Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19806


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Full Text
MHBHM
.'V
."..<
AIIO HII10MIW
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE NAO SE PACA PORTE
Por tres roezes adiantaios............... 6 Por seis ditos idem. ...... .1 ...... i"#00
Por mu auno idem................. 23f$00
Cada numero avulso, do mesnao da............ 010
DIARIO DE
DOJBiGff B DH MEB5DI0 DE 1881
PARA DENTRO B FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados............... 13)5500
Por nove ditos idem.................. 200000
Pr un armo idem................. 27^100
Ha numero avulso, de dias anteriores..........* dlOO
NAMBUGO
Ptyfxitbt tit M¬l JFtguera He aria b.Sdtos
Os Sr*. Amede Prlace A C.
de Parla, si ) os nsssas agente
exclusivos *e annunelos e pu-
t>lcacles da l'ranra e Ingla-
terra
*
TELEGRAHHAS


BB^MWUUr.0 SIAflIO
KIQ' DE JANEIRO, 5 de Fevereiro,
s 12 horas e 40 minutos da tarde. (Rece-
ido 1 hora e 55 minutos, pelo cabo sub-
marino).
Foi nomeade 1. eacriplurarlo da
llfandesa da Parahyba. dofto la-
p lista de Mello.
:::,::;: da acucia sayas
(Especial para o Diario)
MNTEVIDE'O, 5 de Fevereiro.
De heniem para boje deram-we
aqu 13 rano* nevo* e S bito de
holera-morlun.
BUENOS-AYRES, 5 de Fevereiro.
Na* ultimas 4 hora* deram-ae i
catn novo* e O obio* de cholera-
morbos.
PARS, 5 de Fevereiro.
fci n orn a sltuaco poltica da Eu-
ropa.
ROMA, 5 de Fevereiro.
As altlmaa informa oe* vlna* do
toldan annunclan qne aawoaab
est sitiada pelo* aby*inlo*.
A Cansara doa uepuiado* voloa o
crdito pedido pelo governo para
a eapedlc&o sW Maaaoaab por 319
atoa contra I*.
Fol dirigida a pellaeo relativamente A Maaaouab.
A dlscassao deaaa interpeliaco
erminou por ana voto que Implica
a approvacao do procedlmento do
governo e a eoaflanea da cmara no
aalnlaferio.
CONSTANTINOPLA, 5 de Fevereiro.
Foi aome doPatriareba Ecumni-
co de Coafaatlnopla joni*io.
WASHINGTON, 5 de Fevereiro.
Pedio demlKMo o secretarlo do
Tbesonro.
COMMERCIAES
LIVERPOOL, 4 de Fevereiro.
ASSUCAR: Herrado calmo.
de Pernambuco n. vende-ae A
IO scb. O dlnbelros por quintal-
ALGODO :Mercado pooco activo,
arceos luaiterado*.
O FAIR de Pernambaeo vende-se
a%e 5 l d. por libra.
Aa vendas do da rdram de PiOOO
fardos.
NEW-YORK, 4 de Fevereiro.
ASSUCAR. Mercado caloso, presos
en varlacdes.
FAIR REFINING de Pernambaeo
rende se A 4 5/S cen*. por libra*
Agencia Ha vas, filial em Pernambuco,
5 de Fevereiro de 1887.
intemperies e bem alimentado. Na eos racao
entra o vinho que deecoobecido na alimentaoio
oficial do soldado. A carne a base da alimen-
tacao do marinbeiro, ao paste que s por excepcio,
em dses ridiculas, bygieoicamente fallando, ella
entra na marmita do soldado. E' carioso com
parar a estatistica da mortalidade do exercito com
a da armada, apezar de estar o marinheiro, duran-
te largos meses, sojeito a climas inhspitos.
A tsica tem o sea melhor posto no exercito ;
abandam neile os tuberculosos; apezar te todo o
cuidado e rigor na escolba dos recrutea sempre
a mortalidade pela tuberculose e pela sapa se con-
serva tristemente enorme.
Causa d vr o aytrj pouco firme,as caras
anmicas, sem cxprlsslo e denotando tristeza, com
que se apresentam os nossos soldados.
Dis-se que em geral no campo (edo campo vem a
maioria dos recrutas) a alimentario -ao melbor
do que na caserna. lato verdade at certo pon-
to. A carne nao entra na alimentario do campo-
nez, do trabalhador do campo ; os alimentos ve-
getaes abandam, predominan) as suas habituaes
comidas ; porm, elles respirara bom ar, nao esto
accumulados, n2o andam conatrangidos dentro de
um uniforme que poder ser elegante e de aspecto
aguerrido, mas que bygienicamente o peior pos-
sivel, e nio vi vem sujeitos a todos os vicios e de-
vassides que ha as grandes cidades.
Estas circumstancias juntas com o descontenta-
mento moral que acompanha em geral o recruts,
violentamente s veses com pouca justica arranca-
do familia, sua aldeia e s suas affeicoes, fazem
do nosso soldado, em geral, uin ente pouco apro-
veitavel para si e para a patria. Nao se pense
que exaggeramos e que carregamos demais as
cores do quadro.
' iato urna tristissima verdade e tal ves nunja
se possa de todo acabar com esta miseria, porque
os exercitos ho de talvez sempre ser precisos. A
guerra ha de infelizmente sempre predominar so-
bre o trabalbo til, e a industria ser deploravel-
mente vencida pela arte da destruicio !
Grande mrito teria aquella que pudesse conci-
liar as urgencias econmicas e de dinheiro com a
hygiene do homem ; que pudesse dcixar de sacri-
ficar a saude dos componentes, a um falso aspecto
de forca exterior, a'esse todo a que chamam exer-
cito.
A questio da alimentacao, sempre importante,
terna-se anda mais quando se consilera em rel-
celo a grandes ajuntamentos de individuos. Na ali-
mentacao particular de um individuo tacil esta-
belecer regras, dar preceitos ; e a nutricio poder
tazer-se physiologicamente, naturalmente. Porm
graduar a quantidade de alimento e bem escolher
a sua qualidade e proporces, quando se destinsm
a um grande grupo de individuos, mais complexo
problema.
A alimentacao e os exerciciospbysicos sio os
dous grandes factores de desenvolvimento do ho-
mem ; e nao se qneira mesmo Iludir esta assergao
mostrando exemplos de que pode o homem ser in-
tellectoalmente um gigante e no physico um racbi-
tico. Existem na realidade exe.nplos d'isto, mas
sio excepcSes.' El., completamente verdadeiro o
dito antigo : Mena tana m corpore sano (intelli-
gencia san em uoi carpo sao) ; e ni) pode haver
corpo completamente sadio se nao for bem nutrido.
Os aotigos olbavam com mais cuidado, do que
as actuaos geraedes, para o desenvolvimento phy-
sico do homem. Hoje tratase mais da intelligen-
cia do que do corpo ou antes pretende-se o ma
ximo desenvolvimento para aquella, menoepresan-
do este. E' um erro grave. Nem a inteligencia
se desenvelve bem ; nem o homem,intelligencia
servida por orgospode preencher os seus fins
ueste mundo, se nio tiver, n'um rasoavel meio ter-
mo, urna intelligencia clara com um corpo robusto
e sio. Se n'e ts questao se pudessem admittir li-
mites extremos, diriamos que, na maitr parte das
veses, mais til o homem medianamente intelli-
gente e menos instruido, mas capas de trabalhos
physicos, forte e robusto, do que o que tiver no-
tavel intelligencia, engenbo subido, e for no phy-
sico um valetudinario.
Demonstrada a conveniencia de um rgimen mix-
to, pausemos a estabelecer, a este respeito, algumas
regras bygienicas.
>iz 'm alguna bygienistas ser de necessidade
para e homem, tomar as suas refeicoes a horas
fizas e determinadas, e que deve entre ellas mediar
um inter vallo de tempo nunca superior a cinco horas
nem inferior a quatro.
Julgamos til urna certa regularidade as refei
coes ; mas parece-nos inconveniente ser (axesstva-
vamente rigoroso em actos que bastantes vezes sio
contrariados por mil circumstancias da vida ;
mais vale ser meos rigoroso a este respeito do que
soffrer as consequencias sempre ms da nao exe-
cucao de urna accao a que se est desde muito ha-
bituado. O h imein, posto que anima/ de hbitos,
na dave ser escravo dalles. Nenhum habito deve
ser inveterado nem invencivel.
% (Continua).
?ARTE FFICIi

-
IHSTRDCClO POPDLAB
HIGIENE Di__MENTavaO
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
Aumentos e anbstaaelas alimenta
rea. nivlsAoeciaisiaeaeAo. Cons
pesac&o dos alimentos. ilelmen
animal reRimen resetal. Besra
brslsnicas
,C o n t t n u a c 3 o)
Se coasarannes es soldado?, espeeinlmente o
da gsarne*o das cidades, como Lisbia e Port,
com es marinheiros, Acaremos logo convencidos da
*norme differcaea que entre elles ha quiuto i ro-
bustez phyfiea. O mariuheiro reapiri bom ar, fz
ajptinuado exeickvf expOe se valentemeute
Cioveruo da Provincia
DESPACHOS DA PBESIDENCIA DO DA 4 DE
FEVEEEIKO DE I87
Auguafo F. de Oliveira & C.Iuforme o Sr. fis
cal da Companhia Recf Draynsge.
Antonio Flix da Silva.Informe o Sr. juiz com
missario de trras publicas do termo de Palma-
res.
Alexandre Jos Francisco de Lima.Informe o
Sr. Dr. chefe de policia.
Club Dramtico Familiar. Como requer.
Diogo Heorique de Souza.Concedo a proroga
^2o de 30 dias, que requer.
Eugenio Lauro Macie! Monteiro Informe a
Cmara Municipal do Hefe.
Francisco Teixeira de Farias.Informe o Sr.
Dr. ch-fe de polica.
Francisco Pacifico do Amaral.Indeferido.
Graldino Alves PunteeProvideuciado do senti-
do que requer.
Qervazio Riymando Jos dos Santos. Sim,
pagando as coinc.lorina.
Joio Jos do Naacimento.Informe o Sr. juiz
de direito da comarca de IgaarassU.
Joaqunn Mnutinrj de Carvalbo. Informe
o Sr. Di. juiz das execucS'-s criminses da co-
marca do ItcClf--.
Januario Jua da Silva.Providenciado no sen-
tido que rfquer.
Jote Frani-isc) X ivier.Informe o Sr. insp"c-
tor da Thesour^na Mara Aoatolia S'.wri-s Cavalcante. Infjrme o
Sr. inspector do Thesour Provincial.
Mana Petroailla de Jess.Esta presidencia
nao dispe de ptssagens pos vapores da Compa-
nhia Urasilrir*.
Manuel Ascvedo Cruz Como requer.
Manoel Fraueise-" d Souza.Informe o Sr. Dr.
juiz de diieito do 2 dis'ncto criminal.
M.ooel Js da Coata.-Providenciado no sen-
tido que requer.
Mana Fraucisea L-iei'i-da.Iuforme o Ruvdm.
Sr. duector da Colonia Iabei.
Ku na de Castra Mcura.SI> tem logar.
Secretaria da presidencia de Peraara
buco, em 5 de Fevereiro de 18*57.
O porttiro,
Francelino Chacn.
Rcpartico da Pllela
Seclo 2 -N. 10i). Secretaria da Pc-
licia de Perumbuco, 5 de Fevereiro de
I8l7. IIIib. e Kxm. Sr. Participa
V. Exc, que bram liontea racoibidos
Casa de DetencSo os seguintes indivi-
duos :
A' ordem do Dr. delegado do Io diatricto da
capital, Trajano Constantino de Sonsa, preso em
flagrante por crime de ferirnentos leves.
A' ordem do subdelegado do Recite, Candido
Jos Paulino, Henrique Fcrnandes Lopes, Joio
Baptista da Cunha e Menelio Antonio dos Passo,
os dous primeiros por crime de furto e os ltimos
coma v-igabundos.
A' ordem do do 1" stricto de S- Jos, Francis-
co Jos de Sant'Anna, preso em flagrante por cri-
me de furto.
_ Hontem, pelas lLhoras da manhi, na ra
do Visconde da Silva Loyo, pertencente ao 1* dia-
tricto da Graca, Lonrenco Francisco daa Chagas,
altercando com Joio de tal, ferio gravemente
aquel le, evadindo-se em seguida.
O subdelegado respectivo totnou conhecimento
do facto, fea transportar o ferido para o hospital
Pedro II, afim de ser tratado e prosegue nos ter-
mos da lei.
O subdelegado de Salto Antonio commnni-
con-me quj amanh -ceu hoje roubada a casa da
ra do Marques do Herval, onde reside o tenente
Henrique Cecilio Barreto de Almeida, que com sua
familia se acha no campo.
O ladrio ou ladroes com o auxilio de um lam-
peado da illuminaco publica, que se acha colloca-
do entre a porta e janella da referida casa, e ser-
vindo-se ainda de um poste do fio telegraphico
que por all pana, subiram ao telhado, quebra -
ram das ripas e penetraram no andar terreo, on-
de forcaram bahs, gav< tas e guarda roupa e ar-
rombarm c,m anxilio de nma taca de ponta que
deixaram, tiraram roupas, objectos de ouro, con-
decoraooes, segundo declarou o mesmo tenente
Almeida-
Os ladroes depois de praticarem o roubo sahi-
ram por urna janella que deixaram sberta.
O referido subdelegado proced-u a competente
vistoria e prosegue as diligencias afim de des-
eo bri r o autores do crime.
Deus guarde a V. ExcIlim. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Asevedo, muito
digno presidente da provincia. O ohefe
de policia, Antonio Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 5 DE FEVEBEIK0 DE
1887
Julio Pernandes Ctsar & f!., Diogo Angnsto
dos Reis, Alfredo Haurica, Manoel Jos Pereira
Rosas, vigario Augusto Franklin Moreira da Sil-
va, e Mariano Augusto de Mello Rodrigues.
Haja visto o Sr. Dr. Procurador Fiscal.
Jos Antonio de Moraes e Maria Thereza da
Assuropcio Ferreira.Ao Sr. Theeoureiro para
attender nao ha vendo inconveniente.
Balar Irmios & C, Sebastiio Goncalves &
Brito, Carvalbo Cunha & C, Jos Fernandes Mar-
qnes, Feseca Irmios & ., Saunders Brothers
C, Pariso Ribeiro de Souza, Gaspar Fran-
cisco Vi, Francisco de Mel o Braga, Jacintbo
Candido de A lencar, Jonna M. Cavalcante, Joa
quim Gomes Ferreira de S Leitio, Manoel Joa-
quim Cavalccnte e Bellarmino Nunes de Andrade.
Pague-se.
Joe Avelino de Almeida. Satisfaca a exigen-
cia da contad )ria.
Jos de Azevedo Maia e Silva.Informa o Sr.
Dr. Administrador do Consulado.
Candido Tniago da Costo Melle. Informe o Sr.
eollestor de Olinda.
Manoel Joaqnim da Siiva.Ao Sr. contador
para attender.
Jos Joaquina de Siqu.-ii-a Varejio, Dr. chefe de
policia, Ventura Pereira Peona e Caetono eym-
pTicio de Barros Lei te.Informe o Sr. contador.
Rodrigo Car val ho & C Volte ao Sr. contador.
Consulado Provincial de
DESPACHOS DO DA 4 DE FEVEREIRO
1887
Manoel Fernandes Velloso.A' Ia seecio para
attender.
Jos Nicolao Ferreira.Indeferido em visto
das informacSes.
Josepha Al exandrina Po rt-Carreiro. Informe
1* aeccio.
Francisco de Salles Al buquerque.A' 1 sec-
90 para os devidos fins.
Claudomira Josepha de Moura.Certifique-se
o que constar.
Mereira & C.Deferido com reluci ao 1. se-
mestre, em visto das informagSes.
5
Paalo Ribeiro & C.Certifiqese.
Manoel Luis de Oliveira. Manoel Jos Fernan-
des, Pereira Carvalho & C, os mismos, Firmino
Gomns Leal A C, Viuva Cnnha Gomes & C, Ber-
nardinn da Silva Ramos, Tneotooio Feliz de Mello
& Ce Antonio da Silva RamosSim.
Segismundo Antonio GoncalvesInforme 1'
seecio.
Al ves Barbosa & C. A' 1 seecio para os de-
vidos fins.
Joaquim de Barres Los Wandorley Certifi-
que-se o que constar.
EXTERIOR
Anselmo Hraaincainp
Eis o discurso que, 19 de Janeiro lindo, pro-
ferio o Ilustrado parlamentar Sr. Antonio Can-
dido por occasiio de ser inaugurado na galera
dos benemritos do Partido Progressista de Por-
tugal, o retrato do conselheiro Anselmo Braam-
camp :
Meus senhorts:O Sr. Oliveira Martina acaba
de 1er nma t-xoellente memoria biographica de An-
eelmo Braamcamp. O eminente esc. ipter, em quem
o entendiuoeuto scientifico das cousus tantas
vezes Iluminado pela eterna poesa do coracio,
rendeu com este trabalbo a maia bella homeuagem
ao que toi, nos derradeiros anuos da vida, seu
ebefe e seu oom e lel amige.
Sympathica mutuacio de affectos o de servi-
cos !
A m mora Illa pelo Sr. Oliveira Martins traca
e impe-me, pela excluso do varios planos, o un ico
prograinma possivel minha palavra n'esta hora.
Nio teuho de ordenar as datas salientes da vida
publica e particular de Anselmo Braamcamp, e de
rotacional-as com os factos principaes da uossa
historia contempornea.
Isso, como pjderia fazar-se est feito.
A afBnnacio do hoje* nio ser, certo, u juizo
definitivo do futuro. Nio pode sel-o Na pheno-
menologia social de cada homem e de cada acon-
teciuieuto veo presento apenas urna parte. Como
na acutica ha o sum e o echo, na memoria hu-
mana ba a seosacio inmediata e a repercussio
longiqua. E' esta a que fica. Mas se alguem pude
aute^ipar-se i posteridade de certo, aquelle
que, pelo longo habito de perquirir e veraar o pas-
sado aoquirio j a uocio ostinctiva dos procesaos
porque se opera cssa aduiiravel cryatallisacio
uoral mais ou menos consistente, que se chama a
critica da Historia !
Portanto que venho Lz r aqu ?
Aceedendo a um asoavel convite, eu venho dizer
em vos alta a minha impresaiu pesso-il a respeito
do grande homem de bem, que sea fez a todos nos a
bonra de representar superiormente, na grave e
austera moldara do siu boqeatissimo carcter, a
tradicoio, o pensao-euto u as virtudji do nosso ve-
Iho ideal poltico ..
Passarei atrayes di miaba sensibilidad!) a'guns
factos mais expressivos e algumas qnaUd^bs mais
notoveis de Anselmo Braamcamp. A alma sen
sibilidade, mais passiva do que creadora, nio tem
infelizmente, os adora veis moldes em que se fun -
dem as obra de arte ; mas, se esses factos e estas
qualidades sahirem da minha palavra com a une-
cao piedosa-e commnnicativa de um profundo re
peito e d'uma grande saudade, ficarei contento
commigo mesmo. E, nio podendo attngir tudo
at prefiro eatS ultime effeito. Porque, meus se-
nhores, am.i-0 muito, e devi-lhe muito; o vivo
exemplo doVseu carcter fortaleceu a tempera da
minha cosMNasia; a bondade sincera, delieadis-
sima, sempre goal, da sua estima por mim, con-
sjIou e commoveu, consola e commove ainda, a
intima vaidade do mea coracio; fui dos seus a mi
gos, e uio ha, para o men orgulho, titulo que
exceda este; por motivos, que nio veem para
aqu, nio o acompanbei na sua doenca, nio s.'ffri
de perto coa a sua agona, nao pude diser-lhe
adeus no momento solemne do sen ddsappareci-
meuto p ipetuSi e isto, quaudo pode ser perce
bido pelo mea espirito, desvairado por outra dr
que a morto me causara, fez-me aaakostranha
impressio que nio 3e: definir, que nio sei explicar
bem !
Pareceu-me que ficavam imcompletas, trunca-
das bruscamente, as provas do meu affecto e da
minha leal ade, e comprehendi entio aquella sym-
pathica lenda medieval do nosso Martin de Frei-
rs, que foi levar as chaves do seu castalio ao rei
exilado e morto em Tuledo, e s depois pode jul-
gar-se quite d'um dtver de consciencia, e solt e
livre d'uma-ebrigacao de bonra...
Meus senhores : A critica das boas aptidea hu-
manas, divUtissimas na forma, mas igualmente
legitimas e uteis segundo a natureza e segundo a
historia, n6 raras veses feito com justica e bom
senso.
A eepeoialisacao absoluta, que urna inferiori
dade do espirito, e o egosmo exsggerado, que
um defeito do sentimento, propellem fcilmente
cada um a julgar que primacial a iqculdade do-
minadora que exercita, e melbor que todas as ou-
traa a preftssio particular que elegeu. O hemem
da especulacao mental, na sciencia ou na arte, en-
cara frequentemente com sobraaceiro desdem o
homem da accio positiva na industria ou na poli-
tica. O prescrutador snbtil, que analysa paciente-
mente as eousas, duvida do que se eleva depre.-sa
s syntcses culminantes da doutrina. A arte rene
e germana, n'uma religio ideal, os professos das
suas ordena; mas ahi mesmo, que bravo ciume de
faculdades, que accesa rivalidade de escolas, que
insana furia, truculenta s vezes, nos cortantes
da fortuna e da gloria O que descreve e colore
vivamente os aspectos exteriores do mundo es
tiraa-se superior a quem v, comprebende e tra-
slada para o livro ou para a scea os estadas da
alma e os (tramas da consciencia. A tribuna e a
mprensa, ambas filbas da liberdads, nio se pre-
sara como irin&s. O poeta que vive no azul, como
as aves, aelindra-so e doe-se ao contacto das
realidades, ainda as mis sublimes, que a vjda uni-
versal gera 3 destroe superficie do planeta. 0
que assi'milla e transforma em impulsos de energia
e era sor risos de graca o msenlo vigor e a seiv
hilariante, que a aatnresa cria permanentement"
nos seios inexhauriveis, combato e exclue, com
nimigo e como espurio, aquelle que recolhe e mos"
tra na sua lospiracio dolente, amphora de opala e
violeto, a .torna nyilanchoa iaenarravel, qua se
eleva da trra'come um fum>, qu a historia dis-
tiUa de si como urna esaencia... O ultimo que
chegue, por urna ideia nova aa renovada, tem de
conquistar o sea lugar n'uma lucta heroica, tem
de fazer do seu instrumento de trabalho arma de
defeza tambem, ha-de ser t cansavel, genial como Balzac, ou tersar cm todos
os campos e responder a todos os reptos, artista e
soldado ao mesmo tempo, como Courbet, o insigue
moralista da pintura, ou como Wagner, o profundo
Shakspeare da msica !
Parante a realidade das coisas, no combato e
conflicto das emulaces, urna vi ficcio a mano-
plia ideal em que a peona, a lyra, o pincel e o
escopro se enfeixam, e a attitnde desdenhosa da
arte para a poltica, tanta vez reassnmida entre
nos e l fra, apenas um caso a mais da lucta
pela vida, nem sempre travada com a melhor com-
prehrnsio das coisas do mundo...
E todava o pensamento e a acedo, o metbodo na
multiplicidade dos seus procesaos, a acitm-ia na
variedade dos seus captulos, a arto na difieren-
ciacio das suas formas e das suss escolas, sio
absolutamente solidarios nos aperfeicoamentos e
Erogressas da nossa especie, a idea, para vingar,
s-de ser realisave!, a energa, para ser fecunda,
tem de desenvolver-se lgicamente segundo as leis
do espirito, e os nicos signaes com que se pode
aquilatar o valor das indiligencias e presumo
das vontodes, sio estas : no agento o carcter, no
resaltado a utilidade...
i O desfavor a qtte a accio politica considerada
por muitoi espirito* de Hite, e tambem pelo opioiio
publica, no velho e no novo mando, tem da ana
parte, iorcoso confesaal-o, bastantes apparencips
de razio.
Pela sua influencia immediata e complexa, e
pela enorme comprehensio dos nteresses qne move,
este genero de accio o mais aobre, o mais vasto,
o mais attrahente de quantos podem solicitar um
homem de sen ti mea tos e de vontode; mas, como
estadio de exhibicao moral e como p roces so de
educacio publica, est se mostrando, a esta hora,
na America e na Europa occidental, adverso a
muitos nteresses da digaidade cvica, da justica
distributiva, da lgica que deve haver nos factos
e do prestigio que pessoas devem conservar
Tem urna base intellectualmente falsa : a phlo-
sophia naturalista do seclo XXIII1
Tem um principio inane e contradictorio: a
soberana popular. Tem Um processo que nio qua
linca... por urna delicada circumstancia de logar
e de tempo : o suffragio unvejjar! Tea um li-
mite para as ek-vac.-s pessoaes que difficilmente
vara: a m:diocridade Tem ama litteratura pro-
pria, quaai sempre sem ideal e sem verdade : o jor-
nalismo e a oratoria parlamentar. Tem urna li-
tburgia sem pompa e sem pensamento : a das fic-
c3es consttueionaes!
A grande Revoluto, de qne promana e deve
datar-se toda a moderna historia, assumiu, como
se sabe, as formas d'um drama grandioso, enor-
me Emquauto ease drama destnrolou, noS Esta-
dos latinos, as suas aceas formidaveis, foi subli-
me de paixio, de foroa e de movimento; o theatro
grego, em que interviuham deases, uio mais
maravilhoso do que este, em que representaran] po
vos !
Mas a ommocao publica, c mo estado violento,
nio poda ser perduravel; a ebuilicao dos espiri-
tos, dexar de diminuir ; recairam as condiees nor-
maes da vida os horneas e as naces que se tinham
exaltado at ao herosmo e at ao martyno;e
viu se entio que a superficie moral do mundo fi
cara oom o aspeeto devastado, arrefecido. melan-
cholico, d'uma floresta que o incendio consumase,
e dequt osvclhos troncos em cinsas tivessem ape-
nas s-rvido para fecundar rasteiras vegewcoas
uniformer, de pouco vigor e sem vulto definido
anda...
A Franca, onde a iraraensa combustio princi-
piara, ainda se reinflammou urna vea contra a
senil e caduca licstauracao, e teve, durante al-
guna anuos, urna prolongcio artificial de vita
dade politica na tribuna Ilustre de Guisot, R.
Collar e Thieis, e na imprensa convicta e apaizo-
nada dj A Cnrrel, e de P. L Courier; mas, for-
mado e draf.'ito o aonho de 1848, caa, sossobrou,
ve>o, poaco a pouco, a volverse no que est, uo
que ... A Italia, dep lis de Csvous e de Garibaldi,
a Hiapanba, depois de Espartero e de Mendiaba,
Portngnl, depois de Mousioho e de Saldanba,
grandes nemes que medem a mxima Matura de
velhos povos,voltaram, fandata^ntalaente, ao
que eram antes, porque ha* meosT eenheres, umn
tyrannia que as espadas nio cortan e um despo-
tismo que a penna do legislador nao fe.e de mor-
te : a tyrannia das meas e o despotismo da his
toria !
Neete estado de coisas, superior aos anteceden-
tes, por que sempre um ponto vencido na serie
do progresso humano, mas repousado, egosta, ape-
nas assignalado por um mais intenso fervilbar de
vida vegetativa e intellectual, sem accidentes re-
volucionariosJwlvo quando a questao poltica tra-
va na questao nacional, como em Italia aata d
occupaeSo d Roaaf-na franca depoia 2USJ8C
e na Inglaterra actualmente; n'este estado de coi-
sas, poaco propicio s germinaces do herosmo e
s ostentacoei da grande forca, porque os obst-
culos sociaes deslocaram-se do mundo para a cons-
ciencia, e o poder publico desvigorou se, enfraque-
ceu, as mltiplas divisss que o fraccionaran!;
n'este estado de coisas, qne, em compensacio de
tanta nferioridade, pacifico, evolutivo, fe-
lizmente, desasaombrado de terrores divinos e hu-
manosha anda largo espaco para ama boa in-
telligencia que queira applicar-se, para urna enr-
gica vontade que queira desenvolver-se, para um
carcter honesto e digno, que a vida publica tente
com as snas gloras e os seas sacrificios, os seas
ruidosos triumphos e as suas tremendas ingrati-
des !
Com amor ao paiz, em que se vive, com f
n'uma causa, que se acceita, com respeito por si
mesmo e confisnea nos outroe,a carreira politi-
ca ainda um alto destino, e o Ilustre cidadio,
qne teve e honrou o nome de Anselmo Jos Braam
camp, d'isso exemplo patente e argumente irres-
pondivel em Portugal 1
Anselmo Braamcamp, meus senhores, era um
homem superior e distincto, de nobres e finas ma-
neiras, um perfeitooenlleman na mais completa
acericao da palavra. O termo ingles nio tem equi-
valente na norsa lingua, mas tambem a entidade
que elle significa nao vulgar na produccio social
e poltica do nosso paiz. Taine, as suas admira-
veis Notas a respeito da Inglaterra, define assim
o verdadeiro, gcntleman: a Um nobre, digno de
commandar, integro, desinterusado, capaz de se
expSr, e at de sacrificarse pelos qne dirige, ho-
mem de honra e de consciencia ao mesmo tempo,
em que os instinclos generosos foram confirmados
pela justa reflexSo, e que, procedendo bem em har-
mona com a sua naturtsa ainda procede melhor
em obediencia aos seus principios.
N'este retracto recoahece-se a figura moral de
Anselmo Braamcamp.
A sna ascendencia, nacionalisada aqu dasde
muito, teve o seu tronco n'uma raca diversa. Nio
sem valor esta circumstancia. Por urna razio,
qne existe na pbysologia, a adaptacao d'uma fa-
milia s condicoes etimolgicas e sociaes d'um po
vo differeote determina quasi sempre urna gera-
cio mais vlida, mais forte, destinada muitas ve-
zes a exercer ama especie de hegemoaia moral na
nova regiio em que se aclima. A historia di va-
rios paizes exemplifiea repetidamente este pheoo-
meno na pohtica e na litteratura.
Entrn na carreira publica por vocacao, nio por
necessidade. Era bem nascido e rico ; e, a esse
tempo, as inscripcoes polticas eram muito seme-
lhantes inscripcio de guerra : as promoedes
faziam-se lentamente, e o adjectivo militante,
proposto ao substantivo partido, nao soava apenas
como urna figura de rhetorica. Combata se a
valor e combatia-se de todos os modos... Como
j vai longe o bello romanticismo social d'esses
lempos, em que se arriscava a fortuna e se jo-
gava a vida em a ve o turas. da farda e es-
pada !
Foi desde sempre convietamonte liberal. O amor
da liberdade nao se Ihe acndron n'uma reaccio
immediata, pesaoal, ao velho redimen, porque era
pouco mais de enanca quando se desenvolva e
fechava o primeiro periodo constitucional; mas as
poticas illusoes da segundo, que un vento de
alm dos Pyreneus sacuda e agitava intensa-
mente, as generlas utupias, que tinham a alma
pica da revoluco francesa e ainda o envolncro
extorno dos tempos classicos da Grecia e de Ro-
ma, illusoes e utupias que eacarnaiam aqu n'um
hroe e n'um santo, em S da Bandeira e em-
Paasos Manuel, essas recebeu-as sympathica-
mente o peito de Anselmo Braamcamp, e foi-lhes
fiel at a morte, acreditando sempre, sem desfalle-
mento, teimosamente, no absolutismo da moral e
na progressividade da nacao 1
Foi depntado em longos anuos, antes de ascen-
der a ministro. Chegoa a esta posicao quando de-
va chegar, maduro pela experiencia e pela eda-
de, cheio de servicos, sem que o seu advento pa-
recesse um improviso ou caueasse urna surpreza
Caminhara sempre pela estrada real, avesso a
atalhoa e a deavios. Elle mesmo dizia jaco de si
punindo com o s exemplo da sua rectidio e da
sua modestia as soffregas impaciencias dos ou-
tros.
Nio deixou o seu nome nos fastos da tribuna.
Tinha o pensamento claro e justo, mas a pala-
vra era extraordinariamente lenta a difficil.
Nio o predestinara a natureaa para os fficios
da elequencia, a sublime arte potente e des um
bradora ; mas, desprovido desta iaculdad, que .-
em raros monumentos histricos til,e, fra
d'elles, vale apenas como entretenimento espiritual,
voluptuoso, um pouco frivolo, de sociedades po i-
das, requintadas... pode, por isso mesmo, ex-
hibir, provar, a urna luz vardadera, as joias
sem preoo do seu carcter e de sua conscien-
cia !
Nio era orador; as asscmblas nio fremiam,
nio palpitavam anciosas, sjb a influencia magn-
tica do seu verbo ; os seus olhis oio fuailavam
relmpagos de paixio ; a sua voz uio era, alter-
nadamente, urna msica dolente u forte e um
trovio subitneo; nio tinha no gesto e raio que
fulmina ; nio tinha na figura a magostada que ae
impon; nie tinha na fronte essa divina aureola fol -
gurantiasima que depois do eyelo atheniense, eiug; >
e illuminou a cabeca de Mirabeau, a cabeca de J.
Estovan, e poucas mais no mundo... Mas tambem
nio tinha a'falsa eloquencia ; mas nio colora pos-
tizamente com arrebiques bastardos, urna d'estas
verbosidades cativas, que nunca passaram do ouvi-
do para a alma; mas nio enchia de coisas bais
a aonoridade vi de pbraees eoonecidas e gastas...
mas nio enganou, nio enredou, nao saduzio, e o
prestigio recrescente d'este homen, em quareuta
annos de vida publica, dame a calma impressao
suavemente consoladora, da verdade sem arte, da
justica uerme, da honra, silenciosa mas evidente,
da moral subsistente em si mesma, flamma pura,
igual, serena, como a do Horeb, onde a t antiga
poje ver e adorar um Deus 1
Ministro do
do antigo part
cooperou com os seus dignos collegas
tuieo econmica do pas, tendo e uierecends a
honra de oceupar um lugar preeminente na nica
situacio que taz lembrar o plano e a obra do maior
homem de genio que o const.itacioniliaroo produ-
sioem PortugalMousioho da Silveira! ministro
da fasenda em 1869, quando esteva em plena
istensidade a ciise nacional, de que a quasi revo-
lucio de Janeiro dera rebite e aviso, Auselmo
Braamcamp nio foi sosente um administrador se-
vero e prcvideute, nio foi ajenas o sabio organi-
sador de um novo syatema fiuaucero, em que fu
turos estadistas toriam de forragaar largas ideas
e alvitres; nos momentos agudos, em que corriam
perigo mintente o crdito e o decoro do pas,
elle nio duvidou garantir com a sua respon*bli
dade individual algumas Isttras do thesouro, nem
pagar do seu bolso o custo que Ihe parecu ex-
cesaivo, d'uma negociar cm praQas eatraugeiras,
dandi por esta forma proras d'um civismo que
roes pelo inverosmil, e fabricando, assim, talv?s-
sera pensar em tal, o mais vivo, o mais bello es-
malte da sua cavalheirosa lenda .sympathica e mo-
ral isadora.'
Estas grandes virtudes e estes inolvidaveis ser-
vicos valeram Ihe a nquestionada.sucsessio poli-
tica do duque do Loul, quando a morte prostou
improvisamente o velho fidalgo, que exercia a di-
reccao e occopara a presidencia do partido po-
pular .
Aagueitoso momento foi esse C duque, desva-
lido ao paco, abatido e descrate, era ainda a prin-
cipal for^a e a maior esperanza dos histricos, por
que alm do sou nome consagrado e prestigioso.
tinharD afiecto, o respeito e a confianca da antiga
geraca'opatuleta. A morte invadndo os arame
deste partido, ja ceifara, com negregada preferen-
cia, alg. mas vidas de maior preco. Mas d'um va-
lente coracio, parara de vez ; mais d'uma voz eio-
quenti.-sima tinha emmudecdo para ?empre na si-
lidio, sem echos, do tnmulo...
A's cansas internas de desanimo e de successive
enfraquecimento, ajuntava-se a prosperidade as-
cendentes da re entraca.3, que sem grande alma
doutrinaria,talvez porque a nio tinha !reali-
sava entio um governo forte e hbil, e sabia tirar
partido, intelligenti8simameate, de mil acasos feli-
zes... A morte do duque, destas apertadas cir-
cumstancias, parecen a muitos a perdilo final de
tudo.
Um poderoso jornalista, dos mais Ilustrados,
que teem cacripto em Portugal, deixou, n'um arti-
go rememoravel, a impressio desse infausto acon-
tecimento, comparando inspiradamente a desespe-
rada attitnde do partido histrico que um esco-
progenial eternisara n'um famoso masoleu de Flo-
renca.. .Lembro mo bem de tudo. Passava entac-
o primeiro tempo, o primeiro e o melhor da minha
modesta e ingloria Vida publica 1 Modesta e nglo-
ria, sim ; mas nio estril de todo... Fica sempre
alguma cousa ds longa conveniencia ideal com um
carcter, como o do duque de Loul, e da privan-
za e clara intimrdade de um homem como Anselmo
Braamcamp.
Dentro de dous annes o partido histrico, j *
funddo com o partido reformista, estava reorgani-
sado em toda parte. Fei o primeiro talvez a maior
ser vico, do novo chefe, que neste canto da Europa
e na possivel proporcio das cousas, comprrhen-
dia e acompanhava o movimento da reaccio poli-
tica coutra as longas dominacoes conservadoras,
as quaes com Disraeli, com o duque de Magenta,
com o habilissimo restaurador da monarehia bes-
pauhola e com o Sr. Fon tes Pereira de Mello ianx
cair brevemente s intimacea de Gambett, de
GUdstone, de Sagasta, e as suas propras I Nio
facto nico este parallelismo poltico nos povos
mais afilas pela roca ou mais prximos na civili-
Nao tardou qne recebease os frutos da sua
obra.
A cmara que apoiou o seu ministerio de 1879,
abertt urna excepcao para a ..iuha desprestimosa
humildade, ser sempre lembrada pele sen elevado
patriotismo e pela sua inalteravel dgnidade, e ci-
tada como argumento de que, alm dos innueros
personagens, conhecdos e usados, que os partidos
teem do sen imjienso estado-maior, ha anda, por
esse paiz fra, onde fazer ampia colheila, para a
poltica, de intelligencias e de caracteres.
Podoria dizer muito desse ministerio de 1879,
qu i ti ve a honra de conhecer de perto, e preval
que foi econmico, exemplo, digno. Mas.. tar-
de ; e o espirito e o coracio levara -me, mais de
vontade, para a a mora ve I con tem placi de Ansel-
mo Braamcamp, as gracas o enlevos do seu retiro
domestico, depois das duriasimas provas do gover-
no que Ihe extennaram a saude e o suor da corpo
deixaodo-lbe ainda estranho milagro tervo-
sa a sua f nos principios e de todo incelome a
sua coafian^a uos horneas.
Encantadora iutimidade a sua .' Encantadora
edificante.
Eu nio sei dizer o que essa intimidado me inspi-
rava; mas sei que aquella casa e aquelle homeot
bastariam para um quadro formosissimo de moral e
arte. Soubesse eu fazer..'
O homem publico l estova; o chefe do partido
nio se esque:ia nunca que o era; a preocupacio
das cousas polticas absorvia-o constantemente,
a propria doenca nio podia com elle para Ihe rr-
pousar o espir.to das graves cogitaedes de patriota
e est.dista.
Mas era para ver, a nio se olvidar Jamis, a
fina bondade, a estoica risignacio, o lo&dade de
aflectos, com que elle fazia a uentura dos seus, e o
embevecimento de estraohos!
O sen carcter, sempre digno, apparecia agora
mais sympathico, as tenaes lluminacSes da ve-
Ihice e da doenca.
Era a extrema reverbacio d'um sol poente :
momento delicioso, em que se adivinham e presen-
tera a saudade do dia que ainda nio morreu, e a
ameaca da noite que nao snrgiu ainda; luz exce-
pcional, luz nica no espirito e na natureza, em
que as cousas sio vistas cora exactidio e cora
bondade. .. Se d'este plano iclinado resvalesee-
o tmulo, sem novo incidente importante na sua
raissio poltica, teria acabado bem. .Mas fe lia-
mente, pode acabar melhor...
A vida, tio calumniada pela philosopha e pela
litteratura de hoja anda ainda poda ser, ama
bella coisa. Mas preciso que a encha o senti-
mento apaixonado d'uma causa grande e til. S-
lito vale, 8<5 isto merece a alma d'um- homem, s
isto compensa das dores edas miseas do mundo...
Qaera nio p ide viver na absorcao ioeffivel d'um
Deus, aiuda pode empregar se no culto espiritual
e no servico terrestre d urna idea.
Nio someoto a f que d o extase; tambem o
d o amor exaltado e puro a um destino que se
aeecita... Isto hoje muito dificil; por isso a
f-licidada humana; e, falta d'elles, as eternas.
faculdades mysticas do espirito, as divinas conso-
ladoras da vida pela religio, p -la arte, e polo
dever vio estiolaado, desapparecendo, como flrea
a que falta a seiva e o Bol...
N'este mom-nio, qne deslumbrante por fura e
tio trgico r ara o homem interior, todo o exempl
de forca urna licito a aprovetar. E Anselmo
Braam samp dea -nos essa licio, na vespera da sua
morte.
O seu ultimo acto publico, para realisar o qua I
teve de colh vida que Ihe restavain, foi a solemne uffirraic,5o,.
foita no norte do paiz, de que era ch'gada a hora,
de ocluir, esseacialmente, os problemas econ-
micos nos programmas dos partidos polticos. O
veneravel cidadio, invocando os malh.res uomea
da no sa historia constitjcioaal, teve a feliz lem-
braucade vincular a tradici > patria este pensamen-
to moderno. Foi justo e hbil -o mesmo tompi.
A qaeatio poltica, como foi posta pela incta-
oraramiseus morohisica social do seclo XVIII, e t resolvida -r
reino era 18b3 quo e c.prnodo ureo mXSde^doutrinaria do. syatemasj foi l
ido histrico, Anselmo Braamcamp, I ~',. ^ .jo,.. j
os a. dirnos collejas na reconsti- I Id?. n,"x." tea?* l Z'J^'Jl^I^.t^
8. Constant teem sido sobejameute, e at imperti-
nentemente glossad -s em tudas as linguas a por
todos os povos; as constituiefles cultas exarana
quantos garantas individuaos e quantos direitos
cvicos atbeoria liberal apprehendeu u'um prior
desabalado; u onde ha omiosoes, basta o tr.balho
de reclamar, como entenderam no anuo prximo-
passado os operarios belgas..
A questao social que est de p.
Foi formulada; ha de resolver s>. Como?. Si)-
sei, em verdade o digo. Mas nio participo d i-
terror enorme que ella infunda cm muitos espi-
rites. Porque o actual rgimen da Liberdade tuve*
um bap'israo de sangue, nio ha de logo loncluir-ae
que o novo rgimen da proprudada, chsj venha
a estabelecer-.e, ter um baptisrao de fog>.
Como as tarcas da natureza, es proceasos do>
espirito sio uuitaincnte compl. x is u vari .do....
E at ma inclino pira a outra o.nniio, coisid -c.^,
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Diado de PernambncoDomingo 6 de Fevereiro
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4o que a ausencia do obstculos poltico e o pre-
dominio, cada Tez maior, do espirito positivo do
nosso tempo, dever determinar a progressiva
paeificacao das conacienciaa as contendas e re-
questaa da Justina ideaL
Anselma Braamcamp, qoe tinba razio incida e
larga experiencia dos homens, entenda que era
preciso fasor coocestoes graduaes ao movimento
a'iti-capitaiista dos nossos dias, sem deixardeem-
prrgar a mxima energa na represeao dos dimes
contra a ordem. Era, n'eete ponto, da escola
al lema.
Este pensaaaento, *pse. actual, qoe tem*dptofl
e apostlos enre os maia^rrados essdiatas*iun-
do, qoe, ae nio*avokve urna oluceo effieaz das
dimcaldade mssimas da poltica n'este fia de
scalo, pelo manco, nma tentativa plausivel a
eussiar, recebeu.de Anela Braamoamp a mais
fecunda autoridade que urna ija pode receber de
nm hornera era Portogal! E o saadeeissiqsochef
do partido progressista, tendo encerrado com este
ato o famoso eyelo da sna carreira pnblica, eom-
j-oz se adoravelmente para a eternidade, e pode
diier se que morreu honra propna, no sea posto,
voltando para o Oriente...
. Sao tewpre bem venturado os que morrem
assim, no amor da sua patria e na verdade de sen
tempo!
KtvSTA DIARIA
limirurrao PublicaPor portara da
Inspectora Geral da Instrucco Publica datada
de bontem, foi decretada a suspenso dos respec-
tivos ezercicio e vencimentos do professor publico
do Brejinbo de Fora, Francisco Pereira Lima, por
acbar-sc pronunciado as penas do art. 192.com-
binado com os 5 35 do o ligo criminal.
ComuKiiiiia do BeberibeO Sr. Dr.
Ceciliano Mamede, digno gerente da Companhia
do Beberibe, dirigio-nos as liabas que vo em se-
guida, respondendo ao quo bontem escrevemos ta-
bre a falta a'agua haviua na veepera, e ezplicaudo
as causas desaa falta, causas que ignoravamos,
bem como as ignorava o publico, quem a em-
rez.i tem o dever, pelo seu contracto, de bem su-
prir d'esse elemento indispensavel vida.
Aceitamos as explicacoes, que sao procedentes,
e eremos que o publico igualmente as aceitar.
Entretanto, uo podemos prescindir de duas obser -
vacoes.
E' a piimeira que, qaando em ornee j das obras
que tem a Companhia em andamento, fez ella pu-
blico que se danam faltas da ordem da que fez
objecto da uoticia criticada, assegureuse que
seriam de pequea duragio taes faltas; e a de
quinta-feira durou qaasi todo o di*, e toi geral em
todos os bairros da cidade.
E intuitivo quo deizar sem agua a populacho
iuteira de urna grande cidade durante cerca de
lz horas, uada tem de agradavel nem de tran-
quilisador, e demais roco um pouco por i&so que
se pode chamaram desploravel descuido.
A segunda obaervaco que, despeito da era-
vidade do caso, nao formulamos censura em termos
que possam ser tazados de injustos.
D.'bde que o proprio gerente da empreza con-
fessa a falta, e deve saber que nem nos nem o
publico sabamos das causas eztraordinarias qne o
motivaram, tica patente que nos assstia o direito
de extranhal-a. nos s o fizemos em termos
moderados.
.\a 1 houve, pois, injuatiea nem inverdade. Nar
ramos uuia oceurrencia testemunhada por lodaa
populacao, e fizemo-nos cebo benigno, do clamor
que o tacto produzo. E se chamamos a al ten cao
do tiscal do geverno para elle, foi no interease
gera), e com Unto melhor razio quanto elle exee-
deu dos limites qne a propria empreza tracou para
as faltas da ordem da que se dea na quinta-feira.
Feitos estes reparos, eis a communicaco do Sr.
Dr. Ceciliano Mamede :
Senhores Redactores da Revista DiariaNo-
ticiando a interrupcao que houve no forneeimeuto
d agua a esta cidade, 6. 8. fiseram em termos que
parece incriminar a Companhia do Beberibe e cha-
mar a atteneao do engenheiro fiacal.
Centra semelhante injuatiea, de ennsiderar-se
o facto filbo de culpa, de nao ter procedido esta
Companhia como devera, venbo reclamar, e certo
de que 8. S. dotados de sen'.imeneos de Rustica,
apreciando osfactos com impareialidade, couio cob-
tumam, reeonhecero que esta Companhia proce-
den rectamente, e outro nao poda ser seu proee
d intento.
Mantive o fornecimento d'agua pelo antigo
systema com toda a regularidade. sem a menor in-
terrupcao, comj geralmeute sabido ; mas o que
tem se dado e se dar de vico a causas especiaes
de qne o publico foi prevenido, e cuja explicacao
repetirei.
Aproximando-se a terminacao das obras, e de-
vendo se ligar os antigua encanameatos aos uovos,
assim como limpar qnelles, durante a exeeuco
de taes trabalhos nao pode deixar de haver pe-
quenas iucerrupeoes que nao seriam como nao tea)
sido cusiris. -Nao se pode porm evitar quo so-
brevenha qualquer cousa extraordinaria que retar-
de o trabalho, e foi o qne deu-se na quinta-feira.
as enumeras vezes que se tem feto o tra-
balho, com mais ou menos demora, tem at pasea-
do quasi desappcrcebido, tanto quo j est feita a
limpeza do eucanamento desde Doia Irmos at o
Manguinho, faltando apenas urna pequea parte.
Na quinta feira, poom, quande o apparelho
passava pela segunda vez, s 2 horas da tarde,
parou em meio de caininho, e dando se maior pres-
so a agua, estorvaram diversas pennas d'agua, o
que nao e produzu a inundacao da estrada em
varios lugares, como o enfraquecimento da pres-
sao, de modo que foi nesceaaario trabalbar toda a
noite de quinta para sexta feira em fechar as ditas
pennas, e na sexta pela manh entilo utilisou-se
da penna d'agua para tirar-se o apparelha, o que
realisou-se s 7 horas da manh, fijando a agua
restabalecida s 10 horas no referido eucanamento.
Acontecen, porm, que na mesma occasio se
desae um desarranjo em urna vlvula do outro en-
canamento, o que conduz agaa para o bairro do
Recite, o que promptamente fui concertado tambem,
havendo demora n'agua cheirnr ao bairro do Re-
cife por causa do ar que penetrava no encana-
meato, e este ter duas sabidas, as pontea de Santa
Isabel e Sette de Setembro onde o ar forma reser-
vatorio.
Na ponte do Recite j fiz collocar, temos,
ama vlvula de ar automtica, e nos outros luga-
res o mesmo vai se fazendo proporco que se vai
procedundo a limpeza.
Nao se pode mudar todas as vlvulas ou tor-
neiras ao mesmo tempo, para que nenhuma se
desarraoje, o meio nico ir mudando as urna a
ama como se est fazendo, nem tambem se pode
de urna vez assentar todas as vlvulas de ar.
O publico foi prevenido quando se enmecou o
trabalho, e ao mesmo tempo se lhe assegurou que
nao se amedrontasse com qualqner iuterrupeo qne
apparecesse, porque inmediatamente seria repa-
rada.
Ha qnem talle cm outra especie de prevencao
ao publico, que nao comprehende, poia elle sabe
que diariamente s faz esse trabalho, porque de
outro modo seria necessario 5 annos para acabir
as obras ; se referem-se, porm, a prevencao dos
desastres que tenham de dar-se, imp f si val sa-
tisfazer, pois nao me dado advohal-os.
VeempoisS. S. o qnanto foram injustos para
com a Companhia do Beberibe.
Peimittam-me que, ao concluir note, de pas-
sagem, qne o qne se est fazendo para dotar-se
esta cidade com nm importante melhoramento, a
muito reclamado, e que no entretanto tem sido
ltimamente levado a effeito cora rapidez, e se
do se auxilia aos obreiros desse melhoramento,
pelo menos deve se lhes fazer jostica ao proced-
ment que teem tido, aos estreos empregados, e
as intences manifestada.
Com a inaereo destas linhas, lhe ficar agra-
decido seu constante leitor, Ceciano Mamede.
Matrli da Carpo *an to. No decurso
da prxima quaresma haver sermoe na igreja
matriz do Corpo-Santo, s sextas-teiras; e sero
tambem all celebrados, com a pompa costomeira,
s actos commemerativos da Paixo e Morte Jo
Divino Redemptor, desde a feeta de Ramos at a
IIisaa da Ressurreico.
A irmandade do HS. Sacramento d'aqaella ma-
triz tem envidado esforcos para que todos os actos
sejam feitos na altura dos mysterio commemo-
rados.
Os larttpiosii Estes industriosos, na noite
de ante-hontem para bontem, snbiodo pelo lam-
peo de gas e pelo fie telepbonico que paisa pela
casa de residencia do Sr. tenente Henriqae Ceci-
lio Barreto de Almeida, ra do Mrquez de Her-
vsl, conseguiram galgar o telhado da mt-sma asa,
e destelhaodo o e quebrando duas ripas, penetra-
ren! no interior do predio, onde torearais hahna,
gavetas e guarda-roupa, e levaram objecto de
uoro, rocpis, condecoracee, etc., etc.
Feita a gentilesa, os laranios abriram nma poita
pela qnal sahiram, deixando-a aberta, tal como foi
encontrada bontem pela manh. '
O Sr. tenente Almeida nao estava em casa, nem
saa familia, que se acha tora da cidade.
A polica tomou conhecimento do facto para pro-
ceder nos termos da lei.
Ferro la do CaxanarA. A' partir de
de boje e at o dia 13 do corren'e inclusive, o
trem que parta da Varsea para o Reefe s 1 ho-
ras e 29 minutos da tarde, far esaa viagem s 8
horas o 30 minuto da noite, para aatisfazer aos
romeiros da feita de 8. Francisco da Paula do
Caxang.
No mesmo pcaao cima, e para atteoder as
eaigsncias de romeiros da testa de Apipuooa, o
trem que purte do Recite s 8 horas e 18 minutos
lia noite it*t Dous Irm&os, saevindo oa
geiros do Arraial ; e d'alli regressar s 9h
e 30 minntoe n noite, tocando em Apipucos s 9
horas e 35 mmut js.
*toysas*Sob o tituloTentativa de morte,
ascreveu a Gmeta defiqyaiwa, de ; do orrente :
O individuo poi none Altfedo.Aytas-Facao/
empregado na casa commercial do Sr. Jos Alves
de Soasa Pira, tentou em a noite de 30 do mez
prximo passado contra a vida de Sr. Jos B. da
Veiga Pessoa, destechande-lhe einco tiros de re-
wolver, que felizmente nao attingira n o aggredi-
do,tendo ao mesmo instaate pelo puohal do perti-
naz aggressor que arqabso de sangae e tendo <"8-
gotado a carga da primeira arma de qan se ser-
vio, lancou mao desta segunda, com que ferira a
Jos Bento na fiarte superior do braco es-
querdo.
O crirae que levamos ao dominio publico teve
por tneatro a rna Atraz do Rosario, onde ae
reuuio um grande numero depessoas, dentre as
quaes algumas foram testemunhas oculares do tac-
to Siogninoleoto.
< O criminoso sps a pratica do crime conse-
guio fugir, e cendo Bento levado preseuca da
polica representada actualmente pela pessoa do Sr.
Sargento Angelito, cummandante do destauamen-
to desta cidade, este dissera s pessoas que aiom-
panhavam aquello iuteiis moco que o Alfredo de
via tel-o morro.
c Nenhuma das autoridades policiaea procurou
tomar conhecimento do facto, paca proceder eomo
manda a lei. Os bous e humanitarios cidados
qne acompanhavam a Jos Bento, drpo9 de dei-
xarem-n'o em curativo na pharmacia to Sr. Leo-
cadio Jos de Figueiredo, dirigiram-se casa do
digno juiz municipal o Sr. .l)r. Honorio Her-
metto Corris de Bitito. que camo autoridade
sempre cumpiidoia de seus deveres, sahio de sua
casa em companhia das inultas pessoas que o pro-
euraram e.que se mantiveram sempre na melhor
ordem e na espbera de seus dreitos, e dirigudo
se aquella pharmacia, abi proceden na forma da
lei.
Gvmnaslo Pernambucano Abriram-
e no dia 3 do corrento os trabalhos lectivos do
curso cientfico 6 litterario de. um importante es -
tabelecimento com as solemnidades do oostume.
Estiveram presentes o Exm. -Sr. Dr. Pedro Vi-
cente de Azeveio, presiieute da proviacia, oRvui.
hei Paulino da Soledade, que foi o celebrante da
missa, os professores, secretatio e mais emprega-
dos do instituto, e outras pissoas estranhas ao
mesmo.
Depois da celeiracao da missa, foram todos
conducidos para o sanio d honra do eetabeleci-
mento, onde o Dr. Antonio Justino de Sousa, pro-
fessor do mesmo, subi tribuna e recitou, por
torca do regiment, um discurso anlogo, em o
q'ial fes patentes os servicos que tem .prestado o
zm. Sr. Di-ao Dr. Joaquim Franeiseo de Faria,
muito digno regador d'aquella caea- de educacao,
moatraedo tambem o que era mister fazer-ee para
que ditoestikbelecimentochegaaee ao fim p^ra que
lora instituido.
Fiado o discurso foi 9 orador por todos com-
primentado, sendo nessa occasio tfferecido por
um alumno interna ao Exm. Sr. Dr. presidente da
provincia um lindo ramalbete e pelo Dr. secreta-
rio um outro ao mencionado orador.
O Exm< Sr. Dr, presidente da provincia em se-
guida percorreu todo o edificio, aeou panhado pe-
lo regeder,. secretario e mais funectonarios, mos-
trando se satisfeito pelo aeeio e boa ordem, em
que o encontrou.
Durante a soleinnidade a msica do* menores
do Arsenal de Guerra tooou variadas.pecas, e du-
rante o saorificu da mise a orcheatru, dirigida
peio professor do eetabelecimento maestro Traja-
no Felippe de Barcellos.
brai ge raenNao sao acoitaveig a ra-
soes de ordem quo ua caita abaizo d o Sr. di-
rector das obras gexaes em Pernambuco para jus-
tificar o abandono em que tem dezado os caes do
Capibaribe e Ja Aurora.
Desde que ha em Pernambuco aquella repartir
cao sempre foi encargo seu reparar oa caes ; e o
proprio actual director, tanto reeonhece que tem
esse dever, que, contornas diz na sua carta, tem
mandado repsrar outros caes.
E se nao cssa repartico quem incumbe esse
dever, quem pode cumpril-o ? t jerer o Sr. di
rector incolcar que o dever de reparar oa caes
da Mitra ou de algum Vigario^
Taives assim o pense ; mas o certo que as
instruccoes de 1874, quo o Sr. director se refe-
re e de que cita um trecho, ah esto para indi-
car-lbe que o encargo da reparaco do caes in-
cumbe aquella repartico, que anda annexa do
melhoramento do porto.
O caso de nao ter a repartico.verba para a re-
paraco do caes outra questo ; mas anda abi
uo tem defeza o Sr. director das obras geraes,
pois devia fazer o orea ment das obras necessa-
rias i. solicitar crdito e verba para ellas do mi-
nisterio da agricultura.
O certo em todo caso, que os caes, como con-
tessa o Sr. director, esto arruinados, e nos asse-
guramjs que a ruina nao destes ltimos dias, po-
rm o ira vera de alguna dias, e cada dia progei-
de.
Logo, tem havido abandono, tem havido des-
cado, e at pederamos chamar a seo alguma
cousa mais cruel psra o Sr. director das obr >.s
geraes.
O melhor que S. S. tem a fazer no caso, depois
das conti.-aO.'s de sua carta, clamar o mea cul-
pa, mea culpa e uo arrogar-se o direito de disor
grosserias como a do final de sua pretenciosa
carta.
A' essa grssseria nao deseemos a responder,
tanto mais quanto o Sr. director das obras geraes,
em certas horas ds dia, useiro e viseiro cm pra-
tical-as.
Eis a carta em qnesto :
Obras Publicas Geraes de Pernambuen. Re-
cite, 5 de Fevereiro de 1887, Illms.Srs.Deparan-
do no Diario de hoja com a noticia incerta n* Re-
vista Diarta e relativa ao mo estado em qne se
acham os caes da roa da Aurora e do Capiba-
ribe, cumpre-me antes de tudo protestar contra os
termos em que dada a noticia.
A repartice da Obra Gera nao tem a seu
cargo os reparos de conservaco dos caes, nem
dispoem verba destinada a este effeito; e pelas
instruccoes ministradas em 1871 commisso en-
carregada da conservaco dos porto apena in-
cumbe a esta, aiem do projeeto e constrnecao de
novos eses, reparar a conservar os caes que par
defeitos de eonstruceo ou insuficiencia de fun-
dacoes forem damnificados pelas dragagens.
As instruccoes nao podism visar os reparos dos
caes, que em consequencia do extremo deslexo com
que foram construidos ameaoam ruina, sem que a
dragagem tenha para isto concorrido em cousa
alguma ; est oeste caso principalmente o caes da
ra da Aurora, o qual, alera de nao ter alicerces
como quasi todos oe outros, foi construido de tijollo
cr argsmassado com barro; a reparaco deste
caes importa era nova eonstruceo, desde o alicerco
ees a crear ; e dado que a repartico das obras
do porto fosae a isso obligada pelas instruccoes
nao dispoem ella de verba para tanto.
A repartico mantera um pessoal mu dimi-
nuto cecupado constantemente em conservaco
do eaea e rampa e nunca tem descarado de fa-
ael-o na medida de ua torcas ; baja vista oes-
tes ultimo seis mese o aervico executado noa
eguinte caes : do Apollo, da Casa de Detenco,
do Brom, da Companhia Pernambucana e no
proprio caea da Aurora entre a ponte de Santa
Isabel e de Santo Amaro e finalmente na rampa
da Lingueta sem que a iaao eateja itrictamente
obngado.
Terminando permita V.
4gDepois da ladainha, ser arreiada a bandeira da I tar Salvo deases ataque propriedade, honra e
testa e logo em seguida queimado am grande fogo vida, ser obrigado a conservar am casa gente
de artificio. armada c municiada, porque nao possivel que
tuarU'l generalMudose bontem esta -
repartico para o predio n. 54 A, da ra do tie-
neeal Lutz do Reg (Santo Amaro das Salinas)
Larzo do Carme en OllndaHoje,
tarde, no largo do Carra* cm Olinda, executar
diversa* pec^s do seu repertorio o melhor dos bo-
mens-orchestra, recem-chegtdoa a esta provin-
cia.
Fer via do Hibeirao ao Bonito
Na.aastu.bla geral dos accionistas dessa ferro-
via, em.3 dj.crrente, foram eleitos para direc-
tores oa-Sr 1. cvrou Sebaat.'o Alves da Silva e
mijor Ju*e iieliarraino Pereira de Mello.
A djf/sejwria ficou assim flganisada :
Gstmie&ra> de Seriarntsm.
fjtitinr-'T -'''-"' ajrt"irti*r Alvea da Sil-
,va.
5##aWo -Maior Jos B. Pereira de Mello.
Commisso fiscalSebastio Lopes Guimars,
Dr. Joi Goacalves Pinto e Graciliano O. da
Cruz Martin.
Assembla gernl
PresidenteGom raen dador Bernardino Gomes
de Carvalho.
Vce-prede.ieDr. Joo d'Oliveira.
SecretarioJoo Silveira Cariviito da Cunha.
lilhertnce*A Exma. ara. O- Anna Ale-
xsndrina do Reg Valenua, vidva de Joo Ber-
nardo do Reg Valeuca, alforriou aate-hon-
tem, sem ocus, as suas austro escravas, nicas
que possuia, Rosana de 27 anuos, Angela de 24,
Guilhermina ds 22 e Coima de 18 anuos da ida-
de. *
E' nm acto credor de elog:03, mxime atten-
deodo-se k situaco Je qutm o pniticeu.
Clciti Carlos Uoaes-L.:n E'-ssao ordina-
ria funceona amaub este club, s horas do cos-
tume.
Club uarcelllno fleto O movimento
da bibliotbeca tes.e club foi o Beguinte :
Sahirara para leitura dos socios 37 obras em 56
volmr es e entraram 30 obra cm 48 voluntes.
Feram ofertadas :
Pela Exma. Sra. D. Eleltrud s Ribeiro Os Vo
luntarios de 92, romance p>r Emilio Gaboriau, em
i vol. brox.
l'ela Eiaia. Srs. D. Mara Mirandolina Freir,
Iattruccao Publica, regiment das escolas prima-
rias do anno de 1886, 1 vol. brox.
Palo socio Joaqun da Silva Cabral, relatorio
da Santa Casa de Misericordia do anno de 1884,
1 vol. brox.; relatorio da Aasociaco Commercial
Bennficente de 1883, 1 vol. brox.
Pelas respectivas redaccoes : Diario de Per-
ncaibuc-, Jornal do Recite, Provincia, Revista do
Norte e aJKvolnco.
Heuaie." *wiaeu Ha h'.je as segain-
tes :
Da Recreativa Juventudc, s 7 horas da noite,
em sessao magna commemorativa do auuiversario
da bibliotheca.
Do Gabinete Portaguez de leitura, a 11 horas,
em assembla geral, para Joitura do parecer da
commisso de coritas, discus?u do relatorij da
directora e eleico da nova directora, conselho
Je administraco da correte anno.
Da Irmaniade de Nossa Senhora da Luz, s 8
horas, n; respeetivo consistorio do (Jarra 1, para
eleieo da aova mesa regedora. '
Da Irmandade de Nossa Senhora da Snde do
Poco, s 10 horas do dia, para eleico da nova
mesa regedora.
Da Contraria de Ss. Chrispim e Chrispiniano,
do convento do Carino, s 9 horas do da, par
a*>urapto de iuteresse da ordem.
IMrectoria da* obra de conierva
cao dos perloaBoletim meteorolgica do
di4 d Fevereiro de 1887 :
i> 1 0 a
Hora* m Soco Barmetro a 0 Tt-asao do vapor as a 1 3
(r< a
6 m. 267 758">52 20.01 77
9 299 ftftmJO 20.46 00
vt. 31"-0 75942
3 t. 3uB 758MJ5 -20.97 67
6 289 759">17 W.59 60
lhe lembre que
am pouco m >is de cuidado nao ficar mal re-
daceo de to importante folha eomo o Diario
de Pernambuco, no acto de acensar o empregado
aeloao no cnmprimento de seas de veres.
Son de Vv. 8. muito attento venerador e
servo. Al/redo Lisboa,
Feata de Sanio Amaro da* Salina*.
Hoje, na capeila de Santo Amaro da Salinas,
celebra-ie a feata do respectivo padroeiro constan-
do de missa solemne s 11 horas do dia, pregando
o Rrd. padre Antonio Eaitaqoio, e ladainha s 7
hora da noite, precedida de sermo pelo Rvd fre
Augusto da Immaeulada Conceico Alves
Temperatura mxima32".5.
'Dita .mnima26,5.
Evaporaco em 24 horas o sol: 7m 2 ; som-
bra : 4",0. -
Chuvauulla. k '* 1
Direcco do vento : E de meia noite a 4 horas
e 15minutos da manh ; ESE e E alternadamente
at 10 horas e, 40 minutos ; SE at 9 horas e 20
minutos da tarde ; (com cartas interrupcoes de
ESE) ; variavel entre SE, ESE o E ; (predomi-
nando E) at meia noite.
Velocidade mediadvento : 2>,05 por segundo.
Nebulosidade media: 0.34.
Barra de Meriuuaeni. Eserevem-nos
em 1 do correte :
Realisoa-se como estava annuuciado, no dia
23 de Janeiro, a feata do glorioso S. Sebestio,
qae se venera na capeila de S. Francisco, com toda
a solemuidade possivel.
O romper do dia 23 foi saudado com urna sal-
va de 21 tiro e ao som da banda marcialAboli-
cionistado Rio Formoso.
< A's 11 hora entrou a testa oficiando o Rvdm.
vigario Genuino Gomes Pereira, e sendo prega-
do? o Rvdm. vigario do Rio Formoso padre Ban-
deira, qne eluquentemente dasempenhou-se do en-
cargo, mostrando mais urna ves que insigne pre-
gader.
A orciSestra foi regida pelo professor de m-
sica o Sr. Joo Fanstiniano das Neves, que desem-
penbou cabal e satisfactoriamente a saa trela.
A capeila achava se ricamente decorada pelo
hbil artista- o tenente Lourenco V. do Nasci-
mento.
A tarde percorreu as principacs ras da po-
voafo a procisso, sendo levado em carro trium-
pbante o glorioso S. Sebastio. Ao recolher foi
entoada ladainha; no fim da qual qaeimou se am
lindo e bem preparado fego artificial pelo artista
Antonio M. do Carvalho. Assim terminou a feata
do glorioso S. Sebastio.
Nesta e as demais noite houve diverso di-
vertimentos como fessem : fandango, tivoly, pasto-
ril, dansa de corda, etc., terminando tudo em paz.
Foi grande o numero de pessoas do todas as
classes que concorreram a testa entre os quaes no-
tamos oa Exms. Srs. Drs. Gaspar Drammond, An-
drade, dignos deputados provinciaes, o Srs. majo-
res Joo de Mesqaita e Jos Henriqae de S. Abrea
capito Jos Hennque Filbo, os Srs. Candido Fon-
tes, Franeiseo Jos Barreto e rnuitos outros cajos
nomes nao sabernos. A capeila estando sem pal-
pito e coro para es actos qne d'elle carecem, o Sr.
professor Mamede S. dos Rea, tomou a ai o en-
cargo de adquirir entre os moradores algumas es-
mola e com a quaes poude eflectuar to grande
melhoramento pira o recinto sagrado, com applau-
so geaal dos habitante concorrendo muito para o
melhoramento do meamos o Sr. Jos Ribeiro, o
tabellio Manoel Walcacer, o artistas Maaoel da
Cruz, Jos Bertholdo e Jos Lata. Faltando s-
mente levantar a capella-mr cojo alicerce
acham 8; construidos tencionamis recorrer a As-
sembla Provincial fim de obtermos urna lotera
para a sua ediftesco. Ao Revoir.
Tilla de S> BentoEscreve o aoiso cor-
respondente em 31 de Janeiro fiado :
t Grossa e copiosas chavas, acompanhadas de
trovoe e relmpago, teem cabido, graoag Di-
vina Providencia, neste termo, desde o dia 2 do
presente mes, e com as mesmas renasceu a esp-
ranos dos sertanejoB, oa quaes, atascados dos gran-
des centros de civilisaco, esquecidoi dos podere-
publiccs,quando nao se trata das pesada con
tribuices que os tasem pagar, todas a suas
vista se voltam para o co; e qaando este derra-
ma o sangae arterial da trra, tornam-se, ie tris-
tonhos e taciturnos que eram, no tempo da sanca,
alegres e prasenteiros que gosto vel-os.
Acha se, pois, coojarada a crias da secca, e
diaaipado oa terrores que essa calamidade, a mais
medooha e horrorosa com que apras a Providencia
castigar nos, costama acarretar.
Tem se desenvolvido, porm, em grande es-
cala, o furto de cavalloa, e no presente mez sbe-
se que oa industriosos ladres turtarcm 13, e nem
sequer, ao menos, respeitaram a pobreza e estado
de viuves de D. gueda Correia, moradora no Si-
tia do Meio, arrederes desta villa, para arrebata-
rem-lhe, de urna s vea, 5 animaea, nicos qoe
possuia!
< Emquanto se tratar lmente do furto de ca-
vados, bem jreino*, mas qaando e lembrarem de
atacar ao proprio cidado em *ua eaaa, noite,
amarral-o e oam a faca a envarem-ine o corpo
para mostrar o logar onde guarda a saa econo-
I auaa, como oceedea com o f.zendeiro Manoel
A tarde, no pateo da capeila, que estar deco- I Rodrigue da Silva, em sua faaenda Agua-Fria,
rado, haver corridas avallo. 'onl iremoa, e muito mal; e aquello que qafxcr e-
a polica, dispondo de am" destacam'entade ste
pravas, possa acudir-nos, em emergencia taes,
quando tem obrigaco de guarnecer a respectiva
cadeis, e este termo conta, approximadamente,
urna populacao de vinte mil almas, dissiminsdas
em um territorio vastisiimo.
A proposito, por termos fallado no assalto e
roubo de Manoel Rodrigues da Sllvs, em saa fa-
aenda Agua-Fria : o zaloso subdelegado, Gregorio
Snnoes de Macedo, sabendo doaao assalto e roubo,
para all transportou-sa com o sen escrivd e tfous
peritos, para tomar conhecimento do tacto, mas
uada poudfl fazer, nenhuma diligencia procedeu,
porque a tazenda Agua-iFria pertence o novo
termo de Canbotinho, e assui^ido quanto all fi-
zesae eria nullo e improcadaate.
fify .estafeta qne condj^zjo^^aUdo dj^-88, e
aqqi .hgado hoje, trouxe-uijs a aterradora noticia
de recrudescencia do cholera-morbas em Coramb,
quando o de 24, aqui chegado no dia 27 deu-oos
como extineta aquella epidemia em ooaso territo-
rio Deua queira que se realiae a noticia do cor-
reio de 24 e nao se conSrxe a do de 28 !
No dia 23 do correte inaz, amanheceu des-
telhada a eaaa cude o escrivao interino do jury
tem o seu cszriptorio e guarda os respectivos pro
cessos, e amarrado no caibro descoberto um ca-
bralo de cavallo com a pona desoda para a
SP 11 I
1 Parece que o industrioso nao teve tempo, na
noite anterior de descer, ou por que achasse pou-
ca sufficiencia na corda por onde devia descer, oa
taives receiasae a grande concurrencia de povo
que ae diriga de 11 horas para meia. noite ao acu-
de nacional, que, pela vez primeira, depois dos
concertos, enchia com as chuyas cahidas tarde.
O escriv) dirigio-se immediatamente cora-
inumc ir este facto ao Dr. juis municipal do ter-
mo, afim de providenciar e salvaguardar qaalquer
respousabilidade, mas este nenhuma providencia
deu, pelo que o raesino escrivao dirigio-se ao de-
legado de polica o ao Dr. ju|z de direito da co-
marca.
o Reuoio-se b je a cmara municipal, ciropare-
cendo o seu presidente e dous vareadores. Cada
vez vai diminaindo o numero para as sessojj. As-
sim mesmo tomaram cuntas ao pros >rador e fize-
ram o balancete da receita e despez, que tem de
ser remettido assembli, em sua prxima reu-
nio.
A' continuar a diminu:co, brevemente tere-
mos o presidente 00 secretario regulando para o
municipio t Diz-se que, a todo trause, baja o qua
bouver, ser o arrematante dos concertos do ar;a-
de municipal, um so'orinho e afilhado do presiden-
te da cmara, Jos Bento d- Oveiri.
O panno demostr j ti veram os cidados Izi-
doro Fernandes Lsal e Coriolano de Paiva e Mel
lo, os quaes, requerendo cmara para se julga-
rera habilitados para licitarem os concertos do
acude; o despacho que tiveram foi o seguinte :
qu'i os seus nadires hypothecassem bens, ua for-
ma da lei, pa'a poderem os snpplcantes lieitarain
os concert do acude.
A' ultima hora, sabe se, que o delegado de
CanhoMnho, exigi do infeliz Manoel Ridrigues
da Silva,, denuncia, e os cobres respectivos para
iniciar o procedioiento da justicti contra os saltea-
dores, que, na noite de 10 para 11 do correte
mez, assaltarain a saa propriedade, roub'.nio-lhe
1104000 em dinheiro e muitasjoias.
O fiscal d'esta villa ?ai recbenlo propinas
dos atrvessadures de gneros quo veera feira,
e d'este modo onerando, ou antes obrigando 4 pj-
pula^o comprar os gneros de primeira neces-
sidade por preco duplo.
~~ .At outra vez.
As pesquisa do Sr. Pastear obre
o \ Ira* rbico e o n-u metbodo de
propbylaxia contra a raiva. segando
o Sr. Von Friseta O r. Von Friseh cajos
trbateos sobre a raiva j for.m resumidos no Jor-
nal de Medicina e Pharmacia acaba de commuoi-
ear Academia das Sciencias de Viennauma ms-
muria em que relata as novas experiencias que fez
sobre o mesmo assumpto.
Eis aqui as concluidas desta memorU :
1 O virus rbico acha-se sob a forma mais con-
centrada no systema nervoso central (eerobro e
espinal medalla) dos aoimaes mirtos de raiva.
2' Pequeas quantidades de substancia carebro-
espinal dos animaos morios da raiva injectadas
sob a dura-mater por via da trepanaco provocara
seguramente a mesma molestia nos animaes. in -
fectados depois de um periodo latente de quatorze
a vinte e um djas, e esta pode ser transmittida
destes animaes a outros.
3 Poda-se tambem provocar nos animaes a
mesma molestia, com os mesmos symptomas e de-
pois do mesmo periodo de ncubaco psla infeceo
intra-craneana com parcellas de. medullss de indi-
viduos mortos da raiva. A identidad ; da afieceo
no bomem e nos animaes fica pois tora da toda du-
vida.
4* Pela injeeco subcutnea da substancia eere-
bro-espioal a inteceo menos segura e o periodo
da iacubaco mais longo do-que pela infeceo in-
tracraneano.
5 A quantidade de virus injeets da sob a pelle
parece estar em relaco inversa com a duraco do
periodo de iucabaco ; quanto maia pequea a
quantidade injectada tanto mais longo o periodo
de incumbaoo.
6 Pelo transraissao intracraneana continua do
virus rbica coatido oa sabstancia cerebro espi-
nal ao coelhos, obtem-se depois de urna serie de
geracoes, am encurtament > do periodo de i ncuba-
co, a principio irregular porm mais tarde regu-
lar e sempre crescente.
7 O virus fixo de am periodo de iacubaco de
se te dias, que o Sr. Pastear obtem pela iaoculaco
de coelho a coelho em 40 a 50 geracoes ultrapassa
em inteusidade o virus da raiva das ra, ao l-
mente pela apparico maia precoce da molestia,
eomo tambem porque os animi.es morrem sem ex-
cepeo da raiva, tanto depois da injeeco subcut-
nea como pela inocalaco sob a dura-mater.
8 O viras fixo nao parece experimente pelas
ulteriores transmsses um notavel encurtamento
do periodo de incubaco (algamas vezea a moles-
tia coueca apa 6 dias); em compeosa(3o o periodo
de incubaco de 7 dias nao constante, pois pro-
longa-se as vezes at 8, 10 e 12 dias. Por outro
lado, pode-ae tambem obter um periodo de incu-
baco de 8 a 12 diaa c por consequeocia um vi-
ra da mesma virulencia que a do vira fixo pela
transraisso da raiva das ras, o isto as vezes
desde a segunda.
9 Oprocesso indicado pelo Sr. Paateur para
obter um virua fixo de um periodo de incubaco
de 7 da nao tal vez o nnico poia que se pode
obter as vexe esse vira maito mais cedo inde-
pendentemente da erie das transmsses, e esse
vira constante no asas effeito e no sea periodo
de incubaco.
10 A virulencia da parcellas de medulla d-
miuue de am da para outro pela deseccaco a 20
c. sobre a potaasa caustica e extingue-se por urna
deseccaco de 16 a 14 dias.
11 O* animaes ao quaes se niectoa ob a
pella orna serie de vaccina atenuadas (por urna
deseccaco mais ou menos longo), torna n-se re-
fractarios pela aeco dos virus mais traeos a aeco
doa virus mais fortes sob a coniicco que oa virus
nao se succedam rpidamente.
12 Os animaes aos quaes ae inoealou sob a
pelle vaecioaa de ama violencia crescente (desde
a medulla de 15 dia at a de 1 dia) nao se mos-
trarom completamente refractarios inleccao
pelo virus fresco da raiva das ras e s excepcio-
nalmente escparam aeco da infeceo intra-
craneana.
13 Os coelhos e os caes infectados pela via in-
tra-craneana com o vira da raiva das roas (de
am periodo de incubaco de 16 dias) sucambiram
sem excepeo da raiva, apesar do tratamento pre-
ventivo instituido pela maneira mencionada no
paragrapgo aeguinte.
14* O Sr. Pastear anbibae ao metbodo de vacci-
naedo lenta o resultado obtidoa por mim (Vid. o
Jornal de Medicina e Pharmacia n. 6) e recom-
mendon am processo mais rpido. A vaccinaco
deve comecar pouco tempo depois da inosalaco
desde o dia seguate e deve ser feita rpidamente,
dando-se a serie da medulla pregervadoras as
24 horas e mesmo em am periodo menor, repetin-
do-e depois de duas em doa hora o tratamento
urna ou duas vece. As experiencias ejecuta-
das segundo estas indicaede nao deram resultado
algum favoravel; todo o animaes morreram da
taiva.
15* Estas experiencias mostraram ainda am
facto muito importante, que por este processo
rpido, a medulla traca nao offerecem mais a
mesma mmuniiale contra as mais enrgicas.
Em ama serie de coelhos e caes que serviram de
comprovaco na experiencia a que se refere o
parsgrapho precedente e ao qaaes sa applicou o
piocesso rpido sem infeceo primordial a maior
parte morrea da raiva.
16* O animaes qne experimentaram o trata-
meato preventivo depois da inteceo lub-cutanea
com a raiva das ras morreram quasi todos da
raiva mesmo qaando o periodo de incubaco era
de 84 dias.
.\eto de .Xapolewo ll| 10 Figuro re-
cor Java ha dias os boatos, oatr'ora espalhados em
Londres e em Pars, sobre aa ligacSea secretas do
filbo de Napoleo III com ama joveu iogleza, de
onde resaltara o Desciment do um filbo.
Algumas pesquisas foram fetas, mas sem re -
saltado.
Hoje, porm, conta-se e caso da maneira se -
guite:
N'uma das sua ezcuraoes de Chialeburst a Lon-
dres, o filbo de Napoleo III encontrn se com
urna menina, qoe, como de aso em Inglaterra,
viajava ssinha.
Um d'esses acasos, que se do s vezes no ca-
minho de ferro, permittio que troc&ssem alguma
palavras.
Entraram em cavaco, e, antes qoe cbagassem a
gare, j as relaces eatavam travadas.
Cumiado, nao se imagine que ae coasas passa-
ram logo aos extremos A rapariga era modesta;
0 principo era tmido. Foi como que am amor de
enancas, qm se contentara com o praser de se ve-
rem e de estarem juntas.
Urna circunstancia que merece sor notada, por-
que caracterstica: mus c* ignorou sempre
que fallara ao coracSo do filho de Napoleo III, do
herdeiro do throoo imperial. Era um amor at
certo ponto incgnito.
O principe quis guardar aegredo sobre a sua
pessoa.
Tiiiba pira isso dous motivos : em primeiro lu-
gar tema que se fizesse ruido em volta d'estas re
iacoes; mas a grande raao era para que a impe-
ratriz lhe nao faltass; com dinhetro e receiar que
nao tivcsse meios para iissegurar sua amante
urna aorte digna da sua coodico e do seu alto
nascimento. Passava por urna rapaz de hbitos
modestos e limita diasimos recursos.
E' certo que, vendo-se o arranjo do pequeo
quarto que ello oceupava na casa de Dumont. nao
se podara saspeitar n'elle o herdeiro de um dos
maiores nomes da nossa historia.
Um dia iniss *** vio n'uma collecco de photo-
graphias o retrato d> principe imperial.
Impressionou-a aquella pbysionornia, enjosm-
nimos traeos lhe recordavam os do seu amante
anonyino.
Fpz-lh'o notar.
O principe coron: mas bam depressa, recobran
do o seu Sangue trio, deelarou quo nao era a pri-
meira vez jue se fallava n'essa semelhanca, que
ora, com effeito, muito singular. O incidente nao
teve conseqoencias.
Entretanto, no momento de partir para a Zalu-
landia, o principe trhio-sa. Estava enthu3iasma-
do com a expodi^o de que ia f'azsr part3. Qom o
espirito cueio de sonhos de gloria, repeta-lbe in-
cesaaotemente que dentro em pouco ouviria fallar
d'elle.
Mas, quanlo veio despedir-se de miss **, cn-
corrou-je de novo n'uin mysterio, do qual se cer-
coa toda a aua vida; contentou se com uununciar-
lhe que ptr;ia para am*"Vigein 1 .u.qaa, a que,
quando voltasse, teria sem duvida urai posica.
maia brilbante do que a que tiuha u'aquelle mo-
mento.
Comtado, a noticia da morte do principo impe-
rial chegou a Inglaterra, o, de alto a balzo ua es-
cala social, causoa urna en)(;io profunda.
Um raio de uzatravessou o espirito da miss**.
Foi casa de Dumont; alli adquiri urna triste
convieco : e que havia identidade p?rfeita entre
o aeu joven amante e o principe que acabava de
morrer de urna maneira to trgica.
Para er admittido a azer recouhecsr ama pa-
ternidade preciso, nao smente a prova, mas,a
prova da prova. Alm disso, tratava-se para a jo-
ven miss ### de sahir do papel de abnegaco qua
tinba aceitado at alli.
Considerava que era profanar o aeu amer o re-
clamar para seu filbo um apoio qualquer da parte
da familia do joven princip, ao qual ella tinha
prodigalisado os thesouros 'uma afi'eico desinte-
resada.
Sabe-se, comtndo, que um dia, cedendo a ug-
gestoes sem duvida malvolas, misa ##* apresen-
tou-s em Canden-Place com seu filho, e que foi
introduzida pelo criado do caatello.
Seja como for, oa jornaes inglezes oceuparam-se
durante algaoa diaa de ama ##* e de seu filho.
E depois... um pro tundo silencio se fez sobre o
caso.
Seria, comtado, interessante saber-se o que foi
feto deste supposto filho do principa imperial.
Em preso do caf para curar ferl-
da*.O coronel Oppice, do corpo medico militar
do exercito prussiaoo, residente em Straeburgo,
descobrio no caf prapriedades que o tornam mui-
to recommendayel para a cura de ter i Jas.
O caf torrado e reduzido a p, tal como se era-
prega para se obter a infuso, contera muito car-
boneo e propriedades ant-sifilicas, quer lizer ele-
mentos que evitam a putrefacto das feridas.
E' fcil a applicaco deste remedio, pois quo se
redaz e deitar sobre a fenda urna poico de caf
de modo que fique coberta e esteod* em cima am
panno e ligando o convenientemente parte le-
aada.
As revistas medicas'da Allemanba confirmara
os excellentes resultados que se tem cbtido d'esta
applicaco do caf.
Desabamenio no \tacara. Tele-
grammas transatlnticos noticiam o desabamento
do grande rochedo, denominado Upper Table Rock,
situado na margem canadiana daa grandea cata-
ratas. A enorme massa de granito, que se des-
penbou para o leito do rio, de toda a altura da ca-
tarata de Horseshoe, media a bagatela de prxi-
mamente 70,000 metros cbicos .'
Consalla entre dous mdicos 0
sulfato de cobre.
Em caso de enveuenamento dea immediatamen-
te nma pitada de sulfato de cobre, oa vitriolo azul
ou de sulfato de znco, qne o vitriolo braoco,
dissolvido em um copo d'agua para tomar aa co-
lheradas. Sao substancias enrgicas, mas qoe
tm em si urna prompta e poteotissima virtude
emtica; peo que, apenas entradas no estomago,
delle sahem pela bocea, o que j nao succede re-
correndo-e ao trtaro emtico, qoe tem ama aeco
menos prompta e pode ser em parte abservida e
prodaair effeitos deprimente que vo aair-se aos
do veneno.
Me record sempre, diz am medico, de ter ti-
do urna vez ama consulta com um meu collega,
que era um pouco mais ignorante do que per-
mittido. Tratava-se de urna pobre menina afe-
ctada de crsup e que por muita piedade de mdi-
cos e de paren tes nao tinba sido examinada con-
venientemente. u, piedosameote cruel lhe tapei
o nariz; e ella para respirar teve de abrir a boc-
ea. Eatava literalmente saffocada por falsas
membranas, que iovadiam phariogo, laringe e to-
do o mais. Coovioha a todo custo e logo fazel-a
vomitar. Aeonselhei o solfacto de cobre, e o me-
dico assistente se prestou gentilmente a escrever
a receita seb a minha prescripeo.
E eu a dictar.
c Recipe, de sulfato de cobi?... am grammo.
Aqai o doutor levantou os oculos, e encaran-
do-me assustado dase com vos commovedora e
trmula:
Quero dizer, professor, um grao.
Nao um grammo, e multiplicae aquello nnico
r do grammo por mil, e maitiplicae os dous mm
por cem, palo qm teri am grrrrrrrrammo to
enrgico para nao deixar mais duvid 1 ao mea col-
lega sobra o que eu quero.
Um grammo I Um grammo, um grammo de
sulfato de cobre, repetio por diversas vezes, e em
voz baixa sempre o dontor.
O pai e a mi da pequerrucha estavam pre-
sentes e se mostraram inquietos por aquella bata-
Iha, por aquelle duello qua se combata entre dous
mdicos por cansa de r e do m...
O dontor, inelinou por vezes a cbeos, snspi-
rou profundamente, depois escreven :
Sulfato de cobreUm grammo.
Dissolva em 1
< Agua commumgrannos 150.
Para tomar as colheradas ds quarto em quar-
to de hora.
1 Professor, quer V. S. assigasr esta receita ?
Oh 1 nao, e porque ?
Assiguo-a bem contra a minha vontadj, e
cossava a cobeca.
< D-me a peana, d-m'a poi caridade. Sobre
tudo nao devemos perder tempo.
A menina deitou fora a taita membranas, vo-
mitou e nao se enveoenoa. Pelo contrario, de-
pois de poneos dias estava j em coovalescenca.
E' ptimo remedio a ipecacuana* em p des-
temperada n'agua na dose de am a dous grammos.
Em falta d'outro tambem ama pequea colher
de mostarda em p oa ama infuso maito concen-
trada de flor de camomilla ou urna pitada de rap
podem provocar o vomito, deve-se conservar seni-
ora as substancias vomitadas, para qne possam
servir de guia o medico, no caso em qua aeja no-
cessaria a saa intervenco.
Limpo o eetomago, deve ocenpar-se d'aquella*.
parte de veneno qae pode ter penetisdj no intes-
tino, e para este fim de ve-te dar ao doente pur-
gantes e olysteis da sal da cosinha e infuso de
senne com o sulfato de soda ou de magnesia.
Quanto ao mais chame-se o medico.
Proclamas de casamentoMa matriz
da Boa-Vista fortrn lidos na qaarta-feira 2 do cor-
rente os segaintes :
Joo Martin Viegas com Carolina Bazilia Gos-
jeao.
Horacio Ferreir Bastos com Mara Augusta
Souza Fonaeca.
Bartholomen ureo de Medeiros com Hermelin-
da da Silva Medeiros.
Manoel Ildefonso Ferreira Mala com Candi
Roza Goncalve da Parciuncula.
Manoel Francisco de S.uza com Mara Caro
lina do Paraso.
Joo Pires Goacalves da Silva com Amalia Ca-
rolina Ferreira.
Eustaquio Severiua Ferreira da Costa com Ma-
ra Guilhermina de Mello.
Amanh :
Feto agente'Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra do Bario da Victoria n. 42, da'quinqoilha-
rias.
Terca-feira :
Velo agente Pinto, s 11 horas, no largo ;do
Corpo Santo n. 19, de movis e outros artigo de
escriptario
Qua/ta-feira : ,
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, na roa Nova
de Santa Rita n. 17, de movis, louca, vidrp,etc.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na bravessa do
Corpo Sa' *o n. 23, da movis, vidros, *tc.
*?'*.* fanebre.-Sero celebrada:
Amanh : 1,
A's 8 horas, na Capaila do Hospital J'
pela alma de Autonio Correi^e Vasco!
a 7 1/2, em Santa Rita, pela amWde Victo;
gario de Souza Gouveia ; s 8 Mas, na
do Cemiterio de Santo Amaro, p^r alma de"
Rosa Candida Cavalcaate Lds.Vn"\
Terca-feira: W NA
A's 7 horas, em S. Fravsco, por^alma de Ma-
noel Calsto de Souza ; s 7 1[2 hora*\ na ordem
terceira de S. Francisco, por alma de Manoel An-
tonio Santiago Lessa; s 8 horas, no Corpo San-
to, por alma de D. Mara A. Ferreira de Brito
Honorio; s 8 horas, ua matriz da Boa-Vista,
por alma de Jacintho E. Alveg Cavalcante ; s 7
horas, no Espirito Santo, por alma de Antonio
Coria 1 de Valconcellos.
Quarta-feira :
A's 11 horas, no Corpo Santo, por alma do Joo
fos de Amorim.
Quinta-teira :
A's 8 horas, na Solcdade, por alma de Severia-
no Leopoldo Cavalcante de Albuquerque
PassageiroN Sahidos para oa portoa do
n irte no vapor nacional Ipojuca ;
Jos de Macedo, Manoel de Medeiros Rachi,'** **
r. Alfredo Medeiros, Maria Benedicta da Con-
ceico, Felippa (criada), Camillo Chaves, F. Au-
gusto de Araujo e D. Mara Amelia.
caa de uetencuo Movimento doa pre-
sos do da \ de Fevereiro :
Existiam presos 357, entraram 8, sahirain 7.
Cxistem 358.
A saber : <_
Naeiouaca 325, muiheres 10, estrangeiroa 13, ee-
jravos sentenciados 5, processado 1, ditos de cor-
receo 4Total 358.
Arracoadoa 329, sendo: bona 318, doentea 11.
To'-al 321.
Movimento da enfermara:
Teve alta:
Francisco Jos do Nascimento.
Teve o iiia :
Vicente Coimbra da Silva.
Ciraude extraordinaria lotera das
llacoa Esta grande loteria, cujo premio
grande 2,000:000(J rivelmonfe no dia 12 de Fevereiro prozimo.
Os bilhetea acham-se venda na praca da In-
tiedondencia ns. 37 e 39.
Lotera de Mina* GeraesA 5' parte
da 1* loteria desta provincia, cujo premio grande
600:000*000, aera extrahida no dia .. do Fe-
vereiro, impreterivelmenta.
Os bilhetea acham-se venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera do Ceara A loteria desta
provincia, cujo premio grande 400:000*000 era
extrahida no dia 10 de Feve-reiro.
Os bilhetea acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Tambem acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera do tirao-ParaA 9* liarte les-
ta loteria ser extrahida quinta-teira, 10 de Feve-
reiro.
Bilhetos venda na Casa do Ooro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Grande lotera da provinciaA13
serie desta loteria em beneficio dos ingenuos da
Colonia Isabel, cujo premio grande 240:000*000,
ser extrahida no dia .. de Fevereiro, s 4 horas
da tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera de Macelo de :;ioiOOO A 3* partes da 15 loteria, cujo premio
grande de 30:000*, pelo novo plano, aera ex-
trahida impreterivelmente no dia 8 de Fevereiro
ao meio da.
Bilhetea venda na Casa Feliz da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda Roda da Fortuna
na ra Larga do Rosario n. 36e na Casa da For-
tuna ra 1 de Marcj n. 23.
Preoos resumido.
Lotera do ParanEata importante lo-
terie, cojo premio grande 300:000*000, e habi-
lita-se a tirar 15:000*000, ser extrahida impre-
terivelmente no dia 11 de Fevereiro.
Acham-seexpostos venda os restos dos bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
a.23.
Lotera da rrteAtesarte da 202* lo-
teria da corte, cujo premio grande de 10U.-000*
era extrahida no dia .. de Fevereiro.
Os bilhetes acbam-se venda na prae* da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Lotera do UioA 3a parte da loteria
1. 366, do novo plano, do premio do 100:000*000,
ser extrahida no dia .. de Janeiro.
Os bilet es acham-se venda na praca da nae-
pendencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Fotur-
na ra 1 de Marco n. 23.
Cemiterio Publico -Ubtuano do dia 4
de Fevereiro:
Jes Saturnino Barreiros, Rio de Janeiro, 36
annos, solteiro, Boa-Vista ; congesto pulmooar,
Pedro Alexandrino de Andrade, Pernambuco,
40 annos, solteiro, Boa-Vista ; anemia.
Quintilla de Souza, Parahyba, 29 annos, soltei-
ro, Boa-Vista; leso cardiaca.
Eliziario dos Santos Pereira, Pernambuco, 40
annos, casado, Boa-Vista; tubrculos pulmona-
res.
Manoel Archaujo, Pernambuco, 24 annos, sol-
teiro, Boa-Vista; broncho-pneumonia.
Antonio Pedro de Souza Soares, Portugal, 46
anuos, casado, Santo Antonio ; broncbo pneumo-
na.
Joo, Pernambuco, 8 das, Boa-Vista ; colite.
Maria Sev ria da Conceico, Pernambuco, 30
annos, solteiro, Santo Antonio ; febre remitiente.
Isabel Tbereza da Jess, Pernambuco, 16 an-
nos, solteiro, Graca ; tubrculos pulmonares.
Urna crianoa do sexo masculino, Pernambuco, 8
djas, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
I
;
S -
*.
PERNAMBUCO
Fundo
I-ondon & Brazlllan Bank Li-
mited
Capital do Banco 1.000:000
do pago 500:000
de reserva 250:000
BALANDO DA CAIXA FILIAL EM PERNAMBUCO,
EM 31 DE JANEIRO DE 1887
Activo
Letras descontadas 161:657*160
Letra a receber 558:266*350
Emprestamos, contas correntes e
outras 3,280:707*610
Garantas por contas correntes e
diverso valores 993:743*170
Caxa em moeda corrente 1,120:884*830
6,115.158*110
^-v .^S^r^^m\egm.^-^A- _
1 wmmw y
r
____'-'*-', nmi'M



Diario de fernaitibueo---Domingo 6 de Fevereiro de 1887
a
Passivo
Depsitos :
Em conta corrate 980:362*700
Piso e por aviso 2,111:581*120 8,091:896*820
Garantas por contas correntes e
diversos valores
Diversas contas
Letras a pagar
1.563:990*060
1,448:429*170
10:842*060
* 11
6,115:158*110
8. E. & O.
Pernambuco,
de Francisca dos Santos Macedo, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincis neste
genero, compra-se e vndese madeiraa
de todas as qualidades, serra-se raadeiras
de conta alheia, assim como se preparara
obras de carapina por machinas e por pro-
co 8em competencia Pernambuco.
L
y






5 de Fevereiro de 1887.
W. H. Billn, manager.
Wm. Hitt, accountant
Ensll sh Bank of Ra de Janeiro
(Limited)
Capital do Banco era 50,000
acces de s. 20 cada urna 4.000,000
Capital realisado...... 500,000
Fundo de reserva...... 490,000
BALANDO DA CAIXA FILIAL EM PERNAMBUCO,
EM 31 DE JANEIRO DE 1887
ActivD
Letras descontadas....... 108:415110
Letras a receber......... 213:!>45,J350
Garantas e valores depositados 491:26,J580
Mobilia, etc. do banco..... 3.775*330
Diversas contas......... 1,192:530X530
Caixa............... 653:690X050
H BLiaiOfcS A MUIDO
!
Contas correntes
simples ....
Deposito a prazo
fixo com aviso
e por letras .
Es. 2,663:652X950
Passivo
358:097*240
1,304:500*670
1,662:597X910
Letras a pagar......... 64:670X580
Titulos em cauco e deposito 491:296X580
Diversas contas......... 445:087X880
S. E. & O.
Rs. 2,663:652*950
Pernambuco, 5 de Fevereiro de 1887.
Henry K. Gregory, manager.
/. K. Eddouxs, pro accountant.
FOHII
AUDIENCIA CIVEL EM 5 DE FEVE-
REIRO DE 1887
JIZ DR. COSTA PEREIRA
Escrivaa Cunha, Bwgos, Fdicissimo e
Machi Pinheiro
Aberta a audiencia foraro publicados di-
versos feitos.
Escrivao Maciel Pinheiro
Aceito summaria
Autor Jos Paul* Butelho. -Condroma-
do o r3 no pedido e cus tas.
Manutenjao
Autor ntonio Francisco das Chagas.
Proceda-se a vistoris requerida.
Escrivao Cunha
Li bello
Autora Cjmpanhia de Beberibe.Po-
nha-se a causa em prova.
Embargos
Autor Hyppolito Martina QomeB de P-
nho.Prova os embargos no truno.
Despejo
Autor Joao de Oliveira Lcite Souza.
Avalie-SB a causa.
Obra nova
Autor Joaquu oares Neves.Vista a
parte contraria.
AcoSo com mina toria
Autor Francisco Gaspar de Pinho. -In-
deferido o petieSo.
EscrivSo Felicissimo
Inventarios
Inventaran^ Antonio Thomaz da Silva
Jnior.Vista ao procurador dos feitos.
Inventarianta D. Adelaide de Mattos
Lsmos. -Julgada a partilba por sentenca.
Libello
Autores Jos da Piedade & C. e Ma-
noel Tavares Moreira.Digam os reos so-
bre a cota de fl. 23.
Libello
Autor Americo Pessoa F de Albuquer-
que. Djspres i ios os embargos.
Acc3o summaria
Autores Mathias C. Subsista a sen-
tenca embargada.
EaecucSo de sentenca
Exequente D. Adelaide Mara Ribeiro
de Souza.Cumpra-se o despacho de fl.
85.
Escrivao Burgo
Libello
Autor Antonio da Silla Ferreira Jnior.
Embargos n!lo recebidos e prosiga-se na
accao.
Libello
Autor Marcello Ansberto Lopes.Jul-
gado por sentenca a confissao, seja passa-
do o mandador
Triste recordaeio
Foi de urna triste fatali Jade o dia 21 de
Dezembro de 1886 I...
Nesse dia para sempre luctuoso para
urna das mais distinctas e preclaras familias
desta provincia, desgarrn o sinistro fan-
tasma da morte um golps acerbo no seio
de pessoas queridas e estimadas por suas
altas virtudes e selectas qualidades.
Foi no infausto e aziago dia 21 de Dj-
zembre de 1886 que tombou no vasio de
um sepulchro a nunca asss chorada e
virtuosa mili do Illm. e Exm. Sr. conse-
lheiro Jlo Alfredo Corroa de Olileira, a
Illm.1 e Exm.* Sra. D. Jo&nna Correia de
Oliveira Andrade I...
Esta matrona por titulos respeitavel dei-
xou um claro immenso e difficil de ser pre-
cnchido em nossa Bociedade pernambuca-
na !..-.
Affavel para com todos, generosa e cari-
tativa ao excesso, estremosa e meiga, nao
so para a familia que a idolatrava, mas,
para com todos quanto tinha a felieidado
de approximar-se della,- a Exm.a Sra D
Joanna Correa de Oliveira Andrade fez
jos s lagrimas de tedos, grandes e peque-
nos, ricos e pobres, e, principalmente dos
pequeos e dos pobres de quem era ella o
arrimo, a proteccao, o amparo!
A viuva, o orphSo, o desvalido o perse-
guido, nun :a imploraram debalde o sen
nome: a sna mao nunca se recolheu, sem
pre que urna accao boa havia a praticar.
Creados e educados com os seus santos
e purissimos exemplos, seus filbos tem si-
do nao s o melhor elogio do seu nome, o
lustre e primor de sua respeitavel, como o
orgulho e o mimo da patria 1
Ahi estilo para irrefutavel testemunho de
minhas palavras o Exm. Sr. conselbeiro
JoUo Alfredo Correia de Oliveira, o major
Leodegario C. de O. Andrade, a Exna.
Sra. D. Joanoa Correia de Oliveira, e o
admiravel Sr. Manoel Correia de O. An-
drade, ceg, de um tino assombroso, a
pontj de montar a cavallo e dirigir traba-
Ihos de lavoura, como qual que em sen
perfeito estado de aade I
Esees filhos hurram a sania memoria d
tSo preclara senhora, porque na phr. se de
um pensador,o filho o melhor elogio de
sua mai!
E essa senhora desappareceu do numero
dos vivos, cedendo a lei fatal da nossa
contingencia humana I
Sao jutissiinas as lagrimas que lhe r>-
gam, as flores do tmulo e a immorredou-
ra saudade de que se acham possuidos
aquellos, que a amavam.
Deus, em sua glori*, ter dado a suas
virtudes o justo premio da que eram me-
recedoras I
Goyanna, 3 de Fevereiro de 1887.
Antonio Vieira da Rochi.
Attesto qae tendo feito uso da cal virgem de
Jaguaribe, no ttfbrico do" asaucar, tenho-me dado
muito bem, pelo que considero-a igual a de Lis-
boa, entendendo que deve ser preferida a esta pe-
lo sea fixo e bsixj preco e ser genero do piz.
Engeiho Ita-hirahy, 12 de Janeiro de 1888.
Manoel TI: orna Je Albuquerquo MaranhSo.
Atteato que G '.no da eal virgem de Jagaaribe
no fabrie do aseuear e tirei eieellente resoltado,
entendfnlo qae nao ella interior a de Lisb6a e
deve ser preferida pelo seu baixo preci e mais
por aer nacional.
Engento Ilha Formosa, 13 de Janeiro de 1887.
Aquilino Francisco da Silva Uusmo.
INDICARES HTE1S
Medico*
O Dr. Lobo Hoscoso, do volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia ne
oxercicio de sua profissao. Consltuas das
10 s 12 horas da manha. Especialdades
eperacoes, parto e molestias de senhoras e
meninos. Ra da Gloria n." 39.
Dr. Brrelo Sampaio d consultas de
mcio-dia s 3 horas no 1." andar da casa
a ra fl Barao dsncia ra Seta de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde. Especialidade : molostias e opera-
rles dos orgos genito-urinarios do hornera
e da mulher.
Dr. Joaqaim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1.*
andar, de 12 s 2 da tarde; residencia no
Monteiro'.
O hacharel Virginio Marques, enearrega
so do questu.'s eivis, commerciaos, orimi-
naes o orphanologicas e dfeza parante o
jury d'esti o das comarcas prximas. Ea-
criptorio a ra 1." de Margo 18. 1.* andar.
Re&eMa rup do Hospicio n. 83.
Urogarl*
Fratiseo Manuel da una & C-. :.oo-
ituios de todas as especialiuuos pharm
ceticas, tintas, drogas, productos ch
e medicamentos homosopatcos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23. [
Draria ..
Farra Sobrinho dt 67., droguistas por at-
tacado, roa do Mrquez de Olinda ti. 41
errara a Vapor
Serrara a vapor e ojieina de carapina
\itiiii louvavel
O acto praticado (ante-hontem 4) pela
Exraa. Sra. D. Anna Alexandrina do Reg
Valenya, nao deve passar desapercebido,
pois tornase necessario que venba luz
da publicidade afim de encontrar imitado
res.
A Exm. Sra. D. Anna acaba de resti-
tuir a liberdade quatro escravisadas suas :
Rosara, de 27 aonos de idade; Angela,
de 24 ; Guilhermina, d 22 ; e Cosma, de
18; nicas que possuia.
Aceito como esta nito merece louvami-
nhas, e mesmo nlo vimos fazel as.
A Exma. Sra. D. Anna assim proce-
dende, nao fez mais do que dar arrhas ao
seu bondoso e generoso coracSo.
As alforriadas bem dirao sou nome. e
nos pedimos a Deua derrame sobre ella
todas as Bas munificencias. Se todos as-
sim procedessem, dentro de pouco tempo
este cancro que corroe-nos e se chama es-
cravidao desappareceria, entre nos, sendo
um paiz livre, tudo dir-nos hia progresso%
Muito bem.
5_3-87.
* *
Mor He gratis
O abaixo assignado, inteiramente pobre e im-
possibilitado de mandar medicar um sen filho,
que fora aocommettido de urna febre de mo ca-
ractar, dirigio-se qu&si sem esperanca, e despro-
tegido da fortuna, i casa do Dr. Castro Jess, e
perante este Ih fes bem patente as circunstan-
cias em que se achava, jipis estado do seu filba,
cuja vida perigvaa, e j pclu estado de sna pobre-
xa, porque esta nSo consents, qao dispensasse a
menor generosidad um facultativo.
O Dr. Castro Jess, porm, depois de ter onvi-
do o mesmo abaixo assigaado, e nao tendo em
mente outro interesse senao o de soccorrer nm
desvalido, foi incontinente visitar o doente, e en-
carregando s do sen tratsmento. empregoa todos
os cuidados e desvelos, tendo at occaaio de vi-
si tal-o tres Teses por dia, conseguindo afinal cu-
ral-o.
O mesmo kbaixo assignado, pois, faltara a nm
imperioso dev'r, se nao pitenteasse a to digno
facultativo todo o seu reconheciment e eterna
gratidao em recompensa de tamanhn genero-
sidse.
Alexanirt Cromes da Siloa.
Gil tiritl m iwmM
Continuando a pablicacao que temos f-ito de
attsatados em favor desta cal, chamamos para es-
ta s attencao dos Sre. agricultores por fazermos
tambem pubiieacio de uma cirta que reeebeu o
8r. Seba8tio Bexerra, encarregado da venda des-
te eieellente producto.
Es'a carta, textualmente publicada, firmada
por um distincto agricultor muito coahecido nesta
provineia e admirada entre seus collegas pelos
sens agigantados pUiu em beneficio da cultora
da canoa sempre com admiravel bom xito. Ella,
portante, vale muito e a publicacio d'ell nos s
tisfaz plenamente, porque a pratica, a experien-
cia e a verdade quem falla.
-
Attesto que me tenho dado perfitaui>'nte bom
na soplicncio da cal virgem de Jaguaribe no fa-
brico do asaucar, que continuo e cootiuuarei a
sala, nao b por tirar o mesmo resultado qao a
cal de Lisboa, como tamben pelo seu mdico
prec.
Fngenho Coelhos, 7 de Janeirede 1867.
FraoBMeo da Bocha Waaderlty.
Atteato que tendo feito uso da eal virgem de
Jagaaribe, no fabrico do assucar, deu muito bom
resoltado.
Engenho Jacar, 8 de Janeiro de 1867.
Joaqnim Maaoel da Motta Silreira.
Aclwi muito bfl* aeal vngem de Jaguaribe;
nSo vejo a menor differenca da de Lisboa, tanto
assim que tenho continuado a f.ixer uso d'essa e
continuarei, visto como mais barata e do pas,
qua ainda mesmo quando nao offereeeaae mai*
vantagens deveriamos dai' preferencia a ella para
animar a industria.
Eugenho Ba Sorte, 17 de Janeiro de 1887.
Antonio Peregrino Cavalcante de Albuguerque.
Atteato que dei-me muito bem com o uso que fiz
e estou faxendo dacal virgem de Jagaaribeno
fabrico de assncar e estou satisfeito.
Eugenho Linda Flor, 21 de Janeiro de 1887.
Mauoel Franeiaco Ferras de Albuquerque.
Engenho S. Pedro, 31 de Janeiro de 1887.
film. Sr. Sebastiao Beserra.Dsmorei em dar
o attestado pedido par V*. 8. relativamente acal
de Jaguaribe. por ter querido com exactido jua-
gar nao smente de sua qualidade no fabrico do
assucar, como tambem que quantidadd de pSes po-
deriam ser fuitoe com urna barr a e como agora a
tenha findado, declaro que foi seiscentos e cincotnta
e oito (6581) pies com uma barrica, nao notando
differenca alguma para peior sobre a cal de Lis -
boa. Podendo, V. S. da presenta o faxer uso que
lhe convier.
Comprimentando a V. S. me assigno.
Atiento, vennerador, criado e obrigado.
Erneito Qoucalves Pereira Lima.
(Contina).
------------------i-gugMBgg.'
I I.I.IC, A O
dos juizes e mor lomos e mais devotos en-
earrega los da testa da Nossa Senhora
do O' da fregnezia de Maranguape no
anno de 18 87.
Juis por eHclo
O Illm. Sr. Joaquim du S Cavalcante de Albu-
querque Filh.
- Juizes por devocio
Os Illms. senhores :
Bevmd. vigario padre Francisco Antonio Vian na.
Bevml. padre Dr. Julio Mara do Kego Barros.
Revmd. vigario /.'ferino Ferreira Velloso.
Dr. Antonio Correia da Silva.
Dr. Mxroliao Cmara.
Dr. Mauoel Mara Ta vares da Silva.
Dr. Pedro Alfonso de Mello.
Heurique Gibsou.
Capitij Joaquim Cavalcante de Albnquerque Gal-
vi..
Capitao Laurindo da Seana Leite.
Capito Luciano Eugenio de Mello.
Major Jos Joaquim Antuucs.
Desembargador Fraucisco de Assis do Oliveira
Micie).
Gommendador Joaquim Felippe da Costa.
Juiza por ele icio
A Exma. Sra. D. Mara Emilia Cavalcante de
A buquerqae.
Esposa do Dr. Joo de Si Cavalcante de Albu-
querque.
Juizas por devocao
As Exmas. renhoras :
Baioneza de Tacaruna.
Esposa do desembargador Hermigenes Scrates
Tavares de Vasconcellos.
Esposa do Dr. Francisco Gomes Prente.
Fsposa do Dr. Joo Zeterno Ferreira Velloso.
Esposa do Dr. Felippe de Figueirda Faria.
Espesa do Dr. Antonio Sampaio Pires Ferreira.
Esposa do Dr. Olympio Marques da Silva.
Esposado Dr Antonio Esteva> de Oliveira.
Esposa do major Joaquim de S Cavalcante de
Albuquerque.
Esposa do capito Epipbanio de Franca e Mello.
Esposa do proprietatio Manoel Alvea Barbosa.
Esposa do tenente Jos Cavalcante de Albuquer-
que Gadelha.
D. Laura Vaz de Carvalho.
Eapasa do capis Antonio Pires de Carvalho .
Mordomos por eleicao
Os Illms. seohores :
ProprietariQ Luis Jos da Costa-
Custodio dos Aojos Souto.
Antonio Luis de Almcida.
f'.-.f a-or Eleuterio Rooerto Tavares do Esoirito
Santo.
Mordomas por cleico
As Exmas. senhoras :
Esposa do Dr. Gemea de Mattos.
Esposa do negoeiante Antonio Pacheco Das Tor-
res.
Esposa do professor Manoel Flix do Nascimento.
Esposa do Sr. Antonio Leoncio de Licerda.
Mordomos por devocao
Os Illma. senhores :
Capito Joaquim Estanislao Cavalcante de Albu-
querque.
Capito Manoel Jos de Paiva Pinto.
Negociante Jos Lopes Alheiro.
Negociante Daniel Jos de Albuquerque.'
Negociante Antonio Luis dos Santos.
Negociante Joo Flix de Albuquerque.
Negociante Vicente Ferreira da Albuquerque
Nascimento,
Proprietario Jos Malaquias Torres.
Proprietario Antonio Januario Goncalves de Si-
queira.
Proprietario Jeronymo AlveB de Albuquerque.
Proprietario Francisco Qairiao de Oliveira.
Proprietario Manoel da Fonseca de Albuquerque.
Mordomas por devocao
As Exmas. senhoras :
Esposa do Dr. Antonio Pereira Simoes.
Esposado Dr. Francisco Lias Caldas.
Esposa do negociante Paalo Joo Alves.
Esposa dj professor Custodio Jos da Silva Pes-
soa.
Esposa do negociante Manoel Joaquim dos San
tus Ohristo.
Esposa do negociante Jos Goocalvea de Oliveira.
Esposa do negociante Domingos Torres.
Esposa de Leopoldo Marques da Assumpcao.
Esposa do capito Jos Gjocalvea de Andrade.
Esposa do capito Joo Francisco da Lapa Filho.
Esposa do tsnentc Mathias Ferreira Lima.
Professora D. Mara Cbristiaa Cavalcante Pessoa.
D. Anna Francisca de Oliveira Braga.
Procuradores por eleieo
Os Illms. senhores :
Antonio Pedro Luiz de Moraes.
Francisco Jos Soares.
Manoel Firmino de Torres.
Procuradores por devoco
Os Illms. senhores :
Dr. Joo de S Cavalcante de Albuquerque.
Capito Francisco Camello Pessoa Cavalcante.
Antonio Alves de Oliveira Braga.
Procurador geral
O R-vm. conego Manoel Joo Gomes.
Msrunguape, 2 de Fevereiro de 1887.O cura
vigario de Olinda e encarregado de Maranguape,
francisco Antonio Vxanna.
A pallides do rosto, a sensibilidade em excesso
pelo fri, a eusceptibilidade nervosa exagerad* de
que a miudo se queixamas senhoras, a leucorrhea,
tecm por causa geral a alteracs do saogue e seu
pauperism es principios mineiaes, entre os quaes
domina o ferro: nara restituir cutis a cor e
frescura perdidas, a riqu'za do saogu", a vitali-
dade ao rgaoismo e disaipar ease estado alarman-
te, nao existe outro remedio senao a medicacao
ferruginosa e esta se acha no mais perfeito grao
no Ferro de Leras que seduz pela sua limpidez e.
cuja influencia benfica nota-so desde a prim ira
dse sem ter o inconveniente do can srprisao de
ventre ou ennegrecer os dintrs como os outroa
ferruginosos.
Um erro fatal na America
No peridico Cleveland,* publicado em
Ohio, nos* Estados-Unidos do Norte, lemos
a desaripgo de uma operado cirurgioa,
oujos funestos resultados sobresaltaram pro-
fundamente todos os facultativos da Rep-
blica Anglo-Saxonica. No entender do ci-
rurgiao ma3 eminente de Cleveland, o Dr.
Thayer, semelhnte operajSo foi quasi um
crime I
Havia muitos annos que uma senhora
chamada King padeca de uma enfermida-
de de estomago, e neahum dos systemas
de tratamento empregados por varios me
dico8 puderam alliviar lhe os soffriinentos.
4 doenja tinta principiado fom um leve
desarranjo dos orgSos digestivos, de mis-
tura cora um grande fastio. A estes symp-
tomas seguio-so um malestar indescriptivei
no estomago (malestar que foi tomado por
uma sonBacSo do vasio interior) accumulan-
do-se em torno dos dentcs uma materia
pegajosa, acompanhada de um gosto des-
agradavel, especialmente de manb2. Lon-
ge de azer desapparecer a sensacao do
vazio, o alimentop^r,i ...guioucal-a. En-
tre outros symptomas, notava-se a cor ama-
relleuta dos olhos. Pouco depois, as mitos
e os ps esfriarem e tornaram-s") pegajo-
sos, cobrindo-se de um mor fri. A enfer-
ma padeca de um cansago constante, sen-
tindo-so nervosa, irritada e cheia de ne-
gros presen timen tos
Ao levantar-se de repente, a pobre se-
nhora senta urnas tonturas. Com o tempo,
os intestinos chegarain a estar estreidos
at o ponto de tornar se necessario empre-
gar quasi todos os das algum medicamen-
to catrtico, nao tardando a enferma a sen-
O abaixo assigaado fas acicate ao respeitavel
eommercio desta ci lade e mais inteiessados, que
da parte da companhia dos asseguradores marti-
mos de Bremcn Verein Bremer 8ee Versi-
eherbngs Gesellschaften lhe foram transferidos
os sompotentes poderes, para ser admittido por
parte delta as determinacoes de prejuizos em ca-
sos de averia, quepossam tocar 4 eliaent Pernam-
buco e visinhancas.
Pernambuco, 5 de Fevereiro de 1887.
Por porcursco de V. Neesen.
A. Neesen.
Agrad* cmicnto
Alejandre Santos Selva, declara ao publico que
tendo-se retirado da pharmacia denominada Terjo,
de propriedade de seu irmo o pharmaceutieo
Theodomiro Santos Selva, o nao podendo calar
em sua alma as maneiras delicadas e attencoes
com que sempre o tratou dorante o tempo que foi
seu empregado, vem por este meio dar-lhe um
testemunho de gratidao e offerecer-lbe os seus di-
miautos prestimos na pharmacia Minerva.
Dr. Ceel Leite
Medico, parteiro e operador
Rtadeneia ra Bario da Victoria n. 16, i- andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 69.
D consultas das 11 horas da manU s 2 da
tarde.
Atienda para os chamados a qoalquer
tPlephone n 449.
hora
Cuidado com a caberas::
SO
Ae folhas teca o seu tempo para cabir, e as flo-
res tecas um a vern de existencia ; porm o ca-
bello nma ves juiiciosamunte cultivado de ver
durar toda a vida. Nutrido cuidadosamente com o
'lomeo Oriental elle durar para sempre. Nao po-
de perder sus vitalidade e formosura, com tanto
que se applique este estimulante suave as raixes,
e as fibras que o absorvem.
As senhoras n'elle acharo o melhor de todos os
preventivos contra as cana e a calvice, orthogao-
do-lhes alm disso uosformoso brUhos suas tran-
case madeixas; e pira as euicas e bigodes dos
cavalberos, de todas as preparacoes a mais ad-
roiaiivel e agradavel.
Acba-se venda em todas as boticas n tojas de
perfumaras
Agentas em Pernambuco, Henry Forster & C
ra do Commcrcio n. 9.
Clnica medico-cirnrea
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senboias e
oriancas.
Residencia Ra da Imperatris bJ4, segunds
andar.
tir nauseas e lancando fra os alimentos
pouco depois de tel-os enguldo, algumas
rezes em um estado de azodume e de fer-
mentacao.
D'estes desarranjos proveio uma palpi-
tado de coracSo to violenta que a infeliz
quasi que pao podia respirar. Finalmente,
en -ontr.;u-sc na impossbilidade de reter os
alimentos, atormentando-a sem cessar do-
res de ventro atrozos.
Attendendo ao facto do que torio; os re-
medios at entao empregados nao haviam
produzido resultado algum satisfactorio,
reuni se uma junta medica, cu jo parecer
foi que a Sra. King padeca de um cancro
no estomago, tornando-se necessara uma
operaco.
Em resultado d'esta decisae, no dia 22
do Janeiro de 1882 fez o Dr. Vanee a
operacc em presenga dos Drs. Tucker-
mann, Perier, Arms, Cordn, Lupier e
Halliwell.
A operajito consisti em abrir a cavida-
de do abdomen at descobrir o estomago,
os intestinos, o fig&do e o pncreas. Ve-
rificado isto, os mdicos examinaram os
ditos orgaos, e, cheios de assombro e de
horror, virara que nao existia cancro al-
gum. Cerraram e fizeram o possivel para cu-
rar a ferida que haviam feito ; mas a pobre
senhora morrea dentro de poucas horas.
Que triste a sorte do viuva que sabe que
a eaposu pareceu por cTusa de uma opera-
gao en-ada 1 Se a Sra. King tivease em-
pregado o verdadeiro remedio contra a dis-
pepsia (sendo este o nome da doenga) esta-
ra hoje em sua casa viva em lugar de es-
tar na cova.
Por meio do uso do Xarope Curativo de
Seigel, remedio proprio para a dispepsia e
para a indi^estao, umitas pessoas se resta-
beleceram depois de terem ensaiado outros
remedios sem proveito. As provas d'este
facto sao tio numerosas que nao nos pos-
Bvel reproduzil-as aqui, mas os que leram
os certificados publicados em favor d'este
grande remedie consideram-os como irre-
futaveis e convincentes.
A venda do remedio Ilimitada.
O Xarope de Seigel vende-se em todas
as pharmacia a do mundo, assim como no es-
tabele :mento dos proprietaros, A. J. Whi-
te,(Limited) 3, Farrngd on Road, Loa-
dres, E. C.
. Depositarios na provincia de Pernambu-
co : Bartholomeu & C, J. C. Levy & 0 ,
Francisco M. da Silva dt C, Antonio Mar-
tiniano Veras & C., Rouquayrol d IrmSos
e Faria Sobrinho <& C.; em Bello-Jardim,
Manoel de Si queira Cavalcante Arco-Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho :
em Independencia, Antonio Comes Bar-
bosa Jnior; em Palmares, Antonio Car-
doso de Aguiar; e em Tacarat, Jos Lou-
renco da Silva.
Prograiuma
Da feta de Santo Amaro das Salinas
A actual mesa regedora ds irmandade
de Santo Amaro das Salinas, resolveu ce-
lebrar a festa de seu padroeiro, o mila-
groso Santo Amaro, este anno, pelo modo
seguinte:
No dia 3 do corrente, pelas 61(2 horas
ds tarde, Ber conduzida da casada Exma.
juiza para o mastaro, acompanhada das
Exmas. senhoras e meninas, que se dig-
narem cemparecar, e ao som da msica
milit r do 2o batalhao, subindo ao ar di-
versos bal5es e foguetes.
Findo o acto da bandeira, em seguida
entraY o acto na igreja o triduo, que ter
lugar todas as noites s 7 horas, acompa-
nhado pela grande orchestra dirigida palo
irraao e talentoso professor Lyo de Oli-
veira, tocando todas as noites a meema
msica militar.
Domingo 6, ao romper da aurora, uma
salva real annunciar aoa devotos do mi-
lagroso santo, o dia da sua festa.
A's 8 horas da manhS celebrar-se-ha
uma missa rezada para os devotos que nao
puderem assistir festa.
A's 11 liorna entrar a festa, presidindo
o Exm. vigario Augusto, oceupando a tri-
buna sagrada o Exm. e bem aprecalo
pregador, Revm. conego Antonio Eustaquio,
e a grande orchestra composta dos melho-
res professores, dirigida pelo irmao pro-
fessor Lydio de Oliveira.
Finda a fests subir ao ar um esplendi-
do balao feito a capricho por um devoto,
e grande numero de girndolas de fogue-
tes, e a msica militar executar o seu re-
pertorio.
A' tarde entre outros divertimentos ha-
ver cavalhadas, sendo corredores os pri-
meiros cavalhiros conhecidos neste diver
tim-nto, tocando n? coreto a banda de
msica do 2 batalbo.
Aps este, entrar o acto religioso, a
ladainha polumae, oceupando a tribuaa sa-
grada o eloquente pregador Revm. Fr.
Augusto de Immaculada Conceicao Al-
ves. ; findo o acto, com a mesraa sol u ni -
dade ser arriado o estandarte do milagro-
so Santo e conduzida para a casa da nova
Exma. juiza, dando assim por concluidos
os actos religiosos.
Em seguida queimar-se-ha o grande
fogo de vista, composto de pegas novas,
pela primeira vez apresentadas ao publico,
feito a capricho pelo bem coahecido artis-
ta F. I. Baptista.
O interior da igreja e larg> estaro ele-
gantemente armados e enbandeirados.
Mediante uma esportula far se ha a dis-
tribuicao da efHige do milagroso Santo
Amaro.
O escrivao,
M. D. da Silva
'alista
Dr. Parrara da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Cllcgio de Nossa Senborj da
Poli
RA DA AURORA N. 19
As aulas deste instituto comecaro a 7 de Ja-
A directora,
Augusta Cmaro.
!

i
(i
H
f
Silveira
38--Boa do Imperador-38
i'rimi'lar andar
Advocada
0 bacharel Jos Vicente Meira de Vascoacellos
continua no ezercicio de sua profissao de advoca-
do e tem seu escriptorio na Praea de Pedro II (ou-
tr'ora Pateo do Collegio' n. 6, Io andar, onde pode
s>'r encontrado das 10 horas da manha s 3 e meia
horas da tarde.
Fora destHB horas pole ser procurado na casa de
sua residencia no Parnamerim.
Telephone (no escriptorio) n. 356.
Leonor Porto
Roa do Imperador a 15
Primeiro andar
Contina a ezecutar os mais diffiecis
figurines recebidos de Londres, Parir,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em brr>-
1 vi dade, modicidade em precos e fino
Igoato.
AOS INCRDULOS
Oabaiz assignado attesta e jura, se for preciso
que soffreu muitos meses de rheumatismo, came-
lado no peicoco e qae em pouco tempo estendeu-se
por todo o corpo at os ps, ficando entrevado e
6ervido por outras pessoaa: tratou -se com esmero
sem poupar nada, e, j desanimado com o muito
soffrer sem esperanza de sarar, resolveu tomar o
Anti-rheumaticoPaulistano,especialidade do phar-
maceutico Luis Carlos e que telicidade! ha mais
de quatro meses que nao sent o mnimo incom-
modo Desejaudo que o bem chegue para todos,
o motivo real porque d este attestade.
Joaquim Dimz Valois.
S. Carlos do Pinhal, 22 de Desembro d: 1885.
DepositarioFrancisco Manoel da Silva & O
Droguistas, ra do Marques de Olinda n. 23,
Sorprendeos mulla sent t ()
O acreditado negociante o Sr. Emygdio Pinto
de Oliveira, agente consular do Portugal, resi-
dente em Santa Victoria, Rio Grande do Su!, re-
metteu ao descobridor do Peitoral de Cambar,
Sr. S. Soares, urna importante declaraco assig-
nada pelo Sr. Vasco Jos Pereira d'Avilla, que
ha longos annos soffria de uma grave enfermida-
de pulmonar, sem ter mais esperanca de curar se
ltimamente, aggravando-so sens soff-imentos,
reorreu aquelle precioso medicamento, e nao foi
preciso mais que alguns frascos para o curar ra-
dicalmente .
Este prodigioso resultado, que sorprendeu a
muita gente, corre divulgado em todos os folbetos
annexos a cada frasco do p.'itoral de Cambar.
nicos agentes e depositarios em Pernambuco,
Francisco Manoel di Silva & C, rus Mirquez
de Olinda n. 23.
N. 11. A Emulsao de scott restau-
ra a saudo aos tsicos, purifica o san-
gue, afasta do organismo toda sorte de
affeccoes sscrofulosas e fortalece aos de-
bis e enfraquecidos.
Excita o appetite, estimula o organismo
e augmenta as carnes e as forja.
RUa DA PRINCEZA ISABEL N. 4
Sob a diresco do bacharel Laurindo Car-
neiro LeSo e do professor A. C.
Carneiro Leao
Admittem-se aluainoa internos, meio
interno e externos.
Methodo pratico
Os alumnos recebero durante todo o
curso, ocois de phisica, chimica, historia
natural agricultura, anatoma, physiolo-
gia, hygicne, etc., desenlio e msica. Na
aula primaria o numero dos professores
ser proporcional ao dos alumnos.
Emulsao de Lanman
& Kemp
A Emulsao de oleo de figado de baca-
lbo com os hipophosphitos de cal, soda e
potassa, preparada pela acreditada casa
de Lanman & Kemp de Nova York,
melhor, a mais perfeita, o a mais efficaz e
agradavel que ai agora se tem offerecido
ao publico.
E' um regenerador poderoso das consti-
tuicSes debis e um remedio certo para
tidas as affeccSes do peito, da garganta e
dos pulmSes.
sese e a Emulsao de Lanman &
Kemp nao oonfundindo-a com as outras.
Vende-se em todas as drogaras e phar-
macias.
Consultorio medico-
cirurgico
O Dr. Castro Jess, contando mais de 12 anno?
de escrupulosa observaco, reabre consultorio nes-
ta cidade, ra do Bom Jess (antiga da Crus
n. 23, 1. andar.
Horas de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser encontrado nc
sitio travesea dos Remedios n. 7, primeiro por -
to esquerda, alm 1? porto do Dr. Cosme.
C
r. Joo Paulo
MEDICO
Especialista em partos, molestias de senhoras e
de cnanQus, eom pratica as principaes materni-
dades e boapitaes de Pars e de Vieona d'Austria,
faz todas aa operacoes obsttricas e cirurgicas
concernentes as 9uas especialidades.
Consultorio c residencia na ra do Baro da
Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1 andar.
Consultas das 12 s 3 horas la tarde.
Telephone n. 467.
0
O director deste collegio declara aos pas de
seus alumnos e ao publico em geral, que mudou o
seu collegio para a ra do Hospicio n. 3, cujo
predio offerece bastantes commodos e condijoes
bygienicas ; outrosim, que recebe alumnos inter-
nos, semi.iuternos c externos, e as aulis eomeca-
rSo a funecionar a 7 de Janeiro de 1887.
O airestor,
Ovidio Alvea Mana ja,
Dr. Carpir Lie
HEDICO
Tem o seu escriptorio ra Duque de Caxias
n. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua residencia ra da Santa
Cruz n. 10.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian-
jas.Tolephone q. 326.
Dr. Hel'o Gomes
Medico parteiro operador
Mudou seu consultorio e residenuia da ra Nova
n. 37 para a ra de Paulino Cmara, antiga Gam-
boa do Carmo n 36, por cima do cutileiro, ende
pode ser procurado a quaiquer hora do da e da
noite. Tambem recebe chamados do meio da s
8 horas da tarde, na pharmacia do Povo, rus do
Rangel n. 34.
EDITAES
{}
{}
(i
MEDICO HOMEOPATHA
Dr. Ballliazar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
criaucas, d>s orglw respiratoria
senhoras.
Preata-se a quaiquer chamado par
or di cipital.
- avino
Todos os chamad a devem ser dingi*
dos pharmacia do Dr. Sabino, ras do
Barao da Victoria n. 43, onde se indicar
ua residencia.

.lui/o dos Feitos da Fazenda
Nacional
O Dr. Jos Manoel de Freitas, desembar-
gador honorario, official da imperial or^-
dem da rosa o juiz privativo dos feitos
da fazenda, etc.
Faco saber aos que o presente edita! virem, ou
d'elle noticia tiverem que tendo sido producida
perante este juizo uma justificacSo provando a
ausencia, em lugar nSo sabido,de Nicolao JoSo
Lidstone o sua mulher, me foi pelo Dr. procura-
dor fiscal requerido que os fixesse citar por edital
para todos os termos de orna accilo comminatoria,
na qual se lhes pude que facam fechar duas ja-
ne lias que ha 4 mezes, pouco mais or menes,
abriiam na parede de sua casa ra do Impe-
rador n. 51 sobre um terreno fechado e om parte
coberto, annexro casa n. 53 pertencente
fazenda nacional, onda funecionam os tribu-
naes de justica, ficando-lhes marcado o praxo
de ama audiencia para cenfessarem ou contesta-
rem, sob pena de serem is referidas janellas fecha-
das sua custa e de se lhes impor nma multa de
200OOO, por Cida janella ou abertura, que, em
transgresslo do preceito judicial,'quizerem de hoje
em diante abrir sobre o mesmo terreno.
E para que chegue no conhecimento de todos,
mandei passar o presente, que ser afilado no lu-
gar do coatume e publicado pela impreusa, a pelo
qual chamo e hti por citadus os supplcados, Ni-
colao J j Lidsione e sua mulher, para dito fim
com a coinminacao requerid.
Dado e passsdo n'esta cidade do Recife, aos 4
de Fevereiro de 1887.
Eu, Jos Francisco do Reg Barros, escrivao,
subscrevi.
Jos Manoel de Freitas.
__O administrador do Omsirtadc- Provincial
dando cumprimento a portara pedida peto Ulm,
Sr. Dr. inspector do Thesouro em 19 do eojirente,
faz publico a quem interessar possa. que, no espa-
cc de trinta dias uteis contados da data do pre-
tence edital, ser effectoada por esta repartilo a
cobranca, livre de amlta, ds anauiades e mais
ecrvicos da Recife Drainsge Company relativa ao
1- semestre do exeraoij de 1885-1887, conforme
a re tejo infra.
Consulado Provncial^de Pernambuco, 22 de Ja-
neiro de 1887.
Relacao a que se refere o rdital snpri
Ffeguezia do Reeifa
Pas : Mrquez de Oliada, Boni-Jeoiis, Alva-
tps Cabral, Conmercio. Bupo Sadinhn, Torres,
Thom de Souza, D. Mara de Souza, Vigario Te-
norio, BarretJ de Meuezea, Matiz o Barros, Bur-
gos, Amorim, Moeda, TuyuV, Comoanh.a Per-
nambucana, Madre de Oau?, Uorararoa JosMar-
tins, Mascates, R Vweoude de Itspsriea, ITvaroJ, Areial, >. Jorge,
Vital de O.ivera, On.rarapes e Bario do Triun-
Pracas : Assembla, Chaen e Pedro U.
Traves8>s : Vigario, Madre de Deas, Campelb,
Domingos Jos Martina, nara o Curpo-danto, anti-
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Diario de Per BambucoDomingo 6 de Fvereiro de 1387

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m do Porto, Bom-Jesos, Areial, pe'* m Fundic-
clo, Aceidoote, Guararapes e prac* de Pedro I.
Becoes : Abreu, Noronha, Largo, Pindob, Ta-
pado e Paschoal.
Largo: Alfandega, Corpo-Santo e Assem-
bl.
Cae* : Companbia, Bruai e Apollo.
Freguesia de Santo-Antonio
Ras: Imperad ar, 1- de Marijo, Duque de Ca-
las, Cabug, Bario da Victoria, Trincheiras,
Larangeiras, Larga do Rosario, Estreita do Ro-
sario, 8. Franciecc, Joo do Reg, liba do C*r-
valho, Rada, Patos, Calabauco Velbo, Santo Ama-
ro, Matbias de Albnquerque, Pai, Paulino Came-
ra, Fogo, L:vrameoto, Penba, Vsconde de Inhau-
ma, Pedro ffonso. Nova di Prai, Marcilio Dias,
Viraco, Lomas Valentinas, Coronel Suassnna,
Santa Theresa, 24 de Maio, Palma, Marques do
iierval e Gideia-Nova.
Campo: Princesa.
L irgjj : Paraso, Carmo, Penha, S. Pedr J e
Praceta.
Traveseas : Queimado, Cruses, Marques do Ke-
cife, Bella, Quarteis, Calabouce, Expostos, Matriz,
Flores, Cano, Bomba, Livramento, Arsenal, 1 da
Praia, 2 dita, C*rcereiro, 8. Pedro, Viraco, Lo-
bato, becco do Falco, Pocinbo e Concoidia.
Beccos: Da roa Bella, Calabouco, Mirtyrins, 1
da Cambia, 2- dito, 3- dito, Faluao, 1' e2- da
Cadea-Nova.
Ca-s : 22 de Novembro.
Praea : Pedro 11.
Freguezia de S. Jos
Roas : Marcilio Das, Lomas Valentina, Coro-
nel Suissunt, 8. Joo, Palma, Marques do Her-
val, 24 de Maio, Das Carioso, Passo da Patria,
Padre N .brega, Victoria. Cadea Nova, Vital de
Negreiros, Fre Henrique, Dique, Assumpcao,
Domingos Theotonio, padre Fleiiaoo, Christovo
(bolombo, Jardim, Fortes, Antonio Henrique, Nd-
fieira, Santa Cecilia, Santa Rita, Nova de Santa
ita, Praia de Santa Rita, S. Jos, Pescadores,
praia do Forte, Ypiranga, Imperial e Luis de
Mandones.
Traveasas : Martyrios, Ramos, Pocinho, Cal-
dereiro, Gas, Forte, Trata, Serigado, Copiares,
Nova de Santa Rita, S. Jos, praia do Forte,
Pente, Lima e raatria de 8. Jos.
Beccos : Palma, Caldereiro, Gas, Assumpcao e
travessa de Santa Rita.
Lrges : Forte e Mercado.
Freguesia da Boa-Vista
Ras : Imp?ratris, Conceieo, Tambi, Viscon-
de ds Albuquerque, Aurora, Capibaribe, Ponte
Vela, Conde da Boa-Vista, Riacbuello, Uoiao,
Saudade, Sete de Setembro, Hospicio, Camaro,
Rosario, Gervasio Pires, Atalbo, Socego, Princi -
pe, Santa Crus, S. Goncalo, Coelhos, hospital Pe-
dro II, General Sor, Coronel Lamenha, Alegra,
Leo Coroado, Barao de 8. Borja, Soledade, Vis-
conde de Goyanna, Attracvc e Visconde de Pe-
iotas.
Travessas : Gervasio Pires, Coelhos, Atalbo,
Barreiras, Veras, Quiabo, Joao Francisco, Man
goeira, Campia e Palacio do Biapj,
Pracas : Conde d'Eu e Santa Crus.
Largo : Campia.
Beccos : Coelhos e S. Goncalo,
O administrador do Consulado Provincial em
jumprimento do que dispon a lei de orcamento em
vigjr faz publico a quem interesjar possa, que, no
espaco de 30 das uteis centados de 1 de Fve-
reiro prximo vindouro ; branca, livre de multa, do imposto de reparticao
constante da tabella infra annexa citada lei re-
lativamente ao 1* semestre do exercicio de 1886 a
1887.
Consolado Provincial de Pernambuco 2- de Ja-
neiro de 1887.
Francisco Amyutas de Carvajho Moura.
Tabella a que se refere o edita! supra
Parte 1
Casas de commissoes de consignacof* e de
commisEoes e consignacoes.
Ditas ou depsitos de vender em grosso carvSo
de pedra em trra ou sobre agua.
Parte 2
Lijas de vender joias somente, ou joias e re-
logios.
Ditas de vender reloios somente.
Casas de vender pianos e instrumentos musi-
caes.
Parte 3*
Fabrica de rap Meuron.
Ditas de sabio inclusive a que acha-se na fre-
guesia de Afogados.
S Ditas de cerveja, vinagre, vinhos, genebra, li-
cores e limonadas gazosas.
3 Ditai de Gas.
1U Ditas agencias e depsitos de rap.
Parte 4'
11 Empresas anonymes ou agencias destas.
12 Companbia de Beberibe.
13 Bancos, ageneias filmes e representantes dos
meamos e casas bancarias.
14 Companbias, agenciss ou casas de seguro ou
qualquer pessoa que no carcter de agente
de companbias de seguro fizer contracto desta
natureza ou promovel-os, com excepeo dus
que tem sede nesta provincia e contractarem
o servico especial do artigo 13 desta lei.
15 Armazens alfaudegados, e depsitos ou de re-
ceber.
16 Cazas de jogo de buhar.
DECLARACOES
M das Alnas do Mi
Esta irmandade querendo concertar o orgao da
matriz do Corpo Santo, convida aos professionaes
a cxrminarem dito orgia e apreaentarem seas or-
namentos por quanto fasem dito concert.
Recife.29 de Janeiro do 1887.
O escrivio,
Mignel Soares Moraira de Araujo.
~"IRMANDADE
DB
\oms Senhora da Satide do Poco da
Panella
ELE1QO
Convido a todos os carissimos irmios desta ir-
mandade, de ordem do irmio juis, comparece-
rem em o respectivo consistorio no demingo 6
deste mes, pelas 10 horas 'o lia, afim de se pro-
ceder a elcico da mesa regedora que tem de
fuoccionar durante o anno compromissal de 1887
188-*, visto nao se ter procedido a referida eleicio
como determina o actual compromisso por falta de
numero legal.
Consistorio da irmanlade de N. S. da Sai le do
Poco da Panella, 4 de Fvereiro de 1887.
O secretario,
Antonio Candido Ferreira.
Confiraa de S. Crispim e S. Oispiuiano
no convento Ho Carmo do Rocifj
De ordem do irmio procurador fiscal pela se-
gunda ves convido os Srs. ex procuradores da
mesmn confraria para comparecerem em nosso
consistorio no domingo 6 do coriente, s 9 horas
da raanhi, afim de reunidos em conselho fiscal
tratar-se de assumplo que s a ella compete, de
accordo e em conformidade do nosso compromiso.
Recife, 2 de Fvereiro do 1887.
Eloy Martiniano Lopes Galvio,
Secretario.
IRMANDADE
DB
\nssa Senhora da Luz
Mesa geral de eleicio
De ordem do irmio juiz, convido a todos os ca-
rissimos irmios para comparecerem em nosso con-
sistorio no doaingo 6 do crreme, afim de encor
pirados assistirmos a missa do Divino Espirito
Santo, s 8 horas da manh, e em seguida proce-
dermos a eleicio da mesa administrativa que tem
de dirigir a irmandade no anno compromissal de
1887 a 1888.
Censistorie da veneravel irmsndade de N. 8.
da Luz no convento do Carmo, 3 de Fevareiro de
1887. O secretario,
Jos Ramos de Oliveira Jnior.
COMERCIO
B >lsa rom uie rea I
COTA90ES OFFICIAES BA JUNTA DOS COB-
BECTOBE8
Recife, 5 de Ftverre -de 1887
.Cambie sobre Para, a 30 d/v. com 1 0/0 de des-
cont, hontem.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
- secretario,
Eduardo Dubeux.
Ilnvimenlo banrarlo
BECIFB, 5 DB FEVEREIBO OE 1887
"Os bancos mantiverem boje no balcio a tabella
de 22 1/8, que abaixo reproduzimos.
Entretanto consta terem feito iransaccoes a 22
3/16 firme.
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e i vista 21 7/8.
Sobre Pana, 90 d/v 429 e vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 532 e vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e vista 213.
Sobre Italia, i vista 433.
Sobre New-York, vista 2*290.
Do Englis Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e A vista 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 429 e vista 433.
Sobre Italia, i vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 532 e i vista 538.
Sobre Ntw York, vista 24290.
Sobre Lisboa e Porto, 9 d/v 240 e i vista 243.
Sobre as principaes cidades de Portugal, i vista
248.
Sobre liba dos Acores, i vista 251.
Sobre liba da Madeira, i vista 248.
aociaco Commerrlal
Entrn de semana o director Jos Mara de An-
drade.
Mercado de aisacar e algadao
SECITE, 5 DE FBVEBEIRO DB 1887
Foi regular a entrada do tunear.
Os precoa continuara a ser os meamos de nossas
cotacoes anteriores, regulando n de :
3. baixo, por 15 kilts, de lfsOO a 1*900.
3. regular, por 15 kilos, de 2* a 2*100.
3. boa, por 15 kilos, da 2*100 a 2*200.
3 superior, por 15 kilos, d 2*300 a 2*400.
Finos, por 15 kilos, de 3*500 a 2*600.
Branco turbina pulverisado, por 15 kilos, de 2*200
a 2*300.
Dito dito crystalisado, por 15 kilos, a 2*100.
Branco turbina Usina Pinto, por 15 kilos, a
2*600.
Somenns turbina Usina Pinto, por 15 kilos, a
1*800.
Sotenos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*600.
Mascavado puigado, por 15 kilos, a 1*200.
Dito superior, por 15 kilos, a 1*300.
Broto bnra, por 15 kilos, de 1*160 a 1**00.
Regalar, por 15 kilos, de 1*060 a 1*100.
Broto em retam, por 15 kilos, a 1*000.
Relames, por 1.. kilos, de 800 a 900 rs.
U vendedor obten o mximo ou o mnimo das
eotacee dos auucarts d* 8. baixo, 3. regular,
3.a boa, 3 .superiur a "
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distribue-
se coaturas nos das 4, 5 e 7 da crrente mez, s
costureiras de ns 351 a 40'J, de conformidade com
os annuncics anteriores.
Seccio de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 3 de Kevereiro de 1887.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto
Lotera da Colonia Isabel
A 13 serie da 24* paite das loteras em favor
dos ingenuos da Colonia Isabel, acha-se exposta
venda, cuja extraccio ser no dia 10 de Fvereiro
Thesouraria das loteras para o fundo da eman-
cipacio e ingenuos da Oolonin Isabel, 3 de Fe-
veriro de 1887.
O thesoureiro,
[Francisco Goncalces Torra.
Gr:. Or:. ao Norta lo Brasil
Tendo se convc cado um congresso para se tra-
tar de assnmpto de mxima importancia e imme-
diato interesse para a maconaria pernambucana
o qoal se realisar no domingo 8 de F> vereiro s
11 horas da manh, na sala doGr.-. Or.-.
ra do Impraior, convido a todos os macons
activos e avulsos existentes no valle de Pernam-
boco a comparecerem, e com suas luzes concorre-
rem para se tomar a re solacio mtis conveniente.
Recife, 31 de Janeiro de 1887.
Achilet. 33.-.
Gr. Secr. Ger.-.
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector
fajo publico que no dia 10 do carrenle
ir de novo praja, conforme ordenou o
Exm. Sr. presidente da provincia em 24
de Janeiro ultimo, o serviyo da illumina-
cio publica de Iguaraas, relativo ao se-
mestre terminar em Jaoho prximo fu-
turo, servindo de base o prejo de 200 rs.
por lajipcSo.
Secretaria da Thesouraria do Provincial,
L da Fvereiro de 1887.
O secretario,
Affont-i de Albuquerque Mello
mames
Estrada de ferro do Ri-
beiro ao Bonito
Por deliberaco da directora; sio convidados os
Srs. accionistas arealisarem no London iBrasi-
,ian Bank, no prazo de 60 das, a contar de hoje,
4* entrada de 10 a/o do vslor nominal de suas
accoes, nos termos do nico do artigo 4o do
estatutos.
Recife, 7 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Jos Bellarmiao Pe eir de Mello
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro ehefe, fac
publico que em virtude da autorisucao do Exm.
ir. presidente da provincia, no dia 7 de Fvereiro
prximo vindouro, receb.-se na secretaria desta
reparticao, ao meio dia, proposlas em cartas fe-
chadas e competentemente selladas, para a execu-
cio das obras de reparos das pontea de Iguarass,
de Araripe de Baixo, na estrada do norte, e dos
Carva hos sobre o rio Jiboalio, na estrada do sul,
oreabas : a primeira em 1:679*800, a segunda na
de 2:695*280, e a ultima 67U*.
Os ornamentos e mais conces dos contratos
acham-se a disposicio dos senhores pretendentes
para serem examinados.
Secretara da reparticio das obrat publicas de
Pernambuco, em 22 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Joao Joaquim de 8. Varejo.
Obras Publicas
De crdem do Illm. Sr. engenheiro chefe da re-
particio das obras publicas, taco publico que, em
v nuce da autorisacio do Exm. Sr. presidente da
provincia, no da 16 do correute, ao meio dia, re-
cebe se na secretaria desta reparticao, propostas
pura a execucio dos reparos precisos na ponte da
Magdalena, oreados em 1:416*800.
O orcamento e mais condic5es do contrato se
acham disposicio dos senhores pretendentes
para serem examinados. # .
Secretaria da reparticio das obras publicas de
Pernambuco, 5 de Fvereiro de 1887.
> o secretario,
gj JoSo Joaquim de Slqueira Varejio.
Recife Drainage
A companbia faz publico, para couhecimento
dos interessados, que collocou no mez de Janeiro
prximo fiado, os appanlhos abaixo declarados:
Freguesia de S. Jos
Ra do Foit n. 18-A, apparelho n. 5,680, casa
terrea.
Boa-Vista
Ra da Con:eicao n. 4, apparelho n. 10,943,
qoadro. '
Ra Sete de Setembro n 11-A, apparelho n.
10.944, quadro.
Ra do Hospicio n. 42, apparelho n. 10,942,
quadro.
Conde da Boa-Vista n. 21, apparelho n, 10,945,
portie.
Travessa de Gervasio Pi'es n. 10, apparelho n.
10.945, quadro.
dem dem n. 16, spparelbo n. 10,947, quadro.
Recife, 4 de Fvereiro de 1887.
O gerente,
J. Doweley Jnior.
Estrado de ferro do Recife Ca-
xaug
Festa do Caxa' ga
Ministerio da Marinha
Repartido depilarte
aviso aos nmmii
PBOUXII DE SANTA CATII \HI\ 4
BRASIL
(9.0 de !)
Do dia 15 de Fvereiro preximo vindouro em
diante ser exhibida do Cabo de Joao Das, na fos
e rnargem direita do rio Srancisco do Sul, provin
cia de Santa Catharins), urna lus branca efixa
Iluminando z70* do horisonte, desde o rumo S. E.
pelo oriente, norte e occidente at o S. O.
apparelho de lns dioptrico da 6* ordem e'a
Inz produsida pela combustao do oleo mineral.
O plano fecal eleva-se 95 metros ao nivel medio
das mares e a las ser visivel da distancia de 12
milhas cora tempe claro.
O apparelho dioptrico e respectiva lanterna es-
to montados sobre urna columna de ferro pintada
de branco provida de galera semicircular e esca-
da lateral.
A casa dos pharoleiroa tem a forma rectangular,
pintada de branco e fica perto do pharol.
Os rumos sao magnticos.
PoMl^o geogrnpliiru
Lat = 26-10'-15' 8.
Long 522'- 50'
= 48-33'-10'
50 -53'20'
Reparticio dos Phares,
Dezembro de 1886.
Pedro Benjamn de Gerqueira Lima,
Capiti de fragata, director geral.
(Conforme) -Capitana do Porto de Pernambu-
co, 4 de Fvereiro de 1887.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
O. Rio de Janeiro
O. Gw.
O. Pars.
Rio de Janeiro 22 de
S. II. J
Sociedade Recreativa Juventude
Sessio Magna e sarao bimestral em 6 de
Fvereiro
Scientfica-se que a sessio principiar ss 7 ho
ras da noite, e que so terminar esta, ter lugar o
sarao.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juventude,
1- de Fvereiro de 1887.
Jos de Medicea,
2 secretario
Os precos do algodao continuou a ser de 6*300
a 6*390 por 15 kilos, para o de Pernambuco e
boas procedencias, em trra.
Entradas de assncar e algodfio
MBS DE FEVERBIBO
Nos das 1 a 4 a entrada de attucar foi de
22,875 saceos, sendo em barcacas, 10,702; via-
ferrea de Caruar, 1,636 ; em auimaea, 2,908 ;
via-ferrea de S. Francisco, 1,045 ; e via-ferrea
de Limoeiro, 1,584.
A entrada de algodao constou de 833 saceos, as
quaes transitaran:: em barcacas, 250 ; via-ferrea
de Caruar, 41; em animaos, 101; e via-ferrea de
Limoeiro, 438.
MM rauta da Alfandega
.NLMANA DE 7 A 12 DB FETEaBlBO
Algodao, kilo
Assucar mascavado
kilo.
*353
*070
re lamento
5 DE F&VBBEIB0
A barca norueguense Marie, para carregar al-
godao no Rio Grande do Norte, a 3/8 liquido esm
destino para Liverpool.
Iiuportavo
Vapor nacional Aymori, entrado do Ro-Gran-
de do Sul em 4 do correte e consignado a Perei-
ra Carneiro & C, manitestou :
Agua fljrida 10 caixas aos consignatarios.
Caderas 14 volumes a C-.mpanhia Transatlan-
tiseb.
Fumo 55 fardos a mesma, 150 ordem.
Linguas 5 caixaa ordem.
Xarque 165 fardos aos eonsignatarios, 712 a
VI ai a & Rezende, 265 a Amonio Irmios & C,
117 a Jos da Silva Loyo & Filho, 1,042 or-
dem.
Exportar*
BCIFE, 4 DE FEVEBEmO DE 1887
Para o exterior
No vapor ingles Coban, carregou :
Para New-York, J. H. Boxwell 1,400 saceos
com 105,000 kilos de assucar mascavado.
No vapor ingles Amazonense, earregaram :
Para New-York, .J. Pater a C. 14 barricas com
1,218 kilos de borracha.
No oatacho americano B. Fabeni, earrega-
ram :
Para New-York, Julio t Irmio 1,000 saceos
com 75,400 kilos de assuoar mascavado.
No brgue portugus S. Lonrenco, carrega
rara :
Para o Porto, ftaaia & Rezende 201 couros sal-
gados com 5,407 kilos.
Para o interior
Do dia 6 at o dia 13 de corrente o
tren que parta s 7,29 da tarde, da Var-
zea, partir dalli s 8, 30 para o Recife.
FESTA DO APIPUCOS
Do dia at 13 do correte o trem do
8,18 da tardo, do Recife, ir at Dous lr-
roSos para conveniencia dos passageiros
do Arr..ial, e voltar dattt s 9,30 e do
Apipucos s 9,35.
Escriptorio da Companbia, 5 de Fve-
reiro de 1887.
H. W. 8touehwerBird,
-^ Gerente.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 4000 contos, em 3 orteios,
fica transferida jara o dia 14 de Maio vindouro,
impretervelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Thesouraria das Loteras para o fundo de
emaocipacio e ingenuas da Col nia Isabel, 14 de
Desembrj da 1886.
O thesoureiro,
Francisco GonvalvesTeirea.
C. P. F.
Club Primeiro de Fvereiro
De ordem do Sr. Presidente sio convidados os
socios que estiverem quites a comparecer hoje s
3 horas da tarde, no lugar do costme, para reu-
nidos em assemba geral elegerem os novos func-
coicnarios.
Secretaria do Club Primeiro de Fvereiro, 5 do
Fvereiro de 1887.
O secretario,
Domicio Lopet da Silva*
IndeiuDadora
De confoimidade com o art. 15 do3 estatutos
desta companbia, a direccio vende vnte a.'cocs
di ns. 141 a 150, 166 a 170, 526 a 530, vagas
pelo fallecimento dos respectivos accionistas.
Os pretendentes deverao enviar suas propostas
por intermedio de correctores geraes at ao meio
dia de 7 de Pevereiro vindouro. Recife, 29 do
Janeiro do 1887.
Correio de Pernam-
buco
Adminstracio dos Correios de Pernambuco, 31
de Janeiro de 1887.
Relacio da correspondencia registrada (sem valor)
que existe nesta reparticio por nio terem sido
encontrados seus destinatarios :
A. Lemos.
Anastacia Maria da Conceicao.
Augusto Alves Tinses.
Alfredo Pernandes Diaa.
Alcxandre Francisco da Silva
AgripinoT. C Branco.
Antonio Ferreira de Farias.
Antonio Lina Barrete.
Antonio Pereira Gomes.
Antonia Pinto do Reg Freitas.
Antonio de Queiroz.
Antonio Ramos de Azevedo Jnior.
Antonio da Silva Braga.
Belisario Francisco Gouveia.
Benicio N. 8. Cunba Mella.
Basilio de T. de Sant'Anna.
'ecilia Amelia Pereira Borges.
Cornelio Evangelista de Qoeiroi.
Carolina Maria do Bomfim (2).
Cesara Nobre de Gusmio.
Candida Wauderley de Mello,
Douviiy.
Dimas Francisco da Silva "Braga.
Deodato Teixeira de Mello.
Eugenio Goncalves Netto.
Eduardo Henrique Guel.
Eduardo dos Res Oraco.
Eugenio do Reg Barros.
Femando Moura.
Flix Francisco de Souza Magalhies.
Francisco Antonio Vianna.
Frederico R. da Costa.
Francisco de Araujo Vasconcellos (2),
Gabriel Henriques de Arauj >.
Goncalo Jos Rodrigues.
Henrique Guilherme Coelho.
Isabel Marques Barbosa.
Ignacia Ribeiro Gumaries.
Julio Cesar Pinto de uliveira.
Jo vi no Ferreira Fontes.
Joo de Azevedo Soares Jnior (2)
Joio Coelho Moreira.
Joio, italiano.
Joio Jos de Araujo (2).
Joio Moraes.
Joio daMotta (2).
Joio dos Prazeres (2).
Joo da Silva Villa-Nova.
Joaquim A. dos S. F.
Joaquim Andr LimSo.
Joaquim Jos Guimtriea de Campos.
Joaquim Pedro da Rocha Pereira.
Jos Antonio Barbosa.
Jos Domingoes de Oliveira.
Jos Elias de Oliveira.
Jos Francisco Das Ferreira.
Jos Garces dos Santos,
'os Gomes da Silva Santos.
JosOctaviano de Oliveira Mello.
Joio Alves da Silva.
Luis de Ai-ruda Franca.
Luiz Goncalves de Lacerda.
Luis Urbano da Cunba A.
Maria Francisca da Couccqo.
Maria Francisca Taveira.
Marques de Carvalho.
Manoel de Medeiros e Silva.
Maria da Nativd de Gomes da' Silva.
Mana Rosa da Assumpcao.
Maria Therer.a de Jess.
Maria Magdalena S. Corrtia.
Mara Victoria de Azevedo Varejio.
Misael Augusto de Almeida.
Minervino Avelino Fiuza Lima.
Magalbes.
Miguel Archanio de Barros.
Maximiano Jos Ouarte.
Miguel Acciol Wauderley.
Manoel Alves Rocha.
Manoel Joaquim Moreira Jnior.
Manoel Jcs Moreno.
Manoel Mendes da Silva.
Manoel Rayinundu V. Cruz.
Manoel Rodrigues Leite.
Paulo Alpiuiano G. de Miranda.
Pompilio de Castro Lima e Almeida.
Raymunda Mara Joaquina-
Redactor da Gazeta de Noticias do Recife.
Silveria Maria de Araujo Lima.
Sebastiio Antonio Vidal (2).
Tbomaz de Figueiredo (2).
Tbyrso Jos Mario de Souza.
Tbecdoro Pires oe Souza.
Luigi Persiuh. .
Victorma Maria da Ccnceicio.
Joao Jos Silveira.
O 1 official,
Deodato Pinto dos Santos
Gabinete Portuguez de
Leitura
Assenibla geral
De crdem do Exm. Sr. presidente do conselho
deliberativo, convido os seabores socios do Gabi-
nete Portugus de Leitura a reunirem se na ede
social, domingo 6 de corrente, s 11 horas da ma-
nh, em assemba geral, afim de ser lido o pare-
cer da oommiscio de came de contas, discuseio
do relatorio da directora e eleicio da directora e
con-elhi para admiaiatra^io do corrente anno'
conf rme determina o art 43 e scus dos nosso
estatutos.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura
ew Pernambuco, 1 de Fevere;ro de 1887.
Jos da Silva Rodrigues,
1- secretario
MplM le Segaros MUS,
"S"
(OMPANHIA
Imperial
DE
NEGIROS CONTRA FOfcO
EST: 1803
Edificio* e mercadoriat
Taxat baixas
Prompto pagamento de prejuitot
CAPITAL
Rs. 16,000:0004006
Agente
____________BROWNS & C.
L,ondon and Brasilan Ba
Umlted
Roa do Commercio n. 32
Socca por todos os vapores sobre as ca-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
va Lisboa, ra dos Capellistas n. 75 No
Porto, ra dos Inglezes. -___________
roMpT%\iA He seguros
NORTHERN
de liOndrea e Aberdeen
Ponlrue llnaurelrn (Dezembro 1886)
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,348
Hvreila nnnual t
Da premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
BA COI
O AGENTE,
John. B- Boxwell
IEBOOCIO ->. S6 1* ANOAB
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcida em 19S&
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 3,110:000^000
Terrestres,.- 36:000$000
4-ua do Commcreio-
isias*
CONTRA FOGO
he Liverpool & London & Glob
INSURANCE C0!HPAN\
H
No lugar ingles Altee May, carregou :
Para Uragaavanna, t. G. Brto 484 barricas
com 41,0u0 kilos de assucar branco e 47 ditas com
5,230 ditos de dito mascavado.
No lugar nacional Tigre, earregaram :
Par Pelotas, Baltar lia* Se C. 3ti pipa* osa
14,400 litraa de aguardare.
No lAfae nomgatnse Ltkena, carregou :
Para o Rio Orando do Sol, T. de Atevedo
Souza 150 barricas c
branci.
No vapor nachual Aymori, earregaram :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro St C. 14 saccas
com 948 kilos de algodSo, 8,700 volumes com
'68,515 k;los de assucar branco e 1,500 ditos com
105,378 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Baha, earregaram:
Para o R'o de Janeiro, V. T Combra 1,100
saceos com 66,000 kilos de assucar branco e 300
ditos com 18,600 ditos de dito tiascavado ; M. M.
Torres 24 espadadores de penoa.
\o vapor ingles Coban, earregaram :
Para o Para, Haia & Resende 6 J cascos com
9,' 00 litros de agurdente.
No biate nacional Aurora *, curregou :
Para Macao, J. P. de Oliveira 15 barricas com
1,377 kilo* de assucar branco e 2 ditas com 180
ditos de dito refinada.
= Na barcaca Nilo, earregaram :
Para o Natal, M. A Senna & C. 22 volumes
com 2,089 kilos de as anear refinado.
Na barcaca lor do Patio, earregaram :
Para Mamangutpe, E. C. Beltro Ik Irmio 7
barricas com 250 kilos de assucar branco.
>i\ ion A curien
Barca sueca Prima, IIull.
Brgue portugus S. Loureneo, Lisboa e Porto.
Barcaca nacional Flor do Pasto, Mamanguape.
Barcica Linda Sinh, Rio Grande do Norte.
Barca norueguense Prince Patrick, Liverpool.
Barca portuguesa Novo Silencio, Porto.
Barca norueguense Gord^n, Liverpool.
Brigpe norueguense Alkor, Santos.
Cter nacional Geriquity, porto* do norte.
Escuna nacional Urania, Rio Gronde do Sul
Hiate nacional Apudy, Mossor.
Lugar americano B Fabent, New-York.
Lugar ingles Elisabeth, Rio Grande do Sul.
Lugar aliemo Elitabeth Slevent. Santos. >
Lugar nacional Tigre, Rio Grande do Sul.
Lugar norueguense Lakenu, Rio Grande do Sul.
Lugar ingles Atice May, ruguayanna.
Lugar sueco Hildur, Rio Grande jo Sul.
Patacho americano Benjamn Fabent, New Yors.
Patacho nacional Positivo, Rio Grande do Sul.
Palhabote nacional S. Bartholomeu, Porto-Alcgra.
Patacho sueco Amor, Rio Grande do Sul.
Patacho sueco Almina, Rio Grande do Sul.
Patacho portugus Veritat, Lisboa e Porto.
Patacho portugus anny, Portncral.
Vwpor ingles Amasonente, New-York.
Vapor ingles Merchani, Rio de Janeiro e Santos.
Vapor inglez Paraente, New-Yjrk.
Vapor nacional Jaguaribe, Macei e escala.
Vapor nacional Aymori, Rio Grande do Sal. -4
Navio* & descarga
Barcaca nacional Constantim de Lima, gneros
nacionaes. i
Barcaca nacional Vneta, gneros nacions es.
Barcaca nacional Bainha dos Anjos, gneros na-
cionaes. .
Barcaca nacional Minerva, gneros nacionaes.
Barcada nacional Benigna, gneros nacianaes.
Barcaca nacional Venus, gneros nacionaes
Barcaca nacional lor das Ondas, gneros nacio-
naes.
Barca norueguense Frenad, carvao.
Baigi negase Jfira, carvao.
Brgue nornsmans* Yekwtg-, carvio..
Brigae allemato Bruno & Marie, varios genero*.
Brigue austraco Pfnw, varios gneros.
13,460 kilos de assucar Escuna ingleza Nellie Harland, xarque.
Escuna idgleza Agenoria, bacaiho.
Lugar ingles Venture, carvao.
Lugar americano Harold B. Causent, tarnba de
trigo.
Lugar inglez Nicanor, farinha de trigo.
Lugar inglez Hora, bacalhio.
Lugar ingles Plorense, bacaiho.
Lugar inglez Lord Fredegal, ferro e carvao.
Patucho illemao Wilhem & Joseph, xarque.
Patacho ingles J. L. B., bacaiho.
Patacho americano Leonora, farinha de trigo.
Patacho ingles Tiber, bacaiho e madeira.
Patacho portuguez Fanny, varios gneros.
Patacho nacsnal S. Benedicto, xarque.
Vapor ingles Merchant, varios gneros:
Dinbeiro
O paquete nacional Bahia, levou de nossa pra-
ea pira :
Alsgss
Rio de Janeiro
O vapor nacional Ipojuca,
Natal
Motsor
Aracaty
122:0004000
6:000/000
tambem levou para:
25:000/000
25:000/000
300000
eodlmeotos pabllco
MBS DB FETESEISO
Alfandega
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESS-N
SegaroN raarliissto* irrrcalrea
Ne.-tes ultimo a umea oompanhia swata praca
que concede sos Srs. segurad isempelo de paga
ment de premio em cada stimo aoao, O fM
equivale ao descont de cerca d 15 per eento eno
avor dos segurados.
22 columnas a 600 ris
22 compartimentos de farinha a
500 ris.
20 ditos de comida a 500 ris
66 ditos de legumes a 400 ris
16 ditos do suino a 700 ris
11 ditos de iressnras a 600 ris
10 talhoa a 2/
10 ditos a 1/
A Oliveira Castro & C.:
54 talbos a lj ris
2 tainos a 500 ris
Deve ter sido arrecadada uestes dial
a qnantia de
Rendimcnto de 1 a 4 de Fvereiro
13/200
11/000
10/000
26/400
11/200
64600
20/000
10/900
54/000
1/000
215/820
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhla Pheoix Per-
nambncana
Ruado Commercio n. 8
MAMB!
COWTRA FOGO
North Brltish & Hercantile
CAPITAL
:OOO.OOo de libra sterllnas
A GENTES
Adoinson Uowie & C.
MARTIMOS
L'niicd States Mu! Brasil S. 8- .
O vapor Advance
E' esperado dos partos do
sul at o dia 14 de Fvereiro
depois da demora necessaria
seguir para
556/200
772/020
Renda geral :
1 a 4
dem de 5
Renda provincial
Del a 4
dem de 5
98:833*558
32:0434700
16.613.J732
13:6684800
130:8774258
30:2824532
Iota"
Recebedoria "
De 1 a 4
dem e 5
De 1 a 4
Id 'in de
n0 l a 4
Ide o de 5
161:1594796
3:0864520
1:7934106
Poi arrecadado liquido at hoje
4C.
Precos do da :
Carne verde 240 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Sainos de 560 a 640 ris dem.
Farinha de 200 a 240 ris cuia.
Milho de 260 a 320 ris dem.
Peijo de 560 a 1/000 dem.
Foi multado per frande, em pese de carne, Jus-
tino Augusto de Souza, em 10/.
For infraccao, Assencio Alves de Moraes, Luis
de Franca Soares e" Manoel Caetano dos Prazesre
em 1/ cada um.
Haladouro Pabllco
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 101
reses para o consumo do dia 6 de Fvereiro.
Sendo: 74 reses pertencentsa Oliveira Castro,
& C, e 27 a diversos.
Das 74 rezes pertencentes aos Srs. Oliveira Cas-
tro 4 C,. 1 foi para a caldeira.
CoiwuWo Provincial
Recife Drainage
4:879626
6:6524952
4:052*998
10:705/950
8:1184934
2:9204996
5:0394930
Mercado Municipal de Joae
O movmento deste Mercado no dias 5 do cor-
rente foi o seguinte :
Entraram ;
35 bou pesando 5,648 kilos.
636 kilos de peixe a 20 ris 12/720
152 cargas de farinha a 200 ris 30/400
15 ditas de fraetaadi
3 taboleires a* 200 ris
21 Sainoaa 200 ris
Foram oceupados :
.aaOOri.
4/500
600
44800
vapore e navio* esperado*
VAFOBBS
Ville de Bahiada Europa boje.
Manosdo sul a 7.
Mandegoda Europa a 10.
Supervisorde Liverpool a 12.
Sorata da Europa a 13.
Advancedo sul a 14.
Trentdo sul a 14.
Paranagude Hamburgo a 14.
Paraao norte a 15.
Legislatorde Liverpool a 16.
Pernambucodo sul a 17.
Financede New-Port-News a 22.
Espirito Santodo norte a 23.
Taguada Europa a 24.
Cearde sul a Tfesv
NAVIOS
Alexandrado Ro de Janeiro.
Amode New-Port.
Amandade Hamborgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Arbustosdo Rio de Janeiro.
Aricade Cardiff.
Blanchede Terra Nova.
Brlhantedo Rio Grande do Sul.
Budade Cardiff.
Bella Rosade Terra Nova.
Cometade Porto Alegre.
Comerde Santos.'
Coorr do Rio Grande da Sal.
Cvsnedo Rio Grande do Sal.
Christiani Scriverde Cardiff.
gDiudado Rio Grande do Sul.
Dunstaffuagelo Rio de Janeiro.
Ehendo Rio de Janeiro.
Elverbroydo Rio de Janeiro.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Expressdo Rio Grande do Sul.
Fannyda Fgueira.
Francisca Villa-de Cardiff.
Guadianade Lisboa.
Hapnuedo Rio Grande do Sul.
Hersiliada Bahia.
Idealde Londres.
Larelydo Rio Grande do Sul.
Lorensodo Rio de Janeiro.
Lisse Wileede Terra Nova.
Maia Ido Rio de Janeiro.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Marinho VIdo Rio G-ande do Sal.
Meta Sophiade Hamburgo.
Minniade Cardiff.
Metede Hamburgo.
May Coryde Terra Nova.
Noatunde Liverpool. .
Nordsoende Liverpool.
Noruega Ainode Cardiff.
Nellyde Terra Nova.
Our Annede Buenos-Ayres.
Percayde Terra Nova.
Progressode New-Port.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Shawmutdo Uio de Janeiro.
Speransade Cardiff.
Sant Josephde Terra No7a.
T..bordado Rio Grande do Sul.
Withelminede Hamburgo.
Wilhedo Rio de Janeiro.
Zequinha-do Ro Grande do Sul.
I
i-

i

-

.-
r
Movmento do Porto
Navios entrados no dia 5 de Fvereiro
Rio-Grande do Sul46 dial, patacho dinamar-
qus J. P. Larsen, capito J. O Jessen, equipa-
gem 6, em lastro; a H. Lundgren C
Bahia12 dias, lugar inglez Silver Sea, de 177
toneladas, capito Jaymes Day, equipsgem 9,
em lastro; ordem.
Sahidos no mesmo dia
New-York e escala-^Vapor ingles Coban, com-
mandante Robert Fraser; carga vanos gene-
Camossim e escalas Vapor nacional Ipojuca,
commandante Francisco A. da. Costa; carga
varios gneros. ....
Porto-AlegreEscuna allemS Gestne, capito 1
Weneger; carga assucar.
LiverpoolVapor ingles Dervenidale commandan-
te f. V. Hick j earga varios gneros.
Terra-Nova, lugar ingles Prid ofthe C&one, ca-
pito Albert Slad; em lastro.
ParabybaHiato nacional Bom Jess, mestre
Cleraentino Jos de Macado; carga vatios ge-
nero.
ParabybaHiate. acional Adelina dos Anjos,
mestre Manoel Francisco Monteiro; carga va-
Rio-Graade do Norte, Barca Norueguense Morie,
eafitio Gustav Crag; em lastro.
i
}
w


sssssssssssssssssssssssssssssssl

Diario de PernarabocoDominso 6 de Fevereirt> de 1887
laranho, Para, Barbados, S.
Thomaz e Xcw-1'ork
Para carga, passagens, e enconunendaa tracta-
Hcomoi
O paquete Finance
Espera-se de New-Port
News, at o da 22 de Fe-
vereiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encouimendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Hevv Forster i C.
N 8 RA DO COMMERCIO 8
Ir anda

I
,
f!


?
y
I
I

Paeiflc Steam Navigation Company
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Sorata
E' esperado da Euro-
pa ate o da 13 de Fe-
vereiro, e seguir de-
pois da demora do eos-
tome para Valparaso
com escala por
Baha e Rio de Janeiro so
mente
Para carga, passagens, encommcndas e din-
heiro a freta tract-ecou> os
AGENTES
Wilson Sons A C, Uuiied
N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
Compachia liras llelra de nuTe-
gacoa Vapor
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Marta Pessoa
' esperado dos ...rtos do
norte ateo dia 13de Feverei-
ro e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
,08 f-'"8 do sul.
Recebe tambem carga para Santa Catbarina,
Grande d) Sul, Pelotas e Porto Alegre.trete mo-
dic .
Para carga, passgens, cncommendas e valores
trata-so na agencia
PRACA DO CORPO SANTN. 9
PORTOS DO NORTE
O vapor Manos
CilARIi RS REOIS
c ompanhla Franceza de Navega-
co a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santo a
O vapor Ville de Baha
Commandante Deh'na
E' esperado da Europa
at o dia 6 d Fevereiro, se-
guindo depois da indispen
savel demora' para a Ba-
bia. Blo ele Janeiro
e Manes.
Eoga-se aos Srs. importadores de carga plot
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
das a contar de da descarga das alvarenga i : i-
quer reclam&co conceruente a volumes, que po-
ventura tenham seguido para os porto do su],afia>
de se poderem dar a tewpo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido pr;:ss campanbia nao s
responsabilisa por extravos.
Para carga, paissgens, encorcmendas e dinheiro
frete: trata-se com o
AGENTE
Augusta Labille v
9 RA DO COMMERCIO 9
i ompanliia Bat lana de navega-
eao a Vapor
Macei, Villa Nova, irenedo, Aracaj,
Estancia e Babia
O- vapor MarQiBZ de Calas
Commandante Nova
Segu impreterivel
(ente para os portos
cima no dia 1U do Fe-
vereiro, at 4 horas da
(tarde. Recebe carga
'nicamente at o 1/2
dia do dia 10.
Para carga, passagens, cncommendas e dinhei-
ro a frete, trata-so na
AGENCIA
7Rita do Vigario 7
Domingos Alvos Malheos
Leilo
De movis, quadros, louca, vidros crya-
taes, jarros para flores, candieiros a gaz
carbnico.
A SABER:
Um piano. 1 mobilia com 1 sufa, 2 coneolos, 2
cadeiras de bracos, 12 de guarnilo, jarros para
flores, quadros, tapetes, esoarraduras, 2 mesas n-
dondas, langas para cortinados, e candieiros a gaz.
Urna cania francesa, 1 guarda-vestidos, 1 com-
modo, 2 lavatorios, 2 cabides e 2 relogios.
Urna m.-sa elstica, 1 guarda -louca, 3 cobertas
de metal, 2 apai adores, 1 armario envidracado,
louca para che e jantar, copos, clices, garrafas,
campoteiras, 2 machinas para agua gazoxa, aran-
delas donradas com mangas, mesas de pinho, 32
paos de papel de torro de sala.
Um lustre de crystal com 2 bicos, 1 mesa secre-
taria, 1 mesa e cabide para alfaiate, mesas, cadei-
ras e mais accessorios de casa de familia.
Quartafeira 9 do corrente
Agente Pinto
No sobrado da travesea do Corpo Santo n. 23
O Iciliio principiar as 10 1 2 boras



Leilo
De
fazendas, ruiudezas o movis de
escriptorio
QUINTA-FEIRA, 10 DO CBRENTE
.%'s 11 horas
Agente Pinto
No armazem da travesea do Corpo Santa n. 23
------------- .J-
AVISOS DIVERSOS
Commandante 1
tenente Quilherme- Wad-
dington
E' esperado dos portos do sul
at o dia 6 de Fevereiro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portoe
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommeiida valore
racta-se na agencia
PRAgA DO CORPO SANTO N. 9
COMPA^HIA PEB.\iHl'Ca!A
DE
^avegaeo costeira por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Babia
O vapor Jagnaribe
Commandante Baptista
Segu no dia 9 e
Fevereiro, a 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o
dia 8.
Enommeudas, passagens e dinbeiros frete at
3 horas da tarde do dia 9.
ESCBIPTOBIO
lo Cae da Companhia Pemambucana
n. 12
CqHPI.VIIIA I'K!11*HIC.A
DE
IVavegacSo Costeira por Vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqui
Comandante Lobo
Segu no ia 10 de
Fevereiro,pelas 12 ho-
-ras da man ha.
Recebe carga at o
idia 9.
Passago^sat as 10 horas da m&nh do dia da
partirla.
ESCRIPTORIO
( cana n. 1
llha de S. Miguel
Palacio hHk ftBf
Recebe carga a fre-
tee alguns passageiros
para a llha de S. Mi
guel : a tratar c o m
Amorim Irmos & C.
Brigne'portuguez
S. LOURENQO
Recebe carga a frete pai a Lisboa 8 Porto :
tratar com Amorim IrmSos & C.
Aluga-se casas a 84000 no becco dos Coc-
ios, junto de S. Goncallo : a tratar na roa dt
Imperatris n. 56.
Na ra do Cotovello n. 83 precisase deal-
guem para vender ein tabolciro.
Precisa-ae de urna boa cosinbeira para casa
de pouca familia ; na ra do Imperador n. 50, 1"
andar.
Precisa-ae de urna un que saiba casinhar
para ama casa dj familia ; a tratar no Caes 22
do Novembro n. 32, 2* andar.
Aluga-se o sobrado da ra do Imperador
n. 3. com commodos ara familia, caiado e piuta-
do, e por preco rasoavel; uo Caes do Apollo n.
45. __________
Quem precisar de urna protessora para enai
nar em casa particular primeiras lettras, trances,
italiano, msica e piano, dirija-se ao Caminho
Novo n. 128.

^^^^^v^^-
di!' uncial ib figgoti
* "ir>
Antonio Crrela de Vamconcellos
O Club Internacional do Regatas, convida aes
amigos e parentes d'este seu fallecido socio, as-
sistirem urna misss, que pelo descanco de sua alma
manda resr no dia 8 do correte, s 8 horas da
manha, na matris de Santo Antonio, pelo que des
de j se confessa agradecido.
Joaquim A. da Fonseca,
Secretario.
Aluga se o sobrado n. 21 ra da Uniao,
tem sgua u gaz, e grandes accommodacoes para
familia ; a entenderle ra da Imperatris nu
mero 19.
U
LE1LUE&
Terca -feira, 8 cffectua o sgente Pinto o leilo
dos cofres, carteirae, e mais movis d* escriptorio
do largo do Corpo Santo n. 19.
Qusrta-feira, 9 deve ti-r lugar o leilo dos
movis, loucas, vidros e crystaes cenforme se acha
annun ciado.
m
Quinta-feira, 10 o de fazendas, miudezss, a
armacao iogleza e movis do armazem da travessa
do Corpo Santo n. 23.
Leilo
lim-Stteflai
DamprschiliTahrts-GeselIschati
O vapor Paranagu
4
Espera-se de HAWBURGO,
por LISBOA, ate o dia 14 do
' corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, pasagens, encommendas, dinhei-
ro e frete tracta-se com os
AGENTES
Borstebnann & C.
RA DO COMMERCIO N. S
1* andar
Ao correr do marlello
De grande quantidade de candieiros para kero-
sene, jarros de lindos gostos, lamparinas, appare-
lhos para meniaos, perfumarlas finxs, bolsas de
diversas qualidades, bonecas, relogios america-
nos, porta-monnaie, charoteiras, envelopes, gran-
de e variado sortimento de miudezas, vernis para
cotas, tinteiros, molduras para quadros, plumas e
1 repartimenU para escriptorio.
Segnda-feira 7 do corrente
A's 11 horas
Ra do Bardo da Victoria n. 42
Leilo
De mobilias de amarello e Jacaranda, piano
commodaa, 1 guarda-louca novo de amarello, apa-
radores, camas, marquezoes, cadeiras avultas, me-
sas, candieiros, jarros, miudezas e muitos outros
artigos.
200 armazem tito ra do Mrquez de Olin-
dan. 19
fSegnada-felra 1 do corrate
A'b 11 bor.is
PURINTERVENg^O DO AGENTE
liismo
Leilo
De i cofre prova fogn, 1 dito fiaices menor, 3
carteiras pira 2 pessoas, o ditas para urna pessoa
(altas e bizas) 11 mochos, 2 cadeiras de bracos,
5 de gnaraicao, 1 balcio envernisado, 1 armario
grande, (excellente rouparia para algam collegio)
1 repartimento de escriptorio, 1 prensa para copiar
cartas, 1 relogio de parede, 1 armario envidraca-
do (estante ou guarda louca) 2 malas para viagem
e outros movis de escriptorio.
Teraa-feira, 8 de Fevereiro
A's 11 horas
BOYAL MAILSTEAM PACKE1
COIPASV
O pBbuete Mondego
.f-
E' esperado daEuropa no dia
9 ou 10 do corrente, seguinde
'depois da demora necessa
apara
Macei, Baha, Rio de Janeiro e Santos
O paquete Trent
esperado
do sol no dia 14de
corrente seguinic
os da demora
'necessaria para
Tcente, Lisboa, Vlgo e Son
(hampton
Reduccao de passaqent
Ida Ida t volta
A Sonthamptjn 1 classe 28 t 42
Camarote reservados para os passageiros le
Pernambuco.
Para passagens, frete, etc., tracta-se : n? os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
Patacho portuguez
VBUITAS
Reosbe carga a frete par Lisboa e Porto : a
*atar com Amorim IrmSos C.
Nol
Agente Pinto
andar da casa n. 19 LEILO
Do sobrado de 2 andares e gran le sotSo
ra de Domingos Jos Martins n. 38,
freguezia do Recife, o qual fca em fren-
te do fundo do sobrado em que se acba
o Monte de Soccorro
Terca feira. 8 de Fevereiro
A' 1 hora da tarde
Agente Pinto
No primeiro andar do sobrado do largo do Gir-
po-Ssnto n. 19, por oecasido do leilo dos cofres,
carteiras e movis all existentes.
Leilo
Aluga-se 201a casa com quarto e gabinete,
pessoa idor.ea, sem familia ; a tratar na niesma
casa, no Caminho Novo n. 128.
Yt Alluga se o 2- andar do sobrado n. 1, ra
do Visconde de Pelotas, oatr'ora Aragio tratar
na ra da Madre de Dm n. 22.
Quem quizer alugar o 1* andar elojts
do sobrado n. 43, roa da Aurora, pro-
cure as chaves em poder do br. Negreiros
ra do Imperador n. 24.
______________ ^^^_
Pastilhas vermifogas
de Nerng
o melhor especifico cjntra vermes : deposito cen-
tral em casa de Paria Sobrinho & C ra do Mr-
quez de Olinda n. 41.
Pillas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacio puramente ve'
etal, tcem sido por mais de 20 annos aproveitada
com oe melhores resultados as segnintes moles-
tias : affecces da pelle e do figado, eyphilis, bou
b5es, escrfulas, cbagas inveteradas, erysipelas e
i^onorrhas.
Mudo de ualn
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
sendo-se apos cada dse um pouco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Estas pilulas, de invencae dos pharmaceuticoi
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dot
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, por screm um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
osadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
<* drogara de Faria Nobrinho t
41BOA DO MAKQUEZ DE OLINDA 41
sP
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
ce
as

(fi
2
i^" 0 Remedio mais efficaz e ^*^
~ Stfuro que se tem datcoberto tte
tS htje tara txpallir as Lon trigas.
ROQRIAYOL IBEBES
Por i 4:000 rs.
Aluga-se a loja do sobrado ra de Lomas Va-
lentinas n. 50 ; a tratar na ra Primeiro de Mar-
co n. 7-A, livrara.
AO
Antonio Jos Maia & 0., avisam que o
Jos Alfredo de Almeida Soares deizou de ser
empregado desde o dia 3 do corrente mes.
8r.
seu
Borrachas para limas
De primeira qualidade e precos rasoaveis: ven
de-se em casa de Justo Teixeira & C, 8ucesso-
res.
RA Da PENHA N. 8
Agente Britto
De movis, etpelhos e vidros
0 agente cima aucorisado por urna fami-
lia que se retirou para fra da provin-
cia, levar a leillo o seguinte :
Urna mobia de Jacaranda moderna quasi nova,
1 guarda-vestido, 1 toilet, ama cama francesa, 1
marqaeaao, 2 commodaa, 1 lavatorio com peora,
1 guarda-luucs, 1 mesa elstica, 12 cadeiras de
junco, 1 mobilia de amarello, 2 eaderras de batan-
eo de Jacaranda, 1 sof preto. 1 tbear, 1 relogio de
parede, cabide e quartinbeira de columnas, I espe-
pelho oval, 2ditosgrand colheres, facas, bandejas, louca e outros objectos
proprios psra casa de familia.
4aart felr de Fevereiro
t 10 1/2 horas
Nara de Santa Rita Nova n. 17, Io
andar
Aluga-se
A casa & rus da Amisade n. 30 (Capunga), e a
de n. 20 na travessa do Corpo-Santo ; a tratar na
ra velba de Santa-Rita n. 14, sobrado, das 9
horas do dia a 1 hora da tarde.
Na roa do
en gamma r.
Ama
Pires n. 5, precisa-se de urna para
Precita-ae
Uniao n. 18.
Ama
de urna psra cosiohsr na ra da
Venderse
Na ra Imperial n. 200 C,\uo>a casa de pera e
al por barato preco.
Associ<]$o Porlugaeza de
Beneficencia
Autonlo Jrrela de Vaseen-
cellos
A directora da Associaco Portuguesa de Be-
neficencia convida a todos os Bocios, parentes e
amigos do finado Antonio Corris de Vasconcel-
os, para assistirem a urna missa que manda reear
por alma d j m mo n igieja do Divino Espirito
Santo, terevh ir 8 do corrente, s 7 boras da
manbS, pelo que se confessa grata a todos que
comparecerem.
Secretaria, 5 de Feverfiro de 1887.
O Io secretario,
Miju I Tavres da Costa Martins.

,.",<-)
Jcriinvmo da Uva Pereirn
Jos Ooncalves L'pea Pertira, tendo recebjdo
a infausta noticia do fallecimiento de bou presado
pai, em Portugal, convide todos oa seus -parentes
e amigos e os do finado para assistirem as missa3
que por sua .alma manda celebrar na matns de
Santo-Antonio, quatta-feira' 9 do corrente, s 7
horas da manad, 30 dia do seu falle.-ment, por
cujo acto de caridade desde ja se confessa prato.
ei-erlane Leopoldo Cavalcanle de
tlhuqui'ii|iii-
Tiigeeimo da
Francisco de Siqueira Cavalcaote e o Dr. Cys-
neiros de Alboquerque, couvidain ait prente? e
amigos para ouvinrn urna missa que mandara re-
tar na capella da Soledade, s 8 h do dia 10 do corrente mez e desde j se confis-
sam agradecidas.
f
Jacio l ho
airea Ca-
Heliodoro
valranie
Mara Franklina de Medeiros Caraleante, oba-
cbarel Jos Al ves Ca valen te e Cetario da Cunba
Cavalcante, mulher, irroSo e filho do finado Ja-
cintho Heliodoro Alves Cavalcante, cenvidam aos
parentes, collegas e amigos do mes 1 o finado, para
assistirem a missa do stimo dia, que ba de ser
retada terca-feira 8 do co rente mes, pelas 8 ho
ras da m-inhS. na nutria da Boa-Vista.
lote de ralantan Veras
Antonio Martiniano de Veras e Romo Philo-
meno Veras, mandara resar missas amanb 7 do
corrente, s 7 1|2 boras da manhS, no convento de
8. Francuco, pHa alma de aeu charo irmo Jos
de Calaziia Verte, fallecido na provincia do Ma-
ranhSo. K gara a seus amigos o cari loso obse-
quio de assialir a esse acta da religio pelo que se
confesaam agradei-idi'8. ......
Irniandade do enbor Bom doa-Panaoa. da naatrla do Corpo-
Santo. .
Por deiiberacao da mesa regedora desta irman-
dade, em signal de grstidao a memoria do nosso
finado irmao e bemfeitor, commenJadi r Joe Joo
de Amorim, manda celebrar missas por sua alma,
na quarta-feira 9 do corrente, pslas 8 boras da
manha e para este acto de caridade convida todos
os bossos irmos e a Exo.a. familia e amigos ao
finado. "
Consistorio da Irmandade, em 5 de r evereiro
de 1887. .
Francisco Antonio Correa Cardoso,
escrivio.
Joann Coelnu Carn^iru da Cuna e seus tilbos,
Isabel Xavier Carneiro da Cunba, Manoel Xv|er
Carneiro de Albuquerqoe, Rosa Xavier Carneiro
Leo, Joaquim Mendes Carneiro J>o, Irineu Coe-
lho da Silva, Jovioo Coelho da Silva, esposa, fi-
lhos, mi, irmaos e cunhados de Francisco Xavier
Carneiro da Cunba, agraiecem do intimo d alma
todas as pessoas que se digparam a acjrapanhar
os resUs mortaes do fallecido at o ccmiteno de
Jaboito, e a ouvir as missas que foram celebra-
das no 7 dia do seu passamento.
Jeionymo de HolUuda Cavalcanto c seus filhos
maodam resar urna missa pelo repouso eterno de
sua sempre lembrada esposa e mi, Kosa Candida
Cavaleante Lias, do d:a 7 do corrente, 1 anni
versario do n passamento. Para assistirem a
este acto de religiao e caridade, que ter lugar na
capella do cemiterio, serunda-feira prxima, s
da manb, eoantm oe aras prente* e
aaCrcipando-lbw desee JA o sea profundo
FNDICA!
ALLAN PATERSON ft C
N.44--Eu 1 do Brum-N. 44
JUNTO A EF TA(JA0 DOS BONDS
Tem para vender, por prer mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e' caldeadas.
CrivacSes do diversos taraanbos. l
Rodas de espora, dem, dera.
Ditas angulares, dem, idem.
Bancos de ferro com sorra circular.
Gradeamento para jardiru.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de liados modelos
Portasd fornalha.
Vapores de Torca de 3, 4, 5, 6 u 8 ctiTIIj.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro. i
Encarregam-se de concertos, c- assentaraento do machinismo e exeemam qnal-
fraballio com perfeico e presteza.
i -


T
*
9
9
JOSEPH KRAUSE ft C.
Acaban de augmentar o sen j hem conhecid
- mportante estabelecimento rna Io
de marfo n. 6 com mais
am salo no Io andar Inxnosamente prepa-
rado e prvido de urna exposi-
ff& m de prala do Port eeteet^^i.^
dos mais afamados FabHi3iii.es do
mundo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos ,amigos e freguezes a visitarem
o seu estabelecimenlo, alm de
apreciarem a grandeza bom gosto com que
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
um mu us i b d m.
GOMVITI
fi
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m
. >

I
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4



I

Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea E$ssnca
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Pasta para os dentes.
Estas exquisitas preparacSes sao muito apre-
ciadas na mais distincta sociedade pela deli-
cadeza do seu perfumo.
W? RIECER'S
TRANSPARENT CRYSTALSIAP
(Sabco transparente cristalino)
reconhecido como "> mais perfeito de todos os sabaos de toilette pelas suas
propiedades hygienicas, pelo oou arou.. c pela sua larga duracao.
t r>?pu::j : ..i .-r.oi;,.. Perfums^-ias, Farmacias, dea.
*
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me^. ^ow c XAAXctCL^rv*ynZc'Aiachca ji^
v^* fOieumatiemo, Cancros, Bobas, Impl|en8
e todas as molestias que tenfiao sua orugem
na impureza do esnge denda a svphis.'
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\ VN MM'aiWMj^
las vSj>i h*. t^mfirvm* o, WU&yiiad fotnc
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ojyMaeviaao < ^ABORATOnioVeNTRAl DC^RODUCTOS'tttOICI
- OA f 10M BR AS I i .RA.
Ra do Vsoonde do Rio B raneo M
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Diario de PernambucoDomingo 6 de Feverciro de 1887
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Oriental.
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Aluga-se barato
Ana dos Guararapes d. 96.
Ras Visconde de Itaparica o. 43, armaxem.
Boa da Palma n. 11.
Ba Corredor do Bispo n. 18.
Becco Campello n. 1, Io andar.
Largo do Mercado n. 17, leja com gaz.
As casasda roa do Coronel Suassuna n. 141
'Largo do Corpo Santo d. 13, 2.a andar.
Trata-ge na ra do Commorcio n. 5, 1 andar
Mriptorio de Silva Guimares & C.
Alagase
o grande sobrado ra Imperial n. 8, que foi do
alecido conselheiro Jos Felippe, com grande
terreno, diversas frueteiras, agua encanada egas ;
h tratar na ra estreita do Rosario n. 8, escrip-
tOTM.
Alug
a-se
2 andar do sobrado n. 35 travessa de S. Jos ;
#1' e terreo di de n. 27 ra Vidal de Negrei-
ros | o 1 do o 1 do de n. 34 ra estreita to Rosario ; todos
limpos : a tratar na ra do Hospicio n. 33.
Mnsra-sc
o primeiro andar do sobrado do pateo de S. Pedro
n. 4, tem agua e gas .- a tratar na ra estreita do
Rosario n. 9.
Alusra-sc
a casa da ra do Progresso n. 23, com commodos
regulares eslimpa ; a tratar na rui do Arago
numero 37.
Aluga-se
por 2OJ00O o 2- andar do subrsdo n. 55 da ra
da Guia, com 2 salas, 4 quartos e cosinba, caiado
e pintado de novo ; tratar na rna Augusta nu-
mero 286.
Aluga-se
O I9 andar e sota o da ra do Fogo n. 35 : o 2o e
3 andar da ra estreita do Rosario n. 32, tem
agua e commodos para grande familia, estilo lim
pos e eSo independentes : a tratar na ra da I n-
peratriz n. 16, 1 andar.
Aliira-sc
A loja a 3 andar do sobrado n. 20 ra da
Imperatrir, com muitos commodos para familia ;
a traetsr na ra do Bom Jess n. 11 com Capitu-
lino de Gusmo.
Alugasc barato
EJAs casinhas ns. 10, 12. 14 e 18 do beeco ra
da Palma ; a tratar na rna do Vigario n. 31, pri-
meiro andar.
_______________________________________.____^_
Ama de leite
Precisa-se de urna ama de leite ; na ra do
Alecrim n 63.
Ama
Precisa-se de urna ama pala cosinhar ; na ra
. j Nora n. 5, 1 andar.
Ama
Precisa se de duas amas, tima para cosinhar e
ontra parj engommar ; na travessa dos Pires n.
5 (Geriquity).
| Ama
Precisase de urna ama para c servico domestico
de urna casa de familia ; na ra do Cotovello nu-
mero 46
Precisa-se de urna ama ; na rna da Aurora nu-
mero 137.
AMA
Precisa-se de ama amapara
lavar, en ominar e fase roais
alguna servico* de casa de fa-
milia : menos eamprar e cozi-
nhar : na rna da Biaehuela n.
13. Deve dormir en casa.
Ama
Precisa se de nma ama para cosinba; na raa do
Dr. Joaquim Nabuco n. 3.
Ama

Tricofero de Barry
Garntase qne faz nas-
oer ecreecer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinba e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positivo-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranquo-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do qne tem a approva<;So oficial de
ura Governo. Tem duas veres
ruis fragrancia que qualquer ontra
e dura o dobro do tempo. E'muito
mais rica, suave u deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banbo e no quarto do
doente. E' especifico contrn a
fronxidSo e debilidade. Cura as
dores de cabera, os cansaoos e os
desmaios.
lampe Je Vida le Reiter No. 2.
>XTES DC TJSAI/-O. CrPO'S DE TTB1L-4.
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, yphilis, Feridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
eneas do tiangue, Jigado, e Rins. Garante-M
que purifica, enriquece e vitalismo Sangue
e restaura e reno va o systema inteiro. 0 i
SabaoCnratiTOdeRenter
Para o Banho, Toilette, Crian-
Ss e para a cura das moles-
as da pella de todas as especies
e>m todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa do
Francisco Marjoel da Silva & C.
Gopiro
Precisa' ee de um menino para hotel, que tenba
pratica ; na ra da Madre de Deus n. 3, hotel.
LOTERA
PARA
EDUCACAO DOS INGENUOS
0 IO.A.
COLONIA ISABEL
AOS 24O:000SIIOO
40:0008000
20-.000S000
\

i.
m
Precioa-sc de urna boa cosinbeir*, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companbia
2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
Ama
Maria do Livramento, velha oetsgcraria e pau-
prrima, pede s almas earidosas qne lbe mande
urna esmola pelo amor de Deus. Mora no bocee
do Bernardo n. 5!. urna obra de caridade.
Professora
Urna senhora competentemente habilitada, pro-
poe-se a leccionar em collegios e casas particula-
res, as seguintcs materias : portugus, francez,
msica e piano ; a tratar na ra do Mrquez do
Hervid n. 10.______________________^^
300:000$
Lotera de Alag as
Ex*race*#-Terea felra
r Fe ve rer o
Intransferivel
B"'heles vena na ci-sa feliz, Praca
da !">enderjcia es. 37 e 39.
Menina
Urna fanilia estrangeira precisa de urna menina
de conducta afianzada, nicamente pra tomar
conta de urna rrla&cirfha de oto meies, d-se b im
trato e paga- so bom ordenado ; informa se raa
nova de Santa Rita n- 55, sobrado.
tileiiCio
Urna senhora honesta, que entende de costurar
e tazer qualquer trabalho por figurioo, se offerece
a acompanhar qualquer familia que ten ha de ir
para o Rio de Janeiro. Na mesma casa tac-ae
vestuario para o carnaval ; a tratar n de Negreiros n. 79.
Sitio do Caldeirere
Arrc-nda-se animalmente um bom sitio com bas-
tantes eommodoo para grande familia, boa aguo,
com arvores fructferas e jardim, c com sabida
para o rio, por preco muito razoavel ; a tratar na
ra do Livramento n- 24.
10:0008000
o: 000 s 000
Esta lotera, cuja 13.a Serie da 24.a parte* ser extrahida
na Quinta-feira, 10 de Feveroiro, s 4 horas da tarde, no Consis-
torio da Igreja Conceico dos Militares, acha se venda as se-
guintes casas:
Ra do Baro da Victoria ns. 40 e 43.
Cabug n. 2. /
Rangel n. 2.
> Larga dO Eosario ns. 24, 36 e 42.
No mundo lotrico a nica que pelo seu plano, mais vanta-
gens offerece aos jogadores, e no Brazil, at hoje. anda nao achou
nenhuma ou i ra que se approximasse em vantagem na distribuido
dos premios, e para prova desta asserco pedimos a attenco dos jo-
gadores para a seguinte TABELLA comparativa dos referidos pre-
mios distribuidos por esta lotera e as suas congeneres:
LOTERA DO GRAO-PARA
D 70 \ de premio do seu capital.
IHEH 110 CEARV
68 3p4 "i idem.
DEM de alagoas
73 3i4Xidem.
DEM de minas-gemes
Menos de 31 x
DEM DA COLONIA ISABEL
Distribue em premios mais de 85 I l8|o.
DEM DO PARAN'
75 |
Ao publico
Urna pessoa habilitada ede boa educaco, avisa
ao publico desta cidade e especialmente aos pais
de familia, que lecciona portugus, francs, latim,
geograpbia e noc^oes de historia. Em sus*residen-
cia, ensinar aula primaria pelo methodo do pro-
fssor Manoel Chrysogno da Silva Braga, garan-
tindo modicidade nos precos. Pode ser encontra-
do todos os d.as aqui nesta typographia das 11
da manh s 2 da tarde ou em sus residencia
raa dos Prszeres n. 26.
Manoel Antonio Santiago eaaa
Candida Rosa de Albuquerque Lesea, ferida do
mais doloroso sentimentj pelo fallecimento de seu
sempre pranteado marido, v'anoel Antonio Santia-
go Lessa, vera agradecer todos os que tomaram
parte na sua dor e acompanbaram os restos mor'
taes de seu marido sua ultima morada ; e de
novo os convida, e asaim a todos > aparntese
amigos do fallecida, pira acsLtirem as missas do
stimo dia, que serao resadas lis 7 1(2 horas da
manh do dia terca-f eir 8 do corrente, na ordem
terceira de S. Francisco, edesie j agradece
todos que compnrecerem. ^^^ ^_^^_
l
Mara Annunclada Ferrelra de
llrito Honorio
Joaquim Nuues Padilha agradece do intimo
d'alma todos os amigos que acompanharam ao
cemiterio os restos mortaes de Maria Aonunciada
Ferreira de Brito H.-nsrio, a quam Deus foi ser-
vido levar para sua eterna gloria ; de novo os
convida Desistiris a musa qu manda celebrar
na matriz do Corpo Santo, i 8 horas da manha,
por alma da mesura finad?, seiimn da de seu pas-
samento na terea-feira 8 do corrente, e desde j
se confessu cordialmente grato a todos aquellos
qne ee dignareis a assiatir este aeto de reiig o e
caridade.
'
:.>

. : ?
Vector Oleajarlo de Souin
ouvela
Primeiro anniversario
Epaminondas Mar.anno de Souza Gouveia con-
vida aos seus prente e amigos para ouvirem
nma missa que inauda resar na igreja de Santa
Rits, s 7|2 horas da manbi, bo dia 7 do corra-
te, 1* anniversa r,o do cruel pasianrento de seu
jamis esquecido filho, e d'sdb j confessa a sua
eterna gratido por eese acto de caridade e reli-
-

j
Antonio Crrela de Vasconcellos
A directora do Gabinete portugus de Leitara,
o Monte Pi Portaguez e a junta administrativa
do Hospital Portugus de Beneficencia convidan-,
todos os amigos e parentes do sei> fallecido conso-
cio benemrito o 8r. Antonio Corrcia de Vascon-
cellos, a assistirem as exequias solemnes, que pela
\ eterno repouso daquelle senhor mandaoi celebrar
na capella do Hospital Portugucz segunda-feira
do corrente, s 8 horas da manbi, trigsimo dia
do seu passamento.___________________________
Manoel Caiinto de Sonsa
Gaudencio de Souza Lin9, sua familia, presen-
tes e ausentes, do intimo d'alma agradecem aos
seus amigos que se dignaram acoiLpanhar ana
ultima morada os restos mortaes de seu muito
sentido tio, ir cao, marido, pai, filho, Manoel pa-
lista de Souza ; e de novo convidara a sssistir a
missa que por sua alma mandam celebrar no con-
vento de S. Francisco, na terca-feira, stimo dia
de sen eterno passamento: s 7 1[2 horas da ma
nba ; e de novo protestam-se summamente gratos
por mais este acto de regiao e caridade.
DIadeira para construq'ao
Travs de 40 e 45 palmos, de boa qualidade, a
preco commodo ; vende-se na ra de Pedro Affbn-
so n. 34.
Precisa-se de una engommadeira e de um co-
peiro: rna Duque de Canas n. 86.
Precisa-se de urna perita cosinhera, para casa
de familia ; a tratar na ra do Baro da Victoria
n. 46, loja.__________________
Precisa-se de nma ama para cosinhar e nutra
para cuidar de duas enanchas ; na ra da Aurora
. SI, 1 andar.

Copciro
Precisa-se para caa de familia, de um menino
de 1 annea. qne d fiador de sua conducta ; di-
rija-se Cruz de Almas n. 8, Taroarineira.
f Precisa-se de urna boa engommadeira e qoe
ensaboe tambero, para casa de pequea familia :
a tratar no Caea da Companbia n. 2. Prefere-se
eacrava e devo dormir em casa.
Costureiras
Prerisa se de perfeitas cesta
reiras, paga se at *ooo da
ros, do ateller de loe. Fanny
WIlTa, rna do Imperador o. 5o.
f .* andar.
l'ara csixeiro
Precisa-ee de am menino com pratica ou sem
ella, idade de 8 n 12 annos, prefere se portugus
on matuto; na ra da Deteneao n. 9. \
J
Ad?ogado
Domingo* F. de Sonsa Leio
Du 10 horas ds manhi s 4 da tarde, roa
do Imperador n. 16,1 andar.
Especial
Magnifico aasucar refinado, sem igual neste
eado. Refinacio Salgueiral, roa de Marcilio
in. 22.
Numero talephonieo446.
ll
mm indios
re -RIMAOLT e C
Fharn.eceuticos em Paria.
AdwHtldo n* nova
phaim(HiOi,ea oBLti&l de Franga.
AppnovAno pla Jvtnji centrl de
sr lo rail.
llasta SStlMM J fomapa dos Cigarros
dioM1i'.i ' mente mais violentos ataques de
Aithrna, Tcrt ntrvoia. Ronquido*,
Kxli'icf da -o, Nevralgia facial,
inaomnta, c iariMi combater a Tsica
laryngta.
Cada estofo lora a maros de fabrioa, a
tres o f sallo os SBDIiUT,T Os.
KBfl, 8. Rna Viriemne, 8
ui m-vaa rmuauau.
ALCATRO DE GUYOT
GOUDEON DE GUYOT
O Aleatris le Gnyot ser?e para preparar nma aga de alcatrad, multo flcaz e agradavel aos
mais delicados estmagos. Purifica o sangue, augmenta o apetite, levanta as forcas e efficaz em todas as
'doencas dos pulmos, catarrbos da bexigoa e affeccos das mucosas. M
O Aleatro de Gayat foi experimentado com vantagem real, nos principaes hospitaes de Franca,
da Blgica e Espanba.
Durante os calore e em tempo epidmico urna bebida hygienica e preservadora. Um s vidro basta
para preparar doze litros (Turna bebida salutarissima.
O Aientr* le Guvot ,%i"rnii.iTico vendido em vidros trazende
no rotulo e com trez cores a assignatura :
Venda a varejo na mor parte daa Phnrmatit. Fabricacao eaa
atacado: Casa I.. FUERE 19, rae Jacob, Pars.
Cosinheira
Precisa-se de nma cosinheira ; na rna da Au-
rora n. 137.
A o commercio
Um rapaz com alg im conhecimeoto theorico de
francs, ingles e arithmetica, c-fferece-se a ser
caireiro ou ajudaute de guarda li vros em qualquer
cai coTimi rea', dando fiador i sua conducta ;
quem precisar deixe ficar urna carta com as ini-
ciaes E. M. na refinacao da toa da Concordia nu-
mero 32.
llosnheira
Prce>\-sc de nma cosinheira
qu- do Herval n. 115
na ra do Mar-
Attenco!!!
O Auselmo, estabel.c id i ra Duque de C-
! zias n. 25, previne aos iliustres cavalheiros qoe
! se preparam psra es bailes carnavalescos dos
, Clubs Carlos Gomes, Regatas e Sociedades Ju-
! ventude c Euterpe, afim de virem sua offieina
i verem um rico sorimento de vestuarios de phan-
I tazia por elle fabricados, e b' m assim um riquig-
! simo guurda-roupa fribric-ado pelo Sr. Gastn
Courtois, establecido em Parir ra Beranger
n. 7.
Peifora 1 de Cambar
PRECOS
as amena : f-ae.-o 2?&00, l>2duxia 134 e
duzia 24#e00. '
as sub-agenciae : raaco 2800, Ii2 dnzia
15*000 e dnzia 8J0OO.
Agentes depoarlar e geraes em toda a pro-
vincia Francisco li da Silva & C, ra do
Marques da OHoda n. 23.
Cosinheira
Precisa-se a urna- qaa dese-npenhe o logar e
dorma em ca; a xaa Du^ue de Caxias n. 42
porciina da da rsoagraaaia.
fa?Jft'S's5iSa EXPO RT AT I o w |?.,5S,?!S
MARCA DE FABRICA __ __ -
VINHO
DO
Dr Oabanes
KINA-CABANES
0 Vlnbo Ao B' Cabana, submettldo a
approva-.-o da Academia de Medicina de
Pars, fi reconliecido' como um tnico
enrgico (por encerrar os principios consti-
tutivos do Sangue c da Carne), que d ao
sangue (brea, vigor e energa.
Os Snr* D Tronasean, Onerard e Val
pean, professores da Faculdade ds Medicina
de Pars, o receitam todos os das com o
meilioF eslto s mulheret *&Traquea&*s por
oxcessos de toda especie, trabalho, prazeres,
nienstrucyo, edade critica e amamentacao
prolongarla. E' extremamente efflcaz contra
o Fastto, Mis digestoet, Despepitas. Gastritis,
Tontui'as e Yertigens.
D resultados maravilnosos as -. CklorOll, Pauperismo ".i sangue. Bstert-
Uaade das mulheres, Flores brancas, J'e -es, l.npotencia pre igrecimenlo
geral. Tsica pulmonar, rebres tereii. Xntenuitteut^s, Palustres, Endmicas e
ptdexnloas,
O Vlnbo do H" Gabanea, pela inergia do sua ac^.rio cordial, desenvolv as forcas, activa a
etrculapo do sangue e muito reommenclavcl para'as oaavaleacecoaa.
Faz cesar os vmitos to freqnentcs durante a gravidoa, augmenta a secre^ao do lello nos
nutrlzes e d"extraordinario vigor as crlanciuas de mama, gracas 4 influencia dos seus prin-
cipios tnicos, soberano nos casos de Diabetes, Ateccao da medidla. Histeria, Bpucptia,
Machitumo e em geral, cm todos os casos Pisque c preciso recorrer um tonteo poderoso, que
vxgor e restaure as forcas dos doentes
Como aperitivo substltue com grande vantagem os lquidos perniciosos como absintho,
vermouth, etc E' um preservativo apreciado pelos viajantes e marinbeiros, como anu-eplde-
mlco e antidoto da febre amarelia. Vomito e ontras Molestias troploaas.
Depwito jertl: TROUEnE-PERBET, 264. b.uleTir* Vtltaire, PABIS
Papos--;ot %m Pfntam orneo rsVaJ da aiXVA a C, > m. hartas fiiraaaai.
MOTA Pan trltar a contra factoei, s sa data
accellar as garrafas aul titania incrustadas no ridro
aa patarras Vinho do D Cabanes, Pars, o
sobn o$ rtulos, tiras de papel qua enrolrent
gariaJo a a marca da fabrica,
I assignatura do D' Ca-
baaaa e o sallo de garant
da gotarno tranrxi.

ELIXIR EPEPSiCOdeT. ORAS
(DlwoaXIim i
i rmpilnm, IMatttatam Chlomrrto* alcalino)
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
m taas ile sutceus staoRstrtrio i saperloridade dssts msJtcimsuto sin acltar tspeUts e mar diitrir. tOM
DYSPEPSIA i VMITOS t DYSENTERIA
T AOIDEZ O ESTOMAGO T DIARRHI
CLICAS
-4J% t o n Usor rr*+n*tlt*i*f paru mm Pemornt tm/faq ridam. ^-
PASZZ, Ph", O, roa La PslsUer. fcjuslUriM a Ptrnambuco : FRAM* M. da SILVA a Of.

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Diario de PeroambucoDomingo 6 de Fevereiro de 1887
MOLESTIAS
CORACAO
\sma, Catarro
STTR^. OBETi.
COM O EKFUOO DOS
ranulos Antimoniaes;
D PAPILLAUO
ItUUrii tmmil a AcaiiaU i> UtilelBi f hito.
kjannu *U Juu HyjiM i HuL
Oers-M / SJ" <' fco <*
a. kototo* ^papiu^to
PSinueU GICOH, 15, m CsfuUiin. PIU
EMULSAO
DE
." ^
I
.
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiffado de baealbo
COM
Hypoptaosphitos de cal e
Approvacla pela Junta de My
giene e anlorisaiia pelo
govcrno
E' o melhor remedio at hoje deaeoberto para a
(laica bronetolsea. ewcrophnl. r-
elilUii. anemias, .ebilidad* feral.
deOuxo. wiie ehronlca e aSeccaea
do peto e da arsaola. s*
E' muito superior ao oleo simples de gaao ae
bacalho. porque, alm de ter eheiro e sabor agra-
iaveis, pBSue todas as virtudes medieinaea e nu -
tntivae do oleo, aim das propriedades tnica
reconstituintes do hypophuephitos. A' venda nat
rrogarias e boticas,
Deposito em Peroambuco
Costureiras
Precisa-ae de perfeitas costureirae, com urgen-
- eia ; na rna da Aurora n. 39, 1 andar.
,
Cosinheira
Precisa se de nma crsiobeira ; a trata* na tra-
vesea de Fernandes Vieira n. 8, becco do Padre
Ingl'Z.
Precisa-se
Jalroph
Manipoeira
Esse medicamento de urna eficacia reconbecida
no beriberi e outraa molestias em que predomina a
bydropeaia, acha-se modificado em saa prepara-
cao, (iraca* a orna nova formula de um distincto
medico desta cidade, sendo que somante o abaixo
assignado est habilitado para p.-epoial-o demodo
a melhorar lhe o gosto e eheiro, sem tolavia alte
rar-lhe as propriedades medicamentosas, que se
conservaos com a mesma actividade, se u&o maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
es ts mago.
Laico deponilo
Na pharmacia ConceicSo, rna do Mrquez de
Oiinda n. 61.
esterra de Mello___________
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira que en'cnda bem
de sen officio, paga-se bem e casa de pouca fa-
milia ; na ra do Cabug n. 5-A, taja.
ib commercio
O guarda-livroa e balaneiador Luis de Franca
Marques, participa ao commercio e ao publico,
que pode ser procurado em seu escriptorio ra
das Trinche aa n. 48, 1 andar, das 9 s 4 horas
da tarde, e as demais hars em sua residencia
ra da Conquista n. 8, para os misteres de sua pro-
fissao, como seja : eseripturacSo por partidas de-
bradas, balances, contratos e distratos mercantis.
Cosinheira
Precisa-se do urna ama que cosinhe com per-
feicao e de um rapas de 12 a 16 annos, de bons
costumes, para o aervico domestico de casa de fa-
milia ; na ra do Marques do Herval n. 10.
'
de urna mulher psra ama de homem solteiro, que
saiba bea cosinhar, prefere-se de meia idade e
boa conducU ; na ra Direita n. 23, se dir uem
quer.
KANANGAdoJAPO
RIGAUD & Ola, Perfumistas
PA.RIS,'8, Hu Virimnjta, 8, PJLtUB
(Extracto de Zananga
Xf iatimm
perfuma para o len-
to producto da
preciosa flor contie-
nda sob o nome de
Pirus japnica.
O sen delicado
aroma, de persis-
tencia sem egual,
refresca o ar que
se respira, espar-
gindo ao mesmo
lempo ao redor da
pessa que o usa,
as suaves emanaces que revelam distinecao
e elegancia.
Acha-se venda em toda cu Perfumara!
VENDAS
Vende-se nm bom sitio na estrada de Agua
Fria, jnnto a bomba estremando com o sitio do
Cali, com boa oasa, boa agua e melhores com mo-
jos ; a tratar no meamo sitio, ou na ra Formoea
numero 25. _________
Vende-se a casa da estrada de Luis do Reg
n. 21, com muitos comraodos, e agua encanada, e
um ten-no ao lado da mesma .'casa ; a tratar na
ra eatreita do Rosario n 24.__________
Engenlio venda
Vndese o en genho Murici, con safra ou sem
ella, situado na rreguf ia da Escuda, distaute da
respectiva esta gao um quarto de legoa, podendo
dar seis caminos por dia, moente e corrente,
tem duas casas grandes e 2 pequeas para mora-
da, e outra para farinha com suas pertencas, tam-
ben) se faz permuta por predios nesta praca : a
tratar na ra do Imperador n. 61, 2- andar.
Padaria
^
*

(MIRO DI U.W I
Paradas baralissimas!!!
Sao as seguate vendidas por precos sem competencia:
Lindos fustoes de listrinbas, DadrSes chiques a 400 ris o covado !
Setinetas do quadrinhos a 360 tis o dito !
Cretones superiores, 1 metro de largura, a 600 ris o dito !
Caroriraias brancas bordadas a 6(5000 a pega de 10 jardas !
Linbos de quadrinhos escoces a 200 e 240 ris o covado !
Merinos de todas as cores, a 600 ris o dito !
Esplendidos sortimentos de lis para vestidos a 500, 600 e 700 o dito.
Caxemires novidades a 1(5500 e 1(5800 duas larguras.
Gases de cores com palmas de seda a 800 ris o dito I
Merinos pretos e Caxemires, a 1,5000, 10200, 1*400 e 2,5000 o dito !
Velludilho bordado de todaB as cSres a 1,5000 o dito !
Sctin maco de todas cores a 1*000 e 1*200 o dito 1
Popelina branca para as Exm.ls noivas, a 500 ris o dito 1
Guarnieres de crochets para cadeiras e sof a 8*000.
Vestuarios de 12 para enancas, (novidade) a 7*000 e 8*000.
Meias alsas para criancas a 2*500 a duaia ,
dem cruas para homem a 4*000 e 5*000.
Cortes de fustoes para coletea a 2*000 um !
Caxemira ingleza a 4*500, 6*000 e 7*000 o corte I
Cheviots superiores, preto e azul a 2*800 e 3*500 o covado 1
Completo sortimento de casemiras, pannos e brins e muitos oatroB artigos que serlo
lembrados prsenos dos leitores
*>
A'

y .i mi t c.
59--Rua Duque deCaxias--59
AosToOO-OOO^OOO
200:000*000
100:0001000
tllMt LOTERA
DE 3 SOMOS
Em favor des ingenuos da Colonia Orphanelogica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBGO
Extracgo a 14 Oe Maio fle 18B7
0 thesoureiroFrancisco Goncalves Torres
Vinfto e JSarops u Dusart
AO LCTO-PHOSPHATO OE CAL
Approvados pela Junta d'Hygiena do Rio-de-Janeiro.
O Lacto-Phosphuto n cal, que entra na compo3ic6 do VINHO e do XAROPE
de DUSART, o medicamento mais poderoso que se conhece hoje para restaurar
as forgas de certos doentee.
Consolida e endireita os ossos das creancas Rachitieat, torna activos e vigorosos
os doletcentee molids e lymphaticos e os qu e achSo fatigados em consequencia
de rpido crescimento. Facilita a cicatrisaco das cavernas do pulrnao nos Tsicos.
8endo administrado s mulheres durante a gravidet ellas atravessao todo o periodo
da geatacao sem a menor fadiga, sera aauseas, sem -vmitos, e dao a luz a, creancaa
foftes e vigorosafe.
O Lacto-Phetphato 44 cal administrado s ama e s mes que criao oa Albos,
torna o leite.fnTla rico, mais nutativo, e preserva as creancas da diarrha e de outras
molesas, que se dearo dutmte'o crescimento. A dentico opra-ae sem ttlgar a
creanca. sem que appaeca> convulsoe.
O VINHO e o XAROPK de Lacio-Plwsphato de cal de DUSART desperto o
appetite e levantto as (oreas do* sonvalescentes # -ievem ser empregados em todos
oa aaoaem que o corpo humano se achar fntigj*'. ou exhaurido me f Deposito em Pan. j^ ra Vlvlenne
Yude-se a padaria LuitaDa, na estrada do
Arraial n. 25, bem afreguesada e com poucoe fun-
dos, e o motivo se dir ao comprador.
A Revolueo
A' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintea artigos com 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 14500 o covado.
Mirins de cores finos, a 900 e 1#200 o co-
vado.
Ditos pretos a 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e
2*000 o cavado.
Lis mese lab as de seda a 600 ris o covado.
Ditas cora listrinhas de seda a 560 ris o dito.
Ditas com bolineas a 600 ris o dito.
Lindas alpacas de cores a 440 ris o covado.
Las com quadrinhos, a 400 ris o covado.
Oaze com oolinhas de velludo a 800 ris o co-
vado.
Setim maco lavrado a 1*300 o covado.
Seda pallia a 800 ris o covado.
Ditas de cores de 2* por 1*000 o covado.
Setim maco lito a 800 e 1*200 o dito.
Grs de aples preto a 1*800, 2*000 e 2*500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 ri. o dito.
Ditas de quadrinhcB a 320 ra. o dito.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
Fustoes brancos e de cores a 320, 400, 440,
500 e 800 rs. o dito.
Zephiros finos, escosseaos, a 500 rs. o dito.
Zephires de quadrinhos a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a 1|000 o dito.
AlpacSo de cor para pnlitot, a 1*000 o dito.
Velludilbos lisos e lavrados a 1*000 o eevado.
Cretones fiaissimos a 240, 260 e 249 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 1*800 urna.
QSeda escesseza a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 4*, 6*, 7*, e 8*000 urna.
Ditas de crochet s 8*5o0 dita.
Camisas bordadas para homem a 30*000 a du-
ia.
Ditas para senho:as a 30*000 a dita.
Cortea de casimra finos de 3* a 8*000 um.
Casacos de laia a 10*00 um.
Fichs de retros a 1 *000 um.
Ditos, d pellucia a 6*500 um, (bordados).
Cachemira de cor a 1*600 o corado.
Flanella americana a 1*400 o dito.
Cortinados bordados a 6*000 e 7*000 o par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Meias para homens de 2*400 a 9*000 a du-
aia.
Ditas para senhoras de 3*000 a 12*000 a du-
aia.
Mantilhetas de seda a 6*000 urna.
Espartilhos de couraoa a 4*000, 5*000, 6*000
e 7*500 nm. _
Toilett para baptisado a 9*000 e 12*000 um.
Lencos brancos e com barra a 2*000 a dusia.
Anquinhas a 1*800 rs. urna.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Dito pardo a 1*000 a dita.
Eeguiao amarello e pardo a 500 ris o covado.
Chales de mirin lisos a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000, 3*500 e 4*000 um.
Cortea de cachemira para vestidos a 18*000
um.
Bodes Hamburguesas a 10*000 urna.
Panno de crochet para cadeiras eso a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Henrique da Silva Moreira.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Esceases preierive
so cognac ou aguarden. de canna, para fortifica'
j corpo.
Vende-se a retalho nos h> Iharea armasen*
ooihados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cujo nv
me e emblema sao registrados para todo o Braab
BBOWN8 & C, agentes
Alienta
Vende-se ou permuta-se urna casa terrea sita
na travessa do FalcSo n. 12, com 2 salas, 3 quar-
tos, cosinha frs, grande quintal e cacimba, por-
to dando sabida para a ra dos Ossos ; a tratar
na mesma com a proprietaiia, e esta ar todo
negocio por j ter o despacho do juis, at para
btala em leilSo, podendo apresentar os docu-
mentos aos permutadores, desejando tambera urna
por troca, anda que seja pequea, porm que es-
teja nova e bem construida._____________
Viveiro parapassaros
Vende-se dous gi andes e bonitos viveiros po
pceo coromodo, sendo o motivo da venda ter o
dono acabado com os pasearos que possuia ; a ver
e tratar na ra do Imperador n. 22.
Grande liquidado
na luja de miudzas
5o Roa Nova ao
O proprietario do estabelecimentoBisar da
Moda, scientifica s Exmas. familias que em vir-
tude da prxima reedificayp do predio em que
est estabelecido, tem reaolvido liquidar to-
das ai suas mercadorias, constando de miudezaa,
perfumarlas e artigos de moda, com grandes aba-
timentcs, sendo que muitos artigos sao por precos
inteirsmente baratos, como sejam :
Grande variedade de plastrons a 1*000 e 1*200
Sabunetes de areia de Bisger a 200 rs.
Ditos ingleses, grandes a 200 rs.
Dusias de ditos a 2*0l0.
Garrafa de agua florida a 1*000.]
Vaso com opiata a 900 rs.
Frascos com extractos muito finos a 1*300.
Frasco con agua de colonia merican a 500 rs.
Papis para forro a peca de 320 e 400 rs.
Guarneces, linbas, fitas, bicos, botoes e artigo
de moda.
PARA ACABAR
Oleo para machinas
Superior quahdade, a 6*400 a lata em cinco
gales; vende-se na fabrica Apollo e de seu
depsitos.
Vende-se
a tavrna da esquina da entrada do Fundi, em
Beberibe, por circunstancia da molestia," ggaran-
te-se as casas do estabelecimento e de morada,
sendo os alugoeis de ambas de 20*000, ou aloga-
14 s a do estabelecimento, todo negocio fas- se ao
comprador : dinja-se mesma. ^^^^^
Borracha para lias
De primeira qualidade
Ponto Velha n. 41.
vende-se no basar da
LOTERA do chara
400:000*000
IXTHASFERIVEL!
Corre quarta-feira, de Fevereiro
Um vigsimo desta importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
_
240:0001000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
INTRANSFER1VEL!
Corre Quinta-feira, 10 de Fevereiro
-
LOTERA de almo as
300.000&000
Esta acreditada lotera corre Terc,a-feira, 8 de Fevereiro
i \

\*-
600:000$000
Esta seductora lotera corre saltado I de Fevereiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:00^000
Os bilhetcs destas acreditadas loteras acham-se venda
RODA DA FORTUNA
36--Rua Larga do Rosario36
Bernardino Lopes Alheiro*
L-*
I
L
200:000$OOO
LOTERA 1)1 PilCIl DO f IIIV
EXTRICCiO DA 9* PARTE DA 1* LOTERA
El BENEFICIO D SANTA GASA DE MISERICORDIA
QuiDla-feira 10 de Fevereiro
AO MEIO DIA
Esta lotera, por algum tempo retirada da circulacSo, devido a grande guerra que
lhe promoveram, comu do dominio publico, vem novamente tomar o seu lugar de
urna das ventajosas loteras do Imperio.
O agente pede ao respeitavel publico a sua benvola attencao para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso publicado nos jornaes e ropresao no ver-
so doB respectivos bilhetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribue
12.436 premios, ou qaasi a quarta parte!
Ainda mais: esta a nica lotera que premia todos os nmeros cujes dous al-
garismos finaes forem iguaes aos dos
QUATRO PREMIOS MAIOKES
1005
60,5
50,$
m
A SABER
s duas letras finaes do premio de.......
s duas letras finaes do premio de.......
s duas letras finaes do premio de.......
s duas letras finaes do premio de.......
>>>.
200:000^000
40:000,5000
20:000,5000
10:0005000
Tambem sao premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeiros
premios. .
Alm destes, tem esta lotera grande quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' tambero esta a nica lotera que garante quem comprar 100 nme-
ros de terminas3es diferentes 32 1/2 % independente dos premios avultados que
posEam sabir na extraccSo.
TODOS OS PREMIOS SAO PAGOS SEM DESCOMO
A*8 extraccoes sao fettas em edificio publico e sob mais severa fiscalisaclo por-
parte das autoridades.
Os bilhetes achamse venda na agencia e em todas as casas, em Santos, bao
Paulo, Campias, Rio Grande, Babia, Cear, MarauhSo, Para, Amazonas o em Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO.-
0 agente no Rio de Janeiro
Augusto ii Rocina Moneiro (alio
23B* g Uruguay^na23
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
.tunado da Faculdada da Medicina da Paria. Pnmh Montyon
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affeccOes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpita95es do Coraco, Epilepsia, HallucinacSo,
Tonteiras, Hemicrania, AUeccoes das vias urinarias et para calmar toda
especie de excitacSo. V
im Uma explicado datalhada acompanha uada Fruto.
gir oa Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN A Gu>
d PARS, ?< encOnlrSo em cata do* Droguittas et PharmaceuHcta. ^
A' Florida
Roa Duque de Caxias IOS
Chama-M a attenjo das Exmas. familias par'
os precos seguintea :
Luvas de seda preta a 1/000 o par.
Cintos a 1/000.
Lavas de pellica por 2/500.
Lnvas de seda cor granada a 2/, 2/500 e
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs.
metro.
Albuns de 1/500, 2/, 3/, at 8/.
Ramos de flores finas a 1/500.
Luvas de Eseossia para menina, lisas e borda-
das, a800e 1/ o par.
Porta-retrato a 500 rs., 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anqninhas de 1/5G0, 2/, 2/500 e 3/ nma.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 4/500.
dem La Figurine a 5/000.
Pentes para coco com i o ser i pea o.
Babadores com pintura e inscripces a 2C0 rs.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 12/000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por 800 ris
Capilla e vena para noivas
Suspensorios americanos a 2/500
La para bordar a 2/600 a libra
Mao de papel de cores a 200 ris
Estojes para crochet a 1$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3/0O0, 4/000 e 5/000 a peca
Para a quaresia
Galio de vidrilbo metro 1/.
Franjas de vedriiho al/,
Lavas pretas de seda e Escocia.
Franjas e galoes finos a 2/500, 3/e 4/ o metr
Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Bisnagas de p de arroz.
dem idem de ouro.
dem perfumadas.
Lindas franjas de seda de cores com frocos pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 1/ e 500 rs.
o metro, fazenda que j custou o metro. >
Papsgaioa de papel a 200 ris.
Periquitos de papel a 100 ris.
Leques e vcntarolas a 200 ris.
BARBOSA & SANTOS
Tainlias
Vende-se tainhas
de superior qualidade,
em quartolas eein bar-
ris, mais barato do que
em outra qualquer
parte; na ra de Pe-
dro Affonson. 11.
Cabriolis
Vende-se dous cabriolets, sendo nm deseoberts
e ontro coberto, em perfelto estado, para nm oo
dous cavallos; tratar rna Duque de Caxias
n. 47. _____.


Armado
Vende-ee nma armacao propvia para qualquer
negocio, na roa d. Visconde de Intaama (Kangel)
n. 50 : a tratar na roa Duque de Caxias a. 94,
leja das seis portas.


"ttP&VSPUyFt'I
8
Diario de Penmiiibucu--Domiogo t> de Fevereiro de 1MS7
L1TTERAT&
0 AMIGO DO MARIDO
POE
JULES MA.RY
-(*>-
II
{Cuntinnagao)
murmurou elle,
porta, Catharina
e cora a fronte

i
11
Amo-a !... Amo-a
Quando fechou-sa a
ficou immovel, pensativa
um pouco inclinada.
Estendeu machinal mente a m&o como
para chamal o e deixou-a cahir outra vez.
Para Apagn o lnmpe&o e mettouse na cama,
mae luz suave da lamparina alumiava-
lhe os olhos escuros. Nao dorma. Passa
ram-se as horas. Depois, a hmparina apa-
gou-se de repente e a escurid&o tornou se
completa.
E Catharina oootiouava a scismar.
ni
A declarafSo de Catharina produzira
no coiajSo de Holgan, o effeito das gea-
das de Maio sobre aa flores nascidas
fra de tempo. Admirado a principio, de-
pois desesperado, o pescador guardn, um
mutismo completo, n&o sahindo quasi,
passando os dias entregue a reflexo'es em
que procurava coiuprehender a complexi-
dade do genio de sua mulher. Mas a sim-
plicidade e candara de que era dotado,
estacavam dianto de semelhante proble-
ma. Escapavam-lhe muitas cousas, que
n&o poda explicar, de que tinha apenas
urna noj&o confusa, mas que entretanto
despertavam-lhe esse terror roysterioso que
as trevas coBtumam inspirar, porque as
trovas occultam o imprevisto, isto o pe-
rigo.
Durante os primeiros mezes que segu-
ram-ae, nenhuma alteraj&o houve na vida
de Catharina. Mas quando Holgan men.s
esperava, de repente pareeeu haver nella
urna trauaforraaj&o. Tornou-se mais mei-
ga, quasi carinhosa.
Muitas vezes, quando olhava para o
marido, um sorriso illuminava loe o rosto
enrgico a at um pouco duro.
Fez mais: cortou com os antigos hbi-
tos, deixou de ir aos bailes e s feataa c
evitou, com todo o cuidado, o menor can-
saco. Jo&o esperou anda para julgar a
doraj&o dessa novo capricho e depois en-
cantado, sentindo renascer lhe a esperan-
ja, disse :
Como bou feliz, Catharina Era as-
sim que a quera ver. N3o bou exigente ;
s pe90 que aso continu por muito tem-
po...
E eBaa dea o praoccupa, nao e as
sim? Depois de ver-me levar urna vida
inteiramente mundana, admira-se porque
deixo-a aem pezar. Atinal n&o vejo o que
pode haver de torrivel na minha nova re-
soluto...
Ri se, Catharina, quando eu tremo
pensando que poaso psrcebel-a !
Po8 nao adivinha?
NSo.
: NSo tem notado que ando incomrao-
dada-.. que estou com olheiras, como se
tivesso um desgosto... quando, ao contra-
rio, experimento urna grande alegra ?...
que...
Catharina exclaraou Joao, arreba-
tado e abracando-a.
Pois sim... mas nao me aparte com
tanta forja: est rao sufFcando.
Ser verdade?... Diga se verda-
de?
EntSo nao me acha capaz disio I...
Quom sabe?... Talvez venha a ser urna
boa in&i. ..
Com effeito, pireceu mudada. Durante
os longos mezes da gravidez, n3o se quei-
xou oem urna vez, nem deu mostras de
impaciencia; supportou corajosamente o
aborrecimento de ficar em casa fardo
muito mais pesado para ella do que as mu
tipias indieposijo'es proprias de seu estado.
Alguuias vezes, entretanto, sabia a p e ia
passear nos arredores do lado d'Arques,
que fieava perto, ou atravesando Dieppe,
chegava at prai* ; nao as horas em
que costumava ir antigamente, mas de ma-'
nha cedo ou noite, quando ninguam so
havia aiada levantado, na cidade ou todos
dormiam.
Tao garrida at ent2o, nem sequer pro-
curou aissimular a deformacSo crescente
da cintura,* por meio de algum artificio de
toilette. Sentia-se orgulhosa e como que ele-
vada no proprio coaceito, por aquella ma-
ternidade com que nao contara.
Desta vez .-.inda fra attrahida pelo
amor do desconbecido; tudo para ella re-
8umia-se em curosidade despertada e cu-
riosidade aatafeito.
Estava alegre porque presenta urna
nova aensaco. Alm disso, nSo querendo
fazer ae peior do que era conforme dis-
sara a Holgan nutria a eaperanja deque
o amor matera desenvolveado se rpida-
mente, havia de affeijoal-a ao marido e
dar lhe pasto suffLiente imaginajao
. O' Jo3o I lembras-te da canjSo do ve-
lho Duquesne ?
Sua hiitoria oa inimigoi eacreveram...
Mas com o proprio saogue que verteram...
Que boas pandegas que nos fiza-
mos !
Ria-Be, e logo em seguida enterneca-Be
com a le id branca do algum facto ou histo-
ria trgica e entoava, com a voz entrecor-
tada de lagrimas, urna caacao melanclica :
Diaote o cracifixo empoeirado,
A pobreainhs espera o filho amado.
Quando oa marinbeiros sahem a diver-
tir-se, raro que a festa acabe antes da
drugada seguinte, por mais cedo que te-
a comecado na veapara.
O bando fo diminuindo sensvelmente,
deixando por tuda parte, nos cantos ou em
cima dos bancos, algum pescador meio
adormecido, que murmura va anda, emtom
plangente :
Ai! quando o invern lindar
Cornaca a vclba a chorar,
De manhS, Fleariot e Holgan acharam-
8e sos no porto, cambaleando, tropezando e
cahindo por cima dos fardos, pedras para
lastro e cor das espalhadas pelo caes.
Fleuriot, por honra da firma, porque es-
tava rouco a maia n&o poder, procurava
anda atirar urna ultima eatrophe em des -
fio gente de trra selvagens, elephan-
tes, na terminalogia martima que levan-
E, por assim dizer, contava j os beijoa tava-se naquella hora e ia abrindo as por-
F0LHET1M
O OOKCNM
POR
quo dara no filho, quando nascesse, e acha-
va curtos os dias easnoitos, para affagal-o.
enchel-o de caricias... Um filho De
va ser urna preoceupaj&o constante, um
encantamento perpetuo, urna sorpreza sem-
pre nova I...
Holgan nao poda adivinhar os secretos
deaejos de Catharina. Era iropnsBsvel
aquella natureza recta comprehender um
tal requinta as aensacoea; s va urna
cousa: que sua mulher fra-lhe restitui-
da quando menos o esperava, e expanda-
se em urna alegra ingenua e terna que,
muita vez, elevava-se s mais subtis deli-
cadezas do amor.
Catharina deu luz urna menina que
uhamou ao Bertha e a quem amou louca
mente, com exagero, durante alguna mezes.
Depois, aborrecida, nSo tendo achado o
que procurava a aatisfagSosupremaen-
tregou Bertha aos cuidados de urna ama.
E Holgan achou se outra vez s, vendo
a mulher a longos ntervallos, aempre preoc-
cupada e nervosa e desta vez sem en-
contrar um meio que pudesBO retel-a.
A soldao cornejou a pesar-lhe. N2o pre-
cisava de confidente ; senta, apenas, a ne-
cesaidade de ver iVico'ea amigas. Aagitaeao
continua o a indifferenja de Catharina, ab-
Borvida pelas. distraerles a que se havia
entregado com soffreguidSo, fatigavam-u'o.
Nao havia procurado os antigos amigos
do Pullet; tinha lhes at fechado a porta,
mas c inhecia os e nao duvidou que o re-
coberiaio de brajos abertos. Nlo pensava,
so quor, na possibilidade de que poderiam
ter lhe conservado rancor e nisso fazia-lhes
justja. Urna tarde, portanto, foi visto no
Pollot, em companhia dos amigos. Houve
regabofe e succederam-se as paiadas pelas
tavernas, no meio de gaigalhadas e can-
tonas.
A' noite, o bando pjrcorreu as ras fa-
zenio algazarra e passando revista ao re-
pertorio das canjoes de bordo.
Holgan piocuroa atordoar-se, mas nSo
o conseguio. Conservoa-se calmo e trate,
fingndo rir-ae quando oa outroaoolhavam.
S Fleuriot um doa mais ombriagadoa
notava-lhe a preoecupaco e tratara de
aissipal-.i. De braco dado com o antigo pea-
cadi r, obrigava-o h deacrever zig-zags, n8o
lhe poupando admoestaySes e gritando-lhe
aos ouvidos alguma 2anc3o, no intuito de
despertar oa alma do marinheiro r. recor-
dayao das alegrias ruidosas de outr era.
tas e as janellas.
Dopois deixou se cahr, eafaltado, junto
a um marco e comecou, acto continuo, a
resonar, com a cab?ga dobrada para o pe
to e as maos na calcada.
Joao Holgan ficou de p, ao lado delle,
com os olhos fixos as embarcares quo es-
peravam a mar para partir. De um bar-
co do pesca, que naquelle momento larga-
va o panno, alguem vtu-o o saudou-o.
Pasaou se um minuto, mortalmente lon-
go-
Todos que all estavam tinham o cora-
cao aperlado e nao ousavam fallar. Una
foram-se embora, outros, para oocultar a
emocSo, olhavam para os mastros dos na-
vios. Fleuriot continuava a resonar en-
costado ao marco. Um pescador acordou-o
com um ponta-p.
Daas palavras bastarara para fazer des-
apparecer a embriaguez. Quiz precipitar-
se em aoccorro de Holgan, mas n3o o dei-
xaram.
EntSo envergonhado, como ee tvesse
praticado urna cobrdia, cnrvou o corpo e
esperou, muito paludo. Foi elle que gri-
tou:
L est | estou vendo -o 1 Paasa por
baixo d'aquelle barco I Eat salvo I 1
A mSi da menino, voltando a ai, levan-
tou-se e correu...
Minha filha minha filha 1 Elle
traz minha Filha T I
J so disse que nao voltaria sem
ella!
Holgan appareoeu extenuado, sustentan-
do fra d'agua a enanca, com um brago.
Um escaler icoa-os para dentro. O pesca-
dor quiz anda conservar-so de ppuro
orgulho de colosso mas cahio immovel,
sem vida...
Ambos foram levados para o caes e em-
quanto um medico, chamado s pressas,
tratava de menina, Jofto voltou a si e, sa-
cundido a roupa molhada, retirou-se cam-
baleando, de braco dado com Fleuriot e
saudado pelas acelamacSes da uiultidao,
teatemunha do sua dedicac2o.
Quando Catharina aoube o que se tinha
paseado, achou o ridiculo e lembrou-se do
dito de Mme. Franhard :
Decididamente, um terra-nova 1!
E ncolheu os hombros.
N'esse inesmo dia Joao estava fumando
no jardim, atrs das arvorea para no ser
visto pela mulher, quando tocaran! a cara-
Nao ouviu. Estava mergulhado em pro- pajnba. Um criado foi ver quem era e
funda meditaco. Procurara na embriaguez adroduzo algumas possoas. Vieram cha-
o esquecmento, ao menos por um da, por | ,!__ q pescador entrou na sala o n-
controu Catharina eom visitas; compri-
QARTA, PARTE
O PALACIO ZISAL
(Continuacao do n.
VI
29;
ellas
marcena fio
A nma do MUalMipi
A filha do "Mississipi -aob aa formosas
teiySes de Nvelle, depois da ter borbole-
teado por entro os canios, as alpheis e a
aveia, cbamava graciosamente as suas
cempanheiras, queerjm provavelmonta so-
brinhas do Mississipi, o que corriaro tra-
aendo na raao grinaldas de florea. Todas
aquellas mulheres selvagens, entro as quaes
estava Cidalise, Miles. Desbois. Duplant,
Fleury e outras celebridades danjantes da
poca, danc^vam um. nssso .'ommuro, co
pprovaclo. Isto significava qua
eram felizes o livrcs aobre as
ridas.
Di repeat:, horrivei indios, despidos
completamente e com a cabega gaarne: ida
do chitrea, precipitaram-sc para fra dos
canijos. NSo sabemos que grao de paren-
tesco tinham com o Mississipi, mas ti-
nham muito m cara.
Saltando, gesticulando, executando pas-
aos espantosos, aquelles selvagens approxi-
marara-se das raparigas e prepararam se
para immolal-as com machadinhas, afim de
arranjarem alimento. Carrascos o victi-
mas, para melhor explicar csU aitaafia,
danjarain um mnoete, qua fui bisado.
Ms, no uiom.-.to era qua aqswlUi p >-
ares ian) ar devoradas, s rabect-s C*U-
ram-so e una fiit'..ira de Whiu* rempeu
ae longe.
Um bando da marinbeiros francezespre-
cipi'ou-so sobra a praia, dancando vigoro
sament'! urna nova giga Os
dancando sempre, puzeram-so
Jfaes os plaos, o as raparigas
selvagens,
a moatrar-
ainda melhor, levantando as mitos para o
co. Combate dancante.
Durante a batalha, o chefe dos france-
zes e o dos selvagens tiveram um combata
singular, que era um passo a dous. Victo-
ria dos francezes, figurada por um sapa-
teado; derrota dos selvagens, por urna
corrente, depois por grinaldas representan-
do sem equivoco a ebegada da ciriliaac&o
aquellas t-rras feroz-;;.
Ms o mais bonito sra o final. Tudo
quanto fio* dito nada ao lado do final. O
final provava unisamecte quo o autor do
libreto era um hornera de genio.
Fis o que era o nal :
A filha do Mississipi, aneando com um
jmperturbavel encarnijamento, atirava fr*
a grinalda, e pegava era um copo de p*
peuo.
Sqb4 dancando 0 carreiro abrupto que
conduzia cat*tua do Deus seu pai. Ahi
ch-gando, ficava na pona de um p so,
a enchia o copo com a agua do rio. Pi-
rueta.
Depois a filha do Miasissipi, cora a agua
mgica cora que tinha enenido o copo, as-
perga os trancezes, que daujavam em
baixo.
Milagro NSo sra agua quecahia do co
po, era tima chuva da moedas de ouro.
Da'nsa frentica beira do rio, apanhando
as moedas : baile geral das sobriuhas do
Mississipi, doa raarinheiros e masrao dos
elvagens, qua, voltando a melhorea seuti
mentoa, atiravam os chifres ao rio.
O successo foi extraordinario. Quando
o corpo de baila desappareeeu nos canijos,
tres ou quatro mil vozas commovidas gri-
tarara : Viva o Sr. Lav 1
Mis nao e&t uoia cantata. E quera a cantou l Adivi-
nhem ? Foi a estatua do rio. A estatua
era o Signor Angalini, prmeiro tenor da
Opera.
Quando o Deus acabou a cantata, tira-
ra-ra-n'o da sentinclla e o baile cootinuou.
O Sr. de Gonzsga foi obrigado a tornar
lugar sobre o estrado duranta a represen
tacto. A su- constancia fazia lhe temT
urna su Unja as maneiras do regenta pa-
ra cora elle, mas o ajolhiraeoto de Sua Al-
teza foi excellentc.
Evidentcraente, r3o o tinham anda pre-
venid).
Antss do subir pa:: o estrado, Gonzaga
tioha -.ncftJTfgado P.rrltW de no perder
de \i=ta a Sr. prinoeza o da mandar pre-
vcuil-o sa algum desjonlucido se approxi
rcas.se della. Nenhuma raensagam rece
beu durante a re^resantajJo. Tudo cam
nbava perf':itamenlc.
Depois da reprejeniaySo, Gonzaga en-
uma noite e nao pudera embriagar se ; e,
em lugar de esquecer-se, affluiam-lhe as
recordares, em tropel, como qua Ilumina-
das pelo sol que brilhava no co.
Paasaiam-lhe, dianta doa olhos, o pri
meiro encontr que teva com Catharina,
todos os incidentes de sua vida, dissabores,
pezares, o desespero secreto que sents,
nao podendo fazer se amar. Recordava-se
agora de urna phrasa de Madur, a qual
nao havia comprehendido na occasiao:
Meu caro senhor, CaJiarina nSo
daquellas com quem a gente possa pensar
em casarse.
Que duvida 1 o tabelliSo tinha toda ra-
zio 1 Mas o pescador estara louco naquel-
le tempo ? ou o eataria agora ? Deixava
assim dvigarem seas penaamentos ao aca-
so, qundo de repente ouvio um grande
grito. Voltou-se, e anda p6de ver, voltean-
do no espaco, cahir no mar urna criaoca
e afundar-se. A agua agitou-se apenas, e
tornou a tomar a immobilidade primitiva.
Minha filha que ae aflbga! Soccorros !
Soccorros I
E urna senhora de dada, que acorapa-
uhava a criaug*, dando um grito estriden-
te, agudo, desesperado, cahio deamaiada
aos ps de Holgan, segurando-lhe as per-
nao como implorando-s.
O peaoador nlo hesitou. Teria conside-
rado um crime a menor hesitacSo. Demais
como havia dito: n2o releectia diante do
purigo. Com um movimento rpido, tirou
o pelet e atirou-se ao mar. Agglom era va-
so o povo no caes. Os barcos mandavam es-
calerea, mas estes ebegariam demasiado
tarde. Ouviu se um murmurio namultidSo
no meio do silencio geral:
E' Joto Holgan que est na agua,
Joao Holgan, do PoUet.
Pois entao, ha de slvala o ou ficar
! /..- : ___________
indiano da rotonda de Diana. A Sra- prn-
ceza estava s, all, sentada um pouco
afastada. Esperava.
No momento em que Gonzaga ia reti-
rar se, para n3o amedrontar com a sua
presenja a caga que quera fazer cahir no
laco, o grupo louco dos nossos libertinos
entrou no pavilhao soltando gargalhadas.
Tiobam-se esquecido j das suas des-
granas e diziara o diabo do bailado e da
cantata.
Cbaverny imitava o rugido dos selva-
gens.
Noce cantava com urna voz uipossivel.
Fez um bucccsso! grita va Oriol.
Bis bis A roupa contribuio para algu-
ma cusa.
E tu, por consequencia, concluirs
os rapazes. Tacamos ceroas a Oriol !
Ao filho immortal da graja .Mau-
bert !
A preaenja de Gonzaga fez o alar toda
asta algazarra.
Todos tomaram attitude de cortezilos,
excepto Chaverny e vieram apresentar os
seus curaprimentoa.
Finalmente encontramol-o, senhor meu
primo, disse Navailles ; estavamos inquie-
tos.
__Sem esta querido principe nlo ha fes-
tas I excUraou Oriol.
__Meu primo, disse Chaverny, seria-
mente, sabes o que se pasaou ?
Tem-ae paBaado tantas coubs, repli-
cou Gonzaga.
Em outros termos, proseguio Cha-
verny, diaseram-lhe o qua se passou aqui
ainda ha pouu ?
. Narrei tudo a Su Alteza, dase Pey-
rolles.
Fallara.n lhe no hornera do sabr ?
pergunt-.u Noce.
Rr-nos-hemos mais tarde, disse Cha-
verny ; o favor do regente o meo ultimo
patrimonio, e s o tenho em segunda inao.
Desejo que o meu ilustre primo fique bem
na corte. Sa ella podesse auxiliar o re-
gente as sua pesquisas...
Estamos tolos disposcSo do prin-
cipe, disseram os libertinos
Alm disso, proseguio Cbaverny, esto
negocio de Nevera, que volta 'ona d'a-
gu depoia de Untos anuos, interessa-ma
como o mais extraordinario de todos os ro-
mances. Primo, tena alguma suspeta ?
Nlo, respoodeu Gonzaga.
Depois, intsrrompendo-SB de repente co-
mo se urna idi o ferUse, a^cresceniou :
- Sim, ha um horaara. ..
Que hornero 7
Eate homem, disse alto Gomuga, po-
derla dzer qual a roSo que ferio o iucu po-
mentou cheo de acanhamento.
Urna senhora do idade levantou-se, pe-
gou-lhe as maos e abracou-o solujando.
E, quando, depois de dar expansSo aos
seus sentimentos, afastou-se um pouco para
comtemplal-o. atravez das lagrimas, adian-
teu-se um joven de pbysionomia expressi-
va, alto, robusto, elegante e disse-lhe com-
movido :
Senhor, salvando esta crianca, sal-
vou ao mesmo tempo a vida de minha mai,
que no teria podido resistir a um golpe
tuto rude. Poupou-me e minha irrat urna
dor atroz, um eterno pezar ; Regina filha
de nossa irma e quasi que a consideramos
como nossa filha.
Holgan, embaracado, balbuciou :
Tenho todo o prazer, sim... snto-
rae fels por ter... mas o que fiz nao me-
rece tantos agradecimentos ; foi t2o sim-
ples !
Tendo-se sentado, a pequea trepou lhe
nos joelhos e passou lhe os bracos em roda
do pescoco.
Ser nos8o amigo e vira ver nos mui-
tas vezes...
Certamen to; n2o faltarei....
Depois laucn um olhar tmido sobre
aquellas pessoas, por cuja felicidade arris-
cara a vida.
Mme. Barbarain eatava enxugando as
lagrimas e olhava-o com urna gratidao in-
fiuita ; Thereza e Gilberto, seus filhos, sor-
riam-se para ello e Regina dava lhe as
faces beijos estrondosoa. E, como que sen-
tia-se reanimar; essea roatos onde lia-se a
alegra: essas phrases au'psnaaa, incapa-
zes de exprimir a immensidade de urna
feli i Ja-Jo, que auccedia sem transicSo a
um terror espantoso ; essa gratidao que fa-
zia correr aquellas lagrimas; tudo isso,
Seu norae I repatiram muitas vozes.
O eavalheiro Henrique de Lagard-
re.
contreu-se com o seu facttum no pavilhao I ore Felippe de Nevers
Eat aqu exclamou ruidosamente
Chaverny. Entao com certeza o domin
preto.
Que T perguotou Gonzaga com viva-
iJaie. Vrara-n'o ?
Urna questSo tola I N5o conhecemos
eate Lagardre, primo, mas se por acaso
est neste bailo...
Se est neste baile, concluio o prin-
cipe de Gonzaga, encarrego-me de raoa-
tral-o a Sa Alteza Raal o assassino de
Felippe de Nevers.
Aqui estou disse por traz deile nma
voz raascula e gra?e.
Esta voz fez estremecer Gonzaga tilo
violentamente, que Noce foi obrigado a am-
paral-o.
VII
O principe de Gonzaga demorou-ae um
inatenta antes de se voltar. Os cortezilos
vendo a sua perturbacao, ficaram interdic-
tos e estupefactos.
Chaverny franzio aa sobrancelbas.
E' este homam que se chama Lagar
dre ? perguntou elle, collocando a mSo no
copo da sua espada.
Gonzaga voltou-'se finalmente e lancou
um olhar para o homem que tinh pronun
ciido eataa palavras: -aqui estou 10 ho
mem estava de p, immovel, com os bra-
cos cruzados sobre o peito.
Tinha o rosto descoberto e Gonzaga dis-
se cm voz baixa :
Sim, elle I
A prinjeza que desde o cornejo desta
cana tinha-se conservado no inesmo lugar,
inmersa nos scua pensaroentos, pareceu
despertar com o nomo de Lg >rdro.
Ouva, e entretanto n5o deixava de ap-
proximar-so.
Era aquelle hornera que tinha o seu des-
tino na iuo.
L.garlera trzia um vestuario comple-
to da corte de setim branco, bordado a
prata.
Era aiuda o b-llo Lagardro ; eatava
mais b -lio que nunca. O son corpo, se.n
p-rder cousa lgoma da sua agildade,
titha adquirido deaenvolvimento o mages-
tade.
A ntelligea-i-. viri!, a nobre vontaie,
brhav-am-lh' no roato. Tinha, para modi-
ficar o togj do seu olhar, n3o sei quo tris-
teza resignada e calma.
O soffnuento bom para as grandes al
BM : era urna alma grtnde e quo sabia
soffrer. Mas era ara coipj de broDao.
Como o veuto, a chava, a nev e a tem-
emfim, iliurainava-lhe a tristeza com um
raio de sol. Ha muito que eatava habi-
tuado a esaas cffuSo. Antigamente, n&o
lhes dava. attens5es. porque vivia sem
cuidados. Agora, porm, chegavam-lhe
at o oorajio.
- Nao deixarei de ir, disse elle; ire-
mos juntos, n3o aaaim, Catharina !
Esta nSo havia feto um movimento, nem
pronunciado urna palavra, durante todo o
tempo. Em que estara pensando ?
Joao voltou-sa de seu lado e vio-a mais
paluda que de costume e tendo nos oaos
um brilho desusado. Esteva olhando para
Gilberto e estremeceu quando ouvio a voz
do marido.
Agradecen o convite; era a Gilberto
qua se diriga.
Despediram-sc todos de Holgan e do Ca-
tharina, depois de ter sido combinado que
anihos iiiam passar urna tarde em casa de
Mma. Barbaraiu. Tinham presaa de co
nhecer se mais intimamente.
Joo foi acompanhal-os e Catharina, ten
do ficado 80, aproxiraou se da janella, afaa
tou aa cortinas e seguo Gilberto com os
olhos, at perdel o ae viste.
Depois, deixou cahir as cortinas, foi re-
costarse n'uma poltrona com os olhos aber-
tos e comecou a scismar.
No dia seguinte foi ella a primeira que
fallou sobra a visita promettida.
- EntUo, nlo lbe desagrada muito essa
visita? Embora rae pareja nma familia
muito agradavei, n3o quizara, por nada,
cauaar lhe o rainimo desprazer. Se quizer,
mandarei um criado para pedir desculpaa
e dizer .que nao nos esperem.
Foi grande sua admirajSo ouvindo Ca-
tharina declarar que, longe de ser fastidio-
sa aquella visite, era-lhe ao contrario mui-
to agradavei; que sentir, desde logo, s-
bita Bympathia por Mme. Barbarain. The-
reza tambera parecia-lhe muito raeiga ; nao
era bonita, verdade, mas era delicada e
iutelligente. Emfim, que veria com prazer
Jlo ligar-se a Gilberto, porque assim te-
ria um amigo da mesma classe e posijlo e,
em todo caso, mais educado do qus os pes-
cadores do PoUet, seas companheiros habi-
taos.
Holgan n&o precisava de tantas razSes
para convencerse...
Foram, pois, visitar os Barbarain. A
esta succederam-sa outras visites. Tive-
ram logo intimidado. Mme. Barbarin, em-
bora rica, vivia modestamente n'um inte-
rior verdaderamente patriarchal. Recebia
poucaa pessoas. O filho mais velbo, prmei-
ro tenente na marinha, ausentava se du-
rante annos inteiro3. Ao lado de Thereza
e de Gilberto, conaagrava todo o tampo
educaj&o do Regina, a menina que Holgan
salvara.
Gilberto sabido, havia dous annos. da
escola polytechnics, era engenheiro. Alto,
esbelto, trazia sempre a fronte erguida ; o
rosto, destacndole dentre as soijas, era
Iluminado por olhos negros, caja express&o
deiutava tanta energia quanta bondade.
Havia-se concentrado nelle, por assim di-
zer, toda a belleza que a natureza quiz -
ra distribuir pelos filhos de Mme. Barba-
rin Thereza, com effeito, dbil e doentia,
tinha aa feicSes irregulares e a tez maci-
lenta.
Pareca constrangda nos vestidos, aem-
pre de cor escura, e que n&o podiam es-
conder-lhe a magreza nem o talhe erecto e
sem elegancia.
Entretanto, a natureza n&o lhe havia re-
cusado tudo : dera-lhe olhos azues magn-
ficos, labios vermelbos, mSos encantado-
ras.
Thereza e Gilberto amavam ^a mai at
adorajo, com urna affeij&o excessiva e
que, at ent&o, bastara para preencher-
lhes o corajo. Nenhum dalles havia ain-
da pensado no amor.
Daxavam-se levar, todos os tres, por
essa felicidade sempre idntica e que re-
postado corre m pela fronte dura das esta-
tuas, o tempo, a fatiga, a dor, a alegria e
a paix&o tinham passado sobre a sua fron-
produzia no dia seguate as alegrias da ves-
pera. Urna grande dor, ama s, tinha to-
cado essas almas : a morte da m& de Re-
gina. Oepoia o tempo ti aba vindo sua vi-
sar essa reoordaj&o. N&o sobreveiu o es-
quecmento, maa o pezar tornou-se meaos
cruel. O accidente acontecido pequea,
no porto de Dieppe, quasi qQe veiu, pela
segunda vez o para sempre, cobrir-lhe
a vida do luto.
Habituado s dojuraa de urna existencia
serena, ceanlo com urna velbice placida,
rodeada de ilhos cariahosos que lhe evita-
vam at a sombra de um desgosto, Mme.
Barbaria viu, na deagraja qua estivera pa-
ra feril-a, o prenuncio das provajoes por
que tinha de passar.
At aqui tenho sido demasiado feliz.
Ha na vida de todos urna pequea parte
de alegrias e outra raaior de lagrimas...
Minhas alegras tm sido numerosas. O
que ser.lo minhaa dores ?...
IV
As duas familias ligaram-se iogo intima-
mente e marcaram dous dias, na semana,
para se irem visitar. Ao mesmo tempo
e como se caaa amizade baatasae para com-
pensar as victorias repetidas qus alcanjava
naa salas sua belleza, Catharina deu nova-
mente ao pescador o espectculo de urna
mudanja do genio, de um sobito capricho
- abandonando as distrajeres e deixando do
frequentar as antigs relajo es.
Holgan n&o eatsve longe de acreditar
que aquella transformajao era devida
influencia e aos aalutarea conselhoa do
Mme. Barbarin. Eata pareca sentir urna
viva ;affeij&o por Catharina, que alias en-
vidara todos os esforjos nease meame aeu-
tido. A pariaiense mostrava se meiga, af-
favel, attencioaa. S tinha mos modos
com o marido. Ainda assim, j n&o eram
senao movimentoa de impaciencia, que tor-
navam-se mais raros, de dia para dia, e
erara mitigados, havia algum lempo, com
urna palavra ou gesto amigavel.
Tendo passado dous annos com a certe-
za de n&o ser amado, Jo3o tornava a con-
tar com dias maia felizes ; n&o tinha aua-
peites; esse retrocesao de affeij&o nao lhe
inspirou desconfianja; Catharina tinha-o
habituado, contado, a tantas extravagaa-
cias, que eatava reduzido a desojar urna
aova quadra de amor, embora seguida de
novo abandono.
Como explicar que Catharina, to ner-
vosa, t&o cheia de caprichoa, go8*ando tan-
to de apparecer, nao ae aborrecesae na-
quelle interior montono, onda destaoava-
ae, moldurado pelos cabellos brancos, co-
mo n'uma aureola do velhice, o rosto fres-
co e risonho de Mme. Barbarin ?
Os seres corriam regalares, do mesmo
modo sempre. Na sala onde se reuniam
reinava urna meia clardade. Nunca com
certeza, tnha-se levantado ahi urna vox
mais alta, nunca urna disputa ; quando ha-
via urna dis.;ussao entre a m&i e 08 filhos,
era logo terminada por um beijo daquelle
que n&o tinha razSo.
No principio, um pouco constrangidos
com a presenja de Holgan e de Catharina,
oa Barbarain pareceram um pouco affecta-
dos. Ma?, medida que foi augmentando
a confianja reciproca, cada qual deixou a
mascara com que costume comejar, na
803edade, novas relajos.
Holgaa viu decorrerem alli, talvez, as
horas mais deliciosas de sua vida, no meio
daquella calma que o rodeara e recordava-
lhe a impreasSo forte daa grandes paiza-
gens marinhas em cuja coutemplajSo sen-
te-se a alma melhor e como diltala.
E Catharina: Entregava-se paix&o
que acabava de irramper-lhe no corac&o
com urna violencia mortal.
(Contuua.)
te altiva, sera deixar vestigio.
Era bello, joven ; aquella cor do ouro es-
curo que o sol da Hespanha tinha dado s
suas faces ia bem com os seus cabellos lou-
ros.
Havia alli a opposij&o heroica ; ampia
cabelleira immoldurando-lhe as feijoes quei-
madas do soldado.
Havia alli vestuarios t&o ricos, tSo bri-
lbantes como o de Lagardre ; n&o havia
porm nenbura porte semelhante. Lagar-
dre tinha o ar de um rei.
Lagardre n&o respondeu ao gesto fan
farr&o do marquez de Chaverny.
Lancou um olbar rpido para o lado da
priaceza, como para dizer lhe :
c Espere-me depois agarrou no brajo
direito de Gonzaga e levou-o para um
ladi.
Gonzaga nao fez resistencia.
Peyrolles disae em roz baixa :
Meas senhor*3, estejam promptos.
Deaembainbaram as espadas.
A princeza de Gonzaga reio collocar-ae
entre o grupo formado por seu marido, fal-
lando com Lagardre e os libertinos.
Como Lagardro n&o fallasse, Gonzsga
perguntou-lbe com voz alterada :
Senhor, o que me quer ?
Estavam collocados debaixo de um lam-
pe&o ; seus rostoslluminaram-se igualmen-
te e vivamente.
Estavam ambos paludos e os seus olba-
reB cruzavam ao.
No fiu de um instante, os olhos fatiga-
dos do prncipe de Gonzaga treraeram, de-
pois fecharam-ao. Baten cora o p com fu-
ror e procurou libeitar o brajo, dizeno
segunda vez :
Senhor, que me quer t
Era una in&o de ajo que o segura va.
N&o a nao conseguio libertar-ae, mas po-
dia-se ver alguma cousa de singular.
Lagardre, sem perder a calma impaa
sivel, comejou a perter-lhe a ro&o.
O pulso de Gjnzaga, esmaga lo naquelle
torno, contraho se.
__ Magu-i-me, murmurou elle emquanto
o Buor corria-lhe pela te8ta.
Henrique callou-se e apertou com maia
forja.
A dr arrancou um grito suffocado de
Gonzi.ga.
Os dedos crispados abriram-se, mo gra-
do seu ; os dedps da m&o dircite.
Euto Lagardre senpre calmo, silen-
cioso, arr.mcou-lhe a luva.
Soffremos ato, raeus senhores ?--ex-
clamou Chaverny, quo deu ura PasjgQ para
a frente, com a espada levantaba.
Diga a estes horaena" que sa conaer-
vem quietoa, ordenou Lagardre.
O Sr. de Gonzaga voltou se para os seu
affejoadoa, e dase :
Meas senhores, pego-Ibes qua u&o se
envolvam nsto.
A m&o estava nua.
O dedo de Lagardre collocou-se so-
bre urna longa cicatriz que tinha no pulso.
Fui eu que fiz isto murmurou elle)
com emoj&o profunda.
Sim, foi o senhor, replicou Gonzaga,
cujos dentes, mo grado seu, rangiam ;
nSo me esqueei ; porque m'o recorda ?
__ E' a primeira vez que nos vemos ta-
ce a face, Sr. de Gonzaga, respondeu Hei>
rique lentamente ; nZo ser a ultima. S
podia ter suspeitas ; precisava certificar-
me. E' o assasaino de Nevera.
Gonzaga teve um aorriso convulsivo.
Sou o principe de Gonzaga, dase elle
em voz baixa, mas levantando a cabeja -t
tenbo muitos milhoaa para comprar toda a
justija que ha na trra, e o regente s v>
pelos meus olhos. S tem ura recurso con-
tra mim, a espada. Dasembaiahe-a se
"arajou um olhar para o lado dos guar-
das do corpo.
_ Sr. de Goazaga, disse Ligardre, a
sua hora n&o chegou. Escolhere o lugar
e o momento.
Disse lbe urna vez :
c Se n&o vier a Lagardre, Lagardre
ir a ai. NSo reio, aqu estou. Dus fr
justo.
Felippe de Nevers vai ser ringado.
Largou o pulso de Gonzaga, que recuoo
immediatamente muitos pasaos.
Lagardre tinha terminado com elle.
Voltou-se para o lado da princeza o cum-
priinentou a respeitosaraenta .
Minha senhora, diaae elle, tou
suaa ordena.
A pr.n?eza approxiraou-so do seu man-
do, e disse-lhe ao ouvido :
Sa tentar alguma oousa contra este-
hornero, senhor, encontrar-me-ha no sea
camiaho l ,
D;pois voltou so para Lagardre e es-
tendeu lhe a m&o. .
Gonzaga era bastante forte para diss!-
mular a raiva qne lhe fazia ferver o san- y
gue. Disse, approximacdo-sodoa 8eus ami^
Meus senhores.'eto honrara quer ti-
rar-lhes de urna so vez sua fortuna e a
seu faturo;,'roas ura louco e a aorta
nol o ecfega. Sigam-me I
\iContinuar e-a V
I
i
.




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- I
T^p do diario ra Doo,ue *te C*ia
t.
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