Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19593

Full Text
ANNO Lili -- NUMERO 15
PARA A CAPITAL E LlGARttS ONDE XAO SE PACA PORTE
Por tres nezes adiantadog
Por seis ditos dem......
Por um armo dem......
Cada numero avulso, do mesmo da.
60000
120000
240000
0100
QARTA-FEIRA 20 DE JANEIRO DE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados............... 130500
Por nove ditos idem.........*........ 200000
Por um anno dem................. 270000
Cada numero avulso, de dias aateriores........... 01^0
DIARIO DE PERNAMBUCO
>
Proprirtadt Ufe Jttaiwrl Jxgptixa t>e -feria & J\l[)o*
*?
TELEGRAHMAS



:wi:: :ast:cla?. so siAnio
NATAL, 19 de Janeiro, s i) horas e 5
minutos da oaaha. (Recebido s 12 horas
e 12 minutos da tarde, pela linha terres-
tre).
Fallando apena um collegio, a vo-
taco do t." districto desta provincia
para depulati gcral a segnlnte >
Padre Joan Hanocl de Carva-
Ibo (C) tl
Dr. Morelra Brando ti.) 155
Dr. Miguel Castro d.i IO
So *. dlMtriclo do Plauhj o Dr.
Simplicio Ciu-lim de Reiende (C) irm
IOS voto de malorla.
Do 3. districto da meama pro-
vincia Mabe-Me que a votacao de
Amarante Tai esta :
Dr. Jayme d*Albuquerque
Roa (C)
Conselbclro Frauklin Doria
w
V1ENNA, 19 do Janeiro.
O Beicbsratb fo oonvi
is do corrente.
PARS, 19 de Janeiro.
IM gravcmenic doenle o Princi-
pe Jei oh ni o Mapolean.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
19 de Janeiro c'e 1886.
9
3
INSTBDCCO POPDLAR
Geographia geral
Extrahido
DA BIBLIOTHBCA DO POVO E DAS E8COLAS
louiMiando das Amas
QCAHTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AB-
MAS DE PERNAMBUCO, 19 DE JANEIRO
DE 1886.
Ordem do da n. 63
O ministerio da guerra em aviso circular de 4,
communicado em officio da presidencia de 16, tudo
do. corrente, decan que, quaad) o desembarque
dos officiaes as provincias intermediarias, em via-
gem da Corte para o norte ou sul do imperio, nao
for justificado motivo de molestia dever correr
por conta d'elles a importancia correspondente ao
resto da viagem.
Outro sim : que approvei o eugajamento que a
16 do corrente contrahio, mediante as formalida-
des da lei. para servir por mata de 6 annos, o sol-
dado da corapanhia de Cavallara Eugenio R y-
mundo de Lacerda, que em nspecco de sauie foi
Nosso Senhor Jess Christo depois de ter pro-
vado a sua divindade aos proprios olhos da huma
na razio, e cancelado com o seu aunque o decreto
de noasa condemnacio, (Colose. 214), devia vol-
tar ao seiodo Eterno Oai. (Joan. 131).
A redempeo nao era um favor transitorio mas
sim a misericordia em accio permanente ; por
iaso todas as vo-dades proclamadas, pregadas, en
ainadas pelo Redemptor, deviam aompanhar a?
geraces por vir. parque a verdade do Senhor
eterna : Veritas Domini mmet in te'ernum
(Pb. 116-2).
Para desempenhar a raiaao augusta de 1 var
at ais confina da trra, e fazer repercutir nts
extremiiadei do orbe, o e:ho da pa'avra divina,
foi instituida a igreja ensillante, p-rrainento no
perpaasar dos seculos, nunca as3oberbada pelo
errb. (Math. 2820).
Nao basta acceitar, e receber esse casino traus-
julgado apto para continuar no eervico do exerci-1 nittido pela igreja, necesario crer com clfica
to ; conforme communicou o Sr. capitao comman-
dante da inesma companhia em officio n. 15 de
hoctem datado: oque fac constar a guarnico
para os fins convenientes
MARANHO, 19 do Janeiro, s 11 ho-
ras e 50 minutos da raanha. (Receido s 12
horas e 55 mi autos da tarde, pelo cabo sub-
marino).
Pelo r,. districlo desta provincia
foi elelto. em 1. escrutinio, o Dr.
Francisco Dias Carneiro (C).
Pelo l.o districto do Plauby. foi
tamben* eleitoem I."escrutinio, por
8 votos de maioria. o Dr. Antonio
Cocino Bodrig-ues (C).
RIO DE JANEIRO, 19 de Janeiro, s
12 horas e 40 minutos da tarde. (Recebi-
do 1 hora e 55 minutos, pela linha ter-
restre).
Forana elelos deputados erae
em I.0 escrutinio i
. districto de Minas eraew. Dr.
Aurellano Martin* deCarvalbo Bou
rao (C) t
s. istricto de Mina* Oerae*. Dr.
Jos Cesarlo de Farla Alvino (I).
va 6 9. escrutinio s
Pelo 9.o districto de Mina aeraos
Dr. Henrlqne de Hasralbe* Salle*
(1j) e Dr. Jos de emende Telxelra
ulmarek {V) t
Pelo 3. dialrlclo do Dio Grande do
Sul. o Dr* Egydio Barbosa de Ollvel-
ra Itaqul (I.) e o Dr. Severlao Bl-
belro Carneiro Mendonca (C).
Telegramma ofllciai dis que vo
escrutinio pelo 1 districto do
Blo|Crande do Sul. o Dr. Paulino Bo-
drlcues Fernandes Cbavea (C) e o
eonselbeiro Antonio Kleuterlo de
Camargo (C).
(*) BAHA, 15 de Janeiro, s 3 horas e
30 minutos da tarde. (Recebido s 4 ho-
ras e 30 minuto*, pelo cabo submarino).
Fol cleito em 1. escrutinio pelo
9. districto desta provincia, o Dr.
fose Eduardo Freir deCarvalbo (C).
ALAGO AS, 19 de Janeiro, s 2 horas
e 25 minutos da tarde. (Recebido s 3 ho-
ras e 50 minutos, pela linha terrestre).
Pelo ." dlslricto desta provincia
fol elelto em escrutinio* o Dr. Pe-
lillo Elisio de lerno t-onza** (C).
PARAHYBA, 19 de Janeiro, s 2 ho-
ras e 45 minutos da tarde. (Recebido s
6 horas, pela linha terrestre).
Pelo .o districto desta provincia
fol elelto. en 1. escrutinio, o eon-
selbeiro Antonio Jone Henrlqne (C).
SEB7I53 DA AG-24CIA SMS
(Especial para o Diario)
PARS, 18 de Janeiro.
O general Ranasel de fourey. cob-
naandante erara chefe das tropas fran-
cesas de oceupaco do Annasa e do
Tonkin, acaba de ser mandado re-
tirar.
(*) Este telegramma deixou de ser pu-
blicado no da 16, porque passou desaper-
cibido entre o grande numero que recebe
moa 15. So hoje o descubrimos entre
todos n'um exame goral que procede-
mos.
19 Janeiro -86.
IConlmuaeao)
: I M O i A
ALLEMANHA
4* De sete principados
lippe detmold1:100 kilmetros quadrados.
llOlCOJ habitantes.100 habit atespor kilometr o
qnadrado.Capital, Detmold, 5.000 habitantes ;
eastello Alexanderburgo.
UEUS3 SCHLEIZ L0BENSTEIN EBEBSDOEF1.050 ki-
lmetro quadrados.83:000 habitantes.79 ki-
bitantes por kilmetro quadrado.Capital, Gira
15:U00 habitantes.
scbwabzbdboo rudostadt930 kilmetros qua-
drados 65:000 habitantes.Capital, Sondershau
en, 5:000 habitantes.
waldeck1:1C0 kilmetros quadrados.60:000
habitantes. Capital, Corbach, 2.500 habitantes ;
eastello de Eisenberg. O principe de Waldeck
cedeu a Prussia a administraco de seus Estados ;
apenas o chele religioso do Consistorio.
bec8s oreitz350 kilmetros quadrados42:090
habitantes.Capital, Greitz 10:000 habitantes ;
arredores piltorescos.
liite scauehbuboo 439 kilmetros quadrados.
31:000 habiUntes. Capital, Buekeburgo,3:500 ha-
bitantes : bellos arredores.
5" De tres cldades llares
hambcbgo 180:000 habitante ; commercio ac-
tivo e importante.
ureme70:000 habitantes ; porto importante ;
escola pul) techinicas e industriaes.
lbbck 35:000 habitantes ; antigamenle fren-
te da Liga hanseatiea, fundada para proteger o
commercio contra os piratas.
Do governe de Alsacia Loreno
14.-474 kilmetros quadrados. -1.597:000 habi-
tantes (quando foi annexado Allemanha) ; com-
poese das provincias conquistadas Franca :
(Continua.)
?ARTE OFFICL
lioverno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 18 DE
JANEIRO DE 1886
Antonio Paulino da Silva. Aaaigna o roqueri-
mento e prove o allegado.
Altredo Eugenio Crespo.Informe o Sr. ins-
pector da Th-'souraria de Fazenda.
Companhia North Brasilian Sugar Factories Li-
mited.Deferido com officio destadataaoinspector
da Thesouraria de Fazenda, e ao engenheiro fis-
cal dos engenhos cencraes do 1* districto.
Francisco Lopes Machado. Informe o Sr. bri
gadeiro commandante das armas.
Joanna Valentina Lofler. Informe o Sr. ins-
pector da Thesouraria de Fazenda.
Joo Gomes da Silva.Ao Sr. Dr. jniz de di-
reito das eiecucoes criminaes da comarca do Re-
cita, para prestar ao pedido a consideracao que
merecer.
Joaquim Felippe da Costa. Informe o Sr. ins-
pector da Thesourarii Provincial.
Marcionillo da Motta Cabral. Dse certidio
do officio n. 29 de 10 do corrente mez, do director
do Presidio de Fernando de Norooha.
Thomaz Antonio de Gouveia. Deferido com
officio desta data ao Dr. chefe de polica.
Secretara da presidencia, de Pernambu-
co, em 19 de Janeiro da 1886.
O porteiro,
J. L. Viegoa.
A Redac^ao.
Repartir da Polica
SeccSo 2."N. 58.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 19 de Janeiro de
1886.Illm. e Exm. Sr.Participo a V.
Cxc. que nos dous ltimos dias foram
recolhidos na Cata de DetencSo os s-
guantes individuos:
A' rainha ordem, Ignacio Al ves de Je -
sus, alienado, at que seja transferido pa-
ra o asylo da Tamarineira.
A' ordem do Dr. delegado do Io dis-
tricto da capital, Antonio Bernardino de
Oliveira, por crme de roubo e disturbios.
A' ordem do subdelegado do Recife, Jo
s Soares da Silva ou Emelio Joaquim da
Silva, vindo da provincia da Parahvba
disposicSo ; e requisicfto do chefe de po-
lica dnquella provincia Antonio Joaquina
de Sant'Anna, Izidro Jos do Espirito San-
to e Joao Pedro, escravo do Visconde da
Silva Loyo, por disturbios.
A' ordem do do Io districto de S. Jos,
Jos Marcolino do Nascimento, por distur-
bios ; e Rosalina Mara da Conceicao, por
offensa a moral publica.
A' ordem do do 2o districto da Boa-
Vista, Mara escrava dos herdeiros de
Fran fisco Lucio da Silva Mergulhao, re
queri ment do in venta riante.
Na madrugada de hontem penetra-
ram os ladres na casa onde reside Tho-
m Alves Aroxa, no povoado da Torra e
sem sereno vistos retiraram-se c nduzindo
urna salva de prata.
O subeddegado respectiva tumou conhe-
cimento do facto e fez as diligencias da
lei.
No da 13 do corrente fez o delega
do de Palmares a visita da cadeia daquelle
termo, na qual foram encontrados nove
reos pronunciados*
Pelo subdelegado do districto da
Varzea foram apprehendidas em poder de
diversos desorJeiro e ramettidos a esta re
particjlo, dez facas de ponta e utn esto-
que.
Deus guarde aV. ExcIllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de po'ia, Antonia
Domingoi Pinto.
(Assignado) O brigadeiro, Agostinho
Marques de Sd, commandante das armas.
Conforme. O tenente, Joaquim Jor-
ge de Mello Filho, ajudante de ordens in
terino, encarfegado do detalhe.
Cioverno do Blspado
MANDAMENTOS PARA. A QUARESMA
DE 1886
D, Jos Pereira da Silva Barros por
Herce de Deus e da Santa S
Apostlica. Bispo de Olinda do
Conseibo de Sua Masestade o
Imperador, etc.
A todo o Clero e Fiis da Diosese de Olinda sanie
paz e bencao de Jess Christo. Nosso Senhor
Deus, em seus ineffaveis designios, irmos e fi-
lhos dilectissimos, quiz que voltassemos aos labo-
res do sagrado ministerio pastoral, nesta diocese
mui!o amada, depois da ausencia que foi longa
para o nosso coracSo a vos todo devotado.
Outro pensamento nao nos preoecupa na vida,
que nao seja o da vossa eterna s ilvacao, e, como
penhor deste sentimeoto, entregando nos do novo
ao vosso servico com ingente alegra de nossa
alma, queremos fallar-vos de algans deveres
christaos, principalmente daquelles que urgem
nos tempos propicios que se aviainham e pre-
cedem com memo r cao da Paix2o do Re-
demptor.
Aeostumsio a receber o testemunho da vossa
dedicaco, temos a consoladora esperanza de que
a nossa palavra nao cahir cm vosso coracSo, como
sement atirada em resequido rochedo, mas, pelo
contrario, germinar abundantes fructos de vida
eterna.
Vos fallaremos na simplicidade da linguagem
que nos propria, mas sempre com a energa e
ampia libordadc da palavra evanglica.
Se a nossa voz alguma vez parecer duiaaos
voatos ouvidos, crle, ser o effeito somente da
acerba dor que vai em nossa alma, quando pen-
samos nos ni los amado3, que trilham a senda es-
cabrosa do peccado, do erro, e da perdico ; mas
nunca porque deze de inundar o nosso coraco a
caridade gara comvosco,
Ouvi nossa voz, certoa de qne estamos unido,
sem reservas nem restriccoe, igreja de Nosso
Senhor Jess Christo, mestra nfalvel da verdade
pela bocea de Pedro-o Romaao Pontficehoje
Leao XIII, a cujos ps temos a glora de prostrar-
nos submsso.
I
A religao, Irmaos e Filhos dilectissimos, nao ,
vos sabis, algum invento do engenho humano
mas sim urna nstituicao divina, ensinada aos ho-
mens pelo proprio Deus.
Asiim devia ser; porquanto, quer ee considere
a eligioo conjuncto das verdades em que de-
vemos crer, e dos preeeitos a que devemos obede-
cer, quera virtude que d ao ser supremo o culto
devido, tem sempre Deus por objecto, como prin-
cipio ndefecti vel e fim ultimo.
A eziitencia da religao vem das nossa? rela-
(dea para com Deus, porque o Creador de seres
racionaes deve ser por elles conhecido, amado,
obedecido, adorado.
Deus a verdade infinita, e nao pode ser ado-
rado senao pela intelligencia e pela verdade: Eos
. qui adorant eum in spiritu et veritate oportot
adorare (Joan. 424).
Posto que o lume da razao natural possa co-
nheccr a existencia de um ente supremo, necessa-
rio, primeiroprincipio de todas a cousas contin-
ge otes, acontece que, sem o ensno, poneos e com
grande dispendio de tempo, podnriam ter urna no-
cao mais ou menos perfeita desta verdade, visto
como andam os homent sempre expoitos ao perigo
dos erro proprio da razao contingente, como en-
ema S. Thomaz :
Necessarium fuit hominem instru revelatione
< divina, quia veritas de Deo per rationem inves-
tigata a paucis, et post longum tempos, ei cum
admztione mutorum errorum homini perve-
nerit. > (Samma Theol.)
Certamente, irmaos e filhos dilectissimos, urna
cousa couhecer simplesmente a existencia de um
ente supremo, primeiro principio; ontra cousa
conhecer, de modo perfeito, os attributos e per-
feicoes divinas. Perante a historia da humamda-
de um facto incontestavel que os homens en-
tregues pura razao distanciam-sc fcilmente do
caminho da verdade, para seguirem a estrada do
erro.
Se consultarmos aos sabios antigos, encontra-
remos, uns duvidando de tudo, outros admittndo
muitos deuaes e dando attributos divinos s iou-
saa creada.
Entre os povos encontramos, adorados com) d-
vindades : a fortuna, o temor, a febre, a arvores,
as pedras, os astros, o animaei, e at os proprios
crimes e vicios, como o adulterio em Jpiter e
Marte, a impudicicia em Venus, o incesto em Apol-
lo, a vinganca em Vulcano e a proatituico em
Flora.
Demais, segundo S. Paulo, anda mesmo depois
de terem conhecido a Deus, os homens, abando-
nados a si proprios, longe do o reconhecer e glo
rificar como ao ente supremo, se desvaneceram em
vas congitacoe ; e pretendendo possuir a sabedo-
ria, se tornaram estultos : Cum cogaovissent
Deum, non sicut Deum glorificaverunt, aut
gratias egerunt, sed evanuerunt in cogita
tionibu suis. Dicentes enim se esse sapientes,
stulti facti sunt. (Rom. 124). Em face
de tantas difficuldades quu cercam os conheci-
mentoa humanos, necessario era que ama luz su-
perior esclnrecease a razas finita em sua relacoe*
com a razo infinita.
Deus, bo'n e justo, uSe poda exigir a exeiugao
de S'ia vontado sem tornal-a conhecida. Por aso
de facto ensinou aos homens por si mesmo, pelos
propnetos, p>-los patriareha, e finalmente por sen
pioprio verbo : jluliifariam, multisque irodis
< oiim Deus loquen patribus in prophetis, no-
""issim- ebm istis locutusest nobis u Filio.
(Hebr.l- 1 e 2)
Como para contestar as aberraedes da pura ra-
zao, seria ne easario negar a h storia da humani-
dade, para negar o ensino da religao, preciso se
na repudiar nao s aa escripturas, mesmo como
simples trstemunho histrico, mas tambera a di-
vindade de Jess Christo, e os aeontecimentos to*
dos que acompanharao o i stabelecimento e propa-
gado do christianismi.
Negar tudo ito aeria rematada loucura
A religio nio portento, irmlos e filhos dile-
ctsimo, algum invento do engenho humano, mas
ama instituido divinfc.
Sciii crer nao se podo agradar a Deup, como en-
sina S. Paulo ; mas a f sem as obra?, ;ema obser-
vancia dos preeeitos, como a lampada sem ole >, o
corpo sem alma ; mora para a jnstificacao, na
phrase de S. Thiago : Pides si non habit opera
i mortua est. (Jac. 2-17). .
Se credes nos eusinamcutos do Jess Christo,
obedecei aos seus mandamentos, diz S. Bernard,
para que assim a vossa f seja viva : Credis in
Christo, fac Christi opera ut vivat li les tua.
A igreja, nossa mestra e guia no caminho da
salvaco, convida-nos a commemorar iiiuu i'.tnr.i -
te os grandes aeontecimentos da regeneracao da
humanidad?, e para avivar nosa f, chaman)
pratica de santos oxcrcicios.
Nos manda a religioque nos purifiquemos p^la
pratica da peniteucia para nos approxmarmos
dignamente do Redemptor pe'a Paschoa da Resur-
retoCo.
Quatro sao, irmos e filhos dilectissimos, osmeios
de preparaco para a Paschoa christi : o jejuin,
a abstinencia, a confisso, e a participaco do
CorJeiro immaeulado pela sagrada commuohlo.
II
O jejumea abstinoncia sao dous preeeitos dis
tiuctos, decretados pela igreja, como salutares
meios de fazer penitencia.
O jejum urna aeco que tem sido sempre pra
ticada como acto meritorio ; bista abrir as es-
criptura sagradas para encontrar irrefragaveisj
testemunhos.
Os pitriarchas, os prophetas, os povos todo
chamados penitencia, reparacao das culpas,
recorreram sempre ao jejum para agradar a Deus
e conseguir misericordia e peido.
Nosso Senhor Jess Christo mesmo ensina a
eficacia desse acto para vencer e repellir o pec-
cado : Hoc genus non ejicitur ni.i per oratio-
nem et jejunium (Math. 1720). Elle pre-
parase para o Calvario pelo jejum (Math. 42)
e manda que os fiis o imitara sem hypocrisia nem
tristeza, mais alegres e contentes de to boa
acfao : Cum jejunatis, nolite fiiri sicut hypo-
cntoj, triste (Math. 716).
Os apostlos fizeram preceder sempre do jejum
os grandes feitos.
Nao elegeram a Paulo e Bernab, nem lhe> im-
puzeram as inos, senao preparados por elle:
> Jejunantibus, dixit illis Spiritus Sanctus : se
gregate mihi Saulum et Barnabam in opus ad
quod aasump ; eos ; tune jej uantes et oran-
tes, laapoMateSQue eia mauus dimiserunt illos
(Aefc-13-2)..
o. Paulo, conjurando os ministr sagrados
Kra se mostraren) em tudo dignos ministros de
ius, nao se esqueceu do jejum como aeco meri-
toria : In mnibus exhibeamus nosmetipsos sicut
Dei ministros... in laboribus, in vigiliis, in je-
juniis (2Corinth. 64).
. O verdadeiroa christaos, irmos e filho dilec-
tissimos, nunca desprezaram o jeju-n, pelo contra-
rio, acharam nossa pratica o ssgredo de refrear
as paixes e vencer os estmulos da carne.
Santo Agostinho affirma qne o jejum purifica a
alma ; eleva os pensamientos ; submette a carne
ao espirito ; torna o coraco contricto e humilha-
do ; apaga a concupiscencia ; extingue o togo das
paixoes e sustenta a virtude.
S. Thomaz ensina que o j<-jum til tanto para
a expiaeo a reparacao de nossas faltas, como
para a elevacJU de nossa alma a Dem.
Certamente, esse dous luzeiros da sabedoria
humana nao podem ser taxados de ignorantes ou
espiritas obcecados pelo beatero, para usardalin-
guagem dos hodierno inimigos da religao.
Se a intelligencia humana merece algum res-
peito, sem duvida o ensino desses dous vultos das
scieacias devem impor silencio aos adversarios da
igreja Mas nao sao elles os aicos qne fallam assim
da pratica do jejum ; sao todos oa que se dedicarara
com sinceridade ao estudo das cousas religiosas.
Quando a alma se compunge pelo arrependi-
mento, diz S. Gregorio, onrapre que a carne seja
castigada como culpada : Dum me. fleudocom-
pungitur, necesse est etiam ut caro, quee Je
lectationibtts subjacuit, affligatur >.
Santo Ambrosio attribue aos mritos do jejum
todos os milagros de Elias: Pos meruit quando
< plus jejunavit.
A pratica do jejum, que para os mdicos po-
derosa medecina do eorpo, para a religio, na
phrase de S. Pedro de Ravenna, o lbaro da f ;
o signal da castidade ; o tropheo da santidade ;
jejunium cimas esse.. vexillim fidei, castita
tis signum. san titatis trophceum .
A abstinencia da carne, irmos e filhos dilec
tissimos, posto que entre na pratica do jejum, for-
ma entretanto preceito separado, de sorte que p -
de-se observar um sem o outro, ito pde-se je-
juar comeado carne, ou abster-se de carne sem
jejuar.
A esseacia do primeiro preceito consiste em fa
ser urna s refeico solida no da, e a do segundo,
em abster-se da carne de animies que vi vem e
resplram sobre a trra.
a pratica, a igreja tem procurado facilitar a
observancia desses pieceitos, fazendo muitaa cra-
cessoes que deixam >a ao cuidado dos Rvds. paro
chos explicar minuciosamente ais fiis
As razoes de um preceito sao exactamente os
motivos do outroo dever de fazer penitencia :
si ptenitcntiam nongeritis, omnea... peribitis
(Le 135).
Estes preceito to rasoveis e justificados, sao
entretanto nao s despresados pelos impos, co-
m esquecido8 por muitos que se dixem catho-
licos.
Aos tibios n) faltam nzdes para escusa dos
precitos religiosos, ainda qiando vivcm entre-
gues a sacrificios maiores pelos bens caducos do
mundo.
Os impos vo mais longe e chegam a reputara
lei da abstinencia contraria ao Kvangelhi, que
diz : No o que entra p la b .co i que mancha
o h imem, rnas o que d'eila proc'de (Math. 15
11).
Semelhaute sentido dalo a i Evaugelho seria op
posto ao fin do ensin uncuto de Nosso Seuhor
Jeu Chiisto que tuiha por fim, com essa affirma
cao, destriir a superstio judaici, que attribuia
a certoa ilnnentos urna intrnseca malicia ; pelo
que i.a abrogaco da lei judaica, para substtuil-a
por outra mais perfeita e santa, afim do debellar
aquella superatico e mostrar que a malicia nSo
est no alimento prohibido, mas na desobedien-
cia, o Divino Mestra affirma que nao o que
entra pela bocea que mancha o horaem, mas o que
d'ella procede.
Esta ra'sma a doutriua da igreja na obser-
vancia do preceito da abstinencia, porquanto ella
nao colloca a malicia as ousas prohibidas, se-
nao smente na desobediencia da lei, e na revolta
que procede do coracSo e da vontade.
Se aquellas paUvras d) Evangelh) tivessem o
sentido que lhes d) os impos, certamente justifi-
cados estariam todos os excessos da guli, e sem
razo de ser a sobriedad?, a temperanca.
Nos lomos no Evangjlho que, dep)is de ter Je
sus proferido aqu'lla allujida eatenca noa
quod intrat in os eoinquia.it homineui, sed quod
procedit ex-ore, os phariseus se moetraram
escaad usados ; mas elle disse aos discpulos :
deixai-oa, ceg03 sao o conductores de cegos :
Sinite -los, cte.'i sunt et du:es ces:)ram (Math.
15-14).
Assim responde a igreja aos phariseus que s"e
cscaii.lalia.iin d) preceito da abstinencia ceg>s
sao e conductores de cegos ; cegos, porque fo-
cham os olhis para nao ver a racionabili iada da
lei ecclesiastica, a santidade de seus fins, o teste-
iniiuh) dos escriptores do velho e do novo testa-
mento ; conductores di cg03, porque om as suis
doutrinas de iu: :.aj ; m; i, coadujem os povos ao
peeeado.
Nao, ir:nl zjs 03 preceit) da igrej-i, n.'in pretendis enl-
locar a vo3aa opiuio particular cima do3 ensi-
nameatoa daquella que reJebeu a misso de guiar
os p >vos ensiu iu 11 todas as verdades.
Cio pide considerar se catholica aquella fa
milia, em cuja mesa nao se guirda jamis nenhum
dos preeeitos da igreja ?
A relaxaco dos deverea chrijto, o Jespresjd i<
lei i cccleaiastica no lar domestico, tem entraque-
cido completamente o patrio poder, e col locad oa
filhjsem frente Je seus pas como iguaes ; e d'ahi
sahem para a sojiedade olhindo como d-apresi-
veis todos es principios de aotoridade, desl; que
veem tudo nivelado.
Nos tempos idos, quando o lar domestico era
um pequeo estado bera ordenado e organisado,
onde o peder paterno, agia eiergica e benfica-
mente ; onde & religio de No3so Senhor Jess
Christo era guardada com reverencia, orno sobe-
rana ; quaudo o primeiro neme que a enanca btl-
buciaaa eraDeus, a primeira lieeio, o signal da
Cruz ; o primeiro caminho, o da igreja ; o princi-
pal dever, os preeeitos religioso; teve o christi i-
nis:no os genios mais sublimados as virtudes e
as scincias, e.a sociedade, cidalos cujo carc-
ter e consciencia eram solidas garantas das cou-
sas publicas.
Se no lar domestico os pais do aos filhos o
exemplo de desprezo pela autoridade da igreja de
Jess Christo, nao podem pretender que os filhos
respeitem e venerem a autoridad paterna, que
santa, porm inferior da igreja.
Nao pode a igreja, irmos e filhos dilectissimos,
impor-nos obrigacoe futeis, despreziveis; pelo
contraro, falla sempre em nome e por autoridade
de seu divino fundador : Qui vo3 audit, me au-
dit, qui vosspernit me spernit
Ouvi reverente3 o seu ensino, rendei homena-
gem Ba autoridade sobrenatural, e quera issim
nao fizer, deve ser olhado, nao como christo, mas
como geutio ou publicaoo, pago ou ercommuuga-
do. Si Ecclesiam non audient, sit tib sicut
ethncus et publicanus (Math. 1817).
III
O tempo quaresmal nao vo3 impoe, irmos e
filhos dilectissimos, : mente- o dever do jejum e da
abstinencia, em cominemoraco do jejum do Re-
deraptor, seno tambem nos convida a participa-
cao da mesa eucharistica.
Para conservar sobre a trra urna oblacao vis -
vel, permanente, Jesns Christo, sacerdote segundo
a ordem de Mclchisedech, offereceu em sacrificio
seu corpo e seu sangue, sob as especies do pao e
do vinho, e o instituio para que fosse perpetua-
mente offerecido na igreja, querendo assim elle
mesmo constituir-se alimento de vida para todos
o homena at a consumraacao do seculos.
Jess havia declarado que a sua earne era ver-
daderamente comida e o seu sangue verdad eir-
mente bebida : Caro mea ver est cibus, et san-
guia meas ver est potus. Si quis manduca ve-
i rit ex hoc pane vivet in osternum (Jon 659).
Este mysterio era ncomprebenaivel para a ra-
zo ; entretanto Jess Christo celebrando com seus
discpulos a cea paachoal, cumpre ali a grande
promessatransubstanciando o pao em sea eorpo
e o vinho em seu sangue ; n'aquello mesmo corpo
que la ser sacrificado na Cruz ; n'aquelle mesmo
sangue que ia ser derramado para remisso dos
peccados (Math. 26 -27).
E' um facto inegavel, irmos e filhos dilectiaai
moa, em face do Evangelho, que Nosso Senhor
Jess Christo nao s prometteu,mas instituio real-
mente o augusto sacramento da Eucharistia.
Feita esta instituico, Jess torna bem claro
que nao basta o adorar, mas que nececessario,
para a vida da graca, estabelecer a mais intima
unio da humanidade com a divindade, comen lo
se e bebendo-ee realmente a sua carne e o seu
sangue : Nisi manducaveritis carnem Filii ho
minia, et biberitis ejus sanguinem, non habebi-
f ti vitara in vobis. Qui manducat meum san-
o guinem in me manet et ego ia illo (Joan, 6 -
54 e 57).
Os Apostlos receberam realmente o corpo e o
sangue de Nosso Senhor Jess Christo na cea pas-
choal : < Accipite et mandcateHoc est eor-
pus meum... bibite ex hoe omnes hic est enim
a sanguia m ;us... (Math. *a6 27.)
E juntamente recebero a augusta misso de'
consagrar, operando pelo poder divino, e nao hu-
mano, essa converso mysteriosa do pi e do vinho
no corpo e sangue de Jusus Christo, e bem assim
0 poder de os dar aos christo* como alimento de
vida eterna: Hoc facite in meam commemoratio
nem (Corinth 1424.)
Assim enainaram os Ap)stolos, b -m como os
seus successorea no sagrado ministerio e creram
umversalmente os povos christoa.
Sao Paulo deacreveu minuciosamente a institui
cao do sacramento da Eucharistia na cea paseboal,
e affirmou que Jess, depois de dar a come) e a
beber aos seua discpulos o seu corpo e o sangue
sob as especies de pao e vinho, accreacentou :
fazei isio mesmo em memoria de mim. Hoc
facite in meam commemorationem... Hoe tacita
quotiescumque bibetis in meam commemoratio-
nem...
Quotiescumque enim manducabitis panera
hudc et calicem bibetis, mortem Domini annun-
tiabitis, doee veniat (1. Corinth. 1124 e
seg.)
Esta cxposco feita pelo Apostlo, nao deixa,
irmos o filhos dilectissimos, a menor duvida de
que os ministros sagrados receb ram o pider so-
bre-natural de fazer o mesmo que Jess fez na
ce i paachoal, transubatancia'ido o p.'u e o vinho
em seu corpo e em seu sangue; pirque nao s
Jess ordena que tacara o que elle fez em raio de
eu poder infinito hoc facite in meam ooaime-
morationem,como anda declara que deviam
comer e b;ber omitas vezes d'aqnelle corp) e
d'aque'.le sangue quotiescumque bibetis.
melhante dever nao s referia-se aos discipu-
103, mas no futuro quelles que os suecedessera u i
sagrado ministerio ali instituido de m ido perma
nauta at a consummaco dos sculos, afim de que
es'.i aeco fosse oannuncio continuo da real morte
1 J. sus Chr sto, que resuacitado vita ne fira doa
s-'culos julgar a humanidade : Quotioscumque
enim manducabitis panera hunc, et calicem b
bitis, mortem Domini amuuutiabitis, douec ve-
niat.
O.- Ap stolcs exereeram o sublime p>der de con-
a rar, receber e diatribuir a Eucharistia, como se
v'das palavra? de S. Paulo aos Carinthios, quan
do perguuti : Por ventura o calix da benclo que
ui b 'miemos nao a commuuhlo do sangue de
Chrsita ? E o pao que partimos nao a partici-
paco do eorpo do Senhor ? Calix bnedictionis
cui benedicimos, aoane communicatio sanguinis
'Christi est ? Et pai quem frangimus, nonne
participatio corporis Domini est ?
Oa padres que auccedero ao3 Apostlos no au-
gusto trabalho da propagacao da f e saatificajla
das almas, cnsinam a mesma doutrina.
Sant) Irenau diz que o pao a)bre o qual se pro-
naueia a invocaco de Deas, nao mais pao, po-
rm a eucharistia : Pais percipiens invocati-
i nem Dei, jam non communia pais est, sed ea-
eh iristia (Lib. -A. cap. 17^.
Tertuliano affirma que o corpo e o sangue de
Je3us Christo verdadeiro alimento da graca;
Caro corpore et sanguine Christi vescitur al
anima de Deo saginetur. (De resaurrect). .
Orgenes expre.isivo e claro quando diz : Co-
mis e bebis o corpo e o sangue de Christo todas
as vezes que participaea do pao e do vinbo eucha-
ristica < Quando vite, pane e pculo frueris,
manducas et bibis corpus et sanguinem Domi-
ni. *
Santo Ambrosio affirma que o pao depois das
palavras da consagraco o corpo de Christo:
Pais iate, pais est ant verba sacramentarum;
ubi accesserit consecrato, de pane fit car*
Cris'i. o
Saito Ag)stinho diz que a f na mediaco do
Redemptor nao pode ser mai explcita do que a
da preaen^a real de Jess Christo, qne nos di a
sua carne e o seu sangue para comida e bebida:
Sicut mediatorem Del et hominum Christum Je-
sum, caraem suam nobis manducandam, biben-
duniquc sanguinem dantem, fideli corde suaci-
pimus.
S- Th)maz confirma com a sua sabederia in-
comparavel esta renla universal dos povos chris-
toa.
A igreja, irmos e filho3 dilectissimos, quer af-
firmando a verdade, quer conderanando o erro,
sempre ensinou e declaroa que sob as especies
aagrada3 est Jess Christo, Redemptor nosso.
Declara anda fra do gremio catbolico todo
aquello que afiastar-se d'esta crenca, ato : ne-
gar que id sacramento da eucharistia se coutnt
verdadeira, real e substancialmcnte o corpo san-
gue, a alma, a divindade de de Nosso Senhor e
por conseguate todo Christo. (Trid. S. 3.
C 1.").
Est i mudanza, que os theologos chamo traa-
subatan?ia(o do pao e vinho em corpo e sangue
de Icsus Christo, certamente um tacto sobrena-
tural .
Entretanto se eremos na creacao do Universa,
na incarnacilo do Verbo Divino, nos milagrea de
Jess Christo ; porque rejeitaremos, em face da
propria razo, un facto sobrenatural como aquel-
es outros ?
O poder infinito de Deus se cstende toda a
natureza dos seres ; porque poia nao poder ope-
rar a converso ou a mudanca de um ser em os-
tro seguudo a sua vontade omnipoteate? i__
A crenca na presenca real de Jess Christo na
eucharistia propagou so com o Chriatianismo pelo
universo ; ergueram ae altare por toda o parte,
e sobre elles 6 offeiecido o sacrificio incruento, de
sorte que pode-se repetir com realidade as pala-
vras do propheta : Ab ortu solis naque ad oe-
casum, in mnibus sacrilicatur et offertur no-
mine meo oblalio munda (Malach. 111).
Nosso Senhor Jess Christo, irmos e filhos di-
lectissimos, nos diz que aquelie que comer a sos
carne carne e beber o^seu sangue, ter a vida
eterna.
Corramos pressurosos a esta foute inexhaurirel
de graca e misericordia, e encontraremos a fores
acoxagera as lucas contra o inimigo da salva-
co.
A igreja nos chama a participar deste grande
bem na Paschoa da Ressurreico; Obedezamos
como bous tillios, p .rm nao esquejamos que Je-
ss a santidade infinita, e nao pode consociar-ae
com a alma peccadora.
Se para ter assenco mesa do festim do pae de
familia, de que nos falla o Evangelho (Math 22
12), eram necessarias vestes nupciaes; quauto
maior deve ser a preparaco de quem tem de acer-
car-se da mesa saatis-ima, para participar, nao do
pao comuium, mais do pao descido do co?
Jesua a sabedoria e a misericordia infinita, e
nao poda deixar o homem sem meioa certo .. e de-
minados ia purificar-se para approximar-se delle.
S. Paulo diz : examine-ae a si mesmo o ho-
mem, e asaim, coma deste pao e beba d'esta c-
lice, porque todo aquello que o come e bebe in
dignamente, come e bebe para si a condemnacio,
nao diacernind i o corpo do Senhor (4.a Corinth
11-27). .
Este exame, segundo o ensino da igreja catho-
lica, deve se teito por ineio da connaso sacra-
mental, instituida, por forma de tribunal, por
Nosso Seuhor Jesua Christo, para absolvilo dos
peccados, afim de que o christo, purificado das
culpas, revestido da graca, como da veste nupcial,
ae approxime dignamente da sagrada mesa eucha-
ristica, para receber o pi descido do Co. c Ego
sum pais vivos qui de calo descend (Joan. 6 -
51).
IV
A penetencia, irmos e filhos dilectiasinis,
como virtude, necessaria na le antga para salva-
co na lei evanglica, foi elevada ao carcter de
signal sensivel destinado por Nosso Senhor Jess
Christo a causar a graca da reconciliacao, por
meio da confiaso das culpas ao sacerdote.
Neahuma das instituicoes religiosas tem sotfiida
guerra mais cra do que tata.
E com razo para os impos, porque sabem elle*
que o confissionario a piscina da aantificaco,
a fonte virtuosa que cura a lepra do peccado, for-
tifica a vontade para o bem, e a intelligencia para
a Verdade ; de sorte que, para deachriatiaoiaar o
povo, necessario comecar por tomar odiosa esta
instituico, iusupp >rtavel esse onus.
Vs sabis, irmos e filhos dilectissimos, que a
penitencia foi sempre n cesaaria a reconciliacao
do peccado (Trid. Sea. 14cap. 2 ), como pro-
mette o Senhor pela bocea do propheta, dizendo:
si o impo fizer penitencia de todos os peccado*
que coraraetteu, e se guardar todos os meus pre-
eeitos, e obrar conforme equidade e iostica,
vivera e na o morrer. Eu me nao lembrarei de
nenhuma das suas iniquidades (Ezec. 1821.) >
Pelo contrario, quem nao fizer penitencia de sea
peccado, padecer (Luc- 135.
A instituico ao sacramento por meio da con-
tisso, elevou a penitencia, mas nao a dispensou.
Nolite putare quoniam veni solvere legem aut
propheta, non veni solvere sed adimplere >
(Mth. 517).
Por isao os apostlos nunca daxaram de pregar
e exigir a pratica da p-niteucia. Facite dgaos
fructus poen>teotio3, disse S. J->o a <3 povos
que proeurivara o baptiamo (Luc. 3 7).
A elevac) da penitencia qualidaiede sacra-
mento na lei evanglica, urna v-irdade de f.
Negtl a sabir ii. gremio da igreja, deixar de ser
eatholico.
Se para firmar e confirmar a noasa crenca, fosse
necessaria outra autoricta le alera do ensino da
igr-'j i de Jeaua Christo, bastar nos-ia, irmos e
filhos dilectissimos, abrir o Evangelho, e ler que
na tarde mesma da ressunvic i, Jeaua Chriato ap-
pareceu ao discpulos, que oceultoj estavum de
medo dos judeus, sauJou-' segante ocistume e
mistrou-lhes as suis chagas para que o reconhe-
c.-ssera bem, e lhes disse : Assim como meu Pai
me inandou a mim, cu voa mando a vos. E o-
prando sobre elles acoreseent m : recebei o Espi-
rito Santo ; aos que perdoardea oa peccados, ser
lhes-ho perdoados, e aos que vos oa retiverdes,
sero elles retidos (,'oin. 20 19 e seguntes).
E' evidente ue nesta aeco Jess instituio un
tribunal, e constitu.) aoa apostoloa juizea no loro
da consciencia, com poderes para perdiar ou dei-
xar de perdoar, segund j as disposice dos qe
deveriam ser julgados.


Diario de Pernambmo-lliiarat -fcira 20 de Janeiro 1886

.
i
Assim como a Omnipotencia Divina oproaj*
face do pnmeiro horneen o espiracul > da vida, e
foi feto o homem em alan vvente : Et aspira
it ni facieo spiraculum vitos et factus est hsmi
a animam "ventea (Gn. 2 -7) ; assim, so
bre o homem vvenle a mesm i Omnipotencia so
prou um novo espiraculo o do poder s ral de perdoar os peccadoa ; Insufla vit et di-
xit eis : accipite Spiritum, Sanctum, quorum
remiseritis peceata reinittuntur eU, et quorum
retinuentis retenta sane fJoau. 2019)
Na meama iistituiaao do 8 ic ramalo encontra-
m)3 o dever d; declarar aa culpas no atibuna! ;
por quanto, se:ii eseuaeio!Bposarrel sea o exer-
Cicio do poder, e do dever'dajulg-r para perdoar
ou nao perdoar os pernadas, aogundo as disposi
coes de ada penitente.
Nao ha u.'g.r. irraaia e filaos dileotiaeiinos, qae
a ngtituieio do tribunal da peaiaancia por meio
da confissao das culpas pata o perdao do pecesda;
iiitelrameulQ justa e racional. Com efieito, a
confissao ingenua, sincera, hutnilde das faltas
commettidas, um motivo de eommiseracao, qaan-
do acompaahada de sinceros signaos de arrepen-
dimeno e propceito de emenda.
O povo hebreu no deserto confessa suas culpas ;
David confessa seus peccados ; o filho prodigo, sua
ingratido; S. Pudro, sua fraqaeza ; M.glalena
seus delictoa ; o ladro crucificado, seus crun n
eesa confissao ulcanca misericordia e perdao.
O apostlo S. Joao aasegura qu l se cenfeaaar-
mos os nossos pecealos, Jess Cnrsto fiel e jos
to para perdoar-nts : Si confiteamur peccata
nost i ij-'.in est et justus, ut remittat nobia
psecata uoatra, et emaaJet uos ab omni iuiqui -
tate (1.* 19).
Na verdaJe, Jess que diase aoa ministros que
escolheu, cha:n u econsagrouao servido divino
a qu ui perJlardes os peccados, serlhes-ho
perdoadoa au pode ser infiel promesa* tao so
lsmne de su-i juatiei infinita.
Por isaoos do vos que iam entrando para o ehris-
tianismo, recorran logo confissao dos peccados
para obter o perdao e alcancar a graca : Multi
qae credentium venieband confitente* et annuu
a tiantes acta iiuos (Act. 19 18).
Ser-nos-ia fcil, irmaos e filhos dilectissimos,
amontoar testemunhos de escriptores de todos os
sculos da igreja, para provar que a confissao re -
monta ioa tempos apost .lieos ; porm julgamoa
ato desu -cessario, desde que estamos felizmente
convencido de que, o vosao bom senso bastara pa-
ra vos persuadir que a confissao dos peccados ao
sacerdote urna instituicao de tal ordem que, se
pratieada, deve ser obrado poder infinito ; por-
quanl', neuhurn houiem teria a forca de introdu-
zil-a e genorasal a pelo orbe inteiro, como cou
sa santa e Lecessaria.
Vos sabis que a historia do estabeluciment > do
cbristiaaism.. e da propagacao da f, a mais
completa que ex'ste ; porque a conquista da con-
v.ccao pela paavra, meio nico que servio-se
sempre a igreja, deu nos grande publicidale a
todos os acontecimientos, com > tambern magua
amplitude a todas as disputas, discusaoes c con-
testaooes, de tal sorte que na igreja tudo ampia-
mente conhecido.
Ora, si a confissao nao fosse instituida por Xoa
so Senhor Jess Christo, nein pratieada desde os
primeiros das do christianismo nascentc, deveria
ter havido necessanaraente grande lispata sobre
urna nnovcao, que ia introduzir as praticas re-
ligiosas um dos onus mais pesados e insupporta-
veis para o orgulbo humano.
E aa veidi e, qaal homem de bom senso pode-
r admittir que a confissao, que ni) exista, foi
um dia declarada necessaria, obrgatoria, e que ss
povos christaos a acetaram pacificamente, c a f :-
ram praticando ajoelbados aos dos do sacerdote,
e que nem ao menos os adversarios da crenca
christa se serviram dessa occasiao para levantar
celeuma contra a f ?
Pois bem; lele, irmaos e filbos dilectissiin>?,
attentamente a historia do catholicismo, e vos
acharis a confissao aceita e pratieada por todos
os pavos convertidos ao cbiiatianisin>, em todos os
tempos e lugares, e nao encont-arcie jamis o tri-
bunal, qne a iuventou, oprimeiro que a proelair.ou
e nem acharis vestigios de disputadas entre os
christaos, nem do contostaco dos adversario.
Suppr que um da pnclamou-se a oecessidade
e"dever ia confissao de todoa oa peccados aos sa-
cerdotes f que todos a acetaram sem reluctanci i
cm todos os lagares onde era praticado o christia-
niaOM que os adversarias nao asaigualarain cu-
mo grave abas) scmelhante'invent* ; admittir
o absurd), seoio o iinpjssivel.
Para sahir da impoaaibilidade de apn-peutaro
inventor da confissao, os inimigos da igreja tem
feito grandes eaforcor, e n'esae lidar lembraram-se
de espalhar are foi no Concilio reunido em Roma
no seclo XIII que oa padres mpuzeram aos chris
titos a confissao aoa sacerdotes.
Apesar do absurdo de semelante assercilo, a
credulidade cega das paixes de uns, a impie lade
de outros e a malicia de muitos, temdado curso a
tao inaudita estravagancia.
A igreja, irmaos c filhos dilectissimos, reeebeu
a missao augusta de propagar a f ensinando to-
das a3 verdades: mas quanto aos sacramentos,
ella os reeebeu instituidos por Noes; Seahor Jess
Christo, e regula somente a sua administracao.
Dado aos sacerdotes o poder de perdoar os pee
cados ('Joan. 2019) as fiis, foi imposta a ae-
cessdade de dar a ea.es juizes o couhecimeato do
estado das coascieuciaa ; mas ease dever era ge-
nrico, e indeterminado em quanto ao tempo em
que urga o seu cumprimento.
A igreja tinha levado l>nge a conquiata, e Be-
cessario era regular mu tos e diversos asaomptus
discpliaarea para observancia dos deveres chris-
taoa
a deacer ao albergue do miseravel, muitas
vezes s 'min, mas coberto de ptridas feridas.
Inventaran! os padrea, raos e filaos dilectis-
simos, para ir sacrificar-se peste junto do leito
do moribunio, quando os seculares fogein espavo-
ridos d ante dessas devastares que de tempoa em
tempos visitara os povos ?
Se a heresia nio roubaase ao impo, cim a cren-
ca, o propro sentiinento da justica. elle, em faea
da historia de tantos heroiam is e sacrificios pra-
liuidos por causa da oonfisso, curvar se hia e
praatrado adoraria a boadade de Oeasanjuma '.aa-
tiiuiaao tao aanta am seajpcinoipio, ;jaanto no asa
fis-e aua pratica.
uaq p le ser iaalkaacao humana.
86 o poder Omnipotenta de Osas poda impr e
propagar am jago tao penoso como humilhaaie
par o orgulho do homem.
Se a voaaa in-sote procera oarencer-ee doeeo-
trario, teinei a illuaao, pois nao a veas a mate
que ae persuade, mas o vosao cora^So qae se cor-
rompe.
Siin, irmaos u filhos muito amados, se pidesse-
m>8 eutrar no coralito dos que combatem e dele a
tara a confissao, veramos que o mal s ibo do cora
cao para a mente.
Ni', nao deaprezeis i confissao ; de, pois, fi-
lhos, cuiaprir o dever Ja confissao c da cominu-
nho annual.
Nio temain os pais p-los ouvidos pu'ibandos de
a -U3 filhos innocentes ; que no confesionario na la
podero.
Os padres antes de exercer tao augusto minia-
t-no t:n longo tirocinio, e certamento nao vSo di-
rigir-se a es nio a todoa que se acercam do co.ifia-
sionario, sem attender i lade, ao estado de cada
um.
Podemos vos asiegurar, irmaos e lhcs diiectis
siinos, q le a maldide nao entrar jamis uo voaso
lar pelo couliaaiouirio, e sim, tal VIS pelos vossoa
descuidos as coaversacoes, as convivencias ;
pelc)sraios livros e ruins jornaes que deixais cahii
entre as maos de vossoa filhos inexperientes ; pe -
las liberdades precoces dossaloea, dos divertimn
toa u le se represeutam aceas improprias ; mas
pelo cou6ssonario nunca, nunca entrar a malda
de uo vosao 1 ir.
N> tersemos um coufrouto entre as familias
que se confesso c as qae vivem arredias desse
dever, certr, de que nao encontraramos entre es-
tas inais innocencia de costuincs, maior fideli la le
Conjugal, mais paz domestica, mais amor filial e
paternal do que entre aquellas.
Os inimigos do confissionario sao ordinariamen-
te aqQ'-llea cujas consciencias os advertem de que
este tribunal d veri a obrgal os a deiiar a pecca-
do em que vivem, a reparar a injustica pratieada,
a entregar o alheio mal havido, a respeitar o di-
reito do cousort'; sao aqU' lies em fim que vivem
eacravos do pecc^ido.
Felizinonti temos a doce consolacao de reconhe
cer qne grande o numero de familias chriatas,
cath dicas nasta dicesi, e na :n conjaram >s i >
dever de se coufrssar ao mema uina vez cada an
u> e Ciiniiiuiig.il- pela Paschoa da I surreicao.
Conjuramos tambern aos Kvds. parochoa, qae
nao desfallecam jamis n > afanoso trabalho do
eonfiasicnario.
Elle o segundo porto da salvaclo ; -para elle
chamem os fiis, clamando opportuue et impor-
tune, afim de que na> sossobrem ro meio das
ciaras, m reforma do Cdigo do Pru>
Civel.
Soh o jkiii propunliaque
ae admillisse no systcma fiscal da Franca o prin-
cipio do imposto sobre a renda; queascontri-
buicoes publicas fosscm utuis i-quituiivus que se
diminuissem as despeza- iseprogressiva-
mente extiuguindo o orraim-uio i-xiniordinario.
Jiuluslrial e agrcola monte fallando. linhain m
kleputattes da'Vales oomodeargonlc necessi-
dadi' quivat- oompleliissco.quii jiia\ia sido-fcilo.
rirtudelshl-k'i ilerculo siliabililiiresinsu-
bres. piikHiascnaMviiiioaio claiaslruccao tochni
oi' pndfanianal ;imjui- salascavdvesee o croito
asnela, oa*mn>p*rrnu|iiiia8do wonli4oiajo
senado ; -pie 88 redurissem os'flmtos de trans-
hrescia dapropredade; que se insiiiuissc oen-
8no agrcola as escolas communnes e se ron-
cluisse o Cdigo Rural.
De todos eeaes ar%osdo programma com que
o Sr. Ferry e outroa se apremetam aos seus dri-
tores, afwnaa mu deiaaaae ie comprclH'iKli'r
complclaiiii'iile. Em Franca o imposto sobre08
reiiiliinriiii)- ato I urna novidade. Como. pnis.
IM'ilir-si' ailmissfio. em principio, doouccsl
ha muito ronsajirado pelo qrstema fiscal d
pajil
Parece que os candidatos a quo nos refi-rimos
alludian partinilannente jj i-.....|a proveniente d"e
ttulos emittidos pelo estado, e sendo assim. nao
bavia duvida que provocariam desairrailos e oppo-
>ji io por parte de todos guantes, na posse feliz
ilessi-s ttulos, van vivendo "-oininoilamcntc. livi-es
dos eneargoa que eatta sujeitos os capitaes em-
pivgados no commercio, na industria, as coa*
BBMCflea prediaes e em todos os ramos da activi-
dade mais sodalnieateafil.
A- rafean propostas pela coinmissao central
An STUJM railiraes socialistas do Sena, cssas at
aos proprios representante* da "" atpiaHh
deviaca MMei medo.
Kinquanto estes apresciitavam um programma
mai
es
dade da situado, nao conseguio completar-se.
As consequencias dessa indisciplina apparecen
as eleices de 4 de Outubro. A liga monarchica
obteve um triumpho superior a propria especta-
tiva dos reaccionarios, e que causou espanto em
todo o mundo. Ninguem esperava, quaesquer que
aojan as opinioes acerca da instabilidade dos go-
vernos em Franca, que a Repblica solTressede
subiio um tamanho revez, ou, digamos melhor,
urna lao severa adverlcncia.
(Js ronser\ adores mais optnBtaa iiaojam com
as suas paovisOes alm da victoria de qnarenta ou
cincoeatt novas candidaturas. Obtiveram em
primeie*acrutinio quasiai dolmo dessu numero.
Erara Mita cmara cujoanandalo.acabava du tal
dar: os primeiros resultados conhecidos da elei-
Co deixaram-os cora 175 representantes contra
134 republicanos. Tinham ganlio, por oonat>
quencia, nada menos de 84 cadeiras na nova c-
mara, e com certeaa uao ficariaui s nisso.
Postoque esse l'acto nao livesse nada de aterra-
dor pelo que respeita maiiulcncao da actual or-
dcni poltica da Franca, todava nao podia deixar
de produzir profunda dcsapponlamcnto nos ar-
raiaes republicanos. Ellespenliam depaiiamen-
tos. onde pareca H a inllncncia reaccionaria
eslava para sempiv BXBneta. Ilomens de apanda
considerai.ao e valor poltico, republicanos dis-
tinclos. como o Sr. Ribot, tinham sido definitiva-
mente vencidos no pleito.
As follias monarcliislas de todas as cores exal-
(avam com o triumpho, que na realidade fraex.
plendido, para os que, depois de 1883. linlia
visto diminuir em progressio oontinua a sua in-
fluencia no paiz.
Os jornaes republicanos commentavan o aso
e aecusavam-so mutuamente, posto que em ter.
moa moderados. Todos aconselliavam a uniao
.los diversos partidos ou gTCDM da bu&o re-
puWirana nfl BegoBdO escnilinio. marcado para
18 de Outubro. porque todos davam como prin-
cipal causa da relativa derrota que liaviain Bof-
trillo, i confianca exairerada com qtn' jolganm
poder dividir-se. dilacerar-se.
na 00 imMM.sion.mediilo.os iotnasiaeMes dif1....." ;""""-;'; "">>-*<: calumniar-se uns
^ene doSr. Hocheior- maH,^slava:n-se alerta- fcSwSllZ!^ "'T Sfi
. iieonciliavel e prompto a aproveitnr com lia uh-
mente,l,..s(.Josos,|eal,!,.erpela base o ,,|,l,c,o das i,|a,le. u.n por um. ,o,los Z erro- dos seus con-
inatttai{ee poticaa, econmicas e soefaes ae1
Wtaenteexistentes' na Franca.
Elles i|iienain oto I OBI IIB a supivssao do se-
nado, mas ada propria presidencia da Repblica
e al a dos ministros. Nao queriam e\ercilos
permanentes, nem magistratura imianiovivel. d
sejamlo mais que o estado lomasse oeneanp).de
vagas do peccado, e perecam para a vida eterna. sustentaras creancas pobres, que fosse abolido o
Nos haremos todos de morrer n cessariamente, i,iu i i ..... ........,.n .
e devemos viver preparados eempre como se esti- | 'll" "" (h Ul'''".;.i/|UailtO aos Collaleraes, e .,10 IBS
vesse beira da sepultura : Qua hora non pu
tatis, Filius hominis veuiet (Luc. 1240).
(Contina).
Para jeto raaairum-se os biapos em Roma, e ce -
ebrarao um Concilio no qaal, d'entre muitos ou-
tros assumptos, se oceuparam dos deveres que te-
mos de participar do corpo e do saogue de Nesso
Senhor Jeua Christo pela euchariatia, e da eon-
risaao despec idos, afim de dar aos fiis ama re-
gra em quanto ao terapo em qae urgem es-es de -
veres.
Com effeito, decretaran) em am so Canon, oa to
mesmo enligo, que todo* os fina, depois de chega
rein idade da discripcao, eram obrigados a cxin-
ieasar-ae ama vea por anno e eommnngar M-la
Paschoa da Ressurreico.
Basta ler as palavras desse Canon para ver que
trata-se n'aquella aasembla, nao de um asaumpto
novo, mas omento de regular aquillo que pratiua-
vaw osfiieia, segundo o seu juno particular quanto
ao tempo.
A historia do Concilio de S. Joao de L. itr.i >
minuciosamente conhecida, e se os bisp s tratas-
sem ahi de introduzir urna ubrigacao tao onerosa,
:ertamento levantar-se hiam disputas catre as
notabilidades scientificaa que tiveram asseato
naquella aasembla; alm d'isso, erguer ae Ina
inaudita discuasao antes quu o pre:eito toase obser-
vado.
Demais, se se tratasae de introduzir a confissao,
que nao exista entre os christaos, certain?ote os
padres do Concil'o nao decretariam medidas den
ticas, c no mesmo Caaou, a reapeito da eacharis-
tia, cuja crenca ninguem dir qne priucipiou no
scalo XIII.
O Concilio dea regras em quanto ao tempo em
que urge o dever de participar dos sacramentos
instituidos por Noaao Senhor Jess Christo, e
nada ereou, inveatoil oa inaovou na crenca christa.
Leudo os eacriptoires anteriores ao secuto XIII,
ensontram-se innmeros fallando da coofisa >,
como iuatituicao iucoateatadi e pratieada entre os
christaos, bem como ama muitulo le sabios fal-
'am d'ella, como nstitnicao divina.
Em lagar de cancar a vossa atteucao, irmaos e
\lbos dilectissimos, com oitaces i .mamara*, o que
-er-uos-hia bem fcil, preterimos appallar seinpre
para o vosso bom senso.
Vede. Certamento os paires para inventarem
a confissao e imporem aos fiis um dever, que a
obrecarregar a eieroicio do sagrado miniaterio
do mais pesad omia. deviam ter graves motivos.
Onde estao siles t Saber aegredoa ? Mar, p ira
que fim saber segredos qae nao podem ser reve-
lados nem anda par salvar a propria honra ou a
vida ?
Ser a para tyranaiiiar as consciencias, impr a
erenya e dominar oa povos christaos ?
Mas isto nao paaaa de ama inveaco potica da
hereaia, porquanto a experiencia moatra, em pri
iaero logar, qae a igreja impe a ereoca, pregan-
do, ensinando, eeclareceado e coavencaado, e s
depois deesa coaquista franca, leal e racional, i|Oe
ofi'erece oa aacrament, como foate abundante da
grifa e oa.peraeveraaea; em segundo lagar, qae
oa catbolicoa nao Um na l meuoa liberdade que.
os herejes nandeeorenja.
A inveacao da confissao palos padres nao seria
racional ; visto qae deveriain aires estremecer
diante de ama iastitniosn qne osbriga a taaaapr
os montes e as alisa, sem attender A sseondao da
ooite, s iatemperes, a dfi5cnldadea dos cami-
ijyM) a calma, ao fri, nem aos perigoa de toda a
especie, pata oaurir BaiissBas de enfermos; que o*
Thesoiiro Provincial
DESPACHO i DO DIA VJ DE JANEIRO
DE 1886
Padre Augusto Cabral de Vasooncellos,
eontaa da 3apartj U lotri i da rimadade
de Santa Cecilia e li 210 da Santa Casa
do Misericordia e Dr. Antonio Adolplio
Coelho de Arruda. finja vista o Sr. Dr.
procurador sjal.
Maiioel Antonio dos Santos Pontea e
Dioniaia Paeheco da Silva. Informe o Sr.
Dr. administrador do Consulado.
M moel Qonjaives Perreira c Silva. -
Entregue-se pela porta.
Izidoro Marinho Cezar. Registre-so e
iacam-se os devidos assentamentos.
Joaquim Felippe da Costa, Francisco
Tavares da Silva Cavaloanto, offieio do
Dr. chefo de polica, irmandade de 3. Pe
dro Apostlo, Goncalves Das & C, Anto-
nio Joaquim Lopes de Carvalh i e outro,
Francisco Grongalves Torres e gerente dos
trilhos urbanos do Caxang.Informe o
Sr. contador.
Joito Gjiucs de Bsoesea, Francisco
Vieira Juuior e outro. -seripture se a
divida.
Pedro Cavalcanto do Reg Albujuerque.
Ao Consulado para attender.
Contraria do Seahor Bom Jess da Via-
sacra, da Santa Cruz, Montepo Portnguez
e irmandade do Santsimo sacramento da
Boa-Vista. Ao Sr. the-oureiro para os
devidos fins.
Gerento dos trilhoa urbauos do Recite a
Caxang o vigario Jos Vaz ': ntterres. -
Juat'.-se copia das int'or Uoyie..
Conanlash aFrwTiaaclal
DESPACHOS DO DU 18 DE JAJTEIEO
DE 188G
Cicero Tercio Tavares.O pedido doaupplican-
te nao pode aer sat.afeito, nos termos un que ae
ada ; especifique a que imposto e a que exercicio
so refere para poder ser atteudido.
Mu Silva (J. A primeara seccao para os de-
vidos tU8.
-19-
Ferr. ira Cascao *C-Sun visto a informa-
cao.
Ferreira Caacau & FHho.Shn.
Pedro Cavalcante do Kego Albuquerque. A i'
seccao para attender.
Joao Joaq.im da Costa L te, Joaquim Bernar-
do dos ft is, Jos Joaqatm Goncalves de Barros
&C, Jos Das Airares Quintal e Joao Gregorio
Gonfalvea Jnior.Sim
Fi-aacelino Alvcs de Souza.Deferido, de ac-
cordo eom aa uformacoes.
Antonio Miguel da Crtre Braga.Sim, visto as
brfasaaBfSss.
Q .mes Maia & C.IodeferMo em vista das in-
foranaooes.
DIARIO DE PEflHAMBDCO
RetrospeciU* peWtico do a no
de in*5
FRAM.A
(.Coutinuao)
Se o programma do Sr. Ferry e-dos seuscolle-
gas de (leparlaiiieiiii) ito rtduiia (X-'lo exagerado
il- luiibioocs. tanibein uo perda por ser dos
uic.iios proini'tledoi-es.
Era pelo aoabamento das eapedice oloniaes
e pela organisaco profunda e econmica dos do-
minios adquiridos ; rcpellia quaIquer tentativa de
nova rcMso constitucional; combatia-as tueorias
l aut.tuomia communal, que franounente consi-
deravu dissolvcDles; proiiunciava-seom favor da
manuiencao da concordataentre aestado e a igre-
ja catliolii-a. Mas. excluidos esses pontos nega-
tivos, consguava una serie de reformas bastante
exkuisa e capaz de dar que fazer durante sjuatro
anno* aos legisladores mais activos.
Alteracao idas circuuisciTpoesadminitrativas.
sappreas5o das snb-prftfetirras c dircego mais
rpida- e econmica dos servidos do estado, eis o
,que quera o prograsnma no que respeita
larnnistracao. Ha ortem judiclaria, pedia o
alar^amentodaconspeteociadosjuisesde pw os
cotnmnnas,os denartanicntos ea nacao se encar-
resjasscni de nrover .s necessidades dos o|>era-
rios sem trabouio. O caneter communista des-
las iilliina<.-laiisiilas.lo iiroirainnia irv.ilu.-iona-
i'in. an evidente.
Cani|irflicuilc-sc quchoinous laes como os Srs.
Clenieiireau e l'ell.'lan. |)|uc aspiram a exercer
arrin diri'cja solnv o overno nacional, a cujas
eminencias inais larde ou mais cedo taKSMHO,
iko podiam" Bear cm]extrcmo salisfeiios com o
pro-r.iiiiina .la./uellr- .|iir. niil.ieio do princi-
pal redactor do Intransigente, nao lecni. nmi dc-
vein ter senn-lliantes aspirafe-.
A verdadr. porm. < que os radicaes nao po-
diam alarar de frente a parle inaccitavcl das opi-
nioes do grtpos revolucionarios c socialista-
Mal prcm em risco a sua]victoria as urnas,Tpara
obtenco daqunl. isoladamentp, se nao fnlgavaaq
Itaslanlu fortes. Procuravam. pois. sahir da dil-
liculdade escreveiido na Jnstira que] oaltndido
programma era cxcellenln. como imlicaco das
ideas betaes ,la democracia radical socialisi.is.
mas que na occasiao nao conviTlia como con.li"
cao do mandato parlamentar, como clausula ngo-
"osa do contrato a realisar com os candidatos.
As conclua pelas HjnJBtOT palavras
Pretender que as MMatM fcnliam por thema
problemas tio complicados e graves, que ainda
dentro de vinle anuos nao eslaro completamente
elucidados, procurar derrota certa no prximo
pleito.
aludo nttswsarios para o eaaWeeimento do
obriga respirar os ares empestades 4>s.bopi- j j,^ eoprecoionai e a redaeco das costas jooV -
Aos opportunistas que o Sr. ClemtHiceau.nao
tratara com mesmas del'erencins e corrtempla-
Ces. Ao contrario, no grande numero de dis-
cursos que proferio em diversos ponas da Franca
durante a cumpnnrra ciertoral, atacou mais violen-
tamente os republicanos moderados que os pro-
lirios conservadores monwroliwla*.
Principalmente os Srs. 'Pcrry e "Brisson nao fo-
ram |K)ujados aos cloqueles e ferinas discursos
do talenlosoedistincto Bhefe da extrema radical.
O primeiro era com especialidad!' bostilisado. nao
s jior nao deixar sennrosposta prompia e frisante
os ataques que llieeram dirigidos. mas por forca
de vellio e conhecido odio; o segundo tinba una
gramlc culpa para os radicaes : o mostrar-se
multo modificado em seu anligo radicalismo de-
pois que foi cliamado.ao govorno ilo paiz. Mas
o que aconteceu como Sr. Brisson, tinha aconte-
cido com Gambetia, acontecer com o proprio Sr.
Clemeticeau o com todos os houiens de mereci-
menlo affectos s actuaes instituices da Franca.
Urna vez no poder, os mais adiantados sentem
logo iiecessrdade de abandonar theorias extremas
e de adiar a realisuco das reformas demasiado
amliiciosas ]iara proceder de accordo com as cir-
cumstancias do lempo e do meio, o que alias cons-
tituc toda a salMidoria poltica
Por excmplo o Sr. Brisson foi sempre partidario
decidido da sepaco da igreja e do estado. Dis-
se-o n'um discurso que proferio em Sctembro
n'um banquete (fue llie fra offerecido polos sous
eleitores de Paris. Entretanto, sem renegar desse
principio declarou no mesmo discurso que a
maioriu do paiz Ihe nao parecia disposta a acedar
desde logo semclhante reforma, e que por conse-
quenca uo se comprometa propl-a como mi-
nistro, nem a votal-a como deputado.
Relativamente poltica externa declarou o
preside ule do consol I io que desejava a paz apoiada
n'um Solido exeir.ito alini de que a Franca nao
perdesse a sua influencia internacional. Quanto
questo colonial, s finaucase administracao
o presidente do eonselho. sem ser tilo explcito eni
todos os pontos como o seu immediato antecessor
no goveruo. mostrava comtudo concordar com as
0|rinift8s por este exjiendidas. 0 que convinha
segundo o Sr. Brisson o seu conega Goblet.era
afastar todas as questes que podessem, por irri-
tantes, dividir cada vez mais o partido rcpubli-T
caao, ameacado diante das urnas pelos manar
chisatS4inidss para a luta.
Essa uniao fra demorada e cheiide diflicul-
dades, mas realisou-se aflnal, emquanto me a1
Hinca republicana, apesar dos eslbreasdomi;
Iranios.
Anda nao .'llegado Q momeiilo de pesqui-
sar e discutir todas as urna l'olha opportonisla de Pari< Ao contrario
o (fue mais urge por termo s recrimina, c-
esteris e aproveitar a licao r.-sullanlr .losa pri-
meira ronsulla feila i soberana nacional. Clie-
goii 0 momento em que lodos os partidos devem
proceder a um e\ame de coiiseieneia. ,\v<,lv pe
nao podem proseguir no rumo que tem levadoi
Bem recomecar a tristissiuM utOCia da segunda
Repblica.
Realmente, a constiunrao ,|,. |s*k foi despc.la-
ca.la entre as mos violentas de raccioiiarios e
radicaos at desapparecer .ompletanieule em Im'-
nelicio do cesarismo pata segunda voz trium-
pbante ao mesmo tenlo e uo mesmo paiz.
Kra. pois.quasi corlo que os republicanos eom-
parcroriam ao OgCUadO escrutinio inais lianno-
nisados o compactos, j objh a diversidade de cha-
pas com que liaviam concorrido ao primeiro os
deixara em muitos departamentos em posico
notav. Imonle inferior dos seus adversarios na-
BMMb. Nonlium .grupo ou candidato republi-
cano poda 11 aquella occasiao invocar direitos
proprios. porque todos tinham apenas deveres
para com a Repblica, cuja preponderancia a--
eendentc retrogradara pela primeira vez no de-
curso de quatoiize annos.
Assim fallavam mais ou menos os opportu-
nisias o os iiroprios radicaes aconselliavam ar-
dentunoiito a utdo.
Roalisou-se. ata. com effeito, e os resultados
foram os que se previam.
{Continua.)
EXTERIOR
O (estaueato
(Das Noeidades, de Lisboa)
V
Succedeur com a morte de el-ei o Sr
D. Fernando o contrario do que succedeu
ao tenipo da inortd de Cesar. Aborto o
testamento de um, que se dizia querer
absorver em si tridas as riquezas e todo o
podero da repblica, vio se que elle dei-
xava -repblica a melbor parte dos seus
bensy o. tpr-y produaio urna- reaccao Tigoro-
ea em favor da memoria do nssassinado e
do furor contra os seus assassinos ; aberto
o testamento do outro, que em vita fura
cbamado o re-artista, e que era amado do
povo, com o qual se misturava nos ajunta-
naDto8 das grandes festividades, vio se
que nada deixou para adiaotamento e
bem estar dos artistas), nem ama insignifi-
cante co'.leccao de objo;tos de arte para o
staido, o que produaio um arrefecimento
sbito as sympathias do que gosava e
da inegnaeno Vitissima contra a Egeria
funesta, qne Ihu inspirou ama tal disposi-
cao de ultima vontade.
E, todava, muito poueo seria prceso
para que a Imprcssao geral hsse outra, e
pitra que, na morte do St. D. Fernando,
t'osscm poupadas a inflexiveis animadve j
s3es as pessoas, que to decisiva influoo
oia tiverain nos derradeiros das da sua
vida. O povo portnguez magnnimo e
generoso Tem sempre urna dse enor
na de complacencia para com as fraque
zas humanas, quando ellas o nao ferem
brutalmente nos mais vivos melindres da
sua consciencia. Bastara que no testa-
mento se contivessom aigumas boas pnli
vras, do respeito e afFeioao sincero para a
primeira esposa, que foi a primeira rainba
constitucional deste paiz, para os filho
que se fizeram e quo eram tao estremeci-
dos, e para os membros vivos da familia
acoTipanha
ca n5o lhe levantasse murmurios a respei-
to das outras disposijSes de bens, e para
que fechasse os olhos aos processos mais
do que irregulares, com que a eapacidade
providente tratou de por no seguro os b9ns
facis de esconder e sonegar. E a Sra.
condeasa de E lia poderia fiear com es co-
fres e os saquiteis cheios, com as suas
doces recordajSes e com tudo o mais que
lho apqrouvesse, sem que a opiniao pu-
blb- se indignasse cu lhe tomasse con-
tas.
NSo procedeu assin, e fez mal. A ra-
pacidade, exagerada at o ultimo extremo,
levou a a ratinhar at as gratifijaSes e
jpensSes dos mais autigos e leaes servido-
res de el-rei D. Fernando-; e rancor pelo
mdogro das suas ambires desnorteadas,
levou a a tentar um desforjo com a meto
de finado. Um sentiinento geral do irrita-
cSo e colera explosio violento era todas as
classes. Nun:a se vira ura accordo tao
unnime. E pan cumulo, a Sra. condes-
sa de Edla, que teve o atrev ment 93 por
como cabeca de casal entre urna familia
de reis o principes, manifes'.ou o atrevi-
mento ainda maior de conservar moradia
permanente no paco real, a que estao mais
intimamaite ligadas as tradigois dessa fa-
milia, o o nome da chorada rainha a se-,
nhora D Mara II.
A Sra. condasta ie Edla, assim como
nao lera a Divino Comedia, tunbem nao
l--u o Espectro. Se o t vesse lido, baria
ora o n. 27, correspondente a 26 de Fe-
vereiro do 1847, as seguintes palavras,
referidas senbora D Mara II:
O pago dos nossos reis ura f^o de
oorrupcao poltica, mas nao o de corru-
pcao moral. Nao ha rainha mais virtuosa
como esposa, nem como mai de familias.
A sua casa pode servir de exemplo a to
das as da Europa.
Estas palavras foram escripias por An-
tonio Rodrigues Sarapaio, o grande tribu-
no popular, que entao era, e o mais genui-
no representante da para democracia. A
a'S3 tempo, tinha se j ferido o sangrento
combate de Torres Vodras, qu-* tilo funes
to foi ao partido a qic perten.ia o hercu-
]m athleta ; na fragata Diana gemiam si-
guas dos mais Ilustres soldados do exer-
cito v-ucido, e outras persigangas e pri-
soos estavam atulhadas de correligionarios
seus ; ooatinuava a guerra civil, com o
referver impetuoso de todas as suas pai-
x."i's e do tolos os seus odios. Apesar
d'isso, tantas eram as virtudes domesticas
daquella rainha, tao grande ora o respeito
que as suas qualida les inspiravam, de ta-
raanha vencracao eslava crjuindaio o
seu nome at entre os seus subios revo-
lucionarios, que em meio da p^leja Anto-
nio Rodrigues Sarapah, o pamphletario
audaz temeroso, exclamava n'um arraa-
co nobilsimo da sua consciencia : a sua
sasa pode sxervir de eemplo a todas as da
Europa
Consta nos de boa fonte, ie a Sra.
condessa de Edla, conbecendo a final quan-
to a sua pretencao a conservar i mrada no
paco das Neerosidades offendera os melin-
dres da opiniao publica, se resignara a
sanir, mandando j arrendar casa, Aguar-
dando que essa mudanca se faja em pra-
so curto, aiapeaaaano as por agora do lhe
dizer desenvolvidameote as raaSes, por que
* Sra. condena nao est precisamente no
caso de ter moradia permanente no paeo,
que fei residencia predilecta da rainba, de
quero Antonio Rodrigues Sarapaio escreveu
aquellas palavras. AqueHe foi o pa$o da
senhora D. Mara II; ali viveu e morreu
D. Pedro V, o saudoso monaroha, e a sua
estromecida espesa, a senhora D. Stepha-
nia, lyrio perfumado, tao cedo quebrado
no hastil como prenuncio de urna catastro-
phe tremenda ; ali viveram e se educaram
os filbos, que ainda vivem, e nm dos qaaes
o rei v Portugal, e outros filbos j mor-
t08, que eram esperanzas fagueiras e ob-
jeoto do fervorosissimos affectos. Aquella
casa, que pedia servir de exemplo a todas
as da Europa, foi tudo isto, e convem
que voite a sef tudo isto. Bem v a senho-
ra oundossa que nao casa para sua moradia
propfia, embora at agora a tenha tido
ali por concessao graciosa de quera-por ii-
roito a ocenpava. Quando do paco das
Neceesidades sabio o caixao funerario da
Sra. D. Mara II, veio urna pomba pousar
8obr i elle. O povo festejou-a como a
consagraco das palavras do Espectro : e
Joo de Lemos, o poeta iniguebsta, coin-
aaenorou o symbolieo acontec monto aa
su aiimosa poesa 0 funeral e a pombu.
Sa a Sra. condessa ucease naquelle paco,
quando viesse a raorre arrisoava-se a que
sobre o carro fnebre lhe saltasse, nao
ama pomba, mas ura avejo medonho,
quo lhe havia de fazer muito roa compa-
nhia no eaminho da eternidade. Olhe que
oorria esse perigo I E' mais prudente,
por causa das asoerezas terrestres, e at
para allivio das penasda sua alma, resignar-
se a mudar de casa-e de rumo, e a afastar
de ai essa ambicao estonteada!
O paoo da senhora O. Mara II, de
quera o Espectro d\&ae que podia ser exem-
plo a todas as casas da Europa, nao pode
ser adoradla permanente, e propria, da
Sra. condessa de Edla. Nao est de ae-
coruu ? .'
pela pratica da nossa administracao ceatraliaado-
ra, qae nada deixa escapa r a vistas do ministro,
desde a licenca ao professor at a compra do pa-
pel e tinta.
O Sr. conselheiro Bpiphanio Dantas, tomando
parte nesta coinmissao, traz-lhe naturalmente va-
lioso concurso. E' um excedente auxiliar, que ha
de trabalhar com effic .cia para o bom xito do
projecto do goveruo.
Pela sua competencia cabe-lhe presidir e dirigir
urna das seccoes.
O governo nio tracou o plano dos trabalhos
comuiettidos commissao.
Do seu acto se v qne s limita reforma do
ensino priaiario e aecundario no municipio neutro.
Si o rgimen descpntralisador prevalecesse no
Brasil, cate ramo de ensino por ana natureza es-
sencialmente local, seria feito casta do imposto
deteentralisado e pertenceria a autonoma local.
Cuinpre. porm, ao Estadoprofessor industrial
ministrar o ensino ; t xploral-o, como urna em-
poza; retribuir os professores; prescrever aa
uoroaas; determinar os methodos ; es'abeleeer os
prograinmas e todos os detalhes deste complicado
e variado negocio.
A oriontacao a aeguir nesto assumpto ficon ao
criterio e sabedoria da commissao, que, aem du-
vida, reorganisar o mecanismo do ensino, confor-
me as iias modernas, adiantadaa, qae tem ava-
dido at os paizes mais retardatarias na adopco
dos resultados dos progressos inlallectuacs.
Em verdade sao duas leis, que revelam, ou cjn-
firinam as opiniiies que actuara sobre o cerebro
d'uma uacitu.
Taes Inis mostram o estado do sua consciencia e
civilisacao;i cleitoral e a do ensino, oa educa-
cao pablea.
Na primeira aa r'couhece que elementos soaiaes
tem a direccao do governo do Estado.
Na segunda ae verificara quaes as ideas religio-
sas, politieas, estheticas e raoraes, que influem na
vontade c illurainain o pensamento nacional. E'
to lo um systema de sociologa, de poltica admi-
nistrativa e econmica.
Urna ntteata o exercicio da sooeranis ; a outra
a eapacidade de operal- ..
C"nse;uinternente sao dous actos legislativos de
mxima importancia, poltica e social, nos quaes
um governo, por assim dizer, encana o seu pensa-
mento dominante, toda a sua indivi lualidade.
0 honrado Sr. liarlo de Mam*r um ministro,
que comprehende que o governo urna officina ae
trabalho, um posto de honra e de p -rigos.
Elle prodig.ilisa a sua actividade e o seu cabe-
zal de sciencia e de experiencia cm bem servir ao
paiz.
A instrueclo publica justamente reclama urna
reforma, siuo radical, pelo menos que repare os
males, que se tetn feito pelo desaso de certas medi-
das, que serviram para amaaqutnhar a iulelligen-
cia 1a meci Jade, favorecer a ignorancia e empecer
o progresa idas luzes.
Nao sabeudo cm que sentido se farao as refor-
mas do ensino primario e secundario, nao de .vinos
entrar n'um exame detalliado nem aventar aigu-
mas ideas.
Esperaremos, com a confianca posta no Ilustre
ministro, o resultado dos trabalhos da comaiia-
sao.
A imprensa iucontestavelmenti tem o direito de
tomar a palavra c failar alto e bom aom nessa
questo.
Ella interesas vivamente nao s existencia
das geracoes do presente, como aos futuros desti-
nos do paiz.
Com a nstraccao se pode faser a felicidade, a
grandeza, a gloria de urna naca", ou a sua deca-
dencia e aviltamento.
J um philoscpho pensava poder mudar e trans-
formar um povo ao por meio da instruccao.
Felizmente o disliucto Sr. ministro do imperio
nao um estadista da escola de lord Melbourne,
que dnvidava das vantaeiis da instruccao publi-
ca, pretendendo que a humanidade viveu perferta-
mente. longo tempo, em sua ignorancia, sem apren-
der a ler.
KVSTA BIARI.
INTERIOR
real, que tao dedicad ament
ram o testador : bas*aria
,^..-1^.^^-------u---------fn~ "inJiriril uiiani ulu aniin muito, para que a
que das suas
innmeras riquezas artsticas destacasse
urnas ninharias, urna insignificante colle-
cclo dada oomo lembranca ao estado; bas-
tara que dispozesae de aigumas raigalbas
para um premio ou instituicao destinad
a fomentar o des envolv manto das bellas
artes ou a favorecer un stabeleciraento
de beneficencia ; bastarla que, Com isto,
que seria nada como desfalque na sua be-
raoca, eserevesae para a eora e pata a
naoo a pwpris lade e regaHa do castello
da 'wua. que lhe foi vendido como monu-
mento histrico e que o paiz se habituara
a osmsidorar come brrajoswswaa jam m,
s usofruida por ura prncipe da casa real
par'melhor lbe pulir o brflho e acrescen
tar o esplendor; baatarid iato, que aal
Reforma da InstaMicco
(Da Eooluc&o de 9 de Janeiro)
O Ministerio do Imperio, com a solictude, que
lhe merece um dos ramos importantes da adminis-
tracito, aeabh de nsmsr urna commissao, incum-
bida da reforma instruccao pablici.
Segando o acto do governo, a coiimissao ae sab-
drvidlrft em duas seccoes. U>na se encarregar
exciuspvamehte dos assumptos concernentes ao
ensino primario.
A otttra^ ae oocupar das materias apr>p.iaas
instrliecao secundaria.
Foi nomeado presidente da commissao o Ilus-
trado enador pelo Maranho o Sr. conselheiro
d'E^tado Vieira d~ Sirva, cuja proficieueia e com-
petencia em relaco a sciencias e lettras sao por
todos econhecidas.
r>os distinctos membros, que a compoeiu, deata-
oa-seo 8r. conselheiro Epiphanio Dantas, o joven
miniatro'ao imperio do gabinete Hbcral, pres.dldo
pelo filustre Sr. Martinho de Campos.
rntelligente, laatruido e laborioso, o joven ex-
ttiafstso demonstrou no governo as mais notavis
quslldades, c[a o toruavam saliente, no meio dos
seus cbilega; qaer no* debates parlamentares,
Lounr a* gerenui< admitatscrativa.
Animado de um zelo ardente e louvavel, elle
'tambm emprehendea reorgaoisar o euaino pu-
blico.
PoaW-ee aixer qae foi esta a preoccnpaeao do
eo- mihiaterio.
Assim aaaeapirito-affaito a aeris estudas neate
'ramo administrativo, que profunden as medita-,
^oS'lfflenciojas e fecunda do gabinete e rahece'
Elclco eral.Da el9ao a que se pro-
ceden para deputados Assembla Geral Legis-
lativa no dta 15 do corrate,- temos mais eonbeci -
ment dos seguintes resultados :
12 DISTBICTO
Peaoaetra
(198 eleitores)
Dr. Prxedes Pitanga 106 c 1 separado
Dr. Antonio Goucalves Ferreira 91
Resumo dos collegios de Taqueretinga e Pes-
qneira :
Dr. Goncalves Ferrara 178 e 3 separados
Dr. Prxedes Pitanga 46 el
Primeiro diatricto elel lora I Reuni-
se hontem, no paco da Cmara Municipal do Ke-
eife, a junta aparadora do 1 diatricto eleitoral,
afim de sommar os votos do escrutinio de 30 de
ezembro passado, para menrbros da Assembla
Provincial, e expedio diploma aoa- Sra.- Drs.-Oas-
par de Drnmmond Filho e Antonio J. da Costa
Ribeiro, desigmwdo-o dia 8 eTevererro proxiaio
para ter Jugar o 8 eacrutinio, qne corre j atre
oa Srs. Dra. Antonio Goncalves Ferreira e. Jos
Izidoro Martina Jnior.
Eletco proTirteiai.- Kis a concraiBo da
votacao de 30 de Dezambro prximo findo para
deputados proviflciaes :
13. DISTBICTO
Ourtcary
(97 eleitores)
Dr. Gomes Prente
Barao do Caiar
Exu'
(43 eloiiorej)
Barao de Caira
Dr. Gomea 'Parete
Coronel Gualter
Petrolna
(89 eleitores)
Baro de Caiar
Dr. Gomes Prente
Major Solonro
Resumo de toda a votaeo do diatricto
(933 eleitores)
Dr. Gomes Prente (C)
riaro de Caira (L)
Major Selooio Mello (L)
Capito Francisco S. de S. Ferraz (L)
Antonio Luiz do Espirito San'o (L)
Padre Assis (C)
Coronel Gualter (C)
Sendo o quociente eleitoral 311, est eleito ape-
nas como > diaaemos, o Dr. Gomes Prente, e t3o
2. escrutinio os i nnmediatos em votos.
Sui.pl.nl.- du juir. abafltuloPor
Portara du Presidsoeia da Provincia de 18 do
crreme mez foi nomeado Io supplente do 5o juiz
subattuio du cooiaroa do Recife, o bacbarcV Pauto
Caetanj de Albuquerque.
IticneajReceBemos um excmplar da These
Sue eacreveu c sustentou perante a Faculdade de
ledicina do Rio de Janeiro o Sr. Francisco Ma -
riano de Viveiros, para obter o grao de doutor em
sciencias medicas.
E' um trabalho que faz lloara ao joren doator
I maranhei8e, quo seguio para sua provincia no
paquete Peraaindnco, tencionando, depois da visita
familia, fixar residencia em Pernambuco.
Km tramitoO paquete ifrawcanta levou
para o sul, ante-hontem, 468 pa-sageiros, sendo 6
tomados em Pernambuco.
Maahciro < O paquete Pernamoco levou
para :
Maranho 8OOJ0O0
'r i:000i000
atlo e ferianentoaNo sabbado 16 do
corrente, s 10 l/l horas da noite, etn um presepio
existente em Agua Fria do districto policial de
Agua Fria deu-se ura grande ralo, provocado por
Joo Rodrigues dos Santos, conhecido por Juuet,
resultando sahir cate individuo multo contuso por
cacetadas qne lho deraro, e reoeker dua tacadas,
uina na mao a outra na espidua dir.'itoa, o indivi-
duo de nome Bernardo, conhecido por Caooclo.
Levado o facto ao conhecimento do subdelegado,
cuja'presenca foram os ofieudidos couduzidos,
aquella autoridado os maidou em paz, nenhuma
providencia tomando respeiti.
{Coatrereticiu Pelas 6 hora da tarde de 89
do correte, e no theatro das Variedades dt Nova
Hainbdrgo, o Sr. Dr. Joiquim Amere Niboco de
Araufo far urna conferencia para daspedir-ae doa
seos amigos eleitores do 1 districto.
La rapto* .Ostse iadmtrmos, aa madrugada
de 18 do corrente, conseguirn) penetiar na casa
de reaidljncia do Sr. Tbom Alvea Aroxa, no po-
voado da Torro, c, nio sendo presentidos, sahiram
salvo conduzindo ama salva de prata.
O aubdelegado respectivo toraou ninlltmimim,
do facto.
XaaarolhNo dia 17 do corrente o Centro
lihterario e Reereafvo'Praiarno proceden sua
55
42
22
2
45
40
4
455
290
69
68
46
3
2
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Diario de PernamliBcii^narta^-feira 20 de Janeiro de 1886
3
irvir
eleico par** nova directora que tem de
de 1786 a 1887.
Ficou aaaim composto:
PresidenteManoel J. Rio de Jordlj Chaves,
reeleito.
Vice-prejidenteAffonso da H. de Albuquerque
Maranbo.
1. Secretario Franciscc P. de A. Maranho.
8. Secretario Bell armio Tirito.
ThasonreiroBellarmino de A. Lima, reeleito.
Commiasio fiscalPianciseo Heroncio, Abilio
Olemeutino e Vctor Vieira.
De accordo com os estatutos o 8r. presidente
convidou os eleitoe tomar, m poase no dia "7
de Janeiro, anniversario do Ceotro,cpe)as 7 horas
da uoite, dia em que ser solemnemente celebrado
o seu 5. anniversario.
As (irandee manobra na India-A
Inglaterra, a fim de dar s nacoea europeas urna
idea exacta do aeu poder militar na India, e de
mostrar o &eu rconhecimento pela hospitalidade
que os officiaes inglezes reeebem todos os annos
as manobras do outono dos exercitos continen-
taes, deteroinou que no prximo mes de Janeirs
se realisem no campo de Lahore grandes mano-
bras, em que tomarlo parte todas as tropas de to-
das as armas, e convidon em certo numero de of-
ficiaes estrangeiros a asiistirem.
O efrectivo reunido ser de 37,000 homens, di-
vididos em dous corpos ie exercito, os qaaes ma-
nobrara*) um contra outro.
Todos oh officiaes ayancados em idade e mais
ou menos cansados do serviyo, pcrtencentes aos
corpos que tomarero parte n'estas manobras fo-
ram mandados substituir nos seus commandos por
officiaes novos.
lm nlatoria de Jadeas-Na Po'ouia
costume entre as familias judaicas receber sua
mesa em certos dias do anno compatriotas pobren.
Um banqueiro de Vilna tinha per isso qne dar de
jantar a dois mendigos judeus da cidade.
Na Polonia, como em todos os paizes onde o
israelita nao se emancipou completamente, e onde
nao pode dar grande expanso exterior sua for-
tuna, o luxo da casa s vezes inaudito.
Um dos convidados pobres, que nao tirava os
olhos do seu companheiro, vio que este acabava
de esconder as botas um magnifico talher de
prata.
Este facto desgobtou-o muito, porque era justa-
mente o que elle tinha tinha tenco de faaer.
De repente urna inspiraco do genio Ihe pasaou
pela mente.
No momento em que todos se levantavam da
mesa exclaiaou :
Senhor e senhora, dirigindo-se ao dono e
dona da casa, permita me que para despedida, eu
taca una pequea sorte de prestidigitoco.
Muito beca disseram os convidados.
Vm este talher do prata, metto o dentro
das minhas botas. Viram bem, nao verdade !
Sim !
Pois bem Schoumil! -choumia P'ss !
E fes com o braC/O um movimento rpido.
O talher passou j para dentro das botas do
meu companheiro. Queiram ver.
E os convidados precipitam-se e encontram o
outro talber as botas do companheiro.
Depois dos applausos, o bum do apostlo, des-
pedio-se e deixou a casa de jantar.
Extraordinaria fecundldadeMag-
dalena Ora nata urna formosa camponeza dos
arredores de Koma, que ha annos cason com um
robusto cultivador visinho, segundo dia o Fgaro
d'alm dos Alpes.
No seu primeiro parto deu lux, segundo narra
na mesma fe I ha, 6 rapazea : no segundo parto 5
crianzas do mesmo sexo ; no terceiro 4 ainda ra-
pases, e no quinto duas gemeas, das qnaes actual-
mente ama u vive.
Magdalena Granito tem actualmente 28 annes
e gosa completa saude.
Proclaman de casamento Foram li-
dos na matriz Ja Boa Vista no dia 17 do correte :
Joo Henrique da Cruz Ribeiro com Amelia
Augusta dos Praxeres Porto.
Joo Jos do Nascimento com Albina Mara de
Jess.
Jos Monteiro da Bocha com Joanna Mara da
Annunciacao.
Francisco Tavarej de Aquino com Mana Ade
laido Teixeira Bacilar.
Pedro de Alcntara Kigcrio Racellar com Ma-
ra Joaquina da Santa Cruz.
Antonio Joaquina Ramos c Silva com Mara Jo-
s Rodrigues.
Manoel Francisco Alves com Maria Josepha da
Cooceice.
elideEflictuar-se-ha :
Heje :
Pelo agente Stepple s 11 horas, na ra da
Soledade n. '14, de una padaria ah sita.
Peto agente Marlins, s 11 horas, na estradi
dos Aflictos q. 36, de tnowis, lou^as, vidros, etc.
Pelo agente Brito, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 24, de movis, bu; ts, vidros, ete.
Pelo agente Alfredo Guimares, s 11 horas, no
armaicm do Sr. Annes, de diversos gneros.
Amanh :
Pe'o agente. Pinto, s 10 horas, no largo do
Corpo Santo n. 19, de movis, oucas, vidros, etc.
e de vaccas.
Pelo agentt- Gusmdo, s 11 horas, na rna Vi-
dal de Negreros n. 145, da fabrica de cigarros
ah sita.
Sexta-feira :
Pelo agentt'. Marlins, s 10 1/2 horas, na rna
do Vigario Tenorio n. 1, de move s, lour;as, vi-
dros, etc.
Peto agente Pinto, s 10 1/2 horas, na roa es
treita do Rosario n. 30, de movis, loucas, vidros,
etc.
cao e Santa Cata de Misericordia, cujo maior pre-
mio 50:000*000, ser extrahida no dia 26 de Ja-
neiro.
Acham-se exposto a venda os rwtos des bilhe-
tes na Casa da F tuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Lotera de MaceloPor telegramma re-
cebido pela Casa Pelii, abe so qa->, na 11 parte
da 11 lotera extrahida em 19 do correut*, foram
premiados os seguintes nmeros:
24.690 200:000*000
28.313 40:000*000
15.949 20:0004000
21.221 10:(>00* 30.338 . 5:000*000
2.221 2:010*000
4.047 2:0004000
5.098 2:000*000
5.105 2:000*000
24.860 2:000*000
36.334 2:0-0*000
38.086 2:000*000
39.463 2:000*000
39.729 2:000*000
Premios de liOOOl
1.301 1.962 3.876 4.507 7.340 10.585
10.696 11.700 13.350 13.730 14.156 15.790
18.514 18.694 20.214 25.922 28.195 29.382
29.398 32.392 82.416 34.269 37.661
tpprovlmaroew
24.629 4 000*000
24.631 4:000*000
28.312 2:000*000
28.314 2:000*000
15.948 1:350*000
15.950 1:350*000
tidos pelo eudidato; e dizemos os votos liquidos
porque a sua missose limita a soinmar os votos
meucionados as diferentes authaticasnao pu-
dendo de modo algum alterar as condicoes e valor
desses votos.
Ella nao tem attrihuico de considerar liquido o
voto viciado e dado contra as preseripees le-
gaes.
Soinmar esses votos promiscua tente com os vo-
tos nao viciados, porque tanto importa reunil-os
em urna mesma somma para sobre ella fundar a
expedir um diploma por isso mesmo tambem vicia
do, envolve a attribuicao de aprecial-os em seus
vicios a resolver pela sua legalidade.
A junta nao pode dispensar na le, nao podend >
disne isar na le nao pode apagar esses vicios pelos
quaes est o veto corrompido ; o nao podando apa
gar, nem mesmo tomar conheciment-* desses vicios,
nao pode sommar esses votos.
Essa que a theoria legal.
E ainda urna prova da verdade da opinio que
expendemos se v ni providencia quo toma a lei,
mandando remetter ao poder verificador, a Cma-
ra dos Deputados, esses votos, isto essas jedu
las tomadas em separado.
Illin. Sr. Sr. inia municipal do termo de Agaa-
Prota.O tenante J >s Antonio Alves Ma^iel, a-I
bem di- sea direiti precisa que mande ao escriv i
Paes d'Andrade certificar, em vista dos autos do
inquemo policial, procedido sobre o facto da mor-
tedo escravo Js Granl-, do propnedade do pai
do supplicante, o qusl fra remettiJo a este juizo
para os fina lgaos, o tbeor do depoimento da tes-
temuuha, que no tuesta > jurou, de norae Isidoro
Felippe B-serra. Em termoi pede a V. 8. defe-
riin oito. E. R. M.
0 rtiSque-se. Asrua-Preta, em 12 de Janeiro
de 188b A. Ferreira.
Os nmeros de 24.601 a 24.700, excepto o da
sorte grande, esto premiados com 400*.
Os nmeros de 28.301 a 28.400, excepto o pre-
mio de 40:000*000 esto premiados com 200*.
Os nmeros de 15.901 a 16.000, excepto o que
sabio j premio de 20:000*00, esto premiados com
100*.
Todas as centenas cujos dous algar ismos termi-
naren! em SO, esto premiadas com 100*, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminarem em O c 3
esto premiados com SO*.
Mercado Municipal de H. Som.O
movimento des te Mercado no da 19 de corren te,
foi o seguinte:
Entraram :
36 bois pesande 5.189 kilos-
909 kilos de peixe a 20 ris 18*180
16 cargas de farnha a 200 ris 3*200
9 ditas de fructas diversas a 300
res 2*70;)
16 Suinos a 200 ris 3*200
Foram oceupados:
18 columnas a 600 ris 10*800
44 talhos de carne verde a 1*000 44*00(1
20 ditos de ditos a 2* 40*000
40 compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 ris 18*000
61 ditos de leguraes a 400 ris 24*400
17 compartimento de suino a 700
ris 11*900
14 ditos de iressuras a 600 ris 8*4u0
O argumento tirado do art. 15 18 da lei, e art.
141 do regulamento, nao tem valor para a espe-
cie, porque elles, tratando do acto previo do rece-
bimento das cdulas, nao cogitavam, n*'m podiarn
cogitar ainda da upurafo para empregar o termo
apurado. Tratando se de recebimeuto e.la nao
poda usar seno do termotomados.
Quando, porm, no paragrapho seguinte tratou
da apuraco, nao poda mais usar do termo toma-
dos,porquanto as cdulas j estavam recebidas ;
s poda empregar o termoapurados.
E foi o qne fes.
E' preciso attender a que o legislador nos dous
paragraphos legisla sobre dous actos distincos,
um anterior e outro posterior, que demandavam
expressoes tambem distinctas.
Menos valor tem ainda o argumento que se
quer forcadamente tirar do art. 159 % 2 do re-
gulamento.
A lei em sua letra nao se presta a duvida que
se procura estabelecer com o citado artigo e pa -
ragrapho da reglame to.
Mas o regnlamento quando nesse artigo emprega
a palavra tomadosfoi por -.branger ella ambas
as hypotheses possveis de realnar-se : os Votos
recebados era separado pela duvida sobre o eleiior,
e o voto apurado por causa dus seus vicios in-
trnsecos ou extrnsecos.
Era preciso um termo qne gennralizasse as es-
pecies.
E foi o que fez o regulamento usando de um
mais ampio e mais genrico.
Comtudo isso nao pode obstar o sophisma.
Cjmprehende por tanto o Sr. Dr. Alcoforado
quanto capciosa e errnea a sua theorii.
Jornal do Reeife, a. 287, de 17 de de sembr
de 1881.
9 districto
Deve ter sido arrecaiada neste dia a
quantia de 195*180
Precos do dia:
Carne verde a 480, 320 e 240 lis o kilo.
Suinos a 600 p 500 rh dem.
Carneiro a 1 ( e 800 ris idem.
Farnha de 320 a 640 ris a cuia
Milbo de 400 a 240 res idem.
Feijao de 640 a 1*280 ris idem.
Foram mandados lancar ao mar 22 kilos de
carne arruinada, pertencente a Olivera Castro
&C.
Malailouro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 67 rezes para o consu-
mo do dia 20 do corrente mes,
publ::acuEs a pedido
lasas fnebresSerio celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, na matriz de S. Jos, por alma de
Aprigio Jos da Silva : s 7 horas, na matriz da
Boa-Vista, pala d Jos Alfonso do Reg Barros.
Araanha :
A's 7 horas, as matrizes da Gracia e Boa Vis-
ta, por alma de Joaquim Rodrigjes M. de OH -
reir.
Sexta-feira :
A's 7 horas, na capaila do cemiterio de Santo
Amaro, por alma de IX Joaquina Maria Ramos ;
s 7 horas, na matriz de Jaboato, por alma do
commendador Jos Joo de Amorm ; s 6 horas,
na matriz de Santo Antonio, por alma de Casemi-
ro de Fontes Ferraz.
Sabbalo :
As 8 horas, no Corpo Santo, por alma do cjm-
mendador Jos Joo de A norial ; s 8 horas, na
matriz da Boa-Vista, por alma de Joaquim Igna-
cio Ribeiro ; b 6 hora, em S. Francisco, de Olio -
da, por alma do capito Manoel Ignacio da Silva
Braga.
PassagelrosSahidos para os portos do
sol no vapor Mandahu :
Argemiro Augusto da Silva, Flavio de Olive-
ra, Jos Ridrigu-'s Vasquea, Manoel Marques
Pinto, Joo da Cruz de Mattos Serva.
Casa de onenra Movimento dos pre-
sos no dia 18 de Janeiro :
Existiam pr-sos 328, entraram 9, sahiram 6
existem 321.
A saber:
Nacionaes 294, mulheres 6, estrangeiros 5, es
eravos sentenciados e processados 13, ditos de cof-
rec^o 18.Total 881.
Arracnados 299, sendo : bons 288, doentes 11
Total 298
M. vineoto da enfermara :
Tiveram baixa :
Manoel Frlippe dos Santos.
Francisco Carneiro da Fortuna Brite.
Teve alta :
Antonio Joaquim da Silva.
Lotera da provincia Sabbado, 23
de Janeiro, se extranir a lotera n. 33, em benefi-
cio da igreja da Boa Viagom de Pasmado.
No consistorio da igreja de Nossa Seohora da
Cbnceifo dos Militares, se acharo expostas as
ornas e as espherss arrumadas em ordem nume
rica, apreciaco do publico.
botera de Macelo de OOiOOOaOOO
Esta grande lotera, cujo premio grande de
200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida im-
preterivelmente no dia 26 de Janeiro.
Os bilhetes aenam-se a venda na Casa Feliz
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera do Kio. A 1' parte 195 do plano
ovo do premio de 100:000*000, ser extrada im-
preterivelinents no dia 23 do correte.
Os oilhetes acham-se venda oa Casa da For-
tuna, ra lo Crespo 23.
Tambema chara-se venda na praca da Inde-
pendencia m 37 e 39.
Lotera do Ceara de *MMHM>#M-
A' 1 sane d'esta grande lotera, cojo maior pre-
mio de 250:000*000, se extranir impreterivel-
mente no dia 26 da cerraste.
Os bilhtitos acham-se & venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lacerta do Maraa Ao -Al parte da 1
lotera detsa provincia, em beneficio da emancipa-
Ele.o do 2 districto
A mentira e a incoherencia sao o apanagio dos
librate do nosso paiz.
Temos factos para provar que em nenhuma ou-
tra parte esta verdade encontra maior justifica-
cao que actualmente nesta provincia.
A mentira se demonstra com a publcaco que
faz diariamente e orgo do partido liberal (A Pro.
vincia) sobre o processo eleitora al'egando para
justificar a sua estrondosa derrotaostentaco de
torca e presso official afim de elegerem-se os
candidatos governistas, quando a verdade que
as eleices correram calma e livremente em toda
esta provincia, como nao succedeu no 1 de De-
zembro de 1884 que para elegerem-os deputados
governistas, de euto, empregou o govemo todis
os melos ao eeu alcance, at a hecatombe de S.
Jos, planeada no palacio da presidencia e posta
em execuco pelo Sr. Dr. Jos Mariano, frente
do grupo que preparara para eosaguentar a Boa-
Vista no caso de perder a eleico.
A incoherencia consiste no facto de darem hoje
comoeleito o Sr. Jos Mariano, quando nao o es-
t, segando a opinio dos proprios hberaes em
D-zembro de 1881, publicada na columna do Jor-
nal do Reeife intituladapartido liberal, aon-
de combateram o direito do nosso amigo o Dr.
Alceforado Jnior, a quem a junta apuradora do
9 districto nio expedio diploma, nao obstante ser
0 mais votad.', pelo facto de lho terem sido, nao
tomados, mas nicamente apurados em separado
diversos votos.
Ainda mesmo os votos apurados em reparado,
diziam os liberaes, nao sero sommados ao can-
didato para a expedico do diploma, em ves do
que ora sustentara, dicendo, cem o mais puril de
eazo, qne a disposico do art. 159 2o do regula-
mento eleitoral se applca nicamente aapur.ic/o
dos votos pela Cmara Municipal na eleico se
natoral !!
Pora que o publico avalie da m f com que
sempre argumentara os nossos adversarios, passa-
mos a transcrever abaixo um artigo e extracto de
outros publicados na columna liberal do Jornal do
Hecife, a que cima alludimos.
A theoria sustentada ento pelos liberaes, de
accordo com o citado art. 159 2 de regulamen-
to, nesses artigos. foi vencedora perante a junta
aparadora do 9* districto, e saneci inada afinal
pela Cmara dos Deputados.
Jornal do Reeife o. 278 de 6 de Dezembro de
1881 :
9.* DisTBicro
Sao sempre infelizet os nosso adversarios em
suas expanses de alegra.
Quando se banqueteavam ao som da msica e
da foguetarii chegava Ibes a triste noticia de que
no coilegio de S. Bento o seu candidato s tinba
1 ido um voto aparado ;os 74 estavam em papel
mareado com a palavra amisade e involuero de
cor, pelo que nao poJeram ser apurados se nao
m separado.
Isso quer dizer que a sua maioria de 70 votos
desappareceu naa amizades das cdalas e no colo-
rido dos involucros.
O Dr. Soares Branda) est emito pelo 9o dis-
tricto com um maioria de 4 votos.
O que, porm, mais admira qne um dos con-
trariados fosse o Dr. Olivera Andrade, que acha-
va se enthusiasmado ao estrugir das bombas e ao
sonoro da msica.
Bora demcrata !
Jornal do Reeife, n. 283, de 13 de Dezembro
de 1881 :
A BLBIfo DO 9 DISTRICTO O DR. AbCOFORADO JDNIOR
Mas S. S. nao tem com certeza lei em seu
favor.
A d fferenea qne procura S. S. crear e estebe-
leoer entre votos tomados em separado e apurados
em separado, urna differenja toda iaetapbysica,
sem assento na lei, um verdadeiro jogo de espirito.
(Transcreve e art. 15 19 da bi de 9 de Janei-
ro e contina) :
Frimeiramente disposico legal teiminante :
as cdulas escnpUa em papel branoo nio trans-
parente nao poderio ter tignal algum estenio ou
externo ; e tendo sero apuradas em separado.
Mas para que inandou a lei apural as em sepa-
rado? seria para com ellas ter diploma? E nes-
se caso os as cdalas viciadas e por isso apura-
das em separado, podessem conferir diploma ao
eleito, qual seria o valor, o effeito da probibico
da mesma lei ?
Em vista do art 18 da citada lei, a junta apara-
dora tem o de ver de sommar os voto* liquidos ob-
Ora desde que a lei os manda apurar em sepa-
rado tornou esses votos Ilquidos.
Isso logice; e eremos que o mesmo Tempo
nao o negar.
Mas qual na especie a competencia da junta
apuradora ? sommar oa votos liquidos ou os votos
Ilquidos ?
A sua competencia nao vai at a apreciar as
condicoes do voto : eila somma conforme se veri-
fica das xuthenticas das mesas elcitoraes legal
mente constituidas Des ie portanto que um certo
numero de votos vem nellas em separado, em se-
parado devem continuar ; a junta apuradora nao
pode tornar liquidos esses votos e portanto nao
os pode sommar.
Jornal do Reeife, de 15 de dezembro de 1885.
9 districto
Segundo noticias que nos foram transmitidas a
junta apuradora do 9 aistricto coaferio o diploma
de deputado ao Dr. Francisco de Carvalho Soares
Brando.
Pencei felizmente a theoria Ugal.
Outro nao poda ser o seu procelimeuto.
Itesposta calumnia
Atrozmente aggreddo u'aquillo, que nesta vida
mais deve prezar o homem de bem, isto a sua
reputacao, julgo de mea rigoroso de ver o lime
nagem ao publico sensato d.-sta provincia, e cora
especialidade ao da comarca de Palmares, onde
rezido, e sou mais ou menos conhecido, vir a m-
prensa pela primeira vez em minha vida para de-
fenderme de miseraveis calumnias, aleives contra
miin levantadas por um escravo audaz, insubordi-
nado e corrompido, das quajs tornou-se echo per
versa, e calculadamente algum meu rancoroso ini
migo, a proposito do facto delictuoso perpetrado
no dia 27 de Dezembro prximo passado no enge-
nho Monte-po de meu pai o coronel Thoraaz Al-
ves Maciel, para exercer contra mim gnobel via-
ganca, e ao mesmo tempo para jogo poltico em
vesperas eleitoraes de mea obscaro nome, o de
minha familia, na qual se conta numero um tanto
crescido de eleitores, todos adeptoi da poltica
conservadora.
E' asiim que em urna missiva anonyrai publi-
cada no jornal a Provincia, orgo do partido li-
b ral, de 3 do correute, so me imputa infamemente
a autora d'aquelle facto delictuoso. Assim o fa-
zendo tomo desde j o solemne compromiso per-
ante este mesmo publico quem me derijo, o que
me ter de julgar, de patentear u verdade com
toda iua nudez, narrando os factos como elles so
passaram.
Sendo en sabedor em men engenho Veneza limi-
trophe do engenho Monte po, que ama pessoa de
minha familia quem tributo a amizae de que
merecedora, 'havia sido injuriada pela escrava de
mea pai de nome Floriana, filha do escravo Hilrro,
autor dos aleives, que se refere a publcaco da
Provincia, e conhecendo que meu pai acha-se hoje
impossibilitado de piovidenciar de prompto man-
dando castigar a escrava, como ella mereca, taes
sao os seus encommodos de sade: sinsivelmente
aggravados pela longevidade, que Deas por sua
infinita bondade Ihe ha concedido, e por cuja con-
servaco faco os mais sinceros votos, tomei a reso-
lueae de mandar por dous moradores meas, appli
car-lhe ama surra de chicote, instrumento este por
mim forneeido.
Com effeito tendo ditos meas moradores no da
27 de Dezembro prximo pasaado se dirig lo ao
engenho Monte-Pi para por em execuco a mi-
nha ordem, cnegando trataram de informarse, on-
de se achava a escrava, e obtendo exactas infor-
maeos de que ella eslava em urna palhoca exs
tente em um canavial, distante do engenho cerca
de quinhentas bracas oa mais, para l se encami
nharam, e de facto a encontraudo em companhia
de outra escrava, que atemorisada correu, agarra-
na, e quando principiavam a castigar, eis que in-
opinadamento-ebega um escrava, tamb->m de pro-
priadade de meo pai, de nome Jos* Grande, que
se achava trabalhando perto d'alli, o qual, armado
da enchada, de-ose s* servia uo trabalho, aggre-
dio a um dos nwss msnsdaros'de nome Florenti que apenas prinoipiava a surrar a escrava, o ati-
rando ihe o primeiro golpe de que pode se livrar,
no segundo forcou-o a lancar rao de urna espin-
garda ana, que havia levado sem mioha ordem,
laudo lbe -um tiro, de que proveio a inorta
O que acabo de expor me foi narrado pelo es-
cravo de mea maao Antonio Augusto Alves Va-
ciel, por nome Laiz, que presencioa o conflicto,
porque nesta occasio estava eu com a familia na
casa do meu pai no engenho Monte-Pi.
Ora, evidentemente as minhas ordens foram
excedidas, e nao constituindo-se crime o facto de
surrar-se um escravo, por assim dizer, propno,
perante a nossa lei criminal, que pelo contrario
autoras o castigo moderado, obvio, que a res-
ponsabildade do facto delictuoso em questo, toda
corre por conta do agente qae o ptatcou. anda
que em ana defeaa.
Es aqu, pois, como natural e verdaderamente
se passou o conflicto bavido no engenho Monte
Po, do qual resultou a morte do escravo Jos
Grande, que hoje almas pequeninas procurara ex-
plorar deturpando os factos em detrimento de mi-
nha reput-ico, auo at o presente, merc de Deas,
tenho conservado illibada. Eis o que se m'of-
erece dizer em minha defeza, protestando nio
aceitar polmicas pela imprensa com quem quer
que seja acerca do facto em questo, sobre os
quaes tem de decidir os trbunaes da comarca.
Para corroborar o que acabo de dser, offereco
consideraco do publico o documento abaixo, quo
urna das pecas do respectivo inquerito policial,
em face do qual poder elle ajuizai da calumniosa
imputaco de qoe acabo de ser victima.
Veneza, U> de Janeiro de 1886.
Jos Antonio Alves Maciel.
Manoel da Carvalho Paes de Andrade de Gouvim,
capitiio Honorario do exerito. condecorada com
a inedalha geral da campaaba do Paraguay, ca
valneiro da ordem ie Nosso Senhor Jess Chris-
to, primeiro tabellio do publico judicial e no-
tas, uscrivo do crime, c >mmereio e civel do
termo de Agua-Preta da comarca de Palmares,
por >. M. o imperador, a quem Deus guarde,
etc.
Certifica que revendo o inquerito a que se refe-
re a petico retro, se v s folhas 6 verso, ojde
poiinento da testemunha Izidon Felippe Bezer-
ra, que do theor seguinte :
Quarta testemunha
Izioro Filippe Bizarra, 40 annos de idade, pe
druiro, viuvo, mirador neste engenta, natural da
fregnazia ile.Muriboca e aos ostumes disse nada,
testenunha jurada aos santos evamrelhos e livro delle em que poz sua rao direita e promet-
teu dizer a verdade do que soubesse e Ihe fosse
pergu ntado, e sendo nquerido sobre as falta i
contantes da parte official que Ihe foi lida, disse
que sab; de sciencia propria que o preto de nome
Jos eonhecido pir Jos Granando, escravo do co-
ronel Tiiomuz Alves Maciel, fora assassinado, s5
horas da tarde de hontem mais ou menos, por 2
individuos, que segundo Ihe disse mestre Ilario,
escravo do mesmo coronel, um chamase Joaquim
Pourama e outro Florentino de tal, que, elle teste
muuha, vio o morto com um ferimento sobre o
peito direito feito por urna 1 balja e 23 carolos de
chumbo, que ignora o motivo, disse mais que tendo
jurado diier a 7erdado quer aqu .perante o
subdelegado, narraram urna circunstancia, qne
mostr Ilario convidou a elle testemunha para
irem hoje a Palmares, qne em caminho Ihe pedio
para ajudal o em sua alforria o ensinuou a elle
testemunha a forma porque devia dar um depoi-
mento em Palmares perante o delegado daquella
cidade, porque disse que nao quera mais sujeitar
se ao aptivero ; mas todo quanto ah dis^e ca-
viloso e mentiroso e s o tez para satisfaz.-r o pe-
dido do mestre Ilario, e que se arrepende de veras
e que por isso aquelle seu depoimento nao tea
valor algum ; disse mais d este seu depoimento
sem conslranglmento nem coacio alguma e so
mente por amor da verdade que fora atraillada
na delcgatia de Palmares, e que isto que aqu
dase, dir perante qiialqtter autor'dade ou tri-
bunal. E como nada mais ihe foi perguntado,
nem respondido, que depois de lulo e actwr con-
forme pedio ao Sr. Joo Viriseimo do Reg Bar-
ros, qae a seu rogo assignasse por nao saber 1er
nem escrever a qual vai tambem rubricado pelo
sub lelegado, do que tudo dou f.
Eu R lyinuudo Candido do ,Rego Wanderley,
e Joao Wirissimo do Reg Barros.
Estava sellada cora 1 estarapilha de 200 ris.
------------------12G&&&*-------------------
Protesto eintenpo
Ao 1er o Diario de hontbm encontrei um artigo
do meu cx-empregado Eneas Ja;ome Correa de
Araiijo. N'este artigo procurou o Sr. Eneas jus-
tificar-se, o que nao o tez porque oceultou a ver-
dade. O Sr. En jas nao foi deraittdo de minha
casa pelo o que allega em seu artigo, e si n pelo
facto que passo a expdr :
O facto o seguinte :
No dia 15 Jo corrente estava eu fra do esta-
beleciinento e bem assim o Sr. Joo- Bip'ista da
Silva Marques, erapregado interessado da casa,
quando o filho do Sr. Dr. Portella chega ao meu
estabeleeimento e convida o Sr. Eneas para votar,
o que elle attendeu, mandando buscar em casa o
Sr. Antonio, menino de 12 annos e que m-u em
pregado. O Sr. Antonio alm da pouca dade que
tem estava doente qu-tnd > o Sr Enis imnlou
chamal-o. Ora, achando se -a casa entregue ao
Sr. Eneas elle nao pilia nunca abandonaba, con-
fiaudo-a a um menino de 12 annos e doente, de
sorte que em taes casos polo se dizer que a casa
es taya abandnala. E peior nao aconteceu por-
que os visinhos tiveram cuidados, e mesmo o Sr.
Rufino Pi^ueiredo quo ficou no estabeleeimento
at que chegou o Sr. Joao Baptista.
Em taes condicees fique o publico sabe ido que
o Sr. K'i ;as foi ilenttido por abandonar-me o es-
tabelecmrnto, e nao por ter votado no Dr. Por-
tella, pois que eu com isto nao tenho nada, e uera
to p meo sou poltico, nem mesmo inimigo do Dr.
Portella.
Reeife, 19 de Janeiro de 86.
Henrique de Sd Leit&o.
Consistorio da irmaodade de Nossa Senhora da
ie do Poco da Panella, 3 de Abril de 1885.
Padre Manoel Lobato Carneiro da Cunha, capello
da irmandade.
O Dr. Prxedes Pitonga tendo terminado sua
viagein ao centro da provincia continua em sta
vida de medico clnico, dando consulta* das 6 a 8
da mauh, e das 11 a l hora da tardo cm seu con-
sultorio a ra da Imperatriz n. 64.
Ra
do
Eleico
DOS DEVOTOS E DEVOTAS QUE TEM DE CON-
COKREa PARA A FE8TA DO MILAGROSO
SANTO AMAAO DAS SALINAS EM SA IGBE-
JA NO ANNO DE 1886. v
Juiz por devogio
O Illm. S'. Dr. Adolpho Siraoes Barbosa
"" Juiza por eleico
A Exma. Sra. O. Neonizia Alves de Carvalho Fi-
gueiredo
Escrivo por devo^o
O Illm. Sr. Vicente Alves Machado
Escriv por devoco
A Exma. Sr. D. M*ria Therezi Cavalcante Cam-
pos
Mordomos
Os Illms Srs.
Dr. Mano.-l Cleinentino Cirneir-i da Conha
Or Miguel Pigueiroi lo f .
Dr, J >s Joaquim Seabr
Dr. Aatooio Pereira Simos
Commendador Antonio Correia de Vasconcellos.
Commendador Joo Baptista de Castro e Silva
Teoentc-coronel, Manoel de Azevedo Nascimento
Francisco Xavier Fonseca
Jos Paulino da Silva
Paulo Periira Simoes
Manoel Alves Btrbosa
Alfredo Alves Btrbosa
Domingos Jos Antuues Guknaies
Capito, Maneel Jos Bastos e Mello
Jos Ignacio Avila
Jos Ferreira da Silva
Joaquim Francisoo dbrea
Manoel Joaquim da Costa Ramos
Capito. Belisario Pernambaco
Manoel Jo .quim de Souza M itta
Vicente Ferreira de A. Nascimento
Francelino do Reg Machado
Antonio Augusto d s Santos Porto
Francisco Joaquim Mchalo
Eugenio Eoncalves Casco
Manoel do Nascimento Araujo
Joaquim Luiz Teixeira
H-rculano Martins Pereira Baha
Manoel Xavier Carneiro San pello
Adolpho Marques dos Santos
Manoel Pereira Bernardino
Manoel Lopes da Silva Campos
Capito Luiz Pereira de Parias
Mordomos
As Exms. Sras.
Horminda Paulina da Silva
Mara Pa da Silva Mello
Joaquina Candida de Agaiar Mello
Eulalia Cristina do Freitas Ranellc
Umoeliiia Gomes de Carvalho
Anna Campello Becerra Cavalcante
Adelaide Dantas de Carvalho i
Margariia Adelaide de Coelho Chermont
Maria Carolina da 'osta o Silva
Carolina de Almeida Nogueira
Izabel de Carvalho Guimares
Guilhermina Antn-s Ferreir i
Ursulina de Harvalho Vianna
Anna Josepha da Cruz
Joaquina Siicoes Coutinho
Cousistorio da igreja de Sinto Amaro das Sa
linas, 25 de Janeiro de 1885.
Assignado, fre Augusto
O escrivo
Silva
COLLEG10
DE
ra
Baro de S. Borja n.
. outr'ora do Nebo
Os trabalhos deste instituto de educaco de me-
ninas, fundado em 1876, comeeam a 11 de Ja-
neiro.
A directora, havendo-se transferido para o pre-
dio cima dito, de ptimas condicoes para estabe-
cimentos desta ordem, tendo longa pratea de ma-
gistere, desde 1873 e auxiliada por habis prsfeg-
sores, espera continuar a merecer a confianza dos
Illms. Srs. interessados,
Ensinase : primeiras letras, portugus, franoez
inglez, alemo, geographia, historia, msica, piano
desenho, costuras e bordados de differeutes g-
neros.
Augusta Carneiro.
Coilegio Sete de Janeiro, para o
sexo reminino
A abaixo ass gnada, avisa aos Senhores paes de
familia, tatures e correspondentes qne a 7 de Ja-
neiro prximo, na ra do Visconde de Pelotas (an-
tiga do Arago) n. 1, abrir um coilegio para edu-
caco e intruccSo de meninas. Sob sua direceo
e com o auxilio de professorea e professoras com-
petentemente habilitados, nelle se ensinaroas
primeiras letras, portuguez, francez, geographia,
desenho lindr e de figuras, msica e piano, toda
qnalidade de trabalhos de agulhas e de flores.
As condicoes para admisso sao as geralmente
adoptadas nos estabeleeimentos de igual natureza,
havendo, porm. reduejo de preco.
Afianca a boa hygiene, educa cao esmerada e
toda dedica(o e zelo na instrucc-o.
Pode-se desd_ j tcatar na referida casa.
Reeife, 4 de Dezembro de 1885.
A directora,
Leopoldina de Siqueira Varejlo.
Ao publico
Os abaixo assignados, tendo registrado e depo-
sitado as suas marcas industriaes e rtulos das
suas preparacoes na junta commerciai do Rio de
Janeiro de confi rnrdade com as preseripees das
leis do impeno do Brasil, declaram e participam
aos interessados, que como nicos proprietarios,
tem direito exclusivo de usar as ma~c8 indas-
triaos e rotlos relacionados com manufactura,
tabricaco e venda das s gn es preparado ;s ;
Agua de Florida de Marray e Laman.
Tnico Oriental.
Peitoral de Anacahuite
Pattilhas Vermfugas de Kemp.
Oleo de figado de bacal bao de Lanman efe Kemp.
Emulsao de oleo de figado de bacalbo com hy-
pophosphites, 4e Lanmam & Kemp.
Salsaparrilha de Bristol.
Extracto dnplo de aveleira mgica de Bristol, e
ungento de aveleira mgica de Bristol,
e que, portanto, perseguir/) a todos os falsificado-
res ou imitadores das ditas marcas industriaes e
rtulos, procurando que sejam castigados com teda
a severidade da lei.
Tambem acautelamos o publico contra todos
aquelles que intentara substituir as nossas prepa-
racoes cima mi nciouadas com artigos falsificados
que levam rtulos oa marcas industriaes qne imi-
tara as nossas.
Lanman & Kemp.
Iiisliliilion Fraiifaise de
Ao el
8'
Eleico
da juiza e mais devotos que hao da feste-
jar a Excelsa Nossa Senhora da Sade,
no anno de 1885 a 1886.
Juiza por cleicjlo
A Exma. Sra D. Mara, esposa do Illm. Sr. com-
mendador Francisco Ribeiro Pinto Guimares.
Escriv por eleico
A Exma. Sra. D. Mana, esposa do Illm. Sr. Anto-
nio d'Almeida Beltro.
Juiz por devoco
O Illm. Sr. Joo Manoel da Veiga Seixas.
Juiza per devoco
A Exma. Sra. D. Clementina, esposa do Illm. Sr.
tenente-coronel Augusto Octaviano d Souza.
Escrivo por devoylo
O Illm. Sr. Jos Rufino Climaco da Silva.
Escri iS. por devoco
A Exma. Sra. D. Emilia, esposa do Illm. Sr. Alon-
so Jorge de Mello.
Juizas protectoras
As Exmas. Sras.:
D. Marieta, esposa do Illm. Sr. Dr. Antonio de S.
Carneiro da Cnnha.
D. Maria, esposa do Illm Sr. Rodolpho Pessoa.
D. Maria Luisa, esposa do Illm. Sr. Jos Adolpho
de Olivera Lima.
D. Francisca, esposa do Illm. Sr. Jos da Silva
Loyo Jnior.
Esposa do Illm. Sr. Dr. Jos Lopes Pessoa* da
Costa.
D. Mara, esposa do Illm. Sr. Modesto Coelho do
Reg.
D. Maria Adelaide, esposa do Illm. Sr. Dr Jos
Maria de Albujaerque Mello.
D. Julia, esposa do Illm. Sr. Jos Ferreira Baltar.
D. Anna Valenca, esposa do Illm. Sr. Antonio Ig-
nacio do Rago Medeiros.
D. Anna Marcionilia, esposa do Illm. Sr. Miguel
Francisco de Souta Reg.
D. Adelaide, esposa do Illm. Sr Joo Gomes de
Amorim.
D. Maria, esposa do Illm. Sr. Manoel Mena da
Costa.
Esposa do Illm. Sr. Manoel Goncalves Agr.
D. Antonia, esposa do Illm. Sr. Antonio Augusto
Peieira da Silva.
D. Mara Rita, filha do Illm. Sr. Dr. Antonio Jo-
s da Costa Ribeiro.
D. Laura, filna do Illm. Sr. Joaquim Dias d'Al-
meida Costa.
Esposa do Illm. Sr. Jos Eleuterio de Azevedo.
Filha ib Illm. Sr. Sebastio Alves da Silva.
Esposa do Illm. Sr. Francisco Gurgel do Amaral.
D. Amelia, espjsa do Illm. Sr. Antonio da Silva
Neves.
Juizes protectores
Os Illms. Srs.:
Luiz Antonio Siqueira.
Luiz Duprat
Joo Jos Rodrigues Mendes.
Antonia Correia de Vasconcellos.
Bernardino Gomes de Carvalho.
Antonio Pereira da Cunha.
Dr. Manoel Gomes de Mattos.
Andr Maria Pinheiro.
Dr. Francisco Apoligorio"Lwl.
Sebastio Lopes Guimares.
Manoel Joo de Amorim.
Francinco Jos dos Pasaos Guimares
Pedro Emilio Roberto.
Antonio Jos ie Aaeved.
Carlos Villana.
Manoel Jos Machado.
Joaqnia Alves da Fonseca.
Antonio Marques de Amorm Jnior.
Antonio do Carmo d'Almeida.
Dr. Ari bur de Barros Falco de Lacerda.
Antoni > Goncalves Beltro.
Dr. Gabriel Henriques de Araujo.
Dr. Felippe de Figueira Faria.
Manoel Ferreira da Cruz.
Jos de Vasconcellos.
Constando-me quese tem asseverado, proposita!- '
mente, nao poder ser eu votado para deputado pro- |
vincial no prximo 2 escrutinio, visto oceupar o
cargo de lente deirancez no curso annexo Facul
dado de Direito do Reeife, previno aos dignos ele- .
torea do 8 districto de que falsa a existencia de
tal iucompatibildade.
O art. 11 da lei 3029 de 9 de Janeiro de 1881,
enumerando os diversos funecionarios que ni po
dem ser votados para senador c deputado geral e
provincial, menciona os inspectores ou directores
de instrucc-o publica e ot lentes e directores de
faculdades ou outros estabeleeimentos de instruc-
fo superior
Basta 1er esta dsposifo da lei para avahar da >
seriedade da minha apregoada incompatibilidade.
Sou lente do Coilegio de Artes, ou curso annexo
Faculdadede Direito estabeleeimento de instruc^o
SECUNDARIA e nao SUPERIOR. A boafde
quem espalha tal noticia manifesta-se ainda nos
teguintes casos: funecionou no biennio ultimo, na
Assemble a Provincial de Pernambuco, como depu-
tado do 10 districto, o Ilustrado Sr. Dr. Adelino
Filbo, lente do curso aunexo, sem que a sua eleico
fosse argida por liberaes ou conservadores.
Em 1881 foi eleito deputado geral o fallecido Dr.
Seraphico, de saudosa memoria, lente de geogra
pbia e historia, no mesaio curso, e ninguern o ac-
cussou de incompativel.
No caso de ser eu eleito, actar-me-hei corapre-
hendido na disposico do art. 12 da dita lei : nao
Rna do Baro de S. Borja a. 50
(antiga do Sebo)
0 auno loctiro tt coilegio
A mu
1. Adour.
Este estabeleeimento de instruc9o pri-
maria para o sexo femenino tem a sua sede
em urna confortavef chcara na Ponte de
Uchoa n. 10.
As materias ensinadas no coilegio sao as
seguintes: religiao, portugus, francez,
ioglez, allemlo, historia, geographia, piano,
desenho, pintura, bordados e flores.
As linguas falladas no coilegio sSo : a
Podem pois estar tranquillos os dignos eleitores
do 8 distincto, que me quizeram honrar com sea
voto.
Reeife, 16 de Janeiro de 1886.
Joo de Oliveira.
Saneo de Crdito Real em
Pernanibuco
Este Banco, antorisado pelo decreto n. 9457 de
11 de julho de 1885, dar comepo as suas opera-
eoes no dia 2 de Janeiro de 1886.
As opeacoe fundamentaes do Banco sao :
Fazer emprestimos de quantia nao inferior a
5:000000 sobre hypotheca de bens mmoveis a
longos prasis com amortisac' por annuidades.
Estes emprestimos sero :
Contractados por tempo nao meoer de 10 annos
sobro primeira hypotheca constituida, cedida eu
subrogada.
Feitos por metade do valor dos immoveis rn-
raes ou por trez quartos d a urbanos em lettras
hypotheca"ias do Banco, ao par, do valor de.....
1004000 cada ama urna e do juro de 7 Ojo aoatmo.
Reembolsados por meio de annuidades pagas
pelos mutuarios em moeia crrente, divididas em
semestres.
Os emprestimos podem ser pagos antceipada-
monte no todo oa em parte, em moeda corrente ou
em letras bypothecarias ao par, a vontade dos
mutuarios.
As annuidades comp'ehendem ojaro conven-
cional, a amortisaco do capital mutua io e a com -
misso de 1 0(0 ao Banco.
Na base dos juros de 80i0 ao anno,a tabella das
annuidades para 1:000X000 a seguinte:
Contratos por 10 anuos- 1554820 annuaes
15 124(059 *
99 -. 109(345
25 101J906
. 30 97J336 >
No escriptorio do Banco ra do Commercio n.
34, dar.se-bao os demas esclarescimentos neces-
saros.
Reeife, 31 de dezembro de 1885.
Pelo banco de crdito Real em Pernambuco,
Os administradores
Manoel Joo de Amorim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luis Duprat.
Curse de pianno
Beakrrlnra
KO DIA 8 DK JANEIBO
Aulas, todos as tercas e sextas-feiras das
5 horas da tarde em disute
78BA DA IMPEftATRIZ-78
exercerei o cargo de lente durante todo o periedo franceza, ingleza e allema para as quaes
dajegislatura. tem mestras que residen! no coilegio.
As directoras encarregam se segundo a
vontade dos pais de preparar as alumnas
para fazer exames na Academia.
Lista das alumnas que fzeram exames
na Academia:
1882. D. Julia de Oliveira, inglez distinc-
cao, francez plenamentee
D. Izabel a. Pires, idem.
1884. D. Maria Eugenia de Mattos, inglez
distinccSo, francez idem, portuguez
idem.
L885. D. Mara C. Monteiro, inglez di
tineco, francez plenamente.
D. Flavia Catao Lopes, francez plena-
mente .
Directoras,
Auna Carrol!.
1 lamina Michaelis.
COLLEGIO
DE
Xossa Senho da Paz
Boa do Baro da Victoria n. 16
A directora deste coilegio faz sciente aos Illms.
Srs. pais de familia de que no dia 18 do corrente,
comecaro a fanecionar as aulas deste instituto, e
qae continua a esperar a confianza e coadjuva-
<&o de que a julgarem merecedora aquelles Srs.
estorcando-se e la para mais urna vez corresponder
aquella confianca.
Reeife, 7 de Janeiro de 1886.
A directora.
Mara da Paz e Freitas.
MU) Molifico
33Rna do Visconde de Albuquerque33
Al aulas deste estabeleeimento de instrueco e
educaco abrir-se-ho no dia 7 do corrente.
O director,
Olintho Vctor.
Medico e parteiro
Dl Jbpi Lonreiro
D consultas daa 12 s 3 na ra do Ca-
bug a. 14 I.- andar Residencia tempo-
raria no Monteiro.

3

OCULISTA
Or. Brrelo Mampato, medico 06011118
x-ch fe de clnica do Dr. de Wecker, d consola
toa de 1 s 4 horas da tordo, na roa do Barit-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto non >-
mingos e das sanctificados. Residenciaroa de
Riachuelo n. 17, canto da roa dos Pires.


^
Diario de PernambucoCuarta--fcira 20 de Janeiro de 136


4

s
0 Cajrabba no es-
trangeiro
Nada ha to poderoso como a verdade, e ..
cem ella faremas desapparecer a imbecilidade de
un, a vaidade de outros e a iuveja que devora o
espirito de muitoa, s porque a sordina nao tem
podido destru;- a confiaoca com que nos honra o
publico.
A estas eloquentes palavras de um conhecido
pharmaceatico brasileiro, escriptas em favor de
preparados seu se contra os seua collegas, cabe-
nos a ves de subscrever e accrescentar que a ver-
dade ainda rasis poderosa, quando irrompe ir
resistivel, espontanea e bnlhantemente de factos
incontestaveis e incontestados.
E' o que tem succedido e vai succedendo com
o Cajurubeba. Perseguido e calumniado aqui no
Brasil, mas scmpre tnumphante, acaba de alean-
car no estrangeiro um maravilhose triumpho.
Em poucas palavras eis o caso :
Em Marseilba (Franca) o Cajurubeba curou um
asthmatico de 64 annos, que soffria ha 15 annos
eme terrivel mal.
Leiam os poucos incrdulos do Cajurubeba o
documento que se segu, e nao duvidarao mais.
Marseille, 1 30 Novembw 1885.Mr. H. Mo-
tean, agent de Mr. An'.onio Pereira da Cunha de
Pernambuco (Brsil).
2d Boulevard de la Magdeleine, Marseille.
Monsienr. -Je vous declare queje souffrais de
puis quinae ana de l'asthme tol point que j'ai
d abandoner mes affaires. _
Oette terrible maladie que m'avait priv d ap-
netit et de sommeil, m'obligait rester dans ma
chambre, ne pouvant plus descendre ni mouter
les escaliers, et mou existence n'tait plus qu une
longue agonie, saus espoir de me genr, puis que
tona les medecins auxquels je m'eta't adresa,
m'avaient abandon.
C'est dans cette triste situation que je me suia
decide faire usage du Cajurubeba compjs p-ir
Mr. Firmiuo Candido de Figuairedo, dont Mr. T.
ani en fait lu rane usage, me pria d'acceptcr
jratuitemeut lea flacona ncessaires a ma cure.
L'effet fut prodigieui, car apia les premieres
doses un mieux sensible se declare me rendant ie
sommeil et l'appetit.
Je pus sortir aprs le premier flacn, et arres
..i'absorptiondu deoxime flacn j'tais complete
asent rtabli et radicaleroeut guri;. Jen pns
im troisieme flacn par mesure de prcaution, et
aajourd'hui j'ai ma sant comme i l'age de 3J
ans, malgr mea soixant quatre ans, et je me suia
remis aux affaires.
Je dois a Ms. Cunha el a vous la vent que je
me tais un devoto de vous aftirmer pjur servir de
ee que de droit; c'est une cure obteuue d'une fa-
cn si miraculeuse et surprenant, que j'en suis
moimme tonn avec tons cen qui m'ont counu
malade. Venillez, avec mes remerciments agrer
mes civilita empreasea.
Lon Delny.
Vu pour lgalisaticn de la signatura de Mr.
Lon Delny. Appose si dessus.
Marseille, le 30 de Noveinh'o de 18S5.
P. le maire l'adjoint delegue: Bourrely.
Vn pour lgalisation de la sigoature de Mr.
Bourrely adjoint au maire de Marseille.
Marseille le 1 Decembre 18S5.
P. l Prfetdes bouches du Rhone.
Le Consailler de Prfecture.
TRADUCCO
Marselha, 30 de Novembro de 1885 Sr. H.
Moreau, agente do Sr. Antonio Pereira da Cunha
de Pernambuco (Brasil) -28 Boulevarl da Mag
da lena.Marselha. Senhor. = Declaro-lhe le
soffria ha 15 annos de asthma a tal ponto que fui
obrigado a abandonar os meas negocios. Esta ter-
rivel enfermidade que me havia suprimido o ape
tite e o sommo, obrigava-me a conservarme re -
eolhido, nao podendo descer nem subir escadas,
de sorte que a minha existencia nao era mais que
urna longa agona, sem esperan? de curar-me.
visto como todos os mdicos a quem me havia di -
jigido me tinham j abandonado.
Foi nesta triste situieito que rae resolv a fazer
aso do Cajurubeba composto pelo Sr. FirminoCan-
dido de Figueiredo, do qual o Sr. T. que tambera
asa delle me pedio para aceitar gratuitamente es
frascos nec-'-.'aris a minha cura. O effeito foi
prodigios-. ; ;= l<>go em seguida as primeiras d
ses, se dec iw sensiveis melhoras, que me res
tituiram c f appetite.
Pude sah-r ''* do primeiro frasco e depois
de haver inger i segundo, achava-m: comple-
tamente restabelecid > e inteiramente curad. To
mei ainda nm tercero frasco como medida pre-
ventiva e hoje tenhoa minha saude, como aos 30
annos, apezar dos meus 61, tend voltado a occu
par-me Jos meua negocios. Devo ao Sr. Cunha e
a Vmc. a v r ladfl que julgo dever meu affirinar,
para servir como for de direito ; urna cura obti-
ila por um modo to milagroso e tao surprendente
quj eu mesmo estou admirado, bem come todos os
que me conheceram doente.
Queira rce ber com os meus agradecimentos os
mais devotados comprimentis.
Len Delny.
Dr. Gerplra Leite
HKUIl'O
Ti m o seu eacriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 as 2 horas da Urde, e deata
hera em diante em sua residencia, ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
ntaras e triancas.
< .Coniiltorio medco-eirarglco
; O Dr. Esteva1- Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta inedico cirurgicas, na rus
do Bom Jess n. 20,1<> andar, de meio dia as 4
horas da tarde. Paras? demais eonsulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, Io andar.
a. telephonicos : do consaltorie 95 e residencia
126.
Especialidades Partos, molestias de crean-
as* d'utero e siua annexos.
EDITAES
O Dr. Thomai (arces Paranhoa flttonteuegro, juiz
de direito presidente da junta aparadora do pri-
meiro districto, uo impedimento do juiz de di-
reito mais autigo.
Faz saber que reunindo-se hoje a junta apura-
dore, e faaendose asomma dos votos den o se-
grate resultado :
Dr. Gspar Orumraond Filh), 67J votos e um
em separado.
Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro, 487 votos e
'inco em separado.
Dr. Antonio Goncalvos Ferreira, 105 votos..
Dr. Jos Isidoro Martina Jnior' 95 < un\ em
separad}.
Dr. Jos Montciro de Seixaa Borges, 42 e um
separado.
Dr. Francisco Phaelante da Cmara Lima, 25
votoa.
Dr. Gaspar de Meoezes Vaaconcellos de Drum-
mond Fitho, um voto.
Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, um voto.
Dr. Lu Drurarnmd, um voto.
Dr. Joajuira Maria de Seixaa Borgea, um voto.
Dr. Olyinpio Marques da Silva, um voto.
O presente ser atfixado no lugar do costume
e publicado pela imprensa.
Pa<> da Can ira -Municipal da eidade do Recife,
19 de Janeiro de 1886,
Eu Antonio Jos da Costa, e:retario o aubi-
crevi.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
O Dr. Thoniiz Garcez Prannos Moutencgro, juiz
de direito, presidente da jonta apuradora M
impedimento do irais antigo.
Faz aaber qu e tendo sido cloitoa em primeiro
escrutinio apena i doua deputa los Aasernblea
Provincial, faltando precncher um lugar, deaignou
o dia 8 Je Fevcieiro prximo futuro, para se prj-
celer o s?gnndo escrutinio no qual podem ser so-
mente votados oa Da. Antonio Goncalvea Ferrei-
ra e Joa Isidoro Martina Jnior.
O presente ser aflixado no lugar do costume fl
publicado pela imprensa, fazendo-se o devido avi-
so aos presidentes das mezas eleitoraea.
Paco la Cmara Municipal do Recife, 19 de
Janeiro de 1886.
Thomaz Garcez "aranhon Montenegro.
COMMERCIO
Bolsa comme rea! de Pernam-
buco
Recife, 19 de Janeiro de 18F6
As tres horua da tarde-
Cotaeet olJifiaet
Cambio sobre Londres, 90 d/v. 18iL por 1*0 0
do Dance.
P. J. Pinto,
Presidente
Candido C. L. Aicofjrado.
Secretario.
UEND1MENT0S PBLICOS
Mes e Janeiro de 1886
-i4JB>boaD- 2 18
dem de 19
Rm miintli Do 2 18
(da de 18
U'taniu) /Hov.'iiciu.-De 2 18
Heo de 19
Scm DBAWAOitDe 2 18
dem de 19
414:768j798
31:098509
445:867307
15:106*601
1:597*287
16:703*978
144-685*205
4:823*666
149:508*871
3:036*906
f
3:036*906
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Lugar norueguense Patmos, entrado de
,ardiff era 19 do corrate e consignado a
Wilson Sons & C, man'festou ;
Garv3o do pedra 492 toneUdas aos con-
sigoatarios.
Barca noruegueoae Gllnt, entrada Je
Gardif na meaina data e consignada a J.
Pater & C, manif-'gtou :
O Dr. Thomaz Oarcez Paranhos Monte-
negro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito especial do com-
mercio desta eidade do Recife capital da
provincia de Pernambuco por Sua Ma-
gestade o Imperador, a quem Deus guarde
etc. etc.
Faz saber aoa que o presente edital viren), ou
d'elle noticia tiverem que Joo Joaquim da Costa
Leite, me dirigi a peticlo do tbeor seguinte^:
Illm. Exm. Sr. Dr. juiz do commercio. Joao
Jsaquim da Costa Leite credor de Bento Augusto
da Silva, da lettra janta de 500*000 de principal
e de juros, Al ves Ferreira & C, da lettra tambera
junta, de 100*000, querendo interromper a pre-
scrip^ao de ditas lettras, vera requerer a V. xc.
dignase de mandar tomar por termo o seu pro-
testo, afim de ser intimados oa supplicadoa por
carta de edital, visto se acharem ellea em lugar
incerto e nao sabido.
Pede a V. Exc. deferimento procedidas as so-
lemnidades legaes. E. R. M.
Recife, 4 de Janeiro de 1886. Joo Joaquim
da Costa Leite.
Eatava sellada na forma ia lei. Na qual peti-
(So va se o despacho seguinte :
Como pede. O escrivo designe dia. Recife,
4 de Janeiro de 1885.-Montenegro.
E mais se nao continha cm dita petirao e des-
pacho em virtude do qual fra feita a destribuiclo
do theor seguinte:
A Ernesto Silva. -Oliveira.
E mais se nao continha em dita distribuidlo
aqui copiada, via se depois o termo do theor se-
guate :
Aos 4 de Janeiro de 1886, em meu cartorio pe-
raute mim compireceu o su ppl i can toe por este dito
que reduzia a termo o protesto constante da peti-
co retro, que .Serecia como parte dcste, em qnc
depois de iHo assigna. Eu, Ernesto Machado
Freir Pereira da Silva,'JuSo Joaquim da Cos-.a
Lite, Antonio Barbaza Cordeiro, Joaquim Telles
de Menezes, depois de ter o supplicante produzido
suas testemunha via-se a sentenca seguinte :
Vistos. Proceda a justificacio. Sejamos jus-
tificados intimados por edital com o prazo de 30
das do protesto de folhas para interrupeo da
presenpeo dos ttulos de folhas. Custa3 \ex-
causa. Recife, 12 de Janeiro de 1886.Thomaz
Gnrcei Paranhos Montenegro.
E' o que continha em dita sentenca, e por forca
da raesma o respectivo escrivio fez pasaar o pre -
sent edital pelo qual e seu theor cito e hei por
eitados os justificados ausentes para que compa-
recam dentro do praso de 3 I das allegando e pra-
vando tudo quando for a bem de seu direito e jus-
tica.
E para que ebegue ao conhecmento de todos
.nandei passar o presente edital que ser publica-
do pela unprensa e aflixado nos lugares do costu-
me Dado e paasado ncata eidade do Recife, aoa
12 de Janeiro de 1886. Eu, Ernsto Machado
Freir Pereira da Silva, escrivo-, o escrivi.
Ihomaz Garcez Paranhos Montenegro.
O capito Custodio Moreia Dias, juiz de p*i
em ex-rcicio da freguezia de Noesa Senhora da
Graca, fas sci jnte a quem interessar possa, que
d audiencias as quartas-feiraa, as 4 horas da
tarde, na casa de su* residencia, i ra das Creou-
ias n. 65.
Freguexia de Soasa Senhora da Graca, 19 de
Janeiro de 1886.
Custodio Morara Dia.
O capitdo Jos Rufino Climaco da Silva,
l juiz de paz da freguezia de Santo An-
tonio do Recife, em virtude da lei, etc.
Fas saber aos ira. eleitores da 1, 2 e 3 sec-
coes desta parochia, que tendo sido desigoado
pelo Exm. 8. Dr. Tbomas Garcez Paranhos Mon-
tenegro, presidente da junta aparadora, o dia 8
de Ferereiro prximo futuro, para se proeeder a
fji commnnicado em circular datada de hoje, de-
vendo recahir oa votos exclusivamente nos candi-
datos : Ura. Antonio Goncalves Ferroira e Jos
Izidoro Martins Jnior. Por sao convido a com-
pirecerem na sede de suaa respectivas seccoes
pelas 9 horas da manb do referido dia, para da-
ris os seua vetos.
Parochia de Santo Antonio do Recife, 19 de Ja-
neiro de 1886. Pubaerevo e aaaigno.O escrivio,
Coriolauo do Abreu.
Jos Rufino Climaco da Silva.
Edital n. 65
(3 praca)
De ordem do Illm. Sr. inspector ae faz publico,
que a 11 horas do dia 21 do correte raoz sero
vendidas cm praca, no trapiche Conceifo, as
m T.-adoriaa abaixo deca adas :
Armasen) n. 2
Marca LOD, 2 amarrados de duas caixas e 1
ciixa na. 636 638, vindas de Liverpool no va-
por inglez Sculptor, entrado em 18 de abril de
1885, conaigndas A. Naumann, eonteudo ma-
chinas para coaturas e suaa pertencas, pesando
liquido 75 kilos.
rmaseos n. 7
L treiro F. M. da Silva & C", 1 caixa n. 45,
vinda do New-York no vapor m.-102 MerriMiok,
iem en 14ilemidera, Francisco M. da Silva
& C, contendo 17 kilus de annuncio- de duas
Letreiro Bento Oliveira Goroea, 1 caixa sem
numero, dem doa portoa do aul no vapor nacin..!
Baha, idein em 30 idsin dem, Bento Oliveira
Gom-'S, Con tendo l.")2 kilos, peso liquido legal de
papel para embrolho.
Marca R& ; e contramarca CS, 1 caixa n. 865,
le Budeaux no vapor trances Senegal, idea
san 6 de in iio i.lein, liamos & C, contendo 9
kilos de qnadros aonuicioa de maia o urna cor
om cartoi's i 1 p ipelio.
8' aecQao d'Alfa:. ga de Pernambuco, 18 de
Janeiro de 1886.O cliet'c,
Cice-o B. de Mello.
Tbesouraria de Fazenda
De ordem do Illm. Sr. inspector, faco publico
que no dia 23 do corrente, peraute a sesao da
junta, recebem-se propostas em carta fechada
para a venda de dez fardos de algodao em rama,
de produeco da Ilha de Fernando de Noronha,
os quaes se acham depositados no armazem n. 6
da alfandega desta eidade.
Tbesouraria de Fazenda de Pernambuco, 19 de
Janeiro de 86.O aecre'ario,
Luiz Emydio P. da Camrra.
DECLARACOES
(yimiasio pernambucano
Em IO de Janeiro de 1886
Pela secretara do Gymnasio Pernambicano se
declara aos Sra. pais de fsmi'ia, e a quem mais
in:eresaar poasa, que a abertura solemne do curso
scicntifico c litterario ter lugar no da 3 de feve-
j reiro prximo vindouro, e desde ja se acha aberta
ainacrip^o da ma'ricula para aquel les qne pre-
I tenderem estu lar as eguintes disciplinas :
: Lingua nacional.
: Dita latn 1.
Di a franceza.
j Dita inglesa.
Dita allemi e italiana.
Geographia antiga e molerna.
Historia sagrada antiga e moderna.
I Geometra.
Arithmetica.
Philosophia.
Rhetorica e potica.
Historia e corographia do B rasil.
Sciencias naturaes.
Desenho.
Gymnaatica.
Msica.
O corpo docente do instituto e composto de 19
professores, oceupando-se cada um delles some nte
com a materia ensinada em sua respectiva ca
deira.
O instituto aceita alumnos em tres ca.hegorias,
enforme ae acham divididoa, pensionistas ou in-
ternos, ineio-f cnsionistaa e externos.
Os pensionistas resdrao no instituto, tendo
direito de eatudar aa materias de que se compoe o
curso, euainadas. segundo o programma estabele-
cido : a ser alimentados sadia e abundantemente,
tratados em suas enfermidades pelo medico do
instituto, fornecjndo-lhe tambero este medicamen-
to, a ter roupa lavada e engommada regularmente
duas vezes pir semana, baaho, etc ; tudo isto
pela mdica quantia de 400* por aano.
Os meiopenaioniataa se apresentaro no eata-
bele':imento nos das lectivos, hora em que as
aulas se abrrem e desde entao at seren eucer.-a-
las tarde, sao equiparados aoa internos, tendo
como estea os meamos dirf tos quanto ao estudo,
alimentacao e retnio, isto pe* mdica quantia de
de 240*000.
Os externos s t.n direito a litoes e explica-
cues das materias ensinadas no curso, quaesquer
que ellas sejam, pagando apenas no acto da ma-
tricula a taza igual a que pagam os alumnos no
coilegio das artes.
Os alumnos internos deve rao apresentar o en
xoval prescripto no regiment interior e ter cor-
respondente na capital, para com promptido aa
tisfazer as penaea e ontra qualquer despesa de
que ti ver elle necesaidad .
As penses serio pagas na sacretaria do insti-
tuto, por trimestres adiantadoa.
O secret :rio,
Celso Tertuliano Quintella.
Carvao de pedra 608 toneladas aos con
segnat arios.
Hiate nacional Santo Ambrozio entrado
'ie Maco na mesrna data e consignado a
Manoel Joaquim da Rocha, manifeatou:
Sal 320 alqueires ordem.
DESPACHOS !)E EXPOHTAgAO
Em 18 de Janeiro de 1886
ara o exterior
No vapor ingles Armathwarl, carregou :
Para Liverpool, Borstelmau ft C. 3 fardos com
189 kilos de algodSo.
No lugar inglez Waudrean, carregou :
Para New-York, J. Pater h C. 5,000 saceos
cera 375,000 kilos de assucar mascavado
Na oarca ingleza Chlchust, carregou :
Para New-York, Julio Irmio 175 saceos com
13,125 ki'os de assucar mascavado.
No lugar ame icano Arthur C. Wade, carre-
gou :
Para New York, Borsteiman & C. 10.300 sac-
eos com 772,5u0 kilos de assucar mascavado.
No brigtie inglez Pienier, cairegon :
Para o Canal, Kngenho Central 4,0^)0 saceos
com 30,020 kilos de asauca'r mascavado.
Na barca portugueza Lopes Duarte, carre-
gou :
Para Lisboa, P. Pinto & C. 20 pipas com 9,600
litros de me!.
Para O inferior
= No lugar nacional Loyo, carregou :
Para o Rio Grande do Ital, M Fontoura 1,300
saceos cora 97,500 kilos de assucar branco n 150
barricas com 12.819 ditos de dito.
No vapor inglez Aslidell, carregou
Para o Rio de Janeiro, H. Burle & C. 500 aac-
ca com 32,987 kilos de a!god3o ; A. de Araujo
Santos 1,500 Baccos com 90,000 kilos de caracoa
de algodao.
No vapo/ nacienal M. de Caxiae, carregou :
Para Babia, P. Pinto & C. 200 barris com
30,000 litros de mel; Maia 4 Rezende 50 barri-
cas com 5,000 kilos de sebo.
No vapor naeionai Pcrnum&uco, carregou :
Para o Para, J. S. da Costa Moreira 24 barri-
cas com 1,100 kilos de assucar branco.
Para Maranbo, Burle Se C. 30 barricas com
8,399 kilos de asnear branco.
Club Concordia
Ausacrordsntliche Hauptversammlung im CIu
blocal SamsUg, deo 23 (jannar 1886 abenda '
ulir 30 min.
Die Tagesordnung w rd den mitgliedern durch
circular mitgetheilt werden
Das directorium.
= No hiate nacional Ires, carregou :
Para Mossor, H. C. Guimaries 15 volumea
com 975 kilos de assucar branco e 5 saceos com
375 ditos de dito mascavado.
Para Maco, F. E. Paes de Lima 40 saceos com
rr.iiho.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia \9
Gardiff-59 dias, lugar norueguensc Pat-
mos, de 347 toneladas, capitao M. Briyua,
equipagern 9, carga iaarv5o la pedra : a
Wilson Sons & ('..
Maco8 dias, hyate nacional Santo Am
brosio, de 36 toneladas, capitao Minoel
Francisco de Mello, oqaipngom 5, carga
sal: a Manoel Joaquim da it.ua.
Cardiff42 dias, barca norueguense Gliut,
de 411 toneladas, capitSo O. K. Hausen,
equipagern 11, carga carvSo de pedra:
a Johnston Pater & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Ara.-.j e escala Vapor nacional Manda-
hu, coratnindintc Soasa Lobo, carga
varios g^neioj.
RiodeJaniro H.irca americana Templar,
enpitae R. Robert, carga a mesma que
trouxo de Baltimoro.
S. Thomaz Barca noruoguoose Condeur,
capitao Nielson, em lastro.
Hull Lugar inglez Rosland, c 1 pit?to H.
M. Murty, carga varios gneros.
Recebedoria de Pernambuco
Matricula de escraros
O administrador da Recebedoria em cumprimen-
to ao 2' do regulamento, que baixou com de-
creto n. 9,517 de 14 de Novembro prximo paasa-
do, faz publieo que em virtude do art. 1- do ci-
tado regulamento, fica marcado o praso de um an-
no a contar de 30 de Marco de 1886 a 30 de Mar-
co de 1887 para a nova matricula e arrolamento
doa escravos existentes ueste municipio devendo
os donos e possuidores de escravos apresentarem
dentro do referido praso relacocs em duplicat
contendo o nome do escrave, nacionalidade, sexo,
filiaclo, ae for conhecida, oceupaco ou servico em
que for empregado, idade e valor, calculado con-
forme a tabella do art. 3- do citado regulamento,
am do numero de ordem da matricula anterior,
devendo o valor ser dado e cacripto por extens*
pelo senbor do escravo ou seu legitimo represen-
tante, nao excedendo o mximo regulad 1 pela ida-
de do matriculando, que ser tambem escripia por
extenso conforme a seguinte tabella :
Eacravoa menores de 30 annos 900000
30 a 40 80<>000
40 a 50 600*100
50 a 55 400*000
55 a 60 200000
O valor das cecravas ser regulado pela mesma
tabella com o abatimento de 25 "(o d s precis
nella estabelecidoa.
Outro aim previne, que a inacripiao para a no-
va matricula aera feita a vista daa relaeoes que
se'virio de base a matricula especial, ou de aver-
baeao effeetua.la de couf>rmid:ult! com a lei de 28
la Betembro de 1871, ou de certidoes da mesma
matricula ou a vista do titulo de dominio quan-to
contiver a initrieula do escravo; apara mteiro
COohecimento dos interessadoa faz transorever as
seguntes disposi^'oes di lei de 28 do Setembro
prximo pastado :
Art. 1- 5-. Nao sero dado* a matricula os
escravos maiores de 60 anuos em diante, serio
porm inscriptos e^. arrolamento C3pecal para os
fina dos 10 a 12 do art. 3-.
7-. Serlo conaideradoa libertos 05 eseravoa
que no praso marcado nao tiverem sido dados a
matricula, cesta clausula ser expreeaa e inte-
gralmente declarada em editaes e nos annuncioa
pela unprensa.
Serio 8emptos de prestaco de servicos os es-
cravos de 60 a 65 annos que nao tiverem sido ar-
rolados
8- Aa peasoas a quem incumbe a obrigacio
de dar a matricula eseravoa alheioa na forma do
art. 3- do decr. n. 4,835 de 1 de Dezembro de
1871 indemniaario aos respectivos senhores o va-
lor do escravo que, por nao ttr sido matriculado
no devido praso ficar hvre. Ao credor hypothe-
cario ou pignoraticio cabe igualmente dar a ma-
tricula escravos censtituidos em arantia.
9- Pela inacripcao ou arrolamento de cada
escravo pagar-se-ba 1* de emolumentos, cuja im-
portancia ser destinad ao fundo de eraancipa-
<&o depois de satisfeitas as despezaa da matri-
cula.
Recebedoria, 29 de Dezembro de 1885.
Alexandre de Siuza Pereira do Carmo.
Escola Normal
Matriculas
Por ordem do Dr. director, cem observancia
da disposicio do art. 74 do regiment interno de
17 de setembro de 1880, f-z-se publico^ a quem
interessar possa, que a3 matriculas rstaro aber-
tas desde o dia 15 do corrente at 3 de fevereiro
prximo.
Os requorimentos para matricula no 1* anno do
curso devero ser instruido-* com os documentos
seguntes :
1* Ccrtido de idade mai >r de 18 annos par oa
alumnos do sexo masculino e de 16 para oa do fe-
minino.
2" Certificado ou titulo de approvaeao cm da-
me as escolas publica de hlttruccio primaria.
3o Folha corrida ou certidio de nao ha ve.- sjf-
frido condemnacio por algum dos ermea que pj
dem motivar ao prof-aaor publico a peda da cu-
deira.
4 Atteatado de moralidad 1 pulsado pelo par-o
cho eu autoridade, quer polleial quer littemria da
freguezia em que residir o peticionario.
Os matriculandoa que na.- ooderem exhibir ti-
tulo legal de exame em esc 'a publica de eiisiim
primario, deverio inaerevrr ::! para oa exames de
ida isaio, de que ti atara os arta. 75 77 do cita-
do regiment, e que comecani no dia 25 do cor-
rente.
Para as matriculas do 2 e 3 auno basta q'ie
aa peticoea aejam documen'adas eom a oertdi
de approvacio n- exarne du huid preceiente,
guardada a restric;ao do art. M do j Lcneonado
regiment mtern
Secretaria da Escola Nurirnl de Pi-rnambuco,
11 de Janeiro de 86.O secretaria,
A. A Gem.
Arsenal de guerra
De ordem de Illm. Sr. majer directo-, disfribne-
se coaturas nos diaa 19, 20 < 21 do corrente a
costureiraa ns. t i 50. Previn- -o que aoffrer a
multa de 5 0/0 toda e qualqu r costurcira que
exceder do prazo de 15 dias com suaa costura a,
salvo se apresentar documeut .s qnc justifiquen!
esaa falta.
Previne-se mais que a se en re-rir cortero*
a proprias coatureraa, salvo p*im vtwsnlj
por escripto pessoa de sua conti n.,- .
Seccio de costuras do arsenal de guerra de Per-
nambuco, 18 de Janeiro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alf-res adjun'e.
Santa Casa de Misericordia de
Recife
Na secretaria da Santa Osa de Misericordia de
Recife arrendam-se por espaco le nin tres an-
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45,
dem 'dem n. 49
Ruado Bom Jess n. 13, 1- and..r
I lem idem n 14, pavimento terre.. e 1'
andar
dem idem n. 29, 1 andar
Ra dos Burgos n. 27
Ra do Vigario n. St, 2- andar
dem idem n. 22, 3 andar
Ra da Madre de Deu3 n. 10-A
Caes da Alfandega, armazem n. 1
Becco do Abreu n. 2. loja
Ra do Visconde de Itaparica n 24,
pavimento terreo, 1* e 2o andar, por
Ra do Coronel Suaaauna n. 94, loj *
Uua da Detencin. 3 (dentro do qu .dro)
mci'agua 84J00
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 15 de Janeiro de 1886.
O escrivio.
Pedro Rodrigue Ae Souza
Theatro de Variedades
219 4^ W
COM VIA-IYI C0-DR.MW
DIRICIDA PELO ARTISTA
EMPWZ\ BOVaDAIXI E 1X1Z ^ULO^E
miBi !-0u-fei, 21II JlIB 8 IB-AIMIi!
IMPORTANTE ESPECTCULO
-A PEDIDO GERAL
Segunda representa53o n'esta poca da applatidida opera-coraica em 3 actos,
do maestro Supp:
qiio alcanr^ou o maior successo e 11 todas as priacipaes capita'es da Europn e las duas
mericas.
X) Rio de Jtneiro fji representada es!a peja mais de 200 vez'.-s, em Pars 50(>,
cin Vinna d'Austria 40 vezes.
X. I. -A lirre (cadacelo o raducgSo foi feita exprssamsnte par a compinhia
pelo actor Sr. L.iiz Milom.
PER30NAGENS
Bocoacio
Bealriz
Petronilla
Beppa
Leonor
Orlando, prncipe de Paleriro
Lclio, estudaote auiigo do Boc-
^er
Bellegrandi
Durand
Fiara ranzo
Pandolfo, bortelao o it.r.ilo do
Apo!
na
Petronflla
Trombolino tanoeiro
Beppa
Um incgnito
Donnici
e tio do

cacio
Figroni, barbeiro c tutor de
Leonor
P> rae :hi
ulin
Orlandini
N. N.
Frita
1. estndante
Capitao das gualdas
Mendigo
Comolletti Bradamantc, liareite ambulante Tirelli
Um hometn do povo Torquarto
Repossi Um tanoeiro Orlandini
Mendigos, tanoeiros, povo, estudantes, cavalleiros e guardas.
O vestuario completamente novo. A a (.rio passa-se em Florenja (Italia) 13.
PRE.COS UO CASTLME,
ONT. DB.
Depotia do cwpcclaciaiu lunera trem para Apipucon
e .itomiM da iiia fernanilent Vieira e ifiisado*.
Os bond* no largo do' Palsclo. O bon da laitdalena at bavera quan-
do o <-[><; lafiaii acabar depois do horario do ulii.no bond da campa
nin. que panwa na ra Kova s 11 e 43 minuiow. ______
PRINCIPIABA AS 8 1/2 HORAS.
Coiupitnhia Haitiana de naves;
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Babia
Companhia
DOS
Irillios orbanos do Recife Olin-
da e Beberibe
Dividendo
Eat4 designado o dia 18 do crrente para ser
comeando o pagamento do "22' dividendo, corres-
ponden'e n i-nestre de junhi a deaembro, i ra-
io Ue >i (/0, sen;'. cate feito no eaeriptoro da
Oom nnhia das 'J horas ao meio di at o dia 30
Jo corrente, e dahi cm diante a tereaa e sabba- i
d< a, nao santificados, a igoaea horas.
r.-enpt)rio do gere :te, 10 de janeir. de 86.
A. Pereira Sirco.a.
0
Commnndante Nova
Segu impreterivel-
icente para 09 portos
cima no dia 22 do cor-
rente, s 4 horas da
tarde. Recebe carga
'at ao meio dia do dia
da aahida.
Par arga, passagena, encommendas e dinheiio
a rret 3 racta-se na a gencia
7Ra do Vigario 7
Domingos Vivos Matas
2-J0/(K)0
Kiuitaj
8 0300
6 240* (H
216000
240*0.1(1
240iHX)
200*000
1:000*600
48jOOi)
1:000*000
150*000
ms Central Sgar Factores of
Instituto dos Proles so
res de Pernambuco
De ordem do Sr. presidente do Iostituto corrvi-
1I0 os Sis. socios que forain eleitos membrosdo
eonaelho administrativo a (.inparecerera na ede
di In-,1 tur.', 'a 10 liaras do da 21 do corrente,
afim ie sen m imp asados d seire respectivos car-
g..a.
liecife. 19 de Janeiro de 1886.
O 1 secretari.i.
Torquato L. Ferreira de Mc'lo.
Imperial soeiedade
1108
Artistas Mchameos c
Libcraes
Por ordem do icpeif. ivi-l irmto director, e de
aceordo c.en os noei ratatutos, venln pelo pre-
sente conviihr a i. vi os oa irmios que se achan
nos gosoa de seus dreitos A r-nrur.-n-se em as-
cembia ce-.-.l na q'i-trta fe r.i 2 1 d correte, s
5 horas di t.irJe, afim pro.eder-ae a i Icieito
djs novoa fnneeionari >s J> anente aano.
Beeretara da Impcnnl Sicicdade dos Aitistaa
Mechanics e Liberacs de Pernambuco, em 5 da
i neiro de 188.
Jos Castor de A. Souza,
2 secretario.
Biionmi
0;iii!!(!s*'lii'j;ilirls-((,s('l.sa
O vapor Pernambuco
MARTIMOS
CHABGEl RS RECNIS
Companhia Franceza de \'a esa
cao a Vapor
Linlia quinzcnal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
Espera-se de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 24 do
corrente, segaindo depois da
demora necesaaria para
Rio de Janeiro e Sanios
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
ee com os
CONSIGNATARIOS
Borstelinann & C.
RUADO VIGrARfON. 3
* andar
Companhia lira ilelra de ,%hv-
sacio a Vapor
PORTOS do sul
0 vapor Baha
Commandante V tenente Aureliano Izaac
E' esperado dos
portos do norte
i at o dia 32 de Ja-
neiro, e depois
da demora indis-
pensavel, seguir
> para os portos do
tal.
Recebe tam -
bem carga para Santos, Pelotas e Rio Grande de
Sul, frete mdico.
Para carga, passagens, encommendas e valores
tracta-se na agencia
N. 46 RA 00 COMMERCIO 46


E' esperado da Euro-
pa at j dia 24 d: Ja-
neiro, teguindo de-
pois da inJiapensavel
demora pan a Ha
hia. Rio tic Ja-
neiro oto.
Steamer Vile k ftmm
VAPORES ESPERADOS
Espirito Santo
Armalhwait
Bueno Ayre
fahia
Im fla'a
Ville de Victoria
Ville de Pernambuco
Orenoque
Maranltense
Delumbre
Nena
Equateur
do sul
de Montevideo
da Bahia
do norte
da Earop*
da Europa
do sul
do sul
de New-York
de Liverpool
do aul
do aul
hoje
hoje
hoje
a 23
a 24
a 24
a 24
a 25
a 26
a 28
a 29
a 29
O gerente geral deata Companhia, con-
vida aoa senhorea agricultores e proprieta
rios eBtabelecidos a margem da estrada de
ferro do Recife a S. Francisco que quize-
rjm vender canuas para sercm moidaa as
fabricas centraea d) Cabo, E-i ad 1, Cuy-
ambnca e Bom Gosto a apresentarem sosa
proposta neste escriptr rio, ra do Oom-
mer.io, ou por intermedio dos gerentes d-.s
respe :tiv.is fabrica*.
A Companhia reober as cannas du
estafo>s di via terrea de S. Francisco c
as transportar para a fabrica central mais
prxima mediante o aceordo que su esta
belccer.
Os proponentes dererJ mencionar a
quantidade que desejam fornecer durante
a safra actual o diariamento as estagBes
que lhe ficarcm mais prximas, devendo,
outro sim, declararem que se sujeitam as
cndifSes, quanto a entiega do caneas, es-
tipuladas no coatra^to firmado entre os dif-
ferentea agricultores ; isto : entregar
as cannas em estado de serem raoidas e
dospidas das partes nao productiva de as-
sucar.*
Edwin Gaanor.
Gerente geral.
Espera-se dos portos
do sul at o dia 24 de
Janeiro, seguindo de-
pois da indispensa-
vel demora para o Ha-
vre.
Roga-se aos Srs. importadores de c p los
vapores desta linha,aueram apresentar d .'e6
dias a contar do da descarga das alvareng ;
quer reclamao concernente a volumes, qac por
ventura lenham seguido para os portos do sul.afini
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sariaa.
Espirado o referido praso a companhia no se
reaponsabilisa por extravos.
itceebe carga, encommendas e passageirc-s, para
-is qnaes tem excellentes accomorlacoes.
Augusto F. de Oliveira k ti
ACEITES
tH RA DO COMMERCIO 42
Lisboa e Porto
Segae p.va oa portos aciina a
barca poitugucza Novo Silen-
cio, r cebe carga ; a tratar com
Baltar Oliveira & C'., 4 ra do
Vigario n. 1, 1- aadar.
Maco e Mossor
O hiate Iris segu para os portos cima uestes
quatro dias por ter parte de seu carregamento ;
para o resto tra'a-se a bordo com o mestre, uo
caes do Loyo.
MYALlilLSmiPAGIET
COMPANY
Vapor La Plata
E' era
Euroesa
|23ou214 do cor-
rente.
Este vapor traz si esmente
passageiros e malas iotmedia-
tamente depois do desembarque
dosmesmos seguir em directora
para
Baha, Rio de Janeiro, Monte-
video e lluenos-Ayres
O paquete Ne va
E esperado
do sol no da 29 da
corrente, seguin !o
lepois di demora
" uecessaria para
Lisboa e Soulhamplon
'ara passagens, fretea, etc., tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Adaroson Howie & C.
3Ra do Couimerelo-3
Porto e Lisboa
Segu com brevidade para os portoa cima o
brrgue por uguez Tilo ; para o resto da carga e
paaangeiro, trata-8e com as consignatarios Jos
da Suva Loyo 4 Filho.
Barraba
Vende-se urna bairaca de 300 sacro" ; a tratar
na rna Direita n. 82, loja.
Barcaca
1

-

k
Vende-so urna barcaca ; a tratar na oa Duque
de Caxiaa n. 63.


Diario de PernambncoQuarta-feira 20 de Janeiro de 1886




COMPAMIIA PKB*.tMBrCA.*A.
DE
XaTegafo Tostel ra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
taty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Jaguaribe
Segu no dia 20 do
corrente, s 5 hora
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Eticcmmendas pasaagens c dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companha Peraantfcn
cana n. 1*
(OMIMXIIIi: OES !iIi**AKE
iimes HiniTint^
LINIIA MENSAL
O paquete
Equateur
Con idre
E" esperado des portos do
sul at o dia 29 do corrente,
' seguiulr, d.'iois da demora
.docostume, para Bordeaux,
tocando cm
Dakar. Lisboa c Viso
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podein tomar cm qualquer lempo.
Faz-se ab-.timcnto de 15 0/o em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao minos c que pa-
garera 4 passagena inteiras.
Por excepto os criadjs de familias que toma-
ren! bilhetes de proa, gojaui tambem d'este abat -
ment.
Os vales posla?s s se dilo >t e dia 27 pagos
de contado.
Para carga, passagecs, encommendas e dinheiro
a frete: tract a-se com o agen'e
Augnste Labilie
____9_ RI^l DO COMMKRCIO 9
"orto por Lisboa
Segu cora bren-la le pava os partos cima o
brigue portuguez Cafe/da ; para o resto da carga
e passageiros, trata se cim os consignatarios Jos
dava SilLoyo A Filho.
Leilo
De movis, quadros, espelhos
loufa e vidros
A saber:
Um piano forte, 1 mobilia de Jacaranda com 1
sof, 2 consoles, 2 cad-ras de bracos e 12 ditas
de guaruico, 1 mesa oval de Jacaranda, 12 ca-
deiras avuLas tambem de Jacaranda, mesas dejo-
go, quadros dourados com lindas paysagens, cas-
ticaes e mangas, jarros para fl-ircs, sanrfas a lau-
cas para cortinados, 1 sof de Jacaranda, candiei-
ros para kerosene.
Urna carteira, 1 mesa para eseripta, mesas com
p/s torneados, pannos dr. asesa, 1 revolver, 1 caixa
botica, 6 cadeiras de faia e 1 thcar.
Urna cuma franc.z, 1 guarda-vestido, 1 guar-
da-roupa, 1 toilet, 1 lavat to co.n pedra, 1 mar-
queso, 1 cu mi grande de ferro, 2 dtss para me-
ninas, bahs para rouia, 1 santuario e 1 machina
de costura.
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca envidraba-
do, 4 aparadores, 1 guarda-comida, 1 filtro, 1 cu-
deira alta, 1 relogio de parede, 12 cadeiras de jun-
. ideiras ae balando.
Um fogo econmico para kerosene e 1 grande
fogo de ferro para carvo
Urna mobilia de pao carga, 1 ciptlho, 1 toilet,
mesa clstica, 2 aparadores, 6 cadenas c 1 cama
franceza, tudo d pao carga e cora pouco uso
Quinfa feira, 581 do corrente.
No 2 andar do sobrad'.' n. 1 da ra do Vi-
gario Tenorio, por cima do escriptorio
dos Prs. Baltar Olveira & C.
Domingos Manocl Martina tendo mudado de re-
sidencia far leililo, por intervenco do agente
Martin, de parto do aeiis movis, existentes no
referido sobrado ra do Vigario n. 1, 2o andar.
Leilo
Da
urr. importante sobrado ra estreita
Rosario n. 35, em solo proprio
BOM EJIPHEQO DE CAPITAL
Mabbado, 93 do corrente
A's 11 horas
No armazem rua do Imperador n. 22
preposto Stepple p>r mandado e assistencia
O
Jo llim. e Big. Sr. Dr. juiz de orphos, e auto-
ratelo das conseohores do predio cima, vender
em leilao o sobrado cima mencionado, o referido
sobrado acha-se bem consol vado o rendendo an-
ua d.r.ente 810J000.
Os Srs. pr^teudentea desde ja pjder.Io ir exa-
minar o dito sobrado.
Agente Pinto
ri'Io da azulejo do*Ltrgj d l
Santo n. 19
Em continuadlo
No cobrado de azulejo do*Ltrgo do Corpo-
Santo n. 19
Leilo
e em frente ai armazem do ir.c-rao sobrad i
Urna vacca tourina e 5 vaccas da trra, algu-
inas com cria.
Leil
ao
D 0 armac.to o utensilios da fabrica de ci-
garros sila i ra de Vidal de Negreiros
n. 145
Quinta fe ira. 91 la corrente
A's 11 horas
POR INTERVENg/vO DO AGENTE
Gusmo
do umsboa ca*a terrea sobn. 77, ra dos
(ua;:.r pes, en solo proprio, fr.'guezia
de S. Frei Pedro Gjngalves do Recife.
Nabbado. 93 do corrente
A's 11 horas em ponto
No armazem ra do Imperador n. 22
O prep-isto Stepplo levar a leilo a casa terrea
n. 77, ra dos Guararap>, cora porta e janclla,
2 salas, 2 quartos, cozinha e sota, reudendo an-
imalmente 2104000.
Os Srs. pretendentes desde j poderao ir exa
miliar.
eleicio, em2 escrutinio, de um depn ido Assein-
bla Provincial por este districto, conforme me
NoDte de Soccorro de
Para Lisboa
A barca Perera Borges seguir com brevidade
para o porto cima ara o resto da carga trita
se com os consignatarios Si va LEILES
Quinta-feira 21, deve ter lugar o leilo de ino
veis, louca e vi iros no sobrado do Largo do 2ov
pa-Santo n. 19.
Leilao
De ceblas, 8 arrobas de qneijo do ecrtSo, bar
rica com agua de soda e muitos outres gneros .
xsaoroe
As 11 horas
POR INTERVENgO DO AGENTE
Leil
ao
De tres callavos, rudndo, castanlio e rujo
pedrs, proprio par (arr;, sella ou
carga
QUINTA FEIRA, 21 DO CORRENTE
A' 1 hora da tarde
Xo i-irgj do Corpo-Santo em trente do arma-
zem n. 10, por occasioo di leilao de vinbos, mo-
vis, lonca, vidros, etc.
Leilao
No armazem do Sr. Annes.
Leilo
De importantes movis, ricos quidros a
oleo, sanefas com cortinados, tapetes
forro de salas, lustres de cristal, poice-
lanas, pertcnces de cosinha, bancos para
jardim, urna grande latada de ferro, um
cao e casa para o mesino.
SaLA. DE VI8ITA
Lina mobilia de unco com 2 sofs, 12 cadeiras
de guarnico, 2 ditas de bracos, 2 ditas de bsjanco,
2 consolos com pe Ira e mesa redonda com panno,
.! sanefas com cortinados, 4 ricos quadros a oleo,
2 etagers bordados, 1 importante relogio de pa-
rede, 1 espelbo oval, jarros, escarradeiras, 2 lus-
ties de gaz e 3 tapetes grandes, torro de salas.
SALA DE JANTAR
Urna importante mobilia de carv-lho com 6 ca-
deiras de guarnicjio,J.dita8 de braco, 1 sol, 1
rico e grande aparador, 2 etagers com seus per-
tences, 1 meza redonda e 1 creado mudo ; 1 im-
portante meza elstica, (obra d'arte), 1 cesta de
chefres, 1 estante de dito, 1 candelabro de dito
cim lanternas, 1 relogio cuco, 2 tancas com res-
posteiros, 2 etagers com passaros, 1 dito grande
com urna couraca, figuras, quadros, 16 pecas de
decoracao para aparador, 8 passaros empalhados,
louca vidros e talheres.
QARTO DE DORMIR
Duas camas de armacao cot mosqueteiros, 1
lavatorio grande de louca, 3 cabides de parede e
1 dito redondo.
QUARTO DE VESTIR
Um guarda-roopa de armario, 1 lavatorio de ar-
mario CDm pedra e pertences, 1 espeiho, 1 porta-
toalhas e 2 quadros.
QUARTO AZUL
Urna costureira, 1 toilete de armario, 1 banca
para jogo, 2 figuras de bronze, 2 quadros e 2 ca-
deiras de descanco.
DISPENSA E COZINHA
Um guarda-comida?, 1 aparador, 1 machina
para vinagre, 1 jarra e 1 grande tren de cozi-
nha.
JARDIM
Urna goiola grande de ferro, 2 bancos para jar-
dim, 1 casa para cao, 1 bomba de repuxo, 1 arma-
rio para garrafas, 1 grande latada de ferro, um
cao, e muitos objectos.
Oiiai'la'eira. 20 do corrente
A's 11 horas
Na_ estrada dos Aflictos chcara n. 36
l' na familia estraugeira que se retira para Eu-
ropa fura leilo por intervencSo do agente Mar-
tins de todos os movc's existentes na referida cha-
cara estrada dos AfBietos n. 36; os movis
muito se recommendam por serem de apurado
gosto.
A's 10 boros e oO minutos partir do Arco, um
rem especial que dar passagem gratis aos con-
currentes do leilo, e que parar ce todas as es-
cues intermediaria?.
De urna factura de machinas de costura (de moi
de differentes fabricantes cuma caixa com mor-
tallias (papel pira cigarros), lindos quadros com
finas gravuras.
QUINTA-FEIRA, 9i DO< CORRENTE
Ao meio dia
Apetite Pinto
Xo armazem do largo do Corpo Santo n. 10
Por occasio do leilo ae movis, louca vidros,
ca val los e vaccas.
Km eontinnaco
Vender o mesmo agente 11 barris com vinbi
braoco, licor de pepsina e Qutras bebidas.
Leilo
De movis, louca, vidros, o venezianas e 1
meta grande para alfaia (obra degosto).
A saber :
Urna mobilia de pao carg, com 1 sof, 2 con-
solos, i cadeiras de braco, 12 ditas de guarnico,
2 ditas de balanco, 4 jarros pa*a flores, 4 bolas,
2 candieiros a gaz, 2 casticaes e mangas, 1 espe
Iho oval grande e dourado, tapetes de sofj, cscar-
rai/eiras, 3 venezianas para fra da janella, 1 ca-
ma francesa, 1 cmoda, 1 toialet 1 lavatorio, 1
marquezo, 2 cabides, 1 cama de 1 ji.h, 1 mesa de
cana, 1 mesa elstica nova, 2 aparaicres, 12 ca-
deiras, louca para cha e jantar, copos, clices,
trem de cosinha, mesa de cozinha e mais objectos
de casa de familia.
ftexta-feira. SS do corrente
No 2- andar do sobrado da ra Estreita do Iiosa-
rion. 30
Joo Antonio Correia Lobo faz leilo por in-
termedio do agen'e Pinto d-s movis e mais ob-
jectos existentes no 2- andar do sobrado da ra
Estreita do Rosario n. 30.
As 10 1/2 horas
Leilo
LEILAO
De accessorios para padaria e iverso3
movis
As 1 lioraa era ponto
Pateo on lar.jo a Soledade casa n. 34
O proposto Stepple autorisado levar a leilo os
seguintes : 15 asadeiras usadas, 8 ditas ncv..s.
raspadeiras par maceiras, p para bolachas,
cincha, 2 b llr.s, 7 iirtadi-ira, marcadeiras para
bo'acha, braco; de giz, can eiro para gaz, tabo-
I ;ro, caix s pira deposito, cadeiras de junco, 1
cart ira e iiiuifns O'.itroa objectos que os'aro pa-
o act i do lei
Leilao
De um piano, nn.a mobilia de jacarando, uir.a ca-
ma francez i de i tfl 3 mesas de lonro, .'J m-rque-
I par de botas novas. 1 la-
vjtia jarro, ljarr, 1 cabide. ''> can-
dieiros pa. :, cadeiras avulsas, 1 chapeo
nh ii, duas escarradeiras c outros objec-
fcira 20 do coi-rente
\'s 11 horas
Rua do Imperador n. 24
Agente Brillo
Do bons movis, 1 piano forte, 1 rico es-
peiho oval, importantes quadros a oleo
com ricas molduras, jarros de alabastro,
porcelanas, erystaes o 1 importante fa
queiro de prata
Sala de visitas
Um piano forte. 1 eadeira eestrado para o mes-
mo, 1 rico espeiho oval, de crystal, 1 solida inobi
lia de Jacaranda, a Luiz XV, cem 12 eadeiras de
guarnico, 2 ditas de bracas, 2 ditas de balauco.
1 sof, 2 clislos e jardineira de pedra, > impor-
tantes quadros a (leo com moldura dourada, 2 di-
tos com vistas, 2 ditos menores, 2 etagers de pe
cen ph togriphias para canto de sala, 2 ditos di-
toa para jarros, 3 ditos de parede, 1 par de jar-
ros grande de alabastro, 1 dito dito menor, 2
porta-relogios, 2 casticaes e o figuras de alabastro,
1 porta-cartocs de madrcperola, 4 pares djanos
finos para consolos, C pannos do crochet pira ca-
deiras e sof, 1 dito de dito para piano, 1 tapete
grande para sof. 7 ditos pepinos para p-rtas, 2
cadeiras de vime, 1 lbum grande de madrepero-
la e 1 dito menor.
Io quarto
Urna imp utante cama francesa de Jacaranda, 1
pir de Garfiados com rapula, 1 totee de Jaca-
randa e 1 sa tuaii > d> i .ca^an l e cuas perten-
cas.
2 quarto
Una mobilia com 12 c.d.'iras americanas, 1 so-
f e 2 consolos com pedra, 2 serpentinas de ci vi-
tal e 1 timpaur.
3 quarto
Urna meia cemmoda, 1 cabido de columna, 1
guarda-roupa, 1 espeiho, 1 marqtwafo s cabides
de parede.
4 qnarto
J) us bonitos guarda-vestidos, 1 meia cmno-
da, 1 lavatorio de mngno com p'dra, 1 dito de
anarello e 1 espeiho.
Saia di- j intar
Um imp-rtanto sjasjrda loso* de amarello, 1
mesa elstica de 6 laboas, 1 aparador de mogno,
1 dito de, amarello, 2 sofs de amarello, 1 quarti
nheiradep, 2 cadeiras de balanco de amarello,
1 secretaria de amarello, 1 rico faqui iro com 4
dazias de talheres, sendo duas para mesa c duas
para sobre mesa, 1 trinchanto, 1 ouxa para e
pa, faca para peix* o mxis pertencas, 24 rgolas
para guardanap8, paliuiros de mi-Ul, galhetei-
ro, 3 svas de metal, 1 cesta de dito para pao, 2
bandejas de cbarfto, apparclhos de poiccllana pa-
ra jantar, dito de dito para almo?o, compoteiras.
garrafas para vinho, cupos, clices para vinhn,
ditos para chimpigne, froeieiras de alabistro,
relogio de parede e 4 quadros.
aleta
Duas banquinhas de amarello, 1 banca para
sala, 1 restriadeira, 1 jarra, 1 aparador, 1 meta
para engommado, 1 dita de amarello, com pedra,
para cosinha, b>cias, trem de cosinha e muitos
outros movis de uso de lamilia.
Sexta-feira, 22 de Janeiro
As lo l(t hoias
Leilo de joias
0 consclho fiscal attendmdo nao s ao pedido
para ser transferido, di 5 do corrente para 5 de
Feverciro vind uro, o annunciado leilo como por
haver giandc numero de cauteUs cm ser, e nao
convir aos interesses do estabelecimeuto e dos
mutuarios submettel-as venda, faz agora publico
que no referido dia 5 de Fevereiro se enectur
impieterivilmcnte o leilio fts 11 da manh.
Estarle exposico tres dias diantes.
9.768 2 pu'seiras, 1 tranceln e 1 par de rositas
de ouro.
10.030 1 annel de ouro com b: litantes.
10.('32 2 bules, 1 assucarciro, 1 mantegueira, 1
leiteira, 1 salva, 1 coador, 2 colheres e 1
jarro e baca de prata.
10.037 1 salva e 2 colheres para tirar sopa e ar-
roz, prata de lei
10.038 2 betoes de ouro com 2 brilhautes.
10.041 1 annel de ouro com 1 brlhaute.
10.048 1 cordo e 1 cruz, curo de 16 quilates.
10.052 1 pulseira, 1 inedalho e 1 par de brincos,
ouro de lei, 2 salvas, prata de lei.
10.053 1 annel de ouro com I brilbante.
10.055 15 colheres para cha, 12 ditas para sopa
18 para cierne, 3 ditas grandes, prata
baixa.
10.056 1 moda de ouro (z) com laco e-Tannel
pequeo. #
10.057 1 pulseira, 1 par de botos, ouro de lei.
10.(158 1 par de rosetas de ouro com brilhantes.
10.059 1 salva, 1 paliteiro, 2 colheres para sopa e
assucar, e 17 ditas para cha, de prtta.
10.060 1 re gio de ouro.
10.0?9 1 par de n s. tas de o-ri com 2 brilhantes,
1 broche, 2 pulseiras, ouro de lei, 1 cocu
prata baixa,
0.070 I salva e 3 colheres, prata de lei.
10.087 19 colheres de prata.
10.088 1 relogio, ouro de lei.
10.091 1 corrente com sinete, para relogio, onro
de lei.
10.092 2 annes de ouro com brilhantes.
10.096 1 tranceln, onro de le
10.101 1 pulseira, 1 medalha, 1 volta^Ie.trance-
lin, e um relogio pequeo, ourooe lei.
10.112 1 tranceln, ouro de lei.
10.119 1 pnlseira, 1 broche e um par de rosetas,
onro de lei.
10.128 1 par de botoes e 3 anneis, ouro de lei.
10.136 1 par de rosetas de ouro com 2 brilhantes.
10.137 1 annel de ouro com 1 brilhantc.
10.141 1 corrente com medalha para relogio, ouro
de lei.
10.142 1 relogio, ouro de le.
10.143 1 volt a de tranceln, 3 paies de roseta,
2 modinhaa de onro e 1 tetis, curo de lei.
10.146 1 croi d onro cem brilhantes.
li*H 1 l.sr..i,tt |^ra fwofcu, i iu-jcLe, 1 rolla,
de tranceln, 1 cruz, 1 annel, 1 par de
rosetas. 1 .dedal e 1 relogio,'ouro de lei.
10el48 1 relogio, ouro de lei..
10.152 1 corrente e medalha para relogio, onro de
lei.
10.159 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.182 2 botoes de ouro com brilhantes.
ij0.198 1 relogio, ouro de lei.
*I0.200 1 relogio, ouro de lei.
40.202 1 par de rozelas de ouro com brilhantes.
10.207 1 pulecira e 1 trancelim, ouro de lei.
10.218 1 trancelim, 1 medalha e 1 torrente para
10.467 1 pulecira, dous tranceln*, urna volta de
dito, um cordo, urna medalha, urna moe-
iliuha, um par de brincos c um dedal, on-
ro de le.
10.470 2 cruzes cravejadas de brilhantes, 3 pares
de rosetas cam ditos e seis anneis com di-
tcs.
10.473 1 pulecira, ouro de lei.
10 475 2 pares de rosetas de ouro co
tes, dous anneis com ditos, duas pulceiras
c urna corrente para relogio, ouro de lei.
10.476 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de le.
10.481 1 bracelete de ouro com coraes erequifi-
fus, um cordo, quatro pecas para cintei-
ro, um dedal, um par de rosetas e duas
p cas de brinco, ouro baixo.
10.483 1 current: e medalha para relogio, ouro
,1c le. '
10.502 2 anneis curo de lei, uai par de brincos,
i uro baixo. doze colhjres para cha, prata
baixa.
10.503 1 par de brincos e um cordo, oure de lei.
10.501 1 corrente para rclog o, ouro de lei.
10.50,1 1 volta de trancelim, uin broxe, um par Je
rottas, dous botoes, ouro de i, uin par
de btoes para panhos, ouro baix i,
10.519 2 cotrent s e duas medalbas para relogio-
e um relogio, ouro de le.
10.520 l relogio pequeo, onro de lei.
10.521 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.528 1 par di brincos de ouro e nina medalha,
ouro de le.
10 529 1 corrente e nm relagio, curo de lei.
10.531 1 corrente e medalha para relogio c um
relogio, ouro de lei.
10.689 1 trancelim, urna medalha e 4 anneis, ou-
ro de le.
10.540 1 par de brincos, ouro de le'.
10.541 2 pares de rosetas de ouro com brilhantes.
10.512 1 corrente e medalha para rebgo, ouro
de lei.
10.543 1 corrente para relogio, uta broxe com
pequen; s brilhantes.
10.562 1 annel de ouro com brlhaute.
10.568 1 chapa dt coadecoraca>, ouro baixo.
lo 670 2 salvas de prata de lei.
10.572 1 pulseira, urna corrente, urna moeda, um
trancelin, dous broxes, umdito para man-
ta, do M pares de brinces, dous pares de
botoes, um annel c uin relogio, ouro de lei.
1 1 trancelim de ouro de lei.
10.577 1 relogin, ouri de le
10.578 2 anneis e dous botoes de ouro cim bri-
lhantes, um fio de perolas, quatro broxes,
tret pares de brincos, um dito de ros
tas, dous anneis, duas pecas para cintei-
ro, ouro de lei, um par de botoes e urna
medalha, ouro baixo, urna salva e nm pa-
liteiro, prata baixa.
10.579 18 colheres para sopa, 26 ditas para cha
o urna conega de prata.
10.582 1 annel de ouro com brilbante, urna volta
de ouro com urna medalha, ouro de lei.
10.5S4 2 casticaes e 1 paHtciro. prata de le.
10.591 1 pulseira, 1 par de rosetas, 1 pcixc de
ouro.
10.604 1 salva, prata de Iti, 1 castice!, prata
baixa.
10.611 1 corrente para relogio, e 1 relogio, ouro
de lei.
10.C14 1 relogio de ouro, do lei.
10.617 1 corrente e medalha, para relogio, ouro
de lei.
10.620 1 cruz de ouro eom brilhantes.
10.623 2 pulseiras, ouro de lei.
10.624 3 broches, 2 pares de rosetas e 1 annel,
ouro baixo.
10.627 1 trancelim, 2 medalhas, 1 par de brincos
e 1 broche, ouro de lei.
10.630 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.638 1 gargantilha, 1 pulseira, um trancelim, 1
medalha, 1 broche, ouro de lei.
10 643 1 p.r de brincos de ouro com brilhantes e
l broche, ouro de le.
10.648 1 par de rosetas de ouro com rubius e
brilhantes, 1 d'tocom brilhantee, 4 aun ij
cit ditia i; hfilhaote*. pequeais, sob
papel.
10.663 16 colheres para sopa e 11 ditas para cha,
prata baixa.
10.667 1 par de brincos, 3 ditos de rosetas, 1
broche e 1 annel, ouro de lei.
10.668 1 trauceliin, 1 medalha, 1 broche e 1 par
de rosetas, ouro de Iti.
10,688 1 relogin, ouro de lei.
10.702 2 casticaes e 1 assucareiro, prata de lei.
10.703 3 anneis de ouro com brilhautes e rubins,
1 volta de trancelim, 1 cruz, 2 botoes, 1
figa cora coral, ourv de lei.
10.711 1 relogio, ouro dj lei.
10.715 l corrento com sinete e chave, para re-
logio, ouro de lei.
10.730 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.733 1 par de brincos. 1 fita de ouro e 1 psr de
rosetas, ouro de lei, 1 broche c 1 annel
cravejado de diamantes.
10.740 1 cruz de ouro com brilhantes, e 1 silva,
prata de lei.
10.744 1 par de brincos de ouro, e 1 cruz crave-
jada de brilhantes, e 1 par de botoes, ouro
de lei.
10.745 1 volta de traocelim, 1 ponteiro, 1 par de
brincos, 2 ditos de rosetas, 2 e meio pares
do botoes, 3 ligas, 2 anneis, 1 emblema de
S. Joo e 1 castor, ouro de lei.
10.752 1 relogio de ouro, para senhora.
10.753 1 assucareiro c 1 raaotegueim, prata de
lei.
10.757 1 crrante dupla com medalha, ouro e pla-
tina.
10.758 1 relogio, ouro de lei.
10.773 1 pulseira e 1 par de argolloes, e 1 relo-
gio, ouro de lei.
10- J' 2 pares de brincos, onro de lei.
10.777 2 pulseiras, 1 broche, 1 par de brincos
cravejados de brilhantes, mais 1 annel
com rubim e brilhantes.
10.781 1 breche, 1 par de rosetas e 1 cruz, ouro
de lei.
relogio, ouro de lei e 1 pulceira, ouro
baixo.
10.224 1 corrente e medalha para relogio, ouro e
platina e 1 relogis, ouro de lei.
10.225 1 relogio, ouro de lei.
10.232 1 boto de ouro com brilhantes c 1 caixa
para rap, ouro de lei.
10.234 1 par de rozetao de ouro com brilhantes.
10.235 1 pulceira, 1 broche, 1 par derozetas de
ouro contendo brilhantes, 1 pulceira, c
broche e 1 par de rozejas, ouro de lei.
10.245 1 pulceira, 1 broche, 1 volta de ouro com
laco, 1 medalha, 1 par de brincos, uroo
de lei.
10.259 1 pulceira, ouro de lei.
10.260 1 escrivannia, prata de lei.
10.280 1 corrente e 2 medalhas para relogio e 1
annel com pequeo brilbante.
10.284 1 annel de ouro com 1 brlhaute.
10.295 1 salva, prata de lei.
10.301 1 medalha e 2 pares'de rozetas, ouro dt
lei.
10.314 1 pulceira, 1 broche e 4 teteias, ouro de
le.
10 315 1 broche, 1 par de brincos e 1 cruz, ouro
do lei, 1 volta de cordo, 1 annel e 1
ponteiro, ouro baixo.
10.323 1 corrente e medalha para relogio e 2 rc-
logios, ouro de lei.
10.318 1 annel de ouro com pequeo brilbante.
10.352 1 pulceira, 1 trancelim, 1 par de rozetas,
1 annel de oaro e 1 annel eom dia-
mante.
10.353 1 cordo (collar) ouro baixo.
10.358 1 broche, ouro de le.
10.364 1 relogio, ouro do lei.
10.368 1 pulceira, 1 par de rozetas, 1 volta de
trancelim, ouro de lei, 1 par de botoes,
ouro baixo.
10.374 1 trancelim, 1 moeda de ouro com laco e
1 relogio, ouro de lei.
10 380 1 ann;l de ouro com 1 brilbante.
10.382 1 corrente e medalba para relojio 2 e
anneis, ouro de lei.
10.390 1 par de brincos, 1 medalha, 1 cordo, 1
medalha incompleta e 1 laco, ouro de lei.
10.394 2 anneis de ouro com brilhantes.
10.401 1 trancelim c 1 moeda de ouro com laco,
ouro de lei.
10.402 1 re!og;o, ouro de lei.
10.434 1 par de rosetas de ouro com diamantes,
e. urna cruz perolas.
10.438 1 volta de ouro c um annel, ouro de el.
10.445 1 par de rosetas de ouro com dous bri-
lhantes.
10.455 1 relogio de ouro de lei.
10.460 1 emblema do Espirito Santo, nm cora-
cao em ouro ,nm dedal e cinco botSes, on-
ro de lei.
10.464 1 pulceira, um par de brincos, um dito de
rosetas e tres anneis, ouro de lei.
10.466 1 corrente e medalha para re!o o, ouro'
de lei. i
10.784 2 salvas, prata de lei, 25 colheres, 12 gar
fos, 12 cabos para facas e 1 paliteiro, '
prata baixa.
10.786 1 s Iva e 2 colheres, prata de lei.
10.789 1 cruz de ouro com brilhante, 3 pares de
rosetas com ditos, urna volta de ouro, 6
enrrentes para elogios, 1 medalha, 1
corrento fino, 4 trancelins, 4 vsitas de
dito, 1 cruz, 1 broche, 1 par de brincos e
4 relogos de ouro, ouro de lei.
10.790 1 pulseira, quebrada, ouro de lei.
10.791 1 trancelim e 2 pares de brincos, ouro de
lei.
10.799 3 cruzes de ouro com brilhantes, 2 anneis,
1 par de argolloes, 1 par de rosetas, 1
peca grande, 2 pulseiras, tudo cravejado
de diamantes cravados em prata ; 1 volta
de ouro, 1 cruz, 1 fivella,4 picas de ouro
para cinteiro, ouro de lei, fios de perolas.
10.809 1 corrente para relogio, 1 volta de trance-
lim, 1 cruz, 1 broche, 1 par de brincos,
ouro de lei.
10.802 1 corrente e relogio, ouro de lei.
Recife 4 da-Janeiro de 1886.
Pelo gerente,
Felino D. Ferreira Coelho.
Aluga-se urna excellente casa, limpa e
asseiada, com bons commodos para fa-
milia, tendo a /ua e gaz, quartos para
criados, gallinneiro de ferro, grande
quintal arborisado, com lugar rara jardim e mui-
tas outras c mmodidades, sita roa do Visconde
do Goyanna n. 167; a tratar no largo do Corpo
Santo n. 19 1 andar.
Cosinhcira
Precisa-se de urna cosiaheira que engomme
bem e ensaboe, e que nao dorma fra, para casa
de pouca familia ; na praca do Conde d'Eu n. 30
terceiro andar.
Aluga-se o 1 andar da rua do Padre Flo-
rian n. 69, a Lia da travessa da Bomba n 4, e
a loja di travessa do Livramento n. 10 ; a tratar
na rua do Apollo n. 34, 1- andar.
Aluga-se o 2- andar da casa n. 1 do pateo
de Terco, o 3 da de n. 3 rua da Penba, o 1
da de n. 19 mesma rua, ol- da de n. 18 rua
Direita, o 1 da de n. 66 mesaia ua, o 1- da
de n 35 travessa de S. Jos, o 1 da de n. 34
rua estreita do Rosario ; as terreas de ns. 41
4 rua do Rangel, 26 rua Duque de Caxias. 1 do
pateo do Terco, 27 rua de Lomas Valentinas,
24 a rua do Araglo, e a c-isa de n 35 A rua da
Viraco ; a tratar na rua do Hospicio n. 3.
Aluga-se a casa com sota, toda caiada e
pintada de novo, sita rua da Fundico n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na rua do Mrquez de
Oinda n. 8, lithographia. '-"-f
Aluga-se o armazem da rua do Mrquez de
Olinda n. 18 ; a tratar com Par:nte Vianna &
Companhia
Precsase de urna para cosiuhar ; rua de Pe-
dro Alfonso n. 9.
lo Hnglishnicu
GratisFrench or Spanish Lessons by a young
Parisian gentleman in rcturn for -finglish con-
versational Lessons G's. Rua da Victoria 21.
Utenco
Aluga-se casas a 8u0t, no becco dos Coe
Ihos, junto de S. Gcncalo : a tratar na rua da Im
peratriz n. 56.
- Precisa-se de um meniuo cem praticade mo-
Ihados: rua da Uuio n. 51.
So Caminho Novo n. 128 se dir quem ven-
de o xarope de ervas do serto para molestias de
peito. Na mesma casa faz-se flores artificiaes
para etager, ornatos do salas e bouquets.
Itjla & C. da cidade do Ic<5 Jecla.ain a quem
possa nteressar quecompraram a casa da rua dos
Guararapcs n. 19, ao Sr. Francisco Nigueira da
Costa.
Recife, 2 de Janeiro 1886.
= Quem precisar de boas amas de leite o de
cosinha e outros servaos como tambem de caxei-
ros copeiros e criados, garantindo a conducta dcl-
les, dirija-se ao Largo de S Pedro n. 1. que se
indica.
Precisa-se de um menino com pratica de
tavern^; tratase na rua do Caldeireiro n. 39,
taverna.
Aluga-se a casa terrea com 3 quart .s, 2 sa-
las, cosinha e. quintal com boa cacimba, sita rua
do Lima n. 20, em Santo Amaro ; a tratar na ru
do Mrquez de Olinda u- 8, lithographia.
Prccisa-s de Um Caxeiro de 10 a 12 annes
com pratica ou sem nenhuma no becco do Ber-
nardo n. 44.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 14 annos na
rua Imperial n. 128.
Aluga-se o 2J andar e sota, eaiado e pintado,
rua do Ran?el n. 44, tratar na rua Direita n. 3,
2 andar.
Aluga se a casa da rua da Conceico n. 38,
e da rua do Nogueira n. 43; tratar com o Pi-
nheiro, na rua do Duque de Caxias n. 66, loja de
miuiezas.
Vende-so um deposito em Afogados, no
ecco do Quiabo, com pouco capital e o aluguel
da casa sendo 600 ; a tratar no mesmo.
Vende-se o estabelecimento de ferragens
raa Duque de Caxias n 111, tambem se vende a
armacao separada : tratar no mesmo.
Precisa-se de um socio com algum capital,
para um estabelecimento de mol hados ; tambera
se faz negocio com a armacao e mais pertences :
a tratar na rua do Cabog n 1-C, de meio dia
i hora.
AVISOS DIVERSOS
Precita-sc de um caixeiro de 12 14 annos
com pratica de molhados ; a tratar na Capunga
rui das Pernambucan.is n. 38
i-'recisa-sc de nma ama para cosinhar; no
pateo do Torco n. 32-
A viuva do alferes Apolinario Luir de Car-
valho declara que se acham encarregados dos ne -
gocios seus e de seu finado marido, sen irmo An-
t'iuio Carlos do Souza Lobi e seu cunbado Godo-
fredo de Abreu Lima, este rua dos Pires n. 42 e
aquelle rua do Bailo de S. Borja n. 47, com
quem so podero entender os i.iteressados. Re-
cife, 19 de Janeiro de 86.
_^________Francisca Lobo de Carvalho.
Cautela perdida
Manocl de Mello Cabra! roga o favor a quem
tiver achado a cautela de n. 12,>39 do Mente de
Soccorro de leval-o rua do Nogueira n. 10.
Lycen Triadelphico
Para meninas
Sob a dlrecco de Hara Olla
dlaa de Mello
3JRUA DO HOSPICIO30
CJNeste estabelecimento de educacSo ensina se :
Primeiras letras, Portaguez, Francez, Ingles, La-
tim, Arithmetica, Geographia, Historia, Msica e
Trabalhos de agulha, e admittem ae alumnas in-
ternas, semi-internas e externas.
Honorario*
Interna por trimestre adiantado 13UJO00
Semi-interna idem. da aula secundaria 80J000
dem idem, idem primaria 70J000
Extena por cada materia (trimestre
adiantado) 15000
Roupa lavada e engommada idem 204000
Aulas de Latra ou Inglez idem 20J000
A directora faz, porm, abate de 50 0/0 do ho
norurio das alumnas internas e se ni-internas
quando houver mais de urna irm.
Para iuformacoes os Srs. Drs. Pereira do Car
mo, Pinto Jnior, e Luiz Parta-Carreiro, Cicro
Brazeiro de Mello, e os professores da Sociedade
Propagadora de Instrucco Publica da fregufzi.i
da Boa-Vista.
Por 35$000
Aluga-se a loja, prmeiro andar e soto do pre-
dio n. 117 rua de Marcilio Dias, com 4 salas, 5
quartos, cosinha, quintal e cacin.ba. Est concer-
tado, eaiado c pintado de novo, podem morar inde-
pendente duas familias; tratar na rua da Cruz
n. 56, prmeiro andar.
Queira o Sr. A. M. Saraiva Galvo vir dar eonta
do que recaben innvdamente, com o pretexto de
ser para um amigo isto cm Julho de 1885, com
promessas de vr satisfazer mesmo nos dias que
foi suspenso do Thesouro provincial ^ por ora, aqui
ficamos.
Os dous eare*.
Precisa-se
de urna ama na rua Larga do Rosario n. 38, 1"
andar.
Ao commereio
nense
O abaixo assig.-iadj, tendo cammercialo neisa
praca com alguns negociantes ha tres annos, pou-
co mais ou menos, tendo retirado seu transito de
n gccio para o Recife, sup|5e nada dever, porm
8: alguetn se considerar seu credor, tenha a bon-
dade apresentar suas coutas at o dia 30 de Ja-
neiro que paga-as. Alaga Danta, 18 de Janeiro
de 1886.
Joo Correia Cabral de Mello.
CTTTT
40S 4:0001000
i:000$000
;Jrac,a da independen
ca ns, 37e 39
O abaixo assignado vendeu entre oa seus
fslizes bilhetes garantidos da 32 lotera
i sorte de 200$ em 4 quartos n. 2825
Jm de outras muitas de 32$, 160 e 80.
Convida os possuidores a virem receber
sem descont algum.
Acham-se a venda oa fezes bilhetes
garantidos da 33a, parte da lotera a beneficie
da igreja da Bo Viagem de Pasmado,
que se extrahir no dia 23 do corrente.
Precos
BUhete inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Sm porcao de too5000 para
cima
Bilhete inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Antonio Augusto do .*anr- Porto.
CONTRA
BIMAIE
iffliw Mttriltft de km
legalasoe mrtnrinste psssi
--T-o, e r**t* pjita de sstsse Msitiss)
:' Portnfai, documentos liyiiindsjj
Kio coas! eeral do Imperio do Bn-
"l muito til na convalescenea As
todas as duencas; augmenta eoosisW-
ravcimeiite as forcas aos ndmdaM
ios, e excita o appetite de oa
iimio extraordinario. Um clice d'este
> uiho, representa nm bom bife. Acfca-
- i .'.:..a as -oDaes nhsraMcissv
Flix Manoel do Nascimento Valois e Tito
"Valois convidam a seus amigos de Jaboato as-
sistirem a urna missa que mandam celebrar em 22
do corrente, na matriz de Jaboato, s 7 horas
da manh, pelo eterno repouso do amigo commen-
dador Jos Joo de Amorim, stimo dia do seu
pa9a .ment.
1 a .r*-")
Joaquina -Ignacio Binelro
No sabbado 23 do corrente, s 8 horas da ma-
nha, na matriz da Boa Vista, sero celebradas
algumas missas por sua alma, 1 anniversario do
seu falleMmento.
Vende-se
Urna refinaco rua de D. Maria Cesar n. 4.
Criado
Precisa-se de um criado para vender ructas e
trabalhar em sitio, dando Sanca de sua conducta :
a tratar na rua da Madre de Deus n 8.
Ama
Precisase de urna ama para casa de pouca fa-
milia : a tratar na rua di Palma n. 13.
Cear
Segu com brevidade para o porto cima o
hiate Deus te Guarde, recebe carga a fretes m-
dicos ; a tratar na rua da Madre de Deus n. 8,
ou no caes do Loyo, a bordo.
Precisa-se de urna professora para engenln
qu' saiba tocar piano o mais trabalhos de senho-
ra a tratar ua rua do Impera*' r 79, 1 andar,
com o Baro de xazareth.
Os abaixo assignados, curador fiscal e de-
positario da massa fallida de Antonio Francisco
Corga, previnem aos inquelinos das casas porten
Multes m>'sma massa, e situad s em que ui pag lem aluguel algum ao procurador
constituido pela fallido, e cajos poderes cessiram
pila abertura da fallencia, devidamente publica-
da. O mesmos inquelinos esto responsave
pelos alugueis que pagarem indevid mente a dito
pr curador, que procedeu criminosamente rece-
bendo ditos aluguc3. Recife. _'l dedezembro de
Dr. Ferrer.
Jos Fa istir.o Porto.
Est para alugar um bom sitio todo murado
e bastante arborisado, com grande casa, sito
entrada do becco do Padre Inglez, defronte da
estaco do Caminho Novo, perto da linha des
bonds de Fernandes Vieira, tem agua e gas ; a
tratar no oit* do Corpo Santo n. 25.
Ama
Precisa-se de na ama para todo o servico do
rceetico em casa de pouca familia, dando Sanca
de sua conducta ; a tratar na rua da Madre de
Deus n. 8.
Alugam-se 3 casas pe-
quenas
1 rua de S. Francisco n. 1, treguezia de
Santo Antonio.
2' :\ rua do Dique n. 2, fregnezia de S. Jos.
3" becco do Fundo n. 5, freguezia da Boa-
Vista. A tratar na rua de Santa Thereza nume-
ro 38.
<'aplitio Manoel Ignacio da Silva
Braga
D. Maria Clara da Silva Braga, Joo Hsrmo-
eenes da Silva Braga, Mlgnel Archanjo da Silva
Braga e Rozcnda Isaura da Silva Braga agrade-
cem cordialmente s pessoas que se digiaram
acompanhar sepultura o cadver de seu presado
marido e pai, Manoel Ignacio da Silva Braga, e
de novo convidam assistirem na ordem terceira
de S. Francisco de Oiinda, as missas que pelo seu
eterno repouso mandam eeleorar sabbado 23 do
corrente, s 6 horas da manh, stimo lia de seu
fllecimento, o desde j confessam seu reconheci-
mento por este acto de reilgio e caridade.

Sitio, aluga-se
Excellente morada
Com casa para familia, alguns arvoredos,
todo murado e fica perto dos bonds c estrada de
ferro, rua de 8. Miguel n. 99, em Afogados,
defronte da saboaria a vapor ; a tratar na rua de
San'a Thercia n. 38.
Canemlro de Ereitaa Ferraz
Maria Magdalena de Pontee Ferraz e seus fi-
Ihos, Romo de Fontes Ferraz, Joo de Fontes
Ferraz, Umbelina de Fontes Ferraz, Fraaco Mar-
tina Nogueira dos Santos, Seinelds de Freitas
Nogueira e Pedro de Fontes Ferraz agradecem do
intimo d'alma todas as pessoas qne ae dignaran)
acompanhar^s restos mortaes de seu sempre cho-
rado esposo, pai, irmo, cunbado e to, Casimiro
de Santos Ferraz, e convidam a todos os. patentes
e amigos do finado a33istiieu) as missas que
pelo eterno repouso de sua alma mandam celebrar
s 8 horas da manh de 22 do correute, na matriz
de Santo Antonio, stimo dia de sen passamento,
contestando desde j a sua eterna eratido.
t
Manoel Antonio Moars la l'onseca
D. Cosraa Maria da Foiseca, seus filhos e gen-
ros, agradecem cordialmente a todas as pessoas
que se dignaram acompanhar os restos mortaes de
seu prezado esposo, pai e sogro Manoel Antonio
Soares da Fonseca, e de novo os convidam para
assistir s missas do trigsimo dia que por sua
alma mandam celebrar s 8 horas da manh do
dia 30 do corrente, na matriz de Nossa Senhera
da Conceico no Bonito e na igreja do Espirito-
Santo, d'esta cidade, mesma hora; por est acto
de religio d'esde j se confessam inmmamente
agradecidos.
i
'




6
Diario .*

i
L
Aluga-se
xa sitio 4 ra das Pernitnbucanas n. 62, tendo
ai grande casa com muitas commodidades para
rborisado ; as chaves na roa de Pedro Alfonso
romero 68.
Alup
ja-se
I- e 8- andar do sobrade ra do Brum
tratar na padaria._________________^^
Aluga-se barato
j 2.* andar travessa do Campello n. 1.
A caaa da roa da Palma n. 11.
4 loja da roa do Calabouco n. 4.
A. casa da roa de Lomas Valentina n. 7.
O 1.* andar da travessa do Carme n. 10.
A casa da ra da Ponte Velha n, 22.
A easa da Baixa Verde n. 1 B Capunga
A tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
Leonor Porto
Ra do Imperador n *
Primeiro andar
Contina a ezecutar os mais difflceis
figurinos recebidos de Londres. Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeico de costura, em bre-
vidade, modicidade em presos e fino
gosto.
i
Tintura 11
PARA TINGIRA
Barba eos Cabellos
i tintura tinge a barba e os cabellos instan-
tneamente, dando lhea urna bonita cor preta e
aatural, inofensiva o seu uso c simples e muito
rpido ; vende se na BOT CA FRANCEZA e
DROGARA de Rouquayrol Frcres, succe?sores
ie A. CAORS, ra do Bom Jess, antiga da Crus,
numero 22.
/Vtten^o

Fajo ver aos seiihores e senhoras de eugenho
(ue precisarem de um admi istrador hbil para
odj o ser vico de agricultura, que faz todo e qual-
quer negicio, uo por ajuste pbysico, maa sim
sor porcectagem dos rend meatos das safras, se-
gundo a propofeo do engenta, ou por tercos,
luartos, quintos, oitavos e decimos, segundo a
oroporcao do mesmo engenta. Se o engenta for
fabricado por escravos tambem faz o negocio por
ervico dos escravos, um dia por semana, de 15
an 15 dias ou mensalmente, conforme a e ser a va-
aira do engenho : quem quizer annuncie por este
Diario, declarando o nome do engenbo ou lugar,
ie o engenta movido a agua, a vapor ou ani-
is, tudo deve declarar, advertindo que faz este
egocio por tempo nansa menos de tres annos.
Antonio Bezerra Ptssoa e Albuquerque.
TNICO
Xa *i
O 8r. Joo Cavalcante Mauricio Wanderley,
ilho do Ezm. Sr. Bario de Traennhaem, queira
ni on mandar ra Duque de Canas <. 73, con
unir o negocio que nao ignora.
99 PASTILHAS
De ANGELIflf &MENTRUZ
s


fc*B
&'
os
2
S
so
se
O Remedio mais efficaz e
Seguro que se lem descoberto ale
hoje para aipetlir as Lombrigas.
ROOIAYKOL KIIIES
so
r
<
E3
Caixeiro
Precisa-se de um menino de 12 a 14 annos, pre-
terndo-se portuguez, e que d conbecimeato sua
conducta, com pratica de taverna ; na ra do
Marques do Herval n. 73.
.V andar
Aluga-se o 3 andar da casa ra de S. Jorge
a. 72, com bastantes commodos ; a trifar na ra
Primeiro de Marco n. 17, loja.
Coip Santa Criz
31 Boa do Marque* do Herval 31
A directora do <:oIlegio Santa Cruz faz aciente
so respeitavel publico e aos pais de suas alumnas
que comecaraj as aulas deste estabelecimento no
dia 11 do corren te. Recebe pensionistas, meias
pensionistas e efternas.
Titulo de fianza
O abaizo assignado, ez-empregado da compa-
nbia fero-carril de Pernambuco, declara ter per-
dido o titulo n. 64 B, pasa do em 1 de marco do
auno prozimo fi ido e do deposito da quantia de
50/000 que Jbe servia de flanea para exercer o
lugar de coeneiro. Pede a qualqu. r pessoa qne o
tenba encontrado o obsequio de entrega! o no es-
criptorio da mesaia companbia ae Sr. gerente on
o abaizo assignado, na ra da Palma n 17, visto
que a lie s tem direito o proprio dono.
Treodosio Jos da Si. va.
A i commercio
Os abaizo assignados scientificam ao commercio
e a quem mais possa interessar, que desde o dia
1 do corrente inez e nno eatabeleceram secieda-
de commercial sob a firmaAmaral 4t Irmcno
armazem de seceos e molbados, i ra do Visconde
de Inhatsa n. 46, que at entilo gyrava sob a fir-
maManoel Soares do Amaral & limaosque fi-
cou eztincta, sendo responsavel pelo seu activo e
passivo a firma snecessora.
Recite, 16 de Janeiro de 1886.
Jos Soares do Amaral Jnior.
Manoel Julio Soares do Amoral.
"Msica, paflo e brhS
Contina a leccionar, D Francisca de Alho-
querque Silva Costa, por co Icgios e easas de fa-
milia e em sua residencia, ra da Detenco n.
19 ; a tratar na mestia.
Barreiros
Medico
O Dr. Costa Barros, medico operador e partei-
ro, recentemente estabelecido em Barr iros ofre-
reee os servicos de sua profisso nao s aos habi-
tantes deste municipio, como aos de Rio Formoso,
Gamelleira, Agua Preta, Palmares e Porto Calvo
20000
Alaga-se r.s casas terreas n. B por 20t, a de n.
F por 16/ da ru de Riachuello, na Boa-Vista, a
de n. 32 da travessa do Freitas, em 8. Jos, por
12/000; as chaves acham-se junto para ver, e
tratase na ra da Guia n. 62, Recife.
^
f
^1\
%
P^naracSo de Productos Vegetaes
PARA
ITINyiO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTINSTBASTOS
Pernambuco
Intrnalo Rernambueano
Ra do Hospicio n. 55
As aulas deste eollegio abrem-se no dia 14 de
Janeiro.
Aula mixta particular
Boa i* atrt* da Boa Visita a. 44,
primeiro andar
Maria da Conceico de DrummOnd participa
aos pas de familia e correspondentes, que a sua
aula abrirse ha no dia 11 do corrente mez.
Alm das alumnas ezternas, admittem-se pen-
sionista : quem desejar saber as necessarias con-
dicoes pooe dirigir so dita aula, que entender-
se ha com a mesma.
Quanto as informacoes, os interessados podem
dirigir-se ao conaelheiro Pinto Jnior, Dr. Pe-
reira do Carino e aos distlnctos prefeseores da so-
cieaade Propagadora da Boa Vista
Consultorio medico eirurgico
Dr. Miguel Themudo mudou seu consol
torio e residencia para a ra da Imperatiiz
n. 14, 1. andar, ondo d consultas das 12
horas as 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidadespartos, fe-
bres, syphilis e molestias do pulmSo e co-
racSo.
I'iiilio de Riga
Acaba de chegar pelo briguc Acacia um com-
pleto sortimento de prancbes de varias dimen-
coes, como tambem taboas da mesma madeira, de
urna e ama e meia pollegada dem se por precos mdicos em casa de Mattaus
Austin 4 C, i ra do Commercio n. 18, ou no
caes do Apollo n. 51.
R. HE 1)1(1 SI\\ i I,
Ra de Boh-Jdsiu 1.18
(ANTIGA DA CRUZ)
Casa de eommissoes
Grande e variado sortimento de amos-
ras e catlogos de produccSes da Allcnir-
ia, Franca, Inglatera, Austria, Hespanha,
talia e Estado-Unidos.
N. B.Informacoes sobre machinismos
friclas, ditas para engenhos centraes-
wmbas, etc. para incendios outras oa*.
ninas e utensilios.:
ELOGIOS
0IUSEU DE JOAS
MIGUEL WOLFF & G.
Offerecem ao respei-
tavel publico um gran-
de e variado sortimen-
to de relogiosdos mais
acreditados fabrican-
tes, e se acham habili-
tados a vender mais
barato do que outro
qualquer, visto rece-
berm directamente.
Todos os relogo8
vendidos nesta casa
*o garantidos.
Ra He CaHiig 14
CASA DE BAMOS'1
COH DUCHAS
26 PATEO DO CARMO 26
Este grande estabelecimento situado no cen-
tro desta cidade, conten 18 quartos, 10 desti-
nados para homens, 4 para senhoras, 2 para
hanhos de chava e 2 para as duchas. Este es-
tabelecimento offerece todas as vantagens que
se podem desejar, com o grande melhoramen-
to que seu proprietario acaba de fazer, enllo-
cando urna caldeira a vapor para facilitar oa
banhos momos e medicinase; os apparelhos
prnpri-'s para o tratamento pelo systema by-
ilrothcrapico, taes como sao as duchas vertical,
move!, ascendente e a circular, systema este
que um meio enrgico de tratamento que
determina um abalo particular do systema
nervoso, as molestias chronicas, porin fir-
mam os banhos fros o seu throno, porque t^n
conseguido restabelecer doentes abandonados
e depois de esgotadoe todos os meios therapeu-
ticos, e com o melhoramento das duchas ja
muitos doentes (reoommendados pelos Snrs.
medi/ros) tm adiado cara de seu males.
O respeito e a boa ordem serio rigorosamen-
te observados, em relaco &s pessoas de am-
bos os sexos, para o qne tem urna divisio a
mais regular nos quartos destinador, aos ba-
nhos. Offerece urna garanta ao receio mais
melindroso.
Pedimos aos Snrs. Drs. em medicina e obse-
quio de honrarem noeso estabelecimento com
suas visitas, para ae informaren! de seu estado
e poderem ajwim recommendal-o a seas doen-
tes, animando-nos desta arte a dar-lhe um
desenvolvimento que o torna til em todos os
casos; a casa de banhos estar aberta nos dias
atis das 6 da manb s 10 da noite e nos san-
tificados das 6 da manha s 4 da tarde.
Tabella dos Precos
Extrnalo Oui ie Janeiro
Cosa esto titulo ab-io-se segunda-feira, 11 do
corrate, sob a direceo do professor Antonio C.
Cameiro Leae um curto primario e secundario
roa Duque de Casias n 6, 2 andar.
XAKOPE
FERRUGINOSO
de Cascas de Laranjas e de Quassia amarga
ao PQTO-IODURETO de FERRO
Preparado por J.-P, LAROZE, Pharmaceutioo
PAXza a, ue dea Uona Bt-Vanl FAIU
A.PPROVADO PBLA JUNTA DE HYOIENK DO BRAZIL.
O Proto-Iodnreto m Ferro,
bem preparado, bem conservado, prin-
cipalmente ao estado liquido, de
todas as preparacSes ferruginosas, a
que produz os mel'hores resultados.Sob
a influencia do principios amargo e
tateos, da casca de laranja e da
?;uassia amarga, o ferro assimilado
acilmente e produz effeito prompto
egeral restituindo ao sangue. a forca;
as carnes, a dureza; aos di Aeren tes
tecidos, a actividade e energa neces-
sarias s suas funecoes diversas.
Porisso. o Xarope Ferruginoso
de J. P. Laroze, considerado pelos
mdicos da Faculdade de Paris, como
o especifico mais acertado para as
Doenfas de langor, Ghlorose. Ane-
mia, Chlori-Anemia, Fluxoa bran-
cos com dixestoes demoradas, Mo-
lestias escorbticas e escrofulosas,
Rachitismo, etc.
th mesmo deposito scha-se i renda os seguintes Produotes de J.-P. LAR0ZE ;
XAROPE LAROZE
urSffSaSa. TNICO, ANTI"NERV0S0
Contra as Oastrit, Oaatrali/ia*. Dyspopsia, Dores e Caimbras da Eatomago.
XAROPE DEPURATIVO^^^'"r'IODURETO DE POTASSIO
Contra ? Afcca osero ful osas, cancerosas. Tumores brancos, Aoidez de Sangue,
Accidentes syphiliticos secundarlos o terciarlos.
XAROPE SEDATIVO^^^V^-BROMURETO DE POTASSIO
Contra Epilepsia, Hysterico, Dansa ds 8. Quy. Inaomnia das Crlancaa duranU a DanUto
B*FOITt> BU IOD1I AU MOAS DRCCIIIMf DO HAI/l
IFILLAS DIGESTIVAS DE PANGBBATINAE
de
Ptiarmaceutico de i" Clatee, Fornecedor dos Hospitaes de Pars
A Pancreatlna empregada nos hospitaes de Paris, o mais poderoso i
(digestivo, que so conhe;a, visto como tem a propriedade de digerir ed
I tornar assimilaveis nao men.o a carne e os corpos gordurosos, mas|
I tambem o pao, o amido e as fculas.
Qualquer que seja a causa da intolerancia dos alim.ntoF-, alteacf.o, oul
'ausencia de sueco gstrico, inflammaco, ou ulceracSs do estomago, oul
ido in'cstino, 3 a 5 pilulas le Pancreatlna de Deresne depois da co-i
I mida, sempre alcancam os melliores resultados e sao por isso prascriptasf
[pelos mdicos contra as ssguintes affecuOes:
JFalta de appetite. Anemia. } Gastralgias
'Ms digestes.
Vmitos.
Flatulencia estomacal
Diarrhea. | Ulceragoes cancerosas.
Dysenteria. Enfermidades do figado.
Gastrites. | Emmagrecimento.
i Somnolencia depois de comer, evomitoi.17'P^companhan a grvido
PANCREATINA DEFRESNE ?m frasquinlios Miti a dcsc de 3 a 4 co!he-
radazinhas depois di comida.
|Em casa de DEFRUSNE, autor da Pfcptona, PARS, 0
II
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Hollway um remedio infallivel pan oa males de pernas e do peito J tambem pja
as ferelas antigs chagas e ulceras, E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfermi-
dades de peito nao se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros
contrahidos e juncruras recias, obra como por encanta
E*ai> medicina* sao preparadas somonte no Estabelecimento do Professor Holloway,
78, NEW 0XF0HD STEEET (antes 633, Oxford Street), LONDRES,
E vndanse ni tudas as pharmacias do universo.
tW Os compradores slo convidados resptoaainente a aamioar os rtulos de cada caixa a Pote, se nio teem a
direccao, 5^3, Oxford -Street, alo falsica^oes.
*J+e*
GRAGEAS
deCopahiba, Cubeba
Ratanha e Ferro, Bismutho
ileatrio, Terebenthina, *'
FORTN
INJECCAO
Hyglenica e Preservadora
sem causar
accidente algum.
Aa QRAGEAS FORTN, forSo as primeiraa queohtiveram a apprva<;ao da Academia
de medicina (1830) e quo .'idojitaram-se nos Hospitaes. Curara aa molestias secretas,
mais rebeldes sem fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECCAO F"nTIN i mmpra rccomnwnilaSa como o compluniento da medicaoSo.
DKfxMtM am Pemamburo : FHAN" M. da SILVA C, Das prlnolpaea Pharma
Cuidado com as Falsificarse^
AGUA de MELISSA1
dos Carmelitas
PARS, 14,
Contra t Apoplexla. o Cholera, a En|6o do mar, a? Flatos, u Cclicas, Indi
'&*m, a Febra amarella, etc. Lee 9 oroapecto no Qual ra envolvido cada vidro.
Deve-ae exigir o lotreiro branco e preto. em lo loa os vidroa,
a qual fOr o tamanho, como tamliem a ojw/onatwo :
psitos em todas as Pharmacias das America.
Onioo Sucoessor dos Carmelitas |
Ra de l'Abbaye, 14, PARS
Exigir o sello
Frutan.
S0LUCA0 C0IRRE
Exigir o sello
Frsnoei.
AO CHLORrtYDRC-PHOSPHATO DE CAL
O mais poderoso das reconstituimos adoptado por todos oa Mdicos da Snropa na
rrtwet* geroi, AnemU, ChloroiU, Tsica. Cachexia, BscrofUlat, Rachitumo. Doencm
Oes ossos, Cretcimetto difllct tas enancas, basti, Dyspepsias. ^^
.^^^^rt^GOjRRE^k, 7, ru la Chercha-lili. Dawitruijrijeii^^
o*s9*oq i'9ti%n*mmmm
^ ^- ^^ ^^ ^^ ^^ ^- ^r ^ ^^ ^m ^r ~ ^ ^^ -^r ^^.^^ ^aw^amw^amf^eaw^ear^mm
EXPOSiriON /2 N!VI* 1878
Mai!le 0r'^^SCfoin.Chefilier
Lis FLUS hif!$ riCOtJPENSfi
OLEO b OSSA
E.COUDRAY
EirEuUlMcNTErlIEPARADOHRAIFORMiaU^OOSUEuo
Recommfniiamos e*tc produi'b,
oosieraalo pas celebridades atedies.
5U8 seos principios de quina,
cono ou podoao regenerador qe m cochee*.
ARTIGOS RECOMMrNMDOS
PERFUMARA Di LACTtirA
teeaueDlaili palu Ceiahridadas laau.
uiAS CONCENTRADAS par o ayo.
ASDA DIVINA dita -,u de suo
ESTES AITI80S ACHAM-SE KA FAItrV
pris 3. ne d'Eigbien. 13 pars
Depsitos en wu'as as Peifimanas, Pbarmaciu
e Cabellc'iros da Amarina.
m
laSaWlMimm'MIMIl;
PILLAS do Dr CRNKE
de lOfMJHETO de FEM e de QUIHH I
TRINTA aKNOS la bom xito tem damoayt a4>
naBoaoliioontenara d'aatasPlalas,qnaauonaoa
lodo a* rlmuntoi preeisc para a ~jn*-~cAe do *am\ne.
Pelu mu proprledadea toneaj a mpmratim,
o lOBvmsTO a rskwcia la qvztsrt a
e o nvdcamonl^ oaaia aotiTo ooat r aa
4rm u stomgo nhiorot* luemla
Peraa de Mppetlte
Cawa'OEmpiibre.mtnto dr, Sanau*
Affeccst e.tc-of/oa, ati
iatst* tlaral: 3. ra G-3ialla-S3>jt*naa, MCI
k mnamtm: THAM- K. 5 aararaaf
SMna^rs tty,tn.4e\e\4o. f>H
PELLETIERINA
Laureado palo Instituto ta Franca
Foraecedar da strUta frenceu a dw Haaoitats aa orlz
Cremedio maia \ertoaamai fcil iatomar
PAR l OOtCBATaK
VERME SOLITARIA
Caalaaa taaaMiiasa la ama iiitruoV deti Itaia.
Ol. PH* TAHREt7*7 M ME-DIMF.ama,T
v>faaBartai Pertambueo : FBAf a liLTi
Phosphatado
APERITIVO RESTAURADOR
Os facultativos o receitam niuito s
mulberes pejadas, e s que amamen-
tam, porque em ambos os casos til
i mi e formaco da crianca.
PAnlS, 12, roa Drouot, a, PARS
M KAS VAIIHAC1AS
Precisa-se de urna ama para todos os serricos
de duas pesaoas ; na roa Imperial n. 200-C.
A.ma
Precisa se de urna ama para coainhar e lavar,
para cas* de pequea familia : na ra de Fer-
nandes Vieira n. 24, inverna.
Precisa-se de urna ama para engommar : na
Capunga (antig a ra da Ventura) n. 3.
Ama
Precisa-sd de urna ama para uosinhar ; na tra-
vessa deB Pires n. 5 (Geriqtriti).
Ama
Precisa-se de urna ama para cuidar de urna
crianca ; na ra do Mrquez do Her.al n. 28.
Amas
Precisa-se de duaa amas para coziuhar e en-
gsmmar em casa de familia : no escriptorio deste
Diario se indicar quem precisa
' ,%:! %
Precisa pe de urna ama que engomme com per-
feico, para casa de familia ; a tratar na ra do
Barae da V'Coria n. 7, 2- andar.
Ama
Precisa-se de urna ama qne saiba engommar e
coser; na rna de Riachuelo n. 57. por tilo de
ferro.
Ama
Precisa se Je urna ama para cosinha e mais
algum servico ; a tratar Da ra Jas Nymphas nu-
mero 26.
I Ama deleite
Precisa-se de urna na ra do Imperador n, 24
1 andar.
Ai para memo
Precisa-se de urna ama com piatica, para auaar
e cuidar de um rtcem-nascido ; a tratar na es-
trada de Joao de Barros n. 27.
Rap Paulo Cordeire
Novo fornecedor, sem competencia em preco,
vende-se ra do Mrquez de Olinda n. 50, mer
cearia dos Srs, Braga Gomes & C, e a 1J500 a
ibra.'
Professora
Offerece-se urna pr .fessora para leccionar em
alguna collegios e casas particulares as seguintes
materias : portuguez, francez. msica e piano ; a
tratar na ra do Vfarquez do Herval n. 20.
Casaes de pombos
Na rna do Cotovello n. 46 vende-ie casaes de
pombos com filhos e sem elles : pessoa que com-
prar todos, faz-se um aba ti ment.
.y
! Aye.'s Cherry Pectoral)
PAM A OBA DC CQNSTV(6eV
roSS.ASTHMA BRONCHITE.
Cooueiuche ouTosx Convulsiva
Tsica Pulmonar.
Hmtnt, t=io D- lCKWtakim;M.nLfilk
Luvas
brica se por medidas, em 2 horas, perfeico,
os mdicos, elegancia, material de superior
idade : ra do Cabuga n. 7, Io andar.
Criado
Precisa-se de um no Rrstauraut Braganca,
ru estreita do Rosario n. 11.
Bom empreo de capital
Vende- se o muitu bem afrtguezado hotel do
Soares.B ra de Hortas n. 24 : a tratar no
mesmo.
Collegio Nossa Senbora das
Victorias
lo lina do llospiio lo
Este estabelecimento de instruccao, a' rir suas
aulas no da 11 de Janeiro.;
As directoras,
Blancke d'Herpent Torga*
Baroncza L. V. d'Herpent.
Cosinheiro
Na ra de Paysand n. 9, se precisa de um.
Collegio de Santa Lozia
Pbiladelpha Ernestina de Almeida Fortes par-
ticipa aos pais de anas alumnas, qae mudou a sua
residencia da ra do Mrquez do Herval n. 87,
para a rna do Bar3o da Victoria n. 14, que as
aulas principiam do dia 18 do corrente em diante.
Casa para morada
Precias-se alngar urna casa que tenha bons
commodos, agua e gaz, e que tenha jumtal ; nes-
ta typorjraphia se dir quem queir ^^^^^
Collegio Emulapao
Acha- se aberto este collegio para o sexo mascu-
ino, ra da Matriz da Boa-Vis a n. 34, sob a
direccao do professor particular Julio Soares de
Azevedo.
Ensina-se em desafio ao magisterio escolar,
garantindo-se um rpido aHiantamento nos alum-
nos, quer em instruccao primaria, quer em secun-
daria.
Admitte-se 25 meninos pobres, externamente,
mediante urna guia do delegado litterario.
O collegio fornece todos os utensilios necessa-
rios ao ensino, s cnan9as que frequentarem o
cursa gratuito.
Mme. Niquelina
temt
ili-
,.if-.y
Joaquina Mara Hamos
Manoel Joaquina da Costa Ramos, tendo rece-
I ido a infausta noticia de ter fallecido em Portu-
gal sua presada e estremecida mai, no dia 22 uo
mea prximo passado, pede a todos os seus pa-
rentes o amigos o condoso obsequio de assistirem
as missas que por sua alma manda resar na ca-
pclla do cemiterio, sexta-feira 22 do corrente,
trigsimo daquelle passamento, s 7 horas da ma-
nha, e desdo j agrndece do intimo de seu cora-
cao a aquelles que se dignaren .issistir a este acto
de religio e caridade.
Jos- Juo de tmorim
Arma Marques de Amorim (ausente), sus fi-
lhos, genros e oras pedem a todos os amigos e
parentes para assistirem as missas do stimo dia,
que terao resadas na matria do Corpo Santo, s 8
horas de sabbado 23 do corrente, p r alma de seo
esposo, pai e sogro, Jos Joo de Amorim, falleci-
do em Lisboa pelo que antecipadamente se con-
ffssam gratos.
8 cnaitpos Dam oras, o
ia ie mais moderno, Gncarrega-so
la cocarta-los. jala illa mofla.
-S3
Rna Primeiro de Mareo n. 19
Jimio Botina Maravilla osa
Escola par rular
De insftriieco primaria para o
sexo masculino
34 RMA DA MTBZ DA BOA VISUA 34
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua escola, particular
de instruccao primaria para o sexo masculino,
ra da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensino de seus alumnos.
O grao da escola consta: 1er, escrever e contar,
desenho linear, historia patria e nocoes de francez.
Garante um rpido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu systema de ensino, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
merada dedicacao ao ensino, fazendo com que oa
seus decipulos abracem e amem de cora cao as le-
tras, nos livros, e ao estudo, guiando-os no cami-
nho da intelligencia, da honra e da dignidade,
afim de que venbam a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio, e da lei, c um verdadeiro
cidado brasileiro.
Espera, pois, merecer a confianca e a proteccia
do distincto povo pernambucane, e em particular
tem f robusta em todos os pais e tutores de me-
ninos que queiram aproveitar um rpido adianta-
mento de seus filhos e tutelados.
Comquanto ousada seja esta tentativa, todava
espera que os seus incansaveis esforcos, e os seus
puros desejos, sejam coroados coin a feliz uppro
vacao de todos os filhos do Imperio da Santa Crux.
Mensalidade2J00O pigos adiantados, no acto
da matricula.
Horariodas 9 horas da manha a 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meis-pensionislas por
mensalidades razoaveis e lecciona por casas parti-
culares a ambos os sexos.
lilio Moars de Azevedo
34-RA DA MATRIZ DA BOA VISTA 34
Ensino particular
Uonatila Pacifica de Salles Dutra part pa aos
pai. de suas a'umnas e aquelles qne precisnrem,
que est aberta a sua aula pai a o entino de pri-
meiraa lettras, arithmetica, costura e bordados di-
versos ; a entenderem se ra do Coronel Suai-
suna n. 72._____________________________________
2 andar
Aluga-ae o 2 andar de Mareo n. 12 ; trata-se na loja.
Criado
Joaquina Rodrigue* M. de
Ollvelra
Thcmaz R. de Oliveira, pungido da mais acer-
ba dor, agradece do intimo de sua alma todos
os seus amigos a parentes que se dignaran) acom-
panhar os restos mortaes de sua idol. trada e nan-
ea esqnecida esposa ao cemiterio publico, onvida
aos meamos para aisistirem as missas que manda
resar as matrizes da Graca e Bia-Vista, quinta-
fera 21 do corrente, pelas 7 horas da manb, se
timo dia de sen passamento, ficando desde j eter-
namente penhorado por mais este acto de verda-
deira religio.
fos Affonso da Reg Barros
D. Anna Cezaria do Reg Barros, seus filhos e
genros, mandam celebrar missas no dia 20 do cor-
rente (quarta-feira) a 7 hora* da manha, na
matriz da Boa-Vista, pelo repouso eterno do fina-
do, e convidara os parentes e amigos para assisti-
rem aquelle acto de religio, pelo qae ae confes-
sam desde j gratos.
Precisa-se de um criado para comprar e servir
esa ; a tr atar na ra do Bom Jess n 52.
Ao cominercio
Ns abaixo assignados decUram que nesta data
dissolveram amigavelmcntc a sociedade | ie gyra-
va sob a raso social de Praca & .Nevos, coin esta-
belecimento de mclhados cito a na da Pehha n.
33; retirando-se o socio Bernardie FerrCifa Pra-
ca embolsado de sea capital o lucros, e fr nudo o
sooio Jos das Neves Pedmza, rep nstVil pelo-
activo e passivo da extincta firma.
Recife, 31 de dezembro 1S85.
Bernardino Ferreir Praca
Jos das Neves Pedrosa.
tt$ttC0
Na praca do Cond; d'Eu n. 2, tnberna, tea
urna carta para o Sr. Antonio Adolpbo Borgea
Leal.
Quem
precisar de ama senhora habilitada para .usina*
primeiras lettras e todos os trabalhos de agnlha,
em qualquer casa ie familia nesta cidade, ou mes-
mo em qualquer engenbo, pode dirigir-se ra
do Livramento n. 38, segundo andar, que achar
eom quem tratar.
Collegio Amor Divino
Ra da imaeratrii a- SC.
Este estabelecimento de edueaco abre as au-
las no dia 11 do corrente.
Previne se aos pais de familia qae tem ce ama
Eessoa de inteira confianca, ncarregaJa de ir
osear e levar as creancas que seas rais qaizo-
rem.
A directora,
Olyrapia Afca de Mendonca
%


i

asan


Diario de PernambncoCuarta-f'cira 20 de Janeiro de IS86
VENDAS
Vende-Be urna refinacio na ra Direita dos
Afogados n. 29 : a tiatar na meima, ou i rna do
Rosario da Boa-Vista n. 45, ou d-se aocie ade &
urna pesaos que entre com algum capital.
Vende-se um piano bom ; no pateo do Ter-
co n. 18.______________________________ :
Vcnde-se a feliz e muito bem situada tavsr-
na em um dos saelhores pontos de retalho de Fra
de Port s, ra do Occidente n. 2, d fieote para
duas roas, Occidente e Guarar pos. e o motivo da
venda o dono estar prestes a embarcar ; a tra-,
tar ni mesmn.
Vende se urna bomba de cobre, obra multo
boa, com os competentes canos para tanque ; na
rna do Mrquez do Herval n. 23. Na mesma casa
preeisa-se de urna orpha e de urna mulher de ida- '
de para eompanbia de uxa familia, prestando ella '
seus seivieos. 1
Vndese urna excellente armacSo, nova, de
goeto moderno, forrada e envidracada, propria
para qualquer negocio ; a tratar na praca da In-
dependencia ns. 24 e 26.
Ib 32
Nova laja de fazendas
N. 32-Roa da iHDeratrz-N.32
DE
Pereira da Silva
Neste novo eatabeleeimento encontrar o ret-
peitavel publico, nm variado sortimento de ralea-
das de todas as qnalida jes que se vendeos por pre-
ces baratiseimos, sssim como um bom sortiuimU
de reupas para humen? e tumbem se mandam fs-
ser por encommendas per ter um bom mestre ai-
faiate e completo sortimiuto de pannos fiuos, t
semiras t brins etc.
Vende-se
o estab"lpci ment de molhados ra de Santa
Rita Nova n. 2 A, que fas frente p*ra o Mercado :
o motivo da venda o dono se achar doente. A
tratar na mesma ra.
Vende-se barato
urna armacao de amrelio invernisada, propria
para qualquer artigo ; a tratar na roa do Livra-
mento n. 1.
Engento
Vende se por 20:0004 a quinta parte que s
possue nos engenhos Amara^i d'Agua, Santa Ui-
zia e S. Vicente, distante meia legoa das estacoes
de Garaclleira e Ribeirao, moentes e correntes. O
engenbo Amaragi d'Agua tem muito boas trras,
matas, muito bem cercado, muito boas obras, e
me com agua ; os outros dous tem muito boas
trras, matas e moem a vapor : a tratar na ra do
Imperador n. 50, 3o andar.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escesses preterive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores armasens o
molhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Braai
BBOWNS & C, agentes
Fichus
A 1*00. 9 m ti&OO
Na nova loja ra da Imperatriz n. 32, vnde-
se bonito fichus de tods as cores, s -ndo do
mais modernos que tem vind j ; isto na loja do Pe-
reira da Silva.
Fustftes esetinetas 'M ris
covado
Na nova loja ra da Imperatriz n. 32, vende
se um elegante sortimento de setinets* de toda
as cores, tendo largura de chita francesa, assin
como fustoes brancos muito encorpados para ves-
tidos e roupas de criancas a 500 ris o covado, t
pecincba, na loja do Pereira da Silva.
Iizinhas .airadas a 500 ris
Taverna
Vi roa nperlaI n 1. I
Vende-se urna das melhores tavernas, bem arre -
guezada tanto para o raalto como para a praca,
livre e desembarazada ; tem commodos sufficien
tes para familia, com quintal com algumas truc-
teiras, muito cm conta tanto o aluguel da casa
como seja urna armclo boa e todos os pertencas:
se venda tudo por preco commodo e muito em
conta.
O motivo de se vender o dono querr ir para
a Europa, e quena pretender dinja-se a mesma
que nao deixar de fazer negocio.
Correias
de sola ingles t, de I na e de borracha, de diver-
sas larguras e groaauras ; vende-se barato na
dicao Villaca, ra do Bruta n. 54.
Na nova loja do Pereira da Silva ra da Im
peratris n. 32, vende se um bonito sortimento dai
mais lindas lisinhas lavradas que tem vindo pan
vestidos, sendo com lavores miadinhas e em furt
[ cores, pelo baratissimo preco de 500 ris o a-
! vado.
Palilotsde caseniira a 10.000 f
.2000
Na laja u. 32 da ra da Imperatriz, vendem-s
dalitots de easemira preta de cordao sendo forra
dos e muito bem feitos pelo barato preco de 104 <
12, assim como calcas de casemiras muito ben
feitas a 64 e 74 e ceroulas de bramante a 1420!
a 14600, e coletinhes para dentro a 800 ris cadi
um pechincha, na loja do Pereira da Silva.
Merinos prelos a 1.200 e 1.600 rs
Vende-se merinos pretos para vestidos e ronpai
de menino a 14200 e 14600 o covado e snperio
etim preto para enfeites a 14500 assim como chi-
tas pretas, tanto lisas como com lavores branco*
de 240 at 320 ris o covado na nova loja de Pe
reir da Silva ra da Imperatriz n. 32.
Afgodosinho francez para len
Cdesal.000, IJOOe 1.200
Na loja da rna da Imperatriz n. 32 vende se su
periores algodosinhos franceses cen 8, 9 e 1(
paisa de largura, para lences de nm s panne
palo barato p*e^o de 14 e 14100 o metro e dit*
entrangado para toalhas com 8 palmos de largan
a 14200, assim como bramante de quatro largnrai
a 14250 isto na loja do Pereira da Silva.
Fabrica globo
; 8S Rna larga do Rosarlo 8
Manipulaco especial com fumos escolhidos dos
bons cigarros, exploradores, navegantes e fede-
raes. Precos rsaoaveis e bons descontos para o
commercio de retalho.
Cabrielel e victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria em pe
feito estado : a tratar na roa Duque de Casi
numero 47.
Em vista dos grandes progreseos da IDEIA de
3ue se gloriam as nacoes civilisadaa, o commercio
eve acompanhar esse rogresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimiento das
naedes ; em vista do que annunciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra EBtreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, a
escolha dos quaea, os annunciantes tm sempre o
maior cuidado, para bem servir os seus numero-
sos fregueses. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe
Venhain ver pois :
Queijcs, flamengo, snisso, etc.
Dito do sertn.
Fiambres ingleses.
Chocolate francs Menier.
Dito do Maranbao.
Fructos seceos, como :
Pasaas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qaalidadee.
Bolaehinha inglesa.
Sementes novas de hortalicas
Especialidades em :
Vinhos finos do Porto.
Ditos da Figueira.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos como :
I Absintbo.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo mate do Paran, eui p.
Anda mais :
Formicida Capanema.
Oleo de mocot.
Azeite de peixe.
As cosinheiras
Leques nacionaes (abanos) para cozinha a 64 c
milheiro.
E todos os gneros concernentes a este ramo de
negocio.
Encontram-se no armazem de molhados de
Martina C a pita o & C.
1BA ESTBEITA DO BQ8ABIO1
I
0,000:000
DAS

CORRE NO DA 26 DE JANEIRO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 26 de Janeiro de 1886, sem falta.
i
DOS PREMIOS DA
245'
LISTA GERAL
N B.O premio preaerever
um armo depoia da cxtraceSo.
32
PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 1836, EM BENEFICIO DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DO RECD7E EXTRAHIDA EM 19 DE JANEIRO DE 1886
NS. PHEMS.
K
t
3
6
7
e
10
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35
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45
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49
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, 18
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4*
NS. PREMS. V8. PREMS.
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NS. PREMS-

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1030 :od
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NS. PREMS.
NS. PREMS. NS PREMS.
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NS. PREMS.
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-T




8
Diario de Peroambuco(Jarta feira 30 de Janeiro de 1886
CIENCIAS
t



i


Jk. responsabilidade moral do
sonho (I)
Slo, realmente, estudos familiares, como
o autor ob denomina, agradavel distracjlo
de uro espirito philosophioo que quer pes-
quizar de alguns phenomenos curiosos da
vida moral ou examinar de perto alguns
lugares communs, gernlmente admittidas
sem analyse.
Pde-se dizer quo o sabio autor da His-
toria da philosojthia cartesiana e das obras
apreciadissimas sobre a Moral e o Pro
gresso, sobre o Principio vital e a Alma
pensante, sobro o Prazer e a D6r, sobre a
^^Uadeira conciencia, quiz descartar-se
por momentos das suas profundas iuvesti-
gajoes, que lhe sao habituaes ao pensamen-
to e ao verdaleiro titulo de sua reputajlo,
para recrearse por momentos c interessar
as pessoas slo dadas aos estulos profun-
dos e conversares sem apparate, porm
nao destituidas de proveito real
Receia quo i censores severos ahi nlo
vejam certa leviandade no fundo e na for-
ma i. Realmente nao ha receiar nenhu-
ma censura deste genero. S um trplice
pedande poderia nlo aprazer-se com to
amavel palestra e nao agradecer quelle
que a ofFerece to graciosamente.
Alm disso, pesar da npparencia, o au-
tor conservase raaia perto da philosopbia
e at dos problemas metaphysicos do quo
se afigurar primcira vista. Nao ser
interessante estudar com elle a influencia
que exercem sjbre a sympathia a distan-
cia do tempo ou o afastamento do lugar, e
esse estudo nao so presta a delicadas e fi-
nas obsorvajSas ? Nlo ser tambera cu-
rioso assurapto do conversajlo essa per-
muta prpetua de r>-flex5es banaes o ins-
pidas entre os sobroviventes, por occasilo
da raorto do outrem, da dos nossos prxi-
mos, dos conhecidos e mesmo dos estra-
nhos ou dos indifferentes ; e, ainda aqu,
nlo sei acertado procurar a lei pela qual
se explicara cssas asserj5es singulares,
sempre as raesmas, as observajSes mono-
tonas, os sentimentos, dos quaes alguns pa-
recem contradictorios, e que, entretanto,
pdese attribuir a um objecto nico? O
autor tentou o.
Era poca como a nossa, quando un
pessimismo militas vezes affectado, apraz-
se em exagerar os malos da vida, nlo ser
digno de attenjlo mostrar as compensa-
res que conoorrem para timar esses ma-
les supportaveis, nlo pelo modo systemati-
co de um Antonio de la Salle ou de Azais,
mas maneira de um hornera sensito que
tem horror exagerajlo e ao systema e
que procura interpretar como mister a
dupla lijlo da na dureza e da experiencia ?
No meio da deficiencia e das corrupjSas
da lingua, nao ser exercicio de dialctica
engenhosa mostrar quanto se abusa do vo-
cabulo o tempo, em quantis sentidos di-
versos, alguns inesrao ridiculos, appliea-
do, que contrasensos imaginarios se impu-
tam a urna realidade Ilusoria? Finalmen-
te- nao haver germem de um capitulo ira-
portante de moral nessa questlo tratada
pelo autor com mais desenvolvimento do
que o fora at eutlo, a saier, qual a par
te de responsabilidade que podemos ter fifos
nossos sonhos?
Analysarci estes assumptos sera inda-
gar a ordem que o autor lhes assignala no
seu livro. Realmente, nenhuma ordem
impoe-se n'essa successlo de pequeos pro-
blemas ; nem um s depende dos outros, e
seria obra ficti.ua iropr urna especie de
unidade um escriptor que nao reclama os
beneficios d'ahi resaltantes. Mas tiveinos de
reflectir sobre cada um desses assumptos ;
forneceu-se-no3 ideas, e outras suggeriram-
se d'ellas; despertou se o nosso espirito
com o que se diz e at com o que se nao
disse. E a maior parte desses problemas
s apparentemente sil mediocres; vlo
alm do que parece ; despertara, por asso-
ciajlo, muitos outros poblemas era que sa
nao cogitara ; vem ligarse a leis desaper-
cebidas, e pasma se estudando a alguns,
rem.
Tal a tecundidade das questSas desse
genero; sao na apparencia modestas e de
curto alcance, agitaveis e, por consequen-
cas imprevistas, agitara o espirito ou a
alma as suas profundidades.
Escolheremos dous exeraplos no livro do
Sr. Rouillier para caracterizar esse genero
do qucst<3;8 e a maueira eoganhosameate
familiar pela qual o autor d'ellas trata.
diante das consequencias que d'elles decor-1 era breve outra forma, a da corapaixlo,
do enternecimento.
Mas alo nos Iludamos; nesto terceiro
estado ainda subsiste o mesmo sent nento
pessoal; bem procurando continuaremos a
descobrir o receio qna temos de morrer.
Como nao lastimar aquellos que ticara
privados do bem, que consideramos o
maior "ie todos T
Demais, essa compaixao acorapanha-
da e augmenta com urna mullidlo de cir-
cunstancias accessorias o do imagens l-
gubres do que os morios n5o poderiam de
modo algum ser alTectados, comquanto a
imagina jlo se contriste e aterrme se.
< E' a lou3a fria, a trra hmida quo
os cobre, ara cortejo inteiro de illusSes
fnebres que animara e avolumam a nossa
sympathia pelos mortos.
Lastimamol os, diz Saint-Evremond,
por todas essas circumstancias, que fallan
do sensatamente, s dizero resp;ito aos
que ficam. Realmente era si masrao
que o horae u pansa, oceupando so dessas
circumstancias qu3 nao podem mais aflic-
ta r aquello qui deixou de existir.
E' por si mesmo que elle so enternece,
que so onche de compaixlo; v-se em
imagnajlo no tmulo ; e o seu ser, aci
brunhado pelas horriveis vis3as, treme.
Tal o capitulo que corneja como urna
comedia e acaba da modo bem sombro ;
curioso estudo di psychologia fnebre.
Omittimos muitos trechos justos e argutos
como aquellos era qua o autor pinta os
nossos santimeutos acerca da morto volun-
taria e mostra qui, a despeito da religilo,
da mornl e das leis, o commuin dos ho-
rneas sent era relajlo aquellos quo mor-
rena por suas roaos, urna admirajlo mais
ou menos o culta era quo so trabe aiada o
raesmo amor apiixoaado pela vida, o terror
instinotivo de perdel-a, qua o moralista
condemna sob todas as suas formas e re
conheco atravez de todos 03 disfames.
(1) Estudos familiares de psychologia e
de moral, por Francisque Bouillier, raem-
bro do InBtituto-l vol. Paria, 1834.
rOLHETIH
Um dos captulos mais interessantes do
livro quando o autor analysa 03 senti
meatos dos vivos acerba dos morios.
Corneja como urna comedia, triste come-
dia certamente; mns nao poder haver co
media em toda parte, mesmo na morte, ou
ao lado da morte como Regnard fel-o no
seu Legatario universal t
Daraais a comedia transforma se logo em
lijlo moral. Morre um hornera, nada ha
que admirar, porquanto todos dovem mor-
rer quando chegar o dia.
Affustemos o lado metaphico ou roligio
so: ponhamos de parte, como fez o autor,
j essas grandes affecj8es e as grandes do
ros que nao doixam espago para tergiver-
sajSes egostas sobro nos raesmos. Nao
oensideremos a morte senao sob um ponto
de vista inferior, profano e de alguma sor-
te mundano .
E, pois, morreu fulano, que era apenas
um conhecido nosso, ou um indifferentc.
Supponhamol-o para deixar mais liberdado
ao exercicio de nosso egoismo^ sorprendido
sbitamente co a tal noticia. O que acon-
tece ?
No priraero momento, ha urna especie
de pasmo. Fca-se admirado, exclamase :
Como I pois elle morrou, mas vi-o ha um
mc-z, ha urna semana, ha tres dia*, talvez !
Conversei, at com elle; disse-me isto ou
aquillo, deu-rae parte de seus projectos
para o invern prximo, estava tranquillo
e alegre. Custa a crer.
Bossuct nilo desdenbou descrever esse
priraeiro raomeato. Nlo se ouvo em to-
dos os funernes senilo palavras de espanto
por ter raorrido esse mortal.
Todos lembram so da poca em que elle
lhes faou, sobro o que o defunto discor-
reu; e eis que de rep rote elle morre.
No segundo momento, occorre quasi n-
variavelmente outra cousa. Fica-se de
mo humor coutra o defunto, ralha-se quasi
cora elle por ter-se deixado morrer ; ta-
zera-se reeriminajtes. Que mo prece-
dente 1 Para que obrgar nos assim a
receiar de nos mesroos, e perturbar a se-
guranza ero que nos embalavamos ? E
interrogi-se curiosamente sobre todas as
circurastrncias que o levarara a corametter
essa falta capital de so deixar morr*r.
Quantas imprudencias accu muladas quau
tos desvos das regras de hygienel quaa
tas revoltas contra as prescripjSes djs me
dicos ? Que dale tnha?
Na falta de idade invoca se a coustitui-
9I0 do morto, o seu temperamento, sua
saude, o seu rgimen ; racordam-so acn
teciraentis idnticos que se deram na sua
familia, accidentes iguaes a que suecuru-
biram seu pai ou seu^avo. E' um inquerito
minucioso, cujas peripecias pode-se adivi-
nhar antecipadaraente : sabe se do ante-
ralo a conulusilo : e jua o morto fz
mal era nai viver mais ; pi leria fazel-o.
Nao custa muito desemmaranhar as causas
dessa ridicula irritacjlo : < Nao lheperdoa
raos o ter exhibido brutalmente aos nossos
olhos mais um exemplo da nossa propria
fragililade; e pelo seu destino Iluminado
o nosso com um importuno e sinistro cia-
rlo. Nosso mo humor chega algumas ve-
zes at a revelar certa indignaclo uro tan-
to cmica, e cuja ingenuiiado nSo menor
que o espanto do priraeiro momento. Nosso
repouso e nossa seguranca dependom dis-
so ; mister, a todo transe, demonstrar
que a sua morto foi o resultado de causas
especiaes que nao poderiam attingir-nis e
que teremos o cuilado de evitar. Lisonjea
tno nos era caso idntico, e de nao termos,
ao menos por longo tempo, de receiar sor-
te igual.
Este assorao de egosmo nao dura sob
tal forma attrabiliiiria, quasi feroz. Reveste
II
MATHIAS SANDORF
POR
J7LI3 V38Z
QliBT.I PARTE
(Coatinuajio do n. 14)
III
Bsesete vecen
Uro delle3 eatava muito fri, muito cal-
mo, comquanto tivesse passado por emo-
yoes de quo seu rosto paludo dava provas,
o outro, c feijoei altera 1 s, cabellos em
desordera, olhar de um louco ou de um ho-
rnera desesperado, deicaram escada do
peristylo e foram roetter-so na escuridlo
para o lado do terrajo do Jir au.r-Pigeons.
Essa maldita serie custou-nos mais
de quatrocentos mil francos I exclaroou o
mais veho.
Pie dizer quatrocentos e trezo mil I
replioiu o mais mojo no tora de uro oaixa
que faz urna ad iigao.
E agora s me restara duza.ito3 mil
fren'.-os tornou o primeiro jogador.
S cento e noventa e sete I respoa-
deu o segundo, com a sua flejgma inalte-
ravel.
Sim !... S !.. de quasi dous mi-
lhSes, que eu ainda tnha quando voc
obrigou-me a acompinhil
(Jra iiiilho soteceatos e setenta e cin-
co mil francos.
Um mez e dezeseis dias !
Sarcanyl. exdamou o mais velho.
Urna das questSss tratadas nesse livro
cora predilecjao a que se refero ao somno
e aos sonho3. Pareca quo nada ha a inno
var em semelhanto estudo, tantas vazes
explorado desde Aristteles at Maine de
Birau e Jouffroy, e, especialmente, nos
ltimos annos, pelo Sr. Alfreda Maury,
que resumi em um livro definitivo, estu-
dos encetados desde 1848, depois palo Sr.
Albert Limoine, atilado p3ychologico, fi-
nalmente, por sabios inglezes taes como os
Srs. Sully e Maudsley. O Sr. Bouillier
tomou para si urna tarefa original, restria
gindo -so a un problema nico, qua sem
duvida nao ignoravim os seus predecesso-
rs (os Srs. Maury e Albert Lsrooiae, por
exemplo), mas de que nenhum delles ha-
via tratado coro tanto esmero.
Todas as obsarvajSes que apreaenta o
Sr. Bouillier, convergen! para uro ponto
nico : ser o sonhador responsavel pelo
sonho, e se o at que ponto?
Deixemos o autor estabeleccr o proble-
ma tal como o recebeu e nos limites que
a si mesmo prescreveu. < Nao haver urna
especie de prolongaraento da vida moral
no somno? Toda a responsabilidade des-
apparecer, logo que o somno tiver acce
dido vigilia e que as palpebras cerram-
se?
Nenhum sonho, qual quer quo seja em
caso plgum e em nenhuma circumstancia,
nao poder ser imputado a falta ou a pac-
cado do que dorme?
O roubo, o assassinato, a crueldade, a
impureza serlo sempre nos nossos sonhos
cousas absolutamente indifferentes sob o
ponto de vista moral?
O Sr. Bouillier tem razio de dizer que
a questao pode parecer subtil, mas que,
entretanto, nlo vi nem insignificante.
Como responde o autor questao quo
estabeleceu ?
Se, por nossa parte, nlo chegaraos a
concluso" s inteiramente idnticas, de vemos
mostrar porque via elle chegou as suas, e,
demais, se difFerimos com ella sobre al-
guns pontos, nlo sem fazer justija a
esse sentido de ohservajlo applicada s
minucias as mais subtis da vida interna,
a essa faculdade de analyse que parece
coraprazer-se no meio dos phenomenos era
que a consciencia apeuas projecta luz va-
rillante e intermitiente.
Para chegar a estbale jer a responsa-
bilidade quo, na sua opiuiio, subsista no
sonho, o autor esforja-se por patentear as
relajSes existentes entra o sonho o a vigi-
lia e por mostrar qua um desses estados
nlo sendo senlo urna especie da prolonga-
meato do outro, muito natural p nsar
que a vida moral pode contiuuar, ella tvn-
bam, como a vida intellectual, ein condi-
cSas novas sen duvida, mas sen intarrup-
9I0 rpida, sem bruscos rompiraentos,
sem eclypse tital nao;caiilo era qua o
somno fecha nossos olhos. Procurei resu-
mir esta domnstrajilo no que ella toro de
essoncial, conservando-rao to parto quan
to pude do proprio t;xto do autor.
Diz-se qui o sonhe nos enga: u pela sin-
gular fecun.liado de suu combinaos js ;
persuade-nos que ha alguma orgiualide as
suas ticjoe3, quando, no funlo, nli co.n-
p3a suas pro lucjSas incartas e fluctuantes
senlo de pejas ou padieos que pele em-
prestados ou a reminiscencias do es-
tado da vespera ou a sensajo ;s c-
tuaes que atrave san nosso somno. Po
dora ao distinguir dous elemento? no so-
nho qua parece maii potico ou raais mon-
struoso, mais siagelo ou mais complicado :
em primeiro lugar o que paroebamis e son
timos durante o proprio s>mao, d^piis o
quo fizamos, pausamos ou sentimos duran
te a viia anterior. Portanto tu lo nlo
sonho no sonho.
O exercicio la peroepjlo externa con-
tinua; r.uj intarromper-sa a relajlo en
tre o qua dorme c o muu lo externo : o
qua s acontece ora casos extremo*, em
certos somnos qua asseroelham-3e a xta-
sis e a deliquios. Ordinariamenta, sensa-
j5as mais ou menos alterada*, mas corres-
pondentes a objectos r.'aes, vom dar o
primeiro impulso serie de nos303 siahos
ou modificar lhes a trama : ou entlo sao
imprassSes recebidis dos objecto3 que os
rodeiara, raais ou meaos desfigurados e di-
latados pela immaginajao, como aconteao
ao dormidor quo, tenlo u na botija de agua
quanta aos pes, sonha quo est caminhan-
do sobro cinz is ar lentes do Vesuvio, e
aquelle que, soffrendo de doras do cabej,
julga-se esfolado por salvagens, e com a
cabeja sob o mchalo do carrasao, etc.,
etc. ; ou entlo sao iraprasioes internas,
isto dos diversos estados do corpo, dos
nossos orglos, de suas funcjSas, do sentido
vital tao acertadamente estudado actual-
mente e em parenne exercicio, princip.l-
mente durante o somno, quando um mal
estar qualquer, esta ou aquella posijlo fa-
tigante ou prolongada, uroi, digcstlo ditfi-
cil, um peso sobra o estomago, urna leslo
orgauica, at entlo desaparcebiia, urna
predisposijao para esta ou aquella enfer-
midade, produzem sonhos panosos, pesa-
dellos.
Quaosquer que sejam os encareciraen-
tos e as exag?rajo3s desses phenomenos,
deixara de ter urna causa raal, e por or-
gera, urna nocessidado, urna i npresslo ou
urna serie de impres3<5as que se desnatu
raro no drama phantastico ,ua occasionam,
mas que provam que o sonho participa de
certa vida subsistente do relajdes com o
exterior, e tambem do estado do corpo du
rante o somno.
Com mais razio pode se dizer qua par-
ticipa do estado habitual do espirito. Nelle
reflectem se as nossas affecjoas boas ou
roas, o estado normal da cousciencia, ain-
da com mais clareza do que durante a vi-
gilia, quando rauitas vezes procuramos dis-
sraulal-os aos outros c principalmente a
nos mesmos, tanto que Montaigne pole
dizer: Os sonhos slo loaes interpretas
de no3sas inclinajSas, e Fontanelle ; Os
sonhos attestara a inclinajlo dominante.
Os caracteres e as paixoas da vigilia nol-
les pintam-se como em um espalho quo nlo
mente ; o jogador, o avarento, o libertino,
o guloso, e tambera o hornera fri ou apai-
xonado, franco ou dissimulado, honasto ou
perverso.
vigilia, so conserva sua physionoraia geral,
si nlo A no fund senlo o que a vigilia o
fez, (l3va tambira sera sua imagem sob o
ponto de vista da moralidad*. O sonhos
do hornero de ba.m e do malvado devero
ser cssencialraanta differentas, o o autor
chega at a diz9r : tDize-me o que tu so
nhas, que dir te-hei as manhas.i O ho
raera do ban nlo sonha que rouba ou as-
saisina. Eis, po's, um primeiro elemento
da responsabilidkde moral, a Babor ; a re-
prasentajlo exacta do estado habitual da
vida no sonho.
Eis outro : e esta parto da vontida qua
sobrevive eque at certo ponto nosd a res-
ponsabilidade no me3mo. O que prova que ha
urna parte subsistente da livro a:tividadc,
mesmo quandi, en na, slo as duvidas
quo restara no espirito sobra a roalidad do
qua sonhamos, os surdos protestos que fa-
zemos contra a singularidad) deste ou da
quello sonho, 03 esforjos qua fazamos para
expliaarrao3 os noasos sonhos, para retel-os
ou r'pellil os, fiaalraente, o podir q'jo em-
pregamos em por limites nossa creduli-
dade. Todo este trabalho intellactuil, que
continua, prova que muitas fatuidades nos-
sas prolongara a sua actividade no somno.
Subsiste at, nesta estado, quanto ao Sr.
Bouillier, alguma cousa qua ella erapsnha-
se ora patentear para o fira a que se pro-
pr5a : o juizo moral,
que o aaompauham.
H >ntaigne, autoriza as aejoas da nossos
sonhos, com approvajoas id ticas s quo
dispmsa s aecSas quo praticamis quando
acordado?.
Coacordanlo cora Minta:gae, o Biuil-
lier sustenta que o qua approvaraos o con-
demnamos quando acordados, quar era ni
mesmos, quer em outrara, approvaraos e
conderanaraos timbera no sonho ; vai at
pratender que talvez. a raspaito de nos-
sas nojo 3 moraes que ha menos altara-
jo as na passagemda vigilia do somno.
Destas diversas coasiderajda3 resulta
um capitulo de psychologia moral, cujo titulo
e assurapto slo dos mais curiosos {Exames
de consciencia nocturnos), no qual o autor
desenvolve, a seu telante, urna idea enge-
nhosa de A Idinson sobra a utilidado de es-
tudar no33os sonhos, pala inanhi, quanlo
acordamos. Eite noctuario, na exprsalo
do Spectateur, de tu lo quanto sonhamos
vina completar ou esclarecer com luz nova
o exame da nuite sobre o que_Jjz3m>s du-
rante o dia.
cora os sentimentos
Nissa alma, diz
(Continua.)
VARIEDADES
Um novo theatro no flecife.
Quera alo sabe hoje o que a Nova
Haraburgo t Assiro devia ser, entretanto a
julgar pelo raingoado numero dos dilettan-
ti a frequentadores, Acaraos surprehendi-
dos do pouco caso do publizo a este grande
estabeliaimeuto. Forero esso grupo de fre-
quentadores nlo urna fracjlo dos habi-
tantes de3ta magnifica cidade, a re-
prescntajlo selecta da sociedade pernam-
bucana ; ahi esto todas as noutes os neg
ciantes de gravata de lenjo de seda, anti-
go typo da respeitabilidade e da importan
cia ; as primeiras familias, 03 advogados
das causas gordas, os magistrados circum-
spectos, os jornalistas, os mdicos e os on-
genheiros; erafim, as grandes emprezas,
a marinha e o exeroito, a industria e a la-
voura, esto personificados no3 intelligentes
dilettanti do Theatro das Variedades. Va-
ao q tal o sangue-frio do companheiro exas-
perava nlo menos do que a precislo irni-
ca cora que indicava 03 algarismos.
Que Silas t
Eram Silas Toronthal eSarcany que ac
bavara de trocar essas palavras. Depois
que sahirara de Ragusa, nesse curto espa-
90 de tres raezes, tinham chegado a ruina
ou pouco faltava para isso.
Depois de ter dissipado toda a parte que
lhe coube por prejo da sua abominavel de-
lajlo, Sarcany tinha ido descobrir o seu
curoplice em Ragusa.
Depois, arabos tinham sahido dessa ci-
dade com Sava, E entlo Silas Toronthal,
lanjado por Sarcany nesse carainbo do jo-
go e do todas as dissipaj'es qua acarreta,
nlo levou muito tempo a comprometter a
sua fortuna.
E' preciso dizel-o, do ex-banqueiro, es-
peculador temerario como o que mais o fos-
se, tendo mais de urna vez arriscado a sua
posijlo em aventuras financeiras, cujo uni
co guia era o acaso, Sarcany nlo teve
grande difficuldade ero fazel-o umjogidor,
um assiduo dos clubs e finalmente das ca-
sas de jogo.
Como poderia Silas Toronthal resistir ?
Nlo estava mais Jo que nunca sob a domi
najlo do seu ex-corretor da Tripolitania ?
Comquanto quizesse s vezei revoltar-se,
todava Sarcany conservava sobra elle um
ascendente irrosistivel, e o ras?ravel tinha
eahido ie molo que faltava lho a forja pa-
ra lavantar-8e. Por isso Sarcany j nlo
dava importancia s velleidades do seu
cumplir de sutitrahir-se sua influencia.
A brutalidade das suas rospostas, a impla
cabilidade da sua lgica tinham logo posto
Silas Toronthal do novo sob o seu jugo.
O primeiro cuidado do3 dous associados
quando sahirara de Ragusa em coodijoas
que o leitor nlo ter osquocido, foi collocar
Sava era lugar seguro, sob a guara de
Namir. E entlo nesse retiro do Tetuan,
perdido nos contins da regilo marnquina,
era diffinl, so nlo impissivel descobril-a.
Alli a inexoravel compaqheira de Sarcany
tinha-se eaaarregado de vencer a vontade
da menina, para arrancar-lho o seu consan
timento a esse caiaroanto. laabalavel na
na repulslo, fortificndose na lembranja
de Pedro, Sava tinha, at entlo, resistido
obstinadamente. Mas poderia fazol-o sem-
pre ?
Entretanto, Sarcany nlo tinha cessado
de excitar o companheiro a lanjar-se as
loucuras do jogo, comquanto ello mesmo
tivesse niBso perdido a propria fortuna.
Na Franja, na Italia, na Allemanha, nos
grandes centros onde o acaso tem loja
aberta sob todas as formas, na Bolsa, as
corridas de cavatios, nos clubs das grandes
capitaes, as cidades de aguas e as esta-
jees de banho3 de mar, Silas Toronthal
cedeu ao impulso de Sarcany e ficou logo
reduzido a algumas centenas de mil fran-
cos.
Cora effaito, eraquanto o banqueiro ar-
riscav.i o dinheiro, Sarcany arriacava o do
banqueiro e, por esse duplo declive, os
dous arruinavaro-se coro rapidez dupla. O
que os jogadores chamara caiporisrao
norae cora que enfeitara a ua inqualifica-
vel toleimapronunciou-se muito claramen-
te contra elles, e nlo foi porque deixassera
de tentar todos os raeios. Era suroma, foi
o baccarat que levou a maior parte dos rai-
llioas do conde Mathias Sanlorf; o foi pre-
ciso vender o palacete do Stradone, em
Rigusa.
Afinal, cansados dos clubs suspeitos, fo-
ram, como ultimo recurso, pedir um pouco
mais de honradez aos azares da roleta e do
trinta e quarenta. Sa entilo fossero de-
pennados, s poderiam queixar-sa da pro-
pria teiraa em lutir contra probabilidades
desiguae?.
Eis porque os dous achavaro-se em
M inte (Jarlo havia tres semanas, nao s-
tira lo das mesas do jogo, procurando os
mirtingzles raais iafalliveis, estudando a
rotajlo da bola da roleta, quando a mo
lo banqueiro est cansada, no ultimo quar-
to de hora do seu servijo, apostando o m-
ximo era nmeros que se obstinavara era
nlo apparecer, arranjando corabinajSas
fci nples com combinajoas mltiplas, ouvin-
do o conselhos dos velho 1 pro raptos,
qua so haviaro transformado era profosso-
res do jogo, fizando, finalmente, todas as
tentativas imbecis, eropregando tolas as
i cabulas asnaticas, quo coliocara o joga-
dor entre a crianja que nlo tora juizo o o
idiota que o perdeu para sempre.
E ainda se a gente s arriscasse o di-
Dir-se-se-hia que nesse estado nl> nos
onvergonKamos de nossos vicios ou des
mandos e que abdicamos, com esse pun-
donor, a m f para comnosco, to fre-
quente na vigilia.
Tal a base da demonstrajlo proposte
pelo autor. O sonho a imagem da vida
moral.
Si elle toma todos os seus elementos
nheiro'ao jogo, mas enfraquece a intelli-
gencia, imaginando combinajoas absurdas e
compromette a sua dignidade pessoal na
familiaridade que a todos irapSa essa so-
ciedade muito mesclala.
Ero resumo, depois dessa noite, que ia
tornar-se celebre nos fastos de Monte-Gar-
lo, em consequoncia da sua obstinajlo em
lutar contra urna seria de dezesete verme-
lhos, ho trinta e quarenta, s restava ao3
dous associados quantia inferior a du-
zontos rail francos. Era breve seria a mi-
seria.
Mas, comquanto estivessem quasi arrui-
nado ', anda nlo tinham perdido a razan.
Emquanto coaversavam no terrajo, virara
um jogador, perturbado, que corra pelo
jardira, gritando :
Ainda gyraI.. Ainda gyra!...
O desgrajado imaginava que tinha para-
do era uro numero que havia de sahir e que
o cylindro, em um movimento gyratorio
phantastico, gyrava e havia de gyrar at o
firo dos seculos... Estava Ioujo.
Entlo est mais calmo, Silas f per-
guatou Sarcany ao companheiro. Aprenda
com esse insensata e nlo perca a ca
beja Foraos iufelizes, verdade, mas
a sorte ha de voltar, pirque preciso que
volte, o sera que naia fajamos para isso I ..
Nlo teatemos melhoral-a! ti' parigoso, e
alm disso intil!.. Nao ss consegueme
Ihorar a veia, se ella m, e nada pode
pertrbala, se boa I. .. Esperemos, e
quanto ella voltar, tenharoos aulacia bas
tanto para forjar o nosso jogo na via I
Silas Toronthal ouvio essos conselhos,
absurdos corao todos os argumentos quan-
do se trata do um jogo de sarta !
Nao, elle estava acabrunhado e s ti-
nha urna idi: sahir dessa dominijio de
Saicany, fugir, o fugir para to lingo qua
o seu passado nao so pode*se voltar contra
elle! E>S)s iccessos de firmes*, pur n,
nlo paliara durar nessa alma fraca e sera
molas. Alora disso, era vigiado de parto
p 1) sou curaplice. Antes de o abando-
nar, Sarcany quera realisar o sen casa-
mento cora Sava. Depois havia do desora
embarajar-se de Silas Toronthal, havia de
esquece-o nem se le nbraria que e33e ente
fraco existi, que os dous tinha n tratado
negocios em com muro At l ora preciso
exigir e, era surama, os artistas esto des-
tribuilos to regularaente que nlo se son-
te esta falta, tanto as reprasentajS as de
canto como nos dramas e comedias.
E', naturalmente, quo outros divertimen-
tos tam distrahido esso respeitavel publi-
co ; uns vio ao pao de sebo, outros fosta
de qualquer Nossa Sonhora, d'onde pode
lucrar nada menos quo a cabea faral
pelos f iguotes, outros correal desesperados
ao trem do Beberibe para vrem o boi;
felizmente nlo de carne e osso, e nlo tem
o aspecto horrivel da brutaltourada, e
8mplesraente uraa domencia.
Mas oque fazer?
Cada ura taro o seu gosto.... talvez
prefiri voltar antiguidade, aos tempes
do amphitheatro, onde imperava o embru-
tecimento, a carnificina, cujo prazer tan-
to maior quanto mais abundante o sangue
se derramava....
Podo ser tambera um certa desanimo do
povo, desanimo que precsanos explicar ;
nao positivamente falta de gosto nem as
representares do Theatro de Variedades
slo raose dospandiosas ; nlo, a comp rabia
lyrico-cornico tem dalo pegas variadas c
executadas mais que regularmente, o aspi-
ra simpleiroeute o contentamente geral
e esses lloralos dez tostoas de cada cida-
dlo pacifico.
Tambera nlo o desanimo de um gran-
de poeta italiano ao contemplar as cousas
d patria e pesaroso, cantav :
Oh! patria mia, vedo le mura e gli ar-
chi, ..............................
Iorri del' avi nostri,
Ma la gloria non vedo......
Nlo, o desanimo do publico do Pernara-
narabuco nlo esse; dirlo qne nlo
entondera de glorias, mas sim d'aquillo
com que se compram 03 melles.
Entretanto se ouvirem qualquer peja
musical por esta compauhia, e emprega-
rera o riflo popular que diz vale mais
um gosto do que quatro vintens irlo na-
turalmente engrossar o numero dos ver-
daderos dilettanti.
A empreza theatral Boldrini Milone
levaram scena com todo o cuilado, quer
pela mise ensene, quer pelo estudo e ensaio3
de diversas pejas que tem geralmente
agradado.
A pontarerao3, por exemplo, o Ernani.
Francamente a mais bem cantada que
entlo temos ouvido, a orchestra tem sido a
raais regular, at os coros slo bem ensaia-
dos, unidos e, de bom effeito.
E' arrebatadora a doce cavatina do 1.
acto pela graciosa artista Springer em que
diz to suavimente:- Ernani envola-me.
Oh I mil vezes preferivel roubar essa
Elvira do que outra cousa, e ainda, pre-
ferivel o ajustar contas com Carlos Quin-
to do que ir p3ra um medonho chilindr
da polica.
Sim, realmente prefevivel o entender-
se com Carlos Quinto ou o sympathico ar-
tista Dorainici, porque o rei mais desem-
peado que temos aqu visto; tanto na
parte scenica como no canto elle correc-
to e segura a sua voz harmoniosa; em to-
dos os trechos d'esta opera se mostra dis-
tincto e senhor do palco.
Deveria antes se chamarCarlos Quinto
- esta opera de Verdi, tal a supremaca
com que o Sr' Dorainici desenvolve na
scena o papel importante do rei violento e
apaixonado.
E' excusado o tentar destacar esta ou
aquella aria ou romanza de barytono, no
Ernani, pois em toda a opera o Sr. Domi-
nini se manifesta um artista completo at
lha-nos isso.
Mas a em reza theatral Boldrini e Mi- ioTubllme-"oTomL'CarTo -Tconjunct
lone nlo tem sido feliz, apezar de todos
os esforjos para coatentar o publico : crua
injustija porquanto, ahi, na Nova Harn
burgo se aprecia o fresco da noute e os
doces sons da msica, alem da prosa de
lutti guanti, o lugar previlgiado, onde
se podo por ao crrante do todas as nov-
dades sera ses preciso assignar os jornaes
da trra, e tudo isto por uns honrados dez
to8t3e8.
De facto, a e preza tem bons elemen-
tos para proporcionar ao publico muitas
d8tracjoas; embora a parte feminina seja
fraea, ella satisfaz tanto quanto se pode
que o banqueiro ficasse na sua dependen-
a.
Silas, tornu entlo Sarcany, ionios
infelizes hoje, mas a sorte ha de mu-
dar Amanhl ser por nos.
E se eu perder o pouco que me res-
ta ? respondeu Silas Toronthal, que de-
balde lutava contra esses deploraveis con-
selhos.
Ainda nos restar Sava Toronthal!
respondeu vivamente Sarcany. E' ura
grande truafo no nosso jogo, e nlo pos-
sivel que cubram esse !
Sim... amanhl... amanhl... res-
pondeu o banqueiro, que estava nessa dis-
posijlo mental em quo o jogalor arriscara
a cabeja.
Voltaram ambos para o hotel, situado a
meio caminho na estrada que desee de
Monte-Cario a Condamine.
O porto de Monaco, coraprehendido en-
tre a ponte Fociana e o forte Antoine, for-
ma urna enseada um tanto aberta, exposta
aos ventos do nordeste e sueste. Arredon-
da-so entre o rochedo em que est a capi-
tal do estado monegasco e o planalto em
que esto os hoteis, as quintas e o estabe-
lecimontode Monta-Cirio ao p desse so
barbo monte Angelo, cujo cimo, tendo mil
e cero metros de altura, domina as costas
da Liguria.
A cidade, coro mil e duzentos habitan-
tea, parece ura sobretudo estendido sobre
essa mesa magnifica do rochedo de Mona-
co, b nhado por tres lados pelo mar e que
desappareco era baixi da verdura eterna
das palmeiras, das romeiras, dos sycomo-
ro3, das pimenteiras, das laranjeiras, dos
liraonros, do* eu ^alyptos, ios arbustos flo-
rescentes, dos geranios, dos aloes, das raur
tas e das palma christi dispostos aqu e alli
em uraa msela ra iravilhosa.
Do outro lado do porto, Monta Cario
enfrenta cora a pequea capital, cora o seu
araontoado curioso de habitajSas, construi-
das em tolas as colimas, os scu3 zig zags do
ras e3treitas em ladejra, quo aobera at a
estrada do Corniche, suspansa a meia-mon-
tanha, o seu xa irez de jardins perpetua-
mente flirescente?, o seu panorama de cha-
lets de todos ob feitios, de quintas de to- j
dos os estylos, algumas das quaes parecem
do terceiro acto, onde termina o seu papel.
Erafira, nos deixar doce recordajlo os
divertimentos da Nova Haraburgo cuja
empreza theatral merece por muitos ttu-
los o bom acolhimento do publico dilettanti
e a nos, o ultimo collaborador do Diario,
compete agradecemos as bellas horas que
ahi passamos dif>trahidos, fora do bulicio,
do mal, dos contra-tempos desse mure 6num
que a nossd vida.
H. R.
p^nduradas sobre as aguas lmpidas dessa
enseada mediterrnea.
Entre Monaco e Monte-Cario no fundo
do porto, desde a praia at a contracjlo
do valle sinuoso que separa o grupo das
montanhas, desenvolve-se terceira cidade :
Condamine.
Por cima, direita, surge um monte
grandioso, cujo perfil, virado para o mar,
deu-lhe o nome de Cabeja de Co. Em
cima dessa cabeja, apparece hoje, a qui
nhentos e quarenta e dous metros de altu-
ra, um forte qua tem o direito de julgar-se
inexpugnavel e a honra de cha mar-se fran-
cez. Por esse lado o limite da nesga
monegasca.
De Condamine a Monte-Cario, os car-
ros podem subir por urna rampa soberba.
E' na parte superior que esto as casas par-
ticulares e os hoteis, dos quaes um era jus-
tamente aquelle em que moravam Sarcany
e Silas Toronthal.
Das j ancuas do seu aposento, eiles po-
diam cBtender a vista desde Condamine
at cima de Monaco, parando na Cabeja
de Ci, esse fucinho, que parece interro-
gar o Mediterrneo, como ama esphinge do
deserto libyeo.
Sarcany e Silas Toronthal tinham se re-
tirado para os seus quartos. Alli, 03 dous
examiaaram a situajao ; cada um no seu
ponto de vista. Iriam as vicissitudes da
fortuna romper a communidade de interes-
ses quo os ligava to intimamente, havia
quinze annos ?
Sarcany, quando entrou no seu quarto,
encoatrou urna carta de Tetuaa, que abri
tm poucas linhas, Namir informava o de
uous factos de grande importancia para
elle: priraeiramente, a morte de Carpen3,
afogadono porto de Ceuta, em circumstan-
cias oera extraordinarias ; dbpois, o appa-
reciincnto do Dr. Antkirtt ne3o ponto da
costa marroquina, as relaj3es quo teve com
o Hespanhol e o seu desapparecimento qua-
si immediato.
bfll
t
I
I
)
i
[(Continuar-ee-ha.)
Tvp. da Diario roa t>aq,ae de Caziw a. t.