Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19819


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Full Text

AMO lIJ IOH1IXO 42
PARA A CAPITAL, E LUGARES OTSDE VIO SE PACA PORTE
Por tres meies adiantadoa............... 60000
Por seia ditos idem.......... ...... 1^000
Por um anno dem................. 230000
Cada numero avulso, do meamo da............ 010
DIARIO DE
A--MBA 22 DE Hll DE 1881
PARA DEMTRO E PORA DA PROTDIC1A
Por seia mezes adiantadoa....... \....... .
Por noe ditos idem................
Por um anno idem........ ... ^ .... .
Cada numero a vulso, de dias anteriores..........
J 130500
200000
270000
0100
RNAMBUGO
Tpxftlf&bt tft Jftanocl Jt^etra i>* -tarta 4 Xilljo*
I
Os Srs. Antede Prlaee Jfc C.
de Parla, a&u os nossos agentes
exclusivos de annnnelos e pu-
blioacSss na Franca e Ingla-
terra

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B I
ELEGRMMAS
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hit.:: FAsncHAS so subi
PARAHYBA, 20 de Fevereiro, 1
bora e 10 minutos da Urde. (Recebido
s 3 horas e 15 minutos, pela linha ter-
restre) .
Aqu cbegoa boje o vapor PIRAPA-
M A. fraseado o Dr. Candido V. da Sil-
va Freir, ebefe de polica nooaeado
para esta provincia.
n. s. (eve urna boa recepco.
RIO DE JANEIRO, 21 de Pevereiro,
1 hora e 10 minutos da tarde. (Rece-
bido s 2 horas e 15 minutos, pelo cabo sub-
marino).
Fol oomeado ministro adjunto do
Tribunal do Conseibo Sapremo Mili-
tar de Justica Lonrelro (t)
Fol exonerado do cargo de Jula
municipal e de orpboa dos i crino
reunidos de Canlnd e Petencostea,
da provincia do toar, o baebarel
Francisco de Assis Beierra de Me-
neses.
Forana nemeados ltaos muele! -
paes e de orpbfios t
Do termo da Viga, no Para, o ia
cbarel Antonio Mendoncat
Do termo de Picos, no Plauby. o
baebarel Armar Meneses :
Bos termos reunidos de Canlnd e
Petencostes. no toar, o baebarel
Caetano Eelllta Cavalcaale Pes-
soat
Oo termo de Ourlcury. em Pernam-
buco. o baebarel Asteria Matblas Pe-
relra da Costa t
Do termo de Psala ASTonso. atas
llagoso o baebarel Antonio Arros.
PARAHYBA, 21 de Fevereiro, a 12
horas e 20 minutos da tarde. (Recebido
s 3 horas e 45 minutos, pela linha ierres-
Ir).
Aneoslo boje o exercleio do sea
cargo, o novo ebefe de polica Dr.
Freir.
*qui ebegou boje do norte o pa-
quete ESPIRITO SANTO, que segu *
tarde para Pernambaco.
::ii::: da abacia bajas
Ksp-cial para o Diario)
SANTIAGO, 21 de Fevereiro.
>: hon'em paia boje deraaa-se
asjul IOS bitos de cholera mor -
na.
BENOS-AYRES, 21 da Fevereiro.
De hmitem para c apenas bonve
aqal 1 caso nova e oblio de cbo-
lera morbns.
s
MONTEVIDE'O, 21 de Fevereiro.
as ultimas taoraa boave 4 ca-
sos novos da cholera-morbo. Xo
se deu bito alguna.
A exposle&o datioriedade Coope-
rativa Universal Francesa fol Inaa-
jrarada boje aqu, obteado grande
suceesso.
BERLIM, 2t de Fevereiro.
julga-se que o novo Belcbstag ser
convocado para Sde Marca pro I oto.
GENEBRA, 21 de Fevereiro.
Ve*ta eldadefol aprehendida nata
tvpograpbla nihilista.
Agencia Havas, filial em Pernambaco,
21 de Fevereiro de 1887.
IBSTRDCqO POPULAR
MEDICINA _DOMESTiCA
(Extrahido)
>A BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
( Conttnuaco )
PABTE PRIMEIRA
TRtH\oi,acn
AbcetioE' a accojQulicao de jnm em ama
ca-
vidade accidental, a qaal le formn por se ter ori-
ginado este liquiJo no meio dos tecidoa.
A accumulacao de pus em ama cividade normil
denomina se derramameno ou derrame. Se o pus
est em contacto immediato com os tecidoa, diz-se
que ha infiltracao purabnta.
No abeesso ha ama membrana especial, formada
no acto de se originar o abeesso, a qaal, por assim,
dizer, separa o pus dos tecidoa; para alguna auto-
res tem esta membrana caracteres de mucosa. A
membrana soladora do pus presenta nos kistos
mais espessurae mais permanencia.
O abcease sempre conaequencia de urna inflam-
uiaco ; e, segundo succeder que a inflammaco ca-
minha rpidamente ou com lentdo, asaim oabees-
sorasoltaote dir-ae-ha agudo ou quente, chrenico ou
fri.
0 aignal mais evi lente ou mais positivo de um
abeesso a JlutuacSo, ieto a sensacao especial
que se experimenta communicando ao tumor rao-
vimentoa com as mos. A sensato n'este caso
idntica que se experimenta quanio se empri-
men) movimentos a urna beziga mal cheia de li-
quido.
A terminacho usual dos abeessos a sahida
de pus para fra, rom pendo os tecidos depoie
de haver pouco e pouco caminhado para a su-
perficie. Convm ajudar a natureza e apressar
esta terminacho ; por iaso ae abrem na occasiao
propria os abeessos. E' raro que o abeesso termi-
ne pela reaolucio, isto pela re-absorpcao do pus.
Se a colleecao purulenta se fas looge do lugar
onde succedeu a inflimtnaco, diz se abeesto por
congest&o. Por exemplo, a inflammaco das ver-
tebras cervicaes ou dorsaespode originar abeessos
na regiSo lombar.
AbmothoE' a artemitia vbsinthium de Linneu,
Esta plsnta tem propredades tnicas e vermfugas;
as suaa fjlhas empreg*m-se em infasio, em decocto
e em tintura. Chamam Ihe vulgarmente losna.
AcaroAnimlculo articulado da classe dos ara-
chnideos, familia dos acarideos. O genero deno-
minado sarcoptes, desenvolvendo se em galeras
sob e tegumento, que coostitoe a sarna.
(Contina,)
?ARTE OFFICIAI.
Ministerio do Imperio
Foram aceitas e confirmadas as renuncias que
fiseram os conegos Candido Marinho de Oliveira e
Jos Silvestre Alves de Miranda e o beneficiado
Joao Francisco Carlos Barbosa das cadeii as em
Ioe eram coludos na catbedral da dioeese de S.
iUz do Marinhao.
Por despacho imperial de 9 :
Foi agraciado com a dignitaria da ordem da
Rosa o capitlo de mar e guerra Hermn Heinze,
commandante da corveta ruasa Rynda.
Concederam-se as exonerarles que pediram oa
vicepresidentes : da provincia do Para, b.charel
Joao Louranoo Paes de Soasa; de Goyaz, des-
embargador Julio Barbosa de Vaaconcellos ; do
Rio Grande do Sal, Dr. Miguel Rodrigues Barcel-
loa e Baio da Itaqui, e de Matto Grosso, denri-
que Jos Vieira.
Foram uomeados vice-presideatos : da pro-
vincia do Para, para servir em 1 lagar, o conse-
lheiro Francisco Jos Cardoso Jnior, e da pro-
vincia do Rio Grande do Sal, o Dr. Rodrigo de
Asambuja Villa-Nova, para servir em 2* lugar.
Ministerio da fastiea
Por portarims de 7 do corrate.
Foram removidos :
O jais de direito Bemvindo Pinto Labio da co-
marca de Garar, de 1 entrela para a de Pro-
pria, de 2a, ambas na provincia de Sergipe.
O jais de diieito Jos Polycarpo dos Santos
Campos, a pedido, da vara dos feitos da faaenda,
para a 2' vara civel, ambas da comarca da capi-
tal da provincia do Para, de 3* entrancia.
Foi designada a vara dos feitos da fazenda, de
3* entrancia, da capital da provincia do Para,
para nella ter ejercicio o jais de direito Ernesto
Adolpho de Vasconcelios Chaves.
Foram nomeadoa
Jnites de direito :
Da comarca de Mara Pereira, na provincia do
Cear, o baebarel Francisco Baptista Vieira;
Da de Oarar, na de Sergipe, o baebarel Can-
dido de Oliveira Ribeiro.
Jaises municipaes de orphSos :
Do termo de Ega, na provincia do Amazonas, o
baebarel Jason Valadao.
Dr> de Bsenos, na de Pernambaco, o bacharel
Jos Francisco de Fana Salles.
Por decretos de 12 do corrate foram no-
meados :
Ministro do Sapremo Tribunal de Justica o
desembargador Joaqaim Caetano da Silva Guima-
rei;
Jais sabstitato da comarca de Santos, na pro-
vincia de 8. Panlo, o bacharel Joao Antonio de
Segadas Vianna.
Ministerio da Fazenda
Por titulo de 12 do corrate, foi nomeado o ba-
charel Mnoel Marcoodes do Aodrade Figueira
para servir interinamente o lagar de curador peral
das herancas jacentes e bens de defuntos e ausen-
tes do municipio da corte durante o impedimento
do respectivo serventaario.
Foram expedidos os seguintes avisos :
Ministerio dos Negocios da Faaenda.Rio de
Janeiro, 7 de Fevereiro de 1887.
Francisco Belisario Soares de Soasa, presidente
do Tribunal do Thesooro Nacional, determina que.
a partir de 1 de Marco prximo futuro, sejam as
loteras geraes extrahidas em um so sorteio, e de
conformidade com o segainte
Plano
lpremode........:........ 30:000*000
1 ditode................... 10:000*000
1 ditope.................... 5:000*000
1 ditode.................... 2:000*000
2 ditos de....... 1:000*000 2:000*000
4 ditos de....... 500*000 2:000*000
10 ditos de....... 200*000 2:000*000
20 ditos de....... 100*000 2:000*000
137 ditas de....... 40*000 5:480*000
1.200 ditos para todas
as desenas, cajo
ultixo algaris-
mo terminar na- ,
queile em que
sahir o premio
de 30:000*. a.. 10*000 12:000*000
1.200 ditos idem, cajo
ultimo algarismo
terminar na-
queile em que aa-
hir o premio de
10:000*, a..... 10*000 12:000*000
No caso do que
a terminacho
seja igual do
priroeiro premio,
paaaara ao nu-
mero inmedia-
tamente supe-
rior.
'2 approximacdes
Sara o premie de
D.000*....... 400*000 800*000
2 ditas para o de
t).K0*000.... 200*000 400*000
2.681
9.419 bilhetesbrancoa.
Despesas:
Imposto de 15%
18:000*000
85:680*000
rae
sssss*
Sello :de 12.000
bilhetea a 150
res........... 1:800*000
Addicional 5 / 90*000
Beneficio liqui-
do: 10 /. de
120:000* e a so-
bra de 30*..... 12:030*000
Commisjio e
despesas 2 /. 2:400*000 34:3204000
12.000 bilhetes a 10*
(divididos em
decimos)...... 120:000*000
F. BelUario Soares de Soma.
Ministerio dos Negocios da Fazenda.Rio de
Janeiro, 13 de Fevereiro de 1887.
Junto remotto a V. 8. copia do novo plano, pelo
qual se devem extrahir as loteras da corte do
prximo mez de Marco em diante, para aeu couhe-
cimento e execugSo.
Deus guarde a V. 8..F. Beluario Soartt de
Souza.Sr. fiscal das loteras da corte.
Ministerio da Agricultura
Por portara de 10 do corrente, foi exonerado
Amaro Gomes da Silva Ramos do lugar de 3 ofi-
cial da administrac&o dos correios da provincia de
Pernambaco, e nomeado para o referido lugar o
praticante da mesma administracao Joaquim Hen-
rique de S Barrsto.
Por portara de 10 do orrente, foi nomeado
o engenheiro Jos Clemente Gomes para o lugar
de conductor geral de linha da estrada de ferro
de Paulo Affonse, com os vencimentos que Ihe
compeiirem.
Por portera de 9 do corrento foi declarada
aem effeito a de 3 do mes ultimo, que deminio a
Elpidio de Chavea e Mello do lugar de offieial da
adminiatraco dos correios da provincia do Ama-
zonas.
Foi expedido o seguate aviso :
Circular.Ministerio dos Negocios da Agricul-
tura, Commercio e Obras Publicas.Directora da
Agricultura.2* seceo. -Rio de Janeiro, 15 de
Fevereiro de 1897.
Illm. e Exm. Sr.Estando prestes a terminar o
praso da nova matricula de eacravos e arrola-
inento de aexageoatios, creado pela le n. 3270 de
28 de Setembro de 1885, chamo a attencao de
V. Exc. para o que se determina no art. 13, 3*
e 4 do decreto n. 9518 de 14 de Novembro do
menso anno, acerca das relaces dos matriculados
e arrolados. V. Exc. expedir desde logo as suaa
ordenars repartieres encarregadas deste service,
afim de que, dentro de doos meses, depois de en-
cerrada a matricula, remettam a V. Exc. as ditas
rolacoes, destinadas a ser archivadas; cabendo a
V. Exc, no praso determinado no i; enviar a
este Ministerio um resumo extrahido d'aquellos do-
cumentos, segundo os modelos G e H, annexos ao
citado decretr.
Deas guarde a V. ExcAntonio da Silva Prado.
*8t. presidente da provincia de...
Ministerio da Guerra
Por portara de 9 do corrente, toi exonerado, a
sea pedido, do cargo de agente da Escola Militar
da corte, o alteres do 18 batalbo de infantara
Mauricio Antonio de Lemos.
Por portaras de 10 toram turneados :
Avalino Pereira da Caoba, para lagar, qsrls-
terinamente exerce, de escriv&O do Hospital Mili-
tar do Aadarahy;
Alfredo Jos Fernandes e Antonio Rodrigue* de
Campos Sobrinho, para os lagares de amauaense
da Pagadoria das Tropas da edrte.
Ministerio da Marlnna
Por decreto de 5 do corrente, foi aposentado, a
sea pedido, o eontinuoda Contadoria da Mrrnha
Jos Francisco da Silva Brando.
Por decreto de 12 do crrante, foi promovido a
3" eacriptarario da Contadoria de Marinba o 4*
escrptursrio da meima reparticao Joao Cesario
da Silva Jnior.
Por portaras de 7 do corrente foram no-
meados e designados par o magisterio da Escola
Naval (corso preparatorio):
Bacharel Joto Jos Lait Vianna, profeasor de
mathematicas elementares;
Dr. Eugenio Gamaraes Rebelle, adjunto da sec-
cao de linguaa;
Pedro Alexandrino Ribeiro Daarte, auxiliar da
sccao graphica.
Curso lupcrior
Baebarel Tito Barrete GalvSo e 2 tenente Car-
los Vitravio de Accioli Lobato, substitutos da sec-
eso de mathematicas ;
Dr. Jos Aotooio de Magalhies Castro, para a
cadeira de direito martimo commercial e interna-
cional do 2* anno;
Bacharel Tarquinio Braulio de Souza Amaran-
tho Filbo, para a cadeira de direito publico e con-
stitucional e direito militar do 1* anno;
Dr. Affonso Octaviano Pinto Gamaraes, sab-
stitato da seccSo de sciencias jurdicas;
Paulino Pues Barreto, meatre de esgrima, in-
fantara e gymnastica;
Foram designados para o corso superior :
Jos Bernardino Das Medronbo, auxiliar de
desenho topographico e de marinha do 1 anno ;
Dr. Manoel Pereira Res, para a cadeira de to-
pographa e*hvdrographia do 1 e 3 anno;
1.* Tenente baebarel Joto Nepomuceno Baptis-
ta, para a 2a cadeira do Io anno;
Bacharel Americo Lenidas Barbosa de Olivei-
ra, para a 2a cadeira do 3* anno;
Baebarel Luis Pedreira de Magalbtes Castro,
para a 2a cadeira do 2 anno;
1.* Tenente reformado Olympio Jos Chavantes,
para a 3a cadena do 3 anno;
Bacharel Agostinho Luis .da Gama, para a 1*
cadeira do 1" anno;
- Dr. Carlos Cesar de Oliveira Sampaio, para a Ia
cadeira do 2* anno;
Conselhairo Manoel Francisco Corre i Leal, para
a Ia cadeira do 3 anno:
Dr. Pedro Macedo de Aguiar, profeasor de te-
cbnologia martima em francs.
Padre Marcos Neville, profeasor de tecbnologia
martima em ingles.
Lasriano Jos Martins Pealva, profeasor de pra-
tica de machinas do 2 auno.
Jos Cupertino do Amaral, auxiliar de duaenho
de construocao naval e de mchicas do 2* anno.
Bacharel Joto Pedro de Aqaino e 1 tenente
Joaqaim dos Santos Magalbies Jnior, substitutos
da secfo de mathematicas.
Baebarel Adolpho Jos Del-Vechio, substituto
da seceso de sciencias pbyaicaa.
Para o curso preparatorio :
Bacharel Joaqaim Mendes Malheiro, profeasor
da seccao de lingoas.
Bacharel Baltbazar Bernarao Baptista Perei-
ra, prufeasor da seccSo accessora.
Carlos Haaold de Abreu, adjunto da seccao ac-
cessora.
Jos da Costa, meatre de natacSo.
Por titulo de 8 do corrate foi nomeado o es-
crevente da directora de machinas do Arsenal de
Marinha da provincia do Para, Raymundo Nona-
to Adalto da Silva, para o lagar de amaoueose da
secretaria da inspecclo do mesmo Arsenal.
Foi, na mesma data, exonerado, conforme re-
quereu Joto Mamede Wammeyl, do lugar de es-
crevente da directora de eonstraocSes nsvaes do
referido Arsenal.
Em 8 deste mes:
Foi nomeado o capitao-tenente Jos Porfirio de
Souza Lebo para cemmsndar a canhoneira Henri-
que Diai.
Por portara de 7 do correte foi nomeado o
8 tenente Nelion de Vaaconeelloi Almeida, para
exerc-r interinamente o cargo de adjunto da sec-
cao de mathematicas elementares do curso prepa-
ratorio da Escola Naval.
Por titulo de 9 foi nomeado Antonio de As-
is Figoeiredo, amanuense da referida escola.
Em 9 deste mes:
Foi nomeado a lo tenente da armada Beojamim
Ribeiro de Almeda para exercer interinamente o
lugar de professor do curso de torpedos annexo
escola pratica de artilharia.
Coueedeu-se a Moyas Henrique Spyer rxone-
racao do lagar de offieial de 3* classe do corpo de
fazenda da armada, conforme requeren.
Per ttulos de 8 do correte, foram nomeadoa
instructores de pratica technica do corso" superior
da Eso -la Naval:
Capito-tenent Euzebio de Paiva Legey, 1""
teneates Jos da Cunha Ribeiro Espindofa, Ale-
xandre Galdioo da Veiga, Joto de Aadrade Leite
e Eneas Osear de Faria Ramos, este ultimo do
curso preparatorio;
Instructores preparadores:
l.o Tenente Augusto Quedes de Csrvalho, do
gabinete de ch.:mjca e Manoel de Salos pars ser-
sir interinamente no de physics.
Boverno da provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 19 DE
PEVEBEDSO DE 1887
Agripino Deocleciano Branco e outros.Infor-
me a Cmara Municipal do Recife, com urgencia.
Anglica Mara Roberto de Jess.Remettido
a jauta medica provincial a qaem a peticionaria se
apresentar para ser inspeccionada.
Antonio Adolpho Borges Leal.Em vista da io-
formaoto do Thesooro Provincial, pela qaal consta
que o empregado, a que se refere, est de lieenca,
nto tendo sido declarada offieialmente a vaga que
prsame, nao ha que deferir.
Bacharel Diomedes Goncalves da Silva.Sim,
pagando o porte na reparticao dos Correios.
Diogo Angosto dos Res.Aprsente o suppl-
cante o calcado no Arsenal de Guerra as 11 oras
da manha do dia 24 do corrente mez, afim de ser
examinado pela respectiva commissao.
Jos Xavier da Cunha Alvarenga.Informe a
jan'a medica provincial.
Major Jos Bonifacio dos Santos Mrgulhao.=
Informe o Sr. Dr. jaiz de direito do civel da co-
marca do Recife.
Joa Felippe Santiago.Est attendido.
O meemo.dem.
Secretara da Presidencia de Pernam-
buoo, em 21 de Fevereiro de 1887.
O porte i ro,
Francelino Chacn.
itepartico da Polica
Scalo 2.'N. 174.Secretaria da Po
licia de Pernambaco, 21 de Fevereiro de
1887.-Ulm. e Exa. Sr.Participo a
V. Exc. que foram hontem recolhidos
Casa de DetencSo os seguintes individuos :
No dia 19:
A' miaba ordem, Pedro Antonio, por disturbios,
e Joaquim Beuto Machado, incommunicavel, i dis-
posica do Dr. delegado do 1* districto da aapital.
A' ordem do Dr. aelegado do 1* istricto da ca-
pital, Felippe Nery Aprigio ds Croa, preso em
flagrante per enme de ferimmto mortal.
A' ordem da Dr. delegado do 2* districto da ca-
pital, Antonio du Lima Veriasimo e Guilhermna
Mara da Coneeico, por disturbios.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Manoel Firmino Ramos Estevao e Jos Francisco
Gomes de Andrade, por disturbios.
A' ordem do do 2 districto de S. Jos, Angelo
Magor, Rosatina Mara da Concecio, conhecida
por Tabica, Hermenegildo Jos Antonio do Sacra-
mento e Carolino Pacheco de Mello, por distur-
bios.
A' ordem do do 1 districto da Boa-Vista, Bel-
larmino Francisco de Almeda e Antonio Ducuo-
der, por disturbios e aso de armas defesas.
A' ordem do do 1* districto de Afogados, Frao
cisca Antonia, por disturbios.
No dia 20:
A' ordem do Dr. delegado do 1* districto da ca-
pital. Iriueu de tal, por disturbios.
A' ordem do subdelegado do Recife, Jos Leo-
cadia, por disturbios ; Manoel .Jos de Albuqaer-
qae, como vagabundo; e Jeroaymo Leopoldo, por
embriaguez.
A' ordem do de Santo Antonio, Dionisio Manoel
Ferreir, preso em flagrante por criara de fe mon-
tos leves.
A' ordem do do 1* districto de 8. Jos, Fran-
cisco Manoel da Paixao, por disturbios.
A' ordem do do 1* districto de Afogados, Joto
Francisco, por disturbios.
Commaoicou-me o subdelegado do Recife, em
ofiicio desta data, que no dia 19 do corrente, s 9
horas da noite, na roa da Senzalla d'aqaella fre-
gaezia, Manoel Machado da Costa dando urna chi
Datada em Joaqaim Pango, receben deste um fe
rimento feito com ama agalba, pondo-se em faga
em seguida.
O offendido f j vistoriado pelo Dr. J. Joaqaim
de Soasa, que declarou leve o fermento.
O subdelegado espectivo tomoa couhecmento
do facto e prosegoe nos termos da lei.
O anbdelegade do 2 districto da Graca fez re-
messa ao Dr. jais de direito do 4 districto cri-
minal, no dia 19 do correte, do inqaerito policial
procedido centra Serafina Alves da Cuaba, por
turto de cavallo.
No referido dia 19, is 9 horas da manh, pas
sava pela roa do Bario da Victoria, da freguezia
de Santo Antonio, o guarda cvico n. 21, Manoel
Joaqaim de Lima, e encontrando-se com um indi-
viduo que conduzia comsigo, ostentando publica-
mente, ama faca, ent"ndeu acertadamente dever
tomal-a, o que conseguio aem objecejto por parte
do mesmo individuo.
Apparecendo, porm, nessa occasiao Felippe
Nery Aprigio da Cruz, amigo do desarmado, qais
por meio de ameacas, rehaver a faca, e como a
isso se oppuzesse o guarda, Felippe Nery travou
lucta com este, feriado-o com qaatro facadaa, de
pas do que tentn evadir-se, sendo porm preso
por pessoas do povo e pracas da mesma guarda
que o.perseguiram.
O offendido foi mandado recolher ao hospital
Pedro II.
A's 3 1|2 horas da tarde de hontem, na cochei-
ra de Jos da Cruz Feitas, ra de Santo Ama-
ro n. 1 da mesma freguezia travaram-se de ra-
zo es os cocheiros Oionizio Manoel Ferreira e Joa-
qaim Leonardo de Sonsa, resultando disto sahir o
eegundo dos contendores com urna facada na na-
dega direita.
O delinquente foi preso us flsgrante e recolhido
a pristo.
Na ra Duque de Caxias, hontem, das 9 para
as 10 horas da noite, foi encontrado cabido e te-
rido eom ama facada abaxo das costillas do
lado direito, Joaquim Tavares da Silva, cosinhei-
ro da barca Zeqwnha, que disse ter sido ferido
na fabrica de cerveja Phenix, por nm individuo
que apenas conbece de vista.
Seodo vistoriado pelos Drs. Jos de Mraoda
Curio e Coelho Leite, foi jalgado grave o feri-
ment, e depois recolbido ao hospital Pedro II.
Acerca desses tres factos abri inquerito o sub
dlegado da fteguesia.
Anda hontem, is 9 horas da noite, achando-se
o meuor de 9 aunes de idade, Ignacio Jos da
Assampcto, a janella da casa n. 43 da roa do
Fogo, quando por all ia paseando duas pracas de
ca vallara, e espantando-se o animal em qaemon-
tava urna del las, comeos a eseocear, alcanzan-
do a bossa frontal direita do menor, cajo crneo
ficou fractarado.
A infeliz crianca fol recolhida ao hospital Pe-
dro II, afim de ser convenientemente curada.
Partitipsu-me o administrador da Casa de De-
ten ca que hontem pelas 5 I \2 horas da manha
fallecer na enfermara daquelle estabelecimento
de febre pal adosa o detento pronunciado Demetrio
Acacio da Silva Lima.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digna presidente da provincia. O cbefe de
polica, Antonio Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 1? DE FEVEREIRO DE
1887
Bellarmioa Francisca Lobo Barros e Mara
Olindina Ucha. Registre-Be e facam-se os as-
aentamentes.
Laurindo Wanderley Pereira Lina e Manoel Pe-
reira de Qea.Ao Consulado para attender.
Anastscio Costa & C. e commendedor Jos Can-
dido de Moraes.Ao Contencioso para camprr o
detpacho da junta,
Mirandolina Mara do Espirito Santo e Joaqui-
na Mara da Conceico.Ao Sr. Dr. administrador
do Consulado para os devidos fins.
Marcolino do Reg Barros e Dr. Samuel dos San-
tos Pontual e outros.Certifiqese.
Joaqaim Candido de Oliveira Marques.Infor-
me o Mr. Dr. administrador do Consulado.
Joaqaim Pedro da Rocha Pereira.Faca r.-se
as notas da portara de lieenca.
Ofiicio Jo Dr. procurador dos feitos e Hermene-
gildo Eduardo do Reg Monteiro.Informe o Sr.
contador.
21 -
Jos Mara dos Prazores Calaca e Anto-
nio Ferreira doa Santos. Ao Consulado
para attender.
Pret do corpo de polica.Examine-se.
Joao Joaquim de Siqueira Varejao,
Eduvirges Amalia Cavaicante de Albu-
querque, Luiz Felippe dos Santos Porto,
Jos Avelino de Almeida, Jo5o Kemp J-
nior, Francisco Joa Leite & C., Elpidio
Valeriano Pereira de Oliveira e contas do
thesoareiro das Obras Publicas. Haja vis-
ta o Sr. Dr. procurador fiscal.
Dr. Francisco Silverio de Paria.Cer-
tifique-ae.
Claudina Nativa do O' Santos. Facam-
se as notas da portara de licen;a.
Pret do corpn de polica.Psgue-se.
Senhorinha Mara de Oliveira Mello,
commandante do corpo de polica, Herme-
linda Brgida Canuto de Lima e Idalino
Izidoro da Costa Vieira. Informe o Sr.
contador
RECIFE, 22 DE FEVEREIRO DE
a 1887.
Volicla* lo Rio da Prata e snl
do Imperio
O paquete francez Senegal, entrado hontem do
aul trouxe as segoiotes not'uias e as que conatam
das rubricas Parte Offieial e Interior :
Rio da Prata
Foram publicados na corte os seguintes tele-
grammas :
Buenos Ayres, 11 de Fevereiro.
Mallogrou-se inteiramente o projeqto de con-
straeco do porto ; o governo decidi "annullaar
todos os contractos existentes relativos a seme-
i han te obra.
Buenos-Ay rea, 11 ele Fevereiro.
O ministro da fazenda procura todos os meios
de restabelecer o equilibrio no orcamento sem re-
corrrera novas imposices.
Consta que est decidida ama grande venda das
trras devolu'aa que posaue a fazeaaa nacional no
governo do Chaco.
Montevideo, 15 de Fevereiro.
O presidente da repblica, general Mximo Ta-
jes, abri hoje a sesso ordinaria do parlamente.
A mensagem presidencial, lida na cmara, diz
que as relaces da repblica com os paizes estran-
geiros sao boas; trata trabalhos legislativos de que
parlamento ter de ocenpar-se na presente aeasao ;
diz que a situaco financeira boa, racommenda
respeito i Constitualo e severa economa as des
pesas.
O governo confia na manatencao da pas interna
e declara a situacSo geral pacifica, esperaado qae
haia neutralidade as prozimas eleicoes.
Buenos-Ay res, 15 de Fevereiro.
Chegam de Baha Blanca, cartas, dizendo qae
foram descobertas novas e importantes jazidas de
onro na Patagooia.
Rio Grande do Sal
Datas at 6 de Fevereiro:
O Correio Mercantil de Pelotas diz o se-
guinte :
Temos mais algmas informacoas sobre o mys-
terioso e cobarde assassinato do joven Emilio
Nelmann, caizeiro de H. Dickmann. Este se-
nhor, nao contente com ter provocado as mais ter-
riveis accasacea por parte de seos propries pa-
tricios, anda auvacando varias pessoas por inter-
medio de seas filhos e genros, comprometiendo-se
assim cada vez mais, ae criminoso, e dando a
entender que teme aiguma cousa, se e innocente.
Aaaim que manloa dizer a Domingos Leite Ma-
rinho qae tratasse de encartar a li igua se nao
quera que Ih'a mandasssm cortar, pelo q o Mari-
nho apresentou queiza ao delegado de polica e
este responsabilisou a Dickmann pelo que sacce-
desse aquel le.
c Ha dias, aeus genros, Nyemeyer e Reine-
ckem andaram prevemudo a alguna negociantes
qae reparaasem oas notas de 'i e 5f, para ver
ae as costas encontravam a palavra Hermano ;
qae de qaem recebessem, tumassem nota, pois se-
ria esae o assassino! t *
Fallecen na Uruguayana o tenente do 6* ba-
talho de infantera Liarenco da Silva Barros.
Mama Camarina
Datas at 10 do Fev.-reiro :
Nada reterem as fol has digno de nota.
Paran*
Datas at 8 de Fevereiro .
Da cade i a da cid.de da Lapa evadiram se
qaatro preaus no dia 3 do corrente.
Informado por telegramma do occorrido, fez S.
Exc. o St. Dr. cbefe de polica seguir para all
qu*tro pracas de polica e om interior, afim de au-
xiliar a captura dos evadidos.
N j da 3 do corrente deu-se no bairro de Ba-
cacbery, termo, desta capital, um lamentavel des-
astre, do qaal resoltuo a mo 'te de Narciso Javi-
nacio, de nacooalidade tal ana.
r_^0 facto foi-nos assim nairaJo. Achava-ae Nar-
ciai, menino de 11 annos, aseitaodo amdnseixos
do moiohrf de Autoaio Malinari, quando inespera-
damente fji urna das mangas da camisa presa pela
engranigom do moinho que levoa e esmagoa o in-
feliz memioo lastaataaesmente.
Minas terses
Datas at 13 de Fevereire :
No distrinto do Bom-fim do Pomba, suicidoa-
se com nm tiro de espingarda um pobre velbs
ebefe de numerosa familia.
Os ladroes Tisitaram s nutrs da Diamanti-
na e ronbaram diversas joias de valor, a cora de
Nossa Senbora da Conceico e a balanca de onro
com que S. Miguel pesava as almas.
Na fazenda do Pantano, municipio de 8. Si-
mio, foi assassinada por um escravo a importante
fazendeiraD. Constantina, viuva do Sr. Francis-
co Ignacio de Faria.
Na noite de sexta-feira para sabbado, 29 do
mez prximo paaaado na cidade de Maranns, os
larapios penetraran) pela porta da roa na casa de
negocie de Francisco Vieira e cirregaram-lhe pequea mesa onde elle guardava o dinheiro e
maia papeia de valores.
Os malandros carregaram a mesa para o meio
do rio, e foi neste lugar que elles procedern) a
autopsia, tiranao os valores que all havia entre
os quaes eatavam tres cadernetas da caixa econ-
mica de Ouro Prcto, e algons crditos; porm os
audaciosos operadores eoutentaram-se om carre
gar as do thesouro, prata, onro e joias, calculado
todo em doua contos e tanto.
Felizmente a polica foi-lhes ao encalco e con-
seguio prender os doua indigitados larapios nm de
nome Jsaquim Elias Goncalves e oatro Maaoel
Pinto Pacheco.
m. Paulo
Datas at 15 de Fevereiro :
Na estrada de ferro Mogyana, no dia 8, o
trem, indo de eacoatro a um bezerro que estava
sobre os trilhos, descarrilhon, ficando varias pes-
soas feridas gravemente eamaem perigo de vida.
Os prejuizos s> avahados em 6:0G0f 000.
Sera brevemente inaugurada a linha tele-
graphica da eitrada de ferro Sorocabana at Bo-
tucat.
Oio de Janeiro
As principses noticias constam da carta do
nosso correapondente publicada na rubrica In-
terior.
Sobre o Ministerio, eacreveu o Jornal d
Commercio de 13:
Hontem no despacho imperial o Sr. conse-
Iheiro Alfredo Rodrigues Fernandes Chavea, achan-
do-se em desaccordo com os seus collegas, pedio
e obteve exoneraco do cargo de ministre e secre-
tsrio de estado dos negocios da guerra.
Hontem mesmo foram lavrados e assignados
o decreto daquella exoneraco e o da nomeacSo do
Sr. senador Joaquim Delphino Ribeiro da Lus mi-
nistro da justica, para servir interinamente na
pasta da guerra.
Lemos na Gaaeia de Noticias de 12 :
O Tribunal da Relacao decidi hontem do re-
curso do Dr. Antonio Feliciano de Castilho, man-
dando que a Illma. Cmara Municipal encerr a
spurac&o da eleicao como definitiva que nao de-
pendente de 2 escrutinio, e expeca ao maia votado,
conselheiro Joao Wilkens de Mattos, o respectivo
diploma.
Nao passou a preliminar proposta de se nSo
tomar conhesimento do recurso, por interposto an-
tes de tempo, contra o voto des Srs. Barros P-
mentel, Ovidio de Loureiro, Pinlahyba de Mattos
e Leal.
o Discutram a materia os Srs. Sertorio, Car-
neiro deCajftas, Barros Pimentel, Pind-hyba de
Mattos e Ovt*K de Loureiro.
Foi designado o Sr. conselheiro de Estado
Dr. Joio Alfredo Correia de Oliveira para relator
da eeecao dos negocios do imperio no recurso in-
terposto pelo bacharel Francisco Ignacio Ferreira
e outros, da decisSo constante do decreto n. 9,701.
de 22 de Janeiro ultimo pela qaal foi declarada
caduca a concessao teita sos recorren tes pelo de-
creto n. 4,695 de 15 de Pevereiro de 1871, para
contraccSo de docas no porto da cidade da
Babia.
Foi autorisada a directora geral dos correios
para crear mais cinco cargos de praticante, per-
cebendo cada nm a diaria de 2|500, na adminis-
tracSc dos correios de Pernambnco.
Mandou-se oatroaim prorogar at o fim do
corrente anno financeiro, mediante o aluguel ao-
nual de 4:OO0J, o contracto de ar renda ment do
predio oecupado pela sobredita administrado, de -
vendo no em tanto o administrador dos correios in-
dicar o alvitre, quejhe parecer acertado, para as-
segurar a permanencia da reparticao naqaelle su
n'oatro predio, aiada quando para este fim seja
necessario celebrar contracto por maior tempo do
qae estatao o poder legislativo, ao qual ser cp-
portanamente sujeitado o objecto.
O Monitor Campista de 9, diz o seguinte :
Hontem, noite commanicaram-noa que na
freguezia de S. Goncalo bavia sido laucado fogo
em tres cannaviaes da fazenda do Sr. major Jos
Ferreira Crespo e em um de ama das fazendas do
Sr. Guilherme de Miranda c Silva.
Aguardamos mais minuciosas informacea que
j solicitamos. > i
L-se oo de 10 : V
Sobre os incendios de cannaviaes, que noti-
ciemos hontem, recebemos as seguintes mforma-
5oea : *-
Na noite de domingo para segunda-feira, de-
pois da meia-noite, atearam fogo em tres canna-
viaes na fazenda do Para izo, do Sr. Guilherme de-
Miranda e Silva.
Em dous cannaviaes, perto do engeoho, o fogo
foi logo visto e immediatamente apagado, sem caa-
sar damno de valor, porm em ontro, muito dis-
tante, o incendio estendea se, qaeimaado 12 carros
de cauna.
< Na fazenda do Sr major Crespo, o fogo foi
posto em tres cannaviaes contraes, porm foi,
felizmente, extincto sem causar prejuizo impor-
tante. *
Pablicott o Isothemico, de Vassooras, o se-
gainte boletim ao dia 9 do corrente :
A's 2 horas e 33 minutos da madrugada de
hoje, foi parte da populacao desta cidade desper-
tada por doos enormes estampidos, qae ans toma-
ra m por phenontenos e outros por gracejo de al-
gum gaiato de mo gosto. Infelizmente nenhama
destas bypotheses era real, mas sim um attentado
monstruoso estrada de ferro Vassuarense, tacto
qae se verifican de manha quando o foguista da
companhia foi, como de costume, accender a ma-
chin'k que tinha de trabalhar hoje.
As caixas da famaca de ambas as machinas
achavam se inatilisadas e trrombadas na parte
infrior, tendo sido arremeasada a porta de na
dellas i grande distancia.
O agente da companhia, assim qae tomoa co-
nhecimeuto do facto, alm de outraa provideucias,
officiou ao % Dr. delegado, que, achando-se au-
sente, toi substituido pelo Sr. subdelegado Flix
Braga, que, ccaparecendo acompanhado do esen-
vo Sr. Franc proceden a corpo de delicio, no-
meaodo para isto peritos.
> O Sr. Dr Jos de Queiroz Caroeiro Mattsso,
promotor publico, tambem compareceu coas aato-
ridade. Entra as pessoas qae se dirigiram so
theatro do vandalismo reinara a maior indgnacSo
por tamanba perversidade.
Do eiame a qae se proceden, verifican-se qae
o p t verso oa perversos tentsram, por meio de
car'nxos de dynamite, tazer voar pelos ares as lo-
comotivas da estrada de ferro Vassonrense, intro-
dtiiindo pela chamin de urna e pela porta de ou-
tra a materia explosiva e terrivel de que lancaram
mi. Procede se a inquerito com a assistencia
do Sr. Jr. promotor publico Joa de Queiroz Car-
neiro Mattoao.
s Ptla parte da autoridade, em cojo numero se
conta o activo e en-rgieo Sr. Dr. delegado Pau-
liuo Gomes, de esporar todos os esforcos possi-
veis para a captara dos criminosos, esforcos esses
que devem aer secundadoa peloa dos habitsntes
deste lagar, a qaem prejadioa tanto material como
moralmente to enorme attentado.
Enplrlto-Santo
Datas at 10 de Fevereiro :
Nada referen as folhss que mereca mencio.
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Diario b fernamliiicoTer?a-fcira 22 de Fevereiro de 1887


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Babia
Datas at 19 de Feve-eiro :
Lcmji no Diaria de Noticias de 16:
tlontein aehando-se dos trilhos da estrada
de ferro Inglesa, vas pr >ximidades do Ara tu, o
menor Laudelino Candido Monteiro, montado e
um cavallo, foi apanh ido pelo trem, fioando com
o ante braco direit) esmagado e Coin tres feriuien-
tos na cabeca e um no joe'ho.
' Conduzido no trem para a festino da Calca-
&, foi d'ahi remettido pelo Sr. superintendente
para o hospital da Misericordia. >
Lemos na meseta folfaa de 17 :
Realisou se aeateu: sva experieaeia das
machinas da canhtaaira 'iraripe e com so resul-
tado verdaderamente sorprehcudente.
At entio tinba-se conseguido o perfeito f unc-
cionamcnto das machinas, asas rio a eonreoiente
produecio de vapor as cMeiras para esse effefto.
< O navio d'ixava boia multas vezes com 60
ubraa de presso as eatdeiras, e andava uns 20
on 30 minutos, apoz o que baixava a presso at
menos de 20 libras e nestas condicoes as machi-
nas mal davam movimento &o navio.
Interceptaram os cylindros de vante, e a pe-
nltima experiencia deo-ji melh ir resultado ; as
caldeisaa mantiveram a preasio de 20 a 35 libras,
eo navio andou de 3 a 5 milhas em boas condi-
coes sem que se desse rovolucao alguma as cal-
deiras.
Dimiouio ex a entrada do vapor nos cyhn-
dros, por meio de ligeira altcracio na corredict,
qne o apparelho distribuidor do vapor, pelo oe
ae obteve segundo o calculo, urna economa de va-
por de perto de 50 0/0, melhoramente que produ-
sio um resultado, anata aeima diasemos verdadei-
ramente sori>rebendeute.
A Traripe andou regolarmente de 5 a 7 mi-
lhas a vapor contra a msr, e a brisa que sopra-
va fora da barra, para onde ella navepou at per-
to da Poota das Ubaranaa, o na volra usando do
panno, alcsncon urna velocidade de 9 milbas.
Este facto levanton os nimos de todo o pea
goal, que a guarnece, ji abatido pela lua e esp-
ranos de um resultado regular ao menos, de Un-
to esforcea empregados, e tirou completamente
da Traripe o mi nome que tem goaado em todo o
Brasil. '
< Este feliz resultado devide na maior parte
pericia e habilidade dos Srs. engenheiros Jtpi-
Ass, e tenente Albernaz, chcfe ds machina da
Traripe, que sao dignos de elogios.
Assim, pois, nao h mais razio de ser ella
mandada para corte a reboque do Pura*.
_________ -------
S& maubi seguinte, o Pas, na noticia que deo*ieao a luz eleetri.a, qoe dava ans tons phmtasti
INTERIOR
C'orrespondeucia do Diario de
Peraaafoneo
RIO DE JANEIRO Corte, 16 de Fe-
vereiro de 1.887
Scioiabio :A retirada do Sr. Alfredo Chaves do
ministerio. Falta de esclarecimentos
acerca do motivo que determincu esse
acontecimento.Como os jornaes o
aecrescentou
A' ultima hosa e depois de divulgada a noti-
cia ds deinis-io do Sr. ministrla guerra, fomos
informados de que, agravaodo-se a situacio do
gabinete por oulras qdettoes e divergencias entre
os proprios ministros, provavel a retirada de
todo o gabinete.
Quaoto a este ponto, estou informado de que
ueui sjcpedio-na u-legrarama a peasoa alguma.
us a it jacio J'> gabinete ae tem agravado par
nutrai quastoes aaWe aa quaes baja divergencia
eaarcos usiuistros, nem se tratou da etirada de raoites de f..!i,a.
tala o ministerio. Flleos
Oque a todo* oeeorre i que, tsnioo rabias*.' tac
de pasear arevemaate por urna recomaosico, oan-
serve-se no estado em que ec aeha, a nao se Mas
Je preeneher desde ja a pasta da guerra.
Dsem-se que na maabde dotn'iuro o Sr. Co-
tegipe estevacaaa do Sr. AitredaCaaves, indo
em seguida i do Sr. Ribeiro da Luz.
O Sr. Chaves foi muito visitado durante todo o
dia por seus amigos, por officiaes de marinba, por
muitos offieiaes de trra, inclusive commandantes
dos corpos da guara icio.
Passemos a outro assn rpto.
Sao satisfactoriasa vista do que se reeeiava
*as noticias qde por via de Assumpcao eaoa o
governo de receoer -de Matto-Orosso. Do novo
ministro n'aquella capital recebeu a legaclo bra-
zileira em Moolevido o seguiute telegrarama :
Cartas do Dr. Ramos Ferreira, do desembar-
gador Fimn, de Matto-Grosso, e do inspector da
altandega de Corumb, dizem que decorreram
mais de trinta das sem c iso algum de cholera.
O estado sanitario de Corumb excedente. A
epidemia durou vinte e cinco das, fazendo 166
victimas em Corumb e nog suburbios, e vinte
tantas na margem direita do Cuyab. Pocou e
capital inclume at 11 de Janeiro. No eogenbo
Flechas, do coronel Cesario, distante 100 leguas
de Corumb, deram se algnns casos isolados. Co-
rumb eatabeleceu rigorosa quareatena para pro
cedencias de Cuyab. O presidente na proviucia
ordenou observacio sanitaria de 4 das na embo-
cabura do Apa para todos os navios, aioda raes-
mo com carta de sande limpa, que subam o rio,
procedentes das Repblicas do Uruguay, Argen-
tina e Paraguay. Megis.
No dia aegmute recebeu ainda o Sr. ministro do
imperio este outro teiegrararaa do nosso ministro
eos s suas decoracoea de bom gosto. este par-
ticular acompanbou-a bem a do Bario da Vic-
toria.
Muito povo kIB lio para essas ras, e no gnral
para as prineipaes da cidade.
Felizmente j )g,u-sa poueo ntralo, e, facto no-
tavel, piucos foiam os mascaras maltrapilbos,
detses que prov ajara o tedio e o n jo.
Os theatros de Variedades e Santo Antonio, es-
tiveram reelectos de dansautes e espectadores, c
ao primeiro cortara ui auimadissimas as primeirai.
_ Montevideo :
Nosso minietro em Assumpcao dirige a V.
Exc. o seguinte telugramina de bamtem : Camba-
r acaba de ebegar de Corumb com patente lim
p i. Estado sanitario afli perfeito Cholera ou
cholerina durou apenas do dia 7 a fins de Dezem-
bro, em outros poutos da provincia pouquissimoo
casos.
Ha apande caresta de vveres ; prevendo ssa
circumstancia quando mandet Bolioia, fiz carre-
gar farioha de txigo e outros artigos de priineira
necessidade. Armadores renovam pedido de au-
torisacio para despachar navios para Corumb.
Aqu o estado sanitario excellente desde 6 de
Janeiro nunbum cao de qnalquer doeoca suspei-
tosa.M'git.
Suppondo eaaa falta de gneros de toda a espo-
as paaaado frotado
noticiaram. Diversas versoes qnai ce, ja havia o governo desde i'i
correram. 0 gabinete nao se com-1 0 vapor Apa, qne ct a sabir para Corumb le
pletar por emquant. Ultimas no- vando os precisos socearro reelamados em cir-
tictasrecebidas de Matto-Grosso por! cumstancias taes, por conta do ministerio do im-
via de AssumpcaoDesapparecimen- perio, e bem assirn, por conta do ministerio da
to da epidemia alli Novos soccorros m,f|ni, os geaeos e artigos que este jnlgue e-
que o governo vai remetterO caso cessarios para a squadrilha e arsenal do La i ario .
da barca inglesa Alvingicn.Emba- o ministerio da guertc tamben tea aviso para
raco Jo governo. qualqner remenea que queira fszer.
Sendo j conbecida ah a retirada do Sr. Alfre-I A'proposito das providencias sanitarias e do
do Cbaves do ministerio, esperar, naturalmente,! tervico do lazareto, oabe aqu referir um facto qoe
o leitor achar nesta a explicacao, ou os motivos acaba de dar-se e que nao deixa de ser emba-
desse inesperado e de algum modo extraordinario racoso para o governo, que est se ven lo na con-
iconte cimento.
DiffiaUm ron. Infelizmente nao ettou mais ha-
bilitado do que o Jornal do Commerco e de qne o
publico, em geral, para entrar em .particularida-
daa que por mquauto sao ignoradas ; e nem seria
Erudente aventurar conjecturas, por que falta
ase segur*. O facto deo-se no ultimo desraego
de sabbado, e eis o qne no dia seguid disse o
Jornal:
Hootem, no despacho imperial, o Sr. conse-
tingencia de pagar urna iodemnisaeio muito va-
liosa, por culpa nio se sabe de quem, por ora.
O leitor ha de ter eonheciaJento, pelas noticias
dos jornaes, que urna barca ingleza Alvington sabi-
da de Montevideo para o nosso porto no da 1' de
Oezembro cora carregaosento de carne secca, tra
sendo.carta limpa, caegon a liba. Grande no dia
18, e abi uio Ibe foi perotittidoeommuuicar com a
terra ; pelo que tev aquelle aa vio de regreasar no
dia 22, sem que tivesse, ao menos, telegraphado
Iheiro Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves, ao seu consignatario. ltimamente apretentou-se
achando se em desaccordo com os seus collegas,
pedio e obteve exoneracia do cargo de ministro e
secretario de estado dos negocios da guerra. Mon-
tero mesmo foram lavrados e a signados o decreto
daquella exonerado e o da nomeacio do Sr. se-
nador Joaquim Delphino Ribeiro da Luz, ministro
da justica, para servir interinamente na pasta da
guerra.
Que foi a chamada questao militar que motivou
a reaoluco do Sr. Alfredo Chaves, ninguem o du
vida. Qaues os pontos sobre que vereou o desac-
cordo ? Porque s no despacho se manestou o
mesmo desaccordo com os e.llega e nao antes,
oas conf-rencias ministeriaes que procedem s
despachos T Seria o desaccordo com o imperador,
apezar de diaer-se que foi com os collegas ?
E' o que se nio sabe ; desde logo deve-ae regei-
d- novo a Alvington no porto da Ilha Grande, e
oe seus consignatarios e o oroprio capirio allega-
ram que tendo a barra sabido de Montevideo antes
do ter sido aquelle porto declarado suspeito, e nio
tendo-se dado a bordo neubum caso de mulestia
durante o tempo em que ella andn de um para
outro lado, sem jamis ter eommunicado com a
trra, nio,havia razio para qoe uio padesap ter
entrada, submettendo-ssaoa procesaos sanitarios.
O inspector da saude achou procedente a allega-
fio e de aooordo com o seu parecer foi a barad-
mittida, depoia de ter fcito quarentena e de
ter convenientemente desinfectada, e fuodeou no
nosso porto.
Os jornaes oceuparam-se logo com o caso, di-
zenda que a Alvington voltou a Montevideo, onde
chegou a 4 de Janeiro e de oade sahio a 7, sendo
lia tivesse commantceco eom a
ter aterceira bypothese, porque, em tal caso serial de suppor que
o ministerio todo que teria de retirarse. Alm de | trra. Immediatamente expedio o Sr. Mam or um
qne, aem pretender adiantar esclarecimentos que, < aviso inspectora do porto, J'sendo que a Al-
como acabo de dizer, me faltam, techo todava al- vington nio podia ser admittida a hvre prattea,
gum fundamento para crer que por parte do chefe | como I he tora permittido, porque, verifica-ae que
do estado nio erperimentou o ex-miniatro da guer- ella voltara a Montevideo, e embora os nteres
ra nenbum embarac como teem feto circular, nna' sados capitio e consignatarios, allegaessem pro
por eepeculacao para fazerem crer que o impera- vr que ella nio eommunieou om a terra, devia
dot sympathisa com as roclamai.es da ciaste mi- i 9*r intimada para sabir do porto eom o erega-
litar, outros por ignorancia do que se passa em' ment que tem a bordo.
segredo das combinacoes do governo. A procura i Dia o Pait que o capitio e sua aeabora j des-
de urna explicacao, com que nio atinam, dio essa. | embarcaram, allegando, segundo consta, qoe nio
O Rio de Janeiro, que presume andar bem in-1 podent supporter o mo chairo qnej exhala o na-
esclarece. De ac-
de noticiar o cuso,
formado, pouco ou nada nos
cardo com o Jornal, no modo
faz apenas urna variante.
. Deu motivo a esse procedimento da ex-mi-
aistro, diselle, o facto de se ter sobado em di-
vergencia, no conselhonao diz -despacho medidas importantes, que pronos^ e vnio foram
aceitas fel asaioria dos Srs. ministros, a i
. GosMreuy.entretantQ, obserwazqu.e o. 8. Chavea
comparecen ao despacho a que assistio at a fim,
retirando se.ooo os eollegas.
O mesmo Rio de Janeiro em outro artigo sob o
.itaJo-^C'rsepondera :
Emquanto nio fonecionar o parlamento ou na
.imprensa aosio dalos as ..neceasaiias explica-
coes, t podbsaos jaigar. da erise pelo motiva oo-
tono do disoi>-encia6 sobre a gomas medidas na
administracao da, guerra que. ministro demiasio-
nario reputava necessariae e opportuoas. ^ ,
Quaes erara leisaameosdas, e quaes as-raies
de oppcaH'ioysia oque emttempo ser trazido ao
dominio e oouhecimeiito do paiz.
a A verdade, porm, que o Sr. Conselheiro
Aifredo Cqaves revelou as mais altas qnalidades
de homem de governs e de dnrimstracao, pelar fir-
meza e decisio na luta contra tantos elementos
que deaafiaram a sna exergia e patriettsmo.
r Si as cveumstanciaB levaram-n'o a considerar
opportnna a sua retirada, ainda ahi o honrsdd
ex-avinistro revelour energa e firmeza : retira-
se eom as-anas ideas e eom a conviccio .dos,seas
I principios.
Nioquer isto dizer que o ministerio, nio
onoordnndo com a ministro demissiooario, o
exautorasse. Obra complexa, snjeita a modalida-
de.slaacirauraatancas, a miotio do governo exige
tsmrisaacoea'e aacrificios, que o.tempo justificar
Em todo caso a crian qne sebearon i arpiada
no aeiw do i|rbiaete foi anacm. aseatna conjurada,
naoebdoeste o momento asedo para discutir
retirada e a interirudade que vamos ter, confiada
a um estadista provecto, o Sr. Conselheiro Joa-
quim Delfine Ribeiro da Luz, ministro da jos-
tica.-.
De tndo que ahi fica, v o leitor qne nada de
partiealar se pode cafter que o eadareea ; pelo
que visto ainda nao terem sido dadas i na im-
prensa- atr ecasBarias xplieaeoes nio ha-natro
geito se 1S0 esperar a abertara do Parlamente,
para completo es-.-lareoimento'da verdade.
I Loco que'foi coabecido a pedido de damsssio do
8r. Arfredo Chavea,-cerreras mil versoes, e a
Geteta da Tarde aotivon na sua segunda edicio
qoe a continaaeao d miaisterio de.jendia de res-,
posta a nm tetegrvsssaa que acaro* va de ser ex-
pedido peesoaqae se chava fra da corte, res-
posta qne era esperada mquvlia meama noite,
pelo que-dara ama tereeira edieis para iateirar
o publico do resultado da criee. Penaou-se que
tratava s:i de Sr. Paulino que as achava aa ana
ifszenda do Macaco, ;ou do Sr. Joio Alfredo que
na madrugada familia, para -Cax>imbu ; e a aioria acreditova
que tWtivameate era o segando a chamad par!
calvar a diffiealdada da sitttacao. Algnns mais
inspirados ebegar a m a. aErmax que de novo ga-
binete fana pacte o> Sr. Sonador Corris, oceu-
pando a pasta da guerra, o qu o Sr. Duarte de
Asevede -seria senador eacolbido por S. Paalo.
a tereeira edicio da Gazeta nada adiantou.
vio; accresetntando o mesmo eapito qn elle
uio culpado pelos trsnsturnos supervenientes,
porque o navio entrou no porto depois de preen
chidas todas as formalidades lgaos e depois de
ter sido desembarazado da qnareniena a que se,
rojeitoa na riba-Grande .
Por -este moHn o consignatario, seuBdo se
|tdis,- epreseatou j m-protceto por perdas e
damaos no valor de dnseatoa eootosen que cal-
cafado o currez^mento.- loirtsra, ao-qoe-di* a uO>
irfa de Noticias de boje, te ve chete da cata con-,
'signataria! do navio, o Si*.- Fras, urna conferencia,
eom o Sr. miniatro do-amperio, o qual sea repdlir.
a idea de-ama indeatnieacao, com tanto que a bar-
ca nio descarregu", disse que .'agnardava aelie-
gada do inspector da sade, qne ae seba eo Cam
pos-eom lieeuca, para resolver.
E' esse o p era que est a questiie, mas a- navio
anda nio sabio do nosso porto
No seu numero de costear diese o Rio- de Janei-
ro que- ralla-se-com- rnsieencia na-demisd doius-
pector dasau ie do porto, o Sr. Nuno de Andrede.
A algnem de ve aber a-reaponsibilidade do
facto.
No mesmo di, sabbado, em qne donou o Sr.
Chaves o tmBrnrterio, tomou o supremo t riba nal de
jneticK concecirnento de ama denuncia dada- pelo
Sr. Camargo contra o marechal* Deoioro e opro-
nunciou coino.incorso no art. -160-dO Cod. Crim. ;
por ter, no exercieio da presidencia da Ri-Gran-
de, infringido disposicio expresa a de urna lei pro-
vincial que orebibe ao empregadtr provioeiat apo-
sentado receber ordenado da aposentaloria e ser-
vir qualquer outro emprego.
Foi juia relator, sem voto, o Sr.Gooca-tves Cam-
pes, ejsizes adjuntos-os 8rs.- Barbosa de Almei-
da, Gonveia e Andrade Pinto, que votou eraeen-
tido contrario.
A pena do art. 160, como abe o leitor, de sup
prese dc-eraprego por nm a-tres anaos.i- Assim,
ainda "mesmo, que o general Deodoro-aejs eon-
demnado, o que nio desesperar, a- pena ser 3-
lusoria e uio Ibe causar darano.
ihviSTA DIARIA
.tuioildades.eollslaes Por actos da.
presidencia da proviacia de 18 e la do crrante,
a precedendo p'opoataa do Di. a chefe de' polica
foram nomeados :
b ubdelegado do 2* diatricto do termo d Ro
Formoso ^Manopla), Domingos Fianaisco da Silva
Su sao a rana ; I
1* suppente do mesmo' sobdelegado, Joio Feiix
dr UlUj ;
Subdelegado do dietrieto ds. Santo .Antonio das
Batatas, d termo de 8. los do Egypto, Thomax
de Aquino Pereira.
. CarnavalCorroram bastante animados ob'
iestejos cama vleseos dos dons .primeiros das.
. A mascarada foi numerosa, e boa ve muitos gru-
pos da saaacaraa bem Uajad e.
Xodos os ansuaeiadot clubs sabiram no domin-
go a percorrer as mas da cidade, iudpUde preter
reocia ss que e. tonara aderaadas.
Fea-se multo gasto de espirito; mas, em rigor,
b vimos de bom o Club dos Cenadores, cujos pas-
sea estaram bem eaaaiados, e o dos CaBoiAeiro*
da Epecka, que faziam criticas engracadas.
Eatraas ras-adornada piimou a da lopera-i
tris, qne, sobretudo A noite, brilbou pela Ilumina
So dia 16 do correntc, fal-
u na corte, vietiui i di ama pneumona dupla,
o Dr. Lu L'pvs iiap istt dos Anios Jnior, cu
nbsdo duJHn. 8r. Dr. Pedro Vicente da Aze-
veo.
,fcr> Jtint J- borla e eapcllo pela faculdade de
S. 'Hssil >, aquatro ,uaz -e eutru van coneurao, sen-
d seanpre-bem cbisStficado, para lente d-ssa fa-
culdade.
Occapara o lugar de Io delegado de polica da
capital de 8. Paalo e foi p>r vezes chefe de poli-
ca interino all.
Era hornera muito intelligente e estimavel p I
seu carcter distipcio.
Nossos pezames eua Ilustra familia.
Amanbi S. Exc. o Sr. Dr..Pedro Vicn'ede
Af-ve 11 e sua digna consorte, cunhado e irmi do
fallecido, mandam rezar missas p r alma do mes-
mo Dr. Baptisra do3 Anjos, s 8 1|2 horas do dia,
na matriz da Boa Vista.
AccidenteII miera s 9 horas da noite,es-
tando o menor de nove anuos de idade Ignacio
Jos de Assumpcao, ri.ho do marcim-iro Manoel
Jos da Assumpcao, morador roa do Fogo o.
43. rutula de sua casa, que mais baixa do que
as outras, passar>m dous soldados de cavallaria
que rondavam p>r aquella rna e circuinvizinhas.
Aconteceu, porm, que um doseavallos c mecou
a dar poupas e a escoucear, e, querendo o cavat-
leiro cootel-o deu o animal um couce que apanh u
a testa do menino, p>.rtindu-lb'a de um modo hor-
roroso na bosta frontal direita.
A' infeliz creaoca foram prestados os primeiros
soccorros na pharmacia Americana, donde seguio
depois para o Hospital Pedro II.
O seu estado grave.
Companhla d BeberUe- O Sr. Dr.
director gerente desta companbia declara em ou-
tro lugar desta lolha que continua a proceder- se
limpeza doa amigos encauaraeutos e a ligacio
lidies aos novos pelo que, impresciodivelmi'ute,
bavei frequeote mas temporarias, interrupcoes
no foriiecimeato d'agua.
Os rrabalh.it que a.companuia est effectuando
sao p&ra a conclusio das ubras do novo abasteci-
uiento d'agua a esla capital.
Bilorada-Ai 10 horas da noite e na ra
da Senzala Velha, t'a fre^uezia de S. Fre l'edro
Goucalves, Manoel Machado da Costa fe ferdo
com urna estocada por Joaquim de tal, conheeido
por Joaquim Pandego, eom quem ae travara.de
Pasajes.
O ferimento, que foi curado pelo Sr. Dr. J. J.
de Souza, foi considerada leve.
O criminoso evadior&e : a respectiva autorida-
de pilicial tomou cooheciinento do facto.
kaucta e ferimento srave A's 8 1/2
horas ida noite de ante-bontem e na fabrica de
uerveja Phenix ra da Florentina, "ravou ae urna
lucta entre o cosiubeira da barca Zeqainha, Joa-
quim Tavares da Silva e um individuo, que este
apenas cenhece de vista.
Apartados os dous contendores por diversat
pei&xws que alli estavain cada um sanio. Joaquim
Tacares, porm. fra terido com ama tacada no
lado direito abaixo das costellas, mas s deu por
isto na ra do Duque de Caxias, pois nio teudo
mais foroas para andar, cabio na ra, sendo con
duzido era braecs para a pbajinacia Americana,
onde f. i medicado e vistoriado pelo Srs. Drs. J.
de Miranda Curio e A. Coelho Leite, que declara-
ran1 ser grave o ter tinento.
A polcia tomou conbecimento do facto, e o fe-
rdo foi recolhido ao hospital Pedro II.
Fe rimen tu le*e Ante-hoatem s 3 1|2
horas Ja taide o na ra de Santo Amaro da fre-
goesia de Santo Antonio, Dionisio Manoel Ferrei-
ro travou renhid* discusso com Joaquim Leonar-
do de Souza, e vendo afina! que nio podia con-
vencer a este, pnxou por urna faca e assignalou-o
com uid golpe em urna das nadegas, teriudo-o le-
vemente.
. O criminoso foi preso era flagrante detcto, ha-
vendo pelo Sr. Dr. J. de Miranda Cario sido feita
a vi.toria no ofi'aadido.
Tanto este cerno o seu of. usol' sio coche i ros.
H-iacru navataaaaa-Nj sabbado, t 8
e me horaa da nurte e na largo da Mareado, o
individuo de nome Francisco Lopes Pereira, foi,
traicoearamente ferido e sem. motivo, algum por
Clementmo Jos de Mello, coohecide por. Guaxi-
mm, o qual deu Ibe quatro naval hadas no veutre,
urna das quaes o torio-gravemente.
O criminoso evadio-s- e o ferido toi recolhido
ao hospital Pedro II, sendo antes medicado pelo I
Sr. Dr. Cr/irir da Silva, na pharmacia. do 8r.
Torren, ra de Marcilio Diar
A autoridade polioial da 1* districto .da S. Jos
tomou conhecimento do facto.
Desastre Ante-houtein, s 10 horas da
n ote. na ra da Imperatnz, um individuo de no-
me Jos- Pedro, operario que trabalhava na deco-
raeio da ro da Imperatris, teode trepado n'unia
escada de mi para aoender os lampeos da lu-
minacio d'aquella ra, precpitou seuda dita, es-
cada no pavimento da ra, fracturan lo a perna
direita.
Vapor do norteHootem tarde sahio da
Parahyba eom destino aos portes do sul de sua
escala o piquete nacional Espirito-Santo.
Deve amanbecer b >je aqui.
VacadaRe sabbado, s 10 horas da noite e
aa travesea des-Expostos da freguezia de Santo
Antouio,estaodo Jos Goncalves Lourenco,subdito
portuguez e associado em urna taberna ra da
Roda, a tomar eresco, appareceram quatro indivi-
duos deseeobecidos e comecaram a atirar-lhe no
ro^to, grapde porcio de goraina.
''protestando contra brinquedo to estpido, foi
pelos quatro repellido o Sr. Jos Goncalves e tra-
Vtndo lucta com nm delles mais onsado, este fe-
rio o-eom ama sacada no braco direito e evadi-
se.
i O fends foimedxa io pelo -Sr. Dr Coelho Leito
que declarou ser grave o ferimento, havendo a po-
lica temado- -eonheciment do facto.
ierme smaresmaea-Na igreja deS.
Pedro ssMMbHb| celebram se sermes, as quin-
tas feiras da-prxima quaresma, s 7 horas da
noite. \
UHaaraa. da Boa VlataNessa matriz ha
aujauba solemnes distrbuicao de cinzas, s 7 ho-
ras da manh.
i iDireoitrla da* obra* de taaser-
rao non porto*lioletim meteorolgico do
di ai 20 d* Favereiro de 1887 :
traaser oewsrt
Horas III os -a Barmetro a 0 Te asi do vapor r -o i o a o a
6 m. 23'5 75825 18.15 87
9 37-3 759>51 19.71 70
12 288 7d8oS4 19.40 67
3 t. 28-8 757-88 19.74 67
6 2T8 75778 20.02 73
Temperatura mxima29.75.
Dita mnima23,50.
- Eraporaeio em i horas ao sol: t>Y2 ; som-
bra: 4*,4.
C'buvanulla.
Direccio do vento : E de meia noite at 12
horas da tarde!; ENE at meia noite.
" Velocidade media do vento : 5,i02 por segundo.
Nebulosidade media: 0,32.
O mareehal Oeodoro prominrlailo
Lemos no Diario de Noticias da Baha:
- No mesmo dia em que sahia do ministerio o
Sr. conselheiro Alfredo Caves, por causa da ques-
t0'militar, pronunciava o supremo tribunal de
juatiea o Sr. mareehal Deodoro da F macea no art.
160 de cdigo criminal por ter, como vice-presi-
dente da provincia do Sio Grande do Sul, infric-
giudo-oa disposicio da lei provincial de 1873, que
prohibe que o empregado provincial aposentado
receba os ordenado da aposeutadoria, ae servir em
qualquer empiego.
Iilbertoa aexagenarloaO Jornal do
Commercio da edrte, publicando o seguinte aviso,
acomoannoa-o das reflexoes aboixo:
Illm. Exm. Sr.Lembro a V. Exc. para que a
este respeito xpcio ou retire as declaracoes ne-
oesMaria, qoe nos termos do mea aviso circular de
19 de Maio ultimo, dever eessar, encerrado qoe
sm~3~ artolasoento dos autigos escravos sexagena-
ros.a providencia da publicacio pela imprensados
editaos a que ie refere o mesmo aviso circular,
visto como de entaoem diamVseri ooeasraode pro-
eed-r pelo modo preacripto uo art. 11, 2, 3 e
4o do reglamete apprivado pelo decreto n. 9,517
de 14 de Nvembro de 1885.
O que V. Exe. far sobraos juzes de orphios,
recomraende.udo lhes bem como aos encarregados
da matricula, o maior a>-lo na execucio das provi-
dencias stabelecdas pelo mesmo regnlamento,
com intuito de salvaguardar os diretos conferidos
por lei aos sobreditos libertos.
Deas guarde a V. ExcA. da Silva Prado.
A providencia a que alinde o aviso snpra-
transcript i, refere-so a presen tace era juizo dos
libertos sexajenanos que henvarem silo dado*
ao arrolasasrito, incorreado era multa os es senho-
res que se mostrarem omissos ao cuusprimento
desta obrtgacao. Quaoto aos libertos que nio
i uvi-rein sid is arrolados (o qoe iofiairameute de-
pende deunrhitrio do ex-seua.r), jsshuini ser a
ni ri.'ieo.ttoenhuma a respjMsMbiadade io* .x-
senhares.
Estara is que esta rasio, entre outras, inflair
pira que os ex senhores de aotigos escravos, agora
libertos em rasio da idade, ae absteaham de os
fazer arrolar, com o qu, alm de praticarem boa
accio, se eximirio de todos os encargos a que
oj *uivja a iojtvripcio. O aacrinuio na verdad
bem pequeo. A renuncia dos servlcos de sexa-
genarios nio merece mesmo a qualificacao de sa-
crificio.
Dos 3,000 libertos desta cathegoria, que se
prseme existirem na nuuicipio da corte, nao foi
at agora inscripta sequer ama centena. Confia-
mos em que os dadoa definitivos do arrolamento
nao iliterario de moio seusivel esta geral absten-
cio que faz honra aos sentiineutos huraanitaaios
dos ex-senbores.
De.alguns col lectores sabemos que facto Idetico
tem occorrido em muuicipius do interior, sendo
dim'nuto at agora, o niraero de libertos inscriptos
em rela.cioaos que devem existir visca dai>ntiga
matricula, a
Povoaco de Biaarra Escrevcm-nos
em 18 do car re nte :
Depois da nessa missiva passada, na qu i.
apoutmos algumas das muitas subtilezas que se
ha aqui praticado, novts esprtelas, para nao di-
zer furtos, se tem realisado, e agora de modo mais
pojante, nio se levando em c rata nem as furias
infernaes, nem o filo.) de Apis e Satura.
E' assim que passando pelas tendas de Piu-
la) e sem ao menos olhar para Jpiter, os indus-
triosos foram n dia 5 do mez passado s roca- de
Mano-1 Alves Pereira e supprmin>m-lho tres dos
melbores quartaos que p ssuia.
Dando pela falta, o dono poz-se logo na pista,
encontrando sem muito trabalbo no lugar Travs
sia, distante meia legua desta povoaco, em poo>r
do celebre Pedro Feliz, os seus tres cavaII is. Em
os encontrando, Manoel Alves reclama a poste e o
direito da propneiade, obleado brusca e einpbati-
c.. mente a s-gutute re-posta : tenbo os seusca-
vallos eerto e alli estio eiles, porm s os levar
por prego que convenha.
Tratado com tanta aspereza e desconfiando
um resulta lo, que Ibe podara ser fatal, achando-
so a dous .pastos daquelle homem audacioso, que
nio teme a Deus a ri-se do diabo, tendo ao p de
si dous outros bandidos que de aspecto raedonh) e
catadura ameacadora alli t mbein se >chavam
promptos para as lulas de sangue, Mancel Alves
s, aaquelle momelo arriscado e angustioso em
que a rasio vacilla, abandona o camp > de raariyr
6 soccorre se ao reeursb extremoafferfeeu aos
seus al.ozes a qoantia de 1501 pilos teus pro-
prios cavalloa nu Ibe havam cuatado tanto mor.
tantos sacrificios !
A proposta toi um remedio.miracnloso e tanto
bastou para serenar os nimos dos bandidos, que
no da seguinte, entregando os cavalloa receberam
a quantia promettida, a qual representaos urna
economa feita cora trabalbo e em Unto tempo !
Prooedendo deste medo, Mauo-: Alves nao
pensou que acoroeoava o vicio dando ensanchas
aos ladro s para noves tentamens. Suppoz que
dando aquelle dinheiro, os larapios o deixastem
em paz goaaudo as delicias solitarias do lar cam-
pestre ; enganou-8a, porm, o amigo, 19 diaa de-
pois do primeiro facto alli mesmo foram segunda
ves es deslmalos e anda carregaram-!he nessa
occasiio dous cavalloa e desta vez apagaram-lhe
as pegadas com tal cuidado que nio loi posevei
descubrir o furto, bavendo todava indicios vehe-
mentes e mesmo certeza de que foram es mesmos
moambeiros que ji haviara lito a vUita no dia 5.
E tudo isto se passa e de :udo nos queixamos
sem que tenha bsvido remedio algum at o pre-
sente 1
Pedimos anda a mare de nos mandaren al-
guma forca de polica no iutuito de capturar, ou
pelo meos dispersar o banio de malteitores e la-
dros, espanti.lbo desta terra, que aindo podar ser
um dos pontos florescentea desta provincia.
Extincto este e ncro que corroe e devasta
esta .erra, o resultado benfico nao tardar a ap-
parecere as humildes plantinbss que biotarem no
terreno expurgado de vicios teiio de compensar
abundantemente o trabajho do cultivador.
A provioeia maniendo aqui duas cadeiras
para meninas e meninas preatou u .; servico rele-
vante a este lagar, atiento os beneficios j colhi
dos e qae se vio colhendo de tao salutar medida.
Ambas as cadeiras funecionam regularmente,
tendo a do sexo masculino aos 18 rapases de boa
frequencis, havendo uns 25 ou 26 matriculados, e a
do belio sexo pouco mais ou menos igual numero
de meninas ; e sa maior numero nio attingem.as
aulas a culpa dos pas, tutores eprotectores, que,
em ves de mendarem as escolas as creaucao, as
detni tora aellas iniciando as pobres creaturas
em P e F. Oremos que o leitor nos comprehen-
der fcilmente, e tanto uos basta.
A creacio e provimento das cadeiras deste lu-
gar foi urna providencia de grande alcance; mas
os professores para mauterem a frequeman rega-
lar e a disciplina na aula maltas vezes lutam com
ditficul jades insaperavels.
A m vontade de uns, a pobreza de outros
e mormente a falta de polica no lagar sio entra-
ves que embaraeam estes funcoionarios, ver adei-
ios factores do progresso, e cumpre que sejam
reparados pelos poderes competeutes.
Mande o governo postar aqui um destaca-
mento, aioda que pequeoo, disposicio do actual
suppente de subdelegado desta povoaco, o Sr.
Pinbo, e temos f que activo e bem intencionado
como dar acertadas providencias no sentido que
almejamos.
< Dado este paseo,' que julgamos de suauna
importancia, a urna das necessidadea mais trans-
cendentes e palpitantes, as outras necessidadea
poderio serainaa adiadas por mais algum tempo.
Foi recolhido ae hospital Pedro II.
(,eU*t- Ettectuar-se-hio: <
Hoje :
Celo agente Gusmao, s 10 horas, em frente
Aasociaoio Agrcola, de assucar turbinado.
Pe/o agente Pinto, s 11 horas, no ees Vinte e
Dous de Novembro, de 4 vaccas com e sem cria,
cimento em barris e plvora. ,
Amanha :
Pelo agente Bruto, s 11 horas, na ra do Impe-
rador n. 16, de urna parte do engenho Brum.
>ls*as fnebre.Serio celebradas :
boje :
A's 8 borss, na Ordem Tereeira de S. Francisco
par simado commendador Antonio Ignacio do Reg
Medeiros.
Amanha :
A's 8 horas, no convento de S. Francisco, por
alma de Ignacio Joaquim da Costa Guimaries ;
s 8 betas, na Carmo, por alma de Manoel Fer-
reira Puntes; s 7 horas, na ordem 3 de S. Fran-
cisco, por alma de Jos Fortunato da Foi seca
Bastos.
Hraie extraordinaria latera da
IlaKoaa v sta graude lotera, cujo premio
grande 2,000:0O0J'iO0, ser exteahida imprete-
rivelmonte no da 26 do Fevereiro prximo.
Os bilh tes acham-se venda na praca da In-
dependencia na. 37-e 39.
Lotera de Mina* tieraes-A 5' paste
da 1* lotera desta provincia, cujo premio grande
600:000*000, ser extrahida no dia 24 do Fe-
rereiro, impreterivelmente.
Os bilheies acham-se vebda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera la Cear A lotera desta
provincia, cujo premio grande 4'10:000^000 ser
extrahida no da 2 de Marco.
Os ni Ibe tes acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Tambera achara-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia- na 37 e 39.
botera de Macelo de aaOisjWtaJWrtvf
A 5a partes da 15* lotera, cajo premio
grande dek390:000, pelo nov.o plano, ser ex
trabida i m preter vel me ote no dia 22 de Fevereiro
ao meio dia.
Bilbetes i venda na Casa Folis da praca da la
dependencia ns. 37 e 39.
Tambara acham-se venda Reda da Fortuna
na r .a Larga do.Rosario n. 36e na Casa da For-
tuna ra 1 de Marco n. 23.
Precos resumidos.
Locera dotiro Par-All1 parte les-
te lotera ser extrahida no dia 24 de Feve-
reiro. ,
Bilhetos venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera do ParanEsta importante lo
tee, cujo premio grande b 300:0000'J0, e habi-
lita-se a tirar 15:00U0.)'I. ser extrahida irapru-
terivclmeate no da 25 de Fevereiro.
Achara seexpoatos venda oe restos dos bilhe-
ies na Casa da Fortuna A ra Primeiro de MarQc
n. 23.
l.olera da rrleA 2* parte da 202* lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:0Q04
ser extrahida no dia o de Fevereiro.
Os bilheies acham-se venda na praca da In-
deoeudeucia na. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Lotera Uo ItioA 3" parte da loterit
a. 366, do novo plano, do premio de 100:00Q0O>.
ser extrahida no dia .. de Jaueiro.
Os bi le tes achara se venda ua praca da Inae
pea lcucia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venia na Casa da Fortu-
na ra 1 de Marco n. 23.
Cemiierlo publlno.Obituario do d a 18
de Fevereiro :
Manoel Joaquim de Mello, Portugal, 40 anuos,
casado, Afogados ; latyugite.
Raui, Pernambueo, 8 metes, S. Jos ; dentico.
Jos Alipio JJezur.-a Ca,valcantc, Rio Grande do
Norte, 34 anuos, solteiro, Boa-Vista ; laryugite
tubrculos .
Alejandrina Mara da Cooceicio, Parahyba, 40
aonos, soltcira, Boa-Vala ; diarrba.
Pedro Nogueira de Lima, Kio Grande do Nor-
te, 26 anuot, mlteiro. Boa-Vista ; tubrculos pul-
monares.
Estevao Gomes, Pernambueo, 50 annos, soltei-
ro, Boa-Vista ; iasuffieiencia mitral.
Minerviua, Pernambueo, 4 annos, Boa-Vista ;
nepbrite.
Mara Joanoa da Conceicio, Pernambueo, 15
annos, soltcira, Afogados ; tubercalos.
Mana do Carmo Ferreira da Silva, Peruam-
buco, 27 annos, soltcira,. Santo Antonio; tubr-
culos pulmonares.
Jos Fortunato da Fooseca Bastos, Pernambu-
eo, 37 aonos, solteiro, Santo Antonio ; leso car-
diaca.
Josepba Mtria da' Conceicio, Pernambueo, 78
anaos, solteira, Santo Ant-raio ; anasarca.
Maris, Pernambueo, 6 mezes, S. Jos ; diarrba.
Bernarda fernambuco, 30 annos, solteiro, Afo-
gados ; encephalite.
Manoel, Pernambueo, 4 mezes, Koa- Vista;
mhreptia.
Senhorinha, Cear, 60 annos, viuva, Boa-Vista;
leeio cardiaca,
19
Rufioo Caralcante de Albuquerque, Pernam-
bueo, 22 annos, solteiro, Santo Antonio ; ter-
meuto penetrante.
. rraimo Pessoa de Albuquerque, Pernambueo,
52 annos, solteiro, Recife ; cancro do estomago-
Francisca Thereza da Fonseca, Parahyba, 35
annos, catada. Grava ; fbre ataxica.
Emilio Dias da Silva, Pernambueo, 35 annos.
solteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Jos Ramos Rodrigues, Pernambueo, 40 annos,
solteiro, Boa- Vista ; henioptyse.
Juviuo Ferreira da Silva, Pernambueo, ,0 an-
nos, solteiro, Boa-Vista ; bronoho pneumona.
Amelia de Azevedo Nevea, Pernambueo. 24 an-
nos, casada, Poco : asystola.
88
Luza Joaquina da Cooceicio, Pernambueo, 60
annos, viuva, Graca : entero colite.
Mara Francisca do Carmo, Pernambueo, 60 an-
uos, solteira, Boa-Vista ; cancro da mama.
Caetauo Joaquim Nunes, Pernambueo, 50 an-
uos, casado, Boa-Vista ; gattro entente.
Francisco de Salles Bspo, Par3byba, 23 annos,
solteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Mara de Jess, Pernambueo, 30 annos, soltei-
ra, Boa-Vista ; anemia. V
Manoel Jos Pereira/Portugal, 49 annos, sol-
teiro; S. Jos ; bepatite.
Marcoi, Pernambueo, 9 mezes, Recife ; ente-
Pl'BLICACOES A rEDIDO
rite.
Maria, Pernambueo,
dos recemaascidos.
2 horas, S. Jos; ttano
PiiMNasetro*Chegadoe dos portos do sul
no vapor francs Senegal:
Arthur Cortinez, Dr. Joaquim A. Nabuco de
Araujo, Dr. Jio Sampaio, Dr. Antonio Augusto
da Silva Lobo, Dr Hermenegildo A. Miguel.
Sahidos para a Europa no mesmo vapor :
Salvador Cortesi, sus senbora, um filho e urna
irmi, Maria Victoria de Souza e urna neta, Jorge
dos Santos, Joaquim Pinto, Sehettino Michelli,
Fuco Andrea, Pisto Giaeomo, Tarvallo Antonio,
Nicola Giudices, Rocco Faleone, Constantino Ma-
snllo, De Luca V incens, Magliani D .menico,
Jorge Abib, Guerra Antonio, Eduardo Jos de
Mello, sua senbora e 4 filhos, Miguel Dias de Amo-
nio bsteves, sua senbora e 2 blhos, Alf'ed Fou-
queau, Emile Amstein e sua senbora.
Casa de IteteneaoMovimento dos pre-
sos do da O de Fevereiro :
Existiam presos 361, entraram 7, sabiram 3
Existem 365.
A saber :
Nacionaea 334, mulheres S, estrangeiros 16, es-
cravos sentenciados 6, dito de oorrecco 1To
tal 365.
Arracoados 328, sendo: bons 317, doentes 11.
Toial 828.
Movimento da enfermarla:
Teve alta :
Pater Lucas.
edlcoa
O Dr. Lobo Mocoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia no
oxercicio de sua profissSo. Conaltuaa das
10 As 12 horas da manila. Eapecialdades
eperagdes, parto e molestias de senhoras e
neniaos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio da consaltas de
meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a roa o Baraoda Vistoria, n. 51. Resi-
dencia ra eie de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jeus tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesua n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia rna do Hospicio n. 20.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da raauha s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
c3ea dos orgoa genito-urinario do homem
a da mulher.
Di: Joaqain Loureiro medico e parteiro
Consultorio, na ra do Cabug n. 14, 1..
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
O bachard Virginio Marques, enoarrega-
se de questSes civis, 'Commerciaes, crimi-
naos e orphanologicas e defeza perante o
jury d'esta e das comarcas prximas. Es-
criptorio a ra 1. de Margo 18. 1. andar.
Residenciara do Hospicio n. 83.
Drogara
Francisco Manoel da Suva & C, depo-
sitarios de todas as especialidades pharnu
eeuticAS, tintos, drogas, productos chimica
i medicamentos aoinceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Drogara
Faria Sobrinho <& C, droguistas por at-
taoado, ra do .Mrquez de Olinda n. 41 a's observacoes que Ibe fit, disparen sobre a forca
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
de Francisca dos Santos Macedo, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra-se e vende se madeiras
de todas as qnalidades, serra-se madeiras
de conta alheia, assim como se preparara
obras de carapina por machinas e por pre-
go sem competencia Pernambueo.
As autoridades superiores aa
provincia e ao
Teoho necessidade em vir i imprensa dter al-
gumas palavrai em reaposta ao muito que tem a
froviaeta dito contra a minba pessoa, por ter,
como l. suppente do delegado de polica em
exercicio, no da 12 do correte, feto urna dili-
gencia no lugar Coaceicio, deste termo, de cajas
conseauencias morreu o criminoso Manoel Ferrei-
reira, coahecido por Manoel Caueira.
T*oho necessidade, parque a Provincia, histo-
riando o facto da inorte do referido criminoso,
proearou ineutir no animo das autoridades supe-
ttosea e do publico, que eu com a forca publica
havUmos commettido um assassioato, visto ter
feito a diligencia sem as formalidades legues,
quando a fiz legalmente, como, com toda a evi-
dencia, passo a demonstrar.
Tendo sciencia que, no da 11 do corrente, ha-
via chegad-i em trras do eogenbo Conceicio, um
individuo conduzindo urna mulber, e armado de
fact de poota e pistola tinha-se apocado da casa
de residencia de Viente Jos de Santa Au-
na, contra a vontade deste, que pura nio mor-
rer vio-se na contingencia de sujeitar-se s
suas imposicoes, nio qniz proceder precipitada-
mente, e assim procurei entenderme com o Dr.
juiz de direito da comarca, a quem relatei s rap-
iante oceurrencia, e consultei ss devia mandar
prendel-o.
TenHo o Dr. juz de direito ouvido a narraoSo
que fiz, disse-me que nio aehava prudente eu or-
denar sua prisio, porque nao "havia certeza ser
elle criminoso ; atlvo se o proprietario do enge-
nho dsse queixa por eacrio&o. Isto se pSssou no
da 16, e na noite d'aquelle da veio casa de mi-
nha residencia o proprietario do engenho, Cbris-
to;io Marnbo dus Santos Cavalcanti, e entio pe-
iio rae providencias, allegando queja nao era s-
mente o individuo detcoohecido que l se achava.
mas sin tambem o celebre criminoso Jos Preti-
uho, proqonciado neste termo e em outro desta
provincia e outros, cujos uomes ignorava, eutr<"-
gando-rae a queixa escripta. (Documento n. 1.)
Entii nada mais tive que cousultar ao Dr. juiz
de direito ; e de antemao de piase do mandado de
prisio do Dr. iuz municipal du termo, expedido
contra o crimnoto Jus Pretinho (documento n.
2), fiz, no di 17, a diligencia, acompanhado do
)tficjal de justica, Antonio Marques de Andrade
Lima, como se v do documento u. 3, e teudo che-
gado com a forca publica ao engenho Conceicio,
ordene que {base a easa de Vicente cercada.
Effectivuraente, tendo com ms formalidades da lei
ae teito o cerco, e antes que tostem'elles intima
dos pelo offieial de justica, disparou o crmineso
Manoel Ferreira, conheeido por Manoel Caueira,
um tiro de pistola sobre a fortja publica, travan-
io-6e entio rendida lata, por ter o referido crimi-
noso, armado de urna taca de ponta, se atirado im
pravas, e em resistencia tao sevagem e desabri-
da, que deu cabimento ais uiitrot se evadirem.
como se evident f a do deuuiento n. a.
Astira, pjia, claro est que a diligencia fora
segundo us. ditames da le, e nao como narrou a
Pitia'/i'.-iii por iuformacoes de alguem desta loca-
idade, que se alimenta o vive da adulterara.) dos
factos !
Coo9egu'uteuiente, provada, como fica de-
monstrada, a legnlidade da diligencia careis
tencia eopregad pelj grupo dos cnmino?os e es-
pecialmeute pelo que morruu, Manoel Ferreira,
conheeido por Mauoel Caueira, pergquto aos meas
gratuitos aecutadures : foi ella ou nio feita de
conformidade. com o disposto no art. 118 do cdigo
criminal, que diz : Os officiaes da diligencia,
para efiectual-a, poderio repellr a forca dos re-
sistentes, at tirar.lbes a vida, quando p ir outro
meio nao possam conseguil-o.
Pao d'Albo, 20 de Frverero de 1887.
Jet Fra-stsco P. Romos.
Documento n. 1
Ulra. Sr. .Dr. ju z municipal do termo de Pao
d'Alb.Jo- FraLcjsco Pmheiro Ramos, a bem
de seus direitos, requer a V. *. para que se digne
mandar que o escrivo, em .rajo cartorio paira o
o ioquerito policial, que procedeu o delegado de
polica deste termo, acerca da morte do criminoso
Manoel Ferreira, conheeido por Manoel Caueira,
Ihe da por certidao a quena que deu contra tal
crimiuoso o senhor do engenho Concomio, a por-
tara e mandado de prisio desse juizo, certidao e
teriao.de resistencia lavrado pelo cfficial de justi-
ca que no da 17 do correr.te acompanhou a dili
gencia n'aquelle engenho.
. .Nestes termos pede a V. S. deferimeato. E.
R. M.
Cidsde de Pao d'Albo, 20 de Fevereiro de 187.
Jos Francisco Piuheiro Ramos.
D-se. Cidade do Espirito Santo, 2 de Feve-
reiro de 1887.Elytio Vieira.
Francisco Antonio Bnyner de Souza Ranee ts-
belliio publico, escrivo do crime e civei, offi-
eial do registro geral das hypotbecas nesta ci-
dado do Espirito Santo de Pao d'Albo, por Sua
Magestade o Imperador, a quem Deus guarde,
, etc.
Certifico que revendo o ioquerito policial de
que trata a peticio retro, d'elle consta serem as
pecas pedidas do theor seguinte :
Illm. Sr. delegado de pelicia do termo de Pao
d'Albo.Tendo o meu n.crador Vicente Jos de
Santa Auna se queixado de que no dia 11 do cor-
rente mez, sendo a casa de sua residencidajinva-
dida palos criminosos Jos Pretinho, Manoel Fran-
cisco e outro, cujo nome ignora, e ainda contra
sua vontade l se achara sem quererem sahir, e
Ibe causando damno a sua nropnedadc e eomendo
tedas aa suas criacoes ; v nho por isto pedir a
V. S. que se digne, como delegado de polica do
termo, providenciar de modo que o meu referido
mcrador fique livre de seraelhsntes individuos,
mxime quando sio elles criminosos, sendo o de
nome Jce Pretinho prouuDciado neste termo.
Assim espera que V. !S. haja de proceder.
Deus guarde a V. S. Illm. Sr. capitao'Jos
Francisco Piuheiro Ramos, dignssiu delegado
de polica do termo de Pao d'Alho.
Engenho Conceicio, 16 de Fevereiro de 1887.
Christovie Maria dos Santos Cavalcanti.
E mais se nio continba em dita peca aqui co-
piada, depois da qual se v4 a portaria]do tb r
seguinte :
Documento n. 2
Delegacia de Polica do termo de Pu d'Aihu
16 de Fevereiro de 1887.Tendo esta Delegacia
de fazer urna deligenciaem cumprimento de man-
dado do Dr. juiz municipal deste termo, mando
que seja me apresentado o offieial de justica Anto-
nio Marques de Andrade Lima, para acompanhar-
me hoje as tres horas da tarde oa referida deligen-
cia, para cujo fim envi o mandado de prisio in-
cluso.Cumpra-se.Jas Francisco Pioheiro Ra-
mus.
E mais se nio contiena em dita portara aqui
copiada depois da qual se \i o mandado seguinte :
O Dr. Elisio da Cunha Moraes Pioheiro juiz
municipal do termo de Pu d'Alho por Sua Mages-
tade o Imperador, etc.
Mando a qualquer offieial de justica a quem for
este apresentado indo por mim assignado, prenda e
rec-lha acadea publica desta cidade a Jos Ru. no,
conheeido por Jos Pretinho, visto acbar-se pro-
nunciado no artigo 193 do cdigo criminal pelo as-
sassioato feito em Leocadio Correia Pimental.
Gumpra-se.Cidade do EspiritoSanto 14 de Ja-
neiro de 1887.
Eu Francisco Antonio Brayner de Souza Rangel
escrivio o escrevi.Elisio Pinbeiro
E mais se nio contiuba em dito mandado aqui
copiado depois do qual se vi a seguinte certidao :
Documeuto n. 3
Certitico que em virtude do mandado supra fui
acompsnhado da forca policial d'esta cidade ao
lugar denominado Conceic/io, d'este termo, e ahi
cercando a casa de Vicente Jos de Sant'Anua,
a onde se achava com mais dois, o Sr Jos Preti-
nho de que trata este mandudo, e intimando o que
te rendesse a prisio, o de jome Manoel Francisco
armado de urna pistola e urna faca de ponta sem
querer atteader a ordem que acabava de lhe lr e
publica um tiro de pstela, e em resistencia formal
deu evasiva aos seus ccrapanheiros, e nesta occa-
siio ainda elle de faca de ponta em punho se ati-
raodo sobre a forca publica resullou desta recebar
dois tiros que o p rostro a por terra, morreado ins-
tantneamente em vista do que lavro a precente
em t do meu cargo, a qual assignam cono tofete-
munhas do facto Christovio Maia dos Santos Ca-
valcante e Vicente Jos de Sant'Auna que por nio
saber lr nem escrever pedju ao mesmo Christov i
Mara dos Saatos Cavalcante qae por si assignasse.
Engenho Coneeicio das Flores 16 de Fevereiro



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IWTIUMIO 1-
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11 .unta Ha



Diario de Pmantaw-Tersa-feMfr 22 de Feyereiro de 1887
3
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i
*
1
V
I
Ma
de 1887.-0 offieial Antonio Marques de Aodrade
Lima, Christovi Mara dos Santos Cavalcante.
E inaU se ni continba ein dita cettidao aqu
copiada depjis da au il so v o auto de resistencia
qne do theor seg i a le :
Documento n. 4
Auto de renitencia Aos 16 dias domes de Fe-
vereiro do auno do nasciinento de Nosso Senhor
Jeeua Cbrietu de 1887, neate lugar das trras do
Engeaho Coneeicao, em casa de Vicente Jos de
Sant'Anua onde se acbava homisiado o criminoso
Jos Pretinbo constante do mandado retro, e ah
depois de mostrar-Ine o mesmo mandado, intimei-o
para qne em continente se reuiesse a prisio, e o
' individuo do nome Manuel Francisco armado do
urna pistola e urna faca da poata desebedecendo a
ordera do mandado, resiatiu nao onseatiado a pri
sao sua nem de sea companheiro, lanzando m i da
pistola atirou na torca nao obAfte eu lhd haver
intimado por muitaa vezes que se rendesae a pri-
-.i). veudo-se asaim a forca de polieia obrigada a
rvpellir tambem comforca essa resistencia, haven-
do tiro de parte a parte nao s do mesen"* Mauoel
Francisco e seus couopanbeiros sobre a forga de
polica e esta por sua vez sjbre elle, podendo neste
conflicto evadirem se os criminosos que lutavam
com Manoel Francisco centra a torca publica, re-
saltando desta resistencia o individuo Monoel
Francisco receber dois tiros dos quaes morreu ins-
tantneamente, da que tudo para coustar lavrei o
presente auto que presenciaran! como testemunhaa
alm de outros, Christovo Mara dos Santos Ca-
valeante, Vicente Jos da Sant'Anna e Joo Go-
mes Beserra, assignando o primeiro deixando de
assignar os outros por nao suberem lr nem escre-
ver assignando a seu rogo Jos Mara dos San-
tos Cavalcante, do que tndo dou f.Eu Antonio
Marques Ue Audrade Lima escrevi e assigno.O
offieial de juatica Antonio Marques de Andrade
Lima, Cbristovo Mara dos dantos e Jos Mana
dos Santos Cavalcante.
E mais se nao continba em dito auto de resisten-
cia aqu copiado do proprio original ao qaal me
reporto.
En Francisco Antouio Brayner de Sonsa Eangel
escrivao o subscrevi e assigno.
Uidado do Espirito Sanco, 21 de Fevereiro de
1887.
Francisco Antonio Bragner de Soiua Range!.
Matriz da Escada
Para a obra dos altares de Njss Seohora da
Soleiade e de Nosso Ssonor Crnoificado, levad* a
effeito por iodicaco de 3. Exc. Uevma. o Sr. bia-
po diocesano na visita teita a matris da Escada,
no anno findo, concorreram para o prmeiro as
Exmat- senhoras :
D. Anoa Marques Lins 90*000
D. Kita de C-stro 90*000
D Joaquina de Senna 70* M)
Baronesa de Pirangy 90*000
Baronesa de Frccheiras 90#000
O. Elpidia Fernandes 90*00 '
D. Anaa de Holanda Cavalcante 90*000
D. Carolina Lins 90*000
D. Mara de Oliveira 60*000
D. Joauna de Sant'Anna 50*000
IH
irl
Somma
Para o segundo :
Baro de Jnndi
Jos Jeronymo Barbosa
Henriqnc da Silveira Lins
Jos Mendes C. S. Bandeira
Manoel do Carino Rodrigues E.
Manoel Rodrigues d% Silv i Cmara
Jos Peieira de Araujo
Manoel Brrelo Lins
Dr. Henrique M. H. Cavalcante
Jos Francisco Perreira
Co ninendador Maia
800*000
90*000
90* "00
90*0X)
90*000
90*000
90*000
90*1)00
9u*000
90*000
10*000
5o*00J
Sr. pitar ni cea aleo I. ni C
le trroda Mendrs
S. Carlos do Pinhal, 27 de Maia de 1885.
Preaadissimo senhor.Acerca de 8 mezea que a
minha senbora soffria de horriveis dores nos ou/i-
dos acompanbadas da corrimrnto, deduz que ia
deixando a surda, e a'm disto scffria d feridas
na garganta que ji se via obrigada a alimentar-
te a caldos; paseando noitus sem dormir, e dias
sem poder cuidar dos intnresses da casa. Todo
este lempo viveu ella seropre em dieta de rigoroso
tratamento, sem ooter saude.
Deaaninada, cour-cou com os seos (santos) pre
parados, o Licor Antipsorco junto com os Pos De
pora ti vos, e logo a sanie veio ebegando, e boje
gracas i Providencia, posto com tod> o prazer
annunciar a V. S. e a todo o mando que minha se-
nbora acba-se completamente boa dos ouvidos e
da terrivet ferida de garganta, e autoriso V. S. a
publicar esta a beneficio dos qne soffrem igual en-
fermidade.
Sou com estima. De V. S. amigo, venerador e
obrigado.Eduardb da Silva Tavares.
DepositariosFrancisco Manoel da Silva & C.,
droguistas, ra Marques de Olinda n. 23.
Pao d'Alho
Tend Provincia de 19 do corrente, em um ar-
tigo que pubhcou acerca da morte do criminoso
Manoel Ferreira, declarado que referido criminoso
dias antes bavia comprado em meu estabelecimento
commercial alguna gneros e charutos, e nao sen-
do isto verdade. Venbo, por minha vez, protestar
contra tal asee vera co, visto como nanea vi c co-
uheci tal individuo; e concluindo peco ao missi-
viata que d'esta localidade asaim procedeu, que
seja mais escrupuloso e tenba mais amor a verdade
quando tiver de escrever para o pnblico.
Pao d'Alho 20 de Fevereiro de 1887.
Joao Jos da Molta Silveira.
Companbla de Trllbos l'rbsnoo do
Recife a Oslada e Belerlle
Em nm artigo hoje publicado no A Pedido do
Diar i de Pernambuco, e assigoado pelo Sr. Joa-
quim da Silva Carvalho, accionista desta compa-
nhia e propretario da loja de chapeos da Pracinha,
dis S. S. que o coovidei, dentro do escriptorio e
em trente do Sr. gerente, para brigar na ra !
Qaaato i verso o que diz o Sr. Carvalho do
que verdadeiramente se Dasson entre nos.
Eis o facto como se passou :
Eetava o Sr. Carvalbo no esoriptorio com O Sr.
gerente, quando fui por este chamado para repetir
urna indagaco que o Sr. Carvalho, em dias pas-
cados, me hara ieito sobre asaignaturas de ba-
ncos. Repetindo-a mnito calmamente fui por S.
S., nao obstante os aeua hbitos polidos, formal-
mente desmentido em presenca do mea chele, dan-
do esta circamstaucia lagar a que en disseasa ao
Sr. Carvalho, em tom nm ponco enrgico, que S.
S. s asaim fasia porque nao era lfora que esta-
vamos.
A idea de brigar parece estar perseguindo o 8r.
Carvalho, e tanto assim que para demonstra!-o
basta que se leia a carta que do mesmo Sr. Car-
valho hontem recebi, cujo original fica no escrip-
torio deste Jornal convenientemente legalisado
para qnem quizar o examinar.
Recife, 19 de Fevereiro de 1887.
Joao Fonseea.
Sr. Joao Fonseea.Hoje quando pssaava agra-
de do escriptorio da companhia que te acbava
uberta, e o Sr. a ella encostado vi qne o Sr. es
tenda o braco em minha direccao, Julguei que o
Sr. quererla fazerme algnma agreasao, em vista
da provocacao que o Sr. hontem fesme, porem no-
tando que nao houve hoje de sua parte proposito
pois que estendea obraco em miaba direeoao para
fechar agrade ao qae eu tomai como agreasao qoe
uiseeae fazerme, foi o qne motivos perguotar be
se anda quera brigar. fasao ibe esta porque Jul-
go-me em capas de Ofender siguen, e reparar nm
equivoco de minha parte.
Recife, 18 de Fevereiro de 87.
J. da Silva Carvalho.
Est sellada e reconhecida a firma.
(Do Jornal do Recife de 20 de Feverei-
ro de 1887.)
Somma 870*000
Dos recibos abaixo te v que as commissoes des-
empenharam a sua inissao, nada ficando a dever
a quem quer que seja.
A planta dos referidos altares s teve execucae
depois de approvada por S. Exc Revma. que
adaitou-a, indicando que algumas pecas fossem
de marmore, no que foi obedecido.
A obra honra ao hbil artista brasileiro que
d'ella se encarregoo e diz muto alto em prol dos
sentimentes religiosos das commissoes,
Escada, 1' de Fevereiro de 1887.
Escola particular
de instrtcfo primaria
para o sexo mascu-
lino
CASA DE ENSINO MODERNO
U Ra Velia
Recebi da commissao encarregada das obras dos
altares da matris da Escada a q antia de 50*000
por mao do Dr. Aquilino Porto, pelos coacertos e
dou ra monto dos cas ti caes.
Escada, 34 de Janeiro de 1887.
Wenceslao Henrique de Paiva.
Recebi da mesma commissao e por intermedio
do referido Dr. a qaantia de 10*000, importancia
do fogo do ar que forneci.
Em 24 de Janeiro de 1887.
Juvencio Snvino de Barros.
Reeebi da commissao encarregada das obras
dos altares da matriz da Escada fe tos de accordo
com a planta approvada pelo Esus. Sr. bispo, e
por mao do Sr. Dr. Aquilino Gomes Porto a quan-
tia de 1:600*000 por qnauto contratei. Anda
correram por minha conta o damasco para o eu -
cerro e o galio.
Escada, 30 de Novembro de 1836.
Eustaquio de Carvalho e Soasa.
Eda presente publicacao 10*000.
Beirao & Almeida declarara que a mul-
ta que o Sr. fiscal de Santo Antonio diz no
Jornal do Recife, de hontem, ter imposta
no estabelecimento dos declarantes, nao
tern razo de ser, porque a farinha de tri-
go estava sendo descarregada dos arros
para ser recomida, e nao estacionada na
ra, nica causa que dava lugar a dita
multa, como em seu totopo competente
pruvarao bou direito.
21 de Fevereiro de 1887.
Beirao <6 Almeida.
Pao d'Alho
Lando a Provincia de 19 dt crrante, deparei
c-om nm aitigo,sobaepigrapbe Policiado Sr. Pinto
em o qaal o signatario, Contervador fiscal, tra-
tando de negocios de sdalas falsas havidos nesta
localidade, chama a attencao do E xn. Sr. presidente
da provincia, a quem pede que mande inquirir sobre
t es tactos diversos c'dadaos aqui residentes, em
cuj i numero, com grande surpresa vi o meu nome.
Em conseqnencia, onmpra me declarar de alio
da imprensa, que teido ha doas aunes se- ioatau
rado nesta cidade um processo crea de acmelaaa-
te facto, fui eo, contra minha eapeetativa, intima-
do para depr como tecteaumaia em semelbante
processo, e o que a tal. respeito dias* nao consti-
tu* prova al gama, contra quem quer qne seja,
quanto mais contra a pessoa do i supplente do
delegado de polica deste termo o Sr. Jos Fran-
cisco Pinbeiro Ramos, pesso sobre quem nao pro-
fer ama s palavra.
Ditas estas palavraa, pr itesto contra o proce-
dimento qoe teve o tal improvisado Comtervador
fiscal que eerramente andou errado, invovendo
meu nome em seu comamaicado.
Pao d'Alho. 20 de Fevereiro de 1887.
Idomeneo Samito de Lyra Mello.
Pao d'Alho
Protesta contra o qae a vaneo o CouMrvador
xal na Provincia ae 19 do corrate, em referen-
cia a nm nege-io de sedulaa ralaas.
Ignoro inteiransoate o tacto a que alinde sig
nafcsrio de tal artigo ; nem sei qoa este ou aquelle
es teja envolvido em tal objeclo.
Nao antoriaei ninguem citar o meu nome para
testemnnba de faotoa de qne nunca tive, neta te-
nno sciencia, e qne nao podem attingjr prob -
dada do Sr. Josa Francisco Pinbeiro Ramos.
Pao d'Alho, 21 de Fevereiro de 1887.
Manoel Marques de Albuquerque Marsnhao.
Pao d'Alho
AlgueoQ d'esta localidade quando deprecia do
Sr. Jos Francisco Pinbeiro Ramos,, escreveu um
artiga para a Provincia, a qual publicou em seo
numero de hontem, sob a epigraphe A Polieia-do
Sr. Pintoem o qual me apoota cerno testemunha
de negocios de stdulas falsas.
' verdade que ha dous annos en depnz em nm
processo que aqu se fez acerca do que alinde
conservador fiscal que o firmn ; mas, o meu de-
poimento de nada vale, porquanto son eteiranco-
ie extranao a semelhante negocio. Assim, desde
j protesto, contra o procediineoto que teve o con-
servador fiscal, pois, nao lbe aut >riaei qne ito fi -
zesae. Picando assim, convencidas as autorida-
des da provincia que au sui testemaaha de causa
ai^uma, quanto mais de urna calumnia como a qua
nventou o conservador fiscal.
Citade de Po d'Alho, 20 de Fevereiro de
1SW.
rancisco MMrtins da Cunho-
(Estava sellada e reconhecida a firma).
Clnica medico elrurca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadcPartos, molestias de senhoia* e
piiiioxopbta para yy sTran-
des e pequea tamben*. A temperatu
ra da sopeMifie da cabeca tem muito qno ver com
a abundancia e formosnra da cabelladara qte a
cobre. Se a transpiracao do crneo te chega nma
ves a interromper a tbida para as materias des -
pedidas do systema se sorra parcialmente, e as
consequencias inevitaveis recahem sobre o cabello.
Torna se secco, rido, perde sua cor e cabe. Para
impedir tio grande mal, d se tom a cutcula e as
raizes das fibras com o Tonteo Oriental.
Tem a virtode de producir ama circulucao livre
nos vasos secretorios superficiaes, e habilita aos
bnlbos a secretar substancias sana para a f ormacao
das fibras do cabello. O Tnico Oriental consiste
inteiramente de ingredientes vegetaea e em parte
um rico bnlho, vigor especial no cabello, pois nao
ha nem existe outra preparaco qoe lhe posta ta-
ser frente-T sem igual.
AcbA-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Henry Forster C.
ra do Commercio n. 9.
O caler, as.mdanos de temperatura, a trans-
pirar') abundante, debiltalo o organismo e o
preiisposm a contrahir as molestias epidmicas.
Para evitar este perigo basta tomar o sulphsto de
quinina na dote de des a vinte eentigrammas
diariamente. Nito ha tnico mais efficaz, porem
o sen terrvel amargo era nm verdadeiro obstcu-
lo ao seu emprego- E' por isso qne devemos feli-
citar a bella iniciativa dos successores de Pelle-
tier, inventor do snlpbato de quinina, apreseatan-
do este precioso medicamento sob a forma de
capsulas delgadas e transparentes, sem o menor
gosto, qne se dissolvem no estomago le ama un-
o-ir rpida, abaorvem- se fcilmente, ao passo
qua podem conaervar-se por longo tempo dentro
dos farsees.
Attencao
Cbegando ao mea conhecimento que um
individuo, que fura servante no mea es-
oriptorio, se tem servido do nome de miaba
ruulher, falsificando sua firma pera obter
dioheiro e para outros fins, avibo d'isto s
pesadas qui possam ser, como alguem tem
sido, victimas da exploradlo d'esse indi-
viduo, para que se acautellem.
Recife, 19 de fevereiro de 1887.
Jos Bernardo Oalvao AlcoJorado-
Agradavel noticia para os qoe
soTrem
Nao soffrn mais contestacao os boas resaltados
da electrieidade, e ppr ista bem aator mos ven da com a maior confianca os bem conhe-
odos anneis elctricos especiaes para nevralgias e
nxaqnccas, os quaes vende-se a 4*003 os dou-
rados e a 2*000 os nikelados.
Tambem as prodigiosas medalhaa elctricas
qne teem feito grande revoluyo no mando civi-
lisudo.
E para as innocentes criancas um indispensa-
vel colar para facilitar a deoticao. Realmente
um martyrio para as carinhoias maes quando
veem as pobres crianzas esforcerem-se na maia
horrivel dor das convulses. Deve-se prevenir o
mal antes delle vir.
Vende se na casa de confianca do Pedro An-
tones & CRoa Duque de Canas n. 63.
O abaixo assignado, participa ao illustrado pu-
blico desta cidade, qne abri sua Escola parti-
cular de nstruccao primaria pata o sexo masculi-
no, i roa Velha n. 36, (Boa Vista) onde esme-
radamente se dedica ao ensino de sena alumnos.
Educa e iastrne a infancia pelo melhor systema
dos prncipaes collegios da corte do imperio, ende
por algum tempo demoron-ae a passeio, cujo sys
tema a delicadeza, a vocaco, a paciencia
intima para o ensino, fasendo com qne os seas dis-
cipalos sigam ecaminho da intelligencia, da honra
e da dignidade com santos contelboa e aa lices,
afim de que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiao e da le, e um verdadeiro
cidadlo brasileiro.
Espera merecer a confianca e proteccao dos
paia e tutores daa criancas que qneuam aprovei-
tar um rpido adiantamento de seus filhos ou tu-
telados, e em particular tem f robusta em todos
os seas compatriotas pemambucanos.
Comquanto onsada seja esta tentativa, todava
espera qoe os seu incansaveti esforcos, e os seos
puros desejos sejam coroados com a feliz appro-
vacao de todos os filhos do imperio da Santa
Croa.
Espera finalmente, qne o respeitavel pnblico
saiba apreciar de perto o sen Verdadeiro entino
primario, onde rpidamente as criancas abracam
e amam de coraco aos livros, as sciencis aa iet-
tras e aa artes.
Igualmente tem nma aula de instrnccSo prima-
ria noite para adultos, sendo das 7 as 10 horas.
Curso d portnguez e francez a qualquer hora.
Horario da escola para meninos, das 9 horas da
manhl aa 3 da tarde.
Menaalldadea
Primeiras lettras 2*000
Francs 3*000
Portugus 3*000
Pagos adiantados no acto da matricula.
Recebe meninos internos, externos e meio pen-
sionista, por menaalidadea razoaveis.
Ra Velha n. 36.
Ju&o Soaret de Azevedo.
Uaaia nttTem esenra encobre a
lu sol 4a uohh existencai
A incerteza da vida juntase o nrysterio
tenebroso da morta Em quanto que, por
urna parte, esse primeiro grito infantil que
nos annuncia que outro ser acabado unir-se
nossa espacie, inspira urna alegra profun-
da, por outra parta trememos do espanto no
ouvir o bater horrival das azas do aojo ex-
t rminador A voz omnipotente da in-
fluencia suprema que governa o universo
iecretou nosso destino, a sentenca fatal foi
pronunciada e todos os homens esto con-
demnados a morrer !
Sem duvida alguma, a morte inevita-
vel. NSo podemos, porm, retrdala ?
E esta ama questSo que seria de urna im
portancia incalcula/el, anda Be trataese s-
mente de ganbar ama hora de vida, pois,
animados d'esse sentimento sublime que se
chama instincto, estamos sempre resolutos
a dar batalha com um valor iudomavel ao
nosso inimigo mortal em favor do glorioso
privilngio da existencia Aquelle senti-
mento a voz espontanea da natureza, e o
nosso devex consiste em obedecer. Va-
mos, pois, a ver; possivel rotardar a
morte ? Indubitavelmente o pois que o
mundo est sujeito a certas leis, e quem
as estada convence se qae n'ellas se coin-
prehende a dita possibilidade.
Os aue se achara dota los do valor e
uizo necessaros para se cobrirem com o
escudo que a propria natureza Ihes propor-
ciona para este effeito, poderao repellir os
ataques incendiosos do inimigo da vida, at
que as facoldades vitaes vao pouoo a pou-
co em decadencia em ama volhce madura
e ditosa, e at qae o anno da luz se Ihes
aprsente com aspecto risonLo e sem ter-
ror, para os condazir, como n'ama visito
deliciosa, a essa regiao rosplandecente que
brilha mais alm das trevas do sepulcbro.
O destruidor toma diversas formas, mas
d a preferencia a de um iaimigo moral que
devora actualmente as partes vitaes da so-
ciedade moderna. Martyrisoa j e mar
tyrisa anda quasi todos os habitantes deste
paiz.
Que inimigo este ? Quer o leitor sa-
ber se tambem victima da crueldade
deste tvranuo? Pergante a si proprio se
atormantado por algum dos svmptomas
que varaos enamorar: dores de cabeca,
das costas e das espaduas; falta de appe-
Dr. Joao Paulo
UEOICO
Especialista em partoa, molestias de senhoras e
de enancas, com pratica as prncipaes materni-
dades e hoapitaes de Pars e de Viaana d'Austria,
fas todas as operacoea obsttricas e cirurgiese
concernentes as saat especialidades.
Consultorio e reaideaea na roa do Bario da
Victoria (aatiga roa Nova) n. 18, 1 andar.
Consultas daa 12 as 3 horas, ds tarde.
Telephonen.467.
elisia
Dr. Ferreira da Silva, consaltas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Dr. Gilto Lelte
Medina, parleiro e operador
Bedencia ra Bardo da Victoria n. 15, 1- andar
Consultorio ra Duque de Caxias'n. 59.
D consultas das 11 horas da mann as 2 da
tarde.
Attende para os chamados a qualquer hora
telephone n 449.
MEDICO HOMEOPATHA
/(Dr. Balthazar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
rancas, dos orgaos respiratorios e das
l
senhor a s. _
Presta-se a qualquer chamado
fors da capital.
AVIMO
}{
{}
Todos f>s chamados devem ser dirigi-
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra da
respectivo escrivao fez passar o presente edita!
pelo qul o 3eu tbeor chamo, cito e hai por inti-
mado os justificados ausentes para que compare-
cam ante este jaizo, dentro do praso de 30 dias,
allegando e provando o que fer a bem das seu;
direitos e justica.
E para que ehegue ao eonheeiment&. de todoe
mandei passar o presente edital, qua ser panu-
cado pela imprensa o affixado qoj lugires do eos-
turne.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, aos 19 dias de Fe-
vereiro de 1887.
Eu, Ernesto Machado Frero Pereira da Silva,
o subscrevi.
'Ihomaz Garcez Paranhos Montenegro.
Cmara Municipal'de Retid
Limpeza publica da cidade
A Cmara Municipal desta cidade, em virtud.
da le, qne manda ser a limpssa da cidade feita
por arremataoao, recebe propoatas em carta ft -
chada para o servic > da referida limpesa, at :
dia 16 de Marco do corrente anno, as quaes ds- I
vero ser entregues pelos interessidos em seasa
da mesma C'am.ra, do dia cima referido, de con
formidade com as baees que abaixo vao publica
das; chaman lose especialmente a attencao dos
concurrentes para a clausula XIV.
I
A arrematacao do servico da limpeza publica
ser feita por proposta en carta fechada, ni
sendo permittido a nenhum concurrente arrematar
mais de ama freguezia, serviudo de base para
cada urna, a quantia de oito coutos e quinbeutc
mil ris annuaes.
n
O arrematante obriga se a exsentar o vara-
mente diario de todae as mas, praoas, beecos, tra-
vesis pontea, caes, rampas, emfim, toda a fre-
guezia que arrematar; a remover para os lugares
abaixo determinados todo o lxo, materias orgni-
cas e inorgnicas, animaes mortos, qualquer qu
seja o tamanbo, qne enterrar, sendo indemnisade
pelos donos d'aquelles que forem reconhecidos, e
fiaalmente tudo quanto se comprebenda aa pala-
vra immundicia. Obrlga-se anda o arematante a
providenciar sobre a ebetruccao das vias de com-
manicaco da estagnacao e do escoamento das
aguas plaviaes, quando for possivel.
III
O servico principiar ao mesmo tempo em cada
Consultorio medico-
.Tremenda e fatal enrermldsde (1)
A toase [apparece traca e passageira e o doente
deapreza-a ; nao a cuida...
Depois, o eafraqnecimento do carpo, algumas
dores no peio enaa costas, vao segnindo essa toase,
qne augmenta, e per fim o doente v se claramente
a bracos com o grande flagello da humauidadea
tisica pulmonar Y
Esta tremenda e fatal enfermidade tio sagaz,
qoa para melher conseguir seus funestos fins prin-
cipia disfarcando-nos n'ama toase despresivel I
Maa ella nao realisar seus nefastos intentos ae
fr nsado em tempo opportono o remedio principal
e a que tem conseguido caras raaos da tisica pul -
monar, que o PEITOKAL DE CAMBABA', im-
portante descoberta de Alvares de S. Soaret, de
Pelotea.
Os interessados poder Jo encontrar no opsculo
qne acompanha cada frasco valiosos attestados de
curas obtflaa em gravisaimoa caaos, nao s de ti-
sica como de bronchitea, aathma, coqueluche e ou-
tras molestias do apparelho respiratorio.
nicos agentes e depositarios geraes em Per-
nambucoFrancisca Manoel da Silva a C, roa
Mrquez de Olinda n. 23.
Leonor Porto
Ra do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contina a exeontar os maia diffieeis
figurines recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costara, em bre-
vidade, modicidade em precoa e fino
gosto.
m
Dr. Ceipira Me
MEDICO
Tem o seu escriptorio ra Duque de Caxjas
n. 74, das 12 s 2 horas, da tarde, e deste hora
em diante em aoa residencia roa da Santa
Cruz n. 10.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian-
esa.Tolephone aj. 326.
lite; actumulacao de urna lama viscosa,
espessa pegajosa em roda das gengivas o
dos dentes, sentindo-se simultneamente
um saboi desagradavel, especialmente pela
man ha; irsteza i doscahimento acompa-
nhados d somnol oicia ; um: s vezes a sen-
sacao de urna carga pesada no estomago,
e outras, debilida-les na bo< ca do mesmo
orgSo, n2 havecd isfaca^> alguma em
tomar alenlo: ?.sj>cio tristnho e cor
amarellenU dos olh >s ; estado fri e pega-
joso daa roaos e do ps; urna tosse secca
ao principia, acomp .abada, porm, depois
de ama espectoraco de cor esverdeada;
cansago coutante sem qoe o somao pareja
proporcionar descanco algum; enervac&o,
irrita cao e naos present mentos ; deliquios
e vertigens to levaotar-se de repente; pri-
sao de vente; estado secco, e veces, ar-
rente, da cutis ; condijao espessa e em-
botada do sangue, escassez e cGr muito
tinta da urina, que deposita um sedimento
depois de permanecer por algum tempo em
repouso; devolucao frequente do alimento,
amas veces com gosto acido, e outras ve-
zes algum tanto doce; palpitacSo do cora-
cao; manchas appareates nos olhos; e no-
tavel ptestracSo e debilidade do paciente.
Todos estes syinp tomas eos tu mam apre-
sentar-se por seu turno Acredita-se que
quasi ama terca parte da soasa populagSo
est afectada da dita enfermidade em al-
guma das suas variadas formas Como
regra feral, os mdicos se equivocara a
respeito da natureza desta doenca, cujo
verdadeiro nome dyspepsia ou indiges-
tas; enfermidade que se cura infalhvel-
mente por meio do Xarope Curativo da
Mai Seigel. Este medicamento tem obtido
em ambos os hemispberos urna reputacSo
justifcada incoutestavelmente por auas
grandes virtudes. Vende-se em todas as
bonicas, e pharma^ias e na casa dos pro
prietarios, A J. Whit, (Limited), 35, Far.
ringdon Road, Londres, E. C, Inglaterra
cirurgico
O Dr. Castro Jess, contando mais de 12 annos
de escrupulosa observacao, reabre cons al torio nes-
ta cidade, roa do Bom Jess (aotiga da Gra
n. 23, l. andar.
Hars de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser encontrado no
sitio traveaaa dos Remedios n. 7, primeiro por-
to esquerda, alm l? porto do Dr. Cosme.
N. 1?. Attesto ter empregado com van-
ajosos resultados em doentes de tubercu-
ose pulmonar, em minha casa de saude, a-
EmulsSo de Scott oleo de figado de baca-
lho com hypopbosphitoB de cal e soda.
O referido e ffeidado e o juro ia fide me-
did.
Rio do Janeiro, 15 de outubro de 1884.
Dr. J. Tavano.
EDITAES
% t
Residencia Ra da Imperatris n J4, segando
andar. '
S
Aii
COM
Ollicina de Sculptor e enla
lliadtiremmadeira
85-RA DO BOM-JaRDIM87
PORTO
Encarrega se do todas as imagens- em
y qualquer U manbo, altares, aaaetoarios, to-
cheirss, castifaea, jarras e SHOiat, bem co-
u ino tarimbas funerarias, figuras allegori-
' cas e serpentinas, todo oerteoeente s di-
tas artes. Tambem se enearrega de pinta
ras e pratas para imagens.
rancie tli-p lio de reJoma e
ptanhitM paratas) saeaanaa
Oculista
.
Dr. Barrete Sampaio, medico ocu-
litta, ex-ebefe de clnica do Dr. de
Wecker, d coatnltaa de meio dia a
3 horas da tarde, no 1.* andar da casa
n. 51 ra do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos e dias santificados.
Residencia roa Sete de Setembro n.
34. Entrada, pela.ra da Saudade n. 25.
.(horado
O bacharel Julio de Mello Filho tem o
seu escriptorio de advocada ra Primei-
ro de Harco a. Io aoaar, onde pode
ser encontrado drs 10 horas da manha a
4 da tarde.
Hotel Gibraltar
Pra$a da Batalha, 108
(defronte do eorreio geral e estando i
telegraphica)
Este hotel mnito se recommenda aoa via-
jantes pelo looal em qae se acha,
perto dos Jardina Theatros e os precos
de jspedagem sao mais baratos
do qae em outro qualquer, com o mesmo
tratamento
Proprletarloa m .
FERNANDES &IRMAO
POBVO
Emiilsao de Lanman
& Kemp
A Emuhao de oleo de figado de baoa-
Ibo com os hipophosphitos de cal, soda e
potassa, preparada pela acreditada casa
de Lanman <& Kemp de Nova York,
melhor, a maia perfeita, e a mais efficaz e
agradavel que ai agora se tem offerecido
ao pnblico.
E' um regenerador poderoso das consti-
tuicoes debis e um remedio certo para
todas as affeccoes do peito, da garganta e
dos palm&es.
sese s a Emulsao de Lanman &
Kemp nao confundinde-a com as outras.
Vende-se em todas as drogaras e pbar-
m acias. J
Bario da Victoria n. 43, onda se indicar | i I freguezia, meia noite, devendo terminar s
sua residencia. H noraB aa manh, isto com ruis ci s pontea, caes,
rampas e s ras designadas abaixo, podende
porm, ser feito de dia quando aa noitea forem
ehu vosas. A limpeza dasdemaia ras poder co-
mecar daa 6 s 10 horas da manha.
IV
Todo o Iizo ser removido em carroca pozada a
burro oa eavallo, e devem ser cobertas.
V
A ponte de Santa Isabel ser varrda pelo arre-
matante da freguezia de Santo Antonio, aa da
Bou- v'ista e Recife pelos respectivos arrematan-
tes.
VI
No s-.tvco da remocio dos objectos que obs-
truam as ras, prac>8, caes e rampas nao se cem-
prebendem aquellea qae pertencerem a donos de
obras ou empreiteiros, a quem os fiscaea obrigaro
a retirar, & nem tao pouco a califa que da mesma
forma ser conduzida por ellea para os lugares
que a Cmara indicar.
VII
Obriga.se anda o arrematante a. arrancar toda
a veetacao espontanea que nascer entre ou sobre
o calcamento e o passeio das ras, e bem aesim a
derrabar todo o matagal qne existir na freguezia
que arrematar, sendo que este servico poder ser
feito de da.
Yin
Obriga-se tambem o arrematante a limpar a
desinfectar os mictorios e latrinas, lavando-oe
com preparacoes chmicas, trazendo-os acmpre
aceiados interna e externamente.
IX
O arrematante se sapprir sua costa, de todos
os utencilios necessarios para a boa execuc) do
servico.
X
O arrematante incorrer na multa de 10*, sem-
pre que fr encontrada sem indicio de ter sido
limpa, qualquer ra, travessa, becco, largo, pateo
rampa, caes, uiic torio e la trina, que lhe ser des-
contada no pagamento semanal.
XI.
O arremarante qne houver inoorrdo em cinco
multas, sem provimeuta.de recurso nterposto pa-
rante a Cmara, perder o contracto e o valor da
Sanea aem direito anda a ser indemnisado de
qualquer interesse oa perda, qae piovier do mes-
mo contracto.
XII
O servico da limpeza publica, alm da fiscali-
saco a que est sujeito por parte do fiscal, a
quem corre o rigoroso dever de velar pelo im-
prmente restricto das presentes clausulas, ser
tambem inspeccionado pelo respectivo commis&H-
rio, qae impor maltas ao arrematante pela falta
de cumprimento de dever, com recurso para a C-
mara, nao podendo da deciao desta recorrer o
arrematante para qualquer auteridade adminis-
trativa ou judiciaria.
XIII
As reelamaedes contra o servico da limpeza pu-
blica daverao ser feitas por escripto Cantara oa
a qualquer de aeua membros.
XIV
O arrematante prestar ama flanea de nm cont
de ris em dinbeiro ou apolicea geraes on provia-
oiaes, para garanta deste contracto, e a Ornara
s receber propostas daqnelles qne hoaverem
depositado a qaantia de 200. em dinbeiro, em po-
der do procurador, o que provaro com o respec-
tivo recibo, na eceatio da entrega da proposta ;
sendo qne perderao dita quantia, se acoeita sua
proposta nao vierem assignar o contracto dentro
do praao de 8 diaa, contados da approvaco do
presidente da provincia
A arrematacao ser feita por anno financeiro
municipaI, isto do 1 de Outubro a 30 de Se-
tembro ; sendo que o presente dever vigorar da
data, em que for approvado pelo presidente da
da provincia, at 33 de Sctembro do corrente
anno.
XVI
A Cmara pagar ao arrematante, por semana,
o servico de limpeza na respectiva proporcao da
1.a Secco. Secretaria da polica de Per-
nambuco, 18 de Fevereiro de 1887.N. 809.O
Or. ebefe de polica manda transcrever par co-
nhecimento de todos e fiel execucae- oa aeguintes
artigos daa posturas muaicipaea approvadaa pela
le provincial n. 1,129, de 26 de Janeiro de 1873,
com relaco ao brinqaedo do entrado com agua ou
outra qualquer substancia :
Are. 70. Fie prohibido neate municipio o
brinquedo de entrndo com agua ou outra qualquer
substancia de qualquer maoaira qae ae impregne :
os infractores pagarlo a multa de 15* e soffrero
8 dias deprisao.
a Art. 71. Fica prohibida a venda de limas de
cheiro; os infractores alm de aa perderem, paga-
rao 4i de multa.
Art. 72. Fica prohibido andar qualquer pes-
soa mascarada naa ras deste municipio, anda
qae seja vestida carcter e os contraventores
pagaro 30* o soffrero 8 diaa de prisio. Esta pro-
hibico nao comprehende os 3 diaa de carnaval.*
Ontrosim, declara que igualmente prohibido
aoa maacaradoa a pratica de acodes on gestea qne
na opiniao publica sejam considerados como evi-
dentemente offeuaivoa da moral e dos bona costa-
mea, nao podendo oa meamos fazer allnso s au-
toridades ou corporacaa civia, militares on reli-
giosas, nem apresentarem- se em trajoa indecentes
on immoraea. O qae tea por muito recommonda-
do, fasendo punir rigorosamente aa infractores com
aa penas da le.
Secretaria da Polica de Pernambuco, 18 de Fe-
vereiro de 1867.O secretario, Joaqvim francisco
de Amida. ______________________
ODr. Ihomaz Garcez Paranhos Montenegro,
commendadorda Imperial Orden da liosa-
juiz de direito especial do commercio desta
cidade do Recife, capital da provincia de
Pernambuco, por Sua Magestade Impe-
rial e Constitucional, o Sr. D. Pedro II,
a quem Deus guarde, etc.
Fas saber aos que o presente edite! virem oa
delle noticia tiverem, que Albino, Amorim & C,
lhe dirigi a prtico do theor eeguinte:
PeticoIilra. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito do
commercio.--Albino, Amorim & C, sendo credo res
de Antonio Cordeiro de Albnquerqae da qaantia
5:389*180, constantes das duas letras juntas, alm
dos jaros, nma no valor de 545/700 e outra no de _
443480, e de Sebastiao Tavares de Hendonca Sar- importancia da arrematacao annual.
importancia de 5:905*880, alem dos |
ment da

Silveira
YDVOiV.U,
,18-Rua do lmperador-58
Primplor andar

A o publico (1)
O Sr. Bernardo Jos dos Santos, residente no
Gerrito, municipio de Pelotea, provincia do Rio
Grande do Sul, querendo prestar ama bomenagem
verdade, tornando publico aa virtudes do el -
(oral de camlsru, preciosa descoberta do
Sr. Alvares de S. Stares, de Pelotea, fea publicar
o seguiote importan tas i mo documento, em diver-
sos jornses da referida provincia :
Levo ao conhecimento do pnblico maia nm
trumpho alcancado pelo popular remediopei-
inrai de cambar--deaaobeita e prepara-
cao do Sr Alvares de S. Soaree, de Pelotes.
flavia leia annoa que nma tosse grave me
atormenuva dia e noite, fazendo ltimamente dei-
tar j abundantea eacarroa de sangue : oa pulmoes
com certeza acbavam-ae affectado e en teria in-
falhvelmente de saccambir terrveltisica pul-
monar I
Um amigo taendo do meu estado, aconse-
Ibon-me o precios i peiloral de cambar,
e sement com o oso de 12 vidros deste importan-
tiaaimo medicamento, consegu curar-me radical-
mente, sentindo me boje forte e podendo j entre-
gar-mu s lidea de minha fazenda do Cerrito. t
Depois deste caso, tenh > aoonaelhado a mnita
gmte o peiloral da cambar, e todos tm
colhido resultados importantes.
Actualmente faz nao deste preparado, com
muito tproveitamento, minha filha Neufrides, que
tam'iem se acha sofTrendo uo peito.
Fazenda do Descaneo, no Cerrito, 24 de Ou-
tubro de 1884 Bernardo Jos dos Santos.Re-
conheco como verdadeira a firma aupra. Em tes-
leoiunho de verdade, o escrivao do-paz Rolado
S. de Gouveia. *
nicos agentes e depositarios geraes nesta pro-
vincia Pranclaeo aTaaoel da Mila A C.
a roa Marques de Olinda n. 23.
jaroa provenientes das duas letras tambem junta,
nma no valor 2:905*780 e outra de 3:000*000 :
e como ditas letras esto prestes a prescrever,
querem os supplicantes protestar pela interrupcao
da preacripcao dellaa e pedem qne tomado por
termo o aen protesto e julgado por sentenca sejam
intimados por editaea oa anpplicados por ae acha-
ren! ausentes em lugar incerto e nao sabido, prece-
dndo para isso a competente justificacao no dia
que por V. S. for designado.
Os sapplicante pedem qne Ihes sejam entregues
aa ditas letras ficando copia nos autosPedem de-
trimento E. R. M.Recife, 16 de Fevereiro
de 1887 Albino, Amorim & C
Eatava sellado na forma da lei. E' e que se
continba em dita petico'aqui copiada ; na qual
via-ao o despacho do theor seguinte :
Despacho.Distribuida como pedem, designan-
do o escrivao dia para a justificacao. Recife, 16
de Fevereiro de 1887.|Montenegro.
E maia ae nao coutinha em dito despacho aqui
copiado, em virtude do qae fra feita a diatribui-
cao do theor seguinte : A' Ernesto SilvaOliveira.
E' o que so continba em dita distrbuico aqui
copioda ; depois via-se o termo de protesto .*
Aos 17 de Fevereiro de 1887, em meu enrtorio
perante inim e aa teatemunhaa infra aaaignadas,
comparecern! oa supplicantes e por ellea lhe foi
dito que pela presente reduzia a termo o protes-
to constante da peticao retro, que offerecia como
parte deste, em que depoia de lido aasigoa.
Ea, Ernesto Machado Freir Pereira da Silva,
Albino, Amorim & O, Innocencio Garca Chaves,
Eneas do liego Barros Falco.
E mais se nao continba em dito termo de pro-
testo aqui bem e fielmente copiado -, depois via-se
qu tendo os justificantes produzido anas teatemu-
nhaa que depozeram convenientemente, acerca do
do allegado na paticao aqui transcripta, o respe-
ctivo escrivao fazendo sellar e preparar os autos
me os fez conclusos qne nelles profera a sentenca
do theor aeguinte:
Sentenca. -Vistos, julgo provado a ausencia
das justificados en lagar incerto e mando que se-
jam intimados por edital rm o praso de 30 dias do
proteato de folhaa para ieterrupcao da preacripcao
dos ttulos de i. a fli. ^Cuates ex-causa. Reci-
te, 18 de Fevereiro de 1887. Thomaz Gerces
Paranhos Montenegro.
E mais ae nao continha em dita sentenca aqu
bem e fielmente copiada, em virtude da mesma o
XVII
As ras, qne nao forem calcadas, serio limpaa
a ancinhu.
XVIII
As proposUs serio entregues pelos proponen-
tes em sess&o da Cmara, deaignada para este
fim, sendo preferido qqem melhures vantegens.of-
terecer. e quem mais idoneidade tiver.
XIX
Terminado on interrempido o praso do contrac-
to, nao ter a contractante direito a ser indem-
nisado de qualquer valor oa material, qne tiver
empregado no servico, cajo material findo tracto, pertencer ao contractante.
XX
O contractante nao pode abandonar o servico
que tiver arrematado, salvo em caso de forca
maior provada, a jaizo da Cmara ; maa se o fi-
ser fra desta excepcao, nao s nao ter direito
a indemnisacao algnma, como tambem perder
o valor da tianca em beneficio dos cotrea mnni-
cipaes.
LUGARES DESIGNADOS PARA s'ELLES DEPO-
SITA R-SE O LIXO DA CIDADB
Fregu a de Santo Antonio.Praia de Santa
Rita.
Freguezia da Boa- Vista.Hospicio.
Freguezia do Recife,Lado da mar pequea ao
noite da fortaleza do Brum, 100 bracas distantes.
freguezia de S. Jos. -Nos alagados ao nascen-
te e ao poente da ra Imperial.
BAS QUE DEVEM SER VARElDAS a' XOIXE
Recife.Mrquez de Olinda, .Bispo Sarflinba,
Largo da Alfandega, Madre da, Deas, Amorim,
Travessa da Madre Deus, Bom Jess, Commercio,
Torres, Tbom de Sooza, Mncales, Largo do
Corpo Santo, Vigario, Abren, Travesea du Corpo
Santo, Visconde deltaparica, Baraode Triuntpho,
Caea do Appollo e Brum.
Bi-Vista. Imperatriz, Conde d'u, Lasda
Santa Craz, Ra da Santa Cruz, Coneeioao, Berilo
de S. Borja, Viseonde de Pelota!. Viaconde. du
Goyaua, Aurora, Viaconde de Albaqufirqua, Hos-
picio, Cae de Capbaribe, Pires, Fonmnaa, e Beccv
doi Ferreiros.
Santo AnieniocBarao da Victoria, Cabug,.
Praca da Independencia, Rosario (estreita),"Rosa-
rio (larga), Imperador, Duque de Caxias, Primeiro
de Marco, Livramen.o, Direita (parte), Peoha,
Viaconde de Inhauma, Pedro Affonao, Caea do Ra-
mos, Caes 22 de Novembro, Florentina, S. Frau-
m

*
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-


Diario de PernambueoTer?ilSflHWR'ac T< vereiro de 1387
mmf '
*
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..
cisco, Sol, Mar mezdjlerval (parte). Roda, Largo
do Paraiso, Pedro II (largo), e Coronel Suasauoa
S. Jos.-Largo do Mercado, Raa Direita (par-
te), Imperial, Vidalde Negreiros, Assumpcao, Lar-
go daa Cinco Pontas, Marque do Herval (parte) e
Coronel Suassana (parte). ,,_...._
Paco da Ornara Municipal do Recite, 4 de fe-
vereiro de 1887.
Presidente.
Dr. Prxedes Gome de Sousa Pitonga,
Secretario.
________ Francuco de Ami Perzira Rocha,
Gymnasio Pernambacano
Pela Secretaria do Gymnasio Pernambucsno ae
declara aoa pais de familia,e a quem mais interes-
sar possa, que se acha na direccao do mesmo, por
deaigaacau do Exm. Sr. presidente da provincia, o
rerpectivo secretario, Dr. Celso Tertuliano F.
QuiDtella, de ordena de quem silo cin geral convi-
dados t >dos que tiverem de dar educaco e iostruc-
cio a mocidade para visiuiem o estabelecimento,
que acha aamente aberto desde 6 horas da ma-
nba s 9 dan lite, cnuhecendo deste modo por si,
e nao por informaco-s inexactas, tndo qunto o
mesmj eatabelecimento dispensar aps seus alum-
nos quer com relacb ao tratainento qaer coin re-
tacan a transmUsao do ensioo, que recebem dos
professores que sempra se distinguir* m pelo sen
zelo ioexcedivel no comprimento de seus develese
pelo interesse que mostram no ensino daa discipli-
nas que protessam e no apro feitamsnto de seus dis-
cpulos.
O instituto aceita alumnos em tres catbegorias,
conforme se acharo divid '.os, pensionistas ou in-
ternes, meio-pensionistas e externos. _
O pensionistas, residir/) no instituto, tendo
direito de estudar as materias de que se compoa o
curso ensioadasl segundo o programma estabele-
eido : a ser alimentados sadia e abundantemete,
tratados em suas enfermiiades palo medico do
instituto, fornecendo Ibe tambem este medicamen-
to a ter roupa lavada e engommada regularmente
duas vezes por semana, baoho, etc.; tudo isto pela
mdica qoantia de 4004 por anuo.
Os meio-peusionistas se aprea belecimeoto nos dias lectivos, bora em que as
aulas se abrirem, e desde entio at seren encer-
radas a tarde, sao equiparados aos internos, tendo
como estes os mesmos direitos quanto ao estado,
alimentaria e recreio, isto pela mdica quantia de
240*000.
Os externos so teem direito 4a licoes e explica-
tiva ds materias rnsinadas no curso, quaesqutr
que ellas sejam, pagando apenas no acto da ma-
tricula a tasa igual a que pigain os alumnos no
collegio das artes.
Os alumnos internos deverao apresentar o enxo-
val proscripto no regiment interno e ter corres-
pond nte na capital, para com promptidao satis-
faaer as pensoes e outra qualquer deepeza de que
tiver elle necwssidade.
As pensoes sero pagas na secretaria do insti-
tuto, por trimestres adiantados.
Recife, 18 de Fevereiro de 1887.
Servindo do Secretario
Marcionillo da Cunha Yedroza
O Dr. Themaz Gfarcez Prannos Montene-
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Recife e sea termo,
capital da provincia de Pernambueo, por
S. M. o Imperador a quem JJeus guar-
de, etc.
Paz saber aos que o presente edital virem ou
d'elle noticia tiverem, que por parte de Domingos
Pinto de Freitas, administrador da massa fallida
de Jos Tarares Pinheiro, Ihe foi dirigida a peti-
cio do theor seguinte :
Peticio.Dhsi Exm. Sr. Dr. jais do commercio.
Domingos Pinto de Preitas, na qualidade de ad-
ministrador da massa fallida de Jos Tavares Pi-
nheiro, quer iuterromper a prescripcao das letras
juntas do acceite de Pedro Correa de Miranda, Jos
Rodrigues Pontaal,, Joaqnim Jos Hellyno, Joao
Pi da Silva Vallen?, Joao Carlos Beserra Ca-
valcante, Luis Halaoo da Cunha Auurade, Igna-
cio Teixeira de Barros, Jos Rodrigues Pontual,
Jos Too-ira de Agaiar Jnior, Antonio Netto de
Barros Loureiro, Jo4o Francisco Correa de Araojo,
Manoel de Barres Netto avalcante, Jos Wences-
lu, A. R. T. Bastos, Sergio D. de Moura Mattos e
Manoel Jos Luis Ribeiro, e como quer que os sup-
plicados morem em lugar incerto e nao sabido,
para que tenha lugsr a citac&o por editos o sup
plicante reqHcr a V. Exc. s* digne de o admittir a
jostificar o allegado paseando-se depais os respe-
ctivos editaes, tudo .de conformidade com a le.
Nestes termos, sendo esta distribuida por depen-
dencia- Pede a V. Exc deferimento. Espera re-
ceber inerc. Recete, 10 de Janeiro de 1887. O
advegado, Gomes Prente.
Estava sellada nj forma da le. E mais se nao
continba em dita peticaoaqui copiada, depois deu
se o despacho do theor seguinte :
Despacho.Destribuida. Como reqner, desig-
nando o escri vio, dia, para a jnstificacio. Recife,
10 de Janeiro de 1887.Montenegro.
E mais se nao continba em dito despacho aqu
COMERCIO
B >ia eomnierclal
COTACOeS OFFICIAES DAJCNTA DOS C6B-
BKCTORE8
Recife 21 de Ftvereirt- de 1887
'ambio sobre o Rio de Janeiro, 90 jv. com 3 0r0
de descont.
Previne-se aos senhores correctores, que de
conformidade com o | 8" do art. 12 do regulamen
to, a bolsa fuoccionar amanha 22 do correte,
da 1 s 2 horas da tarde.
O presidente,
Antonio Leooardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Hovimenlo lianrario
RECIFE, 21 DE PEVEREIBO DE 1887
Os bancos mantiveram no balco a taxa de 22
1/8.
Vigoram, portante, cfficialmente, as seguintes
tabellas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 429 e 4 vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 532" e 4 vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e vista 243.
Sobre Italia, 4 vista 433.
Sobre New-Yoik, t vista 2J290.
Do Englith Bank:
Sobre Londres, 90 d/v 22 1;8 e vista 21 Sobre Psris, 90 d/v 439 e vista 433.
Sobre Italia, 4 vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 632 e 4 vista 538.
Sobre Ntw-York, 4 vista 2*290.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e 4 vista 213.
?obre as principaes cidades de Portugal, vista
248.
Sobre liba dos Acores, 4 vista 251.
Sobre liba da Madeira, 4 vista 248.
Mercado de asmucar e algodo
BECIFE, 21 DE FEVEEBIBO DE 1887
Assucar
As entradas feram pequeas.
Os presos, para as differentes quaiidades, con-
liooam firmes aos algansmos eegointes :
3. bsixo, por 15 kiks, de 2*000 a 2*100.
3.a regular, por 15 kilos, de 2*100 a 2*2 lO.
i.' boa, por 15 kilos, de 2*200. 2*300 e 2*400.
i.- superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
iJranco turbina Usina Pinto, p^r 15 kilos, a
2*600.
Somenoa turbina Usina Pinto, por 15 kilos, a
1*900.
Uranco turbina polverisado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Nomeuos, por 15 kilos, de 1*603 a 1*700.
Masca vado, por l5k.los. a 1*200 a 1*200.
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200-
Keraines, pr lu kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo dos piecos sao obtidoa
cforine o surt meato.
Algodio
O mercado de ak/odi permanece fr uto.
Nao offerecem mais de 6*100 por 15 kilos o de
"eruambuco e boas procedeoeias, em trra.
bem e fielmente copiado, em vista deste despacho
fra feita a diatribuicao seguinte :
Destribuiclo.A' Ernesto SilvaOliveirm .
E mais se nao continba em dita destnbuico
aqu copiada, dopois va-se o termo de protesto
que do theor seguinte :
Termo de protesto.Aos 10 de Janeiro de 1887,
em meu cartorio, perante mim e as testemunbas
seguintes comparecen o supplicante por seu procu-
rador, Cussy Juvenal do Reg, e por este fui dito
q le redusia a termo o protesto constantte da pe-
tico retro que offerecia como parte deste. Do
que fiz este. Eu, Ernesto Mach .do Freir Pereira
da Silva, Cussy Juvenal do Reeo, Francisco Ma-
noel de Almeida Jnior, Antonio Barbosa Cor-
deiro.
E mais se nSo continba en? dito termo de pro-
testo aqui bem e fielmente sopiado, depois via-se
que tendo o justificante prodnzid i suas tesreniu-
nbas que depuzeram convenientemente acerca do
allegado na petico aqu transcripta, o respectivo
fasendo sellar e preparar os autos os fel os conclu-
sos que nestes va se a sentenca do theor se-
guinte :
Sentenca.Vistos Hei por justificada a ausen-
cia em lugar incerto dos jastificados,, mando que
sejam elles intimados por editaes com o praso de
trinta dias do protesto de fls. para interrupcao da
prescripcio dos ttulosdefls efls,costas ex-causa.
Recife, 11 de Janeiro de 1887. Thoma Garcez
Prannos Montenegro.
E mais se nao continha cm dita sentenca aqui
copiada.
Em vrtude desta sentenca o respectivo escrivao
foi passar o presente edital pe o qual o seu theor
cbamo, cito e hei por citadas os justificados ausen-
tes em"lugar incerto e nao sabido, para que eom-
iMi-eQum ante este juizo dentro ao praso Je trinta
dias por si ou por stus bastantes procuradores,
allegando e provando tudo quanto for a bem de
seu direito e justicu.
E para que chegue a> cinhecimento de tolos
mandou passar o presente edital, que ser4 publi-
cado pela imprensa e aiflxado nos lugares do cos-
tme.
Dado e paseado nesta cidade do Recife capital
da provincia de Pernambueo, aos 11 de Janeiro de
1886. .
Subscrevo e assigno, Ernesto Machado Freir
Pereira da Silva.
Thomaz Garcez Prannos Montenegro.
0 Dr. Joaqnim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade do Recife da
provincia de Pernambueo, poi Sua Ma-
gestade o Imperador, a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o presento edital virem ou
dalle noticia tiverem, que lindos os dias e pre-
goes e as pracas da le s na audiencia deste juico
do dia 26 de Fevereiro do anno prximo vindouro,
irao praea por veuda a quem mus der e maior
lance offerecer os bens consuntos da aviliacao do
theor seguinto:
Urna mobilia composta de 18 cadoias de guar-
nicao, 4 ditas de bracos, 2 consolos com tampos de
pedra, 1 sof4, 1 mesa redonda com lampo de pe-
dra, tudo de Jacaranda, usada e avaiiada por-----
250* ; 2 RuarJa-roupa de amarello usados, ava-
llados por 60* ; 1 toilet om taupo de pedra e es
peino grande, avaliado em 35* : 1 lavatorio de
pedra para 2 bacia, eom espelbo, avahado em
20* ; 1 commodu com foropo de pedra, por 40* ;
1 secretaria de jacarandii, por 40*; 1 guarda-
louca de amareilo, avahado por 0*; 2 aparado-
res de amarello, avallados por 20*; 1 mesa cls-
tica com 5 taboas, avallada em 40* ; 12 cadeiraa
de junco, avahadas por 30* ; 2 marquesas, sendo
urna de Jacaranda e outra de amarello, avalladas
por 25* ; 1 candelabro para 5 v?las, avahado por
10*; 2 serpentinas, avahadas por 10* ; 6 pares
de jarros de porcelana fin, avahados por o5*. E
aasim serio os mesmos bens cima mencionados
ai rematados por venda a quem mais der e maior
nuce offerecer uo dia e hora cima indicados e fo-
ram peuhorados para pagamento do principal e
custas da arrio executiva que a Luiz Antouio Pe-
reira move a Ordem Terceira de Nossa Senhora
do Carino desta cidade.
E para que chegus a noticia a todos, mandei
passar o presente edital, que ser4 afufado nos lu-
gares do costme e publicado pela imprensa.
Dado e pasaado nesta cidade do Recife aos 15
dias do mez de Desembro de 1886.
Eu, Felicissimo de Axevedo Mello, escrivio fix
escrever subscrevi.
Joaquim da Costa Ribeiro.
Instituto AFCuBOlogice b fisagrasbi-
- CO PfflMCaDO
Quinta-feira 24 do correte, s 7 horas da noite,
na sede do Instituto, reunir-se ha esta asso -iacao
em essio especial para tratar-se do melhor modo
de proseguir-se na pablicaco da revista deesa
aasociajio.
Sao pois convidados para esta sessio todos os
senhores socios residentes nesta cidade.
Secretaria do Instituto, 21 de Fevereiro de
1887.-0 1." Sacr-tario,
Baptista Reguara,_______
Companhia do Beberibe
In.u-clniento d'asua
Previne-re ao publico de que continoa-se a pro-
ceder a limpesa dos aotigos eucanamentos e a
ligacao delles aos novoe, pelo que imprescindivel-
mente baver4 frequentes, mas temporarias, inter-
rupces no fornecimen-o d'agua.
O publico deve estar certo de que se enpregar
toda a diligencia possivel para que o servico seja
sempre feito com rapidez ; e quan o der-se qual-
quer desastre ou houver desarranjo no servici,
serio tomadas promptas providencias para o mais
breve reparo.
Nio deve pois baver o men^r receio de qual-
quer interrup?o grande, desde qne sao conheci-
das, como se tem annunciado, as causas.
Estes trabalhos sao para a conclus&o das obras
do novo abastecimento o'agua 4 esta cidade.
Recife, 21 de Fevereiro de 1887.
Ceciliano Mamede,
Director gerente.
Compaahia de Seguros Phenlx
Pernambucana
Os senhores accionistas, nos termos do art. 25
e para os effeitos do | l- do art. 27 dos eatutos,
sio convidados a reuoirem-se cm assemblsa gerai
ordinaris no dia 3 de Marco prximo, ao lucio dia,
ua sede da companhia.
Pernambuca, 16 de Fevereiro de 1887.
Os a imiuis'.radorcs,
Luiz Duprat.
Dr. Manoel Gomes de Mattos.
Joao Jos Rodrigues Mendes.
DECLARARES
O procurador da Cmara Mun-cipl da ci-
dad3 de Olinda, abaixo assignado, eouvida aos
fireiros de terrenos pertencente.s ao patrimonio da
mesma cmara, para no praso de 30 dias virem
pagar os foros que estiverein a dever, visto como
tem d relaciouar os f.reirs* que se acbam atia-
sados, para levar ao conhecimento da Illma C-
mara.
Olinda, 19 de Fevereiro de 1887.
Francisco Velloso rte Albuqnerque Lins.
Entrada de swucar e alad&o
MBZ DE PEVEBBUtO
'
E.NTEADiS <5 1 2 ti
1 i 19 70.781
Estrada de ferro de Ulin- 4.739

1 4 19 483 1.852
Estrada de ferro de Ca-
1 4 21 8.940 279
Animaes..... 1 4 21 10.311 9.472
Estrada de trro de S.
Francisco t 4 18 62.263 3.306
Estrada de trro de Li-
moeiro..... 1 4 18 18.468 171.246 6.307
25.955
Nota do Tnmuuro dilacerada
O recolhimeuto de notas dilaceradas est sendo
feito na Tbeseuraria de Fazenda, as tercas e
sextas-feiras, das 10 s 12 horas da tuauhi.
Subatltulc&o de nota do Thesonro
Em 31 de Mireo vindouro termina o praso mar-
cado para recolhimento, sera descont, das notas
de 2*000 da 5' estampa, 10*000 da 6 e 5*000
da 7.
A substituirlo est sendo feita na Thesouraria
de Fuxeada, nos dias ules, das 10 s 12 horas da
man ha.
ProlongameiUo do Estrada de Fer-
ro de Pernambueo
Da ordem do Illm. Sr. director, faco puilico que
no es:riptorio do engenbeire chefe do trsfego do
Prolougamento da Estrada de Ferro do ecife ao
S" Francisco em Palmares recebem se sropostas
at o dia 20 do correte para a exe^ucio de aterro
de nigumas vallas e bacas existentes no trcebo de
S. Benedicto a Canhotinho do meamo prolcnga-
IU Mt,.
No referido escriptorio eucontrarao os nteressa
dos os precisos esclarecimentos.
Secretaria do Prolengamento da Estrada de Fer-
ro do Pernambueo o Estrada de Ferro do Recife a
Caruat, 10 de Fevereiro de 1887.
O secretarib,
Manoel ,]uvencio de Siboy.
Companhia de segaros Amphi-
t ri I c
A direecio em cumprimento ao art.,33 dos es-
tstutos d'esta compania, convida os Srs. accio-
n-'stas a reunirem-se em assembla geral, no sali
da AFSociacio Commercial Bencficerte no da 2
do pr. ximo Marco ao mcio da par ou virem o
seurelatorio e o parecer da commiito fiscal.
Igualmente oroceder-se-ba a el. cao de que tra-
ta o art. 40 dos mesmos estatutos.
Recife, 17 de Fevereiro de 1887.
Os directores
Anfnio Marques dt Amaritn.
Manoel Jos da Silva Guimaraes.
Joaquim Lopes Machado.
companhia de EdiOcaei
Assembla geral ordinaria
De accordo com o artigo 31 dos ertatutoi sio
convidadas os -to. acciooistas da Compaohia de
Edificacio para se reunirem po dia 1 de Mareo,
ao meio dit, na sede da mesma Companhia. o lar
g.i de Pedro II n. 77, i andnr, afim de ouvirem a
Icitur* do relstorio, balanco e apreciarem as ton-
tas da directora, discutirem e approvarcm o pa-
recer riscal, e inda proceder! eleico nova
commissao fiscal, nos termos dos arts. 21 | 8, e 38
dos meemos estatutos.
Recife, 12 de Fevereiro de 1887.
Gustavo da Silva Antines,
Director secretario.
Pauta da Airandega
MfcHAH* DB 21 A 26 DE FEVBKE1BO
Alcoo (kilo)
Algodio (kilo)
Arroz com casca (kilo)
Assucar refinado (kilo)
Dito branca (kilo)
Dito masca'vadq (kilo)
Borracha (kilo)
Cachaca (litro)
Cacao (kilo)
Cafrestolho (kilo)
Caf oom (kilo)
Carnaoa (kilo)
Crneos de alrodio (kilo)
Carvio de pedra de Gsrdiff _(toa.j
Cou.-os seceos empichados (kilo)
Ditos salgados seceos (kilc)
i itos verdes (kilo)
Farirrha de maudioca (litro)
Fumo restoih) (kilo)
Genebr (litro)
Mel (litro)
M.lho (uro) 1
Prancbcies (duaia)
218
346
065
151
131
067
1*266
077
400
4S0
320
366
014
16*000
585
5U0
275
25()
4ti0
200
040
040
1CJ*(JOO
Importaeo
Hiate nacional Dt<*s te Gu:e, entrado
da Moor em 21 do crrante o consig-
nado a Bartholoioeu Lourenyc, manifes-
tou:
Sal 60,00*) litros ao consignatario.
Logro Dgtez May Cory, entrado de
Terra Nova na mesma data e consigiTado
a Sanndera Brothers d C, roanifeslou :
Bacalho 1,818 bariicas e 1,480 meias
ditas aoa consignatarios.
_____
KvportacSo
BBC ir E, 19 DB FBVKBK1HO DE 188T
Pora o exterior
__ Xa barca norueguense Mira, carreraram :
Para Liverpool. S. Brothers ir. C. Ii9 saccas
com 14,125 kilos de elgodao.
No vapor francs Vle de Warank&o, carre-
garam :
Para o Havre, Pohlman & C. 500 coitos salga-
dos oom 6.000 kilos.
Para Bremen, V. Neesen 361 couros salgados
com 4,368 kilos.
No vapor francs Senegal, carreros :
Para Pars, E. Gsetcbel 1,400 panuros seceos.
No patacho p rtuguez Veritai, carrega-
ram:
Para Liabas. Amorim Irmios &. C. 2oO saceos
com 18.750 kilos de assucar masca vado e 40 ditos
com 3,000 ditos de dito branco.
Para o interior
No patBcho Hllerao Brilhanle, carrega-
iui :
Para o Rio Grande do Snl, J. S. Loto & Filho
600 barricas com 63,175 kilos de assucar branco.
No patacho alleroio Jokiime, carregaram :
Para o Sio Grande do Sol, Maia & Resende
263 saceos com 19,500 kilos de assucar branco.
Na escuna nacional Urania, carregou :
Para o Rio Grande do Su!, J. M. Dias 20 bar-
ricas com 796 kilos de assucar branc .
= Na barca nacional liarianninha, carrega-
ram : i
Para o Rio Grande do Sul, Amo im Irsiios ce
C. 40 pipas com 19,200 litros do aguardeste.
No patacho sueco Nordbon, carregoa :
Pae Santos, F. A. de Azevedo 500 saeeos com
30.000 kilos de assucar branco e 500 ditos com
90,00J ditos de dito mascavado-
Na escuna iugleza Agenoria, carregaram :
Para Santos, Amorim Irmios oc' C. 2,fci5 sj
coa com 121,5(0 kilos de assucar braneo, '.',175
ditos com 148,500 ditos de dito maacavsdo e 100
barris com 9,61.0 litros de agurdente.
= No vapjr nacional Espirito Sanio, carre-
gou :
Para Victoria, J. B. de Carvalho 50 taceos com
3,750 kilos de assucar mascavado.
No vapor francs Viile de Cear, carrega-
ram :
Para Ssntis, S. Guimaraes & C. 700 saceos com
42.0(iO kilos de acucar branco e 300 ditos com
18,000 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Pirapama, carregaram :
Para o Cear, J. Ramos k O. 1 barriea com 60
kilos de assucar branco.
Para M->asoro, Amorim Irmios 4 C. 30 barricas
com 3,077 1(2 kilos de assucar branco.
No hiate nacional D. Antonia, carregaram
Para Aracatv, P. Cameiro & C. 200 saceos com
farioha de mandioca.
No hiate nacional Adelina, carr- gou :
Para Macao, J. V. Campello 500 saceos com fa-
rioha de mandioca e 20 ditos com milho.
>avlon a carca
Barca nacional Marianninha, Rio Grande do Sul.
Barca noruegaense Vega, Bltico.
Barca noruegoense (fy- '"- -' Unidos,
Lotera de 4000 coritos
A grande lotera de 40(10 con tos, em 8 sorteios
fies transferida para o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacha do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Thesouraria das Loteras para o fundo de
emancipace e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Desembro do 1886.
O thesonreiro,
Francisco GoncalvesTeires.
C0MPAIl DE EDIFICIO
0 escriptorio d'esta
companhia a c h a s e
fnneeionando 110 largo
de Pedro II, n. 77, 1
anda .
Imcumbe-se median-
te contrato c a paga-
mento em prestares,
de construcfdes e re-
construcfcs de pre-
dios, cujos projeetos e
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
No escriptorio se en-
cjmtrarao sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica vapor
do Taquary, tendo sem-
pre a venda: tijolos
massi^os de alvenaria,
ditos para lnrii>>\
diversos formatos, te-
lhas romanas, trance
zas, de capote com cn-
caixe, de crista; canos
e curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e tijolos fora-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas. c en-
comendase no escripto-
rio central.______
Delegada de polica dn 2- dis-
trito da capital
De ordem do Illm. Sr. Dr. delegado, faco pu-
blico que foi apprrheodido como fuado, e se acha
depositado nesta deiegacia, um relogio de ouro,
ingles, descoberto, que ser entregue a quem ao
mesmo provar ter direito.
Recite, 18 de Fevereiro de 1887.
O escri o,
D. Cameiro.
uii Case le Misericordia lo
Por esta secretaria sao chamados os parentes e
protectores das menores abaizo declaradas, para
at o dia 28 do correte apresental-as no collegio
das orpbs, aftm de serem abi admittidas, visto
serem as primeiras inscriptas no respectivo qua-
dro.
1 Carolina, protegida de Augusto Manta.
2 Illuminata, filba de Mara Florencia Barbosa
dos Santos.
3 Laurinda, filha de Sincletica Lins de Vas-
coneelios Aranjo.
4 Mara, fi-ha da mesma.
5 Adelaide, filha de Mara Jos da Conceicio.
6 Mana, fiiha de Mara Jos da Encarnaco.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recile, 8 de Fevereiro de 1887.
O escrivo,
Pedr Rodrigues de Souta.

Barca noruega Kex, New-York.
Brigue ailt'inio Bruno Brigue norueguense Mira, Liverpool.
Cter nacional Geriquity, porto do norte.
Escuna dinamarquesa Express, Montevideo.
Escuna sueca Lorel*g, Rio Grande do Sul.
Escuna alienta Johanna, Santos.
Escuna allema rits, Porto-Alegre.
Galera ioslesa Lorenzo, Liverpool.
Lugar nacional Zrquifka, Rio Grande do Sul.
Lugar ingles Mo-mng S'ar, Santos.
Lgxr nacional Tigre, Rio 'Jraode do Su!.
Patacho allemaO Brilhanle, Mout.-.vido.
Patacho ingl a Agenoria, Santos.
Patacho nacional Maiinho VI, Rio Grande do Sul.
Patacho americano J. P. Lassen, Rio Grande do
Sul.
Patacho portugus Farmy, Pari.
Halhabote nacional 8. Bartholomeu, Porto-Alegre.
Patacho portugus Veritas, Lisboa e Porto.
Vapor ingles Plessy, Liverpool.
\avios a descarga

Barca norueguense Aino, car vio.
Barca norueguense Noatun, carvio.
Barcaca nacional Apresentafao de Mara, gneros.
nacionaes.
Barcaca nacicnal Flor de TatuamtnJia, idem.
Barcaca nacional Semprecivo, idem.
Barcaca nacional Moema, idem.
Barcaca nacional V.ctoria Alagoanna, idem.
Barcaca nacional Boa Nova, idem.
Brigue austraco Pinus, varios gneros.
Escuna inglesa Percy, baealbo.
Hiate brasileiro Deus te Guarde, sal.
Hiate brasileiro Bom Jess, algodio.
Hiate nacional Flor do Jardim, sol.
Lugar ingles Minnia, carvo.
Lugar nornegueuse Courier, farinha de mandioca.
Lugar ingles Blanche, bacalho.
Lugar ingles Retrevier, bacalho.
Lugar ingles Liwte R. Wtlce, bacalho.
Lugar inglez Nicanor, 'farinha de trigo.
Patacho ingiez Plymouth, hacalho.
Patacho inglez S. Joseph, bacalho.
Patacho inglez Tiber, bacalho.
Patacho americano Leonora, farinha de trigo.
Itc{Huiliento* pblicos
A direccao desta companhia tem a honra de
convidar os Srs. accionistas para reunirem-se em
assembla geral ao meio dia de*28 docorreute mez
no seu escritorio, afim de cenhecerem das contas
do anuo findo em 31 de Dezembro prximo pasea-
do ; e bem assiin proceder-se a eleic&o de que tra-
ta o 2 do art. 27.
Recife, 14 de Fevereiro de 1887.
Os directores
Jcaqnim Alves da Fonseca.
Jcs d Suva Loyi Jonior.
Antonio da Cunba F. Bailar.
Cinara Municipal da cidade de Olinda seu
termo, em vjrtude da lei, etc.
Faz scientc aos seus municipea que da data
deste em diante, baver ao paco da Cmara Mu-
nicipal drsta cidade, de 10 horas da mansa em
diante, nos dias de quarb-s-teiras, consultas acs
doentes pobres, pelo medico da mesma cmara,
bem como vaccinacao e revaccinaco a todas as
pessoas que della precisar.
Pac i Cmara Municipal de Olinda, 15 de
Fev.i r 'le 1887.
. Joao de S Cavalcinte de Albuqnerque,
Presidente,
Jas Mrcono da Fonseca Manguinbo,
Secretario.
Companhia Ferro-i arril
Carnaval
Durante os tr.s dias de carnaval, slm dos car-
ros t-xtr'Ordinarios para todas as linb.it, baver
tarde e noite cirros na linhi da Magdalena, que
fui .1 o trajt-cto apenas entre a Prr;a da Boa-Vista
e a do CYiiM'lh ir> J -ao Alfredo. Estes se destn
guiro dos cutros da mesma linha que farau
viagem intuir, pir urna bandeira encarnada com
o dstico -Buis-ViNta -collocada por cima da
taboleta,
O gerente,
Carl,s Alberto de Menezes.
Estrada de Ferro do
Recife a Caruaru
De ordem do Illm. Sr. lirector, faz-se publico
que a contar do da 21 do corrente o trem P 1 s
ir at a estacao do Caacavel as tercas e sabba-
dos.
Secretaria do Prolongamento da Estrada de Fer-
ro de Pernambueo e Estrada de ferro de Caruaru,
1G de Fivereiro de 1887.
O secretario,
Manoel Juveneio de Saboya.
Club Litlerario Pinto Jnior
De ordem da Sra. presidente, peco as ussociadaa
do Club P J., que tenbam a bondade de se reuni-
rem no dia *24 a 5 horas da tarde em sua sede,
afim de proceier-aea assembla geral para a elei-
cao da iiotfi directora.
Secretaria do Club Litlerario Pinto Jnior, 17
de Fevereiro de 1887.
A l. Secretaria,
Adelina da Cunba Cabral-
Seguros
martimos contra fogo
Companhia Phenlx Per-
nambneana
Ruado Commercio n. 8
De 1 a 19
dem de 21
Secije Drainage

22:618*261
1:505*754
24:123*015
leguense
Barcainglesa Duntt-f'
-i 'Q
Unidos.
Renda gerai
Dt 1 a 19
dem de 21
Renda provincial
De 1 a 19
dem ce 21
HEZ D> FKVEBEIBO
Al/aniega
531:416*o6S
15:860*831
99.413; 593
2:752*874
547:27rf*399
102:1664442
lolal >49; 443*841
Recebedor.
Oe 1 a 19
dem de 21
r>e 1 a 19
Id-m de 21
23:725*322
806*470
Uoruitlado Provincial
24:631*792
36:044*708
3:013*329
39.058*037
Mercado Hasilolpal de Jos
O movimento deste Mercado nos dias 20 e 21 do
corrente foi o seguinte :
Entraran) :
87 1/2 bois pesando 12,743 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 50 ditos dejl* qnalidade, 11
ditos de 2* dita e 26 1/2 ditos particulares.
1003 kilos de pe'*e a 20 ris 20*060
16 cargas de farinha a 200 ris 3*200
12 ditas de fructas diversas a 300 rs. 3*600
14 taboleiroB a 200 ris 2*800
59 Sumos a 200 ris 11*800
Foram oceupados :
48 columnas a 600 ris 28*800
44 compartimentos de farinha a
500 ris. 22*000
37 ditos de comida a 500 ris 18*500
159 ditos de legumes a 400 ris 63*600
38 ditos de suino a 700 ris 12*000
20 ditos de Iressaras a 600 ris 6*u00
20 tainos a 2* 40*000
7 ditos a 1* 16*900
A Oliveira Castro & C.:
108 talbos a 1 ris 108*000
4 talbos a 500 ris 2*010
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de 378*960
Rendimento de 1 a 19 de Fevereiro 3:540*860
4:141*840
Foi arrecadado liquido at boje
Preeoa do da :
Carne verde 320 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 1*000 ris idem.
Sumos de 560 a 640 ris dem,
farinha de 200 a 320 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 560 a 1*000 idem.
Matailouru Publico
Foram abatidas nc Matadouro da Cabanga 64
rezes para o consume do dia 22 de Fevereiro.
Sendo: 64 rezes pertencentes a Oliveira Castro,
c C., e22 a diversos.
Vapore* e atavio* esperado*
VAPORES
Legislatorde Liverpool boje.
* Supervisorde Liverpool hoje.
Ville de Maranhaodo sul hoje.
Ville de Ceardo Havre hoje.
Espirito Santodo norte a 23.
Tagusda Europa a 24.
Marinerde Liverpool a 24.
Finince de New-Port-News a 27.
Ceardo sul a S7.
AVOS
Amandade Hamburgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Aricade Cardiff.
Aldwatbde Terra Nova.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Auriolade Terra Nova.
Budade Cardiff.
Bella Rosade Terra Nova.
Cometade Porto Alegre.
Cysnedo Rio Grande do Sul.
Cbristiani Scriverde CsrdTff.
COMPANHIA DE SEGB0&
CONTRA FOCO
North British k Mercanie
, CAPITAL
t:OOO.OOo de libras sterllua*
A GEN TES
Vdomson Howie & C.
CONTRA FOGO
he Liverpool & London & Glob
INSMAME GOiriNY
Salta Brota & C.
F
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelejida em t h55
CAPITAL 1,000:000
SINISTROS PAGOS
al 31 de dezembro de 1S84
Harimos..... J,H0:000$000
Terrestres,. 316:000^000
44-Rua do Commerelo
r.
COMPANHIA fD SEGUROS
N0RTHEM
de LOndre* e Aberdeen
Pdslc dnancelra (Uexembro 1SS5)

Capital oubsciipto
Fundos accumulados
Becelta annual i
Da premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
3.000,000
3.134,348
*
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
i/o/m H' Boxwell
BA COMMKIlMK'IO X. SO 1 \ > 4H
v
Companhia
mperia r
DE
NKVLHOS costea FOGO
-t EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixan
Prompo pagamento de prejuizos
CAPITAL
Rs. 16,000:000/00
Agentes
BROWNS & c.
N. 5Ra do CemmercioN. 5
l
a

Miguel
AGENTE
Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESS-N.
Segaron mariilaBoa e irrrealrea
Nestes ultimo a nmea companhia acata praea
que concede pm Srs. segurades isenpcaode paga
ment de premio em cada' stimo aaao, O fM
equivale ao descont de eerea da 15 per canto e
avor dos segurados.
London and Braallian Ba
Umited
Ra do Commerci n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as os-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
ni Lisboa, ra dos Cap el listas n. 75 No
Porto, ra dos Ingleses.
Camenade Terra Nova.
Diadado Rio Grande do Sul.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
lite de Tena Nuva.
Eugeniade Terra Nova.
Guadianade Lisboa.
Hapnusdo Rio Grande do Sul.
Hersiliada Babia.
Idealde Londres.
Jelanthede Santos.
J. G. Ficbtdo Rio de Jsaeiro.
Julios Sk'rkede Genova.
Iadadorde Rio de Janeiro.
Liliande Terra Nova.
Laviniade Terra Nova.
Linda Parckdo Rio Grande do Sul.
Maia Ido Rio de Janeiro.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Marinho VIdo Rio Grande do Sul.
Meta Sophiade Hamburgo.
Nordsoende Liverpool.
Noruega Ainod Cardiff.
Nellyde Terra Nova.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Progreesode Ncw-Port.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Rolanddo Rio de Janeiro.
SperuBzade Cardiff.
Vareo da* Gamado Rio de Janeiro.
Withelminede Hamburgo.


'
r
)
Ifc
s
-

Movimento do porto
Navio sabido no dio, 20
Rio de Janeiro 10 dias, lugar americano
Edwam Johnson, de 380 toneladas, ca-
pitao David Warren, equipagem 7, cm
lastro; a Henry Forster & C
Navio sabido no mesmo dia
Rio Grande do SalEscuna nacional
Urania, capitao Francisco dos Reis Sa-
raiva, carga assucar.
Navios entrados no dia 21
Rio de Janeiro e escala 4 1|2 dias, vapor
francea Senegal, de 2,373 toneladas,
commandante A. Mereau, equipagen
128, carga varios gneros ; a Angust
Labille $ C.
Santos escala8 dias, vapor inglez Qor-
je, de 1,111 toneladas, commandante
Kemp Saundera, equipagem 25, em las-
tro ; a Johnston Pater Aracaty-8 das, hyate nacional Deus te
Guie, de 90 toneladas, oapitao Jo2o Sa-
bino Antunes, equipagem 6, carga sal;
a Bartbolomeu Lourenco.
Terra Nava32 dias, lugar inglez Mary
Co'e, de 162 toneladas, oapitlo Joseph
Gess, equipagem 8, carga bacalho a
Saundera Brothers & C
Navios sabidos no mesmo dia
Bordeauz e escala Vapor francez Sene-
gal, commandante A. Moreau, carga
varios gneros. #
flullBarca sueca Prima, capitao Olof
Rosemberg, carga algodao.
Baha Lugar inglez May Cors, oapitao
Joseph Goss, carga bacalho.

. w


Diario de PernawNe*-!Fr?"feira 22 de FcYereir de 1887
5


*

fi
a*
\ ""
GRANDE CARNAVAL
1887
x
Theatro de Variedades
DA
NOVA-HAMBRGO
EHPiZi CARNAVALESCA
Quatro esplcmlidissimsos bailes de mascaras as ooiles de
Terca-feira.
Este ele<*an'6 Theatro, transformado com autorisacao de seus dignos proprie-
Urios em um vasttssimo Bailo, Iluminado por milhares de combustores de gaz e ga
lerdamente decorado pa, aw hbil armador, offerecer lite >-^ P^u"
c.na cuatro noites sgraiabilissiroas, onde poderao gozar as delicias do Deas Momo.
Em roda do Theatro e em toda a extensao do jardim e galenas grande pro-
fiaio de iiluminacao a gbrno, bandeiras, flores tropb.s allegados, tudo emfim que
pos3a transformar aquelle ambiente n'um verdadero parado terrestre I .
Urna orchestra expeliente ensalada a capricho para estes esplendiaissimos
R4ILBS e reRida pPlo hbil mestre J. T. de Mediros, tocar derramando em
eaUdupas harmonios as mais bellas e mimosas quadnlhas, arrebatadoras, valsas, de-
Hrantes pol.kas, mazurk,s e o grande e provocante CAN-CAN composto expresas-
mente para este fim par ura distincto amador. *
Diversos CLUBS especialmente convidados, farao sua entrada triumpnal
entra os clarSes de fogos cambiantes e aos sons dos bymnos carnavalescos, que n'esta
occasio se farao ouvir.
As mais voluptuosas sylphides em attencSo a eropreza comparecern para
fazerem as delicias da noite.
Aos bailes da Nova-Hamburge^
Folgar e dancar a divisa!
Pede-se especialmente
Aos senhores frequentadores, que para manutencao da boa ordem, nao trans-
firam seus bilhetes de entrada, caso se retirem antes de terminaren! os BAILES, bem
como nao demorem os empregados do Buffet quando os houverem de servir, que para
maior presteza EhaverSo cartees venda, para com elles pagsrero o que consuroirem
na noite.
PREMIOS
*
Alm das senhas de entrada, cada concurrente ao baile receber na occasio
da compra das mesmas ara bilhete numera lo, que dar direito ao premios que a em-
pieza tem a honra de offerecer quelles que se dignaren de assistir aos deslumbrantes
BAILES e que consistem em 3 vigsimos das loteras de Alagoas, Ce ara e Minas-
Geraes, para cada premio, sendo estes ero numero de tres, para cada noite.
Os premios serao tirados sorte, em presenca de todos os concurrentes, en-
trando para a urna nmeros correspondentes aos das senhas vendidas, recebando os
premios quelles que exhibirem as senhas com os nmeros correspondentes aos em que
sahirem os premios.
Resulta destes premios que quero comprar por 1000 urna entrada para carta oaile
ficar habilitado a ganhar n'aquellas grandes loteras tres premios no inorme valor de
150:0003000!
Os camarotes altos e varandas sao reservados para as f-milias que quizerem
oTnpwecer. ."
As pessoas que nao se acbarera decentemente vestidas nao terao ingresso.
Oavalleiros e senhoras, roascarado ou nao. 1|)000
Principiar s 8 horas. ___
DampschinTabrts-GeselIschafl
O vapor Tijuca
E' esperado dos por-
to* d j sol at o da 4
de Marco sognindo de-
Ipuis da demora neces-
aria para
Lisboa e llanburgo
Para carga, pasagens, encommendas, dinhei-
ro e frete tracta-se com os
AGENTES
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO N. S
1* andar
R0YALIA1LSTEA1 PACKET
COMPANY
0 paquete Tagus
E' esperado da Europa no dia
23 do corrate, aeguind
depois da demora necessa
ra para
Baha, Rio de Janeiro. Monte
video e Ruenns-Ayres
Para pasaaeus, frete*. e-, txaciarse '- n? os
CONSIGNATARIOS
Adaiuson Howie & C.
ffiARGEliK REUNS
tompanhla Fpnceza de ."* a vega-
cao a Vapor
Linha quiuzanal eulre o Havre, L>a-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santoa
OvaporVilledeCear
Commandante Simn t
E' esperado da Europa
at o dia 22 de Fevereiro, se-
guindo depois da indis pen
eavel demora par a -
lila. Mo de Janeiro
e Hmnr.
Koga-se aos Srs. epurcsoertis 4 e*r^ **''"'*
vapores desta linha,aaeirain aprestar dentro de o
dias a contar do da descarga das alvareng. <.-
quer reclamacao coucernente a volumes, qa< po-
v- ,'. enham seguido para os portos do BoJ,afin.
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
S*Eipirado o referido praso a companhia n&o se
resDonsabisa por extravos. "
Par carga, paseHgens, eucommendas e dinneiro
4 fr'tP: lm,a-8e C AQBOTE
Araste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9_______
EMPREZA DO GZ
Pede-se aos Senho
res coDsurnraidores que
queiram azer qualquer
omunicaco ou recla-
macao, seja esta eita no
escriptorio desta empre-
za na do mperador n
20, onde tarabem se re-
cebera qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobrador.es
externos sao os Senhores
HermUlo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli-
veira, e quando for pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
tins Carvalho.
Durante a auzencia
doabaixoassiguado na
Europa todos o i recibos
dessa empreza deve-
rao ser passados em ta-
loes carimbados e fir-
mados pelo Sr. Samuel
Jones sem o que nao
terao valor algum.
George Windsor,
martimos
Limed States lail Brasil 8.8- .
O paquete Finance
fia fene t %thiu
Segoe com brevidads rara o portos acuna o
tigar nacional Tigre, por ter irirte de soa carga
engajada, e pan o reato que taita, trat'-se con
BalUr Oliveira & C,rBa do Vigario n. 1, pr-
eir andar.
Espera-se de New-Port
News, at o dia 27 de Fe-
vereiro o qoal seguir depoie
da demora oecessaria para a
Baha e Ro de Janeiro
Pura carga, passageus, eucoium?ndas c dinbeiro
I frete, tracta-se com os
AGENTES
Henrv Forsler k C.
N 8- RA DO COMMERCIO -8
!. andar
Para Liverpool
Hmini Lie o Steamers
O vapor Mariner
Espera-se de Liverpool at
o dia 24 do correte voltara
para o tneamo porto depois da
demora do costme.
Para frete IraU-aa com o
AGENTE
S. L. JONHSTON
RA DO COMMERCIO S. 1
Compaa iiratileira da ve
^acoa Vapor
PORTOS DO NORT
O vapor r
Commandante o-'tenent* urailherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do sul
at o dia 27 d Fevereirn, e
seguir depois da demora ia-
dispeusavel, para os portes
do norte at Man os.
Para carga, passagens, eocomtnendai valoret
tracta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS~DOSUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante JoUq Mana Pessoa
E" esperado dos ,rtos do
norte ateo dia 22do Feverei-
ro e depois-da demora in-
dispcnsavel, seguir para
os r"-,r,s do sul (inclusive o
da Victoria).
Recebe tambem carga .para s*anta Catharina,
Grande d> Sul, Pelotas e Porto Alegrf,trete mo-
dic .
Para carga, passgens, encommendas e valores
trata-ae na agencia
PRACA DO CORPO SANTN. 9
tnappas g-*ographicos, arand> las a gas, 1 veloc-
pedo e mnitoe outros cbjectgs de gosto.
Quinta-feira 24 do crvente
Agente Pinto
No sobrado grande da roa do Hospicio n. 10
O l>-ilao principiar s 10 horas em ponto, por
seren muitoa os lotes.
jrilo
De movis, pian", louca e vidros
As lo e l/'- horas
jjo 2 andar do sobrado da ra de Mariz e
Barros n. 2
Sexta f'.ira 25 do crvente
CONSTAN DO:
De 1 imibilia de pao carga, a Luiz XV erm-
posta de 13 cadeira* de guaroici 4 ditas de bra-
cos, 1 sof e 2eoosolos c-un pedra,l excelente pia-
no novo do fabricante Blondrl 6c -ignes, 2 pares
de jarros, 2 candieiros, 2 scarmdeiras, furto di-
cbteira para sul, urna cama francesa para casal
com oupla, orna rica cummoda de amarello, 1
marquesita p-.ra casal com colxao. 1 cama para
mrnino, 1 banca c. m gaveta, 1 mesa elstica com
4 tabuas, 1 cadeira para menino, 1 cadeira de
vime, 1 quartinbi-ira, cadeiras, lonjas para a'.moco
e jantar, copos de crystal para agaa, ditos com
asas, compoteiras, frcteiras, trem de cosinha e
outros bjrctos do uso domestico.
O agente Gusino autorisado pelo Illm. Sr. Ma-
noel Cortes da Silva Carado que retira-se para a
Europa com a sua Exm. familia far leilo dos
objectos cima mencionados os qoaes se tornam
recmiucndavcis por serem quasi novos.

LELBb
Terfa-feira, 22 o de 400 barra ain polvira, e
cerca de 220 barricns com cimento avari>-d 11 horas no caes 22 de Novembro em frente do r-
mssem do Srs. H. Forters' & C,, ao meio dia, 5
vaccas e 1 boi.
Quinta-feira,.24, leilo de bous movis louca e
vidros em um grande sobrado da roa do Hos-
p icio.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 80O() no becco dos Coe-
Ihos, junto de Goncallo : a tratar na roa A
Imperatris n. 56.
Precisa-se de urna boa cosiuheira para cass
de pouca familia ; na ra do Imperador n. 50, 1
andar.
Aliaga se o 2' andar do sobrado n. 1, ra
do Viscoae de Pilotas, ojtr'ora Aragao tratar
na ra da Madre de Dsus n. 2.
,'a Aluga-se o 2- e 3o >.ndar, juntos ou depara-
dos, da casa da rus larga do Rosario n. 37, es
juina .Jefronte da igreja ; a tratar no pavimento
terreo, loja de cibelleireiro.
=- AMA. Na ra Nova n. 6, precisa-se de urna
para comprar e cosin.bsr com perfeico, para casa
de homem soltfiro.
AMA Prceisa-se de ama : para o servicj
domestico de urna casa de familia na tinturara
francesa, ra do Sarao da Victoria n. 58.
Engomma-ia com asseio e promptido:
ra do Imperador n. 54, 3.' andar.
Leilo
de 400 barricas com plvora descarrtgadas de
bordo do navio Bruno & Siarie, entrado de Ham-
burgo em 3 de Fevereiro, oom a vana d'agua do
mar e existentes no deposito da Imberibeira.
Terca feira 99 de Fevereiro
A's II horas
Agente Pinto
No Caes 22 de Novembro
Em frente ao armazem de farinha dos Srs. Henry
Forster le C-, por occaoio do leilo
de cimento variad*
Leilo
de cerca de 220 barricas com cimento, averiado,
de 70 kilogrammas, marcaCoradescarrega-
das de bordo do navio Pian, entrado de Ham-
burgo em 25 de Janeiro prximo passado com a va'
ra d'agua de mar e existentes
No Caes 22 de Novembro
Em trent ao armaxem de iarinha de trigo dos
Srs. Henry Forster c* C.
Terca-feira 22 do torrente
A's 11 horas
Agente Pinto
No Cats 22 de Novembro, e por occasio do leilo
de barril com polvera
Leilo
Do 4 vaccas crioulas com e sem cria
TERQA-FEIRA, 22 DO CORRENTE
Ao meio dia
Agente Pinto
No Caes 22 de Novembro
Por occasio do leilo de cimento e plvora
Leilo
de una parte do engenho BRUI
Agente Britto
0 agente cima, a mandado do Illm. e Exm. Sr.
Dr. jaiz de direito da provedorit., em sna prese-
ca e a reqoerimento do inveutariante don bens da
finada O. Tberesa Carneiro Lina de Miranda, le-
var leilo urna parte do engaobo BRUM, da
qnantia de 12:559/, e bem assim a tergn parte de
ama casa terrea sem numero ra de S. Francis-
co, todo na freguesia da Versea.
<|uarta feira 23 do correte
As 11 hora
A' ma*> Itperador u. 1_____
<;rande e variado
Leilo
Da bous uovris, lauca, vidros, livros, plantas,
pertences de um tbetrinho, eandifiros a ga, e
objectos de electro-plate, a saber :
Sala de entrada
Um espelho de Venezs, i estante envidracada,
1 mesa redonda, 1 mesa para jogo, 1 panno de
meta, 1 canap, 6 cadeiras do gnarnico, 2 de
bracos, 2 de batane", 1 fs:;reaicadeira, 1 tapete
grande pura sof, I vaso euw plantas, 2 cortina-
dos, 1 mesa c ti mochos rusticns, 1 etager para
copos, 2 suspensoes com plantas, 1 lustre de
crystal.
Sala de jantar
1 mesa grande, 1 canap, 2 etagers, 4 jardinei-
ras, 1 mesa grande para jantar, 1 apparador
grande, 1 relegio, 2 consolos, 1 guarda-comida.
Ib* cadeiras de junco, 2 eabides para chapos, 2
bancas com encost, apparelbos para cb e jantai,
cipos, clices, compoteiras. licoreiros, porta-quei-
jo, talheres, colberes e objectos de electro piste e
1 lustre de crystal.
Primetro andar, sala de visita
Um piano forte, 1 mobilia, 2 quadros a oleo, 1
mesa redonda com pedra e 2 consolos, 1 sof,
cadeiras, 1 tapete forro de sala, almofadas, eapre-
guicadeiras, cortinados de gaipure, 1 espelho
oe Veneza, porta-cari oes, vsos de jarro para
florea, cache pots, cotumas bordadas, "ventarolas
de pcnnss, etagers. quadros e 1 lustre de crys-
tal-
Quarto de oratorio
Urna serafina, 1 baace, 4 cadeiras, 1 canap, Iti
quadros, 3 eitagers, 1 lampada, 2 vasos de lacre
da China, 2 inbos com pastaros, 4 cortinados,
cssticeS.
Quartos
Camas franeaaaa, marquesas/commodas, toil-
lets, lavatorios, cortinados de cama, camas de
Ierro, Ixvatorios de f Objectos avalaos
Livros ingleses e francs, jrnaes franceses,

Pechncha
Mantciga dinamarquesa a 700 rs. a Uta de
urna libra ; vende-se na casa de Antonio Duarte
ra da Unio u. 54, Artbur Macaca ra da
Aurora n. 85, Paulo Ribeiro & C. ra da Roda
n. 48, de primeira qualidade.
Ao dcsconhecido do Diario d 19
crrente
O tutor dos filhos do finado conselbeir* Montei-
ro de Andrade tfm prestado contas so Dr. jais de
orpbos, em qoanto ao mais nao reconhece com-
peteccia na escripia.
t>S>
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ

G
a

ra
a

i
sr
a
es
a;
0 Remedio mis eflciz t
Cefurc que se tem deecoberto ato
k por ixpellir es Ion briges.
R0QRL4Y0L FKERES
Ignacio Jaque* da Conta tal
maraes
Auna Joaquina Monteiro Guimares manda re-
sar na quarta- feira 23 do cor rente, s 8 hora da
manh urna missa no convento de S. Francisco,
pela alma de seu presado esposo, Ignacio Jaques
d i Costa Guimares, trigsimo dia de sea pasa-
mento, para cajo acto convida os prenles e smi-
gos do finado para assistirem a este acto de r>Ii-
gio e cari 1.-.de.
Antonio Ignai to la RfKfl
OdciroN
Anna Valeuca do Reg Medeiros, Antonio Ig-
nacio do Rfgo Medeiros Jnior, sua mulher e fi-
lhos, Manoel Medeiros, Anna Medeiros e Manoel
Martias Fiuza Jnior agradecem cordialmente a
todas as pessoas que se dignaran) acompanhar a
sna ultima morada os restos mortaes de sea pre-
sado espos?, pai e sogro \ e de novo as coovidam
para assistirem as missas que pelo eterno descanso
de sua alma mandam resar na ordem terceira de
S.Fra&cisc, s 8 horas d manh de terca-feira
22 do corrvnte, stimo dia do sea passainento, e
pelo que cjnfpsuam desde j agradecidos.
Manoel Firiclru Pnulf
Henriqae Frrreira Pontea e sua esposa Amalia
Victerioa Baoulitrou Pontes convidam aoseus
amigos e do finado, para assistirem as missas, que
por alma de sea presado irmo e cunhado, man
dam resar no convento de N. S. do Carmo, stimo
dia do sea passamento, s 8 horas da manh do
j.a 22 do c >rrente.
Jos Fonanaio da Funucm
BanlON X
O irmaes e cunhados convidam os parentese
amigos para assistirem as mistas que mandam
resar por sua alma na oroem tercrira do 8. Fran-
cisco, s 7 horas da manb de qnarta-feira 23 do
correte ; pelo que se confcaiam agradecido.
Tstente Manoel axlmlano do
aatoai Siorkel
O 'enente-corenel coirmandante e a otBcialida-
de do II.* batalho de reserva da guarda nacio-
nal da comarca de Olio<, sentidos pelo infausto
passamento d'aquelle aeu colleja, mandam ressr
no dia 25 do corn-nte s 7 bcras da manh, stimo
dia do sea enterramenlo, na igreja do Bomfim em
Olmda algumas missa, e para este acto de religio
e caridade convidam aos psrente, smigos e collc-
gas do falleeido, e anticipando Ihe seas agradec
mentus aos que se dicnem comparwer
I
DOMESTIC
Sao recoobeciaas ser as nmtt
elegantes, as mala duravels *
em todos os sentidos.
AS MELHORES
Para preces, e circulares come
illastracSes de todos os estylo 3i-
jam-so
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e todas M moles lia que Icnhc sna ongem
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xotuSo^uio %u<lxi cajict-a-dojto /lufots
ABORATOflIO ^EWTRAl Ol 'JflOOUCTOS,|f 0ICI NAC&
M flORAllRA8itlRAf|l
Ra do Viso onde do Rio 5raneo
-------RIO DE JANjKIKO------
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Os proprietarios do muito conhecido estabelecimeuto denominado
MSEU DE JOI/VS
sito a ru de Cabug n. 4, communicam ao respeitael PUBLICO que receberaro o
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tan-
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continuam a receber por
todos oa vaporea vinda da Europa, objectos novos e venden muito menos que e
outra qualquer parte. __
MIGUEL WOLPP & C,
N. 4RA DO CABUG----N. 4
Compra-se ouro e prata velha.

'
r\
'
'-.'


WOLFF & C
14--BA DO CABGA'-14


'este multo < enheclda estabrleelaten-
to encontrar n reepeitavel publico o mais
variada e coapleto .ortinn-ulo de JOA*t
receidas sempre directamente do* aaelko-
res fabricantes da Kuwpa, e ju p- imam
pelo apurado goffto do niund elegante.
Ricas aderreos casnpltos, lindas pulse!-
ras, alfinetcs. voltas de um eraveja brtlhantes, en perolas, anne's, eaeoleta,
batSes e nutros muito artigo prap-ios
des te gciit-ro.
ESPEOALIDADE
Em relogios de ura, prata e nitkelados,
para homens, senharas e meninos dos mais
acreditados f rica.
Para lados os srtigos desta casa g ran-
te-se a boa qualidade, assim cama a modlei-
dade as preess qw sao sem competencia.
N'esta casa tambem coneerta-se qual-
quer abra de ouro au prata e tambem relo-
gios de qualquer qualidade que seju.
4Ra do Cabug4


6



IMari de PeroambucoTci^a-eira 22
lluga-sc barato
ftaa dos Guararapea n. 96.
Roa Viaconde de Itaparica n. 43, armazem.
Kua Corredor do Bispo n. 18.
Becco Campello n. 1, Io andar.
Largo do Mercado u. 17, loja com gat.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Trata-ae na ra do Cotnmercio n. 5, 1* andar
acriptorio de Silva Gui maraes & C.
k__________________________________________________________________________________.__________________________ _____________i______i______
Alug
a-se
o 2- andar do sobrado n. 35 travesea de S. Jos ;
o 1* e terreo do de n. 27 ra Vidal de Negrei-
ros; o 1- do de n. 26 ra velha de Santa Bita1;
o 1* do do n. 34 ra estrella do Rosario ; todos
limpos : a tratar na ra do Hospicio n. 33.
Aliiga-sej
c predio n. 2 da ra do Commercio, onde estove' o
hotel de l'Univers, completamente restaurado com
grandes aecom-nodacofs, tendo um sudar terreo" e
tres superiores. Aluga se tambem qualquer dos
andares separadamente : a tratar na ntido Ba
rao de S. Borja n. 22.
Aliisa-so
a casa terrea com 8 quartos e com panna d'agua,
toda reedificada, sita ra de Santa Rita n. 89 :
a tratar na ra de Domingos Jos Martina nume-
ro 50.
Ama
Precisa-se de urna ama para' c serv? domestico
de urna casa de familia ; na ra do Cotuvello nu-
mero 46.
Precisa-se de um amapara
lavar, engommar e taza ruialx
alguna serviros de eau de fa-
milla : menos comprar e cori-
ahar : na ra do Riachnelo n.
13. Peve dormir em cas.___
Ana
Precisa- se de urna ama para cosinha ; na raa do
Dr. Joaquim Nabuc n. 3.
Ama
Precisa-se de urna'boa cosinheira, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companbia
n. 2. Prefere-se escrava edeve dormir em casa.
AMS
Precisa-se de urna ama pra cosiohar e outra
para cuidar de duas enancas ; na ra da Aurora
n.81, Io andar. _________
Ama
Precisa se de urna para casa de familia, ra
do Cabug n. 3, 3 andar.
Ama
Precisa-ge de urna ama que cosinke e engoma e ;
a ra do Rangel n. 44, 2 andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para engommar e rasa-
boar ; a tratar na ra das Cruces n. 18, primeiro
andar. Deve dormir em casa e prefere-se escrava.
Ama
Precisa-se de urna ama para cusinbar ; a tratar
na ra das Cruzes n. 18, 2- andar. Deve dormir
em casa e prefere-se escrava.
Ama
Precisa-se de urna
para o servico domes-
tico de urna casa de
pouca familia; na ra
do Cotovello n. 46.
4mi para cosinha
N* ra do Riachuelo n 17, se
precisa de una cosinheira. forra
ot escrava.__________________
AMpM
Pelo diminuto preyo de 14500, para senberaa a
meninas.
Completo sortimento de fazendas e roupas fei-
tar por precos baratissimos : na ra Duque de
Casias n. 83
MKMDONQA & C.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira que enfeuda bem
de sen officio, paga-so bem e casa do pouca fa-
milia ; na roa do Cabug u. 5-A, l jja.
Armaio
Vende-se a armacao da ra do Rangel n 10
portero seo dono ?stabelecidj-se no n. 13-A.
Eogommadcira
Preefea-se de urna que engnmme com perfeicao
na ruano Marqnez do HtvsI n 10.
1 CAPSULAS de GRIMAULT & C
COM
m TICO
lipnraiti pela Jnta tatril IrfaM
publica do Brasil
ComHnofdo da Etuneia i Malla
eom 0 Baliamo t Cofkita
Remedio lnfallivel para cura a
Qonorrhea. sem embarazar o
estomago, nem provocar repu-
Saancia, effelto que sempre pro-
uzem todas as capsulas de co-
pahlba liquida.
Dmpoeto mm PJLRIB :
Fh- GUMATJLT & O, i, na Irrin
oa* MtitKfptte PHermeolu Dnftrlit.
Tricofero de Barry
Garante-a* quef.iz nae-
eerecrescer cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinha e a oaspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Pdeitiva-
mente impede o cabello
de eahir ou de embranque-
cer, e infaivelmente o
torna eapeaso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1S29. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacSo officia! de
nm Govemo. Tem duas vezes
i a nis fragrancia qno qualquer outra
iduraodobrodotempo. E'muito
naa rica, suave o delicioso. E'
ninito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banbo e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frousidSo e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
deomaios.
Jarope e Villa fle Beiter No. 2.
tms de rsiL-o. nrrois de sal-s.
Cora positiva e radical de todas as formas da
tscrofulae, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
eneas do SangueFi gado, e Bins. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangos
e restaura e renova o systema inteiro. o i
Sabao Curativo de Reuter
Chapelaria Victoria
4 praca da Independencia ns. 36 a 40 tem e vende
Chapetonas francezas, finas e modernas
para sen horas, pelo diminuto preco de
181000
urna
TNDCAOlEMT
ALLANPATERSONa-C
N.44~Bn i do Brum--N. 44
JUNTO A ES fA(JA0 DOS B0NDS
Tem para vender, por pret mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e* caldeadas.
CrivacSes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular.
Qradeamento para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Vapores de Torca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegdas de panadurai "
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concortes, e assoctamento de machinismo execnaa qual
trabalho com perfeicao e presteza.
Para o Banho, Toilette, Crian.
cas e para a cura das moles-
tias da pell de todas as espacias
a am todos os periodos.
Deposito em Pernambuco easa de
Francisco Hanel da Silva & C
k\
Mari do Livratnento, velha octagenaria e pau-
prrima, pede s almas caridosas que lhe maade
urna esmola pelo amor de Deus. Mera no boceo
do Bernaro n. 51. urna obra de caridade.
Professora
Urna seahora competentemente habilitada, pro-
poe-se a leccionar em cellegios e casas particula-
res, as seguintes materias : portuguez, frasees,
msica e piano ; a tratar na ra do Mrquez do
Herval n. 10._____________________________^^
300:000|i
Lotera de Alag as
Extrae^o Ter?a-felra
de Feverefro
Intransferivel
Bheles venda na esas feliz, Praca
da I tendencia ds. 37 e 39.
XAROPE de QUINA E FERRO
de GRIMAULT & C*, PharmaMaticos em Paria', 8, Ra Vivienne
AdDittido na nova phirmacopa ofci&l de Franja.
Approrado pela Jauta centra] de Eygene do Brazil.
Fazem 25 anuos que o Ferro, elemento principal do sangue, a Quina Real, tnico
superior do systema nervoso e oPhosphato reconstituinte dos ossos, foram combi-
mlos intimamente pelo Sflr Grimalt em um xaropede cor lmpidae sabor agradavel.
snas qualidades tnicas e reparadoras do excellentes resultados na anemia
cnlorose, leucorrhea, irregularidades de menstruacao, caimbraB de
estomago consecutivas essas enfermidades. lymphatismo e todas as molestias
provenientes de empobrecimento do sangue. Excitando o appetite, estimulando
o organismo e reconstituindo os ossos e o sangue, o XAROPE de QUINA e
FERRO de GRIMAULT te &*, dtsenvolve eom rapidez as creancas debis e as
raparigas patudas e abatidas. Este xarope corta os ligeiros acceuot febril, humidads
da maoi e suore nocturno; efflcaz as dtmrrhea rebelde*, facilita as eonvaleteenaxt
difflcet* e tuetenta a$ peitai idoiae.
O VINHO de QUINA e FERRO da GRIMAULT A O que possue as
mesmas propriedades do XAROPE, preparado com um vinho Je Malaga, rico
e generoso e preferivel para as pessoas que nao toleram xaropes.
Deposito em Paria, 8, Roa ?ivieano, e as priaoiptea Pharmtcias e Drefariaa.
EMLSAO
DE
SCOTT
lE GLEO PURO DE
Figado de bacaliio
0 pp&sr
Jote Julio do Sonsa Mmtiui offtreec-se para, de
4 horas da tarde em dimite, eiismar em casasfar-
ticularta e era sua residencia, rus Visoaude de
Goyainia n. 119 as aeguiut-s materias: portu-
gus, francs, arithmetics, geoaetria, geographiu
e primeiras iettr .s. Aprsente como garanta a
ana pratica no ensino destas materias no primei-
ro collegio desta capital.
Caixeiro
dypophosphitos de cal e soda
Approvada pela danta de iy
glenc e autorizada pelo
govemo
E' o roelhor remedio at hoje deucoberto para a
(lea bronebitee. eecropbulae. ra-
rbiiiw. anemia. deOoxoi. toMite cbronlca e affec^des
do pello e da Kancanta.
E' muito superior ao oleo simples de ligado de
oacalho, porque, alin de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaea e nu-
tritivas do olee, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda na
f rogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
ivi Mcrciaria da ra do Puyaand n. 7, pret i
I se-8 de um caixeiro de 12 a 11 annos, que d-
I flanea sua conducta.
polis!
Precisa-se de urna boa engommadeira e que
ensaboe tambem, para casa de pequea familia :
a tratar no Caes da Companbia n. 2. Prefere-M
eacraVa e deve dormir em casa.
Sitio no
Air^nda-seannaaimente um hom sitio eom bas-
tantes commodoo para grande familia, boa agua,
com arvori s fructferas e jardim, e com sabida
para o rio, par preco muito rasoavel ; a tratar na
ruado Linxmmto n- 24.
Jalroph
Manipoeira
Eae medicami-nto de una eficacia reconhecida
no beriberi e outras mol siias em que predomina a
hydropesia, acba-se modificado em sna prepara-
cao, 'iracas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, sendo que somente o abaixo
assignado est habilitado para preparal-o de modo
a melhorar Ibc o gesto e cheiro, sem todava alte
rar-lhe aa propriedades medicamentoaaa, que se
conservan com a masen* actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado peta
eatamago.
Huleo* depoalto
Na pharmacia Coneeioa, ra do Marque de
Olinda n. 61.
Beserra ele Helio
(Sost'nheim
20-1000
Paga-se 20J00O por mes a urna perfeita c*aj-
nh ira, para caaa de pe jueoa familia, prefenndo-
se de meia i 1ade e qu teja de boa moral, raa
do Paysand n. 19, passando a poute do Chora-
menino : quom nao estivar em condcoes escusade
apresentar-se.
triada
Precisa se de usdh criada para o servico domes-
tico de casa de familia ; na roa do Mrquez do
Herval n. 10.
STTgiy^T-
M'YPOPHOSPHITO
3S
O IV Chu*cbJll, autor da dcscobena ciasj
pr<:or:oidr; curativas dos Hypophos-j
phitos no tra'.amento da tisica julinonar.l
tem a honra de participar ios sens c illc<^a'
mcilicos, q'ia oo "aicos Rypo iioapbitosj
recembeci lo% e rec-.miendados por el!? 1
Jsao os queprepara tmaseutico. 2. r^a Castgiene, Panz.
I Os Xaripcs de Hvpc-ihosphitos de}
Soda. Cal o Ferro vendou-so em frascoer
quattrndos tondo o nomo '.o E- Chnrehi
no vidro, ana a*8 na ira de pcpel rr.mado que cobre a rolha.
Cada frasco verdadeiro leva alem disto a
de fabrica da Harnaacti*. Stvsdii.
VtMom su -m Uda as Ph*rr--tiu
J
Advogado
Dominio F. de Kuuia Leo
Daa 10 horae da tnanb* s 4 da tarde, ra
| do Imperador n. 16/1 sadar.
3

8
)01WVIT1
JOSEPH KRAUSE ft t
Acabam de augmentar o sen j bem conhecid
mportanle eslabelecmenlo roa Io
de marfo n. 6 eom mais
om salo do 1 andar Inxuosamente prepa-
rado e prvido de orna exposi-
frif Em de prata di Prto eehdnfta^
dos mais afamados hkkmk h
mondo inteiro.
noDTida, pois, as Exmas. familias, seos nume-
rosos amigos e frepezes a visitaren
o seo estabelecimento, afln de
apreeiarem a grandeza bomgosto comqae
nio obstante a grande
(tespeza, o adornaram, em honra
desla provincia.
4CHA-SE ABITO DAS 1 DA HOITE
9
Z
m
Krecisa-se de una
ama para cosinhar,
mas que cosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da raa Duque de
Caxias. por cima da y-
pographia do Diario.
Cabelleras
E BARBAS de cabelle natural, para o carnaval,:
ns ra larga do Rosario n. 22.
Cautela n. 15115
Perdeu-se a cautela n. 15115 do Monte de Soe-
corro, a nessoa que a achou querendo fazer o fa-
vor de entregal-a poder dirigir-se raa de Mar-
cilio Das n. 13, loja.
Botao perdido
Perdeu-se um botao de punho de nix, com p
de auro ; pede-se a quem ti ver achadoque o man-
de ina do Baraa da Victoria n. 43, que queren-
do, se recompensar.
ao cemmcrclo e ao publlt-u
O abaixo assignado, testamenteiro e inventa-
riante do espolio do finado seo irmao Antonio Jos
Lopes Braga, tendo pago integralmente a todos
os credores do mesmo finado, assim como liquida-
do eom os herdeiroe as herancas que Ihea tocaram
as partilhas, constantes do inventario, e come
tenha do prestar as devidas cont.is ptr-nto o )uis
competente, faz a presente deelaracio para quem
ae julgar prejodicado apresentar anas contas para
serem pagas, ato no praao de tres dias, a contar
de boje. Outrosim, agraanoa ao sen immigo gra-
tuito a le mb rauca que te ve.. ., muita especta-
tiva. Pede a todos os devedores do mesmo espo-
lio para que venham saldar suas contas com o
abaixo assignadn, a rus de Pedro Affonao n. 58,
iato no praao de 30 das. Recife, 18 de Fevereiro
de 1887.
Vicente Lopes Braga.
Castro & C., tendo preparado o eeu estabeleci-
mento com grande pompa para os trez dias do
Carnaval, scientificiim ao respe tavel publico que
nell* encontrarao o especial caf, o sempre afa-
mado sorvete e creme, bebidas finas, como sejam :
bitters, licores e cerveja das milbores marcas, co-
gnac, vinbo do Porto especial, o verdadeiro fi-
gueira, champagne, vermouth, refrescos, bollos,
I tilhs e outras cou;as que seria enfadonho men-
cionar.
Tam tambem preparado om reservado onde se
i encontrar:! comidas que salisfasem o mais esque-
sito apetite a aquellos que quizerem honrar o nos-
so estabeleciuiento.
A elle rapaseada a elle.
Roa da Impcratriz n. 49
*
Pinlio de Riga
MATHE3 AUSTIN & C, receberam ultima-
manto um 'completo sortimeuto desta madeira,
como sejam : pranches e tabeas para assoalho,
da melhor qualidade e de diversas dimensoes, e
que vendem por precos commodos, 6 reduzidos,
i coutorme os lotcd ; no armazem do caes do Apollo
n. 51, ou ra do Commercio n. 18, 1 andar,
Novo Porto do Carvo
Ra do Mrquez do Herval n. 27
Joo Pioza, avisa aos seus fregueses que ja se
acba abertoo seu eslabelecimento de carvo, e con-
tina a offerecer as mesmas vantagena j bem co-
nbecidaa do publico, e pelo barato preco de 640 ris
a barrica; tambem leva ao co.h. cimento de todos
que tem carne verde de Ia qualidade, portanto os
treguezes peders fazer os seus pedidos, que sera.;
muito bem servidos, e alm disto nao pagars
fretes.
Recife, 20 de Fevereiro de 1887.
Joao T. Fitaa Lima.
I
Leonor Porto, moradora ra do Imperador
n. 45, pmeisa saber onde mora D. MARFA LEO-
POLDINA CESAR-vinda ultimemeute do Ama-
zonas no vapor Para, e multo agradece a quem
der noticias.
Curso de matliemtica
O bacharel Francisco Corris Lima Sobrinba
contina com o seu curso de arithmetica, algebra
a geometr a ; na ra da Matriz a. 7.
Preciaa-se de perfeitas costoreiras ; na ra da
Aurora n. 39, i* andar.
Caixeiro
Solicitador
Jos Ferreira de Paula, provisionado pelo Tri-
bunal da Reluche de Peinan, buco, ofFerecs>e a
uem precisar de trrbalhoa inherentes sua pro-
sao na cidade de Pesqueira da comarca de Cim -
brea, onde foi aua resid ncia, e tamben: trabalha
naa comarcas do Brejo da Madre de Deus, Carua-
r, S. Beato e Eacada.
Sitio
A!uga-se um sitio com casa, e outra boa casa,
SO Aternnho do (jiqui ; a tratar na ra do Im-
perador a. 50, terceirc andar.
J
PEROLAS DO D" CLERTAN ^
Approvadaa pela Acadrinia de Medicina de Paria.
AS PEROLAS DE TERERRKTIXi acalmam em alguns minutos as enxaquecas, as MAIS
VIOLENTAS DORES DE CABEQA e DOENCAS DO FIGADO. Si a dose de trez ou quatro perolas
nao produzir effecto dentro de alguns instantes intil sera r>(i -*-.
continuar. Cadra vidro contem trinta porolas. Para ter o pre kJQla-X***
ducto bem preparado e efflcaz, convem exigir a assignatura do: pwa^'
O^
AS PEROLAS D'ETHER sao o remedio, por excellencia, das pessas
nervosas sujeitas s suffocaees, caimbras di estomago e aos desmaios, as quaes
devem ter sempre a mo este precioso medicamento. Exigir a assignatura :
AS PEROLAS DE QUININA conrean cada urna dez centigrammas (dois graos) de sulfato de quinina puro.
Por isso efficacia dellas certa nos casos de febres alem do que nao causara repu-
gnancia, nem fastio e engolem-se facilrnente. As perolas de quinina conservante
indefinitamente sem cstragarem -se. indispensavel exigir a signatura : i
Sa vaada a varjo na Mar parta daa Pharmacias.
Fabricaco e atacada, Casa L. FEERE
%J
19, rae Jacob, em Pars.
f
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 1-1 annos de
dade, com pratica de inverna, e que d fiador de
ua conducta; ra das Trinchairas n. 23.
Precisa-se de urna ama de meia idade para todo
o sur vico de nm casal sem filhos ; paga-ae 294000
mensaes, mas devi- dar fiador de sua conducta,
pois que deve servir ao mesmo tempo de compa-
nbia ; a tratar na roa Vidal de Negreiroa n. 127
pateo do Terco
Itenerario de Club CarnavaJos
eos os < avalheiros da Kpoca
De ordem da directora deste clubtoi deliberado
percorrer nos Io e 3o das do caruaval as segintes
ras:
Mathiaa de Albuquerque, Pedro Ivo, Conaelhei
Piratti .lvo Mequelina, Burio da Vutoria, Cabu-
g, Larga do Roaario, 1" de Marco, Largo da Al-
fandega, Vigario, Corpo Santo, Marque de Olinda,
Imperador. Duque de Caxias, Pedro Affonao, Vi
conde de Inhauma, Vidal de Negreiroa, Coronel
Suasauna, Marcilio Dias, Pateo do Carmo, Frei
Caneca, Fclippe Camarao, Marques do Herval,
Impcratriz, Viaconde Albuqnerque, Viscoode de
de Pelotas, Conde d'Eu,Conceicao, Gervasio Pires
Viscsnde de Camaragibe, Conde da Boa-Vista.
Viaconde do Rio Branco, ao recolher se.
Ce preferencia percorrer as ruaa que ae acha-
re m ornadas.
O Secretario,
________________________________F. Franca.
Vinho de Monrisca
Esse importante vinho de que nico
importador Joao Ferreira da Costa;
paro de uva eacolhida a capricho, e pro-
prio para mesa, peio seu merecimento tem
obtido a melhor aoitac2o dos lugares para
onde tem sido esportado : acba-se ven-
da a petalho em caaa dos Srs. Pocas,
Mendi-a & C.
FalsiicafOes
Para evitar falsificacea com referencia ao en-
nhecido PEITORAL DE CAMBABA, deve exi-
gir- se este preparado com a firma do auctorAr-
varea de 8. Soares em rotulo circulando a ro-
lha do frasco e a marca da fabrica nos mvoltorios,
rulada pelo nume dos agentes e depozitarioe,
geraea em Pernambuco Francisco anoel da
Silva 6c. C ra do Mrquez de Olinda n. 23
HISTORIA
VICT0REHUG0
^. PIVER em PA^
XJico Invectct
*
DO
0 melhor dos Ssbes de Toucaor
>t0 *C0MMEN0~0O PE^06
iE-vltax- aa Imitao&ee
*<**
QlgHtsitoe na priucipaen Perfumeras. Puovecias e Cabeliereiroe da '**'
ADMINISTRAGaO :
PARir 8,Boulevard Moutmartra.PARIZ
FXSTILHAS digestivas fabricadas em I
Viohy cornos Sa*t extrakdos dasFonta.S&o
de gosto agradavel e a sua accao certa con-
1 tra a A zta e as Dtoestes difflcsii.
|MU DE MCif PMI BMHOS. Om rolo-para um v.anbo. para aa pessoas que nao poSeaatr aVtobr '
evitar at imitarte* exigir em todo* o* producto* m
MARCA Jk. COJVIF. X>B VIOHY
Kim >rhio-M md ci!s aa BARI81tElW>T LABIIAS, a. im 4> V
SULZCR A HOECHLIM.S. rja d Crux.
PH0SPHATINA
Falires
PARA A
AUMETAgO MCIOUaL
SuSJB
Mes, Crianzas, Amas,
Conoalescentes.
Este alimento, de un sabor agradavel, preciosa
sobretudo :
Para as Mes, durante a gravidez;
Para as Criancas, na occasio de desmamal-saf
Para as Velhos c Convalescentes.
A PHOSPHATINA constitue o verdadeiro alimento
das Criancas alimentadas no seio ou na mamadeira. Nenhuma
Fcula, Conserva ou Pos ditos de alimeniacao para a infancia,
pode competir-lhe.
a adanxnistraq&o fcil do Plwsphato de Calcium, que fortifica as
Crianqas durante o seu crescimeuto.
PASXZ, 6, Aveaue Victoria, 6, FABZZ
IqwiUrln w Psrnsmlii/co : PHAM" M da SILVA O*

Kapaziada aoCatePdre- |
Cava 11 ii
Compra-se om cavado qneaeja novo e andador;
a tratar na ra Duque de Caxias n. 66, loja. %
Pt* OLERY
Venda-se em tsda i irta
i

.

i


. ftiario de PeroamhiicoTYrfa-feira 22 de Fevereiro dk
Reducco absoluta de preco
Alpacas de cores, lisas, de preco de 600 ris o covado, por 280 o dito.
Ditas acokboadas, de 800 re., por 440.
Etan>incs de 15, tocido rendado, do 1(5800 o covado, per 600 rs.
Ditos do algodio, de omito boa. gosto, a 500 rs. o dito.
Creps de cores, de preco de 800 rs., por 360 o dito.
Coutelioes de ores, tecido diagonal, de prego de 800 rs., por 360 o dito.
Pana ms de cores, tejido acolchoado, de preco de 10200 o metro, por 440 o
covado.
%
dito.
-
c covado.
Setinetas de cores, lindos padroes, de 320, 400 o 440 o covado.
Zepbir, de quadrinhos, a 180 e 240 rs. o covado.
Batistes de tres, a 140, 160 e 280 rs. o dito.
Brigantinas de cores, de prego de 700 rs. o covado, por 320 rs. i
Merina preto, com duas larguras, a 800 rs o covado.
Atoalhado de'linho, Uvrado, a lt$300 o metro.
Dito da Costa, de quadros, a 1500 o covado.
Dito da Costa, de listras, a lj>00 o dito.
Brins de cores, para caiga, a 260 o dito.
Dito pardo, liso, a 320 rs. o dito.
Esgoiao, pardo, de linho, para vestuarios de enancas, a 400 rs.
Cambraia branca, bordada, a 5#500 a pega.
Toalhas felpudas para rosto, de prego de 7 #000 por 5(5000 a dde:a
Ditas menores, a 3,5600 a duzia._ ,
Ditas tandea para banhos, a l55DO urna.
Colchoes para cama, a 5)5000 um.
Cortes de casemira de cores para caigas, a 3(5000 um.
Guarda-p de linho, para sen hora, a lOfl.000 um.
Dito de dito, para homem, a 50000, 6000 e 80OOO
Bramante de algodSo, liso, cora 4 larguras, a 1(5000
Dito de dito, trangado, a 1(5100 o dito.
Brira branco de iinbo, quadade superior, n. 6, ii 20400 o covado.
Cascmiras de cores, para costumes, de prejo de 30000 o covado, por 108W
um.
o metro.
o dito.








-
1
u
Costumes de banbo de mar, para senhora, a 10(5000 um.
Ditos de dito, para borneas, a 80000-
Ditos de dito, para meninos, a 50000.
Sapatos de baDhos, para hornea e senioras, de differentes Pcos-
Magnificas malla americanas, para viagero, de 15,5. 200 e 50UOO urna.
Saceos de lona para roupa suja, de" differentes Umanhos, por barato prego.
Colchas brancas, de algoao, a 10900 ama.
Completo sortiroeuto de lindos cortes de casemira para caigas, casemira de
eres para costumes, panno, brins de cores o muitos outros artigos que serao lembrados
presenga d'aquelles que dos honrar cara suas visitas.
Na antiga e acreditada loja de fazendas
DE
AMAEAL & C.
(.Imito do Louvre)
h/elidas baralissimas!!!
no as seguate vendidas por precos sera compeicacia :
Lindos fustSes de listrinhas, padroes chiques a 400 ris o aovado !
Setinetaa de quadrinhos a 360 res o dito !
Cretones superiores, 1 metro de. largura, a 600 ris o dito 1
Carohraias brancas bordadas 8-6)5000 a pega de 10 jardas !
Linhos de quadrinhos escoces 8 200 e 240 ris o covado !
Merinos de todas as cores, a 600 ris o dito !
Esplendidos sortiroentos de las par* vestidos a 500, 600 e 700 o dito.
Caxemires novidade a 1(5500 a 1,5800 duas larguras.
Gases de cores com palmas de seda a 800 ris o dito 1
Merinos pretos e Caxemires, a 1,5000, 1*200, 1*400 e 2*000 o dito 1
Velludilho bordado- de todas as cores a l(500Q o dito 1
Sotin maco de todas cores a L0OOO e 1*200 o dito I
Popelina branca para as Exm.*s nofras, a 500 ris o dito !
Guarnicoes de crochets para esdeiras e aott a 8*000.
Vestuarios de la para crianzas, (novidade) a 7*000 e 8*000.
Meias .alvas para criangas a 2*500 a duzia !
dem cruas para homem a 4*000 e 5*000.
Corte de fustSes para coletea a 2*000 um !
Caxemira inglesa a 4*500, 6*000 e 7*000. o corte 1
Cheviots superiores, preto e azul a 2*800 e 3*500 o covado !
Completo sortimento de casemiras, pannos e brins e muitos outros artigos
lembrados presenga dos leitores
que
serao
___di m 11
59-Rua Duque deCaxias-59
.
ios 1.000:000^000
200:000|>000
lOO.OOOlOOO
Engento t venda
Vende-se o engenho Murici, con sifra on sem
ella, situado na tregorsia da Escada, distante da
respectiva estaciio uin quarto de legoa, podendo
dar seis caminos por da, moente e correte,
tem duas easaa grandes e 2 pequeas para mora-
da, e ootra para farinba com auas perten^as, tam-
bem e,faz permuta por predios nesta praca : a
tratar na roa do Imperador n. 61, 2- andar.
Grande liquidado
na loja de niiudzas
5o Boa \ofa do
O proprietario do estabelecimentoBasar da
Moda, scien'ifica s Exmas. tu mi lias que em vir-
tude da prxima reedificac&o do predio em qne
est estaielecide, tem reaolvido liquidar to-
das aa anas mercadoriaa, eooataudo de miudezas,
pertumaras e artigoa de moda, com grandes aba-
timenios, sendo que muitos artigos ajo por precos
iutei -ament baratos, como aejam :
Grande variedade de p lastros a 14000 e 14200
S*booetes de areia ae Bisger i 200 rs.
Oitts iDgleaes, grandes a 200 rs.
Duzias de ditos a 20(i0.
Garrafa de agua florida a 14000.
Vaso com opiata a 900 rs.
Frascos com extractos muito finos a 14300.
Frasco con agua de colonia americana a 560 rs.
Papis para forro a peca de 320 e 400 rs.
Guarniyes, linbas, fitas, bicos, botoes e artigos
de moda.
PARA ACABAR
AKevoluco!
Resolveu vender os seguintes artigos com
30 /0 de menos do que em outra qual-
quer parte.
Guarnicoes de velludiibo bordado a vidri'ho para
vestidos, a 74000 unja.
Tafets de cores par.carnaval, a 300 ris o co-
vado.
Cachemira bordada a 14500 o covado.
Ditas pretas a 14000, 14200, 14*00, 14600 e
14800 o cavado.
Ditas de cores a de 900 ris e 14200 o dito.
Las mescladas a 600 ris o dito.
Ditas com listrinhas a 560 ris o dito.
Ditas com bel i o has a 600 ris o dito.
Ditas de quadrinhos a 400 ris o dito.
Lindas alpacas a 360 ris o dito.
Gorgnrinas a 320 ris o dito.
Setim damas a 320 ris o dito.
Dito Maco a 800 ris 14200 o dito.
Domaste de seda a 14300 o dito.
Grsdenaples preto a 14800 e 24000 o dito.
Gaze com boliohas a 800 ris o dito.
Fustao branco a 100, 480, 560 e 800 ris o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a 14000 e 14200 o
cavado.
Dito bordado a retroz a 24000 o dito.
Cambraia com salpicos a 64000 a peca.
Camisas para senhora a 304000 a duzia.
Dita de meia para homem a 800 ris, 14000,
14200 e 14500 urna.
Ficbs de 12 a 24, 34000, 44000 e 54000 um.
"Ditos prateados a 24000 um.
Ditos de retroz a 14000 um.
Linhos fseosezes a 200 e 240 ris o covado.
Collarinbos e punhos para seohora a 24000 nm.
Ditos de cor, idem idem a 14000 nm.
Cortes de casirura finos de 34 a 54000 um.
Ditas de la e seda para collete a 64000 um.
Ditos de cachemira de cor para vestido por 204
nm.
Cachemira deer de 64 por 34000 o ce fado.
Damasco de cor a 700 ris o covade.
Panno da Costa a 14400 o dito.
Cortinados bordados a 64000 e 74000 o par.
Colchas bordadas a 54, 64, e. 74000 urna.
Cretones finos a 320, 360 e 400 ris o covado.
Chitas finas a 210, 280 e 300 ri o dita,
Zepbiros finos a 500 ris o dito.
etineta eacossesa a 440 ris o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 rs. o dito.
Chales de mirm a 14800 um.
Ditos estampados a 34000 e 44000 nm.
Ditos de cachemira a 24, 2*800 e 4*500 nm.
Cobertores de l a 4500 e 6*500 nm.
Esguiao paulo e amarejlo a 500 ris. o covado.
Brim de linho de cor a 14200 a vara.
Dito prateado de linho a 1*000 a dita.
Colchas de crochet a 84000. urna. ,
Anquinhas a 1*800 rs. urna.
0 48 m Dip Hb Caxias
Hcnrlqiie tla| Silva Morglra
Vende-se
Na ra Imperial n. 200 C,
cal por barato preco.______
urna casa de pedra e
Cano de passeio
Vende-se nm em bom estado ;
sitio do commeodador Barroca.
Vende-se
um estabelecimento de molbados, bem
proprio para principiante por dispor
fundos :
padaria.
localisado
de pou3s0
a tratar na ra Duque de Caxias n. co,



LOTERA
Era: favor des ingenuos da Colonia Orphanologicallsabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBUGO
Eitffifti a U de Maio He 1887
0 thesonreiro Francisco Goncalres Torres
7:00S00II
(uem quier emprestar a quantia cima a juros
iommodos, obre hypothecas em predio n'esta ci-
Jade, deize no eseriptorio da redacyao desta folha,
em carta feicbada com asioiciaea J. B. C., son no-
me e moradia, para ser procurado.
I
VENDAS
Vende-se a casa da estrada de Luiz do Reg
o. 21, com muitos commodos e agua encanada, e
nm terr no ao lado da mesma casa ; a tratar na
ra eatreita do Rosario n 24.
Vende-se na cidade da Escada duas escol-
ente* cas&s de pedra e cal, bem localisadas, por
ser na ra do Commcrcie ; a tratar nesta cidade
do Rpcife com Antonio Peraira Lopes, ra do
Alecrim n. 74, e na cidade da Escads, na mesma
Lasa, oooi o 8r. Alfredo < C_________________
Vende-Be o estabelecimento de molhsdos sito
4 ra do Marques do Herval n. 167, e o motivo da
vanda o dono Ur da retirar-ae para foca por
docnea.
Pos de arroz
Vende-se em pacotes, tSo bem preparados como
o francs, e per metade do prejo, proprio para
toi.et, barbeiro e o carnaval, pelo sen resumido
valor, ra da Matrix da Boa-Vista n. 3.
---------1---------------
Aliento
Vende-se on permnta-se urna casa terrea sita
na travessa do Falcan n. 12, cora 2 salas, 3 qnar-
tos, cosinba lora, grande quintal e cacimba, por-
teo dando sabida para a ra dos Oaos ; a tratar
na mesma com a proprietaiia, e esta far todo
negocio por j ter o despacho do jnia, at para
bctal a em leilo. podendo apresentar os decu-
meoios aos permutadores, desojando tambero ana
por troca, ainda qne se ja pequea, porm que en-
teja nova e bem construida.
Viveiro para passaros
Vende-se dous glandes e bonitos viveiros po
p.eco commodo, sendo o motivo da venda ter o
dono acabado com os passaros que Dossoia ; a ver
e tratar na ra do Imperador o
|ue poasoia ; a
v.jB.
Oleo para machinas
Superior quahdade, a 64400 a lata em cinco
galoes ; vende-se na fabrica Apollo e de seuf
depsitos. ________.^___^_____
BonacM para lias
De primeira qualidade
onte Velba n. 41.
vende-se no bazar da
Bom Df gocio
Vende-se um estahelecimenta de moihados e
padaria, em Palmares (Una) largo da fejra, casa
de esquina, a melhor loealidade do lutar ; a tra-
tar no sesmo estabelecimento on ra Direita n.
16, viado bronco.__________________________
, WHISKY
ROY AL BLEND marca VIADO
Este excellente Whisky Escesses preferivt
va cognac ou aguarden* de canna, para fortifico*
> carpo.
Vende-se a retalho nos h. lheres armarens
oolhados.
Pede BOYAL BLEND marco VIADO enjo x
ate e emblema sao registrados para todo o. Brasil
BROWN8 & C, agentes
Importante sitio
Vende-so nm grande sitio 4 margem da Estrada
Nova do Caxang, freguesia de Afogados ; tendo o
mesmo urna casa grande de tijollo e cal, cacimba
com excellente agua potavel, diversos ps de oo-
queiro, dando frnctos e outras aivores as mesmas
condivoes, o qnal se acha collocado muito prximo
a estacao do Znmby (Ia seccao da estrada de ferro
da Varaos). T^rata-se na casa n. 20 da ra de
Santa Thereza desta cidade. ^_^____
Grande noYdade
A re h o es elctricos
Para oe festejos das noites do carnaval
Vende-se ra do Barao da Victoria o. 61
Loja de ferragens do Souza
Yende-se
Urna loja de barbeiro, na fregneiia de Sent
Antonio; tratar na rus do Rangel d. 69.
Vacca
Vende se urna vacca nova, casteada, com urna
magnifica bezerra tourina ; na roa do Dr. Joa-
quim Nabnco n. 3, Capuoga.
LOTERA do ceara
400:000*000
L\ rRASFEHIVEL!
Corre domingo 20 de Fevereiro
lu vigsimo desta importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
-
240:0001000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
INTRANSFERIVEL!
Corre Quinta-feira. "f de Fevereiro

.
LOTERA de alagoas
3OO:O0C$OOO
Esta acreditada lotera corre Ter^a-feira, 2^ de Fevereiro


*



60O:OOGO0O
seductora loleria corre sahbado 24 de Fevereiro de 1887
U^ vigsimo habilita a tirar 30:00P00
Ufe billietes destas acreditadas loteras acham-se venda na

a
_
RODA DA FORTUNA
56--Rua Larga do Rosario--36
Bemardino Lopes Alheiro.


m

00?
LOTERA Di I11)0 P\BV
KXTBWJO DAH* WRTEDA 1* LOTIWA
. SI BENEFICIO DA S1NT CASA DE MISERIGORDrV
Oninta-feira 24 de Fevereiro
ao meio da



Eta lotera, por alguno tempo retirada da cireulacSo, devido a grande guerra que
lbe promoveram, *omo do dominio publico, vem novamente tomar o sen lagar de
urna das ventajosas loteras do Imperio.
O ageste pede ao respeitavel publico a sua benvola attenco para o plano das
LOTERAS DO GRO-PABA', por extenso publicado noa jornaes e impresso no ver-
so dos respectivos bilhtes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
diatribue
12*436 premios, ou quasi a quarta parte!
Ainda mais: esta a nica lotera que premia todos os nmeros cujes dous al-
garismos finae forem iguaes aos dos
QATRO PREMIOS MIORES
A SABER:



100,5 s duas letras finaes do premio de..,................... 22SS2S
G0& s duas letras finaes do premio de...................... onmS
505 a duas letras finaes do premio de...................... fnnJvvmnn
40^1 & as letras finaes do premio de...................... 1O:UU0UUU
Tambem sao premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeiros
Pr Alm deates, tem esta lotera grande quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' Umbem esta a nica lotera que garante quem comprar 100 nme-
ros de terminacoes iiflfrrentes 32 1/2 % independente dos premios avultados que
poseam sabir na ztraocSo.
TODOS OS HEIIOS SAO PAGOS SEM DESCOMO
A'a extraocSes sSo feitas em edificio publico e sbb mais severa fiscalsaslo por
parte das autoridades. | _
Oa bilbetes acbam se venda na agencia e em todas as casas, em santos, &o
Paulo, Campias, Rio Grande, Babia, Cear, Maranhao, Para, Amazonas e em Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO
0 agente no Rio de Janeiro
Angosto da Rocha Hontoiro Sallo
23P c Uruguayun23
gMMtyMMtj^0t^^^yy^^^^^^#^#VVW^****V***V<**W0>ff#p
VINHO MARIANI
DE COCA DO PER
O TOBO f""" que fol ienuienlado us ospltaes Je Parlx,
orescrlplo dlarlamenle com xito para -:omb*ter a A"i_^?f???
9(eat*ea ms, Molestia, las la respiratoria e Kafraqascl-
unM dO 4 irg vocal.
Ot MkBbo* r\ oomsnendam-no cU Peinoat fraeat t delicadas, estnan pf>
ao* Velkot t Criancat.
p o parador da> ParturbaQfli dlaeatv
a o FORTIFIOANTB por E3CCEt.T.TlOIA
O VINHO MARIANI se EKCOWTa* cu casa db
|tr_mtavawv,h-u-lB.t1.KleurdMSlMBQ:irew-Toi^l<,a^tt*,ltrlt
Era PtrnanOuco : pnelae Bt da IX.VA > O". -\
A' Florida
Ra Duque de Caxias n. toa
Chaina-se a atten^Io das Exmas. familias par
os niveos seguintes :
Lavas de seda preta a 14000 o par.
Cintos a ItilNO.
Lavas de pellica por 24500.
Lavas de seda cor granada a 21, 24500 e 34
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albnns de 14500, 24, 34, at 84.
Sames de flores finas a 14500.
Luvas de-Escoasia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1 f o par.
Porta-retrato a 500 .., 14, 14500 e 24.
Pentes de nikel a 600 rs, 700 e 800 rs. nm.
AnquinhaB de 14530, 24, 24500 e 34 nma.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 ra.
Espartilbo Boa Figura a 44500.
dem La Figurina a 54000.
Pentes para coco com inscripeao.
Babadores com pintara e inscripcoes a 200 rs.
Enchovaes para batizados a 8,9, e 124000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 890 ris
Capilla e vens para noivas
Suspenoorios americanos a 24500
LS para bordar a 24600 a libra
Mae de papel-de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs.
Bico de cares 2, 3, e 4 dedos
de largura a 34000, 44000 e 54000 a peca
Para a qnaresaa
GalSo de vidrilho metro 14-
Franjas de vedrilbo a 15,
Luvas pretas de seda e Escocia.
Franjas e galoes fios a 245Q0, 34e 44 o metr
Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Bisnagas de p de arroz.
dem idem de ouro.
dem perfumadas.
Lindas franjas de seda de cores com frocoa pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 14 e 500 r*
o metro, fazenda que j custou o metro.
Papagaios de papel a 200 ris.
Periquitos de papel a 100 ris.
Leques e ventarolaa a 200 ris.
BARBOSA

;

Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo um descoberti.
outro coberto, em perfeito estado, para nm on
dous cavallos; tratar ra Duque de Caxias
n.47. ^^^_
Carnaval
Lata* com mofo a 1$ o par
Lavas brancas trescapara senhor, 24.
Ditas idem para hornero, com dous botoes, 24500
Na fabrica de luvas, roa o Cabug n. 7,' 1-
andar.
ATKINSON
PERFUMARA ingleza
afamada ha mais de nm socolo: excedo todas
al outTsp*lo m perfume delicado e exquisito.
TRF.Z Medalhas di Odko
PARIZ 1878. CALCUTTA 1SM
aela extra-noa exceUeaciadeaaqaalidade.
Afamada
IGOi BE CKMU IE AIXIKOI
incompirarel pelo sea perfume e ana
coocentrajao. Eloa* todo o producto
similares vendidos -ob o mesmo nome.
os oalroapoU modo de lisiar a pello
eaassetinadoonelbe communieaJo excelleulo
perfumo prolonga* nao.
fetMtn-H ti b ri Mn i Hcnduirs < Fibriiutai
i. E. ATKlNSOH
24. Od Bond Street, Londres.
. Marca de Fabrica Urna "Rosa branca "
sobos unta Lyrs de Onro. **
L.
wntH r


Diario de PcrnambcoTcrfa-feira 22 e Pevej^eiro de
i 3*


I
I
ilTTERATlU
0 AMIGO DO MARIDO
POB
Ao acbar-se no carainho deserto, oom o roa-se no paUbSo por mais tempo do que
brajo ainiia estendido para o portSo que havia proraettido.
Catharina, portante, fji vel-o todas as
veaes que pode e Ib'o permittiram as au-
JULES MA.RY
-()-
{Cuntinuaga)
IX
Ah I est abi anda, Catharina ?
Sim, estou esperando que o navio se
faja ao largon..
Interessa se por isso t
- O que torna-o t3o feliz nSo se pode
deixariudifferente... responden com ura
ponco de hesitado.
Holgan fez ura movimento, admirado...
talvez perturbado, e olhou a- Catharina
abaixou os olhos e, para disfamar, voltou-
se do lado d'A MSl de Deut...
Entao, adeus I disse Holgan, dispon-
do-se a descer.
CAtbarina deteve-o coro uro gesto :
Joao, tenho uro pedido a fazer-lhe.
_ Uro pedido? De que se trata?
Oh nao cousa de importancia...
E' apenas um capricho... uro capricho de
mulher. ,
Qeria dizer o que ... bem sane
que nao sei adivinbar.
Tenho vontade da aeompanhal-o...
de ficar, nesse barco, ao sen lado, esta
noito anda... '
Holgan mostrou-se desde logo contra-
nado. a _:
Catharina. Sena
Nao pense msso,
expor se urna fadiga exceasiva, ao trio,
huroidade.... paasara mal... Depois, o
tempo pode tomar-se roo... Nao, nao e
U n lugar de urna mulher como a senhora.
Jofto, v.rU tanto prazer nso, tan-
to!...
Ella nao poda dizer: vveme de
me mim mesroa... Cada ao mea ^nricho
e deixarei de comparecer entrevisto ^ue
exig de Gilberto... Estenda ine mao,
Joo, nao v que tenho medo?...
Hclgao contemplou, alternadamente, a
mulher que sorria-se supplicando-o, e A
M3i de Deus, onde o esporavaro os pesca-
dores, e que baloujava se graciosamente
sobre as ondas.
Catharina va por assiro dizer, o que se
lhe passava no coracZo.
Os dias de livre trabalho que ia passar
no mar eraro sua nica alegra e o presen-
ta da mulher ira altrala.
S respirava desembarazadamente quan-
do estava longa de casa. Se lhe fosse pre-
ciso supportar a presenja de Catharina
at durante a rude tarefa que se havia im
Dosto como uro prazer, mais valeria ficar
em casa.
- Nao, respoodou fitendoa de trente,
i impossivel I
Joao, dar-rae-hia por tao feliz...
Entlo approximandose dell* e em voz
baixa:
Nao insista, Catharina... A s vezes
preciso ficar s... Coropreheade?... Par-
que s, esquejo... e a vida torna se me-
nos pe s-, da...
Catharina estreroeceu. Era a priroeira
vez, desde o naufragio, que Holgan fazia
urna allusao ao que se havia passado. L
murmurou :
__ Ah nao me enganou, nunca mais
me ba de amar 1
Entao voltou para casa e esperou que
cbegasse a noite.
Logo que os criados se foram deitar
Catharina embrulhou se em um manto de
cdr escura, cobri o rosto coro o capuz ; e
n8o podendo deste modo ser conhocida,
sabio furtivamente.
acaba va de fechar, murmuron :
E s eu nao fosae ?.. se toraasse
a entrar !
Moveu, porm, a cabecs, como para
afastar essa idea.
A noite era calma, a escuridao pro-
funda.
la apressada, correndo s vezes, ou-
tras parando assustada, julgando ouvir al-
guem atraz de si. Mas lego tranquillisa-
va-se reconhecendo que era o eco que lhe
repercuta os passos. S pensava em Gil-
berto.
Nao senta mais pezarea nem remnos.
la ter com o amante com urna especie de
pressa furiosa, quas com colera, querendo
tornar a en:ootrar, ao lado dalle, a violen-
cia dos beijoa de outr'ora, nao se lembran
do que, agora, amava muito mais com os
ervos do que coro o coraj3o.
Na sua frente, dreta, deaenhava- i
vagara ntc as grandes arvores que cerca-
vao de roysteriosa sombra a estalagero de
Mouradon. Entao parou e sentou se so-
bre um pedra. Estava arquejante. A
noite, a solidSo, o silencio, tndo a desvai-
rava. Vio om homem que, destacando-se
sabiamente do bosquesinho, correu para o
seu lado. Quiz fugir, mas chamaram-n'a.
Catharina. querida Catharina. .
E cabio, meio desroaiada pelo medo,
nos brajos de Gilberto.
No nico aposento estreito do pavilhSo
estavam elles, ao lado aro do outro, com
as m2os frouxamente enlajadas, sentados
sobre um sof forrado de veludo vermelbo
desbotado, coberto de nodoas de azeite e
de vinho.
Eram passadas duas horas.
Ambos baviam comprehendido, a reu
pezar, nao obstante o delirio e a furia dos
abrajos, que a vida se lhes tinha tornado
um verdadeiro desastre.
Sobre este sof desconjuntado, de mo-
las que rangem sob o menor peso, olba-
vamse espantados, vendo se tao differen-
tes e como que desconhecendo-se. Por
que ?. O que se tinha paasado ?. .
Seria por causa da vulgardade deste pa-
vilhSo, que substitua o lindo ninho de
seus amores, no chalet de quartos perfuma-
do ?ela brisa do amar ? ..
L, twham por testemunhas mil nades
luxuosos e i.licaaos. ..
Ah! se b'iai-i ge amassem como echoa-
ria all o ruide C1S risos e dos beijos !
Mas o contrario ; *lo se iallavam. Es-
tavam serios e pensativos. Em vao
procuravam-se ; nao so auVam. Com-
prehendam-3e e desejavam eu'retanto en-
ganar-se a si proprios.
E all estavam silenciosos e como que
fulminados, porque j nao so amavam I. .
Nao, nSo se amavam mais ; estava aca-
bado, uaiam-se pelo crime commum, pelas
recordajoes ; nao se amavam mais e quau-
do esta revelacSo penetrou-lhea ate ao fun-
do d'alroa fioaram tao assustados que se
atiraram aos bracos um do outro, procu-
rando reavivar assim a chamma desse
amor extincto ; nao se amavam mais e
empillidecendo ante o terror que isso lhe
causava, beijavam-se com mais paixao,
apertavam-se com urna especie de deses-
pero e, mentindo ao proprio corajao, enga-
ando se, empregavam as phrases mais
ardentes. Nao se amavam mais.
Estava tudo acabado.
E suspiravam anda.
Amo-te. E's minha vida, meu bem,
minha nica alegra. Amo-te. Nanea
amei senao a ti. Jamis dexarei de
aroar-te Amo-te .'
E Gilberto, recusando convenoer-se da
triste verdade ; querendo persuadir-se de
que amava a realmente ; ou porque, assns-
tado ante o abysroo do seu coracao, nao
se sentisse com forja necessaria para par-
tir e arrastar aps si a desolajao de urna
vida sem affeijoes e sem objecto, demo-
FOLHETIH

0 CORCUNDA
POR
"An: F27AL
QUINTA PARTE
a iosisai: ds casamsitto
(Continuajao do n. 37)
ra
capricho do Corennda
sencias de Holgan. Gilberto conservava-
se absolutamente incgnito e e vi Uva en-
coatrar-se cem os habitantes de Dieppe,
que e teriaro logo reconbedo. Fazia se
servir no quarto, depois a passeiar pelos
caropos e s o tarnsvam a ver de noite. (
Mouradon desconfiava que fosse alguma
intriga aroorasa, mas nSo se preoecupava
com 880. Gilberto pagava adian,tado e
com gen*sosdade e mestre CIoclo era de
masiado esperto para procurar descobrir o
myatero de que se rodeava o seu hospod :.
\% relajSes dos dous amantes continun-
rara. coro alternativas de momentos de
loucuras, de recriminajBas e ditos amar-
gos. porque s vezes deixavam trans-
bordar o fastio que causavam-se a si pro-
prios ; a consciencia delles nao podia dei-
xar de erguerse contra o avltamento de
sua conducta. O amor subsista s pelo
medo de perderem-se. .
Juato dn Holgan. Catharina tinha-se
toruado meiga e tmida. Procurava
comprehender o que se passava na alma
daquelle homem silencioso e osbarrava
seropre com um corajao fechado para
ella. Quantas vezes teve vontade .de
nao tornar a ir ter coro Gilberto, afim de
ver se consegua recuperar a paz perdida !
Ah sejulgasse adivinhsr no marido
alguma fraqueza, um pensamento roserva-
do de amor. o perdo prostes a sabir
lhe dos labios. .. Mas Joo contentba-
se coro ser delicado e attencioso. b na-
da mtis. Nunca um sorriso vinha illa-
minar essa physionoroia outr'ora tao feliz
e tao alegre !. Elle que era tao rui-
doso, tinha-se tornado triste e sombro.
Ainda nao voltara a si do golpe que rece
bera.
Catharina procurava reassumir os h-
bitos de que tinha sido excluida pelo ma-
rido.
Jlo, dizia ella, nao sahimos mais
juntos ?
Para que, Catharina... impor-lha
minha companhia ?
Catharina esperou que Bertha, sua filba,
servir-lhe-bia para tentar urna reconciliajo
com Holgan e comejou a adoral-a louca-
mente, como nunca o havia feito.
Nao sabia o dia inteiro de perto de Ber-
tha. Ma e filha conversavam e riacn-sc di-
ante de Holgan, qne nSo ouvia, nao via
ou que, muitas vezes, retirava-se para nao
ouvir nem ver.
E Catharina, dorante a lenta trans ir
majao que se ia operando nella, fez mui-
tas vezes pergnntas estranhas filba.
Amava ao pai ?... Sim, era preciso
aroal-o e obedecer-lhe em tudo e nao lhe
causar o menor desgosto, porque elle era
tao bom... Devia pensar nelle, de manha,
ao acordar-se na pequenina cama, envolta
em mousseline branca... noite, tambem,
antes de adormecer... emfim, a todo mo-
mento.. portar se como te o ti vase sem-
pre presente... e Iembrar-se do que se-
ria urna falta grave s o merecer urna re-
prehensao !!
NSo assim ? Ests ouvindo ? Has
de fazer o que to digo ?..
Sim, mamai, responda a loura e ro
aada menina... Papai tao bom, be i ja-
me o dia iuteiro .. passa todo o tempo a
brincar eomigo Ah nao imaginas quan-
to o amo I
EntSo Catharina envergonbada. olhando
ao redor, para ver se alguero poda sor-
prndela :
Dize, meu anjo... como qne teu
pai costuma beijar-te?
Como?
as faces, assim, v ? ou na testa
como o estou tazando?
A menina reflectiu um momento, depois
poz-se a rir, batendo as mos.
Nao, nao, quando papal roe collona
sobra os joelhos, olha-ma primeiro, por
muito tempo, sem fallar, depois beija-me
os olhos... espera, vou mostrar-te como
faz.
E, dependurando-se ao peBcojo de Ca-
tharina, adiantavia boquinba fresca egra.
ciosa :
Olha, assim !... Depois d;z :
Tero os olhos de sua rati! Julga que
sou parecida comtigo?...
Ah I teu pai diz isso ? murmurava
Citliarn pensativa.
E, como se quizesso rehaver, um por
um, os baijos que Holgan dera filha,
beijava a, por sua vez, nos olhos, obede-
cendo a nao sei qus movimento irreflectido
e instnctivo, sentindo o corajao oppresso
e vontade de chorar.
Quando Holgan sahia com Bertha, Ca-
tharina tornava a achar se sosinha. Entao
voltavam-lha os mos pansamentos e nao
podia combatel-os. Via se tao distante do
corajao do marido e at do da propria fi
lha, que sentase aniquilada por essejgo-
lamento.
Ah I bem o dissera a Gilberto, era isso
principalmente que roettia-lbe medo.
E volva ao seu amor extincto, cada vez
com urna ultima esperaeja de fazel-o re-
viver e voltava aborrecida e enojada, sen-
tindo ama niedade immensa por Gilberto,
a quem tambem via soffrar.
n'o fri aposento do pavilhao Henrique IV,
entre aquellas qaatro paredes caiadas, onde
figuravam detestaveis lithographias repre-
sentando Romnu e Julieta, o Filho Prodi-
go etc., quando arabos se cornavam a ver
defronte da cama desarrapada, sobre aquel-
lo sof, cheio de nodoas de gordura, que
tantas vezes, sem duvida, tinha sido teste-
rounha dos amores de hotel, sentiam urna
colera surda e vnham-lhes aos labios ex-
clamajo'as de impaciencia crueis e amar
gas... At aquello momento nada so ba
viam dito, mas o que era mais eloquente
do que qualquer palavra, era a expressao
fatigada espalhada pelo rosto, eram os
olhos que evitavam encontrar-se, a tristeza
desesperada que mostravara. Nurca ha-
viam sentido como agora o peso da cadeia
que prenda suas duas vidas...
Um dia Catharina, cheiade impaciencia,
repelliu Gilberto, que ia abrajal-a, e dei-
xando-so cahir sobre o sof, rompeu em
solucos ruidosos, convulsivos.
Eram verdadeiros gritos de deeabafo
que alliviavam-lhe a oppressSo nervosa que
senta e nem pensava em contel-os.
Gilberto comprehendia tao bem o esta-
do .aquella alma, contava tanto, sem o ter
pensado, com essa explosao de dr e de
colera, que nao procurou consolal-a nem
affagal-a.
De p, pensativo, ouvia-a ranger os den-
tes, morder o lenjo com toda forja, ferir-
se as raaos com as unhas-.. completa-
mente entregue a urna orise nervosa...
qutsi louca naquelle momento...
Que vida! Que supplicio I NSo o
coroprehendes? Eis o que fizeste de mim I
Nao soubeste conservar o meu amor. Nao
te amo mais, nao ; nunca roais roe torna-
rs a ver; por que nao partiste ? Nao de-
vias ter-me escatado, devias ter partido.
Era o teu dever, era preciso abandonar-me.
E' verdade qae te suppliquei que fieas-
ses, mas fizeste mal em ser fraco. Sabes
qae infame o que fizemos?
~Eras tu qua me devias proteger contra
mim propria. Tu que devias ser prudente
e ver mais longo do que eu. J nlo te
amo e ba muito tempo Quem sabe, at,
se te amei algum dia? Que felicidade me
dste? Tenho vergonha de mim, psame
a vida e nanea rasgatarei minha falta. De-
vias ter partido, repito-te; meu Deas, meu
Deus, mea Deus como desojara morrer 1
Gilberto nao tinha abaixado a cabeja e
contemplava a amante com tristeza.
O primeiro dinheiro difficil de ga-
nbar, o segundo menos, o terceiro vero
por si s. E' preciso doze dnheiros pa-
ra fazer ama terneza, vinte sidos pira
fazer urna libra. Sue sangue para ad-
quirir o meu primeiro luiz de ouro ; guar-
de-o. Quando estou muito fatigado e des-
animado, contamplo-o: a sua vista re-
anima o meu orgulbo, orgulho que a for-
ja do homem. Sold por Boldo, libra por
libra, accumulava. Nao comia tanto quan
to tinha fome ; beba a artar, porque a
agua gratis as fonUs. Vesta farrapos,
dorma sobre as pedras. Meu thesouro
augmentara : accumulava, accumulava sem-
pre 1
E's entSo avaro ? interrompeu Gon-
zaga com ardor, como se tivesse interesse
oa prazer em descobrir o lado fraco da-
quelle ent O Corcunda eccolhen os hombros.
Quera dra 1 Alteza I responden elle,
que me tivesse feito nicamente avaro 1 se
cu podesse amar nicamente estes pobres
escudas como o amante adora a amante !
Uto urna paixao I empregaria a minha
existencia para sacala. O que a feli-
cidade, senao um fim da vida, um pretex-
to para se esforjar e viver ? Mas n3o
avaro quem quer. Esperei mnito tempo
que me tornasse avaro.
Solten um grande suspiro e craso'u os
bracos sobre o peito.
Tive nm dia de alegra, continaou
elle, ura da s. Acabava de contar o meo
thesouro, passei om dia inteiro a pergun-
tar a mim raesmo o que havia de fazer,
tinha o dobro o triplo do que julga va ; re-
pe'ia na minha embriaguez : Sou rico I
aou rice vou comprar a felicidade 1
Olhei em torno de mim, ninguem I Peguei
n'um espelho. J tinha rugas e cabellos
brancos Nao era hontem urna crianja ?
O espelho mente, disse eu commigo.
Quebrei o espelho. Urna voz exclamou-
me : Fizeste bem Assim devem ser tra-
tados os insolentes que fallara Uo franca-
mente > E ainda a mesma voz :
a O ouro bello, o ouro joven Sa-
meia o ouro, Corcunda velho, someia o
ouro, colhers a mocidade e a bellez
Quem t'allava assiro, Alteza Comprebendi
perfeitamente que estava lonco. Sah. Ia
ao acaso pdas ras, procurando um olhar
meigo, um rosto que rae sorrisae 1
Coreunda I Corcunda l diziam os ho-
mens a quem estendia a m?Lo.
Corcunda Corcunda !> repetiam as
mulheres para quem se diriga a pobre vr-
gindade do mea corajao.
c Corcunda! Corcunda! Gorcunda I
Riam-se. Mentem aquellos que dizem
que o ouro o rei do mundo 1
Era preciso mostrar o teu ouro 1 ex-
clarnou Navailles.
Gonzaga estava muito pensativo.
Mostrei-o, disse Esopo II ou Joas;
as m3os estenderam-se-me, nao para apor-
tar as roinhas, mas para procurar nos meus
bolsos Queria levar minha casa ami-
gos, a minha amante : s l attrabia la-
droes. Anda se riem, eu cborava, chora-
va lagrimas de sangue. Mas s chorei
urna noite. A amizade, o amor, as extra-
vagancias. A mim o prazer, tudo quanto
pelo menos se vende a todo o mundo 1
Amigo, interrompeu Gonzaga oora
frieza e firmeza, saberei, finalmente, o que
quer de mim T
__Vou dizer lhe, Alteza, replicn o Cor-
cunda, que mudou desta vez de tom. Sahi
de novo de minha solidao, tmido ainda,
mas ardente. A paixao de gozar escon-
dia-se em mim ; tornei-me pbilosopho.
Caminhava, errava, procurando o vento
das encruzilbadas, para advinhar de onde
soprava a voluptuosidade desconhecida.
Eentao? disse Gonzaga.
__Principe, respondeu o Corcunda, in-
clinando-se, o vento parta da sua casa.
e o proprio Gonzaga, ha pouco to serio,
comejaram a rir im mediatamente.
Ah 1 ab I disse o principe, o vento
soprava de minba casa.
Sim, Alteza. Corr para l. Desde
a soleira, qae sent qae estova no Jugar
carto- Nao sei que perfuma invadi me o
cerebro, sem duvida o perfume do nobre
e opulento prazer. Parei para saborear.
Embriaga, alteza ; gosto disso.
Nao tem mo gosto, Sr. Esopo, ex-
clamou Navailles.
Que cenhecedor I disse Oriol.
O Corcunda olhou para elle de frente.
O senhor que carrega fardos noite,
disse elle em voz baixa, comprehenda que
se capaz de tudo para satisfazer um de-
sejo.
Oriol erapallideceu.
Montaubert exclamoa :
O que querer elle dizer ?
amigo, ordenou Gon-
Tem razio, Gatharina, j nao nos
amamos... Tem toda a razio; eu nSo deve-
ria ter accedido aos seus pedidos... mas
sim repelll-a, fugil-a... Urna vez, porem,
que boje reconhecemos isso, sepiremo-nos,
digamo-nos um eterno adeus...
Catharina correu para elle e, pegando
lhe no brajo :
Ah pensavas nisso, tambem ? J te
aborreciam os nossos amores... nao ?
Tinhas achado ura pretexto para cortar re-
laces e ias partir alegremente..- Pois
bem, nao te retenho mais... Vai-te!... Mas
nao quero que partas, aem que saibas,
primeiro, quanto te odeio e despreso...
Gilberto fechou os olhos... ficou com os
labios brancos... cnstava-lhe supportar o
golpe.
Odeio-te, dizia ella com alegra sel-
vagemodeio-te, pela felicidade que me
tiraste e alo pudeste compensar... odeio
te, porque fizeste de meu marido, que me
amava, um homem que nunca te perdoa-
r...
Odeio-te, porque aoffro e nao me podes
consolar... porque choro e nao me podes
enxugar as lagrimas... Despreso-te, por-
que nao tivesse a cora ge m de levantar-me
no mombnto de minha queda... despreso-
te, porque tenho vergonha de mim mesma
e porque poderias ter-me restituido um
pouco dessa tima que perd a meus pro-
prios olhos... d&spreso-te, porque te havia
escomido, entre todos, e nao soubeste con-
servar o lugar ond te eolloquei; e des
preso-te, emfim, porgue foi com o teu amor
que des honre i um homm que mostrou-se
tao grande, tao cima d t, que agora eu
dara a alma se matando-me pndesse espe-
rar, n3o cooqnistar-lhe o caracho, mas me-
recer-lhe o perdao...
Gilberto ouvio tado, quasi sera compre-
hender, imaginando que sonbava e que
dahi a pouco o despertar viria disaipar
aquolle sonho.
E escutava a propria voz, como se fosse
a de outro, respondendo lentamente, de
accordo cora o que pensava :
Catharioa, tudo quanto estou ouvin -
do j a pensei, ha muito tempo... Nao me
record de um s minuto do nosso amor,
desde que a vi pela prmeira vez, em que
Dao sentisse um pezar enorme por amal-a...
Esta resposta, dada deste modo, acal-
mou-a de repente. Sorrio-se e disse com
amargura :
Adivinhei-o. Nao procnrou-me.^Fai eu
que tive a imprudencia de dar-lhe a co-
nhecer que o amava. Sua vaidade ficou
lisongeada. Sou bonita; assim, calcolou
que ia ter ama amante agradavel e seduc-
tora. Ha um ponco de verdade nisso que
pensa e nao mo diz. Ju.lgu.ei encontrar a
felicidade junto de si, quando a tinha ao
meu lado. E' tal vez urna descnlpa. Mas o
senhor ? Que desculpa tem ? Meu marido
salva Regina, a filha de sen inaao. Foi
isso motivo para entrar em relajoas com-
nosco... e para agradecer-lbe tomou lhe a
mulher..* Que bella conquisto... e como
de ve sentir-se orgulaoso !... Meu marido
salva-lhe a vida e livra-me tambem de
urna morte horrorosa, e, para recompen-
sal-o por essa prova de dedicajSo, to
grande que parece at sobrehumana, por-
que Holgan sabia que era engaado, pro-
curamos ainda amar-nos 1
Tenba, coroo eu, a franqueza de con-
fessar que nao somos digaos de compai-
xiio, e que merecemos o qua nos acontece
hoje, isto nota aversao reciprooa, urna
falta de estima por nos meamos.
Catharina, eu a amei ardentumrnte
e foi preciso, para destruir este amor a
catastrophe a que acabas de fazer alln-
so. A' senhora, que tem coragem para
fazer tantas confidencias ornis, pego volte
a si e nao me acabrunbe desse modo.
Amanba, poderia ter mais um remorio, o
da ter causado a morte de seu amante.
E' verdade, Gilberto, fajo mal...
sou eu a nica culpada... o senhor qae
devia amaldijoar-me... sou tao infeliz-...
Perdoe-me, Gilberto... estou quasi louca.
Perdoo-lho, Catharina, mas separe-
rao-nos. S achara um pouco de tranquil-
lidade, qnando eu estiver bem longe da-
qui... Adeus, po:s'...
Gilberto, poder esquecer-se do que
lhe disa ?
Est tudo esquecido ; basto que se
tenba arrependido...
__ Tem um nobre corajao ; o Sr. tam-
bem mereca outra mais digna do que eu
... Adeus...
E envolveu-se na capa. Gilberto abri
a porta e sabio adianto para ver se havia
alguem por perto.
Pode vir, disse em voz baixa...
Gathariaa seguio-o, no estreito caminho
que costesva o bosque, sem tomar-lhe o
brajo. A noite estava escura. Renava
completo silencio. Era asaim que Gilberto,
todas as vezes ia lvala quasi at a casa
onde ella entrava furtivamente, sem que
lhe tivessem notado a ausencia.
Quando chegaram ao lugar onde costd-
mavam separarse, pararam. N3o haviam
trocado urna palavra durante o trajete.
Foi Gilberto quem primeiro estendeu a
mao:
Adeus, Catharina, disse com voz al-
terada, adeus para sempre...
Catharina apertou-lhe a m3o machinal-
mente e no proferio urna palavra...
Entao afastaram-se, seguindo direcjies
oppostas...
Mas Gilberto, depois de ter dado alguns
passos, teve de parar. Alguero que vinha
correndo, alcanjou-o e lanjou-se-lhe aoB
brajos...
Era Gatharina, solujante, extremamen-
te agitada.
Gilberto, nao, nao te vas... nao m
abandones... eu te amo, Gilberto!... ainda
agora, nao sabia o que dizia. No podemos
separar-nos assim I Oh l Gilberto meu
bem amado, perdao I
Apertava-o contra o seio, levantada na
ponta dos ps, quasi tocando com o ros-
to e de Gilberto. E sentio alguma cousa
hmida que lhe cahia, gotta a gotta, ao-
bre a frente entretanto, o co estava
puro e estrellado.
Ah l tu me amas, Gilberto, tu me
amas ainda, j que choras. A vida n3o
poBsivel para nos, se estivermos separa.
dosGilberto, apalpa meus olhos. V, tam-
bem choro, tambem te amo!
Gilberto procurava desprender-ae-lhe dos
brajos. Ella retinha-o, rindo-se e choran-
do ao raesmo tempo.
Gilberto, sabes em que pens?...
Em lugar de separar-nos, o que seria urna
loucura... quero ligar minha existencia
tua... Quero Beguir-te por toda parte
para onde ftres... como se fosse tua mu-
lher. O que enfraquecia o nosso amor,
era sermos obrigados a escondernos a ter-
mos muitas vezes de recorrer a ardis, a
mentiras que nos faziam corar... Nosso
amor crescer quando nos amarraos livra-
mente .. Consentes ?
Pois seji disse elle, depois de um
beija febril e mortal... nao voltes ca-
sa... segue-me... partiremos esto noite
mesmo.
Catharina reflactio um segundo, depois
respondeu uro ponco trmula :
Nao, deixa-me abrajar minha filha
pela ultima vez. Amanba estarei s e vi-
rei ter oomtigo, noite.
Juras que viras?
Jdro-o. Nao o duvides. Queres
que partamos im mediatamente ?
Nao, acredito-te.
Entao, at amanha.
At amanha.
(Continua)
IV
Gartcao e- normando
Isto foi dito em tom alegre. O diabo do
Corcunda pareca ter o privilegio de gra-
duar o diapasSo do humor gerJ.
Os companheiros qus cercavam Gonzaga,
Expliqese,
aga.
Alteza, replicn o Corouda meiga-
mente, a explicajao nao aera longa. Sabe
qne tive a honra de deixar o palacio real
hontem, ao mesmo tempo que o senhor. Vi
dous fidalgos carregando urna padiola nao
oostume ; pensei que eram mnito bem
pagos para aquillo.
Saber ? diaae Oriol atordoado...
O que estava na'padiola? interrom-
peu o Corcunda : cortamente. Estava um
velho fidalgs bebado, a quem prestei mais
tarde oa aoocorros dos meus brajos para
leval-o para o seu palacio.
Gonzaga abaixou oa olbos e mudou de
cor.
Urna expressao de espanto profundo
transpareceu em todos oa rostos.
E sabe tambem o que aconteceu ao
Sr. de Lagardre ? perguntou Gonzaga em
voz baixa.
Eb 1 eh 1 Gauthier Gendry tem bes
espada e bom pulso, respondeu o Corcun-
da ; eu estava muito perto quando elle foi
ferido, o golpe foi bem dado, erapdnho a
miuha palavro. Aquelles que Sua Alteza
mandou para descobril-o, dirto o resto.
Tardara mnito.
E' preciso tempo. Mestre Cocar-
dasse e frei Passepoil...
Conhece-oa ? interrompeu Gonzaga,
admirado.
Alteza, conhejo quasi todo o mundo.
Com a breca, amigo, sabe que eu
nao gosto daquelles qne conhecem tanta
gente e tantas cousas ?
F/ tolvet perigoio, Alteza, convenho,
disse tranqaillamente o Corcunda ; mas
tambem pode servir. Sejamos justos. Se
eu n8o conhecesse o Sr. de Lagardre...
Os diabos me levem se fosse capaz
de 8ervir-me de um destes murmurou Na-
vailles por tras de Gonzaga.
Julgava que nao o tinham ouvido ; mas
o Corcunda respondeu :
Faria mal.
Todos partilhavam a opinlo di Navail-
les.
Gonzaga hesitava.
O Corcunda proseguio, como se quizesse
brincar com a sua irresolujao :
Se nBo me tivessem interrompido ia
responder antes de todo s suas suspeitos
Quando parei na soleira da sua casa, Alte-
za, eu tambem hesitava, interrogava-me
desconfia"a. Era o paraso, o paraso que
eu queria, n8o o da igreja, mas o de Ma-
homet ; todas as delicias reunidas ; as lin
das mulhere8 e o bom vinbo, as nymphas
aureoladas de mores, o nctar coroado de
espuma. Estova proropto a fazer tudo
para merecer a entrada naquelle Edn vo-
luptuoso, para abrigar-me sob seu manto
de principe ? Antes de entrar parguntei
isto a mim mesmo, Alteza, e entrei.
EstavaB resolvido a tudo? interrom-
peu Gonzaga.
A tudo 1 respondeu o.Corcunda, re-
solutamente.
Com a breca; que furioso appetite de
prazerea e de nobreza I
Ha quarenta annos que sonho, os
meus desejos oceultom-se debaixo dos meus
cabellos grisalhos.
Escuta, disse o principe, a nobreza
pode comprarse ; pergunta a Oriol!
Nao quero a nobreza que se com-
pra.
Pergunta a Oriol o quanto pesa um
nome.
Esopo H mostrou a corcunda com um
gesto cmico.
Um nome pesa tanto como isto 7 dis-
se elle. 5
Depois continuou com um tom mais se-
rio :
Um nome, urna corcunda, dous far-
dos que nao esraagam senao os pobres de
espirito !
Sou urna humilde personagem para ser
comparada a um financeiro de importan-
cia como o Sr. Oriol.
Se o seu nome o esraaga, tanto prior
para elle ; a minba corcunda nao me con-
trara.
0"marechal da Luxembonrg corcunda I
o inimigo vio lhe as costas na batolha de
Nerivende ?
O here das comedias napolitanas, o
homem invencivsl a que ninguem resiste,
Pulcinella corcunda por tru e pela
frente.
Tyrto era coxo e corcunda; corcunda
e cxo era Vulcano, o fabricante do raio;
momento, cineoenta
O que seria en sem
Esopo, do qual me dao o nome tao glorioso,
tinha a sua corcunda qua era a prnden-
cia. A corcunda do gigante Atlas era o
mundo.
sem collocar a minha no mesmo nivel
que todos estas corcundas Ilustres, digo
qae ella vale, neste
mil escudos de renda,
ella ? E' de ouro !
Tero espirito, amigo, disse Gonzaga:
prometto-te que has de ser fidalgo.
Agradecido, Alteza. Quando ?
____Com a brea disseram todos, tem
pressa 1 ,
E' preciso tempo 1 disse Gonzaga.
Tem razo, replicou o Corcunda, te-
nho pressa. Alteza, desculpe-me ; acaba
de dizer-me que nao gosto de serv jos
gratuitos, isso me facilito a reclamar o meu
salario immediatamente.
__ Inmediatamente, exclamou o princi-
pe; mas impossivel.
__Perdao 1 n3o se trata de fidalguia.
Approximou-se, e, com um tom insi-
nuante disse :
Nao preciso ser fidalgo para sen-
tar-se junto junto do Sr. Oriol, na peque-
a ceia desta noite.
Todos soltaram urna gargalhada, excep-
to Oriol e o principe.
Sabes tambem disto ? exclamoa este
ultimo franzindo as sobrancelhas.
Duas palavras onvidaB ao acaso, mur-
murou o Corcunda com humildade.
Os outros gritaram :
Oade a ceia ? Onde a cea ?
Ab I principe, disse o Corcunda com
um tom commovido: o supplicip de Tan
talo qae soffro. Urna pequea casa; mas
adivinho, com saludas oceultaa, jardim som-
bro, gabinetes onde a luz do da penetra
suavemente atravs das tapessarias discre-
tas. Pinturas no tocto, nymphas e amo
res, borboletas e rosas I Vejo o salao dou
rado 1 O salao das fadas voluptuosas, cheias
de sorrisos I Vejo os jarros de luz, que me
deslumbram...
Collocou a mao diante dos olhos.
Veio flores, respiro os seus perfumes,
e o que tudo isto em relajo ao vinho
delicioso que trasborda das tajas, emquan-
to que urna raultidao de mulheres adora-
veis. ..
Est j embriagado, disse Navailles,
antea mesmo de ser convidado
E" verdade, disse o Carcunda que
tinha os olhos chammejantes, estou em-
briagado.
Se Sua Alteza quer, disse o gordo Oriol
no ouvido de Gonzaga, previnrei a menina
de Nivelle.
Est prevenida, disse o principe. E
disse a assembla ao
como se quizesse excitar ainda o extra-
vagante capricho do Corcunda;
__Meus senhores, nao ser urna ceia
como as outras.
O que ser entSo ? Teremos o czar ?
__Adivinhem o que teremos.
A comedia ? O Sr. Law ? Os maca-
cos da feira Saint-Germain ?
__ Melhor do que isso, meus senhores.
Nao adivinham ?
Nao responderam todos ao mesmo
tempo.
Vamos ter um casamento, dase C*on-
zsga.
O Corcunda estremecen ; mas julgaram
que fosse de alegra.
__Um casamento repetio elle, com as
roaos juntas e os olhos voltados ; um casa-
mento no fim de urna ceia?
Um casamento real, disse. Gonzaga :
um verdadeiro casamento de grande cere-
monia.
E quem casa?
mesmo tempo.
E quem casa ? disse a assembla ao
mesmo tempo.
O Corcunda suffocava a respirajao. No
momento em que Gonzaga a responder,
Peyrolles appareceu na escada e excla-
mou :
Viva viva I finalmente estao aqu
os homens.
Cocardasse e Passepoil estavam por tras
delle, mostrando no rosto aquella firmeza
calma que fica bem nos homens uteis.
__ Amigo, d8se Gonzaga ao Corcunda,
nao acabamos ainda. N3o se affaste.
__Estou s ordens de Sua Alteza, disse
Esopo H, que se diriga para o seu cub-
culo.
Pensava : a cabeja trabalhavalhe.
Quando atravessou a soleira do seu cu-
bculo o feehou a porto, deixou-se cahir so-
bre o ecilcho.
__ Um cajamento, murmurou elle, um
escndalo 1 mas nao urna parodia intil ;
este boroom nao faz cousa alguma sem um
fim. O que ba oceulto nesta profanajo ?
O seu intento escapa-me, e o tempo pas-
sa !
A cabeja desapparecou-lhe entre as suaa
maos crispadas.
Oh l quer queira quer nao, conti-
nuou o Corcunda, com singular energa, em
juro que hei de ir ceia!
E entilo, e entao, que ha ? gntaram
os nossos cortezaos curioso.
As historias de Lagardre comejavam
nteressel-os muito.
(C Tro. do Diario ra Duque de Casias a.
)
-
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Full Text
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