Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19813


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Full Text
^ HD LUII JiOJIfiJIO 35
PlIM A CAPITAL E LrlRF.l OSDE SAO E PltiA PORTE
Por tres mezes adiantados.............'. 6j$000
Por seis ditos idem.......... ...... 1^)5000
Por uno anno idem................. 23000
Cada numero a vulgo, do mesmo da............ i510
DIARIO
TI$A*FMA 1S DE FEFEfilfl DE 1887
PARA DE9TTRO E PORA DA PRO TOCIA
Por seis mezes adiantados.............. 133100
Por nove ditos idem................. 200000
Por una anno idam................. 27LOO
Cada numero avulso, de das anteriores. '....... 5100
Pnrpriefrai* fce JHanoel Jtgurira t>t -tarta i Silbos
'v
Os Srs. Amede Prstese de Parla, sil o* uossos agentes
exclusivos de annunelos e pu-
blicares na Franca e Ingla-
terra
"P
i
TELEGRAHHAS
37!,*: ?3IXSriA3 SO SIASZO
PARAHYBA, 14 da Fevereiro, s 11
horas e 40 minutos da roanha. (Recebido
1 hora e 15 minatos da tarde, pela linba
terrestre).
qui rhctdu boje, procedente do
norte, o paquete nacional PAKA.que
egae (arde para Pernamboe.
Denap parecen completamente a
epidemia sjoe relnava no Texelra.
IflSTRUCClO POPULAR
Di

(Extrahido)
l).\ BIBLIOTHF.CA DO POVO E DAS ESCOLA8
VI
la

swett bread dos ingleses) caja compoiico anlo-
ga i da carne muscular, posto que ter.ha meaos
fibrina ; e que embora mea >s nutriente, convem
mnito aos estmagos delicados, estabelecendo a
transicao para outros alimentos maii fortes.
(Continua)
-
\

~
II
I
IV

alimentara* durante a doenra
(C o 11 n u a c & o)
Disto se aproveita a clnica, proscreveudo bebi
das abundantes nos casos em que pretende evitar
a ibforpyo de certos venense a rc-absorpeo po
mienta, virulenta, ou pntrda (*).
No tratarecnto de certos docncas renses, como,
por exemplo, nos clenlos ) rcoaes, areias, etc.,
as bebidas abundantes sao de grandissma ufili-
dade, diminuindo o sedimento e facilitando o ar
raetament? destes pelas urinas.
As condices de temperatura dos lquidos inge-
ridos nao sao /como era fcil de prever) indift'eren-
tes ; e outrotanto uiccede pura os alimentos.
Nao nos permittem os limites deste livro entrar
etn dilatadas musideracoes a este respeito.
Mas sabido que os liquidas quentes provocsm
a irradiadle do calor, c urna excitacao momentnea
uiui ntil em cortes casos.
> j, O colrico que empregria os alimentos (diz Fons-
sagrives) pode i.:jutr-xe. com razaj, como o mais
-divo e o mais usual dos condimentos : e isto
tSo verdade. que todos nos temos experimentado
que alimentos pedos, indigestos na tempera!ur.
oidimna, sio bastantes vezes digeridos, qaando
se Ihes augmenta o jrrio de calor.
Ha a este respeito urna particularidad) notavel :
ama pequea porfo de calrico torna os alimentos
e as bebidas de mais difficl digeso, do que a pri-
vacao abkoluta de calrico.
iudiftVentea escolha da temperatura cora
devem administrar as bebidas e as comidas
doents; e o mdico a pesoa,a quem per-
tence exclusivamente regalar esta escolha.
Nao podemos faser neste lugar consi leracoes
algumss soure as tisanas ou bebidas medicamen-
taeB. So diremos que sao ellas uir. complemento
da d>eta em certos casos.
Ja forsm muito mais empegadas do que actu-
almente, com especialidade na Franca. Kntre ni
anda, no campo as denominadas parrafadas go-
aam de grandes crditos.
Dis Foassagrivcs nasua Hygwne alimentar, que
cm Franca geral o uso de tisanas no decorrer de
urna doenca a<*uda, parecendo que o vulgo er o
eficacia de etfeitos therapeaticos da iugesto do
grandes quaotidades de bebidas.
Pelo contrario na Iuglaterra e nos paizes do
norte, preterem-se, a nosso ver com razio, os re-
medios activos em pequeo valume, confiando se
pouso nos vehculos (#*).
As bebidas refrigerantes e aciduladas, as limo-
nadas, sao pnrticalarioen c agr..daveis aos febrici
tantea e muito empregsdas uestes casos.
Os sorvetes si*, ricommendados qaando se acba
indicado o uso do gelo ou das bebidas muito fras.
Teem, lm das propriedades refrigerantes, nm>
aeco lentamente estimulante e nutritiva.
O uso das agunt gulosas que se val generalisau-
do entre u-. pode ter inconvenientes quando ccj-
tiauado cm exceseo. i.' preciso que se saiba io
g, tar parte das Hguas gazosas sao medicamento-
sas e que o s>j uo tora dos casos de doer^a pode
ser prejudicial.
As bebidas amargas sao estimulantes e tnicas,
e por isso coovein aquelles individuos cojo appeti-
te se ach-t eulraquecido. E' muito usado por nos
com este Sm o iutueo da quassia.
Do cat, do viobo, do cb. ete., ja disseioos o qne
nos parece conveniente. Resta-nos advertir os
nossos leitores que o uso Uestes lquidos, duraate
a doenca, deve ser regulado pelo medico.
Km geral proscripto o uso de bebidas alcojli-
cas durante a doenca. Cointudo ba doencas, a
pneumona por exemplo, que tem um metbodo de
tratamento quasi exclusivo pelo alcool (dado en.
agurdente, rhum, etc.) ; f >i um ingles, Todd, o
principal propagador deata lh. rapeutiea
As carnes forraam, quasi exclusivamente, a base
da alimenucao dos do-ntes e dos convalescentes.
Do Ibes este privilegio as suas propriedades sub
stanciaes sob um p*queuo volunte e tambem, segn
do a expresso de Galeno, a conformidade da toa
naturcta com os tecidos orgnicos que ellas sio
destinadas a conservar ou a reparar.
Nao esugem gi andes esforcos de digestio e por
isso convem as necessidades dos convalescentes e
aos valetudinarios.
Nao indiferente o uso das diversas carnes.
Uem palo contrario, sao diversas as propriedades
eapeciaes das carnes dos diferentes animaes ; e
n'oas dado animal variam um pooeo essas prop-ie-
dades, segundo a sua proveniencia, idade, sexo,
te-
As carnes qne mais convem a >s convalescentes
sao as de vaeca e de gallinba,devendi a carne
ser privada das gurdnras que acompanham sub-
stancia que as tornara de menos tacil digestao.
Nio cunvem no4 estad-j m tas partes dos animaes, por exeuiplo, u figada, o
cerebro (milos), o- mu. etc., porque a complexida
de da sua estructura s tz de lima digeslio labn
riosa.
Da F' uisa^rive que nte p.rncular se dve
,b.ir uuih exuep\lo ai- thymas [mm ) da vitella (u
?ARTE OFFICUi.
Governo la rovlncla
EXPEDIENTO DO DA 13 DI JAME1BO DE1887
Actos :
O presidente da provineia, de conformidade
com os arts. 17 7 e 211 10 da lei de 3 de
Desembrode 1841 e regulamento n. 120 de 31 de
Janeiro de 1842, rt sol ve designar a ordem pela
qual os juises municipaes deverao substituir os
respetivos juzes de direito, no correute anno :
Comarca do Cabo
1. iuiz municipal do Cabo.
2. juiz municipal de Ipojuca.
Comarca de Caruar
1.* juiz municipal de Caruar.
2. juis municipal de 8. Bento.
Comarca da Escada
1." juiz municipal da Escada.
2. jais municipal de Gamelleira.
Comarca de Pao d'AIno
1.* juis municipal de Pao d'Alho.
2.a juiz municipal de Gloria do Qoit.
Comarca do Rio Formoso
1.* juis municipal do Rio Formoso.
2.8 juiz municipal de Serinnaem.
Comarca da Onricury
1.a juis municipal de Granito e Ex.
2." juiz municipal de Onricury.
Comarca de Salgneiro
1. juiz municipal de Leopoldina.
2.a juiz municipal de Salgaeiro.
Comarca de Villa-Bella
1.a juiz municipal de Triumpbo.
2.a juiz municipal de Villa-Bella
Os sobreditos juites municipaes em seus impe-
dimentos ou faltas, serio substituidos pelos respe-
ctivos supplentes na forma da lei.
Os juize6 de direito das comarcas de Barreiros,
Becerros, Bonito, Brcjo, Buque, Cabrob, Bom-
Conselho. Flores, Floresta, Garaohuns, Goyanna,
Itamb, Ingazeira, Bo i-Jardim, Limoeiro, Naza-
reih, Palmares, Panel! is, Victoria, Aguas-Bellas,
Boa-Vista, Tacarat, Petrolina, Taquaretinga e
Timbaba, serio substituidos pelos respectivos
juizes municipaes cm suas faltas ou impedimentos
pelos respectivos supplentes.
O presidente da provincia altendendo ao que
requereu Amelia Mara da Conceicao Ramos, pro-
fessora de onsino primario cm Campos Frios e
tendo em vista a informacao n. 382 do inspeetor
geral da Instruccio Publica e parecer da junta
medica provincial, resol ve conceder peticionaria
a contar de 18 de Novembro ultimo, dous meses
de licenca com ordenado para tratar de sua saude,
onde Ihe convier.
O presidente da provincia de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica em officio
n. 19 de 11 Jj correte, resol ve exonerar a pedi-
do, o tenente-corooel Manuel (Joacalves Pereira
Lima do cargo de delegado do .armo de Palma-
res.Communiou-se ao Dr. chefe de polica.
O presidente da provine a atteodendo ao que
o director gerente da Companhia de Beberibe, em
27 de Deserabro ultimo, c tendo em vista a mror-
macio prestada peio respectivo engenheiro fiscal
em ufficio de 7 do correte, resolve prorogar por
seis mezes o praso marcado na clausula 18* da in
novacio do contracto de 17 de Janeiro de 1881
para conclusio das novas obras, a que se obrigou
a mesma Companhia pelo contracto alludids.
Ccminunicou-se ao engenheiro fiscal e ao Theson-
ro Provincial.
O presdante da provincia tendo em vista a
informaco n. 384, de 21 de Dcsembro findo, do
inspector geral da Iustruccao Publica, pareceres
do Cooselho Litteraro de 29 de Julbo e de 7 de
Dezeu-bro do mesmo anno, otfilios da Cmara Mu-
nicipal de Onricury de 7 de Desembro de 1885 e
de 12 de Juuho de 1886, do Dr. juis de direito de
Ouricury de 3 de Marco de 1886, do delegado lit-
teraro de 16 de Junbo do mesmo, respietas que
ao Uonselbo Litteraro deu o profesaor de 8. Pe-
dro ue Ouricury, a 20 de Setembro, e mais docu-
mentas que acompanharam a referida informaco
n. 384 ; considerando que de taes otficios e docu-
mentos consta :
1- Q mentel Angelin era procurador da Cmara Muui-
cipal de Ouricury, quando em 6 de Fevereiro de
1885, foi nomeado profets:r publico de ensino pri-
mario em A. Pedro;
2* Que uio se exooeron do cargo de procura-
dor da Cmara do qual uio pedio demisaio, se-
gundo v se d.i officio do respectivo presidente de
20 de Si-tcm >ro de 18s6 ;
3' Qa- som-nte em 16 de Janeiro de 1836 foi
que deixou esse lugar por demissio da Camars,
em conseqU''ncia de desfalque (offieio citado e'cer-
tidao do secretario da municipalidade de 11 de Ju-
uho de 1886);
4- Que o referido professor exerceu de facto as
funeces de procurador, conforme resulta dos
men:ionados documentos e do attestado por elle
proprio exhibido, do juis municipal e da declara-
ci pelo professor nio contestada de nm arrema-
tante de impostos municipaes que directa e pes-
soalmente Ihe pagou urna prestacio do preco por
qaanto fra feita arrematac >, documento offeroci-
do pelo promotor publico da comarca ;
Considerando que mesmo provado que o profes-
sor tivc&so pedido demissio de procurador, nio
bastara isso porque si a Cmara lh'a recusasse,
cabia-lhe reclamar perante a autoridade compe-
tente, para asaiin, interromper o praso |ue na
pena do art. 3* g 15 de regulamento de 6 de Fe-
vereiro de 1885 Ihe tinba sido marcado para en-
trar em exercicio da cadeira, e
Considerando que mesmo provada essa recusa
de demissio, neta pjr isso o profesaor podia aecu-
mular ->s dous cargos, viato que cabia-lhe recurso
do acto denegatorio da Cmara e uio moslrou o
professor terse prevalecido dease recurso.
Considerando que ao leis os. 1,320 e 1,341, da
1879, peremptoriament probibem i accumulacio
de cargo e qaer o regulaux-nto da instruccio pu-
blica de 7 de Abr.l de 187h (artigos 141 e 233)
qner o de 6 de Fevereiro de 16W5( artigo 112 Ia
e 199) ex.r ssamente vedam ao prote sur o exer
cico de outrus cargos qne nio sejam de eleicio e
de ciitauc poltica e as interinidades no magis-
terio cuinniinando a esse exercicio, quando s d,
a deuii.-oo ti.ic*a do cargo de professor;
corrate, sob ns. 6, 17 e 19 acampanhados dasrs-
laces dos escravos que nos municipios de Gamel-
leira. S. Bento e Gar.tuhuns attingiram a idade
de 65 annoe, afim de que seja declarado os perio-
dos a qut. ee r.cf jrem^aajnesuias relacss.
Ao uteafsp.-*- Oommuuico a V. S. psra os
fin.- cqnHH ** que o juta de direito da ornar-
es de Bom j^bach irsfi Francisco da Cuaba
Castillo Branc, reassumdndia 3 do carronte o
exercic"de ssa cargo, renunciando o resta dali-
ceoeajJh cujo*goae se achara.
Ao mtnV.Gommunieo a V. S. para 03 fins
caaveaientes; q'ie no di* 29 d Dezembro prxi-
mo todo o JHtr4e dircifo.da comarca de Tacara-
tu', bieharol Jos Fiel de Jess Laite, untrou no
goso de ama licenca de tres mezes, que Ihe foi
concedida por Bst presidencia cm 19 de Novem
bro ultime, paesaado na mesma data o exereieo
de seu caego ao juiz municipal do termo da mes-
ma deoomtnacio bacbarel Francisco da Costa
Maia Filho.
Ao inspeetor do Thesouro Provincial.In-.
forme Vmc. quanto arrecadou o Consulado Pro
vincial no ultima ejercicio encerrado e qual tem
ido a sua arrecadacio mensal depois disso, des-
criminando as quantias liquidas as que se refi-
rirem a porcentagem -da arrecadacio em taes pe-
riodos.
Ao mesmo.Mande Vmc. abonar, nos ter-
mos da sua ioformacio de 5 do correte, n. 356, a
ajuda de costo, na importancia de 30<(XK) a que
tem direito o capitio do corpo de polica, Samuel
de Si Montenegro, removido do destacamento de
Tacarat' para o de Floresta em virtuae da ordem
desta presidencia de 8 de Maio do anno prximo
passado.
Ao mesmo.De aceordo com os documentos,
qne devolvo, e com a inlormacio de Vmc., em of-
ficio de 7 do crrante, sob n. 357, recominendo-
lhe que mande pagar a Rodolpho Monteiro de
Paiva, arrematante da obra de reparos do acude
do S. Beato, a qnantis de 2:131674, importancia
dos meamos reparos jrocedendo-se, quanto a res-
ponsabilidade, na forma do ostylo.Commonicou-
se ao eugeaheiro chefo da reparticio das obras
publicas.
Ao inspector cern da instruccio publica
Autoriso Vmc. a justificar as faltas de exercicio
escolar da professora Luisa Amelia de Drnmmond
alludidas em seu officio, a que respondo, n. 9, de
11 do crrante inez.
Ao mesmo.Verifique Vmc. e me informe
se exacto o facto que chegou ao meu conheci-
meoto d': que a protesiora de Ipotinga, freguezia
de 8. Lourenco da Matta, esti dando aula nio
em aquella lugar, porm as Barreiras do Caxan-
g, treguesia da Varcea urna legua distante da
sede da escola.
Ao eommandante do corpo de polica.Ex-
clua V c. do corp j de seu commando a praca de
nome Joio Edeltrude* de Asevedo, vista do que
informa em seu officio n. 2,019, de 8 do crrante
mes, que assim fica respondido.
Ao mesa o.Autoriso Vme. a conceder dous
mezes de liceuca, com o respectivo sold, ao cabo
do corpo da seu csmmaoio Apoleo Bezerra de
Araujo. afim de tratar de sus saude.
Assim ficam respondidos os officios de Vmc,
datados de 29 de D:zembro findo e de 11 do cor-
rente mes, sob u. 2,005 e 2,032.
Ao director do presidio de Fernando de No-
rouha.Receba Vmc neste presidio os statencia-
dos que para ah regreasam, Jos Reatado Be-
rauguel, Antonio Jos de Lima e Mareal Correia,
e bem assim e sargento Joio Al ves Seabra Frei-
r.
Ao jais de direito da comarca de Ouricury.
Respondo so officio de 18 de Dsembro findo,
declarando a Vmc. que exped ordem i Cmara
Municipal de Ouricury, afim de foruecer-lha urna
copia authentica da acta da eleicio procedida nes-
se municipio de 25 de Novembro ultimo e provi-
denciar inmediatamente para que sejam recolhi-
dos so archivo da Cmara, se ainda nio o estive-
rem, os livros eleitoraes.
Qaanto i segunda parte do predito officio de-
claro que incoutestavel a competencia de Vmc.
para tomar coahecimento da validade ou nullidade
da eleicio de vereadores e de juises de pas e da
apuracio dos votos, decidiado todas as questoet,
concernentes a estes assnmptos, 4 vista do art.
216 do regulamento expedido cm o decreto n. 8213
do 13 de *g stode 1881.
-r- Ao Sr. Joio Baptista Gomes Pereirs, collec-
tor das rendas g> raes do municipio da Escada.
Informa Vmc. no officio n. 109, de 21 do corrate,
que tendo convidado o sdadio Joio de Barros e
Silva a apresenar-lbe os escravos, Pedro, casado
com mulber livre e seus filbos Pedro e Delpbins,
afim de proceder a aceordo sobra o preco da in-
demnisacio dos mesmos, Ihe declaren elle nio s
que a mulber de Pedro havia fallecido em Janeiro
deste anno, mas tambem que este e seu filho ha-
viam-se evadido logo ac* o falleoimento daquella,
permanecendo Delpbina em seu poder.
Informa igualciente, haver ch^gado ao conheci-
mento da verdade do que foi allegado, pelo que
eonsulton :
Ia Se. pelo facto da fuga de Pedro, Delphina
perdeu o direito, ou se deve Vmc. proceda ao ar-
bitramente de seu valor;
2a Si, deixando de ser libertados Pedro e seu
filho do mesmo nome, e restando por isso da quota
distribuida quantia "inferior a 3.-3J0J000 deve a
junta classitieadora reunir so afim de classificar
outros escravos para applioacio do restante da
quota ou si deve este occorrer futura distri-
buicio.
Em resposta declaro-lhe que, tendo fallecido a
mulber de Pedro em Janeiro deste anuo, isto ,
anteriormente i reuoiao da junta, a qual teve lu
gar a i de Agosto, nio poda este ser iu duido na
claese de escravos casados com mnlneres livres
mas sim na 2 n. 2 do art. 27 do regulamento
de 13 de Novembro de 1872, por ser nico com i-
lbos escravos, como determina o aviso do Ministe-
rio da Agricultura, Commercio e Obras Publicas
de 25 de Agosto de !88l.
Si assim nio foBse, isto si o fallec ment da
mulber de Pedro fosre posterior a classificacao,
conseguintemente c mbesse a este aquella classe,
nio ficaria prejudicado o direito dos outros mein-
bros da familia, pela nuUificaoio do de um delles,
ua firma do aviso do mesmo ministerio de 13 de
Setembro de 188'.
Nio pode, p a-unto, ser arbitrado o valor de Del-
phina. por ser filha de escravo viuvo.
Declaro-lhe uatrosita que deve reunir-se a junta
classificadora para proceder i novis trabalhos
afim de applicar-se o fundo disponivel.
r'inalmente, constando a esta presideueia ser
ingenuo o meuor Pedro, sirva-se Vine de, quanto
an'es informar i respeito. -Remctteu se copia ao
r ab
() Diz-se re-absorpco, a abse (ci intima,qut-
se paasa no interior do cui pa, uo amago du uonsoe
IKIIsW
(*) Conerecoes salinas p^'.bologieas nos rios,
uretbere, benga, etc.
(*") L quido qne serve para ter dssolvida ou
suspensa a materia medicamentosa activa.
(*) Orgio de eatructura glandular, situado
na regan touraciea, e s existente dos primeiros
tem pos da vida. Atropbia-se com o progresen de
idade. Sio ainda desconbecidas as suas funecoes.
jonsi-.ierainio que acha-se provado ter o profes-
sor Leuntiou Piu.entel Angelim eieredo o carga' respectivo jiis municipal
de urjturadur da Cmara Municipal de Ouricu-
ry, cargo qne uio se acha exceptuado da iucoin-
patioilidade legal, em vista das citadas disposi-
0>s; .
Ressoive cmsiderar meara o na comininavio Uo
citado artiiro 112 do regulamento de 6 de Peve
reiro do 1885 o suprainenciouado professor Len-
tino Piotnt-1 Ang-ili.n, e supprimir, usando d-,
facuii-de inenro Halo, a caloira ^*-peit. mesmo professor
era regida.ffrovitm-vf oopia ao iuspcct ir geral
da in^iru. cao publica e Vo inspector do Tb.-souro
Kravim lal.
Oficio :
__ A i bi 'jradeir > cominaudaute das armas.
Sirva ae V ssa de expedir as conveaiontes or
den, pm i|*n 'ja recolhido ao corpo, a que per-
ieuce, u drMacam-i.ti de Imha, que se acba esta-
cionado no Ia disiricto Jo Poco da Panella.
Commuuicou-se ao Dr. tbefe de polica.
Ao inspector da Tnesouraria de Fatenda.
Devolvo a V. 8. os tres officios de 7 e de 18 do
Portaras :
__ Providencie a Cmara Municipal de Ouricury
para que com rgoucia se forneca ao Or. juiz le di-'
reito de Onricury dus copias autbenticas d, acta
da eleicio procedida n'eaae municipio a 25 e No-
vembro do anuo paseado providenciando inmediata
ineute para que sejain rejolhidos ao archivo d*
cmara, si ..iuda ni o estivcieu., os livroa eleito"
rae.
O Sr. gerente da Companhia Pernambueaua
de Navcgacin faoa transportar amanha por conta
da provincia i bordo do vpor 'iqui at o pr*s
dio de Fernau lo de Noronha os sentenciados Jo
Rosendo Berabgu'l, Antonio Jos de Lima e Mar-
cal Ce rea e bem assim o sargento Joio Al ves
Seabra Freir.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recife a 8. Francisco sirva-se de mandar conce-
der passagem d 1* classe, que ser oportuna-
mente descontada das gratuitas a que o governo
tem direito, da estaeio de Cinco Postas a de Pal
mares so Dr. juiz de direito Luiz Ignacio de Mello
Barrete
KXPBDIEXTK DO 8ECBETABIO
Elital :
Per esta secretaria se faz publico, de ordem
do Sxur. or. presidente da provincia que dentro lo
praso lsga^ foi apresentada ama nica proposta
feita por Severuo Saraiva de Andrade, teneote-
coronel BrancBeo Pereira de Carvalbo e Luiz
Lack piuft a construcfao de urna estrada de ferro
de bitojaslreita que purtndo de urna das esta
cues (tJKPtinha ou Poco do Coelho) do prolong*-
mento da estrada do ferro do Recife ao S. Fran-
cisco v| terminar na villa de Papacaca passando
pelos pevoados de Palmeira de Garaohuns, vi la
de Correte e Lagoa de Emygdio ou suas imme-
dacocs c|Bf irme a le n. 1871 de 31 de Maio de
1886.
Offices:
Ao inspector geral da Instruccio Publica.
O Exosj Sr. presidente da provincia m-nda com-
uunicsf a V. 8. que no requerimento do profes-
sor MaioM Antonio Leite allodido em sua infor-
maco a. 10 de 11 do crrante mes profer hoje o
seguinai despacho: Iadeferido, nos termos do
art. 18 di lei n. 1810 poden do, entretanto na casa
e com 4 ssobilia da aula diurna ensinar gratuita-
mente sm curso nocturno sem compromissos ou
onus de qoilidade alguma para a provincia e espe
cialoiente fara o Thesouro.
Ao engenheiro fiscal da estrada de farro do
Limieiro.8. Exc. o Sr. presidente da provincia
nesta data dea o coaveaieate destino o relatorio e
extracte dos trabalhos dessa estrada de ferro du-
rante ornea de Novembro do anno findo, annexo ao
officio de V. S. de 10 do correte.
Ao mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia manda aecusar o recebimento do officio de
V. S. de 11 do crrante sob n. 822 acompaohado
de copia do relatorio dos trabalhos dessa estrada
de ferro' relativos ao mez de Novembro do auno
findo.
Ao director do presidio de Fernando de Fer -
nando de Noronha -O Exm.'Sr. presidente da pro-
vincia conceden permissio para Vlriato Xavier de
Souta Brito seguir para esse presidio em compa-
nhia do patrio-mor do Arsenal de Marinba 1.a te-
neote Antonia Boielho Pinto de Mesquita.
SU ADDITAMSaT BXTEDIEBTE DO DA 13 DE JANEI-
RO DE 1887
Aetot!' ,\ '
O presidente da provincia, tendo em vista
termo de exatnc annexa, por copia, ao officio do
inspector do Arsenal de Marinba, de 11,do corren-
te, sob o. 5, do qual consta baver Agostinbo Cirne
de Azevedo prestado exame de conformidade com
o art 3. do decreto n. 1,324, de 5 de Fevereiro de
1854, e obtido approvacio unnime dos examina-
dores para servir de machiniata de quarta classe
de barcas vapor, ordena que ao examinado se
expeca a competente carta de habilitacao na forma
prescripta pelo art. 6." das Instrucce* que baxa-
ram com o decreto n. 2,600, de 2 de Juuho de 1860
Cossmunicou-se ao inspector do Arsenal de Ma-
rinba.
Officios :
requeridjentp do soldado do 14. batalhio de iufan-
taria, Massjfnn Jos Formigio, autoriso V. Exc, i
vista dajBa infermacio u. 20, de hontem datada,
a concefla-lhe liceaoa por trinta das para ir a
villa do:B tesss. *
Ao jspector do Arsenal de Marinba.Sir-
va-so V. Exc de expedir as convenientes ordene
no sentido de seren amnbi transportados para
bordo do vapor Geqtdi que segu para o presidio
de Fernando de Noronha, tres sentenciados e um
sargento.
KXPSDIUTE DO DA 14 DE JANEIRO DI 1887
Actos :
O presidente da provincia, considerando que
o Instituto Vaccnico, creado par lei n. 1,637, de
1882, e regulamentado por acto de 21 de Abril de
1883 perdeu sua importancia e necessidade com
o decreto geral n. 9.554, de 3 de Fevereiro de
1886, arts. 26, 1, 27 Ia;
Considerando que, alm disso, nesta provincia,
nunca a instituicio prestou os servoos que della
era de esperar-se, tendo havido, pelo que consta,
apen bro de 1881, deixando de sor remettido i esta pre-
sidencia os relatnos e mappas circumstaociados,
a que se reterem os 1G e 17 do art. 7 do re
gulamento ;
Considerando, entretanto, que nio obstante ter
sido aceito por portara de 23 de Abril de 1883,
sem onus hI~;:ui para a provincia, o offerecimeato
do Dr. Aatonio de Arruda Bel trio, do primeiro an
dar do predio n. 25 da roa do I operador, de vida-
mente mobiliado para sede do Instituto, sendo o
mesmo doutor nomeado director, tambem uem ven-
cimentos e sem adquirir pelo exercicio do cargo,
de presente e de futuro, direito a quaiquer in-
demasacio de ser vicos anteriormente prestados e
teitas mais as nomeac-s, em condiecoej idnti-
cas, dos Drs. Antonio Baptista de Moraes e Joio
de Si Cavslcanti de Albuquerque, para vaccina-
dores commissarios do Recife e Manoel Alcauti-
lado Torres para escripturario da reparticio, ain-
da assim carregou a provincia, no exercicio finan
ceiro immediatamente seguate, 1883 a 1884, eo-
mecado dous meses e poucos das apenas depois
da citada portarla de 23 de Abril, com despesas
na import.ncia de 5:790*496, com aluguel de ca-
sa, movis e pagamento dos emptegados;
Considerando que estas despezas, s nos tres
ltimos exercicios liquidad sel' semestre do ac
tual tem subido a 19:696i, sem levar em conta
lympba vacciniea, do que o Instituto nio tem^ pre-
cisado, certameate p-r falta de vaccinagoes a
fa*er ;
Considerando anda que todo este peseo-tl, nnje
remunerado, de director, commissarios, eseriptu -
rario e servente co stitue urna repnrticio que one-
ra o orcam-nro c un urna verba de 6:9vW (lei n.
1,86^,40 1885, art. 1- | 84) ;
Considerando finalmente, que as financas da
provincia nio permittem que su ccntiuue c pesas desta ordem, que, pelo modo porque esrio
seodj feus sem que tragain proveito certo e co
nhecido para o bem geral, antes um desperdicio
do que servieo :
Resol ve, nos termos do art. 5-, do regulamento
de 21 de Abril de 1883, demittir tolos os acta, s
empregados remunerados do Instituto Vaccinieo,
cessandu o aluguel da casa e removendo se os
inovei* existite no valor de 190*5"W, para a ins-
pectora de hygiene ou p-ra a rep .rticio das Obras
Publicas, ouue serio conservados al que definiti-
vamente e reorganise de ineihor modo use ex-
tinga o Instituto ceasaudo assioi desde ji esta
verba de despesas para os cifres provinciaas.
t.umpra-se e cummunique-se.
O presidente ds provincis, tendo preseote o
recurso interpoeto por i'eretra Carneiro & C, do
julicado da junta do Tbeaourw Proviucial que ne-
gou-ihes a r.'siituieo d* quauti de 441325 que
dem is pagnraineinimposto de cem re lor Oar-
rica de aasu ar.ein virtude de que os r-eorrentes
jocTrerain na p na estab-leeiW no art IU do
regulafoto de 4 de Julbo de 1879, sobre o que o
mesmo Thesouao prestou a intorinacao da 8 do
correte, n. 36t), resolve dar provimento uo meu-
cion do recurso, para que a Iludida reparticio
reatitua aos recorreutes a referid quantia con-
earuente ao despacho o. 1 074 de 22 de Julbo ul-
timo, depois de dedusidaa as poreeutagqpa fiscaes,
porquanto se os recurrentes, em ves de cem paga-
rio mil e visto que deu-se mais que duplcala,
acodo o cas >, uio da primeira, mas da -cg.m ia
do art. 114 do dito reg.; resolve outrosim, leter-
minar que se rementa copia desta portan ao The-
searo Provincial para produsir os devidos effeos.
Reaetteu-se copie f" '"'souro Provincial.
Ao inspector da Thosouraria de Fazenda.
Mande V. S. pagar a Fielden Brothers, empre-
sarios da illuminacao pblica, a importancia, da
subvencio destribuida para luzes do palacio desta
presidencia relativa ao trimestre de Outubro a
D 'zembro do anno prximo findo.
Ao mesmo.Decan a V. S., para os fins
convenientes, queo patrio-mor do Arsenal de Ma-
riana, 1 tenente Antonio Botelho Pinte de Mes-
quita, segundo participou-me o respectivo inspec-
tor em officio de hontem, sob n. 6, entrn na
mesma data, no goso da lieenoa por 60 das de
que trata o officio desta presidencia de 10 do cr-
rante.Respondeu-se ao inspector do Arsenal de
Mariana.
Ao director da reparticio das Obras Publi-
cas.Coniormsado-me com a ioformacio do Ins-
pector do Thesouro Provincial prestada em officio
de 8 do crrante, sob n. 358, permiti que sejam
cedidos a ccnipanbia Recife Drainage pela quan-
tia total de 4001000 avista do que Vmc. expos no
de 23 de Desembro ultimo, sob n. 235 28 appare-
inos incompletos collocados pela dita companhia
as toei'agnas do becco do Bernardo pertencente
a Bernardino Pires Ramos e d'ahi retiradas em
virtude da lei n. 1809, de 26 de Junbo de 1884
os quaes se acham recolhidos ao armazem dessa
reparticio.
Muialis Mutandi^Ao fiscal da companhia qne
nio foi ouvido.Communicou se ao inspector do
thesouro provincial.
Ao mesmo.Conformando me com a iofor-
macio prestada pelo inspector do thesouro provin-
cial em 8 do crrante decid que seja aliada para
melhor quadra fiuanceira a caiadura e pintura do
quartel do corpo de policia ; ficando assim resolv-
o assumpto a que se refere a nformacio de Vme.
de 21 de Desembro ultimo, sob n. 231 -Commu-
nicou-se ao Thesouro Provincial e ao eommandan-
te do corpo de policia.
Aodirector do Arsenal Je Guerra.Rtmet-
to a Vmc. para os fins convenientes, o incluso
termo de abertura de nove caixoes contendo arti-
go i destinados aos batalboes 2a e 14 de infantera
fortalesa do Brum e companhia de aprendizes ar-
tfices desse Arsenal.
Ao Juiz municipal e de orpbios do termo de
Bom Conselho.Inteirado quo Vmc. informon no
officio de 29 de Desembro ultimo, declaro para os
fias convenientes que, sendo, como sio, exageia-
dos os preces dos escravos ltimamente classifica-
dos para a libertacio pelo tundo de emancipacilo
nio pode ser approvado o aceordo feito pelo res-
pectivo collector geral que na forma da lei deve
promover os devidos arbitramentos e recorrer des-
tes se anda coutionarem exagerados, at os Tri-
bunaes superiores.
Outro sim compre que se verifique se a classifi-
cacio esti de aceordo com a pntiga matricule., sem
prejuiso da remesas dos livros da mesma matricu-
la a esta presidencia, como requisicei em 13 de
Dezembro e 8 do crrante; assim como que se te -
nha o maior cuidado nos precos fabulosos cerno os
do que se trata.
Ao gerente da Companhia Pernambueaua.
Nesta data autorisei por telegramma ao Enn. Sr.
presidente do Ceari conceder urna passagem a r
de ida e volt a entre os partos daquella capital e
do Recife em um dos vapores dessa companhia,
por conta das gratuitas a que provincia tem di-
reito.
EXPBDiaara do sbcbktario
Officios:
Ao eommandante das armas.De ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, communico a V.
Exc., que segundo participacio do engenheiro en-
carregado das obras militares, de 11 da crrante,
sob n. 95, foram feitos os] concertos na torneira
da caixa d'agna da enfermara militar de que trata
o seu officio 645, de 3. de Dezembro findo.
Agencia de Paquetes.S Exc. o Sr. presi-
dente da provincia ficou inteirado pelo officio de
V. Exc. que o vapor Pernambuco entrado hoje as
6 horas da manhi dos por tos do norte, seguir
para os do sul amanbi as 4 horas da tarde.
Ao director do presidio de Femando de No-
ronha.S. Exc. o Sr. presidente da provincia per
mettio ir para esse presidio Felicissimo Joaquim
da Silva tutelado do capellio tenante do exercito
padre Gervasio Antonio Nogueira.
Ao gerente da C mptnhia Pernambucana.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia nesta data
permit o ir ao presidio de Femando de Noronha
0 capelio tenente do exercito padre Gervasio An-
tonJj Nogueira levando em sua companhia umafi-
1 hado e tutellado Flix Cisneiro, e bem assim o
patrio-mr do Arsenal de Marinba Ia tenente An-
tonio Botelho Pinto de M esquita sua sen hora duas
filhas urna creada e Veriato Xavier de Sousa
Brito.
Ao bacbarel Thomaz Caldas Lius, juiz mu-
nicipal do Rio Formoso.De ordem de S. Exc. o
Sr. presidente da provincia communico a V. S. em
resposta ao sen officio de 27 de Dezembro findo, que
so director geral da secretaria de Estado dos Ne-
gocios da justica deu-se conh- cimeoto de seas offi
cios de 28 de Outubro e 10 de Dezembro do anno
passado-
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 12 DE
FSVEBEIRO S 1887
Tenente Antonio Semiano das Merc-s
Proto. -Paase portara designando o 2
batalhao de iafantaria do servigo activo da
guarda nacional da comarca do Recife,
para o supplk-ante fijar elle aggrcgado.
Alejandrina Mara da ConceicSo. A
euppli -ante prove o que allega.
Bartholonea A C. Informe o Sr. ins-
pector da Theamraria de Fazenda
Alferes Damiao Lop*s Pereira Guima-
rieg. Inf rrae o Sr. juiz municipal do
t-rmo de Nanreth.
Firtuino Caetano de Araujo.Remettido
ao Sr. coiomandan'e superior da guarda
nacional da comarca do Ricife, para man-
dar passar a guia de que trata o art. 45
do decreto n. 1,130 de 12 de Marso de
1853.
Francehna Sabina do Monte. Segundo
informa o inspector do Thesouro Provin-
:ial, en 21 di o>ze obro do anno passado,
detenuinou se a rastituic&o da quantia de
9*0510 a suppli<:ante, e a irr-isponsabili-
dadedas casas ns. 40 e 42 da ra do So-
oego.
Joo Vas-to Gabral Netto Deferido
com offi-io ao Sr. brigadeiro eommandante
das ar lia.
Joaquim Gomes de Albuquerque.
dem.
Jaio Carlos de Mello.Nio ple ser
def rilo.
Joaquim Mannel Monteiro de CarviJho.
In deferido.
Dr. Jos 7* ferino F-rreira Velloso. -
Deferid", p r. que a Santa Casa de Mi-
attricurdia i'uinpr-t o cnuirito '>. O e
Maio de 1873, <-mre ella e o snppl>CM '.<
na qudMade de sulistituto >l* clioic
iniioa -lo boipi 1 lo Pedro II, pagando-
Ihe se iipro que houv-r de subatituir qu l-
quer dos mdicos etfeetlvos 5040UG meu-
saes de gralicacSo, como ezpresso na
clausula 1* do mesmo contrato, que oa
bem allega o supplicante, vio foi, oem po-
dia ser revegada por leis posteriores.
Qusesquer que sejam as condiedos novas
das licencas concedidas aos empregados
da Ssnta Casa, nio affectam o contrato
referido, que e lei eotre as partes, nao
tendo portaoto, decisSo desta presiden-
cia de 9 de dezembro do anno passado,
nem as leis a que ella se refere, o alcance
do modificar contratis em virtude de leis
ontSo vigentes e que constituirlo 'ireitos.
Julia Ayres de Almeida Freitas.Con-
cedo 2 mezes.
Luiz Felippe dos Santos Porto. Infor-
me oSr. inspector do Thesouro Provincial.
Manoel Januario da Silva. Nao pode
ter lugar o que requer.
Mara Julia Monteiro Lopes. Aposti-
lbe-se nos termos do art. 46 da !ei n.
1,860, de 12 de Agosto de 1885.
Mara do Livramento Nonato- Sim,
com ordenado.
Mara Evangelista dos Santos.Em
vista da informaco nao ba que deferir.
Manoel Francisco de Souza.Provi-
denciado no sentido que requer. >
Taciana Alexandrioa Monteiro Lopes.
Apostilhe-se, nos termos do art. 46 da lei
n. 1,860 de Agosto de 1885.
Secretaria da presidencia de Pernam-
buco, em 14 de Fevereiro de 1887.
O porte iro,
Francdno CAacon.
He part can da Polica
Seceso 2."N. 144.Secretaria da Po-
licia de Pernambuco, 14 de Fevereiro de
1887.-Illm. e Exm. Sr.Participo a
V. Exc. que foram recolhidos ('asa
de Hetenco os seguintes individuos :
No dia 12 ;
A' minha ordem, Marcolino da Silva
Marques e Jovina Mara da Concei$o,
como alienados, at que tenham destino
conveniente.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Gervasio Eugenio Pessoa, Jo5o
Vieira Cesar e Florencio Jos Freir, por
disturbios ; o primeiro dcstes minha dia-
posico.
No dia 13 :
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Jeronyrao Francisco Ferreira, Fran-
cisco Eleuterio Monte Lima e. Marcelino
Francisco de Assis, por disturbios.
A' ordem do do Io districto de S. Jos,
Joao Franois'O das Naves, Manoel Pedro
Carneiro de Mello e Alexandrino Pereira
da Cunba, por disturbios.
A' ordem do do Ia districto da Boa-
Vista, Helvecio Machado da Costa
Adriano da Costa de Meira, por disturbios,
i minha disposico.
A' ordem do da Magdalel, Arcelino
Baranda, como desertor do Arsenal do
Marinba; minha disposico.
A' ordem do da Torre, Amare Jos Co-
sario, por disturbios.
Nesta data communicou-me o cidadao
Bernardo Damiao Cavbante Pessoa, ter
assumido o exercicio do cargo de subde-
legado da Magdalena, na qui>lidade de 1*
supplente.
Pdlo subdelegado do Recife foram re-
metidos esta repartico 12 faoas de pon-
a, 1 punhal, 2 caivetes, 1 lamina de
uavalha e 3 espetos de ferro, tomados a
desordeiros daquella freguezia.
O subdelegado de Tigipi, 2* districto
de Jaboato, em oH jo desta data comma-
uicou-me ter feito remessa ao Dr. juiz do
direito daquella comarca o inquerito poli-
cial que procedeu contra Vicente Barbosa,
autor da motte do soldado do corpo do
policia Joaquim Tovares da Silva.
Deus guarde a V. ExcBim. s Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevjdo, muito
digno presidente da provincia. O chefo
de policia, Aidonio Domingot Pinto.
Thesouro Provincial
DB8PACHOS DO DIA 14 DE FSVKKBIBO DR
1887
Antonio Goncalves de Az-iv^do.Ao
contencioso para lavrar-se ter>no de con-
tracto mediante as clauzulas juntas o ad-
ditamento constante do officio.
Carneiro de Souza & C, Delfino Lope*
da Cruz, Galdino Antonio Muniz Ferreira,
Albino da Silva Leal. Entregue-so
pela porta.
Irmandade de Nossa Senhora do Teroo.
__Ao Sr. tbesoureiro para os devidos fin.
Commendador Luiz Jos da Silva Go-
mes. v.'ertifique-se.
Commissao do estado da molestia da cao-
na. Junte-se copia das iuf.rmacfos.
Dr. inspector geral da iustraeco publi-
cs, Porfiria Jeauina Baptista da Silveira,
Augusto Frederco de Oliveira 4C, Gra-
oialiano Octavio do Cruz Martina e Joa-
juim Loureneo de Barros .Informo o Sr.
contador.
: *

P
DIARIO DE PKBJiuVgO
Retrospect^ polilc de <*
POLTICA PAKTKULAR W$ ESTADOS
EUROPES
iCont-nnacao)
A morte trgica de Luir. II iiio allero cm 1
cousa alguma as coudicoca pjlnicai da Ba- >
viera.
Muito antes de olficialmentc declarada a lou-
cura hereditaria do infeliz monarcha, j paii
era governado por umaespecie de regencia mi-
nisterial, sob a chefia o bario de Lutz, um po-
'litcooe se mantm ha muitos anuos no poder,
nao obstante a maioria parlamentar trae o hos-





Di?- ?k sVrnamhiJco---Tferfa-fctra 15 it Fwereir de i 887
A proposito doste estadista escrevea Val-
tilisa.
bjt :
. izem mar. cmprala o vento necessario para a nave-
gado a um feitioeiro que Ibes entrega a merca-
doria cuidadosamente acondicionada no lenco
bem amarrado. Era em Berim que o gabinete
liberal de Municli fazia animalmente a sua pro-
visao de vento, e nao se dava mal com a re-
guezia. Devido a isso que elle conseguio per-
petuarle no podar ; e acredita-se que o baro
de LuU ser ainda por alguai lempo presidente
do conselho. Compra o seu vento em bom lu-
gar : eis o segredo da prosperidade que ha tan-
to tempo desfructa.
O ministerio nao mostrou demasiada pressa
em tornar a insania real um caso julgado., posto
que os actos *st ranhos do descendente de Wit-
telsbsch a pozessem evidente aos olhos compa-
decidos de toda a Baviera.
0 desdiloso monareba comecou por manifes-
tar prorundissima averso pelos negocios de
estado. Nao quera ver os ministros. Condem-
nou-se a completo isolamento, de que sabia ape-
nas para conversar com Ricardo Wagner, o mais
charlatae dos grandes artistas. O autor do 1 o-
hengrin tractava a S. M. por t. Esta famihari-
dade e a arrogancia do maestro dcsagradarara
populagao de Munich, e Wagr.er teve de sabir
da Baviera Com isso augmentou a taciturni-
uidade e misanihropia do soberauo. Os papis
que precisavam da assignatura real eram leva-
dos a S. M., a principio, pelo seo secretario, e
depois, como a presenca deste lhe era desagra-
da vel, pelo scucabeileireiro, quesetornou o fac-
ttum do palacio. Vieram em seguida os actos
de positiva loucura 'O re mandou chamar um
da um empregado publico, um pobre rapaz
sem ambices, e ordenou-lhe que organisasse
um miuisterio. N'um dos espectculos que
inandava dar so para si no grande theatro de
Munich, logo que a representaco aeabou, or-
denou aos actores que a recoraecassem. Um
d'elles desculpou-se com o cancaco, o rei repe-
li, a ordem por iDlermedio de um de seus sol-
dados ; c, como este lhe trouxe nova resposta
negativa, vingou-se no emissano quebrando-Ibe
um jarro na cara. Encontraudo-se um dia com
um soldado de polica, cuja physionomia llie
agradou, lembrou-se de convidal-o para janlar
e, sobre-mesa, fez-lhe presente de um harina-
nium. Com o mesmo convite honrou n'outra
occasiSo certa praca de cavallaria ligeira ; c
para celebrar o anniversario do seu hospede,
veso-sc com o uniforme do regiment a que
este pertencia, recitou um discurso para eugran-
decer-lhe os mritos, c por lim, offereceu-ihe
um ramalhete de flores naturaes. O ministerio,
como toda a gente, sabia dses e outros fados
denunciadores de completo desarranjo mental,
mas ia ailiando as providencias : nao tinha
maior inleresse em promover desde logo o des-
thronamento do monarcha. Dava-se, porui,
que as sumptuosas edificaeoes que Luiz II em-
preliendra haviam desequilibrado por tal modo
a lista civil, que S. M. tentou contrahir um eui-
prestimo em Franca : o conde de Pars foi
pelos geitos o banqueiro escollado. O c aso
agora era mais seno. O animo suspeitoso do
principe de Bismarck poda sobresallar-sc. Foi
cnto que o gabinete Lutz se lembroa de pro-
mover a interdiegao do pobre allucinado, cuja
corda, aps a scena lgubre do lago de Stara-
berg, passou de direto para urna cabeca to
esarranjada como a do re suicida.
Acreuitou-se geralmente na Europa que o
principe Luitpold seria proclamado re. Gran-
des doutores em direito constitucional disserara
que isso nao podia legtimamente acontecer, e
a Baviera est condemnarda, talvez por mukos
annos, as dliculdades e embaracos de urna re-
gencia. Esta soluco, que o nio chega a ser,
nao de molde a con entar os patriotas bava-
ros : elles sentem a urgencia de ver o paiz livre
de um rgimen provisorio e de monarchas sem
juno; eis, porcm, urna impaciencia que nao se
sent em Berln.
***
Ha mais de oito annos que o con e de Taaffe
ge acha frente do governo interno da Austria.
Succedendo airainistraco nacionalista do mi-
nisterio Auersperg, que em vo tentara germa-
nisar todas as populacoes siavas e italianas da
monarchia, impoz-se, ao contrario do seu ante-
cessor, fazer do imperio austraco, nao so pelos
costumes e pela administracao, mas tambem em
parte pelas instituic&es polticas, um estado
composito, quasi federal, em que cada raca con-
serve a usa integridade e, at certo ponto, a sua
autonoma. O resultado principal dessa poltica
de concliucao foi tirar aos tchecos todo o pre-
texto para una agitaco anti-constilucinal, evi-
t ndo desse modo que a Austria cisleithania fi-
casse exposta a urna situaco anloga que
produzio a restauraco do reino da Hungra.
U imperador Fraacisco Jos nao teve necessida-
de de se fazer corar em Praga, e Bohemia, pos-
te que a lucta de nacionalidades nao se tenha
extinguido all inteiramente, acha-se ligada
Austria por lagos mais fortes que os da uno
pessoai.
Realmente, alm de certo antagonismo de in
teresses econmicos que se manifesta entre os
dous grupos nacionaes separados pelo Leitba,
deram-se no correr do anuo incidentes que de-
nunciam a existencia de rivalidades profundas
eotre mogyares e allemes. Em Maio, o general
Jansky, da guarnico de Budapesth, foi, em com-
panhia de outros officiaes, depor urna cora no
tmulo do general Hentzi, morto.em 1849, quan-
o, trente e cinco mil homens, defenda a
fortaleza da Ofen contra as torgas muito supe-
riores dos hngaros commandados por Gyoergei.
Beta manifestaco, e principalmente um discurso
pronunciado no acto pelo manifestante, irritaram
vivamente a populago da Hungra. A mneidade
das escolas de Pesth reunio-se, e foi dar vaias
junto estatua de Hentzi, apedrejando em segui-
da as janellas da casa do general Jansky.
A extrema esquerda interpellou na cmara ao
presidente Tisza. Este declarou incorrecto o
procedimento do general e accrescentbu que a
iua opinio tinha o apoio dos polticos eminen-
. te da capital do imperio.
Nao era tanto assim. O conde Ricardo Bel-
eredi, um dos chefes do partido goveroamenul
da Austria, ao discutir-se na cmara alta dt
Vienna o projeeto da nova le militar, pronun-
iou um discurso em que o exercito imperial foi
eatnisiasticamente elogiado, no meio de geraes
applausos, principalmente no ponto em que o
onde dase que esse exerefto mereca sobre- (
ludo ser louvado por |LT *m alta Wima a re-'
cordaco liel da morte e do sacrificio do hroe.
Nao licou oceulto para ninguem o sentido d'essa
p brasa, que alias foi muito applaudida por todos
os jornaes austracos, sem exceptuar os que sao
orgos dos condes Taaffe eKalnoky. Alm d'isso
o general Jansky, longe de ser dispensado ido
servigo. como queriam os hngaros, teve feleva-
co do posto; paasou a commandar a divisao da
Bohemia, sendo, no entonto, reformado pelo o-
vemo austraco o general Giulay, commamic
da guarnico de Pesth, e muito eslimado all
Com isto cresceu a indignago dos patriotas da
Hungra Hoave protestos, gritos de indepen-
dencia, acensarles ao presidente Twa, que quasi
se resol ve a abandonar o poder, oque teria com-
plicado gravemente a situaco. Afinal, urna
carta escripta pelo imperador quelle estadista,
e na qual se explicava o acto do ministro da
guerra, teve o poder de acalmar o animo exal-
tado dos hngaros. O incidente aeabou do me-
Ihor modo, mas nao sem deixar perceber que a
manutenco do imperio dualista nao um pro-
blema definitivamente resolvido.
Outro encargo que se impoz o gabinete Taaffe
foi o de reorganisar as (naneas imperiaes, que
o ministerio anterior tinha deuado em condiges
pouco lisongeiras. O talento econmico do mi-
nistro Dunajewski fez o possivel por e3se lado :
o dficit annual diminuio ; os redditos do estado
augmentaiam ; emprehenderam-se obras pnbli-
cas muito importantes. Mas os irapostos sao pe-
sados ; as dividas particulares da populago ru-
ral, principalmente, sao to considera veis, que
foi preciso fmar medidas legislativas tendentes
a assegurar a inalicnabiiidade das trras de cul-
tura, por meio de morgadios agrcolas, ou cousa
semelhante. Os caminhos de ferro do estado nao
do bom rendimcnto. O ministro da fazendn
insiste com o do commerco para que as respe-
ctivas tarifas sejam elevadas, o que seria um
mal. e nao pequeno, n'uma pocha em que a ba-
rateza dos transportes em toda a parte urgen-
temente necessaria ao desenvolvimento das rela-
gocs commerciacs. Emlim. a Austria nao pode
ainda realisar estas duas aspiragOes mais intimas
dos seus principaes economistas : a converso
da divida e o resgate da moeda papel.
-

(Contina).
HbViST DIARIA
Diplomad>> paquete nigi.-s Sora'a <>*-
sou nte-b de Aodrade, diplomara brasileiro, rrceut-meute
narnrado par bubsfituir o Sr. caos* lbeiro L .-
fayette R cingue) P-.-reira na commiaaSo interna-
euBaf que lem funccioiado no Chile conn tribunal
iirbitml.
Paquete TnzuO Sra. A'Jtrrosou Ho'wie
X C ageut< da MaHfl Real Ia;ezn, eceheram
tlegramm* de Lieb ):i anumiciand > fer d'alli e-
bidn m 13 para o Brasil o paquete Tagus; pelo
que deve esta locar em Pernatnboco a "Z do cor-
rente, ero viap in para o tut.
(mo (lefeiiiMH^lo sublelegiio pa
rochia d S. Fr. P.-dro (Jon^alve do Recite fo-
rhin remettidaa vr-, tari-, da polica 12 facas
de ponta, 1 puuh.il, caivetes, 1 j-iraiui de na-
vulha e 3 espetos d-: ferro, armas tomad..s a indi-
vi luos d'aquella freguezia.
(irinienlo leve Ant hontem, cerca de
10 horas da do te, no Varadouro, em Olinda,
Francelin'i de tal, pardo, ferio a L .i Izidoro ae
Macedo Irineu Braga, dando-lbe urna facada na
espadua direita.
O delnqueme evadio-e.
O ferido tj medicado p-lo Dr. Andrade Lim i, e
h"iitem ree.ilhido ho hospital Pedrj II.
BeneficioC >mo j4 aoteriormei:t-i noticia-
mos, f>iz boje oenefieto no theatro de Variedades
o director da cumpaubia lynca de operetirs o Sr.
Oeare Ficarra
O b-nericia i'i oelo seu talento artstico como
actor e mesmo como autor digno de toda a pro-
t-.-cclo o publico, e eremos que nao ser o publi-
cj indiferente hnj< a>> beneficiado.
'Asaociaro dos Poneeionar oa I* o-
Tloeiaea le PeratabncuBoje, s 5 e
m horas da tard-1, reuae.-s<; eta Aasociacao em
assembii geral ordinaria, na ana sede ra do
Imp-rador.
Piivondo da Tsrre No dia 7 do cor-
rente, iibrio um curso nocturno, grntuito, de ins-
traceao pi imaria, a professora public* d'este po-
voado O. Mana Prescihana Vilella dos Santos.
lnllluto ArrneolaglcoH)je. ao meio
dia, e no lugar do costume, devem reonir-se os
socios benemritos, honorarios, cffdStivoa e cor-
respondentes desta associacao para a eleicio da
mesa administrativa no prox'mo anno eo-iil de
1U87-188S, de conf rmidade com a disposicao do
art. 19 dos seus-statuMs.
tiIII liona de OuroV sneiedade Car
navaieica deste noroe, r^ccnreinanTe organisada
para os prximos dias do carnaval, deve leuuir-
ae ainaob, ua respectiva sJe, para eleger a sua
directora.
Club Musical R. J.Este club, nos tres
dias do carnaval, percorrer em carros, diversas
rnas da cidad--, sahindo da respectiva ade, roa
D'j'iue <1- Carias.
Club de Befataa Pernambocaao-
E=te club dar um sarao em sua ade, ra da
Aurora a. 111, ua prxima seguada-feira, 21 do
corrente.
O. aulebote de la HancbaA Livra-
ri aVaneesa, ra Io de Marco, recebu da cor-
te, onde foi einittida u luzuosaojeute impresso pe-
a casa L i.-mmert & C.,olivro Cervantes, D. Qui-
chote de la Mancha, redigWo pelo Dr. Carros Jan-
sen, de accordo e m u alano da K. H jtf.n iu.
E' destinada easa bella ediccao de um dos maic
lido e commeutados livros que setem esjripto
moculade escolar e eetudiosa, e contm lindos
Cbr-juios, que realcam-lhe o rm-rit >.
Agradecemos quela liviaria o mimo que nss
f-z de um exemplar.
Canbonelra insiera Plocel Aute-
hontem, s 2 horas dr tarde, fundeoo no Laraaro,
procedente de Montevideo com 27 dias de via-
gem, a canhoneira inglesa Jfloctt. acribada, para
tomar carvo.
Nao communicou com aterra; mas est a es-
pera qnc lbe a-ja perraittido reeeber e carvao de
que precisa para proseguir ua viagem.
Paquete nacional Babia >Segunda
telegrammma recebido da Bahia p^lo telegrapbo
nacional, o paquete orasileir tlahi d'alli sabio
hontem a tarde; pelo que deve tocar amaah em
Macei e a 17 em Pernambuco, em viagem para b
norte.
Jornal de MedicinaDesta folba pari-
siense recebemos o n. 2, do 2' anuo, datado de 25
de Janeiro finio. Tras este summario.
B leiim.Ainda a prophylaxia da raiva. O. A.
Chuica medn-a. -Fornrxs clnicas e diagnostico
diferencial da chbrose pelo Sr. profeuor Potain,
licao recolbida por A. I Gaviln.
Trabalbos crigioaeg.O salicylato do mercurio
e suas applicaces na aypinlis e eaa algumas der-
matosis. Dr. Silva Araujo.
Hygiene publica. As inocalacoes propbylaticas
da raiva perante a Academia de Medicina de Pa-
riz. Agustn Gaviln.
Sociedad Medica dos Hoapitaes. A curabih
dade da cirrbose, formas anmalas dafebre ty-
pboide.
Soc:edade Imperio-Real de Medicina de Vien
na. Ablacao de um nm canc roso.
SocirdaJe de Medicina Interna de Berln.
Apreaeotaco de pecas anatmicas, diacussao so-
bre o \alor diagnostico do sopro diaatolijo da
base.
Revista doa Jornaes de Medicina.O grindeha
robusta, por Egasse. Tratamento da rnula pela
pilotrarpina por Sofiian.im. U Benzoato de soda na
erysipela pelo Dr. Huberkorn.
Bibiiograpbia.Noticia sobra trabalbos do Sr.
A. Duprat, par Agustn Gaviln.
Therapeutiea. A medicacao sulfurosa. Dr.
Azambuja
DamographiaA mortalidade da cidade de Ca-
bo Verde Dr. S. Pagano.
Formulario.Plalas antiaosmicas. Haehard.
Noticiario.
Informscoes uteis.
Alfaudeara de PernambucoDamos em seguida omappa demonstrativo do rendiment.>
da Alfandega a Pernambuco, duraate o mea de .laueiro de 1887, comparado com o dt. igual mez do
ando de 1886. I
DEMOMINACAO DAS BCHDAS
Importacao
Oireitos de coasrano ... .
Addiccionoes de 50 0.
Augmento de 10%. .
Expedante de 5%. .
amiaay m
Osaatsaa.......
Imposto de 40 % shre fumo.
Despacho* martimo
Imposto de pharoes.
Dito de dcas .
1887
Exportacdo
Direitoa de 9 /,.
dem de 7 /.
dem de 5%. .
Interior
Sello por verbas.....
Dito adhesivo.....
Imposto de transmissao de 5 %
Extraordinaria
Maltas.......
Fundo de emancipacaa.
Deposito!
Deposito de diversas origens.
Contrbuicao de caridade
Somma.
430:933*615
215:294*90I
43:058*11*
4:aS2*240
8^**004
8:lMP9a4
5:340*000
l;280*28w
1:262*118
*
G3:44493o
50*000
275*000
I
467*190
35:610*861
3:380*279
3:467*761
824:8^9*143
188C
379:431 *770j
189:57^*345
37:9!5*>73
4:791*690
Csi7907
5*333
I
5:200*000
933HO0
4:972*705
*
85:435*646
*
630*000
17*5"*)
1:C95*894
*
10:230*069
3:951*958
732:578*090
DIFPCRXXCAS
Para mais Para
51:501*845
25:716*545
5:143**U7
*
2:34*a7
1:19S|1
I
140*000
;46OK)
5
*
*
50*000
*
35:610*867
*
*
*
53*450
*
*
3:710*587
*
16:990*711
*
355ii00
17*300
628*704
*
6:849*790
484*197
1*1:946*992
29:635*939
RECAPITULAQAO
DKX MIN.1QAO DAS RENDAS
Importacao.....
Despachos martimos
Exportadlo.....
Interior ......
Extraordinaria ....
Dep'.sitos......
Total

705:3M*713
6:620*280
69:707*053
325*000
36:078*057
6:848*'40
824:889*143
620:110*718
6:133*6 10
90:408*351i
647*500
1:095*8114
14:182*027
732:578*090
85:199*995
486*680
*
I
34:982*163
*
120:668*838
*
*
20:701*298
3z2*5U0
*
7:333*987
28:357*735
2* seccao da Alfandega ie Pernimb'io, 14 de Fevereire de 1887.O chele, Domingos Joaquimda
Fonseea.O escripiurario, Odilon Coelho da Silva.
Fe ri ru ti laJtm(.''in, 4s 3 inras Ua tarde
pouco inaia iu me ios, estando Miguel Mariana* :
de S >uza. viga da fem>-via do C*tng, no apo-
seDto de so residencia, na es"acio do Entronen- '
meu;, fregueaia daGraca,' all appareeeu urna
pmea do 14 batalbio de iutantena, de ame Ma-
noel Francisco da Costa, e, veod? dnas facas de ;
WsU n'uma banquioba do referido pos-nto, quiz
apprebendel-aa mrerrjgande para iasp o vigia.
Este retr.rquio-lhe dizendo qua lhe tinharn da-
do guardar as ditas facas, e nao estando p >r laso .
a praca, que logo se apoderou das facas, travou
BOU) aqueiie conflicto, dando-lhe 3 facadas, um* i
na cab-ica, outra no peito eaquerdo e a terceira no !
ventre, deixando o po re homem gravemente fe- j
rido.
Sahiodo, logo d-poia do crime, a praca oonda- j
zio as duas fiCas e deitou a correr, sendo porai:
perseguido pela sua victima, que pedia aiccorro. j
Acudlram duia pracas da guarda cvica, qne ten-
taram piender o criminoso, e, resistiudo este, en
auxilio daquelles.foram cutros guardas, sendo afi-
nal desarmada e presa a praca de liuha, que na
oecasiio foi levemente ferida no rosto.
Urna vez presa, foi a prai;a entregue outras
do 14bHt>lha', qne a foram buscar, 4 chamado j
do subdelegado da freguezia que falln pelo tele-
pbone para o quartel daquc'le bataihib.
O viga Miguel Souza foi recolhido ao hospital
Pedro II.
Out'ONa ponte do Maduro, 2' istricto po-
licial da parocba da Boa-Vista, ante hontem,
cerca de 6 lunas da tarde, Joft) Alexandrir'o Bap-
tiata de Salles, foi aggr^dido por um individuo,
que elle nao conheeeu, e que Iba den urna caceta-
da no crneo e fes lhe um ferimeoto de estoque
na orelha esquerda.
A polica local teman conhecimenta do facto.
O f rido foi recolhido ao hospital Pedro II, on-
de 1 ram reconhecidos como leves os seus leri-
uv utos.
ataeiedade Pbilomatlca Funccioaou
ante-houtem em seasao ordinaria e elegeu a sua
ni va directora que ficou assim* composta:
PresidenteDr. Ohntho Vctor (reeleito).
1 vice presidenteJos Agapilo Maciel (ree-
leito).
2o ditoJos di Castro e Silva.
I secretarioPeixoto de Alencar.
2 ditoAntonio Franklio Gameiro.
AdjuntoMiguel Rodrigues.
OradorSezino Barbosa do Valle.
Vice ditoAlberto Carvalho.
ThsouivroPedro Machado Jnior (reeleito).
Laraploa Recebemos hontem a seguinte
co'iiuiuiiicacao :
Pecare pela conceituada Revista do Diario
providencias ao Sr. Dr. chefe de polica para urna
malta de larapios, que se reuaem na ra de Pedro
Af nao afim de roubarem aos pobres matutos quo
all vio negociar.
O eacandalo, Srs. redactores, desbragado e
se alguna dos cmmerciantes d'alli fas observa-
cao, elle> voltam-o-) contra e ameaeim at de fa-
ca em punbo.
Anda h je, s 11 horas do da, un dos taes,
tentando rcubar um sacco d'um maturo, e este
preeeatindo, o ladrao saccou de urna faca e foi
em cima do pobre e quasi que o mata !
O couto deases larapios nos ranchos n. 9
e 11, que fioam defrsute do mercado.
preciso euergicas e prouptas providencias
pasa o extcrmiuio d'esaes sucios.
Olrecturia dan obras de conaerv-
rirt da portasBoletim meteorolgico ds
lU 13 d Fevereiro d 1887 :
Horas 3-3 o ff5
--------- -------.
6 m. 263
9 29*2
12 31"6
3 t. 29-6
6 28I
Barmetro a
O
76072
76l"92
76l3t
7"H
759n>86
T.asao
do vapor
18.2-7
18.47
19.37
18.79
17.s-0
a
s
3
a
s
a
71
62
55
62
63
Temperatura mxima3i* 5
Dita mi'uima26",2.
Evaporacao em 24 horas ao lol: 7,5; som-
bra: 4*,3
Cbuvanulla.
Direcelo do vento : ESE de meia noite at 5
horas e 20 minutos da manna ; SE at meia aoile
(com iutervallos de ESE durante 1 hora]e 15 mi-
tnal.
Veloeidade media do vento : 3,10 por segundo,
(das 9 horas a' meia noile 4,"98 por segundo).
Nebulosidade media: 0,52.
reclaman de casamentoForam la-
dos no dia 13 de Fevereiro, aa matriz da Boa-
Vista, os seguines :
M a noel de Almeida comTbeoicra Agrpina da
Conceico,
Joto Joe da Silva com Fausta Mara da Penhs.
Miguel Lauletta com Rosa Mara Luisa,
Amando Joaqom do Reg com Eutbaha Mara
da Cooceiclo.
filarla de CottaEscrevea-nos em 10 do
correte :
Terminei a minha ultima missiva dizendo-
lhesAo revoir,isto at a vista, e, como son
cumpndor de minha palavra, teem-me Vs. de novo
importuoando-os por um pequeno espaco naa co-
lumnas do seu conceituado Diario para as poucas
liohas qu*ae seguem :
Realisoa-se, no dia 6 do correte, com toda
pompa e brilbantismo a festa de Nosss Senhora
do Rosario em ua capella, sito ao Hmeno e pito-
resco povosdo denominado Cha da Alegra, deste
termo. Este povoado, apesar de saabelleaa nata-
ral, apresentava ia vistas dos devotos nm espasta-
cu:o summamente encantador, devido aos empre-
gado? da festa que nao piuparatu eforcoj ornan-
-io-o de arcadas de folbas de canella matisadas .le
fl >res que r^scendiam um aroma delicioso.
Ricas bnrl.'i-*s de varalas COKS flacluava n
nos urea de um para o outro lado daa ras. Em
frente 4 canella via-s- liados are is rica aente en-
feitados deflires narurae e em um aellas achava-
aa hastiada a band-ira brasUMra
Ao romper da aurora urna salva de 21 tira
anuunciou ao< fiis o dia dt f sta, tocando u:
nesmi oceasiao lindas e variadas pe^as de seu
vast i repertorio, a btnda de msica desta cidade,
regida pelo hall maestro Catita. A's 11 hiras da
m ni':i i principiou a missa que foi cantada pelo
par.'criidi freguezia, termina ido 4 1 1/2 horas.
A igreja, ricamente preparada, eslava reple-
ta de pesaoas de todas as carnadas sociaes. A's
5 horas da. tarde, a pedido, sabio urna procissao
que percorreu as pnneipaes ras da poVoucao,
sendo acompanhada por mais de 500 pessoas in-
clusive as autoridades do termo.
Compuuha-se a procissao de dous nn dores
conduzdoi pelas mo; ia solteiras das priaeiras fa-
milias da sociedade glorieos-'.
Em frente ao religioso squito destacava-se
urna i-rianea vestida de anjo cavalgando um ca-
vallo a ras da tarde na melhor ordem e respeitopoisireis.
Aps o reco himeiit- > da procissao foi cantada a
ladamha, sendo a orchestra regida pelo meimo
maestro"
D.'poi-s da Iadainha teve lugar um variado
leil de objectos que foram offerecidoa a Nosa
Senhora do Rosario, subindo alguna a procos ele-
vados ; em seguid* queimaram-sc varios fogos ar-
tifciaes.
Finalmente terminou-se feta com o muito
applaudido presepio, vindo de Pao d'Alho sendo,
que *a mestra, qual outr* Veaus surgmd-o das es-
pumas do mar, foi frenticamente applaudida. re-
cbenlo muitos presentes entre os quaes lindas
facbas de sedul.-is de 500 ris. A coutra-m -et-a,
sendo nms menina tambem interessante, nem por
isso merecen oa applauaos que teve a sua compa-
nheira.
E' o caiporismo que persegue o cordi > azul,
porque, em todo o presepio, sempre elle o ven-
cido. Entretauto, foi tambem mimoseada pelos
seos partidarios.
Depois de tantas distraccoes urna nuvem ne-
gra veto toldar o esplendido horisonte do dia t.
Un facto deu-se que aensibilisou aa pesaoas que
presenciaran!. Eil-o: '
Alguna cavalh 'iros distinctoa desta localidade,
que foram ouvir a missa de festa na Alegra, en-
contraran), em c minti perto da Alagoa Grande,
um individuo preto, montado em um cavallo ro-
dado, levando ua garupa do animal urna mo;a
branca, que representava ter de 16 a 17 anuos, de
urna formosura rara.
Um dos eavalheiros, vendo a desigualdad^ do
casal, dcscobrio naquello facto um crime, den voz
de prisao so conductor da infeliz moca, e fel-oa
condusir a pres uca daa autoridades do terms.
Interrogada, a infeliz aeclarou chamar-se
Rachel, filha de ama viuva, no lugar Boto, da co-
marca da Victoria, que era urna infeliz, que fra
i Iludida por seu visinho de nome Aoacleto que,
prometiendo casar-se com ella, ha doua mezea que
se furtava ao cumprimento de sua palavru, e para
se ver livre mandara-a acompanhada daquelle ho-
mem, para casa de um seu "onhecido na comarca
de Pao d'Alho, sem duvida para deixal a entregue
a prostituicao, porque quem entrega urna moc,a a
um individuo aquella qualidade nao tem boas
ntencocs para com ella.
O conductor, que se chama Jos, foi tambem
interrogado declarou que era criado de Aoacleto,
que oppoz-se a irazer a moca, com receie de que
toase preso em caminho.
No dia seguinte ao do acontecimenN compa-
recen a mi du D. Richel, a chamado da polica,
a qual chorou amargamente a desgraca de su-\
extremosa filha!
Foi urna scena commovedora ver ambas abra-
cadas, bsnhadas em lagrimas, mal ilzendo seua
infortunios, e pedindo 48 autoridades lenitivo para
as dores de seus coracoes.
Entilo o juis municipal e o delegado de poli-
ca, depois das indispensaveis deligincas, que re-
uiette-am ao delegada da cidade da Victoria,
aconselharam-n'aa que foasem ter com ellas.
Esperamos que aquellas autoridades, toman-
do conbecimento do tacto, euvidarSo todos os es-
forcoa afim de ser reparado o mal causado a um
ente digno de melhor sorte.
1 ouata-noa que o tal Anacleto affeito a
pratica de taes crimes, porque infelizmente a honra
da mulher, entre nos, menos garantida do que
outra qualquer cousa.
Estamos dom ama secca rigorosa, nenbuma
gota a'agna a Providencia nos envioo. te bar-
re iros, que nos forneciam agua, j4 esto esgotadoa.
A claase menos favorecida da fortuna est4 b beo-
do urna lama podre, do que a por milagre da Di-
vina Providencia, nao se tem originado algoma
peste, principalmente quando temos por visiuho
um mo hospede que nos ameaca com sua visita
o cholera.
E' preciso que o governo provincial e os dig-
nos representantes da provincia .dispeniem urna
quota pira construccao de acudes nesta comarca.
Estamos comprando agua viada de algumaa
leguaa de distancia por um preci elevadissimo, se
nao queremos beber lama podre em logar d'agua.
> Adeus. *
*** ., -.
Otello de Verrf 1O edetor Ricordi est4
convencido que ser um auccesso tal o da nova
opera Otettc, que far empallidecer o da Aida.
Ha um brinde que ae diz ser cousa de sorpren-
der : e o final, que apenas dar oito minutos
cousa tora do commum.
Ha depois ama serenata com acompsahameato
ds bandolina e violos que vira a ser popular da
nm palo ao outro.
Verdi ''rita etithusiaamaHo pela xecuco de Ta-
uiaguo, da Puntalleoui e de Maurel. Tem prova-
do com elle todos os dias ao piano forte quatro
horas seguidas.
As poltronas na Senil a de .Vlilao para a pnmei-
ra representaco do Oleo se pajaro a 200 liras
e 100 as eadeiras. U>n camarote que da ordina-
rio se toma va por 1,200 e 1,3)0 liras, nesta esta-
cao de carnaval foi acieodado por 3,500 liras.
J.
Oa armamento* na EuropaFallan-
do da nova le miliar na Uermaoia, o Times diz
que os exagerados armamentos darlo urna lata
me vita vel.
Nao possivel saber cla-amente o qus fas a
Russia ; mas 4 fra de duvida 4ae ae prepara pa-
ra ser atacada.
A Frauda proclama orna poltica de pac ; mas
arma continuamente tanto por mar como por Ierra.
Desde que deixar o* outros povos tranquillos,
nenbum pensar em envoiver-se nos seus negocios
internos.
A Germania, a Inglaterra, a Austria-Hungra
e a Italia tem dado provas de viv-r em paz com
todos ; porin tambem estao obrigdos a pagar
caro a permiaaao de poder viver tranquillos em
ana casa.
Om tal estado de cousas nao se pide prolongar
iudefiuidaiueute.
0 Sabemos, conclu o Times, sobre quo ponto re-
b.n'arA o furacau; mas, ae tem do rebeutar, seja
j, para alliviar a Europa das angustias e dar-lbe
urna nova paz.
abetneaEtlectuar-se-bao :
Iioje :
Velo agente Modesto Baptista, 4s 11 horas, na
ra da Matriz da Boa-Vista n. 16, de movis, lou-
ca, vid ros. etc.
Pelo agente Martins, a 11 horas. 4 roa Estrei-
ta o Rosario n. 10, de movis, louca, vidroa, etc.-
Amanha :
1 do agente Gusmao, a 11 horas, na ra do
Mrquez de Ulinda 11. 19, de vinho Bordeaux.
Qointa-teira :
Velo agente Martins, a 11 horas, na ra do
Livrameuto o. i4, de movis, loucas, vidros, etc.
Ui*"U fnebre.> rao celebradas:
Amauba :
A's 8 iioras. na matriz de Santo Antonio, por
alma de D. Francisca de Castro Lea > Cahral; 8
8 horas, na Madre de Deua, por alma de Francis-
co Alves Monteiro Juuior ; s 8 boraa, no ('armo,
por alma de D .mingos Jos da Silva ; s 7 horas,
a ,s Milagrea, em Olinda, puralma de D. Francis-
ca de Cas ro Leo Cabral.
Quinta-fe-ira :
A'a S horas, ua matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Mura l'lni.aneua M re-ir 1 Bastos.
PssacetrosChegadoa da Europa no vapor
ingles Surala:
A. G. Brouw, A. J. L-mreiro, J. F. Figuviredo
aua aeubora e 1 ii 11 B. M. Salgues Amonio de
F. Graca.
Sabidos para o aol m mesmo vapor :
Miguel Au^iMito de 01iv< ira, J Euirenio Mo-
reira Alves, Rosan 1 de ^.lllz, J-> CaVH'eanle
de Carvalho, lasdlii ii-rnar lu; .le O.ivcn.. iwtorl
nho e 2 tilboa e Autonio Justino.
Sahtdo iara Fernando de Noronna no va-
p-r Giquiii:
Alferea Adolpho F. Monteiro, sua senhora. 1 fi-
iho 1 cnalu, utina Qe Castro M .ura e 3 filho,
Mara Joaquina do Nascimeuto, Librtina Mara
doa Prazi-res, Basiiana Mara da Coceico i> 1
filho, cabo J..s Pereira da Silva, soldados Ti-
burtioo Jos da Silva, Benedicto dos Santos, B.
Luiz Tavare-a, 3 aootaa ai orina e a respectiva i-s-
colta.
Operace clrarglcaaForam pratiea-
daa uo hosp'ital Pedro 11, no dia 14 do correte, aa
seguintea :
Pelo Dr. Estevao :
Extirpac) de um lipoma da ragua eseapalo-
humerel direita.
Extracoo da mama direita indicada por cancro
da mama.
Caaa le tsetettcaoMovimcnto dos pre-
sos do da 13 de Fevereiro :
Existiam presos 363, entraram 10, aahiram 10.
Existen) 363.
A saber :
Naciona 326, mulherea 11, estrangeiros 17, ee-
crvos sentenciados 6, ditos de correccio 3To
tal 361.
Arracoados 338, sendo: bons 327, doentes 11,
TV.al 338.
Movimea da enfermara :
Falleeeu :
Heioulano Domingos Santiago.
firaade extraordinaria lotera daa
tlagoas Esta graude lotera, cojo premio
grande 2,0O0:OJ0uO0, ser4 extrahida impree-
rrvelmnnte no dia 26 d Fevereiro prximo.
Os bilhetes acham-se venda na praca da In-
dedendencia n&. 37 e 39.
Lotera de Mina-fieraenA 5' parte
da 1* loteria desta provincia, cujo premio grande
600:000*000, aer4 extrahida no dia 24 do Fe-
vereiro, impreterivelmente.
Oa bilbeies acham-ee 4 venda na Roda da For-
tuna, 4 ra Larga do Rosario o. 36.
Lotera do Cear A loteria desta
provincia, cujo premio grande 4_i0:000#000 Ber4
extrahida no dia .. de Fevereiro.
Os birhetes acham-ae 4 venda na Roda da For-
tuna 4 roa Larga do Rosario n. 36.
Tambem acham-se 4 venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera do ro-Par-A 10 parte les-
ta loteria scr4 extrahida quinta-teira, 17 de Feve-
reiro. J D
Bilbetos 4 venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40
Tambem acham-se venda na Casa aa r or-
tuaa 4 ra Primeiro de Marco n. 23.
firande lotera da provinciaA14
serie desta loteria em beneficio ***
Colonia Isabel, cujo premio grande 24O00O#UUU,
ser4 extrahida no dia 17 de Fevereiro, as 4 horas
Os bilhetes acham-se 4 venda na Reda da For
tuna ra Larga do Rosario n. 36. ______
hICirt de Macelo de 30:000O0
A 4* partes da 15 loteria, cajo premio
grande de 3ff0:000#, pelo novo plano, ser ex
trahida impreterivelmente no dia 15 de Fevereiro
ao meio dia. '
Bilhetes 4 venda na Casa Folie da praca da ln
dependencia ns. 37 e 39. '
Tambem acham-se 4 venda 4 Roda da Fortuna
aa roa Larga do Rosario n. 36e na Casa da For-
tuna 4 ra de Marco n. 23.
Precos resumidos-
Lotera do Paran*Esta importante lo-
rene, cajo premio grande 300:000*000, e hab-
lita-se a tirar 15:000*000, ser4 extrahida impre-
terivelmente no da .. de Fevereiro.
Aoham-seexpoatoa venda os restos dosbilhe-
ea na Caaa da Fortuna 4 ra Primeiro de Maree
q. 23.
Lotera da r-orle-A parte alo-
'eria da corte, cujo premio grande de lUUrUW*
ser4 extrahida no dia .. de Fevereiro.
Os bilhetes sebam-se 4 venda na praca da in-
deoendencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se 4 venda na Casa da ror-
ana 4 ra Primeiro de Marco.
Lotera do loA 3 parte da loten
n. 366, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dia .. de Janeiro.
Os biletes acham-se 4 venda na praca da Inae-
pendencia ns. 37 e 39. ]
Tambem acham-se 4 venda na Casa da ortu-
na 4 raa 1 de Marco n. 23.
Cemlterlo pabllcoObituario do da Id
do conente :
Joa dos Anjos, Pernambuco, 5 mezes, Boa-Vis-
ta ; diarrha.
Rita Eugeuia Couto dos Santos, Pernambuco,
50 annos, soiteira, Boa-Vista ; cengesto cerebral.
Jos. Pernambuco, 3 dias, 8. Jos ; espssmo.
Candid Francisca de Azevedo, Pernambuco,
43 annos, casada, Poco ; febre perniciosa.
Francisca Theodora da Silva, 64 annos, soitei-
ra, Boa-Vista ; febre palustre.
ciencia ra Seto de Setem bro n. U4, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra du Bam-Jesus n. 3,
soDrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consaltas das il horas da maulla s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
res dos orgos genito-urinarios do hornern
e da mulher.
Dr. Joaqaim Littreiro madi :o e parteiro
Consultori,1 na ra do Cabug n. 14, 1..
iidar, de 12 s 2 da tarde ; 'residencia no
Monteiro.
O bochar ti Virginio Marques, encarrega-
so de questo-.s civis, can ueroiaes, crimi-
naes e orphanologicas e d-'f-za parante o
jury d'est-- e das comarcas prximas. Es-
criptorio a ra 1. do IfarfO 18. 1. andar.
Residenciara do Hospicio n. 83.
Urosana
Francisco Manuel da 6va dt C-. l"po-
aitaftM de todas as espdcialid.-.aes pharm
B -uieas, tintas, drogas, productos chimii
i medicamentos horaceo) uieos, ra do M.-r-
q'.icss de Oiinda u 2'.
rosarla
Faria Sobrinho & C., droguistas por at-
t*cado, ra do Mrquez de Olinda n. 41
adertaria a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
de Fraucisc-j dos Sautos Macado, caes
de Capibaribe n. 23. N'oste grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra-se c vende se madeiras
de todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta alhe-ia, assim como se preparam
obras de carapina por machinas e por pre-
go sem competencia Pernambuco.
imiuctisA mnm
Medico*
O Dr. Lobo Hoscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conotia ne
oxereicio de sua profisso. Con sitas das
10 s 12 horas da manha. Especialdades
eperacSes, parto e molestias de s-n horas e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreta Sampaio d consultas de
meio-dia a 3 horas no 1. andar da casa
a ra 1? Baro da Viotona, n. 5l. Besi-
Dlscussao do ccete
(C o n t i n u a 5 a o)
O Sr. D. Limao-doce (profundo silencio).Sr.
presideut-\ Ii-tuu velao e lenho as pernas bam-
bas ; eatou completamente imprestavel, embora
hiuI un- bala o BOYaoSe! Nunca fui um deesea
Hthli-tas formidavea na lutas peaaoaes. Sou po-
rin forondo a tomar a palavra, pira resp'iider ao
honrado orador que me precedeu. dem sei que a mi-
nli 1 reap.ista nilo lbe pode ser agradavel; mas, re*
toa agitur. Oade quer que ae acense a Relacao,
def ndel-a meu dever.
Antea pirein, di entrar no assnmpto, me oceu-
p irei do ccete, pura defiuir minha posicao nuste
debate. N5> srou certo, Sr. presidente, ee o c-
cete caso de aggravo ou de nppfllacao (risadas.)
Dedico-ine mais uo estudo da philos -pina do direi-
to que as eatudo da pratica do procei-ao. Nao sou
praxiata; aou jurisconsulto philosopho. E dentis
a queeto, sob este pouto de vista ocioaa. Deve-
inoa indagar qual a uatureza do acto em si, e nao
qual o recurso que delle cabe (apoiados).
Segundo p8B80, a qu^stao couBste em indagar
a o ccete aggravo de instrumento ou de ptico.
Pondo de parte o facto de sor geral ou especial em
que elleDuiprudens imperat, emendo, Sr. presi-
dente, que o ca'te, e'mbora nao aeja sempre ag-
gravo de instrumento, todava instrumento de ag-
gravo, em razio de aua propria qualidadedurum
est, como diz Horacio. (Muito b'iui).
Nao quero erar, Sr. presidente, que haja ncata
reunio urna s pessoa que me considere a morrer
de inedo do-CHcto4.
Vozh8Eutio V. use. nao tem costta ?
O Sr. D. Limao-docePara o cac:e, uo e nao
a Relacao tem a aua competencia determinada
pelo valor da cauaa, h o ccete nao da alenda da
Relacao. (C)nteatac58 doa janea de direito).
Sr. presidenta, nao eatou fallando .porque tenha
medo do sacate quod metas eausa. V. Exc. sabe
que s as causas de valor de mais do qnioh-ntos
mil ris, sao da aleada da K lacio. Ora, nao ba
cacte que tenha este valor; logo, o ccate sem-
pre da aleada doa juizes de paz, municipaes e de di-
reito, conforme seja ou um sipo, ou um sip-po,
ou um quiri. Este da exclusiva competencia dos
juises de dire'to, (Conteatitcoes e gnrgalhadas).
O Sr. Negromonte 'de ser da competencia
de V. Exc. que tambem r.'in costas.
O Sr. O. Limo doceIatoaprova ignorancia da
parte de V. Exc. Um desembargador um sub-
stantivo collectivo, que significa toda a Relacao.
E desde que o ccete uo da aleada da Relacao,
nao pode ser da aleada de um desembarcad.r
um desembargador philosopbicamenta falland),
nao tem urna existeneia real e outholegica \ i urna
ubstraegao, urna Jraccao da unidade egregia!. E
C por isto que quando julgamoa, dizemosaccor-
do em Relacao, etc. ((argalhadas geraes).
Paseando outra ordem de ideas, Sr. presidente,
declaro que fiquei pasmo com as tbcorias do hon-
rado Sr. Negromonte! Nao conheco o tal Sr.
Hotikel, nem o tal Darviin. etc. etc., e nem quero
eonbecel-o. Catholico, apostlico romauo, como sou,
nao poaso acreditar que o homem prorenha do ma-
caco, nem que seja decente viver elle do que tire
dos outros. E' verdade que, quando voltei do Pa-
ra, um dos meus collegas mo diaae: Limao-doce
V. est com feicSes de macaco, (tusadas). Disse
eu : proprio do clima do Par, quando a gen-
te volta de l, parece realmente um gorilla.
(Risadas).
Com effeito, Sr. presidente, depois de aiguns
mezea rcadqueri as fei.oea de homem 1risadas) ;
mas isto aSo quer dizer que o homem desceuda .aje
macaco, o qus importa dizer que o mi caco ae tor-
nou homem. E' verdade que ha bnmens que viram
macaos (bilaridade); mas nao me consta que ne-
nbum macaco tenha virado homem. (Risadas). No
primeiro caso, isto a minba macaquice passa-
geira explica-ee pela influencia do clima do Para.
O 8r. Chicaltuo' o que acontece com quem
vai a (ioyaz : vai impapavel e volta papado.
O Sr. 1). Limo-doceE' por isto que o Sr. Ne-
gromonte nao quer ir l, tem medo de voltar pa-
pado como V. Exc. (Hilaridade prolongada),
Deixando de lado os papados, Sr. presidente,
vou me oceupar do aaumpio, anb um ponto de vis-
ta largo, pbilosophicameate largo, como largas
sao as minbas vistas em poltica e em jurispru-
dencia. Sr. presidente, engaa se quem pensar,
que es atheus da moda adiantam alguma cousa
sobre o creacao do mundo. Eatudei philosqphia
uo Seminario de Olinda, em 1832, com o celebre
prefeasor conego Bernardo, pela compendio do im-
mortal Genuense. Com estes grandes vultos faeo
obra mais abundante e mais rpida, qne alguna
sabios ignorantes da moda, com os livros doa
atheus que elles nao comprenendem.
Nao sei, Sr. presidente, que valor poaaam ter
na sciencia do justo e do bem, eaaes rapuzlas de
calcas apertadas, sapatos de bico torto, pastiuhas
untadas de cosmtico e outros ingiedientes mais.
FaUarn de tudo e nada dizem que se aproveite. Se
discutem poltica, comecam sempre pela revoluco
francesa, Danton, Sarat e outros assassinos de
igual jaes.
Se discutem philosophia, eil-os dizendo dispa-
rates em nome de uns autores que elles s conhe-
cem pelo cathalogo, e acabatn aempre com o epilo-
go obrigatori", qu>' a negacao da existencia de
Deusda divindade, da santa igreja catholica, e
das virtudes theologaes. (Illaridade).
E at j com ama facilidade to grande, e com
um tal sangue fri, que a gente nao poda saber,
se o rapaz simplesmente tolo, ou verdaderamen-
te idiota (hilaridade prolongada ; todos oa outro
se voltam para o Sr. Caroxa).
E' o qud acontece com urna certa claese de mu-
lherea da moda.
Ellas envolvem-se em um cuero apere do,
verdade, mas to cheio de lacos de rendas, de gan-
cbinboa, e de oraedes incidentes, que a gente nao
capas de saber onde est a oragao principal.
(Hilaridade prolongada).
Vvenos em pleno ruinado da pomada litera-
ria, e Bcientifica (maito bem). Sr. presidente, s
na instancia do ccete os pomadistas faiem fortu-
na. Na Relacao, nao, Sr. presidente. L, se e-e tu-
aa ; e modestia a parte, eu son o mais estudioso e
adiantado (riso).
Sr. presidente, a sciencia do direito, nao patsa
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Diario de PerBambocoT^rfa-lcira 15 de Fevereiro de IHH7
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fomente por duas mis : passa por cis ; exprimi-
da, como Uitede coco. E o aueo do direito suamu*
/i (risada).
Sr. presidente, en son romano en direilo, ao in-
? rso do mea colleg de turui* que uestas m ate-
dias extraordinariamente greg>. Os meua aecor-
sidos t-m omuta duxrndi de Cicero, e a suoli-
me conciaaj de Tcito. Os delle sao confusos, e
opacos, corno um discurso do re Hernia*. (Risa-
das). eu piefiro Roma a Grecia. Oh Rom*,
porque nao nasci no regaco do teu manto de ouro
e purpura V I
Eu tena sido um doa teus comales, ou um dos
teus Pre'ores, e taives mesino, um d.is teus iin
peradores !
Eu teuh i clemencia de Cenar e o atoicismo de
Caa Infelizmente, Sr. presidente, naaiti na
praiade Gamella (Hilaridade prolodgada). Mas
o meu saBr, de origein romana. Eu mamei o
loite do Pa/dniano. (Riso prolongado). Si quid
est in me ingeuu, judices, quod aentio qam sit
exiguuui aut si qua exercitatio difund et deci-
. dendi- todo mamei no bita d'aquelie grande
juriseonsojt) (risadas).
Sr. presidente, n> pode aab'r cous alguma,
quein nao ti ver mamado o leite dos jurisconsultos
romanos. Eu s contigo duas grandes forva nes-
te muuio : o Direilo R/mmo a o Le Roy franca,
^risadas). Coin o primeiro, tenho reaolvido todas
as questoes ; emn o segund), continuo a resolver
certas molestias (hilaridade estroadosa) Nao ha
espirito cu tivado, Sr. presidente que d a pilma
aos Romanos sobre 03 lrepo... Um jraade vul
ta he.-paohol, Donoso Cortea.
O Sr. Gurj4t' meu prente (riso).
O orador dia'a : quem da preferencia os gre-
gis sobr.) os romanes, confunde a eivilisac-j
- cora a cultura. A cultora, dizia elle, a civili-
saco pr ipria di um povo de putas e de artis-
tas. A civilisaco a cultura pnprit de um
povj adulto, qu-' se oecupa de peusimentis
viria .
O Sr. Caroza Muito bem, foi para ouvir isto
que en vim ao mundo (risadas prolongadas).
O oradorE por isto Sr. presidente que nem
era ojnr&i onde rein .u a ra^a Drica, nem em
Alhenas, a cidad.: policaia pe'os Deiaese pelos
Hroes ; os horneas como eu, encontrain vestigios
de urna civiliaacXi igual, a cvilisaco romana. A
Grecia era um p.iz de poetas e de artistas. R -m 1,
a pitria dos pensadores e da3 Herviuas. A tormo
suri de Aspazia nlo vale o hiroismo de Cornelia
(muito bom).
O Sr. Car,xaEst me reg.lando o peito. S
eu o comprehendo (risadas).
O orador-----Sr. presidente, disculpe-me a di-
gresa&o. Ha no>*0 tempo q'ie '-M audava entupi-
do (hilaridade). Eita vida de fallar por accordao,
nao foi feifa pira miin (risadas). Ha muito tein-
pj que en dezejava um momento como este, para
descarregar o meu porao (risadas estrondosaa). E
por ist divaguci. Sou como urna garrafa de gen-
gibirra : saltando a rolha, nao fica urna gotta de
liquido 111 tundo da b-tij i (hilaridade).
O orador (Depoi de urna pausa)Vou entrar, |
Sr. presidente, no ponto principal da questo (si-
lencio profunda). Tres cousas influem nos julga
dos da Relaco e sao as seguinies :
Io A f qne nos mereccm osjuizesda primeira
instancia ;
i" A confoso das nossas teis ;
3 Urna entidade potencial chamada advoea-
tus dicrs-Dig. de ofijiis Eita individualida-
de potencia!, ao lado de nina outra individualida-
de, nao potencial, produz o effeito de um canhao
Arnistrongao lado de urna espingarda de cafa
(apoiados do Sr. Carosa e outros advogadosi.
O Sr. D. Limao doee--Passemos a Hpreciar cada
urna destas cansas, isuladameute. Vamos a pri
meira, Sr. preaidente ; a Relaco nao tem motivos
para suspeitar que na instancia do ccete, os pro-
cessos sejam -ageitados--<-m favor de um dos liti-
gantes (susurro). Em regra, Sr. presidente, nos
proces3"3 de fallencia, antes da- -qualfi-:*ca>-- tu-
vimos dizer cousa3 do arco da velha contra o fal-
lido e como nosao costume-ficamos prevenidos
contra elle
Devo confessir que ao Colendo, a prevencSo
qna3i sempre o modo habitual de julgar, poueo ou
na'a us importand >, que a nossa prevenco a-ja
o producto da meutii a ou da calumnia, cuja mar-
cha, V. txc. deve t > lulo em Beau marchis.
Quando os autos n n sao distribuidos, a preven-
\'io lo volumoza, q-i toda prova em contrario
nao a diminue (sensai. I .;
( Vozes e eonfuati '. -i
O sr. Lnaa rsi (o rubado)J nao pou
eo a minba coulioso. E' um grande defeito ou
x>r ventnra o mai >r quo p^deter um juiz. A este
respeito au temos descnlpa. Confirmamos urna
entenea injusta, iniqua, ofieis as lea dessa pru-
dencia um pouco tmida, companbeira inaeparavl
da icieocia, e da velbiee (sensacSo.) Assini tira-
mea muitas vezes ao pobre, as anas migalhas, para
dal-aa ao tico avarento que nos mente, nos illnde,
mu a quem damos crdito, porque nos adula, (sen
sanie profunda).
Sao os homens cima de toda suspeita que muitas
veaes nos levam a injusticas que pesavain em nossa
consciencia como urna condemnacaoe aobreauossa
fionte como nm signal de ignominia !
Sao ricos, cima de toda swpeila, faxem-nos mil
protestos de sua dedicaco e lealdade e us nio po-
demos pensar que elles sao como aqnelles scpulchros
de que falla o Eoangelho os quaes por fora sao Um
pos e alvos e por dentro rudo podridao I (sensac&o
extraordinaria) Lembro-me de ter reformado urna
qualifieacao culposa, para fraudulenta, levado pela
informacao de um hjiuem de grande repntacao no
c-ommercio.
O fallido morreu na prisa?, sita mulher morreo
de dr e de miseria, suas filbas prostituiram-se, e
s muito muito tarde, vim a saber que este amigo
(vivamente commovido) me tinha engaado! I
(ensacao protunda) Era credor do fallida, quiz
tazer um arranjo, para ser pago de preferencia
a~s outros, e, nao o conseguindo, obteve peritos in
lames come ella, que se prestaran, ao papel de fal-
sarios (sensacao).
VotesAntes V. Exc. nao tivesse coutado esse
tacto !
O Sr. D. Limao-dce (depois de longa pauaa)
Oacam-me e depois julguem-me.
tir que o bens da massa, o vendidos fra dos
Caso 1 da lei e, uiicameote pira pagamento de
custas do juixo, e pjrcentagem do curador?...
O Sr. CarnE" mas que verdade (risadas).
O 8r. D. Lmo-dce -r*jde laesmo suspeitar
que um juis entre em um cstabelecimento, urna
pharmacia, por exemplo, e passe semanas, ruBri-
caudo quanta receita velba encontr, para faxer
cusas ?
Voxes-Com eflaite !
O Sr. CarolaE' verdade pura ; mas qne pnra,
punssima...
O Sr D. LimSo-dcePassemos a segunda eau
sa, Sr. presidente, a lei tambem a cauaa de mui-
tos dos nossos er:os. Temos tantas leis revoga-
Jas em parte, o em parte nio ; tantos e tantos
aviaos, pareceres do conseibo de estado, -em sen-
tido contrario, que a gente la em cima, quaato
mais ejtuia mais etgo fica (hilaridade).
Depois da promulgaco do Cod. do Co n. o mi-
nisHerio da justica tem expedido l,999,ir99 avisos,
sendo apenas nove, de accordo om a lei (risadas)
oeste ocano de papel, quem nao fr bom nada-
dor m*rre afogadi. Minos eu, Sr. presidente,
que regulo-me sempre pilos principios e nJi faco
jaso de avisos de ministros, em materia de inter-
pretaco doutrinal.
O Sr. Carosa-- Nem eu tambem, quauto a ou-
thentica (riso). t
O -r. 1). Limao-Udce--V. Exe. ha de notar qu-
eu sousemjra vencido, isto acert sempre. (Riso).
Pnsso a exer.niua* a terceira causa (diieneio).
Ah! Sr. preaidente, aqui que tem cabiment
>--infandum Regina ju'-eo, renovare dolorem -
do meu velno Ulpianol (H O Sr. Or. Perrinho--0 infandum j passou ; foi
-quelle fallido que morreu ie fama por cauaa d<-
V. Exc. (apoiados).
O oradjrOra Sr. Dr.. aguas passadas nao
moem engenho... igargalhadasja
Sr. presidente, o Creador f-a mal em dar cora-
co au juis e a mulher. Pelo eoraco, at aquel-
la fam isa Lucrecia foi assompto de historietas d.
sentido equivoco. Pelo oracilo, um juiz do Rio
Gande do Norte, deu urna sentenca por um ca-
vallo. (Hilaridade). Sao era desembargador ; es-
tes ao velbos e nao montan mais... ( strondosas.
_'arg tlb lias). Sao destas miserias, herdadas do
nosso pai Addo, que trocou as docuras do Paraxzo
por ouira eousa qua elle achou mais doce miae-
rict mUeriarum- -diz S. Themoteo (risadas estroa-
dosa_).
O Sr. Dr. FerrinlioEationio montauj miia..?
(Risd).
O Sr. D. Limo-icaSr. presidente que foute
de grabas, nao o coracao paterno !
O Sr. CaroxaE' verdade, s aquello que anda
io deu a luz, que nao pode avahar o amor de
pai! (exoloso de gargalhadas)
Sr. presidente, V. Exc. ssbe que quanto maior
a nossa confianca em nm amigo, maior a facilida-
de de sermos por elle engaados. A Densa da
Juaftca nao devia ter nicamente os olbos venda-
dos, devia ter tambem oa ouvidos tapados, e urna
pedx-a no lugar do coracao.
O Sr. SquinhaA justica nao tem coracao.
O Sr. CaroxaMas se ella urna mulbar como
nao tem ?
OSr. D. Limo doceOutras vetes Sr. presidente,
apeaar da prevenco que deixam em nosso espirito,
as informaces doa amigos, cima de toda suspeita
o procesan vem tio bem arranjado tia em re.ra,
as provaa to evidentes que aiuda confirmamos a
sentenca, apezar da maldita prevencao sontra o
individuo, em favur de quem foi proferido o accor-
dao cabe no foro, como urna bomba a Orsini, e de
todos os lados se grita contra o escndalo De
pois, apurado o caso se verifica que o procesao fei
ageiiado pata prot> ger o fallido, que os peritos nten-
tiram, que ba credores ficticios, e outras bellezas.
Ora, diga-me V. Exc. que motivos tem a Rela-
ta) para suspeitar que ua instancia do ccete,
praiieam-se actos cjjio estes, oj exereicio da ju-
dicatura ?
VotesSeate ponto tem toda razio.
O orador Relaco nao conhece este polupo
vommercial camado credor ficticio (muito bem).
E se conBruia a qualificacao, baseada em pro-
vaa produaidas no juito a qu... ai o caso de
ccete, merece-e o juiae nao a Relaeao oue foi il-
ludida e que alm disto nao competente para
um cal recurso.
O Sr. AdamsonPerde-me V. Exc, est re-
curso est e.imprehendido no Io do art. 668 do
Rcg. 11. 737 ; sempre cabivel, quer o juia ae jul-
gue competente, quer nao.
O Sr. D. Limao-c'dceMas isto l na 1* ins-
tancia (contestaces).
O Sr. Dr. FerrinhoEst engaado, 14 em ci-
ma tambem va i o ccete ; a questao de tsmaoho
(risadas).
0 Sr. NegroinauteOjui do eommercio tam-
bem pode ser Iludido.
') Sr. CaroxaE pelo curador tambem T
O Sr. Telim O senbor nao me eneomraoda
' 1 (r.ao).
') Sr. D. Limao doceNio aei ae pode aer lu-
dido. Um joit de 1 instancia nio aa deve deixa--
illudir...
O qne exacto que V. Exe. deve ser mais ea-
cruptftoao oa uoucucao das peritos e doa curado-
res scaea
O Sr. Cari
apoiados geraes doa advogadosi.
xaV por ah que vai muito
bem.
Eu nunca consegu ser nomeiad) carador, apezar
doa empeaos de mena amigos. (Riaadaa geraes).
O Sr. Sefeiehe Ta queque Brutas 1 (Hilari-
dade).
O Sr. Lieio-ddce E porque nio ? Tambem
tem direito de mamar. (Riaadaa).
Duia en, Sr. presideute, pode a Relaeao soapei-
O oradorSupponba V. Exc, Sr. presidente, que
eu tenho um fibo muito talentoso; que fez toJos os
exames no Rio Grande do [forte (riso). O rapaz,
zhegado o tempo de fazer acto na Academia, tem
inedo dos lentes, nio porque nao saiba as materias ;
mas por causa desaas theorias modernas que nem
ou nem o lentes conheeemos (Riso). O rapaz que
alias discute bem nos cafs e cervejarias nio se
sent bem em presenca de nm tente. L vai o po-
bre pai a casa do lente, esquecido de que este tam-
bem um juiz. Coutamos os recelos do rapaz,
apezar de scu talento, e estudoa etc.etc.
O docens uo3 responde : pus nio, Sr. deseii-
bargader, eu tinha inesrno um desejo ardentusi-
mo de acbar opportunidade de Ibe ser til. V.
Exc o meu homein. Couheco todos os seus
m.inumeut^es accordaos, que sao jaridicamentt
irrejataveis o irretutavelmeiite jurdicos.
Nio teuba receio; diga ao rapaz que me ap-
p-ireca aotes da prova escripta !... Tenho in
1 rl leneia sobre os outros collegas examinadores, e
alm disto em materia de actos, recula o proces-
s) das trocas de cavallos, um pelo outro. (Ri-
sadas) .
E' o que, como V. Exc. sabe, melbor que eu, na
pratica do precesso se caama, recontencoo,. (Ri-
so). Eis, Sr. presidente, como as cousas se pas-
sain suaviter ; e a gente fiea de bocea aberta, como
o torvo diante da raposa, que Ibe quera pegar o
queijo, (riso) e volta para casa, certissimo do bom
xito da troca.
Na verdade, Sr. presidente, preciso conyir em
qua nao .e pode ser mais auiave! do que foi o do-
cens. Pai a abreviar a historia, Sr. pieaideute, na
v-sp-'ra do acto, o rapaz vai a casa do lente. O
que se passou entre elles, o rapaz nio contou
O que po-so atfirmar, porm, que foi approva-
do com distinecio (risadas). Diga-me agora V.
Exc. presidente,es:e diitincto e amavel doce>is\ nio
tem o direito de exigir de roim que Ibe approvecora
distincedo, qualquer inaroteira patrocinada por elle?
Pois o caso. .Hilaridade).
OSr. CaroxaVeu ao concurso de Maio. (Gar-
galbadas)
O Sr. SefeicheNio se metU nisto, collega...
(riso).
O Sr. D. LimiodoceE aasim Sr. preaidente.
Quando a gente est tranquillo, ahi vem elle aua-
do, triste, gravemente tiiste; seuta-a, tira o len-
co ebeiroao, Umpa o suore diz : Meu caro ami-
go velho e distiucto magistrado, faco grave violen-
cia em meu carcter, vindo pedir-Ibe um grande
favor, > (nio estremece porque sei que dinheiro
emprestado) porquanto nio desejo que o meu
nobre. mui respeitavel e mu Ilustrado amigo,
uotn de longe nem de leve, nem por sombra, e nem
por aunbo, supponba que eu venho exigir a recom-
pensa do insignificante, mui insignificante iavoi
que Ihe fiz, approvnndo o senbor seu tilbo comdis-
t i necio.
Verdade que isto fot nicamente devido a miro,
porque elle fez um acto inramitsimo, e se nao fosse
baver na turma um rapaz de S. Paulo muito pro-
tegido do Ministro do Imper.o, talvez mesmo eu
nao o podesse salvar. Os anmaes eram de natu-
rezas diversas, o que tornar imp.sjivel a recon-
venci (hilaridade).
Imagine. V. Exc, Sr. Presidente, com que aor-
preza, a gente ouve fallar da difficuldade da troca,
quando o proprio lente, no mesmo da do acto, disse
que o rapaz brilhou! (risadas) mas, contina elle,
deixemos isto. Tenho urna appellacio da qual
V. Exe. o juiz relator, gracaa a minba boa estrel-
la, porque como j disse eu o considero -primas
inter pars.E' urna questio de honra para mim,
e para o meu constituinte, urna questio da verda-
deira juatiya. Aqui est o meu memorial onde dis-
cato a questio magistralmente. Seja V. Exc. para
inim, o que eu fui para V. Exc. SI a reprovacio
de seu filbo recahia em V. Exc, a perda da cauta
recabe sobre a minba bolea, e sobre oa mena cr-
ditos de advogado (risadas).Pausa.Ab Sr.
Presidente! como eram previdentus os Romanea !
Dizia 6ato :Caveat cnsules :orna mi lava a
outra, e duas lavam o rosto. Respondo : meu caro
Dr. e muito diatincto eoilega, ba inuio tempo que
en tioba o inaia ardente desejo de ser-lhe agrada-
vel. V descancado ; eu tenho a sua questio resol-
vida pelo Direito Romano. Quanto aos collegas da
turma, votam sempie commigo. que me fundo e me
a fundo no Direito Romano. E, Sr. Presidente...
fot um da um Oezembargador (hilaridade pro-
longada].
Sr. Presidente, o Desembargador que ae fia em
advocado moco, est sempre ein perigo; como o
velbo quo caza com rapariga novaquer qaeira,
quer nio sempre euganado, (risadas geraes)
mas eu j fiz protesto em nio me rar mais ea*ne-
nhum; nem moco, e nem velho. Nio tenho filbos
a academia e portante, nio preciso mais dista
boa gente. (Risadas).
Agora, Sr. Presidente, qne j fia o meu confiteor,
cootesso tamoem, que estes tempos calamitosos,
nio me julgo seguro do catete, embora nio aeja da
aleada da Relaco.
O Sr. Dr. Ferrinho.Sio aa contas do tempo de
juia de Direito.
O orador. Nio; estas esto prescriptas. Si, po-
rm, ulgum perverso quizer vingar s de algum
accordao que o tenba prejudicado, recorra para a
S. T. do Justic*. Mas ae fr pertinaz, e o traslado
muito caro, ento nio ae esqueca de que l em cima
a operacao legal a regra de tres.
Por tanto a sorra que me destinaren], deve ser
repartida para tres, irmmente pelos outros dous
jaizes, nos termos da leifinitm regundorum et
commun dividendo(risada).
Nao devem ser tres surraa, notem bem, porque
entao millo o acta por excesso de execucao
(rijo) ; iras urna surra dividida por trea; ama
pro-rata. Pego, porm, aoa malvados, que le-
vem em conta o meu arrependimento, e que no-
tem qae eu son sempre venoido ; e oeste caso, o
juit vencido perde. a qualidade de substantive
collectivo, o a surra pasea precipua aos juitea
vencedores (riso). Este ponto capital, nio se
esquecam.
Dito isto, Sr. presidente, j que estamos todos
lavando a nossa roapa suja, vou dizer o que pen-
s acerca desta reuciio. (Silencio.) Esta reu-
niio, meus seuhores, um disparate (violentas
contestaces dos juiaes de direito, e apoiados doa
advogados.
Bem sei, 8r. presidente, que oa mandoes de al-
deia, quindo ni o podem ter a sea aervico u boa'ato, mandara-u'o desf itear, como meio se-
guto de nma rmiou-1 > (apoiad'" geraes) ; mas
isto um facto solado, que por si s nio justifica
0 que pretejueis. Nao estamos e nem podemos
estar fra da lei comraum, seuio para nosso jul-
gamenti (ap-iiadoj). Em m iteria de honra e dig-
nidade oasndidas, um hornera de bro nio pede i
lei que t ne a si, a sua desaffronta : desaaroa,
ta-ae pir si mesmo (applausoa). E' o que fare,
so algum maicreado, esquecido do respeito devido
minba idade e. posioio, tentar quebrar-me os
ossoa oa na eaetellaaet costis ossa mea.
Mas, Sr. 1 ir :m lente, ha mu ti g'nte malvada.
E'powojam prximas ardee quera v as barbas
do seu visinho arder, bota as suas de molho, co-
mo iis T ribuniano.
Conaideraji i > que na hjpothese de nao ser pos-
si vel evitar ti cacte, ae deve j e i regular os
seus etfoitos jurdicos, e a indemni.i .co do dam-
110 causado pelo duro instrumento durum ttt,
man io mesa o seguinte projecto :
A assciubla geral, etc. :
O desembargador qu3 levar caceta, ser logo e
1 gi a 1 nerita ip no cargo de ministro do Supremo
Tribunal de Justica, com todas as honras que Ibe
sio i'-.lierjat-s, ordenado por inteiro, e gratifica-
cio correspondente idade do novado.
Paragrapho nico. Se f- ju s relator e apa
nhar pelos outros da turma, por nio terera sido
encontrados, aesignar termo de deposito, perante
o presidente d > Tribunal, obrigand .-se a resti-
tuir aos outros da turma o que recebeu indevida-
menta, djntro de cinco dias.
Revogada as d:sposic6is em contrario
Bem se v, Sr. preaidente, que eu nio aou
egosta.
Tent concluido.
O orador felicitado por todos os advoca oa,
meos pelos ju'ses de direito.
rerot.
('Contina).
Falaldade
Nio devo aiais viver oob o tormento
De jugo paternal, que rae devor*
Qual perfume das Aires se evapore
O meu viver no chao do esque;:iraaato
Quo oode maid alto v o pen3amento
O prfido futuro nao se enflore
De sombra ennegrecidii o nao penhon
Tanto jubilo do peito em fingimento.
Ha tuiub mu auntimeato grato e nobre
No peito da gentil donzea pobre,
Que a torme :cu aos lagos da peixio I.. .
E nao maldigas ipuus palliios amores,
Sio as rosas de minh'alma, sio as flores
Coloridas no sol da gratidio.
Rjcife, 14 da Fevereiro de 1887.
Paulino Quedes.
PergiiHta inofensiva
Pergunta-se ao presidente da Illm*. C-
mara se os kiosques vendern ou nao bebi-
das lcoolicas; e no caso afirmativo. se
podara infringir o art. 83 do regulamento
das posturas municipaes-
Os privilegiados.
ii.'ii allcerce. nao ediOclo
S16
Porque que todas as preparacea ordinarias
para o cabello dio resultados lo desanimadores?
E' simplesmente porque o aeu effeito puramente
superficial. Ella-i humedeeem as fibras por nm
momento, e evaporando-ae deixam-nas mais seccas
que d'antea, a sua composicio nio tem consisten-
cia alguioa a sua virtude nenhama. Mui diffe-
rente a operacio deste rico e raro aformoseador
c vibrador vegetal, boje tio conbecido debaixo do
nomeTnico Oriental '. Ello estimula os vasos
do crneo, e a cutcula o absorve; ento rece-
bido pelas raiaea e passa era seguida as fibras ca-
pilares, lubricando-as o nntrindo as. Os meamos
elementos qu1 cumpem as fibras, fermam urna
parte dos ingredientes do tnico, para renovar e
conservar o cabello e dar-ihe .vigor, brilho e ea-
pessura por eerto que nZo tem igual no mundo.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perf umarias.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster 4 C .
ra do Commercio u. 9.
Ningoem ignora os eff itos do catarro, os acces-
sos de tosse que fadigam o peito, privara de Boto-
no, eutontecem a cabeca e produzem no corpo um
movimento teoril ; parece extrnordiua.io que nm
medicamento dissipe em tempo mais ou menos
longo segundo a importancia do mal, todas estas
desordens, permittinda descancar, suaviaando a
garganta, diminuindo a toase, taea aio oa efieitos
reconhecidos ao Xarope e Pasta de Seiva de Pi-
nbo Martimo de Lagasae por todos oa mdicos
que ca tem receitado.
advogado
O bacharel Julio de Mello Filho tem o
seu escriptorio de advocada ra Priraei-
10 de Harjo n. i, 1* annar, onie pode
aer encontrado drs 10 horas da uoanha a
4 da tarde.
Ci ru rgio dentis ta
PATRICIO MOREIRa
(Ex-dlsiclpalo de Frederleo Hi
Consultas e operauSes das 9 horas ds
manhS s 4 da tarde
57-RA DUQUE DE CAXIA3 5'.
I<; :Kun pirtico aperfeScaadu do
lnglez,fraacez e allemao etc.
De regresso esta eapital o favoravelmente co
nheeido professor de linguaa vivas, Gustavo \i
Poleni, \ks novo offerece a aua cooperaco a colle-
gjos e familias de distincci-', eaaao tambem a par-
ticulares. Precos razoaveis a asaisteneia das mais
esmeradas.
Dirigir-so por escripto s livrarias Economie <
ou Industrial.
Em virtude do que dian B Art. G5 do regula-
mento que baxou oora o de r to u 9,^4 db 3 de
Fevereiro de 1886, a Inspectoiii de Hygiene fas
publico, p^'lo praso de oito dias, que o cidado
Antonio Columby Iho dirigi a a^guinte p.'tig I >
c m documentos qne satisfazem aa exigencias do
Art. 65 do citado regulamento :
c Diz Antonio Columby que achando-se estaba-
lecido na villa de Seriohaem com casa de drogas,
e tendo o supplican'.e pratica de loogoe aanos de
pharmacia, como priva c>m oa documentos juntos,
e havenda- grande necessidade de urna pharmacia
na mesma, como ae v do attestado da Cmara
Muuicipal, vtm o supplicante requerer a V. Exc.
a grac da eonceder-lhe a lieenca para abrir e
administrar pharmacia na villa de Serinbiem, em
vista do Art. 65 do rgulamento que baix >u com o
decreto n. 9054 de 8 de Fevereiro de 1886. Nes-
tes termo, pede deferimentoE. R. M. Vida
do Serinbiem, 20 de Dezembro da 18*6. Anto
nio Corumby. (Sobre duas estampilh :s de 200'
rie).
E declara que, si nesse praso nenbnm pharma -
ceuticb formado iho communicar ou A Inspectora
de Hygi-'na de Pernambuco, a reso'ucao de esta-
belecer pharmacia na citada !< caudado, conceder
so pratico a lieenca requerida.
Inspectora Geral da Hyi'_'iie, 11 de Janeiro
de 1887.Dr. Pedro Affonso de Carvalho, secre-
tario.
Escola particular
de iistrtcijao primaria
para o sexo mascu-
lino
CASA DE ENSINO MODERNO
0Ra Velha
N. 6. m casos do tisiea no priuieiro
segundo grao o poder curativo Ua E.uulsio
de Dcott sorprehendent1.
As suas propriedades sanativas e forti-
cantes e as suas virtudes balsmicas e cal-
mante fjzem-se sentir immediatarueote ao
princ'piar a tomar o remedio.
Clinici sueilh- cirnTt';
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialiJadePartos, molestias de seuboiaa e
eriancaa.
Residencia Ra da Imperatns n.^4, aegusd
andar.
Dr. Cerpira Lie
MEDICO
Tem o seu escriptorio 4 ra Duque de Caxias
a. 71, das 12 s 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua residencia i roa da Sinta
Cruz n. 10.
Especialidadesmolestias de senhoraa e enan-
cas. Tolephone a. 326.
I
HO.MKOPATHA

M
r. Balihazas' da Silveira
Especialidadesfehr"?, molestias das
cr rjQas, do or
s : si;r;i moi e das
senhoraa.
a qaaiquer cbamado
tal.
Di'aou oSarosiKj^ de veorb-r em rrosteaearwU
b: Jc.ij- eui lena a-i MU
Parte 2
Li jaa de veuder joiaa aumente, oa joias e iv-
logioa.
Ditas de vender reloos somante.
Casas de vendar piauoa e instrumentos mnsi-
aasrsk
P.rte 3
Fabrica de rap Mearon.
Ditas do snbao Ineuaive a .que acha-se oafre-
gueza de 6 L'.ias de c.-j v.-j,, vipgrr, vfocWk, gecebrtj li-
cores e hu. :i:;i > gas zas.
Ditas de Gaa.
Ditas agencias e depoaix- s de rap.
Part. 4
11 Empresas an.iuym-.-s ' 12 Compauhia de Bcberibe.
13 Bancos, ngencios filiaos e rspresentantes dos
mesinos e casas b. ncKiias. .
14 Companhias, agencias ou casas de seguro ou
qualquer pessot quo no carcter de agente
de companbias de seguro fizer contracto desta
natureza ou promovel-os, com excepeao di s
que tem sede nesta provincia e contractareu;
o aervico especial do artiga 13 desta h.
15 Armazens blfi'idegados, e. depsitos ou de re-
ceber.
16 Caaasdejugo \U bilhar.
9
10


Edita!
Briata-i
fon da eapit
1}

VSiO
O abaixo assignado. participa ao illustrado pu-
blico desta cidade, que abri sua Escola parti-
cular de nstraccio primaria para o sexo masculi-
no, rna Velha u. 36, (Boa Vista) onde esme-
radamente se dedica ao ensino de seos alumnos.
Educa e iustrue a infaucia pelo melbor systema
dos principaea collegios da corte do imperio, ende
por algum tempo deinor.m-se a pasaeio, cujo eys -
tema a delicadeza, a voca^ad, a paciencia
intima para o ensino, fazendo com que os seus dis-
cpulos sigam ocaminho da intelligencia, da honra
e da dignidade com santos conseihos e sas lines,
afim de que venhaoi a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiao e da lei, e um verdadeiro
cidadao braaileiro.
Espera merecer a confianca e profeccao dos
pas e tutores das eriancaa que queiiam aprovei-
tar nm rpido adiantamento de seus filho ou tu-
telados, e em particular tem f robusta em todos
os seus compatriotas periiuinbucanos.
Comquanto ousada seja esta tentativa, todava
espera que os seus incausaveis esforcos. e os seus
puros deaejos sejam coroados com a feliz appro-
vaco de todoa os filbos do imperio da Santa
Cruz.
Espera finalmente, que o respeitavel publico
saiba Apreciar de perto o scu verdadeiro ensino
primario, onde rpidamente as enancas abracam
e amam de coracio aoa livroa, as sciencis as let-
traa e as artes.
Igualmente tem urna aula de instruccSo prima-
ria uoite para adultos, sendo das 7 s 10 horas.
Curso de portuguez e francez a qualqner hora.
Horario da ecola para meninos, das 9 horas da
manila s 3 da tarde.
Mennalldadea)
Primeiras Icttras 2000
Franee 3000
Portugus 3000
Pagua adiantados no acto da matricula.
Recebe meninos internos, externos e meio pen-
sionistas, poa>mensalidades razoaveis.
Kua Velha n. 36.
JuZio Soares de Azevedo.
Todos ''s chamad -a di;vem ser dirigi-
dos phajeaaaia do Dr. Sabino, ra da
liarao da Victoria n. 43, onde se indicar
na reside-acia.
H
i
li
De ordem da Illm. cmara, se faz publico i.
qnem enteressar possa, que a mesrea cmara em
sessao de boutem resolveu :nra boa execuca-) do
art. 83 da iei a. 1882 de 10 de Setembro do aum
passado que os prnprietarios dos eatabeiecimentos
mercantis e casas de negocios que g-izam da isencr-
do referido art., nao poilem expora venda os meamos
art'g; s deque fazem mercanca os qun sao obri-
gados por forca da mesma lei. a couservrem-se
le-gailos nos Domingos c diaa soutifieailos.
Os contravantores, ficam sujeitas a mnlta de
30000, e o dobro, na reincedeudencia, e o- >riga-
doa a fecbarem na eslabelecinient: s.
Secretaria da Cmara Municipal do Recife, eu:
10 de Fevereiro de 1887
Prxedes Gomes de Scuzi Pitanga,
presidente,
Francisco de Assis I'erara Rocha.
secretario.
i
Licor depurativo vegetal Mr<)
DO
Medio Quiutclia
Este notabiliasimo depurante que vem precedi-
do de tilo grande fama infalliv.-l na cura de todas
as doengas syphiliticas, escrofulosas, rheumatica-
e de pelle, cuins tumores, ulceras, dores rbeumati-
cas, osteocopas e nevralgicas, biennorrhaglas agu- I no dia 28 do corrente, 1.0 meio dia ni. salSo dn
das ; chronicas, cancros eyphiiitieos, inflamma- ; Associa^ao Commercial Beneficente, assiatirem a
eoes visceraes, d'olbos, ouvidos, garganta, intes- leitura do Relatorio do annofindo, approvacao das
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples contas e parecer da Coinmissao Fiscal, assim
oa diathericos, assim como ua alopecia ou qu.da tambem eleger novos fiscaes e autorisar o levan-
do cabello, e naa doencas determinadas per satu- | tameuto de nova fabrica.
Kvcifc, 14 de Feaereiro de 1887.
Cotupanhia de Fia^o e Tecidos
em P rnambuco
Sao couvidados, os Sr. accionistas para se reu-
nircm em Assembla Geral, que dever tur lugar
racan mercurial. Do-se gratis folhetos onde
eucenrram numerosas exp riendas feitascomn'
especifico nos hospitaes pblicos e muitoa v .
dos de mdicos e documentas B-articuiares.
pusconto para revender.
Deposito em casa de Paria Sobrinh & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 14.
Manoel Jo de Amorim,
Presidente da assembla geral.
Jcs Adolpho de liveira Lim i,
Io secretario.
,'
ludciHDisadora
EDITES

{l
Silveira
38Rua do Imperado r-38
Prlmelor andar
i
:
Dr. Ferrcmi da Silva, consultas
das 9 ao meto dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Attcnfao!!
Viva o carnaval !!
A' ra Duque da Caxias d. 25
E' s onde poderio encontrar um grande aorti
ment de rico e variado goato de vestuarios de
mascaras. Deixo de mencionar as differentes
qaalidades dos costumea que aqui exiatem, pois s
com a vala doa apreciadores poderao so conven-
cer i'eataa verdades.
A eijosico ser aberta no dia 16, das 6 horas
da tarde a 10 da noite. O estabelecmento esta-
r decentemente preparado, offereceodo todos oa
commodoa para os illustrcs cavalheiros e senho-
raa que se quizerem all vestir.
Como j haviamoa annunciado, alm dos vestua-
rios por mim fabricados, temos um riquiaaimo
guarda-roupa fabricado pelo Sr. Gastn Ccurtois,
estabelecido ra Beranger n. 7,em Paria. Pre-
90a desde 50# aOOris
Oa vestuarios de lQf para cima serio fbrneci-
doa de cabelleiras, mascaras, meias e luvas.
Haver tambem raatuarios de phautasia e do-
m.ns para enancas de 6 14 anuos.
O expositor,
Anselmo Agres de Azeredo.
Dr. Joao Paulo
O Dr. Thomaz Garjez Paranhos
negro, coirmendador^a. imperial ordem
da Rosa juiz de fireito especial do
commercio desta cidade do Recife, capi-
tal da provincia de Pernambuco por S.
M. iirperial e constituicional o Sr. D.
Pedro II a quum Deus guarde, etc.
etc.
Faco saber os BMa o preaente edital virem, ou
d'elle noticia tiverem, que p^r parte do Conde dv
Pereira Marinho me foi erigida a petico do theor
seguinte :
* Illm. e Exm. Sr. Dr. juix do de direito espe-
cial do commercio.O Conde de Pereira Marinbo,
por seu bastante procurador nesta ciiade, sendo-
Ihe Ji.-it) de Barros e Silva devedor da quantia de
cinco contos de ris, importancia de urna lettra
de seu aceite, vencida em doze de Marco de mil
oitocentos e oitenta e dous, alm dos juros na
mesma mencionados, e no tendo querido pagar-
Ihe pelos meiss conciliatorios, requr V. Exc.
digne-sn mandar cital-o para a primeira desee
A diieccao desta compaubia tan a honra de
convidar os Srs. acci.mistas pura reuuirem-se em
________ assembla geral ao meio d:a ce 28 do correte mea
Monte- i '' 8eu eacritorio, afim de cenhecerem daa contaa
' do anuo fiudo em 31 de Dezembro pn ximo pa- sa-
do ; a bem assim procederae a elcicao de que tra-
ta o g 2 do art. 27.
R-cife, 14 ce Fevereiro de 1887.
Os directores
Jcaquim Alves da Fouseca.
Jre da -ilva L-yo Jnior.
Antonio daCunha F. Baltar.
II
atrlcula de eacrawos
O administrador da recebedoria faz publico, que
jfinda-se no da 30 de Marco do corrente anuo a
I nova matricula e arrolamento dos escravos exib-
I tentes neste municipio, devendo es dones e pos-
' suidores dos meamos apresentarem at aquclle dia
i as relacea em duplcate, contendo o uome o es-
! cravo, nacionalidade, sexo, filiacao, oceupacao ou
servico em que ot empregado, idide e valor,
alero, do numero da ordem da matricula anterior,
sendo o valor dado por extenso pelo senhor do es-
cravo ou seu legitimo representante, nao exceden-
juizo afim de ver assignarem-ae-lhe oa dez diaa do o mximo regulado pela idade do matriculando.
da lei dentro doa quaes dever allegar e provar
embargos que o rel vem do pagamento, sob a com-
miiiHco, se o nao fizer ou a sua revelia, de ser
condamnado no principal juizo e custas.Junta-
se procuracao com citaco e a lettra.Pede defe -
riment.E. R. M.Recife, 27 de Setembro de
1886.- Costa Ribeiro. >
Estava sellada com urna estampilha da taxa de
duzentos ris regularmente innutilisada.
E' o que se centinba em dita peticao na qual
profer o despacho do tbeor seguinte :
Destribuida. Como requr.Recife, 29 de
Setembro de 1886.Montenegro.
que ser tambem escripta por extenso, conforme a
seguinte tabella :
Escravos menores de 30 anuos 9004000
dem de 30 a 40 c00000
dem de 40 a 50 600000
dem de 50 a 55 4003000
dem de 55 a 60 200j000
O valor das escravas ser regulado pela mesma
tabella com o abatimento de 25 0/0 dos precos
nella estabelecides.
A inscripcio para a nova matricula ser frita'
vista das relacoes. que servirao de base a matri-
cula especial ou de averbaco effectuada d con-
Em virtude d'ette meu despicho foi a mesma formidade com a lei de 28 de Setembro de 1871,
peticao deatribuida da forma seguinte :V Er- | au de certido da mesma matricula, ou vista do
neato da Silva. Oliveira. | titulo de dominio quando contiver a matiicula do
Dep-is viu-se na mesma peticSo a certido do escravo.
theor seguinte: Nao serao dados matricula os escravos maio-
< Certifico que procurando nesta cidade o Bup- rea de 60 nnnos, serao porm inscriptos em arro-
plicado Joo de Barros e Silva, para citar pele ; lamento especial.
MEDICO
Especialista em partos, molestias de senhoraa e
de enancas, com pratica naa principaes materni-
dades e hospitaea de Pars e de Vieana d'Austria,
fas todas aa operacoea obsttricas e cirurgieas
concernentea as snas especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Baro da
Victoria (antiga ra Noval n. 18, 1 andar.
Consultas daa 12 a 3 hora* da tarde.
Telepbone n. 467.
R
}{
Oculista
Dr. Gob&o Late
Medico, parteiro operador
Residencia a roa Bardo da Victoria n. 16, 1- andar
Consultorio ra Duque de Caxioa|n. 69.
D consultas daa 11 horas da inanh a 2 da
Urde.
Atiende para oa chamados a qualqner hora
telepbone n. 449.
Consultorio medico-
cirurgieo
O Dr. Castro Jess, contando mais de 12 anuo
ie escrupulosa obaervaco, reabre consultorio nes-
ta eidade, roa do Bom Jeaua (antiga da Crus
u. id, i. andar.
Horas de consultas
De dia : daa 11 a 2 da tarde.
De noite : daa 7 a 8.
Naa demaia hora a da noite aera encontrado no
riti i travesaa doa Remedioa n. 7, primeiro por-
tao eaquerda, alm b por cao da Dr. Coame.
Dr. Barrete Sampaio, medico ocu-
lita, ex-ebefe de elinica do Dr. de
Wecker, d consultas de meio dia a
3 horas da tarde, no 1.a andar da easa
a. 51 ra do Bario da Victoria, ex-
cepto nos domingoa e dias santificados.
Residencia roa Scte de Setembro n.
34- Entrada pela rna da Saudade n. 25.
Emulso de Lanuian
& Kemp
A Eraulsao de oleo de figwio de baca-
ibo com os hipopbosphitos do cal, soda e
potassa, preparada pela acreditada casa
de Lanman A Kemp de Nova York,
melbor, a mais perfeita, e a mais eficaz e
agradavel que ai agora se tem offerecido
ao publico.
Vi' uro regenerador poderoso das consti
tuic3es debis e um remedio certo para
todas as affeccJJes do peito, da garganta e
dos pulmSes.
sese e a Emulsao de Lanman d
Kemp nao confundindo-a com as outras.
Veude-se em todas as drogaras e pbar-
ra acias.
Leonor Porto
Rna do Imperador o 15
Primeiro andar
Contina a execatar oa mais diffioeis
figurinos recabidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicaode coatura, em bre-
vi dade, modicidade em precos e fino
g osto.
contelo neata petico e despacho retro, nao me
foi possivel encontral-o, fui informado por diver-
sas pessoas d'este termo que se achava ausente
em lugar incerto e nao sabido,e para constar passo
a presente certido.Recife, 18 de Dezembro de
1886Em fda verdade.Official do juixo Ber-
nardino Jos Pereira Guerra.
E' o que se continba em dita certido aqui co-
piad, srguindo-i- a replica do tbeor seguinte :
Illm. e Exm. Senhor.O supplicante, em face
jo que consta da certido exarada na petico re-
tro, requr a V. Exc. digne-se admittil-o a justi-
ficar a auzencia do supplicado em lugar incerto e
nao tbido para qne tenba lagar a citacSt reque-
rida, noa termos em qne foi, por meio de editaes,
guardadas aa formalidades da lei do estro. Pede
deferimento.E. R. M.Recife, Io de Fevereiro
de 1886.-Costa Ribeiro.
Estava sellada com urna estampilha da tsxa de
duxentos ris regularmente inutilisada.
' o que ae continha em dita replica no qual
profer o despacho do tbeor seguinte:
Justifique designando o escrivo o dia^Re-
cife 1 de Fevereiro de 1886.Montenegro.
E' o qne ae continha em dito despacho aqui fiel-
mente copiado. E ten lo o juatificante produzido
suas tesiemunhas justificando a auzencia do justi-
ficado o respectivo escrivo me fez os autos con-
clusos noa quaes profer a aentenca do tbeor ae-
guiute:
Vistos. Hei por justificada a auzencia do reo
em lugar inserto, e mando que seja intimado para
aecao por editara com o praso de trinta dias.Re-
cife 11 de Fevereiro de 1887Thomam Garcez
Paranhei Montenegro.
Em virtu le d'esta minba sentenca o respectivo |
escrivo fes passar o presente edital por cujo theor
chamo, cito e hei por citado Joao de Barros e
Silva para que compareca ante este juizo afim de
ver assignsr-ae Ihe os dez dias da lei na primeira
audiencia que se seguir, depois de findo o prazo
de trinta dias contados da publicaco d este.
E para que rbecrue ao conbecimento de todoa o
preaente ser publicado pela imprensa e afiliado
no lugar do coatume.
Dado o passado nesta cidade do Recife aos 12
ds Fevereiro de 1887.
Eu Jos Franklin de Alencar Lima, snbscrevo
no impedimenta do escrivo competente.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
O administrador do Consulado Provincial em
cumprimento do que diapoo a lei de orcamento era
vigor fas publico a quem interesiar possa, que, nc
espaco de 30 dias uteis contados c'o 1 de Feve-
reiro prximo vindouro ; dar-se-ha principi) a co-
branca, livre de inulta, do imposto de repartilo
constante da tabella infra anuexa citada lei re-
lativamente ao 1* semestre do exercicio de 1886 a
1887.
Conanlado Provincial de Pernambuco 2: de Ja-
neiro de 1887.
Francisco Amyutas-de Carvalho Moura.
Tabella a que se refere o edital supra
Parte 1
1 Casas de commisaea de c nsignacea e de
commiscoes e consignacocs.
Sero consideradoa libertoa os t-scravos, que no
praso marcado nao tiverem sido dados a nova
matricnla.
Pela inscripeo ou arrolamento de cada escravo
pagar-se-ba 1000 de emolumen os, cuja impor-
tancia s-r destinada ao fondo de emancipaco
dep'is de satiateitaa as despezaa da matricula.
Recebedoria de Pernambuco, 14 da Fevereiro
de 1887.
Alexandre de Souaa P. do Carmo.
Tkcsouro Provineial
De ordem do Illm. Sr. inapector desta reparti-
eo, faco publico que no dia 15 do corrente mez,
paga-se a" elasse de 3" entrela de professoras
relativamente aos veneimeutoa do mez de Deaem-
3io prximo findo.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 14 de Fevereiro de 1887.
O eacrivo da deapesa,
Silviuo A. Rodrigues.
h. II. J.
Soeaedadc Becreatlva Juventnde
Sarao earmvalesco em 19 de Fevereiro
Iniciativa da presidencia
Pede-se aos senbores socios que desejarem ti-
rar convites para este baile, o favor de apresen-
tarem suas notas na secretaria da sociedade.
Nao sero admittidos aggregadoa.
Preven'rre's sos aenhorea socios effectivos, bene-
mritos e u.tinelos, qne os ingrseos podero des-
de j ser procurados em ms do -r. theaoureiro.
Secretaria da sociod* de Recreativa Jnventude,
8 de Fevereiro de 1887.O 2 secretario,
Joa de Mclicia.
Lotera da Colonia Isabel
A 14a serie da 24> parte daa loteras em favor
dos ingenuos da Colonia Isabel, acha-ae exposta
venda, cuja extraeco aera no da 17 de Fevereiro
Thesonraria daa loteras para o fundo da eman-
cipaco e mgenu.is da Colonia Isabel, 18 de Fe-
veriro de 1887.
O thesoureiro,
Francisco Goncalves Torres.
Obras Publicas
De rrdem do Illm. Sr. engenheiro ehefe da re-
partico das obras publicas, taco publico qne, em
v rtuoe da autorisaco do Exm. 8r. presidente da
provincia, no da 16 do corrente, ao meio dia, re-
cebe se na 8- cretaria deata reparticio, propo8tas
para a execucao dos reparos precisos na ponte da
Magdalena, oreados em 1:416*800.
O orcamento e mais condicoea do contrato se
acham disposicio dos senbores pretsndentes
para serera examinados.
Secretaria da repartico das obras publicas de
Pernambuco, 5 de Fevereiro de 1887.
O secretario,
Joo Joaquim de Slqueira Varejao.


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V
Diario de Pernambuco---Tcrca-leira 15>fadg Eeffclft fie 1S87
HsnttO ATCbsBlDglCQ B GBBgTpM-
co
aira, 15 do correte, ao meio dia reuair-
ira associaco em sessSo gira I para a elel-
,-mbros que bao da eompr a mesa ad-
r itiva no prximo auno social de 1887 -1888,
mformidade com a disposico do art. 10 dos
seas Estatutos, pe) que sao convidados todos os
Srs. socios para comparecerem na sede do Instituto
no referido dia e hra. .
Secretaria do Instituto, 10 de FeTereiro ed
37
Bapeta Noguetra,
1* Secretario.
Jos Pereira de Amares, retirando-se no dia
14 do corrento para a Europa, deixa cerno seos
procuradores n'esta cidade, Francisco Jos de
Cirvaiho Valoon, Severino Saraiva de Andrade,
Diogo Augssto dis Reis, can quem em sua au-
sencia se entenderlo as pessoas que mantiverem
relaces commerciaea com o declarante; assim
como para os negocios judiciaes deixo como adyo-
gado ao Dr. Jeronymo Materno Pereira de Carv
Iho e solicitadores Antonio da Silva Ramos Neves
e Custodio Moreira Diaa, na orden/em que eat&o
colloeadoa.
Estes tambem ficam encarregados dos negocios
do espolio de J s Antonio de MBcedo Lopes, de
que lestamenteiro e wventariante o mcimo de-
clarante.
Recite, 12 de Pevereiro de 1887.
Jos Pereira de Amare.
Faeoldade de Direilo
De ordem da Ex. 8r. Conselbeiro director in-
terino, e de conformidade com es avisos de 31 de
Janeiro c 16 de Jolln de 1880, faco publico que
no dia 21 do correte (por ser o dia antecedente do-
mingo) se abrir nesta sVeretaria a inscripcio para
os que t retenderem ser examinados as materias
qu constituem algum dos cinco annos desta Fa
culdade, como dispoe o art. 20 % V do Decreto
de Vi ic Abril de 1879, que ditos exames de ve ro
ser feitas at o dia 15 de Marco vindouro en. que
deve ter tugar a abertura das aulas : finalmente,
que sers feitos de accrdo cuno os Estatutos vi-
gentes sob as seguintes condicOes :
! Apresentacao daa eertides de exames das
materias exigidas como preparatorios para matri-
cula da Facald,ide, ou das que antcceirem a
d03 exames requeridas na ordem do curso. t
2* Prova da idcntidado de pessoa.
3* Pagamento da importancia da matricula na
proporeo dos exames requ ridos.
Secretaria da Facuidade de Direito do Keeite,
10 de Fevereiro de 1887.
O secretario,
Joti Honorio Bezerra de Cnete- _
ailTCiiS Mis rcorflia 48
Companhia de Ediflcacio
Asseaibla geral ordinaria
De aecordo com o artigo 31 dos ertatoios sao
convidadas os Srs. accionistas da Companhia de
EdificacSo para se reunirem no dia lo de Marco,
ao meio dia, na sede da mesma Companhia, ao lar-
go de Pedro. II n. 77, i andar, afim de ouvirem a
leitura do rsls torio, bataneo e apreciarem as con-
tas da directora, discutirem e approvarem o pa-
goiecr 6scal, e ainda proccderem a eleigSo da nova
coinmiseao fiscal, nos termos dos arta. 21 8, e 38
des meemos estatutos.
Recife, 12 de Pevereiro de 1887.
Gustavo da Silva Antuues,
Director inteiino.
Por esta secretaria sao chamados oe pareutes e
protectores das menores abaixo declaradas, para
at o dia 28 do correte aprcseotal-as no collegio
das orphas, aftm de serem ahi admittidas, visto
serem as primeiras inscriptas no respectivo qua-
dro.
1 Carolina, protegida de Angasto Manta.
2 Illumiaata, filha de Mara Florencia Barbosa
dos Santos.
3 Laurinda, filha de Sincletica Lins da Vas-
concellos Araujo.
4 Mara, filha la mesma.
5 Adelaide, filha de Msria Jos da Cooceicao.
6 Mana, filha de Mara Jos da Eocarnacao.
Secretaria da Santa Caea do Mieericordia do
Recife, 8 de Fevcreiro de 1887.
O rscriva,
Pedro Rodrigues de Soma.
Prolooganiento do Eslrada de Fer-
ro de Pernaoibiico
De ordem do Illm. Sr. director, faco publico que
no es-:riptorio do engenbeire ebefe do trafego do
Prolongamento da Estrada de Ferro do Recife ao
S" Francisco em Palmares reerbem se propostas
at o dia 20 do corrente para a est-nejo de aterro
de a'gumas vallas e baciaa existentes no treebo de
S. Benedicto a Canhotinho do mamo prelcogn-
ini nt.
fio referido eeeriptorio encontrara es mteressa
dos os precisos esclarecimentos.
Secretaria do Prolangamento da Estrada de Fer-
ro de Pernambuco e Estrada de Fen-o do Recife a
Caruar, 10 de Fevereiro de 1887.
U secretario.
Manat Jueencio de Saboya.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 4000 contos, un 3 sorteios,
fica transferida para o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Tnesourara das Loteras para o fundo de
eroancipacio e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Dezembra de 1886.
O tbesoureiro,
Francisco Gonealvcs Taires.
COMPANHIA BE EDIFIGAQAO
0 escripterio d'esta
companhia a c h a s c
funecionando no largo
de Pedro II, n. 77 1.
anda.
Imbumbe-se median-
te contrato e a paga-
mento em prestares,
de construcfdcs e re-
construcfdcs de pre
dios, cojos projectos c
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
No escriptorio se en-
contraro sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica vapor
do Taquary, tendu sem-
pre venda: tijolos
massi^os de alvenaria,
ditos para ladrilhos,
diversos formatos, te-
lhs romanas, trance
zas, de capote com cn-
caixe, de cintas; canos
c curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e tijolos fun-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas c cn-
conicndas, no escripto-
rio central.
condn and Braallian Ba
United
Roa do Commercb n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as os-
as domesmo banco em Portugal, sendo
va Lisboa, ra dos Gapellistas^ n. 75 No
Porto, roa dos Ingleses.
(Jompanhia
MPERIA I
MNISMIQRi
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
EstabetcSda em t*&&
CAPITAL 1,000:000
SINISTROS PAGOS
Ate 31 de dezembro de i8 84
Banlimos..... .,HO:OOO$O00
erreslres,.. 316:000^000
4-tRa do Commerelo-
SEGUROS
VIARITIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenls Per-
nambncana
Ruado Commercio n. 8
"IMllAlESlli
COXTRA FOCO
Mih British & flercanle
CAPITAL
:000.00o de libras sterlioa*
AO EN 1E S
idomson Howie & C.
SEGUROS costra FOCiO
E8T: 1803
Edificio a mercadoria
Taxas baixas
Prompo pagamento de prij'ihoe
CAPITAL
fia. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C. '
N. -*Ba lo CommercioN. f)
SARIT1I0S

Unued States Miil Brasil S. S. .
0 paquete Finance
spera-se de New-Port
News, at o dia 27 de Fe-
vereiro o qoal seguir depois
da demora necessaria para a
THE A TRO
COMERCIO
Bolsa commerrJal
CotacOes opficiaes da narra dos cob-
KECTOKES
Bsci/e, 14 de F.vereir de 1887
Aeces da companhia de seguros Ampbytrite, do
valor realisado de aO0< a 150*000 cada
urna.
Na liora da laha
Vfmder&m-se :
10 accoes da companhia Awphytrite.
(\ presidente,
Antonio Leonardo Uodrigues.
O secri'i.ario,
Eduardo Dubeux.
M..vlmento bseirarlo
:ECIFE, 14 PE FEVEREIEO DE 1887
Os bancos mantiv^ram no blcJo a Uxa de 22
1/8, conforme as tabellas seguintes I
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e & vista 21 7,8.
Sobre Pars, 90 d/v 429 A "it* 433.
Sobre Hmnburio, 90 d/v 32 e 4 vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e vista 213.
Sobre Italia, A vista 433.
Sobre New-York, vista 25230.
Do Englit Bank :
Sobre Loudrea, 90 d/v 22 1/8 e 4 viata 21 7/8.
Sobre Faris, 90 d/v 429 e 4 vista 433.
Sobre Italia, 4 vista 433.
Sobre Haroburgo, 90 d/v 532 e 4 vista 538.
Sobre N W York, 4 vista 2*290.
Sobr.- Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e 4 vista 243.
"sAre a* principaes cidades de Portugal, 4 vista
248.
Sobre liba dos Acores, 4 vista 251.
Sjbre Ilha da Madeira, 4 vita 218.
Moclac&o Csinni-rclal
EfitA de semana o director William Halliday.
Mercado de aucnr c alsod&o
aacira, 14 de pbvkkeiro db 188/
Attucar
As entradas de h je fo.aui mai res do que as dos
re ltimos dis da semana fivii.
Os precos se nian'ivermD muito firmes e mesmo
rutou-se que, para certa qu-ilidad-s de brancas,
fiagou-re uiais 10O rs, smi que, p ir ra, se possa
leteruiinar coiacdes inai.ire* do que as que noti-
iamo aoteri -rmente e abairn v producimos.
Entretantu, noriciaj rperoi4aa d. Etados-Uui-
l.s, dio o oieicado de aituear era posicSo pouco
;iscDeer>r, debido isso, segundo pairee, a couti-
Ui d.i grve do* operarios de oarvao, tacto de
-,ne d.'u o.ilieciniento Carlas viudas hiutem pelo
> np r ifc'ei Oorata.
O. erreos, qoe reproduiiinof. o estes:
,.an... por 15 kil. s, de 1J-|H. I900.
,"ul*r, por 15 kilOJ, t >l a 2*100.
i* I.;,, pu,- 15 kilo., de **t00 a StiO.
I tufmtbr, por 15 k>* f, I- t*M 2-5100
r'nur. or 15 kilos, ae 2*JO0 *t,
> lurbiua pulveii.^ad.'. xir lokno, de 2*->0O
,:oi.
ryita'isaHo, p-,r !') kilo-, a 2I(W."
rbina Uiu l'.:'.-. i"r 15 k-los, a
urbana U.ia Puntoj por t'i kilsa, a
DE
CONTRA FOGO
Fhe Liverpool k London & Glob
INSURANCE COMPANY
&c.
VARIEDADES
Companhia
Lyrica de operetas, Heliana
Dirigida pelo distincto actor cmico
CEZiRE HCM
HOJE
Ter$a-feira, IS d correnle
mm mnui ansiico
Beneficio do actor e director
CMARE FICARRA
DEDICADO
ao respitarel pico tt c Jaie
Pela terceira ves nesta poca ser4 represen
tada a magnifica opereta em 3 actos, do celebre
maestro F. Suppe. que tanto tera agradado em to-
das as partes, despertando verdadeiro enthasias-
mo, intitulada
M0m dP Seguros Meiais,
de Lisboa
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N
NSiiro mnriaaaioa e ssrrsiresi
Netes ultimo a uuica ooospanhia aeata prv
^ue concede sos Srs. scgnradis iseaapcio de pago
ment de premio em cada stimo auno, o na
equivale ao d?aconto de cerca d 16 por casto ex
avor dng seplradns. .....__ _____
Dito superior, por 15 kilos, a 1*300.
Bruto boro, por 15 kilos, de 1*160 a lSzOO.
Regular, por 15 kilos, de 1*060 a 1*1.
Bruto em rtame, por 15 kilos, a 1*000.
Uetames, por 1> kilos, de bOO a 900 rs.
O vendedor obten o mximo ou o mnimo das
cotaces dos arincares de 3." baixo, 3.a regular.
V boa, 8. superior e finos, segundo o sortimento-
Algodao
Contina a vender se a proco de 6*250 por 15
kuos o de Pernambuco e boas procedencias,
trra.
em
Eatrad de urar e algodau
MES DE FEVBBEIBO
_-----------------1--------
ESTRADAS

, psj 15 kitee. i". 1*5 A puiga l
Baicacas
Eslrada de ferro de Olin-
da......
Estrada de ferro de Ca-
ruar .....
Animaes.....
Estrada de ierro de S.
Franciscj .
Estrada de trro de Li
moeiro.....
5
1 4 12
1 4 10
3.125
2001
5.791
6.665
35.917
12.110]
98.80H
L
3.280
110
189
6.244
1.550
4.0S5
((M1PA\!I1A I><: MKfa-UUfs
NORTHERN
de LOiiiire e Abertleeu
..-i;ie> Onancelra (ieitilrii 1 *S5)
Capital oubeciipto 3.000.000
Fundos accumulados 3.134,348
Keeeila miun i
Di premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGESTE,
John H- BoxweU
Rfj* COWHBHftOCIO s. ta "
Para abrilbantar psta fest* artstica e como es-
pecial favor ao beneficiado, o distincto pianista,
Sr. Ella Pompllio tncar o grande preludio
do 2o acto da opora DONA JUANITA, obrigado
4 piano com jicompanhaioento da orchestra.
Finalisar4 o espectculo com urna scena conrea
rscripta e representada pelo beneficiado, intitu-
lada
0 cabelleireiro de Ficarra
Sem merecimento alenm, apenas confiando no
duplo attractivo desta festa artstica, com que de-
seja o beneficiado ser honrado pelo Ilustrado e
benvolo publico d'es'a capital, considerar-se-ha
summamente distinguido com a presenca do mes-
mo, e por mais urna ves manifesta a sua gratidao
pelo acolhimento que Ihc tem sido dispensado, e
que Iho serv ir de meinorveia louros n* noite do
sen beneficio. A's peisoas qun honrHrmn a-i actor
FICAKRA, j4 aceitando bilhetes, j o c;'adjuvan-
do e auxiliando na pasfagem dos mesmog, mam.
festa seu eterno reconheeimento, especiHsando
os Srs. commendador J. .%. Duarle* Joh-
qnim C. da Cuaba e MebNfio de
Curros Brrelo que dispensando esta fineza
penh irarain profundamente.
Cesare carra.
Presos e horas d cosame
O espectacnla acab*r s 12 horas &meia.
Tresta para i> i i u<.
Haver bonds para todas at linbas.
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com ob > U
AGENTES
Hcnry Forster 4 C.
N 8 RUADO COMMERCIO 8
1.- anda
Para Liverpool
Misi Li ef Steaiers
O vapor Mariner
Espera-se de Liverpool at
o dia 24 do corrente voltar4
para o mesmo porto depois da
demora do costume.
Para frete trata-se com o
AGENTE
S. L. JONHSTON
RUADO COMMERCIO N, 16
CoanpscMa nra.tlleira de n .re
sapa a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Pernambuco
Commandante o capitSo de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
' esperado dos portos do sul
at o dia 17 de Fevereiro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, paasagena, cncommenda e valoree
tracta-se na agencia ___
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
n i Janeiro, Sitse 1 fini-
Iri'li".,
0 vapor Arlindo
E' esperado do Rio Grande
do Sul, no dia 15 do corren-
te, e seguir depois de peque-
a demora para os portos
cima indicados.
Recebe carga, encommendas e passageiros, a
tratar com
PEREIRA. CARNEIRO & C.
N. 6 RA DO COMMERCIO-N. 6
1. andar
Companhia Catalana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Axacaj,
Estancia e Bahia
O vapor Sergipe
Commandante Pedro Vigna
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 18 do Fe-
vereiro, as 4 horas da
Itarde. Recebe carga
'nicamente at 0 1 3
dia do dia 18.
Para carga, pussageus, encommendas e dinhei-
ro a frete, trata-se n'i
AGENCIA
7Ba do Vtgario7
Domingas Alves Mathens
rOirVMHE DE HE*AB
re siakitimkw
ijnha mensal
Paquete Senegal
Commandante Moreau
E' esperado dos portos do
sul at o dia i do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar, Lisboa e Vigo
Lembra-se so3 senhores passageir.is de tudas
as classes que ha lujaros reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passngens inteiras.
Por excepeo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de prfia, gosara tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dao at e dia 19 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas i dinhoira
a frete: tracta-se com o
AGENTE
\upste Labille
9 RA DO COMMERCIO9
COHP.VMUt l-KKMUB.tiXl
DE
^avegacSo costeira por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Ponedo, Aracaju' e Bahia
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
Segu no dia 1S de
Fevereiro, as 5 horas
da tnrde.
Recebe carga at o
__'dia 1". _
Encjmmeudas, passagens e dinbeiros frete at
4a 3 horas da tarde do di* 18.
ESCRUTORIO
Ao Cae da Companhia Pemambucana
n. 12
Caf bom (kilo)
Calasfifa (kilo)
Cardes do alrodio (kilo)
Car vilo de pedra de (Jardiff (toi.)
C"urcs seccon e>pichados (klo)
Ditos salgados secos (kiic)
tos verdes (kilo)
Pariuha de mandioca (litro)
Pumo resto'h i (kilo)
Wcnebr (trt)
M.l (litro)
Miiho (uro)
pranchoes (dnsia)
320
366
014
HiOOo
585
500
275
250
4"0
200
O*
040
100UOO
15.458
Nota da Tbesmiro dllaeeradnM
O recolhiiaeQto de notns dilaceradas est avado
ftito n Tnesourara d Fascnda, uas tercas e
seztas-feirus, das 10 s 12 horas da inaua.
sabmilaicu de nota do Tbewottr
Em 31 de M.rco vindouro termina o pr-zo mar-
cado para r culuiineuto, seiu descanto, d.s n..ti
de 200J da 5" estampa, 10*000 da 6 e 5<00
A substituico esl4 stn.io fe'a na The?ouran-.
de F^ieuda, nos dias uleis, das 10 s 12 heras da
inanba.
Barca nacional Uarlnho tX
Para esia barca, que seguir4 par o Rio Gran-
de, val carregar Pereira Carntiro & C.
Lugar aaeloaal ejnlnba
Seguir para o Rio da Prata e e lio carrrgaa-
do Jos Oa Silva Lnyo Filbo.
Vapor Arlindo
Este vsp>r, que deve chegar hoje do Rio Gran-
de, teiu um carregainento engajado pira Kw Ofl
Janeiro, Santos e Rio Graudj.
hio diversos os carrea-adores.
Paula da
ax iu dx 14 X
Alcoo (kilo)
Algodao (kilo)
Arroz com casca (kilo) .
A.-u Ditu branco (kilo)
Dito inatcavado (kilo)
Borracha (kilo)
Caehava (litro)
Cacio (kil.-)
C-r-stoIbo vki!o)
ifonilesa
19 de pavraEiRO
218
S53
i;.i
m
7
iJ66
077
X>
450
Exportaco
ascirs, 12 db rarauao db 1887
Para o exerior
No vapor ingles TreiU, carregaram :
Para Lisb a S. B. ito Amorim & C. 450 saccas
com 32,073 kilos de algodao ; P. Carneiro & C.
10 saceos cam 750 kilos de aasucar branc,.
No vapor francez VUle d Santos, earre-
earain :
Pan, o Havre, A. Labille 300 couros verds
com 6,300 kilo*.
Par* Bromen, V. Neesen 10 couros salgados
com 121) kilos.
No vapor americano Advahee, carrega-
rB"r New-York, H. Sto-*enbaeh A C. aW,900
pelles de cabra.
No lgai ingles Viola, carregaram :
Para New-York, J. S. Loyo & Filho 997 saceos
com 74.(75 kilos deassuoar maaeavado.
N.i barca n ruciuens; Argus. ca'rregaram :
Para N.w-Yoik, J. S. U-yj & Fdbo 665 naceos
com 49,875 kilos de assacar branco.
No brigue portugus S. Lourenco, carrega -
raro :
Para Lisboa, 8. Guimaraes C- 20 saccas com
l,50(i kilos de assucar branco e 150 ditos cam
11,250 ditos de dito mascavado.
Par o Porto, $. B. Amorim & C. 70 saccas eom
5,366 ki'os de algodao.
Para o interior
No vapor allemao Poranaou, carrega-
ram :
Para Santos, Amorim Trmaos & C. 300 saccjs
com 18,000 kilos de assucar branco e 200 ditos
com 12.00:) ditos de dito mascavado.
No vapjr ingluz Mereliant, carregaram :
Par Santos, P. Carneiro 6c C. 500 saecjs com
30,000 kilos da assucar branc j.
Para o Rio de Janein-, Hurle & C. 264 saceos
com 15,840 kilos de assucar mascavado e 330
ditos com 19,800 ditos de dito branco, e 200 saccas
com 14,708 kilos de algodo.
No vapor americano Aivance, carregaram :
Para o Para, r\ C. de Alcntara 1,000 barricas
com 7f,780 kiloa de assucar branco ; Amorim Ir
mos 4 C. 700 volumes com 38,606 kilos de assa-
car branco ; J. Fcntellc* 50 caiai cajurubeba e
120 latas com 2,060 kilos de oleo de ricino.
Para MarauUu, i G. Brito 110 barrica com
12,700 kilo de assucar branco ; J. Fontelles 10
caixas csjurubeba.
No vapor nacional Para, arregarara :
Para o Rio d-^ Janeiro, M. Cunha 20.saecos
cois 1,000 kilos de assacar branco e 200 ditos
eom ia!o0 ditos de dito mascavado ; T. do Ase-
vedo Swiusa 400 saceos com 24,000 kilos de assn-
Para Parto-Alegre, Amorim Irmaos C. 100
sacies com 7,500 kilos de assucar branej.
batios a carita
Baic* sueca Prima, Hull.
Urigue portugus S. Lounaco, Lisboa e Porto,
llarcaca nacional Ftor do Pasto, Mamanguape.
Brci Linda Si-h, Rio Grande do Norte.
Bar a portuguesa Nono Silencio, Porto.
Barca niruegoeuse Gori.n, Liverpol.
Brigue noruegueuse Mira, Liverpool.
Cter nacional Geriquitg, portos do arte.
Escuna nacional Urania, Bi.i (ronde do Sul.
Lugar iugle Elisabetk, Rw Grande do Sul.
Lg Patacho portugus Fanny, Par4.
Hatacho americano Benjamn Fabens, New-Yorx.
Palhabote nacional S. Barth'tlomen, Porto-Alegre.
Patacho sueco Al-mina, Rio (raude do Sul.
Patacho pnrtogues Ventas, Lisbua e Porto.
Patacho portugus fanny, Pur?ngal.
Vapor ingles erchant, tio da Janeiro e Santos.
Vapor ingles Paraente, NewYiik.
Navio & desrarga
Barcaca nacional ApresentacSu de Mara, genero
nacionaes.
Bsrcaca nacional Elor de Tatuamutha, dem.
Barcac-t uacional Semprevivo, dem.
Barcaca nacional Alcana, idem.
Barcaca nacional V.ctoria Alayoanna, dem.
Barcaca naeiooal Boa Nova, idem.
Brigue austraco Pinos, varios gneros.
Brigue allemao Bruno & Marie, varios generos.
Encuna inglesa Percy, barallio.
Lugar americano Harold B, Cansen, tariuha de
trigo.
Lugar ingles Nicanor, 'familia de trigo.
Patacho ingles Tiber, bacalh4o.
Patacho americano Leonora, farinha de tiigo.
Rendimeatos pblicos
HEZ DB VEVEREIBO
Alfaniega
Renda geral :
D 1 a 12
dem de 14
348:577*132
38:451 0<
Renda provincial :
Del-a 12 65.1635418
dem ue 14 6:577i8
387:0283739
72:4101456
loV
ne 1 a 12
dem de 14
Recebedoriu
459:469*195
15.788*205
1:542*680
Oe 1 a 12
d-.m de 14
O- 1 a 12
dem de 14
'Consulado Prochicial
Recife Drainage
Dinbelro
17:330885
:y.i8:<686
:313i627
31.8.'S*313
12:587*806
2:269*264
"l4:853*070
Vapor nacional Gioutd, condusio para :
Femando de Noronha lJ.C3746ol
aisdonro Publico
Furam abatidas ne Slatadouro da Cabanga 90
retes pr o consumo do dia 15 de Fevereiro.
Sendo: 61 reses pertenceu'os;iO!;vc:ra Castro,
at C, e 26 a diversos.
Das 26 de diversos 1 fji para a calicir-i.
Mercada Municipal de do6
O movimento deste Mercado no dia 13 c 14 4o cor-
rente foi o soguinte:
lOWi-VMII* lK!l\AHl'CM
DB
%avesaeo Costeira oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahybn, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Pirapama
Commandante Carvalho
Segu no dia 19 de
Fevereiro, as 5 horas
da tarde. Recebe
[carga at 6 dia 18.
Encommendas passagens e dinbeiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caen da Companhia Pemambwnia
n. 12
Entrttram
82 bois pesando 13,990 kilos, sendo 12 1/2
bois de 1* qualidade, 25 1/2 ditos de 2
dita e 16 ditos particulares
302 kilos de peize a 20 ris
74 cargas de farinha a 200 ril
23 ditas de fructas diversas a 300 rs.
5 taboleiros a 200 ris
37 Sumos a 200 ris
Foram oceupados: ,
45 columnas a 600 ris
44 compartimentos de farinha a
500 ris.
38 ditos de comida a 500 ris
149 ditos do leguines a 400 ris
34 ditos de suino a 700 ris
20 ditos de tressuras a 600 ris
20 tainos a 9*
12 ditos a 1*
A 01 < reir Castro & C:
108 talbos a 13 ris
4 talbos a 500 ris
Deve ter sido arrecadada uestes dis
a quantia de
6*4C0
14*800
6*900
1*000
7*400
27*000
22*000
19*000
9#800
23*800
12*1)00
40*000
12*000
108*000
2*01,0
361*540
2:122*600
2:677*340
Rendimento de 1 a 12 de Fevereiro
Foi arrecadado liquido at boje
Precos do dia :
Carne verde 280 a 480 ris o kilc.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 500 a 640 ria ideal.
farinha de 200 a 320 eis a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijao de 560 a 1*000 idem.
vapore e navios esperados
VAPOBBS
Psrdo norte boje.
Advaneedo sul hoje.
Tientdo sul hoje.
Parsoagu4de Hamburgo boje.
Arlindo-do sal hsje.
Sergipeda Bahia hoje.
Legislstorde Liverpool a 16.
Pemsmbucodo sul a 17.
Senegaldo sol a 21.
Snpervisorde Liverpool a 22.
Espirito Santodo norte a 23.
Taguada Europa a 24.
Marinerde Liverpool a 24.
Finanoede New-Port-News a 27.
Ceardo sul a 27.
SiVlOS
Alexsndrado Rio de Janeiro.
Amode New-Port.
Amandade Hamburgo.
Apotneker Dirsende Santos.
Aricade Cardiff.
Blanchede Terra Nova.
Budade Cardiff.
Bella Rotade Terra Nova.
Cometade Porto Alegra
Corrierde Sautos.
Courierdo Rio Grande do Sul.
asnedo Rio Grande do Sul.
ristiani Scriverde Cirdiff.
Diududo Rio Grande do Sul.
Enjettado Rio Grande do Sul.
ratede Hamburgo.
Expresado Rio Grande do Sal.
Edward Johoeo::do Rio de Janeiro.
Ekundasauddo Rio de Janeiro.
Fannyda Figui ir.
Francisca Vil la-de Cardift.
Guadianade Lisboa.
Hapnusdo Rio Grande do Sal.
HersiliHda Bahia.
Idealde Loadres.
Jalanthede Santos.
J. G. Ficbtdo Rio de Janeiro.
Larelydo Ba Grande do Sul.
Lissie Wileede Terra Nova.
liba de S. Miguel
________I
Recebe carga a fre-
te e alguns passageiros
para a Ilha de S. Mi
guel : a tratar coin
Amorim Irmaos & C.
\w $>tmk

;-

>.,
j




v-
Segu com brevidade para os portos cima o
lgsr nacional Tigre, por ter p.rte de ana carga
engajada, e pars o restojque falta, tratase com
Baltar Oliveira & C.,rua do Vigario n. 1, pri-
mein andar.
IX-
"l

m
Lidadorde Rio de Janeiro.
Maia Ido Bio de Janeiro.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Marinho VIdo Rio G'ande do Sul.
Meta Sophiade Hamburgo.
Minniade Cardiff.
Metede Hamburgo.
May Coryde Terra Nova.
Noatunde Liverpool.
Nordsoende Liverpool.
Noruega Ainod* Cardiff.
Nellyde Terra Nova.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Progressode New-Port.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Roland-do Rio de Janeiro.
Sbawinut do Wio de Janeiro.
Speraazade Cardift.
Sant Josephde Terra Nova.
Vareo da Gamado Rio de Janeiro.
Withelminede Hamburgo.
Movnicato do porto
Navios entrados no dia 13 de Fevereiro
Liverpool por escala17 dias, vapor in-
gle* Sorata, de 2,604 toneladas, ooni-
mandante H. Brouw, eqaipagem 92,
carga varios generos; a Wilson Sons
* C. ...
Santos-32 dias barca nornegaense Vaky
ren, de 575 toneladas, capitSo J. Berge,
equipagem 10, em lastro ; a H. Lund-
grin & C. .
Rio de Janeiro -?3 dias, galera ingleza
Lorenso, de 1,199 toneladas, canitaoGeo
WiUisn8on, equipagem 16, em lastro ; a
Boxw-ll A C.
Rio Grande do Sul-23 dias, patacho alle-
mSo Brhante, de 194 toneladas, capi-
tSo J. Jessen, equipagem 7, em lastro ;
a Baltar Oliveira & <'..
Rio Grande do Sul -19 dias, lugar ingles
Qeorge B. Balsour, de 190 toneladas.
capitSo James Comley, equipagem 8,
em lastro; ordem.
Navios sahidos no mesmo dia
New-York Lugar americano Bemjamin
Tabens, capitSo R. B. ConJow, carga
aasucar.
Valparaizo por escala-Vapor inglez bo-
rato, commandante H. Broun, carga va-
rios gneros.
Navios sahidos no da 14
Havre por escala-Vapor francez Ville de.
Santos, commandante J Henry, carga
varios generos.
Terra-Nova-Lugar inglez wrense, capi-
tao Samuel Facey, era lastro.
Rio Grande do Norte -Lugar inglez Qeor-
ge B. Balfour, capitSo James Lomley,
em lastro.
Bio Grande do NortePatacho noruegoec-
' ge Aaloug, capitfto C. Ramussen, em ls-
Fernndo de Noranha Vapor nacional
Oiqui, commandante Sonz L>ubo, car-
ga varios geueros.
06aerwi NSo hourc entrada.

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5'
Para o Para
Patacho portogoez Viuy
Seguir com breviddt. Recebe carga & frete.
A' tratar com Anorim limaos 4 C.
Leilo
(En eont i na aco)
De bisnazas novas, reamas de papel de cores,
quartolai com vinho Bordeaux, garrafas com dito,
caixas cora cerveja allema e muitos outros artigos
proprios para o carnaval.
EJI SEGUIDA
SerSo vendidos movis, m'.adezas e perfaraa-
HOJE,A'S 11 HORAS
No arraazem da ra Mrquez de Olinda
d. 19
RORINTERVESgO DO AGENTE
Gusnuio
Leilo
De bons movis, 1 piano, loacaa, vidros e uro spa-
relho de ouro com pedras finas, Lvras, fl -res,
pinturas, licores, etc.
O agente M >desto Baptista, autonsado por urna
familia que 92 retira para fra da provincia far
leilao do que abaixo se declara :
Um piano de Bloudtl, 1 mobilia, moderna e de
Mta composta de 1 wft, 2 cousoios, 2 codeiras
de braco, 2 ditas de blaoCD c 12 de guarmcV
tudo de Jacaranda, 1 cama paracasal.de Jacaran-
da 1 lavatorio, 1 marqueao, 1 guarda louca,
crinde, 1 m?sa elastict, eadeiras de junco e;de
amarello, 2 aparadores, 1 b>rco e 1 cama para
menino, 1 cabide, 1 quartiuheira, 2 caderas de
bataneo de junco, 1 mesa para escrever, G qna-
dros, 2 pares de lantrrna, 2 escarradeiras, J ta-
petes, 1 lbum graude, bolas pira jarros, 1 cape-
lbo de parede. 1 apparelh p:ira linoco, de por-
celana fina e de muito g.sto, 1 dito para jantar,
doeeira, garrafas, copos, clices para vinho e li-
cor, talheres, colheres, 2 suplicas de vidre, 4
fraseos com tintura de banuilha, diversas garra-
fas cora licores diversos e tinturas, 1 g^rratao
com 15 garrafas de tintura de jaborandy, 1 ma
china de coatura, candieiros, jarros, diversos h-
vrosde rnMicinx, historia e romances, 1 aderco
de ouro cmu pedras finas, diversos vasos com ib
res c outros mnitos artigos.
Tercafeira, 15 do corrente
A's 11 horas
Na ra da Matriz da Bj%-Vista, n. 16
Le'lo
Ue movis, quadros, louca e vidros
Sendo : .
Urna mobilia de pao carga com 12 cadeiras de
gnamicSo, 2 dit *e de bracos, 2 duas da kalanco,
2 consolos, 1 sof, 2 laateraa, 2 pares de jarros,
6 bonitos qcadros grande, panucs de crochet
paraoadeiras sif, 1 tapete para sof, 1 can
dieiro de gaz, 1 mesa redonda, de forro, 1 cama
frnceza, 1 coinm.>da do amarello, 1 berco de Ja-
caranda, 1 lavotoiio de amarello, 1 cabide de co-
lumna e 2 marqueioes.
Um guarda louc d amarell", 1 mesa elstica
de dito," 2 aparadores de amarello, 12 eadeiras de
junao, 1 quartiobeira de parede, 1 n.arqufzao,
louca de jantar, dita de alm 1 meza de cosinha, 3 bacas de trro estancadas
e muitos outros movis.
Terca-feira, 15 do correuta
As ti horas
So 3" andar do sobrado n. 10 da ra Eetreita do
Rosario
O agente Martina autorisado por urna familia
que se retira para ira da cidade, far leilao de
todos os movis e mais cbjectos existentes em
dito sobrado.
AO CORER DO MARTILLO
Ag
Leilo
ente Brito
De faxendas, miudens, mobiliaB novas, 1 piano
forte, commodas de smarello, toilleta, lavatorios,
canos, marquezoes, guarda-louga, guarda-vestidos,
eadeiras avulsas, espelhos, candieiros, jarros, qua-
dros, cerveja, vinho e muitos artigos para liquida-
No armazero ra de Pedro Affonso
n.43
TERCAFEIRA, 15 DO CORRENTE
A's *o e i/ horas
Leilo
De cinco qnartolas com superior vinho Bordeaux
contendo 300 garrafas cada urna e cerca de d
garrafas com vinho Bordeaux diversas caixas
com cerveja illcma de primara qnadade.
Quarta-feira 14 do corrente
A's 11 horas
Vo armazera da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
Por Inlerf-encSo do agente
Gusmao
Aluga-se o sobrado da ma do Imperador
o. 3. com couimodo i ara familia, caiado e pinta-
do, e por preco raaoavel; no Caes do Apollo n.
45.____________________________________________
Aliaga e o 2- andar do sobrado n. 1, ra
do Viscoaae de Pelotas, oatr'ora Aragao tratar
na ra da Madre de D. as n. 2i.________________
Arrenda-se o sitio das Jaquwas, com gran,
de casa de vivenda c mais tres pequeas, no mes-
an) correr, servindo perleramente pensio ou
hitel; a trstar no mesmo sitio._______________
__ Aluga-se o 2- e 3o andar, .juntos ou separa-
dos, di casa da rus larga do Rosario n. 37, es
quina defronte da igreja ; a tratar no pavimento
terreo, loja de cabelleireiro.___________________
Aniiranj-Be das grandes casas com boas
accommoda,o-*, sendo urna na roa do Coronel
Lamenha (antiga P.azere) n. 42, e outra ca ru
do Espioheiro, com jardim e bom quintal, e agua;
a tratar na ra da Imperatriz n. 64._____________
__ aluga-se o sobrado n. 21 a ra da Uoiao
tem agua e gaz e gnu-des accom^odaco a para
familia ; a cntender-ae na ra da Imprratriz nu-
mero 19.____________________________
__ Precisa-se de um menin > eo* pratica de
molhados ; a tratar na ruada aiao n. 52. ____
__ Precisa-se-de urna ama para andar com
enancas e fxer mai algum servico de casa ; na
ra Nova de Santa Rita n. 47.^_________________
__ Precisa se de nm criado para cosinhar e
farer o servico de cssa de homem solteiro, dando
fiador de na conducta ; a tratar na ra velha de
Santa Rita n. 14. sobrado._____________________
Para cosinhar
^recisa-sc de urna
ama para cosinhar,
mas quecosinh? bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra Duqu Caxias, por cima da y-
pographia do Diario.
Ama
Precisa se de urna psra casa de familia, ra
do Cabug n. 3. 3" andar. ^^__
Ama
Precisa-sede urna ama para cozinhar para pouca
familia : a tratar na ra EstreiU do Rosario n. 2.
Ama
Precisa se de urna ama que cosinbe e engoma e ;
na roa do Kangel n. 44, 2- andar.
Ama
Precisa-so de orna ama para cosinhar e passar
alguma roupa a ferro ; na ra Augusta n. 137.
Ama
Precisa-se de nma ama pra engommar : na raa
da Soled a de n. 58.
Amas
Precisa-se de urna ama para cosiulur e outra
para lavar ; na ra do Sebo n. 26.
Ama e criado
Precisa se de um criado para compra e mais
servivos, e de ama ama que cosinhe e dnrma em
casa ; na ra da Imperatriz .n. 86, 2- andar.
Caixeiro
Procisa-s? de un caixeiro de 14 a 18 annos,
com pratiea de eeccoa e molhados ; na ra de
Maieilio Das n. 26.
Bolsa
A' quero faltar urna bolsa, que. toi desen-
caminhada, veuba buseal-a no escriptorio
d'este Diario, onde, a vista dos signaes
exhibidos, aer-lbe-ha entregue.____________
Pflr22$000
aluga-se a casa n. 26 da ma de 8. Jo3o, com bom
quintal, cacimba e est limp; a tratar na ra
Duque de Caxias n. 85. ______
M'l>
IMI II^XIIU
Ag
Leilo
ente Britto
De um piano e movis
O gente cima autorisado por urna familia que
retirou-se para fora da prjvincia, levar a leilo
os egnintes objectoa :
Um piano qoasi novo, do fabricante Hora, l
mobilia de juuco quasi nova, 1 cadeira para pia-
no, 2 eadeiras de Jacaranda, 2 aparadores, 1 ca-
ma, 1 marqueaao, 3 cabides de parede e columna,
1 consolos e 6 cadairat de amarello, 6 eadeiras
de junco, 1 relogio de parede, quadros, candiei-
ros, louca, vidros, trem de cosinha e outros obje-
tos, tudo ao correr do roartello.
Quarta-feira 10 do corrente
A's 10 1]2 horas
Ra das Trincbeiras n. 19, 2o andar
Leilo
A PEPT9NA
SabaMrtaa preando Mr Ztnrosat* di Fsrk, ut.
mcoicwaeato qe saaiio cjn'ribuc farmad-
litar a fu necees lo sstomago, rf aiariaa a
digestid, umcf u to-* Sm+cer > mnnetm
o VmqU. ...
SenrrorafT U ei;ninui fe* Dalos
aab sfanuiot oi'dicos i Farii aotroi
uizosdcmcnstraral a f (.: dnVlSSO
DE KEFTORA DEFRt3IT; aa im-
pcasilHlidadc m que estarla de rprodwJr
ioca aa ua cartas, HmiUmo-cso* a j.r-
seUar ajui a arta din.:- M Sor DefrWM
par uai mn>lt*tro, cijo uoma t a fama V
Mt conbaosoa pelo mundo saedkaL
D o i* Jotfet ao Sftr Defrfsae:
&ul,ittl*lb'{oaiiaS.
< Tewm o costo de Um marifatar a r>
isfscio qnc Uve com "ji Puntona, y*h
Jbms reaulladon oo con lia akancaf nos
- stoi gravea em ir^e a teaho en pregado.
i Seronre quando tire de trata nm eataV,
* rztf-i cansadn, doente ou cora v 5a diret
tes a aoa preparacie aUJvioa o
d*nU. ^horasido-lhe as tueco* digefti-->
sa, < naitas tetherca idoaas. oattasT
enieat man no racoitcos drtm af
saod- ae & da Peptona. Por imwSjT
Qonsider* coa om vardadeiro daver re
ormmend t;-o. es meca doentee 'u n grande
pnmero de es:;
De bons movis, 1 piano, quadros, sanefas
jarros e vidros
Sendo nma solida mobilia r> Jacaranda (mede-
Ibo) a Lua XV e eneoato ae palhinbi, com 12
eadeiras de guaricij, 2 di-as de bracos, 1 sof e
2 consolos com pedra, 1 pino de armario, 3 aane-
faa com cordoes e borlas, 2 pare de jarros, can -
dieiros de gas, 1 rico quadro grande com moldura
dourada, 1 sof de amarej, 2 cmsilo- de dito a
Luia XV, 2 eadeiras de bracos, 12 cxdeiras de
junco com aaaento de madeira, 1 cama franceza, -
marqueaoes, 1 cabide de eoiumuas e 1 cadeira
secreta. .
Urna mesa elstica de amarello, 2 aparadores
de columnas, 12 eodeiras de junco, 1 marquesa, 1
berco de faia, 2 mesas redonda de amarello, 1
quartinheira de amarello, 1 banquinha de ama-
rello, 3 meaaa de louro para cosinha, 1 tazo, 1
(landre para fsrinha, 1 grande bacia de folba
para banho, diversaa loucaa e outrsa muitos mo-
4|uD
A's 11 horas
No 1- andar do $obrado n. 21 da ra do
Livramento
O BK-nte Martina far leiUo por eoota do nma
familia que ae retirou para fora da cidade, dos
moTeiaemaiaobjectoa existentes no referido ao-
brftdo.
ao correr do marlello
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8*WX,0 no becco do Coe-
fcos, junto de 8. OooeaHo : a tratar na roa d
Imperatriz n. 56- ^
__ Precisa-jc de nma boa cosinbeira para casa
de pouca familia ; na raa do Imperador n. 50,1*
andar.
1 j-, i.'jedUtaments ojuuaiaos era menos ios-,
Mriota de que hoje; en'io u conaiitiicoe
iic mais vigorosas, aaBguina, en*f>cas
v ictadat d'um robusto apoetita. nvori pdaa
at ama fraude abundacr ureos fae-
rri t< ^rooova a prorapta tranforma-
ele aoa aWr.entos mia re/ractarioa.
; e Boje, porm, ii one os estomago daatlt-
Uto eareeem de enerta, 4 ecarileas
Uce<- mo de toda* ar substancia ru *-
cilium a digestao, como, "or zeraia, d
ma Pa3srta.
0 precelto de b;gieaa mal irapertaxto,
! porm mab despretae este : Gcetar
tiuto para revirar nuU't. E" esto o -
gredo da saade', e durante muito tempe ti
meo.- *tf^i ti vern esto aasnmpto fori
princip. objacto; alm d'isso a lunhs sj-1
to">ao de medico na hepai tico de Berutfl- J
cenca '.e Ijmphatteot tbnndam fora de medida me i
Apermitlem tazar mnitea fellte i^pheajoa j
deeMzoei,eteprodnctoa. *
I Acha-K o deposito de to vahcao med!-'
Vcameoto aaa Phanricias e Drogariv "eeaa>
Iddade. rr^**o enfilar ero reeoi4ieeet^

i.-r*^2>;
% foloraa. (rafueu
(FRANfilPANNI
Opopoaax ? Paldltia
i OariMlaa ? Otnvdl*
8
TnUtK tm
.t w Firfttmartt %pA
Diario ^yrnanrtHfco"-Tcr^a -teira 15 de revereirojie 1
DOMESTIC ,
Sao reconheciuas ser as tUaif
legantes, b raals dnraTels
i m todos os sentidos.
AS MBLHORSS
Para presos, e circulares com
ilustrarles de todos os eatylo diri
jam-se
|| Domeslic Scwing Machine k i
** NEW YOR, U. S. A.
Tele-phoae n.iU
A.XJ
O yatema de vender Casa Aristide BoUCICSUt ^r^Mena do JOS
toan ram lurvo ilii-ii- n^.,n MAKCHE sao es malores e
nto rLSSSmS, de ARMAZENS de FaZENDAS oe::is bemLS2S*fS
oonflanoa 6 absoluto no -fl. por *o ado contados entre
Armazn do BOS KAK'^I. LP AR 2 3*
as curioidades de Pars.
Artigo de Paria, Tapetara* e Movis, ele., ele.
Os Armazons do SON MARCH augmento cada dia, sem por isso poderem
satisfazer inteiramentc a sua immensa clientela que ae torna cada vez
maior. Novos armazens frao abertos ltimamente tornando o BON
MARCH um i AfMAZEN UH'.CO FIO NIUKDO Outras salas estao agora se pre-
parando, e serao em breve inauguradas.
A Casad* BON MARCH tem or prineipio de nao j>."r na venda,.mermo para otprecot os
mai* redttzidos, senao mereadoria* da prinieira eseolha e ptima qnaldade.
Os Armazens do BOK MARCH nao tem Succursaes oa Representantes
em Franca, nem no Estrangeiro ; relo s Ex*" Seahoras quo so acautelan contra i-3
vendedores qnos^ xirvao do titulo au Bm Marche p.ir;i estabeleeer roiifnso.
INTERPRETOS I>A.RA. TODA.S AS 1L.IKJGTTA.S
Ozea P.
Ozea Saehet.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Pasta para os dentes.
Estas exquisitas preparaces sao ntnito apre-
ciadas na mais disttcta oociedade pela deli-
cadeza do sen, perfume.
WJRI ECER'-S
TRANSPARENT CRYSTAIS8AP
(Sabeo transparente cristalino)
rcconliccido como i mais perfeito ar- todos 03 sabaos de toilette pelas suas
propiedades hygicnicas, pelo bou arocw o r/cla sua larga dura^ao.
40 EcpsKo :..} prlataif .. < Ferrumbrlaa, Farmacia', co.
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOoo<
DK
BIELISSA dos CARMELITAS
TJ"n.ico Successor
dos Cariixelitas ^
14, Ra de VAbhaye, 14
CONTRA :
Apoplexia Flatos
Cholera Clicas
Snjo do mar [ Indigcstoes
Febre amarella, etc.
Ler o prospecto no qu*l tai estoMcfe
cata ridro.
Dcvc-j exigir o letrclro braneo e proto,
em todo* os vidros.
seje q-ial iflr o tamanbo.
CErOSITOS ESI TOPAS AS PHABMArjAS
do r"e*ao.
ooooooooooooooooooooooo
I3e3coxi.fiar
falsificaqOes
e
Exigir a Assignatura
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CC *^
P*RADO DO PlMMsjP*'
Eugenio Marques deHouah
" aj. ^aia-^Acl^n^vt . w /fheumatiemo .CancPOB,Bobas,frnpt|ens
etudaeas molestisn que \enhiv eua oiigm
na impureza do augur devida a sjpha
.----------**
IwoveMOpov *
O caXk*- *, A*v t/omJfoMm< a fUc&o**)** domo*
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^BOBATOmo^EltTriAlDt^HOOCTOSlIjlOICH
a. OA FLORA WA8IEIRA
'W Ba do Vteoonde do io B ra^oo
i>
HIOIIK JANKIRO-
ii rininiin -.....-~ ^
a
Q9
proprietariOE
conhecido estabelecimeato denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeitavel PUBLICO que receberam nm
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gosios. como tam
bem relogios de todas as qualidade*. Avisam tambera qn coiitinuam a reecber por
todos os vapores vindg da Europa, objetos novos e venden' muito mono3 que e
outra qualquer parte.
MIGUEL WOLFF & C.
N. 4RA DO CABUG----N. 4
Coropra-sn ouro e prata velba.


[

WOLFF
n. 4-EUA do mn
& c
'--14
leste muito i onbecid eslabclecimen-
to encontrr- o respestavel nii
variado e completo sortimento de JO!.%$>
receftidas sempre directamente dos mellio-
res fabricantes da C-:uropa. e qu primam
pelo apnraio |Mto do mnado elegante,
Ricos ader?cos completos, lindas pulsei-
ras. allnetes. voltas de uro cravejada co-sa
brilhantes. ou perolas. annels, cacoletaa.
boUSes e outros maitos artigos prop-ios
desto genero.
ESPECIALIDADE
lint relogios do ouro, prata e niekelados.
para homens, senhoras e meninos dos i*>,
icreit i tallos fabricantrs da Europa e Ame-
rica.
l'ara tod^s s artigos desta casa gran-
te-se a boa jUBlidade. assim como a modici-
dade nos preces quf> sfio sem competencia.
ni:esta casa tamben concerta-se qual-
quer obra de ouro ou prata e tamben relo-
gios de qualquer qualldade que seja.
iRna do Cabug4
3 ;*"
ALLAN PATERSON ft C
N.44--Ru i do Brum--N. 44
JUNTO A ES f A(JA0 DOS BONDS
Tem para vender, por pm mdicos, as segunies f^rragens:
Tachas fundidas, batidas e caldcadas.
Criva^Ses de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para iardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalna.
Vapores de foea de 3, 4, 5, 6 e 8 cavaos.
Moendas de 10 a 40 pollcgadas de panadura-
Rodas d agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assentamento de maehinismo e eseoutam quR=-
traballio com perfeicSo e presteza.

'"S

r
i
JOSPH RRAUSE 8: C. .
Acabam de augmcnlar o sea j bem connecid
mporlanle eslabelecimenl roa i
de niarfo n. 6 com mais
om salo no Io andar lnxnosamenle prepa-
rado e prvido de urna exposi
ffette-this de prata o Porte este
dos mais afamados fabricantes do
mundo inteiro.
ooivida, pois, as Exmas. familias, seos nume
rosos amigos e freguezes a visitaren
o seo estabelecimenlo, afim de
apreciarem a grandeza bem gosto com que
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
ICHA-SEABERTODAS1 i'S AMTE
f '
ai;
.
PALANGI
PASTILHAS DE
do Chlorato do Potasaa e AlcatrAo
Para u enfermidades da bocea, inftammacaoda garganta, f^'r\^^
omgivat, teccra da Ungua e do paladar, rouquidao, xnchafaocUuan,-0'"'*J5/'
nir/ha remedio mais efficaz e rpido do que o chlorato de po'a^a Si se be junt
o alcatrao cujan propriedades balsmicas e parificantesao v-i f/^l^^S
cidas, accelera-se a cura destas pequeas enfermidades e o ito-se sua repeucao,
dando ao mesmo tempe maior forca aos orgaos. .'. Qr
AsPasShas de Palangi sedissolvem lentamente na bocea eJ>^.^J**-
garjo "alsao, depois pa,^ o estomago e dalli para o saugue que se punica sob a |
^u^paS^o0 muKsadas pelos Cantores. Advogados.Vregauoros e todas
as pessoas que sao obrigadas i faliar em publico. ,
Deposito em Ptris, 8, Ran Vtvienne, e em todas as Pharmaeits.



I
I


_|
-
i;-,.
' ;'3



Aluga-se barato
rtna dos Guararapes n. 96.
Ra Viaconde de Itaparica o. 43, armazem.
Roa Corredor do Bispo ?. 18.
Beoeo Campello u. 1, 1 andar.
Largo do Mercado n. 17, luja com gaz.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2.a andar.
Irata-se na ra do Coomrrcio n. 5, 1 andar
.acriptorio de Silva Guimarae & C.
Aluff
a-se
o 2* andar do sobrado n. 35 travesaa de S. Jos ;
o 1- e terreo do de n. 27 ra Vidal de Negrei-
ros ; o' do de n. 25 ra velha de Santa Rita ;
o 1* do de n. 34 rna estreita co Rosario ; todos
limpoa : a tratar na rna do Hospicio n. 33_______
Aluga-sc
o primeiro andar do sobrado do pateo de S. Pedro
n. 4, tena agua e gas .- a tratar na rna estr- ita do
Rosario n. 9.
Ama
Na ra da Uniao u. 13, precisa-se de urna ama
para cosinhar.______________________
Ana
Precisa-se de urna ama de meia idadt : no pa-
teo do Terca n. 52.
Ama
Precisase de urna ama de boa c >o lucia, para
cosinhar, engommar e mais servidos de casa de
pequea familia ; na rus da Matriz da Boa-Vista
nuirer > 3.
Ama
Precisa-se de nma ama para o servico domestico
de urna casa de familia ; na ra do Cotuvello nu-
mero 46
Prccisa-se de urna ama para
lavar, eozommar e faze rnials
alguna servico de casa de fa
tilia; menos comprar e cozi-
nliur : na ra do Hiachuelo
13. eve dormir em casa.
u
Ama
Precisa se d nma ama para cosinha ; na ra do
Dr. Joaquitn Nabuco n. 3.______________________
Ama
Precisa-se de urna boa cosinheira, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companbia
n. 2. Prefere-se escrava edeve dormir em casa.
\ma
Precisa-se de nma perita cosiobeira, para casa
de familia ; a tratar ua roa do Baro da Victoria
n. 46, loja. _____
i ju.au _
Precisa-se de urna ama p-ra cosinhar e ontra
para cuidar de duas cnaucas ; na ra da Aurora
n. %l, 1* andar.______________________
Ama
Precisase de nma que coBinbe e engomme bem
i roa do Rangel n. 10,1 andar. __________
Ama
Precisa-se de nma ama para cosinha ; na ra
de S Joao n. 55. _______
/%'
Precisa-se de nma boa cosinheira e que durma
em casa, para casa de familia ; na roa da Uuiio
numero 39.
Ama para
Ni roa do Riachuelo n 17, se
precisa de nma cosinheira, forra
oh eserava._________________
S na ra de Borlas
Diario ce Penui-uHiuvo-^-Tcrca-fcira 15 d'Fevercir de 1S87
Tricofero de Barry
Garanto-so que faz naa-
cor eoresoer o cabello anda
sos mais cairos, cura a
tinha e a caspa e removo
todos as impurezas do cas.
.00 da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir oa de embranque-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
'/AIUV'
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvac.&o oficia", de
um Govemo. Tem duas vezes
mais fragrancia qns qualquer outra
ednraodobrodotempo. E'muito
mais rica, suave u deliciosa, xj
uiuito mais fina o delicada. E'
maia permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banbo e no quinto do
doente. E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e ob
denmaios.
Jarope Tito e Beiter No. I
tWTtS D 8A1/-0. OPOIS DE SAL-O.
Cura positiva e radical de todas as formasde
crofulas, Syphilis, Fexidas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
eneas do tiangue, Figado, e Bins. Garante-s
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e reno va o systema inteiro. a> '
Sabao Gnrativo de Renter
Para o Banho, Toilette, Crian-
Sha e para a cura das moles-
as da pella de todas as especias
a em todos os periodos/____________
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco MaDoel d.i Silva & C.
1.
Mara do Livramento, velba octagena>-ia e pau-
prrima, pede s almas caridosas que Um uiaade
urna esmola pelo amor -de Deus. Mura no boceo
do Bernardo n. 51. urna obra de caridade.
Professora
Urna senbora competentemente habilitada, pro-
pde-se a Itecionar em colegios e casas particula-
res, as segu tes materias : portugus, francs,
msica e piano ; a tratar na rna do Mrquez do
Herval u. ia_________________________________
300:000^
Lotera
Ext racc Terca fel ra
de Feverefr
Intransferivel
B:"ites venda na casa feliz, Praca
da i tendencia ns. 37 a 39.
de Alag as
Cosinheira
Precisa-se de urna que dese-npeohe o lugar e
durma em casa; ra Duque de Cazias n. 42
porciina da da typographia.
tem borracha do Para, vinda este anno directa-
mente, e vendem mais barato do que e
qualquer Parte;
a ra de Hortafc n. 1.
Advogado
Dominio F. de Soasa Leao
Das 10 horas da manbs s 4 da tarde, 4 ra
do Imperador n. 16, 1 andar._____________^_
Precisa-?e de urna boa engommadeira e que
ensabee tambem, p8ra casa de pequea familia :
a tratar no Caes d Companbia n. 2. Prefere-se
escrava e deve dormir i-in casa.
Por i4:000 rs.
Alaga-Fe a loja do sobrado ra de Lomas V-*
lentinas n. 50; a tratar na ra Primeiro de Mar-
co n. 7-A, livraris.
Sitio no CaMcirein
Arrenda-seannuaimente um 'wm sitio com bas-
tantes cemmodon para grande familia, boa agua,
cosa arvon s fructferas e jardim, e com sabida
para o rio, per prego milito rasoavel ; a tratar na
ra do Livramento. u 24.
Jalroph
Sitio
Alagase um sitio com cas, e outra boa -asa,
no Aternobo do Giqui ; a tratar na ra do Im-
perador n. 50, tereeire andar.__________________
ira
Esse medicamento de urna eficacia reconhecida
no beriberi e outraa molrlias era que predomina a
bydropesia, scha-se modificado em sua prepara-
cao, ragas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, wlo que somente o abaixo
aseignado est habilitado para preparal-o demodo
a mclhorar lbe o gosto e chairo, sem todava alte-
rar-lhe as propriedad-9 medicamentosas, que se
conservan) com a mesma actividade, se nao maior
esa vista do modo or que elle tolerado pelo
estomago.
(slfo deponito
Na nharmacia Conc-icao, 4 ra do Mrquez de
Oiinda n. 1.
Becerra de Mello
Cosinheira
Precisa-se de nma cosinheira ; n rna Real n.
9B, Casa Forte.
Advogado
I rt. nrlo Peregrino
Ra do Imperador n. 36
1 andar.
Cosinheira
204000
Paga-se 20^000 por mes a urna perfeita cisi-
n- ir, para casa de peqoena famili, preferindo-
-se da meia 1 iade n qe sejrt de boa moral, raa
do Paysand n. 19, paasaado a paute do Chora-
menino : qaam no esver em condicoes escusad
e apresentar-se. ___________^^___^__^__
Feitor
ATKINSON
Perfumara iNGLEit
afamaiit b> ta 4a um Mfafe; bc4 latw
_owwi>a5r!r'JU"***fe.*.?***
fay ItU/tLMAS > O;ro
PABJZ WM. CA.CIITTA 1SM
Mkilra-flo jceHoc de oqnindiis
Quem precisar de um.feifor portugue*, cbcgdo
pouco^ d_aa-v no TJ-apiche Novo, a tratar
eom o, awsci.N n>> :.-." ig:at>o, ou annuncie por este
jornal, o qual J nador ;k sua conducta. ___^
Of MMKT
TW1XT
eatr amitos Mr flibUtc odor del
deleitarfl e i-- -r
incotw*S!r**n nfrKW e _:> pil+
* peta joaxcediTl aacclba e Pertcoc*
para o lea$o- Arlifo novo* prava-adoa pwe
Immmant olaai aaaxaui
i. C ATKlioa
34. Od Bond t__t. !
so*ra
a moa t yra t Sm "
Chapeos
t'cilf-ae i pewoft qp* no da 5 corren'e le-
'vou por lOSBio (la. pbrn> c>a Bajthoromeu m
icbep-i di} id), 0 favor de ir ou mxndar desfaser
troca, ixu .} que M tisara agradecido._______^___
Ao ommereit
Uistro & C, Unuo comprado a Jes da Bocha
_ C. 3 sen osvibel-riimerito, denominado Caf Pe-
tropoa, ai a_lram-rKtii n. 49, livre e
iloaciiihii jiar oana, vera por mete
Idete seit .'iblico < ho couirecrcio, mas
'saalguem. *julgar arador, compareca no prasp
de-re i:.:r aoooiaxde koje, para ser pago e
stfJMai'r- li-"'f, 1^* Ffevereiro de 1887.
fsetro flt C.
OTER
PARA
EDUCACAO DOS INGENUOS
UvbOW
COLONIA ISABEL
aos m.


40:000X000
20:0008000
10:0008000

3:0008000
Esta lotera, cuja 14.a Serie da 24.a parte, ser extrahida
na Quinta-feira, 17 de Feveroiro, s 4 horas da tarde, no Consis-
torio da Igreja Concelco dos Militares, acha se venda as se-
gfuintes casas:
Eua do Baro da Victoria ns. 40 e 43.
Cabug n. 2.
Rangel n. 2.
Larga dO Rosario ns. 24, 36 e 42.
No mundo lotrico a nica que pelo seu plano, mais vanta-
gens oferece aos jugadores, e no Brazil, at hoje, anda nao achou
nenhuma outra que se approximasse em vantagem na distribuicao
dos premios, e para prova desta asserco pedimos a attenco dos jo-
gadores para a seguinte TABELLA comparativa dos referidos pre-
mios distribuidos por esta lotera e as suas congeneres:
LuTERIA m GO-PAR
Da 70 "\ de premio do seu capital.
DEM 110 CEAB.V
68 3i4 % idem.
DEM de alago as
73 3t4"| idem.
DEM DE MINAS-GEIUES
Menos de 81 \
IDEM DA COLONIA I
Distribue em premios mais de 85 li8\.
IDEM DO PARAN*
75 l


Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Ltumdo de Ficuldide de Medicina de Pars. Pnmlo Hmttyon
As Capsias do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, ras de Cerebro e contra as affeccSes seguiutes:
Aathma, Ineomnia, Palpitacdea do Coraoao, Epilepsia, Hallucinago.
Tonteiras,' Hemicrania, __eodes das viao uri_ariaa et para calmar toda
especie de excitacAo.
U_ tma explicado detalktdu asompan/a catta frasco.
I Exigir aa Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN C'S
\ de PARS, que m encontrn em eme dm Droguistas et Pharmaceuticos.
N. 28;940
O Sr, Antonio de
Oliveira Corage, tem
urna carta na ra do
Rosario Larga n. 14
armazem de molha-
dos.

?4*^*#**4 IAT0 DE DORO DIHAMIZADO
DO DR ADDISON
0 MAIS EHERBKO E 0 MAIS ACTIVO DOS RECONSTITUINTES
O ARSENIATO DE OSO se impo* todo aquella que for cuidadoso do sao bom estado demude. Com dous granulos por
da, voltTo appctc, ANEM2A, tSSOTAMEMTO, MOLESTIAS NERVOSAS, MOLISTiAS BE SEHHORAS
rBSiiitu il* jAoiamqat* \) systema aervoq. ... j
NSo t*J .va! ..os Ea_aqaimento que resaltao de longaa molestias. ^"P^P^'.^ reguladora, da ,ncr-
"t*" "^ne^^?aF1WMranC?m.f_Tser_tde Ouro. '
A' 'b.-<: Mfl oMsto.-u a-, sulfato da qiumno cedem. ao ATseruaxo ce uuiu.
MUhares de Doentes devem hoje sua
cara aos Granulos de Arseniato de Ouro
OArsafiato de0.vr> t<_ia a malkow
tariilas. Ai.xiliA uodoroaaiaanta n
ismr a stfoa Aulo critica
e oomraue^afluu uova juv_ude.
--------------------JCO--------------------
Dosqoii-ss das Cotrafajea
eexija-sj-aVmaDADCRA ETIQUETTA
como a. VA9GA DE FABRICA aaskn
como a as gnatura
* a do Snr.
NICO PREPARADOR
do D' ADDISON. Innnmoros nttostsdo" fo-
rodados, citaremos aqui aiyr.as.
------------------------:TOC-------------------------
O FRASCO : 6 franco, m Franca. f
EM VENDA NA
Pharmacia G-BLUT
31, m a_uiij_i Pam.
Depositario gcral que naaila fraoM coaita
na iassutato-postaL
Dcrosma w Jtertaawaabawoj
rKAwcisoo M. a aix.va a. c,
. nal pnasiaMS PhtrtuuiM. do I
PARATINSIEA
barba e os cabellos
Bata limara tinge a barba eos cabellos ios-
Un'uneameute, daudo Ihes urna bonita cor
e natural, inofensivo o aun uso simples e
rpido
V.nde-se na BOTICA FHASCEZA E DRO-
GARA ci Rouquiyrol Fre-ee, suceessorea de A.
CAORS, ra do Bom-Jesu (aatiga da Crna
o. 22.
Curso de nathematica
O bacbarel Francisco Corrcia Lima Sobrinh
con: ,,^ ,ui o teu curan de arithitetiea, algebra
e g'ometr a : na ra da Matriz d. 7.
FalsiSfacOes
Para evitar'fAlaificacoes com refer"ncia ao co-
nhecido fEITORAL DE CAMBABA, deve eli-
gir-se este preparado com a firma do auctorAr-
varea de S. Scares em rotulo circulando aro-
Iba fo frasco e a u arca da fabrica nos involtorios,
irr.i ia pelo n.me dos agentes e depezitarios,
ger' s em Pcrnaubuco Francisco Maneel da
Silv.i S C, ra do Mrquez de Oiinda n. 28
Pinlio de Riga
MATHES AUSTIN & C, receberam ultima-
m.iite um completo sortimeuto desta madeira,
como sejam : prancbes e tabeas para aasoalbo,
da melbor qualidade e de diversas dimensoes, e
que vendem por precos commodos, 6 reduzidos,
conforme os Ijte> ; no armazem do caea do Apollo
n. 51, on ra do C.immercio n. 18, 1 andar,
Aocommercio
Ms hbsixo 88signados, socios di loja de fazen-
das mata cidade do Cabo, sita ra do Viaconde
de Pelotas n. 1, t moa de commum accordo diesci-
vido a mesraa sociedade, retirando-se o soci Jos
Antonio Pereira de Moura com todo o seu capital
e lucros, ficandu o socio Bento Portella Garcia
Vidal com i mesma loja de fazendas e isento de
qualquer divida que tenba sido coutrahida pelo
soeio Joi Antonio Pereira de M^ura, a excepco
dos impjstus que a meama loja estiver a dever. E
psra constar mandtmos paaaar o presente em du-
plcala, que sera por n3 eouervsda para garan-
ta de nossos dircitos.
Cidade do Cabo, 10 de Fevereiro de 1887.
Jos Ant >>11 Pereira de Moura.
Bento Portella Garcia Vidal.
triada
Precisa se de una criada para o servico domes-
tito de casa de familia ; na ra do Mrquez do
Herval n. 10.
Eagomniadeira
Precisa-se de nma que engtmme com perfeicao :
na ra do Marques do Herval n. 10.
6
Frauciseo Al ves llontetro .fautor
Hermelinda Claudina ''arneiro Moutairo, Luiz
Alves Monteiro, (uuseute;, Maria A.ves Monteiro
Carneiro e Manoel Joaquim Carneiro, convidam
aos parentes e amigos do finado i. assistirem as
missas que por sna alma mandam re:ar na quarta-
fera, 16 do corrate, trigsimo dia do seu passa-
mento, s 8 horas da man ha. na igreja da Madre
de Deus, pelo que se ant<-cipam eternamente gra-
tos por este acto de caridade e religio.
Jos Goncalves Mnreira de Mendonya, tendo
recebido a infausta noticia do fallecimeoto de sua
presada mSi, convida aos seus parentes e amigos
assistirem a missa que por alma della manda
resar na igreja do Divino Espirito Santo, s 7 1|2
horas da manba do dia 15 do correte ; e desde
j se confessa cordialmente agradecido._________
Franclaca de Cantre Lc
Cabrnl
Benevennto Correa Cibral e Leoncio Quintino
de Castro Leo, marido 3 pai de Francisca de
Csstr i L'o Cabral, agrad> cero a todas as pessoaa
que s digoaram acompanbar os restos mortaes de
sua querida esposa e filha at o ce"iiterio ; o con-
viJaiu de novo a todos os parentes e amigos para
assistirem a missa do Betuno dia, que deve ter
lugar s 8 hors da manha dj da 16 do csrrente,
na matriz de Santo Antonio, pelo que se confes-
sanmtecipad)mente gratos.

Leo
Francisca de Castro
Cabral
Cornelio Padilha e sua mulher Olympia R. Ca-
bral Padilha mandam lesnruma mista na igreja
Jos Milagrea em Oiinda, pelas 7 horas da manhi
do dia 16 do crtente, por alma do sua presada
cuneada Francisca de Castro L"o Cabral ; para
cujo acto cjnvidam os parentes a pessoas de ami-
zade da fallecida, e desde j autecipan os seas
agradecimentis.
nomina** do. da Suva
D. Lanrinda Castello Branco e Silva t> seus fi-
Ihos envidam a i> us psrentes e amigo* para as-
istir m a missa qne u.audam resar na igreja de
N. 8. do Carmo, s 8 horas da mauh do dia 16
do correte, 4 anniversario do passamento da sea
presado esposo e pai Domingos Jos da Silva.
-__? i-w -Ji t-iro. ,.-*ao.-.------- -Ja*
Marta Pnllomena Morelra Bastoa
Joaquim Olinto Ba.tos. seas filhoel mii, irmao
e tobrinho, Jos Joaquim Mi reir, sna mulher 0
filhos, agradecem cordialmante a toda* as pessoaa
que Ibes fizeram o caridoso obeequk) de cnadnsir
ultima morad, ooorpo do ana idolatead esposa,
mSi, filha, irm5 e ta, Mana Fhilomena Vloreira
Bastos, e de novo as convidam para assistirem aa
missas qne pelo repouso eterno da mesma fiaada
mandam celebrar no dia 17 do correte, pelas 8
horas da manhi, na matriz da Boa-Vista,, pelo
que secontessaa desde j agradecios.____.....
I >
'*'-
m
;"'
-.


l
,
' H
I
n


Diario de PemamMiwTerca-feira 15 de Fevereiro de IN87
I
EMULSAO
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiffado de bacalho
COM
Bypopbospbiios de cal e soda
Anprovada pela *unt* de Hj
glene e aotorlsada pe
governo
E' o melbor remedio t boje dewsoberto para
lUtra broncbllei. encroptonla. r-
jo p*ito d* sj*rai.
E' muito superior ao oleo simples de figado df
bacalbao. porque, alm de ter eheiro e sabor agr
daveie, pbssue todas as virtudes medicinae. e nu
tntiva. do oleo, alm da. propnedades tnica,
roeonstituintos dos hypophoapbitos. A venda na
t rogaras e boticas
Deposito em Pern.mbuco
Cosinlieira
Precina-se de urna cosinheira que en onda bem
de sen officio. paga-se bem e casa de pouca ra-
milia : na ra do Cabug n.5-A, U)a.

VENDAS
_ Vende-ee a casa da estrada de Luis do Rsgo
D 21, com muito. commodos e agua encanada, e
tor m so lado da mrema casa ; a tratar na
ra estreita du K sirio 11 24._________________
_ Vpd le-pe muito barato urna grande balanca
r mana, prdpna ps pts* generes volumo*.*
t2,500 kil.'.s E6'm tamben d.us guincho, pro-
prioj para barc-c e constrnecao de obra. ; a -
tar na ra do Bruin n. 67, torrara de Manoel Pe-
reir d CobtK.___________________
_ Vnde-se n* ei.i.ide da Escoda dus exce!-
len'.es cas*, dfl pedra e cal, bem localisad.s, por
s.r na roa do C-nrnerci ; a trato r resta cidade
do Reciie eoio Antonio Perir* L.pvs. a ra do
Alecrira n. 74. e na cidad.- da Eacads, na mesma
casa, com o Sr. Alfredo < C._____________
Vende Tama grande rasa no pateo da Ma-
-ri da Vatz-s, edificada em solo proprin, <
sitio arbiriaado ; a tratar no pateo
D. 81, prineim andar.
de Pedro II
magnificas
Ovas de camorimnim a 800 ris o kilo, vendem
Gomes Femara & Suecess. res, ao largo do Mer-
ca !fl n. 32.
Pos de arroz
Vende-se em pseotos, to bem preparados ootno
o francez, e per met.de do preco, proprio para
toilet, barbeiro e o carnaval, pelo sea resumido
valor, ra da Matri da Boa-Vista n. 3._______
Vonde-ce a refj naci
89 ; i' tratar na mesm.
Kcfina^ao
da ra da Concordia n.
Aos senhores erelelro
Ancoras novat
de oito e de. croada, e vende-.e por barato pre-
co ; na ra do Apollo n. 21.__________________
r.inii negocio
Vende-se um estabelecimento de moihados e
padaria, em Palmares (Una) largo da felra, casa
de esquina, a roelhor localidad* do lagar ; a tta
tar no esmo estabelecimento ou A ra Direita n.
16, viado brsaco.______________________
importante sitio
Vende-se um grande .itio i margem da Estrada
Nova do Caxang, fregoeiia de Afogadoe ; tenao o
mesmo urna casa grande de tijollo e cal, cacimba
com exeellente agua potavel, diversos ps de eo-
queiro, dando fructos e outra. aivores na. mesma.
eondice, o qnal se acha collocado mnito prximo
a estacao do Zumby (1 seccao da estrada de ferro
daVareea). TraU-.e aa casa n. 20 da ra de
Santa Thereza de.ta cidHde._________________
Casa era Beberibe
Vende-se urna casa sita rna da Igreja de Be-
beribe mnito perto da estacao e em terreno propro
com os seguintes commodos : dua. grande, sala,
cinco qnartos, coainha fra. e porto ao lado ; me-
dindo dita casa trinta palmos de frente e ses-
senta de fundo, tendo um bom quintal medindo
trinta e cinco palmos de largura e ecnto e tantos
de europrimento, indo terminar no rio, em cuja
msrgem tem um bom banbciro. A' tratar na ra
dolmperadoi n. 67, 2 andar._______________
LOJA
DAS
LISTRAS AZUES
RA
DE
Jos Augusto Das
DUQUE DE CAXIAS N. 6!
TELEPHONE N. 211
Granas liquidacao de fazendas Unas por
todn prego
As Exmas. familias que nao possam vir na loja,
queiram rumiar pedir amostras por portadores
ou por telephones, que teremea multo gosto em
remeter amostras de qualquer fazenda que deze-
jem
Na loja da. Ijtatra Asnea
i
EPILEPSIA
Gura qua J sf>mfUT
lhvi* semvr*1
HYSTERIA
ICONVULSES1 sounjlfifiESTosi
MOLESTIAS Lajoyena
NERVOSAS
VTNXM Wfl
US, 7, BouKnard Denali, 1. MUS
PHARMACIA DUIL
Beposltsrlo. ein Psnamtmco
V
t
II

Fazendas baralissimas!!!


1 i
fio as segulntes vendidas por precos sem coBtpetencIa:
Lindos fusfes de listrinhas, padrSes ch.ques a 400 ris o covado !
Setinetas de quadrinhos a 360 ria o dito '
Cretones superiores, 1 metro de largura, a 600 res o dito .
Cambraias brancas bordadas a 60000 a pega de 10 jardas I
Linbos de quadrinhos es-ocez a 200 e 240 ris o corado !
Merinos .le todas as cSrea, a 600 ris o dito!
Esplendidos sortimentos de lia para vest.dos a 500, 600 e i00 o dito.
Oaxemires novidades a 1(5500 e 1*800 dua larguras.
cpr rio cores rom mimas de seda a 800 ris o dito'
Srn.. pX\ Oaimires, a 1*000, 1*200 1*400 2*000 o d.to I
Velludilbo bordado de todas as cores a 1*000 o ano !
*th maco de todas cores a 1*000 e 1*200., dito 1
Popelina branA par as E*m." novas, l. BOQJjfc o dito I
' Guarnicoes de crochets para car!eiras e sof WW-
Vestuarios de 15 pan criantjas, (novidade) a 7*UOU e
Meias a!vas para ctiant;as a 2*500 a duza !
dem crups para hornera a 4*000 e 55000.
Cortes de fustoes para coletea a 2*000 u:n !
Caxemira ingleza a 4*500, 6*000 e 7*000 o corte!
Cheviots superiores, prcto e moI a 2*800 e 3*o00 o covado !
Completo sortimento de casemiras, pannos e bnns e muitoa outros art.gos
lerobrados presenca dos leitores
s#ooo.
Bom negocio
Vende-.e urna casa de mclhnd_. propri* para
principianta, por t> r poneos tunaos. Qu>-m pre
tender dirija-.e refinaclo da roa do Lima, Santo
Amaro das Salinas. ^^____
Engenta veniia
Vende-se o engenho Murici, co* safra ou sem
ella, situado na tregu-'.ia da Escada, distaute da
respectiva estaco um quarto de lega, podrndo
dar tei. caminbos por dia, moente e corrente,
tem duas caa, grandes e 2 p> quenas para mora-
da, e outra para farinha com sua. pertencas, tam-
bem ae faz permuta por predios nesta prnca : a
tratar na ra do Impeador n. 61, 2- andar.
Alientan
Vende-se ou permuta-sa urna casa terrea sita
na traveasa do Falcao n. 12, com 2 salas, 3 quar-
tos, cosinba tora, grande quintal e cacimba, por-
tao dando sabida para a ra dos Oasos ; a tratar
na mesma com a proprictaiia, e esta tara todo
negocio por ja ter o despacbb do jais, at para
butal a em leilo. podendo apresentar os docu-
mentos aos permutadores, detejando tambero urna
por troca, anda que se ja pequea, porm que es-
teja noa e bem construida.
Viveiro para passaros
Vende-se dous g. andes e bonitos viveiros po
p.eco commodo, sendo o motivo da venda ter o
dono acabado com os passaros qufr possuia ; a ver
e tratar na rna do Imperado; n. 22.
Grande liquidacuo
na loja de niiudzas
5o ii un Nova a o
O proprietario do estabelecimentoBasar da
Moda, scien'iBca s Exmas. familias que em vir-
tude da prxima reedificaclo do predio em que
est estabelecido, tem resolvido liquidar to-
das as Bas mercadorias, constando de miudesas,
perfumar'as e artigo de moda, com grandes aba-
timentcs, sendo que muitos artigos sao por precos
inteiramente baratos, como sejam :
Grande variedade de plastrons a 1J000 e 1200
S..b.nete8 de areia e Ri.ger a 200 r..
Din. ingleses, grandes a 200 rs.
Duzia. de ditos a Ol'O.
Garrafa de agua florida a 1*000.
Va*o com opiata a 900 rs.
Frascos com extractos muito finos a 1*300.
Frasco coas agaa de colonia mericana a 500 rs.
Papis para forro a peca de 320 e 400 rs.
Guarnivoes, linbas, fitas, bicos, bot5es e artigos
de moda.
PARA ACABAR
Oleo para machinas
8uperior quahdade, a 6*400 a late em cinco
galoes; vende-M na fabrica Apollo e de seus
depsitos.__________________________
De primeira qualidade
onte Velha n. 41.
vende-se no bazar da
Vende-se
Na ra Imperial n. 200 C, urna casa de pedra e
cal por barato preco._____________________
WHISKY
HOY AL BLEND marea VIADO
Este exeellente Whisky Escasees preferm
*o cognac on agurdenle de canna, para fortifica
j corpo.
Vendese a retalho nos n. Iberes armaren*
nolbados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo ne-
ne e emblema sao registrados para todo o Braati
BROWNS & C, agentes
Piano
* Vende-se um exeellente e ptimo piano forte,
de tres cordss. de um fabricante allemo, em mui-
t bom estado ; a tratar na ra de Marcilio Das
n. 60, pavimento terreo.
Vende-se
Ka ra da Harmona, no lugar do Arr.ial, um
pequeo sitio eontendo 135 palmo, de largura e
344 de fundo, tod plantado de arvoredo. novo
de fructos e com urna grande casa nova de taipa,
faltando pouco para acabar ; faz-se negocio muito
comaodo. A. peers que pretenderen! podera ir
examinar e se entender na mesma r a com os Srs.
Antonio e Joaquitn Sampaio Irmios, ou na casa
ataaretla, eom 8r. Oomingos Gemes Correia, que
dario explicacoee do negocio.
Carro de passeio
Vende-se um em bom estado ; na Magdalena,
sitio do commendador Barroca.
que
ser Jo

m
59-Rua
d.\ mu i t
uedeGaxias-59
200:000*000
100:000|000
LOTERA
lotera do ceara
400:000*000
IN TRASFER1VEL!
Corre do miago de Fevereiro
t
Um vigsimo desla importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
I

240:000*000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
INTRANSPERIVEL!
Corre Qnnta-feira, 17 de Fevereiro


LOTERA de alaooas
3OO:O0O$OOO
Esta acreditada lotera corre Terca-feira, 15 de Fevereiro
lotera ni; m
600:000S000
Esta seductora lotera corre sahbado 24 de Fevereiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:00$000
Os billietes dcstas acreditadas loteras acham-se venda na
RODA DA FORTUNA
ji6--Rua Larga do Rosario-36
Bernardino Lopes AlJwiro.

i



200:000$OOO
DI PROVINCIA DO NU*
EXTRiCtlO DA 10" PAUTE DA ,* LOTERA
EM BENEFICIO Di SAHTA CASA DE MISERICORDIA
OuiDla-feira 17 de Fevereiro
AO MEI0 DIA

Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanoiogica|Isabel
DA
PROVIMi DE PERIUMBUCO
Eitrap a 14 De laio de 1887
0 thesoureiroFrancisco Goncalvs Torres
VERDADEIROS GRAOSdeSAUDE do DrFRANCK
Approvados pala Jauta Central de Hygiene da Corte
Aperientes, ertoaacMcos, jmrgrtiwot, depuMUvoe, cootr
etc. Dote ordtnarta :l,t ermet
a
*
rmna.
Ct.fe.mi. eic. aowe w* -, _
Ea PAJOZ. PHi.nrt '.
nwoerros km toda as pkincipa pnABUAOiAS
as
AllevoluQo!
Besolvea vender os seguintes artigos com
30 /0 de meaos do que em outra qual-
quer parte.
GuHinio >s de velludilbo bordado a vidri'ho para
vestidos, a 74000 urna.
Tafetas de core, pari carnaval, a 300 ris o co-
vado.
Cachemira bordada a 1J500 o covado.
Dita, preta. a 1*000, 1*200, 1*400, 1*600 e
1*800 o covado.
Ditas de cores a de 900 ris e 1*200 o dito.
La. raeacladas a 600 ris o dito.
Dita, com listrinhas a 560 ris o dito.
Dita, com belinbas a 600 ris o dito.
Ditas de quadrinh s a 400 ris o dito.
Lindas alpacas a 860 ris o dito.
Gorgnrinas a 320 ris o dito.
Setim damase 320 ris o dito.
Dito Maco a 800 ris e 1*200 o dito.
Damass de seda a 1*300 o dito.
Grsdenaples preto a 1 *800 e 2*000 o dito.
Gaze com bailan*, a 800 ris o dito.
Fusto branco a 400, 480, 560 e 800 ris o dito.
Vellndilhos lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
cavado.
Dito bordado a retroz a 2*000 o dito.
Cambraia com salpicos a 6*000 a prca.
Camisas para aenbora a 30*000 a duzia.
Dita 8 de meia para homem a 800 ris, 1*000,
1*200 e 1*500 una.
QFiehs de la a 2*, 3*000, 4*000 e 5*000 um.
Ilitos prateados a 2*000 um.
Ditos de retroza 1*600 um.
Linbos f seosezes a 5&0 e 240 ris o covado.
Collariuhos e punhos para .enhora a 2*000 um.
Ditos de cor, idem dem a 1*000 um. \
Cortea de casimra finos de 3* a 5*000 nm-
Dita. de 12 e seda para eollete a 6*000 um.
Ditos de cachi mira de cor para vestido por 20*
um.
Cachemira de cor de 6f por 3*000 o co?ado.
Damasco de cor a 700 ris o covado.
Panno da Costa a 1*400 o dito.
Cortinados bordkdos a 6000 e 7*000 o par.
Colchas "bordadas a 5*, 6*, e 7*000 urna.
-Cit-toues finos a 320, 360 e 4G0 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280 e 30U ris o dito,
Zephiros fiuos a 500 ris o dito.
Setineta iseosseza a 440 ris o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 rs. o dito.
Chali-. Je mirin a 14800 um.
Ditos estampado, a 3*000 e 4*000 ra.
Diioa de cachemira a V*, 2*800 e 4*600 um.
Cobertores de l a 4*500 e 6*500 um.
EsguiSo pardo e amarello a 500 ris o covado.
Brim de linho de cor a 1*200 a vara.
Dito prateado de lioho a 1*000 a dita.
Colchas de crochet a 8*000 ama.
Aoquinba. a 1*800 ra. urna.
0 48 na Dip Ha Casas
Hearlque da| Silva Morelra
Esta lotera, por algum teropo retirada da circulacao, devido a grande guerra que
lhe promoveram, ^omo do dominio publico, vem novaraente tomar o seu lugar de
urna das vantaiosas loteras do Imperio.
O agente pede ao respeitavel publico a sua benvola attencSj para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso publicado nos jornaes e impresso no ver-
so dos respectivos bilhetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribne # .
12.436 premios, ou quasfa quarta parte
Ainda mais : esta a nica lotera que premia todas os nmeros cujos dous al-
garismos finaes forem iguaes aos dos
QUATRO'PREfflOSMAIORES
A SABER :
100)J as duas letras finaes do premio de........
60 s duas letras finaes do premio de........
50(5 s duas letras finaes do premio do........
40($ s duas lotras finaes do premio de........
200:0003000
40:0000000
20:0000000
10:0000000
Tambera sao premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeiros
'"Alm destes, tem esta lotera grande qoantdade de outros premios de bastante
importancia. E' tambein esta a nica lotera que garanl$ quem comprar 1UO nme-
ros de terminacoes aiftvrentes 32 1/2 % independente dos premios avultados que
oossam sabir na extraccSo. _______
TODOS 0$ rBEMIOS SAO PASOS SE1 DESCONT
As extraes sSo feitas em edificio publico e sob mais severa fis.,al.sa55o por
arte das autoridades. c Cs
Os bilhetes acham-se venda na agencia e em todas as casas, em bantos, ao
Paulo, Campias, Rio Grande, Bahia, Cear, MaraohSo, Para, Amazonas e em Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO.-
0 agente no Rio de Janeiro
Augusto da Rocha Hontoiro Sallo
23|i"- ,cUmgnyua23
A' Florida
Rna Raque de Casias n loa
Cbama-ee a attenclo das Exmas. familias par-
os arceos seguintes :
Lavas de seda preta a 1*000 o par.
Cintos a 1*000.
Luvas de pellica .por 2*500.
Luvas de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramea de flores finas a 1*500.
Lavas de Escossia para menina, lisas e borda-
das; a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 r*., 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de oikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinbas de l*5e0, 2*, 2*500 e 3* ama.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 ra.
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Pentes para coco com inscripcao.
Babadores com pintora e inscripces a 200 rs.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 12*000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 800 ris
Cap-lia e veus para uoivas
Sospencorios americanos a 2*500
LS para bordar a 2*600 a libra
Mo de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a 18000 rs.
Bico de cores t 3, e 4 dedos
de largara a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a quaresia
Galo de vidrilho metro 1*.
Franjas de vedrilho a 1*,
Lavas pretas de seda e Escocia.
Franja, e galoes finos a 2*600, 3*e 4* o metr
Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Bisnagas de p de arroz.
dem idem de ouro.
Id. m pe fumadas.
Lindas franjas de seda de cores eom frocos pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 1* e 500 rs.
o metro, fazenda queja costn o metro.
Papagaios de papel a 200 ris.
Periquitos de papel a 100 ria.
Leques e vcotarolas a 200 riB.
BARBOSA & SANTOS
~~ Tainhas
Vende-se tainhas
de superior qualidade,
em quartolas e em bar-
ris, mais barato do que
em outra qualquer'
parte; na ra de Pe-
dro Affonso n. 11.
Cabriolis
Vende se deas cabriolis, .ando um deseoberto
e outro coberto, em perteito estado, para um ou
doos cav.llo.; tratar a ra Duque de Canas
d. 47. -
'

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I'"- '

l '

J
l


Carnaval
Lavas rm mofo sil* pa"
Lavas brancas frt-scapara senhor, 2*. ^^mnm
Ditas idem para himem. com dous botd*,2#90t
Na fabrica de lavas, a ra |p Cabsg n. 7, 1-
andar.


8
Diario de PcmfltobiicoTcr^a-fcira 5 de Fevereiro de 1S87
1TERATI
-?.-

0 AMIGO DO MARIDO
POS
JUI.ES mary
-(.)-
(Cwiriuac3o)
VIII
* Catharina tinha-se tornado mais auda
ciosa c!o que nunca; arrostava abcrtamen-
te o marido o comprazia-Be em cr':ar pe-
rigo, no meio dos quaes atirava-se de
olhoa fechados, com prazer. Esses perigos
eram .outros tantos agudhes iiiflammados
qvejhe queimavam e corado e lhe aviva
vam o amor.
Rtflectidamenta e de caso pensado, com-
raettia imprudencias, que podiam originar
urna eatastrophe, se a estranha indifferen-
a do marido, que ella considera** ceguei-
z~ j________-o.- An rf-nente. Nao se
I

.i*.



y"
I
desapparecesse do repente
constranga mais com Holgan. A calma
inexplicavel daque.lla homem levava-a a
praticur actos de verdadeira loucura. Uir-
ee-hia que era livre ou vinva, ou fu, por
um coosentimento tcito, Holgan permita i-
lhe todas essas excentricidades.
Era assim oue s preoctupava-se cora
Gilberto, pronuncian o-lhe o nome, a cada
instante, e empreando mais n.eiguice e
paixio, quando o pescador achava-se pre-
ente. .
Tudo n'ella revelava o amor: os sorriso
de felieidade ; o estremecimento das palpe-
bras, que cerravam se voluptuosamente,
quando sua mi encontrava a de Gilberto;
a maneira porque eneostava se-lhe ao bra-
50, e muitas vezes o movirocnto brusco
com que chegava-se ao amante como que-ero
rendo tormar com elle um mesaio corpo.
Joao nada ouvia, nada va.
eterno sorr9o affavel e
e diminuiam-lbe oWKr. Fieava triste,
'admirado e senta hesitacSes vendo-a tilo
ousada e pervertida. Dedicara a vida a
essa mulber e perguntava-se se ella real-
mente o mereca.
Iriam os seu amores acabar n'uma aven-
tura vulgar. .
O que poda, de um certo modo, reaga-
tar a vergonha de encaar a Holgan e de
espesiubar, por assim dizer, ease coracio
leal, nio era justamente o facto de ser r-
rastado por um amor verdadeiro e profun-
do ? Um capricho teria tornado maor a
vergonha.
N'esBe ponto erganava-se. Catharna es
fava de ba f. Amava ou julgava amar.
Nao era mulher que se entregasse duas
vezea.
Gilberto havia aido seu primero, seu
nico amante. As p>ovocac3es e os des-
afos de que fazia alarde, eram inspirados
por urna especie de 'rritacao, vendo Hol-
gan tao cslmo, tio :'eliz na apparencia, era-
quanto ella onsumia-se as chammas de
urna paixao mortal; aloro disso era levada
pelo desdo de novas sensatos, pola ne-
essdade violenta que experimentava, de
haurir os gozos mais requintados e perigo-
sos, encerrados n'aquelle amor adultero.
Por muitas vezes Gilberto lhe hava
di 10 :
Porque faz tanto bropenho em divul-
gar nosso amor? Est lio fatigada de
amar que procure tornar anda mais pe
rigosas e diffiaeis as nossas relacSes ?
Nao posso esquecor que sao um crirae...
Porque lembrar-ro'o a cada momento ?
E' assim tao tmido e accessivel
remorsos ?
Mroeracto, a fronte en- Ouvia no meio de gritos e gemi-
na ; com
rugada, os olhos indos.
Immovul 110 mein das podras ctisseraina-
das pela praia, olhava vagamente diante de
si.
Um que estara pans^n-io* Prscarara
acaso descobrir a Esperanza ?
Varios pescadores passaram-lbe por per-
to e o comprimentaram amigavelmente.
O que ests fazendo, Joao ?
Nada. .. respoudcu elle com voz es-
tranha. .. Espero !...
O dia tinba sido calmo, mas ex ;css va-
mente quente.
A' tarde o mar agitou-ao e as ondas vie-
ram rebentar, com furia, do encontr aos
roohedos, arrancando s-.-icos que levavam
e toroav^vam a trazar, n'uin vai e vero
um estroudo roedo-
porque o <> con-
aos
nho ; nio era o trovan
servsva-se iufltcraveimeute puro; nem tilo
pouco a tempestad?, que apenas estava im
mnente ; mas alguma cousa que p.rtici-
pava de ambas, urna cuino ameaya do ic-
fuito em revolta.
Pouco a pouco o ocano foi-se cavando
e pareceu por assim dizer bronquear cora a
espuma de suas aguas as crinas da um
raultdao de animaos que sa debuiam, a
tropellavam e davam saltos... Levanta-
se um p de vento. O sol fuou eu&tbejjp-
Da repente, sem transigi, um veo de nu-
vens pardeceutas estandeu-sa pelo azul do
co.
O horizonte estreitou-so.
Ao mestoo tempo, estaiou o raio e os.fe
lampagos, espacados e vvissmos. pare
dos : JET-4
Eito cito a bordo dohiate... seis
mariuheiros... Valentim, o velho Bernard,
Bjot, o tilbo da Ricardot, Frdon e Lacroi-
9 o-
Sim, partiram lodos... com o Sr.
Barbarain, o eogeuheiro, e com a mulher
de Joao Holgan... do Pollet...
Furain previnir a Holgan ?
Oh! com certeza nao tarda por ahi.
Nunca o ultimo quanto mais hoje, que
a mulher dola que est em perigo.
Uoigan poz-sa a rir, abanando a cabe-
a, e repodra :
Nao, ningucio ousar, ninguem !...
Holgan ola tinba sido enc.ratrado era
'casa. Os que iam procurar salvar o bar-
o nao poda ra eaperal o ; um padre adian-
to u-se estendeu as raaos, aben$oou-os e
d u-lbes a absolvgao. Via-se a Esperan-
za ao cUro dos relmpagos, erguida so-
bre urna montan!) 1 de a^u.i. ora desappa-
receni, como se tivesse ido para o fu-
ios utilissimos para os primeires que fossem
habitar os serfas, como com tanta vanta-
gem para nos o fiz-rara os velbos jesutas,
que nao tem dcsculpa e nem attencSo
pOSSVel.
A bem da historia contempornea, fique
aqu, entre outros, consignado o seguinte
facto : o anno passado uns indios intenta
ram tomar urna eoxada de urna mulher as
immedia^Ses de Santa Barbara do Ro Par-
do, nasta provincia.
A tentativ* da tomada da enxada offe-
receu o desojado casus belli para atacar os
selviigens. Rauniram se diversos individuos,
foraa ao lugar, viram que a maloca ind-
gena era composta apenas de urnas dez
familias, que na> dispunbam de armas de
fogo, e que, portan to, nao havia perigo a
receiar; anda assim esperaras) a occasiao
em que os homens sahiram para a cae:,
crcaram a pequea aldea e mataran) sem
piedade todas as mulheres em numero de
dez, no presupposto, allis bem fundado,
de que os pobres eelvagens, quando voltas-
Rcceo por si e nao por mira, bem o
sabe... mas soffo horrivelmente quando
roa obrga a corar diante desse homem
Um dia ella deu-lhe urna replica atroz :
__ Ora 1 julga en tao que o engaa-
mos?... Obscrve-o bem e dgame se,
logar de ser engaado, nao antes
nosso cumplice complacente e discreto.
Gilbarto estreroeceu, abalado por esta
duvda horrive.1. J.-pois socegou :
Por honra de Holgan, nao o creio...
Donde lhe vera essa certeza ?
Da si propria ; a maneira porque
falla e porta-se, prova a honradez de seu
marido e a confian ;a que deposita na se-
gava-se a proiunuaa mw, nhora.
as quaes, esquecendo-se de fingir, reHec Qad(J qu; T:0 330 f
tia se-lbe no rosto, de rpente, um som- j Arrostandoo, sei que procura o pe-
bro desespero, urna energa feroz. Isso, rg0... E nao Lavcra mais perigo se
porm, durava pouco; apagavam-sa as ru- j g[0|gan foa9e cumplice... seria urna bra
gas e reapparecia o sorriso. j vata va e intil. .
Catharina nSo respondeu ; va que ello
Conservava
con ti
me ou
urna allusSo, urna censura
Uva a menor suspeita. Por vezes
onservava seu eterno wrow -
ado ; n2o proferia urna palavra de ciu-
ou de descontentamento; nao fazia
uao
manifes-
entre-
iva-se a profundas meditaS5es, durante
ravitidli, echoava um longo gemido, des-
prendido de t3'los aqulles peitjs .. Al-
ia 1 ii. utos erguiam-se roNa.alto: orara
ritos das mulheres e dos flho3 dos man-
nhiros qu^ stavam na Esperanza.
fm Muitoa horneas tinliam-se ajoelhado'a re-
lavam em vez alta:
-Ave Marn, chcia .lograra, o Seuhor
coravoscojbemdita sois entre as mulhe-
res, bemc?r^^1" o fructo do vosso vantre.
mero. >
12 as mulheres respondan), de raaos pos-
tas e cabeca baixa:
t Santa Mara, Mai de Deus, rogai
e na hora de
tormidaveis traeos de unio ligan !o
mundos.
Holgan all estava, com o olbar sempre por nos, pecca lores, agora
perdido no vacuo, recitando, passo a passo, nossa morte. Araem.*
medida quo a mar ia suba Jo. <_.
Tendo comecado a chover, algumas pcV
Toma sen'ido! dissera um di Gil-
berto amante... triste e assustado por
tanta audacia.. toma sentido 1... lal-
vez Holgan esteja dssiraulando.. .
Catharina levantou os hombros, com des-
prezo.
Ora, adeus 1... Nem se quer sonba
com isso 1 Vais ver, j..
Levantaram-se da mesa. Catharina ioi
ao quarto por um chapeo e voltou d'ahi f
pouco. Holg?n estava de p, nopatamar propriedade do priaeiro,
da escada que dava para o jardira. | polado por s
dirigindo se ao amante, era voz
tnha razSo; mas por urna singular Jispo-
sicSo de espirito senta augmentar a irrita-
c5o contra o marido. Chegava quasi a
considerar injuriosa a inabalavel confianja
mostrada affectada por Holgan.
Erafim, quizera desencadear a tormenta
e era ella que a senta no coracao.
Gilberto, Catharina e Holgan iam mui-
tas vezes passear ao mar, n'um hiate de
a Esperanca, tri
soas que estavam pasaeando, afastarara-se^
correndo, e na passagera gritaram-lhe:
. Em que que est pensando?
E Holgan repeta:
'- Espero.
O vento soprava com urna violencia ter-
rivel. As ondas inpelam-se urnas s ou-
tras e desmancha vam-se com um estrondo
horrvel. Rebentava a tespestade com to-
do o seu cortejo de horrores.
Reinnva completa escuridao.
E Joto, em meio das trevas, procurava
anda ver, inclinado, com os olhos biIban-
tes .
Segua os progressos da tempestade co-
mo dillettante e, familiarsado cora ellfl.
do... e na praia, onde se agglomerava a semda car'a,, encontrando desertos sana
lares e mortas as maes de seus filhos, aban-
donariam a tarra ionundada do sangue dos
seus, como fizeram. Criminoso, vil e co-
varde a mais oo poder ser, isto deu-se
am pleno anno do 1866, e nSo o nico
era o mais numeroso morticinio! Feliz-
mente a opiniao da melhor gente reprova
aqu esses horrores.
Se isto c posstaei em urna trra tao c-
vilisada como esta, o que se nao dar ahi
pelos sertoes?
Qualquer maleficio que os indios fazem,
por uma forma ou por outra, acba cami-
nbo para a imprensa. As tremendas ty-
rannias, porm, de que elles sao victimas
ficam supultadas na iramensidade de nos-
sos desertos, porque os miseros nao taa
imprensa para narral-as, e nem ao menos
sabem a lingua para externar suas quei-
xas. E assim se vai extnguindo uma raga
para os preciosa,
hio o mais til dos
----------------,-----
co conhecida de Qova 1da Onc.a, ao passo
que o primero nao significa paia elles cou-
sa alguma.
Peco permissao para ponderar que n2o
se deve alterar um nome proprio de lugar
s porque nao so conhece a etymologia
dalle, e sim a de um outro que a elle se
asBemelha, sobretudo quando, nSo conhe-
cendo a lingua, nao se pode tSo bem conhe-
cer as regrac, segundo a3 quaes os voca-
bulos sao alterados, regras essas que nao
sao arbitrarias. .-
Taes alteracoes nao trazan) vautagcm
alguma, e podem ser origem de damnos,
eonfundindo os limites das propriedades,
os quaes nao podem constar dos ttulos an-
tigos, desde que se alterem os nomes que
servem para assignala-los.
Jabaquara significa 0 mesmo que a pa-
lavra africana quilombo, e vom das raizes
tupis- jvb fuga, e qura buraco, cora,
oco, gruta, etc. Alera do lugar que aqu
temos com esse neme, existem ao p de
Santos e em outras partes do Brazil diver-
sos outros Jabaquara.
Do vocabulo Paranakyba fizeram Par-
nahyba e ha numerosos rios no Brazil todo
designados ora por uma ora por outra forma.
Paranabyb* quer dizer: aurio pestilen-
tode sezoes, ou de pouca caca, ou de mi
navegacao, e vem de Paran, Rio-Grande,
e at&aouawa- rum. Esta ultima termina-
cho ainda vulgar em S. Paulo e Minas,

E ps horneas, e as mulheres, em coro,
reaomecavam, por tres vezes :
< Ave Mara, ave Mara, ave Maria!
Fleuriot, na ausencia de Holgan, com-
mandava Btrta-Catharina. Cortaram as
amarras que retinham o escalar.
Oa remadoras estavam a postes, debru-
5ados sobre os remos, vestidos de roupss presentados hoje pelos chamados caipiras
alontroadas. caboclos, tapuios mansos, caburs, mame
O padre disse, tazando o signal da cruz:! lucos, caribocas, gauchos, que sao todos
- Ide e que Deus vos protejal
e tendo os Paulistas e Mneiros herdado do
seus antigos companheiros de sertab os
selvagens, os nobres gestos pelos exercicios
atleticos da ca9a e das viageos, herdaram
tambe m mu tos dos nomes correlatos a isso J
assim que designara at hoja com o nome
de cayna as natas sera eggs, ejaguaraiva
os caes gosos, e, por metaphora, os ho-
mens sem energa e epheminados.
Nos escrptos e at nos mappas antigos
vem o nome Safra da Mantiquyra, e da-

e
de
porque foi della qae sa | qUi fizeram os modernos Mantiqueira. Man-
trabalhadores livres do tiquyra significa cousa que verte agua, e
interior que possue a America do Sul, re" I poia significaserra das vertentes
agua. Era difficil achar nome mais apro-
priado para os Alpes do Brazil de cujo
contrafortes manao os roilhSes de verten-
E o escaler avancou para o meio das
ondas, que entreabrirn) so, escuraando
como fauces hiantes de monstros desoo-
nbecidos e rasdonbos. Por tres vezes os
relmpagos daixarara ver a embarca^ao
uma e a raesma cousa na America do Sul,
a saber : o des.-endento do selvagem, com
ou sem eruzamento de outras ragas. Seu
trabalho representado por uma prodcelo
que vale milboes.
Deixemos, porm, estas cousas que en
possundo-lhe todos os segredos, nao lhe obstante a pujauca dos tripolantes. Eram
igoorando as sorprezas, pareca applau- esforcos inauditos, uma luta gigantesca do
dl-a. homem contra as furias do abysmo.
E dos labios trem-ilo esoapavara-lhe \
phrases confusas:
Bem, muito bem, ninguem ousar. (Continua.)
fazendo prodigios o por outras tantas tristec ;ra e prosigamos as tranquillas m-
mostrarara n'a arrastada para a costa^ nSo | vestgagCes em qUe esta vamos.
J que indiquei quanto a este nome
qual a forma correcta, seja me licito, se-
gundo ainda a tradiccSo
ninguem
/
t,ntao
alta, sem hositar :
__ Vou dar um passeio pelo caes, Gil-
berto. .. Queres vir coramigo ?...
O engenhero estremecen e ficou mortal-
mente pallido... Ella tambera estava pal-
uda, com o olhar brilhante de orgulho e
desafio...
Holgan voltou-se e titou-os... houve um
minuto de silencio singular, quasi solem-
ne.. dopois Holgan disse com o mesmo
sorriso: .
Eis que roinha mulher trata-o agora
por tu, Gilbertj... Desculpe-a... Est
quasi sempre dstrahida... E' um pouco
inconsiderada...
E nada mais. y
Vs ? disse Catharina aportando com
toda forca do braco de Gilberto.
Estas loucuras desagradavam s Gilberto
Uma manlia JoSo ecusou acompa-
nhal-os, a pretexto do negooios que tnha
de tratar nos arredores de Dieppe.^
Ejolhando para o co, onde brilhava o
sol, dissera.
Vo ter um da lindo. Fazem mui-
to bem de ir par o mar, ao menos bao
de respirar-um ar mais poro qae o de ter-
oa. Se pudesse iria tambera.
Gilberto c Catharina partirara contentes,
porque iam passar um di inteiro ao lado
um lo outro, emb-kos pelas ondas tran-
quillas cumplices de seus amores, isentos
do todo receio, soiados e como que a cem
leguas do mundo.
Algumas horas apenas, depoia que o
hiato deixou o por;o, appareceu Holgan na
praia.
J agora nao diaimulava; estava comple-
tamente entregue aos impulsos di sua al-
FOLHETIM
0 OORCNM

o
POR
FACI rE7Ai
qartTparte
De repente ouviu grande gritos. Pes- j
cadores, homens, mulheres, crianQas, cor-
ram para a praia. O telegrapho ptico
Sbsigaalava um pequen) ombarcafSo, que
soeonheceu ser a Egperanca e que empel-
lida pelas oudas, es'ava para ir despeda-
car-se nos rochedqs.
Traza o lame quebrado e a vela enrola-
da ao mastro, tendo sa partido a escota que
a segurava. Estava sem governo. Navio
e t. ipolacab eatavm era perigo. A Espe-
ranza pedia soccorro. _
Sobre os rochados da costa, do lado de
Pcys, um emprgado do Seroigii doK
fragios icou uma lantern a um mas
signaos.
Ao mesmo tempo foi disparado em Dio|)-
pe uro tiro de pega avisando a Esperamfa
que iam levar-lhe soccorro.
Holgan viu tudo e nao deuum passo. Es-
tava tao perodo mar que as ondas quasi Ib
arrebentavam em cima, e o vento, turbi-
lbooaudo, fazia-o cambalear. Entretanto
ficava.
Ninguem o tinba visto tao escura estova
a noite.
ffARlEPADES
l:is oa (anherabnras*
{Conclusa" o)
E faziam isto a pretexto de tirar os in-
e escrptos mais
sua pureza maia
* AS-- u
itrode a
ao cu-
35)
(ContinuacSo do n
X
tima diada
Alteza, disse elle, nao me conhece ;
restituo-lhe a sua palavra. Esta liberdade
que me offerece e que me devida, acei-
to-a s por vinte e quatro horas ; tudo
quanto me basta para desmasesrar ura
acelerado e fazer triurapbar uma causa jus-
ta. Basta de humilhacSes, ergo a cabeca
e, pela houra de meu nome, ouvem, meus
senhores, por minha honra, Henrique de
Lagardre, que vale tanto como a dos se-
nhores, prometto o juro que aman ha a
Sra. de Gonzaga ter a sua tlha e Nevers
a sua vinganca, ou serei prsioneiro de Sua
Alteza Ral podem convocar os juizes.
Camprimentou o reg> nte e afastou com
a mo aquellas que o cerravam, dizendo :
Abram caminho I invoco o meu di-
reito
GonzJga tiuha-o precedido e tnha des-
appareeido ^
Abram caminho, meus senbores, re-
peli Felippe de Orleans.
Ouan o ao seuhor, amanta, a esta mos-
tea hora, comparecer parante jS seus jui-
zes, e, por De.us, jus'is* S'i f-iita.
:*.' Os confidentes de Gonzaga esgueiraram-
80 pela porta, o seu papel esta" termina-
do aaquelle lugar. O regente ficou um
k instante pensativo, drpois disse, encostan-
do a fronte na mo :
Meus senhor.-s, ahi est ura caso sin-
gular.
__ Um bandido insolente murmurou o
tenenta de pulica Macbaul:.
__ Ou antes ura bruvo dos tempo idos.
disse alto o regente : veremos isso ama
nbS.
Lagardre desceu s e sem armas a
gran ia escada d pavilbo. No vestbulo
enuontrou reunidos Peyrolles, Taranne,
Mootaubert, Gironoe, todos aquelles que,,
entre os confidentes de Gonzaga, traban)
deaprezado as conveniencias.
Tres criados com espadas guardavam a
dgeoas do poder do diabo e re.-titul-oa a
Deus, como se este ultimo necessitasse de
quem o ajude.
Que so praticassera honores tUascs eoi
na poca em qoa so queimava vivas
milhares da pessoas a pret xto de encami-
antigoe. restaurar
quatro que sJo mui vulgares na linguagam
familiar do Brazil, e sao sao: Jabaquara,
de que fizorarareaentemente Jaguaquara na
linha frrea ha pouco construida entre a
I capital e Santo Amaro ; Paranakyba de
que fizeram Parnahyba Baerery de que fi-
t- seram Baruery, na linha frrea S rocaba-
na, e Mantiquyra de que fizeram Manti-
queira.
Cada um delles encerra uma pequea
ligio de historia topographica que devia
ser preciosa para os nossos primeiros po
voadores.
Jabaquara o nome de um corrego que
pouco mais t te saa kgaa-r^:
Paulo na estrada par Santo Amaro, e
bne traspondo em suas cabeceiraa terre-
ica^eeo e era que tambera aob o!noOaito acantilados e vestidos de bos
mesmo pretexto, se roubavara nacionaVda-' qs seceos, espessos e tramados da esp.-
des intefras como se tez aos pobres *ju-! nho, offereciara aos saavos md-os que
deus, a barbaria do tempo o explica suf- fogia de S. Paulo o
ficieotamente. Que se derrame, porm, im-
punemente o sangue dos misero selvagens
. como se o f-z anda hoja a pretexto de de
se
entrada da corredor, que conduza
bienio de mostr Ls Breant.
Gonzoga estava de p no meio do vest-
bulo com a espada na raa>, A grande
porta que dava para o jardira estava aber-
ta. Tu lo aquilio rospirava a uma citada.
Lgardro nao presto. attenco. Tinha os
defeitos da sua valenta : julgava-se invul
neravel. Dirigise para Gonzaga, que
erasen a espada diant* delle.
Nio tenha tanta presa, Sr. Lagar-
dre, disse elle, temos que conversar. To-
das as sahidas estao fechadas e ningutm
nos escuta, excepcao destes amigos de-
dicados ; podemos iailar franoamente.
Ris-se sarcasticamente.
Lagardre paroc e cruzou os bracos so-
bre o peito.
__. O regente aore-lbe as portas, con-
tinuou Gonzaga, mas eu fecbo-as Eu era
amigo de Nevers, cotnoo Tegente, e tenho
tambem o direito da vingar a sua morte.
Nao me chame inrame, trabalho perdido ;
sabemos que um hornera perdido, injuria
sempre, Sr. da^ Lagardre, quer que lhe
diga uma cousa, que vai alliviar-lhe a con-
soiencia ? Julgava dizer unaa mentira, af-
frmando ha pouco que Aurora nSo estava
em seu poder. *
O rosto de Henrique alterou-se.
Pois bem, continuou Gonzaga, go-
zando craelroente de seu tnumpho, com-
metteu apenas urna pequea i.iexactidSo :
Devia ter dito : Aurora j nSo est era
meu poder...
Se fosse verdade... comecon Lagar-
dre, fechando os pulsos. Mas mentira,
conheco-te.
Se tivesso dito isto, concluo tran-
quillamente Gonzaga, seria a para e exac-
ta verdade.
Lagardre dobrou 03 joelhos como que
para preeipifKr-so sobre Gonzaga ; mas
elle apentou ltie a espada entre os olho e
murmurou :
Tome cuidado '.
Depois continuou gracejando serapra :
Meu Deas g mharoos-lhe urna liada
partida. Aurora <;st era meu poder.
Aurora exolaraou Lagar ire com
voz suffuaad'.
Aurora e cirios documentos
E cahio pesadameuto da eaataa. D'- u
sallo Lagardre, pass.i:)d:>-lbe p.r Cima do
pe, precipitar se no jarJim. Gonsaga
levantou-se sorrindo.
Tem sabida 7 perguntou elle a Pey-
rolles, que estava na soleira do lado de
fra.
N2o tem sahida.
E quantos estilo l ?
Cinco, responden Peyroes, que pres-
tou attenco.
Bem, quanto basta; est sem a es-
pada.
Sahiram ambos para escutar de mais
perto.
No vestbulo, os confidentes, paludo e
cora a fronte bandada em suor, prestafasa
tambem attancSo.
Tinbam aborto o caminho desde a ves
pera S o ouro tinha manchada as suas
mo at entlo ; Gonzaga quera babi-
tual-os ao cheiro do sangue. A dscida es-
tava escorregadia; descerara Gonzaga e
Peyroes, e parararu no tira da escada.
Como se demora murmurou Gflte-
zaga.
O, tempo parece longo, dise PeyraH-
les ; estao l cm baixopar trazdo pavilblb.
O jardim estava escuro como um fora.
Ouvia se nicamente o vento coitando
trstemento as cortinas dos pavilhoea.
Onde agarraram a moca ? pergunt|
Gonzaga, como sa quizesse conversar pata
engaar a sua impaciencia.
Na ra de Chantre, na porta de caes.
Defeaderam-n'a muito ?
Duas espadas valentes, que fugiraai
quando lhe d'ssemos que Lagardre estava
morto.
Viram lhe os rostas ?
Ns ; pudera.u conservar as ro
ras at ao fin.
E os papis, onde estavam ?
Peyrulles do teve tempo de respon
um grito de agona oavio-se .por tra
psvilbo indiano, do la Jo do culi: tilo
mestra Le Breant. Os cabellos de Gon
ga ericaram-se.
oi ulvez um dos nossos, murraurou
Peyrolles trmulo.
Nao, diese o principe reconhsci a voz.
No mesmo instante, cinco vultos desta-
cara m se na rotonda de Diana.
Quera -o ebefe ? perguntou Gonzaga.
Gendiy, respondeu o facttum.
Gendry era um rapaz alto e bem feito,
que tinha sido cabo do escuadra das guar-
da. *
Est terminado, disse elle ; urna pa-
di iia e dous homens. Vamos carregal-o.
Ouvi-be. isto o i vestbulo.
<_)> nf,ao-. jogiduros de Unsquenet, os
Oa up nM-ir i m Gjnzjga ficarara som ura
go-tv l a u^u oas vea. Os dentes de
Uriol biti. u f irteiuente.
Oriol ohamou Gonzaga, Moutau
bert I "
Vierara ambos.
Levem a padiola, dsse-lhes Gonzaga.
E, euiuo ueaitasaera :
Todos nos matamos, visto que o as-
sasainato aproveita a todos.
Era preciso apressr-e antes que o re-
genta despedase a sua geata. Apesar de
fosa, mas com o fira nal de despojal-os das
pencas torras que Iba restara e que Ibes alo
iudispensaveis para seu sustento, quando
seria mais fcil convertel-os era instrumen-
LL______________
mais prximo e
qae havia junto capital. Os
do lugar at agora, assim como
ripturas das propriedades suas
rnarg ? designam com esse nome, ao
paseo que a gente -da estrada de (erro o
trocou por Jaguaquara, sob o fundamento
de que o ultimo vocabulo tem a sigofica-
tes que vo fqjmar os enormes estuarios
dos rios de S. Francisco e do Paran.
Di palavra Baeriry tizeram Baruery e
l estamparam o nome em lettras garrafaes
na primeira estaco da estrada de ferro
Sorocabana, dando assim lugar a futuras
contusSes, porque as escripturas, assim
como os moradores antigos do lugar dizem
Baeriry. A palavra significa corredeirai
de ro, ou cachoeras que nao tem salto,
sendo estas ultimas designadas, segundo
sua feicSo, pelas palavras: Yt, Ytupeva e
Itapura. O nome perfeitameute apropria-
do porque depois da bacia chata e quasi
oem declive que e Tiet percorre por mais
100 kilmetros, justamente ahi que co-
meco as corredeiras que, quasi sem inter-
mitencia, so estendum at Parnahyba.
Encontrei no Calepino o vocabulo Barui,
como nome proprio hebraico; como o ri i
terroinaco tupi, abi temos um consorcio
bybrido ente lioguas, que hurlent d $$
trouver ensemble. De modo que os rooder-
nisadores conseguiraro, com a innovacSo,
apagar um nome spropriado, dar lugar a
futuras confusSes de umitas de proprieda-
de e a prodasir um absurdo lingusfieo.
Fr, pois, melhor que deixassem o nome
como a tradieco o conservou.
Deaculpe o leitor to longo commentario,
qu foi feito na convieso de que til
conservar nossas velhas tradic-sSes. anda
mesmo em coasas pequeas oomo a de no-
nes, porque a elles podem ligar-so qaes-
tSes importantes de geographi, historia e
limites de propriedades, que nio podem
ser ndfferentes a nem um povo qae quer
manter o bem entendido orgulho de saas
origen.
tirara por costme sabir pela
porta larga,
sobr'j
nbar. Chegaram ao pavilbZo cora o seo
fardo. A raaiori dos confidente de Gon-
Al
que fie* do outro lado da gajeria, -
e paleo Jas Fontas, algua do que esta- ga teve eno p^mtssao para sabir. A
vam h-bitoados virao palacio pedia* ter guma causaos,tinha horrorisado. Passand
a idea de tomar pelo pateo de Ra para a
retirar-se.
Oriol, som foros, MoaUubsri. kfligna-
do, pegraia na padiola ; Oindry -^rece-
deu-os no bosqu
Vtjro 1 vejara I ilissa esta ultimo cbs-
gando ao lado de traz do pavilbao indiano ;
\fi patife est entretanto beramorto.
Oriol e Montaubert etiverm quasi afn-
gir. Montaubert era uma especie de fifal-
ro capas de muito peccadilbos, mas q'ie
nunoa ooneeoea o pensamento de um cn-
m. Oriol, poltro e pafico, tinha horror
ao sangue. Estavam no c-ntanto all, e os
outros eeperavam ; Taranne, Albret, Choi-
sy, Gironne. Gonzaga julgava assegurar-
sa auim da sua discrigao. Entregavam-se
a elle ; s exutiriam para elle. Rocuar era
perder tudo e affrontar am diasa a vingan-
ca de um homem a quem nada, resist a.
Se lhe tivessem dito no comtsgo: t Acon-
tecer isto, ninguem ^1"^ elle* dara tal-
vesro sea primero p*s3&
Mas o primeiro passo *tf <^ado e o
segundo tambera. Mais da U*, hurgue e
mais de um fidalgo provariaa,nptella tara
po oa leve o tabique-jlMfcitf *a a i;n"
moradade do crine. -B^pidiam mais
rocuar; e aLi a desoolpa"banal e torn
irel. Goozaga tinha ditoc Quera nao for
dos ineus contra mira. O mal qae j
ao estavam naquaila situado de ho-
aestdada commum em que se tem mais
raedo da coQsceuoia do que de um ho-
rnera. O viaio mata a conscimeia. Cer-
taraenta teriura recuado diaote do ssassi-
nato coramettido por suas m >s ; mas acha-
vam se sera forca moral para protestar al-
tamente contra o crime coramettido por ou-
tro.
Gauthier Gendry continuou :
Foi ruorrer ura pouco mais Lnge. 3on-
dou o terreno em torno delle e eoraecou a
proeurar, arrrastando com os ps e as mo.
Fez assim a volU era torno do cubculo,
cuj 1 porta estava techada. A nos vate e
ciruo passos d'alli, parou dizendo :
til-ol
Oriol e Montaubert appreximaram-se
com a pao ola.
Nao ha remedio, disse Montaubert;
o mal est ';ito. NSo temos nada cora isso.
Oriol tinba a lingua paralysada. Ajada-
rara Gendry a collocar sobre a paiiala um
'udaver que estava estendido sobre a tr-
ra no meio de um massico.
Est ainda muito quente, disse o auti-
gp oabo de esquadra aos guardas. Vio I
Oriol e Montaubert eemejaram a cami-
ento nao
o
de mestre Le
Breant, ouviram oro ruidc&de folhas eoeas
Teriara jurado qae passo curtos e precipi-
tados o* tiohaae seguido dssde ease mo-
mento. Effectvamente, o Corcunda estava
atraz delles quando subirara a oseada.
O Carcunda estova extremamente palli-
do e pareca mal poder sus ter-se; mas ra-
se cora um riso estridente. Se nao fosse
Gonzaga, tel-o-hiam maltratado. Elle disse
a Gonzaga que nao prostou a menor atten-
co alteracSo da sua voz.
Muito bem, muito bem ;
vem ?
Mostrava com o dedo o eadaver sobra o
qual Gendry acaba va de collocar uma ca-
pa. Gonzaga bateu-lhe no hombro. O
Corcunda vacillou e qu cahio.
Est embriagado l disse Gironne.
E eatraram todos para o corredor. Mos-
tr Le Breant nao teve o cuidado de insis
tir par3 saber e n'nae do fidalgo que car-
regavam nos bracea, perqu tinha ceiado
bem. No palacio roal eram todos toleran-
tes e discretos.
Eram quatro horas da maob. Os lam-
padas duitavara fumo e nio davam luz. A
uuldo dos comp*nheros dispersou-ne em
todos os sentidos. O Sr. de Gonzaga vol-
tou para o seu palacio eora Peyrolles. Oriol,
Montaubert e Henilry tinham por missSo
lavar o cadver ao Sena. Tomaram a ra
Pierre Lescot. Chegando l, os deus coa
fi ient-'s sentiram-se sem forcas. Mediante
uma pistola cada um, o antigo cabo de es-
quadra da guarda permittio-lhes collocar o
corpo sobra um raoutio de ruinas.
Tirou a capa, le/aram a padiola para
maia looge e foram deitar-se.
Eis ahi porque no dia seguate pela ma-
nila, o Sr. baao de Barbanchois, crtame.1-
ta innocente de tudo quanto preeede, des-
pertou no meio da serrato da ru P L-se.ot, em u estado que intil deacre
ver. Era o cadver que Oriol e Montau-
bert tinham levado na padiola.
O Sr. bario nio se ghboU deata aventu-
ra, mas o seu odio contra a reg:n-ia aug-
raentou. No tatnpo do fallecido re, tinha
fioado oahido vinte vezes debaixo da mesa,
mas nunca lhe tinha acontecido semelhaa-
te oaass. Voltaodo para junto da Sra. ba-
roaoaa, sem duvi la muito inquieta por sua
causa, dizia comsigo :
Qae costumes ter brinoadjas des
t.s, com um homem da miaba qualidade I
Onde vmos parar ?
O Corcunda foi o ultimo a sabir pela
porta de mestre Le Breant. Lbtou muito

tempo a atravesar o pateo de Ris, que,
entretanto, nio er muito largo. Da en-
trada do pateo da Foutes ra Saiu-Ht-
nor, foi obrig4do o sentar se diversas ve-
zes. Quando se levantava, do peto sahia-
Ihe como que um gemido. Tinham se en-
gaado no vestbulo : o Corcunda nio es-
tova ebrio. Se o Sr. de Gonzaga
nio ti-
Tjrp. do Diario raa Duqua de Caxiaa a. 4i.

m

:
i

N '
A


vesse outros motivos de preoeu'upacio, te-
ria visto que os gracejos do Coreunda, na-
queila noto, eram muito forcadoa.
Do canto do palacio casa de Lagard-
re, na raa de Chantre, havia apenas dez
paBsos. O Corcunda gastou dez minutos
em peroorrer esses dez passos. Nio poda
mais. Foi arrastando-se que subi a espa-
da que ia ter ao quarto de mestre Luia.
Quando passou vio a porta da ra foroada
e eacancarada. A porta do quarto de mos-
tr Luiz tambem estova escanoarada e ar-
rombada. O Corcunda entrou na primeira
peca. A porta do segundo quarto. onde
uinguem penetrava, tnha sido mettda den-
tro. O Corcunda encostou-sa horabrei-
ra ; tinna a garganta aperlada. Quiz char
mar Francisca e Joio Mara, mas a VOS
nio lhe sanio. Cabio de joelhos e come-
cou a arrastar-se at ao cofre que continba
quelle maco de papis de queja fallamos.
O cofre estava arrorabado : o ma^o tinba
.lesapparecido. O Corcunda cabio de bra-
cos.
Davam cinco horas da rasaba no orato-
rio do Lou.-re. Os primeiros elaiSas do
crepus ulo appareceram. De vagar, mui-
to da v*gar, a Corcunda levao*ou-se sobre
as mios. Conseguio desabotoar o easaco
da li prata e tirar do aeio um corpete de
setim branco horrivelmente saja de san-
gue. Pareca que aquello bnlbanta corpe-
te, muito amarrotaio tinha servido para
tapar urna larga ferida.
Garaendo e s-iltando fraoas qaeixas, o
Corcunda arrastou-ae ht um bahu on te en-
cuntrou toallias e agua. Era tempo de la-
var aquella ferida que tinba eas-ngueutado
o corpow. O corpete er *rL g^rdere,
a feri la 8 ngrava no hombro do Cr uuda.
Curou-a o raelbor que p&le a b^bau um
g.la. Depois seutause, expen.uontando
ura pequeo all va.
Nada murmurou elle: s tirar*n>-
me tudo : as armas e o coraciu 1
A cabeca caho-lbe eutre as mios. Le-
vantou-s-- para diz^r :
Protegei-aie, Sonhor l Tenho vnte a
quatro horas pVa recomeQar o meu traba-
luo de dezoito anuos.
FIM DA^QARTA PAETE.


**
t


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