Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19822


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Full Text


i J IG 111H N D1 fi B O 45
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i.



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J
PARA A CAPITAL JE Li:ARKN O'iDE SAO SE PAGA PORT1S
Por tres roezes adiantados............... 60000
Por seis ditos i-ie.m.......... ...... li'iJWOO
Por um ano dem................. 230000
'Cada numoro avulso, do mes to da............ 010
ssa III '"
PARA OESTH R FORA DA
Por seis mese adiantados. .
Por nove ditos idem...........
Por am &nno idem. ......
Cada numero avulao, da das anteriores. ,..
; 130500
200000
270COO
*100

DIARIO
j)r0priefral>e >e Manotl ^gtteka ht -torta ft fiUjo*
O Srs. Anaede "rio.ee iA C.
4c Pars, afta ka nossst agente*
exclusive* ele ano anclas e pu-
fclicacoe na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAHMAS
:",":;: da ahucia satas
(Especial para o Diario)
BERLIM, 23 de Fevereiro, tarde.
O retallado das eieire para; o
eK hsia*. at asara coaeeida*. s&a
o *Fitulnte< i
S conservador* cplennlu).
S aaelanaes llbaraas (Ideas).
l bpraea alleaaaes (hostia ao
eptennlui.
s memoro* da eeaara aa partida
eataellca (Ideas).
aaalallscas (Meas).
31 prateslaatlstas (Ideas) lalaaclo-
larralaea. palaoaa. aaaaverlaaaa
ete).
Ha 5 novo eaaraU lalas.
Esa reaaasa estAo eleltaa i 1S6>
partidario e III adversarles da
prajeete de le aoere a aepSeaaada
asllltar.
Oaaasero das deputados da Beleba-
imis de a*9.
PARS, 24 de FeTereiro.
Maltas eaaaa ferasa destraldas e
certa nusacro de pessaas ral asarte
aa Plemonie (Italia) eaa eonseqaea-
cla das (reatares de erra ojae se de-
raas.
BERLIM, 24 de Fevereiro.
O nave Beiehstas; aleve reoslr-ie *
a de Marea prximo.
MONTEVIDE'O, 24 de Fevereiro.
a,-epidemia da ehelera-asernae dl-
nslae esa sjraades preparases.
Agencia Havas, filial m Pernambneo,
24 de Fevereiro de 1887.
IHSTBOCflO FOPDLAR
MEDICINA DOMESTICA
(Extrahido)
OX BIBLIOTUECA DO FOTO B DAS ESCOLAS
AnodyncO qu diminue a dr ou fas cessar.
Esto oeste caso, por exemplo, os preparados d'opio,
os calmantes, etc.
AothraxTumor infiammatoria, que, originado
no tecido cellular sob-cataneo, termina pela gan-
grena ou mcrtificaco deste tecido.
Costama-se em geral sob-dividir o anthra em i
benigno e maligno (ou carbnculo). Porm, o car-
bnculo nao tem analoga (como veremos) com o
antbrat propriamente dito.
AntidotoSubstancia, nao venenosa, que ca-
pas de neutra linar, annullar, oa pelo menos, modi-
ficar a accao das substancias tnicas na economa.
Antiphlogistico Uenominac.o geral applicada
a todos os meiot destinados a combater a inflam-
maco.
ApoplexiaDoenea caraeterieada pela p&raly-
sia repentina, mais c-u menos extensa, de movimen-
to e de sentimento, causada na materia dos casos
pelo derramameoto de sangue ou de serosidade as
membranas cerebraes, no tecido do cerebro, nos
ventrculos Differe (com) veremos) da congula ;
mas bastantes veces com ella se confunde.
AsciteHvdropisia, aecumalacao de serosidade
na cavidade do peritoneo.
(Contina,)

4
\

PARTE PRIMEIRA
TECMXOLOtilA
(Cose ts uac a o)
Empresa-se como tomoo tambem como dra
tico (ato como purgante violento) produxindo ir-
ritscaoeeongestao na ultima pait* do iiistettino
roseo.
AlopeciaQueda dos pelos e cabellas, parcial oa
total, accidental rematura.
Amanese.P r'- (ia viso sem ser causada por
obstculo p .aa ..-ni dos raios laminosos do ex-
terior para o fuot.i tu < Iho. A cegaeira amauro-
tica depende j de -ic r.cezuo ervo ptico, jde
alteraces na retina, i mesmo da alteracea oa
delesoes en orgjs ej rsnhoe ao apparelbo visual.
E', portit, de cre que nos casos em que na
amaurose se u< mea achado alteracSes oa retina
ou no ervo ptico, istn seja devtdo a deficiencia
as ooservaeoes e Jo falta dessas alteracoes.
AmblyopiaE* o comeco de ama amaurose ;
o enfraquecimento do sentido da vista.
AmbulanciaToma-se pata palavra em dous
principies sentidos. Significa um b-spital provi-
sorio, mevel e temporario, que se estabelece nos
exercitos em iperacoes de guerra. Indica tambem
a reanio dos ptiacipaes srtigos de curativo e pen-
s de feridos,e simultneamente o coojuncto de eer-
tos medicamentos que sao a todo o momento necea -
arios para os primeiros soeeorros sos doentes e
eridos. N'este ultimo sentido, dix-se por exem-
plo : a ambulancia do posto medico do Arsenal,
ete.
Aa>putacoOperaco eirorgiea pela qual, com
inatrumi nto cortante, se separa da eorpo um mem -
bro oa ama parte de memoro, ama porcao saliente
do corpo (por exemplo, am s-io) ete.
As ampuUcoes feitas na amtiguidade dos mem-
deoominam se mais commummente detarieu-
Vi
aygialiteInflammacao dasamygdalaa.
AnamnesticosSao asam chamados os srnaes
obtidos n'uma doenea, pela narraco do que prece-
den esas doenea. Sio os ligases commemorati vos.
AnasarcaInchaco, geral oa, pelo menos, bas-
tante extensa do corpo, cansada pela serosidade in-
filtrada no teeido cellular. E' ama bydropisia ge-
ral deste teeido.
0a a hvdropisia parcial, recebe o nome de
edema.
AneurismaNo sentido rigoroso da palavra,
aneurisma na tumor producido no trsjecto de
ama tlleria, pela dilataco das membranas que a
constitnem ; porm, tmbeos assim te tem < bama
do aos tumores tormado* palo aaogae extravasado
fra de ama asteria, e aos que aio originados pala
dtUtacio do coraco. i
Angina Chama-se sssim geralsseote toda a
doenea inflamatoria da parta posterior da bocea,
p'aaryoge, laryngi e traena. D'aqni provem as
sub-divisoes da angiaa em tontlar (das amgda-
las), psariaoea, esoaisysss, ate.
Aokylose Impuaaibilidade wos movimento de
ama aitculaco noraattsenta asovel. Em rigor a
ankylose di-ae onicaatente qaando as extremida
des articulares sa soldam patnajlogicamente.
Vulgarmente aokvlosa
deira ( que spaataasas), a
a adberenpia dos fousetos
oa semeote 4 tato da
na, oa anda i rigidez das
enks prcaimot s sosa
i de-se em : verta-
que devida
as svnovial,
asta membra-
e dos mus-
?ABTE OTilCla!,
Barerno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 23 DE
FEVEREntO DE 1887
Dr. Antonio Joaqoim de Barros Sobri-
nho.O despacho de que trata nSo se re-
ferio a lei alguma.
Mejor Jos Bonifacio dos Santos Mer-
gnlbSo.Sim.
Jos Theotonio da Silva Loareiro.Re-
corra por meio de requerimento divida-
mente sellado.
Bacharel Miguel dos Anjos Barros.In-
forme o Sr. inspector da Thesouraria de
Fazeoda.
CapitSo Manoel Cordeiro Cavslcaote
GalvSo.Informe com urgencia, o Sr. co-
ronel commandante superior da guarda
nacional das comarcas de Olinda e Igoa-
rassu.
Msnoel Antonio Pereira.Informe a
Cmara Municipal do Recife.
Martioho Jos de Jess.Informe o Sr.
inspector do Tnesouro Provincial.
Paulo Raphael da Cruz. Junte o sup-
plicante o original da matricula a que se
refere.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
bnco, em 24 ae Fevereiro de 1887.
O porteiro,
Francelino Chacn.
Hepartlco da Polica
SeocSo 2.' N. 185.Secretaria da Po
licia de Pernambuco, 24 de Fevereiro de
1887. -Dlm. e Ezm. Sr. Partida*
V. Exc. que foram bontem recolhidos
Casa de DetencZo ob seguintes individuos :
A' minba ordem, Manoel Jos ds Silva,
por disturbios.
A1 ordem do Dr. delegado do Io dis-
tricto da capital, Benedicto Domingos Ra-
mos e Serafitn Diaa da Silva, por distur
bios.
A' ordem do Dr. delegado do 2 distric-
to ds capital, Alfredo Bezerra de Maga-
Ihaes, que voluntan*mente se apresentou
como criminoso pronunciado no art. 201
do Cod. Criminal, disposiclo do Dr. jsis
de direito do 2 districto criminal.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Antonio Hvlario Ponoiano, Manoel Rufino
da Paizao, Jorge Antonio de Oliveira, Li-
berato Pereira de Liuaa, Jos Francisco de
Oliveira e Tbomaa de Aquino Moura,
aquelles por disturbios e offensas moral
publica e os loas ltimos como vagabun-
dos.
A' ordem do do Io districto de S. Jos,
Silvano Gomes da Silva, preso em flagran-
to, por tentativa de raorte e resistencia.
a' ordem do do 2a districto, Manoel de
tal, conhecido por Beba-agua, por distur-
bios.
Pelo subdelegado do 1 districto da Boa
Vista, foram remettidos a esta repartirlo,
1 revolver, 9 facas de ponta, ? comps-
eos, 4 navalhas, 2 espatos e um caivete,
apprehendidos a desordeiros daquelle dis-
tricto.
Communicou me o cidadZo Agostinho
Xavier Pesaos de Mello, em officio de 22
do corrate, ter asumido o exercicio do
cargo de subedelegado do districto de Ala
goa Secca, na qualidade de 3o supplente.
Ainda em a mesma data participou-me
o cidado Firmmo Pomposo de Mello Fsl-
c2o, ter assnmido o exercicio do cargo ote
delegado do termo de Quipapa, romo pri-
meiro supplente.
Em officio de 5 do corrate, o cidadZo
Luiz Alexandre de Alencar, taz-me scien-
te de ter naquella data assamido o cargo
de delegado do termo de Granito, na qua-
lidade de 1 supplente.
Hontern, 1 hora da madrugada foi a
casa de residencia de Franklin Manoel de
AnJrade Poggy, na estralado Maduro, 2
districto da Boa-Vista, invadida por um
grupo composto de sete individuo; arma-
dos de facas, os quaes amoscando ao mes-
mo Poggy e sus senhora, conseguiram rou-
bar, depois de minuciosa basca todo o di-
nheiro qee encontrarsm, e hem assim am
dedal de ouro, am claviaote e am bilbete
da lotera do Paran que diz o aggredido
ter sido premiado no ultimo sorteio.
Fora na occsi2o do assalto, ferids le-
rida leemente a senhora de Poggy.
Ao Dr. delegado declaro u Poggy ter re-
conbecido nos assaitaotes o individuo Ma
noel OmceicAo dos Santos, conhecido por
Manorl do Bento, alm de mais quatro
que apenas conhe-e de vista. A referida
sntori lade no melhur desejo de descobrir
tSo audacioso roubo, dirigio-au boje a 1
hora da m adrugada ao lugar Feitoaa, 2
districto da Graca e pdde capturar ao
mencionado Manoel do Bento, que foi re-
colhido DetencSo iocommunicavel, con-
tinuando as diligencias encetadas.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digna presidente da provincia. 0 chefe da
polica, Antonio Domingos Pinto.
DIARIO DE PERMSfiuCO
Hetrospecto poltico de ISStt
POLTICA PARTICULAR DOS ESTADOS
EROPEUS
(Gonmuafao)
Tevc certa importancia o traballio da Assem-
bla Federal da Snissa de 1886. Talvez preoc
cupada com os grandes armamentos da Europa,
adoptou urna le que, segunao clculos auctori -
sados, augmentara n'uina proporgo de cem m i
borneas as forcas militares defensivas da confe-
derado. 0 landsturm compreliender todos os
cidados validos de 17 a 50 annos que nao Qze-
rem parte da milicia activa ou do landwehr.
Tambem foi approvado pela mesma Assembla
o projecto que da ao governo helvtico o mono-
polio do alcool. 0 fim d'essa medida diminuir
o consumo das bebidas espirituosas, elevando-
Ibes o prego ; trnalas menos perigosas pelo
aperfeicoamento do fabrico e, finalmente, asse-
gurar aos nantoes os recursos linanceiros do que
esto necessitados. A importarlo do alcool fi-
car suje-ita a direitos na razo de trinta e tantos
mil ris, da nossa moeda, por cada cem litros.
Os distilladore? suissos recebero um premio
igual qaulle imposto por todo o alcool que ex-
portarem. Se a nova le nao fr repellida pelo
referendum popular, ser provavel mente seguida
de outra attinente a eatabelecer o monopolio do
fumo. V-se que o goveroo helvtico vae imi-
tando a poltica econmica do chanciller allemo,
e talvez a realise com mais facilidade do que
este.
.Alm d'essas providencias de interesse geral,
as cmaras federaes de Berne prouuQciaram-se
n'uma rendida qneslao entre calbolicos romanos
e cathoHcos liberaes, acerca da posse disputada
da igreja de Mara Hilf, em Lucerna. A conten-
ft% foi decidida em favor dos ltimos.
Em 18 de Dezembro foram eleitos o presidente
e o vice-presideute da Confederacao. 0 primelro
o Sr. Nuraa Droz, radical do canto de Neuf-
chatel, e que oceupou a \ ice-presidencia; o se-
gundo o Sr. Hertenstein. liberal do canto de
Zurich.
a
O *W"luTprodigo em manMestacoes ruidosas
do socialismo revolucionario, mas em nenhnra
paiz essas manifestacoes tiveram o carcter serio
e grave das que em Marco se deram na Blgica.
O movimento comegou em Liege. Enormes
grupos de operarios, sabidos das carvoarias de
Seraing, Jemeppe e Ongre, invadiram as nas
da cidade, e quebraram pedra e a pauladas as
vitrinas e as vidracas das frentes das lojas. Tam-
bem foram apedrejadas as jaaellas das casas par-
ticulares. Os estragos resultantes de taes des -
atioos elevaram-se a algumas centenas de milhar
de francos. Diversos grupos dispersos da forga
policial foram atacados pelos amotinadores. Ao
mesmo lempo immenso meeting enema urna da s
pracas da cidade, onde no seculo XV Carlos
o Temerario, com o auxilio pessoal de Luiz XI,
abafou urna revolta que custou a vida a quarecta
mil liegeDses. Pronunciaram-sc no meeting ve-
hementes discursos em honra da revolaco uni.
versal e do anniversano da proclamaco da com-
muna de Pars. Apresentaram-se diversos mo-
roes contra a tyrannia do capital e da proprie-
dade, e foram todas frenticamente applaudidas
pelo auditorio. A polica mais diligente que a
de Londres, acudi desde logo, mas nao pode
por termo desorden, que durou alguns das
em Liege. Foi ferido o commandante da guarda
cvica e mortos alguns anarchisadores.
A esse conflicto, seguio-se urna grande rnani-
festaco socialista em Bruxellas. Os manifes-
tantes, depois de violentissimas arengas, appro-
varam unnimemente urna ordem concebida
n'estes termos :
' Considerando abominavel a conducta do go-
verno e de natureza a provocar o renascimento
de profundos odios entre os cidados ;
Considerando que a msso do estado consiste
na defeza dos fracos e opprimidos e nao dos
grandes industriaes;
Considerando que o governo, com o estabe-
lecer o estadio do sitio em Liege, e mandar es-
pingardear os grevislas pela tropa, faltou ao seu
rigoroso dever; condemna o procedimento dos
que governam e manifestamos a nossa sympathia
pelo suffragio universal que deve remediar os
males actuaes, supprimir os privilegios e fazer
do estado o protector dos trabajadores e oppri-
midos. Depois d'isso, os do meeting forma-
ram-se em linha, e pozeram-se em marcha, en-
toando a Ifiarsclheza. Fizeram grande alarido e
alguns estragos em frente de urna cervejaria,
poodo-se de novo a caminbo aos gritos de :
Ao palacio do Re I A polica interveio, e
conseguio dissolver o grupo, depois de haver ef-
fectuado diversas prisfjes.
As desordens de Liege e as manifestacoes da
capital da Blgica foram quasi nada em compa-
rado do que se passou na provincia de Hainaut.
Dada urna greve n'uma pequea carvoaria das
immediacoes de Charloroi, estendeu-se imme-
diatamente a todas as outras da localidade. E
nao foi smente o trabalho das ruinas que ces-
sou, mas o de omitas industrias d'outro genero.
Aa fabricas de vidro, que sao o principal ramo
industrial d'aquella regio, ficaram totalmente
desertas. Comecaran ento os roubos.'os fV
ques, as violencias de todo o genero, sem ex-
ceptuar os incendios por meio do petrleo.
Ficou redatida a cinzas a grande fabricaBau-
doux, cotVtodas as suas dependencias. Esse
estalieleclajBato valia mais de dous milhoes de
francos ajkiva oceupaco cerca de dous mil
operarioiv'Pertencia a um demcrata, amigo
da popusydad*;, e conhecido por um dos em-
|)i-esario1sWis condescendentycom as reclama-
c6es raaptvas dos seus trabajadores. A guar-
nico rofpir de Charleroi era insufficiente para
dominan* iesordem. Partiram ento de Bru-
xellas gBaa batalhoes, uns nove mil homeos
ao todojiob o commando do general Wauder
Senisgea que usou de extremo rigor para com
os amotiudos; perseguiu-os por toda a parte,
deu-lbetfd|ca crudelissima em que muitos pere-
ceram. t I
Apezdr de toda a cnergia da forca publica, s
depois fe muitos dias que os nimos serena-
alho das minas e fabricas recome-
eerta regularidade.
foram as causas prximas de seme-
urbaces e revoltas ? Talvez os gre-
Sb soubes3em dizer. Queixar-se-iam,
da exiguidade do salario, do exces
B, da mjustica do capital, da proftin-
em que vegetam. Mas que remedio
r a esses males to commovente s,
os motins, as depredaces e os m-
No somos d'aquelles que comparan-
do a cdndicao passada com a actual do traba-
IhadorjBuropeu, o julgam no melhor dos mun-
dos poisrTeis. E', porm de todo o ponto con-
testavej que a desordem e a violencia sejam mais
til aojrogresso de bem estar das classes la-
boriosas que os recursos esteris da philanthro-
pia, que os systemas ambiciosos da metaphysica
socialista e a propaganda arden te. talvez sincera
em nmitos casos, mas apenas perturbadora dos
arantot da reorgamsaco social immediata.
Entre os numerosas priscs effectuadas em
Charleroi, houve a de diversos agitadores es-
traogeiros, principalmente allemes, que al
tinham ido especular com a a boa f e extensa
ignorancia dos pobres operarios belgas.
As expauses temiveis do socialismo anarchi-
co, o sobresalto que essas expances levaram ao
animo das classes conserradoras, e as discucoes
intimas do partido liberal, deram assignala-
da victoria aos clericaes da Blgica as eleices
que se effectuaram a 8 de Julho para renovago
da cmara legislativa do reino. As condigoes
actuaes do liberalismo belga sao peiores do
que aquel!*} em que ficou a pos a inesperada e es
frondosa derrota eleitoral de 1884. Os^atho-
licos tinham entao sabido triumphantes do plei-
to, mas o paiz como que havia ticado arrepen-
dido do seu procedimento, quando vio a nova
maioria substituir a le das escolas, feita pelos
liberaes, pela que o minstro Jacobs tinha ima-
ginado. Esse facto produziu, realmente, to
grande excitago, que a rei interveio de motu
propno, inconstitucionalmente, para assignalar
aos vencedores o termo de reaego, alem do
qual nao quera que elles fossem, com receio de
urna guerra civil. Presentemente os liberaes
teera na cmara onze lugares menos do que os
cincoenta e um de que estavam de posse
antes do ultimo pleito; os catholicos, ao contra-
ro, esto com maioria a que nunca tinham at-
tingide depois de 1830; a nova lei das escolas
funeciona, e parece que a naco se vai dando
ptimamente com ella, pois que acaba de mos-
trar que tem poucos desejos de que deixem o
poder aquelles que a fizeram e a esto appil-
cando.
Depois da questo do ensino, a que de pre-
sente mais preoecupa os partidos na Blgica
a da reforma da constituigo, principalmente no
artigo em que estabelece as condigoes do voto
as eleigoes geraes. Esto, porm, divergentes
os diversos grupos do liberalismo quanto ao
alcance dessa reforma. Em quanto os radicaes
querem, como os socialistas, o suffragio univer-
sal, ou doutnnarios desejam apenas que o sys-
tema censuario seja substituido pelo rgimen
capacitario. Os conservadores nao esto sujei-
tos a taes desaccordos, por que repellem toda a
especie de reforma dessa especie. 0 que existe
para elles excellente, urna vez que os tem fa-
vorecido e lhes proraette anda muito tempo o
dominio da situago; posto que tivesscm perdi-
do maito cora a morte do Sr. Malou, o chefe do
partido clerical e um dos polticas mais notareis
e influentes da Blgica.
(ConHa)_
RECIFE, 25 DE FEVERFIRO DE 1887
Noticias da Europa
As segaiires noticias, que devendo aqu ebegar
pelo vapor SoraJa, por culpa do crrelo de Lisboa
vieram pelo vapor francs Ville de Cear, entrado
ute hont-m tarde, sao anteriores Ss que hontem
publicamos.
Entretanto, nao perderam de inttresse, e cora-
plctam a serie da quincena, de 29 de Janeiro 13
de Fevereiro.
Despeaba
Ertreve o nosso correspondente de Lisboa, em 2
do correte :
Verific"ii-3 a unan das frrccoes eiqutrdistat e
contervadora-helcrova para foritar um pnrtido que
Daptisaram C'im o poinpoi.0 nomo de liberal refor-
mitla.
Toda a imprens i iadependente ataca o novo
paitido, e niugaetn sabe explicar como o Sr. Ho-
mero Robledo acceita os principios to detn era
tices do sufragio dui versal, do jury, do casamento
civil e da reviso couatitucijns: e como o gene-
ral Lopes Domnguez tenha admittido as doutri-
nss eesnomiess do eons-rvadores, renegando as
suas ideas hvre-cimbista.
jeja como tY, a una* de ambas as frecces
um tacto, e amda que a ebefatura do novo partido
tenha sido confiada a Lop-s D 'mingues, certo
que a impreusa k falla em Humero Robledo.
Foi reeebido no paco com o Ceremonial do cos-
tume, odistincto dplomat americano, Sr. J. de
Cuervo, que entregoo a sus inagotado a raioba
regente as cartas que o aeredttam como minis-
tro da repabliea de Colutnbia^m H-.spa ha.
Tendo de consultar o sea governo sobra algu-
mas coudivSes do tratado de commereio entre a
Hespanha e a repblica americuna, que comecou
a celebrar com o Sr. Moret, nao poderam as ne-
gociacoes terminar anda em Janeiro, devendo por
isso prorogar-se o actual modui vivedi.
Vai comecar em breve a reedificacao do alcasar
de Toledo, para a qual serSo destinadas as verbas
que figaram no orcamento do ministerio da guerra
para construccoes militases. Cotnocaram a le-
vantar-fe os planos e a formar se o orcamento das
obras que nao ser inferior a um miihao de pe-
setas.
Foi muito grande a concurrencia que assistio
boje ao funeral do Marques de Valdeiglesias.
Presidiram os Sra. Sagasta e Cnovas del Cai-
tilbo.
Toda a imprensa estava all repreae'ntadi.
Entrn em Vige o novo barco csca-torparb,
da marinba hespantisla, baptisado com o nome d
Destructor, conatruiJo na Inglaterra.
E' um tormoso navio, snscaptivel de adquirir
prodigiosa veloeidade, pois bastar diser que fez
a travesis de Inglaterra a Hespanha em 24 horas,
sahindo no dia 23 de Talmooth, e afirma-se que
nunea navio algnm realisou tal prodigio.
A machina da torca de 3800 cavarlos e a velo-
eidade mxima de 32 milhas martimas.
O casco formado pelas melbores chapas de
ac e dividido em '2 compartimentos estancos.
Tem telegrapho, am potente projector de luz elc-
trica, apparelhos de comprimir o ar, depsitos de
agua doce, etc.
E' armado com um canho Hoatoria, quatro ca-
nhas de tiro rpido, duas metralhadoras Nordeu-
feldt de cin -o canbSss cada ama tres tubos tanca-
torpedos, collocados as extremidades da embar-
cac&o. ,
Dia La Corretpondencia de Kspanha que varios
emiasarios franceses percorrem diversas provin-
cias hespanbolas camprando gado muar e ca-
vallar.
Dis e mesmo jornal, que se falla d'uma decisio
de Ruiz Zorrilla, que surprebendor toda a gente.
Chegoa a Madrid o primeiro secretario da em-
baixada de Hespanha em Parix, Sr. Rica.
O nuncio de Sua Santidade te ve larga confe-
rencia com o ministro de Estado.
Toda a imprensa hespanhola consagra sentidas
pbrsses memoriado Ilustre estadista Sr. Fontes,
assignalando os priacipaes actos da sua vida po-
ltica, e enumerando as reformas que ievou a ca-
bo naa diversas occasioes, que esteve frente dos
negocios pblicos.
A rainna regente de Hespanha aaeigneu o
decreto nomeanJo urna commisso para tratar de
dar cumplimento lei que manda levantar urna
estatua rainha Mara Christina de Boarboo. O
architecto encarregado dos trabalhos o Sr. Al-
vares Copra.
O ultimo numero da Gaieta de los camino de
hierro de Espaa y Portugal tras duas noticias
interessantet para o nosso ptiz.
Urna a da prorogaco concedida pelo governo
hespaubol para a coastrueco da linha de Boadi-
lha a Barca d'Aldeia, por mais um anno.
A outra a da ter sido por aquslle governo
concedida liesnea aos 8rs. Henry Burnay & J.,
para o estado de um i linba farrea que ligue Sa-
lamanca, n'este ponto, i do norte, em Avila.
Esta linha encartar consideravelmente o tra-
jelo entre o Porto e Madrid, que fica quasi em
urna rectal
Franca
Em Parix contina a rjputar-se como seria
ameaca para a pax europea a permanencia do ge-
neral Boulanger no ministerio da guerra.
A Franca nao quer a guerra ; nao a quer o
pas, nao a quer o parlamento, nao a quer o go-
verno.
Um momento de renexao sufficiente para
que nao baja guerra. Pode muito bem deixar de
haver este momento de reflexo. E' poativel, mas
n1o provavel.
A imprensa inglesa tem efectivamente dado
corso s noticias blticas, mas asaa imprensa por
veaes to bem informada, agora tem encontrado
logo o desmentido s taas informaoea.
Arma-se nina naco, armam-se as visinhas.
Urna ha de ser a primeira a armar-se, as outras
seguem na.
E armase um primeiro, porque se arrecea
que outras, apeaar de desarmadas, em dado mo-
mento, tenham vantagem sobre ella.
v> phenomeno tem tomado proporcea depoil da
guerra de 1870-1871.
Entietanto, no meio das noticias encontradas,
cria-se um eerto estado de teoso nos espirtos,
que, ae desagrada a uns, pode comtudo ter interes-
se pata outros.
Veio ltimamente pablietda no Times urna es-
tatistica, comparando as forcas militares com que
actualmente contam a Franca a a Allemanba, es-
tatistica que hoja de grande intereese
Desde 1870 que as condices militares da Fran-
ca teem variado muito. Presentemente tem 619
batalhoes de infantaria, emquanto que a Adema
nba s tem 563 e 395 esqaadroes de cavallaria
para 466, de que dispde o imperio germnico.
A artilbaria francesa superior numricamente
allem, porque comprehende 446 bateras, 1,856
canhes tirados por cavallaria e 851 carros de
municoes, emquanto que os allemes s dispoem
de S40 bateras, 1,404 canhoes e taltam-lhes trens
suppirtnentarea demuuicoea.
A marinha militar de Franca muito maior
que a da Allemanba: tem urna esquadra de 410
navios com 53 coura$ados. A marinha allem
nao passa de 98 vasos de guerra.
Sob o ponto de vista do numero, a si exacta a
estatiatica, apparecem, as forcas da Franca sepe
riores s da Allemanba, mas em compeasaQo o
imperio tem a superioridade na orgaoisaco do
exercito, na disciplina e na estrategia.
A Cmara dos Depatados comecou a 29 a dis-
cutir o orcamento dos caitos. Dm radical propos
a suppresao d'este orcamento. O Sr. Goble
combaten a proposra disendo que a qaasto da se-
paraco da igrrja e do Estado nao pode ser assim
resolvida por va orcamental; necessita discus-
so e urna lei especial. A cmara atseotio s pa-
la vras do nfiniscro approvando o artigo 1* do or
camento dos caitos por 340 votos contra 180. A
discusslo continuar oa da 31.
nal (lea
A companhia do Congo para o commereio e in-
ri ustr a c mecou as suas operacoes organisnndo
duas expedicoes. A primeira, comp' ata de enge-
nbeiros e topographos, vai estnuar o tracado de
um cainiuho de ferro entre Matad e Leop nville.
A segunda, composta de agricultores, gelogos e
negociantes, ir -xplorar o Congo e os seus tribu-
tarios ate Stanley Pool.
Um vapor ser posto disposi jo dVsta expe-
dico.
uiasa
O Sr. Passy, presidente da sociedade francesa
da Pas, e o Sr. Franuk, presidente da sociedade
Americana, dirigirama conaelho federal da Suis-
sa nata carta, soicitanoo o a. u concarsi em favor
da craaco d'um tribunal supremo internacional,
que servase de arbitro para evitar os horrores da
guerra.
Eataro as grandes potencias pelas decises do
tribunal ?
Receptaram trias desordena em Subi, no
canto de Tessiu, no correr das quaes o syndico
foi gravemente insultado pelo muiheriu.
As desordens renovaram-se x:om ais forca a
88 de Janeiro. O deputado Catenassi foi ferido
profundamente pelo Sr. Silvio Gmella, que foi
preso durante a noite.
Na previaio de novas desordens marcha tropa
pira aquella localidade.
Italia
Vimi ter o conde de Robilant declarado no se-
nado que a stuaco de Massush nada tem de alar-
mante, porquanto as foaaas italianas sao suffic.'o-i-
tes para repelbr todos os ataques
-^O ministro da guerra annuociou quo ji envlou
da reforco um batalho de infanter.a com .duas
pecas de montanba e urna companhia de ongenba-
ria.
O aunado deu um voto de confianca ao gabi-
nete. ,.
A agencia/gjffani recebeu um despaeho de Sua
kim, com a data>de 26 de Janeiro, dixendo que.
segundo noticia directas de Matsuab, Raa-Alula.
continua ainda em Gralinda; aa tropas italiane
esto preparadas para leceber o iaimigo, maa Ras
Alula hesita em a vanear.
anta S
< No prximo eossiatori, serio creados cardeaes
os Sra. Surai hiin Vannutetelli, nuncio em LiV-ia,
Camillo de Rende, nuncio em Pars, Caetano Ma-
ulla, nuncio em Napjlus, e que esteve na meaua
catbegoria em Lisboa, e Marianos RampolU del
Tendaro, actualmente nuncio em Madrid.
Dizem de Roma para o Univtrs que est cele-
brado um accordo entre o Vaticauo e a Prusaia
sobre a base da proposta prussiuna ; falso que o
papa se obrignsse a fazer com que o centro vote
o septenato militar.
Inglaterra
No dia 27 de Janeiro abrio-se o parlamento.
O discurso da corda na abertura do parlameu-
to dis que sao amigaveis as relacoes da Gran-
Bretanba com todas as potencias ; as cousas no
sueste da Europa eontinuam sempre n'um estado
incerto, mas nao ha receio de que as controver-
sias suscitadas naquella regio e ainda nao bar-
mouaadas tenham o resaltado de alterar par
qualqaer forma a paz europea.
_ Embsra deplorando os acontecimeatos qua
obrigam o principe Alexandre da Bulgaria a re
tirar-se do governo do principado, nao julgue;
oppornune iutervir all relativamente a elei^o de
seu successor, emquanto os acontec.mentos nao
houverem attiagido a pbase em que necessaro o
meu assentimento, segundo as estipulacoes do
tratado de Beriim. A trela do mea governo uo
Egypto nao est ainda cumprda, mas o progreaso
material evidente e d a segranos de pr;xitna
tranquillidade externa e interna.
< As condices da Irlanda txigem anda e sem-
pre a mais cuidadosa attenoo da legislatura com
respeito aos arrendamentos das propriedades ru-
raes.
O discurso enumera depois os projectos que se-
tas apresentadi s para assegorar a administra^ k
e ama prompta e efilcaz lei penal da Irlanda.
O resto do discurso tem um nter esse meramen-
te interno.
Na cmara dos lords comecou a discusso ds
mensagem rainna.
O marques de Salisbury tractoa de justificar a
sua poltica rebatendo os ataques do coade Oran-
ville; reconhece que a Russia tem certas sspira-
cOes a r-speito dos Balkans ; elle nao se o>>poe
aos desejos legtimos da Russia, mas se esta ul-
trapasar os limites, haver perigo de guerra eu-
ropea ; admittio que e-to perigo o resultado doi
armamentos creocentes em toda a Europa.
Depois da breve diseosso a cmara dos lords
approvou a mensagem de resposta a cora.
Na cmara dos comamos o Sr. Willam Henry
Smth annanciou que prepara a reiorma do regu-
lamento da cmara, e que para a sua proposta pe -
dir urgencia e prioridade.
Sir Michaei Hicks Besen parfcipou que propo-
-a a modificaco da lei judiciaria da Irlanda Lord
Raadolph CbarcbieJ expox os motivos da sua de-
m8iio de ministro, declarando que se demittira
por estar em desaccordo como o marquez de Sa-
lisbury sobre diversos assumptos e nomeadameate
sobre os orcamentos da guerra e da marinha, a
respeito dos quaes ni foi possivel porem-te de
accorde; para provar o que affirmava, leu a sua
correspondencia cem o marquez de Salisbury at
ao fim de Dezembro. O Sr. Smith fez o elogio de
lord Iddesleigh.
O Sr. Qladstone associou-se a este elogio. A
cmara comedn em seguida a discutir a mensa-
gem.
Esta discusso nao pode conclair-se.
Sir Michaei Hicks dissa na cmara dos com-
amos, durante a discusso da mensagem rai-
nha, que o governo propor brevemente ara bil
melb rsndo as condices dos habitantes da Irlan-
da. A continuaco dos debates sobre a menaagea
ficou para o dia 31. Foi j approvado em pri-
meira leitara o projeeto qua tam por fim emendar
a lei judicialia irlandesa.
Urna cariado lord Raadolph Charchall, que elle
lea na cmara dos communs, conatitue um per lei-
ta desapprovaco da poltica aventaros* do mar-
quez de Salisbury ; aconselha completa absten-
cao da O ni -Brotan ha as contendas contnentaes;
censara tambem a poltica interna do gabinete.
No dia 28 a cmara dos communs coonuou a
discutir a mensagem corda. O Sr. QUdstone
declarou approvar em geral a poltica externa do
governo, e depois criticn os projectos de lei re-
lativos Irlanda.
O Sr. William Henry Smitb respondu repotin-
do as declaracea pacifieas do marquez de Salis-
bury ; quanto ao Egypto liase que tencionava re-
duzir o exercto de oceupaco a 5.009 bomens an-
tes de 1 de Abril, e fazer tambun redusir uota-
valmente o exerei:o egypeio, de forma que a sus
forca nao exceda de 10,000 hoinens ; quanto 4 Ir-
landa allegoa que a altitud do Sr. Grladstoue, co-
mo ebefa do partido nacional, pode dar lugar *
am estado de cousas que justBqua as medidas pro-
postas no interesse do pavo irlands.
O marquez de Salisbury desmentio o boato de
que el'e tencionava dar ao priucipe Alexandre da
Battemberg em commando de torcas britannicaa
no Egypto.
O parlamento acaba pois de abnr-s, a ser
agora oscasio de apreciar bem o alcance do afas-
tament da lord Ch'ircll.
O governo est fraco evidentemente. A entra-
da do Sr. Uoi hn nao I be dar grandes condi
coes de duraco. Por outra parte, paree estar
em comeco de estabeleeer -se o novo aocordo en-
tra Olads'one e Chamberlaio, provando-se assim
que nao est para muito tarde a recoostrueco do
partido liberal.
GUdstone e Parnele tem se conservado na mes-
ma attitude serena e firme. A divisio que.se
operoa nc partido liberal contra a vontade de
Gladstone, ninguem tem mais desejos do qoe o U-
lustre rstadista.
O governo coaservador vive apenas por essa di-
vergencia, e o quo mais nao pode aprovehar
d'ella seno na questo irlandesa. Est pois con-
demuado immbilidade, ou a arriscar a exis-
tencia no primeiro lance qoe tentar.
Em Bradford recumeoaram a 29 noite serios
disturbios.
Os amotinadores diparava'o var os titos de xa -
volver, e pir isso foram presos uns cincoenta.
Os mettings voltaram a repetir-se a 30 noite.
As n.-gocixcoea encetadas para ooter qae
am 'oembro do parlaxento renuncie ao su man-
dato para dar lugar a que o Sr. Qoach m se pro-
ponba por am ovo circula, parece quo encontra
grandes difilculdades.
Um numero consideravel de deputadoa recusoa
j formalmente demittir s para deixar o lugar
vago. Ditia-se em Loudres, ultima hora, que
Sir Robert FoWler consentira em ceder o seu lu-
gar.
Ilemanna
O discurso do principe de Bismarek e a disso-
luco do parlamento do imperio esto proJnst^d
as suas necesarias consequeociaS.
O principe de Bisorarck se nilo apontara para s
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Mario te fernarobnroSexta-fcira 25 de Fevereiro de 1887
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re como minee
preso mis oq menos longo ella lebeoiana.
Indicando a Franca como cansa prsneieelej -de-
teriaiuante do inmc de forcae militares da Al-
lemanha, o principa de Biamarck' pvetendia ie-
Tar os representantes da iiacie a voear-lke oe seos
projectes. Mas n a palavra de Mcltke, ncm o appello a opi
Bdea e aos deaejoa do imperaa^^H eram
parante o parlamento, e este vbH
contra os projectos goternameni
benoe.
Vencido no parlamento o priucipe de smaiok
appellou para a dBJoUeao,evidmte qalagrea
de de ve. ser o seu ematsobomm cmaeguir sa-auM
a aro, o que nao akwucou aa parlamenta.
Desde que o parlaantoje anaoifestoo centra
rio aoa projectos do principe de Biamarck, de es
parar que a voa vencida no ata da Bepresantacae
nacional, nao deize da laier-se ouvir nos ceUegias
lei toreen. O reeeie por iaso do resultado da* elel-
cs nao deixa de existir so animo do principe de
Bismarck.
Esmitra todos os esforcos para conseguir a
victoria.
Assim se os receios de guerra enfraquecesaem,
ae apoz a votaco do parlamento se comprehen-
dease qaa ase vota eerreastaodi* a vas ruda as
causas uenhuraa duvida ha de que a expressio da
Yootn.de da naca >, ajustarse eom a votteio perla-
Tudo o eeforco ds principe de Biemarck ha de
exereer-ae para qae oe reeeios que He mamfee-
tou, sejam partiluadoa pela uavi i aleme.
E assim nao faltaran pata ana parte manifesta-
eea da todo o noato pacificas, nao faltaran igoal-
mente excita coee para qu ae attribaa a Flanea o
maior desejo de atacar a Allemanha.
A aoticias bellicas que ha das se espalhavem,
e que h je se desmentem, e que aim>oaa.hi se repe-
tir para ter depois igual deoBaendoj na, i deixa -
raan de levar-se a toda parte, f*\a menos, em
quaoto ae nao soaber o resaludo das eleicoes aa
Allemanha. Quanto mata se reeeiar do resaltado
deesas oleicea, mais se ensombraro os honaoo-
tes. Os boatos reveatirao formas diversas, aa con-
fidencias terio cada vez Molo mais misteriosa.
E depois a balsa qee rea sempre reflecte, e por
vezea reflecte, h:i de reseeutrr-ee de todos es boa-
tos, dar-ihe corpa, aproveital-os de qualquer
asedo.
Este expedientes sao canheeidaa, mas nem par
iaso deixam de produzir o seo efleito.
Aiada ha bem Doueos da- a baixa de fundos
as bolsas da Europa, pareca bt indicio de gran-
des perturbaciones. O reeeio affaatou-ae por um
poseo.
Agora nov s mevimentos bolsistas levantara ao-
vo, receioa.
Mas a situacao embarace ia em que se eneontra
o principe de Bismarck, explica tudo. O que elle,
porui, principalmente pretende veueer as
eleicoes.
A Allemanha nao quer a guerra, nio pode que-
rel-a, nem o proprio principe de Bismarck a qoer,
TJNas eleicoes para o folkething a direita ganhon
7 reatos, 3raee qaaes em Compenb/igedjr'e pardea
apenas um.
asnela
O New-York Herald de 27 de Janeiro, refere a
cooversacio que teve com um nihilista chogado
reeentem-nte da Russia, e qual Ihe afiirmau que
os nihilistas esto perfeiumente organisados, e
qmj o osar ser assassinado dentro de seis mezaa.
SrJeate
A sneatio da B sajara que paseara pasa segan-
do sesteo, desda qseee receios da gaarsa se vol-
taras ra o oceideato, ao me se diz, smrece estar
a pasma-de lar urna enluci.
O-sasjrerno psoviasa-in da Salgara pasme enejm
trar as pslarras aas cortes, par onda passaess
os seaa agentes, asas nao sacoatroa ssn.gos oe*
fessass sena auxiliares.
De s*ranoa farsea para Soma as delatados bl-
garos ahi o Sr. Robilisnt recebeneem com af-
fabiRdade, repetio em segunda odiis tiue raes
dissera o Sr. Flonrens, ministro dos estrangeiros
da Repblica Francesa.
A Bulgaria nao pode esperar multo no aciden.
te. Eacontram ah sympathias, o que nao pou-
co, mas nada mais. ,
As asas a>sa U -Sr- XmAo are.sntsa!a A,
conferencia dos mbiixadores acreditados em ^n-
stantmopla, m por fim subatitoir'pelos partida-
rios da Bussia os actnaes regentes e ministros da
Bulgaria. O Sr. Zamkof pede a dem.ssaa da re
gencia e reclama para si e para os seas amigos as
pastas principaes no geverao. Va-se por isto qu
nlo alvoga aal a causa propria e a do seus in
tentos.
A pasta da guerra seria dada a um general
russo ; as tropas caja fidelidad* ao noro rgimen
toase dovidosa, seriara substituidas por novas cao
ti urentes ; proceder se-ha a eleicoes e a assembla
llegeria o candidato ao throao blgaro que a Rus
sia indicasse.
Deviam ter comecado a 23 de Janeiro as neg
ciacoes acarea deatas propostas.
E' pouco ptovavel que a regencia, que repre
sentada na couferencia, concorde cora todasasexi-
gencias do Sr. Zinkaf e dos seus amigos.
Os retgatesja fizeram saber aogra>-vi*ir qae
estava u proroptos a demittir-se se todas as paten-
cias acinselbassem nease sentido e se os ioteres-
ses do principado nao saffrerem com sus demis-
sao : mas oppem-se a entrada do Sr. Ztnkaf para
o ministerio, que seja confiada a asa dos amigjs
delle a pasta 4o interior, e a n >maaco de um ge-
neral russo para a pasta da guerra.
A segunda objeoco tem grande importancia
porque a pasta do interior a que influe na elei-
coes, e do resultado dellas depende a aceeitaeao
do candidato apreseatado pela Russia.
As potencias ainda nao tinbatn coico- dado as
injtruccoea que deviam dar aoj seus euibaixado-
res acerca das propostas dos partidarios da Rus-
sia.
Parece (pie ha as inelhores disporico^s entre os
gabinetes russo, allemao, italiano e francez ; mas
nem loltke, nem o imperador. Ooovm, porm, quanto Austria e a Inglaterra ainda nao esto
' asentes as bases das negociaces
aoa interesse? eleitoraes do priucipe de Bismarck
agitar a phantaama da guerra, e por mais que Ihe
laucem em rosto ser o expediente em demasagros-
eiro, nem por isso elie o pora de parte.
Os jornaea de Berlim fallara de listas bastante
extensas de chamada de reservistas qae sao con-
vocadas para se exercitarem no manejo da nova
espingarda.
A' imprenta de Berlim unnime em sffirmar
que a chamada dos reservistas s fileiras nao tem
neuliuma signifieacaa bellicosa.
Dis o Standard que o l operador Onilhermr. fal-
lando lia das com alguna gene>-aesa cerca dactia-
Receia-se em Viasna que siga impossivel esta-
belecer-se aa Bulgaria ura ministerio ds c>ncilia-
cSo, e que a imposicia de ura gabinete partidario
da Russia occasione graves perturbacoes.
Mais tarde, porm, constava que a Ruasi-a a
Austria e a Allemanha enviaram acs seus rmbai
xadores em Constantinapla iastrnecoas idnticas
tend-ntes a ap iar o esfurcos da Turqua para
compr a questia blgara.
Communicanr de Sofa que o general blgaro
eutregou ao cnsul de Franca, para que a trans-
mita aS. Petershargp, a seu tenga dada la na Ro-
melia condemnando a marte, pelos acontecimentos
mada de 72,000 reservistas para exercicios do ma
nejo la nova espingarda, declarou qne este facto de Burgos, o subdito rosso Nabak iff.
nao tem oenhuma signifieaedo bellicosa. O artigo publicado a 28 pelo Novaic Vremia
Os jornaes de Londres publicam urna nota redi-' de S. Peterebur gida no F reigu Office desmentindo em abso- i sia esti disposU a aceeitar a candidatura do pria-
1 cipe de Leuchtcuberg no tbrono ilaBulgaria.se as
lato que a Allemanha pense em dirigir ama reda-
snaco ao governo francs sobre oa armamentos
da Franca.
Mas, apezar disso, os meamos jornaes insisten
em considerar muito grave a situaeda da Eu-
ropa.
A conferencia do principe de Bismarck com o
Sr. Herbette, embaixador da repblica francesa,
foi satisfactoria; a chamada dos 72,000 reservis-
tas s fileiras, que ha de effectuar-se em 7 de Fe-
verriro, rnente para 12 dias, estar decidido
desde o outomoo, e par tanto nao foi provocada
pelas circumstancias actaaes.
j-0 Standard acensa o pricipe de Bismarck de
ter sempre incitado a Rassia a oceupacao da Bul-
garia com o tira de occasianar urna guerra aaatro
rusas, de que a Allemanha
poder esmagar a Franca.
O Standard considera todava agora melhorado
coojuucto da situacao e er que ser mentida a
0 tribunal correciooal de Berlim julgou ha dias
Sr. Bartb, director da Freisinnige Zeitung, or-
gio do br. Riehter, por ter publicado no seu nu-
mero de 23 de Oezembra a noticia de sensacao
de que o imperador da Russia dnran'e ama con-
ferencia cjtn o coronel Vaillaunce, disparara um
tiro de revolver sobre este.
O procurador imperial observa que se se devia
attrilouir as divergencias entre a Russia e a Alle-
manha, aos rticos e noticias de sensacao de cer-
tos jornaes, que procurara excitar os dois paizea
nm contra o outro. Portante o procurador impe-
rial pedio todo o rigor da lei contra a noticia fal-
sa publicada pela Freisinnige Zeituog .
O defensor dase que era em vo qae se proca-
rava tornar a imprensa responsavel por certas in-
quietacoes qae se manifestara na opiuio publica.
Se se condemnava a Freisinninge devia se
igualmente intentar pracesso contra a Gazeta da
Allemanha do Norte qae ha pouco inserio no-
ticias susceptiveis de perturbar a traoquillidade,
especialmente as que se referiram aos armamen-
tos la Franct.
Passando ao caso particular do jornal qae de-
fenda, o advogado tez notar que a Freisinnige
Zeitung apenas reprodnzira um boato que outros
jornaes tinham aproveitado, declarando alera dis-
so que esae boato Ihe pareca inverosmil.
Apesar diaao o Sr. Barth tai condemnado a seis
semanas de cadeia.
O partido demcrata tocialista allemSo acaba de
publicar um manifest eleitoral. Nesse documen-
to, os deputados socialistas obrigam se a recasar
ao governo o augmento de eff.-ctivo que elle pede.
O militarismo actual, diz o manifest, um grave
perigo para a paz dos povos. E'preciso substi-
tuir a presente organiacao das forcas militares
pelo armamento universal da populaco por exer-
eitos populares que mais numerosos e mais efica-
ces para a defensiva, nada valem para o ataque
e para por teimo s lcctas fretrecidas das najos.
O militariamo moderno impede a confianca rs-
eiproca e a allianca dos estados ; fas pesar sobre
as popnlac5-'S grandes encargos, etc., etc.
Aasjtria Hnncrla
De Vienna communicam ao Standard de Lan-
dres, que realmente se est&o faz ndo preparativos
militares oa Austria, afirmando se que esta po-
tencia e a Kussia estao agora tanto era desaccordo
como em Novembro passado. Annuncia-se a
prxima convocaco das delegaces para urna reu-
niao extraordinaria.
A cmara dos depatados de Hungra approvou
o orcamento depois de breves debates. O Sr.
Tisza declarou qae ninguem deseja a guerra com
outras potencias acceitarem.
EXTERIOR
a Russia.
plausos
Dizem de Vienna qne o conselho de ministros
.examinou, no dia 31, largamente, a questo dos
Ikans.
A FremienblaU confirma a noticia das precan
militares, ornas j effectaadas, outras proje-
das pela Austria em vista da situacao amea$a
da Europa e diz que provavel a prxima
convocaco das delegaedes, para sanecionarem as
medidas necessarias.
O govern-> austraco acaba de fazer grandes
compras de farinba. Como as precedentes com-
pras, as entregas deverao ser feitas no dia que ha
de ser indicado pelo ministerio da gaerra ,eotre o
1* de Fevereiro e a fim de Marco.
Fizerem-se ltimamente experiencias com os
eanboes Nardenfelt e trata-se de os distribuir so
exercito.
Um correspondente de Vienna para o Standard,
tambera se refere a eenvocacao das delegaces em
aeseao extraordinaria, nio somente para votarem
os crditos necesearios aoe preparativos de qos se
trata, mas tambem para qae o ministro dos nego-
cios estrangeiros posea ourir a opinio dos eorpos
representativos da monarchia, antee de se decidir
ao qne poderia ser deliberaedo soiemoe.
8ei, dis conclnindo o eorrespoadente, que a
Bassia e a Austria a despeito das suas declara-
5es officiaes de amisade, esto agora rio lange de
ae acharem de aceerdo sobra pontos esseaciaes,
o eatavam em Novembro, a qae existo a mes-
divergencia de vistas entre a Kussia eaa ose
potencias que teem iotereese na questo
Correspondencia do Diario de
Pernambnco
PORTUGAL Lisboa, 2 do Fevereiro
de 1887
No seu numero de 26 do passado a Independan-
ce tlelge dando noticia da morte do eminente esta-
dista Fontes Pereira de Meilo, resume assim aear-
reira politica do finado chefe do partido regenera-
se aproveitaria para dor. Por ser imperciel as suas apreciaeoes da
poltica portuguesa, este artiga na deve ser trun-
cado.
Eis o que diz aquella importante folba de Bra-
xelles :
Portugal acaba de perder o mais eminente
dos seus homens de estado, Antonio Mara de Fou-
tes Pereira de Mello, general de brigada de enge-
nharia, conselheiro de estado e par do reino.
O Sr. Fontes tinha 68 anuos. Entrn muito
maco na vida politica. Em 1851 faxia parte do
miuisterio formado por Saldanha que, depois de
ter prouunciado a dissolucao da cmara dos debu-
tados, fez assumir rainhe D. Mane pideres dio-
tatoriaes na revisad da carta. Esta revisan, que
deu como resultado o acto addicional de 1 de Ju-
Iho de 1852, originou o agrupamento de todos os
liberaes, sob a bandeira da regenerayao. Mas tres
snnos depois, urna sciso se produsio; o miniacerio
Saldanba foi demittido e os liberaes dividiram-ae
l ento em regeneradores e prtgressislas
* O Sr. Fontes fot o ebete do primeiro destea
partidos. Na mez de Setembro de 1871, foi ele-
vado a presidente do couselbo de ministras. Re-
tirou-se muito de sua vontade no mes ds Jaiha de
187a, aconselbando ai rei a formaco de um gabi-
nete Braamcemp, querenda tancar sobre o partido
progressista o eacargo de liquidar urna das mais
dificeis situacoes finauceiras. O gabinete Breara
camp arcou de frente com as dificuldades, e teve
que lutar cora a impapularidade denovos impastas,
que produzuain um descoutentamento em breve
manifestado na agttaedo a que servio de pretexto
o tratado de Liurenco Marques.
O ministerio Braamcamp teve que se retirar
perante o voto da camera 'ios pares. O Sr. Fon-
tes nao quiz pessoalmente receber a beranc,s do
gabinete progressista, recelando que a sua entrada
inmediata provocase nm movimeato democrtico.
Mas O Sr. S.impeio, que a seu conselho tinha sido
encarregado pe.o rei da constituida de um novo
gabinete, cedo Ihe cedeu o lagar, e no mez de No-
vembra de 1891 reassuuaio o cargo de presideote
do conselho, que cooservouat Novembro de 1885.
c Tendo-ae levantado oas cameras censuras
suaattitude em trente de um conflicto grave entre
duas cid; des, conflicto que ameavava seriamente a
ordem publica, o Sr. Fontes pedio a Sua Magos-
tado o adiamento do parlamento. A recusa a este
pedido foi o motivo da sua demissio ; mas indu
bitavel que fai um pretexta que o chefe do partido
regenerador aproveitou para sabir de urna aitua-
ca-> que reconhecia sur impossivel continuar pelo
estado em que se achavam os espirites.
Hornera de estado hbil, enrgico e sensato, o
Sr. Fontes off recia amitos pontos de semelbeoce
com Cnovas, porque onfiava como este n'uraa
collisao aemi-clerical. scmi-burgueza. Aa entra-
o de mnitos chefes de partido, soube quasi sem-
pre cercar-se de homens de talento e nunca des-
presou o concurso dos novos.
a A sabida espontanea do poder duas vezes pro-
va que um ministerio pode, mesmo dispondo de
grande maioria oas cmaras, ser forcado a reti-
rar-Be perante um movimeuto declaradamente hos-
til da opinio publica.
Foi assignado o decreto determinando que
seja anuual a nomeaco do presidente da camera
dos pares.
No Diari do Ooverno foi publicada o se-
gainte decreto que tem dedo lugar a ama acalora-
da polmica entre as lolhas da oppoaivio e as mi
nisterias, rornaudo-se uotevel entre as pi imeiras
0 Jornal do Commerco qae desta vez sahio muito
dos seus habites de sereuidade e cordura nos de-
bates. E devo accrescentar que esta discussio,
segundo arraigados costumes no jornalismo deat i
pas, aaoumio logo urna feico de personalismo,
que ainda mais a tem asedado.
O decreto (dictatorial) em questo diz:
Sendo conveniente modificar o rgimen dos
tabacos por forma que, sem prejizo dos legi irnos
interesses dos consumidores, raelborem as condi-
eoes do trabalbo nacional e augmentera os rditos
Esta declaracao foi ac'Vida com ap-
do thesouio ; e toroaado-eu indispensavelevitar
qae poasam ser prejudicadas por interesses crea-
des as resolu?ea do poder legislativo :
Hei por bem, couf >rmando-me com a proposta
do mea conselho de muistros, decretar as segra-
te disposicoea provisorias:
Art. 1* Os tabacos manipulados existentes nos
armazens das alfandegas do continente do reino
na data deate decrete, e os que na mesma data,
toado sido encommendados para os portes do cen-
se armas asa em viagem, poderlo ser des
pechados conforme a legislacio actual at epocha
da promulgeca da le que altere o actual rgimen
dos tabacos.
Art. 2* Tolos os tabacos qae nio estejem as
condieees do artiga anterior, e se aprsenteos a
despacho as sneamaa alfandegas, pagara o di-
reito de 3X500 par kdogramma os charutos e de
41030 as outras especies.
nico. A difirenos qae val entre a impartan-
ca dos diretos actaaes e a dos filados neste arti-
go ticar ani deposite at resoluca do poder legis-
lativo.
Art. 3o Silo d-claradas caducas desde a data
duate desete aa licencas, estabeleeidaa pelos de-
issaflai de 21 de Outubr de 1863 e 22 de Desembro
de 1861, oou.'elidaa a fabricas de tabacos, que ha
mais de tres raezes tenham interrompido a sua la
aoraelo e, como coasequeocia deate tacto, a expe-
diodo-e veaitade puodoctos do seo fabrico.
SVrt. 4'1 At rueutoeao definitiva de poder legis-
Iatiesa Tiaecr pesurtido no conMeente do reino
o estabelecimeuCo de novas fabricas, ou a ampi'B-
cd ou modificacio das ictuaes, ou a reabertuia
das que be mais de tres meses tenbam suspendido
a laboraco.
Art 5* O governo dar canta s cortes das dis-
posifoes da piasente decreto *
A opposica>, que oeste assompto se fas echo dos
interesses de alguna argntanos que se julgaan
lesaMkss, tita barsfustado, irraraaaado que se trata
de reatabelecer o enligo monopolio do-saaeoo, aba-
tido lia 23 anuos por urna aituacao histrica a qne
presidia tallecido Duque de L mi e de-que fsia
parte o Sr Conde de Val boto, esto ese* eme ainda
boje urna das glorias do partido progressista.
AYadigsm-se os orgias do gabinete a demons-
trar eme nao se trata, atea per seesbras, de fazer
revi ver o monopolio com todaa as suas regalas
abusivas a vejatorias. Ninguem renoza o pen
smente nem contesta o mrito da tei (Je 1961,
d.zem elsM. As crenmataaciae, pareas, variara, e
o rgimen da lberJade completa, que dea tao sa -
tisfaterios resulta los, comecava a decahir, sob a
inftaenria de causas diversas e complexas. A luta
das fabricas chegara a extremos ios ostial* veis ;
os lucros da iaduatria em passando para a mi
dos intermediarios, sem proveto para o publico e
caen Tuina para os fabricantes. A cewcurreneie
do tabaco maniplalo cstreageiro assoberbara e
mercado. 0 exagero na clevacio doo diretos so
bre otabaco em folba, favor, cia e esTimulava o
co.i'r- bando. Cs rditos do tbesouro soBrMaM
teuaivel desfalque, e a industrie nacional etna-
vessav u na crise das miis graves.
D*ah reselton a f usto -da; fabricas para pode-
rem resistir leuaara das carnalis311 re, qee exce-
diera, por ver 50 por ceoto E da tasad das fa-
brica, > pensamento, por parte do governo, de
atdisar em benefieio do estado um facto que e
dura sem a sea iaterveeoio e ens> o imp rio de
eircamstanciaa a que tora completamente es-
trsnho
As fabricas nao reclarnaraei o monopolio, dizem
os jornee 1 afiectos ao gaomete acta1, por teare-
ri'iu a Csc .lisacao depois de reorgaoisada. As
fabricas naa redamaram causa algurn-i.
Nao ae irate de in*iiap dos jornaes em succeieivos artigos :asas a .nu-
danca de regimeu qne se plaueia, foi de iniciativa
do governo, como fcilmente se percebe, desde o
momento Dado.
Aa recelraa paMeas tTSri logo nm augmente
detm! contos(fortes) pelo menos, ee esta ,
a. que parece, a basado cancuras, sem fllame
partilhi dos lacroi.
A aarte dos operarios ser acautelada, nao e
garantalo-- o t rabal ha e o alario a todos oa
qae esta industria actualmente oceupa, mea crean-
do-se eaixas de s-ccorrros, semelhanca da que
instituid o fallecido Joio Paulo Cord oro.
Os preces e as qualidades de tabiieos, qne ac-
tualmente se maniplala, serla expressmmente
conservados. A fiscalisacia ser feta pelo go-
verno e nio pelo fabricante, como no untiga con
trete. O tabuco ao Donro, das ilhas e das colo-
nias ser obrigatoriaiueate imposto eos fabrican
tea n'uraa certa pircentagem da sua materia
prima.
O tabaco estrangeiro poder entrar ao paii,
mediante um direita mais elevado que o actual ;
maa oa ricos, que principalmente gastara estas
especies, Boffrerio um ligeiro accreseima no prerjo
dos charutos, se os intermediarios qoiserem res -
tringir oa seus lucros a limites razoaveis.
A origem destas coosideracoes parece-me ser de
tao anturisada fonte, que muito de presumir
coastitaem citas a bese do programase do con-
curso,
Posto isto, dizem-nos as falbas governameu-
taes :-qnem perde cam esta mudenca da rgi-
men ? O coasamidor '! Nao, porque elle conti-
nuar a fumar pelo mesmo prec/o e as medraas
qualMades. Oj operarios? Nio, que teem fra-
balho e os salarios garantidos. O estado ? Nao,
que v os seus rditos augmentados n'uma quan-
tia avultadi, sem que seja imposto ao contribuinte
o menor sacrificio.
Coso se explica, pois, o alarido que ahi se est
levantando ?
Eis a explicacia textual :
Pelo fecciosisma do meia dutia de sugeitos,
que inspirara medloarc syinpsthia ; os revende-
dores, que aoferiam lucros iasustentaveis e esta-
vam arruinando a industria nacional, sem pro-
veito de esp 'ci alguma para o publico, e os im-
portadores de tabaco manipulado estrangsiro, que
enriquecan] eusta do enorme desfalque que s
sua venda produca na dos productos fabricados
00 paiz, grecas a condicoes especiaes e at a pro-
tecedes escandalosas, que recebiam *
O decreto, pois, que cima vai transcripto, era
indispensavel para que a transfarmaca, que deve
ser feita em beneficio do estado, nio aproveitaise
nicamente aos especuladores.
O governo nada resol ve definitivamente. Qual-
quer contrete que se faca, ser depen lente da
senecio parlamentar, e nao se celebrar contrato
definitiva senio depois de llcitacao em hasta pu-
blica
C constitucional e correcto. 0 governo proce
de cora uiorali i 1 le, tugindo dos contratos porta
fechada e abrindi um concurso publico.
Absteubo-uae por isso de maiorea explanacoes
sobre e assampto, que logo depois das treguas de
cortezia motivada peda marte do Ilustre chefe do
partido regenerador, tem, quaei exclusivamente,
o ocupado a nossa imprenaa politica. .. Visto que
isto ae eocabecou, na politica e portante na campo
dea aliuso-s pessoa9s e das iasinuaedes tambem,
ora una, ora outras.
Foi u orneado o vogal do tribunal superior de
guerra e marinha.
A 29 da passado os Srs. viscondes da Greca
derara um esplendida baile no palacio de sua resi-
dencia das Aojos. Foi enorme o numero de con-
vdalos. As salas, o bufete, o atrio e escada ea-
tavam ornados com urna profusio tal de camelias,
que se calculara em mais de quatro mil. Dan; m-
se animadamente at s cinco horas da manh,
diriginda o cotilln o Sr. visconde da liegalcira,
que um < especialista .
Acerca dos boatos qtro tem corrido de haver
negociaces pendentes para o reconhacimentado
chamado euaprestiino de D. Miguel e um aecrdo
para a respsetiva liquidaco, dizem oa orgaoa do
ministerio que nada ha sobre tal assampto, que
adente na mnima causa as negociaces feitaa em
varias epocbas pelas assumptos portadores de 16
ttulos daquelle empreatimo. Nem parece (accrea-
ceutain) que o governo, em caso algum, se afaate
da liaba de proceder traeada in varia velmente pelos
go vernos que procederam.
Ainia a proposito das projectadas medidas
sobre o rgimen dos tabacos, esquecia-me dizer-
lhes que u domingo 30 se tez um meeting no
forto "ara se repsesentar contra o chamado mo-
nopolio', mas que esse coinicio a quo a final de
coutas, ninguem quera presidir, foi mallogrado
pelo ridiculo dos discursadorea. Fartaram-se de
pruierir absurdos e baixijsimas vulgaridade. A
comportara era de cigarreiros e gente avulsa.
Urna commiaio do meeting fui entregar ao go-
veruaiior civil do diatncto urna reprsentacc>, e
urna copia ao director da Asaocacao Couomercial
daquelia praca-
E' esperado depois do da 10 em Lisboa o
Sr. Conde de Pars, pai de S. A. R a Sennora
Duqueza de Braganoa. Vira de Inglaterra por
mar. Depois de curta demora em Lisboa, o Sr.
Conde de Paria ir a Sevilba, onde ser hospede
dos ouques de Montpensier.
Passados alguna das, o Sr. Conde e a Sra. Con-
dessa de Pars virio para Luboa.
as grandes exequias no Pantheon por alma
de Vctor Manuel, no anm versarlo do seu fallec-
menta, entre as innmeras coro as, que forana de-,
postas sobre o sarcophago, destacava-se por sua
riqueza e formosura, a que os res de Portugal
haviam offerecido e que all fra deposta, por' or-
dem de SS. MM., pelo nosso miaistrs junto do
re Humberto, o Sr. Conselheiro Mathias de Car-
valha e Vascencellofl.
Por inf armacio telegraphica de Rama consta
haverem sido expedidas inatrucoo-s a monsenhor
Aglierdt, delegada apoatolica na India, para que
as antigs igrejas portuguesas da populosa e rica
cidade de Madrastasejam conservadas na padroa-
do da corda de Portugal.
O Soberano Pontfice qne acceder j a matan
sisa do governo portugus, manteado unida ao
arcebiapado de G5 o importante varado de
Saut-Wary, e para cima de 110:000 fiis; qae re-
solvere, apesar de poderosas ditfieuldad-ia que a
isso se oppunhain, ligar ao bispado de Damao a
igreja muito imoortante e rica de Nosbs Senhora
da Coaceicao, sita na cidade de Ranch. futura ca-
pital aa India occidental ; o Soberano Pontificei*. Exc. est meato a vanead
*?? <^* n ""> documento da espirito de eon-^ mouco e ouve
voravel aemasria das igrejas de Madrasta.
de arte qne ha n'eate pas e que fas parte daquslla
residencia principesca.
O palacio Daupias situado beira do Tejo est
contiguo das importantes insfallacoes de ama fa-
brica de fiaedo e tecidoa, fundada e explorada por
este diatincto industrial e que di que fazer a cen-
tenares de operarios de ambas os sexos. Palacio,
jardins, offioiuas, machinas coma qae todo aqaelle
complexo de actividade forma um pequeo nfcs
grandiosa bairro hecterogeneo e origicaiissimo.
Foi hontem atropellado na roa Nova do Al-
iada pela carruagem em qae ia o Sr. Dr. Ves
Moateiro, o Sr. conselheiro Antonio Jos Wale, o
primeiro hellenistaportuguez e abalisado escriptor.
em annos, v multo
O Ilustre professor
ciliaoio que a anima, e deferencia aoa dasejos a.' jubilado do Curso Superior de Lettras teve diver-
governo parto 'i'z, resol vendo em sentido fa- aas contusoes noawsto mconsequencia de ser der-
bado polo trem, pezar de todos os esforcos do
Ficarmaaim o biapo de lleliaBMr -em ama aA-Tieocheiro para evitar o deseatre.
tuacio; asa asa os respeitos digesv, em areseevasM O ferido foi logo coedesido pajarreaci Barra!,
oude Ibe foram prestaSos os primeiros soccorros.
Em seguida fai conduzido Bibhotbeca Nacional,
seu collegn^olar de Madrasta, e ni correra o
risco de ver deserta de fiis, pela resistencia des -
tea, a histories e veoeravel cathrdral de S.
Thanse.
As irrrejas, ou missea de Madrasta, qae ficam
mantidas no padroa-lo. sao cinee 4:424 fiis.
A meamnea miniateriai, emvsle esta agradavel
noticia congratula-ae com o governo pela poltica
de boa eordealidade de relaces com a Santa S,
exaltando o espirite de conciliacio de Sua Santida-
de e a ana aSVoao por Porta gal.
Reuni hoatera o coeeelha da Academia das
Bellas-Artes para informar o governo sobre o re-
querimento que fizeram os alomos da Esco-
la de Lisboa, para que no concurso que vai
abrirse para pensionistas no estrangeiro, sejam
tambem admirtidaa es paizagistaa, visto que em
Pars estio actualmente doas esto dantos de es-
eulptura, S de architeetura e 2 de pintara hist-
rica da escola do Porto.
Reuni nadomiago 30 de Janeiro pelea 2 horas
da tarde, ao paca da Ajada, ssb a residencia
de el-rei, a assembla geral do Albergue nocturno
de Lisboa.
O Sr Dr. Luiz Jarrm, secretario da conselho
administrativo, leu o 1 elaterio relativa geren-
cia, no auno de 1886 Concluida a leitura de re-
lator! >, o Sr. Alvos Diniz leu o parecer da com-
-nisadide coaitas, terminan la por propor qne fis-
ein eperevadas as cMdtas. quo s- dse-i mn voto
de louvor ao oonaelho administrativa pela sea
acertada gerencia, e que ae approvasse a compra
da esa, aurerisando-se a vsnda de inecripcoes
BBBBBesssJhM pa*m o palamenta da saesma e pera
ai obras a realisar.
Etas conffiesSea foram approvadaa.
0 Sr. CsseWde S. Sa-vadr de Mattwsmho, em
seu orne e ao 4o Sr. Conde do Franco, proa >z
qae se abrase urai subscripcat entre os aoeio
para auxiliar o cofre na despeza que se fazia cam
a eqnisieis da nova cesa.
O Sr. Meudds Moateiro, presidente do conselho
administrativo, coucordou com a proposta e lem
brea que fmnaaaiHtaueate se Ibe dsse ssgaunen
to. o que to apprevedo pela essemhsa.
El-rei inscreveu se logo, c seguidamente muitos
sacias presentes, attingiudo a aabacripcio a oito
coaros de rea.
Faltam anda muitos socios que nio assistiram
i sesaao, de modo que a subseripcao dever attin-
gir ama suinmn valiosa.
Pooodendo-se em segeida eieioio para es di-
versos cargos, hcarara eleitos :
Conselho administrativo
Oe Srs. Mendes Moateiro, Dr. Luiz Jardim, Jos
Pereira S.iarea, Visconde do Rio Vez, Jos da
Costa Pedreira, Frederico Augusto Ferrera, Hea-
riqne Baraay.
Snppientes do conselho
Os Sra. Coade da Praia e Montarte, Manoel
Jos Monteiro, Jos Nunea Teixeira, Eduardo E.
Pinto Ka te, Franewee du tSilveira Vmnna, Jaa-
qniai Mor. ira Marques, Carlos Duarte Luz.
Commuso reoisora de cantas
Os Sts. Via"Jjnde de Falcarreira, Antonio Jos
de Scixas, Uaeoel Jaaquim Alves Oais.
El-rei, usan lo da facaldade que Ihe canfere o
nico do art. 7 dos estatutos declarou que os
voe/aes qne actualmente fas m parte da mesa da
assembla geral contiuuassem deseoopenhaudo os
seus lugares.
O Sr. Dr. Luis Jardim, por parte do conselho,
propos qae a mesa ficasae enCarregada de ela-
borar os regu lamentos necsaaarios para a socie-
daue poder desempenhar se das novas attribuicosa
nos termos das resoinces acabadas de lomar.
El-rei deolarou qne o conseibo administrativo
era o mais competente para estudar eese assumpto,
pela sua larga experiencia, eatando a meaa dis-
posta a prestar toda a coadjuvacao. A assembla
approvou ananimemente a indicabia de Sua Ma-
gestade.
O Sr. ferina Brandad propoz um oto de agra-
decimeut-i impieasa pelo auxilie que contina
prestando acuella instituico, e que foi approvado
por todos os socios presentes.
Terrainou a sessio erara 4 horas.
Reuni ante-houtem no Ministerio da Mari-
nha, a commissio encarregada de eatudar a reor-
ganisaoio das forcas publicas do ultramar.
Eativeram presentes os Srs. c raselheiro Fran-
cisc 1 Mara da Caoba, Elvino de Brite, Furreira
do Amaral, Agoatinho Coelho, Thomas Rosa e o
sub-chfe da repurticao militar d'aquelle Minis-
terio, Borgea Siqueira.
Depois de larga discussie, em que tomaram
parte os Srs. Cunba, E. de Brito, Amaral e T.
Rosa ficou deliberado :
1.* Propor ao governo a cxtinccio do regiment
de infantera do ultramar ;
2.* Organizar a torca publica em cada provin-
cia, de modo que, alera do elemento europeu, que
ter a sua origem no recenseamento militar, feito
na metropole, semelhanca do da armada, se posaa
apreveltar convenientemente o elemento ind-
geno
3 Estudar o problema da inatruccio militar,
reorganisando o enaino na India, de mado a apro-
vcital-o nio a forca publica colonial mr.s ainda
do seevico de obras publicas e ou;ros msieres, no
ultramar.
O Sr. conselheiro H-mnque de Maeedo, mi
nistre da marraba, fai agraciado com a Gri Cruz
da Ordem de Po IX Monsenhor Vannuetelli foi
pessoalmente entregar ao nobre ministro as res-
pectivas insignes.
Chegou ante-hontem a Laba o Sr. Bario
de Aguiar de Aodrade, ministro do Brasil junto ao
Vaticano, que egue d'aqu pira o Rio de Janeiro,
d'oude ir ao Chile, para tomar parte em traba
IboB diplomticos. Tras um filho em sua compa-
ahia.
A Sociedade de Qeographia reuni hontem a
sua seoeao de ensin geographico. Preaidio
8:ssao o Sr. Dr. Henrique Midosi, secretario o
Sr. Carlos de Mello, ambos distiuctos professores
00 I istituto Industrial de Lisboa.
Tomaram parte na discuaaio preliminar de urna
proposta importante, que tem por fim a remdela-
ci do ensina d'esta disciplina em todos os graos
da instrnecao, os Srs. Carlos de Mello, Vascon-
cellos Abreu, Li: a de Asaurapcio e Luiz Felippe
Lete.
A proposta, depois de impressa ser distribuida
pelos vogaes da commisaao afim de a diecutirem
definitivamente.
A commissio executiva do partido progres-
sista nomeon nma commissio para tratar das elei-
coes de depatados em Lisboa. E' composta a
commissio des Srs. Antonio Augusto Pereira de
Miranda tpar do reino), Dr. Custodio Nunes Bor-
ges de Carvalho (prior da Lapa), Frederico Rea-
sano Garca (eagenbeiro da -Cmara Municipal
de Lisboa), Francisco Smes Csrneiro (capita-
lista e industrial), Dr. Garca Diniz (prior da En-
carneci) ; Jos do Nascimento Goncalves Cor-
reia (cirurgiao medico e entigo depotado), Or.
Luis Jardim (proprietario e antigo lente da U.ii-
versida de Caimbra), Mrquez do Rio' Maior (par
do reino), Dr. Martmho Teareiro (ex gevernader
civil de Lisboa) conselheiro Pedro Franco (phar-
maceutico e ex-par do reino por eleico), Dr. Vi-
cente Monteiro (advogado e antigo deputado aa
cortes).
No Diario do Ooverno de hontem qae veio pu-
blicado o decreto dictatorial sobre a presidencia da
cmara alta.
Dis asaim :
Art. 1* O preaidente e o vioe-presidante da ca-
mera dos dignos pares do reino serio nemeados
por decreto real, no principio de cada sessao le-
gislativa ordinaria.
Art. 2o Fica por esta forma regulada a execu-
cao do art. 21* da carta constitucional da monar-
chia, na parte reletive nomeacio do presidente
e do vios-presidente da cmara dos dgaos parea
do reino.
No dia 7 haver nm baile em casa dos Srs.
condes de Daupias, de Calvario. Deve ser esplen-
dido como todos os que teem precedido na magni-
fica residencia dos illustres titulares. A' opulen-
cia com que todas as Balas estio guarnecidas ac-
cresoB a mais preeioea galena de pintan e objectos
onde ha muitos annos exerce o cargo de primeiro
conservador.
Haje em S. Carlos vai novamente a scena a
opera Os Dorias do maestro partuguez Augusto
execras Qe.
Em D. Mara l esottaa o Hamlet a attrahir o
publico.
L.
PERHAIBUCO
CompanMa Manta TUerea emstare-
zarta to ahaitecimenio 'agna e
lmts A cltfde de Mmala.
ASSEMBLA GERAL
De accardo coa o 1 do artigo 76 da le n.
3,159 sin publicados os documentos abano trans-
criptos.
E8criptorio do gerente, 24 de Fevereiro de
1887.
A.P. Simoes.
BALAgO DA COMPANHIA
Activo
Oanstraeeao sen valor 260:691030
Aec-s dispanveis valor de 1,991 99:550*\a00
Acco-'S em deposito fianca no Tbe-
souro 10:O0og000
Terrenas (valor aetoal) 390*900
Movis (dem) 203|8'K)
IX'iiBiiii flerees sa*d* 228*300
Devedares de gas :
Tbeaouraria Provia-.ial
Cmara Municipal
Diversos de 188e 1886
De redores rt'agua:
Diversos de 1878 a 1886
Santa Casa
Cmara Mani;ipel
14:785*620
611*iK)0
99O600
3:727*200
350*000
2wm
Melhoraraento do servico d'agua
llelhora neoto da servico do gaz
Materiaea aalda existente
Bario da Soledad*
Telepbooe
Deposito de carvaa saldo
Caixa saldo
Passt vo
Capital valor de 6,000 acicoes
Tbesouraria Provincial saldo de
sua conta
Ceotmendador Antonio I. do Reg
Merleros (emprestimo)
Antonio Jas Coimbra Guima-
raes
Dividendos
Crederes garaes saldo
An'nnio Pereira Sim5es (sua par-
centcgea-ii
Matheus F. L'boaneur (saldo de
sua canta)
Deposito de empregados (saldo)
Monte-po de empregados (saldo)
Lucros e perdas (saldo)
571*350
330*000
172*000
51*590
28:674*503
Em 31 de Dezembro de 1886.
O guarda livros.
Jo&o Tonseoa.
Trans/eretcias de aerees
Foram transferidas 286 acedes entre 9 accio-
nistas, regulando o preco de veada 42*000 com
direito ao dividendo por parte do comprador e
40*000 sem esse direito, segundo o quadro anne-
Xo so relatoria.
Em 31 de Dezembro de 1-86.
A. P. Simoes.
Parecer da commissao fiscal
Illa Srs. accionistas da Companhia SantaThe-
reza.De accordo com os artigos 57 da lei n. 3150
de 4 de Novembro de 1882 e 29 dos Estatutos da
companhia, examinamos a sua escripturacio do
enno fiado a 31 de Desembro, o lvro das actas e
deinaii documentes rotativos a sua vida intima,
cuja escripturacio achamos estar feita com asseo
e regularidede.
Scieates de ter sido a ruda bruta de 49:787*805,
a despeza de 80:885*740, notamos que houve na-
qaella a diminuicio de 189*367 em relacao ao
anno passado e tiesta o augmento de 2:049*843.
E desecado a examinar a recelta e despeza por
empresa, vemos que na empresa do gaz, tendo
aquella montado a 33:711*955, montn cata a
17:067*602, havendo em relecio as mesmas con-
tas no anno passado 259*127 de augmento oa re-
ceita e 2:753*262 na despeza; a na empresa
d'agua mootando a receita a 16:075*350 e a des-
p-z a 4:078*987 foi esta superior de 268*829 e
aquella interior de 418*620. Sendo, porm, o au-
gmento da despeza em geral -vi.lo as exigencias
da cooservacio dos machuismos e canalisacoes e
a ciicumstancia de ae estarem fazendo obras no-
vas, e sendo a diminnieio da receita d'agua devi-
da ao facto de ter sido diminuido o seu forneci-
mento durante es mezes de maior consumo, por
urna causa, toda anormal, qual a da obstruegio
das canal i sac os conforme fainos informados e ve-
rificamos.
Em todo caso tomando a directora a resoluca
de levantar um emprestimo para o qual ter a seu
favor o saldo de sua conta com a Theaouraria
Provincial, durante o correte anno e empregan-
do o as obras navas o na amortiaacio obrigada
da divida com a provincia, foi muito suffieiente
para que fassem distribuidos 15 e 16 a rasio de
6 >/., sem que fossem retardadas as obras novas
'que habilitario a companhia a ter muito reduzidas
as suas deapezas de cooservacio e custeio parque
este por va de regra tanto menor quanto mais
bem conservada est o material.
Por isto reputamos prospero o estado da com-
panhia e jal. amos que as suas coatas merecem
ser aaprovadas e ser loovada a directora pela
boa gestia que tem dado ao mu viniente da compa-
nhia.
Recfe, 21 de Fevereiro de 1887.
A commissio fiscal,
Jos Nogaeira de Souza.
Joio Luis de Aranjo.
Laurentino Jos de Miranda.
KhTiSTA DIARIA
Tribunal do jury do Recfe.Para a
1* sessio ordinaria deste tribunal, a qual devia
ser hontem inaugurada, nio o sendo por falta de
numero, foram sorteados os seguintes jurados :
Freguezia do Red fe
Antonio Marques de Amarim Jnior.
Jos Antonio Goncalves Peana Jnior.
Jos Francisco Cerdoso Ayres.
Romeo Jos de Feotes Ferrar.
freguezia de Santo Antonio
Augusto Goncalves da Silva.
Demetrio Affonso de Torres Temporal.
Joio Veira Dornellas Cmara.
Luis Pereira de Ferias.
Luiz Veruet.
Manoel de Aranjo Lima.
Manoel Caetano de Albuquerque Mello.
Paulio Fernaades de Barros.
reguca de S. Jos
Juvencio Aureliano de Cnoha Cesa'.
Joaqaim Gomes de S Leitio.
Joa Placido Lucas Bion.
Freguetia da Boa-Vista
Antonio Luis Teixeira Elias.
Claudio Edeburg Carneiro Leal.
Dr. Jos Francisco de Goea Cavalcaate.
Dr. Jos Joaqaim Seebra.
Jos Gomes Leal.
Joio Jos de Carvalho Moraes.
Jos Cesar Paes Barrete.
Joa Goncalves de Medeiroe.
Jos Irineu da Silva Antones.
Jos Thomas do Amaral e Mello.
Jos de Castro Rabello.
Jos Monteiro de Castro Amaral.
Joio Vctor Al vea Matheus.
Jeronvmo Jos Ferreir.
Joaquina Jos de Azeveda Sanios.
Manoel Affonso de Aquino Albuquerque.
Manoel Bruno dos San toa Atmeida.
Scbastiio Joa Beserra Cavalcaute.
reansaia da Graeo
Dr. Beoto J ise da Oseta.
Heteodoro C. de Olivwra Coragem.
Joa Francisco Goaealvea Oraos.
Memoel Joaquina de Miranda Seve.
Manoel Joa d" Amor'lm.
Pwshvaf?eo>eBe Vetlovo'da Sfrverra.
Freguetia de Afogados
Beuto Mansel de Castro Mello.
Ildefonso Vn ira da Canha.
Jos Francisco de S Leitio.
Luis Pereira de Miranda Feriado.
Frefwsia do Poeo
Joio Augusto da Fonseea.
Jos Adolpbo de Oveira Lima.
ireguezia da Vanea
Antonio Uehi Carneiro Leio.
Sebaatie Cavaleante de Alonqnerqne Lina.
Freguetia de S. Lourenco
Jos Parias Da I tro.
Hontem, tendo multados os jurados, que ci-
tados, nio compareceram, foram mais sorteados os
seguintes :
Freguezia do Reeife
Jos Antonia Goncalves Penas.
Luis Bendeira de Gouveia.
Alfredo Monteiro.
Gui hermtna Francisco dos Res.
Augusto Francisco dos Reis.
Bento Manoel de Castro Amaral.
Galdino Emiliana de Jess.
Freguetia de Santo Antonio
Joio do Reg Pacheco.
Joio Benigno da Silva.
Jos VWi. Ferreire Braga.
Manoel Caetano de Siqueira Cavalcaate.
Mauoel dos Santos Araujo Mello.
Jos Goncalves de Barros.
Aateaio Venancio da Silvwra.
Freguetia de S. Jos
Jeronymo Odn Ferreua Cabra).
Aoteuio Samtcode Lyrae VeHo.
Job Pereira Beatos.
Dr. Claudino Uogoberto Ferreira das Santos.
Manuel Ignacio de Oveira Leue.
regnetia da Boa-Vista
Dr. Joao Vicente de iilva Costa.
Joio Bapsta do Nascimento.
Joio Baptiata Simoes.
Joa de Azi-vedo Sooza.
4:2A9*200 Antonio Augusto Paes Barrete.
Pedro Antones Ferreira.
4:377*830 Manoel Antonia Kodriguea Pinheiro.
4:253*142 i'r. Luiz Rodrigues Villares.
11:995*25* Theodoro Viera do Cauto.
2;36ft*ao'6 Jos Jovqunc Pereira do Reg.
350*0 0 Joio Vsente da Silva Costa Jnior.
773*800 Joio Ribjiro Montarroyas.
5:932*000 Jos Pereira da Conha.
Alanoel de S Lsitio.
421:751*373 Dr. Fabricio Gbmes de Andrade Lima.
Dr. UiysseB Machada Pereira Vienna.
Taouaaz Garret Jnior.
300:0'J0*000 Paulo Pereira Simoes.
Jos Isidoro Martius.
72:450*000 Freguezia da Grata
Coronel Herculauo Alves da Silva.
8:512*000 Demetrio de Guarni Coelho.
Freguezia de Afogados
2:110*240 Herundino Elyseu da Silva Caneca.
6:0ol*750* Joio CbrysoBtomo de Oveira.
2:907*940 Freguetia do Poco
Dr. Elpidio de Abreu e Lima Figueiredo.
titubo aodacioMo Cerca de 1 hora da
madrugada de '2,i do crrante, sote individuos, um
das quaes trajeado blusa de brira pardo e bonet
militar, toreando duas das janellas do predio ter-
reo em que reside o Sr. Fraukiin Jos de Andra-
de Poggy, na estrada de Belem, junte ponte do
Maduro, ahi penetraran! ; e encoottauda desapc-
421:751*372 cebido o Sr. Poggy, que estava longe de esperar
semelhanle visita, trae d'elles pazeram-lhe facas
aos peitos e um quarto fez Ihe pan tari a com urna
espingarda de 2 cannoj, exigindo-lha que sem tu-
girnemmugir lhes entregasse o diobeire que tinha
em casa.
Em quanto aso sa pisa iva, 03 outros tres la-
drusa, apoderando-se da eapota da Sr. Poggy, que
correr em auxilio de seu marido, arrastaram-n'a
do quarto em qae aquella acea se passava, e lu -
tanda com ella, que lhes resista, deixaram-n'a
bastante maltratada e contusa, e alm disso feri-
da com um golpe de faca no couro cabelludo.
Tolhido pelas facas e espingarda dos sicarios, o
Sr. Poggy ne.ihuraa resiste acia pode oppdr ; e os
ladroes trveram tempo para a sea salva dar urna
minuciosa busca em tolos os movis, abrindo ga-
vetas a babs, e levando algnm dinheiro e objec-
tos diversos de ouro e prata.
Um d'elles chegou mesmo a formar um sacte
de algumae pecas de toope ; mas, em face da ob-
servacao qae ihe fez nm otro de que oquillo era
urna denuncia do critne, all deixou o pacote, rc-
tirando-ee todos a salvo.
O Dr. delegado do 2 dstricto no intuito de
descobrir tao audacioso toubo dirigio-se hontem
1 hora da madrugada ao lugar Feitosa, 2' dstricto
da Gra(a, onde capturen um dos assaltantes de
uome Manoel de Bertha, sendo recolbido a Casa
de Detencia onde so acha incommanicavel.
Armas defeaa Pelo Sr. subdelegado do
1. diatncto da freguezia da Boa-Vista foram
hontem remettidaa ao Sr. Dr. chefe de polica as
seguintes armas defezaa, apprehendidas a des-
ordeiroa do referido 1. dstricto : l revolver, 9
facas de ponta, 9 compasaos, 4 navalhas, 2 es-
petes e 1 caivete.
la cuida il<- de DireitoA co igregacao
resolveu lioutem attender aos estudantes matricu-
lados que reqnereram ou requeiram o pagamento
da ultima preatacio da matricula por nio a terem
pago em Outubro. Quanto aos qae se levantaran)
da prova escripta ou oral on fizeram prova nulla,
resolver nos das 26 do corrate e 1 de Marco,
em vista das ailegacSes que Ihe forera presentes
por aquelles que j requereram ou requeiram.
Fernando de NoranbaPelo vapor Gi-
qui, chegado hontem de Fernando de Noronba,
tivemoa noticias do presidajat 21 do corrente,
Estava em paz a lha. Haviam as meihores es-
perances de urna boa colheita, pois erara grandes
as plentacoes de cereaes,
RetratoNa galera de quadros do Sr. Dn-
casble, a ra do Bario da Victoria, tata exposto
um retrato do Sr. Adolpbo Fernandes da Silva
Manta, pratico da barra, mandado tirar para Ihe
ser offertado no da 27 do corrente, pelos ex-es-
cravos rocentemente libertos pelo mesmo Sr.
Manta.
Os libertos dio assim urna prova dos seua bons
seatimeotoa.
Almanark illuM ailo do Occldehte
Pelos Srs. Figueiredo es C, estabelecidas ra
da Imperatriz n. 64, e corresponde ates da folba
Ilustrada Occidente, de Lisboa, foraoa obsequia-
dos eom um ejemplar do excellente almanack pa-
ra este anno, sob o titula cima.
Agradecemos.
Sermn qaareemaeMHiver na ma-
triz de Santo Antonio, s sextas-feiras, s 7 horas
da noite, pregados pelo respectivo vigario, Revm.
Sr. commendador Manoel More-ira di Gana-
Vapor do a ulDa Babia sahio hontem a
tarde para oa portes do norte de sua escala o pa-
quete nacional Babia.
O Judeu ErranteCoramunicam-nos :
a Com este tiiulo acaba de compr o desventu-
rado poeta Gustavo Adolpbo Cerdoso Pinto um
lindo poemeto qae dedioou a lllma. e Exma. Sra.
D. Mara Amelia Queiros. ^. '
Fuita a sua leitura em urna Teuniao familiar
em casa d'aquella djstineta senhora, foi coberta
de applausos a nova pomposico do cantor da Fu -
nand'w, a qual contem verdadeiras bailesas
poetices, de par eomi'nm estro novo e primoroso.
Falleclmenio Na noite de ante-hontem
para hontem fallecis de nma lesio cardiaca, Mar-
tmho Avelino de Albuquerque, contando 48 an-
uos de idade, e agente da estaeo do Reeife na
ferro-va de Caruam
Era bomem estim^vel e bem quisto de se
compaobeiros.
Bsm traosito
hontem para o su I 22
mados em Pernambu
Ponte da J*
ponte sobre o riach
qoeira, acha-se em
1 paquete Tagus levou ante-
pasBageiroa, sendo 3 to-
letraDizem-nos que a
Parnameirim, no logar Ja-
eploravel estado de conaer-

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Diario de PernambncoSeita-teira 25 fe Fevereiro de 1887
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vacio, sendo usas verdadaira. armadilha aos tran-
sentes iscaates.
Chamamos para o faeto a attencio de quem
competir par que faca reparar o damoo da pon-
te, antea que all te d alguatn desgraca.
aajltal roa tttgfstemO nutrimento daa
enfermaras deate boapital n semana Suda foi o
seguinte :
Existaos em tratasaento...... 29
Entranun dorante a semana... 5
Sabiram curadas.___
Ficam em traramento.
26
6
. 19
25
Entrn da semana a Sr. mordotno Jote Mara
da Silva Fernandas.
Directora am obras de eoaterra
cao do porto Boletim meteorolgico d >
dia 23 de Favereiro de 1887 :
Hora.
6
9
12
3
6
t.
a'5 o
*
243
289!
305
29*-9
282!
Barmetro a
0
760-34
760-95
7605t>
75931
759-48
Tensao
do Tapar
18.74
19.93
20.15
19.47
19 71
a
si
a
a
a
a
83
66
62
62
70
Temperatura mxima31,50.
Dita mnima24,50.
Evaporacio em 24 horas ao sol: 6<",b ; sum-
ara : ",l.
Chavanulla.
Direcelo do vento : SE todo o dia.
Velocid&de media do vento : 3,m69 por segundo.
Nebulosidade media: 0,43.
Villa de K-norauiEscrevem-nso detta
villa, em data de de 1'3 do corrente mea.
Appareco em sceua maia celo do que preten-
da, para dar urna ligei.a resposta um indigesto
artigo, publicado na Provincia de 20 do corrente
mea em refutacao a minba ultima raissivs, que
trai a lata de 12 deste mez e que foi publicado no
sen Diario do da seguste.
Comprebende beui qne de men dever acudir
ao chamado, dando cathegorica resposta ao deli-
cado fidalgo escrvnhadir do alludido artigo.
Ha em n>tsa sociedade ceos typos, qne sup-
pondo-se feitoa a eui, sao muito mal lavradoa
machado.
Nada maia difficil do qce um sapateiro faser
concertos em relogios, e per tanto, t u lainent i quando
vejo qaalquer presumido empuohara penna e bor-
rar tiraa de papel com disparates.
O autor do artigo que respondo, iufeliz-
mente muito mal comprehende a rasio pela qual o
homem o re dos an>inaes ; maa, ch-i j de si, de-
pois de ter, por desgraca deate pobre Pernambnco,
oceupado certa cadeira presidencial, Buppoa-se um
grande Iliterato, e entilo, com o maior desembarazo,
vocifera pelos joroaes contra-qualquer mortal ue
incorre em seu desagrado e quo nao lbe serve qde
dcil instrumento.
O homem Ama ootabilidade scientifica e tal
a extensao de ana ietelligencia e i Ilustradlo, que
mette te criticar dee-criptores da altura do hes-
panbol Etcrich e oatros romancistas notavea .'
Fallam, ate, qne elle vae em breve publicar
urna obra sobre a litteratora, contestando as nota-
veis opinioes de Littr, sobre o positivismo.
Parece, pois, demasiada a ousadia de miuha
parte bater-me com um vulto tao respeita val, e so
o faco porque a nteliigeneia por mais esclarecida
que sej*, nao podar jamis faser do branco preto
e do quadrado redondo.
Q men fin pois, simplesm nte oppor contes-
taco s allegacdes do illutirado eacriptor, a quem,
com a maior franquesa declaro, nao poderei nem
da loo ge approzimar-me no estylo fluente, correcto
e nssivo.
Comees o mea contest inte, dand*-me o deli-
cado qualifieativo de mentiroso, a proposita da no-
ticia sobre a remoclo do Dr. Telesphoro Salles ex-
ui substituto d'estacomarea.
Nao ha querr ignore o estado que chegou o
mesmo Dr. n'esta comarca, faeto conheeido de
muiros liberaos da-terr, cojos nomas daclinaoarei
te tanto me provocareis; e, p.rtanto, quero crer
que mentiroso o meu contestante, brasileiro de
nacionalidade Jrancexa e j conheeido na pratica de
actos menos Lobre, comu o da escandalosa falsi-
ficarlo de Itaroaraca, na qual representou o papel
da gaialo galn.
< Apreciando a retirada do vigario Floriano
Coutinho, diz o talentoso contestante, qne ella
devida graves desgostos entre o mesmo vigario
e os chefes conservadores, aens correligionarios.
Nao se i se o fallecido Quaresma entretinba re
lacet amistosas com n mea contestante, mas o
qne poseo affirmar que entre um e ontro ha
moitaanalogia, nao sendo deextranbar qne aquelle
fosse mestre deste
Sabem todos nue o vigario Floriano, tendo
sido, por amor de aun dignidade, obrigado a afae-
tar-se do meu coutetacte e do sea alte.- ego, de
quem tambero era amigo, proteston desda logo re-
tirar-se desta comarca, para evitar maiore des-
gotlot.
Elle nao brgon com o chefe conservador e
antes vive com elle na maia perfeita harmona,
prestan.lo sempre a de vida attencio sua autori-
aada palavra.
N'esta comarca nao ha chefes conservadores;
sabido que gmente um rendem todos o preito
de homenagem qne tem incootestavel direito
pelo sea inqaebrantavel carcter e, ainda mais,
pelas anat inexcediveis virtudes.
Entretanto, o mesmo nao podem dtzer os libe-
raos, porque, alm dos chefes grados, ha algnns
miadinbot e brm miodinnoe.
E dema8, nao sei antao te ha partido liberal
neata conarca, porque temos (ido occasiao ( o
faeto de recente data) de ver elle todo, gruidos,
miados, prestar auxilio em eleicao aot seas ad-
versarios .
Defende-se elle, allegando excesto de paixao
partidaria ; porm o qu: f>ra de duvida que
com taea actos b pode provar que composto de
expeculadores.
No partido conservador desta comarca nSo ha
taes crimes; o qne justifica muito bem o m< u as-
serto de qne n'elle ha gente maisescolhida, melhor
e mais independente do que nos arraiaea contra-
nee.
O humilde missivist do Diario de Pernom-
buco, autor destss linfa**, mo se diz muitissimo
competente para fazer clasaitieaeoes; mas o qne
pod affirmar, sem incorrer em erre, que -nada
quando se considera, porm, aorta conta qutn
do te compara.
Elle nao vive fazendo praca de seas conheci-
mentos scientificos e nem to pouco, disendo-se
futuro presidente desta provincia; modesto e reti-
rado, pede licoee aos mestres, ouve conselhot dos
esperientes e, como cidadio, proenron sempre, sem
quebra dos sos principios da moral, ser til e
agradavel aos sena semelnantfs.
< U que elle nao admitte *qne o levem por
ameacas ; em terreno tio escorregadio, elle nao
leva em conta o autor do artigo a qne respon-
de e saber repellil-o na altura do ataque que lbe
fizer.
Quanto discripcao que fazo men contestan-
te da posse da nova cmara, eu me gbeteubr de
aprecialisal-a, porque debal lo procnmro na lgica
alguma cousa em meu auxilio.
Quem vencen fui a vefhice, diz o sapientisstmo
escriptor e portanto, nao foram os tres Votos, da-
dos cada um dos doos eleitos, capites Qalrioe
Fraga, que decidiram a qnestlo !
c Ora, muito bem; dianta de taes argumentos
eu me sinto sem forcas para proseguir.. *
- E' um mentiroso de chapa o men illustre con-
testante...! l
Ignora elle, por ventora, qne por mi dittri-
buico de votos derzarara dsrssrr efltos- tres can-
didatos conservadores, no primeiro escrutinio da
eleicao municipal em primeiro de julbo de sano
prximo passade 11
NSo, de certo ; e, pois, mente) encandalosa-
mente na exp.siclo que fas da /rettrid* dt-
elo 1
Foi muito infeliz aitid* ao occnjpar-sri do elei-
co gem, que den unta' e?ro>ffa no /parlamento ao
Dr. Felippe de Figueit i. \"
Os faeto*-por*efle aavasentssiasis tdaso prova
da prcsal exsweid par* trmu* dcandidato
cte partid conservador sao inveridios, sasceraSB
<* fossl* isapnm. qual o esquentado cerebro do
hornea* das estreUinka.
A remocio du jota de direito Ussta comarca,
sabem tdkr ** teve carcter puitie; trouxe
a. origem-d rupossibilidade etn sue est o mes-
aso joiz dedetnorar-se mais de sea meses etn am
ponto qaasqper.
NSo houve demisso de emprvgspot perblicus
e cenhecido por todos i^ue o goverJt) tere oontra
*i elemento to poderoso.
Tudo correu regularmentee, apezar das immen- [ mitteneas de pulso dos deaejos desenfreiadot e
sas affeicoes que o candidato liberal tinha e tem voluveis.
0 homem maralmente sao primeiro qne tudo
am homem de bam, porque a honestidade m
athmoapbera pura de que vivem os pulmoes dos
homens reunidos em consorcio civil, e porque a
deshonestidade ama doenca de ordem moral que
perturba a ordem moral e a paz de todos.
O homem sao nao tem neceaaidade de mdicos
nem de remedios ; e o homem telis nao tem neces-
sidade dos sacrificios de outro.
O homem sao e bello ver-se co n a face rubi-
cunda e satisfejta com os olhos scintillantes de
vida e de torca, causa alegra vel-o, e expande ao
red de si um perfume de bem estar e de energa.
O homem fha bellissimo de ver se esm o ros-
to ridente jueundo, com a mao prompta sempre
acariciar com o labio sempre tambem disposto a
dizer urna pslavra cortes, com o braco sempre
prompto a trabalhar, a ajudar e a combater.
iiellAeaEtfectuar-se-hao:
Hoje:
Pelo agente Gusmao, s 10 horas, na roa Ma-
ra e Barros n. 2, de movis, toncas, vidroa, etc.
Pe/o arente Pinto, s 11 horas, no caes 22 de
Novembro junto ao armazem dos Srs. H. Forster, de
cimento-
AmanhS
Pelo agente Pinto, s 11 hortt, n travesa do
Corpo Sant > 23, de armaclo e repartimentos de es
criptorio.
Seguoda-feira :
Pe&> agente Bruto, s 11 horas, na ros do Im-
perador n. 16. de parte do eogenbo Bruin.
sSIs-aa fnebres.Serlo celebradas :
Boje :
A's 7 horas, no Bomfim, em Olinda, por alma do
teoeote Manoel Maximiano dos Santos Stockel ;
s 8 hora*, na capella do engenho Camornsinho,
por alma de J aquitn Alfonso Perreir* ; s 8 ho-
ras em S. Francisca a na capella de Apipncos, por
alma de D. Amelia de Azevodo Neves.
AmanhS :
A's 8 horas, no Paraso, por alma do conunen-
dador Antonio Ignacio do Reg Medeiros ; a 8
horas, na matris da Boa-Vista, por alma de Te-
lesphoro Marques da Silva Jnior.
Seguoda-feira:
A's 8 horas, na matriz do Santo Antonio por
alma do coronel Francisco Manoel-de-Soasa Oli-
veira j s 8 horas, no Paraizo, por alma de D.
Isabel Mara Barbosa Teixeira de Soasa.
Panaaselron.Sabidoa pura o snl no vapor
nacional Espirito Santo
Antonio Nunes de Almeida, Baphael 1. Yaz da
Silva, Alvaro F. de Abreu, Adolpno Banks, Anto-
nio C. Corris de Araujo, Jos da Costa Barbosa,
Rosa Mara de Oliveira, Manoel R. dos Santos e
JoSo Francisco lavares Lyra.
Sabidos para a Europa no vapor francez
Vlle de Maranhlo :
Manoel do Reg Amaral e Joao Raposo.
Chegadu da Europa no "apor francez < Vil le
de Cear :
Spate Hollendrr.
OperacAes elrarstlcaaForam pratica-
daa no hospital,Pedro II, no dia 24 do corrente, as
segnintes:
Pelo Dr. Malaquias;
Duas posthotomai pelo processo de Ricord indi-
cadas por pbimosis.
Pelo Dr. Pontual :
Amputacao de um dedo supranumerario ao po-
lex, em crianca.
Pele Dr. Berardo:
Tarsorrhaphia dupla reclamada por- trichia-
tit.
Iridectomia inferior indicada por bypopon.
Casa de BetencoMovunento dos pre-
sos do da 23 de Fevereiro :
Existiam presos 368, eotraram 13, sabiram 19
Exstem 362.
A saber :
Nacionaes 332, muiherea 9, estrangeiros 14, es-
cravos sentenciados 6, dito de correcelo 1To
tal 362.
Arracoados 331, sendo: bons 319, doentes 12.
Total 331.
Movimento da enfermara:
Teve baixa :
Antonio de Oliveira Soarea.
Tiveram alta :
Joao Pereira de Oliveira.
JoSo Severo dos Santos.
Lotera do ParaEis os premios da 11*
serie da 1* lotera do Grlo-Par extrahida em 24
do corrente :
S8656 200:0001000
37MB 40:000*000
446S6 20:000*000
43763 10:000*000
Eatlo premiados com 5:000* :
11863 23139 29044 43688
Estao premiados cem 2:000* :
3743 10068 14858 20259 27135 31789 34373
a5277 40501 47041
Estao premiadoscom 1:000* :
3561 4i09 4947 5106 6015 6523 15928 28941
24302 26018 27629 27643 34632 35435 37526
38234 38865 41181 47074 48960
Approximacoes
n'esta comarca, cisoumstMoia que okrigou os seas
eoreligionarios apresental-o, foi derrotado, tendo
o*ea competidor, somonte em Iguarass, semfal
lar na outra patochia de Itamarac, tete votos de
maioria como confessao meu coatestante.
NSo posso ir adiante.
Esta j vai mnita extensa e eu prometto-lbe
na primeira opportnnidade concluir o meo- exame
no castater do homem das estrellinhas.
At logo.
Esponlco do Havre. Depois de am
novo periodo de nreparaeso, que daranta um mez
pareceu camiubar com manos actividade, os tra-
balbos tomaram notavel desenvolvimento em to-
das os pontos ao mesmo tempe.
Todas as galeras estao j cobertas e em alguna
das eatarSo completamente fechadas.
Um passadioo de 4 metros de largura ligas
galera superior do grande annexo das colonias,
cujas obras esto cooc uidas, ao passeio da galera
"do caes do Orleans ; e j se pede ir, sem deseer,
at s galeras, soperiorea da prac* do Thcat.ro,
passando pelo edificio principal, na ra de Pars.
Esos peraorso sar cbsuo de ai frac 11 vos para, o
visitante, e disfructar-se ba a incoinparavel pers-
pectiva de urna galera de 600 metros de eztensio.
Todas as ooostmocoes eatSa feitaa por forma a
evitar todo o receio de perigo, em ooeasioes de
enormes agglomeracoeads gente.
O grande pasanio exterior ha de ser a rende
vous preferido por todas os ettraogeiros. As suaa
extremidades vo ser ligad s no eixo da bolsa, por
um passadipo construido as mesinaa condicoes.
Poder, assim, passar-se de ama a ootra maigem,
sendo menos fatigante a visita s duas extensas
galeras norte e sul da exposicSo.
Da fachada monumental vt-se agora emergir a
grande cpula espnerca, que vai ficar superior
aos doos pbates que se elevain elegantemente ao
lado. Os trabalhos de aterro e de plantacao do
jardim, qne o invern, em Oezembro e Janeiro, fi
aera parar, prosegucm agora activamente.
O conjuncto das construccoes desenha se com
harmona, e pde-se faaer ama idea do effjito
grandioso d'esta rxposiolo anda antes mesmo db
plano d'ella estar completamente posto em exeen-
cSo em todos os seos detalhes.
Os trabalhos nao esto atrasados ; antes, pelo
contrario, vo to adantadot qne metade dot ope-
rarios actualmente empregados vo, dentro em
pouco, ser despedidos para dar lugar aos pintores
e decoradores.
Apezar de ainda nos separarem tres mezes da
data da abertura, e de um grande numero de n-
dustriaes resolvidos a expor nSo terem ain 'a de-
clarado a superficie de que necessitam, os pedidos
recebidis e classificados pela dirceco represen-
tam j, as galeras cobertas, mais de quinte mil
metros quadrados.
Todava, afim de poder satisfazer os paizes es-
trangeiros nao comprehenddos n'aquella, e que
pedem com instancia urna prorogaclo da data de
admisso, ser esta transfeiida para 20 deste mea.
O Othelio de Verdl.No dia 5 de Feve-
reiro correte, realisou-se no theatro Scala, de Mi-
lSo, o notavel acontecimeoto que todo o mundo
musical esperava com extraordinario interesse, a
primire do Othello, ultima partitura de Verd.
O grande maestro apresentoa-se orebestra,
encarregada de interpretar a sua obra, rodeado
dos artistas que haviam de cantal-a, os quaes es-
tndaratn, duraute qainze das, os seus papis com
Verd, apresentando-se, depois, em acea, comple-
tamente senbores da sua missSo.
Os professores ds orebestra de Scala fizeram
urna imponente ovaclo ao grande maestro quando
elle se apreeentou no palco.
Arrigo Boito, autor do libreto do Othello, se-
gu'o fielmente todo o desenvolvimento da trage-
dia de Shakespeare ; ja personagens sao os mea-
mos, as sltuaces dramticas esto quasi lateral-
mente reprodni'das, tendo se supprimido apenas
algumas scenas, afim de dar ao drama Ivrico pro-
porg's tbeatraes, e tendo-se reduzido a qua-
tro os cinco actos da tragedia.
Verd nao escreveu para a sus nova opera
nem um nico compaaso de sympboma ou de pre-
ludio.
Quando o maestro Faccio dta o signal da co-
mecar, levantou se o panno e o publico vio-se
instantneamente transportado ao porto de Chi-
pre, agitado por urna :errivel tempestado. Co-
meca aqu um trecho dscriptivo de harmona
imitativa. Segue-se um duelto de encantadora
simplicidade entre Othello e Desdemoca, um coro
depcis um brinde de caracterstica orginali-
Luiz Jos'de Franca, Pernambaco, 53 anuos,
casado, Recife; emphisema pulmonar.
Rita Fausta de Lemos Novaes, Pernambuco, 37
annos, eaaada, S. Jos; tubrculos pulmonares.
Um feto, Pernambnco, mandado pelo delegado.
IHDKA50ES TEIS
edlcoss-
O Dr. Lobo Hoscoso, n voita de sus.
viagera ao Rio de Janeiro, onntia no
osseroicio de sua profisslo. Cousltuas das
lO-i 12 horas da manhl. Especialdades
eperaySes, parto e molestias de s-ohoras e
meninos. Roa da Gloria n. 39.
pr. Barrito Sampaio d consultas d
meio-dia s 3 horas no 1." andar da casa
ama m Bario da Victoria, n. 51. Resi
dencia ra Sete de Setembro n. 34, en-
trada pela coa da Saadade n. 25.
O Dr. Castro Jes tem o seu consul-
torio medico, rus do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20..
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das il horas da manhl s 2 da
tarde. Especialidade : molestias a opera-
coes dos orgloa genito-urnarios do homem
e da mniher.
Dr. Joaqaim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1..
undar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
O bacharel Virginio Marques, encarrega
se de queatSes civis, commerciaes, crimi-
naes e orphanologicas e d.feza pjrante o
jury d'eata e das comarcas prximas. Es-
criptorio a ra 1. de Marco 18. 1. andar.
Residenciara do Hospicio n. 83.
Urticaria
Francisco Manoel da 8va A C, depo-
sitarios de todas as especialidades pharms
ceaticaa, tintas, drogas, productos chimics
e medicamentos hommopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
rogarla
Faria Sobrinho & C-, droguistas por at-
tacado, ra do Mrquez de Olinda n. 41
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapina
de Francisoa dos Santos Maocdo, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, comprarse e vende-se madeiras
de todas as quaiidades, serra-so madeiras
de conta alheia, assim como se preparam
obras de carapina por machinas e por pre-
go sem competenciaPernambaco.
Admitta-se ums outra brpothese ; supponha-sa
mesmo que o pensamento da directora nao fots
como en entendo e gerslmente entendido, ratoe;
qne nSo aproveite aos habitantes do ramal de Be
beribe e sim tmente aos da lnba principal. Nes-
te caso desde que qualquer daqneltes habitantes
levados pela redaccao do edital, como eu, solicita
e qner usar dessas psssHgens nSo de earto so 8r.
gerente que ex-cathedra e da autoridad^ propi-ia
que cabe decidir a dnvida que se levanta a- res-
pe to ; o caso de reunir-se a directora interpre-
tar o sea acto e dar cunbo de fogaldade a essa
sua interpretaeSo.
Portanto ainda por esse lado fira de duviJa
que o Sr. Dr. gerente exborbitou Je suas attrbui-
'coos que nao aSo outras seno as do art. 22 dos
estatutos da companbia, onde nao se compreh de o poder de faser e desfazer a seu tiUnte ; sal-
vo os 4 caso* ah determinados.
E emquanto assim nSo fiaesse o Sr. gerente e
deiiberssse directora nenhuma outra restriccSo
me dereria impor o Sr. gerente ; eenlo cirenms
ererer-me aos trens designados no edital. e quan-
do viajasse em oatros qae nio estes, verificada
culpa minba e*nao da companhia, eobrar-me o ex-
ceaso singular da viagem feta desse modo, mas
nun ;a a totalidade mensal, como o fez.
Temos, pois, qne ainda aqu honve excesso de
poder da parte do Sr. gerente.
O que venho de dizer bastante para demons-
trar este excesso e nao me ser tal vez necessario
addazir novos argumentos. No entretanto a de-
feza do Sr. gerente regalar meu pr.jctdimenta
ulterior limitando-me apenas ao terminar o pre-
sente artigo pedindo a attencSo de quem competir
para essa questlo ; nao se tracta em ultima ana-
lyse do interesse meu nem de Pedro ou Paulo tra-
ta-se ou dere tratarse de regular o modo de exe-
cutar-se urna resolnco da directora que em sua
applicacSo j de agora duvidosa pode occasonar
discussoes qae compromettsm a polica e boa or-
dem no trafego da lnba.
Acredito mesmo qne o Sr. gerente seja o pri-
meiro a desejar ver bem descriarinadas anas at-
tribuices para qne nao esteja eomo agora sendo
atacado nellas e a mim mesmo interessa ver a
companhia a salvo de aggressoes injustas.
Recite, 24 de Fevereiro de-1887.
Joaquim da Silva Carvalho.
Fallenria Levy
IV
PLBLIU4C0ES A PEDIDO
e
dade.
No segnndo acto destacarse una Ave Mara,
da qual, antea da estreia, se nao sabia nem urna
palavra, porque Vsrii a ensaiou com Pantaleoni,
guardando o maior degredo.
Ua tambem no mesmo acto urna serenata,
qual se segu um coro de erianoas, acompanna-
do por quatorze dilettanti da estudantina mi la-
is, quatorze rapases da alta sociedade, qne
da melhor vontade se prestarain a mostrar-se n
primeiro palco da Italia, contentes com pode-
rem ser os primeirus qne dedilhassem as guitar-
ras e bandolina a nova e encantadora meloda ver-
diana.
O numero de forca que oontm o terceiro acto
dio quarteto, que, dj primeiro eniaio, obrigou
a levantarem-se, como um s borneui, rompendo
em gritos de entnnsiasmo, os 130 proteasoree
da orebestra do theatro. Protendem oa enten-
dedores qne Verd nunca escreveu, n'aqoelle ge-
nero, nada tao fascinador ; dizem que tara eaque-
cer o celebre quarteto do Bigolelto.
O Othello nao urna opees de grande espect-
culo. A' excepen da primeira scena, que re-
presenta a tempestade no porto da Chipre, o resto
da opera nao necessiu do menor auxilio da sceno-
grapbia.
O vestuario de grande luso. Alfredo Edel,
qae pintn os figurinos, passou quatro meses em
Veneza, cooseguindo vestir os personagens com
magnifica elegancia o exacta hdelidade hist-
rica.
Pantaleoni, Manrel e Tamagno-, principies in-
terpretes da onera, mostravam se nos ltimos das
to preoecupados que pareciam doentes. Verd
eusaiou-os duraute 5 horas em cada dia, corri-
giudu os, e zangando se com elles s vezes, com
urna grande violencia, qae felizmente dar va
pouco.
Os telegrammas expedidos de Milo narram
o oolossal triumpho alcanoadojpeto insigne maes-
tro.
O publico acclamou o delir.otemente em to-
das as passageas da opera, que A ama, mar vi-
Iha de arte musical. Os homens, todos de p, I
victoriavam Verd ; as seubxirM atiravam-lhe ra- |
mos para o palco, quecon ceberto de rijres e co-
rss.
NSo se pode preeiesr o que ha de mais adroi-
ravel n'aquella obra, prodigio de eonposie&o,
de genio artstico e extraordinaria orignaldado.
O do do primeiro acto entre Othello o Desde-
mona a Avi Mario, o grande concertante, a can-
eas dos salgueiros, todidos nmeros, entflm, arre-
bataram o publico.
O ultimo acto de ama grandeza e solemnidade
aterradoras.
O motivo amoroso de primeiro acto, repetido
pela orebestra no momento em que o feroz mooro
28666
28657
37824
3782t
41636
44637
4376S
43764
2:000*000
2:000*000
800*000
800*000
400*000
400*600
4U*000
140*000

A 12a parte desta lotera ter lugar no dis
.. de Marco impretenvelmente.
tirando extraordinaria lotera daa
Alagoaa Esta grande lotera, cojo premio
grande 2,000:000*000, ser extrahida imprete-
nvelmente amanhsT 26 de Fevereiro prximo.
Os blhetes acham-se venda na praca da In-
dedendencis ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Fortu-
na ra Primeiro de Marco n. 23 e na Redi der
Fortuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera de Minas Uerae*A 5* parte!cite, assim como de volts pelo trem ordinario das
da 1' lotera desta provincia, enjo premio grandeJ6 1/2, de Olinda; sendo que nos trens extraordi-
600:000*000, ser extrahida no da 28 do Fe- narios serio tambem admittidas as passageos
vereiro, impreterivelmente. I avolaas da 1* olasse da noisa tabella.
Os bilheies acham-se venda na Roda da For-1 Esergtorio da companhia, 24 de Dezembro de
Trllho I rhamos do Kecffe a
Olinda e Beberibe
ni
O proceditnento do empregedo respectivo em
levar me tmente 10*000 pela aangnatura para
banhos, de Beberibe Olinda, sem a menor hesi-
tacSo de sua parte, e a despeito de minha insisten-
cia em indagar-lbe se estava ou nSo bem certo do
proco real de taes passagens, sena bastante para
faaer acreditar que o preco exigido era justamen-
te o devino; porque, nao fcil admittr-se igno-
rancia d'esee empregado em materia to simples,
e ao mesmo tempo de interesse to vital para a
companhia, e muito menos de acreditar qne o
Sr. Dr. gerenta, zeloso como se mostra, cooservas-
se-o, quando assim fosse elle.
Maa, como absolutamente nao seja possivel ta-
sa ignorancia, ou condescendencia do Sr. gerente,
poda Lroos qne nSo conheca dos negocios da li
nha, admittil-as, e portanto julgar correcto o pro-
ceder do Sr. Dr. gerente, exigindo e mandando
exigir de mim o excesso da passagum na razio de
20*000 mensal.
Para etes, pois, que assim possam suppr,
que devo declarar com o regulrnoslo da liuha e
o proprio edital do Sr. gerente que o procedimen-
to do empregado foi o regular, e qne o Sr. gerente,
alterando a tabella a meu respeito, aleo de esta-
belecer urna excepcSo odiosa, exborbitou de suas
attribuicde legada.
Veja-se o edital que pasto a transcrever da
seccSo das pablicacoes otSciaes do Diario de Per-
nambuco de 13 de Janeiro ultimo :
Companhia dos Trilhos Urbanos do Recife
Oliads e Beberibe.Banhos de Olinda.Em vis-
ta de reclamacio de varita freqaentadore dos
banhos salgados das praias de Olinda, imposibi-
litados de irem actualmente morar n'aquella cida-
de, reaolveu a directora d'esta companhia crear
urna assignatura mensal, especialmente para os
banhistaa, dando direito a urna viagem redonda
por dia mediante o pagamento de 10*. > Assig-
natura que comecar a vigorar do dia 1 de Ja-
neiro de 1887 at segando aviso; sendo que, para
maior vantagem sera expedido d'esse dia em dian-
te um trem extraordinario, aahido da ra da Au-
rora, s 5 horas da madrugada, parando apenas
as estscoes em que existirem assignantes, e
voltando na soesma coaformidade s 7 horas, de
Olinda. Os senbores banhiatas terSo tambem o
direito de ir pelo trem ordinario das 5 1/2, do Re-
assassina a desgrasada
mente eommovedor.
esposa, extraordinara-
A felleldade a side moral Ha
doentea que sao felises; mas nao sSo homens te-
lizes aquelles qve nSo gozam da sade nural.
Esta sade moral tambem urna harmona das
foaccees de ordem moral, assim como a sade phi-
aica a harmona das funcees da vida.
Para ser sao nSo basta que o coraclo bata sea
senta ou setenta vezes por minuto; mas o pulinSo
deve abserver todo o oxigeneo que necessario
para parificar o saogne. Convm anda que o es-
tomago e todo o spparelbo digestivo preparem am
cbylo ptimo, apto a transformar-so enr beHo ssa-
gne. Cada orgo deve, n'uma palavra, mover-se
e trabalbar na rbita que lbe est assignalada, e
antes dos outros os orgSos mais importantes e es
senciaes vida.
Tambem para ser feliz nao basta ser rico, nSo
basta ser amado, e nem basta ser estimado dos
outros, mas convm qoe todas as grandes necea
sidades do coraco e do pensastent i usjaca satis-
fetas harmnicamente; coovm que cada affecto
tenha o seu pao, e qn e.da ambicio legitima te-
nba o sen vnbo.
Quando nm bomern anta e aojado; quando
tem nm pouco mais elevado o talento qae a luibi-
cSo, pelo que est sempre no seo posto ; osando
nio inveja a alguetn ; quando tem comido Mojo e
goardado um pedaco de pi para o dia de ama-
ne! e oala para o de depois; sente-se oralmen-
te sao, isto feliz.
O homem moralmente sio nio tem as oonvul-
tdes da vadade nSo satisfeita ou de aasbicSs est-
ril ; nio tem a paralvsia da vontade ; asa tam as
indigsstes das comidas immorset, nSo as nter-
tuna, rna Larga do Rosario n. 36.
Lotera do Cear A lotera desta
provincia, cujo premio grande 4O:OUO*000 ser
extrahida no dia 2 de Marco.
Os bilbetes acham-se venda na Roda da For-
tuna roa Larga do Rosario n. 36.
Tamoesa acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns 37 e 39.
botera de Macelo e SOOiOOOSOOO
A 6 partes da 15- lotera, cajo" premio
grande de 390:000*, pelo novo plano, ser ex-
trahida impreterivelmente no dia 1 de Masco ao
meio dia
Bilbetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda Roda da Fortnna
na ra Larga do Rosario n. 36e na Casa ds For-
tuna na 1* de Marco n. 23.
Precos resumidos.
(olera do rao-ParaA12irte tes-
ta lotera ser extrahida do dis .. de Mar-
co.
Bilbetes venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40
Tambem acham-se venda os Casa da For-
tuna ras Primeiro de Marco n. 23.
Lotera do BleA 3 parte da lecsrii
n. 366, do novo plano, do premio de 100:000*000,
era extrahida no dia .. de Janeiro.
Os biletes acham-se venda ns praca da Inae-
pendencia na. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa ds Fortu-
na ra 1 de Margo n. 23.
l/oierlii do ParanEsta importante lo-
tene, eujo premio grande A 300:000*000, e habi-
lta-se a tirar 15:000*000, ser extrahida impre-
terivelmente hoje 25 de Fevereiro.
Acbam-seexpostos A venda os restos dos bilbe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Maree
n. 23.
Lotera da corte A 2 parta da 202* lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:0004
ter extrahida boje 25 de Fevereiro.
Os blhetes achata-as) 1 venda na praca da In-
dependencia na. 37.e 39.
Tambem acham-se venda na Caasv ds Fot-
tuua ra Primeiro de Marco.
Cesalterlo oMIrsObituario do d a 23
de Fevereiro :
Franco, P-rnambnco, 6 annos, Grae,a ; tubr-
culos pulmonares.
Cosido, Peruamouco, 5 muzas, Boa-Vista; diar-
rha.
Jos Monteiro, Pernambuco, 50 annos, soltero,
Boa-Vista; cyrrhose do figado.
Maris, Pernambaco, 7annos, 3. Jos; bepatte.
Anna Baptista Fernaudet, Pernambuco, 73 sa-
nos, viuva, Oraos; eryaipela.

1886.O gerente, A. Pereira Slmoes.
Ora, va-se que a directora estabeleceu passa-
gens por preco especial; que deu direito ao passa-
geiro assignante a urna < viagem redonda que
outra- nio deve ser senao entre Olinda, Recife e
Beberibe, nos termos da portara da presidencia
da provincia de II de Outubro de 1872, que da :
Ot pattagiros assignantes tero direito de via-
jar esa amoas as lnbas.
A isto talves que o Sr. gerente objectar que a
portara da presidencia legisla para as assignato-
ras ordinarias e nio para as eipeciaes.
A objeccSo, porm, nao procedera primeira-
mente, porque a resoluclo da directora nao foi to-
mada em favor dos bsnhistas, segundo sua resi-
dencia, e sim pelo rrotivo da viagem ; e taate
assim que o proprio edital cogita de passageiros
as estscoet intermediarias, onde diz devero pa-
rar os trens e recbelos: depois porque, dado
que possa a directora estabelecer passageas e
precos eepeciaes sem previa audiencia do eoge-
nheiro fiseal, e posterior approvacSo do poder
competente, como parece que o IVz, desde qne nSo
restringi o curso d'ellas claro que deve elle ser
entre os pontos preestablecidos.
Ora, se como j se vio o edital s limita a to-
mada de passageiros nat estacos onde os hsja
Brm distinccSo de lnba, claro que a concessio
tambem se estende a lnba de Beberibe, qoe s
poderia ser excluida por nm ac do gorerno re-
vogativo na especie de nm outro anterior; a por-
tara de 11 de Outubro.
Nio ser, pois, a nica detiberacSo da directo
ra, e omito menos a vontade solada do Sr. ge-
rente, que far restringir ou ampliar aquillo que
para ter < xecucio deveria ter dependida da au-
diencia e approvacSo da autordade publica.
E se assim no pre supposto de ter havido essa
audiencia e anunrncia muito melhor ser no caso
de nio terem estas se verificado ; en tao nem o Sr.
gerente poderia estatuir individualmente para mim
e nem a directora poderia crear especialidades no
trafego da liuha.
Note-se nao sou opposto a medida ; son ao con-
trario um de scus apologistas e louvo a directora
pela sua iniciativa : levo a questlo ao terreno da
legalidade para estabelecer o seguate dilemas ;
oa a resoluclo da directora tem u conho da lega-
lidade ou nao tem. Na primeira bvpothese deve
a prove tar a todos que della nSo foram excluidos ;
e na segunda ento nSo deve aproveitar a ninguem,
e neste caso commigo devem ser excluidos todos
que della otilisam-se.
Do exposto vA-su qne sendo i resoluclo legal
como de presumir residindo eu em urna das es-
tadas, da lnba, temando passagem para banhes,
tenho direito a ella pelo compromisso tomado pela
directora no sea edital.
Tendo demonstrado que Ernesto & Leopoldo
eram solidarios oelo passivo anterior comman-
dita do contracto, e qne, anteriormente este,
a firma Levy estava insolvavel, e bem assim que
os commanditarios nio entraram com o fundo
posto em commandita, como, alias, eram obrga-
dos :abalancar-me-bia a demostrar mais qne
nSo hoove innovacao nos dreitos dos ciedores
anteriores commandita pelo tacto da existencia
desta.
NSo : nSo houve semelhante innovacio....
NSo se pode dizer que, continuando a ter nego-
cios com aquella firma, prestaram os credores an-
nucncia transformacio de Ernesto t Leopoldo
de solidarios commanditarios : porqnanto, s
tiveram Bciencia do occorrdo por occasiSo da
fallencia ; e, mais admirados ainda deviam ter
ficado, sabendoque nem o proprio fundo coaaman-
ditaro se fez effectivo I
O termo de quatro mezes, que apenas durou a
tnaravilhosa commandita, que, verdade seja, suc-
cumbo vicios herdados, nio offerecem margetn
aos credores para terem conbecmento da mutacao
de scens, qae se opera va na responsabilidade so-
lidaria daquelles, em cuja avultada fortuna, cer-
tamente condando elles, nao durdavam expedir
os grandes pedidos de drogas, ete, que Ibes fasia
a firma, hoje fallida.
E como saber ?
NSo houve mudanga de firma, nem qualquer
indicio, que Ibes chamasse a attenclo I !
O sigillo do registro com a mudanca de cond-
cuo dos socios Ernesto Leopoldo, e... nada
mais.
Salvo se o gerente exclusivo da firma, aps o
registro, prevenio os credores de fra, por issn
que, os dsqni, e mesmo os agentes daquelles, ao
lerem nos trabalhos da Junta Commercial o
registro de um contracto com o segredo recom -
mendado na leideviam suppr, firmadas em
boas razSes, que eram novos socios, entidades
que, por qualquer rasio de ordem moral, nae po-
dan) apparecer ; e, em commandita, vinbsm
otierecer mais garanta aos compromissos da fir-
ma e concorrer para maior elasterio do ne-
gocio.
Nem entro juso deviam os credores formar ;
por isto que, justamente aps o famoso contracto,
a firma, boje fallida, fez aquellas enormes encom-
mendas, que tanto assuslaram os ex-solidarijs, e
que estes notarsm, como argumento em seu- favor,
na miuuta de aggravo para abertura da primeira
fallencia 1 !
Foi, pois, urna sorpresa para os incautos cre-
dores ao saberem que esses socios que entraram
em commandita e, por timidez pdica, occulta-
ram-se no registre com o segredo da leieram
aquelles mesmos que, anteriormente ao contracto,
traeaaccionavam ostensivamente e faaiam encom-
mendas, alardeando at ser o estabelecimento o
melhor no genero 1 !
Todos ceses manejes, porm, nao sorteriam ef-
feito, se, ao ;invea do qne se pratica no processo
de fallencias, corressera as cousas como outr'ora,
ante da nvaslo do direito novo na judicatura
coramercal.
EntSo o curador fiscal, que era sempre um
credor, parte mais intereasada do que qualquer
curador jurdico presente e futuro : investigava
as cousas determinantes da fallencia e todas as
suas circamstancas ; faza o sen relatorio que
submettdo, ao juiz, este maodava ouvir o fallido
e tinha ento o exame.
Mas hoje, pelo modo porque os exames sSo fei-
tos, se limitando estes pergnnts futeis do for-
mulario de juiz de aldeia, taes como se o fallido
perden ns jogo, como se alguese j viste lanca-
mentos desse quilate :por esses exames, digo,
u?o ha escrpta, qae nSo seja boa ; nao ha fallida
que nio seja probo, embora apanbado em flagran-
cia.
Aiuda mesmo havendo credor assstente nio
conbecendo o que eootem ot livrosnao poda
adiantar cousa alguma na nvestigscSo da ver-
dade.
Nestas condicoes os peritos pullulam : j sao
se nomeam guarda-livrot, como taes reconbvci-
doB ; mas at individuos que nem sabem distin-
guir o devedor do credor !
Mst isto corno em tudo mais, a exprestio da
voluntas do direito romano 1!
Pelos quesitcs do formulario a propria escrpta
de Levy e Ernesto Je Leopoldo tids por pti-
ma, a despeito das correccoes qae lhe imprmiram
dous proficientes gnarda-livros no exame ds pri-
meira fallencia
E assim nao ha fa'lencia que nao seja casual,
tendo at s Relaca o reformada sganme ao con-
trario do que saccedia ootr'ora antas do direito
noto.
E' tambem verdade que os juizes enganao-te
como outro qualqoer mortal ; o porque nio ?
Como homeus, nio estao snjeitos magia* con-
tingencia ?
Errare humanum est.
O proprio Dr. juiz do commercio, apezar de sos
actividade e finara jurdicas, tambem enganou-se
quaudo, contraminutando um aggravo por occa-
siSo da primeira fallencia, disse que Ernesto &
Leopoldo eram commanditarios desde 2 de Janeiro
de 1884; quando a verdade que o contracto da
tal commandita s teve rejittro em Janeiro de
1886.
Ora
-- -*
aprceentHcao ao publico, reproduzindo-a no Dia-
rio do L* do crtente.
Catenaria, est o retrato i deste tj-
BK ser conhucido e disse a todos :
* ri% as minha ignorancia ; ato co-
*WV!Ws'oio nem virtude ; detesto s esta,
adoro quelle e rendo onlto'aos meas interesses.
Aaissao, deste pensamento e enrarecido pels
I sua fxsUtacao habitual, faz n'aquella invectiva
urna srdida accnsscSo.
Principiou; dizeodo : Q re fizeram nms repse-
sentacao contra mim ao Sr. Dr. inspector geral ds
Instrucclo Publica. Quando isto nunca existi
porque o anonymo sempre tul a mascara do lara-
pio da reputaco alheia, com a qual este solicita-
dor ainda se acta* amparado: decusa desva-
rio* ; pirque vive nelles e desconhece o seo ti-
men t o do boa e do justo, tornsndo-se-lbe des-
agmdavel, quem os reprova e destrs das gera-
ces, que se erguem
Menciona castigos imraoderadossem. daeJnrar
a especie !...
Na minha escola Unco mao dos meioi discipli-
nares, ques lei faculta, para reprimir os defeitos,
destruir a corrupcSo e implantar a virtnde.
Accusa ainda que abra a escola s horas do ex-
pediente, se aesim fosse, estava cumprindo o
men. dever, com quanto tenho por costme abrir
aA horas e tres qnartos e encerrar quasi sempre
s 8 da tarde, polo numero da frequencia a inte-
resse no aproveitameoto de meus alumnos sem qne
a lei me imponfaa abertura e cucerramento de
exeroicio qnel lar horas.
O dever para mim sempre foi urna eatidade enl-
locada cima da vida.
Para isao atravessei molestias no anno pr.izirao
findo e vi elle terminar sem que tu d'esse urna fal-
ta escolar. Do enmprimento destes deveres tenho
a gloria nao s do resultado satisfactorio do nu-
mero de alumnos bem suecedidos no exame annnal
como do bom cooeeito publico, que indestrncti-
vel par um Pedro do Carino.
Admira que esse calumniador, conhecendo-me
por mo prefessor, fosse o primeiro que no dia 1T
de Janeiro do corrente anno, viera apresentar
matrcula de minba escola o seu tilho Pedro, de
quem diz publicamente que o juiga inoapas de
aprend r a ler pela sua ignorancia.
E' notavel esta explicacSo I Ou elle acredita
que a ignorancia hereditaria, eu me julgo apto
para debellal a.
Aquelle energmeno valheu-se at de minha
pbysionomia para concluir deila actos futuros e
talves jireaisadoa per elle.
Esta villa teve a infelicidade de vl-a alguna
diaa na cadeira de promotor adjunto ; o direito
enluton-se, a jas tica vaeillou e quasi perde e no-
tSSj
Em 20 de Abril de 1885 elie disparaten, denun-
ciando como cumplice no furto de um cavallo a
urna enanca do sexo feminino e com a idade de 1
annos, pedindo para ella as penas do art. 257 do
cdigo criminal!...
Este solicitador conhecer a sua profissSo?...
Ente entrego- ao menospreso vampiro da credn-
lidade, ente evasivo e execrando.
Sermuiao, 18 de Fevereiro de 1887.
Francisco Corroa de Mattos.
^
I
N
Agradecimento
A. commisslo encarregada dos festejos
feitos ao gloriosu S. Francisco de Paula no
Ganzang vem agradecer cordialtnsnta a
todas as pessoat, que a auxiliaram no des-
empenhodo sea encargo, e especialmente
s distinctas senhoras D. Amalia Goimbra,
que acompanhou ao piano os versos canta-
dos por O. Francisca Lins, a quena a co raissio- se confessa sempre grata, eD. Ade-
laide Leal. D Albertina Leal, D. Antonia
da Sikeira, D. Francisca Rosa, D.. Elvi-
ra Rosa, D. Hortencia Wild, D. Elisa
Wild, D. Francisca Moreira, D. Mara
Moreira, D. Amelia Ribeiro, D. Mana
Lins, D. Mara Lima, D. Alice Borges,
D. Tberea Borgea e D. Mara Borges,
qae tao graciosamente se prestaram a acom-
panhsr em coro os versos postas em msi-
ca pelo maestro Mathias.
A coramisslo aproveita ainda a occasle
para manifestar ao Sr. Manoel Ferreira
Bartholo e Exma. Sra. O. Brasilia Na
buco de Aranjo Ferrlo, o seu profundo re-
conhecimeato, bem como ao distincto ca-
valheiro o Sr. Aurelio dos Santos Coimbra,
que to bons serviyos, preston, e ao Sr.
Carlos LiurcD.ce Gomes e ao Rvdm. com-
mendador Manoel Moreira da Grama, pela
ana dedicacSo.
Pao (JAIIio
nSo ha quem ignore que nao ha comman-
dita sem registro de contracto.
TSo pouco sa pode admittir que o secretario da
junta se enganasse na data do... registro.
E ..qui, parodiando nm aunexim popular que
dis : dos engaos come a jnstica, eu direi
ojna, por causa d'aquelle eugaui jurdico, talves
Ernesto & Leopoldo engolissem a responsabilida-
de solidaria anterior ao registro do contracto.
Reeife, 24 de Fevereiro de 1887.
J. Manta.
ftierlnheiii
A! Pedro Jos do Carmo e Souza, solici-
tador de causas
Pelo Diario de 4 de Janeiro do corrent auno
chamei aos autores do anonymo publicado na fo-
lba Provincia de 2 de Dezembro, para justificaren]
cuiitra mim tudo quanto prometteram, poitn, elles
tugram diante do impossivel sem qne podessetn
resolver o que Ihet era difficil, contentaram se em
deixar no propugnculo, o typo da ignorancia e da
iiffamaclo, o solicitador d.i cansas Pedro Jos do
Carmo o bouza, escievinbador d'aqnelle anonymo.
Esse individuo aconselhade pelo seu egosmo e
obediente aos impulsos de sua m ndole, veio pe-
lo Jornal do Btcife de 16 de Janeiro faser sua
Gonstando-me que se me imputa autor
do urna versalhada publicada na Provincia
de 19 de Janeiro ultimo, sob a epigrapbe
Itra e assignatura mel de engenho,
venho pela segunda e ultima vez declarar
protestando, que quando escrevo pro ou
contra sempre com a assignatura de meu
nnino. Provoco a Ilustrada redaegao da
Provincia dizer a verdade. Tenho muito
em que me oceupar, nao dando o meu tem-
po para pasquineiro. Tenho destruido bus
itnputacSo.
Pao d'Alho, 22. de Fevereiro de 1887.
Andr de Albuquerque Mello.
0 Senhur do Engenho Tabocas ao
Publico
Tendo sido publicadas no Diario de bon-
tetn, na parte official, as informarles das
autoridades policiaes da freguezia da Var-
zea e da comarca de Pao d'Alho, pedidas
pelo Sr. Dr. chefe de polica sobre a injus-
ta e falsa accusaeSo, que me foi feta pela
folba Provincia, de ter eu castigado barba
ramate meu esciavo de nome Firmino,
preso pela primeira d'aquellas autoridades
por andar fgido, informacoes qu* vieran*
todas confirmar o que disse em minha de-
feza publicada no Diario do 1.* do corren-
te, resta-me apenas trazar ao conhecimen-
to do publico os documentos abaixo, qae
confirmam plenamente o que disse em rea-
gao aos outros escravos, Coastaatino e Mar
colino, que, ba dois annos, tendo se ausen-
tado de meu engenho, foram acontados
pelo Sr. Antonio Jeronymo de Oliveira,
que, para nio m'os entregar fel-os embar-
car para a Parahyba, como, alm do do-
cumento abaixo, proveo interrogatorio fei-
to ao barcaceiro, o qual, por extenso, dei-
xo de publicar, e onde se exprime nestea
termos:c que nm moco da cidade do
Recife, filho de Antonio Jeronymo. foi
quem fallara com elle interrogado para con
duzir a esta capital (Parahyba) ditos es-
cravos, sendo que aqui as despezas seriara
psgas pelo negociante desta prsca oapitao
Caetane..
Bati, como agora, para destruir as ca-
lumnias que se me levaniswmi, enjeiter-os
ao exame medico, pelo qual ficoa provado
nSo spresentarem vestigios de savicias.
Assim julgo ter destruido a aecusaelo ca-
lumniosa de que fui victima, ssrrids la peo-
na.... (quem sabe?) Ivas sio um dos
gratuitos ou ant<.s caros immigoB por quem
fui sacrificado.
Engenho Tabocas 24>d Fevereiro de
1887.
Francisco Antonio Cabra! de Mello.
Documento ni
Certifico em cumplimento do despacho
retro, ser do theor seguate o officio a que
se refere o supplicsnte.
- :
*",



S- -i



P
*
f


I

m
i
Secretaria da polica da provine'*, da Pa-
r&byba otu 2i Abril de 188&, a. 42. Itlm.
Sf. Em virtude da reqaieigao que V. S.
dirigi-me em sea telegranH o de.
17 du correte, fdram apprai loa iia
" >rca(* Tres Irmaos, oa escravos Constan-
tino e Marcolino, oa quaea perteneem a
Francisco Cabral de Mello, residente nessa
provincia, e serao com este apresentados a
V. S. Oa referidoa escravos declarara que
foram ahi acontadoa e embarcados para
dega de nome Antonio Jeronyrao de Oli
v-eira.
Deas gaarde a V. b- Illm. Sr Dr.
thefe ae polica de Pernambuco Dr. luiz
de Souza da Silveira.
Dada roaia se continha em dito officio
aqu fielmente copiado. Eu Francisco de
Assis Ferrandes Vianna, amanuense da se-
cretaria que o escr vi.
Secretaria da polica de Pernambuco 27
de Abril de 1885. Subscrevo e assigno.
Pelo secretario, Franciscoda Silva Bar-
roso.
Documento n. 2.
Certifico em cumprimento do despacho
retro, ser do theor seguinte o attestado a
que se refere o supplicante- Attesto que
ozaminei os dotentos Marcolino e Constan-
tino, escraves do Sr. Francisco Cabral de
Mello e que oa meamos nao estilo sevicia-
dos. Casa ae Detencao 23 de Abril de
1885. Dr. Vieira da Canba.
E nada mais se continha em dito attes-
tado, aqu fielmente copiado.*- Eu Fran-
cisca de Assis Fernandes Vianna, amana
ense que o eserevi.
Secretaria da polica em 27 de Abril de
1885, Subscrevo e assigno. Pelo Se-
cretario, Francisco da Silva Sarroso..
Resposla ae mascarado
Volto pela segunda vez a dixer que o5o estou
diaposto a responder a anonymos e nem pe! i a-
prensa. O eovarde para ter a devida reapoata na
face preciso que tire a mascara, porque nao
mus teinpo proprio de mascaras.
Estou certo, perm, que este articulista nio fas
istr, porque sua chronica nao consente que elle se
declare.
Francisco da Nntividadc Saldanha.
SUPPLICIO

BAZUL1NA
agente soffre menos quando se
v tambera algoem soffrer por nos.
Tenhoraso bastante para te odiar; brincar
com os aff.ctos de um homem, como o tigre com
as sames despedavadas da victima, de eerto um
crime, crime Unto mais atroz, quanto a vinganca
impossivel.e indigna de um coraco generoso.
Job.
Hanoel do Reg Amaral embarcando para Por-
tugal por encommodo de sa ie e nao podendo pela
presteza da viage deapedir-se peasoalmente dos
seas amigos, fal-o presente offcrecendo-lbes seu
limitado pre-timo n'aquelle lugar. Outrosim, de-
clara qne deiza como seua procuradores aos Sra.
Paira. Valente C, Stares do Amaral Irmam e
Joaquim Luiz Vieira, para tratarein dos seus ne-
gocios commcrciaes e particulares, e aos Srs. Joa-
quim Luiz Vieira e Antonio Guedes Valente para
tratarein do que diz respeito firma commercial
Perreim de Souza a C. Recite, 22 de Fevereiro
de 1887. .
Manee! do Reg Amaral.
BBBsm-sesmmmmas
Eis o momento em qne as mais do familia pre-
videotes fazem o filhos de tenr* idade tomar co-
mo depurativo e fortificante o zarope antiaeorbu-
tieo. Este medicamento obra pelo iolo que con-
ten naturalmente o agrio e pela peqnena quan-
tidade de eoxofre qne existe no rabio e na co-
deara. Porm j ba 20 annos qne os mdicos de
Pars preferem so xarop antiscorbutieo o xarope
de rabo iodadu de Grmault 4 C, o qual Ibes
offerece a vantagem do iodo combinado com
sueco do agrio, contm maior quanridade de
principios activos e produz resultados superiores
aos obtidoa com o oleo de figado de bacalbio.
Tratamencu racional do cabello!
3*5
E' bem claro, que os poros do crneo acham-se
obstruidos com rl-os, e assim por esta forma a
ventilacao natural impedida as secrecces que pro
dusem a cor e niirem 'o cabtllo, fornain-so vicia-
das por estas materias ineitcs, fasendo com que o
crescimento do cab. lio sej.i tardo e vagaroso, e
sua qualidade deteriorad Desfacim-se, pois, de
semelhanles, eompsicots ruina e embarscosas !
Conserve-se a cutcula da caneca limpa e lvre de
toda a caspa e exfoliaces e ttnba re as raices do
cabello em proprio estado de limpeza, mediante o
uso e applicaco deste exctente e admiravel vi
gorante vegetal o Tnico Oriental.
O seu principal i.bjecto e fitn de conservar os
poros abertoe e o cabello luzidio, resplandeeoute,
basto e bnlhanie.
Acha-se 4 venda em todas as boticas -. lojas de
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Uenry Forster C.
ra do Commercio n. 9:
, N. 3. Mais se tendea filhos debis que
dor taita de appitite esto doentes, dae-
lhes a Emulso de Scott
E' niaravilhoso. come em pouco tempo
ao tomarem-na, restabelecem-se e como
recuperara a energa e a aade.
Grande Eslabelecimento Balnea-
rio Martimo em Pernambuco
Resentemente memorado <
aagme atado
Situado sobre a strra dj mar (arrecifes) que
passa ao luuge da costa da cidade do Recite,
acha-se esse grande e importante estabelecmento,
Sue rene as coodicoes de urna hygienica e coa-
ortavel habitaco cm accommodacoes para hos-
pedes, saos e doentes medante mdica pensSo,
qne nunca superior a exigida pelos principaes
botis.
Ar puro e fraseo, proximidade dos recursos de
qualquer natureza, que offerece u cidade da qual
dista cinco minutos em vingetn de escaler, urna
vista e perspectiva agradavel e pittoresca, como
a do uceano, saluhn.lade, commodidade nos
precos, eis as coudiea principaes, que tornam
recommsndavel este a-tabeleeimeoto, snbretudo
aos estrangeirns e p*s*ageiro ou viajantes que
oecessitem demorar-se na cidade do Recite.
Banliado pelas lmpidas aguas do ocano, esse
estabel cimeutu prupjiciona htfll a nommodo uso
dos banhos de mar em suas banbeiras, cavadas na
rocha, e cujas posifoes graduara a torca e choque
das ondas conforme a susceptiblidads e condices
de SHiidti dos caobistas ; havendo tambem um
grande tiuque eapeciul para ezercicio de natago,
tudi.* nel'.s prev-n d*i labella in/ra.
A experiencia, feita por diversas vezes e em
>arios casos de molestias, tein demonstrado, que
a estada de um ou a. us inezes nesso estabelec-
mento com ou sem uso de banhos. excedente na
cara do beriberi, as couvuleseencas, as febres
nervosas, etc.
O proprielario emprega todos os esforcos em
manter e conjervar nina striet ordera na ndmi-
nistracao, acceio e iviif irtabilidade desse estabe-
lecmento, de modo h nao de-mentir o crdito,
que, das faroils > pensionistas, que o frequen-
tam, tem merecido.
Nao M'ltnitce doenlen, qno pe'o eu ?atado, sejam
considerados m .-ir m. i.,s e imp>siveid de cura a
jnizu medico.
Diario de Peroambiwo^-Sexta-feira 25 de Fevereiro de
138."

COMMERCIO
B isa coavinerrlal
COTA^'KS OFFICIABS DA JUNTA DOS COK-
BECTOKK8
Red fe 24 de t\ vertir de 1887
Accoes da compaabia dos trilhos urbanos do Re-
cife Ulinda e Beberibe do valor de
2Wi 4 21U cada urna.
Cambia sobre Campiuas, 60 d|V. com 2 1|4 0/0 de
descont, bontcm.
Na hora da >olsa
Veuderam-ae :
0 acedes das trilbos urbanos do Recite a
Mi
O prndente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Hinlmenlu banrario
BEcm, 24 oa ravasaiao db 188?
Hoje, pela manhi, estabeleceu o Engli Bank a
laxa -4a 22 1/4, que ponco depoia foi substituida
pela de 22 1/8.
O London Bank, por sua ver, tambem estabele-
ccb a taxa de 22 1/5 em lugar da de 22 1/4 que
cavia adoptado bontem.
Ambo* os bancos, porm, fizeram tranaaccoes a
22 1/4, a dinheiro.
As tax .s mtiaea, sao estas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 429 e vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 532 e 4 vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e 4 vista 243.
Sobre Italia, 4 vista 433.
Sobre New-Yoik, 4 vista 2*290.
I Englih Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/3 e 4 vista 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 4 9 a 4 vista 433.
Sobre Italia, vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 532 e 4 vista 538.
Sobre New-York, 4 vista 2*290.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e 4 vista 243.
Sobre as principaes cidades de Portugal, 4 vista
248.
Sobre liba dos Acores, 4 vista 251.
Sobre liba da Madeira, 4 vista 248.
creado de ausmear e ala-odio
azcirx, 24 di fevkbeiro db 1887
xtncar
As entradas foram as regulares da poca.
Continua a cotar-ae aos preces seguintes :
3. iwixo, por 15 kilos, d 2*000 a 2*100.
3.> regalar, por 15 kilos, de 2*100 a 2*200.
8.a boa, por 15 kilos, de 2*200, 2*800 e 2*400.
3- superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
Branco turbina Usina Pinto, por 15 kHos, a
2*600.
Sosenos torbina Usina Pinto, por 15 kilos, a
1*900. .
Bsanco turbina pulverizado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Smenos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
liascavadu, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
Bruto, por 15 kilos, de 1*1U0 a 1*200.
Retames, por lo kilos, de 810 a 1*000.
O mximo ou mnimo dos piecos sao obtidos
erofurme o sorti monto.
Algodao
O praco do algodo de Pernambuco c boas pro-
cedencias nao softnu ali-mc i.
Ctta-se anda a razSo de 6*100 par 15 kilos,
posto em trra.
Xota do Ihesouro dilacerada*
O rf colbimeuto de notas dilaceradas esta sendo
!)'.) na Theseuraria de Fasenda, as tercas e
eus-feiras, das 10 4s 12 huras da manhi.
JaaMliitjJeaa de nota do Thesoaro
Em 31 de Marco vindouro termina o praso mar-
r. io para reeolhimento, sem descont, das notas
te V*000jU 5* estampa, 10*000 da 6* e 5*000
la 7.
A substituiclo est sendo feita na Tbesooraria
r..- Fazenda, nos das uteis, das 10 is 'i horas da
inaahi.
Ealraua de aacar e altodo
ill.il DS FKVKKEIKO
< a L m 5
EUTIUDAS 2 Q 1 4 23 II 1 9 M
Estrada de ferro de Olin- 89.901 5.706

da...... 1 4 23 483 1.852
Estrada de ferro de Ca-
l 4 24 10.304 312
Animaes..... 1 4 24 11.739 9.598
Estrada de trro de S.
Francscj .... 1 4 22 76.298 4.036
Estrada de trro de Li-
moeiro..... 1 4 22 20.216 7.729
208.941 29.233
rrrtai otete |
Brgue inglez Maid of Glanvxm, para earrefrar
na Par .hyba carocos de algodao, a 27/6, para Ca-
nal, 4 ordm.
Kmharcace denpacbadaa
Vapor nacional Espirito Santo, sahido no dia
23, conduzio :
Para Macei :
25 fardos de xarque.
Para Santa Cathirmi :
125 sacc-s com assucar branco.
Para Victoria :
10 saceos com assucar branco.
150 ditos com dito mascavado.
Para Rio de Janeiro :
1,200 saceos com milho.
100 caixas com oleo de ri'.-ino.
1,100 saceos com assucar branca.
960 ditos com dito mase vado.
150 saccas com al^odio.
144 saceos com cocos.
Carregaram diversos.
Vapor francez Ville de Maranh^o, sabido a 23,
conduzio :
3,044 oouros seceos.
Carregaram diversos.
Pauta da tirandrta
nwu db 21 a 26 de HvnButo
Alcoo (kilo) 218
Algodo (kilo) 346
Arroz com casca (kilo) 065
Assucar refinado (kilo) 151
Dito branco (kit-j) 131
Dito mascavado (kilo) 067
Borracha (kilo) 1*266
Cachaca (Inri-) 077
Cacao (kilo) 400
Cafrestolho (kilo) 4%
Caf botn (kilo) 320
Carnauba (kilo) 366
Careos de alfodAo (kilo) 0(4
Carvo de pe.ira de Cardifi (toa.) 16*000
Coaros seccoterpichados (kilo) 585
Ditos salgados seocos (kilc) 500
Ditos verdes (kilo) 275
Farioba de mandioca (litro; 250
Fumo restolho (kilo) 400
Genebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milho (litro) 040
Pranches (duzis) 100*000
Importa?o
Vapor franez ViUede Cear, entrado do Havre
e Lisboa, em 23 gusto Labille.
Carga do Havre
Amostras 5 volumes a diversos.
Artigos para fumantes 1 caixa a Domingos Jote
Seve & C.
Batatas 200 ';2 caixas ao consignatario, 100 a
Paiva Valente & C, 50 a Rosa & Queiroz, 50 a
Solser Kaoffmau & U, 25 o 60 gigos 4 ordem, 50
ditos a i. B. de Canalho.
Cimento 100 barricas 4 Adamson Howie & C
Cartas para jogoa 1 caixa a Gomes de Mattos
limaos, 1 a Maia & Silva.
Chocolate 2 caixas 4 ordem, 1 a Rosa & Queros.
Ca'cadu 3 caixo.-s a Alb:.io Crui 4, C, 1 a Ma-
As condices de rigorosa morclidade silo exigi-
das e inaiitidae.
U proprielario habita com sua taolia nease es-
taba leci ment.
BANHOS DE MAR
sos
Arrecifes lesa eidade
TABELLA
Assignuturas measaes
Urna peseoa menor ou adulto
Duna
Tres da mesma familia
Quaro dem dem
De qu.t'ro em diante cada urna
fara na persoa que neceseitam do ar do
marboili seccisou acompanbt.m
hs oBri muhaui, pjr mes
Um batah avulrn com roupa, leacol e cal-
en i di 'Stabclecimenlo
Uin ilitu com r.-'ipa rio proprio banbista
Urna pacsagem avulsa de ida e Volta
12*000
24*000
3o* 0'
36*000
8*0d0
3J0O0
1*000
*600
200
O baBbista asaiguante ou valso, tem passa-
gem, guarda-roupa, banbeiro e pessoa habilitada
para auxilial-o ; todo mediante os precos da pre-
sente tabella, das 4 1|2 s 8 horas da mauh e
das i lj2 As 6 da tarde.
O publico encontrar no caes Vinte Dous de
Noveinbro, eaealeres e propriedade do estabele-
cmento para coaduecfto nici p des Srs. banhis-
tas, como tambem '.cji-lle* que qneiram gozar
de nm passeio verdaoeirameute bygienico, apra-
zivel, commodo e econmico.
As aesignaturas e pa^sagens avnlsas pagam-se
no mesmo eatabelecimento onde o publiao encon
Irar aempr.- a venda roupa e valfAdo proprio
para na bauh.o.
l.- tte siom jornne tie Pelol.iH (5)
Nunca hocve cobasem Urna pesssa muito
conecituada, moradora em Bag (Rio Gr.n.lo do
Bul), acbou se gravemente doente do peito.
Foi chamado para a tratar o Ilustre Dr. Peo-
na, mais tKrde tambem 6 illuatre Dr Albano.
O doente eala vez licav! p-ior : a molestia,
zembando d> tratameat* medid, segua sen fu-
nesto curso.
Urna pessoa da familia, leudo confianc* no
Peitoral de Cambai- d^dcoberta do Sr. Alva-
res de S. Soares, de Pelota?, leoibrou ao medico a
sua applicaco.
Este, porm, que tal vez nao conhecesBe por ex-
periencia prop ia os effeiks de tao soberano reme-
dio, recusou-se a receital o, contiouando com ou-
tras applicacoes.
Vendo-se que o doente nada aproveitava e que
a uioi-r era inevitavel, maudou-se, em seguida,
comprar um vidra do dito pritoral no estabelec-
mento do honrado comm-reiautu desla cidade, Sr.
Domingos Dame, que sempre o tem legitimo 4
venda.
O doente principiou h tom :r o novo remedio e
a meiiorar, e no fim de algum temp.i acbava-se
completamente restabeleeido.
Nunca hoave coragem de declarar ao Ilustre
me i ico, que a cura reahzida foi devida nica-
mente ao popular remedioPeitoral de Cam-
bara, do Sr. Alvares de S. S ares.
Um Baqrense.
-----
Escola particular
de instrtc$i> primaria
para o sexo mascu-
lino
CASA DE ENSINO MODERNO
U Ra Velha30
O abaixo assignado, participa ao Ilustrado pu-
blico ileata cidade, que abrsua Escola parti-
cular de ins'rnce4'i primaria para o sexo masculi-
no, roa Velha n. 36, (Boa Vista) onde esme-
radamente se dedica ao ensiio de sens alumnos.
Educa e lustrue a infancia m'lo melbor ysteina
dos principaes collegios da corte do imperij, ende
noel de Barros Cavalcaitte, 1 a Prente Vianna
&C.
Cachimbos 1 caixa a Joaquim Bernardo dos
Reis & C, I a S.-dr da.M^otU i Fiiho.
.Chapeos 1 ciiiiVi a Anronio Jdk M^l 4 C 1
Carvalho Irmao & i ', 1 a Samaroos a C.
Cabos 1 fardo a CaeMnot da .Costa Moreira
&C.
Couros 2 caixas a D. A. d noel Jiaquim Ribeiro & C.
Cidra 20 caixas a H. Nuescb & C.
Drogas 12 volumes a Riuquayrol Freres, 6 a
Barth'uuieu C 23 a Fruucisco Manovl da Sil-
va & ( ., 2 a A. M. Veras iC.,7 a Faria Subii-
nbo & C, 14 a Joaquim Ignacio Ribeiro f C, 2
a H. de Suiza Percira ot C, 3 a Manoel Alves
Barbosa snccesar.
EsrenciaK l caixa 4 orjlein. ,
Ex'rato de ca:np-.rehe 1 oarril a Antonio Jote
Maia a C.
Espelbo 1 caixa a Maia Sobrinho C 1 a No-
nes Fotiseca (Ca Oiifvira Basto & C.
-Feltro 2 caixas a D. A. ios Reis a C.
Ferragens 1 v< luine a Eugenio jamico, 5 a Oli-
ve ira Bato & C.
Instrumento de mosiua 2 caixas a Anooio Jos
de Azevedo.
Lonetas 1 caiza a Su'zer KaufTmao & C.
Livros 2 caixas a G. L porte (Jj C, a Jos No-
guera do 'ouza.
Louca 32 caixas 4 oidem.
Liohaca 1 barrica a Antonio Jos Maia & C.
L-ques 1 caixa a F. de Azevedo (Jj C.
Latas 1 caixa a Salazar t C.
Manteiga 190 barra 312 meios ditos a ordem,
25 e 50 a Alberto Rdrigues Branco, 10 e 10 a
.'o.i F da Cosa, 0 e 25 a Domingos Cruz 4 C,
15 e 30 a Fernandes Irmaos, 5 e 5 a Fraga Rocha
& C, 25 e 25 a Joo Fernandes de Almeida, 20 e
30 a Jos de Macedo. 90 e 70 a Paiva Valente &
C, 20 26 a Rosa & Queiroz, 30 e 40 a Sonsa
Basto, Ainorim & C 30 e 40 ao consignatario, 15
caixas a P. reir Carneiro J. C, 10 a Amorim
Irmos t C-, 9 a Paiva Valente a C, 9 4 ordem,
12 a Souza Basto, Amorim dt C.
Mercadorias diversas 1 volme a Antonio D.
Lima a C, 3 a Raphael Das C, 3 a A. D.
Crueiio Vianna, 1 a E. G. Cselo, 1 a Ferreira
Montciro C, 3 a Ferreira Guiaurraea iC.,3
Gomes de Mat.foc Irma-is, 1 a Joilo Antonio daM.
Guuuiraes, 4 u M-m'I J-isqnitn Ribeiro de C, 3 a
.Maia u Silva, 1 aiin-I Culacj 4 C., 4 a Nones
Fouseca a C, 1 a Netto Campos & C, l a Pa-
poula Irma ia, 2 a Salazar & C 2 ordem, 5 a
Luiz Antonio Sequeira, 3 a R. de Drusina a C,
5 a Francisco Latira & C, 3 a Guimares Car-
dcsoaC
Massas alimenticias 2 caixas a Jos Joaquim
Alves & C.
Objectos psra escriptorio 1 volume a JoEo W.
de Medeiros. Diioa para chapeos de sol 1 caixa a
Francisco Xavier Ferreira it C.
^Pregos 1 barrica a Gomes de Mattos Irmaos.
^Porcelana 1 barrica a B. Duarte Campos & C,
a Deodalo Torre fc C.
Perfumara 1 caixa a Parante Vianna & C.
Papel 1 caixa a P. M. la Silva &c C, 3 a Joilo
W. de We.ieiros, 1 a Jos N. de Souza, 1 a Manoel
Joaquim Ribeiro a C, l a Pareute Vianna a C.
Peutcs i caiza ..dem, i a Nunes Fonseea
6 C, 1 a Oiivcir liasto l &.
Queijos 27 caixas ordem. lia Domingos Fer-
reira da Silva a C, 10 a Fernandes da Costa
& G, 21 a Jo Joaquui Alves ii U, 16 a a Paiva
Valeulu Az ti.', 6 a Guiiuai:l>-a Rocha a C, 12 a
Rosa a Quriroz, 10 a Souza lJisto Amorim & C,
12 a T. Cbristianien.
Rol has 3 .-tatu a Faria* Sobriubo c C.
Roupa 1 Caiza a J. L. dos Sautos-
Tiut'.i.a 1 caixa a OjiUm Djarte & Irmao.
Tecidos diversos 3 volumen a A. Vieira & C, 1
a A. C. V aacuncellos, 1 a Bcrnet de C, 1 a Braga
a 84, 8 4 ordem, 1 a Emilio Svares, 1 a Ferreira
a C., 1 a W. Hait Jay & C, 1 a F. O. de Ama
ral, a C., 1 a Goimaritfi Irmoa 4C., 3 a D. P.
Wiid 5t C^ 4 a "R virque Lima 4 C, 2 a Ma-
chado & Perera, 1 a Gosc-tlves Irmios 4 C, di-
tos e livros 2 mii.s a iHinio Jardim k C.
Velas 1 caixa a Dotntii,;os Joaquim, Seve 4 C.,
1 Jos Joaquim AUe* & C.
Vinbo 12 caixas a|Carvs!'i 4 C, 1 baml a P-
rente Vianna t 0-
Vidros 4 vdlum-'s a 15. Duarte Campos 4, 3 a
Deodato Torre dt C.
Cirga do I.i.-b*
Aseite de Oliveira 60 caiHS a F. R. Pinto Gui-
maraes dt C, 00 a Domingos Cruz & C.
Baga 1 barrica a (iyaaes Maia C, 4 a Pinto
4 C, 1 a Ferreira "uto C
por slgum tcapo demnrou-se a passeio, cujo sys
tema a delicadeza, a voeaoio, a paciencia
intima para o eneiuo, fazendo com qne o* seus dis-
cpulos sigam o camnibo da intelligencia, dx honra
e da dignidade com santos conselhoa e ss licdes,
afim de qne venhain a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiSo e da lei, e nm verdadeiro
cidadio braaileiro.
Espera merecer a confiaos* e proteccao dos
paia e tutores das criancat que qneaam aprovei-
tar nm rpido adiantameuto de seus filhos ou tu-
telados, e em particular tem f robusta em todos
os seus compatriotas pernambucanoa.
Comquanto ousada gi-ja esta tentativa, todava
espera que es seus incunsaveis ef..rc .p. e os seus
puros desrjos eejam coroados coa a feliz appro-
vacio de todos os filh-is do imperio da Santa
Cruz.
Espera fiualm saiba apreciar d" p-rlo u v rdaOVno eusino
primario, ond r-.pi.laui-ous i. eriMivas abracara
e aiuam de coraca-i ao livr. x sct'eiiCia a let-
tras e as artes.
Igualmente tem ama aula de instrnecao prima-
ria 4 noite para adultos, sendo das 7 4s 10 horas.
Curso d- portuguez e francez a qualquer hora.
Horario da escola para meninos, das 9 horas da
manh 4s 3 da tarde.
MfiKinlirtiirii
Primeiras Icttras 2000
Francez 3*000
Portuguez 3*000
Pagos adiantadng nn <-to da mafricn'a.
Recebe meninos interno, externos e meio pen-
sionistas, por iiit-in-alidades rascareis.
Ra Velha n. 86
Jko Suare de Axevedo.
BBSKA2DBJIISL
Patricio Moreira
(Ex Uikdpulo (le Frrderleo Mala)
Consultas e operaces das 9 horas da mauba s
4 da tarde.
57 -RA DUQUE DECAXIAS-57
Dr. Cerwlra Me
IIHDICO
Tem 0 seu escriptorto 4 ra Duque de Caxias
n. 74, das 12 4a 2 horas da Mrd^, desta hora
em diante em sua residencia 4 roa da Santa
Crnsn. 10.
Especialidadesmolestias de senboras e crian-
cas.Tolephone o. 326.
AttenQo
Cbegando ao mcu conhecimento qae um
individuo, que 5r servante do meu es-
criptorio, se tem servido do nome de ruinba
mamar, falsifictanHo sua firma par\ star
dinheiro e para outros tos, aviao rl'ist s
pessoa qu; possam ser, como alr,ucm tem
sido, victimas da xplrar>ao n'ease indi-
viduo, para que se acautellera.
Reeife, 19 de fevereiro de 1887.
Jos Bernardo Galvao Alcojorado.
Consultorio luedico-
eirnrgieo
O Dr Castro Jess, uontaudo nsai* de 12 annur
ie escrupulosa observacao, reabre consultorio nes
ta cidade, 4 rna do 11 mi Je-.ii (nti;a ta Crui
n. 23, l. andar.
Uoran de consultas
De dia : das 11 ;is 2 da tarde.
De noite : das 7 s S
as detnai hora da nire sera e-ic 'i"'ado oc
itio 4 travesan dos Kem.dio u. pruo-iro por-
tlo 4 esquerda, alm porto do Dr. C'tne..
Ceblas 4r> caixas a Carvalho 4 C, 100 a Fer-
reira Rodrigues 4 C, 25 a C. A. Barb-)a, 25 a
Paiva Valente 4 C.
Cal 50 barricas a L ipe de Araujo, 25 a Pinto
Alves 4 C, 100 a Silva Guiarles 4 C.
LinguiytM 1 caixa a Perreira Rodrigae 4 C.
Pregos 8 barricas a Mau.el dos Sant>>a Araujo.
Sardinhas 30 }/ barricas a (J. A. Barbosa.
Viaho 3 pipas a J. F. da C si, 25, 40y5 40/10
a Souza Basto Amorim i C,13, 25/5 e 2i'/IO a
Antonio Maia a Silva, 6, 30/5 e 3 '/1U a Maia
Sobriubo t C, 100/10 a Gomes de Mallos Irmaos.
E&ps riscal
BBOITE 23 DE HVKbKlIO DI 1887
Para o exterior
No vapor ioglez Gorje, carree*rain :
Para Halifax, J. Pater C. 5,0(X) saceos con
375,0 0 ki'os de asauear mascavado.
Na galera iugleza Lorento, earregou :
Para Liverpool. J- H. Bi xwell 3,100 ssccos
com 432,500 kilos de momear aasca vado.
No vapor inglez Pine tirantk, carreeou :
Para Liverpool, C P. de Leaos 100,000 kilos
de carocos de algodao.
No lugar americano Edward J., carrega-
ram :
Para New-York, H. Forier dt a 3,000 saceos
coa 225,000 kilos de a*ucar mascavado.
Na barca noruepnense Bex, carregaram :
Para New-York, M. J- Ja Bocha 3KI saceos
com 22.500 kilos de assucar mascavado ; Julio &
Irmao 500 saceos com 37,500 kiloa de assucar
mascavado.
No patacho p rtuguez Veritat, carrega-
ram:
Para Liaboi, P. Carueiro 4 C. 1,012 couros
salgados com 12,144 kilo.
Paro o interior
No patacho alleuulo Johtwna. carregoa :
Para Rio Grande do aul, J. M. Das 280
barricas com 25,721 kilo de aasnear branco e 20
ditas com 2,086 ditos de dito mascavado.
No patacho allcnnio BrUhante, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sal, J. S. Loyo A Filho
842 barricas com ti,3'8 kilos de assucar branco e
400 ditas com 4,b'jT dito de dito mascavado.
Na vapor francs Ville 4e Cear, carrega-
ram :
Para Ssntos, Amorim Irroioa 4 C. 360 taceos
com 21,600 kilos de a-.uc-.r branco e 640 ditos
com 48,400 ditos de dito mascavado.
= No vapor nacional Espirito Sanio, carrega-
ram :
Para o Rio de Janeiro, S. G. Brito 150 saccas
com 9,000 kilso de assucar branco e 310 ditos cata
18,600 ditos de dito macvd.>; J. dos Santos
Lagos 4,000 cocos, inicia.
Para Vietona, P. Carueiro 4 C. 10 saceos com
750 kilos de assucar branco e lOt) ditos com 7,590
ditos de dito mascavado.
Para Bahia, P. Moreira ca Silva 200 latas com
180 kilos de doce.
Para Paranagn, P. Carueiro & C. 125 saceos
com 9,375 kilos de asncar bruco.
No patacho portuguez Fa"jr, carregaram:
Para o Para, Amorud Irmao dt C. 70 cascos
com 14,400 litr.iS de agurdente. .
No biate naciu"al i eriquy, carregaram:
Para o Natal, P. Alvea ss C. 4 bainca. com
266 kilos de assucar branco.
Vnio a carca
Barca nacional Marinho IX, Ri Grande do Sul.
Barca nacional -Uaranm'aia, Rio Grande do Sul.
Baroa norueguense Vego\ Bltico.
Barea norueguense Ogir, KsUdoa-Uaidoa
Barca inglesa Duiutoffage, Estados-Unidos.
Barca noruega Rex, New-Yoik.
Brgue allemo Bruno S [Marte, HHull.
Brgue norueguense Mira, Liverpool.
Cter nacional Gtriquity, porti> do u^rie.
Escuna dinamarquesa Express, Montevideo.
Escuna sueca Lortl'y, Rio Grau-ie do Sal.
Escuna allema Johatma, Sautoa.
Galera inglesa Lorenzo, Liverpool.
Lugar nac onal Loyo, Rio GraadJ do Sul.
Lugar americano Edward Miman, New-York.
Lugar nacional Ztquinha, Rio Grande do Sul.
Lugar ingles Mo'ning Star, Sautoa.
Lugar nacional rjore, Rio Grande do Sol.
Patacho allemo BrUhante, Mont video.
Patacho ingl a .-Igenorta, Kantoe.
Patacho nacional JfortaAo VI, Rio Grande do Sul.
Patacho amoricano J. P. Laen, Rio Grande do
SuL
Cliulca medico-cirurea
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senhoias e
criancaa.
Residencia Ra da Imperatrs n.^4, segunda
sudar.
CX&
Leonor Porto
Roa do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contiua a executar os mais dirSces
Bgurinos recebdos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicode costura, em bre-
I vidade, modicidade em preexis e fino
g osto.
Aitonlo ffAluiii Hstmlla X
OHcina de escnlplor e enla
Ibaderem madeira
85-RUA DO BOM JaRDIM87
PORTO
Encarregase de todas as imagens e.m |
Iqualquer tamanho, altares, sancluanos, tu-(
cbeiras, c&sticaes, jarras e sacias, bem c
|no tarambas funerarias, figuras allegi
I cas e serpentinas, tudo pertencente 4a di-
tas artes. Tambem se encarrega de pintu-
i ras e prataa para imagens.
Grande depMito planiiUN para asi meanias
\d vogacio
O bacharel Julio de Mello Filho tem o
seu escriptorio de advocada ra Primei-
ro de Harco n. A, Io annar, onde pede
er encontrado drs 10 horas da laanbi s
4 da tarde.
Hotel Gibraltar
Praca da Batalha. 18
S*i { j
[defronte do correi > geral e estaca
tdegraphica)
Este hotel muito se rec.immsuda ans via-
jantes pelo local em que se acha,
perto dos Jardn Theatros e os precos
de h>8pedgem ta > n.ais baratos
do que em outro qualquer, com o mesmo
tratainento
Proprletarloa
FERNANDES &IRMAO
POKTO
DI.
Medico, partelro e operador
Residencia ra Bardo da Victoria n. 15. 1 acidar
Consultorio 4 ra Duque deCaxiaa o. M.
D consultas das 11 horas da mann As 2 da
Urde.
Attende para os chamados a qualquer bor
telephone n 449.
Patacho portuguez Fanny, Par4.
Palhabote uacional S. Bartholomeu, Porto-Alogre.
Patacho portuguez Vertas. Lisboa e Porto.
Vapor ingles Gory, New-York.
Vapor ingles Ptesst/, LiveroooU
Vapor iugiez Pine Branck, Liverpool.
Vapor ingles Gorje, Halifax.
Xavtow a dencarsra
Barca norueguense Aino, carvao.
Barca norueguense Noatun, carvao.
Bareaca nacional Apresentagdto de Marta, gneros.
Bactonae.
Bareaca nacicnal Flor de Tatuammia, dem.
Bareaca nacional Semprevtva, dem.
Bareaca nacional Moema, idem.
Bareaca nacional V.cloria Alagoanna, idem.
Bareaca nacional Boa Nova, idem.
Brigue austraco Ptnu*, varios gneros.
Escuna ingleza Bella Rosa, bacalbao.
Escuna ingleza Perey, baealbao.
Hlate brasileiro Deus te Guarde, sal.
Hiate brasileiro Botn Jess, algodo.
Hiate nacional Flor do Jardim, sol.
I gar ingles Velly. bscalbAo.
Lugar inglez Minnia. carvao.
Lugar nornegneose Courier, fariuha de mandioca
Lugar ingles Blanche. bacalbao.
Lugar inglez Retrevier, bacalbao.
Lugar inglez Luuie R. Wce, bacalho.
Lugar inglez Nicanor, 'farioba de trigo.
Patacho ingles Plymouth, hacalho.
Patacho inglez S. Joseph, bacalhao.
Illnhelro
O paquete Tagus trouxe ante hontem para :
EnglishBank 1,000
O paquete Espirito Santo levou no mesmo dia
P"* AlagSas 181:000*000
Bahia 8:500*000
Rio de Janeiro 8:500*000
O vapor Giqui trouxe de Fernando para :
Jos Joaquim Alves & C. 533#000 j
Antonio da Silva Campos 687*000
Reis & Santos 974*000
lKendlmentos pblicos
Dr. Joo Paulo
nsoico
Especialista em partos, molestias de senhsraa e
de enancas, com pratcu as principaes materni-
dades e hospitaes de Pars e de Vieana d'Austria,,
faz todas as operacoes obsttricas e cirnrgicas-
concernentes as suas especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Baro da
Victoria (antiga ra Nova) n. 18-, 1- andar.
Consultas das 12 4s 3 horas Ja tarde.
Telephone n. 467.
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lisia
Dr. Feire'4 da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
MEDICO HOMEOPATHA
j! Dr. Ballbazar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
criancas, dos orgSos respiratorios das
enhoras.
Prestase a qualquer chamado para
or* da capitaK
1}
AVISO
1!
Todos fs chamadas devem ser dingi >
dos 4 pharmacia do Dr. Sabino, 4 ra da
Barao da Victoria n. 43, onde se indicar
sua resideucia.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocir-
litta, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d4 consultas de meio dia s
3 boma da tarde, no 1." andar da casa
n. 51 4 ra do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos c dias santificados.
Kuaidelica roa Sete de Setembro n.
34. Entrada p.-k ra da Saudade n. 25.
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Medico ([uintclla
Este notablissimo depurante que vem precedi-
o de tao grande fama infallivel na cura de todas
as doeneas sypbiliticas, scrofulosas. rheumatiea-
e de pelle, couk tumores, ulceras, dores rheumati-
cas, osteocopas e nevralgicas, blennorrhagias agu-
das e ebroncas, cancros syphilitices, inflamma-
c5es visceraes, d'olhos, ouvidos, garganta, intes-
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou qneda
do cabello, e as doeneas determinadas por satu-
racn mercurial. Do-se gratis folhetos onde < .
encentram numerosas experiencias feitas com i
especifico ao hospitaes pblicos e muitos <
dos de mdicos e documentos particulares,
pesconto para revender.
Deposito em casa de Faria Sobrino* & C.
Ra do Mrquez de Olinda u. 14.
500 ris. 11*000
21 ditos de comida a 500 ris 10*500
771/2 ditos de legumes a 400 ris 31*000
18 ditos do suiio a 700 ris 12*600
10 ditos de rressuras a 600 ris 6*000
10 tainos a 2* 20*000
1 ditos a 1* 7*000
A Oliveira Castro aC.:
54 talbos a 1* ris 54*000
2 tainos a 500 ris 1*000
Deve ter sido arrecadada ueste dia
a quautia de 221*000
Rendinienfo de 1 a 23 de Fevereiro 4:561*440
Renda geral
1 a 23
dem de 24
MSZ DB FBVERK1KO
Atfaudega
585:404*405
31:781*874
Renda provincial
Del a 23
dem ce 24
112.294:181
7:273*199
De 1 a 23
dem de 24
De 1
Id-m
a 23
de 24
De 1 a 23
Iden de 24
lo*:
Recebedoria
Consulado Provincial
Eecife Drainagt
617:136,279
119:567 .330
736.703*609
26:811)4440
5:571J125
32:420*565
41.2484785
1449U8
41:393*693
28:616*568
2:649*250
21:165*818
Mercado unlclpal'de '
O movimento deste Mercado no dia 24 do cor-
rente foi o seguinte:
Entraram : '
42 bois pesando 6,277 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 22 ditos de 1 qualidade, 7
1/2 ditos de 2* dita e 12 1/2 ditos partieu-
810 kilos'de peixe a 20 ris 16*200
121 cargas de fariuha a 200 ris 24*200
21 ditas de fructas diversas a 300 rs. 6*300
12 taboleros a 200 ris 2*400
19 Sumos a 200 ris 3*800
Foram oceupados :
,a 2 columnas a 600 ris 15*000
22 compartimentos de farinba a
Foi arrecadado liquido at hoje 4:782*440
Precos do dia :
Carne verde 200 a 480 ris o kilo.
Carueiro de 720 a 800 ris idem.
Sainos de 500 a 640 ris idem.
rartnha de 200 a 320 reis a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Peijo de 560 a 1*000 idem.
Msisdonro Publico
Foram abatidas oo Matadouro da Cabanga 64
rases para o consumo do dia 25 de Fevereiro.
Sendo: 44 reses pertencentes a Oliveira Castro,
Je C, eSW a diversos.
Vaporea e aavloa esperados
VAPOBBS
Legislatorde Liverpool boje.
Srpervisorde Liverpool boje.
Marinerde Liverpool hoje.
Financede New-ijort- News a 27.
Babiado sul a 27.
Marzo
Ti jucado sul a 4.
AVOS
Amandade Hamburgo.
Apotbeker Dirseade Santos.
Aricade Cardiff.
Aldwathde Terra Nova.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Auriolade Terra Nova.
Bodade Cardiff.
Cometade Porto Alegre.
Cvsnedo Rio Grande do Sul.
Chriatiani Scriverde Cardiff.
Cameiiade Terra Nova.
Diudado Rio Grande do Sul.
Enjettado Ro Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Ehte-de Tena Nova.
Eugeniade Terra Nova.
Guadianade Lisboa. f
Hapnusdo Rio Grande do Sul.
Hersiliada Bahia.
Idealde Londres.
Jelantbede Santos.
J. G. Fichtdo Rio de Janeiro.
Julios Sk'rkede Genova.
Lidadorde Rio de Janeiro.
Liliande Terra Nova.
Laviniade Terra Nova.
Linda Parekdo Rio Grande do Sui.
Maia Ido Rio de Janeiro.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Marinho VIdo Rio Grande do Sul.
Meta Sophiade Hamburgo.
Mariettado Rio Grande do SftL_______ __
Nordsoenv-de Liverpool, 'f
Noruega Ainode Cardjjfc'
Our Annie-i-de-^&^nos-Ayres.
Progresscle New-Port.
Rosa HII-kIo Rio Grande do Sul.
Rolanddq Rio de Janeiro.
Retormdq Rio Grande do Sul.
Speraasat)e Cardiff
Temerario-de Santos.
Vareo da G^niado Rio de Janeiro.
Witbelmine-_de Hamburgo.
fe Movlmtmto do porto
Namb entrados no dia 23
Fernando de Joronha56 horas, vapor nacional
Giqui, > sa Lobo, equfipagem 29, em lastro ; a Companhia
Pernsmbueajna.
Nemiu sonidos no mesmo dia
Terra NovajEoeuna inglesa Gercy, capito
Herbert Le(i; em lastro.
Parahybattngue ingles Maid of Glanwcrn,
capito E. ;S. Cbaddock ; em lastro.
i*
V. i
I




<

1
I


/)
*
i,
i
i

Diario de PernambucoSexta--feiro 25 de Fevereiro de 1887
EDITAES
Cmara Municipal de Recife
Llmpeza pnblicu da cidade
iGuSinHuicH' <"- ai**: >" virilid-
ad si r -. liirpw di cid.ne teita
Gymnasio
da le, qne mnu.

um carta fe-
por arrunatac-'i.
chada para o tarvie. a referida limp-n, ate o
dia 16 de Maico duaortent un, 'qusaa*'-
verao ser entregues pelos ntcreerido em se2o
da mesma Cmara, do dU cima referido, de con
formidade con. ai bC* que abaix. vio publica
das; chaman lo se especialmente a atleu^JO do
concurrentes para a clausula XIV.
A rrematacAo do servien da Iimpeaa publica
ser feita po pr..pj.u carta techada, ..a-
sendo permitido nenlmm concurrente armn-rar
mais de urna freguezm, aarvuido de base para
cada una, a quauli le sito cOuU.* o quiobiiitct
mil ris annuaee.
O arrematinte obrig* ae a execuur o varri-
meoto diaria do todas as nas, praeaa, brrc s, tra-
vessa pontes, caes, rampas, emnm, toda a re-
guczia que arrematar; a remover para oa lugares
abaixo deterimoaioa todo o lixo, materia orgni-
cas e inorgnicas, anima- s morro, qnalqner qnc
seja o tamaubo, que euterrar, sendo indeinuisaao
pelos donos d'aquelles que forein reconhacidos, e
finalmente tudo quanto se eomprehond ua pala-
vra immundicia. Obrlg*-M! alada > ** a
providenciar sobre a Mraccag das vihs dn eom-
municacao da rstagiiacao e do escmenlo das
aguas pluviaes, quanlo for p-ssvel.
O servico priucipiarA ao mesmo te.apo em cada
freguezia, ma oite, devendo terminar As 6
horas da manhi, isto com rulacao s pontes. caes,
rampas e al ras designadas abaixo, poaendo
porm, ser feito de dia quand as nortea forem
chuvosas. A liintwza das demai" ras poder co-
raecar das G i 10 horas da mauha.
Todo o lixo ser removido em carroca puxad* a
burro ou cavallo, e devem ser cobertas.
A ponte, dn Sant Isabel ser varrida peio arre-
matante da fregnfzia de Santo Antonio, as
Boa-Vista e Recite pelos retpectivos arrematau-
VI
No servico da remocao dos objectos que obs-
truam as ras, prac prehendem aquellos que perfrucerem a don. de
obras ou empreiteiros. a q.i-m os fis. aes obrigarao
a retirar, & neta tao paseo a calica que da mesma
forma ser eonduaid. por elles para os lugares
que a Cmara iudicar.
Obriga-se ainda o arremataute a arrancar toda
a vetetacao espontanea que nascer entre ou sobre
o calcainento e o passeio das ras, e bem aesun a
derrubar todo o inatagal que exitti' na freguexia
que arrematar, sendo que este MTTO0 poder ser
feito de dia.
VIII
Obrga-ie tambera o arremtame a liinpar e a
desinfectar os micterjo e latrinas, lavaudo-os
com prepsracoes chimices, traawd o* s-m,.rp
aceiatlos interna e ex'ernamente.
O arrematante scsuppnr suacusta, Je tod. o
os uteucilios n-ceasariuS para a boa execuci do
servico.
O arrematante incorrer na multa de 10/, sem-
prequefr encontrada sem indicn de ter aid
limpa, qualquer ra, travessa, buceo, largo, pal-u
ramps, caeB, mictorio e latrina, que lbe ser des-
contada no pagaaaeuto semanal.
Jais
0 arremarante que huaver icorrido cm cinc
umitas, sem provituent de recurso interposto pe
rante a Caiu=.ra, perder o contracto e o valor d.
fianca sem direito anda a ser indemnisado qualquer int resse ou perda, que provier do ms-
alo contraen.
O servico iia limpeza publica, alm da tiscali-
sacao a que est sujeito por parte do fiscal, a
quem corre o rigoroso dever de velar pelo cuin-
primento restricto das presentes clausulas, aera
tamb< rio, que impor maltas ao arrematante pela falta
de cumprimento de dever, c;a reuurao para a C-
mara, uao pjiendo da deciso desU recorrer o
arrematante para qualquer autondade adminis-
trativa on iudiciaria.
J XIII
As reclamavoes contra o servico da limpeaa pu-
blica dwverio ser feita por esenpto Cmara ou
Pela Secretaria do Gyir.nasio Pernambucaao se
declara os pai ce laoitia,, a qu. m laaia mterea-
..ar po**, quo e adwi a' dlrocva" d- mesmo, por
desiK'ii-cao do Ex.o Sr. p.eai.l-e.te d provincia, o
rprpwtivo tcr.tr. .. !). l>-l>o T-rtuliano P.
Quii.ella, d or.t-io .i" v '' *;J" <" &eral. coav'-
dados t-dosqu.-tmi.-m d-d-r edin-..;oo einstrue-
cJo a mocidade para vis-i >" *'abelecimento,
qoe aeha 'tiartao.tu'e u -rto *ks I- 'i doras da raa
obi s da n ote, eoobeajiido deste modo por si,
e nopor io-".nn*co.-s inexactos, tudo a,onto o
meam-) est.bvlveunen'o i*pnwir sos aeus elum-
noj quer c m nheaju a(. -.ot,i,..nfo quer eom re-
lacaoa ttMsmf(rb( W -"' '". T'" r.cebem dos
profe9or.s que semprc be diatinzuir-m pelo s-u
z.-lo iurxeedivei uo c >n;.rMr..-i.*. .1 teus deTe'es e
pelo interessH que aViatr n ih das discipli-
nas qne prolessam c W a.
(am.i-ti le leus dis-
cpulos.
O instituto aceita aloma-* em tre catbegonas,
conf rm- se cbam ivid <, p-.-nsiouiataa OU iu-
tern-s, meio-pensionis'-i* <" externos.
Os pensionistas, rc-iliri- n iuatitnito, tendo
dreito de estudar as maieiUs de qu^ se compoe o
curso ensinadasl segn-o pr.igrmma estabele-
cido : a ser alimentado sadm e abundantemete,
trat-do em suas eofr.nii-.les p-lo medico do
instituto, torneceodo Ihe tambem e.te medicamen-
to a ter roupa lavada e engommada regularmente
duas vezes por semana, banho, etc.; tudo isto pela
mdica quantia de 400 por snoo.
O iihm .-pensionistas f apres-ntaro no esta-
bel. cimento nos dias htVivM, hora em que as
eulas se aorirem.e desde euto at s-rcm acer-
radas a tarde, so equiparado oi internos, tendo
como etes os mesmos d.r. it..s siwis ao estado,
alimentscao e r.ereio, ialo pela mouu-a quantia de
2404000. ; ,. ..
Os externos s teem direita aa lieos e explica-
loesdHS materias ensinadas no curo, quaeaquer
que ellas sejam. pagando apeu'is no acto da ma-
tricula a tas igual a que pgam os alumnos no
ccllego das artes.
Os alumnos internos deverio apresentar o enxo-
val prescripto no regiment interno e ter corres-
pondente na capital, para com promptidilo satis-
farer as peisoes outra qualqu.T despeza de que
tiver elle nec^ssidade.
As pencoes serao pagas na secretaria do insti-
tuto, por trimestres adiantado*.
Recife, 18 de Pevereiro de 1887.
Servindo de Secretario
Marcionillo da Cunha Vedroza
do
DECLAIt
Secretaria da preatidenela de Per-
numiii...... de Fewerelro de
6 s.-eco.
Por et.. se.-r.'taria s fax publico, para conbe-
cittento do w. Jos L-npoldo Bourgard. cunees
i, nario de linhas 1.1 graphicas nesta capital, de
,.i i,, do Exm. Sr. presidente .la provincia, que,
e-.M.i., o aviso .lo Miuisteri.. da Agricuuura
Uo i.m r i. Onr. Publicas de 15 de Janeiro ul-
tio.o. u.-ve .< ni sino coiicesoi uario curoprr _as
clau-ulas .1.; .u cintrato e to.laS M dispeicoes
1.. .1. ,-r to ns 84.V.I de 1 d Maroo de 188, e
9273 .i. 6 de .>.-t.-uibru de 1884 ; tesado por este
modo les-lvnla a sua reclatnacao em oficio de 28
do j'uiiho do anuo paswdo, diriKdo presidencia
oa provincia e r. qu.nmento ao Uoverno Imperial,
em 21deSoicmbri do mesmo anno, a proposito
ao appari-lh-i gratuitp, manddu coliocar no Ar-
s nal de Uu-iia. (Asaignad)
O secretario,
Pedro Francisco Correia de'Oliveira.
O procurador da Cmara Mun-cip.l da ei-
dadj deOlinda, abaixa assignado, convida aos
fireiros de terrenos pertenceofes ao patrimonio aa
mesma c.ma, para no raso de 30 das virem
pagar os frus que esliv-rein a dever, visto como
tena de relacionar os foreiros que se acham atia-
sados, para levar ao connecimeato da Illma. C-
mara.
Oliada, 19 de Peverein de 1837.
Franeiaco Velloso de Albuqoerqar Lina.
C'ompanhia de B(tiflea<;io
Asscnibiii g-ral ordinaria
De aecordo com o artigo 31 dos erUtutos sao
coavidaaea oa -rs. accionisUs da Compauhia de
Edificsco para se reunircm no dia 1" de Marco,
ao meio dia, na s le da mesma Companhia, ao lar
go de Pedro II n. 77, l* andar, afira de ouvtrem a
leitura do r'L.torio, balanco e apreciarem as con-
tas da directora, diuntirein e approvarem o pa-
recer tjseal, e anda proederem a eleicio da nova
eomiii;ssa.> tisial. no termos dos arla. 21 8, e do
dos mesmos estatutos.
Kccie, 12 de Fevereir) de 1887.
Gustavo da Silva Aatuoes,
Director aecrctario.
SrcaialMstrii 8
Por esla georetan o chamados os pareutes e
protectores das menores abaixo declaradas, para
at o dia 28 do correte apreeental-as no coegio
daa orpbs, aftm de serem ahi admittidas, visto
serem as primeiras iascripua uo i^speetivo qua-
dro.
1 Carolina, protecida de Ang.islo MaaH,
2 Illuo-ioata, filhu de M*na Kloreacia Barbosa
dos Saatos.
3-Laurinda, filha de Sincletica Lins da Vas-
concellos Araujo.
4 Haria, filba ia mesma.
5 Adelaide, filha de Maria Jos da Conceicao.
6_ Mana, filha de Mara Jos da Eucarnacio.
Secretaria da Santo Casa de Misericordia do
Recife, 8 de Pevereiro de 1887.
O escrivao,
Pedr Rodrigue de Sonta. ____
Uc od. m d,. Exm. Sr. conselbeiro director
int. rin., fac publico qne a cougregaco em ses-
so de hije resoivou que tossem attei-dilos os ea-
ldante, n.^tri-nlados que requereram ou rrquei-
ram o p..amento da ultima prestaco da matri-
cula, por nao t- rein p;igu om outubro.
Qnant/> os qne se levaotaram da prova esc-ip-
ta ouora'. ou fizeram prova nula, a cougreeaco
N*4vr n> u,aH -G doco"en^ e de Mftr?0>
em viata d.s ailcgasoes que Ihe forem pre.entea
p.r aq-e'!. s que Ji requereram .u requeiram.
Secretaria da Kacoldade de Uireito do Recife.
21 de Fevereiro de 1887.O secretario,
Jos* H. B. de Meneaes.______
Reparlii'u das Obras Militares
Qualquer de se'is membros.
H H XIV
O arrematante prestar urna fianca de uw oooto
de ris em dinheiro on apolices geraes ou provin
ciaes, para garanta deste contracto, e a Cmara
recber propoatas daqnellee qne houverem
depositado a qnantia de 200< em dinheiro, em po-
der do procurador, o que prova. ao com o respec-
tivo recibo, na occana da entrega da propoato ;
sendo que perderao dita quantia, se acceita aua
proposta nV vierem assgn-r o contracto dentro
do praso de 8 dias. cnUdos da approvacio
presidente da provincia.
A arremataco ser feito por anno fiaaoceiro
municipal, ato do 1* de Outnbro a 30 de Se -
tembro ; sendo que o presente dever vigorar da
data, em que for approvado pelo presidente da
da provincia, at 3'J do Setembro do corrente
anno.
XVI
A Cmara pagar ao arrematante, por semana,
o servico de imp-za na respectiva proporc* da
imDortancia da arrematacao annnal.
~ XVII
As ras, que nao forem calcadas, serio limpaa
*.ueio. xvm
As proposus serio entregnea pelos proponen-
tes ero sessao da Cmara, designada para este
fim, sendo preferido quem meJhorea vaatogeaa.of-
ferrcer, e qurm mais idoaeidade tiver.
XIX
T.Tiiaado oa aterrempido o praso do contrac-
to, nio lera a contractonta direito a ser indem-
nisado de qualquer valor ou material, que tiver
empregado no servico, cojo material findo o con-
tracto, perteaceri ao contractonte.
O eoatractante aao poda abandonar o aervico
qoe tiver arrematado, salvo em caso de torca
aior provada, a joiao da Cmara.; maa se o fi-
ser fra desto excepco, nao i aio teri direito
a iodemaisacSo alguma, como tambem perder
o valor da fianca em beneficio dos cotres muni-
cipaes. ,
LOGARES DESIGNADOS PAEA -V'BLLES DEPO-
SITAE-SE O LIXO DA CIDADE
de Santa
De ordem do Illm. Sr. espita., de eugenbeiroa
Dr. Gregorio Thaomaturgo de Asevedo, enearre-
gado das obras militares desto provincia, faco pu-
blico que no dia 14 de Marc vmdouro, s 10 ho-
ras da manba na Repartici.. da Obras Militares,
no Palacio do Governo, se rrceber propostas em
cartas fechadas dos negociantes ou firmas com-
merciaes desto prava, que quzerem contractar no
corrente anno o fornecimento s obras militares
dos materiaes constantea d rilacao existente na
reparticao, disposieSo dos pretendentes, para
ser examinada nos dus uteis, durante o expe-
diente. ,
Reparticao daa Obras Militares em Pernambuco
24 de Fevereir de 1887.Jos Armando da Cu-
nha, 2* cad'to 2 sargento amanuense.___________
Copatala de Secaras Pamesda
Peruambucana
O senhorea accionista, nos termo do art. 2*
e para os eff.ito. do 1- do art. dos estatutos,
sao convidados a reunrem se em aasembla geraj
ordioana no dia 8 de Marco prximo, ao meio da,
na sede da companhia. ,,
Pernambuco, 16 de fevereiro de 1887.
O a (ministradores,
Lua Duprat.
Dr. Manoel Gome de Matto.
Joao Jote Rodrigue Meude.
IndeiDDisadora
A direccao deta companhia tom a honra de
convidar os Sr. ace'onistas para reunirem-se em
assembla geral ao meio dia de 28 do corrente mea
no seu escritorio, afim de conhecerem das contas
do anno findo em 31 de Dezorobro prximo passa-
do : e bem assim proceder ae a eleico de que tra-
ta o 2o do art 27.
Recife, 14 de Fevereiro de 1887.
Os directores
Joaquim Alves da Fonseca.
Jcs da .-ilva Loyo Jnior.
Antouio da Cunha F. Baltor.
Cmpaohla_de_segaros 4inphl-
Irllc
A drercio em cumprimento ao art. 33 dos es-
tatutos d'esta compannia, onvida os Srs. accio-
nistas a reiiuirtm-ae em assembla geral, no sali
da Arsociacao Commercial Benificuute no da 2
do prximo Marco ao meio dia para ouvirem o
seu relatorio e o parecer da i-ominitsao fiscal.
Igualmente proceder-se-ha a eUicao de que tra-
ta o art. 40 dos mesmos estatutos.
Recife, 17 de Fevereiro de 1887.
Os di rectore
Antonio Marques de Amerim.
Manoel Jos da Silva Guimaraes
Josquim Lopes Machado.
Loteriadc 4000 contos
A grande lotera de 40(K) contos, em 3 sorteios,
fica transferida para dia 14 de Maio viodouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. preadeu'.e, de hoje.
Theaouraria das Loteras para o fundo de
emancipacan e ingenuo da Colonia Isabel, 14 de
Dcsembr > de 1836.
O tbesoureiro,
Francisco GoncalvesTeirea.
'SEGUROS
VIARITIMOS CONTRA FGO
C-ompanhla Fhenla Per-
nambucana
Ruado Coromercio n. 8
He Lisoa
AGENTE
Miguel Jos Alves
-RA DO BOM JESS-N
N. 7
Heguro* mariilaaos
eate ultimo nica ooa
TsrsBssesTSBa
oeaUpraos
pOMPANHIA
[Ml'ERIA
DE
lEGlUOi costra FOCO
EST: 1803
Edificio* emeroadoriat
Taxat baixa
Promplo pagamento de prejuiot
CAPITAL
fia. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS 4 C.
N. 5Ra do C&mmercioN. 5
MARTIMOS
Companhia Braslleira de Nave
gacSo a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Baha
Commandanie o* tenente Qttilherme Pa-
checo
E' esperado dos porto do sul
~JL at o dia 27 de Fevereir, e
ijL seguir depois da demora" in-
IT*1 diapensavel, para os uortot
do uorte at Sancs.
F'ara carga, passjeus. -ni-'j:onr>mda a valores
traeta-se aa ag.-ncia I
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
Itiirsiles M\ Brasil 8. t
0 paquete Finance
3pera-se de New-P<-rt
New,-a. at 0 dia 27 de Fe-
vereiro o qual seguir depois
d demora uecessaria para a
Baha c Rio de Janeiro
Para carga, passageus. encoinmendas e dinheiro
a frefl, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
N 8 RA DO COMMERCIO 8
1.- anda
l)aiii[ifs('hilTTaiirls-Gcsellschafl
0 vapor Tijuca
E' esperado do por-
to dj sul at o da 4
de Marco saguindo de-
pois da demora neces-
saria para
Lisboa e Hamburgo
Para carga, pasagens, encommendas, dinhei-
ro e frete tracta-se com o
AGENTES
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO N. S
1' anuir
CoaPAAaiA PKa."iAsiiiir..iA
DE
aTegaco Costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Rio For huso e Tam andar
0 vapor Giqui
Comandan te Lobo
Segu no dia 26 de
Fevereiro.pelas 4 ho-
ras da manhS.
Recebe carga at o
Idia25.
Passaeens e dinheiro a trete at o da 25.
ESChix-TORIO
(ei da Companhia Peraaawfco
cana n. I*
Freg a de Santo Antonio.fni*
fremeta da Boa-Vuta.Hospicio.
Fre'iena do Recife Lado da mar pequea ao
oita da fortaleaa do Brom, 100 bracas di.Untes.
Frcguea de 6. JotL -No alagado o naacen-
te e ao poente da ra Imperial.
BAS QUE DEVEM 8EB VABBlDAS A NOITE
fiC1/e._Marque de Oliada, .Bispo Sardinba,
Largo da Alfandega, Madre de Deus, Amorim,
Travessa da Madre Deus, Bom Jess, Commercio,
Torr.s, Thom do 8oo*a, Hasdates, Largo do
Corpo Santo, Vigario, Abren, TJaveasa do Corpo
Santo, Visconde deltaparica, Ba*ode Inumpno,
Cae do Appollo e Brum. /
Boa-I'a.-Imper.tria, CoJk d'Eu, Largo da
Santa Cru, Ba da Santa Crjfc, Conceicao, Barao
de 8. Borja, Vizconde de
Goyana, Aurora, Tlaconde
ieio, Cae de Capibaribe, Pi
03 Ferreiros.
Sonto Antonio?Bario
Praca da Independencia
rasa de eacravos
O administrador da Becibedona fai pnblico,
que finda-e no dia 28 do corrente mea o praso
para pagamento, livre de multa, da raa de ea-
aravo do corrente eierecio de 1886 1887.
Recebedoria de Pernambuco, 23 de Fevereiro
Alejandre de Sonaa P. do Carmo
Jaizo dos Feltos da Fazendu
E8CBIVAO TOEBES BANDEIBA
No dia 11 da Marco prozimo, ir praca por
venda as casas abano descriptas, penborada pela
Fazenda Provincial : -
Casas sitas ao Becco do Quiabo as. 1 e 8, tre-
guezia do Poco da Paaella, com 2 janellas e l por-
ta, portao ao lado, 6 metros e 30 centmetros de
frente, 13 metros e 6 centimetio de fundo, 4 qoar-
tos. coainha fra, quiaal murado, cacimba meeira,
e a de a. 3 com 2 salas, 3 qoartos, coainba fra,
terraco, soto interno, com 1 sali e 1 qort0 Aa-
baa arruinadas, e avalladas em 200/000 pira
urna, peiencente a Antonio Jos Pinto._________
que concede asa Sra. seguradrf iieaipelo de paga
ment de premio em cada stimo anno, o ana
equivale ao conto de cerca da 16 per ceato e
avor do seguradoa. ____
MMDQRA "
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
EstabelcSda em t-*a3
CAPITAL 1,000:000^
SDISTROS PAGOS
At 31 de dezembro.de 1894
arilinios..... -3,110:
Terrestres,. 316:
4*Ra do commerelo
< Oni'AMIH DK* HEIA*B
RIE5S HAR1TIHEM
LINHA MENSAL
0 paquete Gironde
Commandante Minier
Espera-se da Eu-
ropa at o dia 6 de
Marco eeguin-
do depois da de-
mora de coetume
para o Rio de Ja-
ro, tocando na
Baha
Lembra-se os senhorea passageiros de toda
a classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se ao saenhore recebedores de merca
dorias que s ae attender as reclamacoes por fal-
tas nos volumes que forem recouhecidas na occa-
aiio da descarga. .
Para carga, paasagens, encommendas e ainneiro
afrete: tracU-secomo
AGENTE
4agusle Labille
9 RA DO COMMJSRC10-.9
Leilo
De um repartimeato de escriptono, uuijj
armajSojn.jleza mesas para fazenda*
muitos outros movis.
Sabbado ft de Ferereiro
A's !l horas
Travessa do Corpa Santo n. 23
Em continuadlo
De queijos sussjs e vinhos.
Agente Pinto
Precia* se d.' um:; b >n en^ uinadeini, quo en-
sabOB ts'mb.iD, pura eaju de pouca fauulia, prele-
e re- Pacrava ; na,rua d i liiacbuello u. 13.
Leilo
Santo
E
do
De 50 saceos com milbo
Sabbado 26 do corrente
A' II horas
No armazem da travessa do Corpo
n. 25
Agente Pinto
Leilo
De urna vacca turina com urna bizerra.
Sabbado, SO do corrente
Ao meio dia
in frente ao armazem da travessa
Corpo Santo n- 23
Leilo
Agente Britto
Fazendas, miudeaas, 1 piano de Bord, 1 dito do
Jilsou, 2 mobilias de Jacaranda e pao carga, guar-
loucaa, guarda-vestidos, mesas, commodas, cadeiras
de amarello, 1 sof, 2 cadeiraa de bracos, 12 ditas
de junco, camas, marquezoe, cabides e outros mo-
vis, jarros, quadros e espelhos.
No armazem ra de Pedro Affonso n. 43
Sabbado *6 de Fevereiro
A's 10 1;2 horas___________
2* leilo
de urna parte do engenhe BUL 1
da quantia de 12:530*200
Agente Britto
O agente cima, a mandado do Illm. e Exm. Sr.
Dr. juiz de direito da provedurii.. ein sna presen-
ca e a requerimento do inventariant<' don Den da
finada D. Theresa Carneiru Lia de Miranda, le-
var leilo urna parte do engenho BliU.M. da
quantia de 12:559200, e bem assim a larca parte
de urna casa t-rrea sem numero ra de S. Frau-
avaliad em 2:0004 ; se.rvindode baze a otfer-
ta de 5:l'00 pela parte do -:ngeuho, e de 400
pela terca parce da cas.
Segunda felra, 98 do correte
A'8 llthora8
A* ruado Imperador n. IO
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casa a 8 no neceo u
Ihos, junto de 6. (oucallo : a tratar oh
(mperatric o. 56.
b (Joe-
ra ds
Precisa-se de urna boa cosiohera para casa
de pouca familia ; ua ra do Imperador n. 50, 1"
andar. ^^_^^__
AHuga se o 2- andar do sobrado n. I, roa
do Visconde de Pelotas, oJtr'ura Arago tratar
na ra da Madre de Den n. 2._______________
!i_ Aluga-se o 2- e 3o andar, juutos ou *-para-
dos, da casa da ra larga do Rosario n. 37, es
quina defronte da igreja ; a tratar no pavimento
terreo, loja de cabelleireiro.
AMA Prceisa-ai- de urna : para o servico
domestico de urna casa de familia na Tinturara
traneeza, ra do Barao da Victoiia n. 58.
= Precisa-se de uin perfi ito cisirh"'iro ; a tra-
tar na rna do Brum n. 3.
__ Roga-se pesso, a quem por engao do
portador que levavn. foi en'reguo ums jardineira
de porcelana verde, obra inulto bonita, ubre tres
ps donrados, cuja irdine:r>i ha ponfo tempo
eateve em urna reunio ein ciaa do Dr. Ayre
Guma, e a outra irml exiato ; se quier fazer o
obsequio de man-iul-a levar don no ainmho
Novo n. 128, muir o ae agradecrA.
Precisa-8b de uum ama para cobiubar ; na
ra Nova, pharmacia o. 51
EDKommue
rna do Imperador n.
com asseio e prompiido : &
51, 3. andar.
- Prerlixe com urgeuiia. de
prrtVItan coatarelraa. paga-ae al
*4O0O diario, oa raa do Impera-
dor n. 50, 1.a andar.
EngoDin.ade.ra
Precisa e de um criado
n. 86, 2" andar.
Criado *
na ra da Impcratriz
Bom negocio
P|Vende-se um estabelecimento bem aireguezado
proprio para principiante. A rna Imperial n. 7.
O motivo de se vender porque o dono tein de
se retirar por eneornmodo do saude.
A' tratar na mesma._____________________
Ao commercio
O abaixo assignados particioam ao corpo do
commercio que dissolvi-r aniigavrlmente a aoeia-
dade qoe tinham na reiiuaeau da ra do Mrquez
do Herval u. 32 i-ctirandu-se o socio Moyss Al-
ves Vilella pago e saliofi!o do aeu capital e lu-
cros, ficando u activo t paavo ao cargo do tocio
Antonio Alves Vilella.
Ricife, 15 d Fevereiro d.- 1887.
Antonio Alves Vilella.
Moyss Alves Vilella.
HISTORIA
VICT0REHUG0
N
Coronel Pramlac Manoel de
soasa Olvelra
Jo uaniversnrio
Amelia de Oliveira convida s. ux amigos e p-
rente, para no dia 28 do en ente, As 8 horas da
manh, a^iatirem na matriz de Santo Antonio a
missa que manda resar p:ir alma d:i seu sempre
chorado pai, coronel Francisco Mano 1 de Souza
Oliveira, Io :innversario d i seu f<.Hectnento ; e
desde j ceufessa agradecida Ai peoBoas que
se dignarein (.asistir a este acto dj candada.
8f
Ferrt-lra
Iaabci Hnrln Rnrboaa
!< SiniJ-.ii
Manoel Alw Barb-wa ? aira faro i a mandam
reaar ajcaaaa in. !' > tera-i pofSO de sua_
idolatrada riiba l-aiajl ,\U-i aib.sa Fern ira de
Soma, na \> i> d.i P^raia-, As 8 horea dama-
nb do di
seu pasea u<
religio e
amigos.
ig .j.
28
i'nto ;
CV"I.
do e
renle, 1" anniversnrio de
>u iMffir- a essf acto de
u n.Vlilam aeus prente e


I?. 5. *

tii*i;t^S


Ama
Preeiaa-se
urna p-.'ssoa :
de urna ama pira todo aervico de
na rna Vtlha n. 95.
Ama
Precisa-se de urna M cosinbeira para casa de
pouca fan-.ilia, prefere ae escrava; na ra do
Riachuello a. 13. _____
Taverna
Teleapljoro Marques da Sllwa
Jnior
Telesphoro Maiqura da Silva, seus filhoee gen-
roa c nividam os seus prenles e amigos para as-
liatilvrn a urna miasa, que pelo repouso de seu
filho. irmiio e cuoha, Telesphorj Marques da
Silv* Jnior, falracido na cidade de Garanbuns a
27 di mei findj, mandato ieear na igreja matriz
da Ha-Vista. As hora do dia 26 do" corren te.

t ouaiendaiior Antonio Ignacio
do <<> HedelroH
Oa empregaloa d.. secretaria da Santa Casa de
Misnieordia do Reeit'.-, en k de fazer resar urna
m8s-t peni .vpouso eterno d'alma do commrndador
Aut nio Ignacio do liego Medir.*, ex-vicepro
vedor d meaiaa aauta caaa, s 8 horas da manh
do dia 26 do corrente, na igreja de N. 8. do Pa-
raizo, pedem Exma. viuva filos, pare-tes i
amigos do Ilustre merto.
aistirem a esse a:M.
maHMaVan
LlLU&
( UMPA^HIA, !D SEGUROS
NORTHERN
Iotas, Viaconde de
Albuquerque, Hos-
Pormosa, e Becco
3.134,34d
de LOndrea e Aaerdeea
roalcoOnancelra(Deaeabro **'
Capital oub8Ciipto 3.000,(X
Fondos accumulados
Keeella annnal i
Di premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
Victoria, CabugA,
ario (estreita), Rosa-
Primeiro
rio (larga), Imperadcr, Duqe de Caxiaa, i
de Marco, Livramen'.o, D.feite (psrte), Penha,
Visconde de Inhauma, PedrA AfiEo*o, Cae. do Ra-
mo., Caes 22 de Novembro,, Florentina, 8 Fran
eisco, Sol, Mar ,nezd0.Her^l (parte). Roda, Largo
do Paraso, Pedro II (largo}, e Coronel Buassuna
(parte).
S- JoLargo do Men
le). Imperial, Vidalde N
go das Cinco Poetas, Marq
Coroael 8uasana (parte).
Paco da Cmara liunici
veceiro de 1887.
I Presidente.
Dr. Prxedes Gomet)de Soma Pitonga,
[Seeratario.
Francisco de Assh Per Ara Rooka.
Companhia do Beberibe
tbaaleelmenlo d'agaa
Previne-se ao pablico de que continua-se a pro-
ceder a limpesa do aotigo eucanamento e a
ligacao delle ao novof, pelo que imprescindivel
mente baveri freqaeates, maa temporarias, nter
rapecs no fornecimen"o d'agua.
O publico deve estar certo de que se empregri
toda a diligencia poasivel para que o servico seja
sempre feito com rapidez ; equan'o der se qual-
quer desastre ou houver deaarranjo no aervic\
serio tomadas promptas providencias para o mais
breve reparo.
Nao deve pois haver o menor receio de qual-
quer interrupsao grande, desde qne sao conbeci-
das, como se tem annunciado, as cansas.
Este trabalhos So para a eoacluao da obras
do novo abaatecimeato d'agua A esta cidade.
Recife, 21 de Fevereiro de 1887.
Ceciliano Mamede,
Director gerente.
do, Ra Direite (par-
iros, Aaaumpcao, Lar-
do Herval (parte)
do Recife, 4 de Fe-
Estrada de ferro do Ri-
beiro ao Bonito
Por deliberaclo da directora So convidados os
Sra accioniau a realisarem no London Brasi-
liaa Bank, no praso de 60 dias, a contar de hoje,
4 entrada da 10 o/, do vlor n.minal de sua
accoea, no termo do % nico do artigo 4 do
estatutos.
Recife, 7 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Jos BeUarmiao Per eir de Mello.
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John. H- Boxwell
HI4 COHMEKDOCIO N. 1' *>'"
SESIBOS
CONTRA Ft)G0
Fhe Liverpool & London & Globe
INSURANCE COMPANY
H
O de 220 barrio de cimente avariada
amanha (26), no ci Vinte e Dona de Novem-
bro.___________________________.________________
_ O de movis, meaaa para fazeadas, arma-
cSo, repartimento de eseriptorio e mal objectos
de armazem da travesea do Corpo Santo a.
teta lugar abbado (26).__
23,
Leilao
De movis, piano, 1009a e vidros
A's O e 1/t horas
to 2 andar do sobrado da ra de Mariz e
Barros n. 2
Sexta-futra 25 do corrente
CONSTANDO:
De 1 mobia de pao carga, a Lu XV eom-
COIPMI SEGUS
CONTRA FOGO
Nortb British k Mercantile
CAPITAL
t-ooo.ooo de libras sterlina
AQ EN 1 ES
idomson Howie & C.
London aad Braslllao Ba
Limited
l'.di do Commercij n. 32
Sacca por todoa os Tapores sobre as oa-
a do mesmo banco em Portugal,^ sendo
m Lisboa, ra tos OaptHBvM n 76 No
Porto, roa dos Ingleses.
e pia-
no novo do taoricanie Diouuei ut .-.But., pares
de jarro, 2 candieiroa, 2 ecarradeira, torro de
esteira para a'a, urna cama trancea para casa
com eupla, urna rica cemmoda de amarello, ]
marqueao para casal com colxao. 1 cama para
menino, 1 banca cm gaveta, 1 mea elstica com
4 tabua, 1 cade'ra para menino, 1 cadeira de
vime,lquartiaheira, cadeira, loaca para almoco
ejaater, copo de cryatal para agua, dito Com
azas, coropoteira, fructeira, Uem de cosinha e
outros objectos do uso domestico.
O ageate Gusmao autorsado pelo Illm. 6r. Ma-
noel Cortea da Silva Curado que retira-ae para a
Europa com a sua Exm. familia fara leilio dos
objectos cima mencionados o qoae e tornam
recommendaveis por serem quasi novos.
Vende se a ^averia da ra de Fernande. Vieira
n. 46, com poucoa (unios e propria para princi-
piante. Na mesma offerece commodos para pe-
quena familia. ____________
Alua-se iuIo
Casa com sala. S quartos, cacimba, fogao e
apparelho, A ra do Dique n. 2 (ontr'ora ra das
Oarroeas). ...
Sitio com caaa para famiiia, arvoredos, e toao
murado, A ra de S. Miguel a. 99, em Afogados^
Casa cem 5 quartos, A ra de 8. Jorge a. b,
perto da estaco do Limoei'o ; a tratar na ra
de Saata Thereaa n. 38.________________________
\o commercio
Eu abaixo aasignado declaro que aesta data
veadi ao 8r. Joao Gomes da Coste o meu estabe-
lecimeato de molhadoi sito A rna da Impdratriz
a 63. livre e desembarcado do qualquer debito, e
quem ee julgar credor queira apreseatar seus t-
tulos para, no praao de tres dias, a contar de hoje,
ser pgo, Recite, 25 de Fevereiro de 1887.
~N-
i
o caridoso favor de aa

r,
Beroardino Dominguea Pereira.
Leilo
De cerca de 220 barricas com cimento
de 70 kilos, marca coroa, desearregadas
de bordo do navio Pinm, coro avaria de
agua do mar, e viudas de Hamburgo.
exU feira, A correte
A's 11 horas
0 agente Pinto levar a leao por conta e ris-
co de oem perteneer em um ou mais lote eerca
de 220 barrica cjbj cimento avariada, de Ham
burgo, e exiatent.es n.i ;aes 22 de Novembro. -
matem junto ao de f.rinha l^-s Si. H. rors-
ter C.
4o commercio
Eu abaixo asBignado declaro que nesta data
comprei ao Sr. Bernardino Domingne Pereira o
en ostabelecimento de molhadoa sitp A ra da
Imperatri n. 63, Livre e desembaracado de qual-
quer debito, e quem qmzer protestar dita compra
queira taael-o no praso de tres das, a contar de
buje. Recit., 25 de Pevereiro de 1887.
J5o Gomes da Costa.
Amella Ue Asevedo Heve
Antonio d* Silva Nevos, seu sirio, cutibados e
irmos agradecem do intimo d'alma As pessoas
que se dignaram de acompanhar ultima morada
os resto mortaes de sua presada e cariuhosa es-
posa, filha, rma e cunhada, e de novo as convi-
dara, e bem assim aos demai parentes e amigcs
que no poderam comparecer Aquele acto. A as-
gistirem as misBas, que pelo eterno repouso da
mesma finada, serao celebrada na igreja de S.
FrancisCJ do Recite, e na capella de Apipucos, as
8 horas da manh de soita ftirn 25 do corrente,
stimo dia do seu pasaamento, pelo qne desde j
manifestam-se profundamente rt-conheeidoa
V
juaqnm AlToiiMO Ferreira
H^rculano Franceno C.ivaicante de Albuquer-
que e Taeophilo X.vierCavaicaute de Albuquer-
que mandam resar na sexta-fera 25 do corrente,
s 8 horas da nianha, nssas aa villa de Ana-
Preta e no eogetbo Camorimzinbo, pela alma de
sen enteado e primo. Joaquim Alfonso Ferreira,
s-tnr.o dia do seu pussameuru, para cajo acto coa-
vidam o sena parantes amisto* do finado.
/
Aos agricnltores e cria-
dores
Vende-se o engenho deuominado Palmeirs, na
comarca (Je Beserroa, no limites da do Bonito,
con terrenos proprioe para o cultivo de cunas e
plaotaoao <*e caf, com mais de 500 ps iA plan-
udos e dando fructo em abundancia, pelo qne se
conhece a apropriacao para cte cultivo, com um
grande careado pira criavao de gado, ndepen-
dente do cercado do engenho, o qual mede mil
braca quadradias, pouoo maa on meno, com
prchendendo quatro grandes acudes com verteu-
tes permanentes, abundantes de peixea, eom caaa
de vivenda, aleui de outras para moradores, ac-
crescendo oue ambos os cercados sao feiios de
valado, tem mataa para serventa du engenho.
Vende-se por preco modieo, e quem pretender di-
rija-ge ao Recife A roa Direita n. H'fi ou ao r.
alferes Joaquim Chriatovdo Pesoa da Mello, em
Lage Grande que colber iuformavoca.
Amelia de Asevedo ere
Antonii da Silva N.v.s e ua familia, Antonio
3o di Aaevedo e sa familia, cou.pungidos da
m-.i* cerba dor p.lo golpe fatal que acabim de
rec .er na peseoa d- son tnuiro .enda esposa,
car, e adorad a'M Ame. a de Asevedo Nev,
veem aeraaeccr oe todo o curasao A todos os is-
tnctos amigo e cavalleiro qne nao s ae digna-
ram tomar parte na ua (tfilde dor. mas at aM
que a acompanturaui A sua ultima mjrada ; e del
aovo os coovi Um p.r.a ass.:ii.m aa missas. quejj
por alma da finad, uisn-iain wlrbrar sexta-teira
25 do corrate. 8 da tnaniS, na igreaOj
cenvonto p rv ." >.'.. >e'\wn \n do aeu.fal-
1(C,r um grillos poi tMte
da'"*
UM V
*i





;

i


Diario de PcrnamfcttouSeita-tcira 25 de Fevcrciro de 1887
Alaga-se barato
ftua dos Guararapes n. 96.
Raa Viscoade de Itaparica n. 43, armaiem.
Ba Corredor do Bispo n. 18.
Becco Campello n. 1, 1 andar.
Largo do Mercado n. 17, loja com gai.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2. andar.
rrsU-se na ra do Commercio n. 5, V andar
seriptorio de Silva Guimar&es fc C.
Aluga-se
o 2 andar do sobrado o. 36 4.t_iwasn da S. Jos ;
o 1- e terreo do da a. _2 wa Vidal da Negrei-
ros; o 1- do de n. 25 ra velJn. da .Sania Bita ;
o 1- do do o 34 ra pairte da Baaaaio ; todos
limpoa : a tratar a cnfcda Bpsgiwa a. 33.
\kffn*
o predio a. 2 da r_ do. Coameroio, oarie ste_e o
hotel de 1'Un vera, cwagteaMatinte restaurado com
grandes ccoo>odo?*, eW m audar terreu e
tres superiores. Alaga-se tambem qualqoer dos
andares separadamente : a tratar na rna do Ba-
rio de S. Borja n. 22.__________________________
Aluga-se
a casa terrea com 8 quartos e com peona d'agna,
toda reedificada, sita rna de Santa Bita n. 89 :
a tratar na ina de Domingos Jos Martius nume-
ro 50.
Alll!
ase
urna casa com commodos para grande familia e si-
tio arborieado : na pinte de Ucha n. 10._______
Aluga-se
o Io andar e soto da rna do Fogo n. 35 ; o 2 e
3o andar da rna cstreita do Rosario n. 32, tem
agua e commodos para grande familia ; estilo lia
pos e sao ind-pendentes ; a tratar na ra da Im-
pera triz n. 16, 1- andar.________________________
Ama
Precisase de urna ama para cosinbar ; a tratar
na roa da Gloria n. 88.______________
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de duas -ssd
soas ; na roa de 8. Joao n. 55.________________
Ama
Precisa-se de urna de boa conducta para todo o
servico de casa de pequea familia : ra da ma
tris da Boa-Vista n. 3.
Ama
Precisa-se de urna ama para o servico domestico
de urna casa de familia ; na rna do Cotovello nu-
mero 46.
_ mm
Precisa se de urna ama de meia idade para todo
o service de nm casal sem filhos ; pagase _0s$U00
mensaes, mas deve dar fiador de sua conducta,
poie que deve servir ao mesmo tempo de compa-
nhia 5 a tratar na ra Vidal de Negreiros n. 127
pateo do Terso _______________
AMA.
Precisa-se de urna amapara
lavar, engommar e faze roais
alguna servico de casa de fa-
milia : menos comprar e cozi-
nhar : na ra do Riachuelo n.
13. Deve dormir em casa.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinba ; na raa do
Dr. Joaqun) Nabnco n. 3. ___________
Ama
Precisa-se de urna boa cosinheira, para casa de
peqnana familia ; a tratar no Caes da Companbia
n. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
Ama
Precisa se de urna para casa de familia, ra
do Cabag n. 3, 3* andar._____________________
Ama
Precisase de urna ama que cosinhe e engomae ;
na ra dp Kangel n. 44, 2- andar.
Vina
Tricofer de Barry
Qarante-sa qnei nas-
eer ecrescer o cnbelloainda
aoa mais oalvo-t cura a
tinha e a caspa e remore
todos as impurezas do cas-
co ia eabeua. Positiva-
mente impsda o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, e mfallivelmenta o
torna espeaso, macio, los-
troso a abundan ts.
V nDl
/- !!_?_
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mon-
do que tem a approTacao official de
um tioverno. Tem duas veces
raais fragrancia que qualquer outra
e '11 ira o obro do tempo. S' muito
mais rica, suave a deliciosa. E
muito mais fina e delicada. E'
mais pertinente e agradavel no
lenco. _. "las rezas mais refrs-
came no ban-io e no cuarto do
doente. especiboo contra a
[ frouxidto e debilidade. Cura aa
[ dores de cabeca, os cansacos e os
I denmaos.
lampe ie Vifla Je Be_ter No. I
v !
fc&
* jttes a tjbal-o. osfobj os_-a.
Cura positiva e radical de todas as formas de
?scrofnlas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affsccee, Cutneas e aa do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
encas do Sangue^Figado, e Bins. Oarante-ss
que purifica, enriquece o vitalisa o Sangos
restaura e remo o syatama inteiro. i
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Criar.
Sas e para a cura das moles-
as da pella de todas as especies
* m todos os periodos.
Deposito em Peraambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C
a
LINIMENTO GNEAU
I Emprsgido oom j 1
fara os Gavallos
io> xito as oai-alharicas raaaai 8S. UM. o _-iparador do BraalU o Roi da
Balglca, o Ral dos Palzes-Baea e o H_i da SaTnnla.
>pprest,ao do (gogo
E DA QUEDA PO PELLO
S este precioso Top.o 6 o nico que
> suDslUueooamaSsaaecursradlcsimcule
1 em poucos das as laaimaaftrns novas
' e antleas, as TonednrM, Oontaaoea,
1 Tumores e Inc_acoe- das pamas,
Bsparavao. Sobre-Cannai. Fraque* c En-
I _ors-ta_*ata> das ptmat dos potros, etc., sem
' occaslonar nenhuma chaga, nem queda do pello
i mesmo 'luranto o tratamaato.
35 (Anuas ie rExita
SBM RIVAL
Os resultados extraordinarios que tem'
ublido as diversas a*-c0 do I
MM, OS Citar-M, 3roncbiili,'
oles-la- la Sarerantr.. Opbta.1- |
ma, etc., uto dio logar a concurrencia.
A eurn faz-se com a mi em S minuto*, sem'
uor e sem cortar, nem. raspar o pello.
a Paria : Pairaseis GNEATJ, Fu St-Honor. 75. e en t. !u as Pbaraucisa.
Chapelaria Victoria
4 iraca h IndopeiiiJoiiria ns. 36 a 40 (em e vende
Chapefinas francezas, finas e aiodernas
para senhoras, pelo diminuto pre^o de
18^000 una
KAROPEnSEIVe PINHEIRO MARTIMO
de LAGASSE, ;jinrm&ceatto de Bordoaax
Appro-nido pala Junta do Hygtona do Rio-de-Janairo
Os mdicos francezes manri^n para Aroachon, perto de Bordeanx, os
doentes fracos do peito, aflm de que respirem o ar embalsamado dos seas
1 pinheiros e bebao a seiva que se extrabe do pinheiro martimo. Estes
? admiraveis principios balsmicos sio os que o Sr Lagahse concentrou no
iseu Xarope e na Pasta de Seiva do Pinheiro Karitimo, excellentes
"peitoraes receitadoa constantemente contra a Toase, os Restrlamentos,
tos Catarrhos, a Bronchite, a Rouquido, e Extinccao da vos.
Caos frites tu* s asrss Deposito em PARS, 8, Roe Vivanne, e as principaes Phannac_s.
triada
ftf
ni.....n.inii.mr
ANEMIA
VERDADKIUAS
CHLOROSE
PILLAS DE VALLET
NAO SAO PRATEADAS
mbm T1LLET impresBo em preto ci*c oada pUnla.
A maior parta dos mdicos concordio con a Academia de medecin* em que,
eBss merecem a preferencia que se Ins di sobre os ostros BjhBSaT"*
S6_T3f
Exitem numerosas imitaces das
PILULAS DE TALLET
Exigir em cada exiremidade do frut-
eo um tillo impretso em quatso cores.
Sdcot c
imme guuitM |
'Online
da prssuit.
19, nt Jacob, Pan,.
Venda na maior parte das pharmacias
.....I.......HTVW......1"""""......""""
Mara do Livrampnto, velha octagenaria e dsu-
perrima, pede a almas carido9as que I be maade
ama esmola pelo amor de Df us. Mora no becco
do Bernardo n. 51. E' urna obra de caridade.
Profcssora
Urna senbora competentemente babilirada, pro-
poe-se a leccionsr em collegios e casas particula-
res, as secuintes materias : aortagnas, francs,
msica e pino ; a tratar na ra do Marques do
Herval n. 10.__________________________________
300:000^
Lotera de Alagas
Kxtrae^oTerija feira
de l-'everefro
Intransferivel
B:"i da Ja !'Tjnconcia ns. 37 e 30.____________
Sitio no Caidoireiro
Atr^nda-se animalmente um ^om sitio cem bas-
tantes commodoo para grande familia, boa agua,
eomarvens fructferas e jardim, c com cabida
para o rio, por preco muito wioavel ; a tratar na
ra do Livrsmrnto n- 24. _______________
Jalroph
Mampoeira
Esse modicanKBto da uros eficacia reconbecida
no beriberi e outras molrstias ero que predomina a
hydropesia, Hcha-6e moditicido em sua prepara-
cao, -iracas k nroa nova formula de um distincto
medico desta cidade, BfnOo quo fomente o abaixo
assigoado est habilitado nara prepmal-o de modo
a melborar lhe o costo e heiro, sem todava alte-
rar-lbe as propriedad^s medicamoatosas, que se
conservan) com a inesma actividade, ee ndo maioi
em vista do modo porque elle tolerado peb
estomago.
i iiii-o deponito
Na pbarmacia Conceicu, ra do Marques de.
Olinda n. 61.
Beierra de _ell___________
Cosinheira
2O#000 '
Paga-se 204000 por mes a urna perfeita cjsi-
nbiira, para caaa de pequea familia, pretenudo-
se de meia idade e que seja de boa moral, & raa
do Paysand n. 19, passando a poute do Chora-
menino : quam nao estiver em condices escusado
apresentar-se._____________________________
FUNDICAO GERAL
ALLAN PATERSON C
N.44--En t do Bmm-N. 44
JBNTtt A ES IA^AO DOS B0NDS
Tem para vender, por pre mdicos, as aeguintes ferragene:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivac3es de diversos tamanhos.
Rodas de espora, dem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular
Grradeameato para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelo
Portasd fornalba.
Vapores de Torca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos
Moendas de 10 a 40 pollcgadas de panadura-
Rodas d'agua, systema Leandro.
Enoarregam-se de concertos, e assentamento de machinismo o ezeemiam qoai
traballio com.perfeicao e prestes.
Precisa se de us. criada para o servico domes-
tico da casa de familia ; na rna do Marques oo
Herval n. 10.
Cozinheiro
Precisa-se de um cosinheiro que saiba dosem-
penhar a arte culinaria ; na ra larga do Rosa-
rio a. 5.

PASTILHAS
Oe ANGELIM & MENTRUZ

9B
as
cT5
a
Precisa-se de urna ama para engommar e ensa-
boar ; a tratar na ra das Cruses n. 18, primeiro
andar. Deve dormir em casa e prefere-se ecrava.
Ama
Pacis-se de urna ama para cueinhar ; a tratar
oa rna das Cruses n. 18, 2- andar. Deve dormir
em casa e prefere-sc escrava.____________________
Ama de leite
Precisa-se de orna ama de leite sem filho ; na
ra dos P5rs n. 93.
Ama
r t
Precisa-se de urna
para o servido domes-
tico de urna casade
pouca familia; na ra
do Cotovello n. 46.
Ama para cosinba
Ni na do Riachuelo n _7, se
precisa de orna cosinheira, forra
oo escrava.________________
Engommadeira
Precisa- es de urna que engomme com perfeicao
roa do alarqne do Heral n. 10.
AIS
Z
. V^l* roaasio do runo dos ^""Y
ll^aV S-iar, P 0 Pacta dentifricios
RR. PP. BENEDICTINOS
da Abbad.ia de SOTJLAC (Gironde)
D0H HAGELONNE, Prior
2 MBDATiKAS _D_I OtTEO
Bmxell.il 1811 LutrM 18H
Aa milis elevadas reeompeiiHa*.
INVENTADO S _)*4t _i Pe' prior
so ao 13>Tr3 PierrsBOURSAUD
O uso fpiotidiano do -Olsir
Sentifricio dos SI. PP. Be-
nedictinos, com du-i' de .lign-
inas guitas com agua, vrcvcm
c cura a carie dos denles, em-j
Ijrali'iucceos.fortaleceniloe tor-l
liando as geugivas perfeila-l
mente sadias. I
Prcslnios nm verdaneiro
scrvico.assignaiaucio aw nossos
lcitorcscslcantigoc ulillssimo
picparaiio, o ntWlir -
tiro o uniro preservativo contra as
Afleeeei detitarta*. >
Casada lunaada em 1807 ^^
Aqeote __ _T_^ I _! 3' RDE BCGGERIE. 3
Geral:9_UUIil BOROEAUX
Ach -s m toitit bots PrfumerUs, Pharmaciis
a Prefins.
VITEA
Uincia
Precisa-sc do perteitas uostureiras ; na ra da
Aurora n. 39, i andar.
Aiu|ninhas
Pelo diminuto preco de li500, para senboras a
meninas.
Completo sormeoto de tazendss e roupas fel-
fas, por precos berutisaimos : na ra Duque de
Cazias n. 83
MEJIDSgA C.
CavalJj)
Compra-oe um cavallo que spja novo e andador
a tratar na ra Duque de Caxiat u. 56, loja.
Sitio
Aioga-se um sitio com cssh, e ontra boa casa,
no Aterrinho do Giqai ; a tratar na ra do lmr
perador n. 50, terceirc andar.
7Ott$00l>
Quem qui.er emprestara quantia cima a juros
commodos, sobre hypotbecas em predio n'esta ci-
dade, deixa no eseripioiio da redaevio desta folha,,
em carta feicbada com asiniciaes J. 13. C, seu ri-
me n raoradia, para ser:procurado. _______
Curso de rnatheniatica
O bacbarel FrncifC0 Cjrreia Lima Sobrinhs
contina com o ceu curso ie arithmetica, algebra
e gfomelr a : na rna da .\'striz n. 7.____________
Boie Bigocio
Vende se utos c_,_ de moihsdoa, propria para
principiante por ter poucos fondos ; quem preten-
der dinja-se rvfikaco da ra do Li~na, rm san-
to Amaro das Salinas.
SJASEPH KRAUSE r C.
Acaban de augmentar o se j be conhecid
r mporlanle eslabelecinwirl ( raa.
H de mareo n. (i com mais
r m salom* andar Iwuflsamete R_epa-
rado e prvido de ama exposi-
fu" $bm de prala do Porto eeledre-jHi^
dos mais afamados abricames do
mando inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seos nume-
rosos .amigos e freguezes a visitarem
o seu estabelecimenlo, aflm de
apreciarem a grandeza bom gosto com qoe
nao atetante a grande
d'espeza, o adornaran!, em honra
desla provincia.
mu uuno dis i n ni im
c e m w m. r_r _k
s
g
r
SADE PARA TODOS-
UNGZNT0 HOLLCWAY
* O Ungaeoto de HoUoway e um remedio infallivel pal os males de pernas e do peito tambem p_ra
i as feridas antigs hagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfermi-
dades de peito nSse rsconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
^Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros I
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto.
Cssas medicinu do preparadas smente no Esiabelecimmto do Professor Hollowav,
78, NEW OXFORD STBEET (antes S3, Oxfort 8tret), L0NL2ES,
E rendee em todas a pharmciu do universo.
i3r O compradora* *> convidados respeilosamente e___ os rotlos de cada o_a Pote, te nlo tem a.
direcsao, 533. Oxford Street, s 3 a__icaoo_ .
- ; MH1IIHD

5-
rz
e_
_T

0 Remedio mais efficaz e
Seguro que se tem descoberto ate
boje pan expe'/r as ton brgas.
ROQRIAYOL FUERES
Para cosinbar
Precisa-sc de una
ama para cosinliar,
mas que cosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da rna Duque de
Caxias, por cima da y*
pograpkia do Diario. _
Solicitador
Jos Ferreira de Panla, provitionado pelo Tri-
bunal da Relaco de Peman>buco, offeiece--e a
Suero precisar de trbalboa inherentes sna pro-
ssao na cidade de Pesqueir da comarca de Cim-
bres, onde foi sua resid nem, e tamberc trubalha
as esmarcas do Brejo da Madre de Deus, Carna-
r, S. Bent > e Escada.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira que en'.enda bett
de sen officio, paga-se bem e casa de pouca fa-
milia ; na ra do Cabuga n.5A, l,ja.__________
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro com pratica de mo-
Ibados, de 14 a 18 anuos, dando fiador sna con-
ducta ; n rna de Santo Amaro n. 28.

TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHOdotorJOHANNO
DO
'DOUTOM
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
Beoommeadie-no nos casos que necesslto tnicos para reconstituir e resjenerar
o orranismo arruinado por molestias, excessos, natureza do clima, Anemia, CMorosla.
AxanDorrhea, Cachexla. Fluxo branco, que tanto arrulnao a saude das muineres.
Pobresa de Sansrue, rratjneza geral, Debilidade. etc.
_L,V_V___tT, Ilroulsta, 50, Soulovard de StrasbouriT, a PARS

;
EISILSAO
SCOTT
Ui ULEO PURO DE
Fiffado de Imealho
COM
Hypophosphilos de cal e soda
4pprovada pela Jimia de iiy
Siene e aulorlsada pelo
_overno
E' o melbor remedio at hoja descoberto para a
daifa broatblles. ropliula. ra
ebltis. anemia, tiebllldadc *-_a eral.
defiDKON. lonae crunlea urTi--ct--
dii pello e da unriania.
E' mnito superior ao oleo simples de figado de
oacalho. porque, alm de ter ebeiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do olee, alm das propriedadea tnicas
reconstit-inteB dos hypophospbitos. A' venda na
; rogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
mH-Mn
Precisa-se de urna boa engommadeira e qoe
ensaboe tambem, para casa de peqnena familia :
a tratar no Caes da Companhia n. 2. Prefere se
escrava e deve dormir em casa._________________
Pioho de Riga
MATHE8 AUSTIN & C\ receberam ltima-
mente um completo sortimento desta madeira,
como sejam : pranchoes a taboas para assoalbo,
da melhor qualidade e de diversas dimensoVs, e
que vcadem por precos commodos, fc rednsidos,
Contorne os lotes ; oo -rmazem do caes do Apollo
n. 51, ou ra do Commercio n. 18, 1 andar,
Novo T*orto do Carvao
Ba do Mrquez- do Herval n. 27
Joo Fiuza, avisa o* srus Irrguexes que jn se
acba aberio > seu estab'^cimento de earvSo, e con-
tib* a off^ivcer as mesmas vaotag-ns j bem co-
nhecida* do pnbhco.e pe barato preco de G40 rw
a bairica; tambem lev., ati co. h cimei.r de rodo*
que tem carne vrrde de 1' quslidnd-, portanto os
fregueses p'denl. taser os WSS pedidos, que serao
muito bem srrvidos, e alm die:o nao pagnrao
fretes.
Recite, 20 de Fevereim de 188 (.
Joao T. Piuta Lima
Club (lancordia
Brille PreiaKegeln
SONNTAG DEN 27 FEBMAR
N_chmitta8 2 Ubr.
Das directiriura.
Pastilhas vermfugas
de Ncring
o melhor especifico centra vermt-s : deposito cen-
tral em casa de Paria Sobrinbo C, ra do Mr-
quez de Olinda n. 41.
Acabarao-se
('taiHunlea sos Cabello e a B*rt
s Cor natttrml
lia- n 'ma b '"ras U_MM sei Larspi W rTt5arac_ej
35 AKNOS DE XITO
E SALLES (lis; J. MONEGHETTI. sucee__r 1
Priaislsla-CBi-h. 1J, rii lur'.s. PiEII 1
'nr.etm-m m loj I .iW-aBPernamSiico rPrMC'lVl lia SILVA -C. |
Sitio
Aluga-se o importante sitio n. 36 roa do
Bemfica, na Passagem da Magdalena, caiado e
pintado de novo, com accommodacoes para grande-
familia, tendo agua e gas enenada ; trata-se na.
ra Duque de Caxias n. 90, loja de fazeidas.
Tillan lina
PARA UNGIR
barba e os cabellos
tintura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando-lhes urna bonita cor
e natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA PRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Freres, snecessores de A
CAORS, roa do Bom-Jesus antiga da Crn
o. 22.
Deflu* js Grippe, Bronohltes,
Irritac-ea do Peito. o XAHOPE csPABTA peitoral
de NAF de DELANOBENIEB ande mu efflcaci cer_
TerlflCftil por Membros daAcadenjiftdeMe'ilcin- da WtmtaJKn
San Opio, HorMaa au Odrina dt-_) sem reoeio ie
oriuas affectadas de Tosss ou Coqueluche.
PABMS, ma fivtmne, 53, PABIS
B EK TODAS AS PHARMACIAS
DO SlMDO.
fTKIKSON
'PERFUMARA INGLEZA
&u-fta. ha dmui d um seclo; eTcedc todu
u oulrpcioseraperfamedelicadoe t-xquiito.
nuez 1 ri'."ra de Ooro
PA.RIZ 187S. CALCUTTA 18M
c_l_ -itrm -fina exreUenc desoa qualidade.
SPRU FWWBBS
JOCIZTCLOB JASMIH
HEU0TBOPI0 HAGlfU-
A-tut isamadi de
UaD*J6UEZA 0E TKINSON
eouiros muiiot ctKiti"Cidos p^rdm'--. i.r sot
qaelidide e odordeleiu-vl f^iHi-ito.
ASTA fiRlOmU. fM 0TfS U ATKIXSOI
sem ritsi pv slw'.n < enii> < o u_irtee
freserraies fiQ-iKii-'N
_M_ n mBi ti: rtei os V- i' e Fibncutei
J. A E. ATKINSON
24. OJd Bond Streo-, l.ondroa.
H_ro_.de FabriceUms." ttu.se bnioc A
sobre urna Lyre do Curo."
Professora
Uma senbora de conducta irreprehensivel e com
aptidao para o magisterio, offereca seus prestimos
para qnalquer engf nho ou casa particular ; a Ira-
tar na rna dos Pires-n* 52, oi pateo do Carmo n.
9, hotel.___________________________________
Cosinheira
l'recisa-se de un, perfila oS-ililW' pa#a fa
milia d>-.Btr_e>r,.-. psiaaiai l->n ; a tixUr na
tua dj Hihd .leu i, til, "i a
Plalas purgars fr depurativas
de Campanha
Estas pillas, cuja preparacao puramente vej
! getal, teem sido por mais de 29 snnos aproveitada*
com os melbores resultados na%segaintes moles-
tias : affeccoes da pelle e do figado, sypbilis, bon-
bee, eacrofulas, chagas inveterada, erysipalaa c
^onorrha*.
Modo de nsolraa
i Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por da, ue-
oendo-se aps cada dse um ponco d*agua adoba-
da, cha ou caldo.
Como re/ruladoras : tome-se um pilla, ao jantar.
Estaa pilulaa, ds invencao dos pharmaeeot
Almeida Andra^e Pilhos, teem verididwn doa
ara. mdicos parWsus.-ielhor garanta, tornande
se mais recommendaveis, por serem um scgtrr_
purgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
usadas em viagem.
ACHAMrSE A' VENDA
m droiaria de r'orin Wobrliilio *
*\ BOA DO MAIIQEZ JXB OLPtBA 41
Adyogado
O bacbarel Joao Jalme Martms Pr-ira, re*
Bidente em CbS de.Carpas, contina a advngar
naa comarcas de Pao d'Albo, Niereth e Limoeiro,
podendo ser prseuradd a qoalqoer hora do di
par os mis teres de. sua! profisso.
Chlorose.-Anemia-Catharrapulmonar.-Bronhia^
Qatharro da Bexiqa, Phtislca,-- Tosse ^u^a.-^spep^-PamiBZ,
Per das seminaes, Catarros anttgrs e~ comptieims, etc.
aoule.rd nenaln. 1, em PJ-RI-, e nasprl _c_paa .fUsmsclai.


L
j


Diario de ffcmnbieoScxta-fefra 25 de Peyertro de 1887
mu uimiii
i

oovado.
(4
I
-
dito.
Redocco absoluta de preco
AImms de cores, lisas, de prego de 600 ris o covado, por 280 o dito.
Dae acolcbeadas, de 800 rs., por 440.
Etan/ines de 13, tosido r#odado, de 10800 o covado, por 600 rs.
Dita* d algedft, de rouito bom gosto, a 500 rs. o dito.
Creps de cores, de prego de 800 rs., por 360 o dito.
CoUtelines de crea, tecido diagonal, de prego de 800 rs., por 360 o dito.
Panams de cOrea, taoido acolcboado, de prego de 1(J200 o metro, por 440 o
Setinetas de cOrea, Hados padrSes, de 320, 400 e 440 o covado.
Zephir, de quadrinhos, a 180 e 240 rs. o covado.
Batiales de cores, a 140, 160 e 280 rs. o dito.
Brilhantinas de cores, de freg de 700 rs. o covado, por 320 rs. o dito, .
Merino preto, con duas larguras, a 800 rs o covado.
Atoolhado de linho, lavrado, a 10300 o metro.
Dito da Costa, de quadros, a 10500 o covado.
Dito da Costa, de listras, a 10200 o dito.
BriDS de cores, para caiga, a 260 o dito.
Dito pardo, Jiao, a 320 rs. o dita.
Esguiao, pardo, de linho. para vestuarios de enancas, a 400 rs. o covado.
Oambraia branca, bordada, a 50500 a pega.
Toaibaa felpadas para rosto, de prego de 70000 por 50000 a duzia.
bitas menores, a 30600 a uzia.
Ditas grandes para bandos, a 10530 urna.
OokbBes para cama, a 50000 um.
Cortes de case mira de cores para calgaB, a 30000 um.
Guarda-p de linho, para senbora, a 100000 uro.
Dito de dito, para hornero, a 50000, 60000 e 80000 um.
Bramante de algedo, liso, coro 4 larguras, a 10000 o metro.
Dito de dito, traogado, a 10100 o dito.
Brim branco de linho, qualidade superior, n. 6, a 20400 e covado.
Cascmiras de cores, para costumes, de prego de 30000 o covado, por 10800
Alinelo
Costumes de banho de mar, para aenhora, a 100000 um.
Ditos de dito, para horneas, a 80000.
Ditos de dito, para meninos, a 50000.
Sapatos de banhos, psra horoens e sendoras, de differentes pregos.
Magnificas mallas americanas, para viagero, de 150, 200 e 250000 urna.
Saceos de lona psra roopa suja, de" differentes tamanhos, por barato prego.
Colchas brancas, de algodao, a 10900 urna.
Completo sortimento de Jindos cortes de casemira para caigas, casemira de
cores para costumes, panno, brins de cores e muitos outros artigos que serSo lembrados
presenga d'aquelles que dos honrar coro suas visitas.
ITa antig-a e acreditada loja de fazendas
DE

AMAKAL, & C.
&13& p&urcmo ira m\rc ^ 2,0
(Jauto do Louvrc)
Fazendas baralissimas!!!
Sao" as segulntes vendidas por precos seiu competencia :
I-indos fuBtoes de listrinhas, padrSes chiques a 400 ris o covado !
Setinetas de quadrinhos a 360 ris o dito !
Crotones superiores, 1 metro de largura, a 600 ris o dito !
CarobraiaB brancas bordadas a 60000 a pega de 10 jardas !
Linos de -quadriribos ascooez a 200 e 240 ris o covad 1
Merinos de todas as cores, -a 600 ris o dito !
Esplendidos sortiraentos de las para vestidos a 500, 600 e 700 O dito.
Cazemire8 navidades a 10500 e 10800 duas larguras.
Gasee de cores oom palmas de seda a 800 re o dito!
Merinos pretos e CsxemireB, a 10000, 10200, 10400 e 20000 o dito I
Velludilho bordado de rodas as cores a 10000 o dito 1
Sctin maco de todas coree a 10000 e 10200 o dito I -
Popelina branca para as Exm." noivas, a 500 ris o dito !
Guarnigoes de crochets para oatciras e sof a 80000.
Vestuarios de la para criangas, (novidade) a 7ij000 e 80000.
Meias airas para criangas a 20500 a duzia !
dem cruas para faomem a 40000 e 50000,
Cortes de fust5es para coletea a 20000 um l
Casemira iogleza a 40500, 60000 e 70000 o corte l
Cdeviots superiores, preto e azul a 20800 e 30500 o covado I
Completo sortimento de oasemiras, pannos e brins e muitos outros artigos que sarao
lembrados a presenga dos leitores
\ '
i
DA CHA | i
59Ra DuquedeCaxias--59
Aos 1.000:000$000
200:000*000
100:000|000
mm lotera
BE 3

Em favor dos ingennos da Colonia Orphaiwlogicaf Isabel
na % -A
PR0VING1 DE PERNAMBUCO
EltractM fio 1! u \m_______
thesooreroFrancisco Gon^alrcs Torres
Advocado
ilns;o F. de ioaia Leao
Das 10 horas da manha as 4 da tarde, roa
do Imperador n. 16,1* andar.
YEBAS T
Vende-se a casa da estrada de Luis do Reg
, 21, com muitos comroodos e agu eaeaaada, e
i terr no ao lado da mesma casi ; a tratar os
i estreita do Bo&ario n 24.
Vacca

Vende-se ama vacca nova, caatei da, com ama
nsgnifica beserra toa ria ; na ri a do Dr. Joa-
jaisn Nabnco n. 3, Capuoga.
Vivciro para pausaros
Vcnde-ee dous giandes e bonitos! viveiros po
pieco eommodo, sendo o motivo dat venda ter o
doau> acabado com os pasaaroa que potjioia ; a ver
m tratar na roa do Imperador n. 22.
Vende se
o deposito de seceos e mofeados da traveisa do
Prata n. 7, antigo beeeo do al arisco ; a tratar no
mesmo.
Arma ^
Venle-se a arma cao da roa da Bangel o- 10
por ter o sed dono ?stabelecido-se no n. 13-A.
Cabriolets
Vende se dous cabrioleto, sendo um descoberb
e| ontro coberlo, em permito estado, para um oo
dona cavallos; a tratar na Dnqne de Caxiat
n. 47._____________________________________
Engento venda
Vende-se o engenho Marici, eoaj safra oa sem
ella, aituado na rregn'-sia da Eaeada, distante da
respectiva estaeio um quarto de legoa, podendo
dar seis caminhos pov da, e moente e corrente,
tera duas casas grandes e 2 pequeas para mora-
da, ostia* para farinaa cora suas perteacas, Usa-
, bem ae faz permaU por predios sesta praca : a
tratar na roa do Imperador n. 61, 2- andar.
Venderse oa permutase ama casa terrea sita
na tiaveasa do Falcan n. 19, com 2 salas, 3 quar-
tos, cosinba lora, grande quintal e cacimba, por-
to dando sabida para a roa dos Ossoe ; a tratar
na mesma com a proprietai ia, o esta far todo
negocio por j ter o despacho do jnis, at para
botal a em leilo. podando aprpsentar os dceu-
mentos aoa permutadores, deiejaudo tambam urna
por troca, anda que se ja peqo.ua, porm que es-
teja nova e bem construida.
Grande liquidaclo
na loja de mtadzas
SO Ra Xo va AO
O proprietario do estabelecimentoBasar da
Moda, scien'ifica as Eimas familias que em vir-
tude da prozima reedificaoao do predio em qne
est estabelecide, tem reaolvido liquidar to-
das as suas mercadorias, constando de miudeas,
perfumaras e artigos de moda, com grandes aba-
timantoa, sendo que nsuitos artigoa sao por preces
nteiratnente baratos, comoeejam :
Grande variedade de plastrons a 1/000 e lf'20Q
Sobunetes de areia ae Bisger a 200_rs.
Oitcs ingleses, grandes a 200 rs.
Duzias de ditos a 2*000.
Garrafa de agua florida a 1*000.
Vaso cem opiata a 900 rs.
Frascos com extractos muito finos a 1*300.
Frasco con agna de col-ma americana a 500 rs.
Papis para forro a pega de 880 e 400 rs.
Guarnydes, liabas, fitas, bicoe, botosa e artigos
de moda.
__________?ARA ACABAR__________
A Kevoluco!
Resolveu vender os segnintes artigos com
30 /0 de menos do qne em outra qoal-
quer parte.
GuarncVs de velludilho bordado a vidrilho para
vestidos, a 7*000 urna.
Tafetas de cores a 300 ris o covado
Cachemira bordada a 1*500 o covado.
Ditas pretas a 1*090, 1*200, 1*400,1*600 e
1*800 o covado.
Ditas de carea a de 900 ris e 1*200 o dito.
Las mesclaaas a 600 ris o dito.
Ditas com listrinhas a 560 ris o dito.
Dita* com bolinhaa a 690 ris o dito.
Ditas de quadrinhos a 400 ris o dita.
Lindaa alpacas a 360 ris o dito.
Gorgarinas a 320 ris o dito.
Setim damas!* a 320 ris o dito.
Dito Maco a 800 ris t 1*200 o dito.
Damasse de seda a 1*809 o dito.
Grosdenaples preto a 1*800 e 2*000 o dito.
Gaze com ooliuhas a 800 ris o dito.
Fosto branco a 400, 480, 560 e 800 ris o dito.
Vcllndilhos liaos e lavrados a 1*000 e 1*280 o
aovado.
Dito bordadq a retroz a 2*009 o dito.
Cambraia com salpicos a 6*000 a peca.
Camisas para senbora a 30*000 a duzia.
Ditas de meia para homem a 800 ris, 1*000,
1*200 e 1*500 urna.
BrFicfas de la a 2*, 3*000, 4*000 e 5*000 uta.
Ditos prateados a 2*000 um.
Ditos de retroz a 1*000 um.
" Linos f seosezes a 200 e 240 ris o covado.
Collartahos punhos para senbora a 2*000 um.
Ditos de cor, idem dem a 1*000 um.
Cortes de casimra finos de 3* a 5*000 um.
Ditas de 11 e seda para collete a 6*000 nm.
Ditos de cachemira de cor para vestido por 20*
nm.
Cachemira de cor de 6* por 3*000 o corado.
Damasco de cor a 700 ris o covado.
Panno da Costa a 1*400 o dito.
Cortinados sorda dos a 6*000 e 7*000 o par.
Colchas bordadas a 5*, 6*, e 7*000 orna.
Cretonas finos a 320, 360 e 400 ris o ovado.
Chitas finas a 240, 280 e 300 ris o dita,
Zephiros finos a 500 ris o dito.
Setineta escosseza a 440 ris o dito.
Ditas de quadriabos a 320 rs. o dita.
Chales de mirin a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000 e 4*000 nm.
Ditos de cachemira a 2*, 2*800 e 4*500 nm.
Cobertores de la a 4*500 e 6*500 um.
fisgar* pardo ama re 11 o a 500 ris o covado.
Brim de linho re cor a 1*200 a vara.
Dito pirateado de linho a 1*000 a dita.
Colchas de crochet a 8*000 urna.
Anqninhee a 1*800 rs. urna.
48 ni Dnp t Caxias
Hearlque da. Silva Horas!ra
LOTERA do cmra
400:000*000
L\TRASFERIVEL!
Corre quarta-feira 2 de Marco
Um vigsimo tiesta importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
L0TESI4 DE AUGOAS

3OO:O0O$OOO
Esta acreditada lotera corre segunda-feira, 28 de Marco

Carro de passeio
Vende-se nm em bom estado ; na Magdalena,
sitio do commendador Barroca.
Vende-se
nm estabelecimento de molbados, bem localisado
proprio para principiante por dispor de pou3s0
fundes : a tratar na roa Duque de Oaxiss n. co,
padaria.
Oleo para machinas
Superior qualidade, a 6*400 a lata em cinco
gales ; ven ie-se na fabrica Apollo e de seas
depsitos.
WHISKY
ROTAL BLEND marca V1ADO
Este exeellente Whisky Esceesea prefertve
40 cognac on agurdenle de caima, para fortifica
i corpo.
Vende-se a retalho nos a> Iberes armasens
nolhadoa.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO enjono
me e emblema sao registrados para todo o BrasL
BBOWNS Importante sitio
Vende-se um grande sitio margem da Estrada
Nova do Casanga, fregnezia de Afogadoe ; teodo o
mesmo urna casa grande de tijollo e cal, cacimba
com exeellente agua potavel, diversos pee de co-
qneiro, dando fractos e oatras aivores as mesmas
condieoi-8, o qaal se acbs collocado muito prozimo
a estacSo do Zumby (1 seccJo da estrada de ferro
da Vanea). Trata-se sa casa n. 30 da roa de
Santa Tbereaa deeta oidade.
Liquidbalo por 6 dias
NO BEM ACKEDITADO ESTABELE-
QMENTO DAS ESTRELLAS
Na m Dunas fle Caxias n. 56
Mudapolao Boa-Vista verdadeiro a 6*500 a
peca.
Algodo matea T nanea visto a 64006.
Cretone americano, qualidade especial a 240 rs.
o covado.
Z-phir lisos a ICO rs.
Casemira de algodao lindos desenbos a 240 rs.
o covado.
Sedas do Japo a 2U0 rs.
Setins sottsminos com listra a 320 rs. o eovado
(novidade).
Panno preto ingles a 2*000 o covado.
Aigodio com duas lasguraa a 640 rs. o cor
vado. ^^
Bramante de linbo com 10 palmos s 2000 o
metro.
Lencoes de bramante a 2*000 um.
Guaidanapcs, bonitos deaenhos, a 24000 a du-
\.
Toalhas alcoxoadas a 24200 a duzia.
Ei-partilbos de linho ricamente eofeitados a
4*0(10.
Meias inglezas para hnmem a 3*500 a duzia.
Lencos de bret-nna a 1*800 a dozia
Babeiea para crica a 1*200 a dnzia.
Plisae a 400 e 500 rs. o metro.
Leques assrtinados a 1*000 nm.
Dit.s a Joanita a 80O rs. um.
Corras de fustio para cnliete a 1*800 um.
Asis como muitos a tigos quo s oom a vista
poderao aVHar a grande r-'iueca > de precos, a
tambem eueontrarao a verdsdeira estopa francesa,
especialmente para o bordado.
i i


m





.

600:0001000
Esta sedactora lotera corre e.^unda-leira J de Fevereiro de 1887
-
Um vigsimo habilita a tirar 30:000$000
bilhetes destas acreditadas loteras acham-se venda na
RODA DA FORTUNA
oti-Rua Larga do Rosario-56
Bernardino Lopes Alkeiro*
i---

. .
\*
'. ,-xlsa
'
"
.

,
2O0:O00$OOO
DI Pi 1U DO P
E\TR\CCiO DA II* PARTE DA I* LOTUIA
El BENEFICIO DA SNT GASA DE MI8E1IWIA
f
yaa-*, .."stfajaa
Ouinta-feira 24 de Fevereiro
A0 MEI0 DA
'
Esta lotera, por algum tempo retirada da eironlar^o, devido a grande guerra que
lbe promoveram, omo do dominio publieo vem novaraente tomar o sea lagar de
-ama das vantajosas loteras do Imperio.
O gente pede ao respeitavel publico a sua benvola attenr^So para o plano das
LOTERAS DO QRO-PARA', por extenso pablioado nos jornaes e isipresso ao ver-
so dos respectivos bilhetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribae
1.2.436 premios, o a qaasi a quarta parte!
Anda mais : esta a nica lotera que premia todos os Dameros cajos dons al-
garismos finaes forem igoaes aos dos
QUATRO PREMIOS MAIORES
A SABER:
lOOiJ as dnas letras iinaes do premio de...................... 200:000|jr000
60f$ a duas letras finaes do premio de...................... 40;000(J000
505 as Jaas letras finaes do premio de..................... 20:000)J000
40)5 s duas letras finaes do premio de...................... 10:000^000
Tambem ato premiadas todos os nmeros das centenas dea quatro prmeiros
premios.
Alm destes, teso ata lotera grande quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' tambem esta a anea lotera que garante quem comprar 100 nme-
ros de tenainacSes Jifferenles 32 1/2 */ independente dos premios avadtados que
poseanv sab: aa extvaccae.
TODOS OS PREMIOS S0 PAGOS SEM DESGttlO
A's extraccSes sSo feitas em edificio publico e sob mais severa fisoasaclo par
parte das autoridades.
Os bilhetes ocbam-se ven^a na agencia e em todas as casas, em Santas, SSo
Paulo, Campias, Rio Grande, Babia, Cear, MaraohSo, Para, Amazonas e em Per-
nambueo raa Nova n. 40 CASA DO OURO.
O agente no Rio de Janeiro
Angosto i Rocha Monioiro fiallo
23...R" > Ungoayua23
CAPSULAS
Mathey-Caylus
Preparadas pelo DOtJTOR CLIN Preailo Montjron
-----1. > ----------
As Qapsolas Matbey-layliiB oom Envolucro delgado de Gluten nao fatigaominea
o estomago e sio recommendaalaa peros Professores das Faculdades de Medeciaa e
os Mdicos dos Hospitaes de Pars, Londres e New-YorK, para a cura rapidadosj
Corrimantoa antigos da GoUo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgaos gento urinario.
Um* pii6AOo dtalhada acompanht o*da Fnsco.
Emoir at Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN O, de PaJUl,
que aa ocho em casa dos Droguistas P^ai-moeeaticea. _J
A' Florida
Ra Duque de Caxias n. tOs
Chama-te a attencao das Exmas. familias par'
os precos seguintes :
Lavas 'de seda preta a 1^000 o par.
Ciatos a 1/000.
Luyan de pellica por 2/500.
Lavas de seda cor granada a 24, 2/500 84
osar.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., a. 5 a 400 rs. o
metro.
Albons de 14500, 34, 34, ate 8/.
Ramos de flores finas a 1/500.
Lavas de Escoesia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 14 e par.
Porta-retrato a A80 n 14, 14500 e 24.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. nm.
Anqnialiai de 1#5), 24, 2400e 3/ ama.
Plisss de 2 a 8 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a 44500.
dem La Figurina a 5/000.
Pentes para coco com inacripcao.
Babadores com pintora e inscnpoSes a 200 rs.
Encbovaes para batizados a 8, 9, e 124000
1 eaisa de papel e 100 envelopes por 800 ris
Capella e veus para noivas
Suspensorios americanos a 24500
La para bordar a 24600 a libra
MSo de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs.
Bico de ceres 2, 3, e 4 dedos
de largura a 34000, 44000 e 54000 a peca
Para a quaresia
Galio de vidrilho metro lf.
Franjas de vedrilho a 14,
Lavas pretas de seda e Escocia.
Franjas e galoes fiaos a 24509, 3/e 4/ o metr
Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Bisnagas de p de arros.
dem idem de onro.
dem perfumadas.
Lindas franjas de seda de cores com frocos pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 14 e 500 rs.
o metro, faaenda qne j eustou o metro.
Papagaios de papel a 200 ris.
Periquitos de papel a 100 ris.
Leques e ventarolas a 200 ris.
BARBOSA & SANTOS
~Novi(a^nr
A fabrica Vendme, receben directamen-
te de Havana, Cigarrilbos de la Bella Ha-
banera, em becetinhas com 10 ditos cada
ama; chamamos atteng&o dos fumantes
apreciadores da famaca, e reeommenda-
taos tambem as aeuboritas: venham ver
para comprar.
39~Baro da Victoria39
^

fl*+*+*fi**++*++
KANANSAooJAPAO
RIGAUD ft Ct, Psvfnmistu
I>AJIXS,TS. Ra> V*ri.iu, 8, PARS
fgztracto de gananga
perf nm. para e len-
co, proanoto da
preciosa flor coahe-
cida sob o nome de
Piras japnica.
O sea delicado
anata, de persis-
tencia sem goal,
refresca o ar fjw
se respira, eapar-
gindo ao mesmo
So redor Aa
_ fu. asa,
s suaves omanacoes que revdam distiaecao
e elegancia.
Acha-te venda Wtosa.* Ptvfm+Hm
W^V>bOsVH*l
i nm i


Diario de Pcrnambiic<>Seita--eira 25 de Fevereiro de 1887
UTTERATr
y-
0 AMIGO DO MARIDO
POB
JULES MA.RY
-(*)-
(CuntinuacSo)
XI
Entretanto, no dia seguinte, seu locatario
nao dando si^naes de vida, Mouradon ar-
ris~on se a r batsr lha porta. Nao obte-
ve resposta.
Querem ver que se foi embora sena
dizer nac^a I... Comtanto que nao tsnha
car'egado cora o relogio!...
E entrou vivamente. Mas logo recuou
asaustado, dando ura grito, e fugio para a
estalagem, bradando por soccorro...
Dahi a pouco reoobrou o sangue fri.
Mandou sahir todos, fachou a porta
chave e, encilhando um cavallo, correu a
toda brida a? Dieppe, onde dea parte
justiga. ,
O juiz forroador da culpa dirigi se m-
tnediatamente eat&lagom, acoropanhado
por um coromissario de polica e um medi-
co, o Dr. Taverney, nomeado a toda pres-
sa para proceder s priroeiras verificago'eB
medico-legaea.
O juiz fortnador da culpa, o]Sr. de Mont-
doney, era um bomem de perto de trita
anuos, muitssmo relacionado, elegante,
fino, dstincto.
Conhecera a Gilberto, com o qual tve-
ra relagoea de amisade e com quem se en-
contrara, militas vezes, nos saloes.
Apenas entrou e debrucou-so sobre o ca
daver, nao poie deixar de dar um grito de
sorpreza :
O Sr. Gilberto Baibarain I
Depois passou a interrogar Mouradon e
os criados.
Das informagSes que colheu rcsultou-lhe
logo a certeza de que Gilberto bavia sido
morto n'uma entrevista de amor.
Sahira de Dieppe oito dias antes. Como
era agora encontrado no pavilhao Henrique
IV Que outra razao, alm dessa, poderia
telo obrigado a tomar tantas precaugSes,
rodear-sede tanto mysterio!
Demais, Mjuradon loi explcito.
H* tres dias, disse elle ou antes,
tre3 noites estava fumando mea cachim-
bo no bosaue, antes de ir deitar-me. .
Podiam ser dez horas... quando vi pas-
sar debaixo das arvoies urna mulher, que
passou sem ver me, correndo em direcgo
do pavilhao ..
P5de ver-lhe o rosto ?
Nao. Em primeiro lugar a noite es-
tava muito escura... depeis, pareceu-me
que tioha o rosto coberto com ura veo...
alm disso ia muito depressa...
Poder reconbecd a se a vir?
E' imposaivel. Tudo o que posso di-
zer que era alta, nao era gorda e traja-
va roupa escura...
E' tudo quanto sabe a respeito?
Senhor, responden Mouradon offendi-
do e mordendo o beigo, minha bem coohe-
cida .iscripcSo impedia-me de aprofuodar
esse negocio.
Quem era essa mulher? E8 o que im-
portava saber, porque com ella, Bem duvi-
da, estava a chave do mysterio. Os cria-
dos nada tinham viso c nada puderam di-
zer. s. ,
Durante estes primeiros mteirogatorios.
Margerat, o coromissario de polica, um
homemzinho secco e magro, de cor doea-
tia e olhos pretos vvissimos, entrega va se
a investig.co ;a minuciosas. Levantoa de
junto do suf o punbal que servir 4 per-
petracao do crime. A lamina estava ver-
melha at ao cabo. O coragao devia
---------*------------ =^a^ai
ter sido perforado de lado a lado. T.
i sido um golpe horrivcl, vibrado por
i
=-
FOLHETM
0 COKCNM

POR
?l3 nm
QUINTA PARTE
0 COHIBIS 3S CASiMIO
(Continuaclo do n. 44)
V
convite
O normando accrescentou, com a mao
sobre o coragao :
Nao merecemos ser tratados assim.
Hio de ser pagos, dissa Gonzaga,
com impaciencia ; que raais querem ?
O que queremos, Alteza (era Cocar-
dasse que fallava, e tiaha na voz aquelle
tremer que vem do coragao) o que quere-
mos ? A prova plena e completa da nossa
innocencia. Vejo que nao sabe com quem
est fallando.
Nao, disse Passepoil, que tinhs la-
grimas nos olhos por costume e por doen-
ga ; nao, nao abe.
O que queremos urna jus'ificacao
retumbante ; e, para conseguimos, eis e
que proponbo: essa carta diz que o de
Lagardre nao roorreu. Scjam os aconte
amentos o nosso juiz Fazemo-nos prisio-
neiros. Se mentimos e o Sr. Lagardre
vier, conseutimos em morrer, nao verda-
de, Passepoil, minha doraba ?
Com prazer? responden o normando,
crae comt-cou a chorar.
Se pelo contrario, proseguio o g s-
elo, o >r. Lagardre nao vier, reparaglo
de honra Sua Alteza nao recusar qae
dous bons rapazas continuem a dedcar-
lbe as suas existencias.
S ja disse Gonzaga, podem ir ao
pavilhao : os acontecmentos julgarlo.
Os dons bravos precipitaran! se sobre as
suas maos e beijaram-n as com effusio.
A sentones de Deas I pronunciaram
s dona ao mesmo tompo.
Mas nao era a elles que Gonzaga pres-
firme e que nao tremer. A arma, de fa
bricaco inglezn, era'urna especie de pu-
nbal comprdo, podendo fechsr-se como ca-
ivete, de lamina larga e de dons gomes.
Pareca nova e no escudo de ac incrusta-
do no cabo, feito de ponto de veado, nao
havia iniciaes.
Margerat mandou revistar o cadver.
Notou que havia desappare.ido o partemon-
naie. E' verdade que o rologio estava no
bolsinbo do coleto. No anular da mao es-
querda brilhava um diamante.
Na mala de viagem havia pouca roupa.
Via se que Gilberto nao tinha calculado fi-
car muito tempo no pavilhao.
Mas nada ahi havia, tam pouco, que in-
dicasse ama pista a seguir-se. Mouradon
fez notar que urna pequea secretaria es-
tava fechada, o que pareca indicar que
Gilberto havia nella depositado valores...
Margerat, n3o tendo adiado a chave, man-
dn arrombar a iechadura, apszar das re-
clsmago'es do estalajadeiro.
Ah! Ah disse Margerat, temos no
vi Jade!
Dentro de urna das gavetas havia urna
carteira de couro da Russia, com canto
dourados e tendo as iniciaes G. B.
O commissario de puliiia passou a car-
teira ao juiz.
Este abri a e tirn alguns papis de
dentro. Eram cheques sobre baos in-
glezes e americanos.
Nada mais.
O Sr. de Montdeney dirigi de novo
mais algumas perguntas ao hoteleiro.
Este homem deve-lbe muito ?
Nem um vintm. Quando chegeu,
ha quatro dias, disse-me : Aqu estao
cem francos. Pretendo ficar urna semana.
E' bstanlo ? Era da mais. Disse-lh'o,
mas f< z que nao onvio.
Em quo moeda pagou lhe elle ?
Deu-me cinco rooedas de vinte fran-
cos, que tirn de um porte-monnaie, ver-
melho, igual carteira qne estavs na se-
cretaria. .. E at era todo o dinheiro em
ouro que lhe restaa... Elle den por isso
e estendeu-me urna nota de quinhentos fran-
cos, dizendo me:
V trocal-a.
Margerat e o juiz aproximaram-se, ebeios
de interesse.
Mouradon continuou :
Dei-lhe quatro notas de cem francos,
uuia de cincoenta e cincoenta francos em
miuJos.
O juiz trocou ara olhar com o commis-
sario.
Todo desappareceu... disee Mar-
gerat...
O magistrado pareca un pou-.-o descon-
certado. Seu primeiro pensara uto tinha
sido que ada va se em presenga de um
drama de amor, talvez de ama vinganca
de mulber. Ter-se-hia engaado nessa
apreciadlo e o assassinato nao teris tido
outro movel senao o roubo ?... Se o anel
nao tinha sido tirado, fSra de certo porque
o ladrSo esquecera-se ... Se o relogo
nao havia desaparecido, que, tendo as
iniciaes de Gilberto, tornar se-hia nina pro-
va pergosa, compromettedora e alm disso
fora diffl.'il vendel-o... Se os cheques
tinham ficado o desipparecirnento da cha-
ve da secretaria pareca demonstrar que ti-
nham-se servido ''ella fra porque se-
riara inuteis as maos de outra peasoa que
uao fosse Gilberto...
Margerat sahio, deu a volta do pavi-
lhao, procurando algum indicio, percorreu
o bosquezinho e nada encontrn.
O mysterio em que estava envolvido
aquelle crime toraava-se cada vez mais irn-
penetravel
Entretanto o doutor tinha mandado des-
pir o cadver e estendel-e sobre urna ca-
ma. Exammoa-o escrapulosameate, laxan-
do principalmente a attencao sobre as
maos, as unhas, hombros e pescogo. Quan-
iuha do ,ha uta, para estas partes do cerpo
> que tendera todos os esforcoa. A* nnhas
ficam, as vezes, easangaeotadas. JHTtnaoa
feridas. Notara s ecchymoses no pesooco
e hombros e .uuius ven-a existera no paito
manchas escuras, deixadas pelos joelhos do
aasassino.
Em Gilberto nada havia de sementante.
~ Nao vejo cuntusac alguma... affir-
mo que nao bou ve luta... A victima foi,
talvez, sorprendida durante o somno...
Adormeceu sobre o sof... sera duvida
esperando Igucra Foi de noite... a
vela queimou-so at o fm...
Ha quantos dias te ve lugar a morto ?
Ha trinta e seis horas mais ou ma-
nos.
O crime teria sido commettido, nesse
caso, na noite de ante-bootem.
Margerat interveio :
A hora pode ser precisada de um
modo muito exacto, disse elle.
Como afsirn ?
Eis o relogio, quo acabo de tirar do
bolso do coleto. O sangue da ferda cor-
reu por cima do peito, parou na cintura,
impregnou o colete, e a caixa do relogio
nao estando completamente fechada, en-
trou dentro... Vejamos... este coagulo
deve ter feito parar o movimento...
E' verdade I E o relogio marca on-
za heras e inda.
Admittindo que tenha decorrido meia
hora, antes que o sangue chegasse at o
colete, pode sa calcular que o Sr. Barba*
rain foi assassinado s ooz-: horas, mais on
menos...
O raciocinio era lgico.
As primeiras investigacSes estavara con-
cluidas. O Dr. Tavernoy mandou que
vestissem Gilberto e sahio com o juiz e
Margerat, o qual levava o relogio, o pu-
nhal, a carteira, pecas de conviccSo, quo
oollocou cuidadosamente dentro do carre
do Sr. de Montdoney. Margerat tinha vin-
do junto como o juiz.
Pedio permissao para nao acompanhal-o
na volta. Quera ainda ficar para procu-
rar, esquadrinhar.
Tinha o instincto policial muito desen-
volvido e, alm disso, era ambicioso. To-
dos os juizes deposita vam confianca nelle.
Ficou.
Chegando a Dieppe, o Sr. de Montdo-
ney orandou parar o carro em casa dos
Barbarain.
Era preciso dar parta da catastrophe
mai e irmS do assassinado e nSo quera
deixar a oatros esto triste mitsao. Um
criado guiou-o at sala, onde appareceu
d'ahi a pouco Mme. Barbarain, em compa-
nhia da filha. *
Senhora, disse elle, sou mensageiro
de ama desagradavel uoticia... -lhe pre-
cisa toda a coragem para supportar urna
desgraca torrivel....
Mea Deus, murmarou a pobre se-
nhora, juntando as maos... o que tem
a dizer roe?... Que desgraca 7... Ah
men filho mais velho ? O irmio de Gil-
berto ?... Morrea ?... Est ferido ?...
FaBeJ...
- Trata-se de Gilberto, senhora... e
nao de seu outro filho...
Gilberto ?... Mas, ha quinze diss
ainda, recebemos cartas d'elle datadas da
Inglaterra... Dizia-nos que a viagem ti-
nha sido boa... que ia muito bem de sa-
de... Falle pelo amor de Deas...
Seu filho voltoa da Inglaterra...
E' engao, senhor, ter-me-hia es-
crpto... J
Veio furtivamente... conservava-se
escondido nos arredores de Arques.
Furtivamente T Eacondia-se T... Por
que T...
Thereza tinha-se approximado do juiz.
Estava demasiado commovida para tallar,
Uva attencilo naquelle momento ; contem-
pla va com desprezo as caras dos seas adep-
tos.
Ordenei qne mandassem ehamar
Chaveroy I disse elle elle, voltando-se
para Peyrolles, que sahio immediatamente.
En+So, meas senhores, proseguio o
principe, qne ten ? Deus me perdde, mas
esto paludos e mudos como phantasmas.
O que facto, murmurou Cocardas-
se, que nao estilo l de ama alegra louca.
Tem medo ? continaou Gonzaga.
Os fidalgos estremecern! e Navailles
disse :
Acautele-se, principe I
Se nao tm medo, proseguio o prin-
cipe, repugna-Ibes entao seguirme ?
E, como todos se calassem :
Aoaatelem-se os senhores, meas ami-
gos excUma di:. Lembrem se do que
Ibes dizia eu no sallo do mea palacio4,
obediencia passiva Sou a cabeca, os se-
nhores o braco. Ha ura pacto entre nos.
Ninguem pnsa em quebrar o pacto,
disse Taranne ; mas...
Nada de mas nao quero! Lembrem-
se do qne lhes disse e do qae voa dizer-
Ibes. Hootem podiam separar-se de mira ;
boje, nao ; possuero o meu segredo. Hoje,
aqaelle que nao for por miro contra miro.
Se algum faltar chamada esta noite.. ..
Ninguem falta, disse Navailles.
Tanto melhor estamos qaasi no fim.
Se me julgam arruinado, enganam-se ;
desde hootem cresci mais de metade ; a
ana parte dobrou ; j sao tao ricos, sem o
saberem, como duques e pares. Quero qae
a minha festa seja completa ; assim pre-
ciso.
E ha de ser, principe, disse Montau-
bert, qu9 estava entrc as almas dainadas.
A p-omessa cootida as ultimas palavras
de Gonzaga reanimon os vacillantes.
Quero que seja alegre, accrescentou
elle.
Ha de ser l
Ea, disse logo o pequeo Oriol, que
tioha fri at na medalla dos ossos, ointo
me j galbofeiro. Muito nos havemos de
rir.
- Muito nos hkvemos de rir repeti-
rn) os-outros.
F*i neste momento que chegou Peyrol-
les, trazando Chaveroy.
Nem urna palavra do qae se acaba
de pavear, meus senhores, disse Gonzaga.
- Chaverny t Chaverny exolamaram
de todos os lados, apparentando a mais
amavel alegra, vem, anda I estamos toa
cepera. -
Ouvindo este nome, o Corcunda, qne
ha tanto tompo estova intmovel no fundo
para interrogar, mas pareca comprehen-
der... nao respira va mais... ab.fava...
Attenta ao que o magistrado dizia, dir-se-
hia que espereva ama sentenua de mor-
do sea cubculo, pareceu despertar. Met-
toa z cabeca no postigo e olhoa.
Cocardasse ge Passepoil viram-n'o ao
mesmo tomps.
AttencSo I disse o gascao, olba 1
Trabalhatnos para elle, responden o
normando.
Prompto I disse Chaveroy, entrando.
D'onae vens ? pergantou Navailles.
D'aqni de perto, do ontro lado da
igreja. Ah I meu primo, precisa entao de
duas odaliscas ao mesmo tempo ?
Gonzsga t'ez-se paludo. No postigo, o
rosto do Corcunda illaminon-se a desappa-
receu. O Corcunda estava por detrs da
sua porto e continba com as maos ambas
as pancadas do seu coragao. Aquella tni-
ca palavra acabava de illumiual o como a.n
raio de luz.
Louco I incorrigivel louoo excla-
mou Gonzaga, qaasi com alegra.
A pallidez tinha cedido lagar ao sorriao.
Meu Deas proseguio Chaverny, a
indiscriyao oao grande. Apenas escalei
o maro paia dar ama volta pelo jardim de
Armida. Armida dupla ; ha duas Ar-
midas, faltando a ambas Renaud.
Estavam todos admirados por verem o
principe tao calmo diante daqaella insolen-
cia.
E agradam-te T perguntoa elle, rin-
do-se.
Adoro-as. Mas o que temos, primo ?
para qne me mandou chamar ?
Porque ha um casamento esta noite.
replicn Gonzaga.
Devras ? disse Chaverny Pois ain-
da ha quem se case ? E quem ?
Um dote da cincoenta mil escudos.
A' vista ?
_ A' vta.
Magnifico I Mas com quem ?
Com o olhar percerreu o circulo.
Adivinba, replicn Gonzaga, conti
nuando a rir.
Ha por aqui tanta cara de casado,
replicou Chaverny ; nao zdirnho. Ah I
talvez en ?
Exactamente, disse Gonzaga.
Solttram todos nma gargdhada.
O Corcunda abri de mansinho a porta
do cubculo e ficou de p porta. O seu
rosto tinha mudado de expresso. J nao
era aquella cabec pensativa, aqaelle olnzr
vido e profundo, era Esopa U, o escar-
neo vivo.
I"', o doto ? perguntoa Chaverny.
Eil-o, respndeu Gnsaga, tirando
do bolso am maco de accoes ; est prompto.
Chaveroy hesiten um instante. Os oatros
fclicitararo-a'o, rindo.
O Corcunda approximou-se de vagar e
foi presentar as sostas a Gonzaga, depois
te,.. E, facto estranho, abanava a cabeca
e dizia comsigo :
Nao, vai mentir... sera demasiado
horrivel... Mea Deas l como tenho medol
Fazei, meu Deus, com que n2o seja o qae
receio...
Ignoro, senhora, por que sen filbo
oceultava-se. Foi encontrado, esta raanha,
n'uma estalagem dos arredores.
Encontrando ? perguntou Mme. Bar-
barain, cujas ideas perturbavam se. O
senhor diz : encontrado. Entao estova
doente.. -
Est morto !
Merto ?
Assassinado I
Mme. Barbarain deu um grito terrivel
e cahiu desmaiada
Thereza cahira de joelhos, aterrorisada,
mortalmente paUida. Mova a cabega,
como se estivase Ioucn. E louca com ef-
fi-ito, naquelle momento, esqueeia-se do sua
mai semi-morta e do juiz que all estava,
vendo e ou viudo tudo. Nao escuta va senao
suas* recordagSes e por duas vezes excla-
roou em voz alta:
Elle matou-o 1 I Elle matou-o !
O magistrado estremeceu. O que esto-
va ella dizendo ?
Tomou-lhe carinhosamente as maos, o-
brigou-a a levantar-re. Thereza obedeca
sera comprehender. Olhou-o com os olhos
dilatados e fixos, mas nao o vio. Era ao
outro que via o cadover___e ao lado delle
Holgan! ..
Senhora, disse o juiz perturbado,
nao obstante estar habituado a tantas ace-
as commovedoras, socogue, pego-lhe e di-
ga-me : de quem est fallando ?
Thereza nada responden, porque nada
tinha ouvido.
Teria sido crueldade insistir j o Sr. de
Montdoney retirou-se.
E as duas senhoras ficaram, ao lado ama
da outraa mai esteadida sobre o tapete
a filha de p, porm ainda mais palu-
da...
Urna hora depois, embsrcaram-se n'am
carra e foram ambas Batalha d'Arqua.
A noticia j tinha circulado pela cidade.
Pessoas que nunca as havam comprimen-
tado, tira vara agora respeitosamente o cha-
peo, na sua passagem.
O carro segua pelo arrabalde d'Arques.
Quando chegou defronte da casa de Hol-
gan, Thereza fechou os olhos para nao
ver.
E repetia mentalmente, cheia de hor-
ror :
Foi elle que matou-o Foi elle que
matou-o !
No Pavilhao Henriqus IV, te ve lugar
urna acea desoladora. Mme. Barbarain
foi acommettida por nova fraquezj. S
Thereza mostrou-se forte. O cadver foi
collocado dentro do carro, com am panno
por cima. E as duas senhoras, a p to-
mara m lentamente a caminho de Dieppe.
Na estrada encontraram-se com um bo-
mem. Thereza reconhecen-o: era Joao
Holgan. Julgou que ia morrer... Como foi
que, sera enxergar, rodeada, repentimente
de trevas, ella nao deixoa de caminhar pa-
ra a frente ? Que forga sobrehumana man
teve-a de p T
Holgan aproximava-se. Estava palu-
do a grave. Chegando junto ao carro,
tirou o chapeo... Mme. Barbarain nao
o via... Thereza desvion os olhos, mur-
murando.
Desgranado '. Ousou affrontor a
morte '... A morte, que obra de suas
maos >...
Cathariaa estava no jardim quando pas-
sou o lgubre cortejo ; coroprehendeu-o e
retirou-se para dentro, com a fronte banha-
da de snor ; depois procoroa ver do sal&o,
afastando as cortinas...
Aquella forma hirta, sob o panno qae
a cobria, era o cadver daquelle que ella
havia amado. Sea amor matara-o. Quem
de lhe ter dado a penna molbada em tinta
e a taboa.
Aceitas ? perguntou Gonzaga antes
de assignar o endosso.
Aceito, respndeu o marquez ; pre-
ciso arranjar a vida.
Gonzaga assignon.
Emquanto assignava disse ao Corcunda :
Entao. amigo, ainda tena a tua phan-
tasia ?
Mais que nunca.
Cocardasse e Passepoil olbavam para
aquillo tudo de bocea aberta.
Por que mais qne nunca ? perguntou
outra vez Gonzaga.
Porque sei o nome do noivo.
E que te importa essa nome ?
Nao posso dizer. Ha cousas que nao
se explioam. Como explicar lbe, porexem-
plo, a conviegao em que estou de que sem
mim o Sr. Lagardre n2o cumpre a sua
promessa t
Entao ou visto ?
O meu cubculo all tao perto, Alte-
za, j o serv urna vez.
Serve-me duas vezes e nada toras a
desejar.
Isso depende de Vosea Alteza.
Toma, Chaverny, disse Gonzaga,
dando-lhe as accSes assignadaa.
E, voltande-se para o Corcunda, aceres.-
centn :
Sers do casamento, convido-te.
Todos bateram palmas, emquanto Co-
cardasse trocava nm olhar rpido com Pas-
sepoil, mormurando.
O lobo no redil 1 Com os diabos I
tm razao ; muito havemos de rir.
Todos os cortezaos de Gonzaga tinham
cercado o Corcunda, qae partilhava das fe-
licitagoes do noivo.
Principe, disse elle, inclioando-ae pa-
ra agradecer, farei todo o possivel para
tornar-me digno deste alto fauor. Quanto
a estes senhores, j tivemos nma justa de
palavras ; tm espirito, mas nao Unto co-
mo eu. E, sem faltar ao respeito que ele-
vo a Vossa Alteza, hei de fazer iodos rir.
HSo de ver o que o Corcunda mesa.
Ho de ver !
VI
O lalao e o gabinete
Existia ainda no tempo de Luiz Felip-
pe, n* ra Folie Mericourt, em Pariz, um
specimen daquella pequea e preciosa ar-
chitectura dos primeiros annos da regen-
cia. Havia alli um pouco de phantasia, de
grego e am pouco de chinea. As disposi-
gSes faziam quanto podiam para prender-
se a nm dos quatro estylos hetlenicos, mas
o conjuncto conservava-se como kiosque, e
era o culpado, ella ou sea marido ? Ella!
Qual seria o castigo ?
Os funeraes realizaram -se no dia seguin-
te. Dieppe, em peso, assistiu a elles. Joao
acompanhou o enterro at ao cemiterio.
Quanto a Catbarina, estava de cama com
febre. A' noite accordon-se sobresaltada e
e luz de nma lamparna que allumiava o
quarto, viu o marido, junto de sua cama
com os bracos cruzados. Precipitou-se pa-
ra elle, somi-nua, abragou-lhe os joelhos.
Joan, esta vida horrivel... mta-
me j..
Se rae v ao p de si, diss Holgan...
porque ouvia-a fallar alto e gritar no seu
delirio...
O que que eu dizia 1
A senhora tinha um nome nos la-
bios... e esse nome nao era o meu... re
ceei pelos criados... preciso que ninguem
saib3 o que'se passou, por cousa de nossa
filha...
Catbarina torceu os bragos de desespero
e conservou-sa lhe aos ps.
Joao, disse ella, a verdade... quero sa-
ber a verdade... Nao o assassinou, nao
assim?... sorprendendo o como o faria um
bandido, emquanto elle dorma?... Nao o
assassinou ?... Procurou-o... Elle dofendeu-
se... O senhor vencen?... Mas nSo um
assassino ?...
JjSo Holgan evito u responder-lhe e afas-
tou se lentamente.
DU3 das depois dos funeraes, Thereza
recebeu urna intimaglo para comparecer
em juizo. Era antes urna carta muito res-
peitosa, e8criptd'toda palo proprio juiz for-
mador da culpa e dirigida a ella, pessoal-
mente.
Thereza nem aequer desconfiou do que
se trata va.
A' hora marcada apresentou-se no gabi-
nete do magistrado.
Este estava trabalhando, sentado es-
crivaninha. Levantou se, assim que a
vio, e offereceu lhe urna oadeira. There-
za tr.ijava luto pesado. Sena meigos olhos
pareciam maiores ainda, agora qne as la-
grimas e as vigilias tinham-n'os rodeado
de um circulo azul.
Estavam menos brilhantes que de costu-
me ; i roa dr terrivel tinha-lhes apagado a
chsmma. Conservava-os constantemente
baixo8, sem duvida receiando que lhe les
sem na alma.
Senhora, disie o joven magistrado,
perdoe-me se a tirei da solidao em que se
achava, ptra obrigal-a ao passo que d
boje. Queira perdoar-me, principalmente
se aioda von reavivar-lhe a dr que sent.
Para fazel-o, foi-me preciso attender se-
ment ao interesse da justics, superior a
todas aa dsres...
Nao sei o que espea de mim, se-
nhor ; nSo sei em que poderei ser-lhe
til. Falle, diga o que pretende.
Senhora, no dia em que fui commu-
nicar-lhe o fim trgico de seu irmao, no
momento preciso, em que lhe dizia qae
elle havia sido assassinado, lembra-se do
qne disse ?
Nao, senhor. O que poderia ter
dito?
Escapou-se-lhe dos labios urna ex-
clamaclo ?
Por duas vasas a senhora disse :
c Elle matou-o! Elle matou-o! >
Thereza perturboa-se e o juiz perce-
ben-o.
Thereza, porm, recaperoa a calma.
- De certo, ouvio mal.
Nao senhora, porque immediatamen-
te ped lhe me fizesse suas confidencias.
c De quem que falla ? perguntei-
lhe ea.
- O que foi qae respondi-lhe ?
Nada ; estova demasiado afHicta para
poder respoader, e eu respeitava-lhe de-
mais a dr para insistir. Hoje, o dever
ordena me que lhe dirija, pela segunda vez,
Z mesraa pergunta.
as linhas fugiam do um modo diverso do
Parthenon. Eram cartuchos de conteitos
na verdadeira accepcSo da palavra.
No Amante fiel, onde fabricara ainda
grande quantidade destos cartenos com
figuras turcas ou sismezes, hexgonos na
maior parto, e cuja forma feliz faz a ale-
gra dos compradores de bom gosto. A pe-
quena casa de Gonzaga tinha a apparen-
oia do um kiosque transformado em tem-
plo. A Venns do secuto XVTII teria es-
collado alli os sena pedestaes. Havia um
pequeo perystilo do cor branca, franquea-
do por duas pequeas galeras, cujas co-
lumnas corinthias supportavam um primeiro
andar, oomlto por tras de um tarrago ; o
segundo andar, sahindo das proporgSes
musculas do edificio, eievava-se em belve-
dere a seis lances, encimada por nma co-
berta em forma de chapeo chinez Era
grandioso, segundo a opino dos amado-
res de entao.
Os proqrietsrios de certas habitacSes de-
liciosas, espalhadas em torno de Pariz,
pansavam ter inventado o eatylo. Estavam
em erro : o chapeo chinez e o belvedere
datam da infaacia de Luiz XV. nica-
mente o ouro que se gsstava em profusSo
dava s excentricidades de entao um as-
pecto qne as nossas habitagSes econmicas,
apezar de deliciosas, nao podiam ter.
O exterior daquelas gaiolas para lindas
aves, podia ser censurado por am gosto
severo, mas era delicado e elegante. Quan-
to ao interior, ninguem ignora as sommas
extravagantes que nm nobre fidalgo gos-
tava de enterrar na sua pequea casa.
O Sr. principe de Gonzaga, mais ric >,
s elle, que meia duzia de nobres fidalgos
juntos, nSo deixava de sacrificar-se aquella
moda fastosa. Sua loucura passava por
urna maravilba. Era um grande sala o he-
xgono, cujos lances formavam a base do
belvedere. Quatro portas abriam-se para
quatro quartos ou gabinetes, que senara
de forma trapezoide, se nao tossem as di-
mensoes que o reguiarisavam. as outras
portas, que eram ao mesmo tempo janellas,
davaro para os terragos abortos e cobertas
do Adres.
Temos medo de nos exprimir mal. Esta
forma era um requinta exquisito do qual
Pariz da Regencia offerecia quando muito
tres ou qnatro exemplos. Para sermos
comprehendidos, rogaremos ao leitor que
imagine um primeiro andar que seria um
jardim e de dividir este jardim, sem scoc-
cupar com aparas, e urna sala central com
seis paredes guarnecidas por qnatro gabine-
tes quadrados coUocados como azas de um
moinbo de vento, as duas paredes princi-
paes dando para os terragos. O daque de
Autin tinha desenbado ello proprio esta de-
qual 1
no
E, com voz firme, o Sr. du Montdoney
articnlou claramente :
De quem falla va ?
Senhor, juro-lbe que nao me recor-
d do incidente a qae allude... Juro-lhe
que nao me lembro de ter pronunciado
essas palavras !
(Contina).
ARIEMDES
.1
A' conseIhel ra
J viste a mariposa inuocentinba
na charoma se perder inconsciente
e no brilbo attrahida de repente
exanime tombar a pnbresinha ?
Como queres tu pois, que nm ser querido,
com teas conselbos mos, co'a tua ganancia
de ouro, de dinheiro e de abundancia
se Iluda neste fausto desmentido,
ti louca moripdsa, que vencida
no foco luminoso, fascinante
cahe, coitadinha amortecida ?
Guarda os teus conselhoa de bacchanta,
nao queiras qae ELLA um diasedusida
queime as azas na pedra d'um brilhante !
Recife, 24 de Fevereiro de 1887.
Ksboco
a... y

Aquella fronte singella
To linda como o jas mim
Revella toda a candura
De um formoso cherubim.
Aquelles gestos tao simples,
To gentis_e fascinantes
Sao o balsamo suavissimo
Das minbas magoas constantes.
i* '*

E os olhos seductores,
To innocentes tao bellos,
Tem attrativos tao fortes
Como tem os sens cabellos.

Aquellas maos tao pequeas,
Tao alvas como o marfim,
Parecem ser de alabastro
Co'a maciez do setim.
-
Aquellos pos tao mimosos,
To lindos e seductores,
Parece qae foram faites
P'ra pisarem sobre flores.
E os cabellos, mea Deas ? !
Nao sei mesmo o qae elles sao :
Sao os anneis da oadeia
Que prende o mea coraclo.
Aqaelle eolio tao bello,
To per feito e seductor,
Tem mais encantos q'aurora,
Tem mais perfume q'a flor.
O seu porta gracioso
Tan gentil e tao perfeito,
E' o asaampto modesto
De justo, de honroso preito.

O sen todo, finalmente,
Symbolisa a perfeicao;
E prende uns, fascina outros,
Com anjelcal attraccSo.
Recife,Fevereiro de J887.
Leovigildo Mabakhao.
licada cruz de Saint-Andr, para a loucura
supplementar que tinha na aldeia de Miro-
meuil.
No sallo da Lmcnra-Gonzaga, o tecto
e as decoragSes eram de Vanloo, mais ve-
lho, e de sea filho JoSo Baptista, que era
entSo o possuidor do sceptro da pintura
franceza. Dous rapazes, dos quaes um ti-
nha apenas quinze annos, Carlos Vanloo,
irmSo mais mogo de 3ocia Baptista, e Jac
ques Boucher, encarregaram-se dos pai-
neis. Este ultimo, discpulo do velho mes-
tro Lemoine, tornoa-se celebre em um mo-
mento, tal foi o encanto e o voluptuoso
abandono que imprimi as suas duas com
posicoe8As redes de Vulcano e o nas-
ciment de Venus.A ornamentacSo dos
quatro gabinetes consista em copias de Al-
bano e de Primatice, confiadas ao pincel
de Vanloo, pai.
Os dous terragos de inarmore oranco,
tinham esculpturas antigs; nao queriam
outras, e a escada, tambom de marmore,
era citada como obra-prima de Oppenort.
Eram oito horas da noite. A ceia pro-
mettida tinha lugar. O sali estava re-
pleto de luz e de Afires. A mesa resplan-
deca debaixo do lustre, e a desordem das
iguarias prorava que^a acgJo tinha come-
gado havia mnito tempo.
Os convidados/eram es confidentes da
Gonzaga, entre/ os quaes distinguia-se o
marquez de Chaverny, por comego da em-
briaguez.
Nao estavam inda no segundo prato ;
j elle tinha quasi perdido completamente
a razao. yChoisy, Navailles, Montaubert,
Taranne p Albret tinham melbores oabegas, -
porque conservsvam-se firmes e tendo con-
sciencia/das loucnras que podiam dizer.
O barao de Batz, mudo e firme, pareca
nao ter bebido senao agua.
Havia damas, bem entendido, estas dz
mas pertonciam na maior parte Ope-
ra. Estava em primeiro lugar a Fleory,
para quero o Sr. de Gonzaga se mostrava
attencioso 'r em seguida, -Vivello, n^n*
do Mississipi 5 a gorda Cidalise, boa ra-
pariga, esjtcie de esponja que absorvia
madrigaes ditos espirituosos para res-
ponder asnlir-s ; Desbois, Daliugoy, e cin-
co ou seis (outras raparigas ini migas dos
desgostos e dos preconceitos. Eram to-
das anda ahogas, alegres, loucas e promp-
tas para rirl mesmo quando tinham vonta-
de de chor
'
A
X

{Continuar se-ia-)
T/p. do
roa Duque de Caas n. t,


Full Text
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