Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19599

Full Text
V

AMO LII NUMERO 21
PARA A CAPITAL E IXGARfiS ONDE NAO SE PAC!A PORTE
Por tres mezes adiantados
Por seis ditos idein......
Por um anno idem......
Cada numero avulso, do mesmo dia.
60000
12^000
240000
0100
QARTA--FHA 27 DE JANEIRO DE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados. ...
Por nove ditos idem......
Por um aun dem......
Cada numero avulap, de dias a citeriores.
130500
200000
270000
0100
DIARIO DE PERNAMBCO
"V
Proprkfral* i>* JRatwel Jtj&utura %c Jara & J\l\)o&

TELEGRAMMAS

i

3257X3: ;a:ii:c:la?, so sumo
RIO DE JANEIRO, 26 de Janeiro, s
12 horas e 15 minutos da tarde. (Rece-
bido 1 hora e 20 minutos da tarde, pela
linha terrestre).
Foi eleito en escrutinio, pelo
. dlutricto de Mina* fcierae. o Dr.
-su^jasiiao oncalveo da Silva Mas
coreaban d.t.
Pelo ;. districto de anta Ca-
Ibariua. to a t. eocrntinlo o con
eltaeiro Manuel da Silva Marra (L)
e o conseltaeiro Francisco Xavier
Lima (C).
:.:,::;: si :j:s:::. sava:
(Especial para o Diario)
PARS, 25 de Janeiro, tarde.
A* grande potencias da Europa
continuara a exigir o desarmamento
das tropas regas, pelo que a irrl-
uruo da Grecia tocou ao extremo.
LONDRES, 25 de Janeiro, de mauha.
A cmara dos lobos rejeltou o bil.
relativo a suppressao da vice-rea-
leoa da Irlanda.
Agencia Jiavas, tilial em Pernambuco,
26 le Janeiro de 1886.
INSTRDCqO POPDLAR
Geographia geral
Extrhido
DA BIBLIOTHKCA DO POVO E DAS ESCOLA8
(Conittuof&o)
E L H O P A
TURQUA DA EUROPA
310;000 kilmetros quadrados.6.500:000 ha-
bitantes. "20 habitantes por kilometio quadrado.
A Turqua da Europa tem por limites : ao norte
08 confiua nilitares austracos, a Servia e a Kou
mana; a oeste a Dalmaca, o mar Adritico e o mar
Jonio; ao sul a Grecia, o mar do Archipelago e
o mar de Mrmara-, a laste o mar Negro e a Rus-
sia. O imperio ottomano, poderoso por muito tem-
8o, comecou a declioar sensivelmente no principio
o seculo XVII ; os russos tomaram-lhe a Crimea.
a Bessarabia e outras regioes ; em 18i7 a Grecia
revoltou se e conquistou a sua liberdade ; em 1877
foi a Turqua invadida e vencida pela Russia, e o
sult&o obrigido a acceitar o tratado de San Este-
Phanio, que aniquilava o podero turco na Europa,
elo congresso de Berln ficiu estabelecido um
augmento territorial para o Montenegro, a inde-
pendencia da Koumania e da Servia, e occupacao
da Bosnia e da Herzegovina pela Austria e a or-
ganisacSo da Bulgaria em principado tributario.
Ficou portanto a Turqua rednzida Rumelia e
Albania.
O clima quente. O solo abunda em riquezas
mincraes, e frtil, mas a agricultura est em
grande atraso. Plantas textis c tinturiaes; cere
aes; boas racas de cvalos, bois, carneiros e ca-
bras. Os turcos sao pouco dados ao commercio,
que feito principalmente por gregos, armenios e
judeus. A industria, pouco desenvolvida, exerce-
se em tapete1?, mirroquins, essencias e armas
brancas. A indolencia natural dos turcos aug
mentada pelo abuso doopio^e do hachich. Emquan
to religio ha musulmanos, christos schimaticos e
judeus. chelo (bojeconstitucional) do imperio
chama-se Sulto, Grao Turco oo Grao Senhor ; o
conselno de es'.ado tem o norae de Sublime Porta ;
o primeiro ministro chamase Grdo Vir, e os go-
vernadores das provincias pacha* ; firma/u sao os
decretos imperiaes.
"JsCapital, Comtantinopla (chamada pelos tarcos
Stambut), 700:000 habitantes ; excellente porto ;
vista do mar tem um aspecto magnfico e pittores-
co, mas as ras saoestreitas, mal calcadas e ponco
limpss ; igreji.de Santa Sophia, construida por
Justiniano e transformada pelos turcos em mes-
quita,
(Continua.)
jarte ornciAL
(.orerao da Provincia
BSPEDIBHTB OO IA 16 DE JAHEIBO DE 1886
Acto:
O presidente da provincia, de conforraidade
eom a propoeta do Dr. chefe de polica de 11 d
corrente, sob n. 34, resolve nomear os cidados
Silverio Antonio da PaixJo e Antonio Alves de
Siqueira Mello, u i ordem em que estilo collocados
para os cargos de 2 e 3* supplentes do subdele
gado do 3*> districto (Jaricota) do termo de Ala-
ga de Baizo, visto nao terem aceitado as respec-
tivas nomeaces Jos Marques de Siqueira, por
ter sido nomeado collector provincial e Joo de
Siqueira Barbosa Cavalcante, por motivos part
calares.
Oficios :
__ao commandante das armas.O ministro da
goerra, em aviso circular de 4 do corrente, de-
clara que, qi ando o desembarque dos officiaes, as
provincias iotermediarias em viagem da corte
para norte ou *ul do imperio, nao for justificado
molestia, dever correr por conta delles a impor
tancia correspondente ao resto da paasagem o
que faco constar a V. Exc. para os fins convo
Dientes.
Ao mesmo.De conformidade com o aviso
circular do Ministerio da Guerra dj31 de dezem-
bro findo, declaro a V. Exc. p*ra sea conbecimen-
to e fins convenientes, qne nenhum servicodo
do qual posfiam advir reclamicaes de gratificacoes
extraordinarias e qne seja peculiar as repartios*
da Guerra, devera ser feito fora das horas do ex-
pediente sem autonsaco previa daquelle minis-
terio.
MutaUi Mutandij ao director do Arsenal de
Querr.
Mutati* MulandU ao engenheiro das obras
militaros.
Ao Dr. chefe de polica.Providencie V. S.
no sentid > de serum reraettidos com a possivel
brevidade, para o tormo de Santo Auto os crimi-
nosos Tnomat Antonio de Gouveia e Daniel Go-
mes da Silva, afim de seren processados por cri-
me de roubo perante .o respectivo jais muni-
cipal.
Ao juiz dos feitos da fazeada.Declaro a
V. S. para os fins convenientes e em resposta ao
seu officio de 22 de setembro do auno passado, que
ssgundo consta do aviso do Ministerio da Guerra
de 28 de dezembro findo, foram expedidas as ne-
cessariae ordena afim de vir para esta provincia o
soldado do 1 regiment de cavallaria Manoel
Flix de Almeida, conforme reclamou Antonio
Goncalves de Azevedo por ser o seu escravo de
nome Flix, cuja identidade de pessoa dever ser
provada pelo reclamante. ,
Ao inspector da Thesouraria de Fazeuda.
Transmitto a V. S. para os fins convenientes, as
contas documentadas, que a este acompanham, da
receita e despeza da eafermaria do presidio de
Fernando de Noronha relativo ao mes de dezem-
bro findo.
Ao mesmo.Urgindo providencias para que
se eflcctue cem a maior exactidao a cobranza do
imposto denominado de gyro, a que se referem o
art. 1 JS 12 a 15 da lei provincial n. 1860 do anno
prximo findo e as instruccoes desta presidencia
de 19 de agosto do mesmo anno e do qual procu
ram eximir-se algumas casas eommerciaes trans-
ferido a terceiros, sem meios de effectiva respon-
sabilidede, os conhecimentos das mercadorits que
recebem, fas-se mister que V. S. transmita ao ins-
pector da Alfaudega a instante recommendacSo
que faco de tomar elle as necessarias providencias
para que por modo efficiz auxilie tal cobranca de
mximo interesse para as financas da provincia.
Ao mesmo.Remetto a V. S. para seu co-
nhecimento e devidos fins copia do aviso expedido
em 98 de dezembro do anno prximo passado,
peio Ministerio da Guerra confirmando o telegram-
ma de igual data pelo qual mandou pagar a Maia
Silva & C a quantia de 9734381, importancia de
foruecimento de carne verde a enfermara militar
durante os mezes de abril a jucho daquelle anno,
di que trata seu officio a essainspectora diri-
gido.
Ao mesmo.Remetto a V. 8. paraos devidoi
fins, copia do aviso de 31 de dezembro do anno
prximo passado, n. 14, cm que o Exm. Sr. minis-
tro da agricultura, commercio e obras pnblicas
conforme o telegramma de que dei sciencia a essa
Thesouraria por officio de 2 do corrente sobre aug-
mento de crdito para as despezas com o servico
da conservacao dos portas e da construccao da
ponte Buarque de Macedo.
Ao mesmo. Remetto a V. S. o incluso re-
querimento e mais papis em que o bacharel Jos
Antonio de Pinho Borges pede indemnisafo do
valor de seu < scravo Pedro que com o suppoalo
nome de Pedro Antonio Jos de Sant'Anna, as
sentou praca no 14 batalho de intantaria afim
de que conforme determinou o Ministerio da Guer-
ra em aviso de 30 de dezembro findo, providencie
no sentido de- se proceder ao arbitramento judicial
do valor do dito escravo, para poder o mesmo mi-
nisterio resolver sob o quantum da indemni-
acao.
Ao mesmo. -Tendo o bacharel Pedro Fran-
cisco Correia de Oliveira deixado de exercer o
cargo de secretario da provincia por motivo de
molestia, de 2 a 13 do corrente mes, declarndo-
me o referido funecionario renunciar a todo e
qualqaer veocimento que por ventura Ibe compete
dorante os dias cm que estove tora do exercicio de
seu cargo, assim o commanico a V. S. para o fins
convenientes.
= Mutatis Mutandis ao Thesouro Provincial.
Ao mesmo.Informe Vmc, sobre o paga-
mento da quantia de 1654880 relativo as passa-
gens concedidas nos carros do prolongamiento da
estrada de ferro do Recife a Garuara, de que trata
a Thesouraria de Fazeoda no officio junto em ori-
ginal de 6 de outubro prximo passado, sob n. 550
acompanhado de outros papis. Da referida quan-
tia deve deduzir-se a importancia de 9680 que
dis respeito a despeza geral.
Ao mesmo. Remetto a Vmc., para seu co-
nhecimento e fins convenientes, copia do officio
que hoje expe li ao inspector da Thesouraria de
Fazeuda, com relaeo cobranca do imposto de
gyro decretado na le do ornamento provincial vi-
gente.
Ao engenheiro das obras militares.De con-
formidade com o aviso do Ministerio da Guerra,
de 31 de Dezembro findo, baja Vmc. de apresen-
tar o orcamento das obras que sao necessarias na
parte terrea do edificio onde est acuartelada^ a
companhia de cavallaria, afim de servir de aloja-
meato mesma companhia.
Ao engenheiro director ieterino das obras
publicas geraes.Remetto a Vmc para os devi-
dos fins, copia do aviso de 31 de Dezembro do
anno prximo passado, n. 14, em que e Exm. Sr.
ministro da agricultura, commercio e obras pu-
blicas, confirma o telegramma de que deu sciencia
a essa directora por officio de i do corrente, so-
bre augmento do crdito para as despezas com o
serv'co da conservacao dos portes e da constrac-
cao -a ponte Buarque de Macedo.
Ao Sr. Joaquim Augusto X-ivier da Maia,
presidente da mesa eleitoral da primeira seceo
da parochia de Nossa Scnhora da ConceicSo dos
Montes.Devolvo a Vmc. as actas da eleico pro
cedida no dia 30 de Dezembro findo, anoexas ao
sea officio de 8 do corrente mes, afim de serem
conferidas e concertadas por tabellio publico,
conforme determina o art 151 do regalamento
ate banou eom o decreto n. 8,213 de 13 de agos-
to de 1881.
Portara) :
0 Sr. superintendente da estrada de trro
do Recife ao S. Francisco mande transportar em
carros de terceira classe, para ser opportunamente
descontado das passagens gratuitas a qne o go
verno tem direito, da estaco das Cinco Pontas
de Palmares, as pracas do corpo de polica de no-
mes Joo Baptlsta de Siqueira, Adelino Ferrera
da Sousa e Felippe Alves do C'outo.
0 8r. eupiintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco sirva se de mandar
dar passagens de terceira classe, da estcalo das
Cinco Pontas de Agna Preta, para serem des-
contadas opportunamente, das gratuitas a que o
fovorno tem direito, s pracas do corpo de polica
os Carlos Pereira e Joto Flix de Velois Ca-
bra), que se recolheu ao destacamento a que per
tencem.
O 8r. engenheiro em chefe do prolongamen-
to da estrada de ferro do Recife ao S. Francisco
e do Recife a Caruar mande transportar em car-
ro de primeia classe, no dia 18 do crrente, des-
ta capital a Santo Antao, a Thoodomiro Thomaz
Cavalcante Pess a, com sua respectiva bagagem.
O Sr. gerente da Companhia Pcrnambucana
mande dar passagem de r at o porto de Camos-
sim, por conta das gratuitas a qne o governo tem
direito, no vapor que segu para o norte a 20 do
corrente, a Edeberto Bello.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Officio :
Ao commandante das armas.S. Exc. o Sr.
conselheiro presidente da provincia manda deca
rar a V. Exc. ter iemetiido Thesouraria de Fa-
zeoda, para os fins convenientes, as contas docu-
mentadas de que trata o sen officio n. 18, de 14
do correte.
Ao commandante do corpo de polica. O
Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia man-
da communicar a V. o. que nesta data profero o
segainte despacho no sea officio n. 27, de 11 do
corrente, relativo ao abono do vencimentos a con-
tar do 1. des te mes a 31 de marco prximo futa
ro, ao alteres desse oorpo, Bellarmiao Pin* de
pv*. qne segu para a villa do Bonito, onde
delegado de polica e commandante da torca all
estacionada : Remettida ao Sr. inspector do
Thesouro Provincial para mandar satisfazer a re-
quisicaV
Ao inspector da Thesouraria de Fazeuda.
De ordem de S. Exc. o Sr. conselheiro presidente
da provincia, transmiti a V. ., para os devidos
fias, seis ordeos do Tribunal do Thesouro Nacio-
nal, datadas de 26 e 31 de Dezembro do anno
prximo passado, e de 24 e 5 deste mes, ns. 244,
248, 123 e 6, e bem assim urna ordem circular do
Ministerio da Guerra, de 31 do citado mez de De-
zembro e urna portara do da fazenda, prorogan
do a licenca ltimamente concedida ao praticante
desaa Thesouraria, Antonio Joaquim Rodrigues
Brto Jnior
Ao gerente da Companhia Pernambucana.
De ordem do Exm. Sr. conselheiro presidente
da provincia aecuso o recebimento do officio de
13 do corrate, no qual V. S. communica que o
vapor lagitaribe seguir para os portos do norte
at o de Camossim no dia 20, s 5 horas da tarde.
EXPEDIENTE DO DIA 18 DE JAHEIBO DE 1886
Acto i:
O presidente da provincia attendendo ao que
requereu o Dr. Jos Austregesilo Rodrigues Lima,
professor da 6> cadeira da Esc la Normal e tendo
em vista a iuformac&o n. 3 de 5 do corrente mez
do inspector geral da Iustruecao Publica, resolve
conceder ao peticionario a contar de 3 de Feve-
reiro prximo vindouro trez mezes de licenca com
ordenado, para tratar de sua sale onde lhe con-
vier.
O presidente da provincia resolve nomear o
baharel Paulo Caetano de Albuquerque para o
lugar de 1- supplente do 5- juiz substituto da co-
marca do li-cif.-, de vendo assumir o respectivo
exercicio no praso de uito das.Communicou se
ao Dr. juiz de direito do 2- distticto criminal da
Recife.
Officios :
Ao inspector do Arsenal de- Marinha.De-
clarando a Provincia que foram desembarcadas e
estveram neste arsenal duas metralhadoras de
um dos navios de guerra actualmente surtos nes-
te porto, cumpre que V. Exe. me informe, com
urgencia, se bou ve tal desembarque e se al I i est-
veram em qualquer tempo as referidas metralha-
doras e a ordem de quem
Ao Dr. chefe de polieia=Mande V. 8. apre-
sentar a 20 do corrente mez, ao meio da, quatro
pracas afim de escoltaren dous criminosos que
teein de ser submottidos a julgamento no termo de
Santo Auto. Communicou-se ao Dr. chefe de
polica.
Ao inspector da Tuesjurara de Fazeuda.
De claro a V. S. para os fins convenientes, que
autorise o director do Arsenal de Guerra a man-
dar satisfazer o incluso pedido por c^ia de arti-
gos de fardamentos que para seu uso faz o teen
te do 14a batalho de infantaria Aureliano Xiver
do Valle.Communicou-se ao commandante das
armas.
Ao mesmo Declaro a V. S. para os de vi
dos fins, que segundo consta de participado da
directora geral do Ministerio da Ma.inha de 30
de Dezembro findo,-foi na mesma data nomeado
Joo Cancio de Albuquerque Cavalcante para
exercer o emprego de professor da escola de
Aprendises Marinheiros desta provincia.Com-
municou-se ao commandante da escola de Apren-
dizes Marinheiros.
Ao mesmo. Declaro a V. S. em addita-
mento ao officio de 23 de Dezembro ultimo, que
nesta data defer o requerimento em que North
Brasilian Sugar Factore Company Limited por
seus representantes Baltar, Oliveira & C, pede
para depositar em Santo Amaro ate que chegue o
certificado do fiscal do governo da Europa, o ma-
terial que for importado perteaeente aos eogenhos
dos sapplicantes com a clausula de ser substitui-
do aquelle que for considerado mo no exame a
que opportunamente proceder o engenheiro fiscal
dos engenhos centraes do 1' districto. Commu-
nicou-se ao engenheiro fiscal.
Ao mesmo.Transmitto a V. S. a inclusa
nota do 5/ n. 1,707 a qual foi enviada a esta pre-
sidencia pelo juiz de direito da comarca de Ta-
quaretinga afim de V. S. mandar proceder ao
competente exame e declarar-me se ella falsa ou
verdadeira.
Ao mesmo. Communico a V. S. para os
fias convenientes que o bacharel Benevides Morei-
ra do Prado Jnior em 28 de Dezembro fiado as-
sumio o exercicio do cargo de promotor publico da
comarca da Boa-Vista.
Ao inspector do Thesouro Provincial.
Mediante a devida flanea, nos termos da sua in-
formacao de 9 do corrente, n. 426, mandft Vmc.
entregar a commisso da veneravel Ordem Ter-
ceira de Olinda a importancia de 1:2105 corres-
pondente ao producto das 3 e 4 partes de lote-
ra ns. 19 e 21 extrahidas a favor das obras da
igreja da referida orlem.
Devolvo o requerimento de que trata aquella
informacAo.
Ao mesmo.Attendendo ao que solicitou o
commandante do corpo de polica em officio de
que se refere a informaco de Vmc. de 23 de De-
zembro prximo passado, sob n. 403, autoriso essa
inspectora a mandar entregar caixa do mesmo
corpo a quautia de quinhontos mil ris afim de
occorrer a despezas inesperadas com a sahida de
pracas para effectuarem deligencias, visto que
muitas veses mister a prompta remesas de for-
ca em dia feriado e outros casos.
Ao director do Arsenal de Guerra. Mande
Vmc. satisfazer o incluso pedido de artigos de tar-
damente, que, para seu oso faz o teoente do 14
de iofantaria, Aurelano Xavier do Vale.
Portara :
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande conceder passagem r, de ida e volta,
do porto desta cidade ao de Mossor, a Joaquim
Modesto da Silva, por conta das gratuitas a que o
governo tem direito.
EXPEDIENTE DO 8BCBETABI0
Officios ;
Ao Dr. jais ie direito da* xecucjs cntni-
uaes do Recife.De ordem de a. Exc. o Sr. con-
selheir, presidente da provincia transmitto a V.
S., em resposta ao seu offi.no n. 569, de 7 de Do-
zembro findo, copia do de n. 30 de 10 do corrente
mez, com o qual o director do presidio de Fernan-
do de Norona remetteu o incluso certificado em
original, passado pele respectivo capello, sobre o
assentamento relativo ao individuo de nome Jos
Leandro de Miranda Filbo, a que V. S. se refere
no precitado officio.
Antonio Augusto Alves Maciel.Certifique-se..
Anna Mendes Bastos, Telesphoro L'pes de Si-
A' Companhia Braailcira. De ordem de S.
Exc. o S'r. conselheiro presidente da provincia
mando aecusar ojrecebim
tem datado, em Re V
por Pernambuco anegado naquelle dia s 6 horas I cam-se os devidos assentamentos
da mauha dos portos do sul, seguir para os do '
norte hoje, s 5 horas da tarde.
As leltras e a erudigao inglezas ganhariamln-
imento do officio de hon- queira, Genesio Geroncio Peixoto d'Albuquerque el dubitavt'lnii-iite muilo com a satisfago de gual-
. Exc. participa que o va- Franciscode Paula Mendes, -Registrera se e fa I qU,.r desata designios, e, particularmente coma
dos dous
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 25 DE
JANEIRO DE 1886
Abaixo assigoado de passageiros da estrada de
ferro do Recife a CnangD.ferido, de confor-
midade com o officio dirigido ao engenheiro fiscal
da estrada de ferro do Recife a Caxaog.
Antonio Jorge Lopes do3 Santos.Prove o que
aliaga.
Alfredo Jos de Carvalho.Informe o Sr. ins-
pector geral da Instruccao Publica.
Adelaide Rosalina Rittencourt Barbosa. Re-
metido a junta medica provincial a quem a pe-
ticionaria se apresentar para ser inspeccionada.
Antonio das Cbigas Rodrigues Machado.dem.
Baltar Oliveira & C.Nao tem lugar o que re
querem.
Bernet Se ",.0 imposto a que se referem os
suplicantes ha de ser cobrado em quanto vigo-
rar a lei que ocreou. Indefiro, portanto o reque-
rimento.
Casimiro Lucio do3 Santos.Certifique se.
Clarinda Guimares Ribeiro Maehido. Re-
meltido a junta medica provincial a quem a peti-
cionaria se apresentar afim de ser inspeccionada.
Francisco Cordeiro Marnho Falco.Sino.
Francisco Lopes Machado.Indeferido.
Honoria Mara da ConceicSo.Sim, pagando a
supplicante as mercaduras.
Isabel Domingas da SilvaNao pode ter lu-
gar o que requer a supplicante.
Malina dos Santos Leal.Como requer.
Jos Muuiz Teixeira Guimares.Remettido a
junta medica provincial a quem o peticionario se
apresentar para ser inspeccionado.
Jos Barbosa da Cunha Moreira.dem.
Joiquim Jos de A .'ellar.Como requir.
Joo Mendes de Barros.Sim, pagando o sup -
plicante as comedorias.
Justina Mana do Livramento. Sim, cora a
clausula de serem prestadas pela supplicante no
Thesouro Provincial as contas da obra, quu est
em andamento, de pintura e dourameuto da capel
la-mr, segunda iuformacao da Rupartico das
Obras Publicas.
Bacharel Joo Buarque de Lima.Coacedo.
Joaquina Mafalda Alves de Carvalho. Como
requer.
Manoel Figueira de Menezes.Nao tem lugar.
Manoel Ferreira Quedes. Remettido a junta
medica provincial a quem o supplicante se apre-
sentar para ser inspeccionado.
Mauoel Pereira da Cuaba.Sim.
Pacifico Paulino Malaquas.Nao tem cabi-
mento o recurso, pois que nao se trata de imposi-
cio de pena discipUnar (art. 193 do regulameuto
de 6 de Feveiro de 1885; e si n da suspensa o pre
ventiva a qu>; se refere o art. 171 do ujcsmo re-
gulamento.
Pedro Ramos Leuthier.Passe portara, con-
cedendo 2 mezes de licenca oom ordeado.
Vicente Bezerra Cavalcante. Remettido ao
Sr. inspector do Thesouro Provincial para man-
dar pagar aos termos de ana informaco de 21
deste mea, sob n. 443.
Secretaria da presidencia, de Pernambu-
co, em 26 de Janeiro d 1886.
Servindo de porteiro,
A. F. da Sveira Carvalho.
Antonio Hennque da Souza Gomes e Vicente Iu"' uous Primeiros. Porui deve dizer-se qsK
Bezerra Cavalcante.Junte se copia das infor-1 no terreno da litUratura a vasta intelligencia ds
na'5e8, I Sr. Gladstone nao tima excepeo igual qm
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda. -
De ordem de S. Exc. o Sr. conselheiro presidente
da provincia transmitto a V. S., para os devidos
fins, os inclusas ordens do Tribunal do Thesouro
Nacional, de 4 do corrente, ns. 5 e 7.
= Ao inspector do Thesouro Provincial. = De
ordem de S. Exc. o Sr. conselheiro presidente da
provincia communico a V. S., pira os fins conve-
nientes, que por officio do 1* do corrente comuiu-
nicoa o bacharel Joo Laudelino Dornellas Cama-
r i Jnior haver naqnella data assumido o exer-
cicio do cargo de ajadante do procurador dos fei-
tos da fasenda provincial no districto da col lecto-
ra de Floresta, para o qual fdra ltimamente
nomeado.
Ao promotor publico de Boa-Vista.-De cr-
dem de S. Exc. o Sr. conselheiro presidente da
provincia fico inteirado do assumpto do officio de
28 de Dezembro fiado, recommendo a V. S. que
transmita a certido de seu exercicio.
i A' Companhia Bahiana. = De ordem de S.
Exc. o Sr. oonseheiro presidente da provincia
mando aecusar o recebimento do officio de hoje
datado, no qnal V. S. participa que o vapor Mr-
quez de Caxiat, chegado hontem da Baha e es-
calas, regressar para os mesmos portos no dia
122 do corrente, as 4 horas da tarde.
Keparticao da Polica
Sec$ao 2.a N. 78.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 2 j de Janeiro d
1886.Ilim. eEx:n. Sr.-Participo a V.
Exc. que foram hontem recolbidos a Casa
de Detencao os seguiatos individuos :
A' minha oidom, Manoel Gomes de Mello, co-
nhecidu por Cipo pau, remettido pelo Dr- juiz sub-
stituto do termo de Jaboatao como pronunciado
em crime de ienmentos.
A' ordem do subdelegado do Recife, Vicente
Ferreira de Paula Cavalcante, por disturbios.
A' ordem do de Santo Antonio, Amelia Fer-
nandos Cavalcanti e Veneranda Mara da Concei-
co, por embriaguez.
A' ordem do do 2." districto de S. Jos, Manoel
Ignacio de Arruda, Arcelino Gomes da Cunha,
Augusto t'ergo de Souza, Antonio Jos da Silva,
Pirmino Alexandrno Gomes e Acacio Sergio de
Souza, por disturbios.
A' ordem do do 1." districto da Boa-Vista, Fir-
mino, escravo de Braz Carneiro Lns de Mello, por
disturbios.
A' ordem do da Torre, Casemiro di Costa Mello,
por crime de ferimentos.
A' ordem do do Poco da Fanella, Benigno Go-
mes da Cnoha, por crime de resistencia.
Pelo Dr. delegado do 1. districto ca capital,
foi remettido ao Dr. juiz de direito do 1. distri-
cto criminal o nquerito policial a que procedeu
contra Jos Mara Bettencourt, como autor dos fe-
rimentos sofirdos por Manoel de Moraes Navarro
conhecido por Mauoel Curvado, de cujos ferimen-
tos veio a morrer.
- Commuicou-me o delegado do termo de Fio
resta, que no dia(16 do mez findo, as 7 horas da
noito, Jos Gomes" da Silvs Sobrinho, um irmo
deste de nome Casemiro e o criminoso de morte
Cypnano Queiroi assaltaram a casa de Leonel de
Souza Ferraz com o fim deliberado de assassina
rem a Joo de tal, com quem, momentos antes ha
via tido um dos assaltantes troca de palavras.
Conhecendo Leonel as intencoes dos assaltantes
e pedindo Ihes que se retirassem de sua rasa e o
deixassem em paz, foi pelos meimo assassinado a
tiros de pistola,
N'essa occasio app ireceu um filbo de Leonel e
encontrando 3u pai morto, dispara urna pistola
sobre os assaltantes, conseguindo apenas ferir le-
vemente ao de nome Jos Gomes, que foi preso
urna hora dipois pelo subdelegado do 1." distri-
cto.
Os outros anda nao haviam sido presos.
Esses individuo} j se useiros na pratica do
crm", e segundo me informa o referido delegado,
os de nomes Jos Gomes e Cypriano Queiroz as-
sassinaram brbaramente, em 2 do mez ]e Junho
do ando findo, a Antonio Jos Gomes Canzati, fi-
cando esee crime impune pela grande proteccao
que ento gosavam elles na comarca.
A tal respeito procedeu se nos termos do inque
rito policial.
- D individuo de ame Casemiro da Costa e
Mello, de quem cima trato, toi preso em flagran
te, por ter no dia 23 do corrente. as 5 horas da
tarde, em o lugar denominado Zu ubi, do districto
da Torre ferido levemente com trez facadas a
Francelino Damaceno.
Contra o del inqusnte abrise o respectivo in-
querito.
Deus guarde aV. Exc. III:n. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandos da Costa
Fereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli a, .Intento
Domingos Pinto.
--------------rS9Cr:
Thesouro Piovlaclal
DESPACHOS DO DIA 26 DE JANEIRO DE 1886
Blentherio Vioira Correa Lima, Jos Lina d'AI
buquerque MaranhSo e Delphim Lopes da Crus.
Informe o Sr. contador.
Dr. Joaquim Correa d'Araujo e Guilherme Fe-
reira Ramos.Informe o 8r. Dr. administrador do
Consolado.
Cmara Municipal
DESPACHOS DO DIA 25 DO CORRENTE
Pete Sr. vereador conmissario de poli-
ca : %
Braz Jos de Oliveira, pedindo que sejan feita_
as Movidas averbacoes no sentido de ter comprado
a Manoel Joaquim dos Santos a taverna sita a casa
n. 123 ao lugar Areial, freguezia de Afogados. -
Como requer, pagando o imposto.
Domingos Jos Avila, pedindo- licenca para pro-
ceder escavaco na ra do S Joo, afim de cana
lisar gaz pura a casa de n. 17 aVudida ra
Como requer.
Joaquina Maria do Nasci ento .Marnho, pe-
dindo que sejam taitas as devidas escavacoes no
sentido de ter comprado a Joo Felippe Ferreira
do Nascmento, a taverna sita a estrada nova de
Caxang sob o n. 72 A, freguezia de Afogados.
Como requer.
Pelo Sr. Cussy do Reg, commissario de
edificacjk8
A. A. Vieira de Souza como procurador de Jos
Antonio Vieira do Souza, replicando satisfaz a
exigcucia contida no parecer no engenheiro, de-
clarando que consists na substituido de caibro3 e
rpas e no encanamento pluvial, 0 concert que
pretende mandar tazer na coberta do predio u. 86,
ao porto do Jacobina, freguezia da (iraca, cuja
licenca aolicita.A parte para dizer sobre o parecer
do engenh ro de 23 do corrente.
Amorim limaos & C, pedindo licenca para man-
darem tomar goteiras as casas ns. 116 a 124, 171
a 177, 18z, 188 a 194 e 218 a 222 sitas a ra do
Mrquez do Herval, 54 e 56 de Dias Cardoso. 5,
117, 145, 147, 155 e 1% a de Vidal de Negreiros,
21 e 40 o do Padre F.oriano, 14, 20, 61 e 101
ra velha de Santa Rita, 741, 44 e 48 B ra
nova de Santa Rita, 5, 7 e 12 do Jardim, 161,
210, 220 e 245 .do Coronel Suassuna, 6 e 8 do
Padre Nobrega, 4 e 63 A de S. Joo, 12 A da
Detencao, 43,125 e 200 A Imperial, 4 a de Luiz
de Men lonca, 10 travessa ds Gaz e 2 H da
Via-Frrea, todas na freguezia de S. Jos.Sim,
dando sciencia so fiscal.
Os mesmos, para o mesmo fim com referencia s
casas sitas no Corpo Santo de ns. 3 7, 11 e 27,
Caes da Compinbia Pemambu ana 2, 4 e 10, bec-
co do Abreu n. 6, roa do Boin Jess 3, 5, 28 e
51, ra de Domingos Jos Martins 5, 70, 78, 9>',
92 e 112, ra de S. Jorge 54 e 77. ra do Vis-
conde de Itaparica 2,12 22, 5, 26, 31, 32 e 47,
ra do Mrquez de Olinda 12, 21, 31 e 37, ra de
Vigario Venorio 7, 18 e 23, ra da Moeda 507,
ra dos Burgos 1, ra de Mariz e Barros 10, do
Bispo Sardiuha 1, da Restauraco 38 c 44, d
Guara:apes 69, da Companhia Pnrnambucana 2 o
10 C, do Amorim 21. 44 e 66 e da Madre de Deu s
5 e 7, todas na freguezia de S. Frei Pedro Gon-
calzes do Recife. dem.
Secretaria da Cmara Municipal do Re-
cife, 26 de Janeiro de 1386.
O porteiro,
Leopoldino C. Ferreira da Silva.
DIARIO DE PERNA1BDC0
Retrospeeto poltico do anuo
de flSgft
LContinuacao)
INGLATERRA
A vida poltica dos inglezes nao apre sentou
aspecto seductor no comeco de 1883. Ao con-
trario, quem examinasse com attengo os hori-
sonles dessa poltica, vl-os-ia enlo semeados
de nuvens escuras e densas,como funesto hors-
copo do anno que raiava para as ilhas Britan-
nlcas.
Antes de tudo, a saude dos prodigiosos 7o au-
nas do Sr. Gladstone sentia-se de novo abatida
ao peso das fadigas e cuidados do governo. O
primeiro ministro da rainha Victoria senlia-se
presa de urna forte agitaco nervosa, que lhe ti-
rava o somno to necessario i sua idade e s
suas preoecupagoes e Irabalhos. Os mdicos
ordenaram-lhe que abandonasse, ao menos tem-
porariamente, a direceo dos negocios pblicos,
se quera allivio para os males que oacabrunba-
vam. Chegou at a pensar-se que o retiro de
Harrarden nao seria sufidente ao restabeleci-
mento do venerado estadista, que talvez preci-
sasse, como dous annos antes, ausentar-se por
algum tempo da Inglaterra.
Nao se realisou a viagem. Todava, Herbert
Gladstone, filho do ministro, n'uma allocugo
familiar que dirigi seus rendeiros, por occa-
sio da doenca de seu pai, deu a entender que,
comquanto a saude do distincto ancio nao es-
tivesse seriamente compromettida,comejava este
a sentir o peso dos annos; e pois que nao iria
muito alm na sua estada no poder quem por
grandes e longos servicos tiuha, havia muito.
adquirido direito ao descanso.
ElTectivamente. como disse um ebronista in-
suspeilo no assumpto, porque nao parece mor-
rer de amores pelo partido liberal inglez, em-
bora nao fosse grave a enfermidade do Sr. Gla-
dstone. nem por msso elle teria jus fa des-
prender-se das agitaces do muudo, fechando
urna carreira publica illustrada por meio seculo
de servicos no parlamento e no governo. Mas a
actividade e talento do notavel chefe poltico
nunca tinha sido to necessaria ao seu paiz e ao
seu partido, como era no momento em que se
annuuciava a sua prxima e definitiva retirada
dos negocios do estado. De balde se dizia, como
compensaco m noticia, que nao seriam per-
didos para o brilhantismo da Inglaterra os dias
de mais que o remanso da paz domestica por
ventura proporcionasse ao grande ministro li-
cenciado, o qual, segundo affirmam os seus ami-
gos mais ntimos, nao julgar cumprida inteira-
mente a sua missao na trra, se lhe nao for dado
realisar qualquer destes desejos, filhos de sua
viva inrlinaco e reconhecida competencia litte-
raaia ; dizer ainda urna palavra sobre Homero,
expr as suas opinies acerca da Divina Come
dia, ou, finalmente, tomar parte as controver-
sias theologicas da actualidade.
constitue na poltica do seu paiz, de que C por
cerlo o iwlliTta mais popular e mais amaa-
Esta verdade era profundamente sentida no pro-
prio momento em que a enfermidade ou o caa-
saco afastavam o Sr. Gladstoae da direcgo g-
vernaliva da patria. As questoes internacionaes,
o Egypto e o Sudo, exigiam sem duvida inau
luzes e experiencia '> que t.s que ns minstreos
dos estrangeiros e das colonias podiam coasa-
grar-lhes sem a direceo suprema do chefe di
gabinete.
Quanto poltica interna, havia a completar-
inediante nova distribuieo dos collegios elefD-
raes, a reforma votada em 1884. e que foi a mais
ampia que se realisou na Inglaterra, a contar de
1832. Essa reforma estender, o direito de vot#
mais dous niilhOes e meio de cidados, alea
dos que at ahi o exeram. Todos saben qne
ella constituio una grande victoria dos liberal?
inglezes sobre as resistencias dos conservadora,
um assignalado triumpho obtido pelos cav
muns em luta aberta com a cmara dos iorit,
cruelnlente insultada em varios de seus mais
conspicuos representantes por occasio das ma-
nifestaei's de Hyde-Park. Era, pois. necesariB
que fosseui os liberaes os computadores da obra
que haviam realisado com tanto brilho.
Como, porm, correriam as cousas desse mo-
do, se o Sr. GladstoiK' se livesse retirado de sa-
bito da vida publica ? Elle a alma do seu par-
tido, e a gradde forga ime manlinliu unidos ne
mesmo ministerio os representantes dos diverasoa
grupos em que hoje se acha dividida a fanila
liberal ingleza, para usarmos de urna locosao
muilo em moda. Desde que o eminente chefe aba>-
donasse o seu posto, romper-sc-hia immedian-
me'nte a coheso que o seu prestigio mantilla
entre esses elementos diversos, e ento anfigui
whig.t, radicaes e indepeudeutes, comecaraosa
puxar cada um para o seu lado, at darem casa
a situaro liberal em trra, no meio da conhua
dos mais oppostos programmas e das as piragua;
mais encontradas.
Bsta era, pelo menos, a -previso que goal-
mente de fazia. Nao faltava, comtudo, qaaa
pensasse d'oulro modo, como se pode coarJaw
do seguinte do Daily News, orgo do liberaas
britannico, n'um de seus nmeros de Janeiro;
Ha dez annos que o Sr. Gladstone esja
n'uma carta> lord Granville que tinha resobso
abandonar a dignidade de leader do partida B-
beral. Hoje nada de semelhante nos ameaga.
0 chefe do actual gabinete achar-se-ha n sen
posto quando a cmara dos communs de don
se reunir. Todava, desde que a sua carroia
poltica nao pode prolongar-se indefinaracnte,
natural que cada um pergunte s circumstaa-
cias e aos seus proprios desejos o que acouleoe-
r em relafo ao partido liberal, quando esae
esladista tiver de deixar a vida publica.
nossos adversarios fazem a esse respeito teao-
veis vaticinios. Seguudo elles dizem, esse par-
tido nao sobreviver retirada do Sr. Gladstone,
retirada que ha de ser o signa! da desumo en-
tre radicaes e velhos whlgs.
Essas prophecias nao teem decididamente
mrito da novidade. Ha quanto tempo se na*
falla de tal desunio Esquecem-se, entretanto,
os do partido opposto que as diversas fraecte
do partido liberal esto ligadas entre si pdae
lagos de interesse commum e iguaes tendencias,
por isso que todas desejam caminhar com os
lempos, adaptar a legislacao do paiz s necesi-
dades occorrentes, progredir, n'uma palana,
emquanto que est na natureza de todos os eoo-
servadores inglezes tornarem-se constantes obs-
tculos a essa marcha progressiva.
Sem duvida, os radicaes sao mais adiantados
que os whigt; mas estes nao deixannrainds r
ser reformadores. De modo que a diftereuca dat
ideas de uns era relaeo s dos outros apena*
deu por emquanto ensejo a um compromisso eso
que os radicaes renunciara as suas exigencias
extremas e os moderados aos seus exagerado?
escrpulos.
Em opposigo a isto, nao ha questo impor-
tante no paiz em que liberaes e conservadores
possam achar-se de accordo. Os liberaes mode-
rados formam um grande partido, mas metair
de sua forca lhes provm da tradigo histrica,
isto do papel que ho representado nos grao-
des movimentos de reforma. Porque rencgaKaa
elles nobreza do seu passado, para se fuudar-r
desapparecer as lileiras do partido conserva-
dor? Este nao conta triumphos taes n'esles l-
timos annos que possa offerecer uraattracveir
resistivel. Nao, porjnais seria que possa tornar-
se a perda do Sr, Gladstone, podemos ficar se-
guros de que ella nao ser fatal, nem ao paii-
nem a coheso do partido liberal.
(Continua)
HhviSTA DIARIA
A* cereta de eaerawos de OO 6 *
limnDa Secretaria da Presidente foram-***
remettidos para publicar os seguintes documentase
2 Secf&oPalacio da Presidencia de Peraazs-
6co, 26 de Janeiro dt 886\=Circular.Reste*
a V. para que tenha fiel exrcucSo um eoMsajtar
impresso do aviso circular de Ministerio da AfsV
cultura Commercio e Obras Publicas de 23 de ae-
zembro prozimo findo acercados escravos que o*
tare de 60 a 65 aunos, e dos que ferent
gindo aquella idade.
c Chamando muito particularmente a atfei
de V. para as declaracoes expressas na referida <
cular em relacSo aos direitos estabelecidos pela




IllfilVfl
I


)



i

V ^


Diari de PernambucoCuarta-reir 27 d Janeiro 1886
\imero 3270 do 28 de Setembro do meamo asno e
regulamento 9517 de 14 de Novembro seguint
a favor dos antigos escravos n'aqaellM condicdes,
recommendo-lhs instan teraeute que to depressa
receba dos enea fregados da uaatr cula actual a re
lacio deasos artigo escravos, mande intimar os
respectivos ex-senhores para que fiquem /nteira-
dos do estado de liberdade resultante da citada
le, procedendo da mesma forma quanto as relacoes
trmestraes qnt late fcm remattiM pelos aaktre-
ditos encarregaiasat jasa encerrada a nova ai
tricula, que se lana abrir por aaaa a 10 de
Marco prozimo fatuo, toara ap>h afi a tanna-
lidade eetatuid. aos 1 1* a 4* do art. lid* pre-
citado regulamunto. Done G uarde a V. Joti Fer
nandes da Costa Ptreira Jnior. Sr. juiz da or-
phos.
CircularMiakteria dos Negoaiae da Agri-
cultura Comme.rco e Obras Publicas.Gabinete
__Rio de Janeiro 23 de Dezembre de 1885. Illa.
e Eitn. Sr.
JJ Jpor avisa circular n. 4 de 27 de Novembro
ultimo recommendei a V. !'.zc. expuzesse ascollec-
rias e outras repartieres incumbidas da matricula
de escravos as disposicoes regulament ues appro
vadas pelo decreto n. 9517 de 14 do mesmo mez,
providenciando como lbe parecesse acertajo para
o-bom desempeuuo dos servicos a que sao applica-
veis aquellas disposicoes.
Certo de que essa presidencia nao poupara di
licencia nem eifo 90 para que aa leis e os regata-
meutos relativos ao estado servil sojam ezecutados
nessa provincia eom o inaior zelo, qual convem a
ebjecto de tanta importancia, confa igualmente o
governo imperial nao s no nc concurso das su
toridades que em razio dos seus cargos, tiverem
de imervir na execueiodetaes leis e regulamentos,
mas tambem na cooperacao de todos os cidudos
cuja boa vouta le inulto pode contribuir para fa
cuitar a observancia escrupulosa daquellas diapo
titees.
De aocordo com este pensameno e penda o
maior empenlio na regular idade deste ramo da
administracao, nao se demorar o governo impe-
rial a resolver quaesquer llovidas que viere 11 a
occorrer na praca, cumprindo que essa presiden
cia, pola sua parte e quanto couber as suas at-
tribuieoes d so'.ucao immediata as mesmas duvi-
das sujeitando ts decisoes ao conliacimeuto do mi
nisteno a meu cargo.
Para execuco do art. Io da lei n. 3270 de 28
de Setembro deste anno fizara o governo rmpe-
rjnl os direitos e ebrgacoes dos libertos e des
sena ex-aeubores, bem como regular a interven
cao muito recommendavel dos curadores geraes e
as demais autoridades, as qnaea se refere aqoel-
le artigo, nos casos de piestacao de servicoa, de
maneira que nao se torae Ilusoria esta clausula
nem sejam ezpostos os libertos a trabalho incom-
patiwl a idade ou por maior praao do que esta-
tu a le.
O regulamento approvado pelo decreto n.
8517 de Novembro ultimo estabeleceu as formali-
dades que, para garanta dos libertos em rasao da
idade, deven ser observadas com in'erveneao dos
juizes de orphaos, no fim de cada trimestre, a con-
tar da data do meen-amento da nova matricula.
A fixaco d'cstu prazo toi determnala pela n-
cessidade de aguardar que constem da mesma
matricula quaes os escravos existente, porque se
rao livree os nao inscriptas, sea dependencia de
qualquer titulo ou forma'idade, do mesmo modo
que os incluidos no especial arrolameuto dos li -
bertos de 60 a 65 annos ficarSo isentes da obriga-
cao de servicos, entrando pao facto no goao de in-
teira liberdade.
Elabora sej 11a muito claras as disposicoes da
recente le de 28 de Setembro relativas aos escra-
vos que bouverem attiegido ou foretn attingiudo
idade de 60 annos, convem todava acautelar, e
para este ponto chamo especialmente a attenco
de V. Exc, que poasam considerar-s subordina-
das a qualquer condico de tiempo, ou a formali-
dades de qualquer natureza, os direitos estabele-
crdos por aquello acto legislativo a favor dos au-
tigos cscrav-o de 60 annos, ou m>iores desta ida-
de, bem como dos que forem attingindo aquella
idade. Xenhuma cautella s- nlo demasiada ou
superflua para aasegurar o goso pieifico e incon
testado da liberdade, com todos os aeu conaecta
ros moraes e jurdicos, tenho por muito recom
mendado V. Ejc d a maior publicidade as se
guantes declarai/oes, tornando-as conhi-cidas de
todas as autoridades que por qualquer modo tive-
rem de intervir na execuco das leis e dos regu
lament'is referentes ao estado servil.
I -Os escravos de 60 a 65 annos e os que
torem completando a idade de 60 annos sao liber-
tos desde logo, para todos os effuitoa, aem depen-
daaeia de nenliam titulo ou formalidade, eom a
clausula nica de prestarem servicos aos ex-se-
nhores pelo prazo de tres annos e nao endo exi-
gida a prestacao de taes servicos alm da idade
de-65 ancos.
II Os escravos de 65 annos ou maiores des-
ta idade, e os que torem completando sao libertos
desde logo para todos 03 cffeitos, sea neubuma
clausula ou obrigacao de servicos, nem depeoden-
cia de titulo ou formalidade, devendo ta s liber-
tos permanecer em companhia dos ex-senhores,
salvo se prefcrirem adqairir por outro modo uceios
de subsistencia e para istu for.n> JHlgados aptos
pelos juizos de orphaos.
No primeiro caso deverj os ex-seahores ali
mentar, vea ir e tratar os mi sinos libertos as sua
enfenoidade?, usufruiido os servicos que este*
poderem prestar, compativeis idade u aptidao
pbysica.
III. O estado de liberdade, assim adquirido
par forc,a de disposicb legislativa, independente
de qualquer averbacao ou registro, bem como de
ijualquer acto ou declarficAo do ez senhor, resul-
tando ipto facto da idade, a qual aera coinButad.i
pela que constar da matricula actual, eom addicao
do tempj decorrido, endo que, se a idade houver
sido declarad 1 per annos, ser addieionado como
anno ompleto o em que tiver sido i-tfeetuada a
matricula.
m A respeito los wcravos que, organisada a
nova matricula 011 posteriormente astafamai 10 es-
tido de liberdade em rao da idade. providen-
ciou o regulamento de 11 de Novembro u'.timo
pelo modo estabelecido no art. 11. Quanto aquel
les que por ideutico motivo ja tiverem adquirido
ou vi. r m a adquirir si-melhante estado at o en
cerramento da iuscrpeao, convem tomar provi-
dencia que ibes asa- gure o direito, e para este f
feitu ordenar V. Exc. que os eucarregal da
matricula actual, reveado-a cuidadosamente, rela-
cinela todos os matriculados que bouverem at-
tingido idade de 60 c 65 annos e remettam taea
relacoes aos juizes de orphaos.
Da posae de taes relacoes, os jaiz^s de or-
phaos mandarlo iutimar os ei-aenhores pelo mo-
do estabelecido no g 3." do supracitadoart.il,
para que hquem inteirados do novo estado dos
antigos escravos, sendo que a falta de intiioaeiio
aenbuia damno p.der acarretar para aa libertos,
que o sao e ficam sendo, para todos os effeitos le-
gara, nao subordinados formalidades de nenhum
genero.
Remettida a primeira relacao de todos os li-
bertos em razo da idade, os encarregados da ma-
tricula actual faro tritaensalmcnte remessa da re
lacio de escravos que bouverem attingido, no de
curso do trimestre, idade de 50 annos, devendo
os juizes de orphaos proceder a respeito destas
relacoes do mesmo modo que a reapeito da pri-
meira. Eota pratica subsistir at que, ene-erra
da a nova matricula, se faca applicavel a forroali
dade tstabelecida peLs 1." a 4 do art. 11 do
snpracitado regulamento.
Providenciar ontrosim V. Ezc. para \ e re-
lacoes identieas me sejam enviadas com toda a re-
galar idade por intermedio dessa presidencia, de
vendo as mesmas relacoes cottter todas as especi-
ficaces constantes da matricula.
O que tudo tenho por muito recommendado e
confio do zeio de V. Ezc. como objecto digno de
particular solicitado e esmerada vigilancia. Deas
guarde a V. Ezc. Antonio da Silva Prado.
Sr. presidente da provincia de Pernambuco. >
Perrovta ale linda.No prximo findo
anno de 1885, o trafego deata ferro via foifeito por
21:440 trena, nos quaes forain transportados.....
1:117:588 passageiros, sendo 185:500 de 1' cl-sae,
30:300 de S elasae e 1:788 eom bilbetes de pe-
riodo.
A renda brote da companhia foi 764M4*790,
menor do que a de 1884 em 16:780*510.
A despeza, que absorveu 67 jo da reeeita, foi de
1I8.-392W61, menor do que o de 1884 em.......
22:0014369.
Pelo que o saldo, queem 1884 foi de 5:331J.170,
attingio em 1886 o algarismo de 57:5514929.
Por kilmetros de liuba foram:
A reeeita 14:0471613
A despeza 9.455f3
No ann findo, alan de Mitro pequeos dbitos
pagos ou redusidos, toram resgatadaa 15 acc5es
d s emttidas por empreatimo, no valor de......
3 OOOiOOO; ficando o dito emprestimo reduzido
29:000*000.
O fundo de reserva da empresa orea por......
14.-67 ij 199.
As suas acedes ordinarias sao cotadas com pre
mo na Bolsi.
H* dcima do ano de 1885. a eatareza praae-
guh na eawtcaeeSo das oficinas, ai os na Eaera-
iaada de Batea, qua se Mbamajaui concloaW,e
enastrmio nm aavilhaa para recraiea em Bebariha.
Timbea recaoaaruio a ponte do Varadouro aa
Otinla, e aihatilaio o lastro da de Duarte Oaelba.
Na liaba foraa subatituidos 600 trilhos rdhoa
sfe ferro por oaaSaNtaatoa naaa dotaco, cbejraode
ataiabaente Duarte Coelho a nana via matalica
farto coa estes ltimos trilbea.
A liaba principal acna-se em boaa comdiaaea,
nao assim, porm, o ramal de Beberibe, que est
pedir urgentes reparos.
A empreza possue 7 locomotivas, c est a espe-
rar ama outra, prestes a ehegar de Inglaterra, e
mtis 16 carros de 1.* classe, 20 de 2'_elasso, 7 wa-
gons de carga, 4 carrocas e 2 carrocoes alm de 1
carro de luzo para paasageiros.
I latricia eletloralA junte eleitoral
do Io diatricto reune-se no dia 4 de fevereiro vin-
douro para proceder apurarlo dos votos obtidos
nene diatricto pelos candidatos que concorreram
eleieao de 15 do correte,
.alto, anorte e ferlmeao -Manda-
raa dizer de Floresta qae, pelas 7 horas da noite
de 16 de dekembro prozimo findo, Jos Gomes da
Silva Sobrrnho,,tendedor triMiaTca um irmJo de
oome Casimiro e o criminoso de morte Cypri>ino
Queiroz, deu aasalto casa de Leonel de Suiza
Ferraz, no intuito de assassinarem a Jos de tal,
que all achava, e eom quem um dos assaltantes
tivera pouco antes urna disputa.
Lsonel, que conheceu as intencoeg criminosas
dos tres assaltantes, pedio Ihes que se retirasaem;
mas elles, longe de o attendeiem, desfeeharam lh<-
tiros de pistola, inttando-o incoutinente.
Apparecendo um filho de Leo.-iel e vendo seu pai
morto fez fogo contra os asaalt ntes, ferindo um
delle?, o de uoine Jos Gomes, o qual e pouco de
piisfoi preso solo subdelegado do 1 districto do
ailadido term 1 de Floresta.
Os outros delinquentes conseguiram evadir-se,
e infirma o delegado do termo que Jos Gomes e
Oyprau ) Quuiroz, ein Janeiro do anno pasiado,
assassinasam brbaramente Antonio Jos Go-
mes (Jauzati, ficando impones pela grande pro-
teceo de que gozaram na comarca.
Secando dilrieto eleltor!. Hoje,
s 10 hiras do dia, reune-se, no Paco da Assemb!a
Frovincial, a junta apuradera do 2o districto, para
fazer a somma dos votos obtidos pe s diversos
canlidutos deputacao geral na vleicao de 15 do
corrente.
Ferro va de Canard Hoje ao meio
d
Julso de pai da fregueaia da l*a-
Vlata O Sr. Felipoe Benicio Cava canto de Al
buquerqna juiz de paz em ezercicio da fregueai*
da Boa-Viste, d audieacia'.em casa de sua resi-
dencia roa do Principe n. 38 todas ao tercas e
seztes feias de oada semana, s 4 horas da tarde
e despacha em qualquer parte onde for encon-
trado.
, diatricto eleiloral -Na uidado da
Victoria reunio-*e ante-hontoa junte aaaradora
uo 6 districto e expeli dmlom-ta de deaatadoa
provaciaw aoa Srs. s. Jos DjmingaM da
^ilva do a 8.* eaaraosno aoa dous laanediatoa aa votas
que al*aa8 s. Drs. Pairo Oaudianoda Batis e
SilvalC) a J.ai de Santo Lian (L), designando o
lia 14da aez de Famreira proxiao para a elei-
lo.
O aaHouraui* a> aatraaa? 0* easti-
rd* adl mrisaa e da azoarranue, abatido d'cs-
lauito tempo da Europa ao ponto de nao se co
nhecer mais s. melhaate genero de sopplicio seno
pelas naracoes e dcscripyes dos historiadores e
romancistas, estao ainda em vigor no Estado do
Delaware ('Estados Unidos) o ahi sao applicados
em publico, eomo nos mais bellos das da media
edade. Umtd'estas ezeeaeSes acaba de ter lugai
na prisao de New Castle em presenca de ama
multido enormn, vinda de todas as localidades
das circumrisinhancas para assistir a esse triste
espectculo.
O pellouriuho ergus-so n'um pateo dos interio-
res da prisao. E' urna trave muito ele /ada tendo
o aspecto de duas grandes cruzes sbrenoste.
Os braco da primeira cruz nao sao seno urna
acauhada plata-forma qual se sobe por urna es-
cada, emquanto que os bracos da seguoda elevan-
do-se cerca de am metro e cincoenta centmetros
da plataforma, se compoe de daos polacos le
p iu sobrepostos, que, ama vez reunidos parecer
forados com trez buracos sobre urna mesma liaba
horisoutal.
lia, no escriptorio central do prolongauento e fcf
o-via de Caruar, rna Antonio Cardoz > n. 137,
recebum-ae propostas para a demoli da ponte
provisoria de madeira de Anegados.
Gremio los Prfeaaurea Primarlo
Hje, s 10 horas do dia, reunem-se os membros
des-ta sociedade, em assembla geral, para eleicdo
do seo novo conselho, na rejpeetiva sede.
Paqueteo da Beal alaA companhia
da Halla Real Inglcza annoneion que fez/educe^"
no preC'W de suas passagens de ida e volta, vali-
das por 6 mezes, entre Pern mbueo e Southampton.
para o fim de facilitar a visita ezposieao colonial
de Londres, no corrente anno O preco de taea
passagens ficou sendo 36 e 15 schilliugs.
Paquete Eanlrlto MantoEm visgem
para o norte, dev hoje tocar em Pernambuco o pa
qu-te nacionl Eipirito Sanio, que sabio hontem a
tarde de Macei.
Detocio da Coneeieo A nova mesare
gedora da devoco de Nossa Senhora daConeeicao,
erecta no convento de S. Francisco ficou assim
coi) posta:
Jais,Manoel do Naseimento Reg Monteiro.
Escrivo.Antonio Saraiva de Carvalho Neiva.
Thesoureiro.Jote Antonio do Monte (reeleito). |
Procurador geral.Bcnto de Sooaa Mira
Procuradores.1* Avelino Americo Monte Li-
ma, 2* Manoel Gomes da Silva Trevaa.
Definidores.Ca'los Augusto Carneiro Montei-
ro, Francisco das Cbagas Monte, Antonio Benigno
de Mendonca Macedo, Jos Castor de Araujo Sou-
za, Luiz Gon^alves Agr, Lino Havaleanti de Hol-
landa e AlDuquerque.
Eat designado e dia 7 de Fevereiro as 9 horas
da manila para serem empossados.
Falleclmento. Hontem s 2 horas da
E' no orificio do meio, o maior, que se
oll"ca o page >eo do con-iemnadi, que se t*hl so-
bre a plata forma, e cujos punho sao retidos em
os dous outros buracos.
A hora tixala pira a ere-n^o Haba eh-!gldl,
o sherif de N-w Castle mandn immodiatamente
butear os doos presos condemnados ao pellouri-
uho.
Erm dous negros mocos : Iohn Marlove, gran-
de folgazSo de dezenove annos de e^ade, rechoo-
chudo, de membros solidos e bastantes, forte pala
sua edade, e Iohn Mars de dezeseis annos, peque-
no e franzino.
Marlove fio primein atado ao pellourimho, e
como era d'inna altura mais qne ordinaria, foi obri-
gado a conservar-se curvado, o que pareca fazc!-
o sofiFi-er bastante. Mars, pelo contrario sendo
mais pequeo, estava mais desembarcado no p -1-
Irtormho e na ao principio dos lamentos de Ma-
lorve. Ambos tinbam sido condemnados por cri
me de roubo a trez mezes de prisao ,uma hora de
pellournho e vinte acontes. Foi entilo somente
que as portas da priso foram abft-tas multido
impiciente.
Todas as vistas se dirigiram para o pelloori-
nho, e um certo numero de espectadores paracia
approvar (pessimo prazer !) contemplando os sof-
friraentos dos dous snppliciados, cujas pernas
treraiam e que soffriam qaasi tanto do fri como
da poaicio toreada na qoal estavam solidmenle
man: idos.
Dorante esse tempo, o sherif. armado d'um azor-
raguo conbec:do com o oome de galo de nive cau
das, e o guarda da prisao trouxeram um outro con-
demnado ao p do pote sobre o qual se achava o
pellournho: era am outro negro William Turner,
condemnado a receber cinco acoites por crine de
roobo. Foi slidamente atado ao poste do pellou-
rinhos e o sherif Ihe administrou os cince acoites,
augmentando de forca a proporcio que o guarda
os a contando em alta voz.
O castigo de az.rrague foi applicado da mesma
maneira a um branco, AlezandreFielda, condam
na lo en'ualmente por crime de roubo, depois Ma-
lorve e a Mars, assim que os desceram do pellou-
rnho.
Entre os numeroso espectadores se aebavam
sete emprehendedores photographos, com seus ap-
parelhos, que tomaram differentos vistas (Vestes
tristes sceuas. Emfim, qaando tudo ficou acaba
do, um joraaliste do New York, assistia a esta
exeursoes, comprou, diz se, ao therif o arorrague
de que este, se tinha servido.
Proclama* de cuamento. -Na ma-
triz da Boa Vista, em 23 do con ente, foram li
do os seguintes :
Joaquim Manoel da Silva com Lominata Mara
da ConceicSo.
Jos Alezandre da Silva com Flora Mara da
cortn o pesclo da pequea Clara, em seguida a
do iraio; e tendo sahido do leito a outra pequea
Wilbelaine que gritn : Papa papa f elle,
depon de tl-a raorta da meso maneira, poz o
eorpo ao lado la de sua mulher e dos dous outros
filaos. Subi depois ao andar e perguntou a He-
lena se quera ir para o co com a soa m3i. A
cranca rio sem comprehender ; um instante de
pois estava morta.
. T*M fr'88 dnotMr*g9 eitas pelo asaas-
mmo- Wo dla em (lue mexoeatoa este scena de
earaaaoina, Muckelmaaa dvia paear am vaia de
ft,000 trancos. 6
erlomanla-0 raida prodasido pelas
de Pasteur daa origem a am amero
ra completaaante aova : a bactertma-
madrugada falKcen o antigo despachante da Al -; Coneetco.
fandega, nosso comprovinciano Manoel Jos dos i Luiz Nunes de Castro com Feliciana E. da Cos-
ta Gama.
LourenQO Diooizio de .Mudeiroa com Julia de
Souza Monteiro.
A via 1 a ao* ceg* Eis urna noticia da
applicaca ao olho humano de urna cornea artifi-
cial. O Dr. Emilio Martin, medieo ocuKste, direc
toe do Instituto Ophthalmologioo de Marselha,
acaba dirigir Academia de Medicina de Paria
ama memoria de om grao le interesse ; nao se tra
ta de nadt menos que de fazer ver aos ceg p-lo
menos para permettir-lhos guiaren]-se.
Bem que tudo ue leva esperar, neate seeulo de
pragresso, coufeaaamus que iwm emocSo epie re-
cebeinoe a commanifo deste boa noticia ; e, como
nao ha aqu queato de droga e nem de pomada,
como ama operaco cirurgica que. faz com que
os cegoo vejam, nao temo apprebensoes.
Voltaremos descoberta do Dr. Emilio Martin ;
mas agora vamos fazer oonhacer o seu prjeesso,
tal como foi exposto na sua note Academia de
Medicina, note que toi entregue ha dia, e manda-
da a urna cuinmUsao examinadora.
Por urna operaeo preparatori Enilio Martin
inuia o eixo autero posterior do olbo ; isto feito,
introduz atravez das membranas oonlares um pe-
queo apprelho de ouro ou de platina, especie de
prego vaaado terminado por urna cabeca achatada
e mantido uo competente lug;r pela propria con-
j une tira.
Dep >is de algumas semanas, descobre-se o ori-
ficio posto no centro do apparelho e a la penetra
no olho at retina, como penetrara n'ua repar
tmenlo escuro por um buraco aborto na parede
Este apparelho pode ser introduzido por assim
diser aem a menor dr.
Tal o resumo desta communicacoo feita alte
assembla scieff.tifica ; ella vai dar
Santos, de urna febre demo carcter, de que fra
Era homem de mais de 50 annos de idade, sum-
mamente activo e tzabalhad >r c dotado de bom
caract-r, que todos qoantos o eenneeam o estima-
vam.
Em diversos biennios fez parte, como mordotno.
da Junte da Santa Casa de Misericordia d'esta ci
dade, haveodo prestado a essa piedosa e caridosa
inatituifo, relevantes servicos
Lega sua numerosa ramilia, a quem enviamos
os uoeses psames, a pobres e um nome honrado.
O sea cadver foi hontem tarde sepultado no
Cemiterio Publico de Santa Amaro.
kVeota aa Manoetro. A testividade do
martyr S. JSebaatiao, que devia ter lugar no da 20
do crrente, foi por motivos imp-rio.-os transferida
para o dia 2 de Fevereiro prximo.
Celebrar-so ha, pois, na anunba desee da, e aa
matriz d aquella cidade, urna missa cantada, i
qual pr.-sidir tola so'emnidaJe, esforcando se pa-
x.1 isso urna commisso de senh- ras, que graciosa
inmt- tomaram a si ti j aridoao eueargo
Oemouatraco de pesar.- .4 11 Una.
Junta da Canta Casa de Mise-ordin, sob proposta
do Sr. Dr. Jos Eustaquio Perreira Jaeobii-a, que
presidio a sessao de houtem, resolveu suspender os
seus tribalhos em demmstracao de pezar pelo fal-
lecimeoto do ez-raordomo, Manoel Jos das San
to?, sendo aomeada, par assistir ao enterro urna
c uiiaissao composta dos Srs. Drs. Prxedes Go
mes de Souza Pitanga, Antonio Cloioaldo de Sou-
za e Pdro Afronso de Mello.
Analversarlo.- Amanba fazem 78 annos,
que foram abortos 03 portos do Brasil ao commer-
eio estrangeiro.
Cmara Municipal do Recife. Em
C\5
nia.
O ando do microbfe prodaaia aooomaniaoos,
coma a 1870 houve tm Franca a bucara da in-
vaalaa a dos fusilamamtos.
Observoo-se oltimamenta om Inglaterra ura su-
geito, que parece completamente sSo de corpo e
de espirito, quande se cornea a conversar com
elle, mas que em seguida se p5e a fallar do tea mi-
crobio.
Aa dous annos, diz elle, q-ie tenho um baci-
lo, que vai ejvolte, e passeia livremente no men
sangue. Um da olhava eu para o sol e vi diatinc
temante o microbio penetrar no mea olho di-
reito.
Em seguida dejeobri o bacilo, dizenlo que a
sua forma de urna linha recta de dous cntime
tros e meio, terminando por nm ivultamento es-
pheric), que o traz muito intrigado.
Este bacilo vive e medra desie entao no meo
sangoe, accroscente o maniaco, muito contristado.
Este infeliz nao o nico atacado desta ma-
na.
alAo militarA cocamissso do armamen-
to de guerra, em Par, chama a attencao do mi-
aistro para um novo balSo, de ama pequea di -
menso, chamado balso militar.
Este aereostato pode ser post> em estado de as-
eensd n'nm prazo de 30 minutos, o mximo.
Tein, alm di8>, a grande vantagem de poder
srr transportado com todo o seu material n'um
simples carro de regiment.
Vai proceder-ss experiencias no prox:mo m*z
de Fevereiro.
Cinroenleaai-lo doa raralaho de
ferroPara celebrar esta comniemoraci que
deve ter lugar om 1887, formou-se em Pars ama
commisaao que j estebeleceu as bases seguintes,
com que festejara o anniversario da inaogoraco
da linba de Pars a Saint Germano, o pri-neiro ca-
rainho de ferro da Franca.
1." Havur urna exp-iaifao internacional da in-
dustria dos carabinas de ferro e suas orrelati-
va;
2. Cougresso internacional de caminhos de fer-
ro, para o estado de tarifas, meios de seguranca,
omtnodidades, etc.
3. Commemorayo official da inaugur.iea > da
linha de Pars a Saint Germain.
4. Inaugnracao da estatua a Marc Sguier ; fes-
11 dos caminhos de ferro.
A commisso propon urna sxposicSo especial e
um congresss, cora o fim de que ra cincoentcnario
dos caminhos d f rro soja nao to pretexto para
ceremonia olHeiaes e regosijo publico, mas tam-
bem ama manifeatacao que psssa facilitar o esta-
belecimento de novas relacoes e dar impulso ao
desenvnlvimento aa industria nacional.
Cara da ral va O governo hngaro resol-
veu man ar a Pars um medico encarregado de
seguir as experiencias de Pasteur. O eminente
sabio dase que estava disposicao do seo collega
para lbe dar todas as instruccoes necessarias com
respeito ao trate ment da hydropbobia.
Idea tilO ministro da guerra da Bela-iea
autorisoo urna reaniao de oraeiaes a publicar, sob
a protecyilo do seu rniuistero, uraa revista mensal
Ilustrada0 toldado belga, -destinada a ser ea-
palhada em todos os corpos do exercito. O sen
fim desenvolver as classes inferiores do exerci-
to os sentimeato miis elevados da abnegaco e
da fidelidado. Na Allemanba j existem jornaes
da mean; a ndole.
Hurle il'am historiador. -Morrea na
Blgica o bibliothecario geral do reino da Blgi-
ca, Luiz Poep'ro Gaebard. .Vio a na Blgica
foi sentida a sua mor'.e, mas tabem em Hespanha,
para cuja historia elle concorreu com importantes
descoberta s.
Gachard era francez. Nasceu em Paris, em 12
de Marfo de 1800, e aos 85 annos, trcbalhava co-
mo um rapas.
E' d'elle o interes&ante livro Cartas de Felippe
II a suas filhas, que contribuem mais do que ne-
nhuma outra obra para se apreciar bem o oarae-
ter do Felippe II, e para a apreeiaco de muitos
tactos, mal conheoidos, ou mal interpretados.
Entre as obras mais notaveis de Gaehard, es-
Maaoel Gomes de Mello.
Joanna, escrava do major Antonio Duarte.
Lotera da provincia Quinta-feira, 28
de Janeiro, se extrair a lotera n. 34, em benefi-
cio da Santa Casa de Misericordia do Recife.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se achanto expostes aa
urnas e as espheras arrumadas em ordem num-
rica, apreeiaco do publico.
Casa Fella-A soite de 40:000*000 coube
ao n. 14443 da 12* parte da 11* lotera, extrahida
hontem, 26 corrente, foi vendida na casa do Sr.
Santos Porto.
Lotera de Macei de 00:000*000
A 13' parte da 11* lotera, cujo premio grande
de 200:080(1000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivahente no dia 3 de Fevereiro, s 11
horas.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feln
praca da Indepeadencia na 37 e 39.
Lotera do Blo. A 2a parte 195 do plano
novo do premio de 100:000/000, ser extrada im-
preterivelmente no da 30 do corrente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de MaceloPor telegramma re-
ceido pela Casa Feliz, sabe so que, na 12 parte
da II lotera extrahida em 26 do corrente, foram
premalos os seguintes nmeros :
16.149
14.443
34.859
10.675
12.743
13.983
14.446
14.907
16.272
17.077
26.415
26.790
31.423
32.967
200:000/000
40:000,-000
20:000/000
10:000*000
5:000/000
2:0J0/000
2:000/000
2:000/000
2:000/000
2:000/000
2:000/000
2:000/000
2:000/000
2:000/000
Premios de ItOOOo
1.476 2.369 2.0J7 5.447 6.593 8.545
10.891 17.218 17.992 19.465 21.993 22.402
22.529 23.563 26.039 28.300 30.828 31.067
32,011 33.081 34 699 35.267 36.921 *
Approximacoea
Mudanca de conanltorlo
O Dr. Airiao avisa aos seus alientes
que mudou ok consultorio para a ra do
Queimado a. 46, l.o andar. Consultas
todos os dias das 11 s '2 horas da tardo.
rotearla
Faria, Sobrinho & C., drogustas pot
attacado. Ra Mrquez de Olinda n. 41.
Francisco Manoel da Suva & C., depo
stanos de todas as especialidades pharma
ceuticas, tintas, drogas, productos chimico
e nuidicamentos homoeopticos, ra do Mar-
ques de Olinda n 23.
Botica rranre,a e droarla de roo-
quavrol Frrea. Wacceaaorea
A. de Cao a
Neete estabelecimento fundado desde
1821 enconira-se os productos chlmicoa.
drogas, tintas, leos, pinceis, verniz-ss das
melhore8 marcas ; todas as especialidades
pharrnaceuticas dos legtimos autores, um
variado sorti ment de fundas c aguas rai-
norae8, os granulos dosimetricos de Burg
grave e productos especiaes da Flora Bra-
sileira. 22 ra da Cruz, Recife.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapinu
d Francisco dos Santos Macedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande estabele-
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
nero,
comprase
as
vende -se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como sepreparam obras
de carapira por machina e por procos sem
competencia.
16.148
16.150
14.442
14.444
34.858
34.860
4000/000
4.000/000
2:000/000
2:000/000
1:350/000
1:350/000
Os nmeros de 16.101 a 16.200, excepto o da
sorte grande, estn premiados com 400/.
Os nmeros de 14.401 a 14.500, excepto o pre-
mio de 40:000/000 esto premiados con 200*.
Os nmeros de 31.801 a 34.900, excepto o que
sanio o premio de 20:000/00, estao premiados com
100*. *
Todas as centenas cujos dous algarsmos termi-
narem era a, eeto premiadas com 100*, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros qne terminarem em e 3
esto premiados com 20/.
Mercado Haniripai de *. Joa. ,
raovimento deste Mercado uo dia 26 de corrente,
foi o seguinte:
Eatraram :
26 bois pesando 4.008 kilos.
234 kilos de pcixe a 20 ris 4*680
18 boleiros a 200 ris 3*600
31 cargas de farinha a 200 ris 6*200
11 ditaB de fruetas diversas a 300
ris 3/301
8 Suinos a 230 ris 1/600
Foram oceupados :
18 colnmnas a 600 ris 10/800
44 talhos de carno.verde a 1/000 44/00X1
20 ditos de dito a 2/ 40/000
38 compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 ris 19*000
62 ditos de Icgumes a 400 ris 24*800
17 compartimentos de saino a 700
rh 11/900
14 ditos de fressuras a 600 ris H06
POBLKAyOES A PEBlBe-
UtO
a ep -ranea a
sossao de hontem da Cmara Municipal do ecife, bi***">te desgracados privados da luz e cabidos
m a llODOil hrif>piir.i nKnniiai 1.^.-1.-. nla.. I___________
nessa horrivel obscuridde vital que ae chama ce
gueira.
fxram reeleitos para o corrente anno: presidente,
Dr. Antonio deSiqueira Carneiro da Cunta ; vice-
presidente, padre Antonio de Mello
que.
Elelco provincialOs segundos esern- borU- Todosos horneas de coracio devem Ihe ser
Atbuquer- Dr- Emilio Martin faz acto de deenterease e
I de dedicaco, dando o segredo do sua bella deseo-
tinios para aeputados provinciaes tero lugar nos
eguiutea dias:
1." Diatricto.
3.
4
5'
6.
7.
8'
9.
10. .
il. .
i2.
8 de Fevereiro.
1 de
8 de
7 de
14 de
7 de .
81 de Janeiro.
8 de Fevereiro.
8 de .
8 de
7 de
O saldo *adB*390
O estado econmico finaneeiro da companhia
continua a 8er*pit>epero. 4 depeito da Iludida
reduceao na reeeita*
Falleciaenlu.-Fallecau a 24 do corrente,
o conego da S 1'Olinda, Auxonis Marques de Cas
tilha, na i^ade de 78 annos.
Teve longa vida sacerdotal; pois, ordenando se
muito moco, parocbiou por cerca de 50 anuos, as
freguezias de Lavras do Cear, do Rio Formoao e
Santo Antonio do Recife, cumprindo, em todas
ellas, com a maior dedicaco, os seus deveres pa-
roohiaes.
ltimamente, achan'do-se abatido de forcas, e
adoentedo, resignou a ireguezia qu paroehiava, e
obu ve em ooncurso a oadeira de conego da S de
(Olinda
Foi o parocho que ancoa o interdicto ecclesias-
rtico, decretado pelo bispo D. Tital, irmandade
do SS. Sacramento da matriz de Jaoto Antonio,
sendo como o mesmo bispo, processado, por se ter
recusado a levantar o interdicto, em obediencia
ao decrete imperial, que dea proviracnto ao recur-
so da.irmandada
Era conego honorario da Capel la Imperial e ca -
valheiro da ordem de Coristo.
^Paroeho desinteresado e eaiidoso, morreu po-
bre.
Turbulento*)Communicam-nos:
Todas as noiws peroorre um g'upo de rapa-
s armados de aunbal e teca de ponte a ra da
;Gonceco,.por causa de nm certo namoro que alli
existe, ae modo que as familias nao podem estar
janeUa, uSo a por causa.do terror como tambem
,p>Je-i escndalo queae.commetteui.
Ainda no domingo nm pertencente ao grupo
corren a faca emoatro a noite: se nao -toase a
energa do rapaz seria fer do.
Convem acabar com isso e qoantos antes.
por isto reconheeidos.
Horroroso caati-Eo En Philadelphia, um
preto chamado Keed, qu, havia pouco, nasassma
ra ama douda em Sainstawn (Alabama) e que ten-
tara fugir, foi perseguido por toda a populacho.
Agarrado e amarrado com correntes urna ar-
ve, d*iteram-lhe tego e morreu queimado. Qui-
uhentas pessoas, brancas e negras, asststiram a
este horrivel espectculo.
Gaato de ama monarebiaEscrevcm
de Madrid para os jornaes inglezes que a nova lis
te civil (que foi consideravelmente reduzida pela
morte do re, 12 milbes), que ser submettida s
cortes pelo gabinete, nxa assim a renla dos mem-
bros da familia real :
A rainha regente, 7 milhoes de francos.
A princeza das Asturias, 500,000 francos.
A luante Isabel, 250,000 francos.
A infante Paz, 150,000 francos.
A infanta Eulalia, 150,000 francos.
A duqueza de Montpensier, 250,000 francos.
A rainha Isabel, 750,000 francos.
O rei D. Francisco de Asis, 300,000 francos.
Carneflcina Um horrivel drama teve lu-
gar em Francfort, circulo de Dortrnund. O logis-
ta Muckelmann, de 46 annoa de idade, achava-se
esabaraca-lo nos seas negocios ; esteva muito ago-
nizado e pareca ter completamente perdido o juizo.
(Tama terca-feira procurou um amigo e Ihe entre-
gou groa caixa cheia de joias, pedindo-lhe qua a
conservasse porque sua mulher nao tinha mais ne-
cessidade della. Accrescentou : Ella jaz ba-
nhada no sea proprio sangue ; eu tambem matei
OS fi hos. a
O amigo nao se demorn em ir ao estebeleci-
raento. Era ama pura v rdade. A mulher este-
va estendida na cosinba, com agarganta aberta ;
perto della, igualmente degollados, jaziam doos
filhos de idade de 2 e 4 annos, e no andar de cima
os tres outros estavam igualmente inanimados.
Muchelmann, deudo pela polica, dedarou que a
neeassidade de dinbeiro o tinha levado a immolar
a sua familia inteira ; tinha aado no pateo urna
grande faca de carniceiro, depois, naasando co-
sinha onde a mulher engraxava-lne os sapatos,,
derribou-JJe a cabeca para traz e corto a car-
tida. Accreacenlou : Eu afiei.bem faca, e|la
nada sentio. *
Depois de ter degollado a mulher, Muckelmaon
ReUtcao dos disturbios de Gand, no tewtpo de Car
los V
Corretpondenaia de Carlos V. e Adriao VI,
Correspondencia de Margarida d'Austria eom
PhiUppe II.
Gachard comecou por ser typographo, e depois
foi nm verdadeiro gmtleman.
Barco oultuiiirino.Urna commisso de
officiaes di marinha ingleza assiste actnalraente
ae exp 'reneias a que 80 procede as aguas de
Dinamarca com am barco submarino, inventado
por Mr. Nordenfelt, autor do ca-iAo revolver, d'es-
te nome.
A dea du atacaros grandes couracados em pon-
tos abaixo do nivel do mar nao nova, o typo
m-atico qua estava ainda por determinar: Mr.
Nordenfelt julga ter encontrado.
O barco-submarino, feito de ac, e com a forma
de u:n charuto alongado, tem 64 ps de compri-
meuto, 12 de largura e 11 de profandidade : uraa
pequeoa t>rre, c >m cpala de vidro muito espesso
serve de entrada e saida, e permitte ao comman-
dante regulara direejo. A novidad. do sjstema
consiste em dois temes, qne permittem dar ao na-
vio ama horisontelidade qaasi constante durante
a marcha, em quanto qu duas hlices, coliocadas
de cala la lo, silo os motorvs qne fazem m.-rgu-
lhar ou elevar vontado o navio. Este nao pode
pois, ficar debaixo d'agua ins tempo do que o
desojado pelo ommandante, e na marcha para
frente u rectagnarda, nao se deve nem abaixar,
nem elevar.
E' armado, popa, com torpedos, e na torre,
com urna metralbadora, podendo lancar projee-
tis de dynamite durante a sua navegado subma-
rina.
Aequipagem, encerrada hermticamente duran-
te 6 horas, nao chega a soflrer nem a falte de are-
jamento, nem o calor, ainda que nao leve appare-
lho algum para a purlficacao da atraospbera ; com
tudo, o navio comporte refrigerantes, ma .'hias a
vapor, caldeiras, bomba>, motares diversos, e a
experiencia n'estas eondicSes demonstrou que po-
da percorrer sob o m .r 12 milhas, com urna velo-
cidade de oito nos.
Pdese calcular a revolucd que urna flotilha
d'este genero pode produzir as guerras marti-
mas.
LeiloeaEthetuar-se-h&o :
Hoje :
Peo agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra do
Apollo n. 33, da arrnacao e utensilios da taverna
uhi sita.
Pe'o agente Pinto, s 10 horas, no armazem al-
fandegado da Companhia Pernambucana, dos sal-
vados da barca Hannah W, Dudley.
Pelo agente Martini, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 59, do estabeiecimento ahi sito.
Amanba :
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, ua ra de S.
Jorga n. 40, de bois, carrocas, etc.
Pelo agente Qusm&o, s 11 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n. 18, de movis e mais eb-
jectos.
I'eo agente Modesto Baptista, ra do Bom
Jess n. 19, de movis diversos e mais objectos.
Mlaaaa raneares-Serio celanradas :
Hoje :
A'a 8 horas, na igreja do Monteiro, pela alma
de D. Maria Luiza Ferreira Lima.
Sexta-eira :
A's 6 horas, na Santa Craz, por alma de Fran-
cisco das Chagas Goncalves.
Sabbado:
A's8 horas no Espirito Santo, e na Conceicio.
do Bonito por alma de Manoel Antonio Soares da
Fonseca.
Casa de Uelencuo Vlovimento dos pre-
aos no dia 25 de Janeiro :
Existiam pnsos 320, entraran 13, sahiram 4,
exidtem 329.
A saber:
Nacionaea 297, mulheres 4, estrangeiro 5, es-
cravos sentenciados e processados 13, ditos de cor-
reocao 10.Total 329.
Arracoa)los 304, sendo : bons 293, doeqtes 11
Total 304.
Movimento da enfermara :
Tiveram baixa :
Benigno Gomes da Cunha.
Deve ter sido arrecadada neste dia a
qnantia de 176*280
Preces do dia:
Carne verde a 380 e 600 is o kilo
Sainos a 600 600 ris idem.
Carneiro a 1/ e 800 ris idem.
Farinha de 820 a 560 ris a caa
Milbo de 400 a 240 ris idem.
Feijo de 640 a 1*200 ris idem.
Matadouro Publico. Foram abatidas
no Matadouro di Cabanga 67 rezes para o consu-
mo do dia 27 do corrente mes.
Cemiterio Publico Obituario do da 25
de Janeiro :
Theresa Goncalves de Jess Azevedo, branca,
Pernambuco, 72 annos, viuva, 8. Jos ; gastro
interite.
Francelina, parda, Pernambueo, 1 mez, Santo
Antonio ; espasmo.
Felismina de Jess Bandeira, parda, Pernam-
buco, 45 annos, solteira, Santo Antonio ; fibiona
a tena.
Francisca Cxsemira da Cruz Mesquta, branca,
Pernambueo, 28 annos, solteira, Poco ; carcinoma.
Maria, branca, Pernambuco, Santo Antonio ;
bronchite.
Manoel A itonio Martins, preto, Pernambueo,
50 annos, viuva, Boa-Viste ; eongestao cerebral.
Pedro Aquilino de Oliveira, pardo, Pernamm-
00, 22 annos, solteiro, Boa-Vista ; febre typhica.
ilorcnlano Guraes do Nasoimento, pardo, Cea-
i, 27 annoa, solteiro, Ba-Vate ; tubrculos pul-
monares.
Estevio do Espirito Santo, preto, Pernambuco,
42.annos, solteiro, Boa-Ziata ; encephalite.
Mara da C.-.iiceiio, 60 annos, B>a- Viste, re-
mettida pelo subdelegado.
Hygina E Carvalho Franco, branca, Parahyba,
56 annos, casada, S. Jos ; anemia.
Domingos Jos da Silva, pudo, Pernambuco.
21 annos, solteiro. Recife ; totano.
IlsDICAQOES UTEIS
Medico*
Consnllorio medico cirurg-ico do Or.
Pedro de Attabyde Lobo Hoscoso a
ra da loria n. 39.
O doutor Mascota da consultas todos os
dias uteis, das 7 s 10 horas da manhi,
Este consultorio offerece a comm.-lid:i
de de poder cada doente ser ouvido o exa-
minado, sem ser presenciado por outrv
Oe meio dia as 3 horas da tarde ser u
Dr. Moauozo encontrado no torreao pra
ca do Coinmorcio, onde funcciona a ihs-
ec^o de sade do porto. Para qualquer
d/estes dous pontos podero ser dirigidos
os chamados por carta as .indicadas horas
O Dr. Acibiades Velloso continua a ter
consultorio, na sua antig.i sidencia.,
ra do Barao da Victoria 45 1* andar.
D consultas das 7 s 9 horas da manha
e acode aos ohamades a quilquer hora
Pratica operacSes.
Dr. Miguel Themudo mudou seu consul-
torio e residencia para a ra da Imperatriz
n. 14, 1. andar, ond? d consultas das 12
horas s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidadespartos, fe-
bres, syphilia e molestias do pulinao e co-
racio.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do BarSo da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
do Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
>, 1.0 andar. Encarrega-se de questes
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Ferrer, ra do Imperador n. 9,
1.a andar.
Dr. Oliveira jEscorel, 2. promotor pu-
blico, tem eu escriptorio de advogacia na
ra Pnimeiro de Marco n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado -
ra do Imperador n. 37.
No artigo anterior tive occasio de qualificar
de farca o que se PH88OU em S. Vicente, a 15 do
corrente mea, quando alli se proceda a eleico pa-
ra um deputedo geral.
Nao foi sem fundamento que dei tal qualifi-
cacao.
Eu sabia que na fregueaia de S. Vicente e meu
contendor, o Sr. Dr. Joaquim Tavares, havia de
ter urna pe iuena maioria de votos; mas sabia
tambem, pelos calcules fuitos, que ossa pequea
maioria nao me prejudicana em caso nenhurr.
Em taes circumstancias, pois. aiada mesmo
quando eu e meus amigos fossemos capazes de ap-
pellar para o torpe recurso das violencias e frau-
des, aconselbal-s e autorisal-as em Vicente
quando erara desuecessarias, seria adecente os-
tentesao de forca. luxo ridiculo de preponde-
rancia.
Quando alii estive, em companhia de algnns
amigos, sernpre que incidentemente se falln em
violencia ou fraude, eu e elles formulamos nossos
protestos decididos e enrgicos; o honrado e pres-
tiraoso capito Francisco Cabral de Mello Caval-
cante e o pacifico e bondoso vigaro Andr Cursi-
no de Araujo Parera, em cujas caaas cstivemos.
aao disso testemunhas maiores de toda a ezcep-
Infelizmente, porm, apezar de minhas recom-
mendacoes e protestos, apezar da certeza quedes-
tes tinham os meus amigos e os proprios adver-
sarios, urna tentativa se tez no sentido de ser in-
tilsima a eleico de S. Vicente, o que, felizmen-
te, nao se realisou, porque effectuou se o processo
eleitoral, e o publico conhece o resultado delle,
que fui publicado na, imprensa.
Qem foram, porm, os mandantes de semelhaa-
te attentado ?
O 8r. Dr. Maciel Pinbciro, cora um officio do
juiz rauueipal e amas declaraeoes procedidas a
meia nore do dia 15 do corrente mez, em que ef-
fectuou se a eleico, vera roela iraprensa afirmar
que foram as autoridades policiaes da comarca,
contra as quaes atira a ameaca de procesaos de
responsabilidade.
Entretanto, eis como o facto se deu, segundo
noticias fidedignas que acabo de receber :ia
piwotder-ae a apuraco dos votos qne tinham sido
recolhidos urna, quando precipitou-se inopina-
damente sobre a mesa dous homens, ura dos quaes
lauca sobre aa cdulas que haviam sido retiradas
da urna um maco de outras, que, por serem de
formato differente, pod-'ram ser inutilisadas, sem
prejuizo da eleico. O subdelegado de poiieiadeu-
Ihes immediatamente ordem de priao e effectiva-
nentc os prendeu, porm, alguns mesarios e elei-
torea reclamaram para ai o direito de effectuar es-
sa prisao, e, desacatanUo o subdelegado, tomaram-
lhe os presos. Em vista deste violencia, o delega-
do de polica, que teve d'ella couhecimento, para
manter a forca moral do subdelegado, retomou 03
presos, 03 quaes, n'essa occasio, aproveitando-se
da coutuso e do conflicto que quasi ravou-se,
evadiram-se.
Quauto deelaraco feita pelos presos de que
tinham sido mandados pelo subdelegado, devo ob-
servar segundo me aflirmam, que foi ella obtida a
cuate de violen-as, sendo que a primeira deela-
raco por elles feita foi que-haviam sido manda-
dos pelo juiz municipal.
Repito apenas o que me foi referdo, e que em
breve ser tirado a limpo por occasio dos proces-
soa annunciados. Do mesmo modo que nao julgo
o subdelegado de S. Vicente capaz de orJcuar
Urna violencia e esta desneeessaria, tambe n nao
creio que o Jr. juz municipal de Timbauba as-
31ra proced-'S8e.
O facto deu-se, entretanto, e eu repito ainda :
quem foram os mandantes ?
Foram o meus amigos, que tinham certeza de
que a minha canddarura alo carada desea escu-
sada violencia para friumphar, en fonm c* meus
adversaria, qiw, cerl !o j)re
tenderam c^m urna fraude violeuta inquinar mi-
nha eleico, escolhendo de proposito urna parochia
em que tinham maioria ?
Alea dos processos aanuucados pelo Sr. Dr.
Maeiel Pinheiro, a polica ha de proceder a inda-
gacoes e inqueritos, e a verdade ha de apparecer
por fim.
Quanto as arguoies feitas pelo Sr. Dr. .Maciel
Pinheiro contra a eleico da parochia de Cnun-
gy, devo apenas observar que, sendo os meus cor-
religionarios d'alli poderosamente auxiliados pela
influencia e prestigio do meu distincto amigo o
ir. tenente-eoronel Jos Francisco de Moraes Vas-
concellos, dispondo do grande maioria na mesa, e,
contando por isso com indubitavel triurapho, nao
tinham necessidade era de antecipat a hora do
processo eleitoral, nem de empregar torca e vio-
lencia para comprimir os votos contrarios. Nem
me consta que tivesse havido protesto alli.
O segondo artigo do Sr. Dr. Maciel Pinheiro,
hoje publicado, deixa ver claramente os motivos
que determinaram o seu juizo relativamente elei-
vo de Cruangy. O 8r. Dr. Maciel Pinheiro
inimigo irreeonciliavel do tenente-coronel Moraes
Vasconcellos, e nao pode perdoar-lhe o anzilio
desiuteressado que elle deu minha candida-
tura.
Entretanto, o Sr. Dr. Maciel Pinheiro nao per-
tenee a ueuhum dos dous agrupamentos de trafi-
cantes deste paiz de analphabetos e de escra-
vos !...
Semembargo_d'8so, o Sr. Dr. Maciel Pinheiro
discjtc as eleices do sua comarca com um aze-
dum e rancir com que nao discutira o mais fre-
ntico partidario, e insulta e aggrido descommu-
nalmente os meus amigo?, euvolv ndo-me tcita-
mente na geueahdade dos termos de que se ser-
ve.. .
O publico sensato que julgue o Sr. Dr. Maciel
Pinheiro e que registre sobretodo o ultimo para-
graoho de sua publicaco de boje.
Recife, 26 de Janeiro de 1886.
J. Juvencio Ferreira de Aguiar.
Com vista ao K\m. Sr. coose
lhelro mlalstro da guerra
Da impundade do erro resulte quasi ssmpra a
reincidencia. O Sr. capito Joo Severiano Ma-
ciel da Costa contina a experimentar sua sorte,
arriscando avultadas sommas sobre o panno ver-
de, ignoramos quaes os recursos de que tem lan
calo mo para fazel-o ; sabemos, entretanto, que
o pagamento das pracus de sen desastrado com-
mando vai sendo feito parcialmente e muito re-
tardado, por quanto devendo ser efleotuado no
periodo de 2 a 4 de cada mes o tem sido no de 20
a 30 !
Verdade que S. S. nao recua diante de meio
algum.
Os-sguinte facto d-nosa medida do que do
que vale o Sr. capito.
1

i
;
1


Diario de Pernambuco---tyuarta--feira 27 de Janeiro de 1886
Pouc 'a das depon de su* c 'irada a esta ca-
pital, t a lo preciso id iiuueiro, iaingu quera
era o o hit Unt- dj t rmciowaio da g -ueroj pa-
ra o ratieh > U eorapwibi* e, saben lo o, nao tre
pidou en fazer-lhe os pnaier >s comprimentos pe-
dindo- Ir; piremprwjtijiJ a quantia de 150*000
no que foi proiaptainente satisfeito.
A priraeira vista patee que Mo i aas ceusa
muito simples, entretanto, aceatua bata o carcter
pouco escrupuloso da S. S. em cootrahtrsemelhaa-
te eiBpr reag-r Upis contra algara abuso, catj o hoaves-
ae, e.n q 10 sraeute pioj-iiijado seria a fasud>
publica'.
Entre sem collegas os tactos desta orden pra-
tcados pelo Sr. capito, sao abundantes, mas
para eates guardaraoa reservas, pjrquo recelamos
3ue nao o espirito 11 rima, c >ra > a condico
a sub irdinaci o, nos po-ts-tra dificultar as provas.
U Sr. capito Joo Severiau > nao est na al-
tara de commandar uraa companhia de gjirnivj,
ao contrario devia ser con-n miado, fiscalizado e
at policiado...
O que se eegue Tai sera commentario.
Urn pobre e honrado pai de familia que a Ion
goa annhs viva gozando tranquilamente d-is do-
curas do lar doraestic > era oinp.mln > da sua es-
posa e Je seus inn-icentes filhinhoj, acaba de ser
victfcha ia mais negra perfidia d > Sr. capito J lo
Severiaao que, abusaudo da boa f e plena con-
fianza m lhe erara depositadas, rouboa ao seio
d'aqu-ili: iufelz a raulher, sem absolutamente se
preocu^/ir da sorte de quatro cnaneiubas (entre
as quaea uraa conta apenas 7 meaos de idadej que
hoje ch"ratn a falta das caricias mat-mas
A desventurada B'iiliora acba se em compauhia
do Sr. capito que, para tel a com seguranca, fas
pernoit ir era sua casa duas pracas ai raadas.
E dita >? Nao tilo bello e moralit'tno exem
po que ufferece o Sr. capito Joo Severiano aos
seus subalternos ?
A opuio publico que seja o seu juiz e seu al-
goz I
O facto que vimos de relatar est no dominio
do publico e foi-nos pessoalinente referido era ca-
sa do escrivo de notas Monteiro, em preseuca
deste, pela propria victima do opprobrio, cujo uo-
me ninguem aqu ignora.
Agora compreheode-se bem o pirque sendo S.
S. c*sa lo, nao fui acoinpaab ido por sna esposa e
urna fi liinli i! !
E' p >is rauit) hon:3to, muito probidoso, muito
respeitalor aa honra das familias o actual com-
mandaite da companhia de gaaroico desta pro-
vincia Joo Severian > Maciel da Costa !!. .
Coutiuuarei.
Natal, 3 de Jasara de 1836.
Urbano Joaquim de Logolla Barata.
(Eitava reconhecili e sellada)
Despedida
Retirando me para a provincia do Cear, por
motivos de sade e nao podendo me despedir pes-
soaltnente d'aquelles que me destinguem com a
sua amisade recorro a este meio despedindo-rae
de todos o offerecendo-lhes n'aquella provincia os
mcus traeos servicos
Recife, 20 de Janeiro de 1886.
Edberto Bello.
Xo Sr. Vereadr e C'marissa
rio rie polica
Lev-araos ao conheoi ment de V. S., que na
Varzea, por occasio da festa de S. Sebastio
havtro tres b de uins. e nao consta ter ne-
nhuin delles licenca da Cmara e sim do Sr. fis-
cal. P. rgunta-se, elle est autorisado a fazer es-
tas grecas com prejnizo do-cofre municipal I
Agradvcimento
O r. c inhecimcnto de que me acho possuido,
para com o Sr. Dr. Orqueira Lato, obriga-me
ama manifestar publica.
Accommettida mioha mulher de grave encom
modo, tive de procurar, na ausencia dos distinc-
tos amigos, que clinicam era nossa casa, os seus
servicos mdicos, e dedicaco, com qu* se houve,
devo a convalecenca, em que e la acaba de en
trar, ipoz 73 dias do mais aecurade tratamsnto,
sem que lhe advieese, pe o menos, deformidade
que era de receiar pola natureza d.. encommodo.
Nao menos reconbecido confessando-me aos do-
mis Dra. Adrio, Coelho Leite, Malaquias e Rai-
mundo Bandeira, convocados p ir aquelle assis-
tente para conferencias e auxilio do tratamento,
todos agradeco quanto me dispensarara ; e, satis-
fazendo a urna divida d coraeo, ere que acom-
ptnbam me dea filhos, asseguro-Ibes que terei sem-
pre pur bem vinda a occasio de ser-lhes pres-
ta vel.
Recife, 26 de Janeiro de 1886.
Mano Lasos dos Ciatos, l de Janeiro
de IS
Iilms Srs. Redetorrs do Diario de Pernambaco
Nao nos podendo furtar ao desejo de tornar pu-
blico o regosijo que honre nesta localidade, que
faz parte de 9o districto eleitor.il, ao receber-se a
noticia da victoria do nosai dstiacto anwgc e cor-
religionario, Dr. Jos Bernardo G. Alcoforado Ju -
nior, pedimos a Vs. Ss. a inserco das aegaintes
liabas era sua conceituada Hevuta Diaria.
Divulgado o resultado total da eieico geral
neste districto, algumas senhoras de eleitore con-
servadores d'aqui, associan io-se ao regoa>> de
sen maridos, por ter triumphado a causa que es-
tes abracarais, fizeram preparar com tods esmero
ama Jas melhores oa^as desta localidade, onde re-
anidas asmis dist netas familias daqui e presen-
te grande numero de nosaoa amigos e c irreligiona-
rios, cm cujos semblantes se lia o jubilo de que se
achavam possuidos pela brilhante victoria do nos-
so candidato, foi servido as 10 horas da noute urn
prsfuso cha, durante o servico do qual forara er-
guidos diversos brindes ao Ezm. Sr. Dr. Alcofora-
do Juaior, cabeado ao ixisso distiocto amigo api
tSo Thomaz Ferreira a precedencia, como presi-
dente da mesa, o qual expondo o fim da reunio,
congratnloa-se cm nome das senhoras, promotoras
da testa com todos os amigos presentes pela eiei-
co do mesmo Exm. Dr. Alcoforado.
Seguiram-se Ibes os amigos capito Francisco
Leite, capito Jos Matheua, Joa Ptdro, Antonio
Jnviniano, Jeaquim Fernandos, tenente Antonio
Leite, capito Jos Paes e moitas outros correli-
gioaarios; seado finalmente erguido o Brinde de
honra, em nome das senhoras presentes, pelo nosso
amigo Soaret Lyra Sua Mageitade o Imperador,
tocando aos intervallos a banda de msica desta
localidade.
Acabado o cb, dancou-se at 4 da manb depois
do que todos os cavalheiros presentes sahiram em
passeiata, pelas ruaa deste povoado ao eatrugir dos
logeles, tendo sua frente a meama banda de
mosica, dando vivas ao Dr Alcoforado Janior, ao
partido conservador e a outros amigo* prestrnosos,
diap rsando-se a metma paaeeiata as 5 hora* da
toanh na melhor harmona.
Sr. redactar
Em 25 de agosto de 1876 appareceu
no Globo, jornal que ento ae publica va
na Corte sob a ttniaox^o de Quinario Bo
cayava, o artig) segainte, sob a assignato,-
ra da iliou, pseudorsuo de am Uatie
poltico d htterato babiano.
Nesse artigo foi eom tal fekcidade pho
togfapbada a- grandiosa estatura moral
do conselheiro Paulino, o que entlo pare
cia mera profeca, realiaou-se com tal pre-
cisao, que nao me poseo furtar ao desejo
de rogar a V. S. o especial obsequio de
fazer transcrever em seu acreditado jornal
e'eco logar de honra o artigo, a que me re-
tiro e que junto este pequeo oavaco.
O conselkelro Paulino de ouza
iE' o candidato mimoso do partido con-
servador. Conquiatou a posigio de chafe
mui suave e naturalmente, nio fea para
isso grandes esforxjos.
i Nasceu sob a proteeyao de urna boa
estrella. Apenas com quaresta annosj
conselheiro de estado !
Assumio o basti do raareqhalato por
direito de nascsngae ae. oosquista.
< Desde menino tem aquelle ar serio e
grave, que o fes seapre raspaitado no
circo >aeiditto, a causara oh a
entre coUegas,
t A sua vida para e inteiramtnte sem
a menor macula.
t Sempra muito esta lioso, de um
mathodo, na sita vida da mais rigorosa
correes,
Apnas formada foi naneado addido
IrtgagJo brasileira em Vienni, acerta-
ram. As mil etiquetas, exigencias, forma-
lidades da cSrte da morasrAia deHapbs-
burgo, esto de aecario com o seu carc-
ter.
< Eleito deputado primeira cmara dos
circuios, f-jz brilhanto figura ; tomou parte
na discussao levantada pela denuncia dada
por um representante do Maranhao contra
o ministro da justica, que aposentou ma-
gistrados; discutio qujstdss administrativas
e finaneniras. Revetuu sempre conhe:i
ment profundo do assumpto que discute.
Falla pjuco, a proposito, bem sobretudo
convenientemente.
E' ouvilo como o orculo do partido
conservador, quanlo elle falla, sbe todo o
paiz, ser aquillo a ordem que expedo a seu
partido e em sua provincia lhe obeiecom
egamonte seus correligionarios^
< F.zem bem. Aqnella tfabeca bem
orgauisa la e nun :a diz o conselheiro
Paulina cousa algama sem ter meditado e
reflectido.
< Ni poder mostrou-se verdaderamente
couservador, se fosse francuz era un ex-
peliente companheiro para um gabinete
presid lo pelo duquo de Broglie sea lu -
gar era-junto da um fidalgo amavel e sem
pre pollido, at quando garrotea a liber-
dade.
t E' da autoridade, e no poler robaste
ce sempre essa.
O que ha de mais extraordinario
ter as vezes razio.
f Homem polido e de apuradsima edu
cajo, sabe-se fazer obedecer, sem se i por.
i At com seus criados e escravos falla
com attenco e boas maneiras, nao Ibes d
ordena, pede-lhes que por favor facam
isto ou aquillo.
Passou por dous grandes desgostos
em sua vida poltica ; quando teve do coa-
correr com seas collegas para a puhlicacao
do decreto a respeito do papel-moela, e
quando se vio obrgado a apoiar um gabi
nete que aceitava a eleicao indirecta.
i Com grandexa d'alma e profunda phi-
losophia de homem verdaderamente supe-
rior, aparou aquelles golpes, e vio ent3o
quanto fcil criticar e difficil governar.
c E' provavel que desde entlo, no seu
intimo, faca elle votos para que eubam ao
poder os mais valentes campeSes da op-
po85lo.
Entre as suas grandis qualidades,
t-am elle urna rara entre os brasileiros, nao
se familiarisa com pessoa alguma.
Excellente systema, s^r anda sem-
pre respeitado. At (om seas amigos iuti-
mos reservado, Ningue-n sabe como elle
to bem guardar as conveniencias.
i Vimol-o urna vez profundamente com-
movido em dscussao que teve com um
oiinistro, por ter este dito alguma consa
que de leve tocava memoria do visconde
de Uruguay.
Adora a memoria de seu pai.
< Educa a seus filhos como foi educado,
nos mais austeros principios da moral, do
de ver e da religiao.
E' quasi certo que um dia, terlo
pela sua memoria seus filhos, a mesma es-
tima e veneracSo que tem elle pela do il
lustre visconde.
Um dos melhores traeos do seu ca-
rcter a lealdade. Amigo ou adversa-
sempre leal.
rio,
E' i um banquete que ha dous annos
lhe offertaram, saudou ao Sr. Martinho
Campos, em phrases que poderiam verda
deiramente ser pronunciadas por este refe-
rndo-se a elle.
Se fr ministro, isso infallivel e com
toio o direito, realisar duas ideas, a elei-
co directa e a reforma das municipali-
dades,
a Oh I disse elle alo prescinde. Tem
mostrado quanto enrgico. Soube resis-
tir a forte vontade que quera tratasse o
gabinete d 16 de Jullio da questlo do
elemento servil.
i Sabe que infallivelmente ha de entrar
para o senado, espera sua vez. Nao
soffrego.
Se quizesse tinha agora opportunida-
de, mas nlo quer ser senaior senao pela
provincia onde nasceu e tem solidos ele-
mentos,
< A sua pstelo. no partido conserva,
dor e no paiz est defina. E' o chefe
conservador, dos que apparecem de 1857
para c, de mais prsstigio. No seu par-
tido s podem disputar lhe hoje o primei-
ro lugar, o visconde do Rio Branco e o
Dr. Aodrade Figueira.
O orador correcto e grave, discutidor
prudente e sensato, tendo grandes es-
tados administrativos e muito- tino,
om dos prximos presidentes do conse-
lho.
c Se o acaso fizesse que o partido con-
servador s tivesse um lugar na prxima
cmara, esse caba de direito ao conselhei-
ro Paulino.
c Se ti vase illustraclo mais variada,
conhecesse as sciencias naturaes e fosse
dotado de gosto artstico, poderia ser o
Lord Derby do Brasil. Lavrador, ora-
dor, estadista e albo de um dos mais
illastres braiileiros. Se tomarmos aquell"
typo, ainda assim (Qaetu mais delle se ap-
proxiwa o soDMtti9ro Paalinoy mas
neste caso Lord Brongham ser o Exm.
visconde do Rio-Branco. O embaraco se-
ria em saber-se qsem seria Lord Mel-
bourne. >
Giban.
Os capuchlohos e o cholera de
No excellente jornal La Sicilia Catkelioa pu-
blicado en Palermo a 21 de Novembro do anao
prximo findo, encontramos os seguintes docu-
mentos, que traaserevemos, afira de tomar bem
patentes a abnegaco e o herosmo catbolicos,
agorsuliente, no mexbroo da mais humilde de
todas as ordens religiosas, qual a do Seraphico
Padre 8. Francisco de Ajis.
Da o citado jornal:
O emiaeutissimo cardeal Celesta dirigi a se-
gainte carta ao padre Angelo Bruscato em notas-
nsgwa aes rrieos prestados palos sadrs caa-
chinhos durante a terrivel epidemia qoe no* af-
fligio.
Palermo, 1 de- Noveabro de 1686.
Bvd*n, Sr.Parecendo-me agora que a peste
asitica tend a declinar, sintu em mim o dever de
manifestar a V. S. Bvdma. quanto estou satisfei-
to pelos relevante terfiess prestad* pelo Rvds.
padres capuchinhoa,
Durante a epidemia que graawa por nossa ci-
dajde e^uburjiio, eaaes hons padres mantivatam-ae
seiupie em sen posto de honra, exereeox com
maita dignidade, iustica e caridade, o sagrado mi-
nisterio para a sal vaco das almas.
Em testemuno de tanto louvor, nao posso dei-
xar esa silencio o nome do padre Jeronymo de
Jaltanis-etta, que expontanearaente se onereceu
e assistio incessantemente com zelo e dedicaco,
lia e noite, aos apestados no hospital militar alia
Guadagna.
Merece tambem espacial louvor e reconbecimento
o Rvd. padre Antonio Graudino de Militello, o qual
dssde o principio da epidemia ae insereveu na
junta dos ecclesiastisos em S. Matheos, assistindo
asa cholericos dia e noite com singular piedade e
abnegaco, indo at prestar os offlcios de sen mi-
nisterio nos bairros mais infestados pelo mal, como
o de Boccadifaleo e Settecannoli.
Manifestando a V. S. itvma. os sentimeutos de
minha gratido pelas obras de caridade exercidas
pelos religiosos de sua ordem ra .mastica, que era
taes emergencias nao desraentio os mritos de re-
conhecimentos consignados na historia em outraa
circumstancias dolorosas, rogo ao Sr. que se digne
remunerar com suas bencos celestes todos aquel-
les que piedosamente trabalharam era beneficio
dos intilizes accommettidos da terrivel enferrai-
dade.
Deus o abencoe.
Ao Rvdra. padre Angelo Bruscato, guardio dos
padres capuchiuhos era Palrnno.
O aicebispo + Miguel Angelo Cardeal Celesta
Tambem o ex pro syudico duque de Crac > diri-
gi ao Bvd. guardio uraa carta que foi publicada
na Gatetta di Palermo.
Palermo, 15 de Novembro de 1885.
Rvm. Sr. No mora rato de deixar esta admi
uistraco, cumpro o grato dever de dar a V. S.
Rvma. os sinceros agradecimentos pelo zelo e es-
pirito de caridade que soube desenvolver, prepa-
rando e provendo a distribuirn de alimentos gra-
tuitos nesse convento em faver dos neesssitados,
mxime, e com raaior promptidao e abundancia du-
rante o tempo da epidemia.
Com todo acatamento.
Ao Kvdm. padre Angelo Bruscato, guardio do
convento dos capuchinhos.
O syndico, Duque de Croco.
O barn Fucile, presidente da junta assim. so
exprimi :
Palermo, 18 ae Novembro de 1886.
Egregio Sr. -Dissolvundo se hoje esta junta da
couunisso, faltara a um dever se nao lbe diri-
gase urna palavra de reconbecimento e de enco-
mio pilos relevantes serviecs e auxilios prestadas
a esta junta.
Gracas ao seu concurso, o meu trabalho e o de
meus colljgas tornaram-se mais suaves e mais
provetosos era beneficio dos pobres e dos chole-
ricos deste bairro.
Aceite o tustemunbo de minha gratido e crea-
me. Seu dedicado.O presidente. Bario F. Fu-
cile.
Ao egregio Sr. padre Angelo Bruscato, guar-
dio do convento dos capuchinhos d'esta cidade.
(Da Aurora de 24 de Janeiro.)
collgo
DE
Xossa Sent, da Paz
O coronel Decio de A quine Ponseea, nmdott-se
para i roa do Riachuelo. 47.
Palmares
8
DI8TEICTO
as do Bario da Victoria n. 40
A directora deste collegio faz sciente aos Illme.
Srs. pas de familia de que no dia 18 do correte,
comecaro a iunecionar as aulas deste instituto, e
que continua a esperar a c mSanca e coadjuva-
co de que a julgarera merecedora aquelles Srs.
esforzando se e la para mais urna vez corresponder
aquella confianca.
Recife, 7 de Janeiro de 1886.
A directora.
Mara da Paz e Freias.
Eieico provincial. escrutinio
o domingo, Si do eorrene
mez
Vai a 2 escrutinio o Dr. Lua Antonio ds An-
drada, peco aos meus amigo que venham dar
daquelb dia seus votos a este nosso candidato, e
principalmente peco aos eleitores de Palmares
que ainda esta vez nao faltem, vindo darme mais
prova de lealdade para comraigo.
Palmares. Engenho Poco, 22 de Janeiro de
188<\
Auttreclino de Catiro S Barreto.
A quera se deseja curar
Pedro Nolaaco de Barros, residente era Gamel-
leira, estaco da estrada do ferro ao 8. Francisco,
cara, mediante um ajuste, aqualquer pessoa que
soffra do diabtis, garantalo restabelecer o deen-
te em paucos dias, pois para isso acha-se habili-
tado.
Corso de piaiinn
Reaberiura
NO DIA 8 DE JANED20
Aulas, todos as tercas e sextas-feiras das
5 horas da tarde em diante
78-RUA DA IMPERATRIZ-78
EDIIAES
io publica de Pernam-
Gollegio lie Nossa SBiora .as
ingles di
COLLGUIO
DE
Kiu do Itiro do n. Borja n.
tt. oiitror.i do Sebo
Os traba'hos deste instituto de educaco de me-
ninas, fundado em 1876, comecam a 11 de Ja-
neiro.
A directora, havendo-se transferido para o pre-
dio cima dito, de ptimas condicoes para estabe-
cimentos desta ordem, tendo longa pratica de ma-
gisterio, desde 1873 e auxiliada por habis profes
sores, espera continuar a merecer a confianca dos
Ilhns. Srs. interessados.
Eusina-se : primeiras letras, portugus, francs
inglez, a'lerao, geographia, historia, msica, piano
desenho, costuras e bordados de difieren tes g-
neros.
Augusta Cmaro.
Banco de Crdito Real em
Pernambuco
Este Banco, autorisado pelo decreto n. 9457 de
11 de julho de 1885, dar comeco as suas opera-
coes no dia 2 de Janeiro de 1886.
As opeiacoes fundamentaos do Banco sao :
Fazer emprestimos de quantia nao inferior a
5:000 longos pras'-s com araorticd por annuidades.
Estes emprestimos serio :
(Jontractados por tempo nao mentr de 10 annos
sobro primeira hypotheca constituida, cedida eu
subrogada.
Feitos por metade do valor dos immoveis ru-
raes ou por trez quarto d js urbanos era lettras
hypotbeeariaa do Banco, ao par, do valor de.....
100 000 cada urna ama e do joro de 7 0|0 aoaono.
Reembolsados por mel de annuidades pagas
pelos mutuarios ero moeda cerrente, divididas em
semestres.
Os emprestimos p >dera ser pagoe anticipada
mente no todo ou em parte, em moeda correte ou
em letras hypothecarias ao par, a vontade dos
mutuarios.
As annuidades comp-ehendera o joro conven-
cional, a amortisaco do capital mutua lo e a com-
misto de 1 Ojo ao Banco.
Na base dos jures de SOiO ao auno, a tabella das
annuidades para l.OOOiOOO a segainte:
Contratos por 10 annos 155*820 aon uaes
> 15 . 124|Oi9
. 2 > 109J345
* 25 . 101J906 m
80 . 97f386
No escriptorio do Banco roa do Commercio n.
34, dar se bao os demais eaelareacimenos neces-
sarios. '
Peeife, 31 de deserabro de 1885.
Pelo banco de era Jico Real em Pernambaco,
Os administradores
Maaoel Joo de Amrim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
imiti Oaprat.
CasadeSauJe do Dr.
Simich Vlaior
Acha-se aborta a casa de saude do Dr.
Souto-Maior, situada roa dePaysand n.
5 (Passagem da Magdalena) com acommo-
dacSes para doentes de todas as classes da
sociedade.
Os Srs. facultativos da provincia encon-
trarlo n,e*a roodesta casa de saude as
condicoes favoraveis para o tratamento de
qualquer molestia cirurgica ou medica c
para ahi poderSo enviar os seus doentes,
medical os, conterenciarcom os mdicos de
sua escolba etc. conformo se acba dispos
;o no regulamento da. mesma casa.
Apparelho telephonico 398.
Ilarreiros
0 Dr. Costa Barros, medico operador e partei-
ro, recentemente estabelecido em Barr.iros, offe-
rece es servico de soa profissio nao s aos babi-
tontes deste municipio, como aos de Rio Formoso,
Oamelleira, Agua Preto, Palmara* e Maragogy.
Este estabelecimento de instrucglo pri-
maria para o sexo femenino tem a sua sede
em uma conforta vel chcara na Ponte de
Uehoan. 10.
As materias ensinadas no collegio sao as
seguintes: religiao, portuguez, francez,
inglez, allemao, historia, geographia, piano,
desenbo, pintura, bordados e flores.
As linguas falladas no collegio sao : a
franceza, ingleza e allcma para as quaes
tem mestras que residem no collegio.
As directoras encarregatn se segundo
vontade dos pais de preparar as alumnas
para fazer exames na Academia.
Lista das alumnas que fizeram exaraes
na Academia:
1832. D. Julia de Oliveira, inglez distinc-
cSo, francez plenarnentee
D. Isabel a. Pires, idem.
1884. D. Maria Eugenia de Mattos, inglez
distinccSo, francez idum, portuguez
idem.
L885. D. Mirii C. TStnirrr,
tinecao, francez plena uente.
D. Fia vi a CatSo Lopes, francez plena
mente.
Directoras,
Anna (JarroU.
Hermma MichalU
Collegio Emulado
Acha s aberto este collegio para o sexo masca-
lino, ra da Matriz da Boa-Vis a n. 31, sob a
direceo do professor particular Julio Soares de
Azevedo.
Ensina-se em desafio ao magisterio escolar,
garantiudo se um rpido a<*iantamento nos alum-
nos, quer em instrueco primaria, qner em secun-
daria.
Admitte se 25 meninos pobres, externamente,
aediante uma guia do delegado ltt"rario.
O collegio fornece todos os ntensilios necessa
crios ao ensino, s enancas que frequentarem o
nrsa grat
Gonollorio luedico-eif urgico
O Dr. Estevo Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consultos medico cirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Paras demais eonsulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
a. 53, 1* andar.
Na. telephonicoa : do consultarte 95 e residencia
126.
Especialidades Partos, molestias de crean-
cas, d'utero e seus annexos.
Edtalo. 72-i
O inspector geral da instrueco publica man la
fazer constar aos professor- s de ensino primario
Isidoro Marn o Cesar e Mai.oel Antonio de Al-
buquerque Machado, este da 3 eaaetra da fre-
guezia de Santo Antonio e aquelle da de S. Jos
do Matiguioho, que por acto da presidencia da
provincia de 19 do corrate, permittio-se-lhes per
mataren as cadeir. s que regem, e se Ibes marcou
o praao de 30 da, a contar daque la data, para
tomar posse e assumir o exercicio de suas novas
cadeiras.
Secretaria d instru
buco 21 de Janeiro de 1
O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galv&o.
O Dr. Adelino Antoaio de Luua Freir, juiz de di-
reito, presidente da juuta apuradora do 1.*
districto eleitoral desta provincia, etc.
Faz saber aos que o presente edital virem, que
no da 4 do mez prximo vindouro s 11 horas da
manh, no paco da Cmara Municipal, se deve ter
lugar a apuraco dos votos da eieico, a que se
procedeu no dia 15 do correte mez, para um de-
putado Assembla Geral pelo 1." districto elei-
toral desta provincia.
E para que chegue ao conhecimento a todos
mandou passar o presente que ser tffixado no la-
gar do costume e publicado pela imprensa.
Recife, 26 de Janeiro de 1886.
Eu, Joo Jeaquim Dias do Reg Jnior, escri-
vo, subscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir.
Edital n. 9
e partetro
Dr, Joiiin Lonroro
D consultas das 12 s 3 na ra do Ca-
bug n. 14 1.- andar. Residencia tempo-
raria no Mooteiro.
OCULISTA
o Waaapalo, medico ocnlist
x-chefe de clnica do Dr. de Wecker, d consola
tas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Bar-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos de-
mingos e dias sanctificados. Residenciara de
Riachuelo n. 17, canto da roa do Pire.
Dr. Ce pira Leite
MtiDIlO
Tem o seu escrptorio a na do Marques de
01 inda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
abotas e enancas.
Consultorio MtUici)
DO
Dr Trfoto Henriques
Costa
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consultas das 11 s 2 horas.
Chamados a qualquer hora.
Telephone numero 154.
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finacSes com todos os aperfe9oamentos
modernos.
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mesroa firma de C. Heck-nann.
Calle San Ignacio n. 17.
Inieos representantes
Haupt tiebru'der
EIO DE JANEIRO
Para informacSes dijijam se a
Polhman &C
Un lo Cfliiio i. io
O administrador do Consulado Provincial dan-
do cumprimento portara n. 467 expi dida pelo
Illtn. Sr. Dr. inspector do Thesouro em 23 do cor -
rente, faz publico, para conhecimento dos propie-
tarios das casas sitas as localidades constantes
da relaco tnfra, que no espaco de 30 dias uteis
contados do 1 de FeverMro prximo vindouro, se-
ro arrecadadas f>>r esta repartido, indepesrdente
de multa, as importancias das annuidades e mais
servicos da Recife Drainage Company, correspon-
dentes ao 1 semestre do exercicio corrente de
1885-1886.
Gonsulado Provincial de Pernambuco, 26 de Ja-
neiro de 1886.
Francisco Amynthas de Carvalho.
BelacAo a. que e refere o edital
ftupra
Freguea de S. Fre Pedro Goncaloes do Recife
linas :
Mrquez de Olind, Bom Jess, Alves Cabral,
Conceiao Bispo Sardinha, Torres, Thom de Soa-
za, D. Maria de Souza. Vtgario Tenorio, Barreto
ie Menezes, Mariz e Barros, Burgos, Amorim,
Moeda, Tayuty. Companhia Pernambncana, Ma-
dre de Deus, Domingos Jos Martins, Mascates,
Restauraco, D. Maria Cesar, Visconde de Itapa-
riea, Farol, Areal, 8. Jorge, Vital de Olfveira,
Gatirarapes e Baro do Triampho.
Pracn :
Charco, Assembla e Pedro I.
Traveseas :
Vigario, Madre de Deus, Campello, Domingos
Jos Martins, Corpo Santo, Antigo Porto, Bom
Jesua, Areal, Fundico, Occidente, Buararapes e
Praca de Pedro I.
Beceos :
Ab eu, Largo, Pin loba, Norooha, Tapado e
Pascboal.
Largos :
Alfsndega, Corpo Santo e Assembla.
Caes:
Companhia, Brum e Apollo.
Santo Antamo
Roas:
Imperador, Primeiro de Marco, Duque de Ca-
sias, Cabug, Baro da Victoria, Trncbeiras, La
rangeirae, larga do Rosario, estreita do Rosario,
S. Francisco, Joo do Reg, liba do Carvalho, Ro-
da, Patos, Calabouco Velho, Santo Amaro, Ma-
thias de Albuqnerque, Paz, Paulino Cmara, Fo-
go, Livramento, Penha, Viscondo de Inharaa,
Pedro Alfonso, Nova da Praia, Marclio Das, Vi
raco, Lomas Valentinas, Coronel Suassnna, San-
ta Tbereza, Vinte e Quatro de Maio, Palma, Mar-
que do Herval e Cadeia Nova.
Paas*!
Pedro IL
Caapo:
Prnceza.
Caes:
Vinte e Dous de Novembro.
Travessas:
Queimado, Cruzes, Mrquez do Recife, Bella,
Quaitei*, Calabouco, Expostos, Martin, i lores,
Carmo, Bomba, Livramento, Arsenal, 1* da Praia,
2* da mesma, Caldareiro, S. Pedro, Viraco, Lo-
bato, Falcas, Pocinoae Concordia.
Largos:
Paraso, Carmo, Penha, S. Pedro e Practa.
Bccos :
Bella. Calabouco, Matriz, 1.*. 2.0 e 3. da Gam-
boa, Falco e I.0 e 2." da Cadeia Nova.
S. Jos
Ras :
Marclio Das, Lomas Valentinas, Coronel Suas-
snna, S. Joo, Palma, Marques do Herval, 24 de
Majo, Dias Caldoso, Paseo da Patria, Padre. No-
brega, Victoria, Cadoia Nova, Vidal de Negreiros,
Fre Henrique, Dique, Assumpco, Domingas
Theotonio, Padre Floriano, Christovo Ce lambo,
Jardkn, Forte, Antonio Henrique, Nogaeira, Santa
Cecilia, Santa Rita, Nova de Santa Rita, S. Jos,
Praia de Santa Rita, Pescadores, Ipvranga, Impe-
rial, Praia do Forte e Luiz de Mendonca.
Traveseas :
Martyrios, Piuho, Ramos, Caldereiro. Gaz,
Matriz d S, Jos, Forte, Prata, Serigado, Copia
res, Nova de Santa Rita, 8. Jos,. Praia do Forte,
Peizoto e Lima.
Bccos :
Paula, Caldereiro, Gaz, Assumpco, 1.' de San
ta Rita Nova e Matriz de S. J.s.
Largos :
Porte ] Mercado.
F Al-Pitia
Ras :
Imperatriz, Conceico, Visconde de Pelota,,
Tambi, Visconde de Albuquerque, Aurora, Capi-
baribe, Ponte Velha, Conde da Boa Vista, Ria-
chuelo, Unio, Saudade, Sete de Setembro, Hos-
picio, Camaro, Rosario, Gervasio Pires, talho,
Socego, Principe, Santa Cruz, S. Goncalo, Co
lho, Hospital Pedro II, General Sera, Coronel
Lamenha, Alegra, Leo Coroade, Baro de S.
Borja, Soledade, Visconde de Goyanna e Attra-
oo.
Travessas :
Gervasio Pires, CoJhos, Atalho, Barrerras, Ve-
ras, Qniabo, Joo Francisco, Mangoeira, Cam-
pia e Palacio do Bispo.
Praca*:
Conde d'Ea e Santo Crnr.
Largo:
Campia.
Bcco:
CoMio. ____________________________________
raM-uldade le ttlreils
, De ordem do Exm. Sr. conselheiro director inte-
rino faco publicar as listas nominaes dos eatudan-
tes inscriptos para o exames ie sciencias -jne de -
vero comecar no dia 1 do mes vindouro as 9 ho-
ras da manh no edificio da Faculdade.
Secretaria da Faculdade de Direito do Recife,
36 de Janeiro de 1886.
O secretario,
Jtst Honorio Bezerra de Menezes.
Philosophia
1 Celso Culumbiano da Costa Cirne. 9 exames.
i Felintho Ferreira de Albuquerque, idem.
3 Felippe d 4 Flaviano Honozato Kibeiro, i iem.
5 Joo Francisco de Arroda, idem.
6 Joo Madeira de Fre tas, dem
7 Jos Jayme de Miranda, idem.
8 Dacio Paea Barretto, 8 exames
9 Jos de M acedo Costa, idem.
10 Joaqnim Silverio Cameiro Besen Cavalcante,
idem.
11 Jos da Silva Costo Netto, dem.
11 Manoel Alves da Silva Freir, dem.
13 Antonio Henrique de Aimeida Jnior, idem.
14 Augusto Hygioo de Miranda Jnior, dem.
15 Taciaao Carneiro Lins de Albuquerque, iasa.
18 Osvaldo Machado Freir Pereira da Silva,
idem.
17 Paulo Julio de Mello, dem.
18 Tito Hyginie de Miranda, idem
19 Arthur Lydio Babello da Silva, 6 exames.
30 Carlos Moreira Res, idem.
11 Emiliano de 'Miranda Costa, 5 exames,
21 Antonio Vietor de S Brrreto, 4 exames.
23 Pedro do Reg Barros Cavalcante, 3 exames.
24 Prescillo Auspicia da Cruz Cordeiro, 1 asa-
mes.
25 Amaro de Mesquita Wanderley.
16 Anchises Acciolr.
17 Antonio Barbosa Boarque de Nazareth.
28 Antonio Marques da .osta Ribeiro.
19 1 edro Estellita arneiro Lins.
30 Antonio Vital de Oliveira.
31 Aprigio de Miranda Castro-
32 Augusto Octaviano da Silva Janior.
33 Beroardino Jos Alves Maia.
34 Eduardo Pedro Casco.
35 Edunrdo le Aquino Foneeca.
36 Eduardo Eugeniano Danta Barroca,
37 Francisco de Paula Vieira
38 Glafina Cerina de Aranjo.
39 Horacio de Aquino Gaspar.
40 Joo Alves Batis Lyra Jnior.
41 Joo \ugiisto Ferreira Niraa
42 Joo Uiuiz Ribeiro di Cunha.
43 Joaquim Baptista da Silva Vaz.
44 Jos Antonio de Ahn -ida Pernambuco.
45 J.,s Saboia e Albuquerque.
46 Jas Victoriano Domingueg Alvea Maia.
47 Mauu -I Joaquim Baptista.
48 Mariano Moraes da Silva-
49 Pedro Fernandes da Silva Manta.
50 Pi dn Jos Pinto Jnior.
51 Pedro Paulo dos Santos.
51 Rodolph Gomes da Cunha Leal.
53 S ibastio Lins Wand-rley.
51 ^indolpho Rupiauo Bariera.
55 Thom Joaquim de Barros Gibson.
56 Vicente da Silva Porto.
57 Victorino do Reg Tuscano Barretto Netto.
58 Joaquim Jos de Pnho Goncaves.
Aritbmetica
1 Antonio Henrique de Aimeida Jnior.
2 Daciano Carneiro Lins de Albuquerque.
3 Osvaldo Machado Freir Pereira da Silva.
4 Paulo Julio de Mello.
5 Arthur Lydio Ra bello da Silva.
6 Carlos Moreira Re.
7 Walfrdo Bastos de Oliveira.
8 Antonio Goncaves Carneiro Mira.
9 Arthur Barbalbo Ucboa Cavalcante.
10 Francisco Machado Teixeira Cavalcante.
11 Jeronymo Emiliano do Miranda Castro.
12 Carlos Alberto Machado.
13 Francisco Athayde Martins Ribeiro.
14 Francisco l'aes Barreto Lamenha Lins.
15 Joo Jos Lopes de Albuquerque.
16 Joo Thon. de Saboya e Silva.
17 Jorge Gomes de Araujo.
18 Alfredo Fiok Pinto.
19 Arthur Goncaves Villela Torres.
20 Gaspar Antonio Vieira Guimares.
21 Guilherme Antonio Guimartts.
2>. Pedro do Reg Barros Cavalcante.
23 Zefcrino Jos Cardoso.
24 Alfredo Vaz de Oliveira Lima.
25 Antonio Francisco de Albuquerque Caval
cante.
26 Domicio do Reg Rangel.
27 Jos Francisco do Kego Rangel Sobrinho.
28 Manoel de Macedo Filho.
29 Priscillo Auspicio da Cruz Cordeiro.
30 Virgilo Bacellar Caneea
31 Alfredo Tavares Cordeiro Campos.
32 Bclisario Pernambuco.
33 Mancel de Freitas Guimares.
34 Abiliu Clementino Beiriz.
35 Alfonso Jos de Oliveira Sobrinho.
36 Affonso Mooteiro Pessoa.
37 Alberto Borges Pereira.
38 Alberto de Carvalho Silva.
39 Alberto Castello Branco.
40 Alexaudre Felicio de Lemos.
41 Al xandre Thomaz Pereira da Silva.
42 Alfredo Mendes de Hollanda.
43 Alfredo Osorin de Cerqueira.
44 Alfredo d;-. Silva Loyo.
45 Alfredo Thimes Pereira.
46 Alvaro Antonio Cavalcante de .albuquerque.
47 Anna do Reg > Mederos Vasconcellos.
48 Antonia Aquilino de Campos.
49 Antonio Elisario Moreira Dia Janior.
50 Antonio Cordeiro Fonseca de Mederos.
51 Antonio Flavio Pessoa Guerra.
52 Antonio Francisco Regueia Pinto de Soasa.
63 Antonio Fraukin Freir Gameiro.
54 Antonio Henrique Cardim.
55 Antonio Luiz Goncaves de Castro Mascare-
nhas.
56 Antonio Pereira Azevedo.
57 Antonio Pires Galvo.
58 Arthur Eugeniano Dantas Barroca.
59 Arthur Henrique da SI va.
60 Arthur Lipes de Medeiros.
61 Augusto Fonseca de Mederos.
62 Augusto Octaviano de Sonza Jnior.
63 Augusto de S e Al' uquerque.
64 Brnstto Marques da Costa Ribeiro.
65 Can j ido A ti' uno Si I Te ira.
66 Carlos Nuues Ferreira Coimbra.
67 Demosthenes de Olinda Cavalcante de Ai-
meida.
68 Dionisio Goncaves Masa.
69 Edmundo Lopes de Medeiros.
70 Edmundo Pedro Casco.
71 Elpidio da cunda Saldanha.
l' Eipidio Jos Riieiro C.
73 Ephrem Esdras Enstaquio Embirass.
74 Erasmo Vieira de Macedo.
75 Estevo Cavalcante de S Albuquerque.
76 Engenio Augusto Alves Mergulho.
77 Ezequiel Franco de S.
78 Fuusto Frene de Carvalho Figueiredo.
79 Felippe Henrique Giro.
80 Fernando Pedro das Neves.
81 Florentino Olympio dos Santos.
82 Francisco de Barros Cavalcante.
83 Francisco Diaa da Costa.
84 Francisco Gomes de Aranjo Sobrinho.
85 Francisco Gome Prente Filho.
86 Galdino de Barros.
-87 Glafira Cosina de Araujo.
88 Goncalo Casimiro Jacome de Araoja
89 Gustavo Kause.
90 H-nrique Ernesto Swenson.
91 Henrique Maria Palmeira.
92 Henrique Nelson Ferreira de Mello.
93 Hervillo Alvaro dos Res Campello.
94 H rinita de Barros Pimentel.
95 Horacio de Aquino Gaspar.
96 Ignacio Dia Pontual.
97 Jeronymo da Rocha Pg.
98 Joo Atbenogenes de Barros Luna.
99 Joo Joaquim Correia de Ol- eir.
100 Joo Lopes Moreira Lima.
101 Joo Olympio Theodoro da Silva.
102 Joo Tavares de i arvalho e Silva.
103 Joaquim Felicio Antunes de Aimeida.
104 Joaquim Gregorio Pessoa Guerra.
105 Joaquim Guedes Correia Gondim.
1(6 Joaqnim Nunes Ferreira Sobrinho.
107 Joaquim do Reg Medeiros Vasconcellos.
108 Jos Antonio Pinto Jnior.
109 Joo Augusto Ferreira Lima.
110 Jos Augusto Pereira de Mendonca.
111 Jos Correia de Amorim.
112 Jos Felippe Marques Lins.
113 Jos Gaspar Loyo.
Iil3 Jos de Goes Cavalcante.
114 Joa Ignacio de Andrade Lima.
115 Jos Nicolao Tolentino de Carvalho.
116 Jo* de Pinho Borges Jnior.
117 Jos Pinto Moreira.
118 Jos Luiz Goncaves Ferreira.
11'.' Jos Malaquias Cavalcante Lima.
120 Jos Pedro de Moura Gondim.
121 Jos Soln de Mello.
122 Jos Thimes Pe eir Fiiho.
123 Jos Vieira Carneiro Lins e Mello.
124 Jos Wenceslao Regueira Pinto de Soasa.
125 Lycurgo Ptmentel de Albuquerque.
126 Luiz Augusto Ferreira. Lope*
127 Lai d Franca Pereira.
128 Luiz de Franca Maia e Silva.
129 Luiz J, Salgado Aecioli.
130 Manoel Abiio Nunes Ferreira.
181 Manoel Antonio dos Santos Dias Filho.
182 Manoel Arthur Nunes,
133 Manoel Augusto de Araujo.
134 Manoel Caldas Barreto Netto.
135 Manoel Clementino Carneiro da Cunha.
136 Manoel Guilherme de A tbayde.
187 Miguel de Medeiros Raposo.
188 Manoel da Paixao Vieira.
139 Manoel Paulino Cavalcante.
140 Manoel Turiano dos Res Cpello.
141 Manoel Xavier Paes Barreto Jnior.
142 Machias Pinto de Abren Jnior.
143 M guel Antonio Ribeiro.
144 Odilon Augusto Ribeiro.
145 Paulo de Freitas Fragoso.
146 Pedro Affonso Marques nunis.
147 Peor Fernandos da Suva Manta.
148 Pedro Gaudiano de Ratis e Silva Netto.
149 Pedro Paulo dos Santo.
150 Ranl de Carvalho 8ilva.
i

* Z-

3c
I






I
4
Diario de PernambucoQuarta-feira 27 de Janeiro de 12C6




I
I
av






961 Rita de Cassia Fonseoa de Medeiros.
IB Rodolpbo Juvqo de Sant'Anna.
B3 Rodolpho Pereira Brandao.
164 Romo Philomeno Veras.
166 Salvador Cele de Albuquerque.
166 Seaine Barbaja do Valle.
167 Solidoaio Atldco Leite.
168 Theodoricod.iOveira.
169 Theodoro Bruga de Freitas Barbosa.
ICO Theophilo Mt.ria.de Hollanda.
Kl Thom Ulyssoa Ferreira Mello.
163 Trajano de Moura Gondim.
163 Ulysses de Carvalho Soares Brando.
164 Vasco da Gama Lamenba.
K6 Vicente de r"aula Osario de Mello.
166 Vicente da Silva Porto.
JH Vital Brando Cavalcante.
IB Victorino do Reg Toscauo Barrete Netto.
(Continua).
Edilal n. m
O inspector geral da instruccao publica manda
ala presente convidar os alumnos mestres da
Mh normal, Audr Aveliuo de Souza Landis-
Jns Mauricio de Alencar, para comparecen)
nesta repartico no da 28 do corrente, ao
dia, afim de d. rem informt.coes sobre o facto
Kiirido na mesma escola de serem encontrado
pontos de exames da lingua nacional em poder
t afctmna Mara Francisca de Barros,
retara da Instruccao Publica de Pernambu-
t, 26 de Janeiro de 1886.
O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvo
DECLARACuES
HlMt.\DiDi:
DE
S, da Concedo dos Militares
ELEIQO
Nao tendo comparecido numero legal de irmos
para proceder-se a eleico da mesa que deve re
a irmandado no corrente anno, de ordem do
rmio presidente convido aos nossos irmaos com-
ecerem em o consistorio de nossa igreja, s 6
da tarde de 27 do corrente, para o indicado
Consistorio da irmandade de N. S. da Conceico
Ih Militares, 24 de Janeiro de 86.
O secretario,
Ernesto J. Sousa Leal.
Arsenal de guerra
Ce ordem do Illm. Sr. major director, distri-
to- se costuras nos dias 25, 26 e 27 do corrente,
i eostureiras de na. 514 109. Previne se que
offrer a multa de 5 0/0 toda e qualquer costurei-
n que exceder do praio de 15 dias com suas cos-
taras, salvo se apre3entar documentos que justi-
fique essa falta. Previne se mais que s se en
tregar costuras s proprias eostureiras, salvo
form autorisando por escripio 4 pessoa de sua
Janea.
Seccao de costuras do arsenal de guerra de Fer
buco, 23 de Janeiro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alferes adjunte.
General Versammlung um 27 Januar 1886,
Abcads 8 ubr eni Lcale des Clubs Concordia
Tagesordnung
Sechnungsablage emd. Bericht
eawahl des Ausschusses.
Der Aasschusz.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Pela segtnda vez, por ord:m do noseo irmo
Artetor, venho convidar a todos os irmaos que se
acunas nos cosos de seus direitos, 4 se reunirem
tai assembla gernl no domingo 31 do corrate,
6a 30 horrs da manha, afim de ter lugar a eleice
sa aovos funecionarios, devendo ter lugar o acto
eca o numero que comparecer, visto nio se ter
anoido numero legal no dia em que mandam os
Batatos.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
ntoenanicos e Liberaes de Pernambuco, em 26 de
Jaaeiro de 1886.
Jos Castor de A. Souza,
2 secretario.
COMERCIO
Isa commerclal de Pernam-
bnco
Eecife, 26 de Janeiro de 1886
As tres horas da tard *
Cotaee ojficiaes
Jtaniees da divida publica de 0/0 de 1:000| 4
1:085000 cada urna.
Chaa&o sobre Londres, 90 d/v. 17 15/16 d. por
lf(X0, do banec.
Ba sobre dito, 4vista, 17 U/16 d. por 1*000, do
banco.
Onenbto sobre Paria, 90 d|v. 527 rs. o franco.
3an> sobre dito, 3 d[v. 530 rs. o franco, bontem.
Sata sobre dito, 4vista, 537 rs. o franco, do banco.
Oawbio sobre Lisboa, avista, 195 0/0 de premio,
du banco.
Na hora da bolsa
Venderam-ae :
apolices da divida oublica.
" P. J. Pinto,
Presidente.
Candido C. L. Alcofjrado.
Secretario.
rtENDIMENTOS PBLICOS
Mea de Janeiro de 1886
%e*ADaAD* 2 4 25
'em de 26
JaoaBBDoauDa 2 25
'.den de ?6
604:659*231
25:890,717
630:549818
24:756*036
814*184
25:569*220
Cmauav) movucil-Do 2 4 25 188:417*314
tem de 26 2:872*197
*tem DEAIKAOI
Tdeaj de 26
-De 2 4 25
191:289*511
4:332*489
249(613
4:582/102
^DESPACHOS DE IMPORTADO
Vapor nacional Oigui, entrado dos por
toa do norte no dia 25 do correte e con-
Mgnado Companhia Pernambucana de
Savegaco Costeira por Vapor, rnanifes
a*a:
Algodo 30 saccas.
Borracha 8 barricas ordem.
Couros salgados seceos 46 a JoSo Paca
e Oliveira, 10 a Joao V. Alves Matheus
t C, 54 ordem.
Cera de carnauba 4 barricas e 1 sacco
dem, 53 a Joao V. Alves Matheus
C.
Conrinhos 17 fardos a H. Naesch & C,
4 amarrados a H. Stolzernback & C.
Fumo 1 barrica ordem.
Mamona em sement 8 saceos ordem.
Oiticica 25 saceos a R. de Druzina
Velas de cera de carnauba 25 caizas a
Joao V. Alves Matheus & C.
TbB Central Sogar Factorss of
O gerente geral desta Companhia, con-
vida aos senhores agricultores e proprieta-
ros estabelecidos a margem da estrada de
ferro do Recife a S. Francisco que quize-
rem vender canuas para serera moidas oas
fabricas centraes do Cabo, Eseada, Cuy-
ambuca e Bom Gosto a apresentarem suas
propoataa neste escript. rio, ra do Com
mercio, ou por intermedio dos gerentes dss
respectivas fabricas.
A Companhia receber as cannas as
estaySes da via frrea de S. Francisco e
as transportar para a fabrica central mais
prxima mediante o accordo que se esta
belecer.
Os proponentes devi-r.lj mencionar a
quantidade que desejam furnecer durante
a safra actual e diariamente nas nstacBes
que lhe ficarem mais prximas, devendo,
outro sim, d: .1 irarcm que se sujeitam as
condicSes, qusnto a entiega de caneas, es-
tipuladas no contra to firmado entr ferentes agricultores ; ato : entregar
as cannas em estado de screm moidas e
dospidas das partes n.lo productiva de as-
sucar.
Ldtoin Caanor.
Gerente geral.
Escola Normal
Matriculas
Por ordem do Dr. director, e em observancia
da disposico do art. 74 do regiment iuterno de
17 de setembro de 1880, fax-se publico a quem
interessar possa, que as matriculas estaro aber-
tas desde o dia 15 do corrente at 3 de fevereiro
prximo.
Os requermentos para matricula no 1* anno do
curso devero ser instruidos com os documentos
seguintes :
1* Certido de ilade maior de 18 annos par os
alumnos do sexo masculillo e de 16 para os do fe-
minino.
2 Certificado ou titulo de approvacao em exa-
me nas escolas publics de instruccao primaria.
3o Folba corrida ou certido de nao naver sof-
frido condemnaco por algum dos crimes que po
dem motivar ao profnssor publico a peda da ca-
deira.
4o Attestado de moralidade passado pelo par-o
cho eu autoridsde, quer policial quer litteraria da
freguezia em que residir o peticionario.
Os matriculandos que nio poderem exhibir ti-
tulo legal de exame em escola publica de ensino
primario, devero inscrevrr se para os exames de
idu isao, de que ttatam os arta. 75 4 77 do cita-
do regiment, e que comecaro no dia 25 do cor-
rente.
Para as matriculas do 2* e 3 anno basta que
as peticoes sejam documentadas com a certido
de approvaco no exame do anno precedente,
guardada a restricto do art. 21 do j4 mencionado
regiment interno.
Secretaria da Escola Normal de Pernambuco
11 de Janeiro de 86.O secretario,
A. A. Gama.
Sania Casa de Misericordia dr
Recite
Na secretaria da Santa O de Misericordia do
Recife arrendam-ae por espaco de um i tres an-
uos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
dem .-dem n. 49 240*000
Ra do Bom Jess n. 13, 1- andar 3(0*000
I .em idem n 14, pavimento terreo e 1*
andar 600*000
dem idem n. 29, 1- andar 240 0(
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra do Vigario n. 22, 2- andar 240*000
dem idem n. 22, 3' andar 240*000
Ra da Madre de Deus n. 10- A 200*000
Caca da Alfandega, armaxem n. 1 1:600*600
Becco do Abreu n. 2. loja 48|000
Ra do Viaconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2 andar, por 1:600*000
Raa do Coronel Suaasuna n. 94, loja 150*000
Roa da Detenco n. 3 (dentro do quadro)
mei'agua 84*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 15 de Janeiro de 1886.
O eacrivJo,
Pedro Rodrigue de Souxa
Hiatc nacional Camelia, entrado de Ma-
co no dia 26 e consignado a Manoel Joa-
quim Pessa, manifestou:
Sal 14,720 litros ao consignatario.
Escuna norueguense Plinsa, entrada
de Liverpool no dia 26 do corrente, e con-
signada a Johnston Pater & C, manifes-
tou :
Carrito de pedra 322 toneladas aos con-
signatarios.
Patacho norueguense Expedit, entrado
de Lardiff no dia 26 do corr-ents e consig-
nado a Johnston Pater & C, manifestou :
CarvSo de Pedra 282 toneladas aos con-
signatarios.
Lugar americano Harold, entrado de
Baltimore no dia 27 do corrate e consig-
nado a Johnston Pater d C, manifestou :
Farinha de trigo 4,045 barricas aos con
signatarios.
DESPACHOS DE EXPORTACAO
Em 25 de Janeiro de 1886
Para o exterior
= No vapor ingles O rotor, car reg u :
Para Liverpool, H. Fjrster C. 2,700 saco, a
com i 02,50. kilos de aasucar masca vado.
No vapor ingles Armathwart, carregou:
Para Liverpool, R. Lima & C. 82 saccas com
7,580 kilos de algodo ; Borstelmann & C 203
saccas com 17,246 ditos de dito.
Na barca norueguense BeUona, carregou :
Para New-York, J. H. Boxwell 6,500 saceos
com 487,500 kilos de aasucar mascavado.
No lugar norueguense Profesor Nv (
gou :
Para New-York, H. Porater Se C. 3,940 saceos
com 295,500 kil de assucar mascavado.
No lugar americano Mascotte, carregou :
Para New-York, H. Forster & C. 4,500 sacc
com 337,500 kilos de assucar mascavado.
Na barca portuguesa Pereira Borges, carre-
gou :
Para Lisboa, b. Guimares & C. 30 saceos com
2,250 kilos de assucar branco ; J. M. Dias 50
barris com 4,800 litres de mel.
Para o interior
No patacho dinamarqus Argus, carregou :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro & C. 1,750
barricas com 114,520 kilos de assucar branco e
850 ditas com 54,320 ditos de dito mascavado.
= No vapor nacional Pernambuco, carregou :
Para Santos, Burle & C. 140 saceos com 8,400
kiiod de assuca mascavado.
Para o Rio de Janeiro, A. de Araujo Santos
1,043 saceos com 60,000 kiloa de carocos de al-
godo.
= No hiat* nacional Adelina, carregou :
Para Maco P. Alves & C. 32 barricas com
3,4!. 6 kilos de assucar branco e 14 volamos com
660 ditos de dito refinada.
=-= Na barcaca Elita, carregou :
Para o Natal, P. Alves & C. 20 barricas com
1,380 kilos de assucar branco, 49 ditas com 2,951
ditos da dito mascavado e 34 ditas com 2,190 ditos
de dito refinado.
Na barcaca iia-tha, carregou :
Para Parabjba, J. Baptiata 500 saceos com fa
Prolongamento da entrada de ferro
de Pernambuco e entrada de fer-
ro do Recife A Cmaras.'
De ordem do Illm. Sr. diretor engenheiro ebe-
fe, faco publico que at o dia 27. ao mero dia, no
eacriptorio central, 4 ra de Antonio Caldoso n.
137, recebem-je propostas em carta fechada, para
a demolicao da ponte provisoria (de madeira) de
Afogadoa, e remoco da respectiva madeira. Nesta
secretaria sero prestadas aa precisas iniormacoea.
Secretaria do protn gamento da eatradade fer-
ro do Recife 4 8. Francisco c estrada de ferro do
Recife Can-ar, 21 de Janeiro de 86.
O secretario.
Manuel Juvencio de Saboih.
saceos
^TOclg1.
Companhia
DOS
trilhos urbanos do Recife Dun-
da e Beberibe
Dividendo -
Lst deeiguado o dia 18 do corrente para ser
comecado o pagamento do 22* dividendo, corres-
pondente ao semestre ro de 8 0/0, sendo este feito no cscriptorio da
companhia das 9 horas ao meio di at o dia 30
do corrente, e dahi rm diante s tercas e sabba-
dofl, nao santificados, a iguaes horas.
Escriptorio do gerente, 16 de^aneirede 86.
A. Pereira Simoes.
iiviiiiiasio pernambiicano
Em 16 de Janeiro de 1886
Pela secretaria do Qymnasio Pernambicano se
declara aos Srs. pais de familia, e a quem mais
in'eressar possa, que a abertura solemne do curso
cientfico e litterano ter lugar no dia 3 de feve-
reiro prximo vindouro, e desde j4 ae acha aberta
a inscripcSo da na' ricula para aquelles que pre-
tenderen! estu lar as eguintes disciplinas :
Lingua nacional.
Dita latini.
Di "a francesa.
Dita inglesa.
Dita allema e italiana.
Geographia antiga e mo lerna.
Historia sagrada antiga e moderna.
Geometra.
Arithmetica.
Pbilosophia.
Rbetorica e potica.
Historia e corographia do Brasil.
Sciencias naturaes.
Desenho.
Gymnastica.
Msica,
O corpo docente do instituto e composto de 19
professores, oceupando-se cada um delles some nte
com a materia ensinada em sua respectiva ca-
deira.
O instituto aceita alumnos era tres ca.hegorias,
conforme ae achara divididos, pensionistas ou in-
ternos, meio-pensionistas e externos.
Os pensionistas residiro no instituto, tendo
direito de estudar as materias de que se compde o
curso, ensinadas. segundo o programma estable-
cido : a ser alimentados sadia e abundantemente,
tratados em suas enfermidades pelo medico do
instituto, fornecsndo-lhe tambem este medicamen-
to, a ter roupa lavada e engommada regularmente
duas vexes por semana, banho, etc ; tudo isto
pela mdica quantia de 4004 por anno.
Os meio-penaionistas se apreaentaro no eata-
bele-imento nos diaa -lectivos, 4 hora em que aa
aulas Be abrirem e desde ento at serem encerra-
das 4 tarde, sao equiparados aos internos, tendo
como estes os meamos direitos quanto ao eatudo,
alimentaco ereireio, isto pel mdica quantia de
de 2404000.
Os externos s<5 tcm direito s lices e explica-
coes das materias ensinadas no curso, quaesquer
que ellas sejam, pagando apenas no acto da ma-
tricula a taxa igual a que pagam os alumnos no
collegio das artes.
Os alumnos internos devero apresentar o en
xoval preseripto no regiment interior ter cor
reaponiente na capital, para com promptido aa
tisfaser as pensoes e outra qualquer despesa de
que ti ver elle necessidad.
As pensoes scro pagas na sacretaria do insti-
tuto, por trimestres adiantados.
O secretario,"
Celso Tertuliano Quiatella.
rinha de mandioca ; P. Carneiro & C. 50 ditor
idem.
Na barcaca. Gratidao, carregou :
Para Villa da Pcnha, J- Baptista 5 saceos com
farinha de mandioca e 1 barrica com 60 kilos de
as mear branco.
Na barcaca Sempreviva, carregou :
Para Porto-Calvo, J. G. Coimbra 10,000 litros
de sal.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 26
Baltimore37 dias, lugar amecicano Ha-
rold B. Cousens, de 360 toneladas, ca-
pitao Willian Davier, equipagem 8, car-
ga farinha de trigo; ordem.
Cardiff 69 dias, patacho norueguense Ex-
peditf de 186 toneladas, capitSo John T.
Willian, equipagem 7, carga carvao de
pedra; ordem.
Liverpool62 dias, escuna norueguense
Plinsall, de 225 toneladas, cap tilo F.
G. Stwen, equipagem 8, carga carvao
de pedra; ordem.
Maco-14 dias, Hiate nacional Camelia,
de 93 toneladas, capitao Joaquim Felin-
pe de Araujo, equipagem 5, carga sal;
a Manoel Joaquim Pessoa.
Navios sahidos no mesmo dia
Canal -Brigue inglez Premier, capitao Ro-
berto Thomas, carga assucar.
New-York Lugar americano Ado P.
Oould, capitao W. B. Henrachen, carga
assucar.
Liverpool Vapor inglez Armathwaite,
commandante E. J. Bill, carga assucar
e algodSo.
Santos e escalavapor allemSo Pernam
buco, commandante L. Scbarpes, carga
varios gneros.
Barbados Lugar inglez Flora, capitao
James Pike, em lastro.
Babia Lugar norueguense Ina, capitao
O. Tometty, carga carvSo de pedra.
Barbedos Barca inglez Qarfield, capitao
John Jones, em lastro.
Mossor Hiato nacional Santo Ambrozio,
capitSo Manoel Joaquim Picado, carga
varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Imperial Socieaade tos Artistas Me-
Maranhtnse
Espirito Santo
Delambre
Neva
Equateur
Valparaso
Mandos
Advxnce
Para
Tomar
Espirito Santo
Pernambuco
Afondego
Ceard
Desterro
Tagus
Baha
de New-York boje
do sul boje
de Liverpool amanh
d sul a 29
do sul a 29
Pevereiro
do sul a
do norte a
de New-Port-News a
De ordem do Sr. director participo a to-
dos nossos associados quo nSo tendo havido
numero suficiente para a reuniao de as-
sembla geral afim de proceder so a elei-
cjlo da directora para o corrente annu, fica
determinado que se proceda a reesma clei-
cao domingo 31 do crrante mez, s 11 ho-
ras do dia, com o numero de socios que
comparecer.
Recife, 25 de Janeiro de 1886.
Io Secretario,
lelles Jnior.
Arsenal de Marinha
Conselho de compras
De orrfem do Exin. Sr. chete de diviso Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector deste arsenal
e capitao do porto desta provincia.f.190 publico qua
no dia 28 do corrente,s 11 horas da mauli,na se-
cretaria desta inspeccao, contrata-se em conselho,
avista de propostas apreseutadas em cartas fecha-
dis, pc-r tempo de seis meses, 4 contar do 1 do
corrente, o forneciment abaixo declarado, sob as
seguintes condicoes :
l Todo o artigo ser de primeira qualidade.
2 Ser entregue pelos forntcedores nas por-
cocs que lhes forem pedida i pdi almoxarifado e
navioa de guerra, no praso de tres dina, contados
da data em que os pedidos forem despachados
pelo inspector.
3 O genero fcnrA sujeito 4 approvuco ou re-
provaco do perito que for designado para exa-
minar.
4" Os t>rneecdorP3 pagarlo as.tnulUs de 1C 0/0
do valor do genero uo caso do demora naa entre-
gas, e de 20 0/0 no de falta de entrega ou rejei-
co por m qualidade, indemniaando neste caso e
Fase da Nacional da differenca que se der entre
os precos ajustados e os porque forem comprados
o genero nao fornecido ou rejeitado, salvo se essa
immediatamente for substituido por outro d? qua-
lidade contratada.
5 O pagamento da importancia do fornecimen-
to ser feito pela thesouraria de Ptsenda, avista
dos documentos que obtiverem os fornecedores e
depois de satisfeito o sello proporcional.
6" Os fornecedores ficaro sujeitos 4 mais 60
dias de supprimento alem do prase estipulado no
contrato, aem que esta circunstancia lhes d di-
reito 4 prorogaco do ajuste, conforme o aviao
circular do minialerio da marinha n. 172 de 28 de
Janeiro de 1884.
7 08 objectoa fornecidoa a sero pagos no
mes seguinte.
Os objectos a contratar-i c sao os seguintes :
Carne verde de primeira qualidade, kilo.
-Boi vivo inclusive o pasto, um.
Secretaria da Inspeccao do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 22 de Janeiro de 1886.
O secretario,
AiUoido da Silva Azewdo.
S. R. J.
Soire bimencal em 7 de fevereiro de 86
A soire principiar as 7 horas da noite. Os
convites encontram-se em poder do Sr. presiden-
te, c os ingressos no do Sr. the*oureiro. I'o o se
simplicidade nas toiletts, e previoe-se que nao
sao admissiveis aggregaloa
Recife, 20 de Janeiro d" 13fiC
O Io secretario,
JoSo AHai-a.
.mfeseniblV 1 gerul
D '
Gremio dos -Tofcsso-
a
res primarios
Tendo annuid* a presidencia do Gremio dos
Profeaiores Primarios na forma do art. 59 dos ea-
ta tu tos 1 con vido 03 profess :i rea e profeasoras que
tasem parte desta a capital para se reunirem 110 dia 27 do corrente,
pelas 10 horas da manha, em assembla geral, na
sede da mesma associacio, afim de se proceder a
eleico da novo conselho que deve funecionar no
corrente anno. Recife, 20 de Janeiro de 86.
Vicente de Moraes Mello.
SE
CONTRA FOGO
The Liverpool & London Glob
[\SIRRWCE COMPW.
U,
.ondou and Brasillan Bank
Umlted
Ra do Commerci-) n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N
Porto, ra dos Inglezea.
(iompanliia de Seguros
martimos e terrestres
EstabelcJda em 1S..
CAPITAL 1,000:000$
SLNISTROS PAGOS
At 31 dedezembrn de 184
Martimos__ 1,110:0008000
Terrestres,. 3.6:000$000
441Raa do t'ouisMercio -
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia PhcnJv Per-
nambucana
Ra do Commercio n. "38
COMPANHIA DESEGDRGS
CONTRA FOGO
\orlb Brilish & Mercantile
CAPITAL
:OOO.ooo de libras sterllna
AQEN TES
Admsoii Howie & C.
RA DO COMMERCIO N.
MARTIMOS
COMPAMHIE DEM HESS AGE
RES XARITIME9
IJNHA MENSAL
0 paquete
Equateur
Commandante Lecointre
' esperado dos portos do
sul at o dit 29 do corrente,
seguindo, depois da demora
1 do co8tume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar. Lisboa e viajo
Lembra-sc aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos c que pa-
garem 4 pasfagens inteiras.
Por excepeo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, goiam tambem d'eatc abati-
mento.
Oa vales postaes s se dSo at e dia 27 pagos
de contado.
0 paquete Orenoque
Commandante Mortemard
Espera-se da Eu-
ropa no dia 5 de
Fcvreiro, seguin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos -Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Honte-
tevldo
Lembra-se aos senhores passageiros d; todas
as classes quu ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previnese aos senhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reclamacoes por fal-
tas nos rolumes que forem rec>nh?cidas na occa-
siao da descajga.
Para carga, passagens, eucommendas e dinheiro
a frete tracta-se com o agente
' Auguste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
tnited Males k Brasil Mail S. S. C.
O vapor A.dvan.ce

Espera-se deNew
Port News, at o
dia 5 de fever.i-
ro, o qual seguir
depois da demora
necessaria para
Babia e Rio de Janeiro
P.ira carga, passagens, encomiendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Bear] Forster & C
H. d. RUADOUOifljt.KClO N.8
/. andar
COMt'AVUli PKBMIIBIH A
DB
XaTegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaj, e Baha
0 vapor Jacuhype
Commandante Costa
Segu no dia 28 do
corrente, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 2?.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
a 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
caes da Companhia Peraambn-
eana n. !
COMI'A-NUIA l'KUXtHilLltX
DE
IVaTegaeo eosteira por vapor
PORTOS DO SUL
Tamandar e Rio Formse
0 vapor Giqui
Segu no dia 30 do
corrente, s 6 horas
da manha.
Recebe carga at o
Idia 29.
Encommendas, passagens e dinheiro a frete at
s 3 horas da tarde da vespera da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae* da Companhia Perrambucana
n. 12
Companhia Bra< ilelra de Navc-
gaeo a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Manos
Commandante 1- tenente Ghtilherme Wad~
dington
E' esperado dos
portos do norte
at o dia 2 de Fe-
vereiro, e depois
da demora indis-
pensavel, seguir
para os portos do
sul.
Recebe tam -
bem carga para Santos, Pelotas e Rio Grande de
Sid, frete mdico.
Para carga, passagens, encommendas e valores
tracta-se na agencia
N. 46 RU DO COMMERCIO N. 49
Pacific Sleaoi Navigation Lompany
STRATTS OF MAGELLAN LINE
Paquete Valparaizo
Espera-se dos portos
do sul at o dia Io de
fevereiro, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
BOYAL MAIL STEAM PACKET
COMPANY
O paquete Neva
E esperada
do sal no da 29 d
corren te, seguin ie
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Southampton
'ara passagens, fretea, etc., tracta-ae com os
CONSIGNATARIOS
iVdamson Howie & C.
.1 lin do Commercio
Barcaca
Vende-so urna bar.aea ; a tratar na uaDjqun
de Caxias v. 63.
Para Lisboa
A barca Pereira Borges seguir com brevidade
para o porto cima para o resto da carga tr*ta
e com os consignatarios Si iva (luirasraes & C.
orto por Lisboa
c'egne com brevidade para os portos cima o
brigue portuguez Calcda ; para o resto da carga
e passageiros, trata se com os consignatarios Jos
dava SilLoyo Je Filho.________________
Cear
Sogcc com brevidade para o porto cima o
liit<: Doste Guarde, recebe carga a fretea m-
dicos ; a tratar na ra da .Madre de Deus n. 8,
u no caes do Loyo, a bordo.
Rojal Mail Steam Paeket
Compaii)
Reducido de passagens
Bilhetes especiaes of-
fcrcccndo facilidades
aos senhores viajantes
para visitar a expsi-
to colonial em Lon-
dres, de 1886.
Ida c volta de Per-
nambuco a Southamp-
ton, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zcs libras sterlinas 30,
15, 0.
LEILOB
I 'ao
De 1 pequeo baL.o com 2 gavetas, 1 re-
partimento de pinho, 1 fteiro, 2 qua-
dros com moldaras, 1 banquinha do ama-
rel'o e 1 cadeia de junco.
Quarta-feira 27 do corrente
A's 11 horas
Na ra do Imperador n. 59
O agente Martina far lcilo por mandado do
Illm. .-'r. iuiz de paz da freguezia de Santo Anto-
nio &os objectos cima penhorados a Anastacio
Ferteira da Costa.
Leilo
Da armayo, gneros e utensilios do esta-
beiecimento sito ra d'Hpollo n. 33
O agente Brito vender a armacao, gneros e
utensilios do referido estabelecimento, em um ou
mais lotes, a vontade dos compradores.
Garante-se as chaves.
Quarta felra, 99 do corrente
A's 10 1/2 hora
Leilo
De 17 caixas com bittere licor de Pepsina.
18 caizas com machinas de costura de mo.
120 caixas de latas com milho.
Quarta-feira, 27 do corrente
Em frente ao armazem da Companhia Pernambu-
cana e por occasiao do leilo dos salvados da bar-
ca americana Hannah \V. Dudleg.
Leilo
do sul
da Europa
do norte
do norte
do sal
do sul
de Hsmburgo
da Europa
do sul
1
a
5
6
10
12
13
14
16
ao
24
26
QOMPANHIA
Imperial
DE
SEGUROS contra F04SO
E8T: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Promplo pagamento de prejuot
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROVVNS & C.
N. Ra do Commercio N. 5
Este paquete e os que dora
em dianle segnirem tocaro em
Pl> niouth, o que facilitar che-
garem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
Haver tambem abatimento no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
RA DO COMMERCION. -14
Wllon Sopj %fc C, Limited
Porto e Lisboa
Segu com brevidade para o portos cima o
brigue por ugucs Tito ; para o resto da carga e
passageiros, trata-se con os consignatarios Jos I
da Silva Loyo 4 Filho.
dos salvados da barca americana
Hannah W. Dudley
Co nstando
De pecas de cordualha, lona, espas, viradores,
correntes, velas, toldos, cabos de manilha, moitoes,
sinetas, lampees, baldes, 300 pedacos de madeira
envernicada, pipas para agua, tanques, salva-vi-
das, fardos com lona de linho, almofadas, folhas
de cobre, rodas de leme, escadas, sinetas, mastros,
taboas, portas, janellas, fugao de ferro, pecas de
madeira, da cobre e de ferro, pharoes, botes, ba-
leeiras, e mais pertences de um navio desapparc-
lhado.
Barris com carne em salmoura, iingnas, alca-
trio, olao de linhaca purificado, vinagre, mel, bo-
lacha, milho em conserva, assucar, ervilhas, fruc-
tas, peixe em conserva, milho, cha, conservas, le-
gumes, doces em caldas, tinta preparada, e mais
objectos pertencentes a sobresalentea da mesma
bsrea.
Quarta-feira. do corrente
No armazem alfandegado da Companhia
Pernambucana
O agente Pinto, autorisado pelos Srs. Hcnry
Forster & C levar leilo, con licenca do Sr.
Dr. inspector da Alfandega, em presenca do em-
pregado da mesma repartico, com assistencia do
ceneul dos Estados-Unidos e por conta e risco de
quem pertencer, os objectos cima mencionados
pertencentes ao apparelho e sobresalentea da bar-
ca americana Hanmh W. Dudley, capitao D. W.
Dudley. naufragada nos baixos do Lucena, perto
da Parabyba, na sua ultima viagem de New Vork
para a China, viudas d'alli na barcaca / ira, e
depositados no armazem alfandegado da Compa-
nhia Pernambucana, onde sero vendidos
LivreB de direitos para os compradores
O leilo principiar s 10 horas em ponto,*por
serem amitos e dinerentes os lotes.
Pagamento e entrega em 24 horas
Agente Pestaa
Leilo
De 170 saceos com farinha de mandioca
lulnta felra. 8 do corrente
As 11 horas em ponto
No trapiche do Sr. Barbosa
9
[
* -t
t


Diario de Pernambucotyuarta--f'eira 27 de Janeiro de 1886





LEILAO
De una mobilia de Jacaranda, com encost de
palhinha 2 ditas de dito, 1 dita de janeo, cadeiras
avulsas, juarda-roupa, fiteiros, carteiraa, marque-
loes. camas, aparadores, mesas, grades para es-
criptori quartinheiraa, lustre de broni, qu*-
dro, relogios para cima de mesa, jarros, lanter-
nas, candieiros e registro de gaa, chapeos para se-
nhora, botoes, espelhos, machina de preguear,
rooinho, tapete, cofre, brinzo e outroa muitos ar-
tigos.
turnia reir *8 lo corrale
As 11 horas
Amaem da ra do Hoin Jess
n. 19
Por intervencilo do agente
10
Leda
ao
De 1 mobilia de Jacaranda massico a Luiz XV
com tampo de pe Ira o completa, 1 dita de dita,
1 dita de inogno, 2 pianos, 2 gaardas-vestidos,
camas francesas, marquezoes largos c estreitos,
tamas pura menino, apparadores, espelhos, jar-
ros, caiicaes, 22 duzias de collerinhos de linho,
pe^as du casineta*, relogios do parede estractos
e muitos outroa movis avulsos.
tilinta-felra. asdo corrate
As 11 horas
No armazsm da ra do Mrquez do Olinda
n. 13
POR INTERVfiNgO DO AGENTE
(iusmo
Leilo
Pelo Agente Brito
O agento cima, a mandado do Exio. Sr. >r.
juiz de direitj a ausentes earequeritrtcnto dolllm.
Sr. Dr. cundir de ausentes, levar a L-ilo o es-
polio de D lili. 1 Mamullan, constante do seguin-
te :
2 Bois mansos e gordos, 3 carros de 4 rodas, 1
mobilia de ainarclo, 1 clogio de p.irede, 1 mar-
qnezao, 1 marqueza, 1 mesa para jantar, 1 guarda
louca, 1 eabide, 2 lavatorios, 1 mesa para cosi-
nha, 2 lanternas, 2 ti juras. 3 jarros, 1 ppete, 1
cama de ferro, 1 b.ih de couro, 3 candieiros para
kerosene, 2 lampeiis, 7 g.irrafoes vasios, 6 saceos
com iarello, 1 viola\ 1 tina, louca para jantar, 3
baldes de flandres e outros objectos miuios, tudo
ao correr do martello.
<|uia i -felra. 3 do correte
As O l|9 horas
Ra de S. Jorge n. 4')
5= Os hachareis Antonio Justino de Souaa e
Pedro Affonso de Mello mudaram o seu escripto-
rio para a ra Duque de Caxias n. 54, 1 andar,
onde continuam a exercer a sua pro6seo de ad-
vogadoi.
Eoga-se pessoa que achou no trem de
Olinda, de 4 l|2 horas da tarde, em um dos as-
Eent b de segunda clasae, um diario do governo
de Portug I, pode entregal-o no mesmo consulado
ou mndalo para B=b rib il taverna de Jacintho
>, quesera recompensado.
Na ra larga do Rosario n. 38, Io andar,
anda se precisa de urna ama.
= Offerece-se urna raulher de meia iiade, para
ama de hornero soltciro ; a tratar na ra do Padre
Floriano n. 36. ____
Precisa-se de urna ama du meia Jai.-, para
casa de homem solteiro ; na praca do Conde d'Ei
n. 21, loja de louca de barro.
=; Os bilhetes de U>n cavallo e u na carroca,
com a ultima de Janeiro c'e 86 ficam transferidos
para a ultima lotera da provincia do irr-z de fe-
vereiro prximo vindouro ; os possuidores dos bi -
.Ibetea que n8o pagaretn antes da extraccSo, nao
tan direkoao premio.
Precisa-se de um eaixeiro de 12 14 anuos,
com pratica de taverna ; na ra do Viscoode de
Goyauna n. 72.
Caixeiro
Precisa se de um menino com pratica ou sem
ella ; na ra do Aragao n. 17.
Cosinheiro
Precisa-a.! de um c sinheiro ; a tratar na ra
de Paysand n. 19 (Passagem da Magdalena), ou
ra do Commercio n. 44.
Aluga-se
o segundo andar da ra da Iinperatriz n. 2't ; a
tratar na Agencia Progressiva, praca de D. Pedro
II n. 73.
Aluga-se
LEILAO
o primeiro andar do predio n. 30 ra Duque de
C ixias, e as casas terreas na ra d Coronel Snas-
suna n<. 51 e 53 ; a tratir na ra Duque de Ca-
xias (antig das Crujes) a. 30, 2- andar, ou na
nadara.
Precisa-se
de um socio para una casa de anillados, que te-
nha habilitacao neceasaria e que entre com algum
capital ; trata-se no largo do Mercado n il.
Paraadvog-ado
A'uga-so a sala da frente do V andar da casa
ra Duque de Caxias n. 61 ; a tratar na mesma.
JOSEPH RRAUSE t D.
Acabam de augmentar o seo j km conbecido
importante estabelecimento roa 1
de marfo n. 6 com mais
nm salad no f andar luxnosamente popar-
rado e prvido de urna expesi-
(toda abrs deprala do Porte *!ir*flate
dos mais afamados fabricaaies do
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exuias. familias, sens nume-
rosos amigos e freguezes a visitaren)
o sen estabelecimento, aim de
apreciarem a grandeza e bom gosto com qae
mo obstante a grande
despeza, o adornaran,-, em honra
desta provincia.
AGHA-SE BERTO DAS 1 A'S 8 AIITE
As machinas de costura
Domestic
S_o reconhecidas ser as mais ele-
antee, as mais duraveis, e em todos
os sentidos
As melhores
presos, e circulares com r_o>
de rodos os estylos, dirijam-
Para
fracBes
3e a
DOMESTIC SEWING
CHINE & C.
SEW-KOBY U. S. A.
MA
m
H
O m W
T\
O
Ala
Precisa-se de urna ama para andar com urna
menina ; na ra do Imperador n. 17, 2- andar.
De 1 Mwa terrea com sotio e sitio"murado c
arborisado, na estrada de Joo de Barros, defron-
te da estadio do Principe, 1 terreno aojlado com 90
palmos de rente, 1 terreno no fundo com 4 mcias
aguas que rendem 38S, 2 casas terreas ra do
Riachuelo ns- 60 e 52 que rendem 31$, 1 sobrado
no pateo do Terco n. 156 defront^ cia matriz de
8. Jos, 1 casa terrea ra do diablico n. 6.
Agente Brillo
Sexta-feira, 99 do corrate
A'b 11 horas
Ra do Imperador n. 24
Agente Pestaua
* asa no Encmenlo
Aluga-sc urna casa perto da estacao de Pirna-
meirim, nova, tem 2 quartos, 2 sal s, cosinha
tora ; a chav>^ para ver, na taverna do 8r. Adria-
no no mesmo lugar, elle indicar-I com quem se
deve tratar, o aluguel barato^_____________
Prccisa-se de utna costureira e de um criado,
nao devenda ter este mais de 15 A 16 annos de
iiade ; a tratar na ra da Saudade n. 16.
Mudarte, a
lei
Bom emprende capital
*'\l; feii'.i 99 do correte
A'S 11 HORAS
No armazem da ra do Vigario Hicnorio
n. 12
O agente Pestaa competentemente autorisado
levar a lei lao os predios abaixo mencionados, os
quaes acham-se em perteito estado couservaco e
com calcadas de pedras de Lisboa tornando se re-
commendaveis pelos bous rendimenton, o serem
vendidos livres e desembarazados de todos e qual-
quer onus
Casa terrea sita a ra de Santa Therexa n. 19,
rendendo 2224000 annual.
Urna dita dita n. 21, rendendo 2225000, urna
dita dita n. 27, rendendo 222000, urna dita dita
n. 40 rendendo 390000.
Cujas casas tem tnm quiatal e cacimba com
excellente agua.
Casas terreas sita a ra de Lombas Valentinas
ou'trora Aguas Verdes n. 4 rendendo 270J0OO u.
7 rendendo 2400u0, e n. 10 rendendo 2105000.
Casas ter raes sita A ra da Palma n. 7 renden-
do 2404000, dita dita n. 9 duas meias aguas ren-
dendo 1444(00 dem idem n. 11 rendendo 2654".
Casa terrea sita a ra do Calabouco Veiho n.
6, rendendo 2404000.
Todas estas casas se tornam recommendaveii
pelo seu bom estado de conservacao e m.lhor ren-
dimento.
Correia & C. Successores mudaram seu escrip-
torio para a ra do Bom Jess o. 14.
AVISOS DIVERSOS
Precisa-te de urna professora para engenho
que saiba tocar piano e mais trabamos de senho-
ra : a tratar ua ra do Imperis 79, 1 andar,
com o Bsro de Nazareth._____________^_^_^_
Os abiixo auignados, curador fiscal e de-
positario da _nssa fallida de Antonio Francisco
Corga, previnem aos inquelinos das casas perten-
centtes mesma maesa, e situad, s em Qoyanna
que nao pagiem aluguel algum ao procurador
constituido pelo fallido, e cujos poderes cessaram
pela abertura da fallencia, devidamente publica-
da. Os mesmos inquelinos estio responsave
pelos alugueis que pagarem indevid onente a dito
procurador, que procedeu criminosamente rece-
bendo ditos alugueis. Recife, 21 de dezembro de
1885.
Dr. Ferrer.
Jos Fa latino Porto.
__ Est para alugar um bom sitio todo murado
e bastante arborisado, com grande casa, sito
entrada do becco do Padre Inglez, d< fronte da
estacao do Caminho Novo, perto da lmha d
bonds de Fernandes Vieira. tem agua e gar ; a
tratar no oit" do Corpo Santo n. 2o.
__ Aluga-se o 2' andar da casa n. 1 do pateo
do Terco, o 3- da de n. 3 ra da Penha, o'l-
da de n. 19 mesma ra, o 1- da de n. 18 ra
Direita, o 1 da de n. 66 mesma ra, o 1- du
de n 35 travessa de S. Jos, o 1- da de n. .11
ra estr Ita do Rosario ; as terreas de ns. 41
i roa do R.ngel, 26 ra Duque de Caxias, 1 do
pateo do Terco, 27 ra de Lomas Valentinas,
24 a ra da Arago, e a casa de n 35 a ra da
Viracao ; a 'ratar na ra do Hospicio n. 3i.
Aluga-se a casa com sota, toda catada e
pintada de novo, sita a ra da Fundicao n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez ce
Olinda u. 8, lithographia.________________
__Aluga-se o armazem da ra do Marques de
Olinda n. 18 ; a tratar com Par nte Vianna &
Companhia __________________
__Aluga-se casas a 84000, no becco dos Coe
ihos, junto de S. Goncalo: a tratar na ra da Im
peratriz n. 56. -______________
Precisa-se a.ugar urna e st espacosa, com
agua e ga;: ; na ra da Imperatriz n. 35, segundo
andar.
Precisa-se da urna cosiuhsira ; na 'ua da
Imperatriz a. 35, 2* indar.
Precisase de um caixeiro na ra de Maris e
Barro casii n. 44 para taveraa, qoe tenha 13 a 14
irnos de Hade, e com pratica de vender.
_ Offerece-se para ama de casa de pouca fa-
milia urna mulher de idade ; no becco do Bernar-
do n. 51______________________________________
Aluga-se a loja do sobrado n. 187 i. ra do
Coronel Saassuna, com 5 quartos, 2 salas, cosinha
-fra e quintal, por preco razoavel ; a tratar na
roa larga do Rosario n. 44.
A rita que tinha de con-er com a ultima lote-
ra de Janeiro, foi tranfenda para a sexta lotera
de lvreiro d corrente anuo.___________
Escola dos pobres
O professor particular, abaixo assivnado, abril
em seu collegio ra da Matriz da Boa-Vista n.
34, um curso primario gratuito para 2i meninos
pobres e desvalidos, fornecendo aos alumnos li-
vros c mais utensilios necessarics ao ensino. Adra-
se, portante, aberta as matriculas para as crian-
cas orphas desvalidas, que quiserem frequentar o
respectivo curso. Ra da Matriz da Boa-Vista
numero 34.
Julio Soares de Azevedo.
Borracha para limas
Receberam Rodrigues da Faria C, e teem
para Tender em ceu armasem ra de Maris e
Barros n. 11, esquina da ra do Codorniz.
Farinha de trigo nova e de
superior qualidade
Retalha-se em lotes
yontade do compra-
dores o carregamen*
de farinha de trig"o em
saceos chegado do Rio
da Prata pelo paque-
te inglez Libbie H,
a tratar no armazem,
ra do Commercio
n. 4.
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JcRheumatiemo Caeros,Bobas birpgens'
etodwae molentiae qtietenho euaopi^em
na impureza do sangue rienda a sjphilfi.
<^Un.
~vi*Y^jyt<)v*** atice, xpr0U, com. a.wMfu,.
*-*>ve_edj9vAcv mfwntfl _vt_W_ l'ranrixio tins < liac:is (ionralves
Mana da CttiieaifAo t'.u.alves, Amonio R. de
Alcntara, Joii > Vasconcellos, Mauotl Lope.s Kibeiro, Francisco
A. de Oliveira, mJ e coinpaiiheiros do finado,
mandara resar urna misra na igreja da Santa Cruz
no dia 29 do concite, s 6 horas da ininh, s-
timo da do sen passamento, e para s"o fim con-
vidam aos s<-u3 jt re.tes e amigos A asaieliremn'as,
eonfessando-se desde j extremamente gratos.
I'ranrinro de AaolS) Cnulro e
Silva
D. Lucina Xavier da Fonsfca Castro e sfus fi-
lhos, Manoel d) Nascimcnto Fcrreira Castro, Joilo
Facundo de Castro Metieses, Domingos Jos de
Castro 9 Silva, Etelvira de C.stro Ferreira o sua
filha, Josephina Leopoldina de Castro, Joao F-
lix Pereira e sua espaa, Simplicio Fouseca e sua
esposa, agradecem coidialmente todas as pes-
soas que acompaoharam al a ultima morada os
restos mortaes de seu sempre chorado esposo, pai,
irmo e cunhado, e de novo as convidam para as
si8tirem as missas que mandam resar uas matri-
zes na Boa- Vista desta cidade e da cidade de Pal-
mares, quiata feira 28 do corrente, s 7 1[2 horas
damanbi, pelo que antecipam sua eterna gra-
tidao. ____________________
Cu
o



.i/JBORATORIO CfENTRAt Off BO0UCTO8,fj|jEVciMA
i Mfl0RA_A8ftUtM?
wRuadloVteeendedoRio Bp_-riAe
!?------RIO DE JA3TKIKO-------
FUNDICAO GERAL
ALLANPATERSONa-C
N. 44Eu i do Brum-N. 44
JUNTO A E? fA(JA0 DOS BOJOS
Tem para vender, por pra, mdicos, as seguintes ferragenB :
rachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivacoe.s de diversos t a man Los.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Grradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 a 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, o aasentamento de machinismo e execuum qaalqu
o com pereicSo e presteza '
trabalh

^
^mm\k aii^
Crystal
' SABAO
transparen1-
W5KI
conhecido do miando inteiro
como o mclhor mais porfoito
de todos os sabaos de toilette
Especialidade.
Estrados essencias triples
de uheiros. Agua de Colonia.
Vinagres de toilette. Pos d'ar-
roz. Pommad_>- Azcitcs 6 to-
das clases de perfumaras finas
Superiores quadarfes.
Depsitos as princpaes Per-
fumarias, Pharmacias Cabel-
leireiros do Brazil.
Madalhade Frogrcss? Vior.na 1873.
CALLOS
O MELHOR E MAIS INFALLIVEL EX
TRACTOR DOS CALLOS E' A
Majnardina
porque os extrahe completam:nte,sem causar a
minina dor.
E' fac de applicar, nao irapsde de se andar
cacado e tem o sen effeito comprovado por attes-
tados insuspeitos o em numerosas applicacocs que
nunca falharam. Nao confundan, nem reen-
ganem com outro preparado. S verdadeiro o
que se prepara e vende na Drogara e Imperial
Pharmacia Dinz.
37Prafa do General Ozorio-57
Deposito em Ptrnambuco, pUaraiacia de
Hermes de Souza Pereira & C,
Successores
Bi lio Mamnez ie Olinda i il
O abaixo assignado, Dr. em medicina pela Fa
"uldade do Rio de Jancir>, cavalheiro da ordem
de1 hristo por Portugal, me iic i adjnnto do Hos-
pital da Veneravel Ordem Torceira do Oarmo, da
caixa de D. Pedro V, agraciado com a medalha
humanitaria por esta pia instituida:), etc., etc.
Attesta que o remodio denominad > MAYNAIt
DINA, preparado ptrlos Srs. Diuz & Lorenzo
na imperial drogara e phannacia l'iniz, infal
lvel para a extraerlo dos callos. Ootrosim
attesto que tendoem si empregadn, colheu os me
lhores resultados a ponto de p tinas as mais justas
O que attesta verdade e jara sob a f de seu
grao.
Rio, 10 de Dezembro de 1585.- Dr. Franeitco
de Paula Cotia Jnior.
CAMINAOS DE FKRitO
PORTATEIS
DE
&
ALBERTO HENSCHEL & G.
52-R14 DO BAR40 D4 VICTORIA-52
O aba _o assignado tem a honra de participar ao respeitavel publico d'esta
capital e do interior, que-Reassumio a gerencia d'este grande e bem conceituado esta-
beleci ment, onde j por longos annos tem oceupado o mesmo lugar.
As Exmas. familias e pessoas que desejarera hnralo com suas encommenda*
encontrarSo all os mais modernos e aperfeicoados trabalhos concernentes a arts
photographica e modicidado nos precos.
C. Marzo,
Gerente.
DE IM( I \ i: I I. V
Constructores do melhor material para
oarainhos de ferro industriaos. Fornecedo-
rfs dos Arsenaes e caminhos de ferro do
-stado belga, do Governo colonial das In-
dias Neerlandesas, etc., etc., etc., etc.
Vas terreas porfafels Hesmon-
taveis fixas, trilbos de ferro e de ac, por
precos iuferiores as de qualquer outro sys-
'..nia, sendo mais duraveis e mis prati-
08.
Pequeas locomotlTas wago-
a<>tes especiaos pira fabricas, exploracSes
agrcolas, aterras, minas e engenhos de
issucar.
E*t_beli'ci!)s n.i centro Je um paiz que
produz le id e n$e as mais econmicas
hondicdVs, as dfficinas de Verharren & de
Jnger, s!:i da su.i situacSo em urna loca-
i ade ondi; i mSo obra barata, go-
fflia da vuntgiMD sera e especial para a construc$_o de ca-
jiinhos (e ferro a-i aicnn<.-e >le todos. Os
se us prej ta desafam a ourUquer concur-
rencia.
Para infoi;.. jam-se a
Theo. Iiist
2 LARGO DO CORPO SANTO 2.
Remettem m catalogo^ Ilustrado* quem
pidir.
B AMOS DE MAR
Saperiorcs eostumes de excellente fo-
zenda e milito bem preparados para banhosde
mar.
i-

Para senhoras.
Para horneas.
Para crianzas .
101000
8000
5^000
PASTILHAS
De ANGEL1M & MENTRUZ
?_
__

_P
B
__
S3
5-
_>
ss
es
o?
w_
c
_5
O Remedio mala efficu e
Seguro que se tem descoberlo ale
hoje pera expel'ir aa ombrgas.
ROOIAVROL FUERES

Recebemos ltimamente nm grande sor
ti ment de diversos tecidos novos para vesti-
dos e i n t eir mente apropriados para a pre
sent estacao.
LO7RE
FANGISGO GUKGEL DO AMARAL & C.
M Primeiro lo Margo n. 20
ESQUINA DA RA DUQUE DE CAXIAS
N. telephonico 458
TINTURARA
OTTO SGHIVEIDER
SUCCESSOR
Mlhias de Albuquerque 11.25
(AMIliAIU A DAS FLORES)
Tinge e limpa com a maior perfeicSo toda a qualidade de estofo, e fazendas
em pecas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo o
trabalho eito por meio de machinismo aperfeicoado, at hoje conbecido.
Tintura preta as terjas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os das.
]


f
6
Diario 4e Pemanbuidi|uaita--feira 27 de Janeiro de 1886

i

Aluga-se
. t e 8' andar do sobrado 4 ra do Brum
tratar na padaria.
Ataga-se barato
> 1.' i 9.' andar 4 travesea do Campello n. 1
O armazem e o 1." andar da ra do Bom Jesui
47.
0 1. andar da travesa do Caraw n. 10.
1 loja da roa do Calabouco n. 4.
A. caa da ra da Palma n. 11.
A. casa da na de Launas Valentina n. 7.
a. casa da ra da Ponte Velha n, 22.
k casa da Baixa Verde n. 1 B Capunga
1 tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
dar.
Aluga- se
a 9* andar da roa do Livramento n. 26, com agua
e bauho ; a tratar na loja.
AlH-M
ama caaa ns ra do Coronel Suassuna n. 198 com
sotao interno ; a tratar no largo do Corpo Santo
a. 4, 1 andar.
Uuga-se
segundo andar da ra da Lmperatris n. 24 ; i
---------:. ------de Dt e
tratar na agencia
dro II n. 73.
pro ressiva, praca
JOIAS
MIGUEL WOLFF & G
Participam ao res
peitavel publico, que
continuam ter um sor-
tmento de joias das
mais modernas e dos
mais apurados g*ostos.
Compromettem-se
a vender mais barato
do que em outra qual-
quer parte.
Casa na Torre
Aluga-se urna casa na ra do Rio, cm bona
cammodos e bastante fresca ; a tratar'na ra ar-
ga do Ro ario n. 34, pharmacia.
ProtVssora
Ufferece-se urna pr fessora para leccionar em
alguna collegios e casas particulares as seguintea
ateras : portugus, francs, msica e piano ; a
tratar na ra do Mrquez do Hit val n. 20.
TNICO
/
Engomiiiadeira
Precisa-se de urna que engmate betn '. etjsa-
bs* e que nao duerna fra, para casa de pouca
familia ; nt praca do Cande d'u n. 30, terceiro
andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para todos os serricos
de duas pessoag ; na ra Imperial n. 200-C.
Ama
Precisa-se de urna ama para engommar : na
Capunga (antigtrua da Ventura) n. 3.________
Ama
Precisa-se de urna ama qne saiba engommar e
coser; na raa de Riachuelo n. 57, porto de
ferro.
Ama
Precisa-se de urna ama para todo o servico do-
mestico em casa de pouca familia, dando flanea
de sua conducta ; a tratar na ra da Madre de
Deus n. 8.
Ama
No largo do Corpo Santo n. 19, 2 andar, pre-
isa-se de urna ama boa cosinheira, que durma em
casa e d peaaoa qne abose ana cuadrada.
Ana
Precisarse de una perteita cosinheira paca asa
de pequena iamilia no Slooteiro ; a tratar na na
i Cabug n. 14, 1 andar, de meio dia s 3 da
tarde.
Ama
' Precisa se;de urna ama para coiinbar e comprar
e mais servico de casa ; na ra nova de Santa
Rita n. 47.___________________________________________
isa-se de urna ama para cosinhar e com
arar, para casa de familia : na ra do Visconde
X
Precisa-se
Ucyanna n. 138.
ecisa-se de urna para cozinha, por
Precisa-se
durma em easa; a tratar a raa
Olinda n. 6
urna para cozinha, porm que
do Marques de
Ama
Precisa-se d i urna ama para cosinba na ra
io Visconde de Albuquerque n. 24, sobrado.
Vende-se
doce de caj seco ; na ra de S. Jos n. 16.
Engonmadeira
Precisa-se de urna engommadeira que tome
cont da roupa de urna pequena familia, para la
Tar e engommar em sua casa, por ajuste mental ;
a tratar no pateo do Carmo n. 18, 2- andar.
Compra se epata-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte, bem
como
MOEDAS
de qualquer qualidade.
Na ra do Impera-*
dom.32, loja de joias
ulio Pierstenberg
Preoarao&o de Productos Vegetaes
PARA
EXTINQiO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JvIartinsTbastos
Pernutnbueo
K. DE IIRISIW 4 C.
Ra fl BoB-JBsns 18
(ANTIGA DA CRUZ)
Casa de commissoes
Grande e variado sortimento de amos-
cas e catlogos de prodceles da Allenn
lila, Franja, Inglatera, Austria, Hespanh
talia e Estado-Unidos.
N. B. InformacSes sobre machinismos
-gricolas, ditas para ongenhos oentraes-
tombas, etc. para incendios a outras m,
hias e utensilios
ILOGIGS
0 MUSEO DE JOIAS
MIGUEL WOLFF & G.
Offerec im ao respei-
tavel pnb co um gran -
de e variada sortimen-
to de relogiosdos mais
acreditados fabrican-
tes, e se acham habili-
tados a vender mais
barato do que outro
qualquer, visto rece-
berm directamente.
Todos os relogios
vendidos n'esta casa
sao garantidos.
Hna li ttim 14
Diario de Pernambuco''
de 3 de Janeiro deste
anuo
Comprase no arma-
zem de molhados ra
da Ponte Velha n. 54.
Ao publico
Una aanhera habilitada se offereee lescio&a r
primeisaa lettras e trabajaos de agulfca em, coUe-
gios oa ca casas particulares ; qoem da satis
prestimos., precisar, poda dirigir so ra do Co-
rones SuasBuna n. ?
Casa para morada
Precisa-se alngar urna casa qne tenba bons
eoawaodoe, agua e gaz, e que tenha ^Bmtal aae-
ta typor/apbra se oir quem qneir .
Escola par cular
De intrtiea prisa aria para o
sexo masculino
34 KMA OA KATBZ DA, BOA VISCA 34
O abaizo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico deata capital, que abri sua. escola particular
de instruccio primaria para o sexo masculino, 4
ra da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao enstau de seus alnmacs.
O grao da escola consta: 1er, escrever e contar,
desenlio linear, historia patria e nocoes de trances.
Garanto um rpido adiantament em seos alfa-
nos, pelo seu systema de ensino, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e asna es
merada dedicac3o ao ensino, fazendo com que os
seus decipulos abracem e amern de cosaca as,le-
tras, ros livros, e ao astada, gaittado-os no- eaaii-
nbo da intelligencis, da honra e da dignidade,
afim de qne venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio, e da lei, c um verdadeiro
cidadio brasileiro.
Espera, pois, merecer a confianza e a proteccao
do distincto povo pernambucano, e em particular
tem fe robusta em todos os pais e tutores de me-
ninos que queiram aproveitar um rpido adianta-
ment de seus filhos e tutelados.
Comquanto ousada seja esta tentativa, todavia
espera qne os seos ineansaveis estorcos, e os sens
puros desejos, sejam coroados com a feliz appro-
vacta de todos os filhoe do Impe.-io da Santa Crus.
Mensalidade2000 pigos adiantados, no acto
da matricula.
Horariodas 9 horas da, mflnbfi s 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meis-pensionistas por
menaalidtdes razoaveis e lecciona por casas parti-
culares a ambos os sexos.
Julia Atoares te Azevedo
34 BOA OA MATRIZ DA BOA-VISTA 34
Lnvas
cao
Fabsica sa par medidas, em 2 boras, peafei
preeos modieos, alefranwa, materias de> euparior
tualidade : saa da Cabag* n. 7, 1
T
Leonor Porto
ii
a
y
to Ja*Herador AS
Prinwiro sndar
Coatioa. .a exeeutar os mais difficeis
figarkioi seeebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeico de costura, em bre-
vidade, modioidade em preeos e fino
goato.
1
:
'WvwVWVl~l
Doengas nervosas
RADICALMENTE CURADAS COM 0
\
BROIHURETO LAROZE
3CA.ROFE SED-A.TIVO
dt Cascas dt Ltrtnjtt tmtrgas
com BROWURETO POTASSIO
APPROVADO PELA JUNTA DB HYOIKNK DO BBAZ1L.
O Bromnreo de Potaaaie da
Lauroaa, como todos os productos
fetos n'este estabeleciniiMito, de
ama pureza absoluta, condicao indis-
pensavel para que se obteutia efeitos
sedativos e susodyaoa sobre o
tema nervoso.
Dissolvido no Xarope Larose de
Cascas de laranjas amargas, este bro-
mureto umversalmente empregado
e exclusivamente receitado pelos mais
celebres mdicos de todas as facili-
dades para combater com certeza :
aa affec?6es nervosas do coragSo,
da vias digestivas e respiratorias,
as nevi algias, a epilepsia, o hyste-
rico, a dan^a de S. Guy, a insomnla
daa crianzas durante a dentic&o, em
urna palavra, todas as aljeceros
nervosaa.
No mesmo deposito acha-se venda os seguintes Productos de J.-P. LAROZE:
XAROPE UROZEusffSA- TNICO, ANTI-NERVOSO
Contri as Oastrites, Gastralgias. Dyspepaia, Doras e Calmbras de estomago.
XAROPE DEPURATIVO'
SSSaST'-IOOURETME POTASSIO
Contra as AffecpOss escrofulosas, cancerosas. Tumores brancos. Acidez de sangue,
Accidentes sypUUitlcos secundarios e terciarios.
XAROPE FERRUdlNOSOe^^^
PR0T0-I0DUR ETOFERRO
Coatn a Anemia, Chloro-Anemia, C9res paludas. Flores branoas, RachlUimo.
Btpotite im lodos u bou gagaritu do axll
Pars, J.-P. LAROZE e O, PharmacTTitloos,
2, KUl DES LIOHS-SAINT-PAUl. 2 _|
*t

VIXHO OEFUESNE
IWICO-HTRITIVO
J Ctrn, tuimiii**)
Sendfl o Vlnho QftresiB "fu josto delicioso, Uro-
E o mtf p tcioso de todos os tci-ic-os; soto a sus
ii'fluonta, das canecem-sa as accideatea (ebria, retase*
o aspeHie^fortiloccni-se of muscul a i voltaro aa forjas
EsBWSgSavComxito, coi %* in-ippeteaGta,os oree-
oinaautoa rpidos, conveles 9as, molestias <
|SM# H Sfcaisanriai
-iftv
INJECTION CADET
Cura certa em 3 dias m outro mdicamente
SAJ^M* 9, Houlevard JsWseoW V JPAU1H
SAUDE PARA. TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungasnto de Holloway um remedio infallivel ps oa malee de pernas e do peito I tambem pira
as feridas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfermi-
dades de peito nao se recenhece egual
Petra os mates de garganta, bronchites mfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle n&o teera semelhante e para os membros
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto.
Estas medicinas aso preparadas smente no Estabcleciment do Professor Holloway,
78, HOT 0XF0ED STREET (antas 533, Oxford Street), LOsTSBSS,
E veodemse em todas as pharstaci s do universo.
tsT Os compradores sao convidados respetosamente a ezaaanar os rtulos de cada caiza e Pote, se nao team a
direccao, 533, Oitbrd Street, ta fclsificaooea
AS
Enfermiades Secretas!
LSNORRKAGaAS
OONORRHEA8
PLORES BRANCAS
CORRIMENTO8
osmtss oc amtlgos sao curados em 1
IppsjLi ataus em secreto, sen regi-
me nem Usares, sera cansar neja I
niar us orgauoe digesU/os, pelas I
EZXsX7^LS
a injeceflo de
09 MOTOR FQUftN!ER
PAHS. aa. Pino da la Afedaiairm
taoOM to Vatio, s XiBOPEuPisT*
-ai, M Tt, da DELA.NGBENIEB ato os
RRSW
torsl w narii
e^caeia sana e fertfteada por Meastaroi da jasarla*
ds Msdleaaa d> rruca.
\ Sess Oftt. UorpMnm tMm Cotsata da-as asai
l uriaav*- aSaotadas da Toas oa Coqaelvobe,
_fARja SS, nss VsTtaaaa, SS FAFUd
PITOOASAJIPHAKaUeAS I
DO MOWDO.
ast tr. > C i RoiaM
- asafa I

.Dina (emoliou e Ht Cascas m umin saaruc
TNICO RECONSTITUINTF
demedio soberano
CONTRA A
CHLOPtSC, ANEMIA, CARIE DOS OSSOS,
kTt .^"ES DAS VAS DIGEST VAS,
OIARNHEAS CHBONICAS, ROHITISMO,
ESCRFULAS, DEOILIfADE,
COIVALESCENQAS DE FEBS i VYPHOlDr AS
E DE MOLESTIAS GRAVES, ETC.
Va>da em grosso: 7. 49. Honre don
PsaraaetiUes BRIVE (tarrin), raal(l.
DeposiUMi em Pernambuco :
/HAN" 1S.. da SILVA & C

bai PltlBUW tt *"
A HTSamiac,iSV-i xaaolozasa
ees mes, criasoas, amas s convalescentes
or Uio ai r*WfssT ITMSA jTWtarea,
pajuz, a, Aaas vtasorla, s, w*
|sjl>rios ea Pinfjilnm t MMOf M. da SILVA. ffS
NA EXP0SICA0 UNIVERSAU
VINHO de CATILLOM
de OLYCERINA a QUINA
0 mais poderoso tnico reconstitninte praseripio
I nos Ciro* de Doras d'eetomago. Langor, Anemia
Diabetis, ConsumpcSo, Fferes,
Convalecenca, Bszultados dos partos, elr.
O mesmo inho com fe ro. ViNHP FERRUGINOSO Dt
I CSTiLLOH rugeoerador por eteellencia do sangue pobre
I e devorado. Este rinho faz t I rar o ferro por todos
I os estomago e nao oecasiooa prisao de ventre,
ftIS, V, rut Silm-V'ntent rf-P* /. Em Ptrntmbuoot
Irano M. da Slrm e C,apriopM rMiiiiM
IJNICQ VINO QUINADO QUE OF.fEVE f-^
ASj
Csasesta Aaaa i
a arepris pessAa,
"lllafi e Barba a Car "l
tSsfssm UTigranas rspsssss|iiai. Jk
for moit de mo ti\\t%.dt shosmo
= '-
\RA
CASA DE BANHOS
COM DUCHAS
26 PATEO DO CAEMO 26
Este grande eatabelecimento situado no cen-
tro desta cidade, contera 18 quartos, 10 desti-
nados para homens, 4 para senhoras, 2 para
banhos de cliuva e 2 para as duchas. Este es-
tabelecimente offereee todas bh rsntgens que
.se podem desejar, com o grande melboramea-
to iiue seu prnjtrietario acaba de fazer, collo-
caudo uma calci.ira a vapor para facilitar os
banhos mornos e medicinaes; os apparelhos
proprios para o tratarnento pelo STStema hy-
clrotherapien, taes como sao as duchas vertical,
movel, ascendente e a circular, systema este
que um meio enrgico de tratnir.ento que
uetermina nm abalo particular do srateaM
serrosa, cas molestias chror.icas, porm fir-
liinm os banhos fros o seu throno, porque tta
conseguido restabelecer doentes abandonados
e depois de esgotados todas os meios ierapeu-
ticos, e cora o melhoramento das duchas j
m ni tos doentes (recommendadns pel
niedicos) tm adiado cura de M u- males.
O resptito e :< bi'a te observados, em relami s nanrian de cui-
dos os sexos, para o que tem uma (Bviafo a
mais regular nos quartos destinado! aos ba-
nhos. Offereee uma garanta ao roeio ir..;is
melindroso.
Pedimos aos Snrs. Drs. em medicina o obse-
quio de honrurem nosso estabcleci ment cuiu
suas visitas, para se nformareo) de seu i
-.sim recommendai-o a seus di i
te^, aniniandornoa desta arte a dar-ihe um
ue o torna til era todo* ie
casos; a ca:.:. .! 1 mIios estar aberta D
I 'js 10 da aoite asa
tifia .hfi s 4 da i.
Tabfi'la dos Preeos
v?Km*f

Thoni Augusto da Silva Villar
Este senhor veio a Pernambuco votar, mas nao
se lembrou de fazer entrega dos movis que se
acha de posse desde que d'aqui desappareceu e
como tem da proceder 2 escrutinio, provavel
que venha outra vez votar e se desta vez nao fizer
entrega contar-se-ha ao publico o que fez com re-
lacio a este negocio. ____________^_____^^_
Tricofero
de Barry,
Snrante-pe qne
>z creccr o
CABELLO
anda menino liin cabeca
malo calvas)* bem cont asee
cura radicalmenre
a Tlf:HAe a CASPA.
Positivamente impede a
Iueda e o embranqueeimento
o CABELLO oem lodos osea
ios o toma invariavelmentt;
Macio, B1 iEante, Formoso 9
Abundante
Em uaoharna.ideokentas.nnoi
6 tem malor venda que nenhum
out"- >rtpard'j para u cabello cu
tt.(.. oiundo. 4
Agua Florida
de Barry.
DUPLA.
Preparada segundo a formula
original usada pelo inventor nc
I anno de 1829.
Tem duas vezes mais Fragrancia
que ijualquer outra.
Dura duas vezes mais tempo.
E'muitc mala rica de perfume
mais suave.
E'muito mais Fina e Delicada.
Tem dobrada forca Refrescativa e
Tnica no Banho.
Fortalece ao Debite ao Caneado.
Cura as Doros de cabeca e os des*
malos. 1
E'muitissimo Superior a todas aa
outras Aguas Floridas Actal-

Cautelas do Monte de Soecorro
Compram-se na ra estreita do Rosario n. 2.
Cosinheiro ou cosinheira
Prensa-se de um bom cosinheiro ou urna
cosinheira ; a tratar n. ra do Apollo n. 30,
andar, das 10 boras da mauha s 4 da tarde.
Casas para alujar-se
Aluga-se um sitio na Torre, cum boa casa para
morada, muitas fructeiras, baixa para capim, e a
casa terrea da ra do Coronel Suassuoa n. 240,
com bons commodos ; a tratar na ra Primeiro de
Marco n. 17, 1- andar.
Os abaizo assignados, tendo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desenlio cima
ve coeformidade com as prescripces das leis em
sigor declarara ao publico e particulsrmente aos
teas numerosos fregueses, que d'ora em diante
odos os productos que ahirem de sua botica le-
varSo a dita marca como garanta de sua origem
e legitima procedencia.
Roo juay, ol Freres.
:%
0m
'" NOVft/C
Perfumisra..
lAHCfll
Ja
^/^ FORNECEDOR
ffiNECEDOR T.?^
OA CASA HEM-S"*
O^ -i.
Sabfo
i nir-erlor *
Ole i i
Pomada i
Cosmtico i
Irai's-ia,rntr' i
Brilhantina
Perfume

re-tt-1...'.-
pan dciru
>*r dent
"roam
i si, :iot
Ozca
Deposito as principass Psrfuincrlas
Pharmacias a cabelleiriros.
"t"
PARA TINGIRA
Barba eos Cabellos
tintura tinge a barba e os cabellos instan-
aneamente, dando Ibes uma bonita cor preta e
aatural, inofensiva o sea uso e simples e muito
apido; vinde-se na BOT .CA PBANCEZA e
DROGARA de Rouquayrol Freres, succepsore
ie A. CAORS, ra do Bom Jess, antiga da Crus,
ramero 22.
t
mira** on initmUnu, pas
pirjMmffe, sen ltfriso, sos
ts> oa Jun ipplic-
mUUulf garantido
Wupn vetente.
'z^s^iims&s^
oifitis iMffis tSSSStt
aBaaTaaBBaooaTiAa sas coHTaar accobs uj/r
Menoel Antonio Atoaren alai ft-onaeca
D. Cosma Maris da Ponaeca, seas filhos gen-
ros, agradecem oordialmeote a todas as pessoas
que se dignaram acompanhar os restos mortaes de
seu presado esposo, pai e sogro Maaoel Antonio
Soares da Ponaeca, e de novo oa convidam para
assistir as missas do trigsimo dia qua par saa
alma mandam celebrar s 8 horas da ''h^ do
dia 90 do cor rente, na matriz de Nsasa Seabara
da Conoeicio no Bonito e na igreja do Espirito-
Santo, d'esta cidade, mesma hora; por esa* acto
de regiio desde j se rraarsasm wmssnente
agradecidos.
...guas
mente a venda.

Deticoberta Importaatissima.
Puro Oleo de Figado de Bacalhae
COM
IODURBTO DE FERRO/
Barclay & Companhiu-
Cnra radioaliaentc e com segurancaos peorc <-----
ds Phthisica, Kscrofalaa, Kliramatumo, as docncaa
da Espial'.a Dorsal, dos Quadris e dos Ossos, asln-l
- .A... J.. ITi....^n .1^ Pi.im. rln 1*1..:^ t'tf nu.i t-rande ducobcrta o Puro Oleo de
F1"hi1u de KaeoHiao eona lodnrato del
Ferro-dc Barclay tV Ca., New Yorh. ^
lat?ope de Vidal
de Reuter No. 1.
DEPURATIVO E PURGANTE.
Este novo e admiravel purificador de'
sangue acta sobre os intestinos
o ligado, os rins e a pelle.
E'cura infallivel contra a Debitidadel
Nervosa, as Dores de Cabe;. a Dys
pepsia as Sezoos, e contra as doen-^
cas de origem Miasmtica ou occa-(
tonadas por desordene do figado!
ou pobreza e impureza do sangue.)
OS ESPEGffWOS VETFRIlf/fRtOS
HOMEOPATHICOS^S
^=DE HUMPHREY.
' Para a cura de todas as doencas de
Cvanos, ado, Camciros, Caes, Por*
oes. Aves.
Tem sido usado com feKr resultado por
Pazendeiros, Criadores de gado, Car-
ros-ferrig, etc., ele.
_ Oerttfleadoe osado pelo Clovernodos
Estados UbMoh.
fc#" En via-se Polhetos e CartSes gratis.
HdiPHRET'S MEDICIIfE CO.
_____1Q9 Fulton St. Wew-Tork.
Especifico Homeopathico de
HumphreyNo.28.
Usado ha y, mm, OanicosemedioaScaspaia
Debilidad* Nervosa, Fraqueza Vital
e prostrafo, por oscavai vt> trnbalho ou ou trasca usas.
$i por ganat, ou cinco gasxatsa es ganaiaodcpea,
$5.00, ouro americano.
,, A'vknda roa todos os Droguistas. Tambem
er.via-se pelo correo pelo 01050 do coslume.
Kniv a "nsifSiur's Homepata.to
Mestaelaa Co." IOS Futsaa 8b New-Vos*.
V,tL B8fiSffY 8,LK.
Q,LHRBSJOTpit%L.Tw,T-
Julgsndo ser de grande utiHdadc dos negociantes da
Assenca do Sul, terem (ios de seda e retros prepara-
dos em material mais lere do que sejam carretei de
po, estamos promptos a fomecer para exportacao
nos de seda, retroi de seda e seda de bordar, de
todas as Dualidades, preparadas em lanceden-as de
papel oa de pennas como cima representado.
temos todos os lmannos de fio preto e mais de
quinhentos cores. a)
Dinja-sei "Brainerd Arautrona; Os."
6ai Marlcet Street, 6o Broadway,
.U.S.A.
Philaddphia, S. A.
New-rork, 1
Pinlora donieslica
DE
Longinan & Martiney
Tinta di- sedas hh c mem para applicncao imasfl
dlataa seo ni.-iis iiii.-im-a ; qnalquer peasoa (ria-
'lo e menino) pinta c >m perfeico, de groada
vantsgem para o uso domestico. Cf>m esta tinta
podem todjs conservar suas habitacoes era perfe-
to estado de a s io e com peuco dispendio, ella
ezposta venda em pequeas latas c .m famTrl
que pode ser conservada com asseio em qualaner
guarda louca. Vende-se na pharasaeia deHat*
meadeSousa Psreira & C. Successores, roa d
Mrquez de Olinda n. 27.


l
]
-'--------------
IIEBUI


Diario de Pemambncotynarta-feira 27 de Janeiro di; 18*6


n
/

Cosinhcira
Preciaa-se de urna cosiukeira qae engomme
bem e rr.bo^, e que nao durma ra, para casa
de ponw familia na praca do Conde d"Eu n. 30,
terceiro andar
Atten^o
Pede-se ao Sr. subdelegado aa frt-guezia da
Boa Vista que lance suas vistas para os abusos
que se dio no la- ge do Geriquiti, principalmente
aas noitei d.- sabbado para domingo, tendo nena
casa de bebidas espirituosas faz com que se d
todos os aiuauB escandalosos, a ponto de andar-se
com armas prohibidas em punho durante toda a
noite, conti serenatas de toques, isto escndalo
no meio ile urna cidade, que incommoda toda a
visinhanca os taes desordeiros do sooego ; portento
pede se providencias a quem competir.
O amigo do socego.
~" VozUo Christo
Com o n. 12, ltimamente chegado, findon esta
excellente Revista Illustrada e editada mensa-
mente no Porto, o sea segundo anno de existencia,
e sua redaeco, sempre grata a todos seas bondo-
sos e preciares assignantes, dirige-Ibes os seos
sinceros a jradecimentos pela boa aceitacio que
lhe dispensaran), principalmente os Illms. e Rvms.
grs. sacerdotes, directores e directoras de diversos
Collrgios a quem trm sido remettida, e a todos
pede, que continuis a prestar-lhe a mesma vali
Bb coadjuvaco e auxilio em sua nova jornada.
O d. Io do corrate anno, qne brevemente che-
gara, traz intre outras estampas o retrato do vir
tuoso arcebispo da Baha.
Em sua respectiva agencia, ao pateo do Paraso
n. 12, recebem-se assignaturas para o correte
anio, cuja importancia de 5J000 (pagos adiaota-
damente) ter s reconhecido assignaote no fim do
anno um bonito volume de 380 paginas de boa
leitura e ornado eem diversas estampas 1
ExBtem tambem venda, voluu.es da mesma
Revista do inm fndo, adornados com estampas, a
4*500.__________________________________
Cosinheiro
Ns ra do Vicario n. 17, se precisa de nm co
sinheiro._________________^__
Mme. Niquelina
1-
i de lis uto!, eiicsnwi
le cocerta-los, pela nltuna moda
Ra l'rimelro de Mareo a. 19
Junto Botina aravflhoaa
Rap Paulo Cordeire
Novo fornecedor. sem competencia em preco,
vende-se a r;is do Mrquez de Olinda n. 50, raer
cearia dos Srs, Braga Gomes C, e a 1*500 a
libra.____________________________________
Sen. competencia
Farinha de mi i lio. propria para papas, boles,
poe cuscus, d;*A para angii, masa de mandioca
uito bem proparada para bulos e papas, vnde-
se por preco T:isoavel na vua da Matriz da Boa-
Vista n. 3.
Quem (en ?
ouro e arata i compra se onro, prato e
pedras preciosas, por maior preco que em outra
qualquer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
osario, antiga dos Quarteis, das 10 horas aa 2 da
jnrde, diaa uteia.
Nauni
0 Sr. JoSo Cavaleante Mauricio Wanderiej,
Dao do Exm. 8r. Bario de Traounhaom, queira
r ou mandar a ra Duque de Canas b. 73, coa
:'tah o negocio que o ignora. _____________
Collcgio Part-henon
Este collegio acba-se aberto ra Velha n. 40,
e reeebe a umnos ijternos, semi-intornos e extor-
nos.O director,
Ovidio Alves Manaia.
VEHMS
WeleracioNorlfl
Em vista dos grandes progressos da IDEIA de
3ue se gloriam as nacoes civilisadas, o commercio
eve acorar, aahar esse rogresso, visto que elle
o maia poderoso elemento do eograndecimento das
nacoes ; em vista do que annuncam
MARTINS CAPITAO & C.
1 Roa Estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, a
escolha dos quaes, oa annunciantes tm sempre o
maior cuidado, para bem servir os sena numero-
sos fregueses. Lemhramoi, poie, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe
Venham ver pois :
Queijos, flamengo, suisso, etc.
Dito do serto.
Fiambres ingleses.
Chocolate francs Menier.
Dito do Maranho.
Fructos seceos, como :
Pasaas, smendoas, figos, etc.
Ditas uacionaes.
Doce de todas as qaalidades.
Bolachinha inglesa.
Sementes novas de hortalicas
Especialidades em :
Vinhos finos do Porto.
Ditos da Figueira.
Cognac de diversos autores.
vinhos tnicos como :
Absinth.
Vcrmouth, etc.
Licores de todas as quadades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo mate do Paran, em p.
Anda mais :
Formicida Capanema.
Oleo de mocot.
Azeite de peixe.
As cozinheiras
Leques nacionaes (abanos) para coainha a 6J c
milheiro.
E todos os gneros coneeroentes a este ramo di
negocio.
Eucontram-se no srmazem de molhados de
Martin* Capltao & C.
1 RCA ESTBEITA DO ROSARIO1
0,000:000
Liquida^
em contlnuacio na ra larga do
Rosario n. 3*>
Damiao Lima & C, nao p dendo acabar o s- u
grande sortimento de miudezas, em consecuencia
da cryse perqu passamos, continam por mais al-
gum tem:o a liquidar anas mercadoriaa, pete que
de novo convidara ao publico e especialmente
xmas. familias, a qmem pedem toda proteecio.
Admirem !
Punhos e colarinhos bordados par se-
DAS
CORRE NO DA DE FEVEREIRO
nhoras
Ditos lisos
Ditos de cores
Lavas de seda de eo-s
Agua florida. 700 rr. e
Bordados "'e 00 rs. a
Bouit .i. lacos a
Leques de 400 rs., 60. e
Meias para homem
Ditas dem
Dl'as ile cores
U.n par te fronhas de I byrinth j
Urna talas de lubvi-intiio 25$ e
Env- sivns, rs.
Fitas, os. hnco grr varas e outros muitos
ir'igoe que >.-t.w A i xp"'c4u.
R o larca to Bomro n. S8
Damiao Lima & C
2*200
14800
1*500
2*500
1*800
2*000
2*200
1*000
3*00.
3*000
4*000
1*5-0
30*000
320
WHISKY
KOYAL BLEND marca V1ADO
Este exceHeste Whisky Escoasi prefern
ao cognac ou gurdente de caima, para fortifie.
o corpo.
Vende-se a setalbo nos melhores rmaseos
tiolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo n
me e emblema sao registrados para todo o Bras:
BBOWNS & C, agentes
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 3 de Fevereiro de 1886, sem falta.
Fabrica globo
9 9 Bu larga do Rosarlo 8
Manipulacao especial com fumos escolhidos dos
bous cigarros, exploradores, navegantes e fede-
raes. Precos rasoaveis e bons descontoe para o
commercio de retalho.
Tainhas
Vendem se em barris e em qoartolas, e mais
baratas do que em oura qualquer parte ; na ra
de Pedro Alfonso na. 5 e 11.__________________
Luja das Eslrellas
Ra Duque de Caitas n. &8
Liquida es seguintes artigos :
Bramante de linho com 11 palmos de largura,
do preco de 3* e 3*600, a 1*600 e 2*000 o metro.
Bri.n de linho de cores do preco de 2*, a 1*000
a vara.
Madapolao americano de 10* a 7*000 a peca.
dem pelle de ovo, com o titulo mimoso de 9*000,
a 6*500.
Lencos broncos, finos de 2*500, a 1*600, duna.
Guardanapos de 7*, a 4*000.
Bramante de algodo com 10 palmos de largura
a 1*100.
Cretones nacionaes a 240, covado.
Meias inglezas de urna s coi para senhors, de
29* a 7*000 a duzia.
' dem inglesas, brancas de 7*, a 4*500.
Zephiros de 400 res, a 240 o covado.
Atoalhados com duas larguras ds preco de 2*, a
1*300.
E muitos outros artigos que 6e liquidam com
50 /o de abate._____________________________
Koih (lias
Mt'iidoiu'a Primo & C.
Venden* por precos sea
competencia
Las escocesas, padroes modernos a 400 reis o
covado.
Ditas mescladas e lavradas a 500 res o dito.
Velbutnas de todas as cores, lisas e lavradas a
1*200 o dito.
FustSes broncos com lindos desenhos a 400 e
500 res o d-to.
Lencoes de bramante a 1*800.
Callarinhos modernos para horneas a 500 reis.
Setins de tedas as cores, por precos baratissi-
Merinos pretos e de cores para \ istido.
Mantilhas pretas.
Fichs do diversas qualidadea.
Cortes de cassemira para ssnhora, bordados de
seda, atoalhadof, espsrtilhos, tapetes avelludados,
panos d<: crochet, pirohos para homem e senhora,
meias de todas as qualidades para homem e se
ahora e eutros muitos artigos de moda.
Koa Dnpue de Caxlas n.
7*000
10*000
12*000
12*000
5*500
6*500
8*000
3*000
1*600
1*000
TE
DO
Roipa par meninos
A 4*. f*SOO e e*
Na nova loja da ra da Imperatriz
AO
3? Ra da Imperairir. 3?
Loja de Perra da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai
xo mencionadas, que sSo baratissimas.
Palitotj pretos de gorgoro diagonaes e
acolchoados, sendo fuzeadas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cotdo, muito
bem fetos e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de flanella-ssul, sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorito preto, colchoado,
sendo fasenda muito eneorpada
Ditos de caeemia de cores, sendo mnito
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadera, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de mulefkim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Ceroulas de greguellas para homene,
sendo muito liem feitas a 1*200 e
Colletinhos de greguella muito bem feitos
Assim como um born sortimento de lencos de
linho e de alfodao, metas oruas c oollarinbs*, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
K i sea dos largos
a tOO r. rova*o
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
riscadinhos proprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo oarsto proco de 200 rs. o covado,
ten Jo quasi largura de /hita francesa, e asstm
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o cov
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : na
loja ao Pereiro da Silva.
FwstSea. aetiaelaw e iKlana a tOO
r. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes broncos a 500
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-cores,
fi-senda bonita para vestidos a 600 rs. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. covado. pechincha : na loj>
do Pereira da Silva.
Merino preto* a lASOO e OOOO
Vende-se merios pretos de duas '"mro* para
vestidos o roupas par meninos a 1*200 e 1*600
o covado, e suoeror setim preto para enfeites a
1*500, ssim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures brsncos, de 240 a' 320 rs. j na aova
loja de Pereira da Silva i ra da Imperatris nu-
mero 32.
AlKodozinho francs para lencoe
a OOOra.. ll e UtOO
Na loja da ra da Imporatris a. 32, vende-se
superiores algodosinhos franceses com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lencoes deu
s<5 panoo, pelo barato preco de 900 rs e 1 *0OO o
metro, e dito trancado pa a toatbas a 1*280, as
sim como superior bramante du quatro larguras
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; n* lfja
do Pereira da 8ilva.______________
Fogoebomba
Vende-se um fogo de ferro, economice, preprie
para casa de familia, e urna bomba de repuxo,
tudo em bom estado ; a tratar ne largs do Mer-
cado n. 6. _________ ______
da ra da Imperatris n. 32, se
vende um variado sortimento de vestiarios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nita curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditos
de molesquim a 4*500 e ditos de gorgorito prato,
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; na
loja do Pereira i< Silva.
EXTRACTO TERCA-FEIR4. 3 DE FEVEREIRO
ANSFERIVEL
O portador que possuir um vigsimo desta importante
lotera est habilitado a tirar 12:5oo$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Marco n. 23.
COME 3 DE EEYEErMODE 1886, SEM EALT4__________
irMciinif
4o d. 17
Na ra de Hortas n. 17, vende e a erdadeira
carne e linguica d.o serto, e aluga se *om wuto
commodos e fresca a cata terrea A ra de S. Oon
alio n. 36.

los 4:000^000
2ILHSIES SABASIIDr
toa Primeiro de Har?o n. 'h
O abaixo assigna'lo tendo vendido nos
bous fortunados bilhetes garantidos 4
qusrtos n. 1643 com a sorte de LOOOJJOOO,
atm de out.as sortea de 32,9, 165 e 8&, di
otera (33.*), croe se acabou de eztrahir.
onvida aos posauidores a virem receber
na conformidade do costume sem desconti
a (gura.
Acham-se & venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 46.a parte das 1
ras i beneficio da Santa Casa de Miseri
cordia do Recre (34.a), que se oxtrahir
quinta feirs, do corrente.
Pre?o*
Inteiro 4|J000
Meio 2.9000
Quarto 10000
Kn qnantldade maior de too*
Inteiro 3500
Meio 1#750
Quarto ($875
Manoel MarHra Finta.
\0S 4:0000e
E
\:
^raija da independen
cia ns. 37e 39
Acham-se a venda os feliaes bilhetes
garantidos da 34a, parte da lotera a beneficii
da Santa Casa de Misericordia do Reeife,
que se extrahir no dia 2S do corrente.
Preeoa
5ilhete inteiro 4^000
Meio 2^000
Cuarto 15000
m porelo de lOOJOOO pai;
ciaia
Bilhete bteiro 35500
Meio 15750
Qaarto 875
Autonio Augmto do Sant Porto.
Iw 4:0005000
BiHETEu QMlRUOo
Raa do Bario da victoria n -4
e casas do cosame
Acham-se venda, os feliaes bilhetei
garantidos da 46.a parte das loteras a
oeieficio da Santa Casa de Misericordia
do Reeife (34a) que se extrahir sexta feira,
29 do corrente.
Precos
Inteiro 4JOO0
Meio 21000
Quarto I5OOO
Ka porcio de 10i>*00 par
tina
Inteiro d|W0
Meio 1*760
Quarto *875
Joo Joaqu* da Cotia Lstre.
"" Correias
de sola nrlesi, de i a e de borracha, de diver-
sas larguras e groesoras ; vende-se barato na
tandicao Villacs, raa do brua n. 54.
\os4:000$000
16-Rua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da lotera n. 34a em beneficio
la Santa Casa de Misericordia do Reeife,
que se extrahir no quinta feira 28 do
correnta.
Inte-ro 4#)00
Meio 24OOO
Quarto 15000
Meado quaatldade superior
a 1 0:000
Inteiro 35500
Meio 15750
Quarto 5785
Joaqun Piru da SsIm
Cabriolet e victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria, asa fm
feito estado : a tratar na rea Duque de ~
namero 47.
ILEBIVEl




8
Diario de Pernanibuco(|uaila--leira 27 de Janeiro de 1886
L!TTRATflR\





\
OS
FILHOS
DO
DBJ^.3[NrXD(XX3a
Os espiritoa maldizentes e satyricos af-. E se agora ajuntarmos a todoa estes gra-
firmam que as horas de jantar so tem ido've i inconvenientes o singular vestuario,
POS
S. CAfBia
TSRCSIRA
O Bario de
PART2
Grandair
( Continuando do n. 20)
I
A RA DOS IGLEZES
Levantar-se s seis, s dez jantar
Ceiar s seis, logo s dez deitar
D vida ao homem, e faz vigorar.
Este proverbio, ecn voga era era alguna
sitios do campo, ainda que com algumas
variantes, era muito seguido no comego do
seculo dezesete, o apesar de ser demons-
trado por urna intinadade de exemplos que
a sua prescripgao hygienica nem sempre
alcangava os resultados promettidos, era
usado religiosamente por tolas as classes
da sociedade francesa, principalmente no
que dizia respeito hora de ceiar e de dei-
tar.
O uso de jantar de manha* era adoptado
por todos, at mesmo pelo corte, porque
em urna passagem do poema de Reguies,
vemos um creado que jura ao amo :
.................... Que meio dia dado
E que no palacio do re, todo o mundo tem jantado.
E' digno de notarse que conforme os
seculos teem avangado era idade, se teem
retardado para mais tarde as horas da co
mida.
Por exemplo, no seculo quinze e no
principio do dcimo sexto, a hora de jan-
tar, regularmente, era s dez.
o fim do seculo dezeseis jantava se s
dez horas. Luiz XIV jantav ao meio-
dia. .
Portanto as cortezXos que assistiam ao
jantar do rei, o faziam depois d'ella urna
hora, e este uso que se estabeleceu com
custo, como se v pidas cartas da senhora
de Levique, prevaleceu afinal no cornejo
do seculo dcimo oitavo, e no tempo da
Regencia, em que a hora de jantar era
urna.
t O tempo que as senhoras levavam ao
toucador, diz Legran d'Aussy, na sua Vi-
da privada dos francezes, fez demorar o
jantar at s duas horas.
a Este uso era seguido em certo numero
de casas, haver uns trinta aunos, aponta
este auctor, cuja obra apparoceu em 1782,
mas era a demora mais consideravel que
se oonhecera ; actualmente qaem janta a
esta hora muit> diligente. Qaasi todos
janeara s tres horas, e milita* p"ssoas s
quatro.
lo tempo do Directorio jantava-se s
quatro horas, no do Consulado s cinco, e
no da Restauragao o jantar official era s
seis.
Finalmente, na poca era que escreve
inos estas linhas, os jantares de apparato
ainda Bao mais tarde, silo s sete, horas
quasi admittida ; em muitas casas porm os
dao s oito.
Se assim so vai protrahindo em igual
proporgo a hora de refeigilo principal, a
que hora jantaro os nossos filhos e os
nossos netos; e os nossos bisnetos nilo jus-
tificarlo o dito de certo gracioso que pre-
tenda que acabara por se ir jantar no dia
immediato quelle era que se recebesse o
convite!
adiando, medida do atrazo, era que tem
cabido o espirito, a arte e, por assim di-
zer, a soiencia da conse:vagao em Franga,
e partera d'este principio pata censurar o
pobre seculo dezenove, tSo calumniado por
seus proprios filhos.
Tecra elles, ou nao, razio ? Nao da
nossa competencia julgar urna questao tilo
delicada.
O que somente podemos contestar, sao
os esfjrgos evidentes, continuos e, infeliz-
mente coroados de sucoesso, que actual-
mente se fazem para diminuir o tempo con-
sagrado s reunioes intimas e s festas de
familia.
"Deve todava dizer-se que na poca, do
que data a nossa narrago, j anta va-so de-
manhS, ceiava-se hora, era que se janta
actualmente, das quatro s seis; esta refei-
gito era sempre ligeira o os convivas esta-
vara livres, hora, em que agora nos sen-
tamos mesa.
Os bailes, as reunifSes, as assemblas co-
oicgavam ao anotecer e estavam no apo-
geo hora em que as bellas do seculo
actual comegam a tratar dos seus toilettes.
Assim, no momento, em que mestre Eli-
des, obedecendo aos seus hbitos, so dis-
punha a ir ter cora os filhos residencia
misteriosa, eatabelecida no meio das rui-
nas do antigo convento dos Agostnhos, isto
quando as nove horas soavam em Santo
Eustachio e eram repetidas successiva-
mente pelos relogios de cada urna das igre-
jus de Paris, o baile dado corte por D,
Pedro de Toledo estav4 na sua maior ani-
uagilo, e os pares dansantes affliiain s
elegantes salas da embaixada, que eram
pequeas para a multidao agglomerada
porta.
O palacio do enviado de Sua Magosta le
Cotholica, era situado, como j dissemos,
perto da porta de la Tournelle, a pouca
distancia do convento dos Bernardinos.
Des le as sete horas da noite, a ponte
de 8. Miguel, a Ponte Pequea, as ras
de Huehette, do S. Julie, de Tonase, dos
Ratos que ia dar esquina da ra dos In-
glezes, onde era o palacio diplomatitico, ti-
nhi.m sido pisados pela multidao aristocr-
tica dos cavalheiros e damas que concor-
dara ao convite feito por D. Pedro.
Nada mais differente menos e com modo de
que os diversos modos adoptados entilo pelo
uso, ou acceitos pela necessidade para af-
frontar as intemperies das ostagoes, as la-
mas de Paris, e os perigos de toda a es-
pecie, que se corra n'estas ras negras e
desertas.
Eram raras as carroagens : poucas ca-
sas as tinh m, o o proprio rei b tinha
urna para si e para a rainha, de maneira,
que escreveu ura dia a Sully : tNo o
posso ir vor hoje porque a rainha saiu no
seu coche.
As maneiras mais vulgares de locorao-
gSo eram, os cavallos para os homens, e
as liteiras pan as raulheres; mas urna e
outras apresentavam serios inconvenientes.
Quando chovia e fazi* lama, os cava
lheiros expunbam muito os seus fatos de
se la e de velludo atr*vassando a cidade a
cavallo, e os seus raanto3, apezar de coin-
pridos, mal os protegan contra os rigores
do tempo
Em quanto s liteiras, apezar de dou
radas e pintadas com brilhantes escudos,
diz o Sr. de Branturao, nao offereciam um
abrigo seguro s senhoras revestidas dos
seus atavos mais brilhantes.
Tinhara cortinas de couro, mas o vento
ou as arrancava ou as levantava, o mais
do urna vez a queda do qualquer doa por-
tadores arrastava comsigo a nobre senhora
sentada na elegante liteira.
As proprias carruagens, ou abortas por
todos os lados, ou abafadigas, se os posti-
gos iam techados, nao eram tambem de
grande commodidade.
Bassoropier 3 ainda nSo tinha introduzido
era Franga o luxo dos vidros para as car
ruagens, luxo que devia levar de Italia
alguna annos depois.
que usavam as senhoras no reinado de
H arique IV, fcilmente ae comprehende-
r que ir a um baile de grande toilette era
n'aquella poca um negocio mais impor-
tan te e raais difficil do que fazer hoje urna
viagera de duzentas legoas.
Felizmente, na noite di test dada por
D- Pedro, a atmosphera estava pura, o ar
vivo, e os convidados nilo se viam arrisca-
dos |]s immundicies que enchiam. as raas.
Era ura espectculo curioso e 3ngular o
pue a prosentava a corte drigindo-so ao baile
da embaixada.
A raaior parte dos homens, montados era
soberbos cavallos, escoltados por criados,
ou para so defenderem de algura ataque,
ou para ostentarem luxo, atraveaaavam a
68treitas e sombras ras da velha cidade
de Paris, allumiados por grossos archo-
tes.
Alguns senhores levavam garup 1 a
esposa ou alguna das filhas, e estas, le
vantando com cuidado as sai as, e garant n-
do o mais possivel os poquenos ps dos
salpicos a lama, apertavam-s contra o ca-
valleiro.
De _t rapos a terapos, algumas liteiras
transportavara os convidados ra is abasta-
dos, e algumas carroagens rodavara para o
lugar da festa.
A entrada do palacio do erabaixador es-
tava sumptuosaraante Iluminada, nao s
por nocessidade mis para evitar os cho-
quos as proximidades da porta, visto que
as ras da capital, chagada a noite, erara
uns antros tenebrosos.
Em todo o cumprimento ds palacio, urna
veriadeira nurem do cralos, de lacaios,
de palafreneiros, de portadoras de liteiras,
obstruiam a ra d >s Inglazes o o p itoo do
palacio.
Esta raulti lo ruidosa gritava, disputa-
va, andava de ura lado para o outro, em
toda a parte haviagraudo tumulto do ca
vallos e de homens, e un misturada
de libres, onda uada se poda ouvir, nem
distinguir.
Si nos lembrarraos qm n'aquella poca
todos os grandes senhoras nao saiara das
suas habitagSaa aera un grande aequito de
pagena, lacaios, ofiiciaes, finalmente, sem
um verdadeiro cortejo do criados de toda
a especie, nilo nos deve causar ospanto o
numero daquelles que csperavamjua ra,
era quanto os amos entravam no palacio,
numero que, aera exageragilo, excedia o
triplo dos convidados do ombaixador.
A' chegada de cada cavalleiro, de cada
carroagem, de cada litara, um raovimento
lento ou rpido, sempre em relago cora a
condigo do recemchegado, apressado se 1
tratava de individuo de importancia, indo-1
lente se era pessoa da segunda nobrez 1,
8e operava no meio desta multidao varia e
tumultuosa.
Era um simples cavalleiro, sera squito
numeroso, e que leva va garup 1 urna da
ma mascarada e envolvida no manto, os
creados mal se niechiam e apenas alguns
(ellas, pertencentes a alguma casa senho-
rial, se dignavam abrir campo para dar
passagem ao nobre par.
Urna liteira ac rapan hada por portado-
res de ar chotos, por escudeiros e por pa-
gens, era recebida com maior respeito e
nir-se aos que obstruiam a fachada de pa-
lacio.
A falta completa de polica, dexava en-
tregue a si raesina e aos seus mos na
tinelos toda esta gante, insolente por ni-
tureaa, turbulenta por habito, e que julga-
va ser-lbe tudo permittido porque se eacu
davam com os brazJaa que tinhara no pai-
to ou nos hombros.
Mais orgulhosos, maia arrogantea, mais
soberbos do que os amos, finalmente mais
realistas do que o ra, segundo a exprs-
silo inventada mais tarde, as pessoas per-
tencentes s grandes casas rivaes, rivali-
rOLHETlM
MAMAS SANDORF
POR
julio nni
<|l All A PARTE
(Continuaco do n. 20)
VI
A appariro
O yacht de vapor sabio pouco antes do
meio dia, coramandado pelo capitao Koea-
trik, e tendo cerno immediato Luiri Fer-
rato. Tinha por nicos passageiros o dou-
tor, Pedro e Mara, encarregada d pres-
tar os seus cuidados Sra. Bathory, so
nao fosso possivel transprtala inmediata
mente para Antkirtta.
Sem que seja necessario insistir nisso,
comprehende-se fcilmente quaes deviarn
ser as angustias da Pedro Bathory. Sabit
onde estava a raSi, iaencootral a !. Mas,
por que a teria Borik retirado tilo precipi-
tadamente de Eagusa, levando-a para essa
costa longinqua da Tunisia ? Em que es-
tado de miseria ira elle encontral-os ?
A's suas magoas, que Pedro cofiava
lhe, Mara responda com palavras de re-
conbecimento e de esperanga. Ella visi-
relmente va a intetvengao da Providencia
essa carta que o doutor tinha recebido.
Ha va ordera de imprimir ao Ferrato a
sua velooilade mxima. Assim, com o
auxilio dos seus apparelhos superaquece do-
res, a sua marcha excedia a urna media
de quinze milhas por hora. Ora, a dis-
tancia entre o fundo do golfo de Sidra e o
cabo Bon, situado na extremidade nordes-
te da ponta tunisina, quando muito rmi-
t-y de mil kilon.etros ; e do cabe Bon a
Goulette, que forma o porto do Tunis, a
distancia pode ser transposta om hora e
meia por um vapor veloz. O Ferrato, poia,
devia chegar f o seu destino em trinta ho-
ras, se nao houvesse mo tempo ou algum
accidente.
Fra do golfo o mar estava magnifico,
mas o' vento soprava de noroeste, sem en-
tretanto indicar nenhuma tendencia para
augmentar. O capito Koeslrik man lou
aproar para o cabo Bon, um pouco abaixo,
atino de encontrar mais promptamente o
abrigo da trra, caso a brisa rafrescaase.
Devia, pois, afastar-se da ilha de Pontella-
ria, situada quasi a meio caminho entre o
cabo Bon e Malta, porque pretenda passar
o mais perto possivel do cabo.
.irredondando-se fra do golfo de Sy-
dra, a costa largamente chanfrada a oeste
e desbreve urna curva de grande raio. All
desenvolve-se mais especialmente o iittoral
da regencia de Tripoli, que sobe at o gol-
fo de Gabes, entre a ilha Dscherba e a ci-
dade de Sfax ; a costa entilo volta um pou-
co para leste, em direccSo ao cabo Diniaa,
para formar o golfo de Hararnamet e des-
envolvere aul norte at o cabo Bon.
Foi realmente para esse golfo de Uam
mamet que o Ferrato se dirigi. Era all
que devia aterrar e seguir a costa de Qou
lette.
Durante esse dia, 3 de Novembro, e a
noite segrate, o mar cresceu consderavel-
mente. Basta pouco vento para levantar
esse mar doa Syrtaa, atravs do qual pro
agam-se as correntes mais caprichosas do
~e iiterraneo. No dia seguiute, porm, pe-
las oito horaa avistou-se torra, precisamen-
te na altura do cabo Diaias, e, ao abrigo
dessa costa eleva la a navegacSo tornou se
bella e rpida.
O Ferrato acompanhava a menos de duas
milhas do distancia, a costa que podia ser
observada em todas as suas minudencias.
Alm do golfo de Hararnamet na lattitude
de K'libia, aterrou-se ainda mais na pa
quena enseada de Sidi Yousouf, coberta ao
norte por urna longa linha de rochedos.
Era torno,ostande-so urna magnifica praia
de ara. Por traz, perfila se urna succes-
s3o de roaraelSes cobartos io pequeos ar-
bustos rachiticos, que crescem era slo mais
riso de podras do que de humus. No fun-
do, altas colimas ligara se ao djebel, que
formara as montanhas do interior. Aqu e
all um marabout abandonado, aorao urna
manc'ia itr .nca, p?rde so na verdura dos
montes onginjuos. No primeiro plano ap-
parece um fortim em ruinas e, mais alto,
um forte em malbor ostido, construido so-
bre o marael&o que fecha ao norte a ensea-
da de Sidi Youson.
Entretanto, o lugar nio estava deserto.
Ao abrigo das rochas, varios navios levan-
tinos, chaveoot e polacas, estavam fnudea-
afan ; mas, se apparecia, de repente, urna
cavalgada numerosa e brilhants, precedida
pelos pagens ; se se ouvia o rodar de urna
car rogona puchada por cavallos norman-
dos, a multidao afastava-se, formava alas,
e todos, de chapeo ou gorro na man, se in-
clinavara com profundo respeito.
Depois, logo que o chefe da cavalgad \
se apeiava porta do palacio, ou tinhara
desapparecido aquellos que transporta vara
a carroagem, tendo asido da liteira a bella
dama que suba a oseada pelo brago do s^u
cavalleiro servente, os cavallos da escolta,
a pesada carroagem, a sumptuosa liteira,
affastavam-se, uns pela ra de Plastre, ou-
tros pela ra Perdida ou pela ra dos Ra-
tos, e um novo numero de lacaios ia reu-
savam ali om audacia, impertinencia e de-
sejos de superordade.
Este nao quera ceder o passo, aqualle
quera o melhor lugar, e como os criados
estavam armados cora espadas curtas, de
folhas largas, similhantes s faccas de
raatto, as disputas e cada instante araea-
gavara ir terminar por sangrentas rxas.
Alen disto, em redor de cada adversa-
rio ae agrupavam as peasoaa das casas
amigas ou da mesraa familia, e as cousas
depressa apresentavam o aspecto da urna
grande batalha.
Era raro, muito raro entilo, que hou-
vesse reuoiao, baile, festa na corte, ou no
palacio de algura grande senhor, 8e.n que
84 dessc.u renhidos combates porta das
residencias onde se dava a festa, a reu-
niao, ou o baile, anda que fosse porta
do p .lacio do rei.
O humor guorrero dos amos, o seu gos-
to em derramar singue, os seus hbitos
viciosos, depressa ganhavara os servos, e
como succede ordinariamente, estes prom
ptamente ultrapassarara os limites dos vi-
cios que queriam imitar.
Mas se havia disputas entre as casas
rivaes em nome o era riquezas, tambera
se reuniam mu'tas vezos para escarnece
rem ou dominarera os servos das casas
pobres ou de linhagem inferior.
Todava estes ligavara-se entre si, pres-
tavain-ae mutuamente aoccorro e auxilio,
faziam frente, ae e8tavam em forga, aos
peus sonhoros, pedindo-lhes qne os vingas-
sem de affronta que tinhara soffrido.
Por esta razo, raais do urna vez se vi-
ra n valentas gentis homens, ainda na ves-
pera muito amigos, baterem-se no dia se-
grate no Prado dos Clrigos, para sus-
tentarem as disputas das seus creados.
Tambera algumas vezes se reuniram a
ostea lacaios turbulentos os senhores estu-
dantes da Univorsidade, e como o gosto
destes pelas dosordens o rixas nilo ceda
em nada s paixSes tumultuosas daquel-
les, resultavam d'isto as batalhas e pro-
fundo desasocego para o desgragado bair-
ro, em que tinhara lugar ca encontros.
Maa se algura cidad2o dirigindo-se fur-
tivamente a sua casa, se via obrigado a
atravossar pela multidSo, se algum curio-
so temava mettar-se por entro 03 grupos
para ver a festa, det gragado do pobre pa-
risiense demorado, do pobre curioso inof-
fensivo.
Logo que era reconhecido tornava-3e a
preza desta matilha insolente ; apupado,
empurrado, maguado, batido, s devia a
salvagao rapidez com que fugia.
Depois de tercm chegado os primeiros
convidados ao palacio do embaixador, j
muitas scenas deste genero tinham tido lu-
e haviam desafiado a bilaridade da
nSo se pareca com o porte tmido e em-
baraga lo do negociante; este individuo
abri passagem pelo meio dos lacaios, e
cora as maos metidas as algibeiras dos
calg3es, obtivera o melhor lugar, transpo-
zera a porta do pateo, sera fazer caso do
murmurio que tinha excitado a sua mar-
cha por entre a raultdSo.
Collocando-se ao p do vestbulo, irme
sobre as pernas nervozas, pareca absorto
pela contemplagilo das ricas toilettes e dos
esplendidos trajos que usaran os qne en-
travam no interior do palacio.
Acabava de passar a princeza de Conti
e tondo-se succedido alguns homens de
pouca importancia, os lacaios voltaram
sua habitual insolencia.
Interrogndose rpidamente com a voz
c com os olhos, e conhecendo todos, de-
pressa se certifiearam de que o recemche-
gado nSo estava ao aervigo de aenhuma
das senhoras da corte.
E' um burguez murmuraram uns.
Ou um polica disfargado ajuntarara
outros fazendo notar a coraprida espada
que bata nos calcanhijres daquello que
designavam.
O tratante empurrou nos l
E' muito insolente I
Parece qu3 nos despresa, porque
era sequer olha para nos.
E' necessario castigar a sua arrogan-
cia.
Fazol-o saltar!
Depennal o 1
-'opennar um hornera, segundo a expres-
so dos criados, equivala a arrancar lhe o
fato aos pedajoa.
Estas padavras ameagadoras, primera-
mente pronunciadas em voz baixa, de pois
em voz mais alta, deviam ter sido ouvidas
pelo homem que continuava a estar imrao
vel porta do palacio; mas ou por ser in-
differente ao perigo, ou por despre3ar as
ameagas, nao deu raostras de fazer easo
delles.
O que fez foi tirar a raao da algibeira
esquerda, e levou-a ao punho da espada,
cujo comprinvnto realm nte era fabuloso,
ecuja grossura attastava a solidez.
(Contina)
VARIEDADES
O
dos a meia amarra de trra em cinco ou
seis bragas de fundo. Mas, tal a trans-
parencia desaaa aguas verdes, q e ae via
claramente o fundo de pedras pretas e de
ara levemente estriada, em que se enter-
ran as ancoras, s quaes a 4rafracgao d
formas phantasticas.
Ao longo da praia, parto de urnas pe
quenas dunas plantadas de tamarindos, ura
aduar, composto de urnas vinte choupanaa
rabes, mostrava as suas tendas de panno
de lista de um amarillo desmatado. Para
cia um vasto manto rabe atirado em desa-
linho sobre a praia. Fra das dobras do
manto pastavam carneiros e cabras, pare
cendo de longe grandes corvos negros.
Urna dezena Je camellos, uns deitados na
ara, outros immoveis como se estiressera
petrificados, ruminavam as proximidades
de uns rochedos que poderiam servir de
caes de desembarque.
Ao passar pela enseada de Sidi Yousauf,
o doutor pode ohservar que desembarca-
vam manigScs, armas e at algumas pe-
quenas pegas de campanha. Pela sua po-
8gSo afastada nos confias do Iittoral da re-
gencia de Tunis, a enseada de Sidi You-
sauf prestava-se perfeitamente a esse ge-
nero de contrabando.
Liig'i chamou a attengSo do doutor para
o desembarque que se fazia nossa praia.
Sim, Luigi, respondeu elle ; e se me
nSo engao, sao rabes que vera recaber
armas de guerra. Essas armas sero para
os montanhezes que combaten! as tropas
francezes que acabara de desembarcar na
Tunisia ? Nio sei que pensar Nao serao
antes por coota dosses numerosos adept>s
do Senou8smo, piratas do mar ou piratas
de trra, cuja conientragao opera-se actual
mente na Cyrenaica ? Com effeto, paroce-
me recenhecer, nesses rabes, antes os ty-
pos do interior da frica, do que os da
provincia tunisina.
Mas, psrguntou Luigi, eomo quo as
autoridades d* regencia, ou, pelo menos,
as autiridades francesas, nilo se oppo;ra a
esse desembarque de armas e de muoi-
g3es ?
Em Tunis nao se sabe o que se pas
sa para c do cabo Bon, respondeu o dou-
tor, e quando os Francezes ti carera senho-
res da Tunisia, para receiar que todo este
lado oriental dos djebels ainda Ihes escape
por muito tempo. Seja isso como for, esse
desembarque me muito suspeito, e, se
nao fosse a nossa velocidade, que p3o o
Ferrato fra do sea alcance, pens que essa
flotilhi nao hesitara em atcalo.
gar
creadagera m por natureaa, mas a che-
gada repentina das carruagens do duque
de Bellegarde, do marechalde Roquelaure,
as liteiras das senhoras de Soissons e de
Conti tinham conttdo a multidSo pelo res-
peito que inspravam estes grandes no-
mes
O so ceg e o silencio tinham se restabe-
lecido por alguns instantes quando a che-
gada de um novo individuo esteve para
produzir outra scena,
O recemchegado apresentara-se a p e
pelo seu trajo ninguem poderia suppr
que pertencesse ao numero dos convida-
dos do nobre fidalgo.
Trajava como um burguez abastado,
mas indicando certa decisao e bravura,
Se era esse o pensamento dos rabes,
nSo havia realmente qua receiar. O yacht
de vapor, em menos de meia hora, passou
a enseada de Sidi Yousouf. E chegando
extremidade do cabo Bon, dobrou rpida-
mente o pharol que Ilumina a sua ponta
erigada de rochedos.
O Ferrato entilo seguo a toda a forga
atravs do golfo do Tunis, comprebenddo
entre o cabo Carthago. A' esquerda des-
envolva u-se as escarpas dos djebels Boa
Karrain, Rossas e Zaghouao, cora algumas
villas raettidas aqu e all as suas gargan-
tas. A' direita, em todo o sen esplendor
de Kasbaeh rabe, em plena luz, brilhava
a cidade santa de Sidi Bon Said, que tai-
vez fosse um dos arrabal Jes da Carthago
antiga. No ultima plano, Tunis erguia-se
cima do lago de Bahira, um poueo atrs
desse brago que Goulette estende a todos
os que desembarcara dos paquetes da Eu-
ropa.
A duas ou tres milhas do porto estava
fnndeada urna esquadra francesa ; e mais
pt-rto de trra alguns nivios mercantes,
cujas bandeiras davam a esse porto grande
aniraagSo.
Era urna hora quando o Ferrato largou
a ancora a tres amarras do porto de Gou-
lette. Cumpridas as formalidades da sa
de, tiveram livre pratica os passageiros
do yacht de vapor. O Dr. Antkirtt, Pe-
dro, Luigi e a irraa embarcaram na bileei-
ra, que largou logo.
Depois do passar o molbe, ontrou por
esse canal estreito, seraprc chcio de era
barcagScs que atracam aos dous caes, e
cbogou a cssi praga irregular plantada da
arvoras, bordada de quintas, de agencias,
de cafs, em que formigam Maltezes, Ju-
deus, rabes, soldados francezes e indge-
nas, entrada da ra principal de Gou-
lette.
A carta de Borik era datada de Cartha-
go ; essa nomo e algumas ruinas perdidas
na superficie do solo tudo quanto resta da
cidade de Annibal.
Para ir praia de Carthago nao pre-
ciso tomar a p-quena estrada de farro ita-
liana que serve Goulette e Tunis, contor-
nando o lago de Bahira. Tanto pela praia,
cuja rea durae fina forma um excellente
slo, como por urna estrada poeirenta,
aberta atravs da planicie, chega-se fcil-
mente base da collina em que so acha a
apella de S. Liiz e o convento dos mis-
sionarios algerinos.
Quando o doutor e os seus corapanhei-
ros deserabr:aram, baria all varios car
lar domestico
(Conclusao)
O governo de urna casa assemelba se ao
de urna repblica, ou antes urna rep-
blica em miniatura, onde o chefe da fami -
lia a dirige, a exposa o auxilia, os filhos
e os fmulos se subraettem aos dous.
Pela raanha, beru cedo, chega o vende-
dor do lete, e bate a porta :
Leite.
- Militana, traz a vazilha para o leite.
E' s urna medida.
Sacco do carvo. Brada o carvoei-
ro que volta afira de receber o dinheiro.
Vai coraprai o pilo. Toma doze vin-
tens.
Que do caf e o cha ?
Fazo urna fritada com estes quatro
ovos que guardei no armario, e um resto
de carne assada de hontem.
Taes sao as ordens dadas para o al-
raogo.
Depois delle segue-se o trabalho do en-
gommado e da lavagem da roupa, o qual
comega s dez horaa e termina s duas.
Ainda nao faste buscar a carne ? I
Bastam dous kilos e meio.
Aqui est a preta do doce.
.J Hoje trago cocadas d coco, de la-
ranja, e talhadas de banana e de goiaba.
Fregueza, voc hontem nSo veio,
heim ?
Sinh, eu hontem nSo aahe com do-
ce, porque me deram nn8 sapotis de ven-
dagem.
O oe i mercado hoje est muito pe-
queo
Chama se urna vendedora de cajs.
Sio I Sio I Fregueza dos cajs,
venha c. Os seus cajs sao doces?
SSo doces, como o m.
A quantos por um vintem.
trez
EstSo caros! Queres a quatro ?
Nao posso, eu compra a cinco oa
grande, e a seis os pequeo,
Os caj' j t encareceado. A fabrica
t comprando tudo.
Quando a casera se acha disponvel um
quarto de hora, poc-se a conversar com o
papagaio :
- D c o p, mea louro, coitado do
papagaio I Toque o perro : (assim deno-
mina ella a corneta). Trutu', trutu' tru-
tu', trutu'.
O louro arrepia as pennas de gosto, re-
pete as palavras; trutu', trutu', trutu', e
d beijos dizendo em seguida :
Hum, hum, como sabe.
As vezes grita, que falta a paciencia
para soffrel-o; mas urna avasiuha inte-
ressante. Posto que nao fallo nada, dis-
pute de urna hbil idade extraordinaria para
arremedar tudo. Ri-se do modo o mais
natural. Chora perfeitamente, como urna
creanga, S possue o defeito de proferir
uma phrase que se refere a certa parte as-
querosa do corpo.
Ao meio dia tem lugar um lunch de
abacaxi com vinho ou sera elle.
A's 3 horas ouve-se o seguinte :
Se j est prompto o jantar, bota.
A sopa hoje de talharim para va-
riar.
NSo advinham de que feta esta
fritada.
E' do batata.
Nao. E' de ovo simples.
Depois de deixar cada um dizer a sua
opiniao, sem acertar, a dona da casa ac-
crescenta :
E' de fructa pao.
Alguem vendo na mesa grande quanti-
dade de cajus, em dous pratos, disse :
E' caj' por cima do tempo.
A pessoa que fez esta observago, gosta
muito de laranjas, e estava descascando
urna para comer ; o que deu lugar outra
parodiando as expressdes retorquir lhe ;
sovrindo significativamente :
E' laranja por cima do tempo.
Ao tratar-se a carne, tres gatos fazem
ao redor do algui Jar em que ella se acha,
um concert de maos, executados cada
um em seu tom, cuja harmona nada tem
de agradavel.
No almogo apresenta-se primeiro bule de
cha verde para um, segundo de agua
quente para outro, terceiro de eaf preto
para este, quarto de af com leite para
aquelle, quinto com leite frvido para
aquello outro.
Antes do jantar ouve-se o seguinte :
Areia as facas-
J deitaste o arroz no fogo ? Urna
hora deu nesse instante.
Durante o almogo e o jantar, o signal
para se retirar da mesa a coberta desser-
vida ou trazer um talher bater com as
costas da folha da faca na extremiiade do
prato. Uso ingloz civilissdo e til, pois
economisa as phrases :
Leve este cozido.
D c a sobremesa.
Ira respera do dia de preceito, noiti-
aha, d-se mais esta alteraglo :
Compra um k'Io de bicalho para
amanha, e meio kilo de bolachinha qae-
bra kilo para a ceia de hoje, quatro vin-
tens de pao-doce, e dous de coriinhas
(rosca mole.)
A noite geralmente s dez e meia toda
a familia se recolhe, posto que algumas
fechem as portas s nove. Dizemos ge-
ralmente porque muitas b vo para a ca-
ma s 11 e meia ou meia noite, o que tor-
na-se prejudicial saade; levantara-se no
dia immediato s 8 ou 9 horas e atrepel-
lara as suas oceupagoas.
Recife, 7 de Janeiro de 1886.
Antonio do Cabmo Sebaphim e Silva.
ros com cavallos pequeos. Em um mo
ment entraram em um desses carros e de-
ram ordera ao cocheiro #qua fosse rpida
mente para Carthago.
O carro, depois de seguir pela ra prin-
cipal de Goulette a trote largo do cavallo,
passou por essas quintas sumptuosas que
habitara os Tuneamos ricos na estacan cal-
mosa, e esses palacios Keredine e de Mus-
tapha que se levantam no Iittoral, beira
dos antigos portos da parte carthagineza.
Ha mais de dous mil annos a rival de
Roma cobria toda essa plaga, desde a pon-
ta de Goulette at o cabo que conservou
lhe o nome.
A capella de S. Luiz, construida em ura
monticuio de duzentos ps de altura, est
no lugar em que se diz que o rei de Fran-
ga morreu em 1270. Occupa o centro de
ura pequeo cercado q te tem mais frag
cuentos de architectura antiga, pedages de
estatuas, de vasos, de cipos, de columnas,
de espitis, de estelas, do que arvores ou
arbustos. Atas tica o convento dos mis
sionarios, do qual o padre Delattre, sabio
archeologo, actualmente prior. Do cimo
dessa collina v-se toda a praia, desdo o
eabo Carthago at as primeiras casas de
Gaulette.
Ao p do montculo ha alguns palacios
de construegao rabe com as suas poates,
qae entrmpelo mar com as suas estacadas
elegantes, s quaes podem atracar as em-
barcagoes do porto. Alm, tica esse golfo
soberbo, cujos promontorios, pontas, mon
tanhas, na falta do ruinas, s5> todo3, pelo
menos, dotados de urna lerabranga hist-
rica.
Mas, se ha palacios e quintas at os an
tigos portos de guerra e conmercial, ha
tambera, aqui e alli, eaparsos em um solo
p irdacento e quasi improprio para a cultu-
ra, algumas casinhas pobres era que mo-
rara os miseraveis da trra.
A maior parte nao tem outro officio sc-
nilo procurar na superficie ou na primoira
carnada do solo, restos, mais ou menos
preciosos, da poca carthagineza, bronzes,
pedras, cermica, raedalhn; moedas, qua o
convento compra para o seu musau archeo-
lgico, mais por corapaixilo do que por ne-
cessidade.
Alguns desses refugios s tm dms ou
tres paredes. Parecem ruinas marabouts,
que alvejarara com o clima dessas p tra-
geos.
O doutor e os seus companheiros iam de
um para outro lado, procurando a morada
da Sra. Bathory, nilo podendo acreditar qae
ella estivesse reduzida a esse estado de
miseria.
O carro parou em frente de urna casa
delapidada, cuja porta era apenas urna es-
pecie de buraco em urna parede meio co-
berta pelos arbustos.
Urna raulher, velha, envolvida em urna
capa escura, estava sentpda diante dessa
porta.
Pedro a tinha reconhecido !... Tinha
dado um grito I... Era sua md !... Cor-
reu, ajoelhou-sn a seus ps, apertou a nos
bragos !... Ella porm nSo responden a
suas caricias, pareca nilo conhecel-o 1
Minha mili I... rainha mai I excla-
mou elle, emquantoo doutor, Luigi e a ir-
mil cercavam-os.
Nesse momento, em um canto da ruina,
appareceu umvelho.
Era Borik.
Conheceu logo o Dr. Antkirtt, e os seos
joelhos tremeram.
Depois, vio Pedro... Pedro, cujo enter-
ro tinha acompanhado ao cemiterio de Ra-
gusa I... Foi demais para ello Cabio
sem sentidos, deixando escapar estas pala-
vras :
Ella perdeu a razao !
Na occasiao em que esse filho achavaja
mili, o que resta va dellajnao era mais do que
um corpo inerte E a vista do filho, que
ella devia julgar morto, que reaapparecia
sbitamente, nao bastou para restituir-lhe
a lerabranga do passado 1
A Sra. Bathory levantou-se, e sem nada
t.T visto, sem pronunciar urna palavra, ea-
trou no casebre, para onde Maria acom-
panhou-a, obedecendo a um signal do dou-
tor.
Pedro tinha ficado immovel, porta, sem
ousar, sem poder dar um passo I
Entretanto, gragas aos cuidados do dou-
tor, Borik tinha volcado a si e exclamou :
O Sr. Pedro !... o senhor |... vi-
vo !...
Sira I. .. respondeu Pedro, sim I...
vivo!... quanto seria melhor que estives-
se morto !
Em poucas palavras, o doutor poz Bo-
rik ao tacto do que se tinha passado em
Rsgusa. E o velho servidor por sua vea e
nao sem difficuidade fez a narracSo desses .
dous mazas de miseria.
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(Conttmtar-ie-ka.)
typ. do Diario roa Duque de^Cariw n. A..