Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19601

Full Text
ANNO Lili KOMBRQ 23
PARA A CAPITAL, K JLICiAR*'* ONDE NAO BE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadoE
Por seis ditos dem. ....
Por um anno dem.....
Cada numero avulso, do mesmo di;
6,J000
12,5000
240000
oo
SBITA-FEfflA 29 DE JAMO DE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.
Por nove ditos idem......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, de das aateriorea.
134500
200000
270000
01
DIARIO DE PERNAMBUCO
ProptieiraiK be Jttatwel -ftguriroa >e Jara tt M\)o$
Sr
TELEGRAMMAS
b

ssav;: pam.ctla- a: diabio
PARAHYBA, 28 de Janeiro, s 10 ho-
ras e 50 minutos da manha. (Recebido s
11 horas e 55 minutos, pela linha terres-
tre).
Hio dia ttt leve lagar a reuni&o da
junta aparadora do 3." districto.
Correa lado regularmente. Fol ex-
pedido diploma ao Dr. Son Soria-
no de Sonsa.
PARA', 28 do Janeiro, 1 hora e 20
minutos da tarde. (Rscebido s 2 horas
e 15 minutos, pelo cabo submarino).
Fol eleito depntado sera! pelo ."
dltricto denla provincia, o r. tu i
Inerme Francluco Croa (C).
RIO DE JANEIRO, 23 de Janeiro,
1 hora e 15 minutos da tarde. (Rece-
bido s 2 horas e 10 minutos da tarde, pela
linha terrestre).
Pelo i*.- dlMlrlcto de Minan e-ratea
fol elelto depntado geral. o Dr. Car-
tn Pelxolo de Mello (C).
ARTE OFFICIAL
ssavijo s: Lvml am
(Especial para o Diario)
LONDRES, 23 le Janeiro.
Toda* a* grande potencia da Bu-
rSpa, Inclusive a Turqua, aeeltam a
uniao da Roumlia eom a Bulgaria.
ATHENAS, 27 de Janeiro.
o governo grego communicou s
priiicipae potencia da Europa, que
rcprlD- lodo iPfereaoia e*lranira
no negocio' Interiore* da Creca.
PARS, 28 de Janeiro.
Cr-e que em viola da nota en-
viada pela recia recusando e for-
malmente a proceder ao deaarma-
mento da auaa tropa de reserva.
o tsioii de guerra da grande po-
tencia europea eguirao para o
porto do Piro.
Agencia Havas, filial em Pernambuoo,
28 de Janeiro de 1886.
-
IHSTRuCflO POPULAR
Geographiajgeral
Extrahido
DA BIBLIOTIIECA DO iOVO E DAS ESCOLAS
(Con/muufaoj
1: 1 11 O l A
MONTENEGRO
4:000 kilmetros quadrado.150:000 habitantes.
37 babitautca par kilmetro quadrado.O prin-
cipado do Montenegro tem ao norte a Bosnia, a
sueste e sul a Albania, ao noroeste a Herzegovina,
a oeste a Dalraacia e o Adritico.
Apenas nommalmente tributario da Turqua at
4 campanha de 1877, conseguio pelo tratado de
Berln 1878 completa independencia e augmento
territorial. Industria atrazadissima, commercio
insignificante. O solo frtil mas mal agrculta-
do. 0 clima salubre. E' notavel o espirito guer-
reiro dos montenegrinos Capital, Cettinho.
GRECIA
52:000 kilometios quadrados.1.500:000 habi-
tantes.25 habitantes por kilmetro quadrado.
Limites ; ao norte a Turqua Europea, a oeste o
mar Jonio, ao sul o Mediterrneo e a leste o Ar-
cbipelago.
Curvada ao jugo desptico d% Turqua, durante
uatro seculoe, a Grecia sublevou-se a final em
B21. Depois de sete annos de sangrentas luctas,
e auxiliada pela Russia, Inglaterra e Franca, con-
uistou a independencia e reconstituo o governo.
,m 1863, em consequencia de negociacoes diplo-
maticas, recuperou as ilhas Jtnicas, que a Ingla-
terra conservara desde 1816 sob o seo protectora-
do. 0 clima variado. A industria e agricultu-
ra apenas agora comefam a fl irescer. A religiio
a grega, chamada orthodox i ; o governo mo-
narchico constitucional.
Capital, Alhenas, 50:000 habitantes ; ruinas
grandiosas do seu aotigo esplendor ; entre ellas
nota-se : a Acropole ou eidadf.Ua, o Parlhenon ou
templo de Minerva, Templo de Theso, o Panlhenon
de Adriano, etc. O seu porte o Pireo.
cidads8 raniciPAES:Paira, 30:000 habitantes;
praca forte e porto muito commercial. Preo,
10:000 habitantes. Nauplia, 8:000 habitantes.
Missolonghi, 5:0O0 habitantes ; celebre pela heroi-
ca defeza dos turcos em 1826. Corintho, 4:0.x'
habitantes. Lepanlo, 2:000 habitantes ; celebre
batalha naval em 1571. Navarino, 2:000 habitan-
tes ; celebre batalha naval que em 1827 decidi a
independencia da Grecia.
ilhas do abchipelaoo : Ntgroponto, 68:000 ha-
bitantes ; capital, Negroponto, 5:000 habitantes.
Hydra, 30:000 habitantes, capitel Hydra 13:000
habitantes Egina, 10:003 habitantes, Milo 7:000
habitantes. Coluri, 5:00C habitantes.Faros, 3:000
habitantes ; marmrea celebres. Naxos, a maior
das Cyclades Antiparo*; notaveis estalactites.
ilhas johias : Corf, 85:000 habitantes. Caphu-
loma, 70:000 habitantes. Zmte, 45:000 habitantes.
Santa Maura, 20:000 habitantes. Cerigo, 12:000
habitantes. Theaki, 11:000 habitantes, faxo 5:000
habitantes.
(Continua.)
(wveruo Ja Provincia
EXPEDIENTE DO DIA 20 DE JAMEIBO DE 1886
Actos :
O presidente da provincia attendendo ao que
requereu Isabel Francisca Monteiro de Quental
Barros, professora de ensino primario em Santo
Amaro das Salinas, e teodo em vista a informa-
cao n. 22 de hoje datada, do inspector geral da
Instrucco Publica, resolve conceder peticionaria
3 mezes de licenca com ordenado na forma da le,
para tratar de sua sade onde lhe convier.
O presidente da provincia attendendo ao que
requereu o subdito portugaez Jacntho de Medei-
ros Barbosa, residente nesta provincia, resolve, de
accordo com o disposto no decreto n. 1.950 de 12
de Julho de 1871, e usando da attribuico confe-
rida pelo art. 14 da lei n. 3,140 de 30 de Outubro
de 1882, naturalisar o referido subdito portuguez
Jacintho de Mederos Barbosa, afim de que possa
gozar de todos os dreitos, honras e prerogativas,
que pela constituicao competem aos cida.dSos bra-
sileros naturalisalos.
O presidente da provincia attendendo ao que
requereu o promotor publico da comarca de Ta-
quaretinga, bacharel Vicente de Moraes Mello J-
nior, resolve conceder-lhe um mez do licenca, com
ordenado, para tratar de sua sade.
Officioa:
Ao provedor da Santa Casa de Misericordia
do Recife. Respondendo ao officio de Y. Exc. de
29 de Dezembro prximo passado, sob n. 443, no
qual solicite a entrega da quantia de 15:000000
votada no 3 art. 1 da lei do orcamento vigente,
para a co struccao de urna parte de um raio do
hospicio de alienados, cbeme dizer que nao pode
por ora ser realisada a asneonada entrega, atien-
to o mo estado dos cofres provinciaes.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Nesta data declarei ao engenheiro em chefe do
prolongamento da estrada de ferro do Recife ao
S. Francisco, qu; de ve dar posse no cargo de al-
moxarife do dito prolongamento ao eidad&o Jos
Francisco do Reg Cavalcante, cuja identidade
incontestavel, visto que houve engao na portara
do Ministerio da Agricultura, Com nercio e Obras
Publicas, de 14 de Dezembro do anno passado,
pelo qual foi elle nomeado para o mencionado cargo
com o neme de Joao Francisco do Reg Cavalcante ;
o que communicoa V. S. para os fins convenientes.
Communicou se ao engenheiro do prolonga-
mento.
Ao mesmo -De accordo com a informacao
de V. S., (atada de 18 do corrente, sob n. 33, au-
toriso-o a mandar supprir o almoxarifado do pre-
sidio de Fernando de Noronha com a quantia de
7:2814732, para occorrer, durante o mez de Mar-
co prximo vindonrs, a despeza cem o pessoal e
material do mesmo presidio. Para os devidos fins
remetto-lhe a demonstrado da mencionada despe
a apresentada pelo respectivo almoxarifado.
Communicou-se ao director do presidio du Fernan-
do da Noronha.
Ao Sr. Joao Francisco de Vasconcellos, pre-
sidente da mesa eletoral da parocha de Tracu
nbem.Devolvo a Vine, a inclusa copia relativa
s assignaturas dos eleitores que compareceram
eleicao procedida no dia 15 do cerrente mes, afim
de ser conferida e concertada por tebolliSo publi-
co, conformo determiam o art 16 do regulainooto
que baixou com o decreto n. 8,213 de 13 de Agos-
to de 1881.
Portaras :
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco sirva-se de mandar conce-
der passagens de 3a classe, que serio opportuna-
mente descontadas das gratuitas a que o governo
tem direito, da estacao das Cinco Pontas da
Escada, de ida ao cabo de esquadra Joao Fragoso
da Silva, soldado Antonio Jos dos Santos, sua
mulher Mana dos Santos e dous filhos menores,
corneta-mr Eduardo dos Reis e sua mulher Fe-
lismina Cavalcante ; e de volta aos soldados Ma-
noel Jos Formigio, Manoel Francisco Beaerra e
ao corneta Jos Joaquim de Sant'Anna.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar passagem r at Macei, no vapsr
que segu r para os portes do sul 28 do corrente,
a Clemente Magalfces da Silveira, por conta das
gratuitas a que o governo tem direito.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
Ao commandante das armas.O Exm. Sr.
conselheiro presidente da provincia manda declarar
a V. Exc. que ueste data expede a precisa ordem,
afim de serem concedidas as passagens de que
trata seu officio de huntem, sob n. 24.
Ao director do Arsenal de Guerra.S. Ezc
o Sr. consolneiro presidente da provincia manda
remrtter a V. S. o incluso termo de inspeccio de
8.de a que foi submi ttido o soldado da compa-
nhia de operario3 militares desse Arsenal, Lauria-
no Cordeiro Al ves Nunes, de que trata o sea effi-
eio n. 110, de 11 do corrente.
Ao engenheiro chefe da Reparticao das
Obras Publicas. O Exm Sr. conselheiro presi
dente da provincia ficon inteirado, pelo officio de
hontem, sob n. 11, de haver V. S. mandado iavrar
terms de recebimento definitivo da obra de repa-
ros da ponte sobre o rio Jaboatao, no engenho
Novo de Muribeca, por ter sido feito de accordo
com o respectivo orcamento, passando se a favor
do arrematante certificado de pagamento da pre-
stacao de responsabilidade.
EXPEDIENTE DO DIA 19 DE JANEIRO LE 1886
Actos :
O presidente da provincia, de conformidade
com o que expjz o Dr. chefe de polica, em officio
n. 56, de hontem datado, resolve declarar que o
nomeado 2. supplcnte do subdelegado do districto
de Caboclo, do termo de Villa-oella, nomeado
por portar.a de 22 de Setembro ultimo Aureliano
Jos Rodrigues Coelbo e nao Aureliano Rodrigues
Coelho.
O presidenta da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr chefe de polica, em officio
n. 57, de hontem datado, resolve nomear para o
termo de Olinda as seguintes autoridades poli-
ciaca, ficando exonerados os cidadaos que actual-
mente exercem os respectivos cargos :
2." supplente do delegado, Dr. Manoel dos Pss-
s..s e Silva.
3.o supplente, Jos Goncalves de Andrade.
Para o districto da S :
2. supplente Jo subdelegado, Minervino de Mi-
randa Rocha Pita.
3. supplente, Joaquim Quintino Martins.
Para o districto de S. Pedro :
2.' suppl :nte do subdelegado, capito Demetrio
de Azevedo Amorim.
3.o supplente, Joib Pinto da Costa outo Maior.
O presidente da provincia, attendendo ao
qoe requereram os professores Isidoro Marinho
Cesar e Manoel Antonio de Albuquerque Macha-
do, este da terecira cade'r i de ensino primario da
freguezia de Santo Antonio e aquelle da de 8.
Jos do Manguinho, e tenio em vista a informa-
cao n. 8, de 3 do corrente mez, do inspector ge-
ral da inatruccao publica, resolve, nsando da au
torisacao conferida pe* art. 149 do regulamento
de 6 de Fevereiro de 1885, permittir que os peti-
cionarios permutem as cadeiras em que actual-
mente lercionam. Communicou-se ao inspector
da inatruccao publica.
O presiJente da prov ncia, attendendo ao
ine requeren Irmenia Genuina Das, professera
da cadeira de ensino primario de Gojanninha, e
tendo em vista a informacao n. 13, de 18 do cor-
rente, do inspector geral da nstrnecao publica,
resolve conceder peticionaria, a contar de 16
deste mez, 60 da de licenca com ordenado, para
tratar de ana sade onde lhe convier.
__ O presidente da provincia, attendendo ao
, que requereu Marianca Tcixeira da Costa Coelho,
I professora de ensino primario em Floresta, e ten-
do em vista a informacao n. 15, de hontem datada,
do inspector geral da instruejao publica, resolve
conceder peticionaria, a contar de 16 do cor-
rente mez, tres mezes de licenca, com ordenado,
para tratar de sua sade onde lhe convier.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu Alexandre Jo Mara de Hollanda
Cavalcante, resolve, de accordo com as informa-
coes constantes do officio do inspector do Thesou -
ro, de 10 de Novtmbro do anno prximo passado,
n. 296, reintegrar o peticionario no lugar de col-
lector das rendas provinciaes do municipio de
Santo Antonio da Victoria, ficando assim exone-
rado do dito cargo o tenente Manoel Lydio Alva-
res dos Prazeres. Communicou-se ao inspector
do Thesouro Provincial.
O presidente da proviucia resolve de accor
do com a proposta co^tida no officio do inspector
do Thesouro, de 11 deste mez, sob n. 428, nomear
o cidadSo Joaquim de Araujo Nunes para exercer
o carga de ajudante do procurador dos feitos da
fazenda provincial no districto da collectoria da
Gloria de Goit. Communicou-se ao Thesouro
Provincial. :
Oficios :
Ao inspector da Thesouiaria de Fazenda.
Transmiti a V. 8., para os fias convenientes, as
inclusas notas do gaz consumido no Arsenal de
Guerra, durante o mez de Dezembro fiado, na
quantidado de 6,300 ps cbicos, e bem assim a
informacao junta por copia, do engenheiro encar-
regado interino das obras militares, de 14 do cor-
rente, sob n. 8, relativa ao mesmo consumo.
Ao m^smo. Declaro a V. S. para os fins
convenientes, que autorizei o director do Arsenal
de Guerra a mandar manufacturar no mesmo c-
tabelecimciito o furdamento solicitado pala presi-
dencia da provincia do Rio Grande do Norte
pira o respectivo ajudant' de ordem tenente ho-
norario do eiPrcito Emygdio Gitulio de Oliveira.
Ao mesmo.Declaro a V. 8. segundo tele-
grama do Ministerio di Agricultura, Commercio,
e Obras Publicas de 15 de corrente, no bataneo
que se est procedendo no almoxarifado do pro -
longamento da estrada de ferro do Recife ao S.
Francisco, dove ser applcada a doutriua do aviso
do Ministerio da Mannha n. 389, de 29 de dezem-
bro de 1859.Communicou-se ao chefe do prolon-
gamento da estrada de ferro do Recife ao S. Fran-
cisco.
Ao mesmi.=Commun convenientes, que o bacharel Hesbello Correia de
Mello, deixou no dii 16 do corrente, o exeicicio dj
cargo de jaz de direito da comarca de Xazareth
nesta provincia visto ter sido removido para a de
Viamo na do Rio Grande do Sal.
As mesmo.Para os fins convenientes, de-
claro a V. 8. que no dia 28 de dezembro lindo
o cidadSo Manoel Florencio da Silva, assumio o
exercicio do cargo de juiz municipal e de orphos
do termo de Flores, na qualidade de 2o sup-
plente.
Ao mesmo.Para ws fins convenientes de-
claro a V. 8. que, tendo terminado no dia 16 do
corrente a licenca de "0 dias concedida pelo con-
selheiro presidente do Tribunal da Relacao aojuiz
de direito da comarca de Aguas Bellas, bacharel
Gaudencio Eudoxio de Brito, deixou este de reas-
sumir o exorcicio, por ter entrado na mesma data
no gozo da prorogaclo de 60 dias de licenca que
lhe foi concedida por esta presidencia no dia Tdo
corrente mez, com ordenado integra', para tratar
de sua sande.
= Ao mesmo.Remetto a V. 8. copia do aviso
circular do ministerio da Fazenda de 14 de no-
vembro ultimo, que determina o fornecimento de
diversos dados sob a extrac$ao de loteras afim de
que seja satisfeita por essa Thesouraria o mais
breve possivel, na parte que lhe tocar, a exigencia
contida no citado aviso.
Mutatis Mutandis ao Thesouro Provincial e
thesoureiro das loteras.
Ao director do Arsenal de Guerra.Fica
Vir c. autorisado, conforme solicitou em officio n.
127, de hontem datado, a mandar manufacturar
Desse Arsenal o tardamente requisitado pela pre-
sidencia da provincia do Rio Grande do Norte,
para o respectivo ajudante de ordem tenente ho-
norario do exercito Emygdio Getulio de Oli-
veira.
Ao inspector geral da Instrucco Publica.
Concedo a autorisacao solicitada por Vmc. para
justificar as faltas de exercicio escolar da profes-
sora Camilla do Carmo Torres, de que trata o
seu officio a que respondo, n. 4, de 8 do corrente
mez.
Ao gerente da Companhia Santa Thereza.
R ,'metto a Vmc. em sotucao a reclamaoo cons-
tante ao sea officio de 22 de dezembro sobre a
multa imposta a esta companhia pelas faltas en
contradas na respectiva illuminacao no mez de no-
vembro ultimo copia da informacao prestada pelo
engenheiro chefe da Reparticao das Obras Pu-
blicas em 5 do corrente, sob n. 1.
Portaras :
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar passagem da r na prmeira opportnm-
dade por conta das gratuitas a que o govrno tem
direito do porto desta capital para o de Araeaj
ao Dr. Emiliano Augusto da Motta e a sua se-
nhora.
O Sr. gerente da Companhia Pernambuca ia
mande dar passagem a r desta capital at Mos
sor no vapor que seguir amanhS para os portes
do norte por conta das gratuitas a que o governo
tem direito ao Dr. Joao Baptiste Gitirana Costa.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faca transportar provincia do Rio Grande do
Norte por eonta do Ministerio da Guerra no va-
por Jaauaribe, 5 tardos pesando todos 340 kilo
gramma, contendo mantas de 12 com destino a
Ccmpanhia de infantera daquella provincia
Communicou-se ao director do Arsenal de Guerra.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Oficios :
Ao conselheiro director geral da secretaria
de estado dos negocios da justica.=De ordem do
Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia
transmiti a V. Exc. a declaracao do ex-juiz de
direito de Nazareth, Dr. Hisbello Florentino Cor-
reia de Mello, de ter sido notificado de sua remi-
ti daquella comarca para a da Viamo na pro-
vinoia do Rio Grande do Sul.
Ao Rvd. Dr. Afionso de Lima e S, secre-
tario do bispalo.Respondo ao officio de 21 de
desembro findo declarando a V. Rvdm*. que por
falta da res.ectiva legislacSo nesta secretaria
deixo de enviar copia do Alvar de 7 de novembro
de 1781 que creou a paroebia de Ipojuca e a carta
regia de 27 de abril de 1786 relativa a de N. 8.
da Conceiclo da Escada.
Despachos da presidencia do da 27 de
janeiro de 1886
Alteres Jos A.. Bezirra da TrindadeAo 8r.
director do Arsenal de Guerra para mandar satis-
fazer de accordo com os oficios dessa directora
de 6 de Novembro do anno passado, e 23 do cor-
rente sob ns. 1751 e 149.
Joao Marinho de So tiza Leo.Informe o Sr.
inspector da Thesouraria de Fazenda.
Joo Rodrigues Coelho.Remmettido ao Sr. ins
pector da Thesouraria de Fazenda, para mandar
effectuar o pagamento pedido de conformidade
com o dem de Thesouro Nacional de 14 do cor-
r nt', n. 16.
Bacharel Joaquim Cordeiro Alvim da Silva.
Concedo.
Joanna Ferrelra da Costa. -Nao tem lugar.
Marcolino Manoel do Carmo.Requeira a The-
souraria de Fasenda, para relacionar o debito, nes
termos da circular de 30 de Janeiro de 1871, n- 86.
Olympio de H^lland* Chacn. -Requeira a The-
sour .ra de Fazenda.
Sjcretaria da presidencia, de Pernambu-
co, em 28 de Janeiro de 1886.
O porteiro,
J. L. Viepna.
Reparticao da Polica
Seccito 2.a N. 89.Secretaria de Po-
lica de Pernambuao, 28 de Janeiro d
1836.-IUm. e Exm. Sr. -Participo a V.
Exc. que foram hontem rocolhilos a Casa
de Dttengao os seguiotjs individuos :
A' miiiha ordem, Zeferino Jos da Silva, remet-
tdo pelo subdelegado da Varzci como desertor do
exercito.
A ordem do subdelegado d S. Jos Tbcodoro
da Silva, Jos dos Santos. Gabriel Francisco de
Souza, Joao Antonio Nepomuceao e Pedro J<*sda
Luz, por disturbios.
A' ordem lo de Apipucos, Miguel Joaquim Fran-
cisco de A8sis, por disturbios.
A' ordem do de S. Lourencao da Matta, Seb.is-
tio Ferreira Luna, conhecido por S'bastiao Tor-
res, por haver no dia 25 do corrente s 3 horas da
manhj, em o lugar denomina lo Macacos, assassi-
nado a Angela Francisca do Rosario e Antonia
Francisca do Rosario, por cujos crimes abrio-se in-
querites, queja foi ro nettido ao juizo competente.
Hontem, s 7 horas da noute e no lugar acumi-
nado Acude, do districto do Poco da Panella, Joa-
quim Martniano da Silva Cabral travando so de
razoes com Pedro Francisco de Souza, toi por
este ferido gravemente.
Contra o denquente. que evadio-se, proceleu-
sc na forma da lei.
Foi eucoutrido no dia 21 do corrate, as mat-
tas do engenho Camonnsinho, do termo de Agua
Prete, o cadver do Pedro de tal, conhecido por
Pedro Muss.
_ O infeliz soliVia de algumas enfermidades e ha-
via chggado all de volta do Rio Formoso, onde
anda/a esmolando.
Fez-se a vistoria no cadver e mus diligencias
de conformidade com a lei.
No dia 17 do corrente, foi preso em fl igrante no
termo de Agua Preta, por haver ferido grveme -
te a Francisco Aatonio, o individuo Je nome Joo
Ferreira da Silva.
Contra o denquente procede se n? termos do
nquerito policial.
Tendo chegado ao conhecimjuto do delegido do
termo de Garanbnns, de que no commercio d'alli
existiam em circulacao algnmas notas do valor de
dez mil ris, reputados falsas, de accordo com o
Dr. promotor publico procedeu-se a diverss deli-
gencias, que deram em rebultado verificarse ha-
verem sido ellas passadas por Joao de Hollanda
Oaraleante, em dias do m*z de dezembro do anno
findo, no poroado de S. Joao, dnde foram appre-
henAdas oito em ssao de Joao de Oliveira e Ma-
noel Bautista.
Desde logo tratou o delegado de cffdctuar a pri-
sao do delincuente e tao acertadas providencias
dea que foi elle preso em Canh itinho.
A p iucipio procurou Joo de Hollanda negar o
crime; mas sendo acareado com os referidos Joo
de Oliveira e Manoel Baptista, confess^u afinal ter
efectivamente passado as taes ei to notas e que o
fizera de boa i por havel-as reenhidn de um seu
cunliado, de nome Antonio Alexandre, que se acha
preso na provincia das Alagoas pelo crima de in-
trodueco de moeda falsa
O denquente foi recolhido cadera e a tal
respeito proceden se nos termos do inquerito po
licial.
Communicou me o delegado do termo de Goyai-
na, que no dia 23 do corrate e em virtude de re-
quisico do Dr. juiz municipal de Nazareth, cap-
turarara a criminosa Rita Mara do Espirito Santo,
all pronunciada em crime de roubo.
Pelo Dr. delegado do 1 districto da capitel foi
remettido ao Dr. juiz do direito do Io districto cri-
minal o inquerito a que procedeu sobre o incendio
do predio n. 49 da ra do Mrquez de Olinda.
Na referida delegocia ficam depositadas as de-
zenove latas com plvora que foram atradas ao
rio Capibaribe na noite do incendio, assim como,
devidamente arroladas, as mcrcadorias salvas para
serem entregues a quem de direito tor.
No dia 20 do corrente deu parte de doente o de-
legado do termo de Bezerros, assumindo o respec-
tivo exercicio o 1 supplente alferes Theodomiro
Thomaz Cavalcante Pessoa.
Deus guarde aV. ExcIUm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli :ia, intonio
Domingos Pinto.
ra e John A. Boxwell.Haja vista o Sr. Dr. pro-
curador fiscal.
Alfonso de Albuquerque Maranho- -Jntese
copia das informacoes.
Anaa Augusta Guilhermina da Conccico.Re-
gistre-se e facam-se os devidos assenta lientos.
Francisco Manuel da Silva & C. D se provi
ment para que sejam e-ninades os recorrentes da
collecta de imposto do j 12 art. 2 da lei n. 1,860
ultima parte, urna vez que provam nao achar-se
nella comprehendidos, e ueste sentido inform o
Consulado.
Dr. Jos Osorio de Cerqueira. Certifique-se.
Isme lia Genuina Dias e Ernesto de Souza Mi-
randa Fajamse as notas da portara de li-
cenca.
Anna Licia Jojephiua de Oliveira Mattos.
Deferida, fazendo-se a averbaco nos termos da
informacao do Sr. Dr. contador.
Antonio Alves Villela eoutr?.Deferidos sendo
ent-eguesas apolices.
Jos Carlos Vital.Deferido, procedendo-83 a
abertura da folha de accordo com o calculo coas
tantc da informacao da Contadora.
II nriqneta Amelia de Menezes Lyra.Em vista
das informacoes nao ha que deferir por j ter sido
paga a quantia pedida.
Con tas do thesoureiro des Obras Publicas.Ap-
provadas.
Collector de Aguas-Bellas e J. J. Alves de Al-
buquerque.Informe o Sr. contador.
Antodio Prudencio da Silva Dutra e Jos dos
Santos Natividade.Ao Consulado para atteu-
der.
Francisco Torquato Paes Barrete.Informe o
Sr. collector de Gamelleira.
ominando das Armas
QDARTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBUCO, 28 DE JANEIRO
DE 1886.
Ordem do dia n. 68
Fajo constar gnarnicao, que por por-
tara do Ministerio da Guerri de 7, com-
municada em offi:io da repartigao do aju-
dante general n. 347, de 15, foi nomeado
commandanto da fortaleza do Brum o Sr.
majos* honorario do exercito Justino Rodri-
gues da Silveira, ficaodo exonerado o Sr.
major graduado retormado Manoel Joa-
quim Bello ; e que por aviso do mesmo
ministerio de 16, communicado em officio
da referida repartijSo n. 426 do 19, tudo
do correte, foi transferido do 15 para o
14 batalhao de infantark o Sr. tenente
Manoel Guimaraes, quo nesta d ita fez sua
apresentacao neste quartel general.
Oatro siin : qui approvo os engfljaraen-
tos que a 19 e 23 ainda do corrente con-
trahiram para servir por mais ttes annos,
no 2o batalblo de infantera, o mestre de
msica Minoel Francisco da Costa e o
cabo de esquadra Manoel Barbosa dos
Santos, que tendo concluido seus anterio-
res engajamentos foram julgados aptos
para contiouar no servico do exercito, con
forme communicou o Sr. tenente-coronel
commandante do mesmo batalhao em offi
ci n. 43 de 23.
(Assignado) O brigadeiro, Agostinho
Marques de S, commandante das armas.
Conforme. O tenente, Joaquim Jor-
ge de Mello Filho, ajudante da ordens in-
terino, encarregado do detalhe.
Thesouro P.ovlncial
DESPACHOS DO DU 28 DE JANEIRO DE 1886
Sociedade Luso-Brasilea e Contrara do Livra-
mento.Ao Sr. thesoureiro para devidos fins.
Clemente Gomealves Nette. Indeferido a vista
das informaco's do Consulado.
Goncalves Dias 4 C.-Deferida, ficando irres-
ponsavel os suppcantes pelo debito anterior do
estabelecimento n. 65 a ra do Visconde de
Inhauma, visto nao succederem no mesmo estabe-
lecimento, como provam.
Thomaz Jos das Neves, Alexandre Jos Mara
de Hollanda Cavalcanti, Antonio dos Santos Viei
Consulado roviuelal
DESPACHO DO DU 26 DE JANEIRO
DE 1886
Amorim Irmaos & C, e Maia & Re sen-
de.Informe a 2a seccao.
Johnston Pater & C. DIrigija-se ao
Thesouro Provincial.
Dr. Joaquim Correia de Araujo.In-
forme a|l" seccao.
27 -
Manoel Joaquim da Rocha e Jjo Pe-
reira dos Santos Farofa.Como reque-
ren*.
28 -
Antonio Prulencio da Silva Dutra. A'
Ia seccao para os devidos fias.
Guilherme Ferreira Ramos.Informe a
1" sejeao.
M-inoel Alves da .Costa Lima. -A' Ia
seccao para os devidos fins.
Ferreira & Miranda,' Joao Rodrigues de
Moura & Irmao, Santos & C, Araaral Pri-
mo & C, Francisco Jos da Cucha Sim-
paio & C. -Sim.
Antonio Luiz & C, Theotonio Flix de
M^llo, Gaspar Augusto Soares L-ite, Mi-
rla Leopoldina Rodrigue3 da Silva, Henry
Forsler & C, J. C. Levy & C Alves <&
Primo, Souza Per aira 4 C., Vicente Fer-
reira de Alberqueque Nascimento, Martins
Viegas 4 C, Joao Alves do Valle, Souza
Tavares Barnardino, Ferreira, Antonio Francisco
Romano, Mano al Joaquim da Cruz, Anto-
nio de Oliveira, Francisco de Paula Albu-
querque, M inoel Gomes da Cunha, Macha-
do Lopes di C, Jos Cesar & Iraao, Jos
Augusto Fojos Correia Cezar, Paiva &
C, Gonsalves Lonrooco & C, Ernesto &
Leopoldo, Francisco Izidoro Ribeiro de
Carvalho, Thomaz de Carvalho & C, Ma-
noel Clementino Ribjiro, Manoel da Cunha
Saldanha, Ventura Pereira Penna & C-,
Bento Gomes de Pinho Jnior, Jos da
Rocha Senna, Jos Joaquim d i Costa Pin-
to 4 C, Viuva Constantino P. F. da Sil-
va & C, Joiqum Salgujiral& C, Francis-
co Gabriel das Chagas, Antonio Guilher-
raino dos Santos, Braga & S, Lmrenti-
no Pereira de Carvalho, Justo Teixeiro &
C.j Manoel Joaquim Ribeiro, Antonio Lins
de Albuquerque, Albuquerque & C.
Sim.
Guimaraes Jnior & C, Francisco Ri-
beiro Soares, Vigarlo Aureliano Luiz Al-
ves, Joaquim da Silva Salgueiral, Joao
Aureliano Luiz Alves, Joao Biptista de
M raes, Araujo Mello & C, e Albuquer-
que & C- Sim.
JoJ) Luiz de Araujo, Francisco Ferrei-
ra Balthar, Jos Goiabeira da Silva, Car-
los Botelho de Arruda, e Jos Francisco
de Carvalho. Deferido de accordo com as
informales.
Pereira e Pontes.Indeferido, em vista
das informacaes.
Decio Augusto Rodrigues. -Informe a
1* secgXo.
M inoel Joaquim da Rocha e Joo Pe-
reira dos Santos Farofa. Informe a 2a
sejcab.
Bento Machado A C. -A' 1* seccJo pa
os devidos fins.
Abdas Bellarmino dos Praseres. A'
Ia secyao pira attender.
-----------*eeco------------
Cmara Municipal
DESPACHOS DO DIA 26 DO CORRENTE
Pelo Sr. Cussy do Reg, commissario de
edificares
joao da Coste, replicando pede que s*ja-lbe con-
cedida li enea para fazer urna casa de pedra e
cal, e nao de taipa como havia requerido, em sen
terreno a estrada de Limociro, freguezia da Gra-
ta, dispensando-lhe ao mesmo tempo de salisfazer
a exigencia contida no art 1* da lei n. 1608, visto
ser urna construccao de p.uca importancia e de
sy-tema nao usual.Concedo na forma do parecer
do engenheiro, pagos os dreitos.
Pelo Sr. vereador commissario de poli-
ca :
D-\ Antonio Vicente do Nascimento Feitosa, pe-
dindo licenca para mandar canalisar agua para a
sua casa em construccao, sita a estrada de Parna-
inerira, freguezia do Poco da Panella. Como re-
qoer. ,.
Adolpho Alves Guimaraes, para canalisar agua
para a casa n. 16, roa das Pernambucacas, Ca-
punga.dem.
Francisco Eustaquio Bodr>gues, cegcionano d*
contracto de kiosques, para collocar um kiosque
sob o n. 17 ao largo do Rosario, freguesia de Santo
Antonio, designando o engenheiro o devido local.
Conceda-se da accordo com o Dr. engenheiro.
Secretaria da Cmara Municipal do Re
cife, 28 de Janeiro de 1386.
O porteiro,
Leopoldino C. Ferreira da Silva.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Retrospecio poltico do anno
de fl5
(.Co nt inuacao)
INGLATERRA
O mesmo numero do Daily News em que fo-
ram inseftae as palavraa que cima (rauscreve-
niu-. dava noticia de diaeoraofl pronunciados em
Ijiswicli e Liverpool pelo ministro Chamberlaiu
e o Sr. Fowler subsecretario dr estado no minis-
terio do interior.
Esees discursos versaran) sobre o papel que o
partido lili'iiii tinhii o dcvi'i- di- ivpivscnturna
estfo legislativa que entao eslava prestes a
abrir-sc
Disse o Sr. Chamberlaiu na primeira dessa?
cidadesque a reforma eleitoral, realisada na an-
terior sestfo do parlamento, teria como effeito
passar a auloridade s mos da democracia e
substituir o governo de alguns pelo governo do
maipr numero. Em consequencia deste facto,
accrescentara o orador, 6 urgente e indispensa-
vel que o programma liberal seja alargado.
Respondendo en seguida aos que o aecusam
de propender para o communismo, declarou o
Sr. Chamberlaiu que nao foi nunca partidario do
inv.iaini-Mio geni e absoluto, desejaodbapenas
que a sociedade seempi'iihasse no bemeommum
e que. principalmente, a condicao das classes
pobres fosse melliorada. Para tal in aconse-
Lhava o mmigteo que se preetasse a mxima ai-
tenco e cuidado especial s leis chamadas so-
ctees, como as de soccorros e ensino publice
Consequentemente disse o orador que quera : a
Ifiberdade de Lstraoslo o desenvolvimenlo das
bibliothecas publicas ; autorisacao para serem
compradas pelas administraees locaes trras em
edilieadas hahilaces para operarios. Alm de
exigir o empregq/des.-a medida de intenco ca-
raclerislicamente socialista, o Sr. Chamberlaia
proclamou a necessidade de reforma das bases do
imposto coinmunal e do mame tax, de modo
que. emquanto por um lado, a propriedade mo-
bibaria fosse tributada como a consistente em
iramoveis, pelo outro, recahisse mais pesada laxa
sobre certos e determinados renditnentos. Disse
ainda o mesmo estadista que era imprescindivel:
i" Modificar os dreitos de successo ;
2o Dar ampia liberdade s transac(;oes immo-
biliarias;
3o Adoptar leis favoraveis crearo de fe-
quenas |iro|uiedades ruraes.
0 ministro chegou a dizer no seu discurro que
era bom que se applicassem Inglaterra popria-
mentc dita as clausulas do Land Acl iraudez.
assim como que fossem restituidos ao estado os
terrenos vagos de que alguns individuos (isto
ha 30 annos na posse jndebita. ,'
O Sr. Fowler discutio igualmente a queltab da
propriedade territorial na Gr-Bretaulra, cjo
parlamento, disse elle, se os liberaes continuas-
sem no poder, nao podera dei.tar de oceupar-se
eem demora de certas reformas sociaes.
Nao justo, accrescentou o digno sub-secre-
tario de estado, que 700 individuos possuam a
(marta parle do solo inglez, compreheudendo o
paz de Galles ; que metade das trras da Irlanda
tenha smente 744 seuliorios, e que metade da '
Bboosb pertenca a 70 homens apenas. Isto :
que dous tercos do Reino Unido, que conta 3o
milhes de habitantes,estejara enfeudados cerca
de 13 mil proprietarios
E o Sr. Fowler coucluio por mostrar a neces
sidade da aboliijo do direito de primogenitura (
do emprego de medidas de igual alcance.
O que diram os poderosos laiul lord e mesmo
a alta burguezia ante essas ideas de dous repre-
sentantes do governo de S. M. a rainha Victoria ?
0 que quizessem. A verdede. porm, que o
puro formalismo parlamentar de que os inglezes
tanto se orgulham, nao pode j hoje satisfazer a
enorme multido de desgranadas victimas da
mais artilii-ial e iniqua das desigualdades sociaes
So a theoria do direito divino, que transforma-
va um re n'uin deu, poda fazer do dono da tr-
ra urna entidade mystica, superior a todas as ne-
cessidadese transformagoes do meio social.
A constituicao poltica da Inglaterra apresenta
urna contradieco radical entre asproprias ins-
tituicoes que consagra. Nao se comprehende
effectivamente que, fra das ilhas Uritannicas,
possa o rgimen feudal mais completo viver em
harmona com o principio revolucionario da so-
berana popular, tao acreditado pelos publicistas
inglezes.
Essa contradieco vai, afinal. sendo compre-
hendida por alguns dos directores polticos
d"aquelle paz, os designios dos cpjaee sao sem
duvida alguma excellentes, qualipur que seja a
critica ou a censura que com mata possam me-
recer algumas das reformas e medidas que pro-
poemeomo remedio a males profundse eviden-
tes.
Contando com a resistencia tena/, das cla-
conservadoras a toda e qualquer invocaco que
[bes possa offender as seculares prerogativas eo
intransigente egosmo, os revolucionarios iran
dezes e os anarchistas de toda especie vao t "i-
tando veneel-as pelo terror, fa/emlo da dynann'.e
umuso to brutal quanto mjnstifietvel.
De alguns annos a estaparte, a populacao lon-
drina assiste de tempos a lempos apavorada a ma-
donhos espectculos de destruico, prepara
pela mo oceulta de criminosos que at boje tem,
na mxima parte, zombado por tal modo da pre-
sumpeosa polica ingleza. que j ebegaram.1
comprometter-lhe os crditos pirare*
arruinar-lhe a fama de activa e diligente.

I
L
1


Diario de PcrnambucoSexta-fcira 29 de Janeiro 1886

I
Ainda no dia tt de Janeiro do auno paseado
se deram na opulenta capital britannica tres
grandes explosoes producidas pela dynante. A
cryptu ile Westminister-Hall, a sala dos votos da
cmara dos communs e o museu das armaduras
na Torre de landres, cis o trplice theatro de um
novo crime, cujos actores directos ou immedia-1 ""j^'
tos ficaram como de ostras mmuteacorimiM-'r*
As explosos suMerar*e ana- poueos mi-
nutos de iutrnalldito-oima otdra, o que pro* t
rxistencia de um plano hbil e siatetra-
vou a
mente
combinado por parle daquelles que m 4ugar a que ja
prepararam. orne BMtagoacii^eravris^oster.
que nao se tiveasc tetornsWar mwte nenhuma,,
e sim diversos ferimentos sravss.' O tecto do
Westminisler Hall flcou em differentes pontos ar-
rombado, e destruida a grande janella que d
para os jardins.
Immediatamente s explosoes, toda a gente
perguntava como tinhain podido entrar machi-
nas infernaos em lugares lo frequentados aern
que ninguem desse por isso. O cliefe da repar-
tcio exeluBivaoiejite encirregada do estudo das
materias explosivas, servico creado na Inglaterra,
vai para tres annos. o ini|ierluil>avel Sr. coronel
Majeudie nao satilVz non ponto a curiosidude
publica. A competencia do honrado funrcimia-
rio, como ja varias vezes tem suecedido, oto foi
alm una descoberta.. um tanto inferior
do Novo Mundo : S. Exc apenas pode reflAnr
' que os autores dos monstruosos attentados ti-
nliam empregado a dynamite. o que absoluta-
mente nao era segrvdopara pessoa alguma. Em
falta de melhores esclarecimcntos, a populara
eomogou a figurar todas as hypotheses. dentinas
' quaes houve urna que foi momentneamente
Rdta por muitos como a propria verdade. Che-
gou a acidular se que as taes machinas haviam
sido introduzidas n'aquelles edificios por um es-
tratagema militas vezes empregado tas alfaude-
gas pelos que querem furtar-se ao pngMMBtD
dos direitos : isto : que tinham ido debata) das
saias'de mulheres que se iiiigiram grvidas para
passar aquelles contrabandos da peior especie.
Posteriormente soube-se que os agentes dos
monstruosos attentados haviam dispensado H
machinas iufernaes para se servirem de simples
embrulhos da terrivel materia que foi tasMiunu-
to do delicio.
F" fcil calcular a sensaoio profunda que MM
tactos produzirain n'umu cidade j aterrada pe-
la lembraura de muitos outros da mesina nalu-
ivza. Basla i-ecordar que os edificios prejudi-
cados pelas explosoes de Janeiro do auno pas-
sado resumem para a imaginario populrr do
Reino Unido toda a historiado passado intein),
!lesse paiz. Na sala di' Weslininster. talvez a
maior da Europa e que desde tempos immemo-
riaes tcem sido realisadas todas M rrreiiionias
nao religiosas da coroacao dos reis de Ingluter-
ra; foi alli que Carlss I compareceu peranle os
sen- jni/es e que acclamaram protector a Cro-
nnvell; foi alli que Warren Hastin^s se defen-
d eu das accusagoes que lhe faziam Fox, Sheri-
dan e Iturke. e que out'ora se enconfraram as
luisas lesiemunlias e MlMUdJto, mostrando urna
palha presa a um los sapatos. pura se inculca-
rem ostensivameuie km que neressilavam com-
"prar-lhes os depoimentos mentirosss; e alli que
anda hoje cahe, como um bando de conos, aos
primeiros rumores de asjotucjto da cmara, a
turbamulta dos agentes eleitoraes asalariados e
dos polticas de prolissiio.
A' direita da entrada para a Weslniiusteis
rTsll fir-a ,7estimn<>ter*AMrr-y. o panrtieon onde
dormeui o ultimo somno quasi todos os grandes
hom'ns da Inglaterra. O palacio do parlamen-
te esftfr dolado esquerdo. Foi ahi. na sala ou
rorrei|or dos votos que se deu a segunda das
dos lugares em que elles se haviam dado. Du-
rante alguns dias e noites numerosas oatrulhas
andaram constantemente as proxlmidades_do
palacio jdo parlamento e da Torre de Londres-
Confesse-me que esse extremo de cuidados vi-
nha u m pouco tarde.
Costuma-se dizer de nos, brasileiros, que so
a porta depois de roubados. Y-se
que mm batato ato infeliamente, eaoteivo
Man raga,
desaso ou incuria da palicia londrina
O
se pergun
e, como aconte-
ceu ha annos, relativamente a certas fraudes
apostas de corriilas de anillos, os verdadern*
culpados nao estariam as proprias secuta
de Scotland-Yard ?
Como quer que seja, ha decididamente, con-
forme diz Hamleto : Something rotheu m the Kin
gdom, como em todos os reinos deste mundo. E
se ha quem pense o contrario, est crassamente
illudido.
(Continua)
Esta confissao do espirito mais brilhante de ra-
dicalismo, servir mus tarde de documento aogo-
remo, para responder no corpo legislativo aos in-
justos clamores dos que preten t m mpr f >rca
nova cmara, candidaturas derrotadas, e que se
querem salvar por meio de fraudes inconfessaveis
C Pata vai anda mais longe : Confessa o dcs-
apparecimento do partido liberal, verdade que
com a arma para contestar a brilbante victoria dos
partidarios a ordem, mas sempre muito sin-
galar que us partido, ba pseos asesas ates qoi-
zessa darassa*
um swgs eu,
quei
ter feriJo gravemente a Francisco Antonio, o in
dividuo de nome Joao Ferreira da Silva.
Est sendo inquerido.
Perro va de Curaar ~ Remetteram-
nos as siiguuites linhas sobni oceurrencias desta
ferro via. Talvez haja algum exngero nos tactos
apontados, mas em todo caso estes ezigem algum
remedio, que fiamos ser empregado pelo digno
engenheiro chufe.
Eis s>s linhis alludidas :
(Jaeiram reclamar de <|uem or de difeito,
anguasa unnime, ejMrsta.porJ.prowdirnoiaa afim deaarem evtalos os factoaque
coiaiiDkB*utorteado, anfeasB< >se team dado 'iltimamante aa ferro-via do Recife
Paaaea qisaato miaiatec BanaM
a inflasis iiTmial.
s a smenla, Je inorte, awferida
INTERIOR
<-s.
Torre de Londres para a metropule liritan-
Ijca^D que a Hastilha seria para Paris. se anda
iislite. se a ira popular a nao tivesse destrui-
do em 1789, como se com ella desfleesse uui
paseado negro de injuslica e oppresso. E urna
aqMiB de museu histrico dos horrores da ino-
uarchiaa, onde se veem enxovias, correntes de
ierro, montes enormes de chaves, archivos, le-
gendarias colleces de armaduras onde Bato
guardudas as joias e diamantes da corta, avaha-
dos em dous milhes de libras esterlinas,
povo de Londres irosta de \er de voz'en quundo
a sna villia Tomer. cuja gratuidade de entrada'
foi durante 20 todgoe annos clausula nlirigada
de todos os programmas eleitoraes na grande
cidade. que s a oito annos desta parte gosa da
pequena nualia per que tanto tompo susiiirou.
E' nos sahhados gjai estas visitas sio mais
numerosas. A concurrencia ( tal nesses ibas
que os guardas sao obligados a fazer parar as
l'ortas os visitantes para s os deixarein entrar
pouco a pouco. em peqwnas turmas. E isto
ex|pliia. ate cexto ponto, a razo porque, tendo-
dado n'ura sabbado a exptoeo que tanto
airmificou urna paHe dordilicio. foi ndativa-
m ule diminuto o numero das pessoas frulas.
"vin ha duvi.la que os destruidores desejam
udicar a grande rapilal no rpie ella tem de
mais caro. Em annos precedentes a dynamite
iipre-ada contra o palacio dos ministerios,
lonte de'Londres, caminho de ferro subterrneo
e estaco de Gharing Cross. isto contra edilii-
eios c constracroes que represeutam importante
papel na vida civil, industrial e eeonomica de
*im capital de perto de 3,800,000 habitantes
ltimamente foram, por assim dizer, os proprios
sanctuarios da relipiao nacional que osanarehis-
tas pretenderam aniquilar. Outro raracter de
requintada maldade se notou as explosoes re-
renles. e vem a ser, que os autores Adas pin
curaram desta v.v lugares, dia e.Uora em que
segundo todas as probabilidades, o numero das
\ (timas devia ser crescidBJimo. Dia. diasemos,
porque, como se sabe, o sabbado em Londres
destinado aos passeios e prazeres ao ar livre. j
que o domingo contina a ser para a generali-
dade dos inglezes o dia de tristeza e de aboire-
cimento proouctores de muita embriaguez do-
mestica.
A ameaca dos revolucionarios vai, pois, at
aqui u'ura perfeito crescendo. A principio limi-
taram-se a quebrar os vidros e a azer altar
urna ou outra pedra dos edificios. Hoje j &e
nao preoecupam com os ferimentos em.duzia,
como talvez se nao preoocuparo dentro em pou-'
co com as mortes aos centos. Nestas circuraa-
lancias, bem de ver que a radical impotencia
palenteada pela poliiia britannica, no dizemos
) para prevenir taes crimes, mas para prender
os atrevidos criminosos, nao poae -deirar em
extremo socegados os habitantes de 'Lameros,
acerca da sorte que os espera.
As autoridades mamiam imirrtiiaiaimnntr
aos sinistros, guardar severamente as entradas I
Resaltado das elelcoes
(Da Vanguarda de 19 de Janeiro)
A primeira parte do pleito eleitoral est finda.
A sita ;ao relativa dos partidos est conhecida, e
com pequea differenca de calculo, pode ante-
ver-se o resultado geral. Para nos, partidarios
da ordem e do principio de autoridade, especta-
dores aa evoluco que se est operando uo paiz
ha cinco annos, esse resultado nao nos sorprehen-
deu. A lgica das ideas applicadas ao movimento
soeial intransigente e fatal. Nao acreditam
n'ella os materialistas, que julgam poder se dirigir
a sociedade p t rosio dos interesses. Os mais bel-
los clculos da habilidade vulgar, da babilidade
dos borneas de negocios, desfas-se ao sopro in"iai-
vel, mas irresistivel, da providencia que dirige as
nacocs.
Para n, alheios a esse tumultuar de interesses
e faccoes, e que pedimos apenas o movimento po-
ltico a ratificaco de nossos principios, a parte
mais curiosa do drama que presenciamos, a im-
pressa que o resultado causou aos differentes or-
gos dos partidos. Como de costume, a volubili-
dade e leviandade dos radicaes, nao vio no facto
moral mais do que um accidente, provindo de
causas pessiaes.
As principies folbas do radicalismo, que se en-
volrem na capa de neutras, j exibiram os seus
juizos, e a uessa curiosidude vai procurar nelles a
filiaco das id8 que os impalle.
A Oazeta de Ntidas representa em no-sa in
prensa o antigo Cotuf-itutionel da opposico frn-
cela. E' um burguez voltairiano, admirador de
Pigault Lebrun, propagador superficial das lante-
joulas radicaes, medroso em extremo quando sopra
o vendavel revolucionario, e olhando um pooco de
travez pelos verdadeiros demcratas.
Os seus p nodos sao pausados, longos, distil
lando as ideas urna a urna, tirando-lh.'s o colorido
brilhante e deixaudi-lh '8 apenas a structura des-
carnada, que na i d o delirio dos appetites.
De outra ndole O Paiz. Rival em espirito de
Emilio de Girardin, susceptivcl de impressio-
nar-se, como elle, com as correntes de opiniao. re
montando-se a regiees mais do que idaes nos das
d* poesa, tendo suas horas de desanimo e positi-
vismo cruel, o seu principal redactor, t-'m ao ines-
sao tempo o quer qua peja de Uistelar : a phvsio
nomia altiva, a palavra colorida, o my3ticismo que
procura a luz, o-mal do secuto que o precipita wa
duvida.
Se este nsbre espirito nacesse em urna poca de
crencas e de firmeza de principios, teria sido um
Laeordaire ou um Rover Uollard. O principio de
autoridade atrabe-o, s vezes, como o sol da in
Uliigenoia artrahe os espirito elevados.
Definida a ndole dos escriptores que presidam
a aquellas duas fjlhas radicaes, ou neutras, como
ellas se quizerem qualificar, vanos examinar a ma-
neira porque ellas apreciaram o resultado das elei-
coes.
paaaeetiue Bipart
paafccie .ida trra,
iiii ir i' i I MlHi i
Onde nSo absteve em rrnrssa, deixando de of-
ferecer ao governo resistencia e portanto servindo
indirectamente causa dos adversarios deatacou
contingentes para reforco das candidaturas de al-
guns dos seus contrarios.
Foi assim que ainda nos districtos onde at
b pouco era-piapaudeslu a-amiaria da pansido
liberal, pela renuncia ao voto deixaram os mem
bros desse partido que a minora fijase victo-
riosa.
Este svmptoma grave por qualquer dos as-
pectos eia que elle seja considerado.
< Protesto ou ndiirerenca -a attestacao solem-
ne da morte de um grande partido um facto de
grande alcance poltico, cujas consequencias mais
cedo ou mais tarde se pronunciarlo fatalmente.
Em vez da lgubre e fatdica iltacao que O Paiz
quer tirar do facto moral, nao melhor oppr lhe
o conceito da Oazeta de Noticia*, que no trecho j
citado, declara que o goverp.o venceu porque a im
mensa maioria do eleitorado conservadora ?
Em todo o caso, o facto ahi fica textualmente
contessado e confirmado pelas duas folbas mais'au
torisadas da opposico. NSo existe no paiz se nao
um partido seriamente constituido e que concorra
em to los os tempos e em todas as emergencias
urna eleitoral ; este partido o coniervador.
*
Os dous orgaos radicaes nada acharam para
alm desta apreciacao de momento, sobre o phe-
nomeno moral qae presenciaram e de que foram
victimas ou participantes. Permutara nos, po-
rm, que em outro artigo, passemos, tambero, a
apreciar do nessn ponto de vista a completa der-
rota das forcas da opposcSo.
HEVSTA DIARIA
kGaztta de Notiai que foi o balaarte do mi-
nisterio liberal genuino, qne defendeu como caval-
ierro andaute os planos do Sr. cooselbeiro Dantas,
o q^e atfirmatv ha pseos mesna tm* eile poasoia
a eonfianca do eleitocado, fez penitencia pleaa. O
partido liberal onda operou durante o seu dominio
de sete annos, o eleitorado essencialmente con-
servador, os noasoa mpregados pblicos, ainda ha
pouco, urna das elasses mais iilnstr idas, como real-
mente sao, ficam com carta de mana maleavel e
insciente as mos do governo. Vamos transcre-
ver o texto da Oazeta, para entreter a curiosidade
de nossos leitores.
* Desde que se adoptou o actuul svatemaielei-
toral, oj conservadores obtiveram as urnas trium-
phos assgnalados. Este facto devido em parte,
nao boa orgamsaco do partido, nem ana dis-
ciplina, mas aos sentimentos instiuctivamente con
serradores da paite do paiz, que entende qne a
melhor que tem a fazer upanteros bens que pos-
sue e que prefere ter esse certo a vel-o arriscado
em melboramentos ; e. em parte, o facto devido
circumstancia d* ter a aetual le de eleicSes por
base um censo muito auto, que entrega as ornas
principalmente s classes em que naturalmente
tem maia adeptos o partido conservador.
A retaguarda desta forca, j de si respeila-
vel, formou urna outra, constituida pelos que
apoiam todos os roveraos e que infelizmente entre
ni ainda se e.hamam legiao. E' esta forca cons-
tituida pela maioria do nosso funccionalismo, que
quer ser promovido, e pola massa immeusa de
pretendentes a qualquer cousa, gente apta para
todos os cargos, aptido que tem por~-medida a
etasticidade da conscieacia determinada, pela in-
capacidade do esforco individual espontaneo para
sahir victoriosamente da Inte pela vida.
'O terceiro elemento de victoria do governo
a completa desorganisacao de partido liberal. Na
capital do imperio nao houve noticia de que os
chefes, a", es ha reconhecidos, tenham sequer mos-
trado possuir a n alo da forca de que poderiam
dispor, e a grande poltica, que se diz que alguns
aconsclbaram o que a maioria adopto, consisti
na absteneo .
Confirmando todos estes conceitos, que sao a
condemnacSo da"< don trinas que a propna Oazeta
sustentava a pouco tempo, accrescenta ella :
a S assim o partido liberal que na ultima si
tuaco s tinha no seu mesquinho activo a refor-
mt eleitoral, bem pode dar por inteiraraente est-
ril a sua ultima estada no poder, porque, para che
gar ao resultado a que estamos assistindo, urna ca-
mnra quasi unnime, tanto vale este systeina h-
bilmente manejado como o systema antigo .
A uni-a objeccao seria que a Ga.eta faz ao re-
sultado das eleicoes, que o governe est ganhan-
do mait eleicoes do que seria conveniente.
Parece-nos que o honrado redactor da Oazeta
de Noticias exige do governo um sacrificio cruel,
querendo que elle abandone os amigos fiis e de-
dicados, para ajudar a eleger os candidatos lbe-
raes e republicanos que esto em perigo de nau-
fragio.
Realmente, isto nao parece muito ovthodoxo, co-
mo doutrina liberal...
20
424
'416
.149
367
112
400
314
pa-
ru-
O joizo do Paiz mais resumido. A bella in-
te! ligencia de seu redactor compreheodeu talvez
que espraiando-se sebre o facto moral que acaba
va de presenciar, s torturada a lgica que po-
derla negar o triumpho legitim) do principio de
autoridade. O hbil redactor reconhece a for^a dosi
acontecimentos, e nao attribue, como a Oazeta a
causas fantsticas ou incongruentes esse resalta
do visivel e palpare!, que tm a consistencia ina-^
balavel do bronze.
Vamos trwteefeTer *s suas proprias palavras :
Estamos convencidos de que, dada a preva j
axperimen'ada do rgimen da leicao directa o
apezar da confiauca que em s mesmo tem e po
dex, o esultado conheoido foi alm da expectativa
do propro governo.
Para sermos verdadeiro3 e justos de vemos re-
eonheeer que o proceeso eleitoral correa mansa e
.pacificamente em todo o Imperio; pelo menos at
o momento em qne escrevemos nao ha noticia de
rimastonn nn dr videncias que hajam impedido o
lieraxercieio do voto eleitoral.
- eeta-eapitol o pcooedimento das mesas elei-
tds lai fcsaisto e correcto.
. Assignalamoa o facto on prazer .porque isso
alteara om grande progresso moral e um senaivel
melboramento aa nossos costamos e na aossa oda-
cacao poltica.
Alm disto nao bou ve propriamente da parte
do geverno i dss liiiiilaitssiiiaiMiiii.iln vio-
lenta on imposicilo de forca >.
Nobre naetralhadoraM O Exm. &r.
chbfede divisao, inspector do Arsenal de Ifarinha,
dirigi a S Exs. o Sr. conselheiro presidente da
provincia oseguinte oIBeio :
Inspeccao do Arsenal de Msrnha de Pcr-
nambuco. Em 19 do Janeiro de 1686. N 18.
Illm. e Exm. 8r. Em observancia ao que V. Exc.
ordenou em portara de non tem, tenbo a limra de
informar que foi a Provincia engaada, pois nao
s nao desembarcaram dos navios de guerra sur
tos neste porto metralhadoras, cerno tambero nun-
ca estiverim noste Arsenal ; podendo assegurar a
V. Exc que nunca sahiram de birdo.
Deus guarde a V. Exc. lllm. e Exm. Sr.
conselheiro Jos Fernandes da Costa Pereira, pre-
siJente dr. provincia O chefe de divisao inspec
tor, Jos Manoel Picando da Costa.
\preo torisados a declarar que S. Exc. o Sr. conselheiro
presidente da provincia nenhum pedido de au-
diencia recebeu em nome do Sr. Dr. jais de di-
reito de Timbaba.
Entregaram a S. Exc. os oficios a que se referi
esse magistrado com um simples recado verbal de
que o o portador (cujo nome no foi declinado)
agaardava a resposta. *
S. Exc, como era natural, respondeu que os
taes oficios ficavam entregues.
Para a enrosa Devem tocar hoje no por-
to do Recife, em viagem do sul para a Europa, os
paquetes inglez Neva e francez Equaleur.
xanes de nclencla*Na prxima se-
gunda-feira, 1. de Fevereiro. tero comeeo os
xames de sciencias exigidos para a matricula nos
cursos superiores, segundo as listas de mscripcao
j pab cadas.
*)e*frapeRecebemos folhas desta provincia
at 24 do corrente.
O resultado final do pleito de 15 toi este :
/.* dUtrirtn
Or. U'tz Fseire (C.)
Or. Qarcet (L._j
2.' districto :
&r. Pedro Antonio (C.)
Dr. .loviaum Romero (L.)
3." districto :
Vigario Olympio (C.)
Dr. Sancho (L)
4.o districto :
Dr. Ooelho Campos (C.)
Coronol Gouveia (L.)
Proarrnmmn Je exassie -Ka 8*
gina do Diario de hoje vo publicados, sob a
brlca Instrucco Publica, os prograoamae dos ext-
raes preparatorios-na corrente anno de 1886.
4inlvenrlo Amanha fazen 103 asnos
qne foi sagrada a igreja oe S. Pedro dos Clrigos
do Recife pelo bispo D. Thomaz da Encaruaco.
ferro via do *>. fraocwro Depois de
amanha, domingo 31 do corrente, dia em que se
celebra a resta He S. Sebaatio do Cabo, a ferro-
via do S. Francisco, alm dos trens ordinarios do
seu horario, expede um treta precos redazidos.
O dito trem partir do Recito ao meio dia, ebe-
gando ao Cabo 1 hora da tarde, e d'alli regres-
sar s 9 horas e 30 minutos da noite, chegando
ao Recife s 10 horas e 40 minutos.
FalleelmentoNa madrugada de 27 do
corrente e no lugar Aflictos, para onde tinha ido
em busca de melhoras, falleceu de typho D. Joan-
n Evangelista Soares de Mello, esposa do anti-
go o muito conhecido pharmaceutico da cidade
de Olinda Joao Soares Raposo.
A fallecida tinha 43 annos de idade e era urna
senhora virtuosa e muito caritativa.
A' sua kVxma. familia presentamos as nossas
condolencias.
OutroPor telegramma recebido da corte,
sabe-se ter ahi tallecido D. Clannda Diamantina
de Araujo Remero, esposa do Dr. Sylvio Romero
e filha do Sr. Joao Firmino Correia de Araujo.
A' sua familia as nossas condolencias.
liyeeai de Artes e OflneloaAcham-se
abenas as matriculas para as antas do corso des-
te estabelecimento, na respectiva secretaria, das 7
s 9 horas da noite.
Furtatesa do Brtim.Foi nomeado eom-
mandante da (Fortaleza do Brum, o majer honora-
rio do exercito Justino Rodrigues aa Silvrira.
Pamartor de sdala* falsas.Man-
daram dizer de Garanhuns que, tendo alli appa-
recido, no commercio, algumas notas falsas de
10*000, procedeu o delegado respectivo, de aceor-
do eom o promotor publico, diversas diligencias,
3ne deram em resultado saber-se terem sido posa-
as ditaa sedulas por Joo de Holanda Caval-
cante, no povoadode S. Joo, ende foram aprehen-
didas em mos Joo de Oliveira e Manoel Bap
tiste.
Verificado o tacto o delinquente foi preso em
Canhotinbo, e afinal aonfessou ter recebido as
alludidas sedulas de um seu cmfhado, de nome
Antonio Alexandre, qne se aeba preso as Ala-
gos por crime de introdueco de moeda falsa.
*. dlt.trIrlo eleitoral. A junta apura-
dora d-ste dwtncto reuni-se hontem, no Paco da
Assembla Provincial, sob a presidencia de Dr
Montenegro! pera sommar os votos da eleicao pro-
vincial de 30 de deaembro prximo findo; e, de-
pois de expedir diplomas aos Srs. Drs. Joao do
Reg Barros e Jos Maria d'Albuquerque Mello,
designou o dia 17 do prximo vindouro mes de fe-
vereiro para ter lagar o 2. escrutinio, que correr
entre os Srs. Drs.JJos Zeferino Ferreira Velloso e
Maximiano Lopes Machado.
OAtfceiro. O vap>r Jacnhgpc levou hontem
para :
Alag-as 26:7011000
Ferlmento jnrs-eAnte-hontem s 7 he-
ras da noite e no lugar Acude, do Poco da Panel-
la, Joaqaim Martiniano de Souza travou-se de ra-
zoes com Pedro Francisco de Souza, e este o ferio
gravemente.
O delinquente evadio-se.
A polica est contra elle a proceder na forma
da le.
CadverNo dia 27 deste mez o as mattes
do engenho Camerinsinho de Agua-Preta, foi en-
contrado o cadver de Pedro de tal, conhecido por
Pedro Mosto, mendigo, adoentado e que, havia
poneos dias, alli chegara, indo do Rio Formoso.
A polica toa a vistoria,
Em nasrasite No dia 17 do corrente foi
a Oatasar.
ttdrem que parti do daeaia s 4 1(2 da tar-
de JssBtssio, ficou retido asm figipio duas horas e 45
mistases, em conseqaanoia &*> retssaasmsato do
triasJtaBie vinha da Vsaoria, que anearen lisjeiro
dasasaaajo muito anteada stsajtar Jaboastao.
Os passageiros do referido trem do Recife
Jaboato foram testemunhas da falta absoluta de
providencias da parte de quem tem o dever de
attender a semelhante servico ; pois lamentavel
que o telegraphista da estaco de Tigipi, que nao
t:m a precisa capacidade, esteja encarregado de
tao.iisipisaMtu tfbslho. O apparelhs-telegraphi
co pessimo e imprestavel e por taes motivos nao
podia-se corresponder com a estaco de Jaboato
para saber a causa da demora da chegada do trem
da Victoria em dir estaco de Tigipi onde faz
desvo.
Jepois da demora de 2 horas e tres quartos
teve de seguir o trem de Tigipi para Jaboato
sem se ter certeza completa se a linha estava
desimpedida, correndo-se assim o risco de encon-
traren se o* trens em caminho; e, como bem se
pie comprehender, os passageiros fizeiain o tra-
jecto cheio de susto com receio de albirroa-
mento.
Hontem, 27, dense o mesmo tacto; o tr!in
que sabio do Recife s 4 1[2 da tarde, (e faz des-
vio em Tigipi), nao encontrou ahi o trem que
vem da Victoria e deu-se ento a meema acea
do dia 25. O imprestavel telegrapho e o incapaz
telegraphista nao podiam obter noticias do retar-
damento do trem da Victoria, e depois de urna
hora de demora, seguio o trem para Jaboato na
incerteza de ter ou nao partido o trem da Victo
ria ; correndo assim eminente perigo a vida dos
passageiros, que fizeram a viagem com o maior
sobresalto, recelosos de albarroamento. Nada se
tem providenciado no sentido ce corrigir taes fal-
tas e assim estp os passageiros d'essa ferro-via
arriscados a serem victimas de algum desastre.
preciso pois, que aquelles a quem compe-
te semelhante servico cumpram com os seus de
vi res .
Instituto iatterarloOlimdeaseNes-
te sociedade, domingo s 10 horas di dia, have-
r sessu de assembla geral para eleicao de pre
sidente.
Libertos sexagenarios -Lemos no Jor-
nal do Commercio da corte :
O presidente da provincia de Minas Ueraes,
alm de ter organisado instruccoes minuciosas
para execucao da recente lei do estado servil, na
p-irte relativa nova matricula dos esoravos e ao
arrolameato dos libertos em razo da idade (60 a,
65 annos), expodio a 26 de Dezerabro os dous" se-
guintes orficios, que correspoudendo aos intuitos
manifestados pelo governo imperial na importante
circular de 23 d'aquelle mez, inerecein ser conheci-
dos nao s das pessoas que por virtude de seus
cargos tem de intarvir na execucao da lei, m .3 de
todjs os proprietarios doescravos.
Palacio da presidencia da provincia de Mt'aa*
Geraes. Ouro Preto, 26 de Ddzembro de 1885. -
Apezar da clareza das disposicoes da recentejlei
de 28 do Setembro a respeito dos escravos que
houverem completado, on forem completanio a
idade de 60 annos, e daqaelles que tem mais de 65
aaaos de idade, entendea o governo imperial ser
conveniente acantelar os direitos daquelles que
antes de eecerrada a nova matricula e arrolamen-
to, prescriptos pela citada lei, e regulados pelo de-
creto o. 9,517 de 14 de ovembro prximo passa-
do, tiverem aepmpietedo qualquer daquellas idudes.
Por isso resolveu, em aviso circular n. 206 de
23 do corrente, expedido pelo Ministerio da Agri-
cultura Commercio e Obras Publicas, nao s man-
dar que so desse a maior pablicidade a tres impor-
tantes declaracoes quu nelle se contem, como or-
denar providencias garantidoras dos direitos que
os meamos individuos tem adquirido por forca da
lei, prescreveado que desde j os encarregados da
matricula actual, revende-ii cuidadosamente,tecm
relaco dos matriculados que houverem complete
do as idades de 60 e 65 annos e as remettam aos
ju:m.-u de o pkio : relnfea que repotirao trimea-
aalmente eom referencia aquelles que. houverem
completado a idade de 60 annos no decurso do tri-
mestre.
. Cumpre, pois, qne V. S. enviando aos colle
otores a cajo cargo se acha a actual matricula dos
escravos, a referida circular, da qual lhe envi os
necessarioa, Templares impressos, recommende-
lhes a fiel observancia do que nella foi determina-
do, afim de que apenas cada um delles r. receba,
reveja cuidadosamente a matricula; actual respecti-
va, e, em viste della, organise urna relacio dos ma-
tricnlados que tiverem completado as idades de
60 e 65 sanos, e a remette ao juiz de orphos do
termo, afim de que este proceda na conionaidade
da citada circular.
Feita e entregue a primeira relaco, continua-
r o mesmo collector a organisar trimensalmente
outra relaco dos escravos que durante o trimes-
tre, tiverem completado a idade de 60 annos re-
mettendo-a aos ditos juizes para o fim indicado.
Subsistir este pratica at que seja encerrada a
nova, matricula e se faca applicavel a formalidade
eatablecida pelos 1' a 4" do art. 11 do citado
decreto.
< Aos collectores recommendar V. S. que as
relacoes qne oxganisarem mencionem todas as es-
pecitcacoea constante das matriculas-dos relacio-
nados devendo taes relacoes ser feitss em duplca-
te, para ser ama deltas enviada a este presidencia
por intermedio de V. S.
Tambem Ibes far ver que quaesquer duvidas
que encontraren! na execucao das presentes ordens
ros, que se destinavam s repblicas sul-ameri -
canas.
_ De Genova ao m erio m irroquino gastn 10
das de penosa travesis, p ic causa dos grandes
temporaes, que o assalteram.
No dcimo dia tA sorprendido por nm horrivel
cyclone, que o encontrn perto da costa. O com-
mandante, official antigo e experimentado na vida
do mar, fez todo o possivel para salvar o navio ;
mas tudo foi impossivel naquelles momentos de
suprema agitaco e angustia !
O Abystuda eneaihou, abrindo um grande rom -
bo na proa por onde entra va a agua abundante-
mente.
Quatro dias horriveis durou a luta da marinha
gem contra os elementos.
Os 1,600 passageiros viram, durante esse tem-
po, appi oximar-se lenta e aterradora a mortc.
Qu fazer ? A afua nao eessara de entrar, at
que no 4 da, quando esteva j perdida a ultima
esperanca, avistaram ao longe um navio... Era
o Syrius, da mesma companhia, o navio salvador.
O Abyssinia submergia-se lentamente defronte
das aldeas de Magazan e Casablanca. Os mar-
roquinos contemplavam de trra com aacia e cu-
riosidade aquelle quadro consternador.
Varias falas africanas partiram em soccorro
do paquete, approlimando se delle com grande
dirHeuldade.
No meio daquella gente quasi selvagem, onde a
civilisaco nao penetrou ainda com os seus es-
plendores, houve rasgos de herosmo e de genero-
sidade indescriptiveis.
O mais arrojado daquelles marroquinos perecen
victima de seu proprio valor, quando procura /a
salvar urna infeliz senhora o urna enanca, que,
ludibri das ondas, estovara prestes a ser submer-
gidas pelo mar. Virou-se a sua pequea embar-
carlo, e elle e as duas victimas sumiram-se para
sem pre !
Sao estas as tres nicas nortes, nessa tremen-
da catestrophe, occorrida a 200 milhas do estreito
de Qibrattar, donde se deseortinava ainda ao lon-
ge algjma causa da Europa, ao mesmo tempo que
palpitava, como fraca espranos, no eoraco de
todos, o desejo de avistar um pedaco da America.
Chegou por fim o Syrius, e conseguio passar pa
ra seu bordo 640 passageiros ; permanecendo alli
ate a chegada do Java, da mesma companhia, e
que chegou, eom eflito, no dia seguinte ; rece-
bendo logo o resto do3 passageiros.
O Svrius chegoa j a Buenos-Ayres ; e o Java
era alli esperado poucos das depois delle.
Os nufragos, em sua totalidade, napolitanos e
lombardos, ebegaram em extrema miseria, pois
haviam perdido todas as suas bagagens na costa
de Marrocos.
Salvaram-se do Abyssinia a correspondencia e
papis de bordo ; tendo-se perdido os joraaes e
quasi todo o carregamento.
Calcula-se que o commercio de Montevideo sof-
frea eom esse desastre martimo um prejuizo de
100,000- pesos.
O resto da carga era consignado s mais im-
portantes casas de Buenos-Ayres.
0 Abyttima estava seguro em tres eompanhias,
ama mglezi, outra franceza e a ultima italiana.
Pelo vapor Java esperam-se mais completas in-
formneoe3.
fopttiaeio escrava de Pernambu-
oKstatiotic* recentemente organisada registra
o seguinte movimento da populaco escrava de
Pernambacs, a contar do encerramento da matri-
cula especial (30 de Setembro de 1873) at 30 de
Junbo do anno prximo passado: Escravos ins-
criptos na matricula especial 105,026
Entrados desde ento nos di-
versos municipios 27,331
Sabidos no mesmo periodo 30,627
Maior numero de sahidos 3,296
Populaco matriculada eaver-
bada 101,730
No periodo cima menciona-
do diminuio aquella popula-
co pelas seguintes causas:
bitos 12,554
Alforrias 9,070
Total 21,624
Populaco a 30 de Janho ul-
timo 79,803
e das disposicoes da lei e decreto citados devom
trazer ao mea conhecimento, por intermedio de V.
S^ afim de serem resol vidas, conformo recommen-
da o referido ministerio.
< Dens ssaarde a V. S. Dr. Manoel do Nas-
eimento Machado Portelia.Sr. inspector da the-
souraria de faaenda
Palacio da presidencia da provincia de Minas
Gsraes.Ouro Preto, 26 de Desembro de 1885.
Circular.Transaiittindo a Vmc. o incluso exem-
plar impresso do aviso-circular n. 206 de 23 do
corrente, expedido pelo M nisterio da Agricultura,
Commercio e Obras Publicas, e do officio que neste
date, em eamprimento do mesmo aviso, dirijo ao
inspector da theaouraria de tazenda, recommen-
do-lhe que, apenas receber do collector desse mu-
nicipio a relaco qne elle deve organisar, em vista
da matricula acual dos escravos, dos matriculados
que houverem completado 60 e 65 annos de idade,
e daqaelles qne forem completando a idade de 60
annos at o encerramento da nova matricula, or-
denada pela lei n. 3,270 de 28 de Setembro e de-
creto u. 9,517 de 14 ovembro, proceda na con-
fbrmidade do que prescreve o citado aviso-circu-
lar, mandando intimar os ex-scnbores daquelles
cajos nomes consterem da relaco, para qne fiqem
inteirados do nevo estado dos sntigos escravos, iu-
timaco que ser feita pelo modo estabelecido no
| 3* do art. 11 do dito decreto.
Da mesma maneira deve Vmc. proceder quanto
s relacoes que trimestralmente lhe forem sendo
enviadas pelo mesmo collector, at, que encerrada
a nova matrioula, se faca applicavel a formalidade
estabelecida pelos la4 do mencionado art 11.
Outrosiui reaommendo-lhe que, se o collector
nao lhe remattor as relacoes cuja confeceo foi or-
denada, Vmc. as solicite, communieaado-me logo
a falte, afim de providenciar a respeito.
Quaesquer duvidas .que lhe oecorram a res
peito, Vmc. as trar ao meu conhecimento afim de
serem retol vidas, como me recommendado no re-
ferido aviso.
Deus guarde a Vmc.ManoeZ do Nascimento
Machado Portelia. -Sr. jais municipal e de or-
phos do tormo de...
O vapor Abyssinia Encontramos as
folhas do Rio da Prate curiosas infrmacoes a
respeito do horrivel desastre soffrido pelo vapor
Abyssinia, que naufragou as costes de Marrocos,
conforme noticiamos por telegramma.
O Abyssinia era um magnifico vapor de ferro,
construido com todo o luxo, e com as accommoda-
coes possiveis. Era de forca de 1,200 oavallos e
pedia carregar 3,600 toneladas.
Tendo navegado para as Indias, foi ultima-
mente destinado carreira do Prate, depois da
juneco da grande Companhia Rubbatno, qne o
lisera construir em Glasgow, com a Companhia
de Navegaco Geral Italiana.
Sahio de Genova.no dia 1 de Desembro do an-
Subdividindo-se do seguinte modo a mesma po-
pulaco em relaco aos sexo; :
Do sexo masculino 38,847
Do sexo femenino 40,95
A ,070 alforrias craaBicara-re do segu lt
modo :
Pelo tundo de emancipaco 2,227
A titulo oneroso particular 2,763
Por titulo gratuito particular 4,080
No compato d* populaco existente a 30 de Ja-
nho ultimo (79,803 individuos) note se a differen-
ca de 303 escravos para menos do qne deveria re-
sultar dos elementos anteriores. Tal differenca,
pouco sensivel, ezplicavel pelas lacunas dos da-
dos locaes.
Os elementos relativos a onze municipios sao os
recolhidos om annos anteriores, do que resulte ser
effectivamente menor a populaco do que aquella
que a estatistica moatra existir.
Como sabido, as averbacoes relativas a cada
cscravo effeetuam-se vista das communicaces
que es proprietorios sao obligados a dirigir, den-
tro de prazo improrogavel, s estacos encarrega-
das do servico da matricula. A omisso destas
communicaces, ponida com pena nimiamente le-
ve, e de indagaco mui difficil, d frequente cau-
sa a que individuos fallecidos, ou mauumittidos,
se cooser, etn inscriptos na matricula ou arrola-
dos como escravos. Esplicam -se por este modo
as pertarbaooes apparentes dos co -efficientes da
marteUdade na populaco escrava bem como o nu-
mero relativamente pequeo das alforrias attes-
tedas por algasias estatistreas.
Este razo entre ontras de maior peso, tornava
necessaria a nova matricula que a 1 de Marco se-
r aserta em todo o imperio, e pela qual- insisti-
mos numerosos vezes, muito antes de qualquer
iniciativa do governo em tal materia. Da nova
matricula pode esperar-se, alm do mais. conside
ravel numero de manumissoes, porque natural-
mente haver proprietarios que, desejando contri-
buir silenciosamente para a obra da emancipaco,
deixaro de registrar os seas aetaaes escravos,
sendo alias tacto observado nos arrolamentos de
toda a especie o grande numero de abstencoes c
omissoes, voluntarias e involuntarias.
preso em flagrante delicio, eu Agua-Preta, por I no passado, trazendo a seu bordo 1,600 passagei-
^'ecrolosia -Le se ao Mercantile de Genova
de 2 de Janeiro corrente :
Ante hontem s -i h iras da tarde, falleceu em
Genova o comineada lor Cesar Persiani, Baro de
Itiuba, cnsul geral do Imperio do Brazil, que ha
25 annos oceultou dignamente tal cargo na nossa
cidade.
" Foi medico do Imperador do Brazil, e recebeu
do mesmo muitascondecoracoes e attences d'aini-
zade; mantinha com elle contiua correspondencia.
Todos em Genova conheciam o seu ptimo co
raco e os cuidados benficos que gratuitamente
distribuir aos pobres.
o Bem se pode dizer que elle deixou no pranto,
alm da r ropria familia, innumeraveis pessoas que
beneficiara.
Os polaco* ao re (JmbertoA Neioe
Freir Presse diz de Leopoli, capital da Galizia,
o seguinte tdegr aroma :
As folhas polacas annunciam que o conde
Ladislao Plater. em nome de numerosos polacos,
mandn ao rei Um >eito por intermedio de Cazar
Correnti, nosso amigo da Polonia, um abaixo ai-
signado para agradcelo por ter conseguido a
liberdade do poete e notavel escriptor Kras-
zewski.
< Tambem os polacos residentes em Franca
mandaram ao mesmo rei da Italia outro de agra-
decimento com muitas assignaturas. .
O canhao de 48 entlmetrosEffec-
tuou-se ltimamente na Spezia os primeiros tiros
do canhao Armstrong de 43 centmetros typo
Lepanto. (1)
As cargas eram de .plvora prismtica escura
da fabrica de colonia; o projectil empregado
a granada Gregorini do peso de 908 kilo-
gra limos.
Nos tiros a plvora den resultados exceilentes
isto com urna carga de 350 kilogrammos se
oble ve a velocidade inicial de 540 metros por
minutos segundo com a tenco s de 1800 athmos-
pheras.
A baixa tenco obtida em relaco veloci-
dade permittir levar a carga a 400 kilogrammos
e alcancar urna velocidade excepcional de 600
metros por segundo, sem exceder o mximo da
tenco.
As Assoclacaes dos sudantes na
Gerntaala-Ao Mercantile de Genova, de 29
de desembro ultimo escreveu de Berlim urna pes-
soa competente a proposito das doct'af3es dos
Estudantes na Germania o seguinte :
O honrado Caldarelli oppoz os reguUmcntos
italianos a liberdade da qual gozam na Germania
as Associacoes dos Estudantes, os quaes se ocep-
pam de divertimentos, de religio, de poltica, e
de muitas mais cousas.
m E na verdade grande a liberdade da scien-
cia e a liberdade dos estudantes na Germania,
mas com um accordo de nao perturbaren! o go-
verno.
Em Berlim e em outros prineipaes centros da
Germania reina em permanencia o pequeo es-
tado de assedio e a polica tem um poder discri-
eionario de que usa com moderaco, mas ante o
qual, sendo necessario toda a liberdade se ex-
plica. -
Se urna Associaco de Estudantes empre-
^asse palavras eu actos eom o fim de perturbar as
relacoes da a polica nao hesitara um instante em intervir,
E' verdade que as universidades nao so'so-
mente focos de sciencia, mas igualm :nte de sen-
timentos patriticos.
Porm o patriotismo nao deve coufundir-se
com a perturbaco das relacoes estrangeiras ou
com o desprezo das instituices.
Os allemes sabem todos que sao Iivres at
certos limites, alm dos quaes todos sao nivelados
na igual servido do estado e dos seus agentes
inexoraves.
Aqui, quando se trata de domonstracoes da
estudantes italianos que podem perturbar as rela-
coes com o estrangeiro, ou teem um carcter fa-
C080, nao se sabe entender cerno se invoca para
justifical-as o exempio das Associacoes universi-
tarias allemes.
LeildesEffcctuar-se-ho :
Hoje :
Peto agente Brito, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 24, de predios e terrenos.
Peto agrente Pestaa, s 11 horas, na ra do Vi-
gario Tenorio n. 12, de predios.
Amanh :
Pelo agente Britto, s 10 l/2.horas, ra do
Apollo n. 33, do estabelecimento ahi sito.
Peto agente Gusmao, s 11 horas, na ra do
Marques de Olinda n. 18, de miudesas e quinqui-
lharias.
Segunda-feira :
Peto agente Gusmao, s 11 horas, no hotel do
Universo, na ra do Commercien. 2, dos movis,
loucas e vidros ah exjstentss.
Mistas tanebresSero celebradas :
Hoje :
A's 6 horas, na Santa Cruz, por alma de Fran-
cisco das Chagas Goncalves ; s 7 1/2 horas, na
matriz da Boa-Vista, por alma de Francisco de
Asis Castro e Silva.
Amanh:
A's 8 horas no Espirito Santo, e na Conceco
lo Bonito por alma de Manoel Antonio Soares da
Fonseca; s 8 horas, no Carmo, por sima de D.
Thereza Goncalves de Jess Azevedo; s 8 ho-
ras, na matriz de Santo Antonio, por alma do co-
nego Antonio Marques de Castilha ; s 8 horas,
na matriz da Boa Vista, por alma do Dr. Fortu-
nato Barroca.
Segunda-feira :
A's 8 horas, na Ordem 3.a de S. Francisco, por
alma de Antonio Albino Goncalves Rosa; s 7 li2
no Corpo Santo, por alma de Manoel Jos dos
cantos ; s 8 horas na matriz da Boa-Vista, por
alma de D. Clarinda Diamantina de Araujo Ro-
mero ; s 6 horas, no Terco, por alma de Joo
Ferreira ; na Madre Deus por alma de D. Fran-
cisca Casimira da Cruz Mesquitta.
Casa de llelenro-Movimento dos pre-
sos no dia 27 de Janeiro :
Existiam presos 330, entraram 8, sahiram 3,
exidtem 335.
A saber:
Nacionaes 303, mulheres 4, estrangeiros 5, es-
cravos sentenciados e processados 13, ditos de cor-
reuco 10.ToUl 335.
Arracoadoa 314, sendo : bons 301, doentes 13
Total 314.
"Movimento da enfermara :
Teve Ita: .3.
Miguel de Torres Gallindo.
Lotera da provincia Quinte-feira 4,
de fevereiro, se extrabir a.loteria n. 34, em bene-
ficio da matriz da Rio Formoso.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceco dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espaens arromadas em ordem num-
rica, aprecioslo do publico.
Lotera de Macelo de SOOiOooooo
a w-parte Sal" rotera, en jo premio grande
de 900:0004000, pele nevo plano, ser entrabada
impreterivelmente no dia 3 de Fevereiro, s 11
horas.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera do Rio.A 2* parte 195 do plano
novo do premio de 100:0001000, ser extrada im-
preterrvelaente no da 80 do corrente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Mercado Municipal de S. don. 0
movimento deste Mercado no dia 28 de corrente,
foi o seguinte:
Entraram :
28 bois pesando 4.881 kilo*.
402 kilos de pcixe a 20 res 8*040
12 teboleiros a 200 res 2#400
26 cargas de farinha a 200 ris 5J200
14 ditas de fructes diversas a 300
res 44200
8 Suinos a 200 ris 14600
Farara eoouaados:
1B camainas a 600 neis X14400
44 telhos de carne verde a 14000 444000
20 ditos de ditos a 24 404000
44 compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 ris 224000
67 ditos de legumea a 400 ris 264800
17 compartimentos de suino a 700
ris 11*900
14 ditos de tressuras a 600 ris 84400
185J940
Deve ter sido arrecadala neste dia a
quantia de
Precos do dia:
Carne verde a 240 e 480 tis o kilo.
Suinos a 480 < 560 ris idem.
Carne i ro a 14 e 600 ris idem.
Farinha de 320 a 600 ris a cuia
Milho de 360 a 280 ris idem.
Feijo de 800 a 14200 ris idem.
Cesalterlo PublicoObituario do dia 26
de Janeiro :
Zvangelina, Pernambuco, 3 annos, Graca; me-
nengite.
Manoel Jos dos Santos, Pernambuco, 59 annos,
casado, Graca; nephrite.
Margarida do Divino Espirito Santo, Pcrnam-
buco, 29 annos, solteira, Graca; encephalite.
Tertuliano Antones de Souza Castro, Parabyba,
15 annos, soltero, Boa-Viste; tubrculos pulmo-
nares.
Vicente Joaquim Ferreira Lima, Pernambuco,
20 annos, soltero, Boa Viste; febre perniciosa.
Maria Francisca do Carmo. Pernambuco, 75 an-
nos, solteira, Boa-Vista ; cachexia senil.
Luz, Pernambuco 1 mez. Boa-Viste; gaatro
ente rite.
Germana Alves da Costa, Pernambuco, 48 an-
nos, solteira, S. Jos; cyrrhose.
Jos Francisco Epiphanio de Souza, Pernambu-
co, 29 annos, viuvo, Graca; tubrculos pulmo-
nares.
Alice, 7 mezes, Santo Antonio; queimadaras.
1) eparto, iatta e Danbolo, elo tres ram-
ee italianos e os maiores do mundo.
IHDICACOES uTEIS
Mdicos
Consultorio medico cirursrtco do Mr.
Pedro de Attabyde Lobo Moscos* A
ra da (.loria n. 3.
O doutor Mohcozo d consultas todos os
dias atis, das 7 as 10 horas da -manbS,
Este oonsuitorio offerece a oorumodida
de de poder cada doente ser ouvido e exa-
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreao pra-
ca do Commercio, onde runcciona a ias-
peoco de sade do porto. Para q.taltraer
d'estes dous pontos poderlo sor diriguloa
os chamados por carta as indicadas horas.
O Dr. Acibiades Velloso continua a ter
consultorio, na sua antiga sidenoia,
ra do Bario da Victoria 45 1* andar.
D consultas das 7 s 9 horas da maaha
e acode aos chamados a qualquer hora
Pratica operacSes.
IM
i
v.
c
1


Diario de Pernambuco---Sexta-fcira 29 de Janeiro de 1886
Dr. Miguel Themudo mudou seu comal-1 tadaj: e s-m ao menos ser i ni -iada a sua forma-
r
torio e residencia para a ra da Imperatriz
n. 14, 1. andar, ondo d consulta das 12
horas a 3 da tarde e recebe chamados a
bnalquer hora. Especialidadespartos, fe
bres, syphilis e molestias do pulmao e co-
raclo.
Dr. Barreto Snmpaio d coasaltas de 1
s 4 horas da tarde, ra do B.rlo da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
do Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
Henrique MSet. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Encarrega-se de questSas
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Ferrer, ra do Imperador n. 79,
1. andar.
Dr. Oliveira Escorel, 2. promotor pu-
blico, tem seu escriptorio de advogacu na
ra Primeiro de Marco n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado
ra do I nperador n 37.
Hudanru de eonsmlsorlo
O Dr. Alriao avisa aos seus clientes
que mudou o se i consultorio para a ra do
Queimade a. 46, 1. andar. Consultas
todos os dias das 11 s 2 horas da tarde.
Drogara
Faria, Sobrinho & C, drogustas poi
attacado. Ra Mrquez de Olinda n. 41.
Francisco Manoel da Silva A C, depo
aitarios de todas as especialidades pharma
Citicas, tintas, drogas, productos chimica
e medicamentos homoeopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Botica francesa e drosarla de Bou
quayro} Frre. ttucceaaorea
A. de Cao m
Neste estabelecimento fundado desde
1821 encon!ra-se os productos chlmicos
drogas, tintas, leos, pinceis, vernizas das
melhores marcas ; todas as especialidades
pharmaceuticas dos legtimos autores, um
variado sorti ment de fundas o aguas mi-
neraes, os granulos dosimetricos de Burg
grave o productos especiaes da Flora Bra-
silea. 22 ra da Cruz, Recite.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapina
d Francisco dos Santos Macedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande estabele-
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
nero, compra-3e e vende-se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparam obras
de cara pira por machina e por precos sem
competencia.
publ::acoes a pedido
cao de culp, contra o que dispdem o art. 148 do
Cod. do Proe. Crim., art.. 42 7 do Reg cit. e
Dea de 25 de Maio de 1859, arta. 1 e 2.
Con garanta de todo cidadi injustamente
perseguido, recorre 5 paciente ao habeos-oorpits,
baluarte das liberdades publicas, acreditando que
V. 8. tal vea piucas vozes tunha tjmado con inci-
mento de tantas violencias, commettidas por ama
autoridad, policial.
O paciente jura aos Santos Evangelhos ser ver-
dada tuda quanto tem allegado pelo que
Pede V. 8. te digne mandar passar-lhe a pe-
dida ordem de habeos corpa, no prazo legal.
E. K. Me. Cidade de Campia-Grande, 4 de Ja-
neiro de 1886. Antonio Francisco Coutinho de
Lyra.
y litro documentos principalmente instruem es-
ta peticSo.
1. A certido do celebre auto de priso em fla-
grante, para cujo contexto ouso chamar a atten-
co do Collendo Tribunal da Kelacao, p >is elle
implesmente um corpo de delicio do que soffri, do
crime praticado pelo delegado de polica.
2 Orna j ustincaco prestada no juizo munici-
pal d'eata cidade e com assistencia do Dr. promo
tor publico, com quatro teatemunhas cima de to-
da excepeo, duas das quaes sao tambem do inque -
rito, e que destretn completamente o talautoe
poem patente a violencia do delegado.
3 O despacho do mesmo delegado, ndeerindo
a minha petico respeito da priso privilegiada
que me competa, como otfi :ial da guarda nacional.
4 Finalmente, um offieio do juiz municipal em
data de 6 do corrente, no qual communica ao Dr.
juiz de direito, que at aquella data, 13 dias de-
pois da minha priso, nao havia denuncia do cri-
me pelo qual me accaaa o delegado.
Em vista de taD tas provas o honrado juiz de di-
reito d'esta cornil ca, Dr. Austerliano Corris de
Craato, fez a devida juatie.*, concedendo-me ha-
teas corpus.
Icho-me boje no goso de minha liberdade; mas
as violencias de que tui victima, as iofraccoes da
lci praticadas com tanta osteutacSo pelo delegado
Alexandrino Cavalcante de Albuquerque, recla-
mam punicao legal; e por iato, que venho da im-
prensa recorrer ao Collendo Tribunal da Relaco,
quem j foram remetidos os autos de habeos-
corpus, para que confirmando o despacho d'aquelle
mui digno magistrado mande responsabilisar ao
potentado Alexandrino Cavalcante d'Albuquerque,
afim de qoe mais tarde venha conhecer que a le
igua! para todos.
Campia, 9 de Janeiro de 1886.
Antonio Francisco Coutinho de Lyra.
Terminada a paaseata fe o Or. Aguiar ana bo-
nito e brilhante diaeurao de despedida; e apontan
do para o Dr. Amorim disse : que a eleica j d'a-
quelle quaal se (.chava era um dever de gratio
a I tamb.
Em siguiera fallaram o Dr. Nilo de Miran la e
Or. Lima Santos ; terminndose tudo debaixo de
multos e repetidos vivas e calorosos applausos.
A's 9 horas da noite, apa o jantar, reumram-se
os carros qoe deviam fazer o reegresso de to il-
lostres visitantes, e prepararam-se estes para des-
pedida, qne foi gerdmente sentida ; pois at os
liberaes se mostraram anda mait penaliaados,
uando viram concluirse os festejos, que iam ds-
arcando a dr que Ibes causara a derrota de seu
invencivel candidato '. !...
Os carns toaos embandeiralos fizeram osea re-
Sresso levando a Govanna o candidato eleito, Dr.
oo Juvencio Ferreira de Aguiar, e os eleitores
d'aquella cidade, que tanto se elevaram procuran-
do elevar outros.
Itamb, 22 de Janeiro de 1886.
Itamb
da
AO I enerando Tribunal
Itelaeo e ao publico
Victima da perseguico do delegado de polica
da cilade de Cimpina-Grande, provincia da Pa.
rahyba do Norte, Alexandrino Cavalcante de Al-
buquerque, cumpre-ms o derer de trazer ao co-
nheclmentu do colendo Tribnnal da Relaco e do
Sabuco as violoneias que soffri, justificando-me
as aecusacoes qua me fas o oaesme delegado c
umi grei, com a publicado da petico de habeas-
corpiis que dingi ao muito diguo Dr. juiz de di-
reito d'esta comarca e auccinta analyse doa docu-
mentos com qne a inatrui. \Vv
Pefico ** A
Illm Sr. Dr. juiz de Dirtite.Antonio AoBrK r
cisco Coitinho de Lyra, cidadn brazileiro, mora-
Correra aqui a eleico para deputado geral de
baixo da uiellnr ordem possivel.
O trumpho por parte do candidato conservador
o Exm. Sr. Dr. Joo Juvencio Perreira d'Aguiar,
fra mnense ; de modo, que a vo'acao de Itamb
occasionara a derrota do candidato liberal, que se
juls-ava invencivel no diatricto !...
Esse resultado maguiSeo nascera do empenho
que tomaram o Dr. Laurenco Bezerra Veira de
Mello e scua dodicados amigos pela victoria da'
causa de seu partido.
Conhecdo o resultado da eleicao reinou comple-
ta alegra nos arraiaes conservadores e abatimen-
to profundo nos adversos !
A' noite formn-se urna paaseiata, tendo a fren-
te a msica, percorrendo todas aa ras da cidade.
e d ndo vivas aos chefea do partido conaervador e
aos eleitores ao atroar de numeras duzias de fo
gs!
Da casa do Rvm. vigario Dr. Manoel Goncalvea
loares de Amorim, fallou ao povo o Dr. juiz de
direito Carolino de Lima Santos, saudando o par-
tido conservador em cajas bandeiras se alistara
n'aquelle da, por nao haver, durante o periodo de
16 annos, em qne se acha na vi la publica, se de-
clarado partidario poltico.
Eaaa declaracao de S. S. cauaou grande conten
lamento aos seua ainig >a e inumeros vivas foram
adoa ao Dr. Lima Santos-
Grande numero de pesaoas gradas da lo saudade
fazia parte da paaseata, que termioou-ae em paz e
dor na cidade de Tmbaba, provincia de Pernam Su j?"-
k -----. c..j j_____:._.. j _...-> a No da seguinte ao do pleito eleitoral annun-
buco, com a profissao de negociante de gado*
achandi-se preso na cadeia desta ci.lale ordem
do delegadode polica, como mostra a certidio
jnnta, vem na conformidade do art. 340 do Cod.
do Procea. Crim. pedir em seu fvor urna ordem
de habeos corpas. E para que a presente peticSo
saja devidumente attendida. passa o paciente
expor as t zoes, que mostro a violencia e illega-
dade de sua priso.
O paciente, em viagem de sua casa para o sertao
d'esta provincia, chegou nesta cidade no dia 24
de Dezeuibro prximo paseado, e pernoitando em
im botel com o fim principal de ouvir missa de
Natal, na manhao do dia segninte (25) continuon
sua viagem, sahindo d'aqui publica e pacifica-
mente, e foi fazer o descanco do meio dia no lngar
Lucas, na distancia de trez leguas d'esta cidade.
Ali se achava arranchado o paciente com o sen
comboio, c tranquillo em sua consciencia dorma,
quando por vola das duas horaa da tarde foi es-
trepitosamente cordado e preso, sendo tambem
apprchendida t ta a sua bagagem, por soldados
de polica e seu commandanle.
A surpres, que scmelhante violencia lhe causou
foi tanto maior quanto o paciente, is^nto de qual
quer crime, deacancava na proteccao daa leis j
aosao paiz, que s permittem a prisa o em certoa e
determinados casos e acompanhada das formalida-
des sjbetanciaes.
O paciente pedio incontinente o mandado que
decretava sua priso, mas, o referido commandan-
te declarou-lhe que nao havia mandado, e qne o
prenda de ordem vocal do delegado de polica,
como introductor de sedlas falsas na circula-
cio.
O paciente embora protestasse logo contra se-
melhinte aecueacao e contra a illegalidade de sua
priso e violencia, de que era victima, ioi obriga-
do ceder a forca e voltou preso e escoltado para
essa cidade com toda a bagagem.
Comparecendo perante o delegado, Aiexandrino
Cavalcante de Albuquerque. este o sujeitou logo
um anto de perguntas, e dando este auto sim-
pl8mente o nome deauto le priado em fl igran-
te, -passou proceder ao inquerito policial n'esse
e nos dias aubsequentes.
O delegado d como base da prisc do paciente
o intitulado anto; mas. elle nao foi presocom-
meitendo crime e rem cemelhante peca um
anto de flagrante delicto, como quer a lei. Da
eertido junta, (documento n. 2) v-se em qae
consiste tal auto, sendo evidente a sua nullidade
m vista do que dispio art. 132 do Cod. do
Proces. Crim. Nelle nao ha depoimentos de tei-
teinnulias e nem mesmo do supposto conductor ;
e apesar de no sen eneerr^mento, tallar-se em tes-
tcmnnha, nao se conbeee qnaes ellas aejam. A
falta destas formalidades snbstanciaes annulam o
auto, tornando-o de nenhum pffeito, Art. 42 3'
do Regut. de 22 de Setembro de 1871 e Revisia
do gopremo Tribunal de Juatica de 22 de Outu-
brode 1859.
Nao s. A referida peca, que o delegado de
polica denominouauto de flagrante, fallando
reverentemente um invento, ama falsidade, por
elle pratieada, como se prova exuberantemente com
o doeunrato n. 3.
Duas das testemunbas de dita justifica cao, que
goaam do melhor conceito pub ioo, sao as primei-
raa da inquerito policial, e a quarta, interrogada
requer ment do Dr. promotor publico, declarou
que o delegado inventou aquella peca para se
jurar o paciente na priso e legal isar o seu acto
Nao exittindo, pois, priso em flagrante, como
est provado, o delegado nem ao menos expedio
man la do de priso como preceitua o art. 13 da
Refor. Judie, e 175 do Cod. do Proces. Crim. ;
oetentou a sua |violencia, incorrendo as nenas do
,rt. 181 do Cod. Crim. ^
O paciente duplamente victima ;victima de
m crine por ter recebido em boa t algumas
notas de 2*000, reconhecidas depois como falsas,
victima das violencias do delegado de polica, o
qual conhecendo pela minuciosa busca, paocedida
em sua bagagem, que o paciente nao possuia urna
a de ditas notas falsas, devia consideral-o inno-
cente e nao criminoso.
A violencia do delegado revela-se anda em ou
tro ponto.
O paciente teneate da guarda nacional, como
prova com a sua carta patente junta, entretanto,
acha-so em :omnrinho com cerca de trinta pre-
ses das maia baixas carnadas sociaea. Reqnereo
firmado no art. 116 da lei n. 602? de 19 de Setem-
bro de 1850 e avia. n. 573.de 80 de Novembro de
1879, que toxae transferido pira a priso que Ibe
competase, e foi caprichosamente desattendido
(doc. jauto), baveodo n'esta ciade casa de cma-
ra, priso indicada pela citada lei.
Assim tem estado o paciente ha 11 dias na maior
tortura moral, resaltado da perseguieo do dele-
gado, que tem feito uieuusaabo de toan u leis ci-
ciou-se Itamb, que o Dr. Joo Juvencio Perrei-
ra de Aguiar, acomptnhado por grande parte do
eleitorado de Goyanua, vinha esta cidade com-
primentar ao Dr. Lourenco Buzerra Vi-ira de Mel-
lo e ao eleitorads, que tanto se distingui no em-
penho de concorrer pira o trumpho do seu par-
tida.
A' essa noticia o Dr. Liurenco, de commum ac-
cordo co n os seus amigos deaembargador Braga,
Dr. Carolino, Dr. Amorim, C ndido Goncalves,
Adelino, Praucisco de Arauj > Lima, Jos de Paula
Cavalcante, Menezes Filho, Carvalho e outro,
tratou logo de preparar os meio? de recepeo de
to diatinctoa cidados, que o vinham confundir
com a sua boadade e cavalheirismo.
A casa do Dr juiz de direito L;ma Santos, e
outra contigua foram de prompto offerecidas por
este, que se incumbi de prepralas conveniente-
mente
No da 18, s 11 horas do dia, parti da cidade
grande numero de cidados, seguidos de msica e
figos, e foram em lugar proxim esperar a gran-
de comitiva.
Cetca de dezeseis carros, repletos de gente, for
mava o cortejo, que aoompauhava o Dr. Aguiar
cilla le de Itamb.
Ao encontrarem se os carros com o povo, que
fra receber "b cavalheiros que n'elles vinham,
pararam, e 'elles saltou um numero avultado de
cidados, os maia importantes da cidade de Goyan-
ua, seguidos de urna banda de msica.
Abracoa foram trocados entre os cidadis das
duas localidades, emquanto tocava a msica de
Itamb e soltavam-se g randolas de fogoa.
Reunidos todos aquelles cidados, formando um
s grupo, precedidos das duas bandas de msica,
chegaram casa onde tinham de descancar.
Ahi oa esperava o Dr. Lima Santos e Dr. Amo-
rim, que os receberain com viva emoco, vivas ca-
lorosos, girndolas de fogos, fl ires, etc-
Foi urna hora de verdadeiro enthusiasmo; foi
um festejo de todos c immover e ao mesmo tem-
po elevar e:n transportes de contentamento.
A casa de hosptdagein ce achava decentemente
preparada e n'ella parecia tudo regorgitar de ale-
gra ; em todos os semblantes se divulgava o pra-
ztr e satisfaco !...
A 1 hora da tarde fra servido um modesto,
pjrm decente almoco, oceupando a meza crea de
sesaenta pesadas, aa quaes se substituirn) por ou-
tras quatro vezes.
Durante o almoco reinou grande animicao e di -
versos brindes foram fritos, entre os quaes figu-
ra in os seguntea :
Do Dr. Juvencio de Aguiar ao eleitorado de
Itamb, que coucorreu de modo especial para o
seu trumpho.
Do Dr Lorenco Becerra Vieira de Mello ao
Dr. Aguiar, como representante do 4. diatricto.
<}Do Dr. Aguiar ao Dr. Carolino de Lima, juiz
de direito da comarca, quem se confessava mui
to grato, e ao Dr. Loranco em quem tolgava de
r iconbecer um correligionario distincto e presti-
moso, um chefe de real prestigio.
Do Dr. Nilo de Miranda ao chefe do gabinete,
o Exm. Baro de Cotegipe
Do Dr. Carolino ao Dr. Bellarmmo, carcter
muito distincto.
Do- Dr. Aguiar ao Dr. Manoel Goncalvea Soa-
rea de Amorim, vigario de I tambe, candidato Aa-
aembla Provincial ; r por caja candidatura tinha
aocoidade e dever de, com e auxilio do eleitorado
de Goyanua, fazer uro eompromsso seno e leal em
favor do trumpho da meama candidatura.
Do Dr. Amorim ao Dr. Aguiar, agradecendo, e
saudando o partido conservador pela victoria obti-
da no pleito de 15 de Janeiro pelo candidato do
4.* diatricto, boje deputado.
Do Dr. Aguiar ao conselheiro Joo Alfredo Cor-
rea de Oliveira, um dos chefes mais preeminentes
do partido conservador da Imperio.
Do Dr. Lorenco ao desembargador Braga, um
doa amigos mais dedicados e prestrnosos.
Do desembargador Braga ao Dr. Lorenco e ao
Dr. Aguiar.
Do Sr. Francisco Maranho ao Dr. Carolino, juiz
de direito da comarca.
Do Dr. Candido Goncalvea ao desembargador
Braga, como homem particular e boia amigo.
O brinde de honra da primeara mesa fea a recla-
mado pelo Dr. Carolino de Lima Santos, em sau-
daco ao chefe da naco, 4 S. M. o Imperador, ao
cidadao benemrito da patria, ao constante bata
lhador em prol-du liberdades publicas, dos direi-
tos do fraco.
A' todos os brindes correspondiam estrepitosos
vivas e a msica tocava o bymao nacional; o brin-
de 8. M. I. fosa,- porem, plrr*neticmente canos
pendido.
A' tarde houve runa passeata gigantesca e impo-
itinse, acompanhads da msica de Goyanna, que
tocsv diFsrsas proas.
A derrota
Quando, por occasio das eleicoes de 1884, o
partido liberal da Blgica cahio do poder, foi, hao
de estar lembrados os que acompanbam a poltica
exterior, urna aorpreza geral.
A sorpreza conaiatia nisto : havia annoa que >s
liberaes dirigiam os destinos da Blgica. O mi-
nisterio, presidido pelo Sr. Frere Orban, dispunha
de urna maioria em ambas as cmaras, porque as
urnas lhe tinham sido constantemente favoraveis.
Como prever a derrota eleitoral de Junho ?
<< Certameute os liberaes nao a esperavam; e
mnguem, quer dentro, quer fra da Blgica sup-
pona, das antes, que ella podesse ser to extensa
e completa. Aquillo nao foi somente um destro-
co : foi um desastre, um verdadeiro esmagamento,
como disso urna folha de Gand.
O governo perdeu em quaai todos os distric-
tos. Depois de 1830, Bruxellas s elega libe-
raes. Preaentemente nem um s deputado repre-
senta eeaa capital na Assembla. >
Foi urna sorpreza, repetimos, porque o facto era
que a maioria Jo povo belga repella a poltica dos
clericaes o apreseutava, seja pelas tubas da iin
prensa, seja pela rapresentaca de at ento, ten-
deacias progressistas e opposta* ao ultracatholi-
cismo, que n'aquelle paiz diz anda : tint ant sunt,.
ant non lint.
As eleicoes que apoz a dos deputados geraes ti
veram lugar para as municipalidades, comprova-
ram que na Blgica era o partido liberal que es-
tava em maioria.
Tudo isto passava-se na Blgica, mas o facto
era que o Sr. Frere Orban, chefe do gabinete li-
beral, cedi o seu lugar ao Sr. Malcu, chefe do
partido couservador. O censor que se nao deixar
arrebatar pelo espirito do partido, dir, acornpa-
nhando os commentarios da imprensa estrangeira,
que o paiz, inclusive muitos liberaes, condemna-
vain os actos de um governo que se tinha atirado
carreira vertiginosa dos grandes dispendios, dos
defiets, e da sobrecarga dos impostos.
Oa votos qae ceitos liberaes deram a seus ad-
versarios, importivam nao urna adheao a politi
ca doa ltimos, sem um protesto a poltica de
seus proprios correligionarios. De S. Exc. o Sr.
Dr. Jos Marianno ouvimos o seguinte. : o partido
liberal, no poder, nada fez, e abandonara seus me
Inores amigos.
Sendo esta a verdade, como estranhar-se que o
partido liberal tivesse sido derrotado no pleito que
acaba de ferir se !
Pois, o paiz ha de apoiar um partido que nada
fez, segundo a phraso de um dos mais distnctos
chefes liberaes ? !
Pois, o paiz ha de apoiar um partido que, no
poder, abandonara os ceus melhor a amigos ? !
Nao contavam os horneas que hoje se revoltam
contra a sorte, com o amor proprio, com o despei-
to, e at com o pitrotiamo de seus proprios cor-
religionarios 1!
Uaviain elles de calar seus resentmentos, na
hora do perigo, em nome de que ? !
Concertaram os liberaes as financas do imperio,
como tinham promettido ? !
Antea os dficits subiram de 25 a 40 mil con-
tos !
Fizeram lo orcamento urna verdade ?
Ahi est a escola veterinaria de Pelotas onde
se gastou muito cont sem verba na lei do orea-
menta !
Diminuiram o funcionalismo publico ?
Quem nao sabe que o augmentaran! em muito ?
Approvaram o projecto -Zamasobre a tempo-
rariedade do senado, a reforma, talvez, de conse-
quenciaa mais democrticas de todas de 1869 ?
Nao; o projecto cahio 3 leitura, tendo vota-
do em sentido contrario 13 representantes libe-
raes, entre os quaes os Srs. Ulyases Vianna, Joa-
quim Tavares e A. de Siqueira !
Una tantos deputados liberaes nao votaram por
se t 'rem retirado da cmara, entre os quaes os
Srs. Affonao Penna, ministro da agricultura, e
Carlos Alfonso, ex-ministro da guerra !
Devemis notar que ties conserva loras, os SrF.
Soares, Joo Caetano e Severino Ribeiro julga-
ram o projecto merecedor de deliberaco !
Tratando dos partidos da Blgica, diz o Sr.
Maza 1'' : os dous grupos em que se divide a Bl-
gica tem tido a sabedoria de se considerar como
partidos de governo, c de nada propor em seus
manifestoa que nao possam executir no dia se-
guinte da victoria.
lato para o partido liberal d'alli, e nao para o
partido liberal d'aqui, que faz timbre de esquecer,
no poder, todos os seua compromiaaos de oppoai-
cao.
Tendo dado o elenco de algumas cousas que os
liberaes, no poder, deixaram de fazer, mas que de-
viam ter feito por sua dgnidade e lealdade poli-
tica, digamos o que elles fizeram e o que nao de-
viam ter feito por moralidade propria c interesse
publico.
Corromperam o voto no primeiro, segundo e ter-
ceiro escrutinio, assassinaram dentro dos templos
e fora delles, brigaram una com oa outros, confes-
saram-se impotentes para formaco de um gabi-
nete qua succedesse ao de 6 de Maio, e afinal ap-
pellaram para urna reforma antinmica a federa
rfio monarchica.
Se tudo assim, orno poderam os liberaes es-
perar que a nacao os acompanbaaac em 30 de De-
zembro ?
Poda a naco apoiar urna poltica que descia
desorganisada, aniquilada, desosoralisada. impa-
tente para mais nada, como abutre da disiden-
cia a devorar-lhe as entranhas ?
A naco urna entidade insensata; que nao
raciociaa, que nao responsabilisa, que nao corrige,
que nao condemna ?
Como nao en toa t os liberaes o poenitet met
Como nao reconhecem, no triumpbo esplendido
de seus adversarios, o stygma que o paiz as-
sgnala na fronte dos que tanto o esqueceram, dos
que tanto mal lhe fizeram no poder ?
Fora isto um acto de moralidade poltica, todo
diguo de encomios, e que muito servira a causa
da liberdade entre nos.
Mas lamcntarem-se, queixarem-se, pzoiwtarem
depois de tudo quanto deixaram de fazer, e depois
de tudo quanto fizeram, um espectculo que
muito contrista todos quantos amain, de veras
esta patria.
E' a ncorrigibilidade das proprias faltas; a
ausaaein de coneoiencia do mal qae se fea, e a des-
esperanza de que se pona entrar, algum dia, no
bom caminho.
Pens partid Liberal que a prsalo da seus
adversarios que prodozio o fiasco de 30 de De-
zembr'(
Peina o partido liberal que a preaso de seus
adversarios fra bastante para comprimir as ener-
gas enthusiasticas que as grandes causas desen-
cadeiam ?
Somente os miseraveis se vendem.
Os liberaes, empregados pblicos, que deram seu
voto ao governo com o receio de ficarem sem pao
para si, para suas mnlberes e tilhos, sao urna
parte mnima no grande eleitorado liberal da
naco.
Nao entre elles que est a espada de Brenns.
' Neste paiz em que para nove analphabetos so-
mente ha um cidado que saiba 1er e escrever,
aiada assim jasem latentes os sentlmentos de sua
propria conservacSo e progresso.
Um povo vale outro povo, n'eite ponto.
E' assim que a Hespanba ergueu-se, como im-
pulsionada por urna mola, para eondemoar a toma-
dia das ilhas Carolinas pelos alinales.
E' assim que os blgaro" e romalistas cotisam-
se, pode-se diser, para o armamento nacional, o
armamento que devia repellr para alin das fron-
eirata**. servios, que tinham profanada o solo
da patria.
Ah que todos elles nao sabern 1er nem escre-
vei: mas sesteta, como patriotas, o zangue Ibes
aqaecer as faces diante dos ultrajes feitoa ao tor-
ras querido.
E aqui, entre nos. sempre temos, no fundo de
todas as questoes politicaa, nasa questio da pa-
tris-
Ha una certos espirites sadios, nao acorrenta-
dos ao capricho e s paixes polticas,.que, nos mo-
mentos solemnes ora que a causa da patria tem de
ser julgada, sabern escrever o sea veredictum.
Com esses, tambem vossoa mimig >a na jornada
do di* 80 de Dezembro. nao pode o braco do go-
verno.
Que recebam o baptismo histrico as palavras
de am dos vossos mais esforcados chefes :
O partido liberal nada fea no poder, e d'aquel-
las alturas abandonara os seus melhores amigos.
O Neur.o.
IM
4 Districto
IV
J disse quanto convnha relativamente ao que
se passou na comarca de Timbaba, por occasio
da eleico de 15 do corrente mez; nada mais
acrescentarei sobre o assumpto, porque nao me
parece conveniente sntecipar urna discusso que
ter mais tarde opportundad: e logar mais apro-
priado.
Relativamente remoco do Sr. Dr. Maciel P-
nheiro, phantasma que parece letantar-se a todo
o momento diante do seu espirito, porque as-
sumpto que cada passo se escapa dos bicos de
aua penna, nada mais devo, nada mais quero
dizer.
Por hoje Kmito-me apenas, mesmo porque, fal-
ta-me tempo para mais, a assegurar ao Sr. Dr.
Maciel Pinheiro que o juizo que 8. S. faz do hon-
rado capito Francisco Cabral de Mello Caval-
cante, inspirado talvez por um interesse de mo-
mento, nao mais lisongeiro e vantajoso do que o
por inim feito. Tenho aquello distincto amigo e
correligionario na melhor conta, fac,o della o mais
elvalo coneet, mas isto nao ma impede de fi-
gurar a hypothese de ter elle se engaado no jui-
zo que fez relativamente ao facto occorrido em 8.
Vicente, levado pelas prmeiras impressoep, adre-
de preparadas.
Quanto luz que o Sr Dr. Maciel Pinheiro pro-
met cui seu artigo de hoje, para servir-me de
pharol as trevas em que ando, prometto em occa-
sio opportuna significar-lhe meus agradecimen-
tOB, si chegar a convencer-mo deque ando as
trevas e da qua a la, promettida por S. S., illa -
minou- me o caminho.
Quando este pequeo artigo, amanh, vier pu-
blicidade, estarei em caminho para a cidade de
Goyanna, onde me chamam negocios urgentes e
importantes ; nao extraahe, pois, o Sr. Dr. Maciel
Pinheiro que durante a minha ausencia fiquem
sem resposta os que houver de esciever e publi -
car: oppartuoameate re3ponderei, se for caso
disso.
Recite, 28 de Janeiro de 1886
J. Juvencio Ferreira de A guiar.
0', districto eleitoral
Estou muito grato ao eleitorado do 6 diatricto,
queelegeo-me depata lo provincial.
O resultado de minha eleico urna prova da de-
dicaco de amigos que souberam corresponder ao
appello que lhes fez a commisso encarregada da
orgauisaco da chipa conservadora.
Eternamente reconhecido aos amigos, que me
elegeram espero dar cumprimento com a devida
lealdade.
Recite, 23 de Janeiro de 1886.
Jos Domiogues da Silva.
Saneo de Crdito Real em
Peroambuco
Este Banco, autorsado pelo decreto n. 9457 de
11 dejulho de 1885, dar comeco as suas opera-
cea no dia 2 de Janeiro de 1886.
As opeacoei fundamentaes do Banco sao :
Fazer empre3timos de quanta nao inferior a
5:000000 sobre hypotheca de bens immoveis a
longos prasos com amortisac'* por annuidades.
Eatea eraprestimos sero :
Contractados por tempo nao mencr de 10 annos
sobro primeira hypotheca constituida, cedida ou
subrogada.
Fetos por metade do valor dos immoveis ru-
raesou por trez quavtos d>s urbanos em lettraa
hypothecarias do Banco, ao par, do valor de.....
1002000 cada urna urna e do juro de 7 0|Q aoanno.
Reembolsados por meio de annuidades pagas
pelos mutuarios em moeda crrente, divididas em
semestres.
Os emprestiraos podem ser pagos antecipada-
mente no todo on em parte, em moeda corrate ou
em letras hypotheearias ao par, a vontade dos
mutuarios.
As annuidades comp'ehendem ojuro conven-
cional, a amortisaco do capital mutua lo e a com-
misso de 1 0|0 ao Banco.
Na base des juros de 80i0 ao anno.a tabella das
animidades para 1:000X000 a seguinte:
A quem se deseja corar
Pedro Nolasco de Barros, residente em Gamel-
leira, estaco da estrada do ferro ao S. Francisco,
cura, mediante um ajusta, a qaalquer pesaos qne
soffrar rhr diabtis, garantindo restabelecer o doen-
te em poneos das, pois para isso acha-aa habili-
tado.
Curso de pianno
Reabertura
NO DIA 8 DB JANEIRO
Aulas, todos as tercas e sextas-feiras das
5 horas da tarde em diante
78-RA DA IMPERATRIZ-78
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Contratos por 10 anuos 1554820 annua es
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No escriptorio do Banco ra do Commercio n.
34, dar se ho oa demaia esclarescimeutos neces-
8arios.
Ifeeife, 31 de dezembro de 1885.
Pelo banco de crdito Real em Pernambuco,
Os administradores
Manoel Joo de Amorim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luiz Daprat.
C0LLEG10
DE
CasadeSaudc do Dr.
Souto-Maior
Acha-se aberta a casa de saude do Dr.
Souto-Maior, situada ra dePaysand n.
5 (Passagem da Magdalena) com acommo-
da95es para donntes de todas as classea da
sociedade.
Os Srs. facultativos da provincia encou-
traro niessa modesta casa de saude as
cond58es favoraveis para o tratamento de
qualquer molestia cirurgica ou medica c
para ahi poderlo enviar os seus doentes,
medical os, conferenciarcom os mdicos de
sua escolha etc. conforme se acha dispos-
to no regulamento da mesma casa.
Apparelho telephonico 398.
Conultorio medieo-eirnrglco
O Dr. Esteva") Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico-ciruxgicas, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, da meio dia s 4
horas da tarda Paras? demaia consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1" andar.
Na. telephonicos : do consultorio 95 residencia
126.
Especialidades Partos, molestias de eso
cas, d tero e seus anuexos.
Medico e parteiro
Dl Mam Lonrero
D coasultas das 12 s 3 na ra do Ca-
bug a. 14 1.- andar Residencia tempo-
raria no Monteiro.
OCULISTA
Dr. Barreto Mampato, medico oculist
ex-cheie de clnica do Dr. de Wecker, d consula
tas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Bar
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e dias sanctificados. Residenciara de
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
Dr. Curtir Lei
M EDUJO
Tem o seu escriptorio a ra do Marques de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e mancas.
Dr
Tristao Henriques
Costa
n. 15
la da l'niiio
consultas das 11 s 2 horas.
Chamados a qualquer har.
Telephone numero 154.
ua do BarSo de S. Borja n.
9(1, outr ora do Sebo
Os traba!boa deate instituto de pducafo de me-
ninas, fundarlo em 18Z6, comecam o 11 de Ja-
neiro.
A directora, havendo-e transferido para o pre-
dio cima dito, de ptimas condicoes para estabe-
cimentos desta ordem, tendo longa pratca de ma-
gisterio, desde 1873, e auxiliada por habis profes
soses, espera continuar a merecer a condanea dos
Illms. Srs. intereaaados.
Basina-se: prmeiras letras, portugus, franca z
nglez, aClemo.geographia, historia, msica, piano
desenho, costuras e bordados de differentes g-
neros.
Augusta Candra.
Colino Se Nossa sutan flu
Este estabelecimento de instruccSo pri
maria paca o sexo femenino tem a sua sede
em urna conforta vel chcara na Ponte de
Uchoan. 10.
As materias ensinadas no collegio silo as
segaintes: religiSo, portuguez, francez,
inglez, allemao, historia, geographia, piano,
desenho, pintura, bordados e flores.
As linguas falladas no collegio sao : a
franceza, ingleza e allemS para as quaes
tem mestras qae residem no collegio.
As directoras encarregam se segundo
vontade dos pais de preparar as alumnas
para fazer exames na Academia.
Lista das alumnas que fizeram exames
na Academia:
1882. D. Julia de Oliveira, inglez distinc-
c&o, francez plenamentee
D. Isabel a. Pires, idem.
1884. D. Maria Eugenia de Mattos, inglez
distinccSo, francez idem, portuguez
idena.
188. D. Mtria C. M)otro, iaglez d
tinejao, francez plenamente.
r'lavia CatSo Lopes, francez plena-
mente.
Directoras,
A*m CatvoU.
lermma Michalii.
C, H ekmaoD
Usinas de cobre, iatAo e bronze e de
iu>.
Golitaor Ufer n. 9. Berlim S. O.
Espeefalidade:
Constrnefo de machi-
nas e apparelhos
para fabricas de assucar, destillacoea e re
finaySes com todos os aperfegoamentos
moderno.
DSTALLAgAO DE:
Engenlios de assucar Cu|Mus
Estabelecimmto filial na Havana sob a
mesma firma de C. Hecicuann.
Calle San Ignacio n. 17.
Laicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO DE JANEIRO
Para iuforraa^oes dijam se a
PoUtiha &C
(na ii CaUMO 110
Oculista
Dr.
sultas
Ferreira da Silva, cob-
das 9 ao meio dia. Resi-
dencia, e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Reoife, 5 de Marco de 1888;
xsr
JDITAES
Edital n. 9
O administrador do Consulado Provincial dan-
do oumprimento 4 portara a. 467 exptdida pelo
Illm. Sr. Dr. inspector do Thesouro em 23 do cor-
rente. taa publico, para conheeimento doa proprie-
tarioa das casas sitas as localidades constantes
da relacao intra, que no espaco de 30 dias uteis
contados do 1 de Fevereiro prximo vindouro, se-
ro arreesdadas por esta reparticao, independente
de multa, as importancias das annuidades e mais
servicoa da Recife Drainage Company, correspon-
dentes ao lo semestre do exercicio corrente de
18861886.
Gonsalado Provincial de Pernambuco, 26 de Ja-
neiro de 1886.
Francisco Amynthas de Carvalho.
Relacfto a qae se refere o edital
npra
Freguema, de S. Fr Pedro Gonfalou do Recife
Ras:
Marques de Oliad. Bom Jess, Alvea Cabral,
Conceicio. Bispo Bardinba, Torres, Thomde 8ou-
sa, D. Maria de Soma, Vigario Tenorio, Rirreto
ie Meaezes, Maris e Barros, Burgos Amorim,
Moeda, Tujaty. Companhia Pernambucaaa, Ma-
dre de Deus, Domingos Jos Martina, Maseatea,
ResUuracio, D. Maria Cesar, Visconde de Itapa-
rica, Farol, Araal, 8- Jorge, Vital de Oliveira,
GUurarapes e Bario do Triumpbo.
Pracas:
Charco, Assombia e Pedro I.
Traveseas:
Vigario, Madre de Deus, Campello, Domingo
Jos Martina, Corpo Santa, Antigo Porto, Bom
Jess, Areal, Fundicao, Occidente, Quararapas
Praea de Pedro I.
Beccoo :
Ab eu, Largo, Pndoba, Noronha, Tapado a
Paschoal.
Largos:
Alfadega, Corpo Santo Aasembla.
Caes:
Companhia, Brum e Apolle.
/Santo Anttmo
Ras:
Imperador, Primeiro de Marco, Duque de Ca-
xias, Cabug, Baro da Victoria, Trocneiras, La-
rangeiras, larga do Rosario, estreita do Rosario,
S. Francisco, Joo do Reg, Iiha do Carvalho, Ro-
da, Patos, Calabouco Vela, Santo Amano, Ma-
thias de Albuquerque, Paz, Paulino Cmara, Fo-
go, Livramente, Penha, Viscondo de Inhama,
Pedro AfFonso, Nova da Praia, Marcilio Das, Vi-
raco, Lomas Valentinas, Coronel Suassuna, San-
ta Thereaa, Vinte e Quatro de Maio, Palma, Mr-
quez o Herval e Cadeia Nova.
Praca:
Pedro II.
Campo:
Princesa.
Caes:
Vinte e Dous de Novembro.
Travessas:
Queimado, Cruzes, Mrquez do Recite; Bella,
Quaiteis, Calabouco, Expostoay Martina Flores,
Carmo, Bomba, Livramento, Arsenal, 1* da Praia,
2* da mesma, Caldereiro, S. Pedro, Viraco, Lo-
bato, Falco, Pocinho e Concordia.
Largos :
Paraizo, Carmo, Penha,. S. Pedro e Practa.
Becos :
Bella. Calab JU90, Matriz, l.. 2. e 3.0 da Cam
boa, Falco e 1. e 2. da Cadeia Nova.
-n S. Jos
Ras:
Marcilio Das, Lomas Valentinas, Coronel Suas-
suna, S. Joo, Palma, Mrquez do Herval, 24 de
Maio, Dias Cardoso, Passo da Patria, Padre No-
brega, Victoria, Cadoia Nova, Vidal de Negreiros,
Fre Henrique, Dique, Aasumpco, Domingos
Theotonio, Padre Floriano, Christovo Cclombo,
Jardim, Forte, Antonio Henrique, Nogueira, Santa
Cecilia, Santa Rita, Nova de Santa Rita, S. Jos,
Praia de Santa Rita, Pescadores, Ipyranga, Impe-
rial, Praia do Forte e Luiz de Mendonca.
Travessas :
Martyrios, Pcnhe, Ramos, Caldereiro, Gaz,
Matriz de S, Jos, Forte, Prata, Serigado, Copia-
res, Nova de Santa Rita, S. Jos, Praia do Forte,
Peixoto e Lima.
Bccos :
Paula, Caldereiro, Gaz, Aasumpco, L* de San-
ta Rita Nova e Matriz de S. J-s.
Largos :
Forte 3 Mercado.
P6a- Vista
Ras :
Imperatriz, Conceico, Visconde de Pelotas,
Tambi, Visconde de Albuquerque, Aurora, Capi-
baribe, Ponte Velha, Conde da Ba-Vista, Ria-
chuelo, Unio, Saudade, Sete de Setembro, Hos-
picio, Camaro, Rosario, Gervasio Pires, Atalbo,
Socego, Principe, Santa Cruz, S. Goncalo, Co-
Iho, Hospital Pedro II, General Sera, Coronel
Lamenha, Alegra, Leo Coroado, Baro de S.
Borja, Soledade, Visconde de Goyanna e Attra-
co.
Travessas :
Gervasio Pires, Colhos, Atalbo, Barreiras, Ve-
ras, Quiabo, Joo Francisco, Maugueira, Cam-
pia e Palacio do Bispo.
Pracas :
Conde d'Eu e Santa Cruz.
Largo :
Campia.
Bcco :
Colho.
Edital n. 727
O insp.'.c'or geral da instrueco publica mana ..
fazer constar aos professor- s de ensino primario
Amancio Antonio dos Santos, Floriano Baptista de
Oliveira c Casimiro Lucio dos Santos, que por acto
da presidencia de 21 do conente, permettio-se-lhes
permutaren) aa cadeiras que regem, ficando o Ia
collocado na cadeia de Abroo de Una, o 2 na de
Agua BiMiic.i, e o 3 na ae Tamandar marcndo-
se-lhes o praso de 60 diaa, a contar daquel'a data
para tomar pusse e aasumir o exercicicio de suas
novas cadeiras,
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 28 de Janeiro de 1886.
O secretario,
Pergentino S de Araujo Galr
O Dr. TomazGar ezJr'aranhos Montenegro,
juiz de direito, presidente dajuntaapura-
dora da eleico do segn lo districto des-
ta provincia.
Faz saber a quem interes3ar possa que proci'd. n-
do.se boje a conclso da apuraco da eleico para
membro da Assembla f rovincial que (eve lagar
no dia 30 de dezembro ultimo deu o seguinte re-
sultado : Dr. Joo do Reg Barros 536 votos; Dr.
Jos Maria de Albuquerque Mello 487 votos. Dr.
Jos Zelerino Ferreira Vellozo 43 votos, Dr. Ma-
ximiano Lopes Machado 33 votos, Dr. Jes Maria
R.moa Gurjo 9 votos, Jos Pedro das Neves 2
votos, Dr. Argemiro Alves Aroxa 2 votos, Coronal
Austricliuo de Castro S Barre:to, Luiz Francia-
co de Salles, Dr. Joaquim Monteiro de Seixas
Borges, Capito Bemvenuto Cavalcan e de Mello,
Francisco da Rocha Pasaos Lina, Dr. Jos Maria
de Albuquerque Maranho e Dr. Joo do Reg, i
voto cada um.
O presente ser afiliado no lugar do costume e
publicado pela imprensa.
Paco da Assembla Provincial 28 de Janeiro de
1886.
Eu Dr. Henrique de Atbayde Lobo Mostoso, se-
cretario subscrevi.
Thomaz Garcez Par nhos Montenegro.
O Dr. Thomaz Garcez Paranbos Montene-
gro, juiz de direito presidente da junta
apuradora do 2*. districto do Recife etc.,
etc.
Faz saber a quem interessar possa que faltando
preencher nm lugar de membro da Assembla Pro-
vincial designou o dia 17 de fevereiro para se pro- i
ceder ao 2 escrutinio no qual somente podem ser
votavoaos Drs. Jos Zefermo Ferreira Vellosa e
.Maximano Lopes Machado; do que se fez as devi-
jdaa communicacea aos Srs. juizes de Paz da fre-
guezias de que se eompoe o districto.
O presente ser affixado no lugar do costume e
publicado pela imprensa.
Paco da Assembla Provincial e Pernambaee,
28 de Janeiro 1886.
Eu Dr. Henrique de Athayde Lobo Mcscoso,
secretario, subscrevi.
Thomaz Garcez ParanhosJMonteB gro.
Edital n. 66
(1 prac*)
De ordem do Illm. Si. inspector se fas publico,
que as 11 horas do dia 30 do corrente mes sero
vendidas em prica, no trapiche Conceico, as
mercaduras abaixo deca adaa :
Armazem n. 1
Marca AS&C, 1 caixa sem numero, vinda do
Havre no vapor francs Sully, entrado em 16 de
marco de 1885, consignada a Agostinbo Santos &
C, contendo amostras de morim estampado em
retalh'S.
Armazem n. 2
Marea diamante e C&C na centro, 1 eiixa aem
numero, vinda de Liverpool no vapor inglez War-
rior, entrado em 16 de maio idem, nao est ma-
nifestada, cont ido dous kilos de quadros annun
cios de mais de urna cor em carto-sde ppela <.
Armazem n. 6
Letreiro H. Forster & C, 1 pacote sem nume-
ro, idem ide.n no vapor inglez Guadiana, idem em
20 de Janeiro idem, a H. Forster & C, contendo
amostras sem valor.
JTB, 1 caixa n. 63, dem de Lisboa no vapor
francez Senegal, iilem em 5 de maio idem, a J.
Texeira Basto, contendo folhetas impressos bro-
chados (jornaes Ilustrados), pesando liquido le-
gal 65 kilos.
Armazem n. 7
Marca AO, 1 barril n. 51, idem do Havre no
vapor francs Ville de Maranho, idem em 8 de
juaho idem, A. Labille, contendo cidraj estra-
gada, tendo valor somente o barril.
Marca C&I e contramarca cear, 40 caixas ns.
4124/4463, idem de Southampton no Vkpor inglez
hlbe, idem em 12 idem idem, aos agn es da mala
real, contendo 40 duzias de garrafas com vinlu
medicinal (S. Raphael), pesando liquido legal 300
kitaa.
Marca idem i em, 1 catan, a. 4460, idem idem,
contendo livros impressos brochados, pesando 6
kilos.
8' seccao d'Alfandega de Pernambuco, 2/ de
Janeiro de 18840 chela, Cieero B. deMeUav


I


Diario de PernambucoSexta-feira 29 de Janeiro de 1SC6
i
*
i
i

I

DECLARACOES
le
Brasil Limited
O gerente geral deBta Companhia, con-
vida aos aenbores agricultores e proprieta-
os eatabelecidou a margem da estrada de
ferro do Recife a S. Francisco que quize-
rem vender cannas para serem moidas as
fabricas centraes do C*bo, Estada, Cuy-
ambuca e Bom Gosto a apresentarem suas
propostas miste escriptorio, ruadoOom-
mercio, ou por intermedio dos gerentes das
respectivas fabricas.
A. Companhia receber as cannas as
eatacSes da via frrea de S. Francisco e
as transportar para a fabrica central mais
prxima mediante o accordo que se esta-
belecer.
Os proponentes devero mencionar a
quantidade que desejam fornecer durante
a safra actual e diariamente uas estacBes
que lhe ficarem mais prximas, devendo,
outro sim, declararen que se sujeitam as
CondicBes, quanto a entiega de caneas, es-
tipuladas no contracto -firmado entre os de-
ferentes agricultores ; isto : entregar
as caneas em estado de serem moidas e
despidas das partes nao productiva de as-
sucar.
Edwin Caanor.
Gerente geral.
De ordem do Sr. director participo a to-
dos no8908 associados que nao tendo havido
numero suffieicnte para a reuniSo de as-
sembla geral afiro de proceder se a elei-
c5o da directora para o corrente anno, ica
determinado que se proceda a rresma cle
cao domingo 31 do correnti ncz, s 11 ho-
ras do dia, com o numero de socios que
comparecer.
Recife, 25 de Janeiro de 1886.
Io Secretario,
lelles Jnior.

Companhia
DOS
triltaos urbanos do Recife Olin-
da e Beberibe
Dividendo
teta designado o dia 18 do corrente para ser
comecado o pagamento do 22* dividendo, corres-
pondente ao semestre de junho dezembro, & ra-
ao de 8 0/0, sendo este feito no escriptorio da
comranha das 9 horas ao meio di at o dia 30
do corrente, e dahi em diante s tercas e sabba-
dos, nao santificados, a iguaes horas.
Escriptorio do gerente, 16 de janeir de 86.
A. Pereira Simoes.
Club Carlos Gomes
Ter lugar c sarao de fevereiro em 6 do referi-
do mez. Os ingresaos aos socios em dia, sero
entregues pelo Sr. thesoureiro desde o dia 2 em
diante. Recife, 26 de Janeiro de 86.
Angusto Maia,
3* secretario.
Declarado em lempo
Os abaizo assignados previnem ae corpocommer-
eial e a quem mais interessar possa, que nao des -
contem urna letra de dous contos de ris, aceita
por Lyra & Brito e garantida por Deodato Mon-
teiro & C, a vencer-se em Maio do correte turno.
O motivo desta prevenco que a garanta foi
dada sob certas condiooes, que alias at boje ao
forem cumpridas, e que, fiortanto, aut;risa os
abaixo assignados a levantar questo na occasiao
do pagamento, pois que elles nao esto dispastos a
fazer sacrificios por amor de quem to fcilmente
se esquece do promettido.
Recife, 27 de Janeiro de 1885.
Deodato Monteiro & C.
Escola Normal
Matriculas
Por ordem de Dr. director, e ,em observancia
da disposico do art. 74 do regiment interno de
17 de setembro de 1880, f.z-se publico^ a quem
interessar possa, que as matriculas estaro aber-
tas desde o dia 15 do corrente at 3 de fevereiro
prximo.
Os requerimentos para matricula no 1* anno do
curso deverao ser instruidos com os documentos
segnintes :
1* Certidilo de idade maior de 18 annos pan os
alumnos do sexo raasculiao e de 16 pora os do fe-
minino.
2 Certificado ou titulo de approvacae era exa-
me as escolas publica de instrueco primaria.
3 Folha corrida oa certido de nao haver sof-
frido condemnacao por algum dos crimes que po
dem motivar ao profesor publico a peda da ca-
deira.
4 Attestado de moralidade passado pelo par-o
cho en autoridt.de, quer policial quer litteraria da
reguezia em que residir o peticionario.
Os matriculandos que nao poderem exhibir ti-
tulo legal de exame em escola publica de ensino
primario, deverao inscrevor se para os exames de
-dn isso, de que tiatam os arta. 75 77 do cita-
do regiment, e que comecario no dia 25 do cor-
rente.
Para as matriculas do 2o e 3 anno basta que
as peticoes sejam documentadas com a certido
de approvaco no exame do anno precedente,
guardada a restriego do art. 21 do j mencionado
regiment interno.
Secretaria da Escola Normal de Pernambuco
11 de Janeiro de 86.O secretario,
A. A Gama.
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Pela seg nda vez, por ordjm do nosso irmo
director, venho convidar a todos os irmos que se
acham nos gosos de seus direitos, A se reunirem
em assembla gral no domingo 31 do corrente,
s 10 horra da manh, afim de ter lugar a eleice
dos novos funecionarios, devendo ter lugar o acto
com o numero que comparecer, visto nao se ter
reunido numero legal no dia em que mandam os
MtatOtM.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes de Pernambuco, em 26 de
Janeiro de 1886.
2o secretario, Jos Cuitor de A. Souza
SEGUROS
CONTRA FOGO
The Liverpool 4 London & Glob
INSURANCE C01HPANY
&G.
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
nambucana
Ra do Commercio
n.
38
(OMPANHIA
Imperial
DE
SECI/ROS contra FOGO
EST: 1803
Edificio t mereadoriai
Taxa baixai
Prompto pagamento de prejuito*
CAPITAL
Rs. 16,000:000/000
Agente
BROWNS & C.
> N. Ra do Commercio N. 5
Gompanhia de Seguros
martimos e terrestres
EstabelcSda em 1855
CAPITAL 1,000:00011
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 1,110:0008000
Terrestres,.- .116:000^101)
44Roa do Commereio-
COMPANHIA DE SEGUROS
(OMIIA 104-0
Nortta Brilish & Mercantile
CAPITAL
ttOOO.OOO de libras Merlinas
A O EN TES
Adinson Howie & C.
RA DO COMMERCIO N.
London and Brasilian Bank
UmJted
Roa do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
COMMERCIO
Bolsa comnnerclal
buco
de Pernam-
Kecife, 28 de Janeiro de 1886
As tres horas da tarde
Cotacoe ojfUtiae
Cambio sobre o Rio Grande do Sul, 90 d/v. com
1 3/4 0/0 de descont.
Cambio sobre Londres, 90 d/v. 17 15/16 d. por
1*0 0, do banco.
P. J. Pinto,
Presidente
Candido C. L. Alcof jrado,
Secretario.
aaceas
iiENDIMENTOS
Mes de Janeiro
' tasobqxDe 2 27
tdera de 28
fti^SBBDOBUDe 2 27
.a de ?8
v," iSSULADJ PROV1MUIU.--D''. 2 4 27
dem de 28
PBLICOS
de 1888
650;081t060
28:046^960
SaOin DBAISA3*
dem de 28
-Dr 2 27
DESPACHOS DE EXPORTADO
Em 27 de Janeiro de 1886
Para o exterior
o vapor mgle Orator, carregoa :
Par Liverpool, S. Brothers SfC. 104 tacis
com 7,771 kilos de algodo ; Pohlman & C. 54
ditas com 4 632 ditos de dito.
No lugar americano Afascotte, carregou :
Para New-York, H. Foreter & C. 5.( 00 saceos
com 375,0011 kilos de assucar mascavado.
Na barca norneguense Bellona, carregoa :
Para New-York, J. H. Boxwell 2,526 saceos
com 189,4' 0 kilos de assucar mascavado.
No patacho portugus Italia, carregou :
Para o Porto, 8. B. Amorim & V,. 24 sac
com 1,735 kilos de algodSu.
Na barca portugoeza Lope Duarle, carre-
gou :
Para Lisboa, P. Alves & C. 170 sa?cos com
12,750 kilos de assucar mascavado.
Para o interior
Na polaca hespanhola Juanita, carregou :
Para Uruguayana, J. S. Loyo & Pilho 400 bar-
ricas com 42,295 kilos de assucar branco.
No vapor nacional iacuhype, carregou :
Para Bahis, A. Falco 20 barricas com 2,609
kilos de sebo.
Para Penedo, J. S. da Costa Moreira 4 barricas
com 240 kilos de nssucar branco.
Na barcica Eliza, carregou :
Para Macahyba, VI. Anorim 9 barricas com
540 kilos de assucar awtrrm c.
Na bareaca Espadarte, carregou :
Para Parahyba, E. C. Boltrlo Irmio 10 bar
ricas com 480 kilo3 de assucar mascavado.
No vapor nacional Espirito Santo, rarregou :
Para Maranha^, P. A. dn Aaeveda 20 barricas
30:428/900 [ ^i6^ K^oa Je a8SUI:ar branco.
Para Manos, Amorim Irmis A C. 30 barr s
com 2,880 litr >s de agurdente ; F. r'e Mores 2
pipas e 5 barra com 1,30 ditos do d to ; T. de
Azevedo Soma 15 barriets com 1,232 kilos de
assucar branco.
Para o Para, J. S. da Costa Moreira 50 barrea*
com 2.111 kilos de assucar (raneo; A. R. d
Costa 70 saceos com 6,975 ditos de dito e 5 bar-
ricas com 450 ditos de dito refinado ; M. J. Alves
5 pipss com 2,400 litros de agurdente ; B. Oh-
veira & C. 5 pipas e 16 barris agurdente ; J. M. Das 20 ditas e 40 ditos co
13,440 ditos de dito e 350 bur/icas com 20.7V5
kilos de assucar branco ; A. B. Correia 25 caixas
com cxjurubeba.
No hiate nacional Apody, carregou :
Para Mossor, S. Nogueira & C. 6 barris com
510 litros de mil.
= No hiate nacional Adelina, carregou :
Para Maco P. Alves & O. 10 bsrncas com
1,100 kilos de assucar branco e 1 dita eom 60
ditos de dito refinado.
Theatro de Variedades
NA
II O a-a Ja Mk B II M 0
COMPAMIA-LiRICO-COMICe-BRlMTICA
DIRIGIDA PELO ARTISTA
^MVA^Z\ BOL.BAIM E L131Z MiLO^E
jo, 3fl ib Janeiro h 1886
PELA PRIMEIRA VEZ N'ESTA EPOCHA
Mublr *ee*x a OPERA CMICA em 3 actos, mtislea do
maestro OFFEMB1C :
A BELLA HELENA
Helena, rainha de Sparta
Parido filho do rei Priano
Oreste, filho do rei Agamenn
Euclides, dama de companhia
de Helena
L"na
Partenopc
Agamenn Rei dos Res
PERSONAGENS
Springcr | Menelo, ni de Sparta
Bellcgrandi i Calcante, grade augure de
Durand Jovo
A icySo passa-se
estajeo de banhos.
Fioravanzo
Olympia
Ua Silva
Dominici
Guardas, escravos,
era Sparta no 1. e
Achule, rei de Tiotida
Ajacc, 1." rei de Salamine
Ajacc, 2. rei dos Lorenos
Filomeno, criado do Cal jante
Euclitide, ferreiro
povo, psgens.
. acto e no 3. em Nauplia
Milone
Ropossi
f omoletti
Orlandini
Fritz.
Tirel
Mal ira
durante a
PRECOS DO COST\]^lE
*WY* *Y? Bepoii do eapeclacnlo naver trem para Apipuco*
LV JC3* e bonds dan iiIuih remandes Vlelra c irosad*.
Oa bonda no largo do Palacio. O bonil da Magdalena a naver quan.
do o eapeclacnlo acabar depola do horario do uiii.no bond da compa
tala, que paaaa na rna Nova 6a 11 e -I* mnalos.
Ma se transiere o espectculo anda mesmo que chova
PRINCIPIARA' S 8 1/2 HORAS.
D* .1112 WW A GE
Santa Casa de Misericordia de
Recife
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife arrendam-se por espaco de um i tres an-
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 2405000
dem-dem n.49 240*000
Boa do Bom Jess n. 13, 1 andar 310*000
I lem idem n 14, pavimento terreo e 1*
andar 600*000
dem idem n. 29, 1 andar 240*( 00
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra do Vigario n. 22, 2- andar 240*000
dem idem n. 22, 3a andar 240*000
Ra da Madre de Deas n. 10-A 200*000
Caes da Alfandega, armazem n. 1 1:609*600
Becco do Abren n. 2. loja 48J0O0
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2 andar, por 1:600*000
Ra do Coronel Suassuna n. 94, loja 150*000
Ra da Detencao n. 3 (dentro do quadro)
mei'agua 84*000
Secretaria da Santa Casi de Misericordia do
Recite. 15 de Janeiro de 1886.
O escrivao,
Pedro Rodrigue de Souza
URITIIOS
Inled States i Brasil Mail S. S. C.
O vapor Adran ce
Espera-se de New
Port News, at o
dia 5 de feverei-
ro, o qual seguir
depois da demora
necessaria para
Baha e Rio de lanelro
Pira carga, passagens, encommendas e dinbeiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Hcnry Forster k C.
N. 8. -TUJADOOlOulKClO N. 8
/. andar
Companhia Bra* ileira de Nare-
g&cao a Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Manos
Commandante 1- tenente Ouilherme Wad-
dington
E' esperado dos
portos do norte
ateo dia2 de Fe-
vereiro, e depois
da demora indis-
pensavel, seguir
para os portos do
sul.
Recebe tam -
bem carga para Santos, Pelotas e Rio Grande de
Sul, frete mdico.
Para carga, passagens, eneoromendas e valores
tracta-se na agencia
N. 46 RA DO COMMERCIO N. 46
COHPAWHIE
res uAitrniu:
LINHA MENSAL
O paquete
Equateur
Commandante Lecointre
E' esperado dos partos do
sul at o dic 29 do corrente,
' seguindo, depois da demora
ido costuuii', para Bordeaux,
tocandn em
Dakar. Lisboa e \ig,o
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abstimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 possois ao nv.'nos e que pa
garem 4 passagens inteiras.
Por excepcao os criados de f.iinitins que !o:na-
rem bilhetes de proa, go.am tambem l'este abati-
mento.
Os vales postaos s se
de contado.
dS? al e da 27 pages
0 paquete Orenoque
C'oniiiiandantp flortcaiard
Espcra-se da Eu-
ropa no dia 5 de
Per reiro, seguin-
do depois da de-
mora "lo eostume
para DuiimJ0*t*
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro c .'Slone-
(evido
Lembra-se sos senhores i da todas
as classea que ba logares i para esta
agencia, que podem tomar c .- ipwlq np-j.
Previne se aos senhoies n i res de merca-
dorias que s seattender as reo! maees por fal-
tas nos rolumes que forem re ofascidis na oeca-
sio da Jescajga.
Para carga, passagens, aneommondas
a frete tracta-se com o agen e
1 dinhciri
Angoste Labilie
RA DO COMMERCIO-9
Pacific Steam toigr'hn ropany
STRAITS OF MAGELLA LLNE "
Paquete Valparaizo
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 28
Aracaj48 horas, vapor nacional Man-
dahu, de 222 toneladas, commandante
Souza Lobo, equipagem 18, em lastro ;
a Companhia Pernambucana.
Espra-se dos portos
do sul at o dia de
fevi reiro, seguindo pa-
ra a Europa depois da
den rs do eostume.
Este paquete e os que dora
em diante seguirem locaro era
Piymonth, o que facilitar che-
garem os passageiros cora mais
brevidade a Londres.
Haver tambem abatimento n > pre^o das pas-
Maco9 dias, hyate nacional Aurora II, gagens.
de 40 toneladas, capitulo Manoel Duar-
te da Silva, equipagem 5, carga varios
gneros; a Carlos A. de Araujo.
Navios sabidos no mesmo dia
Liverpool Lugar ncrueguene Professor
Nordenskyold, capitXo P. AtroVnen, cr-
ga assucar.
Manos-e escala Vapor na ioaal Espirito.-.___.= AA<,^Ti.<. -.__
o j t nr ,, ^avcjEacao costeira por vapor
oanto, commandante Joao Mana ressoa, m T PORTOS DO SUL
Taraandar e Rio Formoso
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
14 RUADO COMMER0ON. -14
Vtilson Sons & C, ff.imited
COIIPANHIA PEB^*M5 < 4\ i
DE
CHARGEIRS REOIS
Companhia Franceza de "%'avega
ci a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
stemer Ville de Cear
E' esperado da Euro-
pa al j dia 9 de Pe -
vereiro, seguindo de-
pois da indispensave!
demora para a Ba-
bia. Hlo neiro o H nlom.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p 'loa
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng
quer reclamacio concernente a volumes, que por
ventura tenham seguido para os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo as providencias ucees
sarias.
Expirado o referido praso a companhia c8o se
responsabilisa por extravos.
Kccebe carga, encommendas e passageiros, para
t quaes tem excellentes accomodacocs.
Augusto F. de Oliveira&C.
A6E\'TEN
42 RA DO COMMERO -42
Bareaca
Vende-so urna bar aea ; a tratar na rna Duque
de Caxi.is u 63.
Para Lisboa
A barca Pereira Borges
para o porto cima para
seguir com brevidade
o resto da carga trita
e com os consignatarios Silva Gtuimares & C.

'orto por Lisboa
Segu cem brevidade para os portos cima o
brigue portuguez Calcida ; para o resto da carga
e passageiros, trata ee cjic os consignatarios Jos
dava Sil Loyo t Filho. _______
Cear
Segu eom brevidade para o porto cima o
hiate Deus te Guarde, recebe carga a fretes m-
dicos ; a tratar na ra da Madre de Deus n. 8,
u no caes do Loyo, a bordo.
Porto e Lisboa
Segu com btevidade para os portos cima o
brigue por uguez Tilo ; ptra o resto da carga e
passageiros, ti ata-se c->m os consignatarios Jos
da Silva Loyc- & Filho.
loyl Mail Steam Paekel
Compaiiy
Reducido de passagens
Bilhetes especiaes of-
ferecendo facilidades
aos scnliores viajantes
para visitar a cxposi-
(o coloni.il em Lon-
dres, de 1886.
Uhi c voa de Pcr-
nainbuc^ a Southamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 me
zcs libras sterlinas 36,
1.5,
coes de aljfar, 82 duzias de voltas de contas,
15 duzias de escoletas com bizouro, 181 duzias
de pares de brincos encarnados, porcelana, 48
duzias de dito, 26 duzias de meios aderecos en-
carnados, 109 duzias de pares de brincos celli-
loid de diversos padrOes, 53 milheiros de enve-
lopes, 221 duzias do guaraicoes de celliloid, 48
duzias de rosetas de aljfar, 89 chapeos para
senhora, 250 caixas de papel amizade dourado,
250 duzias de pares de brincos dourado, fino.
liui continua^*o
Diversos movis, quadios, jarros, espelhos 0 urna
batanea decimal
Sabbado 3 do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 18
POR INTERVENgO DO AGENTE
(jtismo
Leilo
De l mobilia de Jacaranda, raassio, com tampo
de pedra a Luiz XV, 1 piano, diversas mesas
redondas e quadradas com tampos de pedra, 1
pirmide d pedra com urna rica fructeira de
alabastro, 1 secretaria, 1 relogio grande de pa-
rede, 1 mesa elstica com 3 taboas, 1 grande
tanque de ferro para deposito d'agua, 2 espe-
lhos, 1 aparador grande de amarello, 4 etagers,
6 quadios, 3 pares de jarros, camas francezas,
mai quezoes, eabides,. bancas, lautei nas, lanca,
vidivs e muit.es outrus objectos que estarao pa-
tentes no ato do Icilio.
Segundo-feira i de fevereiro
A's I s horas
No II itcl Universo sito raa do Commer-
cio n. 2
O agente Gusiuao far leao dos objectes ci-
ma mencionados, os quaes serao vendidos sem li-
mites, e em seguida aluga-se o mesmo predio.
Leilo
De urna excellonte armaco de amarello, envidra-
.. ida, btelo, duas machinas para cortar sola,
duas empatiadas, canteiros, registro, encana-
uto e candieiros de gaz.
(juarla .Vira 5 de Fevereiro
A's 11 horas
O agente Gusmo, competentemente auterisado
tara leilo da arinac.ao e mais objectos existentes
na loja n. 21 da ra do Livramcnto.
de
IHLOES
LEILO
678:128,020
8553080
1:875/820
196-7894198
1:726/213
198:515/411
4:801/947
45,780
4:847/727
carga vanos gneros.
Babia e escalaVapor nacional Jacuipe,
commandante Costa, carga varios gene-
ros.
Aracafy Patache norueguense Frode, ca-
pitao L. Wdson, era laitro.
Ma. ) Hyate nacioual Adelina dos Anjos,
eapitlo -liioel F vsco M-rateiro, car-
ga varios generos.
VAPORAS ESPERADOS
Maranhense de New-York hoje
Delambre de Liverpool hoja
Neva d" sul hoje
Eqnaleu* do sul hoje
Fevereiro
Valparaso do sul a 1
Mandos do norte a 2
Marinho Visconde da Bahia a 4
Advanee de New-Port-News a 5
Orenoque da Europa a 5
Para do snl a 6
Tomar da Europa a 10
Espirito Santo do norte a 12
Pernambuco do norte a 13
Ville de Cear da Enropa a 13
Mondego do sul a 14
Cear do sul a 1
Desterro de Hamburgo a 20
Tagu* da Europa a 24
Bahia do sul a 26
0 vapor Mandahu
Segu no dia 30 do
corrente, pela madru-
gada Recebe car-
-ga at o dia 29 e pas-
Isagens at s 4 bo-
iras da tarde desse dia
ESCRD7TORIO
Ao Caes da Companhia Pertwmbucana
n. 12
ROVAL MAIL STEAM PACKET
De 1 casa terrea com sotao e sitio murado e
arborisado, na estrada de Joao de Barres; defron-
te da estacaod Principe, 1 terrena no lado com 90
palmos de (reate, 1 terreno no fundo com 4 meias
aguas que rendem 93$, 2 casas terreas ra do
Ria huelo ns. 50 e 52 que rendem 34J, 1 sobrado
n ) pateo do Terca n. 156 defronte da matriz de
S. Jos, 1 casa, terrea rna do rjalabouco n. 6.
Agente Brillo
*e: ta fera. 99 do corrente
A's 11 horas
Ra do Imp'rador n. 24
Agente Pestaa
Importants
Borne aprende capital
Sexta feir* JO do eorrentc
A'S 11 HORAS
No armazem da ra do Vigario Thenorio
n. 12
O agente Pestaa competentemente autorisado
levar a lei So os predios abaixo mencionados, os
quaes acbam-se em perfeito estado couservaco e
com calcadas de pedra3 de Lisboa tornando se re-
cnmmendaveis pilos bous rendimeutos, e serem
vendidos livres e desembarcados de todos e qual-
quer 011 us
Casa terrea sita a ra de Santa Thereza n. 19,
rendendo 222/000 annual.
Urna dita dita n. 21, rendendo 222000, urca
dita dita n. 27, rendendo 222J000, urna dita dita
n. 40 rendendo 390*000.
Cujas casas tem bim quintal s cacimba com
eicellente agua.
Casas terreas sita a ra de Lombas Valentinas
ou'trora Aguas Verdes n. 4 rendendo 270S0O0 u.
7 rendendo 240000, e n. 10 rendendo 240*000.
Casas teiraes sita ra da Palma n. 7 renden-
do 240.000, dita dita n. 9 duas meias aguas ren-
dendo 144/000 idem idem n. 11 rendendo 265*.
Casa terrea sita a ra do CalabouQo Velho n.
6, rendendo 240*000.
T das estas casas se tornam recommendaveU
pe seu bom estado de conservaeo e melhor ren-
d i ment.
0 paquete Neva
E esperado
do.sul no da 29 do
corrente, seguin lo
depois da demora
necessaria
emora
para
Lisboa e Soulhampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com
CONSIGNATARIOS
Vdanison Howie & C.
SRna do Commercio8
2. lcilao
Da arroacao e bous gneros do estabele-
cimento si "o ra d'Apollo n. 33
O agente Brito competentemente i u^orisado
venc'erA em leilo a referida armaban, e gneros
em um ou mais lotes, a vontade dos Srs. preten-
dentes.
Sahbado. 30 do corrente
______ A's 10 1/2 hora
I LEILO
DE MIUDEZAS
Col atando de :
90 glosas de botoes de met I, brancos e dourados,
264 pulseiras, 185 duzias de pentes de regasso,
41 dusias de botes aapompadour para vestidos,
22 ditas de pulseiras dem, 144 ditas de cora-
Riite de Soccorro
Pernambuco
Leilo de joias
O eonselho fiscal attendt ndo nao s ao pedido
para ser transferido, de 5 do corrente para 5 de
Fevereiro vina uro, o annunciado leilo como por
baver giand-. uamero de' cautelas em ser, e nao
couvir aos interesses do estabelecimento e dos
mutuarios submettcl-as venda, faz agora publico
trac m referido dia 5 de Fevereiro se effectur
iin;aeterVi lmente o leilSo .s 11 da manha.
Estaro expoBe.ao tres dias diantes.
9.70S 2 pu'seiras, 1 tranceln e 1 par de rosetas
de euro.
10.03'4 1 aimel de onro com brilhantes.
10.032 2 bules, 1 assucareiro, 1 mantegueira, 1
leiti-ira, 1 salva, 1 coador, 2 colheres e 1
jarro t bacia de prata.
10.037 1 salva e 2 colheres para tirar sopa e ar-
ri-z, prata de b i.
10.038 2 botoes de ouro eom 2 brilhantes.
10.041 1 annel de curo com 1 brilhante.
10.048 1 cor ' 10.052 1 pulseira, 1 medalhao e 1 par de brincop,
curo de lei, 2 salvas, prata de lei.
10.053 1 annel de ouro com 1 brilhante.
tO.033 13 C' Hieres para cha, 12 ditas para sopa
18 para creme, 3 ditas grandes, prata
balsa.
10.056 1 m-.-da de ouro (z) comlacoe 1 aune
pequeo.
10.057 1 pulseira, 1 par de botoes, curo de lei.
10.( 58 1 par de rosetas de ouro com brilhantes.
10.059 1 salva, 1 paliteiro, 2 colheres para sopa e
as3ucar, e 17 ditas para cha, do prnta.
10.060 l re gio de ouro.
10.0o9 1 par de rosetas de o'TO com 2 brilhantes,
1 broche, 2 pulseiras, ouro de lei, 1 cocu
prata baixa,
0.070 1 salva e 3 colheres, prata deiel.
10.087 19 colheres de prata. y
10.088 1 relogio, ouro de lei.
10.091 1 corrente com einete, para relogio, ouro
de lei.
1.0.092 2 armis de ouro cora brilhantes.
10.096 1 tranceln, ouro de lei.
10.101 pulseira, 1 medalba, 1 yolta de trance-
lio, e um relogio pequeo, ouro de lei.
10.112 1 tranceln, ouro de lei.
10.119 1 pnlseira, 1 broche c um par de rosetas,
curo de lei.
10.128 1 par de botoes e 3 anneis, onro de lei.
10.136 1 par de rosetas de ouro com 2 brilhantes.
10.137 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.141 1 corrente com meda'ha para relogio, ouro
de lei.
1 relogio, ouro de le.
1 volta de traucelfn, 3 paies de rosetas,
2 modinhos de ouro a 1 teteia, ouro 1 e lei.
1 cru d: ouro cem brilhantes.
1 > ,n; t.te \ de tranceln, 1 cruz, 1 annel, 1 par de
resetas. 1 dedal e 1 relogio,'ouro de le.
1 relogio, ouro de le..
1 corrente e medalbr. para relogio, ouro de
lei.
10.159 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.182 2 botoes de ouro com brilhantes.
10.198 1 relogio, ouro de lei.
10.200 1 relogio, ouro de lei.
10.202 1 par de rozetas de ouro com brilhantes.
10.207 1 pulceira e 1 trancelim, ouro de lei.
10.218 1 trancelim, 1 medalha e 1 .jrrente para
10.467 1 pulceira, dous trancelins, urna volta de
dito, um cordo, urna medalha, urna moe-
dnha, um par de brincos o um dedal, on-
ro de lei.
10.470 2 eruzes cravejadas de brilhantes, 3 pares
de rosetas com ditos e seis anneis com d-
te p.
10.473 1 pulceira, ouro de le.
10 475 2 pares de rosetas de ouro co
tes, dous anneis com ditos, duas pulceiras
e urna corrente para relogio, ouro de le.
10.476 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.481 1 bracelete de ouro com coraes e requif-
fes, um cordo, quatro pecas para cintei-
ro, um dedal, um par de rosetas e duas
pecas de brinco, ouro baixo.
10.483 1 corrente o medalha para relogio, ouro
de lei.
10.502 2 anneis curo.de lei, um par de brincos,
ouro baixo, doze colh*res para cha, prata
baixa.
10.503 1 par de brincos e um cordo, ourc de lei.
10.504 1 corrente para relog'o, ouro de le.
10.505 1 volta de trancelim, um broxe, um par de
rosetas, dous botoes, ouro de lei, um par
de bates para pnnhos. ouro baixo.
10.519 2 corrents e duas medalbss para relogio
e|uin relogio, ouro de le.
10.520 1 relogio pequeo, onro de lei.
10.521 1 corrente para relogio, ouro de le.
10.528 1 par de brincos de ouro e urna medalha
ouro de lei.
10 529 1 corrente e um relogio, ouro de le!.
10.531 1 corrente e medalha para relogio e um
relogio, ouro de lei.
10.539 1 trancelim, urna medalha e 4 anneis, ou-
ro de le.
10.540 1 par de brincos, ouro de le .
10.541 2 pares de rosetas da ouro com brilhantes.
10.542 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.543 1 corrente para relogio, um broxe com
pequeos brilhantes.
10.562 1 annel de ouro com brilhante.
10.568 1 chapa de condecoraco, ouro baixo.
10.570 2 salvas de prata de lei.
10.572 1 pulseira, urna corrente, urna moeda, um
trancelim, dous broxea, um dito para man-
10 142
10.143
10.146
10. l
10el48
10.152
Omli
ixHffn. I

I


Diario de PernambucoSexta-feira 29 de Janeiro de 1886

ta, do as pares de brincos, dous pares de
botoes, nm annel e um relogio, oaro de le.
10.574 trancelim de o uro Je lei.
10.577 relogio, ouro do le.
10.578 '! anneis c dous botoes de ouro com bri-
llante, um fio de perolas, quatro broxes,
pares di brincos, um dito de ros
tas, dous anneis, duas pecas para cintei-
:ro de lei, um par de botoes e urna
% mecalha, ouro baizo, urna salva e um pa-
liteiro, prata baixa.
10.579 18 colheres para sopa, 26 ditas para cha
c urna concga de prata.
10.582 1 annel do ouro com brilhante, urna volta
d 10.5P4 2 casticaes e 1 pilitciro. prata de lix.
10.591 1 pulseira, 1 par de rosetas, 1 peixo de
ouro.
10.604 1 salva, prata de lei, 1 castical, prata
baixa.
10.611 1 eorrente para relogio, c 1 relagio, ouro
de lei.
10.C14 1 relogio de curo, de lei.
10.617 1 comute e medalha, para relogio, ouro
de lei.
10.620 1 cruz de ouro com briihantes.
10.623 2 pulsen-as, ouro de lei.
10.624 3 broches, 2 pares de rosetas e 1 annel,
) baixo.
10.627 1 trancelim, 2 nedalhaa, 1 par de brincos
c 1 broche, ouro de lei.
10.630 1 correte e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.638 1 gargantilla, pulseira, um trancelim, 1
medalha, 1 brocha, ouro de lei.
10 G43 1 i -r de brincos do ouro con briihantes e
l brocho, ouro de leu
10.648 1 pi r de rosetas de ouro com rubina e
. brillantes, 1 d'tocom brhantcc, 4 aun ij
cox d'tm I 'i *s*rlHi- -\t>-. pap.-l.
10.663 xG colb rea para sipa e 11 ditas para cha,
prata baixa.
10.667 l par de brinco?, 3 dit03 de rosetas, 1
broche e 1 auuel, ouro de lei.
10.668 1 ta- celiin, 1 uvdalha, 1 broche c 1 par
de rosetas, ouro de Iii.
10,688 1 relogio, curo de le.
10.702 2 casticaes o 1 asseareiro, prata de lei.
10.703 3 anneis de ouro c:in briiluaiea c rabius.
1 to ta de traneelim, 1 cruz, 2 botoes, ]
figa cen coral, ourv de lei.
10.711 1 relogio, curo d
10.715 l correntio coto mete e chave, para rc-
1 -io. ouro de Ki.
Est para alugar um bom sitio todo murado
e bastante arborisado, com grande casa, sito
entrada do becco do Padre Ingles, dtfronta da
estacio do Caminho Novo, parto da hnha das
bonds de Fernandes Vieira. tem agua e gas ; a
tratar no oit?" do Corpo Santo n. 2o. _
Precisa-se de urna professora para engenho
qu saiba tocar piano e mais trabamos de senho-
ra : a tratar ua rna do Imperis v 79, 1- andar,
eom o Bario de i'aiaretb.
Aluga-se o 2' andar da casa n. 1 do pateo
do Tprco, o 3 da de n. 3 ra da Penha, o 1
da de n. 19 mesma ma, o 1- da de n. 18 ra
Direita," o 1 da de n. 66 a mesma ma, o l- da
de n 35 travessa do S. Jos, o 1 da de n. 34
i ra estreita do Rosario ; as terreas de ns. 41
4 ra do Rmgel, 26 ra Duque de Caxias, 1 do
[ pitea do Ti reo, 27 ra de Lomas Valentinas,
24 ra do Aragao, e a cisa de n 35 ra da
Viracho ; a tratar na ra do Hospicio n. 3!.
Aluga-se a casa com sota, toda caiada e
pintada de noro, sita a ra da Fundicao n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez de
Olinda n. 8, lithographia.
Aluga-se o armazrm da ra do Mrquez de
Olinda n. 18 ; a tratar com Prente Vianna &
Compauhia
Aluga-se eaeas a 8UOH, no becco dos Coe
Ihos, junto de S. Gcncalo : a tratar na ra da Im
peratriz n. 56.
ESTRADA DE FERRO DO RBGIFE AO S. FRANCISCO
AVXSO
FESTA DO CABO
DOMINGO 31 DO CORRENTE
Alni dos trena ordinarloM de paaaageiro hatera oMcguinte trem
de cirurso enlrc as maofte* de Cinco-Poulaa e Cabo
FUNDICAO (ERAL
c
10.730 1 torrente para relogio, ouro de lei.
10.733 1 par du brincos. 1 fita de ouro e 1 psr dr
rosetas, ouro de lei, 1 broche e 1 annel
eravejado de diamante?.
10.740 1 cruz c!c ouro com briihantes, e 1 salva,
prata de lei.
10.744 1 par de brincos de ouro, e 1 cruz crave-
jada de brilhantea, e 1 par de botoes, ouro
de lei.
10.745 1 volta de trancelim, 1 ponteiro, 1 par de
brincos, 2 ditos de rosetas, 2 e meio pares
de botoes, 3 figas, 2 anneis, 1 emblema de
S. Joo e 1 castor, ouro de \> i.
10.752 1 relogio de ouro. hora.
10.753 1 assucari.'J c 1 mantegueir*, prata de
lei.
10.757 1 eorrente duola com medalha, curo e pla-
tina.
10.758 1 r, i igio, ouro de lei.
10.773 1 pulseira e 1 par de argollo s, e 1 relo-
gio, ourc de lei.
10.775 2 parca de brincoc, oaro de lei.
10.777 2 pul.-iiras, 1 broche, 1 par de brincos
erare] idos do orinantes, mai3 1 annel
com rubim e briihantes.
10.781 1 broche, 1 par de rosetas c 1 cruz, euro
de lei.
relogio, ouro de lei e 1 puleeira, ouro
baixo.
10.224 1 corrate e medalha para relogio, ouro e
platina e 1 relogi, ouro de leu
10.225 1 relogio, ouro de lei.
10.232 1 botao de ouro com briihantes c 1 caixa
para rap, ouro do lei.
10.234 1 par de roletas de ouro com briihantes.
10.235 1 puleeira, 1 broche, 1 par de rozetas de
ouro centendo briihantes, 1 puleeira, c
broche '3 1 par de roze;as, ouro de lei.
10.215 1 pnlce.ra, 1 broche, 1 volta de ouro com
laco, 1 medalha, 1 par de brincos, nroo
de lei.
10.259 1 puleeira, ouro de lei.
10.260 1 escrivannia, prata de lei.
10.280 1 correte o 2 medalhas par relogio e 1
annel com pequeo brilhante.
10.284 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.295 1 salsa, prata de lei.
10.301 1 medalha e 2 pares de rosetas, ouro flt
lei.
10.314 1 puleeira, 1 broche e 4 teteas, ouro de
lei.
10.315 1 broche, 1 par de brincse 1 cruz, ouro
de lei, 1 volta de cordao, 1 annel e 1
ponteiro, ouro baixo.
10.323 1 correte e medalha para relogij c 2 rc-
logios, ouro de lei.
10.318 1 annel de ouro com pequeo brilhante.
10.352 1 puleeira, 1 trancelim, 1 par de rozetas,
1 annel de oaro e 1 annel com dia-
mante.
10.353 1 cordac (collar) ouro baixo.
10.358 1 broche, ouro de le.
10.364 1 relogio, ouro do lei.
10.368 1 puleeira, 1 par de rozetas, 1 volta de
trancelim, ouro de lei, 1 par de botoes,
ouro baixo.
10.374 1 trancelim, 1 moeda de ouro com laco e
1 relogio, ouro de lei.
10.380 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.382 1 eorrente e medalha para rrlorio 2 e
anneis, ouro de lei.
10.390 1 par de brincos, 1 medalha, 1 cordao,
medalha incompleta e 1 laco, ouro de lei.
10.394 2 anneis de ouro com briihantes.
10.401 1 trancslim e 1 moeda de outj com laco,
ouro de lei.
10.402 1 relog;o, ouro de lei.
10.434 1 par de rosetas de ou'0 com diamantes,
e urna cruz perolas.
10.438 1 volta de ouro e nm annel, ouro de ei.
10.445 1 par de rosetas de ouro com dous bri-
ihantes.
10.456 1 relogio de ouro de lei.
10.460 1 emblema do Espirito Santo, um cora-
cao em ouro ,nm dedal e anco bettet, oa-
ro de lei.
10.464 1 pSiceto, um par de brincos, um aito uc
rosetas e tres anneis, ouro de lei.
10.466 1 eorrente e medalha para relo c, ouro
de lei.
10.784 2 aalvas, prata de lei, 25 colherts, 18
fos, 12 cabos para facas e 1 paliteiro,
prata baixa.
10.786 1 s Iva e 2 colheres, prata de
10.789 1 cruz de ouro com brilhante, 3 pares de
roetas cora ditos, nma volta de ouro, 6
correntes para /elogios, 1 medalha, 1
correntio tiuo, 4 trancelias, 4 vltao de
dito, 1 cruz, 1 broche, 1 par de brincos t
4 retogioa de onvo, aaro de lei.
10.790 1 pulseira, quebrada, ouro de lei.
10.791 1 trancelim e 2 pares de brincos, oaro de
lei.
10.799 3 cruzes de ouro com briihantes, 2 anneis.
1 par do argolloes, 1 par de roseta' 1
grande, 2 pnlseirss, tudo cravejaJo
amantes era .idos em prata ; 1
de ouro, 1 cruz, I fivoi'a, pecas de oum
. ciateiro, ouro de lei, Boa de perolas.
10.800 1 crtente para relogio, 1 volta d trance-
lim, 1 cruz, 1 I Je brinco,
ouro de
10.80
Pelo
Felino Ferreira Coelho.
Precisa-se de urna cosraheira ; na 'ua da
Imperatnz ,i. 35, 2* indar.
= Os hachareis Antonio Justino de Souta e
Pedro Affcnso de Mello mudaram o seu escripto-
rio para a ra Duque de Caxias n. 54, 1 andar
onde continuara a exercer a sua profissio de ad-
vogados.
Roga-3e pessoa que achou na trem de
Olincia, de 4 1)2 horas da tarde, em um dos as-
seut< s de segunda classe, um diarto do governo
na estacao chefe da ruada Aurora, ao bilheteiro,
de Portugal, pode entrgalo no mesmo consulado
ou mandal-o para Beberibo, taverna de Jacintho
L i!)o, que ser r. compensado.
Na ra larga do Rosario n. 38, Io andar,
anda se precisa de urna ama.
de Offerece-se urna mulher de meia idade, para
ama de home-n solteiro ; a tratar na ra do Padre
Floriano n. 36.
Precisa-se de urna ama de meia idade, para
casa de homem solteiro ; na praca do Conde d'Ea
n. 21, loja de louca de barro.
Precisa-so de um eaixeiro de 12 14 annos,
com pratiea de taverna : na ra do Visconde de
Goyanna n. 72.
Offerece-so para ama do casa de pouea fa-
milia urna mulher de idade ; no be.-co do Bernar-
do u. 51.
Ida (tarde)
Cinco-Pontas (partida)
Affogados
Boa-Viagem *
Prazeres
Uha .
Ca1 o (chegada).
Trem de excurso
12
12.10
12.20
12.30
12.50
1.
Cabo
Ilha
Prazeres
Ba-Viagem
A ffogados
Cinco-Pontas (chegada)
Volta (nolte)
(partida) .
9.30
9.45
10. 5
10.15
10.30
10.40
Prero dan pawwagenit no Irem de excurao (inclusivo a laxa do governo)
Cinco Ponas Cabo, ida e volta
1.a classe 20500 2.a classe 1?$900 3.' classe 1^300
O trem de excurso tomar passageiros as estajoes intermediarias os quaes
pagarao os precos das passagens dos trens ordinarios.
O trem do volta noito conduzir tambera os passageiros dos trens ordina-
rios, que d'elle se quizerem utilizar.
Os bilhetes emittidos para o trem do excur33o nao servera para os trens or-
dinarios.
Cabo 27 de Janeiro de 1886.
Wells Hood.
Superintendente
ALLAN PATERSON a-
N. 44--Ru i do Brum--N. 44
JUNTO A E? fA(JA0 DOS BOJOS
Tem para vender, por pra mdicos, as seguintes ferragens :
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, dem, dem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portas de fornalba.
Bancos de ferro com serra circular.
Qradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavados.
Moendas de 10 a 40 pollcgadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, o assentamento de machiuismo e execucam qualfltw-
r abalbo com perfeicao e presteza
t$
j^GBAPHIA ALlty
A!ugi-se a loja.do sobrado n. 187 ra do
Coronel Suassuna, com 5 quartos, 2 salas, cosinha
fura c quintal, por preco razoavel ; a tratar na
ra larga do Rjgario n. 44.
= Marcoliii) de S;uza Travassos declara que
deixou de ser reo eaixeiro desde 9 do eorrente
Alfredo de Carvalhar Pacheco, c pede que nio
paguera cutas a elle, liecife, 26 de Janeiro de
1886. _
Precisa-se de urna ama para cosiiibar, para
casH de pouca jamilia ; na ra do Bario da Vic-
toria n. 57.
Aluga-se urna casa com sota, na Cruz das
Almas, frente de sitio do fallecido Tasso, par.
familia pequea ; a tratar na ra Primcirj i'.e
Marco n. 2 \ loja ds joins.
Precisa-se de um menino com pratiea de ta-
verna : trata-se na ra do Caldeircirj n. 39, ta-
verna.
Oj propietarios do rouito
i
conhecido
MUSEU DE MAS
sito a ra do Cabug n. 4, communic;ra ao respeitavel PUBLICO que receberam um
grande sortiraento de joias tas mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
be n relogio3 do todas as qualMades. Avisa n tambem que continuara a recober por
todos os vapores viudos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte,
MICUL WOLFP & C.
N. 4RA DO
Comprase ouro e prata velha.
CABUGA-----N.
Precisa-se de duas mulhercs de idade, que
keaban bom conportamento, pa>a fazerem com-
panhia a duas seuhoras casadbs, dando se tudo
que precifarem ; a tratar na ra dos Quarteis nu-
mero 6.
g3 Aluga-se urna eserava ptima para todo o
s.rvico domestico de casa de familia ; a tratar ra
ra do Uiaehuello, cafa n. 31.
Vende-se nm aviamento de faxer familia ; a
tratar no Arraial, sitio o capitao Vianna.
AVISOS DIVERSOS
Precisa-se a ugar urna e sa com
agua e gaz ; na ra da In pe-ntriz n 8$, st-
andar.
> assignados, curador fiscal h de-
positario da Ti-.isa fallida de Anl
Corga, prevuieu: aos inquelinos das c.isas parten-
ceattes tnesma mnssa, e situad s < :a
qu nio pag;ein aluguel alpum ao procurador
conatituido pelo fallido, e cajos poderes cessiram
pela abertura du fallcncia, devidamente pu.
da. Os mesmo i inquelinos estao respons
pelos alugneis cae pis;arem iadevid .mente a dito
procurador, quj procedeu criminosamente reco-
bendo ditos aiujrueis. Hecife. 21 de dezeoibro de
1885.
Dr. Ferrer.
Jos Fatatino Porto.
Farinha de trigo nova e de
superior qualidade
Retalha-se em lotes
vontade do compra-
dores o carregamen*o
de farinha de trig-o em
saceos chegado do Rio
da Prata pelo paque-
te hig-lez Libbie H.
a tratar no armazem,
ra do Commercio
n. 4.
FRANCFORT S/MEiN
PARS ^y LONDRES
15Rueaei tcniQuier_\ 5^AidermartjuryEC.
SJiBJHLO
transparente cristalino
W'RIEGER
DA
SlUKUtl"
TELEGRAMMA
tx& ph tea a d^rtuta
ER1EDAL8 LOTERA DO CEAR
i-hihIos
ALBESTO HENSCHEL & C.
S2-RU4 DO IIVltVO D4 \ ICTOIIIV--52
O aba-xo assignado tem a honra de participar ao respeitavel publico d'eBta
capital o do interior, que reassumio a gerencia d'este grande e bem conceituade esta-
belcimento, onde j por longos annos tem oceupado o mesmo lugar.
As Exmas. familias e pessoas que desejarem honral-o com suas encommendaa,
encontrarSo all os mais modernos o aperfei/oados trabalhos concernentes a arta
photograpbica e modicidado nos presos.
C. Barza,
Gerente.
M MKHOS
PREMION
28376
33729
26450
250:0001
40:000$
20:0001
APPRO
18526
30346
5:000$
5:000$
mis-ooos
28311-4:000$

l-
17416
37377
26060
conbecido do miando
como o mclhor mai? perfeito
de todos os Ebr- os de ti
E=tractos
i) decir
V i i;.-''

Supe:
DepoM
fumarias, P'
leir.

pV-

s
Medalha d i 1372L
5
a
Mudanqa
Crreii & C. SacocMOraa Bradaran seu escrip-
para a ra do Bom Jestig n. 14^___________
Ama
Precisa ge de ama para todo servico de cusa de
poses familia, A tratar no pateo d,t Santa Crti
u. 20.
iVma
PieeisaM <1
i a:r.a srnho a t : na rn da Soda na -
mero 38.
Ama
Precisa-se de urna ama que saiba lavar e cn-
gommar ; na ra do Vis2onde de Qoyanua nume-
se
a taverna do pateo da Santa Cruz n. 12, boa lo-
calidade ; a tratar na meima
-1:
33730-1:
2101
25935
37595
110$
5317
20316
27329
38288
Os niinicros de '28501 a 8400 excepto e da sorle grande, eslo
premiados com 100$.
Os nmeros de 33701 a 33800 excepto o premio de 40:000$
eslo premiados com 30$.
Todos os nmeros que lerminareai em-6 e -eslao premiados
com 20&000.
A lotera scguinle se extrabir no dia 3 Fcverciro.
Bilhetes v-nda na Casa da Fortuna, ra Primeiro de Margo n. 2 I.
568
13467
25315
33937
11518
21226
30218
38498
Ciiiii'ko Antonio Marquen de
CMKlillm
Um amigo e prente do finao conejo Antonio
Marques de Caslilha, convida es amigos e paren-
tea do mesmo para ouvirem ama mise que em
suffrafrio de sua ali a, manda resar na inutriz dfl
Antn! \s 8 horas da nanhS de sabbado,
30 i'o corren'e. ____
D. ilieir/a Goncnliev de Jesu
tzevedo
Cuctano da S Iva Aievedo. seu irmao o i isas
mandam celebrar mistas no convento do Carme,
s 8 hor.s da manhiij do dia o eorrente,
pelo reptuso et'-mo de -u^i semprj lcmbrada m"ii,
D. Tneresa Qoncalvea de Jess Azevedo : o
e amigos para in a
tioao, anteciqaudo os se.us ag
:t08.
^
Clariadn Diamnmiua de Aranji
omero
Joao Pirmino Coi
ii Diamantina Cono ija, seu nenro
Praa-
cisco Altiiio Cjrreia da Araujo, i'^ : otu-
lio orrcia Je Aranjo, L
de Araujo, AliV i >ia
cantina de Araujo Rnmero, B
genia Torreo Corr> sposo, ir-
mlos e cu halos da m lain resar ir.
do stimo dia, na matriz da Bja-Vista, s 8biras
da nnnha di dia do fevareiro pr.ximo ful
pelo descanso eterno de sua empre ehorr.da 6
esposa, irmil e cunhada, Clr.rinda Diamantina de
Araujo Romero, para cujo fira convida-n boj s'us
parentci e aos seus amigo?,
sua eterna gratidlo.
Dr. Forluuato llarroca
O ccmmendador Antonio Valentim da Silva
ua mulher e filhos, agradeeendo cor-
diajmente aos parentes e amigoa qoe se dignaram
MtfK aos suffragios ceVbrados por alma de seu
muito curo filho e irmao, Dr. Fortunato Barroca,
de novo os convidara para assistirem a missa do
trigsimo dia, na matriz da Boa-Vista, saobado
30 do correte, s 8 lioas da m nbS ; p lo que
reno -am sens agradecimentos.
fono Ferreira
Maaad Ferreira, Thercua Emilia da Jess Fer
e Isabel Alejandrina Ferreira, filhos c hora
do JoSo Ferreira, fallecido em Portugal, tendo de
mandar resar algamas misa' s por alma de seu
ulo pai e sogro, p-las 6 horas da manhS de
nda-fetra de tevereiro, trigsimo dia de
ssamento, naigreja de X. 8. do Tere", con-
vidnin aos parentes o amigos para assistirem v.
acto de caridade ; p-fo que desde j se con-
fessam iigraiectdos.
amonio Albino (ioacalven Rowa
Jos Marcelino da Rosa (i,u3ene), pai do fal-
lecido Antonio Albino Goncalves Ros", manda
resar urna missa port sua iluia na igreja da ardem
terceira de S. Francisco, no dia 3 de evereiro, s
8 horas da manha, 1- anniversario de seu passa-
ment ; para este fim convida para assistir,os sens
assegurando lhes a parentes e amigos, pelo qno so confessa snmma-
i mente agradecidos.
JOSEPH RRAUSE t D.
Acabatn de augmentar o seo j bem conhecido
importante eslabelecimento rna Io
de marf o n. 6 com mais
un salao no 1 andar luxuosamentc pepar-
rado e prvido de urna exposi-
(teto tras deprala di Porte 6 eleicwfbte
dos mais afamados fabricantes do
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos e freguezes a visitaren!
o seu eslabelecimento, alim de
apreciarem a grandeza e bom gosto com que
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
iCM-SE ABITO DAS 1 A'S 8 DA IITE
COM WITB
Aviso
Achando-se j impressas as poesas que deixou
o finado Luiz Carlos de Aranjo Pereira Palma,
ogo 3os senhores assignantes dessa obra o favor
de mandaren) procurar e*n minha residencia,
ra de Motocolomb n. 26 (Atogados) os exempla
res que lhes pertencem; ou deem suas ordens
para lh'os remetter pelo eorreio.
Padre Pedrosa.
Cosinhe.ro
Precisa-se de um cosinheiro de boa conducta
na ra Duque de Caxias n. 86.
Ao COIIllllCrciO
Os abaixo assignados, pelo presente, declaram
quo nesta data dtssolveram amigavelmente a so
ciedade commercial commnditaria quo tinham no
estabeleeimento de molhados sito ra do Vis-
conde de Inhama n. 69, retiando-se o socio Vas-
eonccllos pago e satisfeito de seu capital e lucro?,
e a viuva do socio comandita io, fallecido, res-
pcnsavel pelo activo e passivo da mesma soc;eda-
de Recife, 19 de Janeiro de 86.
Antonio Candido de Vasconcelos.
Francelina da Silva Almeida.
Vende-se
por b iratissimo preco 3 1 2 duzias de carrinhos
de mao, o mais bem aperfeicoado e forte, jomo nao
ha em parte alguma, o que s avista pode justifi-
car o que flc-i dito ; para ver o tratar na ma do
Sol, armazens ns. 7 e 1^_________^^^^^^^^
Comprase epaga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte, bem
Mino
MOEDAS
ie qualquer qualidade.
Xa ra do Impera-
dor n. 32, loja de joias
ulio Fuersteerg
Francisca Caaemira da Crna
H tqulla
Joanna da Natividado Cruz Mesquita e Luiz
da Cruz Mesqnita agradecem cordialmente to
dos os amigos quo se dignaram acompanhar ao ce-
miterio publico os restos nrort&rs de sua presada
flha e irm, e de novo as convidara, para assisti-
rem as missas de stimo dia, qoe mandam cele-
brar na igreja da Madre de Deus, s 8 horas da
mauhS de dia 1 de fevereiro, e por mais este acto
de religio se confessam desde j eternamente
gratos.__________________________ ____
16-Hua do Cabug-16
Acham-se venda irosos bilhe-
tes gar: ntidos da lotera n. 35a em beneficio
j da motriz do Rio Forrooso que se extrahi-
!r na quinta feira 4 de fevereiro.
'eorrente.
Presos
Intc'ro 4 Meio 2)9000
Quarto 10000
Sendo qnantidade superior
a le 0:OOO
Inteiro 300
Meio 10750
Quarto 0785
Joaqtm Pir$ da SW^


6
Diario de PernamburoSexta-fera 29 de Janeiro de 1886
Aloga-se barato
9 1/ e 2.' andar travesea do Campello n. 1
O armazem e o l." andar da roa do Bom Jesw
a. 47.
O 1.* andar da tniveasa do Carme n. 10.
\ loja da roa do Oalabwtco n. 4.
A casa da ra da Palma n. 11.
A casa da ra da lomas Valentina n. 7.
A casa da ra da Ponte Velha n, 32.
A casa da Baiza Verde n. 1 B Capunga
A tratar no Larga do Corpo Santo n. 19,1* an-
dar.
Aluga
-se
o aagundo andar da ra da Imperatrii n. 24 ; a
tratar na Agencia Progressiva, praca de D. Pedro
n >. 73.
Aluga-se
o primeiro andar do predio n. 30 ra Duque de
Caxias, e as casas terreas na ra do Coronel Suas
una ns. 51 e 53 ; a tratar na ra Duque de Ca-
xias (antiga das Cruces) n. 30, 2- andar, ou na
padaria.
luga-se
o segundo andar da ra da Imperatr'z n. 24 ; a
tratar na agencia proc ressiva, praca de D. Pe
dro II n. 71_______________________________
Casa na Torre
Aluga-se urna casa na ra do Rio, eran bens
csauoodos e bastante fresca ; a tratar na ra lar-
ga do Ro ario n. 34, pharmacia._________________
Professora
r Offerece-se urna pr fessora para leccionar em
alguna collegios e casas particulares as seguintes
Ateras : portuguez, francs, msica epiano ; a
tratar na ra do Mrquez do Herval n. 20.
Ama
Precisa-se de urna ama para todos os servicos
de daas pessoas ; na ra Imperial n. 200-C.
Preoiea-se de nma ama para engommar : na
Capunga (antigruada Ventura) n.3.
Ama
Precisa-se de urna ama qne saiba engommar e
coser; na raa de Riachuelo n. 57> portao de
ferro.
Ama
No largo do Corpo Santo n. 19, 2- andar, pre-
isa-se de urna ama boa cosinheira, que durma em
casa c d pessoa que abone aua conducta.
Ama
Precisa-se de urna perieita cosinheira para casa
de pequea familia no Monteiro ; a tratar na ra
deCabuga n. 14, 1- andar, de meio dia s 3 da
tarde.
Aia
Precisa-se de urna ama para andar com urna
menina ; na ra do Imperador n. 17, 2- andar.
Akmm %
Precisa-se de urna ama para cosinhar e com
prar, para casa de familia : na ra do Visconde
de (oyanna n. 139.
Precisa-se de urna para cozinba, po m que
durma em casa; a tratar ra do Mrquez de
Olinda n. 6
Amas
Precisa-se de urna ama para engommar somen-
te o outra para tervicos internos de casa de fa-
milia ; a tratar na ra dj Brim n. 68.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar e com-
prar : ua roa do Bom Jess n. 53.
Ama
Precisa-se no 1 andar do sobrado n. 55 da ra
do Rangel de urna ama para comprar e cosinhar.
Cheofaram
para a ra estreita do Rosario n. 2 os verdadeiros
Jueijos do fabricante Lameng, que se esto ven-
endo a 3000 cada um.
Carrosa alta
Compra-se urna ou duas rodas avulsas, e que es-
tejm em bom estado de seguranza ; na ra Nova
numero 13.
Escola dos pobres
O professor particular, abaixo assi nado, abri
em seu collegio ra da Matriz da Boa- Vista n.
34, um curso primario gratuito para 25 meninos
pobres e desvalidos, fornecendo aos alumnos li-
vros e mais utensilios necesarios ao ensino. Acha-
sc, perianto, aberl.-i as matriculas para as crian-
cas orphs desvalidas, que qnizerem frequentar o
coactivo curse. Ra da Matriz da Boa-Vista
uero 34.
Julio Soares de Asevedo.
Borracha para limas
Receberam Rodrigues de Faria & C, e teem
para Tender em seu armatem roa de Mariz e
Barros a. 11, esquina da ra do Amorim.
Tasa no Encamento
Aluga-sc urna casa perto da eetacao de Prna-
meirim, nova, tem 2 quartos, 2 sal s, cosinha
tora ; a chave par. ver, na taverna do Sr. Adria-
no no mesmo logar, elle indicara com quem se
deve tratar, o aloguel barato.
Caixeiro
Precisase de um menino com pratica ou sem
ella ; na ra do Aragio n. 17.
^sinheiro
Preeisa-se de um c sinheiro ; a tratar na ra
de Pavaand n. 19 (Passagem da Magdalena), ou
ra do Commercio n. 44.
Cosinheira
Precisa-se de urna, cosinheira qne engomme
bem e ensaboe, e que nao durma fra, para casa
de pouca familia ; na praca do Conde d'Eu n. 30,
terceiro andar
Cosinheiro
Na ra do Vicario n. 17, se precisa de nm co
sinheiro.
na a
Preeisa-se de ama costureira e de um criado,
nao devendo ter este mais de 15 i 16 annos de
iiaaa ; a traUr na ra da Saudade n. 16.
Precisa-se
de um socio para una casa de motilados, que te-
nba habilitaeio nscessaria e que entre com algum
capital; trata-ee no largo do Mercado mil.
Qucni ten ?
Ours e prs4a : compra-se onro, prata e
pedras preciosa*, por maior preco que em outra
quaiquer parte po 1 andar n. 22 a roa larga do
Rosario, antiga dos Quarteis, das iOhots a 2 da
tarde, dia* uteis.
TNICO
Preoaraco de Productos Vegetaes
extinoTas caspas
e outras Molestias Capillares.
JS/IARTI NSTASTOS
Pertmmbuco
R. DE DRUSIN4 k C.
BiaiIo6oi-Jpsi.il)
(ANTIGA DA CRUZ)
Casa de eommissoes
Grande e variado sortimento de amos-
ras e catlogos de produccSes da Allema-
iha, Franca, Inalatera, Austria, Hespanha,
taba e Estado-Unidos.
N. B.Informacoes sobre machinismos
friclas, ditas para engenhos centraes-
wmbas, etc. para incendios outras m,
ninas e utensilios
Collegio Parthenon
Este collegio acba-se aberto ra Velha n. 40,
e reeebt a .humos internos, aemi-internos e exter-
nos.O director,
Ovidio Alves Manaia.
I\a' unth
O Sr. Joao Cavalcante Mauricio Wanderley,
ilho do Exm. Sr. Bario de Tracunhieai, queira
ir ou mandar ra Duque de Caxias u. 73, con
unir o aegocio que nao ignora.
Criado
Precisa-se de um criado ; no largo do Mercado
numero 4.
AIiiga-se barato
As cazinhas ns. 4, 6, 8, 10 e 16 do becco da ra
da Palma.
Caixeiro
Precisa se de um caixeiro com pratica de mo-
lhadoa ; na ra de D. Maria Cesar n. 9.
"Diario de Pernambuco"
de de Janeiro deste
anuo
Compra-se no arma-
zem de moldados ra
da Ponte-Vclha n. 54.
Ao publico
Urna senhora habilitada se offerece lecciona r
primeirai lettras e trabalhoi de agulha em colle-
gios ou em casas particulares ; quem de seas
prestimos precisar, pode dirigirse ra do Co-
ronel Suassuna n. 72.
Casa para morada
Precisa-se singar urna casa que tenha bons
commodos, agua e gaz, e que tenha quintal ; ues-
ta typorjrsphia ie dir quem queir .
Escola parlcar
De lntraec5o primarla para o
sexo masculino
34 RMA DA MATRIZ DA BOA VISCA 34
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua escola particular
de instruccjlo primaria para o sexo masculino,
ra da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensinu de seus alumnos.
O grao da escola consta: 1er, escrever e contar,
desenlio linear, historia patria e nocoes de francez.
Garante um rpido adiantamento em sena alum-
nos, pelo seu svstema de ensino, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e nma es-
merada dedicaco ao ensino, fazendo com que os
seus decipulos abracem e amem de coracao as le-
tras, aos livros, e ao estudo, guiando-os no cami-
nho da intelligeneia, da honra e da dignidade,
afim de qne venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiao, e da lei, o um verdadeiro
cidado brasileiro.
Espera, pois, merecer a confianca e a proteceo
do distincto povo pernambucano, e em particular
tem f robusta em todos os pais e tutores de me-
ninos que queiram aproveitar um rpido adianta-
mento de seus filhos e tutelados.
Comquanto ousada seja esta tentativa, todava
espera que os seus incansaveis esorcos, e os seus
puros desejos, sejam coroadoa com a feliz appro-
vacao de todos os filhos do Imperio da Santa Cruz.
Mensalidade2/000 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horariodas 9 horas da manhi as 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meis-pensionistas por
mensalidtdes razoaveis e lecciona por casas parti-
culares a ambes os sexos.
Julio Moars de Azevedo
34 ECA DA MATRIZ DA BOA-VISTA 34
Luvas
Fabrica se por medidas, em 2 horas, perfeico
preco* mdicos, elegancia, material de tupeiior
qualidade : ra do Cabug n. 7, 1* andar.
Leonor Porto
Roa do Imperador o. 4&
Primeiro andar
Contina a ezecutar os mais difficeis
figurinos recebidoa de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeico de costara, em bre-
vidae, modicidmde em preeoe e fino
gosto.
II
Ensino mystico
Offerece-se urna professora para ensinar em
casas particulares, primeiras lettras, francez, flo-
res de panno, msica, principios de msica e
piaao ; a tratar no Caminho Novo n. 128. Mesmo
ora da cidade, oes arrabaldes, por preco mdico.
201000
Aloga-se a casa n B da ra do Riachuello
(aatiga do Destino) na Boa-Vista ; a de n. F no
memo correr, por re ; adeo. 32 aa tnavewa do
PreUtavem S. Jos, por 12* ; u chaves acham se
gntopara ver, e trata se na ra da Guia n.^
0** LAROZE ^Q
ao
LAROZE
Xarope ie Casca de Laranja amarga
IODURBTO do POTASSIO
APPROVADO PELA JUNTA DE HTOIKNB DO BRAZO.
Todo o mundo conhece as proprieda-
des do Iodureto de potassio. 08 mais
distinclos mdicos da Faculdadede medi-
cina de Pars, e principalmente os Srs
Dres RicoR, Blanchb, Trousshau.
Nlaton, Piorry, KoGBR, obtinero os
inelhores resultados no tratamento das
affeccSes escrophulosaa, lymphati-
cas, cancrosas, tuberculosas,nos da
carie dos ossos, dos tumores crn-
eos, da papeira ou bocio, das mo-
lestias ebronioas da selle, da agrura
do sangue, dos accidentes secunda-
rios e terciarios da sypbilis, etc.
-------------
Este agente poderoso administrado em
solu$fio com agua, tem por inconveniente
o irritar a mucosa do estomago e deter-
minar accessos gastralgicos.
Em vista d'isto, os mdicos cima men-
cionados escolherao por excipiente d'este
famoso remedio, o Xarope de oasea
de taranja amarga de Laroze, o qual,
por sua aeco tnica sobre os orgos do
apparelho digestivo, facilita a absorpcao
de iodureto de potassio, previne quai-
quer irritaco e permitte que se continu
o tratamento sem temor de nenhum
accidente at completo restabelecimento.
No* mesmos depsitos aohto-se os seguintes productos de J.-P. Laroze:
XAROPE LAROZE.
;&XTNICO, ANTI-NERVOSO
Contra ai Gartrite, Gastralgias, Dyspspaia. Dores e Caimbraos d estomago.
XAROPE SEDATIVOur^a^..BR0MURET0 DE POTASSIO
Coatn Epilepsia. Hysterioo. Danaa de S. Guy, Inaomnla das Crlanoaa dorante a dentiolo.
XAROPE FERRUGINOSO,.
Coatrs a Anemia, CbJoro-Anemia, COres paludas. Florea branoas, Raohitismo.
o* --* PR0T0I0DURET0 <. FERRO
gepostt im todos u bou gregarias do Brasil
Pars, J.-P. LAROZE e O, Pharmaceutico
, MI DES LI0M8 SAINT-PAL, 2
LINIMENTO GNEAU
Para os Cavallos
' Emprtgado com j maior xito naa oavalharipas raaes da 88. MM. o I-apora"or do Brazil, o Rei da '
Blgica, o Rei dos P&izes-Baixos e o Rei da Saxonia.
(uppres>ao do E DA QUEDA PO PELLO
me a
DB r*BICA
35 (Apmos de SEJlyfi RIVAL
Os resultados extraordinarios que tem '
obtido as diversas AffeccSes do i
Verto, os Catarrbos. 3ronchitis,'
Molestia- la Garganta Opntal- I
ma. etc., no dio logar a concurrencia.
A LA REINE DES FLE"TRJ
Ramalbetes Hoyos
L T.PIVEfm PARS
Mascotte
PERFUME PORTE-BONHEUR
Extracto de Corylopsis do Japo|
PERFUMES EXQUISITOS :
Bonquet Zamora Anona da Bengale
Cydonia de Chine
Stephnnia d'Australie
j Hetiotrope bl.incSardenia
Bouquct de l'Amiti White Rose o Kezanlik Polylor oriental|
Brise de Nice Bouqnet de Reino des Prs, etc.

ESSENC1AS CONCENTRADAS (%"X'.r) QUALIDADE EXTRA
Depeeitoi na principaei Perfumaras, Pharmacias Cabellereiros aa America.
. S0LCA0 C0IRREe%rk'k
AO CHLORrtYDRO-PHOSPMATO DE CAL
O mala poderoso dos reoonsUtuintes adoptado por todos ce Mdicos da mupa :
Frtquetm peral. Anemia, Chlorosls, risica, Cachexia, Es roruiat, Rachttsmo, De
ios ossos, Crescimrtto enfnct das enancas, Fastw, Dispepsias.
rirta1_COIRRE!_rk', H, ni i. Cksrcse-liil. IffMitM du pnciaaes Phiraiejs.
1 HTGIENICOS para TOUCiDOB da PLL e para FA.Efi i BIABA |
Estes oimaiioi do Mundo sao encellantes contra as Affsocoe* ca,
da pollo o as Picadas f
r>E MOSQUITOS. &
Oppondo-se a aeco dos Miasmas e Microbios do ar e daa aguas &
sio necessarios" contra as molestias contagiosas o epidmicas. Ja
lease a brochura explicativa g
Exije-se a Marca de Fabrica A' mollaed m
TEIIE-SI El T0D11 PRTt MI DROGDEMiS, PHABI1CI1S E PERFUI11US
As JOUBERT, Succesor, Pharmaceutico de 1* Classe
8, Raa des Lombarda em PARIZ
2 MEDICIN AES. creme .* bareges fhicqoes buhos
i
MSyVai
GRAGEAS
deCopahiba, Cubaba
Hatanhia Ferro, Bismutho
iloatrto, Ttrebenthina, f
FORTN
INJECQAO
\Hyglenica t Preservatfora
aem causar
accidente algum.
a QRAQKAS FORTN, forlo as primeiras qne obtireram a approTaclo da Academia
de medicina (1830) e qne adoptaram-se nos Hospitaes. Curam aa molestias secretas,
mala rebeldes sem fatigar os estmagos maia delicados.
A INJECQAO FORTN sempro recommendada como o complemento da medicacSo.
Dssxiits em PerHmMtbueo i FRAN- M. da SILVA O, s asa prlnolpses Pbarmsdas.
GOTTAS REGENERADORAS
do Doutor tAMUIL THOMPSON
' Tratamento efllcaz contra todas as affeccOes provenientes do enfra-
crueclmento dos orgaos e do systema nervoso, ou das altcracSes do
sangue r rmqaa dos Al ns, Bs terllldade, alpl taooos, knrra.
| qaoeintent* feral, lonjas Ooavaleseeaeaa. Este tratamento de ba multo, reconuecido !
e recommendado como o mejor regenerador do orruimo.
O FRASCO : 8 FRANCOS (ni FKAKOAl y
Toiofr*Meoqut%aotrouxeTa Marca ie Fabrica registrada ta amemtmra\_t^A'''i(* f*brh*eH
deve ser rigorosamente recusado. ^ZS-^
PAAIS, Fharmaela OBS, raa Aochechouart, 3S ^S
Deposito em Pernambuco : FRAN" M. da SIL.VA A C>.
rfe
fnanto
16,600 RECOMPENSA NACIONAL 16,600
~^i
ELIXIR VINOSO
A Qnina-Laroche contem todos os
principios da quina, tem um gosto multo
agradavel, e superior aos outros vinhos
e xarope de quina; contra o dtscai-
tttenlo das forcas e da nurgia, as afsecoes
do estomago, as febres inveteradas, etc.
arfe, a, rae
^^FERRUGINOSO
a feliz combinacSo de um sal de ferro
com a quina. E' recommendado contra
a pobreta do sangue a ciloro-ansmia, as
onsequenciat do parto, etc.
Cautelas do Monte de Soecorro
Compram-se na rna estreita do Rosario n. 2.
Cosinheiro ou cosinheira
Precisa-be de um bom cosinheiro ou nma
cosinheira ; a tratar na ra io Apollo n. 30,
andar, das 10 horas da manha a 4 da tarde.
Casas para alugar-se
Aluga-se um sitio na Torre, com boa casa para
morada, umitas fructeiras, baixa para capim, e a
casa terrea da ra do Coronel Suassima n. 240,
com bons commodos ; a tratar na ra Priaeiro de
Marco n. 17, 1- andar.
Tnico
Oriental.
Os abaixo assignados, tendo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desenho .cima
ve coL'formidade com as prescripcoes das lea em
sigor declaram ao publico e particularmente aos
tens numerosos fregueses, que d'ora em diante
odos os productos qne ahirem de sua botica le-
vanto a dita marca como garanta de sua origem
e legitima procedencia.
So este precioso Top.co o nico que
' substitueocanstlcoecura radicalmente
I em poucos das as masquelras, novas
' e antigs, as Torcedoras, Contusdes.'
Xnmores c ZncbaoSe? das perna
1 Esparavo Sobre-Cannas, Frique c En-
i rorgltamento das pernos dos potros, etc., sem
occaslonar nenhuma c/iaga, nem Queda da pello A cura fai-se com a mi em 3 minutos, sem '
| mesmo uuranlo o trataineuto. uor e sem cortar, nem respar o pello.
psito ua Pars : Pharmjcii GM*EATJ, F.aa St-Honor. 75.e cu U\ ti PbaroiicUs.
'>>>*0<^>>>C>x><0^>><^>a>>#>
Qualidade superior
NOVA CREAC0
WMRIEGER
Perfumistae Destilador.
&AHDfilKVJ'
P*'*iLEr., FORNECEDOn e%,K*v.
'fe/^O0ACASAREWt^?N
s "' TI,..'
Sabao Ozea A^'.ia Czoa
Sftbo Hiptri .- i A:;;:r 1 | 1
Ole n Tmagredsi
Pomada I Pasta para a.?&.*.<
CoSmetiCO I Agua para ti-nto
> teMWyfsMtl u )\?9
Brilhantiaa i Col Creaca
PeFfumo I S:u-hot
!'------
Deposito lias princtpaes Perfumeras
Pharmacias e cab*!leireros.
1UU
Mura Indiana
PARA TINGIRA
Barba eos Cabellos
ata tintura tinge a barba e os cabellos instan-
tneamente, daado lhes urna bonita cor preta e
aatural, inofensiva o seu nso e simples e muito
rpido ; vrnde-se na BOT CA FRANCEZA e
DROGARA de Rouquayrol Freres, succeesores
ie A. C AORS, ra do Bom Jess, antiga da Cruz,
aumeru 22.
Para advogado
Aluga-se a sala da frente do Io andar da casa
ra Duque de Caxias n. 61 ; a tratar na mesma.
Mine. Niquelina
Hecebe coastautementeila Enropa
variaflo sornento fle cbapei
8

Tlioinc Augusto da Silva Villar
Este senhor veio a Pernambuco votar, mas nao
se lembrou de fazer entrega dos movis que se
acha de posse desde que d'aqui desappareceu e
como tem da proceder 2* escrutinio, provavel
que venha outra vez votar e se desta vez nio fizer
entrega contar-se-ha ao publico o que fez com re-
lacilo a este negocio.
Tricofero
de Barry,
farante-se qne
uz crescer o
CABELLO
anda menino i i cabrean
mais calvas, bem como qae
cura radicalmente
a TINHA e a CASPA.
Positivamente impede a
Jueda. e o embranquecimente
o CABELLO e em todos os ca-
sos o torna invariavelmeste
Kacio. B-ilhante, Formoso e
Abundante
EinuaohamalsdeolteiitsaDnoc
e tem maior venda Que neulium
oatro preparado para o cabello em
toe__mundo. 4
Agua Florida^
de Barry.
DUPLA
Preparada segundo a formula
original usada pelo inventor no
I anno de 1829. (
Tem duas vezes mais Fragrancia
que quaiquer outra.
Dura duas vezes mais tempo.
E'muita mais rica de perfume '
mais suave.
E'multo mais Fina e Delicada.
Tem dobrada forca Refrescativa e
Tnica no Banho.
Fortalece ao Deb le ao Caneado.
Cura as Dores de cabeca e os des-'
malos. a >t)
E'muitissimo Superior a todas as
outras Aguas Floridas ActaI-
mente venda. ~- "|
Descoberta Importantissima.
Puro Oleo de Fijado de Bacalhao.
COM .
IODURETO DE FERRO,
Barclay Se Companlaiu;
,0
ie erta-los, pela nltraa ida,
i-se
Raa Primeiro de Harco n. 1
Junto Botina Maravf Ihosa
t
.Manuel Amonio tioareN da Fonseca
D. Cosma Maria da Fonseca, seas filhos e gen-
ros, agradecem cordialmente a todas as pessoas
que se dignaram acompanhar os restos mortaes de
seu presado esposo, pai e sogro Manoel Antonio
Soares da Fonseca, e de novo os convidam para
assistir s missas do trigsimo dia que por sua
alma mandam celebrar as 8 horas da manh do
dia 30 do corrente, na matriz de Soasa Senhera
da Conceicao no Bonito e na igreja do Espirito-
Santo, d'esta cidade, mesma hora ; por este acto
de religiao desde j se confessam summamente
agradecidos.
Cora radicalmente e com segnrancaos pcorei cosos (
de PlittiiBica. Escrfulas. Rheumaiismo. as doenese
da Es]>inha Dorsal, dos QuadrU c dos Ossos, as in-l
tlimmiife do Fisdo. do Bnco e do Ulero, etc., ele.,]
e restitue ao corpo eiifraqnecWo o fatigado o son pri-
miilvo teor o rredondado Sos contornos. E" certa-,
mtnte urna grande descoberta o Paro Oleo de
J^l^ndo le Bacalhao com Godureto Ferrode Bardar &. Ca., ew York
S
Xarope de Vida'
de Reuter No. 1.
t nm ariaoipaM Pbarmaeiaa do Muaaa.
Franciwco das (ha{ras <.oii Mana da Conceijao Goncalves, Antonio R. de
Alcntara, Jo3o O. de Medeiros, Joao A. Paes de
Vasconcelles, Manoel Lopes Ribeiro, Francisco
A. de Oliveira, mi e companheiros de finado,
mandam resar urna missa na igreja da Santa Cruz
no dia 29 do correute, s 6 horas da manh, s-
timo dia do sen pas-amento, e para este fina con-
vidam aos seus parentes e amigos assistiremn'as,
eonfessandf-se desde ja extremamente gratos.
Manoel los dos Mantos
Fastoura The< drica dos Santos e seus filhos,
Manoel Jos dos Santos. Antonio Serapbim dos San-
tos, Joao dos Santos, Antonia dos Santos, Pastou-
ra T. dos Santos, Aquilina A. dos Santos, Maria
P. doa Santos, Julia dos Santos Chacn, Elvira
des Santos Souza e seus genros Joaquim Manan-
no de Soasa, Jos Chacn, seu cunaado (anente)
cunhadas e seus parentes, agradecem cordealmen-
te a todas as pessoas que acompanbaram os restos
mortaes de seu sempre lembrado e estimado espo
so, pai, sogro e cunhado, e de novo os convidam
para assif tirem s missas que mandam rezar na
matriz do Corpo Santo, segnnda-feira, 1 de Feve-
reiro, s 7 e 1/2 horas da manha ; pelo qne ante-
cipam sua etfrna gratidao.
s^V
t> possoal do prolongamento da estrada de
ferro do Recife ao 8. Francisco e estrada de ferro
do Recife Carnar, manda celebrar missas na
matriz da Boa Vista, no dia 29 do corrente, a 7
1[2 horas da manha, pelo descanso eterno desea
companheiro Francisuo de Assis Castro e Silva
stimo di i do fallcctaeento Convida os parentes
e amigos do finado para assistirem a esae acto de
religio e caridade.
DEPURATIVO E PURGANTE..
Este novo e admiravel purifleadorda^.
sangue acta sobre os^intestinos
o ligado, os rina'e'a pelleTT
E'curainfallivel contra a Dr-hilidade
Nervosa, as Dores de Cabeoa a Dys^
pepsla as Sezoes, e contra as doen-
cas de origem Miasmtica ou occa-^
alonadas por desordena do figado
ou pobrezae Impureza do sangua^j
( AMINHOS DE FERit
P0RTATEIS
DE
Verilearan k le Jager
DE ic 11 i \ i; a. i, \ s
(Constructores do melhor material para
caminhos de ferro industriacs. Fornecedo-
res dos Arsenaes e caminhos de ferro do
estado belga, do Governo colonial das In-
dias Neerlandesas, etc., etc., etc., etc.
Vas frreas portaieis -desmon-
taveis fixa8, trilbos de ferro e de ajo, por
precos inferiores aa de quaiquer outro aya-
tema, sendo mais dura veis e mus prat-
308.
Pequeas locomotivas wago-
netes especiaos prra fabricas, exploracSes
agrcolas, atorros, minas e engenhos de
assucar.
Estabelecidas no centro de um paia que
produz ferro e ace as mais econmica*
IcondijSes, as officinas de Verharren & da
Jager, alm da sua situacao em urna loca-
dade onde a mao de obra barata, go-
sam da vantagem de ter urna organisacSo
seria e especial para a construc$2o de ca-
minhos de ferro ao alcance do todos. Os
seus pre$os desafiam a quaiquer concur-
rencia.
Para iniormacoes circumstanciadas diri-
jam-se a
Theo. I as*
2 LAKGO DO CGBPO SANTO 2.
Remettem se catlogos Ilustrados quem
pedir.
Rap Paulo Cordere
Novo fornecedor, sem competencia em presa,
vende-se ra do Marques de Olinda n. 50, mer-
cearia doa Srs, Braga Gromos 4 C, e a 1*500 a
librsw_______________________________________________
Vende-se
doce do caj s eco ; na rna de S. Jos n. 16.
Aluga-se

o 2 e 8 andar do sobrado raa do Brum n; 98.
tratar na padaria.



Diario de Pernambuco-Sexta-fcira 29 de Janeiro de 1886
VENDAS
Tainhas
Veniem se em barril e em quartola, e mais
baratas do que em ou*ra qualquer parte ; na ra
de Pedro Alfonso ns. 5 e 11.
Correias
de jola nglezi, de lona e de borracha, de diTer-
aaa lai guras e grossura; vende-se barato na
nndielo Villsca, na do Brnm n. 54.__________
Fogao e bomba
Vende-a* am fogao de ferro, econmico, preprio
para casa de familia, e ama bomba de repuxo,'
tado era bom estado ; a tratar ne larga do Mer-
cado n. 6.
Pechinchas
das listas zoes
7*C00
104000
12*000
\aloja
Ra Duque de Caxias n. 61
Boiida da Chin, fasenda branca, aberta,
para vestidos a 240 rs.
I,eqne* Joanila. representando a'guns
actos da linda opereta a ] 000.
lian cblnesas com fios de seda, com qua-
driuhoe e lindas cores a 330 rs.
Crattssaea fruncezes, miudinhos, a 240 rs.
Cbiitas (alta novidade) fabricadas em S. Pau-
lo, cores finas e segaras a 240 rs.
MerlnN infestados, de todas as cores, a
800 rs.
Lenco* branroN muito finos a 2*000 a
dazia.
Cobertores enramados com pequeo
deleito a 3*000.
Toulhn* acolchoadas a 2*800 a daiia.
Damasco de la intestado, para coberta e
repesteiros a 1*200 o covado.
Helas de ama s cor, para senioras e meni-
nas a 500 rs.
Roa Duque de Caxias n. I
Leja das lia ras azues
Grande liquidado
de pllsss
17 Rna do Baraa da Victoria 17
EiposicSo universal
MERINOS PRETOS
A 15200, 1*400,1*600, 1*800 e 24 o covado
Alheiro & C, roa da Imperatriz n. 40, ven-
dem maito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pecbincha na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
spartllhos
A 5J000
Na loja da roa da Imperatriz n. 40 vende-se
maito bons espartilhos para sentara*, pelo preco
de 5*000, aisim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
Taverna
Vende- se a melbor taverna da estrada nova de
Agua-Fria, propria para principiante, tem poneos
fundos e commodos para familia ; a tratar na
mestna n. 7._____________________________
Fabrica globo
88 Kna larga do Rosario-8
Manipuladlo especial com fumos escolbidos dos
bons cigarros, exploradores, navegantes e fede-
raes. Precos razoaveis e bons descontos para o
commercio de retalbo.
1*600
1*000
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Esoseset preferive
ao cognac ou agurdente de oanna, para fortifica*
o corpo.
Vosde-se a retalbo nos melbsres armasena d
nolhados.
Pe me e emblema sao registrados para todo o Brasil
BROWNS & C, agentes
Roanas para lomis
AO
SBa da Imperairli st
Loja ele Pereira da Silva
Neste esUbelecimento vende-se aa rcapts abai-
xo mencionadas, que sSo baratissimas.
Palitots pretos de gorgorao diagonaes e
acolcboados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de eotdb, muito
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorao preto, colchoado,
sendo fasenda muito encorpada
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem fcitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
maito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brisa pardo a 2*, 2*500 e
Ceroolas de greguellas para homens,
sendo maito bem feitas a 1*200 e
Collctinhos de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos de
tinta e de algodSo, meias cruas o collarintas, etc.
Isto na loja aa roa da Imperatriz n. 32
R i sea dos largos
a aoo rs. o covado
Xa loja da roa da Imperatriz n. 32, vendem se
riieadinhos proprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largara de chita francesa, e ass?m
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs- o cova
do, e ditas escaras a 240 rs., pecbincha : na
loja do Pereira da Silva.
Fustoes. sdetelas e lslaha* a SOO
rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes brancos a 500
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-cores,
frzenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj .
do Pereira da Silva.
Merino* pretos a I SOO e lOOO
Vende-se merinos pretos de duas largaras para
vestidos o roapas para meninos a 1*200 e 1*600
o covado, e suoerior setim preto para enfeites a
1*500. atsim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavonres brancos, de 240 a' 320 rs.; na nova
loja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
(lodAoziaho francs para lences
o MHm.. i* e loo
Na loja da roa da Imperatriz n. 32, vende-se
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lences de nm
s panno, pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280. as
gim como superior bramante de quatro larguras
para lences, a 1*500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Koupa para meninos
A 4. ISSOO e O*
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende um variado sortimento de vestuarios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nita carta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditos
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgorio preto,
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; na
loja do Pereira da Silva.
I Cabriole! e victoria
Vende-se um cabriolet e ama victoria em pt
feito estado : a tratar na rna Duque de Casi-
numero 47.
GonTederageo flo Norts
Em vista dos grandes progressos da IDEIA de
Jue se gloram as nacoes civilisadas, o commercio
eve acompanhar esse rogresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do eograndecimento das
nacoes ; em vista do que annuociam
MARTINS CAPITAO & C.
1 Ra Estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, a
escolta dos quaes, os annunciantes tm sempre o
maior cuidado, para bem servir os aens numero-
sos fregueses. Lembramos, pois, o proverbio :
Queni nao experimenta, nao sabe
Venbam ver pois:
Queijos, flamengo, suisso, etc.
Dito do serto.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranho.
Frnctos seceos, como :
Pasaas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qaalidades.
Bolachinha inglesa.
Sementes novas de hortalizas
Especialidades eme
Vinhos finos do Porto.
Ditos da Figneira.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tonieos como :
Absintho.
Verntonth, etc.
Licores de todas as qaalidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem assim r
Ararata fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Espeeialissimo mate do Paran, em p.
Anda mais :
Formicida Capanema.
Oleo de mocot.
Azeite de peixe.
As cosinheiras
Leqaes nacionaes (abanos) para cosinta a 6* o
miltairo.
E todos os gneros concernentes a este ramo de
negocio.
Encontram-se no armasem de molhados de
Martina Caplto & C.
1 BA E8TBEITA DO SOSABIO1

250:00010
TEMA
I
EXTRACTO OrARTA-FEIR I. 3 DE FEYEREIRO
INTRANSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
lotera est habilitado a tirar25:ooo$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Prmeiro de Marco n. 23.
COME A 3 DE FEYEKEffiO DE 1886, SEM FALTA.
DOS PREMIOS DA
246'
GERAL
N B.O premia prescrever
um armo depois da extracto.
34
A
PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 1836, EM BENEFICIO DA SANTA CASA DA MISERICORDIA DO RECIPE, EXTBAHIDA EM 28 DE JANEIRO DE 1886

NS. PREMS. NS. PREMS. tS. PREMS. NS. PREMS. ]
8 40 233 80 471 40 735 40
20 40 40 72 38 80
24 42 73 39 80
30 _ 43 - 82 42 44
32 _ 47 85 45
34 49 87 49 _
37 51 90 52 _
48 54 91 56
51 57 95 62 __
58 180 61 511 75 ^m
61 40 62 14 77
66 - 64 -- 16 82
69 65 27 - 89 .
71 79 .. 30 91 _
72 91 31 97 _
73 97 33 98 --
85 80 99 42 813
'86 40 301 50 n 14
89 4 57 __ 15
104 6 64 pa 19 80
5 8 89 86 22 40
12 10 10 90 l-.b 26
.15 11 40 95 46 29
19 i5 96 30
23 28 604 _ 43
31 30 7 _ 44
39 31 9 -BBBB 52
40 33 13 _ 57
50 t 40 22 59
52 U 48 26 60
56 49 34 61 80
59 54 37 62 40
60 56 38 aa. 69 -
62 58 55 ^ 71
63 69 58 ^^ 72
65 73 62 ^^ 75
72 76 i0 65 _ 78
76 80 40 66 _ 81
84 86 70 84
87 80 89 80 76 93
92 40 93 u 77 96
94 407 82 -- 900
98 9 . 83 2 -
202 16 _ 87 -- 8
3 17 90 10 0
12 37 92 - 13 40
16 39 706 80 21
20 62 _ 11 40 32
31 68 25 40
32 70 80 29 I 41
NS. PREMS.
945
46
48
60
52
55
57
61
86
92
99
1001
4
10
12
14
15
17
22
39
40
44
58
60
63
64
67
69
71
76
80
84
1114
16
25
29
34
37
39
49
50
51
52
56
56
61
62
64
66
77
40
80
40
10
40
NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS.
1189 49 1441 40 1657 40 1862 40
1209 49 65 69
21 58 66 73
26 71 68 74
34 72 _ 70 76
40 __ 74 71 78
42 76 74 82
46 81 77 88
47 84 10 84 89
48 89 40 85 91
55 93 87 94 -
60 - 95 93 99 -
61 97 97 1900
66 1500 1700 8
67 1 * ^mm 2 9
72 3 6 10
75 13 7 17
77 15 * 13 23
78 18 16 26
82 19 18 27
83 22 _ 25 33
87 27 26 41 _
91 30 28 51 ^_
94 33 _ 29 55 880
98 4:oo6 36 __ 30 56 40
99 40 40 31 65
1301 81 _ 41 70 _
6 56 44 71 80
19 60 47 80 40
29 61 53 93 __
39 1*0 67 86 97 __
42 3*0 68 57 98
44 40 70 58 2010
45 72 62 11
49 86 75 67 12
56 40 80 . 89 17
65 96 92 19 0
68 1600 _^ 97 42 40
71 4 __ 1801 43
72 12 .^_ 7 47
84 1OO0 13 _ 14 50 80
87 40 14 16 52 40
92 17 23 65
97 18 24 66
140P 22 880 32 67
23 40 38 70
17 34 39 72
20 37 M. 56 w 77 _
24 39 .60 _ 80
se 46 - -- 61 84
NS. PREMS. 1 NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS
2359 40 2593 40 2846 40 3059 40 3335 40 3545 40
67 96 48 65 36 880 51
68 80 2610 49 75 38 40 52
73 79 40 11 15 Z 54 58 80 81 : 41 51 __ 54 64
82 25 59 80 87 52 76
88 27 61 40 89 64 79
97 51 73 90 65 89
2401 52 76 91 69 90
9 54 87 92 72 91 _
13 58 89 94 76 - 96
17 59 95 96 77 3606 _
23 68 96 99 tm 79 11
28 72 2913 3103 80 84 12 _
33 74 14 10 40 85 14 80
42. 88 16 21 80 86 16 40
43 90 . 22 25 40 88 17 160
49 ~~ 93 24 62 90 19 40
25 60 94 2700 27 28 "* 65 73 ^^ 91 95 __ 20 21 i0 40
63 "- 5 ^. 30 75 97 26
64 7 33 78 3402 28 \
65 9 _. 34 80 79 12 35 \
67 ~- 19 __ 36 1OO0 82 14 37
75 " 20 _ 45 40 83 _ 15 39
78 21 t 50 87 17 42
83 39 _ 53 88 21 44
88 ** 42 __ 56 91 30 50
92 ^~ 46 _ _ 57 93 .42 54
95 ^^ 61 _ 58 94 45 64
98 52 - 61 3203 49 70 _
2503 - 60 62 880 11 51 75 --
5 63 66 "40 12 52 84 _
7 66 77 16 55 87 S0
12 80 67 - 79 23 59 96 40
15 40 70 87 -- 27 79 98 80
20 74 94 34 810 84 3703 40
22 81 80 97 35 10 85 8 -
23 - 85 40 3001 49 40 87 12 -
25 - 92 7 54 97 25
27 96 14 57 98 31
% 2802 180 19 75 3505 33
49 _ 4 40 21 81 . 34
50 _ 5 30 82 14 1OO0 37
52 6 31 94 22 40 41
57 15 32 97 23 48
62 21 37 3309 25 mm 53 m
63 32 80 49 10 29 66 .
86 35 40 52 14 31 58 --
91 42 * 54 " 16 38 67
NS. PREM8,
3771
72
75
76
81
96
3801
4
13
28
29
31
34
43
44
47
58
65
67
68
70
71
75
85
87
94
98
3905
6
12
22
32
36
42
46
50
53
64
68
71
78
79
81
84
89
92
96
97
98
4000
40
80
40
I
180
40
I MM


8
Diario de PeroambucoScxta-fcira 29 de Janeiro de 1886
I
^

Brasil, viaa de commuuicajto, inatrupjto 10. Preponderancia ephamera de
publica e possessSes dos Estados Unidos, [b&a. O imperio macednico.
Kviiues preparatorios
raOGBAMMA PARA OS EXAMES GERAES DE
PREPARATORIOS EM 1886
Portugnez
Prova es-nipti.. -Composijto. livre so-
bre assurapto qun ser explicado oralmente
por un' 'orea. Este assumpto
pode cons'-t i'ip^s facis de
objectos ou fiwi-* communs. O p ratos
serao sortelos e renovados diariamente
em namro da is.
j# B.N'esta ;,--a a commissto deve-
r attendcr reiaejto, correcto da
phrase e ao maior ou menor desenvolvi-
mento do assumpto.
Prova oral. L-itura expressiva e ana-
lyse de un trecho tirado sorte de obra
classica, sorteada 15 dias antas do cornejo
dos exames.
\ B.-Os examinadores dividirto en
tre si o tnbalho, de modo que o candidato
seja argido sobra a exacta significas
das palavras e o emprego d'ellas, sobre a
interpretado do trecho, sobre as questoas
grammaticaos que so prenderera aos tormos
e ;s oraooas.
Francez
Prava es r^ta. -Composijto livre, se
gundo o procesao indicado para o examede
portuguez e iraducjto do um trecho tira
do sorte as obras de Chateaubriand; no
mximo 23 linhas transcriptas no quadro
preto por um dos examinadores.
Prova oral. Laitura, traducjto e ana-
lyse de um trocho sorteado no theatro cas
sico (Esther, Athalia, Cinna e Cid.)
21. B. U a dos examinadores se occu
para com a leitura e traducjto. o outro com
a analyse grammatical.
Imglez
Prova escripta. -Composijo livre, se
gucdo o procasso indicado para o exame
de portuguez e traduccao de um trecho ti-
rado sort? dm obras de Macaulay, no
mximo 2 nnu,' transcriptas uo quadro
preto por um dos examinadores.
Prova oral.Leitura, traduccao e ana-
lyse de um trecho sorteado no Paraizo
Perdido de Milton.
N. B. -Um- dos examinadores se oceu-
par com a leitura o traducjto, o outro
con a analyse gramraatcal.
Latim
Prova escripta. -Traduccao de um tre- j
cha, de 15 linlas pelo menos escoltado em ,
urna das seguimos obras : Cicero De be-.
nectude e de Amicitia ; Virgilio Gano 1,
lie III, da Eneida; Horacio Odes ou Arte j
Potica; e Cesar. De Bello Gallico.
Prova oral. Leitura, traducen e ana-
lyse de um tre dio escolhido as obras aci
ma referida.
N B. Um dos examina lores se oacu-
par com a leitura e traduccao, o outro
com a anales grammatical.
Geographia
1. Terra. Configurado geral dos conti
neates. Altura media das trras. .Gran-
des planicies. Distribuijto dos vokoas.
Terremotos.
2. Aguas. Sup'rucie dos ocanos. uu-
dos do3 ocanos. Movimanto do mar. Agua-
doce. Geleiros. Nascentes. Cursos d agua.
Lagas. Bacas e vertentes. "
3. Atumoaphera. Climas f >ua. influen-
cia sobre a dirtribuicao das^incipaes es-
pecios animaes, vegetaes e
4. Populajto do globo e daS diversas
partes do mundo. Ricas principaes. l'Ho
mas. Governos. Religioes.
5. Geographia physiaa da America (ge-
neralidades).
6. dem, idem da Europa (dem).
7. dem, idem da Asia (idem).
8. dem, idem da frica (idem).
9. dem, idem da Oceania (idem).
10. Nojoes de geographia physica; li-
mites, cidades principaes. populacao, go-
verno, religiao, raja, lingua, prodceles,
commercio c industria, relajSes com o
11. dem do Mxico o America Cen-
tral.
12. dem de Venfcuela, Columbia e
Equador.
13. dem do Pon e Bolivia.
11. dem do Chila e Repblica Argen-
tina.
15. dem do Uruguay e Paraguay.
16. dem da Inglaterra.
17 Ilem da Dinamarca, Suacia e No-
ruega.
18. Idni da Franca.
19. dem da Blgica e Hollanda.
20. dem da Alleraanha.
21. dem da Austria-Hungra.
22. dem da Suissa e Italia.
23. dem de Portugual,
24. dem da Hespanha.
25. Iiem da Russia.
26. Ilem da Grecia, Turqua, Estados
Danubianos o pequeas repblicas da Eu-
ropa.
27. Noticia geral dos estados indepen-
dent.-s da Asia.
The-
primitivas.
das classes.
dos estados indepaa-
dos estados ind-pen-
28. Noticia garal
dentes da frica.
29. Noticia geral
dentes da Ooeania.
Chorographia do Brasil
1. Generalidades (posijto, limittes, su
perfi.ie, populacho, governo, di visto admi
nistrativa, ecclesiastica e judiciaria ; prin-
cipaes bahias, ilhas, cabos, cadeias de
inontanhas; lagos e ros; productos de
exportacilo e importajto, industria, com-
mercio. vias de communicajio) do Brasil
o provincia do Amazonas.
2. dem e provincia do Para.
3. dem e provincia do Maranhto.
4. dem e provincia do Piauhy.
5. dem o provincia do Cear.
6. dem e provincia do Rio Grande do
Norte.
7. dem e provincia da Parahyba.
8. dem e provincia de Pemarabuaa.
9. Ilem e provincia das Alagos.
10. dem e provincia de Sergipa.
11. dem o provincia da Bahia.
12. dem e provincia do Espirito Saato.
13. dem e provincia do Rio de Janeiro.
14. dem e municipio neutro.
15. dem e provincia de S. Paulo.
16. dem e provin:ia do Paran.
17. dem e provincia de Santa Catha-
rina.
18. dem e provincia do Rio Grande do
Sul.
19. dem e provincia de Matto-Grosso.
20. I lem e provincia de Goyaz.
21. Ilem e provincia de Minas-Qeraes.
Cosmographja
(Nto entra em prova escripta)
1. Estrellas.
2 Planetas.
3. Cometas, estrellas cadentes, blidos
aerolithos.
4. Sol, la, eclipses.
5. Terra.
6. EsUjSes DivisSes do tempo.
7- Linhas, pontos e circuios da es-
phera.
8. Lititudes e longitudes.
jj. B.Na prov oral o candidato ser
argido por um dos examinadores sobre
ponto de cosmographia que a soite
ignar e far as deraonstrajoes em appa-
relboa. e no q ladro negro.
Historia
1. Esbojo do periodo prehistrico.
2. No$3es summarias sobre os antigos
egypcios,
3. NojSas summana3 sobre os assynos
e babylonios.
4. Noj5es summarias sobre os arias,
hinds, raed js e persas.
5. Nojoes summarias sobre os hebreus
e phenicios.
6. Grecia. Te rapos primitivos e he
roicos.
7. Periodo legislativo at s reformas
do GUsthenes.
8. Lutas pela protecjto das colonias.
Hegemona de Athenas.
9. O scalo de Pericles.
o
des-
11. Roma. Iastituicoes
Estabelecimento da repblica.
12. Luta pela igualdade
Conquistas na pennsula.
13. Conquistas no exterior : hegemraia
mediterrnea.
14. Luta intestinas, democracia e dieta
tura. Expedirlas militares.
15. Triumvirato. Aniquilamonto da re
publica.
16. Segunda moaarchia at Comando.
O seculo de Augusto.
17. Deooleciano e Constantino, refor
mas, influencia do Chrstianismo.
18. Divisto defiaitiva do imperio ro
mano. Invasto dos barbaros. Queda do
imperio do Occidente. Origem dos novos
ertudos.
19. Imperio do Oriente. Apogeo e de-
cadencia. Factos notaveis do reinado de
Justiniano.
20. Os rabes, in/asSas e conquistas.
Influencia civilisadora dos califados de
Cordova e Bagdad.
21. Imperio franco ro /nano. Rjgiraen
feudal. Cavallana.
22. Imperio romano-allemto. Sacerdo-
cio e imperio.
23. Rsaojto do Ojcidente contra o
Oriente. Crzalas, scus resultados.
21. Estabelecimento e progresso das
communas. Estados geraes. A Migna
Carta.
2j. "Rivalidade entre a Franja e a In-
glaterra (guerra dos 100 annos)^ seus re-
sultados. Movimantos polticos n\ Alie-
manh3, Suissa e Italia.
26. Formacto c desenvolvimento do3
estados christtos na pennsula iberi:a.
Uniflcac&o da Hespanha.
27. Scandinavos, Slavos, Turcos Otto
manoB. Queda do impario do Oriente,
seus resultados.
28. Abatimento do feudalismo, consoli-
dajao do poder real. Franja, Luiz XI.
Inglaterra Eduardo IV e Henque VIL
29. Portugal e Hispanha. descobrimen-
tos martimos : Colombo, Vasco da Gama
Cabral e Fernando de Magalhtes.
30. Carlos V, Francisco I e Hnriqu?
VIII.
31. Reforma religiosa. Concilio de
Trento. Companhia de Jess.
32. Letras, scioncias e artes no socu-
los XV e XVI.
33. Philippa II de Hespanha, Isabel de
Inglaterra e Henriguo IV de Franca.
Factos notaveis de seus reinados.
34- Ricbelieu. Toleranaia religiosa. Ro-
volueto ingleza de 1648. Cromwell.
35. Luiz XIV. Pedro o Grande da
Russia. Revolucao ingleza de 1688. Gui-
lherme III.
36. Letras, sciencias e artes ne seculo
XVII.
37. Luiz XV. Frederico II da Prussia.
Catharina II. Divisao da Polonia.
38. Washington e Frankn. Indepen-
dencia dos Estados-Unidos. Luiz XVI,
de 1774 a 1789.
39. Letras, sciencias e artes na seculo
XVIII.
40. Revolucab franceza de 1789. As-
sembla constituinte, legislativa, e conven-
jao nacional.
41. Directorio, consulado e imperio.
42. Emancipagto das colonias hespa-
nholas Luiz XVUI e Carlos X. Revolu-
to franceza de 1830. Independencia da
Grecia. Conatituiclo do roioo da Bel.
gica.
43 Luiz Felippe. Re7olucao franceza
de 1828. Segundo imperio napolenico.
44. Unifieacao da Italia. Novo imperio
allemto at a paz de Francfort.
Historia do Brasil
1. Descobrimento do Branl. Ragas exis-
tentes e sua civisacto.
2. O Brasil nos reinados de D Joto
HI e de D. Sebattiao.
3. O Brasil sob os Felippes. Lutas com
ob hollandeze3, francezes e inglezes.
4. Os jesutas e os paulistas : minas e
bandeiras
Guerra com os hespanhaes do sul.
Colonia do Sacramento, trat com as
motropoles.
6. O Brasil sob o governo da D. Jos:
O Mrquez de Pombal.
7. IdiB de independencia. O Tira-
dentes.
8. Estada de D. Joto VI no Brasil.
Ravolucto portugueza do 1820.
9. Governo do principe D. Pedro at 7
de setembro da 1822.
10. D. Pedro I at abdicaao.
11. D. Pedro II. Goremos reganciaes,
maioridade.
12. Guerras contra Oriba e R>sa3 e
coutra Solano Lipas.
Arithmetica
1. Do numero e de suas dfferentes es-
pacies. Nuraeracto decimal. Ad licito e
15. Analyse indeterminada no 1 grau.
16. Quadrado e raz quadrada das ex
press3es algbricas.
17. Calculo dos radicaos do 2o grau.
18. ResolugB.'s das equuc3es e dos pro-
blemas de 2o grau a urna s inaognita.
Geometra
1. Tneoria das parpendiculares e obli-
quas.
2. Thooria das par .dalas.
3. Theoria dos tringulos.
4. Thooria dos quadrilateros.
5. Theoria dos polygonos.
6. Das cordas, secc.intas o tangentes.
7 Medida do3 ngulos central, insanp-
pto, circumscripto e excntrico.
FOLHETII
MATHIASSANDORF
POR
julio nm
t I 1 \T A PARTE
(Continuaco do n
I
22)
subtrajto dos nmeros iateiros.
2. Mu'tipliaajSo o dvisto do3 numaros
inteiros.
3. Nocos geraes sobre as fraca3es or-
dinarias. Alterac3as que exparimentam as
fracoas quando se modificara seus ter-
mos.
4. Div8bilidade dos nmeros. Carac-
teres de divisibilidade dos nmeros 2 s 5
o suas potencias, 3 e 9.
5. Theoria elementar dos nmeros pri-
mos. Indagajto de todos os divisores pri-
mos mltiplos do um numero.
6. Raducjao das frac jo as o expresi-to
mais simples. Mximo divisor commum a
a dous ou mais numaros.
7. Raducjao das fraejojs ao ruesrao de-
nominador. Menor denominador com
mum que podem tar duas ou mais fraa-
j3es.
8. Operaj3es sobre as fracj3es ordina-
rias o decimaes.
9. Conver8to dasfracjSes ordinarias em
decimaes. Dizimas peridicas.
10. Noj3es geraes sobre a fracj3es con-
tinuas. Pratica da regra para a detormina-
jto das reduzidas.
11. Systoraa mtrico decimal. Conver-
sao das medidas antigs as modernas e
vice-versa.
12. Quadrado o raz quadrada dos n-
meros inteiros c das fraejoas.
13. Cubo o raz cubica dos nmeros in-
teiros e das fracj3es.
14. E uidifferenjas o proporj3as.
15. PrograssSas por differenjas.
16. Progresso as por quocientes.
17. Theoria elementar dos logarithmos.
18. Regra de tres simples e composta.
19. Regra de juros simples e de des-
oonto.
20. R"gra de juro composta e de com-
panhia.
Algebra
1. Differonja entre arithmetica e alga-
bra. Valor numrico de qualquer expras-
sto algbrica.
2. Classificajao das espressSes algbri-
cas. Addijito e subtracjto algbricas.
3. Multiplicaj3o algbrica.
4. Di visto algbrica.
5. Snplificajto das fracj3es algbricas.
Theoria elementar do mximo divisor com-
mum algbrico.
6. Operaj333 sobro fracjSes algbri-
cas.
7. Classificajto geral das equajSes.
8. Resolujto das equaj3as e dos pro-
ble mos do 1 grau a urna s incgnita.
9. Methodos de eliminacto applicados s
oqu9'T;a imultane do Iograu. *..
10. Rasolujto das equaj3as e dos pro-
blema j do Io grau a duas ou mais incg-
nitas.
11. Theoria das combnaj3a8, permuta-
j3e8, arranjos e productos distinctos.
12. Formulas geraes dos valores das
incgnitas em qualquer systema de equa
j3as do Io grau a duas ou mais incogni
tas.
13. Soluj3as negativas dos problemas
do Io grau. Theoria elementar das quan-
tidades negativas.
14. D8cubs3o das equajoes e dos pro-
blemas do Io grau a urna ou mais incg-
nitas .
8. Das circuraferencias seccantes e tan-
gantes, entre si.
9. Theoria dos polygonos inscriptos e
circumscriptos.
10. Das linhas perpendiculares.
11. Somelhanja dos polygonos.
12. Propriedada dos tringulos rectngu-
los. Valor do quadrado da bypothenusa e
do quadrado do lado de ura triangulo qual-
quer.
13. Das linhas proporcionaes considera
das no circulo.
1 i. Avaliajto dos lados dos polygonos
regulares. Formulas para determinar a re-
lajto entro os lados i polygonos regu-
lares.
15. rea do rectngulo do
grammo, do triangulo e do um
parallelo-
polygono
qualquer.
16. Madida de circumferencia. Araa do
circulo, do sector, do seguimento e do tra-
pezio circulares.
17. Relajto entre a rea do quadrado
construido sobre a bypothenusa e as reas
dos quadrados construidos sobra 03 outros
dous lado3 do triangulo rectngulo. Rela-
jto entre as reas de dous polygonos sena i-
lhantes e de dous circuios do raios dffe-
rentes.
68. Das rectas e planos parpendicula-
res e obliquoa entre si.
19. Dos ngulos diedros e sua medida.
20. Das rectas e plano3 parallelos.
21. Dos ngulos polyedros.
22. Dos polyedros convexas regulares e
irregulares.
23. Semelhanja dos polyedros.
24. DefinijSes geraes do cylindro o do
cone. Superficie natural de um prioma
qualquer, de um cylindro recto, de urna
pyramide regular, de ura cone recto e de
um cone truncado, por um plano parallelo
base.
losophia, suas relaj3es aom as outras scien-
cias.
2. Da sensibilidade, seus caracteres,
sensibilidade physica, moral e intellectual.
4. Da iitelligencia, caracteres e opora-
j3e8. Senso intimo.
5. Das ideas, caracteres, origem e for-
ma jto.
6. Percepjao externa Attenjtb. Coa
parajto.
7. Do uizo e do raciocinio.
8. Razto, noj3es o verdades primeiras.
9. Memoria. Associajto de id.-.s. Ima-
ginajo.
10. Abstracjto. Generalisajto.
11. Da linguagem, suas especies, ori-
gem e importancia.
12. Da actividade espontanea e volun-
taria, seus caracteres.
14. Demontrajto da liberdade.
14. Unio da alma e do corpo, princi-
paes hypotheses.
15. Objecto de lgica. Do methodo em
geral. Analyse e synthese.
16. Do methodo experimental, seus
principaes prosessos.
17. Do methodo demonstrativo, seus
principaes procesaos.
18. Do syllogisrao.
19. Autoridade do testemunho humano :
regras de critica histrica,
.20. Da verdade, possibilidade, probabi-
lidade, certeza, evidencia.
21. Dos erros, causas c remedios.
22. Objecto da Theodica. Provas
existencia de Deus.
da
25. Equivalencia dos paraleleppedos,
ios prismas e das pyramides.
26. Volume dos paraUelepipeisja, dos*
prismas, das pyramides da py/Hwude
triangular truncada, por um plano paralle-
lo base.
27. Volume do cylindro, do cone recto
e do cone truncado, por um plano paral-
lelo base.
88. OcflnljOes da e3phera e de suas
differentes partes. Principaes propriedades
da esphera, em relajto aos planos seccan-
tes e tangentes.
29. rea e volume da esphera o de
suas diflerentes partes. *
23. Principaes attributos de Deus.
24. Objecto da Moral. Consciencla mo-
ral. O bem e o mal.
25. Diversos motivos de nossas acj3as.
Mrito e demerito. Sancj3o moral.
26. Destino do homoni.
27. Moral individual.
28. Moral, social e religiosa.
29. Da escola socrtica e sua influencia.
Rhetorica e potica
Prova escripta. -Analyse litteraria de
um trecho tirado sorte na obra Suspiros
poticos de Domingos Jos Gonjalves Ma-
galhteB (visconde de Araguaya.)
Pontos para prova oral :
1. Da eloquencia e da rhetorioa, seus
caracteres e utilidade.
2. Ta invenjto, objecto, provas, affec-
tos e costumes ; regras de invenjto.
3. Da disposijao, sua utilidade. Partes
do discurso, subdivis3es.
4. Da elocujto, sua importancia, quali-
dades principaes.
5. Tropos e figuras em geral.
6. Do estylo, especies, qualidades e ex-
hiMrtin
l'm aperte Ir mo de Cabo Mal i fon
i
Se o conde Mathias, como se sabe, quiz
continuar a ser o Dr. Antkirtt, se uto pa
ra Pedro, pelo menos para todo o pessoal
da colonia, foi porque entrava nos seus
projectos que assim fosse at a realisajto
completa da sua tarefa. Por isso, quando
o nome da filha foi repentinamente pro
nunciado pala Sra. Bathory, foi ella bas-
tante senhor de si para dominar a sua erao-
jto.
> Entretanto, o bou uorajto, tinha, por um
instante cessado de bater, e, se nto fosse
a sua presenja de espirito, teria cahido
como fulminado.
Su* filha estava viva I Ella amava a
Pedro e era amado por elle E era elle,
Mathias Sandorf, que-tinha empregado to-
dos os meios para impedir essa uniao I E
esse segrado, que lhe'restituia Sava, nun-
ca teria sido descobarto, se a Sra. Batho-
Ty nto tivesse recuperado a razto como por
milagre I
Cue bou v entilo, quinza annos antes,
no castello de Artcnak ? Essa menina, que
fiaara nn>'ca herdeira dos beas do conde
Mathias Sandorf, essa menina, cuja morte
nunca pode ser provada, tinha sido criada
e depois entregue a Silas Toronthal. E,
pouco dopois, quando o banquairo foi morar
em Rugosa, a Sra. Toronthal teve de edu
car Sava Sandorf como sua filha.
Tal foi a machinajto concebida por Sar-
cany, exe:uta por Nanir, sua cumplice.
Sarcany nao ignora va que Sava de va en-
trar na posse de urna fortuna considaravel
aos dezoito annos annoa ; e quando ella
fosse sua mulher, elle saberia fazer valer
os seus direitos como herdeira dos San-
dorf. Seria a coroajto da sua vida abo-
minavel. Ficaria senhor dos dominios de
Artenak.
Esse plano odioso tiaha falhado at ao-
tto ? Sim, sem duvida. Se o casamento
se tivesse realisado, Sarcany teria tido
pressa em tirar delle todas as vantagens.
E agora, que remreos devia sentir o
Dr. Antkirtt 1 Nto foi elle quem provo-
cou esse deploravel encideamento de fac-
tos, a principio recusando a Pedro o seu
concurso, depois deixando Sarcany prose-
segair nos seus projectos, podendo, quando
se eneontraram em Cattaro, impossibilital-o
de fazer mal ? finalmente, nto restituindo
Sra. Bathory esse filho que tinha sal-
vado ?
Com effeito, quantas desgrajas se te-
riam evitado, se Pedro estivesse com a mti
quando a carta da Sra. Toronthal chegou
casa da ra Marinella 1 Sabendo que Sa-
va era filha do conde Sandorf, nto teria
Pedro podido subtrahil-a s violencias de
Sarcany e de Silas Toronthal ?
Onde estava Sava Sandorf ? Com cer-
teza em poder de Sarcany 1 Mas onde a
esconda elle? como trala das suas mto3 ?
Entretanto, dentro em poucas semanas, a
filha do conde Sandorf chegaria aos dezoito
annos, limite fixado para que ella nto per-
desse a sua qualidade de herdeira, e essa
circumstancia devia levar Sarcany ulti-
ma extremidade para obrigal-a a consentir
nesse casamento odioso !
Em un momento, toda essa successto
de factos passou pelo espirito do D.\ An-
tkirtt.
Depois de reconstituir esse passado, co
mo a Sra. Toronthal o tinha feito, sentio
as exprobrajfSas, immerecidas sem duvida,
que a viuva e o filho de Estevto Bathory
podiara ser tentados de fazer-lha Entre-
tanto, sendo as cousas como elle ponsou
qua eram, podia elle annuir unitode Pe
dro Bathory com aquella que para elle e
para todos chamava-se Sava Toronthal ?
Agora, era preciso a todo o custo descu-
brir Sava, sua filha, cujo nome liga lo ao
da condessa Rima, sua mulher, tinha dado
escuaa Savarena, como o de Ferrato ao
yacht de vapor Mas, nto havia tempo a
perder 1
J a Sr. Bathory tinha sido conduzido
ao Stadthaus, quando o doutor, acompa- brir Sava, anda que para
nhado de Pedro, que tinha alternativas de'oiso mover co3 e trra I
entrou sem dizer
alegra e de desespero,
urna palavra.
Muito enfraquecida pela reacjto violen-
ta por que tinha pa sado, mas curada, bem
curada, a Sra Bathory estava sentada no
seu quarto, quando o doutor e o filho fo-
ram procural-a.
Maria, comprehendendo que convinha
deixal-os sos, retirou-se para a sala.
O Dr. Antkirtt approximou-se entto, e
com a mto no hombro de Pedro :
Sra. Bathory, disse elle, j cu tinha
feito de seu filho raeu filho I Mas o que
elle era apenas por amizade, e i farei tudo
para que elle seja por amor paterno, des
posando Sava... minha filha...
Sua fiiha ?.. exokmou a Sra. Ba-
thory.
Eu sou o conde Maih'.as Sandorf !
A Sra. Bathory levantou-8e sbitamente,
estendeu as ratos e cahio nos brajos do fi-
lho. Mas, comquanto nto podesse fallar,
podia ouvir.
Em poucas palavras Pedro contou tudo
quanto ella ignorava, como o conde Ma-
thias Sandorf tinha sido salvo pela dadica-
jto do pescador Andrea Ferrato ; o motivo
por qae durante quinze annos quiz passar
por morto ; como tinha reappareeido em
Ragusa, cora o nome de Dr. Antkirtt.
Contou o que Sarcany e Silas Toronthal
tinham feito com o intuito de entregar os
conspiradores de Trieste, depois a traijto
de Carpena, da qual o conde Mathias San-
dorf e seu pai tinham sido victimas ; ti
nalmente, como o doutor o tinha tirado vi-
vo do cemiterio de Ragusa, para associal o
na obra de justija que quera ralisar.
Concluio a sua narrajto dizendo que
dous desses misera veis, o banquairo Silas
Toronthal e o hespanhol Carpana, j esta-
vara em seu poder, mas que ainda faltava
o terceiro, Sarcany, esse Sarcany, qua
quera casar com Sava Sandorf 1
Duranta urna hora, o doutor, a Sra. Ba-
thory e o filho, que o futuro ia confundir
em urna affeijto tto estreita, conversaran]
sobre os tactos relativos infeliz menina.
Era ca "o que Sarcany nto reauaria ante
cousa alguraa para compellir Sava a esse
casamento, que devia entregar-lhe a fortu-
na do conde Sandorf. Examinaran mais
particular nento a situajto. Mas se eBies
projectos tinham at entto sido burlados,
erara tanto mais para temer na actuilidade.
Perianto, primeramente era preciso desao
isso fossa pre
superficies late
de dous cylindros
30. Relajto entre s
raes e entre os volumes
ou de dous cones semelhantas. Relajto
entre as reas e volume3 de duas espheras
de raio dilTorentes.
Pho8ophia
1. Objecto, divisto, importancia da phi-
7. Da composijto em prosa, gneros,
principaes caradores distinctivos.
y. Da eioqueica poltica.
9. Da eloquencia judiciaria.
10. Da eloquencia sagrada.
11. Da eloquencia acadmica o didc-
tica.
12. Do genero narrativo ou histrico e
do genero epistolar.
13. Declamajto oratoria : voz, pronun-
cia jto. Acjto oratoria.
14. Da poesia e da potica. Versifica-
jto em geral, especies de versos portugue-
zes.
15. Do genero lyrico.
16. Do genero pico e here-oomico.
17. Do genero dramtico.
18. Dos gneros accessorios da poesia.
19. Do.bello e do sublime as compo-
sij3os poticas. Noj3es da poesia classica,
romntica e realista.
que mandou-me prender em territorio fran-
cez! E' elle quera me conserva preso con-
tra todo o direito. ..
Mis nto contra toda a justija res-
pondeu o doutor.
E que lhe fiz eu ? perguntou o ban-
quero, ao qual a presenja do doutor, evi-
dentemente, infundindo alguma confianja.
Sim !... que Ue fiz eu ?
A nim?. Vai sbelo, respondeu
o doutor. Mas, antes, Silas Toronthal, per-
gunte o que fez a esta infeliz senhora...
A Sra. Bathory exclamou o ban
queiro recuando ante a viuva, que cami-
nhava para elle.
E a seu filho accrescontou o dou-
tor.
Pedro 1... Pe 1ro Bathory balbu-
cou Silas Toronthal.
E teria certamente c. h:do, se Cabo Ma-
tifou nto o tivesse sustentado
Entto, Pedro Bathory, que elle julgava
morto, Pedro, cujo enterro vio passar, Pe-
dro, que sepultaram no cemiterio de Ra-
gusa, Pedro alli estava como um espectro
sahido do tmulo 1 Com a sua presenja
Silas Toronthal ficou aterrado. Comejou
a comprahender que nto poderia escapar
ao castigo dos Beus crimes... Sentio-se
perdido.
On le est Sava ? perguntou brus-
cammente o doutor.
Minha filha ?
-- Sava nto sua filha!.. Sava filha
do conde Mathias Sandorf, que Sarcany e
voc enviaram morte, depois de o ter co
bardemente denunciado e aos seus dous
companheros Estevto Bathory e Ladislao
Zathmar.
Ante essa aecusajto formal o baaqueiro
sentio-se aaabrunbado.
Nao somonte o Dr. Antkirtt sabia que
Sava nto era sua filha, mas sabia que era
filha do conde Matbi?s Sandorf Sabia co-
mo e por quem tinham si io trahidos os
conspirados de Trieste Todo esse passa-
do odioso levantava-se contra Silas Toron-
thal.
Onde est Sava ? tornou o doutor,
que s por ura esforjo violento conseguio
conter-se. Oade est Sava, quo Sarcany,
seu cumplice, mandn arrebatar, ha quinze
annos, do castillo de Artenak?... Onde
est Sava, que esse miseravel detra em
lugar que voc oonhece. que voc deve
conhecer, para arrancar o seu conssnti-
mento a um casamento qua lhe causa hor-
Ah 1 dissa elle, o Dr. Antkirttr ir ?... Pela ultima vez, onde est Sava T
Ficou assentado primeramente que a
Sra. Bathory e Pedro seriara os nicos a
saber que 6" conde Mathia? Sandorf oceul-
tava-se com o nome do Dr. Antkirtt.
Desvendar esse segredo seria dizer que
Sava era sua filha; e no interesse das no-
vas pesquiza3 que iam comejar, iraportava
gurdalo.
Mas, onde est Sava ?... Onde pro-
cural-a 1... Onde ir bscala ?. .. pergun-
tou a Sra. Bathory.
__ Havemos de sbelo, respondeu Pe-
dro, cujo desespero tinha cedido a urna
energa que nao devia mais diminuir.
Sim I... havemos de sabel-o, disse
o doutor, e admittindo que Silas Toronthal
nto saiba em que lugar iarcany refugiou-
se, pelo menos deve saber onde esse mise-
ravel conserva minha filha.
_ E se elle o sabe; preciso que o di-
ga I exclamou Pedro.
Sim!... preciso que o diga, rer
pondeu o doutor.
_ j ~m
-J!
O Dr. Antkirtt, a Sra. Babory Pe-
dro nto podiam continuar nessa incerteza.
Luigi, que estava com Ponta Pescada e
Cabo Matifou na sala grande do Stadthaus,
onde Maria tinha ido encontral-os, foi cha-
mado.
Racebeu orden de ir, acompanhado de
Matifou, ao fortim buscar Silas Toron
thaln
Ura quarto de hora depois, o banqueiro
sabio da casamata que lhe servia de pri-
ilo, com o punho seguro por Cabo Mati-
fou, e seguio pela ra principal de Arte-
nak.
Luigi, a quem elle perguntou para onde
o leva vara, nto quiz responder. Dahi urna
inquietajto tanto mais viv\, quanto o ban-
queiro ainla nto sabia em poder de que
poderoso personagem estava, desde a sua
pristo.
Silas Toronthal entrou no Stadthaus,
preced lo do Luigi e sempre saguro por
Cabo Matifou. Vio logo Po ata Pescada,
mas nto a Sra. Bathory e o filho que se
tinham afastado.
D repente achou-so em presenja do
doutor, com o qual tinha, em vto, procu-
rado travar relajSas quando este passo
pela cidado de Ragusa.
O senhor!... o senhor !.. excla-
mou elle.
E contando-se com algum esforjo:
Posto que terrivel a attitude do doutor e
ameajadoras as suas palavras, Silas To-
ronthal nto respondeu. Comprehendia que
a posijto era que a menina se achava, po-
dia servir-lbe de garanta. Senta que a
sua vida seria respaitada em quanto nto re-
velasse esse ultimo segredo.
Ouja, tornou o doutor, que conse-
guio recobrar o seu sangue fri, ouja, Si-
las Toronthal 1 Tal vez voc julgue deyer
ar o 8eu cumplice Pois bem : saiba
seu si-
poup.i
isto : Sarcany, afim de garantir o
lencio, depo3 de o arruinar, Sarcany ten-
tou assassinal o, assim como quiz assassi-
nar Pedro Bathory em Ragusa I... Sim?...
no momento em que os rceus agentes apo-
derara m se de voc na estrada de Nica,
elle ia matal-o. Agora ainda persiste em
calar-se ?
Silas Toronthal, teimando na idea de que
o seu silencio obrigaria a urna composijto,
nto respondeu.
Oude est Sava ?... Onde est Sa-
va ?... tornou o doutor, que dessa vez
deixou-se arrebatar.
Nto sei !... nto sei I.. raspondeu
Silas Toronthal, resolvido a guardar o seu
segredo.
De repente deu um grito e, estorcendo-
se de dr, procurou em vto repellir Cabo
Matifou.
Ai I... ai gritou elle.
Era Cabo Matifou que, inconscientemen-
te, talvez, esmagava-lho o punho com a
mto.
Diga I
Sim !... Sim 1... Sava... Sava...
disse Silas Toronthal, que s podia respon-
der por palavrans ontrecortadas, Sava...
em casa da Namir.. agente de Sarcany...
cm Tetuan !
Cabo Matifou largou o brajo de Silas
Torontliale o brajo cahio inerte.
Lavem o preso disse o doutor. Sa-
bemos o que queramos saber !
E Luigi, puxando Silas Toronthal para
fra do Stadthaus, lovou-o de novo para a
casamata.
Sava em Tetuan De modo que, quan-
do o doutor Antkirtt e Pedro Bathory, ha-
via menos de dous mezes, estiveram em
Ceuta para tirar o Hespauhol do presidio,
alguraas milhas os separavam do lugar em
que a M urequina detinha a menina.
(Continuarse-Ta.)
Typ. da Diario roa Duque de Carias u. .42.

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