Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19594

Full Text
AMO Lili -- NUMEBO 16
I
T
PARA A CAPITAL 12 LI4.1HUN ONDE MAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadot ... ........ 6)>000
Por seis ditos idem...... ......... 120000
Por um anno idem................. 240000
Cada numero avuiso, do mesmo da............ (5100
QDINT-FEIRA 21 DE JANEIRO DE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados......... ..... 13|5500
Por nove ditos idem................. 200000
Por um anno dem................. 27(5000
Cada numero avuiso, de das aiteriores........... 0100
DIARIO DE PERNAMBCO
Pxoyxittf&bt Ift Jttatwel Sxgtxeixon i>e Jara & -ftUjos
TELEGRAMMAS
SE37IC3 PABTICULAB SO 2IAM0
PARA', 20 do Janeiro, i 11 horas e
45 minutos da manha. (Rcebido 1 hora
da tarde, pelo cabo submarino).
Forana eleito* deputadoN scrac,
em eoiTiidniu :
t. diwtrlcto do Para o conego Mu-
noc Jos de Slqueira Hendei (C) t
l. dintlelo do .tiuaionus. Antonio
dos PaoN Miranda (C).
BHIA, 20, de Janeiro, 1 hora da tar-
de. (Recebido^s 2 horas e 45 minutos, pelo
cabo submarino).
Foi ele lio. es 1. escrutinio, depn-
tado gcral pelo 9. districto denla
provincia, o Dr. Jo&o Ferreira de
Araojo Pinito (C).
IWSTRDCqO POPDLAR
Geographa gcral
Extrahido
DA BIBLIOTHECA DO POV E DAS ESCOLAS
(Contmuaf&o)
E I K O P A
ALLEMANHA
Strasburgo, 8lt00 habitantes; cidade forte jun-
ta ao Rhene ; bella eathedral. Metz 55:000 ha-
bitantes ; pra^a bem fortificada sobre o Mosella.
Mulhouse, 60:000 habitantes cidade industrial :
chitas e algodoes. Colmar, 25:000 habitantes ;
passeios notaveU. Thionville, 10:00J habitantes ;
praca forte sobre o Mosell.i. Schlestait, 10:000
habitantes ; praca forte sobre o 111.
AUSTRIA. HUNGRA
622:5'' kilmetros quadrados.36.000.000 ha-
bitan' ol habitantes por kilmetro quadrado.
Os i.mi tes do imperio austro hngaro (desdo
1866) sao ; ao norte o reino de Saxoaia, a Prussia
ea Russia ;a leste a Rasaia e a Moldavia; ao sul
a Valachia, a Turqua e o mar Adritico ; a oeste
o reino de Italia, a Sussa e a Baviera.
Durante as guerras contra a Franca, 17i*7 a 1809
a Austria perdeu a maior parte das suas provin-
cias : os tratados de 1814 restituiram-lb'as jun-
tando-lhes a Lombardia, a IUyria e a Dalma-
da. Em 1846 annexou aosseus territorios a rep-
blica de Cracovia. Em 1859 a guerrra do Pie nsn-
te tez-lhe perder novamenta a Lombardia, e cm
1866 nova guerra com a Italia fez-lhe perder
tambem o Vento, ficando desde entao desligada da
Confederacao Germnica. Em 1878 o congresso
de Berlin confiou Austria a oceupacio da Bos-
nia e Herzegovina.
O clima sadio e o solo frtil e abundante em
riquezas mineraes. A Hungra produz magnificas
racas de cvalos, bois e por eos, Industria desen-
volvida, cujos pruductos principaes sao : pannos
(Moravia), loucas e papis (Bohemia), porcelanas
e instrumentos msicos (Vienna), ferros (Styra)
O commercio martimo faz se por Trieste. A rel-
dominante o catholicismo (28/100:000). mas ha
mais da 1.000;000 judens, 3 C00:000 que seguem o
culto gregoe 4.(100:000 de protestantes. O gover-
no, que era absolnto at 1860, hoje constitucio-
nal. A Hungra forma nm reino aparte com sua
dieta e ministros. Os outros pases teem suas
dietas provinciaes e um coruelho do imperio com-
posto de duis cmaras, um* dos senhores, outra
constituida por delegados das dietas.
A Austria divide-se hoje era 18 provincias. Ca-
pital, Vienna 600:000 habitantes; formusa e gran
de cid ido sobre o Danubio; notaveis edificios e
monumentos; ca'hedral de S. Estevio, cuja torre
tem 142 metros da altura; bello passeiodo Pratcr;
escolas e bibliothecas; hospicio dos orphios ; cas-
tello mpsrial ; palact dos Iuvalidos ; hospicio
dos orphaos ; castello imperial, chamado o Burg ;
nos arredores : Vfagram (celebre pela victoria de
Xapoleio em 1809), Eeling e Schtenbrun.
paoviNciiS e cidades PBisciPAESDucado de 8a-
Izburgo (SalAurqo, 20:000 habitantes : patria de
Mozart;Ducado do Tyrol {Inspruck 16;003 habi-
tantes ; Trento. 15:000 habitantes ; celebre conci-
lio de 1544 a 1563)Ducado de 8tyria (Gratz
56:000 habitantes f obras de ac).Ducado de
Carinthia (K'agenfurth : pannos e alvaiade).Du
cado de Carnola (Laybach, 18:000 habitantes;
minas de mercurio).Istria e Condado de Goritli
(Trieste, 100:UJJ habitantes; porto e golfo).Rei-
no de Bohemia ( Praga, 150:000 habitantes ; uni-
versidade ; pedras preciosas) Moravia (Brunn,
perto de Atuterltz, 60:000 habitantes ; fabrica de
pannos.)Silesia (Troppau, perto dos montes Su-
d'estes).Galicia (Lemberg, 70:000 habitantes ;
mnitos judeus) Bukowna CTschernowitz, regio
montanhosa u pttoresca).Reino de Dalmacia)
Zara, afamadas fabricas de marrasquino).
provntciAS hohoasasHungra (Pes4 130:000
habitantes ; estabelecimentos scientificos). Tran-
sylvania (KAosvar, 22.030 habitantes ; Carlttadt
30:000habitantes). Croacij e EscUvonia (Agram
20:000 habitantes : Essrh, praca forte.Confias
Mili'ares ( Zeuq Carlttadt, praca forta.
Principado de Lichtenstein.8:000 habitantes.
Situado sobre o Rheno, entre a Suissa e o Tyrol,
concluio com a Austria um tratado aduaneire. Ca-
pital Michtenitein, 4:000 habitantes.
(Continua.)
4RTE OFFICUL
Cioverno da Provincia
EXPEDIENTE DO OA 5 DC JASEIBO DE 1885
Actos:
O presidente da provincia resolve nomear o
engenheiro epitio Viente Antonio do Espirito-
Sauto, para exercer interinamente os lugares de
direstor das obras de conservacio dos portos e en-
carregado das obras geraes, em substituicao do
engenheiro Alfredo Lisboa, que segu para a cor
te, servico do Ministerio da Agricultura, Com -
mercio e Obras Publica.Communicou-se The-
souiar'a de Fazenda.
O presidente da provincia, atteodeuda ao
que reqnereu o professor da cadeira de ensiiio pri
mario do Brejo, Vicente da Sil /a Monteiro, e ten
Ao em vista a informacio n. 419, de 30 de Novem
bro ultimo, do inspector geral da Instrucco Pu-
blica, esolve conceder ao peticionario dous mezes
de licenca com ordenado, para tratar de sua sade
onde Ihe conrer.
Offieios :
Ao commaodante das armas.Sirva-se V.
Exx. de nomear urna commsso para assistr no
Arsenal de Guerra a abertura do 12 volumes re-
mettidos pela Intendencia di Guerra, e proc> 1er
o exame dos artigos nos taesino acondcionadjs.
Ao inspector da Tbesouraria de Fazenda.
Declaro a V. S., para os fias convenientes, que,
vista da sua informacSo n. 2, de hontem datado,
approvei as propostas aceitas pelo conselho de
compras do Arsenal de Guerra, em sessao de 28
de Dezambrs findo, afinde serem lavrados os res
pectivos termos do contrato, na forma do regula
ment n 5,118, de 19 de Outubro de 1872.
Ao mesmo.Mande V. S. ajustar con tas aos
alferes Luz Bezerra dos Santos e Pedro de Bar-
ros Falcio, que h je destacan) para o presidio de
Fernando de Noronha.
Ao mesmo. Coinmuuco a V. S. para os fias
convenientes, que por aviso de 28 de Dz9mbro
do anno proxiui > passado, declarou-me o Exm. Sr
ministro da faz Mida ficar approvado o acto d'osta
Presidenci a recommendando essa Thesouraria,
que tornasse bem explcito a i inspector da Alfan-
dega qne, na forma do disposto no art. 128 do re-
gulamento annexo ao decreto n. 9,373, de 14 de
Fi vereiro d'aquelle annexo, o nao recebimento das
cdulas dilaceradas deve limitarse as que nao se
acbem completas, se compouham de pedacos e te-
nham carimbo ou marca que diitl.'ulte o respecti-
vo exame ou as inutilise.
Ao mesmo. Na conformidade do aviso jun-
to por copia expedido a 24 da Desembro ultimo,
pelo Ministerio da Guerra, mande V. S. pagar a
Constantino Al ves da Silva, por conta do saldo
existente no crdito distribuido pjr aviso de 23 de
Agosto do anno prximo passado, verbaObras
Militares, exercicio de 18841885, a quantia de
226J5 provenientes dos reparos de jue trata as in-
clusas cintas teitas na galera de esgoto do Arse-
nal de Guerra, e na fortaleza do Buraco.
Ao m-jini.Communico a V. S. para os fins
convenientes, que o promotor publico da comarca
de Panellas. bacharel Jos da Cunha Liberato de
Mattos, em 7 de Dezembro findo, interrompeu por
motivo de milestia o exercicio de seu cargo, reas-
sumindo-o a 14 do sobredito mez.
Ao mesmo.Convm que V. 8. envi com a
possivel brevidade um quairo dos empregados do
presidio de Fernando de Noronha, com a declara-
cao das respectivas categoras e as datas das no-
meacoes.
Ao mesmo.Communico a V. S. para os fins
convenientes, que em 21 de Novembro ultimo, o
adjunto Claudino Augusto de Lagos, dexou o exer-
cicio do cargo de promotor publico da comarca de
Caruar, visto ter n'aquella data assumido o so-
bredito exercicio o bacharel Estevao Carneiro Ca-
valcante d'Aibuqnerque Lacerda.
Ao mesmo.Attendendo ao que ..8. ex-
poz no sen oficio n. 729, de 23 Dezeubio findo, re-
commenlj-lhe que proceda a nova licitaco para a
tornecimento "ie gado vaceum ao presidio do Fer-
nando de Noronha, durante o semestre de Janeiro
a Junbo do corrente anno.
Devolvo a V. S. as duas propostas que acompa-
nharam o sobredito oficio.
Ao mesmo. Transmiti a V. S para os fias
convenientes, copia do offieio de 9 de Dezembro
findo, relativo ao exercicio do desembirgador JoSo
Francisco da Silva Braga.
Ao inesuio.Transmiti a V. S. para os fins
convenientes copia dos oficios lio Io do corrente
mez, relativos ao exercicio do Io e 4o juiz subs-
titutos da comarca desta capital, bacharel Fran-
cisco Al ves da Si va e Jote Jaeintho Borges Di-
niz.
Ao mesmo.Para camprimento do aviso do
Ministerio da Agricultura, Commercio e Obras
Publicas, de 30 de Movembro ultimo, sob n. 5, re
metto a V. S. 6400 exemplares das relacoes im
pressas nova matricula de escravos e arrola-
menv> dos sexagenarios nos termos da lei n. 3270
de 28 de setembro do anno passado, e conforme
os modelos approvados com o regulamento n. 9577
de 14 do dito mez d3 Novembro, afim de que por
essa Thesouraria sejam destribuidos aos collecto-
res e ontras reparticoes fiscaes, incumbidas da
matricula e estas os cedam as pessoas que delles
carecem, mediante a taxa estabe ecila na circular
n. 6, de 17 de Fevereiro de 1872, que explicou o
de n. 1 de 14 de Janeiro do mesmo anno.
Segando aquelle aviso circular, semelbante pro-
videncia adoptada por occasio de iniciar-se o
servico da actual matricula, e agora repetida, tem
por fim facilitar aos particulares o desempenho
das novas obrigacoes estatuidas na lei.
Outrosim, chamo particularmente a attencSo de
V. S. para o que recommendou no final da citada
circular de 14 de Janeiro acerca da arrecadacao
de tal receita.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Nos
termos da sua informacao de 30 de Novembro do
anno prximo prssado, sob n. 350, mande Vmc.
esenpturar no quidro da divida passiva a impor-
tancia de 271^300, proveniente das passagens de
que tiactam as inclusas contas, concedidas nos1
carros da estrada de ferro do Recite ao Limoeiro,
durante o mez de Maio de 1882, por conta da pro-
vincia.
Ao mesmo.Deferindo o reqnermento a qne
se refere a informacao desse Thesouro, de 19 de
Novembro do anno prximo passado, n. 320, de -
claro a Vme. que aos empregados da secretaria
desta presidencia que houverem substituido a ou-
tros a gratificacio addlcional de que tracta o ar-
tigo 28 do regula nento de 9 de Setembro de 1884
at a data da promulgarlo da lei do orcamento
vigente, attenta a prorogativa da do orcamento
anterior.
Ao director do Arsenal de Guerra.Decla-
ro a Vmc, para os fins convenientes, que. segun-
do consta de participacao da Intendencia da Guer-
ra, de 29 de Dezembro findo, sob n. 929, toram
embarcados no vap t Mandos, esperado do sul, 30
volumes destinados enfermara militar e a esse
Arsenal, conteni os artigos mencionados no in-
cluso cochecimento.
Ao mesmo. Remetto a Vmc. as inclusas
propostas que ficain approvadas, aceitas pelo con-
selho de compras desse Arsenal em sessao de 28
de Dezembro findo, afim de serem lavrados os res-
pectivos termos de contrae tos na forma do regu-
lamento n. 5118 de 19 de Outubro de 1872.
Ao engenheiro chele da Repartictto das Obras
Publicas. De accordo com o que Vmc. ntir-
mou no oficio de 28 de Desembro ultimo, sob n.
227, approvei hoje o orcamento remettido pelejoii
de direito da comarca de Flores, na importancia
de 502i70, para execucao de reparos na respec-
tiva cadeia ficando encarregado da fiscalisacao o
mesmo juiz de direito, que dar attestado da con-
clusao para pagamento da importancia.Commu-
nicou-se ao Thesouro Provincial.
Ao presidente e miis membros da Commis-
so Redemptora. Com a informacao junta por
copia, ministrada em 18 do Novembro do anno
prximo passado, pelo theooureiro das loteras,
para o fuado de emancipacao, respondo ao oficio
dessa coxmissao, do 13 de Setembro anterior, na
parte relativa ao pedido de melbora dos planos
das mesmas loteras.
Ao engenheiro Alfredo Lisboa.Fico inteira -
do pelos oficios de hontem, sob ns. 11 e 80,de ha-
ver Vmc. assumido naquclla data o exercicio dos
cargos de director interino das obras de conserva
cao dos portos e encarregado das obras geraes.
para as quaes foi removido por titulo de 7 de De-
zembro prximo findo.Communicou-se 4Thesou-
raria de Fazenda.
__ Ao juii de direito da comarca de Flores.
Teudo ouvido o engenheiro chefe da Repartico
das Obras Publicas, approvo o rcamento que
Hcoapanhou o oficio de Vmc, de 7 de Desem
bro ultimo, na importancia de 502*700, para i
execucao de diversos reparos da cadeia dessa co-
marca, de cuja fiscalisacao tica Vmc. encarrega-
do, afim de dar opportunamente attestado de con-
clusio p ira ter lugar o pagamento do empreiteiro.
Portaras :
O Sr. supernlenionta la ostral* d > forro do
Recite ao 4. Francisco, em addtamento a porta-
ra di hontem, sirva-se de miniar dar transporte
de 1 classe da estacao do Una de Ciuco Pcntas
para ser descontado opportunamente das gratui-
tas a que o governo tem direito, a inulher do alte
res Antonio Conrado de Mello, e respectiva bi-
gagem. Communicou-se a o commandante das
armas.
O Sr. encarregado do prolongamento da es -
trada de ferro do Recife ao S. Francisco, na est-
gao'do Palmares, minie dar transporte de Ia
classe, por conta da provincia da estacao de Ca-
tonde ao de Palmircs, a inulher do alferes Antonio
Conrado de Mello, e resp -ctva baeag ;ra.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Reeife ao S. Fraocsco, faca transportar at Una,
em carro de 3' classe, por coatados passes gratui -
tos a que o governo tem direito, a 4 pracas do cor-
po de polica e um criminoso.
Sr. gerente di Companhia Pernambucana
faca transportar ao presidio de Fernando de No-
ronha, por conta do Ministerio da Guerra no va-
por Jaguaribe os alferes Pedro de Barros Falcao e
Luz Becerros dos Santos que para alli desta" im
em substituido dos alferes Manoel Belmiro da
Silva e Seraphim Jos do Valle, e bem assim as
familias sendo do alferes Barros Falcao, sua rau-
Iher D. Lucinda Francisca de Soma Falcao eseus
filhos Aurino de 7 mezes, Jaeintho, de 2 aunos,
Martinho, de 9, e um criado de nome Andr, e do
alferes Sautos, sua mulher D. Laura P. dos San-
tos e um criado de nome Jos.Communicou-se
ao commandante das armas.
O Sr. Gerente da Companhia Pernambucana
mande conceder pissagera a proa at o presidio de
Fernando di Noronha, por conta das gratuitas a
que o governo tem dirii'.o a Thereza Mara do
Espirito Santo mulher do sentenciado Martinho
Bezerra do Nascimento.Communicou-se ao di-
reitor do presidio ds Fernando.
O Sr. gerente da Compa nhia Pernambuna
mande dar passagem a proa ateo presidio de Pei-
nando de Noranha, na prim ira opportunidade, por
conta das gratuitas a que o governo tem direito a
mulher do sentenciado Joo 1 raucisco de Almeida
Pedrosa Antonia Rosa Lins Pedrosa com dous fi-
lhos monores de nomes Pedro e Js
EXPEDIENTA 00 8ECBETAB10
Ao Dr. Joo Augusto do Reg Barros Io se-
cretario da Assembla Provincial.De ordem de
S. Exc. o Sr. conselhero presidente da provnci a
communico a V. 8. qne no oficio de 21 de Dezem-
bro findo n. 209 a que veio annexo o ponto dos
empregados da Secretara dessa Assembla foi
hoje proferido o despacho seguinte :
Remettido ao Sr. inspector do Thesouro Provin-
cial para os devidos fins.
A o Inspector da Thesouraria de Fazenda.
De ordem de 8. Exc.o Sr. conselhero presidente da
provincia transmiti a V. 8. para os devidos fins
as inclusas ordens do Tribunal do Thesouro Na-
cional de ns. 227 a 243 e 245 a 247 e bem assim
urna portara de prorogacao da licenca ultima-
mente conceiida ao eacripturario dessa Thesoura-
ria, Luiz Vieira Perdigue
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 19 DE
JAKEIBO DE 1886
Amelia Cardoso Rabello.Informe o Rvd. Sr.
regedor do Qyanasio Pernambucauo.
Alfredo Jos de Car va I ho.Nao se acha vaga a
cadeira requerida pelo supplicante.
Antonio Goraldo do Reg Barroca. Prejudi-
cado.
Anna Carolina Alencar.atsfaoa a exigencia
do g 18 art. 3 do regulamento de 6 de Fevereiro
de 1885.
Alcxandre Jos Mara de Hollanda Ca val cante.
Passe portara na forma requerida.
Companhia Great Western of Brasil Railway.
Inforxe o 8r. inspector do Thesouro Provin-
cial.
Fer tando Pacifico de Aguiar Montarroyos. Re-
mettido ao Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
se nda afim de attender ao pedido, nao bavendo
in conveniente.
Francisco Canuto Emerenciano.Passe porta-
ra concedendo a licenca requerida.
Izidoro Marinho Cesar e Manoel Antonio de
Albuquerque Machado.Sim.
Ismenia Gonuina Das.Sim, com ordenado.
Julio Cezar Goncalves Lima.Informe o Sr. ins-
pector geral da Instruccio Publica.
Marianno Teixeira da Costa Coelho.Sim, com
ordenado a contar de 16 do corrente.
Mara Marcionilla Pereira Lima.Nao tem lu-
gar.
Manoel Pereira da Cunha.Indeferido pois que
o supplicante nao provou estar impouibifitado de
servir.
Capitao Joaquim das Trevas Marinho.D-se.
Vicente Augusto de Magalhes.Prejudicado.
Secretaria da presidencia, de Pernambu-
co, em 20 de Janeiro de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Iteparticao da Polica
SeccSo 2.'N. 60.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 20 de Janeiro de
1886.Ulm. e Exm. Sr.Participo a V.
Exc. que foram hontem recolbidos na
Casa de DetencSo os seguintes indivi-
duos :
A' miaba ordem, Guilherme JoSo Fran-
co, por ter sido encontrado noite disfar-
cado era soldado do exercito.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Anna Mara da ConceicSo, por dis-
turbios.
A' ordem do do 2. districto de S. Jos,
Luiz Ferreira de Azevedo, por distur-
bios.
A' ordem do do 2. districto da Boa-
Vista, Vicent; Ferreira de Paula, por dis
turbios ; Josepha Maria e Justina Mara,
por disturbios.
A' orlem do do Peres, Manoel Venta
nia, por disturbios.
Hontem, s 9 1/2 hirai da noite,
tendo sido avisado o subielegado da fre
guezia de S. Fre Pedro Groaoalves de que
parecia haver incendio no interior de urna
casa da ra de S. Jorge, onde resida Di
niel Estevao dos Aojos MaranhSo, que
duas horas antes se hava reuolhi.to bastan
te embriagado, para elle se dirigi em
companhia de outras pessoas e penetrando
na casa contigua d'ah passaram para a de
Maraobao, a queiu encontrarain j morto,
ao ladi do apparelho da companhia R/jeife
Drayoage.
Junto a Mtranhao, cujas roupas esta-
vem completamente queimadas, foi encon-
trado um candieiro com kerozene, o que
leva a crer terem as charamas do candieiro
se communiado ao infeliz, que pelo estado
de embriaguez em que se achava nao pode
evitar o desastre de que foi victima.
A convta da autoridade policial prooe-
deu o Dr. Augusto da Costa Gomes a vis-
toria ao cadavor, qui foi hojo dado a se-
pultura.
Antohontera, 7 horas da noite em
S. Lourenc,o da Mitt, um individuo de
noma Jos Miria, conhejido pir Jos Co-
go, travando se de raz5:s com Jos Fran
cisco, do Niscimento, ferio a este mortal-
mente, p :1o que foi preso oin il igrante.
O offeulido foi reoolbi lo no hospital Po-
dro II, alim do sr tratado, e contra o de-
linquente procede s nos termos do inque-
rito policial.
- Na aoito de 12 do corrate, em Agua
Frii de Oluida, deu-so um conflicto em casa de
Soveriuo Gronjalvos da Silva, no qual ti-
maran! p irte o mismo Severini, seus fi-
lhos e ou'r.is pessoas coatr i A'itonio Ro-
gero do, Souza Ju or a quem teriram e
anarrarara comcordas.
Livado o facto a-o eonhiciraeite do sub
delegado da freguezia, inmediatamente) di-
rigiu-sa esto ao lugar indicado, toado em
camiaho encontrado Rig-iro acompanhalo
de um inspector de quarteiro e de lgjn.3
paisanos.
Nessa occasio declarou o referido ins
pector ao subdelagado ter dalo voz de
prisSo a Sjveriao, da que n tomara u na
faca, prisaoentretanto, quj havia deixido
do ser" effectiva por ter ello so evalido.
Nao se conformando, porm, a autori la-
da com a declaracao do inspector, cm acto
continuo fez seguir urna forga para a casa
de Savcrino, que foi encontrado e p-eso
sem a menor resistencia e bam assim as
domis pessoas que se achavam em sua
coTpunhia e tomaram parte no conflicto.
O offeudido dis e ter perdido na lu ;ta
urna carteira contendo a quaatia 450^00 j,
a qual nao fora ainla encontrada.
A referida autoridade procedou a tal
respeito nos termos da lei.
Communicou-ma o Dr, Ozorio do Cer-
queira, ter em data de hontin passado o
exercicio da delegacia do 1* districto da
capital ao respectivo Io supplent) Dr. Fa-
bio Alexandrino dos Riis e Silva.
Deus guarde a V. Exc. W;n. e Exm.
Sr. conseiheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli na, Inono
Domingos Pinto.
Governo do Blspado
MANDAMENTOS PARA AQUARE3MA
DE 1886
, Jone Pereira da Silva Barro por
croe de Bfu e da Santa S
ponioIk a. BlNpo de Oliada do
Conselho de Sus Mageattade o
aperador, ete.
A todo o Clero e Fiis da Dioeese de OUnda saude
pat e beneda de Jess Christo. Nosso Sen W
(coscloso)
V
Dt-pois de ter avivado em vossa memoria, irmos
e filhos dilectissimos, os deveres impostos para os
tempos propicios que se approx mam, nao devemos
deixar de dirigir-vos algumas palavras sobre ou-
tros assumptos de interesse tambem religioso.
Comecaremos fallando aos nossos irmos na sa-
cerdocio que comnosco devem trabalhar par a
salvacao das almas, psis que para isso foi que se
ordenaram.
Vos sabis, irmSos muito amados, que os sacer-
dotes sao eleitos de Deus para gniarem os povos
no deserto da vida, pelo camnho que conduz do
exilio a patria ; que sao chamados e distinguidos
dos outros homens, para mestre da verdade ; mo -
del s da virtude ; imagens do verdadeiro christao;
para serem mensageiros da paz ; exemplos da ca-
ridade ; protjtypos de todas as perfeiepes.
O padre deve ter sempre a grandeza augusta
de sus mssao como norma de sen zelo e conducta,
certo de que vi vende como enviado do Sanhor que
disse : Sicnt misit me Pater, et ego mitto v (Joan- 2021)ser sempre protegido contra
as insidias dos filhos da uiiqudade, e Deus que-
brantar os seus inimigos espora em fuga os que
o odeiam : Et concidam a faci ipsius inimi-
eos ejus et odientes eum in fugam convertam
(Ps. 8824).
Do exemplo do clero depende muito o incremen-
to da reli iao. Por isso a noticia do pasaamrnto
d am botn cooperador, para nos sempre afflictiva,
entorna em nossa alma luto mensa pesado do que
a noticia de ter algnm dos nossos irmaos degene-
rado da vida sacerdotal.
De tacto, quando nm bom padre desee sepul-
tura, abre se um claro as fileiras dos batalbado-
res da f, mas sebre a campa do seu tmulo fe-
chado, pode a igreja depositar, como saudades, as
suas bences ; nao assim na queda moral, adiante
da qual ella nao pode seno verter lagrimas, vol-
tando a face a um tmulo aberto que exbala mias-
mas empestados, capases de infestar populares
inteiras.
Oh infeliz do padre que affasta-se do camnho
que jurou seguir, para entregar-se 4 vida munda
na, porque ser em toda a parte apostado como o
reprobo, o perjuro, como a corrupedo em acedo
Nos, irmaos dilectissimos, temos os olhos filos
sobre vos, acompanhamos todos os voasos passos,
aqu cxultando.'ali chorando, mas sempre lembrado
de que devemos, como atalaia nos muros de Israel,
defender a casa do Senhor da*profanac$o, princi
plmente de seus domsticos.
A sal vacio das almas, irmaos meus, o nooso
objectivo, o fim do sacerdocio : Magna res aui-
ma quoe Chrsti sauguine redempta est (S.
Bern.).
Pois bem ; seja esse o nosso constante labor at
o ultimo alent de nossas almas.
Nao podem, com certeza, servir, na igrej i d.
Deus, de mensageiros do b m senao aquelles que
guardam a pureza da vida, como entina 8. Cle-
mente : Sol qui puram babent vitara suut sa-
cerdotes.
Por isso a igreja nao admitte A sagrada ordena
cao senao dep >is da dado da reflexlo.
E vos nao podis, irmos -neus, ignorar qu-,
quando vos prostrastes com a face em trra juit <
dos altares, antes da ordenaca, voitasi'o ai c ioi .o
para a vida secular e decretarles, vos metin h
vre e espoutaneamente, absoluto divorcio cora -ta
cousas mundanas.
Nen a igrsja vos receben entre os levitas, aoe-
zar de vossas instancias, sem exhortar -vos ranr.
e muito.
E anda no momento s .lemne de vo* rec-'ber,
vos disse lela bocea de seu ministro : Recuai em
quanto tempo, certos de que se persistirdes era
receber esta ordem sacra, tondes sacrifica 11 por
toda a vida a lberdade ; nao podereis voltar ao
seeulo mas seris obrigados a guardar absoluta
continencia: Hactenus liben estis, licetquu
vobis pro arbitrio ad secutara vota transir ;
c quod si hunc ordinem susceoeritis, amplium non
licebt a proposito resilire, sed Deo, cui servir
regnare est, perpetuo famulari, et castitatem,
illo aljurante, servare oportebit. PaoiNDE, dum
n TBMFCS EST, COOITATB (Pont. Rom.).
Quera depois de aviso to solemne como deci-
sivo, recebe ordens, nao tem senao que reconhecer
o vinculo que scieuter et volenter acceitou, se.n
poder qucixar se dos rigores da lei da continencia,
do celibato e da obiieneia aos servcos da egreja.
Nos sabemos com ingente alegra de nossa alma
que a maior part dj clero d'esta Dioeese -p >r m
habet vitam, mas nao completa a nossa ale-
gra, visto como nSo ignoramos que ha alguns de-
generados qui audent agni iminaculat sacras
contingere carnes, et intingere in sangu ne Sal-
vators raaous, quibus paul ant-i carnos attrac
tavorunt !...
Para nao ser espectador da ruina, temos voltado
a face, mas nao podemos levar muito longe a Ion-
ganimidade, pelo medo de ser traidor ao sagrado
dever de velar pela vida dos sacerdotes, afim de
que se conserven) nitdi, mundi, puri, casti, si-
cut deeet ministros Cnristi et dispmsatores
mysteriorum Dei > (Pont. Rom.).
S. Paulo considera blasphimo qnem ensina a
santdada e pratia a mildade, ensina a virtude e
prntica o vicio, ensina a pureza e pratca a impu-
reza.-(Rom. 221).
S. Jeronyrno declara que nao conhece fera mais
cruel do que e mo padre : uta cert n mundo
tam crudels bestia quara malus sacerdos.
Certam^nie, o peccador nao pode servir de gua
no camnho da virtude.
Por isso aquelles padres o qui non servant in
< moribus suis castee et santa; vitte integritatem,
longe de condemnar o vicio, se en vergoosos de
fallar da santidade, e sao, na phrase de Isaas
canes rauti non valentes latrare (56 10).
E, como profligaram os vicios no pulpito, no
confisbionario as conversacoes particulares,
se elles imaginara ouvir de todos os lados a pala-
vra do evangelho: Med ce cura teupsun
(Luc. 4-26) ?
A triste posicao em que fie un collocados, a
face.dos fiis, aquelles cuja vida nao sacerdotal,
de tal ordem, que elles se enverganham de 1er
dante de seus parochianos as observarles relati-
vas ao dever do bom exemplo, como succedeu era
algumas parochias, com o nvsso mandamento de
1881 !
Soubemos infelizmente que alguns piroehos dei-
xarain de o 1er Estacao da missa conventual,
reeeiando que os fiis, ouvindo as nossas conside-
rarles, apontassem para elles.
Foi um abuso bem repreheusivel, mas que con-
firma o dito de Tertuliano : Dicta, factis defi-
cientibus, erubescunt.
Quando o sacerdote, t-squecido da santidade
que deve ornar os ministros de Deus, vai camnho
do peccado, avanca em vertiginosa carreira, sem
encontrar mesmo abuso que o faca estremecer e
parar, de sorte que delle se pode diser : viva as
delicias da casa de Deus e preferir oesterquili-
nio : Qu! nutriebantur in ero :eis amplexati sunt
stercora (Thren. 4-5).
O propro exercicio do sagrado ministerio tor-
na-se oceupacao nsupportavel, da qual qnerem
ver- so livres esm a maior presteza, embora
atropelando as cerimonias e escandalisando os
fiis.
IrmSos meus dilectissimos. Entre os diversos
actos do sagrado ministerio sacerdotal, vos sabis,
que a celebracao da missa o mais santo, porque
alli se offerece o sacrificio incruento da re-
dempeao.
Grande deve ser o vosso cuidado na pratca da
accao to augusta, que faz da trra o ceo, no dizer
de S. Joao Chrysostomo: Dum in hac trra
sumns, ul trra nobis esetura sit, faclt hoc mys-
terium
Nos j vos dissemos e repetiremos aqu :
E' incrivel como o padre, que tem f na pre-
senta real de Nosso Senhor Jess Christo na eu
charsta, tem forcas para subir ao altar, e ah
injuriar ao proprio Deus na maior publicdade,
dando repetidos sculos mais fementidos que o de
Jadas ingrato traidor.
Devcis, irmaos meus, meditar sempre e muito
sobre o grande mysterio da celebracao da missa,
para conservantes pela f o temor que todos de-
voraos experimentar ao subir os degros do altar
calvario onde Jess se immola como vctima
eterna pela redempeo do mundo.
Quando o sacerdote demanda o templo e trans-
poe os seus umbraes, deve recordar se que trlha
os passos ensanguentados de Jess Christo no ca
minho da montanha santa.
Tudo na celeoracao da missa real, sauto, mis
tico e mysterioso.
Os paramentos, as ceri nonias, as oracoes, tudo
tem significaco symbolica.
Entretanto ha padres que entram para os tem-
plos como se tvessem de praticar urna accao
commum : converso na sachristia, e depois, as-
sim distrahidos, se revestem dos paramentos sa-
grados, verdadeiras insignias do redemptor, com
rauita pressa e nenhum recolhimento, e vao cele
brando o tremendo sacrificio do corpo e do sangue
de Jess Christo I
A missa deve ser celebrada com o mais profundo
recolhimento, mas de modo que nao cause tedio
aos fiis.
Segundo a opnio commum dos autores, con-
vm qne a missa nao exceda ordinariamente de
meia hora, era antecipe a vinte minutos.
Nao dado a lingua mais expedita, nem a pro-
nuncia mais rpida, celebrar a missa, memo dos
mortos ou votiva de Nossa Senhora, em um quarto
de hora, sem atrepellar as cerimonias, mutilar
oracoes ; sem emfim commetter muitas irreveren-
cios.
Nos temos o dever de affaatar dos altares aquel-
les que diz-.'m missas mutiladas, e declaramos que
privaremos do uso de ordens todo o padre que pro-
fanar o santo sacrificio, atrepellando o rito obri-
gatorio. Os Rvds. parochos ficara obri ados em
consciencia e obre grave responsabilidade, a nos
communicar logo que verifiquem haver em suas
parochias quem celebre atropellando o rito, ou
sem seguir rigorosamente o Calendario da Dio-
cese.
Concluida a mise e tirados os paramentos, de-
ve o socerdote dar gracas pela commuuho rea-
lisada ; e nao sabir logo, como fazem alguns, com
grande irreveren ;ia.
Os proprios Judeos, ao descer do Calvario, de-
pois da crucifixao de Jess, batiam nos peitos
ou.niivovidos de tanta dor : El omns turba eo-
ri.n qui sinul aderantad spectaculum istud,
et viderant quos fiebaut, percutientes pectora
ua revertebantur.
P icain, ao menos como esses, os sacerdotes, lera-
brados de que na missa se offerece aquelle sacri-
ficio que abalou os duros corneo s do novo quaud
assistio no Calvario ao doloroso espectculo da
'-ruxifixao do Hom^mDeus
Os caones determinan!, e nos exigimos rigorosa-
i*i e, que os sacerdotes estejam vestidos de hi-
utio t il ir para a c> lebrajao.
Al disso, pedunoi, em nosso prim iro mtula-
UKitta ao eler.< que nunca se degfarcaasj en 1 ig>.
e temos a doce consoUco de v*r que os uossos
i >j{M fortm generosamente ouvdos, e qu qu .si
;o loa, que usavam de hbitos seculares, traj ira
hoj t batina.
E' verdade que ha ainda alguns padres, que por
iofelieidade propria, e maior ainda da igreja, su
r leuantin sem vocaco alguma, os quaes ni i po
de n supportar a batina e s6 se acham bem vest
dos a secular.
Esses nao querem attende. aos nossos pedidos,
e uos forcam ao desgosto de ni > attender tambem,
muda que com grande pez ir de nosso coracao, s
su is peiicoes para o exercicio do sagrado minia-
ren o, que certameute teriam abandonado senio o
reputassera u n meio sra -nte de vida.
Nos somos gratos ao3 que ouviram a nossa vos,
pedind > o que alias os can mes nos autori san a
exigir madiante rigorosas penas.
Aos. que desprezaram os nossos pedidos, convi-
damos amorosamente, ainda urna \ez, a meditaren)
sobre a impossibilidade que tem de voltar ao se-
cuto, e a procurarem com esforco a voeacao sa-
cerdotal de que precisara, para nao serem na casa
do S ;iili ir a pedra de escndalo, e as ras a ver-
gonba de sua classe.
Crede, irmaos muito amados, que se vos fallamos
com severidale, porque amamos estremecida-
mente ao clero, que desejamos ver todo glorificado
pela sua conducta, zelo e aptido no desempenho
da augusta missa i de ministros de Deus.
A igre;a eatholica, irmaos a filhos dilectissimos,
para exaltar a celebracao do culto externo, o fax
acompanhar as vezes de especiaes ceremonias,
assim como: de canto e msica.
O Psalmsta prophetisava a igreja catholic*
quando dase: Eutoa ao Senhor um cntico novo
e cante toda a trra porque elle operou maravi-
ih is: Cntate Duoino canticum novum, cn-
tate Domino omns trra, quia mirabilia fecit
(Ps).
Esse cntico novo executam os anjos as alturas
com os santos, e na tsrra sempre repite a igaeja
nos seas templos, exaltando cora ineffavel alegra
as maravilhas do Senhor.
Dens a harmona infinita, e por isso mesmu
os seus louvores devem ser cantados em doces
accordea : Psallte Domino: psallite sapenter
(Ps).
Al n d'isto, as harmonas dos cnticos exaltan
e elevara os sentiinentos dos fiis, alegrara o cora-
co, purificara a devocio e levantara o espirito da
tristeza e do torpor para a devoeao e louvor de
Deus.
Reconhecendo as vantagena do canto da cele-
bracao do culto sagrado, e inspirando-se na santi-
dade dos louvores do Senhor, a igreja formulen
ura canto consentaneo, onde combinen maravi-
Ihosamente a belleza da arte com a gravidade do
assumpto, de tal sorte que, exaltando os seutimen-
tos, longe de conduzir o espirito para as cousas
terrenas, o leva sempre para Deus.
Infelizmente o canto composto com tanta sabe-
doria quanta inspiracao pela igreja, tem sido vi-
ciado por estranhas maos, e, o qae peior, muitas
vezes substituido por composicoes, onde nao iot-
perou a piedade chrsti, s a qual sabe, cantando,
fillai a linguagem da f qne fortifica, da espe-
ranza que alegra, da tristeza que lamenta mas nao
desespera, da cardade que confraterniaa as almas
em um sentimento, como vosos varias que pro-
duzem urna s harmona.
O espirito muan o, que tudo procura avassalar,
intentou substituir as msicas sacras no caito sa-
grado pelos estylos, que podem ter maravilhosi
xito nos theatros, mas que com certeza nao eor-
respondem na igreja aos fias dos actos relegiosos.
Com essas composicoes veo a necessidade do
instrumental em substituicio do orgao, de forma
que, chegou-se a ver nos templos sagrados exeert-
tarem se msicas que de religiosas tem s a lettra
a qual nao era possivel substituir.
Entre nos o abuso tem tocado ao extremo, por-
que alera d'essas tongas e interminaveis composi-
coes, que por mais que sejam bellas, causara, tedio
aos fiis; o propro canto confiado aos eclesis-
ticos tem sido substituido desastradamente por
msicas estranhas aquellas que determina a litur-
gia.
Por exemplo:
O canto da paixo na semana santa, destinado
a recordar as dores, angustias e agonas do Cal-
vario, tem msica obrigatoria nos livros litrgicos,
a qual deve ser executada por tres cantores, dos
quaes um repete o que disse Jess em face do povo
e dos tribunaes, outro narra a historia dos aconte-
cimentos que acompanharam a paixao e morte do
Redemptor, e o ultimo repete as pslavras dirigidas
a Jess pelos discpulos, pelos juzes e pela syaa-
goga ou pelo povo.
Cada um dessas partes cantada de tal moda,
que o chronista, em tora natural, narra a historia,
e, ao mesmo tempo que a voz elevada dos julga-
dores e do povo se manifesta poderosa e vibrante,
significando a prepotencia, oujve-se a voz que re-
pete as palavras de Jess em tom snbmisso para
exprimir a humildade.
Pois bem; esqueceu-ae aqu toda essa belleza
expressiva da liturgia da igreja, para introducir
novidade de cantarera a paixao muitos cantores,
dando lettra nova divisao, e executando msicas
que, sao de todo o ponto improprias e contraras
sos fins d'aquelle acto.
As lamentacoes em que o propheta Jeremas
prorompe em doridos threnos, chorando e gemendo
com amargura sobre Jerusalra. e que a igreja
com tanta propriedade faz recitar nos offieios cha-
mados de tievas, bem longe de serem cantades
com a smplicidade da rausici ecclesiastica, onde
com aque.le aocento grave e som plangente do er-
gio, se exprime maravilhosamente a dor funia de
propheta, sis executadas semelbanca de msicas
protanas, e segundo a phaitaz a do cantor, muitas
vezes comcompanhamento de piano e 11 ata!
D'ahi resulta que em lugar daquelle eanta cha-
mar o espirito para Dos, pela med lacio e santa
tristeza, conduz o animo dos assistentes dissi-
pacio no lugar santo.
Longe iramos, irmaos e filhos dileetissiraos, se
3uizessemos recordar todos os abusos introduci-
os na liturgia da igreja, nio sem grave culpa
dos proprios padres ; basta porm, o que tem m
dito para mostrar quanto esforco torna se neces-
sario afim de remediar tio grande mal.
O soberano pontifico Leao XIII, gloriosamente
reinante, para erguer urna barreira dianta desse
intento que o mundo tem de querer tudo secular-
sar, reforcando as prescripcoes existentes, de no-
vo declara obrigatorio na igreja universal o caito
e eclesistico.
Isto j foi publcalo nesta docese pela circular
de 28 de Agosto de 1883.
Ratificando o que j foi dito, recommendamoa
aos Rvds. parochos que nio poupem esforcos para
ir expellindo djs templos as msicas profanas e
substitundo-as pelo canto ecclesiastico.
Para isto devem proteger aquelles artistas ca-
jos genios se conformarcm com as leis cm vigor.
Prohibimos absolutamente cantarera a piixia
mais di trez ecclesiasticos, os quaes guardarn s
divisao litrgica das palavras do Evangelho indi-
cadas nos livros de canto pelos signis-{-. I'. 8.
A msica poler cantar no coro a parte que se
refere ao povo on s turbas, sendo entretanto pre-
f .tv 'I cantarera sra -nte os ecclesiasticos.
Qu into ao lugar co que se deve cantar a pai-
xo, declaramos que, onde hu ver pulpitos, ah de-
vem estar os cantores das partesC. eS., e
u'este caso, quem executar a parte fficara na
e-itrafadi calila mor para ser m-ilhor ouvida
p io chrouiti, excepto se por falta de curren,
eanrar eas.. parte o proprio celebrante, po que
neste caic conservar-se-ha raosm > no altar.
8- ni- hoiver pulpitos, estara i os tres canto-
res u l'u-ar onde canta se o Bvangelh i da mis-
sa, >u m'smo no plano da capella-mor, se a falta
le e-iptC. assim aeons-'Ihar.
Nos esperamos do zelo dos Rvds. paroch >s e de
todos os sacerdotes, que cuidara em estudar as
ceremtuiaa o liturgia ecclesiasticas, e nos auxi-
liarlo fortemente para extirpar os abusos >"ntroda-
cidos na eelebracio do culto sagrado.
As ceremonias executadas com aptidio e cuida-
do .exaltara os actos religiosos e edificam aos fiis,
ao passo que o atropello, a mutiUco de ceremo-
nial junta a substituicio do canto ecclesiasiics
pelo profano, deiurpara o que santo sagrado.
Nos contamos tambera com a boa vontade Jos
fiis, que, bem longe de persistirem nos abusos,
levem nio s aceitar sem reluctancia as detenai-
nacoes litrgicas, como ainda concorrer graade-





--


r
iifSiii


H
Diario de Pernambnco([uinta-IVira 21 de Janeiro 1886
A






mente para livrar os templos das cousas profanas
que o tm assaltado.
Oatro assumpto para o qual nao poiemo dei-
xar de chamar a vota* atteocao. irinos e filhos
dilectissimoa, sao as procissoes, tao eoinmuns nei-
ta dioeese.
As procissoes. segundo hVse as instituios-**
litrgicas do conego Joao Fornici, pag 407, ten
Ingar distincto entre aa solemnidades da igreja
catholi a. Eutendem-*e po tae* aa posea* pubtt-
cas dirigidas a Deua.aelo eiero e palo paaachris-
to, caminhando ernaaBra, dii**gia*>3e_im lu"
gar sagrado a outroi Aesim no* procsoaa'Deoa
honrado publicamente cora aob-rano taaafcor de
todaa as eonsas ; iKnaeroaa-aaaltido seaNM
umamearaa.upplicr os eeaaea.it^eos machara
com ordera, orno di*-ereo* eoraes aa-oaerate apre-
sentama igreja militante como o especulo,
que alegra a D-us a aoa a-joa, que umb*j*i1 aoa
neii e que inspira grande terror aoa epirito* mi-
lenos Oa autores liturgistas faaem remontar a .
antigo testam *nto o uso das procns5es eeclesias-
ticas- Os israelitas, por ordem de Dos, circulara
sete vaos a oidade de Jerichd, d apostos com >
Deo havia prescrlpto; entre os sacerdotes, uns
l.vavam a arca santa, outros maiehavam em freu-
t tocando a trombeta ; urna parte do povo os pro-
ceda, e o reetu da multido. segua a arca implo
rando o oeeorro de Dos; forana oqvido ao sti-
mo dia, quando os muros da eidade sitiada eahi-
ram de todos oa lados, como derribados pelo sora
dasi trombetas saeerdotaes e pelas clamoread
povo. O sanio Lapo, entre utros, (D; sacris
prooaseionibos cap. I), so serr deate exem-plo
para demeastrar a virtude c a eficacia dus pro
cissoes religiosa* .
Os impos zumbara das procissoes religiosas, re-
putando os actos ridiculos, entretanto que sao ma
nifeataooes rauitd conformes com a razio universal.
Com effeito, as grandes accoes e aoontecimentos
assia como as reliquias dos hroes, teem sem-
pre a conaagracao de publica memoria e respeito
entre aa horneas. '
Eata verdade est c-nsignada nao gmente n >-
monumentos religiosos, mas tambem nos profanos.
As estatuas, os bustos, os retractos, ala levan-
tados, como recordaco de acedes heroicas, de m-
rito* particulares.
O objeet >i que pertenceram aoa homens emi-
nJntrg tm grande estimativa, ainda quando em
ai insignificantes.
Se as cousas humanas, os homens, as accoes
gmerosa*, os objeatos que recordam grandes fei-
toa, aempre sao dignos de veneficio publica; se
as baudeiraa, que aymboliaam, os poderes naci
nae9, merecem ser hasteadas no meio de publicas
acclamacoes ; porque reputar-se-ha ridiculo, que,
na religiao, aa cousaa santas, as reliquias, as ima-
gen! sejam levadas em triuinpM, e que as ras e
pracas das cidades chriats se levante a baodeira
religiosa, o lbaro da ernz r
Nio, os que condemnara as procissoes feitas se-
gundo o espirito da igreja, nao tm r .zo.
Uumpre, pirra, irmaos e filhos dilectsimos,
. nao esquecer jamis, que as procissoes sao actos
solemnes da culto publico, o devem ser feitas
com todo o acatamento devido a cousas santa, o
sagrada*. .
InfeUxutente, forca roconhecer, as procissoes
entre nos, com excepcoes bem raras, nao corres
pondem aos fias de sua instituido.
Xa verdade, o catholico Ilustrado, que presen
ciar pela vez primeira urna iessas procissoes, on-
de o povo, longo de soguir o prestito religioso com
veneraoo e lecoHiimentc, vai em deaordem e tu-
multo ; onde as irraandades voem c intimas eon-
versecoes ; onde innmeras crianoaa fazem horri-
pilante alarido ; onde muitos se comportam pcior
do qoe ae estivessem em espectculos profanos ;
nao acreditar cortamente que asiste a um acto
religioso.
Nao voa eseandaliaeia, irmaos c filhos dilectissi
mos, com o que dizemos com tanta liberdade. Nos
somos interesaa ios, mais do que vos outroa, nos
acto* do culto sagrado, na magnificencia daa so
lemnidades, e somoa tambem, mais do que vi,
competente para julgar destaa cousas.
No* n) condemnamos nem podemos condemnar
as procissoes, que sao actos dn culto publico ad
rai'.tiaos, e, algumas vezes, determinados pela li-
turgia. O que condemnamos e reprovamoa, a
falta de reapeto e de ortem as proeiaaves, b;m
como a insistencia dts irmandade o do oncarre
gadoa daa reata* em faaer-m esses actos, etnbora
importem pn>fanacao-, o que condemnamos e re-
probamos, gastarem-se elevada* sommas, inuita
vezo adquirida por meio de impertinentes pedi-
dos,- deixacdo.se entretanto os templos c receado
de as*e*o, de paramentos e de ltalas.
Nos sabemos que grande o gosto dos povos
leata dioeese pelas procissoes, e recoahecemos
jue, se avultado o numero dos que nao sabom
.-espeitar os actos do culto, amitos ha que vao s
procissoes, como verdadeiros chriataos. Nao qut*-
remoa desde ja, por causa daquelles, pri ** este*
da nhar procissoes.
Entretanto declaramos que, ae o povo em geral,
nao ae compenetrar do respeito devido aoa actas
pubiicos, e continuar a preceder com irreverencia,
aiada que pese aos bona cath dices e mais ao nos-
so caraca, ver-uos-heraos na neeessidale de ae-
gar licenca para quasi todas as procissoes.
Comeo dever de elar pela cele bracio da culto,
nos.impoe desde j a neaeasidade de tomar aquel-
las providencias que poesain ilimiouir o mal, de-
el .ramos que, antea de conceder lieenca para pro
cissoes, verificaremos o catado dos templos, das al-
fa:**, e bem asaim das cousaa necossariaa a esses
actea, afim de vermoa se lia a preeisa docencia, -t
; as doapezas nao teriam apjliea^o de maior
urgencia.
Aaaalla* igrejaa qre ni) possuem todas as cau-
sas necesseasarias, mas fazem procissoes pedindo
po emprestimo os paramentos e outros utensilios,
nio obtero licenca para as meamas procissoes,
ante* que tonham adquirido esses objectos.
0 noaso intento, irmaos e filhos, nao deixar
qui o culto de nossa santa pjn abusos; e contamos oeste legitimo e santo in-
tuito.oaeontaar a vossa aoopesacao.
A tendencia dos fiis nesti dioeese pelas rr-
maadales e confrarias, bem conhecida.
Nao ha negar que oa sodalicios prestara r--li
gia* grandes servicos, e entra n), aaoeacos ip*aa>
to tua ellea feito, conatruinlo Oemploa, dotan Iomm
de paramentos e alfaias, promuuendo solemnida-
des, e nao menos Boccorrendo aoa vivos e sufra-
gando aos mortos ; mas tudo isto meio para che
gar aofiuj que a aalvacao eterna, pela santifi a-
cao da vida.
Iufelizraentc os (odalicios tera feito ios meioa
fim nllimo.
Na verdade, a maior parte das rmandades e
confrarias promovem testas mui solemnes, dispen-
diosas pelos apparatos exterl'res, pelos fogos,
pelas bandeiras, pelos annuncios e programmas ;
poim esquecem absolutamente a comparticipacao
do grande culto do Senhor no sant) sacrificio da
miaaa.
No da annunciado ouve-se, desdo alta madru
gada, o estampido de muitas gyraudolas, depois,
grande movimento, muito preparativo, e, mais tar-
de, hora em que converia j estivesse concluido
o sacrificio, entra a miasa annunciada por innu
meras salvas; mas na hora solemnissima da o -n
inuuhao, a sagrada mesa est deserta, porque uem
un sequer dos irmacs lembrou se de preparar-ae
p.la confisso para participar da mesa eucliaria-
tica!...
Esta a verdade attestada todos os dias nos
noaso templos.
1 :n diivida, o culto exterao celebrad n i
da magnificencia, longe de ser reprovado, 6 utif,
necessario, louvavel e meritorio. Nem o* signae*
doa sinos, as salvas o outros muios destinados.a
anunciar a /estas solemnes, e a chamar os fiis
cok bracio do caito, sao cousas condemnadas,
quando usadas e m criterio.
O que, porra, indispensavel, que tudo soja
a raaufeptaco do culto interno, que procede da t,
pafa*quo o Senhor nao diga: Populus ute la-
bus suis glorifica! me, cae autem ejua longa at
. a me (Iai.2913).
Nos conjuramos a* rmandades e confrarias a
eatuuarem melhor a religiao, para uio cingiriiin-
se exclusivamente s exterioridades, eaqueeendo-
sedo preoeito* religiosos e dos sacramentos, se-n
oa- quae nao ae pode agradar a Oeus.
(Jacpando nos dos soldalicio.--, irnsio* e filhos
dilaatissimos. nao podamoadeixar a opportunidado
do dizer-voa que, entre as assooiacoes pas, oc-
cuna lugar diatincto a conferencia de S. Vicente de
Paulo, pela benemerencia dos seus.fins e dos mei-a
adoptados em seos estatuios.
Easa assoeiaca.0 tero em mira -i amor de> Oenco
do prximo, bem como a propra salvacSo pela
ortica da religito. Os'seus mcmbro sao obtv
gado* a frequentar o* sacramento* da confissaO e
contmuobao.
Olhan Jo paca o prximo, o v na* necesadadea
epirituaes, *em deipretar a* temporaes-, e por
sao os confrades sao obngados a visitar todos
aquellas |uem devem levar aooeoroa, para nio s
verificarein a verdade -a nec>ssddo da esmola,
mis priuciptmente para reauimal-os na fraques*,
esclarece! os na iguoramia, aconselhaUos as du-
vida e chmalos ao caminho da salvacao p dos
sacramentos.
A esm 'la completa, juaudo abraoge3 hc-
mem -eorpo e alma. (
N'a recjmmeuiamJ* de modo muito especial a
_ ijifmaar" i da ti. Vicenta de Paulo a'is
lioaaaasi)3, eatto do.qne, -lo aquella que a eat*.-
I >r, Mconbaaar *>w vaaitkda igreja anifersuL
Q*au I i, iimih ii filh dileeliwaanay oa tacto
q ib eoiilieeaoao, a os relevauta sirvios que
preata neala diuceaa a courore icia, nao fosse q m i-
tivoa annlninafnn para raaomiaaadarmas; tinaa.
n > p llamado oaerano pontsfse qaa, fallaado
i i gran les baa* pratieado peta*) inaskuto aav
tholieus, era favor das claasa menos favorecida
da fortuna, assim se exprime : E n'eate genero
n Vi p)le,n>a guardar silencio sobre a insigue as-
sociacao, denominada de 8 Vicenta de Paulo,
cajo exemplo admiravol, fazen lo tantos servidos
II p .vo naa claaaes desveuturidas. E couhecido
o que ella taz e quar; tolo o seu intento locc >r-
r i aos noceaaitados e attribul idoa, fazendo-o c im
ravrnvilhosa sagaeidade e molestia, m xtrand
tanto mon u oateatacao, quanto mais prestavel
no exercicio da earidaJe christa e allivio das mise
ras (Ene. Hum. Oen.)
Tenles, filhos dilectissimoa, grande gosto pelos
sofci isos, e na voa louvam >s p isao ; porra
les j\m ja arde itemente que o voseo fio uosi-
j ta titisomeite as extoriori Jales, mas o ben
real, o interease roligoao proprio e do proxim >, a
caridade Tordadcira; pelo que anhelamos que os
oa rossos pasaos sa dirijam pira a oofereaeia d-s
S. Viceute de Paulo.
N'esta assoeiaco tul modostia : nao ha uto
de h ib to, capa ou opi; ella nao ompareoe a s>-
lainailaUs cm diatinctivos; uio paga annuidi-
dea, pirm offerece dadivas voluntarias d tal
ia "Jo que, os proprios confra las ficam na ignoran-
cia de quanto deu cadt um. Tu lo piedado e
levocio, segn lo o espirito sabio di igreja, sem
mistura da superaticoea uem deaprez > das cousaa
sagradas,
Se queris conheoer esta pia associaclo, l manual que lhe servada directo-i, e-tnda a sua
modeata mas importante historia, e veris quanto
digoa de vosso acolhimento.
Pela nossa parte, afta demos offereeer-vos um
teafaraunuo miis solemne de reasumen Jacio, do
que declarando que a conferencia uina asso-
eiai.-Vi appruvada pda groja universal, e enre-
quecida de grandes grajaa pelos rom tnos pont-
fiees.
Recomm^udinJo com vehemencia t'f> pU aaai-
chco, como verdadeiro speciinem de sodalicio rs-
ligiaaftj estamos I mge de condemnar ou desprenr
outr >s muitos institutos, rmanda les ou confra-
rias, no que ella* ten da bom, de vl e sant k
O que nio compreh-ndera is, que alguem sej
membro da ordeos, confrarias ou irmindadea.
vista habito, capa ou opa, e viva no peecadu,
longe dos sacramentos, esquecido da prooria deso-
brig annual, descrendo do eosino da groja dos
prezando a sua antoridade.
Isto o que nao comorehendem >, porque nao
abeinof se indiffarentismo, iguor\8sia ou hypo
criaia.
Nos exhortamos a todo* os sodalicios existentes
n'esta dioeese, e oa convidamos obaorvaucia dos
deveres chritos, e frequencia dos sacramenta ;
ao sato e asseo dos templos, paramootos e alfaias
confiadas aos teus cuidados; 4 caridade conmum ;
ao cumprimento do3 preeoitos quarasmaes ; alun
de que sejam, entre os fiis, diatiuetos pelo exem-
pla dos bons christaos, e no teinpl *, o modelo doj
repeito p"Ias cousas santas.
Uevcmos concluir esta raandantento, esrripto
entre os labores d i admiois'racito di-jcaiana, que
oceupa todo o nos oteopo; entretanto seria ira-
perdoavel ae nio dirigiaseraos algumas palavras
era particular aos nossos eooperadoroa moito ama-
dos, os Rvdi. parochos, noasa forca, n"sas espe
raneas na defeza intemerata doa direitosda igeejs,
no d"sempenho do onerosa eargo que exercataoa,
apezar de nossa iodignidade.
Nos exoramoa qu% aoa cooperadores nossos no
ministerio sublime da prwgacao evanglica, nunca
olvidis, irmio dilcctisimos, o devac de ensinar
aempre a religiao, pela palavra que aclarece e
pelocxeraplo que confirma e robustece a crenca.
Sois enviados eutre os poros como batalladores
daf.
Queris a regra de voaso elo-?. la*'a, ae
cesaes, qaaai tuba exalta voeeai tuam. e aauua-
tia ppalo meo acelera eorom (Isai. 481).
Quereia a medida de vossa prudencia ?... Pre-
< dica verba, intta opportnne ; argoe obsecra)
Increpa in omnia patientia et doctrina (2 Tim.
.4-2). .
Queris nm term para o vossos ealorv03 ?.. .
Tu vero vigila, in mnibus labora, opu* fac
Evangelistas, mmisteriam toum imple (Ibid.
5).
Animados sempre pda f, gnialos peta eipe-
taos que amen a Deas, faj.tm do peccado, e v-
viun como te boje, agora inesmo, devessem dar
:onta ao Eterno Juiz.
Soja tambem, irmaos mena, o vosso intento
conatantc, incutir no animo do povo o respeito
para com a autaridade, nao por temor da espada,
mss pr iever da con&ciencia que a ompanha o
homem em toda a parte ; o respeito tambem para
com os direitos do prximo, afim de que, evitado o
ido, nao vejamos a nossa patria aempre ex-
porta ao ludibrio pelo derramauento de sangue,
aoa usurpacSo da propriedaJe a'heia, pelos feios
attentadoa contra o pudor, pela violacio do lar
domestico.
Como poderoso remedio contra esses malea e
tod is os outroa que avassalara o povo, acouae hai o
a mirar, trabalho \ por quanto, a osiosidtde a
f.,ne pestilen.ial dos peecados c dos Crimea :
a Multara inalitiam douuit otiositaa (Eccl. 33
29). -
A proguica e a ociosidad; siio a eauaa da igno-
natal* do* que dcvi-mi saber, da pobreza dos que
po limii poasuir o neceaaario vida ; do desalent
doa que tem de pedir ao auor do rosto o pao quo-
tnliano ; do deietpero ilos q'ie cabera na miseria ;
11 cogi tcito e premedi tacao do peccado, e do
crinie.
Se fosse poasivel, irmaos meus e i.ros eo ipera-
d*rea, convencer e persuadir efiicazinente a todos
o* homens, do sagrado dever de trabalhar, cala
cm i eaphera, posicao e oceupacao em que cati
ver, erede, a religiao ganharia muito, e nao menos
as sewncia, as artes, oaeugraadecimentos e pro-
gresos publicos, moral e materialmente fallando.
O no** paia- aa quadra difikil qua atravessa,
para (too llar a indolencia, precisa de urna (ra-
sada, teca* corno a caridade, forte eomo a re i-
giao.
Se a 8abedoria do* legisladores estacar diante
daa difficnldades, e dos meios de reprimir a pre-
guica e de punir o ocio, que assoberbt o povo ; a
patarra do ministro dr Deus, deve tornar-se por
ia-o *n**BO mais for'.o c decisiva.
Eia, inno dilectiesimo, pregai sem cacear o
ainir ao trabn'ho, que a ningn n avta, ma a
iodos enobrece. Instai opportune et importune,
bradando aoa paia de familia que ensinsm e aooe
tainem seas filhos a trabalhar para ter honesta-
mente o aeeessaro vida.
Reprohendci a ociosidade como nefando crime,
p seja a vossa insistencia to valenfe e poderosa,
quanto iiisonda'el a profndela do mal.
E' a crusida da salvacao das almas, poro.dk
O SendO DirriCILVESTE hnthaka' ioco.
E' a crusada da aalvacao da patria, porque o
vasto imperio bra.ileiro ergderse-%a c uno um
oigant? entre sa nacoe, no dia em que seos fi-
lhos, todos livres, e convenceren! do dever de tra-
cbalhar.
Quasi taba exalta voctm taam, dizemos a cada
tan de v* com o propheta Isai**.
CiamaJ p.-ilo-eomprrmeoto detodda os deveres
christaos ; chamai os povos desobriga c coramii-
nhiio annual ; afervora! aa-devoeflos ; easiuai a
doutrina ; sede no meto dos fiei tudo eelo e cari,
datit; conlirmai pelo exenrplo oa vosso* engina-
raento.
E assim) n > fim do longo labor do sagrado mi-
nisterio, "onge de eahir desalentado, eomo o sol-
dado ferido na pugna, poder cada qual' ;com m
mensa alegra repetir victoriosa : Booum eerta-
memeertavr, carmim conwmavi, fidem ervavi.
In renqao-rpMia"e*tmi1ri coron* juititloe (2
T!m. 4-7;,
Doearamo :
1. Qoe ficam em vigor a* dispensas concedida*
ao anne anterior, e qne sfc da forma seguate :
i Biu-todaye* abbaHos-do anno, inclusive o
ae jeftmr, punuutfloV) x> afimento de earae ; no*
de jejum, porem; queo nio eativer legtimamente
dispnsalo de jejnar, s poder c irncr carne ao
jan'ar.
(b) A excepcSo das sext is-teiras do anno quar-
ta, quinta e sexut-faira da semana santa, poda-se
usar de carne, d conformidade o un n qoe se acha
eatabelecido no p>nto (a).
(c) Sao permittidos os lacticinios na consoada
nos dias de jejum.
(d) Embora so disponsc pira o alim-uto de car-
ne nos dias indicados, permanece cointudo a obri-
noa3oa4jac:io desiejoar par*\quem nio estiver legitaa-
meute di*aensadv.
le; N it^rattafuMla q*a***-Mrta.< permattido ali
Hitar a-de aaraa mus Wiainaatswe naidia.
(f) N mi*>V'i*> i.naaaqnaiaao f irem'dtxjaa
H, liiitaaaaaatiiaaB eaiaa.aaa san-,
(gl N.aiM*de jajjum 4ancsdida a mistara, da
diosas
(*4 N.iat* fcc-.t >
na*M*Wn*|aaaale
pata
(i) Podo, quem nao est obrigado a jojuar, usar
de ctldo de cirne soineu'e, e oin quanto ao resto,
co ser peixe ou lacticinios, mas nao est a sso
abrigado.
2. Q ic o coufeasores eato autorisados por
um a auno absolver da excommunhao aos macona,
que re-jonhecendo o erro, abandonarem a vida e m-
demuada e voltarein ao gremio da igreja ; tudo
na tirin idas instrucco :s da Sagrada Congregacao
Romana de 10 da Mao di anno lindo.
3* Que contini prohibida a pratica de pedir
eradas para fina religiosos, S'm lie mea 'lis roa-
pe itvos poeh is, bem como, que nio pzrmettido
eaa dar para fastas ou procissoes, fra das paro-
chas onde deve ter lugar o acto religioso.
4 o Que as procissoes de Pasaos nio pjrmit-
tido representar as qu.viis de Jess n > caminho
do Calvario non fizer andar a imigoin da Noasa
Seulior i, uo encontr, em volta di imagem do Se-
nhor.
5." Qoe as procissoas, chimadas de deposito,
a magera, oceulta sob veo, deve ser levada pelo
ctminho mais curto e recto, sera percorer as ruis.
como si fosse urna procisslo ostensiva.
6. Que as irm inda les, que desejarein fazer pro-
ci sea, devem requere;', pelo menos trnfa dias
antas, a neoessaria licenca.
7. que as ordena terceiras nao polem fazer
prociaso 's fra dos claustros, sem cenct nossa.
8." Q 11 as raissaa cantadaa, entoados o Gloria,
nao pernv-'ttido tocar dentro Ja igreja o hymno
nacional, ou nutra qualquer peca de msica, para
depois proseguir o hymno sagrado ; mas sim, de-
vem os cautores continuar logo em s'guimcato Et
in trra efe.
9.* Qne no confissionaro devem os sacerdotes
usar de sobrepeliz e estela roza, sempre qua for
PiaMTol. Outroaira, nunca devem conressar mu-
hieres, salvo o ciso de enferra.dade, sem conhs*.^ v tulos ser H eaM 0j mmtm Ja al
nano que a-pare a penitente do conlesaor ; "aov^ Ur A M ,,,,,.11 3,. ,i:n. nao
sendo sumcientes os reposteiros ou qualquer ou-
estabeleca completa para
Abreu 6c C, para abrir um estabelecimento de
molhados era urna casa ra da Victoria, fregue-
zia ie S. Jos.dem.
Carlos da Fonaeca Carvalho, para abrir um i le-
ja de cera na easa n. 31 a ra de Uasailio Diat.
Como requer.
Gonoalves Dias & C, para abrir urna taverna
no predio n 55 ra do Viscondc de Inhimi.
dem.
H. Michaelis, pedinio licenca para colloear urna
tabolela aa traute do predioaw 10 a Ponte d'Ueh ,
ouda ton eallegio. -Como sequor, psgaudooim-
rjaaJa
Co*t i Paasira & C, pediodoquo ojara faites aa
dnaiatiia aaarbago.'a no aenti lo Ao tur n cmpralo
a Oeste: Cfiro & C. a taveaaa a. 13 ra do
Bom Joamm. -1 lera.
Clariuda.do Reg Lsite, pedinio que sejam fel-
tos os debidas lancameutoasap seade de ter ta
ferido oaat-eatabelecimentoda *a da Ponte ptra
o piteoede agfej.i, q. 35( 0 lugar Dea-Viagam.-
Pagando imposto, como requer.
Dr. Francisco Alves da Silva, pedindo o paga
ment de cuatas na importancia de 52455(1, que
Ibe deve a Cmara.Satisfaga a exigencia do ad
Togado.
Julio d'Azevedo t C, pedindo que sejam feit a
oa deviaos lancamentoa no sentido de terera cedi-
do a Fernn lea d'Azevedo t C. o ejtabeleeimen-
to de faaendas sito ra do Duque de Caxiaa a.
55 Sim
Jos Maria de Mello, pediudo liceuca para abrir
um estabelecimento de taverna na casa u 11 ao
pateo do l'araizo.Como requer.
Joaquim Moreira de Sampaio, para proceder es-
cavi.co, afim de encaar agua e gas para o pre-
dios de o. 1 travesea do Palacio do Bispo, e 48
ruado Viseando de Goyinna. -dem.
Suva t. C, par abrir urna fabrica de cigarros
ua casa n. 78 ra da Iinperatriz. dem. t
Secretaria da Catiara Municipal do Ro
cife, 18 de Janeiro do 1486.
O porteiro,
Leopoldino C. Ferreira dn Silva.
EXTERIOR
O Testamento
(Das Xouidades de LisbOi)
VI
paramos, porra, que a Sra. (Jondeas* de Edla ae
poupar e nos poupar a aeguuda parte d'esta
misso doloroaa. Tratando o assumpto de alto,
nao quizemoa discutir n'eate momento as questea
propriamente jurdicas, que no testamento se ven-
tilara. Havemos, porm, de as acompanhar com
cuid ido, porque nem podemos resignar nos a que o
monumento histrico da Pena saia da corda ou da
familia real portuguesa, nem pod> mos consentir
que a rapa-i Jado leve, englobada na heranca, pre-
ciosos objectol de arte, que pertenc -m ao Estado-
em todo o caso, sio assumpto* cases de interease
secundario, no ponto de vist i, em que no* colloaa-
mos, procurando reflacetlr a conacicncia publico.
E os altercases particulares nem os vemos Ha-
via urna grande obra de reparaco a effectuar : a
rehabitucao completa da memoria de D. Fernan-
do, que foi victima de dois cancros. E augura se
oa que elle pode dormir em paa, com o respeito e
aoataraento de todos 1 Hara tambem um flagi-
eio a applicar ; esa qne ah dexamos, se nao
anida proporcional ao delicio, todava bastante
nmo desaggravo. A Sra. condessa de Edla fica-
r ri* ; mas fica tambem sabendo, que tudo aqni
a repelle a condemna. Procure outras trras para
alegrar a sua vida e aasoalhar aa auas riquezas,
p-U'4Ue eaic paiz s poda conccder-lhv um perdi
o que resulta do esquecimento.
tro meio que nao
CO.
10. Que as solemnidades do Te Deum, da expo-
sica e beuc.io da Sautiasimo Sacramento, nao Je-
ra i ligar depois, do )1 poato ; bem assim. que os
parochos devem evitar, quanlo for posiivel, as *o-
eraui ladea noite, e procurar acostumar 03 fiis
aoa actos celebrados luz do dia, que sao sempre
meiDB expostoa a abusos o irreverencias
11 Que a exposicao do Santisaimo Sacramento
na Qm'nta-feira Santa, nilo exc -der de oito h iras
da noite, onde nao celebrarem-sc os actos do dia
seguintc ; u ra ter logar sem que algura saoerdo
te se incumba d i estar presente para manter o
respeito devido a tilo augusta solemnidade, e para
anticipar o enojrraraento, aa houver no templo
quaesquer acto.quo importem irreverencias, como
su cede nao poucas vtzoa, pela falta de fe, ou de
attenco de muito* que viaitam as igreja* n'essa
oceaaiio.
12. Que os vaso3 dos Santos leos devem ser
renovados no Seminarios de Olindi, ouda se dar
certidao, afira da que os Revds. parochos p lasara
provar qn i usam de oleo novo, quando exigir se
e-:sa prova.
13. Que a tabella provisaria nao nm aceres-
eentamento antiga ; pilo que, nao permitti lo
reeeber emolumentos de ambas pelo mesmo sor-
vico.
14. Qua em todas as parochias deve hvaer um
lirro aberto, numerado, rubricado e encerrado
pelo proprio parocho, para o fim de serem lanzados
os t rmo* de impadlmentoa pistos a caaamentos,
quer em oceasiao de proalamas, quer em outra
qualquer ; devendo ahi act' dectarados os motivo
do impedimento, signando eoia o faroaao de-
nunciantes ou iinpediente e mais duas testemu-
ahas. Posto algum impedimento, o parocho, avi-
sar a cmara ecclesiastica Jo facto, dvego
entretanto fazer sempre inenc'ao lelle as certidtjea
de procl-tmas na forma prescripta Ao cap. 7 do re
guUraento approvado ultim i nente pira o f5ro gra-
cioso
15. Que oa Revds. parocho devem, todas a
vezes que houver eieieSe porit-cas as igrejas ou
era sua3 depende ocias, levar d'ahi o Santisaimo
Sacramento para outra igreja publica, e na falti
para qualquer oratorio privado e decente ; o b :ra
assim, devem retirar os crucifixo. banqueta e
mais ornamentacoes dos altares, desptndo-os com
pletamente e cobrmdo todas as imag'ns qne nao
poderera ser tansportadaa, de tal m ido que dimi-
nuto ao menos as horrorosas profanares que
estilo entregues infeliamente os templo* no dia*
ominosos de ele icSes poHtieas.
Ratificamos tud> quanto disaemos em nesso
Mandamento do 1881, e as di yertas circulares re-
lativas ailn.inisiraclo diocesana, qupr asigna-
das por nos, quer pelo governador em nossa au-
sencia, e mandamos que em tudo sejam obs rva-
das junctamente com este Mandamento, que ser
lido estacao da missa conventual parochias, e registrado ao livro competente.
Dado no Palacio da Soledad do Recite, cm o
1. de Janeiro de 1885, di di C'iroamciaao q\
Be* bar.
s, Bispo diocesano.
I'hesouro lrovlnci;tI
ssr
DE3PAC03 DO DA 20 DE JAXEIKO DE 1886
Augusto Xavier Cardeiro da Cunha, Luirino le
Moraes Poheiro e Francisco Gonoalves Torres.
Certitquo-se.
Emilia Adelaide Alves Codho. Informe o Sr.
pagador.
Paulina do Cassia Soares. Entregue-ae p-la
porta.
Oificio do Dr. juiz de direit da provedoria. -
laforme o ContaneiosO, providencian*! logo pata
qua geja attendida a reqtiiiicil'i.
Vigario Floriano do Queirox Contm'io. -Ao Con-
tencioso para cumprir o despacho da junta.
Joo Silverio d'Alencar o Francisco de MenW
5a Pinto.Eseripture se a divida.
Affonso Arthur dj Figuefiredo Seabra e Jos
Tbeotonio Pereira de Carvalho.Informe o Si.
contador.
Commendor Antonio Jna de Menezes Bastos. -
Informe o Sr. Dr administrador do Consulado.
Mara Floreacia Pi.s e Cunha.Haja vista o
Sr. Dr. procurador fiscal.
Amelia Maria Vieira de Barros e Manoel r'erei-
ra da Silva.Registre se e facarase os devidos
assentamentos.
Oflicio do Dr. chefe do polica e companha da
etrada de ferro do Limieiro. Informe o S. con-
tador.
-------------------liMOOg------------------
Consnlade Provincial
DE9PACH08 DO DIA 20 DE JANEIKO
Antonio Fernandcs de Figueredo Paiva'e Ma>
noel Antonio dos Santos Ponte*. Informe a 1*
seceo.
Paiva Valente & CSim, de aecordo com a in-
formaco.
Carlas da Fonseca Carvalho. A' 1' aceco para
os devidos fina.
Manoel Antonio de Olivcira. Certifique-se o
que constar.
Dionizio Pacheco da Silva e oa herdeiros de
Bowinan.Informe al seccao.
Manoel Joaquim da Rocha.Informe a 2' sec-
eo.
Guilherme Ferreira Ramo*, o mesmo, o mesmo,
o mesmo.A' 1 seccao para attender.
Cmara Manlelpal
ADDITAMBNTO AOS DB8PACH09 DO DIA 14 E
DB8PACHO8 DO DIA 16 DO COBBENTbT
Pelo Sr. vereadbt eommisMrio de poli
oa :
Antonio Tiburcio t Mello Quintar**, pedindo
licenca para abrir urna taverna na casa n. 11' rua*
do Bario do Triumpho.Sim.
Varaos terminar a primeira serie dos nos aoa ar-
tig>s a respeito do testameuto de el-rei D. Fernan-
do. Todas as couscicncas pe liara uraa corrocvito
dura e um desaggravo prop ncional ao malefici 1 ;
m m algumas vozea dizein j baila e na somos
t* ju-
lo se de-
iu ir ira. .. se for praciao. E ser, talvez, ainda
ni s spera do que a primeira, e com certeza mui-
to mais uteiessaute do que ella. Porque haver
historias tongas e myat rioaas que cantar !
s ultragcs, que violentamente o fien lora a oh
sciencia publica, e que envolvem despr' tensa para persinageos, que nunca podem despo-
jar-se intairaraente do seu cara:tar orficial, e que
red clora sempre miis 011 manos, sobre as institu
0O63 tuuJara.'iitacs que r-'preseotam, 0 lustre ou
deslustra proprio, sao ultragcs, que te n de ser
castigados lia c cima da8 conveniencias e reca-
to protectores da uviolabilidadc da vid 1 particii
lar c das traqjezts lo sexo. A culpi de qnem,
por sobarba deraantada, apaci lad" insieia -el e
raacores odicutos, se poa fra dassa zona de pro-
taocao. A opini 1 publica, da quem a iinprcnsa
org, v-se entao forgida a castigar e reprimir,
sem contemplaco :s nem branJuras, recta, sewm,
iaiexivel.
iNa historia de Franca, ha um exemplo, dos fin
do seeulo pansa lo, qua vam de molda. Urna aven-
tureira e intrigante, madane La Motte, represen-
tou umi c nedia ou ura drama iguobil, attnbuin-
do-sc o papal da rainha, pira cavar a sua fabre
pelos diamantes. E' conhecido de toda a gente
case episodio, desiguado na historia peto nome de
Callar da rai/Aa, e no qual teve tambem papel,
importante ura principo da sangua. A aventurei-
ra c intrigante, que fez falsamente de rainha, foi
condemnad 1 pelo parlamento, porque o seu crime
era dos que por elle podiam ser jalgalos. E na
prava publica, diante da multidao, que se apinha-
va, apparecea ella com aa mloa atadas, aoltos os
cao II is, cjberta a, de meio tronco, com a cami-
sa, qee o eiecator da alta juatioa Ihe rasgn, pon
do-I he a n, sem respeito pala fraqueza ou pelos
pudores do sexo, o* setos e as espaduaa, sabr urna
das quaes imprimi um farro em braza. Aa car-'
nes rechiuaram e a justica social ficoa cumprida !|
A justica popular tem os mesmos direitos, que em
daiios casos silo deveres. S os procesaos so rao-
dicarara aa sua brutalidade e fereza primitiva.
Nio se exacuta na praca publica a sentenca de
um tribunal, qne p le ter sido iuiquo ; executam
se 11a discuasao franca, livremente aberta a todos
os seotimentos e impulsos, os decretos da opiniao.
Vox popidi! O ferro nao se aquece no brazeiro
para queimnr a* carnes, que deitam um cheiro
n.tuscabund 1 ; a peona aquecese ao cal ir da in-
dignaco popular, eencarrega-se de lavrar o moa-
rao atjgma, sem tocar materialmente no corpo. E^
esta a conquista do progresso, a melhoria das
ideas, a a'teauacao doa procosaa. Oh mas a
vestidnra feminina.. easa tem de ser sempre im
placavelinenta rasgada para qee as sentencias da
Justina social se curaprara. E nos ainda a nao
rasgamos...
O Fgaro, j ornal d ;s cortes e da alta aristocra-
cia europea, publicou ha dias um artigo, dizeudo
qua a Sra. Condessa di Edla era a primeira dama
daste paiz. Si mesmo jornal, chegsdo hoje, vera
transcripta, do testamento de el re D. FcrntnJo,
a parte, que favorece e exalta a Sra. Condeasa de
Edla. Tem sacias d 1 pregad da nobreza princi-
pesca por esses mund >a alora Pos mande tam-
bem.para l os nossos pregues, que sao os da
causcionci publica. Mani para l dizer, que
nenhuma voz se atreve a defendel-a, nenhum bra-
c *e prest a acudir lhe, eque a vestidura feme-
nina, posta j a descobarte, est prestea a cahir
despedacada, com applauso geral, para que a jus
tica popular sa curapr pir intetro, ae a palavra
6aa .' que faz parar it Maria execetora dessa jus
tica, nao fizer tamban* parar e retroceder a delin
quente !
O corresponden te *r irigaro, cortamente com o
iatuito de acecntuar honrara do podido para a
Sra. Con iessa continuar habitando no paco rea
das Neceaaidadea, reftmbra que uesse palacio te
alnjaram, entre outros hospedes Ilustres, o prin-
cipa de Galle, qoe depois foi Jorge IV, e seus
maos o Duque de York, e o Duque de Kent, pai
da Rainht Victoria. A orimeira dama portugue
z* nao poda ter morada menos fialga em tradi
coes .' A menco incompleta ; e nos varaos sip-
prir' en parte, a oraiseao, b> que e refere aOs
ttmpoe modernes. E' historia de hoje para ap-
pfoximar das palavras de h'onfera, de Antonio Re
drigues Sampaio, por nstrafrscripWs.
Do recolhiuiento das Salesias sairam duas me
ninas, que forain viver piraopaeodas Neaessida-
des. A bmdade e complacencia caruhoaa do Sr.
D. Fernando nunca ae de-meotiram Urna d'ea
sas meninas era eobrinha (sem ta) da Sra. Con-
deasa de Edla; a outra, alo sabemos se e.a *-
briuha a valer, ou o que era. Certo que viviara
jantes, em familia. A lobrinha parece, que nao
quiz prestarse a uns planos ambiciosos, que so
bre a sua cabera se formaram, o que chegar un I
aAdar muito falado*, o o *eu corRt}io- escolheu
um noivo. Decidi pascar p ir cima de tudo c
casar. Perguntou-timidamecte, animada por urna
eeperanca ou impellida por um sencmento da res-
peit", como, e em que jualidade, devia arranjar
oa seus papis de casara nto. A resposta foi :
como urna rapariga abmdonadd que e jwe foi
edueada pelo amor de Deu*. Esta reposta, dura,
cruel, ferina, d todaa photbgraphia da mulher,
que a prol.-rin Essa menima sahi effectiva-
mente das Necessidades, para casar,' levando con
sigo a roupa, que trazic vestida. O seu noivo, um
brioso oficial de marinea (hoje capttSo depirt 1
em urna das ilhas aeorianas) fez-the sentir, qee
s a recebia como esposa, resignando se a viver
unieamente com o seu eoldo da oficial. E assim
Vive, ella, boa rapariga que foi, e honrada e digna
espesa que A eompanheira d-Keoes de piano
para ganhar tambem a ana vida 1 honradamente
Aqu est uraa nota complementar rolacoj pu-
blicada pelo Fgaro, do* hospedas que ae tm alo
jado no paco real das Necessidades Aqni est
ama apostilla parte do testamento1, que a' folha
da ra Druot publica, para confirmar que a Sra.
Condes** de Edla t-fiocti ventate a primeira da-
ma deate pobre reino de Portugal! Mande para
l tambem este comtoeOtarlo correspondente, 'e
Btande as pala-va de Antonio Rodriguw 8ampio,
no* de vera gravar se em broaxe sobro o prtico
principal do paoO real,- que a Sra, Coadessa de
Edla ainda habita I
Basta, sim, basta Se tlvermoa'de Ir maielou-
ge; faHu-bemo* eoltt o meeino deeeeeeomeVo.' Es
KtvSTA DIARIA
KI>ir;o geral.Da eleico a que se pro-
i- leu para deputados Asseuibli Geral Legis-
lativa no dia lo do crrante, tumos maia conheci-
raonta dos seguintes resultados :
11 DI8TBICT0
Iiuique
(67 eleitores)
Dr. Bento Ramos 52
Dr. Joo Augusto do Reg Barro* 15
Aguai-Bellae
(102 eleitores)
Dr. Bento Ramos 102
Correntes
(48 eleitores)
Dr. Bento Ramos 38
Dr. Joao Augusto 8
Resumo dos col le i 13 conhecidoa, faltando es da
Pedra e do Bom Conselho que, qualquer qua s ja
o resultado, niio pode mais ufluir :
Dr. Bento Ceciliano dos Santos Ramos (C) 267
De. Joo Augusto do Rogo Barros (L) 23
Est, portento, eleito o Sr Dr. Bento Cectlian,
dos S in 'os Ramos
Kaaenda ProvincialPor portara da
presidencia da provincia, de 19 do corrente, foi
Horneado, aob proposta do inspector do Theaouro,
o ti liidao Joaquim de Araujo Nunes, para ajudan-
t- do procurador doi eitos da Fazenda Provincial
nodlstricto da cotlectoria da Clora do Got.
(amara Municipal -Amia hootera nao
poude ter lugar a eleicao de presidente e vicc-pre-
iileutc da Cmara Municipal do Recite.
Corapareeeram 03 Srs. vereadores Dr. Jos Oso-
rio, commendador Neves, padre Moli, commenda-
dor Moraea, Dr. Correa de Arauj), Dr. Goes Ca-
valeacte, Dr^ Augusto Vaz, tenente Viegas e
Cussy do Reg, e foi aberta a sessao hora regu-
lararatar.
Foi Ii la o npp ovada a acta da anterior sessao ;
11 -. quando se tratou de assig.ial-a, ietirou-se c
Sr. vercador Cussy do Reg ; p do que foi suape 1
sa a sessao por falta de numero, e convocada nova
reunilo para 27 do corrente.
'Oa de ana* a. Exc. o Sr. conselheiro
Jo Fernandos da Costa Peretra Jnior, digno
presidente da provincia, completen liontem 53
annos de dude.
Por case motivo crescido numero da amigos fn-
ram comprimentar a S. Exc, :quo os receben ca-
valheirosamente, deavellando-se em ob*equia-Ios.
Associaraos as nossas felcitaces s desaes ami
gis, dfscjauio qoe B. Exc. logre a ventura de
contar avultados dias como o de hontem.
ntala Recebemos bontem folhas desta pro
vi ocia at 17 do corrente :
O Vinte de Agosto, jornal da capital, d este*
resultadas tinaos das eleicoes geraes, confirmando
os nossos telegramraas :
i." districto
Bard de Guahy (C^ 957
Dr. Frederico Lisboa (L) 495
2." districto
Dr. Freir de Carvalho (C) 579
Dr. Antonio Eazebio 1 L) 393
Di* mais a raeama folha estarem eleito* pelo
3." districto, o Dr. Aristides Augusto Milton (CJ;
pelo 4. o Dr. Jos Marcelino (C) por 407 votos ;
pelo 6." o Dr. Amiico de Souza Gomes (C) por
767 votos.
Fermento mortal A's 7 horas da noite
de 18 do corrente, em S. Lourenco da Katta, um
individuo de nome Jos Maria, c mheeido por Jos
Ceg, ferio mortalmente Jos Francisco do Nas-
oimento, em meio de urna luta que com este tra-
von.
O dolinquente foi preso em flagrante, e o offen-
dido trazido nafa eata cidada e recolhido ao Hoa
pital Pedro II.
Confllrto e ferimente*A' 12 do cor-
rente, no lugar Agua Fria de Fragoso, pertencente
freguezia da S de Olinda, em casa de Severino
Goncalve* da Silva, deu-ae um conflicto, em que
temaran? parte esse indi\duo, seus filhos e outras
pesso-is, sendo d'elle victima Antonio Bogero de
Soasa Juaior, que foi feride e amarrado, e depois
levado para a casa do subdelegado respectivo, que
o encoutrou em caminho, acompauhado por nm ms
pector de quarteiro e diverso paisanos.
Declarando o a ludido inspector que havia dado
voz de prilo Severino, de quem tomara urna
faea, mas que elle se evadir; nao se eouf.inrou
cora isto o subdelegado, que tez seguir urna for^a
para easa de Severino, sendo este preso e bem
asbim as deraais pessoas que estavain em auacom-
panhta e tomaram parte no confl.cto.
Declarou o offendidO ter perdido na luta urna
eirieira contendo 4504000 em di oheiro, cuja car-
teira ainda aa toi cneootrada.
ttnelmado-O Sr. subJelegado da freguezia
de S. Fre Pedro Goncalvea sendo ante-hontem
s 9 I [2 horas da noite, informado do que pareca
ha ver incendio 110 interior da uraa casa da raa de
S. Jorge, onde resida Daniel EstevSo doa Anjs
*1 iranhSo, creouli e pedreiro, o qual duas horas
antea se recolhera, pata alli se dirigi e penetran-
do "na casa contigea, encoutrou na outra o refer
do Maranho j morto e cahido junto ao appare-
II10 da Companha i'raynage.
Junto do infeliz, cujas roupls esta vam comple
tomante qtieimadaa, encontrou se um candeiro de
keroseue. -uceurabio ruptura da urna aneurisma
o provavelmente,- cahindo com o candeiro, foi
qQeimado pela ciramma-
O cadver foi vistoriado pi lo Sr. Dr. Augusto da
Costil Geraes.
lianterna Haaiea >iscribuio se hontem
o n. 142 deste peridico livre e humorstico, que
etra no seu 5- anno de existencia
Fallecimenfoa 8egundvfeira e no po-
votdo de J. Beuedicto, aonde lora tratar-se, falle-
ceu o aotigo negociante e e proprietario Claudino
Jos de Mello, victima de nma congesrito e amolle
cimento c'rebrul.
Contava 66 annoa de idade e era um hornera es-
tima ve'.
A' aira Exma. famiH 1 .0 s se n
p zaiAea.
Comnanhia romiea lyrlca l'aliana
Ante-hontem repreteoton esca Corapanhi is pola
primeira vea no Theatro das Variedades, o Boca-
do, bellisaima produecao do maestro Supp.
O descinpenho foi correcto e nada deixou i deie-
jar.
A decoraco do scenaro e vestimenta dos perso
nag'ua estiveram brilhantes e bem combinadas.
Os eapectadorea, que d'eaaa vez, foram mais nn-
ni"ro80s, nao regat'aram applauaos aos artistas
chamando 03, varias voz'S, ao proscenio.
ConferenelaA conferencia de despedida
do Sr. Dr. Joaquim Aurelio Nab ico da Aranje te-
r lugar, MinahS, s 6 hors da tarde, no theatro
das Variedades.
E' preciso nao ccnfcndil-a com urna reuniao po-
ltica convocada para o theatro Smto Antonio
m mesmo dia.
Dlnlrelro. 0 Vapjr Jaguaribe levou para :
Moseor 10:00:i0)0
CorrMat te rarnlloN em Beberl&r
No* don ltimos domingos deste me* teem se
reahsado em Beberibe'com bastante concurrencia
d espectadores, corirSts de cavallos, dlvertimim-
t que, parece, est sendo bem r.corbrdo pelo pu-
bhw>.
So doin ngo prximo haver nova* corrida* e
a*o raeio*'d*i seis pareos;
CAfrirpantil* Ferro Carril d Per
fcmlmutt>^0Hr: G. A. Schmldt, rente desta'
ipaohia. -obeerjufou nos com a o#-rta de doui
folbates, contendo o- 19* refatorio da directo a,
a presentado em ass'embla geral dos accionistas,
eeaf M do Outubro do anno prximo finio, en,
qual vem o relatorio do mesmo gerente, e outro em
que este reimprimi a acta da ultima assembla
geral, aa publicacea feitas na corte pelo'JExm.
Sr. Dr. A. Coelho Rodrigues e as respostas dada*
pela directora.
Agradecemos a ofier'a.
Io de Marro Seguio hontem para o norte
cmilioneira 1 de Marco, da armeda nacional.
Delegada do 1 diatrlclo O Sr. Dr.
Joa Osorio de C> rqueira pasaou o exercicio do
eargo da delegado do Io districto da capital ao
Sr. Dr. Fabio Alexandrino dos Res e silva, Io
aupplente.
Tmeatro daa VariedadesA compa-
nha de opera-comica italiana do --ra. Boldrini e
Mi one canta hoje, no theatro da* Vaiiedadea da
Nova Hamburgo, a opera.comica de Supp -Boc-
eado.
Inslilulo da ProfcsNore do Be-
cira^Iloje, a 10 hura* da manh, ter lugar,
na ide de Instituto dos Profesaores de Pernam-
buco, a posse dos novos membros do aeu conselho
administrativo.
AnnlveraarioAraanh fazem 78 annos
que chegou Babia a familia real portugueza.
Proclamas de canamenlo. -Na ma-
triz da (iraca, em 10 e 17 do corrente, foram li-
dos os seguintes:
Manoel Joaquim Nery Santiago com loanna Ma-
ria do Espirito Santo
Mauoel Francisco dos Santos Res com Maria
Magdalena da Conceico Sant'Anua.
Manoel do Naaeimento da Paixo com Franco-
lina Peieira das Ceagas.
Manoel da Silva Pontes com Mara Aivrs.
Antonio dos Reia Annea com Mara Amelia do
Reg .Villar.
Joaquim Albn > daa Cbagas com Felismina Joa-
quina da Azevado.
Villa de *. Bento -Em 9 do correte es-
cieveu nos o nosso correspondente :
Ura tacto que horroriaou a populacao desta
illa, se deu hoje, das oito para nove horas da noi-
te, e sendo corainetti lo por quem devo velar sobre
a liberdade, honra e vida do cidado, eapantou os
pas de familia.
Man '.-I Martina da Silva, soldado do corpo
do polica aqu destacada, pedio era casamento a
menor Cecilia, filha da Mauoel Januano Bispo
Caniiinana, c recusando ested>.r sua filha a Manoel
Martina, cuja conducta com relacao a urna eom-
panheira que comsigo mora, e que foi arrebatada
d j lar paterno, pessima, isto enfurecen ao ra =-
no Man >cl Marlins, o qual reunido ao soldado
Francisco Trajano de Bnto, tambem aqui desta-
cado, e aproveitando-so da ausencia temporaria
do pobre Canmnann, invad'O sem autorisa^o a
casa deste e agarrando 110 braco de Cecilia, quiz
arraatal a para aua caaa, o que nao levou a effei-
co pela resistencia opposta pela mesma Cecilia,
por sua ii e irmls m-nores, produzindo aso ama
gritara que chamou a attencac publica, que pas-
mou ante este acto de aelvageria !
Canninana mora a alguna metros de distan-
cia do quartel *. cadeia, uo quadro da matriz, lu-
gar o mai publico talv-'< d'esta villa, o nenhum
smccoi--o por parte da torca publica recaben, ape-
zar de estar esta vista e em distancia, quando
ranito, de acia metros !
(Jomp irecendo o delegado de polica e com-
mandante do destacam-'ut > tenente Paulino An-
t mi o de Souza Ayres, fez recolher ao quartel pre-
sos os soldados Martina e Trujano, a at a hora
que escreveraos, nilo se sabe que castigo aoffrcram
esses agentes io poder pubtio.
A impunidada nos crimes verdadeiro aco-
rocoauento dos meamos.
Se a autoridad- competente tivesse punido
aos soldados Trajano de Brito e Rodoipho Ramos,
quando tiraram da casa paterna as irmae de Jos
do Reg, morador neata villa, cujo facto denun-
ciamos em data de 3') de Outubro do anno paasa-
d>, nem as infeliz s irmas de Jos do Rogo esta-
ara tragando o ignominioso fel da prosttuicao,
nem Manoel Martina se atrevera dentro desta
villa a entrar em caaa de Cannnana. quando cate
eslava ausente, para arrastar a infeliz Cecilia.
Igual facto se deu ltimamente na comarca
de Bom Conselho e das pobres e incautas victimas,
urna est de lo/a aberta n'aquella comarca e ou-
tra aqui se a ha em companha de seu seductor,
cujo castigo foi vir tomar ares ajui em S. Bento,
conforme o espirituoso conceito do novo collega
d'aquella comarca, na missiva estmpala neste
Diario de Peraambuco em dias do corrente mez.
A apathia que se notava, como mandemos di-
aer, relativamente uo pleito eleitoral de 30 do pas-
eado e 15 do c Trente, desapparecen, depois da
eleicaV para deputados provinciaes.
Alem do Dr. U!yaes- Vianna que aqa; estevi
em companha do Dr. Joo Freita, chegou no dia
3 do corrente o Dr. Alt iforado Filho, c passarain
os Drs. Prxedes Pitang o Goncal.es Ferrerra.
candidatos pelo 12 districto eleitoral.
As ultimas chovas que tivemos cahiram om
16 de Dezerr.bro prximo passado, e de entao para
c o calor tem sido suffocante e as lavpur3 plan-
tadas perderam se. Felizmente, temos agua era
abundancia para nao morrermos de s le.
A mor parte dos fazendeiros, esperanciaido
um verde perfeito. reconduziram os seus gados
que se estavam refrigerando as mateas, para
3uas respectivas fazeudas, mas definli indo a ftel-
droega e a rama, j estilo arrependdos, porque
a mortalidade nos gados reenmecon com alguma
intensidade.
A vida do pobres &fa\ etk bam cus tosa. Se
o pobre trabalha. aeCca, pela miseravel qnantia
de cinco tustoes diarios, obtem no fim da semana
(a semana no sertao consta de cinco das) para sua
suBtentaco e da familia, que sempre numerosa.
25O0!
Com to insignificante qnantia nao pode com-
prar vveres snffijientes para sua sust-ntaca > B
de seus filhos, para urna semana, porque os atra-
vessadores, essa praga de todos 03 terapos de ca-
lamidades, nao consentem, e os ataques autoriaa-
dos pelo fiscal, fazem desapparec?r os viveres an-
tts de meio dia.
O escndalo tem sido to naudko que, nos
dias de reirs ha difiranles mercados, estacionan-
do os vendedores de millio, familia e fijan nos
suburbios d'esta villa com grave detrimento da
populacao pobre e do arrematante dos imposto?
nunicipaes.
Chamamos a atteuco da Illma. cara ira mu-
nicipal para faz-" com que o fiscal da villa nu --
pra cm os sena deveres, nao consentndo ata 11
de gneros de primeira necessidade que vem a
feira, bem como-pera mandar fazer os coricertos
indispeHsuvc no acude municipal e ccreaf-o de
iniiri, visto como com madeiras trabalho perdi-
do, pbrquo o povo que vai apanhur agua conduz
l<%0 a 'enha neeessara para botar-sc a chaleira
e panella no fbgo. Nao eria conveniente que
a Illma. cmara municipal noraeasse um agente
para vigiar e administrar as obras mu'nicipaes ?
Foi posto em liberdade Antonio Severino
Fructuoso, acensado com Antonio Pedro da
Silva e outro po: haver roubado ura -avallo de
Fclippe Manso de Santiago, fazdndeiro morador
em Riacho deste termo.
Submettido a julgftmento do jury deste termo
om 1881 fra condemnad no mximo do art. 269
do coligo penal e Antonio Pedro no medio.
Appeilaram para o venerando Tribunal da
Refaci, o qual tomando conhecimento uVsppel-
lacio afiaorvett Fructu-so e mandou Antonio Po-
dra segundo julgan.ento !
> 0 auimnarro instaurada contra esse tre?,
nm e untio !
Antonio Severino foi absolvido por nullidade
iesanavel constante dos autoa, mas essa nultdaJe
nio a'tingio a pesaba de Antonio Pedro.
Que tal o ferizardo ?
A taruha cuitou hoje 1*1500 a cuia, o feijo
1S400, o milho 640 e o sal 1*200. A carne secca
le sol enstou de 720 alio kilogrsmnia, a v*erde
a 410 a a de porco 400. Vieram ao mercado : 87
eargai de milho, 14 ditaa de rarinha, 4 1/2 ditas
de feijo, 7 dit 13 de sal, 4 ditas de carne do sol,
17 ditas do rapaduras.
Caree de revisto a qualificacb do jury de'ste
t-rm). A ultima reviso teve logar ha anuos,
suci-e leudo por eata falta nota'rel que'os juiz'aa de
taeto sao certoa e causa hilaridade sort-ar-n e
jura I i* que ha mais de cirico annos falleceram !
A ultima correicao deste termo d-11 3; ha
mais de vinte annos, sendo enSo ]uiz de dlre'o
o Dr Tneodbro Micha Ii Pr-re Peroira di Silv,
a quan J-> este termo faza parte'da comarca de
Garanhnna .'
Avatie-se que trabalho insano pftsar sobt
hombros Jo juiz de direi:o que se Hfntbrar'de abrir
eorreicSo na comarc'a !
calor abrasador e a athmospHt-ra est pe-
tada; prjde ser1 qu ch&va aiada hoje, o qne I *
permita.
At ootta m -
belrfeeaiBflfcctearit-ha :
Hoje :
r'e o agente Pinto, a 10 horas, no largo ao
; orpo'Santo n. 19, de movis, todce, -vidro, etc.
e de vaeeas.
^
1
v
j-.
-
-
'i-
LEBtVH


^
Diario de PeraambneH.((vinta-reira 21 de Janeiro de 1886
Peio jente Gusmo, as 11 horas, na ni Vi-
dal de Negreiros a. 145, da fabrica de cigarros
ahi sita.
Pelo agente Pmtmna, a* 11 hora*, na trapiche
da Coiapanriia Peraambueana, de batatas.
Aman ha :
Pelo agente Martin, s 10 1/2 horas, na raa
do Vigarlo Teoono n. 1, de moves, loucas, vi-
dros, etc.
Poto agente Pinto, s 10 i/ hora, na ra ea
treitado Rosario n. 30, de inoris, loucas, vidros,
etc.
Sabbado :
Peto agente Burlamaqui, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 22, de predios.
I fnoebrea-fSero celebrada*:
Hoje :
A'a 7 horas, as inatrizes da (5 rae i e B)a Via
ta, por alma de Joaquim Koirigaes M. de li
veira.
Sexta-feira :
A's 7 horas, na capella do cemiterio de Santo
Amaro, p ir alma de >. Joaquina Mara Ramos ;
s 7 horas, na matriz ie J.ib > tlao, por alma do
cominendador Jo.- Joao Je Amorim ; s 6 horas,
na matriz de Santo Antonio, por alma de Casemi-
ro de.Fontes Perra.
Saabado :
Aa 8 horas, no Corpo Santo, por alma do om-
menda'lor Jos Joao de Aaorim ; As 8 horas, na
matriz da Boa-Vista, por alma de Joaquim Igna-
cio Ribeiro ; 6 oras, em S. Francisco, de Olia-
da, por alma do capitao Manoel Ignacio da Silva
Braga ; as 5 1/2 horas, na matriz de Jaboato, por
alma do capitao Manoel lanicio da Silva Braga.
*.Pag"iro.Sabidos para o norte no va-
por nacional Jaguaribe :
Josepha, parda, Pernambuco, 8 annos, Boa-
Vista : tubrculos pulm onares.
Generas Mari doa Reis F.maaca, branca, Per-
nambnco, 64 anaos, Recite : di I ataca > artica.
Jalia, preta, Pernambuc, 1* mases, Recife ;
varilas.
Oiohnda Mara da Conceicao, branca, Pernam
buo, 45 annos, Graca; benberi.
19
Judo Cordeiro da Silva, pardo, Pernambuco, 40
annos, Boa Vista ; diarha.
Francisco de Salles Silva Neves, pardo, 22 sa-
nos, casado, Boa-Vista; esaaagamento do p.
Rufino Francisco de Mello, branco, Pernambu-
co, 48 annos, casado, Boa-Vista ; anemia.
Jovita, parda, Pernambuco, 6 diaa, Santo-An-
tonio ; tstano.
Deolindi, parda, Pernambuco, 20 dias, Boa-
Vista ; eclampsia.
nm dos me nbros da
junta designado pelo
presdante desta.
IHDICAQOES TEIS
Medico*
Consultorio niediro eirurgiro do Dr.
Pedro de A t tabyde Lobo Moscos* a
ra dalorla n. 89.
O doutor Atscozo d consultas todos os
lias uteia, das 7 s 10 horas da manha,
Esto consuitorie offerece a coaimodida
ia de poder cada doente ser oavido e exn
minado, sern 93r presenciado por eutr>
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreao pra
D::ithATn^^:i8JVoL^:r^ g. c, onde *..
peccao de sade do porto. Para qualqner
ser dirisidos
nhora, 2 futas, 6 filhos menores e 2 criadas, Ro
dolpho Lima, Joaquim Modesto, Benjamn Oli-
veira e 2 menores de nomes M. J. C. Carvalho J-
nior e J. L. C. Carvalho, Antonio Penna, sua se-
nhora. 2 filhos menores e 1 criada, Henrique F.
Gumaraes, Dr. Francisco X- S. Montenegro, M.
X. C. Montenegro Fiih>, Joaquim Felippe, Ro-
aolpho Pidro e Edelberto Bellol.
Cana de Helenraa .Vlovtmento dos pre-
sos no dia 19 de Janeiro :
Existiam presos 330, entraram 7, aahiram 12
exiatem 325.
A saber:
Nasioniios 287, mulheres 7, estrangeiroe 5, es-
cravos sentenciados e proeessados 13, ditos de cor-
reccao 13.Total 325.
Arracnados 302, sendo : bous 290, doentee 12
Total 299.
Movimento da enfermara :
Tiveram alta:
Sergio de Siqneira Campos.
Joao Antonio da Silva.
Joaquim Avelino dos Santos
Tiveram baixa :
Jos Nunrs da Rocha.
Manoel Luiz Antooio Cabral.
L,<>i<-ria da prevlnria Sabbalo, 23
de jaaeim, se extra i ir l a lotera n. 33, em benefi-
cio da igreja da Boa Viagem de Pasmado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicao dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheme arrumadas em ordem nume
ea, a apreeiaco do publico.
Lotera de Macelo de 200:000*000
Esta ernde lot-iria, cujo premio grande de
200:0004000, pelo novo plano, ser extrahida ira-
pretcrivelineute no da 26 de Janeiro.
Os blhetes acham-se a venda na Casa Feliz
praca da Indepenlencia us 37 e 39.
Lotera do Icio.A l* parta 195 do plano
aovo do premio de 100:0005000, ser extrada im-
preterivelmente no da 23 do correte.
Os blhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra do Crespo n. 23.
Tambenia cham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns 37 e 39.
Lotera do Ce ara de 00:OOOftOOO -
A' Ia serie d'esta grande lotera, cujo maior pre-
mio de 250:000^000, se extrahir impreterivel
mente no dia 26 do corrente.
Os blhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Priraeiro de Marco n. 23.
Lotera do Haraatau -Al* parte da 1*
lotera detsa provincia, em beneficio da emancipa
cao e Santa Cata de Misericordia, cujo maior pre-
mio 50:000#0u0, ser extrahida no dia 26 de Ja
neiro.
Acham-se exposto a venda os restos des blhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Mercado Municipal de al. Jos.O
movimento deste Mercado no dia 20 de corrente,
foi o seguate:
Entraram :
30 bois pesaudo 4.38 kilos-
24 taboleiroa a 200 ris 448 10
73 cargas de farinha a 200 ria 114600
13 ditas de fructas diversas a 300
ria 349'
10 Suinos a 230 ris 24000
Foram oceupados:
18 columnas a 600 ris 10J800
44 talhos de carno verde a 1J000 44500o
20 ditos de ditos a 24 404000
42 compartimentos-de taaba e co-
midas a 500 ris 214OO0
62 ditos do leguraes a 400 ris 244800
17 compartimentos de suino a 700
ris U900
14 ditos de tressuras a 600 ris BfMOO
d'estes dous pontos poderlo
os chamados por carta as indicadas horas.
O Dr. Acibiades Velloso continua a ter
consultorio, na sua antiga residencia,
ra do Bario da Victoria n. 45 1 andar.
D consultas das 7 s 9 horas da manha
e acode aos chama les a quilquor hora
Pratica operacSes.
O Dr. Alfredo Gaspar, medico opera-
dor e parteiro, reatabelecido dos seus in-
comraodos, contina no exercicio de sua
protissao. Residencia ra da Imperatriz
n. 4, 2." andar.
Dr. barreta Sampaio d consultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do Barita dn
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
do Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Encarrega-se de questrj's
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Olioeira Escorel, 2. promotor pu-
blico, tem seu escriptorio de advogacia na
ra Primeiro de Marco n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado -
ra do Imperador n 37.
adanes de consultorio
O Dr. Alriao avisa aos seua alientes
que mudou o s i consultorio para a ra do
Queimado a. 46, 1. andar. Consultas
lodos os dias das 11 s 2 horas da tarde
Drogara
Faria, Sobrinho & C, drogustas poi
attacado. Ra Mrquez de Olinda n. 41.
Francisco Manoel da Suva & C, depo
otarios de todus as especialidades pharma
e uticas, tintas, drogas, productos chimice
e medicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Botica francesa e drogara de bo-
<|iiaj rol Frres. WOCCeMNorea
A. de Cao
Neste estabelecimento fundado desde
1821 encontra-se os productos chlmicos
drogas, tintas, leos, pinceis, verniz-'s das
melhores marcas ; todas as especialidades
A acta da apuracao
geral ser assiguadape-
la junta e pelos elrtito-
res presentes que quise-
rem
secretar o da cmara
nu.neipal publicar, sem
dmera ou intenrupefto
alguma, os n< oes dos
cidadaos qne obtiveram
votos e o numer> deste,
formando ama lista ge-
ral d ximo at ao mnimo.
Art. 161
Em seguida sa lavrnr
urna acta, oa qual sefa-
rio as' declaraces de
que tratam oa %% 1* e
2 do art. 159, e aa men-
ciooaro os nomes des
cidadaos e o numero dos
votos que obtiverun pa-
ra senador des le o m-
ximo at ao mnimo ; as
oceurreucias que se de-
r>-m durante ostrabalhos
da apuracao e as repre.
sentacSes que, par es-
cripto e assignadas por
qualquer cidado eleg
vel, sejam presentes a
Cmara Municipal rea
ti vas a apuracao ge-
ral.
Esta acta ser assi-
gnada pela Cmara Mu
nicipal.
(Eis os arts. mnda-
los observar pelo art
177.
Notas ile Uontem
Deve ter sido arrecaiada neste dia a
quantia de 1865260
Precos do dia:
Carne verde a 480, e 320 is o kilo.
Sainos a 600 e 500 ris dem.
Carneiro a 15 e 800 ris dem.
Farinha de 320 a 640 ris a cuia
Milho de 400 a 240 ris dem.
Feijao de 640 a 15280 ris dem.
Ceaniterlo PublicoObituario do dia 15
de Janeiro :
Jos Alfonso do Reg Barros, branco, Pernam-
buco, 35 annos, casado, Pt,eo; febre typhoide.
Joaquim de Oliveira M 70 annos, solteiro, Boa-Vista ; febre ryphoide.
Joaquina Rodrigues Maris de Oliveira, branco,
Pernambnco, 40 aunoj, casad i, Graca ; congestivo
pulmonar.
-16 -
Casemro Ferreira Ferraz, preto, Pernamb.ico,
38 annos, casado, Santo-Antdnio ; febre ataxica.
Cordolina de Castro Cyrne, branca, Pernambu-
co, 36 annos, solteira, Graca ; diarrha.
Damasio da Conceioo, branco, Pernsmbuco,
17 annos, solteiro, S. Jos; tubrculos pulmo-
nares.
Mana Francisca da Conceicao, preta, Pernam-
bnco, 37 annos, casada, Graca ; tubrculos pul-
monares.
Polycarpo Jos Layme, branco, Portugal, 67
annos, casado, Boa-Vista ; encephalo rayelte.
Hermoneg.'s Correia de Britto, pardo, Pernam-
bnco, 47 annos, casado, Santo Antonio ; febre ita
xica.
Rita P.ocopia do3 Santoj, preta, Parabybs, 65
annos, viuva, Graca ; intermittente.
Joao, Peruambuco, 6 meies, Boa-Vista ; inte
rite.
17
Mara, branca, Pernambuco, 7 dias, Santo-An-
tonio ; ttano.
Odom, branco, Pernambuco, 6 annos. Graca :
febre.
Mara da Penha, parda, Pemambaco, 8 annis,
Santo Antonio ; espasmo.
Manoel, braueo, Peraambaco, 1 hora, Boa-Vis-
ta ; fraqueza coogenita.
Celenano Americo de Torres Bandeira, pardo,
Pernambuco, 23 annos, solteiro, Boa-Vista ; tu-
berilos pulmona.es.
Lucrecio, preto, Pernambuco, 22 annos, solteiro,
Boa-Vista ; hemorrbagia.
Juna-i Mara da Conceicao, parda, Pernambu-
co, 80 annos. Recife ; entente.
- 18 -
Antonio Arnaud Ribeiro, preta, Pernambuco, 24
annos, Boa-Vista; febre typhica.
Licinda. preta, Pernambuco, 32 annos. S. Jo-
s ; tubrculos pulmonaies.
in f to, Pernambuco, Boa-Vista ; pe. subde-
legado do 2- districto.
Mara Joaquina da Conceicao, branca, Pernam-
buco, 30 annos, Boa Vista ; tubrculos pulmo-
nares.
Rosalina Mara da Conceicao, preta, Pernam-
buco, 12 annos, Boa-Vista ; diathesis
Jo2j Villena, branco, Portugal, 31 annos, Boa-
Vista ; myelite.
Eduardo Jos de Souza, pardo, Pernambuco, 66
annos, Boa-Vista ; tieiea.
Joanna Baptista dos Santos, parda, Pernambu-
co, 65 sumos, Boa-Vista; hemorrhagia cere-
bral. -*-^
Anna Feliciana Peroira de I^rra, branca, Per-
nambuco, 73 annos, oant o Antonio ; ictericia.
pharmaceuticas dos legtimos autores, uro
variado sorti ment de fundas e aguas mi-
neraes, os granulos dosimetricos de Burg
grave e productos especiaes da Flora Bra-
sileira. 22 ra da Cruz, Recife.
errarla a Vapor
Serrara a vapor e offieina de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes do
Capibariae n. 28. N'este grande estabele-
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
nero, comprase e vende-se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparam obras
de carapira por machina e por precos sem
competencia.
Laboratorio nomosopatlco
F. Chaves Jnior, medico e pharmaceu-
tico hotncBDpatico, ra, do Barao da Victo-
ria n. 39, 1. andar.
Es tolo o art. 177.
O art. 178 que passamos agora a transcrever,
seguindo a ordem natural da sua collocaco, pres-
creve nicamente a maneira de calcular a maioria
absoluta nada mais.
Es as suas textuaes palavras :
Ar. 178. Nao se considerar eleito deputado
aesembla geral o cidada> que nao reanir a haio-
hi absoluta dos votos dos eleitores qua concorre-
rem a eleicao.
Esta maiobia ser calculada pelos votos tmalos
e apurados pelas mesas eleitoraes sem exeluso
dos votos em separado.
As cdulas em btauco nao serio computadas pa-
ra O Oalculo da DITA MAIOBIA.
Portanto, o art. 178 trata someute de determi-
nar o numero le votos que deve reunir o candi-
dato no prim iroescrutinh para ficar eleito, e aio
cuida da somma des votos obtidos pelo mcsmi
candidato.
Esta somma j se acha teita pela juuta nos ter-
mas do art. 159 2o, piando afina) procura conhe-
cer qual o numero de votos que constitue a maio-
ria absoluta.
A diaposicao da 2 parte do art. 178 ama ex
cepcao ao preceito do 2o do art. 159, porque ssm
aquella os votos tomados e apurados em separado
nao seriam contados para o ca.culo da maioria
absoluta, porque j i nao eram sommados aquelle a
quem foram dados, nos termos do 8 2 do art. 159
Conseguintemente, em lugar-de ser favoravel a
argumenUcao deduzida do citado art. 178 aos que
p-'usam que os votos tomados e apurado em se -
parado de vera ser sommados tambera ao candi-
dato, Ihes pelo contrario adversa.
Se esses votos j eram contados so candidato
porque motivo o nosso legislador os raandou con-
tar para calcular a maioria absoluta ?
Se j eram contados, repetimos, continuavam a
sel-o para calcalar-se a maioria absoluta, sem ne
cessidade de -nova disposico da lei, sendo assim
urna inutilidade a 2* partn do art. 178.
Mas a lei estabeleeeu dous casos distinctos :
n'um maudou que nao fossem contados os votos
tomados em separado (art. 159 2) n'outro que
fossem contados todos us votos ssm exceptuar os
tomados e apu-ados em separado (art. 178 parte2*).
E se a lei to clara, distingniudo dous casos
diffjreutes, como nao quererem enxergar essa dif-
ferenca os senhores libraos ?
Se a lei m queixera-se de si que a fizeram e
Ihe deram regulamento.
Nos, os couservadores, queremos pomente a sua
observancia.
Hoje, como hontem, pensamos Ha mesma forma.
Um conservador.
O abaixo assignado que o Sr. Jos Ma-
nanno mandou em forma de queixa levan-
tada peraote o Paiz, as Oazetas de Noti-
ca a da larde contra as auctoridades de
Pernambuco, por nao eutrarem caballando
a livor dos snus candidatos a depntacao
provin jial, d raargom a serias cogitacSas.. .
Todas ossas potencias limitaram se a
adornar a sua seccao de telegrammas cora
esse puff, e uSo chamaram a contas o go-
vern, como talvez esperava o irrequieto
tribuno.
Nenhuma lei prohibe que algum funecio-
nario publico fique em casa e nao pernor-
ra as ruis da cidade na vespera e no dia
d* eleiglo ; nenhum corapromisso foi to-
mado era favor das candidaturas perfilha
das pelo Sr. Jos Mtrianno em or lera a
que o delegado de polica, o Sr. Jos Ozo
rio, u2d andasse de publico fazendo o seu
serviyo, ou qu quaado por ventuaa circu
lasse as fn-gnezias da sua jurisdieco,
fojse pira girantil-o contra a declaragSo
de votos que se est formando em toruo
de sua pessoa.
*
*
Mas o Sr. Jos Marianno, em vez de
punir aquelles correligionarios que por mar
e por trra lhe armaram traiyes, queixa-
se da desbragada intirvcncilo do Sr. Costi
Pereira, n3o parando o ex-podiente da sua
secretaria, quando se feria a batalha do
seu fidus Achatis, o Sr. Jos Marianno na
urna provincial, nem mandando que o aju-
dante do capitao do porto, o Sr. Bandeira
de Grouveia suspendesse nos turcos do caes
da Lingueta o seu escaler,
As eleices
POBLKACOES A PEDIDO
Elei^o do 2/ districto
De que forma deverio as juntes aparadoras fa
zer a apuracao dos votos mencionados as au-
tbeoticas das mesas eleitoraes ?
O art 177 do regulamento eleitoral com a mes-
ma disposicao do art. 159 principio, com a diff -
renca nica substiluicao do vocabulojunta -
pela cmara, sendo que o nosso legislad>r para
nao continuar a copiar as palavras dos l'e2
do dito art. 159, bemeomo os dos arts. 160 e 161 de-
terminou que as juntas aparadoras os observsssem
com asduas segaintes alteracoes :1* servir de
secretan > um dos membros da junta designado
pelo presidente desta ; 2* ser a acta assignada
pela junta e pelos eleitores que quizercm.
Portanto, quando o nosso legislador mandou ob-
servar pelas juntas aparadoras o processo do art.
159, teve s em vista a disposicao contda nos
dous paragraphos, porque o principio deste ar-
tigo, como ficou dito, j se acha transcripto no
a-t. 177.
i ara tornar bem clara esta argumentacao va-
mos transcrever abaixo, em duas columnas verti-
cars e vis-a-vis urna da outia, de um lado, as pa
lavras do art. 177 e do outro os artigos mandados
observar por este159, 160 e 161 para qne se
nao duvide que temos razio, quando declaramos
que o Sr. Dr. Jos Marianno, em face da nossa
lei, nao est eWto.
Regulamento n. 8213 de 13 de agosto de 1881
Art. 177
Na apuracao a junta
e limitar a aommar os
votos meneioaados as
difiVrentes authenticaa,
attendendo smente as
das eleicSesfeitas paran-
te mesas organizadas de
conformidadecom asdie-
pesicoes da seccao Ia
deste capitulo, e pro-
ceder pelo modo esta-
blecido noa arts. 159,
160 e161
servindo de secretario
Art 159
N* apuracao a cu -
mar municipal se limi
tara a soramar os votos
mencionados as di Afe-
rentes authenticas, at
tendendo gmente as das
eleices foi tas perante
mesas organisadas de
confsrmidade com aa
disposicoes da seccao 1'
deste capitulo.
g 1* a acta da apu-
racao geral se far espe-
cificada declaraco das
authenticas que, do con-
formidade com a dispo-
sicao deste artigo, dei-
xarem de ser apuradas,
e bem assim dos nomes
dos cidadaos qne constar
deltas terem sido vota-
dos, e do numero de vo-
tos de cada um.
g 2* Na apuracao os
votos que segando as
authenticas, tivbbbm si-
do tomados em separado
pelas mesas eleitoraes
nao sbbo sommados, mas
KSPECIFICADAMENTE na
acta da apuracao geral.
Art 160
Fiada a aparacao, o
Quando o paiz va e senta a anarchia
arvornda em principio poltico, de forma a
faltar a menor garanta de vida e de pro
priedade, ameacadas suas instituicSes, e o
povo por si dictando as leis e despresti-
giando a todo transa a autoridade. qu-
inal poda exercer suas legitimas func-
c3es.
Quando as financas do paiz enfraquo
ciam a ponto de a cada momento esperar
se a banca-rota do Estado.
Quando o punhal do sicario substitua o
o direito, e os desordeiros ameacavam
assim a paz e a tranquilidade publica. To
dos os cidadaos clamavampor nma mudan
ea poltica que uzease cessar esse estado
ie cousas e que o paiz gozasse da paz e
do direito que garantem os Estados e os
fazera prosperar.
Felizmente, depois de grandes aofrri
mentos, o partido conservador, que tem
como programma a ordem e garanta das
instituicdes, a liberdade reflectida e o pro-
gresso monetario, aseumio o poder, e entfio
como por encanto, appareceu em todo o
paiz a seguranoa dos direitos, a paz, a or-
dem e a esperanca do mellioramento de
suas finanyas.
O povo sentio-se cerno que desejoso de
manifestar sua adhesoja esse partido que
as pocas mais melindrosas havia sempre
salvado-o das garras da monarchia.
E' assim que esse povo acaba de signifi-
car pelaescolha da seus representantes,
que deseja e quer o governo do paiz pelos
conservadores.
De todo o imperio chega-nos a noticia do
tru npho eleitoral deases conservadoras, e
o que mais arada dos logaros em que se
acreditava existir maioria liberal 1
Nunca se vio urna eleicao mais livre ;
nem urna s gotta de sanguo foi derrama-
da para esse triutnpho; nesta provincia,
por exemplo, os eleitores gozaram da mais
plena liberdade, os commicios eleitoraes
se converteram em campos de paz e har-
mona, um s soldado oab foi visto no dia
da eteicS antes qae se recebessem todos
os votos, os empreados pblicos votarara
eom plena dibHFdade, tanta que, talvez mais
de 50 pronunciaran]-se claramente contra
os candidatos conservadores.
Apezar de toda essa verdade \ue nao
pode ser sinceramente contestada, diaem os
liberaos pelo sou orgao a Provincia, que
bouve grande compressao e que o resul
tado eleitoral foi filho della, e da forca
empregada pelo governo; entretanto des-
afiamos a esses liberaos que declinem
nomes dos qne soffreram presso e
onde foi mandada essa forca?
E' que elles escrevem para fora da pro-
vincia; para quem nao vio nem sabe cono
se passaram as eleiedes.
E que elles querem com mentiras e ca-
lumnias sua visar a derrota, esqueoendo que
ella devida a seus raaos feitos, quando
no poder, e que o povo bem osconhece.. .
e nSo quer o governo dos liberaos.
Antes de concluirme* os te artigo, pre-
ciso oonfessar, como um preito devido ao
merecimento, que ao Exm. Sr. conaelhei-
ro presidente da provincia se deve a liber-
dade do voto e a garanta de que goaou
esta provincia, que vio oorreram as elei-
$5es sem que a anarchia alcasse o ooo e

Mas o que toda a gente est vendo
que o Sr. Jos Mtrianno est procurando
cahir em regra, como manda Galvao.
A eleicao provincial acaba de demons-
trar urna superioridade inmensa de votos
do candidato conservador sobre o candi-
dato liberal, e esse resultado serve de cri-
terio para advartil-o de que o 16 de Ja
neiro prximo, nao lhe correr como o 1.
de Dezembre de 1884. Cumpro a quem
de direito estar alerta contra alguma ber-
narda que por ahi venha baralhar elec53B
e jnstificar conflictos.
O t-legramma circular a prlmetra
bomba laucada ao acampamento inimigo,
para esperimentar o alcance das armas.
*
O Sr. Jos Marianno deve ver antes no
seu partido a causa do seu desastre pr-
ximo.
O Sr. Luiz Fpp foi oxhuI nado, nao
podmdo reconduzir a candidatura do sen
genro, o Sr. Segismundo, e abanlonando
a campo a outro genro, o Sr. Arrainio Co-
riolano, um portador de bullas falsas, que
por -qui andou o anno passado, a quem
seu sogro, o Visconde de Quararapes trans-
ferio do mangueiral de Itamarac para o
canavial de Ipojuca.
O Sr Silvino Cavaleanli foi quem ar-
ranjou essa mudanca de acanp.imento,
dictando a lei aos marechaes do partido,
e hasteando a insignia de chefe as aguas
le Igusrass.
Ao cleilurado do l.-d.lrilo
O resaltado da votaeio eleitoral do dia 30 de
ezembro altirao deu-me o direito e impoz-me a
obrigaco de disputar ao candidato da chapa go-
veraista a cadeira de deputado provincial que
anda est vaga pelo 1.* districto.
Venho hoje pedir aos meus correligionarios, aos
mens amigos, aos bons pernambucaoos indepeo-
dentes, emfim : aos homens de verdadeiras i-as
e sentimentos libertes, o seu apoio para a raiaha
candidatura, n, sgund> escrutinio que vai ter
lugar dentro de alguna dias.
Convencido einbora de que a victoria cabera,
pelo direito do mais forte, ao candidato do gover-
no. nem por sso me considero inhibido de pedir a
todos os eleitores do 1. districto os seos euffra-
gios.
Paco -o, declarando que manteuho todas as af-
finnacees e promessas do artigo programma coro
que apreaentei-me ao eleitorado.
Republicano sem msela c sem subterfugios,
sinto necessidade de duer, e digo-o deste pla-
nalto da impreasa para que a mnha voz seja ou
vida por todosque, ne correr do presente pleito,
nenhuma transaccao hei de fazer, nenhum corapro-
misso acceito ou aceeitare, que tenham por fim
mutilarme as ideas e os intuitos, inutilisandome
os principios.
E', pois, com todo o desassombro das minhas
convicQoes e das minhas intransigencias demo-
crticas, que eu entro no Droximo 2o escrutinio,
de onde tem de sahir o terceiro representante do
Io districto, na Assembla Provincial
Sei que esse mismo d.'sassombro lar, talvez,
g-iiiiiu de causa ao candidato adversario; mas
prefiro urna derrota honesta a um tnumpho bo-
pbistico.
E d to isto, espero o apoio c os suffragios nao
s dos meus correligionarios e, em geral, de todos
os amigos das ideas livres, como tambera dos meus
amigos pessoaes, para os quaes appello e aos quaes
agradeco, com desvanec ment, a brilhante vota
co com qne me bonraram em Io escrutinio.
Recife, 0 de Janeiro de 1886.
Jos Izidoro Martina Jnior.
CtLLEGU,
DE
n.
ttua do Bario de H. Rorja
6, our'ora do Sebo
Os trnba'hos deste instituto de educaco de me-
ninas, fundado em 1876, comecam a 11 de Ja-
neiro.
A directora, havendo-se transferido para o pre-
dio cima dito, de ptimas condices para estabe-
cimentos desta ordem, tendo longa pratica de ma*
gisterie, desde 1873 e auxiliada por habis profes-
8ores, espera continuar a merecer a contanea dos
Illms. Srs. interessados.
Ensioa-se : primeiras letras, portugus, francez
inglez, ailemao,geographia, historia, msica, piano
desenho, costures e bordados de differentes g-
neros.
Augusta Cmaro.
Collegio Sete de Janeiro, para o
sexo leminino
A abaixo asa gnada, avisa aos Senhores paes de
familia, tutores e correspondentes qne a 7 de Ja-
neiro prximo, na ra do Visconde de Pelote (an-
tiga do Arago) n. 1, abrir ura coliego para edu-
cacio e intruccao de meninas. Sob saa direccSo
e com o auxilio de professores e profesaoias com-
petentemente habilitados, neile se nsinaraoas
primeiras letras, pertuguez, franoez, geograpbia,
desenho linear e de figuras, msica e piano, toda
qnalidade de trabalhos de agulhas o de flores.
As eondicoes para admisso sao ad geralmente
adoptadai nos estabelecimentoe de igual aatureza,
havendo, porm. redoeeao de preco.
Afianca a boa hygiene, educa cSo esmerada e
toda dudicacie zeio na instruccao.
Pode-sc desd^ j tnatar na referida casa.
Recife, 4 de Dezembre de 1886.
A directora,
Leopoldina de Siqneira Varej&o.
Aos meus amigos e correligionarios agradeco 11]0 Dr. Prxedes Pitanga tendo terminado sua
cordialmente a prova de estima e consideracao j viagem ao centro da provincia continua em sua
que me acabam de dar no pleito eleitoral, que ida de medico clnico, dando consultas das 6 as 8
teve lugar no dia 15 do crtente mez para deputa- da manh, e das Hal hora da tarde cm seu con-
7. distrielo
do a assembla geral.
O &colhimento qne metcceu a mnha pretencao,
traduzida pelos 367 vot>s que obtve, me consti-
tue asss reconhecido para com o distincto corpo
eleitoial do 7." districto, ao qual eu desde j hy-
potbeco a minha eterna gratidan.
Offereco em Pedra de Fugo ou onde quer que
csteja os meus fracos, porm, leaes servicos.
Recite, 17 de Janeiro de 1886.
Andr Cavalcaate de Albuquerque.
sultorio a ra da Iinperatriz n. 64.
A eleinio da : districto
A Provincia principiou hontem a satisfazer
L'.jinpromisso que tomou de discutir a eleicao ge-
Este estabelecimento de instruccao pri-
maria para o sexo femenino tem a sua sede
em urna confortavel chcara na Ponte de
Uchoa n. 10.
As materias ensinadas no coliego sao as
seguintes : religiao, portuguez, francez,
inglez, allemao, historia, geogmphia, piano,
ral do Dr. Jos .Vlariann-), e da provar ^ue foi desenho, pintura, bordados e flores.
este e \eito era 1.' escrutinio de 15 do e Trente. a i:___.__i-U_j___- ^-ii
Aga ardamos a conclusa o da proincttid serie
para respondermo-lhe.
O orgao do p irtido lib -.ral contesta hoje a theo-
ria que 3ustentou na columna alagada do Jornal
do Recife en diversos artig.it, em Dezjmbro de
1881, theoria que ent.io eousidarou legal feliz-
As linguas falladas no collegio sao : a
| franceza, ingleza e alleraa para as quaes
jtem raestras que resdem no coliego.
As directoras encarregam se segundo i
vontade dos pais de preparar as alumnas
wl *..... .j..., *. i ^ /.H.- -
mente vencedora na junta apuradora da eleco do Para azer exames na Academia.
O 5. distrioto, que era um districto se-
guro para o Sr. Nabuco, tiv 'rain de arran-
al o aos Srs. Joaquim Francisco e Coiti
nho, para dal o ao Sr. B dtrao, que asse-
vera pos3Ur projectos abolicionistas e fe-
derativos melhores do que todos at hi.je
conheeidos.
0 6. districto, que era o do Sr. Bel-
trao, passou a nova oceupante, um ju teu
Samuel, que diz-se um hornera pontual,
protegido por todos os santos eleitores, e
com receita para todos os males polticos
da actuadade.
O 7., j disseraos, foi adjudicado a um
genro, que engordou e ost ficando velho
no meio de urna familia parlamentar, fa-
milia que remonta-se noite histrica dos
donatarios e morgadios do Cabo o Naza
retli de Gaib.
O 8. nao poderam mais sujeitar ex-
periencia do Sr. Pedro Alfonso, explorado
da vez passada contra o Sr. Gaspar Dru-
raond, o deputa lo cuja rpido passagem
pela cmara derxou um tra5o luminoso que
honra o talento e a coragera cvica dos
pernambucanos.
O 9. foi da vez passada o districto dos
Srs. Godoy e Jacobina. Ambos perderam,
mas um dos dois devia fijar agora em cam-
po- Fizeram o Sr. Ulysses largar o contra-
bando do 10* e passaram o ao Sr. Godoy.
Ficha de consolacSo, e nada mais.
9. districto.
Desta vez, como sempre, a lgica de fer ro
Provincia vasada nos moldes do embuste e
cga conveniencia partidaria. '
O hyperacriaao.
que
fia
erara exarnes
JtoAo Francisco do timir! ao din -
Hurlo corpo ete'lorai do 3- dla-
t rielo.
Tendj sido eleito, em primeiro escrutinio, por
este terceiro districto, mumbro da Assembla Pro.
vincial, honra que por vi-z-s j tive, e nao poden,
do pelo meu mo eitalo de .-alj ir pess)ilmeate
comprimentar e agradecer aos dignos eleitores,
que contribuiram para a minha eleicao; pr isso
prevaleco-me deste meio para p^dr-lhes descul-
pa desta involuntaria falta e asseverar-lhes que
procurarei desempenhi r o mandato, que me con-
feriram, concorrendo tanto quanto possa. para os
melhoramentos mitciaes e moraes de nossa cara
provincia e, principalmente, para a prosperidade
do districto, quo mo eleeeu.
Iguarass, 18 de Janeiro de 1886.
Joo Francisco do Amoral.
Lista das alumnas
na A"ademia:
188. D. Julia de Oliveira, inglez distinc-
$ao, francez plenatuentee
D. Isabel a. Pires, idem.
1884. D. Mara Eugenia de Mattos, inglez
distnecao, francez idem, portuguez
idem.
1885. D. Mara C. Monteiro, inglez di
tinecao, francez plenamente.
D. Flavia Catao Lopes, francez plena-
mente .
Directoras,
Anna Carroll.
Uermirta Michalit.
COLLEGIO
DE
Febrfuga, tnica digestiva,
aperitiva
Taes sao as qualidades da Coguackina,
Nossa Seiilio da Paz
Riirt do Barao da Victoria n. ;
A directora deste coliego faz scieote aos Illms.
, Srs. pais de familia de que no dia 18 do corrente,
de A. Ardura, agradavel licor devido comecarao a tunecionar as aulas deste instituto, e
excellente associacSo (preconisada pelos que continua a esperar a confianca e coadjnva-
nossos mais eminentes mdicos) do fine i 5* de qne a julgarem merecedora aquelles Srs.
Champagne com a kina. O delicado sabor !!"3L!:! para mais uma vez C0"e8P<>der
e aroma de um e as preciosas virtudes da
os
para
O 11. que foi respeitado como intil
de todo, e por isso mantiveram a candida-
tura do Sr. JoSo Augusto.
O 12. um districto sempre necessita-
do de medico, como um do-nte incuravel.
Por muito foi um caso perdido da clni-
ca do Sr. Per-jira de Britto; mudaram no
gora para o Sr. Prxedes Pitanga, outro
clnico.
O Sr. Pereira de Britto ha de estar mu
to contente de ver que a bomba atina! vbo
estourar em outras.maos, masfbar oonhe-
cendo maie de perto os seus bons amigos.
O 13. foi respeitado como um castigo
ao Sr. A de Siqueira. Quando era pessi-
vel montar-se offijialmente o districto, elle
era deputado certo; hoje qua o edettorado
est livre, o Sr. A. da S<}aeiia esperar
que os lempos voltem.
Agora si querem ver a razao porque o
eleitorado 4erio de Pernambuco est com
raedo dos liberaes, leiam este tremo da
circular de um Sr. Francisco Phaclante,
candidato assembla provincial elo l.
districto :
Djclaro-md francamente liberal, mas
liberal sem peas, sem prejuizos estreitos
o moldes acanhados.
Acompanharei a guarda avancada do
partido e pertencerei sem embages ao nu-
mero dos qne querem matar a arvore da
monarchiaparsita, que brotou estiolada
margem do Atlntico no torrao da Ame
rica.
outra dao a este licor um superioridade in-
contestavel, causa do seu rpido e brilhan-
to successo om todos os pazes quentea.
Pura, a Cognavkina o melhor dos lico-
rej hygienicos. Misturada cora agua, tor- j
na.se uma bebida refrigerante e antifebrilii
no mais alto grao.
aquel'a confianca.
Recife, 7 de Janeiro de
1886.
A directora,
Mara da Paz e Freitas.
Collegio Emulado
Saneo de Crdito Real em
Pernambuco
sangue precwaoaos pernambucanos fosse
como oatr'ora denranisdo.
< Quero a ordem e a paz, mas quero o
desenvolv ment e o progresso estarei
contante no dia em que a grande patria
de dez milhSes de subdito* e um milhlo de
escravos tiver conseguido cortar de vea a
hera que se enlacou covarde no peito do
roble.
A vista disto cada qual ponha as suas
barba de moiho, e sauderaos todos o Bar-
reto Ba*tos 1
(Do Diario do Brasil de 6 de Janeiro
corrente).
Este Baneo, autoriaado -pelo decreto n. 94j7 de
11 dejulho de 1886, dar comeco as suas apara-
ces no dia 2 de Janeiro de 1886.
As opuiacoe* fuadamenlaes o Banco sao :
Fazer emprestimos de quantia nao inferior a
5:00000 sobre hypotheca de bens :mmoveie a
longos pras"s com arnortisiici por annuidades.
Estes emprestimos serio :
Contractados por lempo nao mencr de 10 annos
sobro prmeira hypotheca constituida, cedida ou
subrogada.
Feitos por metade do valor dos mmovas ru-
raea oa por trez qaartos d m urbanos em tettras
hypothecarias do Banco, ao par, do valor de.....
1001000 cada uma uma e do juro de 7 Ojq aoanno.
Reembolsados por meio de annuidades pagas
pelas mutuarios era moeia crrente, divididas em
semestres.
Os emprestimos podera ser pagos antecipada-
mente no todo ou em parte, em moeda correte ou
em letras bypothecarias ao par, a vontade dos
mutuarios.
JJAs snnaidados comp^hendem ojuro conven-
cisual, a anwrtisacao do capital mutualo e.aicem
missao de 1 0|0 ao Banco.
Na base dos juros de 80i0 a o anno, a tabella das
annuidades para 1:000080 a seguate:
Contratos por 10 annos 15482U ann uaes
. 15 1241059
29 109345 ,
> 25 1014906 .
30 97J336 .
No escriptorio do Banco ra do Commercio n.
34, dar se-hao os demais jsclarescimentos neees-
sarios.
Reeife, 31 de dezembro de 1885.
Pelo bsneo de crdito Real em Pernambuc?,
Os administradores
Manoel Joao de Amorm.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luiz Duprat.
Curso de pianno
Reabertura
NO DIA 8 DB JAKKIBO
Aulas, todos as tercas e sextas-feiras das
5 horas da tarde em diante
78RA DA IMPERATRIZ-78
roj
33Ra do Visconde de Albuquerque33
As aulas deste estabelecimento de instruccao e
educacao abrir-se-hao no dia 7 do corrente.
O director,
Olintbo Vctor.
Acha se aberto este coliego psra o sexo mascu-
. lino, ra da Matris da Boa-Vis a n. 31, sob a
' direccao do profeasor particular Julio Soares de
; Azevedo.
Ensina-se em desafio ao magisterio escolar,
garantindo se um rpido adiantamento nos alum-
nos, quer em instruccao primaria, quer em secun-
daria
Admitte se 25 meninos pobres, externamente,
u ediante ama guia do delegado litterario.
O coliego trnese todos os utensilios oecessa
rios ao ensino, as claucas que frequentarem 0
cursa gratuito.
C, II cktnano
Usinas de cobre, jatao e bronze e de
im.
Golitzer Ufer n. 9 Berlina S. O.
Kspeealidade:
Construe^o de machi-
na s e apparelhos
para fabricas de assncar, destillacSes e re-
rinajoes com todos os aperfecoamentos
modernos.
DSTALLAgAO DE:
En^enhos de assucar completos
Estabelecimento filial na Havana sob a
mesma firma de C. Ilei-k iann.
Calle San Ignacio n. 17.
Inicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO DE JANEIRO
Para inforraacSes dijam se a
Polhnian &C
Roa lio Gonnenio 110
Dr
Tristfto llcnriques
Costa
Roa da I nio n. 15
consultas das 11 s 2 horas.
Chamados a qualquer hora.
Telephone numero 154.
OCULISTA
Dr. Brrelo Sampaio. medico oculista
ex-ch. fe de eliniea do Dr. de Wecker, di consula
tas de 1 as 4 horas da tarda, na roa do Bara-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e dias sanctificados. Residenciaras de
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.





f
i
I


I


4
Diario de PernambucoQuinta-feir 21 de Janeiro de 1SC6


0 Cajrubba no es-
trangeiro
Nada ha to poderoso como a verdade, e s
com ella fareinos desappareeer a mbecilidade de
nns, a vaidade de outros e a iuvaja que devora o
espirito de muitos, s porque a surdina nSo tera
podido destruir a confiaoca com que nos honra o
publico-
A estas eloquentes palavras de um conhecido
pharmaceutico brasileiro, escripias cm favor de
preparados seus e contra os seus coilegas, cabe-
nos a vea de subscrever e accrescentar que a ver-
dade anda msis poderosa, quando irrompe ir-
resistivel, espontanea e brilhantemente de tactos
incontestaveis e incontestados.
E' o que tem succedido e vai succedendo cora
o Cajurubeba. Perseguido e calumniado aqui no
Brasil, mas sempre triumphante, acaba de alean-
car no estrangeiro um maravilhose trlumpho.
Em poucaa palavras eis o caso :
Em Marseilha (Franca) o Cajurubeba curou um
asthmatico de 64 anuos, que solfria ha 15 annos
desse terrivel mal.
Leiam os poucos incrdulos do Cojurubeba o
documento que se segu, e nao duviJarao mais.
Marseille, lo 30 Novembre 1885.Mr. H. Mo-
rean, agent de Mr. Antonio Pereira da Cunha de
Pernambuco (Brsil).
2 Boulevard de la Mxgdeleine, Marseille.
Monsienr. Je vous declare quj je souffrais dei
puis quinze ana de l'aathme tel poiut que j'a
dfi abandoner mes affaires.
Cette terrible maladie que m'avait priv d'ap-
petit et de sommeil, m'obligait 4 rester dans ma
chambre, ne pouvant plus descendre ni mouti-r
les escaliers, et mon existence n'tait plus qu'une
longue agonie, sans espoir de me gerir, puis que
tous les medecins auxquels je m'etit adress,
m'avaient abandon.
C'est dans cette triste situation que je me suis
decide faire usage du Cajurubeba compos par
Mr. Firmino Candido de Figueiredo, dont Mr. T.
qui en fait lui meme usage, me pria d'accepter
^ratuitemeut les flacons ncessaires k ma cure.
L'effet fut prodigieux, car apia les premieres
doses un micus sensible se declare me rondaut le
sommeil et l'appetit.
Je pus sortir aprs le premier flacn, et a. res
'absorption du deuxime flacn j'tais complete
ment rtabli et radicalenient gurit. J'en pris
-ira iroisime flacn par mesure de prcaution, el
aujourl'bui j'ai ma sant comme a l'age de 3J
ans, malgr mes soizant quatie ans, et je me suis
remis aux affaires.
Je dois Ms. Cunha el a vous la vrii que j
me tais un devoirs de vous affirmer pour servir de
ce que de droit; c'est une cure obtenue d'une fa-
cn si miraculeuse et surprenant, que j'en suis
moi-mme tonn avfc tons ceux qui m'ont cannu
malade. Venillez, avec mes remerciments agrer
mes civilits empresses.
Lon Deluy.
Vu pour lgalisatitn de la siga.ture de Mr.
Lon Delny. Appose si dessus.
Marseille, le 30 deNovemb o de 1885.
P. le maire l'adjoint delegu. Bourrely.
Vu pour lgalisation de la signature de Mr.
Bourrely adjoint au maire de Marseille.
Marseille le Decembre 1885.
P. J Prfet des bouches du Khone.
Le Consailler de Prfecture.
Dr. Curpira W
MKUHO
Tem o seu eacriptorio a ra do Marques de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em aua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nuoras e (-riancas.
Medico e parteir
Dr. Mil Lonreiro
D consultas das 12 s 3 na ra do Ca-
bug o. 14 1.- andar. Residencia tempo-
raria no Monteiro.
EDITAES
TRADUCCAO
Marselha, 30 de Noverabro do 1885 Sr. H.
Mareau, agente do Sr. Antouio Pereira da Cuuha
de Pernambuco (Brasil, 28 Boulevari da Mag
dalena.Marselha. Senhor. = Declaro-Ihe soffria ha 15 asnos de asthina a tal ponto que fui
obrigado a abandonar os meus negocios. Esta ter-
rivel enfermidade que me havia suprimido o ape-
tite e o sommo, obrigavame a conservar me re-
colhido, nao podendo descer nem subir escadas,
de sorte que a miaba existencia nao era mais que
orna longa agonfa, seai esperanc.i de curar-me, j
visto como todos os mdicos a qu-'in me havia di-
rigido me tinham j abandonado.
Foi nesta triste situacao que me resolv a fazer
aso do Cajurubeba composto prlo Sr. FirminoCan-
dido de Figueiredo, do qual o Sr. T. que tambera
asa delle.me pedio para aceitar gratuitamente r.s
frascos ih .osarios a miaba cura. O effeito f j
prodigios ii til logo em seguida as primeiras d
sea, se di-; ... uain sensiveis mulhoras, que me res
tituiram o < > < o appetite.
Pude saln' i ,1018 do prinviro frasco e depois
de ha ver ingenuo j segundo, achava-mc comple-
tamente restaheleeido e inUiramente curado. To
rnei anda um terceiro frasco como medida pre-
ventiva e hoje tenho a minha saude, como aos 30
annos, apezar dos meus 61, tendo voltado a occu
par me Jos ;eus negocios. Devo ao Sr. Cunha e
a Vmc. a vt-rdade que julgo dever meu afirmar,
para servir como for de direito ; urna cura obti-
da por m modo to milagroso e to surprendente
qua eu mesmo estou admirado, bem come todos os
que me conbeccram doente.
Queira ralba com os meus agradec meatos os
mais devotados compriment >s.
Len Delny.
Gonallorio medico-eirarglco
O Dr. Esteva Cavalcante de Albaquerqci con-
iaua a dar consults medicocirurgicas, na run
jo Bom Jess n. 20, Io andar, de meio da as 4
horas da tarde. Paras? demais consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar.
Ns. telephonicos : do consultorie f)5 e residencia
126.
Eipirialidadei Partos, molestiaa de crean
is, d'utero e seus anuexos.
COMERCIO
Bolsa commercial de Pernam
l>l!CO
Recife, 20 de Janeiro de 1886
As tr"s horas da tarde
('otacet ojjtciaes
Jambio sobre Santos e" S. Paule, 60 d/v. com 1 1/4
0/0 de descont.
Dito sobre dito, 90 d/v coa 1 3/4 0/0 de des-
cont.
Cambio sobre Para, 15 d v. com 1/4 0/0 de des-
cont, hontem.
Cambio sobre Londres, 90 d/v. 18 d. por 1*0 0,
do Dance.
Dito sobre dito, avista, 17 3/4 d. por 1*000, do
banco.
Na hora da olsa
Foram apregrsdas as seguines propoatas :
Comprar Vender
ac^oei da fabrica de fiacao |
e tecidos do valor de um i
cont de rii | 903* 750*
P. J. Pinto,
Presidente.
Augusto P. de Lcmos,
Pelo secretario.
O Dr. Thornaz Garcez Paranhos Monte-
negro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito especial do com-
mercio desta cidade do liecife capitil da
provincia de Pernambuco por Sua Ma
gestade o Imperador, a quem Deus guarde
etc. etc.
Faz s'ibr aos que o prrsrmto edital viren, ou
d'elle noticia tiverem que Joilo Jo.iqum da Costa
Leite, me dirigi a petiylo do theor seguint''
Illm. Exm. Sr. Dr. juiz do comincrcio. Judo
Jsa luim da Costa Leite credor de Bento Augusto
da Silva, da lettr.i junta de 500*000 de principil
e de juros, Alves Perreira & C-, da lettra tamben
junta, de 10J000, querendo nterromper a prc-
seripeo de ditas lettras, vein requerer a V. xc.
digne-se de mandar tomar pjr termo o sou pro-
testo, afra de ser intimados os supplioa los por
carta de edital, visto se acharera elles era lugar
incerto e nao sabido.
Pede a V. Exc. deterimento procedidas as so-
lemnidades legaes. E. R. M.
Recite, 4 de Janeiro de 1886. Joao Joaqaim
da Costa Leite.
Estava sellada na forma la le. Na qual peti-
co va se o despacho seguinle :
Como pede. O escrivao designe da. Recife,
4 de Janeiro de 1885. Montenegro.
E mais se nao continha cm dita peticao e des-
pacho em virtude do quil fora feita a destribuicao
do theor segrate:
A Ernesto Silva. -Oliveira.
E mais se nao continha em dita distribuico
aqui copiada, va se depois o termo do theor se-
grate :
Aos 4 de Janeiro de 1886, em meu cartorio pe-
rante mira compareceu o supplicantee por este dito
que reduzia a termo o protesto constante da peti-
cao retro, que -floreca como parte deste, em qnc
depois de iHo aasigna. Eu, Ernesto Machado
l'reire Pereira da Silva, Juao Joaquim da Cos-.a
Leite, Antonio Barbsza Cordeiro, Joaquim Telles
de Menezes, depois de ter o supplieante produzido
suas testemunha via-se a sentenca seguate :
Vistos. Proceda a justificaco. Sejamos jus-
tificados intimados por edital com o prazo de 30
das do protesto de folhas para interrupcao da
prescripcao dos ttulos de folhas. Custas ex-
eausa. Recife, 12 de Janeiro de 1886.Thornaz
Garcez Paranhos Montenegro.
E' o que continha em dita sentenca, e por forca
da inesma o respectivo escrivao fez passar o pre-
sente editfcl pelo qual e seu theor cito e hei por
eitados os justificados ausentes para que compa-
recam dentro do praso de 31 das allegando e pro
vando tudo quando for a bem de seu direito e jus-
tica.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente edital que ser publica-
I do pela imprensa e afiliado nos lugares do costu -
me. Dado e paseado nesta cidade do Recife, aos
12 de Janeiro de 1886. Eu, Ernesto Machado
Freir Pereira da Silva, escrivao, o escrivi.
Ihomaz Garcez Paranhos Montenegro.
Tliesouraria de Fazenda
De ordem do Illm. Sr. inspector, faco publico
que no dia 28 do correte, peraate a sessao da
junta, recebem se propostas em carta fechada
para 9 venda de dez fardos de algodo em rama,
de prodcelo da liba de Fernando de Noronha,
os quaes se acham depositados no armazem n. 6
da alfandega deata cidade.
Tuesouraria de Fazenda de Pernambuco, 19 de
Janeiro de 86.O secretario,
Luiz Emydio P. da Camrra.
O cidadSo Antonio Samico de Lyra e Mello,
juiz de paz mais votado o presidente da
1' secfSo da parochia de S. Jos do Re-
cife em virtude da le etc.
Faz saber aos Srs. eleitores da 1", 2"e 3 secces
desta parochia que tendo sido designado pelo Sr.
Dr. Thornaz Garcez Paranho Montegro, presiden
te da junta apuradora, o dia 8 de Fevereiro pr-
ximo futuro para le proceder a eleicao em 2* es-
crutinio de um deputado Asscmbla Provincial
por este districto, conforme me foi commuaicado
em circular datada de hoje, devendo recahir os
votos excluziviniente nos candidatos Drs. Antonio
Gouyalves Fcrreira e Jos Izdoro Martms Jnior.
Por isso os convida a comparecerem na sede de
suas respectivas seccoes pelas 9 horas da manh
do referido dia, para darem oa seus votos.
Parochia de S. Jote do Recife, 19 de Janeiro
de 1886.
Eu Zeferino Dominguei Moreira, eccrivio o es-
crevi.
Antonio Samico de Lyra Mello.
Autonio Marques Correia, juiz de paz pre-
sidente da mesa eleitora da parochia de
S. Salvador da S de Olinda, ein vir-
tude da lei te. etc.
Faco saber a todos os ele i torea desta parochia,
compre hendidos na reviso de 1884, que, de con-
formidade com o art. 179 do decreto n. 8,213 de 13
de Agosto do 1881, ucha se designado o da 1 del
Fevereiro prximo, para a eleico em 2' escrutinio
de dous membros da Aseembla Legislativa Pro-
vincial por este 3* districto eleitora, visto ter so-
mente um dos candidatos reunido a maiora abso-
luta dos votos dos eleitores que concorreram ao 1
escrutinio, devendo a votaco recabir nos cidados
Bario de Itapissuma, Dr. Joao de S Cavalcante
de Albuquerque, Henriquo Gbson, e Dr. Jo2o
BaptiBta do Amaral e Mello.
Convoco, pas, es raesmis eleitores compare-
cerem no Pac da Cmara Municipal as 9 horas
da raauha do referido dia 1 de Fevereiro afim de
darem os seus votos observadas as disposicoe-
dos arts. 140 143 e 182 do citado decreto.
Convoco igualmente os membros da mesa da Ia
eleicio tenentes Jos Carita do Reg Valenca e
Manoel Jos do Castro Vilelln, tcnente coronel
Herculano Cavalcante do Albuquerque e Lucio
Jos Monteiro, comparecerem no mesmo da, hora
o lugar, na forma do art. 181 do referido decreto.
Parochia de S. Salvador da S de Olinda, 13
de Janeiro du 1886.
Eu Antonio Marques da Silva Munguinho, es-
crivao de paz o esernvi.
Antonio Marques Correia.
FflMlMc de Direito
Dj ordem do Exm. Sr. conelhciro director ri
teriuo, declaro que no da 27 do correte comeen-
r i mat ieula para as aulas prepa-atorias, e po
der cctuarse, at o dia 8 de fevereiro, inde-
pendente d> despacho do mesmo Exm. Sr. coi
Iheiro director interino. Desta nlt:ina data i m
diaute at o 1 de abril o alumno que quzer ma-
tricular se dever justificar perunte a directora
os motivos que o retardaran naquelle acto.
Neahuin alumno poder matricular-se as aulas
de rhetorica e philosopbia sen que exhiba docu-
mento que prove ter aprendido latim e franjez.
nem na de geographia e historia sem que mostr
saber o franeez.
as aulas de lingnas a matricula ser permittida
at o fim de julho, e todas as aulas sero abertas
no da 3 de fevereiro prximo vindouro, de con-
formidade com o art. 16 do Kgulamento das aulas
preparatorias, sendo o respectivo horario o se-
grate :
Portuguoz, das 3 s 4 horas, na Ia sala.
Latim, de 1 3, na 2" sala.
Franeez, das 2 s 3, na 3a sala.
Inglcz, das 3 a 4, na 2* sala.
Geographia e historia, de 1 s 2, na 1* sala.
Rhetorica e potica, das 2 s 3, na Ia sala.
Arithm tica e geometra, de 1 s 2, ni. 3a sala.
l'hosOjjhia, de 1 As 2, na 4a sala.
Secretaria da Faculdade le Direito do Recife,
20 de Janeiro de 1886.
O secretario,
Jos H. Bezerra de Menezes.
DECLARACOES
Arsenal de Marinha
Conselho de compras
De ordem do Exm. Sr. chefe de diviso Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector deste arsenal
e capitao do porto desta provincia, convido aos
seohores abaixo mencionados, para no prazo de
dous dias, contados da presente data, comparece-
rem na secretaria desta inspeccao, afim de assig-
narem os contratos do cons Iho de compras das
sessoes de 17 e 19 do mez fiado.
Jos dos Santos Oliveira.
Biltrao e Costa.
Euzebio da Cunha Beltro.
Joo Rodrigues do Moura.
Joaquim Alves da Silva Santos.
Antonio Duarte de Figueiredo.
Francisco Manoel da Silva & C.
Maia e Silva & C.
Jos Rufino Climaco da Silva.
Joanna Paula Porto Machado.
Secretaria da Inspeccao do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 20 de Janeiro de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azewdo.
Gymnasio pernambucano
Em lde Janeiro de 1886
Pela secretaria do Gymnasio Pernambicano se
declara aos Srs. pas de familia, e a quem mais
in:eressar possa, que a abertura solemne do curso
cientfico e litterario ter lugar no da 3 de feve-
reiro prximo vindouro, e desde j se acha aberta
ainseripcao da ma'ricula para aquellea que pre-
tenderen] estu lar as .eguintes disciplinas :
Lingua nacional.
Dita latn.
Dita franceza.
Dita iogleza.
Dita alleina e italiana.
Geographia antiga e mo lerna.
Historia sagrada antiga e moderna.
Geometra.
Artbmetica.
Philosopbia.
lih-turica e potica.
Historia e corographia do Brasil.
Scencias naturaes.
Desenlio.
Gymnastica.
Msica.
O corpo docente do instituto e composto de 19
professores, oceupando-se cada um dellos some nte
com a materia cnsinada em sua respectiva ca-
de ira.
O instituto aceita alumnos era tres ci hegorias,
enforme se achara divididos, pensionistas ou in-
tcrr.os, meio-r.eiiBonistaa e externos.
Os pensionistas residirao no iastituto, tendo
direito de estudar as materias de que s. compje o
curso, cusiuadas. segundo o programma eatabele
ci'lo : a ser alimentados sada e abundantemente,
tratados em suas enfermidadeg pelo medico do
instituto, fornecudo-lh tambera este mnlicamen-
to, a ter roupa lavada c cngominada regularmente
duas vezes sir semana, bn.bo, etc ; tudo isto
pela mdica quana de 400* por anno.
Os mvb-prmsionistas s? apresenlarao ni esta-
beledracnro nos das ketvos, hora cm <\ l
aulas se abrrem e desde eniao al seren encerra-
das tarde, sao equiparados aos internos, teudo
como estes os mesmos direitos quanto ao estudo,
alimentacao e rereio, isto pe* mdica quantia de
de 240*000.
Os externos s tm direito s licoes e explica-
ces das materias ensinadas no curso, quaesquer
que ellas sejam, pagando apenas no acto da ma-
trcula a taxa igual a que pagam os alumnos no
coilegio das artes.
Os alumnos internos devero apresentar o en-
xoval prescripto no regiment interior e ter cor-
respondente na capital, para com promptido sa
tisfazer as pensoes e outra qualquer despesa de
que ti ver elle necessidad1.
As pensoes serao pagas na secretaria do insti-
tuto, por trimestres adiantados.
O secret rio,
Celso Tertuliano Quintella.
Instituto dos Professo-
res de Pernambuco
De ordem do Sr. presidente Uo Instituto convi
do os Srs. socios que foram elcitos membros do
conselho administrativo a cmnparecerera na sude
do Instituto, s 10 horas do da 21 do corrente,
afim de serem empossados de seus respectivos car-
gos.
Recife. 19 de Janeiro de 1886.
O Io secretario,
Torquato L. Ferrera de Mello.
Prolontamenio da entrada de ferro
de Pernambuco e estrada de ter
ro do Recife < aruan"
De ordem do Illm. Sr. director engenhero che-
fe, faco publico que at o dia 27. ao u.eo dia, no
e8criptorio ceurral, a ra de Antonio Caldoso n.
137, recebem-le propostas en ci-rta fechada, para
a deraolicao da ponte provisoria (de madeira) de
Afogados, e remocao da res tactiva madeira. N' ata
secretaria serSo prestadas as precisas informacoes.
Secretaria do prolongara! nto da estrada de fer-
ro do Recife S. Francisco c estrada de ferro do
Recife Carnnr, 21 de jmeiro de 86.
O secretario,
Manoel Juvmco de Sboia.
Theatro de Variedades
H O m.*mmmmt
i:oiimiiiuviiii:iMHiiii:i!-iiimmi!'A
DIRIGIDA PELO ARTISTA
HOJB -Qinta-feira, 21 ilo Janeiro ile 1886-HOJE!
IMPORTANTE ESPECTCULO
A PEDIDO GERAL
Segunda represeritasao n'esta poca da applaudida opera-cornica em 3 fetos,
do muestro Supp:
BOd /%?
que alcan^ou o inaior successo e a todas as prineipaes capitaes da Kuropa e das duas
mericas.
No Rio de Janeiro foi representada esta pega mais de 203 vz-a, em Paria 500
cm Vi?nna d'Austria 400 vezes.
N. I).A livrt tralueeao e reducyilo foi feita exprc33amnta para a companhia
polo actor Sr. Luiz Milnv.
puncos lio .ostv:^^
X^*. OS.
DcpiiiN e liuntlw la* linlin* Fernande* %'ieira e Togadon*
Oh bwniln un lnri;o du *ala lo o cxpecUeulo acabar depoi ilu horario lo iiiii.no ttisnil da cumpa
iin. que panMa na ra \oin n tic 13 niinnio AVXSO
Breviuieuie subii-it scena pela seguatla vez o importante
drama ein 5 actos
Os Mysterios da Inquisico
ou k vlt de d mmm m m pjitoal
que tanto enthusiasmot o ii i.i na primeira vez que
levado a scena.
PRINCIPIARA S 8J/2 HORAS.
foi
Escola Normal
Companhia
DOS
Vapor inglez^Armathwail, entrado de Buenos-
Ayres em 20 do corrente e consignado a N. J.
Lidstone, manifestou :
Xarque 1,485 tardos a Maia & Reaende, 500 a
Amor m Irmos & C, 500 a Jos da Silva Loyo
& Flhos, 323 a Pereira Oarneiro & C.
Hate nacional Adelina dos Anjot, entrado de
Macao na mesma dita e consignado a Manoel Jo-
s da Cunha Porto, manifestou :
Algodo 64 saceos a G xnes de Mattos Innaos,
10 & ordem, 6 Manoel de Si Leitao.
Cera de carnauba 2 saceos ao mesmo, 44 a Go-
mes de Mattos Irmaoc, 11 ordem.
Couros salgados seceos 79 a Gomes de Mattos
Imios.
Penas 1 caixa }rdem, 1 a Manoel de S Lei
to.
Sal 32,500 litros ordem.
ENDIMENTOS PBLlOOb
Meu t Janeiro de 1 8c6
\LTASDia.\D>' 19 i or de 20 445:867i307 54:399 878
500:267185
HB.jwai.oBuDu 2 19 c de ?0 l:703978 2:056 368
18:760*346
C':SUi.iri) fMovaoi4L D' 2 Itemd. 20 i 19 149:5084871 7:880/5829
157:359/700
- or NiauM-l) 2 a 19 dem df 20 3:036*906 f 3:036*906
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Patacho llemo Henriki, entrado de Porto Ale-
jre em 19 do corrente e consignado a Amjrim Ir-
:no & C, manifestou :
Farinba de mandioca 5,150 saceos aos consig
asanos.
DESPACHOS )E EXPORTAgAO
Em 19 de Janeiro de 1886
Har o estertor
No vapor ingles Armathieart, carregou :
Para Liverpool, V. Neasen 30 fardos com 6,654
kilos de trapos e 463 ditos com 90,851 kilos de
residuos de algodao.
No vapir allemo B. Ayres, carrearon :
Para Hamburgo, Borstelman & C. 770 fardos
com 166,333 kilos de algodo.
No lugar inglez Our Annie, carrego :
Para New-York, H. Forste- & G. 3,000 saceos
cou> 225.''00 kiles de assucar mascavado.
Na barca portuguesa Pereira Borges, carre
gou :
Para L:sboa. J M. Diis 20 barricas com 2,275
kilos de assu: r braneo e 100 ditas com 9,621
ditos de dito mascavdo.
Na barca portugneza Lopes Duarte, carre-
gou :
Para Lisboa, P. Pinto & C. 25 barris com 2,400
litros de me'.
Para o Interior
No vapor nueifnnl M. de Caxias. cirregou :
Para Villa-Nova, D. A. Reis S C. 1 pipa com
480 litros de agunrdente e 3 barricas com 225
kilos de assucar braneo.
= No vapor nci.:n*l Jagnaribe, carregon :
Para o Nital, E C Beltro 4 Irmo 15 barri-
cas com 735 k'los de assucar braneo ; P. Alves &
C. 10 ditas com 600 ditos de dito refinado.
Para Parnahyba, P. Alves & C. 3^ barrica?
com 1,229 kilos de assucar braneo ; E. C. Beltrio
oc Irmo 20 ditas com 497 ditos de dito.
= No hiate nacional Ires, carregou :
Para Mco, Oliveira 4 C. 3 barricas com 250
kilos de assucar braneo.
Na barcaca Senhoru da Graca, carregou :
Para Parabrba. Maia & Resende 134 saceos
com farinhs de mandioca
lis barcaca Rainha dos Anjos, carregou :
Para Maco, M. Am >rim 200 suecos com far!
nha de;mandioca ; A. R Braneo 25 saceos aom
mbo.
(rilhos urbanos do Recife Olin-
da e Beberibe
Dividendo
Lst designado o dia 18 do corrente para ser
comecado o pagamento do 22* dividendo, corres-
pondente ao semestre de junbo dezembro, & ra-
zio de 8 0/0, sendo este feito no escritorio da
companhia das 9 horas ao meio di at o dia 30
do corrente, e dahi em diante s tercas e sabba-
dos, nao santificados, a iguaes horas.
Eacriptorio do gerente, 16 de janeirade 86.
A. Pereira Simoes.
MOVIMENTO DU PORTO
Navios entrados no dia 20
Porto Alegre 20 dias, patacho allemo Henrich,
de 164 toneladas, eapito M. Iansen, equipa-
gem 6, carga farinha de mandioca ; a Amoro
Irmos 6t C.
Buenos-Ayres por Montevideo 10 dias, vapor
italiano Guiseppe Garibaldy, de 879 toneladas,
commandantc Guiseppe Vasallo, equipagem 36,
carga carne secca ; a H. Burle & .
Montivido 13 dias, vapor ingles Armathioaite,
de 958 toneladas, commandantc Edgard Bill,
equipagem 24, carga varios gneros; a Lids-
tone & C.
Londres42 das, lugar ingles Peggy, de 247 to-
neladas, eapito E. W. Cowe, equipagem 9,
carga varios gneros ; ordam.
Terra Nova 35 das, lugar inglez Voaygeur, de
198 toneladas, eapito S. Down, equipagem 7,
carga bacalhso; a Saunders Brotbers S C.
Santos e escalas9 diss, Vapor tlleraia liuenos
Ayres, de 1547 tonelada?, i ni nandante Mabl-
mann, equipagem 51, c ig. vfctioa genero* | n
Boratclmi.o & C.
Macar8 dias, hiate nacional Adelini dos Anjos,
de 85 toneladas, cu[iit.lo Manoel Fiauvisco Mon
teiro, equipagem 6. carga varios gneros; a
Manoel Jos da Cunha Leitao.
Santa Catharina 20 dias, patacho hollandez Goe
dhar de 155 ti neladas, eapito H. A. Olden-
burges. equ.pagem 7, carga farinha de mandio-
ca ; srdem.
Navios sahidos no mesmo dia
ParahybiBarca norueguease Vega, eapito A
H. Nielsen, em lastro
Cnmosim e 'pealas Vapor nacional Joguaribe,
commandante Domng s H. Mafra. carga va-
rios g< nervs.
ParaCorveta nacionnl 'rimeiro de Ma re o, com-
mandantc espito de fragata, Antonio Severia-
iin Mi-ndes, carca nwnijSe de guerra.
Santos e escalasVapor inglez Ashdell, comman-
ilaiite W. L. Main, carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Matriculas
Por ordem dr Dr. director, c co obs r ancia
:Ia dlsposico do art. 74 do legioiento i-terno de
17 de setembro de 1880, f *-m publico a quern
interessar possa, que as matriculas ratarito aber-
tas desde o dia 15 do corrente at 3 de farcrei/n
pr ximo.
Os requerimentos para mahiciila ni 1 ar.no d.i
curso devero ser iuatruido' c ni os docimii utos
seguiites :
1* Ccrtido de i iade maioi de 18 minos par os
alumnos do seio masculino e de 16 para os do fe-
minino.
2o Certificado ou titulo de MpprorcM em ca-
me as escolas publics de in-rru.:ca> primaria.
3 Folha corrida ou certida > le au have.- sof-
frido condemnaco por algu u d s w mes que pe
dem motivar ao profesor pu'.i'ico a peda da ca-
deira.
4 Attestado du moralidad'' pausado peL) par-o
cho au autoridt.de, quer polici! qiier Iliteraria treguvzia ein que residir o pe! -: ta-ni >.
Os matriculando! que nao ).' .....shinir r
tulo legal de exame em escola p-ibhua de n^i i
primario, devero nscrcV'-r se para os euMsa "c
idu isso, de que tia*ani os arta 75 77 do cita-
do regiment, e qu.' come^aro no da 25 do cor-
rente.
Para as matriculas do 2* e 3' auno basta que
as peticoes sejam documentadas com ccrtido
de approvaco n > exainc do anno precedente,
guardada a restriego do art. 21 do j ir.eueionado
regiment interno.
Secretaria da Escola Normal de Peni'iinbuco,
11 de Janeiro de 86.O secreta i io,
A. A. Gama.
Arsenal de guerra
De ordem de Illm. Sr. majer director, distribne-
te costuras nos dias 19, 20 e 21 do corrente, s
costureiras ns. 1 50. Previne-f.' que loffrer a
multa de 5 0/0 toda e qualquer eostnreira que
exceder do prazo de 15 das com suas cos un e,
salvo se apresentar documentos que justitiquem
casa falta.
Previue-se mais que s se envegara costuras
s proprias costureiras, salvo perttn autor iranio
por escripto pessoa de ba coufin.ca.
Secco de costuras do arsenal de guerra du Per-
oambun, 18 de Janeiro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alferes adjtiire.
fie Central Snear Factmf
Santa Casa de Misericordia de
Recife
a secretaria da Santa Otsa de Misericorlia do
Recife arrendam-se por espaco de um tres an-
uos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 2405000
dem -dem n. 49 240000
Ra do Bom Jess n. 13. 1 andar 3 0*000
l em dem n 14, pavimento terreo e 1*
andar 6005000
dem idem n. 29, 1- andar 240i 00
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra do Vgario n. 83, 2- andar 240/000
dem idem n. 22, 3o andar 240*000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 2005000
Caes da Alfandega, armazem n. 1 1:60Q600
Becco do Abreu n. 2. loja 48|000
Ra do Viscond" de Biparca n 21,
pavim' nt. terreo, 1* e 2o andar, por 1:6005000
Ra do Coronel Suaseuna n. 94, loja 1505000
Roa da Deteneo n. 3 dentro do quadro)
mi-i'agua 845000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 15dejia.iro de 1886.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Soma
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabeleida em 185
CAPITAL 1,000:000$:
SINISTROS PAGOS
At 3 i de dezembro de 1884
Martimos..... .,110:1
Terrestres,. 316:1
II mu do Commerelo
CONTRA FOGO
The Liverpool k L<;m!iii & Gloli
5
Buenos- Ayres da Bahia hoje a 23
lahia do norte
Im rla'a da Europa a 24
Vie de Viciara da Europa a 24
Ville de Pernambuco do sul a 24
l'ernambiteo de Hamburgo a 24
Orenoque do sul a 25
Maranhense do New-York a 25
Espirito Santo do sul a 26
Delumbre de Liverpool a 28
Nena do sul a 29
Equateur do sul a 29
O gerente geral deata Companhia, con-
vida aos senbores agricultores e proprieta-
ros estabelecidos a margem da estrada de
ferro do Recife a S. Francisco que quize-
rera vender canuas para seren moidas nns
fabricas centraes do C*bo, Esada, Cuj-
ambuca e Bom Oosto a apresentarem suas
propostaa neste escripti rio, ra do Oom-
roer.io, ou por intermedio dos gerentes das
respectivas fabricas.
A Companhia receber as rannas as
estHeSes da via frrea de S. Ernn> isco e
as transportar para a fabrica central mai-
proxima mediante o accordo que se esta
belecer.
Os proponentes deveril > mencionar
quantidada que desejam fornecer durante
a H.^fra actual e diariamente iia9 estacSes
que lhe ficarem mais prximas, devendo,
outro siro, declararem que se sujeitaiu as
condi'93es, quanto a entiega de caneas, es-
tipuladas no contracto firmado entre os de-
ferentes agricultores ; isto : entregar
as cannas em estado de serem moidas e
despidas das partes nSo productiva de os
sucar.
Edwin Caanor.
Gerente grral.
EMPREZA D(l Hl
Pede-se aos Senbo
res consummidores (jue
queirai fazer qualquer
omuaicaco ou recla-
riiic >, seja esta feita tu
escriptorio desta em re-
za ra du imperador n
29, onde lani^Cii/se re-
ceber? qualquer conta
que queipau pagar.
Us nicos cobpador.es
externos sao os Senbores
[lermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli -
veira, equundo for pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
as fervatto.
Tod; s os recibos dessa
eraprezadevero serpas-
sados ein tales carimba-;
dose firmados pelo abai-
xo assignado mn oque
nao tero valor algn?.
George Windsor,
i a
IJ OMPANH1A
Jmperial
DE
NKUl'RON contra FOCiO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuizos
CAPITAL
fls. 16,000:000*000
Agentes
BROvVNS & c.
N. Ra do Commercio N.
MBITIIOS
CHARGELRS REl'MS
Compaohia Franceza de Navega-
cao a Vapor
Linha quiuzenal entro o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
E' esperado da Euro-
pa at .) dia 24 di Ja-
neiro, seguindo de-
pois da iudispensavel
demora para a Bu-
lla, Rio de Ja
neiro nlos.
oleaier Filis fls mm
WL
Espera-se dos portos
do sul at o dia 24 de
Janeiro, seguindo de-
pois da indispensa-
val az:.iapm-A Ha-
vre
COMPANHIA
CONTRA I I\ortb British & Mercantile
CAPITAL
:000.000 de libras sterl-:a
AGENTES
Admson Howic & C.
RA DO COMMERCIO N.
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Per-
Koga-se aos Srs. importadores de c jj los
vapores desta linha,queiran< aprosentar d .6
dias a contar do da descarga das alvareng
quer reclamacae concernente a volumes, que por
ventora tenham seguido para os portos do sul,afini
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sariap.
Expirado o r,-fk.:-. praso a campanhia nio se
responsabilisa por extravos.
Kecebe carga, encommendas e passageiros, para
os quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de Oliveira & C.
AGKXTES
42 -RA DO COMMERCIO 42
II
DampfschidTahrls-GeselIschafl
O vapor Pernambuco
Companhia Phenlx
naiubucaca
Ra do Commercio
n.
38
The \>w London and Brasillan
Bank Uiulicd
Ra do Commercb n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capelliatas n. 75 N-
Porto, ra dos Ingleze.
Esperase de HAMBURGO,
via LISBOA, at a dia 24 do
corrente, seguindo depois da
d' mora nrcessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, c encommendas, tracta -
se cora os
CONSIGNATARIOS
Borstelman n & C
RUADO VIOARON. 3
1* andar
H
\\
I



- /




i
Diario de PernambucoQuinta-feira 21 de Janeiro de 1886
Companhia Uahlana de navega
cao a Vapor
Maoei, Villa Nova, Penado, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 nw Hinnuz fle Caiias
Commandante Nova
Segu iuipretcrivel-
mente para ob portos
cima no dia 22 do cor-
- rente, s 4 horas da
I tarde. Recebe carga
'at ao meto dia do dia
da sahida.
Para i arga, passagens, encommendas e dinheiro
a fret'j i racta-sc na agencia
7iiua do Vigario 7
Domingos Uves Mathcos
United Slates k Brasil Mail S. S. C.
O vapor A_dvance
Lisboa e porto
Segu pata o* partos cima a
barca poitugucia Novo Silen-
cio, r cebe carga ; a tratar com
Baltnr Oliveira & C, ra do
Vigario n. 1, 1 aidar.
''orto por Lisboa
Segu ccm brevidade para os portos cima o
brigue portugus Calcida ; para o resto da carga
e passageiroe, trata se esm os consignatarios Joe
dava SilLoyo 4 Filho.
Cear
Segu com brcviiado para o porto cima o
hiate Deus te Guarde, recebe carga a fretes m-
dicos ; a tratar na ra da Madre de Deus n. 8,
ou no caes do Loyo, a bordo.

'A-"-
Espera-se de Nbw
1' rt News, at o
'Jydia 5 de feverri-
- ro, o qual seguir
depois da demora
necessaria para
Bahia e Mi de Janeiro
P.*ra carga, passa-j^ns, encorn-nenias o dinheiro
a frete, tracta-M com os
AGENTES
Henry Forster i C.
N. 6. RUADOOOiMtKClO N. 8
1. andar
cohpixhie ui;* wi:**_fl.;ii
11 US M AKITIMES
LIX1IA MENSAL
O paquete
Equateur
mandante Leantre
E' esperado dos portos du
sul at o dia 29 do corrente,
' seguindo, depois da demora
.docostume, para Bordcaux,
to'ando rin
Dakar. Lisboa e Vgo
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer teinpo.
Faz-se abatimento de 15 % "' favor das fa-
milias composta de 4 pissois to m-nos c que pa-
garem 4 pas^gens inteiras.
Por eicepciio os criadas de familias que toma-
rem bilbetes de proa, gosain tambem d'este abat-
ment.
Os vales poclaea s se dao .l e dia 27 pages
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracnt-secoin o ag Augusto Labiiie
9 RA DO COMMERCIO 9
jLEILOK
Huje, 21, UiliXj de machinas de costura, no-
vas, viudos, vacas e cavados, por cceasio do lei-
lo de movis e vidros, no arinazera do Larco do
corpo Santo n. 18.
Quinta-feira 21, deve ter lugar o lcilo de mo
veis, louca e vidros no sobrado do Largo do Jor
ps-Santo n. 19.
tenle Peste
LEIIO
DE BATATAS
tuinla feira 31 lo frrenle
A's 11 horas em ponto
Em frente ao trapiche da Comp.inhia Per
mid bocana
O agente Pestaa, competentemente autor iea'lo,
vender 200 caixas com batatas nglezau de su-
peri- r qualiiade.
Ao correr do roartcllo
ROYAL MIL STEAM PACKET
COIPAiM
Vapor La Plata
E" esperado da
Europa ateo dia
23 ou 24 do cor-
ren te.
Leilo
De movis, quadros, espelhos
lonrn e vidros
.4 saber:
Um piano forte, 1 mobilia de Jacaranda cora 1
sof, 2 consolus, 2 cad- iras de bracos e 12 ditas
de guarnicio, 1 m<'s oval de Jacaranda, 12 ca-
dcir.is aviias tambem de Jacaranda, mesas de jo-
go, quadros delirados com lindas paysagens, c.is-
ticaes e mangas, jarros para fljres, aan( fas a lan-
as para rortinados, 1 sof de Jacaranda, candiei-
ros para kerosene.
Una carteira, 1 mesa para escripta, mesas com
ps torneados, pannos de mesa, 1 revolver, 1 caixa
botica. 0 cadenas de faia e 1 thear.
Urna cama franc za, 1 guarda vestido, 1 guar-
da-roupa, 1 toilet, 1 lavar i i. < com p da. 1 inar-
queso, l cami grande de ferro, 2 ditas para me-
ihids. bahs para rouja, 1 santuario e 1 machina
de costura.
Urna mesa elas'ica, 1 guarda-louca envidraca-
do, 4 aparadores, 1 guarda-comida, 1 filtro, 1 ca-
deira alta, 1 relogio de parede, 12cadeiras de jun-
coe cadeiras ae balando.
Um fogo econmico rara kerosene e 1 grande
fogao de ferro para carvao
Urna mobilia de pao carga, 1 espelho, 1 toilet,
mesa clstica, 2 aparadores, G cadi-iras e 1 cama
franceza, tude de pao carga e com poueo uso.
Quiuta feira. t do corrente
1 sof, 2 conaoles e jardineira de pedra, 5 impor-
tantes quadroa a oleo com moldura dourada, 2 di-
tos com vistas, 2 ditos menores, 2 etagers de p
com phjtographias para canto de sala, 2 ditos di-
tos para jarros, 3 ditos de parede, 1 par de jar-
ros grande de alabastro, 1 dito dito menor, 2
porta-relogios, 2 eastieaes e 3 figuras de alabastro,
I porta-ca toes de madreperola, 4 parea di janos
finos para consolos, G pannos ds crochet para ca-
deiras e sof, 1 dito de dito para piano, 1 tapete
grande para sof, 7 ditos pequeos para portas, 2
cadeiras de vime,.l lbum grande de madrepero-
la e 1 dito mtnor.
Io quarto
Urna importante cama franceza de Jacaranda, 1
par de cortinados com cpula, 1 toilette de Jaca-
randa e 1 santuario de Jacaranda e suas perten-
cas.
2" quarto
Urra mobilia com 12 c idiiras americanas, 1 so-
f e 2 consolos com pedra, 2 surpentinas de crys-
tal e 1 tmpano.
3o quarto
Urna meia commoda, 1 cabide de columna, 1
guarda-roups, 1 espelho, 1 marqnezSo e cabides
de parede.
4 quarto
Dous bonitos guarda vertidos, 1 meia comao-
da, 1 lavatorio de mogno com p2dra, 1 dito de
anarcllo e 1 espelho.
Saia de jantar
Um imp'rtante guarda-louca de amarello, 1
mesa elstica de 6 taboas, 1 aparador de mogno,
1 dito do ain&rello, 2 sofs de amarello, 1 quarti
iiheira de p, 2 cadeiras d i bataneo de amarello,
1 secretaria de amarello, 1 rico faqueiro com 4
duzias de talberes, sendo duaa para mesa e duas
para sobre mesa, 1 trinchaute, 1 'euxa para so
pa, faca para peixe c mr.ia pertenQas, 24 argolas
para guardanapes, paliteiros de metal, galhetei-
ro, 3 silvas de metal, 1 cesta de dito para pao, 2
bandeja" de chalilo, npparc hos de porcellana pa-
ra jantar. dito de dito para alinoco, comp'iteiras,
garrafas para vinho, eopoa, ciliees para vinho,
ditos para champagne, frueleiras de alabastro,
relogio de parede e 4 quadros.
: aleta
Ouas banquinhas de amarello, 1 banca para
sata, 1 restriadeira, 1 jarra, 1 aparador, 1 mesa
p ira engoinmado, 1 dita de amarello, com pedra,
para e.isinlia, b.cias, trem de cnsinha e muit^s
outros movis de uso de familia.
Sexta-feira, 22 de Janeiro
As io'3| hoias
No 2 andar do sobrado n. 1 da ra do Vi
gario Tenorio, pir cima do esiriptorio
dos Srs. Haltiir Oliveira & C.
Alugase o 2* andar e sot*, caiado e pintado,
ra do Ran el n. 44, tratar na ra Direita n. 3,
2 andar.
Precisa-se de um socio com algum capital,
para um eatabelecimento de molhados ; tambem
se faz negocio eom # armacao e mais pertences':
a tratar na ra do Cabug n 1-C, de meio dia
1 hora.
f'recisa-sa de urna ama para cosinbar ; no
pateo do Torco n. 32-________^___________
Precisa se de urna ama de leite ; na ra Im"
perial n. 1,
Prccisa-sc de um caixeiro com pratica de taver-
na, de 4 1G snnos ; a tratar na ra do Fogo
n. 20, taverna.
Cosinheira
Precita se de urna boa cosinheira, para casa de
urna fanili i nos Aflictos ; a tratar na ra Nova
numero 13.
Ama
Grande liquidara*)
A' ra Duque de Caxias n. 61
Fazendas por todo opreeo
Artigos :
SeiinB, sedas, merinos, alpalcas, las, cretones,
cambraias, rendas da China, baptistes, bramantes
de linho o de algodio com 11 palmos, meias para
hornera, seuhora e meninos, leques Joannita, cor-
tinados, brins, madapoloes, algodoes e muitos ou-
tros artigos diversos que se vend :m por todo o
preco para acabar.
RA DUQUE DE CAXIAS
Cozinheira
Precisa-se de urna que cozinhe bem, para casa
de pouca familia ; ra da Roda, sobrado n. 18.
Precisa-se de urna ama para todo o servico do-
mestico, em casa de pouca familia, que d fiador
de sua conducta ; na ra Duque de Caxi s nu-
mero 2.
Quem tero ?
-i
O uro e pratn : compra se ouro, prata e
oedras preciosas, por maior preco que em outra
qualquer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
Rosario, antiga dos Quarleis, das 10 hora s 2 da
tarde, das uleie.
Domiugos Manoel Martins feudo mudado de re-
sidencia fara leilo, por interven;3o do agente
Martins, de parte de scus movis, existentes no
eferido sobrado ra do Vigario n. 1, 2o andar.
lansoii
Leilo
se
a melhor taverna da estrada Agua Fra, tem pou-
cos fundos, propria para principiante, tem bons
commodos para familia ; a tratar na mesma nu-
mero 7.
Vende-se
pranchoes de pinh.i de rezina : na ra Imperial
n. 200-C.
Attenfo
De or importante sobrado na estreita
Rosario n. 35, em solo proprio
BOM EM PREGO DE CAPITAL
Wabbado. 23 do corrente
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 22
O preposto Stepple par mandado e assistencia
do lllm. e Exm. >'r. Dr. juiz de orphos, e auto-
risi>9ao das conseahores do predio cima, vender
em leilo o sobrad > cima mencionado, o referido
sobrado acha-se bem conse vado e. rendendo an-
nualmente 8101000.
Os Srs. pretendientes desde j paderao ir exa-
minar o dito sobrado.
Este vapor traz simplesmente
passageiros e malas e inmedia-
tamente depois do desembarque
dos mesmos seguir em directora
para
Baha, Rio de Janeiro. Monte-
video e Buenos Aj res
0 paquete Neva
E esperado
do sul no da 29 de
corrente, seguin lo
depois da demora
necessaria
Ma
para
Lisboa e Southampton
'ara passagens, fretes, etc., txacta-se com os
CONSIGNATARIOS
V (la inson Howie & G.
9Roa do Commereio -3
( ouipanhia lira ileira de >are
eseo a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Bahia
Commandante V tenente Aureliano Izaac
E' esperado dos
portos do norte
at o dia 22 de Ja-
neiro, e depois
da demora indis
-pensavel, seguir
para os portos de
'sul.
Recebe tam -
bem carga para Santos, Pelotas e Rio Grande d'
-Sul, frete mdico.
' ra carga, passagens, encommendas e valoren
tmetaae na agencia
N. 46 RA DO COMMEROI O
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante JoSo Mana Pessoa
E' esperado dos portos do sul
*^w at o dia 26 de Janeiro, c
seguir depois da demora in-
7 dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carti. passsreBS, encommenda valores
tracta-s.-1... agenci'i
46 Ra do Commereio46*
Agente Pinto
ado de azulejo do L irgo do
Santo n. 19
Em continua^o
No sobrado de azulejo do L irgo do Corpo-
Santo n. 19
Le
ao
e em frente aa armazem do memo sobrado
Urna vacca tourina e o vaccas da trra, algu-
nas com cria.
Leilo
D a armacSo e utensilios da fabrica de ci-
garros sita ra de Vidal de Negreiros
n. 145
Quintil feira. a 11 horas
POR INTERVEX9aO DO AGENTE
Gusmo
de ums boa casa terrea sobn. 77, ruados
GuararApes, e:n solo proprio, freguezia
de S. Frei Pedro Gonealves do Kecife.
Sabbado. 93 do corrente
A's 11 horas era ponto
No armazem ra do Imperador n. 22
O preposto Stepple levar a leilo a casa terrea
n. 77, ra dos Guararapcs, com porta e janella,
2 salas, 2 quartos, cozinha e sota, rendendo an-
nualmente 240*000.
Os Srs. pretenden tes desde j poderao ir exa-
minar.
Leilo
De tres callavos, rudado, cnstanho e ruco
pedrez, proprioa para carra, sella ou
carga
QUINTA-FEIRA, 21 DO CORRENTE
A' 1 hora da tarde
No largo do Corpo-Santo em trente do arma-
zem n. 19, por occasiao do leilo de vinbos, mo-
vis, louga, vidros, etc.
Leilo
Oe urna factura de machinas de costura (de mo)
de differentes fabricantes euma caixa com mor
talbas (papel para cigarros), lindos quadros com
tinas gravuras.
QUINTA-FEIRA, ?l DO CORRENTE
Ao meio dia
Agen le inlo
No armazem do largo do Corpo Santo n. 19
Por occasiao do leilSo ce uvtveis, louc vidros
cavallos e vaccas.
Em eontlnuaco
Vender o mesmo agente 11 barris com viulu
branco, licor de pepsina e outras bebidas.
Leilo
Porto e Lisboa
Segu e m br.-vidade para os portos cima o
brigue por ngaoc Tito ; ptra o resto da carza e
pasjageiro-, tratl-ce com es consignatarios Jos
da Si.va h ja & Fho^_______ _____
Barcada
Vi nde-f ti-n-i ba- ac de 300 saceos ; a tratar
na ma Diniti n. 82, loja.___________
Barcaca
Vendc-so ama bar ac ; a tratar na ua Doqne
de Caxias n. 63. ____________.
MacoeMossor
O hiate Iri s-gne para oa portos cima Mates
i|iiatro di parte de seu carregamento ;
para o re.- e a bordo com o mestru, o
eaes do L _______________________^
Para Lisboa
A barca Pereira Qorges seguir com brevidade
para o porto cima para o resto da carga trata
e com os consignatario! Silva Ghimares & C.
De movis, louja, vi Iros, 3venczanase 1
mesa grande para alfaia (obra dogoeto).
A saber :
Urna mobilia de pi carg.-i, com 1 sof, 2 con-
solos, cadeiras de br:!?., 13 ditas de guamicio,
2 ditas de balanco, 4 jnrros pa flores, 4 bolas,
2 eaodieiroa a gaz. 2 castii;aes e mangas, 1 espe
Ih) oval grande e doorado, tupete destf.i, escar-
rai/eiras, 3 veueziana? para ra da janella, 1 ca
ma francea, 1 cmoda, 1 toialet 1 lavatorio, 1
rr.arquezo, 2 cabides, 1 cama de ljua, i mesa de
cana, 1 mesa elcgticn nova, 2 aparalcres. 12 ea-
Jeiras, louca para eh e jantar, sopos, clices,
trem de cosinhn, mesa de cozinha o mais cbjectos
de casa de familia.
Sexta-feira, 22 do corrente
No 2- andar do sobrado du ra Estreita do Rosa-
rio n. M
Joo Antonio Correia Lobo faz leilo por in-
termedio do agen'e Pinto ds iroveis o mais ob-
jectos existentes no 2- andar do sobrado da ra
Estreita do Rosario n .'10.
A's 10 1/2 horas
leilao
movis, 1 piano forte, 1 rico es-
ovnl, importantes quadros a oleo
De bons
pelho
com ricas molduras, jarros de alabastro,
porcelanas, crysta-s c 1 importante fa
queiro de prata
Sala de visitas
Um piano forte, 1 cadeira e estrado para o mes-
mo, 1 rico espelho oval, de cryatal, 1 solida mobi
lia de Jacaranda, a Luiz XV, cem 12 cadeiras de
guarnico, 2 ditas de bracas, 2 ditas de balanco,
Livro da infancia escolar, composto pelo pro-
fessor Isidoro Marinho Cesar, vende-se : no bair-
ro do Recite, na papelari de Cardoso-Ayres ; em
Santo Antonio, na ra do Imperador n 42 ; era S.
Jos, no pateo do Terco n. 4 ; e na Boa-Vista,
ra da I-nperatriz n. 74. Custa cada um l.
Licinio Elisio de Olivei-
ra Costa
Manoel da Costa Xunes, resi ente na villa de
anadia, da provincia das Alagoas, nao tendo sci-
encia do lugar em que reside seu tio Licinio Elisio
de Oliveira Costa, vem pelo presente declarar ao
mesmo, que no dia 2ti do corrente falleceu sua
presada mai Eduvirgej Amelia de Oliveira Costa.
Aproveita a opportunidade para declarar que
qualquer correspondencia, seu tio pode enderecar
ao abaixo assiguado nesta villa. Anadia, 29 de
novembro de 1885.
___________________Manoel da Costa Nunes.
Aula particular de primeiras
lettras
_ Anna Alejandrina de Mattos Cavalante par-
ticipa aos pas de fa.nilia e ao respeitavel publico
que desde 18 do corrente mez.so acha aberta
u na aula gralis para o sexi feminino, era S. Lau-
ren^o da Matta, no respectivo povoado, para os
que quizerem confiar suas filhas.
53

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Aluga- se
o 2 andar da ra do Livramento n. 26, com agua
e bauho ; a tratar na loja.
AVISOS DIVERSOS
Precisa-se de um caixeiro de 12 14 annos
com pratica de molhados ; a tratar na Capunga
ra das Pernambucanas n. 38
Preeisa-se de urna profeesora para engenho
qu< saiba tocar piano e mais trabalhos de senho-
ra : a tratar ua ra do Imperis \. 79, 1- andar,
com o Borao de I'azareth.
Os abaixo assignados, curador fiscal e de-
positario da nassa fallida de Antonio Francisco
Corga, previoem aos inqueliuos das c*sas perten-
centtes mesma massa, e situad s em Qoyanna
que nao pagiem aluguel alpum ao procurador
constituido pelo fallido, e cujos poderes cessaram
pela abertura da iallencia, devidamente pub'ica-
da. Os mesmos inquelinos esto responsave
pelos alugueis que pagarem indevid mente a dito
procurador, que procedeu criminosamente rece-
bendo ditos alugueis. Recife, 21 de dezepibro de
1885.
Dr. Ferrer.
Jos Fa istir.o Porto.
Est paraalugar um bom sitio todo murado
e bastante arborisado. com grande casa, sito 4
entrada do beceo do Padre Inglez, d. fronte da
estacao do Camiuho Novo, prto da linha das
bonds de Fernaudes Vieira. tem agua e gaz ; a
trati r no oit- do Corpo Santo n. 25.
Aluga-se o le andar da ra do Padre Flo-
rian j n. C9, a Lja da travessa da Bomba n. 4, e
a loja da travessa do Livramento n. 10 ; a tratar
na ra do Apollo n 34, 1 andar.
A'uga-se o 2- andar da casa n. 1 do pateo
de Terco, o 3 da de n. 3 ra da Penba, o 1
da de n. 19 mesma ma, o 1- da de n. 18 ra
Dinita. o Io da de u. 66 mesma ua, o 1' da
de n 35 travessa de S. Jos, o 1 da de n. 34
ra estreita do Rosario ; as terreas de ns. 41
4 ra do R-^nga), 26 ra Duque de Caxias, 1 do
piteo <1j Terco, 27 ra de Lcm s Valentinas.
24 ra d.i Aragto, e a ctsa de n 35 ra da
Viracao ; a tratar na rua do Hospicio n. 3 J.
Aluga-se a cas* com sotca, toda caiada e
pintada de novo, fita rua da Pundicao n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na rua do Mrquez te
O.inda ti 8, lithographla.
Aluga-se o armazem da rua do Mrquez de
Olinda u. 18 ; a tratar com Par ute Viauoa ai
Comparthia
Alujrn c casa a 800^, no boceo dos Coe
'hos, junto du S. Cealo : a tratar na rua da Im
peratrt n. 56.
No Caminho Novo n. 128 se dir quem ven-
de o xarope de ervus do eertao para molestias de
peite. Na mesma casa faz-se flores artificiaes
para etager, omat js de salas e bouquets.
= Rola & 0. da cridada do Ico decla.am a quem
possa interessar que compra ram a casa da ruados
(juirarapes n. 19, ao Sr. Francisco N^guera da
Costa.
Recife, 2 de Janeiro 188G._________________
Precisa-se de um menino com platica de
tavcriK ; trata se na rua rij Oaldeireiro n. 39
taverna. .
Aluga-se a c isa terrea eom 3 quartes, 2 sa-
oainha quiutal com boa cacimba, sita rua
do Lim i n. 20, em Santo Amarj ; a tratar na rua
do Mrquez de-Olinda n. 8, lithographia.
I'reeiaa-se de um caxeiro de 10 a 12 sunca
C ni pratica ou Bem nenhuina no becco do Ber-
nardo n. 44.
Precisa se de um caixeiro de 12 a 14 aunos na
rua Imperial n. 128.
Alagase a casa da rua da Coneeico n. 38,
e da rua do Noguera n. 43; tratar com o Pi -
nheiro, na rua do Duque de Caxias n. 66, loja de
miu iezas.
1IIIPSI
\os4:OO0S00O
;!SlDll()!Hli
Aos 1:0008000
BLHETE3 GABNMu
Rita do Baro da Victoria n. _
e casas do costante
Acham-se venda os felizes bilbetes
garantidos da 4.a parte das loteras
leieficio da igreja da BGa- Viagera de Pas-
mado (33a) que ao extrahir sabbado, 23
do corrente. $4
Precos
16-Bna do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe
tes gan ntidos da lotera n. 32a em beneficio
da igreja da Boa-Viagem de Pasmado
que se extrahir sabbado 23 do corrente.
Inte>ro 4,J000
Meio 2,0000
Quarto 1,5000
PRECOS
Sendo qnantidade superior
a 10 0:000
Inteiro 3)5500
Meio 1,5750
Quarto 1785
Joaquim Pires da Silva
^osinheiro
Na rua do Vigario n. 17, preeisa-se de um co
siuheiro.
Flix Manoel do Nascimento Valois, ana mu-
lber e seus filhos cenvidam aos seus amigos as-
sistirem a urna raissa que mandam resar na ma
triz de Jaboato, s 5 1/2 horas d manha do dia
23 do correrte, pelo repouso eterno de seu pre-a-
d> subrinho e primo, capitao Manoel Ignacio da
Silva Braga.__________________________________
Flix Manoel do Nascimento Valois e Tito
Valois convidam a seus amigos de Jaboatao as
sistiivm a urna miesa que mandam celebrar cm 22
do corrente, na matriz do Jaboatilo, s 7 horas
da manha, pelo eterno repouso do amigo commen-
dador Jo& Judo de Amoriin, stimo d a do seu
pass ment.
Joaquim Ignacio lilK-'io
No sabbado 23 do corrente, s 8 horas da ma
ubi, na matriz da Boa Vista, sefo celebradas
algumas missas por sua alma, L- anuiversario do
snu fal'e 'ment.
IR
Ca iluto Manoel Ignacio tln Sil
Braga
D. Maria Clara da Silva Braga, Joio Hsrmo-
cenes da Silva Braga, Miguel rchanjo da Silva
Braga e Rozrnda Isaura da Silva Braga agrade-
ce m cordialmcnte s pessoas que se dig uram
acompinhar sepultura o cadver de seu presado
marido e pai, Manoel Ignacio da Silva Braga, e
de novo convidam assistirem na ordem terceira
de S. Francisco do Oiinda, as missas que pelo seu
tterno jepouso mandam celeirar sabbado 23 do
corrente, as 6 horas da manh, stimo lia de seu
f illecin.entp, a desde j coufessam acu reconheci-
mento por este acto de reiigiao e caridade.
Inteiro 40000
Meio 2^1000
Quarto 10000
Ba_ poreo de ou^ooo par?
cinta
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Joo Joaquim da Costa Lti'c.
uoi ni rAiiTi
jiM i rillf
UilUil JLf il I1 Vil I 11 1
Los 4:0001000
silszies uumim
im Primeiro de Barro n. 25
O abaixo assiguado tendo vendido nos
seus afortunados bilbetes garantidos 4
quartos n. 1920 com a sorte de 4:0005000,
alm de outras sortes de 320, 160 e 80, dt
lotera (32.*), que se acabou de extrabir,
convida aos possuidores a virem recebe?
ua coidformidade do costume eem descont
a'gura.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhe tes garantidos da 4.a parte das lote
rias beneficio da igreja da Ba Vis ge m
de Pasmado (33.a), que se extrahir sab
bado, "23 do corrente.
Precos
Inteiro 40000
Meio 2$000
Quarto 10000
Km qnantidade maior de loo
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manoel Martins Finta.
CALLOS
O MELHOR E MAIS INFALLIVEL EX
TRACTOR DOS CALLOS E' A
Majnardina
porque os extrahe eoinpletamjnte,sem causar a
minina dor.
E' fac de applicar, nao impsde de se andar
cacado e tem o seu efleito comprovado por attes-
tados insuspeitos e em numerosas applicacoes que
nunca falharam. Nao confundam, nem fe en-
ganem com outro preparado. S verdadeiro o
que se prepara e veide na Drogara e Imperial
Pharmacia Diniz
DEDINIZ&LOSENZO
l-h-aca do General Ozorio-57
Deposito em Pernambuco, pharmacia de
Hermes de Souza Pereira & C,
Ma lo Manp flloTOT
O abaixo assignado, Dr. em medicina pela Fa
'uldade do Rio de Janeiro, cavalheiro da ordem
de t hristD por Portugal, medico adjnnto do Hos-
pital da Veneravel Ordem Terceira do Carmo, da
caixa de D. Pedro V, agraciado com a medalha
humanitaria por esta pia instituicao, etc., ete.
Attesta que o remedio denominado MAYNAR
DINA, preparado pelos Srs. Diniz & Lorenzo
na imperial drogara e phannacia Diniz, infal-
livel para a extraccao dos callos. Uutrosim,
attesto que tendo em si empregado, colhen os me -
lhores resultados a ponto de pider calcar as bo-
tinas as mais justas
O que attesta verdade e jara sob a f de seu
grao.
Rio, 10 de Dezembro de 1S8?\- Dr. Francisco
de Paula Costa Jnior.
FRA:!CFGRTS>HE!N
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de chciro3. gna de Colonia.
Vinagres de toi!_te. Pos d'ar-
roz. PommuES. Azotea to-
das clases de perfumaras finas.
Superiores qualidades.
Depsitos as principaes Per-
fumara?. Pharmacas Cabel-
feireiros do 2;azil.
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(Retrozde Seda para C asear.)
Julgando ser de grande utilidade dos negociantes da
America do Sul, terem fios de seda e retroz prepara-
dos em material mais leve do que sejam carreteis de
pao, estamos promptos a fornecer para exportaco
nos de seda, retroz de seda e seda de. bordar, de
todas as qualidades, preparadas em lancedeiras de
papel ou de peonas como cima representado.
Temos todos os tamanhos de fio preto e mais de
quinbentos cores.
v Dirija.se *' Brainerd & Annitroiig Co."
6ai Market Street, 460 Broadway,
PhiUddphia, U. S. A. Nenr-York, U. S. A..
CONTRA
A DEBILIDACIE
Vink Natrilive de km
weo tofalmeote mtontst aaa
m *>rtufaVdoeomeiitoe Utfaiisaaaf
pato eoaaul fatal da Imperto a_. E nraito til na eonvalescenea *
tote as doencas; augmenta ffitnito
Hiulmente as forcas aos individaat
Aetobtadoa, e excita o appetita de na
nodo extraordinario. Vm clice d'eato
vinho, representa nni bom bife. Adav
m veada bu mDaei phatmirtoj
Tricofero
de Barpy,
nrniuo*HC que
uz cresccr o
CABELLO
alada nirsuio 1 ns enhror
mais* <-:t! v:-. bem como ie>
cura radical tiici'" v
a TINHA o a CASPA.
Positiv.-.mcato impede a
Sueda e o c::ibranqueciment
o CABELLO o em todo os ca-
sos o to.-np. invariavelmenta
Kacio, Ti-: liante, Formoso '
Km K- l...:n.ilsdcoltentaanDOi
e ten maior vi'nda qne ncDhum
ouir- -, or^-parado parao cabello en
to- niuudo.
Agua Florida'
de Barry.
DUPLA.
Preparada segundo a fon rala,
original usada pelo inventor na
anuo de 1829.
Tem duaa vezes mais Fragrancia
que qualquer outra.
Oura duas vezes mais tempo.
E'muita mais rica de perfume
mais suave.
E'muito mais Fina o Delicada.
Tem dobrada torca Refrescativa e
Tnica no Banho.
Fortalece ao Deb'le ao Caneado.
Cura as Dores de cabeca e os des-]
malos. ^
E'multissimo Superior a todas as
outras Aguas Floridas Acta I-i
mente venda.
Desooberta Importantissima.^
Puro Oleo de Figado de Bacalhao
COM '
IODURETO DE FERRO/
ra
Barclay te Companhinj
Cma radicalmente c comscgnranCAos peores cnsot]
iiidaJo dos contornos. E certa-1
innte :im erando descoberta o Puro Oleo de
'!s*i!it lo Rneo'bao eom Codnreto del
1-errode garcluy & C., New Yoi-H.^
Xarope de Vida1
o Reuter No. 1.
DEPURATIVO E PURGANTE.
Este novo e admiravel purifloadordo
sangue actna sobre 'os intestinos
o ligado, os rins~ E'curalnfallivel centra a Debllldade_
Nervosa, as Dores de Cabeca. a Dy^
pepsia as Sezoes, e contra as doen^J
cas de orlgem Miasmtica ou occa^
slonadaa por desordena do.flgado.
ou pobreza e Impureza do sangue^


I
m




sss*aaBBBBBBBBSBl
I



Vi;

tt
Diario de Pernamburo<|uinta--i'eira 21 de Janeiro de 1886
Alugi
jase
__ sitio a roa das Peni mbucanas n. 62, tendc
tasa grande cusa com muitas commodidades para
grande familia, a easa tem sota corrida e o sitio
u-borisado ; as chaves na ra de Pedro Affonse
iumero 68.
Aluga-se
i- e 8- andar do sobrado ra do Brum
a-atar na padaria._______________________
Alnga-se barato
J 2.* andar a travessa do Campello n. 1.
A casa da ra da Palma n. 11.
i loja da roa do Calabojoo n. 4.
? casa da ra de Lomas Valentina n. 7.
0 1. andar da travessa do Carme n. 10.
A. casa da ra da Ponte Velha n, 22.
A easa da Baixa Verde n. 1 B Capnnga
A tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
ii
Leonor Porto
n. 45
\
'I
Ra do Imperador
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
figurines recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre-
vidade, modicidade eoi procos e fino
gosto.
;.{!

Tintara Man
PARA TINGIRA
Barba eos Cabellos
iutura tinge a barba e os cabellos instan-
tneamente, dando Ihes urna bonita cor preta e
satural, inofensiva o seu uso c simples e multo
.-apido ; vende se na BOT CA FRANCEZA e
DROGARA de Rouquayrol Freres, succeesorej
A. C XtJRS. ra do Bom Jess, antiga da Cruz,
iumero 22.
AttenQo
Paco ver aos seLhores e senhoras de engenho
.ue precisaren de um admi istrador babil para
odj o sen ico de agricnKara, que faz todo e qual
iner neg. ci, nao por ajuste phjsico, mas sim
nr porcectagem dos rendimeatos das safras, se-
cundo a proporcao do engenbo, ou por tercos,
partos, quintos, oitavot e decimos, segundo a
proporcao do mesmo engenbo. Se o engenho for
ihrieado por eecravos tambem faz o negocio por
ervico dos escravos, um dia por semana, de 15
an 15 dias ou mensalmente, conforme a escrava-
ura do engenbo : quem quizer annuncie por este
Otario, declarando o nome do engenho on lugar,
o engenbo movido a agua, a vapor ou ani-
is, tudo deve declarar, advertindo que faz este
egocio por tempo non a menos de tres anuos.
Antonio Bezerra P< ssoa e Albuquerque.
Sr.... #
J 8r. Joo Cavalcante Mauricio Wanderley,
ilho do Exm. Sr. Bario de Traranbexn, queirs
-ir on mandar ra Dnqne de Caaias i%. 73, con
luir o negocio que nao ignora.
* andar
Ahiga-se o 3o andar da easa A ra de S. Jorge
a. 72, com bis'aotes commodos ; a tratar na ra
Primero de Marco n. 17, loja.
Mego Salta Cruz"......
34 Ba do Hsrquc do llennl 3 1
A directora do --ollegio Santa Crus taz sciente
ao resptitavel publico e xosnaia de anas alumnas
que comecar) as aulas deste estabeleeimento no
dia 11 do corrente. Recebe pensionistas, meias
pansionistat e externas.
Por 351000
Aluga-se a loja, primeiro andar e soto do pre-
dio n. 117 ra ila Marcilio I)*s, c- quartos, cosinha, quintal e cacin.bu. Est concer-
tado, caiado c pintado de novo, p dem morar inde-
pendente duas familias; tratar na ra da Cruz
n. 56, primeiro andar.
Declarac,o
- A vi uva do alferes Aj. o iuario Luis de Car-
valbo declara que se acbam cncarn gados dos ne -
gocios seus e de sen finado marido, seu irmo An-
tonio Carlos de Souza Lob.> e seu cunhado Godo-
fred.; de Abreu Lima, este 1 ra dos Pires n. 42 e
quelle ra do Bailo de S. Borja n. 47, cosa
quem se poderao entender os iateresaados. Ra-
eife, 19 de Janeiro de 86.
Francisca Lobo de Car val ho.
Alugam-se 3 casas pe-
quenas
1* ra de S. Francisco n. 1, fregnezia ote
santo Antonio.
2* i roa do Dique n 2. freguezia de S. Jos.
3" becco do Fundo n. 5, freguezia da Boa-
Tiota. A tratar na ra de Santa Thereza Diimo-
ro38._____________________________________
Sitio, aluga-se
Kirelleole morada
Com casa para familia, algnns arvoredos,
todo murado a fica perto dos bonds e estrada de
farro, 4 ra de S. Miguel n. 99, em Afbgados,
defronte da saboaria a vapor ; a tratar na ra de
Santa Theresa n. 38.
Ao commercio oyan-
uensc
O sbaixo assignado, tendo commerciado nessa
praca com alguna negociantes ha tres annos, pou-
co roais on menos, tendo retirado seu transito de
negocio para o Recife, suppoe nada dever, porm
se alguem se considerar seu eredor, tenha a bon
dade apresentar suas coutas at o dia 30 de Ja-
neiro que paga-as. Alaga Danta, 18 de Janeiro
de 1886.
Joao Correia Cabra! de Mello.
Msica, Diano e canto
Contina a leccionar, D Francisca de Albu-
qnerque Silva Costa, por co legios e easas de fa-
milia e em sua residencia, ra da Detencao n.
19 ; a tratar na mesma.
Barraros
Medico
O Dr. Costa Barros, medico operador e partei-
ro, recentemente estabelecido em Barr iros, offe-
rece os servicoe de sua profisso nao s aos habi-
tantes deste municipio, como aos de Rio Formoso,
Gamelleira, Agua Preta, Palmares e Porto Calvo.
20|000
A luga se as easa; terreas n. B por 20J, a de n.
F por 16* da ra de Riachi-ello, na Boa-Vist*, a
le n. 32 da travessa do Freitas, em 8. Jos, par
124000; as chaves acham-se junto para ver, e
tratase na ra da Guia h. 62, Recife.
Altencao
Queira o Sr. A. M. Sarava Galvo vir dar conta
do que reesbeu in vividamente, com o pretexto de
se* para um insigo isto em Julho de 1885, con
prometas do vir satisfazer mesmo nos dias qse
foi sao pens do Tbesouro Provincial; por ora aqu
ficaaass.
0$ dota caribes.
TNICO
i
\
Prenarai}3o de Productos Vegetaes
-ATINyiolAS caspas
e outras Molestias Capillares.
JvlARTINSTBASTOS
Pertusntbueo
Intrnalo Rernanibucano
Ra do Hospicio n. 55
As aulas deste collegio abrem-se no dia 14 de
Janeiro.
Aula mixta particular
Ra da Matriz da Boa vista 44.
primeiro andar
Mara da ConceicSo de Drummond participa
aos pas de familia e correspondentes, que a sua
aula abrir-se ha no dia 11 do corrente mez.
Alm das alumnas externas, admittem-se pen-
sionista : quem desejar saber as necessarias con-
dicoes pooe dirigir so dita aula, que enti nder-
se ha com a mesma.
Quanto as informacoes, o interessados podem
dirigir-se ao conselhciro Pinto Jnior, Dr. Pe-
reira do Carmo e aos distlnctos professores da so-
cieuade Propagadora da Boa Vista
Consultorio medico cirurgico
Dr. Miguel Themudo mudou seu cnsul
torio e residencia para a ra da Imperati iz
n. 14, 1. andar, endo d consultas das 12
horas s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidadespartos, fe-
bres, syphilis c molestias do pulmSo e co-
rceo.
I'iiilio k Riga
Acaba de chegar pelo brigue Acacia um com-
pleto sortimento de pranchoes de varias dimen-
coes, como tamb.m taboas da mesma madeira, de
urna e urna e meia pollegida He grossura ; ven-
dem se por precos mdicos em casa de Matbeus
Austin 4 G, 4 ra do Commercio n. 18, ou no
caes do Apollo n. 51.
R. DE DIIISIVU C.
Ra Ho Bi-Josfls 1.18
(ANTIGA DA CRUZ)
Casa de conimissoes
Grande e variado sortimento de amos-
ras e catlogos de prodceles da Allemu-
iha, Franca, Inglatera, Austria, Hespanha,
talia e Estado-Unidos.
N. B.Informales sobre machinismos
friclas, ditas para engenhos centraes-
;ombas, etc para incendios outras m,
hias e utensilios
MLOGIOS
0 HUSE DE JOIAS
VUGUEL WOLFF & G.
OfiTereeemao respei-
tavel publico um gran-
de e variado sortimen-
to de relogiosdos mais
acreditados fabrican-
tes, e se acham habili-
tados a vender mais
barato do que outro
qualquer visto rece-
berm directamente.
Todos os relogios
vendidos n'esta casa
sao garantidos.
Ra 0o Ca i.
Este remedio precioso tem gozado da acceita-
fSo publica durante cincoenta e sete annos, com-
ecando-se a sua manufactura e venda em 1897.
Sua popularidade e venda nunca forao tao exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a melhor prora da sua efficacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que Bao tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adultos, que se acbar^o afilie-
tos destes inimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attestacoes de mdicos em favor da sua efficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsifica'ies, de
sorte que deve o comprador ter muito ci.dado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
yenaifBgc fle B.A. FAHNESTBCK.
Precisa-se
de urna ama na ra Larga do Rosario n. 38, 1
andar.
BiteBa Onze fle Snero
Com este titulo ab io-se seguoda-feira, 11 do
corrente, sob a direccao do professor Antonio C
Canaeiro Leo um turjo primario e secundario
ra Duque de Caxias n 6,2 andar.
BRONCHITES, TOSSES, Catarros Pulmonares,
t, Molestias do Peito, TSICA, Asmas
COBA RPIDA B CEUTA PII.1I
Gottas Livoniennes
TROU3TTE-PERRET
Com CRBOOTB He FAIA, AICAT3~0 de SORUBQA e BALSAMO te TOLO
Este preparado, infallivel para curar radicalmente todas as Molestias das Vas
respiratoria, 6 recommendado pelas Notabilidades medicas como o nico eflca
o unieo medietmento qut alem de nio fatigar o estomago, o fortifica, rtconstitue s desparta
o appttite : duas gottas pela manhi e i tarde bastam para triumphar dos oasos mais rebeldes.
OEVE-SE EXIGIR O SELLO DE GARANTA DO GOVEBltO
DnmU priiciial: TROUETTE-PERRET, 165. ra Saint-Antoine, PARS
Eni 1 eriKimhueu : Francisco M. da SILVA & C". e as pr.zicipaes Pharmaciaa.
nJ\^J^Ju\lV^^^JVLA^l^*u*l^*l*',*'^*'***'^*.--*......*****+++*+* ......
FERRO GIRARD
Apprnrado pala Academia da Medicina de Paria.
pe*a Junta Central de Jygiene publica do
O PfotMior Hrard encarregado a*. Rotatorio i Academia temonatro'
tfM fcilmente aeceito pelos doentes, bem tolerado pe'u ttomagic.
restaura as forfaa e cura a chloroanemia; cHlarmenie este novo sal de ferro, que nao catisa pris&o de vetare
a combate, e le^anic^se a dase, obthn-se dejeocer numer sos. .
n ?ERP.O GIRARD cura nenia, o-,* es paludas, aimaras de esto
maao.ampobrecimento do sanme, fortiflea os ternpi rame.itos frsocs
rv.-oTta o appetite '"gularira aa regraa e comoate a estrldade ,j
Depjsito era Pa .', 8, raa Vivianne na snopui Croqin < Pfcarjira: .^f
SUBH1
A BILLEZ ETERNA U PELLE obtida pilo use da
PERFUMARA-ORIZA
de L. LEGRAND. Fornecedor da Corte da Rusia.
i $ i
'
SfTrfTJEivEss^ ORIZA-LACT
B ~*" _,-A lOQOEKULSIVA
CREM E-ORIZA*) Krsnq,..'rrrMessBeUe
,, oc (.c, Fidapi]rcerMrdj-
SVONubLEN"
7
M^WD.PM
."ttseurdcpluseui|ffi3
LUE STH0N0RE-pfl
fsts CKtUh wt
tttmawm Ptu<
S O-Lll A
jnuSPiuiiciiisrutua
A MCIMM
m ma ifi*ftf idadi
i uabts o reto time,
i tiln t as rica.
ORIZA-VELOUT I
Sabio pe/a rfooita do
0,0.*f/t.
O SSSMSSM pan s palle.
ESS-ORIZA
Prfumet dt ido* m
rtmnlh*'.zaaQ Bns nota.
Adaptados pala m*4a.
ORIZA-VELOUTE
PdeFLOR d'ARROZ
tdhtrente pollo.
tYlsMiiInonilslil.
ORIZA-OI1., Oleo para OS Oatoollosw
DIBOOISTIAR DAS \A.IJSIT'IC.A.Q>S3 UrTTM^rROBAS
Dcpo-ito prirclpal 207. ra Ralnt-Honar. Pari#.
grageas de Ferro Rabuteau
Latinado do Instituto de Franca. Premio de Therapeutica
O emprego em medicina de Ferro Rabuteau baseado na Sciencia.
As VerdadeiraB Grageas de Ferro Rabuteau s&o recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia,Plidas Cores, Corrimentos, Debilidade,Esgotumento, Convalescencia,
Fraqiiez das enancas, Depauperamento e Alteraco do sangue em consequencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 6 grageas dor dia.
Nem Constipacao nem Diarrhea, Assimilacao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que n&o podem engulir
engulir as grageas. Um calix de licor aos repastos.
Zarope de Ferro Rabuteau especialmente para as enancas,
lili Urna explicado dstalhada acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN 4 C'a, de PARS, que se
encentra em easa dos Droguistas e Pharmaceuticos._____________
;..ulll
GRAIYS
de Sarje
da doctear
^Jrancx
l Kxigir rJlniM'K-srl-JII-M com roiio em ooKBfi ?
ff as W:1MUli'.KW:T* 'lW assignatura A. Rouviere em ven man
Em PAJUZ, Pbarmaola IEKOT
Dvpoihtoc rxn lor P prlnclcoeo Phni mamar
OPPRESSAO
TOiajt
w
Pelot CICAKRS ESTIC
\splra-se a fumaca que penetra no pello acalma o symptoma nervoso, taclUla
a expectoraca e fvorlsa as funccOes dos orgas respiratorios.
Se S. un, ase, rus a<-Lasare. eos rmrt*
TMA r U
>*r3ttariosmr*)rt*mom*>otoi frMA^WV- M. as S'VVA. *JgS ^___ V
!<
UNIV" 1878
d.Che?iIier
EXPOSITION
MailU dOr
LU PLUS HUfES RtCOHPMSe:
AGUA DIVINA
E. COUDRA Y
DITA AGUA DE SAUDE
Prsriiiii para o tooesdor, como coDservando
eoesUnVsMDte as cores d* mociJade,
s BTeserrando di seslr t do cholera moitas.
Artigos Recommen dados
PERFUMARA DE IACTEINA JsjNUMDdUi pilu flsifsriiasVa lestes.
SOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
0LE0C0ME para belleza dos cabellos.
ESTES ARTIGO .'"-HAM-SE NA FABRICA
PARS 13, roe d'fcDgliien, 13 pars
Depsitos em todas as Perfumara'. Pharraacia
e Cabellereiros da America,
IIIIMMMIIMIMIMiaiJH.
^jb Granulado Ar>
FALRIi
appsovao
ii ACADEMIA M MEP'CINA ds FARI8
fonl-
AFFEICOL. NERVOSAS INSOMNIOS,
NEVRALCIAS, CNXAOUECAC. CorjGEGTAO,
SMMrSM, HYSrEMA, ETC.
n. B. Cnd't frasi-o eota acontponltwe
de umu col:,ei'-i eth'tn 1, m paro li\i: ir-
se durante um ni 1
XAROPE CE FALIRES
Com CASCA de LARANJAS AUARgAS e
BROMURO de POTASSIO
aiulolaaeite pora s o iuico approrado.
PARS lt, 1TIXCI tlCTORIA. S PARS
B RAS PRIHCIFAKS PHARMtaAS
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de ULYSSE ROY, emPoitters (franca)
EmilePROUST, Suc & Genro
r AS
Eiiermidades^ Secretasl
blenorrhagias
gonorrheas
flores brancas
corrimentos
recentes ou antigos sao curados eu.
poucos dias em secreto, sem reg-1
mea nem tisanas, sem cansar nem I
mojestar os orgMps digestivos, pelas]
PILLAS
e injecQSo de
KAVA
DO D0T0R F0URHIER
PAHJS, aa, Plmow d la Mmdoloico
ii/j >tn
kuenstso :
Aova, i
l. Perfume- ennnticodo Vlnhos on sobral
ds Madoc........,.......otl00froo
l P icio uE8senolaHCogns# o 100 frascos
A perfumes pam tmk# os Licorefc o* 100 fnwcoa
\ E.)! oncin il.Rhui "" ileT.ifia, ( 100 fnacoa
SOOtt
500 re
300 fr.
too te
Deposlt u..i- ,_':t J**-j,.-ir Trinoisoo T.% da SIT.WA Sr O*
CONTRA!
Dafluxos, Qrlppe. Brorehltsa,
Heulss se PtSto. o XAROPE* a PASTA
toral PTAP Ao DELANQREN1XR ale A*
Krrlt
I do Paito, o XAROPE a 1
r A DELAHOREmER *ftt orno,
o taHSiiji por jiimi d AhIa^i;
ds UsitlidM 4 FrucA. f
fm OfOt, MorjMtm am COOmmo ai-M orno nmim;
si srlssASi S8ssadat ds Tomo sa Oeqaslsohe.
PARS SS, raa Slilaaal, SS SASW
i ts Arras asaco : FRAK- M. da au-VAitt :
Ama
Precisa-se de urna ama para todos os serricos
de duas pessoas ; na ra Imperial n. 200-C.
Ama
Frecisa se de ama ama para cosiabar e lavar,
pata casi de pequeua familia : u raa de Fer-
nandes Vieira n. 24, taverna.
Precisa-se de ama ama para engommar : na
Capunga (antigiruada Ventura; n. 8.
Amas
Precisa-Be de duas amas para coziuliar e en-
gommar em casa de familia : ne escriptorio deste
Diario se indicar quem precisa
Am lwl
i
Precisa se de ama ama que engomme com per-
fricao, para casa de familia i a tratar na ra do
Bare da Victoria n. 7, SH andar.
Ama
Precisa-se de urna ama qne saiba engommar e
coser; na ra de Riachuelo n. 57, porto de
ferro.
Ama
Precisa se de una ama para cosinha e mais
algum servico ; a tratar na ra das Nymphas nu-
mero 26.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa
inili ; a tratar na ra di Palma n. 13.
Ama
Precisa-se de urna ama para todo o servico do-
mestico em casa de pouca familia, dando fianza
de sua conducta ; a tratar na ra la Madre de
Deus n. 8.
Precisa se de urna ama com pi tica, para andar
e cuidar de um r. cem-nascido ; a tratar na es-
trada de Joo de Barros n. 27.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosiuheira que engomme
bem e ensaboe, e que nao durma tora, para casa
de pouca familia ; na pra^a do Conde d'Eu n. 30,
terceiro andar.
IM /%
Precisase de urna para coeinhar ; ra de Pe
dro Affonso n. 9.
Te Engllshmea
GratisFrench or Spanish Lessons by a yoang
Parisian gentleman in return for English con-
versational Lesscns G's. Ra da Victoria 21.
Rap Paulo Cordeire
Novo fornecedor, sem competencia em preco,
veade-se rus do Mrquez de Olinda n. 50, mer
cearia dos Srs, Braga Gomes & C, e a 1/500 a
Ibra.
ProlVssora
OtTerece-se urna pr fessora para leccionar em
alguna collegios e casad particulares as seguintes
materias : portnguez, francos, msica e piano ; a
tratar na ra do Mrquez do Herval n. 20.
a saes de poiiibos
Na ra do Cototello n. 46 vende-ie casaes de
pombos com rilhos e sem elles ; pessoa que com-
prar tod.-s, faz-se um abatiment.
JLuvas
p abrica se por medidas, em 2 horas, perfeicSo,
recos mdicos, elegancia, material de superior
qualidade : ra do Cubug n. 7, 1 andar.
Bom emprego de capital
Vende-se o mnito bem afreguezado hotel do
Soares,^ raa de Hurtas n. 24 : a tratar no
mesmo.
Collegio Nossa Senhora das
Victorias
lo lliin do Hospicio =IO
Esta estabeleeimento de instruccao, a' rir suas
aulas no da 11 de Janeiro.
As directoras,
Blanche aVHerpent Torgo-
Baroneza L. V. d'Herpent.
Joaquina Mara Ramos
Manoel Joaquim da Costa Ramos, tendo rece-
1 ido a infausta noticia de ter fallecido em Portu-
gal sua presaoa e estremecida mai, no dia 22 uo
mes prximo passado, pede a todos os seus pa-
rentes e amigot o condoso obsequio de assistirem
as missas que por sna alma manda resar na ca-
pella do cemiterio, sexta-feira 22 do corrente,
trigsimo daquelle passamento, s 7 horas da ma-
nha, e desdo j agradece do intimo de seu cora-
cao a aquelles que se dignareis assistir a este acto
de religio e caridade.
f
lea luuo de tmo<-im
Anna Marques de Amorm (ausente), seus fi-
lhos, genros e oras pedem a todos os amigos e
paren tes para assistirem as missas do stimo dia,
qne eero rosadas na matrix di Corpo Santo, s 8
horas de sabbado 23 do corren e, pr alma de seo
esposo, pal e sogro, Jos Joo de Amorm, falleci-
do em Lisboa pelo que anticipadamente se con-
feasam gratos.
loaquina Rodiigues M. de
Ollvelra
Thomaz Ii. de Oliveira, pungido da mais acer-
ba dor, agradece do intimo de sua alma todos
os seus amigos parenUs que se dignaram ae >m-
panhar os restos mortaes de sua idoh trada e nun-
ca esquecida esposa ao cemiterio publico, onvida
aos meamos para a:sistirem as missas que manda
resar as matrizes da Graca e Boa-Vista, quinta
fera 21 do correntr, pelas 7 horas da mann, se
timo dia de seu passamento, fcando desde j eter-
namente penhorado por mais este acto de verda-
deira religio._________
t
Maaoel Antonio lloaren da Fonseea
D. Cosma Mara da Fonseea, seus filhos e gen-
ros, agradecem cordiaJinente a todas as pessoas
que se dignaram acompanhar os restos mortaes de
seu presado esposo, psi e sogro Manoel Antonio
Soares da Fonseea, e de novo os oonvidam para
assistir s missas do trigsimo dia que por sna
alma mandam celebrar s 8 horas da manb do
dia 30 do corrente, na matriz de Nossa Senhora
da Conceico no Bonito e na igreja do Espirito
Santo, d'esta cidade, mesma hora ; por este acto
de religio d'esde j se confessam summatnente
agradecidos. ____________^^^^^___
-&ri
!*
o X r*
Exlracto Composto
PABA A CUBA RADiat DAS
Escrourlas e (odas as Molestias
provenientes de!las epara
Dar Vigor ao Corpo
Purificado Sangue.
f'fcsj<-i peloOr JCaTfW>C.i LoWI W* Z;>{-
Casa para mor da
Precisa-se alngar urna casa que tenha bons
commodos, agua e gaz, e que tenha juintal ; nes-
ta typor/aphia se dir quem queir ________^^
lliiit1. Niquelina
Ir
fle concerta los, pela olma moda,
Ra Primeiro de Marco n. 19
Junto Botina Waravflhosa
Escola parlcular
De inslrueco primaria para o
sexo masculino
34 RMA DA M&TBiz DA BOA VISCA 34
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua escola particular
de instruccao primaria para o s^xo masculino,
ra da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensin de .-' u= alumnos.
O grao da escola consta: 1er, escrevr e contar,
descubo linear, historia patria e noces de francs.
Garante um rpido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu systema de ensino, o qoal urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
merada d*dicacao ao esisino, fazendo com qu-j os
seus decipulos abracen e amem de coracao as le-
tras, nos livros. e ao estudo, guiando-os no c mi-
nbo da intelligencia, da honra e da dignidade,
afim de qne venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio, e da lei, o um verdadeiro
cidado brasileiro.
Espera, pois, merecer a confianca e a profecea
do distincto povo pcrnambuoano. e em particular
tem f robusta em todos os pas e tutores de me-
ninos que queiram aproveitar um rpido adianta-
mento de seus filhos e tutelados.
Comquanto ousada seja esta tentativa, todtivia
espera que os seus incansaveis estorbos, e os seus
puros dest-jos, sejam coroados com a feliz appro-
vaco de todos os filhos t> Impe.-io da ^nnta Cruz.
Mensalidade24000 p-gos adiantados, no acto
da matricula.
Horariodas 9 horas da manh s 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meis-pensionisias por
mensalidades razoaveis e lecciona por casas parti-
culares a ambs os sexos.
siulio Moars de Azevedo
34-RA DA SIAXK1Z DA BOA VISTA 34
Ensino particular
Donatila Pacifica de Salles Dutra parti' ip;i aos
pai. de suas alumnas e aquelles que precisirem,
que est aberta a sna aula para o entino de pri-
meiras lettras, arithnietica, costura e bordados di-
versos ; a entenderis e ra do Coronel Suaa-
suna n. 72.
2 andar
Aluga-se o 2 andar io sobrado ra Primeiro
de Margo n. 12 ; trata-se na loja^_____________
Criado
Precisa-se de um criaflo para comprar e servir
esa ; a tratar na ra do Bjm Jess n. 52.
Ao commercio
Ns abaixo assignados declram que nesta data
dissolveram amigavelmontc a sociedade que gvrs-
va sob a razo social de Praca & Neves, com csta-
belecimento de militados cito a ra da Penha n.
33; retirando-se o socio Bernardine Ferreira Pra-
ca embolsado de seu capital e lucros, e ficando o
socio Jos das Neves Pedroza, responsavcl pelo
activo e passivo da extincta firma.
Recife, 31 de dezembro 1885.
Bernardino Ferreira Pnioa
Jos das Neves Pedrosa.
AwqH
Na praca do Cund d'Eu n. 2, taberna^ tem
urna carta para o Sr. Antonio Adolpho Horges
Leal.
Quem
precisar de urna senhora habilitada para enainar
primeirss lettras e todos os trabalh >s de agnlha,
em qualquer casa 'le familia nesta cidade, ou mes-
mo em qualquer engenho, pode dirigir se iros
do Livramento n. 38, segundo andar, que achara
com quem tratar.
Collegio Amor Divino
Ra da Imperatris n. 3?.
Este estabeleeimento de educaco abre as au-
las no dia 11 do corrente.
Previne-se aos pais de familia que tem se urna
Esssoa de inteira confianca, encarregada de ir
uscar e levar as creancas que seus pais quiae-
rem.
A directora,
Olympia Afra de Mendonca
Collegio de Santa Lozia
Philadelpha Ernestina de Almeida Fortes par-
ticipa aos pais de suas alumnas, qae mudou n sua
residencia da ra do Mrquez do Herval n. 87,
para a ra do Bario da Victoria n. 14, e que ai
aulas prineipiam do dia 18 do corrente em diante.
Cosinheiro
Na ra de Paysand n. 9, se precisa de um.
riado
Precisa-se de um no Restaarant Brsgaaoa,
ra estreita do Rosario n. 11.
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Diario de Permunbuco(Jninta--fira 21 de Janeiro de IN86
t
m


J
i
INSTITUTO
DE
Inslruecao primaria, secundaria e recreativa
Este collegio fundado em tlS, contina a fao:eionar ra de 8. Francisco,
palacete n. 72, e admitte alunos internos, meio pensionistas e externos.
As materias proiessadas sao : Prlaaelras lettras. por tagne?, latim,
franee?, ingle*, rethorlca, arlthiaetlca gcographla, geometra,
historia, phllosophla, msica, danea e desenlio.
Os profeasores sao habilitados e moralizados, tendo os alumnos obtido sempre
boas resultados, Unto nos exames prestados no Instituto como no Collegio das Artes.
A alimentacao sS e abundante
O rgimen interno nao velatorio; ha horas destinadas para o estudo, recreio
e repouso, e ora caso nenhum soffrerSo os alumnos privacSo da alimentado nem dei-
xarSo de repouzar as horas exigidas pela hygienne.
O trabalho distribuido de conformidade com a dada e desenvolviraento phy-
sico e moral de cada um.
O predio commodo, aceiado e em geral claro e frasco, cora espacosas salas
para aulas, refeitorio, dormitorios e recreio, mobiliadas convenientemente.
O cellegio fomece gratis, peonas, tinta, lapis, crayons, ardosisas, livros para
consulta i dos alumnos internos, no collegio.
0-s alumnos internos tambera teem direito a ronpa lavada e o engommada, sem
renmnerac&o alguma alm da mensalidade.
Tambew jiao d3o joia na entrada. O enxoval dos alumnos internos resumido.
Em attencao as diffi uldades com que lutam os senhores pais para educar seus
flhos, nao podendo muitos sustentar tSo psalo encargo de 50i$000 mensal por cada
um, como alumno interno, alm de outras multas despezas que occorrem, fca estabe
tocila a seguinte tabella :
Alumno interne.......... 40|J000
meio-pensisnista........ 25000
ext'rno de aula primaria...... 5<5000
* secundaria (1 preparatorio) 5i$000
> (2 ) 9*000
(3 ) 120000
Aula de msica.......... 5*000
daen.......... 5(5000
desenho.......... 5*000
N B.Os pagamentos sao feitos por trimestres adiantados.
As aulas cotneca n a funecionar a 7 da Janeiro e terminara a '5 de dezembro.
O DIREICTOR,
Hermino Rodrigues de Siqueira.
por mez

p

TINTURARA
OTTO SGHNEIDER
SCCESSOR
Nidias de Albiiquerquc n. 25
(AM II.AII11 DAS HIIRIS)
Tinge e limpa com a raaier perfeiclo toda a qualidade de estofo, e fazendae
em pecas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo o
trabalho i'eito por meio de machinismo aperfeicoado, at boje conhecido.
Tintura prcta as tercas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias.
^ORAPHIA ALL^
ALBERTO HENSCHEL & C.
:;-2-Rl \ DO B\RA0 l)\ VICTORIA"*
O aba>xo assignado tem a honra de participar ao respeitavel publico d'eat-
capital o do interior, que reassumio a gerencia d'este grande e bem conceituado est>
belecimento, onde j por longos annos tem oecupado o mesmo lugar.
AsExraas. familias e pessoas que desejarem hnralo com suas encommendat
encontrarlo all os mais modernos e aperfei;oados trabalhos concernentes a art-
pbetographiea e modicidade nos procos.
C. Barza,
Gerente.
Pedem a attencao dos dignos leitores e seus nunerosos freguezes, para os precos dos srgulntes a
tigos, os quaes sao verdadeiras pechinchas ; e igualmente a preferencia de vir primeramente em not.
sa casa sempre que teuham de fazer suas compras, afim de se couvencerem da realidade e se sort
rem de fazehdas proprias para a estaco presente, a saber :
Lindas alpacas de seda de todas as corer, a
360; 400 e 440 ris o eovado !
Cachemiras com bolinhas, novidade, a 560, 600
640 ris o dito !
dem com bolinhas de veludo, a 14400 o dita
Linn*1, novos desenos, a 900 ris o dito!
Se tino maco de todas as cores, a 14, 14900 c
1*400 o dito !
Grorgnrinas, fazenda de 800 ris, para acabar, a
400 ris o dito !
Falles, novos gostos, a 500 ris o Jito !
Srtinetas francesas, a 360, 400 o 500 res o
dito!
Crotones finissimos a 320 e 360 o dito .'
Fustoes brancos bordados a 400 e 500 ris o
.lito 1
Merinos de duas largaras a 14 e 14300 o
dito.'
Ditos seria, idem, fazenda de 14800, pura liqui-
dar, a 14200 o dito !
Ditos prets a 14, 14200 e 14500 o dito!
Damascos de cores com b palmos de largura,
para eolias, s 24 o dito !
Popelinas listras de seda, a 280 e 320 ris o
eito!
Pannos para mesa, de urna e duas larguras, a
600 ris, 14200 e 14500 o dito.
Bramante trancado de urna largura, a 500 ris
o metro !
Brim branco de Iino n. 6, a 14500 a Tara !
aproveitem.
Brins pardos largjs a 320, 360 e 400 ris o eo-
vado !
dem de cores a 320 ris o dito!
Casemiras de csres duas larguras, a 14200 e dito
Ditos de casemiras inglesas a 24800, 34, 44
54000!!
Camisas francesas sem punhos e sem collar
nhos a 364 a dozia !
Ditas para meninos, superiores, a 364 a dita!
Ditas de cretona, finas, 804 300 a dita '.
Oroulas bordadas de bramante, a 134 116..
dito!
Meias croas inglezas a 31)500, 44500 e 64000
dito-!
Ditas para senboras, a 44500 e 64 a dita !
Lenco brancos superiores, abanhados, a 2*
34, em lindas caixas!
Lencoes de bramante, grandes, a 24000 !
Cobertas de ganga e cretones para cama de
sal, a 24500.34 e 44.
Cobertas de 12 a 24000 I
Redes superiores a 54000 e 64000.
Cambaia Victo: i:i, com 10 jardas, a 342U
34500 e 44 a peca !
Dita transparente fina, a 34800 e 44000.
Madapnlo Boa-Vista superior, 24 jardas.
64200 a peca!
Paras asi Exaaa* noivaa
Collas de fusto ricas, a 104 e 120000 .'
Ditas de chrochets a 124 e 154000!
Cortinados bordados a 74, 104 e 124 o par!
(JrinaWas ricas e veos, a 104 154000!
Camisas bordadas a 34500 e 54, sito de 84001
Saias, idem, a 44 e 64000 !
Popelinas bracas a 600 e 800 ris o eovado.
Setinetss idem, lavradaa, a 600 e 700 rn
14*00 dito !
Dito vreta, idem, a 24200 e 24500 6 dito !
Flanella inglesa, iden a 24000 o dito, faaenda
de 34000!
Cortes de meia casemira eom pequeo dofeito,
14400 2400!
Eepartilbos finos a 44500, 54 e 84000!
(uaraicoes de crochets, ricas, a 104, para to*
e cadeiras.
Bretanhas, bramantes, esgniSes finus, a 54 >
pee*; muitos outroj artigo, por precos se
competencia.
VENDAS EM GROSSO
Descont* da praca
CARNEIRO DA CLTNHA & C.
59-RA DO DUQUE DE CAXUS59
JOIAS
MIGUEL.WOLFF & C Comprare epaga-
Participam ao res- se mais do que em ou-
l>eitavel publico, que traqualqucrparte, bem
continua ni ter um sor- como
ri ment de joias das MOEDAS
mais modernas e dos de qualqoer qualidade.
mais apurados gostos. Xa ra do Impera-
Compromettem-se dor n. 32, loja de joias
* vender mais barato |u|j0 Fuersteilber^
do que em outra qual- ....._____________
quer parte.
do Cat d. i
Cabriolel e victoria
Vende-se um cabriolet s orna victoria em pe
feito estado : a tratar na roa Duque de Can
numere 47.
e
Lyceii Triadelphico
Para meninas
Farinha de trigo nova
de superior qualidade
Retalha-se em lotes
a vontade dos compra-
a lem aBSim :
dores o carreramento At Ana em PacoteB.
; Che verde e preto.
ofo a dlreceSo de Hara Olln
dina de Mello
3JRA DO HOSPICIO-SO
Neste estabelecimento de eduoaco ensina se : lo la frVo rlc friMrwi iii
Primeiras letras, ortuguez, Francs, Ingles, La C ltll Illllcl U.C II IgU, CII1
lim. A-ithmetica, Geographia, Historia, Msica e
Trabalhos d- agulha, e admittem je alumnas in-
ternas, semi-internss e externas.
Honoraria*
Interna por trimestre adiantado 1304000
Semi-interna idem. da aula secundaria 804000
dem idem, idem primaria 704l'O0
Externa por cada materia (trinustre
adisntado) 154000
Roupa lavada o engommada idem 204000
Aulas de Latim ou Ingles idem 204000
A directoria faz, porm, abate de 50 0/0 d> ho
norario das alumnas internas e se ni-intern-.s
quando honver m-iis de urna inna.
Para inf.rmacfis os Srs. Dre. Prrcira do i.'ar
mo, Pinto Jnior, e Luiz Parto-Curreiro, Ce ro
Brasileiro de Mell", e os protessores da Socie"dade
Propagadora do InstruccSo Publica da freguesia i
da Boa-Vi ta. fll
Em vista dos grandes progressos da IDEIA de
3ue se gloriara as nncSes civilisadas, o commercio
eve acompanhar esse rogresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em vista do que annunciam
MARTINS CAPITO & C.
1 Ra Estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, a
escolba dos quaes, os annunciantes tm sempre o]
maior cuidado, para bem servir os seus numero
sos fregueses. Lembramos, pois, o proverbio :
Quera nSo experimenta, nio sab-
Venham ver pois :
Queijos, flamengo, snisso, etc.
Dito do sertn.
Fiambres ingleses.
Chocolate francez Menier.
Dito do Mxranhitn.
Fructoe seceos, como :
Passas, amendtas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doi-p de todas as qualidade?.
Bol:i"h nlri ingleza.
Semeutes novas de hortalie8
Especialidades em :
Vinhos finos do Porto.
Ditos da Figueira.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos como :
Absintbo.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Be
saceos, chegado do Rio
daPrata pelo patacho
inglez Libbie H.: tra-
tar no armazem a ra
do Commercio n. 4.
VENDAS
AOS 4:0004900-
1:0008000
JUsLUHTK:} 4M%TU)0*
t^ra^a da independen
cia ns. 37e 39
') abaixo assignado venden entro os scut
t':lize8 bilhetes garantidos da 32d lotera
* sorte de 2005 em 4 quartos n. 2825
Jm de outras ouitas de 32($, 16(5 e 8(5-
Convida os possuidDres a virem recebe-
sem descont alguiu.
Acham-se a venda os -4'ezes bilhetes
garantidos da 33a, parte da loteria a beneficie
da igreja da Bo Viagem de Pasmado,
que se extrahir no dia 23 do correte.
Preco*
Bilhete nteiro 4^000 .
Meio 25000
Quarto 15000
m por cao de 1005000 par*
el ata
Bilhete nteiro 35500
Meio 15750
Quarto 5875
AuioTtio Augusto dos S'anf- Porto.
Criado
Precisa-se de um criado para vender ,-fructas e
trabalhar em sitio, dando Sanca de sua conducta :
a tratar na ra da Madre de Deus n 8.
Vende-se um deposito em A togados, no
1 ecco do Quiabo, com pouco capital -j o aluguel
da casa sanio 6004 ; a tratar no mesmo.
Dito perola.
Espocialissimo mate do Paran, e* p.
Ainda mais :
Formicida Cupanema.
Oleo de mocot.
Azeite de peizc.
As cozinheiras
Leqii'-s nacionaes (abanos) para uozinha a 64 <
milheiro.
E todos os gneros concernentes a este rimo r
negocio.
Encontram-se no armazem demolhados de
Martiitn Canltao & C.
1 RIM K8TBEITA I0 ROSARIO1
A 32
Nova loja de fazendas
N. 32- Rna da Imperart- N. 32
DE
Pereira da Silva
Neste novo estabeleeim^nto encontrar o res-
peitavel publico, nm vanado sortimento de fasen-
das de todas as qualidaies que se vendera porpr
eos baratissimos, assim como um bom sortimenfe
de reupas para homens e tambem se mandam fe
zer por encommendas por ter nm bom mestre al-
faiate e completo sortimento de pannos finos, es
semiras ti brins ete.
Ficluis
A ieoo. e S4SOO
Na nova loja ra da Imperatriz n. 32, vende-
se bonitos fiebus de todas as cores, s jado des
I mais modernos que tem vindo ; isto na loja do Pe-
reira da Silva.
Fustes e setinetas 'M ris
eovado
Na nova ioja ra da Imperatriz n. 32, vende
se um elegante sortimento de setinetsa de toda
as cores, ten'lo largura de chita fraoeeza, assin
como fusii' braiic-s mu'' encerpados para ves-
tidos e roana* i- ria:; is a 500 ris o covade,
pecincha, na loja do Pereira da Silva.
Lzinlias lavradas a S00 ris o
eovado
Na nova loja do Pereira da Silva ra da la
peratriz n. 32, vende se um bonito sortimento dat
mais lindas lzinhas lavradas que tem vindo pan
vestidos, sendo com lavores miudinhas e em niru
cores, pelo baratissimo preco de 500 ris o et-
vado.
Palitots de
casemira
12000
a 10.000 i
Na loja n. 32 da ra da Imperatriz, vendrm-st
dalitots de casemira preta de cordao sendo forra-
dos e rouito bem feitos pelo barato preco de 104 *
124, sai ir. como calcas de casemiras muito ben
feitos a 64 e 74 e ceroulas de bramante a 1420C
a 14600, b col'-tiohes para dentro a 800 ris cadt
um. p> chincha, na loja do Pereira da Silva.
1, um e p< cnincna, na ioja ao rereira na oliva.
i 11H i H TA Merinos preios a 1200 e 1.600 rs
-J,l\J U.J. Vl.C/t)\JW.* Vende-se merinos prctos para vestidos e roupa
JL de menino a 14200 e 14600 o eovado e superio
Vende-se o estab.'leciuiento de ferragens
ra Duque de Cazias n 111, tambem se vende a
armaeo separada : tratar no mesmo.
I Vende-se urna refinaco
I Alogados n. 29 : a tiatarYa mesma, ou ra do
llosario da Boa- Vista n. 45, ou d se socie ade
urna pessoa que entre comalgum capital. j
Vende-se um piano bem ; no pateo do Ter- !
co n. 18.
em continnacao na ra larga do
Rosarlo n. 3
Damiao Lima & C, nSo p dendo acabar o 8'-u
grande sortimento de miudezas, em consecuencia
da cryse perqu passamos, continam por mais al-
gum tem; o a liquidar suas mercaduras, pelo que
na ra Din ita dos de novo convidam ao publico e especialmente
'imas. familias, a quem peden) toda protectao.
Admirem !
Punhos e colarinhos bordados para se-
Vende se a felis e muito bem situada tavjr-
na em um dos melhores pontos de retalho de Fra
de Port. s, ra do Occidente n. 2, d nenie para Bordados de 300 rs.
nboras
Ditos lisos
Ditos de c^ros
Lavas de seda de cores
Agua florida. 700 rr. e
duas ras, Occidente t Guarar pos. e o motivo da
venda o dono estar prestes a embarcar ; a tra-
tar ni mesma.
Vende-se urna bomba de cobre, obra muito
boa, com os competentes canos para tonque ; na
rna do Marques do Herval n. 23 Na mesma casa
precisa-se de urna orpha e de urna mulher de ida-
de para eompanbia de u a familia, prestando ella
seus sei vicos.
Vndese urna ezcellente armaeo, nova, de
gosto moderno, forrada e envidracada, propria
para qualqner negocio ; a tratar na praca da In-
dependencia ns. 24 e 26.
Vende-se
o estabelecimento de molhados ra de Santa
Rita Nova n. 2 A, que faz frente p*ra o Mercado :
o motivo da venda o dono se acbar doente. A
tratar na mesma ra.
Vende-se barato
urna armacao de amnrello invertp'sada, propria
para qnalquer artigo ; a tratar na ra do Livra-
Illt-Ut J n. 1.
Vende-se
Urna refinafiao ra de D. Maris Cesar n. 4.
Bonitos lacos a
Leques de 400 rs., 6C0 e
Meias para boinem
Ditas idem
Ditas de cores
Um par de fronhas de lsbyrintho
Urna toalha de labrrintho 25J e
Envi siveis, rs.
Fitas, bicos. lenco*), grr.vatas e outroa muitos
artigos que esto ezposco.
Boa larca' do Sonarla n. as
Damiio Lima & C.
24200
1 4800
14500
24500
14400
24000
2400
14000
34000
34000
44000
145-0
SO**)
320
Vende-se merinos pretos para vestidos e roupai
de menino a 14200 e 14600 o eovado e superioi
etim preto para enfeites a 14500 assim como chi-
tas pretas, tanto lisas como com lavores brancot
de 240 at 320 ris o eovado na nova loja de Pe
reir da Silva ra da Imperatriz n. 32.
Algodaosinho francez para len
Cftesal.00IM.M0e 1.200
Na loja da ra da Imperatriz n. 32 vende-se su
I periores algodosinhos francezes cem 8, 9 e 1(
j pnlm -s de largura, para lenfies de um s panne
pelo barato p-efio de 14 e 14100 o metro e dte
entranfiado para toalhas com 8 palmos de largan
a 14200. assim como bramante de quatro largurai
a 14250 isto na loja do Pereira da Silva.
Fabrica globo
* Roa larga do Rosario S8
Manipulaco especial com fumos escolhidos dos
bons cigarros, exploradores, navegantes e fede-
raes. Preios rszoaveis e bons descontos para o
commercio de retal lio.
Correias
de sola ingles i, de I na e de borracha, de diver-
sas largaras e grossuras ; vende-se barato na
tundiese Villaca, ra do Brum a. 54.
Tarerna
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este ezcellente Whisky Escesses preterive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica1
o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores armase ns d
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo nx-
me e emblema sao registrados para todo o Brasil
BROWNS & C, agentes
Engenho
\;i na Imperial o I.. I
Vende-se urna das melhores tovernas, bem afre-
guezada tanto para o matto como para a praca,
livre e desembarazada ; tem commodos sttfficiea- Vende-se por 20:0004 a quinta parte que s
tes para familia, com quintal com algamas frac- posgue nos eogenhos Amaraj d'Agua, Santa Ln-
teiras, muito em conU tanto o alngoel da casa a e S. Vicente, distante meia legoa das estacoes
como seja urna armco boa e todos os pertencas: de Gamelleira e Ribeiro, moentes e eorrentes. O
tudo por preco commedo e muito em
se vende
cents.
O motivo de se vender o dono querer ir para
a Europa, e quem pretender dinja-se a
que nao deixar de fazer negocio.
engenho Amaragp d'Agua tem muito boas trras,
matas, muito bem cercado, muito boas obras, e
me com agua ; os outros dous tem muito boas
mesma j trras, matas e moem a vapor : a tratar na roa' do
1 Imperador a. 50, 3o andar.
LOTERA
DO
EXTRACTO TER-FEIRV 26 DO CRREME
INTRANSFERIVEL
O portador que possuir um vigsimo desta importante
loteria est habilitado a tirar 12:5oo$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casajda Fortuna ra
Primeiro de Marco n. 23.
COME TEECA-EEK, 26 BE JANEIRO DE 1886, SEM FALTA;
iittiO
i






I

I


8
Diario de PernambncoQuinta -fcira 21 de Janeiro de 1886
SCIENCIAS

A responsabilidade moral do
sonho
(Conclusao)
Mhb de uin ponta fraco, mais ou meaos
velado e dissiraulado, por causa das reser-
vas "Ja prudencias, das consideracSes, dos
desvos que imp3em ordinariamente a v
giliae a sociedade, appareceria coin meio
evidencia, nao sem algum proveito para
conh"amento maia completo e melhor go-
verao do nos meamos.
Far-se-hia mal em considerar os sonbos
absolutamente indiflerentes, sob o ponto d>
vista moral. Comportara um i especie de
responsabidade, real em relaoo ao proprio
sonhador, ai fraca em relagao aos outros.
Para a medicina da alma, como para a do
corpo, elles cont.n mus de um indicio que
nao deve desprezar todo aquello que pro
tender estudar se.
O bomem que dormc serve para conhe-
cer melhor o bomem que est acordado.
As almas virtuosas, as almas santas tm,
alm disso, dizem-nos, reconhecido esta
responsabilidad^ intima.
Ouoaraos Santo Agostinlio, as suas
Confis-^es, implorando a misericordia do
Deus para visos impuras qiu pcrturbarara
o seu somno, afngindo so do fundo d'alma,
comquanto desculpe se do algura modo,
bradanlo: Qitvl tamm innoble quojue
modo factum ets* doleanvis. A dor de
Santo Agostinho nilo ser a apologa da
these sustentada pelo Sr. Bouilli t?
E, nesta distancia dos scculoi, nao ser
curioso notar sobro semelhanto questSo, o
accordo pelo menos apparent;, entro o Pai
daigre^a do V scula e un phlosopho
franeez do XIX ?
Esta these estbelecida com tanti arte,
aprescnt.ada co a tintas attenuacSes e cir
cumspecgao, que envolve o espirito antes
que tenha tempo de por-se em guarda.
Com a reflexivo vera-nos a calma, e pro-
cura-s atravez destas proposigSea hbil-
mente graduaba-, qual d'ellas servo de
passagem de urna opiniao incontestavel e
justa a una opiniao menos plausivel e
mesmo paradoxal. Creio bem comprehen-
der esse trecho psrigoso no emprego suc
cessivo da plavra responsabilidade, appli-
cada indiferentemente pelo Sr. Bouillier s
duas partes muito distinctas de sui these,
a essas duas proposigoes : urna pela qual
affir.raa qna o sonho a imagem da vida
anterior de cala um de nos, a representa
9S0 d nossa vida moral habitual, a outra
pola qjial sustenta que urna parte de acti-
vidada livre subsiste no sonho, c que fica
restando bastante para crear-lhe a respon-
sabilidade. Estas duas assarcSss sao abso
lutamento differcntes entre si. Pelo que
me diz respaito, admittiria ama, mas com
certas restriegues; quanto outra, admit
tirei com menos facilidade ; inclinarme hia
at a rejeital-a, por introduzir urna pura
hypothese de naturoza a oomprometter a
verdaieira liberdade onde ella existe^ col-
locando-a onde vorosimilmonte nSo existe.
Sim, ha certa responsabili ade no sonho,
mas urna responsabilidade anterior, nao
actual. Quero dizer que se produz, as
disposigSes geraes de nossos sonhos, urna
especie de corrente, quo se forma do con-
juncto das nclinages aceitas, dos hbitos
contrahidoB; ha como que urna celeridade
adquirida que resulta dos impulsos de
noasa existencia passada e que tunde a
predominar, ao menos, no conjuncto, atra-
vez das combinares da imaginacSo noctur-
na. Neste sentido, certo dizer que o so-
nho filho da vigilia e que elle nos im
putavel com certa medida. E' claro que,
o mais das vezes, as cousas passara se as
sim, e que o theor habitual de nossa vida
imprime a physionomia geial dos sonhos
O habito o dirige e trabalha a materia dis-
persa e fluctuante de nossas irapressoiea. E,
desde entilo, a natureza de nossa responsa-
bilidade claramente determinada ; nao
est no acto nocturno, qualquer que elle
seja; est na origera io acto, que data da
poca em que nos aehavaraos livres, isto
F0LHET11
MATHIAS SANDORF
POR
julio nni

*l ARTA PARTE
(ContinuacSo do n. 15)
III
Dezeaete vezet_
Lida ossa carta, Sarcany abri a janella
do seu quarto. Encostada sacada, com
o olhar distrahido, comegou a reflactir:
Carpena mort) !... Iso nao poia
acontecer mais a proposito .'. Os sous
segrados tioham se afogado com elle !...
Por esse lado estou tranquillo! Nao tenho
que recelar mais nada!
Depois, chegando ao segundo periodo
da carta :
Quanto ao apparecimento do Dr. An-
tkirtt em Ceuta, isso mais grave I....
Qu;m esse hornear ? afiaal de cont-is,
pouco me importara, se de certo tempo a
epta parte nao o encontrasse ingerndo ae,
mais ou menos directamente, nos meus ne
gocios!... En Ragas*, as suas relagSes
com a f*milia Batbory! Em Catana, a
cilada que armou a Z;roao!.. Em Ceu-
ta, eaaa intervenglo que cua'.ou a vida a
Carpen .
Alli elle estera bsm perto de Tetuan,
mas nao consta que l fosse, neni que sai-
ba onde est Sava 1 Isso seria peior do
que tudo, e aioda pode acontecer !. V.>-
remoR se nao ha meio de evitar isso, nao
s oente no futuro, mas agjra Os Senou
sistas eata~ao muito brevemente senhores
de toaa a Cyrenaiea, e s terSo que atra
vessar um braco de mar para cahir sobr
Aotkirtta. Se for preciso instigal-os, eu
saberei tazel-o I...
Evidentemente, eases eram pontos ne
gros no horizonte de Sarcany, nSo bavia
ida mais evidente. Na tenebrosa machi
, em que contrahimos esse habito que
pesa com toda forja sobre nos. Nao con
vem doscollocar a responsabilidade, que
cabe inteiramente, nao ao presente, isto ,
ao sonho, mas ao passado, isto vigi-
lia. Os nossos actos e sentimentos conce
bidos durante o somno sao como os que se
manifestam durante a embriaguez. Quem
dir que o crime commettido pelo ebrio lhe
possa ser imputavel? Sim, em cortos li-
mites, no sentido de que j um crime
contrahir e habito do desregramento. O
ebrio respjnsavel polo seu habito, portn
nao pelo, acto que esse habito tel o com
Tietter. A responsabilidade, n'este caso,
a das origen.
A mesma lei applioa se ao somno. Em
geral, aoredito do bom grado, o habito m>-
ral desenha-so exactamente na innocencia
relativa ou as perturbaySas extrems do
sonho. Entretanto, ainda aqu pdese ai
raittir excpc8os. Polo acontecer que sob
a natur<-za moral que o horae.n hon'sto,
por oxemplo, um Scrates ou um Santo
Agostinho, laboriosamente haja conquista-
do, exista outra natureza muito differonte,
urna natureza primitiva, si se quizer, sub-
jugada, mas com grandes esforcos, ainda
latente e prompta a despertar desde quo a
liseiplina afrouxa, um conjuncto do ins-
tinelos maus, sopeados na vida ordinaria
pela vigilancia da razo, sob a disciplina
dos costuroes e da opiniao, e quo, quando
estes obstculos enfraquecem (o que acon-
tece no somno) escapan como atravez de
barreiras derribadas o assunem entao una
insolenta compensa^ao. Basta, para quo o
campo luts fique livre, alguma disposigao
particular do corpo ou algum accidente d
temperamento.
E nao ser este o caso de Santo Agos-
tinho, incompletamente aualysado pelo Sr.
Bjuillier, que occasionou sua grando dor?
N;1o ser a historia do santo bisp, morti-
ficado pela penitencia, subjugalo pelo as
cetisimo e por piedosos penaamentos, e
que'v do repinte, com grande confusao
sua, tornar a apparecer a antiga natureza,
que julgava ter dominado, no tumulto e
na surpreza de um sonho. Em taes cir-
cunstancias, poder-se-hia dizsr, como faz
o Sr. Bouillier de um modo absoluto, quo
o sonho u5o no fundo senao o que a vi
gilia falo ser? Pelo contrar'u, elle raui
tas vezes o contraste mais pronunciado e
quasi a contradiccao. E' pela mesma causa
que so pode explicar tantas opposices que
o sonho nos off;rece com a vida real. Um
lijnie n de existencia timida habitualmente
revela so a si mesmo como um hero du-
rante o somno. enfrenta os obstculos coni
um arroubo que nada detem ; daspedaca-os
so sil) tactos, subjuga-os se silo homen* ;
goza da plenitude de sua actividade ima-
ginaria e de su t coragem sonhada. E ou-
tro homem inteiramente differente do ac-
cordado.
Nlo bast., pois, dizer que o sonho expri-
me a nossa vida habitual : exprime tambom
rauitas vezes, o fundo de moditagSos quasi
inconscientes ou desejos comprimidos pela
realidade que se movem obscuramente sob
a superficie He nossa existencia offi nal,
basificada, definida.
E' mu'tia vezes como quo a compensa-
gao ficticia de um destn > m ediocre.
Construe-se, com a complicidade da ima-
^qici), urna carreira de actividade que
nao encontra impecilhos, um romance he-
roico ou apaixonado, quo nem os acontec-
mentoa nem os homens contrariam. O so-
nho representa entilo ao homem que dor-
me, nlo o que elle ou o que elle foi, mas
o quo quizera ser, o quo lastima nao ter
podido ser por circumstancias especiaos.
E, do mesmo modo, nao jurara que um
homem que se torna incivil, menos por na-
tureza do que por fraqueza, nao tenha
tambera rauitas vezes o sonho de urna vir-
tude achada que se eleva e se sustenta
mais fcilmente durante o somno do que
na vigilia, alguma cousa como que o pez r
d)3 bens perdidos e urna vaga nostalgia da
honra.
Se ha verdade nestas observac3es, s 89
nao que aoompanhava passo a passo,
para o fim que quera conseguir, a mais
pequea contrariedade poda fazel-a abor-
tar. Ora, nao s essa intervencao do
Dr. Antkirtt era de natureza a inquetal o,
mas a situacao actual de Silas Toronthal
comecava a dar-lhe cuidados muito serios.
Sim, dizia de si para si, elle e eu es-
tamos entre a espada e a parede !... Ama-
cha vamos jogar a ultima parada !.. Ou
a banca ir gloria, ou iremos nos !. ...
Se eu ficar arruinado com a ruina delle, eu
saberei reerguer-me I Maa Silas Toronthal
outra cousa I Entilo fiear sendo perigo-
so, poder fallar, poder revelar esse se-
gredo de que dependo todo o meu futu-
ro I.. Finalmente, se at aqui eu o tenho
dominado, elle, por sua vez, fiear me do-
minando.
A situacao era tal como Sarcany a va.
Nao poda lludir-se quanto ao valor moral
de Silas. Em outros tempos tinba-lhe da-
do lices : Silas Toronthal nao hesitara
em aproveitar se dellas, quando nao tivesse
mais que perder.
Sarcany, pois, inquira de si mesmo o
que convinha azer. Absorto, assim, as
suas refl 'xoes, nada va do que se passava
entrada do porto de Monaco, poucas cen-
tenas de ps abaixo do ponto em quo es-
ta va
A' meia amarra ao largo corra um fuso
comprido, sem mastro nem chamin, do
qual s dous ou tres pos estavam fra
d'agua. Depois de terse approximado da
ponta Focinana, abaixo de Monte-Cario,
foi procurar agua mais tranquilla ao abrigo
da resaca. Destacou-se (Me entao um
bote leve de folha de ferro que pareca en-
orustado no fl meo desaa ombarcacSo quasi
invisivel. Tres homens entraram nelle.
Co n poucis remadas ch -garam n urna pe-
quea praia onde dosembaruaram dous,
omquanto o terceiro levou o bote para
l)jr lo.
Pou -os momentos depo3 a embarcado
tuysteriosa, que nao havia trahido a sua
pr -senca nem por urna luz nem por um
i ii lo qualquer, perdeu-se na escuridilo sem
deixir vestigio da sua passagem.
O dous homens, d-mois de atravessarom
a pequea praia, seguiram a:ompanhando
os rochedos e digindo se para o lado da
es,*cio da est-aia de ferro, subram pela
avenida doa Spelugues, que contorna os
jardins de Monte Cario.
Sarcany nao tinha visto nada. Nesse
momento o seu pensaraento tinha-o levado
para ionge, longe de Monaco, para o lado
pode admittir, mesmo com grandes reser-
vas, a primeira parte da these do. Sr.
B uillier, que o sonho o producto exacto
da vida real; que traz necessariaraente o
reflixo de nossa moralidade habitual e nos
julga retrospectivamente pela propria na-
tureza das fioco*;s que nos impSo e cujo
operario o habito. Muitos argumentos
poieriam se apresentar contra taes senten-
cas, muitas reclamagSes seria n legitimas,
e, em compansagSo, singulares rehabilita-
res tornaran possiveis.
Tambem nao concedera ao Sr. Bouil-
lier qm, alen dessa primeiro elemento do
responsabilidade, subsista no sonbo u na
parte de actividad) razoavel e livro, sufi-
ciente para que nos seja, com justo titulo,
imputa vel.
Conaiderem 83 as circunatancias era qu
se exercia essa pretendida liberdade no
somno. Parece quo as condiySes normaes
la liberdade sejam estas: a posse de si
mesmo, o gozo de urna intelligencia lueida,
capaz de comparar os motivoo de accao
entre ai o principalmente de promover ou-
tros inteiramente distinctos das ideas oh
das emoyoes espontaneas presentes nossa
eonaciencia : a vigilancia sempra franca da
razao sobre esses motivos ou easoa movis;
finalmente, o poder pessoal da attencSo
sob dupla forma, a onoeutracao do pensa-
mento sobro esta ou aquella emocao, a t'a-
culdade do iiibi(do exercda sobre tal
grupo do repreaentajSos ou de impulsos,
que se faz parar no seu deseavolvimento
ou que se afasta, e que d urna parte de
aegao consideravel ao agente moral nossa
lata pela vida, tao real para as ideas. Sao
satas as rolas, demasalo complcalas e
delicadissima8, que pare cera necessariaa
para conseguirse un acto livre, ja assa
difBcil na vida ordinaria, amea^alo do t >
dos os lados, invadido, diminuido ou sup-
primido por tantas influencias diversas.
Mas, como um acto idntico nao seria
mais penoso no estado de somno, em que
estas condigSes eata > mais ou monos pro-
fundamente perturbadas, em que o agento
moral nao est de posse de si, em quo sua
intelligencia n5o percebe mais o sentido
exacto nem a proporeito das couaas, em
tudo est entregue a urna espacie de deli-
rio serio, en qu> a razilo prisa dessa dea-
ordem do imagens, nao exerce mais a sua
justa superintendencia, cm que fijamos des-
apossadoa do poier do inkib'gcto ou de sus
pensao, poder tilo til na vida ordinaria,
quo nos permiti comprimir certa emo-
coes, e que, paralyaado no sonho, abre
brecha s fantasas mais desordenadas!
Onde encontraremos, n taes circuatan-
cias, esse resto de actividade razoavel, ca-
capaz de produzir um nico facto livre e
verdaderamenteiraputavel ? Essas circums-
tancias dominantes, cara teristicas do som-
no, bLo a auaencia de lgica, a suppreasao
momentnea da razio, a suspenso quasi
total da attencilo. Quo restar para a li-
berdade ? Essa liberdade, que o verda-
deiri ttulo do homem para ser urna pessoa
moral, essa liberdade, filha da intelligen-
cia e da razilo, um bem tilo frgil na
vida habitual, no estado de plena posse
de si mesmo e da lucidez intelectual; ella
nos tao disputada pelas forjas cegas que
vem de fora de nos mesmo3, do meio phy-
8co e social em que estamos mergulhadoa
e desse fundo obscuro que trazemos com
nosco, em que se mesclam as mil influen
cas do temperamento e da heranca Quan-
to mais ameacada e reduzida nao ella
nesse estado composito, em que domina
como senhora a associacao das ideas, e
dos instinctos e dos moviraentos ? E' a
carreira aborta a essas fatalidades do san-
gue, a essas impressSas 3 oppress3es ex-
ternas, a todos os elementos da fantasa
que nos governa entao e nao dexa mais
subsistir senao va e fluctuante imagem em
que nossa personalidade se procura e so
perde tantas vezes quantas elle volta a si
e er reconhecer-se.
Nao neg, entretanto, que possa sbsis
tir, em c;rtos momentos do sonho, algum
vestigio de vontale e de razio, e que a-
conteca positivamente julgar-no3 livres.
Mis o que sao, no fundo, eases lampejos
de libwdade e quando se produzem elles ?
E' precisamente quando nao dormimos
ainda iuteiramenta, no simples aiormecer,
nessaa fronteiras indecisas da vigilia ainda
obscurecida e do despertar que j despon-
ta, nesse fugaz crepsculo da lib3rdade
que ainda nao deaappirecou ou quo vai
renascer, ,ue n3o so perdeu inteiramente
ou qu se torna a encontrar. O a entao
n5o abdicamos inteiramente a noasa tirefa
diaria e a nossa funejao de homem, ou a
rea83uraim.)S em parto, e pode se dizer
que, desde que sentimos > nossa liberdade
porquo no dormimos completamente.
Neste catado pass geiro de realidade,
nao de admirar que sintamos tam
bom meia libardade, quo basta at para
fazer parar as ficcoea, impedil as da ullra-
passar certos limites, e, si vencida nei
sa luta, impor nos um sentimento vago o
ddor,so de responsabilidade. Fra deste
caso, um dos mais curiosos, doa que pod)-
riam chamar sa phenomenos de penunbrj
da liberdade, pareca-nos que nXo ha ves-
tigio de actividade livre no soaho : o que
nao quer dizer que a imagem mais ou ma-
nea confusa dola nao se produza, mas a
maior parte daa vezas nao mais urna
lagem.
Sendo a libardada una realidadode noa-
sa vida ordinaria, muito natural quo elli
teja representada, como oa outros elemen-
tos reaea dessa vida, no espectculo noc
tumo que ae deaenrola na noasa prssonca.
E' ate neceasario que seja aaaim, a fantaa-
migoria do sonho s crea combinajScs de
elementos raaes t im.ul u vigilia. Por que
n) paderonos sonhar qua estamos livre,
que tomamos u na decisilo, que se faz um
juizo moral sobra um acto emanado de nos
ou dos outroa, como sonha-se achar-so com-
mvido com urna historia quo ss conta pa-
rante nos, por urna bolla acjo da que se
teatemunha, como sonha-se que nos agi-
tara para um fim imaginario ou que nos
batamos em combita fantstico, ou qua re-
presentamos um papel heroico, tao ficticio
coma a paixao quo noa arrasti para elle ?
Tuda iat), puras destroc>s da vigilia, em-
preatimos divaraos feitos realidade e
transportados partidos pira a imaginacao.
O psyehologo qua j citamos, o Sr. Le-
moiue, ad nitte qun podc-se produzir no
somno como que un echo da li'o.riada.
A exprossao justa e pittoresea: um echo,
un som reflactido e nlo o aom diracto da
rivalidade viva ; si nao reeeiasse exprimir
o meu ponsamento por urna antithese arro-
jada, que, entretanto, a traduziria fielmen-
te, dira que o que so chama a liberdade
no sonho nao sonao o sonho da liberda-
de.
Estaramos, cora > p iraee, tilo longa do
Verdader> pensamento do Sr. Bouillier, e
haver entro nos urna contradicen re il ?
Apparente, sim ; no fundo, no o craio ;
porquanto, depois do ter feita oa ma;s en
genhosos eaforcoa de induejao para es-
tabolecer a responsabilidade moral no so-
nho, o autor, como que assustado das con-
sequancas poaaiveis, eaforca-so por atte-
nual-as. Apreasa-se em declarar que essa
responsabilid idc, em tadoa oa casas, pos
soal ao que sonha e nao poderla produzir
nenhum effaito exterior, nenhuraa pasquiza
seria contra aquella que sonhou, quer o seu
sonho fosse divulgado, quer, como aconte-
ce, tivessemos fallad) alto dorm ndo, quer
o tivessemos communicado a algum con-
fidente indioreto. Tambem n3o hesita em
abrandar o acto do Dionyaio o Antigo, fa-
zendo morrer um dos seus capitaes, Mar-
syas, incriminado por haver em sonho as-
sasaioalo o tyranno. Dionysio era philoso-
pho, convencido da these sobra a respon-
sabilidade moral no sonho ; a razo que
elle dava de sua decisao cruel era inteira-
mente psychologica : i Si Mirsyas n5o
pensasse nesse crime de di a, nao pensara
nelle noite.
Dssconfiemos dos psyehologos que se
tornam tyrannos. O Sr. Bouillier os con-
demna como nos; mas si houvesse respon-
de Tatan... Mas nao s, obrigava o seu
cumplice a acompanhal o.
Silas; senhor de mira dizia ella de
si para. Silas, podendo com urna palavra
impedir me de conseguir o meu fim I....
Nunca 1... Se araanha o jogo nos rost
tuir o que nos tomou, eu saberei obrigal-o
a acompanhar-me I... Sim I... a acom
panhar-me at Teluan, e l, na costa de
Marrocos, quem so importar com Silas
Toronthal, se elle dosapparecer ?
Sabemos que Sarcany nao era homem
para receiar ante mais um crime, especial-
mente quando as circumstancias, a distan-
cia da trra, a selvageria dos habitantes,
a impossibili iade de descobrir o culpaio
tornava a sua pratica tilo fcil.
Tendo assim combinado o seu plano,
Sarcany fechou a janella, deitou-se e nao
tardou a adormecer, sem que o remorso
perturbasse a sua eonaciencia.
Assim nao aconteceu com Silas Toroa
thal.
O banqueiro passou urna naite horrvel.
Da sua fortuna antiga, que lhe restava ?
Apenas duzsntos mil francos, que o jogo
ainda nao tinha absorvido Era urna ulti-
ma parada! Assim o quera o seu cumpli-
ce, assim elle mesmo o quera. O seu ce-
rebro enfraquecido, cheio de clculos chi-
mericos, nao lhe permittia mais argumentar
framente nem com justoza. Era mesmo
incapaz, pelo menos neaaa occaaiao, de
coraprehender a situacao cerno o tinha feito
Sarcany.
Nao compreheodia quo os papis esta-
vam trocados, que agora tinha om seu po
der aquello que o tinha dominado tanto
tempo. NSo va senilo o presenta com a
sua ruina immeiiata e nao pensava senilo
no da de amanhS, que havia de rehabili
tal o ou lancal-o na miseria.
Tal foi essa noita para os dou3 associa-
dos. Sa um p le ter alguma horas de
descanso, o outro debateu se as angustias
da insomaia.
Na da seguinte, pelas dez horas, Sarca-
ny foi tor com Silas Toronthal.
O banqueiro sentado sua mesa, teimv
va em cobrir de algaramos e de formulas,
as paginas do seu canhenho.
Entilo, Silas, perguntou elle em tom
leviaoo, em tom de um hornera que nao
quer conceder a miserias deste mundo
mais importancia do que ellas merecem
entao nos s^ua sonhos, deu a preferencia ao
vennelho ou ao preto?
Nao dorm um s instante !... nao I...
nem um s respondeu o banqueiro.
sabilidade real no sonho, Dionyaio teria ra-
zio pensando que o asaassino imaginario
deve vir a ser um asaassino real, levando
a these at sua ultima conaequencia. O
que pois, urna respanaabilitada de tal
forma attenuada que sa torna nulla a res-
pait) daa leis, nulla at acerca da opiniao ?
A respeit) das leis nSo ha qua contestar,
pnrquinto ellas nilo attingem sonao as ae-
coes externa*. Mis nulla tambem em rala
cao opnio : o Sr. Bouillier consentir
que so desprezasse um homem nicamente
porque elle saria capaz de um mu sonho *
Muito incerta em relajila ao sonhador a
sua propria eonaciencia, porque o sonhador
po le s -ramente, nestos casos, macularse
como um criminoso que raspnlo raalmon
te pelo seu acto? Assim, a medida que se
prosegue nessa idea de responsabilidade,
ella nao dexa nada de palpavel o de real
quellea que a querem admittir, e pode bo
dizer que ae esvae como um sonho.
Podamos tirar outro argumento dos l-
timos estudos sobre a suggaatlo, a propo-
sito do hypnotismo, que no senao urna
eapocie de somno artificial e provocado.
A auggestao, ato a subatituicao de urna
personalidade a outra, a evocacao de cer-
tas ideas ou de certos moviraentos em um
assurapto a ellas sujeita, ou sob o imperio
da palavra que as determina, ou sob a in-
fluencia de certaa associacSes que fizeram
nascer a vontade em urna intelligencia que
ae torna inteiramente passiva, eate pheno-
raeuo de passessl) momentnea da pessoa
corneja, em certos casos, desde o somno
naturai e mostra por signaos raanifastos co
mo aliberdalo nella estranha. Mas se-
ria aahir dos limites da paychologia moral
em que o Sr. Bouillier quer-so conservar ;
a nossa intenfo nlo tratar, de passa-
gem e ligeiramente, esta ordem de ques-
tuea muito delicadas que a sciencia medica
deseavolve anta os nossos olhos e que cada
da mais precisamente se estendem.
Diasemos bastante para mostrar o quo
tullamos em vista, a saber, que o autor
verdaderamente muito modesto quando
deaculpa-sa por s ter tratado de assump-
toa familiarea, aira familiares, pelo tom do
convoraaclo espirituosa qua conserva sem-
pre; mas cada urna destas questoos tem
sua importancia, o algumas at abrem-nos
v.ntoa horisjutes onde a mais sabia philoso-
pbia poder mover se muito tempo ainda
sem esperar atliogir tao cedo o termo.
E. Daeo.
(Journal des savants.)
Tanto peor, Silas, tanto peior I...
Hoje preciso ter sangue fro, e algumas
horas de descanso eram-lha necessariaa I
Olhe para mim Dormi um somno s e es-
tou em boas condigo s para lutar cora a
fortuna Afinal de contas, ella i urna mu-
lher e ama aquellos que sao capazos de a
dominar !
Entretanto, ella trahio-nos !
Ora, simples capricho I... E passan-
do o capricho, ella voltar para nos !
Sila3 Toronthal nlo respondeu nada.
Acaso estara ouvindo o que lhe dizia Sar-
cany, quando nlo levantava os olhos da fo-
lha do canhenho em que tinha tragado as
suas corabinac3e3 inuteis ?
Qua fazia voc ah ? perguntou Sar-
cany.
Progre833es, martngale3?.. Diabo!...
voc parece estar bem doente, meu caro
Silas ?... Nao ha clculos a que sa possa
submatter o acaso, e s o acaso quo ha
de pronmeiar-se hoje, pro ou contra nos.
Bam I respondeu Silas Toronthal, de-
pois de fechar o seu canhenho.
Sim duvida, Silas I nao sei senao urna
maneira da o dirigir, accrescentou Sarca-
ny irnicamente. Ma3, para Uso, preci-
so ter estudos especiaos. e a nossa edu-
cago incompleta nesse ponto Portanto
appellemos para o acaso Hontem tavore-
ceu a banca E' possivel que hoje a aban-
done. E se assim for, Silas, o jogo ha
de restituirnos tudo quanto nos tem le-
vado /
Tudo ?
Sim, tu lo, Silas! Mas, nada de des-
animo Pdlo contrario, coragem e sanguo
fro I
E aa ficar .nos arruinados eata aoi e ?
tomou o banqueiro, quo fitou Sarcauy.
-- Nesse caso saturemos de M anaco !
E remos para onde ? exclamou Silas
Thoronthal. Ah! maldito seja odia em
que o conbeci, Sarcany, o da em que re-
clamoi os seos sarvicos Eu nilo teria che-
gado onde estau 1
E' um pouco tarde para recriminar,
respondeu o impudente parsouagan, e
commodo renegar aquellos de quem j se
servio.
. Cuidado 1 exclamou o banqueiro.
Sim... hei de tomar cuidado raur-
murou Sarcany.
Essa ameaca de Silas Thoronthal con-
firmou o no seu proposito de inhabiliUl-o
de fazer mal.
Depois tornou :
Mau caro Silas, nao nos zanguemos 1
LTTERATW
OS FILHOS
DO
BANDIDO
POB
i. ursnu
SEGUNDA FAHT3
Os segredos de Eu)des
( Continuado do n. 14)
CAPITULO XXII
O TIGRE REAL
D'um s pulo reuniram ae ao que pare-
ca ser seu mestre, e passando adeante no
seu pulo, cairam em frente de Eudes.
Este, arrodando o seu rosto da gaiola do
tigre, voltou-se vagarosamente.
Apenas o olhar do velho so encontrou
com o do lelo e o da panthera, um mesmo
sentimento pareceu dominar de sbito os
doia animaos; mas este sentimento expri
miu-se d'uma maneira differente.
Para que issso '?... Excita os narvos e
nao convm e3tar nervoso hoje I... Te-
nha confianca e nlo desespere, como eu
nao perco a esperanga !... Se, por desgraca
continuarmos caiporas, n3o esqueja que
outros milhSas me esperam o quo voc tr
o seu quinhao.
Sim !... sim I... Eu quero a mi
nha desforra tornou Silas Toronthal, em
quem reappareceu o instncto do jogador,
desviado por um momento. Sim! a banca
esteve muito feliz hontem e hoje...
Hoje, ficaremos ricos, muito ricos,
exclamou Sarcany, e eu lhe prometto, Silas,
que desta vez nlo tornaremos a perder o
que ganharmos Haja o que houver, araa-
nha deixareraos Monte Cario I... Parti-
remos ...
Para ?
Para Tetuan, onde temos urna ulti-
ma partida a jogar ; e essa boa I
IV
A ultima parada
Os safos do Club dos Estrangeir03, vul-
garmente chamado o Cassino, estavam aber
tos desde s onze horas. Comquanto o nu
mero de jogadorea ainda fosse limitado, al-
gumas mesas de roleta comagavam a tune
eionar.
O nivelamento das mesas tinha sido rec-
tificado, porque importa que ollas estejam
perteitamente horizontaes Com effeito, um
deleito qualquer, que alterasse o movimen-
to da bola, lacada no cylindro gyratorio,
seria logo notado e utilizado em detrimen-
to da banca.
Em cada urna das sois mesas de roleta
tinha-se posto sessenta mil francos em ou
ro, prata o notas ; em cada urna das duas
mesas de trinta e quarenta, cincoenta mil
francos. E' o capital habitual da banca,
at a abertura da estagao e raro ser a
adranistngo obrigada a entrar com mais
fundos. S com o zero cujo lucro lhe per-
tence, a banca deve ganhar e sempre.
So, pois, o jogo iaimoral em si, alen
disso estupido, porque se opera em taes
condignas de desigualdad^.
Em torno de cada urna mesa de roleta,
oito crouplers, cada um com o seu ratean
na mao, oceupavam os lugares quo Ibes
estavam reservados. Ao lado destes, sen-
tados ou em p, estavam jogadores e es-
pectadores. Os inspectores pasaeiavam noa
salos, observando tanto os croupiers co-
mo os pontos, omquanto os cri idos ser-
0 lelo parara na sua corrida, deitara-se
aos ps de mestre Eudes, lanbendo-os ; a
panthera deitando-sa tambera, rolava no
sobrado, com as patas no ar.
Um offereeia a imagem da forea bai-
xando-se voluntariamente perante a supe-
roridade ncontestave!; o outro apresenta-
va o aspecto da graga procurando attrahir
o olhar.
Boa noite, El-Kebir boa noite Shab-
bat disse Eulos baixando se par passar
oa dedos pela juba do lelo, e pelo negro
e luzidio pello da panthera; boa tarde,
amigos. Reeonhocem sempre o seu velho
mestre.' acariciara quem os corregiu; va-
lem mais que os homens, pois mordera as
mos que os protegeram.
O velho nlo tinha ainda acabado, quan-
do um trplice rugido eccoou na sala.
O lelo, a panthera e o tigre acabavam
de ver-3e. Certamente a intimidade que
entra os dous primeiros reinava ostava lon-
ge de ser partilhada pelo terceiro, pois,
apenas os olbares dos tres animaes f rozos
se cr izarara, o l ran se n'um pulo, eraquanto o tigre, tor-
nando so furioso, avangou para as grades
da sua gaiola com tal violencia que ellas
gemeram.
O lelo, enraivecido, pareca desafiar o
seu inimigo.
A panthera, mais prudente ou menos
corajosa, recuou i-angendo os dentes.
Durante alguns segundos, foi um con-
cert terrivel qua fazia acreditar que os
animaes iam esuiagar-se, gritos e rugidos
que se ouviam ao longa e levariam o ter-
ror aos linguareiros vizinhos.
Silencio, El-Kebir I silencio, Shab-
bah disse urna voz rude e poderosa.
E o hornera que entrara na sala prece-
derlo o lelo e a panthera metteu-so entre
elles e a gaiola aande estava o tigre, de-
pois levantando urna vara de ago flexivel
que trazia na mao, araeagou os dous ani-
maea lerozes.
Estes recuaram ainda rugindo.
Eotrem I ordenou o mestre cora im-
perioso tom.
O leao e a panthera pareceram hesitar
um momento, depois, araeaga de um no-
vo castigo, afastaram a casa do fundo, de
que se conservava a porta entre.ibeita
O homem do gibilo preto caminhou
para essa porta, fechou-a e voltou para
junto do velho sabio, que nlo se afastara
da gaiola do tigre.
Este pareca estar entregue a um acces-
so de ira espantoso.
Pulando, mordendo com seus alvos den-
tes os varSes de ferro, cavando o solo com
as agudas garras, rugindo com inaudita
raiva, estava bello de contemplar.
Humberto! disse o velho.
= Meu pai, respondeu o interlocutor
approximando-se. f
Este tigre ainda nao est domado ?
Nao, meu pai.
Nem pedes domal-o ?
Nao, meu pai. Em vao tenho feito
todas as experiencias. A fome. o olhar, o
espelho mgico, os castigos, a dogura,
nada tem poder sobre esta natureza es-
sencialmente sclvagem.
Mestre Eudes dirigi a sua uttengao
para o tigre, que nao pareca disposto a
a acalmarse.
Nesse caso, dase o velho voltando-
se para seu filho, renuncias a domar esse
tigre ?
Renuncio, meu pai, e estou certo que
ninguem no mundo poder fazel-o melhor
do que eu
r Acreditas ?
Tenho a firme certeza, repetio-o.
Nenbum bomem, segundo a tua opi-
niao, poder dominar este animal ?
Nenhum.
Irias ao p delle no estado em que
eat?
Meu pai, seria loueura intil. Nes
te momento faria em pedagos quem entras
se a porta.
(Contimiarsse-ha)
viam o publico e a a lministrag&o, que nao
tem menos de cento e cincoenta emprega-
dos para o jogo.
Meia hora depois de meio da o trem de
Nice trouxe o seu contingente habitual de
jogadores. Nesse da eram tal vez mais nu-
merosos.
Essa serie de dezesete vermelho3 tinha
produzido o seu effeito natural. Era como
urna noVa attracgao, e tudo quanto vive do
acaso, ia acompanhar-lhe as peripecias com
mais ardor.
Urna hora depois os saldes estavam
cheios. Conversava-se, principalmente, so-
bro essa serie extraordinaria, mas, geral-
mene, em voz baixa. Nao ha nada tao
lgubre como essea safos immensos, ades-
peito da prodigalidade dos dourados, a fan-
tasa da ornamentacSo, o luxo dos movis,
a protuslo de lustres, que derramam ondas
de luz de gaz, sem fallar das lampadas de
azeite, com bandeiras esverdeadas, que
alluraiam mais especialmente as mesas de
jogo.
O que domina, a despeito da afluencia
do publico, nSo o ruido das conversas,
o tinir das moedas de ouro ou de prata,
contalas ou atira laa as mesase o amar
rotar daa notas, o incessante : Verme-
lho ganha e a cor, dezesete, preto, impar e
pequeo, langado pela voz ndfferente dos
chefes de mesatudo isso triste !
Entretanto, dous dos que mais perderam
na vespera, ainda n5o tinham apparecido
nos safos. J alguns jogadores procura-
vara acompanhar as diversas probabilida-
des, uns na roleta, outros no trinta e qua-
renta. Mas as alternativas de ganhos e
perdas compensavam se e nao pareca pro-
vavel que o phenomeno da vespera se
reproduziase.
S pelas tres horas que Sarcany e Si-
las Toroahal entraram no Cassino. Antes
do apparecerem as salas do jogo, paaseia-
ram as outr. riosidade publica. Olbavam-os e iaiaga-
vam se elles entrara.u na luta com o cai-
porisrao quo to caro Ibes havia custado.
Alguns profeasore3 teriam do boa voli-
tada aproveitado a occasiao para vender-
lhus martingalas infallivois, se elles nlo pa-
racessem to pouco dispostos para conver-
sar.
\

I
1
\(Continuar-it-ha.)
Typ. do Diario ra Duque de Caxias n. 42.

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