Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19697

Full Text

I

AlftOLXVIII
DOVJWGe 24 DE JULKO DE 1892
NUMERO 165
PERNAMBUCO
PROPRIEDADE DE MANOEL FIGEIROA DE FARIA & FILHOS
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE NAO SE PAGA PORTE
Por tres mezes adiantados. ^ 6&000
Por ti es ditos vencidos.....
Por um armo a liantado ....
dem idem vencido. .
24S000
28000
SAO NOSSOS AGENTES EXCLUSIVOS DE PBLICACOES NA FRAN-
CA E INGLATERRA
Os Srs Amede, Prince & C, resilentes em Paris34 ru de
Provence.
PARA OS LOGARES ONDE SE PAGA PORTE
Por seis mezes adiantados.
Por seis ditos veucidos.
Por nm anno adiantado*
dem idem vencido. .
.
13^500
15^500
27^000
341000
TELE&MAS
izmt mtmi so habi
RIO DE JANEIRO, 23 de Jjlho, a 3
h iras da tarde.
A Cansara approvou hontem cm 1.' dis-
caseao o projecto de conversao de plices
de 4 (0 era ouro por outras de 5 |0 em
papel, embolsando se 03 proprietarios que
cao acceifarem.
Faeceu em Minas o deputado fede
ral Dr Correia Rabello.
HSTECCIO POPULAR
Dr
c estajo io mmit
A. 0.
l'ELO
SflU^l paute
(ContinuacoJ
| 26 LAVOBA S COMMEKCIO
Os seguales orgameotos mestrsm as vantagf ni
que a lavcura pode auferir era a planlagao do
caf ;
(Contina)
PARTE OFF1CIAL
Ministerio da Faienda
Teudo o Sr. Conde de Figueifedo pe-
dido ao Ministro da Fazenda que lhe se-
jam ministrados os documentos de que
necessita para provar a [iseocSo do paga-
mento da tasa de esgota, do que gozara
os seus predios do beeco do Coaselheiro
Saraiva ns. 1 a 1 a 6, e da ra do
mesmo nome na; 10 a 24, afim de rece-
ber da Companbia City Impresamente a
qnantia de 7:650$, que indevidamente
pagou-lbe, o Sr. Ministro declarou faltar
competencia a sea Ministerio para resol-
ver Bobre a restitaicao pretendida pelo
requerente, a qual constitue facto de re-
clamacuo de direito civil, e mandos que
ao supplicante fossern ministrados os do-
cumentos que requisitasse para liquidar
o seu direito em juizo competente.
O Ministerio da Fazenda devolveu
Caiza de Arnortisaclo a quantia de......
20:950-5000 em notas 'do Banco Emissor
do Norte, vindo na ultima remesaa feita
ao Thesouro, por nSa terem curso qu as
ditas notas.
Declarou o Ministerio da Fazenda
ao do Interior que monta a 90:20O|577
a cifra conhecida com a despeza do culto
catholico em 1891.
Gorerno do litado de Per
nambuco
DESPACHOS D) GOVRBXO DO ESTADO DO
DA 22 DE JDLHO DE 1892
A3tooio Pedro Cirueiro e Aolooio Moreira
Gomes de Mattos. Ao Dr. qaestor policial para
informar, ouvindo os agente do L'oyJ Brazi-
leiro.
Fielden Brotheffl, pedindo pagamento do gai
co^emidj do Palacio do Gaverno no trimestre
de Janeiro a Ma'co.In'orme o eogenheiro di-
rector das obra? publicas.
Jio da Silva Civalcante, tul) commissario da
Villa daPedra, pedindo pagamento de vencimen
tos.Informe o inspector do Jhesooro do Es
lado.
Mara Candida Givalcante Barrello. professora
publica, pedinlo-tres mezes Je hcenca.Sim.
Miguel Joaqulni Sera, arremitaote da co-
braDca dos impostos das barrelras de Trab,
Bojary, Tanquiubo e Urnab, pedir; lo para que
em Cida urna deseas barreiras seja destacada
urna praga de polica aflm de auxilalo na co-
braoc dos respectivos pedagioa. Ao Dr. ques-
tor policial para mandar prestar o auxilio por
prscas das goarda9 locaes dos municipio} onde
estao colljcaas as barreiras.
Pocopio Amaro da Soledad?. loforme o D-.
procurador -geral do estado.
Torquato Lsureotmo Perreira de Mello, pro-
f s>r publico, pedmdo entrega de documentos.
Eotregaem-se mediante recibo.
Bacbarel Vulpiaoo da Costa Reg, pedindo
prorogagao de licenga. Informe o procurador
do estado.
Secretaria do Qoverno do Estado de
Percambuco, 23 de Julho de 1892.
O ajudante do porteiro,
Tito Franco de Mendon^a.
Cominando das Armas
Quartel general do commando d i 2o dis
tricto militar em Pernambuco, 24 de
Julhj de 1892.
Ordem do dia n. 10
Em cum primen toa ordem do cidido general
ministro da guerra, em telegrama de hontem
datado, determino ao cidad&o major director do
Arsenal de Gue ra deste Estado, que exclua do
nume-o de aprendizes artfices o de nome Hora-
cio Marcellino Pyrrbo que em inspeegao de sa
da procedida a 21 do corrente, foi juigado inca-
paz do servigo do exerclto.
(Assignado) Roberto Ferreira, general
de brigada commandante do 2* districto
militar.
Est conforme Gustavo GalvSo de
Cavendish, alfe.es ajudante de ordena
encarregado do de tal he..
Questura policial
SeccSo 2. N. 167Secretarla da
Queatura Policial do Estado de pernam
buco, 23 de Julho de 1892.
CidadSo.Participo vos que foram hon-
tem recolhidos Casa de DetencZo os se
guintes individuos:
A' minha ordem, JoSo Bernardo da
Silva e Manoel Ciaudino Pereira da Sil-
va, remettidos pelo Dr. juiz de direito do
municipio de S Lourenco da Matta, como
criminosos pronunciados; JoSo Gomes de
Mattos e Silva, ez-tenente da corpo de
polica, por crime de rapto e dcfhramento.
A' ordem do Dr. delegado do 2. dis-
tricto da capital, Jos Al ves da Silva,
como gatuno.
A' ordem do subdelegado da freguezia
de Santo Antonio, Josepha Mara Caroli-
na da CoiceicSo, como gatuna.
A' ordem do subdelegado do ?,." dis-
tricto da Graja, Manoel Poncio Ferreira,
como vagabundo.
No da 16 do corrente, no lugar deno-
minado Ribeiro do Mel do municipio de
Limoeiro, o individuo de nome Manoel
Antonio de tal, ferio levemente a Fran-
cisco Adelino de Franca.
Contra o delinquente que foi preso, pro
cedeu-se na forma da lei.
Em data de hontem o cidad&o Anto-
nio S. de Andrade Brederodes reassumio
o exercicio do cargo de subdelegado do
i. districto do Poco da Panella.
Ao Dr. Alexandre Jos Barbosa Lima
mu digno goveraador do Estado.
O questor Benjamim Aiistides Ferreira
Bandeira.
Thesouro do Estado de Per-
nambuco
DESPACHOS DO DIA 3 Di JCLHO
DK 1892
Antonio das Chavas Rodrigues Macha-
do, Clarindo Guimaraes Ribeiro Machado
Ao Sr. Contador para os di vi dos fins.
Companbia de Santa jThereza, Delphi-
no Miguel da Costa, JtSo da Silva Caval-
cante Manoel Soarea de F>gneredo,In-
forme o Sr. Contador.
itodrigo Carvalho da Cunha, Joviao
Bento de Noronha, Manoel Clementino
Correia de Mello, Jos Norberto Bandei-
ra de Mello e Antonio Vicente Pereira de
Andrade Haja vista o Dr. procurador
fiscal.
Alexandre Xavier da Silva e Bernardi-
no da Costa Maia e comp.Informe o Sr.
Dr. administrador da Recebedoria.
Auna Borges do Amaral e MelloIn-
forme o Sr. collector de Nazaretb.
Liecebedorift
DESPACHOS DO
do Estado de Peraaui
lineo
DIA 23 DE JCLHO DE
1892 -
Miguel Angelo do Nascimento Feitosa..
Informe a Ia. seccSo.
'Jaetano Francisco DurSes Filho e Ba-
rSo de Casa Forte.Deferido em vista
das informacSeB.
Hygina Honorata
em vista das informaeSaa coca relacSo ao
exercicio corrate, com relacao aos ante
riores dirija se ao Thesouro do Estado.
Jacome. Deferido
MENSAGEM
O Goveraador de Pernambuco
aos verdadeiros republicanos
Falsus honor juvat, et metidas infamia ttrret
Quem, nisi mendosum et mendacem ?
Horacio, Epist. 1; XVI.
Jvgjj est constans et perpetua voluntas j'ns suum
enique tribuctuli.
Inslit. Just.
A attitude que o Congresso do Estado assumio votando a 18
de Junho ultimo mq$oes de di-sconlianga contra o meu governo.
tornou necessario o manifest com que boje me dirijo aos verda-
deiros republicanos, nem s de Pernambuco cmodos demais
idos da niao.
Ajipello para todos os biazileiros nao obcecados pelo estreito
espirito de partidarismo pesaoal e por isso suscepliveis de bem
distingurem, das grandes aspiracea caractersticas do rgimen
republicano, os acanhados interessea dos individuos.
Deputado ao Congresso Federal pelo Estado do Cear, prc-
paravu-'me na Capital Federal j5ara a reabertura da Cmara que
dera ter lugar a 3 de Maio, rpiando fui surpreliendido eom o
iTfte que me foi feilo para acceilar o cargo de Governador do
mea estado natal.
Diziam-me que,affastado de Pernambuco por muitos annos,
ao tendo jamis me envolvido na poltica local, eslava cu em
condieOes de me deixar mais levar, pelas sympathias par.a com
todos os bous pernambucanos do que pelo rancor e antipathias
que separavam os grupos polticos alli militantes.
E que, honrado com a eslima e a benvola contianra do Ma-
rechai Floriano Pcixoto eu poderia estabelecer e cstreitar entre
o governo federal e o do Estado aquelles lagos de reciproca sol
dariedde to necesarios na quadra que atravessamos o sobre-
maneira uleis paciticagfio e consequente prosperidade de
Pernambuco.
N'estaa condiges, nao havendo por forma alguma, directa
ou indirectamente, sollicitado de quem quer que fbsse a eleigao
da minha obscura individualidade para governador de Pernam-
buco, e, entendendo de meu dever contribuir com o meu con-
tingente, atad que Darco, para o bem estar de.ipiuha trra, acce-
d e consent em ser collocado no posto licios que ora
oceupo.
Fazendo-o, toraei entretanto, e desde logo, bem patente
que era o meu intuito envidar todos os esforcos para que o pro
gramma poltico que acceito, como consubstanciando ideas c pra
ticas deveras republicanas, entrame em vigor, imprimindo
minha admiuistrago caracteres de inquebrantavel firmeza e
paciente tenacidade na realisagao desse plano.
.\--im foi que affirmei ao meu honrado amigo, o Sr. Vice-Pre-
sidente da Repblica, e a varios dos seus ministros, que uo
governo do Estado de Pernambuco viria eu por em pratica o
programma politico de que ponto capital a nao intervencao
dos poderes pblicos no pleito eleitoral, de modo que os suffra-
gios obtidos pelos candidatos que os^parlidos apresentassem fos
sem o resultado, nao da Jraude nem da presso, mas do livre e .
espontaneo concurso do3 cidadSos votantes.
Cuidava eu que em vez de contribuir para a substituigSo
violenta dos governantes, feita pelos governados, dirigidos por
qualquer caudilbo coiri" o auxilio das armas e entre' conflictos
sangrentes, melnor seria trabalhar para consolidar o prestigio
da autoridade tSo fundamente abalado pelos successos d'esses
ultimes annos.
Ora, para attingir esse desidertum que a doutri- a repu-
blicana tSo vigorosamente arma aos governos que a praticam
com sinceridade ; porquanto. nem mais se faz preciso do que
provar diariamente por actos que a direcco, quem a d, a
preoecupagao do bem commum, do respeito aos iuteresses da
grande coUectividade em que peze cobiga e a hypocrisia dos
chefes de corrilhos.
Manter a ordem, garantir a tranquillidadc publica desper-
tando e accentuando a confianca na estabilidade da paz in-
contestavelmente urna bella aspraco que se conseguir reali-
sar definitivamente nao dcstribuindo patrulhas e multiplicando
metrallmdoras pelas ras e pragas-mas sim c unloamente,
dando quem governa o exemplo do respeito a todos os direitos,
que a lei reconhece e assegura.
Porque ho de as faegoes partidarias fomentar conflictos na
esperam de galgar o poder, se quem governa com a opiniio
publica permute e assegura a plena liberdade de voto, segundo
o qual pac ;camente todas as divergencias se apurara ?
E si as devastages do espirito de caudilhagem podeni le-
var aos pronunciamentos a mo armada, quando das urnas
nao puder sahir o triumpho para um r-hefe ambicioso, quem
melhores recursos encontrar para resistir s subversfio da or
dem e garantir o respeito legitima autoridade do que o governo
que aasio Se ex-.forga para conquistar confianga e a estima dos
seus concididaos, nao se escravisando a philaucia das caniuri-
lhas nem a exigencias do reguos ?
ftgse modo de pensar c essa disposigao para agir de accordo,
eu os expuz sinceramente, leaimente, em antes de ser eleito.
Foi assini que apenas me constou cogitar-se de escollier-me
para tao honroso cargo, dirig ao meu honrado amigo, o deputado
Alcindo Guanabara,uma carta em que lhe commuuicava e?sc pro-
jectOsC Ihedizia francamente (lapidar de que realmente os polticos
que haviam lembrado o meu nome, confirmassem essa deliberago
urna vez scientes ds minhas disposigOes.
Essas, eu as communiquei ao Dr. Serzedello Correia na Secre
taria^cte Estrangeiros, a alguna deputados federaes por Pernam-
buco^, finalmente, ao Sr. Dr. l'lysses Vianiui.
^/fonvem referir mais particularmente o que com "este cida-
o se passou em vesperas da minha partida para Pernambuco.
/ Achava-menalivrariaGaVnier com o meu amigo Alcindo Gua-
nabara, quando entrando o Dr. Ulysses Vianna e comprimentan-
do-me com a affabilidade que lhe habitual, levou-me mais para
o interior da casa e ah nrocurou saber dos intuitos queme anima-
varn como governador deste Estado..
Francamente lhe expuz, alm de outros pontos de meu pro-
gramma, as minhas idaa^gpbre liberdade eleilorat
S. S. depois de me MPJ^f ouvido com attengo pedio-me
que lhe permittisse dar-me m conseibo de poltico experimen-
tado em lutas como aquellas em que me ia ver envolvido :
t Que adiasse a minba viagem e s viesso tomar posse do
cargo para que fra eleito depois que se tivessem realisado as
eleiges para tres vagas de senadores e una de deputado federaes;
pois estava certo de que esse meu programmi daria logar
com certeza inevitavel rompimento comigo d'aquelles que ha-
viam sufJragado o meu nome para governador de fernambuco.
S. S. era e um dos candidato* senatoria por este Estado.
Trez ou quatro das depois embarquei para Pernambuco.

Chegando ao Rtcife a 19 de Abril tive desde logo ensejo de
mais urna vez manifestar-me acerca da orientago a que eu pre-
tenda subordinar a minha adraiistragao.
No banquete que me foi entao offerecido, tomando a pa-
lavra cm seguida a um dos convivas que acabava de sau
dar-me, espuz o meu programma de governo com a maior fran-
queza e em phrases tao simples que se nao poder allegar tives
sem a verdadeira significago dos vocabulos c a real mftngao do
I
orador ficado em dubio veu envolvido3 por artificios de rhe-
torica.
Assim, decrarei que njo me havia encarregado de nenhuma
empreitada elewal, euteudendo que a escolha dos candidatos
devia ficar ao livre arbitrio; dos partidos, nao cabendo ao governo
seno o dever de manter a plena liberdade do pleito ; que nesse
sentido eu estava disposto a providenciar cora energa emquaato
coubesse ua minha aleada, para impedir os abusos c os txces-
sos commumente poatos em pratica por autoridades partida
ras ; que o cumprimento da lei seria a minba preoecupagao do
minante, nada significando o matiz politico de quem qner que
sob a acgflo d'ella viesse a cahr, nao distinguindo uu na duplica-
gao de suas disposigOes amigse adversarios.
isse mais que manteria em sua iuteira plenitude todas 34
liberdades garantidas pela Constiluigo Federal, da qual, timto
quanto da Estadoal, seria zeloso guarda : assim que envidara
os esforgos compativeis com as minhas attribuicoes para que fos-
sem respeitadas cffectivamente a liberdade de imprensa c a de
reunio Emquanto situagao financeira de Pernambuco, deca
re que a julgava precaria, sendo preciso a meu ver [ara melhora-
1 a a mais rigorosa economa no dispendio dos dinheiros pblicos,
afim de 'que obtivessemos o equilibrio orgamentari que no-
permittise, nem s reduzir a divida que obera os cofres estados
aes, mas principalmente promover o deenvolvimento de nos-
sas- forgas productoras.
Quanto instruego publica confessei-m'e partidario da dou
trina do estado nao docente, entendendo que a acgo dos po-
deres pblicos se devia limitar ao ensino primario, disseminan-
do-o na maior escala que fosse possivel; e mais que, indi-
recto devia ser o auxilio ofcial prestado aos outros graos do en-
sino, convindo qu mais se fizesse sentir em relago instituigo
de laboratorios e oflicinas onde se preparassem o industrial e o
lavrador esclarecidos, do que na coutinuago do rgimen atro
phiador, conseutindo na manutengo de iustitutos viveirosdeli
teratos e hachareis.
Finalmente, manifestei-me decididamente disposto modera-
Sao e screnidade de animo na distribuigo de justic, que me ex
forgaria por garantir nem s a amigos, mas aos adversarios poli-
ticos, certo de que nada ha que possa justificar um governo repu.
bficano de, na applicaco da lei deixar se amatar pelo desvario
da paixao partidaria.
Varios discurso* foram ainda feitos n'essa occasio, e devo
confessar, que me nao passou despemebido a insistencia ridi
cula com que alguns mais exaltados oradores apontavara-rae o
rigoroso dever a que julgavam-mc adstricto de subordinar se o
meu governo con'inuadamenta indefectivel inspirago do
Dr. Martios Jnior sem a qual fleasse eu bem certo. o anathe-
ma do seu partido e o desprezo dos seus amigos estcrilisariam a
minha admnistragrio, com isso irremediavelmente desorientada
Nao se podia ser mais claro : ou eu acceitaria a lionrosa investi-
dura de dcil e passivo instrumento as m&os do Sr. Martina, ou
se desencadeariam as furias do averno partidario que nao
mais deixariam de agorentar todos os mena actos, enegrecendo-
. os com o sopro pestfero do rancoroso despeito.
j. Patriticamente apparelhado para o sloico sacrificio passa-
gero do meu renome politico e de minha probidade de hornera
publico, eu havia previsto todas as aggresses da calumnia, to
das as injurias gerada da ganancia e do amor proprio.
Nao me intimidarao taes bravatas nem o vaticinio que os au
gurea sombros soletraram entao de um futuro de difliculdades e
troperos que eu haveria de encontrar prodigalisados pelos meus
amigos.....
No dia seguinle, 20 de Abril, tomei posse do cargo para que
fra eleitQ, sem que nenhum protesto, nenhum reparo ao meu
programma tivesse sido feito pelos chefes do partido. Antes, o
acharara, muito bom.
Verifiquei mais tarde que essa opiuiao apparente era filha da
esperanga em que estavam de que as minhas palavras mais urna
vez justiflcariam o dito de Talleyrand, pois cortamente nada mais
eram do que o ligeiro vu com que encobria a minha hypocrisia
poltica.
Escusado notar que essa viilude, tfio apreciada como pre
dicado mximo nos polticos, segundo os meus amigos, mas me
elevara no conceito d'elics. Eu teria sido o homem de que pre-
cisaram.
Na verdade, se tal nao pensassem, porque ni me procu-
raram logo depois do banquete, quaftdo s no da seguinte eu
tomara posse, e nao me declararam : amigo, tlieoricainente o
vosso programma bellissimo ; nSo 6 entretanto^ que nos con
vm ; se vindea sinceramente disposto a pl-o em pratica, pedi-
mos, nao acceiteis esse posto de sacrificios ; ainda tempo : ele-
geremos quem melhor realise o nosso ideal. E asseguroaos meus
ctracidados, eu voltaria a cumprir os meus deveres de repu-
blicano n'oulro posto mais modesto, contente coramigo mesm e
silencioso sobre as vossas virtudes republicanas !
Como se originaram e como se accentuaram as divergencias
que levaram finalmente o Dr. Marfins Jnior a romper toda
lidi'riedade com o meu governo r E' o que to stagela e [fio re
sumidamente quanto for possivel exporei.
Desde os primeiros das de overno tive instantes pedidos
para demittir autoridades policiaes, porque,' diziam-me, com-
quanto tivessem sido nomeadas por indkages e accordo com o
Dr. Martina, entretanto ja nfio agradavam aos cheles locaes.
Foi assim que rebeb grande numero de pioposlas do ques-
tor policial e entre outras as constantes dos oficios a que me re-
tiro no annexo n. 1.
Ora, logo no dia 2 de .\bril publicava eu a portara abaixo
transcripta:
Palacio do Governo do Estado de Pernambuco. em 2*de
Abril de 1892. Secco.-O governador do Estado de Pernam-
buco.
Considerando que o rgimen republicano basea-se sobre o
justo exercicio da liberdade definida pelas leis e garantida petos
poderes pblicos;
Considerando na necessidade de assegurar a expontaneidade
das manifeslages do corpo el'eitoral na escolha de seus manda-
'arios ;
Considerando que a livre apurago das divergencias partida-
as mediante os suffragjps populares dignamente exercidos,
muito contribuir para evitar os conflictos que se originara do
exagero das paixes politicas;
Atteudendo a que no prximo dia 20 Be Maio se ha de proce-
der no Estado a eleigao para o preenchimento de vagas "no con-
gresso federal:
Resolve declarar que emquanto exercer o cargo para que
foi eleito pelo Congresso deste Estado, ser mantida a mais com"
pleta liberdade de voto, garantindo a nao existencia de chapas
ou de candidaturas ofeiaes ; e bem assim que,*tornar efTeetiva
a responsabilidade dos funecionarios do Estado pelos abusos que
comraetterem Contrariando os intuitos polticos neste governo.
O secretario do Governo o faga publicar, expedind) as com-
municages necessarias.
(Assignado) Alexandre Jos Barbosa Lima.
Pouco maia tarde as circulares que igualmente traslado para
estado curaento. ^
Palacio de Governo do Estado de Pernambuco, em 5 de Maio
de 1892.
Otvendo no dia 20 do correnle proceder-se a eleigao de tres
senadores e um deputado ao Congresso Federal, por este Estado,
recomraendo-vos a stricta observancia do art. 43 26 da lei n.
35, de 26 de Janeiro do corrente anno, que prohibe expressamen-
te a iutervengao da forga publica no processo eleitoral e a sua
conservago as imraediaces dos edificioa em que funecionarem
as respectivas mesas.
Confio que sabereis cumprir os deveres que o vosso cargo
vos impe e conservar a precisa neutralidade no pleito do re-
ferido dia.
Alexandre los Barbosa Lima. -Sr. delegado de polica de...
Palacio do Governo do Estado de Pernambuco, em o de Maic
de 1892. .
Devendo proceder-se no dia 20 do corrente inez a eleigao
de tres senadores e um deputado ao Congresso Federal, por este
Estado, e tendo este governo recommendado expressaraente s
respectivas autoridades a sua nao intervengo no referido pleito,
chamo a voasa attengo para o disposto no 26 do art. 43 da lei
n. 3o, de 26 de Janeiro do corrente anno, na certeza de que este
governo far executar em sua integridad as disposigoes ,do C-
digo Penal e da citada lei, referentes a perturbacao da ordem e
a intervencao da forga publica sob qualquer pretexto, nos edifici-
os cm que funcc'ouarera as mesas eleitoraes.
Alexandre Jos Ba bosa Lima. Sr. presidente e membros
do Concelho Municipal de...
Palacio do governo do Estado de Pernambuco, em 5 de Maio
de 1892. v
Nesta data me dirijo ao Concelho desse Muuicipio recommen-
dando-llie a rigorosa observancia do disposlo do art. 43 20 da
lei n. 35 de 26 de Janeiro do corrente anno, que estabelece o
processo para as eleiges federaes. Como primeira autoridade
desae municipio cabe-vos providenciar no sentido de sercm
processados os individuos que por qualquer modo perturbarem o
processo eleitoral no dia 20 do correnle ou infringirem alguma
das disposigoes da citada lei.
Alexandre Jos Barbosa Lima. Sr. juiz de direito de...
A primeira demissao de autoridade por simples convenien-
cia partidaria seria a porta larga da intervene.o, aberta pela preo-
cupago official de ageitar o pleito, para o que bastara procurar
para os cargos pblicos os desabusados e os affeicoados s tri-
cas eleitoraes.
Itesistindo desde logo ao prmero pedido, ficava cu em con-
diges que me permittiara realisar esse ponto capital do meu
programma : s apeiar dos cargos pblicos oalunecionarios que
faltassern aos seus deveres. A esse proposito recordme de
que eaforgando-se o Dr. Martina por vencer a repugnancia que eu
raanifestava em prestarme a taes subslituigoes, creio que em
Agua Fria, allegava que em rigor, tal reluctancia de minha
parte tambem podia parecer inclinago para de algura modo pro-
teger o adversario, com a conaervago de taes autoridades.
Ao que tive de obtemperar-ie que estas nao as tinha eu no
meado e sim oa meus antecessores e seua amigos ; e que tambem
se odia dizer com mais razo que exoneral-as sem motivos
Justos seria manifestaraente ajudar a victoria eleitoral de quem
aes substituiges sollicitava...
Por outro lado, havendo encontrado era faltas graves diver
saa autoridades, nao liesitei era demittil-as, urnas por desidia
e outras por oontrariarem abertamente as minhas ordens relati-
vas neutralidade do governo no pleito eleitoral.
Foi assim, por exemplo, o caso de urna autoridade policial que
liavia sido condemnada a alguns annos de priso com trabalho ;
o de um oflicial, cuja promoco cassei logo que verifiquei ter sido
dias antes mettido no xadrez por haver provocado confliclos com
pragas de linlia; o de um delegado de polica, do alto serto,
cuja nomeaco j feita em boa f, leve de ser cassada, apezar dos
empenhos em contrario de um magnata da situigo.
Foi assim que deniitti um oflicial da guarda local que estn.
do de servigo no quartel central, foi por mim encontrado em man-
gas de camisa e que interrogado achei completamente igno-
rante dos seus deveres.
Mais tarde tivede demittir o commandante, majores e quar-
tel-mestre desaa'guarda em virtude de desfalque em vencimentos,
tardamento e armamento na importancia de cerca de 60:000^000
Igualmente-foi necessario exonerar um capitao de polica que
tentara depr o seu commandante, aluciando pragas para esse lira
e procurando seduzir os seus collegas.
Mas o que sobretudo irritou o Dr. Marfins Jnior foi a exo
neraco que tive de infligir ao Dr. Guedes Pereira nos termos
da portara infra.
Palacio do Governo de Pernambuco em 2j de Maio de 1892.
2'secgo.
O Governador de Estado tendo verificado que a? ordena que
hontem deu para o fin de ser dissolvido o ajunlainento provo-
cado porvTartigoa violentos publicados na imprensa desta capita]
nio foram devidamente cumplidas, dando-ee imperdoavel demora
na apphcacao das providencias que a situagao exiga, e tendo
em consideraco es acoufecimenlos que tiveram logar hoitem
noite em Casanga, revelia da autoridade policial, resolve 1
nerar do cargo de questor o Dr. Francisco Xavier Guedes ivivira.
Alexandre Jos Barbos* Lima.
Logo que constou que o Questor Dr. Joaquini TiVares seria
nonieado, ctftnofoi fiscal do banco Emissocj fallou-me o Dr. Mar
tins cora o raais decidido cmpenlio no compronsso que (ornara
de fazer substituir o Dr. Tavarcs pelo Dr. Guedes Pereira.
A lei da Queslura diz : art 3-. O questor ser nonieado pelo
governador do estado d'enfre os hachareis ou doutores em direito
que pela sua capacidade e pratica do direito se tenhiio tornado
recommendaveis.
Art 6 Ser da immediata confianca do governador e conservar
o logar em quanto bem servir" Eu niio conhecia pessoalmente
o Sr. Dr. Guedes Pereira ; infonnando-me convenientemente
soube de pessas tasuspitas e de testemunhos fidedignos que
a esse cidado faltavam os requisitos que se nao podem dispensar
em autoridade sobre quom pesa grave responsabilidade; e sobre-
tudo a prudencia, a circu ,:specgo. a respeilabilidade pessoal, do
necessarios a quem tem p r misso nem s reprimir a desordem,
mas principalmente prevenil-a. Fiz ver francamente ao Dr. Mar-
tina os justos motivos que tinha para nao no-mear o seu candidato
e a quem alias nao linha nem podia ter m. vontaJe, tanto que
nao duvidaria dar-lhe melhor testemnnhu Jt aprego collocando o
em cargo inda que mais alto, mas elijo exercicio n5o viesse a
comprme!tel o, e nem podesae crear me embaraco O Sr. Dr
Martina rao se deu por vencido.
Ocorrendo a nomeagSo do Dr. Tavares [ara, o cargo cima
referido recebi em minha casa em 17 de Maio urna caria em que
o Dr. Martina, revestindo a cfe#olemnidade excepcional, insista por
aquella nomeagSo, disendo-me a nao nomeagSo do Dr. Guedes
Pereira me collocar muito mal perante os meus amigos, pelo que
com mximo inleresseque ora>lhe escrevo n'esse sentido, pondo
em causa, em tal negocio, todo valimento pessoal e politico que por
acuso eu ttnha para f."


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*



2
C/
Diario de Peruambuco Domingo 24 de Julho de 1892
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A' vis: a dos termos d'esse documento, nao quercndo que
podesse ser tido como capricho o que nao passava em mim de
louvav el zelo na es olvide pessoa idnea para funcgo de tama-
nha responsabilidade. niandei immediataineute dizer-lhc que. urna
vez que tanto o incommodaria o indeferimento do seu pedido eu
a:<:edia e nomeava, como nomeei, o Dr. Guedes Pereira.
Alguns dias bastaran) para justificar as minhas legitima!
apprehensoes deante da unanimidade de testemuuhos desfavo-
raveis ao acert da escolha do Dr. alartins. Havendoa Pro
viucia publicado um artigete em queoDr- Isidoro Martins
Jnior era grosseiramente maltratado entendeu o Dr. Henrique
Martins, Juiz de districto e irmao de Dr. Isidoro Martins,
que devia, em represalia, em artigo publicado no Jornal do
Recife, desaliar o aur do primeiro artigo a que comparecesse
n*esse dia, ao meio dia em ponto, ua ra 15 de Novembro, que
ah havia de trtalo como mereca.
O artigo do Dr. Henrique Martins dos seguintes termo* :
AO CABRA CHICO TORRE3
Pe'a parle que me tota, respondo a sua ameaga feta pela
Provincia de DomingoSe nao um despresivel oovarde um
cao que apenas ladra, corte, nao a "cara do meu irmo Martins
Jnior, porque Ihe niais difficil. mas a minha. Achar-me-ei
hojeao meio dia na ra 15 de uNovembro, no mesmo sitio em
que cabio Ricardo Guimares para dar logar a prova de sua va
letitia. ou poder eu allirmar sua covardia. 2i Maio 92.
(Assinado) Henrique Martins.
*
Este incidente levou aquella ra grande multido composta
de curiosos, de desordeiros e capan gas conhecidos, e at, como
soube depois, de soldados offieiaes de polica desfajados.
No estado de cxaltago a que se havia chegado era icomi
nente grave conflicto.
Maudei chamar o Qucstor e ordenei-lue que dissolvese aquel-
la reunio sediciosa, para o que devia empregar meios suaso-
los, s laucando mo da forca em caso extremo de obstinada re-
sistencia. E" lastima reconhecel-o masa verdade que esse
magistrado recolheo-se sua secretaria e contemporisou de ino
do que podesse o desalio preenciier as condiges marcadas
verificando se com grande gaudio e innmeros vivas ao Doutor
Martins Jnior que o desaliado Uvera a pusaanimidade de deixar
dar meio dia sem ousar comparecer. A' noite o mesmo pessoal
com una banda de msica e foguetes, distribuidos previamente
convites a olcialidade de polica e da guarda local para urna
mam/estacao de apreco ao Dr. Martins /Mmoi\dirige-se nao resi-
. ms a Casanga onde esperavam encontrar o adver-
sario poltico Francisco Torres, signatario do primeiro artigo.
All pronunciaram-se discursos violentos, realisou se urna
- iata tumultuaria entre vivas e morras, levando alguns a sua
cxaltago ao ponto de se dirigirem residencia de Torres e que-
brareiu llie Com grande estrepito as jauellas da casa Assim
pois, mo grad > as miabas ordens terminantes tendentes a faser
respeitar a vida e a tranqullidade mesmo dos adversarios politi
tos., nao consentindj eui espectculos como esse, s proprios de
ama sociedade sem le e sem governo, o questor nao soube ou
nao quiz prevenir tamarillas brutalidades que pjderiam ter ac
' bado em conflictos sangrentas..
No dia seguinte soube do facto pelos jornaes e tratando de
indagar mais de'.alh idamente de quanto occorrera, veriiquei que
questor tinli i sido connivente em to deploraveis e vergonho-
sos succe-sos. Mandei-o chamar Palacio e ah tive o desgosto
de ouvl-o diser que nao havia sabido em tempo de tal manifestar
gao. traquido em seguida eomigo urna inconveniente discusso
acerca de suas prerogaljvus: ,
Para salisfacgo opinio indignada e para aflastar do meu
governo a pecha de complieidade em taes desmandos, nada mais
resteva a faser senao punir o responsavel. que negligenciando os
leus deveiies fuera vista grossa aos exageros e cxcessq^los seus
amigo?.
Era tarde para urna demissao a pedido: mandei exonerar o
questor p< ros da portara cima transcripta
Esse r.c!o de severa energa levou ao au.-o o furor de quantos
partidarios dallados haviam pensado encontrar ein mim um ins
truniento dcil e utfeigoado as vindictas que o odio eas rivalidades
poli cas planejassem. A's2 horas da tarde fui informado de que
seachava no salao de Palacio numerosa commisso do partido re-
publicano que desejava fallar-me. Immediatamente apresentei-me
e dei a palavra ao Dr Martins Juniror relator da commisso que
se con"' rafea : d directorio Jo partido em iuc figuravam o
Dr. RiDiro de Brito, Preteito Municipal Dr. Armiuio Tavares,
ebefe do i publico, Dr. Ambrosio Machado, fice governa-
dor do Estado ; de membros do Senado e da Cmara : os Srs.
senadores DjrSo de Arariba,*Dr. Albino Moira. Dr. Velloso e de-
putados i- Campello, Domingos Leit e Esmeraldino Ban-
deirae.mais o 5r. Dr. mundo Gonsalves, desembargador e
director do partido de que o Sr. Martins se rappSe o ebefe. Em
poucas palavra- disse-me o relator que o partido republicano
quera saber se deinittindo, pela mtneira porque o fiz,o Dr. Gue-
des Pereira pretenda eu significar o meu desgosto para com os
.- correligionarios divorciaudo-mc d'elles, porquanto me havendo
elle, Dr. Martins, indicado a conveniencia de ser dada a pedido a
exouerago do questor, nada llie disse eu que dcixasse ver o pro-
posito-em queja ento estar de dispensar aquelle funecionario,
legundo a portara n'esse dia publicada.
Respond que em vista dos factos que se haviam dado n'este
idade om o censeutimento e a cumplicidade do Dr. Guedes Pe-
reira, a mella portara era urna medida de moralidadc administra-
tiva que se impunha ; que nada tinha eu que participar ao Dr.
Martins sobre o-proposito em que eslava de tomar essa providen-
ia, porque S. S. que fisera queslo de se* valimenlo pessoal e
poltico junio a mim para a nomeago d'esse cidado, o que nao
' faria para tolher a acgo eficaz oimpresrindivel do governo ul-
trajado e desrespeitado. to levianamente pel ex-questor
O desgosto dos que vinhaiu em commisso dar-me noticia
apenas teria variado no motivo determinante: n'um caso, por-
que eu nao havia dito ao Dr. Martins o que hia faser ; no outro
uo. porque, disendo Ih'o. nao havia eu accedido as suas instan-
cias tiara salvar o amigo: disse Ihe que nao se poda ver n'esta
portara proposito de divorciar me do partido republicaao. e que
cornudo dos meas actos bem demonstra, quo longe eslava eu
te tal intuito.
Romperam ento as interpellaces de todos os lados : o Sr.
J deputado Leile allegan que a poltica que eu quera inaugurar
tra mais propria para o seculo XX; o Sr. Dr. Ambrosio queixa-
m-se deque as repartieres publicas achavam-se repcelas de
adversarios no-sos, que nao cessavam de trabalhar contra o
governo, e que as demisses que eu havia terrado s recaliiam
obre amigos, (o que entretanto nao poda deixar de ser porque a
quasi totatidade das autoridades que encontrei haviam do no-
meada- por elle e pela junta governativa).
Interrompi-os para interrgalos se o que queriam de mim
ram satisfages de todos* os meus actos administrativos: v-se
que eu nao aceitava, comquanto calmo e revestido da dignidade
que a minha posigo impunha, opapel de examinando que tantos
arghentea edecuries me quedara dar. A essa pergunta intima-
tiva umemperou me mansueto o Sr. Dr. Segismundo- que me
nao incommodesse nem visee naquella commso o menor pro .
psito de mngoar me ou'de mclindrar a minha susceptibilidade ; o
que 0 partido quera era saber se de facto eslava eu propenso a
distanciar me delle.
Anideci Ihe a delicadeza di observago com que affastava a
impertinente spera i das allegacfies que eu ouvia e de novo
accentuei a aignifcac&O nica que podiam ter os actos de minha
administradlo.
Aqu um incidente constrangeu-me pela segunda vez a re-
pellir altivo a insinuado qe me fazia arregante o Sr. Bafo de
Aranba : que se soubesse que as minhas ideas eram aquellas
que elle me via ir praticando, certo Lf) mehaveria dado o seu
voto para gcveniador do Estado. Dei-lhe immediatamente a
replica: nenf eu, Sr. Baro, Ih'o sollicitei e em seguida ge-
aeralisei e nem a um s do- senhores que me ouvem.
lluvia eu acaso nomeado um s adversario poltico para qual-
quer cargo 1 Os Alineados eram todos ou nao pessoas indicadas
pelo partido Nenhuto exemplo me apontaram em contrario.
Finalmente, resolvern) que icasse em mais longa conferen-
cia comigo parte da commiesSo, retirando-se os demais. E
ficaram os Srs. Drs. Martins Jnior, Ambrosio Machado e Ribeiro
e Brito. Quanto ahi se passe* resume-se em ter ficado de p
a portara de demissao que motivara a questan, em aceitar o par-
tido que eu continuasse a administrar, como at essa data, de
accordo com elle, dando-se o Dr. Martins e seus amigos por
satisfeitoe e certos de que persistiriam em apoiar-me.
Ora vejamos desde ento emque consisti esse apoio. Em
quanto tinha lugar essa conferencia, nesse dia e no seguinte an-
daram alguns amigos do Sr. Dr. Martins, azafamados e esperan- ,
Cosos, pelos quarteis a tentar arrastar a tropa para minha de-
.posicao. Assim foi que entre outros o capitao Borges, do corpo
de polica, esbravejava no quartel, esforzando se por convencer a
ofliciues e pracas que deviam depr o respectivo commaudante,
lenente-i oronel Pereira Lima, que permaneca fiel ao cumprimento
do seu dever. O quartel de cavallaria era visitado pelo ex-
questor acompauhado por um irmao do Dr. Wartins que em altas
vozes procuravain saber queni era por elles, conferenciando em
seguida com o commaudante do esquadro.
Nada couseguiram apezar das bravatas de alguns poucos
ofliciaes do exercito, membros do congresso estadual,' que bem
ae esforcaram pela realisaco da tentativa anti-patriotica de
depr a autoridade que das antes havia por elles sido eleita Na
Cmara dos Qepulados era no dia seguinte ao da conferencia
aprescutada pelo deputado Autuliano Lins urna moco de descon-
fianca contra o governador, a qual, verdade, qu nao foi appro-
rada, mas deu, desee logo, claro indicio da sinceridade do
Itr. Martins, que estando presente, no edificio da Cmara, nao
votou, porque segundo declarou depois, se o lizesse seria a
favor.
Os projectos de le cuja approvago havia sido combinada,
procurando se em tempo conbecer da opinio do governador,
passaram a figurar como memas obrigaotos a apreciaces inju-
riosas dessa autoridade, e neiihura s foi votado, procrastinando-
se o debate at as vesperas da cleic&o. E'verdade que o Dr.
Martins disse-me Hiuitas vezes que me nao ncommodasse com a
opposigo que a proposito do projeeto de forya pubJica soffria o
governo, por parte de alguns deputados.
Elle se encarregava de brevemente requerer o encerramento
da discusso e fazer approvar o projeeto segundo o accordO
feito.
A la de Junho, dia que o Dr. Martins combinara para em
pessoa requerer esse encerramento saccedeu que S. S. nao pu-
desse comparecer por ter, segundo mandou dizer ao presidente
da Cmara, de ir fazer um trabatho de abala eletoral na Capunga ;
que ira em seu lugar o deputado Campello. Este, por sua vez.
eommunicou ao mesmo presidente ser forcado a faltar por doe.nte;
quando certo que nesse mesmo dia S. S. era encontrado em
um leilo que tinha lugar na hora da sesso. .
Entretanto o deputado Leitc requera o encerram'iuto da dis-
cusso, o que obteve; ao votar-se, porm, o projeeto em 3." dis-
cusso, veri!icou-se nao haver numero ; alguns amigos do Dr.
Martins tinham se retirado.
Por outro lado, ao passo que eu me esforcava por convencer a
todas as autoridades da sinceridade com que redimir e publicara
as circulares, -ecoinuK-ndando-lhes imparcialidade no pleito, os
amigos do Dr. Martins escreviam para o serto fazendo crer que.
nao havia de minha parte tal disposiyo de uo intervir, e que
quem nao trabalhasse t-ria depois das eleices, ue ver o que Ihe
succederia. Assim. em Vicencia, villa prxima de Nazareth,
existem cerca de 80J eleilores A Cmara Municipal de Naza-
reth diwdindo o municipio em secres eieitoraes obrigava a irem
votar em pontos remotos os eleitores de Vicencia, que reclama-
ratn perante o governador. Ao passo que este tclegrapbava ao
presidente da municipalidade de Nazareth, lembrando-lhe as dis-
posues du le 33, aeguudo as quaes, onde querque existisse um
ncleo de 0 eleitores ahi devia ser a sede de urna secso, o
Dr Martins scienti'cav.i mesnia autoridade que nao dsse
grande peso s determinaces do governador, que nao deviam
ser tomadas ao p da letra.
Ntese : emquino o governador procurava garantir a liber-
dade do voto, o Sr. Dr. Martins Jnior piestava mo forte aos que
a jugulr.vam solisniando a lei.
anda mais : tendo o juiz de direito de Bom fonsclho repre-
sentado ao governo sobre a necessidade de um destacamento po-
licial que lizesse respelar as ordens e providencias adoptadas
pehs autoridades mdiciarias, liz seguir ara aquella localidade
u:u ollical de polica com algumas pracas, satisfazendo assim
reimisiijo que me era t'eita.
Entretanto um dos chefes do partido telegraphava ao almi-
rante Custodio de Mello queixando-se de que eu estava enviando
para o interior emissarios militares com instrueces para guerrea
rem a candidatura do Dr. llysses Vianua.
Entretanto o mvgutrado que requisitra aquella /orea um cu-
nhado do Dr. Ulysses Vianna I
Nole-se a inepcia da aecusagao e ao mesmo tempo a digni-
dade de polticos, que.se queixam do governador de um estado
autnomo aos ministros do presidente di repblica.
Sou aecusado de haver-me sciente e conscientemente divor-
ciado do chamadoPartido Republicano dePernambuco.
Vejamos se teem ra2o aquelles que tal iperepaco me fazem
Em primeiro lugar at o dia do rompimento nenhuma nomea-
co fiz para cargos que nao recahisse em pessoa indicada ou aceita
pelos direcloret desse partido.
Encontrei quasi todos os cargos prvidos por pessoas oriun-
das dessa aggreraiaco poltica as deraisses que liouve de fazer
nao podiam.deixar de recahir em amigos polticos.
Ora eu pergunto aos verdadeiros republicanos: porque um
cidado milita as Gleiras do partido que apoia o govern >, esta
este inhibido de appiicar-lhe as penalidades que a lei estatu ?
Ninguem dir que. o esteja,
As vagas ateras com estas demisses foram sempre preenchidas
por pesseas indicadas ou acceitas pelos amigos do partido.
Mas adiastes as eleices, vociferam os meus detractores, e com
isso quisestes proteger candidaturas que mais mereclm vossas
sympathias.
Ora, o ultimo adiamento das eleicdes federaos por mim feito,
de 20 de Juuho para 20 de Setembro, determinou as moyes com
que o partido mnipeu em hostilidade ao meu governo.
Historiemos, pois, o que se passou com os adiamentos :
O primeiro teve lugar quando a junta governativa, depois
de haver marcado odiaSi de Marco para realisarem-se as eleicOes,
adiou-as em portara de 3 de Maree para upocha a ser posterior-
mente fixada.
2m portara posterior designou se o dia 3 *c Maio.
Em 16 de Abril o meu antecessor, o vice governador em
'cxcrcicio, Dr. Ambrosio Machado, de accordo com o partido
adiou-as novamente para 20 do mesmo mez. Que motivos de-
terminaram esse novo adiamento to fcilmente acceito pelo par-
tido ?
A organisaco da chapa para o preenchimento das vagas
abortas na representaco federal, respondo. Suppunha-se que eu
trar a do Rio de Janeiro o santo e a senha para essa campanha.
O leitor benvolo ter visto que, segundo o programma que
tracei eu uo vitiha incumbido de tal empreitada. seno que esta-
va disposto a romper com taes precedentes.
Assim declarei ao Dr. Martins Jnior que muilas vezes nter-
rogou-me sobre a composico que deveria ter a chapa, que eu
nada tinha que ver com esse assumpto, Meando aos partidos in-
teira liberdade para eonfcocionareui as que enteudessem, e pugna-
,rem pela victoria de cada qual.
Iniciando a minha administraco, dentro em pouco verifique
que mui diflicilmentc realisaria eu o ideal republicano de fazer
urna elego escoimada de fraudes e aflastar as violencias que
sem diflicultar o aceesso s urnas.
Julguei queesses troperos seriam fcilmente removidos com
o insistir o governo as suas recommendages formaes s auto-
ridades subalternas, para que se limitassem ao exercicio das suas
attribuies entre as quaes, por certo, nao se encontra a de agei-
tar eleicOes nem amparar cabalistas. Atienta, porm, a grande
distancia a que esto da capital muitos. pontos do serto, taes
como Ex, Ouricury, Granito, Petrlina, etc., comprehendi^jue
as minhas ordens nao alcancariam esses municipios, dentro do
pequeo intervallo que ento nos separava do dia marcado para
as eleices. Esse dia era 20 de Maio. e eu havia tomado posse a
20 de Abril; nao se pretender que 3 dias depois de haver en-
trado em exercicio ficasse eu conhecendo a maneira porque as
autoridades que encontrei disseminadas pelo Estado costumam
cumprir ordens.como as* que dei sobre o pleito eleitoral. Assim
tornou-se necessario um adiamento : resolv fazel-o para 20 de
Junho. Era mn mez dentro do qual esperava melhor me fazer
comprenender e servir pelos auxiliares da administraco. E' do
theor seguinte a minha portara de adiamento :
Palacio do Governo do Estado de Pernambuco, 16 de Maio
de 18920 Governador do Estado considerando que nao foram
anda eleitos em algumas localidades os respectivos Goncelhos
municipaes. do que resultaram a Taita de creagSo de secces eiei-
toraes e consequentes embaracos ao exercicio do voto ;
Considerando que o preeocuimento das vagas existentes na
Representaco Nacional nao & de to imperiosa urgencia'que se
nfio possa efectuar ni oceasio opportuna, tanto assim que o 4
Congresso Federal nao est por isso impedido de funecionar;
Considerando que de seu rigoroso dever observar e fazer
cumprir o que determinou em portaras de 22 de Abril e 5,de Maio
corrente ;
Considerando anda que, atientas as grandes distancias em
que se achara desla capital alguns pontos" do interior do estado,
uo lbe foi possivel, durante o curto periodo de sua administraco
providenciar de modo a garantir plena liberdade no pleito eleito-
ral ;
Considerando, finalmente, que, de varias localidades cbegani-
Ihe representacejes contra abusos de autoridades que se nao que-
rem compenetrar dos verdadeiros intuitos do governo, resol ve
aliar para 20 de Junho as eleices para o preenchimento de 3
vagas no senado e 1 na cmara dos deputados federaes. Ale-
xandreJos Bubosa L:ma.
Esse foi talvezo motivo do primeiro estremecimento : euno
cuidara em prevenir o Dr. Martins Jnior nem Ihe pedir rase-
mos ,
Acio que vinha avigorar-ms para a batalha cm que cu es-
perava ganhar a victoria da liberdade de sufragios, esse dogma
capital da doutrina republicana, eu acreditava que S. S. s teria
applausos para aquella portara.
Crendioe que nao resisti experiencia desses dous D.czes
de convivencia poltica cora o chefe apparente do chamado parti-
do republicano !... Reprimida a exploso que mais tarde vim a
saber esteve ento a dar-se, affectou-se dalii por diante mal si-
mulado contentamiento com o meu governo, para o qual jamis
teve o orgo do partido, o Jornal do Recife, urna palavra de ani-
madlo.
Grande numero de officios, entre os quaes ao redigir este
documento, pude encontrar aquelles a que me retiro em a nota
ap*pensa, me eram enviados pelo questor, propondo a exonerajo
de autoridades policiacs que deviam ser substituidas por outros
cidados.
Nao se allogavara seno motivos polticos, diziam, de politi-
cagem digo eu. Teem todos a notanao lapis azul posta por
ordem minha. Eu resista a irreprimivel precccupaco dos meus
amigos esfo'/cando-se por levarem-me a intervir no pleito. Gran-
de numero de reclamaces me eram incessantemente remeltidas
e com tal insistencia e de talgravidade queja em vespera de fe
rir-se o pleito vi-me forcado a adial-o pela segunda vez, e ento
por tres mezes. Nem s os eleitos a 20 de Junho diflicilmente
iriam tomar parte nos trabalhos da actual sesso, em vista da
grande demora na reniessa das actas e da respectiva apuraco,
mas ainda e sobretudo era absolutamente imprescindivel que eu
queimasse o ultimo cartuxo em prol da causa que abracei como
caracterstico do meu governo.
Em 3 mezes poderia ser muite inais eficaz a minha acgo no
sentido de prever, prevenir reprimir a fraude de cujos ensaios
tantas noticias me chegavam.
E' commum dizer-se:
Porque nao punales as autoridades quecontrrlavam os vos-
eos intuitos era vez de adiardes as eleices ? Essa interrogativa
suggere duas observaces ponderosas que lhe,so cabal resposta.
E' una d'ellas attinente acgro de neutralidade que o poder ekc-
cutivo, com os meios de que a lei o arma pode aseegurar :
Segundo o dever que autoridade incumbe de syndicar da
veracidade das increpacOes feitas aos seus subalternos.
Com afeito, de posse das innmeras reclamaces que a pro
psito dos preliminares do prximo pleito eram enderecadas
ao governador. seria injusta precipitago punir desde logo es
aecusados sem ouvil-os nem inquirir de terceiros sobre os factos
delictuosos apontados pelos reclamantes-
Dados os pronunciamentos apaixonados que o partiiarisnio
se provocar em vesperas de eleico, licito julgal-os sempre
susceptiveis, 'unto de desvos da verdade como de afinidades com
ella. Cabe aquelles que a lei erigi em juizes extremar em cui-
dadosa analvse os elementos que essa ganga impura contm.
Mas de que armas est appareihado o chefe do poder execu-
livo, para desenipenhar-se de tarefa to ardua 1
De que recursos lt-gaes dispe para garantir a liberdade do
voto f
Aos Conceihos Municipaes incumbe a quasi total responsabi-
idade pela pureza de um pleito eleitoral. Compete-lhes o alista-
mento de eleitoreSj a diviso do municipio em secces, a desig-
naco dos pontos onde ter de comparecer o eleitorado por tur-
mas mais ou menos numerosas a noineacao das mezas e finalmen-
te a apuraco do resultado e confeceo da acta terminal, i
Desde o 1. at o ultimo ponto a alchimia dos falsificadores
tem se encarregado de mystificar inventando sophismas e ex-
pedientes, que cada dia mas affastam das urnas os homens de
bem.
Pode o governador chamar a attenco d'essas corporaces
para as irregularidades com que postergara as prescripges da'
lei : conte^entretanto como possivel com a ni f feta interpre-
te das ordens as mais claras e com a desobediencia desfargada
em protellaco indefinida. O remedio, a lei o entrega aos orgos
da justica publica.
Inda quando estes cumpram rigorosamente o seu dever de
velar pela leal execugo dopensamento que animou o legislador
previdente, valendo-se da sanego penal com que este os armou,
que podem elles e o governador contra juizes que por ventura
mais collimem o alvo partidario do que o objectivo inilludivcl do
magistrado probo ?
Que faz o chefe do poder executivo seno o que eu liz :
acreditando ter em cada magistrado um guarda fiel e incorrupti-
vel da lei, recommendar-lhe, segundo dizem as circulares que
transcrevo, a escrupulosa observancia de imparcialidade que o
legislador irapoz ?
A outra parte da tarefa goveruamental mais fcil : nao
impossivel, tratando-se de fuuccionarios demissiveis adnutum
chamal-os leal observancia dos salutares preceitos que se resu-
mem numoderaco em publicar as suas opinies polticas, dignas
sem duvida do respeito do superior hierarchico, e no zelo em bem
cumprir as ordens tendentes a assegurar a plena liberdade nos
pronunciamentos do eleitorado, impedindo a compresso e a in-
timidago infelizmente to frequentes.
Ora, eu pergunto a todos quantos, acceitando os ensuamentos
da doutrina republicana, usan agir segundo sentem e dizem :
para esforcar-me por tornar efectivo e eflicaz a minha interven-
go no sentido de assegurar a victoria dos conceitos que essas
duas observaces encerrara, devia eu ou nao arrostar todos os
rompimentos e todas as aggresses dos pequeos polticos do par-
tidarisrao pessoal ?
Convencido de que para assegurar a ordem e a eonanca em
o novo rgimen, faz-se mister cumprir e fazer cumprir a le, nao
me era licito hesitar entre os mandamentos expressos do legisla-
dor e os artificios espectaculosos com que o orgulho e a vaidade
partidarios, mas ou menos violentamente, se externavam em mo-
gc de desconfia.'.ci.
Acaso cogita a lei de mogOes do doeconlianga de ussemblas
realmente ou nao populares ? Porque o chefe do poder executi-
vo desgostou um partido por haver entendido que cima de
quaesquer conveniencias occasionaes deste esto as terminantes
disposiges da lei, pode esse chefe abandonar q seu posto e dei-
xar que assim triumplie a doutrina subversiva da subordinago
passiva do chefe do governo s assemblas que o elegeram ?
A quem incumbe velar na guarda da Constituigo ?
Ao governador, tanto quanto ao .Congresso. Em um rgimen
republicano, presidencial como aquelle que ensaiamos quem me
lhor cumprio esse dever ?
O governador adiando o pleito eleitoral afim de que mais e
melhor se respeitem as garantas de que a lei cercou o exercicio
do voto, ou o Congresso votando e fazendo votar pelos Conce-
ihos municipaes indicages de que nem a Constituigo nem o
proprio regiment interno de seus trabalhos cogitara, e que de
modo algum se compadecem com a natureza do rgimen poltico
que dizem aceitar ?
Quem que melhor corresponde s mximas theoricas e s
exigencias praticas da situngo histrica em que nos encontra-
mos, quem mais e melhor pugna pelos grandes interesses da
collectividede, quem mais se approxima das justas aspirages do
eleitorado que seguramente se nao confundem com a fraego que
constitue esse ou aquelle partido : o governador batendo-se ate
s ultimas, abroquelado com o generoso programma que a rep-
blica deve realisar, ou as assemblas e os clubs o anathematisan-
do por esse adiamento ?
O Sr. Dr. Izidoro Martins Jnior publicou em o Jornal do
Recife urna serie de artigos a que os seus amigos deram o nome
de manifest e assim o consideran! como um documento poli-
tico suficientemente explicativo do rompimento de solidariedade
com o meu (overoo.
Quanto nesses artigos contra a minha conducta se allega re-
smese :
o) em haver eu dado a min'ia palavra de honra que nao adia-
ra as eleges euo ter respeitado esse conpromisso.
b) era dar como causa desse adiamento os motivos constan-
tes da portara de 16 de Maio, quando a verdade que espacei as
eleges para melhor poder amparar a canidatura do Dr. Joa-
quim Pernambuco.
c) em resolver esse adiamento e o publicar sem audiencia
doDr. Martms.
d) em ir empregar os meios de que disponho como governa-
dor para fazer triumpbar urna chapa que mais me agrada do que
aquelle que S. S. subscreviu.
Terei a paciencia bastante para analysar framente todos es-
ses Uens do" libello aecusatorio em que S. S. procura attrahir so-
bre o meu nome e a minha probidade pessoal e poltica o des-
preso dos homens de bem e a condemnago dos republicanos.
No verdade que eu houvesse dado ao Dr. Martins a niinha
palavra de honra que nao adiara as eleges. Consultado por S.
S. em principios de Junlm se eu cogitava de um novo adiamento
"respond Ihe de accordo com o que realmente pensava: que nao
tinpa atj ento motivos bastante ponderosos para marcar novo
dia para a eleigo. Com;uanto j tivesse em ms algumas
reclamges, nao eram todava to numerosa-, nem to serias que
bastassera a determinar tal resolugo.
Assim quando em lo de Junho deliberei designar novo dia
para o pleito que deveria ter lugar a 20, a neuhutn compromisso
faltei, como in*iste um allirmar o Dr. Martins Jnior.
Taes e tantas reclaniages poderiam surgir por parle do elei-
torado que plenamente justificassem o meu acto.
E foi o que succedeu: assim em alguns pontos as mesas re-
cusavam se a aceitar os fiscaes de certos candidatos; u'oulros
nega\a-.-c certido da qual constaase a diviso do municipio em
secges e os lugares onde deveriam os eleitores comparecer e
votar; aqui, era um Prefeito que andava pessoalmenle a fazer
assignar previamente o livro de presenga dos eleitores ; alli eram
autoridades policiacs fazendo parte de mesas e distnOuindo cha-
pas a bocea da urna.
T.es allegacoes uo erara para mim bastantemente seguras e
documentadas que me permittissem mandar processar os delin-
quentes p >r taes desvos previstos em lei ; mas eram-n'o para
levar-mc a providenciar de modo a ter o tempo que me permit-
tisse averiguar severamente taes desmandos.
E essa providencia foi. e nem poda deixar de ser, o adia-
mento.
0 -2"ikin < urna iui-ne calumnia ; e seno, vejamos.
As causas que aponlei como determinantes da portara de 16
de Junho esto fora de toda contestago-bastara k-mbrar os es-
cndalos e abusos de Amaragy, Ayua Preta e Videncia, al ni do
mais que desta longa exposico tem colhi !o o leitor paciente. Eu
nao mea ti, pois, quando as invoquei,
Vejamos si o raeu detractor tambera fallou a verdade.
O Dr. Martina de accordo cora os seus amigos, espera de
que elie^asse o novo governador, fe/, adiar em (6 de Abril as
eleices federaes de 3 para:0 de hal.
At ento nao tinha sido, publicada a chapa do partido, que
s veio luz muitos dias depois da minha chegada x
Esse simples cotejo de datas bastante para demonstrar que
S. S. esperava que eu trouxesse a iudicagao dos candidatos.
E si a questo de re=iieitabiidade pessoal, sob a responsa
bilidade que me propria en afJHuio que o Dr. Martins Jamor,
sentado ao meu lado, no ban embargan, pcrguntoii-mc qual devia ser a omposicao da chapa sem-
torial pira a prxima eleicao.
liespondi-1' e francamente que uo a esperasse obter de mim,
que de taf recado nao era eu portador.
Em dias consecutivos insisti ainda S. S. para que eu me
pronunciarse sobre os candidatos.
E sempre Ihe assegurei que no meu entender ao partido
que cabia deliberar livre e desembaragadamente sobre tal assum-
pto, sendo a minha nica preoceupaco que a eleigo fosse um
acto serio, -causado com todas as garantas que a lei estatu.
E aqui pergunto : si realmente eu vinha disposto a fazer
oleger senador por este estado ao Dr. Joaquim Pernambuco. que
melhor oceasio do que esta para fazel-o incluir na chapado par-
tido que. seguramente amparada por um governador menos im-
buido de id as de liberdade eleitoral, triumpbaria sem dillicul-
dade ?
Recejas de susceptibilisar o Dr. Martins Jnior?
Nao, que este, alm de haver esperado de mira o santo e a
senha, havia espontneamente prometido ao Dr. Peruambuco incluir
o nome deste entre o dos candidatos.
Temor de nao agradar ao maxechal Floriano Peixoto f
Nao, que ninguem ignora que leal e sisudo amigo o Dr. Per-'
nainbuco tem sido do honrado vice-presidenle da repblica ?
Hesitago na escolha que melhor signiflcasse real servigo
causa da repblica f
Absolutamente nao, que ninguem dir que dundas pudes.em
existir no meu espirito acerca daquellc benemrito propagan-
dista quando approximado do sinistro corteso que j ao tempo
emque um Orlens perlustrava apprehensivo a altiva patria per-
nambucana, delja-sc em lisonjas que ageitassem urna pasta da
fazenda.
Sim, concidados briosos que me azeis a honra de 1er esta
defesa, entre o modesto cidado que ao lado de Silva Jardiin sof-
fria as aggresses dos assalariados da monarchia moribunda e o
ulico politicante asss rayope para nao enxergar to prxima a
queda do rei que julgava lucrativo chamar de meu senhor ao Sr.
Gastn de Orleans; entre o pauprrimo propagandista indefesso
que tanto tempo lidou na gloriosa tarefa de precipitar o advento
da repblica, e o jornalista complacente que poz a sua penna
disposico da olygarchia que, em Pernambuco ao servigo do im-
perante e fuadago do 3. reinado, accumulava a improba in-
cumbencia de perseguir... o Dr. Martins Jnior e outros republi-
canos ; entre o veterano de gloriosa campanha, hoje vencedor, e o
refractario de hootem, boje vencido, certo, concidados, eu nao
teria que hesitar.
Nao estivessem cima da affeigo pessoal e do reconhecinien-
to de ininiortaes servigos causa da Repblica os ensinamentos
d'esta ; nao fosse um dever de republicano tentar por em pratica
o dogma da liberdade eleitoral ; uo estivesse eu mais de accor-
do com o meu honrado correligionario preferiado a neutralidade
conio um mandamento da sa doutrina intervengo como urna
falta hnperdoavel, que seguramente estara na chapa que o Dr.
Martins Jnior assigna o nome do coucidado que incoutesla-
vdmenie um dos mais abnegados apostlos da democracia.
Que importa que eu houvesse muita vez conversado expansi-
vo com o Dr. Martins Jnior exaltaado-lhe os servigos do Dr. Per-
nambuco e lameutaudo que S. S. nao tivesse sabido aproveitar
ensejo para unificar o partido republicano em Pernambuco ?
Que prova isso senao que eu era um illudido quando suppu-
nha que o Sr. Martins fosse digno de taes confidencias que s a
umanigo se fazem mas que nunca se poderiam, como S- S. o
fez. converter calumniosamente em armas contra o governador ?.e-
Onde que ha em taes corifabulages prova bastante forte qua
demonstre intervengo do governador no pleito eleitoral em favor
do Dr. Pernambuco
Que intervir um governador em urna eleigo em favor des
se ou daquellc candidato ?
Nao ser, e nicamente isso, nomear para os cargos policiaes e
administrativos os amigos desse candidato e exonerar as autori-
dades que do algum modo Ihe fossem adversas t
Nao ser procurar entender-se com os chefes locaes e recom-
mendar-lhes mediante habis promessas a candidatura prefe-
rida
Ora eu desalio ao Dr. Martins Jnior que prove ter assim pro-
cedido o governador de Pernambuco.
O 3." item encerra urna questo de amor proprio de chefe,
ferido na vaidade de lord protector que se suppunha e que veri-
fica nao encontrar a passividade que de mira esperava.
A commuhicago previa ao Dr. Martins desse como dos de-
mais actos mais ou menos importantes do meu governo, suppa
antes de tudo a cordialidade as nossas relages.
Ora esta cordiadade que nao podia resistir s muitas pro-
vas que eu fui tendo dia a dia da deslealdade com que S: S. pro-
c 'lia para commigo.
E senao, vejamos.
Na questo da illuminago a gaz, por outra inda que proviso-
ria mas que nos puzesese a cavaUeiro de exigencias arrogantes a
' cubigosas, S. S. comprometteu-se a fazer approvar no Congresso as
medidas de que o poder executivo devia ser armado afim de po-
der agir com energia e promptido. Ora, no Senado o projeeto
de lei que se tinha combinado correu _revelia de S. S., a tal
-




u
;

J


Diario de Pernainbuco Domingo 2i de Julno de 1892
ir.

ponto que at hoje ainda 3e nao decidi o que prevalecer, se a
pinio que S. S. sufiragava si aquella que no Senado surgi e
com que 8. S. nao eontnva.
0 facto que expirou o prazo da prorogacSo do contracto do
jaz e o governador nao tevc os nieios que em bem do Estado lhc
foram promtttidos. Era bem do Estado digo, iois nao posso
upporque S. S. c os seus amigos me quizessem em tal questo
hzor qualquer favor pessoal.
Na questo da forca policial j deixei narrado quanto sueca
d>ra ede que forma apurei a sinceridade do Dr. Martins Jnior.
Naopoderei suppor que S-. S. nao tivesse forga junto aos
seus amigos do Gongresso, porque quando qmz tul a, teve-a : a
provaso as moces de desconh'anca que S. S. redigio e fez vo-
tar com diligencia digna de raellior causa.
Finalmente para ultima denionstragao da lealdade do Dr.
Martins Jnior transcreverei o seguinte telegramma de Nazarcth
passado a i governador :
Y088O U'legramma 12 corrente ordenando cleicao Vicencia
desobedecido. Hontein noite soldado conduzio officios communi-
eando organisacio de mesas para eleico aqu. Aquella organi-
aaco foi feita posteriormente vosso telegramma, poiem antedatada
Tudo tsst> [cito ordem telegraph ca hontem Dr. martins jdnior.
(Assignados) Herculano Bandeara, Manoel Caetano de Quei-
roz, F. P. de Andrade Lima, Joao Goncalves da Silva Brazil, Ma-
oel de Macedo, Manoel Cavalcante de Alboquerque Wanderley,
Antoni) Xavier de Moraes, Joo Fernandos Vieira de Mello, Sil-
vino de Barros Cavalcante
Ora eu nergunto : deante dessas provas de UaMnde mereca
esse chefe que eu lhe communicasse qualquer providencia admi-
B6trativa que resolvesse tomar ?
S a claque imbcil que o cerca ou o fanatismo crdulo de
neia duzia de adeptos que o applaudem incondicionalmente dir
que a tanto me devesse eu submetter.
Resta o e ultimo item, que nao passa de temerario con-
ceito levianamente formulado contra os meus futuros actos.
Realmente singular que se analysee ataque actos ainda no
praticados e s existentes na imaginaco de vidente com que a car-
tomancia do chefe po'itico o leva a advinhal-os
Demos que basen) verdadeiros todos os conceitos que S. S.
me attrilue e todas as tentativas que assegura terem sido por
aiin fcitas no sentido de proteger a candidatura do Dr. Pernam
buco.
Pois se tanto prctendesse cu que necessidade tena de dcsco-
brir os meus planos aS. S. j ento ininigo pessoa! do Dr. Per-
mambuco.
Si eu fosse o desleal que S. S. se compraz em apontar
exccraro dos seus correligionarios, porque havia d fazer taes
nmldenciaa a 8. S '
Acaso a ing-muidade do Dr. Martins ser t5o completa que
ao o deixc ver claramente que l'acilimo me seria fazer eleger
xtni chapa o Dr Pernnmburo, si eu decidida c desavisadamente
fOizesse imitar os empreiteiros de eieces ?
F.ciino sim, una vez que divorciando-me dos compro-
missos que publicamente tomei, quizesse fazer urna eleico que
nerr. rae honrara nem ao Dr. Pernarabuco.
Que mais resta, digno de resposla na verrina com que o
befo appareote do chamado partido republicano em Pernarabuco
julia ter plenamente justificado o falseamento consciente do r-
gimen que diz te: acceitado ?
Audazes iaverdadco e agrcssOcs grosseiras que podero ser
postas em parallelo com o conjuncto deste manifest e com os
actos da minba adniistraro e tero a sorte que merecem.
Pode S. S., podem os seus amigos continuar a ridicula em-
preituda de se exbibireni diariamente em longas tiradas de mes
quinlio desabaro contra o governador que espontneamente ele-
geram. <
Cumpram na rbita das aUribnicoes que a lei lhes tragou o
seu dever que eu abetal cumprlr o meu, inarcessivel s invecti-
tivas. i:nperturbave! deante do convicto, inilifferepte aos botes da
calumnia, ou venham essas aggressoes da imprensa do partido
ou irroinpam da apaixouada oppojico qoe to desabridamente
analysa a pessoa do governador descurando dos altos interesse s
rae lhes csto confiados.
Ha mu to bem que fazer a Peniambuco ; ha muita luda que
travar era prol do progresso de nossa patria ; ha muita pratica
geauinanaeatt republicana quereslabeleeer emanter : haajustiga
imparcial e seria a distribuir, sera odios, a ordem e a trauqui-
lidade publicaq leassegurartw ttfteresss di Tazendaque restaurar
viviiicui i>a as torcas pj-oductorastjuc-dsnvolvcr. a instrueco
(Xuenisseiiiinar: ha em synthcse a Repblica a ser ensinada,
comprchendida c Sobretodo amada.
Essa ardua e gcuerosa.misso nem me deixa crer que exista
quem se Jifia republicano e pretenda dirigir e srovernar conscien-
temente divorciado dos ensiuamentos da itoatrinn que ao bem
commuiu e prosperidade da Patria subordina,, dscipliaando os,
os impulsos do individualismo dispersivo.
Arcar com as imposig'ies da insolencia .partidaria, tostar a
grita do? descontentes que no vingam cimentar o seu exclusi.o
predominio pessoal, enfrentar corajosamente os vicios amigados
que a moaarcbja iuiltrou nos nossos toslumes polticos, des
presar os ladridos de urna demagogia dissolvonte que ousa
fa2cr votos e exl'orgar-se polo ndvteato do ingrato rgimen do odio
e do ra cor despender fin bem da grande causa em b<;mda pros-
peridade dos meus consid.ulo?, em'liem da 'estabilidad* da paz
e dos crditos da Repblica, defender* nessa .missfio sagrada
todas as energas, toda perseverancj tenaz, toda a prudencia e
toda a d dicacao de que se capazre" tarefa que bem me consola
e melhor me aler.ta para ir impvido por dcante.
Quando me seja impossivel debellar de vez os vicios quede-
formam e os costumes que desacreditara a poltica que se me
quer impor, serei contente em lhes haver negado o meu apoio, nao
lhe dando treguas nem consentindo que se me aponte como cum
plice de criminosas practicas que se nao compadecem com o reg
men republicano.
Recife. Wde Julhodel892.
Alexandre Jo*t Burb sa Lma
AXXKXO N 1
OFFICIOS DO QUE8TOR
22 de Abril
Proposta da deraiealo do 1. Supplente do Delegado
da Gloria do Goit (offico n. 575 de 22 Abril.)
dem do 1. Supplente do Subdelegado do 1. dis-
tricto de Buique.
dem do 2 e 3 Supplentes do subdelegado do dis-
Iricto de (jiiineleira.( officio n. 579 de 22 de Abril. )
27
1 leni de 2.a e 3. supplentes do Delegado do Rio
Formse. -e do 1.' 2. e 3. supplentes do subdelegado do
1. diBtricto respectivo do subdelegado e supplentes do
districto de'- Manopla.
dem do 1 2'. e 3. supplentes do subde'egado do
1 districto de Una.
dem do 1 2 e 3- suplentes do 2- districto de Una
( offiejo n. 605 de 27 de Abril.
22
dem do 1 subdelegado do districto de Campos Frioe
(officlo n 580 de 22 de Abril.
dem do subdelegado e do 1 supplente do districto
de Riacho do matto ( officios n. 625 de 2 de Maio.)
16 de Maio
dem do 1 supplente do delegado da Gloria do
Goit ( officio n. 674 de 16 de Maio.
dem do L Supplente do subdelegado do 1* dis'ricto
do Buique.
. dem do 2- e 3 supplentes do subdelegado de Ga-
m el eir (officio n. 673 de 16 de Maio.)
20
dem do Delegado 1 e 2 supplentes do municipio de
Ex.
dem do subdelegado 1. e 2 supplentes do 1 distri-
cto respectivo.
dem do subdelegad* 1 e 3- snpplentes do 2. distri-
cto respectivos (officio n. 694 de 20 de Maio. )
21
dem do Delegado 1-2 e 3 supplentes do muii-
cipio de Boa Vista
dem do subdelegado e supplente do 1 districto res-
pectivos ( officio n. 696 de 21 de Maio. )
21
dem do subdelegado e 1 supplente do districto de
Alagoinhas. (officio n. 701, de 21 de Maio 92.)
23
dem do 1- supplentes *do subdelegado de Boa-Via-
gem. (officio n. 707 de 25 de Maio. )
24
dem do 12* e 3' supplente do subdelegado do'^c
districto da Grsca. (officio n. 713 de 24 de Maio.
ANNEXO N. 2
RECLiSnCOES ELEITORAKS
Eleitores de Petrolina contra o presidente do Conce
lho Municipal pelo facto de negar entrega de titulo.
Idera do mesmo lugar contra o procedimento de va-
rias mesas eleitoraes, assignado por 73 eleitores.
Eleitores de Aguas Bellas contra a suppreseao da
seceo eleitoral em Pu Ferro.
dem de Canhotinho contra o facto de haver o Con-
celho Municipal forcado os eleitores de Palmeira a irora
votar em sec.oes excessivamente remotas.
dem de Altinho centra o procedimento do delflgado-
do commissar'o de polica.
dem de Santa Rita (Villa IHla) contra o sub com-
missario de policia.
dem de Correntes contra a divisao do municipio em
secyoes
dem de Amaragy contra o facto de haverem sido
excluidos da dvisao em seccBes dous povoados e 16 en-
genhos, cujos moradores nao votariam por nao estarom
contemplados eaj parte alguma.
dem de Aguas Bellas' cujas mesas deitoraee recu-
savam-se a acceitar os fiscaes dos candidatos.
dem de Tacaratu' onde os nimos exaltadissimos
por arbitrariedades, constantes dessa 'epresenta9ao, fa.
aiam temer luca sangrenta.
dem de Ingazeira contra o procedimento, do res-
pectivo delegado de polica
dem de Agua Preta contra a expodiyo de titu'os
sonegada arbitrariamente
dem de Bom Jardim pelo facto de serem os eleito-
res (breados a asignar o livro de presenca antes da
eleo.
dem de Taquaretinga de onde allegava-se estarem
j lavradas as actas a 16 de Junho, quando a eleigSo de-
veria effectuar se a 20
Ideai de Boa Vista contra os mesarios da 1.a seccao,
entre os quaes achavam-se ojuiz de direito interino e o
tabelliSo publico, porque (nao tendo ainda sciencia do adia-
mentoda eleico,) deixaram propositalmente de compa-
recer.
dem de Gravat contra o Concelho Municipal por
negar certidao de que constasse a distribuicSo de mesas
e clasiificacoes de see3es, desconhecida do eleitorado
at 17 de Junho, tres das antes da eleico.
WMM
SL DO BRAZIL
Pelo Baqueta nacional 0 toda recebemos
ht'.tem (jraae
Gtsecamos 1 tcar a3 oaticioa qae a
tbem w. /
HNtndo do Bio CJrjyJe .lo Sal
80b -: M oceurrencids em Bag, pubiicou o
lia-io do Rio G-^nJe de 7 inte:
Reeeb 1J,; repu'-a-
03 n e itg vis do que occ irreu em Bag nos ul-
Haos > a e &a .rogr..i seb is ordeos
ral VacqnvB.cuuJUjauca' te no sr 00 muitiT,
n8o a'ji'citava o sc.rorao senao com a conoiga
aas torcas dj S.". Tavares e'.regarem ss aimaB
e campana, retirndose apeaas com as suas
armas particulares.
O Sr. geMrM :i Silva, acceitju a condicao,
em cur.r o? chr-fs polticos e das torcas as saas
oniens, nem mesoao o comin/ndaQte ger! Ys-
tas o coronel Goerrei'o Victoria.
L or. :-: do trem, oitavim as f oasis
oeste p, cumpnndo acraacetttar quj
pdssada ai:ida o servteo de roa la da
feilo po" torgas pt.-iotai.
Acrescentam as no?sas lnformag5?8 qoe a re
soiucao tomida peo Sr. general T-ivar s provo-
cara g-an le deasaotaeca neato e i&diggact 11
os eefe das forcaa populares bo^mpa
Bie, pois que, '!nem elle?, nao valia a p.-oa para
dog
O 30. bJtilli .0 de irifantina, d-i coaim.iO'is do
Ir. coronel Ai '-^r .isso convida! us a reonirem-se em Bi, aban-
a rec.ijtrurj'jj da a ferro, *goM nodooanio s '03 loicresses e c^mmodidides. o pjs-
irem ot onde o es ad I B 1 t= ^Banda f;ioeoatro> incjmrrocloJ; e que de quem
D- G teoaosr. man |0u cor;;r as coaimoniCoc53 i>ela estrada
orone: a cjrresponder sa p'.'lo lelegrapoy com o e tarro, occaiioaando prejmioj to coBPWrete,
Sr. general lavar cutro procedioieato era de esperar.
" A' perp prciegoi;.m os repara da i^foratn nos mais qa-- o Dr. Aieve# Panna
astra^a. :M 1M 'U'retirara-se desgo'.oso para orna e-taacia ti-. E-"
entrad 1 een pporcao *a icelie g*U8 larl0 Orteotal, e qae chefes como os Srs. Favori
rain- a- mb TtMmas ercio oretra, Serafhn dos Saotoa
K' preciso ooar q laao oao ; 0U8a ,, 0Ulr0.i dectafaratn noica ma's eivUcr
baria, como nuo:a Doave, fo-is populares case Da poltica d> E-tado.
aidade. Poroutro l 0 oob qu' o Sr. D-. Julio
Todas s'.avam acaa n suburbios. Utna-de c,8 j|Qs fra-a .outrarladoco Dfio-
taz m Big. o S'. corone, A thir Oca"- (ntrouldo gr, coronel Atibar Osear, pois prefjra qu- a
etD negocia-,0i8 c m o S'. general Tvarts, com- qQesto se de;;drf- de oaia vcu oelat; crm; e
roaetieod eotregar i cidade e a dis- q0e ccmo s. Es:, s-s acb8m igoaim^nte coi
pe"8ir aa saas fooflas, -etiroDdo se eti?, porm.; rsdjg aa torcas qu lieiian atacar Bag.
aom tota; ; saas areca*.
Mais tarde o Sr. corjnei Osear procuroa o g3
O PaiH puuli.ou es secuintes telegrau:.-
mas :
0>ro Pelo, Mi
Pvraote o ccn,;refso mloeiro tomou posse,
presianao juramento do cargo de presidente du
Etatfo, o coas-leiro Penna.
Foi extraordinaria a concurrencia popuiar, in-
clusive dUtroctas farciliaa.
A 6 fo f ;i soleruoi-sma ccmo cuaca bouve.
Kr^neram se vivas estrepitosos e repetidos ao
ooselheiro Peona e ao cungreaso mineirc.
Orou o senaior Gama, felicitando o E4Tado
pela po-se d) novo presideate, saulando a este
e ao congresso.
A?tadeceu o conselbero Penna formcUnJo
eloquentemacte seu programmo de govemo, em
osa abservansta iiai constituisoes e lela,
o uo apoto do povo o do congreso.
T-rininoa eaire palmas e ectbusiasticos viva6
; ra B 'da:5.o la OrJem.
Ouro Pfeto, 18
Hije, albora datarle, peran'.a o cou?res.=o
miseiro reocidocu sssiio aclemne prestoo jura-
mento e tomou pcase do cargo de presidente
deste S^ado o Exm. Sr. D.-. Affooso Aagu-t 1
n Peos, que dudaron aer svu prograx>ma
; governo res pella r as coastituicoes fe eral e
etlweal e sa i
A este acto compareceram todos o; ebefea de
repaUcoss publicas, comminJantes d- forjas
da Uaiao eJo EsUdo. mu tas familias e gratitie
concur-\n.:ia de p 1
P.e^toa a guarda :e iiohra o 1 corpo militar
de polica.
Ouro Preto, 14 de Jolo de 189!.-Teixeira da
Balado de inaa cvati
aera! Liares para commuai;ar loe que o geae Datis at 15 Jo'bo.
[Costa. secreUno do corigres8o.
' Pala Ooro-P.etu toi bentem expedido o ae'
quinto telegramma; assignado por todos 03 D -
rutados e Senadores mmeiro1 .
Cooselbeiro Affonso PeonaSiodan lo eu
V. Ex:, a soberana do povo miaeiro, oi feli
citaaios, de.-ej indo os e ao nosso Estado toda?
as prosperidades Francisco Veiga. Manoel Pol-
Reacio,- O rios Ghjgaa. Cuita Machado. Joao
Lun, Arisiidea liaia, C lagas Lor.ato. Paeifiso
Muscareobaa, Joo P.nbeiro, P. OaAi'. GmcaU
vea Rimes, Polycsrpo Viotti J. Avel'ar, Perrei
ra Pires. Alexaadre Sorkle-, Gabriel Magalb's
L^ontrl Filho, A. Olyatho, Lamounie.- Godor.-odo,
>merico Lu, Domingos Porto, Dutra Nlcacio,
C Palheta, Domingos Rocha.
Este telegramma pro va cono foi a:er;ada a
escolha do Sr. cooselbeiro Pena para o eminente
posto b qne foi elevado, gracas a sec patriotis
mo, a seos passados servigos ao Brasil, onde
manteve sempre orna reputacao illibada.
Capital Federal
Datas at 17 de Jalao.
14 da Julno
Lemo8 no Jornal do Commerc o do dia
15 '.
Hontem, da de festa nacional, es navios esquadra e os estraogeiros surtos neale porto
embandeiraram em arco, salvaoito os nosso^na
vios s 6 horas da man, ao meio-dia e ao po-
do sol.
O consolado france~, os edificios pblicos, o
Cleb 14 Jailet. e a Sacele Francai3e de
Gymnastique e muitas casas particulares s.'
embandeiraram e noite hou.'e iUominacao.
Os fraDCezes residentes nesta Capiul com
^ meraram bontem com animajo e endiuasTO a
sua data de 14 de Jullio
O programma dos (estajos organisadoe foi di-
vidido em du38 partes: urna a tarde e entra
ccite.
A festa ds tarde consisti em tima matiae
enfantioe nos jaraihs do amigo Eldorado.
A incerteaa do lempo e ao vento fro e rijo
qae sopron dorante a manlia succedeu urna tar-
de fra, vertale, mas clara e coovidativa ao
exercjcio.
Maitaa familias compariceram com cranca? a
fe.-ta infantil que com-cou pouio depois de 1
hori da taro>.
A's 2 hora o Eldorado esta va cheio e aBi-
madissiroo pelo riso e pela alegra das criaoci-
nbas.
A exrellctite banda do Arsenal de Goerra sob
a direceo do professor Santos. ahro a festa
com a exececao de urna vala brilhante.
A meina banda execntoo em segaida o Hym-
no Ni tonal e mais tarde agrande syupbonia
do Grarany, o bello trecho Pique .ime, ou-
Ira bell'88:ma valsa e a Marselheza, sendo em
lodos os trechos mnilo spplanlila.
O programma do con:c:to estove variato e
interessan'e
II ne. Arkis Djeima execoteu com proficiencia
sobre a cithara, o 8lop;iooe e s%J)-e aa campain-
has llodas pecaJ, algomas das quaes tiveram as
honras (io bis .
Un amador, Mr. H ^ri, recto-i com talento
um moaoL'go intitlalo Le pochard ia
lune.
Mme. Jeaone Dirns disse com muita gr5i,
no meio do applanaos e ovac5js. varias caeo ;e-
tas do sen obunoante repertorio
Mme. Eogenie e Mr. Cbevalier tambem d:
vertiram o aonitorio com inte_es3antes caoco
netas.
Foi exerotadi, com bom ex'to. p*'ric!pa!nren
te para am dores, urna in'ereasanie p-.ntooiima
militar, bem feita e que dizem nos per fla lavra
de corh"cilo negociante francs da ra do Ou
vidor.
Esta peca mtiriea qne foi dedfc.di s crian
jas, nc ititeressaivam emnte s cnanciahjs
pelas pilnei las qaetem, mas tambem aoa adul-
tos e velhos palos sentimentos patriticos qne
encerra.
Termina ella com a'execujSa d M^seraeta,
depois da qoal foram ergu 004 vivas a Fianga e
ao Brazil, sendo tambem execntido o HymrroHa-
ciooal.
Acompanh u as pecas do concert urna boa
orcliest.-a sob a dirigi do professor Beretta.
Eoira aa peatoae uofida4as &ch vam-?* o Sr.
director do Arsenal e aoo rep. escotante do Br.
chefe de policia.
D po'8 do co ce.to, qne terminon s 4 horas
da tarde, hoavo co tridas, urna tomoola e um
baile infauil.
Foram verdadeiros elementos da delicia para
crlaogas, que div^rtiram-se t ao auoiter^er.
Ral urna excelknte idea que teve a commisso
organizadora dos f atejos de dedica! o-, em sia
primei a pane, inlancia..
O Eldorado foi embaodeirado Ao lado das
bandeiras tor.mi coilocadoi s'ulos coa ai iet
tras R F e com ontras inscripcOes.
A' Qoic hjuve impooeoie toda ofial no Cas
sino riumneofifi Oa qual daremos BMi 9111.-
Lb;'.
O Sr. ministro francei foi hontem compri
mentar o Sr. marecbal Plonano Peixoto, qae o
recebeu cem todo o sea estado maior.
O bitalhao TiradeaU-s, precedido de urna
banda de mosici do exaroi o e sob o coeman lo
do coronel Sampaio Ferraz, foi hontem compri-
mentar 03 SM-uunistra frai5-z.e;yictHreden
te da Repblica, percorreado .depois diversas
ruaa da cidade.
A's t es horas quanlo awbaUiliao passou palo
CjBSOO, o ministro francs coavidjuo a servir-
se de orna iacu ae .'.bampagne, brindando se re-
ciprocamente toiiidade dos dous. povo3, le-
vantando frenticos vivas s R'-purdieas Bruzi-
leira e Francesa, Dr. Sampaio Ferrai e o minis-
tro, e sendo correspondaos pelo batana) e m-s
sa de pevo.
O ministro convidoo o bita!h2i para apa-
recer ao baile.
Reaniao poltica
Lemos u'O Patz :
Sob a presidencia do deputado Costa Maceado,
servio Jo de s; rtanos os deputadoa Cisimiro
Joiior e N:lo Peganhi, reooiram se hontem, na
-ecretaria do interior, cerca d 70 representa 1
tes da maioria do congreso nicional.
E-ta contor-ncia poltica versou sob/e a orien-
ta<;o do debate, po-occasifl) da 3.* discnsao
do projecto de amnista, opinando as po- qa3
e?ta coocessi fosse ampia, outros parque tose
coodkiioal.
En um o a oa'ro sentido, entretanto, nada ti-
cou resolvido, ae bom que a amnista ampia ti-
vesse ido apoiada por graude numero dos con
erjsis as presentes a reunio.
Pr^pervaalo am individno da tsica, nao urna,
existencia qae se salva, ama deacendeocia in-
teira, porqasrrla gibemos aqti^ ponto hrr di
tana, e caiia qual eoobece a desesperante fataa-
di lado dess genero de molestias.
TJ18 essaa- lamilias arrancadas a tobe-rulo-
desevotvrnJo, sadiaa e vigeesa. dees
rago em seracao, deverio, no fim de cer'.o ou-
me'o de annos, modifi"ar p-ofundamentea con.-
titaifo de oossa raca. e* iseo o qae sasl
anima e apaixona a mocilale medica de nossa
epoc.
(Coulinuar-ee ha).
A (nbercalose e as doWrla -s
c ntcmporauciii
(Cenli^icaio)
Na Italia, o rt'galameu:o de 3 da A-oslo de
189) soOre polica dos mataclouros aatoriaa igoal-
ux-ae. a venda da carao d03 animies que .6
taca tubrculos em orna f viscera, estando os
rau3CUlos e os gougl03 isin'os delles ; mas el-
las carnis o vendid s era lagawa especiaos.
U.a rotulo indica qae e devetn ser consami
das mui'.o cocidas, e, como todas as carnes de
qualdade inferior, d fem ser marcadas, a ferro
em braza com as iet'ras C. B. M. (carne basaa
maceUerta).
Balea avisis ralem sem dovida mais do qae
nada, mas esto longe de apr'esentar tantas gj_
raattaa cono a e^uiico entes da venda de que
j faliei
Estendi-rne longameate sobre essas medidas"
3 prevoogo, ereiu mesmo ter ocorrilo na cen
suri qu5 prometa raim mesroo evitar, dando
coneihoi que s aasemeiJMB um ponto a'ins-
trurgOrs entra as qaaes me lenho>oppouo.
Obs^rfarei, lolavia, que nada teem d-' dogma-
tismo, nem carcter abso'uto, e aceres teatarei
que nlo pussitel permanecer no vacuo qoaodo
se trata de qiiestfles de tai importancia.
Por mais d^sejo qae so tenha de nao l?gslar,
deve se ser prenso eaffi'flratirD, pvqnaflioto
da a queito da tiioercuio'" reside n-i proprty
laxia.
Tem isso d-i commora com aa ontras rro estia3
qae sao sasceptiveis de transmissSo. E' mana f-
cil impedir cace p ;ioas de contrabii as do qne
curar urna s ucuois de declarado o mal, e o
bretndo isso wrJt qoaodo se l^ala da ti.'ica,
a mais inexoravel de loda-.
Calcala-aeja di^se, em rOOOO o numero de
bitos qoe causa annualroente em.Franca
E' nm algarismo spproximsdo, pois qae nao
temos eslatis'ica mortuaria aun comprehenda to-
do paiz ; mas certamente naa exagerado.
Adcoitundo que o conjoncro das medidas pro-
postaa nao a dimtnoa sino tfe' um vigsimo, e
isto nao Be mostrar exigente, teriamos 7.500
bitos de menos por aono; mas n5o e tndo.
telo* olBcia.es Por actos datados deh.n
tem:
Foi exocerauo o hachare! Joaquim Jos de Fa-
rias Nves Sobriaho do cargo ue promotor pu
bjico di mooicipio de Beaerros.
Foram remov.dos os proiuotores pobco-. :
Bacharel Antonio da Silva Guimares do mn
nicipio da Uuarass p3ra o d G.-aBito.
Bacharel Maooel Uernardino Cavaicante Fi
lho, da de Granito ao qu 1 annexo o de Ex,
pura o de Igaarasc
Bacharel Virginio Carneiro Mea les, do de
Gra'.aa para o de B-.zerros.
Bioharel Jost Coelho da Silva, Jo de Cimbres
p^a o de G avata.
Bacba el Peno Marques Cavalcanti de Al
buqoerqne, do te Ioiiazeira para o de Cimbrrs.
Ufando si'in ettoilo a portara que removeu-c
para o de Ioiaz ir 1,
jiirtarel Arthur Baibalho C:b6a Cavalcanti.
do de AlagOi de Baixo, para o de Agaaa Bel-
I a.
Foi nomeaio, de conformidade com a propos-
ta do inspector 6a hygiene, o cida.io FUvio
Alves V'auna para exercer interinamente o car-
ro de pnirmace'iuco do presidio de Fernando de
oronha.
Senado de PernambucoEff ctoon
8e honiem a 76." seasao sob a presidencia do Sr.
Dr. Ermirio Cesar Coutiobo.
A' hora regimental, feita a chamad:1, verican-
do-se estarem presentes os Srs.: Souza Leo,
Luna Freire, Hermogene.', G raes de Mat'.os. Ma
laquias, Peretti, Velloso, Pinho Borges, Sa Pe
reir, Aristarcho Lopes. Barros de Lacerda,
Serra31.-riir.se Ermirm '"oatinhj, o Sr. prest-
d'nte deca a ab'-rU a sesso.
E'liJa, 8>aio aop-ovada sem debate, a a*ta
da 86SS&0 aT.ece.!-fntP.
0 Sr. 1. sectario procade 4 leilnra do se-
guinte PK.islit-.me:
Uo.t ofii;io do secretario do governo, remet
temi p-ra oa 8ns convenientes, copia do Aviso
que foi dirigido 00 Exm. Sr. Governador do Es-
tilo pelo M'OisUrio d; Fazen ;:' em It to or
rente, acerca do imposto de transsTrs'o devido
peto compra e venda de embarc;.c.oe = o que op
portuuamen'.e responder.A'3* eommisr&'v
Ouiro do ic .ecetano da Cmara dos D po-
ptj.lis remet end), parar* os devlios tius :'s se
li.n es reolu.fs all inicalas p-tosproj
us. 5! e 68 leste anao.
1.* Aa torisaoda a computa--?^ na apoenta-
de fia co profe-tsor Mauoel Antonio de Albiquer
que Hacoadc, a g'aifi 1580 de antigupale.
(Projecio o. 51).A' i* rommissa .
2.* Acctor sanio a comeacSo de urna co'amis-
go para dar um p!aoo de tstoloa par?, o Lycfn
de Artesa' Of les. (Pojecto n. 6S.'.A'3'
COt'tflldSSO.
0 Sr. i' s .-''reta io procele leitura c^.r n. 111, j imp-esso no joraal di cobj, redi-
giodo o proieeto n. 14-vio Snalo
O S-. pri si lentf. declara qu; vai offltiar se
Cama-a dos Denutados. remetteado-se-lhe a re
sotoco para o devido lio-.
O .s,-. Piobo Bargas ja*, fi a > 3e?ui ate petpneri-
mento. que apoiado, po to em disc issSo e ap
prov do aeoa debata :
R queiro que, por in'.ermed o do governado-
do Estado, se Bija ao Hicutro di Faiooeh pro
videncia org n'e para Lzer eassar a diffijuldade
das tranaaccOos occS'onadas pela hita do dr
aheiro miudo e prioc-plmente da moeda de co
bre, cujo desapparecimeato repentino promete
alterar a ordera publica.Pinho Borges .
O Sr. Souza Iinao pide ao Sr. presidente a in
cloaao na ordem do dia da p-oxima sosso a 3'
disca.^sao do parecer o. 8a desie anno.
Nao hivendo qoem mais 'quizesse elitiaar ae
da palavra aa l1 ttora da sesaSo, oSr. preaiente
passa a ordem so dia :
P.ocele-se o desempatr- da emenda n. 4 Jo Sr
Peretti so parecer n. 103 (loteras) a, empatiado
de oovo, nos termos do art. 148 Jo regulamt-u-
to interno, considerada rejei'a '?.
Su'.-mette sa a 2." diaonssn o parecer n. 103
(>r.;aoieoto eatadml para 1793), art. 1.".
Ora o Sr. Velloso.
O Sr. H-rojoi-iiris, p?la ord;,n requer, mas nao
obt :u, que seja dscuiido em I. logar o art. 2.
do projecto (-ec-ta).entrando eoj segutla em
disenssao o art. 1. (lespeza)..,
Vn m*sa, sendo acatadas e postee em dis-
cu?so 4 < mendas, urna do Sr. Luna Freir, sob
n. 1, e 3 do Sr. VelLso sob o- 2*4.
Oram os Srs. Lana Freir, Ser,? Martins, Mi
laquias, Hermogeus, S Pereira, ipi^aaiia an-
sa duas emeodas, que s&o apoiadac a poslaa em
discassaojb as. 9 e 6, e Velloso ( vez).
Compare^eu o Sr.GjQfiaLe3.Fc,-xeiraj_
Orara os Srs. Hirmogens (2.* vez) Barros de
Tacerda, V-lloso pela ordem, pendo e obtendo
a retir 'da da emenda n. 4, Serra Martina (2 vea),
vindo mesa e s;ndo apoiadas e postas em dia
cusso ma's 2 emendas ama sob n .7 do Sr. Bar-
ros de L-cerda e oatra sot> n. 8 do Sr. Peretti,
qua a jasiiticcu.
Encerrada a d3CU385o do art. i. approvado
com as emendas da os. 1, 6 e 8, sendo rejaitadaa
aa de os. 2, 3,3 a 7, adan !o-:e a discnsso pea
hora.
Oram pela o'dem o Sr. Vellosv e Lana Frwre
qne pede e cbtm qae o Senado te rena no pro
ximo dia de seseSo em commisso geral, atim de
continuar a estular o orcameoto-
O Sr. presidente levanta a se;so havendo
designado asegninte ordem do ^ia ContinaacSo
da antecedente e 3.' discuso do parecer n. i8.
Caaaaara dos Depatado*T): xcu de
fijoccionar hontem por haver apeaas comparec'
do o Srs, deplalos.
Feita a remessa para a san-rco das resolucOcS
iniciadas pelos projectoa aa 28 do armo passa-
do o 38 do cjorrtn'.e. a p imaira do consiituicSo
do3 municipios e a 2 drftixagio de torga, o Sr.
presiden'e di33olvea a reunio.
Juata taomenagena -Os opralos e em
pregadjs da fabrica Caxia3 realisaram hontem
ama homeoagem sincera memoria do incansa-
ver industeial Marceliino G ogalves Ce Az.-ve.1o,
proprietario do allariido estabelecim^ oto.
Precedidos da baoda mnaicel- do Corno de-
Policia econluiinlo urna lint'a ccra de Do-
res artificies, os referidla operp.rios em numero
consileravel, e maitos amigos do mono diriR-
ram- e a p ao cemitirio publico de Santo Atua-
>, onde sede iam >ff cinaras cx-:qoi:s em com
memorago ao 30' !ia do passimento do referido
M'rcelin daAzevedo.
Conclotdas as rremos i s Beligiosae, foram to-
das as pe?80s presentes, 6a longo presilie, *?sts-
tir collotaclo di peda no tumoio do morto.
Em come dos operario* e empregadM di Fa
trica Cax:as prennociaram sentid ;s dtscbraoaoa
Srs. Grilherme de Freilas Barbea e EJtlvino de
Freitac-.
.Usoa tambem da palavraro nr:r c llega D-.
I. igo d3 Fooseca qae se asse'.'.' j i anifesta
cao ria do um cldado activo e Iranaador.
O nosso companheiro leve otcaaffta de diz r
q'jp emqaautj r.a culta Barepa o capital e o tra
hatos lotavam para coosepmr un o aniuda
ment do entro, e eaiquanio 03 governos nao ha
viam ea problena, em P-mamba"o urca nfbftc T--9 ia
j exemplo mais frisante do modo porq 1* aedeve
COMegaif tai desilera'.n ..
Na Fabrica Caxi3s patrio e operan, 3 viviam
na mjis cordial bannonia ; porque aquelle a
formal de cada u des.es um eidadao on*
capa de cotep-ehender ?' ond dio direi-
to lodlvidnal.
Alaa diasco Sr HaroeMioo li vta constituido'
em .-uas ofB :qs urna nstitn"^.) 'ahitar, qof
orava do futuro do oprriadoj r.s caixas ae
ros, tao atis (- Uj beaeriraa.
Fra por esse modo qie ni opmiao do orador,
o proprietario da Fabrica. Cixias coosaguira im
fflit-se a gratido dos seus rmpregados.que mes-
mo aps a sua morte aabiam renler he o devido
preito.
O Dr. Thiago aproveitando o ensejo moslrou a
necessidade de tomarem oa poderes. paPlieoa as
medidas attloeoles a melhorar as condicOes da
prol?ta_iado, 18o exporto aoa ven tavaesda so-
quanlo n) eatoofava no capital um arrimo o
um braco qoe o auxilia
D Me tambem que achindoaa a frenta do*
aagocioa manicipt.^ dou cidad&aa di&iincos,,
e-tes tom'judj IHatieaa das medidas adoptadas pelo Sr Azeve-
do haviam de fo.7Cosameate curar da airte da
operanado.
I len iticanJo a com a manifesa^ao que sa
e*-;cluava o o >sco collega reodeu ao mano aot
nm justo tributo, atleodeudo se ao quanto e:te
trabalhava p -lo progresso materia! da patria bra-
zilera qae este adoptara.
Os manifestantes regressaram em 10 oonda
e;njciae3 complotamenti cheios.
afasiarijieaa;il.; o ilusionista uppar-
ron Kreos Fils dar no toealro Sant) Antonia
am varalo espectculo de magia negra indiana
e pela segunda vea exhitor-ae bu as hasuiorri-
veis 6 cenas de fogo.
Traaaafert-aacia de eapectaeulo 0
maestro Antonio Muiins transleno o aeo bene-
Ijj por a bar se o Iscal em qua dsria o con-
cert em obras, ogo qu) esias tetmiuem, elle
aonun:ial-o-b>.
Ttr e rerlmeatu A's 7 horas da larde
de bontem quau-io pasaava pela ra do Foro o
cidadSo Franc8i*o de TjI conhecido por Chico
Bigode, com ella enfrentaran) aa Antonso Totaao
J :ijai a Q ipip, este, segundo nos informa
rara sacou aa u'g.bei-a urna pistola e d'sparoa a
sobre B'Rote, iaJo a bala fracturar o ergo eupe-
nor do brago efquerdo, que flcou initdisaio.
Pame que entre, aggred do e agresaor existia
'X velua.
0 off ndido foi mandado recolher ao bospit?l
Pedro II, pelo subdelegado da freguezia de Sanio
Antonio, Domingos Seve, dpois de procede: as 1
precisas mlag.ic.0es, e de receber o ferfdo os
tirimeiros curativos na Pbarmicia dos Pobre3 <
roa larga do Rosario.
Consta oob que o ferimento grave.
Valea conamerctaespjteo-nos :ha-
mea.os a atten4o de quem d^ di eiio pata ura
Ilegal emi^s) devales ltimamente artopttda
pordiversai casas commerciaes, para buLdods
dos troco:.
Alm de ser ella illagal, orno dissemos. o
que importa em os passuidarns de toes vales
nSo polerem fa r valer os seos direitos sobre
ellas, traz ella um? grande iacoveaieo ia p ira o
prole arismo que, vivendo de muiguadQfl
rio* que actualmente mal chega-!ho paa o .'cor
rer a3 despezas de primeira nec;;ssid.iJi', vi}
po?. ial modo obrigado a denasitar em mos da
cas dado commerciante teda a eu tortuca ,
por isso qae re'ebendo o referidos tales, fi:a
adatricto a f comprar rao estab:'lecimMto qoe
gioauio, visto Cumo, nao fat eltoa nea p:aem
ter .irculacio.
Por ara i.ido o 'ommercro lera ro.-.o em ter
addp'.odo u 0 til aW tre, v s o ;o:no, j ha m
t rapo aiqui lata Con serios prejutzos j> La falta
de^roots roiuJs; mas o p.-olotarismo taob
e-U em seo diraiio reclamando contra um 1;:
facto.
Q-i3m, parcm nlo pod deixir de inlervir era
i&ea emorgcioias para boa ordem e paz.social,
governo, qae deve ser a seatiaeila avun(;da
da iranqU'IIidade nubl'ca.
Insum Itinerario O iiuome I
la a3sociacao, rene 3a. hoj;, 4s 10 horas da ma-
nh3, para tratar de Inportantea assamptos ao-
ciaes. ..,>
CurioMldade hlatoricaDamos 1 leitu
ra pablica a daoisaa ga-- -esoe :
4i--B'asilEm 7 da Dezembro de iS12
5liada que no pawne to em moeda. suMina,
se regule o cambio.30.par da 611/2 pencas ror
U000
llemetlo ? V. S. o.aviso qae em 2 do correis
atez '-.'.". .iirij sicaado ca real rasoluco do principa lapajli
Njso Sanhor sobre as davidas qia offereceaifl
embaicadar BJUaordioario do ma rao Scr.hor
era Londr s, na efli.iu n. 63 juo m" diricio em
i de Stt mbro psado.relaivas ao cambio a
qu-i aa deven j i'-.zer os saque) dos ordenados
josieuiprega ios e desp aas d: secretaria, sobre
a admnmtrpQao dareai (senla; em Lladres,
^li.ii te qu, peio real Erario 81 oassea .13 coi-
v ni^ntes ordea-1 oara, na pagamento, era meela
tenini se regular pelos aaccadore;o a*, bio
jo par de 611/2 penrs por 1*000, remetteido-.
s- a administra.io em Londres, ama nota ex-
acta do que vence cala.um das empre^-doa
oas c:'es es'ranser-, pan se ofio acenarem
os saques que ex e ara s qaantiM dos seus
re.-fectjvos veocim-wtu .
Deas guarde a V. S.Ro d'.Jaueiro, em 7 de
Dezembro de 1812. Conde de Aguiar. -&: tie-
sonreir ror do R.>al E-ar:o
Tr banal di Jury do Uecife 11 ),.
teramSo ficuve foi lamento nea'.a trihnnal i ir i
ta de jurados.
a's 11 horas da mao'i, verificadas as o-dalaa
e feita a aflamada, apeua : comparece am 24 ju-
naos.
A sesso Scou-diada para amat.b s horas
do co turne, d ven o 3 r julga 1o o reo Adelmo
Alexandre deL.ma.
Devoco de nosaa Senlaara da ale
ledadeIistallou se na igreja doTerci.na
it'\ta-fcira ultima, essa dvoc6o. -'
renaio Jos JBuaatraela R rane se hoja
ao meio da, no predio n. i a ra da Peana, a
cammiaso d*aaaaaieriadw.aacarfefrajr dapa*>
moifi.1 da festa aoniversarla e da rclac^o dj
joroal commemorativo da mesraa festa.
Corpa policialDizem nos qne os msi-
cos desse corpo vo ofTjrecer ao alteres Caven-
dlsn\ instructor do mesmo corpo, o seu retracto
a oleo, em prova de synpatbiae consideracao
A distioccao ser um pr-ito deviio peloabons
s*rvic)3 prestados por aquella cHc:il na instru-
eco do corpo policial.
Feattvida le religiosaA confraria de
S. Benedicto, erecta no convento doi religiosos
franciscanos desta clrtade, celebra bojea festa do
seu palroeiro.
Os actos roiigloso, qoe sarao precedidos de
missa matinal, reaoda b 4 horas da madrugada,
sero iniciadoa por tercias e missa solemne as
11 horas d# dia, sendo execotados a grande
missa do maestro Colas, denominad* NJssa Se-
naora do Livramento, e differentes solos pela
orchestra, regida pelo professor Antonio Marn?,
a pronunciando ao Evangelho o Re'vdm. padre
JoSo M chalo de Mello o respectivo pace^y ico,
antes do mal S':rexecutada a grande ouvertura
Rainha Santa Isabel.
A' tarde haverd prociseo, cujo itinerario com-
prebende asta e a fregucza da S- Jos.
A' noit?, pelas 7 horas, ter 8gar o Tr-Dum,
no qual erar o Revdm. ftei Aogudo da Inma-
culaOts Coice o Alve, =ob a presidencia de S
Exc. Rovdma. o Sr. bi<"po itiocesano.
Ini.o Tjposrapbiea Peroambuca
na-IIije, as 11 horas do dia, reunera se os
artistas graphico3 comooaente-desta baaeme ita
associaco, no intuito de tomarem cenhecimento
das reapoatas dos proprieaortoade ol i lis ypa-
graphicas mensagem qae lhes foi dirigida pal*
cesma corporagJo, olicitaodo Ibes adbeso ar>
projecto por ella discu'ido e app-ojiado, relativo
uexi:e3803delingna?cm,e tra'.nremdaasjumptos
de alta importancia social.
A' sessao, qae, aera te aisembla geral ex-
traorliaa-ia,e realisar-se-ha eia euisd-', i raa
Ma-cilio Das n. 88, 1. andar, i-'vem com ..-a e:e-
os que se interesara pela prosperidade Ja coi
p: a.So.
tiab Mixo Site Waveaaaro5n ses-
. 1 de afs-j'tbi ge-a! rett&e 3 !i je essa so-
O, em ana aJe 4 raa do Caidereiro para
B4Ur de asaamp'os de interes:e so
Era Xlva-0 n. 24 do colleea foi honiem
distriboido.
Como justiga recorJio-el-o. eostiofti o calle-
ca a manter o seas crditos no j.iroaii3ffi3 per-
aarabncaio.
Conferencia* religiosasA com-cr
do da 27 do crrante e por espacos quraeoae?,
far conferencias na igfi'j do convento do Crraa
Jn, la lidide o Revdm. Jo- Je Mari, religiosa
de S-. V.cont -le Pauto ; anda as qu .es se pro
fd-a a s ;!c:untdade da beRca to Santsimo
Sacra neoto.
Banco de Crdito Keal de Pernam
uro -Es a pairando o sea 11' dividendo, re
lativo' ao semetre rindo em Junho ultimo, ca
tazaod; V#'00 por a.'5o ou 10% ao anno.
ptima ruaaacaOsSre. A**e* Pitre' -
ti'., proprietanos da fabrica d>cigarros, deao-
ai'naajr Ceolauro. sua a praca Bario d'1 L 1
0. 31, (largo do Paraizo) nos obseq naram h -ri-
lem eom am paco'.e Ce cigarro- Ce faoio desla
do. maniplalos em stu estabele'm;uto.
Matnicos e sobretodo hygienico3 por isso
que lo compietaraente tsenros distas prepara-
$0.'8 nocivas que eo ra ser empregado em tii
-
1

I amml
___ vw-
^^., -.>,




Diario de Pernambaco Domingo 24 de JuLio de i 832
Q.
93
industria, e que tantos dimoos causam laie
dos consumidores.
Agradecemos-Ibes o offerecimento.
p'e'.loral de cambara -Ao Sr. Fran-
cisco Manoel da Silva, agente oeste estafo dos
preparados cbimicos da importante casa indus-
trial deoomiaadaParque Pelotese no Rio
firande do Sol, agradecemos una lindos chromas
redamos e um exemplar do Hy.nno Peitoral de
Cambar. offiecido pelos autores F. de Paula
Pires e J. Pinto Bandeira, por occasiao da inau-
au-aco do estabelecimento agr.co-industrial, ao
proprietarlo deste o Sr. lo:6 Alvares de Souza
Soares.
Esta graade fabrica to conhecda nao so no
Briiil como na estrangeiro, nao precisa mais de
encomios, por isso qus montada de modo a sa-
tisfaier todos os inleresses da industria a aue
totaJa, nao encontra competencia em suas con
generes, talvez em todo o mundo industrial.
Pelos pobresUm nosso muito antigo
assignante e couatante leitor, como se confessa,
remetteu nos a qaaatia de t000 para dtri-
iuil-a por pessoas aacessitadas e en intengo
do nome que vela sob as lniciaes F. I. S. G.
Dando cumprimeoto incumbencia, podero
as pessoas abaixo comeadas receber da mb do
aosso administrador o que individualmente Ibes
J0C3U na distribuigao.
D. Mana Joanna da Silva, Palre Nobr.-ga-
D. Jospba de Ostro. Larga do Rosario.
D. Amella Thereza Cesar Al ve., Pociaho
D. rneolinda Francisca Martios de Souza, S.
Jos n 12.
D. Amelia Cardoso Rabello, Gloria n. 76.
D. Arcelioa Bezerra da Cruz Gjuvoia, Santa
Cecilia n. 15.
D. Rita Sette, Pateo do Terso n- 57.
D. Joanna Francisca dos R-.-is, Triucheiras n.
4?. I
D. Carolina de Barios Duniz, Imperial n. 232.
D. Isabel Justina Brillo Monlciro. Bsc.o Ve-
jas n. 18.
Para igual ti:n, e j com a dislribuigj no
ainal, que abaixo consignamos, recebemos W>
dos liquidatariea da Sociedade Recreativa Apollo,
Do nosso adminisirador queiram vir levantar
a quota de 5*000, que os doad^res arbitraram
a cada urna, as seguales Sras:
D. J.sepila de Castro, Larga do Rosario n.
D. Anua AmeliaMartins Mara, roa Velha n.
D. Maria Autran. Palma n. 27.
D. Joanna Miodelo. Caigadas n. 14.
D. Maruona Pires, pateo do Tergo n. 66.
D. Candida Rosa Tor;es, travessa do Peixoto
a. 13.
D. H ruiinia Sette, Vconde de Albuquerqtfp
3. 61.
D. Adelaide Pessoa, ruaVelba.
Alm desla quantia que remetteram os rete
jidos liquidatanos. distrii uiram elles s Sras.
Frac:h ca G. de Oveira, Gertrades Maria da Con
ceigo, Catbunoa F. daSilveira, Flismina Amelia
4js Santos, viuva deUbmo Jos de Souza. uvj
de Antonio Jos da Silva, Maria Joamu Fontu
Peixoto, Maria M de Castro ".Mara E. da 'osta e
Olimpia J. da Fonseca. em obulos de 10*000, a
importancia de 100*000, perfazeodo assim a
aomma de 140*000, que foi o total da liqu dagac
a que deram o generoso desuno que menciona
mos.
Hospital Porlugue*Entrou de sema-
ja nesse hospital o mordomo Manoel Cardoso Ju
aior.
Paquete toyanna-A sabida desse va
per para o presidio de Fernando de Noronna,
de ordem do Exm. governador do Estado, ticou
ixada para amaob, ao meio dia.
Le BresllRegistramos agradecidos o re-
iebimenta do n. 389, edigo de 3 do correle
Bio Grande do Norte-Consta que foi
-cerneado ebefe de polica desse Estado o Sr. Or.
Jos de Moraes Guedes Alcoforado.
A* Iaranjae-A Italia tem 5.400.000 la-
janjeiras, que dio urna co helta de 1.600 000.000
de laranjas por anno, isto urna media de 300
ara a jas por arvore.
Em Sevilba, a provincia da Heep nha que
xais laranjas fornece, cada arvore d urna m
iia de 600 laranjas por anno.
A ilha de S. Migue nos Agores, exporta as
nn?lmeute para a Inglaterra 250.000.000 de ia
Tanjas, que representan] 300,000 libras sterlinas.
Juisea de dlreltoPara o Estado de
Sergipe foram oomeados :
Bacbarel Francisco Mariina Fontes, juiz de di
jeito da comarca da Esta: cia.
Bacharel Jos Freir da Cosa Pinto, juiz de
ireito de Rio Real.
Cete de policaFoi exonerado a pe
didJ, de ebefe de polica do Paran o juiz de di
reito Emjgdio Westphalen.
erviro militarHoje superior do dia
o Sr. capitn Evaristo, e faz ronda de visita
sm cuballorno da 11 batalfco.
O 14* batalho de infantaria dar as guardas
dos edificios federaes.
Uniforme n. 3.
Amanb superior do dia o Sr. copito
Javier e far a ronda de visita: um soba i
terne do 14' batalbao.
O 2' batalho de infantaria dar as guardas
dos edificios federaes.
Uaiforme n. 6.
Servlco policialE' boje superior do
dia o Sr. capilo Gelasio, e faz a ronda de visita
d Sr. alferes Claudino.
grado
6 m. 23,'4
9 24 0
12 25/3
3 t. 25/3
6 24,6
tnsao do Ihum
vapor dhl
19.65 91
19 81 89
18,83 78
18.88 78
I7,l6 77
0 corpo de polica dar as guardas Je Pala-
cio, Detengo e Tnesouro do Ejta c.
Uaiforme n. 3.
Amanh saperior do dii o capito Al-
buquerqui*, far a ronda de visita o 3:. alteres
Veras.
Ocjrpo de polica dar as guardas de Pala
co, Deteago e Tnesouro do Es'.alo.
Uniforme n. 9.
Leude* -ElTeciuar-ac-b'o o: se.ontes :
Terga fiira :
Pelo agente Pinto, s 11 horas, i ra do Sebo,
do taoltl Internacional, piano, movis e outroi
objectos e vaccas tourinas.
Pelo agente Olivfra, ra do I-apera tur n.
39, de urna casa e movis.
lasa fnebresSerio celebrados :
Amanb :
A's 8 horas, na isreja do Livrameato, pelo al
ma de Theodoro Antonio de Jsus Birles ; s 8
horas, na mairiz da Boa Vn'.a, pela alma de Joa-
quim Eloy Arantes de Mondonga; s 8 turas, na
matriz de S. Jos, pela alma da D. Maria Eiedi
na Ribeiro de Alauquerque.
Terga feira:
A's 8 horas, n- capella do Hospital Poruguez,
pela alma de Antonio Francisco de Soun.
Inspectora do ." datrlclo man
timo Recife, de 22 Jumo de 1892.
Boletim meteorolgico
Qrris Term. cenli- Barmetro 'i
(a 0-)
76I-.52
762- 36
761-.36
759-,62
759-,4'J
Temperatura mnima 2l>.75.
Temperatura mxima 20,00.
Evaporago em 14 horas ao sol 5,"6, som
hraSata,.
Chova U.m6.
Direcgao do vento SW de moia noi'e ate O h. e
45 m. da manh ; ESE com interrupgO.'s de SE
e E al 0 b. e 04 da tarde ; SSE com in.errup-
coas de SE at 3 b. e 38 m. ; SE com interrup-
coes de ESE e SSE at 6 h. e 43 m. ; 8 com lo-
lerrupgs de SW, SW e SSE at 10 n. e 28
m.; SW at mfia noite.
Nebulosidade media 0,70.
Boletim do porto
Pra mar ou Dtat Horas Muro
baixamar nn
8 M. 22 ae Julbo 934 da m. 0-30
QCata de Oeien^aoMovin-nio aos pr.-
o da Ca? e Detencao do Recife, Estado rte
ernambuco. em 22daJulbi de 1892.
Existiam 337, entraram 6, sabiram 4. eiis-
.eni 339.
A saber :
Nacionaes 304, mulheres 6, estnngeiros 29.
-Total 339.
Arragoados S93.
Bons 269.
Doentes 12
Loucos 9.
Loucas 3.
Total 293.
Movimento da enfermara
Teve baixa :
Jor Alves Mariano.
Lotera do firo Para--Eis os pro mi-
la 15" serie da 52." loteria do Gro-Par ex
trahida em 23 de Julho de 1892, recebido pela
Gasa do Ouro:
D.raga,
do i!, di CjU, Jo8o Ilee&ly, Manoel F.
Minuul Pires Camargo e sua senhora, Mana d
Ccmigio e 1 filho, Jos Augusto Limos, 1 sar
genu 4 pragas, 1 mulher, 3 li'hos e 1 desertor,
Aotodio tbeos e sua senhora, Casemiro Prado,
Jj3 (iilo, Jos Alvaro, Haoriiue Freir, Fran-
cisco Vieira de Araujo, Aprigi Jos de San-
l'Auna, H;itor Hemmillaa, A. Aumatre, Francis
co Fornandes, Carlos Burla, Samuel L. Linsburg,
Eduario Chaiivin, W. E. Euizminger, Giovanni
Saasone.
Satiios para o sol no vapor nacional S.
Salvador :
JjC Laiz de Si, Jos Brusque.Corintia de Oli
vea Lima, 3 Albos e 2 criadas, Dr. Vicente P.
F. dos Santo, Francisco de Salles Andrade, 1
irm e i .-onnuba, Dr. Joo Toomaz da Costa,
sua eeabo.*a e 1 criada, B.lbina Maria dos Pra-
zi*res, M.:ijel da Silva Uaia, Jos Lisse, Manoel
ZeL'riao do Santos, Antonio Carlos e sua se
ntiora, Jos Francisco Capaca, D.-. Prudencio
Miiaaez, D\ Americo B. Montenegro, Leoncio
Jji Ferrtira, Luisa C. Coelbo Cintra, Lu.zi Ma-
rra ae Frang.', Mara dos Santos Ferreira, Ade
laide T .ompOfl Viegas, 2 filaos e 2 criados,
Slanoel Gaspar Jnior. Manotl Candido de A au
io, J. roaodCT, Maria Alexandrina de Aquino.
Uosal.tal cedro II O movimento deste
esiab.leoiiueuto de caridade cargo da Santa
<] .sa de Misericordia do Recife, do dia 20 de
Julho, foi osesuin'-e:
ElMMMB 2
Eutraram 20
COMlERCl
Solsa Commerclal de PeroKiu-
buco
qotacOes officubs da junta dos cor
HBTOKE8
Prosa do Recife, 23 de Julho de 1892.
Apolices do Estado de Pernambuco do valor
de i.OOOJOOO de juro3 de 7 O.'o ao prego de.....
1.033*000 cada urna.
AcgOes da Companbia de Drogas e Productos
Chimicos do valor realisado de 80*000 ao par.
ObrlgagOes da Companhia de Servigos Mariti-
3D03 de Pernambuco do valor de 200*000 juros
de 7 O/o 203*000.
Na Bolsa venderam-se:
15 Apolices de Estado de Pernanbuco.
11 Ditas do Estado de Pernambuco.
183 Acges da CompaDh a de Drogas ePructos
Caimicos.
150 Arges da Compaabia de Drogas e Pro
dados Cbimicos de Pemamhuco.
SO Obrigag5es da Compasa Servigos Mari-
aiCB de Pernambuco.
O presidente,
Eduardo Dubeux.
O secretario,
Augusto Pinto de Lemos.
Cambio
PRAgA DO RECIFE
Os bancos abriram {a 10 1,8 avangando logo
ara 10 1, i. coja taxa mantiveram at o fechar
o da.
Em papel particular nao bouve negocio.
O mercado fechou firme.
PRACA DO BIO DE JANEIRO
Os baces abriram a 10 1;4 avangando para 10
1/8 mas ao fecho retiraram se para 10 5/16.
Cotaces de gneros
ASSUCAR
Para o agricultor
Branco por 15 kilos, 9*500 a 11*009
jmenos, dem dem 6*500 7*500
Masca vado dem dem 5*000 a 6*000
Bruto secco ao sol idemdem. 3*000 a 4*000
letame dem dem .... 1*700 a 2*200
Mercado multo animado.
A exportago at 9 do correne consta de 10240
aseos e 2961 barricas de asoucar branco pesando
1.069.340 kilos.
Algodo
Sotase nominal a 11*500.
At 9 do corrente foram exportados 1464 saccas
e.2033 fardes de algodo pesando 320.800 kilos.
Borracha
Cota-se nominal a 30*000 por 15 kilos.
Carnauba
Gota-se a 11*000 por 15 kilos nominal.
Carocos de mamosa
Cota-ae a 2*400 por 15 kilos.
Sahiram
.eram
Existe in
702
29
3
681
-----703
11G
4551
6834
3429
5180
7059
642
2803
2S41
29 i8
3319
4323
6443
6522
aoioooAooo
10:000*000
6:000*000
2:000*009
2:000*000
2:00*000
1000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:0005000
1:003*000
l:0O5000
1:000/000
1:300*000
1:200*000
800000
800*000
400*000
400*000
300*000 os seguinies
116
APPR0I1SIAQOBS
115
117
4350
4552
6833
6835
Esto premiados i
Qumeros :
111 112 113 114 115
118 119 120
Estao premiados com 200*000 os seguintes
nmeros:
4552 4333 4554 4535 4356 4557 <
4358 4359 4360
Estao premiados com 100*000 os seguintes
nmeros :
6831 683! 6833 6S35 6835 3837
6838 6839 6840
Todos os nmeros terminados em 6 esto
premiados com 100*000
Todos os nmeros terminados em 1 esto
premiados com 100*000.
A segointe loteria corre no dia 30 de Julho
de 1892 com o plano de 120.000*000
PasasgelrosChegados do sal no vapor
nacional Olinda :
Joo Alfredo Martios Ribeiro e sua mi, Alfre-
toaros
Ssccos salgados na base de 15 kilos a 650 ris.
'trdes nominal 360 ris.
Hel
P.ir pipa de 480 litros 80*000 ha falta no mer
ado.
Foram
pas.
exportadas at 9 do corre te 25 pi-
Foram v ,:'.ada3 a3 enfermaras pelos seguio
es Drs. :
MJ5C080 eairou s8 1/1 horas da manhi e sa-
nio s 11'.
Barros Sobnabo enircu s 8 da manba e
j.ilr,o s 9 turas.
Malaquias t-nlrou s 91/4 ia mauh e sanio
18 10 1,4.
Sm5--s Barbasa entrou s 11 e sabio i
li 1/2 oras-
Be-ardo ent ou s 11 1,4 da manh e samo -
11 i/i horas.
Lopes Pessoa entrou s 8 3/4 horas da manh
e ssfee s 0.
Andrade Lima entrou s 101/4 da manh e sa
niosll 1/4.
Vi-ira da Cuuha entrou s 9 3,4 e san.o s
11 12./
Hasios de Oveira entrou 3 11 1/4 da manba
e sanio s 11 1/2.
Joo Raugel enitou a 9 da manh e sabio
a i OH/4.
Parmaceutico entrou s 9 1/2 ia manh e sa-
ii,o s 2 1 ,'t horas dayarde.
O ajuuante do pharmaceutico entrou
8 1/2 oras iia manh e sabio s 3 horas
tarde.
Loteria do Basado do Orao-Para
A 16 serie da 52." loteria, deste Estado cujo
oremio era-.iue e de 240:000*000, ser extrahdi
no dia 30 de Julbo (sahbado).
Loteria do Estado do Blo firandt
po SulEsta loiena cajo maior premio d(
10:000*000 ser impretenvelmente extrahida
ao du 30 de Julbo (eabbado).
Locera do Bulado do Ceara A 2'
parte da Ia letpri?. in estado do Cear, com c
premio graudo de 50:000*000, ser extrahida
impreteriveimeaie no dia 28 Uo correte (quinta-
feira).
Loteria o Estado do Maranhao
K 14* serie da 7* loteria deste estado, sendo o
premio grande de 300:000*600, ser impreteri
velmeute extrhida uo da ITvite Julho (quarta
felra). ^A
Lotera do Estado de Ulna Ce
ra-sA 2.* jiarte da 7* loteria, deste estado
com o maior premio de 36.000*000, ser extra
o ia impreterivelmeate no dia 26 de Julio (ter
ga-fei-a).
Grao Para, o qual declaroo que o jockey de The
Monev correra sem esporas e qu? deixava aos
propnetarios da coudelaria Mane Bruard mar-
car as coodiges do match, de accordo com o
presidente de orna da3 sociedades sportivas, por
cujo intermedio foi a proposta ap resentada.
Esse desafio, correndo os dons parelbeiros das
coudelarias Mar jockey i que os dirigiram no ultimo encontr no
Turf Ciub, e carregando peso igual, deve deixar
evidente qual dos dous o mais valente, sem
que dahi resulte desar para o vencido, porque
ambos '.i a por dcaiais pro vado que sao adver-
sarios de primeira ordem.
Sem auxilio estranbo, lucan o a sos pela vi-
clona, o que a obtier ser muito naturalmente
alvo de estrondo3a ovago.
ATenturclro e Te Money
Aven'-reiro, no turf flim.nense, couquistou o
primeiro logar pelas esplendidas victorias nelle
ob idas, inclusive a do grande premio no Jockey
Club, onde, coreado em 2o logar, dia'aaadu
por Maracan, bateu a de passagem, ganhando
fcilmente por muitos cor pos.
Tne Money, contando brilhante passado, apre
teniou se, no anno que corre com mais duas
qaalidades que nunca mostrou; isto dispOe
tamoem de grande velocdade inicial e tornou
se valen'.? tactador, devendo a estas circum
f.anciaa a victoria alcangada so ,re Aveotureiro.
Sao dous aventureiros dignos um do outro,
to dignos que nao apocaremos o vencedor no
match, proposto e aceito pelas duas coudelarias
que tantos e3forgos n empregado para apre
sentar nos cosaos prados ammaes de grande va
lor.
Turf fl mnense
Haviam ebegado do Rio das Flores capital
federal o animaes Favorita, Pepita e Tonta
dor.
Do Rio da Prata esperado o caballo Athos II
Do Rio-Grande do Sal devem chegar ao prxi-
mo mez varios yeirngs para disputar n. turf
fluminense em 1893.
S3o finos de Emilio II e Moamed, vinJo tam-
ben! um irmo legimo do famoso TeciH'.
hu-
da
SPORT
Prado Pernambncano
i.AXD I'KEMIO NACIONAL
A 2' corrida d j pralo do Lucca, a qual reali-
zar ae ha hoje, nao pode deixar de ser urna es
pleodida festa sportiva.
A reuaio, rortanto, nao desagradar ; e aquel
les que della participarem, lero occasiao de
apreciar a justeza de tal quatiticago ou prenuu
ci.
Com certeza nessa corrida talo convida.
NHa disputa ss o grande premio nacional, uo
percurso de 2 ODJ metros; e assim o 5o paree
ser o successo do dia, o gerador das emogO?
o attrativo da festa, em6m.
., fe, por isso tambem teremoa de ver o prado do
Lucca regorgitando, e o mando sportivo all re
prenenlado pelo qae tem de mai3 dis'.iacto e ele-
gante.
Match no Derby Club
o dia 17 da corrale devera, nae raiae do
Drby CIud do Rio, realizar-6e om match entre
Aveatureiro a The-Money, en 3,650 metros, p-eso
ds 52 kilos e aposta 2:000*000 de eada parte.
A proposta parti do proprietario da coudela-
AlcOOl
Por pipa de 430 litros de 260*COO.
Foram exportadas at 9 do corrente 150. pi-
P:3.
Agurdente
'or pipa de 480 litros 150*000.
At 9 do corrente foram exportadas 599 vi-
pas.
Carocos de algod
Cota-se a 640 ris por 15 kilos.
Foram
Kilos.
exportados at 9 lo correte 317.400
TA9ELLA DAS ENTRADAS DE AHSOAB K AL-
GODO
Mez de Julho
Entradas Assu-car Saceos 1747 218 330 3C07 63 Algodo
istrada de Ferro Central dem de S. Francisco dem do Limoeiro. . Das 1 a 22 1 a 22 1 a 23 1 a 23 1 a 21 1 a 21 Saccas 1270 865 523 97 417 1892
5365 5064
Panno de algodSo 16 fardos a ordem. 15
a Rodrigues Lima e comp., 20 a Alvea
de Britto e comp., 5 a J. F. Pinto.
Salsi 10 caixas a Companhia de Dro
gas.
Vinho 10 caixas a A. Labille.
Xirque 11CO fardos a ordem.
Carga da Baha
Charutos 1 caixao a Joaquina B. dos
Reis e comp., 2 a Santos Couto, 4 a or-
dem 1 a Costa Lima e comp.
Fio 41 saceos a JoSo Francisco Leite,
14 a Parate Viauna e comp.
Panno de algodSo 6 fardos a Gruilherme
Porto e comp., 6 a Siveira e comp., 6 a
A. Lopes a comp., 14 a A. de Brittc e
comp., 16 a L. Maia e comp., 10 a Mat-
tos Caminha e comp., 8 a Rodrigues
Lima e comp.
Carga de Macei
Panno de algodao 40 fardos a ordena,
9 a Albino Amorim e comp., 23 a R. de
4 a Cramer Frey e
Britto e comp., 16 a
A. Santos e comp., 8 a N- Maia e comp.,
16 a Rodrigues Lima e cama., 24 a A.
Maia e comp., 6 a Onto Jardim c conp
KxporlacV'
RECIPE, 21 DE JCLHO :e iS?2
Carvalho e comp.,
comp., 26 a A. da
Nao ouve
Para o exterior
exportacao.
Vara a tnterior
Imperiacao
Vapor nacional Olinda, entrado dos
portos do sul, em 23 e consignado a Pe-
ra ira Carneiro e comp.
Carga do Rio de Janeiro
Chapeos 2 caixSes a Manoel Joaquina
Fernandos.
C vallo a 7 a ordem.
Chocolate 1 caixa a ordem.
Calcados 1 caixao a Albino Cruz e
comp-, 1 a Ernesto Rosa, 1 a Costa Cam-
pes e comp.
Cartuchames 50 cunhetes ao governo.
Caf 50 saceos a JoSo Baptista G.
Costa, 10 a Paulo Jos Alves e comp.,
100 a David Ferreira Porto Baltar.
Fumo 5 volantes a J. Esnaty, 2 a An-
tonio A. de Vasconcelloa.
Matte 10 caixas a Meneaes Schiappe e
comp.
Livros 2 caixas a Ramiro M. da Costa
comp.
Mercaduras 5
caucas ao governo.
|j No vapor nacional S Salvador, para Rio de
carregaram :
Manoel de Souza Franco, 20 fardos com 10.000
kilos de cap os de pallia de carnauba, no valor
de 80*000.
J. A. Cont Vianna, 9 saceos com 300 kilos do
l barriguda.
Companbia de Drogas, 50 caixas com 1,500
kilos de oleo de ricino.
GuimarSes & Valente, 50 caixas com 1,500
kilos de oleo vegetal. .
D. F. Porto Baltar, 200 sacaos com 12,000kilos
de milbo.
P. Alves & C, 100 barricas com 6,000 kilos
de assucar refinado.
Companbia de Estiva, 300 saceos com 30,000
kilos de miino.
No vapor inglez Federoton, para Santos,
carregaram :
M. Maia & C, 400 saceos com 24.000 kilos ce
milbo e 150 barns com 14,400 litros de aguar
dente.
Silva Guimaraes &C, 200 saceos com 12,000
kilos de assucar mascavado.
B. Williams 4 C 650 fardos coa 114,835 kilos
de algodao.
Para Rio de Janeiro, carregaram s
Conpanhia Destilagao Contra!. 22 pipas com
10,560 litros de agua dente e 16 ditas com 7,680
ditoa de al:ool.
Costa Ferreira fc C, 25 pipas com 11.500 li-
tros de agurdente.
PIBLICACOES 4 PEDIOO
Notas polticas
ii
Quando o desatino e melevolensie dos
iatmigGs do emrito cidadSo, que gero os
destinos desta trra, se estilo empenhando
por deslustrar o bri'ho de satis t&leutos
superiores, de sua alta >capacidade admi
iiistrativa, e offuscar as minediacSds de
sea carcter immaculado, bam que a
parte sensata da populgSo, a que aiada
nao perdeu o instincto da honasttdada no
attrito das paixSea vilSs, registre com
louvor os actos puramente republicanos,
emanados do governo patritico de S
Exc, cujos auspiciosos priacipioa tanto
piomettem a esta trra.
Quando assistimos a esta campanha de
dffama;?o de homens que anda hontem
foram predigos em saudar e p aclamar o
noviciado administrativo do criterioso go-
vernador do Estado ; quando contempla-
mos este teratologico phenomeno poltico,
chegamoB a nos convencer e esta verdade
nos entristece, de que ellas fasem da po
litica urna igaobi! veni^ga de so: d dos h
tereases ; escutando exclusivamente o re
demoicho de suas paixSea.
E este desencadeamento de paio ;a
grotescas, esta attitude belligerante de
homens que se devorciam do poder e que
nao podeodo attacar as ideas e os actos
do governo, contetjtam se em invectivar o
s". a rtputa^So pesioal, de isa perfeitamen
te resaltar aoa olhos do publico o egosmo
dd Sons ambijSea de mistura com as ex
pioeSos de sua vaidade prejudicadz.
E' mistar vulgarizar o bom senso e o
esclarecido patriotismo de um horxer. sin
cero o modesto, que mais sabe prestar
do que ostentar; que sempre seguio a es
trada publica sem nunca se transviar por
ataihos ; prestando a sua patria tao rele-
vantes servigos que nao licito mais
audaz calumnia o descoohecel-os.
Espirite, eminentemente s perior, ta-
lento de primeira ordem, o hourado go-
vernador, em cuja cabega gyram as ideas
maia ale yantadas, e em cujo coraglo se
aninham os sentimentos mais generosos,
una destas naturecas privilegiadas, de
quem pde-se diisr o mesmo que Edmun
do Sckerer disse de Tocqueville elle
o typo do homem moral, poaine em gro
elevado o sentimonto do digaidade
mana.
As virtudes cvicas, a aomma de suas
energas e o prestigio enorme que ceroam
a iod.vidualidade poltica da sua Esc. tem
Ihe grangeado por parte da imprensa da
capital federal; os mais lisongairos concen-
tos, em virtade da attitude honrosa que
sua Exc. aasumio cesto Estado, envidan-
do esforgos para realiear as aspiragSas
democrticas do Ilustre povo pjraambu-
cano.
O seu programma poltico como urna
la intensissima de liberdade e de justica
descendo sobra este povo que j comega
a sentir os effeitos palpitantes de sua glo-
riosa administrado.
Sua Ex3. querendo cumprr urna parte
do seu brilhante programma, verdadera-
mente republicano, assegurando a mais
anpla liberdade da voto, expedio circa-
lares nesse sentido, e mais tarde foi obri-
gado a adiar de novo as eUigo" ;s, pir
constar lhe que estava sendo largamente
infringido o seu ompenho em garantir a
liberdade absoluta do voto, lioerdade que
se coaduna com o verdadeiro regimea re
publcano.
O seu procediaiento longe de merecer
oa apodos do partido republicano deste
Estado, muito ao contrario devia ser ra
tincado por este mesmo partido.
Sentimos, como pernambucano, esta
divergencia insensata que lastra no salo
da familia republicana, que n'um momen-
to de irrefloxao rompen os Ia;o3 de solida
nedado com o intrpido e dcsinteressado
dovernador, um homem verdade:ramete
'ustre por todas as mais estimaveis qua
lidades do animo e da razao.
Cindemnamos camo um crime de leea
patriotismo o pro sedimento altamente pre-
judicial aos interesaos e aspiracoes d ste
E-;tad>, do partido republicano e do seu
iilustre'ohefe, porque eBte esphacelamento
no seio de um partido, vem offerecer en-
sejo para oa deleterios e anarchistas darem
expansj aos neus instinctos torpes e tri-
pudiarem ao redor deste partido.
Deste molo, o partido republicano em
opposgo a todos 03 principios polticos
paraca-se com a celebre estatua do Deus
Glauco, que assentada beira mar, e
batida < todas as ondas e de todos os
ventos, aesemelhava se a todos oa deuses,
menos ao deus que reprasentava.
Recife, 23 de Julho da 1892.
Numes Machado.
---------------^SSBOOSS---------------
Ao Senado
Que sommas jie sacrificio no necessita em-
pregar o industrial para explorar sua industria
com o cambio de 10d/ ?
A isto segue-3e como consequencia que a ex-
portago das iQJustria8 devem ser nvre, mxi-
me, quando para os outros Estados.
O Senado nao far esperar esta palpitante jus-
tiga. tanto mais quauto sao os meamos legisla-
dores que tem de votar o orgamento qu<- acaoou
com os impostos sobre a importago Ijteresta-
dal.
O contrario sera dizer as .industrias de Per-
nambuco : Nos acabamos de laxar os produc-
ios qu viobam dos outros Estados, estes con-
correr o liv remen le com os voesos. mas... mas,
os productos de vosso labor uo ro concorrer
com os dos demais Erados sem que prmeiro
paguis 8 /> de exportago 1! I
Nao, o patriotismo dos noss03 representantes
nao o que est raciocinado ao periodo antece-
dente. Eilas nao tributaro a exportagSo dos
proiuc'.os irUustriaes do Pemaaibucof
Demais, quaes sao sao as fabricas, cuja ex-
portagSo 'ora tributada pelo novo orgamento'.
Pone olas?
Nlo, rbente as de sabio, vnoos e leos! I
Nao talamos na txjortag^o de veas de stea-
rina, porque a passar o imposto de 8 %a pe-
quena fabrica 00 R-cifefechar a po:ta. Urna
caixa de velas de lib.a, pagar mai3 de 8,0 ris
de exporlago 11
Como, porm, se comprehende que a exporta-
go das fabricas le calgados, chapeos, tenidos-
plvora, eeic, nao fjsse tambem laxada?
Por esquecimento?
Na la quermes avangir, e anda nao temos
motivos paraduvidar da seriedade de nossos re-
presen tantes.
O que queramos fazer patale qu; os impos-
tes sobre a ex.iortago d nossas fabricas, eSo
sao cabiveie.
As fabricas sao ncleos de Irabalho e forman;
verdadairas escolas de progresso Estada!, e o
Senado concorrer para sustental-so e anmal-
os abolindo com osimpo3tos V'.xatcrios e in-
justos.
Os Senadores nao devem esquecer que alguns
Estados, aluda couservj os imposto* de impor-
tago de genaros nacicnae-, e seria horroroso
pensar que osabo do Recife para chegar a Pa-
raiiyba, a Uac-i, ao Ceara, ao Para. vesse de
pagaraqui pela exportago e naquelle Estados
peu entrada ou impartagi.i!
No Cear o sabo i.-razileiro paga 200 ris por
kilo tedireitos de importago; em Macei, pelo
novissimo orgameaio paga 6 /de imposto de
importago sob o anocymo deimposto Jde pa-
tea tf.
Na Parshyba aquelle proiucto tambsm paga,
e no Parapresentemente, se discute o cgarnen-
lo onde tambem se consigna o inconstitucijna
imposto de importagosobre a produego na^
cioaal.
Eis. porqu? se diz corrente e acertadamente
que pelo orgamento agora em discusso no Se-
nado, os industriaes de sabo se ao o mais 80-
brecarregados de ;mpostosquer se os compare
com os oemais industriaes, quer se os estude
em relago a quaesquer outros negociantes ou
agricultores.
Justiga, lgualdade sao os favores que esperam
03 industriaes.
# *
D F Porto Rutar, 15 pipas com 7,050 litros
de agurdente;
J. Paier & C. 614 saceos com 38,6i2 kilos de
assucar mascavado e 5 0 ditos com 30,000 ditos
de dito branco.
J. de Si Leito, 500 s ecos com 33,380 kilos
de carogos de algodo.
No vapor francez Campana, para Santos,
carregaram
J. Pater C, 2,000 sacco3 com 120,000 kilos
de assucar mascavado.
Na vapor nacional Simia, para o Par,
carregou :
E. Kiutaack, 300 barricas com 26,301 kilos de
assucar braaco.
No niate nacioaal Victoria, para Mo3sor,
carregaram:
Gongalves & Ranos, 30 saceos cam farinha de
mandioca.
No blate nacional D. ^lnona, para Rio
Grande do Norte, carregaram :
Ferreira Rodrigues fe C, 700 3accos com fari-
nha de mandioca.
no biate nacional Nepluno, para Maco,
carregaram :
Jo-quim Gongalves & C, 200 sa:cos com fa-
rinha de rnandiora
Castro Lemos 4 0-, 100 saceos com farinha de
mandi ica.
No niate nacional Correio de Miedo, para
Natal, carregou :
Joaquim Salgueiral, o barricas com 300 kilos
de assu:ar retinado.
Na barcaca Div.ni Providencia, para Ma
cti, carrega'am :
J. T. Pinto Lapa, 40 barris com 1,600 litros de
vinagre e 20 ditos com 1,600 ditos de alcool.
Joo de Souza, 230 caixas com 5290 kii03 de
sabo e 20 ditas com 240 ditos de sabonetes.
Fana da Allaadeffa
8EUA.N1 DB 25 1 31 DE JULHO DR 1892
Alcool (litro ...... 320
Algodo em rama (kilo) .... 699
Arroz com casca &)-0) 90
Assucar reinado (Hilo,' 760
Assucar branco (fcii)) .... 666
Assucar mascavado kilo) 266
Sagas de mamonas (kilo) ... 126
dorrachade leite mangab. (kilo) 2W0
Cachaca......... 291
'.ouros seceos espichados (kilo) 654
Coaros seceos salgados (kilo) 594
Jouros'verdes (kilo)..... 320
Courinhos (um)....... U8/0
arogos de algodo (kilo) ... ?5
Carrapateira (kilo)..... 120
:.aco (kilo)....... 400
Gaf bom (Kilo)...... *100
Gaf restolho (kilo)..... 1*000
Caf modo (kilo)...... 1*400
Carnauba (kilo...... 1*666
Cera em velas (kilo)..... 640
Dita em bruto ou preparada (kilo) 800
Canna (litro)...... .300
Cal (litro)........ .10
Carvo de CardifT (ton.) .... 35*000
Farinha de mandioca (litoi r .' 62
Genebra (litro) ...... 295
Graxa (sebo)...... 633
Jahorandy (em folhai ko ... 200
Leite de mangaheira (kilo) 1*466
Mel (1 'jo)..... *25
Dentro de oito d>as estar votada e ser le c
orgamento, presentemente em '.kcusso no Se-
nado de nosso Estado.
Urge do patriotismo dos honrados senadores
modittearem e alierarem ImposigO;s injustas e
vexatorias, que a difculdaie da tarefa e pouco
lempo, nao permittio o Congresso evitar.
A exnc;o do inconstitucio:ial imposto de
Gyro, proiu.z'9 uta serio desequilibrio na
reccita, e coa vemos legisladores etudarem quaes
oa geueros que mais solT.iam con a tal contri
ouigo atim de que sobre estes pezem as m>io
res laxasdirectas.
As fazendas. por exemplo, pagavam aommas
avultiias deGyro, e etreanto, foram dimi-
oulissimamente tributadas pelo novo orgamento.
Um $d armazem imiortan'.e, de fazeadas, pa-
gava por anno mais de 10:6004 de imposto de
gyro ; como pois s-i coileeta: agora todos os
a mazeos de fazendas, miude*as,ferragens e etc.
em 4":000 1
Nao e racional, e estamos certos que o que se
nota cem as fazendas, tambem 3e observa com
outros artigos.
Temos ouviio dizer que o assucar nao devia
pagar 8 */ de exportago, mas, senhoresque
impostes nagam as uzinas, engenhos ou fabricas
agrcola e ?
Nenhurt, a nossa agricultura, em outro tempo
precaria, hoje usufioe van agejs e lucros que
sao tanto m.iores quaato peior a situago
cambial.
A depreciago de cambio favorece tanto mais
i agricultura,' quanto mais torna limcil a expo
rago das industrias, que necessitam, em sua
geue.-alidade, de imporlarem do estrangeiro as
materias primas.
A agricultura, paranlo, nao pode ser boje
equiparada com os esiaoel-cimentos fabrisque
pagam impostoa de repartigao, de porta aberta e
qae tambem pagaro mais os impostos munici-
pae?.
tfilho (kilo........ 95
Phospbato de cal da Una Ra (tone*
lada)......... 11*000
Pelle de cabra (ceno)..... 187*000
Palle de carneiro (cento) .... 145*000
iemente de carnauba (arroba) 53
sola (meio)....... 4500
Sement de carrapateira (kilo) 126
Sebo.......... 700
Tatamba (kilo)...... 40
Taboas de amarello em pranchCes
(duza)........ 100
Rendlaentoa publico*
Max Da JULHO DI 1892
Alfandtga
Renda geral
Do dia la 32 803:395*337
dem de 23 39:192*732
----------------844:5884069
Renda do Estado :
Do dia 1 a 22 166:1044534
dem de 23 18:827*250
----------------184itf3i784
Sonima total 1,029.519*853
Segunda secgo da Alfandega de Pernambuco,
23 de Julbo de 1392.
O thesoureiro,
Florencio Domn.gces
Servindo dechefe da secgo,
J. E. Pereira Uagalhes.
RECEBE DO HA DO ESTADO
Do da 1 a 22 185:2594651
dem de 23 4:688*761
189:788*412
Do dia 1 a 22
dem de 23
RECIFE DRA1NAGE
4.592*115
75*310
4:657*455
Movimento do porto
Navio entrado no dia 23
Rio de Jaceiro e escala 6 das, vapor
nacional Olinda de 1999 toneladas,
commandaute Guilberme Waddington,
equipagem 60, carga vario? gneros, a
Pereira Carneiro & C.
Havre e escala 20 das, vapor francez
Campana 'de 2295 toneladas, comman
dante J. Henry, equipagem 39, carga
varios gneros a Augusto Labille.
Baltimore = 33 dias, lugar' americano
Clytie de 416 toneladas, oapitSo O. E.
Cwoktt, equipagem 7, carga farinha
de trigo e madeira, a Machado Lopes
& Comp.
Navio tahido no meimo dia
Itha de S. Miguel Escuna portuguesa
Feiticeira capitSo M-u.oel Pereira Ra-
malheira, carga vari ? gneros.
&?$$ <$$ iifooti-
Teaho-me abatido de
discutir pela mpieasa as
questoes deaomiaadas do"
gaz, e mesmo de reclamar
sobre o que se te n dito
de inexacto e injurioso, no
intuito de expor-nos
odiosidade publica.
Quando julgar convenien-
te e opportuno dar escla-
recimentos, o farei em at-
tenejo ao publico impar-
cial, a quem acato e res-
peito, sem que rae incom-
mode certas injusti^ab'.
Entretanto nao pas? o
deixar passar sem protesta
o qne o Sr. Joaquim Al-
ves da Foiseca diz em
AntilhasLugar inglez Willian, capitSo
J. Tizard, em lastro.
Santos e escalaVapor
ingle 2
Peder
:a-
tion, commandante W. E. Chater, arga
varios Seeros.
SBtrcado Municipal de
9 -.!',,v:mtnto deste mercado
Julio foi o seguinte : Entraram.
32 bois Desando 5,263 talos.
331 kilos de peixe a O ris
12 compart. com mariscos a ICO rs.
44 logares a 200 rs.
8 sunos a 200 rs.
40 cargas de farinha a 200 rs.
3 cargas de milho secco a 200 rs.
2 ditas com feijo a200 rs.
4 ditas com camares a 300 rs.
2 cassns com gailinhas a 300 ra.
5 dilas com milho verde a 300 t.
30 dita de batata a 300 rs.
6 ditas de cansa a 300 ra.
dita' de macacheira a 300 rs.
ditas com gerim a 300 rs.
6 cillas com fructas diversas a 300 i
ditas de laranjas a 300 rs.
2 ditas de ameudoim a 300 rs.
2 dilas de banana a 300 rs.
1 cargas com amendoins a 300 rs.
dilasgiom louga a 300 rs.
45 itOB com verduras a 300 rs.
1 dita de ecbolinhos a 300 rs.
62 ditos com farinha 400
7 cargas com gailinbas a 500 r3.
32 columnas a 600 ra.
9 compartimentos com ressaras
a 600 rs.
46 ditos com fazendas etc. i 600 tt.
30 ditos de comidas a 700 rs.
11 ditos de suin.eiros a I*
9 ditos a 700 rs. /
no dia 22 de
37 talho3 a
Rendimento de 1 a 21
6*020
1*200
8*800
1*600
8*000
5600
*400
1*200
*60O
1*500
9*000
f 1000
*
*
I. 1*800
*
*60
*600
*300
*
i 3*500
*300
2i*800
3*500
19*oJj
3*400
27*600
2UO00
11*000
6*300
740J0
251*220
5:475*330
3:726*600
Presos o uia
Carne verde de 320 a 65.3 ris O kilo.
SuinoE de 640 a 800 ris dem.
Carneiro de800a I* risidem.
Farinha de 400 a 600 res dem.
Mho de 400 a 480 ris dem.
Feijo de a 2* dem
Vaporea a eatra?
Mez de Julho
Hu.......... Mandos...........
EuroDa....... Galicia...........
Norte....... Alagos...........
Sul.......... t manee...........
24
24
26
27
Yaoorea a sabir
Mes de Julho
Norte....... Olinda............ 24 s
Norte.......Manos...........24 a^
Fernando Beberibe........... 24 a3
Sul......... Galicia............ 24 as
Sul.........Alagoat............ 26 as
Sul.........Finance............ 28 as
2 h.
5 h.
4 h.
t b.
5 b.
10 r.
-

*,



-
-




.
.



Diario de Pernambaco Domingo 24 de Julho de 1832
[
<7.
j

um artigo publicado no t
tJorDal do ReClfe de sa denominada Nossa Senhora do Livra-
festa constando de tercias e musa solem-
ne, na q-ial ser ezecatada a grande mis
hoje nos seguintes termos:
porque j\ dis?e urna vez,
e repeti!-o hei sembr, pre-
firo o azeite de carrapato
actual iluminagao do
Fielden Brcthers, cuja in-
tensidade de luz se con-
l'imde com a daquelle aaa-
chronico s y eterna.
E' bem possivel (pie
S. S. enteoda muito da
intensidade das hizes de
carrapato e gaz carbnico,
e tenha feito experiencia
por meio de instrumento
aproppados.julgan'io-se por
isso autorisado tazar
censuras empreza do gaz,
e accusacoes graves e of-
fensivas l
Si assim pois o con-
trario seria urna levianda-
de, provoco-o solemnemen-
te para vir provar perante
respehavel publico desta
cidade as suas accusacoes
quanto a intensidade da
luz.
Existe na minha casa e
no gazometro ^photometros
para conhecer-^e e ava-
li,r-e a intensidade de
qualquer luz, podendo a
do gaz carbnico ser com-
parado com outra qualquer
mesmo a de azeite de car-
rapato, de que parece gos-
tar tanto o Sr. Fonseca,
e veriftcar-se a que nume-
ro de vellas de esperma-
ceti corresponde.
Fka tu'o franqueado ao
Sr. Fonseca para quando
quizer e julgar convenien-
te fazei o seu exame e
comparal-o depois com o
que tem feito com os ins-
trumentos de seu uso, ape
zar de rao sab r quaes
sejam.
O negocio de gaz car-
bonico de interesse
publico, efco esperan-
do pela acciaeo do
repto que tenho a honra
de dirigir ao Sr. Fonse-
ca para que o publico
possajulgar-nos, garan-
tindo desde j, sem me-
d)de contestaco seria
que a intensidade da luz
por nos fornecid tem
sido senipre e maior,
tome nota o Sr. Fonse-
ea, do que a exigidapelo
contracto.
Fico aguardando sua
resposta pa*a que de
urna vez ]por todas ees-
sem as invectivas de que
S3m motivo tem sido v c-
tima a empreza do gaz
que dirijo.
Recife, 23 de Julho de
1892.
Samu 1 Jones.
Gerente..
Pro^ramina da t'esa do
slorioso S. Benedicto que
se venara no convento
dos religiosos francisca
us desta cidade.
No iia 23 do corrento ao meio da su-
bir; aos ares urna salva de 21 tiros e di-
versas gyrandolas de fogos, tocando nesta
oecasiao duas bandas de msicas marciaes
a noite entrarao as vesperas.
Dia 24
Pelas 4 horas da madrugada resar se-
na ama missa em tengao dos fiis, que
coacorreram para sua festa ; ao romper
da aerara subirao aos ares urna salva de
tiros e diversas gyrandolas de fogos,
annunsiando aos devotos que chegado o
dia da festa do glorioso 3. Benedicto.
As 11 horas da manba principiar a
ment, compasivo do maes.ro Libanio
Colas, e serlo executado3 os sollos por
divenos professores nacionaes e estran-
geiro3, sendo confiada a ragencia ao
maistro Aafonio Martina; a ates do ser-
mao ser executada a grande overtura
denominada rainha Isabel, pregar no
Evangelho e Revdm. padre JoSo Maohado
de Mello, mui digao secretario do bispa-
do ; ser tambem na oecasiao do gloria
destribuido registros do nosso padroeiro ;
a tarde sahir em solemne procissao per-
correada diversas ras dos bairros de
S.ato Antonio e S. J;s.
As 7 horas da ncite ser exeeutado o
T Deum Exsltacao de Nossa Senhora, de
composijao do maestro Francisco Manoel
da Silva, sendo pregada o Revdm. Fre
Augusto da Iaimaculada Conceijao Al
vs.
Presidir o Te-Deun S. Exc. Revdm.
o Sr. D. Juao E.-berard, mui digno bispo
desta diocese.
Capitulo em mesa, 22 de Julho de
1392.
O secretario,
Albino de SanVAnna Lopes
--------------+t
Nao me tendo sido possivel decpedi-n/j
essoalmente dos meus amigos e das
pessoas que me dispensan attencoes,
ajo-o assim, ofiv.recendo a todos meus
limitados prestimos na Capital Federal,
para onde sigo, afim de em virtude de
ordem de S. Exo. o Sr. ministro da fe
en 4a, prestar mcua servicos, como func
cionario publico, no Thesouro Nacional.
Manoel Zeferino
Consultorio Medico ftrnrgico
O Dr Simplicio Mavignier, tem o seu
consu'.t>rio ra Mrquez de Oiiuda n.
27, 1.
:dar.
Especial id de i Molestias do apparelho
-spiratorio, febre e da pelle.
Consultas da 9 as 11 na pharmacia
Minerva, largo do Terjo e em sea con-
sultorio das 12 s 3.
ResideuciaRa do Hospicio n. 41.
Chamados a qualquer hora e por es-
cripto.
TELEPHONE N. 566
Advogacia
O coiselheiro Joaquim Correia de Arau-
jj mudou o seu escriptorio da ra do Im-
perador n. 67 para a misma roa n. 22,
l- andar.
Elixir ante-febril Cardoso
SEGUNDO A FORMULA
Manoel Cardoso Jnior
ipprovado em Si de Marco de 1890 pela inspe
Coria geral da digna junta de bygiene do Ric
de Janeiro-
Este Elixir de composico toda vegetal pre
:arada segundo as regras pbarmaceuticas.acon
libadas pelos autores modernos e de recoube-
<* capacidade scieutifica tanto no paiz como
io estrangeiro.
Este Elixir o produelo nao s do grande es
udo das aeces pnysiologicas das substancias
exo tambem pathologieas.como tambem o re
mludo das immensas applicaces nos diversos
:asos de febres de fuado palustre.
A applicaco deste Elixir na grande epidemia
:e bexigas de 1890 a 1891 mais urna vez de-
Lons'ruii a sua eficacia ; pois no principio dos
nmeiro symptomas a bexiga aborta, e em ca
ios mais adiantados a bexiga paesa a ser ama
oanca Sejcr vulgar apre*entando pequeas to
nefacoes qne com a continuaco do Elixir de-
sparecen! sem todava apresentar receios de
pe-'go.
Os muito attestados publicados no Diario de
Pernambuco e Gaxeta da Tarde provam o que
nzemos.
Nos caso' de febre amare'.la o eQeito admi-
avel, apresentando. phenomenos to maravilbo
-os que nesta cidade do Recife e na do Rio de
Janeiro pouco rece o causa a febre amarella,
luesmo estando o doente com vomito preto t
saguineo nestec ltiBos periodos entione
ir. -*uo a applictc&o em alta doee, despresando
tabella annexa.
Este Elixir j conbecido do publico e de um
grande numero de dignos mdicos apresenta-
Jo para combaler os differentes iuccmmodos to-
los elleB de carcter febril.
Poi muito tempo tivemos oecasiao de fazer a
jpplicajo as febres erysipeiloaae e com tao
aom resoltado que camos admirados de to al-
os effeiios.
Pela pratica chegaraoa a conhecer que nos
ataques ae febre eryipellosa ou erysipella como
vulgamente se diz necessarir o uso de 10 das
io Elixir.
Nos grandes incommodo3 das senboras, mens-
ruagao, gravidez e nos casos de parto coa fe-
ore de um resultado muo certo e seguro e
i sua co iipoaicao to simples que nao offerece
receio de applicar o Elixir nem mesmo em dosee
superiores s indicadas na tabella infra.
Pedimos aos dignissimos mdicos que deseja-
-em fazer uso deste Elixir em sua clnica nao se
50jeitarem censa prescripeo, mas sm fazer a
applcaco em harmona com os casos que dse
rem combaler, certos de que o medicamento
de composico innocente para o organismo por
aiais frgil que seja.
nodo de osar
k'i cranjas al um anno 10 gotas de 2 em 5
joras em urna cc'lier das e sopa ebeia d'agu
ria.
De um anno a tres 15 ^ottas.
Da 3 a 10 ansos em diante, 40 gottis etc.
Estas dcs-s devem sempre ser applicadES em
agua fra.
Dpoillos
Compannia de Drogas e Productos Chimicot
Reeire, rea do Mrquez de Olinda n. 23.
Nacional Pbarmacia, ra Larga do Uosaric
i. 35.
Pharmacia Orienta!, rea Estrella do Rosarii
i. 3.
Pliarmacia Alfredo Ferreira, rus do Bar&o di
Victoria n. 14.
Pharmacia Marti 33, rna Duque de Caxias c
8.
Para qualquer ioformacao ser encontrado c
autor na ra do Rosario Eslreita n. 17.
Os nostos frascos sao quad.-ados e conta go-
tas. N'um-lado teem grvaloElixir ante febril
e no outroManoel CardosoPernambuco. e to
dos 03 prospectos so assignados por Manoe!
Cardoso Jnior, sendo falscs os que nao fore
assignados.
N. 12
Recife. 16 de Maio de 1889
lllm- Sr. Uacoei C>rtoso Juaior.
Nao po8SO e nem devo calar o segu'mte facto
de urna cura obtida com o seu valioso Exir
auti febril.
Teudo fallecido da terrivel f^bre amarelm um
meu filbmbo de 11 annos Ue idade, depois dt
esgotados tod03 os recursos possiveis para sal-
va!-o e dous das depois de sepultado, adoecido
outro df 12 annos, da mesma febre, tambem de-
pois de muito luctar com outros medicamentos
poderosos e receilados por distioctos mdicos
desta capital, e j desapontado, recorr conse-
Jbo de meu bom amigo o tenente Leobaldo An-
gosto de Moraes, ao seo miracaloso remedio de
que cima trato, e uve a immeo*a satisfagSo de
ver salvo o meu querido filbiobo.
Commanicaodo V. S. este triumpho de set
valioso medicamento, servir ao mesme tempo a
miaba commuocngo, de aviso aos quo forem
atacados daquelle mal, os quaes aada mais de-
vem fazer, qoe uzarem o seu maravilhoso Elixir.
eT emond retirado temporariamente desta ca
pital, minba familia com receio de adoecer me
mais alguem, por cautela condozi um frasquinho
do mesoio Elixir, que muito servio, por quinto
:hegando ao meu destino tive de ver s 11 oras
da nono do da da miuua cnegada, minba mu-
ber cabida com urna terrivel febre, que dous
das depois desappareccra completamente anda
por effeilo do mesmo Elixir.
Outros casos ainda em mees criados foram
combaiiio com o seu poJeroiO remedio e seria
enfadooho meQCional-o?.
Usar V. S. da minba commuuicaco do modo
que melhor Ibe convier.
Meus fraeo servigos s suas orieas.
O muito grato criado
Joao do K-.-i-o Lima,
Commandaule geral da guarda cvica de Per-
nambuco.
(Esiava sellada e reconhe:ida a firma.)
aataciKara.---------- -
.tnacahulta peltoral.
Urna simples tossa pode chegar a ser
mortal se nao se ata'.har tempo; porm
evitar-te-ha completamente o perigofasei-
do-se uso imm3diato da Anacahuita peito-
ral, a qual mediante a sua benfica influen-
cia frz ceder rpidamente a rritacao dos
pu'inBes e garganta, e restabeleco sua ac-
j2o vigorosa, regular e saudavel. Os que
dizem que a asihma ice .ravel mui tos
se engaan.
Essa fortificante composicSo vegetal sob-
juga essa : lil.c'ava molestia, ainda mesmo
quando debaizo das formas as mais obsti-
nadas e aggravantes. As inginas nunca
terminar2o em bronchites a loise em
thysica nem a rou|uidao em asthmse u
desde logo em sea: principies forem atalha-
dos com este balsamo vegetal soavisador e
sedativo; seas benficos effeitos s2o promp-
tamente ezecutados as enfermidades dos
paloioes, dos vasos bronchios e da pleura.
'.orno garanta contra as falsificajSes, ob-
srvele bem qao os nomes de Lnmann &
Kemp veoho eatapados em Ittras transpa-
rentes no papel do livrinho que servo de
envoltorio a cada garrafa.
Pdete achar venda em todas as b. ti-
cas e lojss de drogas.
0 D?. Barros arneiro e a fa-
brica a 'vapor Minha Espe-
ranza.
O Dr. Manoel Clementino de Barros Car
neiro, formado em sciencias medicas e
cirnrgicas pea faculdade do Rio de Ja-
neiro, medico adjunto da clnica do
hospital de Santa gueda etc.
Attesto que tenho f sito uso dos cigarros
denominadosMinha Esperaneae bem
assim do fumoHygienico Nacionalda
fabrica do Sr. Antonio Francisco da Croa
reconhecendo pela analyse chimica a que
proced, que o referido fumo e cigarros
nao encerram principio algum nocivo s
funches gstricas, sendo perfeitamente
tolera veis aos dyspepticos.
In fide mediei.
Recife, 12 de Fevereiro de 1892.
Dr. Barros Carntiro.
Companhia de Teci-
dos de Malha
Os encorporadores desta cora punta cenvidam
aos senhores subscriptores para entrar com a
primeira prtstacdo de 20 '/ sebre o capital sub-
scripto, ateo da 31 do cerrente mez, no Bunco
Popular, sito ra 15 de Novembro antiga Impe-
rador.
Recife, 18 de Julho d-> 1892.
Joao Wlfredo de Medeiros.
Tbeodomiro C. D. Ribeirc.
Alfredo A. P. Fragoso.
DERBY CLUB
DE
Bazar Pernambucno
Fabrica Meteoros
Os abaizo assignados prop ietarios da
acreditada e conhecida FABRIJA ME-
TEOROS, em attencao ao reflpeitavel
publico e especialmente ao seus innume-
raveis freguezes, vem porticipar-lhes que,
em consequencia do augmento que fize-
ram, no salario dos operarios do seu es-
tabelecimento fabril, resolveram elevar
(WK). 0) em milbeiro de cigarros de todas
as ra. rcaa manufacturadas no sea esta-
belecimento.
Assim deliberaran* por verificarem que,
para conservar ieso o crdito dos seus
cigarros, seria preciso barmonisar a as
cenjao do preQo, com a superioridade da
manipulago, pelo que, preferirn manter
o crdito dos mesmos, manufacturando os
com materia pkima bdpebiob, a ter de
jmpregal-a inferior sem elevar o prego
dos seus productos, gmente com o intuito
de maiores lucros.
Procedecdo dest'arte, esperam que seas
bons freguezes continuarlo a despenssr a
honrosa confianca, com que sempre des
tinguiram a FABRICA METEOROS.
Roa larga do Rosario n. 30.
22-7-92
Joaquim B. dos R:is & C, Successores.
mif ineui>
Companhia Agrcola e Mercantil
e Pernambnco
A.ssembla geral
Nos termos dos arts. 29 31 dos esta-
tutos, sao convidados os Srs. accionistas
a se r.'unirem em assembla geral ordina-
ria no dia 8 de Agosto prozimo futuro as
li horas da manha no aalao da Associa-
cao Commercial Agrcola, afim de se pro
ceder a exame das conta da administra-
(lo, oavir a leitara do relatorio e parecer
fiscal e deliberar sobre os mesmos ; e em
seguida proceder se a eleicSo do conselho
fiscal, tudo de conformidado com o art.
34 dos referidos estatutos.
Recife, 23 de Julho de 1892.
Manoel Joao de Amorim,
Presidente.
PKOJECTO DE IN80;.IPCAO
Para a 11.* corrida a realisar-se no dia 31
de Julho de 1892
i.
que nao te-
OOfJOOO ao
2.
o.
G.
Medico e oculista (
Dr. Berardo oculista do hospital i
Pedro II, tem consultorio ra doj I
Bom Jess n. 9, 1.a andar.
Residencia n.. Magdalena.
Telephone n. 366
COMPRIMIDOSdeVICHYhFCDT
DECLRAGOES
De ordem do lllm. Sr. Dr. inspector inte-
rno do Tbesouro do Estado de Pernambuco,
convido aos senbores possuidores das aoolices
fob ns. 19. 23, 35, 46, 65, 67,87, 96,101, 106,
109, 110, 112, 113, 117. 121. 131, i3i. 140, 141,
147. 181,155, 156, 158, 159, 162,166,168, K9,
172, 173, 175, 181, 182. 188, 1S2.195 196,197,
20i, 205. 208, 210, 216. 218, 223, 229. 241 e 245,
emittidas a favor da Usina Bambnrral a virem
resgatalas e receber os respectivos joros at 10
de Agosto prximo futuro, das 10 s t horas da
tarde, certos de que, desse dia por diaute, nao
vencero mais juros as referidas apolices,
Secretaria do Tbesouro do Estado de Pernam-
buco, 12 de Julho de 1892.
Servindo de secretario,
Joaquim Lucillo de Siquelra Varejao
Geapanhia Fabrica
i$ Estopa
Os i ccionistas sao convi-
dados a fazerem at o dia
30 do correte mez de Ju-
lho, a quirta entrada na
razao de 10 [. sobre o ca-
pital ou 20$000 por ac^ao
no Banco de Pernambuco.
Recife, 12 de Julho de
1892.
ThomasC. Griffith,
Director Secretario.
THEATBO
Associa^ao Commercial Bcneli-
cente
Assembla geral extraordinaria
Sao convidados os socios c*a Associagao Com-
mercial Beneficente para se reunirem em assem-
bla geral extraordinaria, am de resolverem
sobre orna proposta da directora, relativa a
! coocluso das obras do edificio da Associagao.
A reumo lera lugar no dia 27 do corrente, e
11 boras da manh, na sede da Associaco Com-
mercial Agrcola, ra do Apollo a l.
Secretaria da issociacao Commercial BeneB
cente, 23 de Julbo de 1892.
Clemeotino Tavares,
____________ Secretario. _______
Oorreio geral
Malas a expedir-se hoje
Pelo vapor brasileiro Olinda, esta administra
cao expede malas para os portos do norte, re
cebende impressos e objectos a registrar at as
12 horas do dia, e cartas ordinarias at a 1
hora da tarde, ou at a entrega das malas com
porte duplo.
Administracao doi Correios do Estado de Per-
aambuco, 24 de Julbo de 1892.
0 chefe de secfio,
Epiphanio de Luna Freir.
Thesouro do Estado
DE
Pernambuco
Banco Popular
2- DIVIDENDO
Os senhores accionistas eo convidados a vir
receber o segundo dividendo relativo ao semes-
tre fiado em 30 de Junbo prximo paseado, na
razao de sete por cento ao anno, sobre o valor
realBado das respectivas acees.
Recife, 16 deJdihode 189.
Albino Narciso Maia,
Director secretario.
Aviso aos navegantes
lllm. Sr. capitao do porto. A. Western &
Brasilian Teiegraph Compaoy notifica a V. S. que
tem tres boyas telegrapbicas collocadas as se-
guales posic0e8 :
P.-imeiraUt. 11.14. S. Lcn. 36. 58. W.
Segunda-L.t. 8 5.48. S. Long. 34, 49. 30. W.
Terceira15 milhas S. 13. \V. da ultima.
Confere.
O secretario,
Mario Ferreira de Castro.
Alfandega de Pernambuco
Por esta repartico cobram se os foros de ter-
renos de marinba, relativos ao exercicio corren
te de 1892.
Alfandega do Estado de Pernambuco, 16 de
mm de 1899.
Jutho BarSo de Souia Leao.
compaa drahatici
a aii
ANTONIO COMBRA
Hoje Domingo Hoje !
Subir scena pele segunda e ultima
vez a importantissima peca em 5 actos or-
nada de msica.
A's 8 horan
Bonds para a Magdalena, Capunga. Afogados.
Trenspelaa linba principal vol'aado pelo
Arraya! e para Olinda.
Em er.sp.io a linda operetta phautastica
? b./.:it:-:a ce a.r
O Eecretario,
Silva Bastos
De ordem do lllm. Sr. Dr. inspector desta
repartico, faco publico que na segunda feira 25
do do correte mez, sero pagos os vencimentos
das prdtessoras de 2" entrancia, relativo ao mez
de Junho preximo Ando.
BOutrosim, declaro que os referidos pigamen-
tos principiam s 10 horas do dia e terminarao
s 2 horas da tarde impreterivelmente.
Pagadoria do Thesouro do Estado de Pernam-
buco, 23 de Julho de 1892.
O 2- escripturario servindo de escivao,
Epsminondas do Vasconcellos.
Veaeravel
Cnfraria do S. Bom Jess
da Viasacr a d S. C uz
Da crdem do nosso IrmSo provedor, convido
os tiossos raiissimos irmaos : comparecerem em
nossa ig-oji domingo. 24 do corrente. s 2 i/2
ho-as a tarde, lim de incorporados, irmos
acoo^panbar -8 procissao da S. Benedicto que
tem de eabir do convento dos religiosos francis-
canos, da qual tivemos convite
Consistorio da veneravel confraria do Senbor
Bom Jess da Viasacra, 20 di Ji Ibo ae 1892.
O p.scrivo.
Adalberto Jos de Palva.
Banco de Peraam
buco
Dividendo
Sao convidados os Srs. accionistas a
virem receber uo escriptorio deste Banco,
do dia 15 em diante,o 5o dividendo de suas
accSes, na rasao de dez por cento ao anno,
correspondente ao 1. semestre findo em
0 de Junho prximo passado.
Recife, 12 da Julho de 189..
Pe o secretario,
Manoel J. de Amorim.
Compaahia
Hotel Internacional k Peroam-
kieo
Em ilqalda;o
Tendo sido resolvida a liqoidajo desta.'com
panbia em assembla geral do dia 25 de Junho
ultimo a commiasao liquidante representada em
Pernambuco pelj Sr. D Adolpbo Tac oda Costa
Clrne, pede a todos os credores queiram apre-
sentar seas respectivos titulas para seren oppor-
tuaamente paros.
Capital Federal, 1 de Julbo de 1892.
Tarqulnio de Sou:a Filho.
Jales G tud.
PAREO Consolarlo800 metros. Anirpaes de Pernambuco
nham tido classiScajao nes prados do Recife.. pke.ih.os
primeiro, 40i5000 ao segundo e 20)5000 ao terceiro.
PAREOPrado Pernambucno 1.500 metros. Animaes nacionaes
podendo entrar pangas, pbemios : 3005OO ao primeiro, 60jOOC
ao segundo e 30/5000 ao terceiro.
3." PAREOProsperidade950 metros. Animaes de Pernambuco que nao
tenhatn ganho om distancia superior a 1.950 metros nos prados do
Recife. PKEM103 : 200|500G ao primeiro, 40)5000 ao segundo e 20500(/
ao terceiro.
4. PAREO Emula cao 850 metros Animaes de Pernambuco. pbemios
-200)5000 an primeiro, 405C00 ao segundo e 206000 ao terceiro.
PAREODerfoy Club 1.609 metros. Animaes nacionaes podendo entrar
estrangeiros. premios : 400)5000 ao primeiro, 805000 ao segundo
e 40j5000 ao terceiro.
PAREOUberdade 1.150 metros. Animaes de Pernambuco. premios:
250)5000 ao primeiro, f>05000 ao segundo e 25W00 ao terceiro.
7. PAREO Ilippodromo do Campo Grande1.250 metros. Animaes
pungas, premios : 250)5000 ao primeiro, 505000 ao segundo 3
25)5000 ao terceiro.
8. PAREOExperiencia 950 metros. Cavallos de Pernambuco que nao
tenham ganho este anno no Derby. premios : 200)5000 ao primeiro,
40)5000 ao segando e 20000 ao terceiro.
Obseryaeoes
De accordo com o ait. 5.a do cdigo de corrida, nao poderao ser inscriptos
no pareo Prado Pernambucno os animaes Veloz, Siroco, Napolitano e Niciche no
pareo Derby Club o animal GKpsy, no pareo Liberdade o animal Piramon e no pareo
ilippodromo o animal Atlante, e no pareo EmalacSo o animal Piramon.
A Dscripjo encerrar se-ha terca feira 26 do corrente, as 6 horas da tarde
no li'gar de costume.
Secretaria do Derby-Club 21 de Julho de 1892.
O SECRETARIO,
Mego Medeiros.
Pagamento de impo^toa
Pela Ia seccao da Recebedoria do Es-
tado se faz aciente aos Srs. contribuidles
dos impostoB de texa fcxa e 30 ]# cons-
tantes ddas relafSes abaizo, relativos ao
prim3ro semestre do esercicio corrente,
que na terca-feira 26 do corrente finda
definitivamente o prazo de 30 dias uteis,
concedido aos Srs contribointes para pa-
garen seus deoitos nesta scelo indepen-
dente de multa.
Primeira seco da Recebedoria do Es-
tado de Pernambuco, 21 de Julho de
1892.
O chefe,
Horacio Peregrino.
Relac.ao a que "se refere o edital supra
T&xa ixa
Fabrica de gaz carbnico, 5:0C0j5.
dem do ge'.o 3:0000,
dem de leos 180)5.
dem de rap 4o0i5.
Prensas de algodSo a vapor 8000.
Dentistas 1800.
Advugado 5V;%
Medico 500.
Solicitador 350
Contador e distribuidor 350.
Partidor e avaliador 35 0
Agrimensor 50$.
Engenheiro civil 500.
Despachante 650.
Ajudante de despachante 250.
Leiloeiro 205$.
EscrivSo de qualquer juizo ou tribunal
200.
TabeUiao 300.
Corrector 2000.
Agente de fretamento de cavios 1500.
dem commissario de compra e venda de
mercaduras e cambines 2505.
Guarda-Iivros 250.
Interprete 250.
Director, agente de companhia ou socie-
de anonyma quando remunerada, pa-
gando o prsidente mais 25 "i, se tiver
vencimentos superiores 2000.
Por pessoa que empregar eapitses em
descontos de letras 3000.
Por joalheiro que mascatear n"> Estado,
tenha ou nao estab?lecimento 5500.
Por pessoa que vender madeira de proce-
dencia eBtrangeira 603$.
Por casa que vender carvao de pedra em
grosso 1:8000.
Por caizeire viajante 1CO0.
Por bilbar, pagsndo smente 400 cada
um que ezcedsr a unidade 100$.
Por cesas que vender biihetes de loteras
1:0000.
Por casa que garantir biihetes de loteras
do Estado, im do imposto anteceden
te 1000.
Industria e profissao qae pagam 30 Of)
sobre o valor locativa
L"jas
Rupa feit, camjsfs, bahs, louga de
barro, Flandres, selleiro, machinas de
costura, relogios, muzicas e instrumentos.
Oficinal
Marmore, tartarugueiro/serigueiro, re-
logios, ourives, crnpalhador, gravador.
abridor, marcmeiro, terreiro, latoeiro. tor-
neiro, cantero, fogueteiro, chapeos, ta
noariaf, sapatos, carro, carracas e violas.
Armazens
Cal, cimento, sai, materiaes, madeiras,
carvSo vegstal, lenha, csreaes, barrica,
depsitos, quer da3 casas corn:-rciass ou
propriamente dito, p:uro, movis e agen-
cia de leilao.
Fabricas
Fructas e producios nacionaes e'luvas.
CaSM
Cabellerciro, barbeiro, mortuario, ima-
gen3, orza; entos para igreja, tinturara,
moda o passaros.
Estabelecimentos diversos
Collegios, lytographias, pbotographias,
encadernasSS, eccheirass e cavallar^a.
Esto sujeitos ao imposto de 30 0[q sc
bre o valor locativo, tlm dos estabeleci-
mentos cima mencionados, os que nao
estiverem comprehendidos ca tabella an-
nxa a Iei do crjamecto, quer na cidade
ou fra ella.
Parteir&s
30 0|Q sobre o valor lac.tivo ("o preio,
18 art- 2- da lei n. 33.
Veneravel irmandade do SS. Sa-
cramento da matriz de S. Jos
D3 ordem do irmao juiz, e de conformidade
com o disposto no art. 31 do nosso compromiso
convido pela segunda vez os nossos carissimos
irmos para reunirem se em mesa geral em no-
so consistorio no dia 26 do corrente, s 6 1/2
horas da tarde, afim de proceder se a eleicao do
ttiesoureiro.
Consistorio em 22 de Julho de 1892.
O escrivSo,
Guiinerme Doarte.
Celestial confraria da SS.
Triudade
De ordem da mesa repedora, convido a todos
03 carissimos irm5o3 a comparecerem em nosso
consistorio, paramentados, no dia 24 do corren-
te, pelas 3 horas da tarde, para incorporados,
acompanharmos a procissao de S. Benedicto.
Secretaria da celestial confraria daSS. Trin
dade, erec a no convento de Santo Antonio desta
cidade, 2 de Julho de 1892.
O secretario,
Tkeodoro da Silva Campello.
Banco de Crdito Real de Per-
nambnco
Os Sr3. accionistas saq convidados a
vir receber na sie do Banco ra do
Bom Jess n. 25, o 12- dividendo rea
tivo ao primeiro semestre findo razao
de 10 "( ao anno ou 4$)00 por ac$5o.
R?cife/ 22 de Julho de 18S2.
O gerente,
Jos Faustino Porto.
Hospital Portuguez
Premio de vlrude
A junta administrativa do Hospital Portuguez,
dfacco'do com a disposico te3tacientaria do
oado commendador Antonio Jo: Magalha.'s
Bastos, tendo de adjudicar o premio de BOOOO
3 ulna ou Albo familias, natura! da cidade do
Recife, que pelo seu traoalho honesto tiver con
corrido eficazmente pars o su.t.nto de seus
pai-, ou assistiao a seu pai ou ai com verda
deira dedicacao e amor Blul, durante molestia
grave e proIoagda ; chama e concede o praso
de 60 das, contados de beje. s pissoas que se
julgarem as condicOos catadas para apresenla-
rem na secretaria do Hospital os documentos
comprobatorios de sua pretenco.
Os pretendentes devem declarar nos documen-
tos nome, estado, profissao, idadeeresidencia.
Secretaria do Hospital Portugus, 20 de Jalao
de 1892.
0 2- secretario,
______Augusto G. Fernan-Jes.
Hospital Pedro II
Para regularidade no servico desta es-
tabelecimanto, communico aos interessa-
dos, que desta data em diante as visitas
aos (loantes serlo sbb quinta-feiras e do
mingos de 1 s 4 horas da tarde.
Oatro-sim, os doentcs que se spresen
tarem na portara para se medicar, deve
rao traaer o vasilbame necessaro para o
transporte de seus medicameetjr, sem o
que nao serao attendidos.
Hospital Pedro II, em 22 de Julho de
1892.
Dr. Ignacio Alc'biwie Velloso.
Director do serTiyo sanitario da Santa
Cfia.



*' "'.
.
WHMM



8
Diario de Pernambuco Domingo 21 de Juiho de 1892
PRADO
PERNAMBUCANO
-'
%

Progaramma da fc." corrida
Domingo 24 de Julho de 1892
NACIONAL
-
Xomci
s
=
Pello*
Xa tura
lid.
Cor da vesti-
menta
Proprl t* tari*
i pareo -Conaolacao-
prt-niios.
-800 metros.Animaes de Pernambuco que nao tenha .1 ganho
Premios : 200* ao 40* ao 2/ e 20 ao 3.-
1
1
3
4
5
6
7
8
11
Vermuoth.
Limeira...
Talicier. ..,
i'rop eileu
Gitano
Oampon-z.
Nrvr York.
CaiQi.....
P ntable. .
I rala ___
Ros!'ho......
Rodado.....
Baio.......
Kodado .....
Rozilho .....
Baio........
Alazao.......
Pedre......
Castanno. ..
Pn ia.......
Pernamb.. 54
51
54
i
54
54
54
t4
a 01

Prt-to e ouro........
Branco, azul e ene.
Rcxoe amarello.....
Preto ene. e bran'o.
Violeta e ouro......
Encarnado e branco.
Preto, ene. e ouro...
Eje, e braocn.......
Azul e an areilo.....
Eoc. e bore! preto..
Coud. Fratemidade.
',. de Oliveirw.
J. N da Silva.
Coud. Neruudio.
H. L'tos.
A. dos Santos.
Coud. Perdigao.
A. F. Cab:a'.
M. S. Hacbado Jnior
J. G C d'Albuqutrque
2' Pareo Rapidez. S00 metros Animaes de Pernambuco que nao lenbam ganho
1 ios em rfi.-'.ncii superior a LOCO metros. Prcruio.- : 200*000 ao i." 40*
r aD2.- e OJiOOO ao 3.-
iiGrrfaut
2'Dspota
I
Pigmeo.
5 iZiino..
5 Pedrez.
5 Z.no..
5 i
P-;rcamb..i
84
66
66
54
Preto,ene. eouro ...
Preto e ouro.........
B an o e encarnado-.
Preto ene. e curo...
Coo<1. Aurora.
Delrioo Costa.
F. Cit. Reg.
Coud. Perdigo.
3.. pa^eo Harmona 1150 metros. Animaes puncas e animaes de Pernambuco. Pre-
mios : 30000U ao 1. 60* ao 2* e 2ii000 aoterceiro.
liPiramon.. ..
2|Corga 2"....
3;Faceira .....
lil'rtro polis...
5Btnina.....
6:T-norino II..
7'Moema.....
Castanbo.
Kodado..
Alazao...
Z;iua...,
Alasao...
Z-'.ico
Pernamb.. 5-2
-> 56
54
SI
52
56
;4
Amarelloe branco....
Encrnalo e preto..
Azul Oran, encarnado
Verde e-amarello
Prelo e Encarnado ..
GreDat e ouro.......
Duro "roxQ.........
Coud. Bella Vista.
P. A'exaDdrino.
Coud. Cruzeiro.
Magaihes & C.
C. P. dos Santos.
Coud. Pelo'e-ise.
-liVtira & C.
4.* Pareo Estimulo 8CO metros. Animaes de Pernambuco que nao tenham ga
nho iA-sies ltimos 12 mezes. Premie- : 200*000 ?.o 1., 40*000 ao i e 20*000
ao teroelro-
[ Co)0880......
2 Mirante......
3 Ga ano......
ge......
5 Frontn.....
Malange.
".informe
V Di .
Rodado ..
' tanho.
ho ..
baio.....
Rodado...
Russo-----
Pediei...
Cjstanho.
Pernamb.
58
54
54
54
56
56
54
54
Ouro e branco......
Amarello e zul-----
Violeta e ouro......
Amarello e roxo....
Azul e encarnado:..
Onre e preto ......
Violeta e ouro......
Ene. e bonet pre:o.
Coud. Republicana.
:oud. Mouriscana.
H. Lemos.
A. F. da i'osU.
F. C. Riendo.
Icol. 24 de Maio-
J. J. Valen e.
Coud. !. de Junho-
5* Parco Kraaae rreroi wia2.000 metros.Animaco nacioaacs.
1 5ti0*0 ao 300*000 ao 2* e 150*000 aotorceiro.
Premios
liN^po it DO,..
SlGMllleo.. ..
3 Siroco......
4'N!n;che.....
5! Veloz.....
5 Alazao......
5 *
5 Castanbo-----
5 Zuna.......
5 Castanbo-...
S. Paulo. 53
* 55
R. Janeiro 65
53
> ti
Preto e ancaroado...
Preto epro........
Azul e oiro.........
Verde ouro bonet. br..
.-un I e preto.........
Touil. Temeraria.
Coud. Pra ernidaae
Coul. Internacional
Coud. Brazileira.
Coud. Nacional.
6 Par oImprema Pernambucana -1 300 metros Animaes de Percamboco
Premios : 200000 ao 1. 60*000 ao 2.- e 305000 ao 3.-
li-arangiiape-1
2 Tcepher...
ilSan- souci. -
Alazao. ...
Rodad j...
Cas tanho.
Baio.....
Pernamb-.
52
52
Preto encarnado ouro
Azul, branco........
Encarnado e atol...
Ouro e branco......
B. B. F. Filuo.
Coud. Recife.
F. Ramos-
O. A. L. de Matto.
7. pareomielo850 metros.Animaes de Pernambuco, que nao tenbam ganbn premio
em maior distancia. -.Premios : 200/000 ao 1, 40*000 ab 2 e 20*000 ao 3.-
II Mea: i
2 Aly.. .
3]'Jyclone
co.. .
('axito.......I Pernamb.
Castanho. ]
Rodado......I
54
54
Si
Azul e encarnado....|Coud. Mouriscana.
Azul preto e ouro. .A. M. de Almeida-
Eoc. e bonet preto...IC Fragozo.
OBSERVARES
Os animaes inscriptos para o 1," pareo deverSo achar-se no ensilhamento e
9 1]2 horas da manija.
Os forfais aerao recebidoa at aabbado 23 de Jolho a 3 horas da tarda na
Secretaria do Prado.
Os jockes que nao se apresentarem conveniente-
mente trajados com as cores adoptadas no programma
por seus patroes, nao serao admittidos a pesa^em e se-
rao multados ce accordo com oarr.,51 do cdigo de
corridas.
Previne-se aos senhores accionistas de procurarem os seus ingresaos na Se-
cretaria do Pradoa Ra da Imperatriz n. 26 l." audar.
Recife, 21 de Julho de 1892.
A venda de poule3 ser annunciada ao publico
por uin sineta eletrica col ocada na casa da' apostas,
lo^o que tenham sido pe ados os jocheas, um signal pro
lorigado avisar que se vai principiar a venda de pontea,
Cinco minutos antes do encerramento da mesma
venda um signal menos prolongado ser dado.
O terceiro signal, prolongado com o primeiro,
indicar o encerramento da mesma venda, que ser irre-
vog vel quaquerque sejao as r^elamacoes.
O horario que for marcado na pedra ser rigo-
rosamente cumprido.
O secretario.
J. Alves.
MABJTIMOI
Cnnpanhla Pernaaibitcana de
avegaco
E-v coaapanfiamaem a seg ntrs llnbas
es de navegado:
ai.'- (juiu uui pdgucte a i o iv ud caaa ui
Sul, com escala pelos portos de Macei, Pene'
do Araciju. Estancia e Babia sabiodo deste
porto a 14 e 29 de cada mez
Fernando de Noronha. partida no meado do
mez
Rxo Formeso e Tamandar, sabida a 38;
Rio de Janeiro, (erectamente) parte o paquete
de 5a 30 no mez.
Rio Grande d Sul, (viagera direca) sahe de
3, a 20 do mez.
Todos os paquetes sao novos tem excellen.e
accommoda^Ces para passageircs e para carga
e os presos sao muito redotidos
Os passageiros encontram, apar do bom tra-
tamento, todo o conforto desejavel a bordo ed
um paquete.
Os piquees que faztm as viagens ao Rio de
Janeiro, alm de terem ludo o que se encentrara
ios paqueld modernos, accresce que faz a va-
gem em qu uro das e o preco de passageos a
i classe 60*000.
O psqaete empwgado na viagem para o Ro
Grande do Sol .6nenie para carga, e tem o
calado adequado a entrar do porto daquelle Es-
tado en qualquer occasio.
Recbese engajamenio de carga por qoanti-
dade fixa para todas as Tiagen?.
Outrosim, a Ct-mpanhia expedir paquetes ex-
traordinarios desde que bja carga para o enga-
jamento completo de um paquete.
Escriptorio da Comnanbia Pernambocana
im\ Mail stBffl Mil liiin-
O vapor Trent
Commandante A. E. Bell
E* esperado da Europa no da
ao de Jalbo seguindo de-
pois da indispensavel demora
para a
Baha, Rio de Janeiro, Santot, Montevi-
deo e Bue not-Ayre*
Para carga, encommendas, passagens e di-
iheiro afrete trata s com os AGENTES.
O vapor Tamar
Commandante T. K. Exham
E' esperado dos portos do sul
at odia d.- Agesto de 1892
seguindo depoia da necessaria
_ emora para
La PalmRs, Lisboa, Vigo e Sonthamptcn
8iluc$3o de paiiagens
l*a IdaetoU-
'Lisboa Ia classe i 20 i 30
4' Soutbampton 1" classe 28 i 41
Camarotes reservados para os passageiros d
Pornambuco.
Para passagens, fretes. encommendas, trata-s.
:om o
AGENTES
imoriii) riiios & C.
M.9Boa do Boa JeausN. ? /
Companliia Trigoriftca Pastoril
Brazileira
O vapor Mercurio
E' aperado dos
po'tcsd sul oes-
tes pone s d as
seguindo depois
da demora neces-
saria para o
Cear, naranho e Para
Este vapor tem excellentes accommodages
para passageiros de 1* e 2< classe e illumina-
do a luz elctrica.
Para passageiros, carga, encommecos e v:-
lores trata-se com os
ACOQUES
Amorim Irmaos Sf C.
Ra do Bom Jess n 3_
'iipiilsiaiicie de Na-
PORTOS DO NORTE
Parakyba, Natal, Macdo, Mossor, Araco
cy e Cear
O paquete Jaboato
Com mandante Pereira
Seguir para 03
portos cima :ri
cades no dia SO
io J u Ib o as 4
teas da tarde.
Recebe carga, encommendas, passagec e dj-
nbeiros a frete at es 2 boras da tarde do d a
26.
ESCRIPTORIO
ATFcom da Companhia Pernambucana
n. 12
Thti UnitedSxaes and Bra<
zil Mi S. S. C:
vapor Finance
E' esperado -dos portes do
sul at o dia t de Ja
Ibo seguindo depois da de-
mora indispensavel para o
Para, Barbados, s. Tkouiaz
e \>wYork
Para carga, passagens, encommendase di-
iheiro a frete trata-se oom os AGENTES.
O vapor Vigilancia
E' esperado de New York
at odias de Agosto Be
guindo depois oa indis
pensavel demora
Bahia, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encommendas e
heitoi frete : trata se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
8Rao do Commercio8
di-
Io andar
Pacilc Sla Karloi Com-
y
STRAITSOPMAtrELLAN LINE
O paquete Galicia
' esperado da Europa at o
dia ** de Jnlbo seguindo
depoi?- da demora necbsara
aara Valparaizo co.ii -s:ala por
Bahia. Rio de Janeiro e Montevideo
Para carga, passageiros, encoTamendai e 'Si
?neiro a freie: trata-se com os
AGENTES
Wsofi, Sobs i t, Limited
10 -RUANDO OOMMERCI )10
CUARGEUKS REUNS
Companhia Franeeaa
DE
Iavega?o rapor
Linha quinzenal eutre o Havre, Lisboa
Pertmoibucc. Bahii, Rio de Janeiro c
Santos.
O vapor Colonia
Commandante Lequeus
ENTiiARA' NO PORTO
E' esperado ds
Europa at o uia
S de iulbo
seguir depois d
necessaria demo
^ue porventura tenfcam seguido para os portos
lo sul, afim de se poderem dar a tempo as pro-
cidencias necessarias.
Expirado o referido prazo a companbia nSc
je responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas passageiros.
para os quaes tem
i tratar com o
encllenles accommodacOe
epar;
Btiiia, io de Janeiro e natos
Ro^a-seaos Srs. impprtadore3 de carga petos
rapo 'e desta linba, queiram opresentar dentro
da 6 gas i-,uslquer reclamafao conceroente a volumes
AGENTE
Auguste Lbil]e
9-RUA DO OOM HERCIO9
eipaaMa teimicaia fiea
Fernando de Noronha
O paquete Gojanna
Commandante Pinto
Segu no dia *5 de Julbo
}812 boras da manba.
Recebe ca?ga, encom
niendas, passagens e di
ubi iros frete, ate s 10 Ooras da manba do
lia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Pernambucana
n. 12
EILOES
ferca-feira, 26, deve ter logar o ultimo
leiio dos movis, objectos de electro-plate, do
hotel Internacional.
Em couliDuaco 3 vaccas tourinss.
T^iT
ao
de urna casa de taipa com 100 palmes de frenU,
sita na travessa do Feosa n. 17 G, fregufzia da
Graca, com duas sala^, u quarto grande, cosi-
nha, terrajo, cacimba de pedra e cal, diversas
fructeiras, edificada em terreno proprio.
Segund .-feira, 25 do torrente
Ao meio dia
No armas' m ra Mrquez de Olinda
b 48
O agente Gusmao, aotorisado, far lello da
osa cima mencionada, podendo os comprado-
res ir eiamiii.-il-a.
AVISOS DIVERSOS
Perdeu-se lioniem da ra do Imperador
entrada do De.-by, a cadeneta n. 19820 da Gaixa
Econmica quem a acbou podera entregal-a a
bu dono ra da Auro-a n. 9," S- andar, que
eer.. greflficit o.
Pn Cisa-f e-fle Cous porlu^uezes, um para
serveo -le (nmpo e ouiro para estrlbeiro ; na
ra Vidal de Kegretro a. 1S6.
Continua a estar para vender o estabelecl-
mrnl de moibados, sito i. es'acao do Carmo, em
O luda, com ou sem an mercaduras; a tratar na
Ma^daleu ns. 4, 6 e 7.
No reco uos Pnrreiros o. 6, precisa se de
um criado com urgeocia e que lenba boa con
duela.
Precisa se de urna ama para cosinbar e de
um trabalhador que eBtenda de jardim, para um
sitio no Arraial; a tratar no armazem a travesea
do Oorpo Santo n. 27, das 11 tioras as 4 da
larde.
Perdeu se a ca Jerneta <>a 'Ja xa Econmica
pertenceute a menor Aagela, dina de Lmz de
Franja Cota; pede-se. pois, a pessoa que acbou
o obsequio de a eutregar ao pal da dlia menor,
ra Vidal de N-greKos n. 190.
Vndese urna armacau cuai todos os seus
pertences, liclusive urna carteira de looro, para
principiante ; a t'atar na ra do Socego n. 33.
Veode M o kio:ijue e o a n a da Impera
riz, jumo a pouic da Bj-t-Vi.'ta ; a tratar no
mesmo,
Veiiaciu e -m dous svb'ada* ns 1 e 3
ra do Cues que segn da Gasa da Deteoeio ao
gazomtlro, oiide e-lao iiuadoa, leem co^nmodos
paru gr.mde familia, quicial grande com sapo-
tistlroa, lugar di-stinaio a ler grande valor, lo^-o
que se realise o projecto de urna ponte da Boa
Vista a S. Jp;.', muilo prop'io para qualquer
estubelecimeoio f que n&o po"em ser conservados no centro da
cidade. Vuidex-se ambos ou separadamente :
a tratar com L. M. R. Valenija, na Tnedouraria
do Fazenda.
Theodoro Antonio de tiesas
Wtrg*
Bemvi :da I-idora do Amparo FriHr, teu ma-
rido A^onio Alves de Brillo, Mar a fltira L;.ns,
Arenio H. Borger, Elvira > orges. Mar a da As
sumpcSo Los, Autopio Viei^a L;ns, Lu;z Falco
de Siuza e Mauricio Borpe?, agrsdecerc a S;cie-
dade M ne Pi Prru'ar PerramfcucaDO e ao Pa-
dre Valeriano Con ti de Alleluia e todas .3 de-
maia co:porar;6>s que acompanhar.m es restos
roertaes de reu nresarfo pai, s gro. tir. e nmie
Trcoloro Antoi)i>deJfS!i; Horge.satc C m t?ti*
Pui lco, e de novo as ecnvkl; m ra_a ^. i -tir as
mi a- q i p r s'a alma manan :c.ar na
BTej de iVos^a S-nbo-a o Livrjmento no dia
25 ss 8 horas d d'a, plo ijui s co fessam
d'9de j -miroaropn'*- ;.gr=-dt el toaj
Leilo
De 20 fardos de aifcfa, de 2/0 kilos cada
um
Seguida-fi-ii', 2S deJalho
AS 11 HORA^
No armazem .da Companbia Pernambucana
Por intervencSo io agente
Gusmao
eilao
Do Hotel Inteni&cional
Tfifa-feir*, 26 d Ultimo leilo do resto dos objectos, constando de
objectos de electro-plate, mobia estufada, cabi
des e outros cbject06.
Agene Oiveira
Leiiao
Da casa terrea" com so'.a e moveii, sita a ra
Imperial n. 96, pertencente ao espolio da tina
da D. Alna Innocencia da Silva.
Terga feira, 23 do cerrent9
A's 11 boras em ponto, na dita casa a ra
lmteri:l n. 96
O ageste ari na, :or mandado e asistencia
do Exoj. Sr. Dr. julz de direo substituto dapro-
ve^oria, a reqnenmenio do inyentar'ante, levar
a leilo a importante casa" ierres com solea, a
rna fmppriat o. 96. fresuezia de S. Jos, com 1
porta e 2 jauellas de freBtej correor ao lado, 2
salas, 4 quartos, eoal&ha foro, quintal murado,
caeimb.1 qaar'o :'-. p^ra :rjad gallineiro, t
a f enie toaa Je azulejo, e o solo cem i. sala e
4 quartos, edificada em terreno proprio.
Movis :
Urna mobiia completa de pao carga e com
tatnpo de pedra, guarda loug cadeiras de ama
relio, ditas ce bragos. consolos com pedra, 1 ar
mano, cama de amarello, bidet com pedra, me
8as, quarntoeira, marqoezae outros movis exis-
tentes na dita casa.
Os Srs. pretendenles desda j poderao exami-
nar a re'enda casa, cuj chave se acba em po-
der do mesmo ageste ra do I aperador n. 39.
Leilo
De um piano de Tnerty, de 2 lindos aparado-
res grandes urna mobilia estufada, 4 espregui
gadeiras, duas cadeiraa de bragos, eoixoes e tra-
ve.-seiros, cama de lona, cabidea, urna armagSo
de madeira p>ra gymnastica, 385 caxinbas para
lamparinas, urna maceira, urna caixa grande de
geladeira, urna armagSo mgleza, 1 elevador de
ferro, l|4de tonelada de c.arvo pedra, 1 fogao
de ferro grande, 1 elevador de ferro, 21 carri-
teia fio de cobre para telephone, 40 eacadas e
outros artigos.
Terca-feira, 26 do correte
Agente Pinto
No hotel Internacional
Eoi continuado
vender o mesmo agente tres vaccas tourinas,
orna vacca da trra ora bezerro.
Leilo
De vacos tourinas, 2 burros, 3 cavallos e
casaes de porcoB inglozes
Terc.a-feira, ^6 do correte
A' 1 hora da tarde
Ag$nt? Pinto
Ero coniiouagSo ao le:!5ode movis no HOTEL
INTERNACIONAL^__________________________
Leilo
Terca feira, 26 de Julho /
No Viveiro do Muniz n. 2, fiai da ra do
Aiecrim
Urna boa meia mobilia de po-carga, cm mar-
quezao para casal, dous espelbos, dez qusdros,
seis jirros, seis etageres. um cundieiro belg,
cinco laoteruas com pingentes, 'iuaa serpenti-
nas, duas escarraseiras, quatro lapete^, um la-
vatorio, cma- mesa elasiica, douK yparadores,
quatro cu ieiras de junco, qoatro ce amarello,
urna quurtis.bei.-a, urna macbiua a vapor, um vi-
veiro com p ssaros, seis rolas, duas mesas de
cosin'a, pratos, copos, garrafa?, um na ac.
um caaj e repu:ho e multca outros onjectos.
Por ordem do capitao 0rbano Jos de
Lima
A'i 11 horas
Ao correr do martelio
A gente Burlamaqui
Alnga-se
O grande s.bradn da ra Capitao Antonio de
Lima n. 30, onSe fji o escriptorio da B'faCa
pe Ferro Sul dj Pernan b co, com commodos
pa-a grande familia, com agua e gaz ; a tratar
na ra Karqoi de Olinda o. 3, l'liographia.
Livro pertii io
Perdeu se um Ivm Iraneez, Lsnrte de Iria-
oon, Versaillt-s etc por Zenaida Henrist. no i,a
i .'o correrte, no leilo do Camicho Novo, ou
pela estrada da E-ancia cu i.'om bonds daM.'.g-
JaleDa ; quem ac^ou qu ira ter a ooodade de
kvjr'rua B- que pi'r gratificado.
Fatacoes
Corapra-se de todas as nacOes ; na ra do Ca-
bu^:S. n. 9, !oja de aogatto do Re.o.
Gaixeiro
Precisa se de um menino ; a tratar na ra C
Paulino C-mara n. 2.
Gaixeiro
Precza se de um caix-iro ; a tratar na Iraves
sa da.< Croes'n: 16.____________i _______
Espelho oval
Vndese um rico
espelh ) oval, vidro bi-
ste, na rtia da Impe-
ra triz n, 48, agencia
de le loes.
Hospital portuguez
Antonio Frnmi-i'.i O desonza
A jon'a admmifira '.va o o ll.-pital P. r ugue
marida rezar urna d/isa ti-rga-feira 2 d i cor-
rente, as-8-horas rti manha, na capela .lo bo
piul, pe'o descaigo eterno do ?eu 'alie iJocon-
socio Antonio Praoofaro Orr-bo de -)uz, a-
convida os furentes, aroieos do finado e a todos
es steios o hosi)iui, rnra aaslxli em a esta act
reiigio=o. coofesaodo-ee gra a a lodos E-quellea
que accedertai erte pedido.
Secretaria do H pilal, 22 de Julho de 189.
0 2 BPC'etario,
Ant-n-io T. Femar-'
Sfe--
Jonqutxu t i< > 'mntos de Mea
don^ai
JoaqiMn Bloj Arantes de. Mondonga, Mara
Annunciada Ar-n'e- de Mendr.nga, Jo?o H-rmine
Atantes oe .Y..-; il -gi (tawntt), Anuncio Venan-
cio da SHveira e sos senbota, Jo da Motta Gui-
mari-,-3 e su-i s-chora Davd Baltarestia cenho-
ra, Fracc aro da S veir?. Cabrai (auser & Octa-
vio ta Sil.tira Mi: !o' ga e Zulooira ta Suvelra
MeQ'onga, Antonii- L-^opol litio Arant's e sua
familia, mi. rm, irmir, runli-ids, ii'c, to e
primos do falle-ido Joaquim Eloy arantes de
Mendonca eonvidam aos palmes e am'o? para
assistircm as rrissas que por sua alm mandam
celfb-ar ro dia 25 do crrente, trigsimo do sen
psaamenlo, na matriz' da Boa Vista, s 8 horas
ila mir.b?.
Esleirs da India
Branca e de fantasa de novos desenhos
para f-arres de aoalho, ccmoloto sortimento
no LOUVlvE
Francisco Gargel 4 IfDio
Ba 1' de Margo c. 20A
_________TELEPHONE 158
Chegaram para a In
dependencia
83 Ba Duque de C'axias-83
Yoiies aoiericanos
A 400 e 500 rs. o met-o
Liados desanos em Oao se amostras mediante penhor.
Me (idnea, Pf'ido 8f C.
l^reven^o
Calisto Jos de M;l!o previne que no sobrado
n. 78 a ra da lmperatriz pos.-ue fes partes, as
quaes cemprou a J io Dias Martina e sua mu-
iner.
Cosioheira
Precisase de urna cosioheira ; em Fernandes
Vieira, sitio B. 7, casa de azulejo amarello.
Ao coinmerclo
Leilo
Quartjfeira, 27 do crvente
A's 11 horas
No anaazem ra do Imperador n. 41
O agente cima, par maadauo e asststencia de
Esm- Sr. Dr. jui de dlreito^e orpbaos, veode-
rietB letlaj a parte de 3:750*000 no oorado
ru^dalmperatriz n. 78, a requerimento da iu-
ventaran;e dos beoa deixadoa por Synphronio
Ofympio de Queiroga.
Previno a qoem interear possa que indus-
triosos teem se servido de tneu nome, pedindo
fazi-nati- e outros objectos, quer verbalmente.
quer po escripto e al mesmo pelo telephone, o
que ni;a tenbo, por i3-o previnam se para nao
seren prejudcados. Declaro qu: nada d< vj.
Ricife 22 de Julbo de 1892
Antonio Jts Coimbra Guimares
Precisase de urna ama para cnsa da
foiailis;^ p:.ra comprar, coziah&r e fazer
r. ais algnns eeivicos, a tratar na ra da
Iiuperair:z n. 24 Io audar.
\ma
J. 3
Precisa-?-' de orna ama para comprar coat-
nhf pra urna Umilia de lies pessaaa ; n.: ua
Imperial n. 19, 1* andat: _______
Ama
Criado
Precisa se de um criado que seja de boa con
docta, pzraaervigo de fabrica ; na ra de S. J.ao
numero 17
Precisa-fe deuma'aa'a para risa de pouca
famia, para coioiiar e f.7.er mais aluos ser-
vteos: a ra:ar na raa da Imp-ratriz :. 5. laja.

Prreia sede urna ?ma para o servlgo" i;terna
e externo te umi- caa de familia ; a t.atar na
ra ds tJaic o. 5.
Ama cosinheira
5o sitio n. S da estrada de Je-So Fernandes
Vieira ee precisa de cma coskibeira, p; ga-se
bem.
Ama
Precisa-se de urna ama para lavar e engom-
mar; na roa do Rangel n. 9, padaria.
A baixa do cambio
E' a razao de p^gar catire, bronze, zinco e
cumbo velho por mior prego do que ?m outte
qualau r parle, o armazem da bola smarella
n. 36, caes 22 de Novomoro, hje ds R'geoe-
r3go.
Moedas brasileiras
Compra-de de 500 rs., i000, 24000 no eaotr*
,t: moe-.ia na ra do Cabug n. 9, ioja de A)
gusta do Reg.
Grife, do
Precian so de nm criado ; na toj i Batrel
Ife, tj I> i roe ce Ca isa n. o-,
Bnrra furto da
Furta-ara do engenho Caoanduba, nJboa-
ISo, na oouie de 7 do correte me z. urna burn
I a, cabeg pretaecorpo Gaxlo, muito
Dora, de segunda muda : qnem apprerien.lel a
ou dulU d" roticia ao tenJeirodo sobredito erf
geobo. cu ao coramendador- Burrod,- no Recife,
es'ago central de Caruaiu', ou a seu filiio cm
Jaboato, Ber be rccomp-t)3ado.
A o comu ercio
Constando loo que algueaj tem procurado com-
prar diverso^ objeetot em meu come, declaro
que e w.' n fpjawtbiM pelo que comprar pea
soalmeote.
Recife, 22 de Julho de 18SJ.
Aotonio Jos GaimaiJes Co.mbra.
Ao commercio
Fabrica Amor
Os abaixo assignadoa propietarios desea fa
M A, rata ra larga do Rosario n. 8, partki
oau a todos ca seus freguezes ces'a cidade, e
ra della. que cesta dala di^pensaram de seu
ustabelecimento o caixeiro agente T.iootooio Tos
cano de Brillo, e pedem aos memos freguezes
o espeial faver de dinsirem-se ao proprio es-
tabeleciojento, em qaanto Dia !r preencbldo
esse lugar por outro empreeado.
Recife, 9 de Julbo de 1892
Viuva Lrrega & Oiveira.
M IA5I0USS DE ABA
1 loia Is Letras m
Vende-se
A' iua Duque de ai
o. 61
-
......i .... .



Fiarlo de Pernambuco Domingo 24 de Julho de 189
SU
Pero/as ce l
Essencia pura \
te Sndalo
i
M
mentada
Europa e da America.
nem diarrheas, nem dores de estmago nem arrotos como produzem fre-
cuentemente as preparages de copahiba.
A ESSENCIA PURA DE SNDALO nao ala cheiro revelador.
As PEROLAS DE SNDALO do D' CLERTAN, preparadas por
proceMO approvado i>ela Academia de medicina de Pan'z, conlem essencia pura
e sua efflcaca certa DOS Coi-rimen tos contagiosos, os Esquentamentos
e todas as InflammacSea ou Catarrhos dos orgaoes geaito-urinarios.
Poden) ser tomadas-c:n todos os periodos da Blennorrhagis. Tomando as
PEROLAS DE SNDALO do D' CLERTAN, os doeptes (Oin corteza da
ter jm producto que merece toda conflanca. Smifir a Firma
FABRICA 13 VENDA POR ATACADO :
PARIZ, 19, iua Jacob CS L. FRERE- CHAftlPIGNY EC" SUCC" 19. ra Ja:.
VtNDt'd NA MOR PARTE OA8 PrARMACIA ^
.....iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiu.iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiu.....ii-iii n;
1 !
DI
IR m PARS
OVO
V
.
A. O
Extra-Fino
iCai'iv ais m atm
/
''"V^afr. Pj^ *x*zk'& BH

RBA-ODADO SEA)
J.
itroi
o IODO, combinado com os suecos das plantas antlscorbutic&s.
presta s Creanca doente os mals relevantes servlcos, para com-
bater Glndulas do pesclo Uachitismo Pallide*-
Enaorgitatnentos escrofulosos
elle Croatas lcteas, etc.
E' preferir] aos olees de -
,-ado de bacalhao; alin de ser
um fluidificante, tamben
depurativo enrgico.
PAS1S.11119. RLE linOLOI I rUiU"*. *"J
llolestiis da
5-aoooooooeo*
VfiiHO QUINA PYR0PHOSPHATO FE1BG
^ PBXPASADO NA
SIEMBRO DA aCADBMIA DB MEDICINA DE PXUZ
-lhes
outras
t por isto que deve ser conok-w.de como o mclaor IBasrenerador do fia-v-ue.
Mm t ttittr ai Imitafes e haMflcacCes fraudulentas, etlji-u a A&signttura
de MiSSIj, nico sucesor de Uobiquet 4 l.erasKenr
PHARtVTiLCIA KOJBXQXTET. 23, roa de la Monnale, X/t.X%XSB
Depositarios m Ptrntmbuco : Francr* ff. da Silva b < *
MlnWNtO0O^M>HOOO<
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aicatro, Terebcnthina, **
EifTIN
INJECCAO

Hyglenlca e Preserrarfor-a
sem causar
Mccidente algn.
A GRAGEAS FCRTIN, forSo as priineiras qna obtiveram a approvaeSod&Acodenia
di medicina (13S0) a que adoptaram-ee nos Hospitaes. Curam as moltiaa secretas.
mais rebeldes sem fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECCAO FORTN aempre recommendada como o complemento da medic&co.
DaposiUrios era. Pernambuco : VJEIJiJST- M. dsi SIIj'V -A. Se O*.
cs-Rasta h \T .mVfe^iiMHFDefluxos.Bronchttes
"V f*pUafcl*dr\U^fS-om Lactucarium^ .'...,.,.
^"-^ l----~^ INFLUENZA
APPROVAQAO DA ACADEMIA DB MEDICINA DI PARS
Contra as AFPEICES dos BOFES e dos BRONCHIOS, acalma a TOSSE
e supprime a INSOMNIA. ________
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SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Holloway um remedio infallivel para os males de pemas e do pcito ; tambem para as feridas
antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumalisrno e para todas as enfermidades de peito nao
se reconhecc egual
Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros contrahidos e
juncturas recias, obra como por encanto.
Essas medicinas sao preparadamente no F-stabelecimento do Profesor Holloway,
.1 T8, HEW OXFORD STSEEI (antes 538, Oxford Street), LONDRES.
E vendemsc en: todas as phannacas do un:\*erso.
& Os :or.pradores sio convidados respetosamente a examinar os rtulos de cada caixa e Pote se d*o teem a dic5ao,
I >xford Sfeet, s*o fakibea^oes.
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A LOJA DO POVO
Vende
Cortes de vestidos bordados, de linho,
Zephiro, e ett'mine, claros e escuro', por
20*000.
Cortes de vestido de cretone gurneci
do, com 10 metro i n 50500.
Jerseys para capaces de senhora e roa-
pas para creanca.
LS pora a 60000 o covado.
Etamines para mosc^aileiro e cortinadov
eoifl 3 1|2 palmos e 'Isrgora a 200 oo-
vado.
Kua das Larangeiras n. 4
Avisamos aos nossos fregnezes que temos exposto a venda, os seguintes ge
eros portuguezes, para oa quaes chamamos a atterjgao.
CHAMPAGNE DA REAL COMPANHA VINCOLA DO NORTE DE
PORTUGAL
Vinho Moscatel de Setubal.
Vioho Moscatel de Otilares. ^
Vicho Malvant de Coilarec.
Vinho Superior de Palmella
Vioho do.Porto Velbo 1851.
Cognac Moscatel de Lisboa.
Cognac Moscatel de Collares. f
Real Cogn^e de 2 e 3 estrellas.
Licor de Maric Brizard e Roger.
AnniseteCacu a la Vinelle.
Cacao Chouao.
Superior ".hartreute de L. Garnier.
Beneictin etc
Convidamos aos apreciadores os vinhos generosos um passeio ao nosso ar
mazem.
Enres Barbosa Cooper & C.
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DE
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LANMAN E KEMP
XKW YORK
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INFALLIVEL M

fi^^*H*4a^tf**if*

i. si m& si @asis?8 e
Novidades e preces baratos
1
.
Saias braopas bordadas para senhoras.
1 '.sacos braceos bordados para senhoras.
Camisas, dem, idem, dem.
Vstuarios um tacto.
Toalhas de linio com bico crivados de bioo, diversos pretos.
Caeacos de Jersey para senhoras grande sortimentc.
Dito de caxemira de cor.
Capas e vezitea pretas para aci.hcri.s, caxemira e seda,, diversos procos.
Cretones riancezes muito largos, cores e brancos a 500 rs. o covado.
Toaihas de linho e al^odo para mesa.
Guardanapos linho e algod&o, grandes e pequeos.
Cintos de cores de 240 a 400 rs.
Fntft&o branco fino.
MbdapolSo francez com 24 jardas de 80, 9| e 100000 a peca.
Brim pardo liso para vestido a 400, 500 e 600 o covado.
Sargelira de c6res e branco a 30 o covado.
Camas bordadas linho puro com 4 fronhas e 1 talhe todo igual,
lantilhas hespanhoks.
WetUeaeao Sof>xwativa e 3c-
COEBtituintj
para se tr t ii B, por ] to, o;
: .ir otii punco m o.
Bssa mcdlcai'o cxpttl lamente]
os humores, bilis, hu ioros> iscosos vi-!
ciados quo occasionam oc ms n ain hs '
: orillea o sa:i;uo e llupedd ,
n> rooali
,\
'*
sados segundo lidadc, .
ispeoVMmeule as Itfolestlaa ^;
Ifi
j Sxtracto eonesatrado dos Reme- v-
J1 ics liquilos podad" SUbsl.tUil-os, ?.
g pan; as pessoas qrie Hvcreai re W .i^ima.t->-t \-i ^
B i i :. AKthina,
i'ntarrltn. iiittn. IllteitiHatHU, <>.
Tiitmirif-. I U-eniM. ffflit do !?;
appetite,Pebres, Congcate-s. Mo- *>
lextlitH d<> h'iifuiio, lutpifens, >
i'ei'iHPlhtde*. 1'ei:tt/iuiiHii. eto. &
'NAO S0VE; ACEITAR*
qoatqncrp oloctu [oo nao tivor o onJorc i la .
Ph COTTm, yenro do si. Le Rey
Ra lo Ke.ne, 51, PARS
DEI-O.-lfl BM T'IKA.S AS PSAAttACIAS N
WA PO
3T. 21



LOJA DO POVO
11- Ra do Crespo-M
O proprietario deste importante estabeleoimento resolveu liquidar por e
de senQvalor os seguintes artigos.
fi8!3^ra*.Wi^
Cimento ingUz
Marca excelsior com 150
kilos. Vende-se ra do
Bcm Jess a. 12.
Costa Cazeiro& C.
A saber:
.
v*oile> liaos e com flores a 240 rs. o covado.
Ditos phantasia o que ha de novidade 320 o covado.
Ecamine com 3 1|2 palmos largura a 200 o covado.
Cretones claros e escaros a 320 e 700 o covado.
dem em cortes com barra a 50500 um.
Creps pretos c braceos lindos padrees, de 10000 o covado por 500.
Granadino de seda, de 0000 o covado por 10200.
Eadapolao de 70000, 80000 e 90000 a peca.
Dito francez (20 varas) a 100000 a pega.
Cortes para colletes de fustao a 10500 um. *
Grande sortimento de brins de todas as cores e precos.
Jersey para roupaa de enanca e Senhoras (novidade).
Cortea de vestido de cachemira a 250000.
Cortes de cambraia bordadas de 150000 a 300000 um.
?lerins pretos para todo prego lizos e lavrados.
Capas de cachemira lavradas para Senhora (novidade).
Um saldo de merinos de quadro a 600 o covado.
Camisas francesas de 30000 a 60000 urna.
Lindo sortimento de cortes para calca.
Lindo sortimento de casemira para casacos de Senhoras.
Voiles de II para lfOOO o covado.
Ditos de algodSo grande sortimento.
Stamines de cores a 440 o covado.
Extracto ingez dos melhoraa fabricantes a 20000 o frasco.
Grande e lindo sortimento de metas para Senhoras, homeos e creanca.
Panos de crochets para sof e cadeiras.
(LARDOSO ft IRMAO
Kua Baro do Iriuiiipho ns. 100 a 104 e ru*
do Visconde de Itapanca ds, 2?
Tem sempre em deposite :
, MACHINAS a vapor de 4 a 8 cavallos dos melhoren fabricantes.
CALDEIRAS multitubulares para 4, 5, 6 e 8 cavallos.
MOENDAS as mais solidas e melhores do mercado.
TALXAS de ferr batido cravadae caldeadas, fundido de todos os t mauhos
gRODAS'AGUA'psra cubos de maaeua e todas de ferro.
ODAS DENTADAS de espora e angulares de diversos tamanhos.
CRIVACOES duplas e boceas de fornalhas para assentamentos. -^
BOMBAS DE REPUCHO sem. sola, vlvula de bronze.
CHUMACELRAS parafusos e o mais que se opsa desejar para eag^abaj, aira
as de ferro e Obras Publicas.
FAZEM E CONCERTAM toda e qualquer peca de machinismo tanto de fer
andido como batido-
EN AKREGAM SE de mandar frir da Europa por encommenda, medinte omi -
jommissao raaoavel, qualquer machinismo e CONTRACTAM apparelhos para ai
naa, para fabricar de 100 a 300 -acos de assucar em 24 horas.
Obrigam-se a montagem dos meamos e responsabilisam-se pelo bom trabaih
o que tem um hbil engenheiro ingle nuito pratioo, alm de dos um dos aooiot
a que tambem engenheiro.
Jan i pa b
Compra-se jaoipabo fmp^qoenas e grandes
quaniidade s: na ra do Principe o. 28.
CIMENTO ""raMd'ilin
Em barricas rneiras
Helas e (reos
VENDEM
Guiruaraes 8c Valente
4 e 6largo do"C)rpj Santo4 e 6
KiiiaSis: E ::ss:
Participara que receberam
CAL NOVA DE LISBOA
4 e 6largo do Corpo Santo4 e 6
Cento por cento
Cautellas do Monte de
Soccorro compra-se com
100 V cima da avalia^ao
na relojoaria Vernet.
Ra do Barao da Victoria
n. 53.
Hotel Brign^
orto
Diaria--1^200,4$000e 800 res
Asseio e limpeea. Mesa abun-
dante e variada
Vinhos especiaes e discripcSo
Bols commoJos para familias ; abatimen-
to importantes para as mesmas
Proprietario,
B. Machado Coelho.
Fabrica WloraT
DE
hd Rara da Victoria o. 33
Leja de quadros
Madame Gerard avisa aos seas ame
i'ossimos fregaezes, que recebea de Pari
m grande e variado sortimento de pelli
*a de chevreiaux, de primeira qaaliaade
dea, castor etc., eto.
Fabrica de gelo
4goas e limonadas gasosas i
tedas as Realidades
Soda valer gmger, ale, limSo, laranja, car
rao, abacaxis, rauadina, grosellas, tranbolaa
DQilba, horteli-Bimenla, etc., etc.
il-A-CAES DO aPIBAJlIBB-11-A
.^CTOWMPo5ro^
rara a cura eflicat e prometa das
Molestias provenientes de im-
^ pureza do Sanfjue.
E um." loncnra andar a fazo- exp
riendflfl i : i-:ras Inferiores eoia-
poatas mi.- "lunarias ou de plantas
ridi','1 -i: \*c .li'.acia nao conilrraadt
,da Beln oantb que a molestia
cada rea vai ukaodo terreno.
Lancen bmo, sem demora, dc.um re-
medio garantido cuja efficacla i^cia facto
kssiimalado e Inquestlouavel 1
O KxTRACTO COMPOSTO CONCENTRADO
}st Salsapakrh jia DI Atkb conlitcido
r recommendado pelos mdicos mais n
tellifronios dos paizes adlantados, ja
arante !0 aunos,
Centenas tem collado beneflcios do seu emprego f
sao outras tantas testemunhas da sua
clcacia positiva e IscomparaveL
PREPARADO pelo
DR. J. C. AYER & CA,
Lowell, 3Iass.. Est.-Cnidos.
-.1 .-, : ,'
KUBWJ
Ilibrede!
KEROSENE IMBailL
VENDEM
Fon seca & Irmos
PTf<3Nr^^r,Trl^O
&gBtVgA3iaJfflE^DE 1>EUS 5
TV? &WMMRIGA& N?
RA DO VISCONDE DORIO *
1' ^-BRANCO -
III ANTIGA DA AURORA III
O proprietario des.e estabelecimeoto, desejan-
do tornar bem conbecido de publico os pro-
ductos de sua fabrica exfbidos do caj, geni-
papo, abacaxi e outras frucia? nacionaes, cujas
formulas e modo de ir- p.-.r ;". brsm .pprova-
dos pela Inspectoria da Hjg:ene deste Estado,
vem apreseotar a lula ios ditos prodnetos, que
cada dia vao sendo confeccionados com mai3
SerfeigSo c aceio grveas aos stus esforcos e de
abis fabricanles europeo?.
Alm das virtudes medicinae-: uos preparados
da marca supra, que tem por base o euj e ge-
uipapo, como sejam os vinbos, aperltaes e cog-
nac, que sSo perfeii;.m-nie coobeeidos por ledo
o mundo, t-ob t-ae anda c uso quotidiaoo que
delles se taz lembrar por occaslao das refeigCes
diarias, como bebidas de cheiro e sabor agra-
' jela qualquer paladar, provocando ao mes-
mo tempo bom appelite, priticpalujenie as pes-
soas que scffroi do estomago, anemia, eypniles,
molestias de pelle, ele, etc.
rrecvi act ae nujeito a alitrirSe
do" me roe do i a* ara p orlar o
.fri neo a hordo e O */o ue deacont*
em groaau.
VINHO DE CW,
em calx de 1 duzia de iO
em an rela de 2
em barril di: 40Ji
COGNAC DE CAJ'
em caixa de i duzia
APERITAL DE CAJO'
em caixa de 1 duzia de re tu
lo encarnado
de ro'ulo amarello
VINAGRE DE CAJ' tinto e branco
em caixa de i duzia
em barril de 20*
em ancoreta de 12$
VJNH0 DE GENIPAI 0
em caixa de 1 dosia
APERITAL DE GENIPAPO
em caixa de 1 duzia
COGNAC DE GENIPAPO
em caixa d 1 duzia
DITO DE LARANJA
em caixa de 1 dtzi?.
APERITAL DE LARANJA
em ca'xa de 1 duzia
GENEBRA DE LARANJA
em caixa de 1 duzia
LICOR DE MANGA
em caixa Je 1 duzia
VINHO DE ABACAXI
em c.nxa da 1 dci a
CAJ'EM CALDA em irados c barrilicbos de
louca ricamente pintado proprios para
prezeote, ele. s
CAJ' CRISTALIZADO, castaoaa de caj con-
fesadas, chocolate r' .anhas de cajo
compoeto, lor iy:talizada. outras
fructas e i uetm latas ornadas, etc.
Alguns destes productos que nao Fo me
contrados as casas de varejo desta cidade, po-
derao ser aviados na fabrica oo no depoeito i
vontade dos compradores.
Carr? fas valaa
se nesta fabrica garrafas ra^ae de

12000
28000
50*000
20*00
12*000
9*000
5*000
25*000
14*000
12000
10*000
20*000
18*00
10*000
7*000
12*000
12*000
Recurso
Compra-se roupa uiada de homem e de
senhora e qualquer objecto seja qual for
o seu e-tbdo, no castello dc=Ruicasa
ra de Maciel Monteiro n. 6,
Casa em Afflictos
Aluga se um bom sobrado com accommoda-
ces para familia, com grande quintal murado e
dependencias para criados, banheiro, cocheira,
etc. ; a tratar no escriptorio commercial, ra
Duque de Caxlas n. 71
Sergio Dantas
Pede-ae a esse eobor que appareca roa do
Alecnm d. 22, visio cao se stber a sna resi-
dencia.



-
-
rsimn


8
Diario de Pernambuco Domingo 24 de Julho de 1892
LEQUES
E chapeos de sol, recebeu nm lindo
sortimento.
AU PARADIS BIS DAMES
Sas
Branca pretas e de cores lisas e coin
lavores, recebeu um esplendido sortimento.
Au Paradis des Da mes
Elegantes
Eepartilhos de seda e de brim com
pelucia tem.
Au Paradis des Dames
~ LANS
m cortes de vestido, ricamente enfei-
tades e em pecas lisas e com desenhos.
P4RADIS DES DAMES
Iv!O
Cepas de Beda e de 15 de cores imper-
meava.s para tenhora, receben o
Au Paradis des Llames
Modelos inteiramente novos ao
Au Part dis des Dames
Bordados
R eos cortes de vestidos de cambraia
bracea e em pecas.
jfl Pjgjj 1185 DoIBS
Bilhar
J superior e conhecido panno tem
Au Paradis des Dames
CilANCAb
C'ostumes e vestidos de brim, cambraias,
jersey, 12 e seda para todas as dados,
tem grande sortimento.
AU PARADIS DES DAMES
Boa Bardo da Victoria n 38
Taverna
V::je-se orna taverna em boa localidade e
coarpoucos fondos, propria para principiante i
na rna Direita de Afogados o. 96.
"S^ASTHMA
Oppress&o, Catarro, com O
i C3i_.xbn-5r. -
Obteve 39 mais a/fas recompen$a$.
Deposito em todas as Pliarmaclu.
NOVO ESTABELECIMENTO
Receben nm lindo sortimento de
CAPOTAS
e rendas de cores e pretas para senhoras.
GXXvAJPKOS
as e de palna para senhoraa e meninas.
ha de seda para cr'ancas.
r
As usinas, refinacoes e fabri-
cas de doce
YcDa6-se om apparelco completo e novo para
ser movido a vapor, servindo de cosinba para
ICO pessoa ou podendose nillisar dito appare-
bo para retinar assucar ou fabricar doce ; ver
1 ertraa rna do Amorim n. oi
Azeite puro de OJiveira
Em latas de 1, 2 e 4 litros.
Receberam
GUIMARES & VALENTE
- e > Praga do Corpo Santo 4 f. 6
Vende se
Urna ::isa edilicada de novo, faltando reparti-
:_ ato a ladrilbo na ra de S. Miguel, freguezia
ce ,.93; qufm pretender dirija te
tui lo Padre For:ano n. 67.
Padaria
Vndese urna padaria bem localisada e com
boa treguezia, o motivo da venda o dono ter de
rttirar-se para fra da cidade ; aoem pretender
ic'o-maces dira se ra do Livramento no-
mero 11._______________________________
Yenda c Hotel
Um o:teI bem afreeuezadoe sortido ; a trat< r
com o agente de leilas TQomaz Jos de Gosmo,
a rea ^rqaez de Olinda r. 48
Predios venda
Noa Afllictcs. Muito boa propriedade, com
dependencias p:ra criados, banheiro, roebeira e
com grande quintal murado.
Ka Arraial.Grande sitio comproporcSes para
eiacar > com al8umas ca8as ue d* rendi-
rse:! to.
Em S. Jof.Roa Luiz Mendonca, casa porta e
jsnella, roa Yplranga, meia agua.
Rec.fe.-Becco Paschoai, meia agu.
AfogaJos.Estrada do Remedio, boa casa, ra
da Paz, dous bons predios.
Trata se no Escriptorio Gommercial, rna Du
que de Casias n. 12
FOLHETIM
POR
PEDRO BECOIRCELLE
CUASIA TASTS
(Contlnnaco do n. 16 5)
V
AMES DA BATALHA
Depois de sua partida, Corvol j tran
quiilisado, entregara se inteiramente aos
seus convidados.
J tinba passado ha muito, o meio-dia.
bo&vam duas horas.
Has o castellao, como um hbil dono de
casa que ere, tinha cuidadosamente me-
t.tado no piogramma das diveraSes que
pLnejava offdrecer a seus hospedes.
Fes um signal a um dos criados.
Dez segundos depois appareceu um
guardp.-caca.
Est prompto, Marcial? perguntou
Corvol.
Sim, senher. Oa mena batedores
levamaram urna duzia de cobritos e quanto
aoa taisScs e aos coelhos, ha em tanta
quantidade que nem mesmo, em um mee,
todos os seus hospedes conseguio exter-
mnala a!
Como! exckmouo perfeito. Urna
partida de cagas, no mes de Jun'uo !..
Nos, funecionarios ?... interrogou,
nao sem urna pontinha de pesar na ento-
naco da vos, o procurador da Repblica.
Estejam tranquillos, meus senhores,
"^" conscieccias de magistrados fica-
rSo ao abrigo de qualquer exprobac&o'...
para hornees rapases, dos sabricantes FRANCEZE, i^H,t,z.tS E ALLEMAES.
CHAPEOS
de seda para homens.
GRAVATAS DE SEDA
FORMAS *
p para chapes de Bunhoras e meninas.
3saNTG3e3B.-Aja as
preos e de cores.
Fitas, Gazes, Rendas, Veos, Azas, Passaros, Flores.
Plumas, Aigrettes eGrampos
para chapaos e outros artigos de fantasa.
Ra do Baro da Victoria n. 42
M. LICIO MARQUES
Telephone n. 560
SABAO CURATIVO BE RET
Tumores, cravo, pelle vermelha, asp?ra e oleosa impldido ou curado
por o mais grande de todos os formoseadores da pelle, o Sabao Curativo de
Reuter. Produza a pelle formosa, branca e clara e mos brandas; absoluta-
mente puro, delicadamente medicinado, extremamente incomparavel como
sabao para a p^lle bem como do toucador, do banho e doquartodas chancas.
cautela.Nao genuino sem cada envoltorio ter a marca re-
gistrada de Barclay & Co, New-York._______ _______________.
MEDICINAL
Y PAMA O
ETEL
XAftOPE DE REUTER W. 2
Como remedio da Estagao Calmosa, Poriticador dosangue, diurtico,
s aperiente, nenbum outro appellidado depurativo ou salsaparrilha se appro-
eima sequer aoXarope de Reuter c. 2. Combina quatro grandes proprieda-
xes em nm so remedio, operando a um tempo sobre os orgaos digestivos, o
dangue, os rins e os intestinos.
Absolutamente neutralisa xpulsa pelos canaes intestinaes. rlns e
poros da pelle, os germens nocivos, 4ne flutuam no eangne, na urina e na
transpirago
O MKLHOB
PURIFICADOR
PARA O
ftANCJUE
PEQUERAS PILULAS DE REUTER
Figadu entorpecido enra-se positivamente com estas pillas. Ellas
PARA
f k i
sao um remedio purgativo livre de perigo para o bomem mais fraco, to bem
como bastante activo para o bomem mais forte, e nao constipam depois; pela
aegao geral agrada a todos que as usam. Sao as pilulas estandarte da pro
Gdsao medica dos Eitados-Unidos. Sao as menores e mais facis a tomar.
Qaarentaem a
TRIGOFERO DE BARRT
Urna preparago elegante, extremamente perfumada, remove todas as im
purezas do craceo, preservativo contra calvicie e cabello ciozento; fazo cabel-
lo crescer espesso, brando e bernoso Iofellivel para curar erupgoes, doengas
da pelle, glndulas e msculos, e cura rpidamente cortaduras, queimaduras,
feridas, terceduras, etc.
CAUTELA.NSo genuino sem cada frasco ter a marca registrada
de Rarclay & C.New York
PARA O
CABEL
1 APELL
depositarios ujcstes PBuDDCTOS.A cumpanhi de Drogas dnctos chamicos
Ra Marques de Olinda n. 23.
' m siiiaiisi g m mmim
FABRICA AMOR FABAIGA TlGttK
ba mu so :,::&:: & s m so sabao sa victo-hia t \
Nb abaizo nssigaados, proprietarios dessas fabricas, participamos aos noesos
fregueies desta cidade e fra della, que, em consequencia da grve pelos operarios
e ontras* razSes j bem conhecidas de todos, tiremos que augmentar os salarios, e
resolvemos que os precos dos nossos cigarros a principiar do boje 15 de Julho de
1892, serSo os seguintes :
FABRICA AMOR
Marc-v Cata flores, liquido 70OCO
c Namorados, dem 7000
c Desfiados aaarrados, idem 750O
c Desfiados embutidos, idem 70CO
Pu!o e Virginia, idem 6$000
c Realidade, idem 6^000
t Trovadores finos, idem 8^000
Trovadores groisos, idem 84500
Linho, grossos, dem 5)J000
c D. Emilio Castellar, idem
FABRICA TIGRE
Marca Princeza, grossos
> Bohemios especiaes
< Princeza, finos
< Def fiados amarrados
c Desfiados embutidos
c Bohemios communs
c Flor de Hespanha
t Pedro.Affonco
c Linho, grossos
Policianos
60000
CIGARROS DO FITKIRO
Grossos, milheiro 85500
Finos, idem 80COO
Palha de milh, idem 9^000
OS PROPRIETARIOS,
Viuva Lorega e Oliveira.
85500;
85500
850C0
755C0
75000
75000
65C00
65000
55000
35200
replicou Corvol, sorrindo. Ignoram talvez
que os dominios de Cbamerettes compre
hendem terrenos murados to vastos, como
os de Marly... E l, apesar da estacSo,
que vamos abater a caca, cuja presenta
acaba de nos annunciar este escolente
Marcial, e, como ba mais de onze annos
nSo se tem disparado um s tiro n'estes
dominios, posso afSrmar lhea que tero
muito em que queimar a plvora.
Hurrah pelo Sr. Corvol!... gri-
tou o coronel, resumindo n'esta exclama-
cao o eentimento de t dos os convivas.
Amacha, meus sechores, proseguio
este ultimo, reservo-lhes, se o quizerem,
urna outra distraerlo.
Qoalquer que elle seja, replicou o
prefeito, ser muito difficil niveia!-3 com
a que boje nos offerece.
Pian'jo ama pescara.. O lago de
Kerbion, que tambem iaz parte dos meus
dominios, ba pero de dez annos que nSo
esvasiedo. Passa por ser um dos mais
importantes do paiz... Posso fcffirmar
que teremos urna pescara soberba.
Diante d'esta nova e lisongeira perspe-
ctiva, o enthusiasmo nao teve limites.
Agora, senhores, a 089a grit^u
Corvol.
Dous immenso3 breacks esperavam, dian-
te do Vestbulo, 03 creadores e as Benho-
ras, que haviam promettido Bcompanhar
ob cavalheiros at o lugar em que estes
deveriam apear-se para p6r em pratica as
sua proezas.
Magdalena naturalmente nao deixou
seus convidados.
Pareca muito calma, muito alegre mes
no. Pessoa alguma poderia duvidar das
terriveis emocSes que lhe faziam arfar o
eeio'
A cara foi urna verdadeira hecatombe
Sete cabritos, quarenta e seis faisSes e
nm numero incalculavel de coelhos toram
levados, noite, para a mesa, pelo digno
Marcal.
O jantar foi de urna cordialdade encan-
tadora.
A dona da casa deu provas de ama tal
liberalidade de espiritoso tal graya na ma-
neira cem que tratava a todos, que Cor-
vol sent'o-se mais urna vez surprehendido,
perguntando a si meeroo se tamanha im
poBsibilidade nao oceultaria alguma em-
boscada.
As fagas do dia haviam desperiado o
appetita a todos os hospedes do castello,
e como o programma do dia seguinte era
o mais tentador possivel, ficou convenci
nado que todos recolher-se-hiam muito
cedo.
E isso tanto mais ueces3ario, pon-
derou o Dr. Bonarde), que amanh deve
moB ir ao espectculo e, portanto, seremos
obrigados a nos deitar mais cedo. Vamos
nos divertir com a comedia.
Que comedia ? inter jgou Corro.
Como exclamou o medico, j nao
se lembra ? O espectculo do sujeito que
o procurcu boje... garanto que o theitro
soberbo.
E' exacto, murmurou Corvol; j
nao me lembrava.
Mas o horneo? nao se esquece ; por
signal que me pedio que insistisse para
que nao faltasee pessoa alguma.
NSo faltaremos! responden os pre-
sentes.
EntSo boas noites! dissa Corvol, de-
pois de beijar Magdalena.
Depois da partida do doutor, todos re-
tiraram-se.
Corvol sentio-se impellido a acompa-
nhar Magdalena.
Mas deteve-o urna reflexao.
NSo! disse elle comsigo mesmo.
Hoje nSo 1...
, depois de ha ver be i jado a mao de
sua mulher, chgou ao sea aposento.
Chapeos e capotas
Ultimas novidades de Paria receben o
Louvre
lapas, jersey s e visitas
Costos iateiramente novos acaba de re-
ber
cortes de l,linho, seda
e algodo
Ricamente enfeitados, tem recebid 3 ni-
amente e
LOJVRE
Sec as brancas, pretas e de
cores
Novob padrSes e para grande escolha
lendo espachadaa nestes ltimos das
LOUVRE
Grinaldas, Jeques e chapeos
de sol
De phantasias acabam de chegar para o
LOUYRK
Costumes para cranlas*
De todas as idades cncontra-so grande
tortimento no
Louvre
)bjeetos de g-osto para
presentes
Ha neste artigo grande escolha no
LOUVR E
raemos EEHAN-
TA8IA
Sendo impossivel de se deicrever a
grande variedade de tecides de diversa
{calidades proprioa para a estac3o actual,
oga-se ao publico em geral e principal
Sent s Exmas. familias a fineza de vi-
liUrem o
LOUVRE
Elua 1/ de Mar$o n. 20 A
Francisco Gnrgel l Irmo
TELEPHONE K. 158
^ Boa Fe
Roa da Imperatriz n. 78-A
Chama a attencao de seus freguezes para o
grande sortimento de titas, bicos creme brancos
e de cor, bordados, transparente e tapado, espar-
tanos, flores, meias para senboras, homens e
menino, Jeques, lencos de linbo e de seda, co-
larinbos e punbos de linbo e te borracha, era-
ratas pretas e de cores, bengalas, perfumaras
dos melbores fabricantes, sapatos,bonecas, bugia
e velas de cera, 13 para bordar, emflm um com-
pleto sortimento de miudezas, e precos sem
competencia.
Cimento Portland
Novo ebegado pelo vapor, qualidade superior
e precos sem competencia, barricas e meias bar-
ricas, em gropso e a retalho ; vende se na rna
da Madre de Dos n. 22.
Avi
VISO
Anglica Silva prepara com a mxima pro/i
ciencia toilette ue seosoras e enancas, precos
mdicos ; na ra do Cabula n. 7, i- andar.
Vivam os noivos!
COSTUMES
de Casaca
de Crois
de Fraek
de Paletot
e de brins
n > &
8 G 1 W
I n i
v. o
8 H M
Estopa usada
Vende-se per prego commedo : no trapiche
Vianna, Porte do Mattos.
CIMENTO
Por 13)5000 a barrica vendem Fonseca
Irmaos & O.
1 IM...... I i P
Taverna
Vende se urna taverna bem afreguezada e com
poucos fundos, propria para principiante ou
mesmo a quem queira ee dedicar ao negocio em
grosso, visto a casa estar bem localisada e ter
P'cporcOes para este m ; a tratar na ra de S.
Jorge n. 139.
Desde que entrou em seu quarto, Mag-
dalena ficou durante alguna momentos em
completa prostracSo.
N'ease grande aposento deserto, ella
acbava-se de algum modo como urna e&-
tranha, nao parecendo reconhecer os mo-
vis que a cercavsm, os objectoa familia-
rea que estvam ao seu alcance.
A sua cmara nupcial!... Ella estava
em sua cmara nupcial!...
E n'aquelle instante Corvol podia appa-
recer all, transpr o limiar da porta como
seu marido 1...
Ella nSo admittia que isso fosse possi-
vel, NSo sabia explicar como, depois de
haver fgido d'elle, de abandonal-o para
sempre, meditava ella entao, achava-se
de novo all...
Levada por sentimento instiectvo, de
repente, bruscamente, dirigio-se para a
porta e fez correr os ferrolhos.
Em seguida, tirando um pequeo pn-
nhal gecovez, lembranca de sea pai e
que achava-se suspenso no fogSo, collo-
cou-o em cima da mesa, ao alcance da
mao.
Em caso de perigo, poderia fugir cem
elle, ainda que esse perigo partase de
Corvol.
Matal-o-he, pensoa ella... E ma-
tar-me hei em seguida...
EntSo tifn da luva o bilhete que lhe
passra Flormond por occasiSo da sua
visita.
Ainda nao lbe fra possivel abril-o e
161-0.
Ora pela preBenca da Corvol, ora pela
da Sra. Hardoain, ora pela de alguns hos-
pedes do castello, nSo estivera ainda nm
momento s. Impacientra-se com essa
demora, lembrando-se de que nesse bilhe-
te encontrara urna palavra de consolo, nm
adeus de Roberto, talves urna resposta
carta em que manifestara-lhe todo o seu
pesar, e que lhe havia deixado. Afina!
Casa de commisses e repre-
sentaces
EXPOSIQO
DE M COMPLETO SCBTI1EST0 DE
GATALOG-OS dS
de innmeras fabricas de lodos os paizes da Europa
das duas Americas, de toda especie de mercadorias, di
machinas e materia prima.
Deposito do afamado CREOLIM o melhor de-
nfectante conhecido.
Deposito da bem conhecida ODONTINA do
Dr. H. Rirdet.
82Eu; do Bom JFSS--8S
i


. -



I

s
MOSQUITEIROS AMERICAKC
COM ARMAgAO ECORDAO
3B3B.J^3NfGOS^ 233 GODB.S
a Drecos seis cwi
Loj 9 AtmMW n Estrellas
56 e 58 Ra Duque de Caxias 56 e 58
Telephone n. 210

estava s, e se esse bilhete lhe trouxeese
urna nova dor, um novo desgosto, ao me-
nos ninguem veria as anas lagrimas, nin-
gnem seria teatemauha do seu desespero.
Tomou o bilhete, deBdtbrou-o e, apro-
ximando se da lampada que acbava-se em
cima do fogao, lea :
Minha querida ti ha. Velamos por
ti. NSo desanime.
t Ei necessaaio que Roberto te veja
esta tarde.
t Quando estiveres sruatua q o n
do tolos dormirem no castello, approxime
um instante a lampada da janella.
c Este signal ^Hiicar que elle poder
ir ter comtigo sem perigo.
iTua mai te abenjoa, minha dlha. Es-
pera !...
Maktha Geevais.
Ao lr estas palavras, o coracao de
Magdalena baa como se quiaesse saltar-
Ihe ^ peito.
Precisou estender a ralo e procurar
apoio na mesa. Nao podia conservar-se
firme.
Que!... Esperar!... A Sra. Gervais
pedia-lhe que esperasse !...
E Roberto viria!... Elle quera fal-
lar-lhe!...
Que resolucSo tintam tomado os seus
amigos?... Esqueciam se do que ella
dizia na carta que dirigir ao amante que
abandonava: que Corvol no mandara
prender o gal evadido, se este desappa-
recesse para sempre. Recusava elle ac-
ceitar o sacrificio supremo que lhe fissera,
voltanto ao seu logar junto do infame.
Pois bem !... sim I... Elle tinha ra-
sgo em recusar... E o quer que elle ti-
vesse resolvido, seriam dous a cumpril o.
Eatreabrio entSo a porta do quarto e
certificou-se de que reinavam a calma e o
silencio no castello.
Olhoa para o relogio. Era ama hora
da manhS. Tomou a lampada e approxi-
moa a lentamente da janella.
Depois esperou.
O seu pensamento, a sua alma perten-
ciam inteiramente quelle que chegaria
dentro em pouco, prompta como estava
para partilhar das alegras, das esperangas
ou das dores que elle lhe trouxosse.
De repente cuvio uui ligeiro ruido no
jardim.
A' luz paluda das estrellas avistou duaa
sombras que delisavam ao longo do srvo-
redo, appraximavam-se das paredes da
capella e chegavam at as janellas.
E' elle .' disse ella... Geeland acom-
panha-o!
O velho quartel-tnestre trazia em seus
fortes hombros urna escada comprida.
Sem o menor barulho, coHocou-n junto
do peitoril da janella de Magdalena, e
emquanto Roberto galgava precipitada-
mente os seus degros, elle pucha se de
ccoras, e em silencio junto a eccada,
como vigilante servidor, com os olhos e
oa ouvidos attentos a qualquer incidente
que pudeBse sobrevir.
Roberto, murmurou Magdalena, em
um suspiro repassado de amor, deixando-
se cahir nos bracos do moco.
Magdalena !...
Elles conservaran! \e a'iragados com os
labios de um unidos aos jdo outro, Bem
trocar urna palavra, pallidus, sentiddo-se
morrer sob a'emocao que enchia o cora-
gao de ambos.
Roberto foi o primeiro que conseguio
dissipar a embriaguez desse amplexo.
Pois que Magdalena, disse elle com
um tom em que transpareoia urna pun-
gente cen;ura, ti veste coragem de aban
donar me I...
(Contina)
Typ. do Diario, roa Duque de Gaxias n U

i
-?
.i i" <* M 8 '" "'*