Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19818


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Full Text


AMO LIIII IDIHD i\
Y
4"
<'
PARA A CAPITAL E LIGARKI OIDE SAO HE PACA PORTE
Por tres meses adiantados............... 6(5000
Por ms ditos idem.......... ...... 1\J000
Por um anno idem................. 23,5000
Cada numero avulso, do mes-no dia............ 10
DIARIO DE

$)n>prieirai>t *t Jflanoel .t&urira: "Se Jara Sfyo*
MI 20 DE 11 DE 1887
PAR DEITEO B PORA DA PROVISIA
Por seis mezes adiantados............... J 13(5500
Por nove ditos idem................ 20(5000
Por um anno idem................. 270COO
Cada numero avulso, de das anteriores........... 6100
RNAMBCO
jan?,
tra % -tana 4 Mhs
Os Srs. Amede Prisv.ee f: C.
de Pars, iSo os nsssos agentes
exeluivs de nnnanelns e p-
blioacSes na Franca e Ingla-
terra
TELE6RAMHAS
i
SSSVICO FABTICLAn SO SIABI0
PARAHYBA, 19 de Fevereiro, s 12
horas e 3 minutas da tarde. (Recebido
s 2 horas e 50 minutos da tarde, pela 1-
nha terrestre).
Aqu ebeson boje o paquete nado
nal PERNAMBUCO. Segne tarde para
o norte.
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V -
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s:s:i;: n A&ssrcu sms
(Especial para o Diario)
BUENOS-AYRES, 19 de Fevereiro.
Xas ultiman i iiora deratm-se 3
casos botos e S bitos de ebolera-
morbns.
SANTIAGO, 19 de Fevereiro.
f
Hoje forom asslfaalacfos 5 bitos
de cholera morbos.
MONTEVIDE'O, 19 de Fevereiro.
N'esta eldade e suas cercanas de-
ran se de bontena para.boje 4 casos
no vos e l bito de ebolera*morbns.
PARS, 19 de Fevereiro.
A sltnaeo feral Inquietadora.
A mor parte dos Jornaes europio
Jalgam prxima a sserra.
ROMA, 19 de Fevereiro.
O general de Hobliant e os Srs. Sa-
raeco. slagllanl e Brln aceltaram o
conviip para faserem parte da eom-
binarao ministerial felta pelo r.
Depretls.
WASHINGTON, 19 de Fevereiro.
O Sr. Pendleson fol nomeado se-
cretarlofjdo Tbesonro.
COMMERCIAES
"- LIVERPOOL, 18 de Fevereiro.
ASSUCAR :Calmo, preeos sera va-
riaeo.
O de Peraambnco n. 8. vndese A
II scb. dlnbeiros por quintal....
(.-.*:.a ris o cambio de */ d
tasa do rambio A vista).
ALGODAO: Calmo, preeos Inalte-
rados, max rom i< ndencla frouia.
O FAIR de Pernambneo veode-se
a 5 e 5/1G d. por libra (tu ris).
As vendas do da forana de OiOOO
fardos.
NEW-YORK, 18 de Fevereiro.
AS8UCAR: Calmo, preces susten-
tados.
FAIR REFINING de Pernambneo
vende se A 4 5/8 cent, por libra*
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
19 de Fevereiro de 1887.
IHSTRDCCIO POPULAR
MEDICINA J01ESTICA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POTO E DAS ESCOLAS
Oh medicina.....................
u
' de Dos o mr mimo 4 Terra feito
Da. Lima Leito
INTBODUCglO
Tem o presente vlume por objecto ensnar bo
leitor, nao medico, aquillo que da vasta sciencia
chamada Medicina cunvem cunbecerem todo.
Seria mu* louca e pretenciosa vaidade querer,
emsitn livro elementerissimo eqoe tem de obede-
cer a dmeoses naatcUs. obrigatorias e curtas,
apresentar om tisanp completo da Medicina.
E' moito maismsonto, posto qae nao meos
til, o 0088O desjo.
Pretendemos (como teem por fien todos os vola-
ntes da Bibtotheca do povo e dai, Escolas) propor-
cionar aoa indoutgs uoc a uteis, claras e pr ticas.
Ensinar-se-ba pois, oeste livrinbo a medicina
que simplesmeote pode ensinar -se ao vulgo.
Dando orna idea da origem da aigumas doencas,
ensinan 'o o modo de evita! ai, descreyendo os
meios de cumbater certas enterro idades, e sobre-
todo o pondo os necoasarios preceitos qoe devem
segur-se no comoco de airan affecces, antes
de se poder consultar o medico, ou qoanda este
nao possa ser consultado, eremos prestar um bom
servico e bem cantmuar a propaganda de instruc-
co que a Birliotheca do Povo e das Escolas tem
por mira.
0 leitor tem adquirido ou pode adquirir, pela
leitorados livros j poblicados desta Bbliotheca,
nocoea sobre Historia Natural, A atoma, sobre
Pbyeiologa e Hygiene ; por sao acha-se em coo-
dices de entender o presente volme.
Torna-se, porm, indispensavel apresentar-lhe
orna idea geral da technologia medica, pelo menos
oo que mais esseacial, a fien de qoe elle nos pos-
ea melbor compr- hender sem noB demorarmos em
continuadas interrapces para intercorrentemente
lhe explicarmos o que sao certos tomos tecboicos
o qoe valem certas defioicoes usadas em medicioa.
Comecaremos, pon, esta livrioho por orna espe-
cie de vocabulario techoologico dos priocipaes
termos mdicos,fazendo previamente ootar que
nao ligaremos exceasiva in,portaireia ao rigor das
defioicoes, por quxnto nos parece qoe a oas scieo
cias abstractas se podee de ve exigir em defioicoes
extremo rigor.
Petder tempo em qnestoes de palavras era anti-
gameote, no estudo das acienciaa, qoaai orna vir-
tade. Hoje, porm com a feico pr tica e utilita-
ria da epocha, seria um erro grave gastar tempo
oas dscussoes esteris da Escolstica.
Posto que nao ha ja, paia nos, grande, razio de
ser na separaco entre medicina e cirargia (con-
vencidos como estamos da que s aproveita tal se-
pa raeau ao estado desta vastissima scicncia qoe
se chama arte de corar) dividiremos todava as
doencas qoe dos vamos occopar, em doos grupos :
as doencas geralmente chamadas medicas, e aa
affecces cirurgicas.
Taots em un, como emontro grupo, oceupar-nos-
hemos de expor <. etiologa (ndicaclo das cansas)
de cada ama das doencas, os seos principaes symp-
lomas (signaes por onde as doencas, se podem co-
nhecer) e o sea trata ment Ithmrapeutica).
Temos, pois, a dividir a oossa obra as aegoio-
tes partes : /." Technologia; 2.' Doengas medicas ;
3.a Doencas cirurgicas ; 4* Formulario therapeutico-
(Continua)
JARTE OFFICU.
tioverno da pro vine i a
EXPBDIERTE DO DA 24 DE JANE1BO DB 1887
Actos :
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. ebete de polica, em officio
n. 60, de 22 do corrate mes e o disponto no art.
1 da lei de 13 de Desembro de 1841, e art. 6 do
regulsmento n. 120, de 31 de Janeiro de 1812,
resol ve, por conveniencia do servico publico, crear
dous districtos de subdelegada oo termo de Bom
Conselho com as denominares de Taquary e
Barra do Brejo.
O distrito de Taquary ter os segaintes limi-
tes : comecar no lagar Poco do Cosme, na estra
da que vai de Aguas-Bellas para aquella villa,
em direccSo at a Lagoa dos Mosquitos, e d'abi
seguir em romo direito por cima da serra do
Atravesaado at a ladeira do Alendes, na primeira
easa qoe houver seguindo d'ahi em rumo direito
ao sitio Matto-Verde pertencente a Antonio da
Anninha e seguir em romo direito ao sitio Ca-
fando at a casa onde reside Custodio Pirang, a
qoal ficar pertenoend i a este diatricte, deasa
casa seguir pelo riacho Cafando abaix at en-
contrar o riacho do Morcego e d'ahi a sabir da
estrada qoe vai para o sitio Caldeires e por essa
estrada at o limite com a provincia das Alagoas,
cando os terrenos ao poente da aeama estrada
pertencendo ao mesmo diatricto.
O districto aa Barra do Brejo dever ter os se-
guiotes limites : comecar no sitio Alto Grande,
na estrada que vai da villa de Bom Conselho para
a povoacSo denominada Barra do Brejo, da casa
de Joaquim Antonio v'ieira, em linha recta com
direccao ao sul at ao sitio Grota Panda, perten-
cente ao capito Francisco Teixeira, onde mora
sea rendeiro de nome Geraldo, seguindo d'abi
pelo riacho Morcego at sabir na estrada do sitio
Caldeires e seguir anda por esta estrada que
vai a Qaebrangulo, at o limite com a provincia
das Alagoas ficando os terrenos ao nascente e
norte deesa estrada perteacendo a esse mesmo
districto que se limitara com o termo de Correntes,
peio rio Parahyba e riacho Secco, at a fasenda
Jacar e d'ahi at os limites com a comarca de
Garanhaus na passagem do riacho Secco na es-
trada que vai da cidade de Garanhaus a Bom
Conselho e por esta estrada at ao sitio Olbo
d'Agna de Luis Joo, casa de Luis Paixio, fi-
cando dita casa pertencendo ao mesmo districto,
e d'ahi em rumo direito at ao sitie Alto Grande.
O presidente da provincia, de conformidade
com a propotta do Dr. chefe de polica, em officio
n. 60, de 22 do Correte mes, reaolve nomear os
cidados Custodio Elsea de Barros Pinanrer,
Jos Borges da Costa, Joo Jacintho de Mello e
Pedro Ferreira Pierres, para os cargos de subde-
legado, 1, 2" e 3 sup olentes do districto de Ta-
quary no termo de Bom Conoelbo na ordem em
qoe se acham collocados.Bemetteu-se copia ao
chefe de polica.
dem, idem, os cidados Francisco Jos de
Alapeoha, Lacio Hermenegildo Correia de Mace-
do, Manoel Pinto de Miranda e Bellarmino da
Silva Curvelho, para os cargos de subdelegado,
1*, 2 e 3 sop'pleotes do subdelegado do districto
da Barra do Brejo oo termo de Bom Conselho, na
ordem em que eatao collocados.Bemetteu-se os
ttulos ao chefe de polica.
Ofiicios:
Ao Dr. chefe de policaIoforme V. 8. so-
bre o telegramma aqni jauto que em 22 do cor-
rete mes dirigio-ma o delegado de polica do
termo de Barreiroa.
Ao ioapector da Thesoararia de Fasenda
Communico a V. S., para os fias convenientes, qae
o promotor publico da comarca da Bom Cohselbo,
bacharel Augusto Cesar Pereira Caldas, em 17
do correte mes e por motivos de molestia, inter-
roa.peu o exercico de sea cargo, reaisuminio-o
no dia 19.
Ao mesmoSirva-se V. 8. de mandar in-
demnisar aas intressados os valores de dous es-
cravos libertados no municipio de Cabrob pelo
respectivo jaizo de orpbios, em 20 de Oatabro do
anuo fiodo, por coota da 7' qaota do fundo de
emaneipaco conforme a relaco junta.Commu-
oicoa-se o jaizo de orpbios do termo.
Ao mesmoDeclaro a V. S., para os fias
convenientes, qae oo ajaste de cootas do alteres
do 2" batalho de infauraria, Jos Soares de Mello,
de qae trata o mea officio de 21 do andante, de-
vem ser incluidos os vencimentos do correte mes,
conforme pedio o me-mo alteres.
Ao inspector do Tbesouro Provincial.Cons-
tando da informaco por Vmc. prestada em 21 do
correoto n. 385, qoe nao toi camprido o art. 176
do reguUmentu de 2 de Jalbo de 1879, declaro a
essa inspectora qoe torna-se preciso sejam de
novo chamados concurrentes para o servico de il-
lominacao publica de Igoarass, a qoe se refere
esse Th-souro em anterier officio n. 367 de 13 do
correte, e n'este sentido Vmc. expedir suas or-
dena.
Ao director do Arsenal de Guerra.Decla-
ro a /me, para sea conaecimento e direccao, qoe,
vista do exposto no seo officio n. 834 de 22 do
correte, considere sem effeito os despachos d'esta
presidencia, de 17 e 18 d'este mes, na parte em
Sue relevavam das maltas os negociantes Joo
Rodrigues de Moura e Rodrigo Carvaiho 4 C.
Oatrosim, ss prorogsces de praso concedidas
aoa meamos negociantes devem ser contadas do da
inmediato ao em qae se finnarsm os prasos dos
^ ntratos qoe assignaram n'esse Arsenal.Com*
municoa-se a Tresouraria de Fasenda. .
Ao commaadante do corpa de polijia.Auto-
riso Vmc. a exclair do corpo de sea commaado,
conforme solicitoa no officio n. 2,068 de 22 do cor-
rete, os soldados Francisco Antonio Teixeira
Maniz, Theotono Jos da Silva, Faustino Freir
da Silva, Jos Gomes de S e Azostmbo Gustavo
Cavalcante, afim de seren entregues s justicias
dos termos de Salgueiro e Pedra, oode estao pro-
nunciados.
Ao juiz de direito da comarca de Cimbres.
Declaro a Vmc, em resposta ao seu officio de 14
do cor.-entc mez, qae o tacto de nao ter a mesa
eleitoral da paroebia de Nossa Seohora da Concei-
co de Alago! de Baixo, expedido logo depois de
fiada a elcicao a que se procedeu no da 1 de Ja
Ibo do anno fiodo, os diplomas aos juizes de paz
eletos, nao priva*qae estes sejam chamados pela
respectiva cmara prestar juramento e tomar
posse, oo que por si mesmos se apresentem se nao
forem coavocados, urna ve que nao boave, per
aate Vmc, reclamaca alguna contra a validade
da referida eleicio.
Portaras:
Recommendo Cmara Municipal de Ouri-
eury que remetta secretaria d'esta presidencia
os docomeotos comprobatorios da despeza de qoe
faz mencao o balanco aooexo ao seo officio de 14
de Dezembro fiado, afim de seren opportouamen-
te enviados Assembla Legislativa Provincial.
O Sr. agente da Companhia Brazileira de Na-
vegaeao mande dar passagem de r at provin-
cia do Para, por conta do Ministerio da Fazenda,
ao 1" eacriptarario da Alfandega da mesma pro-
vincia, Eatichio Mondim Pestaa e a soa familia,
constante da relaco junta, por copia, visto como,
estando addido a Alfandega de Pernambuco, teve
ordem do Ministerio da Fazenda para recolher-se
sua reparticSo, devendo ser i proa a passagem
da criada, de qae trata a mesma relaco.Com-
muoicoa-ae a Thesoararia de Fasenda.
EXPEDIENTE DO SBSBSJTABIO
Ao secretario da Assembla.De ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia transmitto a V.
S., afim de serem opportuoameate sabmettides
consideracao d'essa assembla, o balando da re-
ceita e despeza do exercico de 1885 a 1886, e o
orcamento para o de 1887 a 1888, da Cmara Mu-
nicipal de Flores.
Ao mesmaDe ordem do Exm. Sr. presiden-
dente da provincia remetto a V. 8., afim de op-
portuaamente ser submettido consideracao d'es-
sa assembla, o orcamento paia o exercico de
1887 a 1888, da Cmara Municipal de Taqaare-
tioga.
Ao director das.obras publicas.O Exm. Sr.
presidente da provincia ficou inteirado pelo offi
co de 21 do correte, sob n. 14, de haver V. 8.
mandado lavrar termo de racebimento definitivo
das obras de reparos da ponts de Uroah, na es-
trada de Pedras de Fogo, e passar o certificada
de pagamento a que tem direito o respectivo con-
tratante.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Oari-
caryO Exm. Sr. presideote da provincia manda
om mu ni car a V. S. qae em sea officio do 8 do
correte mez proferio hoje o seguate despacho :
Bemettido ao Sr. Dr. chefe de polica para pro-
videnciar e devolver.
BXraDUUTS DO DA 25 DE JABSIBO DB 1887
Actos:
O presidente da provincia attendando ao qae
reqaerea Bellarmino dos Santos Bul cao, tabell'o
publico judicial e sotas e aonexas do termo de
Santo Anto, e de accordo com a informaco do
jais de direito da comarca da Victoria, resoive
conceder-lhe 3 meses de licenca para tratar de
sua sade, devendo entrar no gozo da referida li-
cenca no prazo de 15 das.
O presidente da provincia resoive exonerar,
a pedido, o bacharel Jos da Canha Liberato de
Mattos do cargo de promotor publico da comarca
de Panellas.Communioou-se ao respectivo jais
de direito e a Thesoararia de Fazenda.
O presidente da provincia, resoive nomear
o bacharel Joo Baptista Correia de Oliveira pro-
motor publico da comarca da Panellas.Fizeranj-
se as devidas commanicaces.
Ao conselheiro presidente do Saprerao Tri-
bunal de Jastica.Cumpre-me levar ao conheci-
mento de V. Kic. qae o bacharel Eduardo d
Barros Falco de Lacerda, por motivo de moles-
tia, segundo participoa -me o chefe de polica em
officio n. 63 de hontem datado, acompanhado de
attestado medico, daxa de seguir para a corte,
afim de responder a ama ordem de habeos-corpus
perante esse Supremo Tribunal.
Respondea-se ao chafe de polica e communi-
cou-se ao commaadante das Armas.
Ao presidente de Minas Gcraes.Receb, e
agrade?o, os exemplares impreasos de relatnos,
enviado* por V. Exc. eom officio, a qae respon-
do, de 4 do corrente mez.
Ao presidente da provincia do Cear.Re-
ceb, e agradec >, os dous exemplares impressos da
eolleceao das leis dessa provincia, enriadas por
V. Exc. com officio a que respondo, de 15 do cor-
rente mez.
Ao 1 vce-presidente da provincia do Ama-
zonasPela officio, a que respondo de 10 do cor-
rente fico sciente de haver V. Exc. assnmido a
administraco dessa provincia na qnalidade de 1 *
vice-presdente.
Apresento a V. Exc. meua protestos d estima
e consideracao.
Ao commaadante das Armas.Expeca V.
Exc. suas ordena para que no dia 27 do correte
s 10 1(2 horas da manh se aehe postada cm
ireote ao edificio do Instituto Archeologico Geo-
grapbico Pernambacano urna guarda de honra
afim de solemoisar a testa que celebra o mesmo
Instituto em commemoraco ao ano i versado da
restruracao de Pernambuco do dominio hollandez,
providenciando ao mesmo tempo para que a For-
taleza do Brum d a 1 hora da tarde a salva do
estylo.
A directora das obras publicas da secreta-
ria de Estado dos negocios da agricultura, com-
mercio e obras publicas.Solicito de V. Exc. a
reoiessa do requerimeoto de Jos Leopoldo Bour-
gard cessionario das lionas telephooicas desta ci-
dade qae deixoa de acompanhsr o aviso de 15 do
corrente, sob n. 3.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Para 7. 8. mandar satisfaser, remetto copia do
officio de 14 do correte, en que o presideote da
provincia do Rio de Janeiro solicita copia dos
manifeatos e mais papis relativos aoa navios qae
levaram asucar e outroa gneros de producciu
desta provincia e que hajam pago impostos.
Declaro a essa inspectora que a alludida re
messa deve ser feita por intermedio desta presi-
dencia.
Ao inspector do Thesouro ProvincialMan-
de Vmc pagar a Manoel Adriano da Sooza em-
preiteiro da pintara do prjprio provincial deno-
minado Escola Modelo onde funcc.ona o Instituto
Archeologico, a quaotia de 35OJ0JO, importancia
da mesma obra segando o certificado passado pela
repartico das obras publicas em 22 do comente
Commonicoa-ee ao engenheiro chefe da dita
repartico.
Ao inspector de hygieneProvidencie Vmc.
afim de que sejam remettidos com urgencia se-
cretaria desta presidencia alguna tubos espilla-
res contendo lympha vacciniea.
Ao commaadante do corpo de polica.
Mande Vmc. urna escolta de 20 pracaa ao Arse-
nal de Mariaba afim de acompanhar at a Casa
de Detenco onde tem de ser recalbidos, diver-
sos presos vindos do presidio de Fernando de
Roteos.
Ao mesmoMande Vmc. destacar 16 pracas
em Palmares, fazendo retirar o destacamento que
all se acha actualmente.
TSa
Ao Sr. Manoefjttaeedo Nazareth.Respoo-
do ao officio que Vote, dirigio-me em 19 do cor-
rete mez, declarando-lhe que os recursos ioter-
pistos da delibersfjb das cmaras muncipaes nao
tem effeito suapeasiv-o.
EXPEOlBirTE DO SECBETABIO
Ao Dr. jus da direito do 2- districtacrimi-
nal do Reeife.Be.ordem de S. Exc oSr. presi-
dente da provincia communico a V. S. que no seo
officio n. 41, de 22 do corrente mez, exaroa-ss
hoje o seguate despacho : Ao Sr. director do
presidio de Fernaado de Noroaha para satisfaser
a requesico oa primeira opportuaidade.
A' iospectorjiB Theaourara de Fazenda.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda re-
mstter a V. 8. aesrdens do Thesouro Nacional,
sendo urna de B- 2Je cinco de na. 4 a 8.
Ao engenheirtTcb'fe da repar'ico das obras
pubical.De orden dea. Exc. o Sr. presidente
da provincia, renMtto a V. 8. 100 passs impres-
sos gratuitos de ida e* igual numero de volta, d \
estrada de ferro do Reeife a Catanga, afim de
Bcrem utilisados em cbjeco de servico publico
por essa repartilo dorante o corrente anno.
Ao director do Arsenal de Guerra.8. Exc.
o Sr. presidente da provincia manda declarar a
V. 8., para os fias convenientes, que no requeri-
mento do negociaste Manoel Rodrigues da Silva,
sobre que veraa % sua informaco n. 836, de hon-
tem datada foi neje earado o seguinte despacho :
Sim quinto sos 20 % somonte.
Ao director jdo presidio de Fernando de No-
ronha.O Exm. Sr. presidente da provincia manda
communicar a V. fs., qae foi remettida ao Exm.
Sr. ministro do inserio a pstico de sentenciados
desse presidio, esmada com sen officio, a qae res
pondo, de 20 do corrente mez.
Ao agente a Companhia Brasileir. De
ordem de 8. EsJK o Sr. presidente da provincia,
aecuso o recebimeato do officio em que communica
qae o vapor Cear, ebegado dos partos do oorte
hoje, s 6 horas dAroanba, seguir para os do sul
amanha s 4 horas sa tarde.
EXFRDIKXTE DO DIA 26 DB JANEIEO DE 1887
Officios:
Ao commaedante das armas.Fico inteirado
pelo officio n. 44, de 21 do corrente, de haver
V. Exc inaugurado no dia anterior a linha de
tiros qae estabelecea em Beberibe, no engenho
Campo Grande, de propriedade do major Joaquim
Jos Antunes.
Ao mesmo.Deferindo o reqnerimento do
soldado do 14 stalhio de infaataria, Bras Fer-
reira Barbosa, antoriso V*. Exc, vista da saa in-
formaco n. 47, de hontem datada, a conceder-lhe
baixa do servico do exercito, mediante substituto.
Ao mesmo.Transmito a V. Exc as inclusas
cpiaa do officio do director do presidio de Fer-
nando de Noronfca de 21 do corrente, sob n. 105, e
da circular expedida pelo mesmo director, atti-
nentes ao capaMo capitao conege Manoel Jos
Martina Alvos de Carvaiho.
Ao Dr. chafe de polica.Conven que V. S.
se inforne e traga ao mea onhecimeato o que
houver de verdade na local da Provincia de hoje
sob o titulosenos de horrorem relaco a um
escravo do senhor de engenho Tabocas.
Ao mesmo.Informe V. S. sobre a local da
Provincia de bojeViolencia policialem que se
aecusa o subdelegado do 2 districto do municipio
do Cabo de urna violencia contra Jos Ferreira
da Fonseca t'
Ao inspector da Thesouraria de Fasenda.
Devolvo a V. S. para os fias convenientes o
livro da matricula de escravos classificados em
1872 e 1878 no municipio da Bom Conselho, o qual
acompauhon o officio dessa Inspectora de hontem
datado, sob n. 51.
Ao mesmo'De accordo com a informaco
de V. 8. datada de 30 de Desembro prximo pas-
sado n. 695, autoriso o levantamento de qaantiaa
pertencentes aos fallecidos sentenciados constan-
tes do officio, junto por copia, do jais de direito
de orphos e ausentes datado de 12 de Maio an-
terior, n. 250. -Officiou se ao dito jais.
Ao mismoRemetto a V. 8-, para os fins
convenientes, copia do aviso n. 11, de 12 do cor-
rente, expedido pelo Ministerio da Agricultura,
Com mercio e Obras Publicas sobre a concesso do
auxilio de 50:000*000 com destino Colonia Or-
phanologica Isabel.
Ao mesmo. Semetto a V. 8., para os devi-
dos fins, copia do aviso <]e 28 de Desembro pr-
ximo passado expedido pelo Ministerio da Jastica
sobre ajada de casto na importancia de 6t)0u00
concedida ao bacharel Xisto Xavier da Cruz no-
meado juiz muoicipal. e de orpbos do termo de
Arroo Grande na provincia do Rio Grande do
Sal.
Ao inspector do Thesoaro Provincial.In-
forme Vmc se o 24, art. 1 do orcamento proro-
gado relativo a subvencao ao Monte de Soccorro,
est sendo executado e de que modo.
Oatrosim, convm qae tambeni informe com o
que souber quaes as vaatsgeos directas que a pro-
vincia aufere com essa subvencao qaelle estabe-
lecmeoto do Estado.
Ao mesmo.Convm qae Vmc. remetta a re-
laco dos impostos que sao aneados e arracadados
pelo Cousulado, com iadicaco da le que os creou,
para o fim de serem contemplados na reorgan i sa-
cio da reparticao.
Oatrosim, accreseontsr em seguida a impor-
tancia da arrecadacao liquidada de um mes mais
prximamente, em cada titulo dos mesmos impos-
tos.
Ao coarntadante da escola de aprendizes
marinheiros.Ten do sido reme tt id o i llega I mea ic
para a escola, sob o commando de Vmc, onde se
acha alistado o menor Antonio Pedro de Oliveira,
nao obstante ni) estar comprehendido nos 1 e
2* do art. 12 do decreto n. 9371 de 14 de Feve-
reiro de 1885, conforme prova Clarinda Mara da
Conceoo mi do dito menor, autoriso-o a mandar
desligal-o da referida escola.
Ao collector geral de Triampho. Ten do
nesta data declarado ao jais municipal respective
nao poder aatorisar o pagamento du escravo Pedro,
libertada n'esse termo por conta da 7* quota do
faodo de emaneipaco, atteuto o excessivo preco
porque fo! arbitrado o sea valor, compre que Vmc
proceda a arbitramento, visto qae nio deve con-
cordar com preeos assim exagerados e iateira-
mente fra do commam e sim recorrer para os tri-
bonaes oo juizos como no caso coaber deete e de
quae.quer outros arbitramentos qaando lesar a
fazenda publica e a liberdade dos escravos, o qae
lhe tenho par omito recommendado.
Acresce qaejdo arbitramento rasoavel do liber-
tando Pedro resultar um saldo que junto o de
195*553, dever exceder o valor do escravo Igna-
cio, segundo da classificaco. Officiou-se ao jais
municipal do termo do Triumpho.
__Ao gerente da Companhia Pernambucana
Mande conceder passagem de r do porto de Mos-
sor ao desta cidade a Hermino Jos de Asevedo
Pedra por coota das gratuitas a que o gavera.
tem direito
Ao gerente da Compaaha Pernambucana
Maode conceder passagem de proa at Macei, a
Manoel Severino de Naseimeato e sua ta Anoa
Joaquina Lias ue Albuquerqae por cauta das gra-
tuitas a que o gaverno tm direito.
Ao megmo.Maode dar passagem de r at
a Parahyb por conta das gratuitas a qoe o go
verao tem direito a Fernando Augusto de Araujo.
Ao mesmo.Faca transportar at Aracaji, a
Francisco Dinis de Oliveira e saa inulher Balbi
na Geraciu* de Oliveira, por cou'.a das passageas
de r a qae o governo tem direito.
Ao superintendente da estrada de ferro do
Rocife ao 8. Franeiscj.Faca transp >rtar da es-
tacao de Cinco Pontas a de Uua p ir coota doa ps
aes gratuitos a qae o governo ten direito, ao Dr.
Joaquim Cordeiro Coelho Cintra, com a respectiva
bagagen.
Ao mesmo. Faca transportar da estaco de
Una a de Cinco Pontas, por conta dos pauses gra-
tuitos a qae o governo tem direito', ao Dr. Joa-
quim Cordeiro Coelho Cintra, saa malher, dois fi-
laos menores e orna creada em carro de 1 classe
e em carro de 3 classe com mais urna creada e
as respectivas bagageos.
Ao mesmo.Faca transportar da estacio de
Cinco I ontas at a de Una, por contaaAkjMeses
gratuitos a que o governo tem direitsjHnV
do corpo de polica Joo Francses^lfemeterio
Portella em carro da 1* classe e deseseis pracas,
qaatro malhares e as respectivas bagagens em
carro de 3 classe.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
Ao commandante das armas.S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, manda aecusar recebido
o officio n. 46, de hsntem datado em que V Exc.
participa as providencias qoe dera no intuito de
evitar a reproduca de conflictos entre as pracas
do 2* batalho de infaataria e da guarda cvica,
i efundo sappaoha o commandante da 3* estaco
da meras goarda cvica.
Ao mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vioeia, manda commaucar a V. Exc ter aucori-
sado ao Arseoal da Guerra a faser o coocerto de
que precisa a carrosa do2- batalho de intintara
segundo o pedido que acompanhou o sea officio n.
45, de hontem datado.
Ao Dr. juiz de direito do 2- districto crimi-
nal do Reeife.De ordem do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, transtritto a V. S. em solucao do
seu officio a. 8 de 3 do corrente a relaco nominal
dos sentenciados existentes no presidio de Fernan-
do de Noronha sem as respectivas guias.
Ao mesmo.De ordem do Exm Sr. presi-
dente da provincia, transmitto s V. 8. os doco-
meotos remettidos pelo director do presidio de
Fernando de Noronha relativos aos sentenciados
de que tratam os seas officios ns. 1, 2, 3 a 9 de 3
do corrente mez.
Ao Dr. chefi de polica.De ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia, transmuto a V. S.
afim de ser entregue ao interessado, qae se acha
recolbido oa Casa de Detenco a reqoerimeoto de
Alfredo Eugenio Crespo com a certido passada
pela secratara do presidio de Fernanda de No-
roa b a.
EXPEDIENTE DO DIA 28 DE JANEIRO DX 1886
Actos:
O presidente da provincia attendeodo ao qae
reqaerea Jovoiano Jos Simes, professor da ca
deira de ensino primario de Alagonnhas, e tendo
om vista a informaco n. 28 de 26 do corrente mes
do inspector geral da instrueco publica, resoive
conceder ao peticionario tres mezes de licenca, com
ordenado, para tratar de saa sade onde lhe con-
vier.
Officios:
Ao presidente de Alagoas.Recebi, e agra-
dece, os exemplares impressos de relatorio envia-
dos por V. Exc. com officio, a qae respondo, de
18 do corrente mez.
Ao desembargador procurador da Cora, Fa
zenda e Soberana nacional.Sirva-se V. Exc. de
emittir seu parecer sobre a consulta qae no officio
juato de 25 do corrate faz o juiz de direito da
pro vedara de capellas e res i luos.
Ao Dt. chefe de polica.Devolvendo a V. 8.
os documentos annexos ao seu officio n. 53, de 21
do corrente, recommendo-loe qao determine a au-
tordade policial qae verifique oppurtuaamente si
de facto os ferimeotos feitus no oficial de justica
do termo de Palmares Manoel Antonia dos Santos
foram sem grsvidade completando ento o inquento
que deficiente.
A thesoararia de fasenda.Communico a V.
S. para os fios contenientes, que o 2 juiz substi-
tuto da comarca desta capital, bicharel Francisco
Odilon Taveres Lima, em 25 do corrente, reassa-
mio o exercico de sea cargo.
dem, idem qae o bacharel Jos Novaes de Soa-
sa Carvaiho em 13 do corrate assamio o exercici-
do cargo de juiz de direito da comarca de Taca-
ran!.
dem, dem qae o bacharel Zosimo Zeoaides de
Cmara Lima em 2 do corrate assamio o exer-
cico do cargo de promotor publico ioterino da
comarca do Cabo, em sabstituicao do efiectivo qae
deixou o exercico naqaella data, por ter sido no
meado jais de direite.
Ao mesmo.Devolvo a V. 8. para os fius
convenientes, a inclusa petico documentado da
Compaaha Peroambucaoa de Nevegaco Costeira,
de que se oceupau a informaco dessa thesouraria
de 24 de Agosto do aooo prximo paaaado, n. 6l5,
a qual se referiu o avisa de 26 de Novembro do
meamo anno expedido pelo ministerio da justica.
Ao thesouro provincial.Atteadendo a ne
cessidade de regalarisar as finanuas da provincia,
determino a Vmc que soste o pagamento de quaes-
quer gratificacSes addicionaea ou extraordinarias
autorsadas por esta peesidencia, n s termos do re-
gulamento de 6 de Fevereiro de 1885, na s pir-
que sao despezas qae podem ser addidas sem em-
barazo do servico, como mesma por nao ser liqoido
3ne aqaelle regulameato podesse coocedel-as, seo-
o. como foi, expedido nos limites da aotorisaco
contida no art. 5* da lei n. 1,810 de 27 de Junho
de 1834.
Ao mesmo.Ioforme Vmc. se tem sido ei-
cotado o disposto no art. 6o do orcamento vigente,
com a data da ordem da presidencia qae o auto -
risoa, esef >i com porcentageas, qual a saa impor-
tancia at h>ju.
Coovm, mais, ueste caso, que acrescento os mo-
tivos porque se tornou necessario esse servico fra
da hora do expediente.
Ao mesmo.Secommendo a Vmc. qae faca
ch-gar ao m-u coohecimanto a coota corrate ue-
moastrativa do movimeuto da lotera de quairo
mil cantos com a quantia que entrn pare o Banco
do Brasil o respectivo theso ireiro, bem como nos
cofres dc83a repartija a, nos term >a de seu officio o.
355 de 5 do correte e lustraccocs relativta.
Aa ib sino. Nos termos daiof >rmayo pres-
tada p r Vmc. em 27 dd eseinbro ultimo, sob a.
339, maade entr.-gar ao tn.-s iureir do repartica
aas Obras faolicas a quantia de 19:501*750 liis
importancia dos dous pedidos juntos em original,
afim de occorrer as desposas a carga da mesma
reparticao durante os mezes de Novembro e De-
sembro ltimos.Communicou se ao chefe da re-
particao.
Ao vigaro da fregaesia de N. S. da Paz de
AfigadisCom a informacl, junta por copia,
prestada pelo administrador d .s cormies em officio
de 15 Ja corr^nre: responda U de V._ dvma. de 3
do correle.'Jjoiinu.iieou se ao dito admiois-
trador.
Ao juiz municipal de Carnar. De posse do
officio de l do eorreutecom o qual Vmc. enviou a
relaco Job autigas escravo* declarados libertos
nesae termo, na roma da lei n. 3 270, de 28 de,
Seteatbro de 1875, tenho a diser em aouc> a suaj
consulta, qu- ua dep ti le do coinuarecnneuto, p--
rauta eaae jaisn, doa x-seubores doa U0 itoa de
65 ana -s, a ubrigtQt) dos m na is se ibores dd con-
tiuur atdl -os em au-i c>mpan lia, aliin-niiauio-aa,
vestinlo-oi, e t -ataiido-os na molt-s isa, c>m dire
ti a Uufruireui os stvC'M cimpativeia com o es-
tado de cad ura, salvo so estas prefi.-irem oDter
em outra parte oa meios de aubsisteaaias, para o
q>ie enta far que venaau a preeu^a da Vmo.
din de verificar se pode iseutar os ex-senhores de
taes encargos, nos termos de art. 3* g 12 da lei ci-
tada e avia do ministerio d* Agricultura, C ucrcio e Ooraa f ubnuaa de 10 de Abril do auuu
pausado, pas estes libertos *a livres sem onus
aigam
Aos Srs. Drs. Manuel de Barros, Maaoel
Joo Baroosa e Virginia Fraga, vereadores da C-
mara viu.iicipal de Palmares. Respoo lo a te-
ldgrauaaa que Vmcs. ma dirigiiam em 25 do cor-
reste, deuUraode-lhes qae nao i motivo para
deixar de haver sessao a falta de comparecimento
do presidente interino, qae sapprida por outro
vereador ; devendo proceder-se em seguida
eleica de presideote e vico presidente efectivos,
qoe j devra estar feita desde o primeiro dia de
eessao.
Ao promotor publica da comarca de Sal-
gueiro.Convm que Vmc ioforme se procedeu-
se criminalmente contra os individuos que deixa-
ram fugr da cadeia da villa de Leopoldina o cri
miaoso Manoel Flix, coabecido por Jos Pelado,
e qnal o resaltado do respectivo processo.
Portaras :
Para os fins convenientes communica C-
mara Municipal de Gamell ira, que, na reclama-
cao do Revd. vigaro Antonio Graciano de Arau-
jo Guarita, sobre o despacho desta presidencia, de
19 de Novembro do aooo prximo passado. profer
hoje o seguate despacho :
* Deliro a presente reclamaco, tornando de
nenham effeito o despacho de 19 de Novembro do
auno fiado, visto se tratar de acto administrativo
meramente gracioso, e ter ficado provado com as
Dfsrmaces do Exm. bispo diocesano e mais do-
comeotos annexos, qae nao se trata de um cemi-
terio publico oo municipal oos termos dos arts. 3
e 14 da lei provincial n. 962 de 1870, e sim de
cemitero particular da matriz, construido em ter-
reno de seo patrimonio por missionarios capuchi-
nhos ha mais de 20 annos, conservado e melbora-
do pelos respectivos parochos, sem dispendio de
qualidade alguma at boje por parte da municipa-
lidade. E, neates termos, revogaode como ora re-
vogo, a deliberacSo da Cmara de Gamelleira,
qoe chama a ai o cemitero da matriz, ficam-lhe
salvas as attribuices a sea cargo, especialmente
a do 2. do art. 66 da lei do 1.* de Oatubro de
1828, e o direito de estabelecer, por sua ves, ce-
mitero municipal.
Declaro Cmara Municipal de Aguas Bel-
las, em resposta ao sea officio de 18 do corrente,
que deve mandar re'irar da Alfaodega desta ci-
dade, a expensas suas, o terna de pesos e medidas
do systema decimal, qae lhe foi remettido pelo
Ministerio da Agricultura, Commercio e Obras
Publicas em 1881, eocarregaodo disso pesaos id-
nea, como teem feito outras cmaras, e solicitan-
do previamente desta presidencia a devida entre-
ga, que ser recommendada ao inspector da The-
soararia de Fasenda.
Mutatis nutandis Cmara de Correntes,
em resposta ao seo officio de 14 do correte,
quanto ao terno que lhe foi remettido pelo Minis-
terio da Agricultura, em 1884.
A' de Granito, officio de 24 de Dezembro,
quanto ao terno remettido com aviso de 1881.
De passe do officio de 3 de Dzembro ulti-
mo, recebido a 24 do correte, no qual a Cmara
Municipal de Ouricory informa achar-se incom-
pleto o tema de pesas o medidas que foi remetti-
do pelo Ministerio da Agricultura, Commercio e
Obras Publicas, e remette-me urna relaco das
pecas do dito terno, que anda existem, declaro
qae deve a mesma Cmara providoaciar quanto
antes no sentido de ser elle completado ; comma-
nicando immediatamente o resaltado a esta presi-
dencia.
Respondo Cmara Municipal de Naza-
reth, em solucao ao sea officio de 17 do correte,
qae, conforma tem esta presidencia declarado que
a compaaha cesaionaria da estrada de ferro do Re-
eife a Limoeiro pela contracto provincial de 24
de OutubrV de 1878 e art. 3.' da lei de 1860 de
11 de Agosto de 1885, iseota do pagam nte do
imposto municipal ; obrigada, porm. aferico
d- pesos, bataneas e medidas, couforme tem deci-
dido o Ministerio da Agricultura, Commercio e
Obras Publicas.
O Sr. agente da Companhia Brasileira de
Navegaco a Vapor faca traaspertar & provincia
da Parahyba, p ir coota do Ministerio da Guerra,
no vapor chegado do sal, o soldado da companhia
de infaataria d'aquella provincia, Flix Luis Bar-
bosa, o qual d'alli veio escoltando o individuo de
nome Emiliano Ferreira Lima, saspeito de ser
desertor do 14.* batalho da mesa a arma.Com-
municoa-se ao commaadante das armas.
Mutatis mutandis & provincia do Cear, o
ex-soldado do 14.* batalho de infaataria Jos
Cesar da Silva, natural d'aquel la provincia, de
conformidade com o disposto no aviso do referido
Ministerio da Guerra, de 19 de Novembro de
1885. Commanicou-ae ao commandante das ar-
mas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande transportar opportunamente com passa-
g.-ns gratuitas de r, para e presidio de Fernan-
do de Naronba, a Rufina de Castro Moura, viuva
do alf 'res do exercito Joa Ayres da Silva Maura,
levando em sua compaaha tres filhos menores.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Reeife ao 8. Francisco sirva-se de mandar
conceder passagem de l.1 classe, da estac&o das
Coco Pontas de Uua, ao Sr. Otta Basse, por
coma das gratuitas a que o go verao tem direito.
O Sr. cote da estaco da Coa no prolonga-
miento da estrada de ferro do Recite ao 8. Fran-
cisco sirva-se de mandar cenceder passagem de
primeira cUssa at a Colonia Isabel, por conta da
provincia, ao Sr. Otto Basse.
EXFEDIBirre DO SECBTfABIO
Officios :
Ao Dr. 1 secretario da assembla legislati-
va provincial.Da ordem de 8. Exc. o 8r. presi-
dente da provincia transmitto a V. S., afim de que
se digne de submetter opportunamente a deline-
raiUp dessa assembla o luclasa projecto de pos-
turas em original da Cmara Municipal de Aguas
Billas.Communicoa-se a Camarade Aguas Bel-
las.
Ao mesma.De ordem de S. Exc o Sr. pre-
sidente da provincia transmuta a V. 8., afim de
sor opportunaineate submettido a coosideraeie
dessa assembla o orcamento da receita e despesa
cara o exercico de 188788 da Cmara Muaici-
)a> de Barreiroa.
Ao menino De ordem de 8. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia transmitto a V. S. a inclusa
copia do ufficia de 14 do corrente mes, em qae a
Jamara Muoicipal dd Correotes pede approvaco
4o codig i do posturas que foi eoviado a essa as-
s-mole com officio n. 185, de 29- de Julho de
1885.
Ao io8peetor nterin > da Thesoararia de Fa-
jenda.O Exm. Sr. presideote da provioeia man-
da remetter a V. 8 tres ordens do Teaouro Na-
ciooal dd ns 9 a 1 e ama do ministerio d i gaer-
ra, de 18 do correte.
Ao juis ue direito de Tacarat. -8. Exc o
Sr preaide*e da provioeia fie* scieat, pelos of-
ficios de 13 e 16 do corrente de ter V. 8. oaquel-
It. data aasiiutido o exercico de seu carga A'
aeer-'ttria de estado dos a g icios da justica, de-
pais de futas as c .mm inicacoes do ea'JIa ruviou
a Certido annei i ao =egunda dos citados officios.
Ao juiz de direita da comarca da Victoria.
8. Ex.-, o Sr presidente da pr >viocia mania .
coinm-niioar a V. 8. qua tica sciente do assumpto
dd sea .dHo de 15 do corrente mes.
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronha. S. txc. o Sr. presideote da provincia nes-
ta data acrinii to que D. Rofiaa da Costa Moara,
viuva do alf :Tfi do *xercto Joo da Silva Maura
v residir ueste presida, em compauhia de M pal
ah em j ^g.do, levando 3 filhos menores.
Ao agente da companhia brneira de na-
'eg .cid a vapor.D-- ordem de 8. Exc o 8r. pre-
sti.-iit* aecu. i o recebimeato do oficio de hontem,
oo qual V. Exc. c-mmaoica hiver chegado dos
a-artas d ail, s 6 horas da mauh, o vapjr Es-
pirito Santo, e seguir para os do norte hoje as 5
hors du tarde. .
__ Ao gerente da Compaohia Pernambnoana.
8. Exc. o 8r. presidente da provioeia ficou intei-
rado pelo offiew de V. 8., de 26 do correte, da
1


:,




-
i






Diario dfc s>rnambnco---Domingo 20 de Fevereiro de 1887

substituicao do vspor Manduhu pelo S. Francisco
que seguir pmra o portn do sul at a Babia
amacha a 5 horas da tarde.
Ao agente da Companhi* Badiana.8. Exc
0 Sr. presidente da provincia ficnu inteirxdo pelo
oficio de V. S. da que o vajior Marinho Visconde,
entrado hoje da Baaia e escala, regreasar para
01 m. sinos portos s 4 horas da tarde do da 1 de
Fevereiro vindouro.
Ao Dr. L >urenco Becerra Vieira da Mello
(Itamb.)-De ordem de 8. Exc. o Sr. pre*ideute
da provincia commuaieo a V. 8. pr* sea coolm-
ciraento que acba-se ueste reparticad o decreto de
i5 do corrente nomeaado V. 8. joia de direito da
comarca de Timbauba.
DE8PACH08 DA PRESIDENCIA DO DA 18 DE
FEVEKEIBO DE 1887
Antonio de Burgos Pooce de Len, A Sonso de
Hollanda de Albuquerque Maranho, Aff-inso Ma
nnbo Cavalcante e Manoel Seve PilQo lntorme
o Sr. juiz municipal do termo de Nazareth
Antonio Francisco Pestaa.Informe o Sr. ins-
pector da Tbeaourana de Faaeoda.
Amalia da Hora Parias.Informe o Sr. pro ve-
dor da Santa Casa de Misericordia do Recite.
Pieldeo Brothets. -Aguar dem o crdito hoje so-
licitado do Ministerio da Querr.
Hylario de Athayde Vascoueellos.Informe o
Sr. director da Colonia.
Jos Angosto de Forjos Correia Cesar.Infor-
me eom urgencia a Cmara Municipal do Recite.
SvmphroBio de Monra Barros. Informe o 8r.
engenheiro em ehete do Prolongameoto da estrada
de ferro do Recite so S. Francisco.
Se.-retaria da Presidencia de Pernam-
buco, era 19 de Fevereiro de 1887.
O porte iro,
Francelino Uiaeon.
;?

V


Repartido da Polica
Secjad 2.' N. 170. Secretaria da Po
licia de Pernambuco, 19 de Fevereiro de
1837.-Illm. e Exm. Sr.Participo a
V. Exc. que foram hontem recolhidos
Casa de Detencao os seguintes individuos :
A' minha ordem, Jos Anuncio Bezerra e An-
dr Gomes Medrado, remettidos pelo Dr. juiz
municipal do termo de Cimbres, como sentencia-
das ; Antonio Correia de Soasa, Francisco de Li-
ma Pacheco e Jos Cosme de Sonsa, por distur-
bios, 4 minha disposicd ; Josquim Pedio da Cos-
ta, remettido pelo subdelegado da Vares, como
alienado, at que tenha o conveniente destino ;
Manoel de tal, vindo da Victoria, como alienado,
i minha disposico afim de ter o conveniente des-
tino.
A' ordem do subdelegado do Recite, Vicente
Joo da Silva, como vogabunde.
A' ordem do de Santo Antonio, Francisco Das
Montenegro e Andr Manoel dos Santos, por dis-
turbios.
A' ordem do do 2 districto de S. Jos, Jos
Gomes Pe reir, como alienado, miaba disposi-
cio, at oue tenha o conveniente destn*.
No dia 11 des te mes, os criminosos Jos
Pretiaho e Manoel Ferreira, conbecido por Mano 1
Caveira, seguidos de outros companheiro*, invadi-
rn! a casa de Vicente Jos de Sant'Anoa, mora-
dor no engenho Coneeico no termo d- Pi d'Albo
e apossaram-se da referida casa, vendse Vicen-
te forcadi a remover a familia para outro ponto.
Sendo esse facto criminoso levado ao conbeci-
mento do delegado de polica respectivo, pelo pro-
Srietario do mencionado eogeibo, aquelle delega-
munindo-se de mandado* de priso espedidos
Celo Dr. jais municipal, dirigio-se no dia 17, ae 3
oras da tarde a referida casa, acompanhado de
um oficial de justica e da forca publica e pondo
em creo a mesma casa, onde sement se acna-
vam quatrn criminosos,entre os quaes Manoel Fer-
reir, intisBoa-os a que se readessem priad, e
ellas armados de facas e pistolas resistiram for-
malmente, disparando Manoel Ferreira sobre a
forca om tiro que nao attiagio a nenhuma das pra-
eas. Ferreira enfurecido aggredio a forca de fa-
ca em pucho, pelo que travoa-se reohida lata da
3nal sabio morto eom dmas balas o aggressor,eva-
indo-se os ciernis.
Manoel Ferreira que esta va pronunciado no di -
to termo so art. 269 do cdigo criminal, era tam-
bero, criminoso pronunciado no termo do Bonito
por ter feridojcom am tiro a um paisano por oc-
caeiid de nma diligencia feita para Ihe seren to-
mados quatro cavallos que havia roubado do pro-
prietario do engenho Macaco no mesmo termo de
pao d'alho e os hkvia condusido para aquelle.
Acerca do tacto procedeu o delegado nos ulte-
riores termos da le.
__Hontem, pelas 10 horas da noite, na roa da
Roda, da freguezia de Santo Antonio, estando de
patrolha os guardas cvicos n. 7. Rufino Caval-
eante de Abnquerque e 13 Francisco Feneira
Cavalcante e vendo um grupo de individuos ar-
mados de faca e ccete, praticando desordena, di
rigiudo-se o elles, lotimoo os a dispersarem-ee.
Tanto bastn para que aqnellea individuos ia-
vestifl-em sobre o guaro n. 7 o friisaem eom
qM facada da qual resttltoa a moite quasi ins-
tantneamente.
(negando o tacto ao conbecimento do commsn-
dante geral da guarda civica pnra all se dirigi
este acompanhado de algunas praca, consegoio'io
prender a Joaquim Bento Machado que tazia par-
te do grupo.
O respectivo subdelegado tomn tambem co-
nhecimeoto do facto e prosegue nos mais termos
da lei.
. Cossmunieon-me o delegado do termo de
Limoeiro, em oficio da 16 do corr. nte, que lhe
participara o subU Ugido do Io districto do mes-
mo termo, ter no dia 14 tambem deste mes, feto
remeesa ao Dr. jais municipal do districto dos
inqoeritoa policises procedidos contra Jos Barbo-
aa do Espirito Ssnto, Antonio Rodrigues dos Res,
Joio R irignes dos Reis e Manoel de Lyra, pre-
sos am flagrante, o primeiro por ter dado ama fa-
cada em Cosme Rodrigues Peasoa e os dentis por
te opporem a prisao d'sqoelle criminoso.
__ Nesta data participuu me o subdelegado do
Recife t<-r feito remessa ao Dr, juiz da direito do
1* districto criminal, do inqueriro policial, proce-
dido contra Ernesto Mendes da Silva, como incur-
to ni art. 305 do cdigo criminal.
Deus guarde a V. Exc. Lira, e Exm.
gr. Dr. Pedro Vicente de Asevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe de
policis, Antonio Domingos Pinto.
Inspectora geral da lastmeeie
Publica
DESPACHOS DO DIA 18 DE FEVEREIRO
DS 1887
Jas Xavier da Cuaba Al varenga, professor pu-
blico Eaeasninae se.
Francisca de Meadonca Pinto, protessora pobli
ea.=Eneaminhe-se.
Jissfsrrr la Coate Guimaraes, professor pubboo.
Francisca Arselina dos Santos, prefessora pu-
blica.Enoamissa-ee
Jos Goncalves dos Santos, professor publico.
Encaraiohe-se. __
Mariana* Pereira do Carmo e Silva Pisjto, pro-
fessora publica.Indeterido.
Uf^rM Augusta d Mello Rodrigues, Mara
Carosas* Meases Rodrigue* Daaniciana Materna
Naga*. sssdrifaaj. Eacaasiaho atl.
1
. JoasMMS Pedro da Rocha Pereira. ptaisunr pu-
blica.uamnta se a registre-se.
Ds. Jafto Jas Fansra d* Agoiar Ao alega-
do litserario para osanrir o disposto no art 138,
2.a paste do ftrgiasmtg das Escotas.
CMMo Ve ekfio lirtersno de Ourienry.-A'
l. sesea*, relater o Dt. g**qscl Fraa** de Si.
ihmI Sesiae de Albnqueroae Marankio e Ma-
ra frrsjn de Aismsjnarqae Msraobao, acaaVasores
tubbeosT-Justan* as faitee a a 7 d* Dasem-
ro, dada* pela aapplieante por molestia aUcstada
pelo Vetela littswaiio.
Qasssta ao asanlararstr as taitas nao se aekando
eos*ft*s4sto*WLte. 132,e 133 do recnUmen.
to sissssjii. stie poica, em vista do art. 184 ter
J.fl ISSSBlttl
Secretaria da inatrnc^I pubHca de Per-
Banrbaee, 19 a Pavareira de 1887.
OMrtaiM,
J.AugtuftkiUlo.
DIARH) DE PEBSAaBBGO
Hetroape co poltico de ktHU
P0UTICA PARTICULAR DOS ESTADOS
EUROPES
(.CoHtinuarAo)
O ministerio Depretia obteve um grande trium-
plio parlamentar, quando conseguio que passasse
na cmara dos depatados de Italia a le da pere-
quaco territorialperequazione fondiaria. Essa
reforma cadastral era tanto mais necessaria,
quanto havia propriedades agrcolas que paga-
vatn de imposto, termo medio, um quarto dos
respectivos rendimentos, ao passo que dous mi-
Ihes de hectares de trras, abusivamente qua-
lilicadas de incultas, estavam isentas de toda e
qualquer contnbuiso Mas precisamente por-
que o projeclo feria os interesses de certas pro-
vincias at ahi favorecidas pela desigualdade
tributaria, e que s eontra-gosto 3e sujeitariam
ao direito commum, que se temia ver o go-
verno naufragar ante a liga de ambiges pes
saes e do egoismo regional no parlamento. N0
aconteceu assim, porque os pentarchos nao po-
deram harmonisar-se inteiramente na opposicao
importante proposta de lei, nem conseguiram
obter n'eaga questo o concurso de urna parte
dos deputados da direita, como se pensou que
succederia.
Vencida felizmente essa dimculdade, dobra-
do esse novo cabo das Tormentas, segundo a
imagem de urna folba italiana, anda te ve o ga-
binete de luctar eom mares procellosissimos na
discussao ao mesmo tempo flnanceira e poltica,
e mais poltica do que financeira, a que durante
alguns das se entregaram cora o mximo ardor
lodos os partidos da assembla de Monte-Citorio
a proposito do projecto orcamento. Os calorosos
debates foram precedidos de m discurso era que
o Sr. Magbam, ministro da fazenda, expoz ma-
gistralmente o estado do thesouro publico, a si-
tua{o econmica do paiz e os intuitos do gover-
no relativamente as questoes fiscaes. Nao houve
deputado de certa influencia que nao pediste a
palavra para sustentar urna proposta de ordem
de dia sabida de seu exclusivo engenho- Os
chefes da pentarchia, especialmente o Sr. Cairo-
li, aecusaram eom energa o governo, declaran-
do que a boa poltica era a condicao **ne qva
non da boa gesto das finances nacionaes ; que
o Sr- Depretis tinha perdido, pela sua evoluco
gradual para o campo conservador, toda a con-
fanca de seus antigos correligionarios, e que
era urgeulissimo por termo ao transformismo do
presidente do conselho, impedindo que o inven-
tor d'esse moderno methodo de governar tentas-
se oras combinaerjes ministeriaes. Quanto a
linancas, serviram principalmente de theraa as
accusucOes dos opposicionistas o dficit orcamen-
tario, as couvengOes eom as companbia de ca-
ra indos de ferro e o supposto sacrificio dos di-
reitos do estado sobre as tarifas de transportes.
0 que tornava a situaco parlamentar grave,
gravissima, em relacao ao gabinete, era que.
emquatito a pentarcuia c as esquerdas chamadas
histricas o atacavam como um s hornera, o Sr.
Depretis receiava nao poder contar na votaco
eom urna parte dos propros grupos da direita
aos quaes tinha dado rugar entre a maioria mi-
nisterial.
Dissiparam esses recejos o discurso que o Sr.
Mioghetti, o chefe e um dos horneas mais distin-
ctos do partido conservador, prouuaciou na ses.
sao de 3 de Marco em favor do ministerio. Gra-
sas a essa coadjuvago valiosa, a ordem do dia
proposta pelo deputado Mordiiu. e que tinlia sido
acceita pelo governo, tnumphou por dnaentos e
quarenta e dous votos contra duzentos e vinte e
sete.
J foi ura facto absolutamente excepcional na
historia parlamentar da Italianota um curouis-
ta essa alDuencia de votos n'um escrutinio.
Sabe-se que quasi sempre o presidente da cma-
ra se v toreado a conceder liceacas ex-ofiew aos
deputados ausentes, e a contar cora elles para a
determinadlo do quorum legal. Dessa vez as
paixoes estavam exatadas de mais para que fos-
se necessario recorrer a taes expedientes.
A victoria do ministerio nao tinha sido tal que
o tornasse senbor da situaco e lhe assegurasse
longa c prospera vida. Tivera a maioria de
quinte votos apenas, e os adversarios do Sr. De-
pretis reduziam anda esse triumpho a propor.
cues mais modestas. Com effcito, por um cal-
culo commum a todas as opposicoes, diziam elles
que o gabinete apenas tinha vencido por dous
votos, deduzidos os treze que haviam sido dado8
pelos ministros e secretarios de estado. E entao
perguntavam se seria possivel governar um paiz
com to frgil apoto parlamentar.
O proprio presidente do conselho se encarre-
gou de responder negativamente a interrogacao
dos seus contraros.
A pequea maioria do Sr. Depretis ia-se tor-
nando de dia dia mais insignificante. Via-se cada
vez mais prejudicada a uniao pessoal que o pri-
meiro ministro substituir 4 cobeeao dos parti-
dos e commumdade dos principios. O trans-
formismo ameacara devorar o seu proprio auc-
tor. A crise ministerial era inevitavel. Acre
ditou-se que o Sr. Depretis procurasse adiai-a
ate ao outono, chamando para o gabinete e Sr.
Nicotera, um. dos chefes da peotarcla. Mas o
velho piemontez preferio aclarar desde logo a
situaco, propondo ao re a escolha entre a de-
misso do ministerio e a distoluco da cmara.
S. M. pareca nao estar muilo resolvido a
consentir que se Ikesse novo appelio ao paiz.
Oavio, porem, diversos pohtieos importantes, o
como nenhum se qnisesse cucarregar do go-
verno concedeu a dissoluo pedida pelo Sr.
Depretis, que por tal modo continuou a ser o
centro do systema poltico da Italia.
Dissolvda a cmara, coraecou a propaganda
dos interessados as eleicoes, que ae realisaram
no da 23 de Maio. O ministerio triumpbou i o
pleito; mas houve por mmto tempo discussao
entre as fbihas do governo e as da opposicao
acerca da importancia real desse triumpho. Em-
quanto aquellas diziam que o Sr. Depretis aca-
ra eom maioria superior a noventa votos na no-
va cmara, estas reduziam sexta parte esse
resultado dos clculos aruhmeiicos do gover-
no. Para explicar taes divergencias, preata
dizer que ha certo numero de deputados italia-
nos politicamente inclassiticaveis, por nao te-
reco outro partido, alem do de sen proprio in-
tepesse. Foi, porem, desde logo evidente que
os pentarchos tmbam perdido parte do terreno
antes conquisto, ao contraro dos conservado-
res que viram elevados de cera a cento e ses-
senta o Qumero de aeae representantes na pt>
metra casa do partaiucntu. -
Ao encerrar-se em Julho a primeira sesso da
nova cmara, o governo ficou com a maioria
de sessenta e seis votos, que tantos foram os
que deram ganbo de causa moco de confian-
ca apresentada e defendida pelo Sr^Bon-thi,
deputado ministerial da direita. O gabinete
Depretis eslava, pois, com vida segura, ao me-
nos por alguns mezes, que poda consagrar ao
detido estudo do conjuncto de reformas que o
primeiro ministro synthetisara nestas palavras:
Reorgamsaco do estado. As mais impor-
tantes dessas reformas diziam respeto modi-
ficacao das attriboicoes dos ministerios e do
conselho da estado, s ieaompatibilidades par-
lamentares, iiidemnisack) dos deputados, ao
senado, A responsabilidad* civil dos funcciooa-
rios, reorganisacao da magistratura e das
instituices municipaes e provinciaes, bem co-
mo ao desenolvimento da instrueco primaria.
Alera disso o ministerio pensava ,tambem em
augmentar o numero das medidas anti-dericaes
o que era explicado pela atittude aggressi-
va que o clero e a Santa S assurairam duran-
te o anuo em relacao ao governo da Italia.
Por occasiao das ultimas eleicoes, o cardeal
Raphacl Monaco, grande penitenciario e Secre-
tario da Inquisico, dirigi aos bispos italianos
uma.circular em que lhes recommendava que
aflaslassem os eis de qualquer ntervenco as
luqtes polticas, accrescenlando que todos quan-
tos, nao obstante a prohibicao, ousassera cum-
prir os seus deveres de cidadaos incorreriam
as penas conminadas por Pi IX contra os ca-
tholicos que reconhecessem a existencia do rei-
no de Italia. A decretal cardenalicia poda ser
tomada como excesso de zelo ou como simples
objeceo contra os compendios de historia
contempornea que do aqueile reino como urna
verdade in contrastavel. Mas algum tempo de-
pois, o proprio Papa consultava os advogados
do Consistorio sobre saber se os bispos tinbam
necessidade do exequtur para dispor dos be-
neficios de suas respectivas dioceses ; se o es-
tado poda exercer o padreado, a prcrogativa
de fazer ou propor nomcacoes para cargos ec-
clcsiasticos dependentes das igrejas metropo-
litanas, calhedraes e abbadias. Foi negativa a
resposta dos lelrados : declararam |que o gover-
ro italiano nao era por esse lado successor le-
gitimo dos privilegios que pertencerain aos prin-
cipes que desthronou, e que os tinham por fa-
vor especial e em attenco a obediencia que
prestavam 4 egreja. Ora, como o actul pontift-
ce nao lem por costume agitar questoes ociosa-
mente, acreditou-se no comece de urna lucta
que tivesse por lira cercearos direitos que o po-
der civil se attribue em taes assumptos-
Emquanto a advocada do Consistorio nega-
ra as regalas do estado, S. Santidade Lefio
XIII, as signa va em 13 de Julho um breve, con-
firmando todos os privilegios da ordem dos je
suitas. Embora a bulla Dominas ac Redemptor
e a inlfalibilidade do papa Gangaoetli, o actual
pontfice poz em inteiro vigor dentro da egreja
os meamos estatutos de que ha mais de um se-
cuto, dizia o padre Ricci em resposta ao conde
Choiseul :
SiiU ut sunt amt non snt.
Todos esses tactos juntos pozeram em grande
sobresalto o liberalismo italiano. Os jornaes
comecaram a atacar violentamente o monstro da
rtaerao, segundo a rhetorica usual. Fizeram-
se inmediatas indagaces sobre os progressos
do ult ramn tonismo, e veio a saber-se com
surpreza e terror que esses progressos eram
espantosos; que o partido clerical liaba em
quasi todas as grandes cidades, avmftlado
a instrueco das dasses superioret, medias e
pobres, fazendo victoriosa concurrencia aos es-
bclecimentos particulares de educaco e s es-
colas primarias dos munidpios. Em Roma, por
exemplo, posto que estas escolas distribuam en-
tino religioso, as diversas ordens de freirs de-
dicadas ao ensino teem sempre replectos os
seus estabelecimentos, pela simples rato de
que, alem da mo iicidade do pagamento esti-
pulado por cada creanca, as educandas recc-
bem all livros, roupa c urna refeicao diana.
Accrescc qne o partido ultramontano tem des-
envolvido com admiravel intelligencia os insti-
tutos philantropicos, com o que vae conquis-
tando progressiva influencia sobre as classes
operaras.
Ha na capital de Italia urna sociedade para
oonstruo;ao e locacao de pequeas casas, em
condices mdicas, e que podem ser fcilmente
adquiridas pelos respertivos inquilinos; um
banco popular de crdito mutuo e muitos outros
estabdecimentos fiduciarios, bem como urna
eaixa econmica ; e todas essas institnicoes sao,
segundo gazetas italianas, de origem clerical e
dirigidas por clericaes. Emlim, se a esta com-
pleta resenha se juntar a do numero e organisa-
cao das associacOes de trabalbadores e a da
activa propaganda as officinas e fabricas, por
meio de contrarias existentes em todas as regioes
mais povoadas e importantes do paiz,comprc-
hender-se-ha a commocao por que passou a Ita-
lia liberal, vendo em parte as classes populares
e superiores conquistadas pelo clericalismo no
momento em que o Yatieaoo pareca disposto a
reabrir a lucta de outros das contra as autori-
dades civis do reino.
O governo obedeceu de certo modo ao movi-
mento da opinifio liberal, mandando expulsar
ura grupo de jesutas que se tioban estabelecido
n'uraa das pamemas do padreado real. Mas al-
guns orgaos da imprensa nao se davam por sa-
tisfetos com esta e ouiras medidas de pequeo
alcance, e impeiliam o ministeno a propor as
cmaras a expulso da ordem dos jesutas, con-
tra a qual nao nana legislaco italiana nenliuma
disposigao especial.
0 actual papa um poltico habilissimo. O
seu rigor para com a Italia, caso se manifestaase
abertamente, seria tanto mais para admirar,
quanto tazia contraste perfeito com a moderago
e padenda com que traelon a Altomanba cujo
chancaller boje um dos-mais fervorosos admi-
radores de Sua Santidade. Nao foi de certo re-
vi ven do antigs I netas, mas com maravilhoso ta-
lento diplomtico, que Leo XIII conseguio an-
da na poucoassegurar a influencia do catholids-
mo no Oriente, por meio de [negociacoes eom
Portugal e a China.
(Continuar-se-ka.)
tttnSTA MABia
Vltallcledadr- ale profrsaores-fel
presidencia da provincia foi espedida a aeguinte
portara :
4a scelo.Palacio da presidencia de Per-
nambuco, -m 16 de Pevereiro de 1887.O presi-
dente da provincia, considerando que o disposto
no rf. 222 do Ri -gu I Hien tu de 6 ip Fevereiro de
1885 manifestamente exorbitante da autorisacao
contida no art. 5- da lei n. 1810, de 26 de -lunho
de 1884 ; estando, demais, em antagonismo com
os arta. 105 e seguintes ao proprio KeguUmento,
que eatatuem o modo de coosiderar-se a viulicie-
dade dos professsores ;
E ainda que, como bem observa o inspector
geral da Instrueco Publica, em seu relatono de
1886 (pag. 8), prejudicialiasimo 4 instruocia o
estabelecimeoto de vitaliciedade geral, sem tiro-
cinio, nem condiedes definidas ; acabando com
este estimulo para o professor bem cumprir seus
deveies, e garantiodo at mesmo individuos no-
meados iilagaluieate e sem habiliteces para o
magisterio ;
E matease, as delegacoes d* poder legislati-
vo, em resona i ladmissive* sate o* principio.
fundameatnea de Direito Coastituesaaal, nao ao
tolerda san com intniassiiglii re.tncuva,
nunca eatenVndo-se que o legolador se substitaa
pala administracio para amplamente estainir, re-
vogaudo at preceitos capitaes da lei ;
E que o facto do nameacoes, sob essa espe-
ranea de vitaliciedade, em dusaccordo com a lei
(eit. art. 5- da lei n. 1810), nao creou, e nem
P 'd i crear, aos nomeados mais do que um direito
eventual, dependente de condico.-a que nao exia-
tiam ou que nao se realisaram, e nunca direitob
adquiridos, equivalente a patrimonios, que nao
possam mais ser tirados por aquelles meamos de
quem foram receidos :
Kesolve determinar que seja suporimido do
R-gulamento de 6 de Pevereiro de 1885, o arti-
go 222, que dis ; ^os professorea nomeados por
occasiao do presente regulamaoto serio desde logo
considerados vitalicios para que o nao scjtm,
e airo denrisbiveis ab ntmm, conforme o art. 205,
emquanto ao bouveretn satisfeito as condico-s
doj arts. 105, II, 106, a 110, do mesmo Regula
ment.
O inspector geral da Instrueco Publica faca
organisar um mappa com os nomes d-'Stcs pro-
fesares, lu"ar de escola, numero de alumnos ma-
triculados e frequentes, acotnpanbado de declara-
co do que souber sobre a idooeidade de cada
professor para o ensino, conveniencia de sua con-
aervacau ou destituieao ; propondo, neste caso, a
auppressao da cadeira (art. 215 do Regulameato)
ou nao pruvimento (lei n. 1810, art. 23) urna
vez que nao baja prejuiso para a inatrueco pu-
blica.
Os funecionarioa a quem o conbecimento e
execnco deste acto pertencer, o compra e fa-
cam cumprir to inteuainente conio nella se
contm.(assignado)Pedro Vicente de Ate-
vedo.
tunntiaa pertesseesttea nopremll
aea snariabelreMi O ministerio da man-
aba officiou ao prejid'-nte de Pernambuco, man
dando providenciar para que se estiverem deposi
tadas na thesouraria do faseoda dejta provincia
as quautias mencionadas na relacao que se envia
perteocentes a nove aprendises marinbeiros deser-
tores da escola n. 6, pela mesma thesouraria se-
jam escripturadas no balando que remetter ao
thesouro uacional como deposito de diveraas ori-
gens (Atylode Invlidos), deveudo essas quantias
ser recolbidas ao referido tbesouro, se no fim de
des annos nao forem legalmente reclamadas, de
conf lamento annexo ao decreto n. 9,311 de 14 de Pe-
vereiro de 1885.
Carnaval de 1 SS9O Carnaval do cor-
rente anuo prumettai ser muito sgradavel para os
amantes dos folgares eom que sao assignalados
os tres diss de loucura, que lembram o* Luper-
ces e oa Saturnaes da antiga Boma.
Sao numerosos os. clubs que esto annunciados
para percorrerem as ras da cidade ; ba bailea
pblicos nos tbeatros de Variedades e de Santo
Antonio ; em mnitas essas particulares ha reu-
nies dsnsantes em projecto ; o Clnb Carlos Go-
mes e a sociedade Recreativa Juventude, hontem
deram bonitos e mui concurrido bailes; e em no
varias ras, tees como a do Baro da Victoria, a
da Imporairiz, a da Conceicao, a do Visconde de
Inban a, a de Vidal de Negreiros e a travessa
do Peixoto, esto vestidas de gallas para recebe-
rem a mascarada, que tambem parece ser nume-
rosa este auno
Seja ella decente e espirituosa ; seja de ves ba-
nido o estpido jogo de entrado com agua e pos ;
reine a ordem e domine a jovial alegra, sem of-
feosHS moral ; e veremos todos com sstistaco
passar os tres das em que a loueura humana to-
ma nm carcter especial, sem consequencias para
tereeiro*.
He vi* la lo NortePubncoa-seo n. 5 des-
te peridico, de propriedade e redaccao dos Srs.
Marsins Jnior, Arihar Orlando, Adelioo Filue e
Paldal Males.
rtassil fniTiSendo terca-teira dia de fes-
tejos do carnaval, a jante administrativa far a
soa sessa semanal na qoarte-feira 23 do soi -
rente.
Lanterna Maclca -Distrboio-se hontem
o n. 180 oeste peridico li vre e bumeristico.
Clubs osssrssavaleoeoaSegundo aa li-
cencas que tiraram na polica, devem pereorrer
as roas da ^idnd"! algumas j indietaas aos pro-
gramabas publicado*, os seguintes clubi e mars-
catos :
C/u : Barra do Rerte, Bota Gosto, Econmico,
Uoio Brasileira, Atbletas, Castello de Marfim,
M rui, Emancipador, Artistas, Eietrico, Castello
Vensedor, Juvenil, Iofsncia, Dous de Ouro, Sabi-
ra, Bella UniJo, Cravo Brauco, Bola de Ouro,
Unio e Firmesa, Castello de Ouro, Collete, Jaca-
r de Pateos, Esteooda Mondo, Eotbusiasmado,
Os Misselaaeo, Urso, Mestre Andr, Sessenta,
Vslatede Copas, Juvenil, Beija Flor, Tnvut,
Amor, Fragata Pagoda, Uoio Universal, Amor
Fingido, Uuiao Veness, Dissideetes, Uuiversal,
Castello Veoeedor do Recite, Musical dos Tasaos,
Musical dos Travesseiros, Canoa Verde, Hymno
de Amor, Bella Flor, Tres de Ouro, Pbanusia,
Beija Flor, dos Fortuguezes, Sympatbia, Pyrilam-
po, Fluminense 2 d Desembro, Perdigo, Roedo-
res da enana, das Sucenas, Hmeos celebres, 1887,
dos Arrepentidos, Tirirca, dos Dminos, Castello
U iiversal, A Cabana de Pai Tunosas, Agiotas,
24 de Maio, Ronpas Desiguaes' Diversas Opinies,
Bilnetekos, Uaio, Flor da r'enha, Seis de De-
sembro, Narigudos, Paciencia, Sempre Alegre,
Vampiros, Zangnisarra, Aaocriuados, Guaoaba-
ra, Liberdade e Jostica, Patusco, Caterva dos Bi-
lootras. Veacidos, Matates, Chinez, Cavalbeiros
Negros, das 1 laoeentes, Carlos Oomes, Improvi-
sajos, Arrasa, Quebrados, Cecadores, Serpete
da Zaniraisarra, C. Oriente, F. S. Rosa, Cavalaei
ros da poca.
UaraoatA* : Centro Pequeo, Porto Rico, Ca-
binda do Centro, Cabiuda Velba, Cabala do
Porto.
sTerlaaessIo srraveHontem, s 9 1/2 horas
da maona, aa roa do Baro da Victoria, Felippe
Nery Aprigio da Cruz ferio gravemente com qaa-
tro tacadas ao guarda cvico n. 21 de nome Manoel
Joaquim de Lima, que alli esteva de ponto.
Motivon o crime o seguate tacto :
Infirmado o gaard de que de dous individuos
que conversaran) u'aquella ra, esteva nm d'elles
armado, dirigi ae para o grupo e tomn a faca de
p juta que buba etteetivamente um dos tees indi-
viduos, cujo nome se ignora.
O companheiro, tomando squillo em ponto de
honra, saeou da sua bicuda, e sem mais (trie nem
guarte, aggredio o guarda, fasenno-lhe os alludidos
feritnentos, sendo nm no ventre, outro no peito es
querdo, o tereeiro na mo direita e o quarto na
mo trquerda.
O criminoso foi preso em fltgrante, sendo leve-
mente tdrdo no acte de resistencia que elle oppoz
priso. O sen companheiro Joaquim, evadio-se.
O ferido f< para o hospital Pedro II.
Aaaaaaluato Ante- hontem, cerca de 10 ho-
ras da noite,* na raa da Roda, da parocba de Santo
Antonio, estando um grupo de 8 individuos, arma-1
dos de cacetes e tacas, faserem desordene, apro -
ximaram *a d'elles para eontel-os os guardas cvi-
cos na. 7 e 13, de nomes Rufino Cavalcante de Al-
buquerque e Francisco Ferreira Cavalcante, os
quaes tunara parte da ronda da dita freguezia.
intimados para ae disperaarem, os tees indivi-
duos aggrediram es guardas, e um d'elles deu to
certeira tacada ao de nome Rufino que o prostrou
morto.
Coeando o tacto ao osoheeimento do comman
dante geral da guarda cvica, para all se dirigi
elle, sousnpanhado de algumas pracas.e ainda con-
seguio prender nm dos desordeiros, por none Joa-
quim Bento Machado, tendo os demais se evadida
U cadver do guarda Rufino, transportado para
a respectiva esteco, all foi vistotiado petos Srs.
Dra. Curio e Mello Gomes.
Hontem, na parocba de S. Fre Pedro Goncal-
ves do Recife, foram presos Benedicto Domingos
Ramos e Serpbira Das da >iWa,por suapeitos de
faserem parte d* grupo que assasinon o referido
guarda.
Pavlleetmiento Fallecen ante-bontem i
tarde em maos, o tenante Manoel Maximiaao dos
cWutos Stoekel, fiscal da camaia municipal.
Tiolia o fioaao 25 annos de id de, e era nm
bomem honesto e laborioso.
Companhia Perro-CarrilNos 3 diss do
carnaval, a Companhia Ferro-Carril, alem dos car-
ro* ordinarios, para todas as linhas, haver
tarde e noite carros- especiase que, aa linha da
Magdalena, faram viagens entre o praca do oon-
selheiro J o Alfredo e a praca do Conde d'Eu.
Estes ltimos carros, para serem differencados
do* outros que faro as viagens compelas, tra-
ro urna bandeira vennelha com o letreiro Boa-
Vista, por cima da taooleta.
O digno gerente do* bomk na impossibihdade
de organisar um servioo inteiro nos das de feste,
tente por falta de material com pala de pessoal,
asaim tirou-se da difficuldade, procurando servir
o publico di mclbor modo possivel.
oinguem pode contestar que, dadas ascondi-
cou8 indicad-s, e sabido q ae desde a praca do Can-
da d'Eu at a ponte 7 de Setcmbro ss costumam
aglomerar as maiores msssas de poro, que difi-
cultara o trans i o loa errros nos das de feata, foi
de bom aviso a lembranca do referido Sr. gerente.
Essa lembranca merece a acqniescencia publca,
e nos fiamas que o servico ser feito sem entra-
ves.
Tliealro toa VariedadesComeoarara
hontem neate theatro os bules de phantasia do
carnaval, < s quaes se reprodusiro hoje, amanh
e terf,*-feira.
Theatro e jardim que o circumvolta, estSo pre-
parados cun muito bom gosto, e j hontem offere-
ceram agradavel pasaatempo aos que alli foram
procural-o, estando o jardim lindamente Ilumi-
nad s.
Em todas as cuites sao distribuidos com as en-
tradas nmeros de ordem, por um sorteio ou tm-
bola, cujas prem.os sao bi I beles de lotera.
A msica boa, os buffets estad bem servidos,
e a ordem devidamente mantida.
Vale a pena ir Nova Hamburgo nestas noites
de folia, ainda que como simples curioso.
Theatro San ti AntonioNeste theatro
que se acba decorado para a circunstancia, come
(am boj : os bailes mascarados, que eontinuam
amanh e teroa-feiri.
O jardim annexo est tambem preparado e ser
illumioado, e o buffet satisfar aos seus amado-
res.
Vaporea da niEm viagem do sal para
a Europa sd esperados amanh, em Pernambuco,
o* vapores Sencgal e Viile de Maranho, este da
companhia des Chargeurs Reuns e aquelle da
com >aohia des Messag'.ries Siaritnes.
Para Psrabjba-So vapor Pirapama
seguio hontem para a Parabyha, onde vai exercer
o cargo de chele da polica, para que foi ltima-
mente numeado, o Sr. Dr. Candido Valeriano da
Silva Freir.
Acompaabam-n'o os nossos votos para que alli
faca urna boa admiuiatracao policial.
A EvolucoPubJicon-ae o n. 15 deste pe-
ridico, da que sad proprietarios e redactores os
Srs. J. Duarte Filbo e Luis C. Filbo.
Tentativa de *>ui volta dos 10 2 horas d dia, o pardo Felippe
Santiago, de 50 annos de idade, tentava atirar-se
ao rio Capibaribe, da grade da ponte da Boa-
Vista, q-iando foi obstado por alguiaas pessoas que
passsrain por alli na occasiao, e que o levarara
esteco da guarda cvica.
Ahi foi reconbecido que o hornea esteva sofi'ren-
do de desarranjo mental.
Bealateocia e anorteA'cerca do tacto
que sb esta epigrapbe hontem narramos como oc-
corrido no termo de Po-d'Albo, refere minucio-
samente a parte da polica, publicada na rubrica
Parle Oficial, como se derara as oceurencias; o
que contrasta manifestamente com as aleivosa
informaco48 que daram Provincia e lhe serviram
de base para o que se v em dita folba de
hontem.
Lea o publico o que vae narrado na alludida
Darte da polica, o ae convencer de que tuda se fes
na deligenea de aecordo eom a lei, e que o erimino-
ao Manoel Ferreira morreu em acto de resistencia
mo armada contra a ordem de priso que, apoiada
n'um mandado do juis municipal, lhe foi dada por
autoridade competente.
Cltst Isssoerlal Barra do NorteSa-
bir* hoje da ra de Pedro Affsaso n. 26 este club
sob a regencia de diversos mocos amantes da folia
carnaraletea e pereorrer as rceguesta do Recite,
gante Antonio 8. Jos e Boa-Vista.
Aaaaha e depois tambem sahir percorrendo
as mesmas fregoesias.
Cavataelras da F.pocha-O elubfcarna-
valesco deste nome distribuir hoje se seguintes
versos allusivos itmioraoio de engenkeiros:
A tode mundo faz sombra
Engenherrat de tlente,
E trac projeetat d'assombra
Pbra a Brasil aprsente.
Oh nos ehega de Inglaterra,
P*ra fase boas contractos
Porque este grande trra
Precisa moite de tractos.
Nos/as engenhss cent raes,
Maito solida e bem feita
Para augmenta capitaes,
De Qoverna j desteita!
Empresas de vias-ferreas
Nos assenta muito bem,
R fas paisa em cate terreas
Com moite geito tambem !
Nos prista em telegrsphia
De progressa sem igual
E a todas desafia
Para ser necea rival!
Nos tem gas mui clara e lenta
Que d lus mnite bonita,
E drainsge grande inventa !
Que esa cases pode habita.
Nos tambem moite promette,
Nd toma muito cerveja
Bebe... em trabaUa repete
Como padre taz em igreja.
Abaixo nos apresen U,
A nossas grandes projectes
Que com muito gosta assenta,
Nesta trra de propbetas !
I
ENGENHO CENTRAL
Nao engenho, e gaiola;
Nem gaiola ; ratoeira !
Para des accionistas
Apachar toda dinherra.
II
OH ANDE MINA INGLBZA 8. FRANCISCO
E LIMOEIRO
As estradas de ferro; mnitas
Do paiz os progressos precipitan)
Estas porem, sosseate felicitan)
O boleo dos ingleses.
O
TELEORAPHO INGLE'/
Os tolegrapbos iagiezee
Sd boas teias de aranha,
Oade o cobre dos freguesas,
Como mosquito se apaaae.
IV
GAZOMETR5
Neste systema os ingleses
Encontraran) aova mina
Nd nos dad nem gas, asta velas ;
Porem les de lamparas.
V
LIMPEZAIMMUNDA
Os produetcs da Draiaage,
Nos vai agora, proveta;
Para fase mnitas cosa,
Nos teve mui bom receita.
Do liquido fase vinao,
Mette solida no prensa,
P'ra fase eajarubeaa,
P'ra cura teda doenca.
A oommimSo e engenherrat.
Hoaroso-O Exm. Sr. general cornmandao-
te das arma dirigi o seguate offioo ao oom-
mandante do corpo de polica :
Quart-1 general do cc-mssando das armas ae
Pernambuco, 18 de Fevereiro de 1887.Im. Sr.
Penhorado peto interesa) eom que se digaou V.
8. de pfir a minha disposicad o corpo de polica
sob o seo commando, para o servico da guarnicao
nos das en que tivesae da form.r toda farca de
linfas, enmpro e dever do agradecer-lhe a valiosa
coadjuvacad que hontem preston-me, mandando
dar aquelle servico, que foi feito na melbor ordem
e sendo observadas, de modo digno de louvor, to-
" P'escripcoes dos regulamentos militares.
Deus guarde a V. S. -Illm. Sr. Manoel Gon-
calves Pereira Lima, digno commandaate do cor-*
po de polica(Aasignado)O brigadeiro, Jo
Clanndode Queirm.Couarme-SebastiaoFlon
do Reg, secretario interino.
FalleelmeatoPela msdrugada de hon-
tem fallecen repentinamente, em sua chcara em
Apipueos, D. Amelia de Ase vedo Naves, esposa
do Sr. Antonio da Silva Neves, despachante da
Alfandega.
Ainda muito joven, pois que contava apenas
23 sanes de idade, toi bruscamente arrancada
vida, deixando ns orpbandsde 2 innocentes filhi-
nhos, o ultimo dos quaes nascera ha menos de 15
das.
Apos o parto sobreviera-lhe urna febre puer-
peral, que foi promptamoote debellada pelo facul-
tativo assistente, que julgara a parturiente j em
condicoes de poder abandonar o leito. Eis qae
pela madrugada de hontem ao ser despertada para
acalentar a crianca recemnascida, nd acorde,
porque tem passado sbitamente da vida inorte,
tornando-se cadver, fulminada pjr ama asys-
talia.
De esmerada educaco, que ainda mais tazia
realcar as subidas qualidadea que a distinguiam,
a finada gosava de geral sympathia a era esti-
mada de todos quantos cultivavam-lhe as relacoes
de amisade.
Aoseu espojo e Exma. familia nossas condo-
lencias.
Feetejoa carnavalesco A commis-
so dos festejos carnavalescos das mas da Impe-
ratris e da Coneeico pedem-nos para lembrar aos
moradores de ambas que illuminem suas casas nos
tres dias de carnaval para maior brilhantismo da
feste.
Folhinha annnnclo Os Srs. Vianna
Castro &. O, estabelecidoj com loja de terrageos
ra do Duque de Caxias n. 115, remetteram-nos
alguns exemplares da folhinha-annuncio que. para.
o crrente anuo, puolicaram. Traz kalendario sim-
ples, e diversos aoeuncios.
Agradecemos.
O Club doa Microbios-O Club dos Mi-
crobios pereorrer aa principaes ras desta capi-
tal como j foi annuociado.
0 seo itinerario hoje o seguinte: Vidal de
Negreiros, travessa da Lenba, ra do Jardim,
largo do Forte, largo das Cinco Pontas, travessa
do Feixoto, Mrquez do H'rval, Baro da Victo-
ria, Cabug, Laraogeiras, eatreita e larga do Ro-
sario, praca da Independencia, 1 do Maro), pra-
ca de Pedro II, Duque de Caxias, Livrainento,
Penha, Marcilio D.as, travessa dos Martyrios, Co-
ronel Suassnna. pateo do Carmo, Paulino Cama
r*. Flores, Pas, Palma, Dias Cardoso, Coronel
Suassnna a recolher.
,Patacho Estronda HundoOs direc-
res deste patacho tendo em vista satiafazer ao pe-
dido dos moradores n ra do Visconde de Goyan-
na, resolverain alterar o seu itinerario, passando
na terca-feira tanto pela dita ra come pela do
Baro de S. Borja.
Directora tas obra*) de eonaerva-
co doa portnBoletim meteorolgico do
dia 18 de Fevereiro de 1887 :
Horas No Mr
S o ao 5
6 m. 243
9 284
12 305
8 t. 29-7
6 28l
Barmetro a
O
Teaso
do vapot
759"64!
760 75985
758m33
758*31
18.43
20.24
20.15
19.13
19.71
E
P
3
88
69
en
62
70
Temperatura mxima32.0.
Dita mnima24, Evaporac&o em 24 horas ao sol: t1",9 : som-
bra: 4,0.
Chuvanulla.
Direcoo do vento : SE todo o dis, com iater-
vallos de ESE durante 35 minutos.
Velocidade media do vento : 5,mS3 por segundo.
Nebulosidademedia: 0.4 1
Venclmenio rallUnrrx. Em 15 de
Janeiro finio foi promulgado o decreto do poder
executivo, n. 9,697, approvando as instruccSes que
reg'ilam o abono de vencimentos militares:
O'essas instruccoes copiamos os seguintes dis-
positivos :
Art. 1. Veaeimento militar o que os milite-
res- peceebem dos entres publico, em r*tribnieo
do servico que prestam ao Estado.
Art. 2. O vncimento dos officiaes compoe-se
do sold, vantegens geraes e especias e ajada de
costo.
1.* Sd vantagens geraes :
1. A gratificacao addicir>nal.
2. A etapa.
S.s A terca parta do sold em caaspanha.
2. Sd vantagens especias:
1.* As gratificacoes correspondentes ao exerci-
cio de fuocedes privativas.
2.a As torrageas para cavalgsduras e bestas de
bagagem.
3. A gratificacao para ainguel de crudo, con-
forme a naturesa do exersicio e a occasiao do ser-
vico.
4.* As quantias necessarias para compra e re-
monte de cavalgaduraa e uestes de bagagem.
(Decreto n. 1,880. de 31 de Janeiro de 1857 e
circular de 3 e aviso de 5 de Marco de 1875).
3. A ajada de eusto e o que percebe cerno
auiilio de viagem o offici&i nomeado para certas
commissSes.
Art. 8. O sold dos officiaes effectivoe do exer-
cito o marcado na tabel a aeguinte, sem gratifi-
cacao alguma, e correspondente aos postee ef-
fejtiros de suas patentes, e nunca aquelles em
3ne possam ser graduados. (Instruccoes de 1 ds
aaeiro de 1843 e aviso de 31 de Maio de 1842).
Tabella de toldo
Marecbal do exexcito 50QiSO
Teneote-general 400^001)
Marera*! de campo 300*000
Brigadeiro 240*000
Coronel 200*000
Tenente-coronel 16Q4C0
Major 1404000
Capitd 1
Tenente ou 1 tenente 70f*tJD
Alteres ou 2* tenente 69*00!)
Art. 16. A gratificacao addicional que perce-
hem os nnV.iaea do eaercite regulada pela se-
guinte tabella:
Marecbal do exercito
Teoente-general
Marecbal de campo
Brigadeiro
Coronel
Tenente coronel
Major
Capitd
f anate
Esfera en 2 tenente
drorgioes militares
Pbarmaceutieos militaree
Capelld-mdr
Capello tenente-coronei
Capellao major
Capello capitd
Capello tenente
Paragrapho nico. Estas gratificacees sao"pa-
gas nicamente aos officiaees empregados no servico
do exererto, em tempo de pas ou de guerra e desde
a dat> do exercicio ou da marcha para o logar onde
tenham de servir. (Decreto n. 260, de 1 de De-
sembro de 1811; instruccoes de 10 de Janeiro de
1843, art 11; decreto n. 1,900, de 7 de Marco de
1857, a lei n. 2,640, de 22 de Setembro de 1875,
art. 17).
Art. 2L A etapa dos officiaes do exercito ser
abonada pela forma seguinte :
Manchal de exercito
Commaudante de exercito ..%.
Ajudante de campo de Sua Magostado o
Imperador
Ajudante general do exercito
Director de colonias militares
Cotamandante de campo de iastruccao,
exercicios ou manobras............. 8*600
Director ou commaadante de escolas mili-
taras, bospitaea, fabricas e arsenaes
Memoro do Cooselbn Supremo Militar.. 5*409
Cemmisso activa de engenhrii os e de
residencia oa a ellas equiparadas..... 3*800
Temmte general
Commaadante de exercito
Ajadaaw de campo de Sos Magostado o
Imperador........................ 8*600
..

50*009
30*000
30*000
30*000
20*000
20*000
20*000
XtfOOO
10*000
10*000
4mf000
44*000
60*000
MpOOO
50*000
40*000
40*000
)

r,
*

,-





""-"-
Diario de Pernambcoftemngo 20 de Fevereiro de 1887
55

A
i
*
%

1
r-
r'r
Commandante da corpa de exereito, de
divisio, di simas, de praca ou forta-
leza, fronteiras, distrusto oa gaarni-
cio militar, dos corpoa especiaea de *>n-
genheiros e estado maior de 1 e 2.
clatse, de campa de netruecio. de ex-
ercicius oa aiaaobras
Commandante geral de artilheria
Director d: colonia militare
Aiudante general do Exercito inspector
militar ........................... 5**00
Director de escola militares, hospitae,
fabricas e arseoaes
Membro do Conselho Supremo Militar
Commisaao activa de engenheiros e de re-
periores da comarca, por parte do celebre Rodol-
pbo e da sus grey, muito principalmente contra o
promotor publico da comarca, Dr. Jos da Costa
)ourado, a qaem so mandou diser que te oeste
7100a denuncia contra Bodolpho tea victima!
m que estado de aoareba acha-ae aquella
Tilla !
Grande numero de criminoso* acham-se refu-
giados no termo e em lagares c .nhecidoa.
A maior parte dos criminosos da celebre he-
catombe de Jatob acham-se tambem all
Que 8. Exe. o'Sr. Dr. Pedro Vicente, com-
psdecendo-se da aorta dos magistrados da comarca
do Buique, lance ua Tiaras para ella, providen-
ciando enrgicamente para a represso dos erime
gid
acia oo ellas equiparadas....... 3*8001 all praticadoa e prevemndo novo que se premedi-
M800
um
de
de
2*600
11800
1*400
1*800
15400

-
I
1
Manchal de campo
Commandante de exercito, de campo de
instruccilo, exereicio ou manobra.. 04*00
Director de colonias militares
Ajudante general de exercito
Ajudante general, quartel mestre geoe-
ral ou chefe do estado maior do exer-
cito ou corpo de exerei'o em operacoes
Membro do Conselho Supremo Militar
Qualquer das outras commissoea cima
designadas para os tenantes gensrees
Commisaao activa da engenheiros e de re-
sidencia ou a ella equiparada
Depntado de ajndaite general e do quar-
tel mestre-general de forcas de opera-
coes .............................>
Brigadeiro
Ajudante general do exercito
Ajudante do Campo de Soa Magesta.de o
Imperador
Commandante geral de artilheria
Director de colonias militares
Commandante de campo de instruccio ej-
ercicios ou manobras e de diviaio.... 3*80
Commandante de brigada, de armas, de
praca ou tartaleas, de fronteira, dis-
tncto ou guarnieio militar, de corpoa
cap-ciar, de engenheiros, estado maior
de 1" e 2 classes e de presidios
Ajudante general, quartel-mestre-general
ou chefe de estado maior do exercito
ou corno do exercito de operacoes
Quartel meatre general do exercito
Inspector militar
Director e commandante daa escolas mi-
litares, hospitaes e fabricas
Memhro do conselho supremo militar
Commiisio activa de engenheiros e
residencia ou a ella equiparadas
Coronel
Commandante de brigada, de campo
instruccio, exercicij eu manobras.
Director de colonia militar.
Ajudante de campo de Saa magestade o
Imperador. ocm\
Quartel-mestre-general do exercito.... 2*600
(Commandante de praca, fortaleza^ fron-
teira, distncto ou guarjico militar.
Ajudante general, quartel meatre-gneral
eu chefe do estado maior doexercito
cu corpo de exercito de operacoes.
Deputado do ajuiaute e do quartel-mea-
tre general de forca de operacoes.
Secretario, ajjdaote de ordena e de cam-
po ou empregado as secretarias mili-
tare de forca de operacoes.
Inspector militar.
Commandante de corpo, batalho ou regi-
ment.
Commandante de presidios.
Director e commandan:e de escolas mili-
tares, hospitaes, fabricas e arsenaes.
Commiasio activa de engenheiros e de
residencia ou a ellas equiparada.
Commisaao de estado-maior de 1 e 2*
classes ou a ellas equiparadas.
Secretario do ajudante general do exer-
cito............................... 1*500
Tenente- coronel
Commandante de armas.
Commandante de corpo, batalho ou regi-
ment.
Ajudante general, quartel-mestre-general
cu ebefe do estado-maior do exercito
ou corpo de oxercio de operacoes. ^
Commandandante de campo de instruecao,
exercicios ou manobras.
Director de colonia -miliar.............
Secretario do ajudanta general do exer-
cito.
Commisxao activa de engenheiros, de re-
sidencia, de estado-maior de 1* e 2*
eiaases ou outra qualquer commisaao
miliur............, .............
Majar
Commandante de campo de instruccio, ex-
ercicios ou manobras.
Director de colonia militar...........
Secretario do ajudante general do exer-
cito.
Coamssio activa de engenheiros, de re-
sidencia e de estado-maior de 1* e 2
classes ou outra qualquer commisaao
militar.............................
Capitao
Commandante interino do corpo, batalhio
ou regiment.
Commandante de campo de instruccio,
exercicios ou manobras.
Fiscal ou mandante.
Director de colonia militar............. 1*400
Commisaao activa de engenheiros, de re-
sidencia, de estado-maior de 1* classe
ou outra qualquer commissio militar.. 1*000
Subalterno
Commandante de Campo de instruccio,
exercicios ou manobras. I
Director de colonia militar............ 1*4001
Vencem em qualquer ontra commisaao mi-
litar............................ 1*000
1. O* officiaes empregados no comm'.sariado,
intendencia e pagadoria militares de forcas de
operacoes veneem :
Chefe....................... 1*400
Officiaes...................... 1*000
(iaraohna*Eicreve o nosso correspon-
dente era 17 do correte :
Sao sobremodo aterradoras as noticias qu
acabam squi d chegar da comarca de Buique.
O termo da pedra ach-se alarmado.
Assombrosos surprehendentes aeouteeiraen-
tos acabam de se dar n'aquelle termo, como con-
sequencia de outros que recentemente j se deram
e nos quaes representou e representa de protogo -
nista Rodolpho Rolemberg de Albuquerque, ja
bastante celebre na carreira do crime.
O facto, porin, que ltimamente realisou-se
uo termo da Pedra, o que tem posto os sea* habi-
em constante sobresalto e profundamente
rondo aos homens que presam a maauteneao
e n publica, um deates crimes que deixam
apa si o assombro e a conaternacao que jamis se
poderio esquecer!
. O celebre Rodolpho Rolemberg, mandou enve-
nenar a um seu irmao, com monstruoso intento
de apoderar de urna vez de sua ioditosa cu-
nhada.
Denunciado Rodolpho e o seu mandatario de
nome Zacharia, foram afnal pronunciados, sendo
preso o ultimo e recolhido cadeia da Pedra, donde
mais tarde evadio-se, tendo suboroado duas pra-
ca de polica que lbe facilitaran a fuga!
Na dia 4 do correte, coubecendo Rodolpho
que a occasiio lhe era propicia para levar a effeito
os sena projectos, pois nao existiam senio duas
pracas na villa, apresentou-se ahi inesperada-
mente, e, de sorpreza, acompanhado de dons as-
g&aaiaoa, que nao foram reconhecidoa, e completa-
mente muuiciadose armados, aprisionaran! ocscri-
vo do crime, e sob as mais toiriveis ameacas de
punhaes erguidos, o obrigaram a entregar lhes o
procesao do uses en o Rodolpho. que immediatamente
o rasgou conduxind? os fragmentos como um tro-
pho de victoria I...
Tendo conhecimento do facto criminse, o de-
legado da pedra, Clementino de Siqueira, dirigi-
se para o Buique onde foi participar o facto ao
Dr. juiz de direito da comarca e reunindo ahi algu-
maa pessoa mal armadas, sabio precipitadamente
no encalco dos criminos-js,indo encontral-osao ama-
nhecer em casa do tenente-coronel Arcoverde, sa-
gro de Rodolpho, distante 18 kilmetros da villa
do Buique ; e, succedendo ser a forca presentida
patos criminosos, evadiram-se elles, e sendo perse-
gaUos fizeram fo^o sobre urna praca de polica
que os persegua cavallo, morreado esta assassi-
n ida com duas bala* que empregaram-se na re
giio frontal, sendo seu asaaasi o o brbaro Ro-
d-lpno.
Apeaar de perseguaos, nao podaras ser pri-
sos os autores de to hediondos crime, por nao
ha ver forca nem municoea t...
Em abono da ventada, dis o nosso informante,
deve afirmar-se que esli seas cartuchos e espole-
tas as pracas aqu destacadas, pois as muaicoes
que haviam, foram conduaidas para Tacarat, pelo
tenente Paiva.
Chovem as ameacas contra as autoridada w-
tam levar 4 effeito I...
Hoje apresentou-se ao capitao Napoleo Mar-
ues Galvo, delegado de polica, 'o individuo
mygdio Pereira da Silva, morador na Barriguda,
tormo de Correntes, que, anda coberto de sangue
e atrozmente espancado por ordem do subdelegado
da Palmeira, viuha pedir providencias para a sua
liberdade e vida, summamente ameafada pela poli
cia daquella localidade.
Dase Emygdio Pereira que, estando no po-
voado da Palmeira, no dia 13 do cerrente, foi ag
gredido e espancado por uca individuo de nome
Ciauaino, que aps a perpetrscio do crime, on
duzio-o a presenca do subdelegado Joaquim An-
tonio de Moraea, que incontinenti mandsu-o para
o tronco donde aahie segunda-ieira ao meio dia no
estado lastimoso em que se apresentava ao dele-
gado do termo.
O Sr. capitio Nap3leo, teloso. eomo no
cumprimeato de seu dever, mandou immediata-
meato examinar o paciente pelo pharmaceutico O.
Bra, e vai promover o inquerito policial para pro-
ceder-se contra o autor ou autores da tao brbaro
espancaoento.
Rcalisuram-seno dia 10 do corrente as exe-
quias solemnes pelo descanco eterno do coronel
Antonio BaptU'a de Mello Peixoto.
O acto foi muito coucorrido. Em a nave da
igreja erguia-ae um bonito catafalco. O libera fei
cantado pela orchestra.
Anda boje rezou-se urna missa pelo repouso
eterno do alfeies Joao Candido de Mello. Hoave
memento que toi entoado pela orchestra.
Com muita pompa realisou-se no dia 2 do an
dante a feata do glorioso martyr S. Sebastio.
Houve, apos a festa, cavalbadas, e a tarde
srhio a procissio que percorreu quasi todas as
ras da cidade.
A concurrencia foi grande, nao notando-se,
entretanto, a mais leve perturbadlo da ordem pu-
blica.
a Au revoir.
Cidaile de Gravat&Eacrevem-nos em
14 do corrente :
No da 30 de Desembro do anao prximo
panado tomou posse do cargo de vgario encom-
mendado, o Revm. Joao Olympio de Souza Lvra,
que vai mostrando aer bom pastor e vai angarian-
do as sympatbias de suas ovelhas.
No dia 7 de Janeiro tomou posse a nova C-
mara Municipal, sendo eleito presidente Flix Jus-
tino Carneiro de Miranda, o vice-presidente Bel-
larmino Becerra de Mello.
A maioria da Cmara conservadora.
c No dia 30 festejou se o martyr 8. Sebastio,
sendo muito concorrida a festa, que esteve bri-
lhante. Ha muitos annos que nao se fasia essa
feata ; agora, devido aos dignos vgario e Dr. Vi-
cente de Paula Felicio dos Santos, engenbeiro,
residente nesta cidade, teve lugar essa rei-giosa
I solemnidade.
' Cautou a micsa o digno padre Joao Tenorio,
; coadjutor de Bezerros, e pregou o Revm. vi-
> A eleico para a festa do anuo vindouro a
seguinte :
Juizes por eleicSoDr. Vicente de Paula
Felicio dos Santos e Antonio Avelina do Reg
Barros.
Juizes por devoclo Professor publico Joao
Jos Ribeiro e capitio Josino Becerra Vasconcel-
1 os Torres.
Juizas por eleieaoA Etma. Sra. D Feli-
ciana, esposa do Sr. Dr. juiz de direito Joaquim
Guenn-s da Silva Melle, e a Exma. Sra. D. Ma-
; ria Theophila Bezerra, filha do Sr. capitao Jo-
suino.
Juisas por devocoA Exma. Sra. D. Emilia
Bezerra Pires Ferreira, esposa do Sr. Francisco
Bezerra de Carvalbo, e a Exma. Sra. D. Anna
Tbereza de Jess, esposa do Sr. tenente Jos Be-
zerra Vaaconcellos Torres.
' Eacrivaes por eleieaoO*Srs. tenente honora-
rio do exercito Manoel Ferreira L.ins e tenente
Jos do Carmo Castro Cerreia de Oliveira.
Eacrivaes por devocao Os Sr. negociantes
Franeiaco Jos da Silva e Jeronymo Gomes da
Silva.
Escrivas por eleicSo A Exma. Sra. D. Ma-
ra Magdalena, filha do Sr. Victoria Jos Gon-
calves, e a Exma. Sra. D. Emilia Becerra Coi Iho
Carvalbo, esposa do Sr. Mansel Bererra de Car-
valbo.
Escrivis por devoco As Exmas. Sras. D.
Anna Amalia Barbosa da Silva, professora pu-
blica desta cidade, e a Exma. Sra. D Alexandn-
na, esposa do Sr. alteres Manoel Bezerra de Si-
queira Ramos.
Procurador gernl O Sr. Manoel Leite do Nas-
[ cimento Barbosa.
Procuradores Os Srs. Minervino Jos Ri-
. beiio e tenente Vicente Soares da Silva.
Thesoureiro=0 Revm. viga rio Joao Olympio
| de Souca Lyra.
Mordomoa e mordomasTodos os devoto e
devotas do glerioso martyr S. Sebastio.
a Deixou o exercicio da vara de juis municipal
e de orpbos o Dr. Antonio Cesarlo Ribeiro, por
ter hndado o quatriennio.
Vimos no seu Diario o telegramma dizendo
ter sido nomeado juis municipal e de orphaos para
este termo o Dr. Jos Pedro de Salles.
Pareceu-oos haver engao, pois por aqu fal-
lava-se muito no Dr. Jos Francisco de Fanas
Salles. Se foi este, est o termo de Bezerros bem
servido, porque um moco distincto e popular.
Est commandando o destacamento desta ci-
dade o cabo Laurentino, que moralisado Tem
servido de subdelegado e delegado, devido a mo
r*rem distante as autoridades policiaes, que sao
agricultores e nao tem tempo para policiar.
a Esteve outr'ora commandando o destacamento
o Sr. alteres do corpo de polica Jos Nicolao Fer-
reira Gomes, e oceupava o cargo de subdelegado
do 1." districto, ajudando as outras autoridades.
Esse crucial foi, porm, retirado para o cor-
po, e muita falta nos tem feito, pois o servico pu-
blico lucrava muito com a aua presenca nesta ci-
dade.
c Nos das 5 e 6 do crrante eboveu muito e o
rio tomou agua, que todava se escoou em 24
horas.
< EstSo-ae preparando urnas cavalbadas para o
Carnaval. Ha muito gosto e influencia, devido
ao autor da idea ojsr. tenente Manoel Leite do
Nascimcnto Barbosa, a
Problbiro do uno doalcool de ba
tata em Hrapaniia-O alcaide (Syndico)
de Madrid prohibi o uso do alcool de batatas na
fabricacao dos licores por medida bygienica. Des-
ta prohibico grande daino vem a Germania, a
qual todos os annos expeda s para Madrid alcool
no valor de cerca de 300,000 marcos (francos
11,250,030). Se as outras cidades de Hcspanna
imitarem a capital a perda da Germania ser na-
turalmente maia grave dahi o protestos do parla
ment allemio no discutir o projecto de proroga-
cao de commercio entre as dua* nacoes.
Expoaif o de baiatan-Xo 1 de Dezem-
bro na Santa Stephu'a Hall, rVeateminstc Agna
nim, em Londres, foi aberta urna expoacio para
celebrar o terceiro centenario da iutroducco das
batatas em Inglaterra.
Os expositores eram35 de varias partes do Reino
Unido, e esli expestos nao menos de 500 varie-
dades de batatas.
Mel operan notas-As operas aovas que
na actual estacao invernosa da Europa tinham de
ser representadas no theatros italianos sao em
numeio de seis. E eis aqu a lista deltas e dos
theatros que aa levarlo cena.
Na Scala de Mi lio, OteUo, de Verdi; nodo
Verne da meema cidade, Natie dAprile, do maes-
tro Ferrari; no de Apollo de Roma, la Giuditta,
do maestro Falchi; no da Phenix de Veneza, II
Re Nalo, Verona, Edelweit d>> maestro Castracane ; emfim
em Cataota, II Tempio di Cupido, de V. Maugeri-
Zangara.
Oa prazerea da emarlaiaei daa
abatnela* aervlnaaOacafeoo, isto o
cal, o cha, o guaran, o chocolate, a coca o mate
outras substancias menos eoabeeidaa, produzem
raras vesos orna embriagues particular, que nio
pode ser experimentada seno pelas peaaoaa d'ama
sibilidade muitoexquisita e quando estas bebidas
aio usados emgrande abundancia. Neste, c.so pro-
va-se urna sensacao agradaveU'erethiamo cootui I
so a pessoa obrigada a rir sem motivo, a mover-
se a cadaiustante, e a expandir em mil extravagan-
cias o exeeaso desensioilidadeque a invade quasi
como falseas ou ondas interrompidas.
E' esta a de embriagues cafeoa mais coooram,
dis um escriptor e que temos experimentado no
curso de noata vida, uebeado urna aps outras
cinco chavenas de caf muito forte, e absorvendo
um chaven* abundante do metbor chocolate da
costa do Per.
Todos provam efteitoa diversos quanto ao caf
pouquissimos sabem distinguir as diversas gradua-
coes do bem estar que produs ; porm um dos pra-
ceres superiores se deve a axaltacio rpida e paa-
sageira da sensibilidade e do pensamento que da
simples consciencia d'um praser indefinito, pode
cnegar a um verdadeiro excesso d'erethiamo pbos-
phorico e convulso.
A embriaguez cafecs, predilecta dos homens
de exquesito sentir e de inteligencia vivas, no-
civa smente em algum rarissimo caso ; como ser
as pesseas muito nervosas e em pases muito ele-
vados ou seceos come as provincias do nsrte da
Confederacio Argentina, Potos, Cbuquisaca, eem
geral a parte alta da Bolivia.
,eil*eEtiectuar-se-hao:
Amanha :
Pe'o agente Pinto, as 11 horas, na travessa do
Corpo Santo n. 23, de queijos suissoa.
Terca-feira :
Celo agente Gutmao, s 10 horas, em frente
Associacio Agrcola, de assucar turbinado.
Pelo agente Pinto, s 11 hora, no caes Vinte e
Dous de Novambro, de 4 vaccaa com e sem cria,
cimento em barra e plvora.
Quarta-feira : ,
Peto agente Bruto, s 11 horas, na ra do Impe-
rador n. 16. de urna parte do engenho Brum.
Miaaaa fnebres.-Scrao celebradas :
Amanbi :
As 7 horas, na mstriz de Santo Antonio, por
alma de Genesio Geroncio Peixoto de Albuquer -
que.
Terca-feira :
A's 8 horas, na Ordem Tercera de S. Francisco,
por alma do commendador Antonio Ignacio do Reg
Medeiros.
Quarta-feira :
A' 8 hora, no convento de S. Fjanciaco, por
alma de Ignacio Joaquim da Costa Guimaries.
Pasaasreiro*Subidos para os portos do
norte no vapor Pirapatna:
Dr. chefe de polica e sua familia, Dr. Cicero
Cmara, Vfr. Moraut.
fcOperarea elrarsrleaaForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 19 do correte, as
seguintes:
Pelo Dr. Malaquiss;
Extirpacio de kisto sebceo da regiio fronto
nasal.
Pele Dr. Berardo:
Extraccio de catarata don pelo procesao a re-
talbo perifrico de Wecker.
Pupilla artificial indicada por synechias poste-
riores e mancha da cornea, consecutivas a quei-
madura no olho.
Casa de DetencoMovimento dos pre-
sos do da 18 de Fevereiro :
Existiain presos 372, entraram 12, sahiram 26.
Existem 358.
A saber :
Nacionaes 329, muiheres 7, estrsngeiros 15, ee*
cravos sentenciados 6, dito de correcco 1To
tal 358.
Arracoados 329, sendo: bona 318, doentea 11.
Total 3U9.
Movimento da enfermara:
Tiveram baixa:
P. Lucas.
Sebastio Cordeiro riamos.
Teve alta :
Manoel Thomas de Aquiao.
tiramde extraordinaria lotera daa
Alaaroaa Esta grande lotera, cujo premio
grande 2,000:000*000, ser extrahida imprete-
nvelmente no dia 26 de Fevereiro prximo.
Os bi I he tes acham-ae venda na praca da In-
dedendencia ns. 37 e 39.
Lotera de Mlnas-OeraesA 5' parte
da 1* lotera desta provincia, cujo premio grande
600:000*000, ser extrahida no dia 24 do Fe-
vereiro, impreterivelmente.
Os bilheies acham-se venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera do Ceara A lotera desta
provincia, cujo premio grande 400:000*000 ser
extrahida no dia 20 de Fevereiro.
Os bilbetes acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Tamoem acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia na 37 e 39.
Lotera de Macelo de 300iOO#000
A 5* partes da 15* lotera, cujo premio
grande de 390:000*, pelo novo plano, ser ex-
trahida impreterivelmente 'no dia 22 de Fevereiro
ao meio da.
Bilbetes venda na Casa Folia da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda Roda da Fortuna
na ra Larga do Rosario n. 36 e na Casa da For-
tuna ra 1* de Marco n. 23.
Frecoa resumido
Lotera do Uro Para-A 11a parte ies-
ta lotera ser extrahida no dia 24 de Feve-
reiro.
Bilhetos venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Mareo n. 83.
Lotera do ParamaEsta importante lo-
lene, cujo premio grande 300:000*000, e habi-
lita-se a tirar 15:000*000, ser extrahida impre-
terivelmente no dia .. de Fevereiro.
Acham-se expostos venda os restos dos bilbe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Maree
n. 23.
botera da rrteA 2* parte da 203* lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:0004
aera extrahida no da .. de Fevereiro.
Os bilbetes acham-se venda na praca da In-
deoendeucia na. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Lotera do BloA 3* parte da lotera
n. 366, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dia .. de Janeiro.
Os bletes acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
62 dos estatutos 1:270*5C4
Lucros suspensos :
Saldo de lacros
nio distribuidos
no presente ba-
lante 1:434*541
Emeso de letras hypothecarias :
Por 8,392 letras hypothecarias em circulacao :
5,177 do 1-
semestre,1 517:700*000
Concluiodo, a commssio de parecer que se-
jam approvdas as coatas e bataneo da cropa-
hbia, louvando-se ao mesmo tempo a dedicacio,
aelo e servicoa prestados peles dignes-membro da
directora e goreucia em prol dos interesses da
Sociedade.
Recite, 19 de Fevereiro de 1887.
Joo Jone Rodrigues iieades.
John H Boxneell.
Tho; Coaber.
3,215 do 2 |
dito
1 aerie
321:500*000 839:200*009
Garantas de bypothcas :
Ruraes 1,308:800*000
Urbanas 385:300*000 1,694:100*000
Caucio d'admiais-
tracio .e geren-
cia
Ttulos em caucio :
Pele valor de 40,)
letras hypoteea-
ihs de ns. 6376
a 6675
Letras hypothecarias norteadas :
Valor de 124 le-
tras resgatar
de Io e 3 sor-
teios
Premios de letras
bypotbecaria s
sorteadas
Juros de letras bypotbecaria :
Pelo saldo dos ju-
ros contados at
hoje
Dividendos:
Pelo 1 a distri-
buir na razio do
10 /. ou 4*000
por accio
Amortiaacoe :
Pelo saldo desta
conta
40:000*000
12:400*000
20OOOO
16:264*500
10:000*000
PLBLItUMS A PDUiO
79*460
Rs. 3,130:9494005
S. E. e O.
Pernambuco, 31 de Desembro de 1886,
Os administradores,
Manoel ao de Amorim.
Jote da Silva Loyo Jnior.
Luiz Duprat.
Transferencia de accSet
Foram transferidas, dorante o anno bancario,
355 acedes; sendo: 100 por alvar e 255 por
venda. D'sstaa:
10 ao prece de 40*000 cada urna.
170 ao preco de 41*000 cada urna.
75 ao preso de 42*000 cada urna.
255
Parecer da commlaatTo flacal
Srt. accionistas.Cumpriodo o art 75 dos nos-
sos estatutos, vimos, como membros da commseio
fiscal, apresentar-vos o noaao parecer sobre os
negocios e operacoes do anno bancario finds em
31 de Dezembro prximo paseado.
Examinamos oa lvroa e a escripturacao do Ban-
co ; confrontamos com ella os balancos e deinon-
tracoes da conta deLucros e Perdas tu.lo en-
contrando exacto, em boa ordem e com clareza.
Da demontracio da conta deLucros e Perdas
v se que a receita e despeza do anno, foram as
seguintes:
12:068*193
36:793*282
Receita1. semestre
2.
PERNAMBUCO
Banco de Crdito Real de Per
BALAN0 EM 31 DE DEZEMBRO DE 1886
Activo
Accionistas:
Pelas entradas a
realiaar
Em prestimos bypothacarioe :
Kuraea 612:900*000
Urbanos 226:300*000 839:200*000
400:000*000
Valores bypothecadoB:
Ruraes 1,308:800*000
Urbanos 385:300*u00 1,694:100 000
Letras hypothecarias:
Pelo valor de 757 letras existentes em carteira e
pertoDcentes ao Banco :
530 do 1" se-) 5*000*000
mestre >
227 2 dito J-J aerie 22:700*000
Despeza--1." semestre
2.
Lucros lquidos
8:5154410
27:641*020
Da importancia d'estes lucros lquidos foram de-
dazidos:
Fundo de reserva-l % |1 .-270*504
Dividendo L* 10:000*000 11:270*^4
Saldo em lucros suspensos
Apras-noa siguificar-vos que para urna institu-
cao novel na nosaa praca, o resultado do seu pri-
meiro anno fri muito vaotajoso, tanto mais, quanto
o justo crdito as auas operacoes o cooseguio
desde a primera operacio que realisou.
A admnistracao em seu relatorio vos esclarece
detalhadamente o movimento havido; e esta com-
misaao faseodo-liie referencia conclue propondo-
vos que sejam approvadas as contas apresentadas
referentes ao anno bancario findo em 31 de De-
zembro de 1886.
Banco de Crdito Real de Pernambuco, 4 de
Fevereiro de 1887.
Francisca Ribeiro Pinto Guimare.
Jos Adolphode Oliveira Lima.
Vencido emquanto ao dividendo, que no mea
parecer nio pode exceder a 12 % anno, em-
quanto ofundo de reservauio es ti ver com
pleto, em conformidede com o art, 52 2. de es
tatutos. O dividendo de 10 % para seis mezes,
sobre os cincoenta contos que s foram realisados
no fim de Juubo, na razio de 20 % ao anao.
Thotnax Comber.
O Sr. Rosa e Silva
XX
Fallando no artigo precedente da grande supe
riordade da nosaa exportacio sobre a aossa im
portacao notei que d'ahi vem a nosaa miseria sem
16000*000 Pre-TeC,!nt*t e tanto maior quinto mais prospe-
ra e opulenta tor riqueza ncaae paiz, em quanto
se der a m- sma causa.
E a razio que de toda a riqueza que se os-
tenta nesta torra, bem pouco nosso, pois ella
perteoce pela maior parte aos estraageiros. O lu-
cro liquido da agricultura, esta industria qae s
nos exercemes, arrecadado pelo comm>roio tudo
dos ea'raogeiros, que transDortam, em parte coin-
sigo quando julgam aua fortuna frita.
Notamos anda que do lucro do commercio que
nio transportara e aqu empregam em edifica-
ces ou acedes de companhias ou em apolicea pro -
vinciaes ou geraes, s conaom^m aqu parte das
rend u em quanto esli completando a sua fortu-
na ; a qual teita, se retirara deixando seus capi-
taes em renda, as recebando e gosando na sua
patria.
Assim a vida commoda e independente, o lucho,
a ostentacio e a grandeza que se vi qoaai toda
dos estrsngeiros. O nosso o pauprrimo, cada
vez maior, que s tem por industrias aa duas que,
alm do commercio, ha no paiz, isto o empre-
go publico e a p ou a enchada, que, com a ca-
rettia de tudo e o atraso da agricultura, ca Ja ves
mais empenhada, s d o salario para tiver mi-
seravelmente.
O resultado que se transportara todo o anno
para a Europa o valor de mais um terco, tocando
j metade de nosaa exportacio, que perten-
cente oo a eatrangeiros que se retiram e levara
seus fundos nessa mesma parte da exportacio on
a outros eatran^eiros quo j se retiraram ou u seua
succesaorea, todou oa quaes recebem l aa rendas
doa captaea que foram deixadoa ci para tal fim.
Assim pertence em todo o imperio aos eatraogei-
roa:
A tibernaa;
As padarias ;
A lojas de fazeodas ;
A de louca ;
As de movis ;
A fabricas de calcado ;
Ditas de chapeos ;
Ditas de chapeos de sol ;
As tojas do chapeos ;
As lojas de livros ;
As fabricas de camisas ;
Aa lujas de calcado ;
Ditas de objectos de escriptorio ;
Fabricas de rap ;
Ditas de cigarros;
Ae tabacarias ;
As 'lojas de quinqulharias ;
As fucilaras;
As lojas de ferragens ;
As de r upi feita ;
As de joias e relogios;
As de machinas de costura ;
O mscate de joias e relogios ;
Oa de far.eoda;
Oa de quinquelharias;
Oa rmaseos de gneros de estiva ;
Os de tecidoa;
As lojas de cera ;
Oa armazeos de xarque ;
Oa de farinba de trigo ;
Oa consignatarios de xarque ;
Os compradores de bacalho;
Os ai mazeos de cabos etc. ;
Os tornecdores de navios ;
A casas de conaiguacio de assucar ;
As do cafe \no au!);
Os armazens de assucar ;
Os exportadores de xarque (Rio Grande);
Os dos residuos de gado ;
Os compradores do caf ;
De couros salgados e seceos;
De algodio ;
Os de sola e pelles ;
As consigoaces do estrangeiro ;
As daa provincias ;
Os collegios das irmis de caridade ;
Os accionistas do banco do Brasil com a dotacao
de 20,000 contos do suor do povo;
Dos bancos bypothecaros com a dotacao de
muitos milhares de contos tirados do suor do
povo
48:861*475
36:156*430
12:705*045
1:434*541
Cmpanb vegac&o Coatelra mr vapor
Duianto o anno de 1886 foram lavrados no res-
pectivo livro seis termes transferindo por venda
115 aeces ; o que ss fas publico em virtude do
disposto no art 16 1" da le o. 1350 de 4 de No-
vembro de 1882.
Escriptorio da Companhit Pernambucana, no
Reeif, 19 de Fevereiro de 1887.
O gerente,
Clemente Lima.
1.128:2004000
1:000*000
15:60D*000
900*0(10
434:7'i8*240
2:276*400
Balango da Companhia Pernambucana de Navega-
cao Cosleira por vapor em 31 de Dezembro de
1887:
Activo
Aeces disponiveis
Aeces
Apolicea provinciaea de Alagoaa
dem dem do Ceara
Proprioa diversos
Bens movis
Vapores
Lanchas e canoas
Subvences
Ministerios 112:8l3i0Jl
Thesouroa provinciaea 25:349*100
Fretes a receber 1:833:790
Oficinas 30:533*830
Depsitos de sobreseleatea 52:454*627
Deposito de vveres 1:805*818
Carvo a bordo 3:550*000
Devedores geraes 1:100*411
Contas diversas 49:751*104
London & Brasillan Bank 3:999*97
Caixa 665*368
Dai- estradas de ferro com a dotacao da garan-
ta de juros;
Daa companhias de seguros martimos ;
Das companhias de seguro contra o incendio ;
Proprietanos dos predios urbano ;
Capitalistas deacontadores de letras ;
Casas bancariag;
Armazens alfandegados ;
Ditos de recolher;
Armazens de seceos (no Rio) ;
Exportadores;
Armazem de movis ;
Ditos de madeiraa ;
No Rio de Janeiro o commercio de quasi todo
os genero com que se trafica nos mercados, como
ovos, galliobaa, tructaa e quanto nellea se v'
Nio enumero as pequeas industrias, eomo ai
de cavoqueiro, de eograchador, de amolador, etc.,
etc., que tambem aio redes que tambem pescara e
que transportan! para a Europa.
Quasi todas estas especies de commercio aio do
eatrangeiro. O que ha nelles de nacional mnito
insignificante, ou pela mserabilidade de cada um
ou pelo diminuto numero dos que tm algum valor
e anda assim muito raramente, entre oa prmei-
roa.
Sio pois seateoaa de mlbar ou um milhio de
redes de largas e miudaa maluas por onde se colhe
tudo o que a agricultura produz, deduzido o que a
gente do paiz consom para paasai urna vida cada
dia mais miseravel, deduzidos oa impostos provin-
723:113*300 jciaes e geraes com que se pagara os juros da dvi-
11:489*000 \rla externa e o das apoliees, a muito maior parte
27:966*666 a possuidores estrsngeiros. e as outras deapezas,
da lotera, em qne os vencimentos s se ostentara
grandes pelo algariaao, por causa da grnale de-
preciado da moeda, isto augmentar a miseria da
classe geralmeote mais educada da sociedade,
augmentar a immensa classe dos parsitas pelo
reeurso a todos os meio Ilcitos da viver.
Nio preciso algum movimento do coracio para
se sentir a inconveniencia dease mei; basta atten-
der s coosequencia sociaes e polticas, (e poli-
ticas de nosaa poltica) que resultam deste expe-
diente). *
Nio com expedientes destocados, solados, des-
sastroaos, donde podem e muita veces necessa-
riamente reaulU maior mal, que se cura das des-
granas da patria como em grande desgraca est a
nosaa pelas euaa finaocas e geral e progressira-
mente espantosa miseria.
Oa ladres de todos os generes, em todas as eiaa-
ses e por te dos os meios, j sao tan tos,...mxime com
o positivismo, que, tendo nesta trra quasi de todo
demittido Deua, e teme o outro, quando o teme,
e i ama a si. .
Nio sao esaes meios, poif, que curara dos malea
da patria, ou os melnoram. Os grandes malea
sao effeitos de grtndes causas, e os da progres-
siva miseria do pas e de nossas finaocas aio pa-
tentes, como rica exposto.
_ Este milhio de redes que ae cbamam o commer-
cio do paiz e que todo eatrangeiro, colhendo todo
o producto da nica industria nacional, dedusid
o ponco com que os nacionaes se miseravelmente
mantera, e o remetendo constantemente para a
Europa era rendas ou em fundos, para l ser
capitaiiaado ou consumido, s podem nroduzir a mi-
seria do povo, e esta a miseria das (loancas.
Quaai todo o liquido da produ^cio, quasi todas
as renda doa captaea existentes no paiz, sendo re-
mettidos p^ra.u estrangeiro, o que fica a miseria,
que, pouco conaumindo, mais torna cada dia mi-
sera essas finaocas.
O lemedio fazer que o commercio nao tran-
sporte para a Europ i, o lucro que a agricultura
produz.
As medidas que a esmo ae propoem para as
nossas desgracas, nem visara nem atingem aquella
causa.
Sao dellaa as principaes as que no pass&do ar-
tigo mencione!.
' a primera entre estas e com que se faz tao
grande grita, a tal grande naturalisaeo, a que so
juntam outras com ella concurrentes a attrahir a
imagracao.
Sio esias concurrentes com a grande naturali-
saeio para attrahir a immigracio, o casamento
civil, a separacio do estado e da igreja.
)ra, nao temos nenbuma destas tres iustitui-
ces, e no emtanto a itnmigracin p-.ra o commer-
cio muito maior do que elle pode comportar.
Porque, pois, sa.< julgadas nec ataras* para po-
voar de emigrados que os culfivem esees vastis-
smos campse selvas que poisumos?
O que attrahe os immigrantea aio as cartas dos
que esli no paiz ; mil ve-es se tem repetido esta
verdade. B o que dizem estas cartas d'aqu es-
cripias? Que o corara1 re o a couaa nica nesta
trra, que d vida e fortuna. Portento intil e
em pura pe rda todos os meios e deapezas empre-
adas com o fim de attrahir immigrantes aos cam-
pos ; por igual para o commercio, onde sio de-
nais os emigrados.
Se o commercio varre com o seu milhio de re-
dea todo o producto lquido da agricultura, e o
transporta para a Europa assim como todas as
rendoa doa capitaes fixos ou em movimento aqui,
como | haver meio algum attrahir os europeua
da desgraca em sua patria para outra em trra
estraoha ?
Ser que a grande naturaliaacao inhiba oa es-
trangeiros do commercio a voltarem sua trra
com seos capitaes e rendas, urna vez fei .a a sua
fortuna ?
Serio elles obrigados a naturalisar-se ? nio.
Mas supponha.se que, facultada e facilitada a
grande naturalisacio, a le diga :' Quera niotor
brasleiro nio pode commerciar senas em tal ou
talM restricto ramo. Ficam presos assim, quando
toda a sua ancia, de quasi todos, de encher o seu
pote, deixar seus predios, apoliees e accoes ren-
dendo e se retirar ?
E' claro que tudo isto sio estultices com que os
polticos se illudem as proprios, e entretem o pu-
blico para tazel-o viver de alguma esperanca.
A' vista d'isto nio carecemos nem levemente
de apreciar mais nenbuma daa medidas que se
indicara ; basta perguntar: alguma dellas tende a
privar que o commercio varra quasi todo o produ-
cto quido da agricultura e o transporte e a renda
dos capitaes qae aqui ticam, para a Europa ?
Nio. E' a resposta que nao pode soffrer con-
testacio.
Esta que toda e nica questio brasilera:
de dinheiro, da p ibresa, da miseria nacional
diante'da opulencia doa bens estrageiros, da colhei-
ta de tudo o que se produz transportada para a
Europa, ao avanco para os empregos pblicos,
j nio digo doa grandes, dos commodoa, mas doa
insignificantes, para matar a fome deste pas que
sem industria, pela retirada de todas aa economas,
de todaa aa rendas.
O nacional que nio alcanca um emprego publico,
vive a cuate doa outros, de todos os recersos de
iniidade, ou do roubo ou do furto que em vista
escallu na generaidade fallando.
Ha mais um recurso que sio os empreguiohos as
estradas de ferro. At ahi, onde os inglezes sio
pagos a contos de res, os brasileiros sao pagoa
com miaerabillisaimos salarios. E nos pagamos os
juros doa captaea deesas empresas, e aos fiscaes que
fiscalisam os grand.s ordenados doa inglezes e as
miseraveis migalha dos empregados nacionaes.
Basta deata tao longa digreaaio; continuemos
o estndo da questio da eoaversio do nosso meio
circulante papel para o ouro, a que temos sido le-
vados p-lo discurso do distincto deputado o Sr.
Rosa e Silva, de que no temo oceupado.
Recife, 14 de Fevereiro de 1887.
Affonso de Albuquerque Mello.
Deposito d'admi-
nstraco e ge-
rencia
Letras a receber
Valores cauciona-
dos
Movis e utensi-
lios
Deapezas d'instal-
lacio
Impressoas e li-
vros
Caixa :
Dinheiro existente
no cofre do Ban -
co
Capital:
Valor de 2,500
acece de 200*
Fuudo de reserva:
10 / ore.....
12:705*045,
conforma o art.
75:700*000
16:000*000
32:000*000
40:000*000
1:788*990
3:150*720
4:155*200
24:854*095
Rs. 3,130:949*005
alvo
590:000*000
2.629:170*652
Passivo
Capitai 2.000:000*000
Fundo de reserva 66:527*840
brgaces garantidas 180:800*000
Letras a pagar J10:289J580
Dividendo 1:532*000
Juro e amortisacio do emprestimo i2:6560 Credores diversos 79:539*508
Lucros e perdas 77:825*724
Escriptorio
1887.
2.629:170*652
da Companhia, 19 de Fevereiro de
O grrente,
Clemente Lima.
Parecer da commissao de exame de contas
Srs. accionistas. A csmmssio de exame de
contas, dando cumprimento ao seu mandato, vem
scientificar-vos de que, pelo exame a que proce-
deu nos livros e documentos que lhes foram apr-
sentelos, est tudo exacto com o bataneo da com-
panhia, fechado em 31 de Desembro de 1886, e a
escripturacao feita com regularidade e clareza.
Comquanto continu a crise commercial que, ha
annos, acabrunha esta praca e as das provincias
limitropbes, a companhia effectuou com pontuali
dade o pagamento doa joros e amortisacio das
obrigacHs garantidas, fioando dita verba reduz-
da a 180:8OO*C00 ; diminuto a conta de letras a
pagar, ajgmentou o fundo de reserva, e a conta
de lucros e perdas ; como tudo se v confrontan-
do ae o actual balango com o do anno do 1885.
Pelo mencionado balaoco pdeme, Srs. accio-
nistas, juisar do estado financeiro da empresa,
que, comquanto nio aeja lisongeiro, nio toda-
va, para desanimar, continuando a gerencia na
realitacio de ecoQOjpfat) qne nio affactem a regu-
laridade do servico.
uiras da arraojoa e afilbadagem, outras necesaa-
rias, e outras at mesquinhas.
Toda esta colbeita que faz o commercio, quasi
todo estrangeiro, transportada para a Europa
quando cada um se julga satisteito e ae retira. O
que deixam i, como j disse, empregado om apoli-
ees ou predios ou em eatabelecnentos commerciaes
como socios commanditarios, sendo os rendimentos
de todos estes empregoa mandados para a Europa
a seus dones.
Nio eatoa condemnando o procedimento, acho-o
at muito natural e justo; estou consignando o
facto para se ver que nio ha remedio nenhum para
sabir o Brasil da miseria e suas financas deixarem
de ser cada vez mais desesperadas, quando o lucro
que a agricultura produz, o que, provindo della, ae
capitalisa pelo commercio deduzido o misero sus-
tento doa que a produzem, todo, pode-se dizer
retirado do paiz, onde a miseria universal de seus
filbos cada vez maior, diante da ostentacio, da
opulencia estrangeira, do augmento sempre cres-
cente, do progresdO material que nio nosso.
As fortunas que raros nacionaes couseguem nio
sei por que milagro fazer pelo trabalbo, j dase,
nio chega a tercera geranio ; antea disso est na
mi do eatrangeiro. Nio culpo a ninguem, repito,
consigno o facto. Ha tambem dos nosaos que fa-
zem for'una. nio tanto pelo trabalho, como por
meio de diversos arranjos, com o governo e tam-
bem per meio do fabrico ou iotroducoio do papel-
moda, quando se associam com estraageiros que
usara dessa industria.
A primera destas duas fontes de fecundidade
prodigiosa. Fra das poucas fortunas que a agri-
cultura fez, quasi todas as outras fortunas bra-
zileiras sahem deata foute (doa arranjos). No em.
tanto nio esta o que engrandece o paiz e lbe me-
Ibore as financas ; ao contraro lhe traz a maior
miseria, porque a sabida do imposto que esmaga
este povo tio carregado de miseria.
Deuta fonte, a patoteira, nio sahem sempre for-
tuna, mas vida de mais ou menos ostentacio e
de grandeza de quera nada poaaue. No emtanto
um dos remedios que se propoem para melborar as
nossas finaocas asuppresso de empregos pblicos
pobremente remunerados de quem fundn em sua boa
conducta a sua carreira e seu futura, e a reduc-
cio dos venoimentos, mas nio se supprimem as
tantas grandes, medias e pequeas patotas, a que
a poltica obriga.
Em urna trra em que as nicas industria na-
cionaes aio n cargo publico e a venda de bilhetes
TrUion urbano* do Recife & Ollnda-
e Beborlbe
Nada dira a reapeito da questio sob esta mes-
ma epigraphe, agitada as Publicacoes a Pedido,
do Diario de h je, se ne final do artigo que o Sr.
Joaquim da Silva Carvalbo subscreveu, nio Uzea-
se depender de contest acio minha a demonatracio
em artigo subsequente de que ba nesta via-ferrea
urna tabella de precoa variavel, conforme a occa-
siio ou e individuo. Relatarei por esta razio o
que se deu entre mm e o Sr. Carvalbo:
Em dia, nio fizado, mas que foi na primera
quinzena do corrento mez, encontrei o Sr. Carva-
lbo no treui de 5 1/2, que descia da Encruzilhada
para o Recife ; S. S., sua senhora e um pequeo.
Nessa occasiio o Sr. Carvalho, depois de delica-
damente nos comprimentarmoa, fes-me a pergunta
mencionada no coineco do alludido artigo. ) tio
delicadamente lhe respond, que S. S. seaventu-
rou, depois de ter dado o seu parecer a reapeito,
ebeio de jovialdade e em tom expansivo, a me di-
zer:Pois nio quer abrir urna excepcio, nem ao
menos por eu ser accionista ? Cbegava eutio o
trem ao Eapinhero, e S. 8. desembarcando ahi,
disse aiuda em voz alta, do lado de fra:Eu hei
de apparecer; bavemos de convers tr I
Realmente o Sr. Carvalho, que tem empregado
captaea nesta companhia, e isto depois que ssu
d'ella gerente, e qne por varias veaes nio se can-
sn de repetir me, que o fazia com toda a segu-
ranca, como eu sou accionista; representa 133
accoes e tom as assemblaa geraes 19 votos.
No dia 17, S. S. procurou-me no escriptorio, nio
j para ouvir um itiimatum, que jmaia proinetti,
porm para inquerir de mim : de que maneira da-
va o Sr. gerente as ordena aos seus empregados
de frma'que lhe vendiam eaaes urna aaaigoatura,
que nio Ine servia?!
Tanta ingenuidade foi por mim recebida com
um riso que tanto ferio o Sr. Carvalho que elle se
julgou grosseiramente tratado.
Na conversa que eolio travamoa, C. S, sempre
procurando elevar s tees alturas feudaet de que
talln, em tom bastante alto, dentro do meu escrip-
torio, em frente de meus empregados, contestando
o facto do nosso encontr no trem, a que a'asaa
occasiio lhe lembrei, disse: O Sr. geisnte nao
talla a verdade! Repetindo depois astea raasmes
palavras mutatis mutands ao guarda-livrs da'
Companhia, que, em sua frente, e a meu chamado
reproduzio urna informacao que alguus das antes
lbe havia dado, a pedido, sobre a assgnatova de
oanbiatea, cujo cartao traz semeihaotaa dizerea :
O Sr.... Um direito a urna viagem de ida e
voltapor dia, do Recife a Olinda, tos trem que
sahem da estacao da Aurora t 5 harate S 1/2
da manh, e de Olinda t 6 1/2 harie, ei7 horat
em torna viagem.
Nio fallii em defraudador da companhia, nao
fallei em sevaniijas, e nom essas tenaos perteo-
cem ao meu vocabulario. Ellea no artigo men-
cionado apenaa servemparame fazerom enchergar,
atravez, o autor tio amigo de repetidos. Fallei,
verdade, em resposta s grosserias do Sr. Car-
valho, em tom que nio lhe agradou, e d'iato tive
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Diario de Pernambiieo Domingo 20 de Fevereiro de 1S
87





certesa logo que vi 8. 8. abandonar o escrtptorto
ameacando-me oom os seas votos e dos s-ms ami-
gos, na primeira assembla geral!!
Limitando-roe ao presente relatorio do qae se
dea, e qae dirigido ao publico a qnem estou na
obrigacao de considerar, pois para com elle teubo
no mea cargo deveres omito restrictos, desde j
declaro qu, moito desejoso embjra de 1er o pro-
metido artigo do Sr. Carvalho, julgar-me-bei
desobngado desde ja de a elle responder, si f5r
do mesmo plano e theor d'este a qae agora fui
forcado a alladir.
Recife, 19 de Fevereiro de 1887.
.4. Perora Simdet.
Pao d Albo
- Infbrmaram mal a Provincia acerca do que se
deu em Pao d'Atbo com rel-co a morte de um
criminoso; e ml avisada andoo ella quando, hon-
tem, eacreveu a sua lool referente aquella occur-
renct*. _. _
O delegado em exercicio, Pinheiro Kamos, sa-
beado com a*-guranca qae, em trras do eugenho
Conc-$ao, estavam acontados Maooel Ferreira, eo-
nhecido por Manoel Cavara, Jos Pretinhe e outros
individuos do mesmo porte, todos tidoe e havidos
como criminosos, sendo o primeiro pronunciado por
crime de morte, para alli se dirigi acompanbado
de algumas pracas do destacamento, no intuito de
capturar esses criminosos.
Era isso o sea dever, e a zelosa antoridade nao
podia eximir se de cumpril o, quaosquer que fos-
sem as poaderacoes que Ihe fizesse o Dr. jais de
direito, que, com certera, nio fea, nem podia ra-
soavelmente fazer ponderaces em sentido contra-
rio prieao de criminosos conhecidos.
Qoaado se aproximava s torea do local do acou-
tamento dos criminosos, dous destes.'percebendo-a,
fogiram ; e Manoel Cavara, mais ousado do que
os outros, recebeu a mesma forca a tiros de bala,
resistiado prisa.) que Ihe foi intimada pelo dele-
gado, e resistinda de um modo desabrido e selva-
gem.
Isto determinou o emprego da farca para con
tel-o; travou se Iota, o desta sabio morto Manoel
Cavara, cujo corpo fot trarido para a cidade afim
de ser eito o exame cadevenco, como de lei, e
proceder-se nos termos doinquerito; para o qae
logo sesamio o exercicio do cargo o delega-Jo ef-
fectivo, que abri inquerito respeito.
Assin?, pois, falso que tosse igmraio o nome
do morto e se era criminoso. Ao invz disso, sabia
positi /ament a autoridatie que se tratava de Ma-
noel Cavara, criminoso de morte e ladro de ca
valios. que juntamente com outros de igual jaez,
estava acoutado no engenho ConeeicSo.
E' falso tombem que a dib'grncia ee tenba rea-
Hsado sem mandado e com preteric,5o de ontras
formalidades. A antoridade policial indicada ti-
nha o competente mandado, e guardn todas as
formalidades legaes no acto da diligencia.
E' falso, finalmente, que nio tenba bavido re-
sistencia. Houve-a, e consta isso perfeitamente
das pecas do inquerito, como d'ella consta as de-
ntis afirmativas que aqu fazcmos.
A' que ficam, pois, reduzidas as informaces que
deram Provina, e que esta to levianameutc
aceitn e comentou?
Ficam nduztdas tero, como tero j se acha
reduzido desde muito o sen crdito poltico.
Os Josis.
Os fantoches!
Mr. Arlequiuo, empresario de ama troupe
de marioneites em tamanho natural, em
vista da demora, qno tem ti io em sua va-
ge m da Europa para esta imperio, e nao
podendo alcancar o Rio de Janeiro (corte)
tempo de fazer urna ezposiyao de sua
troupe no Imperial tbeatro Pedro II nos
dias 20, 21, e 22 do corrate, resolveu
desembarcar nesta cidade, ODde nessas noi-
tes des dias cima tara urna exposic&o dos
seus marionettes. ou fantoches no tbeatro
das Variedades da Nova Hamburgo.
Entre os fantoches, que se ezbibirao
tornam-se notaveis os seguinte:
Francisco 1.*. Carlos 6.", o Carlos IX,
reis de Franca, trajados com riqueza, e no
rigor da moda dos lempos em que viveram.
Francisco 1." com o seu annel riscar as
vidracas, e por entre dentes cantar:
Saiuoent la famme vari.
Carlos 6.. para divertirse em os mo-
mentos de sua loucura empunhar um ba-
ralbo de cartas, de jogar. Objecto este,
que desde entao tem produsido muitos don-
dos no universo.
Carlos IX, qne tem a predileceao por
cmelettes de huguenates exhibir o arcabuz
com que na noite de S. Bartholomeu das
janellas do Louvre cacou os ditos cujos,
por
abundancia de
cnms
COMMERCO
Bolsa commerclal
COTAf;0ES OFPICIAE8 DA JUNTA DOS COB-
BECTORES
Recife 19 de Ftvereir de 1887
Cambie sobre Para, a 30 d/v. com 1 0,0 de des-
cont.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
ovimenlu bancario
EECIFE, 19 DE raVEREIBO DB 1887
Os bancos tnantiveram no balco a tsxa de 22
1/8, atas effectnarsm trausaccoes regulares a 22
1/4.
As tabellas omciaei sao estas:
Do London Bank :
Honre Londres, 90 d/v 22 1/8 e a vista 21 7/8.
Sobre Parts, 90 d/v 429 e vista 43a
Sobre Hamburgo, 90 d/v 532 e A vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e vista 243.
Sobre Italia, a vista 433.
Sobre New-York, i vista 2*290.
Lio Eitglish Bank:
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Paria, 90 d/v 439 e vista 433.
Sobre Italia, vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 532 e & vista 538.
Sobre New-York, vista 2*290.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e i vista 243.
Sobre as principaea cidades de Portogal, vista
248.
Sobre liba, dos Aceres, a vista. 251.
Sobre liba da Madeira, vista 248.
lasoclaro Commerrisl
Entrn de semana o director D. P. Wiid.
creado de assoear e slgodao
ECIFE, 19 DB FBVSEEIBO DE 1887
Astucar -
Foram aioda pequeas as entradas de astucar.
Os precos continuara firmes aos algariamot se-
gaintes:
d. baixo, por 15 kilts, de 2*000 a 2*100.
3. regalar, por 15 kilos, de 2*100 a 2*2il0.
3.* boa, por 15 kilos, de 2* 00, 2*300 e 2*400.
A. superior, por 15 kiles, de 2*500 a 2*600.
Branco turbina Usina Pinto, pjr 15 kilos, a
24600.
Soroenos turbina Usina Pinto, por 15 kilos, a
1*900.
lirsneo turbina pnlverisado, por 15 kilos} de 2*300
a 2*400.
Smenos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Masca vado, por 15 kilos, a I*20 a 1*300.
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
letames, por lu kilos, de 840 a 1*000.
O mxima un mnimo dos piecos 9o obtidos
esnforoie o sortiinento.
quo mornam
brancas.
D. Fuas Boupinho, trajsdo antiga
portuguesa, trar as maos um castalio e
demonstrar que para elle tanto valle to-
mar um castalio, como beber um copo de
agua fra.
Chstovo Colombo. Celebre navegador
genevez, e descubridor do novo mundo.
Na dextra empenhar um ovo para ver si-
alguem por meio de um outro descobre um
mundo noosimo, e na sinistra sustentar
grossos grilhSes com que os hespanhes
gratificaran] Ihe osservicos.
Palichinello, Pasquino, e Arlequim. Tria
de italiana representando a critica, a ma-
ledicencia, e a gymnastica. Dssta trade
deve se notar os gritos, e caretas de Ar
loquim, os tamaacos de Palichinello, e a
surda tbesoura de Pasquino, alaiate habili-
tado para corlar a casaca da muitos dos
espectadores.
Pombal. Trajado corte. Por um crea-
do Ihe apresjntada em pralo de ouro
urna fritada de.jezuitas, coisa muito de sua
predi le ccao.
D. Sebastian, o deze\ado. Rei e cavallei-
ro, que tendo perdido em Alcacerqnibir
throno, vida, e espada, anda em procura
desta ultima, que e.na sae nao sae da pe-
dra onde foi fincada Dizem os sebastia-
nistas.
D Oaixote, Sancho Panga e mais ca-
valleiros de triste figura se exhibirn para
darem mostra dos antigos lempos cavalhei-
rescos.
Cagliostro, ou Jos Balsamo. Typo do
moedeiro falso. Deve ser applauddo por-
que si boje amam fazer papel falso quanto
mais ouro I Ser acompanbado de um
cortejo de muita gente conhecida cd da
terrinha.
A exposicao destes e outros typos dura-
r por tres noites, o quem quizer ver v...
A' Nava Hamburgo.
Eletyo
Dos devotos que tm de festejar e marty
S. Sebastio na povoajao de Alagda do
Carro no futuro anno de 1888.
Juizes por devoc3o
O Revm. vigario Basilio Gonjalves da
Luz.
Juza por eleigao
Exma, Sra. D. Guilhermna Carolina Nu-
nes da Silva Reis.
Juizes por dcvciao
Os Exms. Srs :
Dr. Felippe de Figueiroa Faria.
Dr. Herculano Bandera de Mello.
Reven. Fr. Francisco de S. Boa Bentura.
Os Illms. Srs. :
Capitao Ignacio Joaqaim GoDcalves da
Luz.
Captlo Joao Antonio Gaiao.
Manoel Cavalcante de Albuquerque Wan-
derley.
Joao Cavalcante Mauricio Wandorley.
Msjor Francisco Vieira do Mello.
Tenente Antonio Tavares de Araojo.
Tenente Manoel Thom de Oiiveira e
Mello.
Capitao Ignacio Francisco Cavalcante
Wandcrloy.
Tenente Salustiano Cavtlcanta Wander-
ley.
Paulo Cavalcante Wandcrley.
Tenente Jos Francisso Vieira
Capitao Jos Vieira de Mello.
Tenente Joaquim Francisco
Canto
SebastiSo de Hollanda Cavalcante.
Sebaatio Cavalcante de Albuquerque.
Sebastio Tbom Cavalcante.
Domingos Ferreira*
Padre Marcolino Alves dos Prazeres Lima.
Major Antonio de Abreu.
Marcelino Antonio Pereira.
de Mello.
de Souza
"tirada* de assnear e algodo
MES DB PEVEKEIKO
EKTBAPAS
Barcacas .
Estrada de ferro de Olin-
da .
Estrada de ferro de Ca-
rnar .
Animaos .
Estrada de trro de S.
Francisca .
Estrada de ferro de Li-
moeiro ......
5 I! -a. m
1 18 64.092
lili 483
l 19 1 19 8.656 10.091
I 17 59.605
1 i 17 17.749
160.676
-i
4.361
1.852
267
9.462
2.988
3.175
22.103
Notaa do Tbrsouro dilacerada*
O recolbimento de notas dilaceradas est sendo
feito na Thcsouraria de Fasenda, as tercas e
sextas-feiras, das 10 s 12 horas da mauha.
SnbadtnicAo de nota do Tbesnnro
Em 31 de Marco vindouro termina o pmzu mar-
cado para reeolhimento, sem descont, das notas
de 2*000 da 5' estampa, 10*000 da 6* e 5*000
da7.
A snbatituicao est sendo feita na Thesonraria
de Fasenda, nos das nteis, das 10 s 12 horas da
man ha.
Vre lamento
19 DB FBTEBEIBO
Escuna dinamarquesa Express, para carregar
aqni astucar em barricas para Montevideo, em di-
rcitura. a 7 reales fortes.
Pauta da Airandega
SfclUKA DB 21 A. 26 DB PBVBBBIBO
Francisco Antonio de Albuquerque Mello.
Juizas por devoyao
As Ex mas. Sras.:
D. Adelina Cavalcante de Albuquerque.
D. Luiza Clementina Vieira de Mello.
D. Francelina Vieira de Araujo.
D. Paula da Silveira Cavalcante.
D. Brites Mauricio Wanderley.
D. Maria Rosa Machado da Cunba.
D. Jovina Mauricio Wanierley.
D. JosephioalWanderley'l'avares de Araujo
D. Antonia Barata Vieira de Mello.
D. Gulhermina Cavalcante.
D. Isabel de Barros Pimental.
D. Paula Maria de S. Pedro.
D. Maria do Espirito Santo.
D. Maria Brito Villarira.
D. Maria Saturnina Cavalcante.
D. Termira Candida Pereira Bastos.
D. Etelvina Mara-
D. Rosa Machado da Cunha.
D. Felicia Maria do Prazeres Lima.
Escrives por elei^ao
Os Illms. Srs. :
Jos Blandino Goncalves da Luz.
Manoel Flix de Mello.
Francisco Tertuliano Fernandas Lima.
Jos Ferreira da Cunha.
Antonio Luz Pereira.
Raymundo Francisco Becerra.
Tertuliano Turibio dos Prazeres Lima.
Theomillo Antonio da Silva Reis.
Ab Ion Ottoni dos Pasaos Lima.
Joaquim Cyrulo Marques.
O Illms. Srs.:
Antonio Alvcs de Mouraes.
Antonio Claudioo Pereira da Silva.
Severino Cerreia de Mello.
Joao Amancio Fernandos Lima.
Jos Zacharias dos P. Lima.
Juizes protectores
Os Illms Srs.:
Dr. Joaquim Francisco de Mello Caval-
cante
Joo Fernandes Vieira de Mello.
Jos Vieira de Mello.
Manoel Vieira de Mello-
Capilao Joo do Reg Garjelho.
Joaquim de Barros Pimentel.
Joao de Barros Pimentel.
Joaquim Cavalcante de Albuquerque Wan-
derley.
Joao Jos de Lima.
Antonio Joaquim de Sant'Aona.
Minervino Machado da Cunha.
Manoel Antonio Machado da Cunha.
Joao Cavalcante de Albuquerque.
Joaquim Bethlen.
Antonio Jos de Farias.
Manoel Goncalves de Mello.
Procuradores
Os Illms. Srs.:
Jcs Mariano do Canto Guimaraes.
Affonso Luiz do Reg.
Antonio de Barros Pimentel
Manoel Loureoco.
Alexandre B rbosa dos Santos.
Thom de Hollanda Cavalcante.
Tbe80ureiro
O Illm. Sr.:
Manoel Domingos Vieira.
Alagda do Carmo, 20 de Janeiro de
1887.
Setnpre que um alimento agrdavel ao paladar,
em vea de fatigar o esto ngo, etmula-o ligeira-
mento e assimila-se, nutriudo, fortificando o orga-
oismo, esse alimento mereee acmtacao dos medi-,
eos e dos doeutes. Foi o que succedeu ao Vinho
a Conserva de Peptona de. ChapotejiuL Na dose
de 2 a 4 clices diaria nente, este vinho desperta
as unecoea do estomago fi aasimjla-se proutpta-
raente; alimenta o deento e repartidas forcas per-
didas.
ato
A Juventud perpetua luaponnl
*el. porm o cabello pie-se conservar em su
formosura original e sem mndar de cor, desde a
infancia at velhice, mediante o uso constante
do Tnico Oriental, esse admtravel e famoso vigo-
rador vegetal.
Ainda mais / Quando, por motivos de descuido,
enfennic'ade ou falta de vigor natural no crneo,
as fibras sao debis e ralas e corre pergo ilum-
nente da se ficar ctlvo d'um todo; pde-se esti -
mular e obter ama esplendida eabelladura uiedi
ante o uso persistente desde regenerador liquido.
Nos climas calidos, onde a transpirado profua
s faz deotlitar as forjas do crneo, suppriinindo
as anas propriedades vitaes, o Tnico Oriental,
nm indispensavel e absoluto requisito do toucador,
qae, tanto na America do Sal como as An'ilhas,
Ihe tem grangeado taj grande fama, to vasta po
palaridade!
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
pertumarias
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
roa do Commercio n. 9.
Prevengo o publico
A sociedade musical 14 de Marco, que ni do-
mingo 13 d,i correte se achava na Bucruzilhada
de Belm, previne ao publico que nenhum aconte-
citnento presencioli naquelle arrabalde, quer de
ordem publici, quer de ordem sitial; pele que
estranba que sua co-iima, 8 de Dezembro, venha
por este Diario como que atirtr nos urna satyra
que nao nos pede attiugir. Desculpe-uo, porm,
aquella Ilustre sociedade, se semelhante artigete
nao parti de si, e sim de algum mal intenciona-
do, porque a nos cabe o rigoroso dever de vir
imprensa fazer a declaracio qne h fica.
Recife, 19 de Fevereiro de 1887.
M. Ferrara.
que um
meu es-
Algodao
Cootina tronzo o mercado de clgodae.
-ive WUa a 6*100 por 15 kilos c
^^^sco e bsas procedencias, em trra.
Per-
Alcoo (kilo)
Algodo (kilo)
Arroz com casca (kilo)
Assucar refinado (kilo)
Dito branco (kilo)
Dito maseavado (kilo)
Borracha (kilo)
Cachaca (litro)
Cacao (kilo)
Cafreatolho (kilo)
Caf bom (kilo)
Carnauba (kilo)
Careos de alrodao (kilo)
Carvo de pedra de Csrdifi (toi.j
Coaros seceos espichados (kilo)
Ditos salgados seceos (kilo)
nitos verdes (kilo)
Fariuha de mandioca (litro)
Famo resiolho (kilo)
Uenebra (litro)
Mel (litro)
Milbo (litro)
Pranchoes (dnzls)
218
346
035
151
l.iJ
067
1*266
077
400
4S0
320
866
014
16*000
585
500
276
250
400
. 300
04<>
040
1*000
Itaportafio
PaUcho ingles Plj/mouth, entrado desterra Nova,
em 19 do crtente e consignado a J. Pater
k C, manifeston :
Baealho '2,805 barricas e 960 meiat dita 4
ordem.
KvportJvo
BBCira, 18 DB VZVEBEIBO DB 188T
Para exterior
Na barea noraegaense Vega, oarregatau :
Para Liverpool, Borstelmann & C. 500 aaceas
com 36,803 kilos de algodo.
Na barea noraeguense Mira, enrregaram :
Para Liverpool, 8. Brothers 6x C. 331 aaceas
com 23,851 kilos de algodo.
Na escuna americana Harold, carregar BU:
Para New-York, H Forster & C. 813 saceos
com 60,975 kilos de assnear maseavado.
Na barca nerueguease Rtx, carregaram:
Para New-York, F. Hasco di Filho 1T500 sac-
eos com 112,500 kilos -de assnear maseavado.
Na barca norneguense Elverhor, carrega-
ram :
Para o Bltico, Borstelmann & C. 63 fardos com
11,830 kilos de algodo.
Pora o interior.
No patacho nacional Marinho #*, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, Azevedo & Maia
3,000 cocos, tructa.
No lugar nacional Tigre, earregou:
Para o Rio Grande do Sul, J. dos Santos Ls-
ges 5 barris com 400 litros de alcool.
No patacho allemo Johnnne, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, Maia & Resende
181 saceos com 13,575 kilos de assnear branco e
J ditos com 2,175 ditos de dito maseavado.
No vapor nacional Arlindo, carregaram:
Par Porto -Alegre, P. Carueiro t C. 100 saceos
com 7,500 kilos de assnear hranoo.
Para o Kio Grande do Sul, Azeved & Maia
1,000 cocos, fructa.
Para Santos, P. Carneiro & C. 186 saceos com
11,1G0 kilos de assnear branco.
l'ora o Rio de Janeiro, J. S. Ley & Filbo 500
saceos com 30 000 kilos de assuoar maseavado e
2,500 ditos com 150,000 ditos de dito branco.
Novapor_ nacional Peraamouco, carrega-
ram :
Para Manos, P. Moreira da Silva 15 barris
com 1,440 lttrjs de agurdente e 10 barricas com
360 kilos de assucar branco.
Para o Para, S & Irma j 7 barrieai com 502
kilos de assucar refinado ; J. Pereira de Faria 1
caiza com 20 kilos de doce.
No vapor nacional ergipe, carregaram :
Para Penedo, P. Pinto U. 1 barril com 96
litros de agurdente.
No vapor nacional I'irapama, carregaram :
Para o Cear, Bartholomeo & C. Successores 3
barris com 288 litros de aljool.
Para Cumossim, Fernandes & Irmo 2 pipas com
961 litros de aguar ente.
Para Parnabybs, P. Alves & C. 75 barricas
com 3,219 kilos de assnear branco e 60 ditas com
2,626 ditos ie dito refinado.
No patacho portugus Fannv, carregaram:
Para o Para, Bailar Oliveira a C 33 pipas com
15,840 litros de agurdente.
No hiate nacional Correio de Natal, carre-
garam : i
Para o Natal, tt. G. da Silva Filbo 126 saceos
com farinha de mandioca : P. Alves r. C. 5 barri-
cas com 350 kilos de assucar branco.
Na barcaca Rainlux dos Anjos, carrega-
ram :
Para o Natal, B. Oliveira & C. 50 saceos com
farinha de manaioca.
N bar jaca Farota, earregou :
rapara Parabyba, J. M. Dias 2 oaixas com 100
kilos de rap.
Navio* a caria
Barca nacional JUarianninha. Rio Grande do Sn!.
Barea norneguense VeOf BhrtM.
Barea noraeguenee Ogir, Eifrdos-Un^ra
Attenco
Chegando ao meu conhecimento
individuo, que fora servente no
criptorio, Be tem servido do nome de miaba
mulher, falsificando sua firma para obter
dinbeiro e para outros fios, aviso d'isto s
pessas qus possam ser, como alguem tem
sido, victimas da explorarlo d'esse indi-
viduo, para que se acautellem.
Recife, 19 de fevereiro de 1887.
Jos Bernardo Oalvao Alcoforado.
N. 11. A Emulsao de scott restau-
ra a sande aos tsicos, purifica o san-
gue, afasta do organismo toda sorte de
affeccoes sscrofulosas e fortalece aos de-
bis e enfraquecidos.
Excita o appetite, estimula o organismo
e augmenta as carnes e as forca.
Club na rol
Vcoho por esta vez mostrar o nisso programma
cerno j tiuhamos declarado. Est denominado
Clab offeiece aos seus companbeiros de clubs di-
versos que queiram pelos tres dias do carnaval
com suas preseccas honrar sua sede, a ra do
Fogo n. 17, como tamb.in mostrar suu ra gar-
bosamente ornada de reos e bandeirolas para a
maior concurrencia do rcspeitavel publico. Na
vespera pelas 9 1/2 horas da noite ha de se comxe-
morar o 4o anniversario do Club cima menciona-
do con um sarao dans-into ; tambem mostrai em
seu salo o estandarte do mesmo. Ao terminar
esta funeco snltar-se-ha diversas girndolas de
fogo querenda despertar os amadorej do Deas
Momo que chegad 8 occasio do Club percorrer
diversas ras desta cidaie com vestes criticando
os lor ds d'Afri ca.
O secretario,
Leoncio M. tfani.
m erro Fatal na America
No peridico Cleveland, publicado em
Ohio, nos Estados-Unidos do Norte, lemos
a descripcSo de urna operado cirurgica,
cujos funestos resultados sobresaltaran! pro-
fundamente todos os facultativos da Repu
blica Anglo-Saxonica. No entender do ci-
rurgiao mtis eminente de Cleveland, o Dr.
Thayer, semelhnte operacSo foi quasi um
crime K
Havia muitos annos que urna senhora
chamada Kng padec* de urna enfermida-
de de estomago, e nenhum dos systemas
de tratamento empregados por varios me
dioos puderara alliviar lho os soffriinentos.
4 duenda tinba principiado oom um leve
desarranjo dos orgos digestivos, de mis-
tura com um grande fastio. A estes symp-
tomas seguio-se un malestar indescriptivel
no estomago (malestar que foi tomado por
urna ssnsnco do vasio interior) accumulan-
Barca inglesa Dunstaffuge, Kstados Unidos.
Barca noruega Bex, New-York.
Barca sueca Prima, Hall.
Brigue allemo Bruno & Mane, Hamburgo.
Brigne norueguense Mira, Liverpool.
Cter nacional Geriquity, porto* do uarie.
Escuna dinamarquesa kxprets, Montevideo.
Escuna sueca Loreley, Rio Granae do Sul.
Escuna allem Johanna, Santos.
Escuna allem rits, Porto-Alegre.
Escuna nacional Urania, Rio Gronde do Sal.
(Jalera inglesa Lorenzo, Liverpool.
Lugar nacional Z;qui"ha, Rio Grande do Snl.
Lugar ingles Mo'mng Star, Santos.
Lugar nacional Tigre, Rio Nraade do Sal.
Patacho allsmo Brhante, Montevideo.
Patacho ingl z AgenOria, Santos.
Patacho nacional Marinho VI, Rio Grande do Sul.
Patacho americano J. P Lateen, Rio Grande do
Sul.
Patacho portnguez Fanny, Para.
Palhabote nacional '. Burthoiomeu, Porto-Alegre.
Patacho portugus Veritas, Lisboa e Porto.
Vapor inglez Pletiy, Liverpool.
\[avin a descarga
Barca norueguense Ai no, carvo.
Barca norueguense Noatun, carvo.
Barcaca nacional Apretentacao de Maria, gneros.
nacionaes.
Barcaca nacional Flor de Tatuammha, dem.
Barcaca nacional Sempretiva, idem.
Barcaca nacional Moema, idem.
Barcaca nacioaal V.cloria Alagoanna, idem.
Barcaca nacional Boa Nova, idem.
Brigue austraco Pinos, varios gneros.
Escuna inglesa Percy, baealbo.
Hiate brasiluro Bom Jess, algodo.
Hiate nacional Itor do Jardim,. sol,
Lugar ioglez Minnia, carvo.
Lugar nornegoense Courier, farinha de mandioca.
Lugar ingles Blanche. baealbo.
Lugar inglez Retrevier, baealho.
Lugar inglez Luste R. Wdee, baealho.
Lugar inglez Nicanor, "farinha de trigo.
Patacho ioglez Plymoulh, baealho.
Patacho inglez S. Josepk, baealho.
Patacho inglez rier, baealho.
Patacho americano Leonora, farinha de trigo.
Dlnnelro
O paquete nacional Pernambuco levou antehon-
tem para
do-se em torno dos dentes urna materia
pegajosa, aesmpanbada de nm gosto des-
agradavol, especialmente de manba. Lon-
ge de azer desapparecer a sensacSo do
vazi, o alimento p.r-,. i ,.guoutal-3. En-
tre outros symptomas, notava-se a cor ama
rellenta dos olhos. Pouco depois, as maos
e os pos esfriarem e tornaram-8" pegajo-
sos, cobrindo-se de um tuor fri. A enfer-
ma padeca de um cansado constante, sen-
tindo-se nervosa, irritada e ebeia de ne-
gros presentimentos.
Ao levantarse de repente, a pobre Be-
nbora senta urnas tonturas. Com o tempo,
os intestinos chegaratn a estar estreidos
at o ponto de tornar se necessario ero pre-
gar quas todos oa dias algum medicamen-
to catrtico, nao tardando a euferma a sen-
tir nauseas e laucando fra os alimentos
ponco depois de tel-os engulido, algumas
-ezes em um estado de azedume e de fer-
mentayilo.
D'estos desarranios proveio ama p:ilpi-
tacSo* de coracSo tito violenta que a infeliz
quasi que nao podia respirar. Finalmente,
en;ontrou-se na impossibilidade de reter os
alimentos, atormentando-a sem cessar do-
res de ventro atrozes.
Attendendo ao facto de que todos os re-
medios at entao ernpregados nao haviam
produzdo resultado algum satisfactorio,
reuni se urna junta medien, cujo parecer
foi que a Sra. Kng padeca de um cancro
no estomago, tornando se necessaria urna
operacao.
Em resultado d'esta decisae, no da 22
de Janeiro de 1882 fez o Dr. Vaneo a
operacSo em presenca dos Drs. Tucker-
mann, Perier, Arras, Gordon, Lupier e
Halliwell.
A operajo consisti em abrir a cavida-
de do abdomen at descobrir o estomago,
os intestinos, o ligado e o pncreas. Ve-
rificado isto, os inedic03 examinaran! os
ditos orgaos, e, cheios de assombro e de
borro;, viram que nao exista caucro al-
gum. Cerraram e fizeram opossivel para cu-
rar a ferida que haviam feito; mas a pobre
senhora morreu dentro de porteas horas
Que triste a sorte do viuvo que sabe que
a sposa pareceu por causa de urna opera-
cao errada 1 Se a Sra. King tivesse em
pregado o verdadeiro remedio contra a dis-
pepsia (sendo esto o nome da doenga) esta-
ra boje em sua casa viva em lugar de es-
ar na cova.
Por roeo do uso do Xarope Curativo dt
Seigel, remedio proprio para a dispepsia e
para a iudestao, muitas pesoas se resta-
beleccram dcpiis de terem ensaiado outros
remedios sem proveito. As provas d'este
facto sao tao numerosas que nao nos pos-
sivel reproduzil-as aqui, mas oa que lerara
os certificados publcalos em favor d'este
grande remeda consideram-os como irre-
futaveis e convncentJS.
A venda do remedio Ilimitada.
O Xarope de Seigel vende-se era todas
as pharmacia a do -.uuacb, assim como oo es-
tabele .ment dos proprietarios, A. J. Whi-
te, (Limited) 3, Farringdon Roa d, Lon-
dres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co : Bartholomeu & C, J. 0. Levy & C ,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar-
tiniano Veras & C Rouquayrol e Faria Sobrinho & C.; em Bello-Jardim,
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco-Ver
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filbo :
em Independencia, Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares, Antonio Car-
doso de Aguir; e em Tacarat, Jas Lou-
renco da Silva.
Mlraculoao ueceMo : (S)
Urna filha do Sr. Firmino Francisco Machado,
fazendeiro no Ibicubv, Rio Grande do Sul, estava
desengaada pelos mdicos que a declararan! af-
feetada de ama tysica pulmonar' em estado bu-
t^ute adiantado.
\ saa familia, profundamente consternada, teve
a felis leatbranca de experimentar o PEITORAL
DE CAMBABA', descoberU e preparacio do 8r.
Alvares S. Soares, de Pelotas.
A'guns frascos d'este precioso medicamento as
seguraram as melhoras da doente, o nao conti-
nuado operoa urna cura radical.'
Esse miraculoso successo na cura de ama to
terrivel enterraidade, referido em nma carta im-
p'-essa nos opsculos que acompanbam o medica-
mento.
nicos agentes e depositarios genes nesta pro-
vincia Franeisco Maooel da Silva 8c C, rna
Mrquez de Olinda n. 23.
Roa do Baro da Victoria n.
14, 9 andar
proprietsria deste estabelecimento, j bastan-
te cunh'-cido peles trsbalhos alli ejecutados com
mestria e bom gosto, como tambem pela lbaneza e
cavalbeirismo que costama-se dispensar qnelles
qae dignsm-ce de bonral-o com a sna visita
confianca. previne ao publico qae, com a acquisi-
co que fez de machinas as mais aperfeicoadas,
est o mesmo estabelecimento em condices de
tirar retratos inalteraveit par precos inferiores
aos dns que teem ltimamente vindos dos Esta-
dos-Uoidis, e assim que nm retrato de meio ta-
manho natnral tira-se pelo costo de lOOO.
O atolier, modificado e reformado como acaba
de ser, tornou-se o mais perfeito pcssivel para dis-
tribaico de luz, de modo qae pde-se trabalbar
sempre, c^m hom ou mo tempo, de 9 horas da
msnh s 6 d tarde.
A essas circum itencias accresce ser o pessoal
technico habilitadissimo e delle fazer parte o pho-
tograpbo herpnnliol D. Joaqaim Canelas de Cas-
tro que trabalhou nog melhores estabelecimentos,
desse genero, em diferentes paizss da Europa,',e
a respeito de quem j os diversos joroaes desta
provincia trataram.
Do que fica difr> v-se qne est o referido esta-
belecimento em condices de executar com pericia
quaesquer trabalhos de photographia.
AlH encontrar-se-ha sempre expostas venda
grande numero de vistas de algans edificios
oablicos, pracas, roas desta cidade e seus arra-
baldes.
I Agrdavel noticia para os qne
soffrem
Nao soffre tnais contestacao os bons resaltados
da clectricidade, e ppr iste brm aator mos ven ia com a inator eonfinjiga os bem conhe-
cidos anneis elctricos especiaes para nevralgias e
enxaquecas. oa qaaes vende-se a 4f003 os doa-
radose.a 2000 os nikelados.
Tambem as prodigiosas medalhas elctricas
quu tc.'in feito grande revolucao no mundo civi-
lizado.
E para as innocentes criancas um indispensa-
vel colar para facilitar a denticao. Realmente
um marlyrio para as carinhovas maes quando
veem 8 pobres criancas esCorcerem-se na msis
borrivol dor das convulsoes. Deve-se prevenir o
mal antes delle vir.
Vende se na casa de confianca do Pedro An-
tiines & C.Ra Duque de Caxias n. 63.
De 1 a 18
dem de 19
Da 1> 18
dem de 19
oo 1 a 18
Iden de 19
Recebedorii.
Consulado Provincial
21.-57U671
2;153*651
Receje Drainage
Mercada Municipal de
23:725*322
35.733*411
311*292
36:044*7C8
21:839*717
778/510
22:618*257
. Joa
EDITaES
1. Secco. Secretaria da polica de Per-
nambuco, 18 de Fevereiro de 1887.N. 809.O
Dr. chefe de polica manda trauscreve-r para co-
nhecimento di todos e fiel execncao os seguintes
artigcs das posturas municipaes upprovadas pela
lei provincial n. 1,129, de 26 de Janeiro de 1873,
com relacao ao brinquedo do entrudo com agua ou
outra qualquer substancia :
Art. 70. Fica prohibido ueste municipio o
brinquedo de entrudo com agua oa outra qualqner
substancia de qualquer maneiraqae se empregae:
os infractores pagarao a multa de 15* e solrerao
8 dias depriso.
Art. 71. Fica prohibida a venda de limas de
cheiro; os infractores alm do as perderem, paga-
rao 4* de multa.
< Art. 72. Fica prohibido andar qualquer pes-
soa mascarada as ras deste municipio, ainda
qae seja vestida carcter e os contraventores
pagar 30* o soffrerao 8 dias de prieao. Esta pro-
hibicio nao comprehende os 3 dias de carnaval.
Ontrosim, declara que igualmente prohibido
aos mascarados a pratica de acedes oa gestos qne
na opiniao publica sejatn considerados como evi-
dentemente offensivos da moral e dos bons costn-
mes, nSo podendo os meemos fazer allusao s au-
toridades ou corporacoas eivts, militares ou reli-
giosas, nem apresentarem-se em trajos indecentes
ou immoraes. O qae tem por muito recommonda-
Parabyba 600*000 Cear 31:962*250 Maranhan 400*000 Para 10:800*000 Amazonas 200*000 O vapor Sergipe levon tambem antehontem
para : Macei Penedo Ar acaj 2:700*000 240*000 4:797*380
O movimento deste Mercado uo dia 19 do cor
rente foi o seguate:
Entraran) :
43 bois pesando 5,765 kilos, sendo 22 e 1/2 di-
tos de Ia qaalidade, 8 e 1/2 ditos de 2 dita
e 12 ditos particulares
1211 kilos de peixe a 20 ris 24*220
76 cargas de farinha a 200 ris 15*200
19 ditas de fru tas diversas a 300 rs. 5*700
10 taboleiros a 200 ris 2*000
34 Sainos a 200 ris 6*800
Foram ocenpados :
25 columnas a 600 ris 15*000
22 compartimentos do farinha a
500 ris. 11*000
21 ditos de comida a 500 ris 10*500
771/2 ditos de legumes a 400 ris 31*000'
18 ditos de sumo a 700 ris 12*600
10 ditos de tressuras a 600 ris 6*ll00
10 tainos a 2* 20*000
7 ditos a 1* 7*000
A Oliveira Castro 4C.:
5-1 tullios a 1 ris 54*000
2 taihos a 500 ris 1*0C0
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quancia de
222*020
3:540*860
3:762*880
O vapor Pirapama levou hontem para:
Natal 29:003*856
Mossor 18:100*000
Rendinieutos publico
HEZ DI rSVCBBUO
Al/aniega
Renda geral
1 a 18
dem de 19
teoda provincial:
De 1 a 18
dem ''e 19
517:243*334
14:173*234
95.043^402
4:370*191
531:416*568
99:413*593
Tota'
630:830*161
Rendimento de 1 a 18 de Fevereiro
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde 320 a 488 ris o kilc.
Carneiro de 720 a 1*000 ris idem.
Sumo* de 500 a 640 ris idem.
rarmha de 200 a 320 <-is a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 560 a 1*000 idem.
Matadouro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 104
rezes para o consamo do dia 20 de Fevereiro.
Sendo: 74 rezes pertencentos a Oliveira Castro,
ce C, e 30 a diversos.
Vaporea e navios eaperadoa
VAPOR8
Legislatorde Liverpool boje.
Senegaldo sul a 21.
Supervisorde Liverpool a 22.
Ville de Maraadodo sul a 22.
Vle de Ceardo Havre a 22.
Espirito Santodo norte a 23.
Taguada Europa a 24.
Marinerde Liverpool a 24.
Financede Neiv-PortNews a 27.
Cearde snl a 27.
avos
Amandade Hambirgo.
Apotbeker Dirsende Santos.
Aricade Cardiff.
Aldwathde Terra Nova.
Ameliado Rio Grande do Snl.
Auriolade Terra Nova.
Badade Cardiff.
Bella Rosade Terra Nova.
Cometade Porto Alegre.
Ssnedo Rio Grande do Sal.
ristiani Scriverde Cardiff.
Cameiiade Terra Nova.
Diadado Rio Grande do Sul.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Edward Johnsondo Rio de Janeiro.
lite de Tena Nova. s
Eugeniade Terra Nova.
Guadianade Lisboa.
Hapnusdo Rio Grande do Snl.
Hersiliada Baha.
Idealde Londres.
Jelantbede Santos.
J. G. Fichtdo Ro de Janeiro.
Julios bk'rkede Genova.
Lidadorde Rio de Janeiro.
Liliande Terra Nova.
Laviniade Teira Nova.
Linda Parckdo Rio Grande do Sul.
Maia Ido Rio de Janeiro.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Marinho VIdo Rio G'ande do Snl.
Meta Sophiade Hamburgo.
Mayde Terra Nova.
Nordsoende Liverpool.
Noruega Ainode Cardiff.
Nellyde Terra Nova.
Our Anniede Buenoa-Ayres.
Progressode New-Port.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Rola o ddo Rio de Janeiro.
SperaBzade Cardiff.
Vareo da Gamado Rio de Janeiro.
Withelminede Hamburgo.
Movimento do porto
Navios entrados no dia 10 de Fevereiro
Terra-Nova35 dias, pataeho iugles Plymonth,
de 198 toneladas, equipagem 8, capitao Job
Vine, carga baealho : a Johnaton Pater & C.
Rio de Janeiro 33 dias, barca norueguense
Alexandra, de 297 toneladas, eqnipagemj,
capitao J. H. Falkenberg, em lastro ; a H.
Lundgren i C.
Navios sonidos no mesmo dia
Camoseim e escalaVapor nacional Pirapama,
commandat F. Carvalho, carga varios ge-
neross. .
Maco Hiate nacional Adelina dos Aojos-,
mestre Manoel Monteiro, carga varios g-
neros.
Rio Grande do NorteHiate nacional Copreio
do Natal, mestre Joao G. de Moara, eargs
varios gneros.
Lisboa e PortoBarca portuguesa Novo Silen-
ci, capitio J. A. Ferreira, carga varios g-
neros.
AracajiiBrigne noruegnense Vikeng, capitao
G. Falkenitron, em lastro. .
SantosPatacho brasileiro Taborda, capitao
Fellipps R. Maia, carga assuear e agurdente.
ObservucSo
Procedente de Montevideo fundeon no Lamarao
ia 4 horas da tarde o vapar francs Prcarsonr,
o qnal consta qn precisa carvo.
rr
i
L
*

*$
V
aaf.



w

1

f
i
do, fatea do pnoir rigorosamente as infractores coro
as penas da lei.
Secretaria da Polica de Peroambaco, 18 de Fe-
vereiro de 1867.O secretario, Joaquim rancitco
de Arruda. _, _______________
(iyranasio Pernambucano
Pela Secretaria do Gy-nasio Pernambucano ae
declara aos pais de familia,e a quetn mais interee-
aar pessa, que se acha na direccao do mesmo, por
deeigoaco do Eira Sr. presidente da provincia, o
rerpectivo secretario, Dr. Celso Tertuliano F.
Quintella, de ordem de quem sao ein geral convi-
dados todos qoe tiverem de dar edueaco e inatruc-
ce a mocidade para visita) em o estabelecimeoto,
qne acha lianamente aberto desde 6 horas da roa
nha s 9 da n lite, connecendo deste modo por si,
e nao por ioformacd's inexactas, todo quinto o
mesmo estabelecimento dispensar aos seas alum-
nos quer coro rt-lacao ao tratamento quer com re-
lacoa transmiti dj ensino, que receben) dos
professores que aempre se distinguirn) pelo s-u
zelo inexcedivel no comprimento de sens devores e
pelo mti-resse que moatram no ensino dan discipli-
nas que prutessam e no apro .-eitamsnti de seus dis-
cipuloa.
O instituto aceita alumnos em trea catbegorias, |
conforme se acham divid 'os, pensionistas ou in-
ternas, meio-pensionistas e externos.
Os pensionistas, residir) nj instituito, tendo
direito de estudar as materias de qne sa compoe o
curso ensinadasl segundo o programma estabele-
cido : a ser alimentados sadia e abundantemete,
tratados em anas enfermiiades pelo medico do
instituto, furueeendo Ihe tambera este medicamen-
to a ter roupa lavada e engommada regularmente
duas vezes por semana, banho, etc. ; todu isto pela
mdica quantia de 400i por anno.
Os meio-pension8tas se apresentarSo no esta-
belecimento no3 das lectivos, hora em que as
aulas se abrirem, e desde entao at serem encer-
radas a tarde, sao equiparados ioi internos, tendo
como estes os mesmos dreitos quanto ao eatndo,
alimentaco e rtcreo, isto pela moaica quautia de
240*000.
Os externos s tecm direito s lices e explica-
toesds materias ensinadae no curso, quaesquer
que ellas sejam, pagando apenas no acto da ma-
tricula a taxa igual a que pgam os alumnos no
collegio das artes.
Os alumnos internos devero apresentar o enxo-
val prescripto no regiment interno e ter corres-
pond'nte na capital, para com promptidao satis-
fazer as pe oes e outra qualquer despeza de que
tiver elle nec-ssidade.
As pensiles sero pagas na secretaria do insti-
tuto, por trime.-tres adiantados.
Recife, 18 de Fevereiro de 1887.
Servindo de Secretario
Oiarcionillo da Cuu/ia Pedroza
Diario de PernarabncoDomingo 20 de Fevereiro de 1887
ClfiBinS MONIS'
GRANDE CARNAVAL
rr-)v-=>|
1887
tv
Theatro de Variedades
DA
DECLARARES
Club Concordia
t Zweites Preiskegnln
Soontag den 20 Februar
Nacbmittags 2 ubr.
Das directorium.
Companhia de Seguros Phenix
Pernambucana
Os senhores accionistas, nos termos do art. 25
e para os eff< itos do 1' do art. 27 dos estatutos,
sao convidados a reunirem se em assembla gera|
ordinaria no dia 3 de Marco prximo, ao meio dia,
na sede da companbia.
Pernambuco, 16 de Feverera de 1887.
Os a Imiuistradorcs,
Luiz Duprst.
Dr. Manoel Gomes de Mattos.
Joao Jos Rodrigues Mendes.
NOVA-HAMBTJRGO
mmik CARWALESCA
Ouulro esplendidissiiasfts bailes de mascaras as noiles de
Sabbado,
DdmJDge,
Segunda e
Tenja-feira.
Esto elegane Theatro, transformado com autorisaco fie seas dignos proprie-
tarios em um vastissitno salao, Iluminado por milhares de combustores de gaz e ga
lhardaraente decorado por um hbil armador, offerecer lite da socidade pernambu-
cana, quatro noites, agralabilissimas, onde poderSo gozar as delicias do Deus Momo.
Em roda do Theatro e era toda a extensSo do jardim e galenas grande pro-
fusilo de Iluminarlo a giorno, bandeiras, Adres, trophos allegaricos, tudo emfm que
possa transformar aquele ambiente n'um verdadeiro paraizo terrestre 1 l
Urna orchestra excellente cnsaiada a capricho para estes esplendidsimos
BAILES, e regida pelo hbil mestre J. T. de Medeiros, tocar derramando em
catadupas harmoniosas as mais bellas e mimosas quadrilhas, arrebatadoras, valsas, de-
lirantes polckas, rnazurkas e o grande e provocante CAN-CAN composto expressa-
mente para este fim por um distincto amador.
Diversos CLUBS especialmente convidados, faro sua entrada triumphal
entre os clarSes de fogos cambiantes o aos sons dos hymnos carnavalescos, que n'esta
occasiao se farSo ouvir.
As mais voluptuosas sylpbides em attencSo erapreza comparecerao para
fezerem as delicias da noite.
Aos bailes da Nova-Hamburgo
e danzar a divisa!
(ompanhla Franceza de navega
cSo a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
San toa
0 Fapor Villa fie MaranMo
Commandante Brant
Eapera-se des nortes do
su! at o dia 21 de Fevereiro
seguindo depois da indis
pensavel demura para o II
re.
Conduz medico abordo, de marcha rpida
eofferece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As passagens poderSo ser tomadas de antemao.
Recebe carga encommendas e pa?saeeiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
0vapor Vie de Cear
Commandante Simn t
' esperado da Europa
at o'dia22 de Fevereiro, se-
guindo depois da indis pen
savel demora para a Ba-
bia. Rio de Janeiro
e Santos*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarengt j<_-
quer reclamacao concernente a totumes, quo po-
yen tara tenham seguido para os portes do sui.aa,
de se poderem dar a tempo aa previdencias neces-
aarias.
Expirado o referido prase a companhia nao se
responsabilisa por extravios.
Para cargo, paessgens, encommendas e dinheiro
a frete: trata-se com o
So armazem sito ra do Mrquez de Olin- na do Imperador n. 54, 3." andar.
dan. 19
POR INTERVENgAO DO AGENTE
teino
Leilo
Do fazendas, miudesas, movis e can-
oieiros a gaz
HOJE 21 DO CBRENTE
Agente Pinto
Na loja da rna Nova n. 45
AVISO
O leilo de queijos snissos e vanos annnaciado
por intervenclo do agente Pinto para boje 21, deve
ter lugar s 11 horas, na rna Nova n. 45, por oc-
casiao de outro de movis, fazendas, e miudezas.
ovo 1'orto do Carvo
Ra do Mrquez do Herval n. 27
Joao Fiuza, avisa aos sins fregueses que ja se
acha Hberto o seu estabelecimento de carvo, e con-
tinua a oflirecer as mearaas vantagens j bem co-
nhec:das dopnblico.e pe) barato preco de 640 ris
a barrica; tambem leva ao co..h- cimento de todos
que tem carne verde de 1* quslidade, portante es
fregoezes poderSo fazer os seos pedido?, qne serio
muito bem servidos, e alm disto nio pagarlo
frites.
Recife, 20 de Fevereiro de 1887.
^o5o T. Fiuza Lima.
Leilo
com
pelo
Do duas meias barricas ou tinas
queijos suissos,"frescos e novos vindos
ultimo vapor, vinhos e cognac.
Segunda fe!ra.*l do correte
A'8 H horas
No armazem da travesea do Corpo Santo
n. 23
Ag-ente Pinto
Vacca
Vende se urna vacca nova, casteada, com ama
magnifica bezerra tourina ; na ra do Dr. Joa-
quim Nabuco n, 3, Capuaga.
ia
Precisa-se de perfeitas costureiras ; na rna da
Aurora n. 39, andar.
Leilo
Augusto Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Para L7erpool
arrisnn Line of Steamei
O vapor Mriner
de 400 barricas com plvora descarregadas de
bordo do navio Bruno & liarte, entrado de Ham-
burgo em 3 de Fevereiro, com avana d'agna do
mar e existentes no deposito da Imberibeira.
Terca feir 91 de Fevereiro
A's 11 horas
Agente Pinto
No Caes 22 do Novembro
Em frente ao armazem de farioha dos Srs. Henry
Forster & C., por occasiao do leilo
de cimento avariado
Alusa-se
a casa terrea com 8 qnartos e com penna d'agna,
toda reedificada, sita & ra de Santa Rita n. 89 :
a tratar na iua de Domingos Jos Martius nume-
ro 50.
Espera-se de Liverpool at
o dia 24 do torrente voltar
para o mesmo porto depois da
demora do costme.
Folgar
Pede-se especialmente
Prolongamento do Estrada de Fer-
ro de Pernambuco
De ordem do II Im. Sr. director, faco publico que
no eseriptorio do eogeuber chefe do traiego do
Prolongamento da Estrada de Ferro do Recife ao
SJ Francisco em Palmanes reerbem se propoetas
at o dia 20 do correte para a execucio de aterro
de algumas vallas e bacas existentes no treebo de
S. Benedicto a Canhotinho do mesmo prolcnga-
mento.
No referido eseriptorio eucontriro os interessa-
dos os precisos esclarecimentos.
Secretaria do Prolengamento da Estrada de Fer-
ro de Pernambuco e Estrada de Ferro do Recife a
Carur,\0 de Fevereiro de 1887.
O secretario,
Manoel Juveneio de Saboya.
Companhia de segaros Amphl
trlte
A direccao em cmprimento so art. 33 dos es-
tatutos d'esta compannia, convida os Srs. accio-
nistas a reunirem-ae em assembla geral, no salao
da Af sociacao Commercial Beneficeote no dia 2
do preximo Maros ao meio dia para ouvirem o
sen relator io e o parecer da com mis sao 6scal.
Igualmente p:oceder-se-ha a eleicao de que tra-
ta o art 40 dos meemos estatutos.
Recife, 17 de Fevereiro de 1887.
Os directores
Antonio Marques de Amorim.
Manoel Jos da Silva Guimsres.
Josqnn Lopes Machado.
Lotera de 4000 eontos
A grande lotera de 4000 eontos, em 3 sorteios,
fies transferida para o dia 14 de Muio viodouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Tbesouraria das Loteras para o fundo d
emaocipacao e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Dezembr) de 1886.
O thesooreiro,
Francisco Qoncalves Taires.
Arsenal de Guerra
De orden do Illm. Sr. major director, distribue-
se costuras nos dias 19, 21 e 22 do corrente mee,
s costureiras de ns. 401 a 4?0, de conformidade
com os annancios anteriores.
Secco de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 18 de Fevereiro de 1887.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto.
Companhia de E di Acacio
Assembla geral ordinaria
De accordo com o artigo 31 dos ertatuto* sao
convidadas os Srs. accionistas da Companbia de
Edificacao para se reunirem no dia 1 de Marco,
ao meio dia, na sede da mesma Companhia, ao lar-
go de Pedro II n. 77, i" andar, afim de ouvirem a
leitura do rola torio, bataneo e apreciaren) as con-
as da directora, discutirem e approvarem o pa-
recer fiscal, e anda procederem a eleico da nova
commissao fiscal, nos termos dos arts. 21 % 8, e 38
dos mesmos estatutos.
Recife, 13 de Fevereiro de 1887.
Gustavo da Silva Antnnes,
^___________ Director secretario.
Club Carlos Gomes
Tendo a commissao encarregsde da ornament-
oslo dos saldes do club para o sarao carnavalesco
no da 19 do corrente, de principiar seus traba*
lhos, previno aos senhores socios que fica suspen-
so todo o expediente nos dias 17,18 e 19.
Recife, 16 de Fevereiro de 1887.
O secretario,
P. Casanova.
S O procurador da (jamara Municipal da cu-
eto de Olinda, abaixo assignado, convida aos
foreiros de terrenos pertenceutes ao patrimonio da
mesma cmara, para no praso de 30 das virem
pagar os foros que estiverem a dever, visto como
BBm de relacionar os foreiros que se acbam atra-
para levar ao onheciment da Illma Ca-
Aos senhores frequentadores, que para manutencSo da boa ordem, nio trans-
fram sens bilhetea de entrada, caso so retirem antes de terminaren) os BAILES, bem
como uo demorem os empreados do Buffet quando os houverem de servir, que para
maior presteza thaver3o cartoes venda, para com ellea pagarem o que consumirem
na noite.
PREMIOS
Alm das aenhas de entrada, cada concurrente ao baile receber na occasiao
da compra das mesmos um bilbete numerado, que dar direito os premios que a em-
presa tem a honra de offerecer quellea que se dignarem de assistir aos deslumbrantes
BAILES, e que consistem em 3 vigsimos das loteras de Alagoas, Cear e Minaa-
Qeraes, para cada premio, sendo estes em numero de tres, para cada noite.
Os premios serio tirados a sorte, em presonca de todos os concurrentes, en-
trando para a urna nmeros correspondentes aos das senbas vendidas, recebendo os
premios aquelles que exhibirem as senhas com os nmeros correspondentes aos em que
sahirem os premios.
Resulta destes premios que quera comprar por 1)000 urna entrada para cada baile
fcar habilitado a ganhar n'aqnellas grandes loteras tres premios no norme valor de
150:0001000!
Para fre
te trata-se com o
AGENTE
S. L. JONHSTON
RA DO COMMERCO H. 16
tniied States Mail Brasil S. $- .
0 paquete Finance
Leilo
de cerca de 220 barricas com cimento, avariado,
de 70 kilogrammas, marcaCoradescarrega-
das de bordo do navio Ptns, entrado de Ham-
burgo em 25 de Janeiro prximo paseado com ava'
ria d'agna de mar e existentes
No Caes 23 de Novembro
Em frente ao armatem de farnha de trigo dos
Srs. Henry Forster & C.
Terca/eir 22 do corrente
A's 11 horas
Ag-ente Pinto
No Caes 22 de Novembro, e por occasiao do leilo
de barris com polvera
Via Sacra Santa Crits
Pergunta-se ao thesoureiro desta confraria se
xacto qne V. S. mandara inhumar no chSo o ca-
dver de urna infeliz irma qne falleceu repentina-
mente, quando esta irma tinha direito a urna ca-
tacnmbaf Se fosee patricia nada Ihe faltara. De-
seja saber
A alma do finado.
Itenerario lo (inf>T'arnaralos~
cos os Cavalhelros da poca
De ordem da directora deste clubfoi deliberado
percorrer.nos 1 e 3 dias do carnaval as segintes
ras:
Mathias de Albuquerque, Pedro Ivo, Conselhei-
Piretti tlvo Mequelino, BarSo da Vntoria, Cabu-
g, Larga do Rosario, 1 de Marco, Largo da Al-
fandega, Vigario, Corpo Santo, Marque de Olinda,
Imperador, Duque de Caxias, Pedro Affonso, Vis-
conde de Inhauma, Vidal de Negreiros, Coronel
Suassuna, Marclo Dias, Pateo do Carmo, Frei
Caneca, Felippe CamarSo, Marouex do Herval,
Imperatris, Visconde Albnqnerque, Viscoode de
de Pelotas, Conde d'Eu, ConceicSo, Gervasio Pires
Viscsnde de Camaraeibe, Conde da Boa-Vista.
Visconde do Rio Branco, ao recolher se.
Ce preferencia percorrer as ras que se acha-
rem ornadas,
O Secretario,
_____^_ F- Francc
f
Espera-se de New-Port
News, at o dia 27 de Fe-
vereiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster C.
N 8- RA DO COMMERCIO -8
i.- anda
Leilo
.De 4 vaccas crioulas com e sera cria
TERgA-FEIRA, 22 DO CORRENTE
Ao meio dia ._
Agente Pinto
No Caes 22 de Novembro
Por occasiao do leilo de cimento e plvora

JLVXSO
Os camarotes altos e varandas sao reservados para as familias que quizerem
comparecer.
As pessoas que nao se acharen) decentemente vestidas nao terSo iogresso
,1XTR\D\S
Cavalleiros e sen horas, mascarados ou nao. 1 000
Principiar s 8 horas.
C-OJIPAXHIE DEH HEMIIAVe
res hari i ini:s
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
Commandante Moreau
as

Por esta secretaria i So chamados os prente* e
protectores das menores abaixo declaradas, para
at o dia 28 do corrente apresental-as no collegio
das orphas, afhn de serem ahi admittidas, visto
serem as primeiras inscriptas no respectivo qua-
dro.
1 Carolina, protegida de Augusto Manta.
2 IIluo-inatH, filba de Mara Florencia Barbosa
dos Santos.
3 Laurinda, filha de Sincletca Lhs de Vas-
concellos Aranjo.
4 Mara, filha ja mesma.
5 Adelaide, filha de Mara Jos da Conceicio.
6 Mana, filha de Maria Jos da Encamaco.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 8 de Fevereiro de 1887.
O eserivao,
Pedr Rodrigue! de Souta.
Olinda, 19 de Fevereiro de 1887.
Francisco Velloso de Albuquerque Lias.
Estrada de Ferro do
Reeife a Carnar
De ordem do Illm. Sr. director, faz-se publico
qoe a contar do jia 21 do corrente o trem P 1 s
ir at a estaclo do Caseavel as tercas e sabba-
dos.
Secretaria do Prolongamento da Estrada de Fer-
ro de Pernambaco e Estrada de Ferro de Carnar,
16 de Fevereiro de 1887.
O secretario,
Manoel Juveneio de Sabaya.
Indemnisailora
A direccao desta companhia tem a honra de
convidar os Srs. accionistas para reunirem-se em
assembla geral ao meio dia de 28 do corrente mes
no sea escritorio, afim de conhecerem das contas
do anno fiodo em 31 de Dezembro preximo pasca-
do ; e bem assim proceder-se a eleicao de que tra-
ta-o 2 do art 27.
Recife, 14 de Fevereiro de 1887.
Os directores
Joaquim Alves da Fonseca. i
J< se da cilva Loy>> Jnior.
AntonTo da Cuuha F. Baltar.
A Cmara Municipal da cidade de Olinda seu
termo, em virtude da lei, etc.
Fas sciente aos seus municipes que da data
deste em diaote, baver ao paco da Cmara Mu-
nicipal desta cidade, de 10 horas da mansa em
diante, nos dias de qnarti's-feiras, consultas aos
doeotes potares, pelo medico da mesma cmara,
bem como vaccinacio e revaccoacao a todas as
pessea aoe della precisar.
Paco da Cmara Municipal de Olinda, 15 de
Fevereirqde 1887.
Dr. Jlo de S Cavalcanto de Albuquerqu-,
Presidente,
Jos Marcelino da Fonseca Manguinbo,
Secretario.
Delegada de polica do f dis-
tricto da capital
De ordem do Illm. Br. Dr. delegarlo, faco pu-
blico que foi apprehendido como furtado, e se acha
depositado neats deiegacla, um relogio de ouro,
ingles, descoberto, que ser entregue a quetn ao
mesmo provar ter direito.
Eecite, 18 de Fevereiro de 1887.
O escrivo,
D. Carneiro.
Companhia Ferro-larrl
Carnaval
Durante os tres dias de carnaval, alm dos car-
ros extraordinarios para todas as liabas, baver 4
tarde e noite carros na linha da Magdalena, que
faro o trajecto apenas entre a Praca da Boa-Vista
e a do Couselheiro Joo Alfredo. Estes se destn -
guro dos outros da mesma linha que farn >
viagem inteira, por urna bandeira encarnada com
o dsticoBOa-Tintacollocada por cima da
taboleta,
O gerente,
Cario Alberto de Menezes.
E' esperado dos portes do
sul at o die 21 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costnme, para Bordeanx,
tocando em
Dakar, Lisboa e vigo
Lembm-ee sos senhores passageiros de todas
classes que ha lugares reservados para esta
agencia, qne podem tomar em qualqoer tempo.
Faz-se abaumento de 15 % em favor das fa-
Jmilias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por exeepcao os criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, gosoin tambem d'este abat-
ment.
Os vales postaes s se das at dia 19 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas dinheiro
a frete I tracta-te com o
Leilo
de urna parte do engenho BRl'f
Agente Britto
O agente cima, a mandado do Illm. e Exm. Sr.
Dr. juiz de direito da provedoris, em sna presen-
ca e a requerimento do inventariante dos bens da
finada D. Theresa Carneiro Lina de Miranda, le-
var leilo urna parte do engenho BBUM, da
quantia de 12:559, e bem assim a terca parte de
urna casa terrea sem numero ra de S. Fi
co, tudo na fregueata da Varsea.
Quarta -feira 93 do cor rente
A's ,11 horas
A' rsta do Imperador n. 16
Yinlio de Honrisca
Es80 importante vinbo de que nico
importador Jo3o Ferreira da Costa;
puro de uva escolhida a capricho, o pro-
prio para mesa, pelo seu merecimento tem
obtido a melhor aceitscSo nos lugares para
onde tem sido esportado : acha-so ven-
da a petalho em casa dos Srs. Pocas.
Mendes & C.

HISTORIA
raocis-
D E
VCTOR HUGO
"t-*^"**
-,
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coc-
ios, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 5G.
9
logaste Labille
RA DO COMMERCIO -1
nave
MRTiMOS
DampfschiflTahrls-ficselIschaft
0 vapor Tijuca
Companhia Hra>ileira de
gseSo a Va por
PORTOS DO NORTE
O vapor Cear
Commandante o 1* tenente Guilkerme Pa-
checo
E' esperado dos portos de sul
at o dia 27 da Fevereiro, e
seguir depois da demora in-
dispensaveL para os portes
stM,
Precisa-so do urna boa cosnheira para cass
i pouca familia ; na ra do Imperador n. 50, 1"
idar.

Allugase o 2" andar do sobrado n. 1, ra
do Visconde de Pelotas, oatr'ora Aragao tratar
na rna da Madre de Deus n. 12.
E3 Aluga-se o 2- e 3o andar, juntos ou separa-
dos, da casa da rus larga do Rosario n. 37, es
quina Jefronte da greja ; a tratar no pavimento
terreo, loja de cabelleire)ro.
Offerece-se um rapaz com bastante pratica
de copeiro, dando fiador sua conducta ; na ra
.va de Santa Rita
Ignacio Jaques da Coala Cal-
maraes
Anna Joaquina Mooteiro Gumaraes manda re-
sar na quarta-feira 23 do corrente, s 8 horas da
manila urna missa no convento de S. francisco,
pela alma de seu presado esposo, Ignacio Jaques
da Costa Gnimares, trigsimo da de seu passa-
mento, para cujo acto convida os prenles e ami-
gos do finada para assistirem a este acto de rvli-
giao e cariiade.________
anoel Perrelra Pontea
Henrique Ferreira Pontea e sna esposa Amalia
Victorias Baoulitrou Pootes convidam aos eos
amigos e do finado, para assistirem as missas, que
por alma de sen presado irmo e ennhado, man
dam resar no convento de N. S. do Carmo, stimo
dia do sen passamento, s 8 horas da manila do
da 22 do corrente.
-r-
'
do norte
laaos.
Lisboa e
E' esperado dos por-
tos do sul at o dia 4
de Marco seguindo de-
pois da demora neces-
saria para
Ha in burgo
dinhoi-
Para carga, pasagens, encommendas,
ro e frete tracta-se com os
AGENTE8
Borsteltnann & C.
RA DO COMMERCIO N. S
1' andar
ROYAL H.4IL STEAI PACKET
COIPASY
0 paquete Tagus
E' esperado daEuropa no dia
23 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ria para
Baha, Rio de Janeiro. Moatc
video e Buenos .%yre<
Para passagens, fretes, etc., tracta-se c ir os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
Para carga, passagens, eneoromendas e valoree
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS~DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoa
E' esperado dos ^rtos do
norte at o dia 22 de'Fevere-
ro e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os r^~tos do sul (inclusive o
da Victoria).
Recebe tambem carga para *anta Catharina,
Grande d> Sul, Pelotas e Porto Alegre,trete mo-
dic .
Para carga, passgens, encommendas o valores
trata-se na agencia
PRAGA DO CORPO SANTN. 9
ti
Segu com brevidade para os portos cima o
lugar nacional Tigre, por ter p..rte de sua carga
engajada, e para o resto que falta, fratase com
Baltar Oiiveira &c C.,rua do Vigario n. 1, pri-
meiro andar.
WOLFF
N.4--BA DO
&.C.
'-i 4
IBlLUES
Segnnda-feira, 21, leilo de queijos sussos e
vinhos, no armazem da travessa do Corpo Santo
n. 23.
Ter^a-reira, 22 o de 400 barra stn plvora, e
cerca de 220 barricas com cimento avaradas, s
11 horas no caes 22 de Novembro em frente do ar-
mazem do- Srs. H. Forters & C., ao meio dia, 5
vaccas o 1 boi.
Quinta-feira, 24, leilo de bons movis loaca e
vidros em um grande sobrado da roa do Hos-
picio.
LEILO
Em .ontinua De bisnagas, papel de cores, fitas e outros objec-
tos proprios para o Carnaval
Seguadafeira, i e terfa feira
do corrate
Ve*te multo ronhecido eN(abelecimeu-
to encontr r o respeitavel. o mais
variado e completo ortimento de JOIAS
receffidas senipre directamente los melho-
res fabricantes da Kuropa, e qu o primam
pel apurado soneto do mundo elegante,
Rices aderecos completos. lindas pulso!-
ras, alfinetes. voltas de uro era vejada coi
brllbantes, ou perolas, anneis, cacoleta,
batSes e outro multos rticos proprios
deste genero.
ESPECIALIDADE
Em relogios do uro, prata e niekeladoa,
para borneas, senhoras e meninos dos mais
aereitados fabricantes da Eurapa e Ame-
rica.
Para tedas os artigos desta casa garan-
te-se a boa qualidade, assim como a modici-
dad e nos preces que s2o sem competencia.
.Vesta casa tambem coneerta-se qual-
quer obra de ouro ou prata e tambem irols-
gios de qualquer qualidade que seje.
4Ra do Cabug
m
-t
mm'\




*



\
FcrambucoDomingo 20 de
de 1887
Tnico
Oriental.

0
"V
//
AInga-se barato
Ana dos Guararapes n. 96.
Ra Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Roa Corredor do Bispo n. 18.
Becco Campello o. 1, 1 andar.
Largo do Mercado n. 17, loja com gai.
* Largo do Corpa Santo n. 13, 2. andar.
Trata-se na ra do Com me re i o n. 5, 1* andar
aariptorio de Silva Quimarae & C.
Alug
a-se
o 2* andar do sobrado n. 35 & travessa de S. Jos ;
o 1- e terreo do de n. 27 ra Vidal de Negrei-
ros; o 1 do de n. 25 ra velha de Santa Rita ;
o 1 do de n. 34 ra estreita do Rosario ; todos
lunpos : a tratar na ra do Hospicio n. 33.
Aluga-se:
o predio n. 2 da roa do Commercio, onde esteve o
hotel de l'Univers, completamente restaurado com
grandes accommodaco?s, tendo um audar terreo e
tres superiores. Aluga-se tambero qualquer dos
andares separadamente : a tratar na ra do Ba-
o de S. Borja n. 22.
Ama
Precisa-se de urna ama para o servico domestico
de urna casa de familia ; na ra do Cotovello nu-
mero 46.
AMA
Precisa-se de urna anta para
lavar, engomniar e faze riis
alguna servico de casa de fa-
milia : menos comprar e cozi-
nhar : na ra do Riachuelo n.
13. De ve dormir em casa.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinha ; na raa do
Dr. Joaquim Nabuco n. 3.
Ama
Precisarse de urna boa cosinbeirs, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companhia
n. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
AMAS
Precisa-se de ama ama para cosinbar e ontra
para cuidar de doas enancas ; na roa da Aurora
n. 81,1 andar.______________________
Ama
Precisa se de ama para casa de familia, raa
do Cabug d. 3, 3* andar.
Ama
Precisa-se de urna ama que cosiuke e engomme ;
na ra do Kangel n. 44, 2- andar._____________
Ama
Precisa-se de urna ama para engommar : na roa
da Soledadp n. 58
Ama
Precisa-se de urna ama para engommar e ensa-
boar ; a tratar na ra das Cruzes n. 18, primeiro
andar. Deve dormir em casa e prefere-se escrava.
Ama
Precisa-se de urna ama para cueinkar ; a tratar
na roa das Cruzes n. 18, 2' andar. Deve dormir
em casa e prefere-se escrava.
Ama
Precisa-se de urna
para o servido domes-
tico de urna casa de
pouca familia; na ra
do Cotovello n. 46.
Ama para cosinha
\\ roa do Riachuelo n 47, se
precisa de una cosinheira, forra
on escrava.
Tricofero de Barry


Anqninhas
Pelo diminuto preco de 1*500, para senboras a
meninas.
Completo sortimento de fazendas e roapas tei-
tas, por precos baratisaimoa : na ra Duque de
Casias n. 83
MEMDONQA & C.__________
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira que entenda bem
de seuofficio, paga-ae bem e casa de pouca fa-
milia ; na ra do Cabog n. 5-A, bja.
i
K3BUH
CHARROS INDIOS
de GP.IMAULT e C>
Pharrr.aoeuticos em Paria.
Admitlido na nova
pha:maco,ea ofaial de Franfa.
Approvado pela Jl-sta central de
Hygibne do Irazil.
Basta aspirar a fumaca dos Cigarras
Indi o para fazer J esapparecerem comple-
tamente os mais violentos ataques de
Anilina, a Totee nervosa, Roquiddo,
Extinerao da vot. Neuralgia facial,
Insomnio, e tambern combater a Tinca
larvnijea.
Cada estofo lava a marea da fakrioa. a
Ira a o aalio da QRIMAiT CK
PARS, 8, Ra Virienne, 8
I RAS PRlNCirUs nUMUOAS.
Caixeiro
Na terciaria da raa do Paysand n. 7, preci-
sa-te de um caixeiro de 12 a 14 anuos, qne t
fiaDC* *aus eonduets.
Garntese que fax naa-
carecresoer o cabello anda
aoa mais cairos, cura a
tinha o a caspa remore
. todas as impureza do cas-
co da cabera. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir on de embranque-
oer, e infallivelmenta o
torna eapaaso, maco, lus-
troso e abundante.
T*
V/A|U^':
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a frmala
original osada pelo inrentor em
1829. E' o nnico perfume no mun-
do que tem a approvncao oficial de
am Gorerno. Tem dnas vezes
irais fragrancia qus qualqner ontra
rdnraodobrodotempo. E'muito
meis ren, suave *j deliciosa. E'
I muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel na
lenco. E' doas rezas mais refres-
cante no banbo e no qnarto do
I doente. E' especifico contra a
frouzido e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansados e os
denmaios.
Jarope ie Villa Je Reiter No. 2.
ijrrtadetjsai-o. detois decsal-*.
Cora positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Srphilis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSes, Cutneas e as do Corno Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
eneas do Sangue, Figado, e Rins. Garante-se
que parifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renora o systema inteiro. +> j
Sabao Curativo ee Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian.
Sis a para a cura das moles-
as da pella de todas as especies
em todos os periodos.__________
Deposito em Peruana buco casa de
Francisco Manoel da Silva & C
Chapelaria Victoria
4 [naca da Independencia ns. 36 a 40 tem e vende
Cha pe linas francezas, finas e modernas
pata senhoras, pelo diminuto preco de
i8$000 urna!!!_______________________
lNDICAOiMr
ALLAN PATERSON 8: C
N.44--Bu t do Brum-N. 44
JUNTO A E? fAfAO DOS BONDS
Tem para vender, por pret mdicos, as segointes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivac3es de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, dem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Vapores de Torca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollcgadas de panadura-
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertes, e aasentamento de macbinismo e oxocumm qu&l
trabalbo com perfeiclo e presteza.
A'S
Maria do Livramento, velha oqtagenaria e pau-
prrima, pede as almas caridosas que lbe majde
urna esmola pelo amor de D.-us. Mora no boceo
do Bernardo n. 51. E' nma obra de caridade.
Profcssora
Urna senhora competentemente habilitada, pro-
poe-Be a liccionar em cellegios e casas particula-
res, as aegnintee materias : portaguez, francs,
msica e piano; a tratar na ra do Marques do
Herval n. 10.______________________________
~ 300:000$
Lotera de Alag as
Extraerlo Te rea- f el ra
de Feverefro
Intransferivel
B'.'betes venda na essa feliz, Praca
da I "tendencia os. 37 e 39.
Precisa-e de urna, boa engommadeira e que
ensaboe tambera, para cata de pequea familia :
a tratar no Caes da Companhia o. 2. Prefere-se
escrava e deve dormir un casa.
Sitio no Caidoireiro
Arr> urU-srnnualmento um bom sitio ecm bas-
tantes commodoo para grande familia, boa agua,
com arvon s fructferas e jardim, c com sabida
para o rio, por preco muito razoavel ; a tratar na
roa do Livramrnto n- 24.
Jalroph
Manipoeira
Esse mrdicaaiinto de urna eficacia reconbecida
no beribvri e outras molrsiias ero que predomina a
hydropesia, acba-se modificado em sua prepara-
cao, ragas a ama nova formula de um distincto
medico desta cidade, sendo que fomente o abaizo
assignado est habilitado para prepaial-o demodo
a mrlhorar lbe o gosto e cheiro, sem todava alte
rar-lhe as propriedad s medicamentosas, que se
conservam cosa a nsesma actividade, ee nao maior
em vista do modo por que elle tolerado peb
estomago.
miro deposito
Na pharmacia Conceicu, ra do Marqoes de
Olinda n. 61.
_______ Beserra de Mello_________
Cosinheira
20*000
Paga-se 20*000 por mes a urna perfeita casi-
nh' ira, para casa de pequea familia, preferindo-
se de meia dade e eme ej de boa moral, raa
do Paysand n. 19, paseando a ponte do Chora-
menino : quam nio estirer em condigoes escusado
apresentar-se.
triada
Precisa se de nna criada para o servico domes-
tico de casa de familia ; na ra do Marques do
Herval n. 10._______________________________
Engommadcira
Precisa-se de urna que engnmme com perfeicio
na ra do Marques do Herval n. 10.
Borracha
especial : na raa estrr ita do Rosario n 24.
s
s
a o m %-r h rwr m
JOSEPH RRAISE a C
Acabam de augmentar o sen j bem conhecid
mportante estabelecimento raa Io
de marco n. 6 com mais
nm sallo no \ andar Inxnosamente prepa-
rado e prvido de nma exposi-
fitd Iras de prala do Perl* eeleeln-pli^
dos mais afamados fabrican.es do
mundo inteiro.
nonvida, pois, as Exnias. familias, sens nume-
rosos .amigos e freguezes a visitaren,
o sen estabelecimento, alim de
apreciarem a grandeza ? bom gosto com que
nio obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
iCHA-SE ABEBTO DAS 1 A'S DA HOITE
O M W W V S
BMULSAO
OE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fisrado de bacalho
COM
flypophosphitos de cal e soda
kpprovada pela Junta de Hi-
giene e aulorisada pelo
gorerno
E' o melhor remedio at hoje deaeoberto para a
laica bronriilte*. enrrophula, ra-
rl.itm. nncmia.c cDillilndr em eral,
defluioa, to**e cbronlca e affeceftee
do peito e da taruautn.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
oacalbo. porque, alm de ter ebeiro e sabor agra-
da veis, possne todas as virtudes medicinaos e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituimos dos hypopbospbitos. A' venda nat
f rogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Para cosinhar
Frecisa-se de nma
ama para cosinhar,
mas qne eosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra Duque de
Caxias, por cima da j
pographia do Diario.
Cabelleras
E BARBAS de cabelle natural, para o carnaval:
na raa larga do Rosario n. 22.
Para casa de familia
Detteja e contratar urna menina
dr lia ICannim. traballiadeira e
de bono 'ONtumen para o aervteo
Interno de asna casa de ria pee-
oa*i dando-ae roapa, comida dor-
mida e ordenado porem aue nfio
enna servido anda em casa aigu-
ma. vrata-se ds II da nanha s 4
da tarde. & raa do Imperador n. 46.
o andar.
N.28;940
O Sr, Antonio de
Olive ira Coraje, tem
urna carta na ra do
Rosario Larga n. 14
armazem de motila-
dos.
Curso de mathenitica
O bacbarel Francisco Corris Lima Sobrinh
contina com o sea corso de arithmetica, algebra
e geometr a ; na ra da Matriz n. 7.
Solicitador
Jos Ferreira de Paula, provhionado pelo Tri-
bunal da RelacSo de Pernaiiibaco, offerece-te a
quem precisar de tr balhos inherentes sna pro-
nssao na cidade de Pesqueira da comarca de Cim -
brea, onde foi ana resid ncia, e tambern trabalha
as esmarcas do Brejo da Madre de Deus, Carua-
r, S. Beato e Escada.______________________
7i000$000
Quem q ui er emprestar a quantia cima a juros
commodos, sobre bypotbecas em predio n'esta ci-
dade, deize no eseriptorio da redaccao desta folha,
em carta feicbada com as iniciaes J. B. C, seu no-
me e meradia, para ser procurado.
2*;sooo
Aluga-fo o 2 andar do sobrado n. 129 ra
, de Marcilio Das, tendo mais soto com cosinha e
; outros arranjos, a tratar na Camba do Carmo
n. 2. venda.
Ao commercio
O abaixo assignado participa ao corpo do com-
mercio que dissolven amigavelmente a sociedade
que tinba dado ao Sr. Felippe Neves Guimares.
na casa de secos e molbados, ra de Paulino
Cmara ; ficando todo o activo e passivo a cargo
do abaizo assignado, retirndose o mesmo br.
Guimares pago de seu capital e lucras continuan-
do a mesma firma at hoje adoptado.
Recie, 16 de Fevereiro de 1887.
Jos Miguel Barbosa Ramos.
Nazareth

s
O abaizo assignado, tendo motivos para nao
continuar como supplentc de subdelegado de po-
lica do 1 districto desta cidade, vem pedir pela
imprensa ao Ezm. Sr. presidente da provincia a
sna ezoneraco. 17 de Fevereiro de 1887.
Joaquim Wunes Xavier de Souta.
Cautela n. 15115
Perdeu-se a cautela n. 15115 do Monte de Soc-
corro, a nessoa que a acbou qaerendo fazer o fa-
vor de entregal-a poder dirigir-se roa de Mar-
cilio Das n. 13, loja^________________________
Botao perdido
Perdea-se um botao de punho de oniz, com p
de euro ; pede-se a quem tiver acbadpque o man-
de i ua do Baraa da Victoria n. 43, que qaeren-
do, se recompensar.
Ao commercio e ao publico
O abaizo assignado, testamenteiro e inventa-
riante do espolio do finado sen irmo Antonio Jos
Lopes Braga, tendo pago integralmente a todos
os credores do mesmo finado, assim como liquida-
do com os htirdeiros as herancas qne Ibes tocaram
as partilhas, constantes do inventario, e como
tenba da prestar as devidas contas persnte o jais
competente, faz a presente dedaracao para quem
se julgar prejudicado apreBcntar suas contaB para
serem pagas, isto no praso de tres dias, a contar
de hoje. Outrosim, agradece ao sea inimigo gra-
tuito a lembranca que teve..., muita especta-
tiva. Pede a todos os devedores do mesmo espo-
lio para que veuhatn saldar suas contas com o
abaizo assignado, roa de Pedro Alfonso n. 58,
isto no praso de 30 dias. Recife, 18 de Fevereiro
de 1887.
Vicente Lopes Braga.
1
i
Leonor Porto, moradora ra do Imperador
n. 45, precisa saber onde mora D. MARFA LEO-
POLDINA CESAR,'viuda ultimemeute do Ama-
zonas no vapor Para, o muito agradece a quem
der noticias.
0 professor
Jos Julio de Souza Martina offerece-se para, de
4 horas da tarde em diante, ensinar em casas par-
ticulares e em sua residencia, ra Visconde de
Goyanoa n. 119 as seguintes materias : portu-
gus, francez, arithmetica, geometra, geogrnphiu
e primeiras lettras. Apresenta como garanta a
sua pratica no ensino destas materias no primei-
ro collegio desta capital.
Advogado
Domingos I?, de Soasa Leo
Das 10 horas ds manha s 4 da tarde, roa
do Imperador n. 16, 1 8odar.
Sitio
A'.uga-se um sitio com casa, e ontra boa casa,
no Aternnbo do Gqui ; a tratar na ra do Im-
perador n. 50, terceirc andar.
Rapaziada ao Cate Pctro-
polis!

ALCATRAO DE GUYOT
GOUDKON DE GUYOT
O Aleatrp de Gavot serr para preparar urna agOa de alcatrao, muito efflcaz e agradavel aos
mais delicados estmagos. Purifica o sangne, augmenta o apetite, levanta as forpas e efficaz em todas as
doencas dos pulmos, catarrhos da bexigoa e affeccos das mucosas. ... .________
O Alcatra de 4-uyot foi experimentado com vantagem real, nos pnncipaes hospitaes de muca,
da Blgica e Espanba. ^^ vaoto
Durante os calores e em tempo epidmico urna bebida hygienica e preserradora. Lm ao tioto oasia
para preparar doze Utros d'uma bebida salutarissima.
O Aicatro de >uyot Al i'III^.X'TIC'O vendido em vidros trazendo
no rotulo e com trez cores a assignatura :
Venda a varejs na mor parte das Pharmacias. Fabricacao em
atacada: Casa L. FRERE 1*, rae Jacob, Pava.
Castro & C, tendo preparado o seu estabeleci-
mento com grande pompa para os tres dias do
Carnaval, scientificam ao respe tavel publico qne
nella encontrarao o especial caf, o sempre^ afa-
mado sorvete e creme, bebidas finas, como sejsm :
bitters, licores e eerveja das milbores marcas, co-
gnac, vinho do Porto especial, o verdadeiro fi-
gueira, champagne, vermouth, refrescos, bollos,
filhoB e outras cousas que seria enfadonbo men-
cionar.
Tem tambern preparado am reservado onde se
encontrar comidas que satisfazem o mais esque-
sito apetite a aquellos qne quizerem honrar o nos-
so estabelecimento.
A elle rapaseada a elle.
Ra da luiiicratriz d. 49
Arma tao
Vende-se a armaco da ra do Rangel u 10
por ter o sea dono estabelecido-se no n. 13-A.
Trotes do carnaval
Acha-ae venda em casa do Sr. Vctor Pralle
Successor, ra do Imperador n. 55, a linda
polka Trotes do Carnaval, que foi composta e de-
dicada ao bello sexo amador de msica.
Pot-Poiirri Carnavalesco
Acha-se venda e;n casa do Sr. Vctor Preale
Successor, i ra do Imperador n. 55, am lindo
Pot-Pourri Csrnavalesco, arranjado pelo professor
Candido Filho, mestre da msica de polica, dos
seguintes cantos populares :
Dormes que eu velo. O sertaneijo. Oh I Vinde,
viode luz do Co. Tu a a pastora formosa- Tre-
mei Gabriel, tremei. Maria Pao. Buvons sec. Le-
vtte la camisella. Oh Man sum-sum. Caran-
gueijo nSo peixe. Onde vai Sr. Pereira de Mo-
raes. Russiann^. Adens oh Carnaval.
O carnaval est nos batendo a porta ; portant;
os diluanles devem-se manir d'um ejemplar pela
diminuta quantia de 1500.
KAHANSAdoJAPO
RIGADD & Ci, Perfnmistu
PA.RI8, 8, Roa Vfrtonca, S, PARTB
------ -
^Extracto de .Kananga
Xt*a a asiliws
[perfuma par o len-
ro, producto da
preciosa flor conhe-
cida sob o neme de
Pirui japnica.
O seu delicado
aroma, de persis-
tencia sem egual,
refresca o ar qne
se respira, espar-
igindo ao mesmo
tempo ao redor da
'pessoa que o usa,
as suaves emanacoes que rerelam distineco
e elegancia.
Achate a venda emtodasas Perfumaras
MARCA DE FABRICA
VINHO
DO
Dr Gabanes
KIM-CABANES
ff
tTKFCE AHQSlMtTTTIlE CT > LCCORCE JTPRAIIBB >W ERES
wssasaa expo rtat i o n ess.^ra
MOTA. Psrs erfsr ss contrsfsctes, s te den
socsitsr u amias qui tirerem incrustadas no vldro
as palavras : Vlnho do D' Cabanas, Paria, e
sobre os rtulos, tiras ds papel que e/irolvem
lrgalo a marca de fabrica,
s assigostura do D' Ca-
banas e o sello de garanta
do gorerno francez.
O Vtnho da S' Cabanas, submettido
appmvarao da Academia de Medicina da
Pars, loi rcconhecldo como um tnico
enrgico ipor encerrar os principios consti-
tutivos do stiiigue e da Carne), que di ao
sanguc torca, vigor e energa.
Os Sni* 0" Trooaaeaa, Oaarsva e VeS-
pean, professores da Faculdade de Medicina
de Pars, o receltam todos os das com o
melbor xito s mulheres enfraquecidas por
excessos de toda especie, trabaUo.prazeres,
menstruaro, edade crtica e amamentacao
prolongada. E1 extremamente efflcaz contra
o Fastio, Ms digestoes, tnpepsiai. Gastritis,
naturas e Vertieens.
D resultados maravilhosos nos casos de Anemia, Cklorose, Pauperismo do sangue. Esteri-
lidade das mulheres, Flores brancas. Ferias tetninaes, Impotencia prematura, Bmmagrecimento
geral. Tsica pulmonar, Pebres tarcas, Intermitientes, Palustre, Endmicas e
Epidmicas.
O Vlnho do IV Cabanas, pela energa de sua accao cordial, desenvolve as toreas, activa a .
circulando do sangue e c muito rccommenclavel para "as coavalescengas.
Fazces.aros vmitos tio freqnentjs durante a gravidez, augmenta a ccrec5o do leito nos
nutnzes c d extraordtaario vigor as criandnnasde mama; guaras a nlluencia dos scus prin-
cipios tnicos, soberano nos casos de Diabetes, Affecrao da medulia. Histeria, Epilepsia,
Sachitismo e em geral, em todos os casos em que e preciso lecorrer um tnico poderoso, que
d vigor e restaure as forcas dos doentes.
Como aperitivo BubetiUie com grande vantagem os Jiquios perniciosos como abslntho,
vermouth, etc Eum preservativo -rociado pelos viajantes o marlnheiros, como anti-epide-
mlco e antidoto da febre amarella, Vomito o outras stolcsttas tvoptoaaa.
Deposito feral: TROETTE-PERBET, 264, bonletard Vollaire. PARS
Depsitos em PemmtmbMcoiT^AM^X. da UVA a C, i mi srdsaM Piarauslsi.
Vinio o Xarope Dusart
A0 LACT0-PH0SPHAT0 DE CAL
Approvados pela Junta d'Hygiene do Rio-de-Janeiro.
O Lacto-Phosphato *e cal, que entra na coraposicao do VINHO e do XABOPE
de DUSART, o medicamento mais poderoso que se conhece hoje para restaurar
as forgas de certos doentes.
Consolida e endireits os ossos das creancas Rachiticat, torna activos e vigorosos
os Adolescentes roolldS e lymphaticos e os .rh 3 achao fatigados em consecuencia
de rpido erescimento. Facilita a cicatrisaco das cavernas do pulmao nos Tsicos.
Sendo administrado s mulheres durante a gravidez ellas atravessao tcao o periodo
da gestacao sem a menor fadiga, sem tiauseas, sem vmitos, e dao a luz a creancas
fortes e vigorosas. _.____:
O Lacto-Phosphato di cal admiistrado s ornas e s rnaes que eno os ios,
torna o leite mais rico, mais nuictiivo, e preserva as cranlas da d.arrhea e de outras
molestias, que se declarSo dui inte o crescimento. A dnteoo opra-se sem fagar a
creanca, sem que apparec" 'jonvulsoer ,.,,, ,_
O VINHO e o XAROPE de Lacto-Phosphato de cal de DUSART despertao o
appetite o levantfio as forcas dos convalescentes e devem ser empreados em todos
os casos em aue o como uicano se achar fntiqj*-, ou exhaurido m f(C .
Pa'i/. a, ra Vivienne
os casos em que o corpo
Deposito em
Pinito de Riga
MATHUE3 ASTIN & C, receberam nltm*-
monte nm CJmpleto sortimento deata madeirs,
como sejam : prancboes e tabeas para assoalbo,
da melbor qnslidade e de diversas dimenscVs, e
aue vendem por preeos commodos, 6 reducidos,
conforme os lotes ; no armasem do eaea do Apollo
n. 51, on ra do Uommorcio n. 18, 1- andar,
Criado
Precisa-te de ata criado moco e de boa conduc-
ta : no hotel do Caminho Novo n. 118 C-
Caixeiro
Precisa-ee de nm caixeiro de 12 a 14 annoa de
dade, com pratica de taverna, e qne d fiador de
na conducta; ra das Trineheiras n.
23.
"I*i>%
Precita-ie de urna ama da meia idtde pan todo
o trrico de um casal sem filhos; paga-se 20 mensaes, mas deve dar fiador de sua conducta,
pois qne deve servir so mesmo tempo de compa-
nhia ; a tratar na roa Vidal de Negreiree n. 117
pateo do Tero.

4

.i
*

\

4
ll


Diario de PernambncoDomingo 20 de Feverejr^ de 1887
______ i ^.J^sd
MIS INMIIIS
Mil Lili
Reducto absoluta de preco
Alpasss de c6res, lisas, de preco de 600 ris o covado, por 280 o dito.
Diua acolchoadas, de 800 rs., por 440.
Etamines do II, tocido rendado, de 10800 o covado, por 600 rs.
Ditos de algodao, de omito botn gosto, a 500 rs. o dito.
Creps de cdres, de preco de 800 ra., por 360 o dito.
Coutelines de crea, tecido diagonal, de preco de 800 ra., por 360 o dito.
Pana ms de cores, "tecido acolchoado, de preco do 10200 o metro, por 440
orado.

V*

o dito.
Se ti netas de cores, lindos padrdee, de 320, 400 e 440 o corado.
Zephir, do quadrinhos, a 180 e 240 ra. o covado.
Batiates de cdres, a 140, 160 e 280 re. o dito.
Brlbaatinas de corea, de preco de 700 ra. o-covado, por 320 rs. o dito.
Merino preto, coro duas larguras, a 800 rs o covado.
Atoalbedo de linbo, Uvrado, a 10300 o metro.
Dito da Costa, de quadros, a 10500 o covado.
Dito da Costa, de liatraa, a 10200 o dito.
Brina de corea, para calca, a 260 o dito.
Dito pardo, liao, a 320 ra. o dito.
Eaguilo, pardo, de linbo, para vestuarios de criancas, a 400 rs. o covado.
Cambraia branca, bordada, a 50500 a peca.
Toalhas felpadas para rosto, de preco de 70003 por 50000 a duaia.
Ditas menores, a 30600 a duzia.
Ditas grandes para banbos, a 10530 urna.
ColcbSes para cama, a 50000 uro.
Cortes de case mira de corea para calcas, a 30000 um.
Guarda-p de linho, para senbora, a 100000 um.
Dito de dito, para homem, a 50000, 60000 e 80000 -um.
Bramante de algodao, liso, com 4 larguras, a 10000 o metro.
Dito de dito, trancado, a 10100 o dito.
Brim branco de linbo, qualidade superior, n. 6, a 20100 e covado.
Caeemiraa de corea, para coatumea, de preco de 30000 o covado, por 10800
Engento venda
Vndese o eogenho Murici, con aatra on sem
ella, timado na treguTia da Escada, distante da
respectiva estaco um quarto de legos, podendo
dar gris caminos por da, atente e corrente,
tena duas caas grande* e 2 pt-quenaa para mora-
da, e outra. para farioba com auas pertencas, tam-
ben ae faz permuta por predios neata praca : a
tratar na roa de Imperador n. 61, 2- andar.
Grande liquidacAo
na foja de niiudzas
5o Hiia lo va O
O proprieurio do estabelecimentoBasar da
Moda, scien'ifica a Eimaa familias qne em vir-
tude da prxima reedificado do predio em qne
est estabeleeide, tem resolvido liquidar to-
das a* anas mercadorias, constando de miadesaa,
perfumaHase artigos de moda, com grandea aba-
timentos, sendo que muitos artigos sao por preeos
inteiramente baratos, como sejam :
Grande variedade de plastrons a 1*000 e 1*200
H.bvnetes de areia ae Risger a 200 ra.
Oitcs ingleses, grandes a 200 rs.
Duzims de ditos a 2 JOlK).
Garrafa de agua florida a 1 000.
Vaso com opiata a 900 rs.
Frascos com extractos muito finos a 1*300.
Frasco con agua de ooUoia americana a 500 rs.
Papis para forro a peca de 320 e 400 rs.
Guarniydes, linbas, fitas, bicos, botoes e artigos
de moda.
PARA ACABAR
LOTERA do ceara
400:000*000
lNntASFEMVEL!
Corre domingo 20 de Fevereiro
Um vigsimo (Testa importante lotera est
20:0O0$0O0
Coatumea de banbo de mar, para aenhora, a 100000 um.
Ditos de dito, para horaens, a 80000.
Ditos de dito, para meninos, a 50000.
Sapatos de bachos, para bomena e senhoraa, de differentes preeos.
Magnificas mallas americanas, para viagam, de 150, 200 e 250000 urna.
Saceos de lona para roopa su ja, de differentes tamanboa, por barato prego.
Colchas brancas, de algodSo, a 10900 urna.
j^jpaBjo'V'Dex'rDeiwx!
Completo aortimento de lindos cortea de caaemira para calcas, casemira do
sores para oostumes, panno, brins de cdres e muitos outros artigos que serio lembradoa
presenga d'aquelles que dos honrar cora suas visitas.
Ka antiga e acreditada loja de fazendas
DE
AMARAL&C.
ai]\ ramran ito marco n. a
(Junto do Luuvrcj
t)
I!

'
%s <
,
Fazendas baralissimas!!!
" MoS as seguintes Tendidas por preco- srm competencia :
, ^lindos fustoes de listrinhas, padrees chiquea a 400 ria o covado !
Setinetas de quadrnhos a 360 res o dito !
Crotones anperiorea, 1 metro de largura, a 600 res o dito !
Cambraiaa brancas bordadas a 60000 a peca de 10 jardas !
Linbos de quadrinhos escocea a 200 e 240 res o covado !
Merinos de todas aa cdres, a 600 ris o dito!
Esplendidos sartimentos de lis para vestidos a 500, 600 700 o dito.
Cazemires novidades a 10500 e 10800 duas larguras.
Gases de cdres com palmas de seda a 800 ris o dito 1
Merinos pretos e Cazemires, a 10000, 10200, 10400 e 20000 o dito I
Velludilho bordado de todas aa corea a 10000 o dito !
Setm maco de todas cdrea a 10000 e 10200 o dito I
Popelina branca para as Extn." noivas, a 500 ris o dito !
Ouarnicoes de crochets para oadeiras e sof a 80000.
Vestuarios de 1Z para enancas, (novidade) a 70000 e 80000.
Meias alvas para criancas a 20600 a duzia !
dem cruaa para homem a 40000 e 50000.
Cortos de fustoes para coletee a 20000 um !
Cazemira inglesa a 40500, 60000 o 70000 o corte !
Cheviots superiores, preto e azul a 20800 e 30500 o cavado t
Completo aortimento de casemiras, pannos e brins e muitos outros artigos que serlo
lembradoa A presenca dos leitores
U10 M HH & (L
59-Rua Duque deCaxias-59

'

t
i
4os 1.000:0005000
200:000*000
100:0001000
(.HUBE LOTERA
DE 3 SUMOS
Em'fawr dos ingenuos da Colonia Orphanelogicalsabcl
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBUCO
EitracciLu a 14 ae Maio as 1887 _
0 thesoTciro Francisco ( on^al ves Torres
Pcitoral de cambar
Agente* e depositarios geraes n< sta provinda*'
PBANC18CO M. DA SILVA a
No araaasem de droga* a na do Marones de
Olmdan.28.
Preeos: Frasco 24580, 1/2 dozia
13|000 e duzia 24*000

VENDAS
Pos de arroz
Vende-se esa patotas, tio bem preparados como
o fraDces, e per metade do preco, proprio para
toilet, barbeiro e o carnaval, pelo sen resumido
valor, roa da Matrii da Boa-Vista n. 3.
AKevoluco!
Resolveu vender os seguintes artigos com
30 / de menos do que em outra qual-
quer parte.
GuarnicVa de velludilho bordado a vidri'ho para
vestidos, a 7*000 urna.
T.fetas de cores para, carnaval, a 300 ris o co-
vado.
Cachemira bordada a 1*500 o covado. -
Ditas pretaa a 1*000, 1*200, 1*400, 1*600 e
1*800 o covado.
Ditas de cores a de 900 ria e 1*200 o dito.
Lia mescladaa a 600 ria o dito.
Ditas com listrinhas a 560 ris o dita
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
Ditas de quadrinhos a 400 ris o dito.
Lindas alpacas a 360 ris o dito.
Gorgunnas a 320 ris o dito.
8etim damass a 320 ris o dito.
Dito Maco a 800 ris 1*200 o dito.
Damasafl de seda a 1*300 o dito.
Grsdenaple preto a 1*800 e 2*000 o dito.
Oaae con oolinbas a 800 ris o dito.
Fustn branco a 400, 480, 560 e 800 ria o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
cavado.
Dito bordado a retros a 2*008 o dita.
Cambraia ooos salpicos a 6*000 a peca.
Camisas para aenhora a 30*000 a duaia.
Ditas de meia para homem a 800 ris, 1*000,
1*200 e 1*500 una.
Fichas de li a 2*. 3*OO0, 4*000 e 5*000 um.
Ditos prateados a 2*000 um.
Ditos de retros a 1*000 um.
2 Linhos racosseses a 200 e 240 ris o covado.
Collarinhos e punbos para senbora a 2*000 um.
Ditos de cor, idem idem a 1*000 um.
Certas de caaimra finos de 3* a 5*000 um.
Ditas de 11 e seda para collete a 6*000 um.
Ditos de cachemira de cor para vestido por 20*
um.
Cachemira de cor de 6* por 3*000 o corado.
Damasco de cor a 7U0 ris o covado.
Panno da Costa a 1*400 o dita
Cortinados bordados a 6*000 e 7*000 o par.
Colchas bordadas a 5*, 6*, e 7*000 urna.
Cretonea anos a 390. 360 e 400 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280 e 300 ris o dito,
Zepeiros finos a 500 ris o dito.
Setineta escossesa a 440 ris o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 ra, o dita.
Chales de mirin a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000 e 4*000 um.
Ditos de cachemira a 2*, 24800 e 4*500 um.
Cobertores de K a 4*600 e 6*500 um.
Esgno pardo e amarello a 500 ris o covado.
Briso da linbo de cor a 1*200 a vas*.
Dito prateado de linho a 14000 a dita,
Colchas de crochet a 8*000 urna.
Anoninhas a 1*800 rs. urna.
0 48 4 m Dw b Casas
lleoriqne da| *llva Moreira




240:0001000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
JXTR AXSFEMYEL!
.Corre Quinta-feira, 3 de Fevereiro-.
I
*
I

LOTERA de alagoas
8^
3OO:O0O$OOO
Esta acreditada lotera corre Terga-feira, 22 de Fevereiro
i ..i.


\W
e-se
Na ra Imperial n. 200 C, urna casa de peora e
cal por barato preco.
Garro de passeio
Vndese um em bom estado ; na Magdalena,
sitio do commendador Barroca.
lNTttYNSYYAUYFX
600;000$000
Esta seductora lotera corre sahbado i4 de Fevereiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:00$000
Os bilhctcs dcstas acreditadas loteras acham-se Yenda na
RODA DA FORTUNA
36-Rua Larga do Rosario-56
Bermrdino Lopes Alheiro.
I,-'.--

Vende-se
i wtabelectmento de molhados, bem looaliaado
proprio para principiante por dispor de pou3aO
fundes : a tratar na roa Duque de Caxias n. co,
padaria.
para
Superior qualidade, a 6*400 a lata em cinco
aloes; vende-se na fabrica Apollo e de seos
depsitos.
Borrada para lias
De primeira qualidade
onte Velha n. 41.
vende-se no basar da
Bom Dfgocio
Vende-se um estabelecimento de moihados e
padaria, em Palmares (Una) largo da mira, casa
de esquina, a melhor loealidade do lagar ; a tra-
tar no meamo estabelecimento on i ra Direita n.
16, viado braaco._____________________
WHISKY
BOYAL BLEND marca YUDO
Este ezeellente Whisky Escessea preferir*
so cognac on aguarden. de caima, pan fortfiosv
oorpo.
Vende-se a retalao nos a Iheres amasena
Pede BOYAL BLEND marca VIADO ente ne-
ma e emblema alo registrados para todo o Brasil
BROWN8 4c O., acentos
Atiendo
Vende-se a casa da estrada de Luis do Reg
n. 21, eom muitos comroodos e agua encanada, a
san terreno so lado da mesma casa ; a tratar na
roa estreita do Rosario n 24^_________________
Vende-se na c i dada da Escada duas exeel-
lentee eaaas de pedra e cal, bem Jocalisadss, por
ser na rna do Commercia ; a tratar nesta cidade
do Reste eom Antonio Persira Lopes, rna do i
Alecrim n. 74, e na cidade da Escada, na mesma
casa, eam o Sr. Alfredo db C.
Veade-ae o sstohsletiuiento de molbadoa sito
i roa do Marques do Herval n. 167, e o motivo da
randa dono ter de retirar-as para fosa por
dnonea.
Vende-se ou permutase urna caaa terrea sita
na travs do Pal do n. 12, com 8 salas, 3 quar-
tos, eosinba tora, grande quintal e cacimba, por-
teo dando sabida para a rus des Ossos ; a tratar
na mesma cora a proprietaiia, e esta far todo
negocio por j ter o despacho do juia, at para
botal a em leilo, podendo apresentar os decu-
mentas sos permutadores, deeejeado tambes urna
por troca, aiada qae seja pequea, porm qne es-
teja no?a bem construida.
Viveiro para passaros
Vende-se doas giandes e benitos vi reros pe
p.eco cooiroodo, sendo o motivo da venda tar o
dono acabado eom os passaros queposaoia ; a ver
na roa do Imperadoi a. tk.
Importante sitio
Vende-se um grande sitio i margem da Estrada
Nova do Cazangi, freguesia de Afogadoe ; tendo o
mesmo nsa casa grande de tijollo e eai, cacimba
eom ezeellente agua potavel, diversos pas de eo-
queiro, dando fructos e outras aivores as mesmas
condicoes, o qual se acba enllocado muito prximo
a esUco do Zumby (1* seccao da estrada de ferro
da Vanea). Trata-se aa easa n. 90 da na de
Santa Tnereaa deeta cidade.__________________
Grande novidade
A rebotes elctricos
Para oe festejos das noites do carnaval
Vende-se 4 roa do Bario da Victoria n. 431
Loja de ferrage.s do Soma
Vende-se
Urna tota de barbeiro, na fregnesia de Santo
Antonio; i tratar na rna do Rapgel n. 69.
Magnificas
Ovas de csmerimpim a 800 ris o kilo, vendem
Gomes Perreira Si Sueceaatres, ao largo do Mer-
end n. 1*.
200:000^000
LOTERA M PROl DO PARA'
EXTR4CCA0 Di II? PARTE DA I* LOTERA
El BENEFICIO DA SANTA GASA DE MISERICORDIA
Quinta-feira 24 de Fevereiro
AO MEIODIA

*r

Esta totoria, por alguro tempo retirada da circula^So, devido a grande guerra que
Iba promovern), amu do dominio publico, vem novamente tomar o seo lagar de
ama das ventajosas loteras do Imperio.
O agente nade ao reapeitavel publico a toa benvola attenoao para o plano das
LOTERAS DO ORO-PARA', por extenso publicado nos jornaes e impresso no Ter-
so dos respectivos bithetes. O plano desta lotera o unioo que em 50.000 nmeros
diatriba*
12.436 premios, ou qaasi a quarta parte J
Anda ma: esta a nica lotera qua premia todos os numero* oujos dous al-
garismoe finaea forem iguaes aos doa
QATRO PREMIOS' MAIORES

1QW
60,5
50,$
405
A SABER
a doas letras fiuaes do premio de.......
a duas letras finaos do premio de.......
a duas letras finaos do premio de.......
as duas letras finaea do premio de.......

-
200:0005000
40:0005000
20:0000000
10:000,5000
Tambem sao premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeiros
premios.
Alm destes, tem esta lotera grande quantdade de outros premios de bastante
importancia. E' tambem esta a nica lotera que garante que n comprar 100 nume-
res de terminales difiVrentes 32 1/2 /0 indepeudente dos premios avultados que
possam sabir na eztraccao.
TODOS OS PREMIOS SAO PAGOS SCM DESCONT
A's eytraccSes bIo feitas em edificio publico e sob roais severa fiscalsac3o por
parte das autoridades.
Os bilhetes acham-se venda na agencia e em todas as casas, em Santos, Sao
Paulo, Campias, Rio Grande, bahia, Cear, Maranhlo, Para, Amaaonas e em Per-
nambaeo rua Nova n. 40 CASA DO OURO.
0 agente no Eio de Janeiro
Augusto da Rocha Monteiro Sallo
23B1 c l)rugyayuna-23
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Luirdo di Ficuldtdt 0 Madioina da Paria. Pramio Montan
.....'..........'* .' "
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregBo-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as afiecefies seguintes:
Aethma, Ineomnia, PalpiUcoes do Coraofio, Epilepsia, Hallnoinago,
Tonteiraa, Hemicraaia, Aitaecoes dan vas urinarias et para calmar toda
especie de OTflitlfjsA
im Um* //ssaB daulhaa so*ps*s cada Fnaoo.
Eaaigir os Vardadairaa Capaolaa a Bromureto de Camphora de CLIN C1*.
de PARS, a* as tneontrio a cosa doa Droguistas et Pharmaceuticoe.
A' Florida
Rna Duque de Caxias n. 1#*
Chama-se a atten^ao das Enras, familias par
os preeos segnintes :
Lavas de seda preta a 1 jOGO o par.
Ciatos 1*000.
Lavas de pellica por 2*500.
Lavas de seda cor granada a 2f, 2*500 e 3*
o par.
ritas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Aleona de 1*500, a*, 3*, at 8*.
Ramos de ores finas a 1*500.
Lavas de Eseossia para nteaina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rv, U, 1*500 e 2*.
Feotes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. nm.
Anqninbas de 1*560, 2*, 2*500 e 3* orna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 6*000.
Pentos para coco eom inacripeio.
Babadores com pintura e inseripees a 200 rs.
Enchovaes para batisados a 8,9, e 12*000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por 890 reta
Cspelia e vens para noivas
SospenoorioB americanos a 2*500
14 para bordar a 2*600 a libra
Mu de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largara a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a paresia
Gal Jo de vidrilbo metro 1*.
Franjas de vedrilho al*,
Lavas pretaa de seda e Escocia.
Franjas e gal&es finos a 2*500, 3*e 4* o metr
Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Bisnagas de p de arros.
dem idem de ouro.
dem perfumadas.
Lindas franjas de seda de cores com frocos pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 1* e 500 rs.
o metro, fasenda que j cnstoa o metro.
Pspegaios de papel a 200 ris.
Periquitos de papel a LOO ris.
Laques e vootarolas a 200 ria.
BARBOSA & SANTOS
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo nm descoberto
e outro coberto, em perfeito estado, para nm en
doas cavallos; tratar a na Duque de Casias
n. 47.
' :

Carnaval
liDvas cean mofo a IA o par
Lavas brancas freseapara aenhora, 2*.
Ditas idem para homem, com doas botoes, 2*500
Na fabrica de lavas, a rna de Cabnga n. 7, 1-
andar.
MOLESTIAS
C0RAC0
Asma, Catarro
aXTZsJL OEETA
Granulis Antimoniaesl

rPAPILLAUD
mam- marml t Inimli s sBrii
isarntas std Issu at Bntaw as 1
na-st *tlr tobrt siss Fruco as l
i st lata.
II L.PAPXLLABB
ITO OIU.L :
mnatclaU&0s,2S.i
Ptnumbuco
M


Diario
i
SC1BJCIAS


. i
Jt.
Physiologla
O JEJUM E OS JEJADOEES
(Condusao)
iem duvida, ama sensato que nao
K expressSo de um estado geral
do organismo, porquanto pde-se satisfa-
sel-a sera intr^duzir alimentos, era outros
corpos solilos no estomago, como provara
as injeccSes de materias nutritivas as
yeias ; Sahiff demonatrou que acontece o
mesmo sele; mas, por outra parte,
sibido que basta dar a ara esfaimado di-
minuta quantidade de substancia alimen-
tar para que seus soffriraentos se aplaquera
immediatamente, mas muito antes que a
absorpc&o possa fazer-se, e com mais ra-
zio, a assimilacSo.
E' portanto, no estomago que se acha,
pelo menos, o ponto de partida do reflexo
fome, reflexo, entretanto, mais complicado
do que se pode crer primeira vista.
' Rasta, todava, que essa senaacSo de to-
me at certo ponto, pelo menos, indepen-
dente do estado de inancSo. Em apoio
. d'asta distinccao, o Sr. de Parville, no ar-
* tigo que j citamos, e em que sustenta
ideas anlogas s do Sr. Bernheim, refere
um facto curioso. Conbecemos, diz elle,
um advogado magro e um engenheiro gor-
do, ambos nevrotioos. Se o advogado nao
toma, s cinco horas, um copo de Maaei-
ra, urna sandwich, fica esverdeado e pro3-
trado, tendo vertigens. O engenheiro re
siste mais. Ha um anno, quasi que se sa-
hia bem, fumando; roas s seto horas e
meia, quando se recolhia o senta o odor
das comidas, se nao era immediatamente
servido, nao poda dominarse e ficava fu-
rioso. Era positivamente, e, mo grado
seu, o furor da fome. E, entretanto,
gordo e nao carece absolutamente reparar
as perdas do organismo, muto bem abas-
tecido. Este um experimentador. Cora-
prehendeu que era unidamente o seu sys-
tema nervoso que o obrigava a represen-
tar tSo mo papel. Quiz domnalo e o
conseguio. Illudio sua fome bebendo cha
muito que ote para accelerar a circu aguo,
comeu cada vez mais tarde, diminuindo
pouco a pouco a racSo, e at chegou a
deitar-se sera jantar. Hoje, em consequen-
cia desta experiencia progressiva, seu sys-
tema nervoso deixa-o tranquillo e quexa-
se at de nao ter mais fome. > Tambom,
encontram-se, em todos os amigos di sciona-
rios de medicina, muitas historias relativas
a esses pohjphagos, cujo estomago insacia-
vel engole urna maasa e or mi de alimen-
tos e de lquidos. Tal o caso de Tara-
re, que chegou a beber o sangue dos doen-
tes, a comer as carnes dos cadveres, e
que suspeitou-se ter devorado urna crianca
de quatro annos, cujos vestigios nao foram
encontrados; de carcter muito dcil quan-
do nao jejuava.
Tambera estes casos sao justamente o
inverso do do Sr. Succi, mas, cuno este,
podem perfeitamenta explioar-se pelas les
pbysiologicas conheeas (6).
EGNE GLET.
LniEAIllBA
ambacoDomingo 20 de Fevereiro de 1887
* ________
(6) Tenho entre mSos um livro muito
curioso sobre os jejuns. E' urna obra do
XVII seculo, intitulada : Historia admi-
randa de prodigiosa Apollonix Schrrim vir
ginis in agro Bernensi, a Paulo Lentulo,
ned. doct., etc.; Berna. 1604, in 8." O
texto de Lentulos acompanhado de urna
estampa em que a joven Apollonia, segu-
ramente urna hysterica, est estendida so-
bre um leito dejejum, quasi desvelada;
apesar da ausencia de alimentecSo, nao
parece muito descarnada. SuppSe se que
procedeu-se a urna especie de inquerito
para certificar-se qae nao havia na pro-
longacSo de sua abstinencia algum em
buste, tratou-se de verificar a realdade
do jejum. O que prova que tratava-se de
phenomenos hysteriformes, o estado de
Bemi-alenacSo em que se acbava Apollonia
e a ausencia completa de sorano. A qual
quer hora da noite- ou do da em que se
fosse vel a, era encontrada desperta.
Depois desta maravilhosa narracao, ha
ontras: De puella Spirensi, De puella
Heiddbergens, De puella Coloniensi, De
episcopo Spirensi, De puero atatico Al
deturgenti Estas historias sao rani di-
vertidas ; mas os que as refsrem sao tSo
baldos de critica scient fica, que nao se
pode realmente dar crdito ao que elles di-
zem.
Ch. R.
FOLHETIffl
0 OORCUNM

POR
PAULO Wil
QUINTA PARTE
0 C03I3AH DE USAKIOTO
--------TT-
(CuntinuacSo do n. 36)
m
Caprlcbodo Corenada
Ah 1 Alteza... disse Joas modesta-
., mente.
Vou dizer-lhes o qae pens, raeus se-
nhores, contiauou Gonzaga, eis aqu o seu
amo.
Tiveram muto desejo de reclamar.
Eis aqu o seu amo, repetio o prnci-
pe ; elle so foi-me mais til que tolos os
senhores juntos. Prometteu nos o Sr. de
Lagardre no baile do regente, e tivemos
o Sr. de Lagardre.
- Se Sua Alteza nos tivesse encarrega-
do. .. dase Oriol.
Meus senhores, repetio Gonzaga sem
Jbe responder, nao se faz do Sr. da Lag .r-
dre o qu3 se quer. Queira Deus que em
breve nao tenhamos de convencer-nos disso.
Todos os oihares se int<-rrog*ram.
Pdenos fallar francamente, disse
Gonzaga ; cont ligarme a este rapaz ;
tenho confianca nelle.
O Corcunda empertigou-se altivamente
aquella pavra.
O principe prosegua :
0 AMIGO DO MARIDO
POR
JULES MA.RY
-(*)-
(C-jntinuagS)
IX
Gilberto responden em voz baixa e em
urna resignacao passiva :
Elle dis8e-me: i Parta... E' uraa
ordem e, depois do qae se passoa, est no
seu direto... Parto, por conseguinte I...
Cacharina, desvairada, repetia :
E eu? Oque ser de mim?...
E, na verdade, aoabava de entrever,
de um jacto, a vida que ia encetar, e da
qual esta partida nao era senlo o prologo.
Entilo, cora phrases arquej antes, incisi-
vas, confiou ao amante o desespero, as
angustias que senta invocando todos os
argumentos que lhe suggeriam o egosmo
e fraqueza feminina.
Poda abandonal a assim?... Seria urna
cobardia... Mas entao nSo reflectia ? Que
vida seria a della '... Gilberto era seu ni-
co amor... sua f... sua felicidade... Au-
sente, que lhe restara senSo o vacuo.. -
o aborrecraento mortal... e o odio silen-
cioso do marido ?
E s tioha vinte e cinco aonos... e era
dotada de ama belleza radiante !... Gos-
tava da sociedade... preciaava de amor...
adorava Gilberto, o qual se lhe tinha tor-
nado tilo necessario que parecia-lhe impos-
sivel poder pasBar sem seus beijos, suas
caricias... Depois de alguns mezas de
urna felicidade tao procurada, tao ardent'e-
raento anhelada e apaas entrevista, ira
recahir no aniquilamento de outr'ora?
Nao... nao poda resignar se... Depois de
ama paixo juvenil e ardente, achar-ae ro-
deada de frieza, de indiferenca, de des-
preso
r.
Gilberto nSo va sso ?... Antes, mil ve-
zes, ver publicada sua falta, ser apontada
eom o dedo, do que sapportar urna exis-
tencia tao miseravel -
E, entretanto Gilberto ira pelo mundo
trist-, talvez nos primeiros dias, depois
consolado ah estara ella trajando eter-
no luto por aquello amor que lhe era tudo,
ao lado de um marido sombro e taciturno,
cujo olhor contera -sempre ama suspeita
e cada palavra urna censura, urna allu-
sao 1... E nunca a menor esperanca ....
Nunca !... Urna eternidade de melan-
cola, de suspiros, de tristezas dissimula-
das, de desesperos modos!... Urna eter-
nidade de pezaresl... Uraa eternidade,
isto sempre, sempre a obsourdade sem
nanea ver brilhar o clarSo de ama espe-
rBDSa rmi t ordena de Holgan...
Escuta, Giloerto, o que queras fazer Um daell(,6era n
demasiado cruel... NSo justo...
E's minha felicidade, preciso que fi-
ques ... Ningaem pode obrigar-te a par-
tir. sabes quanto gosto de ver teus
nao te atreves ?...
se reeeiasse ser ouvida pelo pro
prio Gilberto :
Tenbo consciencia de minha vergo-
nha e de nosso crime... e nao quero ser
a nica a sapportar ama e a expiar o ou-
tros. ..
Gilberto comprehenden-a e fioaram am-
bos calados, aem fitarem-se.
Catharina, separomo-nos, disse elle.
o que s podemos fazer augmentar nos-
sos pezares, avivar nossa dor.
Est cansado de mim e reeeia que
lhe faga recrimnacSes ?
Nao seja cruel. Nao augmente m
nha tristeza. Soffro muito, raais do que
poderia dizer lhe e nao pode duvidar
d'isso.
Oh se duvido, vendo-o to tranquillo
tao fri, na vespera de ama separacao
que me assusta mais do qae um perigo de
morte !
Catharina j que assim preciso,
j que a honra o obrga...
A honra! disse ella seja levantadndo
os hombros... Pos bem seja como fr, e
se ha n'isso urna questao era que sua hon-
ra esteja em jogo, nao julga que est tSo
empenhada pira couvgo como para com
meu marido ?... Se a honra singular
palavra para uraa raulher que ama-obri-
ga o a afastar-se de Holgan, nSo o obriga-
r tambera a nao abandonar-me?....
Como poder escolber entre estas duas os-
pecies de probidade? Por qual das duas
bo decidir ? A amizade que tem ao ma-
jido ser mais forte do que o amor que
dedica mulher?
Ah 1 qpe torturas me est ioffli-
gindo 1
Acha entSo que sou feliz ?
Fo nos ambos culpados, Catharina :
Holgan -nos tao superior que preciso
aceitar lhe a vontade como um castigo !
Falla com todo o soseg, disse ella
com um riso nervoso, porque afiual o cas-
tigo, s para mim.
Nao teria o espirito, tao lvre e tran-
quillo, se estivesse condemnado vida que
me espera!
E' preciso, Catharina, partirei. Nao
devemos tornar a ver-nes.
Chatarina eslava n'um estado de agita-
cao indescrptivel, dominada pelo terror,
pela colora, "elo desespero.
Pegou as maos de Gilberto, levou-as
aos labios e beijou-as apaixonadamente.
Gilberto, Gilberto, nao tens pena de
mim ?
Ella moveu apenas a cabeca, sem forca
dante de semelhante dor, tao perturbado
qae nSo encontrava argumentos e s repe-
tia obstinadamente:
E' preciso, Catharina, preciso I.
Mas se te supplico'?. .. A ti nal o
que te pego?... Bem pouca cousa !...
Escuta, talvez possa vencer teus escru
palos... Serei franca... Compre hondo I retenho
que. depois do que se passoa a bordo da
Esperanca, tenha te achado em tal situa-
yo que nao padesses deixar de curvar-te s
E com voz sumida, abaixando os olhoa, t brira o amor de Thereza pelo pescador,
Por
que
olhos...
Recusas
E' preciso, Catharina.
Tremes diante delle ?
Podes imaginal-o?
Entao j nao me-amas ..
Sim, amo-te e com raais paixo do
qae nunca... Amo-te, Catharina, e me
pareces mais be. la, mais appetecivel, por
aso mesmo qae voa perder-te.
S se o quizares, porque podaramos
ainda ser felzes !
Felzes I disse elle abandonando a
cabeca. Para isso necessario aniqullar
o pensamento !
Catharina estremecen. Era verdade 1
Ella quera atordoar-se, perder a memoria 1
Ah I se podessem, como acontece ao acor-
dar de um mo sonho, esqaecer os dias
preceden tas !... J nao dse java o amor
de Gilberto, senSo como um vinho espiri-
tuoso que lbe podessedar a embriaguez...
NSo era um fias... era um meio que pro-
cura va !...
Gilberto, eu quzera poder sapplicar-
te de joelbos, beijar-te as mos, obrigar-te
a levantar-me e a enxugar-me as lagri-
mas... Gilberto, nSo sajas infiexivel,
peco te, e nao me obrigues a fazer u na
loucara...
E de repente accrescentou era voz bai-
irapossivel... Compre-
hendo qae, arrastado por esta stuaco seo
exemplo e terrivel, promettesses deixar-
me... Mas que necessidade tens de sabir
de Dieppe ? Ah se quizesses I... Fica
ras aqui... nu nos vera- mos... mas eu
saberia que ests perto de mim e soffriaa
como eu Teria tanta coragam I...
Demais, a cidade pequea, acabara-
mos por encontrar-nos em algumas parte,
n'uma sala, na praia e um olhar troca-se
depressa; e o que nao se diz n'um olhar ?
Muitas vezes poe so n'elle
que a vida, a alma 1...
Tenho confianca e direi diante ddle
como dira diante dos senhores: se Ligar-
dre nao morreu, estamos todos em perigo
de morte.
Ilouve um silencio.
O Corcunda mostrava-se o mais admira-
do de todos.
Deixou-o entSo escapar ? murmaroa
elle.
NSo sei, os meas horneas demoram-
se muto. Estou inquieto. Dara alguma
cousa para saber.
Em torno delle, financeiros e fidalgos
procararam mostrar se firmes. Estavam
all hora en s valen tes : Navailles, Choisy,
Noce, Gironne, Montaubert, tinham dado
provas.
Mas os tres ag .tas, principalmente Oriol,
estavam muito paludos e o barSo de Batz
mudtva de cor.
Somos, gracas a Deus bastante nu-
merosos e bastante fortes... coineccn Na-
vailles.
Falla sem saber, nterrompeu Gonza-
ga ; desejo que ninguem trema mais do
en, se for preciso dar um grande golpe.
Por Deas Alteza, exulamaram de
todos os lados, estamos todos s suas or-
dens.
Meus senhores, bem o sei, replicn o
prn'-ipe seccamente : Estou disposto por
causa disto.
Sj bouve descontentes, nSo se vio abso-
lutamente.
tiuquanto esperamos, disse Gobz-
ga, ajustemos o passado, amigo ; preatoa-
nos ara grande ser vico.
Que nada vale, Alteza '
Deixemo-nos de modestia, rogo-lhe.
Trabalhou muito, pega o seu salario.
O Carcunda tinha ainda na mo seusac-
co de couro ; eomecou a tonel o.
N verdade, balbuciou elle, isso nSo
vale a pena.
Cabeca de ven'o 1 exclamou Gonza-
ga. Queras ento pedir-nos ama grande
recompensa ?
a vida ; mais
E no meio da
minha sol JSo, do mea desespero, esse olhar
vi ra dar-me torcas... E nao sera pre-
ciso mais... Nada mais exigira. nem
meso'o um sorriso... J yes que nSo
diB:il. .. que nao peco muito... Desse
modo poderei ainda ser feliz... NSo me
podes recasar isso, Gilberto...
Dze antes qae sera am sapplicio
aindamis atroz... Ver-te e nao poder
fallar-te... encentrar-te e nio poder sor-
rr-te... Saber qae estavas a dous pas-
soa de mim e nSo poder apertar-te nos
meas bracos, respirar tea hlito, sentir ba-
ter tea coracSo 1 Ter a certeza de qae
ama palavra bastara para restituir-me a
felicidade perdida e nSo dizer essa palavral
Ah! preciso qae nao me ames quasi,
para dse jares semelhante vida...
Ah! Gilberto, Gilberto, disse ella
chorando, porque nao experimentas ergaer-
te altura desse sacrificio, se s forte ?..,
desvairada, perigosa, tentadora :
E nomo te amara, se fosees fraco I...
Gilberto voltou a cabeca para nao vel-a
e afaatou-se. Continuavam a estar sos na
sala. Regina estava brincando, no jardiro,
cora Bertha. As duas meninas cavavam
as alamedas com ps de raadeira e amon-
toavam a area em pyramdes, azafamadas,
graves, silenciosas... Por cima da sala,
ou vi a in se os passos de Thereza e deMme.
Barbarain, oceupadas era preparar as malas
de Gilberto. Este, depois de passear de
um lado p ira o outro, cabio prostrado so-
bre um sof,
Catharina foi sentar-se-lhe ao lado, per-
seguiedo-o com o olhar voluptuoso, os la-
bios entreabertos, entre os qu^es brilhava
o esmalte dos dentes, o rosto levemente ro-
sado, o paito agitado pelo bater apressado
do coracSo.
Gilberto, fica em Dieppe... confor-
me acabei de propor... Porque serei eu
uais forte do que tu 'i Se soffrermos de-
masiado, como receias, nao ser sempre
tempo de separar no nos?
NSo Catharina, creia que melhor
ac .bar logo com isso...
E' resolucSo definitiva ? Est deoi-
dido?
Estou decidido respondeu elle com
firmeza.
Catharina ficou um momento sem repli-
car ... Tendo contado triumphar, ficou
um pouco desnorteada, com a derrota que
soffria...
Depois, levantou-se de sbito, firraou as
maos nos hombros de Gilberto e inclinu-
lhe a cabeca...
E com um grito em que se resumiam,
por assim dizer, todos os terrores dos lti-
mos das, o medo de achar-se a sos cora
Holgan, Bupportando o peso da falta que
commettera; grito de colera irreflectida
trahindo as angustias secretas, o drama in-
timo d'aquelle coracSo de mulher, no qual,
ao lado de um amor ainda vivaz, appa
recia lentamente a florescencia de um ou-
tro amor:
Mas entao nSo tens medo, que eu
venha a amar meu marido ?
Gilberto nSo teria ficado mais plido do
que ficou se tivesse recebido, as faces,
urna bofetada, vibrada por mSo de bo-
mem.
NSo, nSo verdade, ests mentn-
do, martyrisa8-me por prazer, vingas-te
daquillo que consideras am abandono.
Dize-me qae mentes, que nSo ti veste
semelhante idea... Ah 1 seria horrivel...
Catharina, o qae qae acabas da di-
zer?... Infeliz, j nSo me amas 1...
] Bem vs que preciso que eu parta 1...
Catharina sorrio-se com satisfacSo. J
agora tinha certeza de vencer,
Vai, pois, para bem longe. NSo te
mais. Vou apenas fazer-ta am
ultimo pedido. Disseste que ias partir d'a-
qui a alguns dias. Adianta a viagem e
parte amanhS. Chegado Inglaterra, tor-
na a tomar o mesmo vapor e volta para a
Franca, passando por Dunkerque ou por
Bolonha. Como ningaem te conhece nes-
ses lugares, passars desspercebido.
E urna Tez na Franca, o que farei ?
perguntoa Gilberto, com voz abalada.
Encontrars nos arredoros do Ar-
ques alguma casa de campo, solada. Irei
l ver-te urna ultima vez, se o quizeres,
quando me ti veres prevenido por ama car-
ta. Nao te peco senSo am pouco de amor,
am dia de alegra a de temara -.. Depois
ficaris livre.
Gilberto conservou-se por alguns instan-
tes com a cabega entre as mSos. A hon-
ra ordenava-lhe que recusasse. O amor,
de sea lado, ergua a voz imperiosao
amor avivado pelo ciuraa... E se a hon-
ra dia : NSo o deves o amor res-
ponda : c Um dia, o que E depois
separados para sempre I
Apertou-a nos bracos, bejou-a nos olhos
e disse :
Pos sim, j que o queras... Es-
pera minha carta...
Gilberto parta dahi a dous dias. Mme
Barbarain nao comprehendia os motivos
daquella sbita resolucSo. Procurara dis-
suadr o filho, mas em vSo.
S Thereza lia, como em am livro abor-
to, naquelle drama mysteroso, ha muito
O Corcnnda olhou de frente para elle e
nao responden.
J te disse ama vez, continuou o
prncipe com nm coraeco de impaciencia,
nSo aceito servidos de graga, amigo. Para
mim, o tea servico gratuito muito caro,
porque oceulta urna traicSo. Exige o teu
pagameuto, quero.
Varaos, Joas, men amigo, gritn o
grupo : eis aqui o r.i dos genios I
Visto qae Sua Alteza o exige, disse
o Corcunda com um embaraco crescente ;
mas como bei de fazer este pedido a Sua
Alteza ?
Abaixoa os olhos, torcea o sacco a bal-
bucioo :
Soa Alteza vai rir-se, estou certo.
Aposto cem luizes em como o nosso
amigo Joas est apaixonado, exclamou
Navailles.
Soltaran gargalhadas.
Gonzaga e a Corcunda foram os aicos
que nao se riram.
Gonzaga estava convencido de que te-
ria anda necessidade do Corcunda.
Gonzaga era ambicioso, mas nSo avaro ;
o dinheiro nao lhe custava nada ; no mo-
mento preciso sabia espalhal-o s mSos
chelas.
Naquelle momento quera duas cousas :
adquirir aquella mysterioso instrumento e
reconhecel o. Ora, trabalhava para alcan-
$ar esse duplo fin. L rage de coatrarial-o,
seus cortezaos ser va u lbe para tornar mais
evidente a benevolencia que mostrava para
cora o hamaocolo.
Por oue nSo estar elle apaixonado ?
disse Gonzaga seria mente. Se est apai-
xonado, e se isto depende de mim, juro-
lbe que ser feliz. Ha servicos que nSo
se pagara nicamente com dinheiro.
Alteza, disse o Corcunda com um
tora commovido, agradeco-lhe, Apaixona-
do, ambicioso, ennuso, nao sei qae nomo
dar a paixo que me atormenta. Esta gen-
te ri-se ; tem razio : eu aoffro 1
Gonzaga estendea-lhe a mSo.
e ao quai
estava intimamente
adivinbado
ligada.
Desde o baptismo do Bertha Catharina,
por occasiSo do qual Mrae. Holgan desco-
as duas senhoras tinham evitado fallar-se,
maniendo apenas as relacSes de polidez
strotamenta indispensaveis para nao levan-
taren) 8uspeitas. Thereza respirou quan-
do viu Gilberto partir.
Raceara urna catastrophe. Por duas
vezes salvara o irmo. Agora estava
tranquilla. Por isso a serenidade que se
lhe espalhava pelo rosto contrastava com a
tristeza de Mme. Barbarain.
Mostrava-se alegre, a ponto que Gil-
berto notou-o e observoa-lhe com melan-
cola :
Poucas vezes tenho-te visto tSo riso-
nha...
Urna vez que partes por gosto |
Gilberto olhou-a attentamente. Haviam-
no mpressionado aquellas palavra-.
O que que tens ?... Acho-le mu-
dada. .. Porque ?
Thereza nSo respondeu. Cora va por ter
deixado entrever o que se lhe passava no
espirito. Gilberto teve urna desconfian-
ca mas nSo t ve tempo de esclarecel-
a... A irmS dissimula va sorrindo sem-
pre ...
Somonte quando elle j nao estava l,
foi fachar-se no quarto para chorar livre-
mente. Por mais culpado que fosse Gil-
berto, nao deixava de possuir-lhe metade
da alma.
Tres dias depois, Gilberto estava de vol-
ta, tendo passado por Bolonha e percorria,
disfargadu, os arredores de Arques.
Deixara a bagagera na Inglaterra e s
tinba trazido urna pequea mala de viagem
conteni objectos de toilette.
Era muto difficil iastallar-se na aldeia
mesmo, porque, alm do perigo que corra
de ser reconhecido, apezar das precau-
c5es que pudesse tomar e do pouco tempo
que pretenda demorar-se ahi, Arques fica-
va demasiado distante de Dieppe, para
que fosse fcil a Catharina ir encontrar-se
com elle sera tomar um carro. Entre Ar-
ques e o bairro, onde Holgan morava, ha*
va dissiminadas pelo campo, casinhas lin-
das, cobertas de trepadeiras e rodeadas por
urna trplice cintura de flores vistosas.
Urna destas casinhas, perdida no meio de
um pequeo bosque era urna hospedara,
deserta nos dias de semana e frequentada
somonte aos domingos.
Gilberto conhecia-a de nome, sem nun-
ca ter ido l. A hospedara tinha como
dependencia, um pavilnao mobliado, que
de um lado dava para o pateo e do outro
abria-se para o campo. Na taboleta lia-
se: A batalha d'Arques.
Gilberto informou-se e soube que o pa-
vilhSo estava desocenpado. Alugou-o, deu
um nome trocado, apresentou-se como tou-
riste e, para melhor representar o seu pa-
pel, pediu ao dono da casa, o to Moura-
don conhecido por Cloclo, informaeSes so-
bre os arredores.
Mourandon, um velho normando, de ros-
to risonho, de olhos maliciosos, que esta-
vam sempra a piscar, promptificoa-se em
servil-o.
Gilberto, logo qae tomou posse do pavi-
lhSo, escreveu a Catharina.
A Batalha cPArques, absolutamente so-
lada no meio dos campos, ficava at um
pouco afastada da estrada de Dieppe. En-
tre a estrada e a hospedara havia um bos-
que de arvores altas e copadas, atravesa-
do por ama avenida que ia ter casa. De-
baixo das arvores alinhavam-se mesas des-
tinadas aos bebedores. De cada lado do
bosque, cuja rea era da tres hectares,
serpeavam estreitos caminhos, atravez dos
prados, onde brotava o ieno cortado de
fresco, entremeiado de flores azuladas.
Estes caminhos passavam diante da por-
ta do pavilho, a que Cloclo, sem duvida,
por causa da taboleta, dera o nome preten-
cioso de Henrique TV-
Erara, pois, favorecidos pelo acaso.
Catharina ia todos os dias ao correio.
Urna manhS receben a carta do amante.
Gilberto recommedava-lhe que fosse de
preferencia a p, porque am carro nao po-
da deixar de despertar a attencao, ao pas-
so que, se fosse ssinha e seguisse os ca
minhos que lhe designasse perto da estrada
e onde iria esperal-a nao sera vista.
Tudo, protanto, ia perfeitameete e a
nica difficuldade consista em suscitar,
Catharina, ama occasiSo em que pudesse
dispor livremente de ama parte da noite.
A joven senhora teria, quuem sabe ? de
esperar por essa occasiSo indefinidamente,
se o pro prio Holgan nao se tivesse enoar-
regado de fornecer Ih'a, espontneamente.
O Corcunda beijou-a, ma seus labios
tremeram.
Prosegnio com um tom tSo singular, que
os companheiros de Gonzaga deixaram de
rir :
Curioso, ambicioso, apaixonado, qae
importa o nome do mal ? A morte a
morte, venha pela febre, pelo veneno ou
pela espada.
Sacudi de repente os seus espesaos ca-
bellos e o seu olhar brilhoa.
O homem pequeo, disse elle, mas
agita o mundo. J virara alguma vez o
mar, o alto mar, em furor ? os vagalhoes
lancarem loacamente a sua espuma face
vellada do co T a sua voz ronca e profun-
da e mais ronca e profunda que a voz do
proprio trovSo ? E' immenso I... nada lhe
resiste, nem mesmo o granito das praias, que
se desfaz de tempos a tempos alluido
pelas ondas ; e digo-Ihe e os senhores o sa-
bem : immenso I Pois bem, ha urna ta-
bea que flucta sobre este abysmo, urna
taboa frgil que treme e que estremece :
sobre a taboa quem est ? am ente mais
frgil anda, que parece de longe menor
que a gsroa, e o pasean tem azas : um
ente, um homem. Elle nSo treme : nSo
sei que mgico poder se oceulta sob a sua
fraqueza; vem do co ou do inferno. O
homem (esse simples anSo, sem garras,
sem azas) o homem disse : < Quero > o
ocano vencido 1
Escutavam.
O Corounda, para todos que o cerca-
vam, .nudbva de pbysionomia.
O homem pequeo, continuou elle,
muito pequeo I Virara alguma vez as la-
baredas ohammejantas no incendio ? o co
amarellado para onde se eleva o fumo co-
mo urna cupola espessa e pesada ? E' noi-
te, noite escura ; mas os edificios afasta-
dos destacam-se da sombra naquella diffn-
rente a terrivel aurora, os muros prximos
conservam-se paludos. A fachada, j vi-
rara T cheia de altivez e isso faz cala-
fros ; a fachada mostra as suas janellas
sem caixilhoi, as portas sem humbraes,
Holgan aborrecia-se de morte com a vida .
indolente que le va va.
Assim que a heranca do saltimbanco vie-
ra mudar-lhe a existencia trazendo-lhe a
riqueza e o ocio, comecara a instruir-se.
Lia todos os das e muito. E deu-se ama
anomalia singular em relacao sua intelli-
gencia e as aptdoes de que era dotado.
Assim era que, naturalmente sonhador a
inclinado s cousas de imaginacSo, man-
festava. nSo obstante, na essolha das lei-
turas e estudos, nm gosto muito pronun-
ciado pelas sciencias exactas e pela me-
cnica.
Esta espacie, porm, de trabalhSo nao
poda satisfazer o ce jessidade de exerciros
violentos que aquella organsacSo robusta
experimenta va. Volta va en tSo, por vezes,
s occupacSas- antigs.
Logo que enriquecer havia comprado a
Fleuriot um grande solido barco de pesca,
A Mdi de Deus. Embarca va-se nelle em
companbia dos pescadores, e ficava ausen-
te das, noites inteiras. Eram os nicos
verdadeiros momentos de felicidade que
Bentia, ou antes, de esquecimento ; porque
nSo poda mais ser feliz e a lembranca da
Catharina, perseguindo-o no meio das cal-
maras ou da tempestades, atormentava o
de continuo.
Dous ou tres das depois que Catharina
receben a carta de Gilberto, o antigo pes-
cador annunciou que ia partir.
Catharina, desde o naufragio, vvia em
urna inquetacSo perpetua. J nao era a
insolente de outros tempos, arrestando o
marido, arrogante e temeraria. Sabia que
Holgan estava prevenido, vigilante e te-
ma o. Atravessava, sem talvez ter con-
sciencia diso, urna crise do coracSo. O que
havia procurado outr'ora, com tanto ardor
o perigoexista agora ; affrontava-o
ainda, porem noo era mais um estimulo ao
seu amor. A' alegra de ver Gilberto, que
julgara perdido, e de atordoar-se era sena
bracos, mistura va-se nSo sei que sentimen-
to de um mSo estar penoso e inquieto. At
essa momento noo sentir remoraos. Quan-
do engaara o marido considera va o um
ente tao despresivel, tao nullo I... Teria
apregoado, at, seu amor adultero, por
pouco que Gilberto tivesse querido. S
agora que lhe senta o peso e a vergo-
nba.
Existem mulheres que nasceram para
mandar, que tem necessidade de dominar.
Outras, as verdadeiras mulheres, quasi
sempre as melhores, amam obedecendo,
atientas, confiadas e orgulhosas pela doce
escravidao do amor. Catharina achava-se
esmsgada pelas elevadas virtudes do ho-
mem a quem deshonrava.
Repetia a todo momento urna palavra
que lhe sahia do fundo do ooragSo : < Ah !
se eu tivesse sabido i
E era referindo se a isso que exclama-
va muitas vezas, em voz alta : E' de-
masiado tarde.
A partida de Holgan coincida tao bem
com a entrevista marcada por Gilberto,
que receiou urna cilada... mas JoSo esta-
va calmo, nao tinba a menor suspeita.
Para maior seguranca, acompanhou o
marido at ao porto, onde o esperava A
meti de Deus.
Holgan traja va roupa prOpria para o
trabalho ; embarc u-se e ajadou mano-
bra ; a mar estava cheia.
No caes, Catharina seguia-o com olhar
distrahido e preoecupado.
O Holgan a quem acabava de deixar e
que lhe dissera adeus, triste, ao apertar-
lhe a mSo, nao era o mesmo homem que
ella via agora, no meio dos outros pesca-
dores. Ao pisar no convez do barco pare-
ca transfigurado. Brilhavam-lhe os olhos.
Sorria-se com aqaelle meigo sorriso de
ontr'ora ; vibrava-lhe a voz, i e, fallando
com Fleuriot e com os outros, pareca ter
recuperado, de repente, a enormo alegra
e at as inflexSes populares de que se ha-
via desembaracado, de loaga data, pela
convencia com Catharina e os Barba-
rain.
Eil-o feliz, penson Catharina,Jporque
vai para longe de mim...
Abafou um suspiro. Sentio como que
am pezar secreto.
Holgan tornoa a subir para o caes, tre-
pando, com a agilidade de nm gato, pela
escada de ferro. Julga va que a mulher j
havia paitido. Por isso, desde que a vio,
annuveou-se-lhe o rosto.
abertas como buracos, por traz das quaes
I est o inferno, e que parecem a dupla ou
a trplice ordem de dentes, desse monstro
a que chamara fogo I E' tambem grande,
furioso como a tempestado e ameacador
como o mar. NSo se pode lutar contra
elle I Elle reduz o marmore a p, torce ou
funde o ferro, torna em cinzas o tronco
gigante dos velhos carvalhos. Pois bem !
sobre as paredes encandescentes que fu-
megam e estalam, por entre as chammas
que ondulam e fustigara, v-se urna som-
bra, um objecto negro, nm insecto, um to-
mo : um homem.
NSo tem medo do fogo, nem do figo
nem da agua. Elle re, diz : Quero.
O fogo impotente devora-se a si proprio e
morra.
O Corcnnda enxugou a fronte. Lancou
um olbar de revez em torno de si e teve
ds repente aquello riso secco e estridente
que lhe conbecemos.
Eb 1 h 1 eh I disse elle, vendo que
o auditorio estremeca : at aqu passei
ama vida miseravel! Eh I eh eh sou
pequeo, mas aou am homem. Por qae
nao hei de estar apaixonado, meus senho-
res ? por que nao hei de ser curioso e am-
bicioso ? J nSo sou moco ; nunca fui mo-
co. Aehara-me feio, nSo verdade? Fui
mais feio outr'ora. E' o privilegio da feal-
dade: a idade serve-se delle como belle-
za. Os senhores perderam, eu gahei :
ne cemiterio seremos iguaes.
Ria-se olhando para todos os confiden-
tes de Gonzaga.
. Ha alguma cousa peor que a fealda-
de, continuou elle : a pobreza, ru era
pobre ; nao tinha parentes ; pens que
meu pai e minha mSi tiveram medo de
mim no dia do meu naseiraento, e que dei-
taram fra o berco. Quando abr os olhos
vi o co escuro sobro a minha cabeca, o
co que espargia agua fra sobre o meo
pequeo corpo tremolo. Que mulher me
amamantara ? Tel-a-hia amado. J nao
ee riem 1 Se ha algaem qae rogoa ao co
por mim foi alia. A primeira sensacSo de



(Contina).
que me record foi a dor produzida pelas
pancadas ; assim, sube que exista pelo
chicote que me rasgava as carnes. Meu
leito era a calcada, a minha re fe i cao era
aquella que os caes fartos abandonam no
canto das ras. Boa escola, raeus senho-
res, boa escola I Se soubessem como sou
forte para o mal. O bem admira-rae e em-
briaga-me como a gota de vinho sobre a
cabeca daquelle que nunca bebeu senSo
agua...
Deves odiar muito... amigo, mar-
murou Gonzaga.
Eh 1 eh 1 muito, sim, Alteza. Tenbo
ouvido por toda a paite os felizes lastima-
rem os seus primeiros annos ; eu, ainda
muito crianga, si oto a colera no coracSo.
Sabe o que me fazia inveja ? Era a ale-
gra dos outros. Os outr is eram bellos,
tinham pais e mSB. Tinhain pelo menos
corapaixSo daquelle que era s e abatido ?
Nao. Tanto melhar O que formou a mi-
nha alma, o que a empederni toi o des-
preso. Isto mata algumas vez 8, mas nSo
me matou. A maldade revelou-rae a tor-
ca. Urna vez forte, fui mo I Os meas
boos mestres, aquelles que foram meus ini-
migos, nSo estSo aqui para o dizer.
Havia alguma cousa de to singular a
de inexplicavel nestas palavras, que todos
conservarara-se silenciosos.
X>a companheiros de Gonzaga, colhidos
de improviso tinham perdido o seu sorriso
de escarneo.
Gonzaga escutava, attento e Borprehen-
dido.
O effaito produzido parecia-sa com o fra
que prodaz a ame ac proferida por ura ini-
migo invsivol.
Assim que me tornei forte, prosegnio
o Corcunda, um desejo apoderou-se de
mira : quiz ser rico. Durante dez annos,
taUez mais, trabalhei no meio de rigor e
de apupadas.
(Gontiiutar-s-iw.)
(




l
I-
V
I

I


.
m-V


.
-
-


i

Trp. do Diario roa Duque de
a. 4 i


Full Text
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