Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19807


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Full Text
ANDO LII'II IIEEO 3ff
-.


v-
.
i ..'
-
-
;.
PIR1 A CAPITAL K LltiABN OVB SAO HB PAA PORTE
Por tres mezes adiantados............... 6(500
Por seis ditos idem.......... ....... ii'fJOO
Por uid armo idem................. 23(500
Cada numero avulso, do mes-no da............ 10
TEECA-fEIBA 8 DE FE7EB10 DE 1887
PARA DENTRO E PORA DA PRO VIS CA
Por seis mezes adiantados. .............
Por note ditos idem................
Por um anno idem......'...........
Cada numero avulso, de dias anteriores. .........
130500
20^000
270.00
0100
NMBUGO
Ptspttoitot tft iltanoel Sigatfra bt -lana & Silbos
.
Os Sra. Ameilce l'rloee C.
le I'ari. ct os nossos agente
exolmlvas animados e pu-
blicacSes da Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMMAS
::s:i:: ?ab::clas so siabio
RIO DE JANEIRO, 7 de Fevereiro,
1 hora e 10 minutos da tarde. (Rece-
ido a 2 horas, pelo'cabo submarino).
Fot exonerado A pedido o actual
jais nauniclii! de Cimbrea em Per-
nambnco. e nomeado para amlmtl-
laii-o o bacbarel Alfredo Serapbico
de a sis Carvalbo. promotor da aases-
comarca.
concedida a permuta que re-
jnereram ao* bacbarel Jo* Anto-
nio de Oilvcira Mendonca e Telea-
pboro Gome* de Aranjo. este juiz
Hubsiitiiio da comarca de Igoaraa-
i. em Pernamhuco. e aqnelle Juii
mnolclpal e de orpbAos do termo do
Pilar, as Alagoaa.
Foi nomeado juiz municipal e de
orpbaoM do termo da Parnabyba. no
Hiatitiy. o bacbarel Cesar Montelro.
Fallecen, no Blo Grande do Sal.
o brlitadeiro Jo&o Antonio de Ollwel-
ra Valporlo.
Fui exonerado do cargo de quar-
lel mestre-general o marecbal do
campo amici Deodoro da Ponseca.
Permifflo-se qne permatem os
respectivos lugares os viajarlo col-
lados das parecblas de Santos Cos-
me e Damio de Iguarasa. em Per-
nambuco. e de IS'ossa Senbora Bala-
ba dos Aojos e S. Miguel de Tralp.
ua Parabyba.
ss37 s tiwu zm:
(Espacial para o Diario)
MONTEVIDE'O, 6 de Fevereiro.
Perto desta cldade deu-se una ac-
cidente de camlnbo de fer/o. em con-
sequencla da ruptura de orna ponte,
resultando morrerena urnas clncoen-
ta pessOas.
BUENOS-AYRES, 7 de Fevereiro.
Forana boje asslgnalados 3 casos
noxos e 8 bitos de cholera morbns.
VALPARASO, 7 de Fevereiro.
No territorio rbileno derana-se de
boatem para boje et bitos de cho-
lera anorbns.
Um teiegramma de Arequipa, no
Per, annuncla que all se deu una
naotiiu. que iwdavla a*ol conaprinaldo
pelas autoridades sena ...iiio traba
ibo.
IJERLIM, 7 do F vereiro.
W. M. o impi'ni'er Cuilbernae teie-
grapbou no Czar aflna de canflrmar
as vistas raclQcas da Allemauba.
ROMA, 7 de Fevereiro.
Os Jornacs Italianos aanunelaua
que nos circuios polticos acredita-
se que o iciierai de Bobilant. nalnls-
tro dws negocios estraugeiros. pedi-
r brevemente demlsso.
BERLIM, 7 de Fevereiro.
Os Jornaes alienases anoatram-ae
tntelranaente satlsfeitos com urna
caria, que foi publicada, de S. o
Papa Leo XIII approrando o pro
Jeeto de le do governo sobre o sep-
tenario militar.
Agencia Ilavas, filial em Pernambuoo,
7 da Fevereiro de 1887.
IHSTRDCCaO POPULAR
HT&1ENB Di ALIMENTAQiO
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
AUmenlos e substancias alimenta
res. iiivisaoeciasiflraco. Com
poslcao dos alimentos. Beglmen
animal e rgimen vegetal. Begras
bygl^oica
[Continuar o)
O proprio habito de ttr habito* deve aer mode-
rado.
Com eitaa reservas, podemos apresentsr ac
ooaaot leitorea slgumaa regras bygienicas.
Na opiniao de muit js mdicos (e este o dosso
parecer), a principal refeicao deveria ser o almoco,
porque, tendo havido um longo periodo sem alimea-
taco, a melhor occaaiopara reparar as perdas
occasioDadas durante o semno.
Os orgos digestivos esto admiravelmente dis-
postos para exercerein eu'o as anas funecoes.
A aeco da lu solar, e os ejercicios que se fa-
cem geralmente as horas immediatas ao almoco,
cootribucm pira auxiliar a digestao.
A digest .o da ultima refeicS > precedente deve
achar-se de todo feita, e por isso bem disposto o
estomago para o seu trabalho.
Acbamos ato perfeitamente raziavel; maa exe-
cucao desta regra oppoem-ae em geral os hbitos
sociaes.
N'isto poneos sao os individuos que proceden]
convenientemente ; e s em certas posices da vida
civiliaada se poderia talvez rigorosamente execu-
tar o que leixamos dito.
Em geral ser mais proveit >so, por tambem ser
mais exequivel, tomar como norma a que apona-
mos em seguida.
Meia hora oo ama hora depois do levantar, deve
tomar se uma ligeira refeicao, um copo de leite,
urna cha vena de cal, um pouco de caldo, chocola-
te, etc.
Nunca se deve usar, em jejum, de bebidas acooli-
cas. O uso, mni vnlgarisado em certas claasea da
sociedade, de malar o bicho prejndicialissimo. S
por uma excepclo rarissima se pode isto admittir,
quando o individuo se acbar em certas condicoes
de que tallaremos quando tratarmos da alimenta-
cao em cortos climas.
O almoco pode ser entre as 9 c as 11 horas da
manh e deve ser precedido de algum exercicio mo-
derado. *
A segunda refeicao dever tomar-se cinco ou
seis horas depois do aloioc; eo jaotar vira assim
a fazer se entre as 4 o 0 horas da tarde.
Se por necessdadVeate intervallotiver de se di-
latar muito mais, peder durante elle tomar-se
algum alimento solido mais leve.
Entre o juntar e o d*-itar deve, pelo menoa me -
diar um espaco de 3 a i horas.
O oso de tomar, antes de repousar na cama, um
pouco de cha6 quasi geral entra nos : e tal vez
mais conveniente que prejudicial, uma vez que o
individuo se ache habituado excitac-Io moment-
nea que esta bebida produz.
Deve-se comer devagar, bem triturar com os
denles bem mastigar os alimentos, dcixal-os imbe-
ber-se completamente na saliva.
A perteicao da digestao vai muito neste acto
preparatorio.
E bastantes dyspepsiaa (dirficuldadea na diges-
tao) teem por causa uma imperfeita mastigaco
dos alimentos e urna deglutidlo apressada.
Devemos notar que em geral nos paizes civili-
sados, mrmen'e as cidades, os individuos de
certas cla8ses sociaes r.gerem urna quantidade ex-
cessi va du alimentos, que lhes sao uo s inuteis
mas at prejudiciaes.
Nao se vive para comer; deve-se comer para
vi ver.
A demasiada multiplicidade de iguarias e o seu
tempero exceasivo, inconveniente para a diges-
tao.
O excesso contrario tambem prejudicial.
N'iato nao possivel formular regras.
O boas aenso de cada um a melhor regra nette
O appetite, quando nSo esta estragado por mos
hbitos, ^ melhor juiz.
Beber moderadamente duraste a comida -4 um
uso conveniente.
O nao do vinho est vnlgarisado entre nos. Nao
preciao aconse)hal-o ; mas talvea conveniente
dizer que nao se devem exceder os limites em que
o vinho passa, de ser um auxiliar til da disgeato
e um alimento proveitoso. a sei um excitante enr-
gico e at um toxico prejudicial.
0 eat uma til bebida, nao s nutriente por
ai, como auxiliadora da digestao, bem dispondo o
individuo para certos trabalhos e corrigiadoo tedio
invencivel que certos gneros de vida trasem com-
'*
E assim damos por terminado o que julgamos
mais indispensavel dizer sobre o assumpto do pri-
meiro capitulo.
(Continua)
hete orncui.
HiBlsterio do Imperte
Por despacho imperial de 29 de Janeiro
fez-se raer do titulo de conselho ao di-
rector geral da secretaria de estado dos ne-
gocios da raariha, AdolpLo Paulo de Oli-
veira Lisboa, e ao presidente da relacSo
do Pr, Jos Quiotino de Castro LeSo.
Fot ag aciado com o grao de offi.'ial
da Ordem da Rosa, Antonio Aotunes Gal
vao, pres dente da Cmara Municipal da
cidade de Corurob, pelos relevantes ser-
vicos prestados humanidade, por occa-
siXo da iavaaao do cholera-morbus na mes-
ma cidade.
HinUterlo da fnstlea
Por decretis de 25 de Janeiro :
Foram removidos a pedido :
O juiz de direito Jos Xavier de Toledo,
da comarca da Constituido, de 1.* entran
cia, para a do Itapetioiogs, de 2.a, ambas
na provincia de 8. Paulo.
O juiz municipal e de orphaos hacha-
re 1 Flinio Frankin Reidner do Amaral, do
termo de D. Pedrito, na provincia do Rio
Gratule do Sul, para o de Juguarao, na
inesma pr<> incia.
Foi pi-rtnittido que Antonio Dias Mar-
tina, tabelliSo do publico judicial o natas
orSftrivao d orpbSoo e annexos do termo
de Pfutecoate, na provincia do Cear, e
Jos d S >uz F^rreira Juuior, tabelliSo
do publico judi'ial e otas e escrivSo de
orphaos e aniiex>8 e do jurj e execueSes
criiuina>'8 du termo da Iuaperatriz, na mes
roa pr"vi(i.-i.i, peruiutem entre si os res-
resp^etiv.'S offi ios.
Foi a'Miie.do o bacbarel Manoel Rodri-
gues 'IVix- ira. para o lugar do juiz muni-
cipal de i-rphaos do termo do Pilo Arca-
do, pr vui i da Babia.
P>r portara d* 'b do corrento declarou-
se que o juiz de direito nomeado para a
comarca de i.m'ra, na provincia do Pxr,
por de T'-to se 22 deste mea, o bacharel
Afif.-rso B..rbos la (Juuha Mor.ira e nao
rVffuaao Barbosa M--reir, cono foi escrip-
tono rueamo de-sfels.
Mialslerio d* Fazeada
Por decrete >:e 'i de Jan ->ro fui nomea-
do Joaquii l) 'iiiirig.is da Silva para e lu-
gar de gu pU-mr un Alfuudega da For-
(olear;, i, i 0.-r, seodo exonerado do mes-
ato lug-r (i iorg* Ja>'ob Brunscheveiler.
P-.r vtulos ti'; 28 de Janeiro foram
aomead'u: *
.',3. escripturario da Alfandega do Rio de
Janeiro o pratisante do Thesouro, Joaquim
de Cerqueira Lima.
Praticante do Thesouro, Julio Vianna
Lobato de Vas ;oncellos.
Foi nomeado 3. escripturario da
Alfandega do Cear o 3.* da Tbesouraria
de Pernambuco Luiz Vieira Perdigo.
Foi 'nomeado 3. escripturario da
Tbesouraria de Pernambuco o 3.a da Al-
fandega do Cear Manoel Antonio Sydney.
Miuiscrio da Guerra
Por decreto de 22 de Janeiro foram
transferidos para a 2' classe do exercito,
de conformidade com a i-nmediata e im-
perial resoluyao de Io de Abril de 1871, o
capitSo Bibiano Jos Toixeira Ras o o-
alteres Benedicto das Chagas Leite, este
do 18 e aquello do 12* bntalhao de infan-
taria, fcando aggregados arma a que
pertencem, visto terem ido julgados in-
capazes do servido do mesrao exercite em
inspec^So do sauie a que foram submetti-
dos.
Conceden se reforma no posto de alfa-
res, com o respectivo sold, de a :cordo
com o disposto no 3o do plano que bai-
xou com o decreto de 11 de Oezembro de
1815, ao 1 sargento do Io corpo de ca-
vallaria, Januario da Costa, visto contar
mais de 35 anaos do servido e acbar-se in-
capaz de nelle continuar.
Foi per loada ao soldado do 21 batalhao
de infantaria JoSo Francisco de Alba-
querque a pena de dous asnos de priso
com trabalho, a que foi condemnado por
senteo$a do conselho supremo militar de
justica de 27 de Marco do anno prximo
passado, por crime de segunda deseryilo.
Por decretos de 29 foi dispensado de
ebefe de secgao da reparticao de quartel-
mestre general, annexa secretaria de es-
tado dosnegocios da guerra, o major de es-
tado-maior de Ia classe Jos Pereira Graca
Jnior, e nomeado para substituil-o o to
nente-coronel do mesmo corpo Antonio
Clemente dos Santos.
Malsterio da Agricultura
Foram expedidos os seguintea avisos:
Ministerio dos Negocios da Agricultura,
Commercio e obras pnblicas. Gabinete.
Rio de Janeiio, 18 de Janeiro de 1887.
Julgsndo o governo conveniente f'un-
dar;3o de ncleos coloniaes as trras de-
volutas do listado, em algumaa provincias
do norte do imperio, para o fim, principal-
mente, de dar execucSo ao seu plano de
ooloQsa(o nacional; e sendo necessario
escolher entre essas trras as que para tal
fim mais se aprestarem, pelas suas coodi-
c;5.'s de fertilidade e situacSo, resolv en
carragar a Vm.'de proceder na provincia
da Babia, e de preferencia nos municipios
atravessados pela Estrada de Ferro Cen-
tral, e nos que lhe fioarem mais prximos
explorado da zona que encontrar ahi
devoluta, e que lhe parecer mais apro-
priada para a fundaco de am oa mais
ncleos de colonisacao nacional e ostran-
geira, tendo em considerado os seguin-
tea pontos :
1. A populacho actualmente existente
e que estiver no caso de ser estabelecida
como pequeos propietarios nos lotes me-
didos ;
2 A extensSo approximada das trras
devolutas, a sua natureza, o genero de
cultura a que se possam mais vantajosa-
mente prestar e as condicoes climatolgi-
cas da regiSo :
3 A situaeo das trras em relacJo
aoa meis de transporte fluvial ou terres-
tre, distancia dos mercados consumido-
res ou exportadores e importancia dos
respectivos fretes.
Concluida a explorado nessa parte da
provincia, dever Vm. estendel-a ao extre-
mo sul, no valle do rio Jequitinhonha, que
parece ser mais apropriado coloaisacao
estrangeira. Antes, porem, de dar princi-
pio a esta segunda parte da sua com nis
So, aprosentar Vm. a este ministerio um
rclatorio circumetanciado sobre tu lo quin-
to bou ver observado na regiao servida
pela Estrada do Ferro Central da Bahia,
cooi ladicac&o das medidas que julgar ne-
cessarias para o estabelecimeuto de nu
cieos coloniaes oas trras devolutas que
examinar. Para desempeabo desta com-
missao, seguir Vm as in3trucioes que
lhe forem dadas palo presidente da pro-
vincia.
Deus guarde a Vm. Antonio da Silva
Prado. Sr. engenheiro Miguel de Teive a
Argollo.
Communicon se em igual data presi-
dencia da provincia da Bahia a noticia
desta no instrucy3'!8 necessarias ao engenheiro Ar-
gollo e de prestar ao governo quaesquer
intornii.c.o'es qne interessera ao problema
da colonisacao da provincia da Rabia e
principalmente no plano da colonisayao na-
cional.
O engenheiro Lecurgo Jos de Mello
foi eocarr-'gado, na mes usa data de igual
cominisao, na provincia de Pernambuce,
devendo explorar all, de preferencia, o
municipio do (laranhuns, servido pelo pro-
longam-rnto da estrada de ferro do Recife
ao S. Franoisco, os que a linha frrea de
Caruar percorre, e b*m assim os que fi-
oarem mais prximos a estas.
Fez se tambem coramunicacSo presi-
dencia de Pernambuoo.
Ministerio dos Nogocios da Agricultura,
Commercio e Obras Publicas.Rio do Ja-
neiro, 22 do Janeiro de 1887.
lilas, e Exm. Sr. Independientemente
de quaesquer outros informaos s que, nos
prazo* fixados, baja V. Exc. de prestar
acerca dos. varios s-irvijoa organisados em
virtude daflei n. 2,040 de 28.de Setem-
bro de l$lLrecomrnendo-lhe que, com a
maior brevidade possivel, faca chegar
esta secretaria de Estado, uma relac3o
que mostw o numero dos eservos alforria
dos em dada municipio por conta do fun
do de ernanoipaco, com declaraciio da
despazt effaotuada em cada circumscrip-
cSo, s'-ja com alforrias, seja com arbitra-
merito, cuscas, etc.
Deveaesraa rela^ao ser orgauisada
em duas diviso is : uma destinada ao nu-
mero de acravos; outra despeza ; nao
sondo necessario discriminar os cscravos
alforriador por conta de cada quota, oem
a despeza saga daquella que estiver por
pagar.
Em observoslo geral, ser indicada a
totalidade 4f* quantia proveniente dos pe-
culios cora ijuo os escravos bouverem con-
corrido para sua liberdade as differentea
applicaySss daquella fundo.
Deus guarde a V. Exc.A. da Siloa
Prado,Sr. presidente da provincia d...
Minuten* dos Negocios da Agricultura,
Comtnqrcio e Obras Publicas.Rio de Ja
ero, 25 de Janeiro de 1887.
Illra. e Exm. Sr. Nos termos d > 4o,
art. 13, do regulamento approvado pelo
decreto n. 9,517 de 14 de Novembro de
1885, dever essa presidencia remetter ao
ministerio a meu cargo; no prazo impro
rog-ivel de tres mezes, a contar do encer-
ramento da nova matricula dos escravos e
do arrofaosento dos libertos sexagenarios,
o resuuaodas relac-js apresentadas para
inscriprjo daquelles e destes, organismo
segundo o# modelos G. e !I. que acompa-
nharam o supramenciouado decreto.
Para qne taea dados estatisticos possam
ser coltigidos a tempo de efFectuar-se
aquella remessa, oorrigindo-se as imper-
feicSas e lacunas acaso notadas nos resu-
mos organisados pelas estacSes competen-
tes, cosvm que V. Exc. providencie des-
de j para que as ditas estacoes, apegas
encerrados o arrolamento e matricula, s =
apressem a organisar os mesmos resumos
de accardo com os modelos preendicados,
pondo neste trabalho a attencao e o cuida-
do neofssarioB exactidao dos referidos
dados.
Recammeddando s estacos encarrega-
das do servico a striota observancia deste
seu dever, velar esta presidencia, com a
costuotida solicitada, em tudo o que ae fi-
zar precia 'orgauisafSo da sobredita e-
tatistica, de maneira que, naquelle impro-
rogavcl prazo de tres mezes, eatejam rea
nidos e possam ser-me enviados os dados
relativos a essa provincia.
Deus guasic a V. Exc. A da Silva
Prado.Sr. presidente da provincia de...
orerno da Provnola
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 5 DE
PEVEBEIBO DE 1887
Avelino Rodrigues da Silva.Inlorme
a Cmara Municipal de Bonito.
Tenente Antonio Cordeiro Cavalcante.
Sim.
Francisco Jos da Costa o Silva. Re-
mettido ao Sr. inspector da thesouraria da
fazenda para mandar attender ao suppli
cante nos termos de sua informacSo de 3
do corrente, n. 64.
Francisco Cordeiro Falcao Brasil.In-
forme o Sr. inspector do Thesouro Provin
cial.
Bacharel Herculano Bandeira de Mello.
Informe a Cmara Municipal de Naza
reth.
Idalina Porfiria do Amaral. Indeferi-
do.
Capitlo Jos Gomes dos Anjos. Infor-
me a Cmara Municipal de Buque.
CapitSo Jeronyrao Olyropio Cavalcante
de Albuquerque. -Iaform* o Sr. juiz mu-
nicipal do termo de Nasareth.
Joaquim da Costa G^imaraes. Requoi-
ra por intermedio do inspector, conforme
pre-eitua o art. 161 3* do regulamento.
JosFelippe Santiago. -Informe o Sr.
Dr. che fe de polica.
O mesmo. -dem.
Joao Rodrigues de Moura. Informe o
Sr. director do Arsenal de Guerra.
L-osadto Alves Pontual.'Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Maa Venancia de Abreu e Lima Re-
queirs opportunamento ao juiz competente
dentro do praso da lei.
Mara Evangelista dos Santos. Infor-
me o Sr. Dr. juia de direito do 2" distric-
to criminal do Recife.
Mnnoel Francisco de Souza. dem.
Manoel Jorge da Cunha. -Informe o
Sr. director do Presidio de Fernando de
Noronba.
Secretaria da presidencia de Pernam-
buco, em 7 de Fevereiro de 1887.
O porteiro,
Francdino Chacn.
N. 60. Quartel general do commando
das armas de Pernambuco J.* de Fev*rei-
ro de 1887. Mm. e Exm. Sr.- Tendo
mandado ouvir ao Dr. delegado do cirnr-
gi5o mor do exercito acerca de um artigo
sob a epigrapbe Mofina inserto na Provin-
cia de 27 de Janeiro hontem findo, em que
se pedia a mioba attencSo para o facto de
acbar se enonrregado da pbarraacia da en-
fermara militar am pharmaceatico semxjar-
ta, ajunto aqui a sua reBposta, em original,
da qual ver V. Exc. que o facto argido
carece de fundamento.
Dau guarde a V. Exc. Illlm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente da Asevedo, muito;
digno presidente da provincia. O briga-
doiro Jotii Glarindo de Queirox.
N. 43. Delegacia do cirurgiSo mor do
exercito em Pernambuco, !. de Fevereiro
de 1887. Illm. e Exm. Sr. Cumprin-
de a ordem de V. Esc, exarada em offi-
cio de 27 do mez prximo fiado, afim de
informar sobre o ar.igo inserto na Provin-
cia da mesma data, sob a epigraphe
Mofina, em que pede attenjo dos Exms.
Srs. ministro da guerra e presidente
da provincia e a de V. Exc, tenho a
honra de enviar, por copia, o officio do
Dr. encarregado, a quem pedi informacSo,
acerca do mesmo assumpto sendo eu tam-
ban] na occasio do pharmaceatico exhibir
o seu diploma testemunha e veritquei ser
verladeiro o refarido diploma; ficando
assim oonhecido ser urna calumnia o dito
artigo.
D*us guarde a V. Exc- Illm. e Exm.
Sr. general Jos Clarindo de Queiroz mui-
to digno commandante das armas. Dr.
Manoel Lopes de Oliveira Barros. Cirur-
gio mor de brigada, delegado
N.* 75. Enfermara militar de Pernam
buco !. de Fevereiro de 1887. Illm.'Sr.
Informando a V. S. sobre o aitigo pu
blicado na Provincia de vinte e seta do
mez prximo passado com relago ao
facto de achar.se encarregado da pharrea-
cia militar um pharmaceutico sem carta,
cumpre me declarar a V. S. que o facto
argido nao passa de revoltante calumnia,
por quanto o pharmaceutico a quem se al-
lude o Sr. Jos da Cruz Santos, que
para desmacarar a calumnia de que foi
victima exhibio-me o seu diploma de phar-
maceutico conferido em 1849 pela faculda-
de do Rio de Janeiro, como V- S. presen
ciou, sendo o referido Santos bastante co-
ndecido nesta capital, onde j foi esta
belecido com pharmaciapor sua conta.
Deus guardo a V. S. Illm* Sr. cirur-
giao mor de brigada. Dr. Manoel Lopes
do Oliveira Barros. Digno delegado do
cirurgiao mor do exercito (assignado) Dr.
Joao Henorio Bezerra de Menezos, 1.' ci-
rurgio oncarregado* Est conforme Dr.
Manoel Lopes de Oliveira Barrot. Cirur-
gio mor de brigada, delegado.
Reparticao da Polica
Secoao 2.*. 114.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 7 de Fevereiro de
18-S7. -Illm. e Exm. Sr. Participo a
V. Exc. que fot recolhido Casa de De-
tenerlo o seguinte individuo :
A' ordem do subdelegado do 1 diatricto de .
'-f *fn-i~' /arralara is>Jfa%*j.ifr^ *"" *-
grante por crime aVferiraeiil.^*' Z W
Communicou-me o cfelegsdar da Gloria do
Qoit que ao da 30 do mes passado, foi asaassi-
nado c m tn-a macbadadaa Laarentino Jos Bezer-
ra, no logar Licob per'euceote aqnelle diatricto.
Sendo aeua aasiasinoa Manoel doa Santos e Isi-
dro de tal, que aps o delicto evadiram-ae.
Contraes deliqueotea aquella autoridade proce-
deo ua forma da lei e tendo concluido o respectivo
inquerito policial fez d'elle remessa ao competente
jauta
A sesma autoridade nesta data participoa-me
qae, J s Joaquim de Sant'Anna, na noite de 29
do prximo paaaado mea, penetrou em casa de Rita
Mara da Conceico, mulber de idade avancada e
que viva hmestaraence, pretenden fofcal-a para
us libidinoaoa, e nao o consegaindo oela resisten-
cia por ella opposta, les lh:i Saut'Anna tres feri-
mentoa.
O deqnente foi preao e contra elle ae procede
na forma da lei.
Commun coa-me o cidadao Manoel Antonio
Ferreira O -mea, em officio desta data que, reaa-
snmira o exercicio do cargo de aubdelegado do 2o
diatricto da Graca.
O aubdelegado de Calende em officio de hontem,
communieou-me que na mesma dnta no eagenbo
Tabayr d'iqnelle termo, de propriedade do Dr.
Francisco Odilon Tavarea Lima, na occasio de
recolher-8e oa bticons de aasucir, um individuo
trabnlhndor no mesmo Hngt-uho e cujo nome nao
declarou, toi inesperadamente apaubdo pela roda
de um doa bulco-s que eamagando-lhe a caneca
reaultou a morte mmediats.
O referido aubdelegado tomando conbeciioento
do fcto procedeu a tal reapeito noa termos di
lei.
Deus guarde a V. Exc. Ilim. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de A&evedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto.
Thesonro roviuclal
OESPACHUS DO DA 7 DE t'KVEKEIK) DE
1887
Anaatacio Callado Jnior, Francisco Manoel da
Silva C, Francisco Leite A C, Manoel de Mea-
quita Cardos), Mara Anatolia Soarea Cavalcan-
te, Justino Permra Alv^a e rigario Joo Evange-
lista d '8 Santos Lima.Informe o 8r. contador.
J .ao K mp.; Jnior. Junte conhecimento de
decima Jo ultimo semestre.
Jo,c Paulo U iteibo. EutregiH-se pela po'ta,
Aut< ni* Mnrtiua R Ao (J iiaulado p-ra atteuder.
Jos Paula Botelbo. >nifique-ae.
Consalado lrovloclal
de3pachos do da 7 de fevekeiro
de 1887
Anglica Fran sca Bastos, Victori io
Silva d C Jos Ramos Souto, Angelo Rt-
phael & Ir.nlo, Alves & Fernandes, Pedro
de Alcautar* Borja Castro, Pereira Rodri-
gues, Lenidas Tito Loureiro e Francisco
Jos L ite A C.-Sim.
Antonio Cazar de Mello Falcao e Se-
bastio Joa Caval>:ante. Deferido de ac-
cordo oui as informarjSss.
J.s Bernardo Lux Pessfi.Informe a
1.' se-'oo.
Souza Alv & CIndeferido em vista
das informaos s.
laspectorla geral di lastrneco
fublca
DESPACHOS DO DA 1" DE FEVEKEIRO
DB 1887
Jovioiano J s Simoes, professor publi-
co. Cumpra-se e r-gist e-so e marco o
praso de 25 dias, pura entrar no gozo da
lieonya. ,
Mara das Marcea Garca Chaves.
Encaminht-se.
[*
Mara Auta de Jess Campello, profes-
sora publica.Cumpra se, registre-se e
marco o prazo de 15 dias para entrar no
gozo da licenc/a
4
Belmira Eufrosina Cavalcante d Alba-
qaeraae.Remettido ao Sr. director da
Escola Normal para tomar em consideraciSo,
conforme o regulamento.
Bellarmina Francisca Lobo Brazil, pro-
fessora publica.Encaminhe-se.
Secretaria da instrucc^o publica de Per-
nambuco, 7 de Fevereiro de 1887.
O porteiro,
J. Augusto de Mello.
DIARIO DE PERHAMBECO
RECIFE, 8 DE FEVEREIRO DE 1887
noticias do Pacifico, Rio da
''raa e sal do Imperio
O paquete nacional Manios, entrado aote-ben-
tem do sul, foi portador das seguintea noticias e
das que vio publicadas as rubricas Parte Ofi-
cial e Interior.
PqciflCO
Datas do Chile ate 15 de Janeiro.
Manifestara-SH o cholera-morb'is em Sn Feli-
pe, Panguehu, Ocampo, Santa Mara, Hayay..
San Pedru, Qailota e Santa Tnereaa, pontos per
tencentes provincia de Aconcagua e todos rega-
dos pelas mesmas a^uas.
As autoridades combatiam activamente a epi-
demia onde se apresentava.
As senhoras de Sartiage offereceram-se para
prestar ser vicos nos hospitaes, afim d poderem a
irms de caridade tratar dos cholericos.
Rio da Praia
Datas da ambas as capitaes at 18 de Ja-
neiro.
Na Repblica Argentina o estado sanitario me-
lborava de da para da, segundo sffirma La Na
cion.
Nesta capital diz o diario portenho, onde o
cholera appareceu ha mais de tres meses, os ca-
sos sao poucos e os bitos raros em re laca j po-
pulacSo.
Em Mendosa tende j a desapparecer, como
em Crdoba, San Lus, Santa F e Tucumau de-
clina consideravelmente.
Em San Juan e Santiago, onde se manifestoo
agora, adoptam-se medidas enrgicas qne lhe em-
bargaran o paaso o limitarao os seos estragos.
A epidemia, portsnto, foi vencida sem proda-
zir, ao menos at agora, victimas numerosas, dife-
rentemente do qus se deu em outraa epocbas esa
que a mortaldade foi muito maior.
Como eonseqnencia da melhora do earado- sa-
nitario, oa portea do Paraguay e do Estado Orien-
tal abriram-se para as procedencias argentinas,
cumpridas previamente as medidas sanitarias ra-
conoes e prudentes.
- Conaeguintrnente, podemos annnneiar qne o
cholera^Jernvcl o temvel antes, nao causn uc-
pais maiore-' esf ragos, e qne agera tende * temeole a- desapparecer.
A situacao econmica nao se tinha modificado
anda, mas notava-se urna reacelo favor vel. As
difficuldades eram graves anda, mas o abalo pro-
dusido nos primeiros momentos tenda a desappa-
recer paulatinamente.
O banco da provincia, diz La Nacin, cod-
corre eScazmente para a reaeco benafica, faei-
litando capital e trabalho em condicoes conve-
nientes.
O banco nacional, por ana parte consagra t-
bem seuB valiosos reeursoa ao mesmo fim, operan-
do em mais vasta escala, visto que tem de atten-
der s necessidades de toda repblica. O banco
hespanhol abri as portaa e comeca a traba Ibar cora
xito, e brevemente far o mesmo o francez, que
conta com avultado capital. Alm disso organi-
sam-se numerosas empresas de iuterease geral, o
que tudo demonstra que, a despeito do cholera e
do carso forcado, o paiz caminha.
O governo nacional resolveu mandar construir
onze hospedaras para emmigrantes, com capa-
cdade cada urna para 500 ou 1,000 pessoas; sendo-
situadas: 1 no municipio da capital da republrea,
tora da cidade, 2 na provincia de Bu.-nos-Ayrra,
2 na de Crdoba, 2 na de Santa F, i na de Butre-
Rios e 2 oa de Corrientes.
as rodas polticas uruguayas nota-se cert
agitacao, circulando boatos mais oa menos vago.
Falla-se com insistencia de profunda divergencia
no ministerio, produsJa pela poltica exagerada-
mente colorada do ministro Herrera.
Diaia-ae que o ministro Mendilaharza, posto
que da mesan opinio tradicionista do mioistru
do governo, meatrava ae nae circumstanciaaactoaies
inclinando a dar participaco nos negocios pbli-
cos aoa elementos mais saos do ae'.) partido.
Dos que acompanbaram Santoa na sua adaai-
niatraco pasaada, u Dr. T- rra, de origem nacio-
nalista, mostrava-ae tambem muito descontente
com a attitude tomada pelo Dr. Herrera, dsecn-
teotamenc* qne compartilhava, s--gundo constavar
o proprio general Tnjes, que protnetttra solemne-
meule ao pas realisar urna poltica de repara$o>
e eminentemente, nacional.
O estado sanitario continuara o mesmo.
No dia 15 nao honva nem um caso de cholera
na capital; no immediato d>-ram-se aete casos
novo no 3 batalhao do cacadores, al-jado ao
quartel do 6, ende tinha havido um caso.
Blo Grande do Sul
Dalaa at 21 de Janeiro:
En Porto Alegre, oaaaoeon no dia 10 as sua*
o^er^coss a caixa filial do Euglish Bai-k ot Rro do
Janeuu Limited.
Foi aasassinado no municipio de S. Jeronyr
ido, Joao Botelbo, sendo o corpo levado para, o
mato, nde 3-rtaramlhe ajeabec.
__A' pr--aideucia da provincia dirigi cantar
municip.il da cidade do Rio Grande o aeguinto
tele.gr uma:
Rio Grande, 9 de Janeiro.Exm. Sr. presi-
dente.Esta enmara ae empeuhar qu-.ntu posai-
kei para |i up-ir municipio mvaro epidemia cdm>-
prindoaasim dever impoatopor lei e ordena V. Exc
e governo imperial conformo recommeula V. Exe.
t f r mua 8 do eorrente .Dr. Jo* Dial de
Almeida Pires presid ate-Domingos ios Rodriyue*
Utas, v ce-presiden'c.Affonto-S. Nunes.=l'edr
dt'Avvedo Maoh>ido.=*loe Vio Alves.
O Diario de Btf/ retere o aegiuute :
Na noite de 4 para 5 do correte em L'ivras,
and >va um grO|."0 de msicos vi.ifaudo varia
caaaa. tiran-i > s Reta.
. D> grupo faciain parte La V. Biraellos, uaa
sen filho de nome Julio,e o alteres Pesian, quo
por motivos particulares, votava implaeavel edo
aquelie senhor.
Em casa do Sr. Virgilio Uriarte, P.stana o-
tentou traicoeirameute dar uiu tiro no Sr. bul
Barcellos, n que foi impedido por um partfr
uiu.icj de nome Marcos, b.u. cooheeido nesU
cidade. ....
Em casa do Sr. Gaai-arMeutzs, que foii visi-
tada em seguida, reueti-.-ae fact> igual. ^gr-
ram-ao depois os musica para a casa do Sr. An-
tonio Gouton, ua qul u4o quis entrar Bare. lu,
por nSo a dar caioUlc, ficaudo, portanto, ua ra
eipera que anhiaao novameote o bando.
Foi entio que Pestaa o aggredio de pisto*,
em punho u deu-lbe o primeiro tiro, que rAi
acertou. *



.


hs -
r
-
-
M
S


.






Diario de PernambocoTerfa-feira 8 de Fevereiro de 1887
I





.





< O Sr. Barcellos dea-lhe ama bordoada com
urna bengala que trazia, ao meamo tempo que seo
filbo Juliio, que se achava na calcada, acudi ao
raid da detonacio e encontrou um companbeiro
de Pestaa, conhecido por Sebastiio Churrasco,
agarrado com Barcellos, pedindo-lbs que o atten-
desse.
No momento em que,
asiim estava tolhido
Barcellos em seua movimeotos, receba de Pestaa
o segundo tiro; que anda foi perdido, Juliio ati-
rava sobre o agressor ferindo-o no peito, e indo a
bala, que nao penetrou por se desviar em ni
costilla, sahir-i.be as coatas.
Pestaa voltou-se sao contra Juliio, sobre
quem desfechou asn tiro, errandj novamente; o
moco responden-lbe ferjado-o no peito, sobre o
sternum e ficando a bala no pulmlo. Antea da
cahir o alteres Pestaa desfechou mais dona tiros
tobru Luis Barcellos, errando um d'ellese negando
f ogo o segundo.
Depois cabio exhausto na sargeta, de onde foi
tirado por companheiros que o ajudaram, logo que
recuperou os sentidos, a dirigir-se pura casa por
seu pe.
Entre Pedro Pestaa e Barcellos havia velha
ioimiaade, dizendo-se mesmo que o primeiro fra
para as Livras. com o fm nico de assasainar o
segundo o que confirmado por muitas tentativas
procedentes.
O estado do alferea Pedro Pestaa grave,
havendo poucas esperanzas de salval-o; Juliao
Barcellos conceguio evadir-seV
Durante toda a lucta, Luiz Barcellos servio-se
apenas da sua bengala como arma de defeza mos-
trando a varias pessoas, depois de terminado o
conflicto, o revrolver carrejado e com aa seis cap9U -
las intactas. *
Na chcara do Sr. major Francisco Nunes de
Souza, situada na Serra dos Tapes, foi assassinadu
0 pardo livre Thomax.
Recahindo as suspeitaa sobre o preto Nicolao
contratado do mesmo major, foi elle preso e con-
duzido para Pelotas, bem como o cadver do as-
saaeinado, cujo enterro foi feito a expensas daquel-
le cavalleiro.
Na villa de S. Borja foi apprehendido um
grande contrabando de gneros.
Em Pelotas, com a trovoada do da 17 cahi-
ram varias faiscas elctricas, urna das quaes ful-
miaou o pardo Virginio, contratado do Sr. Sera-
fim di Silva Fcrieira, matando-o e ao cavallo em
que montava.
__ Em urna casa da mesma cidade, onde sa dan-
sava e bebia, apresenton-se de repente na sala do
baile Ignacio Alves da Campos, trazendo pelo
braco, de dentro de um dos compartimentos urna
rapariga de nome Etelvina e all mesmo, vista
de todos, irrpellido talvez por ciumes, Ihe deu al
gumas bofetadas. Intervieram diversas oessaas ej
entre ellas Demetrio dos Sant03 ("rus, cabo da sec-
cio policial de Santa Victoria do Palmar, que ca-
nhecia Etelvina e o escndalo cessoo.
Passam-ae quinze minutos aps a acea das bo-
fetdas. E," decorrido este tempo, aem que se poa-
sa explicar o que se passou entre Demetrio e Igna-
cio, ouve-se no corredor a detonacio de um tiro e
a queda de um corpo no chao.
^.Acodem todos e enjontram, agonisante, sempo
der proferir urna palavra, Ignacio Alvea deCam
pos, ferido por urna bala de pistola, que penetra
na clavicula eaquerda, atravessa o pulmo e sabe
na espadua.
Demetrio que iugira depois do crime, foi preso
e confessando-o diaee que o praticara por que se
vira perseguido e ameacado de punhal por Igna-
cio Alves de Campos, em quem, entretanto, nao se
encontrou arma alguma.
O Corre o Mercantil de Pelotas refere o se-
gninte :
Em Santa Isabel, as 7 horas da tarde do dia
9 do corrente, deu-ee no Chaequeiro nra grande
roubo, de que foi victima o importante fazeodeiro
all residente Sr. Mathias Franck.
Achava-se este senhor, com a sua familia to-
mando a fresca na porta da casa, quando chega -
ram tres individuos bem montados e raelhor ar-
mados, tendo o rosto velados com lencos e o agar
ram sem dar-Ihe tempo a defender-se.
Frank foi ameacado de morte se nao entre
gaase quanto dioheiro tinha em casa, o que elle
fez para nao auceumbir e aos rogos de sua esposa
e filhos.
Alm disso, amarrado como se achava nos pul-
sos, impossivel era facer qualquer movimento.
Os bandidos de to audacioao rouoo fugiram a
disparada.
O lenco com que amarraram Frank tinha bor-
dado a retroz o nome Juvencio Pereira.
Quaai se pode afi anear, porm, que este su-
jeio nenhuma co-participaco teve no crime efoi
ain pleamente capa da audazes larapioe.
t Os valores roubados, dinbeiros e joias, orcam
em mais de 6:0004.
Consta que dous dos ladroes j ss acham pre-
sos, tendo escapado o outro par se achar bem men
todo, nao obstante a perseguicio de quatro pra-
vas de polica .
__Em Jaguario comecaram as obras para a
construccio do theatreVinte Seto de Janeiro.
__Na muima cidade suicidou-secom um tiro de
pistola na regiao do coracio a joven Isabel Perei-
_ia da Silva, filha de Miguel Pereira da Silva.
Seguio para a Ironteira, a reforcar o cordio
sanitario, o resto das pracas do 3- batalho.
__Na colonia de S. Lourenco, apparecen no
arroio o cadver de um moco de nome Jcio de tal,
eaixeiro do importante negociante Sr. Dickman.
Dizem que Dickman foi o autor dessa morte,
tendo dado urna bordoada na cabeca de oo, lan-
zando o por trra e depois o atirad* ao arroio com
ama pedra aos pea.
Ignorara-se, entretanto, os motivos que origina-
ram a pratica de mais esse crime.
O qie verdade que mais de duzentcs colo-
nos cercaram a casa do supposto assa^sino, impe-
diudo-'i de sabir.
Consta que Dickman j se acha preso.
Paran
Datas at 17 de Janeiro :
Nada referem as tolhas que mereca mencio.
anta Catbarina
Datas at 23 de Janeiro :
L-se no Jornal do Commercio de 15 :
a Por um despacho telegrapbico, expedido de
Canana pelo capitao do navio Tijucano ao Sr.
Joio Baptiata Bernisson Jnior, propietario do
mesmo navio e negociante cesta praca, sabe-se
ter prximo alli naufragado o Tijucano, em um
dos das ultimas, salvando-se a iripolaco.
Nao ha ainda pormenores sobre o desastre.
O Tijucano dirigase para o Rio, com casti-
gamento de madeiras e diversos gneros.
Mina* ftieraes
Datas at 26 de Janeiro :
Diz o Monitor Sal Mineiro, que do Arcada Ihe
escreveram o seguinte :
t Qraasam aqu actualmente diversas molestias,
taea como febies, sarampio, carbnculos e outras,
eeifando na razio de 20 % dos accommettidos,
mal principalmente a febre, que endmica oesta
freguezia em razio de charcos existentes na vixi-
nhanea e que todoa os annos, especialmente doran-
te o invern, causa a morte a grande numero de
habitantes desta povoacao.
E' de esperar que se dm as necessariaa pro-
Tidencias para impedir-se o progreaso deste mal. *
A Verdade de Itajub, de 21, publioon o se-
guiute :
< Cada.Os soldados desertores presos na ca-
de* desta cidade em nnmero de 6, estavam prepa-
rados para se evadirem na madrugada de 17. Para
isso o soldado Tiburcio lhes hsvia fornecido c-
cete* de bamb verde e achava-se armado de
urna faca, no corpo da guarda para coadjuval-oa
< Descoberta a manobra 4s 10 horas da noite, o
Sr. delegado de polica, auxiliad < pelo puvo, os
desarmou e recolbea a enxovia mais segura, fa-
aendo-lhes companhia e dito Tiburcio, o agente
dos meios de execucio do tal plano. Estes solda-
dos esto por tal modo descooralisadoe, que ur-
Sente serem recohidos ao corpo para receberem o
evido premio s suas gentilezas.
Foi preso mais am dos autores do brbaro asas
sioato praticado as immedia(oes da cidade da
Ponte Nova, em um negociante francs e no ca-
ntarada que o acompanhava.
Constando ter sido preso em 8. Geraldo o crimi-
noso, para Ui dirigio-se o delegado de polica e
trouxe-o no trera para a cidade da Ponte-Nova.
Dia o Bio Doce:
Os cimos dos montes/ as colimas, os campos,
as praias, alm das janellas das casas, que regor
gitavam de gente, estavam cobertoa de espectado-
res.
Na plataforma da estacao, cerca de qainnen
tas pesaoaa se achavam rennidas.
< Dir-se-ba que a cidade festeja va nm jubiloso
acontecimento. Tal era o aspecto qoe apresen-
tava e o movimento que se 1H por toda parte.
Entretanto todo isto nada otis quera dizer
do que a curiosidade de una e o regosijo de ootros,
sjoe offegantes desejavam ver recoiher-se prisic
0 faeinoroso homicida.
E com efleito, apenas ouvio-se o silvo ainda I
longinquo da locomotiva, o povo prorompu em
vivas enthusiasticos pelo tnumpho que a justica
alcancra ; assistindo dahi a poaco ao desemr-ar-
qm do criminoso, com vozenas e altisonantes bra-
dos de indignHco.
Na mesma tarde do da da sua reclusio pe-
rante grande numero de peasoas procedeu-se ao
interrogatorio, presidindo o acto o delegado de
polica sendo interrogante o advogado Antonio
Martina Ferreira da Silva. Dase elle chamar-se
Pedro da Cunha, ser casado e residente em S. Ge-
raldo ; confasaou ser o ehefe des salteadores aesas-
ainoB do desventurado trances Adriano Constan-
tino da liarsais e de aeu cama rada ; que nenhuma
comparticipaeao tinhsTnes assassinatos ; qoe ape-
nas coigido por seas companheiros assistio ao
facto, saqueando as canastras do primeiro saorto.
Declarou em seguida qoe o c-ro Augusto vinha
de ha muito premeditando matar o trances, at
que afinal disparoo-lbe nm tiro de garrucha i
qoeima-roupa na regio auricular, precisamente
na occaaiao em que esto acendia um cigarro; des-
fechando ao mesmo tempo o scu companbeiro, JoSo
Luiz, nm tiro na regio frontal do camarada.
Disse mais que, emquanto arrastavaat o cadver
do francs para dentro da matta, Augusto, por or
dem de Joo Luis, indo verificar se o camarada
rstava effectivamente morto, mas en :ontrando-se
ainda vivo e com a fronte banhada em sangue, o
e condazio para a margem do rio, donde atiran-
do-o semi morto ao mesmo rio, deu-lbe um segun-
do tiro que acaboa de matal-o. Declarou que de-
pois disto todos se retiraram e que ao approxima-
rem se de urna fazeoda perto dos Bicudos, o Ame-
ri matou a beata do francez que levava, furtan-
do para substitail-a, am ctvallo dos pastos dessa
fazenda.
Contessou finalmente o segninte : qae etm joga-
dor de profiaso e jogador habiliasimo, que nunca
perder ; que dcade o arraial da saude os seus
comparsas, Augusto e Jala Luiz, sabendo ou eons-
tando-lhe que o francez vinha endioheirado, j
pretendiam aasassinal-o para roubal-o, indo para
tal fim pernoitar com este na mesmi estalagem
alli, mas que nao tiveram occasio opportuiia pa-
ra o fazer.
Foram estas, pouco mais ou menos, as neripecias
do interrogatorio deste faeinara, de cuja figura va-
mos dar am ligeiro esboco.
O sea prte nada tem de antipathico e repulsi-
vo; urna figura que nao iiepira o menor terror ;
pelo contrario, a aua physionoraia sympathica e
insinuante. E' um homem b.-m organisado e de
estatura regular. O seu olhar vivo e penetran-
te, a tez morena, as feicoea bem delineadas ; tem
o cabello c o bigode negros ; mostra ter un- 25
annos de idade. Expresaa-se com facilidade e no
interrogatorio revclou alguma perspicacia e iutel-
lfgencia nao muito vulgar. Nao eatava mal tra-
jado, mas pelo que pareca, a calca com qne foi
preso precisamente a mesma com que se achava
quando com os seus companheiros commettea os
assassinatos, visto nella existir^m algumas man-
chas de sangue, embora quasi imperceptiveis.
Trazia um chicote prateado, com cujo cabo e es-
toque diase terent os seu collegas acabado de ma-
tar o Francez. Trazia tambem em um dos bolsos
am papel em que se v desenhada urna cruz, e
abaixo desta se lm, entre outras as seguintes pa-
lavraa :Jesus-Ukritto me talvando e defendendo
nu Icre dos imeus inim'yos visiveis e invisive.
ttu o celebre bandido que com oa aeua comptraas
era o terror da populaci de S. Geraldo e outras
paragens, que, perseguido pelo remorso. veio se
entregar prieo.
Os outros assassinos confessaram o seguate i
O Augusto declarou que foi elle quem atirou no
Francez, na occasio em que acendia um cigarro,
e que a d-spe-to da sua victima, depois de hav.r
recebido o tiro e cahido da beata, pedir-lhe genu-
flexo peraute os cos naqueila colido horrivel da
morte que Ihe poupassem a vida, que elle lhes en-
tregara todo o dinheiro que tinha, todava acabou
de matal-o, dando-lhe ama estocada no ouvido e
quebrando-lhe a cabeca com o cabo do chicote. O
Americo confessou que. apenas matou o cao que
acompanhava e defenda o infortunado Francez.
Parece incrivel que re dsse urna scena de tanta
perversidad e canibalismo Entretanto a pura
verdade, conforma acabamos do ver pela confis-
so desses monstruosos aasassints. Tanto Angos-
to como Americo sSo ainda mocos de pouco mais
de 20 snooe, e nenham tem apparencia de perver-
sos.
m. paulo
Datas at 23 de Janeiro :
Noticia o Correio PaulUtano qae da fazenda dsjJ
Sr. Antonio Goncives Corris de Meira, munic- utraa no jardim municipal cahio dentro da baca
po de Belm do, Desealvado, deaapparecen o rea- de pedra que circula o repaxo do mesmajardim e
pectivo a iiniuiatra-ior Fortunato Golo-f.
Publicando sta noticia accrescenta o Diario do
Rio Claro:
Fortunato foi pela ultima vez visto na roca,
onde esteve tarde e d'onde sabio em direeso
casa qual at hontem nao havia chegado : sen-
do, portanto, certo qne, se houve algum crime que
teve por consequencia a suppreaaao de Fortunato,
deu se elle no trajecto que fasia a victima indo da
roca par* a casa.
Accresce urna oircumstsncia qae obriga a en-
carar o myaterio do desapparecimento pelo lado
criminoso ; Fortunato era, no dia em qae desap-
parecea, a primeira vez que tomava conta sozi-
nfao da fazenda, pois o Sr. Meira ia retirarse.
No bairro dos Cubas, em Braganca, temi-
se no dia 7 do corrente, um rumor surdo como de
nma locomotiva, e logo am rpido abaixamento do
slo, ficando altos barrancos de um e outro lado,
imitando os cortes do leito de urna linha frrea.
A depresso do terreno deu-se na extenso de 50
bracas, tendo 10 a 15 de largura. Attnbue-se o
carioso phenomeno s nltimas chavas.
Em Piracicaba, o soldado Christiano da Silva
Adulpho aaaaaainou o sea camarada Antonio S ju-
res de Almeida.
O assassino foi preso.
Informaram ao Diario de Piracicaba que, j
ha das, por occasio da grande eochente, na es-
trada de rodagem de Campias a Limeiras, un
moco qae visjava com um camarada e am cargaei-
ro ciin canastras, quando entrn na ponte do Bio
Atibaia esta cahio em seus ex'remos ao embate
do rio qae crescia, e elles alli fiearam presos no
centro, sem sahida nem por um neo por outro
lado.
Nao levou muito, e^se trecho de ponte tambem
rodou, e da comitiva s se salvaram o camarada e
as canastras. O cadver do moco foi encontrado
em alturas do bairro do Alambary, distante daas
leguas mais oa menos de Piracicaba.
sobre o municipio e a cidade de Silveiras
desabou violento temporal que mais de daas ho-
ras. Diversas mas e predios foram inundados,
muitas fazendas aoffreram prejuizos matariaes cal
cu lados em 6:00 J.OJO.
Daas pontea no centro da cidade fiearam muito
damnificadas.
Diz a Gazeta da Bocaina :
Devido s copiosas chuvas quem teem cabido
sobre esta villa e quica em muitos outros lugares,
estamos com ama das msiorej enehentes do rio
Parahyba.
Mais de 30 casas estilo completamente inun-
dadas e abandonadas pelos moradores, que se mu-
daram, ou antes foram recohidos em diversas ca-
sas que esto ao abrigo da inundaco. *
Sobre os prejuizos mattriaes cansados pels
enchente do rio Piracicaba, a Gattla daquella ci-
dade publicou a segninte noticia :
Eleva-se a 111 o numero de casas da ra do
Porto, qae foram invadas pelo rio, alm das que
est* prximas mesma ra.
Na fazenda Santa Geoebra, pertencente ao Sr.
Dr. Joo Conceicao, abrigaram-se para mais de
trinta familias residentes nos lugares da inun-
daco.
Todas as casas esto, das janellas para baixo,
sem barro ; as paredes, em sua maior parte esto
pensas, quasi a cahir. *
Ao Bio-Clarente, communicaram de Pirasen-
nunga, que os colonos da fazenda Cristiuma, re-
centemente chegados, foram accommettidos de va-
rila, tendo ja havido algumas victimas, urna das
quaea foi o administrador daquella fazenda, de no-
me Joao Vianna, natural de Piracicaba.
Na linha Imana, em consequencia de ter a
ponte do Salto soffrido nm ligeiro abalo com as
ultimas chavas, por prudencia os paasageiros es-
to-n'n atravessando a p e nao embarcados.
J est, porm, em viagem nma ponte da ferro
para substituir aquella. O estado g.ral da linha
satisfactorio.
Quanto 4 navegaco fluvial, acha-se perfeita-'
mente regularisada, tendo apsnas soffrido nma
pequea paralysaeab pela afluencia de cargas nos
armasens da companhia e interrapeo que houve
no trafego das diversas linhas frreas da p-ovin-
cia. ^
Referem as folhas S. Paulo, de 39:
c Na tazenda Pantano, municipio de 8. Simio,
foi a 7 do corrente assassinada por nm sea escra-
vo a importante fasendeira D. Constantiaa, vtnva
de Francisco Ignacio de Fteiria.
c Si* e tuto : D. Constantiaa castigara ana
sua escrava, qne a desattendera; o marido dessa
escrava avaneoa para D. Constantiaa, de faca
desembanhaida, e, depois de luctar com urna filha
desta, que lbe quera impedir o crime, ferindo-a
n'um braco, desprendeu-se e saltn sobre sua ae-
nhora. que elle durribou por trra, e poade-lhe o
joelho sobre o corpo, varou-lhe o coraco com ama
tacada.
* D. Constantina era muito respaitada e esti-
mada O criminoso fugio logo, sendo preso 10
pelo Sr. Miguel Carlos, em sua fazenda, prxima
do Pantano.
L-se no Monitor de Campias, de 27 :
No fim da semana passada pozeram fogo em
dous canaviaea da fazenda do Oufeiro, do Sr. An-
tonio Ribeiro de Azevedo Aras, na freguezia de
Guarnaos.
Comunicam-no3 que na.nuite de 23 parte 24
do andante, tambem lancaram fogo a um canavial
da fasenda do Sr. Sebastio de Almeida Rsbello,
na tregoezia de S. Sebastio.
< Tendo sido visto o fogo em seu cometo, foi
logo apagado, sendo por isso pequeo e prejuizo
que causou. *
Em monos de um mes tem havido ja oito in-
cendios de canaviaes, a saber : na fazenda do Sr.
Francisco Rbeiro Pinheiro, noQuaimado, em urna
do Sr. Baro de Miranda, dafregueaia da cidade ;
na usina S. Joo, na Abbadia, Mantequeira, e Pe-
nba de Guaralhos ; e s dous qae acabamos de re-
ferir.
Bio de Janeiro
Datas at 30 de Janeiro :
Constara as principaes noticias da carta do nosso
correspondente, publicada na rubrica Interior.
Em sesao de 2i do Tribunal do Theaouro Na-
cional foram deferidos os seguintes recursos : -
De D. Maria Carolioa Duprat da Cunha Lima,
interpesta da decislo da Theaonraria de Pernain-
buco que Ihe negou perumso para transferir urna
apolice da divida publica, por eatenasr que falta-
va autorisaco do marido, quando alias existia a
concedida por alvar dojuizo civel da capital da
provincia, supprimindo aqu lia.
D.'. Fonseua Coutinbo & O contra a c'assifica-
co'iie cica animal dada na Altandega do Para
que fora proposta a despacho como aera vegetal.
De Correia Miranda C. contra a multa de drei-
tos em dobro imposta pelo inspector da sobredita
alfandeg-t do Para por differencas encontradas na
conferencia de um despacho de boto is de madre-
perol*.
Foi indeferido ^o recurso de Faria & Birhosa,
Pomoroy & C. e Companhia de Navegaco a va-
por Amazonas, insterpostas das decisoes da The-
8oaiaria do Para, que coafimniiatn as multa.-, im-
postas pela alfandega pela f-.lu de arqueaco de
suas tlvarengas, na conformidade do art. 44S do
regulamento de 19 de Setembro de 1860.
L .-.nos no Jornal do Commercio :
* No da 22 do corrents, s 11 hars di noute,
houve em Paquct urna scena de sangue horroro-
sa.
O prelo Marcelliuo, escrava de Camillo de Soa-
sa Guimares, reprehendeu um aeu parceiro
de nome Mili.i), escravo do meamo senhor, por
terse recolhido mais tarde do que de. .
Por este Bimpios motivo Milito teve nma al-
crciciio com Marcelino e aggredio-o cam ama
enchada, dando-lhe varios golpes na cabeca, a
ponto de pro&tal-o banbado em sanguu e aem
vida.
Em seguida, vendo morto o seu conipanheiro
e ainda nao satisfeito com o sangue que tinha der-
ramado, arrancou urna estaca de urna cerca e com
a ponta fez diversos ferimentos no rosto e na ca-
bera da victima.
Sem mostrar a menor alteraco e com sangue
fri extraordinario, apresentou-se ao comuiandan-
te do destacamento policial de Paquet, compasan-
do o crime e manifeatando cynica satisfacao em
tel-o perpetrado.
O subdelegado da freguezia, o Sr. Pereira Ve
ras, tendo couhecim-nto do facto, dirigio-se ao lu-
gar onde ioi praticado o delicto, e encontrou mor-
to, banbado em sangue e com a cabeca horrivel-
mente mutilada, o preto Marcelino.
* Ao lado do cadver estavam a enchada e a
estaca.
< Os peritos que examinaram o cadver, verifi-
caram que a morte foi devida a commoco cere-
bral,
O asaas ino foi enviado presenca do Dr.
Silva Mattos, 1* delegado de polica.
Espirito Manto
Datas at 26 de Janeiro:
No dia 12 urna pebre crianca, que brinca va com
morrea aspbixMda por sabmercio.
^A desventurada creaturinha, que tinha apenas
2 annos de idade, era filha dr urna mulher de na-
cionalide italiana.
No dia 14 ama filha d > Sr. Jos Francisco de
Freitas Coutinho, morador no Porto das Pedras,
tomando banbo junto 4 casa desna residencia, que
tica margem do Rio de Santa Maria, foi acom-
mettida de urna congestao que afulininou.
Attribue-se o facto a ter ido a infeliz menina se
banhar depois do almoco.
a freguezia de Cariaca, Antonio Monteiro fe-
rio gravemente Joaquim Manoel de Almeida, que
nao morreu gracas ao auxilio de diversas pessoas
que correram ao lugar do attentado, cajo autor
estava de emboscada
Babia
Datas at 3 de Fevereiro :
A' 30 de Janeiro, entrou arribado a barca Iran-
ceza Ulysses. para o fim de all deixar 14 nufra-
gos ds barcas inglesas Ada Melmore e Kapunda,
cojo albarroamento nos foi comumnicado por tele-
granima firmado do telegrapbo nacional.
Na imperial villa da Victoria, nos lugares de-
nominados Canilla de Erna e Jatob foram sssas-
sinados Antonio Mathias e Joaquim Ribeiro, o
primeiro por Antonio Amio e o segundo por Vic-
torino de tal.
Ambos os criminosos conseguiram evadir-se apa
a perpetraco dos delictos.
As autoridades respectivas fizeram os compe-
tentes cor pos de delicto e continuam as demais
diligencias, afim de serem punidos os eriminossos
Durante o mez de Janeiro fiado renderam
A recebedoria geral 125:37330?
dem provincial 117:426^535
Alfandega geral 813:206932
dem provincial 106:87392I
No rendimento geral da alfandega acha-se in
claida a quantia de 36:56879l, que representa
o imposto de 5 por cento para o fundo de emam-
ci jacio.
Jerglpe
Datas at 27 de Janeiro.
A Reforma de 23 d estas noticias :
DesastreEm um dos das desta semana, na
ra da Vaasoura, brinca va urna creanca de 3 au-
nes porta da casa, quando urna vacca se lbe ap-
proxima e rasgalhe com e chifre a parte superior
do olho esquerdo, deixando a descoberto o osse
craneano.
c Niamente contristada a infeliz mi do ferido
percorre as ras da cidade procura de am me-
dico para operar sen innocente filbo, pede, roga
ao Dr. Alvaro e este, para quem as supplicas dos
pobres sio phrases sem sentido, recusa-se termi-
nantemente fazer a caridade pedida..
Algum tempo depois, quando j a desolada
me tinhs resolvido buscar providencias a polica,
encontra-se com o Dr. Daniel Campos, que bon-
dosamente, operou a creancinha, auxiliado por d-
diveisas pessoas.
A casa Onde se passava o facto da operacio,
de quando em ves era invadida por ariosas indig
nados com o procedimento mesquinho do Dr. Tel-
Ih.
a Quando j se estavam conclaindo os trabalhos
o Dr. Lad ilo Barreto, qoe ignorava o occorrido,
apreasa-ae logo qua dessa teve conheimento, a ir
auxiliar seu ollega, terminando-se a delicada
operacio as mios dos dois habis mdicos.
O coracio caridoso do Sr. Ramiro Beserra
^brio-se ao sentimento do amor do prximo e con-
dazio para sua casa a creancinha, qae 14 est sen-
do tratada sob as vistas dos doua mdicos.*
Naufragio Na tarde do dia 18 do corrente, o
patacho portugus Uarinhas, que demanda va este
porto, depoia de ha ver transposto aem uoviJade os
bancos da barra, foi arrojado pelas correales ma-
rineas sobre o cabeco do norte da mesma barra,
onde encalhou, tendo aberto agua.
Depois de muitos esforcos empregados pela
tripolaoio- e pessoas outras mandadas de torra
para auxiliar os servicos da bomba, poude na en-
chente da mar, safar-se e tundear em nosso an-
coradouro, s 11 1[2 horas da noute.
O Mart'nAa canlinaa a fazer muita agua, e o
capitao ratificou no da 19 parante o senhor vice-
cnsul de Portugal, Antonio Cardoso, o protesto
feito a bordo, sendo sea advogado o bacharel Fe-
liciano Prazeres e curador dos ausentes o nego-
ciante Jos Rodrigues Bastos Coelbe.
O navio vinha em lastro, e era procedente do
Rio Grande.
A 13, fallecen na capital victima da rotara do
um aneurisma, o enpregado apasentado do tbe-
sonro proviacial, Jos Antonio Ramos.
Alacoaa
Datas at 5 de Fevereiro.
As folbas que recebemos, Diario das- Alagis e
Orbe, sio parcas 4 respeito do abalroamento das
duas bareas inglesas. Ajobas essas folhas expres-
saram se mais ou menos nos seguintes termos:
< No dia 31 do passado aportaram a Jaragu,
em dous botes, 10 nufragos, dos quaea 8 da bar
ca inglesa Ada e 2 da galera Morlen, de igual
nacionalidade.
" Segando narram os nufragos, se abalroaram
ellas no dia 20 da Janeiro, em alto mar, na da
tancia de mais de 303 leguas.
Logo depois do choque foi ao fondo a galera,
qae trasia immigrantes ingleses, perecendo todos,
em numero- superior a 300, salvando-se apenas os
dous tripolantes alludidos.
A barca, porm, coasegnio ainda eonservar-se
por alguna das na superficie das aguas, podendo
assim oa tripolantea prepararem um salva-vidas e
nm bote, em que demaudaram a trra, chegande
n'aquelle dia ao noaso porto.
O Diario da ttanh&, de Io do corrente, diz a tal
reipeito o segninte :
Naufragio. Chegaram hontem am Jaragu,
em dous botes, 10 naafragop, sendo 8 da barca in-
glesa Aiia e 2 da galera ingleza Morlen, que se
abalroaram em alto mar. na distancia de mais de
300 leguas no da 20 de Janeiio ultimo.
A galera, que trazia inmigrantes ingleze3
para Nova Zelandia, foi ao fuado logo qae recebeu
o choque, pereceado qaasi todos, em.numero de
304, salvndose apenas doua tripolantea.
A barca, qae ia para as ilhas Canarias, ainda
agueotou-se aobrr agua por alguna diaa, dande
tempo a qne os seus tripolantea preparassem um
salva-vidas e um bote, nos quaes deinandarain a
trra, aportando depois de 10 das em Jaragu.
A' hora adiantada, em que recebemos essa
triste noticia, nos privou obter mais alguna escla -
recimeotos.
No dia seguiote, 2, accresceatou :
Os nufragosPedemos hoje dar mais alguna
esclarecimentes aobre a horrorosa cataatrophe, de
que hontem demos ligeira noticia, e rectificar os
nomos e proccdenea doa navios naufragados.
O abalroamento teve lugar s 2 horas da mi-
aba do dia 20 de Janeiro.
O navio que soffreu o grande'choque e afun-
dou-ae era a galera ingleza Kapmia, que i i de
Plymout para a Australia, levando sea birdo
31o pessoas, sendo paisageiros inmigrantes e qua-
ai todoa familias irlandezaa, que pereccram muito
delles nos camarotes.
Morreram 302, salvando-se 16.
D ases ultimis seguiram na barca francesa
Ulysses 14 p ira o R'O de Janeiro.
A barca, que abalrooo com a galera, chama-
va-se Ada Melmone, e vinha de Coquimbo oara o
Canal com carregamento de metal manganise or-
dem.
A eua tiipolacio consta va de 14 pessoas, das
quaea falleceram 2, aeguindo 5 para o Rio de Ja-
neiro;
A Ada ainda eonservou-ae sobre agua por es-
paco do 4 das; e por essa razio o seu couim-iu-
dante nao quereado abandonar, recusou-ae a se-
guir na barca francesa, e nesse proposito foi acom-
panhado por 6 h^mena di sua tripolacao e por 2
da tripolacao da galera Kapunda. Sio os 9 que
chegaram a Jaragu nos dous botes.
< A tempestade que se manifestou aqu nos das
25. 26 e 21 os apanhon em alto mar, alacrn lo os
botes e estragando os poucos mautimentoa que
traziam.
O desanimo apossou-se da quasi todos, deven-
do-se a salvacio dos 9 nufragos energa e es-
forcos do capitao e do piloto da barca Ada.
Eia os esclarecimentos que nos deram hontem
de tio lamentavel catastrophe. *
A Alfandega de Macei arreeadou em Janei-
ro prximo findo 1113:4270281.
O Consulado Provincial de Jaragu arreea-
dou no mes de Janeiro fiado a quantia de......
77:8630559, que comparada com igual mez do an-
uo prximo passado d o resaltado seguate :
1886Janeiro 15:8840101
1887Janeiro 78:8630550
Para mais 61:9790449
Attribae se este augmento sahida do asBUcar
e algodao, taxa fixa e taxa dos volamcs.

INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernaubuco
RIO DE JANEIRO -Corte, 29 de Ja-
neiro de 1887
8oiunBto : Cnegada do general Deodoro e dos
companheiros. O que se esperava
para a sua recepcao e o qae foi esta.
Como foram cmpridas pelos alum-
nos da escota militar as ordena do.
respectivo commandante.Pedido de
demiaso deste e do commandante do
corpo de alumnos.Conjeturas e no-
ticia dada polo Rio de Janeiro.-~0
cholera anda em Corumb.Reuniio
dos matto-grossenses na corte.Re-
preientacio em nome delles dirigida
ao geverno.Medidas qua indica
Como foi o cholera levado a Corumb.
Iastallacio do club liberal.Con
cetos da Gaxeia da larde.Ainda
qaestoes relativas elcicio municipal.
A chegada do general Deodoro, do coronel Jos
Semiao e do tenente-coronel Madureira, o primeiro
dispensado a pedido do commando das armas do
Rio Grande do Sul, e segundo, do commando da
escola militar e o terceiro do da escola do tiro,
toi o facto destes ltimos das com que ama parte
da imprensa fluminense tem procurado entreter a
curiosidade dos seas leitores, por pequeas cir-
cumatancias qae ella tem procurado avolumar,
mesmo porque a cousa em si ficen quem do que se
dizia e era esperada.
Cootava-se com una espectaculosa recepcio so
primeiro e terceiro daquelles militares, da qual,
por coocumitancia, participara o segando por vir,
talvez calculadamente, entnrmeiado com elles.
Nao s toda a estudaatada da escola militara
briosa mocidade, como Ihe chama a Gazeta da
Tarde quando quer estimulal-a,como a maioria
da officialidade da guaruico da coito comporiam
o cortejo e tomariam parte as ovaces.
Espalhado esse boato, o commandante da escola,
o general Severiano, irmio do marechal Deodoro,
avaliando bem o inconveniente de manifestacoes
taes por parte dos alumnos, tomoi por si a reso-
luco sem que. o governo nada Ihe recommendas-
se de prohibir as sabidas, no dia em que era es-
perado o vapor, e particularmente, elle mesmo e
por intermedie do coxmandantc do corpo de alum-
nos, o coronel Amaral, pedio que se abstivessem
de ir a bordo, porque isso o collocana em m po-
sicio perante o governo e mesmo perante o pu-
blico e at o obrigaria a pedir demiasio.
O vapor entrou muito cedo, e em urna lancha do
arsenal de guerra, em que se achava o respectivo
director o bngadeiro Ancora, dirigiram-sesem de-
mora para bordo o gen Tal Severiano, o coronel
Amaral, o coronel Cunha Mattos e mais dous ca-
iros ofHeiass pareates e amigos particulares do ge-
neral Deodoio, a quem iam bascar para trra com
a familia e bagagem, deveado todo desembarcar
no mesmo arsenal, que, como de coa tu me, presta
sempre embarque e desembarque aos officiaes ge
neraes e superiores.
Estavam j todos aquellos a bordo quando ebe-
gou urna, barca da companhia Ferry condusindo
cousa de 50 a 60 alumnos, em sua qaasi totalidad?
pertencentes parte mais juvenil dos escolares, e,
passando para o tombadilho do paquete, um delles,
alteres-alumno, pronunciou nm discurso de felici-
tacio ao general Deodoro. Este agradecen e er-
gueu vivas escola militar e ao exercito brasilei-
ro, e tomando a lancha do arsenal para l seguio
com oa companheiros qae o tinham id) bascar. O
coronel Joa Semiao e tenente-coronel Madureira
passaram-se para a barca Ferry e foram desem-
barcar na ponte desta com os alumnos, es quaes
d'ahi dirig ram-se ao arsenal de guerra para no
vamente cumprimentarem o general Deodoro.
Feito isto, retiraram-se, desfilando na meibor or-
deno pela praca de D. Pedro II e ra do Oavidor,
com o Sr. Jos do Patrocinio trente, at o ponto
dos bonds, onde se dispersaran), sem taserem ne-
nhuma outra maaifeatacio.
O general Severiano, vendo-se por aquello modo
desobedecido pelos alumnos, tes Ibes logo sentir
ao que me dizemque achava-se desautorado e
imcompatibilisado para permanecer no cargo de
commandante da escola, e, chegando a trra, man-
doa por um ordenanca levar 4 secretaria da guer-
ra o seu pedido de demiaso, qae, por prevencio,
j havia formulado e levado eomsigo por descon-
fiar que nem as anas ordena nem os seas pedidos
desde logo fiseram-se muitas conjecturas e corre-
rain varias verso 's acerca da deliberado que o
governo tomara.
Esquecia me dizer qua o coronel Amaral, nao
tinha de ante-mo preparado o seu pedido da de-
masi de commandante do corpo de alumnos, fel-o
logo qua voltou casa.
O Rio de Janeiro deata manhi affirma que no
despacho de hoja, sabbado, seriam apresentados
aaaignatura imperial oa decretos de demiaso de
ambos. Sendo aaaim, 4 hora em que eatou escre-
vendo estas linhas, j devem taes decretos estar
asignados, pois ni> de crer que baja fundamen-
to no modo de pensar nessa questio, que andam
por ahi a attribuir ao imparador. O telegrapho
aotecipar o qae occorrer.
Nio temos tido ltimamente noticias de Matto-
Grosso, a'm de am telegramtna que diz o citado
Rio de Janeiro recebeu o governo da nossa lega-
cao no Paraguay, noticiando terem fallecido do
cholera em Curumb o juiz municipal e o promo-
tor. Ncnhum outro jornal, porm, nem o Diario
Official fazem mencao de tal telegramma.
Oa matto-grossenses resid ntea uesta capital,
reuniram-se ltimamente com o fim de reclamar do
governo imperial as providencias necessariaa para
debellar a epidemia na saa provincia e nomearam
urna to nmis.>ao de cinco membros para red'gir e
apresentar a reclamacao, votando ao mesma tem-
po um protesto contra o procedimento menos es
crupuloao do presidente, o Sr. Mare.on Jes, bem
como um voto de louvor ao presidente da Cmara
Municipal de Curumb, tenente-coronel Antunea
Galvio, pelos servicos prestados pipulacio da-
quella cidade, desde que al.i se manirestou o cho-
lera.
A commisao j deaobrigoa-se do aeu mandato,
sendo recebida palo Sr. ministro do imperio a qu-m
entregou a sua repreaentaoao, de que toi relator o
Dr. M irtinli i, mdico homeopatha de grande re-
putacio e qua maior elinici tem, pelo seu alate-
rna, uest i cidide. A representa ci eat bem re-
dimida e concebida'em termos coavenientes.
Considerando as condices topographicas da
provincia, e as providencias que convm tomar
para preservar os pontos ain a nio affectados
pelo 11 ig -lio e adiando que a invaaio de toda a
provincia de Malto-Grjaso pelo cholera morbus
depende exclusivamente da invasio de um destes
dous pontos : a cidade de Cuy ib i e de 8. Luis de
Cacerea, pais se a epidemia entrar em qualquor
desses lugurea nao haver poder humano que pos-
sa impelir a invasio do resto da provincia > diz
a commissao qtu. a primeira medida consiste em
circuenserever a epedemia miio lia 1> de passar
aleen de Curumb. Para conseguir esse deside
ratum lembra qua da flitilha que exis'.e na pro-
vincia s destaque um navio pira estacionar em
Dourados, ui ,. dn impedir toda n qualquer com-
muuicacio entre Curumb e as cidades de Matto-
Grosao e Cacerea, e outro que estacione prximo
Ij da Tiqutry, para empadir as communica-
ces entre Curumb e as povoacoea de Joxim,
Miranda e Niotc peloa nos Tsjq" ">* '! Miranda.
Mas so, com oem possivel, o cholera j tenha
invadido Coyab ou S. Luiz du Ciceres, e dahi se
tenha esteudid i a outros poutoa. o que torna-se
urgente e a coirmisaao peda ao governo a remes-
sa do auxilios q..er pecuniarios, quar alimenticios,
qusr hygiemcoa e mdicos; poia aabidoqueuos
pontos daquella provincia, que forem iufectados
por aquella moleatia, a miseria se manifestar de-
baixo de todas as suas tormas e desde que os re-
cursos forem apenas parciaes elles tor-nar-se>bao
esteris, pois que a medicina ser impotente para
combatur a epidemia em una poyoafio sem vi-
veres e sm dinheiro. *
Qe.er n'um, quer n'outro caso, pondera a com-
missao que as ordens e recursos para Curumb
de/em ser dirigidos daqui directamente, pois com-
prehende ae que ordeno dadas por intermedio da
capital, que fica distante daquella cidade cinco
das de viagens fario pardee um tempo precioso
em circumatanciaa t o angustiosas ; alm deque
collocar a capital em communicacio com um pon-
to infeccionado, seria um desacert senio urna
atrocidade, visto que para ir capital tem se for-
zosamente de tomar embarcaco^a e poasoal esta-
cionados na cidade infeccionada. i*ara obviar
tudo, tanto para o isolamento como para o forne-
cimento dos primeiros recursos, pode o governo
por telegramma autoriaar o nosso ministro em As
sumpciu a enviar com rapides lanchas ou um na-
vio de guerra com or ciea e os recursos que eati-
verem a seu alcaoce aa capital do Paraguay: mas
como taes recursos nio podem dcixar de se: limi-
tados, lembra a commissao que se mande daqui
com a possivel bre<'idade um navio con juzindo os
recaraos que possam 8atiafazer a tola as necea
sida Jes, na hypothese de achar-se grande parte
da provincia j invadida pelo cholera: convindo,
entretanto, que o novo ministro em Assumpcao
ponha-se em communicacio com Curumb por
meio de urna lancha ou navio de guerra, e pelo
telegrapho envi ao governo todas as noticias re-
lativas 4 marcha da epidemia na provincia de
Matto-Grosso.
Por fim pede a commissao um signa! de gra-
tidio do governo > para o benemrito patriota A.
Antunes Gil vio que todo tem sacrificado, sua
vida e a sua familia, abrindo sea bolso, consti-
taiado-se com energa e actividade o centro de
accao em Curumb, onde oceupa o lugar de pre-
ai lente da Cmara Municipal. Nada diz, porm,
com relacao ao Sr. Marcendes.
Compre explicar aqui o voto de censara oa pro-
testo da reuniio contra o procedimento do Sr. Mar-
condes, a qaem c pretende tornar responsavel pela
apparicio do cholera em Corumb. Urna carta es-
cripta desea cidade a publicada no jPaiz, em que
se nota pronunciado espirito partidario, diz que o
cholera foi levado all pelo vapor que conduzia S.
Exc, o Rpido, cujo commandaute, pouco pruden-
te, oio cumpnu o seu dever, faseodo seis das de
qaarentena, pelo qae o Sr. Marco-des devia tel-o
obrigado a isso e nio consentir que o vapor entras-
se no porto sen '.o muitos das depois de obaerva-
cio
O qae se dea foi o seguate: o Rpido chegoa
a Corumb na manhi de 2 de Dezembro, ao mes
mo tempo em qne ebegava tambem am vapor ar-
gentino, o Cysne, procedente de Buenos-Ayres
com carta suja, motivo pelo qual foi, depois de vi-
sitado pala alfandega, mandado regressar para fa-
zer quarentena abaixo do Ladario. O Rpido, por
allegar o commandante nio ter tocado em Buenos
Ayres, dea tund >. e o Sr. Marcondes desembarcou,
para seguir no dia immediato, como segaiu para
Cuyab.
Antes, porm, de partir, constando que a bordo
do Rpido apparecera am doente suspeito de estar
atacado do cholera, ordenou o Sr. Marcondes que
o vapor fosse tambem fazer quarentena no ponto
em que se achava o Cysne; e como constasse qu
o cholera havia invadido Assumpoio, mendou que
dicou o Sr. Octaviauo, que entrava no momento, e
que por indicacio do Sr. Igaacio Martina foi acla-
mado presideate effectivo do directorio do clab, fi-
caado ao mesmo tempo incumbido de escolher os
demais membros do mesmo directorio, de nomear
commissao e de orgunisar os artigos fundamentaos
dos estatutos. O club ficou, portanto, solrmnemen-
te installado, sendo, desde logo, considerados socios
todos os presentes reuniio.
Coasta qae o Sr. Octaviano, com a promptidao
com que costuma desobngar-se dos encargos que
recebe, j escolheu os seus companheiros de di-
rectora e tem preparadas as bases dos estatutos
por serem apresentadas na primeira reuniio do
club.
Noticiando a fundacio dease club, a Gauta-da
Tarde observa com razio qae a idea de club po-
ltico s tem medrado na Inglaterra, onde, ha per-
te de am scalo existem o Carlion Club e o Rtfor-
me Club, qae sio esotros de partidos, e nao em ou-
tros paizes, em que se nio entente a vida poltica
orno alli, especialmente no nosso, em que outros
sio os hbitos e os gostos.
O club liberal, accrescenta a Gazeta espirituo-
samente, ser um ponto de reuniio de pessoas dis-
postas afallarem mal urnas das outras; alli se for-
jar muita intriga ese demolir muita reputaco.
Tura poucos socios ea cobranca ser dfficiJ, muito
diScil. Quem escreve eatas lianas viu a ultima
lista dos subscrip-ores, que se cotisavam para dar
urna mesada 4 viuva do infeliz Nunes Machado.
Esta lista estava em poder do coronel Coelho Bas-
tos, pai do actual desembargador ; de 30 signata-
_| rioa que havia a principio, o numero foi-ae redu-
zindo e ebegou a tres, oa Sra. coronel Coelho Bas-
tos, conselheiro Thomaz Gomes e Urbano Sabino.
O Club Lberal tem muitos socios hoje, dia de sua
inauguracu, mas easea iro se retirando pouco a
pouco e aquella acabar por ai mesmo, salvo se
traosforaiar-se em club de jogo. Se nio existe par-
tido liberal, como ha de existir o club? Quaea as
ideas dease partido ? Que matiz do liberalismo
predominar alli ? Ser o do Sr. Dantas e Octa-
viano, abolicionistas radicaes ? Ser o do Sr. 8i-
nimb, ex presidente da extincta-clubda Reforma,
hija escravajista insransigenta e alliadi fiel do
Sr. Paulino ? Ser o liberalismo comeo do Si.
Malvino Rria? >
Dizem qde effectivamente o Sr. Malvino um
dos eacolhidos pelo Sr. Oetaviano para fazer parte
da directora. -.
Agora parece que por fien apparecera o novo
orgio do partido.
Hontem teve lugar o 2 escrutinio para pre-
enebiemento da vaga de am vereador da nova c-
mara municipal. Devia a votaco correr entre
os dona candidatos ma3 votados, oa Srs. Wlkens
de Mattos e Sizenando Nabuco.
Mas aqiele considerando-ae <-l ito no 1 es-
crutinio declarou qne nio concorrerft ao 2 e pa-
dio aos seus amig>s que se ab9t;vessem de votar,
e aaaim aconteeeu. Apaas foi votado o Sr. Si-
zenando com novecentoa c poucos votos, em um
ileitorado de cerca de seto m eletores.
A questio est pandate da Relacio, para a
qual reeorrerain os amigos do Sr. Wilkens de
Mattos da deciaio do juiz do diatricto, o Sr. Sa-
raphim Monis Barretto, que julgou regular a de-
ciso d* cmara trauaacta que fes a apuracio e
entendeu que devia haver 2o escrutinio.
Alm dessa qu:tio ha a outra qua ainda nio
foi decidida, relativa cleicio do presidente e
vice-presidente, de que o Sr. Mamte nao quiz
tomar couhecimento, por entender quo o negocio
da competencia do poder judicial.
E as3im que: a cmara municipal da corte
andi nao "pode considerar se definitivamente con-
stituida I Aa queates qua se teem levantado
constituem urna historia lon_-;, que por falta de
e=i> e > deizo de referir.
Contina com crescents calor a polmica
Celso & Alvim.
Pacifico
para obrigar quarentena os vapores qua subirem
de Aasumpcio oa do Rio da Prata com carta lim-
pa, e fazer retroceder immediatamente os que ti-
verem carta soja. Isto passou-se no dia 8, e no
dia 7 davaaa-se os tres primeiros cas os de cholera
em Corumb. O doente do Rpido restabeleceu-se,
mas fiearam acreditando que o fl-tgello foi levado
por esse vapor, porque, segundo diz a citada carta,
cem quanto elle nio tivesse tocado em Buenos
Ayres, e em Aasumpcio ningaem de bordo tivesse
ido 4 trra, recebeu ahi um pratico, circunstancia
que o commandante oceultou. D'ahi a supposioio
de que com o presideate foi o microbio no mesmo
navio. Pode ser que sim, poda ser que nio.
Como quer que seja, o qae me parece fra de
duvida que desde qae o cholera ebegou 4 As-
sumpcio, com a franca navegaco rio cima, che-
garia a Corumb, sinmdo 4 margem direita do
f araguay, e em cujas proximidades o tarreno, pelas

4
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KtVISTA DIARIA
Fi-rimeatosEm a noite de 29 do rnez pr-
ximo findo toi teciininctti la na sua propria casa,
na villa da Gloria de Goit, Hita Maria da Con-
ceicio, mulher i losa e honesta por Joa Joaquim
de Saut'Auua, que Ihe tez tres ferimentos em ra-
zio da resistencia oppoata por ella a seus instinc-
toa libidinosos.
O crinr'noso foi preso e eat aendo aquerido.
l*xatlrt*No engenho Tabiyr, de Caten-
de, pertencente ao Sr. Dr. Francisco Odiloo Ta-
vares Lima, deu-se na sabbado um tacto lam.'u-
tavel. Na occasio de se recolberem os balces
de aaaacar, um trabalhador foi, aeaperadamente,
apanhado pela roda da um doa balcoe?, a qual es-
magou-lhe a cabeca, morreado o infeliz imme-
diatamente.
A autoridade policial respectiva tomou conheci-
mento do occorrido.
A Estaca oDa corte nos veio o n. 2 do 16
anno deata revista de modas, datada de 30 de Ja-
neiro findo.
Sempre 4 par de todos oa inventos da moda eu-
ropea, a Estacao acompanha pari-passu o seu mo-
vimento, dando bous artigos e figarinos apro-
priados.
E' urna boa revista no seu genero.
FallecimenoFalleceu anta hontem e se-
pultou-se hontem de manhi, em Olinda, o acad-
mico do 4 anno de direito, Jos Pinto da Cunha
Sooto Maior, contando apenas 23 anuos.
Era moco intelligente c geralmente estimado
tanto dos seus coilegas como das pessoas qae o co-
nheciam.
Ao sea enterro comparecern! muitos amigos, e
4 beira da sepultura fallarain os Srs. tenente-co-
ronel Antonio Alves de Oliveira Braga, por parte
do Instituto Litterario Qliodense, do qual foi o fi-
na lo um dos fundadores, e o acadmico Jos de
Moraea Guedes Alcoforado, por parte dos seas
companheiros da ostados.
Apreaentamos nossas condolencias familia do
finado.
OatroFalleceu hontem, victima de urna
Rastro-interite typhode, cousequente a nm parto
prematuro, D. Eoedina Augusta Serrano Travas-
sos, digna consorte do Sr. major Marcolino do
Sousa Travassos.
Era natural da Parahyba e contava 40 aunos de
idade, e possuia nm ex .cliente coracio e mma
alma bem formada, que aa comprazia em amparar
a pobreza, exercendo a sublime vrtude da cari-
dade,
Excellente mi de familia, o sea trespasso en-
cheu de luto a todos que a cercavam.
Noasos psames a seu digno esposo.
Obran de Julio Verne-P*ra a Livraria
Corazzi dos Srs. Soarca Qtintas ce C, ao largo
Saldanha Marinho, acaba de chegar a 3< e ul-

I
Mi
E' este 11 volame da colloccio das obras com-
pletas do eximio e Ilustrado escriptor francez Ju-
lio Verne, publicadas pelo Sr. David Corazzi de
Lisboa, grande edicio popular das viagens mara-
vilho-as dos mundos coahacidea e desconpecidos.
Agradecemos a offerta de am exemplar qae nos
fizeram os Srs. Soarea Quinfas & C-
FestiviUatle religiosaAmanhi, 9 do
corrente, celebra se, na igreja de S. Jos de Riba
Mar, a festa da Virgem Martyr Santa Apolonia,.
advogada dos dentes, coastaodo de urna miss
resada s 4 horas da manhi em tencio dos devo-
tos, s 10 horas do dia inisaa solemne, e s 7 horas
de noite ladainha, ficando a imagem/la Santa ex-
poata veneracoo doa fieia dorante 8 das.
Dr. Jui* de ornliitus do BecireO Sr.
Dr. Joaquim Correia de Oliveira Andrade jais de
suas ooadijjoes topographicas e hygienicas ponco direito de orphios do Recite, despacha na rna da
difiere da parte inferior da mesma margem at
muito abaixo de Assumpcao.
Urna outra carta publicada no mesmo numero
do Paiz, escripta tambem de Corumb, com menos
parcialidade e paixio, d pormenores acerca do
desenvolvimento da epidemia, das providencias to-
madas e do numero de victimas durante 9 das.
Das noticias colhdas em ambos vise que era de
esperar a apparicio do flagello, havendo urna tem-
peratura constante de 35 36 contigrados e es-
tn io aa aguas em pessimo estado por cansa da
saces, e, de mais, estragadas pelas ciazas de qoei-
madas prximas arrojadas ao rio por am vente rijo
e incessante, qae naturalmente acarretara os mi-
asmas infecciosos esparsos na athmosphera.
O peior agua a falta de noticias que ainda
mais inquieta-nos aqu acerca da sorte doa infeli-
ses hahitantes d'aqnella tio remota provincia. As
ultimas datas que temos de Corumb sao de 16 do
paseado, e de Cuyab de 8.
O partido liberal acaba de fundar aqui nm
clab. Parece qae a idea foi promovida pelo Sr.
franca Carvalho, pois foi elle qaem, perante a
reuuiio, expoz o fim deste, mostrando a conveni-
encia da installacao de um outro de que sahna a
direccio do partido, e conclaindo por convidar o
particularmente seriam aaificientos para canter a Sr. Carrio a nssumir .presidencia. Declinou o
briosa mocidade, Isto occorreu ante-hontem, e' Ilustre senador paulista do honroso encargo e in-
Saudade n. 26, diariamente, das 10 horas da ma-
nhi at s 4 das tarde.
Fenta do CasangaComecaram j e com
grande pompa as novenas de S. Francisco de
Paula de Caxang.
. Na sexta-feira hasteou-se a bandeira, que foi
conduzida por cem senhoras, processionalmente,
com desusado esplendor, havendo-se nesse dia ce-
lebrada a primeira novena.
Todas as noites, alm das msicas ha grande illu -
minacio, sobresanando am foco de las elctrica.
Urna aenhora, dotada de maviosa vot, canta os
versos das novenas, senda acompanhada por mui-
tas outras.
Dona valenloeaA a 2 boas da madruga-
da do domingo ultimo, encontraram se na porta
de nm viveiro de camelias 4 ra do fogo, dona
amadsres de tses flores, e, pela posse de. urna, co-
mecaram ardeatomente a queationar.
Um delles, vendo que- nio poda com palavraa
convencer o seu contendor, disparou-lhe ama pis-
tola. Ao estampido do tiro cahio o homem sem
movimento no chao. Julgando que o tinha morto,
o atirador ps-se a correr immediatamente e to-
mando pelo patee de S. Pedro ps-se no oco do
mundo.
Em menos tempo do que levamos a narrar isto,
o sadavtr levautou-se e depois de certificar-ae.
-

*


inw nv ruimniButu'
Tei
m
i
-





-
lanzando em derredor de si olhares desconfiado*,
que o assassino voava disse :
Deste esacpei por milagre, t'outra nSo me
E pz-ie tambem a correr, mas em dirocco
contraria,
aciedade a*ecreallvs>,*areiiile
Realisou-se ante-bnutem, como esteva annuuciada
a festa desta Sociedade em commem oraco ao 8
anniversario da bibliotheca.
A's 8 horas da noit'.- o sen presidente Caetano
da Silva Presado, depois de proferir algumaa pa
larras, justificando o motivo da festa, abri a ses-
so Iliteraria, convidando a oceupar a tribuna o
orador d* caaa o Sr. Jos de Mediis.
Usaram anda da palavra oa Srs. oradores da
Asaoeiaco Portuguesa Benificencia, Club Com-
mercial Euterpe a 03 Srs. rs. Antonio Aires
Monteiro e Henrique Martiue.
Em ultimo lugar occupou a tribuna o orador da
casa para agradeeer a coadjuvaco do publico
aquella festa das lettrho, p foi encerrada pelo Sr.
presidente a sesso s 9 1/2 horas da noite come-
Cando s 10 o sarao bimestral, que terminou as
3 horaa da manh na maior ordem possivel.
A Sociedad Recreativa Juveatude deve ter sa-
tisfacao p;r haver porporcionado horas to delei-
taveis aos seus convidados provanio anda urna
vez quanto sa tem e.-forcado ha 8 anuos em pro da
instruceo.
Claib Primeiro de FevereiroEsta
Sociedade procedeu hontcm eleifo da sua di-
rectora, que fieou aasim constituida :
PresidenteAudifax Lima.
Vieo-presidenteCandido Ribeiro.
1." secretarioManoel Pryathon.
2.* ditoDomicio Lopes.
OradorAnisio de Carvalho.
Mestre-salaJos Floriano.
1." procuradorAntonio Paulino.
2. ditoJoaquim Barbosa.
ThesoureiroJoo de Oliveira.
Commisso de contasNomisio de Barros, Fran-
cisco Zebino e Francisco Bezerra.
A posse t'.r.i lugar no prximo domingo s
10 horas do dia.
CbesailfiNo paquete Mandos chegou an-
te-hontem do tul o Sr. Dr. Aristides Galvo de
Qaeiroz, digno engenheho/chefe do prolongamen-
to da ferro-v8 de S. Francisco e hnhadeCa-
. ruar.
No mesmo paquete veio do sal o Sr. Jas do Li-
vramento, honrado negociante desta praca, que,
no anao fiudo, para all lora em busca de melho
ras sua saJe, agora vigorosa.
Cumprimentamos ambos.
Imprensa do palzRecebemos do sul:
Revista do Observatorio do Rio de Janeiro, n.
1, do 2o anno, correspondente Janeiro-fiado, tea-
do este sunimario :
Observacoes meteorolgicas simultaneas.
A transferencia do Observatorio.
Deduec) elementar das formults de carreccao
da Luneta meridiana.
A previsao do tempo.
O movimento secular do pulo e a transanla do
system solar.
Aspecto do co durante o mez de Fevereiro.
Diario meteorolgico do mez de Dezembro de
1886.
Reanmo das observacoe3 meteorolgicas ieitas
no Imperial Observatorio no mez de Dezembro de
1886.
Revista climatolgica do mez de Dezembro de
1886.
Noticias varias.
Gazeta Medica da Bahia, n. 6, de Dezembro
ultimo, com ea:e suminwrio :
I. Iaauguracao do mo lamento Paterson.Dis-
cursos dos Drs. Silva Lima, Manoel Victorino e
Pacifico Pereira. Poesia do Sr. Jo3o de Britj.
II. Pathologia intertropical. Contribnicio ao
estudo das febres iut rtropicaes, pelo Dr. Grall.
III. Prophilaxia. Nova communicacao sobre a
raiva.
IV. Revista da imprensa medies. 1. Indica-
goes e contra-indicacoes da lythotricia e da talba.
2. Angina do peito em consecuencia do uso d ta-
baco. 3. Evoluco da syphilis n03 albumiouricos.
V. Hygiene publica. Decreto que reorganisa o
servico sanitario do imperio.
VI. Noticiario. 1. Collaco do grao de doutor,
em medicina. 2. A memoria do Dr. Paterson. 3.
Cholera-moi bus.
Agradecemos a valiosa offerta.
As injeccoes hypodermicas as crianzas, ops-
culo de 105 pag., em 8", recopilaco e estudo do
Dr. Joaquim de Aquno Fouseca, trazendo a se-
guiuto advertencia :
^"oi nosso intuito fazer um trabalho d'ensem-
ble, que nao existe, sobre bypodermismo as
enancas. E e quizemos despertar a atteucao
para um assumpto que tem sido at hoje descura-
do pela pediatra.
Para isso tivemos de percorrer quasi todo o
archivo da pathologia e da therapia infantil. Ves-
te trabalho encoutram-se iacunas que nao procu-
ramos preencher, mas simplcsmente apontar,
dando um sentido geral e de algum va do pratico
ao valor das injecco.s subcutneas as enancas.
Preterimos ser omissa a ser exagerado, no
desenvolvimento de nossas ideas. Quanto sua
orintacao sob o ponto de vista da utilitarismo
clinicc, o leitor inteirar-se-ha por ai, visto que a
nossa autoridade scientifica quasi nada pode arfir-
i mar ou negar. >
Elel io de Irmandade Procedeu ante-
hontem a irmandade de Nossa Senhora da Loe,
erecta na igreja do Carmo a eleico dos funecio-
naros que teem Je dirigir a mc-sma irmandade no
anno compromissal de 1887 a 1888, fieando assim
constitaida a nova mesa :
JuizAugusto Jos Baptista.
JuizaD. Adelaide Maria Cox.
Vice-juizJos Soares de Seixac.
Vice-juiza D. Rosalina Avelina de Castro
Abreu.
SecretarioAntonio Ignacio Brando Jnior.
EscrivD. Josepha Francisca da Costa.
ThesoureiroJoaquim Gaspar Leitao.
Procurador geralAntonio Francisco Moreira.
1 procuradorJoo Baptista Goncalvea Soares.
2o ditoJos Bertholdo de Mello Saraiva.
DefinidoresMamede Paulo de Albuquerque,
Julio Paulino da Silva, Jos de Soasa Carreiios,
Antonio Ferreira Prente, Juo Antonio Barbosa.,
Antonio Barbosa da Fonseca, Francisco de Mello
Braga, Donotilio Ignacio da Conceigao, Joio Pe-
reira da Silva, Salviano Luis de Siqueira, Carlos
Botelho de Arruda, Manoel Baptista Barbosa, Jos
Maria da Silva Fernandos e Joao Antonio de Al-
buquerque.
Devsco de :*. S. da Cnnrelro do
convenio de S Francisco A nova
meza regedora dessa devoco fidoa assim com-
posta.'
JoizJos Rodopiano dos Santos Filho.
EscrivaoTenente Victoriano de Aragao Ebla.
Tbesoure! ro- -Antonio Sarai va de Carvalho Nei va
Procurador geralManoel do Nascimento Reg
Monteiro.
1 procuradorLuis Maria Ribeiro GuimarSes.
2.o ditoTenente Marcelino Beato Jos de
Souza.
DefinidoresOctaviano Alve Monteiro, Silves-
tre Marques de Sonza Ferra, Jos Braz Martina
do Rio, Jos Luiz Pereira de Mello, Leonardo Atti-
co Lavra, Ildefonco Augusto dos Santos-
tamo* daneartE' o titulo de urna uova
polka para piano composta e mandada imprimir
ntidamente po Sr. Misael Domiogoes, autor das
festejadas polkas Calam.s, Zaza eBellezas do Recife
A Vamos dangar umpu!k,dessas qae ensi-
nam dancar.
Agradecemos o mimejde um exemplar qce nos fes
o autor.
Hlatorla de Vctor Bngo-A Empresa
Serdes Romnticos de Lisboa, acaba de contratar
com a casa V. Acha, de Barcelona a propriedade
de urna importante obra, sob o titulo cima, por
Chrstobal Lilran, bem como todas as gravuras
que llustram a mesma ooraf exeeutadas por J. Car-
rasco, M. Pellicer e E Canibell. A edico portu-
guesa vai ser teita com luxo, e breve sahiro 4 luz
da publicidade os prospectos Ilustrados desta to
til quanto importante publicafio, que conta nu-
merosas tiragens nos idiomas hespanbol e fra.cez.
QBastante difflcilima empresa diz um prospecto,
de certo o historiar a vida do immortal poeta
Victor Hugo, gloria na e da Franca, mas do uni-
verso, tio cosmopolita como o genio, to brilhante
como a lus. Render homenagem de respeitoaa
aimiraco e sincero entbusiasmo ao venerando
ancio que ha piuco baixon ao sepulchro c iroado
de mmercessiveis louros, deixsndo seu venerando
nome gravado em iodeleveis caracteres no templo
da tama, tarefa to gigantesca quanto justa e
meritoria.
Nao ha realmente entre 03 genios molernos,
nem um s que, como Victor Hugo, se preste a ser
o hroe de urna obra popular.
Castor ineansavel do prograsso, apostlo da
paz, sublime defensor do racionalismo va deroo,
tomo Keg), Iria Nogueira da Cunha Loite, Ma-
n el Francisco dos Santos e sua senhora, Manotl
Victor Hago, o respeita- Oliveira de Carvalho.
Casa de Oeteneao-^Movimento dos pre-
sos do da 6 de Fevereiro :
Existiam presos 353, entrn 1, sahiram 2.
Existera 352.
A saber :
Nacionae 321, mulheres 8, estrangeiroa 14, es-
wavos sentenciados 5, ditos de eorreceo 4To-
tal 352.
Arracoados 324, sendo: bona 3*16, doentes 8,
Tocal 32,4.
Movimento da enformaria:
'Tiveram baixa :
Miguel Archanjo da Silva.
Mauoel Jos Alves da Silva.
IiOlerla da corle Eis a lista dos nme-
ros inais premiados na 1. parte da 26 lotera
(202) para aa obras do hospicio de Pedro II, ex-
trahida em 29 de Janeiro : ,
raamos db 100:000*000 a l:000|00
Vistor Hugo, que aeupre defendeu os freos, oa
humildese es desvalidos^ fligellouos tyrannos do
povo e do pensamento .
vel ancio qae aiada em vida era j um tymbolo,
urna idea ; Vistor Hugo que nos paroxismos da
mc-rte recusara o auxilio de todos oa cultos o per
gnnUra ae a Kropotkine e ostros presos polticos
ha va sido concedido o indulto por elbj solicitado,
verdad eir mente digno do aosso eterno reconhe-
cimento.
Para ae tornar mais co nmodo ao publico, a fus-
torta de Victor Hugo .ai aer publicada em fasc-
culos de 32 pag. ou 24 e urna estampa, semanal-
nteate pelo mdico pregj de 250 rea traeos cada
fascculo em graude formato, bom papel e typo
novo e esplendidas gravuras em zincographia exe-
eutadas p ios gravadores cima descriptss. -
Na Livraria Corata dos Srs. Soares Quintas &
C, ao largo de Saldaaha Mariuho, antigo da Ma-
triz de Santo Antonio, ha urna lista para quem
quiser assignar to importante obra.
Dtreetorla das obras de conserva-
cio dos porlosBoletim meteorolgico di
dii 6 d Fevereiro de 1887 :
Horas 0 C -o Barmetro a O Teaso do vapor a n
6 m. 263 76u72 18.73 73
9 29i 761>81 18.28 63
12 30-4 76144 19.65 61
3 t. 296 759>-3 20.77 67
6 278 759>97 19.87 71
Temperatura mxima32,0.
Dita mnima26",2.
Evaporado em 24 turas ao sol: 6m,6 ; som-
bra: 4*,1. ,~
Chuvanulla.
Direcco do vento : E de meia noite 1 hora
da manh ; ESE 7 horas e 30 minutos da manh;
variavel entre ESE o SE, predominando o ultimo
rumo at meia noite.
Velooidade media do vento : 3ra,46 por segundo.
Nebnlosidade media: 0.52.
Examen primariosSob a presidencia
do delegado Iliterario tenente Francisco Antonio
Monteiro dos Santos Bethol, effectaaram-se, no dia
10 do corrente, es exames das alumuas da escola
publica mixta do povoado Cavalleiros, regida pela
professora contratada D. Rita Mari* Gomes de
Soasa,
Serviram de examinadores o Dr. Rodolpho Gon-
zaga de Menezes c a professora da caJeira.
Em vista das provas escripias e oraes proHuzidas
pelas examinan Jas, de accordo com o regiment in-
terno das escolas, o resultado foi o seguinte :
1. grao
Olindina Etelvna Gomes da Canoa e Emygdia
Alexandrina de Carvalho, adiantadas.
& grao
Amelia Henelina Gomes da Cunha, distinecao.
Findo o acto declarado o resultado dos exames,
foi conferido a alumna do 3* grao o respectivo
certificado de estudos primarios.
PassamentoDizem-nos de Gravat que
all falleceu, no dia 4 do corrente, o tenente Ma-
nuel Coupriano da Silva, homem trabalhador e ne-
gociante na mesma lucalidade.
Militava as fileiras do partido conservador, era
muto considerado, e occupou o cargo de subdele-
gado e 1* supplente de delegado.
Noseos pnames a sua familia, especialmente a
seu digno pai o nosso amigo Jos Coopriano da
Silva.
abo
12349
6164
486 7
6946
3599
6224
7108
11633
12217
12724
8899
9001
13348
13250
APPBXIMACOBS
100:000*000
20:000*000
5:000*000
2:000*000
2:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:0000000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
600*000
600*000
379
1762
3374
745
1724
2024
2354
2503
343
386
507
877
1002
1078
1238
1456
2266
2793
10241
10484
10518
10612
10794
10814
10858
10101
12001
12353
12378
12479
12751
10366
11970
11994
12388
12791
12883
13624
13679
13734
13927
>ova* applicacfies da electrielda
de Os americanos acabam de introluzir a eleg-
tricidade em 03 matadouros, nao para matar os
gados, seco para despedacal-os.
Em os immensos matadouros dos Estados-Uni-
dos, succede muitas vezea que nos momentos
mais apressados ae empregam trabalhadores nex-
perientes, os quaes ao tirarem accidentalmente os
couros das rezes os estragam, o que faz com que
diminua muitissimo seu valor.
Como a maior parte destes estabelecimentos es-
tilo prvidos de urna instullacao de luz elctrica,
que nao serve para nada durante o dia, o direc-
tor de urna dellas teve a idea de utilisar a corren-
te para matar os animaes por meio de um fio de
platina aquecido at que fique incadescente e dis-
posto como urna faca de cortar.
O resultado segundo dizem. seria dos mais sa-
tisfactorios : as pelles nao ficariam avariadas e
valeram 50 centessimos mais por kilogrammo ; a
carne se conservara melhor e o trabalhador me-
nos hbil e menos experimentado poderia operar
to fcilmente como o mais pratico.
Pertence tairbem aos americanas aldeia de fa-
zer velhos os licores por meio da electricidade.
Com este fim tiez lampadas incandescentes de
32 candiel cada urna, se introduem no buraco da
pipa que contm o licor que de ve tornar se velho
e o calot e a luz pouco espaco de tempo combina-
dos, produzriam em moito pouco espaco de tem-
po (ao diser dos caladores de experiencias) o mes-
mo sffeito que os annjs oque permitteria man-
dar estas mercadorias aos mercados, mais depres-
s aieda que empregando oa me ios ordinaiios.
CeiloeaEtiectuar-se-bio:
Boje :
Pelo agente Pinto, s 11 horas, no largo do
Corpo Santo n. 19, de movis e outros artigos de
escriptorio.
Pelo agente Modesto Baptista, as 11 fasras, na
ra Nova n. 42, de miudezas e outros artigos.
Amanh :
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra Nova
de Santa Rita n. 17, de movis, louca, vidros, etc.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na travessa do
Corpo Santo n. 23, de movis, vidros, etc.
Pelo agente Ousmo, s 11 horas, na rna do
Mrquez de Olinda n. 19, de caixas com bisna-
gas.
Quinta-feira:
Pe o agente Pinto, s 11 horas, na travessa do
Corpo Santo n. 23, de fazendas, miudezas e ma -
veis.
Pelo agente Martins, s 11 horas, ra larga
do Rosario n 40, de movis, loucas, vidros e di-
vidas.
Peto agente Gusmao, s 11 horas, ra do Rn-
gel n. 58, de movis, louca e vidres.
Mlssas raneares.Sero celebradas :
Hoje:
A's 7 horas, em S. Francisco, por alma de Ma-
noel Calisto de Sonza ; s 7 ldj horaa, na ordem
terceira de 8. Francisco, por alma de Manoel An-
tonio Santiago Lessa; s 8 horas, no Corpo San-
to, por alma de D. Maria A. Ferreira de Brito
Honorio; s 8 horas, na matriz da Boa-Vista,
por alma de Jacintho E. Alves Cavalcante ; s 7
horas, no Espirito Santo, por alma de Antonio
Correa de Valconcellos.
Amanh:
QA's 11 horas, no Corpo Santo, por alma do Joo
Jos de Amorim ; s 7 horas, na matriz de Santo
Antonio, por alma de Jeronymo da Silva Pereira,
Qainta-feira :
A's 8 horas, aa Soledade, por alma de Severia-
no Leopoldo Cavalcante de Albuquerque; s 6
horas, na igreja do Terco, por alma de D. Isabel
Theresa de Jess ; s 8 horas, na igreja do Divi-
no Espirito Santo, por alma de Antonio Pedro de
Sonsa Soares.
Sexta-feira:
A's 9 1(2 horas, na matriz de S. Jos, por alma
do tenente Manoel Cbrispiniano de Andrade.
PassafeirosChegsdoa dos partos do sul
no vapor nacional jianos :
Jos Luiz de Sousa, Fre Sabino, Umbelioa,
Aona, Edmundo Leo, G. D. Robertson, Hjracio
Silva, Antonio Silva, Dr. Luiz Antonio de Albu-
querque, padre Joio Homem, Manoel Antonio,
Mreos D. Ingles de Sousa e 1 irm, Jos Igna-
cio de Laccrda Werneck, Jos Pedro de Araujo,
Luis Jos de C. Mello Mattos, Hermenegildo M.
Netto, Balbina Maria da Conceicio, Anna Mara
da Conceicio, Onor Camello, Jos do Livramento
e sua senhora, Francisco Costa, Alice Lois Cirne
Lima, Dr. Pedro Leopoldo da Silva, Joo Dantas,
Manoel (criado), A. da Silveira, Francisco E. dos
Santos, Alfredo Coutinho, Tarquimo do Carvalho,
Miguel Vieente C. Vmbas, Caetano de A. Lobo,
W. Frede Leeson, Raphael F. de Oliveira, Al
fredo Lopes do Aguiar, sua senhora e 1 criada,
Dr. Ariati Jes Galvo, Elias F. de Assis, Jos Ma-
thias da Rocha, Manoel Lus do Reg, A. Silva
Kelly, Guilherme de Sousa S. Moreira, Hermn
Stolzen baek, John Elte VeeD, Atfinso D, Gama,
Dr. Oliveira Carvalho, Gustavo Paleros, Joo Ma-
ria Lurini, coronel Antonio M. de Carvalho e 1
sobnnbo, Joanna Maria da Concico, Carlos
Adour.
Chegados dos partos do sul no vapor nacio-
nal Mrquez de Caxias :
Tertuliano dos Passos Brando, Deusdedit da
Silva Ferras, Manoel R. Vianna, padre Jos da
Costa Barbosa, Dr. Jos A. P. Toyal, Dr. Manoel
A. P. Toyal, Dr. Amado G. da Silva Monte, Ao-
PRBMIOS DB 500*000
4022 6617 7640
4226 6851 7819
6069 7245 8383
premios de 200*003
2702 '4667 10293
2961 5306 10729
3331 9084 10765
3369 9488 11052
4046 9510 12253
fbemios db 100*000
3419 5998 9586
3518 6139 0976
3799 6405 10020
3919 6413
4394 6979
4419 7700
4455 891
4540 8913
5427 9080
5777 9243
Grande extraordinaria lotera das
Alagoas Esta grande lotera, cojo premio
graude 2,000:000*000, ser extrahida imprete-
rivelmeute no dia 12 do'Fevereiro prximo.
Os bilhetes acham-se venda na praca da In-
dedendenca ns. 37 e 39-
i.otvriu de Hinas-fieraesA 5' parte
da 1* lotera desta provincia, cujo pramio grande
600:000*000, ser extrahida no dia .. do Fe-
vereiro, impreterivelmente.
Os bilheies acham-se venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Rosario n. 36.
botera do Ceara A lotera desta
provincia, cujo premio grande 4 )0:000*000 ser
extrahida no dia 10 de Fevereiro.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Tambem acham-se venda na Casa Feliz,
praga da Independencia ns 37 e 39.
Lotera do Cro-ParaA 9' parte jes-
ta lotera ser extrahida quinta-fera, 10 de Feve-
reiro.
Bilhetos venda na Casa do Ojio, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuaa ra Primeiro de Marco n. 23.
Cirande lotera da provinciaA13
serie desta lotera em beneficio dos ingeuuos da
Colonia Isabel, cujo premio grande 240:000*000,
ser extrahida no da 10 de Fevereiro, s 4 horas
da tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario a. 36.
Lotera de Mcela de SOOiOOOSOOO
A 3' partes da 15* lotera, cujo premio
grande de 3170:000*, pelo novo plano, ser ex-
trahida impreterivelmente no da 8 de Fevereiro
ao meio dia.
Bilhetes venda na Casa Flix da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda Roda da Fortuna
na ra Larga do Rosario n. 36e na Casa da For-
tuna ra 1 de Marco n. 23.
Precos resumidos.
Lotera do ParanEsta importante lo-
tee, cajo premio grande 300:000*000, e habi-
liu-se a tirar 15:000*0 X), ser extrahida impre-
terivelmente no dia 11 de Fevereiro.
Acham-seexpostos venda os restos doskilbe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Maree
n. 23.
Cenaiterlo Publico Obtuario do dia 5
de Fevereiro:
Joanna, Pernambuco, 19 meses, Boa-Vista
convulses.
Gregorio Pereira da Cunha, Pernambuco, 60
annos, solteiro, S. Jos ; leso cardiaca.
Paula, Pernambuco, 80 annos, solteira, Boa-
Vista ; leso cardiaca.
Francisca Ignacia de Mello, Pernambuco, 36
annos, solteira, Boa-Vista ; leso da aorta.
Manoel, Pernambuco, 7 horas, Recifd ; fraquesa
coagenita.
Joo Tavares da Crui, Pernambuco, 66 annos,
vinvo, S. Jos ; erysipela.
Jos, PernamOuco, 2 meses, Boa-Vista ; eclamp-
sia. .
Manoel, Pernambaca, 8 das, S. Jos ; es-
pasmo.
Argemiro, Pernambuco, 5 meses, Graca; den-
tico.
6
Maria Theresa de Jess, Pernambuco, Graca,
Joo Simoes da Silva, Pernambuco, 12 annos.
S. Jos ; pneumona.
Martinho, Pernambuco, 8 das, Boa-Vista j te
tao espontaneo.
Theophilo Cavalcante Monteiro, Pernambuco,
33 annos, casado, Boa-Vista ; tumor branco.
Victoria, Pernambuco, 13 annos, solteira, Baa-
Vista; mielite.
Sabina Maria, Pernambuco, 15 annos, solteira,
Boa-Vista; diarrha.
Mana do Rosorio, frica, 90 anuos, viuva, Boa-
Vista ; cancro do utere.
Um feto do sexo feminno, Pernambuco, San-
to-Antonio.
Saturnino, Pernambuco, 13 das, Santo-Anto-
nio ; gastro enterite.
Joo, Pernambnco, 2 meses, Recife ; convul-
ses.
Manoel Teixeira Gimares da Silva, Pernam-
buco, 30 annos, solteiro, Santo-Antonio ; tubr-
culos pulmonares.
Rachel, Pernambuco, 4 meses, Recife ; eclamp-
sia.
Jos, Pernambuco, 1 1|2 annos, S. Jos ; tu-
brculos pulmonares.
Arthur, Pernambuco, S. Jote; tubrculos pul-
monares.
lhs snspoider os agentes auxiliares do oommercio
que nao pagarem o imposta annuo determinado
por lei.
Officio de 29 de Janeiro, da junta dos corree
torea desta praca, remetiendo o boletim das cota-
ces offieiaes de 24 a/ 29 do mes findo.Para o
archivo.
Officio de 15 de Janeiro, da junta dos correc-
tores de Maceirj, communicando acbar-se func-
cionando a nova junta.Aceuse-se o recebimento
e arcbive-83.
Officio da junta dos correctores desta praca, d 31 re Janeiro, dando scieucia do numero de co-
tocis effecUadas por cada earraeior.Saja ar-
chivado.
O Sr. eommendsdor presidente d seioncia a
meietissima junta que ordenou o registro da no-
meaco de Manoel Marques dos Santos e baixa de
Jpo do Moraes Sobrinho e Manoel Joo Gomes
de Miranda.
([Diarios Offieiaes de ns. 17 a 19. Para o ar-
chivo.
Foi assignada, a 27 do mes fiado, a carta de
matricula do, oommercianta portugus Antonio
Goucalves de Azevedo, natural do Minha, de 46
annos de idade, domiciliado e estabeleeido com
armasen) de fazendas por grosso nesta praca, sob
a firma Goncalves Irmo-A C, da qual nica
representante,
Diatribuirarn-se rubrica os Hvro3 diario eco-
piador de Jos Ignacio da Wal.
DESPACHOS
Petices:
Do director da companbia do seguros Amphi-
tritc, solicitando o archivo do balanco e relaco
dos accionistas de dita compauhia. Archve-se,
na tomou parte neste despacho o Sr. commenda-
der Lepes Machado.
Dos administradores da companbia de seguros
Phenix Pernambucana faaendo igual pedido.
.-'rchive-se.
De Paulino de Oliveira Maia, subdito portugus,
de 37 annos de idade, domiciliado e estabeleeido
nesta praca com armasem de molbados par gros-
so e a retalho, ra do Imperador n. 28, solici-
tando carta de commerciaute matriculado. Sao
attestantes do crdito commeicial do impetrante
Francisco Manoel da Silva, Joo Jos Rodrigues
Mendea e Joaquim Mauricio Goncalves Rasa.
Addiado a pedido do Sr. commendadar Lapes Ma-
chado.
De Jos Ignacio do Wal it C- para que' se ar-
chive o distracto de sociedadd de dita firma da
qnal eram socios Jas Ignacio do Wal e Jos Mo-
raes Alonso, este representado por seu bastante
procurador, fieando o ex-socio Jos Ignacio do
Wal de pase do archivo e do estabelecimento des-
ta praca e obrigado pelo passivo da extincta so-
ciedade.Seja archivado.
De Joo Das Moreira- pira que se registre a
escriptura ante-nupcial que celebrara com D. Ma-
ria Julia da Cunha Maia.Registre se e publi-
qu< -se.
De Berusrdo Jos Correa e Antonio Leite Mar-
ques para que se arch've o contracto de socieda-
de em nsuie collectivo que celebraram sob a firma
de Bernardo Jo.- Corre & C. com o capital de
22:317*3^0 para a continuaco do commercio de
seceos e molhadas travessa do Quoimado n. 9,
desta cidaie.Archive-se, depoiB de ser sur afei-
to o parecer fiscal.
Da directora da Companbia de Edificnco pa-
ra que seja archivada a relaco dos accionistas c
o',balan(o de dita Companhit.Satisfeito o pare-
cer fiscal, archive-se na forma da le.
De Pereira Carneito & C, para que se archi-
ve a prorogaco do contraen de sociedade em no-
me collectivo e em comm indita que sob dita fir-
ma celebraram um commanditario e Adolpho Pe-
reira Carneiro, par teus bastantes procuradores
e Antonio Munis Machada, c^m o cip 600:00*lvpara a coutinuacaa do commercio de
commissoes e consignaces de conta propria nes-
ta praca.Archive-se.
Encerronas s 11 horas e um qaarto.
INDICACOES UTEIS
CHRONiCA JUBICIARIA
Inula Commerclal da cidade do
Recife
ACTA DA SESSO EM 3 DE FEVEREIRO
DE 1887
PRESIDENCIA DO ILLH. SB. COMMXMDADO AXTOKIO GO-
MES DB MIBAffDA LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimar&es
A's 10 horas da manh declarou-se aberta a
sesso estando presentes os Srs. deputados com-
mendidor Lopes Machado, Beltro Jnior e
Hermino de Figueiredo, faltando com participa-
fas verbal o Sr. deputado Olinto Bastos.
Lida, foi approvada a acta da sesso anterior
e fes-se a leitura do seguinte:
EXPSDIBJiTH
Officio de 25 do mes prximo passado do Dr.
inspector commercial de Macelo, solicitando a
suspenso do corrector desta praca Gervasio de
Oliveira Coelho e do interprete Liberato Mitchell
porque sao de redores iazenda nacional do im-
posto de profiso do exercicio de 1885 a 1886.
O Sr. commendador presidente deu sciencia a
junta que tendo recebido esto officio no dia 29,
nesse mesmo dia mandou-o cam vista ao Dr. fiscal
hfim de ser submettido ao seu conhecimento na
presente sesso. E a junta resol vea que se res
pond sse ao mesmo inspector que em vista da
disposioo do art. 12 5 do decreto n. 15^7 de 1
de Maio de 1855 combinado esm o art. 15 2 2 do
de n. 6384 de 90 de Novembro de 1876, compete-
Mdicos
O Dr. Lobo Hoscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia no
oxercicio de sua prosaSo. Consltuas das
10 s 12 horas da manhS. Especialdades
eperacoes, parto e molestias de snhoras e
meninos. Ra da Gbria n. 39.
Dr. Barreta bampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra b Baraoda Victoria, n. 51. Rejje
dencia ra Sete de Setembro
trada pela ra da Saudade n. 25&
O Dr. Castro Jess tem o leu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da man ha s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
eBes dos orgaos genito-urinarios do homem
e da mulher.
Dr. Joaqaim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na roa do Cabug n. 14, 1.'
andar, de "12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
O bacharel Virginio Marques, encarrega-
se de questSes civis, commerciaes, crimi-
naos e orphanologicas e d-.feza parante o
jury d'eBta e das comarcas prximas. Es-
criptorio a ra 1. de Marco 18. 1. andar.
Residenciara do Hospicio n. 83.
Drogara
Francisco Manoel da Silva dk C, depo*
sitaiios de todas as especialidades pharma
oeuticas, tintas, drogas, productos chimicn
a medicamentos homaeopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
trocarla
Faria Sobrinho & C, droguistas por at-
tacado, ra do Mrquez de Olinda n. 41
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officiMt de carapina
de Francisca dos Santos Macedo, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra-se e vende-se madeiras
de todas as qualidadea, serra-se madeiras
de conta alheia, assim como se preparam
obras de carapina por machinas e por pre-
go sem competencia Pernambuco.
PilBLICACOES A PEDIDO
O Sr. Jos tlarlaLiiio
XX
ABAIXO 0 IMPERADOS !
Viva o asi do nobte impbra-
00 do Brasil t
Fallando da grandesa do nosso homem, grandeza
positiva e prmera do Brasil e portantodo mundo,
por ser a nossa patria o paia mais positivo da
trra, onde o Deus do co para bem poucos anda
, onde o deus ouro tem tomado quasi de todo o
seu lugar ; fallando deste systeroa ou eeita philo-
sopbica, que mais que epicurista, tem por fim para
realijar todos os gosos e prazeres de quem os pode
ter, faser do nada o deus ouro, a quem elle fal-
tando, Ihe sobra talento positivo para engendral-o,
por todos os meios que ao alcance chegam, sendo
um delleB a luta do homem contra o homem, para
sujeitar os tolos on fracos aos -mais espertos ou
fortes, lembrei-me do redactor ] do Setrospecto
Poltico deste Diario quando disse : > A eynthese
positiua que na ordem impreterivel da evolnco
humana, ha de mais tarde on mais cedo guiar to-
dos os espritos e elevar todos os coracoes, nao ad
quirio por emquanto. a preponderancia decisiva
que est dependente de sua larga e urgente pro-
pagaoo isso, no pensar do dito redactor, para
acabar a luto, as explosdes do canho, fazer que
mais nao corra o sangue das batalhas Ora
quando a paz pregada por Jess Cbristo, que tem
o seu assento em todos os seutimentos generosos
que elevam a alma a esperanca da vida eterna,
nao adquiri por tmquanto a tal preponderan-
cia, como pudero os santos Darwin, IAnet, Com
te et reliqua que nada protnettem que compense os
sacrificios dolorosos e dolorosissimos a que a vir-
tode obngs, como que, sem esperanca de recom-
pensa algaras, cala um ha de sacrificar-se pelo
bem de todos pelo altruismo ?
E' a tal historia do devor palo dever, a recom-
pensa que o homem encostra na eonseieneia da
propria aeeo ? lato urna historia de Trancoso
que nem com) a da carochinha, serve para entre-
ter creancas.
A st Je do bem estar a primeira lei natural de
todos os seres vivos. Se o trabalho urna ecas-
sidade d'alma ao homem que se habita a elle, ,
-nao obstante to certo que un Sacrificio, que o
homem s se entrega a ell pela necessidade de
manter-se pelos seus fractos, isto de gosar,
de nao soffrer as torturas da fome, da nudez, do
despreso do outros hoaens, sa nao apparecer de-
cente na sociedade.
Nao fra is'o, quem trabalharia, se o trabalho
tanto ou quanto urna dor, se a gente quando o co-
meca deseja com ardor ac bal-o logo?
Ora, e o trabalho assim mesmo urna leve pena
que o homem soffre para tirar um proveito, um
goso para si, como fazer 'sacrificios altruistas sem
esperanca alguma ?
O trabalho que. para si cada um pratica, d a
eada um tal ou qual proveito; mas os maiores
gosos s podem sahr do trabalho de mu itos em
favor de um.
E quem que, podando ser esse um, ha de que -
rer ser um dos outros q'ie trabalham para um ou
outro ? E' d'abi que vem toda a riqueza de cada
pessoa rica: do trabalho dos outros ; porque
cada um que barda ou compra trras, minas de
carvo ou de cobr, de prata ou ouro, ou florestas,
e d as trras, minas, etc. a quem as cultive, re-
cebe o lucro do trabalho alheio ; pois que a trra,
a miaa, a fbresta, sendo da naturesa, a ninguem
pertencem.
Ora, tantos centos trabalhando para fazer a r
queza de um que se fez sonhor da trra que per-
tence a todos, ou de eousa que oecupa o solo, ou
que delle sanio, e sustentad-o no fausto, o que
constitue a miseria de todos os que nao sao sanho-
res, de todos oa que nao sao ricos, e por isto que
o Cbristo eondemDou a riqueza individual quando
disse: o ,' mais fcil entrar um camello pelo fundo
de urna agulha, do que um rico salvar-se.
Salar-k 1 quer diser, alcanzar a vida eterna
no co.
E elle mais anda estatuio dizendo : Quee-
quisor seguir-me, dspa-se de seui bens e oa rm
parta com os pobres ; isto para alcancar a
vi ra eterna.
E anda ao creso da vida eterna, com as poucas
excepcoes do principio do christ'anismi, nenhum
rico despio-se de seus bsns, todos ganhos custa
da trabalao alheio, e muitos destes ricos sao, e
ainda mais, foram outros muito ferventes chris-
tos. Nenhum, nao digo bem, porque rarissmo
tem havido e anda ha.
Mas que iiimenso sacrificio necessario para o
homem despir-se dos bena que lhe d todos os
gozos da vida, para confundir-se com a multido
misera vel e despresivol, acurvada a pesado a pro-
longado trabalho por misero salario para susten-
tar o fausto dos senhores !
Ora, se com a promessa de urna outra vida e
vida eterna de milhSes de seculos sem conti nem
fim, o homem uo faz o sacrificio de dar ao irmao
o que delle, de todos, a trra, a mina, a floresta
sendo de cada u u gmente o salario de seu tra-
balho, como que pelo dever, pela recompensa
da onsciencia da boa ac^o, que nada tira nem
pe dos prazeres e dores da vida, se ha de conse-
guir a paz do mundo ?
O que a guerra geno o effeito da ambicio
para delatar a exteuso dos dominios dos senb>-
res sobre maior muer.) de ser vos, de eaeravos ?
O orguibo, o eapricho, sao secundarios ; o princi-
pal, o principio a ambico da passuir mais dela-
tados dominios, man escravos.
Estes nao sao somante aquelies que, como os
nossoB, trabalham para o seu senhor, forja do
azorragne ; sao tambem os que trabjlham pelo
misero salario que os senhores do solo e do ca-
pital lhes do para nao inorrer m fome. Ebse
solo roubado ao estado, esse capital, acccumulado
pelo trabalho a heio.
Que combnac),pos, dos Dotrwin, Lin egran-
des 'JonUes pode btnir docoraco humano 03 dse-
jos de todas as ambicoes euata da deigraca ou
das mseiias humanas ? Quem se sujaitar a to-
dos 03 sacrificios qua to estupida doutrin* ensi-
na, sem a esperanca de urna recompensa ?
Deixemo-nos disto, meu Ilustre redactor do
Setrospecto Poltico, deste Diario ; se com o Deus,
e o DeuB da pas, que, promette os milhoes de se-
cutas sem conta de gozo, nao se tem conseguido a
paz, estancar o sangue das batalhas, nao cam
Lin e o grande Oomte que a guerra se ha de
acabar.
Esta historia de evoluco, esta impostura, para
desfarcar o que sempre bouve, e fazer com pala-
vres urna novidada, s produz effeito para os to-
los que se f.izein-espertos e para 03 espertos que
se fazem tolo.
fim todo8"os"remp5J bouve reUgfSo, em todos 03
lempo 3 bouve materialismo, atheistno. A guerra
nunca cessou; porque os sanh res nunca se sa-
ciaram com o trabalho dos escravos que possuem.
Toda a luta do homem contra o homem se reduz
a isto. Se o socialismo, restituiudo eommunho,
ao estado tudo o que, da natureza, nao p le
pertencer seno humanidade, fundado no sent-
ment cultivado na doutrina do Chriito, nao con
seguir a paz da mundo, mais qua asaeira, ri-
diculo, esperal-o de toda a combinaco humana,
que nao prometter ao homem recompensa pelo
sacrificio que militas vozes s a eonseieneia co
nhece.
Nao ha cumprimento de dever abstenco de de-
sejo algum quo nao seja urna virtulo, e nao ha vir-
tude que nao seja, maior, ou menor um sacrificio.
Nao pois pelos beneficios qne humanidade
bypocrita, estpidamente promettem os Lines
Dcerwins c Comtes, que o positivismo, fundado na
ausencia de Deus, um veraadeiio, real invento ;
sim porque diz a verdade da cousa, o sentimen-
to primeiro da natureza humana, o egosmo no
rigor da positiva cxpresso, banida toda a vr-
tude, todo o sacrificio dos gosos presentes par fu-
turas recompensas, essa patranba inventada para
lludir os tolos.
Crosar, e gosar a vida, e Deus, esta estupi-
da peia a todos os gosos que podemos ter a custa
do trabalho dos fracos e dos tolos, Deus banido, a
vida nossa, dos sabidos, dos espertos dos fortes.
Fallemos pes francamente, deixemos essa velba-
caria dos Comtes e Linea. Nos, senhor do Retros-
pecio poltico, homens jfetos e conhecidos, tan-
to ou quanto celebres por nossos talentos e tanto
saber, e como V. principalmente, nao carece-
mos deosas engazopadellas a que recorrer os Mar-
tins Juniors e Faelantes, e outros fedelhos sem
nome para creal-o celebre.
Estes podem diser que Comte grande porque
tras a pas ao mundo e abaatanca a todos pela
pratica do dever pelo dever, para assim razerem
a sua celebridade pela nevidade da doutrina, com
os palavroes das eooluoies, do homem bblico, etc.
etc. Nos nao carecemos disto Sr. redactor do Re-
trospecto. Pao, pao, qoeijo queijo : Deus nao se
comprehende, urna pulba, e assim o co do tolo
do Cbristo e tu Jo o mais.
A materia a verdade inegavel, positiva, o ta-
lento a torca, e o talento da esperteza, da ve
Ibacana, o talento poltico, o talento da Bismarck
o maior dellei.
Gosar a lei primeira da natureza; quem tem
dinbeiro herdado ou havido de qualquer forma,
est apto para satisfaser a lei primeira ; quem
nao o tem e nao lhe falta o talento poltico, ba-
vel-o por elle.
Portento a luta do hon.am contra o homem, pa-
ra sujeitar a nos os totas, os fracos, os desgrasa-
dos a quemfaltou a fortuna no campo das bata-
lhas, a coherente verdade com a phitasophia po-
sitiva ou da materia. Por isto muito bem redicu-
larisou Bismarck o pensamento de tantos de aca-
bar a guerra; porque a doutrina do tal Cbris-
to nunca ha de vingar, menos agora dep'-is do po-
sitivismo que lhe veio dar o ultimo garrote._ E
razo dsmais tem Bismarck, porque Be nao fra a
guerra por onde o seu talento poltico ou esperte-
za de rato, havia de fasel-o to celebre e to
grande ?
Sajamos francos meu charo, que esta a ver-
dad-, e por isto que eu sustento a meu futuro
Imperador, j rei do norte, pira ser um dia, que
nao ata longo o seu Bismarck...
E com esta d'gresso ia-rce esquecendo delle.
Pica ainda para outro artiga, que este ja vai mui-
to zrande para a materia.
Nao terminemos pois sem proclamar para qua
nunca o calor estre :
Viva o rei do norte futuro imperador dt Brasil,
o nosso maior homem, prim;iro positivista da
torra I
V iva a dynastia nova da loufa grossa da trra
que elle vai fundar.
Recife, 3 de Fevereiro de 1887.
Affonso de Albuquerque Mtll:
Subdelegado alieaado
A Provincia, que untas e lo lepetidas veses
tem sido acoimada de louca, no seu numero de 6
do crrante retalisou, chamando de subdelegado
alienado ao Sr. capito Jos Oemiaiano, autori-
dade policial da Las, proposito de um commu-
nicado que diz lhe remetteram d'alli.
Mas, porque faz a Provincia to perversa iropa-
taso?
Simplesmente porque no tal communicado, que
apenas um amontoado da insultos actual situacao
f-oiitca, diz-se o seguinte : E' hoja este monstro
qua exerce sem a menor precauso urna persegoi-
So inaudita sobre cidadios honrados e de carc-
ter eonhfcido, mandando desmoralisar, espanear,
deshabitar, smeate pelo faeto de serem liberaes.
Nao se declina um faeto, nao ae aponte urna s
pessaa perseguida, nao se indica quem foi des-
moralisado ou espancado !
E faiem-sd acusaco;s torpes, sob semelhantes
fundamentos, que nao resistem mais ligeira ana-
lysa!
O capito J*os Qeminiano homem honesto,
serio, incapaz de perseguir quem quer que seja, e
muito meaos de mandar espanear ou concorrer
para a desmoralisaeo de alguem.
Todos os seus antecedentes protestara contra as
imputases que lhe faz o communicaote da Pro-
vincia ; toda a sua vida publica d testemuho d*
braodura do seu carcter, da sua prudencia, do
sen tino, do seu criterio.
Os prbprios amigos locaes da Provincia daram,
em tempos idos, solemne testemunho desaas afir-
mativas pedinJo e instando com o Sr. Jos Gemi-
nano para aceitar a patente de capito da guarda
nacional do batalho da Luz. E, porque o fizeram ?
Necessariamcnto porque o reputavam um elemento
de ordem, um homem de bem, um carcter seria
da parocha da Luz.
Como, e cam que direito hoje o insultem r
O que fx o capito Jos Gemimauo para mere-
cer taes insultos, to violentes imputases ?
E' preciso declinar os factos. Nao se malsina
a reputaco alheia com vis declamacoes. Quem
acusa tem o dever de aduzir provas.
Venham estas.
Antes d'ellas, o publico tem o direito de repetir
que lauca a Provincia.
DlOMDES.
Pao d'Alho
Em addtamento ao que publiquei no Diario dt
Pernambuco do Io do corrente mez, tenho a decla-
rar que 1 minha escrava Gertrudes fallecen no dia
26 da Dezembro de 1885, como se v da certido
do vicario d'esta freguezia e da justificaso que
abaixo faso publicar. Aasim, piocedo, para que
fique o publico sabendo do quanto sao capases de
inventar mena inimigos, comtanto quo me vejam
contrariado.
No entretanto, que, ellos se esquecem de que, ja-
mis a linguagem da inverdade p Je prevalecer, e
que nao fcilmente, coma preeumem, que sa pode
manchar urna reputacaa conquistada poder de
muitos annos de trabalho.
Acerescentando estas palavrss, protesto nao
voltar a imprensa para resp mder ao que elles, por
ventura, continuem a dizer da minha pessoa.
Cidade de Pao d'Alho, 5 de Fevereiro de 1887.
Francisco Vidal Aranha llouteivgro.
Augusto Adolpho Soares de Kusewatter, presby-
tero secular e pro-parocho da treguezia do Di-
vino Espirita-Santo de Pao d'Alho, por S. Exc;
Rvma., eta.
Certifico que revendo o livro undcimo, dos bi-
tos desta freguezia, fia. 13 v., deparei com o as-
sento seguinte :
Aos vinte o seis das de Dosembro de mil o-
tocentos e oitenta e cinco, n'esta freguezia, falle-
ceu Gertrudes, parda, idade de 17 annos, solteira,
escrava do tenente Francisca Vidal Aranha Mon-
tenegro : de habito branco, o sepultada no cemite-
rio do Desterro. Oo que fiz escrever este, que
assigno.O pro-parocho, Augusto Adlpho Soares
de Kusewetter.E' o que consta do referido as-
sento, que mande! copiar : Ita in ide parochi.
Cidade do Espirito-Santo de Pao d'Alho 29 de
Janeiro de 1887.Augusto Adolpho Soares da
Kusewetter, coadjutor pro-parocho.
(Esteva sellada e reconhecida na forma da lei).
Illm. Sr. Dr. juiz municipal do termo de Pao
d'Alho.O tenente Francisco Vidal Aranha Mon-
tenegro, vem requerer a V. S., para que, se digne
marcar dia e hora, afim de onvir como testemunbas
juradas a Jos Jeronymo da Silva e Jos Ignacio
do Nascimento, de conformidade com es itens sff**-<*^^
guintes :
1 Sa sabe que no dia 26 de Dezembro de 18S5,
morreu em sua propriedade Arara, sua escrava
Gertrudes.
2o Se sabe, proveniente de que morreu referida
escrava.
3o Se referida escrava foi decentimente sepul-
tada.
4o Finalmente, se sabe em que cemitorio foi ella
enterrada.
Nestes termos.
Pede a V. S. deferimento mandando-lhe entre-
gar o original. E. R. M.
Pao d'Alho 5 de Fevereiro de 1887.Francisco
Vidal Aranha Montenegro.
Distribuida a autoada.Designo o dia de hojo
ao meio dia para a justificafo.
Cidade de Espirito-Santo, 5 de Fevereiro de
1887.Elysio Pinheiro.
Distribuida a Rangel.Delgado Borba.
Assentada
Aos 5 diaa do mez de Fevereiro de 1837, uesta
cidade do Espirito-Santo, termo de Pao d'Alo, em
casa de morada do juiz municipal o Dr. Elysio da
Cunha Moraes Pinheiro, presente o mesmo juiz,
commigo, escrivao abaixo declarado, presente o
justificante o tenente Francisco Vidal Aranha
Montonero e foram inqueridas as que adianto aa-
guem-se.
Eu Francisco Rangel escrivao escrevi.
1* testenaunha
Jos Jeronymo da Silva, cam 58 annos de idade,
casado, natural desta freguezia, morador no dis-
tricto desta mesma freguesia, vive de ag icu Itera
e aos costumes disse nada : testemunba jurada aos
Santos Evangelhos e prometteu dizer a verdade
do que soubesse e lhe fosse perguntada. E sendo
aquerida sobre os itens da petieo de justifi-
caco.
Disae ao primeiro tem qne sabe ter no dia 26
de Dezembro de 1835, fallecido no engenho Arara,
a escrava Gertrudes de propriedade do justifi-
cante.
Ao segundo disse que a escrava morreu prove-
niente de hydropesia devido a vicios qae tinha.
Ao terceiro dase que a escrava Gertrudes fra
decentemente sepultada; sendo qua foi vestida
de habito branco.
Ao quarto disse que a escrava Gertrudes foi en-
terrada no cemiterio da igreja do Desterro deste
tormo, donde elle sachristo.
E mais nao disse, e lido e por acbar conforme,
assignou com o juis, o justificante, e a rogo da
testemunha assignou Caetano Bessone de Assis
Campos com o juiz. Eu Francisco Rangel escrivao
escrevi. Elysio Pinheiro.Caetano Bessone de
Assis Campas.
2* testemunha
Jos Ignacio do Nascimento, com 65 annos de
idade, casado, natural deste provincia, vive de
agricultura, morador em torras do engenho Arara
desta mesma freguesia e aos costumes disse nada :
testemunha jurada aos Santos Evangelhos e pro-
metteu diser a verdade do que soubesse e lhe fosse
perguntada, E sendo aquerida sobre os itens da
petiso de justificaco que lhe foi lida e decla-
rada.
Ao primeiro disse que sabe que a escrava Ger-
trudes falleceu no di 26 de Desembro da 1881
no engenho Arara deste termo e de propriedade
do justificante.
Ao segundo disse que soubo ter fallecido a es-
crava Gertrudes hydropica, devido a vicios qua
tinha.
Ao terceiio disse que a escrava Gertrudes fra
decentemente sepultada.
Ao quarto disse que a escrava foi enterrada no
cemiterio de Nossa Senhora do Desterro do Rosario
de Cima deste termo.
E mais nao disse, e lido e nao sabendo escrever,
a seu rogo assignou Jos Tbiago de Oliveira, com
o juiz o justificante. Eu Francisco Rangel e&or-
vo escrevi.Elysio Pinheiro.Jos Thiago de
Oliveira.
Certifico que palo justificante foi dito que nao
produsia mais testemunha alin das que j pro-
duiio. .
Pao d'Aiho'5 de Fevereiro de 1887.O eieri-
vo, Francisca Antonio Brayner Rangel.
Termo de concluido
No mesmo dia_mcz e anno supra declarado cm


.


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.
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I
lia. n



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1
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I
^
*
*

neo ea'torio fco estas autos conclusos ao Dr.
jaiz municipal. Eu Franoueo Rangel escrivio
caerevi.
Seniesea
Jaleo por sentones a presente justifieacio par*
ase prodoss seus devdos ffeitos, pagas as costas
mto justificante, a que se entregar indepen-
dente de traslalo. j
Cidade da Eapirito-Santo, 5 de Fevereiro de
1887.Kly8io da Caobo Maraes Pinhero.
Pubiteafdo
No mesmo dio, mea e anoo aupra mencionado
no mea cartono r-mc entregue estes autos com a
aentenca supia. En Fraaeiaco Rangel eicrivo
oscrevi.
O engenheiro Lisboa
E' sempre triste e lamentavel procurar
destiuir a repotacSo dos outros para sobre
us destroc erguer a propria. fc
O Sr. engenheiro Liib tem um vasto
campo para mostrar actividade, zelo e ap-
tidSo profissional na direcc&o das obras do
porto som precisar de deprimir de seus an-
tecessores, calumniando os.
A' repartilo das obras do porto mui-
to importante para por si s tornar patente
o merecimento de bcu director, dar 1 be re-
putacSo, cora o trabalbo proprio somonte ;
no entretauto o Sr. Lisboa prefere aecusar
os antecessores, injustamente !
Ingrata tarefa!
Oade foi que o Sr. engenheiro Lisboa
vio aqui caes construido com tijolos crs ar-
gamassados com barros ? Esta cidade to-
da protesta contri semelhante asserjao,
pois assistiu a construccao, e tem para res-
ponder-lhe a longa durac&o dos mesmos.
Gomo que um caes feito de tijolos
crs e argamassa de barro, tem resisti-
do por 30 o 40 annos o peso des aterras
encostados aos mesmos, cora pesadas edifi-
cscS"-s sobre os aterros, caes sempre den-
tro d'agua /
Se toase verdad--, lia muito, id primeiro
anno teriam desabado.
Se os caes nao tem grandes alicorees
porque *bra.ra construidos para fina fluviaes
e nao martimos, e se tem ruinas devido a
infeliz idea de terse mandado proceder a
excavarles no leito do rio junto aos mes-
mos, deizando a descoberto os alioerces,
tacto bera sabiio anui.
Se ib tijolos esto se desmanchando ago-
ra coi alguna lugares, isto effeito d agua
salgada sobre os mesmos, atac&ndo-os as-
sim como argamassa, ataque ou com
binaco cbimica que qualquer engenheiro
mediocre conhece e promptamente explica.
Se esse facto d se pelo abandono em
que es l So os caes, portar cabido o rebo-
co pelo embate das canoas, o a repartidlo
do Sr. Lisboa nlo ter mandado concertar.
A reputacSo de ura individuo um norae
precioso, vale mais dn que qualquer fortu-
na, nao deve estar a merc de qualquer
leviano ; e o Sr. Lisboa como profissional
que e zeloso como se mostra da sua re
putacSo profissional, deve comecar respei-
tando a dos outres, e ain ia raen >s tazendo
apreciac.oes e aproveitando fados nlo ver-
de iros.
COMERCIO
B >r*a commerclal
CotacOes ofpiciaes ba jokta dos cor-
.
SECTORES
Recife. 7 de Ftvereir de 1887
I
1
Apolicea da divida publica de 5 0(0 do valor de
1:000(1000 ao preco de 980/ ca ia um*.
Ditas de dita, de 5 0(0 do vilor de 50C a 490/.
Ka hora da bolsa
Cenderam-se :
18 apoiiees da divida oublica de 1:000/.
16 ditas dem de oOOf.
Pora da bolsa e sob propostas
Venderam-se :
20 accOea da co-npanhia de Segaros Indemnisa-
dora do valor realisado de 200/ a 335/ onda urna.
O presioeuic,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dubeux.
Moflmenlo bastearlo
ItECIFE, 7 DE FEVERB1BO DE 1887
Os bancos continuara a man ter no balcao a ta-
bella de 22 1/8, conforme se ve abaixo.
Coust. u, porm, ter o Banco Internacional sac
cado h tectusram diveraas transacedes aqu.
Eis as tabellas:
Do Lindan Bank :
obre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sohre. Pars, 90 d/v 429 e vista 433.
(Sobre Hamburgo, 90 d/v 532 e i vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e vista 213.
fi,bre Italia, vista 433.
Sobre New-Yuk, vista 2/290.
Do Englis Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e a viata 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 429 e vista 433.
S. ore Italia, a vista 433.
S^bre H .mburgn, 90 d/v 532 e vista 538.
Sobre N Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e vista 243.
-obre as principaes cidades de Portugal, vista
Sjbre liba dos Acores, vista 251.
Sobre liba da Madeira, a vista 248.
Mercado de aasnear e aiiojfm
RECIPE, 7 DE FEVEBEtBO DE 1887
Contina a ser regular a entrada do auucar.
Os preci a mamm-se de accordo com as noasas
corneo s anteriores.
Cfie-luaram-se vendas do de Giy-inna, na ra-
a> d- 1/350 por 15 kil.s posto a bordo.
Vigora a scguiiite tabella :
3.* bauo. por 15 kil- s, de 1J-00 a 1/900.
3 regular, p-ir 15 kilo*, d- v/ a 2/100.
3. ba, por 15 k>los, de 2/100 a 2/2U0.
3 suprior, por 15 kil- s, d- 2/ iOO a 2/400.
Pinos, por 15 kilos, de 2/500 a 2/OO.
Branco turbina pnlveiisado, por 15 kilos, de 2/200
a 2/300.
Dito dito erystaliaarlo, por 15 kiloe, a 2/100.
llranc'i turbina Usina Pinto, pjr 15 kilos, a
2/6' O.
Sonen's turbina U--ina Pinto, por 15 kilos, a
1/800.
SWeuiw, por 15 kilos, de 1/500 a 1/600.
.!Vado pingado, por 15 k lo, a 1/200.
[ Dito superior, por 15 kilos, a 1/300.
Bruto bom, por 15 kilos, de 1*160 a 1/zOO.
::.,r, por 15 kilos, 'le 1/Oft a 1/luV.
ini'o en rtame, por 15 k^o, a 1/OUO.
nes, por lo k'los, de 00 a 900 r.
O v endedor obtein o mximo ou o mnimo das
iV' dos aesucarct d-j J.' bano, 3.' regnlar,
38, 3 superior e fin'is, segundo o sortimento.
Estftio te Cinco Foitas
Julio Cavaleante, o impostor mala pesado,
mais inconstitucional e at o mais deshumano que
qne podan atirar sobre os hombros do pobre com-
inercio. ..
Empregado completamente contrario ao mais
simples expediente, resultando de sua inepcia gra
ves prt-juisoa para a empreaa que tem a deadita de
o possuir, e serias perturba edea aos caixeirea que
teem a ofelicidade de aguentar com aquelle pe-
dregulho !...
Senhores da ordem, protejim aquelle mo afi-
lhado com outro emprego, que esteja de harmoaia
eom a sua acanhada educa cao e inte ligeucia
por exemplo, cacaco de estrada de ferro, etc.
Muito* eaixeiroi.
-tolencao
Como somente boje tivesse occaeiao de ler a pu-
blieacio do Sr. Theotonio Souaa Cavalcaute, aub-
delefcado de Marieota, inserta no Diario de Per-
nambuco de 30 do passi.do, na qual attribue-me a
autora da noticia publicada na Provincia de 12
do passado com relacao a polica do mesmo lugar
aprerao me em declarar que, ai bem nJo concor
resse para a alludida publijaco, todava affirmo
ser ella exacta.
Alberto Bandeira.
Em virtude do qre disoe o art. 66 do reguli
ment que baixou cem o decreto n. 9554 de 3 de
Fevereiro de 1886, a Inspectora de Hygiene faz
publico, pelo praso de oito das, que o cidado
Antonio Cclumbj Ibs dirigi a seguinte peticib
com documentos que satistaaem as exigencias do
art. 65 do citado regnlamento:
Diz Antonio.Colutnby que achando se estabe-
lecido na villa de heriubem com casa de drogas,
e tendoo supplicante pratiea de longis anuos de
pbarmacia, como prova com os documentos juntos,
e ha vendo gi ande necessidade de urna pharmacia
na raosma, cjmo se vi do attestado da Cmara
Municipal. ven o supplicante requerer a V. Exc.
a graca de conceder-lhe a licenca para abrir e
administrar pbarmacia na villa de Sernhlem, em
vista do art. 65 do regulamento que baixou com o
decreto n. 9554 de 3 de Fevereiro de 1886. Nes-
tes termos, pedo detrimentoE. R. M. Vi'l
de Serinhaem, 20 de Dezembro de 1886. Auto
ain Columby. (Sobre duas estampilhas de 200
res. )
E declara que, si nesse praso nenhum pharma-
ceutico formado I he communicar ou Inspectora
de Hygene de Pernambuco, a resolucio da esta
b-lerer pharmacia na citada localidadc, conceder
ao pratco a lieunca requerida.
Inspectoria Geral de Hygifne, lt de Janeiro de
1887. Dr. Pedro Affonso dt Carcalho, secre-
tario.
O abaixo aasignado faz sciente ao r. speilavel
commercio desta cidade e mais ntevessados, que
da parto da companbia dos asseguradores marti-
mos de Bremcn Verein Bremer See Versi
chernngs Qescllechaften Ihe foram transferidos
ca compctent-'S p deres, para ser admittido por
parte detU as determinacoes de prejuizos em ca-
sos de avariu, quepossnm tocar 4 cllaec Pernam-
buco e visnhaocas.
Pernambuco, 5 de Fevereiro de 1887.
Por porcuravo de V Neesen.
A. Neesen.
N. 1?. Attesto ter empregado com van-
ajosos resultados em doentes de tubercu-
ose pulmonar, em minha casa de saude, a
Emulslo de Scott oleo de ligado de baca-
Iho com hypophosphitos de cal e soda.
O referido e vejdado e o juro in fide me-
did.
Rio do Janeiro, 15 de outubro de 1384-
Dr. J. Tavano.
rauta da .41 tandeen ^^
IUI IA DE 7 A 12 DE FEVEBEIBO
Algodo. kilo Assucar masca vado kilo. Z353 <070
Fre amen tea
7 DE FlVEBEIBO
Lar ingles Lord Fredegar, para earregar em
Rio Grande do Norte um carregamento de assucar
com aestioo aos Etados-Uados a 22/6 liqui lo.
Patacho sueco Nordbon, para earregar assucar
neste porto com destino a Santos, a 140 rs. poi 15
kilos.
Embarcarse* deatpacbadasj
Vapor inlez Derwentdale, sahido a 5, levou :
Para Liverpool:
3,100 suecas de aljrodJo.
1; 0 f-ird'-s de algodij.
Consignado a diversos.
Vapor inglez Coban, sahido tambera a 5, le-
vou :
Para Para :
700 1/2 barricas de assucar branco.
500 quartos de uito dito.
13 pipas de agurdente.
50 quinto de dito.
Kara New Yoik :
12,469 saceos de assucar mascavado.
Consignado a diversos.
Escuna allcma Gesine, sabido igualmente a
5, levou :
Para Porto Alegre:
1,185 saces de asaucu- branco.
400 ditos de assucar mascavado.
Consignado a Maia & Rezende.
Lugar njrueguease Lakcna, sahido hontem,
7, levou :
Para Rio Grande do Sul:
80) saceos de assucar branco.
91 ditos de assucar mascavado.
625 barrioaa de assucar branco.
275 1/2 ditas de dito.
50 humeas de assucar mascavado.
100 quartos de dito.
Consignado a Maia & Rezende.
RU DA PRINCEZA ISABEL N 4
Sob a direzclo do bacharal Laurndo Car-
neiro Lelo e do professor A. C.
Carneiro Lelo
Admittem-se alumnos internos, meio
interno e externos.
Methodo pratico
Os alumnos receberlo durante todo o
curso. nocSis de pbisica, chimica, historia
natural, agricultura, anatoma, physiolo-
gia, hygiene, etc., desenho e msica. Na
aula primaria o numero dos professores
set proporcional ao dos alumnos.
Quando ts creancas esto paludas, de-
bis e sera appetite, se acbam predispostas
erup(SeB da eabega e do rosto e incha-
clo das glndulas. Nestes casos nao ha
roelhor remedio do que o Xarope de Ra-
bio Iodado de Grmault& C. Este Xarope,
que uti dos mais receitados pelos medi-
cocrvmtai os princi pios do Xarope antis-
corbutieo do Codex e alm disso o Iodo
exactamente como se acba no sgrilo.
Tem sab>r agradavel e portaoto substi-
tue com vantagom o Oleo de fihado de ba-
calbo.
A o publico (1)
O Sr. Bernardo Jos dos Santos, residente no
Cerrifo, rrunieipio de Pelotas* provincia do Rio
Grande do Sul, qnerendo prestar um homenagem
A verdade, tomando publico as virtudes do pel-
tnral de cambara, preciosa descoberta do
Sr. Alvares de 8. 8iares, de Pelotas, fes publicar
o seguinte importanHsaimo documento, em diver-
sos j->rnaes da referida provincia :
L'-vi ao conbeciment do publico mais um
triumpho alcancado pelo popular remediopel-
tnral de (tambaradescobeifa e prepara-
cao do Sr Alvares de 8. Soares, de Pelotas.
Havia seis annos que urna tnsae grave roe
atormentava dia e note, fazpndo ltimamente dei-
tar ja abundantes escarros de saogue : os pulm5es
com crteza achavam-se affeotado* e en teria in-
fallivelmente de suecumbir terriveltisica pul-
monar I
Um amigo sabendo do mu estado, aconse-
lhou-me o preeiosi peltoral de rambnr.
e somente com o uso de 12 vidros deste importan-
ti8simi medicamento, ennsegui curar-mo radical-
mente, sentindo me hoie forte e porlendo ia entre-
gar-me as lides de minha faz'nda do Cerrito.
D^p-is degte caso, tenh' aconselhado s muita
gente n peitoral dn cambar, e todos tm
colhido resultados importantes.
ActUHlm-nte faz uso deste prepararlo, com
muito aproveitamento, minha fijba Neufndcs, que
tamVm se acha giffrendo do pito.
Fatenda do Desranc", no Cerrito, '24 de Ou-
tubro de 1884 Bernardo Josl dos SanioRe-
conheco com verdadeira a firma supra. Em tes
temnnhn de verdade, o escrivSo de paz Roldao
S. de Gouveia.
Unios agentes e depositarios geraes neata pro-
vincia Vrancl.ro Maooel da Silva ** C.
a ra Ma rquez de Olinda n. 23.
clnica medico clrnrea -
no
Dr, Alfredo Gaspar
EspecislidadePartos, molestias de senhoras e
eriancas.
Residencia Ra da Imperutris n.J4, segunda
andar.
Pella de cabra 48 amarrados a H. Stolzen
back&C.
Panno de algodo 10 fardos a Machado & Pc-
reira, 5 ordem. 12 a Rodrigues Lima Se, C, 10 a
Joo Vctor Alves Matheus C. 10 a Severino
& lrmao, 10 a Craraer Frey & C, 5 a Joaquim
Agostinho, 41 a Ferreira 4 Irinao, 10 a N.
Maia & C. 10 a A. Vicira & C, 10 a Gomes de
Mal i [maos, 6 a Olinto Jardim & C, 46 a Luiz
Antoni" Sequeira, 5 a A. Amoriro & C, 24 a Gon-
calvea IrmSo k C, 10 a A. de Britto & C, 30 a
R\ Pinto Gnimaries i C.
Vellas 20 amarrados a Sulzer Kauffmann
& C.
Dreco do algodo coufioa ainda a ser de
0 por 15 kilos, para o de Pernambuco e boas
| rtrocedencias, em trra.
Entrada de a>ursr e algodo
hez oe FsvBaamo
lias la5 a entrada de a-sucar foi de
ii-eoH, sendo em barcacas, 18,074; via-
Uaiuar, 2.139; em animae, 4,013;
le S. Francisco, 2,285; via-f.rrea
: e via-ferrea dn Olinda, 100.
-la di- algodo couatou de 3,775 saccas,
isi'arara: cn bar-acaa, 284; via-fer-
si, 47; em an:>naee,' 8,006; e via-fer-
| rea de i:0iro, 4%. ^
Importaco
Vapor nacional Marques de Caxi s, entrado'da
Babia e escala rio 7 :o correte e consignado
a Domingos Alves Matheus, manifrstou :
Algodlo 50 saceos a Joc de H L-ito.
Barricas 42 volumes a A. dos Santos.
Couros salgados saceos 230 a H. WaTesah & C,
158 a Domingos Alves Matheus, 75 a Pereira
Carneiro d O, 39 ordem.
Fazcndas 4 caizas a Macbado Se. Pereira.
Miudezas 2 Coizas a; Francisco Lauria j C.
Panno d algodo 20 fardos a Silva GuimarSes
s V, 10 a Domingos Alves Matheus.
Peiles de cabra 12 fardos a H. Nuesch & C, 4
oidem.
Pedras de amollar ICO a Ferreira Gnima-
ries.
Sola 111 raeios a H. Nuesch & C.
Vapor nacional Mandos, entrado dos portos do
sul em 7 do curreute e consignado ao Visconde
de Itaqui do NurtP, m .n 'festou :
Carga do Rio de Janeiro
Azeite 5 canas a Engeuio Chalina.
Bacalhiu 20 tinas a Mendes Lima & C.
Couros 2 clizas a J. Francia o Rjei.
Chapeos 1 caizio a J. J. Smareo8, 1 a Bernet
4 U, 1 a Affunso Oliveira ic. C. 1 a Adolpho &
Ferro.
Cerveja 7 barris a J. Meyer..
Cat 575 saceos ordem, 116 a Amorim Ir-
mos & t, 157 a Domingos Cruz Se. C, 50 a Go-
mes & Pereira, 12 a Joaquim Ferreira de Carva-
llo i c.
Fumo 56 volumes orden, 10 a Jlo V. Alves
Matheus & C, 5 a Gomes de ouza 4 C, 15 a
rkdr da Motta & Pilho, 40 a Baltar Irn.3os
/k. C. Uito em folha 10 fardos a Sodr da Motta
& Filbo.
Periagens 11 volumes a Miranda e Soua.
Livros 1 caizo a Medeiroa & C-
Maesas 50 caiuas orilnm.
Mercadoris diversas 30 volumes a H. 3urle
Se. C, 1 4 ordem, J. 8. Puar Filho.
Miudezas 1 ciix* sf Alfredo Lopes.
Panno di algodiu 1 fardo a E. Gomes, 44
a Luis Antonio Sequeira, 65 a Macbado & Pe-
reira.
Xtrjne 405 fardos a'Baltar Oliveira c C, 309
4 ordem, 562 a Maia & R-z-nde.
Vinho 3 calzas a Pereira Carneiro Se. C.
Cirga da Babia
Csapeoa> 2 orzo*** ordem.
Fonso em folha 5 tardos a Jlo Francisco Lei-
te & C.
.portco
RECIPE, 5 DE PEVEBEIRO DE 1887
Para o exterior
Nj vapor fVaneez VUle de Santos, carre-
gou :
Pri o Havre, A. Labillc 7,000 couros verdes
com 47,000 kilos.
__ o lgai ingles Yiola carregaram :
Pra N^w Yoik, J. 8. Liyo Se Flho 800 saceos
coui 60,0>0 kilos de assucar mascavado.
No p.tacho americano B. Fabens, carrega-
ram :
Para New-York, F. CascSo 4 Filbo 1,000 saceos
com 7,000 kilos de assucar mascavado.
No patacho p rluguez Neritas, carregou :
Para Lisboa, C. de r'. Tavares 15 praoches de
vinbatce.
No brigue portugus S. Lonrenco, carrega
ram :
Para o Frto, P. C. de Alcntara 1,000 saceos
com 75,000 kilos da assucar mascavado ; 8. Brito
Amorim & C. 105 sancas com 7,914 ki'os de al
godo.
Na barca portugueza Novo Silencio, earre-
gan>m :
Pura o Porto, 8. Bito Amorim & C. 160 saccas
com 21,750 kilos d algodij ; M. Amorim 1 bar-
rica com 68 kilos d assucar branco e 1 barrica
CJin fi.ru.ha de mandioca ; B. Oliveira C. 80
couros espichados com 560 kilos.
Para o interior
Emulslo de Lanman
& Kemp
A Emulslo de oleo de ligado de baca-
llao com os bipophosphitos de cal, soda e
potassa, preparada pela acreditada casa
de Lanman d Kemp de Nova York,
melhor, a maia perfeita, e a mais efficaz e
agradavel que at agora se tem offerecido
ao publico. i
' um regenerador poderoso das consti-
tuiySes debis e um remedio certo para
todas as afifecgSes do peito, da garganta e
dos pulmSea.
Use se t a Emulslo de Lanman <&
Kemp nao cdnfundindo-a com as outras.
Vende-se em todas as drogaras e pbaN
macias.
Consultorio medico-
cirurgico
O Dr. Castro Jess, contando mais de 12 annot
de escrupulosa observacao, reabre cous jltorio nea-
ta cidade, ra do Bom Jess (antiga da Crus
n. 23, 1. andar.
floras de consultas
De dia : das 11 as 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser encontrado nc
sitio travessa dos Remedios n. 7, primeiro por
to 4 esquerda, alm l-> porcSo do Dr. Cosme.
-y i '
Oculista
Dr.-Barreta Sampaio, medico ocu-
litta, ez-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de meio da s
8 horas da tarde, no 1. andar da casa
n. 51 ra do Barao da Victoria, ex-
cepto nos domingos c das santificados.
Residencia roa Sete de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
Collegio de Possa Senhorj
da
Penha
RA DA AURORA N. 19
As aulas deste instituto comecarao a 7 de Ja-
neiro. \
A directora,
Augusta Carneiro.
'

Silvera
38--Rua do Imperador-38
Prlmelor andar
Advocada
O bacharel Jos Vicente Meira de Vasconcelos
continua no ezercicio de sua profissao de advoca-
do e tem seu escriptorio na Praga de Pedro II (ou-
tr'ora Pateo do Collecrio n. 6, 1 andar, onde podo
ser encontrado das 10 horas da manbi s 3 cmeia
horas da tarde.
Fura destas horas pole ser procurado na casa de
sua residencia no Parnamerim.
Telephone (no escriptorio) n. 356.
Para Mossor, H. Forster & C. 2 barrica, com
225 kilos de assucar branco.
No hiate nacional aurora 2-, carregou :
Para Mossot, J. Fontelles 20 sjcc-js com 1^00
kilos de assucar branec.
pipas
No patacho dinamarqus Amor, carrega-
ram :
Para Rio Grande do Sul, P- Carneiro Se. C.
50 barricas com 1,710 kilos do assucar branco.
Ns lar sueco Hildur, carregou :
Para o Kio Grande do Sul, T. de Aicve.do Sou-
za 100 barricas com 10,450 ki!<>s de. assucar bran-
co ; F. A. As-vedo 450 barricas com 31,970
kilos de assucar branco.
No patacho hollandez Broefsr te, carrega-
ram :
Para Pelotas, Amorim Irmaos & C. 100
com 48,00(i litros de aguard^ute.
No lugar ingles EUsabeth, carregou :
Para Santo), F. A. de Azevrdo 1,0(10 saceos
com 60.000 kilos de assucar branco e 1,000 dit-s
com 60,000 ditos de dito ma-cavado.
Mo vapor inglez Merehant, carregaram :
Para .Santos, S. Goimares t. C. 1,550 saceos
com S3,00 kilos de assucar branco e 1,450 ditos
com 87,( 00 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Mataos, carregaram:
Para Manos, J. da SUva Beis 2 pipas e 11
barr com 2,016 litros de agurdente e 4' barri-
cas com 2,255 kilos di assucar branco ; H. 01-
veira' 100 barrica' com 5.395 kiioa de assucar
branco ; P. Alves 4 C. 25 barris Com 2,400 litros
de agurdente, 40 b.rricas com 1,825 kilos de
assucar arana > c 20 ditas com 300 ditos de dito
refinado ; J. B. de Carvalho 10 barrieai com
L096 kilos de assucar branco ; Amorim Irmaos Se,
C. 40 barris com 3,840 litros de agurdente : F.
A. de Asevedo 40 latas com 600 kilos do assucar
refinado.
Para o Para, F. A. de Azevedo 200 barricas
com 14,620 kilos de assucar branco ; Viuva de
Manoel t". Marques <3t Filho 300 saceos com 18,000
kilos de assucar branco: A.'DOtifn Irmaos & C.
400 barrica^ com 27,260kilos de assucar branco.
vo vapor inglez Coban, carregaram :
Para o Para, P. Alves & O 30 barricas com
2,000 kilos da assuc-.r refinado.
No vapor nacional Aymor, Carregaram :
Para Porto-Alegre, Dr. Seve Navarro 1 caiza
coa 36 litros de agurdente.
Para Pelotas, J. P. Lobo
abacazis.
No vapor francez Ville
gou :
Para Sanios, J. J. Mireira
60,000 kilos de assucar mascavado, 500 ditos com
30Oi0 ditos de dito branco* 1 caiza com 20 ditos
de djee.
No vapor nacional Ipojuca, carregaram :
Navios a carga
Barca sueca Prima, Hu!.
Brigue portugus S. Lourenco, Lisboa e Porto.
Barcaca nacional Flor do Passo, Mamaoguape.
Barcaca Linda Sinh, Rio Grande do Norte.
Bar a portuguesa ATow> Silencio, Porto.
Barca norueguense Gord^n, Liverpool.
Brigue norueguense Alkor, Santos.
Cter nacional Geriquity, porto do norte.
Escuna nacional Urania, Rio Gronde do Sul.
Hiate nacional Apudy, Mossor.
Lugar americano B Fabens, New-York.
Lugar inglez EUsabeth, Rio Grande do Sul.
Lugar aemao EUsabeth Slevens Santos.
Lgirnacional Tigre, Rio '-raodedo Sul.
Lugar inglez Alice May, Uruguayanna.
Lgir sueco Hildur, R'0 Grande ao Sul.
Patacho americano Benjamn Fabens, New Yors.
Patacho nacional Postivo, Rio Grande do Sul.
Palhabote nacional S. Bartholomeu, Porto- Alrgre.
Patacho sueco Amor, Rio Grande do Sol.
Patacho sueco A/mina, Rio Grande do Sul.
Patacho portugus Ventas, Lisboa e Porto.
Patacho portuguez anny, Portugal.
Ve por ingles Amazonense, New-York.
Vapor inglez Hercliant, Rio de Janeiro e Santos.
Vapor inglez Paraense, Ntw-Y->rk.
Vapor nacional Jaguaribe, Macei e escala.
Vapor nacional Aymor, Rio Grande do Sul.
Navios a descarga
Barca nacional Mimosa, crvio.
Barcaca nacional Constantino de Lima, gneros
nacionaes.
Barcaca nacional Veneza, gneros nacionsea.
Barcada nacional Rainha dos Anjos, generes na-
cionaes.
Barcada nacional Minerva, gneros nacionaes.
Bai caca nacional Benigna, gneros nacianaes
Barcaca nacional Venus, gneros nscionaes
Barcuca nacional lor das Ondas, gneros nacio-
naes.
Bsrci norueguense Fremad, earvao.
Brigue noruegueuse Mira, carvlo.
Brigue norueguense Veking, earvao.
Brigue allemfo Bruno & Marie, varios gneros.
Brigue austraco Pinas, varios gneros.
Escuna inglesa NellU Harland, zarque.
E-cuna idgleza Agenoria, bacalho.
Lugar ingles Penture, earvao.
Lugar americano Harold B. Causens, tarinha de
tri8-
Lugar inglez Nicanor, fariuha de trigo.
Lugar ingles Florease, bacalho.
Patacho allemao Wilhem & Joseph, xarque.
Patacho inglez J. L. B., bacal nao.
Patacho americano Leonora, farinha de trigo.
Patacho inglez Tiber, bacalho e madeira.
Patacho portuguez Fanny, varios gneros.
Patacho nacisnal S. Benedicto, zarque.
Vapir nacional Mirques de jaxias, varios gene-
ros.
Vapor inglez Merehant, varios gneros.
Retadinaentos pablicos
Prejudicial ao castalio
SIO
E' por certo urna grande loucura o cerrar-as os
poros do crneo com leos e pomadas gordurentas
e es pesias que impedem a livre evaporaclo que
to esseocial para a sanidade do cabello.
Befresque-se e vivifique se a cutcula frequen
temento com o 'lomeo Oriental, o qual prompta-
mente absorvilo e conduzido s raiaes dos cahel-
los, assimilando se perteitamente com elles.
Fast-i isto duas vezes ao dia, e o vosso cabello
nunca cahir, nm tornar-se secco, spero ou do-
ro. O tnico contm parte compastas de vegetaes
que na chimica sao equivalentes mesma materia
das fibras, por consequencia acha-se admiravel e
philoaophicamonte adaptado para o fim que se
destina.*
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Honry Forster C,
ra do Commcrcio n. 9.
Dr. Joao Paulo
MEDICO
Especialista em partas, molestias de senhoras e
de enancas, com pratiea as principaes materni-
dades e hospitaes de Pars o de Vieana d'Austria,
faz todas as operacoes obsttricas e cirurgicas
concernentes as Bas especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Bario da
Victoria (antiga ra Noval n. 18, 1 andar.
Consultas das 12 s 3 horas d tarde.
Telephone n. 467.
Dr. Cmiiira Lie
MEDICO
Tem o seu escriptorio ra Duque de Cazias
n. 74, das 12 s 2 horas da Urde, e desta hora
em diante em sua residencia ra da Santa
Crtzn. 10.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian-
cas.Tolephone u. 326.
Dr.Mel Gomes
Hedlco partelro-operador
Mudou seu consultorio e residencia da ru. Nova
n. 37 para a ra de Paulino Cmara, antiga Cam-
ba. do Carino n 36, por cima do cutileiro, onde
pode ser procurado aqnaiquer hora do da e da
noite. Tambem recebe chamados do meio dia s
3 horas da tarde, na pharmacia do Povo, ra do
Rangel n. 34.
EimatiS
Im'zo dos Fe-'ios da Fazenda
Kaclonal
O Dr. Jos Maiioul de Freitas, desembar-
gaHor honorari), offijial da imperial or
dera da rosa ; juiz privativo dos hitos
da fazenda, cto. ,
Fafo saber a. s que o presente edital virem, ou
d'elle noticia tivert-m que tendo sido produzida
p. rante este juizo uina juatific^jio provando a
usencia, em lug-r nao sabido,de Nicolu Joo
Lidstone o sua mulh r, me foi pelo Dr. procura-
dor fiscal requerido que os fiz'-sse citar por edital
para todos os termos de urna accao comminatoria,
lia qual se Ibes pede que f.icam fechar duas ja
aellas que ha 4 mezes, pouco mais o menos,
abriram na p.r.-de de sua casa ra do Impe-
rador n. 51 sobre um terreno fechado e em parte
eoberto, annezo casa n. 53 pertencente
fazei.da u-.cioual, ondo fuucciooam os tribu
mies de justica, ficando-lhes marcado o praso
de urna audiencia para confessarem ou contesta-
reui, sob pena de seren is referidas janellas fecba-
dus sua custa e do so Ibes impor nma multa le
O 1 a 5
Ide u*I
Recife Drainage
5:039/930
3:220*585
8:2G0515
Mercado Municipal de 8. Jos
O movimento deste Mercado no dias 6 e 7 do cor-
rente foi o sc^uiute:
Entraram :
83 boia pesando 13,409 kilos.
26a kilos de peize a 20 ris *38'
136 cargas de farioha a 200 ris 27J2UO
i ditas de fructas diversas a 300 rs. 720U
5 taboleiros a 200 ris 1*000
36 Sumos a 200 ris 7*200
Foram oceupados :
44 columnas a 600 ris 26*400
43 compartimeutos do farinha a
500 ris. 21*500
37 ditoa de comida a 500 ris 18*500
150 ditos do legumes a 400 ris 60*000
32 ditos da suino a 700 ris 22*40u
25 ditos de tressuras a 600 ris 15* 20 talhos a 2* 40*000
14 ditos a 1* 14*000
A Oliveira Castro & C.:
108 talhos a 13 ris 1(8*000
4 talhos a 500 ris 2*000
Oeve ter sido arrecadada nestes dis
a quantia de 375*780
Rendimento de 1 a 5 de Fevereiro 977*260
1:353*040
87
Renda geral
Oa 1 a 5
dem de 7
HEZ DS FEVEREIRO
Al/aniega
130:877*253
31:366*639
2 barricas com 40
de Baha, carre-
1,000 saceos cosa
Reuda provincial
Del a 5
dem de 7
30.282i532
3:847*863
162:243*892
34:1301395
lo'a
/eceiedora
Pe 1 a 5
dem e 7
Pe 1 a 5
Id'tn da
196:374*287
4:879*626
2:581*554
Consulado Provincial
7:4611180
10:706*950
5:i.-i5*876
16.091*826
Foi arrecadado liquido at boje
Precos do dia :
Carue verde 200 a 480 ris o kilo.
Carneiro do 720 a 800 ris idem.
Somos de 560 a 640 rea idem.
familia de "20) a 320 ris a cuia.
Millio de 260 a 320 ris dem.
Feijo de 560 a 1*000 idem.
Maladonro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga
rezes para o consumo do dia 7 de Fevereiro.
Sendo: 61 rezes pertencentoe Oliveira Castro,
& C, e 26 a diversos.
Das 61 rezes pertencen tes aos Srs. Oliveira Cas-
tro & C,. 1 foi para a caldeira.
No mesmo estabelecimento foram tambem
abatidas para o consumo do dia 8 do corrente 87
reses.
Sendo : 63 pertencentes a Oliveira Castro ft C-,
e 24 diversos.
Vapores e navios esperados
VAPORES
Mondegsda Europa a 10.
Ville de Santosdo sul a 10.
Si> per visorde Liverpool a 12.
Soratada Europa a 13.
Parado norte a 13.
Advancedo sul a 14.
Trentdo sul a 14.
Paranagude Hamburgo a 14.
Legislatorde Liverpool a 16.
Pernambucodo sul a 17.
Senegaldo sul a 21.
Finaneede New-Port-News a 22.
Espirito Santodo norte a 23.
Tagusda Europa n 24.
Ceardo sul a S7.
KA VIO*
Alezandrado Rio de Janeiro.
Amode New-Port.
Amandade Hamburgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Arbustosdo Rio de Janeiro.
Aricade Cardiff.
Blanchede Terra Nova.
Brilhantedo Rio Grande do Sul.
Budade Cardiff.
Bella Rosade Terra Nova.
Cometade Porto Alegre..
Corrierde Santos.
Courierdo Rio Grande do Sul.
Cysoedo Rio Grande do Sul.
Christiani Scriverde Csrdiff.
Diudado Rio Grande do Sul.
Dunstaffuage4o Rio de Janeiro.
Ebendo Rio dd Janeiro.
Enjettado Rio Grande do Sal.
Ertede Hamburgo.
Ezpressdo Rio Grande do Sul.
Fannyda Figueir.
Francisca Villa-de Cardifl.
200*000, por cada janella ou abertura, que, em
trauagressso do preceito judicial, quiserem de boje
em diante abrir sobre o mesmo terreno.
E para que chegue so conhecimento de todos,
maudei pausar o presente, que ser atizado no la-
gar do costme e publicado pela imprecas, e pelo
qual chamo e hei por citados os supplicados, Ni-
colu Joo Lidstone e sua mulher, para dito fim
com a coinmioacao requerida.
Dado e paseado n'esta cidade do Recife, aos 4
de Fevereiro de 1887.'
Eu, Jos Francisco do Reg Barros, escrivao, o
subscrevi.
Jos Manoel de Freitas.
O a imioistrador do Consulado Provincial em
cumprimento do que dispoa a le de orcamento em
vig fa. publico a quem interessar possa, que, no
espaco de 30 das uteis contados ce 1 de Feve-
reiro prozmo viudouro ; dar-sh* principie a co-
branca, livre de multa, do imposto de reparticSo
constante da tabella iofra anueza citada le re-
lativamente ao 1 semestre do exercicio de 1886 a
1887.
Consulado Provincial de Pernambuco 2H de Ja-
neiro de 1887.
Francisco Amyntas de Carvalho Moura.
Tabella a que ae refere o edital supra
Parte 1"
1 Casas de commissos de consignacoes e de
commisMJes c cousignacoes.
2 Ditas ou depositas de vender em grosso earvao
de podra em trra ou subre agua.
Parte 2
2 Lijas de vender joias somente, ou joiss e re-
logios.
4 Ditas de vender relogios somente.
5 Casas de vender piauos e instrumentos musi-
eses.
Parte 3-
6 Fabrica de rap Meurou.
7 Ditas de sabio inclusive a que acha-se nafre-
guezia de Aligados.
8 Ditas de cervej, vinagre, vinhos, genebra, li-
cores e limonadas gazozas.
9 Ditas de Gaz.
10 Ditas agencias e deposites de rap.
Parte 4* %
11 Emprezas anonymes ou agencias destas.
12 Companbia de Beberibe.
13 Bancos, agencias fili&es e representantes dos
mesmos casas bancarias.
14 Companhias, agencias ou casas de seguro ou
qualquer pessoa que no carcter de agente
d- cooipanbi&s de a- gnro fizer contracto desta
natureza-ou promovel-os, com excepeo dos
que tem sede nesta provincia e contractarem
o ter vico especial do artigo 13 desta le.
15 Armazcna-alfaadegados, e depsitos ou de re-
ceber.
16 Cazas de jogo do bilhar.
Guadianade Lisoa.
Hapnas-~do Rio Grande do Sul.
Hersiliada Baha.
Idealde Londres.
Larelylo Rio Grande do Sul.
Lorenzodo Rio de Janeiro.
Lizzie Wilcede Terra Nova.
Maia Ido Rio de Janeiro.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Marinh i VIdo Rio Gande do Sul.
Meta Sophiade Hamburgo.
Minniade Cardiff.
Metede Hamburgo.
May Coryde Terra Nova.
Noatunde Liverpool.
Nordsoeude Liverpool.
Noruega Ainodn Cardiff.
Nellyde Terra Nova.
Our Aoniede Buenos-Ayres.
Percayde Terra Nova.
Progressode New-Port.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Sbawujutdo Kio de Janeiro.
Speranzade Cardifl.
Sant Josephde Terra Nova.
T. bordado Rio Grande do Sul.
Withelminede Hamburgo.
Williedo Rio de Janeiro.
Zequinha-do Rio Grande do Sul.

Hovlmenfo do Porto
Navios entrados no dia 6 de Fevereiro
Rio de Janeiro por escala6 dias, vapor
nacional Manos, de 1,999 toneladas,
coromaodante Gruilhermo Wadd'ngton,
eqaipagem 60, carga varios gneros ; ao
Visconde de Itaqui do Norte.
Rio de Janeiro31 dias, barca norueguen-
s* Elvenhor, de 453 toneladas, capitSo
A. Reinestsen, cquipagem 10, em lastro;
a Robilliard & C.
Navio sahido no mesmo dia
Rio Grande do SulBarga nacional Mi-
mosa, capitSo Antonio Albino de Barros,
carga oarjio.
Navios entrados no dia 7
Babia por escala10 dias, vapor nacianal
Mrquez de Caxias, de 400 toneladas,
comroandante Felippe Rodrigues Nova,
equipagem 28, carga varios gneros ; a
Domingos Ales Matheus
Bahia8 dias, lgir inglez O. Elkin, de
428 toneladas, ctpitSo Roberto Nutter,
eqaipagem 10, em lastro; a Robiliard
& C.
Cabo de Ba-Esperan$a 24 dias, bar
norueguense Vega, de 559 toneladas, ca-
pitSo J. Olsen, equipagem 10, em las-
tro a Brostelman & C.
Havre por escala20 dias, vapor francez
Ville de Bahia, de 1,008 toneladas, com-
mandante A. Delien, equipagem carga
vatios gneros ; a Augusto Labille & 0.
Navios sqhidos no mesmo dia
Rio Grande do SoLLgar norueguense
Lekma, capitSo P. Olsen, carga assu-
car.
Manos por escalaVapor nacional Ma-
nos, commandante Guilherme Wad-
dington, carga vsrios gneros.
Terra-NovaLugar inglez Dora, capitSo
Richard May, em lattro.
Parahyba Barca ingleza Martha C. Cray,
capito A. Wbiteford, em lastro.
LiverpoolBarga norueguense Prince Pa-
trele, capitSo ThomsB Numan, carga !-
godSo.
Rio Grande do NorteLugar inglez Sil-
wr Sea, oapitSo James Day, em laatro.
u

1
%
^.;*
f
Lotera da Colonia habel
A 13a serie da 24" parte das loteras em favor
dos ingenuos da Cuionia Isabel, acha-se exposta
ven'a, cuja extraceo ser no dia 10 de Pevereiro
Thesouraria das lotirias para o fundo da eman-
cipacao e ingenuos da Colunia Isabel, 3 de Pe-
veriro de 1887.
O tbesoureiro,
Ifancuco Goncalves Torres. -


GH Lierario Ayres Gama
B: le cao
De ordem do Sr. Presidente sao coavocadoB
todos os socios effectivos deste Club, para com-
parecer n sessSo da assembla geral qne ter
lugar s 4 horas da tarde do dia 10 do corrento,
afim de elegT-se a nova dirertoria.
Recite, 8 de Fevereiro de 1887.
O 1" secretario,
J. C- F. de Medeiros.
.

i
I.-

-
i*
W-


.

.



aaaa a^Bi^BIjaiiaaaaaaaaa^a^at ^BB. Ba. ^B^BBt ^sf'
TT


Uiari de PernambucoTtrva--feira 5 de Fevereiro de 1887
i
)
*

i
.. >
I
Obras Publicas
Decrdem do Illm. 8r. engenbeiro chefe da r-
partico das obras pubieas, taoo publico que, ero
virtuae da autorisacio do Exm. Sr. presidente da
provincia, no dia 16 do correute, ao meto dia, re-
cebe se na secretaria desta repartico, propostaa
Sxa a execoco dos reparos precisos na ponte da
sgdalena, oreados em 1:4164800.
O orcamento e mais condicSes do eonlrato ae
acham disposicao dos senhores pretendentes
para seren examinados.
Secre'aria da repartico das obras publicas de
Pernambuco, 5 de Fevereiro de 1887.
O secretario,
JoSo Joaquim de Slqura Varej&o.
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. engenbeiro ehefe, fac
publico que em wirtude da autoris*cSo do Exm.
ir. presidente da provincia, no dia 7 de Fevereiro
prximo vindouro, receb:-ee na s cretona desta
repartico, ao meio dia, propostas em cartas fe-
chadas e competentemente selladas, para a execu-
cao das obras de reparos das pontes de Iguarsss,
de Araripe de Baixo, na estrada do norte, e dos
Carva hos sobr* o rio Jboato, naeetr"a da sul,
oreadas : a primeira em l:6?98J0, a segunda na
de 2:695*280, e a ultima 67u*. __
Os i rea met tos e mais condicoes dos contratos
acham se a disposicao dos senhores pretendentes1
para serem examinados.
Secretaria da repartico das obrat publicas de
Pernambuco, em 22 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Joao Joaqiiim de S. Va rejilo
Estrada le ferro do Ri-
beiro ao Bonito
Por deliberacao da directora eo convidados os
Srs. accionistas arealisarem no London ABras-
lian Bank, no prazo de 60 das, a contar de boje,
a 4 entrada da 10 o/, do velor n mnal de suas
accoes, nos termos do nico do artigo 4o dos
estatutos.
Recite, 7 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Jos BearmiO Pereira de Mello
Club Concordia
Augseordenthcher Hanptversammlung.
Donn rstag dei. 10, Febru .r 188?.
Beschtussfahig mil jeder anzohl Mitgliedcr.
Tagesordnung wie p- r 5 ct. avisirt.
Das directorium.
THEATRO
DE
VARIEDADES
Companhia
Lyrica de oprelas, italiana
Dirigida pelo distincto aotor cmico
GEZ&BB FMRRA
Ouarta-feira, 9 do corrente
Pela primeira ves nesta poca ser representa-
da a magnifica opereta em 3 netos, do celebre
maestro F. Supp. que tanto tem agradado em to-
das as partes, despertando verdadero enthusias-
mo, wtitu'ada
DOM JUANITA
Procos e horas do costme
Treta para Aplpoco.
Bonds para Magdalena, Fernandea Vieira e
Atogados.
Domingo, .3 do corrente
BENEFICIO DO ACTOH
CEMRE FICARRA
DanipfschilTCahrls-GeselIschaft
O vapor Paran gu
LElLULS
!'
Espera-se de HAMBBGO,
por LISBOA, at o dia 14 do
corrente, seguindo depois da
demora aecesaaria para
Rio de Janeiro e Santos
Os vapores desta eompanhia, os quacs tem p-
timas acommodacoes pira passageiros, regres-
sam dos portos do sul com destino Lisboa e
Hsmbnrgo partindo da Babia nos dias 8, 16, 23 e
30 de cada mez e tocaro neste porto, caso se of
lereca numero su luciente de passageiros.
Os Srs. passageiros, que se quizerem inscrever
sao rogados afazel-o pelo mens i dias antes das
partidas da Bahie
Para carga, pasagens, encommendas, dinhei-
ro e frete tracta-se com os /
AGENTES
Borstelinann & C.
RA DO COMMERCJO N. 3
1* andar
royalmailsteam pickeT
Terca-feira, 8 effectoa o agente Pinto o leilo
dos corres, carteiras, e mais movis d escriptorio
do largo do Corpo Santo n. 19.
Quarta-feira, 9 deve ter lugar o leo dos
movis, I iuc'as, vidros e crystaes conforma se acha
anuun-iado. '
Qumt-feira, 10 o de faieudas, miudezas, a
armaco iogleza e m' veis do armasem da travesea
do Corpo Santo n. 23.
Leilo
Em continnafo
Terina felra, 8 do corrente
A's 11 h> ras
^_ Ra do Bardo da Victoria n. 42
De miudezas, candieiros, jarros e muitos outros
objectos de gosto, qoe e vista se poder crer.
Leilo
0 p^buete Mondego
Agente Brito
Leilo
De fazendas, miudezas, Bbilis s novas, guarda-
vestido, guirda-lonca, commodas, cadeiras vul-
sas, mesas, cadeiras de bilaneo, espelhos, jarros
quadros.^1 silho, 2 grandeamoinhjs uov s, camas
maiquetoesemuitos outros ar'igos, paraliquidaco.
Te rea felra 5 do corrente
A's 10 1/2 horas
A' ra de Pedro Affonso n. 43
Das dividas activas da taverna da ra da
Roda n. 48, na importancia de.....
3:1850487.
QUINTA-FEIRA 10 DO CORRENTE
A's 11 horas em ponto
No 3."> andar do obrado 40 da
rna larca do Hesario, onde nave-
ra ana leilo de motean.
O agente Martina autorisi.au pela commisso
encarregada de liquidar os negocios de Justino
dos Santos Vieira, fara leilo das dividas activas
do eatabeiecimento de molhadaa da ra da Roda
n. 48, na imnortancia de 3:185487 (onde foi esta-
belecido o mesmo Justino) cujo producto ser ap-
plicado a pagamento de credores.
A relaco dos devedores pode ser examinada em
poder do refeiido agente.
Cirurgio dentista
PATRICIO MORKIRA
(Ex-dlsjclpulo de Frederleo Mato)
Consultas e opera cSes das 9 horas da
raanh s 4 da tarde
157 -RA DUQUE DE CAXIA3 57
Ola1 Interuacional b Reatas
Leilo
Club Concordia
Samstag den 12, Tebruar 1887.
Ausserordentlicher Geselliger abend
Einladungi-n gestattet gegen anmeldung Ceim
Secretaer.
Sjnntag den 13, Februar 1887
Vachmittatrs ulir.
Erstcs Preitkegeln 6t Ausstelluog Sammtlicher
Preise.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 40P0 contos, em 3 eorteios,
fica tranefeiida para o dia 14 de Ha vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
zm. Sr. presidente, de hoje.
Thecouraria das Lcterias para o fundo de
emancipacSo e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Dcsembro de 1886.
gg*. O thesourcir",
-* Francisco GcncalvesTeires.
MARTIMOS
Inueii SJales Hl Brasil S. 8. C.
O vapor Advanee
E' esperado dos portos do
sul ate o dia 14 de Fevereiro
depois da demora necessaria
seguir para
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta repart
c3o, faco publico que no dia 8 do corrente maz,
paga-se a classe de aposentados e jubilados, rea
tivamente aos veneimentes do mis de Dezemoro
prximo pa8sado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, esa 7 de Fevereiro de 1887.
O cscrivuo da despeta,
Sil vino A. Kodngnes.
1RMANDADE
n
Ao.i Senbora do BoNSirio da malrlz
do Corpo Sanio
POSSE
^'Convido e-08 irmSrs da actual, e aos da nova
mesa eleita a compareeerem em nosso consistorio
quartafeira 9 do crrente, s 5 horas da tarde,
pin seaso de posse.
Becife, 7 de Fevereiro do 1887.
O escrivSo,
Manoel FernandVs Velloso.
Ministerio da Marinha
Reparli^aO dephares
aviso acs nmmii
Haranho, Para, Barbados, S.
Thomaz e cw-York
Para carga, paasagens, e encommendas tracta-
te com os
0 paquete Finance
E' esperado da Europa no dia
9 on 10 do corrente, seguindo
depois da demora necessa
ra para
Espcra-se de New-Port
News, at o dia 22 de Fe-
vereiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
PROVINCIA lE *t\T.l C Til t III \.t
BRASIL
(. de 188G)
Do dia 15 de Fevereiro prsximo vindouro em
diante ser exhibida do Cabo de Joao Das, na foc
e margem diteita do rio Srancieco do Sul, provin
ca de Santa Catharina, urna luz brancu e fixa
iUumnando 270* do honsonte, desde o rumo S. E.
pelo oriente, norte e occidente at o S. O.
O apparelhode lus dinptrico da 6* ordem e a
Inz producida pela combusto do oleo mineral.
O plano focal eleva-se fd metros ao nivel medio
das mares e a las ser visivel da distancia de 12
milhas cora tempe claro.
O apparelho dioptrico e respectiva lanterna es-
to montados sobre orna columna de ferro pintada
de bronco provida de galera semicircular e esca-
da lateral.
A casa dos pbaroleiros tem a forma rectangular,
.' pintada de brauco e fica perto do pbarol.
Os rumos sao magnticos.
Poislrao gengrnphlca
Lat, = 26o-10'-i5 S.
Long. *=- 5o22' 50' O. Rio de Janeiro
= 48o- 33' -10' O. Gw.
= 50 -53'20' O. Pars.
Repartco dos PbaTes, Rio de Janeiro 22 de
Uesembro de 1886.
Pedro Benjamn de Cerqueira Lima,
Capit de fragata, director geral.
(Conforme) Capitana do Porto de Pernambu-
co, 4 de Fevereiro de 1887.
O secretaria,
Antonio da Silva Azevedo.
Estrado de ferrlo Recife a Ca-
xang
resta do Caxang
Do dia 6 at o dia 13 de corrente o
trem que partia s 7,29 da tarde, da Var-
zea. partir dalli s 8, 30 para o Recife.
FESTA DO APIPUCOS
Do dia 6 at 13 do corrate o trem de
8,18 da tarde, do Recife, ir at Dous Ir-
maos para conveniencia dos passageiros
do Arraial, e voltar dalli s 9,30 e do
Apipucos s 9,35.
Escriptorio da Companbia, 5 de Feve-
reiro de 1887.
H. W. Stouehewer Bird,
. Gerente.
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector
faco publico que no da 10 do cerrente
ir de novo praca, conforme ordenou o
Exm. Sr. presidente da provincia .era 24
de Janeiro ultimo, o servico da Ilumina-
cao publica do Iguarass, relativo ao se-
mestre terminar em Junho prozimo fu-
turo, servindo de base o prego de 200 rs.
por lampeo.
Secretaria da Thesouraria do Provincial,
1 da Fevereiro de 1887.
O secretario,
Affonst de Albuquerqa^ Mello
Baha e Ro de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
N 8 RA DO COMMERCIO 8
1.- anda
Pacific Sica si Navigalion Company
STRAITS OF MAQELLAN LINE
Paquete Sorata
' esperado da Euro-
pa ate O dia 13 de Fe-
vereiro, e seguir de-
pois da demora do cos-
tume para ValpaniLo
com escala por
Bahiae Ro de Janeiro so
mente
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wllson Sons dk c .. Limited
S. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
Compathla Brasllelra de nave
gaco a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Para
Commandante o 1 tenente Carlos An-
tonio Gomes
' esperado dos ,rtos do
norte at o dia 13 de Feverei-
ro e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os f.-tos do sul.
Recebe tambem carga para Santa Catharina,
Orande d> Sul, Pelotas e Porto Alegre.trete mo-
dic .
Para carga, passgens, encommendas e valores
trata-sn na agencia
PRAQA DO CORPO SANTN. 9
COMPAKUU PE!AMIl!CAKA
DK
^iaTegaco costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
O vapor Jaguaribe
Commandante Baptista
Segu no dia 9 fte
Fevereiro, s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o
dia 8.
Encommendas, passagens e dnheiros frete at
3 horas da tarde do dia 9.
ESCRDPTORIO
Ao Caes da Companhia Pemambucana
_________________ n. 12 /________*
C'0PAftHI/t PKHflltfllCiAA
DE
%avegaco Coste! ra- por Vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqui
Comandante Lobo
Segu no dia 10 de
Fevereiro,pelas 12 ho-
ras da manhit.
Recebe carga at o
ia 9.
Passag., ,is at as 10 horas da manhl do dia da
partida.
ESCRDPTORIO
Ce da Companhia Pernambn
eana n. i
Illm de S. Miguel
Pataco Dortneaez Fanny
Recebe carga a fre-
te e alguns passageiros
para a Ilha de S. Mi
guel : a tratar coin
Amorim Irmos & C.
Macei, Baha, Rio de Janeiro e Santos
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
corrente seguin lo
Icpois da demora
necessaria para
S. Vicente, Lisboa, Vlgo e Son
thampton
Reduccao de passaqens
Ida Ida e votta
A Sonthampton Ia clssse 28 42
Camaroteb reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para paasagens, fretcs, etc., tracta-se O uj os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie &C.
companhia Bahlana de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Hamnez de Calas
Commandante Nova
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 1U do Fe-
vereiro, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
dia do dia 10.
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7Ra do Vigario 7
Domingos Alvos Malhens
Leilo
De 1 cofre pro va fogo, 1 dito fiaicez menor, 3
carteiras p ra 2 pessoas, 5 ditas para urna pessoa
(altas e baizas) 11 mochos, 2 cadeiras de bracos,
5 de guarnicao, 1 balcio envernisado, 1 armario
grande, (txcellente roupara para algum collegio)
1 repartimento de escriptorio, 1 prensa para copiar
cartas, 1 relogio^dc parede, 1 armario envidraca-
do (estante ou guarda louca) 2 malas para viagem
e outros movis de escriptorio.
Terja-feira, 8 de Fevereiro
A's 11 horas
Nol
Agente Pinto
andar da casa n. 19 do| largo Corpo Santo
LEILO
4s
COMPANHIE DEM HENSAVIS-
MK'M HAKIT1HES
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
Commandante Moreau
E' esperado dos portos do
sul at o dic 2i do corrente,
seguindo, depois da demora
do bstame, para Bordeatu,
tocando em
Dakar, Lisboa e Vlgo
Lembra-se nos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Faz-se abatimento de 15 /o em ^avor ^ftS ^**
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiraa.
Por excepcilo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes e se de at dia 19 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheirs
afrete: tracta-se com o
AGENTE
\uguste Labille
9-RA DO COMMERCIO-9
Rio Grande ao Sol. Pelotas o Por-
te-Alegre
Vapor Aymor
Recebe encommendas
com
Este vapor sabi-
r para os portos
cima indicados,
boje, s 2 horas
da-tarde,
passageiros, a tratar
PEREIRA CARNEIRO & C.
'N. 6 RA DO COMMERCIO-N. 6
1." andar
cSargeTrs reuns
Companhia Franceza de Navega-
eao a vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
San toa
0 vapor ill Se Sitos
Commandante Henry
Espera-so dos oortos do
sul at o dia 10 de Fevereiro
seguindo depois da indis-
pensavel demora para o Da-
wre.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As passagens podero ser tomadas lie antemao.
Recebe carga encommendas e passageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
AGENTE
Augiist Lable
9 RA DO COMMERCIO 9________
Brigne*portoguez
8. LOURENQO
Recebe carga a frete pai a Lisboa e Porto :
tratar com Amorim IrmSos A C.
Patacho porluguez
VEUITAS
Recebe carea a frete pra Lisboa e Porto : a
tratas com Amorim IrmSes & C.
Do sobrado de 2 anqWes e grande sotao
ra de Domingos Jos Martina n. 38,
freguezia do Recife, o qaal fica em fren-
te do tundo do sobrado em que se acha
o Monte de Soccorro
Terea-felra, H de Fevereiro
A' 1 hora da tarde
Agente Pinto
No primeiro andar do sobrado do largo do Cor-
po-Santo n. 19, por occasiao do leilo dos cofres,
carteiras e movis all existentes.
Leilo
De 15 caixas com cerca de 400 duzias de
superiores bisnagas novas de heiro de
diversos tamaitos, chegadas pelo ultimo
vapor.
Quartafeira, 9 |do corrente
A's 11 hor.s
No armazem sito ra do Mrquez de Olin-
da n. 19
O agente Gusmao, far leilo por conta e risco
de quem pertencer de 400 du;ins de bisnagas no-
vas.
Em um ou mais lotes vontade dos com-
pradores
Em seguida ser vendido mob'ias de junco, ja-
caranda e amanillo, 1 gr.mde espelho oval moldara
duurada, commodas, camas, apparadores, guarda-
louca e muitos outros objectos.
Leilo
Agente Britto
De movis, espelhos e vidros
0 agente cima autorisado por urna fami-
lia que se retirou para fra da provin-
cia, levar a leil3o o seguinte :
Urna mobia de Jacaranda moderna quasi nova,
1 guarda-vestido, 1 toilet, urna cama francezs, 1
marquexo, 2 commodas, 1 lavatorio com peora,
1 guarda-loucx, 1 mesa elstica, 12 cadeiras de
De movis, tacas, e vidros
Quinta felra, iodo corrente
A's 11 horas
{jo Io andar do sobrado sito a ra do
Rangel n. 58
CONSTANDO:
De 1 mobilia de Jacaranda composta de 15 ca-
deiras de guarnicao, 4 ditas de bracos, 2 ditas do
oalanco, 1 sof, 2 consolos com pedra e "espelhos,
1 jardineira com pedra, 1 relogio de parede, 1 can
dieiro para kerosene, 4 etagers, 3 lanternasje cas-
tigaos 4 quadros, 4 pares de jarros, 11 bolas de
vidro, 1 tapete para sof, 1 dito psra porta, 7
panaos de crochet para sof e cadeiras, 3 tapetes
para lanternas, 1 sof de amarello, 1 commoda,
1 banca com gaveta, 1 cabide de parede, 3 qua-
dros, 2 pares de jarros, 1 espreguicadeira, l cama
de amarello para casal, 1 bidet, 1 quartinheira com
quartinbas, 1 arandella para gas, 1 cama para
casal, 2 cabides de parede, 1 colxo, 13 cadeiras
de guarnicao, 1 mesa para jantar, 1 guarda loucas,
2 aparadores, 1 sof de amarello, 2 cadeiras de
balanc >, 5 mochos com palhs, 1 lavatorio com pe-
dra, 2 candieiros, 1 gaiola' esm canario, camas de
vento, toacas para almoco e juntar, gaiheteiro.
Campeteiras, fructeiras, garrafas, copos, clices, 1
cafeteira de eletro pate, toalhas, jarras mesas de
cosinha, bacas e muitos objectos de uso domestico.
O agente Gusmo, autorisado por urna familia
que retira-se para fora, far leilo dos objectos
cima mencionados.
"(fr)
Antonio Crrela le Vasconeello*
O Club internacional do Regatas, convida aes
amigos e pareutes d'este seu fallecido socio, as-
sistirem urna misan, que pelo dcscaoco de sua alma
manda resar no dia 8 do corrente, s 8 horas da
manh, na matriz de Santo Antonio, pelo que des-
de j se confessa agradecido.
Joaquim A. da Fonseca,
Secretario.
Associafo Portogueza de
Beneficencia
de V:vsfon-
Autonio
Crrela
cellos
AVISOS DIVERSOS
A directora da Associacao Portugueza de Be-
neficencia convida a todos os socjs, parentes e
amigos do finado Antonio Correia de Vasconcel-
os, para assistirem a urna missa que manda resar
por alma di mesmo na igreja- do Divino Espirito
Santo, terca-ti ira 8 do corrente, s 7 horas da
manh, pelo que se confessa grata a todos que
compareeerem.
Secretaria, 5 de Fevereiro de 1887.
O t* secretario,
Manoel Tavares da Costa Martins.
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe-
ihos, junto de S. Goncatio : a tratar na ra da
Emperatriz n. 56.
Na ra do Cotovello u. 83preciss-se de si-
guen: para vender em taboleiro.
Precisa-sc de urna boa cosinheira para casn
de pouca familia ; na ra do Imperador n. 50, 1"
audar.
Aluga-se o sobrado da ra du Imperador
n. 3. com commodos para familia, caiado e pinta-
do, e por preco rasoavel; no Caes do Apollo n.
4(A
Aluga-se o sobrado n. 21 ra da Unio
tem agua e gaz, e grandes accommodacoes para
familia ; a entender-se rita da lmperatriz nu-
mero 19.
Alluga ae o 2* andar do sobrado n. 1, ra
do Visconde de Pelotas, oatr'ora Arago tratar
na ra da Madre de Deus n. 21.
Os abaixo assignados, teem dssolvido nesta da-
ta a sociedade que sob a razao Francisco Martins
Gomes i C, exista na loja de miudezas ra da
Imperatriz n. 86, retirando se o socio Bemvenuto
Cavalcaate de Mello, pago de. qualquer lucro e fi-
cando o socio Francisco Martins Gomes com o
activo da referida loja e obrigado pelo respectivo
passivo.
Recife, 5 de Fevereiro de 1887.
Francisco Martins Gomes.
Bemvenuto Cavalcante de Mello.
3 "- :
Isabel Theresa de Jen
iManoel Ferreira e D. Isabel Alejandrina Fer-
reira, do intimb d'alma agradeeem' celestial con-
fiara da SS. Trindade e todas as pessoas que
se dignaram aeompanbar ati sua ultima morada
os restos mortaes de sua nditosa sfilhada Isabel
Thereza de Jess, e de novo convidara as mesmas
pessoas, bem ;omo a todos seos amigos e parentes
da finada sssistirem a missa que mandam resar
na igreja de N. 8. da Terco, pelas 6 horas da
manh du 10 do corrente, stimo dia de seu falle-
cimento.
Jimntndc
Pede-se pessoa que por engao levou trocado
um chapeo de sal no saro de 6 dusce mez. o favor
de o vr destrocar na ra de. Horta9 n. 17, andar
terreo. Kecife, 7 de Fevereiro de 1887.
junco, 1 mobilia de amarello, 2 cadeiras de batan-
eo de Jacaranda, 1 sof preto. 1 thear, 1 relogio de
parede, cabide e quartinheira de columnas, 1 espe-
pelbo oval, 2 ditosgraod-p, tarros, quadros, cepos,
colheres, facas, bandejas, louca e outros objectos
proprios pars casa de familia.
Uuariu feira 9 de Fevereiro
A's 10 1/2 horas
Na ra de Santa Rita Nova n. IX, Io
andar
Leilo
De movis, quadros, louca, vidros crys-
taes, jarros para flores, candieiros a gaz
carbnico.
A SABER:
Um piano, 1 mobilia com 1 sof, 2 consolos, 2
cadeiras de bracos, 12 de guarnicao, jarros para
flores, quadros, tapetes, escurraduras, 2 mesas re-
dondas, lancas para cortinado?, e candieiros a gaz.
Uina cama francesa, 1 guarda-vestidos, 1 com-
medn, 2 lavatorios, 2 cabides e 2 relogios.
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca, 3 cobertas
de metal, 2 apai adores, 1 armario envidracado,
louca para ch e jantar, eop-is, clices, garrafas,
campoteiras, 2 machinan para agua gazoza, aran-
delas douradas com mangas, mesas de pinho, 32
paos de papel de forro de sala.
Um lustre de crystal com 2 bicos, 1 mesa secre-
taria, 1 mesa e cabide p-m i.lt-liate, mesas, cadei-
ras e "mais accessoros de casa di familia.
Quarta-feira 9 do correvte
A geqte Pinto
No sobrado da trav-asa do Corpo Santo n. 23
01eil2o principiar s 10 \\2 horas
Leilo
De
de
fazendas, .miudezas o movis
escriptorio
QUINTA-FKIRA, 10 DO CORRENTE
A's 11 hor, s
Agente Pinto
No armazem da travessa do Corpo Santo n. 23
Leilo
De movis, louca, vidros, urna espingarda
para salao e urna esteira para forro de
sala
Sendo; nma mobilia de jur.eo com poueo uso,
tendo 12 cadeiras de guarnicao, 2 ditas de bracos,
2 ditas de balanco, 1 b fft .- 2 eonsolios com tampo
de pedra, 1 espelho oval, 2 pares da jarros, 1 ca-
ma francesa de amarello, 1 importante guarda-
vestido de dito, 1 commoda de dito, 1 dita preta,
2 marquezoes, 1 luva'ono com pedra, 1 cabide de
columna, 1 mesa e estinte para udvogado, 2 ca-
deiras de b ilanc) de Jacaranda e 1 espingarda de
presso.
Urna mesa elstica de 3 taboas, 1 aparsdor-
goarda-comida, 12 cadeiras de junco, 1 qusrti
ubeiro de columna, cupos, garrafas, louca, urna
esteira para forro d sala e untres muitos movis.
Qnlnta-fera o do corrente
A\<> 11 HtUtAS
No terceiro sudar do svtmd > n. 40 da ra larga
d'> Iiof!ir:o
O agente .VARTIJS far lelfto, por autoraa-
eSo, dos u .-veis e mais*ohjfct s existe tes em dito
sobrado, os quaes seio vendidos ao correr do
martello.
Ama
Preciss-oe de nma para coznhar e comprar
para casa de pouca familia ; a tratar na ra do
Baro da Victoria n. 19, loja.
Ama
Precisa-se d urna ama para cosiuhar ; a
na rna Duqae de Caxi is n. 60-A.
trata
cnramr
Scm dieta esem modifi-
caf oes de eostumes
Laboratorio central, ra do Viconde k,
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Reqente .Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar
maceotico Eugenio Harqoes
He Hollanda
A pprovados pelas juntas de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria d>
Paria.
Elixir de irabiribina
Rcstabeleco os dyspepticos, facilita as diges-
tores e promove as ejeccoes difficies.
Vinbo de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chlero-anemicos, debella a hj poemis
intertropical, rtconstitue os hydropicos e beribe-
ricos.
Xarope de flor da arueira e mutamba
Muito rccommtndado na bronchite, na hemop
tyse e uas toases agudas ou chrsnicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas com
pererina, quina e jaborandy
Cura radiealmi'nte as febres intermitientes, re
mittentes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e ta.nbem for
ruginosi', preparados em vinho de caj
Efficazes as inflaunna^oes do figado e bac
agudas ou chroncas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado as convalescencas das parturientes
retieo antefebril.
Francisco Manoel da Silva & C.
RA MRQUEZ DE OLINDA
anwwawawiiniiiii i i j i nmiiw i isswanan
Teaente Manoel Crlnplnno
l Silva
Anna Amalia Barbosa d* Silva, Jos Ci piano
da Silva, Mana Aranriolina de Moraes e Silva,
Anna Anela daUunfia e Jos Elias Barbosa da
Silva, muito agradecem todas as pessoas de sua
amizade que assistirum ao funeral e acempanha-
mento u'> cemiterio oublico da c>dade do Gravat
o cadver de seu mui presado espos), filho, genro
e pai, o tenente Manoel Crispiano da Silva ; e de
rovo os convidara a assistirem as missas de sti-
mo dia, quo ferao lugar as matrizes Je S Jos
desta cida.ie, s I horas da manh, c de Gravat
s 9 1|V 1ic:8 do da sesta-feira 11 o corrente.
anr^cioanJo de< mis este act' do cari lade e rclic'.
liarla Anounciada Ferreira de
Brilo Honorio
Joaquim Nunes Padilha agradece do intimo
d'alma todos os amigos que acompanhsram ao
cemiterio os reatos mortaes de Mara Aonunciada
Ferreira de Brito Honorio, a quem Deus foi ser-
vido levar para sua eterna gloria ; de novo os
convida assistirem a missa que manda celebrar
na matriz do Corpo Sauto, s 8 horas da manh,
por alma da mesma finad?, stimo da do seu pas-
sameoto na terea-feira 8 do corrente, e des leja
se coofessa cordialmente grato todos aquelles
que se dignsrem a assistir este aeto de reg.ao e
caridade.
Jerony mo Jos Goncalves Lipes Pereira, tendo recebido
a infausta noticia do fallecimeuto do seu presado
pai, em Portugal, convida todos os seus parentes
e amigos e os do finado para assistirem as missas
que por sua alma manda celebrar Da matriz de
Santo-Antonio, quarta-feira 9 do corrente, s 7
horas da manha, 30 dia do seu f.ille.-imento, por
cujo acto de caridade desde j se eonfessa rato.
everlano Leopoldo Cavaleanle de
.t Itiii qiscrtf ii i*
Tiigesimo dia
Francisco de Siqueira Cavalcaote e o Dr. Cys-
neiros de Albuquerque, convidara aos parentes e
amigos para ouvirem urna missa que mandam re-
sar na capella da Soledade, s 8 h^ras da manh
do dia 10 do corrente mez e desde j se confes-
sam agradecidas.
lUnrflUIIIHIil I i *w?ii:in^l^T,iy>y: j-T,:'':'i7'^P
1
lariiitlio Heliodoro Alves Ca-
valcante
Mara Franklina de Medeiros Cavalcante, o ba-
charel Jos A! ves Cavalcaute e Cesario da Cunha
Cavalcante, mulber, irmo e filho do finado Ja-
einthi Heliodoro Alve9 Cavalcaute, cenvidam aos
purentes, collegas e amigos do mes i o finado, para
assistirem a missa do setims dia, qne ha de ser
rebada terea-feira 8 do co rente mez, pelas 8 ho
ras da m mha, na matriz da Roa-Vista__________
ntonio ft*cds'0 tle Nonza Moars
Mana da Gloria Queiroz Soares a eeus filbos,
coiivi iam uos paieuirs bmigos para asitirfin as
mi.-SHH que pela alma do seu nunca esquecido es-
poso e pai Antonio Pedro de Souza Soares, uwn-
d m ceiebrar na igreja do Divino Espirito Santo,
7* di do S'U fae.craeato.
Desdi j se eonfessam eternamente agradecidos
a todos que se dignarein de assistir a este acto de
ca i dn de.
Irmiiududc So aieonor Itoni lesus
dos Pasaos, da nsalrlz do Corpo
Santo.
Por deliberacao da mesa regedora desta irman-
dade, em signal de gratidio a memoria do nosso
finado irmo e bemfeiter, commendador Jos Joo
de Amorim, manda celebrar missas por sua alma,
na quarta-feira 9 do corrente, pelas 8 horas da
manba e para este acto de caridade convida todos
os BO8S08 irmos e a Exma. familia c amigos da
finado.
Consistorio da Irmandade, cm 5 de Fevereiro
de 1887.
Francisco Antonio Correia Cardo30,
_________escriv '________________
njfnanavnna^sjBanji na^WJaW
Juanna (Joeino (Jarmiro da Cunha e seus lbos,
Isab-I Xavier Carneiro da Cunha, Manoe Xa<*ier
Caroeiro de Albuquerque, Ros* Xnvier Carneiro
Lco, Joaquim Mendes Carnei'O L io, Irneu Coe-
lho da Silva, Jovioo Coelho da Silva, esposa, fi-
lbos, mi, irmos e cunhados de Francisco Xivier
Carneiro da Cunha, agr lecem do intimo d'alma
todas as pessoas que se dignaram a acompanhar
os restra mortaes do fallecido at o cemite.-io de
Je.boitao. e a ouvir as missas que foram celebra-
das no 7." Jia do seu passamento. _
Manoel Calilo de Monsa
Gaudencio de Sousa Ua, sua familia, presen-
tes e ausentes, do intimo d'alma agradecem aos
seus auiig03 que se dignaram acompanhar sua
ultima morada os restos mortaes de sea muito
sentido tio, ir rao, marido, pai, filho, Msnoel Ca-
Hsto de Souza ; e de novo convidara a assistir a
missa que por sua alma mandam celebrar no con-
vento de S. Fraucisi?, na terca feira, stimo dia
de sen eterno passamento: s 7 1(2 horas da ma-
nh ; e de aovo protestan) se summamente gratos
. por mais este aeto de relgin e cj-riiade.____
'.


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Aluga-se barato
xtua dos Guararapes n. 96.
Ba Viscondejje Itaparica n. 4?, armazem.
Boa da Palma n. 11.
Roa Corredor do Biipo n. 18.
Becco Campello n. 1, i" andar.
Largo do Mercado n. 17, loja com gaz.
Aa casasda ra do Corone: Sutaauna n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2. andar.
Trata-se na ra do Coinmercio n. 5, 1 andar
leriptorio de Silva QnimarSe fe C.
Alujase
o grande sobrado ra Imperial n. 8, que foi do
auecido conselheiro Jos Felippe, com grande
terreno, diversas frutteiras, agua encanada e gaz ;
a tratar na ra estreita do Rosario n. 8, escrip-
torie. ____
lug
a-se
O 2 andar do sobrado n. 35 travessa de S. Jos ;
0 1* e terreo do de n. 27 ra Vidal de Negre-
ros : o 1 do de n. 25 ra velha de Santa Bita ;
o 1- do de n. 34 ra estreita do Rosario ; todos
limpos : a tratar na ra do Hospicio n. 33.
A hura-se
o primeiro andar do sobrado do pateo de S. Pedro
n. 4, tem agua e gaz : a tratar na ra estreita do
Rosario n. 9.
Aluga-se
o I* andar e soto da ra do Fogo n. 35 ; o 2 e
3* andar da ra estreita do Rosario n. 32, tem
agua e commodos para grande familia, estao lim
pos e sao independentes : a tratar na ra da I u-
peratrit n. 16, 1 andar.
Aluga-se
A loja a 3 andar do sobrado n. 20 4 ra da
Imperatriz, com muitos commodes para familia ;
a tractar na ra do Bom Jess n. 11 com Capitu-
lino de Gusmao.
Alusa-se
A casa ra da Amisade n. 30 (Capunga), e a
de n. 20 na travessa do Corpo-Santo ; a tratar na
ra veiba de Santa-Rita n. 14, sobrado, das 9
horas do dia 1 hora da tarde.
Ama
Na ra do Pires n. 5, precisa-se de urna para
engommar.
Ama
Precisa-se de urna para cosinhsr na ra da
Uniao n. 13.
Ama
Precisa se de duas amas, urna para cesinhar e
eutra par- engommar ; na travessa doa Pires n.
5 (Geriquity).
Ama
Precisa-se de urna ama para o servico domestico
de urna casa de familia ; na ra do Cotovello nu-
mero 46.
AM/1
Precisa- se de urna ama
mero 137.
na ra da Aurora nu-
AMA
Precisa-se de una ama para
lavar, engommar e faze rmais
algaras servieos de casa de fa-
milia : menos comprar e cozi-
nliar : na roa do Riachuelo n
13. Deve dormir en casa.
Ama
Precisa-se de urna ama para oosinha; na ra do
Dr. Joaquim Nabuco n. 3._________^_____
Ama
Precisa-se de urna boa cosinheira, para casa de
peqoena familia ; a tratar no Caes da Companbia
b. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
Ama
Precisa-se de urna perita cosinheira, para casa
de familia ; a tratar na ra do Baro da Victoria
n. 46, loja._____________
AMAS
F Precisa-se de urna ama p*ra cosinbar e ontra
para cuidar de duas enancas ; na ra da Aurora
n. 81,1 andar. __________ ______________
Copeiro
Precisa-se para casa re familia, de um menino
de 12 annos. qne d fiador de sua conducta ; di-
rija-se a Cruz de Almas n. 8, Tamarineira.
Eitra
^Precisa-se de urna boa engommadeira e que
ensaboe tambem, para casa de pequea familia :
a tratar no Caes da Companhia n. 2. Prefere-se
escrava e deve dormir em casa. ______________
Costureiras
Precisase de perfeltas costa
reirs, paga se at *0 da
ros, no ateller de Ine. Fanny
Hlva. rua do imperador n. 50,
1. andar. ^^^^^
Especial
Magnifico assucar rt finado, sem igual ueste
mercado- Refiuacao Salgueiral, rua de Marcilio
Dias n. 22.
N umero'.telepbonico445.
Borrachas para limas
De primeiraqualidadc e precos razoaveis: ven
dse em casa de Justo Teizcia & C, Sucesso-
IB^aflal BaBa^a^a^aW m -^^ -^q,
*lWF1l^^Hfci>uii Tcrfa-fira

MMHi^aBiKl
es.
RUA Da PENHA N. 8
Sitio no
Arrenda-se annuaimente um bom sitio com bas-
tantes cemmodoo para grande familia, boa agua,
oom arvorts frnctiferaa e jardim, o com sabida
para o rio, por psojfo.muito rasoavel; a tratar na
roa do Livramento n- 84.
Tricofero de Barry
Garante-se que faz nas-
cerecrescer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinha e a oaspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, e infaUivelraente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. o nico perfume no mun-
do que tem a approvaeao oficia', de
un Govemo. Tem duas vezes
mais fragrancia que qualquer ontra
eduraodobrodotempo. E'inuito
mais rica, suave e deliciosa. E'
amito mais fina e delicada. E'
maie permanente e agradavel nc
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banho e no qunrto do
doente. E' espeoifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e oa
iesmaios.
Jarope Je Yiia Je Reiter No. 2.
tjmtB r>z usiir-o. BXPOiSDEuaUrA
Cura positiva e radical de todas as formas da
escrfulas, Syphilis, Feridaa Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas aa do-
incasdoSangue.JFigado, e Bina. Garante-M
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
restaura e reno va o systema inteiro. 0 4
Sabao Curativo Para o Banho, Toilette, Crian
Sis para a cura das moles-
as da pello de todas as especies
m todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Copiro
Precisa- se de um menino para hotel, que tenha
pratica ; na rua da Madre de Deus n. 3, hotel.
u'S
Maria do Livramento, velha octagenaria e pau-
prrima, pede as almas caridosas que lhe mande
urna esmola pelo amor de Deus. Mora no boceo
do Bernardo n. 51. E' urna obra de caridade.
Professora
Urna senhora competentemente habilitada, pro-
poe-se a leccionar em cellegios e casas particula-
res, as seguintes materias : portugus, francez,
msica e piano; a tratar na rua do Mrquez do
Herval n. 10.______________________________
300:000$,
Lotera de Alag as
ExtraceoTerca felra
de Feverefro
Intransferivel
Bbetea venda na etsa feliz, Pra9a
da 5a "jendencia ns. 37 e 39.
LOTERA
PARA
EDUCACAO DOS INGENUOS
xyjs
COLONIA ISABEL
IA B / A \\L^ ik \ \
AOS 2o:ooosooo
Menina
Urna faa ilia estrangeira precisa de urna menina
de conducta a flaneada, nicamente ri>ra tomar
canta de urna criancinha de 0:10 meses, d-se bom
trato e paga-sc bom ordenado ; informa se A na
nova de Santa Rita n- 55, sobrado.
Ailoni'o
Urna senhora honesta, que entende de costurar
e fazer qualquer trabalho por figurioo, se offerece
a acompanhar qualquer fimilia que tenha de ir
para o Rio de Janeiro. Na meem* casa tnz-se
vestuario para o csrnaval ; a tratar n rua Vidal
de Negrriros n. 78.
Precisa-se de urna engommadeira e de um co-
peiro : rua Duque de Canas n. 86.
40:0008000
20:0008000
10:0008000
5:0008000
Esta lotpria, cuja 13.a Serie da 24.a parte, ser extrahida
na Quinta-feira. 10 de Feveroiro. s 4 horas da tarde, no Consis-
torio da Igreja Conceicao dos Militares, acha-se venda as se-
guintes casas:
Ba do Baro da Victoria ns. 40 e 43.
v, Cabug n. 2.
Rangel n. 2.
> Larga dO Rosario ns. 24, 36 a 42.
lo mundo lotrico a nica que pelo seu plano, mais vanta-
gens offerece aos jogadores, e no Brazil, at hoje, anda nao achou
nenhuma ou ira que se approximasse em vantagem na distribuico
dos premios, e para prova des (a assercao pedimos a atteticao dos jo-
gadores para a seguinte TABELLA comparativa dos referidos pre-
mios distribuidos por esta lotera e as suas congeneres:
LOTERA do GRAO-PARA
D 70 \ de premio do seu capital.
DEM DO CE.4R.V
68 3t4 \ idem.
DEM de alagoas
73 3i4\ idem.
dem de minas-geraes
Menos de 81 \
IDEM DA COLONIA ISABEL
Distribue em premios mais de 85 Ij8 jo.
Cos'nheira
Prccisi-se de urna cojinheira ; na rua do Mar-
ques do Herval n. 115
CAPSULAS de GRIMAOLT & C
COM
MATICO
ippKTiiu pela JuU Mitrtl ie Hjjiw
publica do Brasil
ComWnof do da Enencia 4* Mtico
com o Balsamo dt Copthiku
Remedio infalllvel para cura a
Conorrbea, sem embaragar 0
estomago, nem provocar repu-
aancia, effelto que sempre pro-
uzem todas as capsulas de co-
pablba liquida.
'Deposito em PJLRIB t
Ph- OR1MALT C", I, ru Tiriwie
. nn princip* Phtrmtclu e Onttriu.____
240 caixas de cognac
lea limo
Chegada8emdireitura do lugar de produccao para
Charles Plnym & C.
foram mandadas pelaCompanhia Geral do Clia-
rento : AsBcciacSo de proprietarioa.
Vende-ae a retalho e era pcrco por caiza de
duaia : aos Sr.. mercieiros em condifes nunca
vista at este dia nesta praca.
Urna garrafa de amostra 14500
24rua'do Commercio-24
Recife
Cosinheira
Precisa-se de ums ama para cosinhar e comprar
6 fazer mais servieos de casa de pequea familia ;
na rua do Aragao n. 14._____________^___
Caixciro
Na rua da Madre de Deas n. 3, hotel, precisa-
se de um eaixeiro com pratica de hotel._______
Carnaval
Luvn* com mofo a l*> < par
Luvas biancas para senhorx, 2UU0
Ditas idem para h'.mem. com doua botoes, 2$.
Na fabrica de luvas, rua io Cabug n. 7, 1*
andar.
Pillas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparHcao puramente ve]
gotal, teem sido por mais de 20 annos aproveitadae
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affecces da jjeile e do figado, eypbilis, bou-
boes, escrfulas, chagtis inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo de UKnl-na
Cerno purgativas: tome-se de 3 a (! por dia, be-
i aendo-se aps cada dse um pauco d'agua adoca-
, da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pula ao jantar.
Estas pilulas, de nvenco dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridietum dos
i Srs. mdicos para sua melhor garanta, ttrnande-
jo mais recommendavL'8, por serem um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
usadas em vingeoi.
ACHAM-8E A' VENDA
"* d rosa ra de Farln Sottrlnbe *
^l KUA DO MABQEZ DE OLIXDA 41

PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
IDEM DO PARAN'
75
es
as
as
errs
2
96

>
O Remedio mais efficaz e 9*^
Seguro que se tem descoberto ate
Moje fiara >pe tir as Lon t/rigas.
ROQWJAYOL IREBES
Por 14:000 rs.
Aluga-se a loja do sobrado rua de Lomas Va-
lentinas n. 50 ; a tratar na rua Primeiro de Mar-
co n. 7-A, livraria.
Codnheira
Precisa-se de urna que desempenhe o lugar e
durma em casa; roa Duque de Cazias n. 42
porcima d da typographia. _________________
Adyogado
Oomingon F. de Soma Leio
Das 10 horas da manir s 4 da tarde, rua
do Imperador n. 10, i andar.
O i)' Chrou.ftUl, wior da lesoc.be. .'a H^opri.Jadev cuMlvt df* Hjrpophos-I
phltoa no tratamfDto na ta ca piilmona,j
tem a li onra do participar aos seus collonas
medicoc, que o-i unida Hypipliespultoc
recon!i;i.i.~ r r*comme"Jai'.os por elle
so os tpie rreparrt o 8r fcvann, phar>
macean, fl, rua C-stig.one, Parla.
Os Xirope i de Hypophosphltoa de
Soda, M e Ferro vondum-se em frascos
^taidraios toi^to note* io I> Chorchtll
ao vidro, ua tsaty.elura ao envoltorio e
! tira $) papel encarnado -Jae cobre a rolba. i
Cada fraaoc verdadeiro ".-va alem d'isto a
OMro* db fabrica de baj-nu-iia Swana.
-Ao commercio
Um rapaz cem al^jm cenhecimento theorico de
franctz, ingles e aritbowticn, cff rece-se a ser
eaixeiro ou ajudante de gBard-lvrosem qualquer
casa comuif rea', dundo fiador i eua conducta ;
quem precisar deia ficar urna carta com asini-
ciaes E. M. na renueve da rua da Concordia nn-
mero 33.
PastilbaK vermfugas
de Se ring
o melhor especifico :jctra vermes : deposito cen-
tral em casa de Paria Hobrioho de C, roa do Mar-
ques de Olinda n. 41.
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em attlnglr ao hi gru de deUoadea perfelSo.
Ja. A apparenda exttrior tes tai imitaaSes sendo idntica aos TtrMm- m
Ijv UeiniH Productos Orina, os consummidores deverap se Jt3
^a. precaver contra este commercio licito e considerar como
4urv contrafaccao qualquer producto de quaiidade inferior ^Ly
^i^ vendido por casas pouco honradas. ^|r^
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"ao ao OataosTTnetrado ft yedtdo franqueado.
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effeito*mhis certo. Numerosas observacbes nos hospitSes de Paris
demonstraram que os seos effeitos sSo constantes.
Com o P DE ROG qualquer pessa
pode preparar urna bebida purgativa,
laxante e refrigerante. Conservase e trans-
portase fcilmente.
O P DE ROG nico e authentico i
vendido em vidros envolvidos em papel c?
de laranja tra\ a assignatura
e o sitete do inventor em frente :
Hadeira para conslrucco
Travs de 40 e 45 palmos, de boa quaiidade, a
preco commodo ; vende-se na rua de Pedro A Son-
so o. 34.
Cosinheira
Precisa-se de nma cosinheira ; na rna da Au-
rora n. 137.
LINIMENTO SNEAU

:
.'*.
.
rara os ca.VAx.XiOB
AO
Antonio Jos Maia & C, aviesm cue o Sr.
Jos Alfredo de Almeida Scarea deizou de ser sen
empreado desde o dia 3 do corrente mes.
SPPBESSAO
Ido FOSO
e aa
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do PELLO;
di pabb:ca
sflSTmn.
o FOGO
i 131
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MWMLMmmjmmwm aVaisv
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de E. I*ER0Y, Fbarmaceiitico e i" Classt 2, m Danno, PARS
OSTEOOENEO iiri o DosarrolTlaeiU o > tatleao iu erisieai, costra o Eataitinao a HolMtia dM Oaw.
Recommendsmos este Xarope aos Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de assimi-
t. laco fcil e mil vezos superior a todos os jaropes de lacto phosplialo Invernados cela especu-
lao. Todos sao cidos ao posso que o Pnopnato ae Cal latinoso nao pe.
-y'- "~>" ~^ Profaior Bocht. Medico no Ho!p.l dai Catse. (Strt tfe HitiUui. 19 de mito de loro.)
VINHO PHOSPHATADO DE LEROV ..S'fc1^
AntmlM, Consumptio, Bror.ohte chron/ca,T//ca, Frtqueza organ/ca, Conva/eoen?as o/fflee/.
\ Depositarios em Pernambuco : FRAN M. il^' SILyA c '.
wmmm~-*m fmmsmstms^kwmmsmmmm
X
'mi.<
y
**"^~------m----1-



DE



.'

SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fijado de bacalho
COM
Hvpophosphilos de cal e soda
'pprovada pela aJnnta de Hy
glene e aatorisada pe
goveroo
E' o melhor remedio at hoje decoberto para a
Unir Hrocblie. eeropbla. ra-
eW(..i.einia.i:el.ilHid '!"'
declino. toaae clironlc* e tTeeaea
ao pelto e da saraania. M
E' *)uito superior ao oleo simples de ngaao ae
bacalho. porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveia, possue todas as virtudes medicmaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituate s Aja hypophosphitos. A venda nat
i rogaras e boticas.
Deposito em Pernamboeo__________
Costureiras
Precisa-se de perfeitas costureiras, com urgen-
cia ; na ra da Aurora n. 39, 1 j andar.________
Cosinheira
Precisa se de urna cosinbeira ; a tratar na tra-
vesea de Fernandes Vieira n. 8, becco do Padre
I ngles. _^______
EXPOSITION
Miai Or
mmi
BWP*HII
^CroiaaChetalier
LtS PLUS HAUTS RCOKPIMSES
AGUA DIVINA
E.GOUDRAY
DITA A6UA DE SAUDE
i Preeonissd para o toucador, como eoaservanio
consuntpratnte as cores da mocidade,
a preservando da peste e do cholera morbu.
i ARTIG03 RECOMMENDADOS
perfumara de lagteina
lcomutnanU pelas -brilide ledleu.
GOTAS CONCENTRADAS para o lenca.
0L.E0C0SIE para a belleza dos cabellos.
ESTES ARTIGOS ACHAM-SE NA FABRICA
pars 13, roe d'Engbin, 13 pars
i Bepositos em todas ai Parfamarias, Pbarmacias
e Cabelleretros da America.
SSSSSSSSSSSSSSSSSSBSSSSSS
Jalroph
Manipoeira
Eise medicamento de urna eficacia reconhaelda
no beriberi e outras molestia* em que predomina a
hydropesia, acba-se modific-ido em sua prepara-
co, irracaa a urna nova formula de um da ti neto
medico desta cidade, sendo que tmente o abaixo
assiguado est habilitado para preparal-o de modo
a melhorar lne o gosto e cheiro, aem toiavia alte-
rar-lhe ai propriedades medicamentosas, que se
conservan com a mesma actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado peb
esttmago.
Inlro depona*
Na pharmacia ConceicSo, na do Marqoet de
Olinda n. 61.
Beiorra de Mello
Cosinheira
Precisa-ge de urna cosinbeira que entenda bem
de scu officio, psga-se bem e casa de pouca fa-
milia ; na ra do Cabug n. 5-A, bja.
U commercio
O gaarda-livros e batanciador Luiz de Franca
Marques, participa ao commercio e ao publico,
que pode ser procurado em seu escriptorio ra
das Triocheiras n. 48,1 andar, daa 9 a 4 horas
da tarde, e as demais horas em sua residencia
ra da Conquista n. 8, para os misterrs de sua pro-
fissao, como -ja : eaeriptnracSo por partidas dr-
bradts,batneos, contratos e distratos mercantil.
Cosinheira
Precisa-se do urna ama que cosinbe com per-
feicao e de um rapas de 12 a 16 annoa, de bons
costumea, para o servico domestico de casa de fa-
milia ; na ra io Marque do Herval n. 10.
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
afamada ha mais de um rculo; excede todaa
s ouiraspelu sea perfume delicado e exquisito.
THI.Z MtOAl.PlAS DE OURO
PARIZ 1S71*. CALCUTTA 1#U
pela extra-fina excellpii<*i-i de sua qualidade.
ESSEKCIA BE WHTt R0
nUR6rPAHK I YLAI8-YLAIG
STEFBilHmS OPOPMAX
e outros muitos perfumes conhecidos pela sua
qualidade e odor deleitavel e exquisito.
Afamada
AGUA DE COLORA DE ATUIS0I
ineompararp] pelo seo perfume, e con centra ci.
Superior aos productos similares vendidos,
sob o mesmo rime.
|ietitTi-u Cata di trititsleneiaitts e Fiirioita.
J. A E. ATKINSON
24, Od Bond Street, Londres.
MarcadeFabricaUrna "Rosa branca"
sobre urna Lyra de Ouro.
DI (Bill i'
Fa/endas barassimas!!!
Kfio as seguate vendidas por preeos seui eopeteoeU:
Lindos fu8t5ea de listrinhas, padrSes chiques a 400 ris o covado !
Setinetas do quadrinhos a 360 ris o dito !
Cretones superiores, 1 metro de largura, a 600 ris o dito 1
Carobraias brancas bordadas a 60000 a peca de lO.jardas !
Linhos de quadrinhos es-jocez a 200 e 240 ris o covado 1
Merinos de todas as cores, a 600 ris o dito _
Esplendidos sortimentos de las para vestidos a 500, 600 e 700 o dito.
Caxemires novidades a 10500 e 10800 duas larguras.
Gases de cores com palmas de seda a 800 ris o dito!
Merinos pretos e Caxemires, a 10000, 10200, 10400 e 20000 o dito 1
Velludilho bordado de todas as cores a 10000 o dito !
Botn maco de todas c6res a 10000 e 10200 o dito I
Popelina branca para as Exm." noivas, a 500 ris o dito !
Guarnieses de crochets para cadeiraB e sof 80000.
Vestuarios de 15. para enancas, (novidade) a 70000 e 80000.
Meias al vas para enancas a 20500 a duzia !
dem cruas para homem a 40000 e 50000.
Cortes de fastSes para coletes a 20000 um !
Caxemira ingleza a 40500, 60000 e 70000 o corte !
Cheviots superiores, preto e aaul a 20800 e 30500 o covado 1
Complete sortimento de casemiras, pannos e brins e muitos outros artigos que serlo
lembrados presenca dos leitores
Urna pessoa habilitada e de boa educacac, avisa
ao publico desta cidade e especialmente aos pas
de familia, que lecciona portugus, franeez, latim,
geographia e noccoea de historia. Em sua residen-
cia, entinar aula primara pelo methodo do pro
fessor Manoel Chrysogno da Silva Braga, garan-
tindo modicidade nos precos. Pode ser encontra-
do todos os das aqui nesta typograpbia das 11
da man ha a 2 da tarde ou em sua residencia
ra dos Prazere n. 26.
VENDAS
Vende-se a caa da estrada de Luis do Reg
n. 21, com muitos commodos e agua encanada, e
um terr no ao lado da mesma .'casa ; a tratar na
ra estreita do Rosara n 24.
Engento venda
Vende-se o engenho Murici, con safra ou sem
ella, limado na rregurzia da Eacada, distante da
respectiva estadio um quarto de legoa, podendo
dar seis caminos por da, moente e corrente,
tem duas casas grandes e 2 pequeas para mora-
da, e outra para tarinba com suai pertencas, tam-
bero se faz permuta por predios nesta praca : a
tratar na ra do Imperador n. 61, 2- andar.
A Kevoluco
A' ra Duque de Casias, resolveu vender
os seguintes artigos com 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 1*500 o covado.
Mirine de cores finos, a 900 e 11200 o co-
vado.
Ditos pretos a 1*200, 1*400,1/600, 1*800 e
2*000 o covado.
Las mescladas de seda a 600 ris u covado.
Ditas com listrinhaa de seda a 560 ris o dito.
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
Lindas alpacas de cores a 440 ris o covado.
Las com quadrinhos, a 400 ris o covado.
Gaze com oolinhas de velludo a 800 ris o co-
vauo.
Setim maco lavrado a 1*300 o covado.
Seda palha a UOO ris o covado.
Ditas de cares de 2* por 1*000 o covado.
Setim maco lieo a 800 e 1*200 o dito.
Grs de aples preto a 1*800, 2*000 e 2*500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 rs. o dito.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
Fustoes brancoe e de cores a 320, 400, 440,
500 e800 rs. o dito.
Zephiros fino, escosseaes, a 500 rs. o dito.
Zephires de quadrinhos a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a 1(000 o dito.
AlpacSo de cor para palitot, a 1*000 o dito.
Velludilbos lisos e lsvrados a 1*000 o aovado.
Crotones finissimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 1*800 urna.
jnSeda escosseza a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 4*. 5*, 7*, e 8*000 urna.
Ditos de crochet a 8*500 dito.
Camisas bordadas para homem a 30*000 a du-
ia.
Ditas para senhoras a 30*000 a dita.
Cortes de casiaira finos de 3* a 8*000 nm.
Casacoa de laia a 10*00 nm.
Fichs de retroz a 1*000 um.
Ditos, de pellucia a 6*500 um, (bordado*).
Cachemira de cor a 1*600 o corado.
Flanella americana a 1*400 o dito.
Cortinados bordados a 6*000 e 7*000 o par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Meias para homena de 2*400 a 9*000 a du-
Ditaa para senhoras de 3*000 12*000 a du-
zia.
Mantilhetas de seda a 6*000 urna.
Espartilhoa de couraca a 4*000, 5*000, 6*000
Toilett para baptisado a 9*000 e 12*000 um.
Lencos brancoe e com barra a 2*000 a duzia.
Anquinbas a 1*800 rs. urna.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Dito pardo a 1*000 a dita.
EsguiSo amarello e pardo a "500 ris o covado.
Chales de mirin lieos a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000, 3*500 e 4*000 um.
Cortes de cachemira para vestidos a 18*000
um.
LOTERA do CEAR
400:000*000
INTRASFERIVEL!
1 Corre quarta-feira, | de Fevereiro
Um vigsimo desta importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
\
l
y;
240:0001000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
1XTR AXSFERIVEL!
Corre Quinta-feira, 10 de Fevereiro
-la

LOTERA de alagoas
3OO:O0O$OOO
Esta acreditada lotera corre Ter^a-feira, 8*-de Fevereiro
\
,

INTIWKSFEiMVElu
000:000^000
Esta seductora lotera corre sahbado I de Fevereiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:00$000
. Os bilhctcs destas acreditadas loteras acham-se venda na
RODA DA FORTUNA
.


>

36--Rua Larga do Rosaria--36
Bernardino Lopes Alhdro,


i

}

M 111
59--Rua Duque deCaxias--59
Aos 1.000:000^000
200:000*000
100:000|000
GRANDE LOTERA
DE 3 somos '
Em favor eos ingenuos da Colonia Orphanologiea Isabel
% DA
PROVINCIA. DE PERNAMBGO
Extraccao i 14 lie Iso de MI
0 thesonreiroPranciseo Genial ves Torres
XAROPE de QUINA e FERRO
de GRIMAULT & C', PharmaMnticos em Paria, 8, Ra Virienna
Adattido na ora f.h&rmacop oBclal 9 /raasa.
Approvado pela Junta central de Hjgiene do Brazil.
Fazem 25 annos que o Ferro, elemento principal do sangue, a Quina Real, tnico
superior do systema nervoso e oPhosphato reconstiluinte dos ossos, foram combi-
nados intimaraenta pelo Sr GBiMAULTemumxaropede cOr lmpida e sabor agradavel.
" Suas qualidades tnicas e reparadoras do excellentes resultados na anemia,
calorse, leucorrhea, irregularidades de menatruaco, oaimbras de
e8tomaaoconpecutiTas essas enfermidades lymphatismo e todas as molestias
provenientes de empobrecimento do sangue. Excitando o appetite, estimulando
o organismo e econstituindo os ossos e o sangue, o XAROPE de QUINA e
FERRO de ORIMADLT Se O, deserttnlve com rapidet as creancas debis e as
raparigas paludas e abatidas. Bste xarope eorta os ligeiros aeeetto febru, humtdad*
da.mao, t mor** nocturno*; effiea as dt*>rrht rebcldf, faedita as m*oto**nc dife*Ue$uttmtaap*i6ati^M. ___^^^_____-- ^ ___
O VIN1IO de QUINA FERRO da GRIMAULT A O que possue as
mesmas propriedades do XAROPE, preparado com um rinho ie Malaga, rico
e generoso e proferivel pera as pessdas que nlo toleraoi xarope.
Deposito asi PsrU, I, Bas fhisaao, o na priacipas Paamaotos o Dresariu.
Kpdes Hamburguesaa a 10*000 urna.
Panno de crochet para cadeiraa e sof i
IS200, 1/600 e 2*000 om.
Henrique da Silva Morara.
1*000,
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este exceeote Whisky Esceasea preferive
ao cognac ou aguarden, de canna, para tertifica
a corpo.
Vende-se a retalho nos tu Iheres armasen!
nolhados. __. .^ ,
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo no
me e emblema sao registrados para todo o Brasii
BBOWNS & C, agentes ,
4lldifao
Vende-se on permnta-se orna casa terrea sita
na travessa do Falcao n. 12, com 2 salas, 3 quar-
tos, cosinha tora, grande quintal e cacimba, por-
to dando sahida para a roa dos Ossos ; a tratar
na meama com a proprietaiia, e esta far todo
negocio por j ter o despacho do jniz, at para
btala em leilo, podendo apresentar oa docu-
mentos ao* permutadores, desejando tambera urna
por troca, ainda que seja pequea, porm que es
teja nova e bem construida.
Viveiro parapassaros
Vende-se dous gi andes e bonitos viveiros po
pieco cornmodo, sendo o motivo da venda ter o
dono acabado com os passaros que possuia ; a ver
e tratar na ra do Imperador n
raT
Grande liquidado
na toja de mindzas
SO lina Xova 50
O proprietario do estabelecimentoBazar da
Moda, BcienHfica s Eimaa. tamilias que em vir-
tode da prozima reedifica^ao do predio em que
est e8tabelecido, tem resolvido liquidar to-
das aa suas mercadorias, constando de miudeas,
perfumarlas e artigos de moda, com grandes aba-
timantes, sendo que muitos artigos sao por precos
inteiramente baratos, como sejam :
Grande variedade de plastrn* "8 1*000 e 1*200
Sobunetes de areia ae Risger a 200 rs.
Ditcs ingleses, grandes a 200 rs.
Duzias de ditos a 2iOoO.
Garrafa de agua florida a 1*000.]
Vaso com opiata a 900 rs.
Frascos com extractos muito "finos a 1*300.
Frasco con agua de colonia umericana a 560 rs.
Papis para forro a peca de 320 e 400 rs.
Guarniyoes, liabas, fitas, bicos, botoes e artigos
de moda.
FABA ACABAR
Oleo para machinas
8uperior qualidade, a 6*400 a lata em cinco
galVi; vende-se na fabrica Apollo e de sen
depsitos.
Braba lapa lias
primeira qualidade ; vende-se no basar da
onfe Velba n. 41.
Vende-se
Na roa Imperial n. 200 C, urna casa de pedra e
cal por barato proco.
200:000|OOO
LOTERA Di PMH DO PARA'
EYMlCCiO DA 9* PARTE DA 1* LOTERA
EM BENEFICIO Di SANTA CASA DE MISERICORDIA
Oninla-I'rira 10 de Fevereiro
AO MEIO DA
Eita lotera, por algnm tempo retirada da circulacSo, devido a grande guerra que
lhe promoveram, *omo do dominio publico, vem novamente tomar o seu lugar de
urna das vantajosas loteras do Imperio.
O agente pede ao respeitavel publico a sua benvola attencSo para o plano das
LOTEBIAS DO GBO-PABA', por extenso publicado nos jornaes e irapresso no ver-
so dos respectivos bilhetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribue #
12.436 premios, ou quasi a quarta parte!
Ainda mais: esta a nica lotera que premia todos os nmeros cuja* dons al-
garismos finaes forem iguaes aos dos
QUATRO PREMIOS MAIORES
A SABER:
100)5 s duas letras finaes do premio de......................
600 s duas letras finaes do premio de......................
50,$ s duas letras finaes do premio do......................
400 s duas letras finaes do premio de......................
200:000^000
40:0000000
20:0000000
10:0000000
Tamben s5o premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeiros
Alm destes, tem esta lotera grande quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' tambem esta a nica lotera que garante quem comprar 100 nme-
ros de terminacoe* differentes 32 1/2 % independente dos premios avultados que
DOBEam sabir na extraccao. _
TODOS OS PREMIOS SAO PAGOS SE DESCONT
A's extrac$8es sao feitas em edificio publico e sob mais severa fiscalisagao por
parto das autoridades. .
Os bilhetes acham-se venda na agencia e em todas as casas, em bantos, &&o
Paulo. Campias, Bio Grande, Babia, Cear, Marauhao, Para, Amazonas e em Per-
nsmbuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO
0 agente no Rio de Janeiro
Augusto da Rocina Honteiro Sallo
23Bpr e UruguaygBa23
n
Gotta, Eheumatismo, Dores
SoLugo do Doutor Cli
.tunado dt Faculdadt d Mdieina d Parit. Premio Montyon.
A Verdadeira SolucSo CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
Aa AHeccSes Rheumatlsmaes agudas e chronicat, o Rheumatismo gottoao,
as Dore articular* e rnutculare, e todas as vezes que necessarlo calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Soluto CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
un ymi txplicaeo dtttlhida acomptnha cada frasco. f
Exigir a Verdadeira Soluclo de CLIN Cie, de PARS, que se emtmtra em
L ______ooso dos Drogvtata* a Paarmacsuteot;______
A' Florida
Hua tiuque de Caxias n. 103
Chamase a atti>nc3o daa Eimas. familias par'
os prucos seguintes :
Lnvaa de seda preta a 1*000 o par.
Ciatos a 1000.
Lnvaa de pellica por 21500.
Lnvaa de seda cor granada a 2(, 2*500 e Si
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albnns de 1*500, 24, 3*, at 8*.
Ramea de flores finas a 1*500.
Luvas de E acosa i a para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 w., 1*, 1*500 e 2*.
Pentea de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. nm.
Anqninbas de 1*560, 2*, 2*500 e 8* urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 ra.
Eapartilho Boa Figura a 4*500.
dem La Fignrine a 5*000.
Pentes para coco com inecripeo.
Babadores com pintura e inscripcoes a 200 rs.
Encbovaes para batizados 8,9,e 13*000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por 800 ris
Capelia e vene para noivas
Suspencorios americanos a 2*500
La para bordar a 2*600 a libra
MSo de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a 18000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a qiiaresia
Galao de vidrilbo metro 1*.
Franjas de vedrilho a 1*,
Luvas pretas de seda e Escocia.
Franjas e galoes finos a 2*500, 3 Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Bisnagaa de p de arroz.
dem idem de ouro.
dem pe fumadas.
Lindas franjas de seda de cores com frocos pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 1* e 500 rs.
o metro, fazenda que j custou o metro.
Papagaios de papel a 200 ris.
Periquitos de papel a 169 ris.
Leques e ventarolas a 200 ris.
BARBOSA dt SANTOS
Tainhas
Vende-se tainhas
de superior qualidade,
em quartolas e em bar-
ris, mais barato do que
em outra qualquer
parte; na ra de Pe-
dro Affonso n. 11.
Cabriolets
Vende se dous cabriolets, sendo nm descobert
e ontro coberto, em perfeito estado, para nm on
dons cavallos; tratar rna Duque de Canas
n. 47._______________________

;
:
Armaco.
Vende-se urna arroacSo propiia para qualquer
negocio, na ra d- Visconde de Inhasaa (Kangel)
n. 60 : a tratar na roa Doque de Caxias n. 94,
leja das seis portas.
as-


Diario de PcroaftibiicoTcrfa-feira 8 de Feverciro de 1887
Tfef.
LITTRATlix^
OAMGO DO MARIDO
POR
JULE3 MA.RY
-(*)-
II
(CoiitinuacSo)
n
Senta por Gilberto ura amor imperioso,
que a obrigava aos maiores esforgos para
nSo trahir aa e que augmentava pela im-
possibilidade era que estava de dal-o a
conhecer. Teria ojovam notado a pertur-
bado que so apoderara delia quando n'um
aperto cordial, reuniam se as mSos de
ambos ? Catbarina, respirando a custo,
com os oibos lnguidos, ora eropallideci,
ora corava.
Ella, tito ousada, que chegara a arrostar
O inipossivel, nos sonhos mais insensatos,
curvava a fronte diante do olhar tmido
de Gilberto E, se a ausencia tendo 8do
mais prolongada, este apertavalhe a mao
com maia torca, ficava agitada e desfalle-
cida como se fosse urna menina.
Que era feito daquelles modos levianos,
daquellas audacias de hornera, que costu-
mava ostentar? Seria retirada pelo temor
de Holgan, da tempestado que poiia con-
ter-se no sorono desse coralito singello ?
Ou seria antes a cons ciencia de ser culpo
so esse amor que a dominava e que sobre-
sabia, como em relevo, no meio das vir-
tudes modestas e das alegras serenas
dessa familia honesta?
Silenciosa, distrdiida ou preoecupada
com Gilberto, a ponto de tornarse impru-
dente, nao ouvia, por vozes, as perguntas
que lhe eram fritas, e era preciso que a
gargalhada estrepitosa de Holgan viesse
arrancal-a de urna meditajao cetn vezes
mais deliciosa do que um sonbo, porque
tinha Gilberto j noto de si.
Mme. Barbarain foi a primeira a notar
estas preoecupagoes. Julgou quo trata va-
so de ura pezar secreto e procurou infor-
marse, com bondad?, um dia cm que fi-
caram sos. Cath.rina negou :
Asspguro lhe qua nao ando triste,
nem tenbo motivos para isso. Sou feliz,
meu marido ama-rae. Eaconirei na senho-
ra urna boa miii, sincera, previdente. The-
reza, segundo creio, tem-mo muita afti-
cao. Como quer que, rodeiada assim de
tantas 6ympathias, eu acbe a vida pesada
e fastidiosa ?
Esquecera-se de fallar em Gilberto ; se
fosse franca, teria dito :
__Amo louoamente seu filho, sou ciosa
dos menores pensamentos que possa ter,
e vifO desesperada vendo quo nao me
concede nada maia do que s outras ron-
Iheres. Arao-o, 3 o amcr de meu marido,
sua affisao, a amisade de Thereza, tudo
>1S80 nada vale para mim.
'*' Gilberto entrou naquelle momento.
Cathariaa adiantou-se, um pjnco nervo-
sa, e disse-lhe com urna alegra febril :
- Figrese que sua mi me iroagioa-
va a mais iaf-.liz das creatras e estava
procurando convei:cer-me disso I Tambero,
a-culpa minha e desta vea olhava para
o engenheiro, com olhar suppli:ante -por
quo mostro-rae distrahida ? Porque tomo
sempre a pbysionoraia de urna pensionista
em busca do ideal?...
Gilberto sorrio-se e a conversagao, nao
proseguio.
Quanlo estavam todos rounidos, noite,
em casa de Mme. Barbarain, era Holgan
quem interrompia o profundo silencio que
reinava habitualmente na sala, com o es
trepito de sua alegra ruidoBa.
Traha-se tornado expansivo e apresen-
tava um rosto radiante de alegria, sob os
bastos cabellos emmaranhados ; -por um
nada, por nraa ingenuidade de Regina,
um dito de Catharina ou de Mme Barba-
rain agitava-se violentamente o corpo
de colosso, os labios pareci.m rasgar-se
at as orelhas, descobrindo-ile os alvos
dentes, e, dava, sohre os joelhos, punha-
das, que resoavam como um martello so-
bre a bigorna.
Muitas vezes divertia-se a brincar com
Regina, suspendendo-a para o ar ou pon-
do-a a cavallo sobre a perna, e fazia -a ir a
passo, a trote ou a galope. E a pequea
rase at perder o folego e, quando j nao Bmito, tila chorar !.
poda mais, pedia que parasae.
De-pos dizia-lhe :
Conta-me urna das tuas historias de
marujo, sim ?
Joao acceda promptamente, som f>zer-
de rogado. Sabia muitas dessas historias
singelas e foi assim que contou lhe "a Fada
do Mar, Joao, Maravilha, O navio que
a->da tardo em tsrra como ni mar, Branca
Nev e Joao o soldado, que vai repetindo
por toda a parte: Embora, depois de
ter servido o rei, durante vioto e quatro
anuos, tenha-me retirado com urna libra
de pao e seis vintens, vou repartir eom-
vocco, meu pao e meu dinheiro ; e
o Navio do Diabo, a Lagosta e encoenta
outras.
A pequea cscutava com toda a atten
530, sem perder inui'os finaes, que Joao
recitava com toda a Dgenuidade, sem ver
os signaos que lhe tazia Mme. Barbarain -
a Depois de terero corrido todas estas
aven-.uras, os marinheiros desembarcaram.
Como tinham muito dinheiro, puderam em-
briagar-s^ vontade. E durante oito dias
conservaram-se nesse estado /
Sr. Holgan, dissa urna vez Thereza,
refira-nos algum dos numorosoa salvamen-
tos a que assistio.
E com urna timidez estranba que pas-
sou di sapercebida, accrescentou :
Pricipalmenta daquelles de que sen-
te-se mais orgalhoso, em que correu maio-
res perigos.
Joao fioou interdicto.
Contar urna his-
vestigio, e, detendo se no canto dos labios
coiitrahids, lonavam a oabir. Nao pro-
curva oceultar se ; sorno-se at vendo se
descoberta. Holgan, tendo deixado Re-
gina, poz-se de joelhos para ficar altura
de Thereza, que estava sentada e, pegan-
do-lhe as raaos, fdlUva-lhe camo a urna
enanca, emquanto Mme. Barbarain eaxu
gava-lhe os olhos.
Quem man
dou pedir rae quo contasse tanta cousa 1
Essas historias s podera ser ouvidas por
horneas
Catbarina, da oxtremilade da sala on-
de tinba-se conservado para ficar mais a
gosto, observava Thereza com surpreza.
Querera ver raurmuron ella, que este
coracita de menina.. .
Thereza j estava rindo se.
O senhor comradveu-me profunda-
mentee accresientou corando e com upa
nova e singular hesitado -estava pensan-
do em meu irmao e lembrando-me dos pe-
rigos que corre, sem ter para soccorrel-o,
em caso de perigo, o herosmo de um ho
mom como o senhor. .
Catbarina langando-lhe um olhar descon-
fiado, dizia-se anda :
Bom. urna mentira, agora. Sao
muito romanescas "Stas pequeas !. ..
A reflexito de Thereza, trazando ao es-
pirito de Gilberto e de Mme. Barbarain a
lerabranga do offieial de marraba, causara,
de repente, um pouco de tristeza, que
Holgan nao pode disipar, apezar de seus
eaf rgos. S' pararam se mais cedo que de
costume. Smente Mme. Barbarain com
binou com Catbarina um passeio para o
dia aeguinte, em Arques; devam partir
de raanhl, passar o dia todo no bosque e s
voltar ao Oscurecer, se o tempo o4perrait-
tisse.
No outro dia, com effeito, foram todos
pontuaes, Os Barbarain foram buscar
Holgan e a senhora, e como a casa destes
toria de marujo, urna leuda, urna fbula, I ficava na extremidade de Oieppe, achara n-
alguraa narrago fantstica, triste ou ale- ge logo nos ricos e ferteis campos norman
jolebrar os pro-
as pala-
gre, era cousa fcil. Mas c
prios feitos ? Onde iria buscar
vras?
Nao vale a pena, garanto-lhe.., Ou-
vir ura, ouvir todos... sempre a mes
ma cousa-
Thereza insisti e o rosto doentio e re-
signado cobrio-se-lh3 de viva vermelhidao.
Gilberto e Mme. Barbarain apoiaram o
pedido.
O pescador voltou-se am pouco para
nao ser visto de frente e ficar mais a gos-
to e com o olhar perdido no vacuo, evo-
cando catastrophes medonhas, dramas ter-
riveis, scenas de agona, deu curso s suas
revlameos. S catbarina nao o escutou.
Estava pensando em Gilberto. Mas
Thereza, aostrahindo se pouco a pouco,
pareceu identificar com Holgan, estreme-
cendo e assustada por esses episodios l-
gubres, tao trgicamente admiraveis, de
um naufragio.
Joo nao doclamava : conversava com-
sigo mesmo era voz baixa, sem preoecu-
par se com os que o rodeavam. a j ha-
viam pbrases de effeito, nem palavras es-
coltadas ; era urna simplicidade sublime.
De cabera baixa, com os grossos eios
entrelazados sobre os joelhos dir se-hia
que reeitava alguma orajao por alma de
um morto.
A voz erguia-se, semelhante a um mur-
murio sympathico. Quando acabou, foi
um allivio geral. Todes tinham atraves-
sado com elle o psBadelo de ama tempes-
tado.
Fi^ou admirado do effeito que produ-
zira.
- Queirara desculpar-me. De certo,
fui extenso de mais... a culpa nSo mi-
nha... Para qne rae fazem fallar?..,
L^vantou-se, toraou Regina nos bragos
e achou-se, de repente, diante de The-
reza.
Meu Deus, o que que tem ? disso
elle assustado.
Thereza chorava. Des liados olhos
szucs, velados, corriam suavamente as la-
grimas, deixando-lhe as faces o hmido
FOLHETM
O COKCNDA
POR
llrl
vt-
?S7,A'
u

I
QUAP.TA PARTE ,
o fl::o ?..-L
i
(Coutinuacao do n. 30)
VII
E encaminhou-se para o vestbulo, e
mandou abrir a porta do quarto do re-
gente.
A ceia acabava de ser annunciada no
palacio e nos ricos pavilhSes levantados
oos pateos.
O iardira ficava deserto. Nao havia mais
pessoa alguma nos massicos. Apenas viam-
se alguna retardatarios as grandes fuas.
Entre elles rcconhecftnos o -r. Barban-
chois o o Sr. barao de Hunandaya que
apressavam o passo repetindo :
Oade iremos parar, Sr. barao ? onde
iremos parar ?
A' cein, respondeu-lhe a menina Ci-
dalse, quo passava p^lo brago de um raos-
queteiro.
Lagardre e a Sra. princeza de Gonza-
ga ficaram immediatamonte *s na alameda
que segua na Richeiieu.
Senhor, disse a princeza, coja emo-
5II0 fazia tremer a vez, acabo de ouvir o
seu neme. Depois do passados vinte an-
uos, sua voz despertou em mim uraa hor-
rivel recordajao. Foi o senhor, foi o se
nhor, estou certa, que recebeu ruinha fi-
Jba nos bracos, no caatello de Caylus-Tr-
rides.
Fui cu, re?pondeu L;g".nire.
Por que me enganou naquelle tempo,
sensor ? Responda... com franqueza, pe-
co lhe.
Porque a bondade de Deus inspirou-
me, miaba senhora. Mas isso urna lon-
dos, e, por assi.u mdizer, a cem leguas do
mar.
Catbarina estava bella como nunca. A
violencia da paixao quo senta por Gilber-
to irradiava-lhe o rosto moreno; sob as
longas palpebras, que dir-se biam pintadas,
os ollios pare.iam ai id a maiores e despe-
dais um brilho extraordinario; e os me-
nores movimentos re vela va m ama supera-
bundancia de vida.
Feliz, porque ia passar um dia inteiro ao
lado de Gilberto, na liberdade do campo,
ria-se a toa com um riso juvenil de menina
em ferias.
Estava admiravelmente vestida, como
sempre, mas desta vez com toda a simpli-
cidade. *
Um Jersey azul marinho, ab>toado as
costas, modelava Iho o talhe flexivel, de
um modo provocante. O vestido era de
quadradinhos, c6r de lila e cheio de baba-
dos, Para resguardar-se da friagem da
manha ou da noite havia posto urna capa
do faille preta, tendo esquerda duas ro-
sas e um> cravo encarnado*
O chapeo era como todos os que se usa-
vam naquelle anno para o campo : de pa-
lha, abaa largas, forrado de veludo azul
marinho e, enrolada na copa urna faixa
de foulard, cujas pontas actuavsm ao
vento. Catbarina tinha levantado urna das
abas, do lado esquerdo, mosqueteira ;
mas foi um capricho de momento. D'ahi
a pouco deu ao cbapo todas as formes,
erguendo as abas de um lado e de outro,
adianto ou atrs, e mudando assim a ex-
presado, alias movel, de sua physionomia.
Tnereza nao era coquette... Sabia que
era feia, sem eleganoia, e que todos os ar-
tificios de que lan$asse mao seriara tnsnffi-
cientes para occultar-lhe os dnfeitos.
Entretanto, nesse dia, por simples ins-
tincto feminino, vestio-se melhor que de
costume, apezar da certeza que tinha de
nSo poder rivalisar com Catbarina. Tr-
java vestido azul claro, e sem duvida para
dissimular a magreza dos hombros, um fi-
ch', caraponeza, de gane azul cem ren-
das da mesma cor, cruzando ao peico. O
azul, assim disposto, suavisava os toos es-
caros da cutis o toroava menos sombra
a melanclica resignagao espalhada pelo
rosto. Um touoado de randas, com rosas
naturaes, sombreava-lhe a fioate e fazia
parecerem pretos os olhos.
A floresta, para onde se dirigiam, for-
mada de arvores enormes, tendo breabas
por vezes tao espessas que pareca nunca
terem sido tocadas pelo machado, onde ra-
mos colassaes reuniam so e enlagavam-se
n'um abraco gigantesco e reinava sempre
urna doce obsraridade, era um delicioso
passeio.
Chegados a ella, apearam se dos carros
e comecaram a andar da vagar. Catbari-
na, como por acaso e naturalmente, acha-
ra se perto de Gilberto. Foram, pois, ao
laio um do outro ; emquanto Holgan, sem
so importar com os espinhos, a abrindo com
as mitas, caminho para Thereza. Mme.
Barbarain sentou-sa d'ahi a pouco e occu
pou-se era preparar o alraogo, n'um lugar
que a natureza pareca ter disposto de pro-
posito para esse tira debaixo de um car
valho secular, solado das outras arvores,
e onde nenhuraa planta crescera em toda a
extensao de sua sombra.
Regina corra, na matta, ao lado de The-
rez ae de sea bom amigo Joao, com quem
sonhava de noite.
Thereza, com o olhar animado, senta o
sangue correr-lbe mais rpido as veas.
Achava-se feliz, sem saber porque, ria-se,
levanta va a menina nos bracos, beijava-a
a caa instante.
Quando iam atravessar um lugar mais
emmaranhado, Holgan deixou escapar das
raaos dous ramos de freixo, que vieran!
bater no rosto de Thereza e arrancaram-
Ihe o chapeo. Desenrolaram-se-ihe os ca-
bellos, mas ella nao fez caso e foi Regina
quem aptnhou o ehapo. Neste momento
urna restea de luz coando-ae atravs de fo-
lhagem detevese-lhe na fronte e de repen-
te, dorante um segundo, seus olhos despe-
dirn) um brilho mysterioso, emquanto tudo,
ao redor, ficava na obscuridade.
Ah I que lindos olhos Sao dous
verdadeiros phares disse Holgan.
O riso da joven soou como crystal puro.
E Regina e o proprio Holgan riram-se da
comparacSo. Com isso voaram varias ten-
tilhas e nm rouxinol que como o havia fei-
to a ave do diabo, annunciavam a tempes-
ga historia, cajos ditalhes lhe serio narra-
dos mais tarde. Defend eu esposo, re-
cebi a sua ultima palavra, salvei sua filba,
minha senhora, ser Ihe-ha preciso mais al
gmna eoasa para acreditar em mim ?
A princeza olbcu para Lagardre.
Deus estampou a lealdade na sua
fronte, murmurou ella ; roas nada aei, e
tenbo sido tantas vezes eng nada 1
Lagardre era calmo; aquella lingua-
gem t'irnou-o q ias hostil.
Tenho provas do nascimemo de sua
flha, disso elle.
Aquellas palavras que prouunciou :
Aqu estou...
Soube-as, minha senhora, nSo da boc-
ea de seu marido, mas da bocea dos assas-
sinos.
Pronunciou as outr'ora nos fossos de
Cay 1 us ?
E dava assim a vida segunda vez
sua rilha, minha senhora ?
Quem as pronunciou junto a mim,
hoje, nos grandes salSes do palacio de Gon-
zaga ?
Ura outro eu.
A princeza pareca procurar as palavras.
Certamente, entre aquello salvador eaqnella
mai, a entrevista nao devia ser senao
urna longa e rdeme effusSo. Tratava-se
como que de urna daquellas lutas diploma-
ticas, cujo desenlace deva ser um rompi-
mento mortal. Por que ? E' que havia en-
tre elles um thesouro qoe ambos ambi-io-
navwm. hV que o salvador tinha direitos
e a mai tambera. E' que a mai, pob o mu-
lher, e3magada pela d6r, e mulner altiva
que a sclidSo tinha endurecido, eatava da
confiada. E' que o salvador em face da-
quella .itulber que nao mostrava o sea co
racSo, estavb igualmente cheio de terrores
e desconfianca.
Minha srtnhor.1, respondeu Lagardre
framente, tem duvidas sobre a ideniidade
de sua filba ?
Nao, r spondeu a princesa de Gon-
zaga ; algum* cousa me dil que a minha
filba est realmente em tM poder. Que
pre9o me pede por esse immenso benefi
co ? Nao julgo que elsva muito alto as
suas p-ctenc3.-.s ; seria capa* de dar lhe
intade da minha vida.
A w&i appa/ecia, e a reolusa tambera.
Offepdia contra a vontade. Nie conbecia
11 sociedade.
Lagardre reteve ama repuja amarga e
Oilioou se sem dizer palavra.
Onde est miaba filba ? perguntou a
princesa.
xado, viu, quasi tocando-os, labios amoro-
sos entroabertos sobre deotes hmidos e
sorrindo cora urna promessa.
Afastou-se bruscamente, com um estre-
mecimento pelo corpo.
Eu nao teria cabido.
Fil o de proposito.
- Para que?
Ora! para dar-lhe ocsasiSo, ao se-
nhor tambera, de effectuar nm salvamen-
to...
Gilberto olhou-a admirudo, quasi com se-
veridade e nao respondeu.
Ella comprehendeu que acabava de com-
meiter um erro, mordeu os beicos, amar
rotou, com a mao eoluvada, as pontas das
saias qne ia segurando e appareceram-lhe
nos olhos lagrimas de raiva. Gilberto nao as
viu. Deram anda algnns passes. Cathari-
na havia paseado para a frente e tomou
um estr.-ito caminho orlado de cada lado
por alt>a lu vas entremeiadas de ortigas.
O caminho era quasi invisivel e pareca
antea um carreiro do raposas. De repente
voltou-se.
Ha nm mim alguma cousa que lhe
desagrade ?
Estranha pergunta, diase elle procu-
rando gracejar... Tudo em si nSo en-
cantador? Nao por ventura, iacompara-
velmente seductora ?
Catbarina i replicar, quando a voz de
Mme. Barbarain emfraquecida pela distan-
cia chogou-lhos aos ouvidos.
Iuterromperam o passeio e voltarara,
para tras, sem accrescentarem urna pala-
vra-
O almoco foi rduito alegre.
O bom humor de Holgan manifestava-
so sempre ruidosamente. Mme. Barbarain
senta-so feliz vendo a alegria de todos.
Entretanto por duas vezes, dissa :
Gilberto, ests distrahido ; o que
que olhas no ar ?
Gilberto salvou-se com um gracejo,
dirigido irraa :
Acbo hoje que os olhos de Thereza
fazem inveja ao sol.
Dous phares, dous verdadeiros pha-
res I repeta o pescador.
E entre dous copazios, dirigiodo-se
mulher :
Catbarina, porque nao comes ; ests
doente ?
J que era preciso, comen e eBforcou-se
por mostrar-se alegre, mas, todas as vezes
tade ; as primeiras com urna nota triste e que Gilberto ergua a cabeca, encontrava-
queixosa, e o ultimo com um bater de bi-
co, que ha pouco fizera Regina dizer que
ouvia o coaxar de urna ra.
Mndame Barbarain chamou os. Volta-
ram, colhendo flores na passagem. Quan-
do a boa senhora avistou Tnereza, juotou
as roaos :
Oh 1 minha rilha! Em quo estado
voltas 1 1
Mas a javen tinha' o ar tao alegre, pa-
reca tao bem disposta que nao ousou re-
prehender. Aj udou-a a ractificar o ves-
tuario.
Catbarina e Gilberto nao voltavam...
A flaresta d'Arques tem cantos escuros
propicios s ternuras, s expansoes dos
amantes, caminos porcorridos todos os
dias de verao, entretanto, tao dissimula-
dos, que parecem desconhecidos. Era por
l que and a vara : ella, com a esperanza
secreta de que o rapaz abandonara a ha-
bitual reserva, denanciar-se-hia por ama
palavra,'um olhar, um reeeio ; elle, des-
contente e perturbado, tendo ldo, emfim,
uesse coracjta de mulher e resolvido, por
amisado para com Holgan, a nao corres
ponder paixao que descobrira.
Catbarina,.como se sabe, era franca e
ousada. Ao saltar um vallo, as saias se
embaracaram nos espinhos, deacobrindo-
lhe o p delicado e a peroa deliciosamente
torneada, sob as roeias de seda bordadas.
Deu um passo em falso. Gilberto reteve-a.
se-a.
Amparada pelo bra$o robusto do rapaz,
o corpo dobrou-se-lhe para tras, fazendo
arquearse e estalar o colote. E na posicio
em que estava Gilberto, um pouco abai
E' prociao primeiro, responden Hen-
rique, que conainta em oavir-me.
Creio comprehendel-o, senhor. Mas
j lhe disse.
Nae, minha senhora, interrompeu
Henriqae, severamente, nlo me compre
hende; e reeeio que nao tenba o que
preciso para comprebender-me.
Que quer dizer ?
Sua filba, nao est aqui, minha se-
nhora.
Est em sua casa I exclamou a prin-
ceza com movimento altivo.
Depois contendo-ae :
E' simples, disse ella ; cuidou de
minha filba desde que ella nasceu ; nunca
a deixou ?
Nunca, minha senhora.
E' pois natural que esteja em sua
casa. Com certeza tem criados ?
Quando sua rilha tinha doze annos,
minha senhora, tomui para minha casa urna
velha e fiel criada de seu primeiro mari-
do, a tia Francisca.
Francisca Berricho exclamou a
princeza com vivacidade.
Depois, pegando na mSo de Lagardre,
accrescentou:
Senhor, isso de um fidalgo e agra-
dlo lhe !
Estas palavras apertaram o coracSo de
Heor.que como am insulto.
A princeza de Gonzaga eatava muito
preoecupada para dar por isso.
Lveme onde est minha filba ; es-
tou prorapta a aeguil-o.
Mas eu nSo estou, replicn Lagar-
dre.
A princeza soltou-lhe o braco.
Ab 1 disse ella, assaltada por todas
as suas desooafiancas, nao est prompto ?
EnearavA-o cora urna especie de horror.
Lagardre accreacentou :
Minha aenhora, ha em torno de nos
grandes perigos.
Km torno de minha filia ? Aqui es-
tou para detendel-a.
A Benhora ? disse Lagardre, que
nao pode impedir a sua vez de exploair ;
a senhora ?
O seo olhar faiseou. .
Nunca fez esta pergunta a ai mearaa,
replicou elle obrigmdo a a abaixar oa
olhos, esta pergunta tao natural a ama
mSi : Por que ae demorou este hornero tan-
to tempo a trazer-me ruioha filba ?
Sim, seahor, riz.
Ainda nao m'a dirigi.
A minha felicidad est em suas
maos.
E tem medo de mim ?
A princeza nao respondeu.
Se me tivesse feito essa pergunta
disse elle com firmeza em que transpare
cia a compaixita.ter lhe-ha respondido fran-
camente, tanto quanto m'o permittissom o
respeito e a cortesa.
Fajo-a, e responda-me, pondo de par-
te, se quizer, o respeito e a cortezia.
Miaba senhora, disse Lagardre, ae
levei tantos annos a trazer-lbe sua rilha,
que no fundo do mea exilio ebegoa-me ama
noticia, ama noticia extraordinaria, na qual
nao quiz a principio acreditar, e que effec-
tivamente era incrivel: a vi uva de Nevera
tinba mudado de nome, a viuva de Mevers
chamava-se a princeza de Gonzaga.
A princeza abaixou a cabeca e o rubor
8abio-lbe ao rosto.
A viuva de Nevera ropetio Henr-
que. Minha senhora, qnando tomei as mi
abas informac3o8, quando tve a certeza
que nao poda duvidar, dase commigo :
c A filha de Novers ter por asylo o pala-
cio de Gonzaga ?
Senhor I ousou dizer a princeza.
A Sra. princeza ignora muitas cen-
sas, intrrompeu Henrique. Ignora a ra-
cSo por que a noticia do seu casamento re
voltou-ine a cons ieocia, como se se tratas-
so de um sacrilegio, ignora a razio por
que a presenca no palacio de Gonzaga da
filha daqaeile, que foi meu amigo durante
urna hora e "que rae chamou bou irmSo,
quando, exhalava o ultimo suspiro, me pa-
reis ura ultrage aquella tmulo, urna blas-
pheuiia odiosa e impa.
E nao m'a dir ? perguntou a prin-
ceza, cajo olhar se iliuminou sbitamente
- Nao, minha senbora. Esta primeira
e ultima entrevista ser curta, nella s tra-
taremos de cousas indispensaveis. Vejo an-
tecipadamente com desgosto, roas cora re-
aigiiH$ao, que nao nos entenderemos. Quan-
do 8oube esta noticia, fiz ainda outra per-
guuta. Conhecendo melhor que a Benhora
o poder dos inimigoa de sua filba, pergun-
tei a mira m-suio : Como poder ella de-
fender sua filh,*, ella, que nao soube de-
fonder-se 'i
A princesa cobrio o rosto com aa roaos.
Ah 1 senhor I exclamou ella doro a
vez entrecortada pelos soluyos, despeda$a-
me o coracao.
__Deus sabe que nao foi eiss. a minha
intenyao, minha senhora.
Nao sabe que hornera era meu'pai,
lhe o olhar obstinado.
Quando se levantaram da mesaum mo-
do de falar, dizia Therezcontinuaram a
passeiar pelo bosque, afim de deixarem pas-
sar o calor abrazador do dia.
Gilberto, cuja indiff:renca era apenaa
apparente e a quem a belleza de Catbarina
tinha causado profunda impressao, nao Ba-
ha de perto da mai ; esconda a si proprio
nho, quanlo, de repente, o cu cobria-se
de densas nuvens. Em ciiuo minutos a
escuridao era completa. Lavantoa-se uto
p de vento e veiu curvar vagarosamente
as arvores.
Comecaram a cahir grandes pingos de
chuva, a principio espacados, depois vio-
lentos e repetidos. Por cima, sobre as
folhas que os resguardavam, ouviu-se co-
mo o crepitar longioquo de tirotpio. Suc-
cederam-se os relmpagos Iluminando, com
ob clarSes ephemeros, os ciraos altansiros
dos carvalbos, as extremidades esguias dos
freixos e a folhagem eshranquig ;da das be-
tulas.
Oh 1 mea Deus, o que vai ser de
nos? exclamou Catbarina.
Venha depressa. Creio lembrar-me
qe fica aqu perto a casa de nm conteiro.
Corrarais, tenho medo dos trovSas.
Tambem s do que tenbo medot..
Gilberto nao se havia engaado. Ao ca-
bo de cinco minutos chegaram a um ca-
minho que ia dar a urna casinba no meio
de um jardira, cheio de touceiras de amo-
res per feitos, era vos e dbalias. A agua
corra em reg.-.tos sobre os seixos do cami-
nho e despejava-se no vallo cavado na orla
da floresta.
Catharina heaitou antes de atravessal-o.
Era bastante largo. Gilberto adiantou-se
para ajudal-a ; nSo o espern e formou o
pulo. S um p alcangou o lado opposto;
o outro escorregou e mergulhou na agua
at o trnaselo. Elle reteve-a o restituiu-
lhe o equilibrio.
Desta vez, juro lhe que n3o foi mi-
nha a culpa.
Atravessaram o jardira o entraram na
casa. A mulher estava deitada n'uma
cama, doente; o marido, sentado, oora as
pernas cruzadas, fumava um cachimbo,
olbando para a chuva.
, Vendos entrar, lovantou-se e poz o
cachimbo sobre o fogao
Gilberto explicou o erabaraco cm que
ae viam e pediu hospitalidade emquanto
durasse a trovoada.
E um pouco de fogo, se faz o favor,
disse Catharina ; estou com es ps molha-
doa.
O couteiro apressou-se em sabir e vol-
tou, d'ahi a pouco, com urna bragada de
lenha, que atirou a lareira. Brilhou logo
urna chama viva.
Sou le parecer, senhor, disse a doen-
te, que se quizer evitar sua senhora urna
constipacao, da ve tirar-lhe logo as botinas.
Catbarina e Gilberto olharam-se e cora-
ram excessivamente. Passavam por casa-
dos. Gilberto, para nao Incommodal-a,
quiz retirar-se.
Reteve-o urna palavra, ousada como
todas as provocacoes da parisiease.
Se fosse verdade I Se realmente ea
t
o que senta, brincando com Regina Ca- j fosse o que diz essa mulher I
thaiina tcou, portento, sosinha; Holgan
pensou que ti aba ido com Mme. Barba-
rain, e Gilberto julgou-a ao lado do ma-
rido.
Gilberto, tendo deixado a mai e cami-
nhando ao acaso, entregue a reflexSes tris-
tes, luanlo entre a paixao que santia e a
honra que mandava-o afastar-se desea mu-
lher, achou-se de repente dante de Catha-
rina.
Tem medo de mim ? Prefere ficar s
a fazer-me companhia?
Gilberto franziu a testa e instructivamen-
te olhou para tras, como se, de facto, lhe
acudase a idea de fugir. Depois voltou
a si e assumiu toda a presenca de espirito,
para n.lo parecer ridiculo. Alem disso,
tranquiliisou-se logo, porque Catharina pa-
reca tf.r esquecido a seena de antes almo-
co e corra agora testamente apanhando
flores que ia-lhe dando a guardar. E nada
deixava entrever neila urna iutencao occul-
ta; tinba os olhos lmpidos, fronxos; o
olhar do frente, quasi ingenuo.
Estranba creatura? murmurou elle.
Havia mais de urna hora que caminba-
vam assim, infernando-se oada vez mais na
floresta, sem preoecuparem-se con o cami-
nao abe das torturas do meu isolamento,
a coaccSo empregada, asameayas...
Lagardre inchno-se profundamente.
Minha sonbora, disse, em um tom de
sincero respeito, sei com que santo amor
amava o Sr. duque de Nevers. O acaso,
que poz entre minhas maos o berco de sua
filba, fez-me entrar nos segredo de urna
bella alma. Amava-o ardentemeote, pro-
fundamente, bem o sei. Isso d-me ra-
zilo, Sra. princeza, porque a senhora
ama nobre mulher, porque era urna esposa
fiel e corajosa. E, entretanto, cedeu vio-
lencia.
Pora provar o meu primeiro casamen-
to e o nascimento dn minha filha.
A le franoez nSo admitte este raaio
tardo. As verdaderas provas do seu ca-
samento e do nascimento de Aurora estao
em mea poder.
Ha de dar-m'as I exclamou a pria-
ceza.
Sim, minha senhora. Apezr da sua
energa, das reoordacSes to recentes de
urna felicidade perdida, dizia eu, a senho-
ra ceden violencia. Pois bem a vio-
lencia empregada contra a mai n3o pode-
r ser empregada para com a filha ? Nao
tinha, n2o tenbo ainda o direito de preferir
a minha proteccao a qualqaer outra, ea,
que nunca me dobrei forca, eu, que na
minha mocidade tinha a espada por um
brinco, que digo, a violencia ; s bem via-
da, s o meu elemento.
A princeza levou alguns instantes a res-
pondor. Olhava para elle com verdadeiro
terror.
Adivinhei ? disse ella afinal em voz
baixa ; recusa entregar-me a miaba fi-
lha ?
NSo, minha senhora, nao lho recuso
sua filha. Fiz quatrocentas legnss e ar-
risquei a cabeca para Ih'a trazer. Tenho
a minha missio tragada. Ha dezoito an-
nos que defendo sua filha ; a aua vida
pertence-me dez vezes, porque dez vezes a
salvei.
Senhor, senhor exclamou a pobre
mai, nao sei se o devo adorar ou odiar. O
mea coraexo vai pars si e o senhor re-
pelle-. Salvou a vida de minha filba, de-
fendeu-a. .
E Ira da dcendel-a ainda, aterrom-
pea framente Henrique.
Mesmo contra sua mai' ? diase a prin-
oezn, erguendo a cabeca.
Talvez, disse Henrique, isso depende
de sua mai.
Gilberto empallideoia e procurava sor-
rir-se.
Ella continuou em voz baixa:
Se me tivesse conheeido solteira, nao
teria feito a corte ?...
E sem deixal-o responder, com um riso
nervoso :
Bem sei que inconveniente o quo
estou dizendo...
A camponeza fez signal ao couteiro, que
estava accendendo o cachimbo. Esta
comprehendeu e retirou-se para o quarto
vizinho. Ka tao a doente diriga se a Ca-
tharina :
Era sua presenca que os erobaraca-
va? Os bomens nada comprehsndem l
Catharina sentou-se e disse com toda a
calmaembora lhe batease apressado o co-
racao e tivesse os olhos tur vos:
Gilberto, ajoda-me a tirar as boti-
nas ..
Este ajoelhou-so e com os dedos trmu-
los pegou-lhe no calcado hmido.
(Continuar-ae-ha.)
Um lamp'jo de resentimento brilhou nos
olhos da princeza.
Brinca com a minha fraqueza! mur-
murou ella. Explique-se, nao o compre-
hendo.
Vira para explicar-me, minha senho-
ra, e tenho pressa em terminar esta expli-
cacao. N 1 sei como me jalga, creio que
me oiga mal. Assim pode-se, em certos
casos, esconder-se pela colera as obriga-
coos de reconhecimento. Commigo, mi-
nha senhora, nao se esconde nad. A mi-
nha linha de conducta est prviamete tra-
gada, sigo-a ; tanto peior para os obstcu-
los. E' preciso contar commigo por mais
de urna maoeira. Tenho oa meus direitos
de tutor.
De tutor .exclamou a princeza.
Que outro nome se ha de dar ao ho-
rnera que, para cumplir o pedido de um
moribundo, despedaga a sua propria vida*
entregase completamente a outrera ? E1
pouco, n3o verdade, miaba senhora, este
titulo de tutor? S
Foi por isso que protestou, v-se perfei-
taraente, ou entao a sua perturbagao ce-
ga-a e nao comprehendeu que o roen jura-
mento curoprido com religio e dezoito an-
nos de protecgo incessante deram-me urna
autoridade que igual sua.'
Oh I protestou a Sra. de Gonzaga,
igual 1
Que superior sua, concluio La-
gardre, levantando a voz ; porque a auto-
ridade solemnemente delegadapelo pai mo-
ribundo, basta para compensar a sua auto-
ridade de mai, e tenho mais autoridado pa-
ga com o prego de um tergo da miaba
existencia. Iste s me d um direito : ve-
lar com mais cuidado, com maia ternura,
com mais solicitude sobre a orpha. r ape-
ro osar dessa direito diante de sua propria
ro.
Desconfia entilo de mim ? murmurou
a princeza.
A senhora. disse esta manhS, eu l
estava oceulto entra-a rouItidSo, ouvi ; a
senhora disse : Se minha filha se esque-
ceu um s instonta do orgulho da sua ra-
ga, oobriria o rosto e dira : Novers raor-
reu completamente l
Devo temer?... quiz interromper a
princeza, franzindo aa sobrancelbas.
__N&o deve temer cousa alguma, mi-
nha senbora. A filha de Neters conser-
vou-se, sob minha guarda, pura como o
aojos do co.
(Contnuar-se-ha> x
"Typ. do Diario roa aqae de Caxtas n. 4,1
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