Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19596

Full Text


ANNO Lili NUMERO 18
PARA A CAPITAL E LL&ARJGS ONDE NAO HE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadoE
Por seis ditos idem......
Por um anno idem......
Cada numero avulso, do meimo da.
6,5000
12000
24,5000
.5100
SABBADO 23 BE JANEIRO DE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROTINCIA
Por seis meses adiantados.
Por nove ditos idem......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, de dias anteriores.
13*500
20*000
27(5000
,5100
DIARIO DE PERNAMBCO
Propriebab* te Jttatwel Xtgurira t>e Jara A Mijos
%
TELEGRAMMAS



ssa:.;: mmii so subi
CEARA', 22 de Janeiro, as 10 horas e
30 minutos da raanha. (Recebido s 11
horas e 55 minutos, pelo cabo sub:nar:no).
Fot elelto em i. escrutinio pelo .
districto deila proi lacia, o Dr. Lean
dro de C. Mello Huililionnii (L).
PARAHYBA, 22 de Janeiro, s 8 ho-
ras e 40 minutos da noite. (Recebido s
9 horase 30 minutos, pela linha torres-
tre).
Fui elello pelo 4. districto desta
provincia, con ama malorla de SO
votos, o Dr. Elias Frederico de Al-
mo! a e VllHII|lllT|Ul- (C).
iwvfi m ag-'jcu zlu.
(Especial para o Diario)
LONDRES, 21 de Janeiro.
B. H.aBainba Victoria abri a ses-
lio ordinaria do Parlamento.
Em ras menaagem S. M.- declara-
se francamente hostil autonoma
a iilanda-
8. M. di* que o sen goa-erno conti-
nuara a perseguir os criminosos Ir-
landeses e que presentara prxi-
mamente um bill que facilite a*
compras de trras na Irlanda.
Agencia lavas, filial em Pernambuco,
22 de Janeiro de 1886.
INSTROCCiO POPULAR
Geographia geral
Extrahido
DA BIBLIOTHECA DO POVO K DAS E8C0LAB
(Conlinuocao)
E l K O P A
HE8PANHA
465000 kilmetros qaadrados.16.000:000 ha-
bitantes.34 habitantes por kilmetro qaadrado.
Limites : ao norte o golto deGasconha e os Py-
reous ; a leite o Melterranei ; ai sal o Medi-
terraneu e o estreito de Gibraltar ; a oeste Portu-
Enrequicida pela deacoberta do novo mondo,
poderosa pelas suas immeuaas possessoes, a Hes-
panha pareca, no comeco do scalo XVI, dever
concentar naa suas maoa o imperio universal. A
marte de Carlos V porm foi-lhe origem de prom-
pta decadencia, de que ainda se nao levantoa de
todo.
Oclian sjcco e feralmente quente ; o solo es-
ecialmente na vertcnti oriental, permittiria ricas
alturas se fosse bem cultivado. Minas de prata,
ercurio, estanho, chumbo, ferro e hulha; mar-
B orea estimados. Creaco de carneiros merino,
cuj i la a mais fias da Europa Industria pouco
activa. Areligio a cathilica, a forma de go-
verno a monanha constitucional. AHespanba
dividia-se antigainentc cm 14 capitanas geraes ;
heie divide se em 49 provincias.
Capital, Madrid. 300:000 habitantes, sobre o
Manzanares: capitil da Heipanha desde Felippe
II; bellos edificios; ras e pracas espacosas ; opu-
lento muzeu de pintura (um dos primeiros da Euro-
pa ; bibliotheca publica ; notavel passeio do Prado.
cidadbs pbincip.esBarceZona, 180.000 habi-
tantes ; porto e praca forte ; cidade commercial
e industrial. Sevilha, 118:000 habitantes ; cathe-
tral gothica ; alcacar; aqneducto. "Valencia,
107:0(0 b Abitantes ; formosa cathedral; commer-
cio activo. Halagn, 92:(K\> habitantes ; porto do
Meliterraneo; vinhos notaves. Saragoca, 82:000
habitantes ;'notavel cerco contra os francezes, 189.
Granada, 67:000 habitantes; palacio da Alham
bra. Cadix, 61:000 habitantes ; porto militar e
commercial. VaUadolid, 40:000 habitantes; onde
morr.u Colombo. 1506. Cordova 36:000 habitan-
tes ; antija meaqu'ta rabe : patria de Averroes.
Corunka, 36:000 habitantes : capital da Galliza ;
porto commercial Alicante, 30:000 habitantes ;
pnca martima. Burgos, 25:000 habitantes; pa-
tria do Cid : bella cathedral gothica. Pamplona,
5i000 habitante; muito antiga; fundadaou res-
t turada por Pompen. Badajoz, 17:000 habitantes;
Cica torta na fronteira de Portugal, Bilbau 15:000
hitantes ; praca ferte ; principal centro de com
merco de lis. 8. Sebastio, 14:000 habitantes;
praca forte. Salamanca, 15:000 habitantes ; un
versidade celebre, fondada em 1239,
(Continua.)

HRTE OFFIClsL
Soverno da Provincia
ZXPXDIBatTE PO- DU 9 DE JAMKIRO DE 1886
Oficios:
__Ao presidente da provincia do Maranho.
Peco a V. Exc. se digne de providenciar no sen-
tido de ser transportado provincia do Piauhy, o
caixote qne for conduxido pelo vapor Espirito
Santo, contando artigos de fardamento destinados
ao capitao reformado do exercito, Segisnando Ci-
cero de Alencar Araujo, por conta do qoal dever
orre, a respectiva despesa.
Ao commaiidante das armas.8irva se V.
Exc. de nomear ama commisso para assistir no
Arsena' de Guerra a abertura de 30 volumes re-
mettidos pela Intendencia da Guerra e examinar
os objjetos nos meamos acondicionados.
Ao mesmo.Deferindo o reqnerimento do
cabo de eaqoadra da companhia de cavallsria, Di-
niz Ferreira dos llantos, aatoriso V. Exc., vista
de soa informac.o n. 7, de hontem datada, a con-
ceder-lhe baixa do servicdo exercito, mediante
substituto, nma ves que este teaha os reqnesitos
xigidospor le.
Ao Dr. chefe de polica.Declaro a V. 8.,
em reapoata ao seu officio n. 1,447, de 10 de No-
vembro ultimo, que de conformidade com a infor-
mado do inspector do Theaouro Provincial, de 28
do moamo mez, sob n. 343, autoriso o delegado do
districto da Pedra a alagar por 30J mensaes a
casa de Antonio Alvea de Carvalho Cavalcante
Conceicao, afim de servir de cadeia no referido
districto, urna vez que se preste igualmente para
quartel do respectivo destacamento. Communi-
cou-se ao inspector do Thesouro Provincial.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Declaro a V. 8., para os fina convenientes, que,
vista da sua informaco n. 9, de 7 do correnta, ap-
prevo as propostas, aceitas pelo conselho semestral
do Arsenal de Guerra, em seasia de 14 e 19 de
Dezembro findo, para o fornecimento de diversos
objectos necessarios ao abastecimento do mesmo
Arsenal, afim de serem lavrados os respectivos
termos de contrato, na form i do regulamento n.
5,118, de 19 de Ontobro de 1872.
Ao mesmo. Communico a V. 8. qne o enge-
nheiro Vicente Antonio do Espirito Santo, assumio
a 5 do corrente o exercicto interino dos cargos de
encarregado das obras gerses e da conservado
dos portos, para os quaes foi nomeado na mesma
data, por haver beguid para a orte, a servico, o
en?enheiro Alfredo Lisboa.
Ao director do Arsenul de Guerra. Nesta
data providencio no sentido de ser transportado
provincia do Maranhao, no vapor Espirito Santo,
esperado do sal, o caixote de que trata o seu offi
co o. 104, de hontem datado, e bem assim solicito
da presidencia daquella provincia a expedicSo de
ordem para o fazer conduzir at a do Piauhy, a
ser entregue a? alferes Joao Pedro de Souza, por
conta do qual dever correr a respectiva deapeza.
Ao mesmo. Devolvo a Vmc. as inclusas
propostas, que ficam approvadas, aceitas pelo con-
selho semestral, em sessoes de 14 e 19 de Dezem-
bro findo, para o fornecimento de diversos objec-
tos necessarios ao abastecimento desse Arsenal,
afim de serem lavrados os respectivos termos de
contrato, na forma do regulamento n. 5,118, de 19
utubro de 1872.
Portaras :
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Kecife ao S. Francisco sirva-se mandar dar trans-
porte em carro de 3" classe, da estacao de Palma-
res de Cinco Pon tas, para ser descontada op-
portunamente das passagens gratuitas a que o go-
verno tem dreito, ao sentenciado Ezequiel Casado
de Oliveira, duas pracas do corpo de polica que
o escoltam, e bem assim a um individuo de nome
Manoel Viola-
O Sr. agente da Companaia Brasleira faca
transportar provin -ia do Maranhao, por conta do
Ministerio da Guerra, no vapor Espirito Santo,
esperado do sul o caixote de qae trata a portara
desta Presidencia de 7 do corrente, que fica sem
effeito, quanto a condcelo at a provincia do
Piauhy.
EXPEDIENTE DO BECRETABIO
Edital:
De ordem do Exm. 8r. conselheiro presidente
da provincia taco constar a quem interessar possa
3ue o ministro dos negocias estrangeiroe, emaviso
e 10 de N'ovembro do anno paseado, declarou
que tendo Antonio Jos Ferreira Refinador e
sua mnlher appellado da sentenca proferida em
28 de Abril do mesmo anno pelo iuiz de dreito do
civil e depende ido a appellaoao fie decisao do
Tribuntl da Relacao d'esta capital, nao licito ao
poder execntivo intervir na questao, judicial pen-
dente entre os mesmo e o Consulado Portugus
relativamente a certos bens da heranca de Jok
Antonio Correia Jnior.
Ao bibliothecaro da Bibliotbica Nacional
do Rio de Janeiro.Em additamento ao meu offi-
cio de 2 do corrente mes, transmuto a V. S. as la*
formacoes juntas, em erigiaal, de Qoipap e Ta-
carat sobre o assumpto do questionario qne acom-
panhou ao sea officio de 12 de Novembro do anno
findo.
Ao director do presidio de Fernando de Noro -
nha. 8. Exc, o Sr. conselheiro presidente da pro-
vincia nesta data permitte r para esse presidio
Anna Mara da Conceicao, mulher do sentenciado
Manoel Francisco de Mara.
Ao engenheiro das Obras Publicas.De or-
dem do Exm. 8r. conselheiro presidente da proviu-
cia aecuso o recebimento do officio de hontem, sob
n. 3 no qoal V. 8. declarou qae a 5 do corrente
fallecen o empregado desea reparticao, Quintiliano
Jos de Amoro, que exercia o lugar de guarda
da iliuminaco publica desta cidade.Cemmuni-
con-se ao inspector do Thesouro Provincial.
Aos agentes da Caixa Filial do The New
London of Brazilian Bank, nesta cidade.De or-
dem de 8. Exc Sr. conselheiro presidente da
provincia aecuso o recebimento do officio de 7 do
corrente, com e qnal V. 8. envin copia anten
tica do balancete das operacoes effectaadas por
essa Caixa Filial durante o mez de Dezembro
prximo passado.
Mutatis mutandis ai gerente da Caixa Filial
do English Banck of Rio de Janeiro, sobre o rece-
bimento do officio de 5.
EXPEDIENTE DO DU 11 DE JAHEIBO DE 1886
Actos:
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica em officio
n. 31 de hoje datado resol ve nomear para o cargo
de subdelegado da fraguezia da Varaea ao cidado
Joao Hermano Cmenos, ficando exoonerado o al-
feres Jos Terencio de Barros Araujo, qne exercia
o referido cargo, a pedido.
O presidente da provincia de conformida de
com o que propoz o Dr. ebefe de polica em officio
n. 33 de hoje datado, resolve mandar passar novos
titnlos aos cidado Francisco de Paula da Canba
Bastos e Manoel Fortunato da Cuaba, nomeados
por portara de 16 de Oatubro ultimo, para os car-
gos de 2 e 3 anpplentes do subdelegado do 1"
distrito do termo do Bonito.
O presidente da provincia de conformidade
com a proposta do administrador dos correios em
officio de do corrente sob n. 25, resolve, nos ter -
mos da le n 2794 de 20 de outubro de 1877, con-
ceder a demissio solicitada pelo agente do correio
do povoado de Alagoinhas Manoel Rodrigues Tor-
res Gallindo e nomear pa-a substituil-o ao cida-
do H-.'orque Gomes de Almeida.Commonicoo-
se ao administrador dos correios.
Officios :
Ao inspector da Thesouraria de Fasenda.
Transmitto a V. 8. para os devidoa fias as contas,
qne a esta acompanham, da receita e despeza da
enfermara militar do presidio de Fernando do
Noronha, relativas ao mes de novembro ultimo.
Commuuicou-se as commandante das armas.
Ao mesmo. -- Declaro a V. 8. para os fins
conveniente qne foi prorogado por 30 dias o praso
concedido a|Rodrigo Carvalho C, para fazer en
trega ao Arsenal de Guerra, de 6,098 metros de
brm branco liso, qne se obrigaro a fornecer
ao mesmo Arsenal.-Communicoa.se ao director do
Arsenal de Guerra.
Ao mesmo.Declaro a V. 8. para os fins
convenientes, que o cidado Joaquim Roberto Pe-
reira foi nomeado pelo juiz de dreito da comarca
do Bonito para servir interinamente a cargo do
promotor publico da mesma comarca, drrante o
impedimento do effectivo, bacharel Luis Barbalho
Ucbda Ovalcante, qae se acha no goso de licenca
e qne exerceu as respectivas fanecoes desde 9 de
dezembro findo at 8 do corrente mez.
__Ao neamo.Tendo em vista o teiegramma
junto por copia, expadido a 24 de dezembro ultimo
pelo miuistro da guerra, reeomnnndo a V, 8. que
ssb a responsabilidade desta presidencia mande
pagar a Francisco Flix Goncalves a importancia
de 400 rs. proveniente do fornecimento de 85 ca-
vilo* para a companhia de cavallara a razo de
160^ cada nm; devendo ser opportanamente le-
vada essa despesa ao crdito de qae trata o ci-
tado teiegramma. Remetto'os atistalos ompro-
bativos do dito fornecimento.
Ao inspector geral da Instrucco Publica.i
Autoriso Vmc. a apostilhar o titulo aae devolvo,
do professor contratado Manoel Joa da Cmara,
qae por portara de 1 de maio do anno findo foi
removido para a cadeira de casino primario da
Varzea Redonda.
Assim respondo ao sea officio n. 430 de 16 de
dezembro ultimo.
Aocngenheiro chefe da Reparticao das Obras
Publicas.Mande V nc. examinar por profissisnal
da sua mxim i confi inca o tecto do Gymnasio
Pernambucano e o pavilho existente n'ucn dos
pateos do edificio e orear es reparos indispensa-
veis para a devida seguranca, o qno deve ser
efectuado com urgencia.
Portara :
A'Cmara Municipal doCabo.-Transmit-
tindo, por meio de copia, a inclusa representaco
firmada por Galdino da Rocha Sobreira contra o
fiscal Joaquim Thomaz Ribeiro Varejo, tenho
por muito recommendado JCamara Municipal do
Cabo qae, bem examinando a questo e averi-
guando os factoa de que se trata, proceda de ac-
accordo com a lei.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 21 DE
JANEIRO DE 1886
Anna Senhorinha Monteiro Pessoa. In-
forme o Sr. inspector geral da InstrucgUo
Publica.
Anna Mara do Espirito-Santo. Como
requer.
Amancio Antonio dos Santos e outros.
Attendidos, por portara de boje.
Dina da Silva Coutinho.Remsttido
junta medica provincial, a quem a peticio-
naria se apresentar para ser inspeccio-
nada.
Estevao Jos de Saot'Anna. Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
Francisco Quedes de Barros. Remetti
do junta medica provincial, a quorn o
peticionario se apresentar para ser ins-
peccionado.
Felippe Fernandes Coelho. Justifico as
faltas.Depois de notado na secc3o do ar-
chivo da secretaria do Governo, remetta-se
este reqnerimento Thesouraria de Fa-
zenda para os fins convenientes.
Francoln') Vieira de Araujo.Nao tem
lugar.
Felisbina Constancia de Azevedo.In-
deferido, pois que o art. 5. i. da lei n.
1810 de 1884, referio-se formal e restric-
tamente gratiticayao de mrito.
Generosa do Reg Medeiros Cavalcante
de Albuquerque. Remetti io junta me
dica provincial, a quera a peticionara se
apresentar afim de ser inspeccionada.
Idalina Alice de Albuquerque. dem.
Ignez Barbalho Uhda Cavalcante.-
Sim.
Jos Joaquim de Azevedo. Deferido
com officio de hoje ao Sr. inspector da
Thesouraria de Fazenda.
Jos da Costa Barros. Providenciado.
Manoel Pedro da Silva. Informe o Sr.
Dr. juiz de dreito das execucSes crimi-
naos do Recifo.
Secretaria da presidencia, de Pernambu-
co, em 21 de Janeiro de 1886.
O porteiro,
J. L. Viego*.
Repartido da Polica
SeccSo 2.'N. 66.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 2? de Janeiro de
1886.Dlm. e Exm. Sr.Participo a V.
Exc. que foram hontem recolhidoa na
Casa de DetencSo os soguintes indivi-
duos :
A' ordem do delegado' de S. Ijourenco da Matta,
Euzebio do Espirito-Santo, conhecido por Jos
Mara e Jo* Ceg, por crme de ferimentos gra-
ves, i, disoosico do Dr. juiz de direito do 5* dis-
tricto criminal,
A' ordem do subdelegado do Recife, Jos Maria
Bittenconrt, por haver na noite de 16 'do corrente,
assassinado a Manoel Corvado, por cojo crime
est se procedendo a inquerito
A' ordem do de Santo Antonio, Jlo Bernardo
Ramos, conhecido por Joo Perigo, Candido Pe-
reira da Silva, Joaquim Jos de Almeida, conhe-
cido por Jos Cabo e Miguel da Costa Vieira Li-
ma, a disposco do Dr. delegado do 1 districto
da capital.
A' ordem do do 1 districto da Graea, Francis-
co Rodrigues Cabral, por disturbios e nso d? ar -
mas defesas.
Hontem, as 10 horas da noite, reapparecen
fbgo no predio n. 49 da roa do Mrquez d'Olinda,
onde tivera lugar o incendio de que tratei em mi
nha parte de 12 do corrente.
Foi logo extincto por operarios do Arsenal de
Mar nha, qne alli compareceram a chamado do
subdelegado da freguezia.
Ante hontem, As 11 horas da manhS e no dis-
tricto de Maranguape, o individuo de nome Fran-
cisco Jos Moc de Oliveira, ferio com um tiro a
Maria Magdalena da Conceicao.
O delicte foi commettido na propria casa da
offandida.
Contra o delinquente, que foi preso, procedeu-
se nos termos da lei,
Csmmunicou-me o delegado do termo de
Santo AntSo, que abri inquerito contra o indivi-
duo de nome Joje Thomaz de Oliveira, preso em
flagrante, hontem, as 9 horas da manha, na occa-
ro em que estuprava urna menor de 11 annos de
idade.
Felo delegado de 8. Lurenco da Matta foi
remettido ao Dr. jais de direito do 5 districto cri-
minal o ipquerito policial a que procedeu contra
Euzebio do Espirito-Santo, por haver ferido mor-
talment a Jos Francisco do Nasciment.
No dia 2 do corrente procedeu o delegado do
termo de Floresta a visita da respectiva cadeia,
ande foram encontrados cinco reos pronunciados.
O delegado do termo de Santo Anto remet
ten-me 23 facas de ponta, qne apprehendera alli
em poder de diversos desordeiros.
Assumio hoje e exercicio da subdelegada
do Poco da Panella o respectivo 1. supplente Af
tonso Moreira Temporal.
Deus guarde a V. Exc. 111 m. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de polia, .Antonio
Domingos Pinto.
Pedro Velhojde S Barrettc, que por decreto de
26 de de embra do anno passado, foi transferido
do 11 batalhao de infante-ia pira a 6' companhia
do 2o da mesma arma, por troca com o capitao Ma-
noel Thom Cordeiro; o qae consta do officio da
preaidencia daquella provincia, a. 74 de 16 do cor-
rate mez : determino qae seja o referido Sr. ca-
pitao Pedro Velno incluido no estado effectivo do
mesmo batalhao o excluido o Sr. capito Cordeiro.
(Assignado) O brigadeiro, Agostinho
Marques de S, commandante das armas.
Conforme. O tenente, Joaquim Jor-
ge de Mello Filho, ajudanta de ordens in
terino, encarregado do detalhe.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DU 22 DE JANEIRO DE 1886
Clementino Goncalves Netto, contas do thesou-
reiro das Obras Publicas e Jns Carlos Vital.
Haja vista o Sr. Dr. procurador.
Jos d'Asaumpco Oliveira. Ao contencioso e
ao Consulado para attender.
Caixa econmica e vigario Manoel Simplicio do
Sacramento. Entregue-sc a quantia em depo-
sito.
Guardas da Casa de DetencSo. Informe o Sr.
pagador.
Rosa de Azevedo Ramos, Franklin Minervino
Martins e Joaquim Bernardo dos Res. Certifi-
que-se.
Anna Lacia Josephina d'Oliveira Mattoa.Vol-
te ao Sr. contador.
Antonio Henriques de Souza Ramos, represen-
tante da The Great Western of Brasil Railway
Company, J. J Al ves de Albvjjuerque, coutas do
thesoureiro das Obras Publicas e companhia de
Santa Theresa. Informe o Sr. contador.
Diomedes Brayner Lins e Bononio Rosa de Li-
ma Leal.Iiegiatre-se e facam se os devidos as-
sentamentoa.
' Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 21 DE JANEIRO
DE 1886
Francisco Ignacio de Oliveira. Sellado o co-
nhecimento junto, ter despacho.
Antonio Jos Pedro Goncalves, Mende. Lima
& C, e Manoel Joaquim da Rocha.Certfique-ce.
Emilio Pereira de Abreu. A' Ia seceo para
os devidos fins.
Commendador Antonio Jos de Magalbes Bas
tos. Informe a Ia seceo.
- 22 -
Joo Vctor Alves Matheus. Deferido de ac-
cordo com a informacao do Sr. chefe da 2a secco.
Manoel Joaquim da Rocha. Sim, visto a in-
formacao.
Joaquim Antonio & C, e Pedroso Santos. A'
Ia seceo para os devidos fias.
Manoel Joaqnim da Rocha.Informe a 2a sec-
eo.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 23 DE JANEIRO DE 1886.
Assumpto eleltoral
Ao encerrar o nosso artigo de 19, publicado na
seceo edictorial Revista Diaria, copiamos diver-
sas disposicoea do Regulamento n. 8,213, de 13 de
Agosto de 1881, referentes ao caso da eleico do
2 districto desta provincia, e entre ellas as dos
arta. 141 e 147, que devem ser o ponto capital da
questo apreciar, pois que n'csses artigos, bem
como nos seus correlatos do decreto legislativo n.
3.029, est perfeitamente firmada a distineco en
tre voto tomado em separado e cdula apurada em
separado.
O art. 141, que aqu reprodusimos, dispo j as-
sim :
Art. 141. Nenhum eleitor ser admttido a
votar sem apresentar o seu titulo, nem poder ser
recusado o voto do que exhibir o dito titulo, nao
competindo mesa e itrar no conheciment i da
identidade de pessoa do eleitor qualquer qae seja
o caso.
Se, porm, a mesa recouhecer que falso o
titulo apresentado ou que pertence a eleitor, 'cuja
ausencia ou fallecimento seja notorio, ou se hou-
ver reclamac&o de outro eleitor que declare perten-
cer Ihe o titulo, apresentando a certido do se a
alistamento passada pelo competente tabellio, a
mesa tomaba em sbpabai>o o voto do portador do
titulo, e assim tambem o do reclamante, se exhi-
bir novo titulo expedido nos termos do art. 66
deste regulamento, afim de ser examinada a ques -
too emjuizo competente, vista do titulo impug-
nado ou sobre qne haja duvida, titulo que ficar
em poder da mesa para ser remettido ao mesmo
juito para os devidos effeitos, com qaaesquer ou-
tros documento3 qae forsm apresentados. >
E' claro, pois, que cogita-se ahi de voto inqui-
nado radicalmente de vicio, voto que pode influir
no resultado da eleico, prejudicaudo in limine o
collegio que o tomasse promiscuamente com os de-
mais, voto suspeitado de nullo, e dado por abuso,
punivel nos termos do art. 29 do decreto n. 3,029.
No art. 147, porm, o caso muda de figura, e em
relaco elle cumpre attender ao qus dispoe o
art. 142, que resa que O voto ser escrpto em
papel branco ou ailado, nao devendo este ser trans-
parente, nem ter marca, signal ou numeracao. A
cdala ser fechada de todos os lados, tendo rotulo
conforme a eleico a que se proceder. A' mesa nao i
permittido fazer exames, inspeccoes ou qualquer
averiguaco sob-e as cdulas no acto do seu recebi-
mento, podendo, porm, advertir ao eleitor que a
cdula deve ser fechada de todos os lados, e tra-
xer o competente rotulo.
V se, por ahi, que nao se cogita de um caso
grave de nullidade, e foi por essa raro que oo art.
147 dispoz o seguate o regulamento da lei :
Art. 147. As cdulas sero contadas tiran-
do-se da urna cada urna por sua vez, e se apura-
rn abrindo-se timbeen e examinando-se cada urna
por sua ves. ,
C ommando das Armas
QUARTEL GENERAL DO COJMANDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBUCO, 22 DE JANEIRO
DE 1886.
Ordem do dia n. 6b
Tendo se apresentado hoje a este quartel gene-
ral, vindo da provincia do Ceara, o Sr. capitao
do a cidado cujo nome se ochar na cdula alte-
radopor troca, augmento ou suppressdo do sobre-
nome ou appellido, ainda que se retira visivelmen-
te individuo determinado, procedendo se quanto
esta cdula pelo mesmo modo cima eatabele-
cido.
Repetimos, pois, que nao pode ser mais clara a
distineco foita pela lei e seu regulamento entre
VOTO TOMADO EM SEPARADO E CEDDLA APURADA EM SE -
parado. Eaaa distineco racional, lgica, e per-
feitamente adptala s cironmstancias referentes
a cada um dos casos figurados no art. 141 e no
art. 142 combinado com o art 147.
Estabelecida esta distineco capital, vejamos
em qual dos casos se acham os votos suspeitos dos
collegios da matriz da Boa Vista e da Varzea, e
para isso recorramos as respectivas actas, as
quaes, segundo o art. 149 1"> n. 4, do regula-
mento n. 8,213 devem ser declarados os motivos
da separaco em ambos os casos. >
Eis o que diz a acta da eleico de 15 de Janei-
ro corrente na matriz da Boa-Vista :
Foi tomado em separado o voto do eleitor
Joo Goncalves da Luz, cujo voto recahio no Dr.
Jos Marianno Carneiro da Cunha por ter deixa-
do de exhibir o seu titulo, em razfi de ter sido o
mesmo titulo tomado pela mesa eleitoral, que ser
vio na eleico de deputados provinciaes, qae se
effectaou no dia 30 de Dezembro ultimo, para ser
remettido ao jais de direito competente, na forma
da lei. "
Eis o que diz a acta da eleico da Varzea :
........Em seguida declarou o presidente
que se ia proceder chamada dos eleitores desig-
nando para fazer a chamada o mesario Lauriano
Rodrigues da Costa, e para secretario o mesario
Antonio Joaqu n da Gama, e mandou que se pro-
cedesse a chamada, e sendo a votaco feita de
conformidade com a lei, effectuou se o recebimen-
to das cdulas, tendo nesta occasio requerido o
eleitor bacharel Ignacio de Barros Barreto Jnior
para que fasse tomado em separado o voto do elei-
tor Thomaz Cavalcante da Silveira Lins que se
apreseotara para votar, nao obstante nao constar
o seu nome da lista da chamada por ter o mesmo
eleitor requerido e obtido a sua eliminaco na re-
viso procedida no anno de 1885.
3.o Sero apuradas em separado as cdulas
que esHverem assignadas ou contiverem signaes ex-
teriores ou interiores ou forem escripia em papel
transparente ou de cores diversas dos mencionados
no art. 142.
Taes cdulas e os seos involucros sero re-
mettidos ao poder verificador competente com as
respectivas actas.
Apurar se-ha tambem em separado o voto ia-
Em tempo declaro que o eleitor Thomaz Ca-
valcante da Silveira Lins, cujo voto foi tomado
em SSPARAD3, apresentou o seu titulo, pelo qual se
v ter elle obtido a sua eliminaco, e est inclui-
do no alistamento eleitoral da fregueiia de Tra-
cuohem do 5 distrivto eleitoral, devendo o mes-
mo titulo ser remettido juntamente com a copia
da presente ao poder competente. >
E' evidente que, tanto em um como no outro
collegio, os votos alludidos foram tomados em sepa-
rado de conformidade com o art. 141; isto sao
votos auapeitados de nullidade, votos filhos de abuso
punivel pela lei, votos que portante nao podem ser
confundidos com os do art. 147.
E' < xactameate desses votos de que cogita o art.
177 combinado com o art. 159 g 2o.
O art. 177, que, releva deixar bem firmado, an-
tecede o 178, e est incluido na seceo 4a do re-
gulamento, seceo que se oceupa Da eletco de
deputados assemUca geral e de membros das as-
semblas legislativas provinciaes, esse artigo, dize-
mos, dispoe assim :
> Art. 177. Na apuraco a junta se limitar a
sommar os votos meucionados as difietentes au-
thenticas, attendendo somonte a das eleiodes fri-
tas perante mesas organisadas de conformidade
com as disposices da seceo Ia deste capitulo, e
proceder pelo modo cstabelecido nos art. 159,160
r. 161, servndo de secretario oo dos membros da
mesma junta designado pelo presidente desta.
Sondo taxativas expresses -proceder pelo
modo cstabelecido nosarts. 159, 160 e 161 in-
controverso que as untas apuradoras devem im-
periosamente cingii -ae ao que n'elles se estabe-
lece relativamente 4 apuraco, e, pois, devem obe-
decer ao que lhes ordena o g 2', do art 159 quan-
do diz :
2 Na apuraco os votos qae, segundo as
authenticas, tiverem sido tmados cm separado n-
LAS MESAS ELEITORAES, SAO SBRAO SOMMADOS, maS 68"
pecificadamente mencionados na acta da apura-
co geral .
E desde que ah se determina que lo sero
SOMMADOS OS VOTOS TOMADOS EM SEPARADO, StO
exactamente os votos de que cogita o art. 141 do
regulamento, nao podem as juntas, tem infringir
desbragadamente a lei, proceder de entra forma.
Assim, o art. 177 combinado com os arta. 159,
160 e 161, que regula as atribuices da junta em
referencia aos votos obtidos pelos diversos candi-
datos : sao esses artigos que estabelecem o modo
de tormar o computo de votos de cada um dos can
didatos ; sao elles, em fim, que firmam e direito
eleitoral de cada um.
O art. 178, que, repetimos, posterior ao art.
177, cogita de outro assumpto, trata de firmar o
principio de que ninguem jera eleito sem alcancar
a maioria absoluta dos votos espressos. E tanto
este o seu objecto que exclue da contagem as
cdulas em branco, que nao sao votos expressos, e
manda computar todos os mais, sem exclusdo dos
em separado.
O art. 178 dia assim :
. Art. Nao se considerar eleito a assemola
geral o cidado que nie reauir a maioria absoluta
dos votos dos eleitores que concorrerem eleico-
. E,ta maioria se calculada pelos votos toma-
dos e apurados pelas mesas eleitoraes sem exclu-
ao dos votos em separado.
. As cdulas em branco nao sero computadas
para o calculo da dita maioria .
Fallando q primeiro periodo do artig em maio-
ria absoluta, era de vigor o segundo periodo para
definir o que era esssa maioria e indicar como
ella se devia formar. Tal o fim deste segundo
periodo, cajo alcance reatnnge-se, lgica e gram-
maticalmente, essa definico presa ao primeiro
periodo do artigo, no qual nao se trata de votos
obtidos pelos candidatos, mas exclusivamente do
quociente (no caso maioria absoluta) qae deve
attingir o candidato para ser considerado eleito-
E' clarissimo para todos os espirites despreve-
nidos que, se o art. 178 devesse regular o compu-
to dos votos dos candidatos, antecedera o art. 177
e at tornara escusado este, que sera urna excres-
cencia no regulamento, como ae-lo-hia o art. 18 da
lei. A existencia desses artigos, a antecedencia
do 4o periodo do art* 18 da lei ao sea 3, bem
como a antecedencia do art. 177 ao 178 do regala-
ment, tu corda com o modo porque nos externamos, quan-
do afirmamos que o que regula a contagem dos
votos dos candidatos o art. 177 combinado com
o 2 do art. 159 do regulamento.
E desde que este diz que nao sero sommados os
V0TO8 QUE TIVEREM SIDO TOMADOS EM SEPARADOS pela*
metas eleitoraes, nao pode restar duvida de qae os
votos nessaa condicoea, tanto na matriz da Boa
Vista, como na Varzea, nao devero ser incluidos
no computo dos obtidos pelo candidato mais vo-
tado ; pelo que este nao se acha eleito.
E' esta a doutrna que sustentamos desde 1881,
como se poder verificar no nosso artigo editorial
de 7 de Dezembro d'aquelle anno.

RE UFE, 23 DE JANEIRO DE 1886
Motlclasdo norte do Imperio
O paquete nacional Baha, entrado hontem do
norte, trouxe as seguintea noticias:
.tmaionai
Datas at 9 de Janeiro :
Foram eleitos, para servirem durante o anno
corrente, para presidente da Cmara Municipal,
o capitn Nicolao Jos de Castro, e vico-presiden-
te, o Dr. Pedro Epiphanio Baptsta Regalado.
Para exercer interinamente o cargo de pro-
curador fiscal da Thesouraria de Fazenda, foi no
meado o bacharel Raymundo Jos Rabello.
Foi nomeado o Dr. Lauto Bittenconrt para
interinamente exercer o cargo de director da re-
particao das Obras PuDlicas.
Foi demittido, a bem do servico publico, o
Dr. Joo Brigido, do cargo de promotor publico
da comarca da capital.
Da casa do Sr. Luiz da Costa Nogueira foi
raptada a menor de nome Antonia.
Cabio em um poco da casa do Sr. Leopoldo
Nery a menor Joanna, de 11 annos, que morrea
asphixiada.
O Exm. Sr. conselheiro Romualdo de Souza
Paes d'Andrade, devidamente autorsado, desis-
ti da candidatura de seu filho, o Sr. Dr. Geraldc
de Souza Paes d'Andrade, Assembla Geral pelo
2 districto da provincia.
No da 26 do passado, s duas horas da tar-
de, foi a villa de Moura atacada pelos indios Ca-
richana, resultando a morte de cinco pessoas. que
sao: Joo Rodrigues Alves, Francisco de Alfaia,
Antonio Rodrigues, Joaquim Canico e um sobri-
nho.
Alm dessas mortes fiesram gravemente ferdos
Clementino Goncalves Rato e o colombiano Ro-
dolpho Barreiros, e levemente o subdelegado Ca-
sillo C. de O.iveira Mello.
Eis um tpico do artigo em que noticia o facto
o Commercio o Amazonas :
O povo cstava todo entregue s ultimas featas
do Natal, quando foi surprenendido pelos indios,
j desembarcados. Nao tomaram armas para a
defensiva; buscaram smente furtar-se s flexas
inimigas.
o Os mais tmidos fecbaram-se em casa; os ou-
tros, entre os quaes estavam os que que feram
ferdos, oflereceram brindes que foram aceitas,
mas que nao poderam moderar o impeto dos ata-
cantes.
> Entre a luta pode o subdelegado salvar tres
criancas, que j estavam prisioneiras: custou- lhe,
porm, esse herosmo, o ser ferido, embora leve-
mente.
Vendo os indios que os habitantes se refugia-
ran] as casas, lancaram fogo a algumas dellas.
A presidencia da provincia logo que teve conhe-
cimento do lamentavel facto, expedio para alli ama
pequea forca, composta de seis pracas o nm alfe-
res.
Sobre o mesmo facto escreveu 9 o Commer
ci do Amazona:
* Em aditamento noticia que demos em nosac
numero passado, acerca do ataque dos indios cri-
chana contra a povoacao de Moura, temos ainda
as seguintas infnrmaces :
Como dissemos, dea-se o ataque s duas ho-
ras da tarde, no dia 26 do passado. O povo es-
tava todo entregue s ultimas featas do Natal,
quando foi surprenendido pelos indios, j desem-
barcados. Nao tomaram armas para a defensiva ;
buscaram smente furtar-se s flexas inimigas.
Os mais tmidos fecharam-se em casa; os ou-
tros, entre os quaes estavam os que foram feridos,
offerecerara brindes, que foram aceites, mas que
nao poderam moderar o impeto dos atacantes.
Entre a lucta pode o subdelegado salvar tres
mancas que, j esto prisioneiras; custou-lhe,
porm, esse herosmo, o ser ferido, embora leve-
mente.
* Vendo os indios que os habitantes se refugia
ram naa casas, lancaram fogo a algumas dellas
Pouco depois acamparam e nzeram cerco, ficando
nelle at partida do Japur.
Um dos feridos recolheu -se a esta capital e
est em tratamento no hospital da Santa Casa de
Misericordia.
c Dos officios enderezados ao Ilustrado Dr. che-
fe de polica, cujo resumo publicaremos no prxi-
mo numero, se deprehende fcilmente qual o mo-
vel que levou os indios a praticar desses actos bar-
baros.
J foram dadas as ordens precisas para que
na primeira opportundade sigam a estacionar na
villa de Moura, um contingente de seis pracas.
sob o comman lo de um official.
Par*
Datas at 15 de Janeiro :
O Diario do Grao Para, n'um boletim da ulti-
ma hora, diz que a vstaco conhecida para deputa-
do geral no Io districto, era este :
Dr. Canto (C) 529 e 1 separado
Conselheiro Tito Franco (L) 428
__Realisa-se de 5 10 a kermesse organisada
pelo bispo em pro dos orphos da Providencia.
sendo extraordinariamente concorrida.
Referindo-se festa, escreveu 6 o Diario do
Grao-Para :
m Muito concorreu para o brilhantismo da festa
gentileza das senhoras qae vendiam os objectos
do basar ; esforzando se todas, porfa, para al-
sancarem o maior resultado possivel.
Os saloe; do lyceu provincial, bem adornad.s,
estavam repletos e, no meio dn multido, distin-
gua se 8. Exc. o Sr. conselheiro presidente da
provincia e a figura sympathic* do bispe do Para,
distribuindo palavras de amor e carnbo todos
Joe se lhe acereavam attrahidos pelo prestigio
e sua pessoa.
Fei ouvido com eothusiasmo o magnifico hym
no A' Providencia do inspirado maestre E. Ber
nardi, execatade pela banda do instituto Provi-
dencia e cantadJ poi meninas e senhoras.
E' notavel o adiaatamento da banda dos me
-.
.


I


Mam de PcrnambucoSabbado 23 de Janeiro 1886




tinos do Providencia e nSo ha encomios bstan-
nos para os resultados que tem obtido, do ensiao
d'essas cranlas o professor A. Quedes.
A' kermesse i-eadeu a somma de 2:567/201.
A's 10 horas tcrtmnou a festa com um fsgo
de artificio .
L-se na mesma tena de 8 :
O vapor Ceufuet entrado ante-hontem. das
Ilhas, encontrou iun vapor encalhado sabr as pe-
dras que ficam prximas ao pharol do Capim.
Reconbeceu-iie aer d nacioanliil.*i inglesa.
da RedCross Lina
Sob o titulo -fl* to.
escreveu 12 a dita fbsha.
inri em Smrup,, dir, ene
foi a sobredita proposta approvada por portara
da presidencia de L5 de junho do correte anuo,
preBciodindo sedainformacSo do dito commandaute
superior, contra o disposto no 23 do art. 1 do
decreto n. 1,354 de 6 de Abril de 1854 ; resolve,
de accordo com o art. 48 da lei n. 602 de 19 de
Setembro de 1850, cassar a mencionada portara,
julgando de nenhum effeito as patentes dos offi-
ciaes eipedidas era virtude desse acto.
Neste sentido expecam-se as convenientes or-
Wanem, pwaiaitjvisNaDsmto on oorrompida,
Recebemos hontatanoBis de urusj^sn q bu
se nos relatam os aoanMcimaatos, qne afila. d>
ram na noite de 24 do mez fiado, provoca* pe-
los liberaos, confi rme j nrrame aos leitoaes.
A autoridade proeedeu imperito, d'oude
resultou a criminalidad* daSacundao Josa- Bar-
bosa, F. Queiror e Joa da Canlia Prerta, estan-
do estes ocursos ios arts. 305 e 116 do Cod. Crim.
e aquelle no art. 205.
Alm de oito carpos de delictos, pr.cedeu-se
com toda a regular ida de a formacao da culpa, re
conhecendo se que. smente foram feridos no con-
flicto os conservadores, e levemente um dos presos.
NSo honre invasao de casa alguma, como
apregoaram aqu os orgaos contratados, que po-
derao verificar pelo procesao, que se aeha nesta
capital, en poder do ilintre 8r. Dr. enere de po-
lica-
a Temoa vista urna carta d'aquea comarca,
que se diz haver satlefacao da parte dos Liberaos
por ter sido pronunciado e preso o turbulento So
cundino Barbosa, que todo transe quera dirigir
o pleito leitoral contra a vontade das influencia*
polticas .
acrescenteu a mesma folba 15 :
No vapor Imperatris Thereza chegaram hon-
tem de Gurupa, presos, dispom'co d 8r. Dr.
chess de polica, os- individuos Secnndino Joa
Barbosa, Joaquiui Qusiroz de Oliveira, Jos de
Freitas Cunha e Lucio, pronunciados no art. 205
do Cod. Crim. pelos factos all succedidos no dia
24 do mez passado, como j sabem os leitores.
Cara o procediimento legal das autoridades, es-
t desagravada a sociedade paraense dos factos
alli cominettidos peloscontratados
Tendo o reo Secnndino Barbosa allegado ser
oficial da guarda nacional, nomeado quando no
poder o partido liberal, o intelligeute S'. i'r. che-
te de polica raan.ou-o recolher ao estado-maior
do corpo de polica, e marcou o praso de 10 dias
para apresentar a respectiva patente .
A' i hora da tarde de 12, o Sr. Anieete Mal-
cher, ao ir recolher ao baaoo do Paria quantia de
34 coutos de ruis, foi victima de um roubo dessa
quantia, que condizia n'ura masso de cdulas.
Noticias de Muan dizem que :
No da 1 do crreme teve lugar a sagrncJo
do nova cemterio d'aquclla villa.
O carbnculo tem feto grande estrago as fa-
zendas de gado d'aquelle termo.
Na fazenda do Sr. los Calandrini de Azeve
do morreranr ceren de' 908 roses atacadas do ter-
rivel mal .
Maranbo
Datas at 17' di Janeiro.
Confir na se a eleicao do Dr. Silva Maia para
deputado geral pelo 1." dstrieto, par grande maioria
de votos.
No lugar Mandioca, do termo do Itapecur-
mirm, foi gravemente terido na cabera com um
tiro de espingarda o individuo Joaquim Jos Pe -
reir por M*rcolino Siares Rodrigues.
Procedidas pela autoridade policial as diligen-
cias que o caso exiga, verrficou-se ter sido cusa
d'aquelle desastre o eitado de embriaguez em qa
se achavam os ditos individuos ; sendo o ofrensor
recolhido cade para os fins convenientes.
O Publicador Maranhense de 12 publieou o se-
guinte artigo em defeza do conselheiro Bandeira
de Mello :
Publi.'ou a Gateta de Noticia, e outros diarios
da capital do imperio reproduzirara, o seguinte
telegramraa expedido desta cidade pelo Sr. con-
selheiro Anttraio de Aliueida Oliveira :
Marauhao, 17 de Dezembro. Reaecao insen-
sata. Terin sido cassadas as ultimis patentes da
guarda nacional. Ha grande terror, .''ementa
piacas viudas do Cear.
Para o collegio de Santa Helena foi um forte
destacamento.
> A imprema estranha este intil movimento de
tropa.
Nao a indignacao, o pejo, o sentimento que
a leitura destas patarras disperta nos hoinen-i ln
nestos de todos os partidos, que teem acompanha
do a admioibtracao do St. conselheiro Bandeira de
Mello, e apreciam sem affeicilo e aem odio os actos
at boje por elle praticados.
Com effeito, ninguem dcixari de lamentar que
o despeito, ou talvez o terror da derrota, que se
lbe augura posrvel desde que perdea o apoio of-
eial, actuasse coca tal energa no espirito de um
homem, j distanciado da quadra das verduras.
e esquecido dosso.thos da mocidade, qu" o levasse
a firmar com o seu nome esse telegrsmma, em que
ioi a verdade sacrificada, de modo que nao quer i
mas qu ilifiear.
Nao sabemos, nem nos importa saber qual a
significacS que ao termo imensatod o Sr.
conselheiro Almeida Oliveira ; possivel que Ihe
cahisse essa. palavra inpensada, irrefleetrdainente,
como lbe cuhramda penna algunas phrases, vi-
damente recolhidas pela imprensa humorstica, do
relatnro que apresentou ao corpo legislativo qu an-
do teve a fortuna de genr a pasta da inarinha.
Srja, ptrm, qu'.l fr essa aignificaoao, ni devia
8. Exc. arriscar, a gravidane de seu carcter, e
coraprometter o rospetto que devu A posicao que
j occup>u na paiz, annunciando imprensa do
Ro o rae nio verdade, o que nunca existi.
Podamos Icmbr.ir ao autor do alliidido ele-
gramina una MMfKs recente, a que caberia per-
feitamep' a qu.ilifieacao do insensata; talvez
cousegUnseMos a$simidar-lhe necio de um termo
qne S. Exc. tem i uvido e vai empregando sem
ezame e sem ctica. Preferimos, porin, d8oer
aos fact<-s apoatados, ao que parece, (Wta- prova da
insensatez da rece;> operada pelo Sr. conselhei-
ro Bandeira de Mello.
As dminstracoes libe raes dittiiguram se nes-
ta provincia pela prodigalidade com que distribu-
ram patentes da guarda nacional, enja exticcaa
era no emlanto una das reformas que deviam c >n-
jurar a revoluco, nos termos do celebre program-
ma da 1869. Aida que militas deesas patentes
foBsem dadas com mavifesta indecente violceo
da le, uanfruein-nas os beneflejados, e ninguem
;ogitou sequel em despojal-os de t^tc cobicada
distinecoes.
' assim que continuam em seus postos os offi-
ciaes nomeados pura a guarda nacional das comar-
cas de Barreirnlias e Rosario, senda que as no-
meacOes para esta ultima comarca, por abusivas e
escandalosas, encontraran) enrgica resistencia no
venerando coronel Rocha, commandante superior,
que fn immediatanMnte suspenso, apesar de chele
que e.nto era do partido i ib aal em sua loealtdade,
e vice-preidente da provincia.
Nio podia, porm, o Sr. eonselheiro Bandeira
de Mello levar a tolerancia at o crime ; attenden-
do representaba da commandante superior da
guarda nacional da comarca do Taurjr ass, o
honrado bario deTrcmahy, por largo tempo gene-
roso protector do Sr. conselhriro Almeida Oliveira,
cassou as nomea^oes de offieiaes ob e subrepticia
mente alcanzadas. A cabal justiflcajo deste
acto est as portaras que reprodozimos.
O presidente da provincia tendo em vista a
represedtaco de 10 de Setembro ultimo do cam
mandante sapercr da guarda nacional da coorar-
ca do Taury ass, da quil consta que a proposta
para offieiaes do batalhao tr. 11 da mesma guarda
nacional, approvada por portara da presidencia
de 27 de Agosto anterior, alm de nao ter sido
feita pelos tramites legues, o foi por quera n3o era
commandante do referido batalhao, por isso que o
tenente coronel Jos Bruno Ribeiro, que a remet
teu em 11 de Agosto, ha muito se acbava reforma-
do, estando o mesino batalbao commandado interi-
namente pelo capito Bento Cardoao de Oliveira,
que em 20 do dito mez de Agosto entregou o com
mando a seu novo chefe effectivo, tenente coronel
Jos Pinto da Cruz, resolve nos termos da le n.
602 de 19 de setembro de 1850, declarar de ne-
nhum effeito a obredita portara.
Expecam-ae n'este sentido as convenientes or-
dena.
. O preidente da provincia, tendo em vista
a representacao da commandante superior da gnar
da nacional da comarca do Tury-Ass de 15 de
Julho ultimo, contra a proposta do commandante
do batalhao n. 12(la meama guarda nacional do mu-
nicipio de Santa Helena de 23 de Mato, e por
aquelle devolvida para aer convenientemente re-
formad, visto que achando-se j oryanisado o
referida bataThlo, n ella fAra, em contrario i lei,
incluido, para presncher a vaga de oapttto da 1'
companhia, o guai'da Edmundo Antonio da Coate
Jin kings, e coa derando que nto obstante rato,
aos
auno prximo passado. n. 296, reintegrar o peti-
cionario no lugar de collect-.r das rendaa pro-
vinciaes do municipio de Santo Anto da Victo-
ria, ficando assim exonerado do dito cargo o te
neute Manoal Lydio Alvares dos Prazeres.
(Aasignado) Joa Fernandes.da Costa Pe-
reir Jnior).
Tlieacro laa Variedades A compa-
nhia lirico-comica dos Srs. Boldrine e Millone can-
ta hoje, no theatro das Variedades, a opera co-
jsnica de tfapp-floatio.
>ov aiaaasiatr. < Lcaaaraarna
i per quem nao em m\mandante&
s-a eeaes individsBcalaasicou a re-
pttentes para
indi vi iKara a L&assis Freaceza. a> rua-L* de liarco, che-
acoie msenscUm^que a**soua ul
a guarda naamnal,
J fcr.nn nest is aeiumnaa pnboadaa as pega
otficiasa relaalras ao augmento a, ferfa militar
a iui aacieasaU. BT asaaaato eajota, sobre o
qoal asm a iiearenn tea aasuientarioa, atm pertou sequer a attencSo publica.
O Diario do Maranho, que aventurou a respeito
ligeiras abservaces, mostrou-se satisfeito, logo
que pela secretaria da presidencia lhe foi commu>
nicada a correspondencia ha vida a respeito.
Podia ser reforjado o destacamento de Santa
Helena, sem qae o facto laawuuase meneao espe-
cial ao telegramma de petas, com que se procura
offendar o honaado administrador da provincia :
foi esse augmento requisitado pelo delegado de po-
lica da situaco decahida, pouco antea de ser
exonerado do cargo. Mas nao o attendeu o Sr.
presidente da provincia, e as cousas em Santa He-
reaa mantm-se no feliz itatu quo, tSo propifio hoje
ao Sr. conselheiro Almeida Oliveira, como foi no
tempo de seu memoravel ministerio.
E teve no emtanto este Sr. onselheiro a triste
coragem de affirmir a imprensa da capital do im-
perio, qae ha neata proviaeia grande terror! !
Com effeito I...
Piauby
Datas at 8 de Janeiro.
As folhas nada reforea de intereaae.
Cear&
Datas at 19 de Janeiro :
O resoltado da votacao para deputados geraes-
nos daos primeiros ditrictos foi este :
1." Dr. Portugal (C) 669
Dr. Avelino (L) 204
Mojor Brigido (L) 2t0
2 Conselheiro Araripe (C) 519
Fausto Barreta (L) 166
Coelho (Li 56
Caraca (L) 46
O utros 3
Confirma isto os nossos telegrammas :
Dos demais districtos as votacoea eram parciaes ;
entretanto nos 3*, 4 e 8 tinham enorme avanen
de votos sobre os seus competidores os Srs. bario
de Canind, conselheiro Rodrigues Jnior e Dr.
Alvaro Caminha.
Nada mais referem as folhas qu. merega
menco.
Rio trane do Norte
Nao recebemos folhas desta provincia.
I'ainlivlia
Datas at 21 de Janeiro:
Os resultados finaes da eleicao de 15 de Janeiro
foram os seguint s nestes dstrictos:
l.o Dr. Anzio (C) 461
Dr. Maneel Carlos (L) 315
3." Dr. Soriaao (C) 357
D. Evaristo (C) 160
Dos demais districtos as folhas noo publicam se-
na i rejultados parciaes.
Noticia* do ul
E cebemos folhas de Sergipe e Alagoas, das
qu i i extratamoso seguinte:
N'i-ii|M'
Datas at 26 de Janeiro :
O Diario de Aracaj d este resultado final da
oleicio do I. diatricto
Dr. Luiz Freir (C| 620
Dr. Martinho Garcez (L) 421
Alagoa*
Date.s e* 21 dejaneiro:
0 Orbe d eates resultados finaes da eleicao para
deputa Jos geraes:
l. dstrieto
Dr. Bernardo
Dr. Espiudola
Dr. Ponte
E' a maioria de 460 votos ; perdeu
nado par 22 votos, vai a 2" escrutinio
Espindola.
2 dstrieto
Dr. Luiz Moreira
Dr. No I seo
Foi eleito-o Dr. Luiz Moreira por 53 votos.
3. distncto
Dr! Ribeiro Menez-.-s 257
1 separado
Dr, Jos Angelo 216
2 sep irados
Eafe resultsdo diz o Orbe questionavei : pois
esta maioria deja aparecer diaute das reclamaos
que serio taitas perante o poder competente por
quanto ha a favor do Sr. Dr, Jos Angel maioria
superior a 10 votes attenddas as reclaaacoe que
serao feitas, por vicies de falsificacoes de elelo-
res.
5. districto
Felhinto tloito por 36 votos.
Maioria absoluta em Agua Branca.
437
251
234
o Dr. Ber-
com o Dr.
419
362
KtviSTA DIARIA
1 separado
23
13
Blcico geral.Da iTsicito a que ss pro-
c^deu para deputados AssemWa Geral Legis-
lativa no dia 15 do correte, temos mais conheci-
mento dos aeguiutes resultadas :
12" DISTEICTO
Alagoa de Bixo
(53 eleitoces)
Dr. Prxedes Pitanga 31
Dr. GjnQalves r'erreira 22
Repetimos a votacio deste collegio por ter tbi-
do errada* aateriorineute.
Flore
(97 eleitores)
Dr. Goncarves Ferreir* 62
Dr. Prxedes 1'i tanga 35
Triunpho
(Ir6 eleitores)
Dr. Prxedes Pi tanga 67
Dr. Goocalves Ferreira 49
Ingazeira
(68 eleitores)
Dr. Gronealves F-weira 39 e
Dr. Prxedes Pitanga 28
S. Jote do Egypto
(36 eteitores)
Dr. Giencalaea Ferreira
Dr. Prxedes Pitanga
Rsumo de toda a votacio do districto :
(758 eleitores)
Dr. Antonio Goncalvcs
Ferreira (C) 399 e 4 em separado
Dr. Prxedes Gomes de
Souza Pitanga (L) 354 e 1 em separado
Sendo a maioria absoluta de 380, est eleito o
Dr. Antonio Goncalves Ferreira.
13 nisraicro
Tacaratu'
(70 eleitores)
Dr. Alfredo Corre
Dr. A. de Sjqueira
Cabrob
(110 eleitores
Dr. A de Siqneira
Dr. Alfredo Correia
Villa Bella
(141 eleitores)
Dr. Alfredo Correia
Dr. A. de Siqueira
Boa Vista
(M
Dr. A. de Siqueiza
Dr. Alfredo Correia
Floresta
(159 eleitores)
Dr. A. de Siqaeira
Dr. Alfredo Correia
Neste collegio houve protesto.
Resumo dos collegios conhecidoa :
(516 eleitores)
0
10
61
49
74
67
21
15
99
60
Dr. Alfredo Correia d'iivera (C)
Dr. Antonio Matioel de Siqueira Cavalcantc
258
(L) 258
laaelealr a Jaaaa mamaclaal Por
portara da presidencia da provincia de 21 do cer-
rante foi nomeado o capitio Jos Beserra Caval-
caoti Maciel para o lugar de 3* supplente de juiz
municipal do termo de Agua Preta.
Colleotoria provincialFoi expedida-a
seguinte portara :
3. eccoo.Palacio da Presidencia de Pernam-
de mtf de Jamuro de 16W. O praaideate da
provine*, attwadoaaaaasflue requereu AleaandM
Joa Mana deellanda Cavalcante, resolve, de
accordo com as inionnacSes constantes do ofBcio
do Inspeceor dtfThewiro, de W de Norembro do
u o susjpii lsate ao Alaaanaaia de Lasnbiasaaa
1886, sea tsalo aasitas giea mas e variada ool-
leccao de antigs, cmaradas, logogriphos, eae, ate.
alm tsasasasslla Ao bardo do paquete Bahia,
ohegou Itastssa dtenorat ersognei paoa> o sui, a
chBsaado'anHbisateb ila Jsfriasssssra. o Dr, ss
jaassn Mala jfcallsjsssji gm Lirasa,
illaasteida'aajBuhaiaeha4aaaaasaB
lhoramentos do rio Parahyba, no Piauby.
Do Ilustre engenheiro as folhas d'aquella pro-
vincia sempre disseram muito bem, eos seus tra-
balhos sio ontros tantos attustadss do seu mrito
real.
Saudamos cordialmente o p.migo e distincto en-
genheiro e sua Ilustre familia.
l'olleaiu aiurenanaEste grande esta
beleeimento de educacao funeciona em Olinda, no
seminario episcopal, seb os auspicios do Exm. e
Revm. bispo diocesano. 8uas aulas serio abertae
no dia 3 de Fevereiro prximo vindouro.
Jnlio el paz do alrclfeEst no exer-
cieio do cargo de juiz de paz da freguezia de S.
Fre Pedro Goncalves do Recite, o Sr. Balthazar
Jos dos Res, que despacha em sua casa ra de
S. Jorge n. 106, ou onde fr encontrado, e d au-
diencias as tercas e sextas feiras, s 10 horas
da manha, no Io andar do predio n. 66 ra do
Mrquez de Olinda.
Conflicto e ferlnsenaoa -A respeito do
facto qne, sab o ttulo cima, noticiamos na f ,-lha
de quinta-feira ultima, pessoa que nos merece n-
teiro aredito, escreveu -n js-o seguinte :
No seu Diario de 21 do corrente, refere V.
um caso succedids a 12, no lugar Agua Fra de
Fragoso; pedem, porm. a verdade e a jnstica
que se retifique a referida noticia, contando caso
tal qual realmente se deu e que se passou do mo-
do seguinte :
Na tarde de 12 do corrente, o pacifico mora-
dor de Agua Fria de Fragoso, Scverim Gonyal-J
ves da Silva, estando doente em urna rede em sua
casa e na companhia de hospedes, coutentes aps
haver recebida a visita do facultativo que o tra-
ta, vio se inopinada e brutalmente aggredido por
um individuo conhtcido naquellas immediacoes
sobj i nome de Rogero, o qnal invadtndo lhe a ca-
sa de |faca em punho, em altos grites, ameac,avu
assassmal-o. Conseguindo as pessoas presentes
e a propria ratilhcr de Severino conter o aggres
sor, fo este levado at fora da habitacio. Cerra-
da. porta da ra, o tenaz nalfeitor voltou p:1a
janella atirando-se mais furioso anda sobre o do-
no da casa. Depois renhfd luta, a que acndiram
em soccorro paterno os firhos da victima, os quaes
trabalhavam prximo, foi o aggressor Rogero des-
armado, amarrado e preeo ordera do Itlm. Sr
Dr. chefe de polica. Immediatamente Severino
expedio portadores em procura do inspector do
quarteirlo e d> propno subdelegado-env Olinda.
Cerca de diuis horas hiveriam passado quan-
do chegaram os paes do mslteitor qua trtuxeram
comsigo um individuo de nome Moura que se dis
se inspector.
Rogero passou a ser desamarrado sem oppo
sieo de Severino e apenas cora a observadlo de
que o seu offensor, assaltante de sua casa, estava
preso ordem do chefe de polica. Nessa occa-
SD virara e malfeitor ttogero tirar do bois> urna
carteira e entrgala a sua propria mai, retiran-
do-se logo em companhm de seus pais e do ins-
pector Moura.
Na madrugada seguL.te, d ordem do subd :-
legado, urna forja policial paz cerco casa de Se
verino, predendo sem a mnima resistencia a este,
a seus filhos e aos hospedes, e conduzindu-as para
a cideia de Olinda.
' < Eis, Sr. redactor, como o tacto se passou. O
que fez Severino foi repellir do mdhor modo que
pode um ataque tio inesperado e selvagem-
Fema de S. WenaxtloRealisar-se-ha
na cidade do Cabo, na ultima dominga do corren-
te a fasta d foi levantada na quinta; fsira ultima.
IStUaeiro O paquete nacional Bahia trou-
ze lo norte para :
Diversos 13: 16 400
Tiro V's 11 horas da manha de 20 do cor-
rete, no districto de Msranguap", da termo de
1 'Iind.*. Francisco Moc de Olivvira-desfechou um
tiro contra Mara Magdalena da Couceicio, fe
rin. o-a, e na propria casa de moradia da off'u-
dids.
D delinqucnte foi preso em dagrauto.
Com a boca na botijaEm flagiaulc
delicto de cstupramento em urna menor de 11 an-
ua de idade, foi preso ante-hontem, s 9 horas do
dia, em Santo Antao, o individuo de nome Jos
Thomaz de Oliveira.
Caro lhe ha de custar a brncadeira !
(lak l.illerarin Bt^rsiea dainiar
Esta sociedade dos alumnos do Instituto 19 de
Abril recemeca os seus trabalhos, hoje, 21 do cor-
rente, pela 4 1/2 horas da tarde, eom a sessito de
posse da nova directora e dos mais funecionanos.
EmbarqueNo paquete La Plata, espera-
da Eurupi hoje ou amanha, embarca para o Rio
de Janeiro, a Sr. Dr. Joaqoim Aurelio Nabuco de'
A ruuj>.
igradecendo a S. S. a visita com que nos ob-
sequiou, desejamos-lhe prospera viagem.
Halguelro Escrevem-noa eaj 9 do corrente:
Tea por fim principal esta dar-lhes a agra-
dabilissima noticia da termos tido nestes tres l-
timos das copiosas chuvas em gran le circumfe-
rencia. O nosso grande acude tem tomado por-
\'io d'agua.
Onossaaonje mea ontraram para nos ser-
tanejos com mu bons auspicios. Deus permitta
que assim ebeguemos ao seu fim. O desanimo que
de ns se ia apoderando, j vai dempparecendo,
como que por encanto ; isto somante com tres dias
de chuvas I...
i Avha-se funecionando com num to legal a
nosba Ilustre edilidade, que tatabem desanimada
pela secca, o deixou de fazer era Setembro e Ou-
tubro, poca das arrematares que be nio deram
neste exarcicio.
J em outra occasio lhos dei minueiosa no-
ticia do resultado da eleicao de todo este 13' ds-
trieto do da 30 de Dezembro ultino.
Termino esta ao som da immensa Saparia
que no acude regorgita de alegra, 9 horas da
noite, aps 2 horas de chuva. At logo
antea e mulcosO maestro Verdi tem
j muito adiantada a sua opeaa Yago; dentro de
pouco estar completamente concluida.
O celebre coi positor nao trabalha com a pres-
teza de antes.
Nao ha muito dzia a um conhecido
Paria fallando de sua obra :
Meu amigo, devo j contar com os annos
posto que me proponha, nio posso adiantar tudo o
qu quero.
A saude do grande maestro exceileate, parece
O theatro da, Scala de Milio gosar das primicias
da nova opera. Verdi cscolheu j o tenor Ta-
magno para cantar o papel de Othelo. Anda em
busca de um grande barytino que seja ao mesmo
tempo um notavel artista pava representar o per -
sonagein de Yago ; o mais importante da obra po-
rm tropees, eom grande difficuldade por nio ser
tacil aeha -o na Italia, ao menos com as condi-
goes requeridas pelo auter.
Dirrgio-se a Maorel e nio se sabe anda se este
acoetar o convite.
Yago ser provavelmente posta em scena em a
actu (temporada.
O autor do libretto Arrigo Boito, bem conhe-
cido na Europa como poeta e como msico. Este
4o quarto libretto que faz para os amigos : o pri-
meiro Amletto, para Faccio ; o segundo Eto e Lean
dra, para Bottesini; o terceiro Gioconda, para
Ponchielli, e por ultimo Yago para Verdi.
Para si mesmo arranjou os librettos de lephis-
topheles e Ncrone. Para esta ultima opera traba
Iba ha seis aanot: seus amigos diaem que s tem
acabado os dous primeiros actos.
0 peso da idade obriga a compdr com calma ao
maestro Verdi; o maestro Boito muito mais atli-
viado deesa earga posto que toda va jovem nio
dos que mais se ufana.
Se em seis annos fez dous actos, verio a opera
as geracSes futuras.
A dtaro da ninfea ditaiia-A
rainha d Italia acaba de tomar a seu servio, como
medico particular, a demoisele Margarida Farne.
E' a primeva moca italiana que, em 1870, se de-
dicou a o estude da oedici it.
Depois de ter obtido o seu diplema, a Farne
praticou durante algum tempo, com notavel suc-
cesso, nos hospitaes de Milio e de Turin,
j Af*Jnde,B',, de **ernan>n"CODamos em seguida o rnappa demonstrativo do rendimento
da Alfandegade Pernambuco,;durante o anno civil de 1885, comparado com o do anno civil de 1884
Importac&o
Dimitas de consumo
AWIiii i..... Je 50 o/0
Augmente de 10%.
Expediente; de 5%.
i\.rmazensnnra
Capatasv
Imposta d 40
% sobre fhmo.
.
Despachos martimos
Imposto de ph.iroes.
Dito de dcas .
ExportacSo
Direitos de 9%.
dem de T/0. .
dem de 5 /0. .
Interior
Sello por verbas.....
Dito adhesivo ....
Imposto de transm. de propricdade.
Extraordinaria
Multas
Depositas
Deposito de diversas origens.
Contribuicao de caridade
Somma.
4.026:8881559
2.012:72|355
402:594aVOI
43:265*881
83:609*168
"' "nnfj?if
747J0I0
48:220*000
9:370*210
70:432956
toma
695:602*435
435*880
13:340*000
3:509*200
7:767*439
12:215*083
36:660*427
7.489:231*610
6.081:412*909^
3.039:956*855
607:983*340
58:446*226
179:3->8*484
37:454*208
937*703
51:180*000
16:522*617
65:260*263
78*101
833:981*704
678*160
19:281*000
3:239*750
11/477*872
116:828*747
27:226*254
11.151:314*193
*
*
*
*
i

5:163*693
*
*
*
*
269*450
*
9:434*173
14:867*316
2.054:574*350
1.026:984*500
205:388*864
15:190*345
95:759*032
15:825*2>9
190*663
2:960*000
7:152*407

37*483
138:379*269
242*280
5:941*000
/
3:710*383
104:613*664
*
3.676:949*899
RECAPITLAgO
nEXOWNACAO DAS RENDAS
Importadlo.....
I>cspacho martimo.
Exportado.....
taterior......
Extraordinaria ....
IX'positos......
Total .
6.591':646*712
57:5'.K) 10
766:066*609
17:285*080
7:7673489
48:875*510
7.489:231*610
I0.0vj5:559f725
67:702*617
899:3205068
23:198*910!
11:477*872'
144:055*001
il.rei:314193
I
*
I
I
3.413:913*013
10:112*407
133:253*459
5:913*830
3:710*383
95:179*491
3.662:082*583
Fon^^J^^^Z^ '-ir- e 1886.-0 chele, Domaos Jooguim da
Werlnhem-Eieseveran-apa em data de 18
do corrento o seguinte, desta vilta :
Comesamos a presente pedia lo Ihe3 desculpas
pelo nosso silnnc >, motiMaio por justas causas; e
de novo rogamos-Ihes o nosso acolhimento com a
benevolencia do costume.
No dia 11 do passado nstallou-se sob a pre-
sidencia do Dr. juiz municipal, por se aehar o Dr.
juiz de direito da comaraa occapido com os traba
lhos da revisio eleitoral, a 4 sessio ordinaria do
jury d'este termo, convocada para o da 9, com a
presenca do promotor Dr. 'Santiago. Forana sub-
raettidos julgamente seis praeessos, que se ach>
vasa devidamente preparados,
No mesmo da 11 foi julgado-o reo Luiz-Fran-
cisco da Silva, conhecido por Luiz Cantairo, pro-
nunciado na art. 193 do cdigo criminal, como au-
tor do brbaro aSsasraato praticado na pessoa de
Manoel Francisco m janho de 188S, no sngonho
S. Jos. Foi cond&mnado no gro mximo do
meBmo artigo pena de gales perpetuas. Teve
por patrono o bach .re Francisco Santiago Accoly
Lins. Hoave appellacio ex oficio Este r > ha -'
'via tido na sessio paseada a mesma pena e pro
atara por novo jury.
Depois foi submettido julgamento o reo
Francisco Flix de Agniar, pronunciado no art. 269
do cidgo criminal. Po coademnado no grao
mximo pena de 8 annos de gales; tendo por o>e.
tensor o bichare! Accioly Lins.
No dia 12 foi julgado o reo Manoel Ferino
das Neves, pronunciado no art. 205 do cdigo cri-
minal. Foi jalgada perempta a aecusacio," tendo
o r > p jr defensor o solicitador de causas Pedro
Joa do Carino e Sonaa.
No mesma dia foram juigadoa os reas Maioel
Alves e Manoel Luciano, pronunciados no art. 201
do cdigo criminal, por tercm feito em Jovno
Francisco diversos feriraentos as mass e as n-
delas, com chicote e palmatoria. Foram eondeni-
nados no grao medio pena de 6 mezes e 15 dias
do prisao simples e na multa correspondente rae-
tade do tempo.
No dia 14 toi subme'.tido
se destmavam esta villa ; hoje a ponte, que 3e
aeha em reparos, ha mais de um anno. Nao sabe-
mos a causa de tal demora ou pausa; o que af-
fiancamos que, quando forera concluidos os taes
-coucertoa, desconcertadosbao de estar os pri
raeiros. Urge, pois, quo os poderes compete atea
providencela no sentido de ser melhorado esto
estado de cousas.
No da 3J de Dezembro teve lugar nesta vil-
la a eleicao p ira mombros da assembla provin-
cial, e a 15 de um deputado geral. Os resultados
de ambas devein ser ahija canhecidos Tudo cor-
reu em paz.
J que estamos em eleices, devemos dizer
que'no dia 7 nao hoave a de presidenta e vice-pre
si lente di cmara, por falta de numero, pois ape-
nas compareceram traa camaristas.
A festa do natal correu aqui friame.ate, af-
fluiado a inissi do gallo numero de gente inferior
ao que correu no anno passado. Longe vai o tem-
po em que a festa do nasemento do Menino Deas,
era o privilegio da roc. Antigamente, quando os
nossos awi nao conbeoiam o silvo do trera de fer-
ro e nem d'olle tinham nocoes, e nem do telegra-
Etto, do talephonc ate as festas do natal e Anno
om eram acontecimentos grandiosos entre os p >-
vos campesinas, pjrqao so elles sabiam impraiir-
Ihes o verdadei i o earacter potico. l-ije, porm,
que: a civilishOaj tem penetrado em todas as de-
visas, a graca natural, o encanto, a innocencia
dos costames, a poesa, e desterravam para dar
lugar ao m dernismo : a viola, o eateret, o b.i-
hiano, as rodas, as palmas, os batuques, os de-
salios, as cantigas, as tronas estilo substitu -
dos palo p no, pela chaine de dame, pela n
sa iugleza, o-canean, a balota italiaua, o g o
pe, otcileU ate. Da antiguidalo anda resta
o celebrrimo presepio que acertadaments dj-
via ser coudemuado pela civilisacio.
Hontem 17, teve lugar a festa do glorioso
Santo Ana-tro que todos os annos se solemnisa no
povoado do mesmo
noma. As primeiras novenas
corrern frias, baveado maior conctnveneia e aui-
, ,f julgamente o reo m 10ia as ultimas e na da da, festa, A capella es
Jos Malinas dos Santos, pronunciado no art. 192 UviJ decentemente decorada, aleando a arma
combinado com o 34 d.cooVocnm.BaJ por haver cJo. Hv>lwu aeratii,t 0l cu e nj Te Dtum \
do d.a 4 do Outubro, no engenh, S. Francisco, *uae, ambos foram pregada, pelo Rvm Tdre
atirado de raboseada em Igaac.o de Msndonca, Bandeira, vigirio do Rf-F.rmoso. ^
Produz.ndo-lhe diverso, fer.mentoa. Teve por .V Urd-a houve a procssio do costme, V r-
advogado o hachare .Acmoly Lms e fo, conde.n- minando a solemnidad* com um fogo de artifiei,
nado a 6 raerse 15 das de pr.sio simples, ei multa Tocou e todos os actos a XaMatatM-
correspondente metade do tempo, grao miio do nhaCQle, ^ ^ uouve com BMteU) ^^
"* : ,,,. grande adiantamento.
Foi anda julgado o reo Claudino Cezario dos
pintor de
Santos, pronunciado no art. 192 combinado com
34 un cdigo criminal, por ter no dia 28 de Agosto
de 188* tentado contra a existencia de Bardo
Ha hum-disturbio ou facto.grave oceorreu que
viesse pcirtxirbar a ordem publica, apenas al-
o guns devotos do Deu* Bach >, inebriados pelos
deliciosos vapores da precioso liquido e, es-
nS i lT1? t0r?a Barr-' 5r0fei8r 1UCCdo8 Pr i-*"* ndo, desv,aram-s am
publico do povoado de Santo Amaro., ferrado* com pouco da marcha seguida pebs demais e vi.la-
nma faca de ponte, tendo para tal fim penetrado ran por um momento a tranouillidaie, que logo
na .asa da victima. Teve por defensor o bacharel eBa restabelecida cora a reclusio dos-cuios casa
Aeoioly Lins e foi condetrnad) 20 aunos de ga- sileoeioaa .
les, grao medio das referidos artigos.
Este reo, de cuja crime tanto se oceuparam
as autoridades superiores e at a imprensa, cha-
mando a attencio das autoridades superiores, de-
pois de permanecer n'este termo durante longo
tempo despeito das constantes diligencias ei-
pregadas pelas autoridades locaes para a sua
apprehensio, havia sido capturado em N'overabro
passado no termo de Ipoinca pelo respectivo dele-
gado de polica, na occasio em que ostentosa-
mente aasistia feira de Gamella.
cisio do jury para o Superior Tribunal da Rea
1,-ilo, que far a costumada juatca.
sileoeioaa
Hecordaae de Pi IX Ha pouco
, morreu em Italia o abbade Ruuiel, companheiro
i inseparavel de l io IX em sua juventude.
Ambos se conheceram no collegio de Volterra e
quando concluiram seus estudos prometteram mu-
tuamente dedicar sua vida carreira das armas
entrando na armada pontificia
Nao ser por demais advertir que os Estados
pontificios tiverttraba annos sua inarinha de guerra
composta de dous navios : o Santa Tiinita e o San
Pietro e Paolo.
Os ardores bellicos deviam apagar-se mui cedo
no animo do conde Mastai Ferrcti, por que pouco
depois canta va missa, e alguns annos mais tarde
matar seu filho senio depois de havel-o amaman-
tado sequer por algumas horas.
Prometteu-m'o formalmente ese retirou.
Um mlico me tinha dito que nio existe exem-
plo em parte alguma de que urna mai tenha morto
o filho depois de havel-o comecado a dar-lhe de
mamar
E, effectvamente. poucas semanas depois voltou
ao meu confiseionario a pobre mulher para dizer-
me chorando que nio tinha valor para matar ao
filho de suas entranhas, por que era muito formo-
so e ja principiava a rir, e porque o quera com
toda a sua alma; porm que agora perigava a vida
della, porque seus pais a matariam, com razio,
quando soubessem a sua enorme falta.
O cura Mastai nterveio em s guda e o assum-
pto ficou accommodado.
O livro do abade Rumoli contera episodios ou-
vidos de visa voz ao metmo Papa.
O autor cuidsva de annotal-os immediataaie te
recordando at as mesmos phrases com que seu
amigo se espressava.
lielleaEltctuar-se-ho :
Hoje :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 22, de predios.
Pelo agente Gasmao, s 11 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n. 18, de movis.
Velo agente Martins, s 11 horas, na ra do Vi-
gario n. 1, em continuacao, de movis, loncas, vi-
dros, etc.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na guarda m^ria
d'Altanueg, de 50 caixai com-ceblas.
Sexta-feira :
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, na ra De-
tencio, n. 33, de movis.
MlNNaa fnebre-Serio celebradas :
Hoje :
As 8 horas, no Corpo Santo, por alma do eam-
mendador Jos Joio de Amorim ; s 8 horas, na
matriz da Boa-Vista, por alma de Joaquim Igna-
cio Ribeiro ; i> 6 borne, em S. Francisco, de Olin-
da, por alma do capito Manoel Ignacio da Silva
Braga ; s 5 1/2 horas, na matriz de Jaboatao, por
alma do capitSo Manoel Ignacio da Silva Braga.
Terca-feira :
A's 7 horas, na matriz de Santo Antpoio, por
alma de D. Candida Francisca Xavier dos Res.
Quarta-feira :
A's 8 horas, na igreja do Monteiro, pela alma
de D. Mara Luiza Ferrpira Lima.
PaNNaKCiro* Chegados dos portos do norte
no vapor nacional Bahia:
Antonio de Lyra Pontes, A. Mello, Joao S. Pas-
coal, 8. B. Sabilita, Dr. Raymundo A. Vinh-s, ca-
pitio Pedro Velho de S Barrete. 1 filho e 1 eria-
da, Alfredo T. da Rocha Pag, Jos de Barros
Tavera, Dr. Jos C. da Costa Ribeiro sua se-
nbon e 1 criada, Leo Ulz, U. Mullei. Nicolao Si-
rooes, Roque Facio, Filomeno Simes, 1 desertor
e 2 pracas, Manoel Mata da Costa, Manoel C. V.
Montenegro, Manoel de Moraes Galvao, Augusto
de S.>uza. Cleadon Chaves, sua smhora e 1 criada,
Jos de Mace o, sua sentara, e 1 criada,, Antonio
Augusto Pereira da Suva, Dr. Joio Lopes Pessoa
da Cesta, padre Antonio Ricardo da Rocha, Jas
Rodrigues, Jos Ferreira da Silva, Julio rp, e
Edraund.
Chegados dos portos do sul no vapor nacio-
nal Jaciiype:
Dr. Goucalo Faro e 1 criado, Joaquim A. Mo-
reira de Mendonca, sua senhora. 8 filhos e 1 cria-
do, Verano G. A. de Almeida, Thomaz A. S. Lou-
reiro, Hypolito Diniz de Oliveira, Americo de
Macedo, e Alexandrino de S. Jos.
Chegados da Europa no vapor franeez Vt'Jfe
de Victoria/:
Leopolde Preall, Arthur de Mello, e 10 frades
capucbinhns.
Cstaa fe Oetemcqi-MovimtD//> dos pre-
sos no dia 21 de Janeiro :
Existiam presos 329, entraram 8. sahiram 9
existen 328.
A sabei:
Nacionaes 293, mulberes 7, estrangeiros 5, es-
cravos sentenciados e processados 13, ditos de cor-
reccao 10.Totel 328.
Arracoados 303, sendo : bons 291, doentes 12
Total 303.
Movnnento da enfermara :
Ti vera m baixa :
Miguel Torres Galindo.
II-rculanD Pereira, Das.
Teve .alta i
Manoel Felippe dos Santos.
Lotera da provincia Sabbado, 23
dejaneiro, se extraliir a lotera n. 33, em benefi-
cio da igreja da Boa Viagem de Pasmado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicao dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as esphers arrumadas em ordem num-
rica, apreciacio do publico.
Lotera de Macelo de 300:000$ooo
Esta trrande lotera, cu jo premio grande de
200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida im-
prcterivelmente no dia 26 de Janeiro.
Os bilhetes achara-se a venda na Casa Feliz
praca da Indepenie.ncia ns 37 e 39.
Lotera do Rio.A 1* parte 195 do plano
novo do premio de 100:000*000, ser extrada im-
preterivelinente hoje, 23 do corrente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra do Crespo n. 23.
Tambema ch.im-se venda na pra;a da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera do Ceara de SOOtOOoSooo
A' Ia sene d'esta grande lotera, cujo maior pre-
mio de 250:000*000, se extrahir imprcterivel-
ineute no dia 26 do corrente.
Ob bilhetes acham-se venda na Caea da For-
tuna, ru i Primeiro de Marco n. 23.
liOteria do Maranho -A 1 parte da 1
das bilhe-
de Maree
o dia 9 de Novembro Anrouiode Souza Dias, hispo de Spoleto, arcebispo de Imola e carde ti.
caixeiro de Antonio Fragoso, eatabelecido no po- ; cheganio por fim, a oceupar a cadeira de S. Pe-
voado de Pao Branco, desearregou, em Roque de! dro.
Oliveira um tiro de pUtola, produaindo- lhe a morte Umft mudaaCa parecida opewu-se no espirito de
instantnea. Souia Das tinha o pestio coetume Rnmeli, o qual em lugar de dedear-se, como tinha
de gracejar com Oiiveisa com armas de fago quasi \ promettido, s emular as glorias de Nelsoo, retirou
tedas as vezesem que este waoe.tabelecmente; e um lugaa-, conhecido pelas pessoas do paiz
e, tendo se recusado n'aquelle dia em dar a Roque
um pouco de vinbo ou genebra, este insista em
padir, replicando Das qne, o que tinha para elle
-ora urna pistola: e s palavras juntando a
aegioagarrou n'uma das que estavara expostas a
venda e atiiou. Preso em flagrante pela autori-
dade policial que se achara no povoado, deilarou
suppor que a pistola estvesse descarregada, sendo
por isto considerado casual o facto, prestando
Souza Dias fianca provisoria. Se elle ou nio cri-
miaoso, se foi ou nio proposita! o facto relatado,
ha de se ver na formacie da culpa que se est
procedendo.
Em dias do mez de Novembro, Constantino,
escravo do capitio Jos Manoel Vianna Pimentel,
penetrando era casa de Zumba de tal, residente no
Porto de Pedras, conseguio violentar Josepha de
tal, filha d'aquelle, menor de 14 annos, na occa-
sio em que se achavam ausentes os seus paes.
a Isto acontecen de 7 para 8 horas da manha,
estando a offsndida s. Constantino,'. depois de >a-
tisietos os seus desejos libidinosos, evadio-se e a
autoridade competente procedeu ao respectivo in-
querito por queixa do pae da offendiMa, que mi-
nera ve!.
Nao a primeira victima atirada ao tesidal
da prostituicia por esto malfeitor, que inclume
s; tem sabido de anas .apresas.
i Achanvsa paraljsados os trabalho. da ponte
do Porto de Pedras, o que grande prejuzo tem
trazido para esta villa e para os viajantes de to-
das as partes, que se veni obrigados a pagar a
patsagem su dar a v.lta da quasi urna tagua.
Nos diaa de.lein ou do maisr afil acucia de
povo, ha um verdadsiro atrepello na pasaagsm,
alin dos perigos a que estio sujeitos ot tran-
i entes.
Sao sempre assim as estrada, dsst infeliz
tena* oat'rotaer avarnsa do Rosar.o ter-
ror dat viajantes, e grande obstecalo pan o. que
com o nome da Ermita.
Alli viven obscuramente durante muito tempo,
sera que se saiba outra cousa delle sanio que ti
o maior e mais intimo amigo de Pi IX.
O abade Rmneli deixou escripias urnas mema-
rias que se publicarao muito breve, esa as quaes
se ario a couhecer detalhes da maior importancia
para julga>- o largo pontifica lo do ultim > Pepa o
noticias polticas e religiosas at boje pouco conde-
cidas on descenhecidas totalmente.
Anedoetas nio faltarlo : a imprensa austriaea,
referindo-se a um esoripter quetiatou com intimi-
dado ao abbade Rumeli c por que n se seube da
propria poblicaciadas memorias annuncadas, pu-
blica algumas, entre as quaes sobamos a seguinte:
Fallando um dia Po IX com o sea amigo sobre
a confissio referi este incidente dramtico:
Fas j mutos annos, sendo simples cura,
achava-me nma manha em meu confissienario,
quando vi aproximar-so nma figura femenina, co-
berta da cabeca aos ps por nm grande veo e
ajoelhar-se junto a grade:
Padre meame dsse com voz trmula, nao
venbo confessar-mt de um pecado passado, senio
que me deis absolvico por um crime horrvel que
vou cummetter, que devo oommetter.
Falla filha uiinha.
Von sw mai, e me siato sem torcas para so-
bredi ver.
Porm vos peco desde j i a absolvioao, sorqn.no
momento terrivel nao terei oonfessor qae m'a d.
. Estas palavras me oausaram espanto .-- des-
graoada me fallava-eom ul convenoimento e eem
tai valor, qae nio soitea, na verdade, com ws-
ponder-lbe.
De repeate veio-me A memoria um feote quo
tinha envido referir a nm medico temoso, sobre o
inf.ntecid,
Ni* posso obedecer, vos antewpadameate.
Porm, jura-tae, ueste asnW lagar, que nio
cao i
mo i
ueiro.
veham-se expasto a venda os restos
tes na Clasa da Fortuna ra Primeiro
n. 23.
Mercarlo Muulctpal de H. foa.O
movmeuto deste Mercado no dia 22 de corrente,
foi o seguinte:
Entraram :
21 bois pesando 3.261 kilos.
2097 kilos de pcixe a 20 res
22 taboleiros a 200 res
43 cargas de farinha a 200 res
16 ditas de fructas diversas a 300
res
8 Suinos a 200 ris
Foram ocenpados :
18 columnas a 600 ris
44 talhos de carne verde a l*ij00
20 ditos de ditos a 2*
40 compartimentos de taiinba e co-
midas a 500 ris
60 ditos do legumes a 400 ris
17 compartimentos de suino a 700
ris
14 ditos de tressuras a 600 ris
41*940
4*400
8*600
4*800
1*600
10*800
44*00d
40*000
20*000
141938
tl#900
8*400
Deve ter sidb arrec lata neste dia a
quantia de 211*440
Precos do da:
Carne verde a 480, 400 e 380 is o kilo.
Suinos a 600 e 500 ris dem.
Carneiro a 1* e-800 ris dem.
Farinha de 320 a 640 ris a cuia
Milbo de 400 a 240 res idem.
Feijio de 640 a 1*280 ris idem.
Matadon.ro Publico. Foram abatida;
no Matadouro da Cabanga 71 rezes para o consu-
mo do dia 23 do corrente mea
INDICARES OTIS
Medacoa
Consultorio medico elrurgrtea do r.
Pedro le Attauydc Lobo Moacoso
roa da Citoria n. 38.
O doutor Moscozo d consultas todos os
dias uteis, das 7 s 10 horas da manha,
Este consultorio offerece a commadida
le de poder cada doente ser ouvido e exa-
minado, sem ser presenciado por o litro
De mcio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado ao trrelo pra-
oa do Commercio, onde funeciona a nas-
peccSo de sade do porto. Para qualquer
d'estes dous pontos poderlo ser dirigidos
os chamados por carta as indicada horas.
G Dr. AcAiadetYiUoao continua a ter
consultorio, aa sua antiga residencia,
ru* do Baro da Victoria n. 45 1 andar.
D coasaltas das 7 a 9 horas da manh
acode aos obamades a qailqu#r hora
Pratica operares.

vk
.1


r
Diaria de PeroaabncuSaltado 23 de Janeiro de 1886!
ss
0 Dr. Alfredo Gaspar, medico opera-
dor e parteiro, restabelecido dos seus in-
commodos, contina no exercicio de sua
profissao. Residencia raa da lmperatriz
n. 4, 2." andar.
Dr. Barreta Sampaio da consultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do Br8o da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
do Kiaohaelo n. 17, ornato da ra do Pires.
Henrique Mst. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Encarrega so de questSss
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Ferrer, ra do Imperador n. 79,
1. andar.
Dr. Oliveira Eseorel, 2. promotor pu-
blico, tem seu esoriptorio de advogacia na
ra Primeiro de Marco n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado
ra do Imperador n 37.
Hudanra de c6noIlri
O Dr. Airio avisa aos seus clientes
que mudou o se 2 consultorio para a ra do
Queimado n. 46, 1. andar. Consultas
todos os dias das 11 As 2 horas da tarde.
Itroxaria
Faria, Sobrinho & C, drogustas poi
attacado. Ra Mrquez de Olinda n. 41.
Francisco Manad da Silva & C, depo
sitarlos de todas as especialidades pharma
oeuticas, tintas, drogas, productos chimice
e medicamentos homcBopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Botica francesa e drogara de bou.
quayroi Freren. Sacceaaorea
A. de Cao
Neste estabeleciment fundado desde
1821 encontra-se os productos chlmicos
drogas, tintas, leos, pinceis, vernizis das
melhores marcas ; todas as especialidades
pharraaceuticas dos legtimos autores, um
variado sortimento de fundas o aguas mi
neraes, os granulos dosimetricos de Burg
grave e productos especiaes da Flora Bra-
sileira. 22-rua da Cruz, Recife.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e qfficina de carapina
d Francisco dos Santos Maeedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande estabele-
cimento, o primeiro da provincia n'oste ge-
nero, comprase e vndese madeiras de
todas as qualidades, serrase madeiras de
conta alheia, assim como se preparam obras
de carapira por machina e por precos sem
competencia.
Laboratorio homceopalico
F. Chaves Jnior, mdico e pharmaceu-
tico homceopatico, ra, do BarSo da Victo-
ria n. 39, 1." andar.
junta, quaesquer qae sejam as duvidas e
contestacSea, nao oonta para nenhitm dos
candidatos o voto duvidoso.
Ha ura ateitar, ka um vota, augmentan-
do o computo dos eleitores que votaram ;
mas a junta nao sabe, nao indaga, nao de-
cide se elle aproveita, ou a quem apro
veiia.
Parece-nos ser este o espirito da lei.
Quanto lettra, os argumentos da Pro
vincia sao at pueris, como demonetraria-
mos, se j o nao ti vaste m feito de modo
muito cabal. Basta citar como speoitnen
da argumentaclo da Provincia, diaer se
que pertence scelo que trata da eleicao
senatorial, o art. 159 ; ao qual entretanto
expressamente referio-se o art. 177, na
seccSo que trata da eleicSo de deputadot I
Disse a Prouincia que o art. 177, se refe-
ria nicamente ao principio do art. 159 e
nao aos paragraphos ; mas o art. 177, re-
prodcelo litteral daquellc principio, foi
completado cam a refetencia!...
Desengao
Amei-te os meus extremos compensaste
Com tanta ingratido, tanta dureza.
Que asBm como adorar-te foi loucura,
Maii extremos te dar fura baizeza.
Laurindo RabeUo.
Foi locura, bem tei, julgarme amado,
Pensas haver um ser que ao desgracado
Dedicasse affeico
Mas que queres ? De teas labios um sorrito
Entreabri me de longe o paiaizo,
Voltou-me a crenca ento.
Um olhar destes olhos, fascinante,
Veio inundar de lu o meu semblante,
E traaer-mo a esperance,
Minh'alma a muito tempo j4 deaorida,
Ento de ardenle f robustecida,
Adorar-te crianca.
Mas logo o desengao atrs, pungente
Veio arrancar a mim, misero crate,
Est'ultima illnsilo;
Aquella que eu supponha um anjo aer.
Era. .. era simplesmente urna mulber,
Nao tinba coracao !
Recite, 19 de Janeiro de 86.
Moraes Silva
pdbl::agoes a pedidc
0 espirito da lei
Um artigo publicado no Diario de hon-
tem (21) tirou-nos a vontade e o ensejo
de discutir a lettra do regulamento de 13
de Agosto de 1881.
E' urna exposicjlo clara, coneisa e con-
clud-ute, mas de urna claresa, de urna
concisSo e de ama concludencia que fazem
honra ao escriptor. Todava pedimos ve-
nia para add izir alguma cousa, tomando
como ponto de partida suas ultimas pala-
vras :
So a lei mi, queixomse de si que
a fizeram e lhe deram regulamento...
A lei m? Incluir em urna somma c
excluir de outra somma os votos recebidos
em separado, ser um contra-senso, como
entende hoje a Provincia ?
E' o que vamos ver.
A junta apuradora tem de verificar :
1. Quantos sao os votos dos eleitores
jue c.oncorreram e'.eicSo, e qual a
maioria absoluta desses votos. Mais pro-
priarnentequantos eleitores votaram, e
qual a maioria absoluta desses eleitores.
Est subentendido que nao votou, quem dei-
tou na urna ura pedaco de papel em brao-
co ; esse pedaco de papel nao um voto,
urna abstoncSo. E' por isso que a lei
nao manda contar os eleitores que compa
receram, mas os votos effectivamente re-
cb'dos. O numero dos votos recebidos,
e a dos eleitores que realmente votaram,
vem a sar a mesma cousa.
2. Quantos votos obteve cada um dos
votados, e se algum de?tes attingio a maio-
ria absoluta.
As duvidas e conteetacoes, em virtude
das iuaes se receberam votos em separa-
do, nao podera ser decididas pela junta
apuradora.
presmese nos que votaram a capaci-
dade electiva ; a maioria absoluta dos vo-
tos representa a do eleitorado.
Esta presumpjlo, que subsiste parante
a junta, pode ceder a urna conviceZo con-
traria da cmara competente para a veri-
ficacao dos poderes. A Cmara dos De-
butados poder reconhecer a incapacidade
de um cert > numero de eleitores, e a maio-
ria presumptiva ser modificada.
Quando a cdula de um votante offerece
duvida sobre quem soja a pessoa votada,
nem por isso deixa de ser um voto, que
deve ser contado, para se saber quantos
votaram, e quantos representaram na elei-
cao a maioria dos cidadaos activos.
O candidato, para s; considerar eleito
em primeiro escrutinio, deve ser sufFraga-
do por essa maioria.
O voto recebido em separado, no caso
de offereoer tiifvida 'sabr quem teja a
pessoa votada, nao ple pela juita aer at-
tribuido a neahum dos candidatos ; por
que'ella nao tem competencia pata resol-
ver a duvida. Esse voto aommado para
se calcular a maioria absoluta, e nao serve
pan se dar diploma a um candidato.
Pastemos a urna outra hypothes.
Ot eleitores que votarem em pessoas in-
compativeis, fazem numero, augmentara o
eleitorado presente, infiuem na maioria
absoluta; do mesmo modo que os eleito-
res, que Je proposito esterilisam os seus
Totos, espalhando-os a esmo. E porque
nao fariam numero aquelies, por exemplo,
cujoe votos foesem reoebidos em aparado,
Sor se dieer que votaram em papel matoa-
o ? J se deu isto urna Vez com algu-
mas deaeuas de eleitores, ti seus votos,
petante a junta, riSo apro ve! taram ao can-
didato, embora os que atsim votaram fos-
sem incluidos na totalidade dos eleitores
presentes.
No voto em separado, no voto duvidoso,
o que se conta prtrpriatnente o eleitor ; e
este se conta, quaesquer que sejam as da-
vidas e cootestaooes, porque a Uipratume
por*n fuamto a sua oapacidade. Mas a
Bolelim
Do Monitor
Otelegrapho da via frreaConde d'Euacaba
de transmittir-nos a grata noticia de haver triom
phado pela maioria absoluta de 97 votos, o can-
didato do terceiro circulo, no pleito que se ferio
ante-hontem, 15 do correntc, notso dittincto ami-
go e Ilustre patricio o Exm. Sr. Dr. Jos Soriano
de Sonta.
Naquella circumcripcao eleitoral parece que o
abuso se enraisara mais do que nos outros circu-
ios da provincia. Alli a opinio popular era des-
preeada dos dominadores desta infeliz provincia
e na cmara dos diputados para onde appellaram
as victimas desses dominadores exclusivistas e re-
trogados, tambem mais de urna vez nao foi res-
peitada a opinio do distristo.
Felizmente coub ao Ilustre parhybano que
acaba de vencer, por enorme maioria, a gloria de
abafar todos os sophismas sob o peso dessa mes-
ma to grande quanto legitima e incontestavel
maioria.
Coube a este homem de raro talento e profunda
illustracao a gloria de ser o primeiro rasgar os
horisontes da poltica desta provincia,_ convencen-
do todos de que o verdadeiro mereeiniento, apoz
as lutas em que se empenha, termina sempre ven-
cedor.
Tres vezes o preclaro cidadao tem precur&do
eleger-se.
J urna vez eleito e criminosamente deparado
sonbe defender a legitimidade da sua causa, mas
nao encontrou juiaes, e por isso perdeu pela
fraude e cynismo o diploma que conquistara por
sua rara dedicac&o e nabalavel firmeza causa
de noaso partido.
Experimentado as lutas polticas, conservador
convencido, parahybano distinctissimo que extre-
mece por sua trra natal, a Parahyba lucrar in-
mensamente com a eleicio do L)r. Jos Soriano
de Souza.
Em nome de nossa provincia, em nome de nosso
grande partido, e por amor da genertsa poltica
do futuro, nos felicitamos o Ilustre deputado do
3' circulo, Sr. Dr. Jos Soriano de Souza,
Viva o ndependente, brioso e moralisado elei-
torado do 3 distrctD !
Viva o Exm Sr. Dr. Jos Soriano de Souza !
Viva a soberana da imprensa !
Viva a provincia da Parahyba do Norte !
Parahyba, em 17 de Janeiro de lb86.
ElelfSo do 3" dUtrlcto
PARAHYBA
Damos abaixo o resultado dos diferentes colle-
gios, que compdem o 3o districto desta provincia,
f cuja veracidade garantimos, na eleicio que teve
lugar na irmnha de 15 do corrate, para deputado
Cmara Temporaria.
Eil-o :
tatasnat
Dr. 8erit.no
Dr. Evaristo
Dr. Soriano
Dr. Evaristo
Dr. Soriano
Dr. Evaristo
Dr. Soriano
Dr. Evaristo
Dr. Soriano
Dr. Evaristo
Dr. Soriano
Dr. Evaristo
Dr. Striano
Dr. Evaristo
Dr. Soriaao
Dr. Evaristo
ALiOOA ICOVi
UitBIt
cerra
riCVHT
PEDXA LAVBADA
rn*m
20
53
10
17
13
16
15
%
36
30
55
53
87
27
23
357
Espirito tjrtalccido para as lutas as crencas da
rel'giSo chriati ; escriptur otavel e reconhecido
por liwoa tjne tem prouiido do mrito incontes-
tavel ; orador laquenfee e frtil / poltico educa
o as ventatfeiras doutrinat do nosso partido ;
coraco generoso e sensivel, e sempre preparado
para as grandes acedes, elle rene em si raras
qualidades, que o tornam mais que digno da hon-
rosa procurado com a qual o independente eleito-
rado do 3* districto o acaba de distinguir.
Bemdito, pois, seja o momento em que detpon-
toa de ficto entre nos o sol bemfazejo de t* gran-
de intelligencia.
Nos que do passado s queremos as liccoes, e
qne not-etfbreamet no presente para o engrande-
ciaiento do futuro, tentimo-nos ataoberbadot em
identificanno-nos com os noaeoa amigos para sau-
dar e applaudir o mrito de um cidado to probo
e to Ilustrado, em cuja vida publica os sacrifi-
sios esto plintadot, como marcos, para attestar
a abuegaco e o valor de sua alma.
Nossos parabens, pois, ao Exm. Dr. Jos Soria-
no de Souza, e provincia da Parahyba do Norte.
(Do Monitor).
Taquaretinga
Quem tem telhado de
vidro nao atira pedra
no do viainho.
A Provtncta de 21 do corrate em falta
de assumpto paraaecusara presidencia e os
membros mais proeminentes do partido
conservador escreveu algumas linhas, e
chUmou-as de Escandolosa intervencao,
as quaes responsabilisou a primeira
autoridade por tudo quanto imagina que
se pode ter praticado na* ultimas eleicSes.
E n5o satisfeita, envolveu tambem na-
quelle escripto o nome do Rvd. padre Tejo,
nome que alli respeitado at pelos pro
prios adversarios polticos.
Negamos o Cacto que a Proomcta arge
ao Rvd. padre Tejo:; eleija geral eBte
ye presente o candidato do- surtido libe-
ral, e nada articnlou contra o mesmo Rvd.
que se esteve junho m :sa, e se pegou
em algara diploma, fel o na qualidado de
fiscal do candidato conservador, e nemisso
lhe podia ser prohibido ou sensurado.
A Provincia, talvez ouvissedizer queem
Taquaretinga e mas proximidades se fize-
r m recepcSes, soltaram-se foguetes, eti.,
e qno todas essas despezasforam levadas
conta dos festejados, inclusive o prejo das
tabocas e o neoeesaria porcontegem ;
provavel que os fest"jados assim contraria
dos externaasem juizo deefavoravel contra
seus correligionarios ; e entilo a Provincia,
para aealmar os mimos dos amigos des-
gostosos tratou logo de inventar factos que
se nao deram, derramando sua bilis contra
tudo e contra todos.
Dada mesmo a hypothese de que o Rvd.
padre Tejo houvesse guardado os diplo-
mas de alguna amigos eleitores, nao isso
motivo de sensura: em tacs condieftes to-
da a cautella pouca, porque os Frades
do Recife sao muitos e andam espalhados
por toda a parte, subtrahindo diplomas
alheios e at arrombando malas dos amigos
retardatarios para dellas tirar diplomas
que lhes nSo pertencem, como dizem que
alli mesmo em Taquaretinga se fez entre
os membros da liberdade.
E vilo esses homens os que fallam em
garantir de voto, em 'liberdade de voto, e
se aguarram a qualquer pacuinha para fa-
zer urna sensura r*
Pregai, pregai no deserto, e quem nao
vos conhecer que vos ouca 1 I !
Para chegar trra da promisslo pre-
ciso ter muita paciencia; o partido conser-
vador saber tel-a.
Janeiro 23 86.
Nemo.
V-te, pois, qot e acha
260
eleito por decidida
maioria o nosso imminente chefe. amigo e patricio
Ean. Dr. Jote Soriano derieasa.
Os platKM ais vergoaoosot, idtos as ofici-
nas presideociatt, e m toandalosas cabalas de
que cynicaento ftiam alarde os agentes do go-
verno provincial, quasi nao produziram effeito,
nao s porque a imprenta mar alisada e austera,
da qual om hoartnat de ter feito parte, os de-
nunciou com a necessaria antecedencia, mas ainda
porque foram por telegramma, que expedimos, pe-
didas ao Exm. Sr. presidente da conselho de mi-
nistros, Bario de Cotegipe, ai garantas de im-
parcialidade no pleito eleitoral, pelas qaaes com-
prometteu a toa palavra.
Dos motivo* esta guerra mm atatt, declarada
no teio do proprio partido um correligionario
to Mostr, coma que mi* o fr, e como o Dr.
Jos Soriano do Souza, todos bem conhecem o al
caooe.
Dasgracadameate Ot direotoret da familia con-
servadora neata provia-.ia team as mait das vezes
explorado dedicacSes e boa f em proveito indivi-
dual, e d'ahi esta pthysica real existenW, ppa-
rentada embora com as cores rosadas da saude.
Nao se quer sangue aovo ueste organismo valhe
e carcomido ; nao te quer que teja dilatado ette
hariseote estreito, onde o talento nao noootra
abrigo, e morre, de correte ao p, como Prometteu
amarrado ao monte da ambicio alheia, e onde
nem ama fresU existe paca toraitar o fatuto, qae
se ettende largo, tem fim, e onde cabetiam lodos.
Nao importa, porta, porque tudo tem sua hora,
e a cmanripapan, oooqawU gloriota do trooalbo,
se ha de operar.
Ettomot osrtot de qae o Exm. Dr. Sonano ha
de deixar rJeto ptoviBsts.^ao'to ua quauto
DO
Po A meza regedora da irmandade de Nossa Se-
nhora da Saude, tem resolvido solemnisar este
anuo a festa de sua padroeira, com a magnificen-
cia dos annos anteriores, porm de conformidade
com as ordena emanadas do Exm. Sr. D. Jos nosso
Ilustre diocesano.
No dia 23 do correntc teri lagar As 7 1/2 horas
da noite o hatteameoto da bandeira da Virgem da
Sade com o brilbaotismo digno de to Excelsa
Seohora, fando o qual qoeimar-te ha uta pequeo
fogo ad hoc.
Ai novenas coueoaro s 7 horas da noite do dia
24 de Janeiro e segur-se bao as mesmas hocaa
oot dias immediatos at 1 de Fevereiro.
No dia 2 de Fevereiro entrar a testa s 10 ho-
ras da manb, sendo orador do Evagelho o Kvdm.
padre Dr. Mantel Lobato Caroeiro da Cuuha.
A't 7 horas da noite ter ceaaaeo o Te Dawf
precedendo e panegyrico da Virgem Senhora, fiado
o qual qaeimar-ae-ha o grande e especial fogo de
artificio, offerecido peits devotos da mesmo Virgem
da Sade, com o que terminar esse grande dia.
Em todos ot actos tocar a excellente banda
de msica de poliea. A orebettra ser dirigida
por nm dos melhores maestros n'e-ee genero. Os
sollos pelos melhores cantores.
Naa novenas e festa ha ver baloes e outros pas-
sa-tempo* camprestes, e a concurrencia publica
apreciar.
Ao oMM lo 8' tistrlcto
CoDitaodo-m quete tem aseverado, ptopoaital
mente, nao poder ser eu votado para desatado pro-
vincial no prximo 2* escrutinio, visto oeoupar o
cargo delecte detraneoz no corso awwxo Pacul
dade deDireito do Recife, previno aos dignos elei-
tores do 8 districto de que falsa a existencia de
tal incotnpatibilidade.
O art. 11 da lei 3029 de 9 de Janeiro de 1381,
enumerando ot diversos fnneeionarios que ai) no
dem ser votados para senador e deputado geral e
ptoviooial, menciona os inspectores ou directores
de iostrtrecio publica e os lentas e directores de
facaldades ou outret eatabclecimeatos de instruc-
co superior
Beata 1er tata ditpotioo da lei para avaar da
teriedade de lainba aprogoada iaeonpatimlidade.
Sou ttote do Oellegio de Artes, ou curao annexo
Faculdadede Direito estabetecimeoto de instrucflo
SECUNDARIA e nao SUPERIOR. A boa fi de
qnem etpalha tal noticia manifesta-se ainda nos
teguintes casos: funecionou no biennio ultimo, na
Assembla Provincial de Pernambuco, como depu-
tado do 10 districto, o Ilustrado Sr. Dr. Adelino
Filho, lento do careo aunexo, tem que a toa eieice
fosee argida por liberaos ou conservadores.
Em 1881 foi eleito deputado geralo atlecido Dr.
Seraphico, de saodota memoria, lente de geogra
phia e historia, no metmo cuno, e ningnem o ac-
cussou de incompativel.
o cato de ter en eleito, aehaMwe-hei compre-
hendido na diipoeicao do art. 12 da dita lei i oto
exercerei o cargo de lente durante todo o periodo
da legislatura,
Pootm pois star tranquillos ot dignoi eleitores
do 8* dittuteto, que me quizeram honrar com seu
voto.
Recife, 16 de Janeiro de 1886.
Joo de Oliveira.
.oatt, claras ssttfios de tas pattagem.
Ao eleitorttdo do 1." di*trido
O resaltado da votaco eleitoral do dia 30 de
Dezembro ultimo dou-me o direito e mpoz-me a
obrigaco de disputar ao candidato da chapa go
vernista a cadeira de deputado provincial que
ainda est vaga pelo 1. districto.
Venho hoje pedir aos meus correligionarios, aos
meas amigos, aoa bons pernambucanos indepen-
dentet, emfim : aos homens de Vdrdadeiras idaa
e sentimentos libertes, o seu apoio para a miaba
candidatura, n; togund) escrutinio que vai ter
lugar dentro de alguns dias.
Convencido embora de que a victoria cabera,
pelo direito do mais forte, ao candidato do gover-
no nem por isso me considero inhibido de pedir a
todos os eleitores do 1. districto os seus sufra-
gios.
Faco-o, declarando que mantenho todas as af-
firmaedeee e promestas do artigo programma com
que apresentei-me ao eleitorado.
Republicano sem msela e sem subterfugios,
sinto necessidade de duer, -e digo-o deste pla-
nalto da imprensa para que a minha voz seja ou-
vida por todosque, ne correr do presente pleito,
nenhuma transaeco hei de fazer, nenhum compro-
misso acceito ou acceitarei, que tenham por fim
mutilar-me as ideas e os intuitos, inutiUsando me
os principios.
', pois, com todo o desassombro das minhas
conviccoes e das minhas intransigencias demo-
crticas, que eu entro no prximo 2o escrutinio,
de oade tem de sahir o terceiro representante do
10 districto, na Assembla Provincial
Sei que este mesmo desassombro dar, talvez,
ganho de causa ao candidato adversario; mas
prefiro urna derrota honesta a um trtumpho so-
phistico.
E d to isto, espero o apoio e os suffragios nao
s dos meus correligionarios e, em geral, de todos
os amigos das ideas livres, como tambem do5 meus
amigos pessoaes, para os quaes appello e aos quaes
agradeco, com desvanecimento, a brilhante vota
ci com que me honraram em Io escrutinio.
Recife, 20 de Janeiro de 1886.
Jos Isidoro Martins Jnior.
Joa Franeatteo do Amoral ao dia
tinelo carpe eleitoral do 3* dis-
tricto
Tendo sido eleito, em primeiro escrutinio, por
este terceiro districto, membro da Assembla Pro-
vincial, honra que por vetes j tive, e nao poden-
do pelo meu mo estado de eade ir pessoatmente
coraprimentar e agradecer aos dignos eleitores,
que contribuiram para a minha eleioo; por isso
prevaleco-me deste meio para padir-lhes descul-
pa desta involuntaria falta e asseverar-lhes que
procurare! desempenbxr o mandato, que me con-
feriramj concorrendo tanto quanto possa, para os
melhoramentos materiaes e moraes de nossa cara
provincia e, principalmente, para a prosperidade
do districto, que me elegeu.
Iguarasa, 18 de Janeiro de 1886.
Joio Franeisco do Amoral.
oiiiicii de Crdito Real em
Pernambuco
Este Banco, autorisado pelo decreto n. 9457 de
11 dejnlho de 1885, dar comeoo as suas opera-
eoes no dia 2 de Janeiro de 1886.
As opeacoes fundamenlaes o Banco to :
Fazer emprestimos de quantia nao inferior a
5:000000 sabr hypotheca de bena immoveie a
longos pratot com amortioacae por annuidadet.
Estes emprestimos sero :
Contraatados por tempo nao mencr de 10 annos
sobre primeira hypotheca constituida, cedida ou
subrogada.
Feitos por metade do valor dos mmoveis ru-
raes ou por trez quavtos d urbanos em lettras
hyoothecarias do Banco, ao par, do valor de.....
100*000 cada urna urna e do juro de 7 0(0 aoanno.
Reembolsados por mel de annuidades pagas
pelos mutuarios em moeda ctrrente, divididas em
semestres.
Oa emprestimos podom ser pagos antacipada-
mente no todo ou em parte, em moeda corrente ou
em letras bypotheearias ao par, a vontade dos
mutuarios.
: As annuidades comp'ehendem o juro conven-
cional, a atnortisaco do capital mutua io e a com
misco de 1 0|() ao Banco.
Na base dos juros de 80i0 ao anno,a tabella das
annuidades para 1:000*000 a segninte:
Contratos por 10 anuos 15oJ820 annuaes
. 15 124J059
, 28 109S345
, 25 101|906
. 30 97|336
No eacnptorio do Banco ra do Commercio n.
34, dar te-hio os demais esclarescimentoc neces-
sarios. .
Peeife, 31 de detembro de 188o.
Pelo banco de crdito Real em Pernambuco,
Os administradores
Manoel Joao de Amorim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luiz Duprat.
Corsa de pianm
Hetberiura
NO DIA 8 DE JANEIRO
Aulas, todos as tercas e sextas-feiras das
5 horas da tarde em diante
78-RA DA IMPERATRIZ-78
M8 fifi Mi Una fias
COLLEGIO
DE
Nossa Senbor da Paz
tta do Btareto da Victoria a. 44)
A directora deste colkigio taz sciente aos Illms.
Srt. pais de familia de que no dia 18 do corrente,
comecaro a funecionar as aulas deste instituto, e
qae continua a esperar a onfianca e coadjuva-
co de qne a jnlgarem merecedora aquellas Srt.
estorcaado-se ella para mais urna vez corresponder
aquella confianca.
Recife, 7 de Janeiro de 1886.
A directora,
Mara da Paz t Freitat.
. C, II ekinann
Usinas de cobre, ato e bronze e de
Golitser Ufer n. 9. Berlira S. O.
Espeef alidade:
Construc^o de machi-
nas e apparelhos
para fabricas de assucar, destilUnBes e re-
fDar;3es com todos os aperfecoamentos
modernos.
INSTALLAgAO DE:
Engenhos de assocar completos
Estabelecimento filial na Havaoa sob a
mesma firma de C. Heck-nann.
Calle San Ignacio n. 17.
nicos representantes
Haupt Cebra' der
EIO DE JANEIRO
Para informajSes di jija m se a
Polhinan &C
M O CBBHBBrBiO B. iO
0 Cajrul)l)a no es-
trangete
MPl
33Ra do Visconde de Albuquerque33
Ai aulas deste ettabtteelment de instruccao e
ednetcao abrir- te-bio no dia 7 do corrente.
O director,
Olintfco Vistor.
Este estabotecimanto de instraccZo pri<
inaria para o sexo femenino tem a Btra sede
em urna confortavel chcara aa Ponte de
Uchoa n. 10.
As materias ensinadas no collegio sSo as
teguintee: rebgOto, portuguea, firance,
mgfez, allemlo, historia, geograpbia, piano,
desenho, pintura, bordados e flores.
As linguae falladas no collegio sao : a
francesa, ingleza e alfemS para s quaes
tem mestras qae Tesidem no collegio.
As directoras enoarregam se segundo a
vontade dos pas de preparar as alumnas
para fazer exames na Academia.
Lista das alumnas que fizeram exames
na Academia:
1882. D. Julia de Oliveira, inglez distinc-
o&o, francez plenamentee
D. Isabel a. Pires, dem.
1884. D. Mara Eugenia de "Mattos, inglez
distinogao, fsanaez idem, portuguez
idean.
1885. D. Maa C. Moateiro, inglez di
tinc^ao, francez plenamente.
D. Plavia Catlo Lopes, francez plena-
mente.
Directoras,
Anna Carrott.
le-mina MichaSli.
I
COLLEGIO
DE
im fia Piiba
Raa do BarSo de Borja .
O, ontr ora do Sebo
Ot traba'hos deste instituto de educaoio de me-
ninas, fundado en 1876, comecam a 11 de Ja-
neiro.
A directora, havendo-se transferido para o pre-
dio cima dito, de ptimas oondicSes para eatabe-
cmuntot detta ordem, tendo longa pratica de ma-
gisterio, desde 1873, e auxiliada por habis profet
sores, espera continuar a merecer a confianza dos
Illms. Srt. interestadot.
Ensina-se : primeiras letras, portuguea, franco
ingles, aUemao.geographla, hittoria, msica, piano
detsahe, eosturae e bordados de diflerentet ge-
aeros.
Auovsia Canteiro.
Nada ha tao poderoso como a verdade, e s
com ella faremos desapparecer a imbecilidade de
nns, a vaidade de outros e a iuveja que devora o
espirito de muitos, s porque a surdina nao tem
podido destruir a confianca com que nos honra o
publico-
A estas eloquentes palavras de um conhecido
pharmaceutico brasileiro, escripias em favor de
preparados seus e contra os sens collegas, cabe-
nos a vez de subscrever e acoreicentar que a ver-
dade ainda mais poderosa, quando irrompe r-
resistivel, espontanea e brilhantemente de factos
inconteataveis e incontestados.
E' o que tem succedido e vai succedendo com
o Cajurubeba. Perseguido e calumniado aqui no
Brasil, mas sempre triumphante, acaba de alean-
car no estrangeiro nm maravilhose triurapho.
Em poucas palavras eis o caso :
Em Marseilhe. (Franca) o Cajurubsba curou um
asthmatico de 64 annos, que soffria ha 15 annos
desse terrivel mal.
Leiam os poucos incrdulos do Cajurubeba o
documento que se segne, e no duvidarlo mais.
Marselle, 1 30 Novembr* 1885.Mr. H. Mo-
rean, agent de Mr. Antonio Pereira da Cunha de
Pernambnco (Brsil).
2d Boulevard de la Magdeleine, Marseille.
Monsienr. Je vous declare queje tooffrait dei
puis quinae ans de l'asthme tel point que j'a
dft abandoner mes affaires.
Oette terrible maladie qne m'avait priv d'ap-
petit et de sommeil, m'oblioait testtr dans ma
chambre, ne pouvant plus descendre ni monter
les escaliers, et mon existence n'tait plua qn'une
longue agonie, sans espoir de me gerir, puis que
tous les medecins auxquels je m'elait adrees,
m'avaient abandon.
C'est dans cette triste situation que je me suis
decide faire usage du Cajurubeba eompos par
Mr. Firmino Candido de Figueiredo, dont Mr. T.
qui en fait lai mne usage, me pria d'accepter
-pratuitcinent les flacona ncessaires a ma cure.
L'effet fut prodigienx, car aprs lea premieres
doses un micux sensible se declare me rendant le
sommeil et l'appetit.
Je pus aortir aprs le premier flacn, et arres
i'absorptioa du deuzime flacn j'tais complete
ment rtabli et radicaleroent garit. J'en pris
um troieime flacn pac mesure de prcaution, et
aujouri'bui j'ai ma sant comme l'age de 30
ans, malgr mes soixant quatre ans, et je me suis
remis aux affaires.
Jedoit Ms. Cuaba et a vous la vritque j
me tais un deveirs de vous afErmer pour servir de
ee que de droit; c'est une cure obtenue d'une fa-
cn si miraculeuse et surprenant, que j'en suis
moi-mme tonn avee tons ceux qui m'ont connu
malade. Venillea, avec mes remexciments .agrer
mes civilits empresses.
Lon Delov.
Vu pour lgalisaticn de la signatura de Mr.
Lon Delny. Appose si dessus.
Marseille, le 30 de Novemb o de 1885.
P. le maire I'adjoiat delegu. Bourrcly.
Vu pour lgalisation de la signature de Mr.
Bourrely adjoint au maire de Marseille.
Marseille le 1- Decembre 18S5.
P. ',I Prfet des baoches du Rboone.
Le 'Consailler de .Prfcctunt.
TRVUC^O
Marselha, 30 de Novembro te 1885Sr. H.
Moreau, agente do Sr. Antonio Pereira da Cuaha
de Pernambuco (Brasil) 28 Boulevard da Mag
dalena.Mtraolha. Senhor. = Declaro-lhe le
soffria ha 15 annos de astbma a tal ponto que fui
obrigado a abandonar os meus negocios. Esta ter-
riveleufermidade que mi havia suprimido o ape
tito e o sommo, obrigava-me a conservarme re-
comido, nao podendo detcer nem subir oteadas,
de sorte qae a minha existencia nao era mais que
urna longa agona, sem esperanca de curar-me,
visto como todos os mdicos a quem me hara di-
rigido ase tinham j abandonado.
Foi netta triste situacao qae me resolv a fater
aso do Cajurubeba eomposto pelo Sr. Firmino Can-
dido de Figueiredo, do qual o Sr. T. qoe tambem
ota delle me pedio para aceitar gratuitamente es
frascos aecestarios a minha cara. O effeito foi
prodigioso, pois logo em seguida as primeiras d-
ses, te daclararam sensiveis mclhorat, qne me res-
tituiram o somno e o appetite.
Pude sahir depoii do primefro frasco.-e depois
de haver ingerido o segundo, achava-me comple-
tamente restabelecido e inteiramente carado. To
mei anda um tetceiro frasco como medida pre-
ventiva e boje teunoa minha saude, como aos 30
annos, aperar dos meus.64, tendo voltado a ocou
par me Jos meus negocios. Devo ao Sr. Cunha e
a Vmc. a verdade que inlgo dever mea afirmar,
para servir como for de direito ; ama cura obti-
da por um modo tao milagroso e tao sorprendente
quj eu metmo estou admirado, bem como todos os
que me conbeceram doente.
Queira receber com os meas agradecimeatos os
mais devotados comprimentos.
Lean Delny.
Casa de Saude do Dr.
Souto-Maior
Acha-se aberta a casa de saude do Dr.
Souto-Maior, situada ra de Payaand n.
5 (Passagem da Magdalena) com acommo-
dac^Jes para doantes de todas as caseos da
sociedade. .
Os Srs. faoultativoe da provincia encon-
trarlo n'.essa modesta casa de saude as
oondicSes favoraveis para o tratamento de
qualquer molestia oirurgioa ou medioa o
pars ahi poderlo enriar os seos doentes,
medical os, conferenciarcom os mdicos de
sua esoolha etc. conforme ae acba dispos-
to ao regulamento da mesma casa.
Apparelho telephonico 398.
Collegio Emulado
Acfaa so aberto eate collegio para o hxoimascu-
lino, anta da Matria tVt Bia-Vie n. 34, sob a
diraccao do profeosor particular Julio Soares de
Atevedo.
EiiBina-se em desafo ao magisterio escolar,
garautindo se um tapido a^iantamento nos alum-
nos, quer em instruccao primaria, quer em secun-
daria.
Admitte se 25 meninos pobres, externamente,
a ediante urna guia do delegado litterario.
O collegio fornece todos os utensilios necessa -
-ios o ensino, s criancas qae frequentarem o
urs j 5f.1t Ulto.
Ao publico
Os abaixo assignados, tendo registrado e depo-
sitado as suas marcas industria e rtulos daa
suas preparacoes na junta commerciai do Rio de
Janeiro de confi rnrdade com as prescripces das
leis do imperio do Brasil, declaram e participam
aos interessados, que como nicos proprietarioa,
tem direito exclusivo de usar as marcas indus-
triaos e rtulos relacionados com manufactura,
tabricacao e venda das 1 guin es preparado*;
Agua de Florida de Murray e Laman.
Touicj Oriental.
Peitoral de Anaoahurta.
Paatilhas Vermfugas de Kemp.
Oleo de figado de baealho de Lanmaa & emp.
EmulsSo de oleo de figado de baealho com hy-
pophosphites, de Lanmam & Kemp.
Salsaparrilha de Br'Stol.
Extracto duplo de aveleira mgica de Bxistol, e
ungento de aveleira mgica de Bristol,
e qne, portento, persegniro a todos os falsificado-
res ou imitadores das ditas marcas industriaes e
rtulos, procurando que sejam castigados com toda
a severidade da lei.
Tambem acautelamos o publico contra todos
aquellos que intentam substituir as nossas prepa-
racoes cima mencionadas com artigos falsificados
que levam rtulos ou marcas industriaes que imi-
tara as nossas.
Lanman & Kemp.
Conultorio medico-eirorgico
O Dr. Estevao Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico-cirurgicaa, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia as 4
horas da tarde. Paras? demais eanaulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, Ia andar.
Na. telephonieos : do consultorie 15 e residencia
126.
Especialidades Partos, molestias de srean-
cas, d'utero e seus annexos.
Medico e parleiru
rJoi. "
D consultas das 12 s 3 na roa do Ca-
bug a. 14 1.- andar Residencia tempo-
raria no Monteiro.
OCULISTA
Dr. Bar reto Mampato, medico ocuhst
ex-chefe de clnica do Dr. de Wecker, d consula
tas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Bar-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e dias sanctificados. Residenciara de
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
Dr.
HlilUt
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz a. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e criancas.
mo
Dr Tristao Henriques
Costa
Uun da Iniao n. 15
consultas das 11 as 2 horas.
Chamados a qualquer hora.
Telephone nnmero 154.
EDITAES
Mita I n. 724
O inspector geral da instruccao publica manda
pelo presente convidar oa alumnos mestres da es-
cola n rinal, Arthunio Vieira e Mara trrancisca
de Barros, para comparecerem neata repirticao no
dia 25 do corrente, ao meio dia, afim de darem
informa^oes sobre o facto oceurndo na mesma es-
cola de serem t ncoutrados os pontos de exames da
hngua nacional em poder da dita alomna Maria
Francisca de Barros.
Secretaria d instruccao publica de Pernam-
buco 19 de Janeiro de 1886.
O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvo.
O Dr. Thomaz G-arcez Pararihos "Rbnte-
negro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito da vara espe-
cial do commercio desta cidade do Re-
cife, capital da provincia de Pernam-
buco, por Sua Magestade Imperial o
Constitucional o Sr. D. Pedro II a quem
Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital yirem ou
delle noticia tiverem, que ae acha designado o
dia 3 de abril prximo futuro, s II horas do dia,
na sala das audiencias, para ter lugar a rennio
dos credores da maata fallida de Antonio Fran-
cisco Corga afim de tratar-se do contracto de
uniao e nomeaco de administradores na forma da
lei, visto ter sido o mesmo fallido condemnado no
grao medio do art. 263 do eod. crin, e ter de pro-
seguir-se na parte commerciai da fallencia, ccr-
tos os credores de que s ser admittido por pro-
curador aquelle que apresentar procuracao espe-
cial para o acto, a qual nlo poder ser confiada a
devedor do fallido e que ser havrdo o credor que
nao comparecer como adherente as resolucoes que
tomar a maioria dos qne comparecerem.
E para que ebegue ao conhecimento de todos
mandei passar este que ser afnxado no lugar
do costume e publicado pela imprensa de que se
juntar certido aos tutos.
Dado e pastado nesta cidade do Recite de Per-
nombuco, aos 3 lias do mes de Dezembro do anno
de Nosso Senhor de 1885.
,Eu, Jos Franklin de Alencar Lima, o subs-
crovi. '
Thomaz Garcez Prannos Montentgro.
DECLARACES
Club Concordia
"^Ausserordentliche Hauptversammlung im Clu-
biocal Samstag, den 23 januar 1886 abenas 7
ubr 30 min.
Die Tagesordnung w rd den mitgliedern duren
circular mitgetheilt werden
Dat directorium. _
ievotfto da Conceifo,lrccla m
eoi\enle de Santo Antonio
De orden do irmao jais, convido *.*odV8 .""
maos oara comparecerem no eontiitorio desta de-
vralo" t 10 horas da manful de domingo 84 de
corrente, afim de se proceder a eleicio da admi-
mstracio de 1886 87.
Secretoria da devoraV., 81 de janerro^e W.
O totroteno mternso,
Beato de. Morerra.


k
*



X
Diario de PernambucoSabbado 23 de Janeiro de Ln6
S. R. X



Soire bimanial em 7 de fevereiro de 86
A soire principiar as 7 horas da neite. Os
convites encontram-se em poder do Sr. presiden-
te, e os ingresaos no do Sr. thesoureiro. Peie-se
limplicidade as toiletts, e previae-se que nao
sao admissiveis aggregados
Recife, 20 d; Janeiro de 1886
O 1 secretario,
Joo AHarra.
anta Casa de Misericordia dr
Reclfe
Na secretaria da Santa Gusa de Misericordia do
Recife arrendam-se por espaco de um tres an
nos, as casas abaizo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
dem-dem n. 49 240*000
Bna do Bom Jess n. 13, 1' andar 3( 0*000
I lem idem n 14, pavimento terreo e 1*
andar 600*000
dem idem n. 29, 1- andar 240*( (X
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra do Vigario n. 22, 2- andar 240*000
dem idem n. 22, 3" andar 240*000
Rna da Madre de Deus n. 10-A 200*000
Caes da Alfandega, armazem n. 1 1:600*800
Becco do Abreu n. 2. loja 48J000
Ra do Viscondo de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2o andar, por 1:600*000
Ra do Coronel Suassnna n. 94, loja 150*000
Roa da Detencao n. 3 (dentro do quadro)
mei'agua 84*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 15 de Janeiro" de 1886.
O eacrivo,
Pedro Rodrigue de Souwa
AssemMa
DO
geral
Gremio dos ^rofesso-
res primarios
Tendo anuuid a presidencia do Gremio dos
Professores Primarios na forma do art. 59 dos es-
tatutos, convide os professores e professoras que
fasem parte desta aasociac&o e se acham neata
capital para se reunirem no dia 27 do corrente,
pelas 10 horas da manh, em aasembla geral, na
sede da mesma associaca, afim do se proceder.a
eleicao de novo conselho que deve funecionar no
oorrente anno. Recife, 20 de Janeiro de 86.
Vicente de Moraes Mello.
Escola Normal
Matriculas
Por ordem do Dr. director, e em observancia
da disposicao do art. 74 do regiment interno de
17 de setembro de 1880, fcs-se publico a quem
interessar possa, que as matriculas estarao aber-
tas desde o dia 15 do corrente at 3 de fevereiro
prximo.
Os requerimentos para matricula no 1# anno do
curso devero ser instruidos com os documentos
seguintes :
1* Certido de Hade maior de 18 annos par; os
alumnos do sexo masculiao e de 16 para os do fe-
minino.
2 Certificado ou titulo de approvace era exa-
me as escolas publics de inatruecao primaria.
3o Folha corrida ou certido de nao haver sof-
frido condemnaco por algum dos crimes que po
dem motivar ao profwssor publico a peda da ca-
deira.
4o Attestado de moralidade passado pelo par-o
cho eu autoridide, quer policial quer litteraria da
freguezia em que residir o peticionario.
Os matriculandos que nao poderem exhibir ti-
tulo legal de exame em escola publica de ensino
primario, devero inscrever se para os exames de
*dn issSo, de que tiatam os arta. 75 77 do cita-
do regiment, e que comecarao no dia 25 do cor-
rente.
Pai. as matriculas do 2* e 3 anno basta que
as peticoes sejam documentadas com a certido
de approvaclo no exame do anno precedente,
guardada a restricto do art 21 do j mencionado
regiment interno.
Secretaria da Escola Normal de Pernambuco,
11 de Janeiro de 86.-0 secretario,
A. A. Gama.
De ordena da Illraa. Caraam, fas-se scien-
te s peesoas interessadas que nos das
abaixo declarados serSo abertas as catacum-
bas timbera infra mencionadas que nesse
dia terminam o prazo nal concedidos para
a conservarlo dos cadveres nellas inbu
ruados :
Dia 2 de marco de 1886
Anna Lilia de Carvalho Ccrqueira.Matriz da
Boa-Vista n. 10 ao sul.
Mara Hermina da Coucico.Cmara n. 15
(N)
- 3-
Americo N. Jos Santos Selva.Me dos Homena
n. 15.
Vicencia Emilia da Silva Sampaio. S. Jos
d Agona n. 16 de 1>.
Antonio Rodrigaes de Albuquerque.Matriz de
S. Jos n. 18 ao sul.
25
Antonia Travasao Veras.Santo Antonio n.
26
Jos Gomes Leal Netto.-Santa Rita n. 18 de
7.
Companhia
DOS
Irilhos urbanos do Becife Olin-
da e Beberibe
Dividendo
Esta designado o dia 18 do corrente para ser
comecado o pagamento do 22* dividendo, corres-
pondente ao semestre de junho dezembro, ra-
sao de 8 0/0, sendo este feito no escriptorio da
comoanhia das 9 horaa ao meio dia at o dia 30
do corrente, e dahi em diante s tercas e sabba,-
dos, nao santificados, a iguaea boras.
Escripterio do gerente, 16 de janeir de 86.
A. Pereira Simes.
ADMINISTRACAO DOS CORREIOS DE PER
NAMBUCO, 23 DE JANEIRO DE 18f6
Malas a expedir-te hoje
Pelo vapor nacional Bahia, para os portos do
sul, inclusive o da Victoria, no Espirito Santa,
esta administraco recebe impresa, s e object-
registrar at 1 hora da tarde, e caitas ordina-
rias at 3 horas, ou 3 1/2 com porte dupla
O administrador,
Affonso do Reg Barros.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector destt re-
partico, taco constar a quem coavier que no dia
23 do corrente paga se a classe de professores de
2* entrais, com rclaco ao mez de outnbro pr-
ximo passado.
Pagadora do Theaouro Provincial de Pernam-
buco, 22 de Janeiro de 86.
O eserivo da receita,
Silvio > Ramos.
COMERCIO
Jos Antonio Ferreira Guimares.Santa Cruz
n. 3 2*
5-
Thereza Emilia de Souza Magalhaes.-Cambra
n. 2B.
6
Dr. Francisco Augusto da Costa.Matriz da
Boa-Vista n. 17 ao sul.
Joaquim de Alneida Queirez Jnior. Livra-
mento n. 22 de 1.
7-
Ilelena Joaquina Lapes.Santa Rita n. 10 ao
norte.
Sebastiao Antoni i do Reg Barros.Cmara n.
72.
Victorians Ferreira de Carvalho.Santa Rita
n. 12 de 2>.
Antonio Domnguez Senna. Sant'Anna n. 2 ao
norte.
Antonio Pereira.Matriz de S. Jos n. 13 ao
sul.
__8
Jos Ribeiro Simos.Congregacao n. 11 ao
sul.
Maria Jos dos Prazeres.Militares n. 5 de
2'.
9-
Iaabel G. do Carmo da Luz.Livrauento n. 13 de
1'.
Maria doa Anjoa Porciuncula.Livramento n. 2
de 1.
-ir-
Bibiana Joaquinnn Borges.Passos n. 2 de
2".
11
Dioclecia Margarida de Torres Baudeira.
Santa Rita n. 16 de 2'.
-12-
Antonio Jos da Silva Brasil. S. Francia co n
22 de 1*.
Augusto Cezar de Menezcs.Luz n. 18.
-14
Julia Belisia Machado Porto.Santo Antonio
n. 29.
Americo Antonia Dantas.Santa Rita n. 26 de
1\
Joaquina Mana da Conceico.Soledadc n. 1
ao sul.
Julia Fachinet Seixas.S. Jos d'Agona n. 12
de |.
-15-
Antenio Fernandes Velloso.Sant'Anna n. 9 de
1*.
Manoel Jos Luiz Ribeiro.S. Jos d'Agonia n.
3. de 1'.
16
Januario dos Santos Coelho.Pasaos n. 3 de
2'.
Heoriqueta Damasia Das.S. Jos d'Agonia n.
12 de l'.
17
Anna Maria do Espirito Santo.S. Gonfaln.
11 de 1.
Francelina Brazileira das Noves.Matriz de S.
Jos n. 7 ao norte.
Fraucisco Antonio da Silva. Terco n. 82.
Julio Alves Gama.S. Jos n. 20 ao sul.
19-
Alfredo Celso de Oliveira. Santa Rita n. 4 ao
sul.
Estefana Borges da Rocha.Santa Rita n. 8 de
i*.
Ildefonso de Miranda Britto Santa Rita. n. 2?
de 2'.
Fre Antonio de Santa Rita.S. Francisco n.
21 de 1*.
-21
Joaquim de Almeida Qaeiroz.Espirito Santo
n. 13 de 2>.
Henriqne B. da Costa Fialho.Terco n. 5 de
2'.
-22
Antonio Francisco de Mou'a. Cmara n. 4.
-24
Maria Francisca Lins Wanderley. Trindade n.
17 ao sal.
-27-
George Nicolls.Santa Rita n. 13 de 2*.
Franciaca Alexandrina Paiva Munz.Santa
Rita n. 8 de 2*.
28-
Joaquim Jos de Seixas.S. Francisco n. 12 ao
atee ate.
29
Jos Flix de Souza Frag so.Espirito Santo
n. 29 de 2.
-30-
Augusto Carlos.Cmara n. 15 ao nascente
Zeferma Cordula de Azevedo.Livramente n.
18 de 1\
Maria Franciaca do Amparo SiraSes. -Eapirito
Santo n. 32 de 2\ *
31-
Roaa Maria da Conceicao.Terco n. 39.
Cemiterio Publico do Recife 20 de jaueiro de
1885.
O administrador
Jos Maria de Araujo
Bolsa commerclal de *ernam
buee
Recife, 22 de Janeiro de 1886
As tres horas da tarde
Cotacet oficiaes
A plices da divida publica do valor de l:000f
1:0858000 cada urna.
Algodao do sertao 1 serte, 8*050 par 15 kilos,
em 20 do corrente.
Cambio sobre Londres, 90 d/v. 18 d. por 1*000,
do banco.
Dito sobre dito, aviste, 17 3/4 d. por 1*000, do
banco.
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 15 d/v com 1/4
0/0 de descont.
Cera de carnauba 146 saceos a J. V. Alves Ma-
tbeus & C.
Chapeos de palha de carnauba 20,000 a Fer-
nandes & Irmo, 6,000 a Gomes de Mattos Ir
mos.
Rap 1 caixa a Mearon k C.
Sal 100 alqueirea ao consignatario.
Vellaa de cera de carnauba 25 caixas a Fernan-
des & Irmo.
Vas9ouras de palha 450 a Gomes de Mattos Ir-
idos.
Na hora da bolsa
Venderam-se :
15 apolices da divida oublca.
P. J. Pinto,
Presidente.
Candido C. L. Alcof jrado.
Secretario.
rtENDIMENTOS
Me de Janeiro
IlvasdmaDe 2 21
dem de 22
BasEBEDMiA D 2 21
dem de 92
C.SS0UAO3 B0VJBBI4L De' 2 4 21
Iiem 22
taam DaADUoaDe 2 21
'dem de 22
PBLICOS
de 1886
521:627j498
31:152445
DESPACHOS DE IMPORTACO
Hiato nacional Bom Jess, entrado de Macao no
da 21 do corrente e consignado a Manoel Joa-
buim Possoa, manifeston :
Sal 38,400 litros ao conaign-itario.
liiate naci al D. Julia, entrado de Aracatv e
Messor no dia 22 do corrente e consignado a
Bartholomeu Lonrenco, manifeston :
Algodao 196 saccas a Vaia & Rezende, 87 a
Prente Vianna & Q,
Vapor nacional Jacuhypc, entrado da Bahia e
escalas no dia 22 do corrente e consignado a Com-
panhia Pernambncana de JVavegaeo Costeira por
Vapor, mamfeatou :
Algodao 73 saceos a Lnis Antonio Siqueira, 20
a Silva Guimares & O, 20 a Olinto Jardim
&C.
Barra vaaioa 45 ordem.
Conroa aalgadoa seceos 401 a Pohlman & C.
Pipas vazias 60 a Baltar Irmos & C, 46 a
Alexaadre Lopes.
Lugar inglez Ellen, entrado de Hamburgo uo
dia 22 do corrente, e consignado a Domingos Al-
ves Matheus, manifeston :
Brinquedos 6 caixas a Otto Bohres Saccessor, 5
ordem,
Barras de ferro 20 a H. Halliday & C.
Cimento 398 barricas ordem, 500 a Prente
Vianna & C, 140 a Antonio Rodrigues de Souza
& CL 244 a V. F. d'Albuquerque Nascimento, 50
a Affons Oliveira & C.
Cervrja 50 ?aixa8 a Coata & Medeiro?, 40 a Fer-
----------------nandea & Irmo, 45 a Affonso Oliveira & C, 200
M:779fMS 4 ordem, 30 a Rosa & Qucir i,
Cevadiha"15 garrafoea aos mesmes.
Drogas 24 volumes a Francisco Manoel da Sil-
va & C.; 7 a or lem.
j^Espelnos 1 caixa a Oliveira Basto & C.
Krvilhaa 2 garrafoea a F. G. d'Araujo, 20 a Roaa
& Queiros,
Eacovas 1 caixa a Oliveira Baatoa 6c C.
Ferragens 2 caixas a Otto Bohres Succeaeores,
Qenebra 20 caixas a Costa & Medciros, 30 a
Fernandes da Costa & C.
Garrafas 5 caixas ordem.
Louc 25 volumes 4 ordem.
Linternas de papel 1 caixa a Otto Bohres Snc-
cesssres.
Machines de costura 7 caixas a A. P. de Souza
Soares.
Pianos 2 caixoes a H. Vogeley.
Pregos 217 barricas a Par ule Vianna & C-, 60
a Oliveira Bastos c C.
Phosphoros 160 caixoes 4 otdem, 20 a Fernn
dea & Irmo, 10 a Affonso Oliveira & C, 10 a
Fernandes da Coste C 30 a Joo Fernandes
d'Almeida, 20 a 8ouza Bastos Amorim S C, 5 a
Roaa & Queiroz.
Pinceis 1 caixa 4 ordem.
Pimenta 10 saceos a Costa & Medeiros, 10 a
Souza Bastos Amorim Papel para embrulho 968 fardos 4 ordem, 400 4
(viniiiisio pernambucano
Em l A de Janeiro de 18iG
Pela secretaria do Gymuasio Pernamb icano se
declara aos Sra. paia de fn ilia, e a quem ma8
in ercaaar poaaa, que a abertura solemne do curso
suieutifico e litterario ter4 lugar no dia 3 de feve-
n iro prximo vindouro, e desde j se acba aberte
a inscripeo da ma ricula para aquelles que pre-
tenderem estu lar aa eguintes disciplinas :
Lingua nacional.
Dita latn i.
Dir frxnceza.
ita ingleza.
Dita allem e italiana.
Geographia antiga e mo lerna.
Historia sagrada antiga e moderna.
Geometra.
Arithmetica.
Philosophia.
Rhetorca e potica.
Historia e corographia do Brasil.
Sciencias naturaea.
De?enho.
(ymnastica.
Muaiea.
O corpo docente do instituto e composto de 19
profeasores, oceupando-se cada um delles so me nte
com a materia enainada em sua respectiva ca-
deira.
O instituto aceita alumnos em tres ca hegoriaa,
conforme se acham divididos, pensionistas ou in-
ternos, meio-pensioniatas e externos.
Os pensieniatas resid rao no instituto, tendo
direito de eatudar as materias de que se compe o
curso, eusinadas. segundo o programma estabele-
cido : a ser alimentados sadia e abundantemente,
tratados em suas enfermidades pelo medico do
instituto, fornecando-lhe tambem este medicamen-
to, a ter roupa lavada e engommada regularmente
duas vezes par semana, banho, ote ; tudo iato
pela mdica quantia de 400* por asno.
Os meio-pensionistas se apresentaro no esta-
bele-imento nos das lectivos, 4 hora em qne as
aulas se abrirem e desde ento at aerean encerra-
das 4 tarde, sao equiparados aos internos, tendo
como estes os mesmos direitos quanto ao estado,
alimenteco e retreio, isto pela mdica quantia de
de 240*000.
Os externos s tm direito s lices e explica-
ces das materias ensinadas no curso, quneaquer
que ellas aejam, pagando apenas no acto da ma-
trcula a taxa igual a que pagam os alumnos no
collegio das artes.
Os alumnos internos devero apresentar o en
xoval preacripto no regiment interior e ter cor-
respondente na capital, para com promptido aa
tiafaser aa pcnaes e ontra qualquer despesa de
que ti ver elle necessidad.
Aa pensoes serao pagas na sacretaria do insti-
tuto, por trimeatrea adiantados.
O secret rio,
Celso Tertuliano Quintella.
Prolongamenio da entrada de ferro
de Pernambuco e esitrada de Ier-
ro do Becife 6 Cantar ti'
2De ordem do Illm. Sr. dirctor engenheiro che-
fe, faco publico que at o dia 27, ao meio dia, no
escriptoro central, 4 ra de Antonio Caldoso n.
137, recebem-ie propostas em carta fechada, para
a demolico da ponte provisoria (de madeira) de
Afogados, e remoco da respectiva madeira. Nesta
secretaria aero prestadas as precisas informacoes.
Secretaria do prolongamento da estrada de fer-
ro do Recife 4 S. Franciseo e estrada de ferro do
Recife 4 Carpan!, 21 de Janeiro de 86.
O secretario,
Manoel Juvencio de Saboia.
Theatro de Variedades
COMPA\eiAlVRICO.COMIC0^4ATIC4
DIRIGIDA PELO ARTISTA
AMANHA I-Samado, 23 fe Janeiro ii 1886-AMAM!
IMPORTANTE CSIMITUIIO
A PEDIDO GERAL
do mJtlotlp?re8eDta53 D'e8ta ^oca da W^^ida opera-comica em 3 actos,
/
ICIO
successo e u todas as principaes capitaes da Europa e das duas
quo alcanjou o u lor
Americas.
No Rio de Janeiro foi representada esta peca ruis Je 200
em Vienna u Austria 40U vezes.
N. B. -A Iivre tradacsSo e reduejao fo feita ozprcasamoato para a companhia
polo actor sr. Luiz Miloni. l r
vezes, em Paris 50
3NT.
FRUTOS O COSTME
v^> Depol do eopectaculo
.tpipuco*
_ lia ver (rom liara
e lio..... dan linba Fernande Vielra e
O. bonds, no larffo do Palacio.^ O bond da Magdalena n llavera qi
depolai do borario do uld.uo bond da comna
'..:>. que paa na ra Sota Aa 11 e 9 minuto. "" comp
do o i'*pe tiiciilo acabar
AVXSO
itrcviiueule subir cena pela segunda vez o importante
drama em 5 actos
Os Mysterios da Inquisigo
OU VOLTA DE D. SEBiSTIAO BHI DE PORTUGAL
primeira Tez que foi
que tanto enthusiasmou o ii BL1C o na
levado scena.
PRINCIPIABA
AS 8
Tez que
1/2 HBAS.
T8 Central Sfigar Factores of
ft
O gerente gc-ral desta Companhia, con-
vida aos senhores ngrioultoros o proprieta-
rios estabeloeidos a raargem da estr ferro do Recife a S. Francisco que quize-
rem vender canuas para serem moidas as
fabricas centraos do Cabo, Es ada, Cuy-
ambuca e Bom Gosto a apresentarem 3uas
propostas neste escript< rio, ra do Cora-
meroio, ou por intermedio dos gerentes das
respectivas fabricas.
A Companhia receber as rannas as
estac5es da via frrea do S. Framiico c
as transportar para ;t fubri.a central oais
prxima mediante o acurrdo que se esta-
belecer.
Os proponentes d -verJtj oten i mar a
quantidade que desej;tin f^mecer durante
a sftfra actual e diariamente nas estacos
que lhe ficarem BUtia prximas, devendo,
outro sim, declara^ n que se sujeitam as
condijrJes, quanto aentiega de canea?, es-
tipuladas no contracta firmado entre os dif-
ferentes agricultores ; isto : < entregar
as cannas em estad de serem mo'das e
despidas das partes ni\o productiva de as-
sucar.
Edwin Caanor.
Gerente g< ral.
Santa casa de misericordia do
Recife
Por esta secretaria sao convidadas as amas que
tem em sea poder criancas expostas, para virem
receber o trimestre vencido de outubro deiembro
fiado, no sali do respectivo estabelecimen'o, no
dia 28 do corrente, pelas 8 horaj da manha, tra-
zendo comsigo as referidas criane-aa.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Secife, 21 de Janeiro de 86.O escrivao,
Pedro Rodrigues de Sotan.
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia Phenix Per-
Gompanfia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcida em 1855
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de I8S4
Martimos..... 1,110:0008000
Terrestres,. 3I6:000$000
14 la di .'oniuiereio
UONTRA^FOGO
The Liverpool Londcn&Glob
I\SIRRA\CE COMNY
H.
f OMPANHIA
|mperia l
DE
nambucana
Ra do Commercio
n.
38
sacci s
19:948*566
328/881
20:277/447
168:138A54
2:871/187
252i 490
3:123/6/7
Jet Fernandes d'Almeida, 221 a Rosa & Qaeiroz
200 a Cesta & Medeiros, 70 a Affonso Oliveira &
C, 30 a Joaquim Ferreira de Carvalho & C.
Sag 10 garrafoea a Rosa & Qaeiroz.
Velas 20 caixas a Costa & Medeiros, 2 grades a
Rosa & Queiroz.
Vidros 6 caixas a F. Lauria & C., 44 ordem,
Ditos para vtdracAs 90 raixas a ordem.
Brigue inglez Elle Grears, entrado de Oardifl
no dia 21 do corrente, e consignado arder ma-
nif jstou :
Carvao de pedra 457 toneladas ordem.
Lugar norueguense Ina, entrado de Cardiff no
dia 21 do corrente e consignado ordem, mani-
feston :
CarvSo de pedra 350 toneladas ordem.
DESPACHOS DE EXP0RTACA0
Em 21 de Janeiro Je 1886
l*ara o exterior
No vapor altemSo B. Ayres, carregoa :
Para Hamburgo, Borstelnian & C. 320 fardos
com 64,136 kilos de algoda> ; H. Nnesch & C. 369
couros salgados com 4,428 kilo3 ; A. B. Cordeiro
6 duzias de frascos com vinho medicinal.
= No vapor ingles Oralor, carregou :
Para Liverpool, S. Brothers & C. 314
com 23,085 kilos de algodao.
No vapor italiano Garibaldi, carregou :
Para Liverpool, J. S. Loyo 4 Filho 100 saceos
com 3000C kilos de nssucar mascvada.
No vapor inglez Armathwart, carregou :
Para Liverpool, Engenho Central 844 saceos
com 67,520 kilos de assuear mascavado J. A.
dos Sant's 600 charutos.
N regou :
Para Liverpool, H. Forster & C. 5,000 saceos
com 375 00 l kilos de assuear mascavado.
Na larca ig'eza Chistchust, carre
Para L verpool, P. Casco & Filho 14< <
com 11,025 ki'os de assncar mascavado ; Julio &
Itmio 183 ditos com 13,725 ditos de dito.
Na barca portugueza Lopes Duarte, csrre-
ou :
Para Lisboa, Amorim Irmos & C. 1,120 saceos
com 8.000 kilos de assuear mascavado e 50 ditos
com 3,750 ditos de dito branca.
Na barca portugueza Pereira Borges, carre-
gou :
Para Laboa, O. Travasso & C. 500 saceos tom
37,500 kilos de assuear mascavado.
3 ^ Pr o Interior
No lugar norueguense Chance, carregou :
Pa a Pelotas, Maia & Rezende 650 vo umes
com 55,528 kilos de assu.r branco e 350 barricas
com 36,954 ditos de dito mascavado.
No lugar nacional Ttyre, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, Burle & C. 300 sac-
COMPANHIA DE SEGUIOS
CONTRA FOGO
Nortb British k Mercanile
CAPITAL
trOOO.OOO de libras sterllnas
AGENTES
V(luisn Howie & C.
RA DO COMMERCIO N.
No vapor nacional Bahia. carregoa :
Para o Rio de Jnneiro, F. d Macedo 700 sac-
eos com 42,000 kilos de ass-.car branco e 500
ditos com 30,000 ditos de dito masca vado ; Bal t ir
Irmos & C. 300 saceos com 18,000 kilos de assu-
ear branco e 200 ditos com 12,000 ditos de dito
mascavado; M. N. A. de Almeida 8,000 co-os,
fructa.
*VA1 'RON contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mereadoria
Taxas baixas
Prompi pagamento de prejuitot
CAPITAL
Rs. 16,000:000/000
Agentes
BROVVNS &C
> N. Ra do Commercio N. 5
London and Brasillan Bank
Umlted
Ra do Commerci? n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezeo.
CHABGEIRS REIMS
Companhia Franceza de Navega-
ci a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos '
Steamer Vile Qe Victoria
E' esperado da Euro-
pa at o dia 24 de Ja-
neiro, seguindo de-
pois da indispensavel
demora para a Ba-
bia. Blo <5e Ja-
neiro ', uto.
Steamer VI de Psrnambaco
Espera-se dos portos
do sul at o dia 24 de
Janeiro, seguindo de-
pois da indispensa-
vel demora para t Ha-
vre,
Roga-se aos Srs. importadores de c p los
vapores desta linha,queiram apresentar d J 6
dias a contar do da descarga das alvareng.: y;.'i-
quer reclamacao concernente a volumes, que por
ventura tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarin?.
Expirado o rcfeil.o praso a compaahia n3o se
responsabilisa por extravos.
ccebe carg^, er.eommendas e passageiros, para
os quaes tem excellentes accomouacoes.
Augusto F. de Oliveira &C.
42-RUA DO COMMERCIO-42
C-rtMPl.Vnit PKRflHBK *A
DE
LVivegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Mocei, Penedo, Aracaj, e Babia
0 vapor Jacuhjrpe
Commandante Costa
!
Segu no dia 28 do
corrente, s 5 horas
da tarde. Recebe
cargaste o dia 27,
Encommendas passagens e dinheiros a frute at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORO
raes da Companhia Permnmhn-
cana n. 19
(inited States & Brasil Mail S. S. C.
O
vapor
A.dvance
MARTIMOS
amuuiruouuiiiuii1
_ DampfschiflTahrls-GeselIschalt
^^^T^S^S^S^'P vapor Pernambuco
com 15,000 kilos de assuear branco.
Para Penedo, M. A. Senna & <". 6 barricas com !
360 kilos de assuear refinado ; M. J. de Azevedo I
8 ditas com 480 ditos de dito ; I. C. de Miranda ;
dita com 60 ditos de dito.
Na barcaca Flor do Norte, carregou :
Para o Nata), P. Carneiro & (3 700 sjeos coa
farinha de mandioca.
Para Macahyba, P. Carneiro & p. 500 saceos
com farinha de mandioca.
Espera-se de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 24 do
corrente, seguiudo depois da
d> mora necessaria para
MOVIMENTO DO I- ORTO
Navios entrados no dia 22
xregou :
147 sac
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, trete-
com os
CONSIGNATARIOS
Borstelinann & C.
RUADOVIUARON. 3
2' andar
COMPAXHIE DE* ME**AGE
HIE* nARITIHEi
IJNHA MENSAL
O paquete
Equateur
Commandante Lecointre-
E' esperado dos portos do
sul at o dia 29 do corrente,
' seguindo, depois da demora
i do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar. Lisboa e Vlgo
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
capilao John Jones, equipa- classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Fas-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas so menos c que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepeo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Mandos e escalas11 1/2 dias, vapor nacional:
Bahia, de 1,999 ioneladas, commandante Aure-
liano Issac, equipagem 60, carga varios gene-
ros ; a Bcrnardino l'or.tual.
Bahia e escalas8 1/2 dias, ?apor nacional Jac- '
hype, de 380 toneladas, commaudante Francisco
A. da Corita, equipagem 30, carga varios gne-
ros; Compannia Pernambucaua.
Rio Grande do Norte 22 dias, hiate nacional
Apody, de 60 toneladas, ca: itao Luis de Franca
Medeiros, equipagem 5, carga sal e algodSo ;
ordem.
Aracaty 11 dias, hiate nacional D. Julia, de 95
toneladas, capito Manoel F. de Araujo, equipa-
gem 5, carga varios gneros ; a Bartholomeu
L v renco. |
Havre e escalas--, .dias, vapor francs Ville de
Victoria, carga vanos gneros ; a Augusto F.
de Oliveira & C.
Weste London 39 dial, barca ingleza Garfield,
de 279 toneladas, capilar *
gem 10, lastro ; ordem.
Hamburgo 42 dias, lugar inglez Ellen, de 244
toneladas, capito John Muwufield, equipagem
9, oarga varios gneros; a Domingos Alves
Matheus.
Terra-Nova36 dias, lugar inglez Sparck, de 197
toneladas, capito R. Skardon, equipagem 9,
carga bacalho; a Saunders Brothers & C.
Parahyba 6 dias, vapor inglez Orator, de 849
toneladas, commandante Platt, equipagem 28,
carga varios gneros; a Saunders Brothers & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Bahiae escalasVapor nacional Marquet de Ca-
xiai, commandante Felippe Rodrigues da Nova,
carga varios_ gneros
Espera-se deNew
Port:News, ateo
dia 5 de feverei-
ro, o qual seguir
depois da demora
necessaria para
Bahia e Kio de Janeiro
F.-ira carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
enry Forster C.
N. 8. RUADOCOMAi^RClO N. 8
/. andar
Companhia Bra< ileIra~de~are
gneo a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoa
. E' esperado dos portos do sul
*- at o dia 26 de Janeiro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Mandos.
Para carga, passagens, cncommendM e valores
tracta-se na agencia
46Ra do Commercio46
BOYAL MAIL STEAM PAClfiT
COMPANY
Vapor La Plata
E' esperado da
Europa at o dia
23 ou 2 cor-
rente.
Este vapor traz simplesmente
passageiros e malas e inmedia-
tamente depois do desembarque
dos mesmos seguir em directora
para
Bahia, Rio de Janeiro, Monte-
video e Buenos Ayres
0 paquete Neva
esperado
do sul no da 29 de
corrente, segnin Jo
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Southampon
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
\damsoii Howie & C.
&Rna do Commercio3
Porto e Lisboa
Segu com brevidade para os portos cima o
brigue por uguez Tito ; para o resto da carga e
passageiros, trata-se com os consignatarios Jos
da Silva Loyo & Filho.
Barraba
Vende-se urna barcaca de 300 saceos
na ra Direita n. 82, loja.
a tratar
Barcaca
Vende-so urna baroaca ; a tratar na na Duque
de Casias n. 63.
Para Lisboa
c..s com 22,500 kilos de assuear branco e 100 ditos West IndiesLugar inglez Kalmia, capito Geor-
com 7,500 ditos de dito mascavado.
ge Bursell, em lastro.
Os vales postaes se do at
de contado.
dia 27 pagos
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
uguste Labiiie
9 RA DO COMMERCIO ~9
A barca Pereira Boryet seguir com brevidade
para o porto cima para o resto da carga tr ita-
e com os consignatarios Suva Guimares & C.
Porto por Lisboa
Segne com brevidade para os portos cima o
brigue portuguez Calcida ; para o resto da carga
e passageiros, trata se com os consignatarios Jos
dava SilLoyo A Filho.__________________________
Cear
Segne com brevidade para o porto cima o
hiate Deus te Guarde, recebe carga a fretes m-
dicos ; a tratar na rna da Madre de Deas n. 8,
ou no caes do Loyo, a bordo.



Diario de PernambueoSabbado 23 de Janeiro de 1886
*
)
Lisboa e porto
Segu para os portouo cima a
barca portugucza Ntmt Silen-
cio, r cebe carga ; a 4 ar com
Baltar Oliveira & C, J,arua do
Vigario d. 1, andaro
IEIL0ES______
Leilo
XXOJTK
A's 11 horas
De iras en coetinoap
Ao correr do martello
Constando de um excedente piano trancez, ricos
quadros oleo com molduras douradss, urna mobi-
lia americana com censlos de pe.dra, ricos jarros
de alabastro, tapetes, escarradelras, jarros com
pingentes, albuns, espelhos oval, diversos livros e
muitos -utros inov-. is que mo f-, ruin venaidas por
jaita de t-mpo.
No 2. andar do sobrado n. 1 da ra do
Viga rio
PELO
AGENTE, MVUTVXS
10.143 1 reloipo, ouro de le.
10.146
1C 11
10el48
10.152
De 50 caixas cora ceblas
lio je, as i 2 horas
Agente Pinto
No armazn do Sr. Jos Luiz, junto
gu rdamoria a'Alfsndega
Leilo
De 3 ni' bdias de Jacaranda, 2 guardas vestidos
de amare!! >, > pianos, camas francezas de Jaca-
randa, e anar.ll), apparadores, 4 espelhos ovaes, 2
ditos com moldara de Jacaranda, lavatorios, toi-
letts, camas para meninos, 1 mobilia de'_"mogno,
cadeiras, cai.vis eam differentes jogos para crian-
cas, 1 rico presepio, 2 p dondas com casa de cam-
po, machinas de costuras, louca. diversos passaro?,
chapeos de sol e mu tos outros olijectcs que sero
vendidos com limites, para se entregar as chaves
do armazem.
10.143 1 volta de traucelin, 3 patea de roaetas,
2 modinhas de ouro e 1 teteia, ouro de le.
1 crol di ouro coa brilhantes.
1 t:urtu>te |-ara r.iogio, 1 hrx'be, 1 voHa.
de tranceln, 1 cruz, 1 annel, 1 par de
rosetas. 1 dedal e 1 relogio,>uro de lei.
1 relogio, ouro de lei.
1 corrente e medalha para relogio, ouro de
lei.
10.159 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.182 2 botoes de ouro com brilhantes.
10.198 1 relogio, ouro de lei.
10.200 1 relogio, ouro de lei.
10.202 1 par de rozetas de ouro com brilhantes.
10.207 1 pulceira- e 1 trancelim, ouro de lei.
10.218 1 trancelim, 1 medalha e 1 corrente para
10.467 1 pulceira, dous trancelins, urna volta de
dito, um cordao, urna medalha, urna mo-
dinha, um par de brincos e um dedal, ou-
ro de lei.
10.470 2 cruzes era vejadas de brilhantes, 3 pares
de rosetas com, ditos e seis anneis com di-
tos.
10.473 1 pulceira, ouro de lei.
10 475 2 pares de.roetas de ouro co
tes, doui anneis com ditos, duas pulceiras
e urna corrente para relogio, ouro de lei.
10.476 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.481 1 bracelete de ouro com coracs c requifi-
fes, um cordao, quatro pegas para cintei- I
ro, um dedal, um par de rosetas e duas
pecas de brinco, ouro baixo.
10.483 1 corrente c medalha para relogio, ouro
de lei.
10.502 2 anneis curo de lei, um par de brincos,
curo baixo. doze colheres para cha, prata
baixa.
10.503 1 par de brincos c um cordao, oure de lei.
10.5Q4 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.505 1 volla de trancelim, um broxe, um par Je
rosetas, dous botoes, ouro de lei, um par
de bvtoes para puuhos, ouro baixo.
10.519 2 correntes e duas medalhaa para relogio
e um relogio, ouro de le.
1 relogio pequeo, ouro de lei.
1 corrente para relogio, ouro de lei.
1 par de brincos de ouro e urna medalli,
ouro de lei.
1 corrente e um relogio, curo de lei.
1 corrente e medalha para relogio e um
relogio, ouro de lei.
10.539 1 trancelim, urna medalha e 4 anneis, ou-
ro de lei.
10.540 1 par de brincos, ouro do le.
10.541 2 pares de rosetas de ouro cora brilhantes.
10.542 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.543 1 corrente para relogio, um broxe
pequeni s brilhantes.
10.562 1 annel de ouro com brilhante.
10.390 1 par de brincos, 1 medalha, 1 cordao, M
medalha incompleta e 1 laco, ouro de lei.
10.394 2 anneis de ouro com brilhantes.
10.401 1 trancelim e 1 moeda de ouro com laco,
ouro de lei.
10.402 1 relogjo, ouro de lei.
10.434 1 par de rosetas de owo com diamantes,
e urna cruz perolas.
10 438 1 volta de ouro e um annel, ouro de ei.
10.445 1 par do rosetas de ouro com dous bri-
lhantes.
10.456 1 relogio de ouro de lei.
10.460 1 emblema do Espirito Santo, um cora-
co em ouro ,nm dedal a cinco botoes, oo-
ro do lei.
10.464 1 pulceira, um par de brincos, um dito ae
rosetas e tres anneis, ouro de lei.
10.466 1 corrente e medalha para re!o o, ouro
de lei.
10.784 2 salvas, prata de lei, 25 colheres, 12 gar-
ios, 12 cabos para facas e 1 paliteiro,
prata baixa.
10.786 1 s Iva e 2 colheres, prata de lei.
10.789 1 cruz de ouro com brilhante, 3 pares de
rosetas com ditos, urna volta de ouro, 6
corrente para /elogios, 1 medalha, 1
correntia fino, 4 traacelins, 4 vahas de
dito, 1 cruz, 1 broche, 1 par de brincos e
4 relogios de ouro, ouro de lei.
10.790 1 pulseira, quebrada, ouro de lei.
10.791 1 trancelim e 2 pares de brincos, ouro de
lei.
10.799 3 cruzes de ouro com brilhantes, 2 anneis,
1 par de argolles, 1 par de rosetas, 1
prca grande, 2 pulseiras, tudo cravejado
de diamantes cravados cm prata ; 1 volta
de ouro, 1 cruz, 1 fivella,4 pocas de ouro
para cmteiro, ouro de lei, fios de perolas.
10.800 1 corrente para relogio, 1 volta de trance-
lim, 1 cruz, 1 breche, 1 par de biincos,
ouro de lei.
10.802 1 corrente e relogio, ouro de lei.
Recife 4 do Janeirj de 1886.
Pelo gerente,
Felino D. Ferreira Coelho.
GASA DOORO
4os 4:000$000

'X
Ra do Bario da Victoria n. 4>
e casas do cosame
Acham-se venda os felizes bilhete?
garantidos da 4. parte das loteras
leaefieio da igreja da Boa-Viagem de Pas-
mado (33*) que se extrahir sabbado, 23
I

pg&Mii

do corrente.
. Inteiro
lleio
Quarto
porco
B;
Inteiro
Meio
Quarto
Precos
4J000
20OOU
1,5000
de 100*000
cima
34500
1A750
0875
part
10.520
10.521
10.528
10 529
10.531
_MSQS_DLVERSM
Precisase de um ca xeiro de 12 14 annos
com pratica de motilados ; a tratar na Cipunga
ra das Pernambucanas n. 38.
Precisa-se de urna professora para engenho
qn saiba tocar piano o mais trabalhos de senta-
ra a tratar ua ra do Impera:?.* \. 79, 1 andar,
com o Bwro de ^azareth.
com
Sabbado. 3S do corrente
As 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 18
POR INTERVENGO DO AGENTE
Gusmo
agilite Bnrl
Leilo
De
um importante sobrado ra estreita
Rosario n. 35, em solo proprio
BOM EMPREGO DE CAPITAL
Sabbado. 93 do corrente
A's 11 horas
armazem ra do Imperador n. 22
preposto Stepple por mandado e asistencia
do Illm. e Eim. s'r. Dr. jui* de orpbos, e auto-
ris.co dos consenhores do predio cima, vender
em leilo o sobrado cima mencionado, o referido '
sobrado acha-se bem conseivado o rendendo an-
nualmente 840*000.
Os Srs. pretendentes desde j poderc ir exa-
minar o dito sobrado.
yo
o
Leilo
de umsboa casa terreasobn. 77, ruados
Guararapes, em solo proprio, Yvguezia
de S. Fre Pedro Goncalves do Recife.
Sabbado. 93 do corrente
A's 11 horas em ponto
.Vo armazem ra do Imperador n. 22
O preposto Stepple levar a leilo a casa terrea
-a 77, ra dos Guararapes, com porta e janella, 10.667 1 par de brincos
2 salas, 2 quartos, cozinha e sota, rendendo an-
imalmente 240*000.
Os Srs. pretendentes desde j podero ir exa
minar.
Leilao
De urna mobilia de ara relio, jarros, eandieiros de
gaz, espelhos, 1 cama franceza de amar ello, ca-
bides, quartinheiras, 1 mesa para jantar, diver-
sas bancas, diversas taboaa, galinh as, plantas e
muitos objeetos pertencentes a casa da familia-
Segunda-felra, 95 do eorrente
A' 11 horas
O agente Gusrro, far leilo por coota de urna
familia que se muda para fra da provincia, de
tedos os movis existentes na casa n. 33 G, da ra
da Dctenco.
de
Monte de Soccorro
Pernambueo
Leilo de jotos
O conselho fiscal attendendo nao s ao pedido
para ser transferido, de 5 do corrente para 5 de
Fevereiro vina uro, o annunciado leilo como por
bavergiand' namero de cautelas em ser, c nao
convir aos interesses do estabelecimeuto e dos
mutuarios submettel-as venda, faz agora publico
que no referido dia 5 de Fevereiro se effectur
impreterivelmente o leilo &s 11 da manh.
Estaro exposico tres dias diantes.
9.768 2 pu'seiras, 1 tranceln e 1 par de rosetas
de ouro.
10.039 1 annel de ouro com brilhantes.
10.032 2 bules, 1 assucareiro, 1 mantegueira, 1
leiteira, 1 salva, 1 coador, 2 colheres c 1
jarro e bacia de prata.
10.037 1 salva c 2 colheres para tirar sopa e ar-
roz, prata de lei.
10.038 2 botoes de ouro com 2 brilhantes.
10.041 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.048 1 cordao e 1 cruz,'uro de 16 quilates.
10.052 1 pulseira, 1 raedalhp e 1 par de brincos,
ouro de 1-i, 2 salvas, prata de lei.
10.053 1 annel de ouro com brilhante.
10.055 16 c- iheres para cha. 12 ditas para sopa
18 para creme, 3 ditas grandes, prata
baixa.
10.056 1 moda de curo () com laco e 1 anne
pequeo.
1 pulseira, 1 par de botoes. curo de lei.
1 par de rosetas de onro com brilhantes.
1 salva, 1 palitcirr, 2 colheres para sopa e
assucar, e 17 ditas para cha, da pn.ta.
1 re gio de ouro.
1 par da W tas de vn com 2 bi uantes,
1 broche, 2 pulseiras, ouro de lei, 1 cecu
prata bixa,
0.070 1 salva a 3 coiheres, prata de lei.
10.087 19 colheres de prata.
19.088 1 relogio, ouro de lei.
10.091 1 corrente com tete, para relogio, curo
de :
10.092 2 armis de curo oe*i brilhantes.
10.096 1 tranceln, ouro de le.
10.101 1 pulseira, 1 medalha, 1 vita de trance-
ln, e um relogio pequeo, ouro de lei.
10.112 1 tranceln, ouro de lei.
10.119 1 pulseira, 1 broche e um par de rosetas,
curo de lei.
10.128 1 par de botoes e 3 anneis, ouro de le.
10.136 1 par de rosetas de ouro com 3 brilhantes.
10.137 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.141 1 corrente com medalha para relogio, ouro
d- lei.
10.057
lo.i 68
10.059
10.060
10.0*9
110.568 1 chapa dt condecoraco, ouro baixo.
' 10.570 2 salvas de prata de le.
10.572 1 pulseira, urna corrente, urna moeda, um
tranceln, dous broxes, um dito para man-
ta, dois pares de brincos, dous pares de
botoes, um annel e um relogio, ouro de lei.
' 10.574 1 trancelim de ouro de lei.
10.577 1 relogio, ouro de lei.
10.578 2 anneis e dous botoes de ouro com bri-
lhantes, um fio de perolas, quatro broxes,
tres pares d< brincos, um dito de ros
tas, dous anneis, duas pecas para cntei-
ro, curo de lei, um par de botoes e urna
medalha, ouro baixo, urna salva e um pa-
liteiro, prata baixa.
10.579 18 colheres para sopa, 26 ditas para cha
c urna conega de prata.
10.582 1 annel de ouro com brilhante, urna volta
de ouro com urna medalha, ouro de le.
10.5^4 2 casticaes c 1 paliteiro. prata de le.
10.591 1 pulseira, 1 par de rosetas, 1 pexe de
ouro.
10.604 1 salva, prata de lei, 1 castical, prata
baixa.
10.611 1 corrente para relogio, e 1 relogio, ouro
de le.
10.C14 1 relogio de ouro, de lei.
10.617 1 corrente e medalha, para relogio, ouro
de lei.
10.620 1 cruz de ouro com brilhantes.
10.623 2 pulseiras, ouro de lei.
10.624 3 broches, 2 pares de rosetas e 1 annel,
ouro baixo.
10.627 1 trancelim, 2 medalhas, 1 par de brincos
e 1 broche, ouro de lei.
10.630 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.638 1 gargantilha, 1 pulseira, um trancelim, 1
medalhs, 1 broche, ouro de le.
10 G43 1 par de brincos de ouro com brilhantes e
1 brocho, ouro de le.
1H.648 1 par de rosetas de ouro com rubini e
brilhantes, 1 dtoenm brilhantes, 4 ann ij
cur d>toa ? 1 bilhu.'ite pequeos, sob
papel.
10.663 16 colheres para sopa e 11 ditas para cha,
prata baixa.
3 ditos de rosetas, 1
broche e 1 annel, ouro de lei.
10.668 1 trancelim, 1 medalha, 1 broche e 1 par
de rosetas, ouro de lei.
110,688 1 relogio, uuro de lei.
| 10.702 2 casticaes e 1 assucareiro, prata de lei.
10.703 3 anneis de ouro com brilhantes e rubins,
1 volta de trancelim, 1 cruz, 2 botoes, 1
figa com coral, ourv de lei.
10.711 1 relogio, ouro de lei.
10.715 l corrento com sinete e chave, para re-
logio, ouro de lei.
10.730 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.733 1 par de brincos, 1 fita de ouro e 1 par de
rosetas, ouro de lei, 1 broche e 1 annel
cravejado de diamantes.
10.740 1 cruz de ouro com brilhantes, e 1 salva,
prata de lei.
10.744 1 par de brincos de ouro, e 1 cruz crave-
jada de brilhantes, e 1 par de botoes, ouro
da lei.
10.745 1 volta de trancelim, 1 ponteiro, 1 par de
brincos, 2 ditos de rosetas, 2 e meio pares
de botoes, 3 figas, 2 anneis, 1 emblema de
S. Joo e 1 castor, ouro de lei.
10.752 1 relogio de ouro, para senhora.
10.753 1 assucareiro e 1 mantegueira, prata de
lei.
10.757 1 corrente dupla com medalha, ouro e pa
tina.
10.758 1 relogio, ouro de lei.
10.773 1 pulseira e 1 par de argolles, e 1 relo-
gio, ourc de lei.
'0.775 2 pares de brincos, duro de lei.
10.777 2 pulseiras, 1 broche, 1 par de brincos
cravejados de brilhantes, mais 1 annel
com rubim e brilhantes.
10.781 1 broche, 1 par de rosetas e 1 cruz, ouro
de lei.
relogio, ouro de lei e 1 pulceira, ouro
baixo.
10.224 1 corrente e medalha para relogio, ouro e
platina e 1 relogi, ouro de lei.
10.225 1 relogio, ouro de lei.
10.232 1 botio de ouro com brilhantes c 1 caixa
para rap, ouro de lei.
10.234 1 par de rozetas de ouro cora brilhantes.
10.235 1 pulceira, 1 broche, 1 par de rozetas de
ouro contendo brilhantes, 1 pulceira, c
broche el par de rozc;as, ouro de lei.
10.245 1 pulceira, 1 broche, 1 volta de ouro com
laco, 1 medalha, 1 par de brincos, uroo
de le.
10.259 1 pulceira, ouro de lei.
10.260 I escrivannia, prata de le.
10.280 1 corrente e. 2 medalnas para relogio e 1
annel com pequeo brilhante.
10.284 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.295 1 sslvs, prata de 1 i.
10.301 1 medalha c 2 pares o rozetas, curo dt
lei.
10.314 1 pulceira, 1 broche c 4 t teias, ouro do
lei.
10 315 1 broche, 1 par de brincos e 1 cruz, ouro
de lei, 1 volta de cordao, 1 annel e 1
ponteiro. ouro Baixo.
10.323 1 corrente e medalha para relogio o 2 re-
logios, ouro de le.
10.3 8 1 annel de ouro com pequeo brilhante.
10.352 1 pulceira, 1 trancelim, 1 par de rozetas,
1 annel de ouro c 1 annel com dia-
mante.
10.353 1 cordao (collar) ouro baixo.
10.358 1 broche, ouro de le.
10.364 1 relogio, ouro do lei.
10.368 > pulceira, 1 p>r de rozetas, 1 volta de
tn;ncelim, ouro 'le lei, 1 par de botoes,
ouro baixo.
10.374 1 trancelim, 1 mooda de ouro com laco e
1 relogio; ouro de lei.
10.380 1 annsl de ouro com 1 brilhante.
10.382 1 corrente e medalha para re lo rio 2 e
Os abaixo assignados, curador fiscal e de-
positario da missa fallida de Antonio Francisco
Corga, previnem aos inquelinos das casas perten-
centtes mesma massa, e situad a em 'Joyanna
que nao pagiem aluguel a!t-um ao procurador
constituido pelo fallido, c cujos poderes cessiram
pela abertura da allencia, devidamente publica-
da. Os rnesmos inquelinos esto responsave
pelos alugueis que pagarem indevid mente a dito
procurador, que procedeu criminosamente rece-
beudo ditos alugueis. Recife, 21 de dezembro de
1885.
Dr. Ferrer.
Jos Fa istir.o Porto.
Joda Joaquim da Costa LtVe.
Farfolla de trigo nova e
de superior qualidade
Retalha-se em lotes
vontade dos compra-
dores o carregamento
defarinha de trigo, em
saceos, chegado do Rio
da Prata pelo patacho
inglez Libbie H.: a tra-
tar no armazem a ra
do Commercio n. 4.
Fot
fj.e. 'portante estabele;imento dp reloioaria.
tunaado em lg60 egt funceonand
larJ do Rosario n. 9.
"i ra ra
eu proprietano, encar- gado do regulamen-
to pos relogias do arsenal de marinha, da compa-
nniadog trdhos urbanos do Recife Olinda e Be-
neribe, da de Recife Caxang, da estrada de
trro de Carua da companha ferro-carril de
ernambuco, da a88;)cia9a<> commercial henifcen-
te a da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
"'gentes e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para relogios de algbeira,
ae parede, de torres de igreja, chronometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas de msica, ap-
pareihos elctricos telephonicoe.
int^nt'D"a exercer a sua profissao com zelo e
'eresse de que sempre deu provas ao respei-
tt.7 el publico e aos seus collegas, e vende fo:ne-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabelecimento se acha col-
locado um relogio, cujos mostradores tambem po-
dero ser vistos pelos passageiros da ferro-carril,
tendosempre aHORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas observaces astronorai-
aas. Ra larga do Rosario n 9.
Antonio Jos da Costa Araujo.
"Diario de Pernambueo"
de 3 de Janeiro deste
anno
Comprase no arma-
zem de mollmdos roa
da Ponte Veha n. 54.
Cosinheira
Precisa-se de ama cosinheira aue saiba bem
cosinhar ; na Capunga, ra das Crioulas nume-
ro J-A.
Jardim
Vende-se crotos e roseiras de todas as qualda-
dcs, em liquidaco ; na ra da Palma n. 23,
Vende-se
doce de caj s ceo ; na ra de S. Jos n. 16.
Borracha para limas
Reccberam
para vender
Barros n. 11.
Rodrigues de Furia & C, e teeaj
em seu armaz m ra de Maris e
AO
3*na da Iniperniriz 3
hoja de Pereira da Silva
Neste eatabeleeimento vi nde-ee as roupas abai-
Est para alugar um bom sitio todo murado
e bastante arborisado, com grande casa, sito
entrada do becco do Padre Inglcz, defronte da
estacao do Caminho Novo, porto da linha das
bonds de Fernandes Vieira. tem agua e gaz ; a
tratsrno oit" do Corpo Santo n. 25.
Aluga-se o 1 andar da ra do Padre Flo-
rian n. 69, a Lia da travesaa da Bomba n. 4, e
a loja da travessa do Livramento n. 10 ; a tratar
na ra do Apollo n. 34, 1- andar.
Aluga-se o 2- andar da casa n. 1 do pateo
de Terco, o 3 da de n. 3 ra da Penha, o 1
da de n. 19 mesma ra, o 1' da de n. 18 ra
Direita, o 1 da de n. 66 mesma ra, o 1 da
de n 35 travessa de S. Jos, o 1- da de n. 34
ra estreita do Rosario ; as terreas de ns. 41
4 ra do Rangel, 26 ra Duque de Casias, 1 do
pateo do Terco, 27 ra de Lomas Valentinas,
24 ra do Arago, e a casa de n 35 ra da
Viraco ; a tratar na ra do Hospicio n. 3.
Aluga-se a casa com sota, toda caiada e
pintada de novo, sita ra da Fundco n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez de
Olinda u. 8, lithographa.
Aluga-se o armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 18 ; a tratar com Par nte Vianna &
Companhia,
Aluga-se casas a 800H, no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Ocncalo : a tratar na ra da Im-
peratriz n. 56.
No Caminho Novo n. 128 sa dir quem ven-
de o xarope de ervas do serto para molestias de
peito. Na mesma casa faz-se flores artificiaos
para etager, ornatos de salas e bonquets.
Precisa se de urna ama de leite ; na ra Im-
perial n. 1.
Eu Maria Vinhad, italiana, declaro que
desta data em diante fiea sem efieito a procura-
(o por i- im passada, constituindo o bacbarcl
Joaquim Francisco de Arruda meu procurador
para tratar do meus negocios na comarca de Li-
moeiro, cuja proenraca foi passada pelo tabelio
Joo Bezerra Vieira de Mello desta cdade de
Nazkretb, em 12 de agosto de 1832. azaretb,
19dejaneir. de 8C.____________
Um homem que entende de cosinha, se offe-
rece para esse fim ; nesta typograpbia se indi-
car.
i' AMIMIOS DE FERtlO
PORTATEIS
DE
yerbearen & do Jager
DE BRUXELLAS
Constructores do melhor material part
caminhos de ferro industriaes. Foraecedo
res dos Arsenaes e caiuinhos de ferro dr
estado belga, do Governo colonial das In
dias Neerlandesas, etc., etc., etc., etc.
Vas frreas portatels desmon
taveis fixas, trilhos de ferro e de ac, por
precos inferiores as de qualquer outro sys-
tema, sendo* mais duraveis e miis prati
!08.
Pequeas locomotivas vvago
netes especiaes prra fabricas, explorac3es
agrcolas, atorros, minas e engenhos de
assucar.
Estabelecidas no centro de um paiz que
produz ferro e aye as mais econmicas
Icondicdes, as officinas de Verharren & de
Jager, alm da sua situacSo em urna loca-
dade onde a mao de obra barata, go-
aam da vantagem de ter urna organiaacSo
seria e especial para a construc^ao de ca-
minhos de ferro ao alcance de todos. Os
seus prejos desafiam a qualquer concur-
rencia.
Para informales circunstanciadas din -
jam-se a
Theo. lust
2 LABGO DO CORPO SANTO 2.
Remettem-se catlogos Ilustrados quem
pedir.
Joaquim Ignacio itiltt'
No sabbado 23 do corrente, s 8 horas da ma-
nila, na matriz da Boa Vista, sero celebradas
algumas miseas por aua alma, 1- anniversario do
seu falle cimento.
lipidio Mnnoel Ignacio da Silva
Braga
D. Mara Clara da Silva Braga, Joo Harmo-
genes da Silva Braga, Miguel Archanjo da Silva
Braga e Rozcnda Isaura da Silva Braga agrade-
cem cordialmente s pessoas que se dig taram
acompanhar sepultura o cadver de aeu presado
rr-srido e pai, Manoel Ignacio da Silva Braga, e
J" n >vo eonvidam assistirem na ordem terceira
de S. Francisco de Oiinda. as raissas que pelo seu
eterno repou3> mandara eeleirar sabbado 23 do
c nvute s 6 horas da manh, stimo iia de seu
fallecimento, o desde j confessam o'dCii : a:ouheci-
mento por este acto de religiao e caridade.

*ION loao de Aino>im
Anna Marques de Amorra (ausente), seus fi-
Ihos, genros e oras pedein a todos os amigos e
psrer.tes para assistirem asmissas do stimo dia,
que eero resadas na matri d) Corpo Santo, s 8
horas de sabbado 23 do corrente, por alma de seu
esposo, pal e sogro, Jos Joo de Amorim, falleci-
do em Lisboa pelo que aatecipadamente se con-
fessam gratos.
t
Manoel Antonio Soarew da Fonseea
D. Cosma Maria da Fonseea, seus filhos e gen-
ros, agradecem cordialmente a todas as pessoas
que se dignaram acompanhar os restos mortaes de
seu presado esposo, psi e sogro Manoel Antonio
Soares da Fonseea, e de novo os eonvidam para
assistir s missas do trigsimo dia que por sua
alma mandam celebrar s 8 horas da manh do
dia 30 do corrente, na matriz de Nsasa Senhera
da Conceico no Bonito e na igreja do Espirito-
Santo, d'esta cidade, mesma hora ; por este acto
de religiao d'esde j se confessam summamente
agradecidos.
xo mencionadas, que eo barntissimas.
Palitots pretos d" gorporo liagonaes e
acolchoados, sendo fazendaa rauito en-
corpadas, e forrados JCOO
Ditos deaaaemira preta, deiordio, multo
f bem feitos e forrados 10/000
Ditos de dita, fazeuda milito melhor 1200Q
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 12/000
Calcas de gorgorao preto, icolchoado,
sendo fnz-uda inuito encarpada 5/500
Ditos de casemia de cores, sendo muitj
bem feitas G/500
Ditas de frinella ingleza verd.ideira, e
multo bem feitas 8/000
Ditas de brim de Angula, de muie-kiin e
de brim pardo a 2i, 2/500 e 3/000
Oeroulas de greguellas p-.ra hemens,
sendo muito bem feitas a 1/200 e 1/600
Colletinhos de gr. guella inuito bem feitos 1/000
Assim como um boiu sortimento de lencos de
nho e de algr-dlo, me'as cruas c collarinhss, etc.
lato na loja aa ra da Imperatriz n. 32
Collcgio Di mano
Fa^o saber aos paes de familia e a quem convir
possa, que no dia 3 de fevereiro prozimo vindouio,
abrein-se as aulas drsfe gr.nJe estabelecimento de
instruccac
Nelle se nsinam tu 'os os preparatorios eligi-
dos as academias do Imperio.
Admitiera se alumno* internos menores de 14
annes e externos.
Os internos pagara-- a mensalidade de 35/000,
cada um ; sendo dois irraos pag>,ro na razio de
30/000; sendo tres, um dclles pagar metade,
isto 17/500! sendo quatro, nm si-r gratis.
As pessoas sao paras em prestacoes adiauta-
das.
Os externos pagarlo adiantadaueute a penao
de birO0 mensaes, com dircito matricula de to-
das as aulas,
Para admisso dos internos pieciso a certido
de baptismo e o certificado de vacina.
O Collegio Diocesano funeciona em Olinda, no
mesmo edificio do Seminario Episcopal.
Olinda, 22 de Janeiro de 1886.
Conego Marcolino P. do Amoral, reitor do Se-
minario e director do Collegio Diocesano.
Aluga-se o 2 andar e sota, caiado e pintado,
ra do Ran el n. 44, tratar na roa Direita n. 3,
2 andar.
Precisa-se a ugar urna e .sa erpacosa, com
agua e gaz ; na ra da Imperatriz n. 35, segundo
andar.
Precisa-se de urna cosinheira ; na ra da
Imperatriz n. 35, 2" indar.
Precisa se de urna ama para cosinhar e la-
var ; na ra das Guararapes n. 81.
Offerece-se para ama de casa de pouca fa-
milia urna mu'her de idade ; no beeco do Bernar-
do n. 51.
Os abaixo assignados, tendo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desrnho i cima
de coi-formidade com as prescripcoes das leis ero
or declaram ao publico e particularmente ao;
seus numerosos freguezes, qae d'ora em diante
todrs os productos qre r.hirem de saa botica le-
varo a dita marca como garanta de tua origen
e legitima pr Koquay;cl Freres.
es 4:0001000
iiiiim jasajiido:
lina Primeiro de Marfil n. >
O abaixo assignado tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 1920 com a sorte de 4:OO03O0O,
alm de outraa sortea de 323, 165 e 85, di
oteria (32.a), que ae acabou de extrahir
convida aos possuidores a virem recebe?
na conformidade do costume sem descont<
a (gura.
Acham-se venda os afortunados bi
Ihetes garantidos da 4.a parte das lote
rias beneficio da igreja da Ba-Viagem
de Pasmado (33.a), que se extrahir sab
bado, 23 do corrente.
Precos
Inteiro 45000
Meio 25000
Quarto 10000
Km qnantldade maior de loo*
Inttiro 35500
Meio 15750
Quarto 5875
Manoel Mar*ins Finta.
urna casa n ra do Coron-1 Suaastina n. 198 coiii
eoto interno ; a tratar no largo do Corpo Santo
n. 4, 1- andar.
Cosilieiro ou cosinheira
Pre :8a be de um bom cnsinheirj ou urna boa
cosinheira ; a tratar n roa lo Apu i-) n "0, 1'
andar, das 10 horas da uiaidi :9 4 da tarde.
Casa alugar
Aluga se um o com soto, a
qual icabou se d itrn r i ro i t Macel Mon
teiro n. 10, tem muitos coma z e agua,
graude quintal e ; .ra u apibaribe ; a
tratar na na D Calas i- ">i, primeiro
andar.
anneis, ouro de lei.
Piano
Compra-se um piano com pouco uso, o que aeja
bom ; a tratar n* roa Duque de a. 54,
primeiro andar.
Compra-se e paga-
se mais do que emou-
tra qualquer parte, bem
orno
MOEDAS
ie qualquer qualidade.
Na ra do Impera-
tor n. 32, loja de joias
Iiilio Fuerslenberg
m m cuni!
Sem dieta esem modifi-
ca?oes de eostumes
-a
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&
ce
3
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EspeciuC s


r

fe-95

S
*?
9
I
w
n
SABAO
transparente cristalino
W^RIEGER
conhecido do mundo inteiro
como o melhor mais perfeito
de todos gs sabaos de toilette.
Especialdade.
Estractos cssencias triples
de enebros. Agua de Colonia.
Vinagres de toilette. Pos d'ar-
roz. Pommadas. Azcites to-
das clases de perfumaras finas.
Superiores realidades.
Depsitos nas principaes Per-
fumaras, Pharmacias Cabel-
leireiros do Brazil.
16
o
B
M

?
neeitic i o *tcops
de Hollanda
pprovi.dos p
Repblicas do
Pariz.
EM:. :
Restabelece
toes e promove as r

..ieue da Corte,
le industria de
roa
i as diges-
Sitie
AInga se razoavel
Com casa para familia (na Varzea) e tem 4
salas, 4quarti8 c cosinha, muitas fructeiras, dan-
do fructo, junto excellente bauho do Capibaribe, e
mu to breve pert do trem : a tratar na ra de
Santa Therezt n. 38, e na Vanea com o Sr. Es-
fevo Jos S;uiocs.
Vinho de ana quinado
Para 08 chloro anmicos, debella a hjpoemia
intertropical, reconstitue os hydropicos e benbe-
rco8.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muto recoman ndado na bronchite, na hemop-
tyse e nas toases agudas ou ehronieas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
larnnjas amargas .
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina c jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho Je jurubeba simples e ta.ubem fer-
ruginosi, proparados em vinho de caj
Efficazes nas inflammacoes do figado e baco
agudas ou ehronieas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Anplieado bs canvaleeceneas das parturientes
urtico antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva & C.
Anna Feliciana Pereira
fcyra
Jos Vicente Gomes de Souza, saa inulher e fi-
lhos agradecem aos amigos e parentes que caldo-
samente acompanbaram os restos mortaes de sua
presada sogra, mil e av Anna Feliciana Pereira
de Lyra, e de novo eonvidam e aos demais ami-
gosjo favor de assistirem a missa que ter lugar
segunda-feira 25 do corrente pelas 71/2 horas da
manh, na matriz de Santo Antonio, pelo qual ae
a nteeipa agradecendo mnis e&te obsequio.
TmM
D Harta L.nfza Vicha Lima
Jos Adolpho d'Oliveira Lima, Antonio Fernan-
des Ribeiro e sua mulrer,D. Maria SophiaS. Seixaa
e seus filhos, vetn pelo presente protestar a sua eter-
na gratido a todas as pessoas que se dignaram-
acompanhar ao cemiterio publico os reatos mor-
taes de sua estremecida esposa, cunhada, filha e
irm, D. Maria Luiza Vieira Lima, e bem assim
pedir, nao s<5 a essas pessoas*, como aos demais
seus amigos e parentes, o especial obsequio de as-
sistirem as mssas que no dia 26 do corrente mes
(stimo de sen passamento) mandam celebrar pela
alma daquella finada no convento de S. Francisco
desta cidade, s 8 horas da manh, e na igreja do
Monteiro da freguesia do Poco, s 7. Por mais
esta demonstraeo de puro sentimento religioso,
antecipam os seus aijradecimentos.
Ao publico
Jacintho 'orreia Lobo participa ao publico e
ao commerc'o, que desta data em diante ddioa
de ser iuteressado em seus estabelecimentos de
ni libados ao largo do Bcberibe ns. 12, 14 e 18, o
Sr. Anastacio d Araujo Alves, sahindo o mesmo
pago e aatisfeito de aen capital e lucros, e sem
respor-eabilidade no activo e passivo de ditos es-
tabelecimentos, assim como inhibido de faxer
qualquer transaeco tendente ao mesmo negocio,
cuja nao se responsabilisa o abaixo aaaignado. Be-
ben be, 22 ie Janeiro de 86.
Jaciutho CorruaLobao.
-'jr'-..
i
Candida Francisca Xavier
dos Relw
Joaquim Bernardo doa Reis, irm, sobrinhos o
eunhados de sua presada esposa, '"ndito Fran-
cisca Xavier doa Reis, eonvidam aos seus paren-
es e amigos assitirem as missas qae rnaadam
celebrar por aua aluia ua matriz de Santo Anta-
nio, s 7 horas da manh de terca feira 26 do
corrente, trigsimo dia do seu fallecimento, e per
eete acto de piedada e religiao confeasam-se eter-
n a mente gratos.
4
i
I


.:,..-

6
Diario de Per BambucoSabbado 23 de Janeiro de 1886




luga-se
ifc sitto a ra das PernambueanaB n. S2, tendo
uta grande casa con multas cortuodidades para
grande fami ia, a casa tem sota corrida e o litio
rbOrisado ; as ehaves *a ra de Pedro Affonso
niero 68.
_____________t
Aluga-se
3' e 8- andar do sobrado rita do Brum
i tratar na pudaria. .__________
iloga-se barato
) 1/ o 2. aodar travesea do Oampello n. 1
0 armaiem e o 1. andar da ra do Bom Jess
0 i. andar da travessa do Carme n. 10.
1 loja da ra do Calabouco n. 4.
A casa 5a ra da Palma n. 11.
A casa da roa de Lomas Valentina n. 7.
A casa da ra da Ponte Velha n, 22.
A easa da Baiza Verde n. 1 B Capunga
A tratar no Largo do Corpo Santo n. 19, an-
Alug
ja- se
o 2 andar da ra do Livramento n. 26, com agua
ebauho ; a tratar na loja.
Leonor Porto
Rila do Imperador n ft
Primeiro andar
Contina a executar os mais difflceis
figurinos recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfcico de costura, em bre-
vidade, modiciaade em precos e fino
gosto.
Mura Indiana
}

TNICO
*
S
%
PARA TINGIRA
Barba eos Cabellos
staTntra tinge a barba e os cabellos instan-
tneamente, dando lhes urna bonita cor preta e
aatural, inofensiva o seu uso c simples e muito
rpido : vende se na BOT CA FRANCEZA e
DROGARA deRouquayrol Freres, succeesore
de A. CAORS, ra do Bom Jess, antiga da Crus,
numero 22.
Nt.m'
.1
O 8r. Jeito Cavalcante Maurieio Wanderley,
lho do Exm. 8r. Bao de Traeunbaean, queir
Ttt ou mandar roa Duque de Canas i>. 73, con
luir o negocio que nao ignora.
a* andar
Aluga-se o 3 andar da casa ra de 8. Jorge
n. 72, com bastantes commodos ; a tratar na ra
Primero de Mareo n. 17, loja.
Barreiros
Medico
O Dr. Costa Barros, medico operador e parte-
ro, reoentemente estabelecido em Barr.iros, offe-
rece os servicos de sua profisso nao s aos habi-
tantes deste municipio, como aos de Rio Formoso,
amelleira, Agua Preta, Palmares e Porto Calvo.
Cosinheira
Precisa se de una boa cosnheira, para casa de
urna fami IU nos Aflictos a tratar na ra Nova
numero 13.
Quera lem ?
Onra e prata i compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que em outra
qualquer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
Rosario, antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
tarde, dias uteis.
Aol pareolar de primeiras
ledras
Ansa Alejandrina de Mattos Cavalcante par-
ticipa aos pais de familia e ao respeitavel publico
que desde 18 do corrate mez se acha aberta
uxta aula'gratis para o sexo feminino, em S. Lou-
reneo da Matta, no respectivo povoado, para os
qae qoizerem confiar suas filhas.
Loja das Estrellas
Ra Dnqne de Callas o. 5
Liquida os seguintes artigos :
Bramante de linbo com 11 palmos de largura,
do preco de 3/ e 34500, a 1*600 e 2*000 o metro.
Brim d linho de cores do preco de 2*, a 1 UOO
avara.
Madapolao americano de 10* a 7*000 a peca.
dem pelle de ovo, coa o titulo mimoso de 9*000,
a 6*500.
Lencos brancos, finos de 2*500, a 1*600, dusia.
Guardanapos de 7*, a 4*000.
Bramante de algodao com 10 palmos de largara
a 1*100.
Cretones nacionaes a 240, covado.
Meias inglesas de urna s ro para senhora, de
29* a 7*000 a duiia.
dem inglesas, brancas de 7*, a 4*500.
Zephiros de 400 reis, a 240 o covado.
Atoalhados com duas larguras ds preco de 2*, a
1*300.
E muitos outros artigos que se liquidam com
50 <>/o de abate.
Bous (lias
Mendonca Primo & V.
Vendam por preeos t*ema
romp*?tBcta
Las escocesas, padres modernos a 400 re o
covado.
Ditas mescladas e lavradas a 500 reis o dito.
Velbotinas de todas as edres, lisas Mvradas a
1*200 o dit>.
Fustoes bravees com liados desenhos a 400 e
500 reis o d to.
Lenooes de Vamante a 1*800.
Callarinboe modernos para homens a 500 reis.
Setins de tedas as cores, por precos baratissi-
108.
Merinos pretos e de cores para % istido.
Mantilhas pretas.
Ficbs do diversas qualidades.
Cortes de cassemira para senhora, bordados de
seda, atoalbado', espartilbos, tapetes avelludados.
panos de crochet, punhes para homem e senhera,
meias de todas as qnalidades para homem e se-
nhora e outros muitos artigos de moda.
ua iftiipiie de Casia
Bom empreo de capital
Vende- so o muito bem afrtguesado hotel do
Soarea, raa de Hortas n. 24 : a tratar no
metano.
--------------- ____ .____________________________ ,______________
(Up Paulo Coreira
Novo fornecedor, sem competencia em preco,
vende-se ra do Mrquez de Olinda n. 50, mer
cearia dos Srs, Braga Gomes & C, e a 1*500 a
libra._________ '
Sem competencia
Farinha de milho, propria para papas, bolos,
pao e cuscus, di'a para ang, massa de mandioca
sauito bem preparada para bolos e papas, vnde-
se por preco razoavel ; na na da Matriz da Boa-
Vista n. 3.
Precisa-se desusa ama para oasa de homem
solteiro ; a tratar a rus do Fogo n. 20, taverna.
Preoarac&o de Productos Vegetaes
MTINgiolAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NSTlBASTOS
Aula mixta particular
Ra da nutria da Boa vista n. 44.
primeiro andar
Maria da Coneeicao de Drummond participa
aos pas de familia e correspondentes, que a sua
aula abrirse ha no dia 11 do corrente mez.
Alm das alumnas externaB, admlttem-se pen-
sionista : quem desejar saber as necessarias con-
dicoes pode dirigirse dita aula, que entender-
se ha com a mesma.
Quanto as informacoes, os interessados podem
dirigirse ao conselheiro Pinto Jnior, Dr. Pe-
reira do Carmo e aos distlnctos professores da so-
cieaade Propagadora da Boa Vista________^_
Consultorio medico cirurgico
Dr. Miguel Themudo mudou seu consul-
torio e residencia para a ra da Imperatrie
n. 14, 1. andar, ende d consultas das 12
horas s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidadespartos, fie-
bres, syphilis e molestias do pulmSo e co-
racSo.
Pinlio de Riga
Acaba de chegar pelo brigue Acacio um com-
pleto sortimento de pranchoes de varias dimen-
coes, como tambem taboas da mesma madeira, de
urna e ama e meia pollegada de grossura ; ven-
den) se por precos mdicos em casa de Matheus
Austin & C, 4 roa do Commercio n. 18, ou no
caes do Apollo n. 51.__________________________
it. DE DRUSINU
Usa lie Bom-Jesas 1.18
(ANTIGA DA CRUZ)
Oasa de commissdes
Grande e variado sortimento de amos-
ras e catlogos de prodceles da Alloma-
dla, Franca, Inglatera, Austria, Hespanha,
taha e Estado Unidos.
N. B.Informac5es sobre machinismos
friclas, ditas para engenhos centraes-
>ombas, etc. para incendios a outras m,
ninas e utensilios!_____________^__^_
ELOGIOS
01SED DE JOIAS
MIGUEL WOLFF & C.
Offerecem ao respei-
tavel publico um gran-
de e variado sortimen-
to de relogiosdos mais
acreditados fabrican-
tes, e se acham habili-
tados a vender mais
barato do que outro
qualqfeer, yisto ice-
erm JUrecteaiente.
Todos 08 relogios
vendidos nesta casa
nao garantidos.
RHttWtf U
Este remedio precioso tem gozado da acceita-
tfto publica durante cincoenta e sete annos. com-
ecando-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca forJo to nlen-
%es como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a melhor prova da sua eficacia raaravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nio tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
crearlas quer em adultos, que se acbarao afBic-
tos destes kiimigos da vida humana.
Nao delxamos de receber constantemente
attestaoOes de mdicos em favor da sua eficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varas falsificaces, de
sorte que deve o comprador rer muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
yeraufoge fle B.A. FAHNEST8CK.
Casa na Torre
Alaga-se urna casa na ra do Rio, com bens
commodos e bastante fresca ; a tratar na ra lar-
ga do^________________
Collegio Parthenon
ate collegio acha-se aberto ra Velha n. 40,
e reeebe a uuinos iaternos, senii-intenios e exter-
ne*.O director,
Ovidio Al ves Manaia.
2 andar
Ahaga-ae o 2 andar a* sobrado ra Primeiro
de Marco c 12 ; trata-se a* leja.
Nove PERFUMARA Extm-tm
V
rC0pYt0pSISD0jAPA0l
flafl........MeOKTlOPSIS.sJiPl^tPasiu*i...sCOBTlOPSIStsJiPl|
Iten.....aeCORYLOPSISdoJiPl BHUifTaa.. aeCORYLOPSIS do JiPii
almeno CORYLOPSISioJAPiO | oUu........aeCORYLOPSIS do JAPll
UIM.......a. CORYLOPMS JAPO poiam......CvRYLOPSISt. JiPl
Gotta, Rheumatismo, Dores
Soluqo do Doutor Clin
Ltureido da Ftouldtth d Medicina da Para. Premio Uontyon.
A Verdadeira Soluoao CLIN ao Salioylato de Soda emprega-se para curar:
As AflecQoes Rheumatismaes aguda e chronicae, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Soluco CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dore*.
nt3 Omi etplicaco detalhada acompanha cada fratco.
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ELIXIR &VINH0
TROUETTE-PERRET
efe l?AA*tNA (Pepsina vegetal)
os) oais poderosos digestivos coaheeidot; at agora, para caiaoMc m
AFFEC50FS DO ESTOMAGO: GASTRITES, G^STRALOI^.
MARCAS, TOUffOS, PESO MQ ESTOMAGO, NA DlfcESlA. ETC., E16.
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A venda naa frineipaes Pharaacias e Drogaras.
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KOICMLIN. 35. rui
IMI'ISH Mlafat
A PEPT0NA
8abaMnaa,vlNHOde<>EP9.'OMA
preparado par Seireasa ii Tars, t uiv.'
MOieafneato qae muito sonirihne tara laci-,
litar a* runecees lo estomago, a resfalariaa 1
digestio, umor n ele Ja .'avevecer < lnc<
ao doi:nte.
Seeurnioera i eiper^aanas fsaa* peto*
mais afamAdoa m -lieos es Parii e 'utro
Iaaitesdemcnstrarai a ffia;iadoVlHHO
? DE fEPTONA DSFRESKB; na im-
Biawaliilsde em que eatanr.oa de i-prodmjr
todas as asas cartas, 1 i mi tamo-jos a pre-
sentar a jni a carta diriyyia o Sr Defreen*'
par uu raopl'ativo, cujo i.jma i a fama i.
aeaa coubacilos pelo mundo aiedieal.
IMs o Psaet ao S&r Defrtea*:
delis, eaU'coaelsaa.
c lew e rosto de Ib* mar listar a sa-
.arafio fee Uve com ^M PafJtaaa, Mha
btni resultados c,ae cora alia Icaneal aos
t/estos gravea em cr^e a teob) en prgala*.
Semwe quando ti ve de Uatt um aats
sago cansad, doente ou eom \s dig-
ttea a aoa preparacit* alUvioa o
d*eU, reatterabde-lhe as funeeoes digesti-
va, saeMaa 8t"lhre idasas. oatras
awapieis menino* racbitlcos dewam a'
amada v a da Peatona. Por Isaw leja:
noasMsrw coa om vsraadetro dever re
commendai-o. os memaoeotas a'an graatde
water.) de cas;;
Tda^praeadocosnifaediooieajco-
rwsa es aaavaa de 18M a 1800, ptrioeV asa,
as a aecpwidade de dirarr os alimentos,'
knsuediatamenU ounasnidos era menos ias-
eiioaa do qae hoje; eotao a constitaiceea
arasn asis vigorosas, aaagninea, emespeas
e dctaaax um robusto appeUtn. favor "
undu de 1
par us
Mee* ftt yroKoeava a prompta transfosta
cac ana sltmentos mais refractaries.
e Boje, porem. m os estmagos aaati-
bJoe earecem de energa, 4 rnaisalsass
Unear mi de todas ar substancia* tm ft-
cKtam a digeatae, como, w wssa|is, e
aa Pancre-tina.
t O preceito de hygiene mais irapertoaU,
I orem" mais despraw*
muto pora Mspaitir r*uti'. E
greio da sande, e dunnte muit* temar os
mev ijatnd^s tjveram eatr aisnmpto ,ior
prinep. objecto; alm d'issn, a -ninha al
toieio de medico na Repai ticao de Benet-
eencia d"eta cidade, em que os tscrofulom ]
trmphitieov abundan fora de tedi! ate 4
pennitteM fuer muitu feliies ipplicacd** i
de aeusexcel lentes productos.
Aclta-se o deposito de to vahe o med-',
eamento in Pharmacias e Orogaris J'essa^
cidade. P^eetM cuidar no recoi*iece-o 1
t ro leeltar as imitaene*. sxiginto trem.
^rltdAireTUiHO DVKaallS
OOOOOOOOrMOOOOOOOO
. Am l nica* l'erfoeJsras
GlGS DEPDRATITASIODIADAS do Dr GIBER!
>nsiitaem o melhor a o nats agradarel, activo economlflo
C lodot m deporatiTos coabectlot.
CUMPRE DESGONIIARdas OOKTRAFACCES t*lfr
(como ptrt oXaropJ ti*ulgnturt em tinta encanut GiOUt
t Boutigny o aello. em Una $,' n Qovemo franoej.
.yC5
MYPOPHCS!"
Chin ..aill, antOT da lesee-bt-rla asi
aoprifjades curativa dos Hjpophee-t
paitos no tralamcnto na tiaca pulmonar,
tem a honra de participar aos seus cnlletras
medico. que os unios Hyp>phosptiito
reconheciuoa e reconmepJa.los por elle
ao os -jue >repar< o 8r. tgwann, ohar-
*flaceui;o, 1, ra CiJtiglione, Par...
Os Xaropes de Hypophoephisoa de
Soda iai e Ferro veudem-se em fraseoe
qvadradoe toudb o nomt k> D" Chnrcklll
"ao viro ana asstonaura ao envoHorio e
aa aira de> papel enenmado jue cobre a rolha.
Oada ^aaer. verdadetro ieva alem a'isto a
taaroa ib fabrica da Pharma cia Swaaa-
"IIS
oosoor8o
8-rt
EXPOStcXO
*0*A l
ASMA
pelo TO do
r Glry
em toMe me Marte****,
Ama
Precisa-se de urna ama para todes os eervicos
de duas pessoas ; na ra Imperial n. 200-C.
Ama
Precisa se de orna ama para cosinhar e lavar,
para casa de pequea familia : na raa de Fer-
nandos Vieira n.24, taverna.
Precisa-se de ama ama para engommar : na
Capunga (antig 1 ra da Ventura) n. 3.__________
Amas
Precisa-se de duas amas para cozinhar e en-
gommar em casa de familia : ne escriptorio deste
Diario se indicar quem precisa '
Precisa se de urna ama que engomme com per-
feicSo, para casa de familia ; a tratar na ra do
Bare da Victoria n. 7, 2- andar.
Ama
Precisa-se de urna ama qne
coser; na raa de Riachuelo
ferro.
saiba engommar e
n. 57, port So de
Ama
Precisa se de urna ama para cosinha e mais
algum servico ; a tratar na ra das Nymphas nu-
mero 26.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia ; a tratar na ra da Palma n. 13.
Precisa-se de urna ama para todo o servico do-
mestico em casa de pouca familia, dando fianca
1 de sua conducta ; a tratar na ra da Madre de
Deus n. 3.
Ama e eaixeiro
Precisa-se na ra de Aguas-Verdes n. 17.
Tnico
Oriental.

A
0

o
AYER
'contra SEZOES
(atib's aocs ame)
cjMMH)A>ciiTt ecom amu
as
pebres IntermittentesJ
[lenles e Biliosa;
as
,Maleitas,os Calafrios,
c TOOAS AS
olesas Paludosas
' RiHiaa cxcuian ma
I fipa,^. e*> D. J.CAYTtlVLl.Hi.UI-i
Casa para mor. da
Precisase alngar urna oasa que tenha bons
commodos, agua e gaz, e que tenba ju.ntal ; nes-
ta typor;raphia se dir quem queir .
Quem
To Engllshmen
GratisFrench or Spanish Lessons by a young
Parisian gentleman in return for Eoglish con
versational Lesscns G's. Ra da Victoria 21.
Cosinheiro
Na ra de Paysand n. 9, se precisa de um.
Precisa-se de um eaixeiro com pratica de taver-
na, de i4 16 annos ; a tratar na ra do Fogo
n. 20, taverna.
Licinio Elisio de Olivei-
ra Costa
Manoel da Costa Nunes, resi ente na vilia de
Ajiadia, da provincia das Alagoas, nao tendo sci-
encia do lugar em que reside seu tio Licinio Elisio
de liveira Costa, vem pelo presente declarar ao
' mesmo, que no dia 26 do corren'.e falleceu sua
! presada mai Eduvirgej Amelia de Oliveira Costa.
' Aproveita a opoortunidade para dec'arar que
i qualqucr correspondencia, seu tio pode enderecar
! ao abaizo assignado uesta villa. Anadia, 29 de
novembro de 1885.
Manoel da Costa Nunes.
Com este titulo ab'io-se segunda-feira, 11 do
correte, sob a direceo do profesaor Antonio C.
Carneiro Leao um curso primario e secundario
ra Duque de Casias n 6, 2 andar.
Grande liqiiilarao
A' roa Doqne de Cavias n. 6i
Fazendas por todo o preco
Artigos :
Setins, sedas, merinos, alpalcas, las. cretones,
cambraias, rendas da China, baptistes, br imantes
de linho e de algodao com 11 palmos, meias para
hon.em, seuhora e meninos, leques Joannita, cor-
tinados, brins, madapoloes, slgodoes e muitos ou-
tros artigos diversas que se vendem por todo o
preco para acabar.
RA DUQUE DE CAXIAS
Cozinheira
Precisa-se de urna que cozinhe bem, para casa
de pouca familia ; ra da Roda, sobrado n. 18.
precisar de ama senhora habilitada para ensinar
primeiras lettras e todos os trabalhos de agulha,
em qualquer casa le familia nesta cidade, ou mes-
mo em qualquer engenho, pode dirigir-se i ra
do Livramento n. 38, segundo andar, que achara
com quem tratar.
Escola parteular
De insn<;io prlaiaria para o
sexo mascullao
34 RMA DA MA.TBZ DA BOA VISUA 34
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua esoola particular
de instruccSo primaria para o sexo masculino,
ra da Matriz da Boa Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensinu de seus alumnos.
O grao da escola consta: 1er, escrever e contar,
desenho linear, historia patria e nocoes de trancez.
Garante um rpido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu systema de ensino, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
merada d<"dicac5o ao ensino, fazendo com que os
seus decipulos abracem e amera de coracao as le-
tras, nos livros, e ao estudo, guiando-os no nho da intelligencia, da honra e da dignidade,
afim de que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio, e da lei, e um verdadeiro
cicladlo brasileiro.
Espera, pois, merecer a confianca e a proteccae
do distincto povo pernambucano, e em particular
tem f robusta em todos os pais e tutores de me-
ninos que queiram aproveitar um rpido adianta-
mento de seus filhos e tutelados.
Comquanto oasada seja esta tentativa, todava
espera que os seus incansaveis esforcos, e os seas
puros desejos, sejam eoroados com a feliz apprc
vacao de todos os filhos do Impe.-io da Santa Cruz.
Mensalidade2000 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horariodas 9 horas da manha s 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meis-pensionietas por
mensalidides raznaveis e lecciona por casas parti-
culares a ambos os sexos.
Julio Soares de Azevedo
34-BA DA MATBIZ DA BOA VISTA 34
Luyas
Fabrica se por medidas, era 2 horas, perfeiclo
precos mdicos, eleirancia. -material de superior
qualidade : ra do Cabug n. 7, Io andar.
^
* As nicas infalliveis e que nSo repugnam aa
enancas. Chegou nova remessa, e vende-sc em
casa de J
Faria Sobrinho & C.
CONTRA
DeDuxos, Orlppe. Brol~ehlta,
: rilW.Sli o 11 to, o XAROPB a a PAUTA |Mt-f
I toral b MAF i DELANaKEHIER rto d* *awf
Oastfk arta variflSad* por MumSiH da
fr MiMiSai U Tnafk.
I S*a Of*t, JSi^XiM w Mki *i-M
*U :flnf aflamil d Toaa* oa detraelwoba.
I PARld
Professora
Ofierece-se urna pr fessora para leccionar em
alguna collegios e casas particulares as seguintes
materias : portuguez, frunces, msica e piano ; a
tratar na ra do Mrquez do Herval n. 20.
Casaes de pombos
Na roa do Cotovello n. 46 vende-se casaes de
pombos com filhos e sem eiles : pessoa que com-
prar todos, faz-se um abatimento.
Cftllegio \ossa Senhora das
Victorias
lt>=zRua do Hospicio -lo
Este estabelecimento de instrueco, a' rir suas
anlas no da 11 de Janeiro.
As directoras,
Blanche d'ferpent Torgo-
Baronesa L. V. d'Herpent.
Ao publico
Urna senhora habilitada se offerece leccionar
primeiras lettras e trabalhos de agulha em colle-
gios ou em casas particulares ; quem de seus
prestimos precisar, pode dirigirse ra do Co-
ronel Suassuna n. 79.
ngommadeira
Precisa-se de urna que engomme bem 1 ensa-
boe, e que nao durma fora, para casa de pouca
familia : n praca do Cande d'Eu n. 30, terceiro
andar.
Vende-se
Urna refinaco ra de D. Maria Cesar n. 4.

VINHO e XAROPE DE DUSART
De Lactophosphato de Gal
AimMie aa mera pbarmaoopa otci&l de Franca Approvado pela Junta central i Ejgiene ia BrailL
As experiencias dos mdicos mais celebres do mundo tm provado q\w o lactophosphato de cal
no estado soluvel, como se acha no Vinho e no Xarope do Dusart, em todos os periodos da vida
o reconstituinte por excellencia do corpo humano
as mulheres grvidas, facilita o desenvolvimento do feto e basta muitas vezes para evitar os vmitos e
outros accidentes da gravidez. Administrado s amas de leite enrique-se-lhes o leite, preservando as creancas
de clicas e diarrheas; a dentico faz-se fcilmente, stmddr e sem convulsdes. M.js tarde quando a crear.ca
est paliida, lymphatica, com as carnes riaccidas, que apparecem glndulas no pescoco, a cha-se no lacto-
phosphato de cal um remedio sempre efficaz,
Sua aceto reparadora e reconstituinte nao menos segura para os adultos anmicos, que soflrem de m
digestio e para os que se acham enflaquecidos pela edade ou pelos excessos. Seu uso precioso para os
tsicos porque traz cicatrisaco dos tubrculos do pulmo e sustenta as forcas do doente, favofeendo sua
aaimoatacto. Em resumo o Xarope e o Vinho do Dusart estimulam o appetite, estabelecm a
nuirif&o de ama maneira completa e asseguram a formaco regular dos ossos, dos msculos e do sangue.
DUSART, Pharmacetttlco, 8, ra Wolenne, PARS ni priicipi Pitmciu i onfum
s
4s-i:000S000
bilhetes mam
16-Rua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos buhe-
tes gar: ntidos da lotera n. 32a. em beneficio
da igreja da Ba-Viagem de Pasmado
que se ttrshir ^abbad* 23 do certente.
Inteiro 4!000
Meio 2,5000
Quarto 1,5000
Sendo quantldade superior
a lt0:MM>
Inteiro 3^500
Meio 1570
Qaarto #785
Joaquim Pires da Silva
Lycea Triadelphico
Para meninas
Sob a direceo de Hara Olla-
dina de Helio
3JRA. DO HOSPICIO-30
Neste estabelecimento de educaeao ensina se :
Primeiras letras, ortu8;uez, Francez, Ii>glez, La-
tim. Arithmetica, Geometra, Geographia^HUtoria,
Msica e Trabalhos de agulha, e admittem-ae
alumnas internas, semi-internss e externag.
Honorarios
Interna por trimestre adiantado 130^000
Semi-interna idem. da aula secundaria 80J000
dem idem, idem primaria 70/000
Externa por cada materia (trimestre
adiantado) 15/000
Roupa lavada e engommada idem 30/000
Aulas de Latim ou Ingles idem 20/000
A directora fas, porem, abate de 5 0/0 do ho-
norario das alumnas internas e seni-internas
quando houver mais de urna irma.
Para informacoes os Srs. Drs. Pereira do Car-
mo, Pinto Junio, e Laiz Perto-Carrero, Cicro
Brazileiro de Mello, e os professores da Sociedade
Propagadora de InstruccSo Publica da frtguesia
da Boa-Vista.
Ao commercio
Os abaixo assignados participam ao commercio
desta praca que nesta data dissolveram affiigstf
velmente a sociedade que tinham no estabeleci-
mento de chapeos de sol raa Io de Marco n., -
que gyrra sob a firma Francisco Xavier Fer-
reira & C, e que retirando-se o socio Jos da
Silva Castre pago de seu capital e lucros, ticao
activo e passivo a cargo do socio Fraicco Xa-
vier Ferreira. Recite, 21 de Janeiro de 86.
Francisco Xavier Ferreira.
Jos da Silva Castro.
t I1EGVEL

,



Diario de PernambucSabba o 23 de Janeiro de 1886
As machinas de costura
Domestic
SSo reconhecidas ser as mais ele
jantes, as mais doraveis, e em todo
os sentidos
As melhores
Para pre90S, e circulares com illa*
traeres de todos os estylos, dirijan)
se a ____
DOMESTIC SEWINO MA
CHINE & C.
SBW-KOBT O. 8. A.
FUNDICAO GERAL
ALLAN PATEKSON & C
N. 44-Ru i do Brum~N. 44
JUNTO A EF fAfAO DOS BONDS
Tem para vender, por prei. mdicos, as seguintes ferragen:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivacfcs de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varan das de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de for^a de 3, 4, 5, 6 e 8 cvanos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de con ertos. e assentamento de maehinismo e ejtee&ian qualqu
trabalbo com perfei(o e presteza
r
O* Celebres Schnapp Aromtico* de Sehedam de rdolpho Wolfe ato fabricados rdk. ai
de Cevada da primelra qnalldade, cuidadosamente eacolhida dos melhores producios do* districto-
mais afamados pela quah'dade do grao, como tambem do fructo do fragrant Enebro, e sao purificado* por pro
cesso especial que expurga do espirito todas as particnlas acres.
Como meio de evitar e comgir os efleitos deaagradaveis e moka* veies perigasos prodnzidos no estomago
DO iDteanos por aguas estranhas, o que acontece aos viajantes e as pessoas nao acclimaudas, a
OS "SCHNAPPS'l AROMTICOS.DE SCH1EDAM
chara-M absolutamente IXFAIXIVKI8; e nos casas de HTDROPSIA, PEDRA. OBSTRFC.
<*Xo nos RJXS, MOLESTIA da BEXIGA, BSTR1CTURA, DISPEPSIA e DEBIU-
DADK 6EBAL sao recommeadados com instancia pelos nembros mais dutinetcada pronssao medcale
Sao preparados em garrafal de meio e de quarto, encai* otadas com o nome o abaixo assignado em cada
garrafa e com a marca da fabrica e urna favc-sbnlie da sua asignatura no etiqueta ou rotulo.
Venden.-a> em toda* aa rharraaciiM Lojat do Campo. Tem sido sugeitos analyse dos
churucos os mais afamados e por elles oram declarado ser o mais puro espirito jamis fabricado.
Tendo asafan vereficado sua pureza e suas propriedades enviou-se amostras a dez mil mdicos, incitando
todos os mais celebres clinicoa dos Estados Unidos a nm de que elles a experimentassem.
Urna circular pedindo urna rigorosa prova e urna informacao exacta to resultado, accompanhava cada
amoaaa, Quatro mil dos clnicos mais eminentes dos Estados Vnido promptamente respondern.. Sua
opinio do artigo era unnimemente favoraveL Tal preparaco, dziam elles, ha muto que se fazia absoluta-
i porque nemhuma confianza se poda depositar nos productos coaasnuas do commercio, todos
M iiltaviijS .^ A -. > -t # -l Imtt.l a n.ab& j*_k --------- T._____a*_____ a______________ ________* f 5_
mak ou menos adulterados e por tanto Imitis para os propsitos mdicos. A excellencia peculiar e forja do
oleo do Enebro que um dos ingredientes principaes destes rhnaypa w jiifiairnlr cosa o puro alcohol
do-lhe na opinio dos medico* nouvol superioridade sobre todos os estimulantes como diurtico, tnico
e restorahVo.
Esta Bebida Medicinaltaaricada pelos proprietarioa m seu engenho de distlacoem Schiedam, Hollaada,
expressamente para os usos medianae*. ^ %
UD0LPH0 WOLFFS SOK & CO., 9 BEAVER STREET,
HEW-YOBX, J^ A.
^SM AtfoQ
ALBERTO HENSCHEL & C.
S2-RU4 DO BARAO DA \ ICTDRI .S2
O aba;xo assignado tem a honra de participar ao respeitavel publico d'eit
capital o do interior, que reaasnmio a gerencia d'eato grande e bem conceituado este
belecimento, onde j por longos airaos tem oceupado o mesmo lugar.
As Exmas. familias e pessoas que despjarem honral-o com suas encommenda
encontrarlo all os mais modernos e aperfeicoados trabalhos concernentes a art-
photographioa e modicidade nos precos.
C. Barza,
Gerenta.
b
BAHOS DE MAR
Superiores costil mes de excellente fa
zenda c milito bem preparados para banhosdt
mar.
Para sen horas. 10S0OO
Para liomens. 8$000
Para crian-fas. 5^000
Recebemos ltimamente nm grande sor
timento de diversos tecidos hotos para vest
dos e inteiramente apropriados para a prf=
sent esta$o.
LOUVRE
FANGISGO G-KGEL DO AMARAL & G.
Bu Primo le Maros a. 20
ESQUINA DA RA DUQUE DE CAXIAS
N. telephonic W
J0IAS
iIGUEL.WOLFF & C
Participam ao res
peitavel publico, que
continuam ter um sor-
dmento de joias das
mais modernas e dos
mais apurados g-ostos.
Comprme ttem-se
a vender mais barato
do que em outra qual-
quer parte.
1.4
P9
Cabriole! e victoria
Vende-se um eabriolet e urna rictoria em pe
feito estado : a tratar na raa Duque de Can-
numero VI.
5C
Mine. Niquelina
Bbcbdb constanteient
i miado sorMo le ciapi i-
m s caaPos para senioras, o ooo

S o
GC
Cosi ii lie ira
Precisa-se de urna cosiaheira que engoramo
la lofflais loiaroo, oacarresa-so ^sti:r.rP^~a^^
terceiro andar.
1O0S.
Ra Primelro de Mareo n. i9
Jimio Botina Maravhosa
Cellegio de Santa Ijizia
Philadelpha Ernestina de Almeida Fortes par-
ticipa aos pais de suas alumnas, qae mudou a sua
residencia da ra do Marques do Herval n. 87,
para a ra do Bario da Victoria n. 14, e que as
aulas principian} do dia 18 do corrente em diante.
MtMfM
Boga-se ao Sr. bacharel Bento Borges da Fon-
seca o obsequio de vir ou mandar taverna do
pateo da Santa Cruz n. 12, a negocio que 8. S.
nao ignora, sob prna de di*clarar se minuciosa-
mente.
VENDAS
CASA ICLIZ
AOS 4:000000
1:0005000
B1XI1ETEH (.llliWI'IDOk
r'raca da Independen
cia ns. 37e 39
O abaixo assignado vendeu entre os seiu
felises bilhetes garantido da 32a lotera
* aorte de 200f$ em 4 quarto n. 2825
dm de outraa omitas de 320,160 e 80.
Convida os possuidores a virem recebe-
sem descont algura.
Acham se a venda os feiizes bilhetes
garantido da 33a, parte da lotera a beneficie
da igreja da Bo Viagem de Pasmado,
que se eztrabir ao dia 23 do correte.
r*eos
Bilhete nteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10OOO
*m poreo de 1005000 par
el na
Bilhete inteiro 30500
Meio 10750
Qoarto i5875
Antonio Augusto dW Sant** Porte.
= Os hachareis Antonio Justino de Sonsa e
Pedro Affonso de Mello mudaram o seu escripto-
rio para a ra Duque de Casias n. 54, 1 andar,
onde continuam a exercar a sua profissao de ad-
vogadoi.
Veade-se um deposito em Afogados, no
kecco do Quiano, com pouco capital e o aluguel
da casa sendo 6 ; a tratar no mesmo.
Vende-se o estabelecimento de ferragens
ra Duque de Cazias n 111, tambem se vende a
armacao separada : tratar no mesmo.
Vende-se urna refinaco na ra Direita dos
Afogados d. 29 : a ti atar na msma, ou i ra do
Rosario da Boa-Vista n. 45, ou d-se sacie <.ade a
um" Bsoa que entre com aignm capital.
Vende-se a feliz e muito bem situada tavir-
na em um dos melhores pontos de retalho de Fra
de Portts, ra do Occidente n. 2, d fiepte para
duas roas, Occidente e Guarar. pes, e o motivo da
venda o dono estar prestes a embarcar ; a tra-
tar ni mesma.
Vende-se urna bomba de cobre, obra multo
boa, com ps competentes canos para tanque ; na
rna do Mrquez do Herval n. 23. Na mesma casa
precisa-se de urna orph e de urna mulher de ida-
de para companhia de 11 ua familia, prestando ella
seus sei vicos.
Vende-se urna excellente armaeo, nova, de
gosto moderno, forrada e envidracada, propria
para qualquer negocio ; a tratar na araca da In-
depeadencia ns. 24 e 26.
Veode-se
o estabelecimento de molhados roa de Santa
Rita Nova n. 2 A, que faz frente.p^ra o Mercado :
o motivo da venda o dono se achar doente. A
t ratar na mesma ra.
se
a melhor taverna da estrada Agua Fria, tem pou-
cos fundos, propria para principiante, tem bons
commodos para familia ; a tratar na mesma nu
mero 7. ___________________
Vende-se
pranchqes de pinho de resina; na rus Imperial
n. 200-C.
Em vista dos grand-s progressos da IDEIA de
3ue se gloriam as nscoes civilisadas, o commercio
eve acompanhar esse rogreseo, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em vista do que annunciam
MARTINS CAPITAO & C.
1 Ra Estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, a
escolha dos quaes, os annunciantes tm sempre o
maior cuidado, pata bem servir os seus numero-
sos fregueses. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe
Venham ver pois : *
Queijos, flamengo, snisso, etc.
Dito do serto.
Fiambres ingleses.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranhao. 1
Fruetos seceos, como :
Pasxas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualdades.
Bolachmha inglesa.
Semen tes novas de hortalicas
Especialidades em :
Vinhos fiaos do Porto.
Ditos da Figueira.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos como:
Absintho.
Vermputh, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Ararata fina em pacotei.
Cb verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo mate do Paran, em p.
Anda mais :
Formicida Capanema.
Oleo de mocoto.
Azeite de peize.
As cozinheiras
Lequee nacionaes (abanos) para eozinha a.6 1
milheiro.
E todos os gneros concernentes a este ramo de
negocio.
Encontram-se no armazem de molhados de
Harllim Caplto Se C.
I-BU* E8TBEITA DO BOSABIO1
4o-32
Nova loja de fazendas
N. 32- Rna fla Imparatrz- N. 32
DE
Pereira da Silva
Neste novo estabeleeimente encontrar o res-
peitavel publico, nm vanado sortimento de fazen-
das de todas as qualidaes que se vendem por pre-
cos baratissimos, assim como um bom sortimentc
de reupas para homens e tambem se mandam s-
zer por encommendas por ter um bom mesure al-
faiate e completo sortimento de pannos finos, es
gemirs e brins etc.
Fichus
A 1*000. a e *500
Na nova loja ra da Imperatrii n. 32, vende-
se bonitos fichus de todas as cores, smdo de*
mais modernos que tem vindo ; isto na loja do Pe-
| reir da Silva.
Fuslftes e selinelas 'M ris
covado
Na nova loja ra da Imperatriz n. 32, vende
se um elegante sortimento de setinetsa de toda
as cores, tendo largura de chita francesa, asst
como fustoes brancos muito eneorpados para ves-
tidos e roupas de criancas a 500 ris o covado, >
pecincha, na loja do Pereira da Silva.
zinhas lavradas a S00 ris o
covado
i
Na nova loja do Pereira da Silva ra da In>
peratriz n. 32, vende so um bonito sortimento da:
mais lindas ISzinhas lavr.das que tem vindo pan
vestidos, sendo com lsvores miudinbas e em furU
cores, pelo baratissimo preco de 500 ris o ecr
vado.
Palilols de caseuira a 10.0061
Liquldaca<
en coatiauaeo na ra larga do
Rosarlo n. '**
Damiio Lima & C, nao p.dendo acabar o seu
grande sortimento de miudezas, em consecuencia
da cryse perqu passamos, continuam por mais al-
gum tem,o a liquidar suas mrrcadorias, pelo que '
de novo convidam ao publico e especialmente
Exmas. familias, a quem pedem toda proteccao.
Admirem !
Punhos e colarinhos bordados para sc-
nhoras 2*200
Ditos lisos 1*800
Ditos de ceres 1*500
Luvas de seda de cores 2*500
Agua florida, 700 rr. e 1*600
Bordados de 300 rs. 2*000
Bonitos lacos a 2*200
Leques de 400 rs., 6C0 e 1*000
Meias para homem 3*000
Ditas idem 3*000
Ditas de cores 4*000
Um par de fronhas de labyrintho 1 *5< 0
Urna toalba de labyrintho 25f e 30*000
Envrsiveis, rs. 320
Fitas, bicos, lencos, gravatas e outros muitos
artigos que estao exposico.
Ba lstrsca do Roarlo 3S
Damin Lima ft C.
Correias
de sola ingles*, de 1 ,na e de borracha, de diver-
sas larguras e grossuras ; vende-se barato na
tundicao Villaca, ra do Brun n. 54.
Taverna
Na rna Imperial n. IA1
Vende-se urna das melhores tavernas, bem afre-
guezada tanto pars o matto como para a praca,
livre e desembarae ida ; tem commodos suficien-
tes para familia, com quintal com algnmas fruc-
teiras, muito em conta tanto o aluguel da casa
como seja urnaarmscao boa e todos os per-tencas:
se vende tudo por preco commodo e muito em
epate.
Na loja u. 32 da ra da Imperatriz, vend^m-st
dalitots de casemira preta de cordo sendo forra-
dos e muito bem feitos pelo barato preco de 10* *
12*, assim como calcas de casemiras muito ben
feitas a 6.* e 7* e ceroulas de bramante a 1*20(
a 1*600, e coletinhos para dentro a 800 ris cad
um. pechincha, na loja do Pereira da Silva.
Merinos pretos a ..200 e 1.600 rs
Vende-se merinos pretos para vestidos e roupat
de menino a 1*200 e 1*600 o covado e superior
etim preto para enfcites a 1*500 assim como chi-
tas pretas, tanto lisas como com lavores brancas
de 240 at 320 ris o covado na nova loja de Pe
reir da Silva ra da Imperatriz n. 32.
lgodaosinho francez para ler,
C&esaLOOO, 1,100 e 1200
Na leja da ra da Imperatriz n. 32 vende-se su
periorea algodosinhos franceses com 8, 9 e 1(
palmos de largura, para lcnces de um s panne
pelo barato p-eco de 1* e 1*100 o metro e ditc
enfranjado para toalhas com 8 palmos de largar
a 1*200, assim como bramante de quatro largura*
a 1*250 isto na loja do Pereira da Silva.
Fabrica globo
** -Raa larga do Rosarlo t
Manipulacao especial com fumos escolhidos dos
bons cigarros, exploradores, navegantes e fede-
raos. Precos rszoaveis e bons descontos para o
commercio de retalho.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escesse preferive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica1
o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores rmaseos d
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Braa
BROWNS c C, agentes
Eogenho
Vcnde-sa por 20:000* a quinta parte que s
possue nos engenhos Amarag d'Agua, Santa Lu-
zia e S. Vicente, distante meia legoa das estacoes
de Gamelleira e Ribeirao, moentes e correntes. O
engsnho Amaragi d'Agua tem muite boas trras,
bem cercado, muito boas obras, e
! matas, muito -_^, _,-------------------, .
O motivo de se vender o dono querer ir para me com agua ; os outros dous tem muito boas
a Europa, e quem pretender dirija-se a mesma ierras, matas e moem a vapor : a tratar na roa do
que nao deixar de fazer negocio.
Imperador a. 50, 8o andar.
DAS
MIME NO DIA 2 DE JANEIRO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$000 .
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
|J Corre no dia ^fr de Janeiro de 1886, sem falta. _
i




^


8
Diario de PernambucoSabbado 23 de Janeiro de 1886
UTTERATbR
OS FILHOS
DO

I

BA.3NT 301X201
POR
S. C4PZSDU
3]

s\
SEGUIDA PARTS
Os segred de Eudes
( Continuando do n. i7)
CAPITULO XXIII
O HOMEM E A MLA
O primsiro pcnsamento que devia apre-
sentar-se era o de ura corpo humano en-
volvido n'uma raortalha, pensaroento que a
approximajj do ceniiterio tornava inda
mais admissivel.
Esse eorpo seria o de urna pessoa viva
ou morta? Ainda ah se achava um pon-
to muito para discutir, pois os movimentos
que fazia o corpo podoriam ser causados
pelo andar da mua.
Demais, o savalMro, direito e immovel,
tinha vpparencias do ser elle proprio to
pouco animado como o corpo que sustinka
e a mua pareca guiar-se sua propria
vontade at um Bitio e por um caminho
que ella conhecia.
A sombra do muro, do oatro lado da
porto do cemiterio, fez entrar as trevas
a mua o o cavalleiro, restituio apparijo
o seu carcter um tanto diablica.
A mua depressa voltou direita, dei
xou o muro do cemiterio que seguir at
entao, entrou na ra dos Deux Eeus e ca-
minhou direita at ao castello do Souis-
sons.
Chegada ra Vieilles-Etuves-Saint-
Honor, toraou esquerda sen hesitar, o
desceu a ra estreita e sombra aonde uo
centro estava a casa do velho sabio.
Em frente da porta, parou sbitamente.
O cavalleirj deu ento algum signal de
animac&o. Iaclinou se na sella e bateu
na porta.
A porta_abrio-se.
O cavalleiro entrou no pateo e a creada
fechou-a..
At aqui, como vm, a cbroniea dizia
a verdaie, e salva a phantasia com que
decoravam a mua, supposijlo causada
sem duvida pela larga tira de panno ver-
melho que servia de retranca, n3o se
afasteva da mais restricta veracida le.
Quanto s tres feridas vormelhas, pare-
cendo fogo, que diaiam ter o cavalleiro no
rosto, o tato que "o cobria todo nao per-
mittia a affirraativa ou negado.
Entrando no pateo, o personagem apeou-
se, tomou nos bracos o corpo que trazia
odiante de si, e, sem parecer fazer caso da
mua e do Margueritod, caminhou at
porta do corpo principal do edificio do la-
do de detraz pondo-lhe o dedo abri a, e
entrou no interior na occasio em que soa
va a primeira badalada das dez horas.
Atravessando com passo firme, e sem-
pre carregado com o seu fardo, a sala
mergulhada n'uma profunda eseuridao,
parou em frente da parede, no lugar em
que mestre Eudes tragara os seus circuios
mgicos, servindo-se da mola de que fal-
lara Mercurio, pois a escada, alumiada
pela chamma vermelha, offereceu lhe urna
larga entrada, e poz o p sobre o primeiro
degro.
Fosse que o corpo sustdo por elle se
animasse, por outra causa, largou o fardo,
pondo-a em p sobre o segundo degrau,
elevou a mito direita e disse-lhe :
Sobe*
FOLHETII
MATHIAS SANDORF
POR
JULIO 7UT!
(II AKTI PARTE
(Continuac&o do a. 17)
IV
A ultima parad*
Eu!... jogar s?... Nao I Jogar
con voc, Silaa !... Sim .'... E se fosse
preciso escolher entre nos dous, eu cedera
o lugar A felicidade pessoal e ella evi-
dentemente voltou-lhe Jogue, pois, que
ha de ganhar I... Eu quero !
Em samma, o que Sarcany quera era
que Silaa Toronthal nSo se contentasse com
algumas centenas de mil francos que o ha-
biltassem a furtar se sua influencia. O
que quera era que o seu cumpl ce tornas-
80 a ser o millionaro que era, ou que fi-
casse reduzido a nada. Rico, continua-
ran! a vida que tinha pas ado' at entilo.
Arruinado, teria que acompanhar Sarcany
para toda a parte, para onde este o qui
zesse levar. Era qualquer dos casos, nada
mais teria a receiar dalle.
Demais, comquanto tentasse resistir, Silas
Toronthal senta agitarem-se em si todas as
paixBes do jogador. Nessa miseravel aba-
timento em que tinha cahido, senta receio
6 ao mesmo tempo vontade de voltar aos
al5es do Casaino. As palavras de Sarcany
aqu-ciam-lhe o sangue. A sorte tinha, visi-
velmente, se declarado a seu favor e, as
ultimas horas, com tal constancia, que seria
imperdoavel parar !
Lonco 1 Como todos os jugadores, seus
s*melhantes, pcinha no presente aquillo que
talvez nunca pode ser sanXo do passado I
Em vez de dizer: Fui feliz, o que era
verdade, dizia : Estou feliz, o que era
falso! Entretanto, no cerebro de todos os
que jogam nao ha oatro raciocinio. Esque-
cem o que date, ltimamente, um dos
Aquella ou aquella que acabava de r .-
ceber esta ordem imperativa, obedeceu im-
mediatamente e subiu a escada, mas com
movimentos de tal forma regulares que pa-
reciam os de um automato.
O recem ohegado segura o, e ambos cLc-
garam galera na ooasio em que soava
a oitava badalada das dez horas.
O personagem parou. Q ser que o acoin-
p.inhava fieou tambera immovel.
O recem chegado, ou como quizerem
chamar, levou bocea urn apito, quo tra-
zia peadurado ao pescojo por um cadeia
de ac, e tirou um sora agudo.
Soou a ultima badalada das dez horas.
Elle voltou-se para o seu singular com-
panheiro e desgnou-lhj com o gesto a gi-
leria da esquerda.
Esse quiz dar passo para a ftvnte, em
obediencia muda ordem que deram, mas
a vida pareceu abandonal-o de repente e
vacilou.
O outra recebeu em seus bracos o corpo
immovel, levantou-o e dirigu-se at por-
ta da galera da esquerda.
Com certeza a sua yinda era inespera-
da, pois a porta abru se pjr si raesma e
fechou se apenas os dois entrara ra.
Essa casa era em todos os pontos egual
offLina de Humberto, mas mobiliada
n'outro gasto.
Tres lampadas suspensas no tecto allu-
raiavam toda a casa, e permittiam admi-
rar urna colleccSo, realmente maravilhosa
para a poca, de livros impressos ou ma-
nuscriptos arrmalos em pratelleiras pre-
sas parede ornando toda a casa, exeep-
5S0 de urna parte d'ella que esteva vasia
e era situada entre urna janoHa o urna lar-
ga chamin.
Em baixo do triangulo formado pelas
tres lampadas esteva urna meza feita de
crystal lavrado e que, por suas proporc3es,
devia ser de grande valor.
Os ps d'esta mesa (um em cada urna
das quatro extremidades e outro no centro )
cram tamoem de crystal, e dcBcancava
cada um no seo pedac) de marmore bran-
co.
Algumas machinas de feitos exquesitos,
que descrevere mos mais tarde, estavam
sobre essa meza.
Na occasio em que o personagem, vis-
to ha pouco cabalgando a mua, entrou
n'esta casa, um homem, de p perto da
mesa, punha em movimento urna das pe-
quenas machinas de que acabamos de fal-
lar e enjo emprego, a julgar pela forma,
devia entao ser totalmento desconhocido.
Este machina, parecida com uns enge
nhos que ha para as mulheres rurein, era
composta de quatro escoras de madeiras,
no centro urna roda, posta em movimento
cora a ajuda de urna manivela que fazia
andar o p
De baixo da roda, fixa entre os furos
d'outras duas escoras, passava urna hasta
de cobre, em enjo centro estava preso um
grosso globo de vidro.
Urna correia, communicando da roda
haste, servi para dar ao globo um rpido
e certo movimento.
O homem que punha em movimento
esta machina tinha a mo esquerda apoia
da ao globo de vidro, e a direita estendida
por baixo d'um copo de crystal, no qual se
va folhas de ouro delgadissimas.
Estes folhas pareoiara agitadas por mo-
vimento singular, o muites d'entre ellas vi-
nham unir-so voltejando sobre a palma da
mSo estendida, como se tivessem soffrido a
acjo d'uma crrante attractiva.
O operador era um homem cuja elastici-
dade de membros indi.'ava mocidade, mas
urna mascara cobrindo-lhe o rosto, occul-
teva as feijoes como as de Humberto e de
Mercurio e estavam abrigadas debaixo do
amianto e veludos.
Cousa singular, que acabamos de paten-
tear : a estatura, os movimentos as formas
d'esse terceiro habitante da casa mystero-
sa eram iguaes aos dos dous prmeiros que
o leitor j conhece, isto ; a semelhanca
extraordinaria que indi vamos entre estes
maiores mathematicos da Franja: A sorte
tem caprichos, nao tem hbitos.
Silas Toronthal e Sarcany tnham chegado
ao Cassino acompanhados sempre de Ponta
Pesoada. All pararam um momento.
Silas, disse entao Sarcany, nada de
hesitar !. Est resolvido a jogar, n&o
as m T
Sim ?. resol vido a ganhar ou perder
tudo I respondeu o banqueiro, cuja hesitacao
tinha desapparecido, logo que pisou os pr-
meiros degros do perstylo.
NSo quero influencalo! tornou Sar-
cany. Siga sua inspirajao e nao a minha !
Ella nao pode engana-lo !... E' para a
roleta que vai?
Nao... para o trnta e quarenta !
responden Silas Torontk .1, entrando.
Tem razSo, Silas Siga o sau palpi-
te I... A roleta ha de dar-lhe quasi urna
fortuna I.... O trnta e quarenta far o
resto !
Os dous entra rara no salao, onde pas-
aeiaram um poueo. Dez minutos depoii
Ponte Pescada vio-os senterem-se a urna
meaa de trnta e quarenta.
Ah, com effeito, podem-se fazer paradas
maiorea. Ah, as probabilidades do jogo
alo simples, se ha s a luter contra o re-
fait, o mximo de dozo mil francos, e al-
gumas paradas podem dar differencas con-
sideraveis de ganbos ou perdas. Esse ,
pois, o theatro predilecto dos chamados
grandes jogadores. Ah, finalmente, fa
zem fortuna ou arruinara se, com urna ra-
pidez vertiginosa, de que as Bolsas de Pa
riz, de Londres ou de Nova-York podem
ter chimes.
A' mesa do trnta e quarenta Silas To-
ronthal esqueceu todas as suas apprehen
s3s. Agora nao jogava mais com medo,
mas com raiva, ou o que mais exacto,
03mo um homem que nao deve tardar a
arruinar se. Quera poder dizer que ha
maneira de jogar, maa*ira de arriscar o
seu dinheiro ? Ninguem evidentemente, a
despeito do qu > dizara os jogadores, por-
que eata-ie merc do acaso. Silas, pois,
jogava vista de Sarcany, que tinha do-
pl i interesse nessa partida suprema, qual-
quer que fosse o resultado.
Durante a prtaeira hora, as alternativas
de lucros e perdas foram quasi iguaes. To-
dava, a balanya acabou por pender para o
lado de Silas Toronthal.
Sircany e elle entao julgaram-se garan-
tidos.
c Excitaram-se, como se diz,, e nao pa-
raram nao o mximo. Mas a vantagem
dous e o novo personagem que aprsente
mos, Reynold.
Mas todos estes signaes eram iguaes,
e quera rissa oada um d estes tres homens
vestidos de maneiras differentes, jurara re-
conhecer o mesmo corpo coberto com ti es
costumes differentes.
A visita desconhecida (o diabo arranjado
pela visinhanca) appareceu, caminhou at
ao centro da casa, sustendo sempre em
seus bracos o corpo que trazia.
Encostado parede esteva urna especie
de assento muito compride e largo, poden-
do servir de cama no caso de necessidade
e ooberto com ura panno bordado a ouro
e prata ao gosto Oriental.
O visitante, sem pronunciar palavra ap
proxiraou-so do mencionado assento e all
depz o seu fardo.
O corpo fioou estendido e immovel con-
servando a posicSo que acabava de rece-
ber.
O singular persanagera tirou, ou antes,
arrancou o haiek escuro que o cobria e ap-
pareceu, claridade dada pelas tres lam-
padas, vestido com um coslurae composto
de urna curta opa de seda, verde claro e
bordada, larga calca talhada, moda in
diana.
Os ps ns calcavam sandalias, os seus
bracos magros e descarnados sahiam das
compridas mangas da opa, e um cinto ri-
camente de pedras preciosas lhe apertava
a cintura.
A cabeca deacobsrta, cabello muito cur
to, offerecia essa proporgUo oblonga parti-
cular aos habitantes das margena do Gan-
ges.
A pellc bronzeada pareca ter arrostado
todos os ardores do sol dos trpicos. Sem-
blante comprdo, oaos pretos, nariz chato
e labios vermelhos nSo deamentiam a ori-
llera oriental que elle mostrava.
Alto, magro, secco como u n fakir in-
dio, com quem nao tinha outra semelhanca,
o corpo pareca ura composto de ossos e
de msculos cobertos nicamente d'esse
tecido membranoso, compacto, resistente,
t xvel e elstico, a quem charaam pelle,
com ausencia completa das partes que cons-
ttuem a carne.
A presenca d'este ente singular devia
admirar, e, offerecia no seu todo um aspec-
to tas particular, que, poderiamos dizel-o,
era impossivel esquecar a impressao que
produzia.
O seu olhar pensativo era dotado de um
poder de dominacSo a que ninguem se po-
da subtrahir, e tolos os seus movimentos
eram cheios de urna magestade quasi so
brehumana.
Depois de ter largado o fardo que tra-
zia, voltra se e o seu olhar seguir com
muite attencao, durante alguns segundos,
o trabalho a que se entrega va o opara-
dor.
A tua machina est defeituosa, Rey
nold I disse com voz grave. Tu nSo saba-
ras produzir com ella mais quo phenome
nos capazes de recrear necios a crean-
fas.
Sei, respondeu simplesmente Rey-
nold.
Ento para que te serve ?
Para verificar urna descoberta.
Que descoberta ?
-- Operando como estou, se tenho a pro-
priedade de attrahir cortos corpos, tenho
a de repeUir, outros.
E conclues ?
Que ha dous fluidos, e reconheco
que esses dous fluidos combinados entre
si pela sua attraccSo reciproca ou neutra-
lisados um pelo outro, constituera o estado
natural dos corpos.
O personagem que largara o fardo olhou
Reynold.
Que tens feito desde tres annos que
nSo te vejo ? disse elle.
- Constru urna machina mais poiero
sa, respondeu R?ynold, cora a ajuda da
qual tenho morto passaros, coelhos, cues e
em breve poderei matar homens. Ainda
mais, levantar a mover cadveres
Tens o dom da Bciencia, Reinold !
Principio a acredital-o, disse o joven
elovando orgulhosamente a cabeca.
Depois, designando com a mao o fardo
que largara o seu interlocutor, perguntoo :
Que trazas all ?
O quo necessito para esta noite.
Que ?... um corpo morto ?
Olhal
Ao pronunciar este palavra, a sua phy-
sionomia toraou urna expressao irnica,
o olhar dardejou sobro R y nold como a
ponta d'uraaffexi indiana, R.-ynoldapproxi-
raou-so do fardo, e levantando o veo que o
envolva, elevou-o rpidamente e deixou o
cahir.
Ura grito de horror o colera se lhe os-
capou do paito, e as raaos larguram as
pontas do vu que com tanta avidez, ti-
nham agarrado.
Um corpo inanimado, immovel, priva-
do de vida pelo menos na apparoncia,
acabava de apparecer aos olhos de Rey-
ven.
Este corpo era o de urna joven de
dezesseis a dezoito annos, admiravelmen-
te bella.
A cabeca, ornada de louros cab:llos, offe-
recia essa delicadeza de camaclo propria
das mulheres do Norte.
Rosto resplandecente de alvura, olhos
azul celeste, nariz pequeo, bocea bem
contornada, dentes que podiam rivalisar
com parolas, compunham o todo de urna
physionomia aonde s falta va a expressao
da vida.
Faces pallidas, labios descamados, o-
lho3 abortos, mas cujo olhar estava fixo
e nao mostrava nenhura sentiment) de
vida.
O corpo, coberto com urna especie de
tnica de 13 branca decotada, era a rau-
nSo de todas as perfeicSes, deficeis de
descrever mas facis de pensar, perfeicfo*
que fazem arder em desejos o corac&o do
homem.
Os bracos e as raaos eram elegantes, os
ps pequenissimos.
Finalmente, supra o ponsamento o que
n2o pode fazer a penna.
Infelizmente, rapetimol-o, a vida pareca
abandonar esta maravilhosa belleza.
Reynold, depois do grito que tinha dado,
fijar immovel, como se um raio o tivera
fulminado.
Depois, voltando-se'para o que trouxera
aquelle corpo disse :
Ella!
Sim, respondeu e desconhecido sem
importar-se com o accento ameacador que
empregava e sen nterlocutar ; ella, Rey-
nold. Vs, adivinhei o queme querasoc
cult r.
Ella, repetiu Reynol parecendo nao
ter ouvido as palavras do descontado. El-
la ? mas est morta ?
Julgas isso? respondeu este sorriu-
do-se.
Reynold, sem responder, poz successiva
mente a mao sobre os bracos, ps e peito
da joven.
O corpo est momo, continuou elle;
nao tem nenhuraa fractura, nem urna
s fer ia ; mas o coraco nao palpita, e
os pulsos... Tem a apparencia da morta !
Oh I se amataste, so cometteste este crime,
Van Helmont, desgracado de ti I
Amas esta rapariga ? perguntou aquel-
le a que o joven acabava da dar esse nome
de orgem hollandeza.
Se amo,I esclamou Reynold, cujos
olho3 brilhavam ; sim, amo a, se a ma-
taste. ..
A porta da cmara, abrindo-se de sbi-
to, interrumpa o joven, e mestre Eudes ap-
pareceu .
Reynold, vendo o velho, recuou, e todo
elle mostrava o esforjo que fazia para con-
tratar a colera a a commoco que se ha-
va apoderado de sua alma.
CAPITULO XXIV
BEYNOLD
Parecendo nao reparar na presenca de
Van Helmont nem na do homem mascara
voltou logo para a banca, cujo sangae-fri
imperturbavel, quo nao cochece as mucu-
ras do arrebatamento, a cujo interesse
protegido consideravelmente por esse m-
ximo imposto aos jogadores.
Houve paradas terrives. Todo o lucro
embolsado por Silas Toronthal tarde des-
appareceu a pouco e pouco. O banqueiro
e3tava medonho, de olhos arregalados, agar-
rava-se beira da mesa, sua cadeira, aos
mayos de notes, aos cartuchos de ouro, qu*
a sua mSo nao poda largar, com os ges-
tes, os sobresaltos, as convulso :s de um
homem que se afoga I E ninguem para f'a-
zel-o parar bordo do abysmo Nenhura
braco que se estendesse para retel o Ne-
nhuraa tentativa de Sarcany para arran-
cal-o desse lugar antes que a sua cabeca
desapparacesse sob a onda da ruina 1
A's dez horas, Silas Toronthal tinha ar
riscado a sua ultima parada, o seu ultimo
mximo. Tinha ganho, depois perdeu. E
quando se levantou, tonto, tomado desse
desejo feroz, que os salSes do Cassino des-
abassem para esmagar todos que all se
achavam, nao tinha mais nada, mais nada
dos milho'ag que lhe havia deixado a sua
casa de banco, reconstituida com os mi
lhSes o conde Sandorf.
Silas Toronthal, acompanhado de Sarca-
ny, que pareca ser o seu carcereiro, sahio
das salas do jogo a do Cassino. Depois os
dous dirigiram se a travs da praca para o
lado des caminhos que sobem para Turbia.
Ponte Pesiada j estava no seu encalco
mas, na pasoagem, procurou Cabo Mati-
fou, arrancou-o do banco em que o Hercu-
les dormitava e gritou-lhe :
Alerta Olho vivo a p ligaro.
E Cabo Matifou lancou-se com elle em
urna pista que nSo convinha mais perder.
Entretanto, Sarcany e Silas Toronthal
caminhavam, ao lado um do outro, e sa-
biam esses caminhos cheios de curvas que
serpenteiam pelo flanco da montanha por
entre jardins cobertos do oliveirai e de la-
ranjeiras. Esses zig zagues caprichosos ha-
bilitavam Ponta Pascada e Cabo Matifou a
nSo perdl-os de vista, mas nao podiam
ouvir o que elles diziam :
Volte para a hotel, Silas I repeta
Sarcany em voz imperiosa. Volte e reco-
bre o seu sangue fro !...
N2o, estamos armiados !... Sepa-
remo-nos I... Nao quero mais vel o !...
Nao quero...
Separarmo-o ?... Por que?... Vo-
c ha de acompanhar-me, Silas... Ama-
nhS sahiremos de Monaco !... Temos ain-
do, o velho sabio caminhou at onde esta
va, sem movimento, o corpo do joven.
Approximou se dalla; depois, voltando-se'.
Bem ?... disse elle.
Exp;rimentei, respondeu o rae tinha
trazido a joven.
E?...
O resultado nao foi satisfactorio.
Nao obtivesto ?...
M lis do que o sorano lethargico.
O corpo obedejeu?
Sira.
E obedejeu to ainda durante o sora-
no ?
Sim, mas com muito custo.
E a alma ?
A alma, affastando-se do corpo, est
subtraida debaixo do meu dominio.
Meatre Eudes sorriu-se..
Sabes perqu nao tiveste resultado
satisfactorio, Van Helmont?
Porque ?
Porque s te serviste do poder mate-
rial, faltou te o moral. O espirito elemen-
tar qu; [tu dominas menos poderoso do
que o desta mulher.
Van Helmont olhou o.
Acreditas na magia ? disse elle.
Acredito, respondeu mestre Eudes.
Entlo acabaste de preparar te segun-
do os seus dogmas ?
Sim.
E queras experimentar ?
Sim quero.
Reynold escutara sem se mover esta
conversaco estravaganta. Os olhos titos
sobre o corpo da joven dir-se-hia que
cousa alguma a podara arrancar a esta
muda coetemplacSo.
Nao est morta, d3se elle ; a vida
volta, acaba de fazer um movimento.
O somno letharg'uo cessa, dissa Van
Helmont.
Mandei que despertasso accrescen-
tou mestre Eudes.
Com effeito, fosse que o somno cessasse
naturalmente, fosse que a vida entrasse
sbitamente no corpo que paresia ter aban-
donado, a joven fez um ligero movimento
de cabeca, fechou seus lindos olhos e
abrio-os quasi immediatamente.
Reynold passou o braco direito em roda
da cintura e ajudou a levantal-a.
Retira-te deixa-a I exclamou mes-
tre Eudes repellindo com forca o joven.
Vais quebrar os fluidos palo teu contacto.
Ao sentir o brajo enlajal-o, o corpo da
joven agitara-se.
- Lavanta-te caminha ordeno disse
o velbo com tom imperioso.
A joven fez um esforjo e deixou-se es-
corregar para o solo, depois quiz andar,
mas vacillou e cahio.
A tua influencia combate a minha,
disse o velho dirgindo-se a Van Helmont.
Adormoce8te o corpo, acorda-o, eu me en-
carrego da alma 1
Van Helmont levantou os seus magros
bracos, poz as mos no rosto da joven e
pnncipiou, em lingua desconhecida, pala-
vras que se escaparam de seus labios em
sons gutteraes.
A joven levantou se e abri os olhos que
conservava fechados desde alguns instan-
tes. Seus olhares, indeterminados, percor-
reram a casa, depois esses olhares torna-
ram-se a pouco e pouco certos, e contera-
ploK os objectos que a cercavam.
Que me fizeram ? disse ella com voz
meiga. Aonde me conduziram?
Teixa-a descancar, dissa Van Hel-
ment agarrando mestre Eudes, que estn-
dia as mos para segurar as da joven.
Porque?
Est muito fatigada.
Que importa I
'Provavelmente nao supportaria urna
segunda crise e matal-a-hhs I
Que importa 1 repetio sepunda vez o
velbo.
Queras ?
Quero 1
Como queras, seja.
Van Helmont recuou largando o brago
de mestre Eudes, este avancou.
da dinheiro bastante para chegar a Tatan
e l acabaremos a nossa obra I
Nao !... nao I... Deixe-me, Sarca-
ny, deixe-me, responda Silas Toronthal.
E repellia o com violencia, quando o ou-
tro quera segralo. Depois continuava a
caminhar com tal rapidez, que Sarcany
com difficuldade o acompanhava. Incon-
sciente do que fazia, Silas Toronthal a ca-
da passo arrscava-se a cahir por algum
desses barrancos abruptos por baixo dos
quaes dosenvolve se essa rede de cami-
nhos. Urna nica idea o subjugava com-
pletamente : fugr de Monte Cario, onde se
havia consummado a sua mina, fugr de
Sarcany, cujos conselhos o haviara levado
a essa miseria, finalmente fugir. ao acaso,
sem saber para onde ira, sem saber que
sera dalle I
Sarcany comprahendia, que nao poderia
mais dominar o seu cumplice e que este ia
escapar-lhe I Ah I se o banqurro nSo sou-
besse alguns sagredos que podiam perdel-o
ou pelo menos comprometter irremediavel-
mente a ultima partida que elle quera jo-
gar, quSo pouco se importara elle com o
homem que arrastera beira desse abys-
mo Mas, antes de cahir nelle, Silas To
ronthal poda soltar um ultimo grito, e era
esse grito que convinha abafar.
Ento, da idea do crime quo estava re-
solvido a prathar, sua execuco imme-
diata, havia apenas um passo, e Sarcany
nlo hesitava em dl-o. Aquillo que que-
ra fazer na estrada da Tetuan, as soli-
dles dos campos marroquinos, nSo poderia
elle fazer nessa mesraa noite, nesse lugar
em que brove ficaria deserto ?
Mas, a essa hora, entra Monte-Cario a
Turbie, ainda havia gente retardada, que
suba ou descia as rampas. Um grito de
Silas Toronthal poda chamal-a em seu
soccorro, e o assassino quera que o assas-
sinato fossa pratoado em condicSes taes que
nunca se podesse desconfiar delle. Dahi a
necessidade de esperar.
Mais alt >, alm de Turbie o da frontei-
ra monegasca, nessa estrada de Coruiche,
a mais de dous mil ps de altara, no flan-
co desses prmeiros cont-afortes dos Al
pes Martimos, Sarcany poderia desfechar
o golpe certero. Quem iria ento soccor-
rer a ana victima ? Como descobririara o
cadver de Silas Toronthal no fundo desses
precipicios que bordam a estrada ?
Entretanto, pela ultima vez, Sarcany
quia fazer o sea cumpb.ee parar e voltar
para Monte-Cario.
Vera, Silas, vem exclamou elle se-
Reynold, tirando se da oontemplacSo em
quo estava, voltou-se, quasi impetuosa-
mente, para Van Helmont e, designando a
joven, perguntou:
Dj quera esta mulher^?
Silencio I disse .mestre Eudes.
Do quem este mulher ? quero sa-
bel-o! repetio Reynold.
E' minba, respondeu framente Van
Helmont.
Tua ?
Sim!
Entao tua filha ?
Que te importa ?
Si'encio repetio raestro Eudes agar-
rando as raaos da joven que fasainava des-
de alguns instantes com o seu olhar pene-
trante.
Quro sabel-o exclamou Reynold
cuja fronte se toraava rubra de colera.
Esta mulher, d'onde veio ? Aonde a agar-
raste ?
Van Helmont cruzou os bracos sobra o
peito conservando se n'uma postura ma-
gestosa, mas que pareceu nao intimidar
Reynold.
Os olhares dos dous homens cruzaram-
se como as kminas ameacadoras de duas
armas brancas.
Esta mulher minha, Reynold, res-
pondeu o visitador m cturno com voz gra-
ve e altiva, esta mulher minha, basta
que saibas isto, e nao te esquejas que ests
tallando diante de teus meatres I
M ras me3tres repetio Reynol 1 ele-
vando a cabeca, raeus mestres ?...
Silencio l. .. ordeno-o iuterrompeu
pala/frceira vez o orgao imperioso do ve-
lho sabio. Se porturba n a minba vontade,
matam esta mulher antes do ter alcanzado
o meu fim!
Emquanto sa trocara entre Roynold e
Van Helmont a rpida conversaco que
acabamos de narrar, mestre Eudes tinha
continuado a mysteriosa operaco que prin-
cipiara a fazer sobre a joven.
Tendo agarrado as mos da dbil crea-
tura, constrangera-a, com a ajuda d'um
violento puxo, a deixar o sitio aonde a
puzera Van Helmont a trouxe-a para o
centro da casa, a alguns passos da mesa
de cristal.
Pondo as palmas das raaos sobre as da
joven, o olhar dilatado, apresenteva um
espectculo que cousa alguma tinha de hu-
mano.
Immovel e silencioso, era aterrador pela
expressao da physionomia.
A joven, com os bracos estniidos e
como se procurasse repelir d seu perse-
guidor, a cabeca inclinada para o hombro
direito, pareca a roula dominada pelo abu-
tre eque, palpitante de terror, sentia-se
incapaz de escapar s garras que a estrei-
tavam, a joven diziamos, ceda a pouco e
pouco impressao que soffria.
Nada mais singular, terrvel e admiravel
do que esta grupo coraposjo por um velho
de quasi cera annos e urna joven; dir-se-
hia ser a morte lutando cora o vida, a ser-
pente fascinadora disposta a apertar a sua
preBa para devoral-a.
Mestre Eudes estava desfigurado. Um
poder sobrenatural pareca animar este cor-
po, na apparoncia dbil e tel-o dotado re-
pentinamente d'uraa forja inaudita einex-
plicavel. Evidentemente, a extenso das
facilidades do cerebro era to viva que se
approxmava da loucura.
Esta espectculo produzia efleitos dia-
metralmento oppostos em Van Helmont e
Reynold.
O primeiro sempre fro e insansi vel, pa-
reca dominar a scena que tinha lugar dian-
te delle.
Por vezes, apezar disso lia-se-lbe urna
ligeira inquietacao no olhar.
Quanto a Reynold, immovel e estupe-
facto, segu;a com urna avidez extrema o
singular phenomeno que se cumpra na sua
presenca. A mascara oceulteva a expres-
sao que devia pintar-lhe o rosto.
(Contina)
gurando-o pelo braco. Amanh, recome c-
ramos. .. Ainda tenho algum dinheiro...
Nao!... deixe-me I.. deixe-me !...
exclamou Silas Toronthal com um gesto de
raiva.
E, se tivesae forja para lutar contra Sar-
cany, se estivesse armado, talvez nao ti-
vease hesitado em vingar-se de tolo o mal
que lhe tivesse feito o seu ex-agente da
Tripolitana.
Com mSo que a colera toraava mais vi-
gorosa, Silas Toronthal repellio Sarcany ;
depois, correu para a ultima volta do cami-
nho e sabio alguns degros toscamente cor-
tados na rocha, entre pequeos jardins.
Chegou logo ra principal de Turbie,
nessa garganta estreita que separa a Cabeja
de Cao do monte Agel, antiga fronteira da
Italia e aa Franja.
Ento, vai, Silas! exclamou Sarcany
pela ultima vez. Vai, mas nao irs longo.
E, tomando a direita, saltou um pequeo
muro de podra secca, subi rpidamente
um jardim em degros a adiantou se de
modo a preceder Silas Toronthal na estra-
da.
Comquanto Ponta Pescada e Cabo Mati-
tou nada tivessem podido ouvir desta scena,
tinham, comtudo, visto o banqueiro empur-
rar Sarcany oom violencia e este dosap-
parecer na escarido.
Oh / o diabo est se metiendo no
negocio 1 exclamou Ponta Pascada E',
talvez, o melhor que nos escapa!. S
falte quo o outro faja o mesmo Em todo
o caso, o Toronthal boa preza l Alm
disso, nao podemos escol.ier 1.. Avante,
meu Cabo, avante!
Com algumas passadas rpidas os dous
approxiraaram-se de Silas Toronthal.
Este subia, rpidamente, a ra do Turbie.
Dapois de deixar esquerda o cabejo que
domina a torre de Augusto, passou, cor-
rendo, pelas casas j fechadas, e achou-se
afinal na estrada de Comiche.
Ponta Pescada e Cabo Matifou o seguiam
a menos de cincoente pasaos da distancia.
Sarcany nao apparecia mais, quer tivesse
seguido pela crista do talado da direita quer
tivesse abandonado o co oplice para desear
novamente para Monte Cario.
A estrada de Corniehe, resto de urna
antiga estrada romana, a partir de Turbie,
desee para Nice, meia montanha, por
entre rochas sobarbas, cones solados, preci-
picios profundos cavados at a va farrea,
trajada ao longo do littoral. Aleo, por
essa noite estrellada, luz da la, quo
surga, appareciam confusamente seis gol-
fos, a ilha do Santo Hospicio, a embocadu-
ra do Var, a pennsula da Garoupe, o cabo
de Antisas, o golfo de Jouan, as ilhas de
Lerns, o golfo de Napoule, o golfo de
Cannes e as montanhas do Esterel, no al-
uno plano. Aqui e alii brilhavam phares,
o de Beaulieu na escarpa da Pequea fri-
ca, o de Villa-franca, que o monte Lenza
domina, e alguns fanaes de embarcajSes
de pescadores, que as aguas calmas do lago
rever beravam.
Era entao mais de meia noite. Nessa
momento, Silas Toronthal quasi ao sabir
da Turbie, deixou a estrada de Corniehe e
entrou por ura caminho que vai directa-
mente a Eza, especie de ninho de aguia,
com urna populajo semi barbara, trepada
no seu rochedo por cima de urna mata de
pinbeiros e altarroubeiras.
Este caminho esteva absolutamente de-
serto. O insensato seguio por elle durante
algum tempo, sem abrandar o passo, sem
nunca voltar a cabeja, de repente tomou
esquerda per um caminho estreito quo acom-
panha mais de perto o littoral, abaixo do
qual a va frrea e a estrada de rodagem
passam por um tunnel.
Ponta Pescada e Cabo Matitou o segui-
rzm.
A cem passos dalli, Silas Toronthal pa-
rou afinal. Tinha subido para urna rocha
que beira de um precipicio, cujo fundo,
algumas centenas de ps abaixo, era bati-
do pelo mar.
Que ira fazer Silas Toronthal ? Tera-
lha paasado pelo cerebro a idea do suici-
dio ? Quereria terminar a sua vida misera-
vel, precipitaudo-se nesse abysmo ?
Mil diabos! exclamou Ponta Pesca-
da. Precisamos delle vivo !... Segura,
Cabo Matifou, e nao largues mais !
Os dous, porm, nao tinham dado vinto
passos, quando appareceu um homem i
direita do caminho, que se esgueira va pelo
talude por entre as moitas de arvores, de
modo a chegar ao roche io em que estava
Silas Toronthal.
Era Sarcany.
__Oh! com os diabos I exolamou Pon-
te Pescada, sera duvida vai ajudar o socio
a ir deste mundo para o outro 1 Cabo Ma-
tifou, um teu, o outro meu I
Mas Sarcany tinha parado... Arriaea-
va-se a ser conhecido...
(Contmuar-f-ha.)
Trp. do DiarU roa Duque de.Caxiai n. t.