Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19598

Full Text

ANNO Lili NUMERO 20
PABA A CAPITAL. 15 ll(;iR*N ONDE NAO SE PACA PORTE
Por tres mezos adiantados ... ........ 6(5000
Por sois ditos idem...... ......... 12|J0O0
Por ura anno ideai................. 24 Cada numero avulso, do metmo dia. ......... 100
. TEBIJA--FEIM 26 DE JANEIRO DE l
Qb m_____ _________________ ___
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados......... ..... ^^nS
Por nove ditos idem................. ^^9
Por um anno dem.............. 270000
Cada numero avulso, de diaa anteriores........... #1^
DIARIO DE PERNAMBUGO
Proprietad* ^e iHanoel S\$neiva >e Savia & Silbos

TELEGRAMMAS
33:,7!C3 FABTIWLnB 10 BIAMO
MARANHO, 25 de Janeiro, s 9 ho-
da manha. (Recebido s 11 horas e 20 mi-
nutos, pelo cabo submarino).
Em 1.a eacrutinto rol elello depu-
lado tcrnl pelo 4. districto deett
provincia, o Dr. Joo Henrique Vlel-
ra da Silva (C).
RIO DE JANEIRO, 25 de Janeiro, s
12 horas e 25 minutos da tarde. (Rece-
bido s 2 horas, pela linha terrestre).
Foram eleitos deputadoa gerac*.
em i. eaerntlnlo s
1. districto de S. Paulo. Dr. Bodri-
go ngntlo da Silva (C) i
5. dlstricio de S. Paulo. conaelbei-
ru Manuel tu ion i o Duarte d'Aaeve-
do (C).
19." diatrrcto de Mina Jemes, con-
aelfcelre Jomo da Malla Machado i. .
Form exoneradon on actuaea
membro da Jimia Central de Hy-
glene Publica, e nomeado preslden-
te da nova Junta o Bario de Ibltu-
rana.
Poi exonerado do cargo de Jnla
municipal e de orpbo* do termo
de Plore, na provincia de iVniam
bueo. o bcbarel Caetanu Eslelita
Cavalcante Peada. aendo nomeado
para uhslitull o o "bacbarel Jos
Pranclaco Bibeiro Petada*
PARA', 25 de Janeiro, 1 hora e 45
minutos da tarde. (Recebido s 2 horas
e 32 minutos, pelo cabo submarino).
Foram elelto deputadoa geraea.
em I." eacrutinlo. por eata provin-
cia >
5.o dlatiicto. Dr. Jmf Mara E.el-
to da loaba (C) i
. diatrlcto, Dr. Samuel Wallace
ic-Dowel (C).
IHSTRUGCO POPULAR
r *
\

(Especial para o Diario)
PARI8, 23 de Janeiro.
Acamara doa Deputadoa conceden
urgencia para um projecto de le re-
ferente a anlatla do condemnadoa
poltico*..
O ministerio aera combatido por
urna maioria de coallao compoata
de conservadores e radicaos.
LONDRES, 23 de Janeiro, tarde.
Foi deacoberlo um attentado que
eslava projectado contra a vida de
8. A. o Principe de Gallea.
PARI, 23 de Janeiro, tarde.
Joraaew regoa Impellem o go-
verno urna arc.o enrgica.
LONDRES, 21 de Janeiro.
Deamente e a noticia de ter aldo
nomeado ..loro Carnarvon primelro
lord do almirautado.
ATHENAS, 24 de Janeiro.
O miuioiro da lualaterra. ao nolili
car ao aoverno areao. que o seo go-
verno exiga o desarmamento imme-
diato das tropas belenicas. uaou fe
unta llnguagem multo violenta con-
tra a Crela.
O Mr. Delyannis. prealdente do con
seibo de mlniatroa. proteatou enr-
gicamente contra as palavras do mi
latro lctea.
LONDRES, 25 de Janeiro.
O governo inglez remellen ao go-
verno grego urna nota diplomtica,
de declara que mandara urna ea-
ojnadra para aa agnaa gregaa ae em
breve praao nao for ordemnado o
deaarmamenlo daa tropas helni-
cas- -
PARS, 25 de Janeiro.
Correan boatos de estar resolvido
casamento do Principe berdelro
de Portugal com a Prlneeaa Ame-
lla, nina do Conde de Paria.
ATHENAS, 25 de Janeiro.
A esqnadra grega delxon o porto
do Piren.
Agencia Hars, filial em Pernambuco,
25 de Janeiro de 1886.
Geographia geral
Extrahido
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Coniinuaeo)
K l M O P A
ITALIA
269:000 kilmetros quadrados.25.000:000 ha-
bitantes.90 habitantes por kilmetro quadrado.
A Italia tem par limites : ao norte os Alpes ; a
leste o mar Adritico ; ao sul o'mar Jonio ; a oeste
o mar Mediterrneo e os Alpes.
Desde a queda do imperio romano a Italia, vic-
tima constante de invases e de conquistas, s em
1870 poude reconstituir a sua unidade. Hoje o
reino italiano comprehende toda a Pennsula, me-
nos a pequea repblica de S. Marino, clima
muito ameno ; o calor em geral, temperado pelo
ar das montanhas e do mar. As principaes rique-
zas mineras sao os marmrea, o alabastro, o en-
zorre e o ferro ; o solo frtil e produz especial-
mente arroz, milho, trigo, azeitona, vraho e os fru-
ctos proprios dos paizes meridionaes. A industria,
bastante aperfeicoada, ezerce-se principalmente
em tecidos de seda, trabalhes em marmore, ala-
bastro e mosaico. A Italia distiogue-se pela cul-
tura das lettra o das bellas artes. A religio
a catholica. A forma de governo a monarebia
constitucional. Desde 1870 que est dividida em
, 69 provincias.
Capital Roma, 200:000 habitantes ; sobre o Ti-
bre ; metropole do mundo chistan ; celebre pelo
grande numero e magnificencia dos monumentos,
entre os quaes se distinguere : as baslicas de S.
Pedro e de S. Joo de Latran ; o Vaticano, resi
dencia do Papi ; o Quirinal residencia do re ; o
eastello de Santo Angelo; as ruinas do Coliseu,
do Pantheon das Thermas de Diccleciano : a co-
lumna de Trajano. Grande numero de obras pri-
mas de esculptura e pintura nos seus muzeus, pa-
licios c monumentos.
cidades principaes Xapoles 450:000 habitantes:
bella baha (Vesuvio); cidade em amphiteatro.
Uildo, 230:000 habitantes; esplendida cathedral
toda de marmore. Turim, 180:000 habitantes ;
antiga capital do reino. Genova, 138:000 hab-
'antes ; porto importante no Mediterrneo. Vneta,
118:000 habitantes; formada por 76 ilhas, ligadas
por 450 pontes. Florenca, 115:000 habitantes; tor-
moaa cidade ; palacios ; jardins ; sedas. Bolonha,
110:000 habitantes ; praca de guerra ; universida
de celebre. Lime, 96:000 habitantes ; porto mi-
litar e commercial. Verona, 60:00o habitantes ;
bellas igr.jaa ; antiguidades romanas. Padua,
54:000 habitantes ;t universidade onde professou
Galleu, 1593. Parma, 47:000 habitantes; bella ci-
dade defendida prumacidadella. Mdena, 38:000
habitantes; canal alimentado por pocos artesianos.
Ancona, 32:000 habitantes ; commercio martimo
activo e extenso. Mantua, 3OtO00 habitantes;
praca de guerra betn defendida. Alexandria 21:000
habitantes ; defendida por urna cidadella. Pava,
26:000 habitantes ; universidade; colleccoes scien-
lifcas. Si'enna, 23:000 habitantes ; onde se fal-
la o italiano mais puro. Lucea, 22:000 habitantes;
coinmercio de seda e azeite. Spoleta, 19:000 ha-
bitantes; velho aqueducto attribuido aos romanos.
Faenza 18:000 habitantes ; loucas (faiancat). Por-
tici, 10:000 habitantes ; construida sobre as ruinas
de Herculanum. Civita-Vecchia, 10:000habitan-
tes ; o porto de Roma.
A Italia cercada de ilhas ; as mais importan-
te sao : A Sicilia, 2.400:000 habitantes, capital
Pulermo, 200:000 habitantes (nestailhaetto Etna
volco seinpre em actividad-); a Sardenha 600:000
habitantes, capital Cagliari, 3it:000 habitantes ;
a ilba de Elba, 22:000 habitantes, capital Porto-
'Ferrafo, 5:000 habitantes (onde residi Napoleo,
como soberano, de 1814 a 1815). As 17 ilhas Li-
pari e PanteUaria apresentam phenomenos volc-
nicos.
san marino 62 kilmetros quadrados.8:000
habitantes.Esta pequea repblica, d'antes sob
a proteceo do papa, est actualmente sob a do
re de Italia. Capital, San Marino, 5:000 habi-
entes.
(Contina.)
JARTE 0FFIC1AL
resistencia e abri-se inquerito contra o deln-
queme.
i.'ommunicou me o subdelegado do distrlcto
de Tigipi, que hontem, s 3 horas da tarde, fra
all preso em flagrante, na occasio em que es-
pancava a Seeundina Mari* da Conceicio, o indi-
viduo de nome Francisco Antonio da Silva, co-
nhecido por Ventana.
Esse individuo j cumprio sentenca por crime
de morte e constituio-se ltimamente o terror dos
moradores daquelle districto.
Contra o delinquente abrio-se o respectivo in-
querito.
Na tarde de 10 do corrente, em o lugar de-
nominado Moricota, do termo de Iguaras, o in-
dividuo de nome Manoel Antonio Perreira, conhe-
cido por Manoel Caboclo, ferio mortalmente com
um tiro de pistola, ao inspector de quarteiro Jo
s Le i te.
Contra o delinquente que foi preso depois de
ter opposto grande resistencia, procedeu se nos
termos da lei.
F elo subdelegado do Io districto do termo
de Gravat foi remettido ao juso competente o
inquerito policial a que procedeu contra Frotars-
co Carolino Pi Valenca, preso em flagrante no
dia 30 do mez findo, por crime de furto do ca-
vados.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Extn.
Sr. oonselbeiro Jos Fernandos da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poilsia, Antonio
Domingos Pinto.
--------------'^ciaac'
t'ominando das Armas
quaktel general do commando das
mas de pernambuco, 25 de
de 1886.
Ordem do dia n. 67
Faca publico para conhecmento da guarnicao
que apresenton-se hoje a este Quartel General,
vindo da provincia da Bahia e renunciou o resto da
licenca de dous mezes que lhe foi concedida por
portara do Ministerio da Guerra de 21 de Novem-
bro, em cujo g so entrou a 10 de Dezembro do
anno findo para tratar de sua saude onde lhe con
viesse, conforme consta da ordem do dia da re-
partico de ajudante general n. 1961 de 30 de No
vembro anda do anno passado, o Sr. 2 cirurgio
do corpo de sande do exercito Dr. Manoel de Ar-
vellos Bottas.
(Assignado) O brigadeiro, Agostinho
Marques de S, comrnandante das armas
Conforme. O tenente, Joaquim Jor.
ge de Mello Filho, ajudante de ordens in-
terino, encarregado do detalhe.
Cmara Municipal titucionaes teria graves inconveniente* no actual i A-8ada do conselho, o director da Agencia H
DESPACHOS DO DI.\ : DO CORRESTK Per,od,> de Il? qno aatorwava
P^o Sr vareador conminarlo de noli- dav?"l"ia C w a adlzer qe os acontecimentos de Cartagena nao
t reto ar. tereador conmutarlo ae pon 80 X[I) e offereCer.a tambera o perigo de se eocv legm portaacia que se |h.M attribue nos nri-
cia : municar por contagio ao partido liberal. merJ3 m0meat08.
AugustoT.de Olivcfra as C, pedindo licenca Entretanto, a divergeum entre os conserva- A raiaha regente ordenou a um cirurgio do
para canalizar agu'i e gaz para a casa n. 48 ra dores pronuncia-se cada vez raais_e o Sr. Romero piQOque partase para Cartagena afim de tratar
do Baro de S. Borja, e agua p-ira a de n. 42 | Robledo continua a celebrar reunios dis seus se- | 5o general Fajardo.
AR-
JANEIRO
4-overno Ja Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 23 DR
JANEIRO DE 1886
Capito Antonio Fernandes de Albuquerque.
Informe o Sr. inspector da Thesouraria de Fazcn-
Bartholomen & CAguardem o crdito que ho-
je solicito do governo imperial.
Camerino Facundo de Castro Menezes Sobri-
nho.Hio tem lugar a vista da ordem do The
seuro nacional de 30 de Marco de 1880.
Francisco Antonio Calaca.Informe a Cmara
Municipal do Cabo.
Josephina Monteiro da Rocha. Requera nos
termos do art. 168 do regulamento n. 5118 de 19
de Ontubro de 1872, ezhibindo os documentos
exigidos pelos artigos 165 e 166 do mesmo regu-
lamento.
Mara Antonia da Costa. Remettido junta
meiica provincial a quem a supplicante se apre-
sen tara para ser inspeccinala.
Secretaria da presidencia, de Pernambu-
co, em 25 de Janeiro de 1886.
O porteiro,
J. L. Viego*.
Iteoarticao da Polica
Secc&o 2.'N. 72.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 25 de Janeiro dt
lti86.Illm. e Exm. Sr.Participo a V.
Exc. que n js dous ltimos das foram re-
cothidos na Casa de Dctencuo os seguintes
individuos :
A' miuha orlem, Manoel Joaquim, remettido
eomo alienado pelo subdelegado do 1 districto de
Jaboato, com deslino ao asylo da Tamarineira.
A' ordem do subdelegado do Recife, Antonio
Severino de Lima e Joaquim Jos de Azevedo,
por terein armados atacado urna praca da guarda
cvica que se achava de ponto.
A' ordem do de 1 distiieto de S. Jos, Eusebio
Manoel de Assumpcao e Manoel Jos da Silva
Peixoto, por disturbios.
A' ordem do do 1" districto da Boa-Vista, Lou-
ronco, escravo de Jos Henrique Cesar de Albu-
querque, por disturbios.
Antehontem, s 8 horas da noite e na cam
pina da Casa Forte, o individuo de nome Benigno
de tal travando-sc de razos com Leopoldina dt
tal. deu nesta urna bofotada.
6 subdelegado do Poco da Panella, que estava
presente, deu vot de prislo a Benigno, mas este
resisti tenazmente a priso e s se renden depois
de ter lutado durante algum tempo com duas pra
cas que acompanhavam a autoridade.
Lavroa-s** termo de flagrancia pelo crime de
Thesoaro Provincial
DESPACHOS DO DA 25 DE JANEIRO DE 1886
Irmandade de S. Pedro Apostlo.Entregue-se
a quantia em deposito.
Companhia daEstrada de Ferro do Limoeiro.
Escripture-ie a divida.
Anua Luiza Josephina d^ Oliveira Matos, Gon-
calves & C, Joaquim Felippe da Costa, Francisco
Manoel da Silva dt C. e Machado & Pereira.Haja
vista o Sr. procurador fiscal.
Abdias Bellarmino dos Prazeres.Ao Consu-
lado para attender. ______
Consulado Provincial
DESPACHO DO DIA 23 DE JANEIRO
DE 1886
Joo Gosendo & C. JoSo Walfredo de Medeiros
Mello & Biset A 1* seccSo para os devidos
fins.
Joao Georgio de Azevedo Certifiqese o que
constar.
Manoel Joaquim da Rocha.Sim, vista a infor-
macao. ...
Jos da Assumpcao Oliveira e Mara Pulcheria
de Jesns.A 1 aeceo para attender de accordo
com a sua informaclo.
Joo Paes Barreto.A 1* seceo para attonder.
- 25
Amorim IrmSo & C. e a irmandade das Almas
do Recife.Informe a Ia seceo.
Felippe Holmes.A 1 seceo para os devidos
fins.
Ferreira Cisco & Filho.Concedo o prazo de
30 das, visto a ntormaco.
Santos & Silva.A 1" seceo para proceder de ac-
corde com a le.
Rodrigues Faria 4 C. Satiafacam a exigencia da
2 seceo,
Julio de Azevedo 4 C. e Amelia Maria da Costa.
Informe a 1 seceo.
Joaquina Maria do Nascimento Marnho. A
1 Seceo para proceder de accordo com a lei.
Tenente coronel Joaquim Lucio Monteiro de
Franca. A Ia seceo para atcenter.
Souza Nogueira & CInforme a 2a seceo.
InstruccSo Publica
DESPACHOS DO DIA 18 DE JANEIRO
Francelina Vieira d'Araujo, professora publica.
Encaminhe-se.
Amancio Antonio dos Santos, Floriano Baptista
de Oliveira e Casemiro dos Santos, professores p-
blicos. Encaminhe-se.
19
Ismeiia Gennina Dias, professora publica.
Cumpra-se e registre-se.
Dina da Silva Coutiaho, professora publica.
Encaminhe-se
Ernesto da Silva Miranda, professor publico.
Eocaminhe-sc.
Anna Francelina do Reg Barros, professora
publica.Abono.
20 -
Rufina Analia Freir de Albuquerque, professo-
ra publioa. Justifico.
Izidoro Marnho Cesar, profjssor publico.Cum-
pra-se a apostilla retro.
Izabel Francisca Monteiro de Quintal Barros
professora publica.Encaminhe-se.
Dervino Jos da Cmara, professor publico.
Encaminhe-se.
Manoel Ferreira Guedes, professor publico.
Encaminhe se
Clarinda Guimares Ribeiro Machado,professo-
ra publica.Encaminhe-se.
Antonio das Chagas Rodrigues Machado, pro-
fessor publico.Encaminhe-se.
Aureliano Augusto de Vasconcellos, professor
publico. Encaminhe-se.
21
Jos Barbosa da Cunha Moreira, professor pu-
blico.Encaminhe-se.
Janna Carolina de Araujo Figaeiredo, professo-
ra publica.Encaminhe-se.
Joaquina Mafalda Alves de Carvalho, professo-
ra publica.Encaminhe-se.
22 -
Manoel Antonio d'Albuquerque Machado pro
fe isur publico.Cumpra-se o registre so a apos-
ti la retro.
Camilla do Carmo Torres, prfessora publica.
Justifico em virtude da autorisaco da presidencia
de 19 do crrente.
Jos Muni Teixeira Guimares, professor pu
blico Encaminhe-se.
Joaquina Mafalda Alves de Carvalho, professo-
ra publica. Prove o allegado.
Ernesto da Silva Miranda, professor publico.
Cumpra-se c registre-se.
Secretaria da Instrucjao Publica de Per-
nambuco, 25 de Janeiro de 1886.
J. Augusto de Mello.
n. 42
inesma ra.Como requer apreaeatand) previa-
mente a Hcanca da Obras Publicas, sendo calcada
a ra.
Antonio Jos de Magalhes Baatoa, pedindo que
se considere isempto de qualquer debito d: imp >s-
to, o inquilino que pretender alugar o seu predio
n. 71 ra Duque de Caxia* o qual acha ae fe-
chado desde Novembro de 1831.Como requer.
Diuiz Corroa & C., pedindo licunca para man-
dar encaar agua e construir um deposito na casa
. 69 fila "do Marcilio Dias.Apreseutando li-
cenca daa Obras Publicas, conceda-se.
Francisco Eustaquio Rodrigues, cessonario do
contracto de kios, para mandar collocar um kios-
que sob n. 17 ao Largo di Mercado de S. Jos.
Nao permittido collocar- se kijaque no Largo do
Mercado de S. Jos.
Herdeiros Bowmam, p?dinlo para que os isempte
de qualquer imposto referente a casa n. 4' rea
do Baro do Triumpho e devidos pelo seu anteces-
sor.Como roquerem.
Isabel Maria de Miranda, pedinlo licenca para
abrir urna quitanda na casa n. 5 do lugar Brejo,
freguezia do Poco da Panella.Como requer.
Joaquim Antonio e C, pediado que sejatn fu-
fas as devidas averbacojsno sentido de ser trans-
ferido da casa n. 2 ra da Penha pira a de n.
25 la de Santa Thereza, o seu estabeleeimento
de molhados.dem.
Jos de Monra, idem, no sentido de ter transfe
rido da casa n. 36 para a de n. 9 sitas n Marcilio Dias.Como requer, pagando o imposto a
que se refere a contadoria.
Januario Bezei ra de Oliveira. pedindo que se-
jam feitos os devidoa lancamentos, no sentido de
ter comprado, como prova com o documento que
juntou, a Jos Serapio Goncalvea a catraia de-
nominada Bem-te vi, pagando someate o imposto
respectivo correspondente ao exercicio corrente e
nao o imposto correspondente ao exercicio pasa i-
do como exige a contadoria, vUto nao ser esta a
catraia Btm tevi que se ach collectada em nome
de Maria Francisca das Neves e a de ver o im-
posto do exercicio paasado. -Como requer, se nao
constar da contadoria que o vende lor Jos Sera-
pio Goncalves deve impostos da catraia Bem-te-vi,
providenciando a meama contadoria para nao ha-
ver duas catraias com a mesma denominaco.
Secretaria da Cmara Municipal do Ra -
cife, 25 de Janeiro de 1386.
O porteiro,
Leopoldino C. Ferreira da Silva.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RE'JIFE 2 DE
.\ olidas
JANEIrtO D 1*86
da Europa
O paquete inglez La Plata, que passou ante
hontem para o sul, trouxe folhas da Europa que
alcancam, de Lisboa, 13 do corrente, adiantando
7 dias as trazidas pelo i4racania.
Alui das de Portugal, constantes da cirt do
nosao correspondente de Lisboa, inserida na ru-
brica Exterior, eis as noticias de que foi portador
o referido paquete:
Heapanna
Escreve 13 do corrente o nosao correspondente
de Lisboa:
As sessoes parla entarea dos dias 2 e 4 do Ja-
neiro foram agitadas e interessantes
No dia 2 foram approvadas, sem diacuaao, na
Cmara dos Deputados, as propostas financeiras
do Sr. Camacho.
Quando se passava a tratar do projecto que au
toriaava o governo a pr.>rogar os tratados de com-
mercio, o Sr. Mazo, deputado republicano, pedio a
palavra. Depois de narrar o que se havia pia-
sado nos ltimos das em que os deputados repu-
blicanos nao tinham podido achar, em contrario ao
qne de costume, o apio dos outros grupos libc-
raes para apresentarem um pedido de interpella-
co, com o numero de assiguaturas exigido pelo
regulamento, o Sr. Mazo declarou que elle e os
seus Vtmigos julgavam opportuno ligar o asaumpto
das ilhas Carolinas com o dos tratados de com-
mercio, visto ser notorio que os conservadores
tinham-se obngado a prorogar o tratado de com-
mercio com a Allemanha.
Aps este prembulo, com bastante habilidad*
perguntou quaes os motivos pelos quaes os liberaes,
do mesmo mo io que os conservadores, queriam
evitar um debate necessario sobre as questoea daa
ilhas Carolinas, sobre a crise ministerial e sobre a
retirada do gabinete Cnovas.
Em resposta, o Sr. Cnovas declarou que a abdi-
cacao da tamba Isabel era indiscutivel e legal e
qne ella fra a base da actual constituico.
Depois, o Sr. Francisco Silvela defendeu a poli-
tica seguida pelo gabinete conservador na ques-
to das Carolinas, e aturra >u que aquelle gabinete
nao tivera outro fim pedindo a exoneraco, qae
nao tosse o de agrupar todos os ramos do partido
menarchico em volta do throno, ameacado pela
morte do rei.
N'um momento infeliz, fez moa alluso ao Sr.
Romero Robledo e s suas divergencias com o Sr.
Cnovas.
O Sr. Robledo tinha adoptado o expediente de
nao assistir sosso, para nao se ver obrigado a
fallar a faltar promessa que havia feto ao Sr.
Sagasta. Mas sendo prevenido do que se passava
por alguns amigos, apresentou-se na sala e pe lio
a palavra.
Declarou que nao era elle que rompa a tregua
ajustada no interesse da dynaatia e que, provocado
pelo Sr. Silvela, dara longaa explicacoes ao parla-
mento na seguinte sesso.
No da 4 tomaudo de novo a palavra, aecusou o
ministerio Cnovas de ter desertado do seu posto
de honra e disse que o paitido conservador deixara
de ter razio de existencia desde que se sentir
impotente no momento do perigo creado psla morte
do rei.
O Sr. Silvela defendeu o ministro Cnovas, e o
Sr. Sagasta explicou a miasao do actual miuis-
tero, declarando que elle se propoj effectuar tolos
os mclhoram- nt is do progra a:n i liberal, propor-
^o que o f6; p.-rmitt u.lo o proeediraento dos par-
tidos.
Dase que a opp'isico tem hojo a tribuna livre,
l fra anda tora inaior lioerdade e portanto tod'>
o procedimeuto revolucmario s.-ri* nti patri-
tico e criminoso. Promettju que aa pr xiinaa elei
S>es serao ivres e repr^a -ntara i ver ladcr .
loatada do uno heopauhol.
Ambas as lonoat foram bastante animad.a e o"
discursos doa oradores, cortados p>r inierrupv'o-
violentas.
- A grave diauusso que se levant u na C i
mar d >s D.-putaios entre os dina raaos em qa
hoje est dividido o partido cinaervad.r, o lo Si.
Cuovas del Castillo e o d > Sr. lionero li .b^edo
evou o ministeii > Sag.tsta a a liar > par ,in -nt_>
O pietexto allegado para aqu-lle boto, foi a
questo das ilbas Carolinas, era que omaseava i
incidir o combate, e que pedia desviar a discuss i
para o terreno esc irregtdio das conaideracns iu-
ternacionaes, o que era aeceasao evitar, por causa
das consequencias diplomticas que d'ahi s p>-
detiara derivar O motivo que se tem camo cert ,
do adiamecto foi o receio que teve o Sr. S .gaata
de que aquella lucta psrU'nentar viesae a pro-
duair a desorgania-ico completa io pare id > con-
servador. Tal deaordein n'um dos partidos cous-
Robledo contina a celebrar reunios dos seus se- |
quazes c est preparando trabalh >s para eutrar
com elles activanrente na prxima lucta eleitoral.
Na minha ultima resenha me refer solem-
uidade do juramento da raiulii regen'e porante
as cortos heap inholas.
Foi com effeito um acto sump'uoso e de nne-
gavel magnificencia. Aquellas manifestacoe3 mo-
uarchicas teem na actual conjuactura e para o paz
visinho, urna dupla importancia.
A entrada, na sala das aeaaoea, de S. M. a rai-
nha viuva, envlta em creps e acompanhada de
suas filhas, motivou urna exploso de applauaos e
lagrimas sinceras que s podem comprehender oa
que tal acea presencearam, diz um correspon-
dente.
As lembrancts anda v.v.i.-, a maneira como o
presidente do coagesso pedio regento o jura-
mento e o modo expressivo, firme e solemne com
que a raima regente o pronunciou co itendo a com-
moco, tudo contribuio a dar -.quelle acto a mais
religiosa e solemne grandeza, dizem aa folh.s mo
narchicas de Madrid.
Muito diffiuil era, na verd&de, a situaco do ac-
tual governo ao abrir as novas cortes, nao ten J j
neilas maioria para dirigir as discusaea, nem
torca bastante para fazer trente aa grandes diffi -
culdades que o dever lhe impunha ; mas forcoso
confessar que soube vcncel-as todas.
Por um lado, tinha a reaponsabilidade d; tudo
quanto as cortes podease occorre e por outro,
era indispeosavel evitar toda a diacuaso.
Teve porm, a habilidade, nos brove3 das em
que cativenm as cortea abortas, de pormittir eaaa
mesma diacuaao at ao ponto em que nao so tor-
naase perigosa e produzisae a sobre cxcita;o des
nimos.
Oble ve as autorisacoes miis importantes que
poderia conseguir para normalisar o andamento
d > governo, como vimos da primeira parte desta
ravista.
O discurso proiuncialo pelo Sr. Sagasta, no
debate sustentada pelos coaa-rvadores e pelo Sr.
Muzo (republicano) veio confirmar urna vez a re-
putaco daquelle eminente hornera de Estado.
O governo por elle presidido parece compleja-
mente tranquillo, nao recelando a menor pertur-
baco da ordem publica apezar de boatos, que
sempre se andara espalhandu em contrario
A Ga~.ela de 9 annunciou que S. M. a rainha
regente est no seu estada interesaante ha 5 meze?.
O Sr. Romero Robledo vai como fica dito,
oceupar-se da organisaco do novo partido con-
servador-liberal as provincias e da imprensa qne
0 hade defender.
Passam de 300 os socios fundadores que se
teem despedido ltimamente do circulo conservador.
Os p;rodicoa heapanhoes voltam a oceupar-
se da epidemia, que recrudeaceem alguns ponto3.
O gove-nador de Malaga visitou as povoacoe3
de Marbellae Monda, onde se a ioptaram rigorosas
providencias para conjurar o mal.
Era Marbella occorreram, durante dous dias, 24
casos de invasio e 15 obi os.
Em Algeciras a epidemia augmentou tambera.
O ministro do reino de Heipanba mu lo i j fa-
zer urna relacao dos mdicos existentes em cada
provincii, e qje, no caso de epidemia, se ofFere-
cera a prestar assistencia facultativa.
Foi tambera posto em hasta publica o forneci -
ment de medicamentos e desinfectantes.
Tendo o governo regeitado as eondicoes im-
postas pe'o general Lop-.s Domingues, para acei-
tar a embainda de Paris, sup e-se que seria no-
me ido emb^ixador o Sr. Avareda.
= As se asos la cmara foram adiadas por de-
creto real no da 5 do corrente.
Esporava-se que fossem dissolvidas ao dia 12
d ste mjz.
= Cbegou a Madrid e j foi recabido em au-
diencia o novo ministro do Franca naquella corto,
Sr. de L iboulaye, que exeroera era Lisboa igual
cargo diplomtico durante alguns annoa.
Falla-se de urna presumida conferencia do
redactor de um jornal estrangeiro, na priso de
S. Francisco, de Madrid, cora o duque de Sevilha,
o qual n ga ter dito qualquer cousa era desabono
da rainha regente havendo-se lamentado apenas,
entre os seus camaradas, os offieiaes de guarda ao
yaco da rainha, de D. Iaabal sua tia nao ser a
regente, porque assim teria miis diuli'iro.
Conta-se que dissera mais que, coraqu mo cora
pra a pona que se lhe impoz, abandonara o servico
militar e exigir depois c ontas da m ineira porque
foi tratado pelo capito general de M idrid, Pava,
tencionando por todos os modos vingar-se da n-
O sublmhado de ura cor'espond rate midrleno.
Diz se que o duque de Sevilha, D. Henrique de
Bonrbon, escreveu urna extensa carta ao presiden-
te do conseibo de ministros, o Sr. Sagasta, quei-
xando se da demora do seu processo e replicando
algumaa phrases di conversacf havid* entre elle
e um correspondente de um jornal, publicada pela
iraprensa estrangeira.
Falla-se outra vez nos Dra. Sananos Ocana,
L:doama e Candelas para aiorraaco da faciddade
de medicina no paco ficando o medico austraco
Riele! no cargo de medico particular da rainha D.
Cbristina.
Os membro3 do corpo diplomtico, presididos
pe'o nuncio j foram ao paco dar os peames em
nome dos seus respectivos governos, pelo falleci-
mento d'el-rei D. Affonto.
S. A. o infante D. Augusto foi agraciado com
o Toso de Oiro que vagara por mor:e de seu pai
oSr. D. Fernn lo.
Tambem foi agraciado cora a m 'ama ordem o
capito general D. Jos de la Concha, marquez
de Uavana.
Aa noticias qae se tem reeebido da feitoria
do Rio de Oro sao muito sasiafactorias.
O vap r deste nome trouxe pira as Canaii is um
earregam rato de gado, ponnas de abetruz e ou-
tros onjectos compradus aos mouros do interior.
O imperador Guilheme agraciou o general
Blancos, chefe do quarto militar da rainha re-
gente, enviado a B-rlim para o felicitar pelo an-
niversario da sua clevaelo ao throno cora a gr-
cruz la Aguii Vermelhi.
E' destituido de fundamento que a Allemanha
previnisae a Franca para que ae oppizessea qual-
qu"r raovnn 'nt > carlist., ou republicano que se
.igini.tr na frontoir*.
D spa:hoa pilio aes de Carthagena dizera qne o
gOv'i'rua-1 >r mmtar fra avisado .i ama hora di raa-
ic-u .d i le 11 so ter suolevado a ga iruiQio do for
te ie S. .luiio. que est situado muito ao ma:; a
,1.....irj .11 noute ha/ia se appioxiraado do
for'o um gruo de.45 soldados e paisanos, comman-
. i i por .un s.ig-m ; uatrd sar^e ito que esr.av.
de .ruai la, abnu logo a porto; os sublevados en-
n, aurpreiieu.ierain o governador do forte c
. mirrau n'o.
O i i r-l Fijarlo, informado disto, sahm com
-,.,eo". ..ip.naias, que deUOO a certa distancia e
ppio\ n u se do forte cora quatro guardas civis
paia preuder o revolcan.; estes poira, fizerm
lago e fo.irara o general com 4 balas; depois, con-
ai l.-ra id qu nao podan defenler-se no forte fu-
giram por umaeieada, que vai terao mar
Inora-se o rumo que toraarara.
Cartbageua (accresceuta o te'egramma) eat
irinquilla.
A EpocHa, de Madrid, diz que oa insurgentes se
1 vicitarara aos gritos de viva a repblica felera-
tiva.
Iteunio-se all detarde o couselho de ministros,
que durou at as 7 horas.
Ha esperanzas de o salvar, posto seja necessa-
rio amputar-lne urna perna.
julga-se que os pazanos que forma vam parte do
grupo dos insurreccionados, vieram de Oran n'um
cahique e voltaram no meamo cahique para a Ar-
gelia.
Carthagena foi declarada em estado de sitio.
Os peridicos de Madrid publicam a correspon-
dencia telegraphic*. do governo com as autorida-
des de Carthagena.
A Correspondencia diz que o acontecimento de
Carthagena se deve attribuir aos partidarios Ruiz
Z orilla e que oconselho de ministros resol veu pro-
mover o general Farjado ageneral dejdviso.
Falla-se de modilicaco ministerial, dando-se
esmo certa a saida do Sr. Dr. Venancio Gonzalles
ministro do reino e do Sr. Montero Ros, ministro
das obras publicas.
A teutativa de Carthagena, com a de Badajoz e
outras tem nicamente por fim manter um estado
permanente de agitaeao e favorecem capeculacoes
da bolsa, calculadas para a baixa.
Em Carthagena o elemento paizano nao s nao
adhera ao moviaiento, mas enrgicamente o re-
provou.
Era Madrid os republicanos sensatos ceasnraram
speramente esta tentativa, que pode influir d'um
modo desgranado nos proceasoa anda pendentes
de recurso de grana por tentativas anteriores.
Foi bapouco tempo conceliia urna amustia qua-
si geral, e foram tambem commutalaa as senten-
caa de norte a varios reos.
Eaperava se igual commutaco para quatro reos
condemnados a pena ultima pelo respectiva conse-
lho de guerra, por motivo da anterior tentativa in-
surreccional de Carthagena.
Dir-se-hia que a tentativa dagora teve por fin
contrariar os conhecid s sentimentos de magna-
niraidade e clemencia da rainha regente e impos-
sibilitar o governo de continuar a acceder a el-
les.
Por isso em Madrid geial a indignaco at en-
tre os republicanos contra a ultima tentativa in-
surreccional de Carthagena.
O governo esta prevenido, para todas as even-
tualidades e firmemente resolvido a castigar e re-
primir quaesquer tentativas revolucionarias.
Franca
Esta resslvida a crise ministerial de Franca.
O Sr. Freycinet couseguio formar um ministerio
que constituido por individuos da maioria da ul-
tima cimera, uto do grupo opposicionista e por
elementos dos mais molerados do partido radi-
cal.
Nao foi sem diffuldadea que o novo presidente
do consulho pouds chegar aque'le resultado.
Nao consenta elle era acceitar difinitivamente
a misso de que encarregara o presidente da re-
pblica, sem primeiro esto lar bera o terreno que
tinha de laborar e sem saber os elementos com que
poderia contar para o apoiarem no parlamento.
Os radicaos a principio pozeran condieces po-
sadas paradarem o seu apoio a nova situaco, co-
mo a de que do gabinete tossera excluidos certos
horaena, que o ministerio se nao oppozejsc aos pro-
jectos das reformas que se contera no programma
ralical, etc.
Chegou-se a pensar que o Sr. Freycinet nao che-
garia a soder contar com maioria na chinara dos
deputadoa pira o ministerio que formasse.
As difficuldades, porm, foram vencidas a o px-
tilo radical est representado no ministerio por
e'ementos radicaes moderado", entre os quaes fi -
gura o Sr. Lockroy, que ltimamente' erapregra
grandes esforcos para a consillacodas difrerentes
grupos do partido republicano.
O Sr. Lockroy e Granet, dois ministros, e quatro
subsecretarios de estado, os Srs. Rivert Brousse
Peytral e Lanessan pertenciam a extre.aa esquer-
da; outros dois minateos os Srs. Sad-Cant, e
Develle e Baihant e um subsecretario de estado o
Sr. Cavaignac, eram da Unio-republicana; outros
dois ministros, os Srs. Go'olet e Sarrtent perten-
ciam '. esquerda radical.
Os ministros da guerra e marinha nao tinha as-
sento era nenhum i das cmaras e nuca haviam to-
mado parte activa na poltica.
0 gabinete Freycinet representa pois, o esforco
supremo para a existeucia de um governo que pos-
sa ter na cmara dos deputados urna maioria re-
publicana.
Eis a distribuicj das pastas do novo ministe-
rio.
Piesiiente e negocios estrangeiros.Freycinet.
1 nterior.Sarrient;
Fazenda. Sadi -Carnot;
Instrucco publica.Goblet;
Guerra.General Bocelanger;
Marinha.Almirante Aube;
Obras publicas.Baihant;
Agricultura.Develle;
Commercio. Lockroy;
Correios e telegraphos.Granet.
V-se que o Sr. Freycinet torca de querer pro-
mover a unio do partido republicano, ar.anjoa
raidcelania multicor com que difEcilmente se en-
tender.
Entretanto es radicaes de matizes mais ou me-
nos accentuades, tiveram artos de aproveitar se
daa circumstancias e de conseguir que ficassem
com a maioria de logares no governo.
Ficaram com quatro ministros e quatro subse-
cretarios lo estado.
Offerecer o novo governo condieces de long*
vitalidad o ?
Sao fcil responder-se 4 pergunta, em vista
do estado de divso dos diversos grupos da cma-
ra doa deputados.
C omtudo p le tal vez dzer-39 que sso depen-
der da attitude que tom rem es ministros de fei-
co radical.
Se e les souberem conter-se dentro da_certos li-
mites de moderago e conseguirem conciliar como
governo e chamar tambem a ideas moderadas um
numero consideravel de homens do seu grupo, po-
der da unio destes com os opp ortunistas resultar
urna maioria de governo que sustente slidamente
e gabinete.
Se esses novos ministros sentrem veleidades de
entregar o ministerio s aventuras arriscadas do
programma radical, a nova situaco nao poder
raanter-se perante as difficuldades que han deop-
pr-lhe os elementos molerados da cmara e do
senado.
Nao falta, porm, quem julgue que nao peder
por muito tempo sustentar-se esta coinbinac.
agrupada pelo Sf. Francyuet a nao ser, como fica
dito, que os ministros radicaes se convertam a
ideas moderadas, o q te nao parece muito prova-
vcl, se, como se diz, entraran no governo coa a
condico de este propr o imposto de rendimento,
consentir na separaco da igreja e do Estado e
limitar a oceupaco no Tonklm. Sao ser fcil
obter maioria na cmara para fazer votar scrae -
Ihantes reformas, e, quando tal acontecesae, cat i-
belecer-ae hia um conflicto entre as duas casas do
parlara -nto, porque a grande maioria do senado
de feico modrala e nao ci ndescender de certo
cora as exigencias radicaes.
Ura syinptoma de que est longo do ser boa a
harmona entre os radicaes e os oportunistas (que
constituiara, o verdadeiro partido do governo na
repblica), a rap'sici que por ellos f-ii foita ao
Sr Freycinet de nao confiar a pasta do interior
ao Sr. Fallieres. E-te hornera d'Eat.do, que um
talento distancio e queja exercen a Pwi"^en5|*i(1
conselho de ministros, tem para

os radese i c
ILEBVEL
i


Diario de PernambiicoTcrfa-feira 26 uV Janeiro 1880
I
grande deleito de ter lido um aos amigos polticos
Ja Gambetta e de ser um amortante vulto no op
portunisrao. Estava j escolhido pelo 8r. Freycl
net para ministro do interior; mas eesa oorabina-
cio teve que aer annullada por exigencias loa novos
minUtrne radMaaa
V se, pois, que estes nio sao capases de sacri-
ficar os seus 'Xiios pessoaes 4 uno entre os gru-
pos republicanos, e conservam anda vivos todos oa
seus resentimentoa contra os qua se t m opnosta
as suas exaegorada- pntuc<
Tudo leva, psasanUv crsnne oaawo
Affirma se, pirra, que um d>s ministros, lord
. tandolph i Oourcliiil, considera esta base de tran-
iiaccio eomo insuffieiente, s propoe a creaco de
conselboa provinciana, 011 de um aeaembla geral
irlandesa, com attribuicdes administrativas, finan-
csiras e ecouoinicaa
E' quasi corto que os irlandeses se nio eonten-
t iro com sso, e governo ver-se-ba aa Cam >ra
entre a opoosico declarada do partido liberal que
i o que tea alli mais numerosa representadle, e
a ame ao* ti* daaeoaaantauen*. > do grupo paro I-
ana;o>a qurtain se pariera
4sis danatadoa
te- lata.
rio nSo tera
conseguir da
razoavel raaioria de garaano.
Esta marcado o dia, 14 flo F. vereire parar.sw ef-
feetaarein de aataacoaa que forana annulla-
das pela camarat E' gssuda o submsd da* mu-
danzas feitas pelo novo minaste-ro aapessaaa das*
administracoes centra* e as repartioCea depen-
dentes das secretaria da guerra e da marinha.
No ministerio da marinha vai errarse urna
direccao dos torpedos, da qual ser provavelmeute
Horneado chefe o vice-almirante Bergane du Pe-
tit-Theuars.
Os impostas cobrados em 1885 renderam 37
miihoes de francos menos que os clenlos oreasen
Ues.
O Fgaro d noticia aos sen leitores da
existencia d'um projecto, que referve em algnmas
cabecas de Franca e de Hespanha, e que, se nao
tem em si mesmo importancia de gravidade, cu-
rioso e original.
Trata-se, ou antes julgam tratar eertos utopis-
tas da realisaco de um sonho social, que se cha-
ma repblica latina.
Eis 03 factoa:
No corrente mes de Janeiro deve proceder-se em
Hespanha as eleicoes geraea. A lucta promette ser
renhida. Affonainos, carlistos e republicanos, des
envolvem a mxima actividade, e cada partido
conta de ante-mo com a victoria. Os republica-
nos, principalmente, crem que o seu triumpho nao
adinitte duvidas; os chefes do partido chegain
mesmo a apregnar qae antes de um mez veremos
proclamad i a repblica em Hespanha. Nestas
circumstancias, estando em vesperas de fundar a
aua repblica, os republicanos heapanhoes querem
dtala de condicoes que lhe assegurem longa vi-
da. Naturaliaaimo Para consolidarem, occorreu
lhes a idea de apoiarem a urna repblica vizinha
em qne cr?m ou em que parecem crretn. E poze-
ram maos obra. Entraram em relacees com al-
guns deputados fraucezes dos grupos maia avan
cados.
A repblica franceza e a repblica hespanhola
formaro, sob a denominaco commum de Rep-
blica Latina, urna federaco que unir e obrigar
as iuas partes contratantes.
Os dous pases, representados pelos respectivos
Exlamentos, nomearo o presidente da repblica
tina.
Cada paiz eleger de per si e sen- vice presiden-
te, e regular como pedir, os seus intereases par-
ticulares.
Os inte eases communs -militares, martimos e
commerciacs,serio regulados por nm congress-i
geral, que se reunir alternativamente em Pariz e
em Madrid. Por oceasio da reunan do eongres-
so, haver grandes testas; exp >sicoes, etc. em
Madrid, ou em Paris.
A repblica la ina, dizem os autores e promo-
tores do projecto, dispon o das forcas da Hesaa
nha e de Franca, encontrar-se-ha em concedes
de luetar pela integridade de seu territorio e pela
sua dignidade.
N'um futuro mais ou menos prximo, Portugal
primeiro e a Italia depois, entrario para a fede-
raco, e d'este modo ficar a repblica latina em
esti do de dictar a lei Inglaterra e de metter a
um canto todos os chancilleres da Allemxnha.
0 Petit-Journal do dia 10 diz que, informa-
do o Sr. Freycinet de que por toda a tronteira
dos Pyreneos se faz contrabando de guerra a
favor dos carlistas, gracas actividade dos seus
commissarios vaaconcos catales e aragonezes,
tendo j as autoridades francezas effecttrado urna
importante apprehensio da armas prximo de Par-
thas, vio ser enviadas instrucco-is terminantes so-
bre este assumpto aos prefeitos e commissarios es
pecaes de todos os departamentos da fronieira hes-
panhola.
O ministro da guerra vai reduzir os orcamen-
tos militares.
Italia
O governo italiano, t^ndo chegado o momento
critico de se decidir entre o expediente de mandar
recolher as suas tropas, ou de oceupar definitiva
mente Massaouah, res>lveu-se pela occupac&o.
0 general O n, enviado a Maisaouah, procla-
mou a reuniao deste paiz corda da Italia, e as
tropas e funecionarios egypcios foram mandados
para Suez.
A conquista,* na costa oriental da frica, dos
districtos de Massaouah, Moncullo, Arkko, Ara-
sali, Dessi, Bcilu o Assab, pela Italia, nao deu
origem a reclainaco alguma, a nao ser do sulto,
menos contra a quebra dos seus direitos suzera-
nos, do que contra a diminuicb da receita do tri-
buto egypcio, que kbeJiva contina a pagar por
territorios inteiramente desligados do Egypto,
cjino o Sudao, Massaouah e Zeilah.
E' verdade que a Inglaterra apoderou se deste
ultimo paiz sem lhe aceitar os encargos tributa-
rios, prece lente de que a Italia nao deixar de ti-
rar pai'ido quando se trata da liquidaco final do
jaaaapia
Para proceder como procedeu, altala-deve ter
se certificado previamente que a Inglaterra nao
vera com mos olhos o comraandante italiano
proseguir as negociaces com os chefes do Su-
dio e com o re da Abyssin, substitundo-se as-
sun a ella para obter a exeencio do tratado II-
wet, que at hoje ten estado reduzidj lettr
morta.
Possuindo Massaouah c Suakm, a base de um
triangulo, a Italia ver se ha um dia obrigada a
conquistar o vrtice, que Khartum. Assnn ella
ter que lutar cimdoas povos bellicosos, o do Su
do e o da Abyaaiui:i. Nem i>m uem o outro se
deix ir aunexar nem simpleameate suometter a
protectorado, sem defender p ra lamente a sua 1-
berdade. Issi custar Italia peaadiu sacrificios
que talve nao sejam compensados pelas vanta-
gens que luja do auforir d'aqu-lhis acquisi^es
territoraea.
Mana S
0 Univert foiha ultramontana publicou ultima-
mente o texto de urna carta d; Papa ao principe
de Bis narek, na qml sua aautidade reconocer o
podero n Allemuilia e a eua moderacSo, mas pe
igualmente c-n relevo o podero do papado quando
se pJe excrcer em completa liberdade.
Inglaterra
A liga nacioual irlandeza realisou em Dublin
um grande mecting.
O presidente da reuniao, alludindo ao projecto
de autonoma da Irlanda, declaren que, a nao ser
ajue se conceda aos irlandezea regalas, em virtudo
das quaes elles possam por si exercer a direccao
do piz, prefenvel continuar a agitaeSo nacio-
nalista e ensatar, se lr possivel, mesmo pelos
meios parlamentares, salvar o povo d* ama ues
truco completa.
A assembla applaudio este parecer do presi-
dente.
Era no da 12 que o ministerio ingiez se
apresentaria ao parlamento, as circumstancias
excepcionacs, que sao c mhecidas, achando se em
min >ria n E cmara dos communs. Tinba esp :-
ranea na attitude dos deputados irlandezes, que
nio parecem dispostos a auxiliar o partido liberal;
ma, se elles se nao ligarem com este para derru
bar o gabinete, tambem certo que a apoiariam
francamente os ministros a troco de c incessoes que
estes na > se frevero a fazer lhes.
Hmve ha das um consethu de gabinete, para
se tratar da attitude que convinha assumir pe-
rante o parlamento e da poltica adoptar-se com
i ito Irlanda.
As agencias de intormacoes, ap"ar de se terem
mantido secretas as raselucoes alli t mada, dizem
saber que o gabinete eat decidido a nio adiar as
cmaras no dia 12 depaia da eleicao do presi len-
te, como lli'o aconselbavam alguna amigos.
Lord Salisbury resolveu nao por a qjestao p)-
liticH de confianca l>go e no terreno vago de ama
qu-stao de principios. Esperar i^ue oa adversa-
rios o ataquem, nao provocando o combate, mas
nio o evitand >.
Tambem. segando os mesaos informadores, to-
ram n'aquella reuniao do conseibo combinadas de
unitivamente as primeiraa linhia de um projecto
de governo local para a Irlanda, qae possa offere
cer as exigencias dos depotados daqueile pas
eomo que o ultim limito das coneeaa&ea poaai-
veis, e para o qual possa obter o apoio de urna fae-
co importante dos liberaes moderados.
Parece igualmente qui urna cummissio espacial
de ministros se const tuio para formular e projec-
to de reforma, e qut! dos trabalhos delta resalta o
plano de se conferir .i corparaejias elativaa, na la
glaterra, na Irlanda e na Escoasia, a administra
cao local e o governo dos condados.
E'
mas qae esa tac coo,ie0"8 o miassnvso
umitsr uaaa. exiatancia attribolaU e dim^il e nia of
lerecers/ etnaaseoes de resiatssaaa.
Blrmasaa
Dizem d'wpsahos tolrgrfico recebisb aass
Landre a 7 de Janeiro, qisa os. salteadora- bia-i
issmna aaaaasinaram cien suaaatoa. ingleaaa, xjuatitr^
dos quaea eram empregados da cjoapaolaav coibv
mercial de BombHm.
O criuie foi commettd i a vinte milhas ao sul de
Manlalay, nos ltimos dias de dezembr i.
As victimas iam de jornada em direcfSo aa as-
tabelecimentoa d" companhia, junto ao Rio Chind-
W'u e eram escoltadas por urna forca brman de
aerea.' de- dnioa hoaMa.
Tendo recebido aviso de que os daooiU eatavain
emboscados em certo ponto da ea.rada os ingleses
o atinadamente se oppuzeram a retroceder, eomo
lhes era aconaelhado pelos officiaes birmans.
Chegadoa ao sitio da emboscada, travju-se re-
nhida luta entre oa soldados e os dicoiU, a qual se
pcsloagou por quatro horas at anoitecer.
A escolU birman foi cedendo o paaao, poueo a
pa, e n'um momento de pnico, abandonou os
inglese* que tinham sido confiados sua guarda
e debandeu vergonhoaamente, ante um iuimigo
omito menos numeroso.
Cabidos em poder dos salteadores, os ingleses
foram inmediatamente dec-ipitado,
Alesaanba
Espera se grande e graviasimo debate poltico
religioso na prxima reuniao do parlamento prus-
siano.
Foi desmentido o boato da doenca do Impe
rador Guh -rme.
Tamb;m foi declarada sem fundamento a
noticia da que a princesa Victoria, neta do Impe-
rador seria dada em casamento ao principe Ale
xandre da Bulgaria.
O Poit, de Berln, consigna o mau estado das
fiuancas prussianas, cujo dficit de 22 miihoes de
mreos.
Segundo noticias de Samos, recebidas m S.
Francisco, os funecionarios allemes alli residentes,
a pretexto de protegerem os seu, nacionaes, inaul
ta:am o rei d'aquellas libas e os chefes daa tribus.
Entilo os indgenas mataram os allemes.
Os cnsules ingiez e americano proUstaram ;
m. 9 os indgenas esto muto excitados e prepa-
rain se para a guerra,
Una asaociafao de inglezes auatralianos, que
pjfsue vastos territorios as Novas Hbridas, est
negociaudo com o goveroo germnico a cesso
d'esses territorios. 0 corrosp mdente do Gauloi,
onde vm essa noticia, pretendo ver n'esse facto o
preludio da anoexaclo alle.ua das Novas H ori-
da*.
O vigsimo quinto anniver&ario da elevaco a>
throno da Prussia, do re Quilherme^ foi no dia 3
de Janeiro celebrado em Berln com o maior en
thusiasmo, apezar das reiteradas instancias do se
berano para que os festejos fossem modestos.
Grande numero de eatrangeiros e de provincia-
nos aecudiram a Berln para gozar dos festejos.
As mas e j .mellas profusamente embandeiradas o
adornada-' de tropbos.
No palacio real tr -mulav i o estandarte impe-
rial e no do prncipe herdero as bandenas allem,
ing.eza e prussiana. Oa palacios das embaixadas
e legaces, bein como as casas consulares de todos
os paizes ostentavam as suaa bandeiraa nacio-
naes.
Na ceremonia do cortejo, onze potencias estrau
geiras e 17 estados allemes se fiseram rrpres 'li-
tar especialmente.
Aa folhaa allemes contam minuciosamente a
opulencia com que se procedeu a ease acto, a qual
tura precedida de urna solemui lado religiosa, onde
pregou o capello regio Rvd. K >gel.
A recepeo foi na tala franca.
A Imperatrz estava sentada no throno, ficando
o Imperad r de p, sua direita durante toda a
ceremonia do cortejo que durou mais de duas ho-
ras. A' direita do throno estavam oa principes e
esquerda as princesas, com suas familias,
A's esposas dos embaxadsres, dirigidos pela
onlessa de Lannay, tinham lugar na segunda
fila a eram seguidas pe '3 embaixadores, dirigi-
dos pelo principe de Bismarck.
U pois d'ese cortejo, o Imperador recebeu os
cunyriment j dos ministros de Estado, dos minis-
tros eatrangeiros e dos enviados especiaee.
SS. MM. regreasaram em seguida ao palacio
Imperial de Uater-den-Linden, e asaistieam
noite ao espectculo da Opera.
aaaaaaaa
O grao duque Migall resignou o seu cargo de
presidente do conaelho de Estado e pe lio a de-
miss'io de todos os seus poatos e honras, retiran-
uo se para oa aeua dominios ao Caucaao.
0 grao duque tomou esta resaluco em conse
quencia de desiatelli^encia com o imperador.
Para o lugar de presidente do eonselho de Es-
tado vi i ser n xneado o conde Tolatoi, e para o
de ministro do interior o pr.ucipe DoiJukotf.
Kltypi
A II de Janeiro do.i* t-.r cmetalo no ''airo a
co ifoi-ouca entre o khediva air Drummond Wolf
e Mjukhcar-pacli a ruspeito dos uegocios do Sol
do, cin confurmidade da asswaskga* anglo-turca.
O kiie.liv* eat r.-solvido a po. em pr.itici aa re-
Bolucoea i'eata aafsM icio, aijtm olla* quaea f
rem.
Mojkhtar-p icli inclina se, segundo parece, a
propr que seja eiev.i lo a lbV'O nmens o eteu
tivo :lo eiercito egypcio, par t ass/'gurar a deteza
da frontesra da Sold >, sem iuterveoco de tropas
atraugeiras. ii.it i propieta seria combatida por
air Drumjiond \V ilh\ que cbjectaria provavel-
vt-loi nte, que o ore amento do Estado nao tem ver-
bal su.ficicutE para fazer f ce a este ext ordinario
augmento de. despeza.
Efficvamente na primeira eatrevista foi dis-
cutida, a convenc auglo turca.
Moukhtar-paca dis^e que o Soldi ser pici
ficado pelo exercit > egypcio e muauimauo. E'
provavel que no dia 13 teuha bavido nova entre
vista ua qual so dismi'iriam as reformas giraos
do exercito.
Os rebeldes do Sol do contnuam avanesn-
do para o alto Egypto.
Esperam-se mvos combatea.
Diz-se que Monkn.ar-ptch foi munido a
aua sabida de Cinst intinopla, de instrucces e
documentos relativos a saccesso ao thron < do3
est-idoi musulmanos.
Segundo a tradieco nos paizes musulmanos, a
succe-s i ao throno pertence ao maia velho da
famili i.
ponder que as encumstauciai exigen qae a In-
glaterra proceda peto molo porque est proce-
dendo.
Oriente
As potencias est) de acord em reconmindar
prudencia Grecia, dizon lo lhe que nao tora o
apoio de nenhuma d'-llaa, ae perturbar a paz
Se falbaren la ne< iciacea directas entre os
servios e os blgaros, o principe Alexaodre est
resolv lo a raolamar a arbitrage n d Europa.
- Presniaa aa quaa, Graoia proclamar cota
onenpa, pateu aaieur.opaa frem iotanten
tes sara oMajaaa Tasajui* air
desejssia.
muir, lapphcacao estudo edisso queproveio, d-
sein oa seus iutiiooa, o ter cabido as ecadas dos
paco do eonselho.
as escadas do parlamento cahio em tempo o
fallecido marques d'Avila e ergueu se duque. Por
ara anda o Sr. Joa Luciano desra ve ae nio er-
gueu presidente do conaelho, mas, segundo os que
tomaram ao p da lefra as palavra do Sr. Foutes,
nao tardar muit >.
Acamara dos deputados j tem deixadodefunc
ciooar alguna dias por falta de numen, o qooaam
dada lugar aos costumados asamo s da impasasa
Use a finateim ppasietonista contra a msavlaaicia e o eabaaja-
aaeasn, p >ia cada sessa cuata.mais d* 5 '0| furtos
O gane roa h. iluaea- prohibi a ssujai taca aaaio, que paga pa'a searaarrida caatseht a nao
v/aer a Ave-
di s samio nav de anaar-iasda caat;a,.'de- eeaiaos,
fariidata-arinaae oUfSSBk>a da equipanana.
Cscsre:eaida< paw ultiasa-e .nnio daaChi ia,
dizeaa.aaje o aslaaln iianari aa-ara. yra or -
eanisnr urna importante for^ir nava*.' O" govern>
propdd se proceder algum is reformas fiscaes, afim
de obter o dnhairo uecessario para taz ir face as
despezas do equipa nento das esquadras. Note se,
porm que conaelho de Pekim ainHa nSo encom-
mendou navio algum, em vista das innu eras dif-
firiiWadaa aua por toda, a.partri do ibsmmo. aa !*
vantam contra os seus projectos. Outro tanto
aconteceu com a construccio das pnjectadas ti-
nhaa de cminti de ferro ; quasi todos os grandes
mandarina fazem tenacssima oppoaicj ao estabe
lecimento d'ellas, por verem nestas tentativas ci-
vilisadoras da imperatrz-regente um ataque
antigs tradiccoes conservadoras do imperio.
0 governo do celeste imperio, nao obstante,
est negociando em Landres um emprestirao de 35
miihoes de libras, destinados a compra de arma
ment o construeco de caminhos de ferro. Sao
d--legados da China, para esta operaco o banco
allemo, a casa Krupp e a companhia de descon
tos de Berln.
EXTERIOR
Correspoadeacia do Diario de
Pernanbuco
PORTUGAL Lisboa, 13 de Janeiro
de 1886
Continua o partido progresssta a ver dizimsdos
pela morte oa seus homans de maior valor. Ha
poucaa semanas era o vulto nobiliss'mo da Ansel-
mo Braamcamp. que suecumbo ; agora o do sa
bio jurisconsulto Vicente Ferrer Netto de Paiva !
Foi ante-haatem mcia noite que falleceu ua
su& casa do Freixo, prximo da Lous.
O conselheiro e par do reino Ferrer contava 88
annos de id vie. 4. sua vida i >i urna longa car-
rcira de estudos, lealdade e abungacAo.
Como jurisconsulto deixou o seu nome vincnlardo
a imp irtautcs obras de direito ; eomo lente da
Uoiversdade soube couhecer e desenvolver os ta-
lento de nomens distinctos que tao elevados lu -
gareseatao oceupaudo no foro, na tribuna e na li-
teratura partugueza, e que passaram da discpu-
los a seas amig is e admiradores.
Como estadista, conquiatou o conselheiro Ferrer
um nome glorioso, quaudo foi ministro da justica
em 1857 no gabinete presidido pe i duque (entlo
marque) de Loul.
Foi lutimo amigo de Alexandre Hcrculi.no, que
sinceramente o apreciava por sua lealdade, ho-
radeze profundos co.ihecnnentoi jurdicos.
Urna notabilidade artstica, o actor Jos Car-
los dos Santos, se anda nao suecumbo a estas, ho-
ras, est oomtudo a expirar.
A imprensa registra da a dia, com pozar, o es-
tado lastimoso em que ae encontra o glorioso actor.
As exequias solemnes d'el-rei D. Fernando
effectuam-se amonita na igreja do Santissim Co-
racode Jess, Estrella. Tencintm asaisr el-
rei e a familia real. J se achaia em Lisboa os
enviados das diversas potencias,co mmissionados
expressamente para representaren) naquelle acto
os =eus respect' oa aobsranoa
aaa.qa<^ os seus represen!
niat,
" dNavr a Avenida o teunaa da, moda, eaner
liz'sramesinxjiw n'aaafto taasp o fataor cata-
doia^.Ef a imitaco-da./a h Bota doav pari-
sienses.
Effoctivamente Avenida vai que se chama
toda a gente isto agente da primeira roda,
agente que se conhece, a que se v em 8. Car-
los, a que no veio vai para Cintra e depois para
Cascaos, para o Espinho, para a Figuera e para a
Osaaji. E' o pt aio ilegaal pai eMoelluiaia.-
Tem havido dias da sol esplendido e a popnlaco
femenina tem-os aproveitado conscienciosameate.
apezar da imgualos toilettt de I neto pesado que
todos vestem com a mais soturna uniformidade.
Uui dia bom de invern, com aos que por c
temos, um protest contra tantos creps.. de-
cretados.
8 M. el-re recebeu no dia 7 no paco da
Ijuda em audiencia solemne o Sr. Billot, minia
tro plenipotenciario da repblica franceza.
A maconara portugueaa trata agora de e*e-
ger gro-mestre. Hoje procede ae a essaa- eleicoes
em todis as lojas sendo, portanto prematura a
noticia que dava, ha poucas semanas, o Sr. conse-
lheiro Antonio Augusto de Aguiar, ex-ministro
das obras publicas e presidente da societario da
gcographia de Lisboa, como estando eleito j para
aquelle supremo cargo maconico.
Estou convencido quesera S. Exc o eleito; o
que duvido porm, que o Ilustre diplomata, aca-
dmico e estadista, o sabio lente da escola poly
technca pista com toloj os seus grandes recur-
sos intellectuaes insufflir a |uelle corpo dmente
urna actividade eficaz e urna importancia real que
o prosnism) pacifico dos acatecimentos nestepaiz
lhe est recusando.
O nonio do Sr. Aguiar muto conheoido no es-
trangeiro, e a maconara portugueza aquella indi
vidualidade sympathica e aquella chefatura daro
rande relevo,n3o duvido disso ; mas a verdade
que a maconara nos seus tempos da antgo es-
plendor, em Portugal, conspira va; e como j nao
preciso conspirar,oshomena daqueile tempo qae
na i morreram anda,... nao apparecem la.
Os novos, como vio galgando aos altos postos
da repblica (isto um modo de dizer) sen aquel-
las bullas ertuaes symiolicos, nio frqoentam as
lejas onde so lhes nao exige senoao que facam
beneticeacia.
Preferem ir aosbizires da cardade onde esto
dama) formosas e elegantes vendendo sortea, a luz
do dia, a ir dar csmolas ua sombra mystca de um
te-nplo oeculto as vistas dos profanos.
Veremos o que o Sr. Aguiar, se tor elle o esoo-
Ihido, consegue para levantar neste paia urna ine-
tituicao a qus a liberiade, entre nos, deve to al-
tos servieos, de que a geracao nova nao quer sa-
ber, nem mesmo sab; apreciar.
Para deix ir as cousas no mesma estado mais
valera que o Sr. Aguiar l nao foase.
L.
NSo temos pormenores sobre o duplo e brbaro
crime, nem sabemos os nomes das infdizes vcti-
mas desse sanbudo Otello ; apenas sabemos que o
malvado eradio-se.
Por can a de cianea -Por mandado lo
subdelegado do districto policial da Torre, foi an-
te-hontem vistoriado pelo Sr. Dr. J. J. de Souza
o pardj Fraacelino Damasceno, que ce'ca de seis
horas da tarde do referido dia foi ferido na Es-
trada Nova do Caxang por um coinpanheir de
trabalho, por cansa de ciumes de urna dulcina
de nome Fesberta.
Os ferimentos foram duas tacadas, urna no co
tovello esqoerdo e outra no lado direito d i abdo
me n, ambas sem gravidade.
O di'liuquente, cojo nome ignoramos, foi preso
em flagrante.
Eacola aabltsa de Sanco amaro-
Tendo sido nomeada interinamente para reger a
cade ira de i ns trasvio primaria do sexo femenino
de Santo Amaro das Salinas a Sra. D. Anna Men
des Bastos, abri ella a referida escola ne predio
n. 26 da ra do Capito Lima, onde est funecio-
nando desde 25 de corrate.
Esa transitoO paquete La Plata levou
anto-hontem para o sul 139 passageros, sendo 5
sobusod eiu "ornsmbuco.
Oinuelra O paquete Bata levoo para :
Atsjgaas. 21:395*500
O paquete La Plata levou para :
Bi de Janeiro &:000')00
Montivid > t 265
O vapor Oiqui tsoaxe do norte para :
Diversos 20:111*410
Mao resaltadoDos dous mperiaes mar
nheiros que, por oceasio de entrar o cruzador
Ouanabara no nosso porto ficaram feridos em con-
sequen iia da exolosSo de urna peca, falleceu de
ttano traumtico e de nome Feliciano Fortunato,
e est quasi a expirar do mesmo accidente o de
nome D imngoa Jos dos Santos.
l nha o leilao dos salvados da barca americana H
W. Dudley, que devia effectuar-se hoje s 10 ho-
ras do dia.
O leilo re effeatuar amanh, s mesraas ho-
ras, no armazem da Companhia Pernambucan i.
II ispiiui Porlaaraez O movimento das
eafeemaria deate bospita. durante a semanafinda
foi o seguate :
Existiam em tratameuto- ..... 10
Entraram................... 8
Sabio curada.........
Fallecern!...........
Ficam e n tratamento.
13
1
2
10
13
MISTA DIARIA
sovrna da Msaad.- LHz a aurora, de
2* do corrente-que, de 15 a 2!, foram passadas :
Proviiio de vigario de Sant'Aoaa em Ipanema,
era llagoas, pir tempo de mais um anno, a favor
do Rvd. conego Dr. Trictomo Rib uro Silva.
dem, idem, da freguezia de iNossa Seohora da
Foram nomeados para compoi a eonselho de Assumpcio a 8. Guralo de Cabrob, n'esta pro-
fanatlia na initiantariir do Sr. D. Feruaudo, os Sra.
duqae de Loul e condes de Asambuja, de Liaba
res e daa Alcaoosaa, bejn com o gensrid Antonio
Potencio de Souza Pioto.
No des acho que oa nomeou mandn se passar
carta rogatoria pira citaco dos herdeiros resi-
dentes fra do reino, citar o miuisterto publico
para figurar nos termos do inventario, e marcas ae
o praso de vO dias, dentro dos quaes a cabeca de.
vinoia, por tamp) de un anuo, a. tavor do Rvd.
Emilio d- Mnura Ferraira dantos.
I lem, idem, d freguezia de Noasa Seohora da
Coneeicao de Paje de Flores, n'esta proviucia,
por tempo de um anno, a favor do Rvd. Dario iu-
u -s da Silva
dem, de ooadj utor d freguezia de Noasa Se-
abos* do, Amparo da Palmsira do* Indios, em AJa-
goas, por temp de um anno, a favor do Rvd.
O ultimo khtfdiva Israail, tinli. obtidj do sul
to, derogacao d'este prniui jio, e seu filho Penfick
su;cedeu lhe. Mis, depois o cbeick ul-Islam e
as autoiidades religiosas musulrnaais, tem lavra-
do e renovado protoatos c*ntra esta decso do
surto.
Cr-se que Moukhtar pioh assim que chegou
ao Egypto fez couhecer a uuuversidado religiosa
de Eli-Aat, do dirj,,a iutdiico que teria o sul-
tao de anullar a sua decisao precedente, como
contraria aaleis religiosas. E' a esta derogarlo
que muitos attribaem as acta es desgranas do
Egypto.
relegrammaa do Cairo, dos primeiros dias
de Janeiro, para as folhas iuglezas infurmam que
o g-neral Grenf di, que tem o sea quartel general
em Abr, ordeuou um recouhecimento pelo vapor
Lotma, docambiiucao com a ca/alaria infanta
ria motada, villa de Dulgo. O Lotus apraK-
nou nove barcos canegauos de armamentos, mu-
niydes o uniformes. As tropas voltaram para
Sacyeil Eftendo.
Moukhtar-pach havia coufeonciado com o
ex ma-lir de D.ugola, acerca da quosto do Sol
do ; loas guarda completa reserva sobre o resul
tado d'aquella entrevista.
No dia 3 o k'ieliva offdrecra um jaatar ao
enviad; do au'to.
Acham se restabelecidas as commuaicaces
telegiaphicas do Soldo, que por alguna dias esti-
veram interrompidas.
O general Stepheoson ooatiuuava a avaaoar
com a ^avallara e prujeutava am ataque a Don
gola s O novo ministro de Fia ica, Sr d'Auaaey,
chegou a i Cairo no dia 3.
No dia 4 realisou-se, junto as pj ramides, urna
grande revista aj tropas inglezas.
O givsrno turco protestou perante o embauca-
dor ingiez em Constantnopla, contra o augmento
das guarnioies inglezas no Egypto, o que julga
contrario ao espirito do tratada anglo-turco. O
embauador sir William Whte, liuiitou sa a res-
caaal Sra. Condeaaa d'E Ua d.var apresenXar a _-i.ih.iaaaio G incalvoa da silva,
relacao de todos os baos mobiliarios e imioobilia- dem, idem, di freguezia 'a C. nceicio da Scrr*
do .VUanSy- do. fi de um aaao, a fasac d*Rvl Jos Modesto. Pero i-
r.i de Brito.
IJ*Hr,_ dem, da fregaezia de Noasa Senhora da
Coneeicao de 'Jampnt (Grande, na Parahyba, por
lempo, de mais uiaranoo, a favur do Rvd. Francis-
co Al ves Pequeo.
dem, de uso de ordena, confessor o pregador,
por tempo de am anuo, a favor do Rvd. Jos Ca -
dido de Vasconcellos, residente em A!agoaa.
dem, de uso de ordene, por tempo de um anno,
a favor di Rvd. Jos Floriulo de Olivera Moura,
residente em Alagoas.
tdem, de cunfoaaor, por tempo de um anuo, a
favor do Rvd. Fr. Lui da Divina Pastora, resi-
dente em Alago as.
dem, de uso de ordeni, por t mpi de mais um
aaao, a favor do Rvd Fr. Paufiuo da Saledade,
guardia) do convento de Santo Antonio do Re-
cita.
dem, dem, a favor do Rvd. Fr. Lourenco da
Ira.n mulada Couceic/io, religioso frauciseaao.
i:mli,i"qup. -A bado. do paquete La Fala,
seguio auto houiera pira o Rio do Janeiro o Sr.
Dr. Joaquun Aurelio Nabuco de Araujo.
S S, que estava ultimameate hospedado em ca-
sa di Sr Antonio Carlos Ferreira da Silva, na ra
do Capibaribe a 18, d'ahi sabio carro, seguido
de grande numero de outros, em que iam os sea
amigos, at o caes do Commercio, oade devu to-
mar o escalar, qne tioha de leval o ao paquete.
Alli, no caes 'do Cuainercio, espcrav.ira-u'o ou-
tros muitos amigos, que o.recoberara com acia
macoca, e lados o Sr. Dr. Nabuco dirigi a}a-
lavra, despeiiudj-so d'ell-s, di janella do hotel
da Europa,
D -pois do su discurso, vivamente applaudido, o
Sr. Dr. Nabuco tomou o esca er, e este, acompa
uhado por outros dous, qne levavam diversos ami-
gos seus, seguio para o paquete, que s 10 horas
singrou para o sul.
areladaA's 8 hras da noite de 23 do
correte, na campia da ('asa Forte, Benigno de
tal, u'uma disputa que travou com Leopoldiuo de
tal, deu neste urna bofetada ; e, como tivesse voz
de priso pelo subdelegado que estava presente,
resisti tenazmente, lutando com as duas pracas
que ac impanhavatc a autoridade. Afina! fui
preso.
Boa Visteen -0 vapor Ville de Victoria,
entrado da Europa, e pertenceute Societ du
Chargems Reuns, tendo sabido de Lisboa no da
W, chegou ao nosso porto s 2 horas da tarde de
22 do corrente ; pelo que fez a viagem em 11 dias
e 12 horas, nao obstante ter tocado e ae demorado
em S. Vicente.
Foi urna excellente viagem.
KopancansentoEra Tigipio, s 3 horas
da tarde de 24 do crrante, Francisco Antonio da
Silva, onhecido por Wentania, espancou Secun-
dina Mara da Couceico, aeado preso em fla-
grante.
Ventana j cumprio sentenca em Fernando por
crine de morte.
Caucelr-o do Militaren. Amanb,
pelas 6 horas da tar le, reuuem so era mesa geral
os membroa da iruiaadade de Nossa Seuhora da
Couceico dos Militares para o fim de olegerem a
sua nova mesa administrativa.
drnalo dos Prarenioresi Primarlos
A's 10 horas do dia de araauh, reun- m-se em
na respectiva sede, os socios do Gremio das Pre-
fessores Primario para eleger o novo conaelho do
corrente anno.
.innivernario. Amanh tazem 230 an-
nos que foram definvaueate batidos e expulsos de
Pernambuco os hollaudez s, sendo restaurado o
dominio portuguez em 1656.
Tambem completa amanh 8 annos de idade
o priucipe D. Liiz, segando filho de 8. A. a Prin-
cesa Imperial.
Perimento mortalNa tarde de 10 do
corrente, no lugar Maricota do termo de Iguarass,
Manoel Antonio Ferreira, coohecido por Mano.-!
Cabido, ferio uurtalm ato com um tiro de pis-
tola ao inspector de quarteiro Jos Licite.
O criminoso, depois d tenaz resisteucia foi preso,
e est sendo suramarado.
sjotM a*aaaatos) Na noite de 24 para
25 do corrente, na lugar Macacos, do distr.cto po-
licial de S- Lourenco da Matta, Sebastin de tal,
carvoeiro, par motivo qae ae auspeita tor aido ciu-
mes,- aasaasiaou lasadas urna raulher com quera
vivia smasiado e 4 urna irm d'ella.
ros pertenecnte ao casal.
A academia real das sciencias d > Lisboa re -
solvea que, toado vagado o lugar da presidente,
por bito d el-rsi D. Fernando, foase proclamado
presidente S. M. el-mi, o Jar. D. Luiz I. O Sr.
Latino C.ielbo, secretario perpetuo, fez observar
qu- m indando os estatutos da academia que o pre-
sidente teja um membro da familia real, torneado ;
pelo toberano, nao lhe pareca legal que a acade-
mia nomeasse o seu presidente. A academia, po-
rm votsu o qae Ino fra propoato pelo seu couso*
co o Dr. Thomaz de Carvalho, nao proaoguiuio a
discussii naquelle ponto.
Tem funecionado o cmara dos pares sob a
vice presidencia do Sr. conselheiro Jos de Mello
Gouveia, pelo motivo de nao ter chegado ainda a
Lisboa o Sr. conaelbeiro Andrade Corvo.
Duas commissoes de verificacoas de poderes,
di mesma cmara, tem-se oecupadoem exaimnar
os procesaos eleitoraes dos pares, ha poueo eleitos,
os quaea pola maior parte foram indigitadoa pelo
governo s auas autoridades, tal e qual como ae j
faz e se tem foito cora aa eleicoes dos deputados
da maior i a.
No dia 5 do corrente, eomo julgo ter Ih a i
dito pela nal a do rauoania. ficou definitivamente
constituida.a cmara dos dsputadss.
O seu paimeiro acto foi votar profundo senti-
mento pela morte de ei-re D. Femando, sendo
logo alli eleita umt> grande commiasb para ir
aaresentar os psames da cmara a el rei e fa-
milia real ; a esta eoinraissio se associarara quasi
todos os iLembrea da cmara. El-re roe-bando
aquella dora instracao nacional proferio patarras-
muto lisongeiras e gratas, alludindo a outra oc-
easio em qae, achando-se Dengosamente enferma
S. M. a raiuha. a cmara iuterrompeudo os seus
trabalhos foi toda ao paco informar ae da eaude
daquella augusta senhora. Como isto tuecedeu
estando os progressistas no poder e a raaioria
daquella cmara era de progressistas, os jomaos
deste partido ficaram muto peahoradoa com aa re-
miniscencias do Sr. D. Luiz I e rasgadamente lhe
toceram o elogio de que 8. M. aabia bem mostrar
que nao era o rei da uenhum partido mas oe toda
a na^o, sem se recordarais j, nem por sombras
d i que escrcvern, em contrario, por oceasio dos
debates do syndicato Salamanca e da ida do re
ao Porto por convite dos membroa mais influentes
daqueile syndicato Muto pode a esperance da
sua prxima asceooo ao poder, deixada entrever
as pbraaea antaciosas do Sr. Funtes na reuniao
da maiora logo que se abri solemnemente o par-
lamento a 2 deste mez. Astuciosas digo, pois vai
tomando consistencia a opinio de que o Sr. Fon-
tes exhortando a maioria a prepararse para aer-
vir o paiz na oppoaico, teve dous intuitos : incu-
tir aos deputados da maioria o recelo de que, se
nao forera firmes, se se deixarem arrastar pelo es-
pirito de dissidencia que alii tem lavrado, elle,
presidente do conaelho e chefa do partido regene-
rador passa o baralho ao Sr. Jos Luciano de
Castro, elles) ficam desapontados." poia nao ae ea-
aaia para isso. O outro fim, ostensivo daquellaa
palavras, que estava bem certo haviam de trans-
pirar para o dominio publico, foi, talvez, o de an-
nunciar a oppoaico progresssta, que arrojada,
numerosa e tem boas oradores ni cmara.
Na seaaao da cmara popular a que me re-
fer tambem ae lancea na acta am vot de senti-
mento pela morte do Sr. Anselmo Braaacamp.
= Ht dias o Sr. conselheiro Joa Luciano de
Castro indo cmara municipal votar as com-
raisses de receiiseamento, ttropecou n'um capa-
cho da eacada (nao aera o primeiro capacho em
que tenha tropee ido quem tem sido tantas vezes
ministro .') e magoouse muito, ferindo-se no rosto
com o vidro da luneta e fasendo escoriaooea n'um
joelho. Soguio d'alli para os proprioa uacionaes
de que director, no ministerio da fazenda, e l,
pela perda de sangue ou por outro qualq jer moti-
vo, tere um desmaio. Hoje acha-se completamente
resta belecido.
A' aua casa foi um grande numero de amigos e
correligionarios seus ; des seus adversarios poli-
ticos foi logo o Sr. Fontes, alguna dos outros mi-
nistros e el-rei mandou informar-se do seu esta-
do. Esta ultima circumstancia pare:e ter agni i
do muito as fileras progressistas ; mas nada tea
de extraordinario, porque el re decadissno e
considera no Sr Jos Luciano de Castro o actual
chefe de um partido monarchico, alora do apreco
que tem pelo sea mrito peseoal. Efiectivanete,
o 8r. Jos Luciano tem aggravada a vista pela
Aasumio o exercicio damordomo na semana qne
hontem teve comeco o Ialm. Sr. Man >el Cardoso
Jnior.
A Vai da CtariataoDeata excellente pu-
blicacao mensal, illustrada, que se faz na cidade
do Porto, recebemos hontem o n. 12, que completa
o seu 2* anno de existencia.
0 primeiro numero do 3o anno trar o retrato
do Exm. arcebispo da Baha.
A agencia deata pubticaco ncata cidade no
pateo do Paraso n. 12.
Eftcola formalFizeram hontem exime
do habilitaco para so matricuiarem no 1 anao do
curso seis senhuras e dous bomens, tendo sido ap-
provada nicamente urna senhora e reprovades os
outros.
E>e BrallRecebemos o n. 105, de 5 do
eori-eure, deste peridico, que tras por summario :
Nouvel An. La Redaction.Tlgrammes.
Echoe de pirtout.Don Fernando II.Mariano
Pina.La rlection de M. Grvy. -Le Brsil
et les erreurs de M. Lamas. Les oiseaux.Emi-
le Corra.Croquis. -Mine de Momb.Le chan-
go aa Brsil.Z. La acience moderno. Oacar
d'Araojo.Courrier de l'Amerique. Paria vol
d'oiscau.An. Desprez. Boite aux letrrea.
La livres. mOsear de Araujo. -Revue financire.
J. (iaf. MnureuHMito maritime. Annoncea,
etc.
O. dlatrtataNo dia 19 di correte a junta
apuradora do 10 districto eleitoral tez a souima
dos votos obtid is, em 30 de Desembro prximo
nodo, psk diversos candidatos Assembla Pro-
vincial e t-xpedio diploma aos Sr. alferea Manool
Rodrigues Porto e Juvenci Taciano Mariz, de
sigilando o da 8 do Fevereiro prximo para ter
lugar o 2." escrutinio, que correr entre os Sra.
Drs. francisco da Asis Rosa e Sifva e Adeloo
Antonio do Luna Freir Jnior.
Oaaeta Medica da Babia -Reetbemos
o n. 6 de Desembro proxim lindo, deata reviata,
trazendo o aeguioto summario :
I. Diicurso proferido .na ceremonia, da cuilo-
cio d grao, de doutor em medicina, pelo director
interino da Faculdade, Dr. Antonio Pacidco Pe-
re ra.
II Pathologia-Comuaunic.icAo de Pasteursobre
a raiva.
III. Epidemiologa1. O cholera. 2. O bacillo
virgula de Kich produair um veneno especial?
por Julos Bardez.
IV. Revista da Imprenta Medica -1. Da nutri.
cao no diabetes. 2. Nevroaea rrflexas de origean
nasal. 3. Emprego da coralno tratamento da em-
briaguez. 1. D* embslsamamento e da conserva-
cao dos corpos. 5. Erupcoes quinicas. 6. Hv
dfobromata de quinine e valerianato de cateina
no tratamento da malaria. 7. Incompatibidada
therapeutica. 8. Os filtros Chamberland.
V. Meteorologa Resumo das observacocs ure
teorologica ^o mez de Novvmbro. Pelo conselhei
ro Rjseud A. P. Guimares.
VI. Necrologio 1. Henry Bouley. 2. Pierre
Athauase Rabuteau. 3. M. Carlos Lsvel. i. Bru-
na de Mirauda,
VII. NotieUrio1. Collaco do grao. 2 Elei-
coes de pires do reino de Portugal. 3 0 Sr.
Perrau. 4. Estado mental das mulheres medicas.
5. Sociedada de Deontaloga. 6. O cholera mor-
l)i-. 7. Mdicos deputados.
Iteviata ile Medicina De Paris, tambera
recebemis hont m o n. 134, de 5 do corrente, da
Revista de Medicina, com este summario :
1. Academia de Medicina de Paris. -Sessoes
de 15, 22 e 29 de Dexerabro de 1885.
2. Sociedade de Cirurga de Pariz. -Sessoes de
16 e 23 de Dozembro de 1885.
3. .-oci.-dado Medica dos Hispitaes. -Sessoes
de 11 e 19 do Dezeralro de 1885.
4- Sociedade de Biologa, -Sessoes de 12 e 19
de Dezembr >.
5. OpbthalmologiaTratamento do estrabismo
das creancas, pelo doutor Fano, lente da Facul-
dado de Modicioa de Paris.
6. Hygiene,interncionaJ. A conferencia inter-
nacional de Roma. (Continuado do n. 133).
7. Therapeutica. -Tratamento do lupus serpi-
gmosn da cura por meie de escarificacoes lineares
o do caustico de Esmareh.
8. Bibiiographia De la dilatation de l'estoinAC
ch z les euf mts. De la teraprature de la paroi
abdorainale dans lea cas d'entrito aigu et chro
ique chez lea enfauts, par le D. Moucorvo. -De
l'identit de la fivre jauae et de l'impilaludism
aigu, consquente contagiosit de l'rapaludisma
et curabilit de la fi /re jaune par le Dr. Vieira
de Mello Contribution i'tuie cliuique des ap-
plcatious thrapeutiques de l'antipyrine par le Dr.
Clemente Ferreira.
Miasma) fnebres-S rao celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, na matriz de Santo Antonio, por
alma de D. Candida Francisca Xavier dos Reis ;
s 7 horas, no Monteiro, o s 8 em S. Francisco,
por alma de D. Mara Luiza Vieira Lima.
Amanh :
A's 8 horas, na igreja do Mouteiro, pela alma
de D. Mara Luiza Ferreira Lima.
Pst*aa;elroNChegadoa do norte no vapor
Oiqui :
Dr. Firmo Antonio Dourado Silva, Jos Conra-
do, Franciaco Ferreira de Araujo, Jos Dubeanx,
teaente Afrodisio F. de Barros, sos senhora, i fi-
lho e 1 criado, Jos R. L. Cmara, Francisco A.
de Albuquerque, Jos M. da Cunha, Manoel Fia-
Iho, Manoel A. Gonealves, Manoel A. da Souza.
Chegadoa da Europa no vaoor allemo Per-
uambuao :
I. M. da Costa, I. A. da Coata, I. P. Barbosa.
Manoel Joaq lim, L H. de M. Souza e M. P. de
M sdeira.
tais de DetencaoMovimento dos pre-
sos no dia 24 de Janeiro :
Existiam pr-sos 322, entrou 1, aahiram 3
exidtem. 320.
A saber:
Nacionaes 28?, mulheres 4, estraageiros 5, es-
cravos sentenciados e processados 13, ditos de cor-
reccao 10.Total 320.
Arracoados 304, sendo : bons 293, doentes 11
Total 304.
Nao houve arteraco na enfermara.
ioteria da provincia Quinta-feira, 28
de Janeiro, se extra i ir a loteri.i n. 34, em benefi-
cio da Santa Casa de Misericordia do Recife.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceco dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheras arrumadas em ordem num-
rica, apreciaco do publico.
Lotera de Maceta de 300:om>4ooo
Esta erando lottvia, cujo premio grande de
200:0004000, pelo, novo plano, ser extra hida im-
preterivelmente hoje, 26 de Janeiro, s 11 horas.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz
praca da Independencia na 37 e 39.
IiOteria do toar de SOOsOOOftOOO
A' Ia aene d'esta grande lotera, cujo maior pre-
mio de 250:000*000, se extrahir impreterivel-
mente boje, 26 do corrente.
Os bilhotes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Mar?o n. 23.
Lotera do Maranno -A 1* parte da Ia
Ioteria detsa provincia, em beneficio da emancipa-
cao e Santa Casa de Misericordia, cajo maior pre-
mio 50:000#0o0, aera extrahda hoje, 26 de Ja-
neiro.
icham-se exuosto a venda os reatos des bilhe-
tes na Casa da Fortuna A ra Primeiro de Marco
n. 23.
Lotera do Ma.A 2a parta 195 do plano
novo do premio de 100:000OO0, ser extrada inv
preterivetrnente no da 30 do corrente.
Os bilheteo achan-sa venda na Casa da For-
tuna, ra Piira.ir.i de Marvo n. 23.
Mercado Municipal de dom. q
movimento deste Mercado no dia 25 de corrente,
foi.o seguiute:
Entraram :
30 bois pesando 4.175 kilos.
216 kilos de pcixe a 20 res 44320
17 taboleiros a 200 res 34400
39 cargas de farinha a 200 ris 74800
8 ditas de fructas diversas i 300
ris 24600
J8 Suinos a 200 ris 14600
Foram oceupados:
18 columnas a 600 res 104800
44 talhos de carne verde a 14000 444000
20 ditos de ditos a 24 404000
38 compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 ris 194000
62 ditos de legumea a 400 ris 244800
17 compartimentos de auino a 700
ris 114900
14 ditos de tressuraa a 600 ris 84400
Deve ter sido arrece iada oeste dia a
quantia de 1774620
Precos do dia:
Carne verde a 480, 320 e 280 lis o kilo.
Suinos a 600 e 500 ris dem.
Carneiro a 14 e 800 ris idem.
Farinha de 30) a 640 ris a caa
Milho de 400 a 240 ris idem.
Feijo de 640 a 14280 ris idem.
Maladoaro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 75 rezes para o consu-
mo do dia 26 do correte mes.
Cemlterlo PublicoObituario do dia 23
de Janeiro :
Francisco de Assis Castro e Silva, Cear, 45
annos, casad**, Olinds ; congestao pulmonar.
Vicente Ferreira da Rocha, Pernambuco, 25
annos, soltciro, Boa-Vista ; tubrculos pulmona-
res.
Maria da Coneeicao, frica, 60 annos, solteira
B.a-Vista i cachexa senil. |
Manoel Domingos Ribeiro e Silva, Pernam-
buco, 66 annos, viuvo, Poco; febre remitientes.
Jua*piia Mana das Dores, frica, 45 annos, sel-
teiro, S. Jos ; hemorrhagia cerebral,
Francisco das Chagas, Pernambuco, 19 anno?,
sol te i ro, Boa- Vista ; tuberculosa.
24
Alexan Irina Mara da Coneeicao, Pernambuco,
'i anuos, viiiva, Boa- Vista; diarrha.
Manoel, Peraamubco, 8 dias, Santo Antonio;
espasmo.
Saverna Mana da Conceco, fernambueo, 17
annos, solteira, 8. Jos ; tubrculos pulmonares.
Joanna Mara, da Coneeicao, Perutimouco, 50
annos, viuva, Boa-Vista ; auazarca.
Fraucsc Simoes, Pernambuco, 71 annos, viu-
vo, Boa-Vista ; leso do coracao.
Ura recemn.aeoido, remettido pela subdelega-
CHRONICA JDDICIARU
Jimia (o ni ni ere-Sal da cidade do
Recife
ACTA DA SESSO DE 21
DE 1886
DE JANEIRO
9. Formulario. Agaricina. Soluco contra o
enj i do mar.
Proetaaaaai de casamento -Namatriz
de Af gados foram lidos, 24 do corrate, os se-
guiute.* :
De Alvaro Jos Pereira com Maria da Conce-
co Santos Ferreira.
De Candido Manoel de Moraes com Isabel Ma-
ria Ferreira.
Foram lidos na matriz de Santo Antonio n i
da 24 do corrente :
Joaqnim Lopes Teixeira com Maria Aununeiada
Machado Revoredo.
Alvaro Jos Pereira com Maria da Coneeicao
dos Santos Teixeira.
J'.a Alexandre da Silva om Flora Maia da
Couceico.
Lonr-uco Dionisio de Medeiros com Julia de
Soi'za Monteiro.
laaitAtt tllictuar-se-ho :
Hoje :
Pelo agente Qiumo, s 11 horas, na ra o
Marque* de Oliuda a. 18, de movis, loncas, vi-
dros, etc.
- Amanh :
Peto agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra -do
Apollo n. 33, da axraaaio e utensilioi da taverna
ah sita.
l'e'o agente Pinto, s 10 horas, no armazem al-
fandegado da Companhia Pernambucana, dos sal-
fados da barca annah W, Dudley.
u'elo agente Martins, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 59, do eatabeiecimjnto ah sito.
Q linta feira :
Pelo, agente Brito, s 10 1/2 horas, ua ra de 8,
Jorge n. 40, de bois, carrocas, etc.
PHEBIDENCIA DO ILLM. SB. COUIESDADOK ANTOSIO
QOME6 DE MIKA-SO* LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimares
A's 10 1/2 horas da manh declaroa-se aberta a
sesso, estando presentes os Srs. deputados Oliu-
to Bastos, Beltrao Jnior e suppleiite Hermino de
Figueiredo, taluudo com participaco o Sr. de-
putado commeadador Lopes Machado.
Lida, foi approvada a acta da sesso anterior.
Fez-se a leitura do seguate
BXPKDIENTS
De 16 do corrente, da Junta das Corretores
desta praca, remetiendo o boletim das cotaedes
officiaes de 11 a 16.->-eja archivado
Diarios ofiiciaes de na. 361 a 363. Sejam ar-
chivados.
Foram distribuidos rubrica os seguintea li-
vros :
Diario de Anaral & Irmao, dito e Francisco
Gurgel do Amarrd & C, dito de Domingos Go-
mes de Amorim, copiador de Jos da Sil.a Loyo
& Filho.
DESPACHOS
Peticdes :
De Manoel Luiz Riboiio, portugaez, da 45 an-
nos de idade, domiciliado e estabelecido nesta
praca com sua casa de commercio de motilados
por grosso e a retilho ra do Rosario da Boa-
Vista n. 51, sicit.mii sarta '- coraom-cUats
matriculado. Sao attestautes do credijo comraer-
cial do impetrante Joaquim Mauricio Gonealves
Rosa, Soarcs da Amaral nn4os, Joo Jos Ro-
drigues Mendos c Joio Fernandes de Almeida.
Adala na sesso de 14 do corrente.Deferida.
Di Jos da 8ilva Loyo Jnior, tendo vendido
no Rio de Janeiro a barcaca nacional S. Joi a 3
do Noveinbro prximo passado, pede que ae fa-
jara as coinpetouoa aunotaces e baixa no termo
de responsabilidade.Deferida, pago o sello das
annotacoes r queridas.
Do Fidods Garca Gomes e John H. Boxwel a
C, da cidade de Macei, tendo cumprido o despa-
eho de 7 Jo coTente, para que se archive o dis-
trato do aociedade da firma Fdelia Garca Gomes
& C, pelo quai ficam os es-socios J. H. lioxa-ell
A C. com todos 03 direitos e obrigacoes pelo pas-
aivo la extincta sociedade.Seja archivado.
Da viuva Barros Filho, que pretende a trans-
ferencia de um livro diario, declarando, em com-
primen o do des acho de 10 de Dezcmbro prximo
passado, qao comprara ease livro a esta firma
Moura a Filho. Nao aceitando esta Junta a ra-
za* jue motiva a transferencia solicitada, indefe-
re a prateasi dos supplicaattt.
)
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I
v f
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Diario e PernamfrawtTer^a-feira 26 de Janeiro de IHHQ
3
i,
De Per-eira Barbwa C, pra que te rehira
O distraio Ji soedade da qual raa socii a Ma-
atoal Ferreira liarbua Jiiq >r e Jouquim Barbosa
rTarret, ficaado ase de pese do activo d.> es
tabeleei ment sito ra Duque de Casias n. 92
e obngilo pulo pasvo da extiocta sociedid",
com a i'aculdade de iwutiiiar a asar da menina
firma -Ar h've-'se, na 5raa da lei.
De Na>oleo da Coita Moreira, para que ae re-
ristre a sua nonnaco de gwda-livros do Banco
de Crdito R*al dePeruarabuc >.Registre ge.
De Ainaral Be, Iriai i, para que se archive o con-
trato dt sociedade era nom<: coUectivo que sob
diti Uro celebraran Joo Jos Soares do Ama-
ra! Jnior e Manee! Julio Soares do Amaral, com
o c*pital de 21:135*560 p ira o comnercio de mo-
lhalos p ir groaso e a re'alho ra do Viscoade
de Iob ma n. 46 Archive se
Do Or. Laurino de Moraea Pioheiro, para que
se da baila no registro da nooieaoo de sea ix-
caixeiro Joo Francisco Borgaa Ferreira, que foi
desped lo e.a Nivetnbro prximo pasaado.D-se
a baixa pedida.
De Au'onio Duarte Campos, Joaquim Das da
Silva do Asevedo Lemos e Francisco Jos da
Silva Lipt, para que se archive o distrato da fir-
ma Das Suva & C. pela retrala do ex-socio An-
tonio Duarte Campos, fijando os out-os dona so-
cios de posse do activo a do estabelecimento si-
tuado roa Primeiro de Mareo desta praca e
obrigado* pelo passivo de dita firma.Archve-
se, na trma da lei.
De Jereira Se Pinto para fim ilentico o con-
trato de sociedade em nome collectivo, que aob
dita firma celebraran Adriano da Rocha Pereira
e Jos .".uto de Soazi Rucha, eam o capital de
1:4 .'i$3<) para o oommercio de p > e bolacha e
massas alimmtciis, n sta praca, 4 primeira tra-
vessa do Poiubal n. 1 Seja archivado.
De Adolpho & Ferrao, para que se registre a
nomeacao de seu caixeiro Leopildino Amoro lo
Monte Lima e so d baixa na le Jos Alfr 11 i
Almaida S jares Como pedem.
Do gereute da fabrica de fiaco e tecidos le
Pernambuco, para que se archive o bataneo e a
reluci nominal dos accionistas e parecer da con-
misso fiscal de dita companhia. Sejam archi -
vados.
De Martina Viegas & C, para que se archive
0 contrato de sociedade em nome collectivo que
sob dita firma celebrarain J > Martina Viegas e
Jos vj,n ti as Ferreira, com o capital de........
26:908*741 para o fabrico de genebra, licores e
xaropea A raa Joa do Re^jo n. 11 A'chive-SJ.
Do Praca & >evea, de cuja firma eram aoc'ia
Bernardina Ferreira Praoa e ./oa das Nevcs Pe-
droz i. para que ae archive o diatrato de dita so-
ciedade, pelo qual fica o ex socio Pedroia de pos-
se do estabelecimente sito A ru* di Penhi o. 33 e
do activo e obrigado pelo passivo da extincta so-
ciedade.Seja archivado.
Parecer do Dr. fiscal sobre o relatorio da Junta
dos Corretores desta praca, que funecionou no
anno prximo pasaado.
Resol ucSo
A Junta resol ve que sejam louvad s os mem-
bros que comp zerain a Junta dos Corretores
desta praca no anno prximo passado, por terem
desempenhado satisfatoriamen'-.e siihs obrigaooes,
6 que se leve ao coubeoimauto do governo impe-
rial, no competente relatorio, a raza o por el les
presentada por nao apparecerem concurrentes s
duas vagas existentes de corretur geral desta
pruea.
Nada mais havendi a despachar, o Illin. Sr.
commendador presiden'^ encerrou a sessao sil
e ) "2 horas da in mil.
O artigo, porem,
oi-1 Pinheiri, juia 'la
IRDICAgOES UTEIS
Medico*
Conaullorio medico ciriirniio do Dr.
Pedro de Alian jale Lobo Moscoio
raa da Gloria n. 39.
O iloutor Mohczo d consultas todos os
dias uteis, das 7 s 10 horas da inauh.i,
Este consultorio afcrece a oouimodid*
de de poder cada doente ser ouvido o exa-
minado, sem ser presenciado por Mitro
De meio dia as 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreo pra
ca do Commercio, onde funcciona a ihu-
peccao de sade do porto. Para qualquer
d'estes ious pontos podero ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas
O Dr. Acbiades Velloso continua a ter
consultorio, na sua antiga sidencia,
ra do Bario da Victoria 45 1* andar.
D consultas das 7 s 9 horas da manhi
e acode aos chamades a quilquer hora
Pratica operacSce..
Dr. Miguel Themudo roudou seu consul-
torio e residencia para a ra da Iinperatr z
n. 14, 1. andar, ende d consultas das 12
hor*s s 3 da tarde e rece'je chamados a
bualquer hora. Especialidadespartos, fo-
bres, syphilis e molestias do pulmao e eo-
racao.
Dr. Brrelo Sampaio d consultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do BarSo da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
do Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Encarrega-se de questoes
nas comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Ferrer, ra do Imperador n. 79,
1. andar.
Dr. Oliveira Escore!, 2. promotor pu-
blico, tem seu es-riptorio de advogacia na
ra Primeiro de Marco n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado
ra do Imperador n 37.
Madanca de ronaullorlo
O Dr. Alrio avisa aos seus clientes
que raudou o se 1 consultorio para a ra do
Queimado a. 46, 1. andar. Consultas
todos os dias das 11 s 2 horas da tarde
Drogara
Faria, Sobrinho & C, drogustas poi
tacado. Ra Mrquez de Olinda n. 41.
Francisco Manoel da Suva A C, depo
stanos de todas as especialidades pharina
oeuticas, tintas, drogas, productos ehimice
e medicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
lea francesa e drocaria de Mu-
quajrol Frre, tacceistre
A. de Cao .-a
Neste estabelecimento fundado desde
1821 encontra-se os productos chlmicos
drogas, tintas, leos, pinceis, verniz-a das
melhores marcas ; todas as-especialidades
pharmsceuticas dos legtimos autores, um
variado sortimento de fundas o aguas ini-
neraes, os granulos dosimetricos de Burg
grave e productos especiaes da Flora Bra-
sileira. 22 ra da Cruz, Recite.
Werrart* a Vapor
Serrara a vapor e oficina de campia
d Francisco dos Santos Maoedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande estabele-
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
nero, compra-se e rndese madeiras de
todas as quahdades, serrase madeiras de
conta alheia, aasim como se preparam obras
de carapira por machina e por precos sem
competencia.
si'leraaao ao Ilustre eampeSo da imprensa ;
apenas guardava-'m pira liscntir, taes as-
sumptos em melhor opportunidade e em
logar mais apropriado.
do Sr. Dr. L. F. Ma-
lireito da oomarca
de Timbaba/publicado no Jornal do Re
cife do honten, veio demover-me desse
proposito.
Nao entrarei, entretanto, em materia,
sem aproyeitar a opportuni lade, a primei-
ra que se me offireccu, para repetir com
a maior publicidade as manifestauoes, que
j tire occasi&o de significar do viva voz,
do raeu sincero reconheimento e profunda
gratidSo pala generosdade e enthusiasmo
com que o digno e independente eleitora -
do do 4 iistricto acolheu e fez vingar a
minha candidatura, sem o emprego de vio-
lencias, sem o recurso da fraude e sem o
menor auxilio offi ;ial.
u nSo tinha o direito de esperar que a
minha candidatura e minha eleicao fossem
agradaveis ao orgao libaral e ao Sr. Dr.
Maciel Pioheiro, e muito monos o de extra-
nhar que aquello, o orgao liberal, mauifes
tasse suas pref--ronoias pelo Sr. Dr. Joa-
quim Tavares, o mou contendor, e procla-
masse e exaltasse os talentos e merec-
mentos deste, dos quaes sou o primeiro a
dar testemunho; o que, porem, nao podia
deixar de provocar reparos de todos, at
mesmo de muitos correligionarios da Pro-
vincia, o de me oncher de profundas ma-
guas e justas queixas, era o facto de re-
petir o orgao liberal em suas columnas
urna calumnia j estafada e desmoralisp.da,
outr'ora assacala contra mim por odioi
pequeos, que j esqueei e perdos, e en-
volver o Sr. Dr. Maciel Pioheiro o meu
nome em violencias que nao aconselhe, e
que se passaram de molo muito divrso do
que o descripto por S. S. e pelos documen-
tos que publicou.
Digam o que quizerem de mim, tenho
bastante resignaco para supportar com
paciencia e calma todas as maguas que
quizerem infligir-me poa ter tido a for-
tuna de mcrejer as sympathias e o apoio
dedicado dos meus amigos e correli
gionarios do 4o distri .to ; j de ha muito
me acostumei injustica dos meus adver
sarios ; o que, porem, nSo posso permittir,
o que nao deixarei sem protesto, boje na
i uprensa, amanha na tribuna, em qual-
quer situacao em que me ache, sao injus-
ticas e calumnias contra aquelles amigos e
correligionarios, sao increpac5es e vicios
articulados contra a eleicao que acaba de
proceder se no 4o districto, da qual sahi
triuraphante, de cabeca erguida, e sem
estremecimentos na eonaciencia.
M^nos para lisongear um orgulho qu
sinto e que confesso, do qae para defonder
meus amigos de injustas aecuaaedes que
lhe sao feitas, declaro aqu, e protesto
com todas as assoveracSes de minha pala-
vra de honra, que nao figura em minha
eleicao um s voto violento, nem a mais
insignificante fraude, bem como que ne-
nhum desses recursos reprovados e torpes
foi empregado pira comprimir o voto dos
adversarios.
Todo o 4o districto sabe que, por toda
a parte por onde andei, e corr todos os
collegios eleitoraes, recommendei n. maior
calma e a mais escrupulosa legalidade e
proteste sempre contra qualquer idea de
violencia ou fraude. Ha um documento
entre os que o Sr. Dr. Maciel Pinheiro re-
metteu presidencia da provincia, e a que
nao deu publicidade anda, que tira a lim-
po a certeza desse meu procedimento.
Eu e meus amigos nao tinhamos nees-
si lade do emprego desses meios: o 4 Dis
tricto, tive ocuasio de verifical-o agora,
ncontestavelmente conservador em sua
mai ri., e anteada ultima eleicao, sempre
comprimido e violentado pelo abuso dos
recursos offi iaes, nunca pode manifestar-
se livremente.
Essa farsa de S. Vi :eute, de que est
tao oceupado o Sr. Dr. Maciel Pinheiro,
que nao impedio que a eleicao all se fizes-
se, e que vai ser convertida em arma de
perseguido contra os meus amigos, nem
teve as volumosos proporedes que Be anda
querendo dar lhe, nem se passou como o
Sr. Dr. Maciel Pinheiro refere, como terei
i O -aso de mostrar n outro artigo.
Por muito que o Sr. Dr. Maciel Pinhei-
ro assegure que nao pertence a nenhum
dos dnus agrupamentos ds traficantes, qu se agitan sobre vasto paiz de analphabetos
e de escravos, S. S. em sua comarca um
juiz frenticamente partidario, do que d
prova eloquente o seu artigo bontem pu-
blicado no Jornal do Reciie.
Nao tomei parte na negociacao, a que
se refere o Dr. Maciel Pinheiro, feita ha
seis mezes, como fim de ser obtida su
remocao da comarca de Timbaba ; a ease
tempo anda nSj era eu candidato pelo 4o
districto; porem, boje, certo das queixas
e dos sustos dos meus amigos polticos da
quella comarca, confesso que desejo essa
remocao por amor tranquilidade delles.
Recite, 25 de Janeiro de 1886.
/. Juvencio Ferreira de Aguiar.
CULliEaO
DE
m Mm ti Pul
Raa d* B.irS* de H. Borja n.
, outr'ora da He**
Os traba'hos deste instituto de educacao de me-
ninas, fundado em 1876, comecam a 11 de Ja-
neiro.
A directora, havendo-se transferido para o pre-
dio cima dito, de o .timas condicoos para estabe-
ci mentos desta ordem, teodo longa pratica de ma-
gisterie, desde 1873 e auxiliada por habis profes
sores, espera continuar a merecer a confiauca dos
Illms. Sra. interessados.
Bnsina-se : primeiras letras, portugus, francs
inglez, aMemao,geographia, historia, msica, piano
deaenho, costuras e bordados de difierentes g-
neros.
Augusta Cameiro.
de
DO
Poqo da Panella
A meza regedora da iroundade de Nossa Se-
nhora da Sade, ti m resolvido solemnisar este
anao a feata de sua padroeira, com a magnificen-
cia dos annos anteriores, porem de conformidade
com as ordens emanadas do Exm. Sr. D. Jos nosso
Ilustre diocesano.
No dia 23 do corrate ter lugar s 7 1/2 horas
da noite o hasteamento da bandeira da Virgem da
Sade com o brilhantismo digno de tao Excelsa
Senhora, fando o qual queimar se ha um pequeo
fogo ad hoc.
As novenas comeoarSo s 7 horas da noite do dia
24 de Janeiro e seguir-se-ho as mesmas horas
nos dias inmediatos at 1 de Pevereiro.
No dia 2 de Fevereiro entrar a festa s 10 ho-
ras da manha, sendo orador do Evagelho o Rvdm.
padre Dr. Maneel Lobato Cameiro da Couha.
A's 7 horas da noite ter comeoo o Te Deubi,
precedendo o panegrico da Virgem Senhora, fiudo
o qual qaeimar se-ha o grande o especial fogo de
artificio, offerecido pelos devotas da mesmo Virgem
da Sade, com o que terminar esse grande dia.
Em todos os actos tocar a excellente banda
de msica de polica. A orchestra ser dirigida
por um dos melhores maestros n'e se genero. Os
sollos pelos melhor's cantores.
Nas novenas e festa haver baldes e outros pas-
sa-tempos camprestes, e a concurrencia publica
apreciar.
Corso de pianno
Beaberinra
NO DIA 8 DR JANEIRO
Aulas, todos as tercas e sextas-feiras das
5 horas da tarde em diante
78-RA DA IMPEOATRIZ-78
Coligo lio Nossa Sonora das
COLLEfilO
DE
Nossa Senho da Paz
ssu do Sarao da Victorlu n. I
A directora deite collegio faz sciente os lilms
Srs. pas de familia de que no dia 18 do crrante,
eomeijaro a ruoecionar as aulas deste instituto, e
que continua a esnerar a oonfianca e coadjuva-
cSo de que a julgarem merecedora aquelles Srs.
esturcaado-se e la para mais urna vez corresponder
aquel a confiauca.
Recife, 7 de Janeiro de 1886.
A directora,
Marta da Paz e Freas.
C, II ckniann
Usinas de cobre, iatao e bronze e de
Ora vejara cuido sao a^ousas
deste niamlo
"Um eg( ciaute do Recife (disae-o Provincia
de <4) dando expanso aos sus gi-nerosos senti-
mentos libertou urna escrava di- 26 anuos.
I)'-eididamente eati-t-e purificando aqxe'les
sentimentM, porque nos bons tempes qu ja lvo,
essa nrniii escrava r urna sua companheira, qae
anda deu bom prec, eram por qualquer ninhana
ngorusamente castigadas por policiaes, que para
isso eram encarregad'>g e pagas pilo generoso ae-
nhor Abolicionistas to sciueeros devem figurar
na historia e os postaros bem dirio o seu nome.
Mais criterio e menos pomada.
O coronel Decio de A quino Fonseca, mudon-se
para rus do Riachuelo n. 47.
raimares
un.
AO Bu
6-
FOBLKACES A PEDIDC
4 districto
De rolta do 4 districto, a cu jo elai tora-
do doro-a honra de ter sido eleito deputa-
do Assembla Geral, truia o proposito
de nao alimentar polmicas com o orgilo
liberas, a Provincia, sobre o que tem es-
cripto relativamente minha pessoa e
eleicao procedida ltimamente naquella cir-
cumsoriptao eleitoralf^Hla ia nisso descon-
Constando-me queae tem asseverado, proposita!-
mente, nao poder ser eu vetada para diputado pro-
vincial no prximo 2 escrutinio, visto oceupar o
cargo de lente de trances no curso anexo Facul
dada de Direito do Racife, previno aos dignos elei-
tores do 8 districto de que falsa a existencia de
tal aanapatibUielade.
O art. 11 da lei 3029 de 9 de Janeiro de 1881,
enumerando oa diversos funecionarios qae n> po
dem ser votados para senador e depurado geral e
provincial, menciona oa inspectores ou directores
de inatruccio publica e ot lentes e directores de
faculdadt-s ou outros estabelecimentos de instruc-
cao superior
Basta 1er esta disposicao da lei para avahar da
itriedade da minha apregoada incompatiuilidade.
Sou lente do Collegio de Artes, ou corso annexo
Paculdadede Direito estabelecimento deinstrueco
SECUNDARIA e nao SUPERIOR. A btaf de
quem espalba tal noticia manitesta-ce aiuda nos
teguinti-s casos: funecionou no biconio ultimo, na
Assembla Provincial de Prrnambuoo, como depu-
tado do 10 districto, o Ilustrado Sr. Dr. Adelino
Filho, lente do corso aunexo, sem que a sos eleicao
fosse argida por liberaes oa consolsaderes.
* Em 1881 Coi eleito deputado geral o fallecidoJOr.
Serapbicu, de saudosa memoria, lente de geugra
pea e h'itoria, no mesaso cuno, e niof uea o ac-
cussou de incompativel.
No caso de ser eu eleito, ach*.r-me-hei compre-
hendido na disposicao do art. 12 da dita lei : nao
exerctrei o cargo de lente durante todo o periodo
4a legislatura.
Podem pois estar tranquillos os dignos eleitores
do 8* distincto, que me quixeram honrar sem era
roto.
Recife, 16 de Janeiro de 1886.
Joo sie 9t*m.
Este estabelecimento de instruccao pri-
maria para o sexo femenino tem a sua s le
em urna confortare! chcara na Ponte de
Uchoa n. 10.
As materias ensinadas no collegio sSo as
seguintes: religiao, portuguez, francez,
inglez, allemSo, historia, geographia, piano,
desenlio, pintura, bordados e flores.
As linguas falladas no 'collegio sao : a
franceza, ingleza e allema para as quaes
tem mestras qae residem no collegio.
As directoras encarregam se segundo
vontade dos pas de preparar as alumnas
para fazer exames na Academia.
Lista das alumnas qae fizeram exames
na Academia:
188i. D. Julia de Oliveira, inglez distinc-
cSo, francez plenarnentee
O. Izabel a. Pires, dem.
1884. D Mara Eugenia de Mattos, inglez
distinecao, francez idem, portuguez
dem.
1885. D. Mara C. M>nt-:iro, inglez di
tinecao, francez plenamente.
D. Piara Catao L'pes, francez plena
mente.
Directoras,
Auna Carroll.
llei-mina Michalis-
Cirllegio Uiiiula^o
Acha se aberto este collegio para o sexo'mascu-
lino, ra da Matriz da Boa-Vis a n. 31, sob a
direccao do profeasor particular Julio Soares de
Azevedo.
Ensina-se em desafio ao magisterio escolar,
garantindo se nm rpido aHiantamento nos alum-
nos, quer cm instruccao primaria, quer em secun-
daria.
Admitte se 25 meninos pobres, externamente,
aediante urna guia do delegado litt-rano.
O collegio rornece todos os utensilios necessa
arios so ensino. as eriancas que frequentarem o
orsj grat
Conultorio medico-eirarglco
O Dr. Estevn Cavaleante de Alboquerque con-
tinua a dar consulta medico-cirurgiuas, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia ia 4
horas da tarde. Parass demais eonsulta e risi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar.
Ns. telephonieos : do consaltorie .95 e residencia
126.
Especialidades Partos, molestias de crean-
cas, d'utero e seus annexoa.
Medico e parleiro
Dr. Joa Lonreiro
Di consultas das 12 s 3 na ra do Ca-
bug.n. 14 1.- andar Residencia tempo-
raria no Monteiro.
OCULISTA
a#r. Brrelo Nampalo. medico oculist
ex-chete de clnica do Dr. de"Wecker, d oonsula
tas de 1 s 4 horas da tarde, na roa do Bar2-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e dias saiictificados. Residenciara d.
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
Dr. Gerpoia Loito
MHDIt'O
Tem o seu escriptorio a ra do Marques de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia i roa da Bas-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e eriancas.
DO
Dr lYisto Henriques
Costa
amasia Umtao ss. 1S
consnllas das 11 s 2 horas.
Chamados a qualquar hora.
Telephone numero 154.
Golitzer Ufer n. 9 Berlira S. O.
Espeef alidade:
Construc^o de machi-
nas e apparelhos
para fabricas de assucar, destillacoea e re-
finaeoes com todos os aperfecoamentos
modernos.
INSTALLAQA DE:
Engentaos ile assucar completos
Estabelecimento filial na Havana sob a
mesma firma de C. Heckmann.
Calle San Iimacio n. 17.
Unieos representantes
Haupt GebruMer
EIO DE JANEIRO
Para nforraacoes dijam se a
Polliman iVf
M lo Goineriio 1.10
0 Cajrubba no es-
tran^ejro
>' Nada ha to poderoso como a verdade, e s
com ella faremos desapparecer a imbecilidad" de
uns, a vaidade de outros e a iuveja que devora o
espirito de muitos, s porque a surdina nao tem
podido destruir a confiaafa com que nos honra o
publico-
A estas eloquentes palavraa de um conhecido
phartnsceutico brasileiro, escriptas em favor de
preparados se'is e contra os seus collegas, cabe-
nos a vez de subscrever e-accr- sceatar que a ver-
dade anda unis poderosa, quando irrompe ir-
resistivel, espontanea e bnlhaut.'inonte de factos
incontestaveis e incontestados.
E' o que tem suceedido e vai succedendo com
o Cajurubeba. Perseguido e calumniado aqui no
Brasil, mas sempre triumphante, acaba de ulcan-
carno estrangeiro um maravilboss triumpho.
Em poucas palavras eis o caso :
Em Marsi'ilha (Franca) o Cajurubeba curou um
asthmatico de 64 annos, que soffria ha 15 anuos
desse terrivel mal.
Leiam os poucos incrdulos do Cajurubeba o
documento que se segu, e nao duvdaro mais.
Marseille, l 30 Novemhr 1885.Mr. H. Mo-
rcan, agent de Mr An.onio Pereira da Cunha de
Pernambuco (Brail;.
2d Boulevard de La Mugdeleine, Maraeille.
MoBsienr. Je vous declare qu- je souffrais dei
puis quinze ans de l'aathme tel point que j'a
ilfl abandoner mes affaires.
Cette terrible maladie que m'avait priv d'ap-
petit et de somraeil, m'obligait rester dans ma
chambre, ne pouvant plus descendre ni mouter
les escaliers, et mon existence n'tait plus qu'une
longue iigonie, sans espoir de me gerir, puis que
tons les nu-dccins auxquels je m'elait adress,
m'avaient abandon.
C'est dans cette triate situation que je me suis
decide faire uaage du Cajurubeba compos par
Mr. Firmino Candido de Piguairedo, d mt Mr. T.
qui en fait lu me ne uaage, me pria d'accepter
gratuitemout les flacona ncessaires um cure.
L'efFet fut prodigieux, car apra les premieres
doses un micux sensible se declare me rendunt le
sommeil et l'apputit.
Je pus sortir aprs le premier flacn, et a- rea
l'absorption du deuxime flacn j'ciis complete
ment rubli et radicalemeut guric. J'en pris
um troisime flacn par mesure de prcaution, et
Hujourt'bui j'ai ma sant comise l'age de 30
ans, malgr mes soixant quatre ans, et je me suis
remis aux affares.
Je dms k Ms. Cunha el a vons la vrit que j
me tais ua devuirs de vous affirmer pour servir de
ce que de droit; c'est une cure obtenue d'une fa-
cn si miraculeuse et surprenant, que j'en suis
moi mente tonn nvi c tons ceux qui m'ont connu
malade. Venillez, avec mes remerciments agrer
mes civilita empressi a.
Lon Oelny.
Vu pour lgalisatii.n de la aigu.ture de Mr.
Lon Delny. Appjae ai desaus.
Marseille, le 30 d Noveinb o de )885.
P. le maire l'adjoint delegu. Bourrelj.
Vu pour lgahsation de la signatura de Mr.
Bourruly ndjoint au maire de Marseille.
Marseille le 1 Decemre 18S6.
P. l Prfetdes boliches du lhon.-.
Le Consailler de Prefectura.
TRvDUCCO
Marselha, 30 de Novembro de 1885Sr. H.
Moreau, agente do Sr. Antonio Pereira da Cunha
de Pernambuco (Brasil -28 Boule.vari da Mag
dhlena.M .raelha. Senbor. = Declaro-lhe ue
soffria ha 15 anuos de asthina a tal ponto que fui
obrigdo a abandonar os meus negocios. Esta ter-
tjvleiifermidadd qu-) me havia suprimido o ape-
tite e o sommo, obriga va- me a conservarme re-
colbido, nao podeudo descer nem subir escadas,
de aorte que a minha existencia nao era mais que
urna longa agona, sem espranos de curar-me,
visto como todos os mdicos a quem me havia di-
rigido me tinham j abandonado.
Foi nesta triste situacio que me reaelvi a fazer
uso do Cajurubeba composto pelo ir. FirminoCsn-
dido de Figueiredo, do qual o Sr. T. que tambem
asa delle mu pedio para aceitar gratuitamente es
frascos necessarios a minha cura. O effeito foi
prodigiosa, pois logo em seguida as primeiras d-
ses, se declararain sensiveis melhoras, que me res -
tituiram o somno e o appetite.
Pude sahir depois do primeiro frasco e depois
de haver ingerido o segundo, acbava-me comple-
tamente restablecido e inteiramente curado. To
mei ainda um terceiro frasco como medida pre-
ventiva e boje tenho a minha saude, como aos 30
annos, apeaar dos meus 61, toado vultado a occu -
par-me Joa meus negocios. Devo ao Sr. Cunha e
a Vmc. a verdade que julgo dever meu affirmar,
para servir como for de direito ; urna cura obti-
da por m modo to milagroso e to sorprendente
qu j eu mesmo estou admirado, bem come todos os
que me conheceram doente.
Queira receber com os meus agradec mentos os
mais de votados comprimen! js.
Len Delny.
b" DI8TBICTO
EleifSo proviuchil. escrutinio
no domingo. 31 do correte
tez
Vai a 2o escrutinio o Dr. Luiz Antonio de An-
drada, peco aos meus amigos que venham dar
daquelU dia seua votos a este noaso candidato, e
principalmente peco aos eleitores de Pa'mares
que ainda esta vez nio falten], viado dar-me mais
prova de lealdade para eooimigo.
Palmares. Engeuho eco, 22 de Jaueirj de
188C.
Austredino de Catiro S Barreto.
A quem se (frseja curar
Pedro N dasco de Barros, residente em Qamel-
leira, estaco da eatrada do ferro ao S. Francisco,
cura, mediante um ajuste, a qualquer pessoa que
aoffra do diabtis, garantindo restebelecer o doen-
te em poucos dias, pois para isso acha-se habili-
tado.
------------^eeace^------------
Banco de Crdito Real em
Pernambuco
Este Banco, aut irisad o pelo decreto n. 9457 de
11 de julho de 1885, dar comeoo as suas opera-
coes no dia 2 de Janeiro de 1886.
As opeacoes fundameniaea do Banco sao :'
Fazer empreatimoa de quantla nao inferior a
5:U00(iO0 s .bre hypotheca debens minoveit a
longos grasos com amortisacj por annaidades.
Eatea empreatimoa aero :
Coiitractados por tempo nao mencr de 10 annos
sobro primeira hypotheca constituida, cedida ou
subrogada.
Feitoa por metade do valor doa immoveis ru-
raea ou por trez qnattos d s urbanos em lettras
hyortbi caas do Banco, ao par, do valor de.....
lOOOOO ca la urna urna e do juro de 7 0(0 aoanno.
Reembolsados por meio de animidades pagaa
pelos mutuarios em moela crrente, divididas em
semestres.
Oa emprestimos podem ser pagos anticipada-
mente no todo ou em parte, em moeda corre.te ou
em letras bypothecarias ao par, a vontade dos
mutuarios.
As annuidades comp'ehenfem o juro conven-
cional, a amortiaaeao do capital mutua o e a com
mia-'o de 1 0(0 ao Banco
Na bae dos juros de 80|0 ao anno,a tabella das
annuidadea para 1:000*000 a aeiruinte:
Contratos por 10 au ioa l5*820 annuaea
15 l'tjO-V.t
. 2 109^45
25 101J906
30 .. y7J336
No escriptorio do Banco ra do Commercio n.
34. dar se ho os demaie eaclareacimentos necea-
sarros.
Reeife, 31 de dezembro fe 1885.
iPelo banco de ere lito R-al em Pernambuco,
Os administradores
Manoel Joo de Amorm.
Jos da Silva Loyo Jnior,
Luiz Duprat.
Barreiros
Medico
O Dr. Costa Barros, medico operador e partei-
ro, recentemente estabelaeido em Barr iros, offe -
rece os servicos de sna profsso uo s aos habi-
tantes deste municipio, como aos de Rio Formoso,
Gramelleh-a, Agua Preta, Palmares e Maragogy.
Arsenalde Marinha
CunsMShs.de eerapcaa
D ordem do Exm. Sr. chele de diviso Jos
Manoel Pieanc > da Costa, inspector deste arsenal
i c i pitan do porto desta prnvinciajfaoo publico qaa
no dia 28 do corrente.a 11 hsras da manha,na se-
eretaria desta inapeceio, contrata-se emxtmdhi,
arista de prenost.is apresentedas em cartas fecha-
das, por tempo de seis meces, contar do 1 do
cerrante, o forneci ment abaixo dealarado, sob as
sejruiutes condicoes :
l Todo o artigo aera de primeira qualidade.
2* Ser entregue pelos forntecdores nas por-
;5ea que Ihes forem pedida pcd> almoxarifado e
navios de guerra, no prazo de tres dias, contados
da data em que os pedidos forem despachados
pelo inspector.
3 O genero ficar sujeito approvsco ou re-
provaco do perito que for designado para exa-
minar.
4' Os tornecedores pagarao as multas de 1C 0/0
do valor do genero no caso de demora nas entre-
gas, e de 20 0/0 no de falta de entrega ou rejei-
co por m qi'aliade, indenmis-ando neste caao e
Fazenda Na -ion .1 da differenca que se der entre
os precos ajustados e os porque forem compradas
o genero nao fornecido ou rejeitado, salvoiss casa
immediatamente fjr substituilo por outro dj qua-
lidade contratada.
5* O pagamento da importancia do fornecimen-
to ser feito pila thesouraria de Ftzenda, avista
dos documentos que obtiv-rem os fornecedoree e
depois de satisfeito o sello proporcional.
6* Os forneeedores fioarao sujeitos mais 60
dias de supp'imento alem do praze estipulado no
contrato, sem que esta circumstancia Ibes d.di-
reito prorogaco do ajuste, conforme o aviso
circular do ministerio da marinba n. 172 de 28 de
Janeiro de 1884.
7> Os objectos fomecidos s sero pagos no
mez seguinte.
Os objectos a contratar-ie sao os segnintes :
Carne verde de primeira qualidade, kilo.
Bm vivo inclusive o pasto, um.
Secretaria da Inspecco do Arsenal de Marinba
de Pernambuco, 22 de Janeiro de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Pela scgi nda vez, por ordsm do nosso irmo
director, venho convidar a todos os irmaoa que se
acham nos goaos de seus direitos, se reunirem
em assembla g ral no domingo 31 do corrate,
s 10 horra da manh, afim de ter lugar a eleicae
dos novos funecionarios, devendo ter lugar o acto
com o numero que comparecer, visto nao se ter
reunido numero legal no dia em que mandam os
estatutos.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicoa e Liberaes de Pernambuco, em 26 de
Janeiro de 1886.
Jos Castor de A. Souza,
2 secretario.
S. R. J.
EDITAES
Edttal ii. 7W
O inspector geral da inetr'tecn publica manda
fazer constar aos profeasor s de ensino primario
Isidoro Marn o Cesar e Mai-oel Antonio de Al-
buquerque Machado, este da 3 raaeira da fre-
gueaia de Santo Antonio e aqueite da de S. Jos
do Mauguiubo, que por acto da presidencia da
provincia de 1 t do corrent.-, permittio-ee-lhes per
mutarem as cadeir s que regem, e se Ibes marcou
o prazo i de 30 dias, a cootar daque-ia data, para
tomar posse e aasumir o exercicio de suas novas
cadeir s.
Secretaria d instruccao publica de Pernam-
buco 21 de Janeiro de 1886.
O secretario,
Pergtntino S. de Araujo Glv&o.
O Dr. Thomaz Qarcez Paranhos Monteoegro, jais
de direito, presidente tt. junta aparadora do 2
iistricto eleitoral.
Faz saber que designou o dia 27 do corrente
mes para.se proceder, as 10 horas da manh, ao
paco da assembla provincial, a apuracio d is vo-
tos da.eleicao que para deputado geral teve lugar
em 15 deste neamo mez, o que foi devidameate
commuaicado aos presidentes das mesas eleitoraes.
O presente ser affixado no lugar do costura*- e
publicado pela imprensa para conhecimento dos
interessados. Recif 25 de Janeiro de 86.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
DECLARARES
Casa de Saude do Dr.
Souto- Maior
Acha-se aborta a casa de saude do Dr.
Souto-Maior, situada raa de Paysand n.
5 (Pasaagem da Magdalena) com acomrao-
dac/jes para doentes de todas as classes da
sociedade.
Os Srs. facultativos da provincia encon-
trarlo nlessa modesta casa de saude as
condicSes favoraveis para o tratamento de
qualquer molestia cirurgica ou medica o
para ahi poderlo enviar os seos doentes,
medical os, conterenciarcom os mdicos de
sua escolha etc. conforme se acba dispos-
;o no regulamento da mesma casa.
Apparelbo telephonico 398.
IRIMOIOE
DE
\. S, da Conceifo dos Militares
ELEIQO
Nao tendo comparecido numero legal de irntos
para proeeder-se a eleryao da mesa que dore TO-
ger a irmandsde no correte anno, de ordem do
irmo presidente convido aos nossos irmos com-
parecerem em o eouaistorio de nossa igreja, s 6
toras da tarde de 27 do eorreate, para o indicado
fia.
Consistorio da irmandade de N. S. da Conceico
dos Militares, 24 de Janeiro de 86.
O secretario,
Ernesto J. Souza Leal.
Soire bimem a! em 7 de fevereiro de 86
A aoire principiar aa 7 horas da noite. Os
convites encontram-se em poder do Sr. presiden-
te, e os ingresaos no do Sr. thesoureiro. Pele-se
simplicidad!- nas toilette, e previne-se que. nao
sao admissiveis aggregados
Recife, 20 de jaueir-d 1886
O 1 secretario,
Joo Allana.
Manta Casa de Misericordia do
Recife
Na secretaria da Santa Ctsa de Misericordia do
Recife arrendam-se por espaco de um i tres an-
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
dem -dem n. 49 240*000
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 3.0*000
I ;em idem n 14, pavimento terreo e 1'
andar 600*000
dem idem u. 29, 1 andar 240*< 00
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra do Vigario n. 22, 2- andar 240*000
dem idem n. 22, 3" andar 240*000
Ra da Madre de Deus u. 10-A 200*000
Caes da Alfandega, armazem n. 1 1:600*600
Becco do Abreu n. 2, loja 48000
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2o audar, por 1:600*000
Ra do Coronel Suassuna n. 94, loja 150*000
Ra aa Detenco n. 3 (dentro do quadro)
mei'agua 84*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 15 de Janeiro de 1886.
O escrivo,
________________Pedro Rodriques de Sousa
Escola Vinal
Matriculas
Por ordem dr Dr. director, e em observancia
da disposicao do art. 74 do regiment interno de
17 de setembro de 1880, fiz-se publico a quem
interessar poaaa, que aa matriculas estaro aber-
ras desde o dia 15 do crrante at 3 de fevereiro
pmximo.
Os requerimentos para matricula no 1* anno do
curso devero ser instruidos com os documentos
seguintes :
1* Certido de i lade maior de 18 annos par. os
alumnos do sexo masculino e de 16 para os do fe-
minino.
2 Certificado ou titulo de approvacio em exa-
me nas escolas publicas de instruccao primara.
3 Folha corrida ou certido de nao haver sof-
frido coodemnaco por algum dos crimes que po-
dem motivar ao profnaaor publico a peda da ca-
deira.
4 Attestado de moralidade pasaado pelo par-e
cho eu autorid>.de, quer policial quer litteraria da
freguesia em que residir o- peticionario.
Os matriculandoa que nao ooderem exhibir ti-
tulo legal de exame em escola publica de ensino
primario, devero inscrever se para os esames de
idu iaso, de que ti atam os arte. 75 77 do cita-
do icgimcnto, e que comecaro no dia 25 do cor-
rente.
Para as matriculas do 2 e 3* asno basta que
as petices sejam documentadas com a certido
e approvaeao no exame do anno precedente,
guardada a restricto do art. 21 do j mencionado
regiment interno.
Secretaria da Escola Normal de Pernambuco
11 de Janeiro de 86.O secretario,
A. A. Gama.
Bmil,.lMe
Arsenal de guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distri-
bue-se costuras nos dias 25, 26 e 27 do corrate,
s eostureiras de na. 51 100. Previne-se que
sonVer a multa de 5 0/0 toda e qualquer costurei-
r que exceder do prazo de 16 dias com suas cos-
turas, salvo se apreientar documentos que justi-
fique essa falta. Previne se mais que so se en
tragar costuras s proprias eostureiras, salvo
porm autoriaando por escripto pessoa de sua
sonfianca.
SeccSo de costaras do arsenal de guerra de Per-
nambuco, 23 de Janeiro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alferes adjunte. _______
"nffiBsir HflolfsyBrei
General Versammlung um 27 Januar 1886,
Abenas 8 ahr eni Lcale des Clubs Concordia
Tageserdnung
Rechnungsablage emd. Bericht
Neuwahl des Austchosses.
Der Aasschuss.
0 gerente geral desta Companhia, con-
vida aos senhores agricultores e propieta-
rios estabelecidos a margem da estrada de
ferro do Recife a S. Francisco que quie-
rem vender canuas para seren moidas aas
fabricas oentraes do Cabo, Escada, Cuy-
ambuca e Bom Orosto a apresentarem suas
propostaa neste escrpfr rio, ra do Com-
mercio, ou por intermedio dos gerentes das
respectivas fabricas.
A Companhia receber as cannas nas
estacSes da via frrea de S. Francisco e
as transportar para a fabrica central mais
prozima mediante o sceordo que se esta-
beleoer.
Os proponentes devero mencionar a
quantidade que deaejain fbrnecer duraate
a safra actual e diariamente nas estaedes
que lhe fcarem mais prximas, derendo,
outro 8ra, declararem que se sujeitam as
condicSes, quanto aentiega de caneas, es-
tipuladas no contracto firmado entre os de-
ferentes agricultores ; isto : entregar
as cannas era estado de serem moidas e
doapidits das partes nao productiva de as-
sucar.
Edwin Caamor.
Gerente geral.
Jr

m

I
t




Diario de Pernambuco--.Terfa-feira 26 de Janeiro de 1C6





ProloiifaaenW da entrada de ferro
de Prnanhoro e entrada de Ier-
ro do eetfe a Cantara'
De ordena do Illm. Sr. director engenheiro che-
le, fuco publio que at o da 27. ao meio da, no
eacriptorio central, roa de Antonio Caidose n.
137 reeebem-ie propostas em certa fechad, para
a demolicao dn ponte provisoria (de madeira) de
Alegados, e re noci da respectiva madeira. Neata
secretaria serio prestadas as precisas informacoes.
Secretaria do prolongamento da estrada de fer-
ro do Reo fe S. Francisco e estrada de ferro do
Recife Carpan!, 21 de Janeiro de 86.
O secretario,
Manoel Juvencio de Saboia.
Companhia
DOS
trillios urbanos do Recife Olin-
da e
Dividendo
Est designado o dia 18 do correte para ser
eomecado o pagamento do 22' dividendo, corres-
pondente ao semestre de junho dezembro, ra
sao de 8 0/0, sendo este feito no escriptorio da
eom panhia das 9 horas ao meio di at o dia 30
do correte, e dahi em diante s tercas e eabba-
dos, nao santificados, a iguaes horas.
Escripterio do gerente, 16 de janeirs de 86.
A. Pereira Simoes.
Gyranasio pernambucano
Em le de Janeiro de 1886
Pela secretaria do Gymnasio Pernamb icano se
declara aos Srs. pas de farrilia. e a qaem mais
in'eressar possa, que a abertura solemne do curso
scientifico e litterario ter lugar no dia 3 de feve-
reiro prximo vindouro, e desde j se acha aborta
a inseripcSo da ma: ricula para aquelles que pre
tenderem estu iar as eguiutes disciplinas :
Lingua nacional.
Dita latini.
Dita franceza.
Dita ingleza.
Dita al lema e italiana.
Geographia antiga e mo lerna.
Historia sagrada antiga e moderna.
Grecmctria.
Aritbmetica.
Pbilosophia.
Bhetorica e potica.
Historia e corographia do Brasil.
Sciencias naturaes.
Derenho.
Gymnastica.
Msica.
O corpo docente do Instituto e composto de 19
professores, oceupando-se cada um delles some nte
com a materia ensinada em sua respectiva ca-
deira.
O instituto aceita alumnos cintres cs.hegorias,
conforme se aeham divididos, pensionistas ou in-
ternos, meio-pensionistas e externos.
Os pcnsionistss residirn no instituto, tendo
direito de estudar as materias de que se compoe o
curso, ensinadas. segundo o programma estele
cido : a ser alimentados sadia e abundantemente,
tratados em suas enfermidades pelo medico do
instituto, fornec?ndo-lhe tambero este medicamen-
to, aterroupa lavada e engommada regularmente
duas vezes par semana, banho, etc ; tudo isto
pela mdica quantia de 400J por sano.
Os meio-pensionistas se apresentarao no esta-
bele:-.imento nos das lectivos, hora em que as
aulas se abrirem e desde ento at serem encerra-
das tarde, sao equiparados aos internos, tendo
como estes es meemos direitos ijuanto ao estudo,
alimvntacao erejreio, isto pe i mdica quantia de
de 240*000.
Os externos s tem direito s lices e explici-
ces das materias ensinadas no curso, quaesquer
que ellas sejam, pagando apenas no acto da ina
triculaa taxa igual a que pagam os alumnos no
collegio das artes.
Os al um aos internos deverSo apresentar o en
xoval prescripto no regiment interior e ter cor-
respondente na capital, para com proroptidao sa
tisfazer as pensoes e outra qualquer despesa de
que fiver elle necessdad?.
As pensoes scrao pagas na sacretaria do insti-
tuto, por trimestres adiantados.
O secret .rio,
Celso Tertuliano Quintella.
Theatro de Variedades
____NA
lf O V k*M k M B H 81 4* O
C0XPA^HI4-LYRIC0-0MIC0-DKiM4TICA
DIRIGIDA PELO ARTISTA
XjXJXZ XWCXX,03NT3e
^MPR^ZA BOLDiYIM E lAM NUL.OTTO
HOJB !-Tnrca-fliira. 26 de Jamuro de 1886--H UB!
l-H\Mli; ESPKtl'KITO VARIADO
AlPEDIDO GERAL
A engracada comedia (cotn msica) em 1 acto, do repertorio do Sr. LuizMilone:
ll\0V0D0MM0
Comedia em 1 seto, desernpenhada pela Sra. Durand o o actor Sr. A. Boldrini
Um Baile de Mascara
QMPANHIA
MPERIAL
NECl ROS* contra FOCiO
EST: 1803
Edificios e mercadoria*
Taxa* baixa*
Prompo pagamento de prejuhos
CAPITAL
Rs. 16,000:0004000
Agente*
BROvVNS & C.
> N. Rua do Commercio N. 5
Companhia Bra ilelra de ave
gaeSo a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Jo3o Marta Pessoa
E' esperado dos portn do sul
at o dia 26 de Janeiro, e
seguir depois da demora in
dispensavel, para os portoe
do norte at Afanaos.
Para carga, passagens, encommendas valores
tracta-se na agencia
46 Ra do Commercio 46
pelo
(Musir do maestro Vcs-d.)
Parodia era 5 quadroa e 1 prologo, escripta expressanunte para a companhia
actor Sr. Milone
PER80NAGENS
Ricardo Podesl de Pandegoria
Renato, secretario provincial .
Amelia, luulher do secretario .
Osear........
Tom, vereador da cmara
Sam.
Ulrica Margniff MargnafF, feiticeira.
Conjurados, ete., etc.
Epocha presente
PRECOS DOiCOSTIHWB
Milono
Repossi
Bellegrandi
Durand
Tirelli
Baracchi
Comoletti
MARTIMOS
dkt. s.
Depola do <-sp<-< m< mo linver (rem para Aplpucos
e lio mi dan lintaai FernamleN Vi>ira c rogado*.
O* boiiil-. no larico do Palacio. O non.: da Magdalena m llavera quan
do o periarnlo acabar lepla do borarlo do iiiii.no bond da compa
bia. que paiwia na roa Wova II e It minuto.
Vio se transiere o espectculo anda inrsmo qne chova
__________________PRINCIPIARA S 8 1/2 HORAS.
COMMERCIO
Bolsa commerelal de s'ernam
baco
Recife, 25 de Janeiro de 1886
As tres horas da tarde
CotacSe* ojficiae*
Apolices da divida publica de 6 0/0 de 1:0001
1:085JOOO cada urna.
Na hora da bolsa
Venderam-se :
5 apolices da divida oublica de 6 0/0.
P. i. Pinto,
Presidente.
Cundido C. L. Alcofirado,
Secretario.
revista < iMitiiiu i \i
Da semana de 1 a S3 de
Janeiro de 19Se
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 15 d/v 1/4 por
tent de descont.
Cambio sobre o Para, 90 d/v 1 3/4, e 15 d/v 1/4
sor cento de descont.
Cambio sobre Santos, 90 d/v 1 3/4 e 60 d[v 1 i|4
por cento de descont.
Dito sobre o Kio Grande do Sul, a 90 d/v com
1 3/4 por cento de descont.
Dito sobre Londres, 90 d/v 18 e a vista 17 3/4
d. por 15000 do banco.
Acces da Estrada de Ferro do Recife ao Silo
Francisco do valor de 20 ao preco de 2175000
eda urna.
Na Bolea.- Venderam-se 15 Accoes.
Accoes da Companhia do Olinda e Beberibe.
Do valor da 100>000, ao preco de 140*000 cada
urna.
Na Rjlca. Venderam-se 15 Apolics.
eneros nacionaes
Agurdente -Venda ds 074 a 68 f K30 a pipa de
480 litros.
AlcoolVenda K6 a 120f000 urna pipa, de 480
litros.
Assucar. Entraram 35,646 vendas aos precos
seguintes :
O braaco de 3.' sorte, superior, de 41000 a
4*100 os 15 kilos.
O dito de 3. sorte, boa, de 3*800 a 3*900 03
15 kilos.
O dit 1 de 3.a sorte, regular, de 3*700 a 3*800
os 15 kilos.
O dito de 4. serte, de 3*200 a 3*300 os 15
kilos.
O dito gmenos, de 2-5600 a 2*700 os 15 kilos.
0 dito mascavado, purgado, bom, de 2*300
M 15 kilos.
O dito dito, regular, de 2*200 es 15 kilos.
O dito americano, de 2*100 os 15 kilos.
O dito bruto, regular, de 2*030 os 15 kilos
O dito do Canal, de 1*700 os 15 kilos.
Algodao. Entraram 4,089 saccas, vendas de
8*040 os 15 kilos firme.
Arroz em casca.Rctalho de 3*400
sacco.
Cal. Entrada 777 saceos,
5*000 a 7*200 os 15 kilos.
Cebollas do Rio G rande do Sul, Nao ba no
mercado.
Cera de carnauba Nomina] de 6* a 8*000
os 15 kilos.
Conro salgados, sjcco.Vendas de 710 a
ris o kilo.
Ditos seceos, refrescados.Nao consta a
Assembla geral
DI
Gremio dos rnfesso-
res primarios
Tendo anouid* a presidencia do Gremio dos
Prc'ffs >ores Primarios na trma do art. 59 dos es-
tatutos, convid os professores e profeseoras que
! iZ'im parte desta assjciac&o c se acham neata
capital para se reunirem no dia 27 qo correte,
pelas 10 horas da m.-inha, em assembla geral, na
sede da mesma aaso<-acao, afim de se proceder a
eleicSo du novo couselho que dere funcciouar no
c irrente anno. Recife, 20 de Janeiro de 86.
Vicente de Moraes Mello
SEGUROS
VIARITIMOS CONTRA FOGO
Per-
Companhla Phenlx
nambucana
Ra do Commercio
n.
38
COIMA DE SEGUROS
CONTRA FOGO
\orth British & Mercantile
CAPITAL
:000.00o de libras sterllnas
A O EN TES
Adiiison Howie & .
RA DO COMMERCIO N.
CONTRA FOGO
The Liverpool & London & Glob
INSIRRANCE GOIPANY
Salte Brotners & C.
London and Brasillan Bank
Llated
Rua do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
ewt Lisboa, rua dos Capeliistas n 75 N-
Porto, rua dos Inglezee.
< oh i'\ mu: de tii:ss vi.i:
re maritiheh
ijniia mensal
0 paquete
Equateur
Commandante Lecointre
E' esperado dos portos do
sul at o dit 29 do correntc,
seguindo, depois da demora
1 do costume, para Bordeaux,
tocando c-m
Dakar. Lisboa e vi o
Leinbra-se aos Srs. passageiros de todas as
cjasses que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Fm-m abatimeuto de 15 % em favor das fa-
milias composta de 1 p garan 4 passagens inteiras.
.Por excepcSo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se
de contado.
dSo at e dia 27 pagos
Para carga, passagens, eucommndas e dnheiro
a frete tracta-se com o agente
: Anguste Labille
9 RUA DO COMMERCIO 9
BOYAL MAIL STEAM PACKET
GOMPANY
0 paquete Neva
mandioca. Ketalho de 3*000 a
Grande do Sul. Cotamos de
a 3*600 o
o retalho de
15
Farinha de maodi.ica. Betalho de 3*600 a
1*100 o sacco, conforme a qualidade e proceden-
cia.
Fume. Retalho de 15> kilos, conforme a qualidade.
Gomna de
os 15 kilos.
Graxa do Rio
7*200 os 15 kilos.
Gorduras do Rio da Prata. Cotamos a 7*400
os 15 kilos.
MeL Vendas de 45*000 ama pipa de 480
litros.
Milho. Retalho de 60 ris o kilo, conforme o
estado.
Sal do Ass e Mossor. Ultima venda de 650
4 700 ris os 100 litros.
Sebo coado. Cotamas le 8*000 os 15 kilos.
TapiocaRetalho a 3*000 a 3*200 os 15 kilos.
Vells" stearinas do Rio de Janeiro. Nao ha no
mercado.
Ditas ditas da provincia. "Retalho a 370 ris
o masso de 6 vellas.
Vinagre do Rio. Cotamos de 70*000 a 80*
a pipa de 480 litros.
Vmho do Rio- Cotamos de 130*000 a 150*000
a pipa de 480 litros.
Xarque do Kio Grande do Sul. Deposito
30.000 arrobas, retalho de 2*500 a 5*200 os 15
kilos.
i-eneros estrangelros
Alfazema Retalho a 8* e 9* os 15 kilos com
10 por cento de descont.
Arroz da India Rctalho de 2*850 a 2*900 os
15 kilos, dem dem.
Alpiste. Retalho a 5*600 por 15 kilos.
idem idem.
Aaeite de oliveira em barris. Retalho, 3*00.)
o galio com 10 p r cento de descont.
Dito fin latas Retalho de 17*500 a 18*000
a lata, idem idem.
Bacalho Deposito 20,000 barucas, retalho a
17*500 a 18*500 a barrica.
Banh* de porco Retalho de 915 a 959 ris o
kilo, com 10 por cento de descont.
Batatas portuguezas Nao ha no mercado.
Ditas iuglezas ou francezas. Idern idem.
BreuCotamos de 13*000 a 16*000 a barrica,
Carvao de pedra Cotamos de 15* a 20*000 a
tonelada.
Canella.Retalho de 1*600 o kilo, com 10 psr
cento de descont. ,
Cebollas pirtuguezas. Retalho de 11*000
a caixa, idem idem.
Cervejas Retalho de 9*650 a 12*000 a duzia
de garrafas ou botijas, conforme o fabricante e a
procedencia.
Cimento Cotamos a 7*800 e 8*500 a barriea
conforme o peso e fabricante
Cominos Retalno de 15*000 os 15 kilos, com
10 por cento de descont.
Cravo da India Retalho a 2*000 o kilo, idem
i 1. in.
Pariuha da trigo Deposito 15,000 barricas,
retaiha-se aos precos seguintes :
A americana, de 21*000 a 21*500 a barrica.
A dn Triestre e Hungra, de 25*000 a 28*0 )0
a barrica.
Feijiio. O da provincia cotamos de 8* a 32*
o sacco.
rrafoes vazios Retalha de 800 ris a
1*600 p r cada uio, com 10 por cento de descont,
conforme o tamanho.
Doces em calda Retalho de 640 a 700 ris
a lata.
Far.'l!3 do Rio da Prata Rctalho de 3*000 a
sacco.
Dito de Lisboa- Rctalho a 4*000 e 4*100 por
sacco.
Genebra. Retalho de 3*800 a 15*000 por
duzia de Irascos ou botijas, conforme as marcas e
qualidades.
11 rv i d c Rytalho a 13*600 e 15* os 15 kilo,
core 10 por cento de
Kecoaeoe Retalho de 3*400 a lata do cinco
gaJeea (liquido).
Loucu ingleza ordinaria. Retalho de 90*000
a 130*000 a giga, conforme o eortiioento.
Madeira de pnho -em ch -gada.
Masan de tomates Retalho de 510 ris a libra
com 10 por ceito de descont.
Gompanbia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em 1S&S
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
le 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 1,110:000^000
Terrestres,. ,1111:00080(10
4 I -Hna do i'ommcreio
Manteiga em barril Retalho a 870 ris urna
libra, idem idem.
Dita em lata. Retalho de 1*100 a 1*350 a
j'bra, idem idem.
Massas itxlianas Retalho de 6*500 a 9*500
a caiza, idem idem.
Oleo de linhaca Retalho a 2*000 o gala?.
Pa asas ceinmuns Nao ha no mercado.
Ditas finas Nao ha
Papel de embrulho Retalho de 700 ris a
1*600 a resma, conforme o tamanho, idem idem'
Pimenta da India Retalho de 1*500 o kilo,
dem idem.
Plvora ingleza Retalho de 23*000 o barril.
Queijos Retalho de 3*500 a 3*600 um, e 10
por cento de descont
Sal de Lisboa. Nao tem havido entrada.
Sardinbas Retalho de 380 a 400 ris por lata
de quarto.
Toucinhode Lisboa. Retalho de 12*500 os
15 kilos, com 10 por cento de descont.
Dito americanj. Retalho de 12*000 os 15
kilos.
Velas sterinas Retalho de 550 a 950 ris o
masso de 6 velas, idem idem.
Vinagre de Lisboa Cotamcs de 130* a 160*
a pipa de 480 litros.
Vinho de Lisboa. Retalho de 250* a 290*
a pipa, idem idem.
Xarque do Rio da Prata Deposito 4030 ar-
robas, retalho de 4*000 a 6*000 os 15 kilos.
United S&ates & Brasil NailS. 8. C.
O vapor Advance
Espera-se de New
Port News, at o
dia 5 de fe ver-i-
ro, o qoal seguir
depois da demora
necessaria para
Baha e o de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dnheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
N. 8. RUADOOOMMtRClO N. 8
1. andar
COMtMXflfA PKUrmiir i i.k
DE
.%'avegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracujii, e Bahifc
0 vapor Jacuhype
Commandante Costa
Segu no dia 28 do
corrente, s 5 horas
da tarde. Recebe
arga at o dia 27.
Encommendas passagens e dinheiros afrete at
s 3 horas da taide do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
raes da Companhia Persantnn-
eana n. 13
esperado
do sul no da 29 do
corrente, seguin 'o
iepois d* demora
necessaria para
Lisboa e Southampton
f'ara passagens, frete?, etc., tracta-se cora os
CONSIGNATARF 3
Ada-mson Howie & C.
3Rua do Commereo3
Pacific Steaai Navigation Gonipam
STRAITS OP MAGELLAN LINE %
Paquete Valparaizo
Espera-se dos portos
do sul at o dia de
fevereiro, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em dianle se Plymouth, o que facilitar chc-
garem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
llavera tambem -.batimento no preco das pas-
0H,
Para carga, passagens e encommendas e dnhei-
ro a frete tracta-se ora os
AGENTES
14 RUA DO COMMERCIO N. J4
Wson son &C, Limited
Rojal Mail Sleain Pacfcet
Company
Reducgo de passagens
Bilhetes especiaos of-
ferecendo facilidades
aos senhores viajantes
para visitar a expsi-
to colonial em Lon-
dres, de 1886.
Ida c volta de Per-
nambuco a Southamp-
ton, primeira elasse,
com o prazo de 0 me-
zcs libras stciiinas 36,
15, 0.
Quar'afeira, 27, dt ve t r lugar o leilao dos mas-
rrente?, velas, lonas, paos, madei-
(U, b itei e liresnlentes salvados da barca ame-
ricana Hannah VV. Dud'ey, vindos na barcaca
Laura, existentes no armasen! alfind.-gado da
Companhia Pernumbucana, onde orine piar o lei-
lao s 10 horas em ponto, por serem rauitos os
lotes.
Leilao
D
Barcaca
Vende-so urna br ac
de Caxias u. 63.
a tratar na n-iU iqu -
Porto e Lisboa
.irtigos proprios para oerigueiros e urna
i: xa com frascos, capsulas para os mea-
mos, e outras mereadorias.
ESCOJA
Terea-feira, 'in do corrente
As 11 horas
POR INTERVENVAO DO AGENTE
Em sua
agencia de leudes rua do Bom
Jess n. 46
Balanzas 2 caixas ordem.
Camisas 3 caixas a F. de Az?vedo
&C.
Cera 10 caixas a Casemiro Fcrnandcs
4C
Conservas e licores 14 caixas a R. de
Druzina & C.
r- eom brvvidade para os portoi cima o
brign /. Tilo -. pira o resto da carga e
igeiros, tratare cim 03 consigaat.irns Jjc
daSi'.va 1. .y. i l-,illi.. _____ ____
?m Lisboa
A liaren Verejra iorges
para o p..rto cima para
e com os consignatarios
seguir com brevidade
o resto da carga tnta
Silva duimaraes & C.
'orto por Lisboa
Leilao
Em contimiafo
De movis, louca, vidros, espelhos, pianos, cha-
peos de sol, 2 flautas, jarros finos e nma rica
mobilia de Jacaranda massi(-> a Luiz XV.
Terea fefra, ?8 do corrente
A"s ti horas
No nrmazcm da rua do Mrquez de
Olinda n. 18
POR INTERVENGO DO AGENTE
Gusmo
Segu com brevidade para os portos cima o
brigue portnguez Calcida ; para o resto da carga
e passageiros, trata se cora os consignatarios Jos
dava SilLoyo A Filho.
Cear
Segu com brevidade para o porto cima o
hiate Den* te Guarde, recebe carga a fretes m-
dicos ; a tratar na rua da Madre de Deus n. S,
u no caes do Loyo, a bordo.
rtENDJMENTOS PBLICOS
de 1886
574:504J695
Ales ae Janeiro
.LrAroBOADe 2 23
dem de 25
29:564j536
IECBB.)oaiDe 2 23
dem de ?5
C-BsuLADj ov.'jcia D.j 2 23 .
dem de 25
604.089231
20:9861042
3:76S9!'4
iaem DBAIHSI
dem de 25
-Da 2 23
24:755036
174:3144436
14:1
ia:417i314
3:494i022
838^467
4:332J489
Ai;!viAgAd7)A PAUTA
Para a semana de 25 30 de Janeiro de
1886
Amlente cachaca, 101 ra. o litro.
Alsoel, 1S8 rs. o kilo.
o raiea, 470 rs. o kilo,
-avado, 131 rs. o kilo,
i He 'cruaiibuso, 23 do jancirj de
I8S6.
Os conferante3,
Manoel A. R. Pinheiro.
Raymundo F. de O. Mello.
DESPACHOS DE IMPORTAQO
Vapor iilleinilo Pirnamhuco, entrado de
Haraburgo e Lisbo i, no dia 25 do corrente
e consigaado a Bjrstelmann & C, mani-
festou:
Carga do Hamburgo
Agua mineral G caixas ordem, 2 a
Francisco Manoel da Silva & C, 1 a a
M. Veras & C.
Amostras 13 volu es a diversos.
Azul ultramar 10 caixas a F. M. da Sil-
va & C, 21 a Sulzer Koechlin.
Chapeos 2 caixas ordem, la Joao
Cbristiani & C, 1 a Samarcos & C, a 3
Raphael Das & C.
Cerveja 20 caixas a Baltar Oliveira
& C, 115 ordem, 80 a R. de Druzina
& C, 10 a Otto Bohres Successor, 10
barris ordem.
Drogas 19 volumes a F. .Manoel da Silva
& C, 3 a Herrnes do Soasa Pereira & C,
4 ordem, 5 a A. M. Veras & C.
Espiritos 10 barris ordeu.
Espargos 1 caixa a Bal tur Qlivcira iS C.
Flores artificies 2 caixa. a Alolpbo &
FerrSo.
Ferragons 11 volumes a Nunes Fons oa
& C, 1 a Medeiros & C, 2 a Casemiro
Fernandes A C, 9 a Prente Vianna & (i.,
1 a W. Halloday & C, 7 ordem, 5 a Olivera Bistos & C,
5 a Otto Bohres Successor.
Fio 1 fardo a Prente Vianna & C.
Junco 1 fardo ordem.
Louca 3 caixas a F. Mmoel 'da Silva
&C.
Lona 6 fardos a W. H^lli !ay & C.
Machinas de costura 9 eaixaa a Prente
Vianna A C, 6 a A. D. Caru iro Vianna.
Mereadorias diversas 5 voimnea a Nu-
nca F nseca & C, 1 a Theod. Just, 4 a
A. E Lima & C, 2 a H. Nu?sch & C,
87 ordem, 1 a Oliveira Basto & C, 1 a
Maia & Silva, 3 a A. D. Carneiro Vianna,
4 a Sulzer Koechlin, 1 a Raphael Dias
A C 4 a Otto Bohres Successor, 2 a F.
de Azcvedo & C.
Meias 3 caixas Oliveira Bastos & C.
Movis 6 cax5ea ordem, 2 a G, Spie-
lcr.
Paratina 2 caixas a Salazar & C.
Papel l fardos a Francisco Manoel da
[Silva & C, 5 a A. M. Veras A C, 46 e
19 caixas a ordem, 10 a Oliveira Basto
& C, 4 a Maia A Silva, 6 a Azovedo
&C, 3 a II. Nuvsh C.
Pliosplisros 10 caixas a Souza Basto
Amorim A C, 5 ordem.
Rolhas 3 fardos ordem.
Tecidos diversos 2 volumes a Bernet
A C, 10 or tem, 6 a Machado & Perei-
ra, 1 a Luiz A. Siqueira, 3 a Agostinho
Santos & C, 2 a D. P. Wild & C.
Tintas 1 caixa a Francisco Manoel da
Silva & C, 1 a A M. Veras'A C.
Vidros 3 caixas ordem, 1 a Francisco
Manoel da Silva & C, 2 a Deodato Tor
res & C.
Carga de Lisboa
Azeite de oliveira 30 caixas a F. R.
Pinto Guimaraes, 20 a Domingos Ferreira
da Silva & C, 10/2 a Joaquim D. Si-
moes A C.
Alho3 canastras a Domingos Ferrara
da Silva & C.
Ceblas 7 caixas a F. R. Pinto Gui
maraes.
Conservas 27 caixas a Domingos Fer-
reira da Silva & C.
Drogas 5 volumes a Manoel A. Barbosa
Successor.
Impressoa 1 caixa a A. D. dos Santos.
Palitos e nozes 2 caixas a Domingos
Ferreira da Silva A C
Sardinha 78 caixas a Cunha Irmlo A C.
Vinho 2 pipas e l0/ a Joaquim Duarta
Simoes & C, 8/3 e 25i aixas a Orestes Tra-
vassos & C-
Vapor trancez V/'We de Fcrnambitco chegado no
dia 25 do corrente e consignado a Augusto P. de
Oliveira & C, roanifestou :
Sola 10 amarrados a Mendes & Oliveira.
Vmho 20/5 e 24/10 ordem.
Lugar ingles Voyageur, entrado de Terra-Nova
no dia 21 do corrente : consignado a Saunders
Brothers & C, manifestou :
Ricalho 3130 barricas e 488 meias ditas aos
consignatarios.
Barca ingleza Paradero entrado da Terra Nova
no -lia 22 do corrente e consignada a aunders
Brothers & C mauifestou :
Bacalho 3500 barricas e 3780 meias ditas slos
consignatarios.
De 1 pequeo balcSo com 2 gavetas, 1 re-
partiraeato de pinho, 1 fteiro, 2 qua-
dros com mclduras, 1 banquinhade ama-
relio e 1 cadeia do junco.
Quarta-feira 27 do corrente
A's 11 horas
Na rua do Imperador n. 59
O agente Martina far leilao por mandado de
Illm. -r. juiz de paz da fregueza de Santo Anto-
nio dos objectos cima ponhorados a Anastacio
Ferreira da Costa.
DESPACHOS DE EXP0HTACA0
Em 23 de janana de 1886
l'ara o exterior
= No vapor inglez Orator, carregou :
Para Liverpool, J. H. BoxweJ 1,00 saco s com
75,088 kilos ditas com 66,689 ditos de dito ; S. Brothers & C.
577 ditas com 41,665 ditos de dito : A. de Ariujo
Stntos 202 ditas com 17,753 dit -a de dito.
No vapor inglez Armathioart, carregou :
Para Liverpool, N. I. Lidstone 30 toneladas de
osses.
No vapor italiano Garibaldi, carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 84 saceos com
6,300 kilos de assucar masen vade, 326 saccas com
26488 kilos de algodao e 298 bsccos com 18,097
kilos de cera de carnauba.
No lugar americano Arthur 0. Wade, carre-
gen :
Para New-York, Borstelman 4 C. 700 ssccos
com 52,500 kilos de assucar mascavado.
Nj l!*ar americano Mascotte, carregou :
Para New-York, H. Forster & C. 1,500 saceos
com 112,50J kilos de assucar mascavado.
No lugar inglez ll-'audrcan, carregou:
Para Ni w-York, J. Pater & O. 1,378 saceos
cem 103,350 kilos de assucar mascavado.
= No brigue portugus 77o, carregou :
Para Lisboa, A. C. da Silva 42 pranchoes de
vinhatico.
Para o Interior
No lugar nacional Kaleb, carregou :
Para Porto Al-gre. P. Carn- iro 4 C. 120 bar-
ricas com 12,306 kilos de assucar branca o 220
ditas com M.670 ditos de dito mascavado.
No lugar norueguense Chance, carregou :
Para Pelotas, Maia & Rezende 275 vo umes
com 24,998 kilos de assu ;ar branco e 25 barricas
com 2,643 ditos de dito mascavado.
= No vapor nacional Pcrnamuco, carregou :
Para Santos, P. Carneiro & C. f,00 saceos eom
30,000 kilos de assucar branco, 500 ditos com
30,000 ditos de dito mascavado e 32 pipas com
14,720 litros de alcool.
No vapor nacional Bahia, carregou :
Para Ilha do Sol, entransito pela Bahia, P. Car-
neiro 4 C. 400 saceos com farinha.
Para o Rio de Jnneiro, V. da Silveira 300 pc-
eos com 22,500 kilos de assucar branco o 2,200
ditos com 165,000 ditos de dito mascavado.
Para B.ha, A. H. Vianna 15 saceos com 1,707
kilo de assucar branco ; E. C. BeltrSo ce Irmo
15 ditos com 1,230 ditos de dito.
No hiate nacional Deus te Salve, carregou :
Para Aracaty, Maia it Resendi 2,700 saceos
com far-nhade manioca.
No hiate nacin 1 Deus te Guarde, cirregon :
Pava o Cear, P. Vianna 4 C. 1,000 saceos com
farinha de mandioca.
Na burear;a Delta, carregon :
Para Parahyba, F. M. Durao 50 saceos com fa-
rinha de mandioca.
Na barcaca D. Paulilla, carregou :
Pan Parahj-bi, J. M. Dias 3 caixas com 122
1/2 kil >8 de rap.
No vapir francez Ville de Victoria, carre-
gou :
Para Santos, Baltar Irmoa & C. 600 saceos
com 36,000 kilos de assucar branca e 200 ditoi
com 12,00 i ditos de dito mascavado.
Para o Rio de Janeiro, H. Burlo & C. 400 sac-
cas cora 26,994 kilos de alg>dao ; J. Fontelle3 50
saceos com 2.500 kilos de cera ds carnauba e 1
caixa com 2<) ditos de pennaa.
No vapor nacional Jacuhype, carregou :
Para Bahia, W. Son 4 C. 150 pipas com 72,000
litros do agurdente.
N3 cter R gerio, carregou :
Para o Natal, R. Lima & C. 1 barrica com 50
kilos de assucar branco.
Na barcaca Eliza, carregou :
Para o Natal, E. C. Beltro 4 Irrao 6 barricas
com 328 kilos de assucar branco.
- Xa barcaca Paquete do Pilar, carregou :
Para Alagoas. D. Grouvea 15,000 litros de sal.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 2i
Southampton e escalan15 dias, vapor inglez La
Plata, de 2,069 toneladas, commandante Dyke,
equipagem 97, carga varias gneros; a Adam-
son Howie S C.
.Santos o escalas11 dias, vapor francez Ville de
Pernambuco, d 1,595 toneladas, commandante
Thauu .y, equipagem 40, carga varios gneros;
a Augusto F. de Oliveira & C.
Hamburgo e escalas26 dias, vapor : HemJo Per-
nambuco, de 1,523 toneladas, cjinm-indanto L.
Scharpe, equipagem 39, carga varios gneros;
a Borstelmann & C
Navios sahidos no mesmo dia
Buenos Ayres e escalas Vapor inglez La Plata,
commandante Dike, carga varios gneros.
Havre e escalasVapor francez Ville de Pernam-
bueo, commandante Thaunay, carga varios ge-
neres.
Santos e escalasVapor francez Ville de Victoria,
commandante J. Simonete, carga varios g-
neros.
Navios entrados no dia 26
Cear e escalas10 1/2 dia9, vapor nacin 1 Gi-
(ui, de 228 toneladas, commandante A. M.
Ferreira Baptlsta, equipagem 28, carga varios
gneros; Companhia Pernambucana.
Bahia4 dias, lugar inglez Flora, de 88S tonela-*
das, commandontc James Pike, equi^igem 10,
em lastro ; ordem.
Navio sahido no mesmo dia
West Indies-Lgar inglez Mandara, capitao Ri-
chard Sinith, em lastra.
VAPORES ESPERADOS
Maranhense de New-York hoje
Pernambuco de Hamburgo hoje
Espirito-Santo do sul ainanh.i
Velambre de Liverpool a 28
Neva do sul a 29
Equateur do tul Fevereiro a 29
Valparaso do sul a 1
Advance de New-Port-News a 5
Tamar da Europa a 10
Mondego do sul a 14
J
*
IlGfVfl


Diario de PernambucoTerfa-feira 26.de Janeiro de 1886
Leilo
Precisa-se
rCrus n. 23.
Da ariac2o, gneros e utensilios do esta-
beieeimento si:o ra d'Apollo n. 33
O ag 'nte Brito vender a armaclo, gneros e
utensilii s do referido estabelecimento, cm um ou
mais lotos, a vontade dos compradores.
Garantn-se as chaves.
Cuarta felra, '0 do correle
A's 10 1/2 hora
de urna ama de leite: a tua da
Leilo
De 17 caixas com bitter e licor de Pepsi a.
18 ca xa com machinas de costura de mo.
120 caixas de latas com milho.
Qoartaeira, 27 do corrente
Em frente ao armazem da Companhia Pemambu-
cana e p'-r oceasuta do leilo dos salvados da bar-
ca americana Hannah \V. Judleg. ________
Leilo
Precisa-se de um caixeiro na ra de Mariz e
Bjrro casa n. 14 para taveraa, que tenba 13 a 14
annos de idade, e com pratica de vender.
Thom Augusto da Silva Villar
Este senh r veio a Pernambuco votar, mas nSo
ce lembrou de fazer entrega dos movis que se
acha de posse desde que d'aqui desappareceu e
como tora da proceder 8* escrutinio, e provavel
que venha nutra ves votar o se desta vez nSo fizer
entrega contar-se-ha ao publico o que fez com re-
lacao a este negocio.
Tainhas
Vendem so em barris e cm quartolas, e mais
baratas do que po ou'ra qualquer parte ; na ra
de Pedro Afl'onso ns. 5 o 11.
QualiaaaV su
NV*
Aiwrm
dos salvados da barca americana
Hannah W. Dadley
Constando
De pecas de cordualha, lona, espas, viradores,
cerreutes, velap, toldos,cabos de marillia, moitos,
sin> tas, lamp'es, baldes iOOi de madeira
enveiuizad, pipas >ara agua, tanques, salva-vi-
das, fardos com lona de liuho, almofrtdas, folhas
de cobre, rodas de lente, eseadas, sinetas, mastros,
tabous, portas, ja-ieiliu, fugao de ferro, pecas de
madeir, dj cobre e de ferr, pharoes, botes, ba-
eeiras, c mais perleaces de um navio desappare-
1 liad o
Barris com carne cm salmoura, iingnas, alca-
trio, ol?o da liobaca purifcalo, vinagre, me', bo-
lacha, milho cm conserva, ussuear, ervilhas, frue-
tas, peixe em eonserra, milho, cha. conservas, le-
gumes, doces 63B callas, tinta preparada, e asis
obj'-ctos | lee a sobresa entes da mesma
barca.
Quarl i-feira. S do correle
No arm..'. lo da (Joiiipanhia
Pjrnambueana
0 agente Pinto, antorlaado pelos Srs. He ny
Forster sC, '. eor licenca do Sr.
Dr. inspector da A do em-
pregado da m rticio, com assistencia do
cnsul dos Estados-Unidos e pjr conta e risco de
quem pertencer, os obj otos cima mencionados
pertencciites ao app :rellii e sobresalentes dabir-
ca americana Hann.li \V. Dudley. eapitao D. \V.
Uudley. naufragada n s baiios do Lucena, perto
da P&rabyba, na sua ultima viagem de New York
para a China, vindas d'alli na bare.ica Laura, e
depositados no armazem alfan legado da Compa-
nhia Peroambucan. pnd serio vendidos
Livres de dircitos para os compradores
O fcilo principiar as ll) horas cm ponto,"p>r
8eremmuit',^ c diterentcs os lotes.
Rufamente e entrega esa 24 loras
Preciea-se de
durma em casa:
Olinda n G
urna para cozinha, porm que
a tratar roa do Mrquez de
Ama
rfi*.
v,
S4NCF0K1&
'/<,.,. FORNECEDR si**
^

"" CASA
Oaaa

pera di'ato II
uporlor
Oleo
IVmr.'I'i
Cosme:
tnaiparalc n I I
Brilhantina n | Cold Croam .
Perfume i Sachet
Deposito na3 priiicipaoi Perfumeras
Pharmacia e cabell8irelros.
..........................'.".'
Precisa-se d urna ama para cosinha na ra
do Visconde de Albuquerque n. 24, sobrado.
_ Na ra do Vi/ario n.
linheiro.
Cosinheiro
17, sj precisa de um co
Precisa-se
Souza n. 8.
Cosinheiro
no hotel E-trella, ra Thom de
Tricofes-o
Barry,
Bnranlf.p qno
IfttX Crre.,-i'i- (,
Ciilelas do Monte de Soccorro
Compram-se na ra estreita do Rosario n. 2.
EngoDimadeira
Precisa-so do urna engommadeira que tome
cont. da roupa de urna pejuena familia, para la
var e engommar em sua casa, p^r ajuste mensal ;
tratar no pateo do Carino n. 18, 2- andar.
Leilo
Pelo Agente Brito
O agente cima, a mandado do Ex. Sr. Dr.
juiz de direito e ausentes e a requerimento do Illm.
Sr- Dr. curador de ausentes, levar a 1 iiao o es-
polio de DanUl Maranhiio, constante do seguin-
te :
2 Bois mansos e gordos, 3 carros de 4 rodas, 1
mob'lia de amarello, 1 relogio de parede, 1 m-ir-
qnezSo, 1 marquesa, 1 mesa para jantar, 1 guarda
louca, l cabide, 2 lavatorios, 1 mesa para cosi-
nha, 2 lanternas, 2 figuras, 3 jarros, 1 ppete, 1
cama oe ferro, 1 bah de coaro, 3 candieiros para
kerosene, 2 lampeoes, 7 garrafoes vasio=, 6 saceos
com torello, 1 vioULo, 1 tina, louca pira jantar, 3
baldes de flandres e outros objectos miu ios, tudo
ao'-correr do martello.
A's lo 11* horas
Ra deS. Jorge n. 40
Atteneo
I'ede-se ao Sr. subdelegad) da freguezia da
Boa-Vista que lance suas vstas_ para os abusos
que se dio no la*go do Qeriquiti, principalm?nte
as noites de sabbado para domingo, tendo urna
casa de bebida espirituosas faz com que se d
todos os abusos escandalosos, a ponto de andar-se
com armas prohibidas em puuli > durante toda a
noite, com serenatas de toques, isto escndalo
no mcio de urna cidade. qce incommoda toda a
visiuhanca os taes desordeiros do socego ; portanto
pede se providencias a quem competir.
O amigo do socego.
cabello
aluda inrsiiin Bal i-iibr M
nial* calvan, bem como ,*
curo l'o a T1.:HA o a C5ASPA.
Positivamante im^edo a
Iueda e o eip.bi-aaqaccimentr
o CABELLO o cm todos os ca-
sos o torna invariavelment*
Macin, B>'ilhante, Forznoso e
Abundante
Km uro ha mus de ollenta annoi
ten ii;ic r \cnJ.i Que n< uluer
i, i-parnd'jparaucabclloer
too, .imndo.
Pogoe bomba
Yen,l.'-s um fogo de ferro, econmico, priprio
para casa de familia, c urna bomba de repuxo,
tudo rm boro estado ; a tratar ne larg* do Mer-
cado n. 6.
Agua Florida
de Barry.
DUPLA,
n Preparada segando a formula.
original usada pelo inventor d'
auno de 1829.
fem duss vezos mais Fraeranole
que qualquer outra.
Dura duas vezes mais tempo.
E'multo mnls rica de perfume m
mais suave.
E'multo mais Fina o Delicada.
Tem dpbrada forca Refrescativa e
Tnica no Banho.
Fortalece ao Deb'le ao Caneado.
Cura as Dores de cabeca o os des-
malos. J
E'multissimo Superior a todas as
outras .Aguas F
mente a venda.
lorldas Actual-
3
4o n. 17
LEILO
De 1 casa terrea com sotao e sitio murado e
arborisado, na estrada de Joo de Barros, defron-
te da estadio do Principe, 1 dito ao lato cora 90
palmos de irente, 1 terreno no fundo com 4 incias
aguas que rendera 36S, 2 casas terreas ra do
Bia -huelo ns. 50e 52 que rendem 34g, 1 sobrado
no pateo do Terco n. 156 defronte da matriz de
3. Jos, 1 casa terrea ra do Calabouco n. 6.
le Brilto
Agente
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 24
AVISOS DIVERSOS
Precisa-se de urna professora para engenho
que saiba tocar plano e mais trabalhos de senho
ra a tratar ua ra do Impera"'' i. 79, 1 andar,
com o Bsro de azareth.
__ Os abaixo assignados, curador fiscal e de-
positario da massa fallida de Antonio Francisco
Corga, previnem aos inquelinos das c*sas perten-
centtes mesma massa, e situad s em 'ioyanna
que nao pagiem aluguel algum ao procurador
constituido pelo fallido, e cujos poderes cssiram
pela abertura da falleneia, devidamente publica-
da. Os meamos inquelinos estilo responsave-'
pelos alugueis que pagarem indevid anente a dito
procurador, que procedeu criminosamente rece-
bendo ditos alugueis. Re-cife, 21 de dezepbro de
1885.
Dr. Ferrer.
Jos Fa istir.o Porto.
__ Est para alugar um bom sitio todo murado
c bastante arborisado, com grande cr.sa, sito
entrada do becco do Padre Inglez, d< fronte da
estacao do Caminho Novo, perto da Imha d.s
bonds de Fernandes Vieira, tem agua e gaz ; s
tratar no oit^" do Corpo Santo n. 25.
Aluga-se o 2- andar da casa n. 1 do piteo
de Terco, o 3 da de n. 3 ra da Ptnbn, o 1
da de n. 19 mesma ra, o 1- da de n. 18 ra
Direita, o Io da de n. 66 mesma us, o 1- da
de n 35 travessa de S. Jos, o 1- da de n. 34
ra estfita do Rosario ; as terreas de as. 41
,i do Ringel, '6 ra Duque de Caxias, 1 do
pateo do Terco, 27 ra de Lomas Valentinas.
24 ra do Araglo, e a c-isa de n 35 u ra. da
Virado ; a tratar na na do Hospicio n. 84.
Aluga-se a casa com suta, toda caiada c
pintada de novo, sita ra da Fundicao n. 8, cm
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez te
Olinda n. 8, lithographi-i.
Alug-.-sc o arrniizem da i ua do Mrquez de
Olinda n 18 ; a tratar com Par nte Viauna .y
Companhii.
Alega-se casas a 8$UW, no boceo do3 I
lhos, junto de S. Gonzalo : a tratar ua ra da Im
peratriz n. 56.
Aluga-se o 2' andsr e soten, csiado e pintad", :i
ra do Ran^el n. 41, tratar na i 1 nsita n. :'..
2o andar.
Na ra de Hartas n. 17, vende se a verdadeira
carnee linguica do sertao, e aluga-se com muitos
commodos e fresca a cata terrea ra de S. Gon-
callo n. 26.
Oseados largos
a SOO r*. o cmailo
X.i loja da ra da Impera triz n. 32, vendem se
riscadinhos proprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de chita francesa, e aasim
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : na
lo.i o Percira da Silva.
FastAca. *eliiselnw e lii/inlins a SOO
rs, o covado
Na Iga da na da Imperatriz n. 32, vende-sc
um grande sortimfnto de fustoes brancos a 500
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-cores,
fi-zenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado,
e setinetas lisas rouito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na loj .
do Pereira da Silva.
MerlHw pro toa a 1&90O e lftOOO
Veode-se morins pretos de duas larguras para
vestidos c roupas para meninos a 1200 e 1600
o covado, e suoerior setim prcto para enfeitss a
1*500. arsim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures brancos, de 240 a* 320 rs. ; na nova
loja de Pereira da Silva ra da Imperatrix nu-
mero 32.
Algodoxlnho trances para lencesi
a OOrs., l*e lltZOO
Na loja da roa da Imperatris n. 32, vende-se
superiores algodaozinhos francezes com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lences de um
b panno, pelo barato preco de 900 rs. e 1 000 o
metro, e dito trancado paa toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante do quatro larguras
para lencoes, a 1 500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva. _________________^^_^
A Voz do Christo
Com o n. 12, ltimamente chegado, findou esta
excellente Revista Illustrada e editada mensal-
mente no Porto, o sea segundo anuo de existencia,
c sua redaecao, sempre grata a todos seus bondo-
sos e precian s assignantes, dirige-lhes os seus
sinceros agradecimentos pela boa aceifaclo que
lhe dispensaran, principalmente os Illins. e Rvms.
?rs. sacerdotes, divectores e directoras de diversos
colUgios a quem tem sido remettida, e a todos
pede, que contiuuein a prestar- lhe a mesma vali
b. coadjuvaclo e auxilio em sua nuva jornada.
O o. 1 do corrente anno, que brevemente che-
gar, traz >.ntra ou ras estampas o retrato do vir
tuosj ar.chispo da Babia- (
Km sua respectiva agencia, ao pateo do Paraso
n. 12, recebem-se assignatnras para o corrente
anro, cuj;i importancia de 5*000 pagos adiaota-
damente) ter reconhecido aseignante no fina do
anno um bonito volume de 380 paginas de boa
leitura e ornado esm diversas estampas !
Existem tambero venda, volumes da mesma
Reviste do anni lindo, adornados com estampas, a
4*500.
De8coberta Importantissima.
Puro Oleo de Figado de Bacaltiao
COM
IODURETO DE FERRO,7
DK '
Barclay Se Corupanbi i.
__ Precisa-se a ugar urna com
agua e gaz ; nu rae da imperatriz n. 3o, segundo
andar.
.Vunaaaeon do Fispido. do Baco edo Vtoro, etc.,ec.,|
,- r^Iilno no corjio eiinninrcitio e fatigndo o sea prl-
tnliro v:^..r o rredondado dos contornos. E" certa-
r.-.-nte una grande de^olierta o l'nro Oleo de.
'l:rdo do Baealhao com Bodureto d'
l erro-de Barclay Se Ca., New York. ^
Zarope de Vida1
de Keuter No. l.r
DEPURATIVO E PURGANTE.
Ust novo e adnuravel pnriflcador^dov
sangue acta sobre os intestinos'
o ligado, os rins o a pello/
E'curainfallivel contra a Debiiidade
Nervosa, as Dores de Cabe::* a Dys-
pepsla as Sezoes, e contra as doen-
casdeorlgem Miasmtica ou occa-
slonadas por desordens do flgado
ou pobreza e Impureza do sangue.'
CALLOS
O MELHOR E MAIS INFALLIVEL EX
TRACTOR DOS CALLOS E A
VlAYXAlUHYV
porque os txtrahe completamente, sens causar a
minina dor. E' fcil de applk-:ir, nao impede de
se andar calcado e tem o seu cffeito comprovado
por atcestados insuspeitos e em numerosas appli-
cacoes que nunca falharam. So verdadeiro o que
se prepara e vende na Drogan:, e Imperial Phar-
macia Diniz.
fe Mm k Xvoren>o
57-Rua do General Ozorio-57
Deposito em Pernam' uco pharmacia da Hermes
lio Maroiz un Oliada l 21
__ Pn urna cjsiheira ; na rOa da
Imperatriz. i. 3, 2- ^ndar.______________
Precisa se de uma ama para cosinhar e le-
var ; na ra di !
Offcrccc-i-c para ama de casa d'- pouca fa-
milia mna mu'ther de idade ; no bvjco do l{ernr-
do n. 51
Alug*-se a loja do sobrado n. 187 ra do
Coronel Suassuna, com qnartos. 2 talas, co
fra e quintal, por pre> rsaoaveJ ; a tratar na
ra larga do li .Bario n. 44.
= Os I :.io Justino do Sonsa e
Pedro AfiViiBo de Mello mudaram o seu eseripto-
rio para a rus Duque de Caxias n. 54, 1 andar,
onde continan) a exercer a sua proBssao de ad
vogados.
Os abaixo assignados, ten 1 > adaptado e regie-
1 i i a marca i i io dUMSbo i cima
ve co'formiil ide com rs preaer!pc5es das leis cm
d'-claram ao publico e particuli rmente aos
t"-ns nuint-ro8"is fregnesi 'ora i m diante
odos os productos qre i.hirem (!> sua botica le-
varan a dita isetl como garanta do ra origein
e legitima procedencia.
may.cl Freres.
Leonor Porto
Roa do Impei-ador n. 45
:.ndar
Contina a ezeentar ns mais diHceis
figurinos recebidos do Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Jnnsiro.
Prima em perfi-itao do costura, em bre-
vidade, modicidnde em precos e fino
gosto.
i
Eu abaixo asignado, estabelecido ra do Hos-
picio n. 158, attestoque, soffrendo ha muito tempo
de calles em amb s os ps, o que me impossibilita
va por vezes de cuidar n s mns :iffaz'Tes com-
mrciaes, gracas ao preparado des Srs DINIZ &
LORENZO propietarios da IMPERIAL PIIAR
MACIA DINIZ, denominadoMAYNARDINA-
esnsegui ver me allivindo deate m.il iue atroz
mente me inconunodava com a nppcafao do refe-
rido preparado.
Rio, 7 de Janeiro de 1885. Tliomaz Jo-
s Fernandes de Macedo.
FASTILHAS
De ANGELI1 & MENTRUZ
OQ


as
as
5
0 Remedio mtis efficti s
Seguro que se tem descoberlo Ble
hoje paro expc/ir as Lombrigas.
ROQIAYKOL FRERES
se
i
.
SB
a
<
&>
OH
As machinas de costura
Compra -se e paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte, bem
orno
M0EDAS
i e qualquer qualidade.
Na ra do Impera-
ior n. 32, loja de joias
ulio Fuerstenberg
Domestic
So reconhecidas ser as mais ele-
gantes, as mais dura veis, e em todos
os sentidos
As raelhores
Para precos, e circulares com illa-
fra^oes de todos os estylos, dirijam-
3e a
DOMESTIC SEWINGr MA-
CHINE & C.
VEW-KOBY V. S. A.

r j'j ''PO'tante estabelecimento de relojoaria,
fundado em 1860, est funecionando agora ra
l'ga d0 Rosario n. 9.
a 8eU ProPr'etar, cncarregado do reglamen-
to dos relogies do arsenal do marinha, da compa-
nhia dos tnllios urbanos do Itecife Olinda e Be-
ben be, da do Recife Caxang, da estrada de
ferro de Carua da companhia ferro-carril de
Pernambuco, da associaco commercial beneficen-
te b da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
intelligcateg e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para relogios de algibeira,
Je.pared-!, de torres de igreja, chronometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas do msica, ap-
pari'ihos elctricos telepbonicos.
. Contina a exercer a sua profissao com elo e
intcressc de que sempre deu pro vas ao respe i-
tav el publico e aos seus collegas, e vende forne-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabelecimento se acha col-
locado um relogio, cujos mostradores ambem p-
denlo ser vistos pelos passageiros da ferro-carril,
te ndosempre aHORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas observaces astronoroi-
aab. Ra larga do Rosario n. 9.
Antonio Jos da Costa Araujo.
Tintara indiana
PARA TINGIRA
Barba eos Cabellos
sta tintura tinge a barba c os cabellos instan-
tneamente, dando lhes urna bonita cor preta e
natural, inofensiva o seu uso e simples e muito
-apido ; vinde-se na BOT .CA FRANCEZA e
DROGARA de Rouquayrol Freres, succe?sorej
ie A. CAORS, ra do Bom Jess, antiga da Cruz,
umero 22.
FUNDICAO GERAL
ALLAN PATERSON !" C
N. 44Ru i do BrumN. 44
JUNTO A E? rA(JA0 DOS BONOS
Tem para vender, por prer mdicos, as seguintes ferragens :
Tachas rundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assentamento de machinismo e exeemam qualqo<
trabalho com perfeicSo e presteza
^CBAPHIA All^

FRAIMCFDRTS/MEIN
PARS ^7> LONDRE
15Ruedeciiinuer\ /S4A[dcrmanbij
a.
conhecido do mundo inteiro
como o mclhor mais perfeito
de todos os sabaos de toilette.
Especiadade.
Estractos essencias triples
de cheiros. Agua de Colonia.
Vinagres de toilette. Pos d'ar-
roz. PommadEs. Azcites 6 to-
das clases de perfumaras finas,
Superiores qualidades.
Depsitos as principaes Per-
fumarias, Pharmaciss Cabe!-
Ic;reiros do Brazil.
Msdalha de Progr s ) 7iarma 1873.
S kSHtGIFICOS VETERINARIOS
HOMEOPATHICOS^S
^=DE HUMPHREY.
" Para a cura de todas as doCnsas de
Cavallos, Gado, Carneiroe, Ces, Por
ees, Aves.
Tem sido usado com feliz resultado por
Fazendelros, Criadores de gado, Car
ros-ferris, etc., ete.
Certificado e osado pelo Gorerno dos
Estados Unidos.
EP"Envia-se Folhetos e Cartoes gratis.
Dirija-se a
HMPHREY'S MEDICINE CO.
^lO^uttonSt^ej^or^^
Especifico Homeopathico de
HumphreyNo.28.
Usado ha 30 annos. O uaico remedio efficaz para
Debilidade Nervosa, FraquezaVitai
e prostracSo,por excessivo trabalho ou outras causa*.
$1 por garrafa, ou cinco garrafas e 1 ganafao de pos,
$5.00, coro americano.
1 A'venda por todos os Drocistas. Tamben
QUILL BUTTON-HOLE TWIST.
(Retroz de Seda paraCasear.)
Julgando ser de grande uttlidade dos negociantes da
America do Sul, terem fios de seda e retro* prepara-
dos em material mais leve do que sejam carreteis de
pao, estamos promptos a fornecer para exportacao
nos de seda, retroz de seda e seda de bordar, de
tedas as finalidades, preparadas em lancedeira de
r^f-1 ou de peonas como cima representado.
Temos todos os tamanhos de fio preto e mais de
utos cores.
nirt;a-se A Brunerd k Armstrong Co."
I wfcat Street, 469 Bmadway,
t, U. S. A. New-York, S. A.
:S
auctorisido
e approva-
do mesmo
la a sua effi-
lat obser\acdes nos
1,4 acompanhado de
. as observaces dos
<* ieilicos de Lisboa, reeo-
uliecidas pelos consoles do Brasil.
ALBERTO HENSCHEL & C.
:;>lll V DO K.VRVO !IV V1CT0R14--S2
O aba>zo assignado tem a honra de participar ao respeitavel publico d'esta
capital e do interior, que reassumio a gerencia d'este grande e bem conceituado esta-
belscimento, onde j por longos annos tem oceupado o mesmo lugar.
As Exraas. familias e pessoas que desejarem hnralo com suas encommendav
encontrarSo all os mais modernos o aperfei;oados trabalhos concecnentes a art
photographica e modicidade nos prejos.
C. Barza,
Gerente.
BANHOS DE MAR
Superiores eostiimes de excellente fa-
zenda e muito bem prepara tos para banhosde
mar.
Para senhoras. 101000
Para liomens. 81000
Para crianzas. 5^000
Recebemos ltimamente um grande sor
timento de diversos tecidos novos para ves-
dos e inteiramente apropriados para a pre
sent estacao.
LOU7RE
FANGISCO GURGEL DO AMARAL & G.
M Primeiro ie Map 120
ESQUINA DA RA DUQUE DE CAXIAS
i. lelephonico 138
TINTURARA
OTTO SCHIMEIDER
1
SCCESS0R
Mlliias de Albuquerque i. 25
e fazendaa
(AMHiARLV DAS FLORES)
Tinge e limpa com a rnaior perfeito toda a qualidade de ostotb,
em pe9as ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo o
trabalho 6 feito por meio de machinismo aperfeicoado, at hoje conhecido.
Tintura preta as terjas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os das.

ILESfVEL


6
Diario de IVnmmhiinTcifa-fcira 26 de Janeiro de 1886




Aluga-se
- e 8 andar do sobrado raa do Brum
tratar na padaria.
AlD^;a-se barato
) 1.' t 2.* andau- a trimim do Campello n. 1
O armazem e o '...' andar da raa doBom Jess
a, 47.
0 1.* andar da traveasa do Cara n. 10.
i loja da roa do Calabouco n. 4.
t\ casa da ra da Palma n. 11.
A casa da roa de Loara* Valentina n. 7.
k casa da ra da Ponte Velha n, 22.
k easa da Baiza Verde n. 1 B Capunga
A tratar no Lari-o do Corpo Santo n. J9,1* an
at.
Aluga-se
I andar da ra do Livramento n. 26, com agua
e bauho ; a tratar na loja.
Mu-so
casa na ra do Coronel Suassuna n. 198 com
sotao interno ; a tratar no largo do Corpo Santo
.4, 1 andar.
llup-se
o segundo andar da roa da Imperatris n. 24 t a
tratar na apeacta pro ressiva, praca de D. Pe
dro II n. 73._________
JOIAS
MJGTJEL WOLFF & G
Participan* ao res
jjeitavel publico, que
con ti imam ter um sor-
timen to de joias das
mais modernas e dos
mais apurados gustos.
Compromettem-se
a vender mais barato
do que em outra qual-
quer parte.
114
Casa na Torre
Aluga-se urna casa na ra do Rio, c>m bens
commodos e bastante fresca ; a tratar na ra .ar-
gm do Ro ario n. 34, pharmacia.
Proffssora
Offerece-se urna pr fessora psra leccionar em
alguna collegios e casas particulares as seguintes
ateras : portuguez, francs, msica e piano ; a
tratar na ra do Mrquez do Herval n. 20.
Engommadeira
Precisa-se de una que engomme bem ; ensa-
boe e que nao dorma fra, para caea de pouca
familia ; ni praca do Cande d'u n. 30, tereeiro
andar.
Ama
Preeisa-se de urna ama para todos os servi eos
de duas pessoas ; na ra Imperial n. 200-C-
Ama
Precisarse de urna ama para engommar : na
Capunga (antig i ra da Ventura) n. 8.
Alllil
Precisa-se de urna ama qne saiba engommar e
coser; na raa de Riachuelo n. 57, portSo de
ferro.
Ama
Precisa-se de una ama para todo o servico do-
mestico f m casa de pouca familia, dando flanea
ae sua conducta : a tratar na ra da Madre de
Dos n. 8.
Ama
No largo do Crrpo Santo n. 19, 2- andar, pre-
isa-se de urna ama boa cotinhi'ira, que durmaem
casa e K peaeoa qne abone sua conducta.
Ama
Precisa se de-ama perteita cosiabeira para ama
de pequea familia no llonteiro ; a tratar na ra
4a Cabag n. 14, 1 andar, de meio dia as 3 da
tarde, w
Ama
Precisa se'de una ama para cosiohar e comprar
e mais servico de casa ; na ra nova de Santa
Rita n. 47.

%
Precisa-se de ama ama para cosinhar e com-
car, para casa de familia : na ra do Visconde
de G yanna n. 139.
To Engllshmen
QattsFreofcb or Bpanish JjesMns by a yonng
Parisiaa gentleman in return for English con
versational Lessons G's. Ra da Victoria 21.
Collegio Di cesano
Faco saber aos paes de familia e a quem convir
possa, que no din 3 de feveretro prximo vindouio,
abrem se as aulas leste grande estabelecimento de
instrnecao.
Nelle se rnsinam todos os preparatorios exigi-
dos as academias do Imperio.
Admittem-se alumnos internos menores de 14
annos e externos.
Os internos pagara? a mensaltdade de 354000,
cada um ; sendo d a irmos pagarlo na razo de
30J000; sendo tres, um delles pagar metade,
to 174500 sendo qnatro, am s- ra gratis.
As pessoas sao pa^as em prestacoes adianta-
das.
Os externos pagarao adiantadamente a pensio
ae &*%" 00 meosaes, com dircito matricula de to-
das as aulas,
Para admisso dos internos preciso a certidao
de baptismo e o certificado de vacina.
O Collegio Diocesano funeciona em Olinda, ao
mesmo edificio do Seminario Episcopal.
Olinda, 22 de Janeiro de 1886.
Conego Atarcolino P. do Amoral, reitor do Se-
minario e director do Collegio Dtocaaano.
Cosinheira
Preossa-se de ama cosinheira croe saiba bem
cosinbat ; na Capinga, raa se Criaulas aume
ro2-A.
Vende-se
doce de eajd s eco ; na ra de S. Jos n. 16.
Borracha para limas
Receberam Rodrigues de Fara & C, e taem
ara Tender emieu armasem raa'tj Maris e
artes n. 11.

Luvas
Fabrica-se por medidas, em 2 horas, perfeicao
preoos mdicos, elegancia, material de taperior
qualidade : roa de Cabuga n. 7, l1
TNICO

PreoaracSo de Productos Vegetaes
EXTINGO'DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTINSXBASTOS
Permnubiieo
Aula mixta pirtfailar
Ra da Matriz da Boa Vala n. 44.
prlnteiro andar
Mara da Conceicao de Drummond participa
aos pas do familia e correspondentes, que a sua
aula abrir-se ha no dia 11 do corrate mea.
Alm das alumnas externas, admittem-se pen-
sionista : quem desejar saber as necessarias con-
dicoe pone dirigir se dita aula, que entender-
se ba com a mesma,
Qnanto as informacoes, os interessados podem
dirigir-se ao conselnnro Pinto Jnior, Dr. Pe-
reira do Carmo e aos distlnctos professores da so
cieaade Propagadora da Boa Vista
R. m Dltl SIW k c.
M Ae Boi-Jlim 1.18
(ANTIGA DA CRUZ)
asa de commisses
Grande e variado sortimento de amos-
rae e catlogos de produccSes da Allema-
la, Franca, Inalateru, Austria, Heapanha,
talia e Estado-Unidos.
N. B.--Informac5es sobre machinismos
friclas, ditas para engenhos centraes-
"ombas, etc para incendios outras tna,
ninas e utensilios
RELOGIOS
0 HSE DE JOIAS
MIGUEL WOLFF & G.
Oferer *m ao respei-
tavel pub co um gran -
sortimen-
to de relogiosdos mais
acreditados fabrican-
tes, e se acham habili-
tados a vender mais
barato do qne outro
cjualquer, visto rece-
berm directamente.
Todos os relogios
vendidos n'esta casa
o garantidos.
1.4
"Diario de Pernambuco"
de 5 de Janeiro deste
MI
Compra-se ao aila-
sen- de moDiados ra
da Ponte-Velha n. 54.
Ao publico
Urna senhora habilitada seofferece leccionar
primeirss lettras e trabalhos de agulba em colle-
gios ou em casas particulares ; qaem de seus
prestimos] precisar, pode dirigir-se ra do Co-
ronel Suassuna n. 12.
Casa para morada
Precisa-se singar urna casa que tetina baas
commodos, agua e gaz, e que tenba jumtal ; nes-
'a ty :orraphia se dir quem queir .
Escola par colar
De Instrar-clo primarla para o
sexo masculino
34 KM A DA M4TRZ DA BOA VISCA 34
O abaizo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua escola particular
de instruccao primaria para o sexo masculino,
ra da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensinu de seus alumnos.
O grao da escola consta: 1er, escrevt-r e contar,
desenlio linear, historia patria e nocoes de trances.
Garante um rpido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu systema de ensino, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e ama es
merada dedicaco ao ensino, fozendo com que os
seus decipulos abracem e amem de corac&o as le-
tras, o livros, e ao astudo, guiando-os no eami-
nbo da intelligencia, da honra e da dignidade,
anm de que venbam a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio, e da lei, e um verdadeiro
cidadio brasileiro.
Espera, pois, merecer a conCanca e a proteccao
do distincto povo pernambuaatio, e em particnlar
tem f robusta em todos os pas e tutores de me-
ninos qne queiram aproveitar um rpido adianta-
sento de seos filh s e tofeladus.
Coatquanto oasada seja esta tentativa, todava
espera que os seas mcansaveis esoreos, e os seus
puros desejos, sejam coroados com a feKs appro-
vacao de todos os filbos do Impe.-io da Stinta Crus.
MensalidaHe2#000 p da matricula.
Horariodas 9 horas da manba s 2 da tarde.
Recebe meniaos iaternos e meis-pensionistas por
mensalidides rasoaveis o lecciona por casas parti-
culares a amlxs os sexos.
sMU*-ares de Azevedo
34 BDA DA MATRIZ DA BOA-VI8TA 34
Piano
Comprase um piano com pooeo so, e que seja
boa ; a tratar na roa Doqae de Ajaxias n. 54,
pnmeiro andar.
^Wxm^x^^m^^


p

1 $
m


mtr. te tflKtus os PeTMTJet
* Vth.ao s do Svtraagei
K
i-o
ft-oioj. PARES
8
Anaai VicUri
Ea Ptrna mhw:
F.M..S11V4C-
t^Mfc !----------------
Este KE9ICAMST7TC re um ?i!>;to agradsvel. adoptado com rrande xito ha
mais de SO annos pelos melnorea Ueuicus de Paiiz, ciua o Uefluxo, Gri,e, Tone,
Dor i* Garganta. Catarro vulniuuar. In.u-.det do cito, das Fa urinaria* e da Btxtga.
Ostra rpida e ttertm pete
ARSENIATO OURO DVNAMISADO
do Doutor AX1DISOIV
' d> Chloro. Anemia, todu u Molestia! do Systema nerroao, irmmn u
malt mbtldaa, Itolastlaa ohronlca dos PalmOsa, ato., te.
m niAlorci UlcHtrpoeB medlou tm atustado o podar coratlTo deste medlcamaoto daalaruu-o'o
o pnmeiro e mait entrgico do recontituintn.
O FRA8CO : O FRANCOS {BM rtKAjtejjL) S}
Todo troteo que n&o trouxer a Marca de Fabrica registrada e a augHdturax^t^^&.u'lo ftMnnH
devo ser xigoroaamente recusado. ^Y~^ oaafa
VAaUS, Pharmacia OaJUV, roa ochechonart, SS.
Deposito em Pernambuco : FRANM M. da SIL.VA de C*.

- IJ3
VINHO SEGUIN
FEBRFUGO FORh'WANTE tpprovtdo pt/a Academia de Medicina de P*H$
Sessenta annos de Experiencia
e de bom xito tem demonstrado a efflcacla laeonteatarel deste vmo, quer como mnti-
prrtodieo para cortar as rebrea e o vitar o sen reapparcclmento. qur como fortificante na
ConvaJescenoaa, Debllldade do Sanana, Falta, de Menetruaco. Xnappetencla, Xtlgea-
tSes dUBcela, Bnfermldadea nervosas, Debllldade causada pela edade ou por excessos.
( Yinho, que conreo) mj/s principios totlrot do qu 01 preparado similan, renda-as por pr*oo um
pouoo tule ltaao.Mio den objecar contri o preoo en r/iti da reconhcldi Hotcit do medicamento.
Pliarmacia 3-. SEQ-TJHV, 378. ra Salnt-Honor, PARS
Da>ipositaric3 em Pernambuoo FRAN* M. dai SILVA Sm O*
9****m*+*rMm^*t^*%T't*<4*%*t^y%T%**>%*%Jr*JrX+m
^ DE AYEIt J
(Ave -s CherryrVdoral)
^1
P*M AOW\ K ro.V57VxrtCS.
rSS.ASTHMA.BRONCHITr:,
Coqueluchi ou Tosa Convulsiva
Tsica ePulmonar.
.- C. J'-AyiKIAi U.i [alh
Este remedio precioso tem gozado da acceita-
eSo publica durante cincoenta e sete annos, com-
ecando-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca forao to exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
ofterece a melhor prova da sua eficacia maravil-
hosa.
Nio hesitamos a dizer que nao tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creanoas quer em adultos, que se acharo afne-
los destes kiimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attestacoes de mdicos em favor da sua efficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificares, de
sorte que deve o comprador ter muito cu Jado.
examinando o nome inteiro, qne devia ser
v-erinifttro fle B. A. FAHNESTQCK.
1-- Um

isfassMsta aachtraasW asta
pasta s s**e fsaaSst
JM lefaiitidi
! do iniperi" do Bra-
lil n.i sosvaJaseesoa da
. i.-., itt^meota cunsida-
Cai ;-i.s .'.o^ indindajw
rxeita / appetite de mm
todo i- ordinario. Via clice d'ests
dio, reprssuiita mu bom bife. Arria-
>!.)? mi ""^c'Dae pha
irilio, repn
VPI'dJ t
OLEO TRICUEIRO- C LARO
de FIGADO de BACALHAO
do D? DE JO N G H
OAVALHEIRO DA ORDEM DE LEOPOLDO DA BLGICA,
CAVALHEIRO DA LEGlAO DE HONRA DE FRANCA,
0OHMENDADO*R DA ORDEM DE CHRISTO DE PORTUGAL.
Reconhecldo pelas prlmeiras autoridades medicas como
lncontestavelinente o mais puro, o de gosto mais agradavel,
e o mais efOcaz de todos
Contra a TSICA e as MOLESTIAS de PEITO,
a DEBILIDADE GERAL, o EMMAGRECIMENTO das CRIA1TCAS,
a RACHITIS e todas as AFFECQuES ESCROFULOSAS.
J^" Vende-se SOBEKTE em garrafas que levo na capsula o I
sello s a assignatura do D' DE JONGH a a assignatura de
NSAR. HARFORD k C*. Cautela com at Jmilaees.
Dulces Consignatorios, AJISiR. HARFORD i C. 210. fflgn HoLborn, Londres.
Vtnde-ss $m todu as principies Phutrmuoiai do Mundo.
,

fe
*f<
%

DEROCQU
DEROCOUE
115, Rni di Poitra, 15
PA Rl S
OLBO
FIGO de BAGALH
Natural
Ferruginoso t Creosotado
Nu (rmriiv PlirairiM
AROPEdeBUCHU
d.0PRADEL >
CONTS TODAS AS
TINTURA jPOMADA
UNCA ^AN fC A
Dt -ILtIOL
HSTANTAMCA p
8d> na rio*9, Mm prpr.;> e
as lirif em-
OriLLlOL
avt caraw4
SflDCOt
sua COr primitiva
fertl ea Farls i rTXLIOl, i?, rat fiy.mie, FAUt
la ftrnambxa. framm at. da silva c.
MOLESTiASyflAS OMARIAS
TSPBCIAUmM
Catarro chronco da toxigu,
trritarfo do canal da urstra
Molestias de orostatc,
Incontinencia da Urina,
Arela na urina, etc.
) SWANN, Ptiarmaceutico-ChimlGO,
.".'"i, IS, KVk ctsTicuors, n, fARlS
**
*****
a>M
BM
EXPOSiriON
Miailli i'e
UNrf 1878
lidsCatrafcer
i tts Hu7is t icomfcns'z
OLEO de Oi
E.COUDRAY
f
EinBJUSf lin MRMNU tfSStaHSKlWakKlcO
RsraMsr^laniai e>te proa- to,
conskiersao pu*' celebridades an
jtU* seos pnntiiiio cobo a satis podC^o refeceraoar qa tt wiaastt.
AnTIlOS ifROMsfmMHS
PEfiPMARIA t LACThlA
laaaaaMa Hlu aaSwasali StSav.
Gu.a* CSWaWTRaBAS fera anw.
*G0A BIVIWA dilt -.u* TE* MTIflOS ACHAM-8E U FAlaKA
pun* !S. tie d'Eigtiei. 13 hm
Depsitos n as as Pa-flisMnu, Piareiaeias
e Cabelle- da Ameria.
GRAGEAS
dExtreims Depurativas;
de I00UKST0 d POJiSSIO
do Ooutor OUCOUX dePOITtBS
Regenerar o santrne depurando-o. ttier
dosapporecar oa estlglos -jue ordinaria-
mente delzam as Katftiam tntagi*mau,
paralysar a accao do ar reato, se tler
sida mpregado, xpellliio-o da economa,
.1*0 da prtacipaes effeltos d'ests precioso
deporaUro qua as MtltmlHu eypfoUi.
ticua, A o -4>mplec*ento de todo tratamento
Aeettffnt* aeeaivArMaaiM 1 rrrietrima,
que cura se exlstlrem.- empregau-so estas
Grageas com vantagem nos RhrmmaHB
m-a. Muir ti Utmde Palla* Car rojulttwt
DBPOBITOS OKiiAa!
Ea SARIS, 209, na JSeals.
Casa a lugar
Alaga se urna casa assoalha.la t- c in sotilo, a
qual aeabou-se de construir, rua de Maciel Mon
teiro n. 10, tem muitos commodos, gas e a^ua,
grande quintal e portao jara o Capibaribe ; a
tratar na ra Duque de Caxins u. 51, primen o
aadar.
0y v f
t^A&fa*
Casas para alugar-se
Aluga-se um sitio na Torre, com boa casa para
morada, multas fructeiras, baixa para capim, e a
casa terrva da ra do Coronel Suassuoa n. 240,
com bous commodos ; a tratar na ra frimeiro de
Marc-i n. 17, 1- andar.
t
Han.ici Antonio Moaresj da Fonueca
D. Cosma Maris da Fonseca, seus filhos e gen-
ros, agradecem cordialmente a todas as pessoas
que se diguaram acompanhar os restos mortaes de
asa presado esposo, pni e sogro Hanoel Antonio
Soares da Fonseca, e de novo os convidam para
assistir s missas do trigsimo dia que por sua
alma mandam celebrar s 8 horas da manba do
dia 30 do corrente, na matriz de Noasa Senhera
l da Conceif&o no Bonito e na igreja do Espirito-
banto, d'esta cidade, mesma hora ; por este acto
de religio d'esde j se confessam suuimamente
Sffrsd.'CldoS.
I naria Ioniza Vieira l-.m
Jos Adolpbo d'Oliveira Lima, Antonio Feraan-
des Ribeiroe aua muliier, D. MariaSophiaS. Seixas
e seus filhos, vnn pelo presente protestar a sua eter-
na gratido a todas a pessoas que se diguaram-
acompanhar no cernir, rio publico os restos mor-
taes de sua estremecida esposa, cunhada, filha e
inna, D. Mara Luiza Vieira Lima, e 1 in assim
pedir, n i s a essas pessoas, como aos demais
seus amigse parentes, o especial obsequio de as-
sistircm s m'ssas que no dia 26 do corrente mei
(stimo de s. u pa-^amento) mandam celebrar pela
alma daquella finada no convento de S. Francisco
desta cidade, s 8 horas da roanha, e na igreja do
M<>nteiro da freguPzia do Poco, s 7 Por mais
esta d< monstracao de puro sentimento religioso,
antecipam os spus agradecimentos._____________
Candida francisca Xawler
don Reiw
Joaquim Bernardo dos U--is, irma, sobrinhos e
cunhados de sua presadn esposa, l andi ia Fran-
cisca Xavier don Res, convidam aos seus paren-
es c hu.isfrts as.-i-tirem s missas que mandam
celebrar p.r sua alma na matriz de Santo Auto-
mo, s 7 horas da manba de terca feira 26 do
correnrp, trigsimo dia do seu fallecimento, e per
este neto d<; piedad3 e religio contessam-se eter-
ItHlnenr.- gi-Hti.y.
Claudino latw de Mello
A \iuva e filhos de Claudino Jos de Mello,
ainda transidos Oe dor p>-lo infausto passamento
d.- seu presado maiido e pai, agradecem do intimo
dfaiaaa e peca (}uc se dignaram acompanhar
<.s restos m"rt:>es d:u|iiille finado, e pedeci aos
seus prente ajtaitJSU u caiidoso obsequio de
ouvin m ae missas que por alma do mesmo finado
se hao de celebrar as igrejae da Peona, Gloria e
de S. Benedicto, s 7 lunas da manh de egun-
da-feira -.") do coireute, stimo dia de seu passa-
mento, confvssaado se deidoa por *<*>*} act i'erciigo e caridade.3
Csinbfiro ou cosinheira
Pre is se de um bom cosinheiro ou urna
Msiah-ir ; a rraiar n na do Apollo n 30,
andar, das !0 horas da manba s 4 da tarde.
Em fVi'waitttaama .-
S'XULTT- llS.. da SILVA ( C"
r1tSSjaa#nwW

0 SBANflE MEIMAMENTO
OOBtnDrtt ettbmta.PrUo dt t*nrt,fTuU9e*ao,AbaHmenl,
e Fet^fi tria*. Previne e ftlITOa rpidamente ou cura as formas
u nula graTM de "."abres Typholdea, Escarlatina,
Amarella- ontras labras, Ba algas, Sarampo.Ert'.p.
cosa, MolaaUaa la pella outro vlcioe do arge -1 Elle
* Salvou-mo a Vida"
a poli a tebre tlnha-ee apoderado de mlm oom vilesela. Eat
poucoe dia esteva completamente roetabeleojdo. Ex.
tratldo de n eevM t Sur. C. Pittgarsld, antigo corros-
pondi-ntedo Mamcetter Qumrdian aa Albania, talando de
UtfsAWS PYRET1C SALilE
O Dr J.W. DoiDg eereve : "Emorgul-o no
trttamtntoaei2c*,o,d$ "Fbftmtfll"foom
lltfet om afirmo,nit tfrdldo um$dtfoenft.
rano t-t* i toi s runiru, ta attttrj
H. LA*PL6MH, IIJ, Btlksra. WIHIK. t. C.
uepcMtaricaasrnnkMttw- FRAN' Sil SILVA SCS
IcxposipXo de aASia isra
rosa as oeaovBse
,TASM
palo 1*0 do
ende-tt em toast ai Pktrmaetat,
pEUETIERINA
m
Laureado pato Initituto 4 Fratasa
Ferncidor stSsrtsst aascsM l tt lltsaSsn M fmt
?remedie anais >artatiaiaiataea.tomar
raa, \ consaTsa
VERME SOLITARIA
CUi mh nistsiinatiaiisaiiitli talsaii.
mi. wr TinnicT. u, m 4Mh*ki>mt
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etocaasas molestias quetenho ana oin^em
na impureza do sangue denda a syphiUs
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Diario de Ftenuunbaro--Terfa-ffeira 26 de Janeiro de IW<6
Cosinheira
,

Prccisa-se do urna cos iheira que engorom"
bem e imabiM-. e que nao durniu fra, para casa
de pouea familia ; na jx>0 do Conde d'Eu n 30,
terceiro andar.
Atlencfto
Boira se ao Sr. bacfaarol ll. nfo Bnrges da Fon-
seca > oba-quio de vir ou mandar A Inverna do
pateo da Santa Cruz n. 12, a negocio que 8. 8-
nio ignora, sub pna de declarar se unnucia*a-
saente.
ime. Niquelina
i panado sortrato de claji-
las s
la tomis
ti
f!
se
la,
Ra rimelro de Mareo n. 19
luuto Botl MrTIaosa
Rap Paulo Cordeire
Novo fornecedor, sem c mpitcncia em preco,
vende-se ra do Mrquez de Olinda n. 50, mer
cearia doa Sre, Braga Gomes & C e a 14500 a
libra.___________________________________
Sem competencia
Farinha de milho, propria para papas, bolos,
pi e cuscas, di' para ang, massa de mandioca
sauito bem preparada para bolos e papas, vnde-
se por pre^o razoavel ; na ra da Matriz da Boa-
Vista n. 3.
Sitio
Aluga-se razoavel
Com casa para familia (na Vanea) e tem 4
salas, 4 quart js e cocinha, muitas fructeiras. dan-
do fructo, junto excellente banho do Capibaribe, e
mu ta breve pert do trem : a tiatar na roa de
Santa Therez t n. 38, e na Varzea com o Sr. Es-
tevo Jos Simos.
Em vista uVs grand s progresos da IDEIA de
3De se Rioriam as nfoes civilisadaa, o commercio
eve acoinpauhar ese rogresso, visto que elle
o mais poderoso elemento co engrandecimento das
naces : em vi>ta do que annunciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra Estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, a
escilha dos qnaes, os annunciantes tm sempre o
maior cuidado, para bem servir os sena numero
sos fregueses. Lembramos, pois, o proverbio :
Quero nio experimenta, nao sabe
Venham ver pois :
Queijos, flamengo, suisso, etc.
Dito do sertio.
Fiambres ingleses.
Chocolate francs Meaier.
Dito do Maranhio.
Fructos seceos, como :
Paaas, aineadoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qaalidadee.
Bolachinha inglesa.
Sementes novas de hortalizas
Especiali lades em :
Vinhos finos do Porto.
Ditos da Figueira.
Cognac da diversos autores.
Vinhos tnicos como:
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qnalidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem sssim :
Ararata fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo mate do Paran, eun p.
Anda mais :
Formicida Capanema.
Oleo de mocot.
Azeite de peixe.
As cozinheiras
Leques nacionaes (abanos) para cosinha a6|c
milheiro.
E todos os gneros concernen tes a esto ramo d
negocio.
Encontram-se no armasem de molhados de
Martin CapItAo & C.
1 BCA. E8TKEITA 00 ROSARIO1
DAS
Taverna
Oue.ii tem ?
Our e prala : compra se ooro, prata e
podras preciosas, por maior preco que em outra
qnaiquer parte ; n > 1 and.ir n. 22 a ra larga do
Rosario, antiga dos Quarleis, d*s 10 horas As 2 da
tarde, dina uteis.
O Sr. Joao Cavakante Mauricio Wanderiey
ilho do Kxin. Sr. Berao de Tractinheat, queirs
rir ou uiuui.u ra Duqate de Cuxius i>. 76, con
luir o negocio que to ignora.
Lyci TriadHphic
Para meninas
Sol a dfreeco de Mara Olla
dina de Mello
3;Rui DO HOSPICIO-30
Neste estabelecimento de educaco ensina se :
Primeiras letras, ortuuez. Francs, Ingles, La-
t m, Ai-ithmetica, Geometra, Geographia, Historia,
Msica e Trabalhos de agulha, e admittem se
ajumnas internas, semi-fnternss e externas.
Haaarartos
Interna por. trimestre adiantado 130^000
Semi-interna dem, da aula secundaria 80J0Q0
dem dem, dem primaria 70 J0O0
Externa por cada materia (trimfstre
adisntado) 15*000
lioupa lavada a engommada dem 20*000
Aulas de Latim ou Inglez idem 20*UUU
A directora faz, porm, abate de 5 0/0 do ho-
norario das alumnas internas e se ni-interaas
quando houver mais de urna inna.
Para iuonoacoes os crs. Drs. Pereira do Car-
mo, Pinto Jnior, e Luiz Porto-Carreiro, Cic-'ro
Brazileiro de Mell", e os professores da Sociedade
Propagadora de Instruccao Publica da freguesia
daBoa-Vi.-ta._____________________________
Collegio Parthenon
Este collegio acba-se aberto roa Velha n. 40,
e recebe a uinnes atentos, semi-internos e exter-
nos.O director,
Ovidio Alves Manis.
TVa ra Imperial n 151
Vendc-sc urca das melhores tavernas, bem afre-
guezada tanto para o raatto como para a pracs,
livre e desembaracuda ; tem commodos suficien-
tes para familia, com quintal com algnmas fruc-
teiras, muito em conU tanto o aluguel da caaa
como seja urna armscao boa e todos os pertenoas:
se vende tudo por preco commedo e muito em
conta.
O motivo de se vender o dono querer ir para
a Europa, e quem pretender dirija-se a mesma
que nao deixar de fazer negocio.
CORRE NO DIA 20 DE JANEIRO


VENDAS
Vende-se o estabelecimento de ferragens
ra Duque de Caxias n 111, tambem se vende a
armacao separada : tratar no mesmo.
Luja das Estrellas
Una Duque de Caxias n. 8
Liquida os seguintes artigos :
Bramante de linho com 11 palmos de largura,
do preco de 3* e 3*500, a 1*600 e 2*000 o metro.
Bri.n de linho de crea do preco de 2*, a 1*000
avara.
Madapolao americano de 10* a 7*000 a peca.
dem pelle de ovo, com o titulo mimoso de 9*000,
a 6*500.
Lene s brancos, finos de 2*500, a 1*600, dosis.
Guardanapos de 7*, a 4*000.
Bramante de algodo com 10 palmos de largura
a 1*100.
Cretones nacionaes a 240, covado.
Meias inglezas de urna so coi para senhora, de
2* a 7*000 a duzia.
dem inglesas, brancas de 7*, a 4*500.
Zrpbiros de 400 res, a 240 o covado.
Atoalhados com duas larguras ds preco de 2*, a
1*300.
E muitos outros artigos que se liquidam com
50 <>/o de abate._____________________________
Boih dias
Mendonea Primo & C.
Venden por preco* sem
competencia
Las escocesas, padres modernos a 400 res o
ovado.
Ditas mescladas e lavradas a 500 reis o dito.
Velbutinas de todas as cores, lisas e lavradas a
1*200 o dit..
Fustoes brancos com lindos desenbos a 400 e
500 reis o dito.
Lencoes de bramante a 1*800.
Callarinhos modernos para homens a 500 reis.
Setins de tedas as cores, por prego baratsi-
mos.
Merinos pretos e de coras para \ istdo.
Mantilhas pretas.
Fichs do diversas qualidades.
Cortea de cassemra para s3nhora, bordados de
seda, atoalbadof, espartilhos, topetes avellndados,
panos d i crochet, punh-is para homem e senhora,
meias de todas as qnalidades para homem e se-
nhora e antros muitos artigos de moda.
loa Pupne de Caxias n. 99
para meninos
A 1*. I ftsoo e O*
Na nov.i loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende un. vanado sortimento de vestuarios pro-
prios para meninos, sendo de pa'itosinho e calci-
nha carta, feitoa de brim pardo, a 4*GC0, ditos
de molee iuim a 4*500 e ditos de gorgorito prato,
emitaudo casamira, a 6*, sao muito baratos ; na
loja do Pereira di Silva.
em contlnuaeo no rna larga do
Rosarlo n.
Damio Lima & C nao p deudo acabar o sm
grande s rtimento di mi'idezas, em consequeneia
Sryse pirque passamos, continnm por mais al-
. ni i-mi o a liquidar suas m- rcadonas, pelo que
k d v eoavidaE ao publico e especialmente
t-xmas. fiii i i as, a quum pedem toda proteceo.
Admirem !
P.v. I, .- e !.ri::hos b rdiid s para sc-
nh i 2*S00
Dito- lis.is 1*800
itus d sores 1*600
Lavas de seda de cores 2*500
Agua fl irida. 700 rr. e 1*030
Bordados >>. 300 rs. a 2*000
Bobim lacoa a 2*00
Leques de 400 rs., 6C Meias para homem 3*00 i
Ditos dem 3*000
Ditas de cores 4*000
Um- par de fronaa* de Ubyriutho 1 *5 0
Urna toalha de labyrintho 25f e 30*000
EuvffWtn, rs. 320
Fitos, bicos, lencos, grf.vatas e outros muitos
artigos que estilo 4 exposicao.
Hia larga do Baaarta- n. 3H
DamiSo Lima & C.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este eacellente Whisky Eeoeasea preferivt
ao eognac ou agurdente do cauna, para fortUSeM
o corpo.
Vende-se a retalho nos melheres armazens o
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo n.
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BBOWN8 Ac C, agentes
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 26 de Janeiro de 1886, sem falta.
Engenho
DO
Vende-se por 20:000* a quinta parte que s
possue nos eogenhos Amara i d'Agoa, Santa m-
zia e S. Vicente, distante meia legoa das estacoee
de Gamelleira e Ribeiro, moentes e correntes. 0
engenho Amaragi d'Agua tem muito boas trras, j
matas, muito bem cercado, muito boas obras, a
me com agua ; os outros dous tem mnito boas
trras, matas e mem a vapor : a tratar na roa.da
Imperador a. 50, 3 andar.
Fabrica globo
t* Rna larga do Rosarlo
Manipulacao especial com fumos esoolhidos dos
bons cigarros, exploradores, navegantes e fede-
raea. Precos razoaveis c bons descontos para o
commercio de retalho.
Bous para boins
AO
3-Bua da Isaperairls tt
Leja de Pereira da Silva
Neste estabeleeimeato vende-se as roupis abai-
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgorab diagonaes e
acolchoados, sendo fczendas muito en-
oarpadas, e forrados
Ditos de caaemira preta, deeordao, muito
bem feitoe e forrados
Dito de dita, fazenda muito melbor
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorito preto, colchoado,
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
maito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim nardo a 2*. 2*500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*20U e
Collt'tinhos de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meas croas c collarinhos, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
7*000
10*000
12*000
12*000
5*500
6*500
8*000
3*000
1*600
1*000
Jarli
Vende-se crotos e roseiras de todas as qualida-
des, em liquidacao ; na ra da Palma n. 23.
Grande liquidacao
A' rna Duque de Caxias n. 61
Fazenda por todo o preco
Artigos :
Setins, sedas, merinos, alpalcas, las, cretones,
cambraias, rendas da China, baptistes, bramantes
de liaho e de algodSo com 11 palmos, meias para
homem, seuhora e meninos, leques Joannit, cor-
tinados, brins, madspoloes, algodoes e muitos ou-
tros artigos diversos que se venddm por todo o
prece para acabar
RA DUQUE DE CAXIAS
EXTRACTO TERCA-FEIRA, 26 DO CBRENTE
INTRaNSFERIVEL
O portador que possuir um vigsimo desta importante
lotera est habilitado a tirar 12:5oo$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Mareo n. 23.
COME XEKOA-MK 26 DE JANEERO BE 1886, SEM EALTA.

- -?
As\ FELIZ
\S 4:0004000
.os 4:00000fl
SILBSIES JAEAHIIDO:
loa Primeiro de Harn n. i- \
O abaixo assignado tendo vendido no
seua- afortunados bilhetes gar.intidos 4
quartos n. 1643 com a sorte de 1:0009000,
alm de outra sortea de 320, 160 e S, d-
oteria (33.*), que se acabou de extrahir
oinvida aos possuidores a virem receba-
na conformidade do oostume sem descont<
a (gura.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 46a parte das 1- -ir .da Santa (asa de Misericordia do Reife,
rias beneficio da Santa Casa de Misen- qUe se extrahir no dia 2i do corrente.
;ordia do Becife (34.a), que se extrahir
quinta-fera, do corrente.
PNfN
Inteiro 4000
Meio 20000
Quarto 1*000
n qoaatldade maior de loo*
Inteiro 3*600
Meio 1*760
Quarto **76
Manod Mar*itu Fin%a.
E
1:0009000
HILlfKTBa %lsl%lVII0
>ra^a daIndependen
cia ns. 37e 39
Acham-se a venda os feiizes bilhetes
garantidos da 34a, parte da lotera a beneficii
C.ISIIMDI1
Aos 4:000S00(I
Bi
L
ul
i ira
Ao$4:000$000
m
Preco*
iihtni inteiro 4*ttU Meio 2*000
Cuarto 1#KX)
;ho porelo de 1003000 par
ofssM
Bilhte inteiro 3*500
Meio 1*750
Coarto 875
nio Auquuttt do Sant- Porto.
Ba do Bi rao da Victoria 4-
e casa do costme
Acham-se venda, os feiizes bilhetes
garantidos da 46.a parte das loteras a
je i-,rie.io da Santa Casa de Misericordia
do Racife (34*) que se extrahir sexta feira,
29 do corrente.
Precos
Inteiro 4*000
Meio 2*000
Quarto 1*000
Bao. {torci de 100*000 par..
' <-l oa
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Quarte *875
Joo Joaquim da Cotia Liite.
Correias
de sola ingles i, de i na e de bemoka, de diver-
sas larguras e grossuras ; vende-se barato na
tnndico Villana, ra do Broa n. 54.
16-Bua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da lotera n. 34a em beneficio
la Santa Casa de Misericordia do Recife,
que se extrahir no quinta feira 28 do
corrents.
PRECOS
Integro 4*000
Meio 2*000
Quarto 1*000
Sendo quantldade superior
alo O: OOO
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Quarto *785
Joaquim Pire$ da Sifs*
-
Cabriole! e Yietwii
Vende-se um cabriolet e ama victoria esa ps>
feito estado : a tratar na roa Duque da Osidaf
numero 47.

IIEBIVEI
\


8
Tiiambii
Diario de PernambucoTcrfa-feira 26 de Janeiro de 1886

i










UTTfiRATM1
OS FILHOS
00
B^.XsTX3XX3a
POR
s. cirsisir
33
5EGUITDA PARTS
Ossegrcdos de Eides
( Continuadlo do n. 19)
XXVI
VAS HELMONT
a Comprehendeste quo era
um nome, umi posijao. ao
abu-
o
necessano
abrigo dos
quaes sa podesse refugiar como n'um por-
to de salvajiio, quanio a tompestade ru-
gisse sobre a sua cabeja, e quo Ihe per-
mittisse vel o cercado p.'la sociedade ele-
gonte, afim de melhor escolher a sua pre-
sa o de laocar-se sobre ella, como o
tre pula do ciino do rochedo aonde tem
seu ninho.
Ab ainda empallideces, La Ohes-
nay I Empallideces, Reynold, e a si pro
prio perguntam como eu cheguei a conhe-
cer um segredo tilo horrivel ? Mas, ha
um auno, estou om Pars, ba um auno,
aouelle que julgivam ausente, erapregava
toda a sua arta, acia acia e ntelligencia
em proseguir no segredo qua procurava,
tal era o arrancar-lhes o veo com quo se
cobriam... .
Hoje, nada iguoro, bera vs 1 repi-
to o : a tcu filho eram neoessarios dous
nomes para melbor cuuiprir sous crimes.
o O teu, conhecido ha muito torapo nos
annaes da pilhagera, foi o que adoptou
para levar por toda a parte a ruina e a
morte.
O dos Bernac, que soubaste conquis
tar, punha-o ao abrigo do toda a inquieta-
cao o permittia lho viver em alta esphera,
entraganio-se aos praderas e alegras de
urna posijao esplendida.
O ouro obtido loueamente pelo lairao
era loucamente gasto por um conde de
Bernac 1
a 01 tudo isto foi, Lo, Chasnaye, aa-
miravelraente combinado e digno do teu
genio infernal.
n O velho sabio e o nobra conde des-
viara todas as aspeitas.
Triumphavas, acreditavas-te ao abrigo
do todos os perigos, ignorado de todos,
mas esquecias o olhir do Dous segurado
suas mais intimas creaturas, esquecias sua
mao poderosa que devia, cede ou tarde,
descarregar-se sobre ti!
<( Hoje essa mo collocou-te no meu po-
der, e os meus dedos nao te largarao 1
A hora do castigo vai soar
Oh! quero trocar-te o tormento moral
pelo tormento physico! quero que reconhe
cas estar suspenso sobre sua cabeja, o
castigo inevitavel!
O verdadeiro filho dos Bernac existe
anda 1 O homem a quem o confiaste nao
o matou, deu-o" a um marinheiro que o
vendeu a um senhor de escravos!
< Hoje, o conde, encontrado por mim
est em Paris, e vai fazer valer o seu no-
me, titulos e bans.
Compreheudes, La Chosnaye ?
Oh! ha um anno, sein que pessoa al-
guma ou tu mesmo suspeitasse a minha
presenja, espiava-te e indagava os teus se-
gredos!
j Ah! empallideces. .. tremes... mas
anda esperas. Dizes que me faltam os
meios de accao, que me fazem tambem fal-
ta as provas materiaes, e tens razao.
i Mas descob* rto o teu nome acabo de
fazer raiar urna luz brilbante e essea meios
de acclo que me faltam, essas provas que
neoesaito, vou poasuil-as. Aldah lera em
tua alma, Aldah vai entregar-te.
i Oh 1 ests pordido, Li Chesnaye! O
teu castigo est prximo e eu cumprirei o
juramento que fiz sobre o tmulo de Bran-
ca e Henrique, aaaassinados por ti
Van Helmont, condumio estas palavras,
crusou os bracos sobre o peito e cami-
nhou para o velho.
Mestre Eudes e seu filho escutarara, sera
interroniper, o longo discurso do visitador
nocturno. Os olhos mostravam o que te
passava cm sua alma.
O velho principalmente pareca estar
n'um paroxismo de furiosa exalta jai.
Reynold, com as maos trmulas agitava
em seus dedos urna haste de metal, ser-
vindo com ceiteza para suas operacSes
elctricas o que tirara de cima di meza de
erystal.
O amor por Aldah devia ser bastaute
poderoso, puis no olhar que deitava sobre
Van Helmont, advinhava se o pensameoto
que tinha do o matar; mas conservava-se
i nmovel, nao faaendo um nico gesto de
araeaja.
- Esta niulher vai fallar, disse Van
Helmon, e divulgar-me o que necessito sa-
ber.
O vlho toruou se ainda mais pallido.
- Raynold exclamou elle com voz aba-
fada pela raiva, necessario quo, mulhar
e homem, sejam immediatamente mor-
ios 1
O jovan meneou a cabeja.
- Nao matarei esta joven, dase elle,
era causarei a sua morte.
- Reyaold, nao i meu filho ?
- Sou, meu pai; mas o que me ordena
A joven fez um moviraento e elevou-se. com a juba hirta, lancou so com
Estou prompta, respondeu ella. Que as garras
ma queres?
)i meios de proteger aquello que
amo, e de triuraphar d'osta homem?
E Van Helmont designou mestre Eudes,
que, impressionado pelo terror, ou pela
fraqueza, recuara at livraria, em que pa-
reca procurar um apoio com as maos.
A joven trema.
Esses meios, repetio Van Helmont,
sabes, quies sao?
Sei, balbuciou a joven.
Podes revellal-os?
Posso.
Bera I falla; eu te escuto...
Van Helmont levantou as maos sobro a
fronte da joven.
Mestre Eudes avanjou.
Reynold exclamou elle com voz que
nao tinha nada de humana, e com um tom
de mando supremo, Reynold I conjuro-te a
que me obedejas! Mata esta homem! or-
deno-t'o.
Reynold fjz um moviraento para deanto
como se quizesso precipitar sa.. depois
parou e ficou imraovel.
Van Helmont, que prudentemente recua-
ra afim de nao ser surprehendido, levara
ao mesmo tempo a mao ao punhal preso
cintura, Van Halraont lancou a mestre Eu-
des um olhar de piedade.
Nao sabes, disse elle, que o amor ex
cede a todos os outros sentiraontos ?
Vendo a hesitacao a que seu filho esta-
va entregue, certificando a sua inaejao,
mestre Eudes deu um rugido furioso.
Recuando precipitadamente at livra-
ria :
- Bem 1 exclamou Jenraivecido, mata-
os, ou vaes morrer, j t'o disse 1
E, levantando o braco bateu n'um largo
Mas El-Kobir avaacou para o ar, e a
maca de Mercurio nao encontrou mais do
qua o nie>mo ar que fenlou sibiland).
De um s pulo, Van Helmont, escapan-
do aos perigos que o ceroavara, alcanjou a
parta da pirade aitutda entre o fogao e a
janella, e desappareceu no interior dessa
mesraa parede, qua se t'echou ap's elle.
O velho e os seus tres filhos ficaram mu
dos e immoveis.
La Chesnaye grit >u u na voz rauca
partindo do outro ladodapario. La Ches-
naya Coahejo melhor do quo tu o teus
filhos os sagrados do conveuto dos Agosti-
nhos I
Mas nao tens o poder, e eu possuo
aquella que amo raspondeu Reynold com
voz triumphanto designando Aldah que
sustinha no braco esquerdo.
Ala vaneas escingalhem essa para-
do ululou o velho dirigindo-so a seus fi-
lho .
Estes obedeceram ; mas, dapois de al-
guna minutos de estril trabalho, conhece-
riin que para ao menos descobrirem o mo-
do porque desapparecera o fugitivo, neces-
sitavam 80 muitas horas para isso.
Tem o nosso segredo! exclamou Mer-
curio atirando para longo a sua alavanca
intil.
- Nao, disse mestre Eudes. Possue
urna terja parte delles, pois ignora que te-
nho tres filaos, e Reynold d >us irraaos !
FIM DA SEGUNDA PARTE
imp08sivel! reapondeu Reynold com tal botao de cobra collocado n'um dos lados
firmeza que indicava urna resolujao inaba-
lavel.
Teu filho nao te obedecer, mestre
Eudes, disse Van Helmont, e coin hoje o
qua aemeaste. Desenvolveste no teu filho
o amor da s.imcia e as ms paix3es. Ins-
pirastj-lhe um despreso tal para os homens
qu; nao ra?peita nenhum. Hoje teme-te e
obedece-te como sabio, mas nSo te ama
aera vendr como pai. Antes de obedecer
te, Reynold obedecer paixao que o do-
mina. E' isto verdade T
E', Vau H-linont, raspondeu o jo-
ven. Arao esta mulher, vivera e ser mi-
nha.
Tua, esta joven ? exclamou Van Hel-
mont.
Cortamente, pois amo-a! respondeu
framente Reynold.
Esta anjo de pureza, este thesouro in-
apreciavel, para os teus nstinctos perver-
sos, Reyaold ?
Sino, para mim! "sta mulher per-
tencer-me ha Hoje s mais forte, domi-
nas nos, pois tens-me debaixo dos ps
mas esta dorainacao nao mais que mo-
mentnea, Vaa Helmont! Vira um dia
em qua tambem triumpharei 1
Tu! oh! desengana-te, Reynold, em
quanto fr vivo, nunca esta mulher te per-
t-ncer, depois de raorto, escapar-te-ha
ainda, porque ella desjer commigo at
sepultura.
Encontrt>l-a-hei, Van H lment, e a
minha soienca saber darlhi a vida que
liie tirares.
Van Helmont caminhou para Reynold.
So eu te raaUsse, insensato disse
ella levantando, entra o dedo polegar e o
ndex, o vidro.
R;ynold sorrio se desdenhosamente.
Nao ousarias, respondeu elle.
Porque ?
Porque, morto eu, meu pai e os seus
matar-te-iam a ti e a esta mulher.
Adivinhaste, disse Van Helmont. Do-
mis, tenho acaso precisao da tua morte ?
A tua vida nao pertence ao carrasco ?
E, caminbando para a joven, ainda des-
maiaia, levantou o braco direito:
Aldah! disse Van Helmond com voz
ame e imperativa, obedceme e falla,
quero-o.
da livraria, e que, semelhante a outros mu
tos postos de distancia em distancia, pare-
ca servir e com effaito servia do ornamen-
to a este mevel.
Um ruido prolongado e estridente acom-
p.nhou a accao do velho.
No mesmo instante o lado da parede pr-
xima do laboratorio entreabriu-so, e a por-
ta girou rpidamente sobra os gonzos.
Na abertura praticada na parede surgiu
rpidamente Mercurio, trazendo na mao
urna grossa maja de ferro, e Humberto, e
Shabbah. Os dous homens estavam mas-
car ados .
O leso e a panthera deram um rugido
sinistro.
Esta homem sabe os nossos segredos,
portanto deve morrer! exclamou mestre
Eudes designando Van Helmont com um
gesto ameacador.
Mercurio avancou, Humberto largou de
urna vez El Hebir e Shabbah, que se pre-
cipitsram, com grande rapidez. Van Hel-
mont aproximara se da joven, que se con-
servava no mesmo estado de somnambulis-
mo.
E3te moviraento pareceu tirar Reynold
do torpor em que estava.
J a morto pairava sobro a cabeca d'a-
quella que amava, j Van Helmont deixa-
va oscapar o vidro envenenado. .. S um
milagre poda slvala... Esse milagre
cumpriu-o Reynold.
Tirando de cima da me a de cristal urna
vara de metal, batea na mao ameacadora
de Van Helmont na mesma occasiao em
que os dedos se afastavam para dar pas-
sagem ao mensageiro da morte.
O vidro, deitado em sentido inverso,
descreveu no ar urna rpida curva, e veiu
quebrarse as ospaduas da panthera na
occasiao em que o animal furioso avancava
para o inimigo designado, com os dentea
vidos de carnagem.
O effeito do veneno foi torrivel e instan
taneo.
Shabbah, rolou no solo retorcendo-se
convulsivamente.
Reynold tinha-se apoderado da Aldah,
Van Helmont tirou o seu punhal... Mer-
curio elevou a rtica da metil, e o leao,
rOLHETIM
MHIAS SANDORF
POR
JULIO TEBSS
MI A UTA PARTE
(Continuaeao do n. 19)
V
Ao cuidailo de Dea
Hoje mesmo havemos de saber com
que podemos contar, respondeu o doutor,
e se Toronthal nada sabe ou nao quer di-
zer, verci o que devemos fazer. Mas, co-
mo elle ainda deve ignorar, qu3 est em
poder do Dr. Antkirtt, como tambem deve
ig rarar quo Pedro Bathory est vivo, ser
Luigi o encarregado de interroga! -o.
Estou inteiramente s suas ordena,
Sr. dontor, respondeu o mogo.
Luigi, pois, dingio-se ao fortim e foi in-
troduzido na casamata que servia de pri
alio a Silas Toronthal.
O banquero estava sentado em um cu
to junto a urna mesa. Tinha-sa levantado
da cama havia pouco. O seu estado rao-
ral, som duvicla tinh^ raolhorado inuto.
J nao era na aun ruinn quo pensara, nem
mesmo em Sarcany O que o inquietava
mais directa nente era sab;r era que lugar
estava detido e quera era o poderoso p- r
aonagpin que t:vo interesse era apoderar
ge delle. Nao sabia o quo pensar. Tinha
tudo a receiar.
Levantou se. quando vio Luigi Ferrato
entrar; mas, a um signal que este lhe
fez, sentou-se de noy,, inmediatamen-
te, i.is o que foi o intevragatorio muito
curto que so^reu por occasiao dessa visita:
- O senhor SiL Toronthal, ouir'ora
banqu-iro era Trieste, e ltimamente do
roicilia lo em Ragusa ?
Nio tenho que responder a essa per-
gunta. Os quo me conservam praso de-
vem sabor que a sou
Elles o sabem
Quem sao elles ?
Saber mais tarde.
E o senhor quem ?
Ura homem encarregad de interro-
g.il-0.
Por quem ?
Por aquelles a quem o senhor tem de
prestar contas !
Ainda urna vez, quem sao elles ?
NSo tanho que dizer.
Nesse caso, nada tenho que respon
der.
Bem! O senhor esteve em Monte-
Cario com ura homem que conhece de lon-
gi data e que nao o deixou depois da sua
partida de Ragus. Esse homem, de cri-
gem tripolitaaa, chamase Sarcany. Fugio
no momento em que o senbor foi preso na
estrada de Nica. Ora, o que eu estou en-
carregado de perguntar-lhe : sabe onde
est presentemente esse homem, e, siben
do, quer dizer ?
Silas Toronthal nao reapondau. Se que-
ra m saber onde estava Ssrcany, era, evi
dentemente, para apoderarem-so de sua
pessoa, como tinham t'.-ito da delle. Para
que ? Seria por faotos commun do seu
pa88Jo e, mais especialmente, pelas ma
jhinacoes relativas conspiragao de Tries
te?
Mas como eram conhecidos isscs ac-
tos, e que homem poiia ter interesse era
vingar o conde Mathas Sandorf e os seus
doud amigos, mortos havia quinze annos ?
Eis o que o banqueiro inquina de si.
Em todo o caso polia erar que nao os
Uva aob a acclo de urna justica regular,
que o ameacava e ao seu cumplico, o qu i
s poda inquietdl-o aiada mais. Por isso,
c j u manto nao duvidasse de que Sarcany
sa u vase refugiado em Tatan, na casa da
Narair, onde dovia jogir a sua'ultima par
ti ia e isso brevemento, resolveu nada dizer
a ess) respeito. Sj mais tarde, o seu inte-
raise ordenasse que fallasse, fallara. At
l convinha manter se em extrema reserva.
- Entilo ?. perguntou Luigi, depois
de dar ao bauqu.ro teinpo para reflactir.
Senhor, respondeu Silas Toronthal,
eu poi-ria responder-lhe que se onde est
esi Satsany d'1 quem rae falla e que nao
quert diz-r !
E'
Uni:a e virladeira.
Luigi rctirou-so e foi dar conta ao dou-
tor da su i conversa com Silas Toronthal.
Como a r aposta do banqueiro nada tinha
de inadmLuivel, era preciso que se cont* -
r : Mas, realmente, eu o ignoro.
su uuic resposta ?
tassem com ellas. Portanto, para desco-
brir o esconderijo de 'Sarcany, resta va mul-
tiplicar as pesquizas, nao poupando nem
esforcos nem dinheiro.
Mas, emquanto esperava que algum in-
dicio o habilitasse a entrar de novo em
campanha, o aoutor teve de tratar de ques-
toes que interessavam gravemente a sag
ranea de Antkirtta.
O doutor tinha recebido rocentemente,
a sos secretos das provincias cyrenaicas.
Os seus agentes recommendavam a mais
severa vigilancia para os lados do golfo
de Sidra. Segundo elles, a teinivel aaso-
ciacao dos Senousistas pareca reunir suas
forcas na fronteira da Tripoulitania. Um
uiovimento geral os levava a pouco e pouco
para o littoral syrtico. Havia troca rpida
de mensagens, pelos correios rpidos do
grao mestre. Armas expedidas de paiz
estrangeiro, tinham sido recebidas por con-
ta da confraris. Emfira, visivelmenta ope-
rava-se urna concentracao no vilayet de
Ben-Ghazi e, por consequencia as proxi-
midades de Antkirtta.
Na previsao da ura perigo que poda
ser inminente, o doutor teve de tomar to-
das as medidas que a prudencia recom-
mmdava.
Durante as ultimas tras semanas de Ou-
tubro, Pedro e Luigi o auxiliaram muito
activamente nessa obra a que toios os co-
lonos levaram o seu concurso. Ponta Pes-
cada foi varias vezes enviado secretamente
at o littoral da Cyrenaica, afim de por-se
era coramunicacao com os agentes o veri-
cou, que o perigo que amaajava a ilha
nao ira imaginario.
Os piratas de Ben-Ghazi, raiorcalos
por urna verJadeira mobilisacao dos asao-
ciados do toda a provincia, preparavam
urna expedicao cujo objectvo seria Ant-
kirtta. Estara prxima essa expedicao ?
nada poderam sabar a esse respeito.
Em toio o caso, os chafes dos Senou-
sistas ainda estavam nos vylaycta do sul e
ara provavel que nenhuraa operajSo ira-
portante seria eraprehendida aera que ellas
estivessem presentes para dirigil-a.
Foi por isso que os Elctricos de Ante
kr;ta tiveram ordem de cruzar as alturas
do mar dos Syrtas, bem como de vigiar o
littoral da Cyrenayea e da Tripolitauia e
ainda as costas da Tuuisia at o cabo Bon.
Sabemos que as medidas de defoza da
ilha nao estavam ainda completas. Mis
nao era possivel concluir as obras em tem-
po ; e, pelo menos, as municSes de toda a
sorte abundavam no arsenal de Antkrtta.
VARIEDADES
Ha mais a serra do Espelho,
Ucanan, Onca, Coelho,
Do Macaco e Tacait,
Periquito, a da Porteira,
Do M-.-1, Quati, Cachoeira,
Do Moleque, Azul, Mond.
Ha a do Reino Ensantado,
Theatro famigerado,
Onde, no seculo actual,
A cga aupersticao
De sangue banhou o cha >
N'um morticinio fatal !
Muitas outras serras ha,
Entro as quaes a Ororob
E' a maior do sertao;
E' quasi urna cordilheira,
Que cingo Cimbres, Pesqueira,
Frtil, de immenaa extensao.
Citar mais nao mo proponho,
Porque seria enfadonho
Referir me a todas ellas.
S poaao d'zer apenas
Que as outras sao mais pequeas,
Mas pittorescas e bellas.
Pernambuco em tudo forte,
Chamado o L?ao do Norte,
Das provincias io Brasil
E' a primeira em belleza,
Era dotes da natureza,
Era curiosidades mil !
Eu me orgulho do ser filho
Da provincia de mais brilho,
Da mais renome na historia,
Patria de Nunes Machado,
De tanto her3 laureado
De urna immarcescivel gloria !
Cimbres, 9 de Dezembro de 18S5.
Rogha Pebeiba.
Revelacao
AO MEU COLLEGA GEEALDO LANDIM
Como a la que, raiando,
Embelleza o azul dos cos,
Estavas, quando em teus olhos
Pnz acaso os olhos meus :
E a luz que delles brotava
Clajeou minh'alraa em trevas
Que de alegre ora sorri.
E eu disse com voz medrosa:
Mulher! mulher I pois me levas
< A's paragen3 do ideal,
t Sers minha oh? mimosa,
Vivereipensandoem ti.
Teu nome j do meu peito
No marmoro gravado est,
E tua sombra me segu
Para onde quer que eu v.
J posso viver contento,
Pois os pezares que outr'ora
Me acabrunhavam, perdi..
E tuestrella querida,
Minha estrella salvadora
Que nos pareis encontrei...
Em ti -pensarei=na vida,
Morrerei pensando era ti I. ..
Novembro de 1885.
Um presepio Improvisado
carcter impressionavel, cabellos castanhos,
Serras de Pernambuco
A miuha trra natal,
Pernambuco, sem rival
Em serras tao verdejantes,
Aluantiladas inontanhaa,
Altas, ingremes, tamaitas,
Da pedra enormes gigantes !
Os Guararapcs famosos
Mil prodigios valorosos
Trazem-me s Da patriotismo exomplo,
Onde dos nossos contemplo
A tradiccional victoria !
V3m-se vastos horisontes
De serra apraziveis montes,
De verdura alcatifados,
Cujo solo asss produz
Doces mangabas, cajs,
Tantos fructos saponados.
Do Recife ao sudoeste,
Buscando a zona do agreste,
Pouco alm de Santo Antao,
Das Russas se estende a serra,
Qu'em seu frtil seio encerra
Thesouros de produejao.
A Serra Negra tao rica
Junto de Bezerros fiea,
Urna das mais proprias ,
E igual, como notorio,
Do Bonito ao territorio
Pr'a o cultivo do caf.
H i a serra do Cachorro,
Na qual dura immenso morro
Se eleva seu pico enorme,
Como s nuvena affontando,
De tao longe se avistando,
Ao Pao de Assucar conforme.
Temos a Serra Sellada,
A Serra Verde, a Talhada,
Garauhuns, Jacarar,
Taquaretinga, Acahy,
Jussara, Communaty,
Taquara o a do Patu.
A soberba Borborema,
Da provincia n'uraa extrema,
Formidavel cordilheira,
Abrange serras gentis,
A das Mojas, Carirya,
E' colossal, altaneira.
Antkirtta, separada urnas vinte milhaa
do littoral de Cyrenayea, estara absoluta-
mente solada no fundo do golfo, se urna
ilhota conhecida pelo nome de ilhota Ken-
craf, medindo trezentoa metros de circun-
ferencia nao emergase na sua ponta sues-
te. Essa ilha na mente do doutor devia
servir de lugar de deportacao, se algum dos
colonos merecesse ser deportado, depois de
condemnado pela juatica regular da ilha, o
que ainda nao tinha acontecido. Para esse
tira tinham sido construidas all algumas
choupanas.
Mas, era aumma, a ilhota Kencraf nao
eatava fortificada e no caso de alguma flo-
tilha inimiga ir atacar Antkirtta, s pela
sua posica constituira um verdadeiro pe-
rigo. Com effeito, bastara desembarcar
all para fazer dessa ilha urna base solida
de operac3es. Com toda a facilidade de
depositar all muni5es e vveres, com a
possibilidade de estabeleeer urna batera,
poda offerecer aos assaltaates um ponto de
apoio muito serio e melhor teria sido se
nao ex8tisse, visto faltar o tempo para
pl-a om estado de defeza.
A posicao da ilha Kancraf, as vantagens
que um inimigo poda tirar della para ata-
car A ntk rtta, nao deixavara de inquietar
o doutor. Assim, tudo bem pesado, resol-
veu destru I a, ma*, ao mesmo tempo, fa-
zer a sua destruico servir para o aniqui-
lamento completo de algumas centenas de
piratas que se arrisca3sem a tomar posso
della.
Esse projecto foi inmediatamente posto
omexeracao. Era consequencia de traba
Ihos praticados no solo, a ilhota Kancraf
achou-so logo convertida era una immensa
mina qua rol ligada por um fio submarino.
Bastira urna corrente elactroa lancada
por meio dusse fio, para quo nao ficasse
aera mesmo vestigios da ilha na superficie
do mar.
Cora effaito, nao foi ne n plvora ordi-
naria, era ao algoiao plvora, nem mes-
rao dynaraite qua o doutor pedio esse
formidavel effeito de destruico. Conhe-
cia a composico de.um agenta explosivo,
rauentemento descoberto, cujo forja des-
truidora tao considera vel que se pie di-
zer que est para a dynamite, assim como
asta est para a plvora ordinaria.
Mais manejavel do que a nitroglycerina,
mais transport'ivel porque s exige o em-
prego de dous lquidos solados, cuja mis-
tura s se taz na occasiao precisa, refrac-
taria congelacao a*. vinte graos abaixol o do doutorcom esta
de z -ro, quando a dynamite gala a cinco ou' tocante ;
O.
e olhos verdes. A epheba mais jocosa do
mundo.
Na residencia dcsta existia ura sngalo
preaepio.
Aps o almoco, Rosinha, por pilheria,
poz-se a cantar o d anear diante da lapi-
nha que se achava armada na sala de
jantar.
Afim de criticar o modo de fallar de Al-
zira, que era um pouco agudo o sibilante,
cantava com voz fina, collocando a ponta
da lingua entre os dentes.
Sacuda as lhargas, elevando-as de nm
lado para o outro e requebrava-so com tal
graca, que excitava as gargalhalas dos
circumstantes.
A propria Alzira, rindo-se, d88e :
Minha gente, Rosinha como est as-
sanhada I Eu danso assim ? I
Como nao se encontrassem maracas nem
pandeiros, Rosinha marcava o compaso
batendo palmas.
D'ahi pouco arraitou comsigo Delrai-
ra a qual envergonhada pela prasenja de
Anastasio, um rapaz da familia, para dis-
famar a timidez, dirigo-se de brajo com
Rosinha at o copiar do predio, e l eome-
caram a cantar em voz baixa, e a dansar
pastorilmente as oceultas do mancebo.
Anastacio, para que Delmira perdesse
o aianhamento, principiou a entoar o ni-
co quarteto que sabia, concebido uestes
termes :
Vamos todos pr'a Belm,
i a Deus menino adorar;
* que nao fique mais ninguem
que deixe de o louvar.
dansando e dizendo :
Veja D. Delmira, eu apenas por ter
presenciado D. Rosinha dansar, estou
imita! a.
Seguindo o exemplo da moja, Delmira
e Rosinha renovaram o bailado e 03 can-
tos, com enthusiasmo, aos saltos, como se
executassem urna schottisch ou urna w^lsa.
Alzira mais acanhada^ do que Delmira,
apezar dos rogos de Rosinha, nao se dis-
punha fazer parte do folguedo ; conten-
tava-se em obsrvalas.
A noitinha porm repetindo a? duas a
a dansa e as cantigas, com o mesmo ac-
companhamento de palmas, emfim, Alzira
estimulada por ambas, e ainda por ontra
joven j um tanto madura, resolveu-se
entrar no divertimento.
Entretanto Anastacio contrafazia exa-
ctamente as fallas erradas de um velho
matuto chegado pouco do sertao, e ex-
tasiado anta a aquella diversao que na sua
' opiniSo era muito mal arranjada polas mu-
. chachas da villa do Ex, onde dizia elle,
havia nascido.
Quando as quatro pastoras feitas pres-
sa, espargiara jasrains o resedas pelo chao,
modulando em coro ;
Como vem pisando em flores, etc.
Cade as rosa, eu s enxergo jasmim
e rosada.
Aps urna hora, achando-se as mocas
extenuadas pelo cansajo e um pouco ron-
cas, terminaram o agrada vel passatempo,
travando se em seguida urna conversac'o
animada acerca do mesmo.
Recife, 16 de Janeiro de 1886.
Antonio do Carmo Sebaphim e Sdlva.
o lar domestico
No recinto familiar onde moram a
amisade, o amor e a felicidade.
Ah aninha-se o prazer puro e suave.
O pai cercado de seus filhinhos sent
immensa alegria era responder suas per-
guntas curiosas e simplonas, era corres-
ponder suas caricias infantis, em presen-
ciar seus briiquedos tumultuosos, em con-
templar a solicitude da esposa nos arran-
jos da casa, e os esforcos por ella envida-
dos para agradal-o.
O par conjugal que nao tem filhos, nao
Duas jovens haviam passado o dia na
casa da mais intima de suas amigas, Ro-
sinha.
Eram ellas Delmira, moja bonita, de ca-
bellos aburados, tez alva, rosto pequeo,
olhos castanhos, bocea fechada por labios
de um rubro vivo ; e Alzira, ana irma, de
cabellos negros, olhos pardos, cuta more-
na e rosto longo, destituida dos dotes da
belleza ; mas affavel, conversadera, riso-
nha.
Rosinha era urna adolescente, de rosto
quasi redondo, epiderme clara, tendo al- j comprehende os encantos existentes as
gumas veias azuladas na fronte, signal de creanjas, porque nao os expermentou.
i -______ 1 _& L -1 I a j a ** p* a p n W n
[Continuar-se ha.)
seis, nao podendo estourar senao com um
choque violento, tal como a explosao de
urna espoleta de fulminato, esse agente
de emprego tao terrivel quanto fcil.
Como se obtm ? Simplesmente pela ac-1 seguinte:
jo do protoxydo de azoto, puro e anby-
dro, em estado liquido, sobre diversos cor-
pos carburetados, cieos mineraes, vegetaes
e animaes, ou outros corpos gordurosos.
Eesses dous lquidos, inoffensivos separa-
damente, soluveis um no outro, faz-ss nm
a na proporgo desejada como se faria
urna mistura de agua e vinho, sem nenhum
perigo de manipulacao.
Tal o panclastite, palavra que signifi-
ca quebrando tuio, e com effei o tudo
quabra.
Esse agente, pois, foi introduzdo em di-
versos pontos no solo da ilhota. Por meio
de um fio submarino de Antkirtta que le-
vara a centelha s espoletas de fulminato
de que cada mina estava manida, a explo-
sao se produziria inmediatamente.
Todava sendo possivel que esse fio fi-
cassa imprestavel, para maior precau-
cao, certo numero de apparelhos foram en-
terrados na ilhota o ligados entre si por
fios subterrneos.
Bastara entilo quo o p rojasse, por aca-
so, na superficie do solo um desses appare-
lhos para fechar o circuito, estabeleeer a
corrente e provocar a explosao.
Era, pois dfficil, so muito assaltantea
desembarcassem na ilhota Kincraf, que
escapassam a urna destruico absoluta.
Esses trabalhos estavam muito adianta-
dos nos primeiros dias de Nevombro, quan-
do houvo um incidente que ia obrigar o
doutor a ahir da ilha por alguns dias.
Na manha de 3 do Novembro, o vapor
por que transportava o carvao da Cardiff
fundeou no porto de Antkirtta.
Durante a viagera, o rao tempo o obn-
gou a arribar om Gibraltar. Alli, no cor-
reio, achou urna cart dirigida ao doutor,
carta que os correios do littoral expediram,
havia torapo, sem que ella podesse chegar
ao seu d atinatario.
O doutor tomou ossa carta, cujo enve
loppe tinha os carimbos de Malta, Cata
na, Rigusa, Ceuta, Otranto, Malaga e G
braltar.
A direcao em letra grande e trmula, era
evidentemente de punho qua nao tinha o
habito nem tal vez a forja de trajir algu
mas linhas. _
DSmaU, o enveloppe s tinha ura nome
recommeadajao
Dr. Antkirtt.
t Ao cuidado de Deus.
O doutor rasgou o enveloppe, abri a
carta, folha de papel j amarella, e leu o
Sr. doutor.
a Queira Deus
que esta caria chegue
s suas maos !.. Eu estou muito velho I...
Posso morrer !... Ella ficar s no man-
do !. .. Por amor de urna vida que tem si-
do tao dolorosa, tenha compaixao da Sra.
Bathory! Venha em seu auxilio 1....
Venha !
< Seu humilde criado,
Borik.
Em um canto este nome: Carthago,
e por baixo estas palavras : Regencia de
Tuuis.
O doutor estava s na sala do Stadthaus,
na occasiao em que tomou conheciraento
dessa carta.
Foi um grito da alegria e ao mesmo
tempo de desespero que. lhe esaapou, de
alegria porque afinal deacobric vestigios da
Sra. Bathory; de desespero ou antes de
receio porque os carimbos do enveloppe n-
dicavara qua a data da carta era de maic
de mez atrazada !
Luigi toi logo chamado.
Luigi, disse-lhe o doutor, diga ao ca-
pitao K estrik que prepare tudo para que o
Ftrrato esteja sob pressao dentro de duas
horas !
Dentro de duas horas estar prompto
para sabir, raspondeu Luigi. E' para o
seu servijo, Sr. doutor I
E".
E' para urna viagera longa ?
S de tres ou quatro dias!
O senhor vai s ?
Nao vai procurar Pedro e dize-lhe
que se aprorapte para acompanhar-me.
Pedro est ausente, mad dentro de
urna hora estar de volts das obras da
ilhota Kencraf.
- Descjo tambem que tua irma embar-
que coimosco, Luigi. Ella que faja j os
seus preparativos de viagem.
Sim, senhor.
Luigi sahio logo para executar as or-
dena que tinha recebido.
Pedro chegou ao Stadthaus urna hora
depois.
L, disso o doutor.
E deu lhe a carta de Borik.
(Contx nuar-ie -ha.)
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Typ. do Diaria roa Duque deCaxias n. 42
t
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