Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19814


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Full Text
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A
A MO LIII S G MEE O 37
^a<
PARi A CAPITAL E LV6ARR1 ONDE NAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantados............... BfJOOO
Por seia ditos idem.......... _...... 1\J000
Por um anno idem.................. 25\J000
Cada numero avulso, do mesmo dia............ i>10
DIARIO
. ABTA--MB \\ DE FEliEIBO DI 1881
m___________________
PARA OEM TRO E PORA DA PROTISCIA
Por set meses adiantados................ J 13^500
Por oove ditos idem.................. 20^000
Por um anuo idem..................270100
Cada numero- avulso, da das anteriores............ (5100


;i
PnrprteiraHe fcr Jttaiwel Sxpiaxon t>t -tarta \p*

Oa Srs. Anaede l'rlnce A C.
de 'arla. i os noaaoa a-entes
pxrliixlvos de annuncloa e pu-
blicacd'es na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMAS
:::-::: pabticulas so siabio
RIO DE JANEIRO, 15 de Fevereiro,
s 12 horas e 50 minutos da tarde. (Rece-
b'do 1 hora e 45 minutos, pelo cabo sub-
marino).
Foi nomeado ministro do Supremo
Tribunal de Juitica. o deiemb*r|>-
for Jonqalm Cnelano da Silva Gal
maraes.
I'oram nomeado :
i Vicepresidente da provincia do
Para. Crdeno Jnior.
Comiii'-ior de 1.a clae da ferro-
via de' Paul Aftontio. au Alag
Jnw Clemente tomes.

sn:::: : a&esci savas
(Especial para o Diario)
BUENOS-AYRES, 14 de Fevereiro.
Deraaie aqu 4 caso* no vos e S
ohito* de cliolera-morous.
No Chile, na* ultiman Ji horas.
bouii' 8 bitos.
MONTEVIDE'O, 14 de Fevereiro.
De hontem parn boje, deram-se
aqnl e nos arredores da cldaiie. ca-
aos novo) e 1 bito de cholera mor-
bn.
O general Mximo Santos parti
para o Bio de Janeiro no vapor MAS-
KEBINE.
PARS, 14 de Fevereiro.
Conde e a Condensa d'Ea partl-
ram para Nlce.
LONDRES, 14 de Fevereiro.
Um telegramma de Rangoso, na
irmana, annancla que am Brande
Incendio destru o em parta essa el-
dade. anatrocentas casas forana de-
voradas pelas cbammas.
PARS, 14 de Fevereiro.
A Blgica comeeou a mobilisar
snas tropas.
Os joraaes allemaes expressana al-
tana ente as Ideas da oplnlao publica
na allemaaha. que se acba multo
obre-excitada. Elle* attrlbuem ao
roe ral Boalanger. ministrada guer-
ra da Franca. Intuitos dlctatorlaes.
Os Jaraaes franceses estao calmos.
MADRID, 15 de Fevereiro.
v Cmara don Deputados adoptou
i urojeciu ii le sobre a alocaco
dos abacos (fumo) pelo governo.
BDA-PES l"H, 15 de Fevereiro.
Acaba de dar se urna modlfleacao
na.nisleiial.
O Conde de Ssapary. ministro da
fazeuda. pedio demisso.
VIENNA, 15 de Fevereiro.
As delesacoes austro-hngaras de-
wm reunirse no da 1. de Marco
prximo aflm de rolaren mi-
ibes de florlns para o Ministerio da
guerra.
ROMA, 15 de Fevereiro.
Jnlga-se que o Sr. Depretls e o Sr.
de Bobllant serio Incumbidos por
a. M. o re da mtssao de formar nm
novo ministerio.
APLES, 15 de Fevereiro.
Preparante ovaces para a occa-
slao da chegada dos ferldos de Mas
auan.
MONTEVIDE'O, 15 de Fevereiro.
Meram se aqnl & casos novos e S
bitos de cholera morbus.
D. Fernando Torres fot nomeado
presidente do Senado.
BUENOS-AYRES, 15 de Fevereiro.
Be bontem para boje deram-se
aqnl 7 casos novos e B bitos de cbo-
lera-morbus.
Agencia Hav-s, filial em Pernambuco,
15 do Fevereiro de 1887.
NSTRCCiO POPULAR
Di
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS E9C0LA3
VI
Da allmentacao durante a doenea
tContinuagao)
Hippocrates considera a carne do carneiro a
mais apropriada para oa doentes Nao nos parece
justificad* esta predilecco, aiada que certas espe-
cies de carneiro sao notaveis pelo seu bom sabor.
A carne de porco g-Talmente excluida da ali-
meutacaados doentes. Ha, parm, certas localida-
des, por exemplo, Macan, onde de uso dar aos
enfermos carne de porco e os caldos faitos com
ellas. .
Na realidade alli a carne de porco nVse parece
no sabor com a dos parcos de Portugal, Nao tem
o pronunciado gosto da carne dos nossos montados
e assimilba-so mais a vittella.
Dis-se que a carne de leito biota, e que
causa o sen uso prrturbacoes no veotre.
Muitas especies de avesfornecem excellentes as-
eados proprios para a alimentacao da gente s.
Para o uso dos doentes e coovalescentes a esco-
Iba de algomas aves deve ser cuidadosamente at-
tendida.
As gallinceas e mrmente as gallinceas domes-
ticas do recursos alimentares importantes aos con
valescentes e as doentes. Estas aves teem na
realidade um gosto delicado, que sobres i pela co-
sedura ; e as suas fibras, pela brandura que as
distingue de outras carnes, tornam-nas de fcil
e rpida digesto. As gallinbas sao de uso vul-
gar e geral para os doentes, e o caldo feito com
a carne de galliolia de emprego quasi inds-
pcnsavel em grande numero de doencas. A gal-
linha forma, por assim diser, o primeiro capi-
tulo da alimentacao doente, servindo de preparato-
rio para o uso de alimentos mais substanciaes. A
carne das aves em geral menos nutriente que a
dos mammiferos.
Na alimentacao dos doentes nao entra a carne
de per, de pato, de perdiz, nem de galliohola. A
carne d'estas aves servir, na convalescenca de
certas doencas, para cortar a monotona do uso da
carne de vacca ; e neste sentido presta grandes
servicos notricao.
Entre os reptis, a tartaruga empregada em
certos lagares como alimento apropriado aos doen-
tes. Os antigos attibuiam carne da tartaruga
prepriedades mais reparadoras, mais nutritivas
que as dos mamuiiferoa.
Na Jamaica vende-se muito a carne da tartaru-
ga para alimentacao, e na Inglaterra especial-
mente destinada para faier a celebre opa de tarta-
ruga.
O peixes sao mais salos para alimentacao no
estado de saode do que durante a doenea.
A carne de peixe i em geral saborosa, mas de
menos fcil digesto que a dos mammiferos e das
aves e por isso menos apropria'la aos doentes. Ha
porm, certos estados de convalescenca e at de
doenea em que o oso de alguna peixes, por exemplo,
a pescado, o liognado, o pargo, etc. conveniente.
Nestaa queitoes ha muito que atteader s parti-
cularidades individases, que bastantes vesea alte-
ram e destroem a regra pre establecida. A hy-
giene deve uestes casos suberdinar-se e estas par-
ticularidades e ceder Ibes o passo.
Os molluscos sao em eeral pouuo usados na ali-
mentacao dos doentes. Os caracoes gos .m no diser
de certos autores, de propriedades nutrientes em
subido grao. 82o mui recommendados aos tsicos.
O emprego dos condimentos dorante as doencas
deve depender d > sea poder excitante e, do estado
das vias digestivas.
S o medico poder, em cada caso particular,
determinar com prudencia quaes os condimentos
e sai que quantidade elles podero ser usados pelo
doente e recommendados ao oso dos couvalescen-
tes.
Neste asaumpto, parece-nos melhor nao estabe-
lecer regras geraes e fizas.
Temos concluido o que neste livrinho podamos e
deviamos diser aos nossos leitores sobre a Hygie-
ne da alimentacao.
(Continua)
JARTE OFFICiai.
Ministerio do Imperio
Por despscho imperial de 29 do mes fiado, foi
concedido au bacharel Ernesto Adolpho de Vascon-
cellos Chaves a exoneraco que pediu do cargo de
presidente da provincia do Amazonas e nomeado
para o mesmo cargo o coronel Conrado Jacob de
Niemeyer.
Por despacho imperial de 4 do corrente :
Foi apresentado o padre Francisco Vieira das
Cbagas na igreja paroch al de Santos Cosme e Da-
mio de Iguarass, da dioceae de Olinda, na pro-
vincia de Pe Bambuco, por permuta que fez com
o padre Floriano de Queiros Coutinho, apresentado
na de Nossa Senhora Raioba dos Aojos de 8. Mi-
guel de Taip, ta mesma dioceae, ua provincia
da Parahyba.
Foi expedido o seguate aviso:
Ministerio dos Negocios do Imperio.2" directo-
ra.Kio de Janeiro em 7 de Feverairo de 1887.
Com officio de SO de Oezembro findo enviou-me
V. 8. informado o requenmento em que o alumno
do 4a anno dessa feculdade Antonio de L^llis e
8ouza Pontea pede se providencie para que era
Marco prximo vindouro seja admittido a exame
das asterias do 5* anno, depois que se mostrar
approvado as d'aquelle, levandc-se-lba em conta
as taxa* pagas.
Djs papis que me fjram presentes coasta que
o supplicante deixou de effectuar na prmeira poca
o exame do 4o anno, nao s porque, nao teudo
ri-alisado no tempo proprio o pagamento da segun-
da prestacao da taxa de matricula, ficou o acto
adiado para Marco, nao btante o disposto no
aviso n. 254 de 10 de Julho de 1848, por delibe-
rwjt da conerregacao comprehensiva de todos o
estudantes em idnticas circumstancias, mas anda
porque a directora da facaldade e a mesma con-
gregaca-j conaideram-se incompetentes afim de
permittir que o peticionario so inscrevesae na qua-
idad. de estudante nao matriculado, coufurme
tambera requerera, integralmente satisfeita a de-
vida taxa.
VistJ schar-se explicado pelo aviso de 19 de
Marco de 1886 que as fsculdades de direito li-
cito faser na pnmera poca exame de qualquer
dos anuos do respectivo carao de estudos e na se-
gunda o das materias d > anuo superiur, declaro a
V. 8., di-ferindo o pedido do mencionado alumno,
que, no caso de cbter elle em Marco approvaco
nss materias sobre que versara o exame que pelos
motivos expostos nao ple effectuar em Nuvembru
ou Des- mbro, deve-se-lbe faculta-, aos termos do
citado aviso, inscrever e para o do ultimo aono,
consideradas validas as laxas qus opportuuaua- ute
deixaram da pruduzir effeito em razao dos despa
chos das petieSes dirigidas a V. S. e congre-
gac9o.
Deus guarde a V. 8.Bario de Mamor.Sr.
Director interino da Faculdade de Direito do Re-
cite.
Inlaterlo da lustiea
Por decreto de 25 do mes fiado, foi naneado
juiz municipal e de crphos do termo de Pecio de
Petras, na provincia das AlagAas, o bacharel La-
dislao Pereira da Costa.
' Por portara de 3 do oorrente :
Declarou-se que o juis substituto da comarca de
Olinda, na provincia de Pernambuco, nomeado por
decreto de 24 de Dezembro ultimo, o bacharel
Marcolino Dornellas Cmara Jnior e nao Marco-
lino Domellas Cmara, como foi escripto no mes-
mo decreto.
Por decreto de 5 do correte :
Foi declarado avulso, a pedido, o jais de direito
da comarca de Ponte Nova, de \' eotrancia, na
provincia de Minas Geraes, bacharel Joo BawJen.
Foram nomeados juizes de direito :
Da comaica de S. Luis, em 8. Paulo, o bacha-
rel Joo Ctndido Rodrieues de Andrade;
Da Ponte Nova, em Minas Geraes, o bacharol
Jos Fern andes Torres ;
Da di Rio Verde, em Goyaz, o bacharel Afion-
so Lapes de Miranda.
Juizes municipaes e de orphos :
Foram exonerados, a pedido :
Do termo de Lages, na provincia de Santa Ca-
tbarna, o bacharel Lauriodo Carneiro L?o ;
Dos de Cimbres e Alaga de Baixo, na de Per-
nambuco, o bacharel Francisco Caraciolo de Fre-
tas.
Foram removidos, a pedido, o bacharel Jos An-
tonio de Oliveira Mendonca, do termo do Pilar, na
provincia das AlagdM, para o lugar de juis sub-
stituto da comarca de Iguarass, em Permmbuco,
e o bacharel Telespboro Gomes de Araujo do re-
ferido lugar de jais substituto para aquelle termo.
Foram nomeados:
Para o termo da Praahyba, no Piauhy, o ba-
charel Cesar do Reg Monteiro ;
Dos de Cimbres o Alaga de Baixo, em Pernam-
buce, o bacharel Antonio Serfico de Assis Car-
valho.
Do de D. Pedrito, em S. Pedro do Rio Grande
do Sul, o bacharel Manoel Urbano Corre* de
Araujo.
Ministerio da Fazenda
Por decreto de 22 de Janeiro prximo passado
foi nomeado 2 escriptarario da Alfandega do Para
o 1* eseripturario da Thesouraria de Fazenda do
Amazonas Manoel Al ves da Silva.
Por titulo da mesma data foi nomeado 1 escrip-
tarario da Alfandega da capital da provincia da
Pa'ahyba o 2o eseripturario da do Para Joo Bap-
tista de Mello.
Por titulo de 31 de Janeiro prximo passado,
foi nomeado Braulio Jayme Monis Cordeiro J-
nior para o lugar de praticante da Thesoararia
de Fazenda da provincia do Espirito-Santo.
Por decretos de 5 do corrente foram nomea-
dos.
Inspector da Alfandega do Recife, provincia de
Pernambuco, o bacharel Ignacio de Barros Bar-
reteo ;
Inspector em commisso da Alfaadega de Uru-
guayaoa, provincia de S. Pedro do Rio Grande do
Sul, o 2* escriptarario da Thesouraria de Fazenda
da mesma provincia Jos Bernardino dos Santos,
ficando dispensado da referida commisso o ebefe
de seceo da Alfandega de Porto Alegre, Nuno da
Silva Fej.
Foram nomeados, por ttulos da mesmi data:
Oficial de descarga da Alfandega do Bio de
Janeiro o praticante da Recebedoria, Henrique
Alves de Brito;
Praticante da Recebedoria, Joo Cesimbra de
Araujo, ficando tem effeito a sna nomeaco para o"
lugar de oficial de descarga da Alfandega.
Por decretos da mesma data foram aposentados:
Os primeiros eacripturarios do Thesonro Nacio-
nal Antonio Sergio Fernandos da Costa e Antonio
Joo de Meneses Maeedo, o 2* dito Rodrigues An-
tonio Alves da Costa e o continao Jos da Cunhs
Ripper.
Foram expedidos os seguintes avisos :
Ministerio dos Negocios da Fazenda.Rio de
Janeiro, 7 de Fevereiro de 1886
Circular.Illm. e Exm. Sr.No relatorio por
mim apresentado Assembla Geral Legislativa
em o anno prximo passado, tara V. Exc. visto o
que expuz a respeito da necessidade {de por cobro
ao abase qae se est fazendo do jogo das lote-
ras.
Sendo certo qae o mal vem da organisaco dos
planos daquellas em que tem-se consultado mais
o interesa* dos promotores de suas extraeooes do
qae o das iostituicoes beneficiadas, nanda sua
msgestade o imperador chamar a atteoco de V.
Exc. para este asaumpto, sfim de qae por sus par-
te auxilie o Governo Imperial no empenho de re-
gular melhor o mesmo servico.
E' evidente qae a nova pratica de exagerar o
capital das loteras, di vi diodo-o depois em diver-
sas series de extraeces, offerece mais um inconve-
niente ; sendo os priocipaes:
A detraudaco do sello a que sao sujeitos os t-
Ihetes, o qusl em vez de pag > de cada bilhete in-
teiro das di tersas series, que sao outras tantas lo-
teras, o urna s ves do numero de bilhetes cons-
tante do plano e ah mencimodo nicamente pa-
ra servir de basa ao pagamento ; quando sabi-
do que esse mesmo numero se repete depois em
cada extraeco, sob a especiosa forma da subdiv-
so do vslor primitivo dos meamos bilhetes ;
A dimiouico do beneficio que deve caber aquel-
le, a favor de quem corra a lotera; poia essas
subdivisoes augmentara as despesas e o trabalbo
das extraeces, do qual se faxem pagar com usura
os que del le se encar regara, alora da demora para
o beneficiado na realisaco da importancia total
do quinho que Ibe est promettido no plano :
A Ilusaj em que se mantai o publico com s
promesas de premios avultados, quaodo a verda-
de que ninguemr ecebe mais do quea parcella do
premio determiuada pelo numero de series:
Nota-se, aiada, que o producto do impjs'o de 15
por cent.), que as leis geraes desviaram do fundo
de emameipaco para augmentar o beneficio das
loteras concedidas s casas de caridade, estabe-
lecimentos Pios e de Ina'rueeo Publica, nao tem
tido essa applicaco, e est strvindo para elevar
o valor dos premios dos bilhetes e a commisso dos
encarregados de sua venda ; o que absolutamen-
te inadmiseivel, attenta a iutenco das mesmas
leis.
No intuito, pois, de cohibir tantos abusos resol-
vi reformar o plano das loteras traes, no senti-
do de uma s extraeco, como V Exc. ver de qae
ser publicado no Diant Oficial e que comecar
a ser executada neata Corte no dia 1* de Marco
prximo futuro.
Procurei consaltar neste novo plano tod s os in-
teresaos qae a lei manda respeitar: sendo por con-
seguinte, de maior conveniencia que, bera da
moralidade e dos legtimos direitos dos prejudca-
dos, as provincias o adoptem para saas loteras,
reorganisando nesse sentido os planos actaes.
Na reorganisaco, o capital das loteras pode
ser maior oa menor do que o all fixado : contanto
porm, que se observeui as segui.tes regras :
1.* A extraeco de cada lotera dever fazer-se
de ama s rez, supprimidas as series ;
2.a O beaeficio liquido deveri ser de 10 0|q do
capital da lotera;
3.' Do mesmo capital te deduzir sempre o ai-
pjsto de I50j0, cuja importancia ser applicada uo
fundo de emancipaco, oa entregue ao beneficiad.',
quando a elle tiver direito cm virtude de le.
4.< Do plano constaro as importancias desti-
nadas para o pagamento do sello dos bilhetci com
o competente imposto addciooal de 50|Q, commie-
sn do tbesoureiro o desposas de extraeco.
Quando, por motivos ponderosos, V. Exc. nao
possa effectuar esta reorganisseo sob as bises
que apres'-nto, dever exp< r ao governo imperial
oa embarucos qu* encentra, para qae este solicite
do corpo legislativo as providencias que o casa
exigir.
Eataetaoto, correndo-me o dever de faser ob-
servar com fideldaie as leis, cuja execuco est
commettida ao ministerio a mea cargo, compre que
V. Exc. expeca suas ardeos para que do mesmo
dia 1* JSo Marca em diante, nanhama extraeco de
lotera Se faca mais nessa provincia, antes de ter
sid > pego o sello dos bilhetes da respectiva serie
na forma cima, e depositada na thesouraria de
fazenda a importaucia correspondente ao impasto
de 15 9jo do capital da lotera, para ter o destino
legal, epnforme j tem sido recommeadado em di-
versos avisos deste ministerio ; ficando entendido
que s sao isentos do sello os bilhetes das seres
que se extrahirem no corrente mez.
O qe tenho a V. Exc. por muito recommenda-
do; campriodo. oatrosim, qae a thesouraria de fa-
zenda d regularmente conhecimeaio aoThesoaro
do recabimento dos referidos irapostos, para nao
ser "mbiracada a venda dos bilhetes nesta cui-
de.
D-isa guarde e V. ExcFraucisco Belsario
Slares de Souza.Sr. presidente da provincia
-
Ministerio dos Negocios da Fazenda.Rio de
Janeiro, 7 de Fevereiro de 1887.
Illas, e Exm. Sr.Sirva-se V. Exc. remetter-
me, at 15 de Abril prximo, de modo a ser utl-
sado a> relatorio deste ministerio, um quadro do
qual osaste:
Qus as loteras extrabidss nessa provincia em
o anal de 1886 ;
A il portaacia do capital dessas extraeces ;
A i ortancia dos premios respectivos, a do be-
neficie liquido, a de cada nm dos impostas pagos,
a da ( immisso do thesoureiro e a das despesas
propri s da extraeco, discrimiaadameate.
A ei ;e quadro devero acompaahar copias dos
planos las mesmas loteras e dos contractos cele-
bradoi para a respectiva extrscca.
Den guarde a V. Exc,F. Belisaris Soares de
Sousa *-Sr. presidente da provincia de...
Cop .. Ministerio dos Negocios da Fazenda.
Bio di Janeiro, 7 de Fevereiro de 1887.-rlllm. e
Exm. I r.Veudo que ao plano da grande lotera
deesa rovincia, autorisada pela le n. 980 da 23
de Jai ko le 1886, em beaeficio de estabelecimen-
tos de ridade e de iastruccao primaria, figura a
somma de 2.500:0004 sob o tituloBeaeficio li-
quido | roviacal, commisso, sello e mais despeza?
e tendo em vista adoptar medidas geraes que re-
gularispm o servios de loteras, preciso conhecer
dosse total, qual a importancia da commisso do
thesoasjsirs, do beneficio liquido e mais despezas
a pagar ; e por isso peco a V. Exc. qua mande ot -
ganisa uma demonstraco especificada das diver-
sas pasteellas qae formara o referido total de....
2.500:^004, e m'a remetta com a possivel ore vi
dade. ]
Deas guarde a V. Exc. Fraucisco Belsario
Soares ue Soasa.A S. Exc. o Sr. presidente da
provnola das Alagoas.
Copia. Ministerio dos Negocios da Fazend.i.
Bio de Janeiro, 7 de Fevereiro de 1887.
Illm. e Exm. Sr. -Examinando o novo plano Ja
lotera eearease, autorisadt pela lei a. 2,111 de
12 de Dezembro de 1S85, encontrei nelle a qaantia
do 6Jt:800 destinada a beaeficio, imposto pro-
vincial, sello, coauniss > e despezas ; e como te-
nho em vista adoptar medidas geraes qae regala-
risem o aefrvico de loteras e preciso por isso co
ahecer sai e da ama a commisso da thesoareiro,
oeneficio lquido, impastos e mais despezas a pa-
gar, peco a'V. Exc. que mande organizar ama
tabella em quo seja especificada cada uma das
parcellas que eoaatitaera o reterido total de...
626:8004 e m'a renetta com a possivel brevi-
dade.
Deus guarde a V. Exc. Fraucisco Balisario
Soares de Sonsa.A S. Exe. o Sr. presidente da
provincia do Cear.
Ministerio da Agricultura
Por portara de 8 do correte, foi nomeado o en -
geaheiro Antonio Francisco de Athayde para o la-
gar do ajudaute da commisso incumbida de me-
dir lotes e discriminar trras devolutas no muni-
cipio de Sauta Cruz, provincia do Espirito-Santo,
com os veacimentos de engjnbeiro de 3* classe,
transporte no mxima e a bracagem que Ihe com-
petir.
Foi expedido o seguate aviso :
Ministerio dos Negocios da Agricultura, Com-
mercio e Obras Publicas. Circular. Rio de Janei-
ro, 3 de Fevereiro de 1887.
Redazindo a taxa dos frotes em alguuus estra-
das de ferro do norte do imperio, pertenceates ao
Estado, e que era superior de outras lionas es-
tablecidas em regies de mais importante com-
mercio, predueco e riqueza, o governo^ imperial
nao s teve em vista reparar uma injastica e pre-
judicial desigualdade, como tambem acabar com a
concurrencia da tropeifo qae tanto prejadcava a
renda dessas estradas.
M..s, nao s a questio dos fretes, em quanto
nao for grande a sua differenca, que iaflue nesgas
localidades para o dcivo de muitos gneros das
proprias zonas atraresss das pela estrada, e das
qae ficam alm de seu ponto terminal. Os nteres-
aes ligados aoa antigos meios de transporte ; as
formalidades peculiares ao servico das vias fr-
reas ; as distancias e:n qae se achira muitas ve-
zas, as estaces dos povoados, determinando ac-
crescimo de despeza ; a falta de commissarios que
seeacarreguem como fasem muitas das corapanhias
que por sua conta, exploram estradas de trro,
da recepeo, despacho, foraecimeato de saceos e
at da supprimento de doheiro para pagamento
dos fretes as estaques do interior ; a ignorancia
dos exportadores do centro a respeito das tarifas
e meios de rffectuar as reaoessas dos seus produe
tos ; a novidade do proprio a>e!horameato ; tado
isso coacorre de modo eficaz para que sejam pre-
feridos os antigos meios le transporte, como o car-
gaeiro, etc., apezar de igualdade de fretes ou pe-
quena differenca-coutra elles, principalmente, em-
quanto nao for augmentado o percurso das liabas,
tornando-se eoto mais seasives e apreciaveis a
ecoaomia do tampo ; a regulaiilade dos transpor-
tes e outras vantsgens inherentes as estradas de
ierro.
Convui, pois, elmiuar os obstculos que por tal
modo se opposm ao progresro da renda dessa es-
trada, estudaudo-se o meios que podem ser em
pregados com melhor resultado.
Iocumbindo a Vm. deste estudo, recommeado-
Ihe que se dirija aos centros de produeco e com-
mercio das zonas servidas por essa estrada, on le,
confereacaodo cam es priacipses productores e
commereiantes Ibes demonstrar as vantagens de
ntlisarera-ae da estrada, de prefereociaaosoutros
meios de traasporte, dando-lhe uma nota detalha-
da e explicativa dos fretes das geoeros da locali
dade, acompanhada de todos oa esclarecimootos
ecesjarios para a melhor c^mpreheoso das tari-
fas e instruccoes regulamentares.
I-ual proeedimento ter em relaco aos tropei-
rosque disponhim de recursos e aos intermedia-
rios estabelecidos as estaces da estrada, no in-
tuit de facilitarem as commuoicaces dos produc-
tores e fasextdeiros com os commerciaotes do cen-
tro exportador por ella servido.
Aquelles, prncpaloeuto, quaodo vm de looge,
tem ioteresse em chegar ao ponto exportador ou
de maior importancia commercial servido pela es-
trada, anda mesmo com a demora de mais alguns
Jias de viagem, porque recebim o frete total dos
gneros, t alm diaso alli eaeoatram quasi sempre
com mais faeilidade, cargas de impirtaco oa de
retomo, o que u) obtein, em peral, as estaces
da estrada, que assim duplamente prejadicado
com c desvio das morcadorias em ambos os sentidos.
Depois de es dar a materia com a attenco qae
sua importaucia reclama apreseatar Vine, um
minucioso relatara de tado qae ti ver observado,
dando, depois de oavir o representante da com-
panbia, opinio a respeito de qaaesquer reformas
que julgar aecessarias e devam ser adoptadas oa
estrada sob sua fiscalisaco para attrahir para
ella o traasporte das mercadorias, qae actu il >
mate nao a procurara.
Oatrosim indicar Vmc. nesse relatara noticia
das industrias e produeco das lugares que per-
correr, clima, propriedades do solo, regimea das
aguas, camiahos e outras circumstancias dignas
de nota. O relatorio dever ser acompanhado de
urna carta da regio, comprehendando todos os
centros do produeco da sona servida pela estra-
da. Deus guarde a Vmc. A. da Silva Prado.
Sr. eageabeiro fiscal da estrada de ferro de...
A' presidencia da provincia de Pernambu-
co dirigi o ministerio da agricultura, a 28 de Ja-
neiro, o aviso segaiote:
Illm. e Exm. Sr.Em solacio representaco
feta pelo superintendente da estrada de ferro do
Recife a S. Francisco, que acompanhsu o oftuio
dessa presidencia de 14 de Dezembro da anno
prximo finio, relativamente facaldade que tem
a compaahia de organisar o quadro do seu pea-
soal, fixar-lhe veocimeatos e de conceder liceaca
a seua empregadoa iadependeatemeote de previa
approvaco do gove: no, declaro a V Exc. que sao
improcedentes as razes allegadas contra a inge-
rencia do governo oa organisaco da'quelle quadra
e fixaco dos vencimeatos pelos motives coastaa-
tas do aviso n. 15 de 21 de Maio de 1883, j con-
firmado ah n.42 de 31 de Ootubro do mesmo
aaao, nao procedendo igualmente as que se refe-
rem aatnrisaco da goverao para coacesso de
liceucas com vennimentoa aos empregados da es-
trada, visto nao obstar que o licanciado perceba
vencimentos integraes no caso do substituto desis-
tir da parte qae lhe coaber pela substitaico.
Deus guarde a V. ExcA da Silva Prado.
ninisterlo da Guerrra
Por decretos de 29 de Janeiro ultimo:
Foram uomeados:
Commaodante da escola militar da corte o bri-
gadero Agostiabo Marques de Si, sondo exone-
rado do dito cargo, SMfOftM pedio, e brgadeiro
Severano Martina da Foaaeca ;
Chefe de seceo da repartico do quartel-mes-
tre general anaca secretaria de estado dos ne-
gocios da guerra o teaeote-corouel do corpa de
estado-msior de 2* classe Antonio Clemente dos
Santas, seado dispensado do dito lagar o major
do corpo de estado-maior de 1 classe Jos Pere -
ra da Graca Jnior.
Foraui transferidos :
Para o corpo de estado-maior de artilharia o
capito de 3* regiment d i mesma arma Joo
Teixeira Maia;
Para a 2 classe do exercito, de cooformidade
com a mmediata e imperial resoluco de 1 de
Abril de 1871, tomada -ore consulta do conselho
supremo militar, o capito Trajaao de Maraes
Cardoso, o tenente Julio Soares de Mello eoal
ferps Jos Joaquina Lucas, esta do 6o bata'ho de
afautaria e aquelles do 4* regiment da cavalla-
ria ligeira, ficando aggregados As armas a que
perteoeem, visto terem sido julgados iucapazes do
servido do raes.no exercito, em inspeceo de saa-
de a que foram submettidos.
Concedeu-sc reforma :
De conformi.iade com prmeira parte do 1
artigo 9 da lei n. 648 de 18 de Agosto da 1852
ao capito aggregado arma de iafaatera Anto-
nio Francisco de Mello, visto ter sido jalgado in-
capaz do servico em inspeceo de saude a que foi
submettido.
Com o sold por inteiro, de accordo cam o 3a
do plano que baixoa com o decreto de 11 de De
sembr de 1815 ao cabo de esquadra Ignacio Cor-
rea da Lu e ao soldado Sabino Ramos Pereira,
esta da compaahia de infantara da provincia do
Piauhy e aquelle do esqaadrao de cavallaria da
de Goyaz, visto contarem mais de 25 aonos de
servico e acharem-se incapases de nelle conti-
nuar.
Com o sold par inteiro o valor da farloha, de
accordo com o referido ao cabo de esquadr.. do
1* regimeuto de artilharia a cavallo Fraucisco
Das da Silva, visto contar mais de 35 anuas de
servico e achar-se igualmente impossibilitado de
nelle continuar.
Por portaras de 26 do dito mea de J.ioeiro :
Foi nomeado tjadaate da fabrica de plvora
da Estrella o capito do carpo de estala maior de
artilharia Julio Fernandos de Aimeida, seado dis-
pensado daquelle cargo o major de eogeoheros
Alfredo Erueato Jacques Ourique.
Por decreto de 29 de Janeiro foi nomeado com-
maadaate das armas di provincia do Amazonas,
o coronel do corpo da eugeaheiros Coarado Jacob
de Niemeyer.
Por portaras de 31 de Janeiro prximo fiado
foi comeado director da colonia militar de Santa
Theresa, na provincia de Santa Catharna, o ca-
pito do corpa de estado maior de 2a classe Anto-
nio Faustino da Silva, sendo demittido daquelle
cargo o tenente do referido corpo Javensl Rodo-
piano Goncalves dos Santos.
Por outras de 1 do corrate foram nomeados :
O alferes honorario do exercito Ignacio? Jos
Ferreira para o lugar de encarregado do deposito
de artigos bellicos da provincia do Maraoho.
Domingos Leopoldiao da Silva para exercer in-
terinamente o lugar de amanuense da fabrica d
plvora da Es'rella.
Por decreto da 5 d* carrate foi exaaersdo
do cargo de quartel-mestie general do exercito o
marecbal de campo Manoel Deodoro da Fonseea.
Por decr-ta de 29 de Janeiro ultima fai
transfer i i para a 3* compaobia do 20 batalho
de iafaataria o capito do 10 da mesma arma
Raphael Tobas.
Por decretos de 5 do corrente :
Foi nomeado eommandante das armus da pro-
vincia do Rio Graude do Sul o brgadeiro Antonio
Eaas Gustavo Galvo.
Foram transferidos oa arma de iafantaria :
Para o 2* batalhoCapito do 3, Oaofre Mo-
reira de M galhes, para a5' companhia.
Para o 3o batalha Capito do 2, Antonio
Ignacio de Alouquerqne Xavier, para a 2' cam-
pan hia.
Para o 10 batalho Major do 19, Francisco
de Paula Pereira.
Para o 13* batalho Major do 10, Sebastio
Raymuado Ewerton.
Para o 19* batalho Major do 13, Lus dos
Res Falco.
Concedeu-se reforma, de accordo com a pri-
moira parte do 1 do art 9" da lei n. 648 de 18
de Agosto de 18, ao capito aggregaio arma
de iafaataria Peiro de Alcntara Manir, visto
ter sido j ligado iacapaz do servico do exercito,
em ospecco de saude a que foi subaiettido.
lnisterio da Hartona
Por decreto de 29 do paasad j foi reformado o 1
sargento do corpo de imperiaes mariaheiro3 Tilo-
mas VKira, ni meaoia classe, vencendo o sold
por iateiro, visto ter compltala 20 auuoa de ser-
vico
Governo da provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA i4 DE
FEVEKEIKO DE 1887
JoSo Ferttandes Marques. R^msttido
ao Sr. insDai'tor do Thesouro Provincia!
para mandar atteader de accordo com sua
inform&gao de 8 do corrate a. 422.
Jos Ignacio da Costa. Informe o Se.
Dr. juiz de direito do 2 diatricto criminal
da comarca do Recife.
Dr. Jo2o Mara Seve.Sim, sem ven-
cimeatos.
Virginio Horacio de Freitas. -En vbti
da inforooacSo da Cmara Municipal do
Recife, nSo ha que deferir.
R. Druzina &C. Si tu.
Tenente-coronel Thomaz de Carvalbo
Soares Brandao.Sim, satisfeitos os direi-
tos fiseae,3 e foros em divida.
Secretaria da presidencia de Pernam-
buco, em 15 de Fevereiro de 1887.
O porte iro,
Francelino Chacn.
Repartico da Polica
Seccao 2.'-N. 149.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 15 de Fevereiro de
1837. -Illm. e Exm. Sr. Participo a
V. Exc. que foram recolhidos Casa
de OetencSo os seguintes individuos :
A minha ordem Lupcino Francisco Ca-
valcante, vindo do Pao d'Alho. como cri-
minoso, remettido pelo Dr. juiz municipal,
Joo Cancio da Silva, como alienado, at
que teoba o conveniente destino.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Manoel Joo de Oliveira, por uso de ar
mas defezas: Manoel Francisco do Nasci-
mento; como vagabundo, e Zacaras Fide-
les Ferreira, por offensai moral publica.
A' ordem do de Santo Antonio, Antonio
Francisco do Souza, Agripino Heleodoro
Gonjalves, Joslo Groncalves Pinto, Jos
Joaquim Afta le de Sant'Adna, Manoel
Jos de Oliveira, Manoel Julio de Souza e
Januario de Franca Salustiano, por distur-
bios.
A' ordem do do 2o dstrieto de S. Jos,
Antonio Francisco da Silva, por distur-
bios.
A' ordem do do Io dstrieto da Boa
Vista, Catharna Michaela, por offensas i
moral publica.
A' ordem do do 2o dstrieto, Manoel
Vctor Meirolles, por disturbios.
Communicou-ma o subdelegado de Ola- -
da, que hontem pelas 10 hiras da noit.e*
naquulla cidade, Luiz Izidoro Pereira
Braga forferido por Francelino de tal.
O offanddo, depois de vistoriado pela- J
Dr. Andrade Lima, que declarou leve o
terimento, foi remettido para e hospital
Perlro II afim de ser tratado.
Aquella autoridade prosegue nos ter-
mos da lei.
O subdelegado de Afogados por offi :io
do boje, communicou me que nte-hon-
tem, por volta de uma hora da tarde, na
estrada de Catuc e junto ao pontilhSo da
estrada de ferro de Garuar, o individuo
de nomo Tertuliano Riacho de Tavares,
conhecido por Tico, foi assassinado com
uma faoada descarregada por Joaquim
Estova-i, que ia montado a cavallo, con-
seguindo assim evadir-ae depois de com-
mettido o crime.
Aquelle subdelegado mandn transpor-
tar o codavar para a respectiva matriz,
onde fez proceder o exame cadavrico pe-
los Drs. Jos Joiqaim de Souza e Costa
Cromes.
Abri se inquerito sobre o facto e pro-
videocioa-se sobro a captura do criminoso.
Hontem, pelas 3 Ii2 horas da tarde, na
estacSo do Entroncamento, da freguezia
da Graca, o uigia da linha da estrada de
ferro do Recife Caxang, Miguel Ma-
rianno de Souza foi ferido com duas faca-
das pelo soldado do 14* batalho de in-
fantina Manoel Francisco da Costa, que
poz-se em fuga aps a perpretacao do da-
licto.
Perseguido por praQas da 5o estaglo
at ra do L-yo, da mesma freguezia,
travou rendida luta com as prajaa, da qual
resulto sabir ferido o cabo daquella guar-
da Atonio Soares Machado.
Preso afiaal o criminoso, que na na lata
sahio feriio no rosto, foi pelo subdelegado
entregue mesma escolta do linha, que
bavia sido requisitada para esse fin o
apresentado ao respectivo oommandante.
O viga Miguel foi transportado para o
hospital Pedro II, afim de ser devidamen-
te curado vistoriado.
Cornmunicou-me o subdelegado de San-
to Antonio, que em data de hoje fez ra-
metter ao Dr. juiz de direito do 2* dstrie-
to criminal o inquerito policial procedido
contra Bento Mara Das, pelo crime de
tentiva de mor te.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exui.
Sr. Dr Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chelo
de polica, Antonio Domingos Pinto.

'.*&




Thesonro Provincial
DESPACHOS #H> DIA 15 DE PEVEBEIKO DK
1887
Valentina Maria da ConceicSo,Ao Se..'
Dr. administrador do Consulado para cura/-
prir o despacho da junta.
Cuntas do thesoureiro das loteras dO|v
ingenuos da Colonia Isabel. --Exam:-1*1*/ "
Silveira & C. -Satisfac.am ae/GgaBea
do Sr. contador.
Luiz* Eudoxia Baptist.t
Bebribe, Luiz Fclippa ti
Francisco Jos Lcit &
do Aimeida. Informa
Offijio do Dr. pro
/'
\/
Qp ipanhia ;a
i Porte,
Avclino
,dor.
foit'>s.
do (v>n-
Ioforme o Sr. Dr. a
sulado.
Manoel Pareira
colina Sebastio Floro
AI a-y-res Tavares ri* Santos, _
noel 'P*ra da Cr^, Js Forrea Ma-
ques, Francisco Cordeiro FaMPRro-il,
Dr. Manoel Ba/bosa de Araojo, Man
ana Fran-
ertifiqac uy,
Maria a
paire M v
5i*
Jl.


Diario t fernambocoQnarta--feira 16 de

i
a.


i
r>
e;.-

jiia Soares Cavalcanto, Antonia Frau-
. He Barro Leite, D.- procurador dos
i a cootaa da e -liectiiriaa da Gloria
1 Pao d'Alho.H-ja Uta o Sr, Dr.
y.curador fwafe
.ioaqjim Louraoco de Barros Entr-
se a quantia em deposito,
florentino Cavalcante de Albuquerque.
Archive-se pelo contencioso.
Joao Fernandea Marques. Ao Sr. tha-
soureiro para cumplir despacho uoa ter-
mos regularaentajraa.
C o ululado PNviaeial
?de8pachos do du 14 de fevesusibo
de 1887
Lima R"go & C. Junta conheciraen'-o
(!o quitado do imposto relativo ao 1." se-
mestre.
Flix Perein da Silva. Em vista das
rafirma$3es o suppli jante nao pode ser at-
tendido
Hermn Lundgrin d C. e Joao Alfredo
Tbom.Informe a 1.a seccao.
15
Bernardino Raymundo de Senna.Defe-
rido de aceordo cora as informacoes.
Areenio Baptista Vianna e Rufino Fran-
cisco Baptista.Satiafacam a exigencia da
1 .* seccao.
Francisco Qurgel da Amaral & C.ra-
brme a 1.a seccio.
Albino Amorim & C. Informe al.
eceSo.
. Correia Lobo CA' 1.a scccSo para
os devidos fins.
i
DIARIO DE PERBASBCO
RECIFE, 16 DEFEVEBEIRODE 1887
noticias do norte do Imperio
O paquete nacional Para, entrado hontem do
aoite, trouxe as segrate* noticias:
Amazona*
Data 8 at 2 de Fevereiro :
A' 31 de Janeiro cffectaou-se a posse da nova
directora da Asiociaco Commereial.
__Foi designado o da 31 de Marco prximo
para proceder-se na villa nova da Barreirinba,
eleieao d'uin vereador, para preeocher a vaga dei
xada pelo fallecimento do capitao Francisco Ca-
semro Carneiro.
__Da exposicio coai qne o Sr. Ernesto Chaves
passou a admiuistracao desta provincia ao Exm.
Sr. com'mendadorClementino Jos Pereira Guima-
xies, copiamos aa seguintes informacea sobre as
aucas:
Ab financas da provincia, enjo estado vos
eipuz com a mxima franqueza, em nada melhv
raram, como era natural suppr, em falta de pro-
videncias adquadas.
Segando as ultimas inforroaeoes do Thasouro,
o debito actual da provincia elsva-sa a.........
45r:1740t3, indicando augmento, que deve ser
attribuido ao desfalque da renda no exercicio de
18851886, para oecorrer ao pagamento de urna
grande parte do dficit do ejercicio anterior (J 884
18S5), do que fostes em tempo devidamente in-
formados.
A isso aecresce que, nao estandoamda liqui-
dado e encerrado o exercicio de 18851886, nao
se pode verificar se a renda arreeadada attingiu
oreada, ou ee foi-Ihe iiferior Cncorrendo para o
aacrescirao do debito total da provincia, segundo o
documentos pro.essadoi no thesouro.
Cim> dj costume, descresceu sensivelmente a
arrooadacao, de Abril a fim do Julho, difiiealtando
O andamento d'alguns serrinos, e o pagamento pun-
tual d> funeeionalismo, entretanto tarca confes-
aar, qae essas dimculdades foram diminutas em re-
Jacao as que occorrerain em igaal periodo do auno
anterior.
Do principio de Agosto para ca tem-se ac-
centuado o movimeato ascendente da arrecadacio
provincial, sendo vantajoso o preco porque est
son lo cotada a borach* e promettedira a cnlbeita
enarcada e portanto, natural suppr quo solvido
o debito da proviucia e ponderada devidamente
as exeas orcamentarias, com o perfeito equilibrio
da re.-eita e despeza, sahir ella da posieao afli-
ctiva do dficit em que permanece ba 2 anuos vendo
abalado o sea crdito e entorpecida a marcha da
adrriraistracao.
Creou-se ama aociedade com o fim de promover
palestras e reunioes litterarias.
A sua mesa ficou assim coropoars :
PresidentePadre Dr. Israel Freir da Silva.
Vice-presidentePedro Goucalves de Assis.
1. secretarioJoaquim de Brito Ingles.
2. secretarioAntonio Ribeiro Soares.
TbesjureiroDominicos F. Soares.
Par
Datas at 6 de Pevereiro :
Chegira e assumira o execicio do respestvo
sargo, o desembagador Joo_Rodrigues, ultima-
mente nomeado para a Relacio de Belem.
L-nna no Diario do"Grao Para de 2 :
- Acabamos de receber noticias do Moi, qae
nos dizem sehar-3e aauella villa em eomp eta
anarchii, promovida pelos libenaes.
. O chefe liberal do local, o Sr. Dioge Hen-
derson, companhado de atn grande numero de
cap-ingas, todos armados de cceles, atacou o dee-
taeauvnto d'aquella villa no proprio quarteL
Travou-se entao, urna lula medonba entre a
po.icia e o ebele liberal e seus capangaa, da qual
resultarais graves ferimentos em dons soldados.
. Os soldados, depois de grande tiroteio, tive-
laui de abandonar o carapoda batalha, em virtudo
do numero elevado de ;;!rregsores.
A populacao d'aqoi*iia villa, dizem os nossos
amigos d'alli, ive em ;..mplero sobresalto ; a cada
momento parece ver-sc um novo conflicto travado
pelo Sr. Hcndcrson, tas procura todos os meios de
desmoralisar a polie.a, sem pensar ua respon-
gabilidade que lhe caue por uso.
. E' este am facto de maior gravidade, para o
qnal chamamos toda a a?teneso doExm. Sr. desera-
barpador presidente da provincia e do distiucto
aias8trado Sr. Dr. chefe de policia.
Confiamos bastante na norma seguida pela
presidencia, assim como pela policia, para esperar-
mos que oa atores de to grave delicto sejam
severamentte punidos.
< O Sr. Hendersn, jA bastante conhecilo pelos
seus desmandos, tem-se tornado o terror d'aqueile
' local, por isso, pedimos anda urna vea, enrgicas
. providencias, cerno exig o caso.
W liemos na mesma ful ha de 4 :
Na tarde de terca-feira, quando achava-se
"-aoximo do Mosquero, lugir para onde dirigia-se,
acontecen arrebeutir a tampa du cylindro do va-
Taor Belm.
?> O t.rror manif-ston-se lozo em todos os pas-
^keiro^, entre os quies ia o nosso distinc! i amigi
ftiulii.o .'e Brito acomp.ah'jndo a sui veneranda
.', e o Sr. Ataliba Lima.
O p^rgo tornou-se emiuente e o machinista
i culpado d'aooillo tudo, porque, segundo nos
f formaram. nao est habiliudo a rxercar aqae/le
I rgo, nio teve expsdiente algum que puzease ao
: .,.-igo de qnalqucr tiniatro aquellas tantas pes-
> D-vido aos esforcis do Sr. An&ftiio Simas,
jcUi machini.ts, que ia felizmente de passa-
geiw nio deu-se a exploso que todos previam.
Pediram aoceerro a nma cauda qae passava
na LC^asiao o osta, d; muito bom grado, aracou
%o vap.->r condazindo os passageires at o Mos-
Jote Simao da Franca Barbcaa, veiho de 69
annos, morador no logar Alto Alegre, a 3 legaas
dcsta capital, fj, na manha de sabbado ultimo,
barbararnente espancido por dous individnos de
oomes Mwiocl Beato o Jos JoequH.
Jos Simio tomavava banho tranqaillamente,
quando foi svrprehendido por essea individuos,
que, armados de espada e ccete, o acominettem e
f*iem-!he os mais graves ferimentos na cabeca e
no corno.
Aos gritos da victima, sondea asas filhos,
cuja approxima^Ji pie esa faga os offaaaores.
Uonduaido para caaa e levado o tacto an oa
nhaaistenta da policia de Marviguafjt, foi fasta
v>Mm no osBMaaia e mandado para ata cap
senda recokksa aata-h inletn ao hospital, e p
dido o competente eorpo de delicio.
O ofltaaaor Joaquim costa-nos, que jA est
presa na cadaia dista cidasta,
A causa tfesta atteaaado tst uaaa rixa qoa
havi entre Jos* Simio, *o d> asa peqaena
propriedade em Alto Alegre, e Manoel Bento e
Jos Joaquim, individuos, dis se, avezados ao
roabo.
Assumira o exercicio do cargo de dewmbar-
gador da relaclo da Fortaleza, o Dr. Joaqnim Jos
da Oliveira Audxade.
Renden a Alfandega em Janeiro findo.....
111:387,1024
Blo CraaUc do Norte
Datas at 13 de Fevareiro :
Constara as noticias da carta do nosso corres-
pondente, publicada na rubrica Interior.
Parabyba
Dctas at 14 de Feyereiro :
Renderam em Janeiro : ___
A Alfandega
O Consulado Provincial
11:373*102
Xoticlas do Mil do Imperio
Pelos paquetes ingles Treut e americano ;4iZ
canee, bontem chogados d sal. recebamos as se-
gnrntes notieias as que oonstam das rubricas
Parte Oficial o Interior :
Hallo roano
Lcmos ao Jornal do Commercio. da corte :
O Sr. ministro da agricultura, attendendo ao
estado do servico da cateches' era Matto (Irosso,
acabi de augmentar de 2:an(XK) o crdito dis-
tribuido aquella provincia para tal servico.
Segando as ultimas noticias, que ja tivamos
occaslo de transmittir aos nossos leitores, haviam
ehegado capital de Mato Groaso 400 indgenas
da triba dos Coroados, chando se 600 naa SMS>
gana do S. Loarenco a espera de transpone para
aquella cidade ou para o aldeamento em que hajam
d'.- ser collocadoa. Uus e out;os raostravain-se
perfeitainente pacificados, constando que^em toda
tribu, com posta de na
m
eiro de 1887
a nu meiosa
menes
de
queiro.
O Bele\ veio ^cb^cado at o n-sso porto.
10,000 individuos, impera igual sentimento.
Podar avalUr-se da importancia deete facto,
sabendo que, ha longos annos, a numerosa tribu
dos Coroados se tcui sbado em hoslilidade perma-
nente com a populacao civiliaada, pratican^o toda
a sorte de tropelias e crueldades as incnrsoes em
que se descocadam contra as pjvoacoes e os
camoos cultivados. Nao somenle, pas, como
providencia inspirada de se^tirneutoa de humani-
dade nem mesino para attrahir ao trabalho algu-
mas centenas de bracos validos qae a obra d
entchese na provincia de Matto Grosso merece
p-trticular cuidado. Trata-so ao mesmo tempo de
uteresse da B-guranga publica, qae mais vale
acautelar com Igjm sacrificio do que defender
com energa as oecasioes de perturbacio e de
perigo.
Soyaz
Datas at 3 de Janeiro :
O balancete do estado das caixas daThesou-
raria P.ovincial at o dia 31 do inez findo era o
seguinte :
Exercicio de IfSb a 1886
216:905*733
246:735*912
Receita
Despeza
Saldo
Exercicio da 1886 a 1887
Receita
Despeza
16**791
93:11)4*872
83:342*253
Saldo
Somma
9:762*619
9:932*410
Falleceram: em Campias. D. AuUnia Joa-
quina de Audrade e em Meia Ponte D. Mara das
Dores flenry.
Rio Craade do Sal
Datas at 2 de Fevereiro;
Sobre o assasnato de Jlo Neimann de que
deram noticia os jornaee receidos p^lo ultimo pa-
quete, dia o Diario do Rio Grande de 22:
Havia tempo um mogo de nome Joo Nei-
mann, caixeiro de Dickmaon, imha em vista, asso-
ciado com outra pessoa, estabelecer-se por sua
conta, deixandi assim o patro. Seguuio se sup-
pe, vendo ete que Neimann ssbindo podena
levar comsigo muita freguezia, pas que geral
mente bemquisto e gosa de sympathias, formn o
plano de assasainal-o.
Eis, segundo todos os iadicios, como elle rea-
lisoa o seu negro intento: Dickmann, as ves-
peras do acantecimento, obrigoa seu empregado a
psssar-lhe um recibo quitando so com a casa dan-
do se como pago dos bouorarios que Ihe cram de-
vidos. Munido dease documento, induzio Joio a
seguil o at a beira do arroio, mostrando se aFa-
vel e jovial, e all ebegado travou lata braca', sub-
jugou-o e atirou-e agua com urna grande pedra
aos ps. Perpetrado o crime, Dickraann, como
maior despejo, veio ao Boqueiro pmvtnir a poli'
cia e a familia do finado de que a'.ix caixeiro, ape-
zer de pago dos seus ordenados, dosapparecera de
casa furtando-lhu valores; e nesse acto pedio
antoridade que Ihe fornecesse meios de procural-o.
De facto, foram-lhe facultadas duas das pracas
da seccio, que immediatamente seguiram para
S. Lourenco em procura de Joo Neimann, bateado
todos os lugares indicados por Dickmaun, at che-
^urem beira do arroio.
All, foi vista urna das inos do cadver
tona d'agua, retirando o logo a policia para trra.
Attnouio-82 o facto a um suicidio. Mas, posterior-
mente, um individuo, cujo n.me ignoramos e qae
se acbava pesiando do lado opposto do arroio, na
i oite do cr'me. tendo cor.hocimcnto do appareci-
meuto de um cadver, lembcou-se de que casual-
mente, na tal oite, ouvira rumor e gritos abafados
nos fundos Ja casa le Divkmann, que deita par,
o rio, fa>-to a quo nao ligou maior importancia,
por estar inteiraraente preoecupado com o seu ser-
vico. Isso mesmo contou elle a diversas pes6oas
que, couhecendo o ino carcter de Dick-nann,
neuhnmi duvida tiveram em acreditar na culpa-
biiidade delle em relaclo ao fim horroroso do Joao
Neimann.
Espalhada a noticia, grande foi a indignacSo
qae i\i todos se apoderou; immediatamente foi
cercado a casa do criminoso pelos colonos, em nu-
mero superior a tresentos, de maneira a uXo dei-
xal-o escapar, caso o tentasse.
Tratando da navegacao do rio Jsguar&o e do
Sangradouro, diz o mesmo Diario o seguinte :
* Grandes sao as difficuldades qae o no Jn-
gaarSo e o Sangradouro esto opp>ndo A navega-
ca< qae faz a carreira d? Jsgniio e Santa Vic-
toria
c Pura desobstruir um e ontro, despeo leu o
Estado centenas de contos de ri3 c iufelizme.ite
parece que sem resaltado, par isso que as etubar-
eayes coutinoam encontrar embaracos saa livre
passagem.
E' verdade
Reuder.'^pi em Janeiro :
865:522*363
210:581*325
__, Alf*ndega_
A Recebedoria Provincial
Slaranb&o
Datas at 9 de ^evereiro :
As folhas desta nrovincia nada referem de in-
tra-oa no8so5k leitores.
leu a AlfiudVgga em Jan?iro findo.....
197:345*913. ,
PtaViky
at 19 de Jaueiifo :
No di 13 seguir psr ;: cidade de Parnabyba
o pr- sideuto da provincia, Lcompanhado por diver-
sas peaso
Nada mais digno de n^ta.
Ceard,
Datas at 11 de Fevereiro :
Deuara oasrereicio do cargo e guarda-mr in-
terino da Awndega o Sr. Jos Das Pereira, as
,amind"-o o capitao Joaquim Dot^jogues da Silva.
L-se uo Cearente do Io do correte:
qae d-se presentemente umi
secca ou biixa d'agaa quasi em todos os caoaes de
navegacao fluvial nesta provincia. Nao essa
porm, a nica rasao dos obst .calos qae se oppoem
acs hiates e vapores qae tranzitam pelo Sangra
djuro e rio JaguarSe.
Os trabalhos de desobstruccao n5o foram exe-
cntados de modo bastante satisfactorio e completo,
como pir mais de urna vez os tactos se tem encar-
regado de demonstrar.
O culpado ni i porm, quetn tomn a ti a
execticao dessas obrae, mas sim o fiscal por parte
do governo. Mas o mal est feito agora e resta
attenaal-9 o mais poseivei em seas efleitos. Cum-
pre, pois, qae a capitana ou qtiem de direito,
mando baliaa, nao s ao Sangrsndouro como ao
rio Ji'.gnario, de forma a orientar da melhor ma-
neira as emb^reacoes sobre o ceminho qne tem a
seguir. No Juncal faz se tambem necessaria ama
b;ia. A suj?'falta est so tornando bastante sen-
sivel navegacao. Por esse modo pdelse remo-
ver, em parte, oa bices que as eaibarcscosa en-
contram n'aquelles lugares
A commissb exploradora do rio Camaqaam pro-
segue em seas trabalhos activamente. Sabe-se
que aquella rio se acba explorado ua extensao de
10 a 12 leguas cima da foz. A lancha a vapor
Ereri subi at San'ga Escora, onde teve de
tundear por nao permittir a cscasseC de agua que
ella fosse alm. Tendo repentinamente bailado o
rio all ficoa ella lhada espera de qae baja agna
'para desear. D'aqnelte pouto en diantoaoom-'
missao segu:o em canoas e ettuva n> Cryjtai em
visgerr. para as cabecairas de S. Jos. A referi-
da commissio tem si lo test jada em todos os pon-
tos a qae tem aportado.
Tendo comecado os trabalhos de conservaba" da
barra de Pelotas, o Sr. Joaquim Chaves Baroellos,
gerente da oompanhia, tez proceder sondagem
do canal, encontrando-se em toda a extensao,
asnas mnimas a baixo 20 centmetro,, desde 13 at
17 1/2 palmo* da profindidade, o que corresponde
a 14 e 19 palmos em aguas regulares. A Iniciado-
ra est trabalhando na entrada do rio onde tem
tavido arrunwaco e encontra-sa a profundidade
ola 13 pasaos. Concluido esse trabalho, passar a
patcorrertsdo o eaaal at deixal- o em 16 palmos,
aspas tniaaaas. Qisaoto s bausas, estao j am
seas respaatrvos lugares.
Um vastan'.o inc judia rsduaio a cinesa os
pruaftos aitaa es bascos do Oi Uvo e do Jacquew aa
Ltdasta da rorto-dttsjn na primairo dos quass es-
tava estaMecida eem taverna Sr. Cypriano
Jof da Silva.
O dono da taverna attribue e iacenlio a inimi-
gos gratuitos, de quem j tem soffrido prejaiao.
Em meii bira os dous prediis foram completa-
mente destruidos.
Na mesma cidada ua taverna. ra, do Gene-
ral Victorino, esquina da ra General Cmara,
dera-se um sris conflicto :
Felippa de tal italiano, entrnnd) na dita taverna
e g.'fvmdi-ae de algumas garmf.n le, e rv.'n, pre-
tenda retirar-se sem pagar a respsctiv etu-iz*.
{'mo dono da casa, O italiano Assseiro, nao
estivesse por isso, fj aggredid de taca pilo tal
Pelippe, qoa Ihes fez aleaos feruneato,, bem como
em outro individuo que correr em deteza d-J As-
soeiro.
No dia 25 do passato, no Io distriefo do ter-
mo de S. JoAj As Cimiqiiam. na ewsa de Uegolio
de Beruardo Gomes de t'arias, ond- bebiam o pa-
raguayo Raymundo da Silva e o iuglez Joao de tal
deiiis de pequea altercacAo fii esf: assajsiuad)
por aquello com urna facada.
No $' distrislo s S. Borjif.i assassiinlo
Jniio de tal por Silvnrio Mues da Silva.
II tvia desavenga antiga entre auit>>s.
O assaasino era tu > por homem morigerado e
diz-se qte foi levad a praticar o crime, prn-oea
do por Josino que, encontran lo-o ueir de il-n
arroio dando agua ao uavallo em qia moiitava,
ageredio-o com um* fouce.
Silvario, para livr.ir-sede sen aggresso, atirou
se A agaa, aculindo entao vrm p^asoa-) ipe os
quieram apartar, mas .l^sino a-m.n accom uetteu
Silverio com um espada, oongaudo cate a deste-
eliar-lhe am tiro du revoiver qae o matn.
Assumio o commando do 4 regiment de ca
vallara ligeira, no dia 14 do passado, o Sr. coro-
nel Joao Jos de Bruce, recebando o dito comman-
do do Sr. tenent.: coronel Pedro Ant-m > Das, que
p>8SOu a commandar as loicas qua ooasiituem o
cordo sanitario da frouteira do Livramento, em
cojo cargo se acbava o Sr. maj*r Frasao Go-
mes de Carvalh >, que assuuuo uliscalisacao do re-
ferido regiment.
Comecara no Rio Grande a inquiridlo dej tes-
temunbas no processo de raspousabilidado instau-
rado neutra e juia muniepal de S. Jos do Norte,
Dr. Limelino Drummond, par denuncia do proaja-
tor L>r. Pesso* Oav-ilcante.
No ilia 26. is 11 horas da manha, na praia do
Bojur, naufragou o patacho portuguez Tupinam-
bo, propriedade do Sr. Joio Manoel Cantoso. Como
pasatkgeiro ia o Sr. Jos de Miran ia Ribeiro, ru
cernemente. for:ndo em pharm.cfa pe* escola da
Babia e fibo de Sr. Ig-.aeio de Miranda ibeiro.
Ao ier arremedado A praia e tambando de lado u
navio, trar.ou loo a Bripobteas, inclusive o c-tpitio,
de atirar-se ao mar, conse^uiudo obegar trra.
A bordo fietram apenas o joven Miranda Ribeiro
e um veliio marilier j, os quaes por ti m atiraram-
se tambem ao mar. O Sr. Miranda, porm, re-
ceiano nao elcanoar a trra, trstou novameute de
v iltar para o navio, ao qae toi auompaahado pelo
velbo tripolaote.
Os que se acbavam em toira organisaram entao
urna jangada, e impellindo-a atoo navio, c nise-
guiram por esse modo salvar aquellas seus dous
compauheiros de infortunio.
Tripolacm e passageiro) salvaram-so apenas
com a roupa docirpo.
O patacho oacoual Marica, s ib o commando do
capitao Francisco Mariano; de Azevedo, sahio
barra desta provincia com de.stiuo a lujahy, em
20 do corrate e em lastro de ai-.a.
Tendo abrtto agua e sendo cata em grande
quautidade, houve que encala ir o navio no dia
22, no lugar denominado Capao do Meio, districto
do Estreito.
Salvoa se a tripolscio.
Em Nascentes, priximo di estacio d^ estra-
da de ferro da cidade do Rio Grande, deu se no
da 22 um grave conflicto, de que resultou fioar
gravemente ferido com cinco tiros o oriental Du-
virges Pires e Joao Pereira com quafro.
O cooflicto foi provocado pelo priinero, que di-
zem andar foragidt> da sua patria, pjr causa dos
muitos crimes que all commetteu.
O Sr. Pedro Oliveira, dono da casa de negecio
qne all ha, querend) apartar os contendores, ficou
gravemaute feri io psr um tiro em um braoo, des-
techado por Duvirges.
ComsBunicam A Besisteneia, orgio liberal de
S. Gabriel, que no dia 6 do corrale foi saqueado
por bandidos desconhecidos o ngociaote Manoel
Affonso dos Santos, na estrada de Bag, cerca da
fazenda do Sr Cantillo Machado de Sonsa.
Este tacto passou se da seguinte forma : > A's
5 horas da tarde desse da, chegaram saa casa
e pediram poasada dous individuos, que diziam
ser tropeiros e que vinham at fazenda do Sr.
Jnca Justino contractar gaao para levarem A Pelotas.
Um delles que apparentava ser patrio, fallava o
uastelhano, era inuito agradavel e couversava
bem.
A's 7 horas da noite conversavam, o Sr. Ma-
noel Affonso e este individuo, sentados do lado de
frs do balcao e outro hospede achava-se encos-
tado u'uma das portas da frente da venda quando
de repente sem qae o saqueado presentase, entra-
ra ti ua venda mais qnatro individuos de pistolas
eiigati.h idas e o intimaran) a nao se mover sob
pena de o matarem, o hospede, que, disseram, ap-
parentava ser patrdo. foi o priinero que pz um
punhal aos peitos do Sr. Manoel Affonso quando os
OUtros quatro entraran), e fez-lhe a iutiin u;;i) de
encregar-in 6:000* que suppuabam elle ter : em
seguida o amarraram c o hospede e mais outro dos
bandidos fizeram-n'o entregar 'olo o linheiro que
tinba em casa; p usando basca em toda a casa
toram a um bah aondo tinha algumas prendas
de onro c um relogio e einqaauto os dous bandidos
acompanhavamo Sr. Affonso amarrado, percorren-
do todos os cantos da casa, os out.ros qnatro sa-
queavam na venda ; afora o dnhero e as joias s
roubaram fazenda*, porm em grande quautidade,
sendo morins, chitas, a godoes, fazendas de calca
e algatna roupa feita. O saque durou como am
o, a irlo de hora ; fez-se na melhor boa crdem para
os bandidos, que depo3 da iatimacio que fizeram
ao Sr. Manoel Affonso no proferiram urna s pa-
tarra ; iato urna mulhcr que viera com este se-
nhor, ao ver a triste scena, proenrou entrar psla
varanda, o pergantando ao Sr. Affonso o que era
aquillo, o hospede intimou-lhe que se retirassj sem
dar urna h palavra, quo ao contrario a maad ira
matar, n-sta oceisiao o entao hospede cistolhaiio
f.illi.ai em portu;uez. Conclaido o eique os ban-
didos so retirarfiia, deixaado o Sr Mtnoel Affmso
amarrado na Varanda e iutimando-o kinda que nao
fizesse o menor barulbo. 0 Sr. Manoel Affonso
d:z que s tinha em casa a mulber c um peo, que
corrido pelos bandidos foi a casa de alguna vizi-
nhos j passava como meia hora mais ou menos
que os bandidos se haviam retirado. Nada p -
rao fazer em favor do saqueado. Diz mais o Sr.
Manoe! Affmso que os cavallos cm qae ni utavam
os dona bandidos que Ih tinbam pedido agazalho
nao pareeiam ter feito viagem loni-a ; diziam elles
serem moradoras de froateira do Estado Oriental,
duppoo que os bandides tinham paragem nao
muito distaste, pois qae levaiam fazendas, que
a cavallo na) se podem carregar muito longe. >
Pessfla ebegada do S. Lourenco communica
ao Commercial de Pelotas que os nimos alli se
acbam exiltadissimos,,devio ao brbaro aasassi-
nato o infeliz Neumann, caixeiro de Du-svnano,
de qne demos noticia, temendo-se a tolo o instante
que o povo, n'um atsomo de colera e indigoacao,
peraote a impotencia da autorida le appliq i
pretenso assassiuo a le de Lach,
Dickmaan anda conservase recluso, torneado a
ira pepular.
A povoac&o acha-so entregue hos seus deficien-
tes recui sos, devido falta de forca que ga-
ranta a ordem publica e o prestigio da autori-
dade.
A Alfandega do Rio Grande renden no mez de
Janeiro 263:850*936 e a Mesa de Rendas...
30:576*738.
Paran
< Foi ama vardadeia calamidade o que aqui se
passou em rjsaio is infelises victimas de varila:
dos cinco atsaVoisV escapou um menino. A ulti-
ma victima foi o Sr. Pedro Estanislao da Silva, fi-
ltro do estimado pharmacentico Sr. Jos Pedro, e
muito apreciado por suas bellas qnali Jadea : mor-
rea por amor cardade, com qae tratava dos en-
fermos
Ao governo da provincia cabe a maior respon-
sabilidade pelo fallecimsoto dos tres variolosos
qae estavam no Lazareto, por ter feito retirar o
medico, quando a commissb sanitaria em tele-
grama)* dissera-lhe ser necessaria a permanencia
do meaiec, visto ter appurecido mais um caso: es-
te telegramaa ficou sem resposta, mas o presidente
telegrapboa ao mdico declarando fiada a sua com-
mUsiO; convindo notar que o medico tinha feito
sentir ao presidente que dos skis variolosos, usa
esta va a*o> e o ou'.ro estav Bofisaaio uasa forte
diarrhea-a ara prudente nao naI,mil A rsa-
posta d* 9. Exc foi: desd hontem est fiad* a
su* commissio. A consequencia foi a morte do
(loante.
A commissio v:sta desta oceurreacia, para
salvar a sua responsabilidads pedio ao presidente
a saa demissao; tal vez ase procedimento da com-
iaissaosaaaaaaa aconsalboa a S. Exc mandar o
Dr. Caldas, infelizmente j tarde!
A commissio enmprio o sea dever, auxiliou os
mdicos no qu- pide e se mais nao fes foi porque
nao pode.
ConMil-ar.i- i x'ineta a epidemia, mas por
prejo b-m ciro, i vida das victimas, que tal ves
pidessein sa'var-se, se nao fosse a ausencia do me-
dico, motvala pela ioexplicavet e menos justifica-
ve I precipitav-Io d) governo.
O escravo Antonio, assassinoa no da 15 do cor-
rente a sen seuhor Mariano dos Santos Cordeiro,
inorad ir ni Aisunguy de Cima.
Proc-deii-u so corpo de delicto, havendo-se
evadido o criminoso,
L-8D n* io-!,ni i folha:
Eiureven 4> faranagu Gateta qua alli
*:n apptrejnij aljfi is casos de beri-ben, sabendo-
' se que na cid* le j i subiam a 8 o numero das pes-
SO*l .fc'.T ; a t s d I III !.
I'ira un i cidade un a de Paranagu, caja po-
pulacVo exiHssi. o numero de pessoas atacadas
d | h:ri-heri leve ni.oirar serios recelo,, vist) que
nao trata da mu casa solado, mas de urna mo-
lestia ,-1 i, re i I -o a desenvoiver-s-', segundo a
nitieja |.io .. j n-ferimos.
A ser en* ex *-i.. convm tomar-se medidas ef-
(ic lita e pijiojiii".
Hu n teraei
Datas at 5 de Fe /ereiro :
A' de Janeiro, s 8 1/2 horas da noite, ca-
bio sobre a cidade de S. Joii d'EI-Rei troraeaia
borrasca; a agu batia em jirro sibr os telhados
o vento zuuia f Tt<-, os relmpagos faziam corus-
cantes zigs-zags i) i horsonte escuro e O trova o ri-
bjinbava medouQo,
Em m no a tempestade, cabio um raio no alto
de u ua das torrea da igrej* matriz, partidlo urna
pyramide de pe Ira, a desecado pelo telhado rabia
c>u an paredes interiores do templo, estragando
em diversas lugares o douraincuta.
Le se ua Giieta Mineira :
A eonpanhia Oeste da Minas, requeren pri-
vilegio par* exp orar ricas jizidas de exeelieiite
carva du \> -Va que desoobnu em sua zona.
as projimidades eucoatram-se mineiros de
ferro em abaud*ucia, acuusaaio a pedra mais de
90 /0 de ferr .
E' urna riqueza de subido valor para a com -
panbia e para estes lagares, e de que advir umi-
ta prospridade. -
Oso Rio Doce :
Em Mananna, na3 mattas da fazenda do Sr.
.1. C. de V., resdeute na freguezia de Paulo Mo-
reira, estao all homisiados quatro cigaaos, grao-
des crimiaosjs, que escaparam vigilancia e per-
refincan de esciita, que foi a Altenas afim de
preud-l-os.
Consta que estes biadidos teem commettido
ama serie de crimes que arropa aa carnes nar-
nil-os, e, entre nsitos ontros, figura o monstruoso
crime de terem eipingardeado a seus pas e depoa
os acabarem de matar com as coronbas das armas
para poderem lnmisiar-se mais tranquillos.
A presen'; i d 'ates bandidos uaquellas mattas
tem aterrado a popalacio de Paulo Moreira.
O mesmo jornal refere o seguinte :
Na mesma cidade teem sido subtrahidas di-
versas cartas conreado valores registrados.
Este facto tem afligido muito e muito ao hpn-
radissimo agente o Sr. teneote Cezmbra. Philtv
meno, fitho do Sr, Cerimbra, vendo o estado aca-
brunha lor em que seu p*i esta va, resolveu armar
ama citada ao m ilaadro : par* iaso simulou urna
carta contando o valor de 30*, lacrou a e pz I be
o recibo amarrado com urna linb* de cor. Hontem
s 9 horas da manha o malandro foi agencia e
carta com o valor de 3 li no mesmo lagar onde j
tinha empalmado oatras, percotreu com um rpido
olbar e, vendo qae niaguem o va, passou a mao
na carta e carre.'ou-a para a S. indo abril-a jun-
to a am altar, ereio que de Santa Luz i a, porm
eaganou-se, porque o Pbiloneuo toi Ihe as pega-
das e apanhoa-o com a bocea na botija.
Adivinhe agora o leitor, quem seria o tal em-
palmador.'.... prova velmente pensar ser algam
discpulo oa decunio da arte de furtar !
Nio seahar .' nao ifso... um menino de 10
a 12 anuos e qae uio precisa praticar essas falca-
tro as.
O Monitor Sul Mineiro publica o seguints :
Em Alfenas, a 25 do corrate, foi casa do
juiz municipal Eduardo Figueira de Aguiar, es-
crivio de orphios interino de Alfenas, Sr. Gusta-
uo Veiga, fazer urna consulta a respeito de traba-
mos de sea oficio.
Logo depo s de entrar na casa d'aqaelle jais,
foi o Sr. Gustavo por elle tratado com tal grosse-
ria e insolencia, que resolveu retirar separa
evitar assim am conflicto qae poderia ter as mais
graves esnsequencias, e declarando mesmo que era
esse o motivo por que assim preceda.
Enfurecido o juiz ante a digna prudencia op-
posta ao seu desvario, seguio o escrivio e junto
porta de sua casa, para a qual d io accesso tpes
degraos, aggredio p;lao costas ao Sr. Gu9tavs
Veiga, qae ao impulso de forte cabecada (.') foi
laucado ao chio, daslocando-se na queda o braco
direito.
O Jornal do C*mmercio, da corte, pablicou
este telegrama)* :
Desengao, 1 de Fevereiro.O Dr. Figueire-
do, presidente de Minas, aqui ebegou um trem es
pecial, s 7 1/1 horas, acompanhado de mais de
150 pessoas, representantes de todas as classes so-
eiaea e commisses das colouias portugueza e ita-
liaaa. Na estacio de Valeuca e as intermedia-
rias havia grande concurso de povo. Aqui fallou o
Bario de Souza Lima em nome doa valencianos.
Respondeu o Dr. Fiaeiredo, que psrtio com saa
familia em trem especial para Coogoohas, s 8 1/4
oras.
S. Paulo
Datas at 2 de Fevereiro :
0 Deunooe de Deusnbro rtcebeu de .'Jrreles
seguiute comuiunicscao:
Datas at 8 da Fevereiro :
Em um povo*lo perto de Piraceaba, diz o Dia-
rio Popular do 1" do corrente. um menino que vi-
va com sua mi e urna irmazinba, nicos que
constituan) urna familia pobre, tendo ido limpar
arrozal porto da casa foi mordido por nma casca-
vel, p lo aiuda voltar, viudo a fallecer dous das
depois mingtu de tratunento.
A m ii arranj m visinbss que levassem o corpo
d i lilho pira a eidade. Um mocinho de entre
os couductoras teve um ataque no caminbo e
uahio.
Todos os companheiros deixaram o morto o fo
ram acudil-o. Um rmao do qae estava com ata-
que, entrando no matto para cortar urna vara, foi
tambem mordido por urna cisca vel: levado aci-
dada, sujoitou-se. a tratamento e sarou.
O corpo do morto foi aepois anterrado. A po-
bre, desventurada mi, tar ninado tudo, foi ao lu-
gar onde o filho fora mordido, a ver se eneontrava
a cascavel, o qae se dea afina!, matando-a e quei-
mando-a em seguida.
O terrvel Crtalos, tinha quasi 2 metros de com-
primento, 8 guisas na cauda e extraordinaria
gro8snra.
A 24 de Janeiro, no municipio de Casa
Branca, Antonio Marcellino, aggregado do capi-
tao Francisco Correia, ao entrar em sua casa
achou a esposa, a av desta o sua sogra em pales-
tra eerrads com pessoas estranbas. Mordeu-lhoo
ciume.
Passoa a mi em am ccete. Todos apacharan)
a vuler. A sogj'a, ficou com os oesos do ante
braco esquerdo fracturados. Kurioso anda, lar-
gcu do eyeete e com ama garrucha dea um tiro
qau uiio pe.^-u ninguem porque Ihe desviaram a
arma quando elle bata a espoleta.
Foi preso em flagrante pelos borneas que esta-
vam na casa, e conduaido para a cudeia.
- Severino, escravo de Antonio Pereira de
Castro, fazendeiro em S. Simio, em trras perten-
centws ao termo do Casa Branca, assassinou o seu
parceiro Hypolito, fogando-o em um corrego,
onde foi encontrado o cadver, Severiano esta,
preso.
Em Xiririci toi encontrado boiaado as
aguas da Ribeira, j em estado de pntrefacclo o
cadave de Joio Gregorio qne indo, paca o seu
sitio, ua Caehoeira do Batatal, cabio na agaa nio
pdenlo ser salvo.
Em S. Jos dis Campos, na faseada do ca-
pitio Antonio Salgado Cesar, foi assaasinado pelos
escravos o fetor Martina.
Os assassnos apresentaram-se antoridade,
declarando terom comm ttido o crime em con
sequencia da castigos excessivos e fome que sof-
friam.
O Diario de Campistas noticia que no sab-
bado, 29 do pastado, o serralheiro allemio Nicolao
Roberto, alli residente, tendo recebido dinheiro
em importancia superior a 400*000 retrou se de
casa disendo a sua mulher que ia fazer alguis pa-
gamentos e tambem visitar seu sogro, resi lente
aa estacio da Louvera.
Desde esse dia Nicolao nao toroou a apparecer
em casa de nenham prente, ignora-se o destino
que teve.
De Araraquara commaniciram mesma folha
qae a 31 do mez passado foi assassinado o italiauo
Feliop Juliano por am individuo que Ihe disparan
do matto dons tiros.
H* suspeitas de que o criminoso saja um indi-
viduo de nome Antonio Qaeriao. vulgo Mineiro,
qae v&a foi preso por se ter evadido.
No Itimirira, muaicipiode Iguape, fallecu o
lavrador Joio Bellarmino de Fontes, de qnatro
mordeduras de una* jararaca. Nio se applieon
o pidaroso antidoto do Or. Lacerda por nao ha ver
tal remedio entre os habitantes desse rio.
Fallecea 1 hora da maahi de 5, no Impido
de alienados, o advogado provisioaad'> capitao
Paulo Jos Goncalves Pimenta, que por longos au-
nos residi em Campias.
Tando chegido copia do decreto pelo qual
toi perdada a r Mara Fraoqueira, o Sr. Dr. Cle-
mentino de Souza e Castro, juiz substitu) da l'
vara, procedeu 8, s 2 horas da tarde, ao auto
de identidade de peasea, afim de ser posta em li-
berdade a refarid r.
Ni quinta-feira, na estacio das Pedreiras,
lesaboa urna pequeaa casa, que de ha muito amea-
fava ruina, apanhando tres homenS que aadavam
trabalhando prximo.
Oestes infeliz -s um ficou completamente esma-
gado n dous gravemente leridos.
N fazenda do capitao Alban* Le.it-; da Cu-
aba Canta, em Moey-mirim, foi pela escrava Lau-
' inda assassiaado o escravo Romio, marido da
fSMH,
O cadver chegou, 7, Penha do Ro do
Peixe, acompanhado de Laurinda, que foi en-
tregue autorida le competente e recolhida ea-
deia.
Fot 7 assassinado, no Braz, em saa caaa,
prxima chicar* da Viaha, o pedreire Manoel
Antonio da Silva.
Blo do Janeiro
D*tas a* 9 de. Fevereiio.
No dia 2, ao meio dia c no tlieat.ro Recreio
Dramtico, algnus militaras reuniram-se em as
sembl i, send i a mesa formada pedos Sra. inare-
chal Deidoro, brigadero Sergio Marc mdes, coro
neis Jos Simeao e Cunha Matto<, tenente-oronei
Madmera e Dr. Beojamm Uinstant.
O Sr. Daoloro abr) a aesso e daciarou que ia
sir apresentada urna mocao.
O secretario leu o seguinte :
l" Os otiiciaes de mar e trra presantes a essa
reunio nao julgam terminado com honra para a
classe militar o conflicto suscitado entra esta e o
govsrns, emquanto perdnrareru os effeitoa dos avi-
sos inconsti'.ncioaaes que foram justamente con-
demnados pela imperial resolucjlo da 3 de Nevero
bro ultimo, tomada sobre consulta do venerando
conselho supremo militar.
2 Peusam tambem que s a cessacio de qual-
quer m ida teoden'e a perseguir os officiaes pelo
facto de terem adherido questio militar, poder
calmar a irritacio e o descosto que reinam uas fi-
leiras do exercito.
3 Recorrein confiantes alta Justina do au-
gusto ch 'fu da nie,i) para por termo ao estado de
agitacio em que aa acha anda a classe militar,
que s provas de re?igiiacio e disciplina at hoje
tein dado.
4* Resolvem dar plenos poderes ao Exm. ma-
reaba! de campo Manoel Deodoro da Fonseea,
presidente desta reunio, para repre;ental os junto
do governo de S. M. o Imperador, no intuito de
conseguir urna solucato completa do cooflicto, digna
bontem lancaram fogo esi am cannavi&I da fazen-
da do Sr. Dr. Manoel Coelho de Almeids, e em
outro da fazenda do Sr. Manoel Baptista Cabial,
na freguezi* da cidade.
Ignoramos a quanto monta o prejazo causa-
do em ambas as fazendas. >
ob o tita lo conflicto fermento e morte II -se
na snorscitada felba de 1 do corrate o seguinte:
No doming) noite houve nma scena de
sangue qua sobresaltou a cidade e anda a espanta.
As varses que tan corrido saoto eontrarias, que
diffrcilmauto sa pjda formar a historia minuciosa e
exacta das occarrencias. Vamos referir o que
podemos obter de pessoas qne nos parecem insus-
peitaa e dos ofendidos.
. Nessa noite, no tbeatro Empyreo, havia urna
conferencia abolicionista, qusl tinham concorr-
do mais de 2,000 pessoas, escande prejentes mui-
tas familias.
Ora va o Sr. commendador Carlos de Lacerda
quando foi interrompido por um aparte do Sr.
Raymundo Alves Moreira. Levantoo-se logo gran-
de tumulto que feliz nente foi serenado, retirndo-
se o Sr. Moreira ni > s da platea can do theatro.
Continuava a conferencia, mas lago oaviram-se
denotacss ds arma de fogo do lado da entrada do
theatro.
Sabem todos que o Empyreo tem sua entrada
na ra Direita a que o thea.ro fica com fundos
sobre a ra da Quitanda, medeiando, portanto,
um grande espaoo entra a entrada da ra Direita
e o edificio.
< Ouvindo os tiros grande parte do povo correu
para a porta do theatro, onde se dava o conlicto
terrvel. Antonio Germano da Silva que couTseu
irmio .Manoel Firmino da Silva, se diriga para a
porta do theatro, refere que vio do lado de fora, na
ra, o meamo Sr. Riymuudo Alyes Moreira que
tinh atraz de ai dous camaradas, Sabino Gamae
Tbeodoro. eoTcontestacio com adolpno Porto que
Ihe vedava que tornaasua entrar no theatro; e ao
chegarem perto da porta, Antonio Germano que
est privado da vista do olho direito por ama ca-
tarata, recebeu no olho esquerdo um ferimentopor
um bago de chumbo, que o pos de todo cgo, ou-
viuio ao mesmo tempo tres tiros de garrucoa.
Uui moco da no.no Luz Antonio Feruandes
da Silva, mero espectador, que se eneamiahava
para a sahida do tbeatro n'esta occasiao, recebeu
uo olho esquerdo urna bala que destruio-lhe o
glijbo do olno e pmetrou no cerebro.
k Este moco expirou hontem s 11 horas e meia
da manha em consequencia desse erimento.
Travou-se urna luta renhi I* em segnida aos
primeiros tiros, disparan Jo-sa mais nove tiros de
garrucha e rewolver, ficando fendas tambem as
seguintes pessoas: Feliciauo Jos da Silva na
fronte, no estomago e ua parte superior interna
da coxa esquerda sem que fosse interessado orgao
algum importante ; Manoel Ribeiro Moco no lado
esquerdo da rugiao thoraxica (.ire as ultimas
falsas codtellas, sendo grave o ferimento penetran-
te, fei'.o pnr punbal o estoque e no rosta por um
prajautil atirado a mao.
i Giras peesoas soffreram coatuoes causadas
pelo atropelaraeuto eon que o povo -procurava
sabir do theatro.
Feliciano Jos da Silva refere que o primeiro
tiro que recebeu foi disparado por iim creoulo de
nome Tbeodoro, nio sabendo quem lhc disparou
os outros dous.
a Mauoel Moco, interrogado po Sr. delegado
de policia Cruz Filho, declaran que havendo do-
mingo noita no theatro Empyreo, urna reuniao
dos abolicionistas e elle sabendo que era publica a
reunio, entrn no theatro e passmdo junta de
liouedic.to Santos, vnlgo Benedicto Gago este Ihe
disse fora o capitaj^do matto logo em seguida
Adoli hj Porto grituu manda chumbo e de repente
travou-30 urna luctadentro do theatro, sendo offen-
dido com urna arma de estoque que se achava na
mi do referido Benedicto Santos, e qnaado se
retira va j ferido arrcmessrain -Ihe do liotiquim
do theatro urna garrafa que Iha acertoa na fronte
e o atordooude maneira que nao sabe qu..n atirou
o projectil.
Logo depois do conflicto apresentou-se urna
forc/t e 27 prayaa de policia, commandada pelo
furriel Silvestre Cmara e postou-se frente do
theatro espera de ordens. Como tivesse ido a
urna diligencia abaixo da Lapa o Sr. delegado em
exercicio Cruz Filho, o Sr. tenante-coronel .Costa
assumio a jurisdiccio como delegado e fez disper-
sar o povo pacificamente. *
Em todos os fendos o Sr. Cruz Filho mau-
1
A
f

< >

w
do governo e da elasse militar.
Fallaram os Srs. Dr. Benjamn Constauf, ts- ^ou P~e?d exao", medico e abri inqner.to so-
nente-corooel Madureira e cap.tio Ser28de,0 e bre as tristes occarrencias do tmpyreo qae ficaiaa
afinal foi a proposta approvada e assignada pe<>B memoraveisem Campos,
officiaes presentas. A noticia da morte do infeliz mo5o Luiz An-
- No mesa dia, s 5 1/2 horas da madruga- Pernod(e8. d* caU90U ama impressao
da, os moradores da casa de pensio da praca do | c
Flamengo n. 72, esquina da ra de Santo Igna-
cio, acordaram em sobresalto por causa de urna
triste scena occorrida na mesma casa.
Mana Fernandas, francesa, de 30 anass de ida-
de, viva ha um mez em um dos aposentos do es-
tabelecimento, em companhia de Eduardo del C*s-
tilho Junio?, norte-imericauo, de 23 sanos. Re-
nava entre ambos tanta cordialidada, que apresen-
taramso cono casados, nb que todos acredita-
ran).
Ha dias Edaard) participoa a Mara que era
obrigado a fazer urna viagem a Nova York ; esta
noticia desagradou a Mara, que comecou a apai-
xonar-se, a tal ponto, que tamou firme proposita
de suicidar-se. Mostrou-se entao mais resignada,
declarando a Eduardo que e la tambem ia partir
para a Franca.
O dia escolhido para por em execuQao a sua ta-
ta! resolucao toi esse.
Levantando-se s 4 horas da madrugada, to-
mn urna dose de acido oxlico. No auge do des-
espero, allucinada, vendo que a para sempre se-
parar se de Eduardo, e querendo abreviar a mor-
to disparou contra si um revolver, cuja bala fe-
rio a levemente na regiao mentoneana, por ter
Eduardo, em tempo desviado a arma. Desvaira-
da e sem o revolver, lancou mi de am punbal, te
rndo-se levemente na regiao precordial, slernal e
coxa esquerda e feriado tambem Eduardo no peito
e em outras partes do corpo,
0 subdelegado da freguezia da Gloria, tendo
conbecimento do facto, dirigio-se ao lagar e abri
inqaerita, interrogando os dous individuos e va-
rios moradores da casa de pensio.
Compareceu promptamente e prestou os primei-
ros soccorros aos faridos o Dr. Joio Jos da Cruz
Dreys.
Eduardo travou canheciraento com Mara ha 4
meses, na casa de pensio da ra Farani n. 2.
Mafia possuia algum dinheiro, proveniente de um
negocio de armarnho e objectos de fantasa, que
teve em Pelotas. E' mulher de Miguel Fernn-
des, que actualmente se acha na Europa e do
quem est divorciada. O seu estado inspira cui-
dado.
O Dr. Amancio de Carvalho, medico da polica,
proceden corpo de delicto em ambos; verificon
que Mara aprese.nta, um ierimento de dous mil-
metros de extensao na regido precordial, inters-
saodo a pella ; um outro pequeo ferimento no
terco medio da regiao sterral, tocando ligeramen-
te o osso, e .um crimea na face sterna da exa
direita, todos fetos por instrumento cortante e
perfurante, e um ferimento contuso de dous centi-
inetros de extensao na regiao mentoneana, int,'-
ressando a pelle e tecido ceiluiar, terminando na
comisara esquerda dos labios, teita por arma de
fogo.
Eduardo apresenta um ferimento de um cent-
metro na reguo precordial, interessando a pelle c
o tecido ceiluiar ; un outro de cinco milli metros
na face pi sterior da regiao do pucho esquerdo,
interessando a pelle; e, finalmente, um da mesma
extensao na regiao dorsal da mao esquerda, inte-
ressando a pelle.
O Monitor Campista de 29 e 30 do passado
refere o seguinte:
Da quarta para quinta-feira d'esta semana
atearain fogo em nm grande cannavial, que j ha-
viam tentado incendiar ha das, na fazenda do
Sacco, do Sr. Bario de Miranda.
Apezar dos esforcos empregados para apagar
o fogo, toi destruido quasi todo o cannavial a cal-
cula-se que o prejuizo superior a 30 caixas de
assucar.
O que tem feito a polica diante d'estes tac-
tos repetidos, o que todos perguntam, vendo que
continuam os incendios sem se saber quem os
aia.
Nio ha escarecer qae a propriedade agrcola
d'aquella especie est sem garantas.
E o que peior qae ama vez comecado um
meio de prejadicar a propriedade de terceiro com
tanta facilidade e impunidade, torna-se elle um
perigo publico, e por isso preciso que a policia
faca o que deve fazer para talher a contiauacao
de factos taes, que nao poiem d ir de denun-
ciar um iutento preparado e disposto para levar a
effeita aquello mato ds destruicao selvagem e ter-
rvel. *
Continuam os incendios de csnnsviaes:
Communicam-nos que de ante-hontem para
Nio podemos abster-nos de dizer que as pa-
xoes exaltadas e mal dirigidas, suscitadas pela
questio da abolicio nos partidos oopostos em
uo38o municipio, carecom de ser refreadas pela
appiicacio se vera e justa da le. Caminhamos a
pasaos largos para a anarehia e am tremendo vol-
cio ruge as eatranhas de nosss soaiedade. A vida
e a propriedade j nao estao seguras em Campos.
Se o governo q izer poder fazer tadas as
couaas aqui entraren) na ordem e na legalidade;
bem pouco preciso para isso ; nomeieum dele-
gado remuaerado e superior a partidos efac* ap-
plicar a 1' i a todos sem excepcao.
Nao acreditamos qua tenha bavido o intento
de fazer parar a propaganda que se taz aaa coa-
ferenciss abolicionistas, pois seria urna lououia
querer deter urna idea vencedora ; porm que o
conflicto do Empyreo exprime um estado de irrita-
e>o tal q. e capas de desatinos.
Esse estado de irritecio nasce justamente de
cada um ver calcada a lei aos ps e substituida a
justica pelas conveniencias e pelo interesse priva-
do. E assim os incendiarios s os sicarios som-
bam da lei e ameacam e poem em perigo a socie-
dade.
A lei; cumpra-se a lei e mais nao preciso
para que Campos socegae e readquira a segran-
os e tranqnillidade da outros tempos.
Etipirito-Santo
Datas at o Io de Fevereiro.
L se na Provincia do EspiritoSanto
sob o titulo Cankone'ra Alaraj :
Este vaso de guerra, que est tundea-
do no aucoradouro de obssrvacao e:u ser-
vijo quarentenario, tendo concluido a pin-
tura de todo o navio, cornegou no sabbado
ultimo a faina dos diversos exercicios pra-
ticos determinados pelos reglamenos de
bordo.
- Aos snbbado3 desembarcar para a
villa do Espirito-Santo urna parte da g'iar-
j niyao para fazer exercicios de fuzilaria.
No dia 28 do mez findo ficou inau-
gurada a bordo urna escola primaria para
ensino dos poucos marianeiros analphabe-
tos, que possue a guarnigao da Maraj.
A escola est cargo do Sr. 2o tenente
Alberto Fontoura, que effereceu-so gratui-
tamente; para prestar este patritico e
aprcJavcl servico.
Sob o titulo Paquete Cear diz a mesma
folha do Io:
" rVo entrar hontem a barra desta capi-
tal, o Cear soffreu um desvio de rumo e
encalhou no banco de nreia que existe
rnargem S. da barra. Avisado pelo tele-
grapho de que o navio estava era perigo,
o Sr. capitao do porto entendeu-se logo
com o commandante do paquete Mandos,
entrado momentos antes, e este vapor
desceu lago para prestar os servigos que
fossem mistar. Felizmente, nao foram es-
tes precisos, e o Cear pode safar sem
avarias com a en;bente da mar, chegan-
do ao ancoi-adouro. bem como o Mandos,
s 9 da noite. urante.as horas em que
o paquete estove encalhado houve sampre
grande agglomoragao de povo nos caes
da cidade; era geral o interesse que a po
pulagao manifestava pela salvacao do pa-
quete.
s O Sr. Candido Melchiades, inspector
da Thesouraria de Fazenda, bem como o
2* o es-ripturario da alfandega Godofredo
da Silveira, acompanhado da visita da
alfandega, foram em escaler at a barra,
ao lugar onde estava o Cear. *-
Alli tambem esteve o Sr. Dr. chfe
de policia. >







^
Diario de PerWijhncoUuarUi-iW' 16 de Ferareire de ItiH'
3
k






i
Babia
Datas at/12 de Fevereiro.
luimos} na Oazeta da Babia eob o
titulo Tapero a eguinfo ootioia :
Telegramma que nos foi mostrado,
noticia aehar-so gravemente ferido nosao
amigo o Sr. Antonio Gomes Ferroira por
tiro qne oootra elle desfechou Joao Henri
ques do Silva, amigo e protegido do juiz
da direito da comarca,
Alm desse facto, temos tambem no-
ticia de haver 83 dado ha diaa um assassi
nato dentro da villa, que se acba em esta-
da assastador qaanto tranqaiidade pu-
blica.
S. Exc. o Sr. conselheiro Bandeira
de Mello j tomou as providencias que as
circunstancias exigan.
Merslae
Datas at 9 de Fevereiro.
Le moa na Gazeta ne Aracaju' :
u Na noite de 2 do corrente, queimou-
se borrivelmente urna crianca na ra de
Maroim, fijando com as mitos muito estra-
gadas uma senhora que heroicamente aba-
fou as cbammas que lavravam as vestes
da infeliz.
O caso deu-se assim : a gente da ca-
sa, tendo agasalhado a crianza, deleitava-
se em ouvir porta da ra una msica
que tocava Oa vizinbanca ps^as muito
agr^daveis; a crianca maravilhosa e tra-
vesaa, ergue-se de manso e subtil, enver-
ga seis ou seto carnizas, toma de um can-
dieiro de gaz, colloca-o n'um estrado, para
onde sobe, e cotueca a agitar o seu ml-
tiplo facto.
Ponco tardn para que a luz se com-
municasse s roupaa, o estas ardessem
violentamente.
Aiaeoa
DatBS at 14 de Fevereiro.
Nada occorrera de importante :
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
RIO DE JANEIRO Corte, 9 de Fe-
vereiro de 1887
JLMMiBio : A reuniio militar do Kecrtio Dra-
mtico.O convite anonymo dirigida
aos militares do trra e mar.O gene-
ral Deodoro presidiado a reuniio.Mo-
cio por elle presentada e por esta ap-
provada. Os couselbos do Paix. A
graduacSo dos oiciaei que comparece-
miD.Listas cbegadas s mios do verno Demisaio do general Deodoro.
Apreseotacioao Imperador, e entrega
da respresentacao.O incendio dos ca-
naviaea de Campos. Ida do chefo de
pulida aquella comarca. Accutacio
dos abolicionistas como motores do cri-
me.
Como o que actualmente est sendo aqui deba-
tido na imprenta com mais calor a chamada
questao militar, por ella comecarei.
Tere lugar no di 2 do corrcnte, conforme fora
annunciado pelos jornaes e resavain os convites
sem asignatura, profusamente eapalhadoa, a reu-
niao militar presidida pelo general Deodoro. O
convite, repetido pelo Paiz na vespera, era conce-
bido nustes torna is, que transcrevo para melbor
comprhensio do leitor :
< Reunido militarSao convidados a compare-
car amanba, ao meio da, no tbeatro Recri Dra.
inatico, todos os Srs. officiaes-generae8 e mais
otcialidade de mar e trra, presente na corte,
afim de tomaren) parte na reuniao militar annun-
ciada, e que ser presidida pelo Sr msrecbal de
campo Deodoro da Fonseca, servindo de secreta-
rio o Sr. tenente coronel Sena Madureira.
- Tratar se-h* nessa reuniao de interesses da
classe militar.
Occorre aqui na coser vacio. Nao obstante
ser anonymo o convite, ji iam indicados o presi-
dente e o secretario, quando o que se devera espe-
rar era que, convidada a offiaaldade de trra e
mar, desde o mais graduado general at o subal-
terno, loase a reuniio que designarse o general
que devia presidil-a. Nao sendo assim, era bem
de ver que uenhom tenente-general, nem meamo
marecbal de campo maia autigo do que o toare-
chal Deodoro, assim como os generaea da armada,
de patente corresp mdente qnelles comparecalo a
uma reuoiio de caja presidencia ja aatecipada-
tnente eatava envistido, ex-proprio Marte, uin ina-
rechal moderno. Poda o general Deodoro com a
sua assignatura, tendo como seu secretario para
eacrever os convites, o tenente-coroael Madnreira,
oa qualquer ootro, dirigir-ae a todos os seus cama-
radas de trra e mar e de todas as patentes, cou-
vidando-oa reunirem-se em dia e lagar determi-
nados, para 'ratarem de interesses da classe mili-
tar e de izar reuniao a designaco de quem a
deveria presidir.
Segu'-, porm, o general Deodoro oatro cami-
ubo e o resultado, no mu entender foi anda peior
do que era de auppdr, nao obstante d.zer o Paix
do dia seguinte que a reuniao que baviam com-
parecido cerca de duzentos officiaes, havia sido
imponente e superior ao qne ae espera va.
Nao ficainos questao do numero ; porque para
o caso importa mais a qnalidade do que a quaoti-
dade. Havia uma oommiaso entrada do tbeatro
com um livro em que assignavam aens nomos os
clficiaea qne entra vam e um dos membros del la
verificou que havia 165 aasinaturaa comprehendi-
daa as dos reformados, honcrarios e trinta e tantos
alumnos da escola militar. Entretanto, existen)
na corte cerca de 500 offi :iaes compreh-niidos os
dos oorpos arregimentados da guarnioao, os dos
carpos especiaes e oa do qnadro dos officiaes gene-
raea, e nao fallando nos reformados e honorarios.
Na noticia que da reuniao d a Gazeta de Ncti
c.:as e que a mais completa, diz esta :
Presidio-a o Sr. general Deodoro da Fonseca,
tendo a seu lado os Srs. general Sergio Mareoa-
des de Audrade, coronel Jos Simeao, coronel Co-
nfia Mattos, tenente-coronel Madoreira e major
Dr. Benjamn Constaut.
. USr. general Deodoro foi vivamente acclsT-
mado, ai entrar no tbeatro, e quando, acompa-
nhado dos outros officiaes, compareceu no palco,
foi notamente victoriado, sendo as palavraa qe
pronunciou, ou vidas por todo o auditorio esa p.
Estiveram presentes cerca de duzentos offi-
ciafs e numeroso coneurao de povo.
O Sr. general Deodoro, dase : Foi resolvida
esta reuniao para tratar-se de assumptos militares
referentes a aviaos que, por aeonstitucionaea fo-
ram anullados por Sua Mageatade o Imperador.
Bases aviaos feriram a a dignldade e o bro
militares ; 0 ofieito del les aioda subsiste.
A disciplina militar exige o bro e a digeida-
de da farda do soldado ; aem brio e sem digaida-
de o aoldado nao cumprir o dever que Ihe im-
posto, o dever de aaogue.
esta reuniao, poia, eu voa peco calma, or-
dem e respaite, que cao oa apsnagios dos militares.
Tenho aqui uma moco que sujeito voasa
apreciacio.
De proposito tranacrevn este trecho, bem como
eate outro oom que no dia 1 techos o principal re-
dactor do Paiz um artigo de fuodo, em que trato*
da questio, segando o aeu modo de enearal-a, in-
citando o brio dos militares, que mais que nan-
ea deviam manter-ae firmes, unidos e solidarios e
appellai' para a coroa visto que o ministro da
guerra havia aophiamado as garantas constitucio-
uses, com menescabo da ciaste militar.
Oa militares aabem, conclua o artigo, como
todos us, que, afinal de contas, iato de ministe-
rios e ministros sao apen s quadros cambiantes
da scenographia c nstitucional representativa.
O governo real, o poder que nio epbemero,
a detiberacio que decisiva, tu jo iato porten ce
eotutituonalmente qu>-lle que foi constituido a
S ive de todos os poderes e o supremo distribui-
dor da jostica, conforme o seu criterio iolivi-
dual, a
Se b*m oa maligna sent o aconselhou, pela
peana do aeu principal redactorconbecido rspu-
blieaao, o democratice orgao em eujas columnas
vive nos seus tpico o Sr. Serra a pilheriar eom
o j,oier p'-ttonl, clamando contra a influencia tmi
ea vtprema, melhor o fez o general Deodoro, ou
astea o tenente-coronel Madoreira, que foi qaem
sedigioj a mocio e a levara eomsigo, quando
aquelle, militar velho que sabe que o aoldado nao
se dirige ao superior sent pelos causes compe-
tentes, a mandou lr, tomanao a responsabilidade
d'ea.
Neasa occaaiao tmente tfnham tido ingresso ao
tbeatro oa officiaes cima mencionados qne esta-
vam no paleo, e o reato que ae achava na plata-
Poi ento que, por insistencia do povo, forana
abenas as portas, e as tribunas e camarotes fica-
ram cheios, em aua maioria por adeptoa do abo-
licionismo. O scenario e a platea foram reserva-
dos aos militares.
Eis a mocio que foi lida, e que nao commenta-
rei, at porque diariamente est ella sendo corn-
mentada em artigoa no Jornal do Cumnercio e
em editoriaes do Rio de Janeiro.
- 1. Os officiaA de mar e trra presentes a
esta reuniao nao julgam terminado, com honra
Dar a ciaste militar, o conflicto snteitado entre
esta e o governo, emquanto perduraren) oa effei-
tos 'ios aviaos inconttitaeionaea que foram justa-
mente condetcnados pela imperial resol jcao de 3
de Novembro ultimo, tomada sobre consulta do
venerando eonselho supremo militar.
2a Pensam taidkem que so a ceasa^io de
qualquer medida tendate a perseguir os officiaes
pelo facto de terem adherido questao militar,
pod r acalmar a iriHpia e o desgasto que rei-
n-.m as fleiraa do exercito.
3 Becorrem, confiantes alta justica do
Augusto chele da naci para por termo ao estado
de agtalo em que ae aeba ainda a ciaste militar,
que a provaa de resignacao e disciplina at boje
tem dado.
Besolvem dar plenos poderes ao Exm. Sr.
marecbal de campo Mtanoel Deodoro da Foaseca,
presidente iesta reuniao, para represental-os juu -
to ao governo de Sua Mageatade o Imperador, no
intuito de conseguir uma solacio completa do
conflicto, digna do mesmo governo e dos bros da
classa militar.2 de Fevereiro de 1887.
Votada a mocio por artigo?, declarou o general
preaideate que aentia-ae satisfeitiseimo pela
ananimidade e solidariedade com que a reunii
rotan a mocio por e'le apresentada. *
Hoove uns tres ou qaatro discursos, de que
deixo de dar extracto para abreviar. O que d'el-
les ficcu patente, como tambem patente est da
moca o, que esta tem nicamente dona fas, ex-
presaos no 1. e 2." artigoa.
O conflicto entre a claase militar e o governo
nao est terminado, porque aioda perduram oa
effeitos dos avisos inconstucionaes ; isto ;
ainda o gov. rno nao mandou trancar as fes de
officio do coronel Cuaba Mattos e tenente-coroael
Madureira a nota da reprebensio qae soffreram.
Importa tambem que o governo abstraa
de qualquer medida que importe pereegoicio aos
officiaes que adherirn) questio militar ;o
que quer diser que taes officiaes Sea rio inteira-
mente impunes de toda a accio ou acto do gover-
no que nio aeja do seu agrado ou Ihe traga in-
commodo ; e iato para acalmar a irritacio e dea-
goato que lavrou naa fileiraa do exercito
Eia, poia, a miieao qae o general Deodoro teve
e receben satiafeitiaaimo para dirigir-ae directa-
mente ao Chete de Estado, afim de por termo
agitaco em qae ae acba a classe militar e com
poderos plenas para tratar, de potencia poten-
cia, com o governo de Su* Mageatade !
O Pata deve ter batido palmas.
Com o rresmo Banco, um outro atorisando o prc-
tidente a contratar irmia dPeatAlade para o hos-
pital o ao meamo tempo dar novo regulamento, at
que aeja maullada a santa casa de misericordia,
creada por le provincial do sano paseado.
Sabemos qae brevemente ser apreaentado o or-
ca-nento de receita e deepeaa da provincia, cujo
projecto tesa tido objecto de aparado estado da
respectiva commissao de fazenda, de aceordo com
o plano de economa* da adminiatraci)
Para honra doa illostrea representantes da pro-
vincia, devemos dizer que.at agora as diecinaoaa
polticas se teem mantillo na altara de cavalheiros
que se respetam. sendo para desejar qus aasim se
continu, fazendo desapparecer o m> habito de
se procurar as nssemblaa como ponto desaba-
foa de paixoea peatoaea, s veses at bem poaco
confesas veis.
Continu a assembla aeste nobre empenho e
nio seremos dos que lbe regatearemos os mereci-
do* elogios.
Todos os deputados da maioria conservadora e
minora liberal, acabain de praticar um acto de
patriotismo quelhsa faz honra.
Em attenco ao estado de finanzas da provincia,
e como prova do interesse e intenfio qne oa aoi-
mam, acabam de offerecer dez por cento de des-
cont das diarias e itenerarios a que teem direito.
O Sr. deputado Jos de Boija oti ?re:eu um terco
de auaa diarias.
' um acto que honra a qaem pratica e digno
de imitacao.
Oa illaatres Lycurgoa, tendo de adoptar neata
seas.i) medidas econmicas indiapeaaarea para o
equilibrio das readas orovincaea, quizeram eome-
car pelo qae Ihes tocava, pondo em pratica o rifao
populara juatica come?* psr casa.
O n dos mais lsoogeiros.
Todos 08 annoa, neata eatacio, somos visitados
pelaa importunaa tebrea intermitentes, remitentes
e biliosas, que fazem sempre algumas victimas e
eate unii, como que ae observa que maia cedo
do que noa outros, sendo que ae tum dado alguna
casos que um ou outro medico quer que aeja febre
amarella.
Etta queatio aurgio a proposite do fallecimento
de dona italianos, com pequeo u ter va lio de diaa
de um para o outro.
A eate reapeito nio temos autoridade para noa
pronunciar com seguraos i, mesmo porque a opi-
niio -dos mdicos muito divergente; mas, at
onde podemos chegar, somos inclinados a crer qae
nio ae trata de febre amarella e antea acreditamos
que oa italianoa em questao fallecern) de febre
biliosa.
Na enfermara ao qaartel da corapanhia de
liaba, aegundo dizem oa reapectivoa medios, ha
presentemente um ou dous soldados accommettidoa
de febre, que elassifieam de amarella e que estilo
sendo cuida iosamente observados.
Como quer qne seja, os entendidos qae liquiden)
esta questao, mas em todo caso o qae nio nos pa-
rece rasoavel que se procure alarmar a popula -
Sgo com certas noticias assastadoraa e qae, segan-
do f unos informados, ae tranamittiram at por te-
legramma para esae Ditrio, que estamos certoa,
com o criterio de que tem dado provas, ae tera
abatido de aceitar taes noticiaa tio poaco escru-
pulosas.
Em S. Joa de Mipib, quefica a 42 kilme-
tros deata cidade, aegundo commuaicaoio official do
Aeora direi por que tranacrevi propoaitalmente
o trecho da Gazeta de Noticias, qae menciona os retpect.vo delegado ao Dr chefe de poliea,,m de-
nomea dos officiaes que estavam no palco, e qne alguns casos do febrea noa preaos recolhidos
maia ae aalieotavam oa reuniio pelaa suaa gra-
duafea. Foi para tornar patente que d'entre oa
generaea e officiaes superiores quer doa carpos
arreg adheriram questao militar e conferiram plenos
poderes ao general Deodoro. Oa Sra. Cuaba
Mattos e Madureira aio ntereesados na questao e
os unicoa a quem interessa a miaaio conferida ao
gener.l Deodoro ; o brigadeiro Marcondes um
corooi-l reformado ha pouco, com um posto de ac-
cesso por contar mais de 35 annoa de aervico ; o
coronel Jos Simeao veio do Bio Grande no mesmo
vapor com o Sr. Deodoro Madureira, muif o zan-
gado por ter aido diapenaado do commaodo da es-
cola militar d'aqnella provincia, commissao qae
Ihe fui dada no ministerio do Sr. Pelotas, de quem
elle muito dedicado amigo ; o major Benjamn)
Conatant, de eotado-maior de 1.* classe, director
do instituto dos meninos cegos, professor na es-
cola normal e lente interino na escola militar :
toda a aua vocacio, dizem, o magisterio ; nio
exeroe commissao alguna propriameote militar.
Coa excepsio d'caaea officiaes e mais um official
superior da armada, que ficou na platea, c cujo
oome nio foi mencionado, o resto da reuniio era.
eadeia a'aqaella cidade.
O Exm. presidente tez immediatamente seguir
i para all o Dr. inspector de hygiene para exami-
nar, e naturalmente aguardar intormacoea para
tomar aa providencias precisas.
Sempre solicito em ludo qaanto diz respeito ao
| bem publico, o Ilustrado Dr. Pereirade Carvalho,
i nio tem cessado de dirigir-ae A Cmara Municipal
! eao inspector de hygiene, chamando- Ibes a attenco
1 para o eetado sanitario da cidade, no intuito de
' melhorar quanto poaaivel aa nossaa conds5ea hy-
gienicaa.
Desde que comesaram a app irecer estes casos
de febre, o honrado administrador nioae tem des-
cuidado de dar providencias afim de evitar, nm
mal muito maior, j dirigindo-ae s autoridades,
j procurando aconaelbar ae com os profissionaes e
para iaao r-tunio em Palacio diversos mdicos com
quem conferenciou e ter do adoptar as medidas
por estes leinbradaa.
Um des coasas que pode concorrer para eate
cacado de moleatiaa, bem pod estar no encana-
tnento d'agua de que abastecida a populacio
Segundo fomos informados, o nivel da caixa
d'agua que serve ao encanamento maia baixo do
que o nivel do chamado Baldo (graade e largo
de esnitio par?, baixo. E entre eaaea havia mui- ,
toa que forass movidos s por euriosidade e at a! ?* a Pfluena .dtan.c!0..dePMto,> *ae c,mtm
paiaana, outros para verem o que ae paaaava e quem
l esteve para contar e fora. Tudo iaao fasia
numero, maa conata-ma que naa listas oa relaces
de nomea dos presentes qae ehegaram s noaoa
do governo por diversos eanaes, relacoea que con-
feran) entre ai, com pequeas differencas, nio
ebegam a 100 o numero doa que comparecern).
Quer sim, quer nao, me parece que nio era
para alegrar, e menos tornar satisfeilissimo e pro-
cedimento de tal reuniio, o facto de aio achar-ae
all nem nm s general, nenhum dos sena compa-
nheiroa e camaradaa antlgos, quinboeiros de suaa
glorias e feitoa de camnanba, nenhum official su-
perior alm doa que figuraran) no palco, nenhum
commandan'e de corpo, d'esaea que
dena batalhsram outr'ora pela detesa da patria,
le to raizea putrefactas e cujas aguas aio
utiliaadaa para.diversos milteres pela popularlo ;
e, se iaao exacto, fcil de comprehender que a
iafiltracio se pode dar, mxime quando baixa o
nivel d'og'ia no deposito.
oeja ou nio iaao verdade, caso para ser cata-
nada.
Estando vaga a promotoria da comarca do
Principe, por ter sido o respective fonecionario
nomeado juis municipal, acaba de ser nomeado
para aquelle cargo o bacharel Flix Jayme Fer-
nandos Barroi
No termo do Acary, oetta provincia, acaba de
dar-se nm brbaro crime, que tem geralmente in-
" dignado a todos qoantos aabem desta noticia.
Foi autora ama celobre profeasora apoaentada
nenhum fiacal de corpo, nenhum chefe de repart- I Manoella de Ca.tro, que dizem alguna exercia a
. 7, c i .^r; lms infame profiasao de caen : e em cuja companhia
5io milita^ e, finalmente, nem seu propno irmao, ^^ ^ gj^ g
o gencal Severiano, qae nio occalta o seu modo
de pensar contrario!
Eaqaeca-me dizer que a ausencia de officiaes
de narraba reuniio explicada por ter n'aquel-
le dia havido uma revista de moatra, que obrigou
toda a officialidade conaervar-ae at tarde % bordo
dos seas navios. Dizem, porm, que 25 declara-
ran) por eacripto que adher'am.
Desde logo corren que era eonselho de ministros
havia sido aaaeotada a demiasio do general Deo-
doro do cargo de qaartel-meatre general, e que se-
ria apresentada ao imperador, no primeiro d -spa
ebo no dia 5, tabbado, em que o imperador desce-
a de Petropolia.
Na audiencia que Sus Mageatade costuma dar
tarde, compareceu o geneial Deodoro, n'aqnalle
meamo dia, para apreaentar ae ao imperador, o
que ainda nio tinha tido oceasiio de fazer depot
de sua ebegada do Rio-Grande; e entio depoz
naa ntioa de Sua Mageatade a represeotasio, que
noa termos da mocio devia ter formulado. O
imperador recebeu-a, disendo com boas maneiras
que eatudaria a questio; mas oaaa dice quanto
damiaaio, cujo decreto havia aasignado poueas ho-
ras antes.
J que ah fica o que ha da essencial qaanto
questio chamada militar, a que se tem ligado di-
vsraos e variados incidentes, de que nio me resta
tempo para tratar. Dsmais tenho j me alonga-
do a> arca do ponto principal, com prteri$io de
outros ataumptot, que tenho de omittir. O que
pareos depoit de tudo que tem oceorrido, e da lin-
guagem de alguns eacriptores miniateriaet, que
o governo vai entrar em um perodo de energa,
que tem procurado evitar at o presente.
Os incendios repetidos que se vio dando noa
canaviaea. das fazendas de asaucar de Campos,
conatituem um facto muito grave, que tem preoc-
cupado muito os proprietarios d'aquella regiio da
provincia e tambem o governo, que ltimamente
ordenou ao presidente tzease seguir p ira all oche
fe de polica, ao qual toi abeito o crdito de^-.OOO
para, por meio de premios e gratifieacoea ver se
obtinha revelacea e deacobria oa autores de ae-
melhaate crime; e ae as revelacoes foasem feitaa
por escravoa, serem estes alforrados. O Paiz bra-
dou enrgicamente contra temelhante recurso, que
qualifica de poltica do terror e da delacao,
deaenterrada do lodo da historia para ser trazida
luz no tira do seeolo XIX.
Nio se sabe o qne tem obtido all o chefe de po-
lica, coja volta j anunciada para amanba.
Fez uma pritao que tem levantado celeuma ; maa
parece que nio teve por ssotivo os incendios.
Os proprietarios queiram ae doa abolicionistas n,
affirmam qno aio ellea es autores e motores de
tal perveraidade e que estavam tramando uma in-
aurreisio na eacravatura da comarca.
O centro abolicionista aqui da corte j protes-
tou contra esaa imputscio.
Por emquanto nada se sabe de positivo.
RIO GRANDE DO NORTE-Natal, 12
de Fevereiro de 1887
Depo'.a de pequea interropcio de alguna diaa
tem continuado a traoalhar regularmente a assem-
bla provincia!, sem incidente algum notavel que
raereca particular mensao.
Entre os diveraos trabalhoa apreseutados at
agora, te coutama le de fliacio deforsaj
pprovada em 2* diseassio, um prujecto aetori-
sando o presidente da provincia a innovar oa con-
tratos com o Banco do Brasil, de modo a tornar
nuil fcil provincia o pagamento de sos divida

de 11 a 12 anuos de
idada.
Por occasiio de se fazer o enterratnento desta
infeliz, e no momento de ser tirado o corpo para
ser dado sepultura, notaram aa peaaoas presen-
tes mareas de saogue na vestimenta e entio sus-
peitando-se que se oceultava all um crime, rom-
pern) a vestimenta e verificou-ae qae a desven-
turada menina tinha o corpo crivado de facadaa,
todas cosidas e cobartas de tiras para impedir a
sahida do Mugue, een4t> qn>? as marcas denuncia-
doras na vestimenta provinham de uma deataa
punhaladaa que atttngira o outro lado de baixo do
brago e que escapara a criminosa de occultar.
Immeuiataaente procararam aa autoridades lo
caea 9 monstro para etlectuar a prisio, mas j nio
foi encontrado, proaeguiodo se nos demaia termoa
legaea e pesquizaa precisas para punico de tio
brbaro crime.
KtviSTA DIARIA
tutorldades stullciaea Por actoa da
preaidencia da provincia, de 12 e 14 do crrente,
aob propoatas do De. chefe de polica, foram u
meados 1
Delegada de S. Lourengo da Matta, o tenente
Theodomiro Thomaz Cavaicante Peaaoa ;
2tsupplente do subdelegado de S. Joa do Egy-
pto, Joiquira Leopoldina Lieite e Silva ;
Subdelegado do 1 dittrcto de S. Jos do Egy-
pto, Bernardo de Soasa Silvefrs ;
2 e 3o aupplentes do subdelegado do districto
da Magdalena, Antonio Mnelio Cordeiro de Gua-
rni e Antonio Kodrijfue i>mco.
Kivinln de brlKB.ila Amaubi, a 4 1/2
horas da tarde, o Exm. tr. general cummandan-
te das armas passar revista aos oatalhojs de in-
fantana 2 e 14 e coropanhia de cava liara, que
tormario em brigada no largo do Hospicio.
Depois da revista baver4 excrcicio de fogo
O corpo de polica dar a guarnicio da cidade,
sem a formalidade da parada.
Conselo itinerario Em seaaao ordi-
naria de 15 do correte foram lidoa oa aeguntea
pareceres :
Da 3* seecao, relator Dr. Jos Diniz, sobre o
pedido de jubilacao do protesaor Gemioiano Joa-
quim de Miranda, couC'Uiudo pelo deferimento do
pedido, concedeado-se ao peticionario o titulo de
memoro honorario do Couseiho Litterario, pelos
relevantes servaos prestados inatruco por
maia de 40 annoa.Approvado.
Da 4* secoio, relator Dr. Vllenos, sobre o pe-
dido de lecsndoecio da profeasora contratada Ea-
ther Crrela Crespo, condumio pelo indeferimen-
to. Apresentaudo o professor Miranda nm pare-
cer substitutivo, concluindo favoravclmente o sup-
plicaute, de aeoordo eom a decitio preaidencial
de 3 do corrente, oi approvado o substitutivo.
Da inesuoa aeccio e relator, sobre o pedido de
reconduevao do profaaaor contratada Manoel Fon-
teca de Medeiros, ceucluinde pelo iad ferimeato,
foi approvado o voto esa separado do professor
Miranda, coucluiudo pelo defermento, nos termo
da deciaio do presidente, de 3 do crlente.
Da meama aeccio, relator o director da Escola
X rraai a-Ore as petiees em qae pedern-econdu-
csio oa profeasores contratados Vicente Ferreira
de Fraus'i Caivalbu, Thercza de Jesua Barros Li-
ma e Geuerosa Baraos Fernaudet de Carvaiho,
adiado a requerimeato do Sr. profesaor Miranda,
ucmeado para uembro da socalo, em subatituicao
ao Dr. Valensa, que communieoa acbar-ae impe-
dido.
Ttxa de escravoa Pioda-ae no nm do
corrente mea o pagamento livre de multa, na Be-
cebsdoria, da taxa de eacravos, relativo ao exer-
cici > corrente de 188687.
Matricula de eserM-No dia 80 de
Marco fiada-ae o praao para a nova matricula de
eacravos.
Oa Trotes) do Carnaval E' o titulo
que dea o Sr. 8. L f. aun polka que compoz,
para piano, e que mandou imprimir. E' bonita.
Esa (ranaltoO vapor Trenl levou hontein
para a Europa 204 p-.ssageiro*, eudo i t>madcs
em Pernambuco.
O Advanee levou para o norte 7 pasaageiros,
sendo I tomado era l'.-rnambucn.
Oesembarxadur Paria LenesNo
paquete Part vai de viagem para o aui, levando
aua Exma. familia, que fura buscar ao Cear, o
Sr. desembargador Francisco de Paria Leraos,
ltimamente nomeado para a relag&o da corte.
Comprimentamoa com toda cordialidade ao l-
Instrado e digo magistrado.
Club doa CorrlqaelroaEata aociedade,
organisada por nm grupo de mocos amantes das fo
lias carnavalescas, todos moradores ra Nova de
anta Rita, pretenda, (rajando ricoa vestuarios e
com bouitas e engrasadas criticas, SpreseiUar-so
em publ.co nos tres das do prximo carnaval, per-
correndo as segantes raaa :
DomingoNova de 8. Bita, Lareo do Mercado,
Penha, Livramento, Queimado, Praca da Indepen-
dencia, Cabag, Nova,Sol, Ponto do Santa Isabel,
Aurora, Formoaa, Hospicio, Imperatriz, P >nte da
Ba-Vi^ta, Mrquez do Herval, Flores, Camb a
do Carme, Pateo do Carino, Coronel Saaaauna, Ha-
teo de 8. Pedro, Mareilio Dia8, Travesaa da Pe-
nba, a reoolher-se.
Segunda feira -Novs de Santa Rita, Velha, Lar-
go do Mercado, Asaumpcio, Cal(daa, Forte, Vidal
do Negreiros, Coronel Suassuoa,Travesea doa Mar-
ty.-ios, Marcilio Das, Travesaa da Penha, a re-
colher-te.
Terca -/tiraNova de Santa Rita, Pedro Affon-
ao, Lsrgo do 4-raenal, Cae8 22 de Novembro, Lar-
go de Pedro II, Estreita do Rosario, Larangeiras,
Cabugi, Larga do Rosario, Queimado, Visconde
de Inbauma, a recolher-se.
O programma dos featejo8 ser annunciado naa
vesperas.
_Oa nmlgoa do aleloNa noite de 14 para
15 do corrente, foram os taes casa do Sr. Lydio
de Oliveira, ra do Visconde de Albuquerque n.
31. e tentaram penetrar pelo telhado, deatelbanio-
o em tres lugares; abandonaran) paren) a empresa
por terem acordado pessoaa da familia, com o que
ellea nio contavam.
Imprenta do SulRecebemos hontein da
corte :
Jornal dos Economistas, cojo tnmmario este :
Agradecimento.O Koubo Official.Propriedade
Territorial.Industria Nacional : Os Vinhos Na-
cionae.A fabrica de chocolate do 8r. Bhering.
Moioho Fluminense.Industria Saeeharina.
Finanoas e Commercio.Industria siderrgica nos
Eitados-Uoidos. Physica Industrial. Biblio-
grapha.Opiniio da Imprensa.Indicador. An-
nuncios.
Brasil Mostrado, n. 2, e um folheto do Dr.
Cncinato Lopes, aob o ttulo A cremacao perante
a moral, a religiao e a sciencia.
De Santos recebemos tambem um folheto do
Dr. W. Havelburg, aob o titulo Cholera-Morbos.
Da Babia recebemos, finalmente, A Troca, ('.*
edieao) critica mensal de Janeiro ultimo.
A Illulra<- de Portugal e do Brasil recebemos os ns. 23 e 24.
PallecimenloAote-hontem, cerca de 9
horas da noite, falleceu na Torre, para onde tora
em busca de allivio, o subdito allcmio Saly Wolf,
aoce da firma Joa Krause & C, estabelecida
com loja dejoiaa ra Primeiro de Mareo.
Succumb-.o uma febre typhica, que nio ceden
a nenbum recurso.
Era o finado um hornera moco, de carcter affa-
vel. trabalbador e garalmente estimado.
Ao enterratnento do seu corpo, roalisado hootem
a 10 horaa do dia no cemiterio inglez, concorre-
ram muitoa d ; seus collegaa e amigos.
Club I.literario Cluerra danqaelro
Panccionou ante-hootem este club, aob a preai-
dencia do Sr. Mauoel doa Paaaob de issis Caval-
eant de Mello.
Foi lida e approvada a acta.
Oraram os Sra. : Samuel Porto, I naci Gomes
Porto Netto e Joio Alfredo Quiotal.
Foram reconhecldoa socios eftecti'oa oa Srs. :
Francisco avaleanti Peaaoa e Clementino Per-
reir da Silva.
Nio tendo nada mais a tratar o Sr. presidente
encerroa a sessio e deagnou o d;a de amanbi, a
3 boraa da tarde, para outra.
Hela de OntunroDiatribuio-ae hontem o
n. 2 deste quinzenario (5. aono), orgao da Aaao-
ciacio doa Funceionarios Provinciaes de Per-
nambuco.
AsaaaalaatoNo domingo ultimo, por volta
de 1 hora da tarde, na estrada do Catnc e junto
ao pontlhao da va frrea de Caruar, Tertuliano
Riacho Tarares, conbecido por Tico, foi aseuaai-
nado com uma tacada por Joaquim Eatevio, que
ia montado a cavallo e aaaim podo fcilmente eva-
dir-ae.
A respectiva autoridade palicial tomou conhe-
cimento do facto e procura capturar o criminoso.
Carnaval da roa da Imperatria
Os promotores dos festejos carnavalescos da ra
da Imperatriz deram hontem principio colloca-
cao de um graade arco, que fica no centro da re-
ferida ra.
Segundo um deaenho, que viraos, dito arco
Bummamente elegante; servir do eoreto mu-
sica e ser encimado por um ensrme f -o de luz
de gas carbnico, sustentado por um 1 figura alle-
gorica.
Alm d'eate arco, ser a ra guarnecida de mais
qaatro tnenorea, em cada um doa quaea haver um
foco de luz elctrica.
Noa intersticios desses arcos, haver elegantes
columnas, guarnecidas de flammulas e de galhar-
detes de variegadas e alegres cores.
A respectiva commisaio, tem envidado todos os
esforcos afim de fazer com que, ueste carnaval, a
rus da lmperatiz aobresaia a demait.
Segundo noa afiancaram, attinge a perto de
qaatro conloa a despeza que vio fazer.
' de esperar que oa cavalbeiroa, a quem ae
tem dirigido a respectiva commisaio, auxiliem-ua
a debellar cada ves mais o retrogrado e estpido
folguedo entrado, enviando ao thesoureiro a quan-
tia que tiverem de dar e que poder ser confiada
ao cuidado dea Srs. Aiheiro, Oliveira 4t C. nego-
ciantes all eatabelec Opportunamente daremos descrtpcio minuciosa
dos festejos.
laqaeriloO Sr. subdelegado da freguezia
de Santo-Antonio, tenente Miguel Nuo"8 do Frei-
tas, reruetteu ao Dr. juiz de direito do 2o districto
criminal o inqaerito a que procedeu contra Ben-
to Mara Das, preso na Casa do Detencio, pelo
crime de tentativa de morte.
Horce repentinaHontem, entre os pas-
aageiros viodoa dos portoa do norte, veio para ea-
ta cidade O. Mara dsEucarnacio Ferreira Lima,
viuva de Antonio Ferreira Lima, que tinha pada-
ria ni capital da provincia da Parabyba, cojo
negocio liquidou.
As desembarcar, mandou ver um carro de alu-
guel para coudnzii a casa de um seu compadre
o Sr. Aotonio da Silva Santas, e em eaminho, na
ra do Amoro), foi accommettida de um ataque e
morreu mesmo no carro.
Avisado o Sr. tenente Santos Noves, subdelega-
do do Recite, esta autoridade por sua ves com mu-
ncou o tacto ao Dr. delegado do 1 districto, que
mandn arrolar a bagagem da infeliz senhora, en-
cootrando-ae a quantia de 151/. em tedulas, 220
em cobre, contas, letraa, bi I he tea de lotera, roupa
e trena de cosinba, nm santuario, relogio de pare-
de, 3 relogios, sendo um de prata e 2 de nickel,
ama eadeia e caasolata de ouro e uma outia de ca
bellos guarnecida de ouro, um revolver, etc.
0 cadver tendo sido transportado para a igre-
ja da Madre de De.% foi all vistoriado pelos Drs.
Coata Gomes e Sooza, que declararaui ter a viuva
fallecido de tubrculos palmouarea.
Vnloria eua tasa eeaaaeado -Deordeno
do Dr. chefe da polica foi pelo Sr. Dr. delegado do
1- districto mandado ante-hontem viatoriar o in -
dividuo Autonio Prancisco Duarte que na noite
anterior havia sido esp.tucado por um grupo de
oiio ou dez bomena, no largo do Mercado de S.
Jos.
Vistoriaram o offoudido oa Drs. S ouza e V eira
da Cuoba que encontraran) quatro feridas e seis
eecbymoses em diversaa partes do corpo do pa-
ciente, prodazidaa por inatrumeuto contundente e
de natureza levea.
UeaaalreHontem, s 2 horas da tarde, na
eatacio do Caxang, da forto-vi deaso nome, o
ajudante da chote desta estacao, da uome Size-
uaudo Bezerra Cavaicante, ao tomar um dos car-
ros do trem que d'alli parti aquella hora, dan de
encontr um ferro, fasendo nm' ferinv nto na
perna direita e ficaodo contuso n'outras parto.
Vindo para o Reeife, to medicado napnarmacia
Bartbolomeu & C, pelo Dr. Adriio.
FerlmentotDo conflicto que s? deu ante-
hontem no Eutroncamento, parochia da Graca,
facto que hontem noticiamos, sabio ferido grave-
mente na mi esquerda o cabo da guarda civiea
Antonio Sjares Machado, sendo sea offansor a
praca de linha Manoel Francisco da Coata.
Cidade de VaaaretoO Seno Dram-
tico Familiar Nazareno d no d'a 20 do corrente
um lindo espectculo, sabindo tertra pela pri
muir vez o drama intitulado O .-.cTavo gene-
roao., eacripto especia Iraent- para a aociedade.
Terminar o eapectaculo com a linda acea c-
micaO mondo vai torto.
Blreetorla da obra de eoatnerva-
(ao don toriosBoletim meteorolgico d
di* 14 de Fevereiro de 1887 :
Horas B-S 0 0 C -Q 0 m Barmetro a 0 TfBsao do vapor -0 H 0 a s a
6 ra. 263 759>23 16.89 65
9 2715 760m6 17.96 . 5
12 29-1 76iim38 18.15 62
3 t. 23-l 758 6 19.25 66
6 281 7.i817 17>0 63
Temperatura mxima30,5.
Dita mnima26-,2.
Evaporaoio em 24 horas ao sol: 6",5 : som-
bra : 4-,4.
Chuvanulla.
Direccio do vento : SE tedo o dia, com ioter-
vallos de SSB durante 1 hora.
Velocidade media do vento : 3-", rt por segundo.
Nebulosidade media: 0,65.
tifi arteEifectnar-se-hio:
Iioje :
felo agente Gusmao, a 11 horas, na roa do
Mrquez de Olioda n. 19, do vnho Bordeaux.
Pelo agente Pinto, a 10 1|2 boraa, na ra daa
Tnncheiras n. 10, de raoveia, lousa, vidro s, ate.
Amanhi :
Pelo agente Martina, s 11 horas, na ra do
Livramento n. 24, de movis, loucas, vidros, etc.
MiwwaM ruuebrea.Serio celebradas :
Hoje :
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
alma de D. Francisca de Castro Leio Cabra!; s
8 horas, na Madre de Deua, por alma de Francia-
co Al vea Monte i ro Jnior ; a 8 horas, no Carmo,
por alma de Domingos Joa da Silva ; a 7 horas
nos Milagree, em Olinda, por alma de D. Fran
cisca de Castro Leio Cabral.
Amanhi:
A's 8 horaa, na matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Mara Pbilomona Moreira Bastos.
f*an*ageiroN Chegadoa dos portoa do nor-
te no v por nacional Para :
Marta Leopoldina Ceaar e 1 filbo, Miguel A.
Barbosa, Custodio P. do Amaral, Dr. Liberato
Coatiobo, aua senhora, 4 filhos e 1 criado, Tibur-
co e Cypriana (criados), Dr, E. Augusto de Oli-
veira e 1 criado, Joio Das, Mana de Miranda,
Francisco de Almeida, Hmorio Si dan. Francisco
Franco, Carlos A. Cstanho, Francisco Laerda
Peaaoa, Aotonio Luiz de Farias, Joio L. de Mi-
randa, Mara Magdalena C. M. Robn, Bruno da
Silva, Jos Augusto Coutinbo, Joao M. Dn irte,
Alfredo Borailcar,Joaqu m Pranciaco Gomes, Is-
mael C. Ribeiro, Dr. Cicero da Cmara, Aotonio
Gonfilves Netto e 1 filbo, H. Aoderseo, C. Cu -
nha, Manoel Saldanba, padre Jos Franciseo
Brasil, conego Adanto Henrique, Dr. Luiz Jos
Peixoto, Mauoel Joaquim de Vasconcelloa, Mi-
guel Carnero, Frenciaco Arterce, Carlos Primo,
ernardino Caheiro, Antonio Maia, Olympio Sil-
va, Jorge dos Santos Luna, Joio Justino, aua se-
nhora, 2 filhos e 1 criado, Mara Emilia da Ea-
carnasio, Pranciaco Marquca da Fonseca, Fran-
cisco M. Henrique, Antouio L Salgado, Pedro
Mazie, Mara Be. k au, Manoel Miranda, Joio
Paee, Jos Aotonio Jacome e li. Falcio.
Caita de OeteoeoMovimcnto doa pre-
ao8 do da 14 de Fevereiro :
Existiera presos 363, entraram 16, sahram 20.
Existein 359.
A saber :
Nacionaes 322, mulheres 11, estrangeiros 18, es-
cravoa sentenciados 6, ditos de correccio 2To
tal 359.
Arrafoadoa 333, sendo: booa 328, doentes 11,
Total 339.
Movimeoto da enfermara:
Teve alta :
Joio Tbom Ferreira da Silva.
Ti ver ara baixa :
Joio Cancio da Silva.
Laurindo J. Franca.
t.rumie extraordinaria lotera daa
Alagoati Eata grande lotera, cujo premio
grande 2,000:0O4 rivelmente no dia 26 de Fevereiro prximo.
Oa bilhetea acham-se venda na praca da In-
dependencia na. 37 e 39.
IiOterla de Mlnaa-Clerae*A 5' parte
da 1* lotera desta provincia, cujo premio grande
600:000*000, ser extrahida no da 24 do Fe-
vereiro, impreterivelmente.
Oa bilbeies acham-ae venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Roaario n. 36.
Lotera do Cear A lotera deata
provincia, cujo premio grande 400:000*000 ser
extrahida no dia .. de Fevereiro.
Os bilbotes acham-ae venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Tambem acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera to Crs-Pari-A10* parte Ies-
ta loteria ser extrahida amanbi, 17 de Feve-
reiro.
Bilhetos venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Mai-co n. 23.
rande loteria da provinciaA14 >
serie desta loteria em beneficio dos iogeuuoe ds
Colonia Isabel, cojo premio grande 240:000*000,
aera extrahida no dia 17 de Fevereiro, a 4 boraa
da tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera de Mcele de 30Oi0O0o0
__A 5* partes da 15 loteria, cujo premio
grande de 390:000*, pelo novo plano, ser ex
trahida impreterivelmente no da 22 de Fevereiro
ao meio da.
Bilhetea venda na Casa Feliz da praca da la
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-ae venda Roda da Fortuna
na ra Larga do Rosario n. 36e na Casa da For-
tuna ra Io de Marco n. 23.
Presos resumidos.
Lotera do ParanEsta importante lo-
tee, cujo premio grande 300:000*000, e habi-
Hta-ae a tirar 15:000*OJO, ser extrahida impre-
terivelmente no da 18 de Fevereiro.
Acharo seeipostos venda os restos dos bilhe-
tea na Casa da Fortuna ra Primeiro de Maree
n. 23.
Lotera da corteA 2* parte da 202* to-
rera da corte, cujo premio grande de 100:000a
ter extrahida no da .. de Fevereiro.
Os bilhetes scham-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem aeham-se venda na Casa da Por-
ua ra Primeiro de Marco.
Lotera do BioA 3a parte da loteria
a. 366, do nevo plano, do premio de 100:000*000,
aera extrahida no da de Janeiro.
Oa biletsa acham-se venda ua praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-ae venda na Casa da Fortu-
na ra 1 de Mareo n. 23.
Cemiterio Publico -Obtuano do dia 14
de Fevereiro:
Escolstica Mara da Conceicao, Pernambuco,
41 annoa, viuva, Boa-Vi ata : tubrculos pulmo-
nares.
Herculano Domingos Santiago, Pernambuco,
50 annoe, viuvo, Santo Antonio ; hepatite.
Vicenois, Pernambuco, 2 annoa, S. Jos ; eo-
t^itc
CHRONiCA JUDICIARIA
Tribnnal da elaco
SESSO ORDINARIA EM 15 DE FEVEREI-
RO DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. SB. CONSELHBIBO
(CINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's horas do costnme, presentes oa Srs. desem
hurgadores em numero legal, toi aberta a sesao,
depoia de lida e approvada a acta da antecedente-
Dffihuido e pesiados os feilos deram.se os
aeguiuiua 1
JULGAHENTOS
Habeas corpus
Pacientes .
Joaquim Domingos Ribeiro da Srlra. Nfegou-
se a soltara, contra o voto do Sr. conselheiro
Queiros Barros.
Joa Valeriano do Re 0 Birreto. Mandaa-se
ouvr o Dr. (bufe de polica.
Manoel doCirmo Souza.Ficou adiado.
M.ino-jl Gomes ia Sita.Maadou-te soltar,
coitra'us votos dos -^ra. d-.^mioargadoresTavarea
de Vasconcellos, Mouteir> do Audrade e Pires
Ferreira.
Recursos e'oitoraes
De lugazeraRecorreiit.. o Dr. promotor pu-
blico, recorrido Praiu-isco Joaquim Cmara. Ra-
lator o Sr. conselheiro Qjciroz Barros.Oonver-
teu-se o julgami-nto contra oa votos doa Srs. des-
embargadores Tavarea de Vascoacellos e Montei-
ro de An Irade.
De IngazeiraRecsrrcuteo promotor publico,
recorrido Manoel Antonio Nonato Relator o Sr.
desembargador Buarque Lima. Em diligencia,
idem.
De lugazeiraRecorrente o promotor publico,
recorrido Lndolpho Coriolaoo Bezerra Cabral.
Relator o Sr. desembargador Delfiuo Cavaicante.
Em diligencia, idem.
De lugazeiraRecorrente o promotor pnM^eo,
recorrido Severioo Jos de Caldaa. Relato- 14 Sr.
desembargador Prea Ferreira. Em diligei.cu,
idem.
De IngazeiraRecorrente o promotor palihca.
recorrido Silvino Ayres de Albuquerque. tieia:or
o Sr. deaembargador Toacano Barrete Eiu di-
ligencia, idem.
ve -Ingaaeira-Recorrente o promotor pn S ieo.
recorrido Baldorairo Ferreira da Silva, tt-accor
o Sr. desembargador Monteiro de Andrade.fa
diligencia, idem.
De lugazeiraRecorrente o promotor publico,
recorrido Joa Theodoro Cordeiro. Relatero rjr.
decembargador Pires Guncalves.Em dilig.-u.ia,
idem.
De lugazeiraRecorrente o promotor publico,
recorrido Isidro Ferreira de Menezes. Relator o
8). desembargador .-ires Gongalves. Em dili-
gencia, dem.
De IngazeiraRecorrente o promotor publico,
recorrido Manoel d* Freitas Barbosa Cordeiro.
Relator o Sr. desembargador Tavarea de Vas-
concellas.Em diligencia, idem.
De IngazeiraRecorrente o promotor pubt'co,
recorrido Manoel Ferreira Neves. Relator o sr.
deaembargador Alves Ribeiro. Em diligencia,
idem.
De S. Joio Recorrente o juiz o, recorridos
Francisco de Farias Castro e outro. Relator o
Sr. desembargador Deifiuo Cavaicante. Deu-se
provimento ao recurso, unnimemente.
Do BuiqueRecorrente o juizs, recorrido Ma-
noel Pereira Torres Gallindo. Relator o 8r des-
embargador Pires Ferreira. Negou-se provimen-
to, unnimemente.
Do BuiqueRecorrente o juizo, recorrido Fran-
cisco Severiano de Albuqueique. Relator o Sr.
desembargador Monteiro de Audrade.Negou-aa
provimento, unnimemente.
Recurso crime
De Camaragbe Recorrente Joio Btptista
Ver$osa Lins, n corrido o juizo. Relator o Sr.
desembargador Monteiro de Andrade. Adjuntos
os Srs. deaembargadores Alvea Ribeiro e Tavarea
de Vaaconcellos. Negou-se provimento, unni-
memente.
Aggravo de instrumento
Do Pilar da Parabvba Aggravante Antonio
Felippe de Albuquerque, aggrarado Miguel La-
ciporte. Relator o Sr. deaembargador Toacano
Barrete. Adjuntos os JSrs. desembargadorea f>l-
fino Cavalcaute e Monteiro de Andrade.cg ..-
=e provimento, unnimemente.
Aggravos de peticio
Do commercio do Reeife -Aggravante Francis-
co Gaspar de Pinho, aggravado o juizo. Relatar
o Sr. deaembargador Prea Ferreira. Adjuntos
oa Srs. desembargadores Toacano Barrete e Buar-
que Lima.Den-se provi mente ao aggravo, ana-
nimeraente.
Do ReeifeAggravante Joa Ignacio Hetlt^rt,
aggravado o juizo R. lator o Sr. desembarga-
dor Monteiro de Andrade. Adjuntos os Srs. cou-
selh-iro Queiroz Barroa e deaembargador Tavaras
de Vaaconcellos.Negou-ie provimento ao aggra-
va, uoanimenente.
Frorogacao de inventario
Inventariaste D. Catharina Eulalia da Cmara.
Sampaio.Coneedeu-se o prazo de 6 mezea.
Appellacio crime
De GoyannaAppellante o padre Joio Mar-
quea de Sonza, appellada a justica. Relator o Sr.
conselheiro Queiroz Barroa.Deu-se provimento
a appellacio para se absolver o appellante contra
os votos dos Srs. desembargadores Tavares de
Vasconcellos. c \lves Ribeiro.
%
PASSAGESS
appellade
appellado
appeltado
De Sr. conselheiro Queiros Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellacio commercial
Da Parabvba Appellante Paulino Augusta
Rodrigues Vianna, appellado Claudino do Rege
Barros.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
deaembargador Monteiro de Andrade :
Appellacio crime
De Correntea Appellante o juizo, appellade
Jos Paulino da Silva.
Appellacio commercial
Do ReeifeAppellante Joio Holms, appelladot
Caaemiro Fernandea & C.
Do Sr. deaembargadit Pires Goncal ves ao Sr.
deaembargador Alves Ribeiro :
Appellacio commercial
De ReeifeAppellante tenente-coronel Joaquim
Cavaleante de Albuquerque, appellado Nicome-
dea Mara Freir.
O Sr. deaembargador Prea Goncalves como pro-
curador da corda e promotor da justica interino
deu parecer nos seguintes feitos :
Appellaces crimes
De QuebranguloA.jpellantes Francolino, Del-
fino e Joio, appellado Firmino Barbosa da Silva
De VertenteaAppellante o juizo, appellado
Joa Franciaco do8 Santos.
Do ReeifeAppellante Antonio Francisco de
Paiva, appellada a justica.
De MaricyApodiante o juizo, appellado An-
tonio Malaquiaa do Naecimente.
De Paulo AlfonsoAppellante Jos Delmiro
Pereira Frade, appellada a justica.
De Anadia Appellante o juizo,
Antonio Goacalves Freir.
De BanaueirasAppellante o juizo,
Manoel Verissimo M.ndea da Coata.
De PitimbAppellante o juizo,
Joio Flix doa Santos
Do Plane Appellante Antonio Joa Ferreira,
appellada a Justina.
Do ReeifeAppellante o juizo, appellado
baatiao Ferreira Lima.
De ItambAppellante Manoel Theotonio
Santos, appellada a justica.
Conflicto de jurisdiccao
Entre os julzes de orphaoa daa comarcas de
boatio e do Reeife.
Appellaces civeis
De S. JoioApp olante o collector das rendas
geraes, appellado Joaquim Martina de Parias
Castro.
De BarreirosAppellante padre Cbristovao do
Reg Barros, appellado o juizo.
DILIGENCIAS
Com visto s partes : ^
Appellaces civeis
Do ReeifeAppellante Mathias Lopes da Cas-
to Maia, appellado Antonio Casamiro de Gouveia.
Do Rio PormosoAppellante SeraSm Bogoa,
appellados berdeiros de Caetaoo Pereira Lima.
Appellacio comnercial
Do PaatoAppellante Antonio Joa Rodrigues,
appellado Manoel Heleno Rodrigues dos Santos.
DISTKlBUiyUES
Recursos crimet
Ao 8r. deaembarnador Tavarea do Vasconcelloa:
De Nazareth--Recorrente o juizo, recorrida
Virgolino Flix dos Santos.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
De 8. Joao--Recorrente o jaizo, recorrido Joao
"Felippe de Souza Cacaia.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De Bom Jardino--Recorrente o juizo, recorrida
Mansel Pereira de Araujo.
Ao Sr. deaembargador T ncano Barrete :
De Cimbres- Recorrente o juiso, recorrido An-
tonio Luiz Bezeira.
Ao Sr. desembargador Delfino Cavaicante :
Do ReeifeRecorrente 1 juizo do commercio,
recorridos Caetaoo Ramos a C.
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Diario de Pernambuco([uarta-feira 18 de Fevereiro de 1SS7

4
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel .
Do Recife Recurrente Marcelino Goncalves
de Azevedo, recorrido Mauoel Luiz dos Santos.
Aggravos de p.-tUao
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
i)o CaboAggravante Dr. Joaquin Jos Coiin-
*-.- i 'corrido Manoel Thomas de Sousa LeSo.
-. desembargador Alves Ribeiro :
111 Reoife--Aggravante a companhia The Cen-
Sugar Factorie, aggravado Sebastiao Alves
Ja Silva.
Ao Sr. desembargador Tavares de Vaseoneellos:
1)) Recife- -Aggravante a companhia The Ce-
ir! Sugar Factorie, aggravado Visconde de Cam-
po Alegre.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Do RecifeAggravante a companhia The Cen-
tral Sugar Factorie, aggravada a Baroneza de
Palmares.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Dj RecifeAggravante a companhia The Cen-
tral Sugar Factorie, aggravado Francisco X
vier G >nyaives da Rocha.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Do Recife -Aggravante a companhia TheCen-
tr.il Silgar Factorie, aggravaio o Baro de Pi-
raagy.
Ao Sr. desembargador Delfiuo Cavalcaate :
Do RecifeAggravantes Lopes limaos & C,
aggravados Antonio Luiz da Costa & C.
Appellaees civeis
Ao Sr. desembargador Delfiuo Cavalcante :
j TriumphoAppellante Jcronymo Theotonio
da Silva Liureiro, app.-llado Joao Bezerra Leite.
Eucerrou-se a sosso as 4 horas da tarde.
PtBLlilVMESA PEDIDO
Afesta de JN. S. das
Dores, em Appu-
cus.
O sentimento religioso que, ha alguna
annos, ia arrefecido at no animo daquelles
que nao se deixaraai assoberbar pela onda
de indifferentismo, senao de impiedade,
levantada nos ltimos tempos, antes pela
moda do que pelo esmorec ment das ve-
Ibas crenea8, parece reanimar-se.
Entre nos, para a apreciarlo das oscil-
Ja<,-oes porque passam as crencas religiosas,
as testas populares sao um thermometro
seguro: e a julgar por estas nao sem
fundamento a observagao que cima deixa
mos feita.
Effectivaroenta o sentimento religioso
reanima-se ; e esse auspicioso retorno ao
bom caminho um motivo de jubilo para
o coradlo daquelles que ir.n firmemente
na dualidade que constitue a mais bella
obra do Creador, e qual correspoudem
tssas duas supremas felicidades, -a que
se resume na vida, e a que corneja aln
tmulo.
E' que as nossas theorias, as philoso
GOMIEECIO
Bia < ouaincr lal
t'OTACOKS OFFICIAES DA JUNTA DOS COR-
BBCTORES
Recife, 15 de Ftvereir* de 1887
Cambie sobre Para, a 30 d/v. coto 1 0/0 da des-
cont.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O aeuretariu,
Eduardo Dubcuz.
Hoiimenlo nanearlo
BBCHTB, 15 DB FBVKRBIBO DE 1887
A's 3 1/2 horas o Lanon Bank retiran a ta-
bella de. 22 1/8, sem afiliar outra ; i ultima hora,
perec, estabeleceu a taza de 21.
O Knglish Bank estabeleceu igualmente
de 22.
As tabellas sao estas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 e a vista 21 3/4.
Sobre Pars, 90 d/v 432 e i vista 436.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 536 e a vista 542.
Sobre Portugal, 90 d/v 243 e vista 245.
Sobre Italia, vista 436.
Sobre New-York, i vista 2*303.
a taza
Do English Bank:
Sobre Londres, 90 d/v 22 e a vista 21 3/4.
Sobre Psris, 90 d/v 432 e i vista 436.
Sobre Italia, a vista 436.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 536 e 4 vista 542.
Sobre New-Yoik, vista 2*300.
Sobre Lisboa, e Porto, 90 d/v 243 e a vista 245.
-obre as principaes cidades de Portugal, a vista
250.
8o ore liba dos Acores, a vista 253.
8-oOre liba da Madeira, vista 250.
errado de aaasfear e algodio
BECirE, 15 DE FETEBEae DB 1887
Assucar
A entrada de boje foi pequea.
Os prec-is se mantiverain incito firmes a cota-
tes que abaizo notamos :
. baizo, por 15 kilos, de 2*000 a 2/100.
3 regular, por 15 kilos, delOO a 2#2u0.
3. boa, por 15 kilos, da 2#00. 2*300 e 2*400.
3. superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
Branco turbiua Usina Pinto, por 15 kilos, a
2*600.
(jmenos turbina Usina Pinto, por 15 kilos, a
1*900.
phias falsas e essas religiSea que nSo re-
sistem ao ezame e disiussao. tero a du-
racao epheroera do erro, impressionam
apenas, cora o nico encanto da novidade,
durante um praso limitado, como essas
joias falsas, cujo brilho artificial nao re-
siste a accao do tempo.
E' que a verdade tem um poder irresis-
tivel, tem urna missSo providencial; e, por
isso mesrao, passado o pasmo e a duvida,
que tudo quanto podem gerar aquellas
impotentes audacias do orgulho humano
rebelado contra o propria contingencia, as
verdadeiras crencas resurgein roais firmes
e mais acrisoladas que d'antes.
Com efteito, o fervor, o enthusiasmo e o
brilhantismo cam que este o anno forara ce-
lebradas estas festas populares, que con-
stituera urna das mais bellas tradiccSes
desta provincia, p irecum indicar que vbi
j completamente desvanecido o estupor
qu fieou das ultimas lutas um que andn
e a volvida a religiao.
Nestactdade, em Olinda no Pojo, no Mon-
terro, na Graca, no Cazang, no Cabo, e
em Santo Antao, por toda a parte, foi des-
usada a aniuacao o intenso o fervor das
testas religiosas I
E a essas festas, quasi todos os annos
celebradas, veio agora juntar-so a da Vir-
gam das Dores, padroeira de um dos nos-
sos mais saudaveis e apraziveis arrubaldes,
o Apipncos ; festa que, pelo molo brilhan-
te porque fui feita, e pela i rn rae usa con-
currencia do ficis que nttrahio, promette
tornar se urna das mais pepulares e de
maior devocSo.
?
Ha cerca de vinta annos que nao se ves-
ta de galas a modesta e pitoresca -apelia.
de Apipucos, no dia em que a religiao com
memora a Virgem que lbe d o norae.
Ou a proximidade de outras grejas,
em que sao c.:le'ura las annualnaente estas
tradicionaes, i u a falta de urna enrgica
iniciativa, o que verdade que j cs-
tava quasi apagada da memoria dos fiis a
data da ultima festa celebrada naquellu ca-
pella, quando veio urna circumstancia, 1
ujpntavel, par una lado, por outro, poro,
feliz, quebrar o sileniio e acordar os echos
dos ltimos cnticos as naves do modesto
templo. Referimo-noa ao encommado que
obrigou o incansavel e piedoso vigario da
Boa-Vista, o Rvd.o. padre Augusto Fran-
klin M. da Silva, a ir pedir ao ameno cli-
ma de Apipucos melhorss para a sua pre-
ciosa saude.
Coro effeito, iniciativa e aos esfor
eos do digno vigario Augusto, poderosa-
l'aulii a tlfandena
KMANA DB 14 A 19 DB FBTEKB1BO
AIcoo (kilo) 218
Algodao (kilo) 350
Arroz com casca (kilo) 065
Asacar refinado (kilo) 151
Dito bruno (kilo) 131
Dito mascavido (kilo) 067
Borracha (kilo) 1*266
Cachaca (litro) Cacao (kilo) 077
401)
CafrfStolho ^kilo) 450
Caf bom (kilo) 320
Carnauba (ailo) 366
Crneos de alfodilo (kilo) 014
Carvao de pedra de Csrdift ('o ) 16*001)
Couros seceos etpichados (kdo) 585
Ditos salgados seceos (kilc) 500
Ditja verdes (kilo) 275
Farinha de mandioca (litro) 25:t
Fumo restolhi (kilo) 400
(ieuchra (litro) 200
Mel (litro) 04<>
Milho (litro) 040
Pranohes (duzlh) 100*000
Importar*
O vapor liOl Para, entrado dos portn do
norte eui 15 do orreute e coasignado ao Viscon-
de de Itaqui do Moro-, manitest-m :
Bdrracba 1 caixao a Domingos Ferreira da
Silva & C, 2 a Ro Irigu-s de Paria Ai C
Livros 1 caiza a Antouio Pereiro d* Cunha.
Pipas vasias 10 a IVifrri* R drignes C
Tapioca 52 encapado a Luiz (i. da Silv* Sl
Pinto.
Vap">r nacional Sergipe, entrado da Babia e et-
calas em 15 do corrente e consignado a Domingos
Alves Matb>-us, manitusTou :
Arcos p>.ra barricas 9 amarrados a ordem.
Assucar 283 saceos a Bailar Oliv-ira C.
Algodao 338 saccas a Jos de S Leitao, 200
a Pereira Carneiro & C, 100 a Seizas Irmios,
30 a H. Nnesuh & C, 16 a Joao Medeiroa.
Barricas abatidas 165 volumes ordem.
Botijas vaaias lli barricas ordem.
Couros salgados seceos 100 a H. Nuesch t C.
Lyrio 1 pipa a Meurou t fl
Panno dj algodao 15 fardo* a Ferrrir & Ir-
mio.
|> Pellea 4 atados a H. Nuesch os C, 57 ordem.
Sola 200 meios a U. Noesch Si C.
Tamancos 1 voiume a Soarts do Amaral Ir-
mios.
Vapor americano Adoance, <-ntrado do Rio de
Janeiro e Baha em 15 do corrrute e coosigaado
a Henry Forster C, uanittistou :
Amostras 8 volumes 4 ordem.
Branco turbina pulverisado, por 15 kilos, de 2*d0 ^ Clti nQ ,acco8 tt J^quim Duarte Simoes it
a 2*400. _____ _____ < C, 58 a Augusto P'gueiredo ce C, 80 a Fraga
eumenos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Masca vado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
Reta mes, por lo kilos, de 840 a 1*000.
O maziino ou mnimo aos piecos sao obtidos
Ckufonne o sortimcuto
Algodao
Contina a cotsr-se este artigo a 6*250 por 15
kilos o de Pernambuco e boas procedencias, em
ierra.
Entrada* de assacar e algodao
HEZ DE FBVEREIBO
Barucas ....
Eslrada de forro de Olin-
da ......
Estrada de ferro de Ca-
ruar .....
ulinae.....
irada uV Ierro de S.
Francisc > _.jl
rada de- trro de Li-'
mutuo......1
<5
12
11
15
15
12
12
3J.125
200
5.964
7.153
41.959
13.185
106.526
I 5
t *
3.280
1.156
189
6.244
1.967
4.542
17.370
>i>t* do rhi'sooro lilaceraidaa
rfcolhime-itj de notas ulceradas est nido
ai Tn-wiraria d- Fasanda, n^ tercas e
vtSUS-frira, iX*t 10 s 12 horas da ii.anha.
iuikotituico de nula* do Tkesodrw
i.m 31 de Mire,) vindouro trrmiaa o przo mar-
i puta r-colhiinrulo, seiu deseont-'. ds notas
|UU i da 6" estampa, 10*000 da > e "liOOO
ituicio est sendo feira na Th<;sooiaria
U, uoi das uteis, ds 10 i* l baras da
Rocha ftC.,60 a Perreira Uxingues 4 C, 120 a
Manuel dos Santos Araui, 152 a Soares do Ama-
ral Irma-i.-, 100 a Paiva Valeote & C, 3 a Joao
Bogerio Xunes da Silva.
Charutos 2 caizoes a R. de Uruziua C,3
a Sulzer Kauffuiann C.
Feijo 20 saceos a Fraga Rocha & C.
Fio de algodao 40 eaecoe a Joao Francisco
Leite a C.
Fuio 2i volumes ordem, 30 a Antonio Pe-
reira da Cunha, 25 a Xavier de Simas & Irmios,
20 a Knfnt Kauu';niu;i & C.
Mercaduras 'liveraas 4 vulumes a a orJem, 1 a
Joao F. Pocas.
Panno tgMHkl 55 fardos a Eduardo Gromet,
5 a ordem, 15 a Baltar Irmios e C, 2 a Ferreira
6 Ir:i.
Sobo 50 baincas a Joaquim da Silva Carvalbo.
Vapor naciiuial Arando, entrado do Rio Grande
do Sul eaeaU, aoi 15 do correte, o consignado
a Pereira Carneiro i. C. Manitetou :
AigoJo fardos a oidcm.
Barricas vnsias 363 a Jos da Silva Tmjo 4l
Filho.
Charutos 1 cais. a A'meida Machado Al C.
Colla 12 bactieai a Joao Victor Alves Matheas
*C.
Drogas 2 volumes a Bi-.nii.i4.incu & C.
Fumo 4 jvulims a Baltar Irmios & C.
Fejiio 5 taceos a Maia & Reseude.
Peitorai de Cambar i 17 calzas a Francisco Ma-
noel da Silva Ac C.
P*nno de Algodao 102 fardos a ordem.
Pipas vazas 46 a Atldrade Inopes i C-
Mostaida 3 v-luoics Maia a Rezende.
Xarque 1 041' malas ordem 050 a Amorim Ir-
mi & C, 282 a .\I.ia & ftezeude, 352 a Perei-
ra Carneiro 6c O.
Vapor adamas faranagu pnfrado ie Hambur-
Tgo e Lisboa na inesuia data e consignado a Bors-
I teliattin >% C. Minifr-stou :
Car/{a JiJ llumburgo
Amostra* 16 voiiiiues H diViTaOS.
Arr.z 23 ssneaa a Ferreira Rodrigues A C, 23
Pava V-lente (i
Agulbis 1 4 -tu a A. f>. Carneiro Vianna.
Alvawlc I barrica a ordmn.
Batuca li voiawva VV. Hallidar <5z C
Cm^'C 50 caixas aR. de Drusiua Doiaiugoa F. aa tiv & (;., 10 a ord-a.
mente auxiliado pela boa vontade e senti-
meotos piedosos dos moradores do lugar,
e dos que foram escolhidos como patronos,
que se deve a festa pomposamente cele
orad, no domingo ultimo, na capaila de
Jipipucos.
Honra e louvores a todos I
Hasteada a baodeira no dia 5, sabbado,
no dia iramediato, domingo, comegou o se-
tenario, realisando-se a festa no domingo
ultimo, 13.
Tao bem dirigida foi sjempra a teativi-
dade, to nottveis foram actividade e bem
gosto dos fosteiros, o fervor dos fiis e a
variedade dos festejos, que nao seria fcil
fazer de tudo urna noticia minuciosa, e,
com certeza, loriga seri* ella ; todava, u na
vez que envetamos esta, cumpre-no3 dar
cotit.i, embora resumidamente, do qtte alli
se p issou
Oesde a primoira at a ultima noite es-
te ve vistosamente illuminado a giorno o
largo em que est assentado o povoado de
Apipucos, em urna das extremidades do
qual, em lugar mais elevado, ergue-se pi-
tor'-ssamente a capella da Senhora das
Dores.
as ultimas noites, espec'almente, era
tanta a illuminacao, tao variadas as cores
dos balSes e lanternas, tantas as bmrei-
rs o flammula8 que adoruavam o largo, o
frousteapicio das casas o a frente dos jar-
dins, tantos os arcos d j illuminacao h8>
tao brilhante a luz elctrica despedida por
dous focos, o to harmoniosos os sons da
msica, qu para os que se aproximavam
de Apipucos, aquelie espectculo teria al-
guma couza de ferie, lembraria os oontos
de mil e ama noites, si nao soubessera el-
les que alli se celebrava urna festa reli-
giosa
A procissao, no meio d* qual foi conlu-
sida a baodeira, na occasiao de ser haa
teada,~e, depois, quando levada casa da
nova juiza, foi composta por um numero
notavelmente cresculo de mocas, entre as
quaes se nota va m representantes da me
Ihor soeiedade p.rnambucana, e das pri
raeiras autoridades da provincia.
Um esoolhido e gracioso grupo de mo-
gas, acompauhado ao harmonium e ao pia
no pelo maestro Francia ;o Serafim da Sil-
va, incumbio-se de cantar versos adequa-
dos festivilade e as laiainbss, presidi-
das, durante o setenario, pelo vigario Au-
gusto, e, no dia da (esta, pelo digno viga
rio do Montciro, o Rvdm. pa ir Rodri-
gues da Costa. zcusado~ dizer que des-
empenharam galhaniamente sua bella tare-
Chapeos 2 caixas a Affonso Olivcira 4 C, la
ordem, 6 a Raphael Das v C, 1 a J .1. San a reo
2 a Adolpho & Ferrio, 2 a J. Christiani ce C,
I Ci.mpauhia Transatlautiache.
Camisas 1 caiz* a A.vea de Brto z C.
Cigarros 1 caiza a Sulzer Kau(Tmaoo & C.
Calcado 1 caixao a ordem.
Ccuro 1 caiza a A. D. Carneiro Vianna.
Cibos 15 rolos a H Lundgnn &. C.
Cb 1 caiza a F. Mancel da Silva &C.
Chumbo de municio 13 barris a Samuel P. Job
nston.
Cera II caizas O. Frruaades & C.
Caudieiros 2 caizas a companhia Transatlan-
fiche.
Bregas 6 volumes a Faria Sobrinho & C, 20
a Fraucisco Manoel da Silva & C.
E-tanbo 1 Caiza ordeiu.
Fio 2 fardos a W. Halliday & C, le caiza a
Gomes de Matu-s Irmios.
Farinha de areia 2 barricas a Guilherme Spic-
ter.
Ferra^eas 3 volumes a Nuues Fousesa & C, 1
a A. P. de Souza Soares, 6 ordem, 3 a .Vlauorl
Vieira Nev, 19 a Oliven Basto ce C, 8 a F.r-
reir (iuimari-s C, 3 a Maia Se Silva, 4 a Jo-
t Perreira & C, 2 a Oito Bohers Successores, 1 a
Mauoel Joaquim Ribeiro 4 C, 1 a W. Haltiday
& a. 12 a F. Lauria iC.,1 Companhia Trana-
atlantische, 5 a Prente Viauua 4 C, 4 a A D.
Carneiro /ianna, 4 a Francisco Xavier Ferreira
4 C, 3 a Gr-imes de Mattos Irmios, 2 a C Fer-
uaudes 4 C, G a Sulzer Kauffmann 4 C.
LanU-ruas a papel 1 caza a Companhia Traus-
tiantHCM
L'ivas 1 caizsa mesma.
Lili. 4 fardoa W. H.l Jay & C.
Machinas 1 eaiza a K. de Azevedo 4 C-, 9 vo
lomes a Main-cl dos Sautos Villaca.
Mercadorias diversas 2 volumes a W. Hallday
4 C, 2 a Sal azar 4 C, 1 a J. A. Motta Guima-
ries, 2 a Obveira Basto 4 C, 8 a Companhia
Transatlantische, 2 a A. D. Carneiro Vianna, 3
a Guimaries Cardoio & C 3 a Gome* de Mattos
Irmios, 6 ordem 1 a Raphael Das 4 C, 1 a F.
Launa 4 C.
Movea l caiza} a Francsao Vaoool da Silva
& O.
Machinas de costura 5 caizas a Campanhia
Ttausatlautische, 2 ordem, 18 a A. Lima 4
C, 2 i a Gomes de Mattos Irmios, 27 a.- P. de
Souza Soares Ai C.
Manteletas 1 caiza a F. de Aseved 4 C.
Oleo de linhaca 2 barris ordem.
Objectos para chapeos de sol 3 caizas a F. Xa-
vier fVrrera 4 C.
Pianos 3 ckizos a Guimari's 4 Permao, 3 a
Companhia Transatlantische, 2 a V. Prealle.
Paptl oleado l caiza a Fraucisco Jos dos Pas-
sos Guimaries.
Ponehe 6 caizas a Hermana Lunagrio 4 C.
Papel 10 fardos a Monhard Huber 4 C, 24 a
ordeiu, 4 e 1 caiza a T. Jusf, 1 a Joao Victor Al-
ves Matbeur 4 C., 1 a Nunes Fouscoa & C, 6 a
Ot to Bohres Successor, 1 a A. Pedro de 8. Soare*,
II a Prente Vianna S C-, 1 a Antonio Pereira
da Cunha, dito Btra iinprusj 23 fardos a Manoel
F. i urxfina 37 caizas a C. Fernn-es 4 C., 10 a P.
Jv6o doa i'CAoa Uuiiuaraec, pimcitta 5 oacess a or-
dem.
Pertences para machina 1 caixa a ordem.
Bol has 1 sacco a ordem.
Tecidos diversos l volnme a F. Xavier Ferrci -
ra 4 C, 1 a Loureiro Maia C, 2 a Andrnd i
L.p.s v C. 2 a A Vera O., 1 a iernet 4 C^
17 a 4)rd(in, 2 a Luis A. Sequeira, 8 Macha-
do 4 Pereira, ^ a Rodrigues Lima Si C, 2 a Har-
cizo Maia & C, i a Olinto Jsrdiin 4 C, 3 a Gui-
maries Irmios 4 C, 1 a A' C. de Vasoanecllj*.
Vidros 1 volunv; a W. Halday 4 C\ 5 a Eu-
jr^nio Samico, l a Deodato Torres 4 C 1 a ordem,
5 a Azevedo 4 C.
Carga de Lisboa
Azeitu de oliveira 22 eaizas a Joao Fernaudcs de
AlmeiJa, 20 a Domingos Ferreira da Silva S C.
Albos 10 canastras ao mesm).
Carne de pirco 2 ca'xaa a Fr incisco Perciri
Cardoso.
Conservas 21 cuizas a 'oij Fernand-'s de Al-
meida, 6 Domingos Ferreira i!a Silva 4 C.
Ceblas 50 caiz-ts aos inesmos.
Cevada 5 barricas a Jo-Jo Fernando d? Almeida.
Ferreira d i Silva i C.
'i Darricns a Sousa Bastos Amo-
rim AS C, 2 a Jo-l--> F. do Almti'fa.
Vinho 7 pipas e 15/5 a FrsBeiseo Ribeiro Pinto
Goimsries C, 16 e 20/5 a Antoaj? M. da Silva,
57 15/5 e 1G/8 a Maia 4 Resende.
Lugre inglez Retrtvier, entrado de Terra Nova,
na [sesma dats, e consignad) a J. Pater 4 O. ;
manifestou :
Bacalhau 2550 barrict-s e 78S mcias ditas a or
dem.
Logre inglez Quezzie R. WrZce, entrado de Ter-
ra Nova, na menina data, o consignado a Ssil'i
ders Brorhrra tSt C ; mauifestn'i :
Bacalhau 2170 barricas e 767 oeias ditas aos
consignatarios.
i;\port.: BSUlTR, 14 DE rEVBRBIBO DB 1867
Paro o exterior
- Na galera iugleza Lorenzo, uarrgaram :
Legumes 32 saceos a Dr.
ISardinbas JS 1/2 barrica!
fa, o que bao de admirar em um grupo
to bem organisado, que, tendo repentina-
mente adoecido aquella que tirava os ver-
sos, foi substituida de momento por ou
tra. que soube venoar vantajosamente a
difficuldade, pedindo recursos esponta-
neidude de seu talento o frescura ce sua
voz.
Fizeram aa deligencias de quantos con-
correram aquella festa, durante o sete-
nario, a msica de polica, e, em algumas
noites, esta e a do 2.* b italhao de iefan-
taria e do Arsenal de Guerra.
A mtssa solemne foi cantada pelo viga-
rio Augusto, t;ndo como ministros os vir-
tuosos sacerdotes Francisco Joaquim da
Silva e Valeriano de Alleluia Correia; e
pr. garam com a costumada eloquencia
talento, no evangelho, o paire Lima e S,
digno secretario de S. Esc. o Sr. Bispo, a,
noite, o Ilustrado vigario da freguezia
Ja Graja.
A igreginha, que, no alto da eminencia
em que e3( collecada, era desde l.mge per
cebida, poique a illuminacao, que a ador-
nava exteriormente, desonhava-lhe as li-
ndas e contornos, estava no interior orna-
da cora luxo e gesto e ostentav* garbosa
em seu frooteapicio o i-staudarte da r
dempcao, a cruz do Salvador, doada pele
major H'metarii Miciel da Silva, o collo-
ca^a na veapera com toda a solemnidad
No dia da festa, tarde, 'realisou so o
divertimento de cavalhada, correnclo al-
guns cavalleiros, que houveram-se cora to-
do o garbo e galhardia.
Alm do bello fogo de artificio, prepara-
do pelo artista Olympio de Mello, o que
foi queimado durante o setenario e no iiia
da festa, foram pela prin>era vez exhibi-
dos n'esta cidade inmensos e lindos foguc-
t'8 e estrondosas bomba*, preparados com
dynarnite, e graciosamente ofiFereci los ido
distincto cavalleiro que commanda o vapor,
estacionado em noss^ porto, c encarrogado
do servico do cabo sub-marino.
Por occasiao de ser recolbida a bandeira
casa da nova juiza, a Exma. Sra. do
Sr. Jos Burle, foi oflfereeida a quantos alli
penetrara -c urna delicada mesa, em que
perfeitamente se combinavara a profusao c
o gosto.
Era tal a cordiatidade e tanta a deKca-
tleza e a amabilidad dos ni ora do rea dt-
Apipucos, que cada casa, cu as portua ca-
tavam abertas para tolos, era um ponto
de franca e cordial convivencia.
Ha muito tempo urna festa religiosa nao
atrabe tao notavel e tao escoliada eonvi-
Para Liveipoil, Cesta 4 Medeiros 360 saceos
com 27,000 kilos de a 44= No vapor inglez Pleuey, e-.iregaram :
Para Liverpool, Borstelmaun 4 C. 1.0 i0 fardos
com 72,486 kilos de algodio.
.Va barca uoruegueose Eloehor, carrega-
ram :
Para o Bltico, Borstclmann 4 C. 500 fardos
com 1)6,574 kilos de :-.igodo.
Na escuna americana Harold, carreja
rain :
Pra New-York, H. Forst r 4 0. 330 saceos
com 67,OO kiloh de assucar mascavado.
No vapor americano Aduance, carre^a-
rm :
Para Ni-w-York, M. J. da Rocha 500 saceos
com 37,500 kilos de asquear mascavado ; F. (tai-
vio 2,200 courinnos de cabra ; H. Nuesch Sr C.
i,03 courinhos de cabra.
Ni vapor franoez Ville de Santo, carre-
garara :
P-n o Havre, A. Laoille 1 sacco com 43 kilos
de borracha.
Para Hamburgo, II. Lundgrin & C. 273 saceos
com 11,949 kilos de cera de carnauba.
No vapor ingles Tre.it, carrrgou :
Para Lisb a. S. G. Brito 810 couros salgados
com .'.828 kilos.
a barca portuguesa Novo Silencio, carro
garuin :
Pura o Parto,.S. Bito Amorim 4 C. 147 saccas
i:.-m 7,172 kilos de algodio.
No lugar noruegueuse Prinu, carregou :
Para Hu I, C. P. de Lomos n,(XX kilos de se-
ment de algodao.
Para o interior
No briguo nacional Prazere*. carregt-
ram :
Para Pelotas, Amorim Irmios 4 C. 1,560 volu-
mes com 123,2*!i kilos de assucar braueo e 380
ditos com 29,870 ditos de dito inascavade.
No vapor inglez Mtrehant, earregaram :
Para o Rio de Janeiro, J. S. Loyo & Filho 200
saccas com 14,628 kilos de algodao, 616 saceos
com 38,700 ditos de assucar branco e 1,143 ditos
com 68,580 ditos de dito mascavado.
Para Sautia, Burle 4 C 10 saceos com 600 kilos
de assucar branco.
No vapor allemao Pdranagu, carrega-
ram :
Para Santos, F. Gaaaraat k & 800 saceos
com 36,000 kilos de assucar com 24,00a ditos de dito branco ; H. Borle & C.
l.UO saceos com 72,000 kilos de assucar masca-
vado e 1.8..0 ditos com 108.000 ditos de dito
braueo.
No vapor nacioual Para, earregaram :
Para o Rio de Janeiro, L. A. da Cota 10,000
cocos, fructa ; Costa Ftruaudes 5,000 cocos,
f ueta ; M. do Nascraento 6,0:X) cocos, fructa ;
P. Moreira da silva b c.izas com 240 kilos de
doce ; Eduardo Barbosa 400 saceos cum 24.0J0
kilos de assucar branca e 200 ditos com 12,000
ditos de dito mascavado ; S. u. Brito 556 saceos
com 33,370 kilos de assucar branco ; P. Vleme
it C 400 saccas com 35,393 kilos de algodao.
No vapor nacional S. Francisco, earrega-
ram :
Para Babia, Roberto F. Nogueira 7 barricas
etm 630 kilos de assucar branca
\a\io caria
Barca noruega Hex, America.
Batea suec< Prima, Hull.
Brigue nacional Proceres, Rio Grande do Sul.
Brigue portuguez S. Loureneo, Lisboa e Porto.
Barcaea nacional Flor do Pasto, Mamanguape.
Barcaca .inda Sinh, Rio Grande do Norte.
Bar .-a poitugueza JVouo Silencio, Porto.
Barca noruegueuse Gord.n, Liverpool.
Briguo noruegueuse Mira, Liverpool.
Cter uacional Geriquity, porto* do norte.
Escuna aliena John, Santos.
Escuna alterna iritt, Porte-Alegre.
Encuna nacional Urania, Rio Gronde do Sul.
Lg>r infiel Mo'ning Star, Santos.
Lgnr ingles Elisaoeth, Rij Grande do Sul.
LKir uacicnal Tigre, Rio i.'raude do Sul.
Pataebo americano J. P. Lassen, Rio Qraude do
Sul.
Patacho portuguez Fanny, Para.
Patacho americano Benjamn Fabens, New Yorz.
Palbabote nacional S. Bartholomeu, Porto-Alcgre.
Patacho sueco A/mina, Rio Grande do Sul.
Patacho portugus Verilas, Lisboa e Porto.
Patacho portuguez anny, Portugal.
Vapor nacional S. Francisco, portas do sul.
Vapor inglez Paraense, New-York.
Vr-vIob) & deiearsa
I!ar3ca nacional Apresentacao 'de Marta, genero
uacii>naea
Barcaca nacicnal Elor de Taluamwha, dem.
Bareac* nacin-.! Sejnprenva, dem.
Bureaba naoi.m-;! Moema, 'dem. w
Brcaca nacioual F.eoria Alcyoanna, idem.
Barcaca uaeioual Boa Nova, Jem.
Brigua austraco Pina, varios gneros.
Brigue aftemio Bruno & Maric, varios generoe.
Eaeuua ingleza Percy, baeaibo.
Lugar inglez Jletreater. bacalhao.
Lag>r inglez Litaue-. WcZr bacalhao-
I>gar americano toro'i B. Causens, farinha de
venca. Alera daa familias residentes n'a-
quelle arrabalde, muitas outras da nossa
melhor soeiedade, inclusive as das primei
ras autoridades, abriihantaram os festejos
-com sua presen Sr. presidente da provincia, acompanbado
de Ss. Exmas. espesa e filna, dignou sede
jantar, no domingo, em casa do Rvm. vi-
gario Augusto, receb'indo-o, chegada do
trem que o conduzia, o mesmo vigario, sua
familia, alguns deputados geraes e outros
amigos que alli o esperavam.
E notavel qu i durante tantas noites de
festa, no meio sempre de urna desusada
concurrencia, nunca tivesse sido nem de
leve- perturbada a orlem publica. Honra,
por i.iso, ao povo que alli coucorreu I
v
Desvanfcara-seo vigario Augusto c quan-
tos o auxiliaram pela restauragao d'.iquella
devoyao.
E' mais uraa festa popular, quo vera li-
8ongear os S'mtiientos piadosos dos tieis, e
fallar alto era favor do pspirito religioso
d'eeta provincia.
E estar firmada a devocSo, o a Virgem
das Dores de Apipucos ser, no anno vin
douro, festejada com p mesmo ardor e bri
lhanilsini, si oe encarregidos da futura
festa imitari'iu o zolo e piedade da graciosa
juiza dusta nono e dos juizes o protectores
que a auxiliaram, entre os qnaes cabe lu
gar distincto aos commendadores Luiz An-
tonio dfSiqueira, Jos da Silva Loyo J-
nior e Manoel da Silva Maia, ao Sr. Carlos
do Moraes Gomes Ferreira, ao Dr. Pedro
Francisco Corrija de Oliveira e aos Srs.
Claudio Dubenx, Eduard Dubeux, Jos
Burlej tenente-coronel Pereira Lima, cora-
mindante do corpo de policia e outros.
E' de esperar que assim seja.
Um devoto.
iim;ic;Ao
Dos devotos que tem de festejar o glorioso
S- Jos -i'Agonia d'Agua Preta na sua
.nutriz, no dia 19 de Margo de 1887.
Juizes por devoco
Os seohores :
Capitao Teoioliio Duarte de Aluuquerque Mar-'
nhio.
Ezm. B-irii de Nazareth.
Bim. Bario de Atacagy.
Capitio Autcro Aprigio Ferreira Costa.
Teente-coronel Libreniino da Barros Lios.
Capitio Victorio do 4Nascimeuto Acciol Lios.
Caoi'ao Francisca Celesiino frailado.
Capiti Buto Sevi-n iuo da Fouieca Pita.
Jmzas por eleicao
s Ezmas. eiposas dos senhores :
I'eiro Velloso de Albuquerque.
Jos Soarea Pereira.
Coronel Tli.imaa Alves Macel.
Dr. Augusto Coelho de Moraes.
Dr. Francisco Coraelio da Fonseca Lima.
Capitio Anteogenes Affonso Ferreira.
Capitio Joao Barbosa Maciel.
Juizes por devocio
Os senb-ris :
Salustianv Leubino Callado.
Fi-ancisoo Paes de Luna.
Pedro da Cunha .Machado Pedrosa.
Manoel de Albuquerque Barros Cavalcaate.
Domingos do Risario Lina.
Joai Correia Acciol Lins.
Pedro Ignacio Lins.
Feliciano do Rosario Lins.
Juizas por devocio
As Ezmas. esposas des senhores :
Major Joio do Bego Maciel.
Capitio Man 'el de Souza Leio.
Tenente-coronel Mauoel Machado Teizeira Ca-
valcante.
Ten.-nte-coronel Felippe Benicio Alves Ferreira.
Major Pedro iWiliano da Silveira Lessa.
Capi'ii Joao Machado Teixeira Caralcante.
Tencote Maiel Javeucio Callado.
Capitio Jos Antonio de Mello.
Juizes protectores
Os senhores :
Alferes Joa> Pedr-i de Meti.
M ij >r Herculauo Fraucelino Cavalcante de Albu-
querque.
Capitio Salustiano da Silveira Lessa.
Dr. Arift rcho Xavier Lopes.
Dr. Aristides David .Madeira.
Teuente Ismael da Crnz Gouveia.
Tenen'e-corrnel Pedro Francisco de Albuquerque.
Alferes Zeferuo Ferreica Costa.
Juizas protectoras
As Ezmas. espejas dos senbores :
Alferes Joao Francisco dos Sautos Callado.
Capitao Joao Quintn o de Menezes Galhardo.
Joio de Albuquerque Cavalcante.
Tenente S"ba9ti3o Themudo Leasa.
J js Matbias de Mello Los.
Capitio Thouiaz Alves Maciel Fillia.
Manoel Alves Maciel.
Antonio Jos Gone.aIvcs.
Escrives
Os senhores :
Capitio Jo iquim Verissimo do Reg Barros.
Capitio Olympio Firmino Teixeira Cavalcante.
Capitio Jos Alves da Silva.
Capitio Joao Themudo da Silveira Lessa.
Joao Affonso Ferreira.
Alferes Jr.s Mathias Santiago.
Tencute Francisco de Barros Lins.
Major Joao Claudiano de Inojosa Varejao.
' Escrivis
As Ezmas. senhoras esposas dos senbores :
T-nente Tito dos.Santos Azevedo e Silva.
Vicenta Ferreia Windcrley.
Capitio Antonio Veirs Callado.
Capitio Francisco Machado Teizeira Cavalcante.
Caetuno Luiz do Mattos.
Jote Beraardiuo de Mattos Guimaries.
Procuradores
Os senhores :
Mano-1 Joe de Oliveira Das.
Jos Antonio da Bosa.
Manoel Melchia-les de Medeiros.
Antonio Genuino do Reg Barros.
ThcBonr4.ii o
Jps Bernardino de Mattos Guimaries
raBBHmjaBBBBBSBBBBBBQfBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBB
Lugar inglez Nicanor, 'farinha de trigo.
Patacho ingiez Tiber, bacalbio.
Patacho americano Leonora, farinha de trigo.
Vapor allemio Parantgu, varios gneros.
Vapor brasileiro ergipe, varios gneros.
Vapor brasileiro Arlindo, varios gneros.
Dlnbeire
O paquete Trent levou h nitem para :
Inglaterra 100
O paquete Advance levou para :
Maranbio 22:00 .'OOO
O paquale Pard trouze do norte para :
Pinto Aires tt C. 3:000000
Silva Guimaries & C. 3:7lUgWi'0
Pereira Carneiro ot C. 2:00JOOO
Carlos L Gomes 1:496*770
D. Maia & mi va 1:000*000
Francisco Goncalve* Torres 809^450
Francisco J. C Sampaio 450*000
Fraucisco & Pinto Guimaries 4004000
Diogo A. Reii & C. 299*000
Rendinientos pabllcos
HEZ DB FEVEREIBO
Alfandega
Renda geral
D- 1 a 11
Idea de Id
Renda provincial
De 1 a 14
dem de 15
387:028*739
30:237*981
72:440:456
6:093i88
417:266*720
78:533*744
Iota!
Recebedorit.
De 1 a 14
dem de 15
'
495:800/464
17:3304885
1:051*665
De 1
Idam
a 14
da 15
Consalado Provincial
18 382550
31:9034X03
188*688
Oe 1 a 14
dem o 15
Recife Drainage
32:091*691
14:782*380
1:250*012
16:032*392
Herrado Municipal le S. <
O 'no vi ment des te Mercado no dia 15 do cor
rente foi o segninte :
Entraram :
39 bois pesando 6,017 kilos, sendo 25 di-
tos de 1* qualidade, 3 ditos de 2* dita
c 11 ditos particulares
80 kilos de peize a 20 ris 16*000
80 cargas de farinha a 200 ris 16*000
10 ditas de fruetas diversas a 300 rs. 3*000
8 taboleiros a 200 ris 1*600
13 Sumos a 200 ris 2*600
Foram occopados :
25 1/2 columnas a 600 ris 15*300
22 compartimentos de farinha a
500 ris. 11*000
20 ditos de comida a 500 ris 10*000
78 ditos de legumes a 400 ris 31*200
17 ditos de suino a 700 ris 11*900
10 ditos de tressuras a 600 ris 6*000
10 talhos a 2* 20*000
6 ditos a 1* 6*900
A Oliveira Castro sC:
54 tainos a 1 ris 54*000
talhos a 500 ris 1*000
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
Beudimento de 1 a 14 de Fevereiro
203*600
2:677*40
Foi arrecadado liquido at hoje 2:883*940
Precos do dia :
Carne verde 320 a 480 ris o kilc.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
S-iino* do 500 a 640 ris dem.
raruiha de 200 a 320 'is a euia.
Mi I bo de 260 a 320 ris idem.
Feijao de 560 a 1*000 idem.
Vaporea e navios esperados
VAPOBBS
Parahsguade Hamburgo boje.
Arlindo-do sul hoje.
Sergipeda Bahia hoja
Legislatorde. Liverpool hoje.
Pernambucodo sul a 17.
Suncgaldo sul a 21.
Supervisorde Liverpool a 22.
Espirito Santodo norte a 23.
Tayusda Europa u 24.
Maiinerde Liverpool a 24.
Finaneede New-Port-News a 27.
Ceardo sol a 17.
BAVIOS
Alexandrado Rio de Janeiro.
Amode New-Port.
Anisada de Hambargo.
Apoibeker Diraenda Santos.
Aricaida Caxdiff.
BI anchede Terra Nova.
Boda-de Cardiff.
Bella Ruade Terra Nova.
Cometade Porto Alegre
Cysnedo Rio Grande do Sul.
Christiani Scriverde C"rdiff.
Diudado Rio Grande do Snl.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Brotade Hamburgo.
Edward Johnsondo Rio de Janeiro.
Guadianade Lisboa.
Hapnusdo Ro Grande do Sul.
Hersiliada Bahia.
Idealde Londres.
Jelsnthede Santos.
J. G. Picbtdo Rio de Jsneiro.
LHad'-rde Rio de Janeiro.
Maia Ido Bio de Janeiro.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Marinhi VIdo Rio Grande do Snl.
Meta Sophade Hamburgo.
Minnade Cardiff.
Noatonde 'Liverpool.
Nordsoende Liverpool, i
Noruega Ainod Cardiff.
Kellyde Terra Nova.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Progressode New-Port.
Rosa Hilldo Rio Grande do Snl.
Rolanddo Rio de Janeiro.
Speraftzade Cardiff
Sant Josepbde Terra Nova.
Vareo da Gamado Rio de Janeiro.
Withelminede Hamburgo.
noTmenln do porto
Navios entrados no dia 15 de Fevereiro
Manos por escala10 1/2 das, vapor na-
cional Pard, de 1,999 toneladas, com-
tnandaDto Aureliano Izaac, equipagem
60, carga varios gneros ; ao Visconde
de Itaquy do Norte.
Santos por escala8 1/2 das, vapor in-
glez ZVent, de 1,707 toneladas com-
roandaote A. C. Bell, equipagem 84,
carga varios gneros; a Adamson Ilowie
&C.
Hamburgo por escala26 dias, vapor alle-
mao Paranagu, de 1,291 toneladas,
comraandante F. RobJfk, equipagem 37,
carga varios gneros; a Borstelmann
& c.
Rio Grande do Sul por escala1? dias,
vapor nacional Arlindo, de 631 tonela-
das, cemmandante Frank Conditt, equi-
pagem 30, carga varios gneros.
Rio de Janeiro por escala 5 1/2 dias,
vapor americano Advanee, de 1,902 to-
rieladas, comroandante Jaz Lord, equi-
pagem 62, carga varios gneros; a
Henry Forster & C.
Bahia por escala-10 1/2 dias, vapor na-
cional Sergipe, de 411 toneladas, oom-
. mandante Pedro Vigm, equipagem 27,
car?* varios gneros ; a Domingos Al-
ves Matbeus.
Rio de Janeiro30 diss, barca americana
Shatomut' de 444 toneladas, capitao S.
Small, equipagem 10, em lastro; a
Henry Forster dt C.
Rio Grande do Snl-38 dias, escuna dina-
marquesa Espreste, de 150 toneladas,
capitao N. Hansen, equipagem 7, em
lastro: ordem.
Port EHzabath-28 dias, barca norueguense
Flid, de 333 toneladas, capitao B. M.
Nielsen, eqnipsgem 9, em lastro; a H.
Lundgrin & C.
Terra-Nova29 dias, lugar inglez Retrt-
vier, do 203 toneladas, capitao W H
Edmunds, equipagem 11, carga barca
bacalhao ; a Johnaton Pater & C.
Terra-No va28 dias, lugar inglez Luizzie
R. Wilce, de 154 toneladas, capitSo E.
P. Reale, equipagem 7, carga bacalh.4o;
a Saunders Brothers & C.
Rio Grandi do Sul-40 dias, escuna sue-
ca Loreley, do 135 toneladas, capitSo
C. F. O. Lundquist, equipagem 6, em
lastro; a Amorim Irmaos & L.
Navios sahidos no mesmo dia
Southampton por escalaVapor inglez
Trent, commandante A. C Bell, carga
varios gneros.
Santos por escalaVapor inghz Merchant,
commandanie James Everet, carga va-
rios gneros.
Rio Grande do NorteLugar inglez Lord
Fredegar, capitio J. Tnomas, em las-
tro.
Parabyba Hyato nacional Joo Voile>
mestre Francisco H. Canuto, em lastro.
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Diario de PernambucoQ,uarta--fcira (6 de Fevereiro de 1887
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Falta de caridade
3t>dia 8 do corrente, as 11 horas da noit", e
o legar Cruz do keboc, f"i encontrado um pre-
to velno com o matoio i costas, e fcbi sendo en-
terro^ido por alguem respondeu chamar-se Jos
e ser eacravo do Bario de Itapissuma, e que prc-
rava o auxilio do hospital Pedro II, por ter
elle Bario o espulsado do tea cngeoho disendo-
)he que fosse morrer onde quisesse, nao no seu
engenhs, isto repugnante no carcter de um Ba-
njo, que dis ser caricioso.
O pobre Preto.
Ao ino(o Sal dan lia
Para que pede ao mascarado que se assigoe em
aeosartigos, quando V. S. sabe que elle chaua-se
moscardo, resptmda h elle, pori dcve primeiro
satisfater a orph'i com os 753000 que Ihe toeou
da lettra do Camello, je Y. o quer proteger se-
ja com o sen robre e nio com o d'aquella infeliz,
e quanto mais que para V. S satisfater tilo p.-u-
ca cousa nao preciso ir barra onde estao os
pares do contos occnltos.
O mascarado.
Como me arruina e dentre o cabello
311
Consrvese o crneo e u,> raizes do cabello con-
tinuadamente saturadas cun leos, e a calvice,
pdese esperar cerno resultado seguro e inevi-
UtoI.
Urna relaxado geral da membrana em que as
abras naseeoi. as f,z nfronxar e cahlr. Porm por
ootro Indo, pelo contrario os tegumentos e vasos
superciaes da cabeca se fortaleca e fortificain
eom aquelle fino e .idiniravel vigorador vegetal o
Tnico Oriental, o qual se attem e adbere firme -
siente s raz- s do cabello, dundo edr e nutrim< li-
to em abundancia nos tubos, asegurando por este
nodo urna magnifica eabe'ladura, evi'ando ao
mesmo tempo a apparencia premaiura das cans.
Acba-se A venda em todas s boticas a lojas de
perfumarlas
Agentes em Pernambuco, Hcnry Forster 4 C,
roa do Commercio u. 9.
Edital
De ordem da Illm cmara, se fas publico a
quem enteressar pjsaa, que a mesraa cmara em
teisao de hontcm resolveu para boa execuco do
art 83 da iei n. 1882 de 10 de .Setembro do anno
paitado que os proprietarios dos eatabelecimnitos
Tiere.-iutis e casas de negocios quo gozam da iaencao
do referido art., nao podem expor a vrnda os mesmos
artigos de que fazem mercanca os que sao obri-
gados por forca da mesma Iei. a couservarem-se
fecgados nos Domingos o dios santificados.
Os contraventores, ficam eujeitaa a multa de
30OOU, e o dobro, na reineedeudencia, e owiga-
des a fecbarem os esiabelocinieot-s.
Secretaria da Cmara Municipal do Recife, em
10 de Fevereiro de 1887.
Praxerfe* Gomes de Scuit Pitonga,
presidente,
Francisco de Assis Pereira Bocha.
secretario.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 40(0 coutos, em 3 sorteios
fica transferida para o dia 14 de Maio vindoum,
impreterivelmeute, nos termos do despacho do
Eim. Sr. presidente, de boje.
Tbesouraria das Loteras para o fundo de
emancipacao e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Deaembro de 1886.
O thesoureiro,
Francisco Gom;a I ves Taires.
DECLARAD!
bulto Cas? de Misericordia H
Nern sempre os remedios especficos (te-
yem ser empregadus contra certas moles-
tas, por que militas vezes abatem as for-
jas do doente e retar Jaro a cura. A silen-
cia moderna abandonouessa pratiea e acon-
selha que se sustentem as forgas do enfer-
mo pela superalimentoslo. E' por isso que
sao re.:eiia.lasas Peptonas deChcpoteaut, o
Vinho e a Conserva, contendo a carne de
vacca liquida digerida e perfectamente
assinjilavel, que o i-stomago tolera sem *x-
parimentar
a menor fadiga.
Jcs Pereira de Amdres. netirando-se no dia
14 do crreme para a Europa, deixa como seus
procuradores n'esta cidade, Francisco Jos de
Carvalho Valbon, Severioo Saraiva de Andrade,
Diogo Augusto dis Res, com qnem em sua au-
sencia se entenderao as pessoae que inantiverem
relacoes coinmerciaes com o declarante ; assim
eomo para os negocios judiciaes deixo como advo-
cado so Dr. Jeronymo Materno Pereira de Carva
rbo e soliei.'ado-es Antonio da Silva Ramos Neves
e Custodio M-'ieira Das, na ordem em que estilo
col locados.
Estes tambem ficam encarregados dos negocios
o espolio de J s Antonio de Macedo Lipes, de
que testamenteiro e nventariante o meimo de-
clarante.
Recile, 12 de Fevereiro de 1887.
Jos Pereira de Amares.
PergiiHta inofensiva
Pergunta-se ao presidente da Illm*. C-
mara se os kiosques vendem ou nao bebi-
das alcoolicas; e no raso affirinativo, se
podem infringir o art. 83 do regula ment
das posturas municipaes.
Os privilegiados.
Advocado
O bacharel Julio de Mello Filho tero o
en escriptorio de advocacia 4 ra Primei-
ro de Bar;) n. i, Io atinar, onde pode
ner encontrado drs 10 horas da uuanbi s
4 da tarde.
Por esta secretaria sao chamados os prenles e
protectores das menores abaixo declaradas, para
at o dia 28 do correte aprcsental-as no collegio
das orphas, aftm de serein ah admttidas, visto
seren as prmeiras inscriptas no respectivo qua-
dro.-
1 Carolina, protegida de Augusto Manta.
2 Illutpioata, filba de Mara Florencia Barbosa
dos Santos.
3 Laurind i, filha de Sincletica Lins de Vas-
concellos Araujo.
4 Maria, filha ja mesma.
5 Adeluide, filha de Maria Jos da Cooceicao.
5 Mara, ti.ha de Maria Jos da Eocarnacad.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 8 du Fevereiro de 1887.
O eserivo,
Peer Rodrigues de Sovta.
Companhla de Fiaran e Tecides
em Pernambuco
Sao convidados, os Sr. accionistas para seren-
nirem em Asseuibla Geral, que o'over ter lugar
no dia 28 do correute, ao mei dia u<* salo da
Associ.'icao Commercial Beneficente, assistirem a
leitura do Relatorio do anuo findo, approvacao das
contas e parecer da Cotnuiissao Fiscal, e.ssim
tambem cleger nevos Aseses e autorisar o levan
tameuto de nova fabrica.
Recife, 14 de Feaereiro de 1887.
Manoel Joao de Amoritn,
Presidente da assembla geral.
Jos Adolpho de Uliveira Lima,
Io se*re!ario.
Companhia de Edifleaco
Assembla geral ordinaria
De accordo com o artigo 31 dos ertatutos Bao
convidados os S5r. accionistas da Companhia de
EdificnQao para se reunirem no dia l" de Marco,
ao ufeio dia, na sede da mesma Companhia, ao lar-
g de Pedro I n. 77, l' andar, afiu de ouvirem a
leitura do reliitoric, baliinco e apreciaren! as con-
tas da directora, dincutirein o upprovarem o pa-
recer fiscal, e moda proc-dan in a elcic^o da nova
commissao fiscal, uos termos dos ar'.s. 21 8, e 38
dos mesmos estatutos.
Recife, 12 de Fevereiro de 1887.
Gustavo da Silva Antones,
Director iutciino.
COPIMIM PeKVlHaiXM>.4
DE
%avegacSo costeira por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Baha
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
Segu no dia 18 d
Fevereiro, s 5 horas
da tarde.
Kecebe carga at o
_ dia 17.
Encjtnmendas, paasagens e diolieiros frete at
Aa 3 horas da tarde do dia 18.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Parrumbucana
n. 12
Perdeu-se a caatella de o. 16,030 do Monte
de ft'occorroda provincia de Pernambuco; pede-se
a quem achal- que entregue no hotel Pitla, ra
dajMadre de Deus.
l'recisa-se de urna ama para andar com
Solicitador
.Jos Ferreira He Paula, provi-ionafo pelo Tri-
bnoal da Relacao de Pernambuco, nfierece-rc a
qcem precisar ce tr. balboa inherentes sna pro-
3aTnos
liRiieiiSlslesMaii Brasil ase.
0 paquete Finance
fispera-se de New-Port
News,' at o dia 27 de Fe-
vereiro o qual seguir depois
da demora necessaria para s
Baha e Rio de Janeiro
Pura carga, passagena, encoumendas e dinheiru
i frer?, tracta-se com os
AGENTES
HcBry Forster 4 C.
N 8 RA DO COMMERCIO 8
/. anda
enancas e f.ser mais algn aervico de casa ; na, f8a0 Bft cidada de pesqueil. da etlUtHTa, de Cim-
ra Nova de Santa Ritan. 4.._______________ bres, onde foi sua resid ncra, e t-.mb m trabalba
Ama
ama de mei idadi' ; na ra
i as cimbreas do Br-Jo da Madre de l.'eus, Carna-
r. S. Benfi e"Escaca
Precisa- te de urna
da Aurora n. 137.
Ama
Club Joven Beija Flor
Com este titulo pereorrer nos tres nas carna-
valescos diversas risas dsta i-idde nata eocieda-
paraeugommar e lavar ; precisase na ruado fe P"a. Mrquez do Herval n. 107. entrada pelo oitao. todoa oa 80C,M 8ua ,edV ****** -re n. 9.
- -*--------____________________*^ O secretario,
Benedicto Edmundo Sil ve.
Segu com r.revidade para os portea cima o
lugar nacional Tigre, por ter p-.rte d-i sua ca'rga
engajada, e para o rosto?que falta, trat -se com
Baltar Oliveira & C.,rua do Vigario n. 1, pri-
meir < andar.
Preciea-se de urna ama para engommar e ensa-
boar ; a tratar oa ra das Cruzes n. 18, primeiro
andar. Dve dormir em casa e prefere-se escrava.
Para o Para
Patacho porlognez 'Fanoy"
Seguir com brevidade. Recebe carga frete.
A' tratar com Amorim limaos & C-
A lira
Precisa-se de urna ama para cosiuliar ; a tratar 1
na na das Cruces n. 18, 2- andar. Devo dormir
ei casa e prefere-se escrava.
A-luga-se barato
Urna casa com sala, dous quartos, cacimba, fo-
gSo o apparelbo, na ra do Oiq e n 2, outr'ora
ra das Garrofas ; a trata- m ra do Saat* The-
r'. i n. 38.
De
Leilo
Fui ondnn ho
bisnajas novas, resmas de papel de cores,
Bio Oe Janeiro, Santos b Rio Gra-
0 vapor Arlindo
quartolai com viuho Bordeaux, garrafas com ditoj
canas com cerveja allcm e muitos outros artigos
proprios para o carn val.
EM SEGUIDA
Sero vendidos movis, miudezas e pe fuma-
rias.
HOJE,A'S 11 HORAS
No armazeui da ra Mrquez -le Olinda
n. 19
ROR INTERVENQO DO AGENrE
Gusmo
l.eiJ
ao
A direccao desta companhia tcm a honra de
convidar os Srs. accionistas para reuoirem-se em
assembla geral ao meiodia de 28 do correte mez
no seu escritorio, afn: de ccnbcccrem das contas
do anno findo em 31 de Dexembro preximo passa
do; e bem assim proceder se a deidad de que tra
ta o 2 do art 27.
Recife, 14 de Fevereiro de 1887.
Os directores
Joaqoim Alves da Fooseca.
Ji's da .-Iva Lr-yo Jnior.
Antonio daCunha F. Baltar.
Este vapor sahi-
i para os portos
cima indicados,
no da 18 dj cor-
rente i 4 horas
e pasiageirjs, a
S. il. J.
V ttcn yo!!
Viva o carnaval!!
A' ra Duque de Caxias n. 25
E' f onde podero encontrar rhn grande sorti-
aentu de rio e variado gusto de vestuarios de
mascaras. Deixo de nieuciouar as diferentes
ualidades dos costnmes que aqu existem, pois t
com a vista dos apreciadores poderao se conven-
cer i'estas verdades.
A exf usico ser aberta no dia 16, das 6 horas
da tarde s 10 da noite. O esUbelecitnento ata-
r decentemente preparado, offerecendo todos oa
sommodos para os Ilustres uavalbeiros e cenho-
ras que se quizerem all vestir.
Como j l:..vamos aniiunciado, lm dos vettua-
rios por mim fabricados, temos um riquissimo
guarda-roupa tabricado pelo Sr. Oastou Courtois,
ettabelecido ra Beranger u. 7,em Paria. Pre
eos. desde 50j 500 ris!!
Oa vestoarioi de 10/ para cima serio forneci-
doa de cabelleiras, mascaras, meias e luvas.
Ha ver tambem /estlanos de phantasia e do-
mJia para criancas de 6 a 14 anuos.
O expositor,
Anselmo Ayres de Azeredo.
X. 7. A EiDulaode Scott o melfaor re-
aedio al hoje descobfrto para a cura da
tsica, bronchites, escrfulas, anemia, ra-
ebitis e debilidade em geral ; tambemge
ib curativo infallivel para os defluzos
toase chronica e affeccSas da garganta.
Socledade Berreatl a Juientude
Sarao carnavalesco em 19 de Fevereiro
Iniciativa da presidencia
Pede-se aoa senhores socios que desejarcm ti-
rar convites para este baile, o favor de apresen
tarem suas notas na secretaria da soeiedade.
Nao serio admittidos aggregados.
Prevenimos sos senhores socios cffeetivos, bene-
mritos e distincios, que os ingresaos podero des-
de j ser procurados em io do ir. theeoureiro.
Seeretara da socied.de Recreativa Juventude.
8 de Fevereiro de 1887.O 2 aecreurio,
Jos de Meiicis.
Lotera da Colonia Isabel
A 14< serie da 24* parte das loteras em favor
dos ingenuos da Colonia Isabel, acha-se exposta
venda, cuja extraccao ser no da 17 de Fevereiro
Thesouraria das loteras para o fundo da enan-
cipacao e ingenuos da Colonia Isabel, 13 de Fe-
verro de 1887.
O thesoureiro,
Francisco Goncalves Torres.
da tarde.
Recebe carga, enccmmendas
tratar com
PEREIRA CARNEIRO & C.
N. 6 RA DO COMMERCIO-N. 6
1. audar
Para L7erpool
Harrisnn Lne if Wam
O vapor Mariner
Eapcra-se de Liverpool at
o dia 24 do crtente voltar
para o mesmo porto depois da
demora do costuine.
Para frete trata-se eom o
AGENTE
S. L. JONHSTON
RA DO COMMERCIO N, 15
De cinco qtiartoiuH i-oih fiiiniur viuho Bordeaux
contendo 300 gar.aia cada orna c cerca de 230
garrafas com vinho llurde^ux .iversas caixas
com cerveja alleuii de primeira qoa dude.
Qu .rtafeira 14 do correte
A 's 1 i horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
' ^or Interveacto do agente
Gusinfio

Leilo
Agente Britto
De unj piano c movis
O agente cima autorisado por urna familia que
EDITAES
O administrador do Consulado Provincial em
ramprimento do que dispe a Iei de oreamento em
Tg >r fas publico a quem nteres jar poasa, que, nc
espaco de 30 das uteis contados c o 1 de Feve-
reiro prximo vindouro; dnr-s/-ha principio a co-
brunca, livre de multa, do iui osto da reparti^ao
.onstauti; da tabella infra an iexa citada W re-
lativamente ao 1* semestre do exercicio de lSSti a
1887.
Consulado Provincial de Pernambuco 2' de Ja-
aeiro de 1887.
Francisco Amyntaa de Carvalho Moura.
Tabella a que se refere o edita! supra
Parte 1*
1 Casas de commissosa de consigoayes fe de
commissoes e consignscoes.
2 Ditas ou depsitos de vender em groaso carv4o
de pedra em trra ou aobre agua.
Parte 2
i Lojas de vender joias somente, ou joias e re-
logios.
4 Ditas de vender reloios somente.
5 Casas de vender pianos e instrumentos musi-
caes.
Parte 8
% Fabrica de rap Meuron.
I Ditas de sabo inclusive a que acha-se na fre-
guezia de Alegados.
H Ditas de cerveja, vinagre, vinhos, genebra, li-
cores e limonadas gazozas.
5 Diuis de Gas.
10 Ditas agencias e depsitos de rap.
Parte 4-
II Empresas anouymes oa agencias destas.
12 Companhia de Beberibe.
13 Bancos, agencias filiaes o representantes dos
meamos e casas bencarias.
14 Companhias, agencias ou casas de seguro ou
nalquer peatoa que 110 carcter de agente
s eompanhiss de seguro fiter contracto desta
natnreza ou promovel-os, com excepeo dus
que tem sede nesta provincia e contraetarera
o eervico especial do artigo 13 desta Iei.
15 Armasen* alfaadsgadoa, c depsitos ou de re
ceber.
1S Casas de jogo de bilfasr.
Obras Publicas
De < rdem do Illm. Sr. engenheiro ebefe da re-
parti(io das obras publicas, tacn publico que, em
virtuoe da autorisacSo di Exm. Sr. presidente da
provincia, no dia 16 do correute, ao meio da, re-
cebe-se na secretaria desta repartido, propostas
para a execuco dos reparos precisos na poute da
Magdalena, oreados em 1:4164800.
O oreamento e m*is condicoea do coulra'o se
acham disposigao dos senhores pretendentes
para serem examinados.
Secretaria da reparti^ao daa obras publicas de
Pernambuco, 5 de Fevereiro de 1887.
O secretario,
Joao Joaquim de Slqneira Varejio.
theneu Musical Fer-
nambucano
De ordem do conseibo administrativo da socie-
dade Athencu Musical Pernambucano, convido aoa
Srs. socios afim de se rrnnirem em nessa sede,
s 7 horas da noite do dia 18 do correute, para
em assembla geral etegsr se o thesoureiro visto
ns ter acceitado o cargo, o que fra eleito.
O l. secretario,
Manlino Pinto.
Thesouro Proviacial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta repart-
cao, faco publico que no dia 16 do corrente mez,
paga-se a ciaste fie 2* entraucia dejprofessoras,
relativamente uos veneimeutos do otes de Dezem-
bro prximo findo.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 15 de Fevereiro de 1887.
O escrivao da despeta,
Si I vino A. Rodrigues.
Comi goral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Para, es'a ac'ministracao
expede malas para oa portos dj sul, recebendo
impreuos e objeetos a registrar at 1 hora da
tarde, cartas ordinarias at 3 horas ou 3 1/2 com
porte duplo.
Administracao dos correios de Pernambu, 16
de Fevereiro de 1887.O administrador,
Affonso do Reg Barres.
Prolongamento do Estrada de Fer-
ro de Pernambuco
De ordem do Illm. Sr. director, faco publico que
no escriptorio d<> engenheir chefe do trafegn do
Prolongamento d Estrada de Ferro do.R-cifc ao
SJ Francisco em Palmar r- e. bem se {-repostas
at o dia 20 do c.rrcote para a ex-cuco de ateiro
de aigumas valla e bacia existentes no treubo de
8. Benedicto a Cauhotinho di nw-aiau prulcuga-
mento.
No referido escriptorio eucontraru os interessa-
dos oa precisos esclarec men-.
Secretaria d ProlengamenU d futrada re Fer-
ro Oo Pernanibuto e Eitreda d- hVr.o ^lo Reoifea
Caruai, 10 de Fevereiro de 1&S7.
O secretario,
Manoel ,)uvencio de Saboya.
Campccbla Uratilelm de nave
gseoa Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor"*Pernambuco
Com.inanda.nt6 o capitSo def ragata Ped o
Hyppolito Duarte
E' esperado dos portos do sul
at o dia 17 da Fevereiro, e
seguir depois da demora n-
dispensavel, para os portos
de norte at Mansos.
Para carga, passagena, encommeadas e valeres
tracta-se na agencia
PKAQA DO CORPO SANTO N. 9
COsVANIU PBBNAxHUCANA
DE
AiaTega;o Costelra oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macdu, Mossor, Ara-
eaty, Cear, Acarahu e Camostim
O vapor Pirapama
Comajandante Carvalho
Segu no dia 19 de
Fevereiro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 18.
Encommendas passagena e dinheiros a frete at
s 3 horas da taide do da da sabida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhiu Per'vimhur/via
n. 1
Coaipauhia Hahiaua de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Babia
0 vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
Segu impretcrivel-
mente para os portos
acuna no dia 18 do Fe-
vereiro, as 4 horas da
tarde. Receba carga
nicamente at ol
dia do dia 18.
Para carga, passagens, cncommendas e dinhei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7ua do Vigario1
Domingos Alves Malhers
( OH I \ XII11; DEM EMMAUK
iiies n.*iTini:N
LTNHA MENSA
Paquete Senegal
Commandante Moreau
E' esperado dos portos do
sul at o dia 21 do corrente,
seguinde, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar, Usboae VIgo
Lembra-se sos scibores passageiros de todas
as classes que ba lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Fas-se abaumento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoss ao menos e que pa-
garem i paaaagcns inteiras.
Por excepeo oa criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes so se de at e dia 19 pagos
de contado.
Para carga, passagena, encommendaa edinheiro
afrete: tracta-se com o
AGENTE
jugaste Labille
9- RA DO COMMERCTO-9
1
retiron-se para fnra da priviucia, levar a leillo
os 3< guite objeetos :
Um piano qoaai novo, do fabricante Bord, 1
mobilia de junco quaai nova, 1 cadeira para pia-
no, 2 cadeira de Jacaranda, 2 aparadores, 1 ca-
ma. 1 marqueao, 3 cabides de parede e columna,
consolos e 6 cadairas de amarello, 6 cadeiras
de junco, 1 relogio de parede, quadros, candici-
ros, Imica, vidrot, tiem de cosinha e outros obje-
tos, ludo ao correr do marti-Po.
Quartafeira 16 do corrente
A's 101 [2 horas
Ra das Trincheiras o. 19, 2o andar
Photographo
Precisa se de um photographo para "ii?arregm--
s da impressSo na pin tographia Hertniua Costa ce
C, roa do Barao da Victoria n. 14. Dirijam-se
D. Jo.iquim Canellas de Castro, operador de dita
casa.
Para cosinhar
9pccsa-se de una
ama para cosinhar
mas que cosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra Duque de
Caxias, por cima da y-
pographia do Diario.
K 28,-940
O Sr, Antonio de
Oliveira Corage, tein
urna carta na ra do
Rosario Larg-a n. 14
armazem de molha-
dos.
hapeleria Victoria
A' Prara da lndepentlencia 11* 26 a
4 leu e vende
Chapelinas fntwrrxas, fines i clpntss, para
senhoras, p'-!o irninatn pree 'e 18 bfba !!!
0 "Joao Feroanides"
Lendo no peridico, com a denominscao cima
urnvs inrerdades c-m relacaoa msnifestacT qu
tem de ser feita p I is empre"a provincia ao seu d ;;oo chefe, peco ao autor d itas
que atire jara u:n canto a cupa do anonyn r
venha e> m u sea verdadeiro Dome jxlos j-inist-'s
serios disia f..pi..: asseverar a vrrdade do que
diz, afim de ter cabal respocta. Nao aceitan. o
dcsr.fio de quem deseja deemascaral-o perani.- o
publico, e nao se recusa a :i(irn oer i: o como um infame e vil calumniador.
S *
Hotel Gibraltar
Prafa da Batalha, 108
. ( (defronte do correio geral estaca
i \ telegraphica)
/ ( Este hotel mnito se recomm-joda aos via-
I j jantes pelo local em que se acha,
t \ perto dos JarJiti Theatros e os precos
) de h ispcdagem tai mais baratos
I j do que em outro qualquer, com o mesmo
tratan ento
ProprlelarloM
FEliNANDEvS &IRMA0
POBTO

Professor
ROS
do
Precisa-ae e um professor para cneiuar u'
menino? de um engcnbo distante da esta?a
Kibeiro duas h'goas, qau euiba arithimtic,
historia e franeez : a tratar na ra do Mrquez
de Olinda n. 56, escriptorio de L'al & Ira.?i.\

.'* '
\o coiuinerco
!
Leilo
De 92 saceos com assimar, sendo 48 com
assu?ar purgado e 44 com rtame
QUINTA-FEIRA 17 DO CORRENTE
A's 9 12 horas
Na porta da Assoelacao. Agr-
cola
O agente Gusmilo, autorisado por mandad do
Exm. 8r Dr. jaiz de direito do comiueici, a re-
quermento de Tavares de Mello, Geuro & C, fr
leilo com assistencia do mesmo juiz, de 92 saceos
coa aasnear, nertcncentes ao seu devcdttr arres-
tado Francisco do Reg Barros Qoiabeira.
Leilo
De bona movis, 1 piano, quadro, sanefas
jarros e vidros
Sendo ama solida mobilia de Jacaranda (mide-
lhao) a Luiz XV e encost de palhinha, eom 12
cadeiras de guaruioo, 2 ditas de bracos, 1 s> f e
2 consolos com pedra, 1 piano de armario, ."> raae-
tas com corde-s e borlas, 2 parea de Urru, chii -
dieiros de ga% 1 rico quadro grande com mvidura
dourada, 1 sof de amarello, 2 consol", de dito a
Luis XV, 2 cadeiras de bracos, 12 cadeiras de
junco com assento de madeira, 1 cama franceza, t
marquezoes, 1 cabide de columoas e 1 cadeira
secreta.
Urna mesa elstica de amarello, 2 aparadores
de columna, 12 codeiras de junco, 1 marquesa, 1
ber$o de fma, 2 mesas n-dondas de amarello, 1
quartinheira de amarello, 1 banqainba"de ama-
rello, 3 mesaa de louro para cosinha, 1 laxo, 1
flandre para faruha 1 grande i>acia de folha
para bauho, diversas iou<;a3 e outrss muitos mo-
vis.
Iiiiiita feira, i S ilo corrente
A's 11 horas
No V andar do sobrado n. 24 da ra do
Lioramento
O agente Martina fura leilo por c.iu'a de urna
familia que se n-tirou para fora da cidade, djs
movis e inais objectu exietentes no referido so
brado.
Ao correr do martello
Nos abaixo assiguadus, sucios da loja de fazen
das msta cidade do Cabo, sita aru. Jj Y'taconde j
de Pelotas n. 1, t-inos de cotnmutn accordo diss 1-
vido a mesma sociedade, rtdirande-se o socio Jos
Antonio Pereira de Muura com tudo o seu capital
e lucros, ficaadu o socio Bento Portella Garca
Vidal com a mesma loja de fazendas e isento da
qualquer divida que tenha sido contrahida pelo
socio Jos Antonio Pereira de Moura, a excepcao
dos impjstos que a mesma lija estiver a dev^r. E
para constar mandemos pausar o presente em du-
plicatM, que ser por nos conservada par* garan-
ta de nossos dircitos.
Cidade do Cabo, 10 de Fevereiro de 1887.
Jos Antonio Pereira de Moura.
Bento Portella fjarcia Vidal.
AVISOS DIVERSOS
Aiuga-ae. enana a S(X.O no becCO dos Coe-
Ihos, junto de f>. (ionvatlo : a tratar na ra *
iinpciatr-z n. 5fi
Precisa-se de urna b.i t-. du pouca lamilla ; na ruu do Imperador n. 50, 1*
andar.
- Aluga-se o sobradn da roa do Imperador
n. 3 com comuiutliij ara lamilla, csiado > pinta-
do, e por pri-co insoavui; ni Caes do Apollo n.
tL___________________
AHuga se o 2" Hiidar d'> sobrado n. 1, :i ra
do Viscoaoe de Pclot.x, oJtr'<>M Aragio tratar
na ra da Madre de D.-us ii. 21.
Arreada-se o sitio das Jaqueira, com gran
de casa de vivenda e mais tres pequeas, ne mes-
mo correr, servindo perieitament penso ou
hotel; a tratar no mesmo sitio.
Aluga-se o 2a e 3* andar, juntos ou separa-
dos, da casa da rus larga do Rosario n. 37, es
quina defronte da igreja ; a tratar no pavimento
terreo, loj de csbelleireiro.
nluga-se o so orado n. 21 rna da Unio
tem agua e gas e grandes accommodacoes para
familia ; a entender-se na ra da Impcratrix nu-
mero 19.
Precisa-se de um menino com pratiea de
molhados ; a tratar na rus da Unio n. 62.
= Quem quizer dar a quantia de 3004000 para
alforria de urna escrava, que cosinha, lava e en-
gomma com toda perfeico roupa de homcm e se-
ntara, que tea una, fiha ingenua de 12 anuos,
que fax- todo o servico e anda eom criancas, diri-
a-se informacCes, na roa do Marques do Her-
val n. 23, loja. A escrava contrata-se servir a
'. quem lta emprestar esse dinbeiro o tempo de dous
' : quem quuer appareca logo.
Manoel Adour, seus filbos, e gen ros ausentes
agradecem todas as pessoas cue acompanbaram
o seu esposo, pai e sogro, -nrique Adcur, at a
ultima morada e de novo convidan) a assistil as
tnissas que pelo eterno repouso de sua alma man-
dara rezar o collegio S. Vicente de Paula, pelas
8 horas da manba do dia 18 ds corrente sptimo
dia do 8*u fellecimeoto.
Offlcna de esculptor e enla
i lia di r e ni madeira
85-RUA DO BOM-JaRDIM87
PORTO
Encarrega-se de todas as i-r>agcns m> I I
kqualqucr tamanho, altares, sanetmirios, t. -/
1 cheiras, Castigaea, jarras e 8*cm, li-m ci -1
| ino tarnr.bas funerarias. liguraK alli-gi ri- F
, cas e serpentinas, tudo perteuceute & di-
| tas artes. Tambem se cncarrga de piutu
.ras e pratss para imagens.
[Cirande mIio de redoma '-
liianluts pitra as menmas
Advocado
lortenclo Peregrino
Ra do Imperador n. 38
Io andar. f
Cosinlieira
.
.<-
Precisa-se de urna cosinbeira
rora n. 137.
na roa da Au-
HISTORIA
victofThugo
'- :-j
r
?.-,
WOLFF & C.
N. 4--BA DO CiBOBAI. i
iH'este uiuito -onheeids estabelecimeu-
to encontrur o respeitavel o m^is
variado completa sortisuento de JOIAS
reeertidas sempre dir^etaninte dosi melho-
res fabricantes da Kuropu. e qn printaui
pela apurado gorto do mundo elegante,
Hicos asderreos completos, linda* pulsei-
ra.x. alfinetes. voltas de ouro cravrjada cou
brtlhantes. ou perolas. aunis, cacoletu,
baldes e outros muitos artigos proprios
des te genero.
ESPECIALIDADE
Km relogios de ouro, pratu e nickeldos,
para hamens, senhoras e meninos dos mais
acreditados fabricantes da Europa e Ame-
rica.
Para todas as artigas desta oasa garan-
te-se a boa qualidade. assim camo a modiel-
dade nos preces que sSo sem competencia.
l'esta easa tambem eeneerta-se qual-
quer obra de aura on prata e tambem r t !-
gios de qualquer qualidade que seja.
4Ra do Cabug4
it
i





1
Ai-
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J
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m

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6
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Wr*
0.
Irv
,0 &\
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Aluga-se barato
/iua dos Guararapes n. 96.
Ra Viaconde de I tapanca o. 43, inuMO.
Ros Corredor do Bispo n. 18.
Becco Catnpello n. 1, 1 andar.
Largo do Mercado n. 17, loja com gas.
Lugo do Corpo Santo n. 13, 2. andar.
rraU-se na ra do Coinmercio n. 5, 1* andar
leriptorio de Silva Quima raes fc C.____________
Alug
a-se
o '' andar do sobrado n. 35 travessa de S. Jos ;
o 1* e terreo do de n. 27 roa Vidal de Negrei-
ros; o 1 do de n. 25 i ra velha de Santa Rita ;
o 1* do de n. 34 i roa estreita do Rosario ; todos
limpee : a tratar na roa do Hospicio n. 33.
Piolio de Riga
HATHUE3 AUSTIN & C, receberam ltima-
mente um completo aortimento desta madeira,
como sejam: pranchoes e tabeas para assoalbo,
da melnor qoalidade e de diversas dimenses, e
que vendem por preeos commodos, 6 redosidos,
coutorme os lotea ; no armasem do caes do Apollo
n. 51, ou roa do Uommcrcio n. 18, 1* andar,
Ama
Na roa da Uniio n. 13, preciaa-se de ama ama
para cosinbar.
Ama
Precisa-se de urna ama de boa conducta, para
eoainhar, engommar e mais servicos de casa de
pequea familia ; na rus da Matris da Boa-Vista
nuirero 3.
Vina
Precisa-ge de urna ama para c servico domestico
de urna casa de familia ; na ra do Cotovello nu-
mero 46.
AMA
Precisa-se de mu a ama para
lavar, engommar e faze i-nsai*
alguas senicos de casa de fa-
milia : menas comprar e eozi-
nhar : na ra da Biachuelo n.
18. Peve dormir em casa.
Ama
Precisa-se de urna ama para oosinba ; na raa do
Dr. Joaquim Nabuco n. 3.__________________
~~ Ama
Preciaa-se de urna boa coainbeira, para caaa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companbia
n. 2. Prefere-ae escrava e deve dormir em casa.
AMAS
Precisa-se de urna ama para cosinbar e outra
para cuidar de duas enancas ; na ra da Aurora
n. ti, 1 andar._________________________
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinba ; na roa
de S Jo_o n. 55.
_3L_MT%T
Preciea-ae de urna boa coainheira e que durma
em casa, para casa de familia ; na roa da Uuiao
numero 39.

Ama
Precisa se de urna para caaa de familia, i raa
do Cabug n. 3, 3* andar.
4ma
Precisa -ae de ama ama para cosinbar para poaea
familia : a tratar na rna Eetreits do Rosario n. 2.
Ama
Precisase de urna ama que cosinhe e engomo: e ;
na roa do Rangel n. 44, 2- andsr.
Ama
Precisa-se de orna ama para cosinhar e psssar
alguma roupa a ferro ; na raa Angosta n. 137.
Ama
Precisa-se de orna ama pra engommar : na roa
da Soledade n. 58 ________________
Amas
Precisa-se de urna ama para cosinhar e outra
para lavar ; na ra do Sebo n. 26.
Ama e criado
Precisa se de um criaao para compra e mais
servicos, e de urna ama que cosiobe e dnrma em
caaa ; na roa da Imperatriz n. 86, 2' andar.
Ama para cosinha
\\ roa do Riachuelo n 17, se
precisa de ama cosinheira. forra
o escrava.___________
S oa ra de Hortas
tem borracha do Par, vinda este auno directa-
mente, e vence'i' mais barato do que em outra
qualqner Parte; a roa de Horta. n. 1.
Adyogado
Domingo p. de Suma Lefio
Data 1U barss da manhi s 4 da tarde, roa
do Imperador n. 16, 1 andar.
Sitio
Alaga se uso sitio com casa, e oulra boa easa,
no Aternnbo do Giqui ; a tratar na roa do Im-
perador n. 50, ferceirc andar.
Bolsa
A' quem faltar ussa bol*-, q* te desen-
caminse*, venha toscaU no e_criptrio
d .lie) Diario, onde, a Viste dos signares
exhibidos, ser-lhe-ba entregue.
Diario de PeruawniicoRuarla -fcira 16 de Fevcreiro de 1887
Tricofero de Barry
Garante-s que fas nas-
cerecreeeer o cabello anda
ae. mais calvos, cora a
tinha e a oaspa e remeve
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cabir onde embranquo-
oer, e infallivelmente o
toma espesso, macio, lus
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segnnda a formla
original osada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mon-
do que tem a approvacao oficial de
nm Govemo, Tem daos vezes
mais fragrancia que qualqner outra
e dura oobro do tempo. E'mnito
mais rica, suave u deliciosa. E'
mnito mais fina e delicada. E'
i mais permanente e agradavel na
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banbo e no qnarto do
doente. E' especifico contra a
frooxid&o e debilidade. Cura as
dores de cabeca, oa cansacos e os
I denmaios.
Xarope e Viia ie Reiter No. 2.


"^___^^
sjrrrs di cba_-o. d_pois de bl-s.
Cora positiva radical de todas as formas de
scrofullas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Afieccdes, Cutneas e a* do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
eneas do 8_ngue,.Figado, e Bina. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
s remota e renova o svstema inteiro. 0 i
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian,
cas e para a cura das moles-
tia* da pello de todas as especias
* em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
&'s alnas caritas
Mara do Livrsmento, velha octsgenaria e pau-
perriimi, pede as almas caridoeas que lbe insude
urna esmols pelo amor de Deus. Mora no boceo
do Bernardo o. 51. urna obra de caridade.
Professora
Urna senbora competentemente habilitada, pro-
poe-se a leccionar em collegios e casas particula-
res, as seguales materias : portugus, francs,
msica e piano ; a tratar na ra do Marques do
Barra! a. 10.________________________________
300:000$
Lotera de Alag as
EitraceSoTerca feira
de Fe ver fr
Intransferivel
B;"ictea venda na cv.sa feliz, Praya
da I -*>sndoncia di. 37 e 39.
Corinheira
Precisase de urna ave deaexpenbe o rogar e
durma em casa; ra Duque de Caxias n. 42
porcima di da typographia.
Eiii-inaflBtra
Precisa-se de ama boa engommadeira e que
ensaboe tambem, para casa de p- quena familia :
a tratar no Caes da Companhia o. 2. Prefere-ae
escrava e deve dormir em casa.
Por 14:000 rs.
Aloga-te a leja do sobrado roa de Lomas V-w
lentinas n. 50 ; a tratar na rim Pnmeiro de Mar-
co n. 7-A, livraria.
Sitio no taMi'ireiro
Arrenda.se-naoarsBfnte nm Hora sitio com bas-
tantes commodoo para grande familia, boa agua,
com arvon s fructferas e jardiui, c com sabida
para o rio, por preco muito rasoavel ; a tratar na
ra do Livramento n- 24.
Jalroph
Manipoeira
Esse medicamento de urna eficacia reconbeeida
no beriberi e outras molestias em que predomiaa a
bydropesia, acba-se modificado em sua prepara-
cao, ragas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, sendo que tmente o abaixo
assignado est habilitado para pnpaial-o de modo
a mtInorar lbe o gosto e cheiro, sem todava alte-
rar-lbe as propriedades BMd i carneo tosas, que se
conservara com a mesma actividade, se n2o maior
em vista do modo por que elle tolerado peb
es t mago.
nica depoito
Na pbarmacia Cooceic-o, A ra do Marques de
Olinda n. 61.
de Mello
Cosinheira
20*000
Paga-se 20i000 por mes a orna perfeita c-.si-
nh- ira, para casa de peqoena familia, preferiudo-
se de meis -iadc e que aeja de boa moral, roa
do Paysand n. 19, passando a potite do Chora-
menino : qnom nao estiver em coudicoes escusado
e preseatar-se.
4o cooimercio
Castro & C, tendo comprado a Jes da Rocha
& C. o seu eatabelecimento denominado Cal Pe-
tropolis, aita ra da ImpTatriz n. 49, livre e
desembarazado de qualqner onua, vem por meo
deste scientincar ao publico e ao commcrco, mas
se algorra se Juigar credor, compareca no praso
de tres dias, a contar de hoje, para ser pago e
satisreite. Bectfe, 18 de Fevereiro de 1887.
t sstro 06 C.
Cosinheira
Precisase de orna eeainheita ;
28, Casa Forte.
roa Real a*.
Caheiro
18
Prscisa-s? de nm caixeiro de 14 a IB annosr
com pratica de seceos e molhado ; os roe W
Mwcilio Dias n. 96.
fr

akga-se a casa o. 26 da roa de 8. Js_o, eom bon
quintal, cacimba esta limpa ; a tratar na ros
Duque de Caxias n. 86.
LOTERA
PAEA
EDUCAGAO DOS INGENUOS
triada
Precisa se de usa criada para tito de casa de familia ; na ra do Mrquez da
Herval n. 10.________
Eagommadeira
Precisa- se de urna que engrmme com perfeico:
na ra do Marques do Herval n. 10.
lOaA.
COLONIA ISABEL
vos _4o:ooosooo
40:0008000
20:0008000
10:OOOSOOO










5:0008000
Esta lotera, cuja 14.a Serie da 24.a parte, ser extrahida
na Quinta-feira, 17 de Feveroiro. s 4 horas da tarde, no Consis-
torio da Igreja Conceico dos Militares, acha-se venda as se-
guintes casas:
Ba do Baro da Victoria ns. 40 e 43.
Cabug n. 2.
- Bangel n. 2.
> Larga dO Rosario ns. 24, 36 e 42.
No mundo lotrico a nica que pelo seu plano, mais yanta-
gens offerece aos jogadores, e no Brazil, at hoje, anda nao achou
nenhuma outra que se approximasse em vantagem na distribuico
dos premios, e para prova desta asserco pedimos a attenco dos jo-
gadores para a seguinte TABELLA comparativa dos referidos pre-
mios distribuidos por esta lotera e as suas congeneres:
lotera do grm-par
D 70 \ de premio do seu capital.
DEM DO CE4R4
68 3x4 t0 dem.
DEM de alagoas
73 3i4ajoi dem de minas-geraes
Menos de 31 i
DEM DA COLONIA ISABEL
Distribue em premios mais de 85 \\H \.
fflEM DO PARAN'
75
Fraaelaeo .lliei Hontelro Jnior
Hermelinda Claudina Carneiro Montairo, Luis
Alves Monteiro, (ausente), Maris Alvos Monteiro
Carneiro e Manoel Joaquim Carneiro, convidara
sos parentes e amigos do finado s sssistirem ss
missas que por sua alma mandam retar na quarta-
ieira, 16 do corrate, trigsimo da do seu passa-
mento, s 8 horas da rnanha, na igreja da Madre
de Deus, pelo que se antecipam eternamente gra-
tos por este acto de candarte e religiSo.
Francisca fe Castro Lee
Cabrfl
Benevenuto Correia Cabral e Leoncio Quintino
de Castro Leao, marido : pai de Francisea de
Castro Leo Cabral. agradreem a todas as peseoas
que se digoaram acompanbar os restos mortaes de
sna querida esposa e filha at o cemiterio ; c con-
vidara de novo a todos os parentes e amigos para
assistirem a mise do seimo da, que deve ter
lugar s 8 horas da rnanha do da 16 do c.rrente,
na matriz de Santo Antonio, pelo que se confes-
sam antecipad-mente gratos.
Frsncisra de Castro Leo
Cabral
Cometi Padilba e sua mulber O'jmpia R. Ca-
bral Padilba mandam resar urna musa ua igreja
dos Milagrea em Olinda, pelas 7 horas da raanha
do dia 16 do corrente, pur alma de sua presada
cunbada Francisca de Castro L-ao Cabral ; para
cujo acto convidam os parentes e pessoas de ami-
zade da fallecida, e desde j antecipam os seus
agradecimentos.
Domingos los da Silva
D. Laurinda Castello Braoco e Silva e seus fi-
Ihos Cvnvidam a si ua parentes e amigos para as-
sistir m a mise que n.andam resar na igreja de
N. S. do Carino, s 8 horas da manb do dia 16
do corrente, 4 anniversario do passamento de seu
presado esposo e pai Domingos Jos da Silva.
Mara Pbllomena Morelra Bastos
Joaquim Olinto Uastos, seus filhosl mi, irmaos
e sobrinhos, Jos Joaquim Mcreira, sua mulher e
fjlbos, agradecem cordialmante a todaa as pessoas
que Ibes fizeram o caridoso obsequio de condusir
ultima morada o corpo de sua idolatrada esposa,
mi, filha, irma e tia, Maris Pililo nena Moreira
Bastos, de novo as convidam para assistirem as
missas que pelo repouso eterno da mesma finida
mandam celebrar no dia 17 do corrente, pelas 8
horas da manb, na matriz da Boa-Vista, pelo
que se confessam desde j agradecaos.
Falsiiraces
Para evitar falsificacoes com referencia so co-
ndecido PE1TORAL DE CAMBABA, deve exi-
gir-ae este preparado com a firma do auctorAr-
vares de S. Soares em rotulo circulando aro-
Iba do fraseo e a marca da fabrica nos involtorioa,
irulada pelo neme dos agentes e depozitarios,
geraes em Pernambuco Francisco Manoel da
' Silva & C roa do Mrquez de Olinda n. 23
KANANGAdoJAPAO .,
RIGAUD y C*, Perfumistas y
PARS 8, Rae Vivienne. 8, PARS
-> m w ifc it.f --------
(A (AgUQ de tKandllg, 6 a loc_o a mais refrige-.
rante, a que mais vigor d pelle, e que mais branquea a|
cutis, perfumando-a delicaUunente.
cExtrcto de (Knng, suavissmo _hMoor_uco,
perfume para o lenco.
60 de (Knllg, tbesoura dos cabellos q_e abril-
lianta, faz crescer e ampede da csir.
SibOnite de (Knngd, o mais _gr_daT_l inaeio,
conserva cutis sua nacarada transparencia.
S de ^jiaiZ^fl, branqueao a tez dando-lhe elegante
cor mite e a preservao de sardas.
Depinto na* principie Perfumar***
OPPRESSAO
TOM
CiTlUIa-SEaiU
NVRJL&ftS
ala a_u_n ivm
UDlra-ee a fuaj-- aue penetra no pe lo aeaJrna o aymptoma oerroso, laclltta
a expectorafao e arorlsa as runoQoea dos onr-Ds respiratorios.
n^- t_, _!___, r_i -un- *- J Bal--. ItS.iu p.|_r.
attxmtaHMtm <^^asawsy_J_B4-fgl_i* *** VAs c%
I
I
I
PHOSPHATO de FERRO
de
Pharmaceutico, Dontor em Sciencias, Inspector da Ac
Approvado pti* Junta de Evgiene do Blo-do-Janeiro
Esta solu$ao, que W _dnilttida na Pharmacopa Francesa (Edicao
de 1884), clara, lmpida, anloga a urna agua mineral lerruginosa
concentrada, o nico dos ferruginosos, que, assemelhando-ee
composicao des glbulos do sangue. tem a grande vantagem de obrar como
reparador e reconstituinte dos ossos e do sangue. Sem fatigar
jamis o estomago, sem enegrecer os dentes, sempre de grande van-
tagem para combater as dores de estomago, as cores paludas, a
anemia, a pobresa do sangue, a leucorrha, a irregularidade
damenstruacSoe outras indisposicoesaqueestaosujeitas assenhoras,
as mocas na idade da puberdade e ad creancas debis, anmicas e
sem appetite. .....
Deposito m Pars, 8, rae ?rrlssme as prlneipass Pkarniaei*s^^rarias.
INJECCAO DE GRIMAULT C
Prep_r_d_ eom m foli_*_ de Matioo
ppnrada poja Junta d'Hygiene io Rlo-de-Jaaein.
Bsta injeccao preparada com as folhas do Mtico do Per para a con
da blennorrhagia, adquiri em pouco tempo urna reputacSo universal por
ser a nica innocente, contendo apenas vestigios de ses adstrngentes, que
se encontrao em outras em grande quantidade. Em poucos dias ella acaba
com os corrimentOB mais dolorosos e mais rebeldes.
Deposito em Pars, 8, Bue Vivienne, 8
C__ /ruco 1*t*l a marea da fabrica, a Arma 0 o lio da no caca.
GRAGEAS
deCopah/ba, Cuoeba
SarsaMa Ftm, Bitmutho
l/catro, rerebenthiiu, f
TOKtm
INJECCAO
Hyglcnica e rres*rador_
tem causar
accidente aJgom.
As ORAQEA9 I.P*mi. :orio as primeiras que obtiveram a approvaclo da Aeadmim
de medicina (1830j mais rebelde-/ **% fatigar es estmagos mais delicados.
A IMJa-OCAO FORTIH sempre recorrunendada como o complemento da medicaco.
JsoKv^ta. _w FerxsMS .' FRAN- M. da SS-VA O*. nj_ prinoipoea F_armac_.
s_i__*_a_,ss.
Curso de noatheniatica
O bacharel Francisco Correia Lima Sobrinh*
contina com o ten curso de arithmetca, algebra
e gtorne.tr a : na ra da Matris n. 7.
lian Mai
PARA TINGUR A
barba e os cabellos
tintura tinge a barba e os cabellos ios-
UntaneameDte, dando-Ibes uina bonita cor
e natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido. 1
Vende-se na BOTICA FRANCEZA E DRO- '
GARIA de Rouqutyrol Freres, successores de A.
CAOR, ra do ttom-Jesas (antigH da Crui
n. 22. j
IMPORTANTE fmkXSSSS, \
para Vidreiros desoja um Agente. Esigem-se i
referencias.
Escrever Z5_B'VSr__.EXj
a-^ov_aoe,a'lS.__rrTJ_-triA(BeJctc_)
BB HYPOPHOSPHITO DE CAL
f Embregados eom tanto aillo p^r curar a
!pLthisic_ c as molestia, tuberculosas,
/endem*. unicamente om frascos quadra-
\or. cora o nomedo doetor Cfcbcdux obre
'Jft __
80b a influencia do nrpophaspnltos a
.tosse dimint, o appetite augmenta, as for-
bas torn-0 a vir, 03 suores nocturnos cessiio,
e o dotmte goia de um bem estar desusado.
Os lnx>pkosphi!oe que lex&op marca
tfe _6rtca da pharmacta 8WABK,
i-.-'rue Castiqlione. P_ri, Mo o* uni-
C04 reconhecidox e rseommandados pelo
D' CURGHILL autor da detcoberta
ie susr- propriedades curativas.
Prego : 4 francos por frasoo em rraatca- j
Vtattw-n as frimjfmti Pasisuslii


t

*
w ,
S

V

m
\


-i

M
1


Diario de PeraambucoQoarta-feira 16 de Fevereiro de JSS7
EMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fisrado de bacalho
COM
Hypoplwsphitds de cal c s^a
Approvada pela Junta de Hy-
gleae e aatorlsada pelo
governo
E' o melhor remedio at boje JwtcobertD pmrm
(latea arss>lt*5. serspals. r-
MIM. asteo la. treaiH*-* '- *
cfaiM. toe ehrenle e Mfe*t**
o pe lo e da a;ar*a.
E' muito superior ao oleo simples de togado de
bacalho. porque, alm de ter cbeiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medieinaes e nu-
tritivas do oleo, alm dea propriedadea tnica
reconstitnintes dos hypopbospaitos. A' venda u.
fragarias e botica.
Deposito em Pernambuco
Pos de arroz
Vende-se em pacotas, to b'em preparados como
o francs, e por metade do peco, pfoprio para
toiiet, barbeiro e o carnaval, pelo aeu resumido
valor, i roa da Matriz da Boa-Visto a. 3.________
Bom negocio
Vende- um eatabeleeiinenta de moinadoa e
pagara, em Palmares (Una) largo da feira, casa
de esquina, a meib->r loealidmde do layar ; a tra
tar no acamo rstbeleciraeoto o i roa ireita n.
16, viado braaeo.
Cosinheira
Preeisa-ae de urna cosinheira que enterada bem
de aeu officio, paga-se bem e casa de pouca ta-
milia ; na ra do Cabug n. 5-A, bja.
I
Y

VENDAS
Vende-se a casa da estrada de Luir do Reg
n. 21, com rooitcs conunodos e agua encanada, e
um terr no ao lado da meima casa ; a tratar na
ra eatreita do Rosario n 24.___________________
__ Vrnde-se muito barato urna grande balance
r-mana, propna para pesar gneros volumosoe
at2,500 kilos; assim tsrobem dona guinchos pro-
prioj para barcnc e construeco de obras ; a tra-
tar ua roa do Brum n. 67, ferrara de Manoel Pe-
feira da Costa. _____ _______________
Vende se na cidade da Escada dtr8 exeel-
lentea casta fe pedra e cal, bem loealisadas, por
aer na ra do Cummurcia ; a tratar neata cidade
do Recite com Antonio Pereir Lopes, a rna do
Al.crim n. 74, e na cidade da Escads, na mesma
casa, com o Sr. Alfredo tt C.___________________
__ Vende se urna grande casa no pateo da Ma-
tria da Varzea, ediBcada em solo proprio, com
sitio arborisado ; a tratar no pateo de Pedro II
n. 81, primeiro andar., __________
Importante sitio
Vende-se um grande sitio a margen da Estrada
Nova do Caxang, fregueiia de Afogados ; teado o
meamo urna casa grande de tijollo e cal, cacimba
com ezcellente agua polavel, diversos pee de co-
queiro, dando fructos e outraa aivorea naa meamas
coodices, o anal se aeba collocado muito prximo
a estacao do Zamby (1* seecao da estrada de ferro
da Varees). Trata-se aacasa n. 20 da ra de
Santo Tberexa deato cidade.
LOJA
LISTR4S AZIES
Jos Augusto Das
RA DUQUE D2 CAXIAS N. 61
TELEPHOSE N. 211
Grande UquidaqeLo d fazendas finas por
todo preqo
Aa Exmas. fitrailias que nao possam vir na loja,
qceiram mrndar pedir amostras por portadores
oa por telephonts, que teresnes multo posto em
remeter amostras de qualqaer faxeoda que dse
jem
Ufa loja das Listia* Asnea
ll
I
Magnificas
' Ovaa de camorimpim a 800 ris o kilo, vendem
Gomes Ferreira & Suecess< res, ao largo do Mer-
cado n. 12.
SADE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
Aa PHulas purlftco o Singue, oorrigem toda as dtsordems de Estomago b
dos Intestinos.

FortaJecem a sonde das constituepes delicadas, e sao d'um valor incrrel para todas as enfermidades 1
peculiares ao sexo feniinino era todas as edades. Para os meninos assim como tambera pata aa
pessoas de idade arengada a sua eficacia e incontestaveL

Sacas medicinas slo preparadas smente no Estabeleci ment do Profeor Hollowat,
78, NEW OXFORD STREET (antas 533, Oxford Street,, LONDRES,
E vesdemse era todas a* pharmaciaa do universo.
9" Oa compradores sao convidados respetosamente a examinar ec Totolos de cada caixa c Polo M r*o
direcao, 533, Oxford Street, sao flsificaoes.
-.1
V <*

i
_*

Fazendas barassimas!!!
Nao as segulnte vendidas p#>r preeos *eiu competencia t
lindos fustSes de listrinbae, padrote chique a 400 ris o corado !
Setinetas do quadrinhos a 360 ris o dito !
Cretonas superiores, 1 metro de largura, a 600 ris o dito !
Cambraias brancas bordadas a 6)5000 a peca de 10 jardas!
Linbos de quadriobos escoces a 200 e 240 ris o covado I
Merinos de todas as cores, a 600 ris o dito !
Esplendidos sortimentos de las para vestidos a 500, 600 e 700 o dito,
Caxemires novidades a 10500 e 10800 duas larguras.
Gases de cores com palmas de seda a 800 ris o dito!
Merinos pretos e Caxemires, a 10000, 10200, 10400 e 20000 o dito I
Velludilho bordado de todas as cores a 10000 o dito !
Sotin maco de todas cores a 1000 e 10200 o dito 1
Popelina branca para as Exm.as noivas, a 500 ris o dito !
GuarnicSes de crochets para cadeiras e sof a 80000.
Vestuarios de 12 para criancas, (novidade) a 70000 e 0000.
Meias al vas para enancas a 20500 a duzia !
dem cruas para homem a 40000 e 5000.
Cortes de fustSes para coletee a 20000 um !
Caxemira Dgleza a 40500, 60000 e 70000 o corte !
Cheviots superiores, preto e azul a 20800 e 30500 o covado I \
Completo sortimento de casemiras, pannos e brins e amitos outros artigos quo serio
lembrados preserva dos leitores
unuu
59Ra Duque deCaxias59

v
Aos 1.000:000^000
200:0001000
100:0001000
lillUt LOTERA
DE 3 SOBTEIOS
Em7 favor dos bsennos da Colonia Orphanologicaf Isabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBUCO
HM a 14 fie Malo m 1887
0 thesoureiroFrancisco ^oncalres Torres
Sm casa d todos os Perfumistas e Cabelle! reiroe
da Franca e do Extrangeirc

g s i* glrd* FMMH1DO COM BISMUTHO
Perfumista
PARS, Ba do la, ysfcia:, 9, PABIB^
Engenho venda
Vende-se o engenho Marici, od satra oa sem
ella, situado na trrga'sia da Escada, distante da
respectiva eatacSa uto qatrto de legos, podf-ndo
dar seis caminnos por da, meante e correte,
tem duas casas grande e 2 pequeas para mora-
da, e outra para tarinha com suas pertencas, tam-
ben ae {as permuta por predios neata praca : a
tratar na ra do Imperador n. 61, 2- aadar.
Aliento
Vende-ae oa permota-ie ama casa terrea sita
na traveaaa do Falco n. 12, com 2 salas, 3 quar-
toa, cosinha tora, grande quintal e cacimba, por-
fi dando sabida para a roa dos Ossos ; a tratar
na mesma eoca a proprietaria, e esta far todo
negocio por j ter o despacho do juiz, at para
bctal -a esa leilfio. podendo apreaentar oa decu-
mentos aos permutadores, deaejando tamben ama
por troca, anda que seja pequea, porm que es-
teja nova e bem construida.
Viveiro para passaros
Vende-se dona gi andes e bonitos viveiros po
pieoo commodo, sendo o motivo da venda ter o
dono acabado cota os passaros que possnia ; a ver
e tratar na ra do Imperador u. 22.
Grande liquitlaciio
na loja de miodzas
ftO Ra \ova 50
O proprietario do estabelecimentBasar da
Moda, scien'ifica s Exmas. familias que em vir-
tude da prozima reedificacao do predio em que
est estabelecida, tem resolvido liquidar to-
das as anas mercadorias, constando de miadesas,
perfumaras e artigos de moda, com grandes aba-
timentos, sendo que muitos artigos sio por preeos
inteiramente baratos, como sejant :
Grande variedade de plastrn: a 1000 e 14200
Sobonetea de areia ae Bisger a 200 rs.
Oitcs ingleses, grandes a 200 rs.
Duzias de ditos a 20U0.
Garrafa de agua florida a 11000.
Vaso com opiata a 900 rs.
Frascos com extractos muito finos a 1 300.
Frasco con agua de colonia americana a 560 rs.
Papis para forro a peca de 320 e 400 rs.
Guarniydes, liabas, fitas, bicos, botea e artigos
de moda.
PARA ACABAR
LOTERA do ceara
400:000*000
1NTRASFERIVEL!
Corre domingo de Fevereiro
Um vigsimo (Testa importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0

Oleo para machinas
Superior quahdade, a t#400 a lata em cinco
galoes; venae-se na fabrica Apollo e de sea
depsitos.
1
De primeira qaalidade ; vende-se no basar da
onte Velha o. 41.___________^___________
Vende-se
Na rna Imperial n. 200 C, urna casa de pedra e
cal por barato preco.
WHISKY
OYAL BLEND marca VIADO
Este exccllente Whisky Eacessea preferivt
ao cognac oa agurdenle de canna, para fortifica'
eorpo.
Vendese a retalbo dos te loores annasens
oolhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cajo n
me e emblema sao registrados para todo o Brasil
BBOWN8 & C, agentes
Vende-se
Na roa da Harmona, no lugar do Arraial, um
pequeo sitio contando 135 palmos de largura e
344 de tundo, toda plantado de arvoredoa novos
de fractos e com orna grande casa nova de taipa,
faltando poneo para acabar ; faz-se negocio muito
coouaodo. As pessoas que pretenderem podem ir
examinar e ae entender na mesma ra com os Srs.
Antonio e Joaquim Sampaio Innaos, oa na casa
scoarella, com o Sr. Domingos Gemes Corris, que
dario explicares do negocio.
Carro de passeio
Vende-se um em bom estado ; na Magdalena,
sitio do cooimeodador Barroca.
!
AlAevoluco!
Resolver* vender os seguintes artigos com
30 /0 de menos do que em outra qual-
quer parte.
Gaarnices de velludilho bordado a vidri'ho para
vestidos, a 7 J000 urna.
Tafetas de cores para carnaval, a 300 ris o co-
vado.
Cachemira bordada a 1500 o covado.
Ditas pretos a 1*000, 1*200, 1*400, 1*600 e
1*800 o covado.
Ditas de cores a de 900 ris e 1*300 o dito.
LSs mescladas a 600 ris o dito.
Ditas cora lisirinhas a 660 ris o dito.
Ditas com belinhaa a 600 ris o dito.
Ditos de quadrinbes a 400 ris o dito.
Lindaa alpacas a 360 ris o dito.
Gorgarinas a 320 ris o dito.
Setim damast a 380 ris o dito.
Dito Maco a 800 ris < 1*200 o dito.
Damass de seda a 1*300 o dito.
Grsdcnaples preto a 1 *800 e 2*000 o dito.
Gasa com tonhas a 800 ris o dito.
Fustao branoo a 40U, 480, 660 e 800 ris o dito.
Velludilhos lisos e lnvrados a 1*000 e 1*200 o
aovado.
Dito bordado a retroz a 2*000 o dito.
Cambraia com salpicos a 6*000 s. peca.
Camisas para senhora a 30*000 a duzia.
Ditos de meia para homem a 800 ris, 1*000,
1*200 e 1*500 uma.
Fichas de 12 a 2*, 3*000, 4*000 e 5*000 um.
Ditos prateados a 2*000 um.
Ditos de retroz a 1*000 um.
Linbos (seosezes a 2U0 ts 240 ris o covado.
Collarinbos e punhos para senhora a 2*000 um.
Ditos de cor, idem dem a 1*000 um.
Cortes de casimra finos de 3* a 5*000 um.
Ditas de 14 e seda para collete a 6*000 nm.
Ditos de cachemira de cor para vestido per 20*
um.
Cachemira de cor de 6* por 3*000 o co zado.
Damasco de cor a 7U0 ris o covado.
Panno da Costa a 1*4U0 o dito.
Cortinaaos bordados a 6*000 e 7*000 o par.
Colchas bordadas a 5*, 6*, e 7*000 urna.
Cretones finos a 320. 360 e 400 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280 e 300 ris o dito,
Zephiros finos a 500 ris o di Setineta escossesa a 4*40 ris o dito.
Ditos de quadrinhos a 320 rs. o dito.
Chales Je mirin a 1*800 nm.
Ditos estampados a 3*000 e 4*000 nm.
Diios.de cachemira a 2*, 2*800 e 1*500 no.
Cobertores de la a 4*50u e 6*500 um.
Esguio pardo e amarello a 500 ris o covado.
Brim de linho de cor a 1*200 a vara.
Dito pra'eado de linho a 1*00C a dita.
Colchas de crochet a 8*000 ama.
Anqui.' as a 1*800 rs. uma.
0 48 a roa
Herique da. Silva Moreir
Casa m Beberibe
Vende-se ama casa sita ra da Igreja de Be-
beribe muito perto da estacao e em terreno proprio
cosa o9 segaintes c^mmodos : daas grandes salas,
cinco qaartos, cosinha fra, e port&o ao lado ; ine-
dindo dito casa trinta palmos de frente e ses-
senta d fondo, tendo nm bom quintal mediado
trinta e cinco palmos de largura e cento t tontos
de camprimeoto, indo terminar no rio, em caja
margen tem um bom baaaciro. A' tratar na ra
do Imperador n. 67, 2- andar.
240:000*000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
1XTRAXSFERIVEL!
Corre Quinta-feira, 17 de Fevereiro
LOTERA de alagoas
3OO:O0O$OOO
Esta acreditada lotera corre Tenja-feira, 22 de Fevereiro

600:000^000
Esta seductora lotera corre sahbado 24 de Fevereiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:00^1000
Os bilhetes dcstas acreditadas loteras acham-se venda na

..-i


RODA DA FORTUNA
36-Rua Larga do Rosario56
Bemardino Lopes Alheiro*

'
f
200:000$OOO
LOTERA DA PMIIi DO MM
E\TRICClO DA 10* PARTE DA I*LOTERA
fil BENEFICIO DA MU GASA SE HISBBIGOBDIA
Oiiinlii-leira 17 de Fevereiro
A0 MEI0 DA
Esta lotera, por algum tempo retirada da circula^o, devido a grande guerra que
lbe promoveram, vomv do dominio publico^ vem novaraento tomar o sen lagar de
uma das vantajosas loteras do Imperio.
O agente pede ao respeitavel publico a sua benvola attencio para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso poblicado nos jornaes e impresso no ver-
so dos respectivos bilhetes. O plano deata lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribue
12.436 premios, ou qaasi a quarta parte J
Ainda mais: esta a nica lotera que premia todos os numero cu jos dona al-
galiamos finaes forem iguaes aos dos
QATRO PRE1I0S MAIORES
A 9ABER:
lOOJ s duas letras tinaes do premio de........
60(J s duas letras finaes do premio de........
50(J s duas. letras finaes do premio de........
400 s duas letras finaes do premio de.........
200:CKX),$000
40:000^000
20:000|000
10:000*000
Tambera sao premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeiros
premios. ...
Alm destes, tem esta lotera grande quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' tambera esta a nica loteria que garante quena comprar 100 nuroe-
ros de terminacSes Jifivrentes 32 1/2 % independente dos premios avultados que
poseam sabir na extracoSo.
TODOS OS PREMIOS SlO PAGOS SEM DESCONT
A's-extraeces slo feitas em edificio publico e sob mais severa fiaoalisa^ao por
parte das autoridades.
Os bilbetes acham-se venda na agencia e em todas as cnsas, em Santos, SSo
Paulo. Campias, Rio Grsnde, Babia, Cear, Maraohao, Para, Amazonas e em Per-
nambuco rna Nova n. 40 CASA DO OURO.-
0 agente no Rio de Janeiro
Augusto 23ftp linpayua23
e GRAGEAS door VIVIEH
Extracto natural, de Figado de Bacalho
PREMIADO COM MBOALHAS DE OURO E PRATA
pela. Academia XTsiaioxxaJ.
Ordenados nos Hospitaes de Franfu, America, Inglaterra, Rnssia, ote etc.
Administrar so* forma mu facile agradavel tod06 os elementos curativos do oleo c% .Undo
assim o chelro v. sabor nauseosos o'esto; alem dlsso esta preciosa prp->ar*cSo tom rana
superiorldade lnconteatavel sobre o Oleo porque pade ser usada durante os .grandes calores
em quanto o uso daquelle <5 lmpossivel, Ul e o eminente servlco prestado pelo IKmsor
Vivlsm i a experiencia tem conflrmado o bom xito d'estc producto.
Exigir a firma do Inventor M. vivum em duas cores ao redor do gargalo de cada
garrafa com o Sello aa unte.) dos Fabricantes.
*ABl& f, Benletwr* de Strasbourg, SO PABI&
Bawa^Wa^RtsRP>BW>rw^BRww%PaBPaw%pBvww^Bf%By^MMi
A' Florida
Boa Duque de CaxlM n. loa
Chama-se a attencao das Exmas. familias par'
os prunos seguiotes :
Lavas de seda preta a 1^000 o par.
Ciatos a 1/000.
Lavas de pellica por 2/500.
Lavas de seda cor granada a 24, 2*1600 e 3*1
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albnna de 1/500, 21, 3/. at 8/.
Ramcs de flores finas a 1/500.
Lavas de Escossia para meaina, lisas e borda-
das, a 800 e 1 / o par.
Porta-retrato a 500 n., 1/, 1*500 e 2/.
Pen tes de nikel a 600 rs-, 700 e 800 rs. um.
Aoquinhas de 1*500, 2/, 2/5C0 e 3/ orna.
Plisss de 2 a 3 ordena a H00, 500 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 4/500.
dem La Figurine a 5/000.
Pentes para coco com ioscripeo.
Babadores com pintura e insenpees a 200 rs.
Enehovaes para batisados a 8, 9, e 12/000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 800 ris
Capella e veas para noivas
Suspensorios americanos a 2/500 '
La para bordar a 2/600 a libra
Ho'de papel de cores a 200 ris
Eslojos para crochet a .$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largara a 3*000, 4/000 e 5/000 a peca
Para a qnaresia
GUIJo de vidrilho metro 1/.
Franjas de vedrilho a lf,
Lavas pretas de seda e Escocia.
Franjas e galoes finos a 2/500, 3/e 4/ o metr
Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Bisnagaa de p de arroz.
dem idem de ouro.
dem perfumadas.
Lindas franjas de seda de cores com frocos pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 1/ e 500 rs.
o metro, fazenda queja costn o metro.
Pspagaios de papel a 200 ris.
Periquitos de papel a 100 ris.
Leqaes e veBtarolas a 200 ris.
BARBOSA suam
dmlnlitriflc: PAM7, I, Soultrtrd Uontmirtr*.
GRANDE GRILLEABeccoelrmphaUcas.do 5 das Tas digestTas, Astroc?5es do Bgadoe do ba?o
otairaccocs vijeeraes, concracu calealous da bus.
HOPITAx.. AffeccSesdaiia djgtru incommo-
i' do estomago, di?ntao difflcil, iaappetsnela,
gastralgiis dvspsptia.
CBLESTINS Affecfoe5dosriM,dabeiigareaf,
concreusdasoariius, gota, diabe tes, albuminuria.
HUTERIVE. A[cci>5.'sdosrinJ,dab*iiga,arelas
acro:' EXIJA-SE 0 KQNE da FORTE na CAPSULA
Sb Ptrnamouco, u AguaN Ju Fontes de Vicfcy,
cima Borneadas, acho-se em cuta de
IIASUSKZHOT LAEILLE, D, rna do Cominera
e SDL3XB a kCi'.CHUN, 35. rna te_Ciu_
-.Oh
Cabriolets
Vende-se ou3 cabriolets, sendo nm descoberto
e outro coberto, em perfeito estado, para um oa
dous cavalk: tratar a rna Duque de Caxias
n. 47. .
Carnaval
Latas rom tnfo m 1$ o par
Luvas brancas frescapara senhora, 2*1.
Ditas idem para homem. com dous botoes, 2/501
Na fabrica de (uvas, ra ie Cabaga n. 7, 1 *
andar.





Diario de Pcrnambiicotyuarta-feira I
Ciro de 1887

LTTEMTb

0 AMIGO DO MAEIO
POK
JLES MA.RY
V-(*>-
(Cutttinuaq&o)
VIII
E o homem sabio veucido... O barco j
salva-vidas teve qua voltar... os homens |
da tripolaglo, exhaustos, offegantes, com
as mos crispadas eobrc os remos... ti-
nham os olbos voludos para esse mar,
mais forte do qua elles, quo zombava de
seus sacrificios e que pareoia, por vezes,
entre dous rugidos de aroeaga, soltar risos
de es -arneo
Mas, nao se quizeram anda dar por
vencidos ; urna teatativa era pouco...
Tomaram a partir. Cessaram os gritos
e os gemidos ; o padre diz :
Qae Deas ves proteja I
E as mulberes entoavam em
para serem ouvidas pelos que
rer:
t Santa Maria, Mai de Deus, rogai
por nos, pecoadores, agora e na hora de
nossa morte. Amen.
Ave Maria, Ave Maria, Ave Ma-
voz
iam
alta,
mor-
na
1t
Holgan vio, por duas vezes,
barco... partirem seas amigos
sequer os saudou com a e
donara o posto,
da batalha.
partir sen
.. e nam
Aban
como um solado no dia
Mas se nao estremeceu,
mais
acea-
ami-
nao os animou com urna palav.a, qn
angustias moraos sentio, entretanto, aquel
la alma recta e forte!
Qua tempestada em seu corceo,
cruel que a tormenta que revolva o
no .
Que ruinas em derredor de si. .
zades desvanecidas, affectos quebrados,
a.-nor nlo retribuido ..
Que vale esse estrugir de ondas que,
um momento depois, tornarse bao caimas
e pacificas, em coraparaglo com o desmo-
rnamelo de todo o seu ser, em compara-
nao com sua vida s?m objecto ?
Todo esse amor, em furia, pedera ja-
mis cavar um abysmo tao profundo como
lh'o havia feito no eoraglo o riso de urna
mulher ?.. .
Pela segunda vez o Bertha-Cathartna
acabava ae ser repellido pelas ondas.
Um dos que o tripolavaro, morto por urna
pancada de remo, vinha amarrado a um
banco, dobrado ao meio, com a cabeca pan-
dente. Tiraram-n'o d'ali e o corpo atra-
vessou a mullidlo compacta, que se agita-
va na praia.
Houve c6ro de lamentares durante o
sinistro percurso e depois renou o mesmo
silencio. ,
Holgan havia tudo visto e comprehendi-
do. e ergua os bracos para o ar, cer
rando os punhos at cravarem-se as unhas
na carne, como se quizesse, n um tor-
midavel aperto de colosso para colosso,
lutar com a tempestada, ternvel mons-
mais, ama vez, matara um
seria salvar Gilberto,
nao tenho
tro qufa.
homem.
Mas sacrificarse
salvar Catharna..
Nao, Deus vnga-me
direito de oppor-me a sua vontade...
Muitos marnberos havara desembarca-
do. S Fieurot, com alguns outros, tmha
ticado no escaler, nao querendo confessar-
se vencido.
O momento era terrivel; a Esperanqa
s tinha algnns segundos diante de si :
urna onda mais forte, ama refrega de ven-
to mais impetuosa podia varrer aquella
casca de noz, sem torga para lutar, sem
meioa para resistir.
I O silencio era to profundo que pzreii
! nlo estarem all entes esmagados sob o
(peso do horror e do espanto ; o mar,
triurophante e seguro de si, domorava
como de proposito a lgubre tarefa.
De repente eircalou um murmurio en
tre os invisiveis espectadores dosta scena
de morto; -murmurio que, exhalado por
milbares de desesperos, sabio ao co e do-
minou o sibiUr do vento.
Jlo Holgan est aqu !...
E turba jepeto o com anciedade...
Tinham-n'o reconhecdo, rodeado... co-
megava a renascer a esperanga nos mari-
nheiros desanimados.
Mas Holgan afastava as mos qu* se
lho estendiam, e dizia com voz quo expri-
ma inabalavel resoluglo: '
Nao. Nao irei..
Joao. ,. Quando o vento acalma-se,
ouvem-se os gritos dos que esto a bordo
da Esperanqa. .. Nada queres tentar
para slvalos ?
Seria tentar o impossivel.
Joao. de certo nao sabes que l
esto oito creaturas humanas que chamara
per ti e que urna dellas. cuja voz ainda
mais desesperada que as outras, tua mu-
lher ?
Sei isso. Deus assim o quiz.
JoZo. pansa em tua filba. Que
lhe responders mais tarde, qaando te
pedir que lhe cont-s a morte de sua
mai ?. -
Dir-lhe-he qae os homens nada ps-
dem contra a colera divina, que os que
procuraram slvala forara repellido* pelo
mar e que um delles morreu.
Joo. toa malher nSo est s.
A bordo da Esperanqa teas tambera um
amigo, que te estima e que te caro. .
Sero duas mortes que ters de cho-
rar...
Um homem j morreu por elles. .
demais. Nao tenho o direito de sa-
crificar vossa vida para salvar a de ou-
tros. .
Joao, nao te importes com a nossa
vida. ella pertence ana qua estilo em
porigo. .
Pertence aos que precisan) ae vos...
a vossos pas, a vossas malheres e filhos...
Jlo, iremos sem ti, se nao quizares
ir nossa frente...
Nao quero desafiar a Deus.
Joo, nossos pais, nossas mulheres
e filhos te perdoarSo nossa morte, se mor-
rermos fazendo nosso dever.
Ea nunca m'o perdoaria...
Joao, parece qua o mar se apla;a...
Escuta os gemidos que partera de bordo
da Esperanza... D'aqui a pouco a tem-
pestado tornar-se ha mais violenta e todos
estes gemidos serlo abafados pelas ondas.
Ide, pois, o qae Deas vos proteja.
Joao, nao pie ser esta a toa ulti-
ma palavra Jo2o, ests com medo, tuas
mos tremer e abaixas os olhos... Joao,
amigamente a tempestado te fazia sorrr...
zombavas d'ella como de ama crianza...
Foi tua felicidade, foi a fortuna que ad-
quiriste, que te mudou assim ?
E ajoelbavam-e na areia mulheres,
crianzas e velhos ; o pescador senta as
pernas enlacadas por bracos suppcantes ;
as maos presas por dedos que se contra-
hiam, sob a iropresslo do medo; e sus-
pensas em suas roupas enancas, que as
mitos impelam para elle, chorando.
Joao, conheces os que esto te espe-
rando?... N3o smente tua mulher,
nem Gilberto Barbarain... Existera l
seis outras pessoas, que foram teus ami-
gos, no teropo em que eras pobres. Es-
cuta I... ouvea como te chamam ?... O
vento traz-nos seas gritos... reconheci a
voz de Valentim, cuja malher abraca teus
joelhos... Escuta... agora o velho
Bernard, um amigo, de teu pai... Ests
ouvindo : Holgan Holgan 1 E' pre-
ciso qae a morte esteja bem prxima para
netos da velha Ricordot, a cega, que foi
amiga de tua mli.. casaram-se na mes-1
roa ocnasilo... e Jlo, seu filho, naaceu
no mesmo dia que tu... e ambos recebes
tes o mesmo nome... Ests ouviodo 1...
A^ora elle... c Joo! Joo I socoor-
ro I < E Fredou n Lecroisy, teas dona
eompanheiros de pesca, tambem l esto...
esses nlo gritara... que provavelraeote
raorrerarfl .. Anda recusas, Jlo ?..
Deus nlo o quer. Urna vida vale
outra. As vossas sao to preciosas como
os dos que estilo na Esperanqa.
Dispoe d'ellas...
Recuso___ Mais tarde, vossos filhos
me lancarara em roato o tef vos sacrifica-
do para salvar minha mulher...
EotSo, JoSo, s um cobarde?..
Joo soltou urna ex lamaglo medonha.
Pereorreu com um olbar desvairado os que
o rodea vara.. depois em voz rouca, trana
tornada :
Quem disse isso ?... Quem o dia-
se T
Cera vozes ergaeram se n'um mesmo
grito fjrroidavel, vingador :
Todos! Todos! Cobarde 1... Co
barde !...
Holgan inclinoa profundamente a fronte,
abat jo, guardn silencio por um momen-
to. e ninguem vio que duas ligrimas
cahiara-lhe dos olhos sobre os punhos cris-
pados e feridos...
Pois bem : bou um cobarde... Ide,
sem mim I...
Todos afastarara-se e de repente Joo
vio-se sosinho. ..
A tempestada pareca acalmarse e esse
socego, de momento, era como ora convite
astucioso, feito temeridaie dos homens;
do mesmo modo dous esgrimadores des-
viam o florete, descobrindo-se, e dous Iuta-
dores apreaentam o flanco, tendo prompto
um ardilcertos de vencer, se consegui-
rn] engaar.
O Bertha-Catharina faziase adargo pela
tercera vez, irapellida pelos remos dos in-
trpidos marinheiros. .. Depois de afas-
tar-se algumss bracas parou e os que iam
dentro, estenderam os punhos na direcelo
do lugar onde estava Holgan.
A noite estava menos escura.
Flactuava sobre o mar ama nevoa par-
dacenta, na qual destacavam-se as sombras
dos remadores. E da praia viram-n'os la-
vantarem-se dos bancos, coa os punhos
para o ar e exclamarem :
Cobarde I Cobarde !
O mar pareca ter-se tornado cumplice
d'ellea... onservou-se em silencio, at
que o insulto mortal, repetido duas vezes,
ubegasse s ultimas fileiras da multidao e
fosse levado at E$ptran que quera gozar da humilhaco d'aquelle
qae tantas vezes o havia domado ; era urna
desforra infernal que tomava, como se fos-
se um ser animado, pensante, racional e
funesto.
Depois as ondas entre-chocarara-se, des
pedayaram-se e abafaram com os bramidos
enormes os ltimos gritos de maldico...
O Bertha Chtharina nao era mais visi-
vel..
H5o de salvar a Esperanza, disse
alguem.
E a multidao aniraava-Be com esta idea.
Mas qual! o barco pela tercera vez nao
poda sustentar o aasaltodas vagas... Tor-
pegar lhe na moera urna pequ^nina
ralo de malher qae apertava a sua -a se
estremoceu, foi parque lamb ou-sa da sce-
na passada, alguns dias antes, sobre os
roebedos... e daquella fronte febril que
tocara com os dedos e das lagrimas qae
sentir correr...
Voltou-se... era Thereza___
Esta ouvira amaldigoarem-n'o. Tinha-o
procurado... encontrado.
Joo va perfeitameute de norte...
Thereza estava to paluda que elle teve
medo.
Oh I meu Deus I meu Deus !...
Thereza, cera os bracos estendidos,
apontou Iba para as trevas e nao disse se
nao urna palavra, muito baxo, movendo a
oabeca;
E' preciso... Joo... r preciso! t...
E esta palavra, nao obstante o modo
suave por que foi pronunciada, chegou aos
ouvidos de Holgan, dominando o ruido da
tempes tade.
Bem, disse elle... nao ha davida,
Thereza, j que preciso...
E encaminhou-e lentamente para a
praia, com o jcorpo dobrado; obedeca
machinalmente, sera reflaxo.
De um salto achou se no escaler e sa-
gurou o lame com ama das mos, firraan-
do-8e qual lutador.
Os marinheiros que o tiaham insultado^
calavam-se.
Que o bom Deas esteja coranosco,
disse gravemente... o mar lngara praia
os nossos cadveres, Be nao conseguirlos
salvar a Esperanqa.
Com duas remadas, o Bartha'Oatharina
esteve era plena tormenta; Joo ficoa de
p, firme como ara rochedo; as ondas ar-
rebentavam-lhe era cima, sem abalal-o; o
mar cnspia-lhe a espuma na face, e, sem-
pre animado, pensante, redobrava de furia
para aniquilar o iaimigo, que lhe dispata-
va as victimas...
E desta vez foi Thereza que, de joe
lhos, rezou:
Ave Maria, cheia degrada, o Se-
nhor comvosco, bendita sois entre as
mulheres, bjradito o fructo do vosso
ventre, Jess.
Staten prximo a Nova-York. 3eu pai, dfr-
namarqaoz, era agricultor. Vivia em Urna
humilde cabana,- n'uraa das praias da ilha
e mal poda satisfazer aos encargos a qae
a sua numerosa familia o obrgavam. Mui-
to laborioso, mas espirito visionario e ohi
merico, arriscava-se a emprezas termera-
rias, que depressa o roduziriam miseria,
se sua mulher nao fosse econmica e pru-
dente, hbil a reparar todas as faltas.
Ver-se-ba de que maravilhoso modo se
harmonisaram em seu filho as qualidades
contradictorias de seus pas : espirito de
iniciativa propro e consumada prudencia;
imagir.aco viva e juzo seguro.
Cornelio, emquanto cranla, nao tinha
gosto algura pela escola; aos deseseis an-
nos tinha grande estatura, era robusto e
bem feito; sabia manejar o remo, armar a
chalupa, servir-so da sorra, da garlopa e
do rebolo; mas o que nao podia era apren-
der as befas. Era arithmetca nao chegou
a dividir, e muho menos a comprehender
a regra de tres. Em ortbographia basta
dizer que toda a sus vida foi um adepto
convicto da ortbographia phonica.
A sua idea fixa, a sua principal paixo,
era possuir um batei, urna embarcarlo
sua. 'Suu mi prometteu lhe cem dollars
no dia dos seus annos se semeassa em vin-
te e seto dis oito ares de terreno. Era
em 1 de Maio de 1810. Cornelio aceitou
o contrato e executbu-o fielmente. No dia
marcado o campo estava devidamente ca-
vado, lavrado e aemeado. A mi de Vau-
derbilt cumpro a promesia e entregou os
ceno dollars. No dia seguate seu filho
coraprava, era Richraond ama barca velha,
que transporta va viote passageiros. No
outro da, annunciava que brevemente con-
duziria a New-York algura as mercadorias
eat vnte passageiros, por prego razoavel.
NSo havia ento ectre Staten sien e New-
York servigo regalar. Cornelio foi o pri-
meire que o estabelecea, fixando horas
procBas; tinha nma especie de horario, os
pregos erara moderados, com o mo tem
po nlo cessavam as carairas, o que faz
adquirir-lhe grande reputaglo de bravura
e habilidade nutica. No fin do prmeiro
anno, entregou a sua mi os cem dollars,
A bordo da Esperanqa todos estavam | qae adiantara, e mil para gurdar
preparados para morrer. Os marinheiros
nao manobravam mais o navio, ia mer-
c do vento; a agua varria o con vez, que-
brando tudo na passagem ; os homens ti-
nham-se amarrado com cabos para nao ae-
rara arrebatados; a Esperanqa ia garra,
completamente desmantelada.
(Continua.)
VARIEDADES
F0LHET1M
O COMJNDA
POR
*fO
i\

QUINTA PARTE
O COHIBIS DE CASA2I&HTD
(Continuaglo do n. 32)
I
Ainda a eava le ooro
Trabalbou-se toda a noite no palacio de
Gonzaga. As separagSes estavam feit-s.
Logo pela manh todos os merca dores t-
nham ido mobliar os seus qaatro ps qua-
drados. At o grande salao tinha os seus
cubiclos novos, e respirava-sa ah o acre
cheiro do pinho aplainsdo. Nos jardins
tambem a installaglo era completa. Nada
j restava das magnificencias passadas. Al-
gjraas arvores profanadas, appareciam an-
da aque all, algumas estatuetas as en-
cruzilbadas de cinco ou se3 ras qua ti-
nham sido abertaa no lugar dos canteiros.
No centro de urna pequea praga situa-
<:i nao longe do aefronte do vestbulo do palacio, via-so so-
bre o pedestal de marmore urna estatua
uiutiUdu do pudor. O acaso tem destas
irrsSes. Quem saberse o lugar onde est
u nossa Bolsa actual nao servir nos secu-
los futuros para alguai monumento do can-
dura ?
E tudo isto estava cheio desde o romper
do dia.
gritarem assim
Estas criangas que te fazem cambalear,
taes sao os empuxSjs que te do, sao os
O Sr. Peyrolles, que tinha os seus apo-
sentos as aguas furtadas, estava ainda
deitado, mas nao dormia. Acabava de con-
tar os seas lacros da vespera, e reanira-os
ao conteudo de um cofre que tinha cabe-
ceira.
Estava rico aquclle fiel Sr. de Peyrol-
les ; era avaro, ou antes vido, porqoe se
gostava apaixonadamente de dinheiro, era
por causa das boas cousas que o dinheiro
proporciona !
Nao podemos dizer que nao tinha pre-
conceitos. Esperava que ainda um dia ha-
via de ser um grande dalgo. Era o Da-
bois de Gonzaga. O Dubos do regente
quera ser cardeai.
Nao sabernos qaal era precisamente a
ambigao deste discreto Sr. de Peyrolles :
mas os inglezes tinhara j inventado esta
titulo : milord MilkSes. Era o que Pey-
rolles quera ser.
Gendry fazia-lhe o sea relatorio. Con-
tava-lhe como aqueiles dous pobres fdal-
gos, Oriol e Montaubert tinham carregado
o cadver de Lagardre at o arco Marin,
onde o tinham atirado ao rio.
Peyrolles tirava para si metade da paga
dos patifes ao servigo do seu amo. Pagou
a Gendry e mandou-o embora. Fste, po-
rm, disse antes de partir :
Os bons servidores vio se tornando
raros. Tem ah debaixa da sua anella
um antigo soldado da miaba companhia
que podia dar quando fosse preciso um
bom adjuctorio.
Como se chama ?
O Baleia. E' forte e estupido como
um boi...
Pois toaia-o, respondeu Peyrolles :
mas b por prudencia, porque espero que
tenhamos acabado com todas essas violen-
cias.
Mas, ea espero o contraro, disse
Landry. Voa contratar o Baleia.
Deseen ao jardim, onde o Baleia estava
no exercicio' das suas fancgSes, ten-
tando em v3o lutar contra a voga cada voz
maior do sen feliz rival Esopo II, vulgo
Joas.
Peyrolles. levantoa-se s dirigi se aos
Os corretores nao taltavam. A arte nalap08entos da seu amo'. Soube com admi-
acia era j arte. Agtavam-se, venda- |raoo qae oatros o tinhara precedido.
comprava-se, mentia-se, roabava-sc :
i .zia-se negocio.
As jan8llas da Sra. prnceza de Gonza-
ga,- qae davam sobre o jardim, estavam
hermticamente fechadas.
As do principe, pelo contraro, tinham
apenas as cortinas cabidas. Nlo fazia dia,
nem nos aposentos do principe, nem nos
4a princeza.
O principe de Gonzaga dava effectiva-
...nte audiencia aos nossos dous amigos
Cocardasse Jnior e fre Passepoil ; ambos
muito bem vestidos, apezar da hora -mu-
a!, escovados, e tendo j dado a sua volta
pela copa.
Grandes patifes, comegoa Peyrolles,
logo que os vio, que fizeram hontem do-
rante a feata ?
nou a voltar___ Dous marinheiros tinham
sido arrancados dos bancos pelo mar...
Morreram soltando um grito : Cabar-
de I >, e o vento, gemenio lgubremente,
trouze a Holgan, impassvel e fri, aquella
maldiglo suprema e os estertores da ago-
na. ..
Holgan tinba os bragos pendentes e a ca-
bega inclinada para o peito. Todos ha-
via m-se afastado d'elle, como de um mal-
dito. Estava s... no meio das trevas...
qual aojo mo... Nao olhava mais, nada
vi a... chora va... a as lagrimas erara to
quentes qae lhe qaeimavam os olbos...
chora va sobre si propro...
De repente, estremecen. Acabavam de
Passepoil encolheu os hombros e Cocar-
dasse voltou-lhe as costas.
E' to grande a honra o a satisfaclo,
dise Cocardasse, que temos em servir a
vossa alteza, oomo nos penoso ter de tra-
tar com este senhor. Nao verdade, meu
velho ?
O meo amigo, respondeu Passepoil,
le no meu coraco.
Ouviram-me ? disse Gonzaga, que
parecia extenuado, preciso qua tenham
noticias esta manhl mesmo, noticias positi
vas, provas palpa veis. Quero saber se es-
t vivo cu morto.
Cocardasse e Passepoil fizeram ama pro-
tanda reverencia, e passaram empertiga-
dos por diante do Sr. de Peyrolles.
Serme-ha permittido pergnntar a
vossa alteza, disse Peyrolles j lvido, de
quem fallava assim, vivo ou morto ?
Fallava do cavalheiro de Lagardre,
replicou Gonzaga, deixando cahir a caue-
ga no travesseiro
Mas, disse Peyrolles admirado, por-
que essa davida? Acabo de pagar a Gen-
dry.
Gendry um patife e ta vais fican
do velho, monga Peyrolles. Somos mal
servidos. Emquanto dormas, taabalhava
eu esta manhl. Vi Oriol e vi Montaubert.
Porque razio os nossos homens nlo os
acorapanharam at ao Sena ?
O servigo estava acabado. Vossa al
teza mesmo tave a lembranga de forjar
dous amigos seus.
Amigos... repetio Gonzaga, com um
desdm to profundo, que Peyrolles ficoa
de bocea fechada.
Fiz bem, prosegaio o principe e tens
razio. Cora os diabos, preciso que o
acreditem, sao meas amigos. Quem have-
mos de empregar, a nlo ser os amigos.
Quero prendel-os, adivinbas ? quero amar
ral-os de ps e maos. Se o Sr. de Hora
ti vase apenas ama centena de talladores
atraz de si, o regente teria tapado os ouvi-
dos. O regente gosta, antes de tudo, do
seu repouso. Nlo que eu receie a sorte
desastrosa do conde de Horn...
Calou-sa vendo que o olhar de Peyrol-
les estava vidamente fixo sobre elle.
Ora bem 1 disse elle com um riso
contrafeito.
Recaa alguraa cousa do Sr. regenta ?
perguntou Peyrolles.
Escuta, disse Gonzaga, qae se levan-
toa, juro-te diante de Deas, que se morrer,
ta sers eufrreado !
Peyrolles recuou tres pasis/ Os olhos
8aluv*m-lhe das rbitas.
Gonzaga soltou urna gargalhada.
A fortuna dos Vanderbllt
Noticiou-se ha tem pos que um dos her-
deiros do millionario Vanderbilt se fizara
reprter de um jornal de Nvr-York por
vocago propria. Muita gente, sem davi-
da, perguntou de si para si se este rapaz
tomoa semelhante deliborago por desgos- ^ea na baha e no rio; possuia depois
Nlo tinha modos attrahentes, espirito
conciliador e affabilidade. Pelo contrario,
era rude e por vezes grosseiro na liagua-
gera, sempre prompto a jurar sem o m-
commodar a menor contrariedade. Honra-
do em extremo, nada promettia que nlo
pudesse satisfazer.
Aos dezenove annos tinha ganho o sufi-
ciente para se casar e augmentar o campo
das suas operag5as; construio urna outra
embarcaglo, cujo commando confiou a um
dea seus amigos; fazia o servigo de cabo-
tagem transportando quaesquer especies
de mercadorias. No anno seguinte man
dou construir nova embarcaglo, maior e
mais rpida, a que deu o nome de Carlo-
ta, nomo de urna das suas irmls. Elle
mesmo commandava algumas embarca-
tos de possuir urna fortuna mal adquirida
e a necessidade, por conseguinte, da en-
contrar neste mando urna occupaglo diffe-
rente da de ser possaidor de urna immen-
sidade de dollars. Esta impresslo, se
existia, nlo era justa. Oa hordeiros de
Cornelio Vanderbilt, que deixou quinhen-
tos milhSas de francos, e de sea filho
Gailherme Henrque Vanderbilt, que da-
plicou ete capital, nlo tem razio para se
envergonhar de tal opulencia. Assiste-
lhes o direito da altivez. Nao como tan-
tas fortunas, o resaltado de urna serie de
jogos felizes as opsragSes da Bolsa ;
urna fortuna exclusivamente devida ao
trabalho infatgavel, ao mrito, superior
inteligencia do seu fundador, como o afir-
ma urna interessante monographia pablioa-
da recentemente e extrahida de um livro
oglez The Vanderbilt's and the story of
tker fortune. >"*
Cornelio Vaaderbilt nasceu a 27 de
maio de 179'i, em Stapleton, na ilha de
Re des medrosos exclamou elle.
Nunca na ranha vida estive to bem na
corte, mas nlo se sabe o que pode aconte-
cer. No caso de ataque, quero estar pre-
parado. Quero ter om torno de mira, nlo
amigos, mas escravis ; nlo escravos com-
prados, mas escravos encarngados ; en-
tes qae vivam do ar que eu respiro, por
assim dizer, e convencidos de que morrerlo
com a minha morte.
Pela minha parta, balbuciou Peyrol-
les, sua alteza nlo precisa.
Tens razio; conhego te ha muito
tompo ; mas os outros T Sabes que ha lin-
dos nomes neste grupo ? Sabes que nma
tal clientella urna defeza. Navailles tem
sangae ducal, Montaubert est ligado aos
Mole des Champlatreux, fidalgos cuja voz
echoa como o sino de Notre-Dame I Choisy
primo de Montraartre, Noce est ligado
aos Lauzun, Gironne a Callamare, Cha-
verny aos principes de Souluse.
Oh este... interrorapeu Peyrolles.
Este, disse Gonzaga, ficar preso co-
mo os outros ; trata-sa nicamente de en-
contrar urna cadeia para a sua phantasia.
Se nao encontrarmos, continuon elle com
um ar sombro, peior para elle \t Mas pro-
sigamos na nossa revista : Taranne pro-
tegido pelo Sr. Law; Oriol, este tolo,
sobrinho do secretario de estado Lablano ;
Albret chama ao Sr. de Fleury meu primo.
Nlo tomei a minha gente ao acaso, fica
certo disso. Vauxmenil dame a daqueza
de Berri: eu tenho a abbadesaa de Cholles
pelo pequeo Saveuse. Com a breca 1 sei
perfeitameute que todos elles me entrega-
rlo por trinta escudos, mas desde hontem
noite que esto na minha mo, amanbl
pela manhl quero tel-os aos meas ps.
Atiroa o seu lengol e saltou fra da ca-
ma.
As minhas cbinellas, disso elle.
Peyrolles ajoelhou-se immediatamente e
calgou as de muito bom grado. Feito isto
ajudou Gonzaga a vestir o chambre.
Era um animal para tudo.
Digo-te tudo isto, meu caro Peyrol-
les, continuou Gonzaga, porque s meu
amigo.
Oh I alteza, quer confundir me com
toda essa gente ?
De certo nlo ha um s que valha
tanto como tu, intorroropeu o principe com
um sorriso amargo ; mas te conbego to
bem, meu amigo, que posso fallar-te como
ao meu confessor A's vezes tera-se neces-
sidado de fazer estas confidencias, isto con-
sola. Diziamo8 entlo qua preciso que
elles estejam ligados a nos "de ps e mos.
A corda qua Ibes colloquei ao peacogo s
muitos barcos dirigidos por homens da sua
escola e da sua con ta ng a, encarregando-
se de todas as commisses.
Em tudo negociara, e sem preparativos
e sem estudos comegou a desenliar, co-
piando, quando descangava de tarde na
sua habitaglo de Stapleton. E o resaltado
de todos os trabalhos foi a constracglo de
um grande navio, que fei o assombro do
mundo nutico.
Em 31 de dezembro de 1817, dando
balan50 aos seus fondos, possuia no seo
cofre seis mil dollaras ; qaanto ao capital
era embircagoes de diversos ganaros era
urna cifra importante, mas o antigo disc-
pulo da escola primaria de Stapletoa nlo
estava altura de proceder a um aventa-
rio rigoroso.
Em 1818, Cornelio Vanderbilt tomoa
de repente ama resolaglo qae traasformou
completamente o seu modo da vida. Foi
orna mudanga qoe revelou aos aos seus
dar urna volta : resumiremos isso. Vais
julgar i m mediatamente quanto a cousa nos
apressa ; fomos trahidos esta noite.
Trahidos 1 exclamou Peyrolles, e por
quem?
Por Gendry, Oriol e Montaubert.
Ser possivel!
Tado possivel, emquanto a corda nlo
os estrangular.
E como sabe vossa alteza ? pergun-
tou Peyrolles.
Nada sei, senlo que os bandidos nlo
cumpriram o seu dever.
Gendry acaba de affirmar-me que
levou o corpo para o arco de Marin,
Se Gendry mentio, nao sei de cousa
alguma, confess mesmo qae renaacio dif-
ficilmente a esperanga de ficar desombara-
gado deste demonio de Lagardre.
E de onde lhe vm essas duvidas ?
Gonzaga tirou debaixo do travesseiro
um papel enrolado e desdobrou-o lenta-
mente.
Nlo conbego absolutamente ninguem
que se lembre de gracejar cora migo, mur-
murou elle ; seria um jogo perigoso um tal
gracejo para com o principa de Gonzaga.
Peyrolles esp-rava qae se explicasse mais
claramente.
E, alm disso, proseguio Gonzaga,
Gandry tem a mo firme. Ouvimos o gri-
to de agona...
O que diz esse papel, Alteza ? per-
guntou Peyrolles no auge da nquietaglo.
Gonzaga entregou-lbe o papel desenrola-
do e Peyrolles Ieu-o vidamente.
Esse papel continha urna lista assim con-
cebida :
O capito Lorrainaples.
Staupitz Nuremberg.
Pinto Turim.
Matador Glascow.
Jofl de JuganMorlaix.
Faenza -Pariz.
Saldanhadem.
Peyrolles -...
Feppe de Mantua, principe de Gonza-
ga ------
Estes dous ltimos nomes estavam es-
criptos cora tinta vermelha ou cora sangue.
Nlo tinhara o norae da cidade, porque o
vingador nlo sabia ainda onde devia pu-
nil-os
Oa seta primeiros nomes, escrptos com
tinta preta, estavam .marcados com urna
cruz vermelha.
Gonzaga e Peyrolles nao podiam igno-
rar o qae significava aquella marca. Pey-
rolles conservava o papel entre as maos e
trema como varas verdes.
parantes e amigos ioda a forga do sea ca-
rcter.
Passando algum tempo, comegoa a falar
do vapor como um motor destinado a sup-
plantar, n'um futuro mais ou menos pr-
ximo, todos 00 meios postos em acglo pela
industria humana. Fulton e LivingstoM
haviam eatabelecido um sarvigo de barco
a vapor no Hudson. O negocio nlo era 'sen-
tador. Todos contra elles voavam Os seas
sarcasmos, e Vanderbilt nlo* tinha timbara
deixado da os ridicalarisar na empresa.
R-flecando, porm, notoa que alguma con
sa se poda fazer. To nou um bilhete de
ida e volta para Albany no vapor de Ful-
ton, passou o da a examinar o jogo das
machinas, as manobras e a maneira de go-
vernar o navio. Forraou a sua conviegae.
Quando voltoa a casa disso saa mulher
que ia lquiiar todo o seu material de tra-
balho.
Fizeram-se-lhe mil objecgSes. Nada ode-
moveu. Vendeu todas as snas embarca-
grjes e a parto que possuia em duas ou tres
associagSes de oabotagera. Fez mais: ga-
nhou n'um anno mil dollars com um vapor,
qu ndo com os outres barcos disfructava
um rend ment de tres mil. A familia jul-
gou-o louco. Mas tinha a sua idea, para a
realisagio da qual ue.-.essiUva um conhe-
cimento perfeito de na vega gao a vapor; e
estiraava nlo ter que sacrificar a aprendi-
zagem senlo dois rail dollars de aprendi-
zagem.
Seis mezea depois deu o plano para um
novo vapor aperfeigoado, e associou-se a
Gilbon de quem era empregado. Ao fim
de um anno a linha Gilbon dava de ren-
dimento quarenta mil dollars lquidos, ao
passo que a Fulton mal satisfazla os en-
cargos.
Cornelio Vanderbilt, esteve doza annos
a8sociado com Gilbon. De repente renun-
ciou a esta associaglo para sa entregar a
urna dea que estudava havia tempo. Qual
era a idea? Nao a tinha apresentado a
pesso alguraa, pondo assim em pratica o
preceito que mais tarde havia de formu-
lar n'estes termos.
< Nao fallar de um pensamento, sem po-
der velo realisado. A sua idea era fazer
construir, primeiro ura paquete, depois
dois, e assim successvamente e estabele-
cer ama car reir no Hudson. Foi no prin-
cipio de 1830 que se osaron esta nova mu-
danga na vida de Cornelio Vanderbilt. Em
1836 as reoeitas annuaes montavam j a
sessenta mil dollars, e foram crescendo,
porque o trafico tornava-so mais activo de
um momento para o outro no Hudson.
Na i dada de quarenta annos, diriga Cor-
nelio urna frota de vnte navios, de que a
maior parte haviam sido construidos sob a
sua direego.
Nunca perdeu nenhura, recusando som-
pre 9egural-08. Bons navios e bons capi-
tles, dizia elle, slo a melhor companhia
de seguros. O seu capital ele"OU-se aura
milho de dollars.
N'esta epocbo comegou a ser conhocido
por t commodoro. NSo era a principio
senlo por gracejo, mas, mais tarde soube
justificar esta designaglo pela sua actvida-
de e por um desenvolvimento de podero
naval, que ficou cerno testemuaho da mui-
ta consideraglo era que era tido.
Cada um dos quinze annos que se 3egui-
ram foi marcado pelo estabelaciraento da
alguma nova linha de Now York a Brid-
geport, Norvralk, Newhaven. Boston, etc.
Depois Cornelio instituiu um servigo de
transportas para a California, depois am
outro entre New York e o Havre. Primei-
ro, os seus vapores, depois os seus mi-
lhSes, contavam-se por centenas. E as-
sim que pouco a pouco, pela energa a
mais perseverante, o trabalho mais devota-
do, a mais esclarecida comprehenso dos
problemas da sua industria especial, o an-
tigo barqueiro chegou a possuir esta enor-
missima fortuna, que seu filho deve dili-
genciar fazea duplicar, seguindo simples-
mente a tradigao de familia. '
I Quando recebeu Vossa Alteza este
papel? balbuciou elle.
Esta manhl, muito cedo, mas ni
antes de se abrirem as portas, porque j
eu ouva o raido infernal que fze.o todos
esses loucos de dentro e de fra.
Effectivamentc estava um ruidoso tu-
multuoso. A experiencia nlo tinha ainda
enainado a regnlarisar urna bolsa b dar
urna espelunca um ar de decencia. Toda
a gente grita va ao mesmo tempo a aquella
concert de vozes echoava como o ruido da
urna revolta. Mas Peyrolles nlo prestava
attengao.
Como o recebeu ? perguntou anda
ella.
Gonzaga mostrou a janella qu ficava
em frente sua cama e cujos caixilhos es-
tavam partidos.
Peyrolles comprehendeu e procurou coa
os olhos sobre o tapete
onde vio iramediata-



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mente urna pedra entre os pedagos de v-
dro.
__ Eoi isto que me despertou, dase
Gonzaga. Li e aoudio-me logo a idea que
Lagardre tinha podido fugir.
Peyrolles inclinoa a cabega.
__A menos, continuon Gonzaga, que
este acto audacioso nlo tenha sido execa-
tado por algum confidente que ignorasse a
sorte da seu amo.
Esperemol-o, murmurou Peyrolles.
Em todo o caso, mandei chamar Oriol
e Montaubert. Fingi ignorar tudo ; gra-
cejei, ri me, e apertei-os, e confesaaram-
me que tinham oollocado o cadver sobra
urnas ruinas, na ra Pierre Lescot.^
Peyrolles bateu com a mo nos joelhos.
__Nlo preciso mais I exclamou elle ;
um ferido pode recuperar a vida.
__Sabereums d'aqui a pouco a verda-
de, disse Gonzaga. Cocardasse e Passe-
poil sahiram para isso.
E fia-se nesses dous renegados, Al-
teza ?
__Nao me fio em pessoa alguma, ami-
go Peyrolles, nem mesmo em ti. Se po-
desse fazer tudo por mim s, nlo me ser-
vira-de ninguem. Embriagaran) se esta
noite ; fizeram mal, razo de mais para
que andem direito. Mandei os chamar
ordenei-lhes qua procurassem os dous bra-
vos que .defenderara esta noite a jovea
aventureira, que tomoa o nome de Aurora
de Nevera .
Nao deixou de somr, pronunciando es-
tas ultimas palavras.
(Continuar-te-ha^
O
<1
Tvp. do Diario ma Duque de Caxiaa a. 13.


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