Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19804


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Full Text
i^
W AIIO LIII ffVIBBO f*
II I
^_,------------------------------------------------------------------- -i ..... .,. *f------------------------
PARA A CAPITAL E Ll'AHE OMK SAO SE PAC3A PORTE
Por tres mezes adiantados............ 600 ,
Por seis ditos idem.......... ...... 12*000
Por um anno idem............... 23000
Cada numero avulso, do mesmo dia............ 010
DIARIO DE
SEMEI i DE FETERBIRO DE 1887

PARA DEHTRO B PORA DA PRO VIAC IA
Por seis mezes adiantados............... J '130500
Por nore ditos idem....... ........ 200000
Por um anno idem......i... ....... 270100
Cada numero avulso, de dias anterior*eV'.......... 0100
NAMBUGO

proprieirafc* tt Mmo f\$nekfa *t -tarta 4 Silbos
-
\


:,.


-
-
V
l
i

Os Sra. Amede Prlnee t C.
de Pars, na os nossos agente
exclusivos ve annanelos e pu-
blicarles da Franca e Ingla-
terra
SJi
TELEGRAMMAS
:ss7i:: ?abrcul..3 sa has::
?
PARAHYBA, 2 de Fevereiro, 1 hora
da tarde. (Recebido s 3 horas, pela li-
nha terrestre).
Esta, completamente exilada a
epidemia de retires mas qae reina-
ra em Ararnna.
RIO DE JANEIRO, 3 de Fevereiro,
s 3 horas e 45 minutos da tarde. (Rece-
bido s 5 horas e 20 minutos, pelo cabo sub-
marino).
Foi concedida a exoneracao qae
pedio o i)r. Ernesto Bodrlgues Cha-
ve do cargo de presidente da pro-
vincia do amazona*.
Fot nomeado para substituir n'ea-
se eargo.ocommandante dos armas,
coronel Conrado Jacob de Nlemeyer.
gEOTI(0 DA AB-EHCIa. SA7AS
(Especial para o Diario)
LONDRES, 2 de Fevereiro, tarde.
E' pmvnvt'i qae a Inglaterra cba-
me s armas brexemenic saas tro-
pas de reserva.
VIENNA, 2 de Fevereiro.
Assegura-se que o governo rnsso
accelta a candidatura do Dnqne de
Oldembargo ao principado da Bal-
M
ROMA, 2 de Fevereiro, tarde.
Os ultimo elegrammas annna -
clam qne os abyaalnlos destrulrasa
completamente tres eompaahlas de
tropas Italianas destacadas as wt-
alnbancas de Hassounh.
Corre o boato de estar em marcba
sobre Massonab nm exerclto de
abysslnlos.
d delxaram aples os primelros
reforro de tropas para o Sotdo.
PARS, 3 de Fevereiro.
No sen ultimo numero o NORDENTS-
HE ALLGEMEINE ZEITNG da que?
impossivel urna Invasfto da Allema-
niia pela Alsacla.
BUENOS-AYRES, 3 de Fevereiro.
Vas ultimas l boras deram-se
Vesia repblica 19 casos novo* e 4
bitos le cbolera-morbus.
.>o Cbile. em lauai praso de lem-
po, dernm-se bitos pela cruel
epideutiH.
MONTEVIDE'O, 3 de Fevereiro.
Boros* se aqu, de nontem para
iioje. O casos novos e 3 bitos de
ebolera-morbus.
Agencia Havss, filial em Pernambuoo,
3 de Fevereiro de 1887.
INSTRCglO POPULAR
Di AUMENTADO
viva Dum paix tropical, e que pelo contrario, o m-
ximo de alimentos se torna preciso quando o ho-
mem vive em climas trios, quando faz exercicios
fortes e repetidos.
3*0 h >mem nao tem nece&sidade, para vi ver,
de tao abundante alimentacao como aquella de
que usa geralmente. O habito, os usos e a imita-
cSo, sao as ;ircamstancas que em geral regulam
a quantidade de alimentos.
O habito de comer poneo, de ser sobrio, urna
excelleate regra bygienica. Ha registados nos an-
naes da sciencia bastantes cxemplos de homens
terem chegado a ama longevidade consderavel
pela ana sobriedade. Especialmente nos paizes
quelites esta regra da mxima utilidade.
A mulher geralmente pouco dada a exercicios
musculares, tendo urna vida sedentaria, tazendo
poneos ou nenhuns esforc.os precisa de menor quan-
tidade de alimentos ; e no seu rgimen podem entrar
em maior proporcSo as substancias vegetaes.
O rgimen alimentar conaidera-se em relaco
quantidade dos alimentes e relativamente sus
qualidade ; e d'aqui os nomes de rgimen quanti
tatito e rgimen qualitativo. J dissemos que o
rgimen alimentar pode ser sob este modo de o
considerar, chamado : animal, vegetal, e mixto.
O rgimen animal consiste no uso quasi exclusi-
vo de substancias antioaes, entrando na alimenta-
cao os vegetaes por excepco e em diminutas
proporcoes.
Este rgimen muito continuado determina os
effeito8 seguintes. Ha estimulo habitual no tubo
digestivo, o qual com tu do, funcciona bem; augmen-
to do seda ; prisao de ventre, e maior numero de
pulsacoes as arterias. O calor da pelle torna-se
maior, parecendo tomar as proporcoes do calor fe-
bril, Em geral sobrevem o emmafrrecimento. O
sangue modifica-se, augmentando n'elle a propor
cao dos glbulos e a da fibrina, e diminuindo a
parte aquosa. A urina em geral pouco abun-
dante, menos aquosa, escora ou carregada na cor,
muito acida e contendo grandes proporcoes de urea
e de acido rico (#*).
Convem este rgimen aes habitantes dos paizes
fros, que se da em geral a violentos e repetidos
exercicios. E' assim que o organismo consegue re-
sistir a temperaturas excessivamente baixas, pro-
duzindo-se o necessario calor animal.
Em clima temperados, semelhante rgimen cau-
sar, quando por longo tempo continua, doencas
especiaes. Algunas substancias animaes attenuam
de algum modo os effetos prejudiciaes de um re-
gimen exclusivamente animal. O leite e os ovos
eatio neste caso, principalmente o leite, cajo as-
sacar (o assucar de leite) prese ter o efFsito, na
nutricio, de supprir as substancias vegetaes.
(Continua).
(**) A urea e o acido rico sao productos finaes
das metamorpboses vitaes porque passam as sub-
stancias animaes dentro do organismo animal.
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
Alimentos e substancias alimenta
res. iisaoccia*slOcaeo. Com
pooiro dos alimentos. Beglmen
animal e rgimen vegetal. Begras
brgicntcas
(C o n > i n u a c a o)
Com o fim de apreoar a influencia do regitpes
quaatitstivo, otil eetabelecer algumas proporceo
que nao devero esquecei-se :
1 A quantidade de alimentos que o bomem
deva tomar oiarimento est na razio directa do
exercicio que elle fas e dos erforcoe musculares
que obrigado a exercer.
Augmentando o exercicio, as comhuitott intimas
e a decosoposicao dos tecidos, deve ser maior o con-
sumo de materia que favorecaos essas operacoes.
2__A quantidade de alim-ntos consumidas pelo
horneo) deve ser na raso inversa da temperatura
atmospherica, porque, qoanto maii forte tor oei-
Icr, menos, necessidade haver de earbonxo, que
ser ento quemado em menor quantidade (). A
cembastao ser menos intensa.
Da coHibinacao desta duas influencias se tira o
corollario de qae o roinimo de nutricio ou de ali-
mentos que o hornera pode tomar sea inconvenien-
te, m dar quando elle nao taca exercicio algum e
(*) Eutenda-se aqni par combusfSo nao a aeco
^.dc queitrmr, mai o resoltado de operacio de ehi
mica vil ti.
'/ARTE OFFICIAI
BoTerao da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 1.*
DE FEVEREIBO DE 18t7
Antonio Cordeiro de Medeiroa. Infor-
me o Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
zenda.
Amelia Carolina da Silva Ramos. Sim,
mediante recibo.
Companbia Pernambucana. Informe o
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Lyra & C' Informe a Cmara Munici-
pal do Reoife.
Manoel Martins da Cunha Seabra.
Informe o Sr. juiz municipal do termo de
Nazareth.
Manoel Accioly de Moura Gondim.
Nesta dato submetto apretoncao do suppli -
canto a deliberado do ministro da justija.
Captto Tanoel Thomaz de Villa-Nova.
Sim, passando recibo.
Secretoria da Presidencia de Pernam-
buco, em 3 de Fevereiro de 1887.
O porteiro,
^VonceZt'no Chacn.
Comarca de Tacarat
Chefatura de polica em Jatob da comarca de
Tacarat, 18 de Janeiro de l887.-Illm. e Exm.
Sr.Cumprindo o qae me foi determinado por V.
Exc, em officio de 28 da mea findo, dirigi-me para
comarca uo dia 30 dease mes, afim de noi termos
do art 60 do Keg. n. 120 de 31 de Janeiro de 1842
e 90, | nico da lei n. 2,033, de 20 de Setembro
de 1871, tomar conhecimento dos f.ctos criminosos
que aqu tiveram lagar no dia 11 de Deaembro
ultimo e proceder contra seus autores, de confor-
midade com a lei.
Com efi'cito, chegando no dia 5 do correte, o
encontrando comecado o respectivo inquerito poli-
cial, avoquei este e prosegu em seus ulteriores
termos, couclaindo-o sete das depois, attenta a
graridade dos Crimea commettidos, ao grande nu
mero de individuos nelle complicados e finalmen-
te as diffimldades, que nao raro ae encootra no
deecobrimento da verdade. em taes casos, sendo a
aatoridade obrigada muitaa vezes a adiar diligen-
cias ou promovel-as mais de espacp, de modo a
nao perigar a causa da Justina nem ser i Iludido o
fim da lei.
Justificado assim o excesso do praso marcado
pelo g 7* do art. 42 do Dec. n. 4,824, de 22 de
Novembro de 1871, para seren feitas todas as di-
ligencias relativas ao inquerito policial, o que se
tem verificado sempre que se trata de delictos de
summa gravidade e maoifesta importancia foi-me
apresen! ada a denuncia contra todos delinquen tes
couhecidoa pelas prevas resultantes do referido
inquerito policial no dia 13 deste mes no mes, de-
nuncia q ii" aceitei na mesma data, procedendo a
competente formacao da culpa. Antes, parm, de
facer a expunisao circum lanciada de todo proces-
so, reputo urna necessidu imprescindivel dei-
crever o estado desta comarca em relaco sua
falta de tranquiilidade, desde que em dias do mez
d Feverer ao anno prximo paasado, fra es-
pancado o capitio Iguicio Gomes d Carvalho, na
povuacao de Jatob.
Este tacto oriundo de intrigas partisulares en-
tre a victima e fausto R idrigues, residente entao
nesta pov<>aoio, ira motivo do exploroslo poltica
e de despeito pessoaes coaira o teoonte-coronel
Francisco Cnva'cante de Albuquerque, quein se
pretenOeu respinsabilisar por elle, nao obstante
serem conhecidas as boas relxces que at a per-
putmc'i U'aquelle crime existan entre o dito ca-
pito Ignacio de arvalbo e o teuente-coiooel Ca
valconte.
Mantido a tvdo trauao o proposito de nao is-n-
tar-se da retSJHBsahlsdade daqsuUs f>cto, o refe-
rido tenentc-or nel Cavaieante, e quereudo se dar
expiusoes a odio mirigos, BOSK0BS logo a verifi-
car-se a filnsjln de u.n g'up a<: b stiliiade, nao
t ao imiSflMl I nii>!e-cor n-l, como s pestoas que
lbe eraui afle i ala e aos neus proprtos prenles.
Ajbhii tul que Cvpriano de Queiroz, criminoso
de mor-- e io.ii>>, refugiaUO, -y nreceu nesta co-
marca a oe.vicj do ssescionw '. capitao Igoacio ce
Carvalho, um J fosenda enlive humiaiado, e
prouuveu o lrVaDtaUWfht>d giupoaquemere.fi-
ro, faseudo Suri nuo leudo uovus crimes.
T ndo BSStSCa ie tudo, expedi s mais termi-
nauted orlen p ra IUS oaptara, e intelizaieuie
uuuca poude ser ella seul ->, apesar de haver
aqu um destacamento de 30 praeas de liaba, com-
mandado por officiaes que accumulavam as attri
buic's ae delegados de pilicia.
Nao se conseguindo, p >r tanto, dissolver esse
grupo que se compunha de nos oito individuos,
visto que, comoj disse nSo fra capturado o seu
ehete, comecaram a apparecer os attentados con-
tra a vida dos que devam responder pelo espan-
camento do capitSo Ignacio de Carvalho, isto o
tenente-corooel Cas/aleante, seus parentes, amigos
particulares e polticos, eafim contra todo e qual-
quer que podesse ser considerado como um acto de
represalia.
Logo no mez seguinte, Manoel Francisco Ca-
valcante, filho do tente-coronel Francisco Ca*
valcante, empregado na estrada de ferro de Paulo
Alfonso, fra victima de urna emboscada, da qual
felizmente escapara por terem alguna trabajado-
res da mesma estrada, que o acompanbavam. sido
dispertados, realisando-se contra elles o que esta-
va preparado para o dito Manoel Cavalcante.
Assim que foram desfechados tiros contra elles,
que se defenderam do mesmo modo, acontecendo
ser tendo un dos aggressores.
Em principio de Maio no lugar denominado Ma-
caco, prximo a villa de Tacarat', Jos Gomes
de S Araujo, collector provincial, bomem pacifico
e geralmente bem quisto, prente e amigo do te-
nente-coronel Cavalcante fra assassinado de em-
boscada por diversos tiros, que lhe desfecharam,
escapando de ser victim nessa occasSo o tabel
liao Manoel Francisco Botelbo, que ia em compa-
nhia daquelle collector.
Em fins desse mesan mez Manoel Bi inspector
de quarteiro de Quizaba, fra tambem assassina-
do dentro de sua propria casa noite pelo refer
do grupo, tendo a sua frente Cypriano de Queiros
que em todos esses factos achava-se sempre, como
chefe que era.
A lera desses factos graves, muitos espancamen-
tos e surras foram praticados, notando-se de An-
tonio Severo, no lugar denominado Brejo, af ira
anda a tentativa de morte contra Bertho de tal
no Iflgar denominado Bem Querer.
Semelhante estado de cousas animou sobremo-
do a pratica dos crimes na comarca.
Individuos que mantinham, desaffeioes pes-
soaes, com o exemplo qae tiahaai a vista nao tre-
pidaran! em viogar-se de seus nimigos, matan-
do os traicceiramente como succedera com Jos
Bedor de Araujo, Francisco Gama e Estavao Jos
de Ge tova subdelegado do dstricto de Jatob em
Setemoro do aano paseado.
Convm desde j tornar saliente a circunstan-
cia de que esse grupo capitaneado por Cypriano
de Queirez tem desde suaorigom o apoio de Fran-
cisco Vicente da Cunha Va I pasaos, Antonio Go-
mes Corris da Cruz, Jos Jovino Marques e Gui-
Iberme Gomes de Arsujo os qaaes, com elle se en
tendan), o primeiro por meio de cartas, e os lti-
mos por meio de conferencias verbaea.
recrudesceado cada vas mais a audacia dos
malfeitores, nao tardn muito em correr de plano
que pretendiam elles assaltar a povoacSo de Ja-
tob no intuito de accommetterem a cata do te-
nente-coronel Cavalcante, o que se verificou por
fazerem varias excursoes ao lagar denominado
Brejinho distante 3 kilmetros desta povoaco,
onde eram acoutados por Francisco Pereira de
Lima, que os instrua de tudo quanto se passava.
Sciente o tenente-eoronel Cavalcante do que es-
tava planejado e cansiderando sua vida ameaoa-
da dirigio-se para esta capital em Outabro do an-
no psssado afim de solicitar garantas para al, sua
familia e seos amigos e para a comarca, que in-
contestavelments atava sujeita a urna m minen-
te Confl capitaneado por Cypriano e as ordena do capito
Ignacio j se compunha de maior numero e em
soa maior parte de criminosos pronunciados peles
crimes de homicidios a que cima me refer e co-
mo V. Exo. nao ignora.
A' primeira vista parece que existindo na co-
marca um destacamento de trinta praeas de lnha
0 referido tenente-eoronel, seus parentes e amigos
e toda a comarca eatariam garantidos, porquauto
outra providencia nao era necessaria seno a dis-
perslo daquelle grupo com a captura dos crimi-
nosos que o compunha.
Mas para notar que nenhuma diligencia fea-
se nesse .mpenho, ebegando-se at a conhecer
ce: ta connivencia entra pravas do mesmo desta-
camento com individuos do referido grupo e al-
guna dos quaea existiam parentesco por si e por
suas mulberes.
A substituica j portento deste destacamento era
urna necessidade urgente, e era a garanta que se
pedia para a cimarca.
Foi assim resolvido.
V. Exc. attendendo solicito s reclamacoes ins-
tantes, substituio por um outro de pravas do cor-
po de polica visto qas na esntormidade das or-
dena do ministerio da gueira e repetidas conside-
racoes do Exm. General Commandante das Armas
qoanto a inconveniencia de destacar a forca de
lioha,nio poda ter lugar a substituico por praeas
da mesma forca, slm de que a existente nessa
capital era iosufficiente para o servico da guar-
nido I
Em 4 do Ddsembro ultimo chegou a villa de Ta-
carat, parte do destacamento de 50 praeas do
corpj de polica e o delegado tenente Bellarmino
Pinto de Paiva.
At o dia 10, 6 dias apenas, nada de importan-
te occorreu, mas no dia 11 pelas 9 horas da ma-
nh fra assaltada a casa do tenente-eoronel
Francisca Cavalcante de Albuquerque, dando-se
os tactos criminosos, consequente do assalto e
dos quaes, por ordem de V. Exc. vim tomar co -
uhecimento e proceder nos termos da lei contra
os seos autores.
Esse attentado foi certsmante commettido com
preeipitaco, que se explica pelo tacto da chegaSa
do novo destacamento.
Nao contavam os as saltantes com a condescen-
dencia cuip >sa, que at entao dispensara-lbe o
destacamento de lnha.
Era de receiar que o delegado e commandante
do destacamento de polica promovease immeda-
tamente a captura delles, eonbecidos criminosos,
persegaiudo-os uoj termos da lei e evitando a re-
produca) dos crimes em virtade de terminantes
recominendaco.'s que lhe fez easi chetatura.
Effectivamente no msuciooado da 11 de De-
zembro ultimo o grupo a que me teoho referido
tendo partido da fazenda Quixaba-Grande em a
noite anterior e f.zenlo caminho por veredas,
ebegou ao lugar douoniuado Rocad j, a um kilo-
metro de distancia desta povoaco, pela manila ;
e depois de pequea demora sahira enuoberto pelo
matto c aproximndose da casa do tenente-eoro-
nel Francisco Cavalcaunte que fica na extremi-
dad,' da ra Occidental, a investir dividiudo-se
rl.e que era de 20individuos em 2 partes.
1 Uma colloc u-se frente da casa e a outra foi
postar-se na extrem'dade opposta da mesma
ra.
Da que ficoa frente da casa alguna neMa pe-
netraran! o ti-iv-iram luta com o tenente-eoronel
Cavalcante que se achava na sala ao lado de sua
filna Mara Barb.ii-a Cavalcante, lendo esta em
vua alta um j Essa luta que ioi'renhdissima, mas rpida,
trojxe a morie mmediata do msamo tenente-core-
nel Cavalcante e de sen filho Antonio Francicco
Cavalcante, Manoel Francisco doa Santos, qae
com aquelle viera em soccorro do primeiro, pois se
achavam tora de Casa, Cypriano de Q-ieiroc, Sil-
vestre de Qjeiros e Maaoel Januafo Gomes de
Soma, ficauuo gravemente feridos por urna bala
que penetrando pelas costas 1 calisou-so abaixo
do peito direito, Mara Barbara Cavaleaote, fi-
nia do mesmo teneute-corone!, o Joaquiui Caval-
cante d-i Alouqurrque, tarebe n aeu filho qae teve
a cxa direita atravesada par ama bala, alera de
ama punhalsfiU ca espadna dreita e os aedos da
mao direita cortad s.
O tenente-eoronel Cavalcante soffren smente
nma punbslads, seu filho Antonio, porm, recebeu
13 e 2 oal, Manoel Francisco dos Santos 3 ba-
las e 1 facada; JoSo Silvestre de Queiroz 1 fa-
cada e am% bala ; Cypriano de Queiroz e Manoel
Januario 1 bala cada um.
A lula, portante, nao limitou-se a arma de fogo ;
e ao pasa qne no interior da casa isto aconteca,
de fra outros atiravam para dentro.
Durante tado esse tempo aquella parte do gru-
po que fiesra na outra xtremidade da ra, fasia
fogo em todas as direccoes da povoaco de modo
a impedir qqe houvesse qualquer siccorro.
Nao obstante, aos estampidos dos tiros toram
appareoendo divsrsss pessoas e entre ellas um
outro filbods tenente-eoronel Cavaleaote de nome
Mano-I, que morava perto de seu p-ii ; e a sua
approximacio bem como ao grito deMorreo Cy-
priano fjgiram todos.
Abandonando com a miior celeridade o theatro
do enme, naja parte dos assaltantes conseguio
gaaliar o matto e a outra perseguida pelo subde-
legado de polica c outras pessoas do povo, to-
mando a dirsccao do rio reiugiou se e otroebei-
rando-se n% cachaeira da Itaparics, que demora
cerca de 2 Silmetros desta povoaco.
Anda asn depois de cercada continuara a fa-
zer fogo pan os que. os cereavam, sendo ferido
gravement* com duas balas Julo Gomes Pereira
que acompgahara aquella atuoridade, continan
do o fogo ale a noite.
Avisado inmediatamente pelo subdelegado o
delegado sis polica, que se achava na villa de
Tacarat, is 5 para 6 horas da tarde chegou elle
acompanhsjse de 15 praeas do destacamento do
corpo de pslicia e dirigindo-se para a cachoera
mandn par um ofEcial de justica intimar aos re-
sistentes qse so entregasse a prao.
Apesar J|e Intimados, porm, proseguiram na
resistencia: que tenazmente oppunbam ; e sendo ne
cessario xsneJlil-oa manteve-se a lata como j fi-
cu d,to aj a noite conservando se o cerco at o
da seguiste pela manha, quando entregou-se a
prisao Jos Innocencio Pacheco, ferido, que de-
clarou terstn se refugiados na cachoera elle e mais
oito compnheiros entre os quaes o capito Igna-
cio de Csiralho.
Destes,inorreram logo que chegaram a cachoe-
ra de feriaentoa recebidos na lata em casa do te-
en te-coronel Cavalcante, Manoel Francisco do
Nascimen|o e Manoel Vicente.
Depois foram tambem encontrados mortos Ja-
nuario Gomes de Carvalho, Francisco Gomes de
Araujo e#rancisco Antonio de Mello, presumin-
do-se quefdous conseguirn) evadir-se durante a
noite quenoram Aquelino de tal e Flix Pita.
O capito Ignacio de Carvalho que consta ter
sido terius, procurando fugir ao cerco e persegui-
co que a elle como a todos os outros foram fei-
tos, atirou se ao rio.
Apparaeendo ao depois no porto da villa de
Santo Antonio da Gloria, na provincia da Baha,
2 leguis abaixo da Cachoera, o cadver de um
bomem Csrido no peito e em adiantado estado de
putretaocao, presame-se ter sido do mesmo capito
Ignacio, pois que nao consta ter este apparecido
em outra qualquer parte.
Anda depois de 2 dias foi encontrado dentro
do matlo, prximo ao lugar denominado Bocado,
0 cadver dt Manoel da Lucinda mostrando ter
dous ferimentos de bala recebidos na luta em casa
da tenente-eoronel Cavalcante, por quanto foi'elle
um dos qu* se evadiram internando se no mata.
Em oeaeluso: nessa lata horrivel e sangrenta
morraram 13 peesoasl/senio 6 na eaaa do teneate-
corouel Cejwl 1 encon*r!aB no mato e outra finalmente no ro.
Verificado pelo inquerito policial, iniciado co-
mo a principio disse pelo delegado de polica e
por mim concluido o crime de Jatob, seus au-
tores e cmplices, cosa todas aa circunstancias e
como acabo de expor a V. Exc. com a maior fi-
delidade, proced a formaco da culpa em virtude
da denuncia que me foi apmsentada, resaltando
delta serem por pronunciados, como ocursos as
penas do art 192 do Cod. Crim., Marcellino de
Queiroz, Felismino Caboclo, Andrelino de Cosme,
Manoel Gama, Miguel, filho de Fortunato. Pedro
Zingio, Joaquina de Casumb, Flix Pite, Umbe-
iino Pao Ferro, ausentes e Joo Innocencio Pa-
checo, preso, como autores e no mesmo art. 192
combinado com os arta. 5 e 35" do referido Cod.
Francisco Vicente da Cunha Valpasso, Manoel Vi-
cente da Cunha Valpassos, Ulementino Viira Ba-
talha, Antonio Gomes Correi i da Cruz, Jos Jo-
Tino Marquea, Guilherme Qomes de Araujo, co-
nbecido por Golhermo de Beddr e Rosa de tal,
sua mulher e Francisco Pereira Lima, tedas au-
sentes-
Quanto a Joaquim Barbosa de Sonsa Forras,
Juvenal Gomes de Sonsa Rocha e Francisco dos
Passos Baptsta, tambem denunciad>s, julguoi im-
procedente a denuncia por nao se verificar terem
elles concorrido directamente para a pratica do
crime.
Do meu des pac h > recorr, na forma do art. 9 da
lei n. 2,033, de 20 de Setembro de 1871 e art. 12
do regulamento n. 4,824 de 22 de Novembro do
mesmo anno, para o Exm. Sr. conselbeiro presi-
dente do Tribunal da Relaco e mandei extrahir
as copias necessarias das pecas do processo rea
tivo s mortes bavidas na cachoera de Itaparica,
e remcttel-as promotor ia publica afim de proce-
der nos termos legaes e ser verificado, no juio
competente, se houve resistencia opposta a prisao
ordenada contra os refugiados na referida ca
choeira e ae a repulsa a essa resistencia toi feits
nos termos do art. 182 do Cod. do Processo e 118
do Cod. Criminal; copias que, segundo constara
doa antes, foram entregues em cumprmento do
meu citado despacha
Tendo assim precedido, compro anda a ordem
de V. Exc. contida no citado officio de 28 de De-
sembr ultimo, snbmettendo conaiieracio de V.
Exc. o presente relatorio, assegurando qae a co-
marca est no goso de tranquilidade.
Entretanto, como medida preventiva, deve nella
permanecer, por algum tempo, um destacamento
de 50 pracaa, at qae se firme respeito lei e s
autoridades e restabeleca-se confianga entre os
seus habitantes, muitos dos quaes a abandonaran)
Alm disto conveniente a transferencia da
sede do termo para esta povoaco, visto achar-se
em completo abandono a villa de Tacarat.
Urna outra providencia parece-me necessaria e
urgente :^- a ligaco da lnha telegraphica de
Piranhas cidade de Penedo.
Por esse modo facilita-se a communicacSo da*
comarcas do centro para essa capital; e as van-
tagens qae delle resultara nao aproveitam smente
ao centro desta provincia, mas sos da Baha, Ser-
gipe e Alagoas. .
Confio que V. Exc, interessadopor todos os be-
neficios de ordem publica, nao deixar de promo-
ver perante o goveme imperial a realisaco dessa
providencia, qae ser mais um assignalado ser-
vico de sua Ilustrada administracao.
Deus guarde a V. Exclllm. Sr. Dr. Pedro
Vcsnte de Asevedo, presidente da provincia.0
chefe de polica, Antonio Domingo* Pinto.
Ilepartico da Pelleta
Seccao 2.* N. 88.Secretoria da Po
licia de" Pernambuco, 3 do Fevereiro de
1887.-Illm. e Exm. Sr.Participo a
V. Exc. quo foram reeolhidos Casa de
Petoncfio os seguintes individuos :
No da 1 :
a' miaba ordem, Manoel Marcelino, o
Felippe Santiago rroettido pelo subdelega-
de do 1. districto da Graca, com destino o
escola de aprendizes marinheiros de Arse-
nal Marinha.
No dia 2. :
A' miriha ordem, Granuina Mara da
ConceicSo, por disturbios.
Clementino de Albuquerque Mello, e
Jos Vieira de Paiva, vindos de Peiqueira
como 89ntonciados e Jos JoSo Cassemiro,
por disturbios.
A' ordem de subdelegado de 1.* distric-
to da Boa Vista, Manoel Francisco do
Espirito Santo, por disturbios.
A' ordem do do 1.* districto da Graca
JoSo TavnreB de S, e Francelina Mara
da Hora, indiciados em crime de morte.
A' erdom do do 1.* districto do Poco,
Jos Martinianno do Nascimento Demetrio
Jos* da Silva, Felismi.io dos Santos, Se-
verino Sernel do Nascimento, conhecido
por dussollo, por diturbios.
Tendo-me communicado o subdelegado
do 1. districto da Graga, que naquelle dis-
tricto havia fallecido a menor Luiza de
tres annos de idade, filha de Josepha de
tal, a qual se achava em casa do subdito
portuguez JoSo Tavares de S, residente
a ra Loyo do mesmo districto, e corren-
do boato de que a morte fora consequencia
de mos tratos, mandei encontinente pro
ceder a competente autopsia no cemitero
Publico, convidando-para peritos os Drs.
Coelho L 'ite, e Carreiro, que prompta
mente a isso se prestaram, declararam ter
sido a morte o resultado de pancadas.
Aquella autoridade fez recolher a Casa
de DetencSo tanto o referido portuguez
com a sua amasia, Francelina Mara da
Hora, como autores dos mos tratos fei tos
na cranca, e dos qrues resultou a morte,
e prooede contra elles nos termos da lei.
Pelo delegado do l" districto da Esaa-
da, foram romettidos esta reparticSo, 9
facas de ponto tomadas a diversos indivi-
duos.
Deus guarde a V. EscIlim. o Esm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidenta da provincia. O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto.
DIARIO DE PERnAMBUCO
Iletrospecto poltico de t&Sfl
POLTICA PARTICULAR DOS ESTADOS
EROPEUS
(.ContinuaQo)
E' verdade que lord Salisbury disse no ban-
quete tradicional da Mansion-Bouse que o home-
ruie eslava definitiva e irrevogavelmcnte con-
demnado, sepulto para sempre. Mas o espiri-
tuoso marquez sentio dentro em pouco a levian-
dade de sua asserco, vendo-se obligado a e'm-
pregar a forca bruta para dominar as desordens
da Irlanda. Augmentou o numero de soldados,
prohibi as reunioes publicas, mandou prender
o deputado nacionalista Dillon. Toda essa ex"
panso de energa ser, porm, completamente
baldada. As aspiracOes irlandezas tifio de ser
mais tarde ou mais cedo satisfeitus e os land-
lords nao conseguirao que os desgrasados ren-
deiros de Erin se condemnem de novo, morte
pela fome, so para satisfazer a ganancia insacia-
vel de alguns proprietarios sem entranhas. J
ha, felizmente, na Inglaterra quem tenha a suffi-
cienle senco de animo para aconselhar que se
appliquem os emeoenta /nilhues sterlinos do pro-
jecto Gladstone nao a compensar o landiordismo
do dominio territorial que ha muito devia ter
perdido, mas a indemnisar a irlanda da pobreza
e miseria profunda a que a redimo a dominaco
ingleza.
0 mesmo homem que deu esse conselno mo-
ralisador aos seus coupatriotas, provou-lhes de
modo triumphante que a Gr-Bretanha nao goza
de fado do self-governmen de suas jactancias,
porque a Irlanda tem ha muito o direito de veto
sobre a legislarlo ingleza, nao um veto theonco,
pois que esse ainda poderia ser supportavel,
mas perfeitamente practico e real, cuja aeco se
sent a cada momento e continuar a fazer-se
sentir, emquanto a umo dos dous paizes sub -
sistir na sua forma actual.
Haver pergunta o distincto positivista
Spencer-Beeslyhaver entre nos um individuo,
seja elle taberneiro ou ministro, bastante domi-
nado pelo fanatismo para achar no governo no-
minal que exercemos na Irlanda a menor com
pensaco do governo real que ella exerce sobre
nos ?
Actualmente sao os inglczes que seniora o
pesado jugo da Irlanda, e nao esta o que nos
suppomos impor-lhe. Attentemos nos factos e
conneceremos fcilmente essa verdade. 0 que
desoja, com tITeito, a generalidade dos irlan-
dezes ? Nao pode haver duvidas a esse respeito:
segundo as palavras du Parnell, elles querem a
posse de seu domicilio, e a faculdada de s pa-
garem as rendas que julgarem razoaveis. E
isso precisamente o que elles fazem na pratica.
Somos trinta e dous milhOcs de homens, e elles
constitucm urna populaco de meaos de cinco
milhes; todava nao temos tido poder para
embolsar as taes rendas, nem para expulsar os
rendeiros. Temamos essa empreza, c abando-
namol-a como impossivel, O que diz, a isto o
descontente Sr. Chambcrlaiu, que nao pode con-
formar-se com a idea de abandonar a orgulhosa
supremaca do parlamento imperial ?
Temos um grande numero de reformas a rea-
lisar e noventa e seis deputados liberaos dis-
postos a votal-aa (Bcesly cscrevia em Junho); mas
os irlandeses (que nos temos a van gloriosa sa-
tisfacao de dominar) impedem-nos absolutamente
de fazel-o. Queremos urna municipal idade para
Londres ? Veto. Queremos tornar leigo o en-
sino primeiro ? Veto. Queremos os conselhos
de condado, a reforma agraria, as leis de ca-
minhos, de distribuigao das aguas, a libertaco
dos feudos, a dissoluco das companhias bur-
guezas ? Veto, sempre veto. Nenhuma dessas
questoes pode ser mesmo submettida opifjao
publica, tora do parlamento. Tal a quanti-
dade de reformas espera de votacao, que a po-
pulaco nao quer dar-se ao trabalho intil de
estudar desde j nenhuma dellas ; nao quer de-
dicar o seu tempo ao exarae de projectos de
lei que talvez tenbam de esperar ainda muUos
annos o inicio de sua discusso parlamentar.
Em quanto isto se passa, ha 556 representantes
da Gra-Bretanha mteiramente preoecupados com
as grandes e pequeas questes irlandezas, ques-
toes que, alias, nao tem o mnimo interesse para o
geral dos eleitores britannicos. Ora, tudo isso
poder ser muito glorioso e permittir que S. M.
a rainha e imperatriz conserve a cabeca algu-
mas pollegadas mais alto entre os monarchas eu-,_
ropeus, tudo isso poder encher de orgulho qual-
quer aristcrata inglez deslumhrado pelo bruno '
da cora imperial; mas j tempo de que o
simples eleitor, o operario, o pequeo commer- .
ciante, perguntem consciencia c aos factos que"
vantagens podem colher de situago semilhanle.
Essas considerages nao se conformara de
certo cora oRule Britannia, rule the teaves
do antigo canto nacional o que porm, in-
contestavcl que as classes operaras da Ingla-
terra comecam a perceber claramente que os
vastos dominios martimos e as grandes acqui-
siges territoriacs, os extensos imperios forma- -
dos pela conquista, sao sobretudo uteis para os
cidados influentes e poderosos.
Ha poucos inglezes de certa posigo que nao
tenbam um ou mais parentes confortavelmente
accommodados era empregos que nao existiriam,
se nao existisse o imperio brifannico Cada nova
annexago traz a creago de novos lugares e a
prosperidade de um funccionalismo para cuja
sustentago concorrem sobretudo as classes la-
boriosas.
Essas classes herdarara costumes e ideas in-
dustriaos, e por isso nao participara do orgu-
lho inspirado s classes ricas pelo augmento
incessante do territorio, orgulho que 6 urna re-*;
cordagao das antigs tendencias militares e do
velho prejuizo consistente em suppr que a gran-
deza material, bem como a gloria de urna naco
depende da sua maior ou menor capacidadc
para coagir povos estranhos.
Os ingfexes, sejam qnaes forem as suas illji-
scs a esse respeito, nao podem hoje contr a
Irlanda sob o jugo de ferro que outr'ora lhe im-
pozeram. Ella emancipou-se antes de lhe darem
a carta de emancipago ; e desde que o preeon-
ceito de urna parte dos representantes da Gr-
Bretanha se recusa a reconheccr por um acto le-
gislativo e facto d'essa emancipago, os irlande-
zes vingam-se de tal pertinacia, nao s condem-
nando a completa esterilidade o parlamento de
Westminster, mas desorganisando os partidos
inglezes, tirando todo o valor s suas antigs
designagoes, obrigando lord Randolpho Cfcur-
chill a separar-se do marquez de Salisbury, para
aproximar-se dos radicaes ; fazendo com que
o marquez de Hartington abandone as fileirasr
commandadas pelo Sr. Gladstone, para fazer
causa commum com o torysmo da tradigo.
Em resumo : a recusa de um parlamento para
a Irlanda est pondo em crise esse ftil parla-
mentarismo de que a Inglaterra foi sempre tiro
vaidosa.
(Contmu'a) jM
RECIPE, 4 DE FEVEREIRO DE138T
IVoCiclas do Morte
O paquete nacional Baha, enerado booteitt-*B*l
norte, trouxe as seguintes noticias :
Amazonas <\
Datas at 23 de Janeiro :
D.-ixiu a presidencia da provincia o Dr. Eraoi-
to Chaves, assum n lo- i o Io vice-presid'-nte.
A convite deste h >uve urna reunSo medica
palacio, afim de rraUr do san amento da pr ir
ca, ara ai.'K.l i pelo cho era.
Deu-se um beneficio vi uva e filhos do ca-
pito Ur .ule Pin'o, promovida pilos Srs. R*
dos Santos e Jos Cirnciro dos Santos, o
rendan livre de despeina, 1:038500.
No Aere,, lujar denominado Prtale.
Francisco das Chitas e Souza assassinara coa
amasia, dandi-loe cinco tacadas.
- Foi nom id i inspector do Thesouro, o Sr.
Mano I Jos ie Oliveira Miranda.
Para igual carg >, na Recebedoria, foi nora.-do
o Sr. Caetano Luis Simpson.
Assumio o cargo da chefe de polica ojt
Artbur Jacoma Pires.
Foi apprnvad u contrato volante celeb
com o Dr. H. Jaramll para o aasentamento
tnlhos urbanos, pelo systema amurican ua ca
tal.
No Caldeirao foi assassinado Ray nuado B
uedicto l'uvii por sua propria mulher.
Limos no iaro de Noticias:
m O n 'aso amigo major Frederco Costa den,
domingo, um lauto ai moco aos seus Amigos L b i
to e Aotouo Pereira, representantes do pan ido'
conservad-.r de Pont i de Podras, aliuoc<) ijue, se
prulongou at aa 5 h iras da tarde.
" Foi muito c incurrido por pessoas da mus fi-
na lite social, tr cmdj-se naoccaso muitu* sig-
nifieativos brindes, onde os nemes diminu, s!
marinha, Barao du Cotegipe, Squera M il'<*,
etc., eram ouvidos a cada' justante.
C>nia u-s um amigo que, pela ann > e
grande numero de ac pipes que l vis-se, Jci iic
dos primeiros baquetea que o Para tem tnlo S
Para
Datas at 27 Je laucro : .
Ao meio dia de ib, na occasiao em que *-.
bocio, em trente ao trapiche da companbia s r_f
tonas, provocava dis"irb.os, reoebera vos de i(F>
sio de por um solalo alo presente.
Aiguos ompaobniros, no momento em qp rn
conduzido, tentaram arraucal-o das mi'W i-*) -
dado, ptovocaudo um grande conflicto.
O pret-o evadio-ee. O conflicto durou s.-f
mente ineia hora.
Notiii o Baixu AnuMiias, de SaaUriv :
No dia 4 deste m.x, no rio Arapiuua, 'iu-
trcto d para os seu trabilhoe, nlo-qnis levar u-ni'i^j
urna filbinha que nuiatia cm aJ>mpuli a
qual fisou cm companliia de su i mil ; a faf

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Diario de PcrnambueoSexta-feir 4 de Feverefro de 1887
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Vpell', a innocente, ap"roveitando-3e da distra-
ao das peasoaa da casa, eeguio era batea do pai,
ternando-se pelo matto, perdeu-ae.
' Na nanh seguinte, depois de muitoa eafor-
m para a detsobrirem, acharam-n'a mortae com
Treapa humedicida d'tgua da chova; pon na
acate em que a crianca en questao pasaou nai
anttus foi urna deaaaa noite tempestuosas o hor-
adadas. .
A causa da aua morte ignara-ae.
. A autoridade policial respectiva tomou coche-
atiento do facto.
_ Eslava doeate de tabre intermitiente o det-
ttmbargador Barrajas, presidente da provincia.
MarRuhao
Data at 30 de Janeiro:
A nova Cmara Municipal de b. Lu*, era sua
xaioria liberal, demittio todos oa tuoccionanoa do
mida eouservadjr.
Nada mala referem oa jornsea, que raereca men
*" fear
Batas at 31 de Janeiro :
Por acto de 16 foi nomeado promotor publico
Antea de abrir a aesso no senado, o sallo de
conferencias eatevo aoimadiaaimo.
Andavam por all o Sr. Camacbo, milito satis-
feito de nao ter aasiatido reunio da presidencia
e o general Beranger, que se prepara para eaca-
par-se da maioria P* orimeir occasio que se
offereca. te._
Era de ouvir<7te8t e orna teatemunha da vis-
tae que disiam oa senadores descontentes.
O thema preferido, aasim neatas palestras como
nos artigos da imprenaa madrilea, a formaco
da aovo partido pilo accordo que iatervem entre
o general Lope* Dcmingu.s e o Sr. Romero Ro-
da comarca de S. Benedicto o Dr. Antonio Coelho abolilo de urna dellaa.
j O Liberal inclina-ae a segunda bypothese na
resenha dos ideaes que o novo partido ae propoo
__ O Exm. desembargador Francisco de Fariaa
Lesaos, foi alvo de urna honrosisaima manifesta-
ba, por parte do* seu* amigos e admiradores qve
c foram esperar, quando deaembarcon a 23 no
trapiche da : Todos aquellea qne reeeberam deram eignaes
t grande alegra ao apertare ao peito o Exm.
tatuco e correligionario, que acabava de dar na
residencia de Minaa Geraea provaa valiosiasimas
S grande criterio e capacidade administrativa, e
eompanharam at a casa da sua residencia,
tate de novo o abracaram e se retiraram.
_ Lemos na Constituicao de 23 :
Dorante as 24 horas que deeorreraaa de an-
te- bootem 3 2 horas da tarde de hootem, o ea-
airit publico n'esta capital esteve preocupado
en um tacto que por todo aquella tempo deu vi-
ta* ee umsangrento mysteiio.
< Mil eonjeeturas surgiam, e hontem pela ma-
ii, se oavia insistentemente fallar d aquello fac-
te, que al .una qualificavam jo crime da ra
Ftraosa. ,
. Procurando esclarecimentof, eis o que pode-
mos eolhet na repartico de palieia
A's 3 1t2 horas da Urde de ante-aontem, o
Sr Hilario de Almeida, director do Circo Cosmo-
pefat apreeentou se ao Dr. ebefe de polica com-
Mic'ando haver tirado do poco da casa em que
'at* i roa Formo n. 49, um bahu trancado,
' a* algumaa tabaas da tampa arrancadas e cbeio
ronpa. ,
m Aquella autoridade acompanhado do respec-
tivo delegado, e com o telo que lhes proprio,
"esopareceu ao lugar, e com as formalidades le-
aaea perante duas testemuuh tos seeuintes obj.etoe encoutradoa no bah
E pri netro roa tudo... adeus esquerda deoao-
c rauca 1
Easa nao existe j, par expresaa renuncia dos
que le va va m esta denomina o.
Apreaeota-ae em es della, na arena poltica, o
novo partido liberal-reformista, msela dos con-
servadores disidentes e da etquerdistas demo-
crticos.
Como se ebegou a consumar este facto !
Por mutuaa concessoes de parte a parte, ou p;r
1 patente de tenente honorario do exercito per-
teneente a Frederice Carneiro de Oliveira Soares.
1 farda de oficial honoiario.
1 dita de panno singlo.
1 tricla.
3 co!ccs.
1 bonet de marinha.
1 chapeo preto de maaaa.
1 ironba.
1 escova para roupa.
4 teneos.
1 bato encarnado.
5 camisas variadas.
3 ceronlaa.
S calcas.
Snteas.
4 collar inhos.
1 par de puohos.
1 gravata preta.
a Sotando-se que do referido bahu, como do
soco se exbalava um ftido por demaia deaagra-
catvel, anppot-ae haver all um erime, e talvo* o
iver de alguem. Eato o Dr. chefe de polica
jedobrou de eaforcoa para o descobrimento da ver-
steia, mandando condnair o bab. para o quartel
4s guarda cvica, e poitaudo sentinellas cacim-
osr. durante a noice.
a Hontem, continuando na syndicancia do fac-
te ehegou ao cenhecimento de que o bab per-
tenea ao referido tenente Frederico Soares, que
mera do aul para eata capital em fins^ de Agosto
o anno passado e se empreara em Setembro co-
ssc> wachinista da estrada de ferro de Baturit,
xradn demittido em Novembro.
a Ul'imamente estivera morando com o protes-
tar Simplicio Delfino Montezuma, declarando es-
te que assistira ao einbarqae do mesmo Frederi-
et> bo dia 11 do correte, < m companbia do em-
aegado de faionda do Par, Luir MagalnSes, que
i estivera duente de benberi e seguir para o
o tenente
Ainda a convite do Dr. ebefe d_- polica com
ttueceu o Dr inspector da saude publica e enge-
ateire da provincia, e ouvidos eetes dous cava-
Wiros mandn a referirla autoridade foase esgo-
teda a cacimba, o que feitc, nada deixou appare-
er que confirmasae aquellas suspeitas.
a Nao obstante a polica proaegnio as precitas
adagacoea para conhecer como e porque tora all
Jer eate bah, c tambem qual o destino da pesaoa
s ejnem se sppoe pertencer.
a A' ultima hora coneteu-nas qua
3oeres acha-se actualmente no Recito.
Nos seus esfarcos para o descobrimento da
terdade, o honrado e infatigavel Dr. chefe de po-
Jieis toi s-cundado pelo noseo collega major Be-
serra e deput-do Joao Sampaio, que se preatou a
fesrr a desiufeecSo do poco.
__ gao da mesma folha estas linhas :
Nenbnma duvida, parece nos, pode asan ha-
ver sobre a existencia de bom invern no anno
retente em nossa provincia.
a Todo eate me* ha decorridj cem oa melhores
tagaaes percursoreade ptima estacio pluviosa,
ttn.. effeitea beueficos ninguem deixa de avaliar,
taperun utan io satisfacSo intima.
. ma chava torrencial, que se prolongou das
7 horas da manh por quasi o dia inteiro, com p-
nenos intervallos, veio ante-hontem como coaso
6dr o lisongeiro estar desta provincia.
Pasadas e extensas descargas elctricas, em
Bgeiras intermitteocias, das 7 1[2 a 10 horaa da
ttanha derramaram austo por entre uus, coragem
e esperancas por entre outros, e, para lembranca
da auspiciosa visita, diversas faiucas se despren-
cram sobre o maatro de Jsignaes na fortale*a, no
Kistaurant Qu.bra Mar, na ra da Praia, e
igreja do Patrocinio.
a Felizmente nenhuma desgraca houve
ter.
U-
Ainia bem E a vos, fazenieiros e lavrado-
MB ditosos, as nosBas felicitacet.
Rio arande do \orle
Dttas at Io de Janeiro.
As noticias carecem de interesse.
Paraliyba
Datas at 2 de Fevereiro :
Fa'leceram : em Mamauguape o Dr. Andr de
Alb%uerque Maranhio Jnior ; e na capital, os
artistas Francisco Raymundo Cavalcante de Al-
taquerque e Lui* Vicente do Rosario.
Xoticias da Europa
paquete trance*.Senegal, entrado hontem da
Europa, trouxa dataa que de Lisboa alcaucam
~ de Janeiro fiado, adiaatando nove das as tra-
pelo ingles La Plata.
Alm das de Portugal, constantes da carta do
iso correspondente, publicada na rubrica F.xte-
eis as dentis noticias :
Hespanha
Esereve sob este pai* o aosao alludido corree-
adente :
Continua a ser thema de todas as conversacoes
trenlos polticos o proJ9CB||iU fusao do parti-
do da esquerda dyuastica com o grupo doe con-
^tMrvadores dissidentes.
Les as bases deste projecto :
I. O novo partido denominar-seha Nacional;
II. Osen prgramma comprehender refor-
ata constitucional feitas pela cortes conatituintes
ca reserva para a corOa do direito de voto e de
todas as prerogativat da constitaicjlo actualra-
tragio universal com certas restriccJes,casamen-
to civiljuryproclamacio des direitot de ho-
lili. Os chefes do partido serao o general Lopet
Domingue* e o Sr. Romero Robledo.
Com*cou no dia 17 a segunda legislatura das
lkttpanholas. .....
Sacamara electiva procedente eleicao da
residencia, vice-presidencia e secretarios.
Foi reeleito para o primeiro logar o Sr. Martot
tjne obteve 152 votos. .
Na legislatura anterior ahancara 232, isto ,
as io 80 do que ot de agora.
Oa ministeriaea de boa f quizeram dourar-lhe
m pilula, txplicando votaco to exigua pela au-
ttttca de muitoa deputados.
Todava agradereu o Sr. Martot cmara a
toara de renovar lhe i sua confiaoca.
A que vem t novo partido liberal reformista, que
nao tras nem repreaenta nenhuma referma : Poia
bem ; nao devia o general Lopes Domingue*, pa-
trate de boa f, consciencia recta e corceo leal
considerar mallograda a sua misso poltica, e
lancar de si a chefatura do novo partido, que lhe
hao adjudicado V
Tranca
A poltica republicana accentua-se de da para
dia em Franca.
Ainda nao vai decorado snuito tempo que M.
Fryatam alcanc -u no norte um triumpbo sobre o
candidato conservador; succedeu ltimamente
nova victoria na Mancba sendo derrotado o almi-
rante Roussiu, e ficaudo vencedor o deputado re-
publicano Riotteaa.
En 4 de Outubro obtv esle candidato 53:000
votos ; Agora alcancou 55;GO0 ; Uto ganhou200J
votos.
Este facto di* o Fgaro urna desagradavel ad-
vertencia para os conservadores.
E continua sensatamente a folba francesa :
As nac/oes nao teem preleceo especial por este
Ou aqueile regimem.
Urna vez, porm que se lhes babtuam, hesilam
em mudar e seutem urna descoofianca, sem duvi-
da injusta, mas absoluta quando as querem sujei-
tar a novas aventuras.
E' intil investigar se a Franca republicana:
est sob o rgimen da repblica, e emquanto um
outro governo lhe nao aeja posta par urna mo fir-
me e audaz, permanecer a repblica.
O dever doa conservadoies tratar de me-lbarar
cssa repblica, tornal-a habitavel expulsaros aal-
timbaneo que as deshonrara, defeudnl- i doa se-
ctarios que se dizem seus amibos, fazel-a accei-
tar pir aqueiks que temem, equilibrar- lhe as fi
nuucas e tratar ae lbe estaLelecer bom systeina
econmico.
A situaco parlamentar do ministerio goblot
cada vez mss incerta.
Receiava-se que a commito de impostos regei-
te ot projectos do ministro da fazenda o Sr. Dau-
phim.
A ameaca que peza sobre o mercado de que o
Sr. Dauphiin tem idea de faser um grande em-
preatimo, impresaionar profundanieiite a Bolsa, e
a causa da baixa permanente dos valoret fran-
cezes,
O conseibo de ministros decidi manter o pro-
jecto de orcamento do Sr. D<.mphin.
O ministro da fazenda ir s-neute no dia 21
defender o seu projecto perante a commiaso de
orcamento.
Sao encontradas as previsoes acerca do resul-
tado das actuaes divergencias orcamentaet.
Commentando o ultimo discurso do famoso cban-
celler allemo, esereve Le Progree Uilitaire, de
Paris :
Tudo quanto se tem dito durante aa nltimaa
semanas, tanto em Franca como na Allemanha,
p >de condetauar se em tres pontos perfeitamente
ciaros:
Io A Franca nao quer declarar a guerra Al-
lemanha.
2 A Allemanha nao quer declarar a guerra
Franca.
3 Todava, a guerra entre os dous paites i
muito poovavel, se nao inevitavel.
J sabamos tuda isto e os discursos de Berlim
nada nos dizem de novo ; no emtanto, seria erro-
neo que aa palavra proferidas as leve o vento.
At dcclaraces ao metmo tempo solemnes e bru-
taes de Bismarck parecer marcar o fim de urna
ciape no caminbo que di ve levar o conflicto eein-
pre pendente entre as duas potencias, etape qne
durou onze anuos c mcio, desde ansiados de 1875
at flus de 1886.
A Franca e a Allemanha entrara boje n'uma
nava pbase, marcada desde o eea co-neco por ar-
mamentos recprocos c mais formidaveis que
nunca.
Quanto durar esta phase ? *
Blgica
Houve a 16 de Janeiro urna grande manifesta-
fo socialista em Marchiennes.
Tomarain parte nella mais de quatro mil ope-
rarios, percorrenda processionalmente a povoacao.
Pi-onunciaram-se discursos vio'entiasimos con-
tra os conservadores, e ad ptou se nun resalucao
pedindo o auflrag'o universal.
Todava, nianteve ae a ordem, dispersando-s:
tranqoillmente a manifeatacSo.
Auguenta a grve dos mineiros na regiSo de
Chirleroi.
O numero dos grevistas excede ji a 2.OJO.
As questoas militares preoceanam seiiamente a
opinio publica na Blgica. U Sr. d'Oultremant,
autor d'um projecto de lei tendente a supprimir a
substituicio do servido pessotl, acaba de trazer a
lame o resumo d'uma cinversa muito pesaimist*
que Uvera, ha tres mezes, coa o gen ral Bnal-
mant.
Este distincto offiial p^nsa que, ni casa de urna
guerra geral, a Blgica pode, ae no conseguir
manter eficazmente asui neutralidade, achar-se
envolvida o exposta a calamidaJes e que sa ar-
risque a perder a aua independencia.
ora os eff-:ctivoa de guerra des te pai* sao ex-
ceasivamente fracos p r i permittir urna reaisten-
cia seria.
A Blgicacoaclue o citado generalest
mais longo aiuda que cu- 1871 do que lbe seria
estrictamente uecessaria.
Estas criticas sero de certo elucidadas nos de-
bates que devem abrirte eate primavera, na c-
mara belga, sobre a questo militar.
Entretanto importa registrar que o governo em
modo nenham se "mostra indifferente peta sega-
ranea do pai*. A Mttuer annuocia que vio crear-
se doua campos entrincaeirados em pontos estra-
tgicos importantes. Um dalles ser situado em
Firan, duas leguas a late de Lige, nao longe
da cidadella da Chartreuae e sobre a cumieira de
Beyne, de modo a defender a estrada de Lige a
Aii-la Uhipelle e o valle do Uuribe. U segundo
campo ser construido n'uma altura, parto de
Chamblaio le-Pout, e dominar os caminhos de
ferro de Ambl ve e do Ourthe.
Italia
A cmara italiana comecou os seus trab tlhoa,
vagarosamente, como quem nao tem presas nem
selo de cumprir o sen mandato Neate andar
difficil que estejam discutidos antes do fim
de Janeiro ot orcamentos dos difTerentes mi-
nisterios, particularmente o das obras publicas,
que provoca sempre numerosas reclamaco ;s de
interesae local, aa8m como o estado das receitas
acerca do qual nao se eximirlo os chefes de par-
tido a sustentar as tu as diversas doutrinaa eco
nomicas.
De nao acontecer aaaim, ae o me* de Marco for
destinado ao exame de algont dos projecto* d
importancia capital, apretenttdot pelo governo,
provavel que naa nltimaa semanas da sesso se
trate do projecto de lei que accrescenta o numero
dos ministerios e das secretarias de estado. De-
poia vira urna lei aanecionando certas innovaoSes
paataes, e, se o tempo sobrar, a diteuseae do ba
lncete de 188788. Deste modo a cmara ita-
liana poder iniciar em Abril a questao da re-
forma da administracao municipal e provincial,
de ama alta importancia poltica.
O correspondente do Times cammunicou de
Roma a noticia de que a Italia ser em breve
convidada a interpor a ana mediacSo para resolver
o conflicto pendente entre a Reawi e a Bulgaria.
E' muito provavel que a Italia aceite a misso.
anta S
O Monde dis que ot nuncios em Paris, Madrid
e Vienna, e monsenhor Masella, antigo nuncio em
Lisboa, foram info'madoa officialmente de qne
tero creados cardeaet no consistorio de Maros.
O cardcal Jacobini, te lbe for dada a commiaso
de tecretaiio de Estado, aera nomeado perfeito j
doa palaciot apostlicos depoit do consistorio de I geraea
Marco, i A Italia tambem nao
Parece que monsenhor Rampolla, actualmente
nuncio em Madrid, quem aera nomeado secre-
taria de Estado, depoia de promovido a cardeal no
consistorio de Marco.
Inglaterra
O Times mostra-se muito tatisfeito por o tribu
nal do cominemo ter aborto ama aceito de exeeu-
co dada na Irlanda no plano de campanba *
imaginado por Dillou e seus amigotdo partido na-
cional iti.
O Time* espera que se proceder com rigor con-
tra est-i agitaoio, e reconhece que ts persegui-
coe8 contra o* deputados em qaeato nao teem
sido conduii Jaa, at ao presente com grande xito.
Os ac os e lingnagem dos chefea da conapira-
eo, di* o referido jornal, sao um eacandalo nacio-
nal. E' preciso que o Parlamento te abra para
qae o pas teuba a certeza de que os ministros
eato prestes a Germinar corajosamente com eate
estado de cousas.
Asaegara-ae qao o conseibo de ministros pre-
Krou um bil pedindo poderes espsciaes para com-
ter effieazmente a sgitaco irlandeza.
A applicaco do plano de campanha na Ir-
landa progride com rapides. Oa rendeiros da
grande herdado de Hingston, ameacados de evic
cao, venderam mil caberas de gado, segundo se a
esta venia urna grande demonetr&co no dia 19.
Em Londres, effectuou-ae no dia seguinte na
praca de Trafalgar urna grande mamtestaclo dos
operarios faltos de trabalho, mas nao occorreu a
mnima desordem.
Alleanaaba
A grande novidade do dia na poltica de todo
mundo tem aido a attuudu do grande chanceller
no parlamento allemo.
Inaugurou novamente os debates ao reisebstag
o feldmarech.il MoHisety, seguindo eo-lhe logo no
uso da pal ivra Ricbter, o principe de Biamarch e
Wiodthorst. A lucta entre essea chefea de partido
foi vivissima.
Instado para que declarasse o sen pensamento
com respeito a Rusaia e as intrigas d'essa poten-
cia, exclamou n piincipe de Bismarck:
Se a Russia chegasse a tacar a Allemanha
aaberiamot defeuder-noa at ultima gota de
aaugue.
Mas nenhuma potencia tem motivo para ata-
car a outra n'este momento. >
Esta foi a declaraco mais importante de toda o
debate e produzio grande sensacio pelo seu carc-
ter pacifico no retobttag.
Apezar d'isso o chanceller terminou o seu dis-
curso insistindo com a maior energa na necossi-
sidade de votar ot crditos por 7 annoa.
O governo, date elle, nao p Je ceder nem um
pice n'eate projecto cuja ap rovajio tem como
indispensavel pira o manter o preatigio, que
actualmente desfructa o imperio germnico.
O ministerio nao pode portanto aceitar a
tranaaeco do Sr. Windthorst de votar o crdito
por prabo inferior ao de 7 ann>s. a
Na terceira sesso em que se discutio o projecto
de lei militar, o Sr. de Bismarck, replican lo ao
Sr Windthorst e Richter, fallou eom tal altivez o
e com tanta irona e asedume, decusados em par-
lamentos e improprios de um poltico habilissiino,
que parecera que o grande chanceller comecava a
dar prova da dect.encia do seu espirito, ae na
hoavease motiva para crcr que aquella maneira
de fallar tiulia simplesmeote par fim aturdir o
parlamento e a Europa com um bombardeamento
de palavras que envolvem n'uma nuvem de fumo
bellicoso o verdadeiro caminbo das suaa ideiaa.
Do primeiro diecurao do Sr. de Bismarck coa
clue-se qae a guerra pode rebentar em dez dias
ou em dez anuos, e que pode dizer a respeito do
palmo de trra do seu paiz o chanceller do princi
palo de Monaco. A Allemtnha nunca provocar
a guerra; mas a mudanca de governo em Franca,
pode de um momento para outro deacarregar a
primeira peca que aeja o signal da couflagraco
geral.
Sem ser propheta, qualquer pode dizer o mesmo
do paiz em qne vive se mudar a forma de goveino
no pal* visinha sendo este, ou julgando-ae maia
forte.
O que novo no primeiro discurso do Sr. de
Bismarck e o que nao parece escripto para oa ini-
migos tradicionaes, sa as phrases lisongeiras para
o orgulho trances, a confieso do prugressoa da
sciencia militar da Franca. Dizem quo nao pare-
cem es criptas para os inimigos tradicionaes, por-
que ba muitos annos que a imprensa inspirada
pelo chanceller, uo tem urna palavra agradavel
para os franceses.
Se o chanceller, no meio d'aquelle tumultuar de
aineacas, de terrores e bravatas, simulando um
rasgo de ainceridade, quiz captar as sympathias
da Franca, lisongeando lhe a vaidade, pon io em
relevo a bravura dos seus soldadas e a grandes*
do seu patriotiamo, conseguioo em grinde parte.
Tendo confessado o marecbal de Moitke que a Al-
lemanha fizera tudo par ae bemquiatar com a
Franca, e que o imperio encontrava aempr a'maior
opposieao a esas reconoiliaco no patriotismo fran-
cez, no proposito da desforra, na idea fiza da re-
conquiata da Abacia e Lorena. o Sr. de Bismarck
deu agora ao pavo franeez a maior satisfaco do
seu orguiho nacional, julgando-o apto para reali-
sur os seus propalios.
Einquanto a im^eens i do resto da Europa se
tem mootradj sobresaltada com o discurso do Si.
de Bismarck, a imprensa franceza, em geral, dis-
cute plcidamente as probabilidades de guerra in-
dicajas pelo r. de Bismarck e mostra-se penbo-
rada pela tolha corrida passada ao seu valor e ao
seu p .triotismo. Se o Sr. de Bismarck quiz fazer
iua ao reconhccimcnto da Franca, parece-uos que
o conaeguio.
A terceira sesso, em que o chanceller replicou
ans chefea do centro e do partido liberal, ehegou a
ser tumultuosa O Sr. de Bismarck, com aqueile
deaassombro que lhe da ba muitoa annos usa e o
abas i do poder, e principalmente o bom xito das
sin emprezaa, diaae aos chefes da opposico, que
se o parlamento imperial rejeitasae as propostas
do garanto, este pedira aos parlamentes nacio-
a.n dos estados confederados que lbe dssem na
proporco devida a cada um dellea o augmento de
coBtiugente que o parlamento imperial rejeitasae
na totdlidadc. Esta ameac levantou um enorme
tumulto. Muitoa deputados da opposico gritavam
quu os ameacavam eom um golpe do ertado. O 8r.
de Bismarck replicou com inigu-icao, aceusando
a maioria do Raichstag da provocar crisea preju-
diciaes ao paiz.
O chanceller terminou por dizer que se o parla-
mento losse dissolvido, travaria com os seas ad -
versarlos- da cmara urna campanha ehitoral em
que mostrara ao paiz a falta de patriotismo del-
lea.
No case da votaco ser contraria ao governo a
diasoluoo do Raichstag estava reselvida. Parece
que Bismarck por vezes teve idea de 1er o decreto
assignado pelo imperador Guilherme, mas qae o
ministro de estado, de Baottisher, lhe dissera que
seria mais prudente aguardar a occasio. a
Essa occasio foi a votaco.
O Reichstag votou contra o projecto de lei mili-
tar do governo. Este projecto foi rejeitado indi-
rectamente pela approvao dos dous primeiros
artigos da contra-proposta Staufenber, que foram
votados por 186 e 183 votos contra 154, e que re-
du*em de tete a tres anuos a autoriaaco para o
augmento do exercito e pira oa crditos corres
pond sutes.
Logo que foi proclamado reaultado do ultimo
escrutinio, s Sr. de Bismarck que acaba de entrar
na sala, subi tribuna e lea um decreto de dis-
solaco refrendado por todos os ministros.
Em seguida o presidente da cmara levantou os
tres vivas do estylo ao imperador, que foram cor-
respondidos par toda a cmara, excepto pelos de-
putados socialistas. A' sabida do parlamento o Sr.
de Bismarck foi entusisticamente victoriado
pela multido.
Apeaar da gravidade da aituaco, um incidente
inesperado provocoa a hilaridade do parlamento.
O famoso marechal de Moltke bastante sordo.
Quando se proceden votaco da emenda qua den
origem votaco contraria ao governo, o mare-
chal por na ter envido bem a formula da votaco,
respondju sim quando se votou a emenda des-
favoravel ao governo. Advertido pela hilaridade
da cmara rectifiuou logo o seu voto, dicendo por
duas vezes nao. >
A Gaztla da Allemanha do Norte, orgio do Sr.
de Bismarck, eacrevendo acerca da dissolucao do
parlamento dis:
O povo allemo pede, antes de tndo, que o
Reichstag, vote sem heaitaco nem receio o que
neceaaario segranos do imperio tente exterior
como interior.
O bom censo dos eleitores liga maior importan-
cia a opinio do imperador e dos seus conaelheiros
do que doa politiqueirot ambiciosos do parlamento!
A imprenaa de Vienna da Austria considera a
dissolucao do Reichstag como aymptoma pacifico.
Di* qne se a Allemanha tivesse projectos belli-
cosos nao seria a primeira a crear difficaldades a
si propria, fazendo em seia semana eleicsa
*e mostra muito sobre-
saltada cem o {discurso do Sr. deBiamarck, e naa
bolsas italianas os fundos tem mantido relativa fir-
meza.
Transmittem de Berlim para Londres quo o im-
perador Guilherme, ao receber em audiencia o pre-
sidente e 08 vicepresidente do Iaadtag prussiano, '
lhes expreeara que a regeioo do eeptenado mi-
litar o havia entristecido muito e amargarado aa
alegras de muitoa anuos, precisamente quando a
aua idade ayancada e oa seus 80 annos de servica
militar lhe davam direito a esperar outra couta.
Disae-lhca mais que, sob o ponto de vista mili-
tar, nao bastava, para o neceaaario desenvolvi-
mento, a concesaao de 3 annos, sena o que eram
india; eusaveis oa 7 que se pediam.
Ci te, que o projecto aera por fim approvado.
Bismarck tem tido intimamente em cata do so-
berano, audiencias quotidiaoas qae durara mnitaa
horas.
Supportcu com ndifferenca, e quasi alegra,
revea porque paBsou perante a cmara.
No palacio do principe imperial nao ae falla em
tal aatumpto c o marechal de Moltke conserva-
se no mais desd^nhoso silencio. *
Nota o Tempe que urna das primeiras conse-
quenciat da pacto feito entre a Allemanha e a
Russia, seria, que tendo a Allemanha abandonado
a Austria, nao pidia ter por si a alliada que
sacrificou, n'uma guerra as Voges ou sobre o
Rheno.
Estara a Allem&nha, por ana ve* reduzida a
suaa proprias forjas, e d'ahi vem ter decla-
rado o Sr. de Bismarck a necessidade de ter maia
40,000 homens.
O pedido de augmento-de contingente vera por
fija, segando todas as apparencias, a ser o contra-
pancada da mudanza que sobrevein as relacoes dos
trea imperios.
Veremos o que faz a' opinio allem, que tem
tambem a sua lgica secreta, a sua forca e seu
poder, a cuja trabalho mysterioso nem semprc ao
ooder reaiatir.
O correspondente do Morning Poel, em Berlim,
teve com um persouagem emiuente do carpo diplo-
mtico d'esta capital ama entrevista, da qual pa-
rece resultar que em realidade as relacOsa da Alle-
manha, com a Russia nao apresentam a grande
seguranza qus Ibes attribuio o principe de Bis-
marck nos seus ltimos discursos..
Se bem que nenhum facto tangivel possa ser
citado em favor da opinio que avanca o dipl-
mala em qu st),(fica na convieca de que o chau-
celler nao tem, tao como diz, a certeza de que a
Allemanha nada receia da lado da Russia.
Desde o da 19 que est travada em toda a
Allemanha a lueta eleitoral.
Rres dos grandes partidos qua ae debatem apre-
aentaram j os seus manitestosas nacionaes libe-
raes, os progressielas e os conservadores.
Faltara, os dos socialistas e do centro,
Oa nacionaes liberaes, tendo frente dois dos
seus antigos chefes, osSrs. Beunyesen, e Miquel
mostrou se os mais enrgicos, pronunciando-se
vigorosamente em favor do septenario militar, ac-
cunando a maioria do Reichstag por o ter regei-
tado, comprometleu a seyuranca e independencia da
naco e a paz do mundo, e^uncluem esperando quo
os eleitorea se pronuncien) contra o partaos res-
ponsaveis da actual conflicto.
Os conservadores usam linguagem idntica, pro-
clamando que o paiz tem de escilher entre a opi
niao do imperador, do conselho federal, dos homens
de estado e de guerra, que fundaram a Allema-
nha moderna, e a opposico, que teui de fazer
do exercito urna inatituico subm".ttida ao exame
do parlamento, e tirada d'esae modo no commando
abeoluto do chefe do estado.
O manifest dos pr^gressistaa, do contrario, de-
dica-ae reiviudicacao daa prerogativaa do par-
lamenta, e do povo.
Records que o p irtido vota oa augmeutos de
effecvoa pedidoa pelo ministerio da guerra, e que
a dissolucao do parlamento foi apenaa motvada
pela recusa de se ligar as concessoes par mais tres
annjs.
O governo nega aos representantes do povo o
direito de considerar, se ieso preeiso, e^bre o seu
voto, de conhecer e decidir dos verdadeiros interesses
da patria.
Neataa eondices um rgimen absolutista que
se quer impor Allemanha, e que prevalecer se o
novo Reichstag for submettido a urna maioria con
servalora, cujo primeiro cuidado ser votar o mono-
polio do tabaco e da agnardenle, e modificar a
conttituico de modo que se restrinja o exercito da
Soberaaia popular.
Ser enorme a lucta junto da urna, os conser-
vadores de todos os tona os nacionaes liaeraes esto
fortemente ligados no^euempenho de combater a tolo
transe oa partidarios do triennato e nao dirigir ao
imperador uma,mentagem jurada a aaalealdade eo
a u patriotismo,^e condemuaadoj
sagem de Reichstag dissolvido.
O imperador vae tambem proclamar ao paiz, e
se elle acci ar e apoiar, como quasi provavel a
meusagem doa conservadores, mftlWlO directa-
mente na lucta eleitoral e d um golpe decisivo no
parlamentarismo-
O imperador Guilherme, reapondecdo a urna
menaagem da cmara {dos aenhores da Prussia
disse que o projecto militar reforjando o exercito
servir prra diminuir todo perigo de guerra.
Rala
A respeit) das relaceg da Allemanha com a
Russia o Sr. de Bismarck em um dos seus ltimos
discursos parlamentares negou que ae tivesse
ajustado uua tratada entre os dois paizea, mas
absteve se de negar que nterviease urna appro-
xim :cla, e deixou at entrever os termos do ac-
cordo na que disse da Turqua. O Sr. de Bismar-
ck nao smente proclamou a perfeita ndifferenca
em que est om respeito a sorte da Bulgaria,
mas fallou tambem de Constantinopla de maneira
a insinuar aos rujsos que polera dar at alli o
seu passeio quando isso Ibes agrade, sem arriscar
se a tapar eom obstculos em Berlim. A Allema-
nha, pela sua parte, d carta branca Russia nos
pi-.ije.etos qu possa f armar nos Balkours ou sobre
o Bosfero, e se a Austria o intender de outro ir o-
do, qae trate de sabir ao encontr do designio do
autcrata. Correr os riscos e perigos, s :in contar
com a asaistencia do imperio germnico, salvo o
caso talvez de ser vencida, posta merc da ven-
cedor.
A gravidade deataa determinacoea intil pal-a
em relevo. A Russia tinha at agora a temer, se
entrasaa em luta com a Austria, que encontrara
a Allemanha detraz da sua rival, e esse temor es-
t desde boje apartado. Fique intendido que o
czar p< der satiafazer no Oriente todaa 8a auas
combiuacoea, sein receio de acender, como se di-
zia outr'ora, ama guerra europeia. Elle oo ter
diante de si teuao as torcas austro-huuharas e
talvez, no mar Negro, os navios da Inglaterra.
E' licito pergantar, inquiro o Temps neste lan-
ce, o que pode ganhar a Allemanha nesae accordo
com a Russia.
A Russia, eacntve a folha francezareceba a
devoluco da corda de Bisando, mas qual seria a
parte do imperio germnico neste negocio V
Urna parte um tanta negativa, forca confes-
aal-o, mas a qnal o Sr. de Bismarck moatrou qae
ligava a mais alta importancia ; a neutralidade
ruasa no caao de urna guerra com a Franca. O
papel da Russia voltaria a ser, em tal coojunc
tura, o qae j representen em 1870 e que nos to
promptamente olvidamos. O premio d'aquelle ser-
vido toi a abroga<,o do tratado de Parit de 1856 ;
o premio do segundo poderia muito bem ser o sa-
crificio do tratado de Berlim.
O Ilustre chanceller cr se no direito de son-
tar d'ora em diante, em todo o caso, cotu o apoio
moral do caar, e nao lhe parece cara eata segu-
ranca a preco de populaco:a e territorio* de que
nao fas caso.
Torna a correr o boato da retirada do Sr.
de Giers do governo.
O imperador da Austria telegraphon ao czar
por occasio do anno novo russo :
Estou firmemente convencido de que, sejul-
gamos as eoutas eom imparcialidade e se nos
deixarmos guiar pelos n08aos sentimentos con-
seguiremos remover as difficuldadea de que eata-
moa rodeados e conservar aes povos oa benefi-
cios da pal .
Orlen, te^
Dizem de Vienna, qne o Sr. Zomkraff, no seu
regreaso de Conatantinopla, foi preso e maltrata-
do em Burgas pelas autoridades Blgaras.
Communicam de Sofa para o Standard, que os
regentes blgaros eatavam promptos a dar a sa
demisao, ae tiverem a certeza de ser brevemente
reaolvida a questo da Bulgaria pbr urna confe-
rencia europea, sendo tambem reconhecida a ac-
tual sobrante.
Em 8. Petersburgo presume-ae que, em conse-
quencia da nota da Porta, pedindo a demisao dos
regentea blgaros estes proclamariam, no dia 22,
o principe Alexandre de Battenaerg re da Bul-
garia unida, e qne eato a Russia seria obrigada
a empregar ama aeco enrgica porque a aituaco
muito grave.
Bgypto
0 relatorio da cmara do oommercio austro-hn-
gara de Alexandria affirma qae a proaperidade
do Egypto tem dimiuuido muito e que todas as
colonias eatrangeiraa dezejam que o sulto man-
teaba firmemente o seu pedido de prompta retira-
da das tropas britannicas.
Cttlaa
A Gr-Bretanba vai restituir a China Porto-
Hamilton.
Eoitdot-lnidoo
Em New- York no dia 20 toi constituida a c-
mara de commercio hespanbola, a qual incumbe
zelar os interesses Ja Hespanha na America do
Norte.
Os socialistas allemea reaidentes nos Estados-
Unidos res il verana enviar f un doa aoa aens corre-
ligionarios na Allemanha para custearem as dea-
pezai eleitoraea das tuas candidaturas nat prxi-
mas eleicoes de deputados aoreichatag. -***
Ditem de Washington, a 20 : Oa relatorio das
commiaee dos negocios estrangeiroa da cmara
O do senado recommeadam represalias contra os
barcos e pescadores cauadianot.
EXTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambueo
PORTUGAL Lisboa,
de 1887
23 du Jan eir
Chegaram hontem no paquete Valparaizo Sua
Alteza Imperial do Brasil, sua augusta consorte, o
Sr. Conde d'Eu e seus filhos.
A demora foi apenaa de algumas horas em Lis-
boa, por terem Suaa Altezas de achar-ae no dia 24
cm Sevilba, onde sao esaerado pelea Duques de
Moatpeusier.
Suaa .Altezas baviam mandado tomar apoeeatoa
no Grande Hotel de Liaboa, ao Calhariz, que se
acha estabelecido no antigo palacio dos Marque-
res de Souza Haloteiu. Os aposentos eatavam la-
mosamente adornados e moDilados para receber
oa augustos viajnntes e sua comitiva.
Chegou retardado o Valparaixo par ter aido tor-
eado a arribar Tenenffe em con8quencia de
urna borrasca violentiaaima.
Ha poucos dias tinba-se reunido o conselho
director da Sociedade de Beneficencia Brasileia,
de Lisboa, para deliberar como deveria receber a
Princeza Imperial por occasio da sua chegada a
esta corte. Resolveu-se que foase apenas o cin-
seibo director esperar Sua Alteza Imperial, em can-
sequeucia de se nao poder fizar a hora da chegada
do paquete e de ser didie.il, por esse motivo, re-
unir todos os socios.
A direceo tomau conhecimento da valiosa offerta
do Sr. Conde de Franco, o qual generosamente se
preatou para, aua cuata, mandar comprar as rae-
dalhas de ouro que devem ser offrrecidas prin-
ceza e ao Conde d'Eu.
Pelo ministerio da marinha tinha-se ordenado
que ae pozessom disposiciio da legaoo do Brasil
03 escaleres vapor necessarios para o desembar-
que e recerca" de Suas Altezas.
Os augustos viaj autos durante as poucas horas
que 8e demoraram em Lisboa, foram cumprimenta-
doa pela familia real portuguesa, iniuiaterio, carpo
diplomtico, tuJo o que h i do mais diatincto na
colonia braaileira, altos fuucciouario3 do Estado,
muitos cavalheiros dos que par largos anuos per-
raaneceram no Brasil, grande numero da titulares
e de seuburas da noa^a primeira aritacraoia,
etc., etc.
Devem j aaber plo telegrapho qual a peria
irreparavel quu eate paiz acaba de soffre, com a
inesperada morte do eminente estadista Antonio
Mana de Fontes Pereira de M.'ilo.
Hantem, 22, pelas 6 horas e meia da tarde o l-
lustre chefe do pai tido regenerador e, incontesta-
velmente, urna das glorias desta naco, fallecen
de repente, victima de urna congesto pulmonar.
A perda nacional, enormissiina, podera lizel-o
neste m amento at mesmo os seus proprios adver-
sarios polticos, agora que o seu ame pertence a
poateridade.
A noticia espalbou-se, cam assombro geral por
Lisboa, ainda antes que uua. sapplemento a um dos
jnrnaea da manb viease pelas nove horas da n >ite
confirmar aqueile doloroso facto qne a todos sar-
prebendeu, porque o Sr. Fontes, apesar dos seus
68 annoa pouco maia pareca de 50.
Fatal coincidencia.
Toda a gente havia observado o desassombro e
despreoecupacaa com que o Sr. Fontes havia esco-
Ihido, ha poucas seminas para sua reaidencia o
palacete do pateo do Tijollo onde fallecer ha
pouco mais de nm anno o Sr. Anselmo Braancamp,
venerando chefe do partido progressista.
N'easa casa, hoje duplamente memoravel luz
da historia contempornea onde o finado chete
progressista reuna os seas intimes, celebrara l-
timamente o Sr. Fontes Pereira de Mella reunioes
polticas importantes, urna logo depoia da dissolu-
cao das cortea, em que foi eleita a commiaso exe-
cutiva do partido regenerador e ha pauco3 das,
outra, em que foram votados pelos seus coi religio-
narios polticos, os cavalheiros que devem consti-
tuir o centro eleitoral regenerador em Lisboa e
que muito numeroso.
To longe estava o nobre estadista da proxi-
midade do seu fim .' Morreu no seu posto, como
sup'emo dirigente do partido que o acclamara ba
tantos annos para seu ch.-fe, preparando se para a
lucta legal, animando os seus com a incomparavel
energia da seu carcter, e pando disposico dos
interesses paliticos da sua parcialidade toda a sua
iniciativa e prestigio.
Foutes Pereira de Mello insubstituivel na po-
ltica partugueza, pode se dizer afoitamente, em-
bora naa fileiraa do partido regenerador haja vultos
dos maia experimentados na tribuna parlamentar
e as carteiraa do governo. Quem se julgue com
bastantes mritos para oceupar a presidencia do
partido na vaga que n'ella ficsu por este auccesso
lamentavel, nao faltam ; maa nenhum dellea ter
a importancia, a alta siguificaco de que gosav o
fallecido estadista.
O partido regenerador, depoia de ter prestada
memoria do seu finado chefe as sinceras homena-
gens do saudoso respeito que lhe consagra,bo-
meuagem a que vo de certo asaoeiar se os seus
emulas p.uticos, deliberar pausadamente a.bre e
eacolba de um novo chefe, que Ih imprima un
dada de aeco, que lhe manteaba at tradieces,
que o remodele, emfim, se tanto fr necessario,
para continuar a oceupar honrosamente naa pug-
nas constitucionaes o lugar que tem conquistado
com tanta pertinacia e com tantos eaforcoa.
Recahir o basto do commando as mas va
letudinarias, mas aiuda enrgicas do conselheiro
Antonio de Serpa Pimentel ? as de Andrade
Corvo ? Martina Ferra ?.....
Homens de governo todos tres, distinctisaimoa
coma homens de aciencia e amestradoa como esta-
distas, com a experiencia das grandes luetas par-
lamentares, ej mu longe das verduras irriquie-
tas da juventude, qualquer d'elles oceuparia, com
gravidade e aisudez, um lugar de enormsimas
responsabilidades polticas, maa nenhum d'elles,
nao obstante a aua respeitabilidade pessoal e ser-
vicos prestad. 3, na obstante o seu talento e oa
documentos irrecuaaveis da sua aptido cerno ho-
mens de estado e diplomatas, nenhum d'elles
substituira o Sr. Fontes plenamente e muito me-
n 8 ainda a nenhum dos que ao segundo plano se
tem distinguido na8 phalaugea do partido regene-
radar, taea como Barjoua de Freitas, Ribeiro, La
po Va* de Sampaio e Mello, Antonio Augusto de
Aguiar, Piuheiro Cbagas, Tajmaz Ribeiro, Julio
de Vilhena, etc., etc.
Nasceu Antonia Maria de Fontes Pereira de
Helio, em Lisbaa, a 8 de Setembro de 1819. Seu
pai fra o distincto oficial de marinha Joo de
Fontes Pererra, que foi administrador geral das
mattas do reino, sendo depoia chamado ao c-onse-
lboa da corda no gabinete de 22 de Agosto de
R47, tendo ento o pasta de capito de mar e
guerra. O ministerio de que Joo de Fontes Pe-
reira de Mello fazia parte, como ministro da ma-
rinha, foi subatituido a 18 de Dezembro d'esse au-
no pelo gabinete organiaada pelo Duque de Sal-
danha.
Antonio Mara de Fontes Pereira de Helio foi
um estudante dos mais distiactos. A 13 de Agos-
to de 1833, apenas cam 13 anuos e 11 mezes de
idade, assentou praca na armada e pouco depoia
paaaou para o exercito a 27 de Julho de 1834,
sendo enfo guarda-marinha. Foi colloeado no
quadro de engenhuria e 2 tenente a 3 de Novem-
bro de 1835 e promovida a tenente a 20 de Julho
de 1841, tendo apenas 22 anuos incompletos. Foi
n'este panto que encontrou a revoluco do &L-
nha, maia vulgarmente conbecida pelo nome de
liara da FotUe, sendo nomeado ajndante d'ordens
do marechal Duque de Saldanha, e n'esta quali-
dade preatou bons sei vicos causa do governo da
rainha D. Maria II.
A prova d'esses aervicea den-a o proprio mare-
chal, em que Antonio Maria Pereira de Mello foi
chamado ao poder pela primeira ves.
Antonio Maria Fontes Pereira de Mello acora-
panhou seu pal Cabo Verde, na qualidade de
ajndante de ordena, sendo depoia eleito deputae
s cortes por aqueile archipelago.
Foi em Cabo Verde que o Sr. Fontes easou com
urna irm do Sr. Joo de ftouza Machado. Aos
34 annos de idade enviuvou. D'esse matrimonio
houve urna filha, que falleceu, tendo ainda muito
cranos. Nao tornou a casar.
Na sesso da Cmara doa Deputados, de 22 de
Marco de 1848, foi apresentado Cmara o seu
diploma como deputado eleito por Caba Verde.
Teve que defender a sua eleioo na barra da C-
mara, desate qne toi muito teohido o no qual re-
velou os grandea dotes parlamentares que maia
tarda lhe deram urna poaico nica na tributa
partugueza. Finalmente, depais do varios episo-
dios muita interessantea, toi approvada a sua elei-
co no dia 26, aendo introdotido na cmara e
prestando juramento com as formalidades do es-
tylo.
Na tetso legislativa de 1849, tomou o Sr.
Fontes urna boa parte nos trabalhos da cmara.
Em 1851, a' 7 de Julha foi reorganisado o gabi-
nete da primeira regeneraco, aendo pelo presi-
dente do conaelho, o marechal Saldauha, chamado
o deputado Antonio Mana Pontea Pereira de
Mello para a pasta da marinha. O 8eu nome fdra
prspoato pela Commissao dos Vinte.
Seria longo o numerar-lhe, n'uma rpida rese-
nta, todos oa ministerios de que fez parto o Sr.
Fontes. Fra trazer para aqu a nassi historia
poltica de 36 annos. Est feita. Dos seus trinm-
pbos parlamentares, devidas sobretodo uotabi-
liaaima influencia oratoria que possuia e teve a
fortuna de conservar at ao fim, esto e perdura-
ra as reminicencias de toda a gente que teve oc-
casio de preencher o fogo tribunicio com que
diteureava, temperado pela mais extremada corte-
sa e por uoia severidade inabalavel, o quo lhe
dava a presenca de espirito indispensavel para
vibrar contra os que o iuterrompiam aquellas fa-
mosas replicas esmagadoras que sabia dar como '
rarissimos.
O rol doa aervicas qae preatou ao paiz enorme,
embora a critica ap .nonada doa seua adversarios
politicoa fosse ixoueravel em todo quanto lhe nao
pireccsse diatado pela bitola da mais severa eco-
noma. Era feitio aen. Nunca soube cortar e
talbar com acanliameuto 03 seus planas de fomento.
No campo fiuanceiro entenda qua o paiz podia
m devia pagar maia e que destes sacrificios
que havia de resultar a prosperidaie publica.
Fez escola, assim como tambem foi um seguidor
convicto das principias de extrema tolerancia po-
ltica iniciados pelo aeu collega e tnestre Rodriga
da Fonseca Magalhes. Nao ae pade citar um
acto de perseguicao determinada por Antonio Ma-
ria Fontea Ptreiro de Mello.
No seu trato intimo era um perfeito cavalheiro,
e amigo aiucero e leal, nao fazeudo distineco,
nestes casos, entre 03 seus correligionarios polti-
cas a os seus proprios adversarios.
Era general de divisao, memoro effectivo da
Canselha du Estado, presidente da Cmara dos
Pares. Ha anuos que exercia o lugar de gaver-
nador do Crdito Predial.
Pela aposentacaa do general Palineirim, ia-lhe
sur offoreeida a presidencia da Supremo Tribunal
le Joatioa Militar. An de muitas distincces,
o Sr. Fontes era grao-cruz daa 3eguiute3 ordens
nacionaes e estraogeiras :
Da Torre e Espada; de 3. Bento de Aviz ; da
Legiao d'Honra de Franca ; de Leopoldo da Bl-
gica ; de S. Mauricio e de S Lzaro de Italia;
de Carlos III, da Hespanha ; do Cruzeiro, do Bra-
zil; 1j Mrito Militar, de Hespanha; do Leo,
dos Paizes Baixos ; de Izabel a Catholica, de Hes-
panha ; da Aonuuciada, de Italia, o tinha o colar
do Toso de Oiro, de Hespanha.
A' hora cm que lhes esrevo, nao posao ainda
saber quando aera o funeral da emiueute estadis-
ta. El-3ei sentio muitiasimo a morte do Sr. Fon-
tea, de quem era verdadeiro amigo.
A imprensa progressista abri, coma lbe cum
pria, un periodo de treguas durante o qual sao
interiompidos os debates encelados sobre oa diver-
sos aasumptoa em diseusso, prestando honroso e
levantado preito s notabilissimaa qualidades que
d8tinguiam o fiaado chefe do partido regenera-
dor.
Depois... depoia tratar de addir a heranca do
inelhor modo que puder. ls vagas da presidencia
da Cmara Alta e a do Conselho de Estado, ha de
cubicid-as para os seus estadistas e ninguem lh'o
poder levar a mal.
Na quarttt-teira 19 do corrente, effectuou-se no
vasto salo da ra do Alecrim, Centro-progressis-
ta, a sesso solemne consagrada memoria do
conaelheiro Anselmo Jos Braancamp, cujo retra-
to se inaugurara, a par dos fallecidos duque de
Loul. marque* de S da Bandeira, hispo de Vi-
zeu, Saraiva de Car val no e Santos Silva.
No fundo da sala, estava um estrado alto, e
nelle a mesa da presidencia, onde tomaram assen-
to o Sr Jos Luciano de Castro, dando a direita
ao Sr. Beira e a esquerda ao Sr. Ressano Garca
Em volta eatavam sentados os Sra. ministros da
fatenda, estrangeiros, marinha e obras publicas ;
gevernadores civis de Lisboa, marquez de Poma-
res ; de Braga, visconda Pindellii; da Guarda, D.
Joo de Alarco, e de Vianna, Rocha Paris: re-
presentando o Centro Progressista do Porto, os
Srs. Oliveira Martins, Correia de Barros, Jos
Fructaso Ayres de Gouveia e Kendal, e mais os
Sra. Jos Augusto Braamcamp, conde de Valbom,
Joo Chriaoatomo, Antonio Candido, Vicente Mon-
teiro e Aives da Fonseca.
as cadeiraa fronteiras eatavam, entre outros,
os Srs. condea de S. Salvador de Mattoainhoa,
conde de Paraty, .conde de Sobral, visconde de
Benalcantor, Joa Horta, Antonio Ennea, bispa de
Betsaida, Elvino da Britto, Espergueira, Ferraz
de Miranda, Guimares, Tello, Collen, Or. Gnsmo,
Carlos Lobo d'Avilla, Braamcamp Freir, Madei-
ra Pinto, Pinheiro rorges, VaaconceL'oa Abreu,
capito Machado, Aialla, Constantino de Britto,
Almeida e Britto, Ferreira Bailar, Dr. Ordaz,
Lui Felippo Leite, etc.
Depois de breves, mas conceituasas palavras em
homenagem memoria de Braamcamp, do sea ca-
rcter integerremino e intelligencia, o Sr. conae-
lheiro Jos Lnciana de Castro, presidente do con-
selho, den a palavra ao Sr. Oliveira Martina.
A memoria lida pelo Sr. Oliveira Martina um
magnfico trabalha de critica de historia contem-
pornea, qne nao pade agradar em tolos os seua
promenores ao partido regenerador, mas que con-
siderados como reconstituifoes de ama epocba e
elogio de um vulto o mais proemmente dessa po-
ca, representa incontestavelmente um trabalho e
um monumento digno da individualidade a quem
consagrada.
O estado de Oliveira Martina abrange uro pe-
riodo de 40 annos. O epiloga notavel de senti-
raento. Oa periodos que se referem a diversas
cujas reaponaabilidaie eatavam a cargo do gran-
de estadista a cuja memoria alli se apagava
aquella divida de gratido, sao tratados frisante-
meute, sobre tudo o qua se refere ao celebre trata-
do de Lourenco Marques o luta sustentada por
Aiselmo Braancamp contra a astucia de um dos
mait habeia diplomatas inglezes, e ministro Mo-
rier.
Concluida esta leitura interessante, que durou
mais de ama hora e saudada com enthusiaoticos
applausos, o Sr. Beiro, ministro da juati-
vi e secretario da commissao executiva do cen-
tro Progressista, o Sr. Resaano Garca foram, por
convite do Sr. Jos Luciano de Caatro buscar o
Sr. Jos Augusto Braancamp, respcitavel ancio
quasi octogenario, irmo extremoso do fijado es-
tadista ao lugar modesto qie oceupara na sala,
para subir ao estrado e desvendar o retrato que
se achava caberto cam ama bandeira portuguesa.
Alquebrado e trmulo, quasi cago, e muito com-
inovdo, o Sr. Jos Augusto Braancamp. Fsi urna
scena tocante que Antonio Candido, o grande ora-
dor aproveitou brilhantemente no exordio do seu
discurso. Este, foi um primor de forra i e de
correcoao artstica e que por vezes arrancou ao
publico palmas de phrenetico enthuaiasma.
Rametto-lhes o discurso que os mena amigos
de certo reproduziro na sua seceo itteraria.
Nao me possivel eitar-lhee am ou outro trecho.
Urna belleza todo elle. Seguramente Antonio
Candido posaue o aegredo da forma a par da ele-
vacio do3 conceitaB. De.- is o gesto, a aeco.
' nm orador completo. Na se prende a urna
tribuna, nao te limita ao estreito espaca de que
gttalmente se contentara ainda muitoa oradores
alias uotaveis. Antonio Candido arrebata, nao
tem os artificios da voz, dos raptos, da cammoco
que, em qnalquer outro, se vera ser pstreos. -
Diz naturalmente com um encanto de voz como o
tinha Goncalves Crespo. Mas caso era um pri-
moroso poeta e Antonio Candido espontneamen-
te eloquentisuimo. Depois de Jos Estevo Coe-
lho Magalhes ainda nao ouvi outro assim. E'
possivel que D. Emilio Castellar, o primeiro tri-
buno d Hespanha lhe eguale. Nao creio qae
possa excedel-o.
Eacasseia-me o espaco para oceupar-me de y
tros aaaumptos com a largueza indiapeusavel ,
ue esta vai longa, muito longa mesma.

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Diario de Pernambuco--- Sexta-fcira 4 de Fevereiro de 1887
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O Times de 19 do correte publicou a narra-
0o de ama entrevista do Sr. Thompson, sea cor-
respondente em Lisboa com o Sr. Jos Luciano de
Castro, presidente do eonselbo de ministros de
Portugal. O objeeto de tal entrevista era escla-
recer uns rumores que tinham vacado, assogaran
do que Portugal peasava em abandonar' a su*
tradicional poltica de adheso Inglaterra e de
sympathia peta Franca, para entrar em um acc6r-
do com a Allemauba relativamente a certos pro-
blemas e contingencias de poltica externa. O
Sr. Jos Luciano de Castro desmnetio de todo em
-todo est s boatos, dizendo que o governo portu-
guez nunca teve inteuc) de abandonar a poltica
externa que sempre tem seguido, e deseja prin-
cipalmente manter amigaveis retacees com todas
as potencias ; declarou t itnbem que o governo fi-
lar sobretude a saa attenco em estreitar mais
intimamente as cordeaes re:ac5es qne manteen
com a Hespanha, at chegar a nm .verdadeiro ae-
edrdo que teuha por fito garantir e faxer respei-
tar a neutralidade da pennsula ibrica, no casa
de complicado as qao possam oceorrer creando nm
estado de cousas do qual se absteriam igualmente
Hespanha e Portugal.
O texto verdadeiro do telegramma do Sr.
Thompson o seguate :
O Sr. Castro declarou em termos nada ambi-
guos que o sea governo jamis tivera, n"m entao
tinha a mnima tenco de se afastar da poltica
anteriormente seguida emquanto a relacSas inter-
nacionaes. Era desejo do ministerio e roais parti-
cularmente do ministro dos negocios estrangeiros
Sr. Barros 'lomes, a cuja iniciativa mais particu-
lar se attribuia a pretendida mudanca, manter
com todas as patencias europeas, relaces igual-
mente amigaveis, incluindo a AUemanha, cujos
interesses coloniaes a punh'.m cm contacto mais
directo com Portugal.
Dar se-ha, porm, especial attenoo em des-
envolver as cordeaes relatos actualmento exis-
tentes com a Hespanha, cojo territorio tocara a
fronteira terrestre de Portugal, para assim malhor
fazer respetar a neutralidadde da Pennsula, no
caso em que complceles entre outros pases tra
gam comeigo, no continente, um estad > de cousas,
do que Portugal e Hespanha teem igual interesse
em se conservaren] afastados.
Isto faz muta differenca do que publicou a
Ha vas I
Foram assignados a 20 doste mea os decre-
tos mandando fazer as eleicojs para deputados no
da 6 de Marco e reunir no da 13 do mesmo mez
as eamaras municipaes, juntas geraes e quarenta
maiores contribuintes, pra o eleicSo de delegados
para procederem eleico de pares.
O anno que findou terminou eom dous gran-
des desastres, o do Ville de Victoria e do incendio
da ra da Bitesga.
A lista das catastrophes contina. Eis o que
dizia um telegramma dan caldas da Rainha, ante
hontem :
Foz (do Avlho), e assislimos a um triste espec-
facvlo t Tinha de manh dado costa ao p da
aberta da Lig*, o vapor inglez Brent/ord, da
praca de Londres e que segua de Caidiff para
Malta con carregamento de carvo.
O sinistro foi devido ao grande nevoeiro.
A tripolaco quando vio o navio perdido pnssou
toda para a lancha, mas e3ta virou-se, occasio-
nando a morte a 22 tripolantes inclusive o capi-
to Ptyn, salvando-se apenas o piloto G. Thorne.
O distincto publicista Oveira Martins toi
nomeado socio do Instituto Internacional de Es
tatistca de Londres.
No da 18, pelas 2 horas da madrugada mani -
festou-se incendio no edificio dos pac*s munici-
paes de Ges, que foram devorados, salvando-se
a custo todos ss documentos da cmara e archi-
vo, mesas e estantes da administraco do conse
Iho- a
A commissao incumbida pelo ministerio da
guerra de estudar os meioa de remediar os incon-
venientes do actual hospital militar p-rmanent?
de Lisboa (o da Estrella) de parecer que se edi-
fiquemdous novos hoepitaes, tendo ja elaborado e
apresentado ao respectivo ministro o orcamento
para sna conatruccao.
Os officiaes da nossa marinna de guerra projec-
tam offerecer aos seus collegas Capello e Ivens,
duas espadas de honra em cajas laminas M leia
urna dedea'oria allusiva gloriosa travessia que
realisarsm.
As espadas sao bandadas fabricar n'uma das
mais afamadas fabricas da Europa e tero de com-
primento um metro a de largura 12 centmetros.
Nao me record se lhes notciei ter fallecido
o Sr. Jos Ignacio Borges Romeira Pacheco, an-
tigo empregado do Tribunal de Contas.
Foi muitos annos director do jornal o Algar-
viense.
A compaohia nacioual de camiuhos de ferro, cu-
jo capital de 600 contos de ris (fortes) vai emit
tir 3,500 ebrgacoes de 5 por cento de joro e....
90*000 nominaes destinados exclusivamente a
construeco da linha frrea de Foz-Tua a Miran-
della.
A subscripeo publica ser no da 24 do Jr-
rente no Brinco Commercial de Lisboa e na sua
agencia no Porto.
Preco 78*500, coupon corrente.
Estes ttulos completamente iguaes aos da emis-
sao de 10 de maio do anno passado.
Prefacem o numero de 12,3X0 a que se refere a
garanta do contracto eom o governo, que d
companbia compato da ancuidade de 58:921*300,
somoia equivalente aos jaros e amortisaco delles
em 60 annos.
Saa magestade a rainha tem ltimamente
visitado o hospital de S. Jos, onde este ve fallan-
do com o valente bombeiro Antonio Ignacio.
Nos outros das tem ido aos diversos asyloe de
afaacia, demorando-se muito no do Bato (rapari-
gas abandonadas) de que provedor o Sr. mar-
que de Pomares, actual governador civil de Lis-
boa.
Por f alta de espaeo e de tempo, reservo pan a
outra vez o que se passou na ultima seeaao da
Academia Real das Sciencias, presidida por Sua
Magestade el-rei, e na qual se traton especialmen-
te dos trabalbos exicographleos de que est en-
carregado e Sr. coostlbeiro Latino Coelho, secre-
tario perpetuo da mesma Academia.
Tambem so muito de pissagem me posso refe-
rir primeira representaco do Hamlet, obra pri-
ma de Shakespeare, vertida para portugoez pelo
Sr. Jos Antonio de Frditas.
O actor Brazao absorve toda a critica do des-
empenho. ...
Lancea hoave em que sebresahio ao mais in-
signe actor francez da actualidade.
El-re agraciou o setor Brazao com a cominea-
da de S. Tbiago.
Tambem se distingui muito a actriz Rosa Da-
masceno a quem fra confiado o diffi^il papel de
Opbelia.
S duas palavras posso consagrar a um facto
lyrico, qual ao mesmo tempo urna gloria nacio-
celebre representaco ao Sr. presidente da pro-
vincia.
Os seas proprios amigos e eorreligionares, aos
quaes alludiu oSr. Dr. Jos Jacintho na sua men-
cinala represeutaco, foram os mesmos que, no
inquerito qus all se abra sab a prudencia do Sr.
Or. chata de polica, se encarregaram de dismen-
Ha eccbymoscs fortissimas em ambas as reg.ojs
tenar.
Orgaos genitaesDuas queimiduras do se-
gundo grao occuoanlo qnas todo o monte de Ve-
nas; duas- qusimaduras de primeiro grao que se
dirigen) dos grandes labios at s nadegas.
Membros interiores Varias quaiuiafuras de
til-o formalmente, depondo que S. S. nao toi victi- primeira c segundo grc e cicatrices de terimentos
.na, eom o procurou inculcar-se, de nenbum desa-| antigos em diversas ^poreoes principalmente as
cato, e apenas da ama vaia qne Iba dea o povo
agglomerado as proximidades do paco munic pil
e isto na occasiio em que, terminada a audiencia,
segua S. S. camioho de casa.
E' visto, pos, que, no caso vertente, nio caba
proceiimento algum otfisal, e o honrado Sr. Or.
Daltro uao poda, nem devia, smente para ser
agradavel aos oficiosos patronos do Sr. Or. Jos
Jacintho, calcar a lei aos ps, processando e sum-
maraado os ouzados apupidores do actual juiz de
direito da Viamao, no Rio Grande do Sul.
O conBcieacioso magistrado compriu o sen de-
ver, e por sso a opposicio dos neutros, represea-
tado pelo Diario da Parahybi, j entrju no pe-
riodo da discusslo e da descren^a, prmutaodo as
attences que, por tanto tempo, Ihe prudigalisou,
e as esperanzas que tinha em sua hombridade e
rECtidio,por aecusaeoes vehementes e apaixonadas.
Brevemente far o mesmo o Dispertados, da 2
poca, segundo j o declar->u.
O que, porm, engracado e singular, na nova
haba de conducta da opposicio, o desazo com
que vae proesdendo:jensura o Dr. Oaltro pelos
negocios de Ai4a, ao passo que affaga com p^la-
vras de aumaco, alias justisfeimas e muito mere
cida, o illustrado administrador da provincia que
tem dispensado ao digno ch.f; de polica todas as
attences, dado-Ihe as mais elo quentes pro vas de
confianca, t:ndo at ltimamente loavado-o pelo
modo criteroso com que desempenhou a commissao
que Ihe foi commettida.
Nio seria a nova attitode da imprensa neutra:
ella revella-se ainda saturada de odio pelo mallo-
gro dos celebres e pretensos direitos adqueridos.
Nio ha febre amarella na villa de Araran?,
d'onde acabamos de receber noticias satisfatorias.
Nao opiuiao do clnico commissonado pelo go-
verno, sao endmicas as ebres all reinantes e
decresce consideravelmonte o numero dos afecta-
dos, tanto que oExm. Sr. presidente da provincia,
segundo nes consta, j determinou o regresso do
medico, dando assim por finda a sua commissao.
Foi demittido o mandador dos serventes da
capatasia da alfandega, Lindolpho do Rosario, e os
cousas all marchara regularmente, devido as enr-
gicas providencias que ltimamente tem tomado o
actual inspector, commendador Silvino di Cunha.
) estado sanitario d'esta capital o mais
iaongeiro possivel, nao obstante o intenso calor
que estamos sofFrendo, indicio realmente daappro-
ximaco do invern.
Noticias do sertao dio-nss a certeza de muta
chuva por all, principalmente da serra para d'en-
tro.
O presente anno nos parece promettedor : Deus
o permita.
At o seguinta vapor.
HtviST DIARIA
na!.
Quero reterir-sae representaco da opera em
4 actos Os Doria de Augusto Machado, autor da
opera Lauriana qne subi kcena tambem no
theatro de S. jarlos ha dous annos.
Patriotismo parte, Os Dorias em toda a
parte do mando ama opera nao s muito aceitavel
mas recheiada de trechos magnficos opulentos,
sobretudo o final do 2 acto qae notabiUssima.
As chamadas, as coras, as demonstracoes de
agrado mais enthasiasticas festejaran o maestro
exuberantemente e com toda a justica.
E' opera para ficar em todos ea repertorios,
Foi comprada pela primeira casa editora de Mi-
llo e ha de taser a fortuna de muitos empresa-
rios.
A Theodorine fez a parte principal.
At a correspondencia de 28 pela mala real m-
,leza. ^
INTERIOR
V
Coi-i-espoadencla do Diarlo de
Pernambaeo
FiKABrsA, 2 de Fevereiro de 1887.
O Jornal da Parahyba, urgo ofioal, e o Moni-
tor que iefande os ntaresses da sitoaeio domi-
ant:, j publicaran o relalorio apresentado ao
Exin. Sr. Dr. Giuiiniano Brazil pelo digno chefe
de polica, Dr. Simoes Daltro, dando couta a 8.
Exc. do resultad* de sua espinhosa commissao so-
bre os acomtecimeotos da cidade de Ara, de qne
fallamos na nossa ultima missiva.
E' urna peca importante, j pelo seu ennuociado,
j pela imparcialidade e criterio com qne foi ar-
chitetada.
Fea-se a luz, e a sorda, de, inmiga impiedosa
da mentira, rea espancar es tramas da opposicio,
confundir os seas calculados intuitos e mostrar
qaanto ravectirou o 8r, Dr. Jote Jacintho cm sus
Morte por pancada* O subdelegado
do Io d3tricto dajparochia do Nossa Senhora da
Graca communicou ao Sr. Dr. chefe de polici -
que, tendo fallecido a menor Luiza, de 3 annos
de idade, em casa de Joo Tavates de S, resi-
dente na ra Layo d'aquelle districto, corra o
boato de ter sido a causa da morte mos tratos
auffridos pela mesma menor.
Em vista disto mandou o referido Dr. chefe ie
polica proceder a autopsia no cadver da menor,
servindo de peritos os Srs. Drs. Coelho Late e
Carreiro, que boamente a isso se prestaran) ; e,
feito o trabalho, declararan) elles que efectiva-
mente a morte da infeliz Luiza fra devida a pan-
cadas.
Em consequencia, o subdelegado do 1 districto
da Graca fez reaolher C aa de Detencio Joao
Ta vares de S e sua amaza Francelina Mara da
Hora, como autores dos mos tratos teitos na po-
bre erianca, que falleceu por ssa cansa, e est
procedendo contra elles nos termos da lei.
Eis o auto de autopsia precedido no cada-
ver da erianca de nome Luiza, filba de Josopha
Guilhermina de Oveira :
< Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jess
Christo de 1887, aos 2 diss do mez de Fevereiro,
no cern terio publico do Secife, 1 hora da tar-
de poaco mais ou menos, presentes o Dr. Anesio
Augusto de Carvatho Serrano, primeiro delegado
de polica da capital, eommigo escrivo de seu
cargo abaixo declaiado, os peritos nomeados e
notificados Angosto Coelho Leite e Antonio Car-
reiro da Silva, donteres em medicina, as taste-
ntunhas alferes Luiz Jos Aitones e Jovino Jos
Gregorio, todos moradores n'esta cidade, o Dr.
delegado deterio aos peritos o juramento dos S tu-
tos Evangelhos em um livro d'elles em ru puze-
ram suas mos direitas, de bem e fielmente des-
empenharem a sua missao e encarregou-lhes que
proeed''ssem autopsia no cadver da erianca do
sexo femenino de nome Luiza, de cor semi-bran-
ca, e qae respondessem aos quesitos seguintes :
Primeiro, se houve com effeto a morte ;
Segundo, qual a sua causa immediata;
Terceiro, qual o meio empreado que a pro-
duzio ;
> Quarte. se a morte foi causada por veneno,
incendio ou innundaco ;
Quinto, qual a especie do veneno, qual o ge-
nerado incendio ou da innanda^So ;
Sexto, se era mortal o mal causado ;
Stimo, senao sendo mortal o mal causado,
d'elie resoltasse a morte por falta da cuidado do
offeadido.
Em consequencia passam os peritos a faze-
rem os exames e investigares ordenadas e as
qae jalgaram necessarias, concluidas as quaes de-
clararan! que tendo examinado com toda minucio-
sidade o cadver de urna erianca semi-branca, de
nome Luisa, representando ter cerca de 3 annos
de idad cabe:los loaros, olbos azus e tracas
phisionomieos regulares, de consf .tuicao regalar e
temperamento talvez lymphatico, nao aposentan-
do nenhuma anotnilia no habito externo em per-
feito estado de conservaco, trajando smente
urna camisa de cor branca, que despedacamos,
para nielhor desempenbarem saa misso, encon-
traram o segninte :
Habito externo. Cabeca : No vrtice urna fe-
rida contusa de bordos [irregulares de um centi
metro de extensio dirigida de detras para dianU
na linha mediana ; na rego occipital cinco feri-
das contusas de formas irregulares feitas em de-
ferentes direccoes e dimensoes menores de um
centmetro; as regioes parietacs e temporaes
varias outras feridas contusas menores que as an-
tecedentemente descliptas; na rego frontal duas
feridas contusas, ao lado da linha mediana pe-
queas e de formas irregulares ; no limite das re-
gioes recipital e parietal esquerda grande e vasta
eechymose com signaes sensiveis de fluctuacSo. e
na raiz do naris outra eechymose com bossa san-
gunea tambem fortissima diriginde-se para eima
e interessando a psrcao direita quasi toda da re-
go frontal.
FaceVasta u'ceracao oceupando toda a
metade esquerda do lado superior, alcancnde a
commessara e dirgado-se na extiuccao de 1 cen-
tmetro para a boc^echa respectiva; outra peque-
a na metade diris* do lado superior.
Ha em ambas estas lesdes destruicSo da epi -
derme e das duas primeras carnadas do derma,
indicando a crusta que a revate data de dase
nao ter sido tr.tada convenientemente ; o pavi-
Ihao de ambas as orelhas na parte posterior apr-
senla qneimadaraa no primeiro grao de data re-
cente anda.
Pescoco as taces posterior e anterior vas-
tas feridas contusas de formas irregulares e se-
gurado direceo diftereutes.
TroncoNa porco anterior do thorax feridas
contusas de bordos irregulares em nainero de 5
dirigidas horisontalmente ao eixo_ do corpo, na
porco external e ccatrises perfeitas e complatas
em numero de duas, de feridas antigs tendo
qnaT mesma direceo e exteneo destas ; na
porco abdominal anterior. Vastas echmose*,
fortes em toda extenso e urna ferida contasa de
borda irregulares de um centmetro da exteneo
perto da regulo epigstrica no lado esqner o di
rgido de cima para baixo, da esquerda para di-
reita; na face lateral esqurrda !* feridas contu-
sas de bordos e direceo irregulares e na face la*
ter al direita tres feridas Con tasas, iguaes em for
ma e direceo as- do lado esqnerdo; na face pos
tenor 42 feridas contusas pequeas de forma ir-
regulares eeguindo diversas direcedes e de exten-
so, qaalquer deltas, inferior a nm centmetro.
< Memoro superior esquerdo Nove feridas con-
tusas e varias contosoes em toda extenso.
Membro superior direitoVinte e quatro feri-
pe'nas em sen ter?) inferior.
Passaodo a vistoriar as visceras e aberta a
caxa thoraxca e craneana com os cuidados re-
commendados em taes caso cncontraram estas
como passim a descrever :
Coraco em estado normal e perfeito, tendo
no interior de cada ventrculo coalhos singuineos
que encueran toda a cavidade; pulmo direito
anemiado e esquerdo com derramamento sangu-
neo ; no lobolo inferior nada para a pleura e me-
diasturas. Figido augmentado de volume Iige<-
ramente o a vescula biliar perfeitamente perfeita
e normal ; os intestinos destendidos por gazes ; o
peritonio eechymosado em qnasi toda extenso.
Descollando o' eouro cabelludo encontramos
estes nos pontos correspondentes as acclynoses e
bases sanguneas quedescrevemos j este descollado
por grande quantidade de sangue, que coagulado
se escapa vam atravz das eneisoes foi tas e de cor
escura, cor esta que tambem apresentava uestes
pontas aponeorosa eperaneana menngeas, com
signaes de emfltmaco considera val, com seas pas-
aos extremamente congestionados e eclymosados -
grande derramamento dos selos cerebraes e fortes
hypeshemia namassa cerebral, do que coucluiram :
Primeiro, que as m rtes foi consequencia das
lesdes encontradas principalmente no cerebro :
< Segando, que o instrumento contudente lora
guiado por braco forto :
* Terceiro, que nao possivel suppr o indivi-
duo ou individuos, que os praticaram nao tiveram
manifestamente intenco de por termo a existencia
da erianca por isso qne sobre titulo de castigo em
individuo do to tenra idade nao pessivel fazer
taes terimentos sem que esta perca desde logo os
sentidos, condico que impossibilita quem castiga
de proseguir porque nao consegua os fina que tem
Cm vista :
Qu&rto que a morte causada por urna menea
gite traumtica e que por tanto respondem.
Ao primeiro quesito, s'm.
Ao segundo, menengte traumtica.
Ao terceiro, instrumento contundente ;
Ao quarto, nao ;
Ao quint.O; prejuJicado;
Ao sexto, sim ;
E ao stimo finalmente, nao ;
* E que sao estasas declaracoes qae em suas
conciencias e debaixo do juramento prestado tem
a fazer.
E por nada mais haver deu-sa por concluido
o exame ordenado e de tudo se lavroa o presente;
sato; que vai por mim escripto, rubricado pelo
Dr. delegado, assignadopelo mesmo, peritos e tes-
temunhas, eommigo escrivo Jos de Arimatha
Costa Pontea, que o fiz e escrevi. Anesio Au-
Ksto de Carvalho Serrano.Dr. Augusto Coelho
ite. Dr. Antonio Carreiro da SilvaLuis
Jos Antunes. Jovino Jos Gregorio.Jo3 de
Arymatba Costa Pontea.
CooderoracAo portuguezaPelo go-
verno de S. M. F. acaba de ser de novo galar-
doados os servicos prestados colonia portuguesa
pelo nosso amigo e eoxprovincianc., Exm. Sr. Ba-
rio de Aguas Bellas, a quem felicitamos por ha-
ver sido agraciado com a commenda da ordem de
Nosso Senhor Jess Christo.
O Diario de Noticias, de Lisboa e de 21 do mez
prximo fiudo, diz a tal respeito o seguinte :
o Por proposta do Sr. ministro dos negocios
estrangeiios, foi agraciado com ca commenda da
ordeu de Christo, o Sr. Baro de Aguas B-llas,
abastado proprietario em Pernambaeo. O Sr.
Bario eraj commendador da ConceicAo e reee-
beu agora esta nova mere em testemunho de con-
siderarn, pelo seu carcter caritativo e nobilis-
smo. >
O Jornal do Commercio, tambem de Lisbi e
sob o titolo : DisneeSo merecida, diz sobre o mes-
mo assumpto o seguinte :
Foi agraciado com a commenda de Christo o
Sr. Baro de Aguas Bellas, distincto titular bra-
zileiro, filho do nosso honrado compatriota, j fal-
lecido, o Sr. Joio da Cunha Magalhes, que foi
um dos negociantes mais considerados da praca
de Pernambuco.
O Sr. Baro, digno succassor das qualdades
de sea honrado pai, goza n'aquella cidade geraes
sympathias. Era j commendador da Conceicu,
esta segunda merc foi Ihe conferida por proposta
do nosso ministro dos estrangeiros. *
Comarca de Tacaratu' Na Parte
OJficicU da folha de hoje vai publicado o Relatorie
que, sob os factos occorridos na comarca de Ta-
caratu, apresentou o Sr. Dr. chefe da polieia ao
Exm. Sr. Dr. presidente da provincia.
Paquete laaaoiSegando aviso telegra-
phico, recebide pela estacao do telegrapho nacio-
nal nesta cidade, ebegou hontem Baha e d'alli
sahio hontem mesmo nouto, para o norte, o pa-
quete nacional Mandos, que deva tocar amanb
m Macei e no dia 6 em Pernambuco.
Cidade da VictoriaRefere o Lidadorde
29 de Janeiro :
Hontem, tarde, junto a cadeia desta cidade
travaram-se de razoes o soldado Liurindo Jos
Correia e o corneta Jos Thooo do Nascimento e
foram as vas de facto, resultando sabir ambos
feridos levemente.
Incontinente comparecern] ao theatro do cr-
me o Sr. subdelegado do 1- districto e o Sr. tenen-
te co r.mandante do destacamento, e fiseram effec-
tiva a prisao de ditas pracas.
Km Irannlto-U paquete Senegal levouhon-
tem para o sul 175 passageiros, Beodo 5 tomados
em Pernambuco.
A iaulnzena Recebemos da Fortaleza, onde
encetou seu apparacimento no da 15 de Janeiro
findo, os dous primeiros nmeros de um peridico,
que se intitula A Quintena, propriedade do Club
Luterano.
E' bem escripta, e oceupa se principalmente de
ltteratura.
Saudamol-o.
Ui recio ra dan abraa de eaaserva
Siso doa porloaBoletim meteorolgico do
i* 2 de Fevereiro de 1887 :
por Guachenim, e aproximando-se Joaqun Fran-
cisco de Oveira feriram este com tres navalha-
das.
Os offensores evadiram-se.
A polica tomou conhecimento do facto.
PriaaaHontem. as S e mea horas da tarde
na Praca da Independencia, da referida parochia,
foi preso Sebastio Gancalves Fernandes pelo al-
feres Luiz Jos Antones, commandante interino
da seclo da guarda civica da dita parochia, em
consequencia de estar aquella Individuo armado
de urna pistola, facto de que teve denuncia o re-
ferido alferes.
A pistola estava carregada at a bocea.
Fernandes foi recolhdo detencio.
Feata de H. Feanclaea no CaiincA
Hoje, s 6 horas da tai de, no povoado do (Ja
xang, ser hasteada a bandeira da festa do S.
Francisco da Paula, que se venera na cap.'Ha
desse povoado.
Formaro prestito cerca de 100 senhoras, que
acompinharao Em todo o pateo da capaila haver grande I-
lumiaaco, e tocar a banda de msica do 14- ba-
talbao ite infantaria.
Rumba-men-bol Existe entre as est-
celes de Parnamerim e Sant'Anna, de ferro via
de Caxang, e em nm sitio, um divertido bumba-
meu-boi que alm de incemmodar visinhanca
cousa de grandes barulhos e desordena.
Nao contentes com o que fazem no festejo, al-
guna indiviluos mais enthusiastas, postam-ee no
porto do referido sitio, munidos de pedra e ca-
tete, e e na occasio da paasaganv dos trens por
all divertem-se em emparrar o mangu no passa-
gi-iro qao por descuido transita com a janella
aberta.
No sabbado ultimo, foram victimas de tal ca
cuada alguns parsageiros que viajavam no trem
que d'aqui parle s 10 horas 'da noite.
Que quer ? No tal folguedo ha um bo'equim -
bodegaque na cannnhi fez figura.
Imprenta de ParlaRecebemos as se-
guintes folbas :
No 1, de 10 de Janeiro, do 2o anno do Jornal
de Medicina, com este summario :
BoletimO rgimen alimentar as molestias
O. A.
Clnica MedicaFormas clnicas e diagnostico
diferencial da cblorose ; lico recolhida pelo Sr.
Agustn Gaviln.
Clnica GirurgicaDiagnostico precoee do cran-
cro aterino ; liego recolhida pelo Sr. Dr. Silvio de
Sa Valle.
Trabalhos originaesAs pesquisas do Sr. Pas-
tear sobre o viras rbico e o seu methodo de pro-
pbylaxia segundo o Sr. Voa Friach.
CirurgiaNovo processo para obturar as perfil-
racoes da membrana do tyropano.
Academia de Medicina de ParsSess5es de 28
de Desambro de 1886 e 4 de Janeiro de 1887.
Sociedade Medica dos HospitaesSesso de 10
de Dezembro de 1836.
Sociedade de cirurgiaSesso de 1 e 8 de De-
aembro de 1886.
Materia Medica.A proposito do emprego do
Piscidia erythrina chamada no Brasil Mulungu
c >mo medicamento analgsicoDr. Clemente Fer-
reir.
PharmaciaInjecces sob sob-cutaneas de hydro
carbrelos.
Revista dos Jornaes de Medicina.
Productos americanos
Bibligraphia-GoitrC8 et medication ntertitiel-
le ; par M. Daguet.
Formulario.
Noticiario.
Ioformacoes uteis.
N. 142, 7* anno. em 15 de Janeiro do LeBrsil
com este summario :
Les chemins de fer bresiliens au bois de Vincen-
nes Alfred Mar.Telegrammes da 5 au 15 cou-
rant.Echoa de partout.Cbronique parisienne
Ail.-i 'ii DespresLa dotare de l'Expositiju de
Berln,Produits bresiliens au Havre Rivue de
la presse. A vis aux emigrants.Nouvelles des
provincesPacifique et L Plata.Bibliographie.
RevuecommercialeD. Noel.Revue financiero
Mouvcment maritime.Maisona recommcndccs,
etc.
N. 109, 6o anno, da Revue Sud Americane,
de 15 de Janeiro, com este summario :
Rentre en tonctiona, Pedro S. Lamas.Recon-
sttution de nationalits en Amerique. L'Union
Centre amrieaine.La Grande Colombia, par L.
Guilaine,Notes d'un voyageua La Plata, par
Henri Carette.Le Brsil par Provinces.Cour-
rier,Revue Economique.Revue Finaacisr.
Annonces.
neunlio do* uagl*tradoaEis a acta
da reuno ha vida, em 30 de Janeiro :
A's 2 horas da tarde da 30 de Janeiro de 1887,
attendendo ao convite publicado pela imprensa e
firmado prjos joizes de direito, dembarzad ir Jas Souaa.
referido e se indieasse como ponto necessario, em
urna lei especial para o caso, o segainte :
Que fossem considerados dos crimes pblicos
e iaafiacanveis todos os ultrajes e ofFensas pessoa
d os magistrados, de 1 e 2 instancia, como
dos juizes municipaes e substitutos em seus ter-
mos e comarcas.
Pedio entio a palavra o 8r. desembargador
Jos Manoel de Froitas, e se conformando com a
indcaco, combateu>a na parte relativa a inafian-
cabildade pretendida, entendenao que havia muito
rigor. Em seguida tomou a palavra o juiz do com-
mercio Dr. Montenegro, e depos de haver exami-
nado as causas originadoras dos s ff.iraeatos d>3
magistrados, notoa que a medida indicada p ;lo seu
collega Altino de Araujo Viio estara completa
desde que o processo de taes crimes nao fos-
se especial e nao coube'sso o espectivo prepa-
re e julgamento ao juiz do direito da comar-
ca visioha Cm recurso e appell&co ex-offi-
cio para o Superior Tribunal da Relaco; assim
como entenda qu d'entre as medidas que deviam
tomar no sentido de se manter a independencia do
magisrrado avultava a da nao ser elle removido
contra a sua vontade e nem ser forcado a aceitar
os accessos.
Suppunha isto s ser safEciente para conter
as pretencoes desiirrasoadas dos mand6;s do al
dea, e portanto era essa a primeira indicacd a
fazer-se e a primeira providencia a estabelecer-se.
Falln ainda o Sr. desembargador Freitas op-
pondo algamas consideraeds a uutras do Sr. Dr.
Montenegro. Fez-se ouvir maia o Sr. Dr. Maciel
Pnheiro que diss o seguinte : enteuda que todos
os ataques fetos pSsi e honra dos magistra-
dos venham principalmente da polica, para a qua
se nomeava de preferencia homana mal intencio-
nados e ignorantes, que se tornavam instrumentos
dos chefes das localidades, e que, por isso, era sua
opnio que se devia pedir entre Outras medidas a
polica electiva, com a qual cessariam os abusos
monstruosos que at aqu temos visto.
Fallaram ainda o Or. Costa Ribeiro, jus do
civel, que tendo chegado depois de aberta a sesso
pedio alguns esdareeimentoj sobre diversos pon-
tos j discutidos e o Dr. Carolino Santos, joiz de
direito de Itamb, declarando votar no sentido das
consideracoes feit8 pelo Sr. Dr. Montenegro.
Ninguem mais pedindo a palavra, concordou-
se em votar sobre os seguites pontos, que foram
approvados e admittdos que figurassem como indi-
eaQo na representaco: l.o Que se estabelecam
medidas no sentido de manter a independencia do
magistrado, comprehendendo-se entre ellas a de
nao ser removido contra sua vontade e nem ser
forcado a aceitar os accessos. 2. Que as offen-
saa feitas pesada dos magistrados, quer em acto
de sen officio, quer uo, quer em territorio de sua
jur8Jicco, quer fra, sejam considerados crimes
pblicos 3.o Que os processos d'estes crimes se-
jam especiaes; pertcncendo o preparo e julgamento
aos juizes de direito das comarcas vsmhas com
recurso e appellaco ex-offico para o Tribunal da
Relnco. Ainda usou da palavra o Dr. Altino de
Araujo e propoz que em nome de todos os juizes
presentes se communicassam a todos os juizea do
imperio as deliberacoes tomadas, poden do se a cada
um d'elles sua adbeso. assim come lembrou que
se devia nomear urna cornraisso que se incumbis-
se de fazer isto por meo de ciculares, corno se in-
cumbase tais bem de redigr a representaco, pu-
blical-a pela imprensa, fazel-a chegar ro seu des-
tino, dando se-lhes os poderes necessarios para o
bom desempeoho de sua misso.
Foi approvada a proposta c nomeada a com-
missao que ficou composta dos seguintes senhores :
Desembargador Jos Manoel de Freitas e Dr. Tho-
tnaz Garcez Paranhos Montenegro, Joaqun da
Costa Ribeiro e Francisco Altmo Correia de Arau-
jo. Ainda pedio o juiz de direito Altino de Araujo
dispensa do lugar que Ihe foi dado na comn>issao.
Nao foi attendido.
Pedio a palavra o Dr. Benjamn Bandeira e
exhbindo urna carta do Dr. Pitanga, joiz da direi-
to do Limoeiro, que havia tambem assignado o
convite publicado pela imprensa, e segundo a au-
torisaco que Ihe fazia declarava que s por doen-
te deixra de comparecer reuno, adherndo en-
tretanto a tudo quanto fosse deliberado.
Da mesma forma o Sr. desembargador Freitas
declarou que o Sr. desembargador Gervasio Cam-
pello Pires Ferreira, tendo faltado, tambem por in-
commodado, adhera e prestava sua assgnatura
represantaco.
Quando j estavam quasi ultimados os traba-
lhos, chegou s mos do Sr. desembargador Fre-
tas o telegramma seguinta : Adherimos ideia reu-
nio, concordamos tudo, communique, e assignado
pelos juizes de direito, D. Laiz de Souza da Sil-
veira, Jos Jacintho de Souza e Firmino Gomes da
Silveira. Tambem receben o Sr. Altino de Araujo,
e no mesmo sentido, nraa carta do juiz do direito
de Cimbres Dr. Jes Julid Regueira Pinto de
raa ao
Horas i Tbermome] tro centgrado Barmetro a O Teasao do vapor SJ a a 1
6 m. 9 12 3 t. 6 237 285 29-l as6 278 758-67 759~67 75901 757<"43 75743 18.30 17.50 18.15 18.45 17.96 85 61 62 64 65
Temperatura mxima30,0.
Dita mnima23",7.
Evaporaco em 24 horas ao sol: 7>,2 ; son
bra: 5,2.
Chavamilla.
Direceo do vento: ENE todo o dia, eom in
terrupeo de 4 horas de calmara pela madrugada
t antes de aoea noite.
Velocidade media do vento : 2m,23 por segando.
Ncbulosidade media: 0.34.
Pal marea Eis a estatistica dos baptisados,
casameatos e bitos da freguezia de Nossa Senho-
ra da Conceico dos Montes de Palmares, no anno
de 1836.
Baptisados.Baptizaram-se 1612 pessoas, sendo
857 Jo sexo mascolino, 754 do sexo femenino, in-
clusive 16 adultos ; 45 ingenuos, celebraram se
gratis 520.
Cazamentos.Ce'ebraram-se 507, sendo de es-
trangeiros 8, escra ves 5, livres com escravos 13,
celebraram-se gratis 398.
Obitoa.Falleceram 149 pessoa?, sendo 226
rraacolinos, e 223 femeninos, inclusiva 198 prvu-
los (sendo qne destes 12 sao ingenuos, 9 escravos
e 15 desconbecidoB, os enterramentos deram-se
nos cemiterios desta cidade, Preguica eCattnde
sendo que 329 foram sepultados gratis.
C nfeasaram e com i.angaram por desobrga de-
voco e pela ebrisma 6482 pessoas, e por doente
389, destas, 20 receberam o sagrado viatico.
Continua na matriz as devocoes do Sagrado
Coraco de Jess e as missas do Santiasimo Sa-
cramento, assim como continuam as conferencias
de S. Vicente de Pante com e-seu eonselbo ; posto
que cstejam fracoa por falta d socios e mesmo
pela forma que correm ob tem pos, porm, o espi-
rito da b iedade conserva-se firme ; sendo qae
urna das conferencias, manten ama aula nocturna
para adultos, e creancas do sexo mascolino, gra-
tuita.
Caatito e fertaaeatoNo pateo do Car-
ato, da parochia de Santo Antonio, travaram con-
flicto, anta hontem s 11 e meia horas da

noute,
Joio, eognominado Orosso, Theophilo, conhecido
das contusas e varias contosoes em toda extenso. I por charuteiro, Pedro da Pa, e Antonio conhecido
Manoel de Freitas, Drs. Geroncio Diaa de Arro-
da Faleo, Thomaz Garcez Paranhos Montenegre,
Francisco AltinoCotreia de Araujo, Antonio Fer-
reira de Souza Pitanga, Beojsmim Aristides Fer-
reira Bandeira, Joaquim Correia jde Oveira An-
drade e Jos Antonio Correia- da Silva, no 1.
andar do predio n. 50, fiua Duque de Taxias,
desta cidade, comparecern): o. asembargador
conselheiro Quintino Jos de Miranda, presidente
da Relaco do Recite ; desembargador Jos Ma-
noel de Freitas, juiz dos Feitos da Fasenda ; Dr.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro, juiz de
commercio; Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, jui*
do civel; Dr. Geroncio Das d'Arruda Faleo, jais
de Goyanna ; Dr. Antonio Jos de Amorim, jais de
direito de Pao d'Alho ; Dr. Antonio Henriques de
Almeida, juiz de reito de Jaboalo; Dr. Caro-
lino de Lima Santos, jais de direito de Itamb ;
Dr. Manoel Joaquim dos Santos Patury, jais de
direito de Rio Formoso ; Dr. Hisbello Florentino
Correia de Mello, juiz de direita de Igaarass;
Dr. Luis Ferreira Maciel Pnheiro, juiz de direi-
to de Breves ; Dr. Henrique Capitulino Pereira
de Mello, juiz substituto de Jaboato; Dr. Teles-
pboro Gomes de Araujo, jais substituto de Igu i-
rass ; Dr. Vicente Pere-ra do Bogo, juiz muni-
cipal de Bom-Jardim; Dr. Feliciano do Reg
Barros Araujo, jais municipal de Ipojuca; Dr.
Jos Marianno Carneiro Beserra Cavalcante, juiz
municipal de Rio Novo e os juizes de direito em
disponibilidade, Drs. Francisco Altino Correia de
Araujo, Benjamn Aristides Ferreira Bandeira,
Segismundo-Antonio Goncalves, Candido Emygdio
Pereira Lobo, alm de muitas pessoas, nao per-
tencentes a classe de magistrados, mas, advoga-
dos, mdicos, jornalistas etc, que vieran assistir
os trabalbos da reonio, eoto o juiz de direito
Francisco Altino Correia de Araujo cenvidou o
Exm. Sr. conselheiro presidente do Superior Tri-
bunal da Relaco, Quintino Jos de Miranda para
Dreadir a sesso, o qae sendo acceito eom geral
applauso, tomou S. Exc. a cadeira da presidencia
d'onde deu a palavra ao juiz de direito Altino de
Araujo, para ua qualidade de aator da idea
d'aquella convocaco, expr o fin que teve em
mira, promovendo a.
Tomando a palavra o mesmo magistrado da-
se em, resumo isto :
Desde muito, e no dom'no'.de ambos os parti-
dos polticos, que dirigem os destinos do paz, no-
ta va com profundo desgoatos qae as magistrados
em diversas comareas, desde q:e mantinham-se
ns attitude que a honra e o dever lhes impem,
incorriam as iras de certos mandea de localida-
de, espiritos, em geral, audazes e ignorantes e por
isso soffriam, ora injurias atrozes ao seu carcter,
ora at mesmo oflensas p'iysicas.
Temos chegado, dase elle, a um estado de
anarchia e immoralidade taes, que, sendo o poder
judiciario to distincto e independente, e como os
demais poderes emanando da autoridade soberana
da naci, seguindo a uossa constituico, de har-
mona neste ponto com o direito constitucional da
Blgica, dos Estados-Unidos, de Portugal e da
Inglaterra se tem constituido a peior de todas as
carreiras, desde que offerece rao grandes perigos.
N'aqnelles pases, como na AUemanha, nao consta
que os podares pblicos se tenbam at hoje pre-
oceupado com medidas tendentes a sustentar e
garantir os magistrados contra os desatinos da
polieia, ao servido de chafes insensatos da poltica
das localidades. Tudo all foi sabiamente prove-
cido e previamente garantido palas leia.
O que, porm, se pasaa entre us urna tre-
menda anomala, um espectculo tristisaiao, que
todos os dias, por effeto dos desgracados coatu-
mes, estamos dando aos olhos do mundo illustrado
e principalmente porque nao estamos garantidos.
E, porque os desaeatos magistratura vio se
tornando moda e nssoera de um calculo indecente
com que se procura, quando o tarror ainda nao
tem produzdo effeito, tirar viuganca de urna Ile-
gal idade eu violencia, que foi devidamenta puni-
da e incutir ao animo do juiz a inquetaco e a
retirada da comarca, entenda de neceasidade in-
declinavel convocar, em o maiar numero possivel,
os magistrados da provincia e proporlhes que
pelos motivos expostos, se dirigisse ao poder le-
gislativo urna representaco, por todos assigaada.
em que se pedase providencias contra o mal j I
"ft

-
>
E, para contar lavrou-se a presente acta, o
joiz de direito Francisco Altino Correia de Araujo
que servio de secretario.
Clab Internacional de Regatas
No sabbado 5 do correte effectuar-se-ha a re a-
nio familiar que este Club costuma fazer as sex-
tas fei ras.
dula de pai da tVegaezia de aT.
fos do Heclfe A.cha-se no eiercicio do
cargo de 1 juiz de paz desta freguezia o capto
Faustino Jo> da Fonseca, que d suas audieneias
as quartas e sabbados do todas as semanas s 4
horas da tarde, em casa de saa residencia ra
do Coronel Saassuua n. 96, e despacha ahi e onde
fdr encontrado.
loria de CSoltaEscrevem-nos em 29 de
Janeiro findo:
* Duas liabas para a Revista de seu conceitnado
Diario.
* A's 8 horas da manh do dia 24 do corrente,
chegou esta cidade o Dr. Antonio Jos de Amo-
rim, jais de direito da comarca, que veio presidir
1 sesso do jury deate termo.
8. S. veio acompanhado de sea filho o Dr.
Mario de Amorim, e do tenante Jos Francisco
Paes Barreto, como promotor interino, na falta do
effectvo, qae deu parte de doente, hospedando-se
todos em casa dd Dr. Jos Cornelo Leito, juiz
municipal do termo.
* N'esse mesmo dia, deu principio aos trabalhoa,
e nao havendo numero legal de juizes de fact, foi
a sesso adiada para o dia seguinte, s 10 horas
da manh.
No dia designado, depois de tudo devidamente
preparado, foi convidado, pelo presidente do tribu-
nal, o Dr. juiz municipal para apresentar os pro-
cessos que tinham de ser submettidos julga-
mento.
Logo depois foi admittido na salla das sea-
ses o Dr. juiz municipal e apresentou seis pro-
cessos devidamente instruidoa, retirando-se depois
de cumprido o seu dever.
Depois do indispensavel exame, feo pelo tri-
bunal, nos processos apresentados, e achando-os
devidamente instruidos, submetteu a julgamento
em acto continuo, o do reo Jos Cavalcante, pro-
nunciado no art. 192 do Cod. Crim-, que, sendo
abeolvido pelo jury, foi appellado pelo promotor
publico, para o Tribunal da Relaco, seudo advo-
gado da causa o Dr. Jos de Souto Lima.
Terrainando-se muito cedo o primeiro jqlga-
ment, o Dr. juiz de direito submetteu, no mesmo
dia, o do reo Antonio Luiz de Lucena, pronunciado
no art. 205 do Cod. Crim. que tambem foi absoi-
vido, sendo advogado o mesmo Dr. Sonto Lima.
No da 26 foi jnlgado o reo Antonio Luiz de
Lucena que tambem esta va pronunciado no art.
192 do Cod. Crim., e foi condemnado no grao me-
dio do mesmo artigo e teve como seu advogado o
Dr. Souto Lima.
Foi tambem n'esee da julgado o reo Joo
Goncalves Pereira pronuncia do do art. 193 do Cod.
Crim. e foi condemnado no grao mnimo do
mesmo artigo, sendo advogado o mesmo Dr. Sonto
Lima.
No dia 27 foram submettidos julgamento os
dous processos que reatavam, sendo um instaurado
contra Antonio Jos Alvea de Moura que foi
condemn do a cinco das de priso e multa cor-
respondente metade do tempo, advogando a
causa o Dr. Jos Ladislao Pereira da Silva,
oatro contra Manoel Joaquim da Silva, conhe-
cido por Manoel Henrique, por ciime de fur-
to de ca vallo; foi condemnado a dous mezes
de priso e multa, senda drogado o Dr. Sonto
Nao havendo maiKgBBfcessos preparados, o
Dr. juiz de direito encezrot a sesso, e retirou-an
no mesmo dia para a se de sua comarca, dei
xando todos p. aorados pelas suas ptimas qual-
dades e ameno trato.
Au remr. >
tielidct*Effcctuar-sc-hao:
~ Hoje:
Pelo agente Martins, s 4 horas da tarde, cm
Jaboato, ra Duque de Caxiasn 17, de movis,
passaros, lijlos, terrenos, armas, etc.
Pelo agente Pinto, s 10 horas, no artnazem do
Annes, de gneros de estiva.
Peto agente Modesto Baptista, s 11 horas, na

ra .lo Baro d3 Victoria n. 42, do estabel
to ahi sito.
feto agente GusmSo, s 11 horas, na .
Marque de Ohnda n. 19, de moveia, pepel de _
res, miudezas, etc., etc.
lavas ranenre*Sero celebradas:
Amanh :
A's 7 horas, no Espirito-Santo, pela alma a
Manoel Duarte de Figueiredo; s 7 horas, n i Ma-
dre de Djus, pela alma de Ricardo Cordera de
Miranda; s 7 horas, em S. Francisco, pela aissa
de D. Maria Leopoldina Gozen de Nogaeira.
Segunda-feira :
A's 8 h iras, na capaila do Hospital Portugus,
pela alma de Antonio Correia de Vascoaeefiss;
s 7 1/2, em Santa Rita, pela alaia de Vctor Ola-
gario de Souza Gouveia.
Pasma geiro* Chegados dos portos do norte
oo vapor nacional Baha
Tente, Rayoiundo F. K. da Costa Rubia saa
senhora, sua mi, 2 iruvos e 2 filhos, Maria da
Conceico (criad), D. Mari da Castra Meneaos,
D. Maria Julia de Castro Menezes,D. Augusta da
C. Menezes, D. Francisca Cyrillo Freir, Pedra
Paulo Pereira Brito, capito Joaquim Pedra do
Rogo Barros, Fre Jos de Santa Julia, Franciaea
Chiapprette, Camillo Cahos, Arthur B. Dadas,
Jos Ferreira da Silya, Francisco Theophilo R. B,
Antonio G. de Castro, Jos Lucas Ferreira, Ha-
uoel^ H. Viegas, Alejandre Parias'G., Berntrdiaa
Cabins, Antonio Augusto de Magalhes, Mantel
Guimares, Jos Barbosa le Lima e Benedicta r*.<-
lippe Vianin.
Operar-dea ctrarglcaaForam practica-
das no hospital Pedro II, no dia 3 de Janeiro, as
seguintes :
Pelo Dr. Malaquias;
Posthotomia a bistur reclamada por pkii
complicada de elephantiasis.
Pelo Dr. Berardo:
Extracco de catarata senil dura pelo proa
o retalho perifrico de Wecker.
Extracco de corpo estranho (eatilhaco de sa-
dr) no globo ocular.
Delvidamento de aderhensias da conjuntiva pot-
pebral ao globo ocular.
Caaa de DetencaoMovimento dos pre-
sos do da 2 de Fevereiro :
Existiam presos 354, entraram 11, sabiram i
Existera 363.
A saber :
Nacionaea 331, mulheres 9, estrangeiros 13, os- '
sravo8 sentenciados 5, procesaado 1, dito da car- i
reccao 4Total 363.
Arraooados 323, sendo: bona 312, doente IL
Total 323.
Movimento da enfermara:
Teve baixa :
Antonio Gomes de Oveira.
PremiosPela Roda da Fortuna foram ven-
didos os seguintes premio3 da lotera do Cear,
extrahida ante, hontem :
10368 10:90000e
26191 5:000*006
60210 5:000*000
22117 2:O0OWaC
26231 2:0 0*008
44868 1:000*093
58143 LOOOtfOM
3183 1:000*008
LoteraLista dos nmeros premiados as
12a serie da 24 parte das loteras em favor dos
ingenuos da Colonia Isabel, extrahida no dia
do correnta :
15.943 240:000*00
8.541 40:000*000
5.421 20:000*006
28.753 10:000*008
7.862 5:000*008
PBEMIOS
2341
6946
7277
3932
5353
8737
9196
35035
33839
38556
1:000*096
1:000*008
4:000*006
4:000*098
3:000*008
3:000*098
2:000*088
2:000*088
1:000*006
1:000*090
850*998
850*0911
de 2:000*000
8929 26651
18595 31101
22081 38579
PREMIOS db 1:000*000
10994 19124 22303 26365
11103 20836 243U 30507
15'20 21536 25687 32849
19026 22029 26117 34779
N. mais alto 38579
N. mais baixo 2341
AFFBOXTKAOOBS
15.942
15.944
8.540
8.542
5.420
5.422
28.752
28.754
7.861
7.863
Oa ns. de 15,901 a 16,000 esto premiados essa
400*, excepto o da sorte grande.
Os na. de 8,501 a 8,600 esto premiados eos*
200*, excepto o da sorte de 40 contos.
Os ns. de 5,401 a 5,500 esto premiados coas
100*, excepto o da sorte de 20 contos.
Todas ae centenas, terminadas em 43, esto pre-
miadas com 100*, inclusive a da sorte grande.
Todos os ns. terminados em 3 e 1 esto premia-
dos eom 24*- u'
Colern do ParaEis 03 premios da 8
serie da 1' lotera do Gro-Par extrahida en X
do corrente:
15352 200:000*000
24338 40:000*000
30024 20:000*000
16095 lO:000*0C0
Esto premiados com 5:000* :
21129 33367 35593 48240
Esto premiados cem 2:003* :
1597 2950 13308 15030 16611 20564 2473S
41211 43502 46752
Esto premiados com 1:000* :
6848 10407 11152 11598 11859 14000 14692
16051 16634 19953 22037 28517 28625
36072 37206 38461 39656 40836 45015 46938
Approximacoes
15351
15353
24339
30023
30025
16094
16096
2:000*000
2:000*000
800*000
800*000
400*000
400*000
140*000
140*000
A 9> parte desta lotera ter lugar no dia
10 de Fevereiro impreterivelmente.
brande extraordinaria lotera da*
41 aso asi Esta grande lotera, cajo premia
grande 2,000:000*000, ser extrahida imprato-
rivelmente no dia 12 de Fevereiro prximo.
Os bilbetes acham-se venda na praca da a-
dedendencia ns. 37 e 39.
botera de Hlnaa-CieraeaA 4' pacte
da 1* lotera desta provincia, cujo premio grande
600:000*000, ear extrahida no dia 5 do Fe-
vereiro, impreterivelmente.
Os bilbetes acham-se venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera do Cear-A 7* parte da 3* lote-
ra desta provincia, cujo premio grande ........
400:000*000 ser extrahida no dia 10 de Feva-
rero.
Os blhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Tambem acham-se renda na Casa Felia
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera da> rao-Par*A 9* parte lea-
ta lotera ser extrahida quinta-feira, 10 de Feve-
reiro.
Bilbetes venda n* Casa do- Oaro, ra do Ba-
ro da Victoria n. 40.
Tambem achum-se sandalia Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco'n. 23.
Lotera da ParanEsta importante (o-
tee, cojo premio grande 300:000*000, e habi-
lita-se a tirar 15:000*090, ser eaWahida impre-
terivelmeate hoje 4 da Faveraira.
Acham-se expostos venda os restos dos tilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de ilarao
n. 23.
Grande lotera da pravlncia A 1J
serie desta lotera em beneficio doa ingenuos da
Colonia Isabel, cujo premio grande 2):0*0*000,
ser extrahida no dia .. de Fsvareiro, s 4 besas
da tarie.
Os blhetes acham-se & venda na Rada da For-
tuna ra Larga do Rosario a. 36.
Lotera de Haceia de 3MiOOi>2(08
A 3* partes da 15 latera, eujo prxjtaia
grnnde de 300:000*, palo aseo plano, ser os-
trahida impretnrivelmeote no dia 8 da Fevorimo
ao meio da.
Blhetes v^nda na. Gasa Folia dapca$a da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem a-.-h im-sj vcad-t Soda da L'jrtuna
na na Larga do R aari a. 36o ua Caeu da For-
tuna ra Io de Murcy u. J3.
Precoe resumidos.
Lotera da reteA 2* parte da. 202 lo-
tera da corto, cujo premio grande de lOsOCXs*
ser extrahida no dia .. de Bevweiro.

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Diario de PernambucoSexta-feira 4 de Fevereiro de 1S87

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Os bilbetes acham-se 4 venda na praca da In-
dependencia na. 37 e 89. '
Tambem acham-ae 4 venda na Casa da For-
tana roa Primeiro de Mareo.
ta.ria -o *-a srpyt. *i**
n. 866, do nevo plano, do premio de IUU.UUUsHA*',
era extrahida no da .. de Janeiro.
Os bilhetea acham-ae venda na praca da nae-
oendencia na. 37 e 39.
tambem acham-ae a venda na Ca8a da r ortu-
na i ra 1 de Marco n. 23.
Cemlierlo Publico Obtuano do da 1
de Fevereiro:
Arthur, Pernambuco, 7 annoa, S. Jos; tebre
yRaymunda Feliamina da Coneeico, Pernam-
bnuco, 45 aonos, aolteiro, Boa-Vista ; tuberculoa
pulmonares.
Joa Gomes Wanderley, Pernambaco, 50 annoa,
solteiro, Boa-Viata; aacite.
Jos Masaarigans, 45 annoa, casado, Boa-Vista ;
Feliamina Maria da Praserea, Pernambaco, 25
annoa, viuva, Boa-Viata; tuberealoa pulmona-
Joa Oomea da Cunha, Pernambaco, 25 annoa,
casado, Boa-ViaU ; tuberculoa pulmonarea.
Manoel, Pernambuco, 1 hora, Santo Antonio;
inviabildade.
- 2 -
Manoel Caliato de Sonsa, Pernambaco, 42 an-
noa. casado, Santo Antonio ; leaio cardiaca.
Adelino, Pernambuco, 14 annoa, S. Joa ; ane-
""idalina, Pernambuco, 28 annoa, casida, Boa-
Viata : a6cite. '' _
Alexaadrina Maria da Coneeico, Pernambuco,
45 annoa, aolteira, Boa-Viata; dysinteria.
Maria Annanciada Ferreira de Britto Honorio,
Pernambaco, 26 annoa, aolteira, Recife ; insnffi-
ciencia mitral. .- ,
Um feto, Pernambuco, Boa-Viata; pelo subde-
legado. ,
Urna crianca que foi autopaiada, Pernambaco,
3 annoa, Graca; pelo anbdelegado.
Ialzo do cotnmerelo
AUDIENCIA DE 3 DE FEVEREIRO DE 1887
JUIZ Dtt. MONTEHBOBO
Escrivaes: lente-coronel Esnesto Silva e
motor Franldin
Aberta a audiencia toram publicados diversos
feitos:
B >isa eominerclal
COTA9OES OFFICIAES BA JONTA DOS COE-
BECTOBES
Recife, 3 de Ftvereir de 1887
Cambio aoore Santos e S. Paule, a 60 d/v. com
2 1/4 0|0 de deacoDto.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Mu tinento hamaiiu
BBCIFB, 3 DE FEVEJIIIRG DE 1887
Os bancos fizeram regalares tranaaeces.
O London Bank conserveu no balco a tabella
de 22 178, a qual reproducimoa abaizo, corrigindo
algnns engaos typographcoa que se deram era
nossa nltima f -1 ti :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 429 e vista 433.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 532 e a viata 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e viata 213.
Sobre Italia, viata 433.
Sobre New-York, 4 viata 2*290.
O Englis Bank apresentoa boje no bal cao a ta-
bella abaizo em subatfuicSo da de 22:
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e 4 viata 21 7/8.
Sobre Paria, 90 d/v 429 e viata 433.
Sobre Italia, viata 433.
Sobre Hambnrgo, 90 d/v 532 e 4 viata 538.
Sobre Ntw-Yoik, 4 viata 2*290.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e 4 viata 243.
Sobre as principaea cidadea de Portugal, 4 viata
Sobre liba dos Acores, 4 vista 251.
Sobre liba da Madeira, 4 vista 248.
Mercado de amucar c algodao
aECIFE, 3 DE FEVEREIRO DB 1887
Aa entradaa dos at mear es d hoje foram maia
que regulare.
Os precoa mantn-eram-se ao3 algariamos de nos-
ras cotati-s de 1 do corrente, que abaizo repro-
duxiiDos.
Entretanto cenata que aa noticias dos Estadoa-
Unidoa dio o artigo all em poacio pouco vaota-
jOaa, poia que nao ufiVreecm maia de 4 1/2 por aa-
ancar bruto aob a base de 88 0/0 de polarisaco.
Eis oa precoa que reproducimos :
3. baizo. por 15*11.8, de l*s00 a 1*900.
3 regalar, por 15 kilos, de 2* a 2*100.
3. boa, por 15 kilo, de 2*100 a 2*200.
3. superior, por 16 kilos, de 2*300 a 2*100.
Finos, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
Branco turbina pulverisado, por 15 kilos, de 2*200
a 2*300.
Dito dito cryataliaado, por 15 kilos, a 2*100.
Branco turbina Usina Pinto, por 15 kilos, a
2*600.
gmenos lurbina ILiua Pinto, por 15 kilos, a
1*800.
Borneos, por 15 kilos, de 1*500 a 1*600.
Masca vado puigado, por 15 kilo, a 1*200.
Dito snperior, por 15 kilos, a 1*300.
Broto bom, por 15 kilos, de 1*160 a 1*200.
Regular, por 15 kilos, de 1*060 a 1*100.
Broto m rtame, por 15 kilos, a 1*000.
Rtame, por U kilos, de 800 rs. a 1*000.
O vendedor obtem o mximo ou o mnimo das
cotacoes dos assucares da 3. baizo, 3. regular,
3.a boa, 3 superior e finos, segundo o sortimento.
O algodao cootinuon pouco activo, regulando os
precoa de 6*300 a 6*500 por 15 kiloa, para o de
Pernambuco e boas procedencias, em trra.
Tabella das easradas de asnear e
aiKOdo
HEZ DE FEVEREIRO
Nos dias 2 e 3 constou a entrada de 5,172 sac-
eos com a>sucar e 200 aaccas com algodao.
O asmar foi transportado : pela via-ferrea de
Caruar, 86 ecos ; em barcacaa, 4,074; e em ani-
maos, 1,012.
O algodao tranaitou : 50 aaccas pela via-ferrea
de Caruar e 150 em barcacaa.
Pauta da Airandea
SL1INA DE 31 DB JANEIBO A 5 DB FEVEREIBO
Algodao (subi) kilo *353
Aaaucar maacavado (subi) kilo *o70
Freta asentes
3 DB FBVBBBIBO
Nao constou que bouvease hoje fretes.
Imporlafo
Vapor flanees Senegal, entrado de Bordeaos e
escalas no di*... de Fevereiro, e consignado a
Augusto Labille, manifestou:
Carga de Bordeaux
Agua I- Vichi 6 eaizaa ao consignatario. Dita
mineral 13 eaizaa ao meamo.
Abaiutbu 12 eaizaa a C. Pluyn & C.
Ameizaa 8 caixaa a Domingos Ferreira da Sil-
va & C .
Aceite 7 caizas a C. Plnyn C.
Bat -taa 50 eaizaa a Joo Fernandes de Almei-
da, 20 a Suizer K*urLnauu & C.
Bitter 45 caiza aoa inesmos.
Clichs 1 caiza ao Diario de Pernambuco, 1 ao
Jornal do teafe.
Cutiiari.s 1 caita a Manoel & C.
Ce aros 3 eaizaa a Otto Bohrea Succeasor.
Cachimbos 1 caita aoa meamos.
Conservas 10 itaizaa 4 ordem, 1 a Rouquayrol
Freres, 4 a C. Kluyo a C.
Cognac 100 eaizaa a Sulier Kuffmann & C,
10 a Domingo Ferreira da Silva a C, 1 a Roa
quayr^l Freres.
Chup s 2 cairas a Joao Christiani a 0.
Djc i 9 eaizaa a C. Plnyn & C.
FtcrioSo Ernesto Silva
Acco dioendial
Appellantes Temporal Filhos. Foram des-
presados os embargos.
Appellante Joo Goncalves S. Beirao. Foram
deapresados a embargos.
- Arresto
Appellanto Augusto Moreira da Silva. Nao
provados os embargos.
Acco ordinaria
Embargantes Hinrique Forster & Deapre-
sades oa embargos.
Etcrivao ranklin
Acco ordinaria
Appellante Lervia Eberman.Condemnados os
embargantes. .
Sequeatro
Appellantes Luia Ooncalves 8ilva Pinto.Jul-
gado improcedente.
Accio de seguros
Appellante Adolpho Ribeiro Guimarei.Rece-
bida a appellacao.
Arrestos
Appellantes Lopes a Irmos. Recebidos os
embargos de terceiro.
Appellante Jote Goncalvea Pereii*.Deapresa-
dos os embargos.
Audiencia da Dr. juiz aubatituto da mesma vara
Nada houve.
FIBLMJACOES A PEDIDO
O Sr. Jos Haran no
XIX
Abaizo o imperador !
Viva o iei do norte impera
pob do Brasil.
,,0 tempo va, a hora, rpida, se approzima do
grande feito to ardentemente desajado deatea po-
vos brazileiroa, e de mimo ainda mais que todas,
da aaaencSo ao tbrono do grande homem, o maior
de todo o Brazil, e aaaim de todo o mondo ; poia
que eata a trra mais Iluminada do eeculo, onde
o positivismo tem-ae p.-netrado em quaai toda a
gente que sabe ler, entretanto que na Europa o
maia partes apenas o balbuciam algnns raros cs-
piritos dos maia adiantadoa neaae illaminiamo.
E a raaSo porque o noa80 bomom grande e o
maior do orbe; porque de todos o mais posi-
tivo.
Sem querer e sem procurar, e meamo sera ma-
nifeatar-se como tal, e o ebefe da seita da vida
commoda c apraaivel, que n4o se d4 era da pa-
tria nem da humanidade, mas smente cura de ai
e dos aeua, daquellea que reciprocamente se guar-
Joias l caiza a J. Krause & C, 1 a J. Furatem-
berg. Ditas falaaa 1 caiza a C. Pluyn C.
aercadorias diveraaa 1 caiza a Otto Buhrea
Succeasor, 1 a Gomes de Mattoa Irmoa.
Manteiga 2 eaizaa a C. Pluyn & C.
Marroquim 1 caiza a Otto Bohrea i
Succeasor.
Maaaaa" alimenticias 16 eaizaa a F. Goedea de
Araajo, 10 a Carvalho & C, 5 a R aa a Quciroa.
Objectos de piedade 3 eaizaa a irma Bernard.
Ditos para escriptorio 2 caizas a JoSo W. de Me-
deiros. Ditos para chapeo de aol 2 eaizaa a F.
Xavier, Ferreira C, 1 a Joa Pereir do Ama-
ral.
Papel 2 eaizaa a Sodr da Muta & Filho. 1 a
Ventura P. Penna 1 a Sulzer Kauffman C. Di-
to de embrnlho 60 fardos a Sonsa Basto, Amorim
4t C. -
Presunto 1 caiza a Manoel & C-
Pentea 2 caizas a Gomas de Mattoa Irmaoa.
Queijo 100 eaizaa a C. Plnyn C, 3 tinas a
Ramos 4 C.
Rhum 10 eaizaa a Sulser Ktnffinann 4 C.
Retratoa 1 caiza a Jos da Silva L iyj.
Rolhaa 1 tardo a Rouquayrol Freres, 1 a G.
Pluyn & C.
Sapatoa para banho8 1 caiza a Manoel de Bar-
ros Cavalcante, 2 4 ordem.
Tecidos diversos 1 caiza 4 ordem, 1 a Bernerd
4 C I a V:rginia Jannazaie.
Vinho 3 barris ordem, 7 a H. Nueach & C, 2
a J. Louret C, 4 a Rouquayrol Frerea, 4 ao
consignatario, 3 a Bernet & 0,6 e 60 eaizaa a
Sulzer Kauffmanu fe C, 1 dito e 6 eaizaa a VV.
W. Robilliard, 20 eaizaa a Paulino de Oliveira
Maia.
Vidros 1 caiza 4 ordem, 1 a Sulzer Kiuffman
&U.
Carga de Lisboa
Ceblas 100 csizaa a Silva Guimarlcs & C, 30
a Domingos Ferreira da Silva c C.
Farello 160 saceos aoa meamoa.
Palitos 2 calzoea 4 Biai li Lipes Pereira.
Logre ingles Tiber entrado d Terra Nova, no
dia 2 de Fevereiro consignado a Saundrea Bro-
thers C.; manifeatou :
Bacalbau 2,24i barricas 511 meias e 127 caizas
aos consignatarios.
Vapor nacional Baha, entrado doa portes do
norte, em 3 do corrente e consignado ao viscoide
de Itaqui do Norte ; manifestou:
Borracha 2 caizoes a Costa Lima & C.
Fumo 50 encapados a Pereira Pinto & C
Pipae vasiaa 50 a Amorim Irmaos S C.
Vapor ingles Merchant, entrado de Liverpool e
Liaba em 3 de Fevereiro e consignad} a J. Pa-
ter ot C, manifestou :
Carga de Liverpool
Amostras 2 volnmea a diversos.
Arco de ferro 110 teizes a Vianna Castro & C.
Alpiste 10 saceos a Juao F. de Almeida, 10
a Sonsa Baatoa Amorim & C.
Arroz 50 saceos a liosa Queiroa, 100 a Paiva
Valute & C, 150 a Pernandea Irmaos, 125 a Do-
mingos Cruz & C, 50 a JoSo Fernandea de Almei-
da, 100 a Pernandea da Costa C, 250 a ordena
Agua mineral 1 caiza a Fernandes & Irmos.
Arenques 8 barris a J. H. Bozoeall,
Biscontos 10 caizas a Paiva, Valente & C, 5
a Rosa (jueiroz.
Barras de ferro 449 e 95 feixes a Pereira Gui-
mares & C.
Barrilha 40 tambores a ordem.
Barro 1 eaiza R. Drainge Company.
Batatas 40 caizas a Powes & Irznao.
Cha 33 grades a ordem.
Candieiros 2 caizas B. Uarte Campos & C.
Conservas 30 eaizaa a Domingos Ferreira da
Silva a C, 3 a Roaa Qaeiroi, 25 a Joo Fernan-
des de Almeyia.
Chumbo de munieao 100 barris a Gomes de
Mattoa limaos.
Canela 10 caizas a Doninges Ferreira da Sil-
va 4 C, 10 a Joo Fernandes de Almeida.
Chapis 1 caizao a Affonso Oliveira 4 C.,2 a I.
J. Samarcoa.
Calcados 3 caizdes a Thomas de Carvalho & C.
Ccrveja 10 barricas a Joaqoim Felippe a A-
guiar.
Capsulas 1 caiza a Vianna Castro & C.
Cominbos 5 saceos a ordem.
Chapa para fogao 10 volumes a VV. Halliday &.C.
Drogas 6 volumes a Francisco Manoel da Sil-
va cC.-
Estanbo 3 barricas a Ferreira Guimaraes & C,
10 a Prente Vianna & C-, 2 caizoes a ordem
Estopa 51 fardos a or iem, 4 a Julio Irmao.
Enzofre 30 eaizaa a W. Halliday & C.
F o mas 1 caiza a ordem.
Ferragens 41 volumes a Ferreira Goima-
rSes a C, 9 a Vianna Castro & C, 4 a Gomes de
Mattos Irmoa, 23 a Miranda 4 Soasa, 9 a Sa-
muel P. Jobnaton & C, 15 a D. H. V. Pederneiro,
19 a W. Halliday & C.
Farinha de trigo 300 barra 4 ordem.
Feltro 5 volumes a F. Botelbo de Andrade.
Fogareiros 104.a Ferreira Guimares & C-, 100
a Miranda & Souca.
Folhaa de ferro 30 a Ferreira Gairr.araee & C.
Linha 32 csrtes a Prente Vianna 4 C, 4 a
Oliveira Basto & C, 1 a Manoel Collaco 4 C. 1 a
Browns 4 C, 1 a Guimares Cardoso 4 C, 18 a
A. D. Carneiro Vianna, 30 a Nones Fonseea & C.
Leite condensado 10 eaizaa 4 ordem.
Lona 1 fardo a F. Botelho de Andrade, 1 a C.
C. da Casta Moreira 4 C 1 a Ferreira Guimares
aC.
Louca 67 gigas a Pernandea 4 Irmao, 20 e 10
barricas a Souza Bastos Amorim a C.
Materiaes para estrada do trro 84 volme* e
pecas ao prolongamento de S. Francisco.
Machiniamoa e ferragens 132 volumes e pecas a
Cardoso & Irmo.
, Mercadsrias diversas 1 voln-ne a F. J. A. Gui-
mares, 1 a Crdoao Irmo, 41 a Browns *C., 2
a Leite Baatoa A C, 3 a F. Lauria C, 2 a Na-
nea Fonseea 4 C, 3 a Otto Bshres successor, 1 a
Gomes de Mattos Irmoa.
Movis 4 caizoes a W. Halliday 4 C-
Materiaes para esgoto 100 volnmea e pecas a Re-
cife Drainage Company.
Molho ingles 1 caiza a Domingos Ferreira da
Silva & C.
dam, ae garantem e concorrem para o bem com-
mum da seita ou da companbia, que na acc?.o to
ma o nome de partido poltico.
Em verdade como sao todos oa partidos do
positivista Brasil, como aera o qne querem formar
os republicanos, parque sao quasi todos elle nea-
ta mais que todas adiantada trra, to positivis-
tas como o noaso futuro re do norte, da louca
groasa.
Todos, como positivos, nao se oceupao. de ne-
gocios nem interesse da patria, poia que eata muito
grnode aempre ingrata; nao eocha ou incha
a barriga, nao d os deliciosos prazares do posi-
tivismo, do modo mais natural e mais simples que
se poda inventar. Elle liberta o homam de Deus
e de todoa oa crueia deveres que duramente pren-
de a nossa liberdade, Deua e 'deverea inventadoa
pelos padrea, como dis a aeita, para ficarem ellea
sos com os gosos e prazeres todos.
Oh! aim I sem Deua neaae santo, ueste doce
positivismo, est o homem livre, senhor de todas
as suas acedes, capas de amar a diz e a cem mu-
Iherea e de ser amado por outras tantas, e ellas
desprendida* dos e.tupidos precuneeitos da Nossa
Senbora da Conceieo e das Dores, da veneraco,
da adoraco da vrgem santa, para poderem amar
tambem cada urna e outroa tantos.
Para gosar porm, preciso haver dinheiro, a
quem nao o berdou.no rgimen velho do Deua, mor-
ria caticada, depoia de ser levado a ponta pea de
uns e outros como cao tinhoao diapresivcl, por roaior
que foaae a aua babihdade, a ana eaperteaa, o aeu
talento. Nao aaain porm no positivismo da in-
teira liberdade aern Deus. Seo homem nao herda,
nao aejulga por iao deaditoao para oa goaoa, oa
delicioaoa prazeres da vida positiva ; o caao eat
em tir elle eapertezi e aagacidade para fazer o
dinheiro vira ai aem meter a mo no saccoou co-
fre a'beio.
E' por ato que o nosso re do norte proeja
mado por todoa oa ontroa poativista, o primeiro
brazileiro, o maior homem do mando ; porque ne-
nhum ha quo sem bordar nem trabalhar soubaaae
arraojar to bem sena molbos para paaaur vida
to feliz e milagrosa, comendo ebebendo e aman-
do asaim to faustosamente sem dinheiro.
Na verdade o que Valeria ella, o que aeria maia
que um pobre diabo, ae, apezar de teda a aua es-
prtela e sagacidade, talentos estes qne poasue no
maia aubido grao, o que Valeria elle aeno fra o
seu alto positivismo, ae estivase preso e manieta
do por todoa aquellea peaadoa deverea do Deua do
i la I va rio ?
Quem faria caao deaae pobre diabo que captivo
dos taes mil deveres andara ahi arrastando um
chioello, stm valor nem serventa para couaa al-
guna ?
Ah positiviamo, poatvismo, como a grande !
JJMateriaea paraencanamentoa dagna551 e pecas
a Companhia de Beberibe.
Oleo de liuhaca 25 barra a Franciaco Manoel
da Silva & C
Piano 2 caizoes a Leopoldo Preale.
Papel 1 caiza 4 ordem, 1 a Prente Vianna & C,
I a Gomea de Mattoa Irmoa, 1 e 16 iardoa 4
ordem. mA
Pimenta 5 secos a Paiva Valente 4 C, 10 a
Domingos Cruz 4 Ciuz 4 C, 5 Djmiairoa Ferrei-
ra da Silva & C, 10 a Joo Fernandes de Almei !a
rertences para tnlhos de ferro 44 caizas a Great
Western, ,
Paa deerro 6 feizes a F. Botelho de Andrade
Selina 1 a Joo Ramos & C.
Tijolo para limpar facaa 59 caizas a Joo Fer-
jianics da Almeida.
Tecidos diversos 120 volumes ordem, 123 4
Machado Pereira, 22 a Olinto Jardia j C 6 a
Jeauino Alves Fernandes, Andrade Lope 4 C, 2
Couto Sootoa & C, 3 a Rodrigues de Carvalho,
a 8. Maia 4 C, 14 a Joaquim Agoatinho & C ,
a Ooncalves Irmos 4 C, 31 a N Maia & O,
31 a Luiz Antonio "Siqueira, 3 a Silveira & C, 6
a A. L. Gumarea, 3 a A. Santos 4 C, 18 a
A. Vieira 4 C, 4 a Franciaco Lanria & C, b a
A. Maia 4 C, 8 a A. de Bntto 4 C 3 a Ro-
driguee Lima 4 C, 6 a Monaard Huber & C.
Tintas 15 barricas a Faria Sobrinho a C, 11 a
Ferreira Guimares 4 C.
Tijoloa 1 caixa a Recite Drainage Company.
Trilbos de ac 412 a Great Western, Rilw-y
Company.
Carga de Lisboa
Azulejos 12 caizas a Alomo Azevedo & O
Agua de vidago 10 eaizaa a Franciaco II. da
Silva 4 C.
Baga l barrica a J. A. do Valle.
Cebolaa 25 caizas a Guimaree 4 Valente,
20 a Rosa 4 Qu-iro, 15 a Costa 4 Medeiroa, 100
a Ferreira Rodrigues & O. -
Faiello 100 saceos a Ferreira Rodrigues 4 C.
Ferragens 5 eaizaa a Oliveira Baeto 4 C.
Hervas medicinaes 2 fardos a F. Manoel da
Llvroa 1 caiza a Medeiroa 4 C, 1 a. Joo W-
de Medeiroa.
Linna 2 caizoes a Oliveira Basto & C
Sardinbas 100 barricas a Paiva Valente 4 C, 1
a M. F. Fontee. T
Vinagre 20 pipas e 23/5 a Silva Gumarea
Viuho 20 pipas a J.iaquirn Ferreira de Carvalho
feOUt J- F- da Coata, 4 20|5 e 20|!0 a Joa
quim da Silva Carneiro, 15 e 16)10 a Domingoa
Al ve Mathen, 1 barril a A. A. de Carvalho,
50 a Pereira Carneiio 4 C.,2 a Rouquajftol Fre
re, 26 eaizaa a A. F. de Oliveira.
Patacho americano Leonor, entrado deBaltimore
em 3 do corrente, e consignado a Macbado Lo-
pes 4 C, manifestou :
Farinha de trigo 7999 barricas acs consigna-
tariof.
Exportadlo
BEOIFZ, 1 DB FEVEBEIBO DE 1887
Pora o exterior
No vapor inglez Coban, carregaram :
Par New-York, H. Stolaeobech & C. 6,000
coarinhos de cabra e 5 barricas com 300 kilos de
borrach i.
No lar inglez Mennie, carregaram :
Para New York, Poblman & C. 610 saceos com
36,600 kiloa de assucar maacavado.
Nj lugar ingles Sumbean, carregaram :
Para New York, J. 8. Loyo & Filho 564 saceos
com 42,300 kilos de assucar mascavado.
Na barca portuguesa Novo Silencio, carre-
garam :
Para o Porto, C. Rabello & C. 1 barrica com
80 kiloa de assuoar branco ; J. J. da Costa 1 bar
re esa 74 kilos de assucar branco.
. Para o interior
No lugar ingles Atice May, carregon :
Para Urugaayanna, t. G. Brito 447 barricas
com 49,450 kilos de assucar branco e 53 ditas com
5,775 ditos de dito mascavado.
No lugar sueco Hildur, carregou :
Para o Rio Grande do Sol, T. de Azevedo Sou-
za 200 barricas com 14,692 kilos de assucar branco
No lugar sueco Amor, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, P. Carneiro 4 C.
300 barricas com 26,080 kilos de assucar branco.
No patacho allemo Johanne, carregaram:
Para Santos, P. Carneiro & C. 1,750 saceos com
105,000 kilos de assucar brsnco e 750 ditos com
45,000 ditos de dito mascavado.
No brigne norueguenae Alkor, carregaram :
Para Santos, P. Carneiro 4 C. 1,750 saceos com
105,000 kilos de aeasnear branco e 3,750 ditos com
225.C00 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Baha, carregaram:
Para o Rio de Janeiro, M. do Niacimento 10,000
cocos, frncta ; Luiz A. Costa 5,000 cocos, frncta ;
M. J. Pereira 110 pipas com 48,000 litros de agur-
dente.
No vapor nacional Marinho Vconde, carre-
garam :
Para Babia, F. A. de Azevedo 60 harneas com
5,728 kiloa de assucar branca ; A. de Mello 50
barricas eom 3,756 kilos de assucar branco.
O vapor ingles Coban, carregaram :
Para o Para,' altar Irmos & C. 700 saceos
com 43,400 kilos de milho e 3 pipas eom 1,440
litros de agurdente : T. de Aievedo Soasa 300
barricas com 20,630 kilos de assucar branco.
No biate nacional Adelina do An/oe, carre-
gou :
Para Maeao, F. de Soasa Martina 5 barricas
com 584 kilos e assucar bronco.
- Na barca ca Nilo, carregon :
Para o Natal, A. da Silva Campos 9 barricas
com 540 kilos de assucar refinado.
Na bareaca Martha, carregaram ;
Para Mamaoguape, P. Alvea A C. 6 barricas
com 360 kilob de assucar refinado.
Na barcaoa Adelina, carregon :
Para P. de Alagoas, F. Alves Lebre 1 barril
om 90 litros de agurdente.
date a queda no Deus, no Deus do Calvario, com
toda a sua moral to comprida e to dura, at.
mandando o homem teruma s muiher e eata ten-
do um s marido e a todoa se ,'ontentarem com o
iructo do seu trabalho !
Se aiada toase assim e que seria do nosso gran-
de, do maior homem do Brasil, como o dizeta os
sens, do mundo inteiro, como o digo eu ?!... Nao
passaria de um pobre diabo, to despresivel como
um cao aem dono, nem podendo fazer oso de sua
grande sagacidade e esperteza, estes doua grandes
talentoa com que a natureza o distingui !
Livre de Deus e de sua moral estupida, da tal
fraternidade, com a positiva de Darwin e de Oom-
te, com o altruismo, ou outruamo que quer dlzer,
recompensar ao outro que nos servo e segundo no*
ou pode ser til, livre de Deus e com Darwin o
nosso grande homem, aem horaoca,aem tamba, nem
samba, nem ramo de figueira, aem cabritos, nem
cabras, polo ostentar vida de grande senhor, com
a mo seinpre aberta aoa outros todoa que bem o
aervem e que alias nao sao pouecs.
Quando vier ou ebegar o grande dia que se
ha de ver a grandeza do altruismo, como ho de
ser recompenaados todos aqu-'lles que o bem aervi-
ram, como elle ampre tem feito ; porque nisto
que consiste a grandeza do grande Braaileiro,
em recompensar como fez com Olavo e eat fa-
sendo eom Torrea, meamo fra do poder; poia quan-
do se pensava que ficasae afogado sob oa or vi le
gios mil das mil loteras, vai ae safando, mangando
com todoa e fazendo a aua fortuna a pretezto doa
beneficios das inatituicea pas, sendo do faeto
elle a inatituico pamente beneficiada.
Asaim o grande homem rei do norte ter em bre-
ve outro thesoureiro bem soldado de bons fundos
3ue Ihe poasa acudir e sustentar seu fausto, quan-
o esgotar a torca de sua grutido o ez-theaoureiro
da Fazenda.
E veja-se em tudo ato como tem razio aquelles
que chamam grande, primeiro homem e nosso rei!
Como soube elle arraojar as cousas, preparal-aa
de tal modo que empalraou todas aa thesourariaa,
de fasenda, estradas de ferro, correioa, loteras, e
ahi logo doua; e at oa fiis e quando ura quebrh
ae asaocia com o outro, o das dos milheiros de con-,
toa, para e correrem aa privilegiadas.
Nao est asirn o nosso homem aempre armado l
poda de outro modo ser o rei do norte, querem
maior grandeza
E essa a grandeza do positiviamo, fazer o ho-
rnera grande pelo sea talento, talento positivo, que
renda cobres, resultados de todoa oa gneros de lu-
as : foi para o que naceu o homem.
E anda vem disendo o redactor do Retrospecto
Poltico deste Diario que a synthese positiva que
na ordem impreterivel da evoluj&o humana ha de
mais tarde ou mais cedo guiar todos os espiritos e
elevar todo* os coraedes nao adquiri pob emqvakto
a pbbfondebaiicia DECISIVA que est dependente de
sua larga e urgente propaqac&o, pira acabar.a
lata, as ezploes do canho. tazer estancar o san-
gne do campo das bstalhas...
Mas deiiemos i ato para ootra vea, que do con-
trario ficaria eate artigo muito longo.
No emtamto nao devemos perder de vista um
instante o principal, o nosso grande homem, para
propgalo aempre, proclamando:
Viva Joa I, rei do norte imperador futuro.
Viva o grande fundador,danobilli8aima)dymnas-
tia de louca grosaa da trra on de casa.
Recife, 31 de Janeiro de 1887.
.4/onw de Albuquerque Mtllo.
P. S.E para que nao se esqueca o seu coro
pelo qual o Mahocaet brasileiro se encaminba ao
tbrono, tenhamol-o eempre presente.
BEil-o:
O orador foi interpellado, no meeting anterior,
por nm amigo, porque nao se declara va pela re-
pblica !
E' porque mais amante da repblica do que
essa amigo ; e porque, como dase ao aeu illuatre
companheiro Jos do Patrocinio,-deveis querer a
repblica e nao republicanos; o oador, liberal
como concorre mais para a propagaco daa
ideas democrticas, a6m de habilitar o povo a aa-
aumir a direceo de ai meamo, do que os idelogos
que s pregara a repblica, como i lea abstracta,
qundo ae devora lembrar de que i preciso antes
de tudo destruir as instituiooes anachronicas e im-
morats que servem de ponto de apoio ao despotis-
mo constitucional, de quo a farca do Ypiranga in-
vestio a bastarda da ca8a de Braganca.
O orador nao tem as lluses do aeu illuatre
amigo Joaquim Nabuco, que anda acredita poder
a monarchia no Brasil eer o ideal de um bom go-
verno. -
< Para quo a monarchia no Brasil podesse ser
mediador plaatico que ae eatabeleca entre as lutas
deaenecntradaa dos partidos, era preciso que mu-
dasaemoa a familia de Braganca, que hoje anda
maia perigosa do que homem, por eatar ntrela-
cada coma avarenta/amiio dosOrleans. (Ap-
plauaos repetidos). .....
Ora, quando tivermos de fazer osaa substitui-
eSo que cada dia mais se nos impoe, devenios estar
preparados para nos servir com a louca de casa e
nao precisa importar do estrangeiro re para nos
govemar. (Muito bem).
< Milita o orador no partido liberal, porque o
mais apto para levar a nacao ao governo que o
ideal de todos os povos livres. E com essas idae
penaa o orador nao poder aer aecusado de trahir^a
Parte commerclal No prozimo finio
mes de Janeiro foram ezportados pela A'.fandega
os seguinte artigos :
Assucar Ezterior
Interior
10:078:541 k
9:426:801
Total 19:505:342
t
Algodao Ezterior
Interior
2:022:852 kil.
255:327
Total 2:278:179
Agurdente Ezterior
Interior
Total
a*
Alcool Exterior
Interior
2:600 litros
383:060
391:660
Mel Ezterior
Iuterior
Total
Total
0 litros
5:820 .
"5.82O
7:200 litros
200 a
7:400
Couros Ezteriorezpiebados 1:432 kil.
* seceos 68:218 >
Total
69:650
Abacaxis Ezterior 139
Borracha Ezteriur 1:471 kil.
Caf Ezterior 30 .
Carocas de algodao Ezterior 602:271
Carrapato Ezterior
Interior
16:500 kil.
49:900
Total
Carado animal Interior
Cira de carnauba Ezterior
Interior
Total
Cocos Interior
Courinhos Ezterior
Doces Ezterior
Interior
'
Total
Farinha de mandiofa Ezte-
rior 5 bar. e
Interior
66:400
100
2:500 kil.
300
2:800
17:000
65:080
30 kil.
135
165 .
Lugar norneguense Lekene, Rio Grande do Sul.
Lugar inglez Alice May, Uruguayanna.
Lugar sueco Hildur, R>o Grande ao Sul.
Palhabote nacional S. Bartholomeu, Porto-AIrgre.
Patacho sueco Amor, Rio Grande do Sul.
Patacho sueco Almina, Rio Grande do Sul.
Patacho noriuguez Vertas, Lisboa e Porto.
Patacho portugus anny, Portugal.
Navios a descarga -
Bareaca nacional Constantina de Lima, gneros
nacionacs.
Bareaca nacional Veneza, gneros nacions es.
Bareaca nacional Raiuha dos Argos, generes na-
cionaes.
Bareaca nacional Minerva, gneros nacionaes.
Bareaca nacional Benigna, generoa nacianaes.
Bareaca nnciooal Vent, geueroa nacionaes.
Bareaca nacional ilor das Ondas, gneros nacio-
naes.
Brigue allemo Bruno & Marie, varios gneros.
Brigue austraco Pinus, varios gneros.
Escuna inglesa Nellie Harland, xarque.
K-cuna idgleza Agenoria, bacalho.
L"ar americano Harold B. Causens, farinha de
causa da democracia, nem meamo se algum dia
chegasae a ser ministro,r-ouaa'qbe alias nnnoa
ambicionou, pois nunca seria ministro do rei, mas
da nacao. (Muito bem). *
Mailvos porque t> cabello cabe
ao*
Quando a cutis da cabeca chega a encolher por
causa de enfermidade, idade ou qualquer nm ou-
tro motivo que sej, eatreita e aperta os tubos dos
cabellos 4 superficio e impede a materia colorativa
e nutritiva da paaaardas raizea 4s fibras.
Para, sanar eata dfflculdade torna se necessario
apoliear o 'lomeo Oriental, tanto pela manb como
pea noite, fazendo-se uso vigoroso com urna esco-
va penetrante. O effeito prodosido o de renovar
a vitalidade do crneo e abrandar oa tegumentos.
A cutcula promptamente se converte n'um estado
suave e flezivel, e a communicaco interrompida
entre os bulbos e as fibras se renova, dando como
resultado urna brilhante, lustrosa, macia e basta
cabelladura.
Acha-se 4 venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Foster C,
ra do Commercio n. 9.
O publico vive preoecupado desojando
saber qual o meio de conhecer a pureza
do sul phato de quinina, tilo falsificado oes-
tes ltimos teropos com a cinchonidina,
cuja fabrioacto monta a 100,000 kilogram-
mas por anuo, e quo offerece o mesmo as-
pecto simples vista.
O nico meio a analyse, mas esta
difficil mesmo para os pharraaceuticos, por
que requer instrumentos, que nem aempre
se possuem.
O mais seguro comprar o Sulphato de
Quina de Pelletier, ou das Tres Firmas.
Nao ha necessidade de comprar um fras-
co ; hoje a casa Arniet de Lisie k C,
successores do inventor, vende o sea sul-
phato em capsulas redondas e em frascos
de 100, 200, 500 e 1,000 capsulas, que os
boticarios podem vender em pequeas
quautidades. Ellas sao da maior efcacia,
engolem se mais fcilmente do que as hos-
tias medicamentosas, e nao atravessam os
intestinos sem dissolver-se, como succele
com as pilulas e os confeitos.
I s
rezes para o consumo do dia 4 de Fevereiro.
Sendo : 44 rezes pertencentaa Oliveira Castro,
6s C, el9 adiveraoa.
Vapores e navios esperados
VAPOBB3
Aynoorda Baha boje.
Mrquez de Cazasda Bahia hoje.
Vi lie de Bahiada Europa a 6.
Manosdo sul a 7.
Mondcgoda Europa a 10.
Supervisorde Liverpool a 12.
Soratada Europa a 13.
Advancedo aul a 14.
Trentdo aul a 14.
Parado norte a 15.
Leg'slatorde Liverpool a 16.
Pernambucodo 8ul a 17.
Financede New-Port-News a 22.
Espirito Santodo norte a 3.
Taguada Europa u 24.
Ceardo sul a 27.
600 saceos
2:776
Total5 bar. e 3:376
FeijaoInterior
La barrigudaEzterior
Interior
Total
50 saceos
75 kil.
1:325
1:400
Madeira*
has-
/
Ezterior173
tas e
Medicamentos Interior
Metaes velho* Ezterior
Milho Interior
Ouro velho Ezterior
Osso* Exterior
Paitaros seceos Ezterior
Pennat de ave*Ezterior
Prata velhaEzterior
Rap Interior
Sal Interior
Sola Interior
Tama neosInterior
3rapo* Ezterior
Calculada pelos pregos medios do mez, essa
exportaco assim 6 oreada :
Assucar /
30 pranchoes
629 volumes
974 kil.
1:080 saceos
6:234,4 oitavas
25:600 kil.
1:000
40 kil.
1,589,5 oitavas
206 kil
8:000 litros
1:150 meios
100 kil.
2:900 fardos
trigo.
Lugar ingh'Z Nicanor, farinha de trigo.
Lugar iogh z Hora, bacalhio.
lugar ingles Plorense, bacalho.
Lugar inglez Lord Fredeyal, ferro e carvo.
Patacho americano Leonora, fariuha de trigo.
Patacho inglez Tiber, bacalho e madeira.
Patacho portuguez Fanny, varios gneros.
Patacho nacianal S. Benedicto, xarque.
Vapor nacional Aymor, gneros nacionaes.
Vapor inglez Merchant, varias gneros.
Vapor allemo Kiel, varios gneros.
Dlsibelro
O paquete Bahia trouze do norte para :
Francisco Ribeiro Pinto Guimares
8, c 3:811680
A. Machado &C. 1:307*500
Joseph Krause & C. I:000*0u0
Joa da Silva Reis 500*900
Braga & S4 430*700
O vapor Marinho Vtsconde levou para :
Mecei 43:00!)*000
Penedo 800*000
Aracsj 5:630*000
ileudiiueatos pblicos
HBZ DB FETEIIEIBO
Renda geral : -
O 1
dem de 3
Renda provincial
Del
dem e 3
Alfaniega
26.021*984
41:497*741
4.552222
6:119*781
069:519*725
10.6721093
To!a"
Rteebedoria
e 1
dem de 3
80:191*728
2:172*436
746*019
Algodao
Agurdente
Alcool
Mel
Cauro* espichado*
Couros seceos
Abacaxis
Borracha
Caf
Caroca* de algodao
Carrapato
Carv&o animal
Cera de carnauba
Cocos
Courinhos
Doces
Farinha de mandioca
FeiSo
LS barriguda
Madeira*
Medicamentos
Metaes velhos
Milho
Ouro velho
Ossos
Pastaros seceos
Pennat de aves
Prata velha
Rap
Sal
Sola
Ta mancos '
Trapot
Valor approzimado
2.334:149*300
835:332*300
44:061*300
1:375*60
693*450
916*180
37:178*810
69*500
588*400
20*000
60:221*200
8:831*200
16*600
860*400
1:020*000
50:275*300
165*000
9:635*850
525*000
279*900
1:673*000
6:296*000
496*480
3:434*400
12:468*800
333*200
500*000
120*000
317*900
412*000
56*000
5:750*000
480*000
80*000
3.418:627*390
CoiMuiado Provincial
fe 1
dm
> 1
Ide-n
de 3
de 3
2:918/445
1:011*148
2:219/655
Recife Draitvige
3:230*803
356*610
1:143*552
1:500*192
Mercado Municipal de 'ose
O movimento deste Mercado nos dias 2 e 3 do
corrente foi o seguinte:
Entraram :
73 boia pesando 12,017 kilos.
302 kilos de peixe a 20 ris 6*040
95 cargas de farinha a 200 ris 19*000
13 ditas de frnctas diversas a 300 rs. 3*900
8 taboleiros a 200 ris 1*600
42 Sainos a 300 ris 8*400
Foram ocenpados:
44 columnas a 600 ris 26*400
44 compartimentos do farinha a
500 ris. 22*000
36 ditos de comida a 500 ris 18*000
132 ditos de legumee a 400 ris 52*800
32 ditos de suino a 700 ris 22*400
22 ditos de treasuras a 600 ris 13*200
20 talhos a 2* 40*000
14 ditos a 1* 14*000
A Oliveira Castro a C.:
108 talhos a 1* ris 108*000
4 talhos a 500 ris 2*000
Deve ter sido arrecadada nestes dias
a quantiade 357*74
Navios a carfa
Brigne portugus S. Lourenco, Lisboa e Porto.
Bareaca nacional Flor do Pasto, Mamaoguape.
Barcia Linda Sinh, Rio Grande do Norte.
Barca norueguenae Prince Patrick, Liverpool.
Barca portuguesa Novo Silencio, Porto.
Barca norueguenae Oord^n, Liverpool.
Brigue norueguenae Alkol, Santos.
Cter nacional Geriquity, portos do norte.
Eicuna nacional Urania, Rio Gronde do Sal.
Hiate nacional Apudy, Mossor.
Hiate nacional Bom Jttut, Mtcio,
198*460
5:556*200
Rendimento de 1 de Fevereiro
foi arrecadado liquido at boje
4 0.
Precoa do dia :
Carne verde 240 a 560 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 1*000 ris dem.
Sainos de 560 a 800 ris idem.
rarinha de 200 a 320 ris a cuia.
Milho de 260 a 380 ris idem.
Feijao de 560 a 1*000 idem.
Matad ouro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 63
NAVIOS
Alexandrado Rio de Janeiro.
Amo-^de New-Port.
Amandade Hambnrgo.
Apotbeker Diraende Santos.
Arbustiiado Rio de Janeiro.
Aricade Cardiff.
Blaochede Terra Nova.
Brilhantedo Rio Grande do Sul.
Broedeatrow- da Rio Grande do Sul.
Budade Cardiff.
Bella Roaade Terra Nova.
Cometade Porto Alegre.
Comerde Santos.
Courierdo Rio Grande do Sul.
Cysnedo Rio Grande do Sul.
Diudado Rio Grande do Sul.
Dunstaffuagedo Rio de Janeiro.
Eheni< Rio de Janeiro.
Elverbroydo Rio de Janeiro.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hambnrgo.
Fannyda Figueira.
Francisca Villade Cardiff.
Guadianade Lisboa.
Hapnuado Rio Grande do Sul.
Herailiada Babia.
Idealde Londres.
J. P. Lassendo Rio Grande do Sul.
Larelylo Rio Grande do Sul.
Lorenzodo Rio de Janeiro.
Lizzie Wjleede Terra Nova.
Maia Ido Rio de Janeiro.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Marinho VIdo Rio O'ande do Sul.
Martha C. Craigdo Rio de Janeiro.
Manedo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Minniade Cardiff.
Metede Hambnrgo.
May Coryde Terra Nova.
Noatnnde Liverpool.
Nordbmdo Rio d" Janeiro.
Nordaoende Liverpool.
Noruega Ainode Cardiff.
Nellyde Terra Nova.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Prazeresdo Rio Grande do Sal.
Percayde Terra Nova.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Shswmutdo Rio de Janeiro.
SperaBzade Cardiff.
Solvea Seada Bahia.
Sant Josephde Terra Nova.
T bordado Rio Grande do Sal.
Witbelminede Hamburgo.
Zequinhado Rio Grande de Sul.
Movimento do Porto
Navios entrados no dia 2 de Fevereiro
Liverpool e escalas20 dias, vapor ingles Ji*r-
chant, da 895 toneladas, commandante Jameg
Everut, equipagem 26. carga varios gneros ; a
Samuel Jahnalon.
New-York e escalas-18 dias, vapor allemo Kie,
de 850 toneladas, commandante H. N. Thom-
son, equipagem 22, carga varios generoa ; a
1 John Bosewell (se. C.
Halfax -43 dias patacho ingle Tiber, de 213 to-
neladas, capito Charlea Veneo, equipagem 8,
carga vares gneros; a Saonders Brothers
aC.
Sahidos no mesmo dia
Maco Patacho dinamarqus JoAanae, capito
H. Jansen; em lastro.
Entrados no dia 3
Bordeaux e escalas -13 dias, vapor francs Se-
negal, de 2,373 toneladas, commandante A. Mo-
reau, equipagem 128, carga varios gneros ; a
Anguste Labille a G. .
Manos e escalas12 dias, vapor nacional Bahia,
de 1,999 toneladas, commandante Aureliano
Iaaac. eqipagem 59; ca'ga varios gneros ;
ao Viaconde Itaqui no Norte.
Baltimore 47 das, patacho americano Leonora,
de 475 toneladas, capito J. H. Monor, eqnipa-
gtm 8, carga farinha de trigo; a Machado Lo-
PO C. w
Rio de Janeiro25 dias, lugar americano J. w.
Dretser, capito R. O. Parker, eq>iipagem 10.
em lastro ; a Niemayer Chan a C.
Baltimore27 das, lugar americano Harold Bi
Comen, de 360 toneladas, capito William Da-
vier, equipagem 8, carga farinha de trigo; a
Henry Forater a C.
Hamburgo-45 dias, brigue allemo Brunno t Ma
rie, de 297 toneladas, -capito Fredrick Witt,
equipagem 9, carga varios gneros a Vianna
Castro a C. ,
Terra- fiova-33 diss. escuna ingleza Agenoria, de
167 toneladas, capita Joseph Maason, equipa-
gem 7, carga bacalho ; a Sannders Brothers
e C.
Sahidos do mesmo dia
Rio de JaneU-o e escalas--Vapor francas Senegal,
commandante Moreau, carga varios gneros.
New-YorkLogar inglez SumbefM. capito R.
Voolgar, carga assucar.

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m
Diario de PernambacoSeta-feira 4 de Feverciro de 1887
N. 9.* A Emulsao da Scott fortifica e
desenvolve o syateroa osseo e nervoso das
enancas debeB e rachiticas, e- nao ha nada
que posaa se comparar este remedio ta>
agradavel e reconstituinte para a cura das
doenc&s devidas a m condicSo de sangue
e debilidacle do corpo.
DEGLARACOES
Malas terrestres
O administrador tas publico que d'ora em dan-
te a expedico de malas para a agencia de Jatob
de Taearala. ser feita de quiltro em qnatro das,
pea liona de Tacarat, 4, 8,12, 1S, 20, 24 e 28
de cada mes, e nao mais pela de Petrolina, que
d cinco eai cinco das.
Correio de Pernambuco, 1 de Fevereiro de
1887.
Affonso do Reg Barras.
fBMASDADE
DD
Dossa Senhora da Luz
Mesa geral de eleicao
De ordem doirmo juiz, convido a todos os ca-
rissimos irmos para compareceris em nosso con-
sistorio no dooingo 6 do crreme, afim de encor-
ponidos assistirmos a missa do Divino Espirito
Santo, s 8 horas da tnauhS, e em seguida proce-
demos a eleicao da mesa administrativa que tem
de dirigir a irmandade no anno compromiasal de
1887 a 1888.
Consistorio da veneravel irmandade de N. 8.
da Loa no convento do Csrmo, 3 de Fevareiro de
1887. O secretario,
Jos Ramos de Oliveira Jnior.
Arsenal de Guerra
De ordetn do Illm. Sr. msjor director, distribue-
se costuras nos das 4, 5 e 7 do corrate mes, s
costureiras de na 351 a 403, de contormidade com
os annuncios anteriores.
Secco de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 3 de Feverciro de 1887.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto.
Thesouro Provincial
gDe ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
lo, faeo publico que no da 4 Jo corren te mea,
paga-se a classe de detencSo, relativamente aos
veneimentos do mez de Dezembro prximo pas-
eado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 2 de Fevereiro de 1887.
O escrivao da despeta,
Silvino A. Rodrigues.
Correio gral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Bahia, esta adminsitracSo
expede malas para os portos do sul, recebendo
impres09 e objectos a registrar at 1 hora da
tarde, cartas ordinarias at 3 horas ou 3 1/2 com
porte duplo.
Pelo paquete ingle* DerserUdale, directamente
para.Lverpool, recebe-se impressos e objectos a
registrar at 11 horas do dia, e caitas ordinarias
at 1 hora da tarde.
Administradlo dos correios de Pernambu, 4
de Fevereiro de 1887O administrador,
Afioiwo do Reg Barre*.
Club Concordia
AuiserordDtliche Hauptversammlung 8amstag
den 5. Febroar abenda 8 uhr. Tagesordnung lant
circular.
Das directorium.
S. R. J



Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaos
De ordem do nosso trmo director, convido a
todos os irmos que se acham nos gosos de seus
direitos a so reuuirem em nossa sede na sexta-
feira 4 do corrente, pelas 6 horas da tarde, afim
de ter lugar a assembla geral do mea findo, visto
nao ter reunido numero legar no dia determinado
pela lei, devendo ecta funecionar com o numero
que comparecer.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechaaicos e Liberaea do Pernambuco, em 2 de
Fevereiro de 1*87.-0 2- secretario,
Paterniano Barroso.
Lotera da Colonia Isabel
A 13a serie da 24* parte das loteriaa em tavor
dos ingenuos da Colonia Isabel, acha-se exposta
venda, cuja extraeco ser no dia C?de Fevereiro
Thesouraria das loteras para o fundo da eman-
cipa cao e ingenuos da Colonia Isabel, 3 de Ja-
neiro de 1887.
O thesonreiro,
l Francisco Goncalves Torre.
ir;. Or:. ao
II
Tendo se convecado nm congresso para se tra-
tar de assumpto de mxima importancia e imme-
diato interesse para a maconaria pernambucana
o qnal se realisar no domingo 8 de Fevereiro s
11 horas da manb, na sala doGr.*. Or.-.
ra do Imperador, convido a todos os macos
activos e avulsos existentes no valle de Pernam-
buco a comparecerem, e com suas loses concorre-
rem para se tomar a resoloco mais conveniente.
Recife, 31 de Janeiro de 1887.
Achile,. 33.-.
Gr.-. Secr.'. Ger.-.
C. C. E.
Club commerelal Entferpe
Sarao danzante
Deve realisar se a 5 deste mes. Ingressos em
poder do Sr. thesonreiro. Haver bonds depois do
sarao para Magdalena, Fernandez Vieira e Afo-
sados.
Secretaria do Club Cemcoercial Eaterpe,
Fevereir de 1887.O 1- secretario,
F- J. Araorim.
lde
Sociedade Recreativa Juventude
SessSo Magna e sarao bimesfral em 6 de
Fevereiro
Scientifica-se que a sesao principiar as 7 ho
ras da noite, e que o terminar esta, ter logar o
sarao.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juventude,
1- de Fevereiro de 1887.
Jos de Medices,
2* secretario
Lotera de 4000 eontos
A grande lotera de 4000 eontos, em 3 sorteios,
fien transferida para o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Thesouraria das Loteras para o fundo de
emaucipaco e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
DezembrD de 1886.
O thesonreiro,
Francisco Goncalves Taires.
Correio de Pernam-
buco
Administraco dos Correios de Pernambuco, 31
de Janeiro de 1887.
Relaco da correspondencia registrada (sem valor)
que existe nesta repartieo por nao terem sido
encontrados seos destinatarios :
A. Lemos.
Aoastacia Mara da Coneeieao.
Augusto Al ves Tinses.
Alfredo Fcrnandes Das.
Alcxandre Francisco da Silva.
Agripino T. C. Branco.
Antonio Ferreira de Farias.
Antonio Lins Barreto.
Antonio Pereira Gomes.
Antonia Pinto do Reg Freitas.
Antonio de Queiroz.
Antonio Ramos de Azevedo Jnior.
Antonio da Silva Braga.
Belisario Francisco Gouveia.
Benicio N. 8. Cunha Mello.
Basilio de T. de Sant'Anna.
Cecilia Amelia Pereira Borges.
Cornelio Evangelista de Queiroz.
Carolina Mara do Bomfim (2).
Cesara Nobre de Gusmo.
Candida Wanderley de Mello,
Douviiy.
Dimas Francisco da Silva Braga.
Deodato Teixeira de Mello.
Eugenio Goncalves Netto.
Eduardo Henrque Guel.
Eduardo dos Res Oraco.
Eugenio do Reg Barros.
Fernando Moura.
Flix Francisco de Sooza Magarhes.
Francisco Antonio Vianna.
Frederico R. da Costa.
Francisco de Araojo Vaeconcelloa (2).
Gabriel Henriques de Araujo. .
Goncalo Jos Rodriguss.
Uenrique Guilherme Coelho.
Isabel Marques Barbosa.
Ignacia Ribeiro Guimares.
Julio Cesar Pinto de uliveira.
Jovino Ferreira Fontea.
Joao de Azevedo Soares Jnior (2).
Joio Cceiho Moreira.
Joo, italiano.
Joio Jos de Araujo (2).
Joo Moraes.
Joao daMotta (2).
Jlo dos Prazeres (2).
Joo da Silva Villa-Nova.
Joaqoim A. dos 8. F.
Joaqnim Andr Limao.
Joaquim Jos Guimaraes de Campos.
Joaqoim Pedro da Rocha Pereira.
Jos Antonio Barbosa.
Jos Domingues de Oliveira.
Jos Elias de Oliveira.
Jos Francisco Das Ferreira.
Jos Gar.-ez doa Santos.
.los Gomes da Silva Santos.
Jos Octaviano de Oliveira Mello.
Joo Alves da Silva.
Luiz de Amida Franca.
Luiz Goncalves de Lacerda.
Luiz Urbano da Cunha A.
Mara Francisca da Cooceico.
Mara Francisca Taveira.
Marques de Carvalho.
Manoel de Medeiros e Silva.
Mara da Na ti vid-- de Gomes da Silva.
Mana Rosa da Assumpco.
Mara Therena de Jess.
Mara Magdalena S. Corrtia. .
Vara Victoria de Azevedo Varejo.
Misael Augusto de Almeida.
Minervino Avelino Fiuza Lima.
Magalhes.
Miguel Archanio de Barros.
Maximiano Jos Duarte.
Migud Accioli Wanderley.
Manoel Alves Rocha.
Manoel Joaquim Moreira Jnior.
Manoel Jcs Moreno.
Manoel Mendea da Silva.
Manoel Ray mundo V. Cruz.
Manoel Rodrigues Leite.
Paulo Alpiniano G. de Miranda.
Pompilio de Castro Lima e Almeida.
Raymunda Mara Joaquina.
Redactor da Gaceta de Noticias do Recite.
Silveria Mara de Araujo Lima.
Sebaato Antonio Vidal (2).
Thomaz de Figueiredo (2).
Tbyrso Jos Mario de Souza.
Theodoro Pires oe Soasa.
Lngi Persieh.
Victorina Mara da Conceico.
Joo Jos Silveira.
O 1' oficia),
Deodato Pinto dos Santos
lodenmisadora
De cqioi midade com o art 15 doa estatutos
deBta companhia, a direcelo vende vinte ajeoes
da ns. 141 a 160, 166 a 170, 526 a 530, vagas
pelo fallecimento dos respectivos accionistas.
Os pretendentes devero enviar suas propostas
por interm >dio de correctores geraes at ao meio
dia de 7 de Fevereiro vindouro. Recife, 29 de
Janeiro do 1887.
0 paquete Finance
apera_M de New-Port-
Newa, at o dia 22 de Fe-
vereiro o qnal seguir depois
da demora necessaria para a
Baha e
Gabinete Portuguez de
Leitura
Assembla geral
De ordem do Exm. Sr. presidente do conaelho
deliberativo, convido os seohores socios do Gabi-
nete Portuguez de Leitura a reunirem se na sede
social, domingo 6 de corrente, s 11 horas da mi-
cha, em assembla geral, afim de ser lido o pare-
cer da oommisso de exame de contas, discusio
do relatorio da directora e eleicao da directora e
conselho para admioiatraco do corrente anno'
conf. rme determina o art 43 e scus dos nossou
estatutos.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura
eto Pernambuco, 1 de Fevereiro de 1887.
Jos da Silva Rodrigues,
1- secretario.
THEATRO
DE
VARIEDADES
Rio de Janeiro
J*ara carga, pasgagena, encommendas e dinbeiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
RA DO COMMERCIO 8
i,' anda
N 8
c'aapaxHiA
Lyrica de operetas, italiana
Dirigida pelo diatincto actor cmico
CEZARE FICAKF1
HOJE
Sexta-feira, A do corrate
t!
r Com a opereta em 3 actos e 4 quadros
Os Sinos de Corneville
Toma parte toda a companhia.
Em um dos intermedios ser cantada pela BE -
NEFICIADA a Bacaroa da opera Salvtttor
BOsa do insigne
CARLOS GOMES
O theatro achar-se-ha ornado interna e exter-
namente, queimando se nos iotervallos fogos de
Bengala.
Tocar tambem nos iotervallos a msica de po
licia.
Trem para apiparos.
Bonds para Magdalena, Fernandos Vieira e
Aiogadoa.
A BENEFICIADA pede e espere a proteceo
do generoso publico pernambucano.
Comecar s 8 1/4.
Brevemente
Pela primeira vea nesta poca ser representa-
da a magnifica opereta em 3 actos, do celebre
maestro F. 8upp, que tanto tem agradado em to-
das as partes, despertando verdadeire enthasias-
mo, intito'ada
DONA JUANITA
PKH VNHI t A tA
DE
VavegacSo Costelra por Vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqni
"ornan dan te Lobo
Segu no dia 10 de
Fevereiro,pelas 12 ho-
ras da man ha.
Recebe carga at o
_ 'dia 9.
Passag^us at as 10 horas da manh do dia da
partida.
ESCBJPTORIO '
cae da Companhia PeraaMbn
eana n. la
Paciflc Steam Xavigation Gompany
STRAITS OF MAGELLAN LDE
Paquete Sorata
E' esperado da Euro-
pa ate o dia 13 de Fe-
vereiro, e seguir de-
pois da demora do cos-
tume para Valparaso
com escala por
Baha e Rio de Janeiro so
mente
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-secom os
AGENTES
Wilson Non t& C.. Limited
. 14- RA DO COMMERCIO -N. 14
LElLES
Hoje, 4, deve ter lugar o leilo de presuntos,
bisnagas, e outros gneros no armazem do Sr. An
oes em frente da Alfandega.
Terca-feira, 8 effectua o agente Pisto o leilao
dos corres, carteiras, e mais movis ds cacriptorio
do largo do Corpo Santo n. 19.
Leilo
BOYAL MAIL STEAM PACKET
GOMPANY
0 paquete Mondego
martimos
Escola Normal de Pernambuco
HORARIO PARA 18S9
Compannia urasllelra de nave
gaeioa Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Manos
Commandante V tenente Gfuherme Wad-
dingUm
E' esperado dos portos do sul
at o dia 7 da Fevereiro, e
seguir depois da demora in-
di spensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas valeres
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
i'ompanl
navega-
ihla Bahlana de
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
OTior Minnuz de Gaxias
Commandante Nova
E' esperado doa norto ci-
ma at o dia 7 de Fevereiro
e regresaar para oa mea-
mos, depois da demora docos-
tume.
Para carga, passagens, encommendaa e dinbei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7Ra do Vigario7
Domingos Alves Malbens
E' esperado da Europa no dia
9 ou 10 do corrente, aeguinda
depois da demora necessa
apara
Macei, Bahia, Rio de Janeiro e Santos
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
corrente seguinlo
depois da demors
necessaria para
S. Vicente. Lisboa. VIgoe Son
thampton
ReducccLo de passaqens
Ida Ida e volt a
A Southampton 1* classe t 28 42
Camarotes reservados para os 'passageiros He
Pernambuco.
rara passagens, fretea, etc., tracta-se cunos
CONSIGNATARIOS
Adamson lio wic & C.
tflABfiEl'RS RLTMS
Companhia Franceza de NaTega-
co a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santo
0 vapor Tille de Baha
Commandante Dbeos
E' esperado da Europa
at o dia 6 de Fevereiro, se-
guindo depois da indispen
savel demora para a la-
na. Blo de Janeiro
e Mantea.
Boga-se aos 8rs. importaderes de carga p"loi
vapores desta linha,aueiram apresentar dentro de 6
diaa a contar do da descarga das alvarenga. i jmI-
quer reclamacao concernente a volumea, qne po-
rentura tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo as previdencias necea-
Barias.
Expirado o referido praee a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete: trata-se com o
AGENTE
Angoste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Obras publicas
De ordem do Illm. 8r. engenheiro ehefe, faco
publico que em virtude da autorisaco do Exm.
|jr. presidente da provincia, no dia 7 de Fevereiro
prximo vindouro, receb;-se na aeeretaria desta
repartilo, ao meio dia, propostas em cartas fe-
ehadas e competentemente selladas, para a execu-
eo aa obras de reparos das pontea de Iguaraas,
de Araripe de Baixo, na estrada do norte, dos
Car va boa sobre o rio Jaboato, na estrada do sul,
oreadas : a primeira em 1:679#800, a segunda na
de 2:695*280, e a ultima 6704.
Oaorcamentos e mais condices dos contratos
acham-se a disposico dos senhores pretendentes
para serem examinados.
Secretaria da repartico das obras publicas de
Pernambuco, em 22 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Joo Joaquim de 8. Varejo
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector
fajo publico que no dia 10 do corrente
ir de novo praca, conforme ordenou o
Exm. Sr. presidente da provincia em 24
de Janeiro ultimo, o nervijo da iUumina-
cao publica de Iguaraas, relativo ao se-
mestre terminar em Jnnbo prximo fa-i
turo, servindo de base o prejo de 200 rs.
por la-npeSo.
SecreUria da Thesouraria do Provincial,
1 da Fevereiro de 1887.
O secretario,
Affonat de Albuquerque Mello
bii Has Mas ii Biii
Esta irmandade'querendo coneertar o orgo da
matris do Corpo Santo, convida aos profesaionaes
a examinaran dito orgo e apreaentarem sena or-
amentos por quanto faaem dito concertc.
Recife, 29 de Jaoeiro de 1887.
O escrivao,
Miguel Soares Morsira de Aojo.
es
i 3 D
B D 3
O O O
Terceiro
Segundo
Pri meiro
or M M >- " wh-M |
o> ?ST*0*- f ??*>
1 1 m- II'- I 1 | > X
_. K- X -*" i- *+ *^ h* i^
- -c to-o
coHPA^Hit nnniUiicMA]
DE
Nav-egaco costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
O vapor Jaguaribe
Commandante Baptista
Segu no dia 9 de
Fevereiro, s 5 horas
-da tarde.
Recebe carga at o
_Pdia 8.
Encommendas, passagens e dinneiros frete at
8 horas da tarde do dia 9.
ESCRffTORIO
Ao Cae da Companhia Ptrmmbucana
n. 12
Inueil States Isil Brasil 8.8. C-
O vapor Coban
t'ONPAXnit
JCAK
PBUWA
DE
HaTegaco Costelra oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Meteoro, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor Ipojuca
Commandante Costa
Segu no dia 5 de
Fevereiro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Encommendas passagens e dinbeiros a frete at
s 3 horas da taide do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pernambucana
n. 12
De urna mobilia de Jacaranda, urna dita de ama-
relio, 1 piano torte, guarda-louca, guarda-vesti-
dos, mesa eom tampo de podra, diversas resmas
de papel de cores sortidos, miudeaas, camas fran -
cezas, marquezSes, movis avulsos e muitos ou-
trosari:igos.
Sexta felra. 4 de Fevereiro
A'S 11 HORAS
No armazem da ra do Mrquez de Olind
n. 19
Por IntervenrSo do agente
Gusmo
Leilo
Em Jaboato
17Ra Duque de Caxi~s=n. 17.
De um importante e frtil terreno mar-
gena do rio Duas Unas, materiaes para
edifcacSes, um piano de armario, diver-
ses movis, 16 passaros, 3 importantes
espingardas e 1 revolwer americano.
Sendo um terreno foreiro, (dominio til) na ra
Duque de Caxias, aotiga Bom Grosto, com 500
palmos de frente, lin itando-oe ao norte com ter-
reno do commendadsr Joaquim Lopes Machado
ao sul cem o de Joaquim Jos de Sant'Anna, ao
poente com um vallado, ao nascente com o rie
Duas Unss, tendo no terreno cerca de mil ps do
cafeeiros, urna ezcellente horta teizada errea
nativa e mais deas cacimbas com agua para be-
ber.
Quatro mil tijollos de al venaras, 17 travs de
quaiidade, 70 ca oro?, 3 e meia duzias de taboas e
urna porcSo de enzainis.
Doze cadeiras de guarnico, 1 piano, 1 sof de
amarello, 3 consolos, 1 mesa redonda, 1 cama
franceza, 1 estante envidracadn, 2 mesas grandes
1 dita para eosinha, 1 armario, 1 mocho, 2 etagers,
1 taboa com cavaletes, para engommar, 16 passa-
ros diversos e cantadores.
Urna espingarda de presso, 1 dita de canos
de carregar pela culatra, 1 dita de espoleta, de 2
canos fina para cafa, do fabricante Henry La-
port e 1 revolver americano.
A's 4 horas da tarde
Sexta-feira 4 de Fevereiro de 1887.
Na ra Duque de Caxias casa n. 17 em
Jaboato
O agente Martina autorisado pelo Illm. Sr. Ma-
noel Anselmo que se retira para fora da provinci a
far leilo do terreno, materiaes, movis e mais
objectos aeima mencionados ao correr do martel-
lo para liquidar.
Os senhores concurrentes devero ir no trem
que parte do Recife s 3 1/2 horas da tarde.
Leilo
De 5 barricas com presuntos, 3 ditas com agua
de soda, 10 eaixas com cognac, e 1 caizo com
bisnaga.
Sexta feira t de Fevereiro
A's 11 horas
No ermazem do Annes
Em frente da Alfandega
Agente Pinto
Quem quizer alugar o 1' andar eloj&s
do sobrado n. 43, ra da Aurora, pro-
cure as chaves rm poder do Sr. Segreiros
ra do Imperador n. 24.
Precisa-se
de ama mulher para ama de homem aolteiro, que
saiba betn cosinhsr, prefere-se de meia idade e
boa conducta ; na ra Direita n. 23, se dir quem
qier.___________________________i__________
Para caixeiro
Precisa-se de. um raenir/b com pratica oa sem
ella, idade de 8 a 12 annos, prefere se portuguei
ou matuto : na ra da Detengao n. 9.
Ama de leite
ama de leite
Precisa-se de urna
Alecrim n 63.
na ra do
Ama
Precisa-se de urna ama paia cosiahar ; na roa
Nova n. 5, 1 andar.___________________________
Alugasc barato
As casinhas ns. 10, 12. 14 e 18 do becco ra
da Palma ; a tratar na roa do Vigario n. 31, pri-
meiro andar.
Peitoral de Cambar
(5)
PRECOS
Naa agencias : frasco 25500, 12 duzia 13 e
duzia 24J000.
as sub-agencias : frasco 2*800, li2 duzia
15*000 e duzia 28*000.
Agentes e depositados geraes em toda a pro-
vincia Francisco MT da Silva & C, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
IS32, Bordame: SjlBl tf Bni-n;
Lloia ; UMaln de PrtU; Rocb-
lort: v-p;;o '.'o Hedilh ie PfiU,
grrid moaelo__1888,Amaterdam:
Mtecltlfl d Priti douraat. 1385,
itpcH?"o do Trabalho; Admulo
FUTlul
klhaentao.ao Rica
ke principies ii.tiis e ptospUUit.
A VABXiraA MLrff o mellior auxiliar
da ama de leite na allmeniico das criancinhas.
Experimentada coro o iceihor xito as breches,
Hospitaes e Asylos, soberana para as Crianzas,
pessoas idosas, fricas c as que sofirem de
OasiiUa. Castralpias, MolesUas do Xnes-
tinos, Priso de *Tentra rebeldes, e todas
as AfTcccoes que nao permitteni ao estomago
supportar a allmentacq necessaria para a prc-
duc?o .la forca e da sade.
EBDt 'IARC. SEGISTRtDi : A YIGEM
PhartticiaSi:KI.IX,iim Bordeauss(rVaOfa]
le Ptrnumbueo: Fran X. da Silva C*.
N. 137,540
O Sr. Fortunato Jo-
s de Andrade, tem
una carta na ra do
Rosario Largo n. 14.
Leilo
De miudeaas, perfumaras, jarros, candieiros
pars kerosene, portmonais, carteiras e outros mui-
tos artigos, tudo ao correr do martello.
Sexta-feira, 4 de Fevereiro
A's 11 horas
Na ra do Barao da Victoria n. 42
AGENTE
Modesto Baptista
Ma de S. Miguel
Leilo
De 1 cofre prova fogo, 1 dito fiancez menor, 3
carteiraa p ra 2 pessoas, f ditas para urna pessoa
(altas e baixas) 11 mochos, 2 cadeiras de bracos,
5 de guarnico, 1 balco envernisado, 1 armario
grande, (excellente rouparia para algum collegio)
l repartimento de esersptorio, 1 prensa para copiar
cartas, 1 relegio de parede, 1 armario envidraca-
do (estante ou guarda louca) 2 malas para viagem
e outros movis de escriptorio.
Terga-feira, 8 de Fevereiro
A' 11 horas
Agente Pinto
No 1* andar da casa n. 19 do| largo Corpo Santo
AVISOS DIVERSOS
Aluga-ae casas a 8*000 no becco doa Coe-
Ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na roa da
Imperatra n. 66.
~_ Precisa-se de urna cosinheira perteita, e que
durma cm casa, para casa de familia ; a tratar
na ra do Baro da Victoria n. 39._____________
" Pede-se ao Dr. Lydio Marianno de Albu-
querque qne appaieca na ra da Palma n. 69,
afim de se Ihe cntregur urna carta.
Deseja-se sab-r noticias do Sr. Jso da Ro-
cha Marinho Falc-, aenhor de enge.iho. que ten-
do feito urna hypth^ea ha seis annos, at hoje
nao appareceu a dar iufjrmacao na roa da Palma
numero 69.
1 niiiliSil Pelase Por-
Vapor Aymor
Segu-r para oa
norte no dia 4 do
com escalu ao
pirtoa do
corrente,
O secretario,
A, A. Gama.
reara. Para, Barbados, S. Tho-
maz e ivewlork
Para carga, paaagens, encommendas, dinhei-
ro e frete tracta-se com oa
AGENTE8
O vapor Aclvallce
E' esperado doa portos do
sul at o dia 14 de Fevereiro
depois da demora necessaria
seguir para
aranhSo, Para, Barbados, s.
Thomaz e New-York
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se coa os
E' esperado da Bahia no dia
3 do corrente, e seguir de-
pois de pequea demora para
os portos cima indicados
Recebe encommendas
com
e passageiros, a tratar
PEREIRA CARNEIRO & C.
N. 6 RA DO COMMEROIO-N. 6
1. andar
Lembra-se ao Sr. Epiphanie da Recba
Wanderley, que tazem tres annos que o btnhor
do Recife sabio para Pao d'Albo, e at hoje nem
responde as cartas que se lhe dirige, e nem res-
titue o que se lhe pede. ___________^_^___
__ Roga-se ao Sr. Fransisco Antonio de S
Barreto que appsrcca na ra da Palma n. C9.
No da 26 do corrente mea ausentan se da
casa do bacharel Manoel Raymundo de Araojo
Pinheiro o ingenuo Basilio, com 13 annos de ida-
de, de cor preta, ssbe lr e escrever ; julga-se que
toase seducido por algnem para utiliaar-se dos
seus servicos, quem d'elle trrer noticia participe
ou o leve casa do mesmo bacharel, ra direita
doa Afogados, que ser gratificado, pois que o di-
to ingenuo filho de urna sua fz-cscrava j falle-
cida, o foi criado e tem sido educado pelo mesmo
bacharel.
Ensmo mixto
ra da Aurora n. 1.
de ae primeiras lettras ; na
Patacho portuguez
VEHITAS
Recebe carga a trete pura Liahoa e Porto :
tratar cem Amofim IrmSas & C._____________
Brigiie portuguez
S. L0URENQ.0
Recebe carga a frete pai a Lisboa e Porte :
tratar com Amorim IrmSos C.
Na rui do Cotovello n. 83 precisa-se de si-
guen* para vender em taboleiro.
Precisa-se de urna boa cosinheira para casa
de pouca familia ; na ra do Imperador n. 50, 1*
andar. __
-r- Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar
para urna asa dd familia ; a tratar no Caes 22
do Novembro n. 32, 2 andar._______________'
__ Aluga-se e sobrado da ra do Imperador
n. 3. com commodos para familia, caiado e pinta-
do, e por preeo rasoavel; no Caea do Apollo n.
45._____________________________________
Precisa-se de um homem casado para tratar
de um sitio e cata na Passagem da Magdalena .
indispensavel que a mulher saiba lavar e en-
gommar ; a tratar na raa Primeiro de Marco n. 6.
Quem precisar de urna protessora paraenei-
nar em casa particular primeiras lettras, francs,
italiano, msica e piano, dirija-se ao Caminho
Novo n. 128.___________________________^
Aluga se o sobrado n. 21 ra da Unio,
tem agua e gas, e grandes accommodcoes para
familia ; a entender-se ra da Imperatris nu-
mero 19._____________^__
Aluga-se ama casa com quarto e gabiate,
pessoa idnea, sem familia ; a tratar na mesma
casa, no Caminho Novo n. 128.
Recebe carga a fre-
te e alguns passageiros
para a Ilha de S. Mi-
guel : a tea lar com
Amorim Irmos & C.
J.TKINS0N
'PERFUMARA INGLEZA
_fam*d ha nuil de um seclo; cede todu
u outrai pelo m perfume delicado e exquisito.
Trez Mf.dalhah de OURO
PARJZ 1878. CALCUTTA 1884
Mlaflxtra-nft excelencia de sna qualidada.
M FLOWERS
JOCKEY CL0B MSUI
BEUBTROPIO MiGROUA
Aua ifimads de
LUANDA mm 0E ATKINSON
outros muitos conoecaos penumes Ht. fu
qutlidide odor deleiUT^l e exquisito.
ASTA SSIESTAl PAIA SEBTfS DE ATIISIM
sem rival psr slrejsr e embelecer os denlos
preserrsr ssgengivss.
btoiln-u Cm de loi o Sj i-:.". i Fisritait
J. t C. ATKINSON
24. Od Bond Stree^, Londres.
MAresde Fabrica L'rt' Rosa branca." A
sobra ama Lyra de Ouro."
Blcardo Cordelro de Miranda
Hara Amelia Vieira de Miranda e Francisco
Cordeiro de Miranda agradecer sinceramente
todas as pessoas que se dignaram acompanbar ao
cemiterio publico os restos mortaes de sen presa-
do esposo e irmo, e novamente convidara a todos
es parentes e amigos para assistirem as missas
qse mandam resar por sua alma na igreja da Ma-
dre de Deus, pelas 7 horas da manbl do dia 5 do
corrente, stimo do seu fallecimento, e que desde
j se coofessam agradecidos por mais este acto de
religiao e caridade.______________ .

J .'
i



Vctor Olegario de Sonsa
Gouveia
Primeira anniversario
Epaminondaa Mar'.anno de Souza Grcuveia con-
vida aos seus parentes e amigos para ouvirem
una missa que mauda resar pa igreja de Santa
Rits,s 1|2 horas da manh, o dia 7 do corren-
te. 1" anniversar,o do cruel passamento de sen
jamis eequecido filho, e. desde j confessa a sua
eterna gratido por esse acto de caridade e reli-
giao

Harta Leopoldina fioaende
Kocnelra
Joo A. Gosende, Pedro L. Gosende, Rosa Ma-
ra Goseude e suas filhas, Anua Augusta Noguei-
ra Leite, Jos Cavalcante de Albuquerque Le te e
seus filhos (ausentes) agradecem do intimo d alma
todoa aqueller seus amigos que dignaram-se
acompanbar at a ultima morada os restos mortaes
de sua semprc chorada iim, filha, mal, sogra e
av, Maria Leopoldina Gosende Nogueirs ; con-
vidando os novamente para assistirem a missa qne
mandam resar no da 5 do corrate, s 7 horas da
manb, stimo de to infausto passamento, na
igreja do convento de S. Francisco, antecipando-
lbes de novo o seu sgradecimento por este acte
de religio e caridade.





4*&


m


Diario de PerambucoSexta -feira 4 de Fevereiro de 1887

Tricofero de Barry
Gorante-ie qne faz nas-
cer eoraeoer o cabello anda
os mais calvos, cura a
tinha a caspa e remoro
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir on de embranqne-
oer, e infallivelmente o
torna, espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Alagase barato
Boa dos Guararapes n. 96.
Roa Visconde de Itaparica n. 43, armaxem.
Boa da Palma n. lt.
Ra Corredor do Bispo n. 18.
Becco Campello n. 1, i" andar.
Largo do Mercado n. 17, loja com gaa.
As casasda ra do Corone' Suassuna n. 1*1
Largo do Corpo Santo n. 13, 2. andar.
Trata-se na ra do Commercio n. 5, IP andar
ucriptorio de Silva Guimarae & C.___________
Alnga-se
Tande sobrado 4 ra Imperial n. 8, que foi do
allecido conselheiro Jos Felippe, com grande
terreno, diversas frutteiras, agua encanada e gas ;
a tratar na rus estreita do Rosario n. 8, escri-
torio.
Alug
a-se
o 2 andar do sobrado n. 35 a travessa de S. Jos ;
ole torreo do de n. 27 ra Vidal do Negrei-
ros: o 1 do de n. 25 ra velha de Santa Rito ;
o 1 do de n. 34 ra estreita do Rosario ; todos
limpos : a tratar na ra do Hospicio n. 33.
Aluga-se
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor enj
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacSo oficial de
um Governo. Tem duas vesos
raais fragrancia que qualquer outra
e dura o dobro do tempo. E' muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas rezas mais refres-
cante no banbo e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frouiidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
__ desmaios. i
Xarope ie Viia ie Reiter lo. I
LOTERA
PARA
EDUCACAO DOS INGENUOS
UtA

PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRZ

o primeiro andar do sobrado do pateo de S. Pedro
n.4, tem agua e gas : a tratar na ra estr-ita do
Rosario n. 9. _______.
Aluea-se
a casa da ra do Progresso n. 23, com commodos
regulares e limpa ; a tratar na ra do Aragao
numero 37.
Aluga-se
por 20*000 o 2- andar do sobrado n. 55 da ra
da Guia, com 2 salas, 4 quartos e cosinha, caiad
e pintado de novo ; tratar na ra Augusta nu-
mero 286.
Aluga-se

o I sndar e sotao da ra do Fogo n. 35 ; o 2 e
3 andar da ra estreita do Rosario n. 32, tem
agua e commodos para grande familia, estilo lim
pos e sao independentes : a tratar na ra da I n-
psratris n. 16, Io andar.
jrro d* s-o. dsfois de rair-o.
Cura positiva e radical de todas as formas de
jscrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
neas do 8angu8,Jigado, e Eins. Garante-se
que purifica, enriquece o vitelisa o Sangu
restaura e reno va o systema inteiro. 0 <
Sabao Curativo de Reuter
COLONIA ISABEL
!40:000$000
40:0008000
20:0008000
10:0008000
5:0008000
D
ao
00
as
5*

Bm,
j Remedio mais efpcet a
Seguro que se tem deseoberto ate
Moje fiare Jtpe'/ir as ion trigas.
ROQRIAYOL HIERES
li
Ve
a qualidade ;
o n. 41.
vende-se no bazar da
Para o Banho, Toilette, Crian.
Ss e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
m todos os periodos.
Deposito era Pernambueo -casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
4luga-se
A loja a 3o andar do sobrado n. 20 a ra da
Imperatrir, com muitos comraodss para familia ;
a tractor na ra do Bom Jess n. 11 com Capitu-
lino de Gusmao. ___
Ama
Precisa se de duas amas, urna para ctsinhar e
outra par< engommar ; na travessa do3 Pires n.
5 (Geriquiry)._______^^_________________
Vnia
Precisa-se de urna ama para c servico domestico
de urna casa de familia ; na rn mero 4.
AMA
Prcelsa-se do mu a ama pura
lavar, engommar e faze rala
alguna servico* de casa de fa-
milia ; menos comprar e eosi-
nliar : na ra do Riachuelo n
13. Deve dormir em casa.____
1
Precisa, se de um menino para hotel, que tenha
pratica ; na ra da Madre de Deus n. 3, hotel.
t alnas caritas
Maria do Livramento, velha octogenaria e pau-
prrima, pede s almas caridosae que Ibe mande
urna esmola pelo amor de Deas. Mora no bocee
da Bernardo n. 51. E' urna obra de caridade.
Professora
Urna senhora competentemente habilitada, pro-
poe-se a leccionar em collegios e casas particula-
res, as seguintei materias : portuguez, francs,
msica e piano ; a tratar na ra do Marques do
Herval n. lfc____________________________
300:0001)
Lotera de AJagas
Extraceo-Terca-felra
de Feverefro
Intransferivel
B:'b.etes venda na c:sa feliz, Praga
da la'tendencia ns. 37 e 39.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinha ; na ra do
Dr. Joaquim Nabuco n. 3
Ama
Precisa-te de urna boa cosinheirs, para casa de
pequea familia a tratar no Cses da Companhia
n. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em cata.
Menina
Urna fanilia estrangeira precisa de urna menina
de conducta a naneada, nicamente fM tomar
conta de urna crisneinha de oito meses, d-se bom
trato e paga-se bom ordenado ; informa se a ra
nova de Santa Rito n- 55. brado. ______^^
Advopdo
Ama
Precisa-se de urna perita cosinheira, para casa
de familia ; a tratar na ra do Barao da Victoria
n. 46, loja.____________.___________________
Vina
Pricisa-^s de urna
ama que compre e
cosinhe, a tratar n
ra da Imperatriz n.
4f, padaria.
O bacharel Julio de Mello Filho tem o sen es
criptorio de advocacia 4 ra Primeiro de M*rco
n.4. 1- andar, onde pode ser encontrado das 10
horas da manh s 3 da tsrde. __________
-
Esta lotera, cuja 13.a Serie da 24.a parte, ser extrahida
na Quinta-feira, 2 e Feveroiro, s 4 horas da tarde, no Consis-
torio da Igreja Conceipao dos Militares, acha-se venda as se-
guintes casas:
Ra do Baro da Victoria ns. 40 e 43.
Cabug n. 2.
Rangel n. 2.
Larga dO Rosario ns. 24, 36 e 42.
No mundo lotrico a nica que pelo seu plano, mais vanta-
gens offerece aos jogadores, e no Brasil, at hoje, anda nao achou
nenhuma outra que se approximasse em vantagem na distribuico m n p ;
dos premios, e para prova desta asserco pedimos a attenpao dos jo-
gadores para a seguinte TABELLA comparativa dos referidos pre-
mios distribuidos por esta lotera e as suas congeneres:
lotera o gmo-par
D 70Tde premio do seu capital.
DEM DO CE4R.V
68 3t4 \ idem.
DEM de alago as
73 3i4aT idem.
DEM DE MINAS-GER4ES
Menos de 81 \
.. DA COLONIA I
Distribue em premios mais de 85 1i8(o.
IDEM DO PARAN'
75 l
Scm dieta esem modifl-
ca?oes de costumes
Laboratorio central, ra do Viconde de
Rio-Branco n. J4
Esquina da ra do Reqente .Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar-
maceuco Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da CSrte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz. ., .
Elixir de mbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccoes difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chlero-anemicos, debella a hjpoemia
intertropical, rtcoustitue os hydropicos e benbe-
ricos.
Xarope do flor de arueira e mutamba
Muito recommtndado na bronchie, na hemop-
tys e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso a cascas do
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica.
.Plalas ante peridicas, pr.'inradas .'.on
pererina, quina c jaborandy
Cura radicalmente as febres ntcrmittentes, re-
Vinbo de juruboba simples e tanbem fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes as inflammac5es do figado e bao;
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicsdo as convalescencas das parturiente
re tico antefebril.
Francisco Manoe da Silva &C.
RA MRQUEZ DE OLDJDA
Veude-se
a tavriia da esquina da entrada do Funciao, era
Beberibe, por circunstancia de molestia, ggaran-
te-se as casas do estabelecimento e de morada,
sendo os alugueis de ambas de 205000, ou aluga-
' s e a do estabelecimento, todo negocio faz- se ao
[ comprador ; dinja-se mesma.
Plalas pnrgavas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacao puramente ve]
etal, teom sido por mais de 20 annos aproeitadas
1 eom os melhores resultados as seguintes moles-
1 tias : affeccoes da pelle e do figado, sypbUis, bou-
ooes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo de nalas
Cerno purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, bo-
bendo-se aps cada dse um pouco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : torae-se um pilula aojantar.
Estas pilulas, de invenco dos pharmacenticoa
Almeda Andrade & Filbos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornande-
3e mais recommendaveis, por scrcm um segur*
purgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
sadas em viagem.
ACHAM-SE A* VENDA
v drogara de Farla Sobrlnli *
-ti EOA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
\ilen.i;i(
AMAS
B Precisa-se de urna ama psra cosinhar e outra
para cuidar de duas enancas ; na ra da Aurora
b.H, 1 andar. ______________________
Aia o cri
Urna senhora honesta, que entende de costurar
e tazer qualquer trabalho por figurino, se offerece
fa
a acompnhar qualquer
Janeiro.
familia que tenha de ir
para o Rio de Janeiro. Na mesma casa taa-se
vestuario para a carnaval ; a tratar na roa Vidal
de Negreiros n. 78.
Sitio no
Arrenda-se anualmente um hom sitio com bas-
tantes commodoo para grande familia, baa agua,
com arvorp froctifera e jardim, c com sahida
para o rio, par precfl muito rasoavel ; a tratar na
ra do Livramento n 24.
Precisa-se de urna engommaJcira a de um co-
peiro : ra Duque de Canas n. 86.
- I
Precisa-se de urna ama para cosinhar, e de um
criado ; a tratar na roa do Baro da Victoria n.
54, loja.
Copeiro
Precisa-se para caa de familis, de um menino
de 12 annos. aue d fiador de sua conducta ; di-
rija se a Cruz'de Almas n. 8, Tamarineira.

Advogado
Domingos B. de Soasa Leao
Das 10 horas ds manbS s 4 da tarde, ra
do Imperador n. 1G. 1 aadar._________________
Aula particular de \. S. das
Neyes
A professora Bita Maria das Neves participa
aoe pas ^e suas alumnas e ao publico, que mudou
-a sua aula para a roa da Santa Croa n 28, a qnal
ae acha al.erta desde o dia 10 do mea paliado.
Recebe meninas internas e externas, e bem asiim
meninoi de 6 a 8 annos de idade. Promette toda
a lolicitude no bom deaempenho dos de reres inhe-
rentes ao seu cargo.
i
Manoel Unarte de Flsuelrede
Maria Luiza Doarte Kigueiredo e seos filho?,
cunhadas e cobrinhaa agradeccn do intimo d'aloia
todas as pessoas que s dignaram aeompanhar
ao cemiterio publico os restos mertaes de seu
prfteado esposo, pai, cunhado e to, Manuel
Duarte de Piguciredo ; e de novo convidam a to-
dos 03 paredes e amigos para assiatircm a missu
que por sua alma roandam celebrar na igreja do
Divina Espirito Santo, no sabbado 6 do cwrente,
s 7 horas dainnnb.'i ; e desde j agradecem
todos aquelles que v. dignarem assistir a este acto
de religiao e erriwdf.
Molestias das Cranlas
XAROPE DE BABAOIODADG
de GR/MAULT e Ca, Pharmaceutitjos
Approrado pela Jauta d'Hygiene do Mo-to-Janein.
Este Xarope que, pela sua reconhecida efflacia, figura na Pt.armacooa MIN
BdicAo de 1884/, goza da melhor reputacSt en're os mdicos de toaos M paizes^
Substite o oleo de figado de baca!' o pela intell.ganle comhmacao intima ao iodo cem
o sueco de plantes antiscorbutic^, como o agriSo, o rabao e a coohleana, bem
conhecidas na medicaCao dos adultos e das enarcas pelo lodoe o enxofre qae ollas
oontm. Este xarope convm s creancas paludas iracas, sen. appetite preais-
postas a certas molestias, como a ozagra, as crostas de leite, o engorgitamento
das alandulas do pescoco, que desapparecein dobaixo da sua accao.
Essensialmente depurativo e inoTensivo, n5te caustico como o loduvf-to de potassio
e o iodureto de ferro, mas como estos emprendo para forii.cav os temperamento*
debis e para comhaler a tisica, as tossss c?tarrhari. o msrie das niandu...?,
os mos humores, as molestias da peU*etoflttS as que sao df-viO.is a i^ai v..-:o
do sarwue. .. -: -- .... .
Deposito era PARS. 8. Rne Vfcri*se. a^las'?ai I katl^! b^mi.
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Uneuento de HoUoway < um remedio inaUivel para os males dt pernos e do peito j tambem pLra
2 fenUrSrSa. d-S l ulcera E famoso para a gota e o rheumasmo e para todas as enferm-
^ dades de peito na se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores nis glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros ]
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto.
Cssu median *> preparadas smente no Estabelecimento do Professor Hollwav,
78, HBW OXTOED STKBET (antM 433, Oxford Stret*), LOKBaES,
E vendemse em todas as phanaacUs do universo.
t* eccao, 533, Oxford Stseet, .ao akincaooM.
Ao publico
Una pessoa habilitada ede boaeducacSo, avisa
4o commercio
publico desta cidade e especialmente aos pas rarla oour,Uu ^ ^. ?--------- -
de familia, nue lecciona portugus, francs, latim, Secundino Maurica deixon de ser empregado de
* l ___4__.i.. u;*,;o a ana ruaiHi'ti- ___- -----*- T^oolfo 1(1 ra 1-pvrrPiTa de loo.
Corinheira
Precisa-ie de urna que dese-npenhe o lagar e
durma em casa; ra Duque de Caxias n. 42,
por cima da tvpographia,
Antonio Crrela de Venconrellos
A directora de Oekioets portugus de Leitara,
o Monte Fio PortagoM e a jsnta administrativa
do Hospital Portoguss de Beneficencia convidam
todos os amigo* patentes de seo fallecido conso-
cio benemrito o Sr. Asteado Corroa de Vascon-
cellos. a asiistinm as exequias solemnes, que pelo
eterno repooso daquelle Knhor mandam celebrar
os capella do Hoipital Portngocz segunda-feira 7
do correntl, As 8 ras ds raanbS, trigsimo da
do sen ps
proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, commumeam ao respeitavel PUBLICO que receberam m
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tan
bem relogios de todas as qualidades. Avisara tambem que lontinuam a recober po
todos os vapores vinde da Europa, objectos novos e veodoo muito menos que sr
geogrspbia e noeces de historia, em sua residen- sna drogara.
cia, entinar aula primaria pelo metbodo do pro- ,
fesior Manoel Chrvsogrw da BUva Brsgs, garan-
tindo modie'idade nos preces. Pode ser encontra-,
do todoi os das aqui nesta typographia das 11
da manhS As 2 da tarde.
Faria Sobrinbo & C. fdzem constar que o Sr.
rica deixou de ser empregado d"
Recife, 10 de Fevereiro de 1887.
BufiommalBtpa
Ao commercio
Precisa-se de urna boa engommad' ira e que
___ ensaboe tambem, para casa de pequea familia :
a tratar no Caes da Companhia n. 2. Pieferese
escrava e deve dormir em casa. _____
r O'yrspia Carrol! tsndo dado sociedade em sea
estabelecimento (Ship Chandler) A ra do Conj- i
mercio n, 8, a Agostinho Lui* Vieira, que pelo | -,pec|sa.se
Ueueontracto o soeiogerente, e nico signatario t"~~^ *t S00 da
la respectiva firma social Vmva Carroll & C. ; reirs, pagase
Costureiras
de perfeHas costa-
declara que elle o nico competente para con-
trahir obrigaeoes eui nome da sociedade.
Recife, 1 de Fevereiro de 1887.______
Aviso
i
N. 4RA DO
Compra-se oaro e prata velha^
CABUG----N. 4
e ? # ? ?.?.*.
TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHOdoStorJOHANNO
DO
_______'DOTORL
Quina, Coca, txtracto de Carnee Hypophosphito
leeommenals-Bo nos casos que neccsslto tnicoi para reconstituir e J****"****
o organismo arruinado por molestias, excessos, natureza do clima, A*^1^f"**?*^r
AasWorraan, Oaeasiln, o hmneo, que tanto arruinan a saude das mulheres.
Pobreza de ana-va, fwmaeaa reral, PeMlidaae, etc.
U.VT7aUt,Droarulst,60, Seulerafd 0* Strasbourg, *******f
)0

Pede o abati asaignado ao Sr. Manoel Joa-
aiiim de Mattos P. Quimarfies qaeira mandar sa-
t'istsaer logo o restante do seu debito neste es-
cnptcrio : Vmo deve saber que um debito de tal
compromisso n?o sdmitteabosrs no pagamento.
Maucel Xavier C. Albnquerque.
ros, no aleler de Mme. Sauny
Mi va. roa do Imperador n. 50,
l. andar. __.
4rmaco
Vende-se urna armac.i propria para qual^uer
negocio, na ra d Visconde de Inhan:n (ilangel)
n. 50 : a tratar na ra Duque do Caxias n. 94,
lia das seis p rtas.
{MEDALBA D HONRA
0 OLi CVBIEI
I le^nUcUdo pelo Alcatrfo.
nico i btmlco, o qm mulle
ai/JMUtt < tnorluSul* 1" .
fl OLEO ie FIGADO
K IUM.S0 FERRUCWOSO
i a na pmtnef o, ttmltt*
Slmlnlttrtr o Ferro Hm pn-
urlr Piaaae a Tastaz Mr
laoommodo.

BRANCO.LOIRO^
[e ferruginoso)
11 marro J^^ M ^^ AS maKaPtJIS mAja,KCus
VJPLOMA DE BOni
uoiiTADO roa TOIi 1
Celebriaadei Medicas
D HUBO **
aaj
MOLESTIAS DO POTO,
AFFECCuES ESCROFULOSAS
CH10R0S,
ANEMUt, DEBILIDAD,
TISIC PULWORAR,
MONCHITES. WCHITISM
Vinho de Coca
DO StRAZIU.
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Diario de PernambucoSexta-feira 4 de evereir de 1887
Cozinheiro ou cozi-
uheira
Precisa-se de un coainheiro ou de urna coai-
nheira, nacional ou estrangeiro, que entenda de
ua arte e aeja pessoa capai. E' para acompa-
nhar um casal acm filhos para lugar prximo a
esta capital: d se bom traUmento a ccntrata-se
na ra Iu-frial n. 1"8.__________________^^^
EWULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fijado de bacalho
COM
Hypophosphilos de cal e soda
Approvada pela Junta de Hy
glene e antorlsada pelo
governo
E' o melhor remedio at hoje deocoberto para a
Union foroiicliile*. pNcroplinlM, rav
ctaitm. auemla. ebilldadc em eral.
deflasoii. tonae ebronlca e att"eec*ea
o pello e da cargan.
E' muito superior ao ote aimplea de figado de
bacalho. porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaos e nu
tntivas do oleo, alm das propriedades tnicas
recoBstituintes dos hypophoepbitoa. A' venda nai
jrogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco_______
><^OMOMOHM>Q PLLAS fio Br CROKKH |
de WMIMTO de FERRO t TWNr*. Al*NOSIboniExitotemdamcrt *>
dBaad iicontT foui Plalas, SJM man MB
toaat v tumrniot prtcct mora a nao***fte it rmi*t-
P.lu na proprledsd lanleai i mimnltmi,
o msvsbto a rsEBC a opxmrVA
a awBM salta! ama a
Mr** (te Hstomtoo VMrom tmnlt
Para f ppetlf
fawn. ri rmirr1-'** *o Sanaos
iffScfe* ee.-^ft ajafti 3ihi : 9. rn lnaB4lW*tsaO. MU
afasasws.-FBAM-. da KI.TA a a
i ria.a?ifc''0*BPM
Costureiras
Precisa-ae de perfeitas costureiras, com urgen-
cia ; na ra da Aurora n. 39, andar.
Cosinheira
Precisa-se de urna ccsinbeira ; a tratar na tra-
vesea de Fernandes Vieira n. 8, becco do Padre
Ingliz.
Jalroph
Manipoeira
Esse medicamento de urna eficacia reconhecida
no beriberi e outras molestias em que predomina a
bydropesia, aeha-se modificido em sua prepara-
co, medico desta cidade, sendo que gmente o abaixo
assignado est habilitado para prepaial-o de modo
a melhorar Iba o gosto e cheiro, sem todava alte
rar-lhe as propriedades medicamentosas, que se
conservan! com a mesma actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
estemago.
llalco deposito
Na pharmacia Conceicau, ra do Marques de
Olinda n. 61.
eserra de Mella___________
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira que en'enda bem
de s^u otficio, paga-so bem e casa de pouca fa-
milia ; na ra do Cabuga n. 5-A, foja.
Celeste
Rodrigues de Fsria & C. aeabam de receber dos
Srs. Bmto de S & C, urna eipecialidade em fu-
mo Rio-Novo, desfiado a capricho, com a marca
Celeste,cujo emblema os sens fabricantes nao
deixam-se desmentir, porque realmente macio
aromatisado, fasendo crr mesmo quelles que j
o apreciaran), que os anjos agradecidos pela feliz
lembranca o balejaram: ra de Maris e Barros
n. Jl.
I na senliora
Precisa-se de urna senhora de 35 a 45 annos de
idade, que se queira sujeitar ao servico domesti-
co, e.que entenda de facer alguna doces ou traba-
lho de maesas. E' para acompanbar um casal
sem filhos, que vai para lugar prozimo esta ca
pital: trata-se na ra Imperial n. 178.
AGUAS/UM
Acabarao-se as Cas
(mmnaira sos Cabello* e a B*ruu
t Cor natural
te i] usa d roas Ap Ecacte un Larapi tas rvejarats
35 ANNOS DE XITO
E. SALLES Uto; J. MONF.GHETTI. suooeor
PerUnirta-Chinice, 13. ra Turt-'ji. riBH
Hr.nr.-n m todu u principan Ptrt.msritt t Ont'lu
_J--.i?ari J>aP;-na-'-l)-- rranr"M.tiSILVA* C".
,U commercio
O guarda-livroB e balanciador Luis de Franca
Marques, participa ao commercio e ao publico,
que pode ser procurado em sen escriptorio ra
das Trlncheiras n. 48,1 andar, das 9 s 4 horas
da tarde, e as demais horas em sua residencia
ra da Conquista n. 8, para os misterr I de sua pro-
fiseo, como seja : eseripturacao por partidas de-
bradns,balancoe, contratos e distratos mercantis.
Cosinheira
Precisa-se do urna ama que cesiaho com per-
feicio e de um rapas de 12 a 16 annos, de bons
costumes, para o servico domestico de casa de fa-
milia ; na ra io Marques do Herval n. 10.
Fazendas baratissimas!!!
So as seguate vendidas por preeos sem competencia :
Lindos fustSes de lisirinbaa, padroVs chiques a 400 ris o covado .
Setinetas dn quadrinhos a 360 ris o dito !
Cretonea superiores, 1 metro de largura, a 600 ris o dito !
Cambraiaa brancas bordadas a 60O0 a peca de 10 jardas !
Linios de quadrinhos escocez a 200 e 240 ris o covado !
Merinos de todas as cores, a 600 ris o dito!
Esplendidos sortimentos de las para vestidos a 500, 600 e 700 o dito.
Caxemires novidades a lf>500 e 10800 duas larguras.
Gases de cores com palmas de seda a 800 ris o dito 1
Merinos pretos e Caxemires, a 10000, 10200, 10400 e 20000 o dito I
Velludilbe bordado de todas-as cores a 10000 o dito !
Sctin maco de todas cores a 10000 e 10200 o dito 1
Popelina branca para as Exm.as noivas, a 500 ris o dito !
Guarnieren de crochets para cadeiraa e sof a 80000. ^^
Vestuarios de la para enancas, (novidade) a 70000 e 80000.
Meias al vas para criangas a 20500 a duzia !
dem cruaa para homem a 40000 e 5000.
Cortes de fustSes para coletea a 20000 um !
Caxemira ingleza a 40500, 60000 e 70000 o corte !
Cheviots superiores, preto e azul a 20800 e 30500 o covado I
Completo sortimento de casemiras, pannos e brins e muitos oatros artigos que serSo
lembrados presenca dos leitores
illli M CI1.1 i i
59--Rua Duque deCaxias--59
FERRO GIRARD
Approvado pela Academia de Medicina de Pariz.
Approvado pela Jtmcta Central de Hygiene pubUca do BrasU.
O Professor Hrard encarregado do Relatorio Academia demonstrou c que
fcilmente acceito pelos doentes, bem tolerado pelo estomago, restaura as
forcas e cura a chlorchanemia; que o que distingue particularmente este
novo sal de ferro, que nao causa priso de ventre a qtuti combate, t elevn-
dose a dse, obtm-se dejecces numerosas.
O FERRO GIRARD cura anemia, efires paludas, caimbras de estomago,
empobrecimento do sangue; fortifica os temperamentos ira coa, excita o
appetite, regulariza aa regras e combate a esterilidade. ^
Deposito em Pariz, 8, ra Vivienne e na prindpaM Brogarias e Pharmada
Aos 1.000:000$000
200:000*000
100:0001000
IISDE LOTERA
DE 3 SOBTEIOS
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVIMi DE PERNAMBUCO
Extraccu a 14 fle Haio lie 1887 .
0 thesoureire Francisco Goncalves Torres
VENDAS
Vende- se um bom sitio na estrada! de Agua
Fra, junto a bomba estremando coa o sitio do
Catao, com boa casa, boa agua e melbores comino-
Ios ; a tratar no mesno sitio, ou na roa Formosa
numero 25.
;.r Vende-se a casa da estrada de Luiz do Reg
n. 21, com muitos commodos] e agua encanada, e
um termo ao lado da mesma casa ; a tratar na
ra estreita do Rosario n 24.
Engolillo venda
Vende-se o engenho Murici, coa safra ou sem
ella, situado na fregarzia da Escada, distante da
respectiva estacio um quarto de legos, podendo
dar seis caminbos por da, moente e corrente,
tem duas casas grandes e 2 pequeas para mora-
da, e outra para farinba com snas pertencas, tam-
bem se faz permuta por predios nesta praca : a
tratar na ra do Imperador n. 61, 2- andar.
Padaria
Vende- se a padaria Lusitana, na estrada do
Arraial n. 25, bem afreguezada e com poucoa fon-
dos, e o motivo se dir ao comprador.
A JievohiQo
W.4i
A.' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintes artigos com 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 1J500 o covado.
Mirins de cores finos, a 900 e 14200 o co-
vado.
Ditos pretos a 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Las mescladas de seda a 600 ris o covado.
Ditas com listrinha* de seda a 560 ris o dito.
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
Lindas alpacas de cores a 440 ris o covado.
Las com quadrinhos, a 400 ris o covado.
Gaze com bolinbas de velludo a 800 ris o co-
vado.
Setim maco lavrado a 1*300 o covado.
Seda palba a 800 ris o covado.
Ditas de cores de 2* por 1*000 o covado.
Setim -maco lieo a 800 e 1*200 o dito.-
Grs de aples preto a 1*800, 2*000 e 2*500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 rs. o dito.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
FustSes braceos e de cores a 320, 400, 440,
500e800rs. o dito.
Zephiros finos, eieosseses, a 500 rs. o dito.
Zephires de quadrinhos a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a 1J000 o dito.
AlpacSo de cor para pabtot, a 1*000 o dito.
Vclludilhos lisos e lavrados A 1*000 o eavado.
Crotones finissimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 1*800 urna.
8eda escsseza a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Ditas de crochet a 8*500 dita.
Camisas bordadas para homem a 30*000 a du-
ia.
Ditas para senhovas a 30*000 a dita.
Cortes de caaimra finos de 3* a 8*000 um.
Casaccs de laia a 10*00 um.
Fichus de retroza 1*000 um.
Ditos, de pellucia a 6*500 um, (bordados).
Cachemira de cor a 1*600 o co'ado.
Fianella americana a 1*400 o dito.
Cortinados bordkdos a 6*000 e 1*000 o par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Meias para homens de 2*400 a 9*000 a du-
zia.
Ditas para eenhoraa de 3*000 a 12*000 a du-
zia.
Mantilbetas de seda a 6*000 urna.
Espartilhos de oouraca a 4*000, 5*000, 6*000
e 7*500 um.
Toilett para baptisado a 9*000 e 12*000 um.
Lencos brancoe e com barra a 2*000 a duzia.
Anquinhas a 1*800 rs. urna.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Dito pardo a 1*000 a dita.
Esguiao amarello e pardo a 500 ris o covado-.
Chales de mirin lisos a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000, 3*500 e 4*000 um.
Cortes da cachemira para vestidos a 18*000
um.
Redes Hamburguesas a 10*000 urna.
Panno de crochet para cadeiras e sof a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Henrique da Silva Moreira.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este exceflente Whisky Esceese praferm
io cognac ou aguarden* de canna, para fortifica
corpo.
Vende-ae a rctalho nos hi lheres armasen*
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo M
me e emblema sao registrados para todo o Braal
BROWNS & C, agentes
m
Cura rmptmlm e eerta pelo
lARSENIATOdeOURO DYNAMISADO
r io Doator .ajdid:___
"a CbloroM, *T..mia todu m Moiwtias (u 8jrstra narro!,
mli abeidM, Molestia ahronica dos Pulmoes, ato, ta, ^bmp
rm UlajtneM OMdlcu Uo atUrtado o yodar curetiTo darta aiillnnnaz daaiuua-a'o :
primeiro i o mata aurgko dos rteorutUuinUt.
O FflAaCO I e FRANOOt ( ASfc*.J j0 ___krfaa.i
Toit frota m al tnuxer a Marea 0* ytrica rtgtrtA mmUtntttr*^ e*%*?"m VT^
**%. aar rtaoroaamanU raooaado. ar*r^~^ *>'
yamxa, miiuaau oainr, saa Baimmuairt, a. **S
Deposito em Pernambuco : FRAN M. d SILVA t>.
Alli'iii'n
Vende-se ou permutase urna casa terrea sita
na travessa do Falco n. 12, com 2 salas, 3 quar-
tos, eosinba tora, grande qnintal e cacimba, por-
tao dando sabida para a ra dos Ossos ; a tratar
na mesma com a proprietaiia, e esta far todo
negocio por j ter o despacho do juiz, at para
bital-a em leilo, podendo apresentar os docu-
mentos aos permutadores, deeejaudo tambem urna
por troca, ainda que seja pequea, porm que es-
teja nova bem construida.
Viveiro para passaros
Vende-se dous glandes e bonitos viveiros po
pieco coramodo, sendo o motivo da venda ter o
dono acabado com os passaros que possuia ; a ver
e tratar na roa do Imperado: n. 22.
Grande liquidado
na luja de miudzas
AO Ra Nova 50
O proprietario do estabelecimentoBnzar da
Moda, scien'ifica s Ezmas. familias que em vir-
tude da prxima reedificacSo do predio em que
est estabelecido, tem resolvido liquidar to-
das as suas mercaduras, constando de miudezas,
perfumaras e artiges de moda, com grandes aba-
timentos, sendo que muitos artigos so por preeos
inteiramente baratos, eomo sejam :
Grande variedade de plastrons a 1*000 e 1*200
Sabonetes de areia oe Risger a 200 rs.
Ditcs ingleses, grandes a 200 rs.
Duzias de ditos a 2*000.
Garrafa de agua florida a 1*000.3
Vaso com opiata a 900 rs.
Frascos com extractos muito finos a 1*300.
Frasco com agua de colonia americana a 5G0 rs.
Papis para forro a .peca de 320 e 400 rs.
Guarniyoes, linbffs, fitas, ,bicos, botoes e artigos
de moda.
PARA ACABAR_________
Yinho puro
Acabado de chegar coneignacSo ; venda-se
na ra de Hortas n. 17._____________________
Oleo para machinas
Superior qualidade, a 6*400 a lata em cinco
Salees ; vende-se na fabrica Apollo e de teu*
apositos.
LOTERA do cear
400:000*000
LNTRASFERlVEL!
Corre quarta-feira, | de Fevereiro
lu vigsimo desta importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
240:000*000'
NOVO E IMPORTANTE PLANO
INTRANSPERIVEL!
Corre Quinta-feira, g de Fevereiro
l'

LOTERA de alagoas
3OO:O0O$OOO
Esta acreditada lotera corre Ter<;a-feira, 8 de Fevereiro
N
a*
IXTlWXSFEiRVVEL,
600:000$000
Esta seductora loieria corre sahbado 5 de Fevereiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:00$000
Os bilhetcs destas acreditadas loteriasacham-se venda na
RODA DA FORTUNA
50Ra Larga do Rosario--36
Bernardino Lopes Alheiro*

200:000$OOO
A' Florida
LOTERIVII Piral N PARA
EXTRiGCiO DA 9a PARTE DA 1* LOTERA
El BENEFICIO DA SANTA CASA DE MISERICORDIA
Quinta-feira 10 de Fevereiro
A0 MEI0 DA

Esta lotera, por algum teiupo retirada da circulajao, devido a grande guerra que
lhe promovern!, como do dominio publico, vem novamente tomar o seu lagar de
urna das vantajosas loteras do Imperio.
O agente pede ao respeitavel publico a sua benvola attencl para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso publicado nos jornaes e impresso no ver-
so dos respectivos bilbetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribue
12.436 premios, o a qaasi a quarta parte!
Ainda mais: esta a nica lotera que premia todos os nmeros cujes dous al-
garismos finaes forem iguaes aos dos
QUATRO PREMIOS MAIORES
..-




i
r
..-
i.
1000
600
500
400
A SABER :
s duas letras finaes do premio de........
s duas letras finaes do premio de........
s duas letras finaos do premio de........
s duas letras finaes do premio de........
200:0000000
40:0000000
20:0000000
1O;OOO0OOO
Tambem sao premiados todos os nmeros das centenas dos quatro prmeros
premios. '
Alm destes, tem esta lotera grande quantdade de outros premios de bastante
importancia. E' tambem esta a nica lotera que garante quem comprar 100 nme-
ros de terminales diftVrentes 32 1/2 % ndependente dos premios avultados que
poBsam sabir na extraccto.
TODOS OS PREMIOS SAO PAGOS SEM DESCONT
A's extraccSes sao feitas em edificio publico e sob mais severa faoal8ac3o por
parte das autoridades.
Os bilhetes acham-se venda na agencia e em todas as casas, em fsantos, aao
Paulo. Campias, Rio Grande, Bahia, Cear, Maranhao, Para, Amazonas e em Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO. -
0 agente no Rio de Janeiro
Augusto 4a Rocha Monoiro fiailo
23B' e Iruguaycna23
CAPSULAS
Mathey-Caylus
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
1
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nS fatigao nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Facilidades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Pars, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Gorrimentos amigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
du Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgaoe genito urinariw.
4W Urna $xplicaSo detalhada acompanha cada frateo.
Emigir o* Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & O, de PARS,
que m ocft* em cota dos Droguistas e Pharmaceuticoa._________.
Ra Duque de Casias a. 103
Chama-ze a. utleafao das Exmaa. familias parr
os precoa seguintes :
Luvas de seda preta a 1 jOGO o par.
Ciatos a 1*000.
Luvas de pellica por 2*500.
Luvas de seda cor granada a 2$, 2*500 e 3*
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 2*, 3*. at 8*.
Ramea de flores finas a 1/500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rs., 1*, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
ADquinhas de 1*500, 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Pentes para coco com inseripeSo.
Babadores com pintura e inscripcoes a 200 rs.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 12*000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 800 ris
Capella e veus para noivas
Suspencorios americanos a 2*500
La para bordar a 2*600 a libra
Mao de papel de cores a 200 lis ,
Es!ojos para crochet a.$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca ,
Para a qnaresaa
Galo de vidrilho metro 1*.
Franjas de vedrilbo a 1*,
Luvas pretas de seda e Escocia.
Franjas e galoes finos a 2*500, 3*e 4* o metr
Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Bisnagas de p de arroz.
dem idem de ouro.
dem perfumadas.
Lindas franjas de seda de cores com frocos pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 1* e 500 rs.
o metro, fazenda queja costn o metro.
BARBOSA & SANTOS
.

. -

I
|

I
[
Tainhas
Vende-se tainhas
de superior qualidade,
em quartolas em bar-
ra, mais barato do que
em outra qualquei
parte; na ra de Pe-
dro Affonso n. 11.

Superior assucar de tnrbina, especial para
doce. Refinaeo SSalgneiral ; 445 numero tele-
phonico. Ra Marcilio Pias n. 22.
Cabriolets
Vende se dous cabriolets, sendo um descoberto
e outro coberto, em perielt estado, para um on
dous cavallos; tratar 4 ra Duque de Caxias
n. 47.



Diario de PcrnambucoSexta-feir 4 de Fevereiro de 1887


i
a
*'

HTTERATR
0 AMIGO DO MARIDO
POR
JLES MAHY
. -(*)-
i
(ContinuaqUo)
JoSo Holgau devia voltar nessa raesroa
tarde para Dieppe. Nao parti. Aquella
devia ser a ultima visita; nSo o foi.
Inventan os mais engenhos pretextos e
ioi muitas vezes casas de Madur, na es-
peraba de encontrar-se com Catharina.
De facto: tornou a vel-a e o effeito foi
rpido. Am'ou-a de repente, com urna es-
pecie de furor.
Quinze dias antes, nem se quer teria so-
nhado com a posaibilidade de aproximar-
se d'ella. Agora, que estava rico e que
sabia qua ella era pobre, tinha esperanca.
Elle, o rude marinheiro, foi olhar-se mui-
tas vezes ao espelho e chegou, at, a en-
veigonbar-si de scu traje grosseiro 1 Mas
amava, tanto, de tSo boa f que nem se
quer lhe veio idea que podia nSo ser
aceito. NSo era presumido. NSo tinha
consciencia de sua vulgaridade; era um
homem simples. A felicidade, entrando
bruscamente em sua alma, incommodaya-o,
como se essa fortuna, que lhe trazia o
acaso, tivesse sido mal adquirida; tinha
pressa de repartila, afim de que Ih'a per-
doassem.
Catharina Fraachard era demasiado pa-
risiense e demasiado intelligente para dei-
xar de perceber o que se passava. Seu
olhar serio cahindo sobre Holgan arreba-
tava-o, transportava-o, de amor. E, sem
que tivessem trocado urna palavra ou urna
promessa, sem que ella lhe livesse dado a
menor esperanga, JoSo encarregou Madur
do pedil-a em casamento.
Olhe que ella nSo tem vintem havia
respondido obstinadamente o tabellio.
Mas que lhe importava isso 1 Ella nSo
tinha fortuna ? Pois bem ; elle dar-lhe-
his, por contrato, a metade da sua I
Tinha elle, por ventura, o direito de ser
orgulboso, elle que na vespera ainda era
um pobretSo? E seus rendimentos, ha-
via-os elle ganho com o suor de seu rosto,
custa de trabalho e de intelligencia ?
Madur cedeu. Afioal era esta a sua pro
fissao. O tabellSo teria mais urna escrip-
tura a lavrsr.
Fez o pedido em nome de Holgan ; mas
asaim como na principio se tinha opposto
ao projecto do pescador, assim tambero,
lgico at o fim, aconselhou Sra. Fran-
chard e sua filna que aceitasseo;.
Foi esta resposta ou outra equivalente,
que o tabelliao foi incumbido de transmit-
tir:
Pode apresentar-se na ra de Cli-
chy ; l esperado!...
Urna joven como Catharina podia com
suas fmSosinhas brancas fazer o que qui-
zesse des8e coiosso simples e bom. Tanto
ella como sua mai comprebenderam logo
isso.
Com elle, disse-lhe a roSi, sers fe-
liz e completamente livre !...
Foi combinado o casamento. E quando
a ultima palavra, a que elle esperava, com
tanta impaciencia, foi pronunciada, JoSo
Holgan balbuciou :
En tao sempre consente ?... NSo
ter vergonba de miro?... Nunca se ar-
ropender do passo que vai dar f... Ah 1
se soubesse quanto amo-a! Lembra-se
d'aquelle dia em que a vi pela primeira
vez, em Dieppe ?... Quem me diria !...
Mas afinal, o que fiz eu, para merecer
tanta felisidade?... E' ter rauita sorte,
sim, muita sorte I Presinto que a se
nhora nSo 'me ama... Em primeiro lu- inteacSoformal, contra a qual Maduro, em
vSo, procura lutarfoi preciso fazer um
contrato.
I A assigoatura teve lugar na anti-vespe-
ra, do casamento na ra de Clichy, noite.
Na pequea sala da Sra Franchard sur-
gi dd repenteapparecendo como um
here de theatroo antigo pescador, ves-
tido de marinheiro. camisa de 13 com a
gola virada, j aqueta e caigas de baetilha,
meias de algodao azul e branco e a caba-
ba, emeimando um rosto sorridonte e ra-
diante de alegra, um bonet de panno
azul com tope encarnado, sobre seu peito
de coiosso alinhavavam se dezesete ineda-
lhas, gloriosos testemuahos de sua bra-
vura.
Logo que elle entrou, estabeleceu-se
em toda a sala um silencio de constrangi-
mento. Pareciam todos admirados.
Meu Deus, disae resolutamenie a
Sra. Franchard, o gue pretende fazer de
todas essas placas ?
JoSo Holgam nada respondeu a princi-
pio, sendo que todos tinham os olhos fitos
nelle ; depois, envergonhado e como des
culpando-so :
- Nao sao placas.
Em Dieppe sou patrio de um barco sal-
vavida; cada urna destas medalhas repre-
senta a vida de um homem.., muitas, at,
a de urna tripolacSo inteira...
NSo sabia que podia desagradal-a,.. vou
tralas .. queira desculpar-me...
Pedia que o desculpassem !
E nos Annaes do serviqo dos Naufragios
lia se, do modo que segue-se, em seu he-
roico laconismo, o resumo dos actos de
dedicacSo realisados pelo pescador da
costa :
< 1866 -Salvamento de um homnm ca-
gar, isso n2o possivel... depois, eu sou
apenas um pobre diabo 1... mas espere...
ver... E' sua vida que me confia, nao
assim ? Pois bem ; de meu lad^ offere-
co-lhe urna dedicacSo sem limites... Dir
me ha o que preciso fazer para merecer
o seu amor. Se quizer guiar-me, juro que,
o consegtrirei I. ..
Ella escutava-o com um sorriso vago
e mysterioso. Sua mSo conservavase fri inerte, as mSos de Holgan, sem que um
s de seus msculos vibrasae, ao contacto
dos beijos ardentss do pobre rapaz. v.
Cinco ou seis dias antes do casamento
JoSo entrou agitadissimo, em casa da Sra.
Franchard.
Trazia duas cartas.
Est, disse elle com a voz abafada,
leia I E' horrivel! Ah I borrivel I
A velha leu e mordeu os labios. Ambas
as cartas eram anonymas.
Urna dellas dizia :
Sr.Vai casar se com Mlle. Catha-
rina Franchard. Isso proprio de urna
alma generosa...
s Se quizer, o banqueiro Samuel Hart-
mann, que foi amante d'ella, fornecer o
enxoval. >
A outra:
Tem talvez curiosidade de conhecer
Mlle. Franchard ?
Procure o joven BarSo de Landry.
Elle lhe dar as mais intimas informa-
gSes...
Catharina entrou de sbito, comprehen-
deu tudo e, arrancando as cartas das mSos
de sua mai, leu-as n'um volver de olhos.
Dopois, disse com um gesto de desprezo :
Minha mai, queira dar a JoSo o en-
derezo do Sr. Sumuel Hartmann e do Ba-
rSo de Landry. Elle que v procralos...
Ainda nSo estamos casados ; esperarei sua
resposta at noite.
E retirou-se desdenhosa, com os labios,
agitados por um tremor convulsivo.
NSo, murmurav Holgan, nao quero
saber, nSo quero... E entretanto I... en-
tretanto, meu Deus, se fosse verdade !...
A Sra. Franchard deu lhe o ende reg e
deixou-o s.
O banqueiro morava no boulevrd Bonno
Nouvelle; o BarSo na avenida de Wa-
gram.
JoSo Holgan sahio correndo. Tinha a
garganta secca, a c&bega em fogo, como
se tivesse tomado veneno. Chegou esba-
forido casa do banqueiro.
Senhor, disse, entregando-lhe a carta,
dgame se encarrega-se do enxoval..
Dou-lhe minha palavra de honra,
juro lhe que tudo isso falso, respondeu
Hartmann depois de ter lido... se fosso
verdade, eu lh'o diria, dou-lhe minha pa-
lavra I. ..
Holgan sahio, quasi sem comprimentar.
Tolo I murmurou o banqueiro.
Na avenida de Wagrum deu-se a mes-
ma scena. Landry estava ainda deitado.
Lavantou-se, vestio s pressas um cham-
bre e receben o pescador, mesmo de chi-
nellos.
Senhor, disse JoSo... nSo podendo
dizer outra cousa...
E estendeu a carta.
E' urna infamia, disse o barSo...
palavra de honra !..,
E, menos cruel do que Hartmann, mur-
murou quando Holgan sahio:
Eis um bello rapaz /...
JoSo voltou ra de Clichy. Catharina
recebeu-o com frieza.
EntSo dea crdito a essas infames
calumnias... e nSo hesitou em ir informar-
se com aquelles qua diziam ser meas
amantes?
Aterrado, elle s pode balbuciar :
PerdSo, perdSo nSo pode imaginar
quanto tenho soffrido desde esta manhS.
Ella perdoou, mas sem enthusiasmo,
com a mesma frieza desdenhosa com que
costumava escutar suas declara$8es.
Como o pescador desejava dar a meta-
de da fortuna sua mulherera essa sua
FOLHETIH
0 COKCUNM
POR
QRTA PARTE
o puc:o SSAL
(ConnuagSo do n.
- V
27)
Om domin* cor de roa
Antes de tado, replicou elle, dize-me
o que se passou na ra do Chantre,
As ordens do Vossa Alteza foram
puntualmente executadas, respondeu Pey
rolles ; e entrei no palacio depois de ter
visto a liteira dirigirse para Saint-Magloi-
re.
E D. Cruz ? a menina-de Nevera !
. D. Cruz devo estar aqai.
Vai prosural-a. Estas tcohoras es-
peram-n'a : tenho tu lo preparlo, vai ha-
ver um prodigioso successo. 3agora vol-
tomos no Corcunda. Que disso elle ao re-
gente ?
E' o que ninguem 6abc.
Eu sei, ou pelo menos a-Jivnho. Dis-
se ao regenti: O assassino de Ne/ers
est vivo.
Cal!c-se I v disse involuntariamente o
Sr. de Pcyrolles, qu mente dos ps cabe;a.
Fez bem 1 proseguio Gonaaga sem
se commover. O r.fsassino do Nevers est
vivo. Quo ictiress) tenho cu em occul-
tal-o, eu, o marido da viuva da Nevers, ao,
o juiz natural, eu o legino viug*dor ?
O assassiri de Nevers esta vivo Quera
que toda a corte estivesso aqsi pira ouvir-
nse.
Pey rolle a sua va em bicas.
E urna vez que est vivo, continuou
Gonzaga, com mil dabos I baveraos de en
contral-o
Calloa te para olhar de fronte para o
que
trema ooroo varas ver-
seu facttum,
des.
__ ComprehendeB 1 dase Gonzaga.
__ Comprehendo que est a brincar com
o fogo, meu senhor.
_ Ahi tens a idea do Corcunda, prose-
guio o principe, *b.xando a voa de repen-
te : boa palavra Mas, porque teve, com
que direito quer ser mais esperto que nos ?
Have.ijos de esclarecer este ponto. Qaem
tem tanto espirito votado a urna morte
precoee.
Peyrolles levantou vivamente a cabeca.
Cessavam finalmente de lhe fallar em he-
breu. /
E' para esta noito? murmuroa elle.
Gonzaga e Peyrolles ebegavam arcada
central do canmieado, por onde se via a
longa fila de /bustos Iluminados e a esta-
tua do Deu1 Mississipi, em torno da qual
o repucho espadanava jorros d'agoa. Urna
mulher, em s?vero trajo de corte, envolvida
em um ampio domin negro e mascarada,
dirigi se para elle pe* outra extremida-
de do Ci.nn9ado.
Vinha pelo brajo de um velho do cabel-
los brancos.
No momento de pasaar a arcada, Gonza-
ga empurrou Peyrolles e obrigou-o a es-
conder-se na escuridao.
A mulher mascarada e o velho transpu-
zeram a arcada.
Reconbeccste-a ? perguntou Gonza-
ga.
NSo, responaeu o facttum.
Meu caro presidente, dizia naquello
momento a mulher mascarada, queira ter
a bondade de nao me kcompanbar mais
adiante.
__A Sra. princeza anda precisar dos
meus srseos esta nDte ? perguntou o ve-
lbo.
D'aqui a urna hora, encontrarme ha
neste lugar.
E' o presidenta de Lamoignon! mur-
murou Peyrolles.
O presulcnto cumprimentoa a senhora e
sumi se por urna ra literal.
Gonzaga disse :
~ A Sra. princeza parece que ainda
nao encontroa o que procurava. Nao a
DMcaraoa da vis'a.
A lanlher m.acar*dfl. que era etfectiva-
mento a princesa ds Gonzaga, pucLou o
capuz do domin pira o rosto e dirigio-se
para orepuemo.
A mullidlo entrava novamente em effer-
vesecnca Annunciavam a ebegada dore-
gente e do bou Sr. Litv, a segunda pes-
soa do Teino. Com o rei nlo ae contara
ainda.
hido no porto da HavreJaneiro 1863
Salvamento de dous grumetes, no mesmo
portoMesmo mez. Mesmo anno no
no matto alira Be agua por duas ve-
zes, para salvar dous pescadores do barco
de que era patrSo Dazembro de 1869
A's 8 horas da noite, salva duas enancas
em Dieppeuna de nove anoos e outra
de seis Janeiro de 1870Salvamento da
tripolacSo da barca Sund Maio de 1870
Salvamento da tripolayao da barca ingleza
Amiral-Lee Dezembro de 1872Salva-
mento da tripolacSo do koff hollandez Le
warden Margo de 1873-0 patrSo do
barco empregado no salvamento dos nu-
fragos salvalva 22 pessoas a bordo do bri-
gue inglez Lydia Julho de 1873Salva,
no porto, urna menina de 3 annos Abril
de 1874 Salva um marinheiro de 69 an-
nos em perigo, n'um escaler da pratica-
gem que ia garra Margo, Maio de
1875 Salva dous grumetes, no porto
Janeiro de 1876 Salva, perto de Osten-
de, 3 roarinhairas, cajo escaler era arres-
tado para o largo Dezembro de 1876
Salen, apezar do mo tempo, a tripolacSo
do barco Jeane Marte Janeiro de 1876
Salva a tripolacSo do brigue inglez Mary
Fevereiro de 1876 Leva soccorro
barca Augusta -Novembro, Dezembro de
1880 Salva urna enanca e urna mulher
cahidas ao mar Janeiro de 1881 Salva
a tripolacSo do patacho allemSo Frdric
Charles -Marco de 1881Salva a tripo-
lacSo da barca Surville.
Mas nm verdadeiro terra-nova !
murmurou a Sra. Franchard, ao ouvido de
sua filna... quero crer que elle nSo usa de
medalhas deoaixo da camisa de flanella...
Seas gracejos nSo eram sempre rouito
finos.
E em voz alta, disse com desembarago,
no momento em que o pescador acabava
de assignar o contrato, que garanta vate
mil francos de rendimento a Catharina:
Espero, meu amigo, que nao se ir
casar assim i
A ceremonia realisou-se dous dias de-
pois, na igreja da Trindade. Os que aa-
s8tiram a ella sorriram ae ao ver o ar
constraogido de Holgan, embarazado com
seu trage de noivo: quanto a Catharina,
Vossa Alteza nSo me fez a honra de
responder, insisti entretanto Peyrolles.
Aquelle Corcunda para esta noite ?
Mette-te rouito medo o Corcunda.
Se Vossa Altoza o ouvisse como
eu.. .
Falla de tmulos que ae abrem, de
pbantasmas, da justga Divina ? Conbego
tudo isao. Quero conversar com etse Cor-
cunda. NSo, nSo para esta noite. Esta
noite havemos de seguir o caminho que
elle nos indica. Ouve bem, s .procura
comprehender : Esta noite, se elle cun
prir a promessa que nos fez, e ha de cum-
prir, affiango, havemos nos de oumprir a
promessa que em nosso nome ,fez ao re-
gente. A esta fes*.a ha de vir um homem,
esse terrivel inimigo de toda a minha vi-
da, aquelle que te faz tremer como urna
mulher.
Lagardre I murmurou Peyrolles.
A esse, sob os lastres accesos; na
presenga desta multdSo j vagamente com-
movida, e que espera oSo sei que grande
drama antes do nm da noite, a esse ha-
vemos de arrancar a mascara e dizer :
Aqu est o assassino de Nevers !
Viste ? perguntou Navaiiles.
Palavra I parece a Sra. princeza,
responden Gironne.
S, nesta mutlidSo, disse Choisy,
sem cavalheiro, nem pagem.
Pr jcura alguem.
Com os niabos que bonita moga !
exclaroou Chaverny de repente, despertan-
do da sua melancola.
Onde ? aqu> lie- domin cor de rosa ?
E' Venus em peasoa, com certezo.
E' a menina de Ciermont, que anda
minha procura, disse Noci.
ToleirSo exclamou Chaverny. NSo
v* que a marecbala de Tess, que me
procura, euiquanto o a -u valente esposo
corre atrs do czar ?
Ciacoenti luizs em orno a meni-
na de Clermout.
Cem, em uoioo a mareob*la.
Vamos perguntar-lhe a mare-
chaia ou a tueuiua de Clnriuont.
Os dous loucos correrain o 'mesmo tem
po.
S entSo viram que a fomosa deseo
nheoida era seguida disUnoia por dous
sujeitos da vara o roeia, caminbando do
mo na ilharga e cob gi levantada
-- Safa I disseram ambos ao mesmo
tempo, uSo nem a menina de Chermont
nem a marecbala, urna aventura.
Todos os uuss)s jogadoras estavam reu-
nidos perto do repucho (Jma visita feita
a apparadores carregados do licSres e do
todos admirara n-lhe a linda toilette ae
faille de gros grain abrindo se sobre urna
saia de pregas de sstm, onde serpeavam
grinaldas de fljroade laranjeras. Na fron-
te trazia a cora de virgem e por cima
um veo de finissimas rendas.
JoSo flucta va n'um snnho e nSo havia
all, talvez, senSo dez pessoas que part
Ihassem daquella alegra: dez rapazea vi-
gorosos, de blusas zus, marinheiros de
Dieppe, convidados por Holgau e'entre
elles Fleuriot I
E o orgilo entiava o sonho de Holgan e
recordava-lhe nSo sei qife cangSo melanc-
lica e suave, que elle cantava outr'ora, com
os pescadores, quando seu barco i A cari-
dade arrastava a rede, perto da costa
E murmura va quasi-em voz alta, no re-
ligioso silencio da igreja : ,
E' demasiada felicidade, sim, dema-
siada e repentina. Ah I se os velhos es-
tivessem vivos... so os velhos estive3sem
vivos l
II
A Sra. Franchard era urna mulher bai-
xa, gorda e loura ; sempre irrequieta, es-
touvada, tagarella e incapaz de roflectir.
Junto del!a Catharina, como dissera o tabel-
liSo, tinha cres.ido livremente, entregue a
si propria, sem conselhos. NSo obstante,
as cartas anonymas eram calumniosas. Os
modos levianos, a belleza provocadora ti-
nham feito culumnial a. Havia-lbe faltado
ciroumspecgSo, mas nSo cahira. A diffe-
renga era, alias, pequea ; porque sua edu-
caglo merc de todos os ventos do ca-
pricho, formada por observagSes que logo
lhe desenvolveram a intelligancia, dando
lhe urna experiencia prematura, tinha-a tor-
nado inquieta, desviado do verdadeiro ca-
minho e arrastado para o desconhecido.
Esse facto menos raro do que se pon
sa, priooipalmente as mulheres.
As vinte e dous annos, muto intelligen-
te e tea lo consciencia de ser bella busca-
por toda a parte, a paz da alma e des
gues. De l nSo se via o mar; distinguase
apenas por cima dos telhados as pontas dos
mastros e as vergas dos navios ancorados
no porto. Era urna installacSo provisoria.
Foi all que passaram os primeiros annos
do casamento, que conheceram-se mais in-
timamente e que JoSo comegou a soffrer.
Elle nSo vivia senSo para ella, n'um exta-
se de todos os minutos.
Quando se soube qua JoSo Holgan es-
tava em Dieppe, com a mulher, afnairam
as- visitas; todo o Pollet transportou se pa-
ra a casa do arrabalde ; os amigo 3 do ma
rnheiro, informados pelos que tinham ido
assistir ao casamento, queriam admirar a
parisiense
Querem-te ver... todoB te estmam,
dizia Holgan.
Catharini acolheu o pedido com um sor-
riso de desprezo e nao o attendeu.
Vai continuar a frequehtar essa gen-
te ? perguntou ella.
Sao homens de bem, meus amigos,
pescadores como eu...
Ella uSo insi&tiu, mas JoSo comprehen-
deu e desde esse dia o porteiro teve ordem
de nSo os deixar entrar.
Catharina, vendo-Be rica, entregou-se a
um luxo exagerado. Procurou com ancia
oa prazares que, em urna cidade como
Dieppe, costuma trazer a estagao dos ba-
aos.
(Continua.)
VARIEDADES
va
cria da felicidade I Eatrevira a vida de-
masiado cedo.
Vendo correr intil a mocdade ou an-
tes nunca tendo-se sentido jovenlevan-
tara, no peito, um altar onde prestava cul-
tos aos loucos desejos de luxo, necessi
dado de amar, a vontade que tinha de bri-
lhar e de gozar a vida.
Embalada sempre polos sonhos mais fan-
tsticos e arrojados, .esquema se por vezes
da vulgaridade de urna existencia de bur-
guesa pobre. Teve o orgulho das duque-
zas ; sonhou com as glorias triumphaes do
palco e virgem de fronte serena, chegou a
aspirar um da a vida tempestuosa das
cocones. E JoSo Holgau eacontrou-a j
fatigada, sem coragam, transviada ; tendo,
por assim dizer, esperimentado tudo sem
nada conhecer ; precipitada do fastigio, de
sonhos insensatos para o viver prasai;o de
todos os dias bnde s encontraba decep-
fSes*
Estava com o coragSo gasto; a alma em-
botada.
Com certeza nSo se teria conservado
sempre pura, porque o amor proprio, que
a tinha preservado at entSo e livrado das
perseguigos de todos os qua lhe faziam a
eorte acabara por desapparecer com os
annoa e viria am dia de cansago e de de-
sanimo em que teria de baquear. O ca-
samento retardou Iba a queda.
Os primeiros dias foram cheios de en-
canto para Catharina, que vase senhora
de si o livre das crueis apprehensSes de
ama pobreza tupportada com impaciencia.
S urna nuvem veiu toldar o co azul
dessa felicidade. Quando Holgan falluu
em voltar para o Pollet, oppoz-lhe enrgi-
camente, mas teve de ceder ante ama re-
soluto invenoivel, com que n5o contava.
Era a primeira vez que recusava-lhe
qualquer cousa.
Foram morar em Dieppe, n'uma linla
casa, alegre e arejada, rodeada de re va,
de flores e arvoredos, no arrabalde de Ar-
pasteis Ibes tinha restituido o bom humor.
Oriol, o novo fidalgo, arda em desejos
de fazer alguma proeza para ganhar as
suas esporas.
Meus senbores, disse elle. nSo ser
antes a menina Nivelle T
Costumavam azer-lha a pirraga devan-
ea lhe responderem quando tallava de
Mlle. Nivelle. Naqaelles seis rnezes elle
tinha gasto com ella seguramente cincoenta
mil escudos.
Sem os gracejos de mo gosto com que
o amor esmaga os finan -.eiros apaixonados,
seriam ambos muto felzes neste mundo.
A formosa desconhecida pareca muito
atrapalhada no meio daquella multidSo. O
seu olhar interrogava todos os grupas. A
mascara era impotente para esconder o seu
embarago.
O* dous sujeitos caminhavam a par,
dez ou doze pasaos atraz della.
- E' andarmos mujto direito, frei Paa-
sepoil i
Cocardasse, mea nebro amigo, ande-
mos direito.
Ah I mea velho, deixemo-nos do gra-
cejos.
Aquelle maldito Corcunda tioba-lhes fal-
lado no nome da Lagardre.
Alguma cousa Ibes dizia que um olhar
severo paira va sobre elles. Estavam gra-
ves e tesos como na forma. Para poda-
ran circular no baile em cumprim^nto das
ordens do Circunda, tinham lo vestiros
gibo- novos e soltar ao mesmo tempo a
ta Francisca e Bsrrichon, seu neto.
Havia urna hora que a pobre Aurora,
perdida naqualla multidSo, procurava em
v&o o seu amigo Henrique. Passou pela
Sra. de Gonzaga e estove quasi a fallar-
Ihe, porque o alhar de todos aquellas loa
eos queimavam-n'a e o medo apoderava-ss
delU. Mas o que havia de dizer para ob-
ter a prote.-gSo de urna destas grandes fi-
dalgas, que nesta festa estavam em suas
cas. Aurora nSo se animou. Demais ti-
nha pressa de chegar rotonda de Diana,
qu>.i era s lugar do encontr.
Meus senhores, disse Chaverny vA-
tan o, nao nem a menina de Ciermont
neio a marecbala, dero Nivelle, nem nin-
guom qua conhegamos. E' urna belleza
mar ilhosa. Urna burgueza nSo tinha
aqu-illo ar de rainha ; urna provinciana
ainda quo dsse a alma ao diab>, nS> t-
uha aquella graga enoantadjra : urna da-
-,na la lVtenao sntia aquelle eucantador
euib.r go. Fago una praposta.
V-janos a tua propoata, marquiz.
E o erre-alo dos malucos estreilou se om
temo Blsmarck as suas trras
(ConclusSo)
Ns suas trras, Bismarck abandona o
pequeo uniforme de general de cavalla-
ria, e usa um caaaco paisana, muito com-
prido, e um largo chapeo de feltro, molle,
de copa baixa. E' um cbapelleiro de Bra-
me quem lhe fabrica estes chapeos extraor-
dinarios.
As trras de Varzin, de Schoenhausen,
de Friederichsruba e todas as outras, com-
municam telegrapbicamente com a chan-
cellara de Berlim. N'um debate no Rei-
chstag, observou-se qii9, de tres em tres
minutos, sahe da chancellara urna pega
diplomtica, e todas ellas sSo vistas por
Bismarck. Pode, portanto, dizer-sa que o
chancellar trabalha desda que se levanta
at que se doita. A' noite, sobretudo,
quando mais gosta de trabalbar; o seu es-
pirito est entSo menos distrahido e a sua
vontade mais senhora de si.
Bismarck levanta-se s 11 horas da ma-
nhS, al moga ao meio dia, janta s seta e
toma cha s dez, oom sua mulher, sua fi-
Iha, a condessa de Raotzau, sea genro, e
um ou dous secretarios. Raras vezes tero
convidados. Come sempre muito, e como
declama em pleno Raiohstag que a bebida
nacional dos allemes do norte o vinho
tinto de Franga, bebe vinho de Brdeos.
Tarabem faz uso do champagne, embora o
seu medico lh'o tenha prohibido. A' me-
sa d sempro livre curso sua verve mo-
tejadora e picante.
Ao por do sol passeia quasi sempre a
cavallo oa a p. Bismarck faz se guar-
dar oo mo o czar. as suas trras ina-
bordavel at mssmo para os embaixadores
das potencias. Muitos dalles tem deixadj
de ser recebidos palo solitario de Varzin.
Certo dia, um embaixador, depois de
longa audiencia, perguntou a Bismarck
como que elle se descartava dos importu-
nos.
Por um meio simplissimo, respondeu-
lhe o chanceller. Quando minha mulher
percebe que me estilo massando muito,
manJa-ma chamar por um criado.
Palavras nSo eram ditas, apparece um
criado a prevenir Bismarck de que a prin-
ceza desejava fallar-lhe. O embaixador,
vermelho como um pimentSo, esgaeirou-se
immediatamente, sem se atrever mesmo a
fazer as suas despedidas.
Quando qualquer personagem de Ber-
im ou algum gentil-homem das proximi-
dades consegue transpor o cordSo de po-
lica que cerca a residencia de Bismarck,
e 83 faz reconhecer por elles, o chanceller
v-o no parque, das janellas do sea gabi-
nete, e se o nSo quer recebar, desappare-
oe por urna porta secreta, indo dar om
longo passeio pelo campo. Procuram-'n'o
por toda a cas, e o visitante, depois de
se ter aborrecido a esperal-o, acaba por ir
jantar e deitar-se no hotel da villa.
O chanceller gosta de conversar com os
operarios e com os camponios sobre os as-
8umptos que mais podem interessar-lhes.
Conheoe na perfeigSo todas as cousas da
agricultura e faz valer admiravelmente as
suas trras. E' sobretudo, sybicultor, e
acclimou as suas florestas essencias do
Canad, que lhe dSo j muto dinheiro.
Bismarck costuma cagar as florestas,
onde ha grande numero de pequeos lagos
o javali, o veado, cabrito montez, le-
bres, coelhos, perdizes o gallinholas. Mas
caga irregulai mente, quando os guardas
doacobrem alguma bsa pista, e sobretudo
quando a sua phantasia lhe diz que deve
cagar.
O chanceller soffre harrivelmcnte de ne-
vralgias, quo o formam melanclico e in-
trata vel, e que o fazem ver borboletas ne-
gras volteando roda da sua gloria.
Queixa-se entSo da sua triste sorte, diz
que o seu poder s lhe tem valido des-
gostos e inimigos, que ninguem o ama,
porque nSo soube nuuca fazer ninguem
feliz. Esta3 lamentagSes sSo seguidas de
accesso de colera, que o transformara
n'um verdadeiro animal selvagem.
Um' dia, alguem da sua entourage pro-
curou aclmalo, dizendo-lhe que de-
via, ante de tudo, agradecer a Deus o ter-
lhe dado a gloria de fazer urna grande na-
ga o.
Pois sim, respondeu Bismarck. Mas
quantis deegragaa, para conseguir isso!
| Foram necessarias tres grandes guerras e
200,000 homens cabidos nos campos de
m
i
vC
batalha! Quantos pas, mais, esposas, ir-
mSs, irmSos e filhos nao tenbo eu feito
chorar I Hei da ajustar todas essas contas
com Deus, mas emquanto o nSo fago, nao
tenho consolagSo alguma na minha vida ;
s vivo de cuidados, de pozares, de dores.
Urna vez acalmada a colera e extinctas
as nevralgias, Bismarck regala-se com um
bom troast beef ingleza, bebe urna gar-
rafa de champagne, apanha o ar vivinca-
cador da Pomerania ou do Laneubourg, e
torna-se de novo o homem de Estado ac*
tivissiino, que nao pensa, nSo trabalha e
nS vive senSo para a unidade da Allema-
nha
Ella procura alguem, nSo verde
de 7 disse elle.
Pode-se aflirmar, respondeu Noce.
Sem avangar muito, accriscentou Na-
vaiiles.
E todos os outros :
Sim, sim, procura alguem.
Pois bem meus senhores, proseguio
Chaverny, esse alguem um feliz patife
De accordo I mas isso nao ama
proposta.
Proponho, pois, que a bella menina
nao encontr quem procara.
Bravo I exclamaram todos.
Mas, disse Navaiiles, qual de nos ha
de ella encontrar ?
Eu Eu i Eu exclamaram todos.
Chaverny reolamou silencio com um
gesto.
Meus senhores, disse elle, estes de-
bates sSo prematuros. Depois de termos
conquistado a dama aos sens guardas, a
sorte desigoar aquelle que ter a honra
de lhe fazer companhia.
Conselho tSo prudente deveria ter a ap-
provagSo geral.
Ao assalto, po8, exclamoa Navaii-
les.
Um instante, meus senhores, disse
Chaverny, reclamo a honra de dirigir a ex-
pedigSo.
Concedido.
A questSo, proseguio elle, nSo fa-
zer barulho. O jardim est cheio de guar-
das ffancpzes. preciso usar de um es-
tratagema. NSo descobrem algum domin
cor de rosa no horizonte ?
Nivelle tem um, disse Oriol.
Quero um domin conhecido.
__fur aqui, Mlle, Ddsbois 1 exclamou
Navaiiles.
Por all, Gidalise 1 disse Taran ae.
Basta um. Escolho Cidalise, que
quasi do mesmo corpp que a nossa meni-
na. Tragam Cidalise !
Amor, disse-lhe o marques quando
ella chegou, Oriol, que fidalgo agora,
promoUe-te cem pistolas, se nos serviros
bem. Trata-se de extraviar dous cSes de
fila que estSo all, e i tu que os vais dis-
trabir.
E vamo-nos divertir um nouco ? per-
guntou Cidalisa I
Muito, respondeu Chaverny.
VI
A nm do HIsalMlpl
Oriol nao protastou oontra a promessa de
coro pistolas, parque, tinham dito que era
fidalgo.

A mulher
A' JOS MABIANKO CAENEIHO LEAO
A mulher esseucia divina,
Quadro santo que o co nos legou,
E' estrella que, brilha no mundo,
Valle mais que os versos de Hugo.
A mulher a voz do poeta,
Transformando-lhe a vida em prazer;
E' o sol que oo Jeito mormura :
E' a loa, do mar ao nascer.
A mulher o bymno da vida,
Como a vida feliz IluaSo ;
E' da aurora o sorriso ideal,
E' Dalila vencendo SanaSo.
A mulher a densa terrestre,
Colibr visitando ama flor;
E' aroma de lindas grinaldas,
E' do mundo o mais bello primor*
Recife6-86.
N. C.
Cidalise s quera chagas e oorcundas, a
boa rapariga.
Disse :
Desde que vamos rir am pouco, es-
tou s ordens.
NSo se levon muito tempo a dizer-ae-Iho
o que tinha a fazer.
Um instante depois esgu eir va-se de gru-
po em grupo, dirigiodo-se para o sea pos-
to, que era entre os dous mostrea d'ar-
mas e Aurora.
Ao mesmo tempo, ama escolta destaca-
da pnlo general Chaverny ataiava contra
Cocardasse Jnior e frei Passepoil; ama
outra escolta manobrava para cortar Au-
rora.
Cocardasse foi o primeiro'a receber um
encontrSo. Soltou urna praga e pegou na
espada ; mas Passepoil diase-lhe ao eavi-
do:
Andemos direito 1
Cocardasse roeu o freio
Um franco empurrSo iez estremecer
Passepoil.
Andemos direito disae-lhe Cocar-
dasse, que Ibe vio os olhos brilharem.
Assiuj, os rudes penitentes atacavam-
e da Trappe e separavam-se com o es-
toico :
(IrmSo, preciso morrer.)
Com os diabos I andemos direito 1
Um pozado t cao cabio sobre o peito do p
do gascSo, emquanto que o normando es-
tribuchava segunda vez, porque lhe ti-
nham collocado urna bainha de espada en-
tre as pernos.
Audemos direito t
Mas as orelhas dos nossos dous bravos
estavam vermelhas como sangue.
Mau velho, murmurou Cocardasse,
na quarta offenaa e olhando compaasiva-
mente para Passepoil, crcio que me vou
zangar, com mil bombas.
Passepoil bufa va como urna phoca : nSo
respondeu : mas quando Taranne voltou
carga, aquelle financeiro imprudente rece-
beu urna colossal bofetada.
Cocardasse soltou um suspiro, de allivio
profundo. NSo tinha sido ello que come-
gara, com o mesmo socco fez Gironne
e o nocente Oriol rolarem por trra.
Fez se urna grande balburdia. Foi ape-
nas um instante; masa segunda escolta
dirigida por Chaverny em pessoa, tiuha ti-
do tempo de cercar e de afastar Aurora.
(CoiUinaar-H-ha\
t
i


-


'
4
..
fe
Trp. do Diario ra Duque de Caiias a. 42. <


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