to-
mada em favor dos banbistas, segundo sna resi
dencis, e eim pelo motivo da viagem ; e"nto
assim que o proprio edital cogita de passageiros
as estacos intermediarias, onde dia deverio pa-
rar os trens e recebel-os ; depois porque, dado
que poasa a directora estabeleeer passagens e
preces especiaos, sem previa audiencia do enge-
ubeiro fiscal e posterior approvscio do poder
competente, como parece que o fes, des'ie qun nio
restringi o carao d'ellas claro que deve elle ser
entre oa pontos preestablecido*.
Oa, se como j se ^io o edital s limita a t >-
mada de passageiros as esta^oes onde os h:iji,
sem distinecao du liaba, claro que a codcos.io
tambem te estende 4 linha de Beberibe, que e
p ideiia ser excluida por um acto do governo, re-
vogativo na especie, de uin outro anterior ; a por-
tara de 11 de Outubro. '
Nio ser, pois, a nica deliberacii da direito-
ria, e muito menos a vontade isolada do Sr. ge-
rente, que far4 restringir ou amplitr nquillo que
para ter eX'-cucio, deveria ter dependido da au-
diencia e approvacio da aatoridade publica.
E se assim 4 no pre supposto de ter bavido eesa
audienciae aunun-ncin, muito melhor seri uocaso
de nio terem estas s- verificado ; enri nem o Sr.
gerente poderia estatuir indevidualmente para mim,
e nem a directora poderia crear especiilidades no
trafego da liuba.
Note- se nio sou opposto i medida ; aou ao con-
traro um de seas apologistas e louvo a directora
pela sua iniciativa : levo a qaesto ao terreno da
legalidade para estabeleeer o seguate dilemma ;
ou a resolucio da directora tein o cuaba da lega-
lidade ou nio tem. Na primara bypotbese deve
a proveitar a todos qua della nio foram excluido ;
e ua segunda entilo nio deve aproveitar aninguein,
e ueste caso couamigo d-jvein ser excluidos todos
que d'ella utilisam-se.
Do exposto v-se que sendo a resolucio legal
como de presumir, residiado eu em urna das es-
tacos da linha e tomando passagem para banhes,
tenbo direito a ella pelo compromisso tomado pela
directora no sea edita1.
Admitta-se urna outra hypotbese ; suppouba-se
mesmo que o pensamento da directora nio lora
como eu entendo e geralmente entendido, isto ,
que nio apr. ve:te aos habitantes do ramul de Be
beribe e sim tmente sos da linh-i principal. Nes-
te caso desde que qualqu-r daquelles habitantes
levados pela redaccio do edital, como eu, solicita
e quer usar deesas pass-geus, nao de certo ao Sr.
gerente que ez-caJAedra e de autoridada propria,
que cabe decidir a duvida que se levante a res-
peito ; o caso de reunir-se a directora interpro
tar o sen acto e dar cunho de legalidade, a essa
sua interpretacio.
Portanto, anda por csse lado, fra de duvida
que o Sr. Dr. gerente exorbitou de. sua3 tttribui-
coes que nio sio nutras senio as do art. ii dos
ertatutes da companhia, onde nio se comprehende
o poder de fazer e desfizer a seu talante; salvo os
4 casjs abi determioados.
E emquanto assim nio fizesse o 6.". gerente, e
deliberasse a directoni. neirhuma outra restric^io
me deveria iinp r o Sr. gerente, senao eircum-
screver-me aos trens designados no edital, e quan-
do viMJase in outros que nio estes, v.'rifieada
tu pa minba e nio da coinpanbi, cobrar me o ex
eesso s:ii'*ul ir da viagem feita desse modo, m-.s
nunca a lotalidsde mensa1, como o fez.
Temos, pois, que anda aqui houve exjesso de
poder da parte do Sr. gereute.
O que venho da dizer bastante para demon-
strar este excu.-so e nio me ser talvez necossario
adduzir novos argumentos. Ni entretanto a de-
feza do Sr- ge: ente regular m -u procedimento
ulterior, limitando-me apenas ao terminar o pre-
sente artigo a pedir a atteucio de quero competir
para essa questio : nio se trata em ultima aua-
lyse do inieresse meu nem de Pedro ou Paulo, tra
ta se ou deve tratar-se de regular o modo de exe
cu tar-se urna resolucao da directora que em sua
applicacio, j de agora duvidoss, pode occaaonar
disenedes que compromettam a polica e bi orJem
ao trafego da liuba.
Acredito mesmo que o Sr. gere ite seja o pri-
meiro a desejar ver bem d-acrimiuadao suas at-
tribuices, para que nio esteja como agora seudo
atacado nellas, e a mim mesmo interessa ver a
companhia a salvo de aggressdes injustas.
Recite, 24 de Pevcreiio de 1887.
, Joaquim dn Silva Carvilho.
Agradeeimenlft
Anna Qaimaries vein perante o-pablico dest
capital patentear o seu prolundo e immorredouro
agradecimento a todas as pessoas qae, durante h
molestia 'de s -u marido Ignacio Jacques da Costa
Ouimaries, toram incaosavei, interessando-se no
seu restabelecimento que infelizmente nii foi
possivel conseguirse.
Pede, porm, permssio para particular.nen'e
agradecer aos Srs. tenente Francisco de i'auli
Mafra, Dr. Manoel (Jlemenino de Barros Carnci-
ro, Dr. J. J. lves de Albuquerque e Club Jra-
matico Pamiliar as provas de eonsideracio dadas
por estes seohores e esta associacio ni i s du-
rante a mesmo periodo da doenfa c uno na occa-
siio do doleroso transe de seu paasamento.
Recite, 26 de Fevereiro de 1887.
SAUDOSAS BECOBDA9OB8 DE MEU PAI
Offeredio ao meu amigo o IUm. Sr. Maria-
no de Figueiroa Furia
Fazein der ann >s que Deus,
Mea pai do moado tirou,
Saudades eteniss. deichou
Gravadas em mil c >ray3es.
Tudo esqueci n sta 'lia,
Familia, patria e amor,
. L uan i 1 8emjr^ ci>in a dor,
_ utan lo c un rail ir liySei...
Una... aii qua resta a fazer ? 1
3a foi est 11 minha sorta
SulTrer sempre at a ruorte
Penar sempro a' morrer. .
Mas Deus I m-a Ditas, que fazer *
Se esta a vossa lei,
Mas... sa ello inda voltadiaei
Cotuo ura balsamo ao meu soffrer.
Ah I pai querido e extremoso,
Qu nunoa mais hei do ter
Nem a luz do teu saber
Nom tuas beri(;3e pateraaes...
Morreste nXo, nao morreste
La do co e'st es me vendo,
O teus iivros expre os tendo.
Cora os carinbos maternaes.
E' uoite vejo no co utaa estrella
Luzent; como ura pharl
Bella e clara como o sol
Qu allumia todo o ser ;
Cada vez seiupra raais liada
Tomando a forma de um vulto,
Se fallo n'ella, rae oceulto,
Cora mio de a offender.
Meo pai elle, elle,
Que parece rasgar um veo
L de cima, l do cea
Para na trra cahir
Oh 1 vinde, vinde a este mundo
Vinde, torna nossos bragos
Que com firmes o temos lagos
FL-ars sera jamis sabir,
Sira, vejo bem p^rto ura vulto,
L em citoa sobre os astros,
A fugir corao de rastros,
Para na trra habitar.
K'i nao creio que isto se ja,
U 1:1-1 sa realidade,
Ou raesrao a fatiliiade,
Da minha existencia fiadar.
Eu s creio que isto seja,
Uraa mentira, ou mesmo ura sonbo,
Ora belli, ora medonho,
Que nio faz acreditar...
Mentira, sira, mentira,
Eu s quero que Deus exista,
Que a tudu elle resista
Lancando do cea na olbar.
1887.
Julio Soares de A xevedo
Cmara Municipal
\ot> do TUesouro dilacerada*
O recolhimento de notas dilaceradas est sendo
feito na Thesoararia de Paseada, as tercs e
sextas-feiras, das 10 is 12 horas da manir.
lilolrao de nulas do Thesouro
Em 31 de Marco vindouro termina o prxo mar-
cado para recolhimento, sera descont, das notas
de JOOU da 5* estampa, 10*000 da 6* e 5*000
da 7.
A subattuicio est sendo feita na Tbesouraria
de Pasenda, nos dia uteis, das 10 is 12 horas da
man ha.
Estirada de aaaucar e algodo
usa db FEvaaxiao
TBADAS
Barcaca .
Estrada de ferro de Olin-
da .. .
Estrada de ferro de Ca-
ptara .
Aomaes .
Estrada de trro de S.
Francisco .
Estrada de ferro de Li
moeiro ....
s q
1 21
1 i 24
l 24 1 i '25
1 i 22
1 23
3 a
84.214
483
10.304
12.523
76.298
20.789
204.611
af 2
5.856
1.852
312
10.594
4.036
7.980
30.630
Paula da tirnndeta
SIOI' HA DB 21 X 26 DB nVBBBIBO
Alcool (kilo) 218
Algodio (kilo) 346
Arroz com casca (kilo; 065
Assucar refinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
Dito mascavado (kilo) 067
Borracha (kilo) 1*266
Cachaca (litro) 077
Cacio (kilo) 400
Cafrestolho (kilo) 4S0
Cat bom (kilo) 320
Carnauba (kilo) 366
Caracoe de alfodio (kilo) 014
Car vio de pedra de Cardifi (101.) 16*000
Coaros secos pichados (kilo) 585
Ditos salgados seceos (kilo) 500
Ditos verdes (kilo) 275
Farinba de mandioca (litro) 250
Fumo restolho (kilo) 400
Oenebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milbo (litro) 040
Prancbe (duzls) 100*000
Eiprtifio
BBCIFE 24 DE rEVEBBiaO DB 1887
Para o exterior
No vapor ioglea Gorje, carregarata :
Cbaina-se a atteucio da Cmara Man.cipa
dette municipio para o enorme perigo que corre
a vizinhanpa, da casa em ruinas sita a ra do
Ainorira n. 26 que di os fundos para rus dos
Burgo, visto estar na planta para ser desap'j-
priada.
Sem ezageracio pode diser-se qae o vxrdudeiro
oiinig da nossa sociedad-? o systems nerv.no,
que, um co sequeucia de ezcessivos trabalho, vi-
gilias, (Miles, e D>da a sorte de distraeces, sofiVe
no raeio dessatucta coustante, deixando o orga-
nismo expasto is nevralgias, s febres e outras en
ferulidiide*. S -nio assim. a ningu-tm pode c-iu -
aar surprexa que os mdicos receitem frequente-
meu'e o sulphttu de quinina, o tnico pir excel-
luncia da materia m"dic<, prferindo asCapsulas
de Pelletier,porque sao fsilmente absorvidas e
digeridas com a maior rapidez, o qae nio acontece
coui as pilul s e coneitos, que atravessam e esto-
mago o os intestinos sem d ssolver-se. Alm disto
cooservam-se indefiudamente, e basta abrir ama
capsula com um caivete para ver o sulphalo de
quinina crystalisado, inteiramente paro.
Para Halfax, J. Pater C. 10,000 accoi com
750,0 0 ki'os de assucar mascavado.
Na galera ingiera Lorenzo, carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 1,000 suecos
com 75,000 kilos de assucar mascavado ; N Ca-
liu & C. 100 saccas com 7,800 kilos de algodio.
Na barca norueguense Mira, carrejaran :
Para Liverpool, S. Brothers c C. 96 saccas
com 7,182 kilos de algodio.
Na barca norueguense Vega, carregaram:
Para Liverpool, Borstelmann & C. 320 laceas
com 23,586 kilos de algodio.
No lugar americano Edward ram :
Para New-Yoik, H. Forster (st C. 764 saceos
com 57,300 kilos de assucar mascavado.
Na barca norueguense Rex, carregaram :
Para New-Yoik, Julio dt Irmio 500 saceos
com 37.500 kilos de assucar mascavado.
' No patacho p rtugues Vertas, carrega-
ram :
Para Lisboi, P. Carnerro & C. 50 barricas com
0,610 kilos de assacar branco e 300 ditas com
30,400 ditos de dito mascavado-
No patacho dioamarques Express, carrega-
ram :
Para Montevideo, Air.oriin Irmios & C. 7C0
barricas com 76,452 kilos de assucar branco.
No patacho aiiemio Wilhen A Joseph, car-
regaram :
Para Montevideo, Amorim Irmios & C. 85'J
barricas com 83,5J7 kilos de assacar branco.
Para o interior
= Na barca nacional Uarianninha, carrega-
ram :
Para Pelotas, Amorim Irmios & C. 550 barri-
cas com 58,157 kilos de asajear branco.
No patacho allemio Brilbante, carrega-
rfcuj :
Para o Rio Grande do Sal, J. S. Loyo & Filbo
5(0 barrica com 2,521 kilos de asBucar branco.
o patacho sueco Nordbon, carregou :
Para Santos, F. A. de Asevedo 500 saceos con
-.0,000 kilos de assucar mascavado e 500 ditos
com 30,000 ditos de dito branco.
No vapor francs Ville de Cear, carrega-
ram :
Para Ssut js, Baitar Irmios C. 20 pipas com
9,600 litros de agurdente, 800 taceos eoin 48,000
kilos de ao-uc. r branco e 700 ditos com 42,010
ditos.de dito mascavado.
"No patacho portugus Fanny, carregou :
Para o Para, & ii. Bnto 500 barricas com
33,500 kilos de assucar branco.
Na barcaca Beliz Soaedade, carregaram:
Para Mamanguapc, E. C. Beltro > Irmio 2
barricas com 120 kilos de assacar refinado.
Xavlaa 4 carca
Barca nacional Marinho IX, Re Grande do Sal.
Barca nacional uarianninha, io Grande do Sol.
Barca norueguense Vega, Bltico.
Barca norueguense Ogir, Estados-Uuidos.
Barca inglesa DuruuJffuge, Estados-Unidos.
Barca noruega Rex, New-Yoikv
Brigue ailemao Brmo Mane, HHuli.
Brigue n ruegueuse Mira, Liverpool.
Cter nacional Geriquity, porto* do norte.
Escuna dinamarquesa Express, Montevideo.
Escuna sueca Lreley, Rio Grande do Sal.
Escuna alienta Johanna, Santos.
Nazareih
JO abaixo assignado di-clara qnc esti sem effeitu
ama procuracio ou entro qnalquer documento, qae
deu ao tenente coronel Luis de Albuquerqu i Ma-
rauhio, relativameute pass.gum da via-ferrea
de Nasar.-ih Timbaba, pelo, terrea s do enge-
nho Baixa-Verde, de sua propriedade o do seu ir
mi o conselheiro Diogo Velbo Gapaleante de Al-
buquerqu*.
Nasareth, 25 de Fevereiro de 1887.
Pliuiu Angosto Cavalcante d'Albuquerque.
Supplicio
BAZLINA
E todo quinto em mim ha de bello ou de puro,
Desde a esmola qae eu don i piece que eu mormuro
E' vosso : fost'.'s vs o meu primeiro altef.
E' a vos*a inorte m.ral |oe s" d>cide : Illu-
dsm-vos Qneiem-vo arn-.st.r para o abyamo!
O' Deus, tende eompaixio da victima !
Job.
3 i hlatoria doa cabelloa mal cu-
riosa! Eate adorno natura da pssoa ba sido
tio mallratudo durante os tempes pasa idos, que
quasi lis milagre que a taca humana nio se teuba
tomado hereditariamente c-jlva.
Nestes nossos das de hoj' ns seuhoras entendem
que urna preparac,io vegetal iuiinin-ntemente a-
lutar qual o mu celebre e afamado Tnico Orien-
tal, que conserva os poros do crneo e os vasos
eapillares em um estado vigoroso > ao mesmo lem-
po preserva o cabello macio e resplandecente, o
melhor genero qae ellas podern usi.r. Nao admi-
ra pjis. que esta famosa e riquissima preparadlo,
hoje em da esteja pondo em derrota e fazendo
desapparecer de sub a face da trra todas essas
vis e perniciosas composicSes de leos e pomadas
j presentemente tornou-ae em ama verdadeir*
iieces8idade para todo o toucador organisado n
mundo occidental.
Acba-se-i venda em todas as botic&s lojas de
pertumarias
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C .
ra do Commercio n. 9.
A prisao do ventre, i auemia o o lymphatUmo
sio as verdaderas molestias de nossa poca, as
mais genera isadas e mais difficeis de curar.
A medicacio ferruginosa, proveitosa na anemia,
seguida algumas vetea de prisao de ventre bem
difficil de vencer ; este inconveniente porm nao
se di com o Ferro Girard, approvado pela Acade
ma de Medicina de Pars e adunttido na Russia,
o qaal gosa da dupla propriedade de ser milito
enrgico, de fcil asiimilacio e de coinhrer com
efiieacia a prisao de ventre.
Eacontra-se em todas as ph-trinacias.
O Dr. Ludovico Bernard receitou a urna moca
doente do peito o hypophosphito du cal com o qual
ji tiuha obtido graade namero de cura-. A mo-
lestia porm nio cedia e o medico nao snnia a que
attribuir este iuiuccees.1, quaado tuve a lee idi
de examinar o frasco doXarope de byp)p'>o<-
phito de cale vio que nao tiuha a firma de Gri-
mault ds C, nem a marca da fabrica Era urna
imitacio. ou antes falsifieacio. Comprou eutao o
Dr. Bernard o verdadeiro Xaropa de Grimault,
com o qual. no espado du dous maza, a doente cu
rou-se completamente da tsica, qu' a accoinuiet-
tera de um modo violento.
Sorprended a tnuitn vente X ()
O acreditado negociante o Sr. Emygdio Pinto
de Oliveira, agente consular de Portugal, resi-
dente em Santa Victoria, Rio Grande do Su, re
mettea ao descubridor do Peitoral de Cambar
Sr. S. Soares, urna imprtame declaracid assig-
nada pelo Sr. Vasco Jos Pereira d'Avilla, que
ha longos Hunos soffria de urna grave enfermida-
de pulmonar, sem ter mais esperanca de corar se.
ltimamente, aggravan lo-se seus sotf'imentos,
recorren aquel le precioso medicamento, e nio foi
preciso mais qae alguns frascos para o curar ra-
dicalmente .
Este prodigioso rebultado, que sorprcadeu a
umita gente, corre divulgado em todos os folbetos
annezos a cada frase i do p-itoral de Cambar.
nicos agentes e depositarios em Pernambuco,
Francisco Mauool da Silva A C, ra Marques
de Olmda n. 23.
Dr. Mello Gomes
Medico clrurglo partelre
Ra de Paulino Cmara (antiga 'la Camboa
do Carmo o. 36), oude ple ser pro-
carado qualquer horndo diae da uoite.
Consultas :10 ao meio dia
Chamados por escripto.
Especialidades ;Pebres, molestias de peito e
das aenboras, ryphilis e lofi'rimentos da urethra.
Acode a qualquer chamado para fra da ca-
pital.
Tambem pode ser procurado, de meio dia is 3
horas, na Pharmacia do Povo, & ra do Rangel
a. 34.
Galera inglesa Lorenzo, Liverpool.
Lugar nac onal Loyo, Rio Grande do Sul.
Lugar americano Edward \ohnson, New-\ ork.
Lugar nacional Ztquidia, Rio Grande do Sul.
Lagar ingles Mo'mng Star, Santos.
Lg.r nacional Tt^re, Rio ''ramie do Sul.
Patacho ingl a Agenoria, Santo.
Patacho nacional Marinho VI, Rio Grande do Sul.
Patacho americano J. P. Lassen, Rio Grande do
Sul.
Patacho portugus Fanny, Para.
Palhabote nacional S. Burtholomeu, Porto-Alep- -
Patacho portugus Ventas, Lisboa e Porto.
Vapor ingles Gory, New-York.
Vapor ingles Plessy, Liverpool.
Vapor ingles Fine Branck, Liverpool.
Vapor ingles Gorje, Halfax.
\aviow 6 deaearga
Barca norueguense Amo, carvio.
Barca norueguense Noatun, carvio.
Barcaca nacional Apresenlacao de Mana, 'gneros.
nacionae.
Barcaca nacicnal Flor de Tatuanunha, dem.
Barcaca nacional Semprmva, idem.
Barcaca nacional Moema, idem.
Barcaca nacional V.ctoria Alagoanna, idem.
Barcaca nacional Boa Nova, idem.
Brigne austraco Pinas, varios gneros.
Escuna ingleza Bella Rosa, bacalhao.
Escuna inglesa Perey, bacalhao.
Hiate braaileiro Deus teGuarde, sal.
Hiate brasileiro Bom Jess, algodio.
Hiate nacional Flor do Jardim, sal.
Lugar ingles Velly, bacalhao.
Lugar ingles Minnia, carvio.
Lugar nornegueuse Courier, farinha de mandioca.
Lugar ingles Blanche, bacalhao.
Lugar ingles Retrevier, bacalhao.
Lugar oglez Lutsic R. Wilce, bacalhao.
Lugar ingles Nicanor, 'farinha de trigo.
Patacho ingles Plymouth, hacalho.
Patacho ingles S. Joseph, bacalhao.
Vapor ingles Plessy, varios generes
Itendluientos pblicos
Manoel do Rigo Amaial embarcando para Por-
tugal por encommodo de snie e nio podando pela
prestesa da viagem desp-dir-se pessoalmrnte dos
seus amigos, fal-o prese-ite off-recendo-lnes seu
limitado pre timo n'aquelle lugar. Outrosim, de-
clara que deixa como os procuradores aos Srs.
P.iva, Val-nte & C, Suare do Amaral Irmios e
Joaquim Luiz Vieira, para tratarem dos teua ne-
gocios commerciaes e particulares, e sos Srs. Joa-
quim Luis Vieira o Antonio Guedes Valente para
tratarem do que is respeito i r-rma commercisl
Ferreira de Sousa & C. Recife, 22 de Fevereiro
de 1887.
Manoel do Reg Amaral.
Grande Eslabelecimento Balnea-
rio Marilimo em Pernamiiuco
Reseotemeute uielhorado e
augmentado
Situado sobre a strra d, mar (arrecifes) que
passa ao luuge da costa da cidade do Kecir-,
aeha-se esae glande e iinp irtante estab lecimcnlo,
que rf une as enndicoes de urna hygienica e co i
fortavel habitaeao c-on aveommudacoes para hos-
pedes, S08 o doejites mediante mdica pensao,
que nuuca superior a exigida p-^los prin. ipaea
botis.
Ar puro o fresco, proximrtade dos recursos d
qualquer natureza, que offerece a cidade da qual
dista einco minutos em Vagein de escaler, uioa
vista e perspectiva agradavel e pittoresca, cun >
a do ocean", s^lubiiiladp, eommodidade nos
oreos, eis as condicois priucipaes, que tomam
reeummendavel esae eatabelecimeoto, sobretudo
aos estrangeiros o passageiros on viajantes que
aecciiaifem d'*in'irnr-se na eidade do Ri-cite. ^
Bandado pelas lmpidas aguas do ocano, ease
estabelecimeato proporciona tacil e comtnodo uso
dos banhos de mar em suaa banheiras, cavadas na
rocha, e cujas posices gradoam a forca e choque
das ondas conforme a susceptiblidads e condicVs
de saodb dos banhiatus ; havendo tambem um
grande tanque especial para exercicio de natacao,
tudii pelos presos da tabella t/ra.
A experiencia, feita por diversas vezes e em
% arios casos de rnolestins, tem demonstrado, que
a estada de mu ou di-ua.ines-s neaso estabelcci-
mento com "ti aem uso de banhos. cxcellente na
cura do beriberi, naa convaleacenc-as, as febres
nervosas, etc.
O proprietario emprega todos os estreos em
manter e conservar urna stricta ordem na admi-
niatracie, acceio e confortabilidade desse estabe-
lecimento, de modo a nao desmentir o crdito,
que, das familias e pensionistas, que o frequen-
tam, tem merecido.
Nii admitte doentes, que pelo seu estado, sejam
considerados morioundos e impossiveis de cura a
juizo medico.
Aa coudicoes de rigorosa moralidade sao exigi-
das c rani.tidas. ,
O propriotario habita com sua familia nesse es-
taba lecimento.
BANHOS DE MAR
NOS
Arrecifes desta cidade
TABELLA
As&igouturas toensaes
Uma pesaoa uiener ou adulto 12000
Dums 24J00O
Tres da inestna familia 30JO
Quaro idem idem OpsWHU
De quatro na diante cada uma 8j(X)0
fara as pecsias que necesaitam do ar do
marbanh' a s-'ccosou aeompanbtm
as que rianliaio, par mes 3JOO
Um banh i avuleu coj roupa, lencol e cal-
cado do estabelecimento 1 OOO
Um dito com roupa do proprio banbieta G'KI
Urna passagem avulaa de ida e v-dta 00
O b*>ihsta assignante ou avulso, tem passa
gem, guarda-roupa. bauheiro e pessoa habilitada
para auxilial-o ; tudo medante os precos da pre-
sente tabella, das 4 1[2 s 8 horas da maubi e
das 4 1|2 s 6 da tarde.
O publico encontrar no caes Vinte Dous de
Novembro, escaleres de propriedade do estabele-
cimenlo pira conduccio nao a dts Srs. banbis-
tas, como tainb'in daquelles que qoeiram gozar
de um passein verdadeiramente bygienico, apra-
sivel, commodo e econmico.
As assignaturas e pa>eageos avnisas p-igam-se
no ineaino stabelecimento onde o publioo encon
trar snnpre a venda roupa e calcado proprio
para os bauhos.
Consultorio medico-
cirurgico
O Dr Castro Jess, contaudo mais de 12 Miuut
de escrupulosa observucao, reabre consaltorio nes
ta cidade, 4 roa do Bom Jess (aatiga da Crui
u. 23, 1. andar.
Horas de consultas
De da : das 11 is*2 da tarde.
De uoite : das 7 s 8.
as dentis horas da uoite ser encontrado nc
titio 4 travesea dos Remedios n. 7, primeiro por
tio esquerda, alm I > por cao do Dr. Cosme.
Oa 1 a 24
dem e 25
Reci/e Drainage
31:1481108
2:9644202
34:112*690
Hercado Municipal de Jone
movimento di sre Mercado no dia 25 do cor-
rente foi o seguiote:
Entraran : '
29 bois pesando ,3490 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 14 1(2 ditos de Ia qaalida-
de, 6 ditos de 2 dita e 87 1/2 ditos parti-
culares.
2502 kilos de peixe a 20 risj 50*040
82 cargas de farinha a 200 ris 164400
10 ditas de fructas diversas a 300 ra. 34000
9 taboleiro a 200 ris 148u0
11 Sumos a 200 ris 24200
Foram ocenpados :
24 colamaas a 600 ris 144400
22 compartimentos de farinha a
500 ris. 114000
21 ditos de comida, a 500 ris 104500
87 1/2 ditos de leguraes a 400 ris 314400
18 ditos de saino a 700 ris 124600
10 ditos de rressuras a 600 ris 64b00
10 taIbos a 24 204000
5 ditos a 14 WWP
A Oliveira Castro 4 C:
54 tainos a l ris 544000
2 talhos' a 500 ris lfOCO
Oeve ter sido arrecadada neste dia
a quantiade
N. 4. Todos os (,ue tm tomado Emalsao
de Scott, reconhecem a sua superioridade
sobre os outros remedios empregados at
hoje para a cura da tsica pulmonar, escr-
fulas, racbitis, anemia a debilidade em ge-
ral. As suas virtudes sanativas e reoocsti-
taintes sao maravilhosas.
HB5K3 DEOTISTa
Patrie o Woreira
(Ex (Ifacipulo tle Frenes-ico Mala)
Consulta^ e op> races das 9 horas da uiauhi s
4 da tarde.
57 -RA DUQUE DE CAXIAS-57
Dr. Cerpira Me
nuoico
Tero o seu eacriptuno ra Duque de Caziaa
n. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua residencia ra da Santa
Cruz n. 10.
Especialidadesmolestias de senboras e crian-
cas.Tolephone n. 326.
Dr. Joo Paulo
HBDICO
Especialista em parto, molestias de senboras e
de enanc'is, eom pratica as principaes materni-
dades e hospitaes de Paris e du Vieona d'Austria,
fas toda ua opcracoi-s obsttricas e cirurgicas
concernentes na suas eapeciulidades.
Cousultorio e residencia na ra do Barao da
Victoria (antiga ra Nova) n. 18, andar.
Consultas das 12 s 3 hora? ds tarde.
Telcpbone n. 467.
I
I'
1
ED1TAES

iiyninasio Pernamanbuc6
Pela Secretaria do Gymnasio Pernambucano se
declara aos pas de familia,e a quem mais interes-
aar posea, que se acha na direccio do mesmo, por
deaignacio do Exm. Sr. presidente da provincia, o
rerpeetivo secretorio, Dr. Celso Tertuliano P.
Quiotella, do ordem de quem sao em geral convi-
dados todos que tiverem de dar edueaco e instrac-
ci a mocidade para vsitaiem o estabelecimento,
que acha '(ariamente aberto desde 6 horas da ma-
nbi s M da noiie, ennbecendo deate modo por si,
e inio por informHcoes inexaetaa, tudo quanto O
meam< estabelecimento dispensar aos seus alum-
nos qutr c-m r-lacio ao trat-amento quer com re-
lacio a traiiamiisao du enaino, que recebem dos
professuris que sempre se distinguiram pelo sen
zelo inexeedivel no cumprimento de seus deveres e
palo luteresse que mostr-iin no ensino daa discipli-
nas que prutessam c no apro -eitamanto de seus dis-
cpulos.
O instituto aceita alumnos em tres cathegorias,
conforme se acham dividi!os, penaionistas ou in-
ternes, meio-pensionistas e externes.
Os pensmniatas, reaidiri-J n > inst.ituito, tendo
direito de ea'udnr as materias de qu-; se compeo
eurao ensinadaal seguurlo o programma eatabele-
cido : a ser alimentados sadia e abuudantemete,
tratados em anas enfermi iades pelo medico do
instituto, tornecendo Ibe tambem este medicamen-
to a ter ronpalavada e engommada regularmente
duaa vezes por semaoa, banho, etc. ; tudu isto pela
mdica quantia de 4004 por nno.
Os mei'j-peii8onistas se'apresentario no esta-
belecimento nos das lectivos, hora em que as
eulas ae abrirem, e desde ento at aerem encer-
radaa a tarde, sio equiparados ao internos, tendo
como ates os meemos direitos quanto ao estado,
alimentacio e recreio, isto pela mdica quantia de
240i000.
Os externos a teera direito 4 licoes e expliea-
loes ds materias rnsinadae no corao, quaesqner
que ellas sejam, pagando apenas no acto da ma-
tricula a taxa igual a que pagam os alumnos no
collegio das artes.
Os alumnos internos deverio presentar o enxo-
val prescrpto no regiment interno e ter cones-
pond -nte na capital, para com promptidao satis-
fazer as pensoes e outra qualquer despesa de que
tiverelle necussidade.
As penaes serio pagas na secretaria do insti-
tuto, por trimeatre adiantados.
Recife, 18 de Fevereiro de 1887.
Ser vi n do de Secretario
tSareionillo da Cunhu Pedreta
O Dr. Joaqitim da Costa Ribairo, juiz de
direito do civel desta cidade do Recife da
provincia de Pernambuco, pot Sua Ma-
gestade o Imperador, a quem Deus
guarde, etc.
Paco saber aos que o presento edital virem oa
delle noticia tiverem, que findoa os diss ue pre-
ges ees pracas da lei a na audiencia deate jaizo
d dia 26 de Fevereiro do auno prximo vindouro,
irio praca por venda a quem mais der e maior
lance offerecer os bens constantes da avsliacao do
tbeor seguiote :

'*-


'

2394340
4:7824780
5:802*780
Renda geral
D 1 a 24
dem de 25 -
MIZ DI FBV8BIIBO
Alfandega
617:1364279
20:365*459
Renda provincial
De 1 a 24
dem i e 25
119:567*330
2:7584724
637.5014738
------------ 122.326064
Pe 1 a 24
dem de 25
nal
Id -m
a 24
da 25
loa:
Bectbedoria
Consulado Provincial
759:8574792
32:4204565
3:9604236
36:3804801
87
Rendimento de 1 a 24 de Fevereiro
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde 200 a 480 ris o kilc.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sainos de 500 a 640 ris idem.
farinha de 200 a 320 <-is a cuia.
Milbo de 260 a 320 ris idmn.
Feijao de 560 a 14000 idem.
Haiaduoru Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga
reses para o consumo do dia 26 de Fevereiro.
Sendo: 61 reses perteneentes a Oliveira Castro,
de C, e 26 a diversos.
Vaporea e navios esperado
VAPOBSS
Legislatorde Liverpool hoje.
Supervisorde Liverpool hoje.
Marinerde Liverpool hoje.
Financede New-Port-News a 27.
Bahado sal a 17.
Mareo
Tijucado sal a 4.
O ir ondeda Europa a 4.
Manido norte a 5.
Ceardo snl a 7.
Tamarda Europa a 12.
Mondegodo sul a 14.
Valparasoda Europa a 14.
Montevideode Hamburgo a 17.
Nevada Eurcpa a 24.
Apotheker Dirsende Santos.
Arieade Cardiff.
Aldwathde Terra Nova.
Ameliado Rio Grande do Sal.
Atirilade Terra Nova.
Albanade Cardiff.
Airanade Cardiff.
Bodade Cardiff.
Cometade Porto Alegre.
Cysnedo Rio Grande do Sul.
Christiaui Scriverde Cardiff.
Cameliade Terra Nova.
Diudado Ro Grande do Sul.
Enjettado Rio Grande do Sal.
Erutode Hambargo.
lite-de Tena Nova.
Eugeniade Terra Nova.
Fnucbnydo Rio de Janeiro.
Guadianade Lisboa.
Glitnerde Liverpool.
Hapnusdo Rio Grande do Sal.
Hersiliada Babia.
Idealde Londres.
Jelantbede Santos.
J. G. Fiebtdo Rio de Janeiro.
Julios Sk'rkede Genova.
Joaquinado Porto.
Jos Genebrade Liverpool.
Lidadorde Rio de Janeiro.
Liliande Terra Nova.
Laviniade Terra Nova.
Liada Parckdo Rio Grande do Su..
Maia Ido Rio de Janeiro.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Marinho VIdo Rio Grande do Sul.
Meta Sophiade Hamburgo.
Mariettado Rio Grande do Sul.
Metede Hamburgo.
Mayde Terra Ntva.
Nordsoende Liverpool.
Noruega Aiaode Cardiff.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Prcgressode New-Port.
Rosa Hlldo Rio Grande do Sal.
Rolanddo Rio de Janeiro.
Retcrmdo Rio Grande do Sal.
Sperahzide Cardiff.
Temerafiode Santos.
Vareo da Gamado Rio de Janeiro.
Witbelm'iaede Hamburgo.


-


41:4114023
41.7754428' Amandade Hamburgo.
tlovFmfjuto
do porto
26
Navios ejjfrados no dia
Port Elisabeth-21 das, barca inglesa Chalgrooe,
de 512 tonelada, espitad Jones Fraacis, equi-
pasen! 12, em lastro; i ordem.
Macei-14 hora>apor ingles P/esMy, de 1,121
toneladas, comnlandante M. Scom equipagem
94) carga varios reoeros; a Boxwell \
Navios sdhidos no mesmo dia
Montevideo-Patacjio altomo Brhmte, cepitio
Bar^fffe" francs VU de Cear,
eommandante Bimonet, carga varios flg""08'
BarbadosPalhabote americano Anme Bule, os*
pitio E. Lewis, em lastro.
N


Diario de PernambucoSabbado 26 de Fevereiro de 1887
1
I >
i
I
I
I)
>-
Reeife aos 15
Urna mobilia com posta de 18 cadeiras da guar-
nicio, 4 dita de bracos, 2 consolo com tem pos de
pedra, l sof, 1 m-sa redund rom umpo de pe-
dra, tudo de Jaearaswti, u*ad *** l>"r-----
2501; 2 (tnri:.-r. p> Bardlo uwdns, Va-
liad. por 60/ 1 ''' ,: '" r"".....'*" >""ir" e e!*
pelbo grande, avalUd rmSi<: l Uvaiuno du
pedra para 2 hacia, bm i^peihu, >.val i-m
20/; 1 comino'!. i ii i : 1 secretaria de J-ear-aOa, por 40 i; 1 guarda-
looca de amare;k. liado por )/; 2 aparado-
res de amarell.i, avallados por 20/; 1 me pls-
tica com 5 taboas, avallada em 40 ; l cadeiras
de junco, avalndas p ir 30/; 2 in-rquezas, sendo
urna de Jacaranda e outra da asaarrlia, avalladas
por 25/ ; 1 caudelabro para 5 velas, avahado ?< 10/; 2 serpentinas, av*liadas por 104 ; 6 p*res
de jarros ae p>rcelana u.., avahados p r 54. -.
assim. ser) os inesn>s bens acia* mencionados
arrematados p.ir venda n qnein mais der e maior
!ance offerecer no (ta e hora cima indicad.) e fo
ratn peiihoradon para p*g imnii d-> priawpwl C
cuitas da aeco executivs. que a Lni* Antonio l'e-
reir m do Carnio de;' cidade.
E para qi. i ehegua a noticia a todo, maudei
passar o presente ediul, que ser aluzado nos I
gares do ctame e publicado pela iinprensa
Dado e paseado nesta cidad.' di Reeife I
dias do mes de Oezemhro de 1886. '
Eu, Felcissimo de Azevedo Mello, escrivao til
screver subscrevi.
Joaquim da Costa Ribeiro.
0 cidado Elysio AUwrto 8ilvc4ra, Io juiz
de p..a da freguezia da BusuViata, em
virtude da loi, etc., etc.
Fas saber a quein iuteressnr rossa que por
parte de Alhi iro, liveira & C, ine t.,i requerido
qae so admltisse a justificar u ausencia e incer-
teza lo lugar da readeoeu da Mine. Blanehe, e
justfL-audo qaanto bastasse Ibe coucedeBse carta
de editos para ser ella citada afirn de vir a 1 au-
diencia deste juiso findo o praso de 30 dias cou-
ciliar-se coa? os uppeautes :'i respeito do pag-
mento da quantia de 1:653/110 provenientes de
gneros fornecidos para o collegio Nosaa Seubora
das Victoiias, sito ra do Viacoade de Cmara-
gibe n. 10.
E tendo exhibido provas suficientes do qunnto
allegava Ihe ruandei passar o presente edital de
30 dias pelo que cito a mencionada lime. Blauche
vir na primeira audiencia depois d'aquelle praso
para o fim ezposto, pena de ravela.
Dado e passado ueste freguezia di Boa Vista
aos 25 diao do mea de Pevereim Eu, Alfredo Francisco d*So>:z-i, eaerivio, escrc-
vi, subscrevo e assigno.Alfredo Francisco de
Sonza.
Elysio Alberto Silveira.
XIII
As reclamaces contra o Mrvico da limpesa pu-
blica d-veri ser fritas por esenpto i Cmara ou
a qualquer dejse'is mernti-
XIV
O .rrematanf prestar iiinu Salsea de um cont
de ris eui OMihcni nu apo'iees era.j ou provm
ciaes, pr* g-iar.iu d>'bte contrete, e a ''.amara
s receber pronos ns daqne.ls que bouverem
,|ep ntndo a quantia de 200/ > d.r do proenradur, > qu-i provaio cow o respec-
tivo retioo, na oecnbiio da entrega da proposta ;
seudo que perderlo dita quantia, se acceita soa
propjsta ni" vierem assi? r o contracto dentro
do praso di H d*M tontadm pr-sidente da provincia
XV
A urremataci senV feita p-.r ann l finanepiro
:nun:ipsl, iato do 1' de OiMubro a 30 de Se
tembro ; sendo que o preseute lieve' vigorur da
data, em qus for pprpvsdi p-lo presidente da
da provincia, at 3J de Setembro correte
aono.
XVI
A Cmara pagar ao iarematasite, por semana,
o srrvico de limpeza na i.-siiectiva proporcao da
importancia da arremafnco annual.
xvii
As ras, que nSo foreiu ualyadas, aerad limpas
a hiiciubo.
XVIII
As propost tes em sesso da C uara, designada para este
fim, sendo preferido quem melhores vantagens.ot-
terecer, e qm m icais idoneidade liver.
XIX
T< rminado on interrempido a >ruo da contrac-
ti, nio tela a contractante direito a ser indem-
nisado de qualquer valor ou material, que tiver
empreado no servido, cujo material fina-i o con-
tract i, pertenecra ao contractantc.
XX
O cnutractante nao pode abandonar o servico
que tiver arrematado, salvo em caso de orca
maior pruvada, a juizo da Cmara ; mas se o fi-
zer fra desta ezcepcao, nao s nao ter direito
a indemnisaco alguma, como tambem perder
o valor da rianca em beneficio dos eolres rouni-
cipaes.
LUGARES DESIGNADOS PARA S'ELLES DEPO-
SITARLE O LIXO DA CIDADE
Arsenal de Guerra
O cooselho d* campras recebe propostas
no dia 3 il" Marco do currante anno, at
s 11 hor.i6 di iiiaah"1, para a comprados
artigo seguint- 8 :
3.157
17
IbO
280
ftO
26.769
16.80
2
4
2
4
3
10
57
10
25
3
de Ssnta
O Dr. Joaquim Correia do Uliveira An.:rade, jui
de direito de orpha.-s <- alsenos do R^-eire e
ieu temo, pr ivincia de Pernambuco, por S. M.
o Imperador, a quem eus guarde, ete
Faco sab;r a quem i.iter -ssar pusa, quo t-'ndo
se arrecadadi p r este juizo o espolio de Saly
Wolff, que no'deixou testamento, sao chamad j
OS seus legtimos SUCCetsjies a se habilitaren! a
beraacs, perante este juizo, nos termos do art.
32 do regulam.-nto n. 2433 de 15 d- Junho de
1859.
E para constar mandei passar este edital. que
ser publicado pela imprenta e atfixado no lugar
do costil me.
Dado e pasando nesta cidade do Reeife d.- Per-
nambuco, ao 23 de Fevereiro do anno do nasci-
mento de Nos Senhor Jess Cliristo de 1887.
Eu, Luiz da Veiga Pessoa, escrivo, o subs-
crevi.
Joaquim G>rreia de Oliveira Audrde.
KdJIaln. 11
O administrador do Consulado Piovinciul taz
publico a quem interessar poesa, que, em cumpri-
mento da ordein constante da portara n. 590, ex-
pedida em 28 do correute palo lllm. Sr. inspector
do Thtsouro, fiea prorwgaio at 15 de Marco pro-
limo vindouro a arrecadaco, livre de multa, das
annuidades e mais aervicos rJ iiecife Drainage
Company. lenitivos ao primeir.. semestre do exer-
cicio de 1886-87.
Consulado Provincial de Pernambuco, 25 de
Fevereiro de 1857.
F. A. de Carvalho Moura.
Cmara Municipal do Reeife
Llnpeza publica da cidade
A Cmara Municipal desta cidade, em virtude
da le, que manda ser a limpeza da cidade feita
por arremataos, recebe propostas em carta fe-
chada para o serviC' da referida limpeaa, at o
dia 16 de Maico do correte anno, as qua.s de-
vero ser entregues pelos interessidos em sessao
da masma Cmara, do dia scima referido, de con
formidade com as bates que abaixo vio publica
das ; chaman lo se especialmente a attencio dos
concurrentes para a clausula XIV.
A arn-matacao do servic da limpeza publica
ser feita por prnposta em carta fechada, nao
sendo permittido a nenhuo concurrente arrematar
mais de urna freguezia, servindo de base para
cada urna, a quantia de oito contos e quinhentcs
mil ris annuaea.
O arrematante obriga se a executar o varri-
mento diario de todas as ras, pracas, beccos, tra-
vessas pontes, cae*, rampas, eindm, toda a fre-
guezia que arrematar; a remover para os lugares
abano determinados todo o lixo, materias orgni-
cas e inorgnicas, animaes roortos, qualquer que
seja o tamanbo, que enterrar, sendo indemnisado
pelos doraos d'aquellea quo forem reconhecidos, e
finalmente tudo qnanto se comprehenda ua pala-
vra immnndicia. Obrlga-se ainda o arematante a
providenciar sobre a ebtruccao das vias de eom-
munie.Hi.ao da esUgoacio e do escoamento das
asruns pluviaes. quanio for possivel.
6 III
0 servico principiar ao mesmo terapo em cada
freguezia, meia noite, devendo terminar s 6
horas da inanha, isto com rulac&o s pontes. caes,
rampas e s ras designadas abaixo, podeudo
por.n, ser feito de dia quand as noites forem
chnvusas. A limpeza das demai ras poder co-
mecar das 6 s 10 horas da manh.
IV
Todo o lixo ser r*-movido em carroca puxada a
burro ou cavallo, e devem ser cobertas.
V
A p<-ufe de Santa Isabel ser varrida pelo arre-
matante da freguexia de Santo Antonio, as da
Boa Vis e Reeife pelos respectivos arrematan-
tea.
VI
No s-rvico da remocas dos objectos qoe obs-
trnam s ras, pracas, caes e rampas nao se c*m
prehenJ#!m squelles que perteucerem a donos de
obras uu empreiteiros, a quem os fisiaes obrigarao
a retirar, a nem to pouco a calica que da mesma
fnn ser condolida por elles para os lugares
qoe a Cmara indicar.
Obrigi-se ainda o arrematante a arranear toda
a ve^eUcao expontanea que nascer entre oa sobre
o calamento e o passeio das ras, e bem apsim a
derrubar todo o matagal qoe existir na freguezia
qae arrematar, senda que este servpo poder ser
feito de dia. ym
Obriga-se tambem o arrematante a limpar e a
desn.fecUr os mictorios e Utrinas, lavando-os
com preparacoes ebimiess, traxendo-os sempre
aceiados interna e externamente.
Ji.
O arrematante scsupprir suacusta, de todos
os uteucilios necessarios para a boa execuclo do
erv^. x
O arrematante ocdrrer na multa de 10/, sem-
pre qu fr encontrada tm,jaJcjode ter sido
limpa, qualquer roa, trarssa, becco, largo, paU-o
rampa, caes, mictorio e latrins, que llie ser des-
contada, no pagamento semanat!
XI ,
O arremarante que hoaver incorritjlo em cinco
ssult'is, sem provimento de recamo iarterposto pe
rante a Cmara, perder o contracto o > da
lan^* sem direito ainda a ser indemnisado de
qualquer interesse ou perda, que pioV"
aso contracto.
XII
O servido da limpeza publica, a
sacao a que est sujeito por parte
qneui corre o rigoroso dever de vela
primento restricto das presentes el
tambem inspeccionado pelo respecti
to, que impor malta* ao arrematan
de cumprimento de dever, com recurs<
mar, nao poiendo da deeiso desta
arrematinte para qualquer auto '
(cativa OH juci'iria.
Fregu zia de Sanio Antonio.Praia
Rita.
Frtguetia da Ba-Vta.Hospicio.
Freguezia do Reeife,L*do da mar pequea ao
noif... da fortaleza ai. Bruin. 100 bracas distantes.
Freguezia de 6. Jo*. -Nos alagados o nascen-
te e ao poeute da ra Imperial.
RAS QUE DEVEH SER VARRlDAS A.' NOITE
Becfe.Mrquez de O.inda, Bispo Sardioha,
Largo da Af-^ndega, Madre de Deus, Amorim,
Travessa d Madre Deus, Bom J.sus, Commercio,
Torrea, Thom de Sonza, ^a.cates, Largo do
Cor pe Saut->, Vi|_'aiin, Abrea, Travessa do Corpo
Sjnto, Viseonde deliap*rica, Baraode Triumpho,
Caes do Appollo e Brum.
fita-Watt.Imperatriz, -onde d'En, Largu Ha
fi-nia Cruz, Roa da Santa Cru, Conceicao, Baio
de 8. B ija, Viscmide de Pelotas, Visconde de
(iuyana. Aurora, Viseen le de Albuquerque, Hos-
picii', Ce. de Cajxbarib, Pires, Formosa, e Becco
> K. rreiios.
Santo An Praca da Iud peudencia, Rosario (estreita), Rosa-
rio (larga), Iu-perador, Duque de Caxias, Primeiro
de Marco, L'vraun-uo, Direita (parte), Penha,
Viscouue de Inhauma, Pedro Affonso, Caes do Ra-
mos, Cae3 22 de Nnvembro, Florentina, 8 Fran
ciso. Se1, Mar uezdiUerval(parte). Roda, Largo
do Paraizo, Pedro II (largo), e Coronel Suassuna
(parte).
S. Jote.-L-rgo do Mercado, Ra Direita (par-
te). Imperial. V'idalde Negreiros, Assumpcio, Lar-
go das CincoPoutae, Mrquez do Herval (parte) e
Coronel Sunssona (parte).
Paco da Cmara Municipal do Reeife, 4 de Fe-
vereiro de 1887.
Presidente.
Dr. Prxedes Gome* de Souza Pilonga,
Secretario.
Francisco de Assis Pertira Rocha.
DEGLASACOES
1RMAMDAUE
DB
H, S. da Sade do Pop
da Panella
F.leirao
De ordetn do irroao juiz, convido pela terceira
ves todos os inzuios desta irmandade compare-
c run no respeeiivo consistorio no dia 27 do cor-
rente niti, pelas 10 horas do dis, afirn de se pro-
ceder a eleicao da mesa regedora que tem de
funceonar no anno coeapramissal de 1887-1888 ;
deveodo ter lugar a referida eleicio com o nume-
ro de irmaoa que comparecer.
Consistorio da irmandade de N. S. da Sade do
Poca da Panella, 25 de Fevereiro de 1887.
O secretario,
Antonio Candido Ferreira.
orlaco Lis Operarla Pernam-
bursna
De ordem do conseibo administrativo, convido
aos senhores sssociadas a comparecerem a assem-
bla geral, qae tara lugar no dia 27, s 10 horas
do dia, para reaolucQes de summa importancia.
Secretaria da Liga Operara, 26 de Fevereiro
de 1837.O 1 secretario,
J. Cala san s de Figneiredo.
Algodosiohi de 80 90 centmetros de
laigura, mHr
Algndo Aniageio, metros
Bonetada servico interno
Brioi branco liso, metros
Brim escoro (de 1-nho tranctdo) metros
Casemira encarna la, mtitros
Cadeiras de guurnico de jncarandA
Cadeiras de braco de Jacaranda
Caldeiras de ferro para 5" pracas
Caldeiras de ferro para <5 pracas
Cunfcos de m. tal branco
Cnrrueh-iras de soia '
OoriHias de n.aruiitas de 8 pracas
Ciixuioed cun terrageua, palas e patro-
nas
Esteiras de p'slba
Espadas com bainhfl's para msicos
Fianella alvadia para forro eafo'.-s
ini.tros
Ganga encarnada, metros
Gravatus du tola de lustro
Guarda-leiz-s
Hollaud de torro, uelros
Lencos i'.' eliita .
Litas par H,>arnr cf6
Meias de aigodao, parea
Sapatos de couro do bezerro, pues
Saceos para marmitas de 8 pracas
Tamanco. pares
Previne se que nao serio tomadas era couside-
racio as propostas que nao forera feita ua foram
do art. 64 do Keg. de 19 de Oului.-o de 1872, em
duplcate, enm referencia a un w artigo, mencio-
nando o noma do proponente, a indiccio da casa
commercal, o preco de cada artigo, o numero e
marca das amostras, decNracjio expressa de su-
geitar-se a multa de 5 <)|Q, no caso de recusar as-
signar o contracto, bem como M de que trtam os
arts. 87 e 88 do regulamento citado.
Ootro sim, previne-se mais quu sao improroga-
seis oa [rasos ostabelecides no respectivo tcimo
de contracto.
Secretaria do Arsenal de Guerra do Pernam-
buco, em 18 de Feveieiro de 1887.
O secretario
Jos Francisco Ribeiro Machado.
<. om auhiu de Seguros Ihcni\
PerDambucana
Os senhore8 accionistas, nos termos do srt. 25
e para os eff itos do 1 do art 27 dos estatutos,
sao convidados a reunirem sa cm as8embla_gers|
ordinaria no dia 8 de Marco prximo, ao meio dia,
na sede da companha.
Pernambuco, 16 de Fevereiro de 1887.
Os a iministradorcs,
Luiz Duprat.
Dr. Manoel Gomes de Mattos.
. Joao Jos Rodrigues Mendes.
Companha de segaros Amphi
trice
A direecio em cumprimento ao art. 33 dos es-
tatutos d'esta compannia, convida os Srs. accio-
n'stas a reunirem-se em assembla gernl, no sali
da Arsociaco Commercal Bem fcente no da 2
do pn xiroo Marco ao meio dia para ouvirem o
seo relatorio e o parecer da cominiesao fiscal.
Igualmente D:oceder-se-ha a eleiclo de que tra-
ta o art. 40 dos mesmos estatutne.
Reeife, 17 de Fevereiro de 1887.
Os directores
Anf nio Marques de Amorim.
Manoel Jos da SJva Gmmares
Jo-quim Lopes Machado.
MARtTiMOo
Compita-la lirallelra de Xa ve
gscoa Vapor,
PORTOS DO NORTE
0 vapor Bahia
Cornmandante o 1.' tenente
checo
Quilherme Pa-
o00
880
48
75
Repartid das Obras Militares
De ordem dn lllm. Sr. capitio de eogeoheiros
Dr. Gregorio Tbaoraaturg de Azevedo, encarre-
gado das o'nras militares denla pr ivincia, faco pu-
blico que no dia 14 de Marco vindoura, s 10 ho-
ras da manlii na Reparticio das Obras Militares,
no Palacio do Governo, se receber propostas em
cartas fechadas dos negociantes ou firmas esm
merciaes desta praca, que quizerfm contractar no
correte auno o fornecimento s obras militares
dos materiaes constantes da rclaco existente na
reparticio, disposicio dos pretendentes, para
ser exumiii- da nos das uteis. durante o expe-
diente.
Reparticio das Obras M'litares em Pernambuco
24 de Fevereiro de 1887.Jos Armando
nba, 2* cad-te 2 sargento amanuense.
da Cu-
fia ie
da fiscali-
do fiscal, a
pelo com-
sulas, ser
commissa-
pela falta
para a Ca-
recorrer o
ie admiois-
Club Athlelas do Porvir
Pede se para reutiirem-se todos os socios no
dominco 27 do correte, s 11 horas 0o da, afim
de trataren de negocio tendente ao mesmo club.
(lab Primeiro de Fevereiro
De ordem do Sr. Presidente sao convidados to-
d a os socios comparecer m no domingo, s 11
horas do dia, pata reunidos em assembla geral
tratar- se de aaaumptos importantes.
Secretaria do Club Primeiro de Fevereir >, 25
de Fevereiro de 1887. O 1- secretario, Mancel
Pristh n._____________________
Companha de E di Acacio
Assembla geral ordinaria
De aecordo com o artigo 31 dos ertatuto sao
convidadas os rs. accionistas da Companha de
Edificicio para b reunirem no dia 1 de Marco,
ao meio ais, na s.le da mesma Companha, ao lar -
go de Pedro II n. 77, 1* andar, afim de ouvirem a
Icitura do r#ltorio, balanco e apreciaren as cou-
tas da directora, discutirem e approvarem o pa-
recer fiscal, e ainda proerderem eleicao da nova
commissio fiscal, nos termos dos arte. 21 S 8, e 38
dos mesmos estatutos.
Reeife, 12 de Fevereiro de 1887.
Gustavo da Silva Antones,
Director secretario.
uBita Gasa ie Hisiricorii fio
Tasa de eseravo
O administrador da Recebedoria faz publico,
que fiuda-8e no dia 28 do correte mez o praso
para pagamento, livre de multa, da laxa de es-
cravos do correte exercicio de 1886 1887.
Recebedoria de Pernambuco, 23 de Fevereiro
1887.
Alexandre de Souza P. do Carino
Companha do Beberibe
AliaNlcrlmenlo d'siun
Previne-ee ao publico de qae continua-se a pro-
ceder a lioipesa dos autigos eucanamentos e a
ligacao delles aos novop. pelo que imprescindivel-
meute bave> frequeutes, mas temporarias, inter-
rupcoes no fornceimeno d'agua.
O publico deve estar certo de que se empregar
toda a diligencia possivel para "que o servico seja
sempre feito com rapidex ; e quan o der se qual-
quer desastre ou houver desarranjo no servicJ,
serio tomadas promptas providencias para o mais
breve reparo.
Nao deve p.iis baver o menor receio de qual-
quer interrupcio grande, desde qne sao conheci-
das, como se tera annunciado, as causas.
Estes trabalbos sio para a eoncluso das obras
do novo abastecimiento d'agua 4 esta cidade.
Reeife, 21 de Fevereiro de 1887.
Ceciliano Mamede,
Director gerente.
Estrada -ic ferro do Ri-
beiro ao Bonito
Por delberacSo da directora sao convidados os
Sis. accionistas a realisarem no London ABrasi-
lian Bank, no praso de 60 dias, a contar de boje,
a 4a entrada de 10 0/ do velor n m>nal de snas
acedes, nos termos do ^ nnico do artigo 4* dos
estatutos.
Reeife, 7 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Jos Bellarmiio Pereira de Mello.
Club flancordia
Brutea Preiakesela
SONNTAG DEN 27 FEBMAR
Nachmittags 2 Uhr.
Das directorium.
Por esta secretaria sao chamados os parentes e
protectores das menores abaixo declaradas, para
at o dia 28 do correute apresentel-as no collegio
das nrphas, aftm de serem ahi admittidas, visto
serem as primeiras inscriptas no respectivo qua-
dro.
1 Carolina, protegida de Augasto Manta.
2 Illuosinata, filba de Mara Florencia Barbosa
dos Santos.
3 Laurinda, filba do Sincletica Lins de Vas-
concellos Araujo.
4 Mara, filba da mesma.
5 Adelaide, filha de Msria Jos da Conceicao.
6 Mana, filha de Mara Jos da Encarnacao.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 8 de Fevereiro de 1887.
O escrivio,
Pedra Rodrigues de Sotua.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 4000 cootos, em 3 sorteios,
fiea transferida para o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Thesourara das Loteras para o fundo de
emaocipacae e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Dem-mbrj de 1886.
O thesoureiro,
Francisco Goncalves Tei res.
Ifldenioisadora
A direccao desta companha tcm a honra de
convidar os Srs. accionistas para reunirem-se em
assembla geral ao meio dia de 28 do correute mez
no sea escritorio, afim de conhecerem das cintas
do anno findo em 31 de Dczembro preximo passa-
do ; e bem assim proceder-se a rleicio de que tra-
ta o 2 do art 27.
Reeife-, 14 de Fevereiro de 1887.
Os directores
Joaquim Alves da Foneeca.
Jos da .-ilva Loyo Jnior.
Antonio da Cunha F. Baltar.
THE ATEO"
DOMINGO, 27 DO CORENTE
BECITA
Depois que a orebestra executar urna linda ou-
vertura seguir-se-ba a representaco do lindo dra-
ma em 3 actos
0 Cellar de Ouro
Finalsando com a chistosa comeda em 1 acto
Morrer para ter di-
nheiro
Principiar s 8 horas para terminar a hora
dos bonds.
Pede-se aos Srs. que ainda nao receberam as
saaa assiguaturas, de as procurar em mao do
thesoureiro no dominco at ao meio da ra da
Duque de Caxias n. 30, 1.' andar.
i' esperado dos porros do su I
ateo dia 27 d* Fevereir-, e
seguir dfrpois na demora in-
Jiapcniuve, rttnt os pot-tte
do norte ate ManoB
Para carga, passagt:ns. cncoromendas a valare*
trocte-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
Umiei! States lai) Brasil S. & i.
0 paquete Finalice
spera-se de New-Pcirt
News, at o da 27 de Fe-
vereiro o qual seguir depois
da demora Decessaria para
Baha e Rio de f aoelro
Para carga, passagens, encotninendas edinhciru
frete, tracte-se com os
AGENTES
Henry Forster 4 C.
8 RA DO COMMERCIO 8
l.-anda
N
DaDipschirtTabrts-GeselIschalt
0 vapor Tijuca
E' esperado dos por-
tes d; sul at o dia 4
de Marco saguindo de-
pois da demora neces-
'saria para
Lisboa e Ilambnrgo
Para carira, pasagens, encummendas, dinbei-
ro e frete tracta-se com os
AGENTES
Borstelmann & C.
RA DO COMMERC N. 3
< andar
C'oPA.%IIIA PKK.1allllC>A.
DE
^avesa<;iio Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Rio Fiirnii so e Tamandar
0 vapor Giqui
Coman dan te Lobo
i^^aUlsv Segu no dia 26 de
*** ^-^- Fevereiro,pelas 4 ho-
ras da manh.
Recebe carga at o
Idia25.
Passageh eilinhairos a frete at o da 35.
ESCl^-TORIO
flaca da Companha Periunibn
cana n. f
COMPA5H1E DB HKMH.K
re iarini:*
LINHA MENSAL
0 paquete Gironde
Cornmandante Minier
Espera -se da Eu
ropaato dia 6 de
Marco seguin-
do depois da de-
mora de costume
para o Rio de Ja-
ro, tocando na
Babia
Lembf-ae .oa sennores passageiros d* teda*
as clasaes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqoer.tempo.
Previne-se ao ssenhores recebedores^ de merca
dorias que s se attender as reclamaces por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa-
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas edinheir.
a frete: tracta-se com o
AGENTE
\npsle Labille
9 RA DO COMMKliCIO-9
LBlLUf
O do moveif, mesas para faaendas, arma-
co, repartimento de ese.riptorio e mais objectos
de atmazem d travessa do Corpo Santo n. 23,
ter logar sabbado (26)._____________________
Leilo
De um repartiraento de escriptorio, urna
arma;3o ingleza mesas para fazendaa e
mnitos outros movis.
Sabbado 3 de Fevereiro
A's il horas
Tra,vessa do Corpo Santo n. 23
- Em continuadlo
De queijos suissos e viobos.
Ageate Pinto
Leilo
De 50 saceos com roilbo
Sabbado 26 do crvente
A's 11 horas
No armazem da travessa do Corpo
n. 25
Agente Pinto
Santo
Leilo
De urna vaeea turiaa com urna biserra.
Sabbado, te do corrate
Ao meio dia
Em frente o armazem da travessa
Corpo Santo n 23_____
do
Leilo
Agente Britto
Faaendas, miudi-aas, 1 piano da Bord, 1 dito de
Jilsen, 2 niobiliasde juenraud e pi carga, guar-
loucas, guarda- vestidos, mesas, commodss, cadeiras
de amarello, 1 sof, 2 otdeiras de bracos, 12 ditas
de unco, cautas, marquesos, cabidas e outros mo-
vis, jarros, quadros e. espelhos.
o armazem ra de Pedro Affonso n. 43
Sabbado ttt de Fevereiro
A's 10 lj2 horas
2* leilo
de uiiit parle do engenho BRIM,
da qa-ntia de IC:55fM00
Agente Britto
O g'nte acma, a msndado do lllm. e Exm. Sr.
Dr. juiz de direito da provedoria, em sna presen
ca e a r-querimento do inventurisnte don bens da
finada D. Trieresa Carneiro Lino de Mirsnda, le-
var leilo urna parte do engenho BRUM, da
quantia de 12:559^200, e bem assim a terca parte
de urna casa tarrea sem numero ra de t. Fran-
co, avaliadi em 2:500< ; servindode baze a iff-r-
ta de 5:"004 pela prte do engenho, e de 40
pe terc parre da cas.
Segunda feira, SS do correte
A's 11 horas
A* risa do Imperador n. 16
Leilo de predios
fJSendo : uui i casa terrea na travesea da ra dos
GiiarHrapi s u. 6.
Urna dita pequea na roa Vinte e Quatro de
Maio, junto ao chaf riz da Companha do Bebo-
ribe.
Urna dita dita na Soledadadc, tambem junto ao
novo chafariz da mesma companha-
Terea-feira, i" de Marco
A's 11 horas
No armazem da ra do Imperador n. 16
O agento Martina, autorisado pelo director-ge-
rente da Companha do Beberibe, vender em lei-
lo as tres casas cima, que sao bem localisadas e
foram ha pouco reedificadas.
AVISOS DIVERSOS
lugu-se cusas a U0U no becco dos 0-..t-
ihos, junto de ti. Qoncailo : a tratar na ra di
Imperatriz n. 56.
Precisa-9e de urna ba cosinbeirt pora casa
de pouca tein>a ; na roa do Imperador n. 50, 1
andar.
Aliaga se o 2' andar do sobrado n. t, ra
do Visconae do Pelotas, oatr'ora Aragio tratar
na ra da Mdre de Deus n. 22.
__ AJuga-se o 2" e 3" nadar, juntos ou jepara-
dos, d casa da rus larga do Rosario n. 37, es
quina .^fronte da igreja ; a tratar no pavimento
terreo, luja de cubelleireiro
AMA Prceisa-se do urna : para o servir;
domestico de urna casa de familia na tiaturaria
tranc-za, ra de Baro da Victoria n. 58.
= Precisa-se de um perfeito c jsii-heiro ; a tra"
lar na ra do Brum n. 35.
Koga-se pessoa, a quem por engao do
portador que levava, foi entregue urna jardn-ira
de porcelana verde, obra muitu benita, sobre tres
ps dourados, cuja jardineira rrn pouco tempo
esteve em urna reunio em css do Dr. Ayres
Gama, e a outra irin existe ; su quizer fazer o
obsequio de mandal-a levar dona no Caminho
Novo n. 128, omito se igradecer-
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na
ra Nova, pharuiacia u. 51.
Pede-se ao Sr. Deocleciano de. Araujo Cesar
o favor de vir ra do Marquei de Olinda n. 3-A,
para tratar de negocio de interesse.
Aluga-se urna escrava>prete, que engomma
perfeitamente, cosinha e cose ; na ra Vate Qua-
tro de Maio n. 24.
Feljao Vende lc burato em grande e
pequea quantidade ; na ra de Bortas u. 17.
Preciaa-ae, cosss urgencia, de
pei-reliaa coatareiraa. pagase at
aOOO din Ion. oa roa do Impera-
dor n. SO. I.* andar.____________
Ao commercV
En abaixo assigntdo declaro que uesta data
vendi ao Sr. Jlo Gomes da Cosu o meu estabe-
lecimento de molhados sito ra da liopdratriz
n. 63. livre e desembaracado do qualquer d. bito, e
quem se julgar credor queira apreseutar seus t-
tulos para, no praso de tres dias, a contnr de boje,
ser pago, Recite, U5 de Fevereiro de 1887.
Bernardino Dorningues Pereira.
Ao commercio
Eu abaixo assignado declaro que nestgdata
comprei ao Sr. Bernardino Domingues Pereira o
seu aatabelecimento ae molhados sitp ra da
Imperatriz n. 63, livre c desembaracado d.- qual-
quer debito, e quem quizer protestar dita compra
queira tze!-o no praso de tres dias, a contal de
boje. Recite, 25 de Fevereiro de 1887.
Joao Gomes da Costa.
Bom negocio
Vende-se um eatabelecimento bem alrevesado
pmprie para principiante, roa Imperial d. 7.
O motivo de se vender 6 porque o dono tem de
se retirar por encoinmodo de aaude.
A' tratar na mesma._______________________
Pilulas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparaco paraineute ve
etal, teem sido per mais de 20 aunos aproreitadaf
.om os melhoree resulteiios as seguintes moles-
-.ias : affecedes da Jktta fe do figado, sypblia, bou
T>oe8, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
{onorrhas.
Modo de ciaal-aa
Como purgativas: tome-ae de 3 a 6 por dia, be-
aendo-se aps cada dsii um pouco d'agua aaoca
la, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar
Estas pilulas, de invenco dos pharmaceutico
Almeida Andrade ce Filbos, teem veridictum do>
rs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
le mais recommendaveia, por serem um segure
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem sei
isadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
i a roscarla de Carla Sebrlnbe dt -
Al -BA DO MABQDEZ DE OLINDA 41
Vende-se
urna rede de pescar viveiro, em bom estado, com
18 bracas de comprimento e i de largura : a tra-
tar na ra de Fernandi" Vieira n. 68.
Tatema
Vende-se a taverna Wm Uealisads. sita ra
do Vis.'ocde de Itaparica a. 13 (Reeife), muito
afreguesada e propria pata qualquer principiante,
isto em razio do seu proprietaro querer retirar-
se para fdra da provincia : i tratar na mesma
casa'
Ama
Precisa-se de orna ama par* lodo aersico de
casa de pouca tamiiia ; na ra da Palma n. 29.
Ama
Precisa-se dn ua>a
da Aurora n. 137.
una de meia idade ; na ra
Aluga-se barato
aa casas do becco da run da Palma as. 12, 14,
18 e 10 ; a tratar ua coa do Vigaiio n. 31, pri-
meiro andar.
("aixeiro
de mo-
Preeisa-se de nm pequeao rom pratica
hados; na ra da Florenti \ n. o
Doce de caj setco
Em latas deduaa e qaaro libra*. w cem
latinbas com jalea e ihsi cota doce e goiobaj
tem continuada mente para tender nmo-
do % na ra de Bom ana a. 3&, xcw.-z-'u.
Casas
Caladaa e pldiadaa
Aluga-se a de n. 57 ra dos Guarura pe?, lem
corredor independeule, 2 a-.las, 4 qoarros, foto
corrido, osinhn fr, quintal cacimba, baubeiro,
e prego conrmodo.
MErA-AGU\
Aluga-se a da travesea do Corpo Sumo u 17,
por preco coinniodo ; a tratar cura Siquera Fer-
raz t C, mu do Am-rim 66
Pechincha

Manteiga diriarr.xiquezn, a 7(X r*. a lata de
urna libra ; vende-se lia casa de Antonio Ouarte
run da ITniao n. 34, Aithur Mac.es ruada
Anrora n. 85, Paulo Ribeiro & C na da Itod
o. 48, 6 de primeirn qn-ilidade.
Compras por ataeaso
O l*oilral de Cambar
tem precos especiaes para acuelles que emnpr-.-
rem grandes porcoes. Distribo. m se miutesao
qui ni i.s pedir, contend as eondicee na r..a do Mrquez de Cunda o. 23, dr.garia doa-
unicos i gentes e deaositerios eracs
Francisco M. da hilva C
Vinlio da Momisca
Esse importante vinho de que unici
importador Jo?>o Ferreira na Ci.sta;
puro rln nw- r.c..f,l;.i'l a napri^lix. pro-
prio para hmi
obtido :i /^cllui-
onfie t- m ,. x_ t
da i-.--, ],.. \,
Sas, 4fei, A >..
II '-( ."Il|.el,tll l("i,
/i-, ii.'.i lugares para
- Ii -~ ven-
i.i.iMi!inJ;s Srs.Po-
BBg :i.-....'.::' ffiSnHHI



-. j .

Coronel Frasicinco Msnscl -
Nouza <>(i"ira
1" amiiversnrio
Amelia de Oveir convida b-hs amigos e p>>-
rentes, para no dia 28 d- w r ente, s 8 horas da
manila, asaistirem na u.jinit de. Santo Antonio a
mise que inunda rosar \>->r alini; dn stru sempre
chor-do pai, coronel Francisco Mhiio-I de Soasa
Oliveira, Io annixersnrio d i sen f .llecimento ; e
desde j se cenfessa agradecida &i peosoas qu
ae dignarein assatir a oaf" acto dcarnie.
. .^.-...^..i.-r.r-r*^.:r^'i*aass*tsasiaE
,.ir*>
loabct liria B<xn Ferreira
de Nnuzn
Manoel Alves l.rha-. e'n.a familia inundan
retar algorna inies*a i.-'n um v poi'so de sua
idolatrada filha Isa he' M- Vimb <>. K'u.iiaae
Soura, na ig'eja d.> Prn^ aa 8 pona d-' ma-
nh do dia -8 docun-ni-, I" amiiveis.i-o de
seu passameiito ; ..ra ame*nr a esse msio de
reli^io e eandde, uu.vidain teus p*n-a.M e
mieos.


.

T-i<-.->pi>4>io Unri|iioM da Hii%u
diiiiinr
Telesphorn Mrqu>'s da Silva, seus filhos e gen-
ros cunvidam os seus paiei.tes e amigos para as-
aistireui a urna misa. qu- p-lo n-pouso de seu
filho, irmao e cunhac', Telesph ro Marques da
.Silva Juoior. fallec le na cidade de Garauhuns a
27 do mez findj, tnandain lesxr na igreja matriz
d Iir V ata. s K boro rl.i dia 26 do eorrente.
Miguel Miiri-irn ili- Soir/.a Hala
Maiia do Carino Maia di rorciuncuU couvida
as prooo .a de aun ainizade e as do seu fallecido
pai, Miguel Moreira de tv.nza Main, para BS818-
tirem a iiium missa qoe manda ceVinar p"r sima
do mesmo finad', ua iar-j i de .N S. do Carmo,
seguiea-feira 28 -lo c-rr-nt". a 7 1(2 horas Oa
iii:ii;;i. 1" a universo ri u pnssamento ; con-
feasou 10 e eternajaupte cata 'odas as pessoas
que se dienareui a^sittir a < SU acto de religiao e
eariu .
Vi


Jom Hemeiertn te Cairn tmnral
.{osa Anglica de Castro Amaral, suaa iiuii.-.
cunbado e subrinho^, eonvidain a todos oa sena
prenles e amigos para as=istir^iii a ift inandatn rezar no din e Marco, s 7 hora
da manb na matriz da Bna-Visi. p co eterno do eu sempre pr iif i" ti h s-lmiiho
e primo Jos Hemetero de (Jastr.. .-miaral, 2* an-
niversario do seu psame., t...
^.lUUiaUUSBaBBHMBSsMBMMBslOMiBsVBiiBa
\

'PERFUKtMi 00 HUNDO ELEBAHTr
DEL.ETTREZ
54, 58, Ra Richer, 54, 58
CREACO PARIZ NOVA
SSE3VI "*- rflV'AL
SUAVIDADE
cor*cri-tx*.i^ao
i CREME OSMHEDIA
1SABONETE, EXTBACTO\
ABIJA DO TOUCADOIt
POS oe ARROZ
COSNETICO, BBILHANT1ITA.
OLEO, POMMADA.. VINAGRE
----X-
^A Perhimar OSMHEDIA assegura aos
Clientes Jmeis
JMTiM&ii !rw i ir un izal
rlosemnnumyni.-rRAN" M.da SILVA *C.
.
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031H yoioiA
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viaoism


3-*.
"i-' .- "" r"--..'
iTw^yrr-r-jsrr -Trag-..
wm



6
Diario de rcruaulmco- SabJuid* 26 de Fcvcrciro de 188?
het;

'
Mugase barato
rlua dos Guararapes n. 96.
Ra Visconde de Itaparica d. 43, armazem.
Ra Corredor do Bispo n. 18.
Becco Campello n. 1, 1" andar.
Largo do Mercado n. 17, loja com gac.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Trata-se na ra do Coinmereio n. 5, 1' andar
criptorio de Silva Guimaraea & C.
Aluga-se
o 2 andar do sobrado n. 35 travesea de S. Jos ;
o 1- e terreo do de n. 27 ra Vidal de Negre-
ro* ; o 1 do de n. 25 4 roa velba de Santa Rita ;
o 1 do de n. 34 ra estreita do Rosario ; todos
limpos : a tratar na ra do Hospicio n. 33.
Aluga-se
o predio n. 2 da ra do Commercio, onde esteve o
bote I de l'Univers, completamente restaurado com
grandes accomtnodaco?s, rendo um audar terreo e
tres superiores. Aluga-se tambem qoalquer dos
andares separadamente : a tratar na ra do Ba-
rio de S. Borja n. 22.
Aluga-se
a casa terrea com 8 quaros e com penna d'ajrua,
toda reedificada, sita ra de Santa Rita n. 89 :
a tratar na ma de Domingos Jos Martius nume-
ro 50.
Aluga-se
urna casa com commodos para grande familia e si-
tio arboriaado : na pinte de Ucha n. 10.
luga-se
o 1 andar e sotao da ra do Pogo n. 35 ; o 2 e
,*| andar da ra estreita do Rosario n. 32, tem
agua e commodos para grande familia ; estilo lim
pos e sao ind pendentes ; a tratar na ra da Im-
perativa n. 16, 1- andar.__________________
\liina-se multo barafo
asa com sala, 2 quartos, cacimba, fogao e
apparelho, ra do Dique n. 2 (outr'ora ra das
farro cas).
Sitio com casa para familia, arvoredos, todo
murado, ra de S. Miguel n. 99, em fogados.
Casa com 5 quartos, ra de S. Jorge n. 26,
perto da estac&o do Limoeiro ; a tratar na ra
de Santa Thereza n. 38.________________________
Ama
Preciaa-se de orna ama para todo servico de
urna pessoa : na ra Velha n. 95.
Ama
Precisa-se de urna boa coBinbeira para casa de
pouca familia, prefere se escrava ; na ra do
Riachuello n. 13.
Ana
Precisase de urna ama para cosinhar ; a tratar
na ra da Gloria n. 88.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de duas -sad
soas ; na ra de S. Joao n. 55.
\ma
Precisa-se de urna de boa conducta para todo o
servico de casa de pequea familia: i ra da ma-
triz da Boa-Vista n. 3.
Ama
Precisa-se de urna ama para o servico domestico
de urna casa de familia ; na ra do Cotovello nu-
mero 46.
AMA
Precisa-se de ana anapara
lavar, cn^ommar e fase roais
alguna servico* de casa de fa-
milia : menos comprar e cozi-
ahar : na ra do Riachuelo n.
13. Dcve dormir em casa.
Ama
Precisa-se de nma ama para eosinba ; na ra do
Dr. Joaqnim Nabuco n. 3. _______^^^^
Ama
Precisa-se de urna boa cosinbeirs, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Cooipanhia
n. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
~~ Ama j
Precisa se de urna para casa de familia, rtm
do Cabug n. 3, 3 apdar.______________________
Ama
Precisa-s.;-de ama ama que cosinae e engoma e ;
na ra do Rangel n. 44, 2- andar.
Ama
Precisa-se de ama ama para engommar e enaa-
boar ; a tratar na ra dHS Cruzes n. 18, primeiro
andkr. Deve dormir em cusa e prefere-se escrava.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar ; a tratar
na ra das Cruzas o. 18, 2- andar. Deve dormt
em casa e prefere-sc escrava.
- Ama de leite
Precisa-se (fe uraa ama de leite sem filho ; M
ra os Pin s n. 93.______________________
Ama para costaba
M roa do Rtacboelo n 17, se
precisa de una cosinheira, forra
on fottm____________
EtirttSdia
i rgm do marque
PBI
Aurora n.
mrae oto perfeiclo
n. 10.
Tricofero de Barry
Garntese <\uefaz nas-
etart ereseet o cabelkrainda
eos mote calvos, cura a
tinta e a caspa e remore
todas as impurezas do cs-
eo 4a cabera. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embran quo-
cer, e inf&nivclmente o
torna espesso, macio, lus-
troeo e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor esa
1829. E" ounlcoperfumenoann-
do que tem a approvao oficial de
nm fiewmo. Tesa daas veaes
rnafa fragrancia qns qualqner ontra
i 'Inra o dobro do tempo. E' m uito
L.eis rica, suave u deliciosa. ET
Biuito mais fina e delicada. E'
m:iis pe-r-mente e agradavel no
lenoo. "as zas mais refres-
carito no ban.;g -ic ouarto do
doente. E' especia contra a
frouxidfio e debilidade. Cura as
dores de caneca, os cansacos e os
demafoB,
Jarope fe Tiia Se Beater No. I
wrrra ra ubi^o. xjspois di oau^e.
Cura positiva e radical de todas as formas de
scrofulas, Syphis, Feridas Escrofulosa,
AffeccSes, Cutneas e aa do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
encasdo8angue,J(,igado, e Bins. Garante-a*
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e renova o systema inteiro. .
SabaoCoratYOdeReoter
Para o Banho, Toilette, Crian,
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
alalias cariosas
Maria do Livramento, velha octagenaria e pau-
prrima, pede e almas curidosas que Ibe maade
urna esmohi pelo amor de Deus. Mora no boceo
do Bernardo n. 61. E' mi nbra de caridade.
I "I
Prfessora
'"'Urna senbora competentemente habilitada, pro-
toe-se a leoeiotiar em cplfcgios e cssss particula-
res, as sCtointes m..ferHH : portognez. francs,
musia e pfWo ; a trwtar na raa do Marques do
Herval n. 10._____________________
"300:000$
Lotera de Alag"as
Exra<*f?S Tera-felra
Se Fcrerefro
In transferir!
P:,hetes venda na esa feliz, Praca
da jp ^-qddnyfa n. 37 e 39.___________
Sitio no Cailpireiro
Arrenda-seannualmente oro ^orn siti com bas-
tantes commodoo par grande familili, boa agua,
com arvor's fructferas e jardicn, c com sabida
para o rio, por preco muitu razoavel ;Ta tratar na
ra do LivramVuto ir 24.
Jairoph
Manipoeira
Estfe Bi-'dfeswfjti d urna efBcacia reconhecida
noberib'-fi e outrna mo!-efias em que predomina A
bydropesia, acba-( ttioflificido em sua prepara-
cao, iracas a nina nova formula de um distincto
medicu desta cidade, s<"nrto que rnente o abaixo
assignado eifi rMblitado pMra prepaial-o de modo
a melhorar loe b gslo e rheiro, Sem todava alte
rsr-lbe as propriedad s m conservara c m a mema ctlvidade, se nao maior
em vista do modo po* que elle tolerado pelj
eet'mago.
Cnico deposito
Na pharmaeia CoDceico, ra do Mrquez Otiodn n. 61.
eserra de Mello
Uosmheira
20*000
Paga-se 204000 por mes a urna perfeita csi-
nh- ira, para casa de pequea familia, preferindo-
se de mem ladc eque leja de boa moral, rea
do Paysand a. 1% pussando a poute do Chora-
menino : quam nao estiver em condicoes escosado
apresentar-sc.
Professora
Urna senbora de conducta irreprehensivel e com
aptidao para o magisterio, offerec-e seus prestimos
par* qualqner ftogenho on casa particufnr ; a tra-
tar na ra des Pires .i. 52, cu pateo do Carmo n.
9, hotel.___________________________________
Aluga-se uro sitio com cas, e outra boa casa,
no Aterr.cbo do Giqai ; a tratar na ra do Im-
perador n. 50, tereeirc andar. ____________ _
Carso de aiathematica
O hachan.-. Francisco Corris Lima Sebrioh
contina com o sen curs-i de aritbmetica, algebra
e geometr a : na roa :ta Matriz n. 7.____________
BODI BfgOCO
Vende se om ""asa de molhados, propria para
principiante por ter poucos fuuHos : quem oroten-
der dirjase r> finncao (^a ra do Li-na, em (San-
to Amar das Salinas.
AtiTOgudo
oominia F. t.- .fii*a l.f*o
Das 1U huras da mauh* 4s 4 da tarde, ra
do Imperador n. 16/1 sudar.
Ao eoHiiiimMo
Os abaixo assignalos participam ao corpo do
commercio qoe diesulvi-ro amigav. Imente a sooie-
dade qne tinham na M-finacn da raa do Mrquez
do Herval n. 32 rctrndu-se o s >ci > M' vss Al
ves VileHa'pigoe *h s-u caprVl ;e lu-
cros, ficando o activ e pisiivo ao cargo do socio
Antonio Alves Vilella.
Rcife, 15 do Feverciro de 1887.
Antonio Alves Vittlla.
iioyiit Alves Vilkla.
O Out t KYUUIV0S
ZirSZBWBBTS^.-vaB*. aa V- *T7t,l m stom ^rXAjrjJTXJDB
USADO NO 4V&C mTKIRO
A Osssm JMVOZXOf* peda ao* OMc* s1 a.vi < jompradoraa irn ol)aSB
VERDADEIRO PAPE HifiOLLOT
fof sm cada tsm
t am cada folba, fm
tnusicrtpf
aa floto incaimd*
Chapelaria Victoria
4 praca da Independencia ns. 3ft a 40 (em e vende
Chape linas francezas, finas e modernas
paia senhoras, pelo diminuto preijo de
18^009 urna!!!
a
s2sf
IHSa
f VIMH0 DEFRESNE 1
TNICO-NUTRITIVO
COM PEPTONA
[Caen1) sssimilarel)
FERRO E LACTO-PHOSPHATO D CAL NATURAES
Sendo o Vinho Defresne d'um gosto delicioso, tam-
bero o nico reconstituinte natural e completo.
o mais precioso de todos os tnicos; sob a sua
influencia, desvanecem-se os accidentes febris, renasce
. ippetite, fortaleuem-se os msculos e vollam as forcas.
Emprega-se com xito contra a inappetencia,os crea-
cimentos rpidos, convalsscencas, molestias do
estomago (Gastralgia, Gastritis e Dysenteria), e
debilidade, a anemia e consumpeao.
.DEFRESNE : lomender dos Hospitaes. Parii. Autor da Pan creatina.
_______M todas as -**'* M. SILVA C.
s< 7
S2 Si
" =
Su
C J O1
tO?N So1
"2 isl
utn
FUNDICAO GE
ALLANPATERSO^a-C
N.44R i do Brum-N. 44
JUNTO A E fA^AO DOS B0NDS
Tem para vender, por pre^ mdicos, as aegaintes ferragoa:
Tachas fundidas, batidas e caldcadas.
CrivacSes de di versos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular
Gradeamento para iardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavaioa
Moendas de 10 a 40 pollcgadas de panadura-
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-8e de concertos, e assectamento do rnachinismo a executam qaal
traballio inm perfeioSa e presteza.
ELIXIR [PEPSICO JORAS
(Mg**tvo o^n Vtprtna, M>ia*ta*e e ChUtruretom alcalino*)
CONTRA A
MOLESTIAS do ESTOMAGO c dos INTESTINOS
tu anuos de suscesso demwistrirlo i siperioridaJe deste medicamento sin excitar a tapttite e fszer Mgerlr. (UM :
DYSPEPSIA r VMITOS DYSENTERIA
CLICAS T ACIDEZ SO ESTOMAGO T DIARRMCA
-^| t~ iifi'ior i-rcunl 'i, nlr i"1 "- !'"'< iifrn,,ii, i.lii-.. jfr-
VAXXZ, Ph-, 9, raa Le Paletler. UepmlUrlM Ni Ptrn.imhui* : FRAN M. da SILVA k O.
fj*$*3T$4J>+^ ,>^^rv^l o J> A A *****
i
i
i

ii
GOnAS P GENERADORAS
do Doutor oAMUEL THOMPSON
As Cura* mais inesperj.las sio deridu a esta PRECIOSO MEDI-
GABIENTO, reparador por eicellencia de todas a< p.-rtla- cipcnmntadM
peto orjanisnio conteqnnile a EXCESSOS de PBAZERES.
_ 0ttaa dio rigor aos orjioi seaae dos Jootseiot : curau iofailiielmeale toda as aHaeetes
tBOBiBadu ESGOTAMENTO, tas* como Impotencia, Eipermatorrha, Pedas samlBaea, etc.
O Vvbssco : 8 Tramos (em Frange..)
foeto frasco ove nlo irooxer Marea efe Fabrica reiterada I a asalgSttn _
de ser rigorosamente) reonsado. t^S' ***'
PAJtXS. PtaarsnsKl. OELDI, raa oonobe/nart, ^/ Mtfavto
Depositario* em Pernambuco : FRAN M. da SIU.VA A O*.
'/.O* raMcs*.
fi^v^->.~^v-^>-V'-j->-^-'>-^-^->^-^->^--^-'--K->--r -J- v --'^,
triada
Pr( eU i se d nma criada pera o servico domes-
tico de cim d familia ; aa rna do Mrquez do
Herval n. 10.
Cozinheiro
Precisa-a* de nm cosiuheiro qoe saiba desem-
penbar a arte aalinaria ; na roa larga do Rosa-
rio n. 5.

as
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
0*3
=
as
&s
es
es
e
O Remedio mais efffcsz e
Seguro que se tem descoberto ate
hoje para expeffir as on trigas-
RODKIAYOL i RERES
Para cosinbar
Precisa-sc de roa
ama para cosinhar
mas qnecosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra I)uqu< de
Gaxias, por cima da y-
pograpbia do Diario.
Solicitador
Jos Ferreira de Paulu, provi.-ionado pelo Tri-
bunal da Relsco de Permit,buco, cfferece-e a
quem precisar de trsbxlhos inherentes saa pro-
fissao na cidade de Pesqueira da comarca de Cim
bree, onde foi sua resid ncn, e tumben: trabalha
as comarcas do Brrjo da Mudre de Uetis, Carna-
r, S. Bent) e Escada.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira qne en'endn beir.
de senofficioi pnga-se bem e casa de pouea ra-
milia ; na rna do Cabug n. 5-A, Lja.
Cosinheira
Precisa-se de orna perfeita coeinbeirn par fa-
milia de estnineeirus. pagi-se bem ; a tratar na
ra do Bom Jess n. 6t, armazetn.
\W entiw O *
d artros, cravos
Virus, Ulceras
DEPURATIVO CHABLE.
Em ledas ax Plianaaclas de Oirraru
Onda te encontra tratis a
Botlcia Cnablt.
36
CHABLE
^5,000 Sosas.
W curado, la ff8
GoitoffHA, Flores brancas,'
Perdas sekihaes,
ESGOTAmENTO, etc., etc.
PELO
CITRATO DE FERRO CHABLE
jty Bm todas as boas
*/ Pharmacias a"
ULSO
SCOTT
UE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
cow
Hypopbosphilos de cal e soda
i'pprovatla pela Janta de iiy
giene e antorisada pelo
soverno
E' o melhor remedio at boje descoberto para a
user-Ufen, uimi ipasilli
----------- fitr-

0
W% ^31 '^ a T
mw\ KRAUSE ti C.
Acabaiu de augmentar o seu j bem conhechJ
mporlante eslabelecimentrt na i6
de marfo n. 6 com mais
um salo no \ andar Inxuosamente prepa-
rado e prvido de nma exposi-
(J# m de prala Porte edcl*f\&
dos mais afamados fabricares do
mundo inteiro
nonvida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos,amigos efireguezes amUarem
o sen estabelecimento, alim de
apreciarem a grandeza bom gosto com qoe
nao obstante o grande
despezar adornaram, em honra
(testa provincia.
IC1-8E am DiS 1 BA KOITB
e
s
St?2
ebllia. anemin. iiebllfrtade m eral,
deflmos, (oMe rlu-dnicn e nlTc-^e
Jo pello e das t-ananla.
E' moito superior ao oleo simples de figado de
Mcalbo. porque, alm de ter cboiro e sabor agra-
d^iveis, poasue todas as virtudes med i chines e mi
ntivns do oleo, alm dats propriedadaa tnicas
recoaatituintes dos hypophosphitos. A' venda na>
progaras e botic*.
Deposito em -Pernambneo
Pastilhas vermfugas
de Nering
o melhor especifico entra vermes : deposito cen-
tral em casa de Paria Sobrinbo & C ra do Mr-
quez de Olinda n. 41.
fHflMCTOS EI6L01G0
e ULYSS ROY, eaiMKers ftmki
milePOUST, SucF & Genr
13B2,oMeaax: Hadslha A t'-mzo;
Blols: MeJA'hi de Prata: Roche-
fcrt: Vfl$lo grandt modelo -83,Amstrffani:
stedala ite Prst* douriit 1885,
Exposlao de Trabalbo: Admss&r
1
Alimentaco Rica
na priocifios azotadas >lunciiuJei.
a rarinh a aiz.ro o melhor auxiliar
da ama de leite ua alimentaco das crlanclntias.
Eiperiiaentadacoin o mellior osito as Creches,
Hospltaes e Asylos, soberana para as Criancas,
pessoas ldosas. iracas e as que son*r?m de
Gastritis, Castra lelas, oJestlas s Intes-
tinos, Prlso de Ventre rebeldes, c todas
as Affeccoes que nao permittem ao estorxiago
siipportar a alfmeniaoao necessarla para a pro-
-ducao ila forra c da saie.
niSlH iSARCA lEOISTBlJl: 1 TIRC-I1
PharmaeiaMaWWttm Brdeosla!['renca)
i* Parnamouco : Trau" SL. :la Sllra 4W C.
K Verrtune enantioo ao Vtenoe i obra/ ^^ _
de 4*o.................aigofreeees awo
i S.iqco 5EssenciaCojins>" 100 tnsoos SCO a
'. Perfamas>pantad^oeUaorea,100 fasaoee 500 m
s- iViaenciadrlrramoudeTa'ia.M 1*0 Inwooc 6QOk
Depositarios em P~.rna moneo i
WHsMOMti L 4a. BXZSVM C^-
Sitio
Aluga-se o importante sitio n. 36 ra do
Bemfica, na Passagem da Magdalena, caiado e
pintado de novo, com accommodacoea para grande
familia, tendo a^na e gaz encanada ; trata-se na
roa Duque de Caiias n. 90, loja de fazeodas.
I
CO.lVITi
J^
:

11
Peptonas Ppsicas
de CHAPOTEAT
Pharroacoutico de 1> C31
------- ----------
Approrsd' feU Jauta d'Eygiene do Rio-ie-Jaaeito. EmpregaSms
Sospitaes de Pars e nos de Marinha
k Peptona o producto de digestao da carne de vacca pela pepsina de Chapot e aut
extrahida do estomago do carneiro e transformada em um alimento soluvel, imme-
diatamente assimilavel, que vao ter a todos os pontos do organismo por meto da
circulacao venosa, e alimenta os doentes sem fatigar-lhes o estomago.
O Viio de Peptona de Chapeteaut po isso indicado as molestias que
tm por causa as ms dlgestCes, as alleccSes dO'Ugodo, dos intestinos, nas
gaatrites, na anemia, na chlorose; nas molestias do paito, na dysenteia
dos paizes quentes, nas digestoes difflee e la&onoo. Este Vinho alimenta as
ereancas, que nao supporto a comida, augmenta a secrecSo do leite das pessoas
ue crtso e torna-o mais rioo; fortifica os velln e lo-nta promptamente s forcas
08 convalscen A Conserva de Peptona de Chapoteaut, que pode ser emprsgada interna-
mente e em clysteres, tem o poder de alimentar durante meses os doentes mais
graves, como os tsicos, que nao possao tolerar alimento algum, os cancerosos, o
que soffrem da bexiga, dos rins e da medulla espinhal.
M' praeisa nao confundir as PEPTONAS IE CHAPOTEAUT com Oittrt faWiaaas
com carne de amallo e vegetae fermentado.
Deposito rnm Paria, Boe Vrrlenne e nas principaes Pharmaelas.
ft>>MM>mlllWMMlimMIMIM
Pov Porto CarTo
Sua do Mrquez do Herval n. 27
JoSo Fiuza, avisa aos 8<-n8 trrgtiexes que jn se
acba aberto o seu estabelecimento de carvilo,e con-
tina a ofivrecer as mesraa vantagens ja bem co-
naecdi do pnhhco,e pelo barato pre^o de 640 ris
a bairica; tambern levn ao co.-h cimeiito de todos
que tem curne verde de 1* quslidade, portanto os
Ireguezeg ;.- dpra i fazer os seos pedidos, que serSo
muito bem servidos, e alm disto nu pagarSo
frites.
Recife, 20 de Fevereiw de 1887.
Joao T. Fiuza Lima
111
PARA TINGIR A
barba e os cabellos
sta tintara tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando-ibes urna bonita cor
e natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FRASCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Freree, successores de A.
CAORS, ra do Bom-Jesus (antiga da Crctr
n. 22. __________________________^__
Pinito de Riga
MATHUEd ASTIN & C, receberam nltim-
moLtc um completo sortimento desta inadeira,
como sejam : pranches tabeas para assoalbo.
da melbor qnalidade e de diversas dimenses,
qne vendem por precos commodos, k redusidos.
conforme ns lt.ci ; no armazem do caes do Apolle
n. 51, ou ra do Cammcrcio n. 18, 1 andar,
SNDALO de HIDY
Dprovado pela Justa d'Hygiem do Rio-do-Janeiro
Sfipprime a Gopahiba, as Gubebas e as Injec$5es.
Cora em 48 horas todo e qualquer corrimento. E' 3a maior
efficacia nas affecr;5es da bexiga, torna as urinas claras por mais
turvas que sejo. Deposito em Pars, 8, ru Vivienne.
Hipifletii
^Precisa-ie de um boa engommadi ira e que
ensaboc tamben, para cusa de pequea familia :
a trstar no Caes dw Companhia n. 2. Prefere-se
scrxva e deve dormir em e.
SS
F dto ao noato
a bella alvura vapo-
rosa pie fez a reputacio
das laHszat da 4nt/gu/dadf.
L. PANAFIEU C
rmrsm, na Roctiscnouert, T0.
S.pe.ttariH-f/PemeHNfro :frr*M.iaS^.7a*C- 1
Enfffjnmai1era
Precisa se di- dma'b ih enp romadeira, que en-
sabor. tHinb-in, pira cmo de pouen fatotlia, prete-
re-se escri* ; na Oa d > Kincbo-llo n. 13.
Anqnitbas
Pelo diminuto preco de 1500, para senborasia-
meninas.
Completo sortimento de fazendas e roupas fci
tas, por precos baratissimos : na rna Duque de
Casias n. 83
_________M E M D O K g A & C.__________
oooaVooooo
"# Mcdalha da Onro na Expo&^flo DSiroraal 1878 9~
-O *^ JSsseIS BsV "
J. JPA.TJ t
BRDEOS (SRANf*) W
-O DeposAos em todas a> tandas de Comestiblaa. #-
oooaVooooooooeoesooo
Criado
Precisa seJde um criado^ na ra da Imperatri*
n. 86, aniur.
#?4
CP?RcSSA0
. TOtr
UTUffls-BffUM
ACTHM
jnfia-te a cia>*> que penetra no pello acalma <
aexpectonkoad ororata aatenceftea dea orgawar
MEVajtfctA$
Nm UQlatK EMi
syniptoma aervoe, &cum
ipoaiorlea.
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Diario de PerDambuco- Sabbado 26 de Fevereiro de 1887
=
J
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I
IIVIS IIUTEIHS
fiBiil UIIIIACAIW
Rednccao absolata de preco
Alpajas de cores, eas, de preco de 600 ris o cavado, por 280 o dito.
Ditas acokhoadas, de 800 rs., por 440.
Etamioea de 12, tocido rendado, do 10800 o covado, por 600 rs.
Ditos de algodao, de multo bon gosto, a 500 r. o dito.
Creps de cores, de preco de 800 re., por 360 o dito.
Ooutelines de cdres, tecido diagonal, de preco de 800 rs., por 360 o dito.
Pana ms de cores, te .ido acolchoado, de preco de .10200 o metro, por 440 o
corado.
o dito.
Setinetas de cdres, lindos padroes, de 320, 400 o 440 o covado.
Zsphir, de quadrinhos, a 180 o 240 rs. o covado.
Batistes de cdres, a 140, 160 e 280 rs. o dito.
Brilhantinas de coree, de prco de 700 rs. o covado, por 320 rs. o dito.
Merino preto, coro duas larguras, a 800 rs o covado.
Atoalhado de lioho, i*vrado, a 10300 o metro.
Dito da Costa, de quadros, a 10500 o oovado.
Dito da Costa, de listraa, a 10200 o dito. "
Brins de cores, para caiga, a 260 o dito.
Dito pardo, liso, a 320 rs. o dito.
Esguiao, pardo,- de lioho, para vestuarios de enancas, a 400 rs. o covado.
Carnbraia branca, bordada, a 50500 a peca.
Toilbas felpudas para rosto, de preco de 70003 por 50000 a duzia.
Ditas menores, a 30600 a duzia.
Ditas grandes para banhos, a 10530 roa.
ColcbSes para.cama, a 50000 uro.
Cortes de caaemira de cores para calcas, a 35000 um.
Guarda-p de linho, para senbora, a 100000 uro.
Dito de dito, para homem, a 50000, 60000 e 80000 um.
Bramante de algodao, liso, cora 4 larguras, a 10000 o metro.
Dito de dito, trancado, a 10100 o dito.
Briro branco de linho, qualidade superior, n. 6, a 20400 o covado.
Caseroiras de cOiee, para costurnee, de preco de 30000 o covado, por 10800
f

1
Costumes le banho de mar, para senbora, a 100000 uro.
Ditos de dito, para homens, a 80000.
Ditos de dito, para meninos, a 50000.
Sapatos de bar-hos, para homens e seohoras, de diferentes precos.
Magnificas mallas americanas, para viagem, de 150. 200 e 260000 urna.
Saceos de lona pira roupa suja, de differentes tamanhos, por barato preco.
Colchas brancas, do slgodao, a 10900 urna.
Completo aorroento de lindos cortes de casemira para calas, caaemira de
cores para costumes, panno, brins de coces o amitos outros artigas que serlo lembrados
i preaenca d'aquellea que dos honrar rom suas visitas.
la antiga e acreditada loja de fazendas
DE
AMARAL & C.
(Junto do Louvre)
r
j
Fazendas baralissimas!
doslas segnintes vendidas por preces sem competencia :
Lindos fustoes de listrinhas, padroVs chiques a 40U ris o covado !
Setinetaa di quadrinhos a 360 ris o dito !
Cretopes superiores, 1 metro de largura, a 600 ris o dito !
Camhcaias brancas bordadas a 60000 a peca de 10 jardas !
Linhos de quadrinhos eseocez a 200 e 240 ris o covado 1
Merinos de todas as cores, a 600 ris o dito 1
Esplendidos aortimentoa de 13a para, vestidos a 500, 600 e 700 O dito.
Oaxerires.novidades a 10500 e 10800 dnas larguras.
Gases de cores com palmas de seda a 800 ris o dito!
Merinos pretos e Caxemires, a 10000, 10200, 10400 e 20000 o dito !
Velludilho bordado de todas as cores a 10000 o dito !
Sctin maco de todas cores a 10000 e 10200 o dito 1
Popelina branca para as Exm.*s noivas, a 500 ris o dito !
Guarnieres de crochets para cadeiras e sof a 80000.
Vestuarios de l para criancas, (novidade) a 70000 e 80000.
Meias alvas para criancas a'20500 a duzia !
dem cruas para homem a 40000 e 55000.
Cortes de fustSes para coletea a 20000 uro !
Casemira ingleza a 40500, 60000 e 70000 o corte 1
Cheviots superiores, preto e azul a 20800 e 30500 o covado I
Completo sortimento de casemiras, pannos e brins e rouitos outros artigos que serao
lembrados presenca dos leitores
M U |
59--Rua Duque deCaxias--59
\os I.000:II0IN)IIII
200:000*000
100:0001000
imie LOTERA
DE 3 SOBTS
Eoi favor dos Ingenuos da Colonia OrphanoIogicaUsabel
DA
PROVINCIA DE PERN\MBUGO
Extracc a 14 de Main de w
0 tlicsoureiroFrancisco Goncalres Torres
VERBAS
Vende-se a casa da estrada de Luis do Reg
n. 21, rota rouitos commodos e agua encanada, e
om f-rr no 80 lado da mesmi casa ; a tratar na
ra ea:reita daJt^sfioj. 24.
Vmie-Be muito barato ama
romana, propria para petar geni
at2,500 kilos; assim tambera duui
prio para barcina e consfrueco di
tar na ra do Bruta n. 67, ferrara
reir 4a Coala.
tHnde balanca
loa volumoiot
(guinchos pro-
obras ; a tra-
je Manuel Pe-
Vacca
Lda, com urna
lia do Dr. Jua-
Vende ae urna vaoca nova, catt<
ruagnific* beif-rra tourina: na i
quim Nabnco n. 3, Capuoga.
Vireiro para~pssaros
ude-se dona e. andes h% viveiros po
Venle-se a armca<> da ra d-Rangol n. 10
por ter o sea dono ettabelecidu-se no n. 1S-A.
Cabriolis
Vende se dona cabriolis, sendo um desoobert
e? outro cobeno, ro perteito estado, para om ou
dona eavallos; tratar roa Duque de Caxiar
n. 47._____________________________________
Enu-eiibo venda
Vendase o engenho Murici, con safra ou sem
ellH, situado oh Ir-gu' sia da Escada, distante da
respectiva estacao um quarto de legoa, podando
dar a. u camlnbos pur da, meen te e correte,
tem duas casas grandes e 2 p^-quenas para mora-
da, e ou'rn pa,ra inrinha com suas pi-rteucaa, tam-
bera te faz permuta por predios uesta praca : a
tratar oa ra de Imperador a. 61, 2- andar.
Inverna
-se dous g. andes e bonit
p>eco eomojpdo, sen Jo o motivo
douo acaba.io oom os paasaros qu
tratar na roa do Imperado! o.
|a venda
ssoia :
tr o
a ver
Vende se a tavera da ra de Fernandes Vieira
o. 46, com poneos fnn los e propria para princi-
piante. N meema offerece commodos para pe-
quena familia.
Alien-cao
Vende-se ou permutase urna casa terrea sita
na travesa do Falcio n. 12, com 2 salsa, 3 quar-
tos, cosinba tora, grande quintal e cacimba, por-
tSo dando sabida para a ru dos Otaos ; a tratar
na mestma com a proprietaiia, e esta tari todo
negoiHO por j ter o despacho do jnis, at para
butal a etn leilao, podendo apreaeatar os docu-
mentos sos permutadores, desejando tambera ama
por troca, ainda que sr}a peqasaa, pori que es-
teja nova e bem construida.
Grande liqiidacao
na loja de miudzas
ftO BHa or* 50
O proprietario do estabelecimentoBasar da
Moda, scien'ifica as Exmaa. tamiliaa que em vir-
tude da prxima reedificacio do predio em que
est estabelecide, tem reaolvido liquidar to-
das as suas mercaduras, constando-de miudezas,
perramaras e artigos de moda, com grandes aba-
unjenu i, sendo que muitos artigos sao por precos
inteiramente baratos, como sejam :
Grande variedade de plastrODS a 14000 'e 1^200
8<.boDetes de areia ae Risger h 200're.
Ditrs ingleses, grandes a 200 rs.
Duaias de ditos a 20u0.
Garrafa de agua florida a 14000.
Vaso com opiata a 900 rs.
Frascos com extractos muito finos a 1300.
Frasco com agua de ool-mia i.mericana a 500 rs.
Papis para forro a peca de 320 e 400 rs.
GqarDiyoes, liubas, fitas, bicot, botdes e artigos
de moda.
ARA ACABAR
Alievoluco!
Rcsolveu vender os seguintes artigos com
30 /0 de meaos do que em outra qual-
quer parte.
Guarnieres de velludilbo bordado a vidri'bo para
vestidos, a 74000 urna.
Tafetis de cores a 300 ris o covado
Cachemira bordada a 14500 o covado.
Ditas pretas a 14000, 14200, 14400, 14600 e
14800 o covado.
Ditas de cores a de 900 ris e 14200 o dito.
Las racsclaaas a 600 ris o dito.
Ditas com listrinbas a 560 ris o dito.
Ditas com bcnbas a 600 ris o dito.
Ditas de quadrinhos a 400 ris o dito.
Lindas alpacas a 360 ris o dito.
Gorgurinas a 320 ris o dito.
Setim damass a 320 ris o dito.
Dito Maco a 800 ris r 14200 o dito.
Damats de seda a 14300 o dito.
Grsdenaples preto a 14800 e 24000 o dito.
Gazo com boliuhas a 800 ris o dita.
Fusto branco a 400, 480, 560 e 800 ris o dito.
Veudilhos liso e lavrados a 14000 e 14200 o
espado.
Dito bordado a rctroz a 24000 o dito.
Cambraia com salpicoa a 64000 a peca.
Camisas para senbora a 304000 a duzia.
Ditas de meia' para homem a 800 ris, 14000,
14200 e 145i 0 urna.
Fichs de 12 a 24, 34000, 44000 e 54000 um.
Ditos prateados a 24000 um.
Ditos de retroza 14000 um.
Linhos rscotsezes a OO e 240 ris o covado.
Collarinho8 e punhos para senhora a 24000 um.
Ditos de cor, idem dem a 14000 um.
Cortes de casimra finos de 34 a 54000 um.
Ditas de li e seda para collete a 64000 um.
Ditos do cachemira de cor para vestido por 204
um.
Cachemira de cor de 64 por 34000 o corado.
Damasco de er a 700 ris o covado.
Panno da Costa a 14400 o dito.
Cortinados bordados a 640'X) e 74000 o par.
Colchas bordadas a 54, 64, e 740(10 ama.
Crotones finos a 320, 360 e 400 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280 e SfJO ris o dte,
Zephiros finos a 500 ris o dito.
Setineta escosseza a 440 ris o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 rs. o dito.
Chales Je mirin a 14800 um.
Ditos estampados a 34000 e 44000 um.
Ditos de cachemira a 24, 24800 e 44500 um.
Cobertores de la a 4450U e 64500 um.
Esguiao pardo e amarello a 500 ris o covado.
Brim de linho de cor a 14200 a vara.
Dito prateado He linho a 14(|0C a dita.
Colchas de crochet a 84000 nma.
Aoqumbas a 14800 rs. ama.
LOTERA do ceara
40 0:000$ ooo
IJ ri ASKERIVEL!
Corre quarta-feira 2 de Marco
lm vigsimo d'esla importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
o 18 m
Hearlqne da| Uva florelra
Carro de passeio
Vende-se um em bom estado ; na Magdalena,
sitio do commendador Barroca.
Vende-se
um eotabelecimento de raoihados, bem localisado
proprio para principiante por dispor de pou3s0
fund s : a tratar na ra Duque de Caxias n. co,
padaria.
Oleo para machinas
Superior qualidade, a 64400 a lata em cinco
gales ; venie-se na fabrica Apollo e de seas
depsitos. *
WHISKY
KOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Esceeass preferive
to cognac ou aguarden^ de canna, para fortifica
> eorpo.
Veude-se a retalho nos tu lheres armasen*
nolbados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADOcnjont
me e emblema sao registrados para todo o Brasa
BROWN8 4c. C., agentes
Importante sitio
Vende-se um erande sitio margem da Estrada
Nova do Casanga, freguezia de Afogados ; tendo o
mesino uu>a casa grande de tijollo e cal, cacimba
com excedente agua potavel, diversos ps de co-
queiro, dundo tructos c outras aivores as resmas
eondi^o^s, o qual se acba collocado muito prximo
a estcao do Zumby (1* seceo da estrada de ferro
da Vai zea). Trata-te i>a casa n. 20 da ra de
Santa Tbenza Cesta cidade.
Liquidado por 6 das
NO BEM ACREDITADO ESTABELE-
CIMEMTO DAS ESTRELLAS
Na rm dp o Guias i. 56
Mudapolao Boa-Vista veidadeiro a 64500 a
peca.
Algodao matea T nunca visto a 65000.
(.retoe americano, qualidade especial a 240 rs.
O covado.
Zephir lisos a K 0 rs.
Ca'emira de algodao liados desenbos a 240 rs.
o cevado.
Si das do Japao a 200 ra.
Setms sottemanos com listra a 320 rs. o eovado
(novidade).
Panno preto ioglez a 24000 o covsdo.
Algodao com duas lasguras a 640 rs. o car
vado.
Bramante de linho com 10 palmos a 24000 p
metro.
Lenees de bramante a 24000 nm.
Guaidanapos, bonitos destnhos, a 24000 a du-
zia.
Toalhas alcoxoadas a 24200 a duzia.
Ki-partilhos de linho ricamente eefeitados a
440(0.
Meias inglesas para bum Lencos de bret ntiH a 148 Babetes para cri>u(a a IJiOO a dusia.
Flissa a 400 e 500 rs. o metro.
L- ques assetiuadoa a 140 JO um.
Dit s a Joanita a 800 rs. um.
Cortes dr fnstao para cadete a 14800 nm.
Asfim como muiti a tigus quo t com a vista
podero avallar a grande r'duec>) de precoz, a
tambuui eucoutrarao a vevdadeira estopa francesa,
especialmenie para o bordado.
L0TERI4 DE 4L4G0AS
3OO:O0O$OOO
Esta acreditada lotera corre segunda-feira, 28 de Marco
600:000^000
.



i
Esta seductora lotera corre eguBda-leira de Fevereiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:000^000
Os bilhetes dcstas acredi adas loteras acham-se venda na
RODA DA FORTUNA
36--Rua Laraa do Rosario36
Bernardino Lopes Alheiro.
----------
200:000$OOO
LWRUDUlilffli.li
E\TiC(iO DA 11* PARTE DA 1* LOTERA
EM BBNEFGIO DA SAST CASA DH MISBBICORDIA
OjiDta-feira 24 de Fevereiro
AO MEIO DA
J
Esta lotera, por algum teaipo retirada da ciroula^So, devido a grande guerra que
lhe promoverm, omu do doqnio publioo vera novamente tomar seu lugar de
urna das vantajosas loteras do Imperio.
O agente pede ao respeitavel publico a sua benevol* attenyaj para o plano das
LOTERAS DO GRO-PARA', por extenso publicado dos jornaes a impresao no ver-
so dos respectivos bilhetes. O plano desta ioteria o nico que em 50.000 nmeros
distribue
12.436 premios, ou q aasi a quarta parte! | Esloj0g jfo crocbet a 000 rs.
Ainda mais : esta a nica lotera quo premia todiw os numeras cojos dovifl al- n j amo 9 5 ai AfiA<
ganamos finaes forem iguaes aos dos Bll B 2, 0, t
QUATRO PRE\0S MAIORES
A' Florida
Hna Duque de Caxias u. toa
Chama-te a atteDcao das Exmaa. familias par
os procos seguiates :
Lnvss de seda prcta a 14000 o par.
Cintos a l(HX).
Luvas de pellica por 2*500.
Luvas de seda edr granada a 2f, 2500 e U
0 par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1<500, 2/, 3(, at 8f.
Eamcs de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rs., 1J, 1*500 e 2*.
Peales de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquiuhas de l#5t0, 2*, 25C0 e 3* urna.
PUsses de 2 a 3 ordena a 400, 600 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Pentee para coco com inscripcSo.
Babadores com pintura e insenpees a 200 rs.
Encbovaes para balizados a 8, 9, e 12*000
1 eaixa de papel e 100 envelopea por 800 ris.
Capelia e veus para noivas
Snspenccrios americanos a 2*500
La para bordar a 2600 a libra
Mi de pipcl de cores a 200 ris
A SABER
I00f>
605
500
40,5
s duas letras taaes do premio do.
s duas letras finaes do premio de.
s duas letras finaes do premio de.
s duas letras finaes do premio de.
200:000000
40:0005000
20:000^000
10;0Q0$Q00
Tambera sao premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeiros
premios.
Alm destes, tero esta lotera grande quantidade de outros premios de bastante
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a qoaresaa
Glo de vidrilbo metro 1*.
Franjas de vedriiho a 1*,
Luvas pretas de seda e Escocia.
Franjas e gales finos a 2*500, 3*e 4* o metr
Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Bisnagas de po de arroz,
dem idem de ouro.
dem perfumadas.
Lindas franjas de seda de cores com frocos pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 1* e 500 rs.
kug
0 agente no Eio de Janeiro
mU da Rocha Hoaioiro Sallo
3-B^ IrugoaysLM23
juwi"i~rrrnsis>si>iaaaAti
BRONCHITES, TOSSES, Catarros Pulmonares,
DEFLUXOS, Molestias do Peito, TSICA, Asmas
Clli RPIDA. B OSRTA PILAS
Gottas yoniennes
TROUBTTB-PBERET
OM CREOSOTS de FAI. ALCTRlO ie NOSUBOA e BALSAMO U tglfl
Este preparado, 'mfallivel para curar radicalmente todas as Mole*ttaji da* ?.;
respiratorias, recommendado pelas Notabilidades diedicas como o nico ef^c;. ,
o uoioo medicamento que a/a* de nao fatigar o ettomego, o fortifc*. toontitm e deutrta {
o afipttit : duas tUt pala *lfc Sea tarde batan para triumpbar aos casos ais rtbaldtt.
OEVE-SE BZKilB SELLO DE GARANTA DO GOVEBMO rRANCCS
Deposito priBripal: TROf TTE-PERRET, 264. banle'folaisPAM?
sootitotf-' *Vrt.rr,rn*e#.-S?W^-M. da aET^VAt\ O*.IUf irlocbaN^taptM
Papagaios de papel a 200 ris.
Periquitos de papel a 100 ris.
Leques e veotarolas a 200 ris.
BARBOSA & SANTOS
importancia. E' tambera esta a nica lotera que garante quera comprar 100 ame-{.o metro, faxenda que j custou o metro,
ros de terminales aiF. rentes 32 1/2 % independente dos premios vultodos que
possam sabir na extraccao.
TODOS OS PREMIOS SAO PAGOS SEM DESCONT
A's extr;tc93es sao feitas em edificio publico e sob mais severa fisealiaftcSo por
parte das autoridades.
Os bilhetes ncbaiu se venda na agencia e era todas a casas, 6J Santos, SJo,
Pauto, Campias, Rio Grande, baha, Cear, Maraahao, Para, Amazonas s va Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO.
INovidade!
A fabrica Vendme, reeebeu directamen-
te de Havaca, Cigarrilhos de la Bella Ha-
banera, em bocetinhas com 10 ditos cada
urna: chamamos attencSo dos fumantes
apreciadores da fumaca, e recommenda-
raps tambem as senhoritas: venham ver
par* comprar.
39Bardo da Victoria3
Aos agricultores cria-
dores
Vende-se o engenho deuomioado Palmcirs,_ua
comsroa de Bczerros, nos limites da do Bonito,
Coa terrenos proprioa para o cultivo de cannas e
plaotacio de caf, com mais de 500 ps j plan
tados e dando Fructo enOabundancia, pelo que se
conhece a apropriacao para este cultivo, com um
Sudo cercado pira crisco de gado, iudepen-
to do cercado do engenho, o qual mede mil
bracas (ladradas, pouco mais ou menos, com-
prohendendo quatro grandes acudes oom verten-
ea permanentes, abundantes de peixes, com casa
de vivenda, alem de outras para morsdores, ac-
crescendo que ambos os cercados sao Jeitos ae
Talados, ten matas pars serventa do engenho.
Veode-ae por preco mdico, e qutm proteger d-
- -fe afi^tecifej Va Oireita n, 10v, *o f r.
'oiquim Chrstovao Pessoa de Mello, era
sttdei qne' tsihcrft iaformaoes. ''.

:
#
J
JMHyH |
IMIWro I


fti.
H
Diario 'd PrrnambucuSabbado 26 MDliSTMA E ARTES

-

r *

Oicnr*< proferid* pelo r. Cosme le S Perelr
na oUerrlii da Imperial oeie-
dae do rilMiaa HecUanieot e lltoerae e
Peroamlmeo. a I* de Diicmttro de 18
Minhns senhoras o meus Senhoras :
Venbo boje n i. prioieira vea partilhar da vossa ale-
rria, festejando eomvesoo s quino anniversaiio Ja crea-
dlo rio Lyceu -1 Art-a e Offices, quarfragesimo quinto
da Imperial So-Mvte dos Artistas Mchameos e Libe-
SLiaes. f
E' praxe ri'stas occasiB-s derraraarem-so com protu-
&f.o abundantes fl Ko so a gr.vid..!- desta acto, cono par. satiaiayao Ja
Rirm etiqueta.
A importancia late ostabeleciraento e suas grandes
gptgens j tio siio por mitas vezea demonstras por
'"queutesorodons ; 01 esfor^os desta sociedade de ar-
pias, aua cnragera, sui dK 'ido- ao nivel dos horneas instruidos, nao preoisam do
nata provas qaa estatistio* dos seus alumnos 5o3, e
hn.nol.gia da sua os'ituieao qao j eonU 45 aonos: ora,
Estas condicos, vir cu inda erapregar a mesma formu-
oratoria, para nteressar a brilhanto companhia que vos
ftnra ueste momento, nada mais fari do que rapstir
mal o que outros j diaserara t2o eloquenteraante; e pro-
cedendo deste modo, quando nao vos desgastaste, vina
de certo enfastiar bastante vossos benvolos convidado.
Para evitar-vos esta desgosto, entend que devi* dis-
tanciar me do -arainlu j ta-. trilhado, tomando assuinpto
\ diverso p-.ra o ocupar por alguns momentos a attenco das
"pescas que vierara festejar o anniversano da nossa wsti-
tuicao. .
Se neste mau proeedimento falto com os preaeitos
oa praxe, exigidos e.u o;casios tito solemnes como esta,
nao se poder taxar de criminoso: mas, sa alguem o qua-
Hio* do excntrico, eu rae darei por raai_ satisfeito.
Devo, porm, affirroar-vos que meu fim nao outro
que o fazer desviar vossos olhoa da prespectiva encanta
dora de tantas flores vivazes, cora que a oratoria sabe em-
belesar os actos solemne da vida humana ; eu deiejo,
sim, tixal os em assurapto menos elevado, porm talvez
mais proveitoso. .
Para levar a effoito o raou intento, escom am nu-
milde obiecto, bera conbecido do todos que se aeham pre-
sentes, de todos desta provincia, e de muitos de tora
delia, nacional ou estrangeiros ; objeeto to commum,
to visivel, tao tangivel, que s dizel-o perder elle desde
logo toda a sua gra5a ; infelizmente eu nao paseo occul-
tal-o por muito tempo-
Me, que importancia poder merecer om da tao so-
lemne um objeeto tao commum e geralmente j tao co
nhecido ? quando certo que ao as cousas rayaterioaas,
ou desconheoidas que excitara mais a nossa curiosidad*,
e obrigam o espirito a ouagal-as e a procurar a decitra-
c3o do seu enigma ?
Isto bem o;rto, minhas seoboras e meus sanhores ;
e, se nao contasse cora a vossa banignidade e condescen-
dencia, e, sobretudo, com o interesse de que vos aouaes
possuiuos pelo progresso das industrias e artes brasileras,
eu nao me animara a tanto, erobora esteja persuadido,
como estou, da raaxim.i importancia do objeeto de que
vou oceupar-rae, reconhecendo nelle urna fonte nexgota-
vel de recursos para a industria e arte desta provincia,
que conv.u cstudal-o, aperfeicoal-o, tirando-o do abando-
no em que tera estado at boje, e do aniquilamento a que
-o vito jeduzindo.
A questo dtj que voU oceupar-me oio tem mysteno
algum, pura e simples.nenta a oxpjsica^ de um objeeto
entre nos o mais commura, porm em nada apreciado,
por Uso, sendo elle tao conbecido, para nao perder esse
interr-sse qu eu desej > desafiar en vosso espirito, antes
de ocoupur me delle, otarei um outro objeeto, umbfi'n
comraunissimo, mas que s dep.ii de bom estudado ple
ter as applieaoes que boje umversalmente tem.
Quera minhas senboras e senhores, que nao co-
nheee a agua? e uao ella conhecida desde que o mun-
do mundo? Porm, foi s-nente de 1690 para .-, de
pois que l'apiu esiu lou a unida ao calor e couda em
vaso be.u fechado, qu* esta agua, reduzidu a vapor, to-
mou tal importancia que hoe j tem mudado a face de-
todas -.8 industrias humanas.
Tortanto, digj eu, um objejto, embira de uso com-
mum, pode quaulD bem estudado vir ainda a ser fonte de
riqueza e de bem estar para a humanidade.
Com este exemplo qunro smente predispor vosso es-
pirito a ser benigao para o humilde orador, e tomar tolo
o interesse pela causa que vou defender ; nao esraoreca
esta benignidad ; nao arrafeca este interesse, tabeado
ro"u s-grelo, quo outro nao s-nj dizer alga mas pala
vras acerca da vtilidade do cajueiro.
Minhas senboras, meus senhores, o cajueiro urna
arvore das mais importantes com qua nos dotou a natu-
reza ; prestamos ella o mais valioso servico que sa pode
desej-r, na oacaso a mais opportuna, a mais apetecvel,
e que neuhuma outra pode prestar: destruil a, pois, sena
a prova da mais brutal ignorancia: conserval a, rnulti-
plical-a e utilisal-a, ser a prova da sabedoria a mais pra-
dente.
Bem alto, bem ramalhudo, vestido todo o anno de
folhas fortes e grandes, cbrese anda o cajueiro de no-
vas folhas e fljresee no comeco da estaclo calmosa, e
assim persiste por toda a eatacao quante, creando deste
modo em derredor do seu tronco um espaco sombn),
fresco e perfumado.
Seu tronco grosso e bem fundado ; sustenta ramos
longos e do pouc inclioacao, o qua facilita sua ascenso.
Nao tem.espinhos que o prot-j tin va qua offend-im aos
que dello se approximam, por isso accessivel para to-
dos.
Nenhum p tam, oa secreylo acre, que nos manche
as vestes ou nos escalde a pella.
Tera folhas de forma oval, cor verde claro quando
maduras, vermelbas quando novas ao desabrocharen!, cor
de palha secca quando velhas ou morUs, da peciolo cur-
to, do oervuras lateraes parallelas, espessas, tortas, estao
por isso bem seguros para resistirea as fortes ventanas e
manta re m sombra perenne.
Suas flres formam grandes cachos, bem abortos, de
forma pyramidal, de cor rosea, amarella ou branca, com-
pletas, compoatas de calica dentado polycapalos -, oo-
rola pilypetala, proporoionalmente grandes; contm
nove eBtames com anteras redondas e um pistillo epigyno.
As fljresdo cajueiro ao desabrocharem expandem li
geiro aroma, brando e suave, qoe jamis enfastia e anin-
guem incommoda.
Sau fructo longo ou oval, do taroanho de um pu-
nbo mediano ; externamente de cor branca amarella, ou
encarnada; carnoso, suceulento, doce, de gosto adstnn-
gente e therebintliaceo, o que causa um certo aparto na
garganta, principalmente se usarmos dello quando anda
verdoso.
Sua sement urna noxriniforme, do tamaoho de
urna pollegada, contendo en seu interior urna amendoa
, mu saborosa.
Na ssiencia est* o verdadeiro fructo.
Sua madeira presta-se a construccSea fracas; fcil
de ser carboniaada, e por isso mu empregada neaaa in-
dustria, que Ib vai sendo fatal.
V< geta coa vigor e facilidade nos climas quintes,
principalmente em trras arenosas; se reprodux por esta-
cas ou de somenfcs, e em pouco tempo os cajueiros se
conveetem em espeasas florestas.
E' planta indgena. Na scieacia, Linneu lhe dea o
uome de anacardium accidntale, pertencente familia
das terebentacias. A. descripao doi-ijueiro, que a abo de
facer, era nada prima no rigor scientitco, mas auflLien
te para que eitre n sej ele fcilmente conbecido.
E' no verao, quando a estacao eimeij a t mar se
quente e abrasadora, qua o oajueiro revate de aovas
folhas, floresce e fractifioa ; por aso no tempo o mais
proprio e adquado que esta arvore benefia* vero prestar
ao Lomera sua valosTproUceao; por sorfolhagam vigo-
rosa e larga, cria ao redor do eu tronco urna sombra
fresca que convida ao repouso, e com suas Adres embal-
sama a atmospbera, j parificada pelas folhas, e off-ro :e
ao pulmait um ar fresco puro, que refrigera e vivfica
o sapgue; c com seu fructo to abundante, to suceulento,
to doce e to sabiros", acalma e mitiga lhe a sedo pro-
vocada p lt.copiosa transpiraco, devida ao excessivo ca-
lor que enfraquaee os ervos, desdienta o espirito, pro-
voca molestias 0 algumas vezes mata.
Ser isto, minhas senboras e senhores., mera fanta-
sa 'a miaba imaginarn, ou urna reali lade#
Observemos os facto3 que aqu se pasan ti ; elles nos
darao a precisa raspoata.
O que aqui u domingo du dia s.nto na estarlo
calmosa do no*s > verSo as flMsta dos : ijueiros ?
E' o rendez vous dom"roenario, 4o irtist, do pobre,
do rico, do poo, mu fim, que no parfumado frseo <('estas "
flireatas v5o encontrar ama pousada agradavel, qua os fax
esquecer as faligis de seas trabalhos s manaes^
Aui pouca cousa Ibes basta para passarem esses
dias e mes no a semana, pois qua no sueco da caja encon-
trara qualidadss qaa os delaitam e Ihes reconstruem a
8a Alli debaixo da sombra do cajueiro passam clles a
vida em completa folganca, c, contentes de sua nova o
pa8sageira pausada, tocara, cantara, dansara, desj.insam e
dorme.n.
Ao ver eu retidas todos 03 aunos estas suenas de
atagria e pnzar, asombra do cajueiro, nSo po38o deixar de
racordar-vos a rasposta que o favorito de Cesar Tityro
dera ao proscripto maatuano qua v^ndo-o Uto falix o cum-
primentava do seguate modo: Tityro, qu into bello
ver-ta recostado sombra da copada faya, modulando can-
55es pastors cm tua dolicaia fl.uta; e n'esse fresco re-
pouso ensinar como a bella fliresta de fayas de ve repetir
em s-'us los o norae da firmosa Amarylles.
Ao qua respoadru Tityro : Oh Mlibo), Deas no-
b!$ hcBc otia fecit (l). j
Se o poett latino tivessa escripto^ssus vers>s nSo so o
bra das f >yas, mas sim dos cajueiros, embora infringisse as
leis da metrifiea$ao, dia com mais propredada : 1 Oh 1
Melibcea Deus nobis has delitias fecit ; porquanto oossas
florestas lhe repatiriam ta nbam os chos lnrraanosos de
sua fliuta, e domis, n'ellas encontrara, alm do descanjo,
um ai fresco e purificado por suas largas folhas, urna at-
raosphera inebriante pelo ether do'suas flor-s, um nctar
abundante, saudavel e nutritivo em seus frustos ; valores
superiores sombra da3 fayas.
Si continuando em nossas observajSes doixarraos
estas florestas de cajueiros, cheas da encanto3 c delicias,
e nos transportarraos s sumptuosas quintas, ou aos po-
bres sitios qua sa ea-'ontram espalhados margem d'ellas,
encontraremos os meamos quadros da alegra e prazer ;
raos ou pobres ahi se achara recoliiidas, cada qual no seu
canto, e, ao som do piano ou do volo, todos brinaam,
todos fojgara, viveudo satisfeitos ; vararais mais as suas
explen las ou modestas mesas depositados com pro-
fusSo copos cheios de um liquido doce, s'baroso, cor de
leite, qua outro nao sanio o caldo do caj; e veris ain-
da expostos as jauellas mis fres jas das casas pratos
cheios dos meslos fru jtoa desoripeo dos convivas qua
ahi se acharem.
Voltanos agora cidale o eatramos era quilqder bota-
quim dos mais bem prvidos ou as confeitarias do raa-
lhor gosto, e abi encontrramos escripto em grandes lettras
Copos de cajuada-bebida fresca o dliciosa.
Vams tarabem aos marcados pblicos ou passear pela
cidade, o quasi por toda parta encontraremos mercenarios
com seus acafates, qoitaadeiras, com seus taboleiros, al-
mocreves cora seus castos carregados. do fructo do cajuei-
ro, expostos venda.
Assira, pois, est visto que, deatro ou fra da cidade,
na cboupana ou no palacio, bencomo as flirestas de ca-
jueiro, sa aprecia com igual prazar o sueco do caj, tao
innocente elle e tao saboroso que ninquem o despreza ;
todos o ambicionara. *
O frusto do cajueiro, alm do suceulento licor conti lo
em sua palpa carnosa, tem tambara urna sement, que
se d o uome de castanha -, a qual assada k mais^sa-
borosa das amendoas conhecidas, e, para oonsegtl-o, basta
um phosphoro para que esta terrefaccSo se Taca rpida-
mente, por quanto, o oleo innUmmavel qae exJsta em seu
pericarpo bastante para este trabalho.
J)Em m, o tronao esta arvore no tempo da fructifba-
cJo ou da superabundancia da seiva verte ama gomma que
se presta a todos os usos da gomma-arabca; e, por isso,
de admirar que compremos esta tao cara, tendo em
nossas m3oi o mesmo producto por tao b Talvez se diga qaa o aso do sueco do caj na cidade
do Recife nao mais do qae am passsmento de fasta,
como se d na mesma poca em quasi todos os lugares
com 1 elacao a outros fructos ; nao, minhas senhoras e se-
nhores, o suoo do caj tam outras qualidades que o dif-
ferenciam da laranja, do melao, da melancia, do abacax,
da manga, do abaoate, da pitonga e de outros; porquanto,
todos estes fructos sao raros e alguns dallas conatipam a
pella e o peito, origera de graves molestias, sa d'ellas se
n2o usar estindo o corpo bem fresco ; outros por n mui-
to aquosis, pouco adjcictdos, o nanhum tem a qaanttdade
de tonino e de um oleo excitante e diaphoretio suspenso
em seu sueco, como tem o caj, que o que lhe d talvez
suas prodigiosas virtudes, e onde talvez os chimicos encon-
trara mais tarde algum alcaloide contendo as virtudes do
caj, ao qul darao por nerto o nome deanacarlna,
anloga a caferina, theina, cocana, etc., etc.
Bem differents dos outros frajtos, o caj verdoso ou
maduro p le aer usado logo que for tirado do p, e a
qualquer hora do da ou da ooite. E' principalmente com
o sueco dVste frusto que se poder impunemente juntar
agua, a*>sucar e um pauso de alcool, para convertel-o em
ponche fresco e saboroso, mu empregaio em nosso paiz
as horas mais qaentes do da.
NSo tamben s no tempo de festa, no tempo de
folganca, ou na primaver da vida, que o sueco do caj
encontra perdidos amadores ; a utilidado do sea uso se faz
tambera sentir no invern da vida, ou no invern do anno,
>ois que n'este sueco privilegiado o hornera encontra tara-
lem poderoso recurso para venoer os mos tratos que
acarretam estas esUcoes.
A lenha do oajueiro, o vinho, o doce e a castanha do
caj, sao poderosos elementos domsticos pra vaco do hornera; a prmeira pela combastao lhe d a luz,
e esqueatando o ambiento do lar domestico, protege-o do
fro, secua-lhe os vestidos, prepara-lhe o alimento e serve-
lhe de ornamento em seu aposento; os demais, o vinho, o
doce e a castanha, nutrindo-o, sustentara as fontes da vida
e d&o-lhe a resistencia necessaria para mantar a luU da
existencia.
Talvez se me diga ainda que tanta inclinaco para o
aso do caj seja um modo de vi ver especial aos habitan-
tes do Recife.
N2o assim, minhas senhoras e senhores; a obser-
varlo mostra o contrario.
Esta affeicao ao caj geral em todos os lugares,
onde ha bons cajueiros.
DeiXai es arrabal les da cilade do Recite ; ide mais
longe anda, e veris que, ao salBoa Viagem, Prazeres,
Piedaie, Veada-Grande e alm; ao norte Beberibe,
Olinda, Fragoso, Po-Amarello, Conceico, Mara Fari-
nha e alm ; na exteusSo de mais de 30 leguas de costa
o povo se entrega cora igual prazer ao uso do caj.
Um Sr. Rvd. con-go informoa-me que, no Cear, ao
chegar a estaco dos oaja, ot trabalhadores, mercan irios,
da lavoura, abandonnn seas trabalbos ruraes e vio em
bandos encontrar-sa as flireatos de cajueiros onde pas-
sam das e semanas em completa festanfa.
En Alagoas e na Parabyba a mesma paixSo que
excita este fracto em seas habitantes.
Portante, poda dizer-se qae, o aso do caj umver-
salmente aceito, nao s o'esto provincia, cono em outras;
e esta sua universal aceitacio caraeteriaa mais qae prova
(1) Virgilio-Eebaga 1.*
C
alguraa, seas bons effaitos e sua rameas* utilidado, tonto
na economa domestica, como na economa publica.
Sa tudo quanto teaho dito nlo fosse bastante para pro-
var a utiliiade desta planta benfica e justificar o concei-
to que fazamos do sau frusto, outros predicados tera ella
ainda, que muito a recomraendara e a faz n eolio-'ar como
planta til entre as mais atis, pois qua, alm de suas-
propriadades nutritivas, tem ella ta nbem propriedodes me-
dicinaos inquestionaveis.
Os casos de'molestias curadas cora o uso do sueco do
caj', 01 com a infusSo do entrecaaco do cajueiro sao in-
nmeros, affirraados por posaoas fidedignas ; porm justo
dizer logo, qua estes casos nao foram ainda pesados na ba-
tanea da medicina scientifi :s, onde com criterio se pesara
as iadieac8aa o contra-indicac3es, fundadas em diagnostico
carta, verificado por muitas vezea. Su-is virtudes medii-
naos fundam-se, pois, era nformacSes mltiplas, porm
populares, e no tastemunho de alguns poneos madicos.
Mas, nast-i alu nada ha que incriminar o cajueiro,
porquaute, quasi todos os remedios de que usa a sciencia
de corar suturara do mes no seio da observacSo popu-
lar da medicina emprica. Neste intuito vou indicar
algn casos de varias molestias tratadas com productos
do cajueiro.
as aoiarellidSes, ou anemias esscnciaea de grande
vantag3in o sueco do caj'; sao innmeros os casos por
elle curados. Tambam til pos catarros c'ironicos do
estomago e dos intestinas.
B) u ou doenta, toraae^pela raanh emjejura ou duran-
te o jantar um copo de sueco de caj racentemente expres-
so; vosso estomago se sentir farto; porm duas horas
depois, vosso appetite estar dispertado, voso estomago
supportar maior quantidade de alimentos que habitual-
mauta; a digesto se far cora vigor e rapidez, a abservi-
cao intestinal se tornar activissima, saus risuduos serao
seceos, pousa ser a ourina; o suor augmentado; e deste
conjuncto da a:tividades dispertadas no paladar, no esto-
mago, B03 intestinos, no ooraeo, nos rins e na palle, ,
que proceda suas virtudes em varios casos de molestias ; e
dahi jomeca o reparo das fergas orgnicas suplantadas pe-
los vicios do norpo; a nutricao reaniraa-se, e a saade
reapparece, Experimentai, respeitando sempre as diapo-
sicSas individuaes.
Para as molestias das articulafSes de fundo syphiliti-
co passa o caldo da caj' como um dos molhores depurati-
vos.
Foi de certo fundado nestas observares populares que
se estabeleceu aqui urna fabrica em grosso com o titulo de
Cajurabeba -, anounctado como bom depurativo, que
tora tomado muito impulso, gaajas a sua divulgarlo peta
imprensa.
as ourinas leitasas (chiluria) vantajoso o sea em-
prego. as ourinas doces (glycosuria), ou as inspidas
e abundantes (polyara) tem dalo a infusan do entr. casco
de cajueiro ptimos resultados; eqiundonSo cura, os doen-
tes raelhorara consideravel nente ; porquanto faz diminuir a
quantidade de assucar que expeliera pelos rins, com o que
vao adquirindo forras que j Ihes vao faltando.
Nos edemas simples dos brajas ou das pernas, oa ba-
nhes locaes com esta infaso t n sido aconselbados com
bons resultados.
as anazarcas simples e 1.3 vezp8 na complicadas,
nos moros ou nos velhou, os effeitos do sueco de caj' sao
rpidos; o doeato que usa delle co aera a deaenchar a
olhos vistost
Com o oleo oflaramavel que existe na casca da casta-
nha o povo oostuma causticar a pelle, abrir fontes por on-
de espera ver sahirem seus raus humores. Este oleo po-
de substituir cora vantagem o tapsia, de que usam ob m-
dicos
Ha rinda um facto geralmeate conbecido e qaa poda
sor por muitas vezes observado; eil-o :
' o sueco da caj' um despertador prompto do apetite;
o doente dispaptco que tudo repugna comer, ou por sen-
tir rao estomago em tudo quanto come, ou por taita de
sabor no qae roastiga^ as fatias do caj' intercaladas as
comidas acha um recurso que nSo encontra em outro
fructo.
Como factos autbeaticos desta propriedada loapreoia-
vel do caj, informados por pessoas fidedignas citareios se-
guintes :
Um juia de diroito, passoa abastada, durante os lti-
mos mezesde sua molestia (hemoptise), soffria terrivelmente
de dispepsia, que era o qua mais o atormento va e mais
aggravava seus soffrimantos; esta dispepsia s era mitiga-
da com o uso do caja', e, para conseguil-o, despachara to-
dos os dias um criado a* grandes distancias, em procura
deste fracto.
Um Sr. Revd. carmelita, j bastante idoso, berpeti-
co, dispptico e edemaciado, dizia-me : Dr., j nao mor-
ro este anno; e porque ? lhe perguntei eu: porque j es-
tou na safra do caj'; meis males desapparecem com o
uso de sueco deste fructo.
Um Sr. Ravd. vigario de Maran^uape (no Cear) di-
zia a am dos meas distioctos collegas quo exarce sua clni-
ca no Araenal de Marraba da Pernambuso. -Dr. te os ca-
jueiros destem fructo todo o anno, os hospitaet cariam des-
pwMda. Hyperbole bem cabida em face do grande nu-
mero de doeotos carados com o sueco benfico deste fructo.
Finalmente, minhas senhoras e meas senhores, um
proverbio entre o povoo dizer-se que nao faz mal a doente algum, antas faz bem.
E n> o povo quem mais uso faz desse fracto 7
ella tambam quem melbor deve conhecel-o.
Cabe aqui aioia lerabr.tr que na apreciacao papular
passa a castanha de caja' como urna substancia poderosa-
mente excitante, capaz de fazer reapparecer as for-
ras perdilas em excessos reprovado3 : esta apreciar50 me
pareca ser falsa, porquanto, mltiplas sao as illusSes a
este respeito.
Mas se esta propredade aphrodisaua da amendoa da
castanha de cuju' mal fundada, sua propriedada eminen-
temente nutritiva ao contrario, por dentis demonstrada
em que todos dalla fazem uso por necessidade.
Ha nesta amendoa um oleo finissirao su! generis unido
ao assucar, a gomma e albumioa vegetal, em proporcSes
toes qua s a natureza tem e direito de couhecer, dosar e
compor, sendo ao homem permittido s o direito de go-
sal-a.
Muitas pescas adoentadas por fragueza de estoma-
0 tenho eu visto mudando constantemente do vinho
. que usam, porque, o que bontem Ibes fazia bara,
boje Ihes faz mal ; e assim da marca P. R. passam para
a marca P. R. R., ou para Colares, Porto, Figueira ou
Bordeaux, mas, todos, elles Ibes vo causando os meamos
damnos; entretanto que 88 usassem do genuino vinho de
caja achariam allivo para os saus incommodos, e um re-
parador suave das funcc3as do estomago.
Sa assim quanto nao teria j avaorado a industria
do vinho de cajq' se os illustreB mdicos civisou dos nos-
pitaes o tivessera aconselhado a seus doentes, da preferen-
cia aos vinhos falsificados do Porto, Figueira, Bordeaux
etc., que se vendem tao caros, apeaardo tao nocivos.
Quem conhecer bem as molestias que podem produz>r
e que produzera lodosos dias os viohos que tonto abua-
dara em uossa patria, j palo eraprego de ageotea nocivos
que f .rara empregados na sua confecclo, e j na quanti-
dade do pessirao alcool com que os fortificara pouco ou na-
da uw deltas, e 03 expellr mesmo de aua mesa, sub-
stituindo-oa por vinhos nacionaes.
Esta questo, isto a substituido dos vinhos importa
dos por vinhos nacionaes fermentados digna de ocoupar os
altos poderes do Estado; e deve ser com instancia reoommen-
dada a noss-s corporac5es de hygine pablu-a, principal-
mente a de Pemambuco, onde estes bons vinhos podem ser
fcilmente fabricados cora a pareza desojada; e penao mais
que, emquanto continuarem estes envenenamentos leatos,
vendidos com fa-ili iade ao povo, oom o nome de vinho,
cerveja, eogna:, biter e oatros, em todas as especiaras, a
hygiene da habitacao ser urna cousa quasi intil.
Nos paizes criadores do vinho existem commiasoes,
denominadas -ayndicanoias -para o exame dos mesaras e
disuas falaificasSas, e penas aSo comminadas aos faiw-
cadores. ,
Ainda aasim nada parece tol-o cohibido em sua aa-
l
lenca industria '; e se algrfm proveto se tem tirado, este
pouco e somento para os consumidores no proprio paiz vi-
abago. Para fra, para o estrangeiro, para a exportarao-,
os deixara passar sem reparo algum.
Permutara, minhas senhoras e meus senhores, que a
este respeito vos cont urna aneodot', mas sem garantil-a.
Um certo fabricante de vinhos, em paia estrangeiro,
foi processado por ter-se encontrado em seus depsitos vi-
nhos falsificados ; em 8aa defesa allegou que era urna s
garrafa de tal vinho tora vendido era-sua patria, pois qae
todos erara exportados para o Brazil ; o s com esta cir-
cumstancia fra elle absolvido.
Se este facto nSo real, a verdade nSo est longe
delta, porque aqui mesmo, animados com este exemplo,
j existum fabricas e fabricantes de vinbos artficiaes, os
quaes viro, por certo, augmentar a lista dos matas que nos
affligem. ou aggravar os que j existeo.
O sueco da cuju presta se muito bem fermentacSo
vinosa. ReceDteraente expresso elle elle lactescente,
o que devdo a um oleo especial, que se acha emulsionado
em sea assucar e gomma; a este oleo mais que ao toni-
no que se deve o aparto das fauees dos que usam d'elle e o
prurido labial, ao que se d o nome de ranino.
Este oleo deaapparece em parte no processo da fer-
raentaeao ; entao o sueco tornase transparente e cor de
topasio, outra parte fica disaolvida no alsocl, producto da
ferraentaro, que o que lhe faz dar o seu bouquet, e o
seu gusto especial ou proprio, e talvez parte de suas vir-
tudes tnicas e medieinaes.
E' a esta frmentcao que os vinhos fermentados de-
vem suas ptimas qudidades reparadoras, qualiiados mui
differei.tes das dos vinhos artficiaes, que nos importam,
falsificados com alcool impuro que pagamos por oora di-
nheiro ao EstadoOA dolorl em direitos pesadsimos de
importarlo, qualquer que elle seja, mo ou pessimo vinho;
e aos fabricantes pela materia com que nos vao lentamente
envenenando e estragando o estomago, o figado, os rins, o
coracSo e o cerebro etc., etc.
NSo quero dizer com isto que aqui nao chegua vinho
puro; isto raro, e quasi sempre devdo ao obsequio de
bons amigos, e nlo a moralidade commercial.
Entretanto^ aqui podamos ter em abundancia excel-
lante vinho de caj, genuino, puro, o por bom prero.
Un cajueiro, em boa idade e era boas condir^es de
terreno e de estacao, pode dar para mais de um quinto de
pipa de vinho.
As florestas de cajee! ros em Peana m buco con tam mi-
litares de ps, que se estondem por todo seu littoral (mais
de trinta leguas), sem cultura alguraa; portante, a quan-
tidade de vinho, que podiamas obfer s aqui, seria mais
que suficiente para supprir as nossas precis5eso.
Amigos, quem consultei a este respeito, affirmaram
que centenas de pipas de vinho dos cajueiros de Pemam-
buco nao seriara colheita annual exagerada.
Que riqueza perdida I...
Quem sabe se o vinho do caj' nao vira ainda a fazer -
competencia com o vinho da uva, como o anmico-assucar
da bt-terraba etA hoja lazando ao vigoroso assucar da
canoa ?'
Alm de vinho, o sueco do caj presta-se tambem
fermeutarao vinagrosa, producto de que aqui usamos con-
stantemente falsificado.
A industria, apoderando-se do fracto do cajoeiro, pa-
ra produzir vioho, alcool e vinagre, nao ter ainda dado to-
do o emprego que pode-se fazer desta arvore tao importante,
porquanto, da sua amendoa os confeiteiros se puderao
utilisar para varios productos de sua arte ; cora sua madei-
ra muitas obras de marcineria se poderao fazer; com a
polpa do fructo varias qualidades de doces estimados, aqui
j bem conhacidos. Com o oleo da' casca da aua amendoa
" os pbarmaceuticos enoontrarao um bom meio de revulsao
cutnea. .
Todos os preparados medieinaes em que o vinho da
uva entra como excipiente podem ser ventajosamente sub-
stituidos pelos preparados nos bons vinhos de caj .
t' esta arvore protectora de grande parte de nossas
mais imperiosas necessaades, que o povo ignoto derraba
e mata em grande ex tensad, para reduzil-a a carvao ou a
lenha, cora que esquentj foraos pa cosinhar tij olios I In- .
dustria fatal qua o governo dexa continuar e progredir
de um modo Uto imprevidente e nocivo para o progresso
da nossa patria '
Portante, o estudo e a prodcelo de urna planta tao
til e que oceupa tarrenos os mais despresados; o estudo
de um fracto tao abundante, saboroso, nutritivo e medici-
nal; de um fructo que rene em si qualidades tao pre-
ciosas, digno de occapar seriamente a attencao daquel-
les que tm em feas hombros o cuid.do de vetar pelo bem
estar dos feus concidadaos.
Proolamaodo as. virtudes do sueco e vinho de caj,
nao ser tora de proposito aocrescentar que nSo tenho fa-
brica de fazer este vinho, nem estou assoeiado fbrisan-
te algum, o que de corto nao me deshonrara ; apena
fallo como um obscuro observador que aprecia e sante ver
perdidas tantas riquezas naturaes de sua patria.
O que convra agora fazer, para que est iodustna
de vinho, de aleoal, de viuagre, de doces e confeitos de
caj prospere?
Prohibir a devastarlo destas preciosas florestas, me-
morar as suas qualidades; estahelecor premios para os
que mais abundantes e malhores productos apresentarem ;
permittir exportrcao franca e isenta da direitos, e punir
cora graves penas falsificadores; em6m crear esta nova
industria em ponto grande e protegel a at que ella cres-
ra e floresca.
Mui de propoaito f uardei este lugar para tratar
ainda de urna importantsima questo, coja materia se
for adianto, dotar nossa patria cora mais urna foute oe
riqueza toda nacional, at boje desconbecda, e por isso
perdida Somos nos, os brasileiroB, que lhe devemos dar
todo o impulso, pon lo de parte as prevens, que o ha
bito inveterado j tenha creado, o qual 80 por isso, sem
mais outra razo autorisa a dizer que nao presta ura ob-
iecto s porque nSo estamos a elle acostumados; preci-
so, pois, crear um habito novo que destrua as repugnan-
cias dos uossos sentidos para aceitar novos obj actos, ao
quaes nao estamos ainda acostumados.
Oh >mem nao se teria de certo hatituado ao fumo e
cervH a, preparados to asquerosos, spelo uso aellas
nSo tivesse vencido a natural e justa repugnancia que lhe
causaram era cora ero.
A materia do uue vou tratar est no mesmo caso,
encontrar ella a falta do habito.
As flores do cajueiro fazem um cha, cojas boaa qua-
lidades, segando a minha opinio, nao sio inferiores ao
velho ob mate, ao cha verde, ao cha preto, emfira a to-
dos os velhos chas qua nos sao fornecidos pela Cbioa (Thea
Chiuensis.)
A infuso do cha das flores de cajueiro toma urna
c5r de topasio maia ou menos carregada ; seu aroma s-
semelha se ao do cha preto; seu sabor especial sut gene
ris anacardino ; aua adstringencia suave, .qualidade esta
que se exige nos bons chas; soa excitaco no orgo da
gustacao bem sensivel, moderada e persistente ; urna
gott* deste ci. collocada sobre a lamina de urna taca
bera lirapa, em poneos instantes coueca a mostrar o
traeos de cor escura, devida a acc^o do tanino sobre o ter
ro; urna gotta de cota laucada nesta infuso precipitase
em branoo. fl
To las estas provas inieam que a infuso das noreB
de cijueiro adstringente \ e tnica pelo seu 1 anio, e
excitante pela sua base anaeardioa, tendo ura aroma ou-
ether tolo espectal. Seus priaeipios tnicos, ex .-liantes e
colorantrs aio mui soiuveis, nigua fervendo; menoa u agua
fria e no alcool a 38 graa. (
Para verificar se a enfuo destas Afires continham
alguraa pfopriedade nociva, distribu-a por cin o peque-
os aes em j-jum ; elles nadja sentiram, porque durante
o reatante doa dias de obser^r3"8 (6J Cou,1m bt)b,am *
brincavam como d'autes.
^(Contina)

*
I-
V
te'*-


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-.'
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H



Typ. do Diario, roa Daque de Caxias n. 42.


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