Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19708

Full Text
ANNO LXV
OMNGO 7 M FEVEREffiO M 1892
NUMERO SO
)
DIARIO DE PERNAMBUCO
PROPRIEDADE DE MANOEL FIGEIROA DE FARIA & FILHOS
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE SE PAGA PORTE
Por tres mezes adiantados.
Per tres ditos vencidos. .
Por um anno a iiantado .
dem idem vencido.
61000
7#000
24&000
281000
SAO NOSSOS AGENTES EXCLUSIVOS DE PUBLICAQOES NA FRAN-
QA E INGLATERRA
Os Srs mede, Prince & C, residentes em Pars34 ru de
Provence.
PARA OS LOGARES ONDE SE PAGA PORTE
Por seis mezes adiantados.
Por seis ditos vencidos.
Por um anno adiantado.
dem idem vencido. .
13500
5&500
27&000
31&000
TELEGRAMAS
srs::;; ?as:i:::: so iabio
NATAL, G de Fevereiro, s 2 horas
da tarde.
A chapa republicana conta nove mil ro-
tos, faltando varios collegios do alto ser-
t3o.
Reina completa trauqollidade.
RIO DE JANEIRO, 6 de Fevereiro, s
3 horas e 50 minutos da tarde.
Foi considerado em dispenibilidade o
desembargador Caldas Barreto da eztincta
Relacjto do Recife.
Foi nomeado director geral das ren-
das publicas o Dr. Ewsrton de Almeida.
Foi nomeado director geral de con-
tabilidade o Dr. Cunta Valle.
Foi nomeado contador da seceao da
contabilidade do Thesouro Nacional Jos
da Silva Portiio.
Foi nomeado conferente da Alfan-
dega da? Alagas, Julio Ramalbo.
Foi nomeado 1. escripturario da
Thesouraria de Fazenda das Alagos, Aza-
ras Netto.
Foi nomeado 2. escripturario da
mesma Thesouraria, Angelo Montes.
Foram reintegrados o Dr. JoSo de
Oliveira na cadeira de francez, e o arce-
diagc Dr. Luiz Francisco de Araujo na
de latim de Curso Annezo Faculdade de
Direito do Recife.
PARTE OFFICIAl
GoTerno do Estado de f*er-
HilUtutCO
EM ADDITAMEXTO AOS DESPACHOS DO GO-
VERNO DO ESTADO DO DA 3 DE f EVE-
REIBO DE 1592.
Anioaio Carneiro da Caoba, pedindo para
transferir o dominio til do terreno de Mariana
n. 63 no largo do* CoelbosA' Intendencia Mu-
nicipal do Itecife Dar attender nos termos da
sua informacio n. 33 e de 30 de Janeiro ultimo.
Francisco Manoel da Fonseca Rosa, pedindo
entredi de documentos.Entregueai-ae os do-
cumeatos mediante recibo.
DESPACHOS DO DA 4 DE FEVERKIRO
DE 1892
Abdiso tsaignedos nabitantes na Colonia San-
ta Isabel, ptd n Jo a creacSo de urna cadeira do
sexo feminioo.Informe o inspector geral da
Ins'.ruccao Publica.
Ambrosina de Paula Peno?, pedindo para ser
admitudo um rilbo no Gymnasio Pernambucano.
Nesia data expedimos ordem para a admiasio
do menor, quando houver vaga.
Alelina da Cuaba Cabral, pedindo para ser
nomeada professora.Aguarde a reorganisaco
do ensino.
Antonia Cbrislioa da Cosa Cardoso alumna da
Escola Normal, pedindo para ser submettida a
exame da 3.* cadeira do i. anno.Remedido
ao director da Escola Normal para attender a
peticionaria a vista de sua informacao de bon
tem daiada.
Eivsio Ferreira Mutins Ribeiro, alrmno da
Escola Normal, pedindo para prestar exames
das materias da 3.* cadeira do 1. aono da re
ferida escola.Remetlido ao director da Escola
Norial pira attender ao pelicionario vista de
eoa informaglj de nontem datada.
Fielden Broihprs. pediaao pagamento da quan-
lia (ie 14:812ij do gaz consumido na illumi-
naco publica durante o mez de Novembro.
Deferido nos termos do ofli;io nesta data din-
giQO ao Tnesojro do Estado.
Os meamos pedindo pagamento da quanlia de
14 9325100 da iominac&o publica durante o
mez de Outubro.Deferido no3 termos do oficio
resta data dirigido ao Tbesouro do Estado.
Jovioo Frederico de Figneiredo Santiago, pe
dindo para transferir o terreno de marinba o. 112
da casa n. II" ta ra ta Palma.A' Intendencia
Municipal do Recife para attender nos termos de
aua informago n. 3!" de 29 de Jaceiro ultimo.
Dr. Jcio Jeronymo Poo'ual Rangel, encarrega-
do do eervlp medico policisl, pedindo paga-
mento dos vencimen'.os a que se julga com direi-
to.Informe o inspector do Tnescuro do Es-
tado.
Julio Bezerra da S:lva, ex tenente da brigada
policial, pedindo indemnisacao dos emolumentos
que pagou de seu titulo.Indeferido, visto ter
prestado juramento e entrado em exercicio.
Luiza de Azavedo Villarouco, alumna do se-
gundo anno da Escola Normal, pedindo para ser
suometuda a exame das materias que lbe faltam
para completar o curso do referido anno.Re-
mettido ao director da Escola Normal para atten-
der a peticionaria vista de sua informacao de
hoctem datada.
Matbilde de Azevedo Villarouco. alumsa do 2*
anno da Escoia Normal, pedindo para prestar
exame das materias que lbe faltam para comple-
tar o curso do referido anno.Remettido ao di
rector da Escola Normal para attender peticio
nana, vista de sua informacao de nontem da-
tada.
Manoel Clementino Correia de Mello, pedindo.
para contractar a cobraos* da3 barreiras que
daixaram de ser arrematadas, como abate de 10
per cento.Informe o inspector do Tbesouro do
Estado.
Rosa Mara de R zende, pedindo para retirar
um !:ao da Colonia Santa Isabel.Remettido ao
director da Coiocia Isabel para attender peti
clonara, quando o alumno completar a idade
presenpa pelo regulaaento em vigor, de accor-
do com sua informacSo de Io do correte.
Bacbare! Ildefonso do Reg Barros, juiz muni
oipal do termo de Bonito, pedindo certidao de
seu titao de recondurcao.De" se.
.fcTbeodoro Didimo Correia de Abren, capitao
da guarda nacional do municipio de Bom-Con-
seibo, pedindo para ser addido a um dos buta-
lbes do municipio de Pau d'Albo.Informe o
comojandante superior da Guarda Naciona] do
municipio de Pan d'Atbo.
Frei Paulino da Soledade, guardeao do con-
vento de Santo Antonio, pedindo pagamento da
auaotia de 30*000 mil fis do aluguel da parte
do convento oceupada pela guarda localDefe-
rido ae conformidade com c ffido nesta data
dirigido ao inspector da l.-ssouraxa da Fa-
8*Victte Besen* Cmlcaa' 3X capltlo to bri-
gada policial, pedindo pagamento dos veoci-
mentos a que se julga com direito.Indeferido.
Abaixo aesignados de babitante do bairro do
Recife, reclamando contra o augmeiito do prego
do kerosene.Nao na o que providenciar, a vis-
ta da informacao da Intendencia.
Abaixo a3signados de importado es de kero-
sene, recorrendo do despacho exaudo na peti-
cao dirigida Intendencia Municipal em que pe-
dan: a revogaco da postura de 14 de Novem-
bro na parte relativa remocio dos depsitos
de kerosene.Em vista da informacao da In-
tendencia, negamos provimento ao recurso.
Ambrosina Amelia Cabral de Arroda, profes-
sora publica, pedindo 3 mezes de licenca .Con-
cedemos com ordenado na forma da le.
Alfredo Pessoa, ex alferes quartel-mestre da
guarda local, pedindo indemnisacao 'los emolu-
mentos que pagou de seu Ululo.Daferido com
oficio desta data ao Thesouro do Es'.ado.
Companbia Industrial Assucareira, concessio-
naria da Usina Beltrao, pedindo o n augmento
do auxilio prestado pelo Estado de "cerdo com
a le n 23 do anuo passado, na im .t rtancia de
20 000/030.Informe o inspector do Tbesouro
do .Estado.
A mesma, pedindo entrega do emprestimo de
accordo com a lei n. 25 de 9 de Dezembro de
1891 e art. 2 do Decreto de 13 de Junbo do
do mesmo anno.-Informe o inspector do The
scuro do Estado.
Genuino Dias Vieira da Gama, pi-dindo para
serem admittidos 3 rllnos na Colonia Santa Isa
be!.Informe o direclor da Colonia S;.nta Isabel.
Jos Joaquim Pereira dos Santos Jnior, pedin
do para ser submettido a exame de machinas.
Remettido ao Sr. capi'So do porto pan attender.
Joao Lonrengo de Goes e Vasconcelos, ex-al-
feres da brigada policial, pedindo iniemnisacao
dos emolumentos que pageu de seu titulo.In-
forme o commandante da brigada policial.
Joao Baptiza Gomes Penna, ped ido entrega
de documentos. Sim, mediante reciloo.
Jos Candido Alves da Costa, ex-alferes da
brigada policial, pedindo pagamento do3 venci-
mentos a que se julga com direito.Quanto ao
sold de praca da guarda local dirija se ao tenen-
te quartel mestre do respectivo corpo, que est
habilitado a satisfazel-o ; quanto aos''encmenlos
de alferes do extincto 2." corpo da brigada poli-
cial, tica deferido com o oficio desta data ao in-
spector do Thesouro do Estado.
Joaqc'm Francisco Diniz Jnior, collector das
endas do municipio de Rio Formoiio, pedindo
prorogagao da licenca em cojo goso se acha.
Passe portara na forma requerida.
Leobaldo Joaquim Serpa, pedindo para ser sub-
mettido a exame de machinas.Remettido ao Sr.
capitao do porto para attender.
Luiza Francisca de Jess, pedindo oara retirar
um filbo da Colonia Santa Isabel.Informe o di-
rector ta Colonia Santa Isabel
Martinho Jos de Jess, recorrendo do despa-
cho exarado pela Intendencia Municipal de Olin-
da, em sua petico acerca de aforamentos de
terrenos de marinha.Informe a Intendencia
Municipal de Olinda.
Mariaona Cavalcante de A!buque-que Costa,
profossora publica, pedindo 3 mezes de licenca
Remettido junta metica do Estado a qoem a
peticionaria se apiesentar para se inspeccio-
nada.
Severjno Misael de Lima Botelho, pedindo para
submetter-se a exame de macbinista de 3.' clas-
se.Remettido ao capitao do porto para atten
der.
Secretaria do-.Eatadft- de Pernambuco,
sm 6 de Fevereiro de 1892.
'O porteiro,
Jlemeterio M. da Silva.
QuesturA policial
Secslo 2.* N. 31 Secrotaria da
Questura Policial do Estado de Pernam-
buco, 6 de Fevereiro de 1892.
Cidadaos. Participo-vos qi.e foram
hontem recolbidos Casa de DetencSo os
segnintes individuos :
A' minha ordem, Genuino Pedro dos Santos,
alienado, com destino ao Asylo da Tauari-
neira.
A' ordem do subdelegado do 1." districto da
G.-aga, Ursd.no Flix Manoel di Costa, como
vagabundo e desordeiro.
Commuoica o delegado da Victoria, que no
dia 1 do correntc, por volta de 7 horas da noi-
te, tendo o individuo de nome Domicgos Capis-
trano Nogueira espaocado e ferido gravemente
com um tacto a Claudino Gomes da Silva-, foi
por este assassinado.
O deliuqueote apresaclon-se vnluntariamente
priso e contra elle procede se na forma da
le.
No dia 1." to correte, as 6 boras da tar-
de, ca comarca de Garanbus, um individuo co-
ndecido por Antonio Velbo assassinou brbara-
mente a tasadas a Antonio Frreira le Moraes.
Contra o delnqueme, que evadise, abrio-se
o competente injuerito.
Entrare m em exercicio as sega, ates auto-
ridades policiaes :
Antonio Pinto Teixeira, subdelgalo do dis-
tricto te Paimeira de Canbctiano, na qualidade
de i supp'.eate.
Mancel Martim de Oliveira, delegado de S. Be-
nedicto, na qualidade de 1." supplente.
Bellarmino Caadido da Silva, subdt legado do
districto de S. Jos de Gaipi, da comarca da
Escada.
Juveatino Moreira de Souza, subdelegado de
i. districto da Escada, na qualidade de 1."
supplente.
Francisco Queiroz Filbo, delegado de Gara-
nbuns, na qualidade de 1." supplente.
A' Junta Govemativa do Estado de Per-
nambuco, 6 de Fevereiro de 1892.
Oquestor, Joaquin Taares de Mello
Barretto.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Retrospecto poltico do anno
de lftfll
ni
POUTICA PABTICOLAE
(Coniin*a$ao)
UESPANHA
Um acnoteciment ia | ertarbando as relase
ja algum tanto tensas entre a'.Uespanba e Porto-
gal.
O Imparcial de M'drirl, de 3 de Agosto, r>u-
blicou urna not.ca refercn'e a aggreisSo que os
emigra los pcrlugaer^s r sitenles em Madrid
prepararam ae Sr. ecmaBiefrn Etayi;dio Navar-
ro, noaso ministro em Varis, por occa: lo d. pas-
aagem des.e diplmala p.r aquella cidade
Este plano, porm, gorou ; mas as -aas coose-
quencias como era de prever, nae se Qzeram es-
perar muito, ecxi veremos.
Eis o que relata o Imparta!:
NaeaUgSo das delicias dme noc'.?mde
tirde um acontecimento, que cbamou extraor-
dinariamente a attencao de grande numero de
pessoas que vinham no] comboio expresso cor-
reio> de Lisboa, e das que aguardavam a ebe
gada do comboio.
Pouco antes deste chegar estacao, entra-
ram na 8 ou 10 portuguezes dos emigra-
dos por causa dos ltimos acontecimentos do
Porto, e que residem nesta corte.
< Todos el les empunhavam grossas bengalas-
Este grupo cbamou a atenco da polica
cujo inspector, o Sr. Sancheg, procurou saber o
Em que levara os portuguezes estaco.
Em breve soube, porm, que aguardavam a
chegada do Sr. Emydio Navarro actual embai-
xador do reino visinbo, em Franja, e ex-minis-
tro das obras publicas o qual contribuio para
que os citados portuguezes fossem desterrados e
os conbateu muito no seu peridico As No\i
dades.
Quando o comboio entrou na gare, os portu-
guezes acercaram-se das carruagens de Inxo, e
ao verem descer de urna dellas um cavalheiro
portuguez, em companhia de duas senhoras, di-
rigiram-se para elle de bengalas levantadas.!
As senhoras gritaram, pedindo auxilio, o
aggredido recusoo um pouco, e os demais pas-
sageiros lizeram coro com as senhoras.
O inspector, Dr. Adolpho Snchez, 'om dous
agentes de vigilancia e os guardas de seguran-
za 773 e 775, correm, pressuroso a impedir que
os irados portuguezes levassem a efieito os seus
propsitos, detendo-os a todos e apprehendea-
do-Ibes as bengalas.
O cavalheiro aggredido que se julga ser o
Sr. Emygdio Navarro, seguio para Franca pela
linba de circumvolaco, sem entrar em Madrid.
Os detidos sao : Lniz Ferreira da Silva, Car-
los Augusto Vergueiro, Carlos Alberto Pires
Ferraz, Alvaro Gustavo, Augusto Marques, An-
tonio da Silva, Leonardo Manoel Furtado, Jos
Amorim Mendonca e Carlos Infante da Cmara,
os quaes foram postos disposicSo do julgado
municipal *.
O governador civil chamou os emigrados por-
tuguezes que residem em Madrid, ordenando-
Ibes que abandonaesem no da 6 o territorio bes-
panbol.
Constestando-lbe os emigrados que nao tinbam
recursos, foi-lhes respondido que, se nao par-
tieseis voluntariamente, seriam postos pelo
guarda civil na fronteira franceza. Os emigra-
do resolveram deixarem-se prender
O El Liberal, censurando a ordem de ex-
pulso do territorio de Hespanha aos emigrados
portuguezes, indicou ao governo lhes fomecease
meios para se transportaren!, caso permaneces
sem as ordens de expulso. O governo resolveu
pagar cesas despezas.
Os emigrados portuguezes, que tentaram
aggrtdir o Sr. Navarro, partiram para Fran-
ja, em 8 do mesmo mez, no comboio da noite,
por decisSo do governo em virtuda de reclama-
cao do Conde de Casal Ribeiro. O governo bes-
panhel pagou Ibes a pa3sagem no caminbo de
ferro.
A guarda civil acempanbou-os at a fron-
teira.
O ministro dos estrangeiros parti para
San Sebastian, ende fui dar [conta ralnba. de
importantes questOes, que dizem respeilo a Por-
tugal.
Dos emigrados portuguezes expulsos de
Hespanha, uns partiram para Franja, e outros
para Vigo, d'onde embarcaran! para o Brazil.
Um processo curioso e interessante chamou as
attenjes geraes.
A Daqueza de Castre UiLriquez foi acensada de
tentar assassinar urna menor.
Dispondo do longo prestigio julgou ella que
coasegeiria abafar o caso, mas tal nao succe-
deu.
At mesmo o juiz de in3trucgao do processo
da Duqueza recusou mandal-a soltar debaixo
de nanea, como linba requerido o advogado da
Dnqueza. Essa 3cou proan iamente impresio
nadi quando lhe commccicaram a recusa do
juiz.
O facto porm servio de pretexto p.ra ata-
ques reolprocos no parlamento, sendo interes-
santes os debates parlamentares motivados por
por esse negocio que teve ecbo na Cmara, on-
de oradores dos mais distinctos se esto oceu-
pando da ictervenco da imprensa nos proces-
aos judiciaes, e da influencia que d'abi resulta
para a liberdade do poder judicial.
O Sr. Romero Robledo fez a esse respeito um
discurso vibrante, quo apaixonou vivamente a
Cmara e as gateras completamente a pinna i? s
d espectadores, e que por vezes intervieram no
debate com manifestacOs.
A Romero Robledo responden o ministro da
justica.
Romero Robledo, comervador, atirou-se jus
tija e a autoridades, tizendo que o processo se
devt a machiaac^es da familia, que quer fazer
pas-a a Duqueza por douda.
Os jornaes conservadores que, como os libe-
raes se tinnam empenaado no descobrimento
do eme, ueram urna rerravolta i voi do chefe,
e qu si sbamam agora urna santa a autora do
crim E pjra levaatar o presagio doaugusto
tribur-.l.
O dcpuUdo republicano Moya pronunciou um
discurso respondendo queile, e defender do a
coaduuta da imprensa .espaubola, que nao ebega
as demasiaB d? imp.-ensa estrangeira.
Descobrio-s- qae a attitude de Romero R o j. -
de obedece ao intuito de por
ele com a maioria.
Os representantes da imprensa deram um
banquete em honra de Moya.
O despacho do juiz, indeferindo o reque-
rimento da Duqueza de Castro Heuriquez, para
se lbe conceder a liberdade debaixo de Ban-
ca, refere o estado em que se encontra o pro-
cesso e o informe dos mdicos forenees, espe-
cificando as feridas da crianca algumas das
quaes at poderiam causar-lbe a morte por com-
pcacOes diversas que poderiam sobrevir. Fin-
dando-se nestas circumstancias, o juiz restabele"
ceu a presumpc&o de que o crime da Duqueza
anda pode ser classiticado de assassinato frus-
trado.

Os povos latinos sao fatal e inobstavelmen-
te propensos orientajao, lula.
A Franca, Portugal, o Brasil, a Hespanha, ele,
sao tbeatro de constantes fados que, alterando
a moralidade da vida determinara urna, embora
momentnea agitagao.
Em Barcelona, na tarde de 2 de Agosto cerca
de 6 horas, um grupo de uns vinte populares
apresentou-3e sbitamente porta do quartei do
Bom Succeseo ende est aquarte'ado o regimen-
t de cacadores de Meridas, e, com trabucos e
espingardas, fez urna descarga contra o corpo
da guarda, cabindo feridos dous soldados.
O ofScial da guarda, com as restantes pracas,
responden ao fogo, e os populares tiveram que
retirar, nao sem deixar cabidos quatro feridos-
Ap3 elles sahiram logo forjas, e zeram-se
16 priedes.
Os presos reconbeceu-se serem todos de ra
de Barcelona.
A cidade foi immediatamente posta como em
estado de sitio, sendo as principaes ras uceu-
padas militarmente; mas nao bouve mais ne
nbum acontecimento, e a tentativa produzio ge
ral estupefacto.
Contra os presos foi instaurado processo sum
mario em conseibo de guerra.
Acerca deste acontecimento, propalaram-se
diversas versOes, cuja exactidao careceu de ve-
rifleajo completa.
Em geral conslderou-se como cburda a aflir
majao de que esta revolta obedece a um plaao
de bolsistas.
Diz-se que um dos presos declarou que
os individuos que formavam o grupo aggressor
se propunbam apoderar-se do quartel em cum-
primento de ordens superiores, e aiada se ac-
cresceatou que conesson os nomes das pessoas
que o acompanbavam, e que appellaram para a
fuga quando se convencern] de que a emprtza
se mallograra.
CBegoc se me.-mo a affJrmar que Roiz Zorrilla
escreveu a um de seus amigos residentes em
Barcelonaincumbindose com muito empenbo
de fazer constar que o partido que dirige era
completamente albeio ac golpe de mo que elle
sabia preparar se.
Chega-se at a affirmar que as-autoridades
mili ares e civis haviam recebido aviso de que
as povoajCes prximas iam levantarse grupos
armados que avanjavam para Barcelona eob o
commando de um chefe carlista, e nao falta
quem assegure que, tendo o commandante da
guarda municipal indicios de que se tramava
alguma cousa, a participou ao alcaide, que por
sua vez o Ievou ao conaecimento do governador
civi'.
Na opinio de muita gente o acontecimento de
Barcelona foi um facto isolado, sem ramificajao
de nenbuma especie.
No entano, encontraram-se multas pessoas a
declarar, embora nao se provasse que os ata-
cantes do quartrl hoave?sem soltado vivas a re-
publica, que o movimento foi republicano, ain
da que nao inspirado pelo Sr. Zorrilla.
O governo ficou preoecupado com a tentativa
de revolujao, em Barcelona.
Oa ministros reallsam frequenle conferen-
cias, am de adquirirem informajOes e darem
ordens.
Assermrou-se que a conspirsjao se mallogrou
totalmente.
O Sr Cnovas foi a San Sebastian, afim de ex-
plicar regente os fados de Barcelona.
Nada porem se pode ao certo descobrira cerca
das ramieajOes da sedijao em Barcelona.
O conseibo de guerra iustrnio o processo.
COXGRESSO WCIOWL
maior evidencia quaes foram os motivos
que agitaram a alma dessea mos cida-
dSos, levando-oa a praticar um crime cuja
gravidade quero crer q'ie n2o compre
hendem ; porque, Sr. presidente, V. Exc.
sabe que a perveraSo de coragSo anda
quaai sempre a par com a mesquinbez de
intelligencia.
Todos ot bona brazileiros sabem de cor
os nomes dos autores e dos co-autorea do
attentado de 3 de Novembro ; ningaem
ignora onde se acham elles no momento
presente.
Compre que se saiba qual a attitude de
insigne distacatez que assumiram, reos
impenitentes pretendendo erigirse em
JU1B68.
Pernambucano, conheco tambem, Sr.
presidente, a m&rcha qne os acontecimen-
tos politicos teem seguido naquella trra
de hroes tantas vezes regada pelo sangue
dos martyres.
Horas de grata meditaSo teem aabido
accordar em minha alma de pernambucano
os melbores sentimentos de justo orgulho,
de subido reconbecimento e de granda
admiracSo pelos feitos em bem da Repu
blica praticados naquelle abengoado torrSo.
Sei tambem, Sr. presidente, quanta vez
a srdida politicagem procurou retardar o
advento das instituicSee, porque se bate-
ram os bona republicanos desde 1817 at
1889.
Longe de minha cara patria, acompa-
nbei todava os successes que nella tive-
ram logar por occaaiSo das questSes reli-
giosa, abolicionista e republicana.
Estou habilitado a deamacarar a quem
quer que ouse prevalecersse da inexcedi-
vel generosidad dos brazileiros, para
apresentar se hipcritamente como vic
tima.
Vivem ainda, e nem estilo tSo longe
daqui actorea de muita scena de violencia
e de srdida cobiya que all se deram ;
nSo queiram esses taes fazer crer que s2o
dignos de estima publica.
Vejamos agora, Sr. presidente, o as-
sumpt do requerimento que se discute.
Sabe se que, em virtude dos aconteci-
mentos de 23 nesta capital, foram apela-
dos do governo, em Pernambuco, os man-
datarios da poltica lucenista.
Nessa justissima reivindicacSo deu-se
um conflicto de que resultaram mortes e
ferimentoa.
Como Be travou a luta, quem a provocou,
quem a Ievou para o terreno da aggressao
material ? Quaes os detalhes, quaes os
incidentes pelos quaes se possa apurar a
respoosabilidade de cada um dos que fi-
guraram nessa luta ?
O proprio a ater do requerimento S quem
confessa que a everdade ainda nao se
sabe>. E apezar disso, Sr. presidente,
elle quem se entrega, como vimos, as ex
panaSes de colera lacrimosa, aecusando o
governo federal como o culpado de taes
8Uccessos.
DISCURSO PRONUNCIADO NA
SESSO DE 24 DE DEZEMBRO
O Sr. Barbosa Lima.Sr. presi-
dente, nao tinha tormado a delibsracSo de
envolverme neste debate, era mesmo in-
tuito meu evital-o tanto quanto de mim
dependeise contribuindo por essa irma
para que se nao ateasse o facho das pai-
x5ea peasoaes aqui neste recinto, onde
aasu.nptos tSo momentosos reclamam toda
a nossa aolicitude.
E' que o noaso dever, Sr. presidente,
agora mais que nunca parece-me que nos
imp*e o dedicar-nos patritica e meditada-
mente a reconatrucs&o deste grandioso
edificio qne encontramos carcomido, quaai
a desmoronar se, abalado pelo nefasto re-
gimen que terminou a 23 de Novembro.
Vejo, entretanto, Sr. presidente, com
pasmo, com indignacSu que Bao exacta-
mente aquelles que todo o mondo aponta,
que todo o mundo coohece, como outros
tantos auxilia rea immediatos do Bario de
Locena, oa que ouaam provocar a discos-
Itio soort < attentadoi de ouja reFD'int*-
bilidade .aum eacandaloaa oateotsoto.
A consc tocia pobca conhe-^e com a
Deixemos de parte a irrisoria pretendo
daquelles qne tao depresas julgaram caber
na armadura inamolgavel, julgaram poder
vestir a toga candida de juizes impollutos
para laogarem urna aecusago de desres-
peito a Constituigao, de falta de patriotis-
mo contra os autores da mais gloriosa rei-
vindicado de nossas liberdades.
Manda a lgica, Sr. presidente, mas cao
a lgica especiosa da gymnastica de voca
bulos, encadeiados em syllogismos areos,
mas a lgica positiva que consulta todos
o elementos que se integram para consti-
tuir um juizo s3o, real, humano, que bus-
quemos julgar aquelle acontecimento com
os dados que nos iornece eloqueotes & vida
publica dos cidadSos que nos figuravam.
Nao direi nomes, nSo m'o permitte a
respeitabilidade do recinto, ende tenho a
honra de ver-me rodeado de to Ilustre-
auditorio.
Quem era cada um dos cidadSos que
em campos oppostos se encontraran! em
Pernambuco naquelle conflicto ?
Todos o sabem : de um lado, Sr. presi-
dente, os fiis mandatarios de um ridiculo
e prepotente barao, cercado de todo o
apparelbo que caracterisa os governos qoe
ae nSo apoiam no consenso das opinies e
dos sentimentos populares ; do outro, os
perseguidos amigos de urna repblica que
aquelles nSo comprebendiam, nem podiam
praticar, por ser esta um rgimen de mo-
ralidade, de justica, de fraternidade.
O poder tinha sido tomado de assalto
pelos apaniguados do celebre compadre
que eram, nem mais nem menos, em re-
gra os antigos cndatenos de um Orlans.
NSo admira que tSo soffregos applaudis-
aem gostosos o golpe de Estado.
Que poda ser a repercussSo da reven
dicta de 23 senSo o esforjo dos que nSo
acceitaram o attentado de 3 de Novembro
para sacrificar Pernambuco ?
Que poderSo fazer aquelles que hoje,
de posse do poder, tSo bem representam
os bros pernambucanos, sinao promover
a livre organismo do estado ?
Um dos honrados deputados que se oc
cuparam hontem deste assumpto dis3e que
nSo se trata a o futuro, nem do passado,
que trata-ae do presente.
O Sr. Jos Mariano. NSo diase isto,
disse qoe nao ie tratava do pass&do, mas
do presente e do futuro.
O Sr. Barbosa Lima.Bem. Pois en-
tendo que se nSo podem de modo algum
separar esses tres los da mesma cadeia.
(Muito bem). O futuro e o presenta sSo
filaos legtimos do p?ssadr>. Ca prece-
dentes ditam oa come ..uentes; por isao
qoe ti vemos de preaeusur aquella dea en-
lace cruel, h ooroue ti vemos no Dtiu-
do republicanos bastardos que nada enten-
daos de sentimentos nem de ideas repu-
blicanas, porque os tivemos na culmi-
nansia do poder que nos encontramos na
sitoacSo difficil em qoe ae veem todos os
patriotas qoe qoerem salvar a Repblica.
Repitovos outroa que semeastes esta
seara horrivel. Que todo esse movi-
mento de sublevad-So nos estados sinao
urna explosao de brio, de pundocr, ali-
jando das posijues officiaes quem quer que
tenha adherido explcitamente ao crime?
O Sr. Jos MarianoPara collocar ou-
tros que adheriram igualmente.
O Sr. Barbosa Lima.Ha mais, Sr.
presidente, e o qoe maia de, a quem
quer qoe ame esta patria, a quem quer
que tenha o orgulho de ser brazilei-
ro, ver que foi preciso urna violencia,
urna exigencia de terceiros que impusesse
pela forja o caminho qoe a dignidade e o
brio deviam espontneamente ensinar aos
co-roB do attentado de 3 de Novembro.
A imaginajSo a maia desregrada noa
desvarios inspirados pelos appetites mais
groaseiros, orna como qoe aura qoe das
visceras da vida vegetativa fosse torvar a
actividade do cerebro e lhe emprestasse
toda a intensidade das suas tendencias
subalternas, poderia, Sr. preaidente, ex-
plicar a eatranha interrogarlo que ouvi,
se fea neste recinto.
Vos outros, dizia o malfadado, que
julgaes criminosos todos quantos adheri-
ram ao golpe de Estado, que os julgaes
incompativeis com o regimem inaugurado
a 23, porque nSo votastes orna mogao cas-
sndo o mandato de depotado aos vossos
collegas naqoellas condigSes ?
Ah! Sr. presidente, fura preciso qoe
tivessemos o mesmo desembarazo daquel-
les cuja conducta prodigamos, para rasgar
a lei, arrogando-nos funcces que nao
pessuimob.
E o que mais Sr. presidente, quan-
do, no futuro, o historiador severo buscar
algum ineideote que bem caracterise a
impudencia da stuajSo que teve por co-
veiro o Barao de Lucena, esta vergonhosa
pergunta certo que aera para tal fim a
divisa preferida.
Brio, dignidade, pundonor, ou se pos-
sue, Sr. presidente, ou nSo Be adquire
por emprestimo, por suggest^es de ter-
ceiro !
As adhea3e3 multiplicavam-se ? A
formula:
Viva V. Exc. tres vezes viva. Assim
que se governa. Vinha pels telegrapho
como orna oatentajSo de baixa lisonja ao
caudilho e aos sens seqoazes, e isso vos
indignava ?
Porqa-s nio sahistes da capital e nSo
vos fostes por frente dos estados para
reagir ?
O estado de sitio r.ao passava de teias
de aranha. >
E ousam, Sr. presidente, vibrar o sar-
casmo, elles que se tornaram centro do
desprezo publico.
Teias de aranha, nSo ; ninho de rataza-
naa o que ficou sendo esta cidade.
E em quanto Sr. presidente a imprensa
era amorcajada, a espionagem official a a
perseguidlo contra oa amigos da Repbli-
ca se assanhava, expeda se ordem de pri-
sco contra muitos cidadSos foragtdos crea
va-se commissSo militar ameajava-se de
iuzilar e deportar, declarava se desertores
varioB militares, reformavam-se outros,
emquanto a populacSo ioteira desta capi-
tal abafava sob a prsalo do terror a jo-
gatina recrescia.
Sim, Sr. presidente, aquelles que boje
se dizem patriotas e amigos, da Repblica
podendo fazel-o cao iam por-se a frente
dos estados para guial-os a resistencia :
deixaram-se fic&r aqui e organisaram-ae...
o assalto fortuna publica Bem que se
ouvia o remoer de mandbulas possantes
que se aprestavam para dar pasto avi
dez que os devorava.
E' que o golpe de Estado nSo passou
de um golpe de bolsa, do um infame re-
curso de estellionatarics vulgares.
Para honra da Repblica, para satisfa-
cSo da moral offendida bao de ser serena
mas severamente julgados e punidos os
aurores do attentado. Poaso dizel-o alti-
vo, Sr. presidente no tempo em que o
despotismo tinba garras aadas e agudas
presas ataquei-o com coragem era entSo
perigoso, iazel-o dizia-se, e o medo encar-
regava-se de exageral-o entretanto o fiz,
pois que era esse o meo dever.
Hoje, Sr. presidente, o principal res-
ponsavel soube voltar por momento s co-
bres inspirsgia que o dominavam em 15
de Novembro : certo de que seria esma-
gado, sabia entretanto, que podia lutar.
Fosse occasiao de dar pasto aos baixoa
instinctos de amigo que lhe tora asa ne-
gra e a luta se teria travado. Mas nSo
pensou nem podia pensar assim o velho
soldado : a accSo do grande, do immor-
tal amigc, que o conduaira a gloriosa jor-
nada de 15 de Novembro, fez-33 aeattr
atravez de om tmulo e o Gensral Dec-
doro entregou pacificamente o poder ao
seu substituto.
NSo assim os roin3 cidadSos parsitas
do Thesouro e vergonha desta patria os
qoe a tanto o axrastaram : esses voltaram
impudentes s posijSes officiaes e affron-
tam o brio e a moralidade publicas
Esses serSo processado e naturalmente
conemnadoB como reos impenitentes, cri-
minosos im'jedarnidos, que tanto mal fi-
leram i t publica.
Ao termijar, Sr. presidenta, julgo ne-
oaasario dia: r algamas pe>7TM obro a


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I
Diario de Pernambuco Domingo 7 de Fevereiro de 1892
debida legalidade cara que pretendem co-
bnr s?, explorando-a, oa paea dav Ulega.
lidade.
Os ma8 a-denteaparUdariotKlalegalida
de applaudem a revoluta da 15 de No
venabro sabemos tsdavia cpae os textos da
constituido imperial n5o forana neut po.
diam ser obstculo nova c >aquista e a.
bem das liberdadea patria.
Fosse verdade o que se affirmava no
andacioso manifest de 3 de. Njvembro,
exis'isse realmente lio tenebroso plano de
de restaurar as instituidos monarchicas
averiguado que o Congresso nem s ne-
gava-se a agr de concert cana o Poder
Executivo pira evitar tama n h o
desastre, ruis ainda uonvertera se como o
insina aquella indigno documento em um
ninho de conspiradores coat a a Repblica
e eu Sr. presidente nao s applaudiria o
golpe de Estado, como o solicitara com
patritico fervor. Nao seria legal, mais
teria o apoio dos amigos da Republic..
Mas nao foi este o caso em que nos en-
centramos, nada justifica o atentado da
3 de Novembro.
Tudas as vezas que o bern commum o
exig:r, que o progreso o inpuzer, o
textos da loi, contitucional ou ordinaria,
estar > subordinados ao altiasimo estatuto
que se resume na divisa do todos o j bons
patriotas ^ salus reipublicae suprema lex
est.
( M ito-i applausos, salva de palmas, no
recinto a as galeras. O orador cura
primeriado e abracado por quasi todos os
Srs. deputados).
W
'
EXTERIOR
do Sr. Romero
a sua entrada no
EUROPA
Renpanha
Entrn em periodo de reanimajo, a poltica
interna na Hespanna.
R aoertas as cama'as, e pronunciado pelo
S.\ Cnovas del Castillo, pres dente do eooselbo
de ministros, o discurso de que j dei noticia,
feram logo anoanciadas diferentes iaterpeila-
jes.
A primeira que se realisou foi a do Sr. Saga3-
ta sobre a poltica geral do ministerio.
0 ebefe do partido liberal coraecoa a diacar-
sar no dia 15 de Janeiro e ficou anda com a pa-
. ra para a sesso seguate.
Foi notavel a primeira parte do sen discurso.
0 orador analyou a ultima crlse miniaterial,
e o seu desenlace.
Sasieolcu qae a eubstiluijo de algnns minis-
tros sem indicajo constitucional para sso leve
anicameoto por litn deitar uos remendn na
situijo, para iht dar ama forja ficticia, e. com
e&3 simulacro de vigor, delxal-a viver mais al
gum tempo.
Nao ponpoua rocoociliaco
Robledo com o Sr. Craovas e
gabinete-
Arremeltem contra todos os que militam fora
do partido denominado lineral.
Analysou a fraqaexa dos republicanos, mina-
jos peas dissenjea e iQdiscripturas ; pz em
relevo a esterilidade do grupo Nocedal, que est
perfeitameate em attitude de negaco, e criilcou
severamente os actos polticos da actual aitua
gao conservadora.
seo discorso prodozia notavel impre-so,
aguardndose com grande interesse o seu se-
guimeoto e a resposia do Sr. Cnovas del Cas
:iilo.
Cantinuouo seu discurso o Sr. Sagasta, sus-
tentando que a ultima crise fra resol vida fra
do parlamento e contra a maioria das duas c-
maras.
Passcii depois a examinar os principaes actos
polticos e administrativos do governo eem todos
v,a motivo para censura e quebra das pronaes-
sas fnrmuladas no programma do gabinete.
Ccncluiu, prometiendo o apoio patritico minora liberal para a resolujo dos grandes
problemas, que esto (azendo sobre o paiz.
Tomou em seguida a palavra o Sr. Silvela,
ultimo ministro da governajo, ferido pelos ata-
ques, que no seu discurso Ibe dirigir o Sr. Sa-
gasta.
Foi vicenlo e sarcastico contra o rhefe do
partido nseral, preteadendo amesquichal-o' ri-
aicolariaaado-o at na vida particular.
Replicn-Ibe o Sr. Sagasta no mesmo lome
tambem em termos violentos.
0 debate baixou extraordinariamente do nivel
e tomou se indigno do parlamento.
Os jo'aaes mais imponantes de Madrid cen-
suran acremente a feicao que tomou aquelle de-
cate, e lamntala que borneas de edado lo al
tmenle elpvados, cem tohonrosos precedentes,
aj alta influencia na poltica do seu paiz, assim
se esquecessem do que a si deviam, e do res-
peito que deviam ter pela aesembla de que fa-
xes parte
0 Imparekd, que favoravel potica de Sr.
Sagaeta, nao p le deixar de censurar o discur-
so deste, bem como o do Sr. Silvela, e concluiu
dizendo :
Ji -.o eanba incaica avelmente com todo isto
o Sr. Cnovas. Basta que abandonem esse
pessissimo do seu ultimo discurso que to desas
irosos eititos prodnziu ca H^spanha e no es-
rangeiro, para que pela tei do- contrastes pa-
reja levantar gigantesca altura as quesee;, e
pensar e fallar como nico homem de estado.
0 senado apprcvou deGoitivamen'.e o projecto
de le. que au orisa a prorogaco dos tratados de
comraercio.
Na camarades deputados, o Sr. Cnovas del
itillo derlarcu que a llespaaha nao lintia re-
cebi.'o convite algnm das potencias para entrar
na ?ua liga aduanara, e que o governo hespa-
nbo! esta revolvido a manter a sua poltica ue
tralilade.
leclaraco produzio excellente effeito.
-Ln'iauain a'=.-:u3ia.!03 os espritu em Je-
rez ; eosocego, pelo menos,o moral, est longe
de se consolidar.
E' raza a noite em que nao correm boato3 de
naa novo ataque cidade, o que faz com que to-
dos se recolbam, mal cabe o da, passando-se at
& aurora segnite 3>s transes la iffltqgto.
Os proprietarios dos campos continuara rece
beado cartas aacnyinas com am^acas.
A auto-ridade, porra, cao descansa na perse-
geicio dos anareniatas, a maioria dos qoaes sao
simples esfomeados.
Aoezar de se terem realisa-1 d j centenas de
prises, anda se nSo conseguio descobnr quem
foram os chefes do movimeoto.
Franra
,''0 Sr. Duguet de la Fancunerie, depntada con-
servador, publicou urna carta n'O Fiouro dirigida
ao cura da sua parochia, em que explica ao cle-
ro, esencialmente ao dos campos, as coosequen-
c:a3 da guerra encarnizada a qne pretendem ar-
astal-a alguns polticos exaltados, a que elle
tbaaia radicaes da direita.
V se que nao comente o papa que condem
na a confuso que se quer estabelecer entre os
in eres?es religiosos eos interesses polticos; bo-
rneas eminentes dos grupos conservadores repro-
vam tambem eaergicameote aquelle procedimen-
to, igualmente nocivo igreja e as estado.
O Sr. Daguet de la Fanroanierie demonstra do
modo mais sensato e evidente que o maior peri-
go de que o clero deve boje arrecear-se. Bao pro
vm tanto dos livres pensadores, inimigos do ca-
tolicismo, nem do governo republicano, como
dos oomens de combate, que se dizem seu3 ami-
gos, e inculcara defender os interesses da igreja,
e libertat-a do jugo do Estado.
Diz elle que a campanha em que qaerem tan-
car o clero, e que principiou no incidente do ar-
eebispo de Aix, acabar, se nao Ibe puzer desde
o termo, pela separacao entre a igreja e o es-
tado.
Mostra depois o que o clero rural tem a reco-
iber de tal separacac.
Demonstra Ibe qual via a ser a sorte dos ca-
ras d'almas, quando outra cousa nao tivessem a
esperar alm dos donativos voluntarios dos paro-
cbiaoos.
E' verdade que poderiam talvez ser benefieia-
dos nela3 liberalidades os g'raads proprieta-
rio3; mas Bso importara a perda de toda a in-
dependencia, de tolo o prestigio e de (oda a
icnidade
Parece que ess carta produzio mui'.o salular
iioRreulo no espirito dos catboticoa saasatos, e
foi unr excellente calmante appiicado ks fariaa
hellioosas reprovada palos attigos d> Sr. de
Udssagnac.
Aipropesitj da qnesto religiosa en Fran-
ca, refere a -Gateta Prim >ntea qne bouve uai
conferencia.entre Leao Xlll e o represen'ante da
Franca, jauto do Vaticano, e que, n'essa o: :asio,
o papase mostrou omito irritado pela at.r.uie
dos cthuli;as franceses.
O ministra raoeec procorau. carao eia natu-
ral, descul ar os seos compatriotas, alfi-uaodo
que os franceses continuara a .jer, como lempre,
os lilhas predilectas da igreja catbalica.
Sigdndo aquelle jornal, o papi respan.u :
Sim.senhorembaixaiar, osfraaines sao
sempre os filhos bem ara i les do Santa Padre,
emqnanto este quer o que elles querera ; mas
quando o Santo Padre tem que corrigil os, tof-
uom-se era iiibos, que preteniem dar Iig5es ao
pai. >
A intransigencia prj'.eccionisa da maioria
das cmaras francesas caatraa a produzir os
sens Iructos.
A Franja est perdenda syupathias polticas
em quasi tttU a.Europa, e ej;-;e colMeaoilo
n'um isolaraeoto econmico, que Ibe b.t de ser
^rantemeate prejudicial.
Agora na Suissa que principia a manifestar-
se a m vontale contra a repblica frauceza,
por motivo das relacOes coraraerciues.
N.) ba mu o qne a Saissa tola er: aL-cto
pela Franca, pela sua aeca polititica i-, econ-
mica ; ej agora apparecera n'ella syaiptaaias
Je guerra a i tnfOXliBar se da Ailemanua no ler
rena das iateressdseconaraiu./S-
Tratando S3 de negociar ura tratado de rom-
mercio ent-e os dois paizes, o coasetba federal
mostia-se d'spos'.o a lazer coa^'.-siOes i ft mea;
mas 03 represeiitantes da indutria ,no queiera
ouvir falla: era la!.
Ao Sr. Aragoi ministro francez em Eerne, j
foi dado conbeciaurala da situacj, nao ibe oc
cuitan o o conselo f-deral que a desp-alto da
sua b ja vontade nao via meio de resistir cor
rente, qoe se esta manifestando com uai vigor,
que maguera poda prever. .
A Suhsa aio se satifaz cora a pauta mnima
que Ibe o"ere;e o governo francez ; quer con
c:ssOes especiae3 sobre artigos que particular-
mente interessam sua produeco e sua in-
dustria.
Nao quer tambem conceder a Franja o trata-
ment ie nagSo mais favorecida.
liorna por urna parte esta ultima potencia nio
pode caaceler nada alm da pauta m.uima.e
coma per ootra parte, o governo suiso sabe
peritamente que essa proaria pau'a miaima s
pode ser concedida pela Franja a troca da C;au
=ula de najo mais nroreotda, os dous ge vernos,
por melbores que sejara os seus desejos compre-
aeniem bera que nada ha a fazer, e qut difJl-
cil evi'.ar-se o romoiraento coramercial.
At o ac'-ual momento somente a Suecia tem
aceitado a pauta miaima franceza, para base de
um tratado de commercio.
Tal o resultado qne a Franja vae colheado
do faror praieccioaiaia, de urna parte da sua po
pulai'o, mais inspirada por intereases particu
lares, e de classes do que pelos geraes do paiz
Os socialistas e os aaarchiatas comejaram
a e3tu.lar a organisajo nara a grande manifes
tajao projectada pora o 1* de Malo.
Os Srs. Roaaaet e Clignansourt, do conseibo
municipal de Paris, representantes da fraeco
moderada da elemento socialista indepe dtnte,
que constitue a maioria dos grupas (ue naa
adberem a partido lgam, sao de. parecer que os
socialistas devem como os daAileraaobi e In-
glaieira, entender-3e com as autoridades, e tra-
tar cora ellas de potencia a poteacia.
O Sr. Clignancourt campromette-3e a ussegu
rar a ordera as ras; partidario de que a
forma da mauifesiaco seja paciiea c at,apiada
a.i procedimento das autoridades.
O Sr Gameaux, pcssibilis'.a, opina que nao de-
ve mudar-ee a daia das eleijoea municipaes aera
a aa manifestasSo. considerando que a melbar
maoeira de aolemaisar o 1 de Maio consiste em
votar n'esse dia candidatos operarios, e iaau'.u-
rar ao mesmo tempo era Pars a Bolsa co Tra
balbo.
Na Bolsa do Trabalbo projecta-se ama ?rande
manifestajSo para o dia e ora meeting internacio-
nal em Paris, para que seio convidados os so
cialistas mais notaveis.
Pretende-se aproveltar a coincidencia daselei
jdes muucipaes cora a greve, como meio de
agilaco em favor das 8 oras de trabalbc.
O grupo >guedisia> resolveu auxiliar tola e
e qualquer manifestajo no 1 de Maio, como
festa de operarios.
Os anarcbi8tasmos exaltados,' convencidos de
queja lucta orgaoisada por um comit saoiraJ seria
urna verdadeira loucura, resolveram ser meros
espectadores, procedeado unicameute co caso
le urna eventualidad3 decisiva.
Cootiam nos eolbusias meridionaes dos anar-
bi=tas b.saonboes e italiano?, e esper.im que
lomera urna attitude revolucionara, onsideran-
do a festa de Maio como sigoal do trabalbo so-
cialista.
Italia
A Paix pabiicou ura telegramraa de Rama,
em que o seucorre.:paadent2 he aflimav;. que o
rei Huraaerto, preocupado com a situ3jc, a to-
dos os respei.os desastrosa, para elle e para a
sai dyaastia pelas desinteligeattias entre o
Quirinu e o Vaticano, tinba resalvMo por termo
a esse estado de cousas, oflerecendo aceitaco
do seberano Pontirice um compromisso, qai da-
ra satiefajSo ao papado e cora, juluam se
exactas esus inforinacs, aor ser a Pcix um
j iraal geralmente bem informado; e e.ts a ver-
Humberto a procurar a approximajo com o Va
ticaao.
Em primero lugar, o rei de Italia, tenuo sabi-
do de maneira positiva que os Eslados-Uoidos
resolveram acreditar deut-o cm brete um repre-
sentante oflicial junto do Va'icano, impress oeou -
se com esse fac o, que faz prever a possibiiida-
db de urna interveocao dos Estados-Unidos; no3
oegacios de liorna. Como sabido o numero de
cathoiicos consideravel nos Estados-Unidos o
spu clero poderoso, e ser representado no
conclave, pois que ura dos seu3 chefes Bar-
den!.
Emlim, o rei Humberto e o sen governo uo
ignorara tambem que os catbolicos ronano?
mais conservadores, justamente preoecupados
dos recentes acontecimentos em Rama, e apre-
hensivos pela seguraoca do Santa Padrs, do
ouvidos a um projecto de repblica roma.ta, de
que o pjpa seria o chefe.
Approximando este projecto da poltica, que
o Vaticana parece ter iateajo de seguir a re<-
ptito do governo francez, o rei Humberto cora-
prefeendeu immediataraeate o pengo que umea-
jaa nao s a dyaastia de Sabya, mas aii.aa as
instituijQes do reaoue Itila, e trata de apro-
veilar-se dos sentimen'.oa de benevolea;a da
Vaticano, dos q_aes talvez tosse indirectamente
prevenida.
A idea da coastitoijo de urna republ ca ou
federajo romana, sob a presidencia do papa,
antiga,pode mesmo dizer-se que lem caaellos
brancos. Parece que a ultima vez que se .ratou
seriamec'.e desse projecto, fai em 1847 ou em
1848, fazendo-se a umdade italiana com Pi IX.
As InformajOes da Paix nao sorprebeodem;
mas possivel que, no estado actual da poltica
europea, especialmente a das potencias centraos,
a que a Italia est intimamente presa, que todo
sso nao pas3a l'um manejo, alias bem lar jado,
por parte da poltica do Vaticano.
As caiEaras italianas veo de accerdo com o
gabinete, approvando que este obtivesse gran-
des concessOes par parte da Austria e da Alie-
manba.
Nao obstanie, ba no parlamento nm partido
assaz numeroso, que julga que os tratadas sao
mais proveitosos para os dous imperios, da que
propriamente para a Italia.
Sorgiram novas diflicoldad^s entre a Italia
e a Suissa. estando as negoclajOes indefinida-
mente adiadas.
Organisou se em Roma urna comnissSo
presidida pelo cardeal vigario, para org nisar
em 189S o terceiro centenario de Tasso.
A commissao pretende levantar ama estatua
ao inmortal poeta e na igreja de Santo Onofre,
onde descancam os restos mortaes do autar da
erusalem Libertada, devem realizar se oficios
religiosos e collocar sobre o seu tmalo ama
coroa de broose.
Na cmara dos deputados Italiana o Sr. de
Rudini, respondendo i urna nter pella jac, de-
clara que nada pro va ser a agitacao de Marrocos
detida a qualquer potencia europea interesada
no movimento.
O governo envin om navio para protegar os
naaonaes. Julga que essa medida aera sufi-
ciente. Espera os acont3Ciine.atu3, para tomar
ostras medidas.
O correspondente da Paix em Rama, coa-
linui as tendencias do re Hunoarta a appraxi-
mar-se do papa.
anta S
O cardeal Simeoni, tallecido ulraamaate em
ftoau, era um Jiplaraata distinstissima, cuja no-
rae te ve 4faade aura.
fascen eua Pagliaao era 181G, e entrou rauio
novo na carreira eeclesiastlca, comee id la logo
jar desempear carcas delicados, de ongera
a'iqaelles que a ;aria s entrega aos qae Iba
inspirara pluaa cantlaaja.
Foi o substituto da Antanelli na secr 'tarii de
Eado.
O fallec io prelado liaba bastantes syrapa-
tblas, grajas aj s u tea iter amivel e trato d;
(jr-adehjrasm da naa lo.
Era um diplaraita Sao, i talla la, a que raais
de umi vez inspiroa profaolos re:eios aos poli-
ticas, e tambera as e3pbera3 staerdolaas.
A raerte do duque de Clareuce causou ao
Vaticauo gran le seasagaj e dcspertjn synpa-
ibias.
L^a XIII ao saber dessa desventura, desaba
fu com um prelado da sua unimilal. e falloa
da viagem a Rama da prin:eza Hileua deOr-
leans, na dous araos, era co.naaaUa (lo general
Cliarettes e de sua espa?a.
< Recebi a joven pnaeza era audiencia inti-
ma, disse o Santo Pa.ire ; fez-rae conadeucias ;
fallou-me de ora projecto de casamento com o
duque da Clarence, e pedia me a miaba opi-
Dio.
Bntendf qi3 davia dissaaiii-a. Una pria-
eza cathotiea no toroao de laglaierra, oaservei-
be, veja que ongem da di*i:uldades !
Naa insl3ti sabr os oostanulos conflssio-
naes, que suscitara seraelhante allianja, porque
present qae 03 dous javens nao se amavara.
A prmceza aceitou de bora grado os raeua
coaselbos e execulou os.
Foi talvez a miaba in'.ervenea que hajr
causa do luto da duas nobres e eacialadaras
prineczas.
Na corte poatiScia produzio m impresas
o discurso do nava arcebispo de Posea Qiesja,
inonsenbor Stableresky, que aa tem urna nica
palavra, qae faj pr3ver urna resisieacia qual-
cjuer ao raavimnto da guarnijo da Pohma.
LeSo XIII esta maito coatristado com a marte,
no m?amo dia, dos cardeae3 Simaoai e Mining.
A influenza tem atacado rauita gente no
Vaticano, mas o papa lem sido poupado at
boje.
Os mdicos p*obibiram-lhe que sabase dos
seus aposentos, aoade constantemente se coa-
serva urna atmo3pb3ra uniforme.
(Contini,)
INTERIOR
pelo alteres LevluaManteiro, porbaver denuncia
de qua eslava implicado oa revolia.
Foi recolnido Detenca, donde sabia meia
hora depois. Conferenciando cara o Dr. Leo
uidas e Sa. offiial de gabinete da presidencia,
deciarau nada ter cora a revolta. pelo qaedeixou
a daciraeato que abaixo publicama3 :
Declarajio
Declaro qne era nada ma lenbo envolvido ten-
dente poltica e rae esp?ro envolver. Mais :
jmjjuanto aoi a.ioatecimsntos de 14 nao toraei
parte directa runo indirectamente.
Manao3, 47 de Janeiro de 1892.
Bernarda J. Batalaa.
Manoel F. Frota de Maaeies
Est na cadea publica, sea lo preso p:loca-
pilo Fa'a na noite de 17. par ter aliciada ho-
ra ?as pan a rcvolu, servindi-se de praraessas,
etc.
DrfAlencar Araripe
Entregoi s; pisao boa'.era pela maana.
Uarajnios a ues bavia apparjeida era casa lo
cidala Teive3 d; Aleaca'' oadj acoaislaalo,
esoiv:a estregar se prisao.
bli no qjartei do polica.
Lima Bacury e LecnarJo Malcber
Oa Srs. Li ai Bmurye Leonardo Miiouer sa
achara presos na Siata ds Misericordia, por fe-
ridos.
O priraeiro acrasado carao autor da marte
do iaditoio soldada Jaao Feraand-'s Pimeata.
NORTE DO BR.1ZIL
Pelo paquete nacional S. Salvador recebe-
mos as seguales noticias :
limad d Aaiazoaao
Datas at 26 de Janeiro.
O juiz secciona!, em 23 de Janeiro, publicou o
segrate protesto i
Em norae da lei. do governo da Unio e da
magistratura federal, cujas attribuijdes foram
sequestradas, protesto contra todos os actos do
p-esiJeote da Estado dea le o dia 14 lo correte
attentaiorios da constituja e lea federaea.
Em tempo oppartuoo publicarei as razOes de
conviejao dcate meu protesta.
O juiz seccional,
Jao Francisco Pagy de Figueiredo.
O presidente do Estado susuendeu por 30
ias a publicaco do jornal Amazonas .
Foi removido o promotor dejustica da camarca
de Parintins, bacharel Paulino Joao de Souza
Mello, para igual cargo na comarca da capital.
O Amazonas publicou o segrate pro-
testo :
'tornando-se necessario desfazer os boatos as
sustadores qae circulam pela cinade, com os
quaes se pretende especular collocando U03 em
pasijao menos digna, declaramos que nanea fo
raos, nao somos, nem seremos contra o povo
axazanease, naa suas U.Tes e patriticas maoi-
fe3taj6ea garantidas pelas nassas leia.
Jmala consentiremos que o povo seja massa-
crado; somos parte integrante dele e ao lado
delle estaremos quando as circurastaccias assim
o exijam.
Mauaos, 12 de Janeiro de 1892.
Porfirio Francisco Rosa, capuo comraandante
lo batalblo.
Lucio Gonjalves da Silva, lente fiscal do 36."
balalho.
Teneote Fileta Pires Ferreira, ajudante de or
den do general commandante da 1. districto mi-
tar.
Tenente Raymundo de Amorlm Figueira, aju
dante interino do 3." batalbo.
.^Alferes Jos Francisco de Souza, cammaadante
das i.\ 2.' e 3.' companhias.
Alferes iFrancisco Siqueira M-llo Reg Barros,
secretario e quartel meatre do 36.' hatalho.
O Diario de Masaos > publicou o seguate
Damos hoje aos nossos leitores, segundo as
notas officiaes que noa foram fornecida3, o resal-
tada das diligencias que se tem procedido para a
prisa de diversos ciaadoa implicados na revolta
de 14.
Coronel Emilio Mareira
Foi presa a bordo do vapor Peraambuca,
aa o horas da tarde de 16 pelo espito do estado
maior de 1. claase Dr. Pi de Andrade, ajudante
deordens da presidencia, acompanbado do capi-
to Jas oar. s de Sauza Fago.
Nao fez a menor resistencia, sendo lago reco
ll-ido canbaneira Traripe Pedio ao cap-
iSo Pi permisaao para escrever familia urna
carta, no que foi atienlido.
Baro deJaru
Estava ao aeu escrip'.aiu a ra Gailberme Mj-
r.;ira, as 5 1/2 bora3 la tarde de 16, quaado foi
preso pelo Sr. capito Pi.
Pedio que Ibe deixasse concluir a sua corres
pondencla, no que foi atiendido, e vallando em
seguida do interior do escriptorio, para onde
bavia entrado, declarou acbar-se promplo para
seguir.
Prevenido que se de3armasse, caso tivesse
comsigo algama arma, responden desabatoaado
o collete, era signal que nao trazia nenhuraa.
Foi conduzido para a canboneira Traripe
onde, vendo o irmio, exclamou:Jh 1 Yass j
est por aqui?!
Ueaembargadar La:z Duarte
Fa; presa s 6 1/2 bo^as da tarde de 16, pelo
Sr. capito Jo: Soares de Soasa Faga, era sua
residencia raaMarcilia Oas. Ea'.ragou-se se a
resisten ;ia.
Era caminha para a p-isa pedio que Ibe fo3se
permittida visitar o Sr. D:. Aimiaij AlTaaso, no
que foi atteadido.
Revelan ao Sr. capital Faga sentiraenlo de
nao ter sido preso pesioalanate pela Exm. Sr.
presidente.
Esta recollado a bordo da Traripe.
Maior Francisco Jaaquim Ferreira de Cirvaiho
As 8 horas da noite de 16, foi prora pelo l-
ente Manoel Domingos de Consto, em sua resi-
dencia ra 24 de Maio.
Foi ate ao palacio do governo onde, perante o
Exm. presidente do Estado, garaatia qae a re-
volta nao era mais que urna briacadeira.
Est presa no quartel do batallo de polica.
Dr. Armioio Pontea
Fai preso s 9 ha-as da manh do dia 17, pelo
tenente Manoel Domingos de Cbristo, na esta-
belecimeolo coram3rcial dos Srs. Fraitas Sabri-
oho & C. Entregndose polica disse: Nada
melbor do que um dia draois do outra.
Eat recomido na quartel do batalbo de poli-
ca.
Desembargada.' Javino Maia
Fai preso en sua residencia, ra Cearease,
s 9 boras da raaob de 17. pelo teaente Lu'.h-
garles Aureliano Poggi de Figueiredo.
Foi al palacio, onde o Dr. PI de Andrade
ibe declarou qne se acbava preso como impli-
cado na revolta de 14 do correte, pelo que
acora aanbasae o oflicial at o quartel de polica,
onde ficaria deudo.
Capito Ignacio ?essoa
Foi preso no dia 16 pelas 111/1 boras defron-
te do Correio, pelo Sr. delegado de polica Joao
Alexaodre Viegas.
Bernardo J Batalbar
Foi preso do estabeleciment Valo Branco
Dr. Cuaba Mello
Fai pr=sa s 10 horas da ranbi le ban'.eaaa
mi quanda diriga se para ealregar-ae p.-isa
na canbaa -ir i rraripe<
Anlesde lar entrada a'aiu;le vasojla guerra
este/e aa cb'.fatura da polica, oade fez ura im-
portante depoiraeato.
Desembargador F.oreata Bastos
Fai preso ea sua residencia pelo major Sr. Is-
mael Cejar Paes Barrera. D;alaou que foi sem-
pre contra a revolta.
D ase que reluctra era assigaar o boletn se-
dcio-o de li sendo para lasa mui.o asala pa-
los se 13 amigos.
Disse rans que o nico culpado dessea factos
o Sr. teneate Fileto P.res Ferreira.
D.sse mais que era seu desejo resigaar pre-
viamente o cargo de desembargador, o que nao
lhe fai consentido pelos seus amigos.
E;i presa no quartel do batalbo de palicia.
Dr. Alraeida Juniar
Fai preso s 10 hars maia oa meno; da ma
nb, de bontem pelo Sr. capito Espirito Santo.
Eairegoa-se sera resistencia.
Est ao quartel do batalbo de polica.
Na mesma folba do dia 24 se l :
Na vapor avary. sob o commando do Sr. ca-
pito-tenenle Soar-s Dutra. seguiram s 2 horas
da manh de hontem, dentro os presos polticos,
chefes e maleados na revolta de 14 do correa
te, os Srs. Baro do Juru. D:s. Arrainio Adol-
pho Pontea e Sauza, Joao Fracklra de Alencar
Araripe, Jas lavares da Cuuba Mello, Luiz
Uuane da Silva, Anloaio Heonque de Alenla
Jnior e coronel Emilio Jos Moreira, os tres pri-
meiros para S Paulo de Oliveaja e os outros
quatro para Tabatiaga, lacalidades do rio Soli-
mOes, para onde resolveu o Exm. Sr. Dr. preai-
dente do Estada deportal-oa, no iatuila de evitar
que de novo coaspirem contra o governo legal,
perturbando a ordem e a tranquilidade publica.
Sitado do Para
Sao de pouco utercsse local as noticias que
recebemas desse Estado.
EMtado do H.i.anlifi
Dalas ate 30 Je Janeiro.
Lemos no Nacional do dia 30 :
Elfectuou se b.raiem em palacio a renaio dos
directores d03 tres partid-.s que tizeram neste
Estada oppoiijao aa governo deeaaidoo catho-
lico. o constitucioaal e o nacional, para o tira
de operarem a fuzo dos meamos partidos, jS
por estes decidida em reuni :s parciaes, e pro-
celerera a constituij de um partido cavo.
O novo partido que se denominar Federalista
ser dirigido por nm gremio compasto de nove
memoros, que sao os segrales Srs. :
Dr. Casimiro Das Vieira Jnior.
Monaenbor Dr. Juan Tolentino Guedelba Moura.
Dr. Jos Francisca de Viveiros.
Dr. Benedicto Pereira Leite.
Dr. Luis A. Domiogues da Silva.
Dr. Raymundo Jaaquim E. Maya.
Dr. Jos Rodrigues Fernandos.
Capito Antonio J. de Lima Junio-,
Tenente coronel Franc.sco Xavier de Carzalho.
E(ado do riauhy
Data at 16 de Janeiro.
Apparecea na capital um aovo orgo deno-
minado A Legalidade, e destinado a manler o go-
verno acciamado naqoelle Estado a 21 de De-
zembro.
Com o titulo O Estado, comejou a publicar-
se um aovo joraal po.itico, de formato regular,
teodo como redactores os seguales jornali3tas e
borneo* de lettras: Clodoalda Fre tas, Elias Mar
tas, Hygino Cuaha, Antonio Cosa, Jos Euzebio,
Antonio Diniz e Jos Lopes.
^P*aaaamMa^aMaaMa^aMaai
POLTICA
A legalidade e os Estados
I
Camprehende se e fcilmente desculpa se, es-
creveu o Diario do Commercto, a attitade dos re-
volucioaarios victoriosos a 15 de Novembro, que-
brando no dia iramediaio ao da victoria lodos os
moldes do rgimen decahido. formalmente rom-
pendo as tradijOea moaarebicas, e completa-
mente substitoindo o pessoal adraiaiatralivo e
sobretudo poltico que aervia ao imperio.
Era urna revolujo planejada e levada a effei-
to para destruir em seus mais ntimos funda-
mentos a ordem legal, abra de implantar em solo
desbravado oa mesmo sobre os destrojas das
aatigeis iaslituijjs urna nova forma de governo,
um systema inteiramente opposlo ao existente,
novos principios e praxes.
Commetteriam talvez irreparavel falta e mani-
festaran! exceasiva boa f os veacedores, si coa-
servasaem freale dos servijoa pblicos e como
representantes do governo republicano indivi-
dua] que sustentara ra at vespe-a a monar-
cbia, e que aempre combateram e trabalharam
aa seu lado. Nara aas vencidas era licito ou pelo
meaos digno eeperar oatra cau3a. Considera-
ran ara mil e urna calamidade a muaanja do
rgimen politice, sera reboco, nem subterfugios,
affirmando nao comportarem as coadijOes poli
ticas do paiz o imperio da democracia para, que
aos seus olbos viria simplesmente transfoTnar-
a em cesarden a calma e a rraesa cam que se
dasdobraram 03 acoatecimeatos, e provocar,
quij, o desmmbramela da patria.
Assim a Ibes era permittido dispoiar lugar eafe ;.quelles
que orgaoizavam a Repblica, consolidan a os
effeitos da revolujo triumpbanie.
Couvencidos de que a Repblica siga,(icaria a
desgraj da patria, e que no seu ano eacerrava
toda a sorte de calamidades, nio Un 'ara o di-
reito de arcaitectar o edificio, que de lo negras
cores sombrearam Na impossibilidade de reagi-
reai contra o mavimento, resolutamente enf.ea-
tanda o, so Ibes reatava urna attitude : a do si-
lencio e retrabimento.
A revolujo de 15 de Novembro, emfim, cara-
clerisava-se pela espirito de revolta contra a le-
galidade, traduziado um supremo esfirj) para
saculir o domraio das iastituij5es e das leia,
que at entaa liraitaram os nossos maviraeatos e
regularisaram o nosso progresso. Sua conse-
qaencia lgica e immediata, prtante, consista
na destruijo de todas as pecas do macbioismo
imperialista eaa sub3tiiuija do pcaacal que o
mavimentava.
Outra. parm, e radicalmeate opposta fdra a
origem da revaluco de 23 de Novembro, qae
elevoa ao poder o Sr. marechal Floriaao Pdixote
e seas honrados'compaohelros. Si assamiram a
suprema direcjo da sociadade em norae da le-
galidade offendida; ai insurgiram-se agarra-
ra n ->m armas para restabelecer o imperio da
vaatade nacional legalmente manifestada; si no
plana do3 revolucionarios predomnava o desejo
de manifestar aa mundo qae nenbura altentido
contra a Repblica Federal ficaria impune, pois
que era ella a syalbese perfeita das aspirajOes
nacionaes e o traasumpti positivo do no3so des-
envolvimento aellectual e moral, uo podiam
os companbeiros da Sr. marechal Flonaano col
locar-se n'adfra estacada que a da intransigente
defeza de tadas ai pejas da vasta engrenagem'
poltica, de que a principia ISo zeteaea defenso-
res se exhibiram. '
Espbaceloa o geocralisaimo a Canstituijo da
Uuo, calcando aos pea os destrojas espalbados
sobre o chao, mas respeitou as leia orgnicas e
coaslitaionajes dos Estadas, na oasando atacar
e Je3truir o principio cardeal do systema federa
tivo, que aindepeadeucu e a utoaomia dos
Estados.
A obra qu~> fflra apeaaa esbojila e qua re
voiajSa de 23 de Novembro occorria o vigoroso
dever de paralysar e aniquilar, fai em seguida
sy.-te nalica uente completada; nada mais, par
assim d'.zer, reatan lo de p do ed.iicio coastrai-
lo ap3 o dia 13 de Njvembro, a nao ser a ca
pola mal restaurada e cirae ita a.
Assistimis ao baque da Co'3ti'uij5a Federal,
e o governo da illustre marecual que preside aos
nossos dt-sunas paliticas presenenu par MI vez,
de brajis crzalos e imoassivel, aoaniquila-
ra'au caiiplelo e radical da independencia e
aulonamia Jos Estados.
Satisteito cara a queda da dictatura, fechou os
lbos anta os ataques e as violencias praticadas
contra a legalidade as Estadas, pensando de
certo ser ah cansa desp.-ezivel e maito d ti-.rea-
te da qua deve reinar no centro. C.imm .-'.leu
ton erro que i ultima
jusiiici. carao veremos em seguida e cujas fa-
n.i.as conseqoeaciea oxal nao venbaiaos a saf-
frer por muitos aanos.
REVISTA DIARIA
Exportaci do miiho v junta raani-
cipai de L'maeira deu o sezura'e parecer a res-
paila da expariaja do in.llu, autariaada pela
uota gaveraativa era virlude de i03taote3 soli-
citajes do ccraraercra :
Junta municipal do Limoeiro, em 21 de Ja-
neiro de 1892.
Cidadas.A junta municipal a qaem na ex-
pediente le boje foi apreseatado pea sec-etar.o
um offiio da juntagaveraava do Estado pedio-
Jo iaforraacio coaa urgencia de qual a produe-
co de ralliio neste municipio, do anaa proxi no
aalo, qaal a qaiatidide deate producto ji caibi-
a aqu ainla existente, e quil a qne anda se
acha por colner, tem a informar :
1 Qae a prolacjaa da m'lha neste mu tipio
na sa!ra do aano tiuda, fai mollas veze3 superior
ao consamo, tanta que, at esta d.ti, uni ae
exportado e consumida maito sino da safra,
talo isto pode ter atlingi 11 a meta le deila.
1 Que ba grande qaanti 'ade Oeste producto,
j caltndi. aqu existente.
3. Finalmente qee anda se acha por calher
grande quaatidade, atingalo ao tado existente,
metade da safra snpradita.
E' prtanlo o que tem esta junta a infarmar
Exma. junta governitiva deste Estado.
Antonio Candido de Oliveira, presidente da
jauta; Jos Pereira Cesar, Aatanio Aureliano
Lines Coutiabo >
FfMivldide Ue. 8. Severin ,'Jelebr:
se boje, na capella do edgenha Ramos, em Fo
d'Albo, a fesiividade desae mi.agroso Santo,
coja imagem venera-3? naquelia capea, e pora
onde ser haje tambera immeasa rosarla des-
la cidade.
E' urna festa tradicional oeste pela Estado
gran le devojo que inspira S. Severina aoa fiis,
que para all a Hiera por occasiao dessa cora-
memoraja a rendar Ibe as aaaa grajas pelos fa-
vores recebidos.
Oa antes religiosas serio celebrados com a
pompa que a elles aempre se liga, tetando du-
rante os mesraos a philarmaoica podalhease.
A estrada de Limoeiro expede tres trena ex-
traordinarios pira aquella localidade, sabindo
desta capital s 6 30 8,10 da manh ; e s 12,15
1,20 da tarde; e regressaro s 10,45 da ma-
nb ; e as 5,20 -7,40 -9,33 da noite.
Os trens ordinarios toara no eageuho Ramos.
concertAmaoh reali.a-se uos saies
do Club Internacional um concert vocal e Instru-
mental em beaecio do distineto maestro Pom
oeu Ricci, director da orebestr? da Companhia
Lyrica que ltimamente Irabalha no Santa Isa
bel.
Eis o programma :
PRIMEIRA PARTE
(.* Ros3iniSimphoma nel Barbiere di Siviglia,
para orchestra e piaao.
2.* VerdiAve Mana (Ottello) pela Esia. Sra.
D. Leooila Lyra.
3.1 ToatiVisione, romanza, pelo Sr- Comoielti.
4.* Verdi Sceaa Ada, L'msana parola pela
Exraa. Sra. D. Candida Lyra.
5.' VerdiScena e duelo Trovatore (S. Br.)pela
Exma Sra. D. Leonila i-yra e o Sr. Como-
ielti.
SEGUNDA PARTS
6.* PonchielliPreludio da aria Gioconda, pela
Exma. Sra. D. Candida Lyra.
7.* B:zetInlermeio do 3o acto da Carmen, para
orchestra e piano.
8 RicciFelicita, scena dramtica, pelo Sr.
Comoielti.
9." Concert para piano pelo Sr. Moreira de S.
10' PonchielliDanza delle ore (Gioconda), para
orchestra e piaco.
A 3*, 6 e 8* parte3 sero acompanbadas pela
orchestra.
Haver trens para OHnda e Apipucoa.
O concert comecar s 8 1/2 da noite-
Anmociaco da Pratlcagem Teve lu-
gar bontem, "por i hora da tarde, na sede deasa
Aasociajo, a posae do re3pecilvo thesoureiro
1 ortico Baltbazar Jos dos Res.
Este recebeu do aeu antecessor todos os valo-
res da mesma associaca a cargo da tbesonraria.
AafiaNKlnatoSra Garanbuns no da 1 do
correte e pelas 6 boras da tarde, foi morto An-
tonio Ferreira de Moraes facadas por Antonio
Velho.
Este poude evadir-se.
OutroNa Victoria, Domiago3 Cupertiso No-
gueira noite de 7 do corrente, espancando e
erindo gravemente a golnes de faco a Claudino
Garae3 da Silva, foi por este marto.
Claudino apresentoa se voluntariamente a pri-
sao.
Escunas polticaPara o sul do Estada
em ex cursan poltica, segu amanan o Sr. Aa
tomo Martiniano Veras a uemdeaejamoa nanitas
felicidades. -
Cinb Republicano Fre Cae sa-
l j i -^ 10 huras do dia deve reuoir-se esse
club poltico para realisar a eleijo de sua dir
ctoria.
Atbeneu uical Pernambncano
A- aulas de portuguez, fraacez, antbmelica e
msica, mantidaspor essa benemrita as30Ciajo,
re3brem se seganda-feira 8 do corrente.
Bscola rVormal Foi este o resultado dos
exames bavidos hontem oessa escola.
lanDO
Francez
Manoel Bento Oliveira, distinrjo.
Antonio Nunes B Carreia, Antonio Ribeira de
Aranja, It sa Alexandrina Caneca, Adriana M.
Pereira de Souza e Mara do Carmo S. Santiago,
plenamente,
Jaa E. Almeida Cntente, Gabriella M. -
Neves e Leopaldiaa T. C. Carapa3, simples
mente.
2 auno
Francez
Jaa Valente da Cruz Juoior. Carlota da Cruz
Ribeiro e Olavo Simplicio da Foaseea Almeida,
diatineja.
Lu.za de Azevedo Villarouco, Joviano de Mello
Vieira, OUndraa M. LeSo C. de Frenas, Belisa
Ferreira da Silva Araujo, Capitulina T. de Dacia,
Donata da CmceijJa e Silva, Gertrades Alvea
Ferreira. Lilia de Dru nnond. Auca Pereira da
Cuaba e Emilia Ferreira da Cuaba, plena-
mente.
Mara Carolina P. da Mendooga, Zulmira Ca-
bral, Maibilde de Azevedo Villarouco, Maria Tue-
rezi Ferreira Lima, Julio Soarea Ferreira, Alel-
oa A. Alves da Guarda. Mara E. Mendoaja Si-
queira, Maria Rodrigues Barbosa, Maria Sera-
pbraa de Mello, Maria Rosa Vieira de Mello,
Aooa Placida Pe3s6a de Paai e Neomisia Roaa
Rolrigaes Beiro, aimpleamente.
Amaob hovera prova eacripta as materias
qae faltara oo 1* e 2 aaaos.
Xueleo ArtlMtlco InatractlvoCom-
raemoroa bontem. essa sociedade o 4 aoaaver-
aario de sua installajo, celebrando urna sesao
magna, sob a presidencia do Sr. Rodrigo Lau-
riaao da Coata.
Depois de pronunciar um bello diacarao o ora-
dor, Dr. Feliciano Aodr Gome9, nsaram da pa-
lavra os Srs. Luiz das Chagas, Maaoel da Santa
Cruz, Elias do Nascimente, Eleatberio dos San
tos e Jas Nascimiuto, sendo Codos muito ap-
plaudidoa. \
Foi urna feata moleata, ma3 que por sua regu
landade deixou grata impressao no animo dos
as sistemes.
>ovena de lafcoato -Na aex'.a-feira
ai!tina leve lugar nassa cidade o levantameato
da bandeira do glorioso Santo Amaro, segurado-
39 as novenas que tem sido bastante concor-
ridas.
Iljje tarde haver all algnns diver mantos
po DUiares.
Calamento clv/l No joizd dos casamen-
tes do 4o districto foram bontem affixidos edi-
taes de proclamas dos aeguintes coatrahentea:
Primeiros
Jos Heorique Pereira da Silva, com D. Ealalia
de Barros Siinas, moradores na freguezia da
Boa Vi3ta.
A itoolo Lnu-eoja dos Saotos, morador na fre-
guezia do Recife, com D. Cecilia Maria da Con-
ceigo, moradora na freguezia da Baa-Vista.
Agaalinho da Iva Guimares, morador na
freguezia i'. Saato Antoaio, com D. Serrina
Martyr doa Ramas moradora na freguezia da Boa-
Vista.
Antonio Pereira Catrina, cora D Laura Lias
Caldas, moradores na f-oguezia da Varzea.
floMpitai Pedro liDurante o anna fin-
do de i8'Jl, f,i este o movimento dease hoBoi-
lal i

I
f 11 2 ff
i -- l : i i i = je eo i i. 1 i 1 Masculino 11 1 1 1
I w v. >* ^ i: O 1 i 1 Feminino V ii II i
Cip- ;Si -JCX- 1 1 1 Masculino I II 5*
e
Feminiuo
'1
~ i: n i*
-i i;
Masculino

5
I
l -,: i
fS>XX5
-j o w C-
Feminino
ZT- 10 3C ^ *-
TOTAL
Na mesmo aono loi igualmente este o mo-
vimenta da enfermara da maternidade, rastilla-
da no referido hospital :
ML'LERES
EKia'iam..............
E airaran.............
Sabiram..............,
Falleceram............,
Exislem...............
CRIANZAS
Exiatiam...............
Nasceram..............
Sahiram...............
Follecerara.............
Exiatem................
Nascidas mortcs........
E3 as operajes que foram
9
119
116
3
I
-
los dioicos seguales e com o
do :
3
78
59
li
o
26
praticadas pe-
resultado iodica-
0330330030;
--i-i-*-i-i-3-i-i-r*
?os;S|ffg
a3 3-2ts?an"
- SJ ?-T O 00 D
e S
a>

? .

BrS5

-J. : r ~J 16 i: U r-- l
Curados
Fellecidos
Existentes
ICUItXKUW'CK
fc J- w ^. st ~J *- J>-
TOTAL

1

Na mencionado hospital durante o citado
anno foram praticadas as seguintes operajoes:
Amputajo de membroa 26
Amputajo de penis 12
Amputajo de mamas 5
Amputajo de staphiloma '
Ablajo do colo do otero* t
Ablajo de pterigios 4
Amygdatatoniaa 3
A vivamente de fstulas i
Colporrhapbias j'
Castrajes 3
C.ytboredectomia i
Dilatajo de abeessos de differen'is especies 23
Desarticula edes 22
ExtracjSea de polypos -' S
ExtracjOes de kystos
ExtracjOes de sarcoma
Exiracjo '3 de carpo estranha
Extracjf -a de cataracta
ExtracjOes de chalasioa
EoncleacSo de globos oculares
Exciso de grandes e pequeos labios
Hermothomias
llystaerectonia abdominal
Inde'tomias
Keratomias
Ligadura de arterias
Laparotoma
Operajaa de labio leporino
Oscbeotoraia3
Pn-tbatomia3
PancjOea em bydraceles com tralamento de
iodo
PancjOea abdominaea
Pupillaa ariiQciaea
Reaecjo de iris bernal
Resecjo de oasos
Raspageas e canterisajOes de lecidos mr-
bidos
Sclerotemias
Stapbytotomias
Tarsorrapbia
Taimas perineas
Talhas bypogasiricas
Urfcthrotomia3 externas
Uretbrotomias i ternas
ocledade Beneflcente de rVaxaretb
Segn lo o balancete de receita e despezas
dessa socielade, relativo ao segundo trimestre
de Novena aro a Janeiro fiados, do 5- anno so-
cial de 1891 a 1892, as duas operaj6es forana as
seguintes:
S Receitas
Mensalidales dos socios 784000
Resultado do leilo de 8 de Dezem-
10
3
7
li
i
i
18
i
3
1
3
1
97
li
i
3
i
11
21
2
i
9
5
26

,5
it
h
t .
f
i
I
bro Saldo do primeira trimestre 238*000 192*600
Rs. Despezas Beneficencia dos indigentes Saldo em 1 de Fevereiro : Na caixa econmica Em caixa 508*600 137*160 367*000 4*440
Ra. 308*600
Club Republicano da Torre-Em
seaao ordinaria reane-ae boje, s 6 hars da
tarde, esse club, atim de proceder eleigo da
nova directora pira o anno social de 1892
1893.
ciub do PatriotasEsse Clob carnava-
lea! rune-ae amanh em sessao de asaembla
gem,, fe 3 l/i horas da tarde, na respectiva
sede.




Diario de Pennanrtmco Domingo 7 de 'Ferereiro de 1892
3
O fim da sessio a deliberacSo de assuiiptos
de urgencia social.
Fabrica Muaana-Essa antiga fabrica de
cigarros a ra do Coronel Suassuna n. 15, bem
conbecida nesta praca, depois de realizar dife-
rentes melboramentos qo material e fabricago
dos seus productos, reabri sob a firma Baptista
& C. provida das melbores estampas do cigar
ros, preparados a capricho e de fumos escomi-
dos.
Os antgos fregueze3 da Suxaoa nao deixem de
voliar, que abi Ibes aguarda a furxaga cooheci-
da ; e os tomistas que nao forem dessa grei,
acorram a essc centro e terao occa9ij de apre
ciar que os velbos lm razo na preferencia que
dio aos cigarros da Suzana.
PartidaA barda do vapor allem&o Rosa
rto segae aoje coai destino Capital Federal o
nosso amigo Tuomaz Perreira de Carvalbo, cuja
visita de despedida agradecemos.
Daseiamos-ib: papera viageaa.
Estirada de ferro de liloaoelro Os
empregidos e operados de3sa estrada reun
ram se hodtem, ad 10 Horas, pira reclamaren
augmQto nos sU3 venaimaaios; e depois de
fallar o compaabeiro Sabino de Balbss. desi-
gaaram urna commissj coaapos'.a dos compi-
nluiro- UulnJS, Jos Alve*. Braga Juaior, San-
tos e Fraga, atim de entenderse com o Sr. ge-
rente.
a de^empenao da incuaabencia, foi a com
misso bem succtdida; pois aquelle seobor
comprometida se a elevar os vencimentos recla-
mados.
A' vista desUi solucio, e depois de communi
cada ella p la commisso aos seus compannei-
ros, dusolvea se a renaio com um viva ao ge-
reite da estrada.
i niib Jurdica Acadmica Baali
zou-se uoatera, preseate um crescido numero de
acadmicos a I* sesso crima forense, presidida
pelo acadmico Mi3hado Juaior.
Bntraaio em julgamaaio o reo Manas! de tal,
incarso us oaaa ao art. 304 do cod. penal, foi
defer.d) o jiramente dos lermos da le, aos ac-
demiaos qu; compuoham o cosalho de sea
traca.
Lidos os autos pilo e3crivo Veira da Caoba,
nsou da paUvra o promotor Aggo Antanes, qa;
Sateavolvea a saa aecusago de um modo claro
e prenso, segu.ndo-s.i Ibe o advogado do reo,
Salvador Celso, que brilhantemente patrocioou
a causa do sen cunsituinte.
Iloave replica e treplici, sendo absolvido o
re.
En seguida proceieu-se o novo seteio, lican-
do designados acuelles que team de lomar parte
na prxima sesso.
Expoalco Industria! de Chicago
O Sr. W. E. Curts foi nomeadoageote especial
da Expos:ga para receber as mercaduras que
cbpgaram uo porto de Nova York com destino
Exposico e reexpedil-a3 Chicago.
Haver gran 1c parada militar porcccasio
da inaugorago dessi grande Exposigo, que
ter :ugar no da li de Outobro de 1892.
Par'.iciparao della nao s delegages de todas
as tropas dos Estados Unidos, mas lambem tro-
pas mexicacas. O lente A- C. Baker, delega-
do da Exposico para o Mxico escreve, que o
overno daquelle estado ter parle no acampa-
mento que baver durante a grande parada.
O ebefe da secgo das Bellas Aries escreveu
de Pars ao director geral Davis, que j nao ha
duvida di obler essa secgo na Exposigo um
grande sacceess, visto quo ten conseguido as
segurar a cooperagao dos artista- francezes que
prometieran) mandar urna collecco completa de
qnadros e objectos da arte.
Parecen na qaal nao poder-se-nia exceder a ultima Ex-
posigo de Pars, seria a das Bellas Artes. Mas
parece agora, visto ser a Amrica um mercado
importante para objectos da arte, que a Ingla-
terra, a Franga e a Allemaaha faro todos os
esorgos para mandaren os seus melbores ob-
jectos ue arte, como quadros, estatus et;.,
Exposigo do Chicago.
Ao Dr. West cabe a bonra de ter manda
do do estrangeiro o primeiro objeclo para a Ex-
posigo Internacional de 1892.
O dootor que se acha actualmente em Antigo-
nist Nova Scosaia, um zeloso compilador de
raridades, e conseguiu obter algans objectos
daquella tribu, como sejam: um machado de
pedra, um cacaimbo de pedra, dois wijrwams
(cana daqujlla gente) urna langa de pedra, dois
pares de moccasiae, vestidos etc., que tudo eer
mostrado na Expo.-igo.
lo de la PlataAssim se intilala urna
liada valsa, para piano, do maestro Luigi Loche
der. e da qual sao editores os ara. Buschmann &
Guimares, do Bio de Janeiro.
Neste Estado ella encontrada a venda no es-
tabelec.menio dos Srs. Pialle n C, ra Baro
da Victoria a. 59. a quem agradecemos a remes -
sa de um exemplar.
Club MuKical Hecifenne-Esse Club
reunese segunda-feira 8 do correte, em assem
bla geral para proceder se aeleigo da nova di-
rectora.
Paquete UnaPor ordem superior foi
transferida para amanb 8, ao meio da, a sabi
da des'.e paqupte que ee destina ao presidio de
Fernando de Noronha.
MeetlusO cidado pharmaceutlco Antonio
MartiDiano Veras, candil ato apresentado pelo di-
rectorio do partido republicano deste Eatade. rea-
lisa boje ds 4 1/2 horas da tarde um meeting, na
Praga da Repblica.
Inspectora do *.' dlatricio mar-
timo Recite, 3 de Fevereiro de 1892.
Boleta-n meteorolgico
Nacionaes 03, malheres 14, erangeiros JO.
-Total 342.
Arracoados 310.
Bons 296.
Doentes 9.
Loncos 3.
Loucas 2.
Total 310.
Teve alta :
Antonio Frencisco de Andrade Lima.
lioterla do Estado do r&o-Para
A 2.a sene da 51* lotera, deste Estado cojo
premio grande de 240:000*000, s;r extrablda
no da 13 de Fevereiro (sabbado).
Iaoterla do Marao.ao A 15* serie da
6* lotera deste Estado, cujo premio grande
de 30J:000000, ser extrabida na dia 10 de
Fevereiro (quarta feira).
Cemlterio Publico Obitut.rio do dia 3
de Fevereiro:
Frederico de Almeida M, Pernanbuco, 27 n-
nos, solteiro. Recite, tuterculose.
Mara do Livrameato Ros-i e Silva, Pernambu-
co. 29 annos, casado, Recife, pneumona.
Fraacisco Vicente L F., Peroambuco, 26 an-
nos, casado, Santo Antonio, tubrculos pulmo
nares.
Jalia, Peroambuco, 7 anno3, Af agados bren
chite.
Jauuario B. da Silva, Pernambuco, 20 aanos,
solteiro, ftecife. cacbexia palustre.
Emmereciao Mara C, Pernambu:o, 91 nno3
viuva, Graga, decrepitude.
Amalia Francisca S Parabyba, 21 annos, sol
teiro, Recife, tubrculos pulmonares.
Luiz Gonzaga da Silva, Pernambuco, 31 an-
nos, casado. Afogados, syocope bepa "ica.
Um feto. Peroambuco, S. Jas inviabilidade.
Pedro Antonio Francisco, Pernumbuco, 46
annos, soiteiro, Boa-Vi3ta. clica
Anna Mara de Jess, Pernambuco, 60 annos,
viuva, Boa-Vista, rheumatismo.
COMMIINICADOS
! ^ O
3c Barmetro Tenso do -3 es -9
Hora. a 0* vapor a
9 S
' 6 m. 26,*9 756-10 18,89 20 55 7
9 28."3 75585 72
29 ,-l 756-05 20 58 69
3 : 289 755-19 19,?5 66
6 28 "i Toa^SC 19,56 68
Temperatura mxima 30,'O.
Dita mi ima 23,'7o.
Evaporagao em 24 horas: ao sol8,*7; a
sombra3 *6.
Direcgr-o do vento;: ESE e E alternados de
me;a nait- at 5 horas e 55 minutos da macha;
WSW at 6 horas e 15 minutos ; W at 7 boras
e 54 minemos; variavel de SE a ESE al 6 horas
e 9 minutos da tarde; E com ioterrupgfaes de
ESE al 10 ho-as e 59 minutos ; ESE com ic-
te-rupgOes Je E e SE at meia noile.
Velocidade media do vento: 4,-10 por se
gundo-
Nebutosidade media : 0,-38.
Bo'.etim do Dorto
lulullos anarchisadores...
A opposig) delira e esbraveja no auge da im
potencia para conseguir anarchisar este Es-
tado.
Batida em todos os terrenos, abandonada pelo
povo, sem apoio, sem elemento algn, a oppo-
sigao desvara se e nao se peja de vir a publico
por seus orgaos assolar paixes e e.\citar a in-
triga entre os dignissimos membros da Junta
Governativa, que se acba solidaria e unida no
pensameoto de manter n'este Estado o rgimen
da ordem, da jostiga, da moralidade administra-
tiva e da boaestidade poltica.
A campanba anar;bica e sediziosa que a Pro
viacia e o Estado ence'aram, mss que fe iz
mente cao encontrn ecbo na op.cio publica,
denunciase como c requinte da perversidade e
do impatriotismo.
Sem elementos de aegao, dispondo apenas de
artimanbas e intrigas, a opposigao procura alar-
mar o espirito publico, espalhando boatos men-
tiros .s e incitando odios desarrasoado.
Felizmente foram tomadas todas as providen ,
cias atim de nSo continuar o espirito publico a
Vlver sob a pressao de urna agitagao e duvida
continuas.
A ordem ser mantida, a custa de todos os sa-
crificios, porque cima dos interesses de um in-
dividuo ou de urna faego esto os sagrados in-
teressea da collectividade.
O governo como guarda fiel do bem publico
nao pide e nem deve consentir queanarebisado-
es vulgares estejam a perturbar o so:cego e a
perturbar a marcha serena dos pbenoinenos so-
ciaes.
A' prudencia que at agora tem sido o sen es-
cudo os distincti8simos e benemritos membros
da Janta Governativa sabero alliar a energa
quaado assim for preciso.
Convenga se o publico t'abalbador, eoove: -
gam se todos 03 que lm interesses a zelar, que
nada alterar a ordeme a tr.-nquillidade.
Sem meios de aegao, sem o apoio popular a
a opposigao nao poder levantar a anarchia as
mas nem fomentar discordias.
Forte pela conanga que loe dispensam todos
os boas cidados a Junta Governativa conlica
serena e traoqolla a dirigir os negoaos pobli
eos com rara saaedoria e patriotismo.
semana de 18 a 23 do mesmo mez.-Para o ar
chivo.
Diarios ofbclaes de os. 9 15.Archive-se.
DESPACHOS
Peliges:
De Tbeodoro Just, submettendo registro sua
rirma commercial.Registre-se.
De Arsenio Coraeiro Ribeiro Campos e Abilio
Jos Bezerra Cavalcanti, pedlndo o archivamen-
to do distracto da sociedade que tiobam sob a
firma Arseoio Campos & Bezerra.Archive-se.
De Jos Antonio da Costa Fernandes e Manoel
Jos a a Costa Primo, fazendo idntico pedido
para o seu contracto de sociedade celebrado sob
a firma de Fernandes & Primo.Archive-se.
De'Jos Antonio da Cosa Fernandes, solici-
tando registro para sua firma osada no cumtser-
cit.Regislre-se.
De Jos da Costa Medeiros Nareda e Antonio
Pereira de Magalhes Bastos, pedndo o archi-
vamento do diEtracto da sociedade que tinham
sob a firma de Medeiros Nareda & C, na cidade
do L'moeiro deste Estado.Arch /ese.
De Jos Coutinho da Multa Ferreira e Alfredo
Homem de Carvalbo, fazendo igual pedido para
o distracto da sociedade commercial que tinbam
sob a firma de Jos Ferreira CArcbive se.
De Oliveira Bastos & C, submettendo a regis-
tro sua firma commercial. -Registre se.
De Domlogos Souza c C pediado o archive-
memo da seu contracto social.Archive-se.
De Kernando it Primo, sobmet endo a registro
sua firma commercial.Registre se.
De Dominaos de Souza & C, emo mesmo sen
tido. Regi-tre-se.
De Robertson Bros C, estabelccido na ci-
dade do Porto, Reino de Portugal, pedndo para
que se registre a marca Rabello Vleme, alop
tuda pelos supplicantes no seu estabelecimeoto
de vinbos.Procede o parecer.
Da Viuva Lorega & C submettendo a regis-
tro sua firma social.Registre se.
De Pereira Pinto & C-, pedndo para que se
arcbive a declarago qce junta, relativamente ao
seu contracto de sociedade, por ter fallecido um
dos socios compodentea da mesma firma.Ar-
chvele.
Dos mesmos pedindo que se faga as devidas
annoiaces no livro da nscriagao do registro
das firmas, relativamente ao direito que lbe as-
siate de continuar a usar a mesma firma nao ob-
stante ter fallecido o so.io Antonio Pereira Go
mes, por quanto sua dita firma nenhuma alta-
ragau soffreu em sua organisago.Como pe
dem.
De riodrigues Lima & C, pedindo o archiva-
meato do distracto de sua sociedade comner-
cial, por torca da qual retira-se o socio com
manuano Jus aa Silva Rodrigues. Arcbi-
ve-se.
De Barbosa & Santos, fazendo igual pedido
para o .-eu contracto de sociedaae.Archive-se.
De Jos Ferreira, submettendo a registro sua
firma commercial.Registre-se.
De Guilherme Francisco Paredes Porto, pedin-
do para que se registre a firma Gailberme Porto
usada em seu commercio.Registre-se.
Foi distribuido rubica o nvro Copiador de
Jos Baltar 4 C.
Nada mais havendo a tratar o Sr. Presidente
encerrou a sesso 1 hora da tarde.
o pretexto disso que realcense
de provocar o riso anda em labios os naaiu
aisudos e tristonhos : O calor.
Pebre calor que por ah anda como P-
lalos no credo.
Esta transferencia, porm, das festas
do deus Momo traz agoa no bico.
Quem sabe se nisso nao anda o ende-
moniado deda da poltica, esta velha ra
bogenta que em tudo se mette com os
seus mexerisos, com os seus con'.os rheu-
maticos ?
Se a moda pega e por c reflecte-se a
tal transferencia, virgem das virgens! ha-
remos rer a mascarada este anuo, nao
por entre urna nuvem de tau e maizena,
mas a romper a fumarada dos craveiroa e
das pistolas.
Ej a proposito de pistolaquem sabe
se nao foi para prevenir a precipitado de
um entrud de fogo que as folias carnava
leseas foram adiadas para a epocha justa-
mente em que a plvora tem mais ex-
traccSo ?
Mas... ah !ora, onde anda vamos nos
com a cabeca que o tempo de de-
posites e o Carnaval n2o podia isemptar-
se da nflaxibilidade de urna lei geral que,
como a lei da morte abrange todaa as
cousas e pessoaspagou o seu tributo.
O Carnaval foi deposto da sua tradi-
cional epocha.
r(HOS DA SEMANA
m .a = 1 Dias Hora3 Altura
P. M. B. M. P. M. B. M. 5 de Fevereiro 5 5 6 1001 da manba 404 da tarde 10-47 501 da mansa 1-92 0-73 1-94 0-73
Falsas lnslnuacdes
Os dous orgos da -opposigao, em mas co-
lampas edictoriaes tm dado curso ao mais in
frene partidarismo, criticando algomas demis-
sOes feitas pela junta, como se fosse urna grande
novidade um (acto inusitado serem exonerados
nnectonarios demissiveis ad nutren, que oceupan
do cargos de cotiaoga decahiram desta qae alias
se inspira e nao se impOe as autoridades poli
ciaes, iacompativeis com a nova ordem de cou
sas.
Imaginando odios que ningaem nutre e sus
paitando ambi6es irrequietas qu na se ani-
nham no espirito de neabuii dos benemritos
membros da janta governativa, a opposico anda
a pbania3iar victimas e algozes.
Se at o dia 18 a sociedade pernambu;ana ss
divida em vencedores e vencidos, agora ; ex
is'.e orna distinego : bomens honestos dispos-
t03 a 3ervir a Patria com desioteresse 3 patrio-
tismo ; e bomens perversos e desalmados que
vivem da intriga e da calumnia.
Para que. prtanlo, MM bulha, eme elamer
iojustificado?
A demissa do Dr. Demetrio SimOes nao foi
feita teao porque esse cidado Jeixaxa de
cumprir exactamente os deveres do cargo que
lbe foi confiado.
Comprisse o Dr. Demetrio as suas obrigagea
e certamente nao seria destituido de seas func
ge3.
MN se porlanto de si mesmo e de mais
ninguem.
IieiiA'*-ttffeciuar-ae-nao os segnmies:
Segunda feira :
QPelo agente Brto, s 11 b ras, roa Nova
n. 4*1, de boas movis, vidros e lougas.
Pafi*selro)iCnegados do pertos (o nor-
te no vapor nacional Salvador :
Dr. JnveoCic'A. C. Maia, -ua senhera e 8 fi.
Ih03, Peliciaao Carapatcso, Dr. Vicenie Landim.
Januano T. Amorim, Dr. Antonio Laceda Cber
mout e i criado, mana T. Ramos, Ricardo Klio.
gner. Panialeo Cabral, Dr. Antonio C. de S
Al uquerque. sur senbora sua m, Vicente
Calab'eno. Jos Lopes, Anna Rita da CocceicSo.
Jos Pereira Soares, Francisco Fernandas, Jos
Soares Carneiro, Eleebo Abes Maia, Miguel
Pereira Leite, Manoel C. Pereira Jnior, An onio
Gabriel Corris, Francisco Gomes dos Aojos,
fcrnesio Lima, Manoel Frnci3co Medeiros, Dr.
Antonio B sos Santos, sua senbora, 1 lilao e 1
cnobada, Herminio Jos dos Santos Jayme, Ma-
noel M. do Rosario, Jo; Ferreira da Silva, Mi
guei Fontonra, Walter Sandwell, Diogo Caval
cante Sobrinho, 1 criado e 6 pragas de pelicia.
Cava fie DetesteMovimenio aos pro-
sos da Casa de Detengaodo Recife, Ssladoae
Fernambuco, em 5 de Fevereiro de 1892.
Existiam 343, entrn 2, sahiram 3, exis-
ten) 342
A saber :
CHRONICA JBICIAMi
Juma Commercial do Es t id o de
Pernambuco
ACTA DA SESSO DE 29 DE JAMURO DE
1892
PBKSIDB.NCU DO SR. DEPUTADO JOAQUUI O.IKTH
BASTOS
Secretario intermo o Sr. Deputaao
Goncalces teltrao
A's 10 boras da mann, ro aberta a sesso es
tasdo presentes os Srs. deputad03 : corimenda
der Lopes Machado. Beltro e Pigueiredo, faltan
do com participago o Sr. deputado I-aula Lo-
pes.
Lida, foi approvadi a acta da sesso antece-
dente e procede-se a leitura de seguale
IXPEDIE.NTK
Oficios :
Do secretario da Junta Commercial de S. Salva
dor, de 15 do correte, enviando a reiago dos
negociantes matriculados ali. dorante os meses
de Maio Bezem ro do anno prximo rindo.
Acense-se a recepgo e archive se.
Da Junta dos Correctores desta pn.ca, com
data de 26 do corrate, enviando o ocletim da
Revista de collaboraeo
POB
Nemo & Ignotus
SuHHABIO:Urna semana vazia.Ental-
las de um chronista.S o
fio-elctrico salva a situago.
A retirada do marechal
SemeSo.Prophecias realisa-
daB. Vox fopidi, vox Dei.
A machina que falla. O
Carnaval em Jucho.Depo-
sigSo das festas do deus Mo-
mo. Voco* miudos.
A semana linda foi tima semana imiga
de um chronista.
Por mais que batessemos na testa im-
petrando, pelo amor de Deus, da memo
ra um facto digno de nota, era encontra-
mo-nos em um verdadeiro deserto de no-
vidade, pois que taes honras nlo mere
cem as pouquidades montonas que oc-
correram durante a hebdmada que acaba
de sumir-se no occaso do tempo.
Se nlo fra o fio elctrico que para ahi
est todos os dias a nos contar historias,
historias qae como gneos deflexos rever-
beram se adustamente na alma poltica c
da trra, ver-nos-hiamos na dura contin
gencia de, boje, darmos tregoas aos leitu-
res pe justo motivo da falta de asauua
pto.

A retirada do Sr. SemeSo do ministerio
foi aqu recebida e olhada por differentes
prismas.
Os esperanzados interpretaram n'a a seu
geito e outro tanto lisera na aqueles que
oella nada mais viram do que ama sim-
ples baixa a enfermara do Ilustre gene
ral, ex-secretario da guerra.
Por incommodos de saude ou n2o, o
caso que o Sr. Seme2o ja nSo enverga
a farda de ministro, dando isso lucrar a
verificaglo das prophecias de uns certos
Nostrademas polticos c da trra que,
dias antes de chegar nos o despacho tele-
graphico que nos pos ao par de um tal
facto, auguravam a bocea cheia ra em
ra este acontec ment.
Vox populi, vox Dei.
Mas a questSo que elles espalharam
tambe aa a retirada de mais dois ministros
o que hind se nao verifcou.
Assiste lhe, porm, o direito de dize-
rem : piano, piano si v lontano.
Entretanto a retirada do Sr. SanaeSo
at hoje anda nlo causo-a bem nem mal
a ningaem.
Antes assim.
A machina que falla e cantao phono-
graphoo ultimo commentimento do en-
genhoso Edison e que se acha em exhibi-
lo neata cidade o que tem dado muito
que fazer a certas cacholas que en'.endem
que o homem s veio ao mundo para co-
mer e bebor...
Nao se compenetran! os tolos de que
hade vir o tempo em que se descob: ir o
verdadeiro elixir da juventude eterna,
que far desapparecer o carcter de mor
tal a entilo dcsassombrada humanidade.
A' sciencia nada difficil e a electrici-
dade a alma do futuro e por meio della
ser muito fcil mais tarde aos aperfei-
goados Buccessores de Edison, co.uo o
ferreiro da fbula, fabricarem um ho
mem sem precisareis para fazel o sentir-
se de compor um Prometheo para ir rou>
bar nm raio a aureola de Jove.
E entilo Be o mundo subjectivo nSo
urna hego do Esplritualismo com que
olhos compridos nao havemos olhar nos l
do alto para a eternidade vital dos fallaos
do futuro !...
Ora tudo tem-ae visto ltimamente...
at o Carnaval em S. JoSo.
Est porque dizem os prophetas :es-
tamos do fim do mando.
O Carnaval que em todos os tempos es
capando de Fevereiro sempre cabio em
Margo, l se vae a forja de nm bem me-
dido ponta-p dar com o costado em Ju-
nho.
Em tempo prophetismos nos:a falta
de trocos miudos vae-se tornar morbo en
demico neste Estado.
Bocea que tai diasesteso diabo da fal-
ta de troco, como o judsu errante da Le-
genda, caminha entre nos sem encontrar
um paradeiro, dia e noute, por serras e
por valles, obedecendo urna voz fatdi-
ca,a voa dos Srs. usurarios que lhe
brida : vaga, vaga, maldicto de Deus e
banha as miserias de nossas almas no
morno lago do suor do povo.
E a falta de troco segu a sua marcha
in variavel, langa nd o o desespero no seio
de urna populaco inteira.
Mas porque nao hade o governo do es-
do, tomar urna enrgica providencia que
ponha fm de um golpe a essa atros cal.-
midade que se chamafalta de troco t !
Por ventura ser ella menos nociva
urna sociedade, ae consequeocias menos
funestas do quea peste, a fome e a
guerra ?
Em qualquer urna deesas ultimas hype-
theses o governo nSo tem sempre posto
em evidencia o seu prestigio, a sua ge-
nerosidade, o seu patriotismo ?
Porque entio se exhime de, ante a fal-
ta de trocoa miudos, tomar ama medida
qae ponha termo a essa calamidade qoe,
como a peste, a fome e a guerra, conduz
um povo ao desespero ?
O desespero o desespero ; e mc-
lhor emquanto as iras dos martyrisados
nSo explodem, o governo punir severa
mente a agiotagem, do qae mais tarde se
encontrar na dura obrigacilo de punir as
victimas da falta de trocos miados.
SPORT
Prado Pernambueano
A rrar.io de boje no prado do Lucca deve ser
ioieressaue.
Com um excellente programo)* realisada abi
a 11.a corrida, cojos pareos eslo nem organisa-
dos pelos aoimaes, que Ibes formam as listas,
onde s escclber e aguardar o facto.
O velno Prado, pois, espera os seus kabilw,
alegre e bellamente ornado, o'essa sua recepcao
de boje.
Recebemos os ns. UO da Semana Sportiva e
40 do Sport.
Sempre importantes e nao mais a deejar sob
a reiago noticiosa, a vista dos nossos collegas
dos aumamente agradavel.

No Prado Ouroprelano teve logar a 3.* corrida
no da 24 do passado.
Foram vencedores nos seis pareos os animaes
David, Goapor, D. Quixote, Secret e Petit, La
Boot e Pompeiro, e Estigarribia e Jordo, seodo
aonuilada a carreira do 1* pareo.

Passou novo proprietario a Platea Sportiva*,
folba que se publica no Estado de S. Paulo.
Apparecer logo que se iniciar os divertimen
tos do sport na capital paulista, sob o titulo de
S. Paulo Sport e redcco do Sr. Paolo Lobo.

Um dos gerenUs de um dos prados do Rio
Graode do Sul fez em Porto Alegre acqoisigo
do ca\ao de puro saogue Paladn para servir de
garaobo.
Este com os poro sangue Sportman. Emilio 2,
Dellnge, Saint-Lon, Cegoima, Actif, Marqoai-
seot, Saint Wools, Syrius, Cbauabery, Mhomcd,
Tonraoger e outros mais, constltuem a lista j
numerosa de boos reproductores n'aquelle pros-
pero estado.
*
Rod, lho de Plulo e irmo de Guaraciaba
um animal rosilho, desenvolvido e de bella es
tampa, cootando 3 annos e pensionista da Cou
delaria Paranaeose, de S. Paulo.
E' mais um producto da fazenda de criago do
Sr. F. Schneider.
PlBLltlACOES A PEDIDO
Illumina^ao publica do Re-
cife
Dissemos em nosso primeiro artigo, mais ou
meos desenvolvidamente:
1.* Que os embaragos oppostos pelos Srs. Fiel-
den Brothers avaliago do material de qne
tinbam de ser indemnisados, tornon-a muito de
morada.
2 Que, effectuada a primeira concorrencia,
surgiram sobre o jnlgamento das propostas da
vidas que,motivaram consideraver'demora e de-
ram; em resultado a aonullago da mesma con-
currencia.
3." Que, devendo o novo edital conter as n-
dijagoes necessarias para so facilitar o estudo
comparativo das propo3tas, bonve mais urna de-
mora de quatro mezes na obtengo dess33 indi-
cagOes.
4. Que, fixado pelo bovo edital, de 16 de Fe-
vereiro de 1891, o prazo de tres mezes, foi este,
em 18.de Maio, prorogado por mais tres, j es-
tando recebidas algumas propostas.
5." Que, abertas as propostas em 23 de Agos-
to, foram submettidas ao exame do director das
obras poblicas; o qaal infermoo ser a do Banco
da Bolsa a qae exigia menor prego, alm de con
formarse com o edital.
6." Que, estabelecidas, como foram, no edital
todaa as clmalas do contracto, e venando a
concurrencia nicamente sobre o prego inicial, o
julgamento das propostas, aiDda quando fossem
maitas, poda ser feito em poucos mnalos.
7. Qae, nao obstante, a segunda concurren-
cia nao teve solugio alguma al boje, desde
Agosto de 1691, ao rasso que os Srs. Fielden
Brothers vo obtendo soccessivas prorogages
do contracto de 1836, e tiveram ltimamente urna
prorogago por seis mezes.
8. Que as deloogas occorridas depois de bndo
o velbo contracto (j passaram alguna annos), e
especialmente a demora em decidir se 200
mais ou menos que 201, 205 etc. (j l vo
cinco mezes), tem aiJo desastrosas para o Tbe-
souro do Estado ; qne, por exemplo, em Novena-
bro do anno r.do pagou aos Srs Fielden Bro
hers 14:812^940, quando pagara 0:476*234 ao
laoco da Bolsa.
9 Que lambem os coo3umidores parliculares
eato sendo prejudicados, pagando actual em
preza ma3 25 / do que pagariam aquelle
Banco.
10. Que, pela demora no julgamento das
propo8t Ihorameutos estipulaacs no edital, onde ha mul-
tas clausulas que ternaro o servigo mais perfei
to, mais econmico e mtlhor (iscalisado.
03 Srs. Fielden Brotbers, deixando sem a m-
nima contestago qusi ludo o que dissemos,
limitaram se a tserever algumas Hcha3 no Jor
nal do Reci/e de 2 do correte.
Allegam que as demoras, a que alludimos,
nao podem ser imputadas empresa. S impu-
tamos empresa urna das demoras : a da ava-
'iego ; e esta lbe attribnimos vista de reque-
rimen os, gcios, despachos e pareceres, qae o
publico j contece. Se os Srs. Fielden Brothers
quizerem discutir este ponto (que alias sem
importa icia actualmente) esiamos o seu dis-
p Basta dizer que duraDte Elgum tempo, el-
les se oppozeram irjostamente a que a avalla
glo se tizesse antes de fiado o mull i illll. e de-
pois desis'.iram dessa injusta opposico.
Allegam tambem que o prego da indemniea-
gao nao nem pode ser o de 994:917*528,
como snpp58 o Banco da Bolsa. Qoem snp-
pOe iato o edital de 16 de Fevereiro, de accor-
do com o arbitramento a que se proceden cem
interver.go da empresa.
Allegam, finalmente, nao ser exacto qne a
empresa tenha solicitado nova prorogago, e ac-
crescentam que ella apenas acceden aos desejos
aa janta.
Ser posivel que a Exma jonta governativa,
alguns dias depois de ter entrado em exercicio,
e qoando assumptcs gravsimos lhe atirabiam
a attengo, tenha espontneamente o/ficiado ao?
Srs. Fielden Brothers, pedindo-lbe o favor de
aceitar orna prorogago por ans mezes ? A em-
presa nada requeren com referencia ^ultima
prorogago, apenas acceden aos desejos da jun-
ta? E' difficil acreditar Disto, e estimariamas
que fosse publicado o cilicio ou portara que de-
termioon esa prorogago.
Dar mentalmente aos Srs. Fielden Brotbris
(qoe remettem para a Inglaterra os seos lucres
enormes) mais de 7 ou 8:000*000 do qoe se pe-
gara ao Banco da Bolsa, e anda Ihes ticar de
vendo o obsequio de aceitar isto por mais seis
mezes !...
**
Cldadlos membros da Junta
Nos abaixo assunados, eleitores e moradores
da comarca de Taqoaretioga, faltaramos ao
mais sagrado de nossos deveres, se nio viesse-
mos dar ao Dr. PetroDillo de Sarata Cruz Olivei-
ra, integro e illuatrado jaiz de direito desta co
marca, nm publico testemuebo de nos a grati-
do, pela maoeira correcta com que procedeu
Jurante o tempij em que entre eos exercen a ju
dicatura, nlliacdo a illustrago e todos os mais
dotes de sua invejavel mentalidade aos mais al
tos interesses da jusi;i, em to coa hora a si
confiados.
Probidoso, ronesto, criterioso, delicado e jns-
ticeiro, o Dr. Peiroollio representa para os ha
hitantes de TaquarM&ga ama garanta eo ver-
dadeiro typo do magistrado compalivel com o
rgimen n-publicaDo. que felizmente nes rege, e
por isso cao dovidamos pedir patritica junta
governativa, a quem com toda a ain'endade
apoiamos, a revogngao do acto qne o passou a
inactividade, resiitaindo o ao seio deseas amigos
e admiradores, que tambem o sao da patritica
junta governativa, sempre solicita pela cansa da
jusliga, qae e a verdadeira coodigo para a feli
cidaue dos povos.
0 mostrado Dr. Petronillo, felizmente para
elle, nao conta nesta comarca nm d'-sallectu se-
qoer, e isto consume para os abaixo assignadoa
nm penhor de que a sua supplica ter attendida
pelo moralisado governuaue dirige os destinos
deste Esiado- ^
Taqjaretinga, 27 de Janeiro de 1892.
1 Manoel Joaquina da Silva Curvello, delega-
do de polica.
2 Teaeote Joo Barbosa de Souza, tabellio.
3 Dr. Francisco teF. Castro, juiz municipal.
4 Jco Bezerra da Caoba, eibtelegado.
5 Capito Alexandre Manoel Bezerra-
6 Joo da Costa Bezerra.
7 Manoel Bezerra de Jess.
8 Francisco Ignacio do Paraso.
9 Jcs de Moara Cabral.
10 Silvestre P. de Azevedo, intendente.
11 Pedro H. R. de Assumpgo, presidente da
Intendencia.
12 Francisco Jas de Fraoga Gimelleira.
13 Luiz Carlos de C. P. de Andrade, professor
publico.
14 Beroardino Jos Limeira.
15 Francisco Pereira da Silva.
16 Manoel Joaquim Cona de A-aujo.
17 Tenente Manoel Francisco de Arrnda-
18 Manoel Coelho Pimentel.
19 Tenente Pedro Alexandrino Cona de Malo,
commissario.
20 Dr. Felismino N. da Costa, prometer pu-
blico.
21 Joaqoim Alies Cor ih de Albnqucrque.
22 Vigario Reoovato P. Tejo.
23 Jos Bezerra da Couha, collector.
24 Alferes Francisco P. Teja de Assis, sob
commissario.
25 Joo A. C. C. Maranbo, secretario da In-
tendencia .
26 Jos Cecilio da Costa.
27 Jos Miguel da Cuaba.
28 Aleixo da Cnnba Potto F. ho-
29 Antonio Aleixo da Cuaba.
30 Valentina Francisco Xavier.
31 Alfere3 Francisco B. da S. Borges.
32 Capito Jos Felippe da Cnnba.
33 Manoel Uanaes de S. lago.
34 Jos Conga!ves Pasaos.
35 Euno C. de S. Babia.
36 Capito Mansel F. F. Velho. 1. unplente
do jiaiz municipal.
37 Manoel Galdioo dos Aojos.
38 Jos Gongalves de Lima.
39 Lino Nones Ferreira.
40 Yjcente Nansa e Siqueira.
41 Galdioo G. Passos.
42 Tenente Isidoro de Pontes, 3.' applente
do juiz municipal.
43 Joo Ferreira Coelho.
44 Antonio Gomes Ferreira.
45 Nabor da Silva Carvalbo-
46 Manoel Alves Feitosa.
47 Manoel da Silva Curvello.
48 Jos Bezerra do Nascimeolo.
49 Victoriano Alves Feitosa.
50 Tbomaz A. S. Curvello.
51 Patricio A. doMascimento-
52 Teoente-coronel Landelino Manoel e Aze-
vedo.
53 Matbilde Pereira Alves.
54 Tenente Manoel Correa de Albuqcerque.
55 Fabricio Correa de Araojo
56 Jo5o Climaco Corra de Araujo.
57 Joo Francisco da Rocha.
58 Dioaizio Pereira da Roca-
59 Jos Alve8Cavalcanii.
60 Joo da Custa Arago.
61 Alferes Maaoel Elias doR. D.
02 Capito Lo z I. de M. Teixeira.
63 Padre Luis de Fraoga Souza.
64 Firmioo Barbosa de Sooza.
65 Manoel Joaquim G. Caroeiro.
66 Jos F. G. Caroeiro.
67 Miguel Ferreira Carneiro.
68 Tbomaz A. C. de Albuquerque.
69 Antonio Francisco de Lima S-
70 Domingos Meades Pereira.
71 J ao Mendes B. Cavalcar.ti.
72 Antonio Alves Cavalcanti.
73 Ju.- Mendes B. Cavalcanti.
74 Alteres JoSo F. d'Asaumpgo, subdelegad*
de polica.
75 Ca88iano Ferreira de Araujo.
76 Marianoo da Costa Villarim-
77 Francisco Agostinbo Pereira de Lacena.
78 Manoel Carneiro B zarra Cavalcanti.
79 Tenente Jos Maooel da S T.
80 Manoel Thona de M. Poroca.
81 Antonio Manoel de Carvalbo.
82 Cbristovo Ferreira de Assumpgo. inten-
dente.
83 Joaquina Jos de Lima.
84 Manoel Crrela de Araujo.
85 Amaro Correia de Araojo.
86 joo Jaaqaim Bezerra da Silva.
87 Manoel Mximo da Costa.
88 Jas Alves C. de Albuquerqae.
89 Jos Francisco de Souza.
90 Joo Pereira dos Santos.
91 Manoel Bezerra de Mello.
92 Maooel E. da C Barros.
93 Joo Ferreira dos Anjos.
94 Manoel Ferreira de Assumpgo.
95 Manoel Barbosa de I. Neo.
96 Manoel F. B. Cavalcante, 2* topplent<3 do
juiz municipal,
97 Francisco Ferreira G. Carneiro.
98 Francisco Antonio de Figueiroa.
99 Jos Rufino aa Roera.
100 Joo Francisco da Silva S.
101 Francisco Correia de Albuquerque.
102 Antonio l'ereira de Souza
103 Jerooymo Crrela de Araojo.
104 Amaro Coelho da Malta.
i Uo Estanislao F. d'Assntnpgo.
106 Maooel Albiuo da Cuaba.
107 Antonio Ferreira Maia.
108 Antonio Pereira de Mello,
109 Basilio Correia de Qa*-iroz.
110 Joaqa.m Manas daCuoha.
111 Antonio Lioo re Castro.
112 Jos Xavier da Silva.
113 Joo Cecilio deFanas.
114 Antonio Ciraco dos Santos.
115 Genuino M. da Cunba.
1-6 Francisco Aleixo da Cunba.
H7 Mauoel fereira de Araujo.
118 Pedro Pi-r.-eira Gaimares.
119 BrazJos de Andrade-
120 Manoel Ferreira Guimares.
121 Jos Altiico da Cunba.
122 Mariaao Jos de Olueira.
123 Joo Ignacio Barbosa.
124 Flix Correia de Araujo.
125 Jos Bianou da C. Barroa.
126 Antonio Estevo P- A.
147 Jos Coelho daMotta.
128 Jos Severiano de Scuza.
129 Evaristo Xavier da Silu.
130 Ivo da Costa Bezerra.
131 Poociaoo Ferreira Coelbo.
132 Apolinario B. de Jess.
133 Jos F. Torres.
134 Antonio Paixo de Oliveira.
13 S Amaro Xavier da Silva.
136 Francisco MaoizFalco.
137 Thom Pereira de Lacena.
138 Ama-o Pereira da Silva-
139 Amaro Soares de Albuquerque.
140 Mano. 1 Flix da Silva.
141 Manoel Jo-quim BezerraSerra Seca.
(As ti: mas esto reconbecidas pelo tabellio.)
E' ou nao prevalicao ?
Collegas e amigos do Diario de Pernambuco
Acabo de ser victima de odios peqnenioos do
Sr. Maooel da Faixao Vieira, tiscal da freguezia
de Santo Antonio e que mora defr nte de mim.
Ene -cDbor que, como fiscal temalra'.838a-
do tres ou qua:ro uuages polticas, leve a
coragem de coHectar o nnsso eslabelecimeoto iy-
pographxo em 480*600, aoouaes quando ba 3
mezes pago 240*000, como provocom es recibos
de arreadamenios e imposiosqae tambem Moho
pago de iodnstria e proBssoes.
Vejam ccllegas que escndales! 11
Um estabelecimeoto, como o nosso em luga:
reiirado, esse fiscal fez a collecta pelo dobre,
sement para me espesinbar, do entretanto que
collecta o noiel e hospedara do Manoel Alves,
silos i ra Duque de Caxias o. 4. por 300*000
anr.uaes, contando este eslabelecimeoto de um
sobrado de ires andares e om pavimeolo terreo.
Eu nao iaveoo ; o que allego consta do edital
Ja Intendencia Municipal, publicado na Provincia
de 5 do correte mez.
Nao s este esUbelecimeoto que elle tem
feito esta collecta e sim em muitos outros, com
o nico rim de fazer um arranjo.
Ser ou nao orevalicailor este final t...
Recife, 6 de Fevereiro rie 1892.
Fortunato Iinheiro.
Nao de lastimar ver tantas jovens lividas,
cem o semblante paludo, olhos abatidos, pos-
tradas, sem goslo nem votade, privadas da sa-
tlsfago do casamento e dos gozos santos da
maiernidade, quando seria tio fcil restituir-
Ibes a aaimago, robostez e alegra ?
Para conseguir este resoltado, basta adminis-
trar Ihes o Phospbato de Ferro de Leras, to
eflicaz como atiniiravel na anemia, colorse, em-
pebrecimento do sangue, dores de estomago, te
M\) de raticar orna obra de
candad econom snuiio di-
nheiro-
Os proprietarios rurae3 qne eropregam
traballaadores em terrenos p manosea e
principalmente ea arrozaes, slo obriga-
dos a pagar jornses mu to mais elevados
em vista uo perico a que c3tao expojtoa
teses trabalbadores em apanhar febres
tercas e malignas; aesim mesmo nSo im-
pede que o paludismo taca bastante vie' -
mas todos os annos.
Podiam reduzir esse augmento de dea-
peza e salvar a vida a muitos d'esses indi-
viden de um modo muito simples: entre-
gando-lies ao mesmo tempa com a paga
urnas tantas 4 Paro las de quinina do doutor
Clertan que tomadas logo que apparecem
os primeiros symptomss de febre a corta-
riam e curariam rpida e seguramente,
actuando tambsm cemo prese vativo para
o futuro. Estas perolas, preparadas pela
casa L. Frere, A. Cbampigny & C.1,
oenOKi, 19. ra Jacob, em Paria,
dem-se em todaa as pharmacias.
BU-
ven-
Comarca de Tim-
baba
Ao eleitorado do Estado de Per-
nambaeo
Lembrarcos aos eleitorea independeota
03 non.es dos denodados paladinos repu-
blicanos Dri. Manoel Antonio Pereira
B&rba, Jos Bezerra Cavalcante Francieco
Gomes Leopoldo de Araujo e Antpni
Hermenegildo de Caetro*
31 de Janeiro de 1892.
Muito elitT#-
K
, -
y


m
Diario de Pernambuco Domingo 7 de Fevereiro de 1892








Partido republicano
0 directorio do partido republicano coosallan
do os momeato808 iuteresses do Estado de Per-
nambuco na pbase poltica que atravessamos, e
depois de ter onvido as legitimas influencias do
mesmo Estado resolveo apreeeatar candidatos s
eleies de senadores e depatados ao Congresso
d'este Estado a que se tem de proceder no dia 21 do
prximo vinaouro mez de Fevereiro os cidados
abaixo mencionados.
Todos esses cidados se recommendam ao brio-
so eleitorado pernambucano pelo seu amor a
causa publica, e esto na altura de prestar-Ibe os
mais assigaalados servidos..
Espera, pois.o mesmo directorio que.os nomes
pelo brioso eleitorado d'este Estado, que dar
anda urna vez urna prova de sea patriotismo,
correodo s urnas' para firmar a generosa polti-
ca iniciada a 18 de Dezembro ultimo pela sobe-
anla popular.
SENADOBES
i Dr. Albino Gon;alves Mei.-a de Vasconcelos
2 Dr. Ignacio Alcebiades Velloso.
3 Joo Luiz Gongalves Ferreira (Baro de Ara-
riba) .
4 Domingos Francisco de Souza Leao (Viscon-
de Tabatinga).
5 Teneate corone! Juliao Augusto da Serra
Martins.
6 Dr. Francisco do Reg Barros de Lacerda.
7 Dr. Manoel Gomes de Maf.os.
8 3r. Manoel da Trlndade PeretlL
9 Dr. Ermirio Cesar Contnno.
10 Desembargador Adeliao Antonio de Luna
Freir.
DEPUTADOS
1 Dr. Jos izidoro Martins Jnior,
2 Dr. Joo de Oveira.
3 Majo: Luiz Augusto Coelho Ciatra.
4 Tenente Eugenio de Bittencourt.
5 Dr. Pedro Francisco Correia de Oliveira.
6 Dr. Jos Ignacio da Caoba Rabello.
7 Tenente Autuliano Brrelo Lins.
8 Dr. Eduardo Rodrigues Tavares de Mello.
9 Tenentecoronel Francisco Vidal Atanha Mon-
te Negro.
10 CapitSo Javencio Taciano Mariz.
11 Tenente Joo Francisco Jorge.
12 Salvador Felicio dos Santos.
13 Dr. Joao Coimbra.
14 Antonio Martiniano Veras.
la Tenente-coronel Antonio Gomes Correia da
Cruz.
16 Dr. Esmeraldino Olytnpio de Torres Ban-
deira.
17 Capitao Manoel Jos da Cmara.
18 Dr. Luiz de Caldas Lins.
19 Joaquim Lopes Sacbado.
20 Manoel Eugenio da Rocba Samicc.
coucorram para o progreao d'esta patria,
hoje desaggravada das aeintosas injurias
com que os homens poderosos quise ram m-
culal a.
Hoje, cidadSos, que o direito de voto
qSo urna illus&o, mas urna rea idade, e
que, portauto, o resultado da futura elei-
cSo sei a ezpressSo sincera davossa von-
tadd, venho impetrar de vos es valiosos
auxilios de que sois possuidores para que
seja o meu humilde nomo suffragido para
deputado no prximo pleito eleitoral.
A sympathia que me dispensa grande
parte do eleitorado, algnns servidos pre-
stados na magistratura e o profeneamecto
das instituido js do paiz, addiciocando se
conprehonsao das necessidades c.o povo,
aSo os ttulos que me podem recommen-
dar.
Nao apresento programma porque co-
nhejo a dificuldade da execiciSo do
mesmo, r o seu oenhum valor. Mas ga-
ranto ros que as vossas Decessidide3 se-
rlo para mim leis sacrosantas a qie sem-
pre me curvarei.
Recife, 5 de Fevereiro de 1S92.
Bacharel Vicente T^vares Rodrigues Lima.
Per-
Ao corpo eleitoral de
nambuco
Soa candidato ao Congresso Ead;:!, na elei-
o annunciada para 211 do rorrete nez.
Nao tenbo poltica a aeomparjnar, pois, infe-
lizmente a repblica anda nao tem partidos de
Buidos.
Soa do commercio, e me aprsenlo para re-
presenia!-o ; poi?, '.eno fido estabelecido e ma-
triculado no TriDuna!, me roc'eiam, a forma ca
lei, as preroga'.iva- de negociante.
Em 91, promov urna representacio dos so-
cios da Assoclaeo Commercial, para ser convo
calo o corpo do commercio e cons"ltido se de-
veria 00 nao apreeentar candidatps a ijleicSo ;
arbitre foi proveitoso, e compellira o goveroo a
um accordo, incluindo-se quatro eammerciantes
ca lista dos 45 designados.
Nessa occasao, lembrado meu humilde nome,
fra recusado oizeudo-se : professor do Gym
nasio!... De sorte que, nao me permiltiram
representar o commercio, nem tambem me ac
Iheram para representar o magisterio
A mioa poltica contina ser a de pugnar
pelo engraudecimento do commercio, pelo des
envolvimeoto da lavoura e da fazeoda rural ; e,
represen'.ando o magisterio, o meu mi.ior empe-
nbo. ser o de defender os opprimido>, peu, sei
qaanto perseguido e desaotborado 1) magiste-
rio primario de ambos os sexos.
Nao farei opposico systemati-a ao joveroo. e
me apresento condidalo, confiado fomente no
surTragio da minora eleitoral.
E, pois, rogo a meus collegas, commerciantes
e professores, bem assim aos Srs. lavridares. fa
zendeiros. agricoltores e artistas, se dignem de
auxiliar me com seu voto, e o de seus pre-timo-
sos amigos.
Esta a minba circular.
Rc.fe, 5' de Fevereiro de 1892.
Jeviiiiann Manta.
mea nome pelo directorio do meu parti-
do ; mas, considerando que ama circular
urna chapa sedica com raio diversa-
mente interpretada pela massa eleitoral,
porque os candidatos promettem tudo nao
podem ou nSo aabem se pod:m realisar o
que promettem, prefiro adoptar a pratica
da autcrata Inglaterra em pleitos eleito-
raes, osado igualmente nos Estados-Uni-
dos d) Norte que constitue o caractersti-
co americano,o Oomicio.
Estamos em urna Repblica democr-
tica, as manifestares populares devem
servir de base s deliberadles dos gover-
noa. Nellas que o povo presta ou re-
tira o seu apoio aos que se apresentam
como defensores dos seus direitos.
Coevoco por isso um meeting para o
prximo domingo 7 do correte, s 4 1|2
hora da tarde, no jardim da Praga da
Repblica, que ser o primeiro da serie
dos que farei as localidades do interior
para onde for fcil o transporte, descul-
pando-me aoa cidadSos daquellas onde
pela distancia, nao me possivel chegar.
Recife, 2 de Fevereiro de 1892.
Antonio Martiniano Veras.
Mudanza de escriptorio j
O juiz de direito Eduardo Correia da
Silva transferio seu escriptorio para a
a ra 15 de Novembro n. 77, primei-
ro andar, sala de deiraz.

?-
Ao
eleitorado Per
nambucano
Cidados.
No momento actual, em que a liberda-
de o souhar mais agitado do povo, quac-
do os horisontes de Pernambuco tm o
roseo auri-bordado de ama aurora de luz,
paz, tranquilidade, juatica e liberdade,
justo, muito justo mesmo, que todos
frisad deTentre.Ptf Lazativa nVkty
COMMERCIO
Bolsa Commercial de Pernam-
buco
'.OTAguES OFF1CIAES DA JUNTA D08 OH-
BECTOEE8
Praca do Recife, 6 de Fevereiro d 1892.
Cambio sobre Londres 90 d/v 12 1/4 d. por
1*000 do banco.
O presidente,
Eduardo Dubeaux.
O secretario,
Augusto Pinto de Lemos.
Cambio
PRACA DO RECIFE
Os bancas abnram a 12 3/16, saccando.deoois
de meio da, a 12 i/i, acnando poneos tomado-
res.
Papel particular mui esca360 a 12 1/2.
PRAA DO RIO DE JANEIRO
Banco do Brazil 12 3/8 e os demais bancos 12
8/16.
Banco da Bolsa
RECIFE, 6 DE FEVEREIRO DE 1S92.
Transaccoes efectuadas:
10 Lettras byppothecarias
do banco de Crdito
Rea! 104*000
Cotacoea de genero*
ASSUCAB *
Para o ag~icuor
Brinco por 15 kilos. 1*800 a S<400
Somenos dem idem. 3*700 a 3*8(0
Masca vado idem idem 3*100 a 3*200
3ruto secco ao sol idem .dem 2*900 a 3*100
letame idem idem .... 2*600 a 2*700
'Jsinas idem idem..... 4*600 a o*403
Mercado muito animado.
Alcodo
CoJa-se nominal a 10*100.
Borracha
Cota-se nominal a 24*000 por 15 kilos.
Carocos de mamona
Cota -se a 1*900 por 15 kilos.'
Couros
Seceos salgados na base de 15 kilos a 660 res,
vendes nominal 355 res.
Sel
Por pipa de 480 litros 60*000 ba falla no mer-
ido.
Alcool
for pipa de 480 litros de 215*C00.
Agurdente
Por pipa de 480 litros 120*000.
Carolos de algodio
Cota-se a 600 rea por 15 kilos.
Ao corpo eleitoral e ao po-
vo pernambucano
Ea poda limitar-me em dirigir-vos urna
circular solicitando o vosso suffr.gio e o
V08so apoio para a micha caadiditura ao
cougresBO do Estado, ors eleijSes de 21
do corrente, por ter sido apresentado o
Dr. Emygdio Monte-
negro
Attssto que tenho empregado com o
melhor resultado em minha clnica o Pei-
toral de Cambar, preparado pelo Sr. J.
Alvares de Souza Soares, de Pelotas, as
diversas affecgSes das vias respiratorias,
somo poderoso emoliente, principalmente
na bronchite catharrhal das crianzas quan-
do atravessam a crise da primeira denti-
co. O referido verdade e o juro em
f de meu grao.
Recife, 8 de Margo de 1891.doutor-
Emygdio Montenigro.
(A firma est reconhecida. )
Exportacao
> t.
fabella das entradas de assccak e al-god2o Mez de Fevereiro
Entradas Assu-car Saceos 19184 3204 3071 438 1917 27914 A'jc-do
Estrada de Ferro Ct-dem de S. FranciEcu) dem do Limoeiro. . Das 1 a 4 1 a 4 1 a 6 1 a 6 1 a 1 a 3 Saccas 500 484 117 733
1834
EBCIVa. O DI EVEI1EIRO D
raro o exterior
N vapor t.-ancez Adour, para Bo dcaux
carreearam :
M. Caminba & C, 150 kiies de bo-racba de
borracba de maneabeira, 1 pagote con latas de
doce peaaudo 6 kilos.
Bernet & C, 1 barril com 45 litros de a^aar-
dente.
A. C da Silva. 1 caixa com pra'.a e (turo velbo
no valor de 2:000*.
No vapor inglez Herchanl, para Liverpool,
carregou :
L. Alneiro, 100 saceos com 6,000 kilos de caro
eos de algodao.
Na barca portugueza .V. Silencio, para o
Porto, carreearam :
Companbia de Es'.iva, 205 saccas com 15,724
kiics de algodo.
J. Amorim, 25 saceos com 1,750 kilos de
assacar branco.
Para o interior
No vapor francs Medoc, para Rio de Janei-
ro, carregaram :
Boxweii Wil iams & C, 340 sac:as com 25,286
kilos dealgodo.
P. Ferreira 4 C, 50 pipas com 23,00(1 litros de
agurdente.
J.de SLeitao, 500 saceos com 37,5(0 Ritos
de carocos de algodao.
A. Mo'relra, 500 saceos com 30.000 kilos de
assacar branco e 300 ditos com 18 000 ditos de
dito ooascavado.
Companbia Destilagao Central, 40 oipas com
17,280 litros de alcool e 60 ditas com 28,500
ditos de agurdente.
C. A. Burle, 100 sac:o3 com 6,000 kilos de
assucar mascavado.
Nj vapor nacional Satlite, para o Para,
carregaram :
J. Bailar & C, 4 barricas com 235 kilos de
doce.
P. Alves & C, 50 barricas com 1,525 kilos de
assacar refinado.
M. Scbioppe & C., 100 saceos com 6,900 kilos
de milbo.
Para Maranbio, carreearam :
P. Carneiro 4 C 60 barricas com .010 kilos
de assucar branco e 30 ditas cum 2,510 ditos de
dito mascavado.
No vapor nacional i. Salvador, para Para
nagua, carregaram :
Amorim Irmaos 4 C, 300 saceos com 18,000
kilos de assucar branco e 100 ditos oom 6,(00
ditos de dito mascavado.
Para Rio de Janeiro, carrecou :
L Lopes Dias, 4 caixas con 540 kilos de doce.
Para Victoria, carregaram :
Pcblman 4 C, 200 saceos com 12,003 kilos de
assecar mascavado.
Para Macei, carregou :
J. M. da Costa. 9 barricas com 900 kilos de
carvo animal.
No vapor nacional Nbula, para Rio de Ja
nero, carregaram :
P. Ferreira & C, 35 pipas com 16,109 litros de
agurdente.
C. Ferreira C, 35 pipas com 16,100 litros
de agurdente.
M. L. de S 4 C, 100 saceos com 60,000 kilos
de milbo.
Para Rio Grande do Sal, carregou :
L. M. de Araojo, 6C0 barricass com 56,392 kilos
de Mssaaar basco e ioo ditas com ii,f>79 ditos
de dito mascavado.
No vaDor allemo Rosirio, para Rio de Ja-
neiro, carreearam :
Moreira 4 C, 1,000 saceos com 60,000 kilos
de assacar mascavado.
A. Nabnco 4 C, 200 saceos com 1:1,000 kilos
de assacar branco e 400 ditos com 24 000 ditos
de dito mascavado.
Na barca nacional Aaria Angelina, para Rio
Grande do Sal, carregou :
A. Daarte Rolba, 4,000 cocos, fracla.
No biate nacional Victoria, para Maragogy,
carregaram :
V. Costa & C, 30 caixas cota 24C litros de
genebra.
Na bar:aa D. Anna, para Villa carregoo :'
J. de Sonza, 39 caisjs com 690 kilo;; ce sabao
A.'s victimas das febres
A elixir antifebril Cardoao. appro
ado em 21 de Marco deste anno pela suepecto-
12 geral da junta ae hjgiene do Ro de Janeiro,
vem hoje apresentar-se a humanidade offredo
ra do mundo inteiro, como taboa !e salvago que
o infeliz naufrago le enviada por mao omni-
potente.
O elixir antl-febrll Cardoio, applica-
:o em mnitissimo3 casos de lebres, tem como
sor milagre, levantado do leito da dor a comple
ios moribundos.
Este remedio, composto smente de vegetaee
mteiramente inoffensivo, anda mesmo ua maie
mimosa e tenra crianca.
As senboras, no estado de pandas, ou no pe-
riodo de incommodos naiaraes, podem usar sea
receio algum.
Este elixir j bem conhecido de alguns Srs
mdicos de todo o paiz. o mais seguro e prom
pto remedio contra as febres, e com especialtda-
de contra a febre amarella, ervsipella e bexigae
de qaalquer qnalidade.
Pauta da Alfandeaa
SUOITA 01 1 A 6 DE FEVE3EIRO DI 182
Alcool (litro....... 114
Algodao em rama ikilol .... MO
Arroz com casca ..: 0) ... 86
Assacar retinado fkilo J 380
Assacar branco (kilt) ... 317
Assacar mascavado i'Eiio) ... 197
Bagas de mamonas (kiioi 126
Borracba de leite mangab. (kilci t/600
Cachaca........ 220
Couros seccoi espichados (kilo) 654
Coaros seceos salgados (kilo) 594
Couros verdes (kilo)..... 320
Coarinhos (um)....... 1J87
Carocos de algodao (kilo) ... 36
Carrapateira (kilo)..... 133
Cacao (kilo)....... 400
Cute bom (tilo)..... 1*100
Caf restolbo kilo)..... 900
Caf moido (kilo)...... i 205
Carnauba (kilo...... "66
Cera vegetal (feilo)...... 566
Canna (litro)....... 220
Cal (litro)........ 10
Carvo de CardifT (ton.) .... 30*000
farinna de mandioca (lito) r 65
Genebra (litro)...... 440
Graxa (seboj....... 483
iaborandy (em folha) kilo ... 200
Leite de maagabeira (kilo) 1*466"
Mel (litro)........ 90
Milbo (kilo....... 70
Pbospnato ae ca! da Iiaa P.a.a (tone-
lada......... 1U000
Pelle de cabra (cento)..... 187*000
Pelle de carceiro (cesto) .... 145*000
Sement de carnauba (arroba) 53
soia (meio)....... 3*850
Sement de carrapateira (kilo) 126
Sebo.......... 633
Tatajaba (kilo)...... 40
Taboas de amarello em pranccCe< '
(duza)........ 100*
ReudiBeentog pufitlro
MIZ DS FEVEREIRO DI 1892
Alfandtga
Modo de naar
A's criancaa at um anno 8 gottas de 2 em 2
Doras em urna colber das de sopa ebeia d'agua
fria.
De um anno a tres 12 gottas; de tres a dez 20
gottas; de dex aonos em diante 30 gottas.
Os Srs. clnicos podem augmentar ou diminuir
at 60 gottas por dose.
Recife :
Companbia de Drogas e Productos Cbimicos.
Santo Antonio:
Nacional Pharmacia, roa Larga do Rosario
a. 35.
Pharmacia Oriental, ra Estreita do Rosario
a. 3.
Pharmacia Alfredo Ferreira, ra do Barao da
Victoria n. 14.
Pharmacia Marti js, ra Duque d Caxias B.
98.
Vendas em erosso e a retalbo.
DEPOSITO GERAL
Roa Estreita do Rosario n. 17
PEBSIAMBLCO
N. 149
ATTESTO
Estando com um tlbo de menor de 7 anaos de
idaae soffrecdo das febres, por intermedio de
um migo, applicou-me o remedio do Sr. Manoei
Cardoso, eu indo mais o meu amigo partielpei o
Botfrimento de mea lilao durante ba 20 dias, o
Sr. Manoel Cardoso, gratamente prestoa-se com
seu remedio e eM o meu liloo bom.
Recife, 28 de Julho de 1890.
Ra da Vira;So n. I.Francisco Ljurenjo di
Silva.
N. 150
Illra. Sr. Manoal Cardoso Junio:.E' com gran-
de satisfacSo que atiesto o valor e a el;ac;a do
seu especifico contra a febre ; porquaoto tecdo
apparecido meu lbo Osvaldo com feDre da ca-
rcter palustre duplo, e nao sendo possivel ceder
da sua inteasidade, resolv instancias de urn
amigo a applicar o ?ea especifico, e com gCande
prazer meu v. desapoar-ice- em 21 oras a febre
restabelecendo-se em seguida o meu eslimad:?
simo doente.
Pode fazer uso da presente como Ibe convier,
por ser a fiel expresso da verdade.
Recife, 15 de Ou'.ubro de 1889.
Seu atiento venerador criado.Jos Fernanes
de Albuquerque Lima.
E-3tavam selladas e reconhecidas as firmas.
Minha filha tomou desoito frascos de
Peitora! de Cambar, e boje pie-se con-
siderar completamente restablecida. Du-
rante ciico mezes e meio frequentoa os
lugares mais recommendados pelos mdi-
cos, seu estado de magreza era extremo e
a febre nao a. deixava.
Convicto, eomo estou, de que o Peito-
ral de Cambar, um precioso remedio
para as affec;5es dos pulmoes, muito o
tenho recommendado s pessoas de mi-
nhas rela^oes.Jo3o Antonio Pereira San-
tiago.
(A irma est recenhecida).
O juiz de direito JoSo Baptista Gitira
na Costa, eccarrega se de contrabir em-
preBtimos com o Banco Emissor de Per-
nambuco, sob hypotbeca e penhor de sa-
fra, para es agricultores e commerciantes
residentes ne3te Estado e os da Parahyba,
Rio Grande do Norte e Cear, mediante
mdica retribui^ao ; assim oomo encarre-
ga-se de HquidagSes amigaveis, em qual-
quer das comarcas dos referidos Estados.
Pie ser procurado em seu escriptorio
ru do Mrquez do Olinds, anliga da
Cadeia, n. 34, 1.- andar, das II horas *
4 da tarde, e a outra qualquer hora, em
eua residencia, na Magdalena traveasa da
fabrica de FiacSo a. 1.
lina luberculftss aguda
O facto em seguida narrando pelo Sr.
Joo Antonio Pereira Santiago, socio da
importante firma commercial Santiago &
IrmSo, do Rio de Janeiro, mais um va
lioso testemunho da efficacia do Peitoral
de Cambar para a cira das enfermidadea
pulmonares, das quaes constituio se o so-
berano debellador.
Leia-se o que diz aquelle distincto ca-
valheiro :
t Eu abaixo assignado, morador ra
S. Pedro, c. 0, no Rio de Janeiro, de
claro que, tendo urna filha minba de 13
anuos de idade, sido accommettida de
urna mo.esa grave, consultei es medi.:oe
de maior reputacao desta cidade, e estes
diagnosticaran] ser o s^firimento urna tu-
berculoso aguda. Por espago de quasi
dous mezes sujeitei minha filha ao '.raca-
mento desses illustres facultativos ; mas,
a molestia zumbando de tudo, progredia
para o destecho fatal.
N'essas circumatancia um amigo dedi-
cado aconaelhou-me a experimentar
Peitoral de Cambar, medicamento do Sr.
J. Alvares de Sousa Soares, da Pelotas,
e, em to boa hora acceitei esse ccnselho,
que no fim de seis dias as melhorss se
foram accentuando, tendo diminuido a
tos89 e outros phenomenos que acompa-
nham essa terrivel enfermidade.
a atten^So
Ao alsaaca d iodos
Grama llpbcii
Vendas a dinheiro com descont de
10 por cento
A Nova Esperanza chama
para o seguinte :
Todas as quinfas feiras
quilquer mereadoria 2om o descoito ci-
ma es saldos e retalhos por mants do
ousto.
O grande sortimento das seguintes mcr
cadorias convida a fazerem urna experien
ca.
Fitas, lecues, sortimento de meias para
senboras, crianzas e homens, rendas bran
cas, pretas e de cores, bordados, avece
taes para crianzas, costumes de brim, ca-
pas de feltro. enxovae3 para baptisados
bonecas, relogios, preparos para vestidos,
arros, caodieiros, larnpariuas, gravitas,
collarinhos, punhos, aberturas para cami
zsa, botes de todas as qiadades, qua-
dros, espelhos, boljas, artigoB para pre
sentes, objectos japonezes, albucs e qua-
dros para retrates, preparos para borda
dos, linhas brancas e de cores para cro-
chet.
E muitos outros artigos de miudezas e
mais que no difiicil ver.
A Nova Esperanza
liRua Duijie de Caxias63
Pedro Antunes & C.
Navios sahidos no hiesmo dia
Santos e escalavapor allemao Rosario
commandante P. Ohlerick, carg* varios
gneros.
Santos e escalavabor francez Vlle de-
Montividos commandante Richard, cari
ga varios gneros.
Rio de Janeiro e escalavapor nacional
iS. Salvador commandante Guilherme
Waddington, carga varios gneros.
Barbadospatacho inglez L. G. Crosby,
capitao II. Perry em lastre,
Mtrcao nualelpal de S. Jote
O mvr.mtnlo deste mercado no dia
Fevereiro foi o seguinte : Gntraram :
38 1/2 bois pesando 4 512 kilos.
942 kilos de peixe a 20 res
10 1/2 cargas com farinba a 200 rs.
13 aitas de fructas diversas a 300 rs.
3 cargas com galinbas a 600 rs.
1 cassaa com galinbas a 400 rs.
32 columnas a 600 rs.
5 suinos a 200 rs.
34 taboleiros a 200 rs.
5 at
18*840
2* HO
390J
i 800
4400
19*200
11200
6*600
54 compartimentos com farinta a 500 27O0O
34 ditos de comidas a 500 rs.
96 dito= e legumes e fazendaa
iOCrs.
17 ditos de sumos a 700 rs.
6 rfitos de fressaras a 600 rs.
8 ditos de camarOes a 200 rs.
42 talbos a ii
R Do dia i a 5
dem de 6
6J.230J744
27:644*619
Renda do Estado
Do da 1 a 5
dem de 6
31:288;089
7.599593
190 875/363
38:887*682
reema total
229:763/05
Segunda seccio da Alfandega de Percamoucc
6 de Fevereiro de 1892.
O thesoorelro,
Florencio Domingues,
O cuete da seccSo,
Feliciano Placido Pontual.
Rceebedorla do Estado de
PeroaBibuco
Do da la 5 10 732*133
'dem de 6 2:221 4oi
12:953*595
Reeiite i>ralnge
Do Ola 1 a 5
dem de 6
Rcndimentos de 1 a 4
17*0(0
38*400
11*900
3*600
1*600
84*M
73?*740
913*480
1.151*220
rrecos do dia :
Carne verde de 241 a 640 ri? o kilo.
Soinos de 640 a 800 ris idenu
Carneiro de640 a 800 ris dem
Farinba t 320 a 40J ris a cu.-.
Milbo de 300 a 320 ris idem
Feiso de 1* a U200 idem.
Vapores a entrar
MiZ DE KEVEREIRO
Sul.......... Capua............ 7
Europa....... Sorata............ 9
fiui.......... Sul.......... Scholar ,.......... 10
Norte........ Brazil............ 13
Europa..... La Plata.......... 15
Sul.......... Trent............. 15
Sul.......... Olinda.......... 16
Norte........ Espirito Santo..... 20
Sul.......... Alagos...^....... 23
Europa....... Thames........... 25
Norte........ Poio Alegre....... 27
Sul.......... Magdalena........ 27
De iiteresse
O Sr. Israel Antonio Cidade, resdente
nos serros de Taquary (Rio Grande do
Sul), dirigi aos proprietarios di Phar-
macia Central, em Porto-Alegre, a seguin-
te carta, que recommendamos attencSo
dos interessados :
Srs. Souza Soares & C.a Porto Ale-
gre.Sendo atacada minha esposa de
urna tosse desesperadora e de carcter
grave, lancei mao de diersos preparados
sem proveito algum, e, tendo conhecimen-
to dos bons resultados do Xarope Peito-
ral de Cambar, do Sr. J. A. de Souza
Soares, mandei immediatamente comprar
dois vidros do dito Xarope, e, com o uso
do primeiro, logo a doente experimento a
melhoras e, depois de ter tomado o se-
gundo, vio-se completamente recbele-
cida,
Queiram, pois, acceitar a expressSo do
meu reconbecimento, que se dignarSo trac-
smittir ao fabricante de tao benefiso me-
dicamento, fazendo d'esta o uso que lhes
convier.
hratl Antonio Cidade*.
(A firma est reconhecida).
E' nico agente e depositario do Peito-
ral de Cambar ra Mrquez de Olinda
n. -i2.
has
Dentaduras artificiaes
Sob pressSo elstica, e cpresso pneo
jiatica systemas novissimos neste Estade
pelo oirurgiSo dentista Numa Pompilio,
4 ra do Barao da Victoria n. 54 1 au
.'dadas 8 horas da manhS s 4 da tarde
Gente amarrada ao poste
A Grande maioria de gente ne3te mun-
do obrigada a trabalhar, para viver,
com as m5os ou cabeca, ou talvez com
ambas.
Muito bem. Para vvannos tdevemos
poder trabalhar tantas horas por dia,
tantos dias na semana, e tantas semanas
durante o anno.
Muito bem, ainda. Mas supponhamos
por um momento que qaalquer de nos
tenha um inimigo que possuisse o poder
de nos amarrar com urna corda a seu bel
prazer. Hoje amarrava nos elle o bra$o
esquerdo, amanhl o direito, do dia se-
guinte urna perna, e asaim por diante. L
vem urna vez em que elle nos amarra
cama e nos conserva ahi por espaco de
urna semana.
Qaanto n2o vina elle a custar-nos.pago
a dinheiro no decurso de um aano? e
quanto podara va'er pira nos se o podea-
semoa amarrar 3 um rochedo e enforcal o
com a sua propria corda ?
Paspemos a fazer urna illustrajao ou
duas disso.
Havia um homem que trabalhava em
urna linha frrea como signaleiro. Todos
n3 coabecemos que qualidado de poslo
6 en, e temos a/guma idea do trabalho
e respunsabiiidade que ella envoive. Pois
bem, manteve-a elle por muitos annos,
sea faltar um e dia no seu posto.
Conhecia elle melhor qne nioguem o
Eeu trabalho, e ca sC51>> da sua linha
nunca se dra um erro; porm acontece
que 3 seu icimigo comedn a amar.-al-o.
Como quer que fosse nao podia ella
mais comer com appetite ; quando elle
diligenciava fazel-o apoierava-se delle
| urna tal depressao que pareca tirar-lhe
vender se ha! to^cs cs aiSaiie3 cle vida- As vezes ell
se ressentia de tonuras de tal sorte que
tudo pareca girar em redor delie.
Se isto se desse na occasiao de ter
elle que azer qaalquer signi.l d'ahi re-
sultara fcilmente urna colhsao ; por felici-
dade Bao sedea is^o. Outras cardas foram-
amarradas em edor delle: tinha elle dores
do peito c lhargas. oseiventre se tomou
preso completamente a liagoa eneroBtava,
ticba mo sabor ca bocea, fflicao do co-
ra9ao, traqueza, etc.
Disieram os;medi:os qaeelle feria oque
abrir mao da sua o2cupago ; isto todava
&2o podia elle fazer. Tinha mulher o fi-
lhos a que prover e era apenas com que
ganhava diariamente que o podia izer.
Mas fin.mente eile se sentio completa-
mente quebrado pasaando a ficir de cama
durarte muitas semanas e parte desse
tempo sem consciencia do que passava.
Ento podemos dizel-o eil-o abi amarrado
de ps e m2os. O seu inimigo o agarrara
seguro e estava a ponto de o matar.
Um dia depois qae os mediecs o tiveram
abandonado, ss suas ideas pareceram
aclaiiar lembrando se elle entao de um re-
medio meia garrafaque elle havia es-
condido em urna caixa na puarita dos ai-
gnaes esquecendo-se completamente della.
Mandou elle buscal-a e tomou della urna
dose. Em menos de um mez era elle um
homem de sade ; as cordas haviam sido
todas cortadas delle.
O remedio em questao era o Xarope
Curativo da Me Sei/re, e o seu soffri-
mento consista em indigestao e dyspepsia.
Mas em quaato e le esteve doente com
ellas foi o mesmo como se tive^se estado
amarrado a um poste.
Dam se ianumsro3 csos diste3 em toda
a Inglaterra, e de facto em todo o mundo.
Ouvimos fallar de meia duzia delle?,
dSo-se coaitad > milhoes de qne canea te
ouve.
A's vezes falla se em doenca de coraco;
s vezes rheumatismo ; s vezes tsica;
as vezes debilidaie geral ; s vezes deb-
lidade dos rins e da bexiga ; s vezes
prostra^ad nervoea ; s vezes desordem
do figado.
Isto que os mdicos a designam por
todos estes nomes pomposos mas no fim
de tudo nSo mais do que indigestao e
dyspepsia e todos os mencionados soii'ri-
mentos ou chamadas doencas nao passam
de indicios ou symptomas da outraoem
mais nem menos.
Se se dsse o caso de existir um ho-
mem sem ter padecimento algum do esto-
mago poderia elle viver eternamente se-
gundo nos parece.
Mas como possivel que um homem
ou mulher se entregue ao trabalho quando
contem em seu corpo a morte e corrupjSo
o estomago cheio de alimento em de
composicSo Introduzindo veneno no sangua
por todas as juntas, masculcs e ervos ?
E isso o que a dyspepsia causa.
A indigestao um veneno vagaroso mas
seguro, o mesmo effeito que se se tomas-
sem tantos graus de arsnico por dia.
1:011*050
61*43o
1:G7*485
Movlmenio do porto
| Ya vio tUrado n dia 6
afanaos e escala11 dias vapor nacional
tS. Salvidor de 1999 toneladas, com-
mandante Gailherme Waddington, equi-
pagem 60, carga varios gneros a Pe
reir Carneiro & C.
Vapore* a sahLr
MKZ DE FEVE&EIfiO
. Medoc............ 7 s 9 h.
Capua............ 7 as 12 b
5 a
2 h.
5 b.
5 h.
2 h.
S b
S b.
3 b.
2 h.
2 b.
2 b.
Sol.....
Sul.....
Norte..... Hranlio......... 9 as
Sul......... Sorata............ 9 as
Sul......... Brazil............ 14 fs
Sul.........LaPlata.......... 15 as
Europa...... Trent............. 15 as
Norte....... Olinda............ 17 as
Sul.........Espirito Santo..... 21 as
Norte.......Alagos........... 24 as
Sul......... Thames............ 25 as
Europa...... Magdalena........ 27 as
Sal.........Vorto Alegre....... 28 as
SEGTOBOS
martimos contra rose
companhla Phenlx Per*
ambaeana
RA DO COMMERCIO N.46
Anaeahuita Peitoral
s curas producidas pela composico
de Anaeahuita peitoral, sao realmente mi-
lagrosas.
Dom Clemente Silva, que reside ca ra
do Estado, Santiago do Chile, escreve aos
nOssos agentes em dita cidade, que ha-
vendo sorido atrozmente de asthma, pelo
espaco de mais de se te annos sem que
medico algum jamis Ihe houvesse propor-
cionado o menor allivio; decio-se final-
mente em tomar da Composico de Ana-
eahuita Poitora e depois de haver apenas
tomado dous frascos descobrio com sorpre-
sa, que a grande oppressSo do peito havia
quasi completamente desapparecide. No
em tanto foi continuando a fazer uso delle
e do fim de tris mezes se achou perfeita
mente curado, com grande assombro e
satisfaco de todo os seus parectos e ami-
gos os quaes j haviam perdido as espe-
ranzas de jamis vel-o bom. Disse tam
bem que desde entao esta parte o tem
recommendado a em grande numero de
seus conhecidos que soffriam de differen-
tes affeccSes pulmonares tJo frequentea
as costas do mar Pacfico, na America
do Sal, e que seas bons resaltados tem
sido universaes.
Como Garanta contra as falsificagSes,
observe-se bem qne os nomes de Lunman
<& Ktmp venham estampados em letras
transparentes no papel do livrinho qne
sirva de envoltorio a cada garrafa. Acha-
se de venda em todas 8 boticas e droga-
ras.
Eis aqui um outro caso, o de um fo-
gueiro de urna linha frrea o qual sonta
de Hurlford o seguate :
Diz elle : Tenho soffrido de indiges-
tao e dyspepsia ha tres annos, consultei
diversos mdicos mas pe ore i a cada passo,
por fim fui a um boticario que [me pro-
metteu corar dentro de urna semana ou
duas.
Vendeu-me elle tres garrafas dispen-
diosas de medecina e todo o effeito que
dellas sent foi a perda d meu dinheiro.
Depois disso obtive urna gar/afa do Xa-
rope Curativo da MSi Seigel e qmsi que
melhorei de repente.
Como me pesa nSo o haver temado ha
mais snnos 1
Podemos dar o come deste homsm se
f6r preciso.
Elle nao quera que o seu nome fosse
publicado, mas estava tao bom como se
nao tivesse estado amarrado por muito
tempo. A doenja urna poderosa corda.
Aqu vai urna outra illustraylo. M. B.
B. Hopton do Long Weaton diz : c Te
nho sessenta e oito nnos de idade.
O Xarope Curativo da M2i Seigel nao
me tem tornado completamente moco de
novo, mas tem-me elle curado de asthma,
prostragSo nervosa, e urna doenc> da gar-
ganta proveniente da impureza do sangae.
Sentia-me demasiado doente oara poder
trabalhar ; todava posso agora trabalhar
gracas ao grande remedio.
Pode dar publicidade ao facto. Toda a
oomplicacSo provinha de indigestao.
Eis aqui como a gente se v amarrado
at que o Xtrope da M3: Seigel nos pSe
I livres.
I
1
*
i~


r
Diario de Pernambuco Domingo 7 de Fevereiro de 1892
5
)
^
i
:
L
I
*
n

Consultorio Medico
O Dr. Manoel Argollo com pratica nos
hospitaes de Pars e Berlim, tem seu con-
sultorio na ra do BarSo da Victoria n. 1.
Especialidades. Molestias dos appare-
Ihos respiratorios, circulatorio e diges tivo
Consultas das 12 a 3 da tarde.
Chamados por escripto.
Telephone n. 586.
Dr. Freitas Guimares
Participa aos seus amigos e clientes
que mudou o seu consultorio da ra Du-
que da Casias n. 55, para a mesma ra
o. 61, I.- andar, onde contina a dar
consultas de 11 1 hora di tarde, e resi-
side no Cajueiro n. 4.
Telephone n. 292.
Consultorio Medico Oculista
O Dr. Berardo communici aos seas
clientes, que mudou o seu consultorio do
predio n. 26 da ra do Bom Jess para o
de n. 9 da mesma ra onde continua a dar
consultas de 1 hora as 3 d* tarde.
ResidenciaMagdalena.
Telephone n. 36.
Regulador da Marinha
Concera se relogios de algibeira, pn-
dulas de torre de igreja chronometros de
marinha, caixas de msica, cspparelhos
elctricos, oculos, binculos, oculos de al-
cance, joias c todo qualquer, objecto ten-
dentes a arte mechanica.
9Ra Larga do Rosario9
O S.-dlitz Ch. Chantsaud, o purgante
mais efficaz contra a prisSo de ventre, en-
X3qaec&, cores de estomago, gotta, reuma-
tismo, ete. A fama de que goza entre
os facultativos universal. Para evitar as
coctrafae~es, exija-se um embralho ama-
reiJo e a marca Ch. Chanteaud nico pre-
parador des medicamentos dosimetricos do
Dr. Burggraeve.
EDITAES
Edital n. 79
PRAZO DE DEZ DAS
De ordem da inspectora se faz publico que.s
H fieras da manb de 8 de Fevereiro prximo
(D!uro no armazem alfandegado da Companhia
t'fi.iicbjcana, serio .endidas em censumo os
srgLintts volumen, precedentes de Liverpool.
Marea AGC e C embaixoUm ba-ri! vasio vio-
to no vapor inglez -Marmer. a 31 de Janeiro
de 1890, consignado a Antonio Ricarco H. Fer-
reira.
DenTrinta d:s. de dcimo. v:ndos no va-
por i2lez Actor* a i de Julno do mesmo anno,
contendo 870 !itro3 de vinho, consignados a Ar-
aindo Nones de Campos.
Marca AJAVUm dito, quinto vasio, vindo no
vapor inglez Marine: a 20 de Dezembro do
Uit-rino anno, consignado a Souza Basto Amo-
nm a C.
Marca MPACCincoenta caixas, vinda no mes-
mo vapor a 31 de Outubro do anno passado. con-
itndo IjO kilos de ceblas, em mj estado,
consignados a Machado P.ou <* C.
Marca diamante L de sm lado e C no centro
Urna dita vasia, viuda no vapor inglez Actor
a 24 de Scutobro do mesmo anno, consignada a
Silva Guircares A c.
E porta desta reparticao os seguintes :
Armazem n 3
Marca OBACUrna caixioba n- lio, vindo de
New-Yo; k a 29 de Maio do anno passado no va-
por americano Vigilancia, consignada a 011-
veira Basto & C, cootendo amostras de Unta pa-
ra escrever livros de direitos.
Armazem n.7 (4* praja)
Marca DC do de Liverpool no vapor inglez Editor a 1
de Seiembro de 1890, contendo 360 kilos de s-
cenles nao especificadas (uncho).
3* praca
Mar:a JTAUm sacco sem numero da mesma
procedencia, no vapor inglez --Mariner a 20 de
Marco ao anno passado, contendo 75 kilos de
arroz.
Marca diameDte e B no centroUm barril sem
remero vindo de Liverpool a 3 de Janeiro do
-neo pausado no vador inglez Merchant. con-
tendo mioeraes nao clarificados, consignado a
Garvalho & C.
2* Seccao da AKandega de Pernambuco, 30 de
Janeiro de 1892.
O ebefe,
_________Feliciano Pontoal.
Edital n. 80
De ordem do Sr. Dr. inspector se faz pu-
blico qae, s 11 horas da manhS de 8 do
correte, se hSo de vender, parte desta
^repartico, as seguintes mercadorias, na
forma da lei:
Armazem n. 4 (em consumo)
Bcdrade Lopes & O.Um pacote sem
numero, vindo do Havre a 16 de Feve-
reiro do anno passado no vapor francez
tColonia, contendo amostras sem valor.
Marca R B.Urna caira, n. 3, vinda
do mesmo lugar a 11 de Marjo do mes-
ir. anno, no vapor francez Crdoba,
contendo objectos miudoe de pequeo va-
ler.
Armazem n. 6 (abandono)
Marca diamante, M no centro e L aos
lados.Um fardo n. 1.451, vindo de
Southamptom no vapor inglez Trent a
16 de Janeiro ultimo, consignado a Loa-
reiro Maia & C, contendo 168 kilos de
morim de algodao branco, avariado d'agua
salgada, abandonados aos direitos.
2 seccao da Alfaudega. de Pernambu
co, 5 de Fevereiro de 1892.
O chefe,
Feliciano Pontual.

DECLARARES
A Junta Municipal da Cidade de linda
t seu Termo etc.
Faz constar a qaem interessar possa
que estarao novamente sm praya no dia
15 do corrente anno os seguintes impostas:
Capim de planta, sob a base de 2005,
40 rs. por pe ie coqueiro de prodcelo,
exceptuados 20 ps para uso do proprie-
Urio, por 79*fOO, 40 rs. por metro de
rede de pesca e co6ta por SOf000, im-
posto de 55000 por forno de queimar cal,
por 90O0O.
Os pretendentes poderSo comparecer no
referido dia, habilitados na forma da lei.
Sala das sesses da Junta municipal da
cidade de Olinda, 30 de Janeiro de 1892.
Eu Jos Marcolino da Fonseca Mangui.
nho, secretario o eterevi.
J. Ferreia de Almeida GnimarZes.
Valdevino D. da Rocha Wanderley.
Sbeodoro Herminio des Santos Costa.
Alfredo Alves SimSea Barbosa.
DERBY CLUB
DE
PERWAMBUCO
14
PROJEf TO M INSCREPgAO
Qara a 3.a corrida a realisar-se no dia
de Fevereiro de 1892
1. PAREOC'OUSOlafio 800 metros, Animaes de Pernambuco que nSo
tenham gach pernios nos prados do Recife, excepto a corrida de
31 de Janeiro, hremios : 2005000 ao primeiro, 405000 ao segundo
e 205000 ao t-<- tora,
2. PAREOProspcrldade1050 metros. Animaes pangas e de_ Pornambuco.
prkmios 2505000 ao primeiro, 605030 ao aeguedo e 25S0C0 ao ter-
ceiro.
3o PAREO Anlmaco8C0 metros. Animaes de Pernambuco que nJo tenham
ganho premios no Derby e eguas Jo ^Estado, premios : 2005000 ao
primeiro, 405000 ao segundo e 205000 ao terceiro.
4." PAREOVelncldade 1050 metros. Animaos de Pernambuco. PEBMIOS:
250500J ao primero, 60$000 ao segundo e 255000 ao terceiro.
5. PAREODerby Club de Pernambueo 1.400 metros. Animaes de
puro sangue. PP.EMI03 : 5001000 ao primeiro, 1005000 ao segundo e
5O50CO ao terceiro.
6. PAREO-Prado Pernambneano 1.000 metros. Animaes de P. r-
nambuc que nao tenham ganho premias nasta ou maior distancia nos
ltimos 4 mezes de 1891. premios : 2005000 ao primeiro, 4?j5000 ao
segundo e 20500") ao terceiro.
7. PAREO- llippodromo do Campo Craodc800 metros Animaes de
Pernambuco que n2o tenham ganho premios neses ltimos 6 mezes
em distancia superior nos prados do Recite, premios: 2005000 ao
primeiro, 405C00 ao segundo e 205000 ao terceiro.
8. PAREOConcluso 1.000 metros. Animaes de Pernambuco que n2o
tenham ganho premios em maior distancia nos prados do Rec: premios : 2005000 ao primeiro 40J0CC ao segundo e 205000 ao Ur-
ceiro.
Observaces
De onformidade com o art. 5., do cdigo de corridas, nSo poderao
ser inscriptos no pareo Prosperidade o animal Attlante, e no Velocidade Piramon e
pareo AnimacSo Ida e Rosa Branca.
A nscripcSo ter lugar terca-feira 9 dj corrente as 6 horas da tarde
na Secretaria do Derby.
Secretaria do Derby Club, 4 de Fevereiro de 1892.
SERVINDO DE SECRETARIO
A. J. Moreira.
PRADO
PERNAMBUCANO
Progrmala da 11.a corrida
QUE SE REALISARA'
No domino, 7 do correte
Somei
3
=
i

Pellos
datura-
lid.
Cor da vesti-
menta
Proprietario*
!." pareo Connoiacao 800 metros Animaes de Pernambo',o que nao tenbara
ganbt premios. Premios : 200.5000 ao 1." 40C00 ao l e OOOO ao 3.-
Ortigal.....
Galletees-
Pouillac.
Cycione.....
Camponez...
Ally........
Mutange.....
"jVermouin...
SILiimeira.....
9 Yusulf......
Preto...
Rodado.
Baio.....
Castanho
Alazao...
Tordilbo..
Russo----
Roziino
Pernamb.
5i
51
54
54
54
34
54
54
5 i
Lista e mangas ene.
Encarnado.........
Azul preto e ouro
Grenat eooro........
Azule encarnado.....
Grenat ene. e branco.
freto, branco e encarn
J. Lias.
M. R.
Coud. Fragoso.
A. P. da Silva.
M. J. Alves.
Silva 4 Ribeiro.
A. M. Alves.
H. de Olivara.
. A. B.
BANCO DA BOLSA
Capital Reis 1,500:000^000
Dividido em 15,000 accoe de 100:000 cada urna
. RA DO VGARO N- 2
(Eso/iina do largo do Corpo Santo)
Edificio da Junta Commercial
Hora da Bolsa
DE 1 A 2 DA TARDE
Compra e vende ttulos com cotagSo.
Liquida operares por conta de terceiro ou a prazo-
Faculta capitaea para comp-a e venda a dinheiro ou a rrazo de quaesquer
:itolcs cotados na Bolsa.
Integralisa convindo capitaes de Bancos e companhias econbecida atilidade.
Fas transferencia do operacSes realisadas na Bolsa a prazo.
Auxilia liquidado de repoft e Delcredere.
Realisa operseftes banzarias relativas a sua natureza.
Encarreg-se de incorporaySes de Emprezas.
Levanta-se aprestimos.
Compra e vende metaes.
Encarrega-se da comp-a e venda de ansucar, algodSo,, etc. etc.
20 de Marso de 1391.
O director gerente,
P. J. Pinto.
2. pareo Experiencia 900 metros.Animaes de Pernambuco que nao tenham ga-
nho nesta distancia. Premios: 200/ ao i.\ 40* ao 2.- e 205 ao 3.-
Mouro........
Lucifer.......
Ida...........
Tude-.......
Vivaz........
Dspota-......
Golaor........
Plutao.......
Alazao. -.
P.usso ..
Russo....
Mellaio..
Castanbo.
Rodado..
Zilno----
Rodado...
Pernamb..i 54
I 54
32
54
54
54
54
o.
Oiiro e azul em lista..
Oaro e azul..........
liosi e preto.........
Ene verde e amarellj
Preto ene e ouro.....
Encarnado e azul......
Violeta, azal e oaro...
Preto branco encarnad.
3. pareoFerro Carril-1300 metros. Animaes nacionaes.
8'J/00 ao 2 e 40*000 ao terceiro.
p>
remioa
Cood. Mouriscana
A. la-
G. lia e volta-
D L. Drommcnd.
F. R. Ramo3.
Costa & Fernandes.
C. Provinciana.
C. Nirondia.
400*000 ao I.
I Siroco.....
i Torpedo...
3:Co'a.......
4G.-llilen----
Castanho
Zaino..
Ais sao.
S. Panto.. 58
S. Paulo.. 58
;.
60
Azul eouro........
Azol, ene. e branco.
Preto escarate......
Ouro e preto.......
Coud. Internacional.
Coud. Cruzeiro.
Coud. Temeraria.
Coud. Fraternidade.
4.* pareoPrado Pernambucano 1200 metros.-Animaes de poro sansae pe
nao ter^am ganho premios em 1892. Premios: 500*000 ao I, 100*000 ao 2.
e 50*000 ao terceiro.
Rapid ...
Apollo...
Seabresa.
Pandego .
Zaino.......i Inglaterra.
Alazao......R.daPrata.
Zaina......(Inglaterra.
Castanbo....]
ab
59
o.
56
Eccaralo e palba...|A.Marques.
Ouro e preto........ICoud. Fraternidade
Encarnado e preto...IF. Alluood.
Escarate e ouro.....IJ. Matheu?.
3.* Pareo-Suplementar-1.000 metros.Animaes de Perr.ambuco. Premios : 2iX*C00
ao 10*000 ao 2- e 20*0003 ao 3o.
Maranguape.
Pynlampo...
Talispber....
Ida..........
Alazao. -
Tordilho.
Rodado...
Pernamb..
58
60
58
54
Prelo, ene. e o^ro...
Grenat e azul......
Listas e mangas ene.
Preto e rosa........
D-. B. B. Foas. Filho
J. E. Ferreira.
Coud. Recife.
Ccud. Ida e Volta.
6.* pareoEstimulo1000 metrosAnimaes de Pernambuco qne nao tenbam ganho pre-
munen 1891 a 1892. Premio* : 200*000 ao 1., 40*000 ao 2. e 20*000 ao 3..
CompaDhia de Fiacao e Te-
cidos de Pernambuco
De conformidade com os ns. 1, 2 i; do rtig
147 do decreto n. 434 de 4 de Jubo de 189
acbam se a disposico dos senbores accionistas
o seguinte:
Cop as d)3 balancos do anno titanceiro de
1891
Relaco nominal dos senbores accionistas.
Lista das transferencias deacc&ee.
Escriptorio da companhia, ra do Bom Je-
sos n. 42, 1- andar.
Recie, 30 de Janeiro de 1892.
O secretar: o.
Joo Jos de Anorte.
Companhia
DE
Servicos Martimos delPemam-
bnco
AVISO
A carga e descarga de carvc se* dora em
diante assim regulada :
Para alvarengas de 35 tons. dous diis otis,
dem idem de 60 tons. tres das nteis.
dem idem de 80 tons. quatro dia!; otis,
1 iem idem de mais de 80 tons. cinco dias uteis.
Recife, 4 de Fevereiro de 1892.
O geren'.e,
:_______Alfredo de Araojo L.
Banco dePernam-
bucD
Em observancia do art. 19 des estatutos deste
banco, convido os senbores accionistas a reun-
rem-se no dia 18 do correte mez, ao meio dia.
no I* andar do predio onde funccior a este ban-
co, para tomarem conbecimento co relatono,
balanco deste banco, parecer da coinmisso fis-
cal e eleico da directora.
Recife, 1 de Fevereiro de 1890.
Jos A. Rodrigues Lima,
Director pe :retario.
Faculdade de Direito
(Obras do novo edificio)
Em virtude ao Ai. n. 664 do Ministe-
rio da InstrucfSo Publica, Correios e Te-
legraphos de 19 de Novembro do anno
prozimo rindo, a directora desti faculda-
dade fas publico que se acba en concur-
rencia a execucSo das obras do novo edi-
ficio da Faculdade, com o pra:so de 60
dias a contar da data deste.
Os Srs. pretendentes deverZo apresin-
tar na secretaria desta Faculdace at s
12 horas do dia 27 de Marjo do corrente
anno as snas propostas devidazrente sella-
das e reconhecidas.
As propostas serio feitas por unidade
de servico, e este dever ser esecutado
de accordo com as plantas e orcamento
feitos; podendo os Srs. pretendentes exa-
minar ditas plantas e orjamento no es-
criptorio da administra^So das novas obras,
sito no largo do Hospicio.
Os pagamentos ser So feitos mensalmen-
te pelas medicSes provisorias procedidas
pelo engenheiro da obra.
O arrematante ficar abrigado a indem-
nisar o governo do preco das machinas,
materiaes e utensilios existentes, para o
que autes da assignatura do contracto se
proceder ao inventario e balanco res-
pectivos, sendo o preco de taes objectos
fizado pela administracSo, de accordo
com o arrematante.
Os proponentes deverSo apreseDtar suas
propostas acompanhadas de conhecimento
que prove terem depositado na Thesoura-
ria de Fazenda a quantia de 1:0003000,
a qual perderao em favor da Fazenda
Nacional si sendo acceitas suas propostas
nSo assignarem o respectivo contracto e
nSo prestarem fianca que tica arbitrada
na quantia de 20:0000000.
Secretaria da Faculdade de Direito do
Secife, 27 de Janeiro de 1802.
O director,
Dr. Jos Izidoro Martins Jnior.
Thesouraria de Fazenda
De ordem do Sr. Dr. inspector e em
vista de telegramma do inspector da cai-
xa de amortiac,So, de hontem, fac/> pu-
blico que conforme a deliberado tomada
pela respectiva junta administrativa, far-
se-ha nesta Thesouraria a substituicao das
notas do governo de cem e quinhentos
mil reis, da quinta estampa, at 31 de
Mar^o de 1892.
Em 15 de Dezembro de 1891.
O secretario,
J. Gomes da Silva.
Banco Popular
i dltridcnoo
Os senhores accionistas sao convidados a vl-
rem receber na sede social, do 1- de Fevereiro
por diante, o primeiro dividendo de soas respec-
tivas acedes, na razio de 3 1/2 0,0 sobre o valor
realisado das mesmas, correspondentes ao pri-
meiro periodo de Maio a Dezembro prximo pas-
sado.
Recife, 29 de Janeiro de 1892.
( Albino Narciso Maia.
Director secretario.
Companhia
DE
Tecids Paulista
Os senhores accionistas sao convidados a rea-
Mear a terceira entrada do capital a razo de 20
0/0 at o dia 8 de Fevereiro prximo futuro das
11 horas do dia as 2 da tarde, roa do Bom Je-
sos n. I. pavimento terreo
Re;ife, 7 de Janeiro de 1892.
J. A- Saraiva Jnior,
Di'ecior secretario.
Cycione___
Hercules... -
Ally.......
Good -mor
ning ...
Garfaat.....
Rodado..
Castanbo.
Rodado.
Zaino...
Pernamb .
54
55
54
Encarnado............
v
Azul preto e curo.....
C. Fragozo.
H. L.
M. J. Alves.
54 Ene. Preto e ouro......iR. Car&Ofio:
\ 56 .Azufencarnado........|C. Aorora.
7.* pareoConpennaoo1.050 metros.Animaes de Pernambuco- que nao tenbam ganho
distancia sopenor a lOt.O metros. Premios 20'OOO ao 40*000 ao 2. e 20*000 ao 3.-
liLucifer..-I o
2 Gala........I o
3| Despota.....I 5
Ros30......|Pernamb.| 52 Ooro e azul............(A. cha.
Alazao..... I 52 Azal eouroem listra.. ID. L. Drummond.
Rodado.....1 I 32 jEacarnado e azul......Icosta Fernandes.
OBSERVAgES
Os animaes inscriptos para o 1.a pareo deverSo achar-se no ensilhamento s
9 1[2 horas da macha.
Os forfaits sent recebidos at sabbado 6 de Fevereiro, s 3 horas da tarde
n Secretaria do Prado.
Os jockeyB que nSo se apresentarem convenientemente trajados com as cores
adoptadas no programma por seus patrSes, nSo serSo admittidos pesagem e serSo
multados de accordo com o art. 51 do cdigo de corridas.
Previne-se aos senbores accionistas de procuraren) os seus ingressos na Se-
cretaria do Pradoa Ra da Imperatriz n. 26 1. andar.
Recife, 4 de Fevereiro de 1892.
O secretario,
J. Alves,
Curso Annexo da Fa-
culdade de Direito
do Recife.
Pela secretaria do Curso Annexo
faz publico de ordem do Sr. Dr. Direc
tor, que se achara aberta a matricula
para as diversas aulas preparatorias do
mesmo curso a contar de 12 de Feverei-
ro prximo vindouro-at o fim do referi-
do mez, devendo ter lugar a abertura das
aulas no dia !. de Margo de conlormida-
de com o disposto no art. 451 do decreto
n. n. 1232 F, de 2 de Janeiro de 1891,
combinado com o art. 14 do decreto nu
mero 1075 de 22 de Novembro de 1S90.
A matricula r-se-ha por series ou por
aulas avulsas, (arts. 450 e 467 do citado
decreto n. 1232), sendo necessario que os
candidatos matricula da 1.a serie :
1*. tenham pelo menos 12 anuos de
idade ;
2*. que exhiban) certificados de estados
primarios do primeiro grao, ou obtenham
no proprio curso approva$2o em todas as
materias d'aquelles estudos ;
3-. provem ter sido vaeciaados ( artigo
450).
A pe'icSo para a matricula dever de-
clarar o nome, filiacSo, naturadade e
idade do alumno e ser acompanhado de
conhecimento qce prove haver pag^ na
alandega desta cidade a taza annual,
que :
Para Bma aula 6S000
Para duas '5000
Para trez ou mais 120000
O curso de estudos consta des seguin-
tes disciplinas:
Portugus.
Latina.
Francez-
Inglez.
Mathematica elementar.
Phisica e chimica geni. '
Gec-graphia.
Historia natural.
Historia universal.
Historia do Brazil.
Ha duas cadeiras de mathematica ele-
mentar.
O alumno matriculado no curso tem
preferencias, na admissSo dos exames, cao
tica obrigado a exhibir o curriculum vita;,
de que trata o art. 460 do regulamento
do pagamento da taxa de cinco mil res
pela inscripcSo pura cada prepatorio, pa-
gamento a que sao abrigados os alumnos
estranhos, nos termos do art. 461 do ci-
tado decreto de 2 de Janeiro de 1891.
Secretaria do Curso Annexo da Facul-
' dade de Direito do Recife, 25 de Janeiro
de 1892J
O secretario.
Joao Telesphoro da Silva Fragoso.
Banco da Bolsa
Tendo esie banco procedido a incorporago da
Companhia de Servidos Martimos de Pernambu
co. e sendo o concurrente que mais vantagens
cffereceu ao novo contrato de iiluminacao publi-
ca desta cidade, para a qual torna se necessario
fszer adiantamento como seja o do deposito do
valor da avaliacj da empresa do paz. para o
qoe nao bastante a Ia entrada dos accionistas
do me6mo banco, previne-se aos senhores accio-
nistas deste banco, que sao convidados a fazer a
seronda entrada de 10 0,0 de soas accOes at o
dia lo de Janeiro do anno qoe vem, e a 3 entra
:a tambem de 10 OO, 30 dias depois, como de-
termina o art. 4.* dos estatutos.
Recife, 28 de Dezembio de 189i.
director gerente,
______________________Pin'.D.
Gabinete Portuguez
de Leitura
Assembla geral
De novo convido todos os stnnores associados
nara reonlrem-se domingo 7 do corrente, s 12
hora3 do da, na Ede desta insttuicao, para
tisana, a leitu do parecer da commisso
nomeada para exame de cocas e elegerem a
nova admimatrac5o.
Secretan i do Gabinete Portuguez deLeitora
em Pernambuco 1 de Fevereiro de 1892.
Joo V. C. Alfarra,
l- secretari?.
Banco da Bolsa
Assembla geral
Sao convidados os senbores accionistas a reu-
nirem-se em assembla geral ordinaria no dia
6 de Marco ao meio dia, no escriptorio deste
banco, anm de tomarem conhecimento do rela-
torio, parecer fiscal e contas do primeiro perio-
do e elegerem o conseldo fiscal.
Na sede do Banco ra do Vigario n. 2, en-
contrarse os senbores accionistas as copias do
bal neo at 31 da Dezambro ultimo, costeado
as indcacoes exigidas por lei; da relacSo no-
minal dos accionistas com o numero de acjes
respectivas e estado do pagamento destas ; e da
lista das transferencias das accoes realisadas.
DIVIDENDO
Outrosim, sao convidados a receberem na sede
deste banco o 1 dividendo correspondente aos
mezes decorridos at Dezembro de 1891, na ra-
zo de 12 0/0 ao anno.
Recife, 5 de Fevereiro de 1892.
Jos A. Rodrigues Lima, presidente.
Antonio L. doa Santos, secretario.
_______P. J. Pinto, gerente.___________'
Companhia Exploradora de
Productos Calcreos
Os senhores accionista? sao coavidado3 avi-
rem receber no escriptorio da companhia, sito
no caes do Apollo n. 73, o i- dividendo de suas
acgOes, correspondente ao semestre findo em 3f
de Dezembro prximo passadp, na razo dt 10
OyO ao anno, sobre o capital realisado cu 40C0
por accao.
Recife, 6 de Fevereiro d3189i.
J* Cardoso Ayre?,
Servino de secretario.
De ordem ao Illm. Sr. Dr. inspector interi-
no deste tbesouro, e em virtude de deciso da
junta povernativa do Estado, convido os Srs. Al-
fredo Firmo de Oliveira. Enedioo Goncalves Fer-
reira da Luz, Paulino Xavier Dias de Albuquer-
que e Cesario Brando Cavalcante de Albuquer-
que a comparecerem, sem derrora, neste tbesou-
ro atim de assignarem na seceo do contencioso
o contrato ds barreiras, para coja arreinataco
offareceram lances.
Secretaria do Taesouro do Estado de Pernam-
buco, em 6 de Fevereiro de 1892.
Servindo de secretario,
Jos A. da Silva Guimares.
Fanlista
Segundo dUpCe o art. 16 do decreto de 17 de
Janeiro de 1890 aa lei e regulamento dos bancos
e sociedades anonymas, acbam-se no escriptorio
provisorio a ra do Bom Je=us n. 1, pavimento
terreo, copia do balanco, relago nominal dos
senrores accionistas, durante o anno findo.
P.icife, 17 de Janeiro de 1892.
J. A. Saraiva Jnior,
Director secretario.
Companhia Santa f he-
resa
Abastecimento de luz e agua de Olinda
Assembla geral
Por ordem da directora sao convidados os se-
nbores accionistas para apreciar o parecer da
commiso de contas e o reatorin oa gerencia,
e fazer a eeico da directora, commisso fiscal,
e mesa da assembla geral no prximo exer-
cicio.
A reuuio se far no salo da Compannia Tri-
!io- Urbanos, ra da Unio, ao meio da de 16
de Fevereiro.
Recife, 30 de Janeiro de 1892.
O gerente.
^_________ Antonio Pereira Simpes.
Mm Secretaria da Santa Casa de m
erlcordta alagan* e o egulnter.
predloa t
Roa do ncantamento, loja n. 11 30W00
Roa do Amorim, armazem n. 26 10*000
dem idem n. 64 3G.W0O
Roa do Burgos n. 19________________12C00
Banco de Pernambuco
DIVIDENDO
Sao convidados os senbores accionistas a vi-
rem receber no escriptorio dfs e banco do dia
2j eiz diante o 4 dividendo de soas aeces, na
razo de 8 ( 0 ao anno, correspondente ao 2
semestre findo em 31 de Dezembro de 1891.
Recife, 23 de Janeiro de 1892.
Jos Adolrho Rodrigues Lima
Director secretario.
Club Carlos Gomes
De ordem do Sr. presidente communico aos
senbores socios que o sarao correspondente a
sete mez se realisar em 13 do corrente, poden-
do portanto desde j procurarem os seos Ingres-
80 em mo do respectivo thesooreiro.
Secretaria do Club Carlos Gomes, 4 de Fe-
vereiro de 1892.
0 1- secretario,
Antones Filho
MARTIMOS
companhia Pernambneana de
vegacao
Esta cempanbia mantem as seguintes linhai
eculares de navegaco :
*irr. tocando nos portos da Par hyba, Natal,
Mcaiojossur, Aracaty e Fortaleza, parando
leste porto um paquete a 11 e 26 de cada mes.
Bul, com escala pelos portos de Macei, Pne-
lo, Aracaj, Estancia e Babia, sabindo desta
aorto a 14 e 29 de cada mes.
Fernando de Noronha, partida no meu 'o do
nex.
Ris Formoso e Tamandari, sahida a 28.
Rto de Janeiro, (directamenie) parte o paqueta
ie *S a 30 do mez.
Rio Grande do Sul, (viagem directa) sabe di
15 a 20 do mez.
Todos os paquetes sao nevos, tem excellente.
iccommoda6es para passageiros e para carga,
d os precns sao moito reduzidos.
Os passageiros encontram, apar do som tra-
amento, todo o conforto desejavel a bordo
un paquete.
Os paquetes que fazem as viageas ao Rio dt
Janeiro, alm de terem tudo o que se encontr
ios paquetes modernos, accresce qoe fax a via-
zem em auatre dias e o preco de passageni
la 1.* classe 60#000.
O paqoete empregado na viagem para o Rio
rande do Sul e smente para carga, e tem o
alado adequado a entrar no porto daquello Es-
a&o em qualquer occasio.
Recebe se engajamento de carga por qaantl-
tade lixa para todas as viagens.
Outrosim, a companhia expedir paquetes ex-
liordinarios desde qoe haja carga para o enga-
mento completo de um paquete.
sen "orio. da Comnanbia Pernambucan
a 2i._________________________________
Lloyd Brasiieiro
SeccSo de naregaco
DA
GMPREZA DE OBRAS PUBLICAS NO
BRAZIL
PORTOS DO SUL
O paquete Maranho
Commandante Antonio da Silva Fer-
reira
E' esperado do
sul at o dia 8
de Fevereiro, se-
guindo depois da
demora necessa-
ria para
Parabyba, Natal, Cear, Amarrado, Ma-
ranho, Para, Obidos e Manaes
As encommendas serio recebidas at 1 hora
lo tarde do dia da sahida, no trapiche Barbse
a o largo do Corpo Santo n. 11.
Para carga, passagense valores: tr_ >3S coa
os AGENTES,


'




8
cm
PORTOS DO NORTE
O paquete Brazil
3onidandacte o capitao de fragata Pedro]
Hyppolyto Duarte
E' esperado dos portos de no*
te at o da i e Fevereiro se-
rguindo depois da demora do
tcostnme para
Espirito-Santo e Rio de
Janeiro
Recebe carea
para Santos, Gaanes,
a baldear no Rio de Janeiro
Iguape, Panlagua, An
toaina, S. Francisco, Itajahy, Santa Catharina
Rlc Grande, Pelotas e Porto Alegre.
As encoojmeudas serao receidas at 1 hora
da tarde do dia da sabida, no trapiche Barbosa
no largo do Corpo Santo n. 11.
Aob Srs. carregadores pedimos a ana at tenca >
para a clausula 10* dos conhecimentos, que
No caso de haver alguma reelamacao contra i
eompania, por avaria ou perda, deve ser fei
por escripto ao agente respectivo do porto di
descarga, dentro de tres dias depois de iiaali-
sada.
Dio procedendo esta formalidade a companhia
oca isenta de toda a responsabilidad.
As passagens compradas a bordo e encom-
mendas all entregues pagaro mais 25 0/0 dos
precos de nossa tabella.
Para passageiis, frates e encommendas tra
u-flc com os
AGENTES
Pereira CarneiroSt C.
6'=-=ua do Commrcio*6
1 andar
CAHRGEURS REUNS
Companhia l'ranrria
DE
!avega?So vapor
Licha quinzenal entre o Havre, Lisboa,
QPernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos.
Oyapor Entre-Ros
Commandante Lenormand
E' esperado da
Europa at o dia
O de Fevereiro
seguir depois
da necessarla de-
mora para
Baha. Rio de Janeiro e Santos
Roga-se aos Srs. Importadores de carga pelos
Tpores desta linh, queram apresentar dentre
de 6 das, a contar do da descarga das al varen-
gas qualquer reelamacao cooceraente a volumes
e porvemura tenham seguido para os portos
sul, am de se poderem dar a te.upo as pro-
videncias Decessaras.
Expirado o referido prazo a companhia nao
je responsabiliza por extravos.
Recebe carga, encommendas passageiros,
para os quaes tem excedentes accommodaedes
a tratar com o ^_
AGENTE
Augnste Labille
9RA DO COMMERCIO-9
Paciic Sti &iti
m
STRAITSOFMAGELLAN LINE
Paquete Sorata
E' esperado da Europa at e
rdia 9 de Fevreiro seguiodo
__Idepois da demora necessaria
para Valparaizo com escala por
Baha. Rio de Jameiro e Montevideo
Para carga, passageiros, encommendas e di
aheiro a reie : trata-se com os
AGENTES
Wilson, Soos C, Limited
10RA DO COMMERCIO10
Coipi FHinn fle se-
Diario de Pernambuco Domingo 7 de Fevereiro de
O vapor Trent
1892
necessaria para
La Palmas, Lisboa, Vigo
do
Para Fernando de Noronha
O paquete Una
Commandante Monteiro
Segu at o da 9
correte s 12 horas da ma-
nb3.
Recebe carga, encom-
"meodas. passagens e di-
nbeiro a (rete ats 4 horas da tarde do dia da
ves pera da partida.
ESCRD7TORIO
Ao Cae da Companhia Pemambueana
u. 12
i Vapor
Macei, Vila-Nova, Penedo, Araca-
j, Estancia e Bahia
O VAPOR
Mrquez de Caxias
Commandante F.eitas
E' esperado dos portos cima
at o dia 13 de Fevereiro re-
gressando para os mesmos de
pola da demora do costume.
fara carga,"passagens, encommendas e dinhti-
ro a frete trata-se com o
AGENTE
Pedro Osoriode Cerqueira
17Ba do Vigario17
1* andar
Befl Cross Lilil
Porto do Para
O VAPOR INGLEZ
Amazonense
B' esperado em
IO do correle e
Isabira para o por
to cima.
Para carga e encommendas trata-se com os
CONSIGNATARIOS
Joiihston Pater & C.
Ra do Corrmercio n. 15
Boyal lail Steam Pubt
O vapor La Plata
E' esperado da Europa at o din
de Fevereiro e seguiodo e-
, os da indispensavel demora
Bahia, Rio de Janeiro, Montevideo e Bue
not-Ayre
Para carga, encommendas, passagens e di
aheiro a frete, trata s com o AGENTES.
E' esperado dos
portos do sul at
o dia 15 de Fe-
vereiro, seguindo
depois da demora
e Southamptcn
Reduccao de panagen
Ida Ida votit
a'Lisboa 1* classe 4 30 4 30
a'Sonthampton 1* clasae 26 4 41
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens, fretes. encommendas, vrata-M
iom os
AGENTES
Amorini Irmo s & C.
N. 3Roa do Bou JemaN. 3
iEILOES
Leilo
Agente Britto
re bons movis, vidros elouca
Urna mobilia rreta entalhada, completa, 1
cama franceza, 1 toilette, 1 guarda-nupa, 1
commoda. 1 espregoicadeira, i tapete para sof,
6 tapetes pequeos. 2 marque26es, 1 lavatorio,
1 cabide ae celnmoa, 2 bancas com gaveta, 1
guarda-Iouca, 1 aparadores, 1 mesa elasl ca,
louca para almoco e jantar, quadros, copos, ta-
lberes, Icadeira de balance, de Jacaranda, ca
deiras de amarello, ditas de junco, mesa de co-
sinba e mui'.os ou ros objecin.
O agente cima vender os ditos motis de
um hoiel e casa de familia, que foram transpor-
tados para a ra Nova n. 48,1* andar.
Terja-feira, 9 do corrate
A's 11 horas _____
Agente Stepple
Leilo
De importante e bem conhecida .'oja de
fazendaque girara com a firma do Mon-
des & O, sita a ra do Cabug n. 8 e
10, constando de 1 armacio de amarello
envidracada, espelhos, cofre, fazendas
diversas e mais objectos.
luana felm, O do crrante
A's 11 horas em ponto
NO MESMO ESTABELECIME1TO
O preposto do agente icima por mandado e as-
sislencia do Exm. Sr. Or. juiz dedileito da
provedona de capeilas e residuos, e sob parecer
do Exm. Sr. Dr. procurador fiscal dos (titos da
fazenda levar a leilo o que cima se declara,
perlencente a Hrma de Hendes 4 C nico res-
ponsavel o inventariado Jos Bernardo tiendes-
Os Srs. pretendeoles desde j podero exami-
nar o balaceo que se acba em poder do mesmo
preposto.
RA DO IMPERADOR N.39
Pede se ao Sr. Mauoel Tjrquato de Araujo
Saldaoha, que ao menos appareca, para dar um
ar de ana graca.
O procurador da Viana.
Precisase de um caixeiro na cidade de Ja-
boato, ra do Imperador n. 61, que tenba algu-
ma pratica de taverna e padaria, de 12 14 an
nos de idade.
CosinheiraPrecisa-se de urna
Nympbas n. 14-A.
na ra das
Va'ap, hambres, fritadas de camaro, em-
padas, creme, baadeijas com bolinboB, doces
d'ovos e outras qoalidades, bons boceados, pas
teis de nata, cangica, pao de 16, bolo Inglez,
toucmho do co. arroz de leite, mai benta, bolo
de rolo: na Soledade, ra do Desembargado-
Nunes Machado n. 56.
Precisa se de urna ama para cosinhar e
mais servicos de duas pessoas ; a tratar na ra
da Praia o. 12.
Precisa se de duas amas, sendo urna para
engommar e cuta para cojeira e servico de
casa, paga-se bem ; a tratar na ra Barao da
Victoria n. 50,1- andar.
Precisa-se de urna criada para copeira e
mais servico de urna casa de familia ; a tratar
na ra da Soledade n. 82.
Aluga-se a casa da ra da Roda o. 23 ;
ra do Apollo n. 11.
Leilo
Do movis, espelhos, quadros, electro-
plate, porcelana, loucas, vidros ;t^m
de cosinha.
Quartafeira 10 do corrtntt
A'S 11 HORAS
Na casa-a roa do Corredor do Biapo n. ', resi-
dencia do lllm. Sr. Dr. Raymundo T, le Cas-
tro e Silva que segaio para a CaDital Federal.
CONSTANDO
De urna mobilia de mognocom i cade iras de
gearnico, 1 sof e 2 coasolos com pedra, urna
mobilia de Jacaranda com 17 pecas, 1 d wan de
mogno, 1 espelbo, 4 esearradeiras, 3 laoternas
e casticaes, 1 tapete, 4 capachos de coco. 2 can-
dieiros para kerosene, urna cama de ferro com
lastro de mola para casal, 1 guarda roupa- urna
commoda, 1 lavatorio com pedra, i santuario,
urna banca de cama, urna importante secretaria,
duas commodas, 4 camas de looa, urna cama
para menino, duas mesas coingavetas, 4 cab.des
elsticos,2 cabides com coberta, 1 etager grande,
urna mesa elstica, 4 aparadores torneados, 1
guarda comida, urna estaole envi tragada, urna
mesa grande para jantar, 4 aparador d? arma-
rio-, urna espreguigadeira, duas quartinbeiras de
parede, 1 lavatorio, urna quartinbeira de co-
lumna, 10 cadeiras de mogno, duas marquesas.
6 cadeiras de junco, 1 armario de amarello, du. i
mesas de ferro, fluas laotreaas com molla, 4
quadros, porcelana, loucas para almcco e iaa-
tar, fructetras, porta bisconto de electro-pate,
porta-conservas de dito, poru-car.oes, dito, co
pos, clices, ccmpotenas, garraas, talberes,
mesao de cosinha, taboas e cavalletes para en-
gommar, bacias, jarros para agea, treui de co-
sinha e mutos ou tros objectos.
O agente Gusmo far leilc dos objectos ci-
ma mencionados.
Agente Stepple
2* Leilo
De 4 casas terreas de taipa coberta de te-
Ihas em chao rendeiro na ra do Bom
Gosto em Ahogados, tendo cada urna, 1
porta e janelU de frente, 2 salas, um
quarto, quintal em aberto, cacimba me
eir sob na 19, 21, 23 e 25.
Quinta-feira, 11 do con ente
A's 11 hora
No armazem a ra do Imperador o. 39
O p.-epostd do ageot<- Steppre, por mandado
e assislencia do Exm. Sr. Dr. juiz ae d reno de
orpbos e ausentes, a requerimeuto do Or. cura-
dor geral tie ausente, levar a leilo as casas
cima descriptae e pertencentes ao espolio de
Cyrino Jo; da Silva Pereira.
Os Srs pretndemes podero desde j. ir exa-
minar as ditas casas.
Leilo
Dos salvados do vapor inglez
Elslow e do respectivocas-
co no Jugar onde se a.cha.
SEXTA FEIRA, 49"DE FEVEhEIRO VINDOURO
Ae niele da
No trapiche da Compaobia Pemambueana, em
Penedo, com assistencia do encarregado ao
vice consolado inglez.
Carvaltio Sobrinho autorisado pelo capitao
William Pottinper, do vapor inglez Elsu.w ,
naufragado no cabego norte da barra do rio de
S. Francisco e annu<-ncia co Sr. encarrexado do
vice consulado inglez, nesta cidade, venciera em
hasta publica no da 19 do vindoaro, a j meio
dia, no lugar cima deeigaado o dito vaporeo
lugar ende est, com o restante do carvo de
pedra mais ou menos 200 toneladas, cernidas
para trtpolaglo para cerca de doos mezes, todo
mcame, vellas, correles, ferros e noques.
Tambera vender 4 botes, sendo dous delles
salvados com seus perttnces e que se acuam na
Alfandega desta cidade.
O vapor de ferro e fji construido ha '.' annos
apenas, classicado 100 AILLoyds. Todo o
mcame e vellas s&o novos.
Dimen;es
Comprimento 258 ps ingleses.
Largura 36 ps iaglezes.
Pontal8 1/2 ps iogleze?.
Tonelagem1698 bruto 1069 liauido.
A arremataco a diebeiro a vista e livre da
commisao para o arrematante.
Penedo, 28 le Janeiro de 1892
Aluga-se urna casa grande com boas ac-
commodacOfeS para familia, com grande sitio
bem arborisado. oa estrada real da Torre a tra-
tar na casa n. 6-B.
Precisa-se de um caixeiro com pratica de
molhados : na ra Princesa Isabel n 1.
Criado e cosinheiro
Precisase de um criado liel e um cosinheiro
rfeeito ; na ra do Paysand n. 19.
Muita attencao
dos Ferreiros n. 6, precisa-se de
que j estejam habilitadas em eos-
No becco
costureiras
uras.
Ao commercio
O abaixo assignado, como nico responsavei
pela firma Andrade Lima & Irmo, declara ao
corpo commercial que acaba de vender ao Sr.
Cosme Vieira de Araujo o sen estabelecimento
livre e desembarazado de qualquer divida, o
qual gyrava nesta praca sob a Hrma cima, sita
roa larga do Rosario o. 50.
Raymundo N. de Andrade Lima.
Feitor
Precisa se de um feitor;
Paysand n. 19.
a tratar na roa de
Moedas brasileiras
Compra se de 500 rs., 1*000, 2*000 no centre
da moeda ; na roa do Cabug n. 9, loja de Ao
gasto do Reg. __________________
Alugam-se
Quartos na rea da Cruz n. 10, 2- andar, por
mdicos presos.
2. andar
Aluga-se o 2- andar do predio Praca Maciel
Pinheiron. 21 (antiga Conde c.'Eu lugar omito
bom e com agua ; a tratar com o Sr. Alfredo
Francisco deSouza, no 1-andar, ou com Jos
Nogueira de Souza roa do Imperador n. 73-
As chaves esto no 1- aodar.
Cosinheira e criado
Precisase, ra Mrquez de Olinda n. 53,
armazem de miode2as.
Objecto perdido
Perdeu-se na noute de 30 do paseado, da ra
do Paysand at a roa da Soledade, urna pulsea-
ra de coral encastoada em ouro : quem a acbou
e quizer restituir ser generosamente gratificado
e muito se agradece, por ser a pulseira urna
leoibraoca de familia. A entrega na roa de Pay-
sand n. ?, ou oa ra da Imperatriz, loja o
Coelho.
Taverna
Vende-se a taverna sita roa Conselheiro Por
tella n. 15 (Es pin he) ro), proona para principian
te por dispor de pouco capital ; a casa tem ac-
comcodacoes para familia, e o motivo da venda
se dir ao comprador : a tratar na mesma, ou
com Severino Martins, ra das Pernambucaaas
n. 33, Capunga.
Cosinheira
Precisase de urna cosinheira
do Commercio n. 32.
a tratar na ra
No Espinheiro, ra de
Santo Elias n. 10, precisa-
se de urna cosinheira e de
duas criadinhas para meni-
nas.
Costureiras
Precisa se de peritas cos-
tureiras em casa de mada-
me Paul Jullieo, ra do Ba-
rao da Victoria c. 50.
DE CfJO'
Vende-se escolente doce de csj secco
na estrada dos Afflictos, segundo Btio de-
pois da capella.
Professor
Para piano, francez e allemo, offerece-se urna
pessoa de caciouaiidade franceza, que acaba de
chegar de Pars ; a tratar na roa Paulino Cmara
(actiga Camboa do Carmo) n. 17, leja de modas.
Parteira
D. Maria Lina de Castro e Silva daclara as
Exmas. familias que /nudou sua residencia para
a roa Velba n. 67.
Caixeiro
Precisa se de um caixeiro de 10 a 14 annos :
na roa das Trir.cbeirss n. 23.
, A'S EXMAS. FAMILIAS
rede-se para honrar com suas visitas
AD MRADIS DES DIMES
38--Hua do Baro da Victoria--33
TELEPHONE
59
59
IUCOS cortes de ves-
tidos de seda, de 11 e
cambraias brancas e bor
dadas.
LEVANTINES, voil.
les parisienses e cretones
lindos desechos.
TECIDOS brancos e
de cores, arrendados para
vestidos.
COLCHAS
de renda, alta
de seda e
novidade.
LEQUES de gase,
madeporola e tartaruga.
CHAPEOS
para senhoras.
e capotas
GRANDE variedad*
de objectos para presen-
tes.
TOALHAS e
apos de linho,
e de cores.
guarda
brancos
SEDAS brancas, pre-
tas e de cores para gran-
de escolha.
CORTINADOS m o-
dernos para camas e ja
celias.
VENTAROLAS d e
gase e pencas, ultima
moda.
CAPAS e pelerinas de
seda e renda pretas.
CAMISAS de linho,
punhos e collarinhos para
bomens e meninos.
RICAS grinaldas para
casamento
VESTIDOS
la e brancos
para meninas.
de seda,
bordadas
CAMISAS, saias e
calcaB bordadas para se-
nhoras.
ENXOVAES comple
tos para baptisados.
MEIAS de seda e fio
deeECossia,para senhoras,
humees e enancas.
RICAS ahuciadas
velludo bordadas.
de
PERFUMARAS Jos
mais afamados fabricantes
de Londres e Pars.
MESaS,
cacha potes,
dade.
etageres e
ultima novi
COSTUME3 dejersey,
casemira e brinspara me-
ninos.
GASES do Eeda, bran
eos e de cores para ves
tidos.
ESPARTILHOS ele-
gantes de seda e brim
com pelucia.
GUARDA-POS d e
seda e alpaca para se-
nhoras.
GALLOES dourados,
prateados de seda e de
13 para enfeites.
MANEQUINS france-
ses.
GRAVATAS para ho
menB o que ha de mais
chic.
MATINEES brama
e de cores, bordadas, en
rendas e fitas.
LAS modernas
sede para vestidos.
de
VELLUDOS pretoa
cores.
JABOTS
seda.
e fich* m
BICOS de seda de ca-
res modernas.
LINDOS albuns pan
retratos.
MANTILHAS e
hidas de theatro.
?
Bernardlno Jone da Uva Hala
Martin j. Rodrigues & C. mandara rezar algu-
mas missas por alma do seu sempre lembrado
amigo e ex socio o Sr. Bernardino Jos da Silva
Maia no dia 10 do correte tr.ez, 1- anniversano
do sen fallecan uto, s 6 1/2 horas da manha, na
matriz de Santo Antonio.
Victoria
Vende-se orna victoria concertada e pintada de
novo, muito leve, forte esegu*a, propna para
viagens de engento, po~ ser Dar isso muito
propna. e todo arreio de metal branco muito
tino ; a tratar oa coebeira do Sr. Jaciniho roa
do caes do Capibaribe.
Precisa-se de um
n. 33 botel.
Criado
criado ; no largo di Pente
Vende-se
Na ra da Aurora n. 109 B precisa-se
de urna para casa de pequea familia.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e mais
servico de casa du familia : a tratar ca ruado
Hospicio n. 39.
Ama
Precisa se.de urna ama para andar com urna
crianca : a tratar oa ra da UniSo n 5.
Ama
Precisa se de urna ama que saiba lavar e en-
gommar : a tratar na ra da Uoiao n 5.
no caes do Ca-
Precisa-se de urna cosinheira
pibaribe n. 36.
Ama
Na roa d? matriz n. 23 precisa-se de urna ama
para comprar e cosiobar em casa de peqoeoa
familia.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosiDbar para pe
quena familia ; na roa Direita n. 64, 2 andar.
Ama
Na roa Augusta o. 182. precisa-se de orna ama
para casa de ponca familia.
Dous enormes casco3 de tartaruga de 1 metro
e 20 nentimelros de comprimento e 1 de largu-
ra, pcis quem desejar, dirija se a roa da Floren-
ina n. 8, taverna.
Eid pregado
Precisa-se de um empregado que tenba conbe
cimento de escripturacao mercantil e boa letra:
na roa Baro da Victoria n. 69.
Cosinheira
Precisa se de urna cosinheira ; a tratar no se
gundo andar ra Mrquez do Herval o. 85.
N 47:730
Chama se attencao do Sr. Manoel da Silva Cas-
tro guarda da ca.-a de Detenco, para vir pagar
o seu debito do anno passa lo, ao contrario co-
bra-se judicialmente, roa Marqaez do Herval nu-
mero 29.
Vende-se
No becco do Pair n. II, diversos ps de ero
toos. assim como um gorro bordado a ouro.
Brancos e de cores
A 15$, |8#e20#
VENDE-SE
LOJA BA:.STRASAZUS
61-Ra Duque de Caxias-6I
Para feitor
Na casa n. 5. estrada de Joo Fernandes
Vieira. pncisa-se deum homem que entenia del
jardim e borla e se encarregue da limpesa do!
sitio.
Compra-se
Quem tiver e queira vender urna ca?a que sr ja
em roa bem loculisada, dirija-se praga Cooae
d'Eu n. 32, terceiroandar.
mn-
Cavallos roubados
Ama
Na roa de D. Mana Cesar n. 30,
urna ama para cosiobar_________________
^ma
Precisa se de urna ama para cofinhar e mais
servico para casa de pequea familia, preferin-
do se cnoula e de meia idade : a tratar na roa
do Livramento a 1, sobrado.
Do engenbo Lobo da comarca de Gamelleira,
roubaram na madrugada de 23 de Janeirj, doos
cavallos de sella, sendo um casaobo amarello
argel, castrado, bem novo, qoando anda mureba
a orela, e andador baixo.
Outro rosso pombo, inteire, pequeo andador
: de baixo a meio, tendo urna pequea rotura do
precisa-se de lado direito gratifira-se a quem der noticias de
quem os tem ou o do param, no mesmo enge-
- nbo ou ra de Harcilio Dias n. 106.
a
Amas
Precisa-se de duas amas, sendo urna para en-
gommar e outra para cosiDhar ; a tratar na loja
das Estrellas, roa Duque de Caxias n. 56.
Precisa-se
xias.
Met hanico
de um mchame na fabrica Ca-
Ama
par..
AVISOS DIVERSOS
Precisa se de um bem coaiabeiro (u eos;-
naeira e de um copeiro; a tratar oarua Mr-
quez ae Olioda numero 3$.
Ao corimercio
O aba'xo assignado faz sciente que deixou de
fazer parte da Arma Cosu & Uedeiros desde o
dia 29 de Soverubro do anno fiodo, ficando o
socio Manoel Roberto da Costa de posse to ac-
tivo s responsavei pelo passivo.
Kecife, 4 de Fevereiro de 1892.
_____________Manoel do Cont Medeiroi.
Phenix e Nova Ham-
burgo -7-
Os precos da cerveja nacional a relaibo as
cervejanaj supra denominadas, serao de boje
em diaote os seguales :
Garrafa 50" rs.
Meia garrafa 300 rs.
Rectfe. 7 re Fevereiro de 1892.
Pergunta-se
O arco que se esta constru odo na obra do Sr.
Francisco Maooel da Silva, ra da? Pernamboca-
as, para escadana desta casa, cITerece ou nao
garanta ?
O Parafuso
Precisase de urna ama para cosinhar e lavar
e que durma em casa de seu patro; a tratar n
pateo da Santa Cruz n. 18.
Amas
Precisa se de duas amas, sendo urna para co-
siobar eoutra pira engommar; J tratar na ra
Nova o. 52, segundo andar.
Ao commercio
O abaixo assignado declara ao respeitavel cor-
po commercial que acaba de comprar a fabrica
Camacam, livre e desembaracada de qualquer
onus, a qual gyrava nesta praca sob a Hrma An-
drade Lima A Irmo, sita roa larga do Rosario
Humero 30.
Carneiro Vieira de Araujo.
31!llllIIIIJ||||fHII|[|IG
Estantes para
sicas
Para amadores
Fecha e Oca do auauhe
m nslca
Preco 7#000
Loja das Listras Azues
6i"Rua Dnquede Caxias-.
Fazendas baratas
Para o Carnval
Velludo, Velbutiuas, Gases prateados
tarlatanas, las e merinos de todas as co-
res, vende-se por todo o preco
NA
Lojas das Lislr s zoes
Ra Duque de Caxias n. 6l

AOS

Prensa de copiar cartas
Vende-se urna, perfeita
de Hortas n. 17.
e qoasi nova ; na roa
Moedas de prata
de todas as qoalidades, aoligas e modernas, de
2*00, 1*000 e 500-s., assim como toda a es-
pecie de moedas estrangeiras de ouro e prata,
paga se bom prec. Compra se tambem ouro e
prata velba ; na relojoaria David, ra do Cabu-
g n. 14
Patacoes
Compra-se de todas as nacns ; na roa do Ca-
bug r. 9. loja de Augusto do Reg.
Patacoes
Brasileros
Marcados 24000 no centro, compra se por
maior prejo do qoeem outra qualquer parte: no
armazem a ra do Commercio n. 4.
Criado e cosinheiro
Na fabrica de vinhos de caj, roa da Aurora
n. 111, precisa-se de criados, serventes e cosi-
nheiro.
* i i3 inultos ooiros ari
Aviso aos senhores de ^-^lh0.
engeaho
= luz =
DIAMANTE,!
LONGMAN & MARTNEZ,
_ NEW YORK.
a Livre de E=ploso, Fumaca e Mo Cheiro S
A venda em todos os
_ armazems de seceos e molhados
a f iji ii boiji ii iriniirc
Liquida^o
Movis austracos
Tendo-se de desoecupar o grande armazem
roa Bario da Victoria ns. 34 e 36, vende se te-
; doj os movis novos e todos os objectos exis-
tentes oeste estabelecimento, precos mdicos
| para liquidar : quem precisar de ricas mobilias
; e mutos ootros artigos, aproveite b occasio de
A destillacfio dos Coelbos, de E. Bellion, no
Jareo dos Coelbos n 13, compra-se qualquer
qoantidade de mel bom a 564 por pipa.
AttencSo
Vende se oa roa do Bom Jess n. 38 a imper-
tan'e mercearia, 1 plano novo (Cari Shect), 1
mobilia de Jacaranda nova, 1 lavatorio com pe
dra. 1 mesa elstica de 8 taboas.
PASA
Charlte verdadeiro, qoa-
lidade superior,
Castores de todas as ctv
res com lindos desenhos.
Tapetes com Undissimoi
padroes.
Marroquim branco e de
todas as cores.
Sola especial.
Formas francezas modei*
aas e mais artefactos para
sapateiros.
Tu do isto se
diminuto preco
grande depsito
calcados ra
ment n. 10
Costa Campos i C.
um
Royal Blend marca VIADO
Este excellente Whisky Eacoeea pr-
erivel ao cognac ou agurdente do cana
para ortificar o corpo.
Verde ae a retaiho nos melhore ara
sena de molhados.
Pede Roya! Blead marea Vid,
3ujo nome e emblema sao registrados
todo Brazil.
BROWNS & C, agentet.
fi

vende por
por ha 7er
na loja de
do L'vra-
I
T




ernambuco Domingo 7 de Fevereiro de 1892
NEMBREd.JURY
Exposicao Universal de Pars
DE 4 889.
HORS CONCOURS
A Superloridade dos Sabonetes de VIOLET
4 conhecida a certificada pelas Celebridades
Medicas, e confirmada por urna
experiencia de mals de
meto seculo.
V^o
FIEME
ESTES SABONETES
tem a propriedade
de tornar a cutis
B3ANCA e AVELUDADA
VIO&1V

I




fe
V
.
ARra 29, Boulevard des Italiana, 29, ?ARX8
ACBAi-SE AS PRIACIPASS CASAS de PERFUMARAS da EUROPA da AMRICA.
Kola-Bh-Natton
RICA BU CAPBINA, TBEOBK0MINA, TANNINO, B MATBRIA BNCAENAPA DA KOtA I
romeos euemculmehte nEMKERioon
ixir 4t Vinho Kola-Bb-Natton
Extractos fluidoi, Paitilhas, Pillas, Eisencia da Kola torrada
CTttieaM producios experimentados com o malor xito nos bospltaes de Pars, desde 1S84 pe.os
! Btratores Dujardin-BraumeTZ. HuchaRD, Dorian, HaLLKZ. Monhet, etc., na Anemia, Onleroils, I
alc.ceoclaitrntritai dlfflcals. Febre j Xenterli, Biabe tea, Albomtnnrla. B-noaphatnrts. BUcc.ao de trabaWo iijiin o latiilMtial.
*B AJtVACIAd> BAKODEdo fRANCE 2S, ro. Conulllli-, fnrl. -Em lf rn.mftwr; FRAN-M dagILTA ChJ
#
l| Aos
CCVtMLESCESTES
FORQA e SAUDi
As E
CaEtHQAS
AS PESSOAS IDOSAS E ENFRANQUECIDAS
Iaconselhamos III Al U11 rr QAVADkl cPeptCfia-U
o cmp.-eao do filil U CE 0HI MllU Phospnatada*
Tnico Nutritivo e Reconstuinte
4 1UUO us nospltaes Medalhas de Ouro _pj ^pv
2 W/7. COLLIN e C", 49. ru de Maubevge, y e:n as pb*rm cus H2 H
CARNE PKOSPHiTOS.
Emprega lo cm toilos os Hospltaes. Medalhas de Ouro
AROPEPHENSCADO ILYCO PHENICO
G
DO D DCLAT DO D DECLAT
Tosse, Catarrhos, Grippe, Bron- j I Antisptico poderoso, Hygeneco
chitos, Tsica, Coqueluche, etc. j %0 toucador, da Bocea, Curativos, et;.
6, Avenue Victoria, Pars, e Pharmacia________________
Belleza do Carao
DE
Esta delicada prea-


ras o
o seu aveludado
cura.
Cura el i c rapld
Ciei ros. Iltith uti N i-iih, Surilut,
ImiiinciiH. I..;.ui// de Sraviaem, t
Oeccsita geral: Pharra'" Inglesa e Ch. DELCSt
Bruxeilai (Blgica].
COKPANHIA de DROGAS c PRODUCTOS CHIM1COS.


SINAPISMO RIGOLLOT
Esfriamentos Dores Congestesi
EX'JA-SE a ftSSIQNATURA, edr ENCARNADA, de'
Prata I pratal
No arm: Jardim e comp., ra do
Mrquez de O!inda n. 16
coinpra-se moedas e objec.
tos usado de prata.
Aproveitem. que paga-
se me'hor que em outra
qualquer paftr.
Fabrica d$ leras
DE
Ro^ Rafia da Victor m n. (5
Leja t!o Sspeiho
J'adaae erard avio., ven sei.s nume-
rosamos freguezes, que receben de Paria,
n grande e variado sortimezto de pelli-
cas de primeira qualidade de chevriaux,
edi? c istur etc.
^"^flBBBBHfli
ATK.NSOM 3
WHITE ROS!*
O mal bostc de to-os os perfumes s-stos
A orpinai v unici cscdc i
a de kttntlll. KTitir as cor.trafacciea.
ATKINSON'S
AGUA de COLONIA
i lieni preparada um dos perfuma dos '.
| mate refrescnr.tes. A de Ateixhok, de ;
' atricacfto ogleza reoOnhecida xmto
a mals fina.
Venem-se em toda a parte.
J. t E. ATSZSTSOV,
24, OJd Bond Street, Londn^s.
l A VISO I l-e-::timas somrntc com o roCal escudo atol t attireilo r> a mirca de
tabnca nir.a "Ros brinca" com
o completo end^reco.

r^
REFRESCAR
O
SEMBLANTE
A' MA^B@HADB_ ^
> superior purificado e pre-
com o rnaior cuidado.
. .ecommendaclo pelos mais afamados
s, e empregado pelo mundo
ate.
-*-
:t
5|ust, Perfumeiro
FORNECEDOR PRIULGUDO
S. A. a PRISCEZA GIRARD DE SEGR. Succr
r-iua de Depsitos eui per.>'ambcco :
CCIBPINHIA i OROS AS e PRODUCTOS CHIMICOS
e as principaes casas
Ferro Girard
ApFTOado pela Academia da Hedeclaa A">
F.ria. Approvad^* pela Junt.
Centra: de Bygiene publlcu do BraEtl.
01 'rofessor Hrard encarregado do
Relatro Academia demonstroi: a que
fcilmente acceito pelos docnus,
bern tolerado pelo estomago, ratra-a
a forcTS e cura a dtloro-cntinix;
gite o que d-'inoiie partii:uliruitinte
ele novo sal de ferro, que nao ausa
prisa* de ventre. a combate, e elevan-
do-te a date. obtetrte-se dsjeccet
numerosas.
FERHC GIRARDcunanemia,
cores pe caimbras de
estomago, cmnobrecimento do
angue; fortifica os tempera-
mentos fraco,excita o appetite,
regulariza as regras e combate
sterilidade.
Doposito em Pars, 8, tnaViTienae
F v.F PBINC1PS DR0CAR1AS E aAP.MACl
r
DISCOIDES MIDY
L. ailS?, i hiannBmiTBi.113, F' S' HOBOT, PiRB
l'a-i.iha- :iia!!ie:iaiieafr.cnte dosailascom os
\ A leu i |g usados para a preparaeo
im'jntaoc. liaa t/'c, s hypoitermlca!.
.'ia sertnga
Pravaz, um Vdro de agua disttflada e urna
col.''',;.-io dos Dticoidei c alcaloides os mals usados na medlclaaliumaua
e na veterinaria os Srs.
MDICOS slLYEITARES
tcem ImmedlatameDte na sua dispcslcao urna
soiucao frasea de quaiquer Alcaloide, dispen-
sa lo-, asslm da obrlgaco de empregir solucoes
'reparadas de antemo, e. porkinto, multas
vezes descompoetas e at nocivas.
iUHUfMi llnigalni ira at telmti nto*
i U ailui Iciitnias i* Baoi.
Viaaa sor ttaudo: H. MlSSDUNN, U.riiiPiii, MMt
jetante eaPenumci/oo : V fl Drfas a PrMMtM
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srruACAo excepcional
Cmpoi-flyslot, Perto de trto-do-Trumph-i
I
LOJA H GLOBO
Pe;l atten^ao ao publico, para o sortimento de fazee
zendas que annuncia, por preeps commodos
Merinos de cores com duas larguras.
Nanzuks de todos os precos.
Lana de eores, sortimento c mpleto.
MadapolSes de todos os pregos.
3argens de todas as cores.
Grande sortimento em chitas e crotones.
Visites de seda e merino, novidade.
Bramantes de linho e algodo.
Voiles de algodao, baratos, consa ebie
Merinos pretos, lisos e lavrados.
to em Ir.
Da, '!p oorps e prc-tio,.
A-: .. ha.f driles.
FustSes bi-sneus e de coree.
Mariposas de cores, burato.
./mbraias historia c tranapai !Bts.
Cre
tai- de e
VBiliarios <
.....trati ^ni+nB o-> seria et
tienci.n
. mdem-se ....
i KXX k
A LOJA DO GLOBO
>> JRiia Duque efe C^xr-ws -55
CAROSO a- IRMAO
Ra Baro do lYiumpho ns. 100 a 104 e ra
doVisconde de Itapanca ds, 12
Tem sempre em deposito :
MACHINAS a vapor de 4 a 8 caballos dos melhores fabricantes.
OALDEIRAS muititubulares para 4, 5, 6 e 8 cavalos.
MOENDAS as mais solidas e melhores do mercado.
TAIXAS de ferro batido cravadas e caldeadas, fundido de todos os tma chos.
q RODAS'AQUA psra cubos de maaena e todas de ferro.
RODAS DENTADAS de espora e angulares de diversos tamaitos.
CRIVACOES duplas e boceas de forna!has para assentamentos.
BOMBAS DE REPUCHO sem sola, vlvula de bronze.
CHUMACEIRAS parafusos e o mais que se opsa desejar para engenhos, estra-.
as de ferro e Obras Publicas.
FAZEM E CONCERTAM toda e qualquer peca de machio i amo tanto de fern
andido como batido-
EN 'ARREGAM SE de mandar vir da Europa por encommenda, mediante um
jommissSo rasoavel, qualquer machinismo e CONTRACTAM apparelhos para Us>
oas, para fabricar de 100 a 300 sacos de assucar em 24 horas.
Obrigam-se a montagem dos meamos e responsabilisamse polo bom trabalhi
ara o que tem um hbil engenheiro inglez nauito pratico, alm de dos um loeie
casa que tambem engenheiro.
lilil-UUWIJ,
i. aa aia m wm i. m
Liquidamos os segaintes argtigos por pregos queadmira na epocha actual.
Caeacos brancos bordados para senhoras a 2$500 e 35 um.
Vestuarios Jersey e Malha para meninos e meninas de 6$, 7$ e 85 um.
Percales brancas para vestido a 240 rs.o covado.
Wltons a ramagem, lindos desenhos a 240 rs. o covado.
Chitas escuras bom panno a 280 o covado.
Cretones de cores boa escolha a 320, 360 e 400 o covado.
Ditos modernos, ultima moda a 320 o covado.
Etamine de cSres finas de 400 e 500 o oovedo.
Las de cores, gosto de cazemira a 600 o covado.
Brim pardo para vestido a 360 o covado.
Dito a imitacSo de fustSo para roupa de enancas a 500 o covado.
Setnetas lizas francesas de todas as cores a 560 o aovado.
FustSo branco fino, a 500 o covado.
Linn de cores ltimos desenhos a 640 o covado.
Mirin de cor, liso, la pura* a 320 o covado.
Cretone liso de todas as cores.
'asentirs pretas diagonal fina a 2.400 o covado.
Cheviots azul fino para costume a 3(5000 o covado.
^rins de cores para roupa de 360 e 500 e covado.
Sargehm de todas as cores.
Bordados e entremeios baratissimos.
Flanells de cores para vestido a 440 o covado.
Alm de muitos outros artigos em fazendas que liquidamos por todo e qualqo
orejo.
VA JDO CRESPO
N. 21
OJADO POVO
Este estabclecimento acaba de fa^er grande melboramento para melhor expo
15&0 de sefc esplendido sortimento.
Tendo grande deposito de fazenaaa que nSo pagou imposto de euro, ven,
por precos baratissimos. /
Uesconto de W\ de 20#000 para cima
i/oiles lizos e com flores a 2Jff:rs. o covado.
LS de listraB a 240 rs. o nevado.
Chitas de cor escuras e diaras de 240 o covado para cima.
Cretones francezes clarft e escuros a 320 e 400 rs. o cevado.
dem em cortes com bferra por 5)5000 e 8|5000 o corte. /
Granadino de seda, obm listras a 800 rs. o covado.
Crep com desenho/^reto e branco para vestido 500 rs. o covado.
ferinos de cores l'avradas.
Cachemira de seda e 15 com 1 metro de largura a 20000 rs. o covado.
MadapolSo superior com 20 varas a 60500, 70500 e 80500 a peca.
Dito francez com 20 varas a 100000 a peca.
Capas pretas >ara senhoras ultima novidade.
Grande sortiinento de meias de cores e brancas para horneas, senhoras e meninai
para-rodo preco.
Brins de libho de cor, finos.
Casemira^preta, diagonal francez de 60000 rs. por 40000 o corto.
Extracto tino inglez a 10500 e 20000 o frasco.
Roupas de banho para homens e senhoras.
Camisas brancas trancezas a 20500.
Btamii.es arrendados com 3 1|2 palmos a 200 rs. o covado.
SO 3NT.A. 300XA. DOO OPO'VXJ
11 Ra do Crespo H
PETTORAL de CEREJA
Do Dr. Ayer,
A) aBferraldides man dolorosos da (tar(rant
e doi- pulm,-, ordliiui-ia.n/'iuc dr-onvolvem-ae,
t^odo porprnij/io b:i-4- pequeas, cujo^ n
dos uo sfio dlifici- tralio com o-rem.dio ccnvenicnti'. Os Rvefrl.
imI e ii de Larina;itia, Asthma, Broncbiti*.
cao Pulmonar e a Tsica.
Todas as familias que tem crianca? devem ter 3
Peitoral de Cereja do Dr. Ayer
m casa para o u*ar em caso de necessidade,
A perda de um so da, pode em muitos casos
accunvtar serias cor-eqninclas. I'or tanto nao
e aove perder tempo precioso, experimentande
remedios de clcaci duvldo-n, emquanto que
a eniermirtade aa apodera do systema e ae arraiga
profundamente, ento queje aeei isaU a tomar
aesse insanli-, o remedio mais certo e activo en
ae-A cav-it-, e asta remedio sein duvidn alsuma,
o rarroivA^ ok Ceke.ja no Ds. Arca.
PBEPAR^UK PELO
DR. J. C. AYER & CA,
Lowell, Mass., Est.-Uuictos,
DEPOSITO GERAX
Luiz VrrneUevan
ta empresimos de
qualquer quauta sob
eaujo de ouro, prata
e pedras preciosas e
tambern compra cau
tellas do Monte de
Soccorro, eaucoes d(
Banco
e brilhantes.
Pode ser procura de
aa sua relojoaria riu.
4o Barao da Victoria
n. 53, das 8 horas da
manila, as 8 da noute
Popular, joiaf
Preparada viaeso depurativo
Approvado pela Xllnrtrada anta de
Hygiene Publica da Corte.
Auctorisado por Decreto Imperial
de 20 de Junho de 1883.
COMPOSI^O
de
Firmino Candido le Fipeiredo.
Empregado com a maior eicacia no
rheumatismo de qualquer natareta,
em todas as mestias J,z p. as
leucorrhas ou flores branca nos
softrimentos ocasionados pela impureza
do sangue, e finalmente as differer.les
formas da syphilis.
Dse Nos primeiros seis dias urna
colher das de cha pela manha e outra
i noite, puramente ou diluida em agun
e m seguida mudar-se-ha para colhe-
res das de sopa para os adultos e me-
tade para as crianjas.
Rgimen Os doentes devem ab-
ster-se apenas do alimento acido e gor-
duroso; devem usar dos banhos frios ou
momos, segundo o estado da molestia.
DEPOSITO CEKTBAL
Francisco Manoel da Silva & C.
Droguistas
23 Ra Mrquez de Olinda
Pernambuco
*T?:TT^'^ri'P?^7^,PF^SsF'PT77TK
MARAViLHft CUHAL.
DO CELEBrtS
Dr. HuiDphreys is Nova 1
A Verdadeira Waravha do Secu.'a
^P20V-4DA E LIC2NCIAIA
|>ela Iasppclorin Qer*l 4 io :~z
A Marnvilhn Ccraiiv remed
para as PiPaflurR.?. M^hutadufa*;, C^\.
osdoraa, Coruiur,
ectanca cangut', laz parar al:,
a inena^ao, nr., rte-ccr::r:iemo, e laz Bftrer a. fcrida
cumo por encp nlo.
A MaraTilha Cnvotiva 6 olllvioprorv
cura rapiCi par /nMmadura^, : adadaras. e
vutimaauTA u o., utro
remedio.
A lUaraTiJ'' i para
tocas/i _^t?s,
-Ainiorr-.'ln; h.
A Mnrn\if;i: ....
t'hCC |
A BTcrarha Cnrnlvn ->r":
ep. Joro
Rigidez nos .:;ii(ris
[A MaraTillir. T' patfTfl n tr.^dio
ura K- uoq
aflamnnda.-*-
A MaravIlliH Cura ti vi 6 de ituto valor
como In jcc^&o par
florea Braoca8,eoulr .,. mes.
A Murav.IlSa Caml.TO mpapavpi para,
etirar Ulc?ra. CLiaga amiga*. Aio^teTnoi, -uarl-
Caoe, Callos. Frelr js, Ju-i i va.
Jaravilha Cnrafivn 6*tmo(.'oprompto
pata Diarrhea simples,' e de Dlarrhea chrouk.-a.
A >IaravlH a Cnrotlva naa
K^trebarta* e Cara i l iref
Pisaduraae E^foladnras. Cotu:
'mr"-*
^ DELICADO t
o AGUA
FLORIDA m
1-< |1 ^B TI
n PURA Pf SEM m
ce RICA B.-. | RIVAL 05
< O
npi r m ' >
2 MRRAY
ce & IANMAN m
L Q. Mintem sempre a sua pojiu-ide. Cautela com as m
----- DOTA9OBS.
K pS DURADOIRO
Fitas lavradas para faxas n. 80 com mau
de um palmo de largura a 20100 re
o metro.
Gregos, galSes, trancelins e regente*
brancos e de cc-res, para enfeitar ves-
tidos e roupa de c eangr., camisas, toi-
lettes de senhora.
Cullarinhos para homens a 200 res um.
Grande e variado sortimento de eaixas d
msicas a 20000, 30000 e 50000 reii
cada urna, preprias para presentes.
Espelhos mgicos a 500 reis um. Dosis
40ODO reis.
Espelhos com tres -palmos de altura, con
moldura de dourado fino, oval a 80OOC
reis.
dem, idem a 60000 reis.
dem quadrados a 5f500 reis.
Ventarollas de palha branca a lfOOOreii
urna.
Leques de papel a 500, 600 e 800 rei.
Sendas abicos de cores, branco, de al-
godao e liuho de cores e pretos.
Bolsas e balaios de palha, para compras,
viagens e passeios.
Capas de li e caBcmira para senhoras.
Perfumaras, leos, extratos, cosmtico
dos melhores abrigantes.
GalSes, palmas e pingentes de vidrilho*.
Bolsinhas para passeio, de chagrn e pe)-
lucia.
Albuns de pellucia, couro e chagrn.
Var:.do sortimento de brinquedos.
Pulceiras, voltas, cajoletas, anneis, ca-
deias de plaqu americano.
Caixas de msica para presente a 7|00G,
81000, 91000 e 121000 reis.
Meias, lecccs, collarinhos e punhos pan
senhoras e homens.
Oculos, pincenez, navalhas e caivetes.
Capellas, veos e ramos para casamento.
Toucas e enxovaes para baptisados.
Corxetes em fita para roetroB.
GalSes brancos para roupa de enancas.
NA
FLORIDA
105-Una Dogoe deCaxias- IOS
MARAVILKA CURATIVA
DO CELEBRE
Dr. Humphreys de Nova York.
A Verdade;ra Maravilha do Seculo.
APPR0V ADA LICENCIADA
pelr. Inspectora Geral de Ilygiene da
Imperio do Brazil.
A Maravilha Cni-atlTa -' remedioprorrinte
aara ae Pisaduras, Machucaduras. Ooiitusoes, Tor
edurr.*, C- rtadura, ou Laoeraco^s, Alllvfa a dorj
estanca o sangue, faz parar a Inflammacilo. redm
a lnchat;o, tirao descoramento, e fazsarar a ferda
como por encanto.
A Maravilba Curativa aJHviopromptoa
cura raLl'la para (uenadiiras, Escaluaduraa. o
Vuelmaaura do Sol, e superior a qualquer uutre
remedio.
A Maravilha Curativa ImpagaTel para
odasasHemorrliaKias, neja doXarlz, dasGenvivaa
dos Puimoes. do Estomago, ou aa Hem< 'rrhoklafi ou
aUmorrelmascurasempreo nunca falla.
A MaraviihaCarativcumallivloproinpto
para l>r de Dentes, de Ouvldos, da Face, fnchaoto
oa Face e Nevralgia.
A Maravilha faratlvafiorecurso prompto
e precioso para Don*, rheumaticas, Ak-ijuo, Dora
Elgldez as Juntas ou Pernas.
A Mai^vljha Curativa o prrande remedio
para Esquinencia. Angina. AmycdJ las inthaoaoov*
fnllajnmadassempre sesuro, sempre effleaa.
A Maravilha Curativa P de multo valof
como lnjeccAo para o rp.rarro, a Leucorrhea ou aa
Flores Brancas, e outros corrmentos debilitantes.
A Maravilha Corativa 6 Impagavel paro,
curar Ulceras. Cliagas antipas. Apostemas, Panaxl-
cioe. Callos, Frteiras, JonJietes e Tumorea.
A Maravilha Caratlva remedio prompto v
para Diarriea simples, e de Dlarrhea chronlca. P
A Maravilha Curativa excellente na*
Estrebarlas i- ( avallaricas, para Torceduras, D^re^
Pfcadnrase Esfoiaduras. ContusVs, 1 Acera^oes fto.
Especialidades do Dr. Eampfcreys.
Remedio Kr-pecificos.
Vh;u.-nto Maravilboao*
Ilemediofl 8yphil Bemedloa Veterinarloa*
O Manual do Dr. Humphreys 144 paginas sobre as
EnferTOldadeseraolodcural-ao&digratis, poda-
se ao seu boticario ou
HUMPHREYS' MEDICINE CO.s
109 Fuil-n BtffM-a NEW VRK.
NICOS AGENTES
Para vendan cm grosso enr Fer
aanbafo
Farla SobrLoho C.
DROGARA
A' Ra Margues de Olinda n. /
Sspclalidaues do Dr. Humphrsjs.
Reme di os K*.eclfl x>-,
t'ngucnto Marnvilhcso*
RcmadioK Syphilirlcoa.
Ivcj^ Jioa Vecerinari^Ma
O Manual do Dr, 'iTumphreys 144 pronas sobre u
Cajiermldades emodo de curl-as se c gratis, pede-
ae ao seu boticario ou 4
Ii:\->I PIIREY.V MEDIC 1\E CO.,
109 Faltn Street, NEW YORK.
Deposito geral na Companhia
do Drogas e Productos chimicoi.
Gerente Francisco Manoe) da
Silva.
-.
Liquidadlo i tal-
A FLOR DO BOSQUEa ra do I*
vramento n. 10, chama a attenc&o de sen
fregnezes para os artigos obaixo descrp'
tos, co -, sao uvendidos por precos resum-
dissimos para fechamento de con tas.
Grande sortimento de botinas inglesar
ds diversas qualidades a 90000, 100000 c
110000 o par.
Botinas para hornees, das melhores fa-
bricas do Rio, por precos sem comp*
'enca.
Botinas de cordavSo, com salteiras obr
forte e elegante, fabricadas especialmente
psra as Exmas. Sras. normalistas.
Sapatos braceos de setim e duraqoi
oroprios para as Exmas. Sras. noivaa.
Explendido sortimento de botas pan.
montara, tanto de couro da Russia prate
wmo branco.
Chancos e tamancos portugueses pata
averno.
Botocos e cothurnos proprios para caca
Botinas nacionaes imperme&veia, obra,
solida e propria para o invern.
Lindo sortinient de sandalias de toda
as qualidades/ tanto estrangeiras oontr.
nacionaes.
.Para creancas de ambos, os sexos t
sempre nesta casa o mais completo va-
riado sortimento de botinas, eolnornoa
focos e sapatos.
A FLOR DO iiOSUSJE
10 RA DO LiyRAMENTO. U^
Costa Campos & C,
MUTIUDII


\
i \

i *
ij








I

8

iano de Pernambuco Domingo 7 de Fevereiro de 1892
AOS FUMANTES
Desejaes nao ter azia quando famaes?
Usae por algum tempo os apreciaveis cigarros denominados MINHA ESPERANZA, qaer picados, qaer desfiados. Usae tamm o aromatic:
saboroso fumo desfiado intitulado Hygienico Naeional e os cigarros do mesmo fumo.
Dep : .-c .\-c cir-nos-hei se foiou nao til conselho.
Cumpre notar que os Hugienicos sao fraquinhos e os ESPERANZAS sao fortes.
A fabrica MINHA ESPRANgA situada na ra Laiga do Rosario n. 21.
t be
Um apreciador.
VENDAS
Ra do Amorim n. 66
Vende se despachos paia importacao, expoi-
tacao e outros misteres, papel para impressao d
diversos formatos e por prego commcdo.
Folvora
Sem competencia no largo da Alfacdega nu-
mero 4.
Taboas de cambio
De 12 a 15 pence: vende-se por 6*000 na ra
do Bom Jeeus n. 5,1- andar.
Piano
Vende- se por barato prego, por ter algum uso
um piano do bom fabricante Blontel : a tratar
na ra de S. Goncalo n. 39.
Constituic,o
DO
Estado tao
Vende-se a 400 re*
cada exemplar, no
escriptorio do Dia-
rio.
Livros de recibos para
alugueis de casas; vende-se
no escriptorio des te Diario.
Chapeos e capptas
Ultimas novidades de Paiis re&iben o
Loovre
Capas, jerseys e visitas
Oostos inteiramente novos acaba de re-
cebero
Cortes de la,linlio, seda
e algodo
Ricamente enfeitados, tem recebido l-
timamente e /
LOVRE
Sec as brancas, pretas e de
cores
Novos padrea e para grande ejcolha
foram despachadas neatea ltimos das
para o
LOUVRE
Feijo mulatinho
Vendem
(iiiimares Tlenle
4 e 6Corpo Santo4 e 6
PARA
ENGENHOS
Lopes e Araujo partici-
pan! aos seus freguezes e il-
lustrissimos senhores de en-
genbo, que tem deposito
constante dos rticos abaixo
mencionados gara itnido 8
boa qualidade.
Cal de Lisboa.
Dita de Jaguaribe.
Dita de Gutunguba.
Potassa da Russia (em
barriquinhas, caixas, latas
grandes e pequeas ).
Oleo de mocot,
Azeite de carrapato.
Dito de coco.
Dito de peixe.
Pixe em lata.
Kerosene inexplosivo.
Graxa em bexigas,
Gaxeta de linho.
Precos sem competen-
cia.
Raa o Liyram$nto
n. 38
(rinaldas, Ieqaes e chapeos
de sol
De phantaaias acabam de ebegar para o
L 0 U Y R K ___
Costumes para cranlas
De todas as idades encontra-se grande
sortimento do
Louvre
Qbjectos de gosto para
presentes
Ha neste artigo grande escolba no
LOUVRE
Libras sterlinas
Vende-se na loja de jolas de Augusto Reg
* C, ra do Cabog n. 9.
FOLHETM
JULIO MARY
OS DOIS INNOCENTES
TECIDOSDE FHAN-
XxxOXxl.
Sendo impoBsivel de se deterever a
grande variedade de tecidos de diversas
qualidadea proprios para a estaco actual,
roga-se ao publico em geral e principal-
mente a Exmas. familias a fineza de vi-
starem o
LOUVRE
Ra 1. de Marco n. 20 A
Francisco Gnrgel k Irmo
TZLEPHONE 2. 158
\ ntiga fabrica Csiju-
rubeba
Vende-se urna machina americana de aplainai
e outras de triturar, espremer frucias, etc., urna
excellente caldeira de cosre estanhado para co-
ser no vacuo, grandes depsitos de foita para
alcool ou qualquer mister, urna boa armaco in-
f;!eza, grande quantidade de rolbas inglesas.
iqodos e auitos outros objectos, tudo muito
em coata ; na ra Luiz do Reg n. '4, Santo
Amaro, das 8 s 10 horas da manb e dis 4 da
tarde em diante.
Vende-se
Urna taverna cuito afreguezada estrada de
Luiz do Reg n. 19, por a dona querer re'irar se
por incommodo de sade : a tratar na me?ma.
Cal vrrgem de Cotunguba
A pnmeira por sua preciosa composic o cbi-
mica para o fabrico do assucar, nquissiina de
saes de potassa e soda, adapiavel perfeiiarnente
exploracao da industria de sabonetes, etc. etc.
Superior de Lisboa, vende se cada barr :a com
60 kilos a 8000.
Agente nesta capital Manoel Jos de Araujo,
ra larga do Rosario n. 2i A.
Fabrica de gelo
Ignas e limonadas gasosas di
todas as qoalidades
Soda water, gmger, ale, limao, taranta, con
cf.o. abacaxis, granadina, grosellas, ranboise
baunilha, hortel-pimenta. etc., etc.
12-ACAES DO CAPIBARIBEH-A
BROWNS & C
Mudaram seu escriptorio para a ra do
Commercio n. 7 1 andar e continuam adis-
posico de seus amigos e freguezes, para
fazer executar as melhores condifoes suas
encommendas de qualquer artigo agrcola
ou industrial da Europa e Estados-Unidos
da America do Norte.
Dispondo das maiores facilidades para
encommenda de apparelhos para Usinas de
fabricar assucar, fabrica de fiacao e teci-
dos e outros ; acceitam contractos nao s
para o fornecimentodosmachinismos como
para a respectiva installagao.
Tem completa collecao de catlogos,
specimens e planos e portanto sempre ha-
bilitados a fornecer ornamentos e pros-
pectos.
NOVO ESTAB ELECIMENTO
Recebeu um lindo sortimento de
CAPOTAS
de rendas cores e pretas para senhoras.
cxa:^.DP3eos
de renda e de palha para senhoras e meninas.
SBBGS
de palha e de seda para crianzas.
GHAPI0S CE FELTB0
para horneo 9 rapazes, dos fabricantes FRANCEZES, INtiLEZE S E ALLEMAES
CHAPEOS
de seda para hemens.
GRAVATAS DE SEDA
FORMAS
de palha para chapeos de senhoras e meninas.
3ersrcDeDaA.Daas
pretos e de corea.
Fitas, Gazes, Rendas, Veos, Azas, Passaros, Flores,
Plumas, Aigrettes eGrampos
para chapeos e outros artigos de fantasa.
Ra do Baro da Victoria n. 42
M. LICIO MARQUES
Telephone n. 560
PEQUERAS PILIAS de RTEfi
Figado entorpecido can-ee positivamente com estas
pil u la*. EHae sfto um remedio purgativo llvre de peri-
go para o honiefu cus fraco, to b?tn como bastante
activo para o bomem mais forte, e nao constipao de-
pois; pela aeco geral agrada a todos qne as usam. SAo
as punas estandartes da prefispao medica dos Estadoa
Unidos. Sao as menores e ciis facia a tomar.
Quarenta em cada frasco. ___
PARA
FIGADO
TERCTIRA PARTE
(C
SU)
II
A REIR DO (RIME
Sorri e com adoravel infexao [de vos,
diz :
NSo verdode. doutor, que oSo en-
eaoei-me e que ella cbama ae realmente
Bertina ?
E' exveto.
E vai informar-me do que feito
della ?
Dir-Ihe-hei pelo menos o que eu
sei.
Ah diga! diga doutor.
A sua loucura manifestn se j asta-
mente no momento em que entrn na er-
che, pois oi a crenhe do hospicio da raa
Denfert qae deizoa no sea coracSo nma
recordaco tSo ntida ; enidaram da se-
nhora e por ordem expresa do director
tomaran apontamentos exactos de todas
aa circamstancias do abandono de saa fi-.
lha. Previam, e com razSo, qae mais tar-
de a narrativa dessas particalardades po-
dia ser-lhe til.
Fieram muito bem, sim, fi." "rain
B&.10 ben I Depis ?
Antes do tudo foi condolida ;para a
enfermarla, onde cercaram-na de inces-
santes cuidados. Podia ser que a it;a loa-
cura fosse passsageira, febrd, provocada
pela dor horrivel porque passara ten do de
abandonar sua tlha. Infelizmente 10 fim
de algum tempo, tiveram de submetter-se
evidencia. Estava louca Procederam
a um inqaerito. Soube se entSo que nao
tinba parentes, nem amigos, ninguem que
se encarregasse do seu tratamento t man-
daram-na para um hospicio de Vanclase.
micha hlha ?
Deve saber qae a Assistencii Pu-
blica nao diz o qae faz dos entesmhos
que lhe contiam. o castigo das mSis.
E do regulameato e urna necessidade.
E nSo sabe que sorte teve a minha
filha?
Nio.
Mea Deas ^^
NSo se amotine, pois a Ass tencia
sempre informa se os aeua pupillos estSo
morios ou vivos.
E Bertina est viva, nao ? NSo
vai agora matarme diaendo que j i nSo
existe.
Fui ao escriptorio de informa ;8es e
sei que est viva.
Viva Como deve ter cre cido !
Como deve ser bonita!...
Depois accrescentoo com tristeza pro-
funda :
Ter ella encontrado, uestes c uinze
annos de separacSo, alguem que lhe fai-
tease em sua mSo ? Qaem a educou ?
Quem cuidou della ? Qaem preparou
lhe o espirito e o corag&o ?... Como a
encontrarei ?... Pois bao de entrtigal a,
doutor, hSo de entrgala, c2o aasim ?
Sem dovida pedirlo o mea attes-
tado...
E o senhor nio recusar disiir que
estou em a 10 completo ri* minha razSo,
:qao ule oa mais urna lou^V
BARRY
Cma preparato elegante extremamente perfumada,
ve toa a* Impurezas do crneo, preservativo con-
cabello cinzeuto; faz o cabello crescer es-
remov
tra calvicie
PARA O
CABELLO
E
A PLl E
CAT^LX^TTnaro^STr^i OUKLECI00 EMiafll
ir a marca rt-gifitrada de Barclay & Co., Ntw York.
depositarios destes PB0DDCTO8.A companhia de Drogas e Pro-
ductos chimicos.
Ra Mrquez de Oliuda c. 23.
Nada receie. Hontem era seu me-
dico, boje, porm, uSo precisa mais de
mim e sou apenas seu amigo.
Sim, mais tive outr'ora urna vida de
miseria e d'ora em diante nao sei como
hei de manter-me.
Disbe-me que tinha algumas econo-
mas ?
Disse, Tudo quanto ganLei na roa-
paria.
Quanto ?
Cerca de dous mil francos.
E' pouco.
Seria muito, Sr. doutor, se eu t-
vesse um emprego que me dsse para vi-
ver, pois com os dous mil francos compra-
ra movis... Feito isso, iria reclamar a
minha Bertinasinha e viveriamos felizea...
Compre os movis e o emprego que
dse ja me encarrego de achal o...
Mas eu seu tSo desagtalo.. .
Ao contrario, segundo disaeram-me
muito hbil. As empregad, 3 da roupa-
ria nao se can;am em rep^t-o. E ul
intelligente quanto hbil. C nte cornmi-
ga, uao a deixarei cahir na miseria. Fo
lizmente sou muito rico e c desgrasados
que j teoho curado nem s jmpre forsm
tSo dignos com) a senhora.
Quando ella deixou o hospicio, alugoa
um pequeo, bem pequeo aposento na
ra Saint-Severina; s tinha res quartos
e no qusrto andar, todos pouco espagcsoB
porm como tinha janellas para a p-rte
mais larga da roa, a qae ca prxima do
boulevard Saint-Michel, a dcv_ passos da
praca, o aposento era alegre a claro.
Pagon um trimestre adiar tauo e mobi-
liou modestamente, com os move:s indis
pensaveis, o seo qoarto era sala de jau-
tar.
No quarto destinado a Bertina fez loo-
curas. NSo achava nada bom demais para
a pv^re abandonada.
itoJiw oem ama bonita cama, urna
NA
Rosa de Ouro
Os proprietarios deste bem conhecido estabelecimento resolveram definitiv-
mente iszer grandes redceles de presos no grande deposito de fasendas de qae se
acham supridos e para conseguirem urna JiquidagSo completa e tSo rpida como
desejam, avisara aos seus numerosos freguezes e as Exmas. Familias afni de virem
de preferencia aqu suprirem-se, por diminuta quantia, de lindas fazendas
A saber:
Vestidos de cambraia bordados em cartSes. Chapeos de sol e ombrinhas de
seda. Vostiriinhos de cachemira, cambraia e de lustSo, para criansas.
Merinos lavradas e lisos cores lindsimas.
Luvas de seda. Lenjca de linho em caixinhas. Meiss de cores. Collarinhos.
Punhee. Gravatas e la;os de seda.
MadapolSo fino de 13|C0O por 10$000 e de 15(J000 por 120000.3
Dito lavrado americano de 12000, 140000, 15,5000 e 160000.
Cachemiras com quadrinhes de seda de 20500 por 10500.
Setins de cores a 10OOO. Gorgurica e crotones muito largos a 500 e 6C0.
Voilesde s>da de 10500 por 10200 e 10000 res o covado.
Cambraiaa de carocinho. Baptistas e brim de linho para vestido.
Setinetas de todas as cores e voile assetinado o que ha de mais chic.
Merino preto de 106CO por 10200 e alpacas de cor de 10000 por 6C0 e 500.
Pantazia branca rendada por 1(200.
Chapeos de sol de fina seda cabo de nikel e cssiao automato por 150000 e
outros de 90000 e 100000. Sombrinhas de seda 120, 100, 60000, 40500 e 20000.
Carnizas francezas de 70$000 a duzia por 40500 e 40000.
Ditas da flnella, cretone e de meia.
Tapetes para sof, de 250000 por 20JO0O.
Ditos mais pequeos.
Grande sortimento de casimiras e cheviotes.
Caljas de casimira de 180OCO por 110000; de 1-0000 por 60000 e 40000,
pechincba.
Cortes finos de casimira dos quaes em 24 horas se faz urna caiga por 2O0QOO.
Brins e cassinetas para roupas e muitos artigos cuja eDumeracSo se tomara
difficil para nos, quanto massante aos leitores.
Faz-se roupas por medida, pregos commodos.
Nao se esquecam das nossas
Machinas de costura
que continuamos a vender por prego sem competencia.
Progresso medalhaImperialExpresso e Singen americana.
Se queris comprar em conta neste mez dirigi vos a
f
toilette armario com pedra marmore, dous
vasos para floresdous, porque sem du-
vida devia ser como sua mSi que gostava
de florese assira, como era provavel que
tambem n3o tivesse sido feliz, o sea quar-
to parecera um palacio...
Collocou na janella cortinas com flores
estampadas e igualmente cortinado na
cama.
Comprazia-se nesses arranjos.
Entretanto, recordava-se melanclica-
mente de cuidados semelhantes, prepara-
tivos idnticos de outr'ora, quando ella
pensou ter reconquistado o marido e qui-
zera embellezar faceiramente o aposento
que oceupavam na ra da Montagoe-Saint-
Genevire E all o esperara em vSo !
Riccrdo nSo voltra...
Desde esse da comecra a saa vida de
affliccSes.
Saspirou e de sbito estacoa, ferida por
8nistro preeenHmento, naj idas e vindas
que ccchsionavam esees arranjos.
Porventura, n'aquelle momento como
outr'ora, seria intil o que estava fazendo ?
Esperara por Bertina como espersra
Ricardo ?
Ella nao viria?
E ve um aperto doloroso no coragJo.!
Agora que tudo preparara, s lhe fal-1
tava ir bascar Bartiaa. O eu coracSo
palpitara com esse pensame^to.
as montas rostavam-lhe oit.cenes
e o alague! pago. \
Era mais que sufficiente para"
alguna v. stidos para a mocinha,
uvid&, voltaria bem pobre.
E com o que sobrasa a esperara paljen-
temen'.e qae o Dr. H&rmand lhe achlsse
trabslbo. *
E entilo, ama macha dirigio-se ao
criptorios da Asaistencia Publica, na afc-
nida Victoria.
Vesrira-se de ;:reto. as >us fa
de ordinario tSo pailidu, apparecia tima
TUSO. JST.
Casa de commisses e repre-
sentares
sa-iia m sai aaip-aa
EXPOSIQAO
DE M COMETO MIENTO DE
CATLOGOS oe
de innmeras fabricas de todos os paizes da Europa e
das duas Americas, de toda especie de mercadorias, de
machinas e materia prima.
Deposito do afamado tCREOLIM o melhor des-
nfectante conhecido.
Deposito da bem conhecida cODONTINA do
Dr. H. Rirdet.
62~Ku: 4o Bom 08qs82
Feitas
francos
comprar
le sem
certa colloragao. Os olhos, os seus ne-
gros e doces, brilhavam lmpidos, x es-
peranga de prxima felicidadade rejuve-
nescia a linda Lieta. Os seus cabellos
completamente brancos, n3o en ve lhe-
ciam. Eram como que urna aureola em
volta de sua liada fronte, accentuando
mais anda,a sua expressSo meiga.
Entrn no escriptorio publico.
Por acaso, estava s.
Senhor, disse ella, tenha a bondade
de informarme se ao senbor que devo
dirigir-me para obter inlormasSes de urna
menina abandonada ha muitos annos ?
Sim, minha senhora, 2 mim mesmo.
A senhora sua mai ?
Sim, senhor.
D-me os signaes da crianea.
E fez lhe as pergunias costumadas.
Ella respondeu, citando datas e accres-
centando que se nSo tinha vindo desde o
dia do abandono saber noticias de Berti-
na, era porque estivera em tratamento no
hospicio de Vaucluse.
E exhibi o sea certificado de sabida.
O Dr. Harmand nosso conhecido,
disse o empregado.
E consultando as suas ancotaces,
Elle veio informar-ae da sua filha.
Occnltou-lbe isso ?
Disse-me.
Saa Slha est boa. E todo quanto
podemos communicar lhe.
Sim, senhor, sei que nSo podem
dizer mais. Mas nao isso s que de-
sejo...
Ent3o o qae quer ?
Quero a minha filha... Dse jo que
entregaem-me a minha Bertina.
O empregado meneiou a cabeca.
Em principio, minha senhora, disse
elie, a Asistencia nunca se nega entre-
ga da u. -. a sua mil. E' exacta. -;ct j
isto quo .^astitue a v*ntagem do ac-judc-
noactual sobre o antigo de roda. Outr'ora
os depsitos sendo rodeados de todo o
mysterio, deviam ser considerados como
abandonados absolutos, sem nenhuma es-
prenla de voltar posse de sua nsSi.
jHoje procede-ae com a mesma prudencia
nos depoaitos da ra Denfert, mas ao me-
nos rica nma porta aberta ao futuro o a
mSi que foi acossada pela miseria e mais
tarde adquire bem estar, ou a qae foi im-
pellida pelo vicio e depois arrepende-se,
tm certeza de tornar a achar a crianza
abandonnda...
E ento, senhor 1
Ha certas condig'es, minha senhora.
Vamos proceder a um inquerito a sea res-
peito, sobre a sua morahdade e sobre oa
seus meios de subsistencia.
Oh! nSo ha necessidade, v2o per-
der tempo, asseguro-Ihe.
A administracSo tem de cersr-3e de
todas as garantas.
Oh De que recea ?
Da senhora, nadi, tenho certeza.
Mas quantas mais acham commodo aban-
donar as rilhas ao nascerem para vir re-
clamal-as qmnze annos depois, quando a
crianea cresceu e ficou bonita, e podem
negociar immediatamente com a belleza
d'ella...
E' infame !
N2o me refiro senhora. Refiro me
a outras, a muitas outras.
Faca o inquerito, senhor, esperarei.
Mas fallou anda agora dos meas meios
de subsistencia e anda nSo os tenho.
De que vive ?
De algumas economas...
E quando as tiver consumido ?
O Dr. Harmand promettea-me a
proteccjto delle.
(C M


i
Typ. do Dxano, roa Deque de Caxias a. U.