Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19821


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Full Text

Wv^
rw
^SR!"
UNO LIIII I01EI0 t
PARA % CAPITAL E LUARK OXtE NAO ME PACA PORTE
Por tres mezas adiantados............... 60000
Por seis ditos idem.......... ......
Por um anno idem.................
Cada numero avulso, do mes-no dia. ........ 10
QDINTA-FEiHA U DE FE7S1 DE 1881
PARA DE VIRO E PORA DA PRO VIMCIA
Por seis meses adiantados.........\..... LS13^500
Por nove ditos idem........ .... t. ... 20fJ000
Por um anno idem................. 27(|C00
Cada numero avulso, de diaa anteriores.......... 4100
*-
$)r0prilrai>f ht Jttaiwel Jtgncfrfa He -taria 4 Sfyos
Os Srs. Amed S'rlaee tV C.
de Parla, sil os noasos agente
exclusivos de annunclos e pis-
blieacdes na Franca e Ingla-
terra
se
>


TELEGBAHHAS



;:*
.


i
::s7i;: da urna um
(Especial para o Diario)
BERLIM, 21 de Fevereiro, tarde.
Forana reeleiton depatadoa oa %r*.
Bsenlo nicbter e de avindiliorat.
cbefe do partido catnoliro, ambo* do
nanaero don queproleaiarana no Bel-
cjttocas>
BERLIM, 22 de Fevereiro.
Ti veram lagar nontom aa elelcdea
parlamentaren para a formara do
ovo Relcbmaa;.
O* reanltados parclaen. ate agora
conbi'ridu. sao eatea>
ElelloH 111 partidario do epten-
asle militar e 58 bostla. bavendo SO
csuniio eacrtatlnloa.
BERLIM, 22 de Fevereiro, Urde.
Oa renultadoa conbecldoa da elel-
rio para o Belebatas m&o oa segaln-
tosi
9S eonterervadore (ravoravela ao
aeptennlo militar).
si naeloaaea Uberaes (Idem).
IO liberaea allemea (boatla a o
aeptennlo).
56 menabroa do centro oa partido
ealbollco (Idem).
S social lata* (Irrecoaclllavels).
Cd proteatantlataa (da Ainacia-Lo-
ralna. polacos dinamarqueae. bo-
terianoif etc.)
Ta as sesjaisaaos eaeratlaloa.
En reanmo eaiao eleltoa ** par-
Hilarlo* do aeptennlo militare ad-
versarlos.
PARS, 22 de Fovereiro.
Tefe aqu lagar ana msetiho ala de
prole*tar contra o augnaeato do Im-
posto sobre o trigo.
PARS, 22 de Fevereiro.
Ko al da Franca e na Italia senii-
ram se algan* abala* de terremoto.
Sao conalderawela oa daaaaoa ma-
tertaea e rorana sepultada diversas
pe*sa* no* deaoioroaanaentoa.
WASHINGTON, 22 de Fevereiro.
O licuada doa Estados luido auto-
rlsou a i\ru*aode amacompanbla
para o raK*>naeato de um canal
tero cea n i i na .Mear agua.
Estas divisos, puramente tbeoncaa e escols-
ticas, nao se seguem h-je ; e unicam-nte seconser-
vam as dennmnaces de agudas e chron'cas para
as doencas que, pela ana gravidade e durarlo ter-
minam etn breve terapi oa se prolongara, muito.
AlbinismoAnomala coneenita que consiste oa
diminuicao ou mesmo na falta absoluta do pigmen-
to destinado a corar a pelle e outros tecidoa.
Jnlgon se, durante algnm tempo, que s a raca
negra padeca deata enfermidade ; e da tal idea
proveio a denominacio de pretos broncos dada
aos albinoi (assim ae chama aos individos que teem
albinismo). Tambem se pensava que as fuculda
des intell-ctuae* dos albinos eram em extremo tra-
cas. O melhor desmentido a esta idea fot a histo
ra completa do albinismo feta pelo albino Sachs
em 1812.
Os albinos, faltando-Ibes o pigmento nos tecidos
dos oltaos, nao podem soffier a impressao doa raios
solares ; e por isso torura tambem denominados he
liophobos eom horror Inz).
AlbuminuriaConstitue autes nm symptoma de
doencas diversas do que propramente urna doenca
definida nm estado caracteriaado pelo appa-
rejimento da albmina as nrinas.
AlgaliaInstrumento cirnrgico, que consiste
em nm tubo de materiaes diversos e com dimeosoes
apropriadas para se introduair pela urethra e ex-
trahir da beziga aa urinas, ou que serve tambera
para faaer nesta cavidade injec^oes therapenticas.
AloesSueco resinoso eztrahido das folhas es-
pessas e carnosas de urna planta igualmente cha-
mada aloe, genero pertencente familia das lili-
ceas. Ha tres especies de aloes : o tuccoturinos, o
heptico caballino.
(Contina,)
JARTE OFFICIAi.
la-
Agencia Ilav&s, filial em Pernambnoo,
23 de Fevereiro do 1887.
INSRDCOlO POPULAR
\

i
(Extrahido)
OA B1BLIOTHECA DO POVO K DAS ESCOLAS

PARTE PBIMEISA
Ti:CH\OLtil.l
( C on t SS u a c a o)
AffusaoMeio therapeutico (*) que consiste em
derramar sobre ama parte quaiqner do corpo, etn
jorro e de pequea altara, urna certa pirco de
agua. O duche differe da affusao em que naquelle
a agna projectaua de maior altura e com maior
forca.
As affuses fazem-se geralmenle com agua entre
12 e 18 centgrados (isto agoa fra) j comtudo
a agua pode anda empregar-se n'omaHemperatora
inferior regulan lo se esta pelo calor penpheneo
do curpo e segundo as indicaces que se pretenden)
preencher. As aftasoes sao empreadas para mi-
norar o calor febril, e para calmar oa symptomas
nervosos, operando urna salatar revolucao (*).
Agona Dis-*e do estado em que o doente luta
as vascas da morte. Dura este estado maia ou
menos tempj e caracterisado pela alteracio da
pbysionama, teeonra da bocea, reafriaments das
extremidades, diminuicao na forca daa pulsacoes
cardiacas e arteriaes, e pelo som particular que
prodazem no esopbago os lquidos, etc.
Aguder das doencasDia-ae aguda urna doenca
quando a taa marcha rpida e grave. S'outros
temos marcavnm aa assim oa limites u* dnraca>
daa doencas : aguda, as que duravam ar Udias ;
*o6re aguda*, as de menor duracio : tob-agudas,
aquellas que teimnavam entre 20 lOdias ; ch'O-
nicas, as que se prolongavam alm de 40 das.
Covern da provincia
EzrcDiBHTB do da 1 de FBvaaaiao DE 1887
Actos:
__ O presidente da provincia atteniendo ao
que requeren Mara Aata de Jess Campello, pro-
fssora da cadetra de ensino primario dos Reme-
dios, tendo em vista a inforinacao, n. 23, de 20 de
Janeiro findo, do inspector geral da instroccSo
publica e o parecer da junta medica provincial,
resolve conceder a peticionaria 3 meses de licen-
ca com ordenado para tratar de sua saude onde
Ibe convier.
__ O presidente da provincia, attendendo ao
que requeren o bacbarei Antonio Adolpho Coelho
de Arruda, 3 escriptarario do Thesouro Provin-
cial, e tendo em vista o attestado medico exhibido
pelo sopplicante, ssbre o qaal informoa o mesmo
inspector em officio de 14 de Janeiro ultimo, n.
369, resolve prorogr-lhe por 3 meses, sen orde
nado, a licenca que lhe foi concedida para tratar
de sua aande onde lhe convier.
OfiBcios :
Ao presidente da provincia das Alagoaa.
Sendo neceasario ficar esclarec io o ponto em da-
vid le qae trata a informaca, janta por copia,
prestada pela Theaouraria de Faaenda, em officio
de 23 de Dnzembro prximo paaaado, n. 8S0, com
relaco as paaaagens requieitac as pelo jais ma li-
cipal de Penedo, ao agente da companhia per-
nambneana. conforme o officio tambem junto p r
copia, solicito V. Exc ae digna exigir do refe-
rido jais municipal os esclareoMneotos de qae se
ocenpa a mencionad* Tbeajuraria, afim de qae
esta preai Jenci resol va sobre a petico da dita
companhia a respeito do aesumpto.
Ao inspector da Tbeacnraria de Paxenda.
Communico a V. S. para os fins convenientes, que
o proinot r publico da comarca de Pao d'Albo, ba-
cbarei Joaquim Pedro Cavalcante de Albuqaer-
que, interrompea o exercicio de seucargo, por mo-
tivo de molestia, em 19 de Janeiro findo, reaasu-
miodo o no dia 20.
Ao racimo. Communico a V. S. para OS fins
convenientes, que o promotor publico da comarca
de Pao cTAibo, bacbarei Jeaquim Pedro Caval-
cante de Albaqueque, en 22 de Janeiro findo, in-
terrompea, por motivo de molestia, o exercicio de
seu cargo, reaaanmindo-o no dia 31.
Ao mesmaCommunico a V. S. para os fias
convenientes, qae o jais municipal e de urpnos do
termo de Tacarat. Bacaarel Francisco da Costa
Maia Jnior, em 13 de Janeiro findo, reaaaumio o
exercicio de sea cargo.
Ao inspector do Tbesoaro ProvincialInfor-
me quaudo toi extrahido a ultima lotera em favor
do fondo da nmancipacao provincial a qae se rete-
re a le n. 1884, de 28 de Janeiro de 1884, e se
.xiste em deposito saldo pertencente a esse dea-
tino.
Ao director do Arsenal de Graerra.Mande
Vmc. satisfaser o incluaopedido de artgos de far-
damento, qae para seu nso, fas o alferea da com-
panhia de infantaria da provincia do Rio Orando
do Norte Horacio da Rocha e SilvaCommuncou-
ae ao presidente da dita provincia, e ao inspector
da Theaouraria de Faseoda.
Ao engenheiro chefe da Reparticio das Obras
Publicas.Informe Vmc, se a reparticn a seu
cargo tem casas ou commodos alagados para guar-
dar ferramentos ou objectos do aervico ; disendo-
me o sea numero, onde situados, preco da aluguel,
e quaesquer oatroa esclarecimentos a este respeito.
Ao inspector geral da Instruccio PuMica
Informe Vmc. se a eacola publica de Rio Formoso
acba se fauccionando no proprio provincial para
isto destinado.
Ao Dr. chefe da polica.Remeti a V. S.
mil e seisceotos passes impressos gra'uitos, dos
fornecidos pela companhia Brazilian Street Rail
w*v, afim de seiem utilisadoj pe policiaca em tervici publico durante o correte
anuo, .
Ao commandante do corpo do polica.Ao
Dr. chef8 de poiicia mande Vmc. apresentar no
dia 5 do correnteuma escolta de3 pracas e 1 cabo
afim de condusir para o termo de Cimbrea o crimi-
noso Andr Al ves de Barros.Communicou-se ao
Dr. chefe de polici.
__O Sr, agente da Companhia Brasileira de Ni-
vegacaj a Vapor, mande transportar 4 provincia
da Rahia, por conta do Ministerio da Guerra, oo
vapor esperado do norte ao major da 9* batalhao
de infantera, Antonio Francisco da Costa e ao Ia
cirurgiio do corpojde saude, Dr. Francisco Borges
de Barros, que vieram depr em um proceaso, nesta
capital; e bem assim a Manoel da Cruz, cantarada
do major
__ Ao gerente da Companhia Pernambucana.
O Sr. gerente da Compaohia Pernambucana man
de Jar pass gem de r at o porto de S. Salvador,
na priineir opportonidade, a Joio Baptist Fer-
raz Campos Jnior, por conta das gratuitas a que
o governo tem direiki.
O r. superintendente da estrada de ferro
Ao provedor da Santa Casa de Misericordia.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia envo a V, Exc. cem p-tsses impressos gra-
tuitos, dos fornecidos pela Companhia Brasileira
Street Rawiy, e igual numero de volta, afim de
serem utilisados em servico dessa repartico du-
rante o correte anno.
Ao agente da Companhia Brasileira de Na-
vegico a Vapor. Da ordem de Ezm Sr. presi-
dente da provincia, aecuso o recebimento do efficio
em qae V. Exc. participa que o vapor Para che-
gou dos portos de norte boje, as 6 horas da ma-
nhS, c seguir para os do sal amauha, As 4 da
tarde.
Ao mesmaDe ordem de S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia, aecuso o recebimento da of-
ficio em que V. S. participa que o vapor Seroipe
cheijou hoje dos portos de S. Salvador e escala, e
re?ressar no dia 18 do corrate, s 4 horas da
tarde.
Ai 1. secretario da Assembla Legislativa
Provincial.De ord m de S. Exc o Sr. presiden-
te da provincia transmiti a V. S., afim de serem
opportunamente remettidas a cousideraco dessa
Assembla o balance da receita e despeza do
exercicio de 188"o a 1886. e orcamento para o de
1887 a 1888, da Cmara Municipal de Salgaeiro.
A' commissao liquidadora das contas da es-
trada de ferro do Recife ao 8. Fraucisco.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, nesta data deu o
conveuiente destino aes documentos que vieram
annexos ao officio de V. 8, de 27 de Janeiro
liado.
Ao Dr. chefe de polica. De ordem de S.
Exc o Sr. presidente da provincia, communico a
V. 8. qae provideneiou>se convenientemente sobre
o assumptu de sea officio n. 91, de 31 do mez
findo.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 22 DE
KEVEKEIRO DE 1887
Abaixo assignado de presos da cadeia do Brejo.
Informe o Sr inspector do Tbesoaro Provincial.
Antonia Francisca da ConceicAo. Em vista
das providencias tomadas j mi ha que deferir.
Autonio Manoel Beserra Cavalcante.De con-
tormidade com os arta. 101 e 102 da le de 3 da
Desembro de 1841 dou prorimento ao presente
recurso para qne o recrrante seja incluido na lis-
ta geral dos jurados do termo ae Cimbres, por
nao ser justa sua exclusSo, sob fundamento de
nao ser eleitor, em face dos arta. 29 da citada lei
e 229 do regalamento n. 120 de 1842, e mesma
porque anda para as novas inclusoes, a lei; (c-
digo do proceaao criminal art. 23) nao requer qae
o alistante seja eleitor, e somante que possa ser,
estando, como eata, provad* que o recrrante, que
dema8 empregado publico, toi contemplado no
anterior aiistamento.
Alfredo Teixeira Barsellar. Remettido ao Sr.
inspector da Theaouraria de Fasenda para atten-
d.-r, nos termos de sua infonusco, de 21 do cor-
rente, n. 104.
Benedicta, eserava.Deferido com o officio de
hoje ao Sr. juia de orpbos do termo de Palmares
e Agua Preta, para attender a sopplicante em ter-
mos.
Eugenia Francisca de Araujo Pinheiro.Infor-
me o ar. inspector do Arsenal de Mannha.
Padre Francisco Ad- lino de Brito Dantas.In-
forme o Sr. inspector da Theaouraria de Faaenda.
Francisco Tavares da Silva Cavalcante.Infor-
ma o Sr. i n pector do Thesouro Provincial.
ira Nogueira da Canha Leite.Sim, se antes
disso nao hadar o sen contracto porque, neate ca-
so, com o contracto ti car A caduca a licenca cor-
rendo a substitnicAo por conta de sous vencimen-
tos, nos termos do art. 7* 6 do reglame oto de
29 de Janeiro de 1884.
Jos Angosto de Forjas Crrela Cesar. Nago
provimento, visto estar de aocordo com a le (art.
83 da lei n. 1882) a deliberacSo da Cmara Mu -
nicipal do Recite.
Joaquina da Costa Guimaraes.Apostille-se.
Joaquim Marinho Borges Providenciado.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buoo, em 26 de Fevereiro de 1887.
O porteiro,
Francolino Chacn.
Repartico da Polica
SecQao 2.'N. 179.Secretaria da Po
licia de Pernambuco, 23 de Fevereiro de
1887. -Illm. e Exm. Sr. Participo a
V. Exc. que foram bontem recolhidos
Casa de Detenerlo os seguintes individuos :
A' rainha ordem, Jos Mara do Nasci-
ment e Sebastiao Velloso da Suva, por
disturbios.
A' ordem do subdelegado do Recife, An-
tonio Ricolino da Silva, preso em flagrante
por crime de feriment leve; Francisco
Ferreira Lopes, Jos Vieira de Mello e
Manoel de AssumpcSo de Mello Barreto,
por uso de armas defesas.
A' ordem do de Santo Antonio, Luiza
Mara da ConceicSo, Lenidas Jlo Evan-
gelista e Pedro Nevos, por disturbios.
A' ordem do do 1." districto de S. Jos,
Joaquim Gomes da Silva, por disturbios.
A' ordem do do 1. districto da Ba-
Visti, Manoel Pereira de Medeiros, por
disturbios e Manoel Lo aren jo, por uso de
armas defesas.
A' ordem do do 1. districto da Graga,
Vicente Ferreira da Silva e Banto A.
Faustino dos Santos, por disturbios.
Oommunicou-me o subdelgalo do Re-
cife que, hontem ao meio-dia, na estac2o
da Companhia do Limoeiro, ra do
Brum, na mesma fregoezia, Antonio Re-
colino da Silva, ferio com urna facada o
braco esquerdo de Francisco Jos de Ma-
ra, empivgado d'aqu'lla empresa.
O delincuente foi preso em flagrante e o
ferdo foi vistoriado pulo Dr. Jos Joaquim
de Souz-t, que deelarou leve a offensa.
O sub lelegado respectivo tomou conhe-
cimento do facto e prosegue nos de mais
termos da lei.
Part ipiiu-me o delegado do termo de
Pesqueira em officio de 14 do corrente que
noel GuiAermioo Ferreira Callado, alli
pronunciado no art. 205 do (]od. Crim.
Em offiaio de 9 do corrente mez dea-se
gciencia o delegado do termo da Flores, de
qae lhe havia part upado o subdelegado do
districto d Carnahyba d'aquelle termo que,
do dia 7 tambem deste mez, pelas 7 horas
da noite aMs a teminacao da feira, Anto-
nio Gomo Barreiro, alli morador, assassi-
non com ima facada, a Joaquim Gomes
da Silva, oando este se achava tranquil-
lamente a conversar com outros em fren-
ta a urna lasa prxima a de sua residen-
cia e que tomando conhe?imento do facto
mandou p oceder a competente vistoria e
abri o it juerito, que te ve o destino con-
veniente.
O delini uente aproveitando-se da esen-
ridao da r lite conseguio evadirse. Dili-
geocia-se i sua captura.
O delej ado do termo de Alag* do
Baixo em ata de 8 do corrente remetteu
so juiz m uicipal da comarca, os inque-
ritos polici es procedidos contra Francisco
Raymundc da Silva, e seus dous tilhos,
Raymuadc e Galdino, que armados de fa-
cas e piste as, aggrediram a Jos Bsrnar-
dino de F< jas, em sua propria casa, pelas
11 horas < a noite do dia 3 deste mez.
Deus gi trde a V. ExcIllm. e Exm.
Sr. Dr. P uto Vicente de Azevedo, muito
digna pres lente da provincia. O chefe de
polica, Ai \tmio Domingos Pinto.
Tbesoaro Provincial
DESPACHOS DO DIA 23 DE FEVEBEIBO
DE 1887
Lopes d CInforme o Sr. colleetor de
Olinda.
jiffonso da Rocha Leal. -Entregue-a.
Fiellen Brothers. Escripture-se a di-
vida.
Manoel Torquato de Araujo Saldanha
Facam-M as notas da portara de li-
cenca.
Gustavo, Mermoud Filho, Mcheles Jos
de Jess, sngenheiro chefe das obras pu-
blicas, Jos da Silva Loyo Jnnior, Manoel
Moreira de Azevedo Guerra, presos pobres
do Brujo, Clodoaldo Bezerra da Costa
Gomes e Francisco Tavares da Silva Ca-
valcante. Informe o Sr. contador.
Contas do thesoureiro das loteras dos
agauuog da Colonia Isabel Encaminhe-se.
Dr. Julo Agostinbo Carneiro Bezerra
Cavalcante. Restitua-se e facam-se os as-
sentameotoa.
Contas a? colleotor de Iguarass e do
thenouroiro vlas loteras ordinarias. Haja
vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Mara Rosa Ferreira da Silva e Jos
Elias de Olveira. Informe o Contencioso.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 19 DE FEVEUEIBO
DE 1887
Custodio Jos Pereira, Ignacio Fernn-
des Eivas e Silverio Joao Nepomuoeno
Bastos.Informe a 1* scelo.
Luiz Goncalves do Souza Fradique e
Silva Antunes & CA' 1' scelo para
os devidos fins.
CapitSo Laurindo Wanderley P. Lns.
A' Ia scelo para attender.
21 -
Carneiro de Souza & C Jos Bern ard-
no Ferreira, Antonio Tbeodoro de Albu-
qaerque & C, Jlo Pereira Lima, Vicen-
te Ferreira de Albuquerque Nasci ment,
Antonio Luiz d C, Deodato Francisco da
Silva e Francisco Jos da Costa Sampaio.
Sim.
Jlo Gomes da Costa, Alexandrina Ca-
rolina da Cunba e outros, do procurador
dos feitos, o mesmo.Informe a Ia sec-
5I0.
Bento Brandlo e Jos Paulo Botelbo.
Indeferido em vista das iuformacSes.
rsula das Virgens Vieira da Cunha,
Francisco Luiz CiValoanta Sobrinbo. -De-
ferido de accordo oto as informac3es.
Alexandre Americo de Caldas Brandlo.
Certifiqese.
Jlo' Bezerra d M. Indeferido em vis-
ta das niormac3es.
Jos Francisco Mamede de {Almeida.
O Sr. general Jos Paulino tomou logo as mais
energieaa providencias s 3 boras da manh
chegavam fortaleza de S. Julio um esqaadrao
de lanceiros e orna forca de infantera. O desta-
camento formn na melhor ordem e ouvio a cen-
sura spera que lhe fez o Sr. general, mostrndo-
se at arrependido do acto menos reflectido que
praticara. O official subalterno, qne parece nao
eatava no sea jaizo pleno, foi preso e mandado re-
colher ao castello de 8. Jorge. O esqaadrao de
lanceiros e a forca de infantaria retiraram logo
para Lisboa.
Foi expedido pelo ministro de estrangeiros a
seguate circular aos causales :
t As qaestdes coloniaesaasumiram nos ltimos
anoos ama importancia consideravel para quasi
todos os paizes europe is. Coasiste o interesse pri
nordial destas questoes na necessidade eoa que
quasi todos se encontram de abrir novos mercados
s suas industrias crescentes, as quaes pela coa-
correncia cada vez mais larga e activa de novas
oreas productoras lutam em condicoes desvanta-
josas dentro dos mercados europeus, e se sentem
ameacadas de urna crise permanente, e de urna
forcada paralysacio que, eofraquecendo a vida
econmica, pode causar graves perturbacoes no
organismo do estado.
< Anda outros interesses se ligam estreitamen-
te a este assompto. O commercio dos productos
colooiaes, e o pro vei'amen ti das corren tes de emi-
giacao que a densidade de popalaco oa as diffi-
ceis condico?8 de existencia em certas regioes m-
pellem para fra da Europa, podum contribuir di-
recta oa indirectamente para a prosperidad^ da
metro pole.
Nao est o noeso pais tao adiantado nos lavo-
res indostraes que careca boje de abrir marca-
dos novos aos productos das suas fabricas, nem
poderla vantajosamente coacorrer nesse terreno
com os oatros paizes productores. Mas nao o ia-
teressam menos do que a oatroa o desenvolvimen-
to do comn ercio dos productos das suas vastas
colouias, e as coasequeocias dos movimentos de
einigracao que at hoje se leem eocaminbado de
Porcngal e ilhas adjacentas por urna forte corre-
te para a America. Por esta f rma se constitui-
rn) no novo mando numerosas e prosperas colo-
nias portuguesas qae podem valiosamente contri-
buir para o engrandecimento das nossas relaces
commerciaes e assegurar um mercado aceessivel e
fcil aos productos agrcolas da metropole.
Por isso mesmo o estndo e a comparacao dos
tactos occerridos nos outros paizes com respeito
aos movimentos de emigracao e ao commercio es-
pecial dos productos cobniaes pode fornecer-nos
esclarecimentos otis e ministrar-nos indicacoes
de valor.
Neste intuito dever V. 8. elaborar, alm do
relatoro annual determinado pelo despacho circu-
lar de 30 de marco de 1870, um nutro relatoro
tambem aouual sobre todo' os factos relativos a
emigracao e o commercio de productos colooiaes
que occorram no seu districto, e que m rrcara ser
mencionados pela roa significacao e importancia
oa vida econmica do pais oo de urna determina-
da regio.
< Deus guarle a V. 8. Secretaria de estado
dos negocios estrangeiros, em 3 de Janeiro de
1887. Henrique de Barros Gomes .
Lemos no Commercio de Portugal de 10 :
Segundo noticias da India, recebidas hontem
em Lisboa, parece que ae levantino serias iifficul-
dades realiaaco de parte da concordata. O se-
guate telegramma, publicado as folhas inglesas
e portuguesas da India, explica o facto :
c A ameaca eedesiastica feita por Agliardi a
portas fechadas, com o fino de forcar Delgado
(vigaiio geral portugus em Oylo), leven o pu-
blico a julgar por algum tempo que elle se fisera
propangadista. Delgado e os padrea conservam-se
tieis. Oj pdroaditas preferem morrer a submet-
ter se. Esto lechadas vinte e einco igrejas. O
procedmento violento de Agliardi censurado
com vennene a pela imprensa indiana *.
Lemoa no Jornal do Commercio de 13 :
< Hontem, cerca da meia noite, deu-se um in-
cendio no largo do Mastro, que produzio profonda
impressao, tanto no pessoal qae acudi, como as
outras pessoaa que conhaciam o infeliz bombeiro,
victima voluntaria do fogo.
Joo Das Douradu, um valente bombeiro, que
trazia pendentes do peito qaatro medalhas, ganbas
nos inoendioa em que se tornou notavel pela abae-
gaco de salvtr os seos aemelhantes, era estima-
do de todos os enmaradas ; ltimamente, porm,
tornou se ino e pnnoipiou a entregar-se aos vi-
cios, sobre tudo is bebidas, pelo qoe se tornou mal
visto dos seas enmaradas.
ltimamente o Sr. Barreroa, seo chefe inti -
mou-o a que se apresentasse devidamente equi-
pado ; mas parte do ornamento estava vendido. O
Sr. Barreiros ordenou ento que lhe dessem um
quarto na estaclo n. 3, e Ibe abonassem ama pe-
queoa gratificaeo que. smeate lhe devia ser en-
tregue na occasio da rcfeicao, ordenando tambem
qae fosse vigiado, am de nao praticar loucura
que maior gravidade tivesse.
< Dourado, dirigia-se todas as noites aquella
estace, onde peruoitava, e provocava os serven-
tes, que, conheeenlo osea estado, deixavam-n'j
fallar.
Uina das vezes Dourado, vendo qoe nao tioba
dioheiro, empenhou as roupas das camas dos ser-
ventes, indo dopois emhriagar-se.
1 Hontem noite deu-lbe a mana de se assar.
para conseguir o seu m deitou fogo s camas e
p-rmaaeceu no meio das chammas, tendo a pre-
caucao de fechar bem as por-as.
< sota da bomba e restantes bombeiros sus-
peitando que fossd elle o causador do incendio, cu
Deferido de aocordo com as inforinacfas. b&aaaaa quarto1 onde elle estava, encontraran!-no
Barboaa Lima & C- Indef-Tdo em vis-
ta das informacSes.
Juliana Mara do Eipirito-Santo e Sil-
vestre Baptista de Santa Rosa.Em vista
das informacSas nada ha que deferir.
Jo M.ria dos Prazeres Chalaga. -A'
1* se .cao para attender.
_ 23 -
Castro 4 C A' 1* secglo para os dov-
vidos fins.
Jlo Alves do Valle.-Sra.
Manoel da Silva Faria.-Sim.
Manoel Luiz Ribeiro.Defer lo de ac-
cordo com as informales.
do Recife ao S. Francisco mande transportar em s-guodo commum -avio do subdelegado do
carro de ter"eira elaasa, da estacio das Caco districto do Poglo d aquelle t^rmo, no dia
i tambem deste mez, Manool Virginio da
() Therapeutica a parte da medicina qoe trata
dos remedios e me>us curativos das doencas ; estes
remedios e curativos denominam-se sacio* thera-
penlicot.
() Em therapeotea a palavra revolacio in-
dica o emprego de certos meioa destinados a ope-
raren) o desvio da doenca para urna regiiodistan-
te da primeiramente atacada.
Pontas de Una, por conta des paasea gratuitos
a qoe o governo tem direito, urna recolta de tres
pracaa e um cabo, e o criminoso Andr Alves
de Barros.
__ O Sr. encmrregado da estacio do Una no
proloogameoto d* estrada de ferro do Recife ao
8. Francisco mande transportar esa carro de ter-
ceira c-lasse, da estacio de Uua at anbtiuho,
por conta da provincia, a tres pracas e um cabo,
qoe vio escoltando o criminoso Andr Alves de
Barro*.
BiPEOisara no skceetasio
Oficios :
Ao commandante daa armas.S. Exc o Sr.
presidente da provincia manda couimunicar a V.
Exe., ter autonsado o director do Arsenal de
Goerr a apreaeutar a esss quartel-gencral as
=sfidejue trau o M office n. 54, de 28 de =jc
4-
DIARIO DE PERMMBUCO
Costa, desfechara um tiro em s.-u proprio
cu :hado, Sergio Alexandre da Silva, pro*
duziado-lh-' fu rimo uto mortal.
Deu lugar a este la nentavel facto que-
rer Manotl Virginio, apjssar-se de urnas
madeiras a qu Sergio ae julgara cem di
reito.
O delegado respectivo tomou cocimento
do facto, procedu a inqu rito e desse fez
rcmessa ao Dr. juiz municipal do termo.
Aidna o delegado de Pesqueira fez-roe
scieute que n'aquella mesma data se lhe
apres-ntara voluntariamente afim de ser
a julgaayanto o criminoso Ma-
RECIFE, 24 DE FEVEREIRO DE
' 1887.
Noticias da Europa
Ka ausencia da nosaa coirespondencia especial
que, sem que saibanoa porque rato deixou de
vir pelo paquete inglez Tagui, hontem chegado da
Europa, limitamo-uos as seguintes noticias, eo-
nhecidas das folhas de Lisboa, que alcancam
13 do correute, adianUndo desesseis das s tra-
zidas pelo paquete }Aondegu :
PortuK*tl
No dia 6, depois da meia noite o Sr. general
comoaaodaate da 1 divisao militar recubeu com
inuoicaclj telegraphica de que o destacamento do
n-gitneut 21 em servico na Torre de Juliio da
Barra se insubordinara querendo viva forca re
gressar ao seu quartel por terminado otempo,
que geralmente costamam durar estas aissOds mi
litares e uo baver sido rendido. Parece que um
dos uffioiae subalternos nao era estraoho comple-
tamente atiituJe da soldadesca.
estendido no chSo e horrivelmente queimido.
Foi couduzidoao hospital de S. Jos, onde tal-
leceu s 5 horas da tarde de hoje.
O incendio desenvolveu-se espantosamente,
chegaudo a carbonisar o forro, o solho, os alisares
e puru*. *
Hespaaba
Ch-guam 10 em Madrid viudos de Sanldcar
de Barraiueda, SS. AA. II. o* condes d'Eu e seus
fi bos, gozando perfeita saude.
8S. AA. H., partiram no dia 11 para Par.
Foram recebidos por S. il. a r-.iuha regente.
Gausou bastante impressao em Madrid a no-
ticia de se ter celebrado um tratado entre Marro-
eos e a Fran ;a, para levar at a foz do Malouia
a fronteira de Argel, que o tratado de 1845, depuis
da batalba do Lly, xou na costa marroquina,
na foz da p< quena ribeua de Kis.
Nao a pruneira vez que a eventoadade de
urna reutifcaco d'aquelia frooteira provoca em
Madrid calorosos proreatos.
A imprensa bespanhola est disposta a susten-
tar que a Hespanha deve oppr-se terminante-
mente que a Franca se apodere do curso do Ma-
louia. Trata-sa, psra a ti opxuti, dizem, de urna
queatao de atguianca para o aeu t r.-itono e de li-
berbade dos aeus movimentos nos mares que ba-
ubam a pennsula. A ve.dadu que a Hespanba,
que, pelos seus presidios de Ceuta, Melnla, Peoon
de Vele, Albuc ms, tem ja o p sobre qaatro
pontos (liffeTi-urea d. costa, nio se consola fcil-
mente de ter oihido tio poucoa fmetCS da brilhan-
te cimpanba do g neral O'Donuel na 1860, e aup-
pde que a Franca lanca as suas vista para a maior
parte do imperio marroquino.
Todava, a attitude constante da Franca para
c m Marro o xciue a su-peita da, idis reser-
vadas que lhe attnbuem.
Em uenhuma epocba. se viu o governo francs
levantar, as suas rclucdes com Morrocos, confli-
ctos que s pudesicn resolver-so p la guerra. E
essa aititude cor:ecta nio so tem d'-smeutido um
s momento, mesmo quaudo se tem dado algn*
incidentes desagradaveis, que ella poderia ter
explorado, e o governo francs tem se id pre procu-
rado, n'essas circomstacias, restabslecer, o mais
deprassa poosivel, urna completa cordialidade naa
suas relacoes com o sulto.
A rectificacio das frooteiras, a qae talvez a
Franca liguo urna certa mportaocia, nao tocana
em nenhuin dos pontos onde estilo estabelecidos o*
hespaohoes, e teria por ooico im dar FrAnca
urna linha estratgica para acabar com as incur
so8 das tribus argelinas dissi lentes, que tneon-
tram um refugia nos oatis moroquinos.
tlli-manlia
As eleicdes para o reichstag allemao estavam
como sabido, fizadas para o da 21 de Fevereiro.
Babta isto para explicar a recrudescencia do* bo-
atos assustadores q te se nota n'este msmento, na
impreusa allem. Emquanto a Gazeta de Colonia,
com sua habitual serenidad'-, referindo se s
explcacoes dadas pelos jornaes franceses com res-,
peito aos acampamentos coustruidos em alguna
pontos da Franca, classifica explcacoes como
puras mentiras, o Post, de Berln, trata de demoua-
trar qce a presenca do general Boulanger no ga-
binete trances urna ameaca para a seguranca da
Allemanba.
Parece qoa este artigo causou profunda seosa-
cao. E' fora de duvida que se um jornal francs
se lembrasso de publicar artgos semelbantes a
respeito do Sr. de Bisorack ou de alguns dos seus
collegas, o governo allemao nao deixaria de se
qneixar,pe!o {menos oficiosamente, da tolerancia
dasauctoridadesque os tiressem deixadocircular.
Masess-i maneira de proceder nao tem o mesmo al-
cance da parte de um jornal allemao, em primeiro
lugsr porque o governo francs Ibe nio ligara
nenhuma importancia, depois, porque esse o ton
geral q le reina na allemanba em relaces poli-
tice. N'aquelle pais nao sao muito escrupulosos
na escolha dos epi trie tos, nem na dos argumentos
Falla-se em tudo e de todos, das potencias eetrau-
geiras e de um adversario poltico com a mesma
liberdade de linguagem, com a mesma franqueza,
com a mesma semseremonia que o Sr. de Bismarck
mostra em pleno parlamento a proposito dos s ih
antagonista e mesmo dos seus collegas no gabinete.
Nio *e deve, portanto, procurar urna sitaacao
aggressiva ou symptoma assustador no que e9cre-
veu o Post e a Gateta de Colonia. Continuam urna
simples polmica eleitoral conforme os costumes do
sao paiz. E at o da 21 cao se pode esperar
ootra cousa.
Se p .dse haver motives para sustos, seria mais
rasoavel procural-os as medidas qne, ao que se
diz, vio ser adoptadas na Austria.
XGazela de Moscou trata, em um extenso
artigo da questiodas relaces eotre a Allemanba
e a liussia, e o do perigo de orna guerra entro o
dous paizes.
A Gazeta pergaota porque motivo esta questao
reupparece peridicamente, se, como o atfirmau o
principe de Bismarck, a Russia nao tem nenhuma
razio para atacar a Allemanba e vice-versa.
Para que serve estar fazendo supposces,
que nada justifica, e que nao teem a menor razio
de ser ? A que proposito vem essa declaracao em-
phatca :Defender-nos-hemos at a ultima gota
do nosso sangue se a Russia nos atacar.Para
qne esse tom solemne ?
A Gauta perguota anda o que significa a al -
luaio a Polonia, onde nio existe, para a Allema-
nha, nenhama causa para urna guerra com a Rus-
sia.
O jornal moscovita exp em seguida que a
Russia tem, no Oriente, interesses da mais alta
importancia, c que, pelo contrario, a Altrnanos
tem declarado rep-ti Jai vezes, pela bocea do prin-
cipe de Bismarck, o mais catbegoncamen:c pos-
sivel, que nio tem neahum interesse nessas re-
gioes .
A Gonetta lembra que o principe de Bismarck
se pronuucioa menos contra os artigo* do* jornaes
qoe incitavam a Allemaoha a fechar i Bussia o
accesso de Constanttnopola, disendo entio que ou-
tros poderiam ser interesados nisso, mas, que
nesse ponto, a Allemanba devia apenas assumir o
papel de um intermediario pacifico, arriscndose
a passar aes olhoe da Austria-Hungra como moi -
to russa e aos oiho* da Bussia como muito aus-
traca.
. Se isto ass'm, diz a Gazeta, para que se
oncarrega.do papel difficil de advogado, de procu-
rador ? A Allemanba nio servira melhor a causa
da paz nao se entrometiendo nos negocios em quo
ella propria assegura nao ter interesses ? .
A Gaze a expe em seguida os dircitos histri-
co* que tem a Russia para exercer a sua influen-
cia no Oriente.
Emqumto Austria-Huagria, introdusio-se
n'um terreno qoe Ibe completamente estranhe.
Procura compensaces paea as perdas qae soff.-eu;
apparece alli como oppressora, como o ni:nigo de
tudo quinto constitue a base commum das noci
nalidades orentae*, de tudo o o que as prende
Russia...
Neste caminbo poltico a Austria Hungria deve
entrar em conflicto com a Russia. Que vr en-
tio fazir a inediacio da Allemanha ? No Oriente
nio pode, haver entre a Austria-Hu.igria e a Rus-
sia nenhum compromisso qae nio seja em pfejuizj
da ultima; e essa desvantagem estender-se-ha
igualmente s nacionalidades que teem o mesmo
systema de existencia e os mesinos destinos que a
ctussia.
A Russia nao a parte aggressiva.
N'um tal estado di couses, o que tem de faser
um medianeiro verdaderamente leal ?
A Gazeta de Moscou, responde :
< Trin que faser parar o aggressor, e nao con-
consentir que elle invada um territorio estraiigei-
ro e fazel-o renunciar s annexacea.
Se esse medianeiro quer ter a missao de eo-
ndjuvar a parte aggressiva eaforcando-se joara le-
var a ootra a fazer .eoncesss, deiea de ser me-
dianeiro e passa a ser um alliado do aggressor.
Proceder assim, chamase aucsr, e natural peo-
sar-ae que aquelle que iutervein dea maneira,
nio entra denteressadamente no negocio, e que
apesar de todos os seus protestos, os seus pro-
prios interesses entram por alguma forma na con-
tenda.
A Gazeta nota que para recetar que a Kussia
nio coda sempre pressio exercda sobre elia e
se decida um dia a resistir.
(Ja boatos de guerra reoovam-se p?riodica-
meute, accrescenta o orgao do Sr. KsckJF; rene-
vam-se qa s no momento em que toca o seu ter-
mo a alliauca dos tres imperios. A Allemanha
apresenta-se ente como medianeira e qoando se
diape a favorecer a substituicao
russa pela influencia aostriaca,
Russia lutences agressivas.
A Gazetta conclue assim :
< Par<-c-no3 que o boraein que diriga a poltica
alloma prestara um melhor servir^ ao Beu paz e
garantira me.bor a paz da Europa se acabasse
com < sse jogo das allancas e se hmitasse a cou-
rervar gimpiesmente boas relacoes com a Rissia
da qual urna Allemanha pacifica e sem preleoo5s
nao teria a recelar n-inhum perigo.
De facto, nada a impede de ter ignalmente re-
lacoes ainigaveis com outras potenciaste ena par-
ticular com a Austria-Hungra ; todava, uo de-
veria incitar esta ultima e seguir urna poltica ag-
gressiva nu Oriente, onde mai* cedo ou mais Urde,
esbarrar f,.talmente com a Russia.
O pnucipe de Bismarck tem falto grande* cau-
sas na u* vida Era tempo de ae declarar satis-
teito. E' bastante oque tem feito. Seria atuogir a
perteicio se termn^sse a *ua carreira consolidan-
do a eua obra. Para alcancir esse resultado, o
melhor *ena elle renunciar a quaesquer entro*
projectos, e principalmente a pretencio de exer-
cer urna dictadura sobre o mundo, idea n poleo-
mea que, como todos sbem, nao conieguio reali
sar o pnuier* Napoleao.
A Gateta da Allemanha do Norte transcreve a
f.
*

.
_'


I .' .--






da influoocia
attribuem-&e i


Diario de fernambncoQniiita*-fcira 24 de Feverei de 1887
noticia dad pelas Nouvelles Politiqnes de Berln,
de qne o marechal de Moltka deeWfe*a *-
pufacto de eMtaneaaaneervadorea qae a ituaco
era muito gravo e asas atava autorisado a dizer
Uto.
Oa joroaes allewie aeorwelham ao .governo qae
afta da Franca ea e abaleaba de tomar qual- que io ente aioda eom bastante vitalidade para
exija aa riauy 7~_. _. __ ._____?____ i____.,, ,i,n n.r,al na F.umna tc.m limites alm
I

>
~


qar parte ac negocio* do Oriente, e de apoiar as
preterid es da Russia. Estes cunselboa ais cas
tincado pelos jornaes franceses de faaatronadaa
absolutamente ridicula*. _i_
Urna parte da imura ingleza alo dawsan do
as tomar a serio; afirma mu que algalias
obaervaceos foram diriarnias anata aaa'ido a> Sr.
Herbette pelo conde Herbet e Bismarck, faato que
nega & imprensa franela. .
A intervenclo do papa a iaaw do septennato
militar nao convenca todo o* ultramontanos.
O 8r. de Windchort aetinua a sua campana con-
tra o chanceller. : -
N'um longo discurso proferido Colonia, na
preseoca de mai* de cinco mil peesoas, convidou
de novo os eleitorea a votarem pelea partidario* da
independencia do parlamento ; este acto fez pre-
ver que mai* urna deaintelligencia inminente no
partido do centro.
Vai fomaar-a, aguado a da, asa -rapo Ue
dissideotes, que ser favoravel ao aeptennato.
Annunt-iM-se n prxima publioaeao en Berln,
de nm novo orgi> catbolico, qae defender oa pro-
jectos do governo.
A Caseta da AUemanha do Norte follando da
nota do cardeal Jacobioi, aecuaa oa Sr*. Wind-
teor*t e Frankenstein, de terem gaardado secreta
a pnrneira carta do papa e de terein exercido nma
presaao no ceatro para o obrigar a votar contra o
septennato.
A ateta de Colonia di qne o governo alteante,
teve confidencialmente, na* nao com carcter ofli-
cial, conbecimeota desta pnmeira arta do papa,
na qnal o *anto padre insista particularmente so-
bre a necessidade de votar o septenuato.
O ebefea do centro nio tendo levado esta carta
ao conteoimento do seu partido, o papa decidio-*e
a faxr com qne o cardeal Jacobini eacrevesse a
neta que se conhece, e fel-aaecreeceutar para nao
provooar aa saaeeptibihdades dos otholicos da
AUemanha, de elogios sobre a fidendade do centro
santa s.
A a* tria, angria
O governo austro-hngaro promulgou, ha pouco,
a lei, votada o anno passado. rrlativ* ioLandsturm,
isto seganda reserva, m jornal viennenae,
que est em boas relacoes com as regies officiae,
o FremdenblaU affirma que o governo pensa ago-
. ra em convocar a Landsturm para muito breve, e
que vai convocar as del-gcofcs para Ihes pedir 50
milhoes de florins com o fim de armar a reseiva e
proceder sua urganisacao.
Es'a noticia foi implcitamente confirmada pelo
Sr. Tisza, na cmara dos diputados da Hungra.
Respondeudo s nma ioterpellaco em que se alia-
da aos armamentos projeetados, o ministro hn-
garo nao hesiton em citar o exemplo da Blgica e
da Suissa para justi6car as medidas de precauco,
que o governo enteode dever tomar. Aiuda
que fe.das as potencias desejem igualmente a paz,
diese elle, nao ha nenhom paii que nao deseje estar
em condicoes de proteger os seas interesses por
meio das suas prnpnas f-reas. Nao urna prept-
racao para a guerra, mas urna medida dictada
pelo prudencia.
Isto tem urna importanci* muita diversa da dos
artigos do Pest e da Gaztla de Colonia.
Nao parece que aquella q"eclaracao fosae fcita
para influenciar nos manejos eleitoraee dos parti-
dos allemes. Por muito intimas qae sejam as re
lacoes eotre os gabinetes de Berlim e de Vienna,
seria um pouco arrojado suppor que este ultimo se
prestasse a ser cmplice de Bismarck uesU luta
eleitoral. A delegacea austro-hngaras recu
ar-se-hiam, em todo o caso, a entrar nesae jogo.
Trata-se, portento, de nm tacto exacto, de urna
medida seria qae nada tem qne ver com a campa
nha alarmista emprehendida pea imprenaa alloma
com nm fim puramente eleitoral. Nao pode baver
a menor duvida a esee respeito. Essa medida, o
armamento do Landsturm, para dentro de pouco
tempo, o corolrario do chamamento das revistas
na AUemanha, e da prohibico da exportacio de
cavallos.
E' impossirel, por maito boa vontade que baja,
ver m toe* actos, de doas govern-js to estrena-
mente anido*, urna symptoma tranquil I isador.
Nenhum optimismo pode resistir a semelhantes
tactos. Esta* medidas denunciara evidentemente
ama situacao maito tensa
Nao se deprehende disto que a suerra enteja ira-
minente. As eleicoes na AUemanha sao um ele-
mento importante da sitnacao, podero exercer
ama influencia decisiva sobre o* acontecfmentos,
conforme o sen resaltado for a favor ou contra a
poMica do Sr. de Bismarck. Poiera sobrevir ou-
tras circumstancias que alterem completamente a
aitaseSo.
Entretanto, prudente nao ser nem muito opti-
mista oem muito pessimista Neohum facto novo
veio complicar a situacao. que dura ha dous meses;
mas esta situado contina m e coca de perigos.
As declarcoes pacificas des gabinetes e diploma-
tas nao iijfluiram nada ; teem spenas um valor re-
lativa.
Nunca se vio um governo declarar que estava
far:o da paz e que queria a guerra Quando um
governo falla abertarnente em guerra, pao deixa
geralmenta decerrer 24 horas para passar da pa-
lavra accao.
Inclaterra
O socego custa a entrar nos espiritos violenta-
mente agitados ha alguns das pelos boatos persis-
tentes de guerra.
Depois de Paris e Vieona, Londres teve tambem
o seu pnico na bolsa. Nao se diz a causa disso.
E, no fim de cuntas, importa pouco sab^r q^ial a
noticia que provocou esse pnico. As medidas
militares* que adoptam successivamente todos os
paa3, a os artigos systematicamente pessimistas
eaggressivos da imprema "juiciosa alterna, de'iam
necesariamente laucar a ptrturba?io era toda a
Earopa.
Se este apparato aterrador de sinistros sympto-
mss nao tem ootro fim seno dar ao Sr. de Bis-
marck o Reichstag que elle deseja, deve-sseon-
fessar qne essa maioria ter custado aleum di-
nbeiro e causado algons desastres. Mas isso
ama dessas censideracoes que nao incommod: m o
genio essencialmente pratico do chanceller nlle-
mj. Ha de continuar a aecusar a repblica
traocza de ser a i-ausa da agitacSo profunda em
qne se debate a Europa, o ha de felicitar se pHa
boa peca que pregou aos seas adversarios polti-
cos na AUemanha, batidos sibre as costas das *w
ces visinhas. E' um proeesso novissimo e oiigi-
ual, neste caso
O Tempe publica sobre iaso ama carta qae lbe
escrevea um diplomata que est maito ao corrente
da situaco, e que conim algumas observa.; 5'S
muito seosatas, Apont, por exi-mp'o, a pub'ici-
dade que *e faz em volta dos preparativos milita-
res da AUemanha. E-sa publicidade, com effeito,
absolutamente anormal.
Depois qn>' se deca rou a crise do septennado,
o governo allemi, longe de occultar as medidas
que adopte, faz gala d.Has, exagera-as aHM*
segando parece. Nao se desloca ura homem, nao
se rtforca nma gnarnico, nao se eleva o eftectivo
de um corpo, nao se distribna ama nova arma, em
o aonancisr, com espalhafato, ao imperio e Eu-
ropa. Nanea se vio urna cous i assim.
Eis o quedisso pensa o :iplom i que eecreve
ao Tempa: A tctica seguida pelo tr. de Bismarck
nao t< ria outro fim *eno obrigar a Franca a to-
mar urna posico definida.
A AUemanha dia simplesmeate aos seas bens
visinhos de alea dos Vosges :Declaramos qu^
nao atacaramos ; mas nio estamos coinprometti-
a evitar qae concorramos para que nos ataqusm.
Mesmo isso nao no* desagradara muito e servir-
no.-bia para accommodar as noseas disseovoes.
como j tem auccedido por mais de urna ver. Co-
nhecemos o vosso carcter imparcial e communi-
cativo ; se realmente tendea algnns designios
ameacadores contra nos, vamos apertar-vas tanto
qae baveis de perder o sangue trio e aeris ob;i-
Kdos a commetter alguna imprudencia qae vos
de trahir. Enta i ai 1 de vos por terdes que
atacar ; a AUemanha ento marchar eom furor;
estamos proraptos, urchipromptee ; prevanimo-nos
d'isso, seremos rpidos e temveis ; -so queris
guerra, nao fagireuws a ella, e preferimos acabar
eom isto mncediatamente. _
Este raciocinio verosmil e corresponde muito
melhor sitoaeo do que muitas conjactoras que
tm apparecido. Nao est em eontradicySo abso-
luta nem com as declaracoes pacificas do* doia
govarnos, nem com os votos das duas naees, que
tm igaalmeUte a temer nm coaflicto, cujo resalta-
do e cojas conteqnencias sao iocaleulaveis. Mas,
nao ser nm paseo muito perigoso levar ae ooasaa
to longe ?
A Franca, pir maito resolvida qne atoja a nao
atacar, ni pode indefinidamente te lerar qae a es-
tejant provocando par casa ftraa. Ha de efcagar
taUlmente um momento, ao a aituacao actual e
acataugar, nv^a o roverao ftaaeea se aaapodajri
calar, e conservar-aetranquillo, como lbe aconselha
o di,lomu do Tempt, aem expr o governo repu-
blicano a ara eacaedito inemediavel e provocar
talvea urna guerra civil. A paciencia de nm povo
deaempenoar am papel na Europa tem limites alm
dos quaea nio deve ser impedida.
TV1-', porm e resume em aber se a campanha
de excUaco, jneaBtpiahea*l*aa.impronaaafficioaa
lleaal, aera aaataomaaiCemaa aje impedir ama ca
UstrisBtV.
Um pisoio da basta eteitoral na Aasamanha:
O iiiaailml dwpo os seas eleitorw pato depu-
tadoaaciaoaVeich8tag, o Sr. Aatoiaa, foi aa-
prehaadido p*af naMeia. A typographa e a re-
daccio do MonUetnr de la MotelU foram fechadas.
Diaera ato Londres 4 Independena Belga,
qne, a'am coasjasBO de miaaras, qae aaaaanio ao
sabbado, e que foi inteirameate caaaaajaasio ai-
tuacao europea, o governo examnou importantes
deapacho* recebido* da Blgica, no* nltiico* dia*.
Esses despachos reten am se questaojda aeatra-
lidade belga. .
Vmos em seguida dar ama cariosa estetistica,
gjjaj aa asaaaaati actual tem rao de importancia :
a do gado cavallar, qae e*rt?n*^ur0Pa:
1 Rnssia
Dinamarca
Hungra
la I and m
Suecia
Irlanda
Rou man i a
Prnssia
Norueea
Oran-Brstanha
Franca
Bavicra
P*izes Baixos
14 Austria
16 Blgica
16 Wurtemberg
17 Ducado* allemes
18 Gr.cia
1 Saxe
80 Hespanha
SI Suissa
22 Portugal
23 Italia
Earopa
16.160:000
316:570
2.158:819
254:820
438:090
532:100
426:859
2.278:724
149:167
2.101:100
2.742:70 i
351:699
253:393
1.367:023
283:163
96:070
133:122
69:787
115:792
680:373
105:792
79:716
477:906
31.573:663
225
178
139
139
103
100
95
92
85
78
76
72
68
67
54
53
49
48
45
a
40
20-
18
112
Depois de examinado este quadro, nio causar
espanto o saber-se que a Russia pode reunir o'um
certo espaeo de tempo, para a sua cavallaria,
325:000 cavallca, e qae a Prussia, em 1870, fez
entrar no territorio f.-ancez 300:000 cavallos.
Por occasiao da guerra de H59, nio se pode
ram encontrar em Franca sanio 12:000 cavallos,
quando eram precisos 56:000. E, a muito custo,
em 1870, foi possivel augmentar o effectivo da ca-
vallaria, com 20*000 cavallos. E.tas iadicaces
baatam para fazer comprebeuder a importancia que
tem a questo cavallar sob o ponto e vista da
defeca, nacional.
Deberemos accrescentar que aquella estatistica
foi teita ha tres anaoa O* numero* poden ter-ae
modificado um pouco, mas a proporcao deve ter-ae
conservado a roesraa.
As ultimas mtormaro5 dizem que o numero to-
tal de cavallos, na Europa, actualmente de 32
milhes, figurando a Russia com jmas de me-
tade.
O governo belga dea aa ordena precisas para a
compra dos eavalloa neoeeaanos para urna parte
da sua artilharia.
REVISTA DIARIA
Aaaesmblsi JexUlailwa Provincial
Nos termos combinados dos artigjs 1, 17,18 e
19 do respectivo regiment interno, devem come-
car no prximo domingo, 27 do corrate, aa ses-
soe preparatorias da assembli legislativa dcsta
provincia.
tutoriilailCD policiacaPor portaria da
presidencia da provincia de 21 e proposta do Dr.
chefe de polica de 19 do correute foram no-
meados :
Subdelegado do Io districto de Gravat. o al-
feres do corpa de polica, Joa Nicolao Fexroira
Gomes.
I supplente do referido subdelegado, Jerooymo
Gomes da Silva.
3* supplente do subdelegado do districto da
Magdalena, Francuco Primo da Costa.
Cantara HunlcipalDeixoa de funecio-
nar hoatem esta corporacio, porque, estando pre-
sentes nove vereadores, retirou-se o Sr. tenoute-
corouel Manoel Goocalv.'S Ferreira Costa.
DlaturbiaAnte-hantem, s 10 botas da
noite, no tbeatro de Santo Antonio, na occasiao
do baile carnavalesco, houve um grande rolo em
que os sopapos e bengaladas fizerain tervico em
rana, fiemndo contundido* diversos individuos.
Se a polica nio tivesae temado a acertada pro-
videncia de correr ana mascarados do sexo forte,
que all foram, a cous i tena sido prior.
Eutretento, nio ando mais pj-sivol contar a
ordem, pois, o rebolico e o desatino eram fia do
commum, o Sr. Dr. delegado do 1' districto man-
dou acabar com o baile, sainado os Cupidos e
Dulcineas bastante conetrangidos.
Taxa le eacravua Termina, 23 do
corrente mex, o praso para pagamento, sem mul-
ta, da taxa de escravos, relativa ao exereicio cor-
rate de 188687.
luMliliitu *roheoloeicoHoje, pelas 7
hora* da noite, rene se o Iustiluto Archeologico
e Geographico Pernambucaao, para o fim de tra-
tar do inelbor modo de proseguir na publicaoio
da sua revista.
BeuencioNo sabbado, 26 do corrente, faz'
beneficio no tbeatro das Variedadee da Nova
Hamburgo, a artista Regina Durand, da compa-
ubia do opera-cmica que all tem trabalhado.
Crueltlade -Relativamente i, noticia que
publicamos hootem seb este titulo, escxeveu-nos o
r. Antonio Lopes de Carvalho, fiscal interino da
tregueaia da Boa-Vista, o segrate :
A noticia dada por Vv. Sa. no Diario de hoje
proposito de um ca-allo que i.cbava se fe'ido e
abaudonado i ra do Cotovelio, obriga-me a pe-
dir Ibes a aeclaracio de que nao me poupe a es-
forcos para chegaraoconhecimento do doao do re-
feridocavllo e urna ves encontrado, fazel-o remo-
ver d'aquelle lugar, oque 60 pode ser coueguido
uela roauha de boje, atienta a dificuldaie de ar-
ranjar-se para semelhante fim >iraa carroca, no ma
de boutein por causa dos festejos carnavalescos.
Na i me curapria cutio proeedmento.
FullecuuentoNa idade de Gl anaos falle-
cea no da 21 do corrente, a 6 horaa ds urde, D.
Mara Olaudina da Silva Rjsaa, victima de urna
febre typho
Era a finada urna senhora reapeitavel e viuva
de Antouio Martina Rosas.
rertinento oaortalNo districto de Po-
cio do termo de Pesqueiea e no dia 4 deste mez,
Manoel Virginio da Costa ferio mortaunente com
um tiro de pistola a seu cunhado Sergio Alexau-
dre da Silva, por querer aquella apoasar-se de
urnas madeiraa a que Sergio dizia ter direito.
A respectiva autoridade policial fez o inquerito,
qno teve o convenieute destino.
AsaaaatnatoNo dia 7 do corrente pelaa
7 horaa da noite e aps a t.Tiniaacao da feir. de
Carnabyba do termo de Florea, Antonio Gomas
Barreiro, all morador, assassiuoa com urna tacada
a Jaaquim Gomes da Silva, que, tranquillamente
conversava em trente de urna caaa, perto da em
que resida.
A respectiva autoridade policial j fez o inque-
rito, a que deu o conveniente destino.
companbia Ferro Carril de Per
aambucoNos 3 diaa do Carnaval traunta-
ram n-s carros desta compinbia 29,113 paasage-
ros, sendo do 200 >is 25,887, de 100 ris 2,736, e
gratuitos 490, importando a receita do primeiro
di em l:8990O, a dn segundo era l:o28100, e
a do terceiro em 2:053*0.*.Total 5:451*000.
ttaaeta aledtea da Babia.O summa-
no do n. 7 aesta revista, de eujoa redactores de-
mo< hontem noticia, o aegmnte :
L__Hep'eaentacSo dirigida ao Governo Impe-
rial peloa pharmaceoticos da Babia.
II__Pathologia intertropical.Contribuico ao
estudo do beriberi. Pelo Dr. A. Pacheco Mendes.
III__Girurgia Calculo vesical em um menino,
talha penncaCcura. Pelo Dr. M. M. Prea Caldas.
IV._Pathologia garal. Etiologa do teteno.
Pelo Dr. F. Raymond.
V.__Discurso proferido no acto da coilacao do
gra de doutor em medicina. Pelo Dr. Braz Her-
msnegildo do Amaral.
VI Revista da imprensa medica.1. Perfura-
cio do intestino por ama lombrig*. 2. Alphagesia
nos byjtericoa. 3. A cocaina e aua aeco local na
brdropbobia. 4. Tratamento da metr>rrhagia.
VILHygiane publica.A febre araarel do
hospital de Mont-Serrat.
VIII Noticiario.Noticia* variaa Pelo Dr.J.
B. Pontero.
Centra a cholera.Sob o titulo Cont-
Utos prophylaiiccs contra o cholera-moron, acaba
de publicar um opsculo o Sr. Dr. Cyrillino Cas-
tro. Agradecemos-Iho a oflerta que nos fes deum
ox-mplar.
Imprenta de PariaRecebemos hontem
aa segrate* folhas :
N. 3, de 10 do correte do Jorna' de Medi-
cima e Phanmmeia, eom esta eummario :
BoietiinA salicylagem. Osear de Aranjo.
Clinica mi-d'aa formas clnicas e diagnooteo
Wsareiieial da aaiaroae pelo orofeeaor Potain, li-
va.vecolh.da peta Sr. A. P. Gavitaa.
Ttabalha origaaae*Nota sobre aa ferimentoa
do albo, piafiisaar Gana Piato.
SaMiedataaaadica dos bosataes de Paria.3a-
rabdidade da aarrhoae do agudo, broncbo-pnan
muaaas iniat-mas, dwgiioatico do ca ero da a-
tonaama, i-lyatares dtaeiHo carbnica ao mperyae-
ma complicado de catarrbo. t. de S Valle.
Bociedade de cirnrgiaDo ttano, prenhea ei-
tra-utenna, autora dos ervos, ocelasio intestinal,
uranoplaatia, dupla amputacio do antebraco,
abceaao da lingua, kystos hydaticoa do figado. 8.
de S Valle.
Kociedade Imperio-Real da medicina de Vienna.
Transposicio do coracio, algumas notes 6obre
a erysipela.
Sociedado de medicina iaterna de BerlimCo-
locystetnmia, hernia do pulmio.
S.ciedude clinica de Londres Athetose a apba-
eia as enancas.
Revista dos jomaos de medicinaO phenome-
no do maxi I lar inferior. Remedio ooatea o tenia.
Necrologa -O Dr. Tbeopbilo Gallard. O. A.
Formulario.
Noticiario As colleccoeg do Sr. Hpencer Cob
bold, muiheres mdicos.
Informac-'s uteis.
N. 141, de 5 do corrente, do Le Brsil, com
esto sammario :
Un Ami da Brsil.A. F. Tlgrammea du 25
Janvier aa 5 Fvricr. Echoi de partout. Acta
non Verba. Dom Luis. Ce qu'on dit de noos.
Alfred Marc. Chronique parisienne. Adrien
De-prez. Notre Conrrier de Rio.Liscrd. Emi-
ration. (Circukire de M. A.Prado). Nouveiles
des provinces (Rio de Janeiro, S. Paulo, Minas-
Gera8, Para, S nta Catharina, Pernambuco. Cea
r. Rio Grande do Sul.) Lettre de M. Alexandre
Wagner VEconomiste /raneis. Revne finan
ciere. Rvue eommerciale. >. Noel. Avia aux
navigatenrs. Mouvement martima. Maisoos re-
commandes, etc.
- N 110, dol do carrete, da fleoue Sud-
.Unericate, en este su nraario :
L'pidmie cholriquj dans la Repabliqae Ar -
irentiue. par Pedro ti. LamasLe paya des Pam-
pas. Doouverte, p^pulation, maturo, par Maria-
na A. PellizaReconstitution de nationalits en
Amriqae. L'union centre-amricaine. La Gran-
da Colombie, par L. Guilaine. Une propagande
dloyale contre rmigratioa vasco-navarraise aux
Rpubliquea de la Plata et au Chli, par Georges
Guilaine.Cocrner d'AnCrique.Revoe E<-ouo-
mique.Revue Financiare. Avis du commissa-
riat general d'migrationet da burean olficiel de
reoseignera nts de la Rpublique Argntine.
Directora daa obra* de ronaerv*-
c<> da* -pertaaBoletim meteorolgico d >
da 22 Fevereiro de 1867 :
Caaa de BeteacoMovimeoto dea pre-
aoa do da 22 de Fevereiro :
Exatiam preaoa 362, entraram 14, sahirsm 8
Existem 368.
A saber :
' Naataoae* 338, mulherea 9, eatrangeiroa 14, ac-
era vos aentenciadoa 6, dito de eorrecco 1To-
tal 368.
Arraooadoa 328, sendo: bona 317, doentes 11.
Tota4 323.
Movimeoto da enfermara:
Tere baixa :
Manoel Francisco doa Santos.
liolcria de atcelaPor tatagrarama re-
cebido pela Casa Feliz, sabe-ao qae, na 6."
parte da 16* atera extrahida em 22 de Fevereiro
tora a premiados os seguintes nomaroe :
54. MS 8aOtOBMaX)
40.33 a:00aa0
38 tn
TI .95
59.250 10:000*000
3J.285 5:000000
44.408 5:0004000
PresMos de CivooA
2.333 4.658 7.980 11.500 12.178 22.968
27.482 33.703 33.294 45.685 53.8S7 55.631
58.321
Premios de ItaMMa
3.858 6.219 7.898 8.526 8.531 9 646
16.157 24.118 26.058 29-546 31.601 33.07u
35.629 35.781 36.498 41.870 42.741 45.535
49.328 50.050 50.427 51.113 52.793 55.611
57.032
Approximaren
54.537 4-000#000
Orocaria
Francisco Manoel da Silva & C, dopo-
titanos de todas as especialidades phann*
jeutic-aa, tintas, drogas, productos chimioa
e raedicamentos homcBopaticos, ra do Mr-
quez da Olinda n 23.
I rogarla
Faria Sobrinho & C., droguistas por at-
tacado, ra do Mrquez de Olinda n. 41
Herrarla a Vasar
Serrara a vapor e officna de campia
le Francisca dos Santos Macedo, caes
de Capibaribe n. 23. N'eate grande esta-
eleuimeato, o primeiro da provincia ueste
genero, compra-se e vndese madeiraa
(le todas as qualidades, serra-se roadeiras
de conta alheia, asim como se prcmarata
obras de carapina por machinas e por pre-
go sem competencia Pernambuco.
54.539 4:0004000
40 532 2:0004000
40.534 2:0004000
38.691 1:5004000
38.693 1:5004000
11.904 1:3004000
11.906 1:30040,0
59.249 9754000
59.251 % 97540'JO
V i

s a o
o = T3
Hora- SS2
J|
H
----- _______
6 m. 2675
9 295 i
12 36
3 t. 30-9
6 291
Barmetro a
0
759">94
760"i61
760"" 1S
798-05
759-116
Teasao
do vapoi
20.33
20.77
'21.69
21.02
20.58

-a
77
67
61
61
89
Temperatura mxima31*,75.
Dita mnima26,75.
Evaporacio em 24 horasao sol: 6">,9 ; som-
bra: 4-,7
Chavanulla.
Diroccao do vanto : E de meia ncite at 2 ho-
raa e 50 minutos da tarde ; variavel entre E e HE
predominando E at meia noite.
Velocidade media do vento : 4,>-4 por segando.
Nebulodidade media: 0,5.
A artiga.Tanto tem de conhecida quanto
frequeute esta pluntasiuba, mas nao menos
deapresada e rejcitada, endo til e preciosa.
Todos de tacto conhecem o molesto prurido e a
ardeucia que o contacto daa basteas e das folhai
da urtiga produc soore a pelle, e pnoqnissimos,
entretanto, sabem quaotea meritoa e virtudes pos-
sue a urtiga para a economa domestica. Geral-
mente a urt-ga pelos camponezes tida em conta
de herva de comida, e o com bom dimito por
isso a artiga serve para faser saboroaas sopae com
o arroz e a chicorca, pdese coziohar e preparar
maneira dos eapinafres e assim successivamente.
Sao aalnberrimaa na esUcao do invern as tenras
urtigas. A urtiga nao rnente nutre, mas depura
tambem os humores.
A urtiga, pois, urna excallente forragem para
o gado domestico; pode at substituirse ao fno
e so administrar cem o sal ou misturada com o ca-
p m cortado. Para toroar a urtiga comida agra-
davel aoa ruminantea deve-ae exjwlial-a do seu po-
der irritante por meio da deaeccacao sob a aeco
do sol.
A urtiga exquisito alimento nao s para as
vaccas, msa tambem para aa aves domesticas;
pdo-se exhibir tambem fresca amaasando-a coai
inriiiha oa semeas. Os meamos graos da urtiga se
podem reduzr a p, miaturaado-a com a a vea e
dar-so pela rcaubil e tarde aoa cavallo3, aoa quaea
ao doseja qu'j por tao simples meio adquirum bro
e vivacidede* parcularoa.
Um valor codo proprio da urtiga nascer entre
as pnmeir.is hervaa do invern e subsistir, anda
quando as outras plantas de forragem j desfalle-
cen e inorcham.
Prepara-se igualmeute cha de artiga pondo-a
n'agua fervendo e deixando-a om infuso ; no dia.
seguinte da-se- a beber esta agua aos animaes, e
depois se lbe proporcin por comida urna conve-
niente dse da urtigas. Aa vaccas submettidaB a
semelhante rgimen diettico fornecem um leite
mais rico de reme e deste se obtem ama mantei-
ga d.. agralabilissimo sabor.
A urtiga alm de sor comida agradavel e nu-
triente ao himem e ao gado igualmente am biin
remedio accommidadamente adoptado segundo os
conselbos do meli:o, principalmente para deter as
perdas de saogue, que posto que ameacadora?, se
iazem s vezes cessar como por prodigio com al-
guns punbados de ur'iga.
A urtiga, finalmente, ptimo estrume para os
campos.
Mas nao queremos calar ama das qualidades
mais aurprehendeotes, que tem a ortiga. A artiga
tambem materia terul. Dalla se fabricara cor -
das, atwfos, redes, papal, etc. Entre H3 outras
;ouaas, para que serve a urtiga, os techos feitos
com fio de urtiga sao de urna finura e tscedura no-
t bilissimas o a; prestam bem pintara.
A cultura da urtia summamente fcil ; todo
terreno, mesmo oa maia i-storis, os mais sombrea-
dos, os mais fracos e abandouados se prestam a
ella.
Por muitaa i zoes, pois, a urtiga se recommen-
da eoaaideracio doa campouezee.
delineaEUectuar-se-nao:
Hoje:
Pelo agente Pinto, as 11 horas, na ra do Hos-
picio n. 10, de movis loocae, vidros, etc.
i'tio agente Gasmdo, as 11 horas, na ra Mr-
quez d'iinda d. 19, do movis, fumo, miudezaa,
'ojijas, etc.; etc.
Peio agente Bruto, s 11 horas, na roa Pedro
Ao no n. 43, de predios.
Araanh:
Peio agente Gusmao, s 10 horas, na ra Ma-
riz e Barros u. % de movis, loucaa, vidroa, etc.
Misaae foaeDrea.Serlo celebradas :
hoje :
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
alma de D. Mana do Carmo Ferreira da Silva.
Amanh :
A's 7 horas, no Bomfim, em Olinda, por alma do
tenente Manoel Maximiano dos Santos Stockel ;
s 8 horas, na capella do engenho Camorinsinho,
por a ma de J aquim Affonso Ferreira ; s 8 ho-
raa em S. Francisco e na capella de Apipucos, por
alma de D. Amelia de Azevedo Neves.
Sabbado:
A's 8 boraa, no Paraso, por alma do commen-
dador Antonio Ignacio do Reg Medeiros ; s 8
horas, na matriz da Boa-Vista, por alma de Te-
lejphoro Marquea da Silva Jnior.
Pasaagelro*Sabidos para o sal no vapor
inglez Tagua :
Pedro Lobaa, Manoel de Amorim e Manoel Pe-
reir Guimares.
Os nmeros de 54.501 a 54.600, excepto o que
aahio o premio grande, estao premiados com.....
2004.
Os nmeros de 40.501 a 40.600, excepto o que
sahio o premio de 80:0004000, estao premiados
com 1004.
Oa aumeroa do 38.6)1 a 38.700, excepto o qne
aabio o premio de 40:0004000, esto premiados
com 1004-
Os nmeros de 11.901 a 12.000, excepto o que
sabio o premio de 20:00040^0, estao premiados
com 1004-
Os nmeros da 59.301 a 59.300, excepto o qae
sabio o premio de l0:0GO40O, esto premiado*
com 504.
Todas as centenas cujos dous algarismoa termi-
naren) em Sa, estao premiadas com 1004, incluai
ve a da aorta grande.
Todos os nmeros que terminarera em 8 e 3
stio premiados, com 204
Vraaile extraordinaria lotera itaa
.InsoHM Esta graude luteria, cujo premio
grande 2,000:0 (04',*X), ser cxtrahida imprete-
rivelmiute uo dia 26 de Fevareiro prximo.
Oa bilhetes acham-ee venda na praca da In-
dedendencia ns. 37 e 39-
kaolerla de Minaa lleranA 5' parte
! da 1 lotera desta provincia, cujo premio grande
690:0004000, sar extrahida uo dia 28 do Fe-
vereiro, impreterivelmente.
Os bilhetes acbam-ae venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Roaario a. 36.
Latera lo Ccar A lotera desta
provincia, cujo premio grande 4 (0:0004000 ser
' extrahida no dia 2 de Maree.
Os bilhetes acbam-ae venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Tamoem acbam-ae venda na Caaa Feliz.
praca da Independencia na 37 e 39.
Latera de Macelo ale SOtsrOOOeOOO
A 6* partea da 15 lotera, cujo premio
grande de 3170:0004, pelo novo plano, ser ex
trahida impreterivelmente no dia 28 de Fevereiro
ao meio dia.
Bilhetes & venda na Caaa Folia da praoa da In
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-ae venda Roda da Fortuna
! na n.a Larga do Rosario n. 36e na Caaa da For-
tuna ra 1 de Mkrco n. 23.
Precoa resumidos.
Liueria aeaSra-ParaA11 [arte les-
te lotera ser extrahida boje 24 de Feve-
reiro.
Bilhetes venda na Caaa do Ouro, roa do Ba-
rio da Victoria n. 40
Tambem ach im-ae venda na Caaa da For-
tuna ra Primeiro de Mareo n. 23.
Latera a ParaaS-Esta importante lo
tee, cujo premio grande 300:000*000, e hab
lita-ae a tirar 15:00040JO, ser extrahida impre-
terivelmente amaoba 25 de Fevereiro.
Achara aeexpoatos venda oa restos dos bilhe-
tes na Caaa da Fortuna 4 ra Primeiro de Marc<
n. 23.
Latera da earteA 2 parte da 202 lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:0004
ser extrahida amanhi 25 de Fevereiro.
Os bilhetes acham-ae venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acbam-ae venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Lotera do RioA 3 parte da lotera
n. 866, do novo plano, do premio de 100:0004000,
aera extrahida no dia .. de Janeiro.
Oa biletes acham-ae venda na praca da Inde-
pendencia na. 37 e 39.
Tambem acham-ae venda na Casa da Fortu-
na ra 1 de Marco n. 23.
Cemiterlo PublicoObituario do da 22
do corrate : /
Mara Claudio* da Silva Rosa. Pernambuco, 62
annos, viuva. S. Jos; febre typboide.
Leonina, Pernambuco, 1 anno, S. Jos; espas-
mo.
Joa Maria Rodrigoea, Pernambuco, 30 annoa,
aolteiro, Boa-Vate ; tubrculos.
Julia Maria de Pinho, Pernambuco, 20 annos
casado, Recite ; pneumona.
Isabel, Pernambuco, 10 annos, Boa-Vista; tu-
brculos pulmonares.
Julia Maria do Sacramento Pernambuco, 30
annos, solteira, Boa-Vista; tubrculos pulmona-
res-
Joaepha Maria daa Dorea, Pernambuco, 60 an
nos, solteira Boa-Vista ; dyarrha.
Joa Gomes dos Santos, Pernambuco, 37 annos,
casado, Boa-Vista ; bronchite.
Lourenca Maria do O', Pernambuco, 18 annos,
solteira, Grac* ; beriberi.
Germiro de Souza Mafra, Pernambuco, 56 an-
nos, casado, Santo Antonio ; eychoae heptica.
Ura recemnaacido de aexo masculino, flecife ;
pelo delegado.
IHPICACOES UTEIS
Jedlcoa
O Dr. Lobo Moacoso, de volta de sua
viagera ao Rio de Janeiro, conntia m
oxercicio de sua profssao. Conaltuas das
10 s 12 horas da manbS. Especialdades
eperacSes, parto e molestias de seoboras e
meninos. Roa da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no l. auuar da casa
a ra H Barao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bora-Jesus n. 23,
soorado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da raanha s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
res dos orgaos genito-urinarios do homem
e da mulher.
Dr. Jotqaim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1..
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro. .
O bacharel Virginio Marques, encarrega
se de questoes civis, commerciaes, crmi-
naes e orpbauologicas e defeza poraote o
jury d'esta e das comarcas prozimas. Es-
criptorio a ra 1. de Marco 18. 1. andar.
Residenciara do Hoqpicio n. 83.
PI'BLICES A PEDIDO
A polica do Sr. Pinto
Debaixo da epigraphe cima, eacreveu o Conser-
vador fiscal um artigo qurt pubiieon a Promaez
de 19 do corrente tractendo de una procesaos de
aedulaa falsas.
' verdad", que de 2 para 3 annoa, me eona-
teu que tivessem as aut. ridadea deste comarca
feito referidos procesaos, mas, como t-nho vivido
inteiramente alheio aos uegocioa do toro, nao sei
quaea oa resultados que tiveram : mxime, nao
tendo aido eu testemunhas nelles.
Assim, pois, veuho protestar contra o meuapre-
seu'ament feito pela Conservador-fiscal, para tes-
temuoha de tees negocios : que certameute, elle
smente poder salter : visto, pelo que me parece,
ser dos Ues quj tira cascavs com as mos do co
doa paos.
Quem tem tanta coragea pode offender sem me-
do, que a impunidade ser certa.
Tcndu dito estas palavras, concluo declxrando
que, nada fbsolutamentu a>-i, que de positivo poe
aa macular a reputacio do Sr. Jos Francisco Pi-
nheiro R>moa, cuj carcter iccontestavelmente
liinpu.
Pao d'Alho, 22 de Fevereiro de 1887.
Manoel Jos Carntiro da Molla.
394
Otarla-ai a que 6 cabello creara :
Debaixo da cutcula superficial de urna cibeca
jiimi calva esi-t'-m quantid^des de germens de
cubcll), que unicimente requerem o estimulo ne-
cessurio para os tasar productivos.
Para nctiva esies elementos inertes a ajudsr
des a faser crescer o cabello sobre o crneo o me-
lhor genero que a chimica jamis ha dado ao mun-
do o Tnico Oriental, to justamente celebrad >
ua Ainnrica H-8pnhi>la por bUas propried>ides de
produzir e at.rmo3*ar o cabello. (Jomo preparaco
para o cabello, torna-se infinitain-nte preferive1
i'is leos e | mv'd a que nio t.izem aeaio tapar e
oostrmr os poros da cutis, e tornando se ranyoees
com 9 calor, actualmente envenenam e matam o
cabello.
Adiase venda em todas aa boticas o lojas de
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Ilenry Forster C .
ra do Cominercio n. 9.
A preoecupaco constante e inveacivel da mu
Iher agradar, naturalmente deve cuidar de to-
das as partes que torinnn a sua belleza e que
coneorrem para obter o reault.ado desejado ; pur
isso muitas joven* comquanto anmicas e persua-
didas da excell-ncia de um bom preparado ferru-
ginoso negam-ae tomal-o tabendo que ennegre-
ce a dentadura.
Ignorara Has, que com o Ferro de L".ra3 8olu-
vel e assimiluvel, aem cheiro nem sabor, aa fojcaa
despertara se em breve, reappareee a alegra, a
satigfaco, sem que =e altere urna parte nfima do
esmalte dos denles e aformosea as faces com *
frescas rosas da aaude o que nao para menos-
prezar, porquanto constitue am dos attiactivoe
tentadores da mocidade.
Assim o afhrmon, entre mai Un mdicos, o Dr.'
Vrela Montea da universidade de Santiago (Has
panha.j1
O calor, as mudencas de temperatura, a trans-
piraco abundante, debilitara o organismo e o pre-
dispona a contrahr s molestias epidmicas. Pa-
ra evitar este pergo basta tomar o aulphato de
quinina na doae de dez a vinte cen'.igrammaa dia-
riamente. Nao ha tnico mais efficas, porm o seu
terrivel amargo era nm verdadeiro obataculo ao
seu emprego. E' por iaso que de\ emos felicitar a
bella iniciativa dos eucceaaorea de Peiletier, in-
ventor do sulphato de quinina, apreaentando caae
precioso medicamento sob a forma de capsulas
delgadas e transparentes, sem o menor posto, que
se dissolvem no estomago de urna maneira rpida,
absorvem-ae fcilmente, ao passo que podem con-
servar-se no frasco.
Grande Eslabeleeimento Balnea-
rio Harilimo em Pernambuco
llesenteuieute melhorado e
augmentado
Situado sobre a serta dj mar (arrecifes) que
passa ao longe da costa da cidade do Kecife,
acha-se esse grande e importante estabelecimento,
que rene as condicoes de urna bygienica e coa-
fortavel babitac&o ci>m accommodaces para hos-
pedes, saos e doentes mediante mdica pensSo,
que nuuca auperior a exigida peloa principaea
botis.
Ar puro e fresco, proximidade dos recursos de
qualquer natureza, que offerece a cidade da qual
dista cinco minutos em viagem de escaler, urna
vista e perapectiva agradavel e pittoresca, como
a do ocano, salubridad?, commodidade nos
precoa, eia as condicooa prDcipaea, que tornara
recommsndavel esse estabelecimento, aobretudo
aos estrangeiroa e paaaageiroa ou viajantea que
neceaaitem demorar-ae na cidade do Recite.
Banhado pelaa lmpidas aguas do ocano, esse
estabelecimento proporciona fcil e commodo ubo
doa banhos de mar em suas banheiras, cavadas na
rocha, e cujas posicoea graduara a forca e choque
das ou das conforme a susceptibilidads e condicoes
de saude doa banhialna ; havendo tambem um
grande tanque especial para exercicio de natacao,
todo peloa precos da tabella iufra.
A experiencia, feita por diversas vezes e em
varios casos de molestias, tem demonstrado, que
a estada de um ou dous mezes nesse estabeleci-
mento com ou sem uso de banboa, cxcellente na
cusa do beriberi, naa convaleacencas, as febres
nervosas, etc.
O proprietario emprega todos os esforcos em
manter e conservar urna stricta ordem na admi-
nistraco, acceio e confortsbilidade desse estabe-
lecimento, de modo a nao desmentir o crdito,
qne, das familias e pensionistas, que o frequen-
tam, tem merecido.
Nao admitte doentes, que pelo seu estado, sejam
considerados moribundos e imposaiveis de cura a
juizo medico.
Aa condicoes de rigorosa moralidade sao exigi-
das e mantidas.
O proprietario habita com sua familia nesse es-
tabaleci ment.
BANHOS DE MAR
no a
'arrecifes desta eidade
TABELLA
Assign .turas mensaes
Urna pesaos menor ou adulto 12W00
Duaa 24*000
Tres da meama familia ac*C^n
Quaro dem dem anft
De quatro em diante cada urna ofOO
Para aa peesoas que neceaaitem do ar do
marbanhts aeccoaou acompanbfcm
u age se banham, por mez 3J00O
Um banho avulso coa roopa, lencol e cal-
cado do estabelecimento 1*000
Um dito com ro-ipa do proprio banhista t&JO
Urna passagem avulaa de ida e Vulta *20
O banhista asignante ou avulso, tem passa-
gem, guarda-roupa, banheiro e pessoa habilitada
para huxilial-o ; tudo mediante os precoa da pre-
sente tabella, daa 4 1[2 s 8 horas da manb e
daa 41(2 a 6 da tarde.
O publico encontrar no eaea Vinte Dona de
Novembro, eacalerea de propriedade do estabele-
cimento para condcese- nao des Srs. banhis-
ta, como tambem daquelles qne qoeiram gozar
de nm passeio verdadeiramente bygienico, apra-
zivel, commodo e econmico.
Aa aaeignatnraa e paaaagen* avnbiaa pagam-se
no mesmo estabelecimento onde o publiao encon-
trar sempre a venda roopa e calcado proprio
para oa banhos.
Palricio Moreira
(Ex Meelpale le Preaeriea Mala)
Consultas e operacSes daa 9 horaa da mauh s
4 da tarde.
57-RA DUQUE DE CAXIAS-57 .
Escola particular
de nstrtcf-o primaria
para o sexo mascu-
lino
GASA DE ENSINO MODERNO
80Ra VelhaU
O abaixo assignado, participa ao i Ilustrado pu-
blico desta cidade, que abri aua Escola parti-
cular de inatraccao primaria para o aexo masculi-
no, ra Velha n. 36, (Boa Vista) onde esme-
radamente ae dedica ao euaino de seos alumnos.
Educa e iustrue a infancia pelo melhor avatema
doa priocipaea collegioa da corte do imperio, ende
por algum te jipo demorou-se a pasaeio, cujo sys-
tema a delicadeza, a vocacao, a paciencia
intima para o ensino, fazendo com que os seus dis-
cpulos sigam o caminho da intelligencia, da honra
e da dignidade com santos conselbos e sus licoes,
afia de que venha.n a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio e da lei, e um verdadeiro
cidado brasileiro.
Espera merecer a confianca e proteceo dos
pais e tutores das criancaJ que queiiam aprovei-
ter um rpido adiantamento de seus flhos oa tu-
telados, e em particular tem f robusta em todos
oa aeua compatriotas pernambucanos.
Comquanto ouaada aeja este tentativa, todava
espera que 08 seus incansaveia esforcos, e os seus
puros desrjos aejam coroados com a feliz appro-
vacao de todos os filhoe do imperio da Santa
Cruz.
Espera finalmente, que o respeitavel publico
saina apreciar de perto o seu Vr-rdadeiio ensino
primario, onde rpidamente as enancas abracam
e amara de coracao aos linos, as sciencis as let-
tras e as artes.
Igualmente tem urna aula de instrueco prima-
ria noite para adultos, sendo das 7 s 10 boras.
Curso d' portuguez e francez a qualquer hora.
Horario da escola para meninos, das 9 horas da
manha s 3 da tarde.
Mcnaalltlade
Primeiras lcttrs 24000
Planee 300
Portuguez 3000
Pagos adjuntados no acto da matricula.
Recebe tncniuos interno*, externos e meio pen-
sionistas, por menealidades razoaveis.
Kua Velha n. 3.
Julio Soares de Azevedo.
dvogado
O bacharel Julio de Mello Filho tem o
seu e8criptoro de advocada ra Primei-
ro de Harco n. 4, Io annar, onde pode
ser encontrado drs 10 boras da manha s
4 da tarde.
* 1
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
lista, ex-chefe de clinica do Dr. de
Wecker, d consultas de meio dia s
3 horas da tarde, no 1.a andar da casa
n. 51 ra do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos e diaa santificados.
Ueaidenoia ra Sote de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
Aos portuguezes
A aatisfaco com qne hoje vivo pela saude re-
cuperada, faz com que venha imprensa agrade-
cer aos cos, de vir encontrar o verdadeiro e ni-
co remedio que curou-me da terrivel enfermidade
que ia me consumindo ha mais de 20 annos, em
Portugal, onde fui tratado com esmero e sempre
doente; vim para c em procura da saude, que
recuperei tomando os verdadeiroa pos anti-he-
inorrhoidarios do pharmacentico Luiz Carlos, e
que se vendem na corte, na drogara de Silva Go-
mes & C.
A minha terrivel doenca era toda hemorrhoidas
e fazendo esta publicaco, guiando os doentes para
verdadeiro remedie, creio ter cumprido um dever
da gratido a Deus pela micha saude recuperada,
Santa Rosa, 28 de Janeiro de 1886.
Jos Lopes Eateves.
Deposito: francisco Manoel da Silva &.
droguistas ra Mrquez de Olinda n. 23.
L-ae noa Joraaea ae Pelota (5)
Nunca houve coraokm 1Urna pesssa muito
conceituada, moradora em Bag (Rio Grande do
Sul), acbou-ae gravemente doente do pean.
Poi chamado para a tratar o Ilustre Dr. Peo-
na, e mais tarde tambem o Ilustre Dr. Albano.
O doente cada vez ficava peior ; a molestia,
zombando do tratamento medico, segua seu fu-
nesto curso.
Urna pessoa da familia, tendo confianca no
Peitoral de Cambar-, descoberta do Sr. Alva-
res de S. Soares, de Pelotas, lembrou ao medico a
sua applicacao.
Este, porm, que talvez nao conhecesse por ex-
periencia propria os effeitos de tao soberano reme-
dio, recusou-se a receitel-o, contiouando com ou-
tras appiicacoes.
Vendo-ae que o doente nada aproveitava e que
a morte era inevitevel, mandou-ae, em seguida,
comprar um vidro do dito peitoral no estabeleci-
mento do honrado commerciante deste cidade, Sr.
Domingos Dame, que sempro o tem legitimo
venda.
O doente priDcipiou a tomar o novo remedio e
a me horar, e no fim de algum tempa acbava-se
completamente restabelecido.
Nunca hoave coragem de declarar ao Ilustre
me i ico, que a cura realizada foi devida nica-
mente ao popular remedioPeitoral de Cam-
bar, do Sr. Alvares de S. Soares.
Um Baqrense.
ia Costa
Rna do Bario da Victoria a.
li. andar
A proprietsria deste estabelecimento, j bastan-
te couhecido pelos trsbalhos alli executados com
mestria e bom gosto, como tambem pela lhanesa e
cavalbeirismo que costuma-se dispensar qnelles
que Uignam-te de honral-o com a sua visita c
confianca, previne ao publico que, com a acquisi-
cao que fez de machinas aa mais aperfeicoadaa,
est o mismo estabelecimento em condicoes de
tirar retratos iw/erarets por precos inferiores
aos dos que teem ltimamente viudos dos Esta-
dos -Uoidcs, e assim que um retrato de meio ta-
manbo natural tira-se pelo custo de 15J5000.
O atolier, modificado e reformado como acaba
de ser, tomn se o mais perieito possivel para dis-
tribuico de luz, de modo que pdese trabalhar
sempre, c>m bom ou mo tempo, de 9 horas da
manha s 6 da tarde.
A rasas circumitancias accrescc se o pessoa 1
lechnico habilitadissimo e delle faaer parte o pho-
tographo heepanhol D. Joaquim Canelas de Cas-
tro que trabalhou noa meihores estebelecimentos,
desse genero, em diferentes paizss da Europa.le
a respeito de quem j os diversos jornaes desta
provincia trateram.
Do que fica dito v-se que est o referido esta-
belecimento em condicoes de executar com pericia
quaesquer trabalhos de photographia.
ADi encootrar-se-ha sempre expostas yenda
grande numero de viatas de alguns edificios
pu'ilicoa, pracaa, ras deata cidade e aeus arra-
bales.
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Diario ie remanbeoQut*--feMr& 24 de Fev^pelro de 1887
Beirao 4 Almeida deolararn q ue a mu
U quo o Sr. fiscal de Santo Antonio diz no
Jornal do Recife, de hontem, tor imposto
no eatabelecimento dos declarantes, au
tem razao de ser, perqu a farinha da tri-
go estar sendo desoarregada dos carros
para ser recolbida, e nao estacionada na
ra, nica causa que dava lugar a dita
multa, como em seo totopo competente
provaro seu direito.
21 deFevereiro de 1887.
Beirao & Almeida.
Clmica medico eirurca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadeParto, molestias de senioras e
crianea*. ....
Residencia Rna da Imperatns n.|4, segnod
andar.
Leonor Porto
Rna do Imperador a. 45
Primeiro andar
Contina a execatar os mais difficeis
figurinos receidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeiciode costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
g osto.
Attenco
(pegando ao meu conhocimento que ura
individuo, que f6ra servante no meu es-
criptorio, se tem servido do nome de minba
mulher, falsificando sua firma para obter
dinheiro e para outros fins, aviso d'isto s
pessoas qm possam ser, como tama tem
sido, victimas da exploracio d'esse indi-
viduo, para que se acautellem.
Recife, 19 de fevereiro de 1887.
Jos Bernardo GaloUo Alcoforado.
totoiioil'Alifi Estrella
com
lOfflcina de Sculptor eenta-
1 ha il re ni ma de ir a
85-RUA DO BOM JaRDIM87
PORTO
Encarrega-se de todas as imagens em
\qualquer tamanho, altares, saaeluarios, to-
eheiras, casticaes, jarras e sacia, bem co-
mo tarimbas funerarias, figuras allegori-
cas e serpentinas, tildo pertencente s di-
tas artes. Tambein se encarrega de pinto-
l ras e pratas para iinagens.
tiranil" depualio pianbaa para aw mesmas
Dr. Cerwira Lelte
MEDICO
Tem o seu escriptorio ra Duque de Caxias
u. 74, das 12 s 2 horas da Urde, e desta hora
em diante em sua residencia rna da Santa
Cruz n. 10.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian-
zas.Tolephone o. 886.
Hotel Gibraltar
Praf a da Batalha, 108
[defronte do correvo geral e estaclo \ ?
telegraphica)
Este hotel muito se recommenda aos via- J l
jantes pelo local em que se acha,
perto dos Jardins Theatros e os precos i j
de hospedagem sio mais baratos ; (
do que em ootro qualquer, eom o mesmo ^ j
tratameoto
Froprtelssrlosj
FERNANDEZ &IRMAO
POSTO
Dr. Joo Paulo
UBICO
Especialista em partos, molestias de senhoras e
de criancas, com pratiea naa principaes materni-
dades e hospitaes de Paris e de Vicua d'Austria,
faz todas as operaooea obsttricas e cirurgieas
uoncernentes as suas especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Bario da
Victoria (antiga roa Nova) n. 18, 1- andar.
Consultas das 12 s 3 hora d tarde.
Telephone n. 467.
fc:
alista
Dr. Femara da Silva, consultas

das 9 ao meio
consultorio, n.
Rosario.
dia.
20
ra
Residencia e
Larga do
Dr.
Medico, partelro e operador
Residencia rna Bardo da Victoria n. 15, / andar
Consultorio roa Duque de CaxiaVa. 59.
D consultas das 11 horas da manoi s 2 da
tarde.
Attende para os chamados a qualquer hora
telephone a. 449.
!

{}
MEDICO HOMEOPATHA
Dr. Balthazar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
enancas, dos orgios respiratorios e das
8enboraa.
Presta-se a qualquer chamado para
'ora da capital.
ATMO
i


Todos cb chamados devem ser dirigi-
dos pharmacia do Dr. Sabino, roa da
Bario da Victoria n. 43, onde se indicar
residencia.
Consultorio medico-
eirurgieo
O Dr Castro Jess, contando mais de 19 annoi
' de ssernpuN! obaervaeio, reabre consultorio ma-
ta cidsde, ra do lom Jeans (antiga da Crui
n. 23, L andar.
Horas de consultas
De da : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as ems horas da noite ser encontrado n
riti travesea dos Remedios n. 7, primeiro por -
tao esquerda, alera l; porcio do Dr. Cosme.
lima- Mrrem escara encobre a
luz do sol da nossa exlstencal
A' ineertesa da vida junta-ae o roysterio
tenebroso da morte Em quanto que, por
urna pane, esae primeiro grito infantil quo
nos annuncia que outro ser acabado unirse
nossa especi, inspira urna alegra profun-
da, por outra parto trememos de espanto no
ouvir o bater horrivel da azas do anjo ex-
* Tramador A vo omnipotente da in-
fluencia suprema que governa o universo
decretou nosso destino, a sentenea fatal foi
pronunciada e todos os homens estio con-
domnados a morrer !
Sem duvida alguma, a morte inevita-
vel. NSo podemos, porra, retrdala?
E' esta urna qae-tao que seria de urna im
portancia incalculavel, ainda se tratasse b-
mene de ganbar urna hora de vida, pois,
animados d'esse sentimiento sublime que se
chama instincto, estamos sempre resolutos
a dar batalha com ura valor indomavel ao
nosso inimigo mortal em favor do glorioso
privilegio da existencia Aquelle senti-
mento a voz espontanea da natureza, e o
nosso dever consiste em obedecer. Va-
mos, pois, a ver; possivel retardar a
morte ? Indubitavelmcn'e o pois que o
mundo est sujeito a certas leis, e quem
as cstuda coavenee se que n'ellas se com-
prehende a dita possibilidade.
Os que se acham dota los do valor e
uizo necessarios para se cobrirem com o
escudo quo a propria natureza lhes propor-
ciona para este offeito, poderlo repellir os
ataques incendiosos do inimigo da vida, at
que as faculdades vitaos vSo pouco a pou-
co em decadencia em ama velhice madura
e ditosa, e at que o anno da luz as lhes
aprsente com aspecto risonho e sem ter-
ror, para os conduzir, como n'uma visao
deliciosa, a essa regiao rosplandecente que
brilha mais alm das trevas do sepulchro.
O destruidor toma diversas formas, mas
d a preferencia a de um inimigo moral que
devora actualmente as partes vitaes da so-
ciedado moderna. Martyrisou j e mar
tyrisa ainda quasi todos os habitantes deste
paiz.
Que inimigo esto ? Quer o leitor sa-
ber se tambera victima da crueldade
dcste tyranno? Pergunte a si proprio se
atormentado por algum dos symptomas
que vamos enumerar: dores de cabeca,
das costas e das espaduas; falta de appe-
tite; accumulacao de urna lama viscosa,
espessa e pegajosa em roda das gengivas e
dos dentes, sentindo-se simultneamente
um sabor desagradavel, especialmente pela
inanha; tristeza > dcscabimento aco:npa-
nhados de somnol -ocia ; urnas vezes a sen-
saoao de urna caiga pesada no estomago,
e outras, debilidades na becca do mesmo
orgio, nao h&vend sr'ii&gfii alguma em
tomar alimento: ispicto tristonho e cor
amarellenU dos olh is ; estado fro e poga-
joso das mos e do ps ; urna tosse secca
ao principio, acorap \hada, porm, depois
de urna expectorarlo de cor esverdeada ;
cansaco constante sem que o sorano pareca
proporcionar descango algum; enervafSo,
irritacao e mos presentimentos; deliquios
e vertigens ao levantar-se de repente ; pri-
sa de ventre; estado secco, o veces, ar-
dente, da cutis ; condicao espeflsa e em-
botada do sangue, escassez e cor muito
tinta da urina, que deposita um sedimento
depois de permanecer por algum tempo em
repouso; devolufab frequente do alimento,
urnas vezes com gosto acido, e outras ve-
zes algum tanto doce; palpitaclo do cor-
ceo ; manchas apparentes nos olhos; e no-
ta vel prestracSo e debilidade do paciente.
Todos estes symptomas costumam pre-
sentar se por seu turno. Acredit-se que
quasi urna terca parte da sossa populacab
est alfectada da dita enfermidad em al-
guma das suas variadas formas Como
regra geral, os mdicos se equivocara a
respeito da natureza desta doenca, cujo
verdadeiro nome dyspepsia ou indiges-
tao; enfermidade que se cura infalhvel
mente por meio do Xarope Curativo da
M3i Seigel. Este medicamento tem obtido
em ambos os hemispherios urna reputacSo
justificada incontestavelmente por suas
grandes virtudes. Vende-se era todas as
bonicas, e pharraa^ias e na casa dos pro-
prietarios, A J. Whit, (Limited), 35, Far.
ringdon Road, Loudres, E. C, Inglaterra
Licor depurativo vegetal iods^o
DO
Medico ^nktella
Este notabilissimo depurante que vem precedi-
do de tao grande fama infallivel na cura de todas
as doeocaa syphiliticas, escrofulosas, rheumatica-
e de palle, come tumores, ulceras, dores rheamati-
caa, oateocopaa e nevralgicas, blennorrhagias agu-
das o chronicas, cancros syphilitieos, inflamma -
coes visceraes, d'olbos, ouvidos, garganta, intes
cios, etc., em todss as molestias de palle, simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou queda
do cabello, e naa doencaa determinadas por sato
racan mercurial. Db-se gratis folhetos onde <
encentrara numerosas eipariencias feitascom>
especifico nos hospitaes pblicos e muitos v.
dos de mdicos e documentos particulares.
pesconto para revender.
Deposito ea casa de Faria Sobrinh & C.
Roa do Marques de Olinda n. 4.
N. 2. A Emulsao de Scott nao urna
remedio novo, pois ha longos annos que
est se usando na Europa, nos Estados
Unidos e muitos outros paizee e tem sem-
pre dado os melhores resultados na tsica,
as molestias d? peito e da garganta e as
bronchites chronicas.
EDITAES
A o publico (1)
O Sr. Bernardo Jos dos Santos, residente no
Orrito. municipio de Pelotas, provincia do Rio
Grande do Sul, qnerendo prestar urna homenagem
verdade, tornaudo publico as virtudes do pel-
inral de rambar. preciosa descoberta do
ir. Alvares de S. Soares, de Pelotas, fea publicar
o segninte importantiasimo documento, em diver-
sos jornaes da referida provincia :
Levo ao conhecimento do publico mais um
triumpho alcancado pelo popular remediopel-
eara! de rambardescobei ta e prepara-
cao do Sr Alvares de S. Soares, de Pelotas.
flavia seis annos que nma tosse grave me
atormencava dia e noite, faaendo ltimamente dei-
tar j abundantes escarroa de saogue : os pulmoes
com certeza achavam-se affectados e eu tea in-
fallivelmente de suecumbir terriveltsica pul-
monar !
Um amigo sabendo do meu estado, acoose-
Ihoo-me o precios > peltorai de cambar,
e somente com o uso de 12 vidros deste importan-
tiasimo medicamento, consegu curar-me radical-
mente, sentindo me boje forte e podendo j entre
gar-me s lides de minba fazenda do Cerrito.
Depois deste caso, tenho aconselhado a milita
gente o pe toral de cambara, e todos tem
colbido resultados importantes.
Actualmente faz uso deste preparado, com
muito aproveitamento, minba filha Neufrides, que
tamsem se acha sufTrendo Fazenda do Descanco, no Cerrito, 24 de Ou-
tubro de 1884Bernardo Jos dos Santas.Be-
conheco como verdadeira a firma aupra. Em tes-
temunho de verdade. o eserivo de paz Rsldo
S. de Gouveia.
nicos agentes e depositarlos geraes nesta pro-
vincia FrancUco aassel da Silva di C
a ra Mrquez de Olinda n. 23.
Emulsao de Lanman
& Kemp .
A EmulsSo de oleo de figado de baca-
lho com os hipophospbitos) de cal, soda e
potassa, preparada pela acreditada casa
de Lanman <& Kemp de Nova York,
melhor, a mais perfeita, e a mais efficaz e
agradavel que at agora se tem offerecido
ao publico.
' um regenerador poderoso das consti-
tuicoes debis o um remedio certo para
todas as affeecSes do peito, da garganta e
dos pulmes.
sese t a EmulsSo de Lanman &
Kemp nao confundindo-a com as outras.
Vende-se em todas as drogaras phar-
macias.
Cmara Municipal do Recife
Limpeza publica da cldade
A Cmara Municipal desta cidade, em virtude
da le>, que manda ser a limpeza da cidade feita
por arrematado, recebe propostas em carta fe-
chada para o eervico da reterida limpesa, al o
dia 16 de Marco do corrente anno, as quaes de-
verSo ser entregues pelos intereasidos em sesso
da mesma Cambra, do dia cima referido, de con
formidade com as bases que abaizo vio publica
das; chamanlo-se especialmente a attenco dos
concurrentes para a clausula XIV.
A arremataco do servico da limpesa publica
ser feita por proposta em carta fechada, nao
sendo permittido a nenhutn concurrente arrematar
mais de urna freguezia, servindo de base para
cada urna, a qnantia de oito coritos e quinhentos
mil ris annuaes.
II
0 arrematante obriga se a execatar o varri-
mento diario de todas as ras, pracaa, beccos, tra-
vesis pontee, caes, rampas, emfim, toda a fre-
guezia que arrematar; a remover para os lugares
abaixo determinados todo o lixo, materias orgni-
cas e inorgnicas, animaes morios, qualquer quo
seja o tamanho, que enterrar, sendo indemnisado
pelos donob d'aquelles qne forem reconhecidos, e
finalmente tudo quanto se comprebenda na pala-
vra immundicia. Obrlga-se ainda o rematante a
providenciar sobre a ebstrucfo das vias de com-
municaco da estagnsco e do escoamento das
agnas pluviaes, quando for possivel.
O servico principiar ao mesmo terapo em cada
freguezia, meia noite, devendo terminar s 6
horas da inanha, isto com rulacio s pontea, caes,
rampas e s ras designadas abaixo, podendo
porm, ser feito de dia quando as noites forem
chuvosas. A limpeza das demai ras peder co-
raecar das 6 s 10 horas da manha.
IV
Todo o lixo ser removido em carroca puxada a
burro ou cavallo, e devem ser cobertats.
V
A ponte de Santa Isabel ser varrida pelo arre-
matante da fregnezia de Santo Antonio, as da
Boa Vista e Recife pelos respectivos arrematan-
tes.
VI
No servico da remocao dos objectos que obs-
trnam as ras, pravas, caes e rampas nSo se cau-
prebendem aquelleo qne pertencerem a donoa de
obras on esapreiteiroa, a quera, os fiscaes obrigario
a retirar, a nem tao pouco a cauca qae da mesma
forma ser conduzida por eiles para os lugares
que a Cmara indicar.
VII
Obriga-ae ainda o arrematante a arrancar toda
a ve o calcamento e o nasaeio das ras, e bem assim a
derrabar todo o matagal que existir na freguezia
EA8 QUE OBVEM SER VAEBUJAS A, SOITE
B*aiftMarque de Oliruda, Bies* Sardinha,
Largo da Alfisadega, Madre de Deus, Amorim,
Travesea da Madre Deus, Ron Jess, Comosercio,
Torrss, Thom do Soasa, Msecates, Largo do
Corpo Santo, Vigario, Abres, Travesea do Corpo
Santo, Viseonde deltaparica, Bario de Triumpho,
Caes do Appollo e Brum.
Boa- Villa.Iosperairiz, oat'lw. Larga da
Santa Croa, Ra da Santa Cruz, Conceico, Bario
de 8- Borja, Viseonde de Pclot.-ie, Viseonde di
(jojana, Aurora, Viseonde de-Albuquerque, Hos-
picio, Caet. de Capibaribe, Pire, Ponnoea, e Becc-
doe Ferreiros.
Santo Anlnio(}Biro da Victoria, Cabug,
Praca da Independencia, Rosario (estreita). Rosa-
rio (larga). Imperador, Duque de Caxias, Primeiro
do Marco,.. Livramen',0, Direita (part'), Pcnha,
Viseonde de Iubauma, Pedro Atfonao, Caes do Ra-
mos. Caes 22 de Novembro, Florentina, S Fran-
cisco, Sel, Mar uez dj Herval (parte). Roda, Largo
do Paraso, Pedro II (largo), e Coronel Snassuoa
(parte).
S. Jos.Largo do Mercado, Ra Direita (par-
te). Imperial, Vidal de Negreiros, Assumpcao, Lar -
go das Cinco Puntas, Marques do Herval (parte) e
Coronel Suassuna (parte).
Paco da Cmara Municipal do Recife, 4 de Fe-
vereiro de 1887.
Presidente.
Dr. Prxedes Goma de Souxa Pitonga,
Secretario.
Francisco de Assis Per ira Rocha.
l.viimasio Pernamanbucft
Pela Secretaria do Gymnaaio Pernambucano se
declara aos pas de familia,e a quem mais ioteres-
sar posan, que se acha na direee-i do mesmo, por
dcsignscao do Exm. Sr. presidente da provincia, o
rerpectivo secretario, Dr. Celso Tertuliano F.
Quintella, do ordemde quem sio em geral convi-
dadas todos que tiverem de dar educacao e instruc-
fo a mocidade para visitaiem o eatabelecimento,
que acha diariamente aberto desde 6 horas da ma
nbi s 9 da noite, conbecendo deste modo por si,
e nao por informaces inexactas, tndo quanto o
mesan eatabelecimento dispensar aos seus alum-
nos quer com relami ao tratamento quer com re-
acio a transmissio du ensino, que recebem dos
professores que sempre se distinguirsm pelo seu
zelo inexcedivel no comprimento de seus develes e
pelo interesse que mostram no ensino das discipli-
nas que proiessam e no apnweitamsnta de seus dis-
cpulos.
O instituto aceita alumnos em tres catbegorias,
conforme se acbam divid '.os, pensionistas ou n-
ter riis, meio-pensionistas e externos.
Os pensionistas, residiria uj iostituito, tendo
direito de estudar as materias de que se compon o
curso ensinadasl segundo o programma eatabele-
cido : a ser alimentados sadia e abundantemete,
tratados em suas enfermiiades pelo medico do
instituto, tornecendo Ibe tambem este medicamen-
to a ter roupa lavada e eugommada regularmente
duas vezes por semana, banho, etc.; todo isto pela
mdica quaotia de 400 por anno.
Os ineio-pensionistas se apresentaro no esta-
belecimeoto nos das lectivos, hora em que as
aulas se abrrem, e desde entio at serem encer-
radas a tarde, sao equiparados aos internos, tendo
como estes os mesmos direitos quanto ao estado,
alimentacio e recreio, isto pela mdica quantia de
240*000.
Os externos s teem direito a lices e explica-
toes das materias ensinadas no curso, qusesqner
que ellas sejam, pagando apenas no acto da ma-
tricula a taxa igual a qae pkgam os alumnos no
collegio das artes.
Os alumnos internos deverao apresentar o enxo-
val prescripto no regiment interno e ter corres-
pondente na capital, para com promptidao satis-
fazer as pensoes e outra qualquer despeza de que
tiver elle neossidade.
As pensoes serio pagas na secretaria do insti-
tuto, por trimestres adiantadoa.
Recife, 18 de Fevereiro de 1887.
Servindo de Secretario
Marcionillo da Cunha Pedroza
?ue arrematar, senda que este servico podar ser
aito de dia.
VIH
Obriga-se tambem o arrematante a Hmpar e a
desinfectar os mictorios e latrinas, lavando-os
com preparares cbiiniees, trasendo-os sempre
aceiados interna e externamente.
IX
O arrematante se sappriri sua casta, de todos
os utencilios necessarios para a boa execncao do
servico.
X
O arrematante incorrer na malta de 104, sem-
pre que fr encontrada sem indicio de ter sido
limpa, qualquer ra, travesea, becco, largo, pateo
rampa, caes, mictorio e latrina, qae Ibe ser des-
contada no pagamento semanal.
XI
O arremarante qne hoaver fccorrido em cinco
multas, sem provimento de recurso interposto pe-
rante a Cmara, perder o contraato e o valor da
flanea sem direito ainda a ser indemnisado de
qualquer interesse ou perda, que piovier do mes-
mo contracto.
XU
O servico da limpeza publica, alm da fiscali-
sacio a que est sujeito por parte do fiscal, a
quem corre o rigoroso dever da velar pelo com-
primento restricto das presentes clausulas, ser
tambem inspeccionado pelo respectivo commissa-
rio, que impor maltas ao arrematante pela falta
de cumprimento de dever, com recurso para a C-
mara, nio podendo da decisao deeta recorrer o
arrematante para qualqaer autoridade adminis-
trativa ou iudiciaria.
xm
As reclama coes contra o servico da limpeza pu-
blica deverao ser feitas por escrlpto Cmara ou
a qualquer de seus memoras.
XIV
O arrematante prestar urna flanea de nm cont
ODr. Thomaz Cfarcez Prannos Montenegro,
commendadorda Imperial Ordem da Rosa,
juiz de direito especial do commercio deeta
cidade do Recife, capital da provincia de
Pernambuco, por Sua Magestade Impe-
rial e Constitucional, o Sr. D. Pedro II,
a quem Deus guarde, etc.
Faz saber aos que o presente edital virem on
delle noticia tiverem, que Albino, Amorim & C,
Ihe dirigi a pttifio do theor seguinte:
PetieaoIllm. e Exm. Sr. Dr. jais de direito do
commercio.--Albiao, Amorim & O, sendo credores
de Antonio Cordeiro de Albnquerque da quantia
5:3895180, constantes das duas letras juntas, alm
dos juros, ama no valor de 545/700 e outra no de
4:8435480, e de Salnstiano Tavares de Mendonca
Sarment da importancia de 5:905*880, alm dos
juros provenientes das duas letras tambein juntas,
ama no valor 2:905*780 e outra de 3:000*000 :
e como ditas letras esto prestes a prescrever,
querem os supplicantes protestar pela nterrnpclo
da preacripgao dellas e pedem que tomado por
termo o stu protesto e julgado pjr sentenea sejam
intimados por editaos os supplicados por se acha
rem ausentes eso lugar iacerto e nio sabido, prece-
dendo para isao a competente justificacio no dia
que por V". S. for designado.
Os supplicantes pedem que lhes sejam entregues
as ditas letras ficaudo copia nos autosPedem de-
ferimento E. R. M.Recife, 16 deFevereiro
de 1887.Albino, Amorim & C.
Esta va sellada na forma da Ici. E'o que se
continha em dita peticio aqu copiada ; na qual
va-se o despacho do theor seguinte :
Despacho.Distribuida como pedem, designan-
do o escrivio dia para a juatifieacio. Recife, 16
de Fevereiro de 1887.|Montenegro.
E mais se nio continha em dito despacho aqu
copiado, em virtude do que f6ra feita a distribui-
dlo do theor seguinte : A' Ernesto Silva-Oliveira.
E' o que se continha em dita distribuicio aqu
copiada ; depois via-se o termo do proteato :
Aos 17 de Fever'.-iro de 1887, em mea cartorio
peraate laiui e as testemunbas intra assignadas.
comparecern) os supplicantes e por ellea lhe foi
dito que pela presente reduzia a termo o protes-
to constante da petieao retro, que ofterecia como
parte deste, ea que depois de lido asaigua.
Eu, Ernesto Machado Freir Pereira da Silva,
Albino, Amorim & C, Innocencio Garca Chaves,
MitotoircMopBGwapIi-
o
Qmnta-feira 24 do correte, s 7 horas da noite,
na sede do Instituto, reanir-se ha esta asso Hacio
em sesso especial para tratar-sc do melhor modo
de protegnir-ss na publicacio da revista dessa
associacio
Sao pois convidados para esta sesso todos os
senborea socios residentes nesta cidade.
Secretaria do Instituto, 21 de Fevereiro de
1387.O l." Secretario,
BaptiSta Rcgueira,
Companhia do Beberibe
Abaateeimento d'agna
Previne-se ao pnblico de que continua-se a pro-
ceder a limpesa dos antigos encanamentos e a
ligaco delles aos novoe, pelo que imprescindivel-
mente haver frequeotes, mas temporarias, inter-
rupcoes no forneclmenro d'agua.
O publico de ve estar certo de qae se ere pregar A
toda a diligencia possivel para que o servico seja
sempre feito com rapidez ; e quan 'o der-ae qual-
quer desastre ou houver desarruojo no servio',
serao tomadas promptas providencias para o mais
breve reparo.
Mi deva pois haver o menor receio de qual-
quer interrupQio grande, desde qne sio conheci-
das, como se tem annunciado, as causas.
Estes trabalhos sao para a eonclusio das obras
do novo abasteciuiento d'agna esta cidade.
Recife, 21 de Fevereiro de 1887.
Ceciliano Mamede,
Director gerente.
O procarador da Cmara Municipal da si-
dada de Olinda, abixo assignado, convida aos
f ireiros de terrenos pertencentes ao patrimonio da
mesma cmara, para no t raso de 30 dias virem
pagar os foros que estiverem a dever, visto como
tem de relacionar os fureirss que se acham atra-
sados, para levar ao conhecimento da Illma. C-
mara.
Olinda, 19 de Fevereiro de 1887.
Francisco Velloso de Albaqnerque Lins.
Companhia de Edlflcaco
Asserabla geral ordinaria
De accordo com o artigo 31 dos ertatutos sio
convidadas os Srs. accionistas da Companhia de
Edificacio para se reunirem no dia 1" de Marco,
ao meio dia, na sede da mesma Companhia, ao lar -
go de Pedro II n. 77, 1 andar, afim de onvirom a
leitura do rslstorio, balanco e apreciaren] as con-
tas da directora, disentirem e approvarem o pa-
recer fiscal, e ainda procederem eleicio da nova
commissio fiscal, nos termos dos arts. 21 8, e 38
dos mesmos estatutos.
i Recife, 12 de Fevereiro de 1887.
Gustavo da Silva Antunes,
Director secretario.
u
Por esta secretaria sio chamados os parentes e
protectores das menores abaixo declaradas, para
at o dia 28 do corrente apresental-as no collegio
das orphis, afim de serem ah admittidas, visto
serem as primeiras inscriptss no respectivo qua-
dro.
1 Carolina, protegida de Augusto Manta.
2 Illucriuata, filha de Mara Florencia Barbosa
dos Santos.
3 Laurinda, filha do Sincletica Lins de Vas-
concellos Araujo.
4 Mara, filha da mesma.
5 Adelaide, filha de Mara Jos da Conceicio.
6 Maria, filha de Mara Jos da EncarnaQ&o.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recile, 8 de Fevereiro de 1887.
O escrivio,
Pedr Rodrigue de Soma.
A direccio desta companhia tem a honra de
convidar os Srs. accionistas para reunirem-se em
assembla geral ao meio dia de 26 docorrrate mez
no seu escritorio, afim de conhecerem das contas
do anno fiado em 31 de Dezerabro prximo pasea-
da ; e bem assim proceder-se-a eleioio de que tra-
ta o % 2 do art. 27.
Recife, 14 de Fevereiro de 1887.
Os directores
Joaqun) Alves da Fonseca.
Ji s da Silva Lovo Jnior.
Antonio da Cunha F. Baltar.
de ris em dinheiro ou apolioes geraes ou provin- Eneas do ttego Barros Falcib.
__________._ ** A--.~ .. .-----. I? m.tia o. .iSrt nnntinKa im.%
ciaes, para garanta deate contracto, e a Cmara
s receber propostas daqoelles que houverem
depositado a quantia de 200* em dinheiro, em po-
der do procurador, o que provario com o respec-
tivo recibo, na secaso da entrega da proposta ;
sendo qne perderio dita qnantia, se acceita sua
proposta nao vierem assignsr o contracto dentro
do praso de 8 dias. contados da approvacJo do
praaidente da provincia-
A arrematacio ser feita por anno financeiro
municipal, isto do 1 de Outnbro a 30 de Se-
tembro ; sendo que o pseaente dever vigorar da
data, em qus for approvado pelo presidente da
da provincia, at 3 J de Setembro do corrente
anno.
XVI
A Cmara pagar ao arrematante, por semana,
o serviQo de limp-za na respectiva proporcao da
importancia da arrematacio annual.
XVII
As ras, qne nio forem aleadas, serio limpas
a ancinhu.
XVIII
As propostaa serio eMregues pelos proponen-
tes em sesso da Cmara, designada para este
fim, sendo preferido quem melhores vantagens^of-
terecer, e quem mai idonwdade tiver.
XIX
Terminado on iaterrtmpido o prazo do contrac-
to, nio ter a contractante direito a ser udem-
nisado de qualqaer valor oa material, que tiver
empregado no servido, cujo material finao o con-
tracto, pertencer ao contractante.
XX
O contractante nio pode abandonar o servico
que tiver arrematado, salvo em caso de torca
maior pruvada, a juizo da Cmara ; mas se o fi-
zer fra desta excepcio, nio s nio ter direito
a indemnisacao alguma, como tambem perder
o valor da tianca en beneficio dos cutres nuui-
cipaes.
LUGARES DESIGNADOS PARA N'ELLBS DEPO-
SITAK-SE O LIXO DA CIDADE
Fregu'tia de Sanio Antonio.Praia de Santa
Rita.
Freguezia da Boa-Vista.Hospicio.
treguaia do Recife,Lado da mar pequea ao
noite da fortaleza d> Brum, 100 bracas distantes.
Freguezia de 3. Jos. -Nos alagados ao nascen-
teje ao poente da ra Imperial.
E mais se nao continha em dito termo- de pro-
testo aqui bem e fielmente copiado ; depois via-se
que tendo os justificantes produzido suas testemn-
nhas que depozeram convenientemente, acerca do
allegado na peticio aqui transcripta, o respe-
ctivo escrivio fazendo sellar e preparar os antos
me os fez conclusos que nelles profer a senten?a
do tbeor seguinte:
Sentenci.Vistos, jclgo provada a ausencia
dos justificados em lugar incerto e mando que se-
jam intimados por edital com o praso do 30 das do
protesto de folhas para interrupcao da prescripco
aos ttulos de fls. a t i. ('usfas ex-causa. Keci-
fs. 18 de Fevereiro de 1887. Toomaz Gareez
Paran boa -Montenegro.
I E mais se nio contiuha em dita sentenea aqu
bem e fielmente copiada, em virtude ja mesma o
rtapsetivo escrivio fez pasear o presente edital
pelo qual e seu theor chamo, cito e h?i por inti-
mado os justificados ausentes para que coropare-
am ante este juizo, dentro do praso de 30 dias,
allegando e provando o que for a bem dos seus
direitos e justica.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente edital, que ser publi-
cado pela imprensa e atfixado nos lugares do cos-
tuine.
Dado e passado nesta cidade do Recife capital
da provincia de Pernambuco, aos 19 dias de Feve-
reiro de 1887. '
Ea, Ernesto Machado Freir Pereira da bilva,
o sabscrev
Thomaz Gareez Prannos Montenegro.
DECLARICIES
Pheulx
Companhia de Seguros
Pernambueaoa
Os senhorea accionistas, noa termos do art. '5
e para os eff-itos do 1- do art. 27 dos estatutos,
sio convidados a reaorem-se em assembla gera|
ordinaria no dia 3 de Marco prximo, ao meio dia,
na sede da companhia.
Pernambuco, 16 de Fevereiro de 1887.
Os a imiuistradores,
Luiz Duprat.
Dr. Manoel Gomes de Mattos.
Joio Jos Rodrigues Mendes.
Companhia de [seguros Amphl-
trlte
A direccio em cumprimento ao art. 33 dos es-
tatutos d'esta compannia, convida os Srs. accio-
n da Aesociafio Commercial Beneficente no dia 2
do prc ximo Marco ao meio da para ouvirem o
sen relatorio e o parecer da commissio fiscal.
Igualmente proceder-se-ha a elei(io de qne tra-
ta o art 40 dos mesmos estatutos.
Recife, 17 de Fevereiro de 1887.
Os directores
Antonio Marques de Amorim.
Manoel Jos da SilvaGuimaraes.
Joaquim Lopes Machado.
EMPREZA DGAZ-
Pede-se aos Senho
res consummidores que
queirain fazer qualquer
comunicaco ou recla-
maeor seja esta feita no
escriptorio desta empre-
za ma do mperador n
9, onde tambem se re-
cebera qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli-
veira, e quando for pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
lins Car.valho.
Durante a auzencia
do abaixo assignado na
Europa todos o i recibos
dessa empresa deve-
rao ser passadosemta-
loes carimbados e fir-
mados pelo Sr. Samuel
Jones sem o que nao
tero valor algum.
George Windsor,
Jnl
GflUPiM 1EDMGAOO
0 escriptom d^esta
companhia a c h a s e
funecionando no largo
de Pedro II, n. 77, 1.
andar.
Imcumbe-se median-
te contrato < a paga-
mento em prestares,
de construyes e re-
construcfdes de pre-
dios, cujos projectos e
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
No escriptorio se cn-
contraro sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica vapor
do Taquary. tendo sem-
pre venda: tijolbs
massipos de alvenaria.
ditos para ladrilhos,
diversos formatos, te-
lhas romanas, franco
zas, de capote com en-
caixe, de crista; canos
c curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e ti jlos fun-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas c en-
comendas, no escripto-
rio central.
Arsenal de Guerra
O coiiselho de compras recebe propostas
no dia 3 de Margo do correte snao, at
s 11 horas da inanh, para a compra dos
artigos seguintes:
Algodiosinho de 80 90 centmetros de
largura, metros
Algodao cm rama, kilos
Amagem, metros
Bonets de servico interno
Brim branco liso, metros
Brim escuro (de liuho trsoosdo) metros
Casemira encarnada, metros
Cadeiras de guarnicao de Jacaranda
Cadeiras de braco de Jacaranda
Caldeiras de erxp para 5u pravas
Caldeiras de ferro para 25 pravas
Canecos de metal branco
Car tu che i ras de sola
Correirss de marmitas de 8 pracaa
Cinturoes com ierragens, palas e patra-
as
Esteiras de palha
Espadas cem bainbas para msicos
Flaoella alvadia para forro de capotes
metros
Ganga encarnada, metros
Gravatas de sola de lustro
Guarda-feixes
Hol tanda de forro, metros
Lencos de chita
Latas para aparar caf
Meias de algodio, pares
Sapatos de couro de beaerro, pares
Saceos para marmitas de 8 prscas
Tamancos, pares
Previne se que nao serio tomadas em conside-
rado as propostas que nao forem feitas na foram
do art 64 do Reg. de 19 de Outubro de 1872, em
duplicis, com. referencia a um s artigo, mencio-
nando o nome do proponente, a indicacio da casa
commercial. o preco de cada artigo, o numero e
marca das amostras, declara$ao expressa de bu-
geitar-se a multa de 5 0|0, uo caso de recusar as-
signar o contracto, bem eomo as de que tratam os
arts. 87 e 88 do regulamento citado.
Outro sm, previne-se mais qus sio improroga-
veis os prasos estabelecidoe no respectivo termo
re contracto.
Secretaria do Arsenal de Guerra do Pernam-
buo, em 18 de Feveieiro de 1887.
O secretario
Jos Francisco Ribeiro Machado.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 4000 contos, em 3 sorteios
fica transferida para o dia 14 de Maio vindonro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Thesonraria das Loteras para o fundo de
emancipado e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Desembro de 1886.
O tbeaoureiro,
Francisco Goncalvcs Terrea.
Estrada de ferro do Ri-
beiro ao Bonito
Por deliberoslo da directora sio convidados os
Srs. accionistas arealisarem no London 4Brasi
lian Bank, no praio de 60 dias, a contar de koje,
a 4 entrada de 10 0/. do valor n.m>nal de suas
accoes, nos termos do nico do artigo 4" do
estatutos.
Recife, 7 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Jos Be!l:irm:io Pereira de Mello.
Prlmeira pra^a
De ordem do Illm. Sr. Insycitor se faz publico
qne sil ttoras do dia 26 da correte mes serac
vendidas em pra?a no trapicha Concedi as se-
guintes merca dorias ;
Urna caixa marcaC P D, n. 138, vinda de
Havre no vapor francs Villc de Rio de Janeiro.
entrado em 6 de Setembro de 1886, contendo 11
kilogrammas de qnadros-aununcios de mais de
urna cor, abandonada aos direitos por Charles
Pluym & C.
Urna caixa marcaS R, n. 1, idea de New-
York no vapor inglez Amazonense, entrado no
corrente mez, contendo cjrtures de mais de urna
cr, pesando liquido real 190 kiloaramma, aban-
donada aos direitos por Fonseea- Irsaios. & C.
3 seceso da Alfandega de, Pernambuc, 23 de
Fevereiro de 1887.
O chafe,
Cicero B. de Mello.
3.157
17
180
280
850
26.769
1.680
2
4
3
10
57
10
70
'
14
6
286
6
879
600
2
600
880
48
75
1

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Diario de Pernambacotyuinta-feira 24 de Fevereiro de 1387
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MHrit n
Taza de erro
O administrador da ReCebedoria faz publico,
qae finda-ae no dia 28 do corrente mes o praso
T">?a pagamento, livre de multa, da taxa de es-
1,'hfoi do corrite ezercicio de 1886 1887.
Recebedoria de Pernambuco, 23 de Fevereiro
1887.
Alexandra de Souza P. do Carmo
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGC
Companhia Phenlx Per-
uambucana
Ruado Commeroio ti 8
Companhia
|mperiai
REGIROS contra FOGO
E8T: 1803
Edificio e mercadoria
Taxa baixas
Fromplo pagamento de prejuizcm
CAPITAL
Rs. 16,000:000,8000
Agentes
BROVVNS & .
!L, ^Rua do CommercioN. 5
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
t- Estabelc'da em I**53
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
\t 31 de dezembro de iHSt
Martimos..... 3,110:000^000
Terrestres,. 3I6:000000
4ARa do Commerelo
coupaxuia: di; segi-ros
NORTHERN
de LOndrea e Anerdeen
loicaHflnancelra(Deealro 188S)
Capital oubsciipto 3.000.000
Fundoa accumulados 3.134,348
tteceita annuali
Da premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGENTE,
John H- Boxioell
Hit COHHEBOOCIO N. SO 1* AND4B
GOMPANHA DE SEBBOS
CONTRA FOC.O
North Brilish k Mercautile
CAPITAL
t:000.00o de libras sterlina
AGENTES
idomson Howie & C.
(.ontlou andTi ras i lian a
Limited
Rua do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre n& cu-
as do mesmo banco em Portugal, servio
uj Lisboa, ra dos Capellistas n 76 Nf
Porto, ra dos Ingleses.
hUim
II
rompa.
i a nraslleira de la ve-
fstfo a Yapar
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o l.'tenente Ouilkerme Pa-
checo
' esperado dos porto do Bul
at o dia 27 de Fevereiro,
seguir depois da demora >-
diBpensave!, para os p-ortpr
do norte at Mauos.
Para carga, passagens, encoinmendas e vatere
tracta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO X. 9
Umuff States M\ Brasii 8. *. C.
0 paquete Finalice
Espera-se de New-Pon
News, at o dia 27 de Fe-
vereiro o qoal seguir depois
da demora necessaria para i>
Rabia e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, eneommendas e dinheiro
a frete, traca-se com oa
AGENTES
Hcnry Forsler & C.
N 8- RA DO COMMERCIO -8.
1.- anda
Para L7erpool
Harrisnn Line ef Steamers
O vapor Mariner
Segu com brevidade para oa porto* cima o
lugar nacional Tigte, por ter pirte da sua carga
engajado, e par o rusto que falta, trat<-se com
Baltar Oliveira 4c C.ruado Vigario n. 1, pri-
meiro andar.
LlLf
Quiuta-tcira, 24, leilao de bun movis louca e
vidros em uin grande sobrado da roa do Hos-
picio.
Qulnta-feira (24) deve ter logar o leilao de
Dio cici-llente piauo, urna linda serapbiua, urna
niob'lia de junco, movis, nuca, vidros e roaisob-
jee'os rio rollegio de Nussa Senhora das Victorias,
roa do Hospicio n. 10.
O de movis e mais objectos do colegio de
X'.-s-i Senhora dag Victorias, na roa 4o Hospicio
n. l'i. deve ter lugar boje (24).
O de 220 barricas de emente avariodas
smauh (25), no caes Vinto e Dous de Novem-
bro. ____-
O de moveie, mesas para fazeudas, a roa -
Clo, repartimento de eseriptorio e mais objectos
de aiinazcm da travessa do orpo Santo n. 23,
Xer iugar sabbado (26).
LEILAO
De 1 mobilia de amarello, 1 dita de Jaca-
randa, i cofre francez prova de og,
marquezas, marqu-zo-'s, cadeiras de ba-
laceo, vinho Bordeaux, 2 pianos,
di-zas, 1
miu-
e:o
bp-
guarda-louoa novo, fumo
pacotes, cigarros, jarros para agua,
laceas, ooromodas, carteras e rouitos oa-
trus objecin que estarao patentes n J ac-
to do leilao.
Quinta-fera, 34 do correrte
A\s 11 horas
Yo armazem sil ra do Mrquez de Olin-
da n. 19
POR INTERVENgAO DO AGENTE
Gsmo
tarlas de peonas, etagers. quadros e 1 lustre de
erystal-
Quarto de oratorio
Um oratorio, 1 ineea para o mesmo, urna mobi-
lia do janeo preto, urna cadeira para oratorio.
Urna serafina, 1 banco, 4 cadeiras, 1 canap, 16
quadros, 2 ettagers, 1 lampada, 2 vasos de lacre
da Cbina, 2 ninbos orn pasearos, 4 cortinados,
Cbstices.
Quartos
Camas francesas, marquesas, commodas, toil-
lets, lavatorios, cortinadas de Cama, camas de
trro, lrvatorios de ferro, mesas e cadeiras.
Objec'os avalaos
Livros ingipzes e franceses, jornaeg francezfs,
mappas geograpbicos, arand'lsd a guz, 1 veloci-
pede e muitos oatros objeet de gosto.
Quinta-feira 24 do corrente
Agente Pinto
Xo sobrado grande da ra do Hospicio n. 10
O lrilo principiar s 10 boras em ponto, por
serum muitos os lotes.
Leilao
CONTRA FO
The Liverpool i London & Globe
INSURANCE COMPANl
n.
cbbi ilii Simos WMi,
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESSN.
Seiraroa narlllntaa e serrealree
Netes ultimo a umea companhia eesta prac
que concede asa rs. scgnradis isemptaoae paga
ment Qe premio em cada stimo kobo, o QM
equivale ao dei'sonto de cerca de 15 por osnto c
avor dos segurados.
Espera-se de Liverpool at
o dia 24 do corrente vokar
para o mesmo porto depois da
demora docostume.
Para frete trata-se com o
AGENTE
S. L. JONHSTON
RA DO COMMERCIO H. 16
2. Le lao
DE
De movis, piano, louca e vidros
As lo e i/a lloras
j^o 2 andar do sobrado da ra de Mariz e
Barros n. 2
Sexta-feir 25 do corrente
CONSTANDO:
De 1 mobilia do pao carga, a Luis XV eom-
posta de 12 cadeiras de guainicuo 4 ditas de bra-
cos, 1 sof e2eousoloB <-.om pedra, 1 excelente pia-
no novo do fabricante B!ond< I & ~ignes, 2 pares
de jarros, 2 candiciros, 2 >'scarradeiras, forro de
e.-teira para sata, urna cama francesa para casal
com capia, urna rica c. menora de amarello, 1
marquezo para casal com colxao. 1 cama para
menino, 1 banca c. m gaveta, 1 mesa clstica com
4 tabuas, 1 cadeira para menino, 1 cadeira de
vi me, 1 quaitiuheira, cadeiras, loucas para aituoco
c jantar, copos de erystal para agua, ditos coai
azas, compoieira8, fructeiras, trem de cosinha e
cutros obj' etns do uso domestico.
O ageute Gusmo uutoriaado pelo Illm. 8r. Ma-
ui el Cortez da Silva Curado que retira-se para a
Europa com a sua Exm. tamilia far leilao des
objectos cima mencionados os quaes se torntun
recomaicndaveis por serem quasi novos.
AMA. Na roa Nova n. 6, precisa-se de ama
para comprar e cosinnar com perfeif&o, para casa
de bomem solteiro.
AMA Prceisa-se de urna : para o serv; i
domestico de urna casa de familia na tiaturaria
francesa, ra de Bario da Victoria n. 58.
Eogomma-ae com asseio e promptid&o: a
ra do Imperador n. 54, 3. andar.
Precisa-se. con orgenclat de
perfetia eeslnreiraa, paia-ae ate
3OiH llarlaM. na ra do Impera-
dor a. SO. I. andar.__________________
= Precisa-se de um perfeito osicheiro ; a tra-
tar na ra ao trum u. 35.
Kog.i-se 4 pesao-i, a quem por engao do
portaoor que levava, foi intregne ums jardineira
de porcelana verde, obra muito bonita, sobre tres
ps dourados, cuja jardineira lia pouco tempo
esteve em uuia renniao em cisa do Dr. Ayres
Gama, e a outra irmil existe ; se quizer fazer o
i'sequio de maudal-a levar dona do Cain.uho
Novo u. 128, muito se agradecer. ____
Precisa-86 de na ama para cosinhar ; nt
ra No va, pbarmacia o. 51.
Club flanCTirda
Brutea PrelsKeft-eln
SONNTAG DEN 27 FEBMAR
NbchrDtta;8 2 Uhr.
Das directorium.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosiabar
na ra da Gloria n. 88.
a tratar
Ama
Prccisa-se de ama ama para casa de duas pes-
soas : uu rna de B. Joo u. 55.
Ama
Leilao
Agente Brito
O agente cima levar a leaoos seguintea pre-
dios : 1 casa terrea grande com sitio, no becco do
Espinbt-iro n. 1 ; 2 casinhas na travessa do Prin-
cipe. cisco) ns. 4 e 6, ambas rendem '20i. terreno
proprio; 1 sobrado redifieado de novo rua de
H'-rtas n. 106 ; 1 casa terrea la de Santa Rita
Velna n. 46, rende 20 Todos se entregm de-
sembaracados.
Quinta-feira, 94 do corrente
A's 11 hor:*
No armazem rua de Pedro Alfonso
n. 43
COMMERCIO
Bolsa commereiai
COTACiES OFF1C1AES DA JOSTA DOS COB-
KECTOBE8
Red fe 23 de ftvereir de 1887
itescont* ae letras, 9 OJO ae anuo, nontera.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O seeretario,
Eduardo Dubenx.
Hoilmcnlo vanearlo
BBC1FB, 23 DB rEVERBiaO DE 1887
Hoje, pela manbi, o London Bank estabeleceu
taxa de 22 1/4, pela qual fea pagamentos so-
sente vista
O English Bank, porm, conservou no balco a
u>e:iia taxa de 22 1/8.
Sao estas as tabellas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/4 e vista 22.
Sobre Pars, 90 d/v 427 e vista 431.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 529 e 4 vista 535.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e vista 242.
Sobre Italia, visia 431.
Sobre New-York, vista 2*270.
Do EngU*h Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e viata 21 7/8.
Sobro Pars, 90 d/v 439 e vista 433.
Sobre Italia, vista 433.
Sobte Hambnrgo, 90 d/v 532 e vista 538.
Sobre Ntw-Yoik, vista 2*290.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e vista 243.
-obre as principaes cidades de Portugal, vista
248.
Sobre Una dos Acores, vista 251.
Sobre liba da Madeira, vista 248.
Morcado de assuear c algodo
BXC1FE, 23 DE FEVEBE1RO DB 1887
Astucar
A entrada do estucar contina a ser pequea.
Nao henve alterac&o nos precos, os quaes sao
regatados pela eegainte tabella :
.<. baixo, por 15 kiKs, de 2*000 a 2*100.
a regular, por 15 kilos, de*l00 a 2*2o0.
. boa, por 15 kilos, de 2*00, 2*300 e 2*400.
L superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
riuco turbina Usina Pinto, por 15 kilos, a
--'*ii00.
Soinenos turbiua Usina Pinto, por 15 kilos, a
1900.
rauco turbias pulveitsado, Dor 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Somenoa, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Masca vado, por 15k>los. a 1*200 a 1*300.
hoto, por 16 kilos, dt 1*100 a 1*200.
Ketames, por U kilos, de 840 a 1*000.
O mximo un mnimo dos piecos to obtidos
;-nforme o sortiment.>.
Algodo
Este producto contina a ser eotado a raaSo de
100 por 15 kilos o de Pernambuco s boas pro.
vedeneiai, em trra.
Xolaa do Tkisouro dilacerada*
O rrcolbimentb de notss dilaceradas est sendo
i us Tb-soararia de Fazenda, as tercas e
.i-feiras, das 10 s 12 huras da ma'.hl.
unatllBleao de nota do Tbewouro
Em 31 de Mareo vindoaro termina o prazo mar-
Dampfschiffrahrts-Geselischaii
0 vapor Tijuca
E' esperado dos par-
tos d> sul at o dia 4
-de Marco saguindode-
Ipois da demora neces-
itara para
Lisboa e Hamburgo
Para carga, pasagens, encominendas, dinboi-
ro e frete tracta-se com os
AGENTES
Borstelmann &
RUA DO COMMERCIO N. &
1* andar
esdo para reeolhiineut*; sem descont, das notas
de 2*000 da 5' estampa, 10*000 da 6 e 5*000
da 7.
A ubstitnicao est sendo feita na Tbesouraria
de Fazenda, nos dias uleia, das 10 s 12 horas da
manha.
Entrada* de astacar e algodo
HEZ DB rEVEKEIIO
Barcacas .
Estrada de ferro de Olin-
d ".....
Estrada de ferro de Ca-
ruai .....
Animaes.....
Estrada de trro de S.
Francisco .
Estrada de ferro de Li-
moeiro.....
3
22
22
21
21
75.385
483
9.795
11.155
72.003
19.304
188.125
ESE
1 5
o M
5.466
1.852
295
9.554
3.740
7.203
28.100
Fre lamento
Patacho americano Leonora, para carrejar as-
sacar em Macei, na razio de 15/ liquido, e.,ui
destino a um porto dos Estados Uuiuo..
O fretamento do patacho ingles \fillie, para
carregar em Natal, cok destino aos Estados-Uni-
dos, foi feto na razio de 20/.
Embarcar deitpacltada
Lugar ingles Morning Star, sabida no dia 22,
conduaio :
Para Santos :
3,000 saceos com assuear branco.
3,0C0 ditos com dito mascavado.
Pauta da Alfandega
XkV>sA de 21 a 26 de fbvebbibo
i.raude c variado
Leilao
D' bons movri?. louca, vidros, livrng, plantas,
pertences de um tbeatrinbu, candieiros u gaz, c
objectos de clectro-plate, a saber :
Sal de entrada
V n cspelho de Venesa, 1 estante nvidrncada,
1 mesa redonda, 1 mesa para jogo, 1 panno de
mei-, 1 canap, 6 cadeiras de guarnico, 2 de
br.es, 2 de balanc, 1 espreguigadeira, 1 tapete
grande para sof, I vaso com plantas, 2 cortina-
dos, 1 mesa c 6 u.6chos rsticos, 1 etager para
copos, 2'sasptnsoes com plantas, 1 lubtre de
ciysral.
Sala de jantar
1 mesa grande, 1 canap, 2 etagers, 4 jardinet
ras, 1 mesa grande par jantar, 1 apparador
grande, l guarda Icaca, 1 mesa elstica, 1 rel-
gio, 2 consulos, 1 guarda-comida, 18 cadeiras
de junco, 2 cabidos para chapeos, 2 bancas com
encost, apparelhos para cha e jantai, cipos,
clices, comp iteira9. iicoreirvs, porta-qaeijo, talhe-
ner, coiberea e objectos de electro piste e 1 lustre
o erystal. .'-
Primeiro andar, sala de visita '
Um piano terte, 1 mob>lia de Jacaranda, 2 qua-
dros a oleo, 1 mesa redonda com pedra e 2 con
sol s, 1 sof, cadeiras, 1 pete forro de sala, al -
mofadas, espregaicadeiras, cortinados de guipure,
1 espelho de Venesa, porta-caride*, vosos de jar-
ros para flores, cache-pota, cotonas bordadas, ven-
De cerca de 220 barricas com cimento
de 70 kilos, marca cotoa, desearregadas
de bordo do navio Pinus, com avaria de
agua do mar, e vindas ae Hamburgo.
ftexta-feira. 35 d corrente
A's 11 horas
O agente Pinto levai a leilao por conta e ris-
co de quem pertenrer em um ou mais lotes cerca
de 220 barricas c.m cimento avariadus, de Ham
burgo, e existentes no eaes 22 de ioveuibro. r-
matela junto ao de fariuha dos Si, il- Fors-
ter & C.
Leilao
De um repartimento de eseriptorio, urna
armaeao in^leza mesas para fazendas e
rouitos nutrus movis.
Slabbado *< de Fevereiro
A's 11 bqras
Tmvessa do Corpo Santo n. 23
Em continua^o
De qu'.ijos suissos e vinhos.
Agente Pinto

Prccisa-se dtf ama de boa conducta para todo o
servico de casa de pequea familia: rua da ma-
triz da Boa-Vista n. 3.
Ama de leite
Precisa-se de urna ama de leite sem filho ; na
roa dos Pirs n. ;3,
Pastillias vermfugas
de
ring
o meibor especifico cintra vermes : deposito cen-
tral cid casa de Paria Sobriuho ot O, rua do Mr-
quez de "linda n. 41.
No vidade!!!
A fabrica Vendme, recebeu directamen-
te de Ha vana, Cigarrilhos de la Bella Ha
baera, em bocetinhas com 10 ditos cada
urna ; chamamos attengilo dos fumantes
apreciadores da fumaba, e re-ommenda-
mos tambeio as aenhoritas: venbam ver
para comprar.
23Bario da Victoria23
Aluga-se
orna casa com onmmodcs para grande familia e si-
tio arborisado : na p inte de Ucha n. 10.
Cuzinheiro
caixas a A D.
'a J. Cbristiani
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 80t<0 no becco dos Coe-
ibos, junto de S. Ooncailo : a tratar na rua da
Imperatris n- -M.
Precisa-se de urna boa cosiabeira para casa
de pouca familia ; aa rua do Imperador n. 50, 1*
andar.
Alluga se o 2- andar do sobrado n. 1, rua
do Viscoaoe de Pelotas, ojtr'ora Aragao tratar
na roa da Mdre de Deas n. 22.
^ Aluga-se o 2* e 3o andar, juntos ou separa-
dos, da casa da rus larga do Kosario n. 37, es
quina lefronte da igreja ; a tratar no pavimento
terreo, toja de cabelleireiro.
Cartas pra jogar 2
Carneiro Vunut.
Chapeos 2 caix5es
4. C.
Drogas 37 volumes a ordero.
Libras sterlioas 1,000 ao English Bank
of Rio de Janeiro.
Mercaderas diversas 1 volume a J. La
tham, 1 a Joo W. de Medeiros, 20 a
Oliveira Basto d C.
Papel 6 fardos ordora.
Pennai 1 caixa a Joao W. de Medci-
jos.
Koupa 1 caixa a Claudio Dubeux.
Sardinbas 150 caixas nrdeu*.
Tecidos diversos 10 volumes a Olioto
Jardim & C, 38 ordem, 9 a N. Maia
C, 30 a Luiz A. de Sidueira, 9 a Ma-
chado & Pereira.
Vinbo 4 barris ordem
Vidros 4 barricas a W. Halliday & C.
Escuna ingleza Bella Rosa, entrada de
Tena-Nova, em 23 do correte, e consig-
nada a J. Pater & C, manifestou :
Baealbu 2,168 barricas e 766 meias
ordem.
Lugre ingl-z Nilhy, entrado na mesma
dau, e consignado a Saundres Brothers
& C manit'estou:
Baoalhu 2,690 barricas e 952 meias j,
ordem.
Paiva Valente & C. 150 saccas com 12,434 kilos
de algodao ; P. M. da Silva jj C. 100 caixaa com
l,c00 kil js de leo de ricino ; Costa 5,000 cocos, fructa.
Alcoo (kilo)
Algodao (kilo)
Arroz com casca (kilo)
Assuear refinado (kilo)
Dito brauco (kilo)
Dito mascavado (kilo)
Borracha (kilo)
Cachaca (litro)
Cacao (kilo)
Cafrestolho (kilo)
Caf bom (kilo)
Carnauba (kilo)
Careos de alrodao (kilo)
Carvo de pedra de Cardifi (toa.;
Couros seceos t pichados (kilo)
Ditos salgados seceos (kjU)
Ditos verdes (kilo)
Paliaba de mandioca (litro)
Fumo resfolho (kilo)
Qenebra (litro)
Mei (litro)
Milho (litro)
Pranchoes (dosis)
218
:146
066
151
131
(167
i 266
077
400
4S0
320
366
014
16*000
585
500
275
250
4 K)
200
040
040
100*000
importaeio
Vapor inglez Tagua, entrado dos porto*
da Europa, em 23 do corrente, e consig-
nado a Adamson Howie dC, manitea-
too:
A'ncstras 25 volumes a diversos.
Kiporl^vo
EEOIFi:, 22 DE FEVBBEIBO DB 1887
Para o exterior
.'Navios A carta
Barca nacional Marinho IX, Rio Grande do Sul.
Barca nacional Mariannin/ia, ItioGrande do Sul.
Barca noraeguense Vega, Bltico.
Barca noruegaense Ogir, Estados-Uuidoa
Barca inglesa DinuL-ffage, Kstados-Unidos.
Barca noruega Kex, New-Ynrk.
Brigue alUmao Bruno & Mane, HHull.
Hngue noruegueiise Mira, Liverpool.
Cter nacional Qeriquity, porto do norte.
tscuna dinamarqueaa Kxprett, Montevideo.
Sscuaa sueca Lor'y, Rio Grande do Sul.
Escuna allem Johanna, Santos.
Galera iaglesa Lorenzo, Liverpool.
Lugar nac onal Lupo, Rio Grande do Sul.
Lugar americano Edward hhnton, New-York.
L Lugar inglez Mormng Star, Santos.
Lgir nacional Tigre, Rio rande do Sal.
Patacho allemo Brilhante, Montevideo.
Patacho ingl z Agenoria, Santos.
Patacho nacional Maiinho VI, Rio Grande do Sol.
Patacho americano J. P. Lassen, Rio Grande do
Sal.
Patacho portugnez Fanny, Para.
Palbabote nacional S. Bartholomea, Porto-Alegre.
Patacho portugus Verta. Lisboa e Porto.
Vapor ingles Gory, New-York.
Vapor inglez Pletty, Liverpool.
Al;iM-se o importante sitio n. 36 roa do
Henifica, na Pasaagem da Magdalena, eaindo e
pintado de novo, com accommodncoe.s 'para grande
familia, teudo agua e gas encanada ; trata-se na
roa Duque de Calas n. 90, leja de fazendas.
Tai liana
PARATINGIRA
barba e os cabellos
Esta tintara tinge a barba e os cabellos ios-
tan'aneamente, dando- Mies urna bonita c8r
e natural, inofensivo o scu aso simples e
rpido.
Vndese na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GA1TIA de Rouqueyrol Fre.-es, saccessores de A.
CAORS, rua do Bom-Jesus (antigs da Cruz
n. 22.
Oe 1 a 22
dem de 23
Del
dem
a 22
na 23
No vapor inglez Pine Blanih, carrefraram :
Para Liverpool, A. Lopes & C. 300,000 kilos
de careos de algodao.
No vui>or iogles Gorje, oarregarain :
Para Halifaz, J. Pater & C. 5,000 saceos com
375,0> 0 ki'os de assacar mascavado.
Na barca norueguense Rex, earregsram :
Para New-York, P. com 37.500 kilos de assuear mascavado.
S* barca norueguen?e Ogir, cxrregaram :
Para New-York, J. S. Loyu *. rilho 1,057 sac'
eos edm 79,275 kilos de assuear mascavado.
No lugar americano Edward J.
rain :
Para New-York, H. Forster t a 2,800 saceos
com 210,000 kilos de assuear mascavado ; M. J.
da Rocha 1,000 ditos com 75,000 ditos de dito.
No patacho p rtuguez Weritas, carrega-
ram :
Para o Porto, M. Lima ft. C. 150 saccas com
9,981 kilos de algodao.
Para o interior
*avlo* 6. descarta
Barca norueguense Ano, carvao.
Barca norueguense Noutun, carvao.
Barcaca nacional Apretentacao de Mario, gneros.
nscionaes.
Barcada nacicnal Fiar de Tatuamnha, dem.
Barcaca nacional Semprevtca, dem.
Barcaca nacional Moema,- dem.
Barcaca nacional V.ctoria Alagoanna, dem.
Barcaca nacioaal Boa Nova, dem.
Brigue austraco Pinus. varios gneros.
Escuna ingleza Bella Muta, bacalho.
Escuua ingleza Percy, baealbo.
Hiate brasileiro Deua te Guarde, sal.
Uiate brasileiro Bom Jetu, algoao.
Hiate nacioaal Flor do Jardim, sol.
I gar inglez Velly, bacalho.
Lugar iaglez Minnia, carvao.
Lugar norueguense Courier, fariaha de mandioca.
Lugar ingle c Blanche, bacal bao.
Lugar inglez Retrevier, bacalho.
carrega- ljUSar iuglez Liuzie R. Wtloe, bacalho.
' Lugar inglez Nicanor, 'fariuha de trigo.
Patacho inglez PlymoxUh, haoalho.
Patacho inglez S. Joteph, bacalho.
Vapor ingles Fine Branek, varios gneros.
Recebedoria
Consulado Provincial
Recije Draitiage
24:751*275
2:098*165
26:8494440
39:984*689
1:261.366
41.246*049
' a 22 23:533/879
[de a "~28:622*298
ereada Municipal de ""*
O movimento deste Mercado no dia 23 do cor-
rente foi o seguinte:
Entraram :
36 bois pesando 4.974 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 17 ditos de 1* qnalidade, 9
1/2 ditos de 2* dita e 9 1/2 ditos particu-
lares.
1,950 kilos de peize a 20 rcis 39<000
74 cargas de farinha a 200 rea" 14*800
6 ditas de fractaa diversas a 300 rs. 1*800
8 taboleiros a 200 ris 1*600
13 Humos a 200 ris 2*600
Foram ocenpados :
24 columnas s 600 ris 14*400
22 compartimentos de farinha a
500 ris. 11*000
18 ditos de comida a 500 ris 9*000
77 1/2 ditos de legumes a 400 ris 31*000
18 ditos de saino a 700 ris 12*600
10 ditos de tressaras a 600 ris 6*1)00
10 talhos a 2* 20*000
6 ditos a 1* 6*900
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1* fis 54*000
2 talhos a 500 ris 1*000
Oeve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
Precisa-se de um cosinheiro que saiba desem-
penbar a arte culinaria ; na rua larga do Rosa-
rio n. 5.
Kerneuius p cmi
Sem dieta esem modifi-
capes de eostumes
Laboratorio central, ru do Viconde i
Rio-Branco n. 14
Esquina da rua do Reqente .Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo pilar
maeeotico Eugenio Marques
de Holianda
Approvndos pelas juntas de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabeleco os disppticos, facilita as diges-
toes e promove as cjecces efficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chioro-aneiuicos, debella a hjpoemi
intertropical, reconstitue os hydropicos e benbe-
ricus.
Xarope de or de arueira e mutamba
Muito recommtndado na bronchite, na hemop-
tvse e as toases agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com
pererina, quina e jaborandy
Cura radlealmente as febres intermittentes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambera fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes as inflammaces do ligado e bao:
Hgudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado as couvalescencas das parturientes
re tico antetebril.
Francisco Manuel da Silva & C.
RUA.MRQUEZ DE OLINDA
Piluias purgaihas e depnrativas
de lampan..
Estas flalas, cuju preparacao puramente vej
_*etal, tem sid.i por mais de 20 annos aproveitadas
-om os melhorcs resultados as seguintes moles-
ii.s : i.t'eccoes da f.el!e e do figado, syphilis, boa-
ooes, escrfulas, ehagas inveteradas, erysipelas e
^onorrbas.
Modo de uwnl-a*
C>mo purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
aendo-se apos cada dse um pouco d'agua adoca-
ta, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se iim pilnla ao jantar.
Estas pilulas, de invenco dos pbarmacenticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua ineihor garanta, tornande-
ie mais recommcudaveis, por serem um seguro
ourgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
nadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
*a drocarla de Parla Sobrlnno d>
*l RDA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Vinho da Monrisca
Esse importante vinho de que nico
importador Joo Ferreira da Costa];
puro de uva escolhida a capricho, e pro-
prio para mesa, pelo seu merecimento tem
obtido a melhor acaitac&o nos lugares para
onde tem sido exportado : acha-se ven-
da a retfclho no estabelicimento dos Srs. Po-
cas, Mendes & C.
Cameliade Terra Nova.
Diadado Rio Grande do Sul.
Enjettado Rio Grande do Sal.
ratede Hamburgo.
lite de Tena Nova.
Eugeniade Terra Nova.
Guadianade Lisboa.
Hapnusdo Rio Grande do Bul.
Hersliada Babia.
Idealde Londres.
Jelantbede Santos.
J. G. Ficbtdo Rio de Janeiro.
Jolina Sk'rkede Genova.
Lidadorde Rio de Janeiro.
Iliande Terra Nova.
LaviniaJe Terra Nova.
Linda Partkdo Rio Grande do Sai.
Maia Ido Rio de Janeiro.
Marco Polodo-Rio de Janeiro.
Marinho VIdo Rio Grande do Bul.
Meta Sophiade Hamburgo.
Mariettado Rio Grande do Sol.
Nordsoende Liverpool.
Noruega Aiuoda Csrdiff.
Our Anniede Bueuos-Ayres.
Progressode New-Port.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sal.
Rolanddo Rio de Janeiro.
Retormdo Rio Grande do Sal.
Speranzade Cardifi.
Temerariode Santos.
Vasco da Gamado Rio de Janeiro.
Withelminede Hamburgo.
Iteadimentos pblicos
Renda geral
i) 1 a '2
dem de 28
No lugar nacional Tigre, earregaraia :
Para Pelotas, Baltar Oliveira & C. 950 volomes
com 9-',425 kilos de assuear branco e 100 barricas
com 10,400 ditos de dito mascavado.
No hiate nacional utriquity, carregaram :
Para o Natal, P. Alves a C. 20 barrica, eom I
1,21 aj kilos de assuear refinado e 4 ditas com 210 j
ditos de dito branco. lenda provinal
= No vapor nacional Espirito Santo, flsrrega- De 1 22
r^a: dem e 23
Para o Rio de Janeiro, J. A. da Costa Mede-
raa 100 saccas com 6,000 kilos de assuear branco
e 200 ditos cn 18,000 ditos de dito mascavado ;
mbz na ravcaaiRO
Alfandega
565317*178
20.087*227
107:183387
5:110*744
585:404*405
112:2941131
Tolai
697:698*536
224*8J0
4:336*640
4:561*140
i Rendimento de 1 a 22 de Fevereiro
foi arrecadado lquido at boje
Precoa do dia :
Carne verde 160 a 480 res o kilc.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 500 a 640 ris idem.
b'anuba de 200 a 240 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 560 a 1*000 idem.
Foi mandado laucar ao mar 851/2 kilos de car-
ue corrompida, pertencente a Oliveira Castro S C ,
por ordem do medico.
VAPOBIS
Legislatprde Liverpool hoje.
Supervisorde Liverpool hoje.
Marinerde Liverpool hoje.
Financede New-Port-News a 27.
Ceardo sul a 27.
Marco
Ti jacado sal a 4.
Amandade Hsmbargo.
Apotheker Dirsende Santos.
Aricade Cardiff.
Aldwathde Terra Nova.
Ameliado Rio Grande do Sal.
Aunlade Terra Nova.
Badade Cardiff.
Cometade Porto Alegre.
Cvsnedo Rio Grande do Sal.
Chritiaui Scriverde Cardiff.
Movineno do porto
amas entrados no dia 23
MaceiJ 6 horas, vapor inglez Pine
Branek, de 1,104 toneladas, comman-
dante H. D. W. Sshel, equipagem 23,
carga varios geceros ; a Boxwell & C.
Southatnpton o escala-13 1|2 dias> va-
por inglez laqus, de 1,692 toneladas,
commandante W. Gellies, equipagem
101, carga varios gneros; a Adamson
Howie & C.
Havre e escala 19 dias, uapor francez
Ville de Cear, de 1,699 toneladas,
. commandante Simonet, oquipagem 42,
carga varios gneros; a Augusto Labil-
le & C.
Terra Nova33 dias, lugar inglez Ney,
de 183 taneladas, capito Henry Olsen,
equipagem 8, carga bacalho ; a Saun-
ders Brothers & C.
Terra Nova36 dias, escuna ingleza Bel-
la Rosa, de 157 toneladas, capitifo Geoiv
ge Brouwden, equipagem 8, carga ba-
calho ; A Johnstou Pater & C
Navios sahidos no memo dia
Buenos Ayres -Npor inglez Tagus, com-
mandante W. Gelies, carga varios g-
neros.
BarbadosPatacho inglez Tiber, capilao
Charles Venow, em lastro,
Rio de Janeiro e escalaVapor nacional
Espirito Santo, commandante Joao Ma-
na Pessoa, carga varios gneros.
Macei Patacho americano Leonora, ca-
pito J. H. Monor, em lastro.
/

J

.,, .,,, ,


Diario de PernambucoQninUi-feira 24 de Fevereir de 1887
1


ru
15 I 4 meUqdw.
For -locedo r
privilegiado da Casa Real o de 3. X a Bainha de Italia.
Ozea P.
Ozea SacheL
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os denles.
Ozea Pasta para os dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabo.
Ozea Pomada.
Ozea Fixativo
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Cold Cream.

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Kstaa exquisitas preparaces sao wiito apre-
ciadas na nais distincta sociedade pela deli-
cadeza do sen perfume.
TRANSPARENT CBYSTAlIiAP
(SabJ transparente cristalino)
reconliccido como i mua perfcito d" todos os sabaos propiedades lr.^ienicc!, polo ccu aroti. o pela sua larga dura;ao.
, ^ Dcps:.> : .; ;..-'i\ei.. Perrums.ras, Farmacia*., dea.
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EGflIO MARQUESDEHOLtAm
... lieumatismo.Cancro*, Bobas. bnjnens
todas as molestiati que trnhti eua ort^em
iia impureza do sangue de-rida a sjphtlia.
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4tmrMOIUM como *ir, .ya*, unt oM. i)A &**
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Ao&oCCMB -ievat a otoajtetZui-dDAtu, luZdIs
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DA FlORABRASItEfRA
Ra do Vise onde do Rio B raneo
HIO 11K JAXK1KO
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DOMESTIC
SSo reconheciaas ser as Uinf
elegantes, as tu ais duravel
era todos os sentidos.
AS M8LDBES
Para pre^s, e circulares com
illustragScs de todos os estylo dii
JBui se
Domeslic Sewng Machine & l
NEW YOR, U. S. A.
Tctephone o.!S8
para senhoras
WOLFF & C.
1.4BA DO CW'--N.'4
West' mu< nliecido e. to fncoiitr r re|iel*l publico ni
variado cn:|leto Miitiint-nlo d JIM A*
recertidas scnipr*- res I' lincaiiic! da Kum|ta. qil j' Jiiam
pelo apu-ailo si>t do niuiid elefante
Iticoa adcrrcoN completo, tiotla* pulse!
ras. lOuetoc, volt*.v le uro eravrja iu. co -i
bnlhantcs. u p*>rnl>kM. unuvs. cacleta,
botoi'H oiitri mu i tu-* artigos prop ios
denle sciicro.
ESPECIALIDADE
Em n ligio* do uro, prat:t e nii-kelades,
para honaens, senhorAS meninos dos mai.t
acreiltatlos rbrieaat< s daEo-opae Ame-
rica.
Para todos os srtigos dcsta csa a> raa-
te-ate a boa qualidaile. aaaiu romo a uindici-
dade no p'* qu' mita xtiui compete ocia.
1%'eata cua taurltcui concertado qual-
quer obta <'e ouro ou prata e tambetn reo-
slas deqimlqufr qulidade que spJo.
4Ra do Cabust4
ORIZA LACTE CREME ORIZA
aos Consummidores
DA. ______
PERFUMARA oriza
PARS 207, Ra Saint-Honor, 207 PARS
OS "PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA LLEGRAND
llevan sen sueeenao e favor publico :
1* Ka cniiado escruptlcso com m i 2* 1 tu fojlldade IultiMTil
sao fabricados. j i snavidade do sen ocrlun.
MAS SE IMITA OS PRODUCT03 0A PERFUMARA ORIZA
Btm attinglr o leu grin de daUcade^ e pcrielfSo.
3k A tppareurta exttrior datas imitarSes sendo idntica aos Fetvla- Ow
Ia ditaraw Proiluetou Oriza, os comummidores devero se jtjT
v* precaver contra este comiMfci-; Ulicito e considerar como TAf
=KrV con ira;'acedo gualquer producto de aualtdade inferior J&F
^pV vendido por casas pouco honradas- ^.y^
SAVON- ORIZA VELOUTE
Kemessa do Catalogo \l'.utr ido pedido franqueado.
Broches nikelados e Hourados a 2i$000.
Bonites grampos *dourados a 500 ris o
ma5o.
Esplendido sortimento de gal5 :s de vidri
Un.
Grande variedado de lcques de Eetim a
4,5000 ot^
Frizadorcs americanos para cabello a 300
ris o ma'.'O.
Si-tas de phantasia para cabello.
Bonita eolleccao de plisss a -400 ris.
Brincos iiuitecao de br'dhnnte a 500 ris.
Aventaes bordados para cranlas a 2(5000.
(^hapus de fust3o e setim para crean-
jas.
Sapatos do merino o setim para crean
9as.
Meias Lrancas e do cores fio de Escocia.
Pomada de vozelina de diversas quidida-
des.
Saboneti'8 finos de vogelina c alface.
Extractos fiuos de Pioaud, Guerloin, e
Lubin.
Lindas boioas de couro e velludo.
Fichus de la para senhera 1(JW00.
Sapatcs de caseraira preta a 2000,
Thesonras para costura de 400 re i
35000.
Pacotes de p de arroz a bUO ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa variedade da bot5es phantasia.
E jnilhares de objectos proprios paro tar-
:iar ama senhora elegante, e amitos nu
tros indispensaveis para uso das familias
tudo por precoa admiravelmento modi
osa
>a Graciosa
7 Ra do crespo ~ T
Duarte &C.
?????#???????????????????????
OuroOua^T
lDDISOH lie/
doFADDISON
0 MAIS ENRGICO E 9 MAIS ACTIVO DOS RECONSTITUINTES
-----------------------H O ARSENIATO DE OURO se impoe a todo aquello que for cuidadoso do seu bom estado de sade. Com um ou dous
granulo* por da, volta o apjietitc, as /oreas augma>tOo c urna tt-iile ptrfta faeeede rapidament- um estado inquietador. Nenhum
medicamento pode competir com elle no tratameuto das Molestias chroaicas do Peito e do Estomago, AJeccoes
intestinaes e nervosas.
ANEMIA, ESG0TAMEHT0, MOLESTIAS NERVOSAS, MOLESTIAS DE SENHORAS
O Arseniato de Ouro dynamizado do Doutor ADDIEON, resultando da coiubinacao de dous medicamentos
heroicos, combate victoriosamente a Tsica, Bronchites chronicas, Asma, Rheumatismo chronico e todas as
Molestias que resultao do Esgotamento do systema nervoso.
Nao tem rival nos Enfraquecimentos que resultao de urna longa molestia. Suas pr>prkdades totiioas e reguladoras da
innervaco torno-no superior ao Ferro contra a Anemia, as Flores brencas e a* Nevralgias. As Febres que
resistan ao sulfato de quinino cedem ao Arseniato de Ouro.
O Arseniato de Ouro torna as mulhcres jovena e nutrida*. Auxilia poderosamente o atraveesar a poca tfto temida da
idade critica c communica urna nova juvenudc
MOLESTIAS 00 SANGUE, AP0PLEXIA, MOLESTIAS DA PELLE
Gracas eua propriedade de restabelecer o equilibrio entre os elementos constitutivos do sangue, o Arseniato de
Ouro dynamisado recommeudado s pessoas de idade como preservativo das differentes especies de Apoplexia c Con-
gestoes. Tomado em fortes doses, cura rpidamente qualquer Molestias proveniente de impureza do sangue.
Combinado com um tratamonto local, cura infallivelmcnte as Molestias mais rebeldes da pelle. Lupus, Eczemas,
Cancroides, etc.
Milhares de Doentes devem hoje sua cura aos Granulos do Arseniato de Ouro do Dr. ADDISON.
Innmeros attestados forao dados, citaremos aqui alguns.
O FRASCO : 6 FRANCOS
(em Franca)
Desconiie-se das Contrafaces
eexija-se aVERDADEIRA ETIQUETTA
com a MARCA DE FABRICA assim
como a asslgnatura ^-^^)
e a do Snr.
nico Preparador

Deposito Geral
Pharmacia OELZ1T
38, ra ochechouart, em Parlz
E AS PRINCIPAS PHARMACIAS
Em Perminbuco:
Franc00 M. da Silva & Cu.
ATTESTADOS DOS DOENTES
Sr. Gklik, Pharmscetttico de 1* cImk, m Pm.
Trndo tirto dore* no peito. ertomayo e dorso,
indoptrdcndoa/orca*. *&r>podendomaUoomir,
oomando quonto tomarte, fmprcouci o* Granulos
de Arseoislo de Ouro dynmi*do do D^mor Addison.
Empoucos dio* demppareceram a* dores voltart'
me o appetUe.
Queira enoiar-mc mai um /rasco dates gra-
nulos. X ,
Na espera, tenho a honra, de cumprtmental-a.
Laorext. Reloj, Oariccs em BrezoUes (.~et-.)
Nota. Autori*o-o a pub'icir esta carta.
Sur. Gsuit. Phumaewtieo de la clufe, ei Psz.
Esto* muito satif/etto com o emprego dos Gra-
nlo* de Arseotito de ouro dymmit Addiswn. Ha dous annos que o Granao* .to Arsc-
tato de ouro do Doolor Addison commecou a JlCttr
em coga n'cste paiz e tem augmentado, pois cum
cuantos delles ja<;a)o uso.
MuUo the serei agradecido dr me rneiar ornis
breve porsirel dous /rasos deet* medicamento,
tem sido o nico remedio que tem acalmado nti-
ha* dores nevralgicas.
De V. m* att V~.
F. AnxiAirD. Adjuvrto a Muirle.
Em Cabrieres d~A vignon p. CIstr-s-Sorgme ( Vaucl.)
Caro Snr. Geijx,
O eJTeitO dos Granulos de AneniMo dr ouro dyna-
misado do Doolor Addison. tem sido maravilloso!
Anda no coltci de minha surpreza. NOo tenho
mais as insupportaveis a ores de cabeca e a /ebre
dcsapi-areceu,
Juloara me desengaado, e s Ihe tinha pedido
deste protiucto a titulo de ensato, pe** Ao aere-
ditaca na sw> e/Jtcocia. O que agora creio, lem
como nn minha cura.
Tenha a bondade de enoiar-me mais cinco
/rseos de.rtes t/ranulo*.
Tfa erjH-ctatim de sua rewssn tenho a honra
detransniittir-lhe me.us proi-stitsdeijr'iiidfio.
La Koncmk. ra BMajenta. II. em 4'herboiu-ja.
Sor. Gki.in. Pharmareulico de rbrn* rn Pariz.
Logoqttc reerbi o/rase* cr,u t-ei toyvd lomar;
em pouci>u das iue achata eurottti.
Fui tratado sem resultada por muiros Mdicos.
Felizmente que recorr ao Araeniaiu de ouro dyaa-
misadodo Doctor Addison.
Tenha a bondade. Snr. Getin, de enriar-me um
frasco de Granulos de Arseniato de curo dynamisado do
'Doutor Adisoa; ajim de precacer-me contra urna
recahida.
Muit*j-lhr. anradeco ter me encado deste medi-
camento, que e causa de minha cura.
ViNOT(Krnest).
A Qucudc*. par Sezanne (Afame). ^
Snr. Geui*. I'hanoacoutico de la classe m Parir.
Tendo mais con/fanca em seus Grnalos de Arse-
niato de oure dynamixadu do Doutor Addison. desde a
cura radical de minha.fllha. peco-the de mandar-
me na'* um frasco deste- medicamento.
A^radeco~the de ante-mo.
Bocdrky, negociante de einhos.
A Perrignu-sur-Serein.par Noyer (Yonne).
Snr. lii.i.iv. Pharmareatieo de la classe en Paric.
Acabei com o fraseo de Granulos de Arseniato de
ouro dynami-iJo do Donar Addison que Ihe pedi lti-
mamente. ProdufirSo-mc muito bom eWeo; s
*>s*o attribuir minha cura ao ejfcsto deste/eliz
medicamento, visto que., todos os que tenha ate
c/itUo einpreguei /icaram sc/n resultado.
Tenha a bondade de cnoiar-mc mais um/rasco.
De V. S. aW V" t> Obgf.
Trouv. Reloj. Ouriees.
A Mascara, prooince d'Oran (Algeria).
Snr. GivLur. Pnarmaceutico do cla*ae cea Parir.
Tenho a honra de incluso remcttcr-lhe seis
francos importancia de um /roseo de Granulos de
Arseniato de ouro dTnamisado do Doutor Addison, que
terd a bondade de rcmetter~st%$t.
Empreyuei este medicamento que comprei em
casa do ru correspondente de Lle e Jtquei
muito satis/cito com os seus promptos e excedentes
efTeitos. Flame*t. institutor.
Em Rebreuve. perto de Houdam (Pas-ae-Calais).
Snr. Gelik. PbArmaceatico esa Pariz.
Segundo os conselhos de um Medico empreguei
os Granulos de Arseniato de ouro dynamisado do
Doutor Addison.
Bm vista do maracilhoso cffeio que comecei a
experimentar desde que prmcipici a ttsar das
Granulos de Anm.ato de ouro dynamisado do Doutor
Addison, rogo-the de enviar-me o mais breve pos-
sicet mais dous/rseos.
De V. S. atV V" Cr*' Obg*'.
Jajayr, Joo (PacJ, proprietario.
Em Vercoiran. por Le Buis (Drme).
???^?^?^^^?^^^??^?^?^??????????????????^
^?^?4^<>4^^^*^
ENSATO DE OBRO DINAMITADO
DO DR ADf ISON
0 MAIS ENRGICO E0 MAIS ACTIVO DOS RECONSTITUINTES
O ARSENIATO DE
dia, volta o a>> lite, as forra
OURO se impo a todo aquello que for cuidadoso do san bom estado de sade. On dous grnalos por
as auiiiiienlS" e unta sade per/tita suceede rapi-lamf.nle sm estado inquietador.
AfiEefi.A, ES30TAMEMT0, WOIESTIAS NERVOSAS, MOLESTIAS DE SEMH0RAS
O Arseniato do Onro dynamizado do Doutor ADDSON, resultando da combinacSo de do^s medicamentosberoico,
comlwto viet..r:...-: awnta a Tsica, Bronchites chronicas. Asma, Rheumatismos enrmeos e todas M Molestias que
resuliPio do Esgotamento do systema ervos. # .
N5o to.u rival nos Enraquec.mentos que resultao de longas molestias. 8uafropried*d* to~.,rn e ralladoras daxnner-
vaca^ twnSo-no superior a, Ferro contra a Anemia, as Flores brancas o as Nevralgias.
As Febres .juo rasistem ao sulfato da qmviino cedem ao Arsemato de Ou.o.
O Arseniato de Ouro torna as mulbers
lUtridfl. AuziUa Hidorosamoiite o
i :.";.> t;:nidu da idade critica
joven e nu
atravLSsar a o:
c ci'.iimiinica tirria nova juvtmtode.
-xc-
Sesconfe-se da3 Contrafaces
eesijft-foaVERDADEIRA ETIQUETTA
corno a MARCA DE FABRICA aSM*
como a c .=ignatura
e a do Snr.
NICO PREPARADOR
Milhares de Doentes devem hoje sua
cura aos Granulos de Araeniato de Ouro
do D' ADDISON. Innmeros attestados fo-
rSodado, citaremos aqtd alpins.
O FRASCO : O tranco*, om Fran^m.
EM VENDA NA
Pharmacia Q-ELI1T
38. rea lcnaaouait en Pan.!.
Dcpcstario goral que manda fr-.aco contra
tira mandato-postal.
nuurczsco ac 4 siiva *. c,
na principan Phsnnatins do BradL

ave-- t:ii. a ue a teot en pregado,
fere qnando tire de tut um es!" i
~ com \t aie
.ib a trM n j ^ 1NHO le ^EPJ.'OHA
TP*^PariJ= P ?>eire de -'arfc, e aw
* medicunento que bduuu Con'r&ue (ara fcci-
itar asfunece?. to :siomjo, e rafalarita a
a dijestrt, uBice n sis J .'averecer t ttalnci*
Qo desta.
Sertnorere e cz.-er'amj, tet pefe
. .!~-*,a~, t .^ j. ^atii e >ntrot
:wdViaO
&.vu &*j* *... wuJ'RiESlffi; na iac-
if tfsebiltdade em que csts^os p-ioG5a as soa?'carta, lnntamo-ao a aprc-
V se/ar aju a carta irieda ?o Sor Dfi-esr.
% om coi t<:'"tio, eujo usme i e tana \ju
X.txom oj:uuc'.133 pelo mundo cedi:ai.
& Diz o ^ tiiet ao fcr Oefr ;se :
ofinlia, a '/} *.e la "00 de 1S8.
- < Tina o (rosto do loe ciai ifstar a ts..
\ ISS50 tfte. tire coto u Fitfteaa, ^>a A
ftts rsultzb'< cap con vlla alcaocei ao
:c- crav
Seuere
zzsfp cansad;, doente ou
tees t sai prepara^': ailvrioa o A
d.-c-.k. -ijchoraads-lhe as fur.ccSea Jigeli->
vas, 4 n>u>tas Ihores idosrj, ooerja
lnitl t Eer!o raciiitiscs dvm a
lasd* o* r*. da Peptona. Por issv. iyT
considera coi. 9 um vird.ideiro darer o re 4
orismerdo! o. es m5 $, pumerj e ca:;.-
Tiv>pratic*<(ocn'>medieoiesticodu-
vru:e es asnea ife 1831 a 4860, rverwdo a
gene a p.ss%ida(V d: digrir o alimentos,
? .r.r.'iedintameate oui3u:ni.o era menos iaV
%-'*-"-"' de ''je hoje; entao 1* coss'.ifticftsa
.v.ai ciis vigorosas, sangninau, ea-s;vricaji *
4 -:ji: -X-im roouato asacti'*. tocrridas-
l^or nma Tins nbcndaJir saceos gas
Jrroe vooeava a prorapta trar.^oc.
ci. aos aWf.entos raais retrctanos.
3 Hoje, porm. >i.-ru 03estornagoedtili-i
U.dos carecer de eac-gia, 4 cocraeatt/'
Ucpu' mo de todas a? substancias r|ae a-
cilitaia a digestao, cobo, tor examite, dt
saa Pi^^re-tiaa.
0 preceito de h;siene tcf.is importante,
I orrc rr. ais d esr re:a"o este : Gestor I
1,uso paro reparar rtutt. este te
gredo M saude", e dunnte muito temo?
(ce.t eateioi tiTeraa este asnmpto ^sr
principa, objecto; alm d'isstv a lunha si'
to'^ao de medico na Rapaiticao de BenefiV
cescia i srta ciade. em que os scrofulosoe.
o lyrapha licor ibttndam tora de tedies me.
permute fazsr rauitaj faliies itpplicacfies
de seus eir.elicr.tis productos.
Acha-st> o deposito de tao vacw tnedi-'
camento na Pliarmacias e Orogarits d'essa
cidsde, E'^3et) cufdar era recoi*eceI-o
e nao leeitw as imitacf-as. 3xigin *>-r
i
Oepotitos as principaes Pharmaciatm
Em Pernambueo :
FRAN> M. da SI UVA O.
fWsissaswsieMSHisisin 1
expositioh ^s?
Mdaiile d'Or
NIV"* 1878
CroiXdeCheTalier
LSI HttS HHITCS riCOPFMStl
PERFUMARA especial
LACTE I ti
B. COUDRAY
PlfCoouaila pelas Cclehriil.n. leilica do Pri
NM TODAS AS mCiSStCES 00 10UUDOI
PR0DUC TOS ESPECIAES
nOldr flKOZ de LlCTElfl para blanquear a pelte.
UllO de UCTEIK1 pin toncador.
CEIE e 0 iie SA3A0 de LACIt.'Ni pan a barba.
POltSA de UCTEi para a belleza dus cabellos.
AG. de UCTEIHA pan o toucadur.
(LE de UCTE1NA pan eoibcllezar es cabellos.
ESSEIC1A de UCTEIHA rara fenro*.
rl e AGDl BERTIFMCIOS de LACTE!!.
CUSE LACTEIHA chamada setim da pelle.
UCTEUilIA pare braaquear a pelle.
IITEI MTNOS c"M-SE NA FABftlM
PARS 13, rae d'Eaghien. 13 PARS
.
j
n|lHll Ur* u fenumarijj, Pkarnaeiu
i Cabellereiros ta America.
iBaatjaeaaaaaasae
!
KANANSAdoJAPO
RIGAUD Se C, PerlnmisUs
i'AlUS, 8, Roe. Vrcieaca, S, PJLHI8
I i
Extracto de gSanaga
.Yff deucMMi
perfuma para o len-
co producto da >
preciosa flor conhe-
eida sob o nome de
Pirus japnica.
0 sea delicado
aroma, de persis-
tencia sem egual,
refresca o ar que
se respira, espar-
kgindo ao mesmo
^*^S":-^f53|einpo ao redor da
as suaves cmanacoes que reelam distineco
C elegancia.
Aeha-i. tienda em lodosas Perfumaras
vvvvwiWt?y|'V i.iivvyvi^vi>fl*j*j
aposiriD
M.ait dOr
aaaaaefce
NIV0 1378
CroixdeClTalier
6 PLUS HUTES RCOHPEHSES
>
E. COUDRAY
EtJKfULUEITE PBtPARADO PARA FOBHOSU U SOfABSlLO
Recommendamos este producio,
considerado pelas celebridades medicas,
pelos seos principios de quica,
atmo o mes poderoso regonera.T <]ue ssconhece.
rticos Recommnoados
PERFUMARA DE LACTEINA
lecc--.j.d palas Celebridades Medicas.
GOTAS CONCENTRADAS para u lenco.
AGUA DIVINA dita agua d; saude.
ESTES AKTI80S ACHAM-SE NA FABRICA
PARS 13. roe d'Enghien. 13 pars |
DetwsHes en todas as Pei-.-rniiarias, Pnaraisria;
e Cabellereiros da America.
: '
OOOOOOOOIOIOOOOOOOO
Molestias da Pelle. Intartea.TJloeras,
Vicios do Sangni e Doenoas syphiliticae.
Ah filien Vfrdodeirns
6U6AS DEPURATIVAS IODDRADAS do Dr GIBEIT
Csestitn^a o m^lhor e o mais tgnirel. a'Jiro e economied
de todfno- ili-Burstivos conhenlos.___
COMPRE DESCONTAH d COMTRArACCOES e ttlflr
(cano >" c Xaropel si Auilmtuns m Mita mztrntdi CtHrt
i SouVtni. e o mUo. em MU ovl. do Sorerno Frinotz.
rere), p''Biaiit.lilirliK ST.niW!Piua,*'lrtM.


6
Diario de Peruajntouco--Huinta-ieira 24 de Pcvereiro de 1887



i


i .
1
CUIDADO COM
AS FALSIFICARES'.
O LENCO O TOUCADOS
E O BANHO.
Aluga-se barato
Aua dos Guararapes n. 96.
Roa Visconde de Itaparica d. 43, armazem.
Roa Corredor do Bispo n. 18.
Beceo Campello n. 1, 1 andar.
Largo do Mercado o. 17, loja com gas.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2. andar.
rratt.se na ra do Coinmercio a. f), 1' andar
scriptorio de Silva GnimarSes & C. ___
Aluga-se
o 25 andar do sobrado n. 35 travesea de S. Jos ;
o 1* e terreo do de n. 27 ra Vidal de Negrei-
ros; o 1- do de n. 25 A ra velha de Santa Rita ;
o 1* do de n. 34 ra estreita do Rosario ; todos
limpos : a tratar na roa do Hospicio n. 33.
Aluga-se
o predio n. 2 da ra do Commercio, onde estere o
hotel de l'Univers, completamente restaurado com
grandes accommodacfs, tendo um andar terreo e
tres superiores. Aluga-se tambem qoalquer dos
andares separadamente : a tratar na ra do Ba-
rao de S. Borja n. 22.
Aluga-se
a casa terrea com 8 quartos e com penna d'agua,
toda reedificada, sita ra de Santa Rita n. 89 :
a tratar na ma de Domingos Jos Martina nume-
ro 50.
Ama
Precisa-se de urna ama para o servico domestico
de urna casa de familia ; na ra do Cotovello nu-
mero 46.
%* %
Precita se de una ama de meia idade para todo
o servico de um casal sem filhos ; paga-se 2l)OO
mensaes, mas deve dar fiador de sua conducta,
pois que deve servir ao mesmo tempo de compa-
nhia ; a tratar na roa Vidal de Negrearos n. 127
pateo do Ter$o.
AMA
Precisa-ae de urna tapara
lavar, engommar e fase rosis
alalina servicia do eaaa de fa-
milia : menas comprar e vor.i-
nhar : na roa da Kiaehut-Io n
13. Deve ormlr en ce.
' Ama
Precisa-se de urna ama para oosinha ; na ra do
Dr. Joaquim Nabuco n. 3.
Ama
Precisa-se de urna boa cosinbeirs, para can de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companhia
n. 2. Prefre-se escrava e deve dormir em casa.
Ama
Precisa se de urna psra casa de familia, ra
do Cabug n. 3, 3 andar.
Ama
Precisa-se de urna ama que cosinbe e engoma e ;
na ra do Bangel n. 44, 2- andar. ^^^^^^
Ama
Precisa-se de urna ama para engommar e ansa-
boa r ; a tratar na ra das Cruses n. 18, primeiro
andar. Deve dormir em casa e prefere-se escrava.
Ama
Precisa-se de urna ama para coainbar ; a tratar
na ra daa Cruses n. 18, 2- andar. Dasm ermir
em casa e prefere-se escrava.
Ama
Precisa-se de urna
para o servido domes-
tico de urna casa de
pouca familia; na ra
do Cotovello n. 46.
Ama para cosinha
Na roa do Riachuelo n 17. so
precisa de una cosinheira. forra
ou escrava.____________
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira que en'enda bem
de seu oflicio. paga-se bem e casa de pouca fa-
milia ; na ra do Cabug n. 5-A, 1 .ja.
7:000$000
Quem quUer emprestar a quantia cima a juros
commodos, sobre bypothecas em predio n'esta ci-
dade, deize no eseriptorio da redaccau desta fblha,
em carta feichada com as iniciaes J. B. C-, sea no-
roe e meradia, para s*r procurado.
Curso de mathematica
O bacbarel Francisco Corroa Lima Sobrinh
contina ora o eeu curso de aritbmetica, algebra
e gtometr a : na ra da Matriz n. 7.
Solicitador
Jos Ferreira de Paula, provi-ionado pelo Tri-
bus! da Relacao de Pernaiubuco, iffeieee-c a
quem precisar de tr* balboa inherentes sua pro-
ntsao na cidade de Pesquera da comarca de 0im
bres, onde foi sua resid ocia, e tumbea, (rabalha
as esmarcas do Bn jo da Madre de Deus, Carua-
r, S. Beiit) e Escada.
Bou negocio
Vende se um* casa de molhados, propria para
principiante por Ut pjucos fuu os ; quem preten-
der dinja-se i refiuaco da ra do Li-na, em aaa- i
txs Amaro das Salinas.
Tricofero de Barry
Garntese que faz nas-
oar eereaoer o cabello ain da
sos mais calvos, cura a
iinha e a caspa e remore
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impeda o cabello
de cahiron de embranquo-
eer, e inallivelmente o
torna eapesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfnme no wiun-
do que tem a approvacao official de
um Govemo. Tem dnas vezes
ra ais fragrancia quo qualquer ontra
e dura o dobro do tempo, E'mmto
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
maie pf---nente e agradavel na
lenco, _; *& -szas mais refres-
cante no bau;.- '" cuarto do
doente. E' especiuoo contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
desmaios.
arope ie Vifla Je Keiter No. 2.
JjmS PK USAXf-O. MPOB DB SAIr-*.
Cura positiva e radical de todas as formas de
ero fnas, Syphiiis, Feridas Escrofulosas,
AfTeccoes, Cutneas e as do Conro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
encas dotiangue, Figado, e Kins. Garante-a*
que purifica, enriquece e vitalisao Sangos
a restaura e renova o systema inteiro. > 4
Sabao Curativo de Renter
Para o Banho, Toilette, Crian,
cas e para a cura das moles-
aa da palle de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva A C.
Maria do Livraciento, velha octogenaria e pau-
prrima, pede as almas caridosas que Ibc maade
urna eiioolB pelo amor de Deus. Mora no boceo
do Bernardo n. 51. E' nm obra de caridade.
Profcssora.
Urna sanbora competentemente habilitada, pro-
poe-se a leccionar em callegios e casas particula-
res, as setruintes materias : portnguoz. francs,
musicae piano ; a tratar na ra do Mrquez do
Herval d. 10.
300:000$
Lotera de Alagas
E de Feverefro
Intransferivel
B'1,batea vanda na essa feliz, Praga
da Iijjosad>aoia 37 e 39.____________
Sitio no Gatdoireiro
Airensa-seaonualmente um **)m sitio com bas-
tantes eommodoo para grande familia, boa agua,
com arvor. s fructferas e jardiui, c com sabida
para o re, por preco muito rasoavel ; a tratar na
ra do Livramrntp n' 24.
Jatroph
Manipoeira
Es sa-iicarBi nt* de urna eficacia reconbecida
no beribrri e nutras molestias em que predomina a
bydro pesia, chata modificado em sua prepara-
cao, raca a ama nova formula de um distiocto
medico desta oidnde, noo que romate o abaizo
assignaoS est habilitado para p.-eparal-o de modo
a melhiotar lbe o poste e chi-iro, sem toiavia alte-
rar-Ihe as propriedad s ine conservam com a mesma actividade, se nao maior
em vista do modo por que i elle tolerado peb
es t -mago.
I airo ilcpoMilu
Na phanaacia Conceicau, i ra do Mrquez Je
Olioda n. 61.
^^^^^_ eserra de Mella
Cosinheira
20*000
Paga-se 204000 por mes a urna perfeita osi-
nh< ira, para eaaa de pe inena familia, preferindo-
se de meia liado e que sejn de boa moral, ra
do Payaand n. 19, paasaado a poute do Chora-
menino : qusni nao estiver em condicoes escusado
apreseatar-se
ib
Precisa-se de perteitas costureiras
Aurora n. 39, "- andar.
na ra da
Anqninhas
Pelo diminuto preco de 1*500, para aenhoras a
meninas.
Completo sortrmento de tazendHs e roanas fei-
tas, por presos baratisaimos : na ra Duque de
Caziaa n. 8J
___________MEMDOXgA & C.__________
Falsifraces
Para evitar i.ilsificscoes com referencia ao co-
nhecido PE1TORAL DE CAMBABA, deve ezi
gir-se este preparado com a firma do auctorAr-
varea de 6. Soares em rotulo circulando a ro-
iba do frasco e a o arca da fabrica nos inveitorios,
1 rulada pelo notoe dos agentes e dep; zitarios,
geraes em Pernairbuco Francisco Manoel da
Silva 6c C ra do Marques de Olinda n. 23
Pechincha
Mantciga dinair.srqueza a 700 rs. a lata de
urna libra ; vrude-ie na utaa de Antonio Duarte
ra da TTniSo n. 64, Artbur Mao.es ra da
Aurora o. 86, Paulo Ribeiro & C. ra da Roda
o. 48, de primeira qnnlidade.
taval
Compra-ce um cavall-s qr seja novo e andador
a tratar na ra Duque de CJazias n. f>6, loja.
Sitio
A!uga-se um sitio com casa, e outra boa eaaa,
no Aterrinbo' do Gqui : a tratar na ra do Im-
perado* n. 60) totceirc andar.
YERDA0ED10T TI T)nVLI^UID0
P0R6ATIT0 Lll U IPIUJLAS
lt IIIII Os Purgativos Le Roy justificam
PHARMAOIE O @ T T III /soa rePutCo secular e sos. auperto-
anraiB >K u -0T /ridade por oiilharea de curas; boje alo
/adoptados por toda a parte, de preferencia
a qualquer outro para cora rpida poaco
Pl'RGATIF .E BOT/aoMroMdM
Kuum N esm toam/OLBSTIA8 CHRONICA8
^nal conhecidas, mal curadas, e consideradas sem
Y razo como incuravei% Nao existe medicacSo mais
_ efficaz contra oa humores, pituitas oa biles alterada
w que provocam ou entreteem estas lorigas affeccoes; nao
ha reeonslituinte mala enrgico contra as reincidencias.
A vis Esse
m ia^risu tiiiaTsW bn SfiUilla
asaia
Aflm de evitar as ContrafajSes:
Ruede
Se dew reciuar como asjltw omperigo$o qualquer
_TO Boy liquido ou em pilulai jpie nSo tah da l S1
'Pharmacia Cottin, genro 4o OrurgUto e JBoy { Roa da Selne
re ndo trazendo a autgnrtura ao lado eobre o rotulo. BsJalsl
Chapelaria Victoria
4 praca da Independencia ns. 36 a 40 tem e vende
Chapelinas francezas, finas e modernas
pa?a senhoras, pelo diminuto pre^o de
18J000 urna!!!
Purgativo Julien
C0NFEIT0 VEGETAL, LAXATIVO E .REFRIGERANTE
contra PRISAO DE VENTRE
Approvado pela Junta central de Hygiene pbuca do Brazil
tete purgativo exclusivamente vegetal se aprsenla sob a forma davel, que purga cem suavidade sem o menor incommodo. E' admiravel contra as affmobet
do estomago e do figado, a ictericia, bilis, pituita, nauseas e gazes. seu eileito rpido
e benfico na enxaqueca, quando a cabeca est peseda, a bocea amatga, lingua tuja,
falta o appetite e a comida repugna, as inchacSes de ventre causadas por in/lammacao
intestinal, pois nao irrita os orgos abdominaes. Emfm, as molestias de pelle, usagre e
couvuUes da infancia. O Purgativo Julien resolveu o diflicil problema de purgar as
creancas que nao acceitam purgativo algn, pois o pedem como se fosse urna pastilha
de chocolate sahida de confeitaria.
Deposito em Pars, 8, Ra Virienne, e as principaes Pharmacias e Drogaras.
FUNDICAO GERAL
ALLANPATERSON C
N.44--Bn i do Brum--N. 44
JUNTO A B^ TACA0 DOS B0JDS
Tem para vender, por pre< mdicos, as seguintes ferragens :
Tachas rundidas, batidas e caldeadas.
Crivacfcs de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idern, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular
Grade ame nto para iardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavaos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura,
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de conoertos, e assentamento do machinismo a execatam quai
trabalho oem perfeicao e presteza.
VSNHO eiLBERT SEGTKT
A.ssr>ro^ado sU -A.oaici>roia de Medicina d BYan^a
AIS DB SESSENTA ANNOS DE EXPERIENCIA
Tinao de urna efcacia incontestavel como Antiperiodico para cortar as Febrem.
e como Fortificante as Convalescencas, Debilidade do Sanque,
Faltm de Menstruaoo, Inappetettcia, Digentes difjioeim,
Enfermidadem nervosas, Debilidade.
Pharmacia Q. SEGUIN, 378, ra Saint-Honor, PARS
Deposilarios em Pemambveo : FRAN" M. da SILVA C.
a
F
i
9
U W %'' T
JOSEPH KRAISE ft C.
Acabam de augmentar o sen j bem conhecid
mportante estabeleeimento roa Io
de mam) n. % com mais
nm salo no 4 andar Inxoosamente prepa-
rado e prvido de una exposi-
(H to m de prala Porto eeleetn-pl^
dos mais afamados fabricaotes do
mundo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seos nume-
rosos ^amigos e freguezes a visitarem
o seu estabeleeimento, aOm de
apreciareui a grandeza bom gosto com que
nao obstante a grande
despeza, o adornaran], em honra
desta provincia.
ACHA-SB ABITO DAS 1 A'S DA NOITE



A
! Ptrnartbua t
r.sUSUn0*
ijOc .EiHCAlttETO de um (rusto agradavel. adoptada ,-om e-rande xito "ha
aals ue ^SO anaos pelos memores Medios de Parlz, cura os Defluxos, tritm. Tone,
^ras u ftarsania. Coiwr imut. Imuiiv 9 =io>. das Vos wt Caixeiro
Precisa-se de nm caixeiro com prntica de mo-
lhados, de 14 a 18 hdoos, dando firnior tua c 11-
ducta ; na ra de Santo Amaro n. 8.
Engommadcira
Precisa- se de urna que engomroe com perfeicao
oa rus do Mrquez do H> rval n 1(1.
Aluga-se
o 1 andar e sotito da ra do Fogo n. 35 ; o 2 e
3 Hiidr.r da ra estreita do Rosario o. 32, tea
1 agua e coremodos para grande familia ; catao lim
I pos e sSo ind pendentes ; a tratar na ra da Im-
peratriz n. 16, andar.
Professora
Uan secbora de conducta irreprehensivel e com
aptidto para o magisterio, offrece seus prestimos
para qualquer engenbo ou casa particular ; a tra-
tar na rus dos Pires n. 52, ou pateo do Carmo n.
9, hotel.
SUSPENSORIO ItMLEftET
.Elstico, sem Ilfaduras ditalsa sai csiu.
p Paro evi'ar as falsiflcaeoei, L
exigir afirma em ctiiia suspenrono
""""^ FUNDAS DE TODOS OS HTEMAS
MCIAS ^AA VABlZtS
MUHET.ttMuate,matmt.rttu, i, 1. J.-J.oamii >.
EMULSAQ
DE
SCOTT
DE OLEO PD80 DE
Fiffado de bacalho
COM
Hypophosphilos de cal r soda
tpprovada peta nsita de Hj
gieae e antorlsada pelo
goverao
E' o melbor remedio at boje doBcoberto para a
cintra Dronrriite*. esrrnphnlas. ra
rbiiiN. anrmia. -tii ileDuion. aaa brosalea e afTec?6ea
ao pello e da tarzanta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
oacalho. porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
iavcis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
ritivas do olee, alm das propiedades tnicas
reconstituintes dos hypophospbitos. A' venda na*
[rogaras e boticas.
Deposito em Pernnmbuco
Para cosinhar
Frecisa-se de urna
ama para cosinhar,
mas qnc cosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da rna Duque de
Caxias, por cima da j
pographia do Diario.
triada
Precisa se de uns criada para o servico domes-
tico de casa de familia ; na ra do Mrquez co
Herval n. 10.
Caixeiro
Precisa-se de un menino de 12 aanos de idade,
que d eonhecimento de sua. conducta ; a ti atar
na ra da Roda n. 11. .
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
as
era
ss
a
T5
S*J

O
a
9i
O Rtmedio ms tffiem e
Seguro que se tem deacobvto ata
htje pata upalllr es Ion trigas.
FUERES
ROQRIAYOL
1' Precisa-se de Bma boa engommadeira e que
eosaboe tambem, para casa de pequea familia :
a tratar no Caes da Companhia n. 2. Prefere-se
escrava e deve dormiv em casa.
Pinhe de Riga
MATHUES AOSTIN & C, receberam ultima-
monte um completo sortimeato desta madeira,
como sejam : praachoes e tabeas para assoalho,
da melbor qualidade e de diversas dimenses, e
que vendern por precos commodos, 6 redozidos,
conforme os lote ; 00 armazem do cae do Apollo
o. 51, ou na do Oommcrcio n. 18, 1 andar,
Novo Porte do Carvo
Ra do Marques do Herval n. 27
Joo Fiuza, avisa sos seus fregueses que ja se
acba aberto o seu eslabelecimento de carvo, e con-
tina a offerecer as mesma vantagens j bem co-
nhecidas do publico, e peb barato preco de G40 ris
a barrica; tambem leva ao conh* ciineuto de todos
que tem carne verde de 1* quslidude, portento os
fregueses peders faser os seus pedidos, que sero
muito bem servidos, e alm dislo nao pagaro
fretes.
Eecife, 20 de Feverei.-o de 1887.
Joao T. Fiuza Lima-
PE'fUMRIt D'UUDO EUBAMTf^
DELETTREZ
64, 56, Ra Rlcher, 54, 56
CREAQA0
SEM
PARIZ NOVA
RIVAL
fjjiiqrBea
SUAVIDADE
coracentra^ao
CREME 0SMHEDIA
SABONBTB,lXTBACTO\
A0UA DO TOCADOR
P03 DE ARROZ
COSMTICO, BRIZJANTINA
OLEO, POMMABA, VXNAOHE
A Perfumara OSMHEDIAassegura aos
pUIENTKS f IBIS
mttuie iteras 1 (ir ta lata!
A
[tcriMemPtnutmb-M FH AH" M. da SILVA G*.
00 ENCASdo ESTOMAGO
DfGESTOES DFFICEIS
Dyspepsias, Gastralgias, Anemia,
Perda de Appetite, Vmitos, Diarrhea,
Debihaade das Guaneas
CURA SEGURA E RPIDA PSI.O
[
mmmm
TNICO-DIGESTIVO
com friiMA, Coat Pepsina
Adoptado era todos os Hospi-aes
ME0ALHAC HAS EXPOS-QOES
PARS, r !,a Brayce.M, e em tod as Pharnaais.
y/vvvy^nrvyvvvvvvvyvvvvvvv
PANCREATINA DEFRESNE
Adoptada oficialmente nos Bospitait de Pars
M annka Francna.
O mais poderoso d'entre todos os ageates
digestivos conhecldos, a Panereatina De-
freene emprega-se sempre com resultado
pro vado contra:
5"atlo I Oaatrltea
Ms dlcestSea I Oaatralrlas
Itatnlenelms do estomago
Somnolencia apa as refeloSes
Vmitos determinados pela g/ravlde
Znfermldados do Of-ndo
Tomada depols das refeictJes despert e escita
oappetitados convalescentes, oombate e detem
o emagreclmeuto dos tsicos.
A rmnereetfinm Defretme em p e em
fUUas venda 00 em todas as pharmacias.
HISTORIA
VICTOfUfUGO
mmmmEk
ONT TOl A
S MOLESTIAS d?.s VAS RHiEIAS
ngrciAi.sii"rrB
I Catarro chronico da bsxiga.
\ Irritawo do canal a antro,
Molestias as erostatc,
k ViCORtinaficla da Url*%
Arela na urina, etc.
SWAWN, Ph'rmaceutico-GhimiGO,
5^ ?ASUj U sbj satna^a, M^MJjjlS ^
VERNIIFUGECOLMET
[CHOCOLATE ccm SANTNINA
rJFAUITEL pin destruir u LOMBRICAS
bte Vermifuso (recommnddo pelo
su nbor pdyel umurtiik indefinida. >/ r.
Eligir i signatura : O vf *
\ hrUJIiuC0lJgT-4,U6E. Wataalssi .FRA"w.iimTA ' saMsOEl
Telenpboro Marques da Silva
Juntar
Telesphoro Marques da Silva, seus filhos e gen-
ros convidara os seus parentes e amigas para as-
sistirem a urna missa, que pelo repouso de sec
filho, irmao e cunbade, Telesph ro Marques da
Silva Jnior. uliecido na cidade de Garanbuns a
27 do mez findj. maudam esar na iereja matriz
da Boa-Vista, s H borus do dia 26 do corrrnte.
Coiamendadar Antonio Ignacio
do iii'go Hedelroa
Os empregados da secretaria da Santa Casa de
Misericordia do Recite, tendo de fazer resar urna
missa pelo repouso eterno d'alma do commendador
Antonio Ignaeio do Reg Medeiros, ex-vice-pro-
vedor da mesraa santa casa, as 8 horas da mauha
do dia 26 do corrente, na igreja de N. S. do Pa-
ris, pedem Ezma. viuva. filhos, parentes e
amigos do Ilustre morto, o caridoso favor de as-
sistirem a esse a;to.
Amelia de Asevedo Xevea
Antonio dn Silva Neves, seo sogio, cuuhados e
irinaos agradecem do intimo d'alma s pessoas
que se dignaram de acompanbar ultima inorad
os restos murtaes de sua presada o csrinhosa es-
posa, filha, ir mil e cunhada, e de novo as convi-
dan), e bem asean aos demais parentes e amigos
que nao poderam comparecer quelle acto, as-
sistimm as missas, que pelo eterno repjuso da
mesma finnda, seio celebradas na igreja de S,
Prancisc do Recite, e na capella de Apipucos, s
8 horas da munba de seita-feiri 25 do corrente.
stimo dia do seu passamento, pelo que desde j
rrmniC'i-tiim-M' prrfundameor.e roennbecidos._____
Jonijnim AiTonsio Ferreira
Herculano Francelino Civalcante de Albuquer-
que e Tbeopbilo Xivier Cave.lcante de Albuquer-
que mandarn resar na sexta-feira 25 do corrente-
s 8 horas da mauha, missas na villa de A?ua-
Preta e no engenbo Camorimainho, pela alma de
aeu enteado e primo, Joaquim Aftonso Ferreira.
setimo dia do seu pasamento, para eujo aotocou-
vidam os sens parentes e amigos do finado.______
Amella de Azevedo IVevea
Antoni 1 da Silva Neves e sua familia, Antonia
Jote de Azevedo e sua familia, compungidos da
msis xcerba dor pelo golpe fatal que acabim de
receber na pessoa de sua muito q'-erida esposa,
cara e adorada filha, Amela de Azevedo Neves,
veem agradecer de todo o caraeo todos os dis-
tioctos amigos e cavalleiros que nao s se digna-
ram tomsr parte na sua grande dor, mas ate aos
que a acompanharam i sua uJtisc morada ; e de
novo os coavidam psra assistirem as missas, que
por alma da finada, mandarn celebrar texta-teira
25 do corrente, s 8 horas da manha, na igreja do
cnveoto de S. Francisco, stimo da do seu fal-
l cimente, e desde j se confesiatn gratos por este
ero de religiao earidade.
U. Aluna Koaa re reir Ua Mi va e seus titous
jgradccem do intima d'alma todas as pessoss
que se dignaram acompanhar os restos inortaei
de 6ua presada filha e irm, Mura do Carmo *er-
rer* da Silva, e novannente ss eonvidsm para
assistirein xs missas que serio celebradas pelo
etrruo repouso de sua alma, na matriz de Santo
Antonio, quiota-frira 21 do corrente. s 8 horas
da manha, soiimo di do seu passamcito. pela
que se confestuui desde j eternamente gratis
Tenente Manoel iaximiano doa
Santo Klorkcl
O 'enenfe-cori de do II." batalho de reserva da guarda nacio-
nal da comarca de Oliudn, sentidos pelo infausto
paseam-nto d'aquelle seu colleja, mandara resar
no dia 25 do corrente s 7 horas da manh^ stimo
dia do seu cnterrameoto, na igreja do Bomfiar sm
Olinda algumas mistas, e para este acto de religiSo
e caridade convidan) aoa parentes, amigos e colle-
gas do fallecido, e anteeipando-lhe seas agradan-
mentoa aos que se digniem comparecer

4
*


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1 JUflRL j
^ "a 1 JSMl -. 1 .mM.


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Diario de Perna robeco-- -Quinta--.eir ?4 de Pevereiro de IS87
Alenlo
4 i

errado.

dito.
Reducto absoluta de preco
Alp3M de cores, lisaa^ de preco de 600 r8 o covado, por 280 o dito.
Ditas acolcboadas, de 800 re., por 440.
Etaoanes de 12, tocido rendado, do 14800 o covado, por 600 re.
Ditos do algadao, de muito bom gosto, a 500 rs. o dito.
Creps de edres, de pre$o de 800 rs., por 360 o dito.
Contelioes de c6re, tecido diagonal, de prego de 800 rs., por 360 o dito.
Pana ms de cores, te-ido acolchoado, de pseco de 10200 o metro, por 440 o
Setinetas de cores, lindos padrfos, de 320, 400 e 440 o corad*.
Zephir, de quadrinhos, a 180 e 240 rs. o covado.
Batiates de crea, a 140, 160 e 280 rs. o dito.
Brilhantinas de corea, de preco de 700 rs. o covado, por 320 rs. o dito.
Merino preto, coro deas larguras, a 800 rs o corado.
Atoalhado de linho, 1-vrado, a 15300 o metro.
Dito da Costa, de quadros, a 15500 o covado.
Dito da Costa, de listras, a 10200 o dito.
Brins de cores, para calca, a 260 o dito.
Dito pardo, liso, a 320 rs. o dito.
Esguilo, pardo, de linho, para vestuarios de enancas, a 400 rs. o covado.
Cambraia branca, bordada, a 5#500 a pega.
Toalbas felpudas para rosto, de prego de 75000 por 55000 a duzia.
Ditas menores, a 35600 a duzia.
Ditas grandes para banhos, a 15539 urna.
Colcboes par cama, a 55000 um.
Cortes de casemira de cores para caigas, a 35000 um.
Goarda-p de linho, para senhora, a 105000 um.
Dito de dito, para horneo, a 55000, 65000 e 8)5000 um.
Bramante de algodao, Uso, com 4 larguras, a 15000 o metro.
Dito de dito, trancado, a 15100 o dito.
Brim branco de linho, qualidade superior, n. 6, a 25400 o covado.
Casemiras de cores, para costumes, de prego de 35000 o covado, por 15800

Costuaoes de banho de mar, para senhora, a 105000 um.
Ditos de dito, para homenB, a 85000.
Ditos de dito, para meninos, a 55000.
Sa patos de banhos, para bomens e seahoras, de differentes pregos.
Magnificas mallas americanas, para viag Saceos de lona para roupa suja, de'differentes tamanhos, por barato prego.
Colchas brancas, de algodao, a 15900 orna.
.AJPIR.O'VrieXT? DSXWX !
Completo sortiment de lindos cortes de casemira para caigas, casemira de
ceres para costumes, panno, brins de cores e mnitos outros artigos que serlo lembrados
a presenga d'aquelles que dos hoorar rom suas visitas.
Na antiga e acreditada loja de fazendas
DE
AMARAL & C.
(Junto do Louvrc)
Vaade.ae oa permutase ama eaaa terrea lita
na travs do Paleto n. 12, com 2 salas, 3 qoar-
toi, eoiinha tora, grande quintal e cacimba, por-
tio dando sabida para a roa dos ssos ; a tratar
oa tnesma com a proprietai ia, e esta tara todo
oi-f ocio por j ter o drspacbo do jais, at .para
botal a em leilao. podendo apresentar os dceu-
meatos aoa permntadores, desejaodo tamben ama
por troca, anda que seja pequea, porm que es-
teja nova bem construida.
Grande liquidado
na loja de miudzas
& Ra Xor* 5o
O proprietario do estabelecimentoBasar da
Moda, scien'ifica i Eimas. familias qae em vir-
tud) da prozima reedificacao do predio em que
esta estabelecide, tem resolvido liquidar to-
das as suas mercadoriaa, constando de miudesas,
perfumaras e artigos de moda, com grandes aba-
timeotos, sendo que maitos artigos sao por preeos
inteiramente baratos, como ssjam :
Grande variedade de plastrn a 1*000 e 1*200
Sabunetes de areia de Hisger 200 rs.
Ditrs ingleses, grandes a 200 rs.
Dnsias de ditos a 2*01)0.
Garrafa de agua florida a 1*000.
Vaeo com opiata a 900 rs.
Frascos com extractos muito finos a 1*300.
Frasco con agua de col-nia menean a 5C0 rs.
Papis para forra a pega de 820 e 400 rs.
Gaaraivoes, liabas, filas, bicos, botoes e artigos
de moda.
PARA ACABAR
LOTERA do c
400:000*0
INTRASFERIVEL!
Corre quarta-feira 2 de Margo
lu vigsimo d'esla importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
-
Fazendas baratissimas!!!
..
I
I
1
! *

Sol as seguales vendidas por preeos sem eompeleucla :
Lindos fustoes de listrinbas, padroes chiques a 400 ris o covado !
Setinetas do quadrinhos a 360 ris o dito !
Cretones superiores, 1 metro de largura, a 600 ris o dito !
Camhraias brancas bordadas a 65000 a pega de 10 jardas !
Linhos de quadrinhos escoces a 200 e 240 ris o covado 1
Merinos de todas as cores, a 600 ris o dito !
Esplendidos sortimentos de las para vestidos a 500, 600 e 700 o dito.
Casen res novidades a 15500 e 15800 duas larguras.
Gases de cores com palmas de seda a 800 ris o dito 1
Merinos pretos e Caxemires, a 15000, 15200, 15400 e 25000 o dito I
Velludilho bordado de todas as cores a 15000 o dito !
Sctin maco de todas cores a 15000 e 15200 o dito 1
Popelina branca para as Exm." noivas, a 500 ris o dito !
GuarcicSes de crochets para cadeiras e sof a 85000.
Vestuarios de 13 para changas, (novidade) a 75000 e 85000.
Meias alvas para eriangas a 25500 a duzia !
dem cruas para homem a 45000 e 55000.
Cortes de fustoes para coletee a 25000 um I
Caxemira ingleza a 45500, 65000 e 75000 o corte I
Cheviots superiores, preto e azul a 25800 e 35500 o cevado 1
Completo sortimento de casemiras, pannos e brins e muitos outros artigos
lembrados presenga dos leitores

que
serao

I 59Ba Duque de Caxias-59
4os 1.000:000^000
aooroooooo
100:0001000
LOTERA
ui nii
DE 3
Emffavor dos ingenuos da Colonia Orphanolgica' Isabel
DA
PR0VIM1 DE PERNAMBUCO
314 fle M He 1887
0 tlicsoureiroFrancisco Gon^alvcs Torres
Advogad
i
1
Dominaos F. de Sonsa Leo
Das 10 horas da manh s 4 da tarde, ra
o Imperador n. 16,1- andar.
VENDAS
Vende-se a casa da estrada de Luis do Reg
a. 21, com muitos comroodos e agua encanada, e
im terr no ao lado da meama casa ; a tratar na
na estreita do Bosario n 24.
Vacca
Vende se urna vacca nova,
iagnifica becerra toqrina ;
qaim Naboco n. 3, Caphnga.
casteada, com orna
na roa do Dr. Joa-
Engento venda
Vende-se o engenho Murici, com safra ou sem
ella, situado na iregu^zia da Escada, distante da
respectiva estacao um quarto delegas, podendo
dar seis caminaos por dia, moente e corrente,
tem duas casas grandes e 2 pequeas para mora-
da, e oatra para farinba com suas pertencas, tam-
bem se faz permuta por predios neata praca : a
tratar na ra do Imperador n. 61, 2- andar.
Vende-se
Urna loja de barbeiro, na fregus de Santo
Amonio; a tratar na rus do Rangel n. 69.
Vende se
Vivciro para passaros
\ unde-se dous g> andes e bonitos viveiros po
pieco coramoJo, sendo o motivo da venda ter o
dono acabado com os passaros qu' possnia ; a ver
. tratar na roa do Imperador n. 22.
o deposito de seceos e molhados da
Prata n. 7, antigo becco do Marisco ;
mesmo.
travesea do
a tratar na
Venie-se a armaco da roa do Bangel n
por ter o sea dono ettabelecidu-ie no n. 13-A.
10
ABevoluco!
Resolveu vender os seguirites artigos com
30 / de menos do que em outra qual-
quer parte.
Gnarnicoes de velludilho bordado a vidri'bo para
vestidos, a 7*000 urna.
Tofetas de cores para carnaval, a 300 ris o co-
vado.
Cachemira bordada a 1*500 o eovadn.
Ditas pretaa a 1*000, 1*200, 1*400, 1*600 e
1*800 o covado.
Ditas de cores a de 900 ris e 1*200 o dito.
Las mescladas a 600 ris o dito.
Ditas com listrinbas a 560 ris o dito.
Ditas com bcMabas a 600 ris o dito.
Ditas de quadrinhos a 400 ris o dito.
Lindas alpacas a 360 ris o dito.
Gorgurinas a 320 ris o dito.
Setim damasc a 320 ris o dito.
Dito Maco a 800 ris 1*200 o dito.
Damass de seda a 1*300 o dito.
Grosdenaples preto a 1*800 e 2*000 o dito.
Gase com oolinhas a 800 ris o dito.
Fustao branco a 400, 480, 660 e 800 ris o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
aovado.
Dito bordado a retroz a 2*000 o dito.
Cambraia com salpicos a 6*000 a peca.
Camisas para senhora a 30*000 a duzia.
Ditas de meia para homem a 800 ris, 1*000,
1*200 e 1*5U0 urna.
I,Fichs de l a 2*, 3*000, 4*000 e 5*000 um.
1 'itos prateados a 2*000 um.
Ditos de retroza 1*900 um.
2 Linhos esoosaeses a 2U0 e 240 ris o covado.
Collarinbos e punbos .para senhora a 2*000 um.
Ditos de cor, dem idem a 1*000 um.
Cortos de casimra finos de 3* a 5*000 um.
Ditas de la e seda para collete a 6*000 um.
Ditos de cachemira de cor para vestido por 20*
um.
Cachemira de cor de,6* por 3*000 o corado.
Damasco de cor a 7U0 ris o covado.
Panno da Costa a 1*400 o dito.
Cortinados bordados a 6*000 e 7*000 o par.
Colchas bordadas a 5*, 6*, e 7*000 urna,
Cretones finos a 320, 360 e 400 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280 e 800 ris o dita,
Zephiros finos a 500 ris o dito.
Setineta eacosaesa a 440 ris o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 rs. o dita.
Chales de mirin a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000 e 4*000 um.
Ditos de cachemira a 2*, 2*800 e 4*500 um.
Cobertores de l a 4*5UU e 6*500 um.
EsguiSo pardo e amarello a 500 ris o covado.
Brim de linho de cor a 1*200 a vara.
Dito prateado de linho a 1*000 a dita.
Colchas de crochet a 8*000 urna.
Anqninbas a 1*800 rs. urna.
0 48 II
Jlrnritfie da| Silva Morelra
Carro de passeio
Vende-se um em bom estado ; na Magdalena,
sitio do commendador Barroca.
Vende-se
um estabelecimento de molhados, bem localizado
proprio para principiante por diapor de pouSsO
fundes : a tratar na na Duque de Casias n. co,
padaria.
Oleo para machinas
Superior qualidade, a 6*400 a lata em cinco
galSes ; vende-se na fabrica Apollo e de sen
depsitos.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este exceliente Whisky Esceasss preferm
to cognac ou aguarden.* de canna, para fortifica
> eorpo.
Vende-se a retalho nos tu Hieres armazens
oolhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o BrasL
BROWN8 & C, agentes
Importante sitio
Vende-se um grande sitio margem da Estrada
Nova do Caxang, freguesia de Afogudoe ; tendo o
mesmo urna casa grande de tijollo e cal, cacimba
com exceliente agua potavel, diversos ps de co-
queiro, dando ruetos e outras aivores as mesmas
condices, o qual se acba collocado muito prximo
a estacao do Zumby (1> seceo da estrada de ferro
da Versea). Trata-ae na casa n. 20 da ra de
Santa Tbereza desta cidade.
Liqniliifao por 6 dias
NO BEM AeKEDirADO ESTABELE-
CIMENTO DAS ESTRELLAS
M m Dhqii9 fie Guias l 56
Mudapol Boa-Vista verdadeiro a 6*500 a
peca.
Algodo maica T nunca visto a 6*000.
Cretone americano, qualidade especial a 240 rs.
o covado.
Zepbir lisos a 1(0 rs.
Caemira de algodao lindas desenos a 240 rs,
o covado.
g. das do Japo a 200 rs.
8etins sotlamanos com listra a 320 rs. o eovado
(novidade).
Panno preto iagles a 2*000 o covado.
Ajgodo com duas lasguras a 640 rs. o cor
vado.
Bramante de linho com 10 palmos a 2*000 o
metro.
Lenccs de bramante a 2*000 um.
Guaidanapos, bonitos desenhos, a 2*000 a du-

ToalhaB alcoxoadas a 2*200 a duzia.
E*ptrtilhoa de linho ricamente enfeitados a
4*000.
Meias inglesas para bnnrn a 3*500 dusia.
Lencos de bret. nha a 1*800 a duzia
Babeies para crixsoa a 1*200 a duzia.
Plisss a 400 e 500 rs. o metro.
Leques assetinadus a 1*000 um.
Dita a Joanita a 800 rs. um.
Cortes de fustao para collete a 1*800 um.
Assim como maitos artigos quo s oom a vista
podero avallar a grande r^duccao de preeos, a
tamben, eucoutraro a verdadeira estopa francesa,
especialmente para o bordado.
I
240:000*000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
IXTRAXSFEKIYEL!
Corre Quinta-feira. g| de Fevereiro
L0TERI4 DE ALAGOAS
3OO:O0C$OOO
Esta acreditada lotera corre Terc.a-feira, 1 de Marco

N
'
i

INTRANSFE,lU\rELi
600:000$000
Este seductora loleria corre egueda-leira 28 de Fevereiro de 1887
m vigsimo habilita a tirar 30:000$000
Os bilhetes destas acreditadas loteras aehani-so veoda na
RODA DA FORTUNA
O-Rna Larga do Rosario-56
Bernardino Lopes lkeiro.
A' Florida
.'jp

i .:
i>



200:O00$OOO
LOTERA u PIlm i PARA
EXTRiCCi DA 11* PARTE DA 1* LOTERA
El BENEFICIO DA SANT GASA DE MISERICORDIA
OuiDla-feira U de Fevereiro
A0 MEI0 DIA
i
Esta lotera, por algnm tempo retirada da circulayao, devido a grande guerra que
lhe promoveram, romu do dominio publico, vem novamente tomar o seu lagar de
urna, das vantajosas loteras do Imperio.
O agente pede ao respeitavel publico a sua benvola attengio para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso publicado nos jornaes e impresso no ver-
so dos respectivos bilbetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribue
12.436 premios, ou quasi a quarta parte!
Anda mas : esta a nica lotera que premia tods os nmeros cu}os dous al-
garismos fnaes forem iguaes aos dos
QUATRO PRECIOS MAIOKES !
A SABER:
s duas letras finaes do premio de...................... 2^n^nrfr\
s duas letras finaes do premio de...................... mntnm
s duas letras finaes do premio de......................
s duas letras finaes do premio de...................... 10:0000000
Tambem sao premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeiros
premios. .
Alm destes, tem esta lotera grande quantdade de outros premios de bastante
importancia. E' tambem esta a nica lotera que garante queai comprar 100 nme-
ros de terminasSes Jifivrentes 32 1/2 % independente dos premios avuhades que
possam sabir na extracc&o.
TODOS OS PREMIOS SAO PACOS SEM DESCONT
A's extn;c$Ses sao feitas em edificio publico e sob mais severa fisealisacSo por
parte das autoridades.
Oa bilhetes acham-se venda na agencia e em todas as casas, em bantos, Sao
Paulo, Campias, Rio Grande, Babia, Cear, MaraohSo, Para, Amazonas e em Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO.
0 agente no Rio de Janeiro
Augusto da tocha Honoiro Callo
' 23R1 .': Iruguayaa23
m
50
40^
Ra Duque de Caxlas n. lOi
Ctuuna-ce a attencSo das Exmas. familias par-
ea procos segniotes :
ovas de seda preta a 1J000 o par.
Ciatos a 1*000.
Lavas de peUica por 24500.
Lavas de seda cor granada a 2/, 2*500 e 3*
o par.
Pitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. a
metro.
Albuns de 1*500, 2f, 3*. at 8*.
Ramea de flores finas a 1*500.
Lavas de Eseossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* par.
Porta-retrato a 500 rv, 1*, 1500 e 2*.
Peales de nikel a 600 rs., 700 e K) rs. um.
nquinhas de 1*5^0, 2*, 2*5C0 e 8* una,
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilho Boa Figo a 4*500.
dem La Figorine a 5*000.
Pentes para coco com nscripeo.
Babadores com pintora e iosenpeoe a 200 ra.
Enchovaes psra batirados a 8, 9, e 12*000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por 800 ris
Cap'lla e veas para noivas
Suspensorios americanos a 2*500
La para bordar a 2*600 a libra
Mao de popel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largara a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a quaresia
Gslao de vidrilbo metro 1*.
Franjas de vedrltbo a 1*,
Lavas pretas de seda e Escocia.
Franjas e gales finos a 2*500, 3*e 4* o metr
Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Bisnagas de p de arroz.
dem idem de ouro.
dem pe fuma das.
Lindas franjas de seda de cores com frocoa pa-
ra eufeitsr vestuarios de mas caras a 1* e 500 rs.
o metro, fazenda qne j custou o metro.
Papsgaios de papel a 200 ris.
Periquitos de papel a K'O ris.
Leques e ventarolas a 200 ris.
BARBOSA & SANTOS


'

I
:


rw"1
"*

SABONETEdeALCATRAO
faba a toiixttb. oa bambob e cninADos ra As aaiAMQaa
Este BAM9MMTM, mtu-**4Hrm amtiaeptie; 6 o mais efflcex para a cora
MOLESTIAS DA KLLE
SAPO CARBONIS DETERGEWS
u amo sAfO vaUBOMH tmTKKtMCNS aflm te proiatti-* contra
o 8ARAB1PO, A VARILA FEBRE ECARLATIMA
Estes SA BONETES sao recomroendados pelo Corpo medico nrtelro porqSM
IAS fPNXMOM e OOWTAQIOSA e w tmptS i
MARGA DB PABRIQ*. NOS BNVOLUBROS B NOS PXS
to o*sU: \7. -V. "W-R.G:,r SSO CT, 8outhwark, IfORDHBI
Bm Pernambuco : Fran ^g. d.et SII_,-yj^ A. y>.
rtx-"x".........--------------------A---------~^~~~~~~^.~3
Cabriolets


Vende-se dous cabriolets, sendo um descobertt
e ootro coberto, em perteito estado, para nm oa
doas cavallos; tratar ra Duque de Caxiav
n. 47.
DAY& MARTIN
fornteodom di tm s/ertss a aMta t /sfasm,
Ho eardto s S 0uMm SrtttMNa.
GflAIXA BRILHAHTE LIQUIDA
GRAIXA^pastaUNCTUOSA
OLEO par* ABBSXOS
[tsstnuMiiswifli imtmmlmfUtmmt
DKPOaZTO OWAl M LAM
, Bigh JEHawna, 7
g. a aWrAftV.
TINTURA POMADA
NICA H TNICA
FlkLWk
barta.
* flt-LIOI.
'anaanafu ara
iBTaframM#sw i'


Diario
i-1
*
. /
lTTEBATuk'
OAMGODQMfl^kj
POK
JLE3 MA.RY
-t-
(Cuidinuacao)
XI
Cora cert. za nlo havia sentido tanto raedo
ne6sa noite terrivl do naufragio, em que,
atnsrnida por Gilberto k um mastro,para
nuo ser levada pelo mar, via a morte to
imtnineuto que, para evtala, quas que
era preciso um milagro.
Ha rouito que Holgan afastou-se c Ca-
tharina ainda se conserva imniovel. Nlo
ousa entrar nesse quarto, ondo devo ter-se
passario alguraa lgubre e trgica acea.
Decide-se afinal a entrar, porque atra-
vez cas nevoas que lbe obscurecen! o espi-
rito aco'oa de brilbar o vago ciarlo de urna
esperanza. Quera saba Gilberto estara
ausente ? E o pescador.depois de ter ad-
quirido a certeza do que Catharina nao o
espera, parti talvez sera se apresentar?
Sahe, pois, do roatto e corre para O
chaKt. A porta est fechada, mas por tras
das cortinas da janella brilba urna luz.
Gilberto entlo est l ?.. en nhum
grito... nenhura ruido.. O qm estar
fazendo?... Tem receio de entrar de ra
pente... De certo est londo?...
Quera sabe se, aprostrado pelo cansaco
da vida dolorosa que lva ha tantos das,
nao ter adormecido?... Em lugar de
eojpurrar a porta, vai bater cora os dedos,
de vagar, nos vidros da janella, depois
com mais forca, conforme ia vendo que
ninguem responda...
Ainda assim procura tranquilisar-se.
Esperava-me, j que ha luz no pa-
vilbo... sabio e nao tardar a entrar.. -
Ser-lbe-hi fcil saber o que devia pen-
sar'... Bastara que abrisse a porta e
entilo vera! .
Que noite ...
A brisa hmida perpassanio pelas arvo-
res agta-lhes as folhaa com un frmito que
a aasusta... As corujas vindas das flores-
ta d'Arques voara to parto que ro^am-Ibe
pelo rosto com as azas..
Urna ave aquatica, pousada em urna ar-
vore, atroa os ares com grito? plangentes...
Depois desapparecera as corujas e a ave,
e a briza eramudece...
Que calm i pr 'funda '
O nico ruido, regular e roysterioso,
menos do que um ruido, o rythmo desco-
nhecido do silencio o que produzm ai
ultimas gottas de chuva, deslisanio se pe-
las folhas e cahindo no chito sobre ramos
seceos.
__ Gilberto, dizia Cathariu, ests ah 7
Abre a porta, torna a fecb*l-a depois
de entrar e d tres passos no interior do
pavilbao.
Ento, d um grito terrivel... e cae,
pesadamente, dejoelhoa...
Gilberto l est sobro o sof, cora a ca-
beca para tras, i poiada sobre o espaldar;
com os olhos vitreos e a boca entrea-
berta... o corpo largado. .
No peito da camisa, do lado do coraclo,
um orificio vermelho, horrivel de ver-83,
dexou correr um filet de sangue quo es-
palhou-se pela roupa toda... Ha sangue
pelo chao. .. sangue no sof, ao lado das
nodoas de vnho, de gordura e de azete...
e ea.gue no canto dos labios de Gilberto,
tendo refluido do coraclo para a boca, sob
a forma de urna espum rosada... Os den-
tes parecem mais blancos.
Gilberto est inorto. Catharina. atira
se sobre o cadver, dando grites furiosos ...
O susto pode mais do que o medo... O
susto opprirae-a,. subjuga-s, esmaga-lhe o
coraclo, tira-lhe toda a reflexlo... Toma
as mos, j fras, de Gilberto e gagueja :
Gilberto, nlo ests morto... acor-
da... tratarei a t... salvar-te-hei. ..
Gilberto, aupplico-tc, oiha para mira...
meu Gilbsrto...
Mas o cadver escorregs, lentamente,
do sof e, como falta lhe, a ella, a forca
de sustel-o, cabe por trra, com os bracos
virados e urna perna dubrada.
- Morto! morto! peusava Caiherioa,
ello ruatou o -'
E nesse estado precursor da lou.;ura,
urna reflxlo veio, de repente, augraentar-
ltie o terror.
Holgan pode voltar e matar-me tam-
ban) !
E sabe, cerrendo, do pavilhlo, com as
raaos nos olhos, era riico de caliir.
Corre com todas as torcas, julgando
ouvir atrs de si alguera qua a persegue...
Corre ao acaso, pelo co npo, s eora urna
idea, un fim... afastar-se o mais possivel
daquelle pavilhao maldito...
Corre, era meio da noite escura... por
lugares onde ss lhe a'olara 8 botinas e
obrera se de lama .. deixndo peles espi-
nhos das sebe podacos do manto, trope-
9ando, caha somi-nurta, ao p de urna ar-
vore.
A chuva, qua havia cessado por um
momento, caha de novo fina e continua,
atravessando lhe a roupa; um calefrio
agita-lhe o corpo ; ornara, a friagam fazen-
a morte a-austa a, urna morto hortivel, Di repnnta os dou* inteligentes animaes I que tudo estava hfrraeticameot fechado!
eosinha assim, em meio da noite... parara de brincar, levaatam a cabeca, chei- rraatou-se cora difi cuidada
do-a voltar a si, levanta-se e, obedeceudo
ao nstincto machnal, continu'a a carai-
nhar... serapre em frente, sera saber para
onde vai, mas j, sena forjas, obrigada
a parar... O mar bate de encontr base
das rochas era cima das qu.es ella si
acha... A que distancia de Dieppe estar T
A neblina, produzida pela chuva ncessan-
te, impede-a de ver a luz do pharol... Ca-
minhaedo mais nm pouco, talvez possa sa-
ber.,. Cora diffi raldade chega at borda
do rochedo... Entl) reconhece esquerda
o porto de Dieppe... em baixo, pequea
distancia, a aldela de Puys, com seus toc-
tos de colmo, no meio do matto.
Catharina s tem urna idea, s repete
urna phrase :
Elle matou-o '... Ha de
tambera '...
Do lugar onde est, se foBso da, vera
os chalets do Puys e a praia, cora seus
cercados de apanhar peixes.
Foi l, quasi defronte, que ella encon-
trn se com Holgan... foi l que este vio-a
pela priraeira vez e que amou-a...
Vera tambara a loaga fila dos rochedos
de Pourville, ondo tantas veaes passou ho-
ras de araor, em corapanhia de Gilberto...
E vern-lb* ao pen&araento a lembranca
dcS8a priraeira noite, era que comecaram
seus tormentos... e que succedera ao pri-
meiro dia em que junto ao escaler que se
baptisava, vio Holgan to diffarente...
Recorda so dessa voz que se levantara do
mar: c Catharina 's tu .' s tu E
nesta noite atroz soa-lhe aos ouvidos o sin-
gular estribilho dos raarinheiros:
Recua para nao ceder tanuc&o. Afas
ta-se e p3a-se a carainho, sera parar...
Quizara que aquella noite durassa eterna-
mente, para qin paiessa esesonder para
sempre o espanto, o medo...
Entretanto dssipam so as nuvns... as
trevas toraam-se menos opacas, apparece
no co uraa cor monos oscura... a natura-
z.t desparta lantira-ntn .. daqui a pouco
as flores nocturnas cichar2o os clices e
as diurna abrir-seh> e espalharao sou*
perfumes, tornados mais subtis pela bu mi-
dado da noite... os pasaros ja coiueca-
vam a trinar... o dia apparece e o sel vi.i
erguer-se.
O sol! I O da I !
Onde poder ella acharuraasylo bastan-
te retralo, bastante ignorado para l es-
conda os Wrores d sua vergonba ?
O >ol I O dia I !
E agora que pode verse... faz-se medo
a si propria.
Os cabellos desgrenhados estlo-lhe col-
locados na fronte c as costas: as madei-
xas, era desordeno, cabem lhe pelo rosto ;
o vestido est sujo at cintura; as ele-
gantes botinas, todas rotas, encharcadas de
agua e cobertas de lodo, consorvam-se lhe
ainda nos pea, prezas apenas pelos cor-
des ; mais uraa corrida igual, eperdel-as ha.
Tendo atravessado 8bAs encadas de
espinho3, sera o menor cuidado, est com
o pescoyo, rosto, mSos e punhos feridoa.
Seus grandes olhos seceos e brilhantes do-
lhe ama aniraagao febril e nao sai qu ex-
prasso de selvageria.
Causa piedade o horror.
Morrer de vergonhase alguera a oncoa-
trar nesse triste estado. Quizera poder di-
vagar, em urna floresta, por caminhos des-
conhecidos que a protegessem com a som-
bra e cora o oystero.
Mas o campo deseo harto que estn ie
se diante della; sem reflexo, sem ideas,
pue-se a caminbo com um andar de louca..-
Era uraa maobS, radiante como esta, serao
numerosos os banhistas, na praia... e nao
tem coragem do arrostar com s sorpreza
os sorrisos, os cochichos...
Por 8so. afasta se da praia, toma pelos
campos., evitando os caminhos.
Dahi a urna hora, quanio o solj est
levantado e os passaros chilrara, Cathari-
na aeha-se perto de rain o ar; a briza da manhS acaba da tra
H dgan
-
E ala, ala,
Larga a escota,
Vira, vira!
E vai de l
E rao, tam, plan
Se fosse da, vera anda o alto mar, de-
fronte de Dieppa, no ponto onde naufra
gara a Esperanza e onde teria morrido ae
zf.r-llvs eraanacSes conhecidas ; presenti-
rn) Catharina e precipitara-se para a por-
ta do jar lira, levantando so uas patas, es-
tendeido o pes:oco e arrnhando-a cora as
uqbaa. Seus olhos despedera charamas, Ca
tharina quur fugir, mas demasiado tarde.
Os eSes haviam-n'a visto. Aos seus latidos,
abre-3e a porta que dava para o patamar
da escaria, e assoma um hornera, Holgan...
E Catharina dexa escapar mu surdo
gemido do aflcyo... Presa no sulo, nao
pode rnover-ss, as pernas olo a sustam...
N5o v mais, nem as arvores nem o cara
po, nrt ii o jar lira, nem a casa. S
existe, para ella, n tqoelle momento.
Es' vestido, como de noite, cora rou-
pa de pescador. Seno duvida, traz alguraa
arma itebaxo do paletot, ura revolver ou
ura punhal, e vai raatal-a logo que a al-
cance.
Pois bem ; qua a mate, mas depressa!
H dgan desma e atravessou as alamedas
do j rdira.
To".a os caes cora ura gasto, abre a por-
ta do jardira e sahe para o campo.
E tudo em redor est deserto... Sob o
sol radiante... S, a alguraa distancia,
apparece um fantasma desfigurado, tr-
mulo, miseravel, uraa creatura traDzida
pelo terror: sua mulher...
Entilo Hulgan adianta-se lentamente,
com os olhos baixos, andar pesado, enve-
lhecido. Niognera poderia dizer quanto
soffria... Toraa a mao de Catharina e
lava-a para casa-:
Venha, dase elle ; preciso que nin-
guera a veja!...
Catharina caminha como n'ura sonho.
Nao offoreca resistencia. Est acabado. O
sacrificio est consuramado. Vai morrer.
Quo Deus receba lhe a alma e aperdoa...
Esta casa fresca e risonba deraais para
assim esconder ura tal drama !
Como poder o sangue correr no meio
dquellas flores, misturando sen cheiro, in-
spido e nauseabundo, ao perfume delicado
das rosas, dos jasmins, dos cravos e dos
lyriosrf*
Holgan empurra a porta do jardira e
passa, levando-a sempre pela mo. Os dous
cSes vera-lhe farejar o vestido, De longe,
tinhatn-n'a presentido. De perto, nao a
reconhecem. Emfira Catharina acha s j em
casa, no seu quarto, cora as persianas fe-
sbe. Observa a casa de Holgan, qua lbe chadas, ao abrigo do sol terrivel inimgo
nao fosse chegar to a tempo,
o Bertha
FOLHETIM
O CORCUNDA
POR
Catharina. Assim nao havia um s lugar
da costa qne nao trouxesae a lembranca
de Holgan.
Por que tel-a-hia o acaso levado al ?
Seria l que ira morrer ?
Nao sent o fri, nem a chuva e entre
tanto est gelada.
O qne f .r ?
Nao o sabe. Daqui a um momento, as
ondas chegaro at onde ella est... Bas-
tar que se incline ura pouco para o abys-
mo... Estar tudo acabado... Se nao des-
pedacar-se ao cabr, o mar atiral-a-ha de
encontr s pudras, com suas caricias bru-
tees de gigante. Nlo soffrer muto, mas
apparece, rodeada de arvorss e de flores,
semelbante .i ura ninho oceulto na folha-
gem.
Olha para l com estranha fixidez. pro-
curando adivinhar o que se passa.
E' l que Holgan est e*perand-<, com
as mSos ainda tintas do sangue de Gilber-
to. Conhece-lhe a paciencia : esperal-a-ha
sem sahir, at que ellt entre. E' l que
vai acordar-se daqui a pouco a pequea
Bertha, cajo primeiro beijo e primeiro sor-
riso ser Holgan agora o nico a receber
Nunca pareceu lhe to bonita aquella
casa, nem to calma 1 Como teria sido f-
cil viver faliz nella?
Abl se pudesse apagar os ltimos an
nos de sua vida !
E tornar a comee ir 1
Como viveria bem ao lado de Holgan,
no doce conebego da familia, sem abalos,
amada, respeitada I...
E curva-se para ver melhor, atravz da
sebe...
Atrs da casa, existe um jardm mura-
do e separado do campo por um porto.
Lanca os Ihos de todos os lados para o
fundo do jardim, para o patamar da osea-
da, onde Holgan goatava de ir fumar, de
tarde, ouvindo o ruido do mar. NSo v
pessoa alguma. Os criados ainda cae se
levantaran). Dous cites montanhezea, ro-
bustos como ledas, corran) pelas alamedas,
brincando. Erara seus aquellas caes e ella
gostava de fazer se acompanhar por ellas
e velos saltar direita e esquerda, com
urna alegra de enancas.
de ha pouco, o ninguem viu senSo o
marido.
Holgan est diante della e contempla-a
em silencio. Catharina to desgranada,
cabiu tilo baixo durante esta noite atroz,
seu terror to vicivel e pungente que
Holgan s sent corapaixo por semelban-
te fraqueza.
Ella, porm, sa engaa sobra as intencSes
de Holgan e murmura:
Dexa-me rezar... e abracar minha
filha... Depois morrerei I...
Holgan nada responde e afasta-se. Ao
sahir fecha as portas cbave.
Oh I nlo tentarei fugir, diz ella, nao
tentarei fugir !...
Conserva se de joelhos e comeca e re-
zar. Depois, espera. A casa contina se
pultada era calma profunda; todos dor-
mera. Holgan nao apparece. Catharina
contina a rezar. Passam-se as horas. Ura
ruido de passos e de persianas que se
abrem avinunciam que os oria Jos esto le-
vantando-se.
Holgan nao vem. Catharina est sempre
rezando, mas as palavras sobem lhe mais
lentamente aos labios. Pendc-lhe a oabeca,
os olhos facham-se, o cansaco vence o ter-
ror, cabe sobra o soalho e adormece com
a cabeca apoiada um xm dos bracos.
Qaodo acordou-ae, reinava urna eacuri-
do completa no quarto. Tendo dormido
atendida sobre as taboas, fisou al quebra-
da. Para levantar-se teve de segurar-so a
urna poltrona, depois i cama. Mas qual a
causa dessa esourido ? Sem duvida por-
at janella
e afaatou as cortinas. Nlo; tinha baixado
a noite, serena e transparente. Brilhavara
as estrellas
Por conseguinte tinha dormido um dia
inteiro !... Ura da intoiro !... Co no es-
tava fatigada!... S'-ntia o peito era fogo
e como que ura cinto de farrj quo earaa-
gava Iho acintnra... E u2o tinha morri-
do I... Holg-m nao a tinha morto!...
Teria por ventura sonhado 1 Mas qua sup-
plicio reserasva-lhe elle entSo ?
Bam quizera ver-se, mas estav tSo es
curo Aucendeu urna vela e foi olhar-se.
ao esp Iho. .Que piliidez horrivel E coran
esta'ara dilatados seus olhos Que olhei-
ras enormes!
Teve medo.
Se Joo rae matar, quero morrar bo
oita, toda enfeitada...
E eotrou para o gabinete de toilette.
A agua fra f-z loo albura bera. O san-
gue correu-lhe as veias, mais quente,
mais vivo...
E com o bem estar nasjfa-lhe urna vaga
espe.-anea. .
Joo nao teria esperado, se quizessa
matar-me...
De sbito, estreraecsu olhando-se de
perto...
Pareceu-lhe ver dm cadver atrs de
si... com o peito atravessado por ura fe-
rimento.. a camisa ensanguentada e en-
tre os dentes alvos uraa espuma vcrmelha
...Gilberto...
E j se haviara paseado uraa noite e ura
dia!... Uua noite!... Ura dia-'... E
esse cadver l estava, talvez ainda junto
ao sof manchado de azete e gordura,
hirto, gelado pela raorte? Ou antea j o
teriara descoberto ? Nesse caso a justica
estava prevenida 1 .. O que se teria pas-
eado ?...
Fecbou es olhos.
Ab se 'pudesse dormir anda !...
Dormir Esquecer -'...
la d -itar-sc, quando ura raido, do lado
da porta, fez-lhe voltar a cabeca.
Holgan cootemplava-a.
Catharina levantou-se na cama, como
deve tazelo, na estreita sellula da Roquet-
te, o miseravel a quera, vo ler a sentenca
de morte.
E como um condamnado disse ajoelban-
do-se :
- Estou proinpt*. mas nao rae faca
soffrer. .. nao rae desfigure... Nao te-
nho medo do morrer. Reoeio apenas o sot-
frimt-nto... Nao se demore...
Holgan de certo, nao a ouva, porque
disse :
Mudou de roupa, fez bem. Desea.
E' preciso que a vejam agora !.. .
Ella s3guio-o, desceu cora o andar tro-
pego, o corpo dolorido e devorada por uraa
chamma interior.
:l: ?S7l
QUINTA PARTE
O S3SI2.ii; BE CASAMGH10
i'Continuacao do n. 43)
V
convite
Caramba faltava-nos nm barco. Nao
era minha a culpa ; mas foi a mesma cou-
sa, com mil bombas disse commigo :
Cocardasse, morreras de vergonba se
voltares para teu amo, como urna pomba,
sera ter cumprido e suas pequeas ins-
truccSes. Va bene. Quando se esperto,
08 recursos nSo faltara I > Passei a ponte
Nova, passeiando com as mitos atraz das
eostae, e disse : Com mil bombas a es-
tatua de Heorique IVest bera onde est.*
Subi o faubonrg Saint-Jacquea.
Passepoil ?
Cocardasse t responden o norman-
do.
Rjcordas-te daquelle maroto de pro-
v, ngal, o oanico Massabiou, da Canlire,
que roubara as capas na esquina de No-
tre-Dame ?
Sim ; foi enforcado ?
Nao, meu velbo I Massabiou ganha
a vida a vender aos cirurgies carne fres
ca.
Vamos adiante, disse Gonzaga.
E entSo ? Alteza, q3o ura mo of-
feio ; mas abuso dos nstanos de Sua Al-
teza, estou silencioso como um peixe!
Vamos, ao facto, ordenou o. prin-
cipe.
O facto qne eu eneontrei o peque-
no Massabiou qua desoa do faobourg pela
na dos Mathurini. Adeus, Massabiou,
disse ea.Ades, Cocardasse, responden
elle A saude ?Vai caminhando, e tu ?
Vou indo.E de onde vena 1Do hos-
pital all em baixo, tui levar a mercado-
ra.
Cocardasse fez uraa pausa.
Gonzaga voltou-se para elle. Todos ou-
viara vidamente.
Passepoil tinha desojo de curvar os joe-
lhos paia adorar nm pouco o seu nobre
amig.
Ouvem, continuou Cocardasse, eerto
desde aquello momento do effeito. O pa
tifa voltava do hospital e trazia ainda ao
hombro o seu sacco. < Vai, meu velho,
disse eu. E, emquanto Massabiou desoa,
contnue a subir at o Val de Graoe.
E ahi, interrompeu Gonzaga, qne eu
contraate ?
Eneontrei mestre Jean Petit, o ci-
rurgiao do re, que dissecava, para ensinar
os seus discpulos, o cadver vendido por
aquella patife de Massabiou,
E viste-o ?
Com estes olhos.
Lagardre ?
Elle mesmo. Com os diaboa! O
proprio, com os seus cabellos lour^s, o seu
corpo, a sua cara. O bistur estava den-
tro. Mas que bom talho I continuou elle
mostrando o hombro com um gesto terri-
vel de cyoismo, porque via que a duvida
se manifostava em todos os rostas : que
talho I Para nos outros os ferimentos sao
to facis de reconhecer como as caras.
E' exacto, disse Gonzaga.
S esperavam por esta palavra.
Um longo murmurio do alegra se le-
vantou entre os cortezlos.
Est bem merto 1 bem morto 1
O proprio Gonzaga soltou um suspiro e
repetio:
Bera morto!
Atirou a bolsa a Cocardasse, que foi
cercado, interrogado, felicitado.
Toma para urna garrafa de champag-
ne, meu bravo exelamou Oriol.
E todos queriam fazer urna franqueza
ao ber Cocardasse, que, apez.tr da sua
altivez, recebia cora as raaos ambas.
Um criado desca os degros do vest-
bulo.
A noite comecava a cabir.
O vriado trazia ura arebote era urna daa
rolos e na nutra uraa salva de prata, na
qual trazia urna carta.
Para Sua Alteza, disse o criado.
Os cortozSes afaataram-ae.
Gonz Vio-se lhe o rosto mudar de cor, mas
voltar immediatamente a si. Lancou so-
Para onde rae leva ?
Holgan guiou-a at sala de jantar.
Bertha, sentada mesa, sobre orna cadei
ra alta, ria-se e papsgueava. Holgan sen-
tou-se. Catharina iraitou-o. Um criado ser-
vio o almocn e retirou se. Catharina olhava
atordoada para essas cousas da vida de
todos os dias... tudo aqulo, to simples,
to banal, parecia lhe monstruoso, depois
daquelle aasassiuato, daquelle sangue der-
ramado...
Nlo tirava 08 olhos das maos do raari
do, que segurava o prato cheio de sopa,
aquellas mos possaotes, e o drama da
vesp-ra revivia-lhe na imaginacSo. Como
po -liara d -ixar de tremer, ellas que ha-
viam prostrado a Gilberto e tinham-lbe
atravessado o coraclo com urna punha-
lada?
E Joo Holgan comen como se nada
houvesse acontecido Coraeu com o mes-
mo appetite antigo, com a satisfacSo de
ara hornera que tem fome... Repetio a so-
pa... Cortoa pao... Ao ver-lhe a faca na
mo, ella tremeu... Holgan servo-se de
vinho e beben ura grande trago... Catha-
rina iraaginou que elle beba saogue ..
Era 'horrivel.
Era preciso oo ter remoraos para as-
sim conservar tanta presenca de e-pirito !
Estara tudo esquecido ? J ? Depois de
vinte e quatro horas ?...
Nlo podo aceitar cousa alguma do que
ellajhe oflvrecia. E durante todo o tempo
quo durou o almoco nlo cessou de obser-
vado. Holgan nlo dizia uraa palavra. Es'
silencio pesava sobre C-ttharina cono um'
pesadelo. Quando estivase com o appetite
saciado, ia, da certo, fallar-lhe... Lancar-
Ihe mil rjcriiuinacBas... dictar-lhe seus
projactos de futuro... Tudo ora preferivel
esse silen ;io.
E ^anava-se, porera.
X-tcia disse e, apenas aeabou de tomar
o caf, encheu de fumo o cachimbo e foi
fumar no jardira. Corno? pois furaaval...
Nanhura de saus hbitos estava modifi-
cado?...
O rosto, s, j nlo era o mesmo... Ti-
nha os olhos indecisos e na fronte rugas
que ella nao conheeia... e de cada lado da
bocea duas pregas que eavavam lhe as
faces, dando h* uraa expresso desespera-
da de desolaclo e amargura. Quando Hol-
gan sahio, Catharina ficou ao lado da filha,
mas estava demasiado preoocupada para
corresponder aos affgos da menina.
O sallo e a sala d jantar estando Alu-
minados, um raio deluz dava-lhe em cheio
no rosto. Holgan estada com os olhos titos
as janellas; de certo via a sombra de sua
mulher atrs das cortinas ..
Catharina recuou precipitadamette e foi
para o quarto. Ouvio-o sabir para ir pas-
aear pelo campo e voltar dabi a duas horas.
Depois Holgan poz-se a passear de um
lado para outro, no quarto.
Era esse seu costurae, todas as noites.
Dahi a ura quarto de hora cessou todo
o ruido. Holgan tinha se deitado e dor-
mia...
Dorrae, murraurou a infeliz. Entlo
est bera certo da irapundade !
Atirou-se, toda vestida, para cima da
cama, procurando dormir, mas nlo pode,
durante a noite intera, fechar os olhos e a
madrugada veio encontral-a ainda acorda-
da, com os olhos brilhantes, as faces ar-
dendo era fabre, os ps gelados.
Holgan levantou se hora do costuma e
sahio levando Bertha comsigo.
Catharina nlo notava a menor alteraclo
em casa.
E recomecou a vida antiga, sem urna
palavra de Holgan, sem urna alluslo; vida
estranha era que ella consumia-se e senta
que ia ficar louca, porque afinal teria pre-
ferido tu lo a es.e silencio implacavel.
Um dia, tomou-lhe o braco e perguntou-
Ihe:
Nada tem a dizer me ?
Nada responden Helgan com sorpreza.
Tanto sangue fro aps tal crirae '...
Todo o amor que Iba havia inspirado o
marido pela grandeza de seu carcter t;-
nha desapparecido... s lhe restava ago-
ra horror!
Retrocedamos vinte quatro horas.
A vela que alumiava, no pavilhlo lien
rique IV, o cadver do Gilberto, seme-
lbante a um cirio funerario, consumira-se
aos poucos e acabara por apagar-sa. Mas
o oa tinha sobrevndo. O sol hava-se4le-
vantado.
Todas as manhls Gilberto fallava com
Mouradon, conhecido por Cloclo, e dava-
lhe nstruccSes para o resto do dia. Mou-
radon, nesse dia, esperou-o intilmente ,
mas nlo ficou inquieto. Havia notado os
modos roysteriosos de Gilberto e nlo que-
ra mostrar-se inoportuno.
Anoiteceu. Mouradon informou se com
os criados. Ninguem o havia visto. Como
ninguem entrava no quarto, para arranjal-o,
sem Gilberto ter sabido, Mouradon espe-
rn com paciencia. Gilberto tinha lbu pago
adiantado e com generoaidade. O norman-
do, portanto, nada tinha que receiar.
bre Cocardasse um olhar penetrante. Fre
Passepoil teve um caiafrio.
Vera c disse Gonzaga ao espada-
chn).
Cocardasse afaatou se immediataraente.
Sabes ler ? p rguntou o principe com
um sorriso amartillo.
E emquanto Cocardasse sol tra va :
Meus senbores, disse Gonzaga, te-
mos noticias frescas.
Noticias do defunto f exelamou Na-
vailles. O que de mais prejudica.
Que diz o defunto ? perguntou Oriol,
transforma io em espirito forte.
Escutem, vio saber. Le alto.
Fizeram um circulo em torno de Cocar-
daase, que nlo era muito letrado, mas que
sabia ler com algum vagar. Entretanto,
?aquella circunstancia foi-lhe preciso o
auxilio de Passepoil, que nlo era muito
mais sabio do qne elle.
V isto, meu velbo, ostou com a vis-
ta um pouco turva.
Passepoil approximou-se e lancou ama
olbadella sobre a carta. Fez-se vermelho,
mas na verdade dir-se-liia que era de pra-
zer. Dir-se-hia igualmente que Cocardas-
se Jumor fazia grandes esforcos para nlo
rir. Foi obra de nm instante. Os seus
coto vellos encontraram -se. Estava m en-
tendidos.
Esta agora exelamou o candido Pas-
sepoil.
E entlo 1 preciso ver para crer I
respondeu o gasclo que tomou um ar cons-
ternado.
Que T Qae t exclamaran) de to-
dos os lados
L, Passepoil, nlo tenho voz. E' nm
verdadeiro railagre I
L, Cocardasse, tenho clafrios
Gonzaga bateu com o p no chao.
Cocardasse empertigou-se e disse ao
criado :
Allumia, maroto 1
O criado levantou o archote e elle leu
em voz alta e clara :
Sr. principe Para ajustarraos de nma
vez para aempre todas as nossas con tas,
convido-me para a sua ceia desta noite.
Estarei em sua oasa s nove horas.
A assignatura? exclamaran) dez vo-
ces ao mesmo tempo.
Cocardasse concluio :
c Cavalbeiro Henrique de Lagardre. >
Repetir ra todos este come, que era da-
quelle momento em diante um terror.
Fez se um grande silencio.
No envolucro qae trama a carta Tinha
um objecto. Gonzaga tinha-o tirado. Nin-
guem tinha visto o que era. Era urna lu-
va. A lava que Lagardre tinha arran-
cado a Gonzaga em casa do regente. Gon-
zaga apertou a com furca. Tomou a carta
das maos de Cocardasse.
Peyrolles quiz fallar-lhe, mas foi repel-
lido.
Entlo, disse elle, drigindo-se aos
dous bravos, que me dizem a isto ?
Digo, respondeu Passepoil com mei-
guice, digo que o hornera sujeito a enga-
os. Disse fioalraente a verdade. De
ruis este giblo um testemunho irrecusa-
vel.
Mas essa carta, negara-a ?
Eu c, exelamou Cocardasse, digo
que Maasabiou ple certificar fse o eneon-
trei na ra Sant-Jacqaes. Mandem-n'o
chamar. Mestre Jean Petit ou nlo c-
rorgilo do rei ? Vi o corpo, reconheci a fe-
rida.
Mas esta carta ? disse Gonzaga, fran-
zindo as sobraacelhas.
Ha muto tempo que estes patifes o
engaara, murmurou-lhe Peyrolles ao ou-
vido.
Os cortezlos de Gonzaga agtavam-se e
cechiebavam.
Excede os lmites, disse o finanoeiro
Oriol ; este homem feiticeiro.
o diabo exelamou Navailles.
Cocardasse disse em voz baixa, repri-
mindo a febre que lhe fazia bater o cora*
co :
E' nm homem dos diabos I nlo
achas, meu velho ?
E' Lagardre !
Meas senbores, proseguio Gonzaga
com a voz ligeiramente alterada, em tudo
isto ha alguma cousa verdadeiraraente io-
comprehensivel; somos trahidos por estes
homens...
Oh I Alteza I protestaran) ao mesmo
tempo Cocardasse e Passepoil.
Silencio 1 aceito o desafio que me
fazem.
Bravo disse Navsilles tmidamente.
Bravo Bravo repetiram os outros,
contrufeitos.
Sa Vossa Alteza me permitte um
conselho, disse Peyrolles, em vez da ceia
projctada...
Havemos de ceiar, com os diabos I
interrompeu Gonzaga, levantando a ca-
beca.
Entlo, inaiatio Peyrolles, portas fe-
chadas.
Portas abertas t de par em par I
Ainda bem disse Navailles.
Havia all Talentos espadas : o proprio
(Contina.)
Navailles, Noce, Cboisy, Gironne, Montau-
bert e outros.
Os finanoeiros nlo entravam neate nu-
mero.
- Levem sa espadas, meus senhores,
continuou Gonzaga.
- Nos tambera 1 murmurou Cocardas-
se, piscando os olhos a Passepoil.
- Saberlo servir-se dellas quando for
occasilo T perguntou o principe.
So esse hornera vier 80 comedn Na-
vailles, sem procurar occultar a sua repug-
nancia.
Alteza, Alteza 1 disse Peyrolles, isto
caso para Gauthier de Gendry e a sna
gente.
Gonzaga olbou para os seus cortezlos,
cora as sobrancelbi-s carregadaa e os labios
trmulos.
Por Deus exelamou elle no seu in-
timo, blo de ir quero-os escravos, ou
mato-os.
Fazo como eu, disse baixnho Cocar-
dasse Jnior a Passepoil, o momento.
ATancaram ambos solemnemente, e to-
ra m col locar-se diante de Gonzaga.
JT. prncipe, disse Cocardasse, trinta
annos de ama conducta honrada, milita a
favor de dous bravos a qnem as apparon-
cias parecera aecusar.
Nlo em utu dia que se empanna as-
sim o brilho de nma existencia intera !
Olhe para nos I O ente supremo est wnpou
era todas as caras o signal da fidelidade ou
da felona. Olhe, parans, corpo de Bac
cho 1 e olhe para o Sr. de Peyrolles, nosso
aecusador.
Estava soberbo Cocardasse Jnior, pro-
ferrado estas palavras. A sua pronuncia
provencal dava nlo aei que sabor aquellas
palavras escoltadas.
Quanto a frei Passepoil, estaba cada vez
mais bello de modestia e de candura.
Aquello desgr. cado Peyrolles parecia
feito txpressamente para servir de ponto
de com para cao.
Havia vinte e quatro horas que a sua
pallidez chrouica tornava-se esverdeada.
Era o typo perfeito daqulles huiaciosos
poltrBes, que ferem a tremer, que assaesi
nam, sentindo clicas.
Gonzaga estava pensativo ; Cocardasse
proseguio:
- Vossa Alteza, que grande, que
poderoso, pode ulgar de cima. Nlo de
hoje qu" conhece os seus fiis servidores.
Lembre se dos fosaos de Caylus, onde esti-
vemos juntos...
Calem-se I exelamou Peyrolles, as-
tostado.
Gonzaga, aem se perturbar, disse, olban-
do para os seas amigos :
Estes senhores adivioharam tudo.
Se ignorara alguraa cousa hlo de sabel-a.
Estes senhores contara comnoaco como nos
com elles. Ha entre nos reeprocidade de
indulgencia : conhecemo-nos uns aos ou-
tros.
Gonzaga frisou estas ultimas palavras.
Havera um s daquelles libertinos que nlo
tivesse um peccado na consciencia ? Al-
guns delles j trabara precisado de Gonza-
gn as suas rasgas cem as leis; alm dis-
so o seu procedimento naquella noite fa-
zia-os cumplices. Oriol sentia-se desfalle-
cer ; Navailles, Cboisy e os fidalgos esto-
vara de olhos baixos. Se nm delles tives-
se protestado, estava tudo acabado, os'ou-
tros tnham-n'o seguido ; mas nenhum pro-
testou.
Gonzaga devia agradecer ao acaso, que
havia afastado o marquez de Chayerny.
Chaverny, apezar dos seus defeitos, nlo
era daquelles a quero se faz callar.
Gonzaga esperava desembaracar-se della
aquella noite e para sempre.
Eu quera apenas dizer a Vossa Al-
teza, proseguio Cocardasse, que velhosjlr-
vdores como nos nlo devera ser conera-
nadoB levianamente. Temos, Passepoil e
eu, numerosos inmigos como toda a gente
de meiecimento. E' esta a minha opinilo
que a submetto a Vossa Alteza, cora a mi-
nha franqueza ordinaria. Ou o cavalheiro
de Lagardre resuseitou, o que me parece
inverosmil, ou essa carta forjada por al-
gum malandro para fazer mal a dous ho-
mens de bera. Tenho dito.
Receiaria accrescentar uraa nica pa-
lavra, disse frei Passepoil, to eloquente-
mente o meu nobre amigo exprimi o meu
pensamento.
NSo serlo punidos, disse Gonaaga,
com um ar diatrahido : ratirem-se.
Nlo se moveram.
Vossa Alteza nlo nos comprehendeu,
disse Coordasse com dignidade, e pena l
(Continuar-st-ha.)
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N
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Typ. do Diario ra Duque de Caxias -jx. tf,


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