Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19592

Full Text
I.
ANNO Lili NUMERO H
P A.tA A tii*AL E IX'CtAIlJR* 0\DE NA SE PAGA PORTE
Por tres meses adiantadot ...........
Por seis ditos idem..... .........
Por um armo dem..............
Cada numero avulso, do mesmo di a.
6/1000
12*000
24,5000
100
TEBCA-FEIBA 19 DE JANEIRO DE 16
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados......... ....
Por nove ditos idem................
Por um anno dem................
Cada numero avulso, de dias anteriores..........
130500
204000
275000
*1J)
DIARIO
J)r0prt*i>ab* fce Manoel fxgneixia U Jara & M[)ob

TELEGRAMAS

SSBVI53 rASTIClAS 20 BIABIO
RIO DE JANEIRO, 17 de Janeiro, s
11 horas e 20 minutos da roanha. (Recei-
do s 12 horas e 20 ranuutos da tarde, pela
linha terrestre).
Foram eleltoN lepulado* jerae*
cm i. escrutinio :
). diNlrlcto do Bio de Janeiro, Dr.
Alberto Bfiainu (C) |
B. dlatricto do Blo trande do al.
Dr. Jofto de Miranda Biltelro Moni i
nbo O.o diMtricto de Ulan Cerae. Ba-
ro de Iieopvldlna (C) s
lO.o dlMrlcto de Mina Ccrae*. Br.
Joo Xouuelra Penldo (L)
__ Vo a *" escrutinio pelo 1. di
trlrto de Hian Serae. o Br. Manoel
Joaqnim de Lemo (ti) e o Br. Biogo
Luiz de Almelda Voticoncello (C).
Ha dolida* acerca da elelcao do
1. distrlcto do Bio brande do Su,
nirmam nn tiue esta eleito o Br.
Paulino Bodrlgue* Fernandes Cha-
ves (C), e ontrn diem que o elello
o consjelnelro Antonio Elealerlo de
Carnario (C). (#)
Foram nomeado |uie tnunl-
clpaei) e de orpho* :
Dos termosi reunido de Macap e
Ilasaxau. no l'ar. o bncharel AITon
o Verialo de Medeirotti
Do termo da Iguap Hirim.names
ma provincia, o nacnarel Manoel
orce de Botica
Fol reronduzido no cargo de Juiz
municipal de Boyanna. em Pernam-
iiiii<. o bacbarel
Correa de Brito.
Ilimori Uermelo
PARAKYBA, 17 de Janeiro, s 4 ho-
ras e 55 minutos da tarde. (Recebido s
6 horas e 15 minutos, pela linha terres-
tre).
Fol eleito pelo lercelro dtairlcto
deita provincia o Br. Jos Soriano
de tendo voto* de maio-
ria.
ARvCAJU' -(Sergipo) 17 de Janeiro, s
8 horas e 5 minutos da noite. (Recebido
s 10 horas, pela linha terrestre).
Pelo -1." distrlcto desta provincia
foi eleito deputado geral, en I. es-
crutinio, o Br. Jos IUb Coelbo Cam-
Mk
B All A, 18 de Janeiro, s 8 horas e 50
minutos fti raanl.il. pteoeWdo s 0 horas e
40 minutos, pelo cabo submarino).
Foram eleito d.-putado gerae*.
em I. esjcrntinlo. por'esta provin-
cia :
-l.o diMtricto. Br. Pedro Muniz Bar-
reto de Arago (t) t
9. diMtricto. Br. Innocenclo Mar-
que d'ArauJo ties )Cj.
CEARA', 18 de Janeiro, s 9 horas e
40 minutos da manha. ('Recebido s 10
r-is e 45 minutos, pelo cabo subuarno).
Foram eleito deputado gerae
por esta provincia em l. esciutl-
nlo:
* diMtricto. conselbeiro TrlMtao de
Alencar Araripe (C) I
3. dlatrlcto. Bario de t'aninde
4. diMtricto. ,conelbeiro Antonio
Juaquim Bodrlgue Jnior (V).
RIO DE JANEIRO, 18 de Janeiro, s
10 horas e 30 minutos da manhS. (Rece-
bido s 11 horas e 20 minutos da manha,
pela linha terrestre).
<*abe-e por telegrama que fo-
ram eleito. ena 1. esrrullnio. de-
putado gerae*t
6.0 distrlcto de H. Paulo. Br. Igna-
cio velloso da fiama Cockrane (C) i
?. dlatrlcto de Mina Gerae. ron-
elkelro Candido t.uli Mara d'Oll-
velra (Ii) I
S.o dlatrlcto de Minas Geraes, con
selbelro Alfonso Angosto Morelra
Peana (I.) t
11. distrlcto de Minas Gerae. Br
Cbrlstlano Carnelro Bibelro da Luz
(C)l
8.* distrlcto de Mluas Gerae. Dr.
oiympio de viibena vallado (C) i
l*) Sbese entretanto de boa fonte que
4>s dous candidatos vao 2. escrutinio.
Nota da Redacto.
distrlcto de Mina Gerae. Br.
Pedro Mara da Sil a Brand&o (C) :
. diNlrlcto do Paran, conselbel-
ro Manoel Al ve d'Araujo (I>) i
." ciisiiirto do Ble Grande do tul.
Br. Antonio (aciano aleve Navarro
(C)t
O." diMtricto do Blo Grande do Sul,
Dr. Joaquim Pedro Soaros (L.).
ALAGOAS, 18 de Janeiro, s 12 ho
ras e 50 minutos da tarde. (Recebido 1
hora e 50 minutos, pela linha terrestre).
Fol eleito deputado eral pelo 4.
dltrlcto deta provincia, o conse-
lbeiro Loureneo Cnvalcante d'Albu-
querque < i.) :
Corre tambem. ma por ora
Incerto. estar eleito pelo 3. distrlc-
to o Br. Franciaro Ildefonso Bloelro
de Menese ilY.
BAHA, 18 de Janeiro, 1 hora e 15
minutos na tarde. (Recebido s 2 horas e
20 minuto*, pelo cabo submarino).
Fol eleito deputado geral em 1.a
escrutinio, pelo lo. distrlcto desta
provincia, o Br. Luiz Francisco Jim
queira .4 y res d' Almelda (C)*j
E' provavel tambem a eleico
do Bardo de Geremoabo (C). pelo *..
distrlcto.
MARANHO, 18 de Janeiro, 1 hora
e 45 minutos da tarde. (Recebido s 3
horas e 45 minutos, pelo cabo submarino).
Foi eleito deputado geral. em 1."
escrutinio, pelo 3. distrlcto desta
provinciae o Br. Augusto Olymplo
Gome de Castro (C).
PARA', 18 de Janeiro, s 2 horas da
tarde. (Becebido s 3 horas e 20 minutos,
pelo cabo submarino).
Foi eleito deputado geral. em I.
escrutinio, pelo 4. distrlcto desta
provincia, o conego Joo L>. da Cos-
ta Agolar (C).
NATAL, 18 de Janeiro, 1 hora e 40
minutos da tarde. (Recebido s 5 horas e
5 minutos, pela linha terrestre).
O reultado completo da eleico
do l. dlslriclo desta provincia. Coi
este:
Br. Tarquinlo B. de Sonsa Ama-
rantbo (C)
Br. Amaro B. Carnelro Caval-
cante (I.) 4**
Br. Jeronymo M. Raposo da C-
mara (C) 31
>< *. diMtricto o resultado dos
O collegios conbecidos. este i]
Padre Joo Manoel de Cnrva-
II... (O
Br. Moreira Brando I. t
Br. Miguel astro
SS::c: b. as-zncia havas
(Especial para o Diario)
PARS, 16 de Janeiro, tarde.
O governo formuion perante o Par-
lamento nmadeclaraco olllcliil.na
qual convida os grupos repnbllea-
eanos se rennlrem, e, repelllndo
a aeparaco Inamedlata da Igreja do
estado, aasevera estar firmemente
resolvldo a manter os direllos do
estado em face da Igreja.
Sedaron, aleas dlsso, o governo
que se oeeoparft da organisaco que
convem dar colonias. e_ especial-
mente ao Annana e ao Tonlcln.
LONDRES, 16 de Janeiro.
Bespacbos de Atbenas anunclam
que o governo grego recusa formal-
mente elTectuar o desarmamentode
suas tropas.
JARTE UFFIGIAL
Ministerio do Imperio
Por despacho imperial de 9 do corrente foram
nomeados :
Vice presidentes da provincia do Rio de Janei-
ro o Visconde de Araruama, para ser .-ir em 1 lu
ear ; o bacharel Antonio da Rocha Pernaodes
Leo, em 2 ; o Dr. Francisco Joaquim de Souza
Motta, em iJ ; o commcndalor Joaquim Leite Ri-
beiro de Almeidu, em 4*; o bacharel Manoel Ja-
ciatho Nogneira da (i> ma, em 5o, e o Dr. LourenC;i
Mura de Aluieida Baptista, em 6o.
lliBisterlo da Vnstlca
Por decretos de 9 do corrente :
Foi removido o juis de direito Luir Maniel
Moades V<1 loso, da comarc de Iriritiba,de Ia en
trncia. na provincia do Espirito Santo, para
do Alto-Mi-arim, de 2, na do Maranhio, ficanda
sem effi.ito a anterior re m icao para a cotoarcado
Santa Christina do Pinhal, no Rio Grande do Sue
Foi exonerado do lu^ar de secretado da policil.
da provincia do Rio Grande do Sul, Jo Felieiaa
no Ffrnandes Pinheiro.
Fora-n nomeados juises municip&es e de orphos
dos termos de :
Palmeira e Quebrangnlo, na provincia das Ala
Joas, o bacharol R)drg> Adolpho de Araujo
ur~'' i
Itamb na provincia de Pernambuco, o ba;ha
re Augusto Gu des Corr. ia Gondim ;
Santo Antonio da Fatrulha, na provincia do
Rio Grande do Sul, o bacharel Thomai Gomes da
Silva.
Cruz Alta, na mesma provincia, o bacharel Jos
Mara Tourinho.
Silva. -t-Ao contencioso para a tender, sen-
do estaj depois remettilaao Consulado pnra
al Em.
IgU.I
vista
Pado Jos Vaz Guitsrres. -Hija
o Sr. Dr. procurador fiscal.
InnanlaJc de Nossa Senhora do Terco.
Ao Sr. thesourjiro proa os dGvidos
fins.
Gulh';nne Ferraira Ram03. -Ao Con-
sulado, para a Hender.
Francisco Manoel da Silva & C. Informe
o Sr. contador.
Francisco Tolentino de i Figueirulo Li-
ma : Passe portara de nomeacaQ.
Med;iros Bjw.nan. Informe o Sr. .d-
ministrador do Consulado.
Jos Canuto de Santiago Ramos.Cer-
tifique-se.
VIENNA, 17 de Janeiro.
A Servia recusa-se desarmar, e
contina a exeeatar preparativos de
guerra.
ROMA, 17 de Janeiro.
m. M. o Papa deve mandar breve-
mente ana representante da Manta
se acreditado Junto ao governo de
Berln.
VIENNA, 17 de Janeiro, Urde.
Belegados dos governos servio e
blgaro vo negociar em Bucba-
rest (Bonmanla).
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
'18 de Janeiro de 1886.
Ministerio da Fazenda
Por decretos le 2 do corrente foram nomeados :
Confereute da Alfuidega do MaranhJo o 1" es-
cripturario da mc3ina Alfandega, Jos SeraptSo
Tavares da Costa.
1 escripturtri dito o 2o Joo Raymundo de
Souza.
2o eacripturario da Alf*ndega da Pernambuco
o 3 dito Manoel Rib-iro de Oarvaloo Juni >r.
------------------- Hiaisterlo da Agriciiltiira
Por portrnas de 31 de Dezembro do anno pro-
xiuio fndo :
Foi demittido Salvador Joaquim Pires, do lugar
de fiel do thesoureiro da Directora G"ral dos Cor-
reios, visto ter largado o exercicio do mesmo lu-
gar e nomeado Domingos da Azeredi Cou'inho
Duque-Estrada, com os venciinentos que lhe cora-
pttirem.
Foi concedida a demisso que pedio Joaquim
Francisco Pires do lugar de fiel do thi sourciro da
Directora Geral dos Correios e'nomeado para o
referido lugar Ral da Silveira Cilde'ra, com os
vencinvutos que lhe competirem.
-------------------*si&S2rs>^&-------------------
llepartieo da Polica
Scelo 2.'N. 53. Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 18 de Janeiro de
1886 Illm. e Exiu. Sr. -Participo a V.
Exc. que nos dous ltimos dias foram
moolhidos na Casa de D.tencSo os sa-
guintcs individuos:
A' rainha oriem, Manoel Jos de Lima,
vindo do ter.ro de Caruar como crimino
so, Joaquim Antonio Correia e Pedro, es-
cravo do Visconde do Silva Liyo, por dis-
turbios.
A' ordena do subdelegado do Recife,
Flix Rodrigues, Manoel Pereira de Lu-
cena, Jos Gongalves Lisboa e Antonio
Jos, por crine de furto.
A' ordem do de Santo Antonio, Cosme
Jos Damio, por crime de roubo; Joao
Ant>nio de Lima, Antouio Sebastiao da
Oliveira, Mauoel Campos Maior, Ignaro
Mathias Antonio de Souza e Luiz Mari-
nho, por disturbios.
A' ordem do do 1 distrieto de S. Jos,
Cassiano Jos Marianno, por crime de fe
rimontos; Manoel Francisco da Paixao,
Manoel Hilario de Sant'Anna e Joaquim
Bernardo Alves da Silva, por disturbios.
A' ordem do da Magdalena, Silvestre,
escravo de Feliciano de tal, por andar au-
sente da casa de seu senhor.
Communicou me o subdelegado do Io
distrieto da Victoria, que no dia 9 do cor-
rente fra ali preso era flagrante, por cri-
me de furto de cavallos, o individuo de
nome Josu Jos de Sant'Anna.
A tal respeito procedia dito subdelega-
do nos termos do inquerito policial.
Communicou me igualmente o subde-
legado do Io distrieto de Jaboato, que
hontem, s 3 1[2 horas da tarde, fra fe-
rido ali em um braco, um individuo de
nome Amor.
Foi autor do crime um Fuao Queiroz,
que conseguio evadirse.
O mesmo subdelegado procedeu a tal
respeito nos termos da lei.
No dia 31 do mes finde, assumio o
cidadao Alexandre Tbeophilo Magalhaes
Nunes o exeroicio da subdelegada do dis-
trieto de Varas, pertenoente ao termo de
Afogados de Ingazeira.
Deus guarde aV. Exc. Eira, e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandos da Costa
Pereira Jnior, omito digno presidente da
provincia. O chefe de polLa, Inonio
Domingo Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 18 DE JANEIRO
. DE 1886
Pret da guarda cvica. Examine-se.
Companhia Pernambucana, Dr. Antonio
Adolpho Coelho de Airada e Jeronymo
Odom Ferreira Cabral. Informe o Sr.
contador.
Eleutherio Vieira Cmara Lima e Mara
Rita de Aguir Fonseca.- Registre-se e
fa9am-se os devidos assentamentos.
Pret da guarda cvica. Pague-so.
Joo Elias de Oliveira.Inferme o con-
tencioso sobro a requisicSo da contado
ra.
Pontos da secretaria da presidencia.
Ao Sr. pagador para os devidos fins.
Eleutherio Vieira Cmara Lima. Haja
vista o Sr. procurador fiscal.
16
Commendador Jos de Magalbaes Bas-
tos. Junte conhecimento de decima do
ultimo semestre.
Manoel Joaquim dos Santos Abrcu e
DIARIO DE PERNAMBOCO
RE UFE, 19 DE JANEIRO DE 1886
noticias do su! do imperio
Os paquetes nacional Pernambuco e babiauo
Mrquez di Caxias trouxeram as seguiates noti
eias :
H. Paulo
Ditas at 9 de Janeiro:
L-in no Diirio de Campias de 8 do corrente :
0 delegado de piliuia da capital, visitando
ltimamente o edificio da cadein, notou all taes
irregularidades que logo propoz a demissao do res-
pectivo carcereiro.
Jos Pint.) de Almetda Jnior, o iudigitado
as9assino de Victorino de Menezes gozava na ca-
deia de regalas extraordinarias, averiguan lo se
qne tauto ao carcereiro como a alguus presos,
Pinto den dinheiro por diversas vezes.
Em poder de Pinto encontrou o delegado nma
faca, um pedaco de corda e mnitos outros obj.-ctos
prohibidos pelo regnlameufo das priojs.
A' vista de taes irregularidades o carcereiro
Joaquim Romualdo dos Santos foi demiltido, sendo
nomeado para o substituir o cidadao Marcolinc
Ferras de Almeida.
as divenaa occasica cm que Pinto tcm es
fado na cadma deaU eidade, tambera nao faltou
quem notasse que elle estivesse cercado de todas
as commudid id s e que na sua prisao uSo fosse
vedado o ingresso a objectos que o rogulamento
piobibe. Mis bem certo o poder do dinheiro,
ainda. mesmo quando adquirido i cusa de us3assi-
natoal
Lcraos no Correio de Padua de 3:
n Ha qu-isi dous mezes que o c > nao nos mauda
urna gotta d'agua.
A lavoura de cereaes aoha-se completamente
perdida.
Os cafezaea tambem tem soffrido bastante.
Q calor tem sido intenssimo, e j consta
ter-sS desenvolvido diversas molestias, nao t as
povaqoa, como as f.izcudas.
<> M o tempo coutinuar assim, estamos com a
foine porta. >
O Co-reio de Padua de 5 do corrento d a
seguinte noticia:
O Sr. Jos Bazilio de Freitas, fazendeiro na
freguecia da Lage, deste municipio, homem esti-
mavel pelas bellsimas qualidades de que era
dotado, gozando de grande popnlaridade e atiri-
cio, devida lhanezu de sua vida privada e bon-
dade com que a todos acolhia sem distinccio|;
respeitavel e honrado entre os mais conceituados
fazendeiros do municipio, foi no, dia 30 do inez
passado, victima da sanha brutal e perversa de
um escravo.
.- A's 6 horas da manh, tendo o infeliz fazen-
deiro ido casa da carpiutaria, onde trsbalhava o
seu carpinteiro Joaquim, vulgo Carioca, e fazendo
a este como se presume, urna leve aamoestacao,
Joaquim lancou mo de um machado e descarre-
gou terrivel machadada sobre a cabeca de seu se-
nhor, secundando em seguida outra sobre o peto.
A primeira machadada vibrada com vigor pene-
trou obliquamente no parietal esquerdo, interes-
sando a massa encephalica correspondente, a ponto
desU espirrar e agarrarse s paredes internas do
chapeo de manilha. A outra descarregada aom
furia tambem sobre a fce anterior do pulmo es-
querdo com 15 centmetros de extenso, interessou
as costillas e o pulmao. A morte sobreveio 1 1/"'
hora depois, nao tendo sido instantnea pela resis-
tencia de urna natureza pujante o athletica.
Com grande presteza compareeeu ao lugar o
hbil medico Di. Joo Pereira da Costa, acompa-
nhado do distincto pharmaeeutico, o Sr. Carolno
Gomes da Silva,
O Dr. Costa declarou-o irremediavelmente per-
dido, embra empregasse o m :lhor esforc para o
salvar.
Q.lano o infeliz fazendeiro, completamente
inerme, tombava ao golpe selvagem do machado,
acudi o Sr. Estevao Rodrigues Alves. velbo amigo
da victima e seu eompanheiro nos trabalhos agr-
colas, despertado pela vozeria dos escravos. 0
Sr. Estevo tinha na mo nicamente um pao.
Ao vl o o assassino precipitou-se sobre elle, des-
techando urna machadada, que foi a tempo am-
parada pelo pao que EstevSo levava, e por um
camarada que se interpondo, aparou com a mo o
cabo do machado, que resvslando deu em E itevao
um golpe, que interessou somante o couro ca-
be ludo, jorrando sangue.
O camarada ficou com dons dedos da mi
quasi separados, porque entre elles recebera o cho-
que d) cabo do machado.
Estevo corre e tomando de urna espingarda
avancou para o assassino que se atirava como urna
fera, armado de urna grande taca, contra os outros
escravos.
Ao ver EstevSo, o assassino volta-se e contra
elle arremete, mas, felizmente, um tiro desfechado
com seguranza prostrou-o ao chao, vindo a sue
cumbir urna hora depois.
Esta scena dolorosa causou nma sensaijo pro-
funda e em breve de toda a parte chegavan
fazenda do infeliz, os seos filbos, os seas amigos,
os seus parentes; e a dr que corta va todas as
pbysionomiaa indicava a grande estima de qne
gorava a victima.
Os proprios escravos choravam ante a perda
do senhor, que mais era pai e amigo.
Blo de Janeiro
Datas at 10 de Janeiro:
Alm das noticias officiaes, constantes da ru-
brica Parte Official, nada mais referem as folhas
digno de nota.
Eis as noticias commerciaes publicadas 10:
Rio, 9 de Janeiro de 1886.O mercado de cam-
bio bro boje as mesmas condicocs em qne fe-
cheu hontem, com a taxa de 17 3/4 d. sobre Lon-
dres, e assim se manteve at 1 hora da tarde,
quando fui adoptada por todos os bancos a de
17 13/16 d., que s vigorava para operacSes con-
tra ca xa matriz.
As tabellas bancarias foram as segnintos:
Londres 17 3/4 e 17 13/16 d., a 90 d/v.
Paria 536 a 535 rs. por fr., a 90 d/v.
Hamburgo 62 e 661 rs. por m., a 90 d/v.
Italia 542 e 539 rs. per lira, a 3 d/v.
Portugal 300 /. a 3 d/v.
Nova-York 2*850 per dol., vista.
O movimento do dia foi pequeo sobre Londres
a 17 13/16 d., bancario, caixa matriz e sobre ban-
queaos, e a 16 15/16 e 18 d., papel particular, e
sobre Franca a 535 rs., bancario.
Na Bolsa o movimento foi mais qne regalar.
Venderam-se hontem 6,308 saecas com caf.
Babia
D.itas at 14 de Janeiro :
As folhas desta provincia nada referem que me-
reca men^ao.
Scrglpe
Datas at 10 de Janeiro :
A presicencia suspender o presidente da c-
mara municipal Ai Maroim, mandando responsa-
bilisal- como se v da seguiute portara :
0 presidente da provincia, ten Jo era vita a
representacaj quo lhe dirigiram os vereadores da
cmara municipal de Maroim, Jos Pereira de
Magvlhiies, Joaquim Alves de Oliveira, Leopoldino
Jos de So-.iza, Antonio Coulho Barreto Sobrinho
e Luiz de Franja Mello ; e considerando que por
officio de 19 de dezembro do anno prximo lindo
recommendava ao presidente da alludida ca nara
municipal Jos Nunes Madureira Mayart, que
eouvocasse extraordinariamente a mesma cmara
para que, em sessao, podesse prestar informatao
sobre os factos por estas argidos contra aquella
corporaco;
Conaideranda que, em officio de 29 do mesmo
mez, resal vida urna consulta feita pelo referido
presidente da cmara, de poder ser ou nJo son-
voeado o vereador ltimamente eleito, Luiz d
Franca Mello, determinara ainda a presidencia o
cuinpriment immediato da ordem expedida no
dito officio de 19 de dezembro ;
Considerando que nito s o primiro officio
como o segn lo foram receidos pelo presidente
Madureia Maynart, aquelie 23 e este 31 de
dezembro findo, como se v dos certifieidos do
comi n?. 4tt3 A e 463 A ;
Considor&'ido qua despei o de tao expressas
recommendajoes, a|uelle presidento deixou de
convocar a cmara, desobidecendo assim a urna
urdem emanada do poder superior, cono se v da
represeutaco supraraoncionada, incorrendo por-
tante em responsabilidade ;
Resol ve, usanda da attribuicilo que lhe eonfere
o krt. 5 8 da le de 3 de outubro de 1831, sus
pender o presidente da cmara municipal de Ma-
joim Jos Nunes Madureira Maynart, determi
tiaudo ainda que S'-ja subinettido a processo de
responsabilidale.
Cumpra-se, communique-se a remetta-sa copia
do presente acto ao promotor publico da rejpec-
va comarca para proceder, como for do lei. >
AiagoaM
Ditas al 16 de Janeiro :
O resumo da votar;lo paradeputadi geral no 1*
distrieto foi este, que c infirma o nosso telegrum-
ma de 15 :
Dr. Bernardo 433
Dr. Espindula 251
Dr. Poutes 231
Vo a 2 escrutinio o Dr Taomaz Espindola a
o Dr. Bernardo Sobrinho.
L:mo8 no D'mrio das Alagoas de 15 :
Por officio do Io jniz de paz e do Bubdc-lngido
de S Luiz de Quitunde. par um outro do cidadao
Agostinho Rodrigues da Cunha Monteiro, e por
um abaixo assignado de grande numero da habi-
tantes daquelle povoido, teve S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia conhecimento do estar alli rei
naudo epidemieamente a febre typhoide, recla-
mando todos providencias pata o caso.
S. Exc. tendo vista o aviso do Ministeri do
Imperio de 8 de jolho da 1882, o qual determina
que s se autoriscm despezas com soccorros dep >is
de verificado que as molestias tem carcter reco-
conhecidamente epi iemico, teler .phou sem de-
mora aejuizde direito, juiz municipal e promotor
publico la comarca do Camaragibe, cuja sede de-
mora a 22 kilmetros, pouco mais, da povoaco de
S. Luiz exigindo com a possivel brevidade infor-
marlas sobre a annunciada epidemia, o que faz
ainda S. Exc. por oflicios dirigidos aos ansTios
funecionarios.
" Ao meemo tempo S. Exe. officiou ao Dr. ins-
pector da saude publica afira de que este indicasse
as medidas que devam ser tomadas para debellar
o mal e prestar se pobreza desvalida os soc-
corros garantidos pela lei fuudamental do Es-
tado.
Ao chefe de polica igualmente officicu S. Exc.
para que por sua vez exigiese informucoes das au-
toridades policiaca do termo.
a Como nao fossem accordes em suas respostaa
os funecionarios a qnem S. Exc. telegraphou, e ti-
vesse affirmado um dos jornaes que se publica
nesta capital estarem 200 individuos atacados em
S. Luiz da molestia reinanle, S. Exc. adoptou o
alvitre lembrado pelo Dr.'insp-'Ctor da saude, de
mandar se alli um medico verificar a existencia da
epidemia e propor as providencias adequadas ao
caso.
Curoprindo-lhe observar as reiteradas ordens
do governo sobre economa nos dispendios pbli-
cos, inormente da veroa -Soccorros, S. Exc.
procurou confiar aquella commisso ao medico
mais prximo da localidade, e aasira passou ao Dr.
Pedro da Cunba Carneiro de Albuquerque, resi-
dente na eidade de Cnmaragibe, o telegramma
publicado na edicao de hontem deste Diario.
O Dr. Carneiro de Alouquerque, recebendo o
telegramma de S. Exc. parti aera demora para
S. Luiz e no dia 10 passou a S. Exc. o seguinte
telegramma :
Fiz viagem. Examinei doeutes. Exiatem 4
doentcs de febre palustre typhoidea c 2 convales-
centes. Resido 4 leguas de S. Luiz; V. Exc. gra-
tificar viagem servico medico como entender.
Julgo dea lecessario auxilio governo.
Todos os discursos, alias muito applau lido.
aiTinnain a idea republicana. Convm, todava,
especialisar, alm d'aquees oradores, oa Srs. Por-
tuondo e Salmern.
Na opiniao do primeiro d'estes oradores, o par -
tido republicano um partido de combate e com
aso se deve contormar o procedimento de todos os
republicanos ; portanto, aquelie que mostrar tibie-
za ou frouxido deixa por esse facto de pertenec'
ao p.irtido, e deixar tambem de pertencer aquel -
le que condemnar em absoluto a propaganda la-
cal.
No m-io do discurso declarou que o nosso il-
lustre chefe pensa tambem da in ama m ineira.
Passando a apreciar o carcter poli tic j 10 Sr. Zo-
rilla d3SC :
Ser o Sr. Zorilla um conspirador svstema-
tico?
Por certo que nao.
Se elle dase que emquanto se nao reconhe-
cease de urna maneira solemne a soberana nacio-
nal, expressada pjlo sufFragio universal, em^uati-
to se nao garantissem todos oa direitos do eida-
d;lo, a nossa attitude devia ser francamente revo-
lucionaria ; tambem disse que seria um crime
coutinuar u'essa attitude desda que tudo iaao se
conseguase.
Terminou dizendo que o principal trabalho re-
volucionario seria sustentar no par'amento e un
toda a parte, e por todoa oa inaioa, as suas convic
(des e principios.
Brindava po3 ao Sr. Zorilla, que .a uicam ni ;ii
da democracia, da abolieo da escravido, da libar-
lade do direito e do sentiinento revolucionario !..
O Sr. Salmern pronunoiou uin discurso d'alta
s^nificaclo poltica e urna prava evidente da sua
evolucao no sentido das theorias de Castellar.
Este discurso, alm do seu valor proprio, tem
oti'ro muito mais importante, c o ter sido tran-
scripto quasi na integra pelos jornaes do Sr. S&-
gasta
Ha dous mez 8 ainda, talvez os rnpublicanos se
nao poier&m ler reunido n'um jautar, ou se o fi-
zessem, a polica alli estara para por cobro sex-
panao;s da liuguagam; hoje, so| os jornaes do
go.vern que se tazem portavoz dos suua discur-
sos !
O que parece, que a rae da que Salmern
recua um p.isso, Sagaata avanca outro, para que,
paaa* a passo, um da se possara encontrar no
mesmo ponto.
O Sr. Salmern comscou por declarar que 03
tnuuiphos alcancados pela forja sao sempre ephe-
mero3, se correspondem somante a um systema,
e que 6 sao verdadeiros quando se arraigam na
conseicncia dos povos.
Oa noasos adveraar03, dase o imstra poltico,
exploram a alcunha de revolucionarios com que
nos brindara, porque assim convem aos seus intc-
resses. preciso fallar claro. Se nos encer-
ramos em-um espirito acanhado ; te nao amoldar-
moa a nosaa maneira de proceder aos grandes pro-
gressos pnliticis e sotiaes que o tempo impri-
me aos pavos, poremos obstculos a que muirs
classes acceitem a legulidade republicana, por
medo das exaggeracoes revolucionarias. Torna-
ae, poia, nccj finnetn na c>ufi .nq-\ le t dos os nteresses. A
ordem e a propaganda serio meios seguros para
conseguir essa
confia
Haver alguem qne
Noticias da uropa
O paquete inglez Araucannia, chegado hontem
da Europa, alm das noticias de Portugal, con-
stantes da carta do nosso correspondente de Lis
boa, inserida na rubrica Exterior, trouxe mais as
seguintes, cujas datas vao at 6 do corrente, e
adiaotam oito dias s trazidas pelo Mondego.
Heapaoba
Eis o que escreve sobre este paiz, em 6 do cor
rente, o nosso correspondente :
A ceremonia do juramento da rainha regente
effectuou-se a 30 de Dezembro, na conformidade
do programma annnnciado.
A tropa formou alas em todo o percuiso desde
o paco real at ao palacio das cortes. A regente,
as infantas, o infante D. Antonio de Orleans e o
numeroso squito foram em carrnagens de gala
A regente, vestindo rigorosamente de lucto, com
um longo veo proto e um diadema de azeviche, e
a comitiva de laco de fumo no braco. A maioria
dos deputados e senadores apresentaratn-se de
grande uniforme. A regente foi saudada pelos
deputados com vivas clamorosos. Todo o corpo di-
plomtico assistio ceremonia na sua tribuna es-
pecial O dia esta va explendido.
Produzio sensaco a firmeza e presenca de es -
pinto com que esta joven senhora pronunciou a
formula do juramento e foi acclamada de vivas
sem denotar a mais leve commocJo. A regente
levava pela mo as anas duas filhinhas.
Ha dias em Madrid celebrou-se, no sali das
sessoes do Casino democrtico Progressista um
banquete em honra do chefe do partido republica-
no D. Manuel Ruiz Zorrilla.
Este banquete, a que assatiram cento e cin-
coenta convivas e os discursos que n'elle se pro
nunciaram, teem servido de assumpto a todas as
conversa9oes dos crculos politicos mais importan-
tes do paiz viunho.
Entre os convidados figruaram muitos emigra-
dos polticos, que, aproveitando-se da anniatia,
roltavam patria, taes como os Srs.s Ginard de
la Rosa, Miralles e Manos !
Fizeram brindes os 8rs. Romero (de Thenias)
La-Orden, Gonzalles Valledor, Ginard de la Rosa,
Chies, Malagarriga, Vela, Francos, Miralles, Gon-
zales, Leguerica, Atienza, Encinillas, Cuesta
Olay, Garca Goni, Martin Rey, Slandet, Mart-
nez Gomes, Rubio, Chavarr, Adenelt, Salazar,
Daz Flores e Latorga.
julgue qie 3to que cu atento, e que tenho rr
conseicncia quo deve suatantur-ae, entorpece a
obra revolucionari ? Nao; nemjeu Iba neg o
meu concurso.
Explicando a attitude dos republicanos as
eleicoes e a sua poaicao parlamentar, afirma qne
tudo quanto se tem feito a bem da idea republi-
cana e que a repblica precisa, para aua consoli-
Jaelo, de M obra da patria.
Quem tem averaoes e odios a cortos elementos 6
que quer para si s o direito, e isso nao est, ncm
ha de estar de aecrdo com o modo de sentir ge-
nuinamentc democrtico.
Produzio grande impresao a seguinte deacrip-
9S0 do actual estado poltico da Haspanha, e qual
a miaso ios republicanos, que, na actualidade
mais convenha para o engraudecmento futuro da
patria.
Vivemos no rgimen de urna monarebia sem
monarcha. NVste momento existe urna legalidade
nascida da conatituicao, havendo outra filha da
tra liccao que intenta de3trair a primeira. O go-
verno, u'este momentos, nao sabe se ser tio ou tia
e nos tolos ignoramos se chegaro a unir-se os
dous ramos que enaanguentaran a patria, ou se
vira um rebento d'aquella horrenda casa 'Aus-
tria. Nao sabemos se a corte de Vienna ou o /a-
ticano, de actor Jo, tratarlo de impr-noa urna in-
stituidlo absolutista. lato gravissiruo e merece
q le oa homena pablicoa penses seriamente as
suas conseqnencias. No caminhe que seguimos,
temos um grande auxiliar; do nosso lado est a
fatalidade da natureza e ama dynastia enferma.
Julgais que seria imperdoavel, que, pelas nossas
imprudencias e arrebatamentos, dessemos lugar a
que se pozesse urna escora a esae edificia que al-
lue? Urna minoridade doente, urna familia intri-
gada por discordias interiores e um protector que
j se apresenta como ae foaae dono da casa.
E' necessaro encarar bem de frente os acon-
tecimentos, aem noa es juecermos de outros traba-
lho9, para que, em cccaaio opportuna, poaaamos
ferir mortalmente e com rapidez.
Depois de deacre ver o estado geial da opiniao,
que declara que as cousas nao podem continuar
aaim como ellas eato, de parecer que se nao
deve fazer sahir a repblica d'uu estado de agi-
tacio entbusiastica; mas que se deve firmar sobre
a multiplicidade doa interesaes conservadores.
As apreciaQoea que o Sr. Salmern faz de diver-
sos grupos sao cariosas e com ellas se faz posto a
este j longo extracto.
Existe ama osquerda, que tem um nome nas-
cido no ardor da luta e no fragor dos combates,
nome que soube adequar-se aquellas circumatan-
cias e qne podara appellidar ae de eaqaerda re-
publicana, qne absolutamente neceaaara para o
bem das nossas instituicoes: por isso en rio ao seu
Ilustre representante e meu querido amigo, o Sr.
Pi y Margall, um applauso sincero.
< Essa esquerda constituo hoje urna theoria e
mais tarde aspirar a organisaco do Estado, cor-
reapondendo assim ao progresso dos povos.
Tive occaaio de ouvir o Sr. Pi, que, cheio de
patriotismo e abnegacao, est disposto a aceitar e
contribuir para ama constitaice, fundamento de
urna legalidade, republicana, que sirva de base ao
desenvolvimento da poltica dos tres partidos, e
que seja tao lata quanto necessaria.
Todos os sacrificios que se facam para garan-
tir os nteresses conservadores sero poucos.
E nem a dreita, nem a esquerda ho de ser
ente os factores esaenciaes : ha de ser a esquer-
da, operando legalmento que nascer com essa
constitaico, ao passo que dentro d'ella se move-
rlo todos os elementos conservadores.
Ao centro republicano impe-se alguma causa
que constitue um dever.
Existem forcas diversas, a que pertencem ho-
mens Ilustres, e que existimos nos com um pro-
gramma creado n'outra poca e que talvez se nS
harmonise com o que o partido deve ter as cir-
cumstancias actuaos.
E' preciso dizer a esses elementos que, nao e
polo facto de se acharem desligados dos grupos
erganisados, que deixam da ser valiosos; preci-
so dizer lhes que nao convm aos interesaes da re-
publica nem aos do paiz, a existencia d essas rr-
cas soladas e que urge agrpalas nos elementos
organisados.
' "Na temos para iis'o urna poltica e nio nos
deteriamos em a'argar os moldes em que vivemos








i



MRMMMppBaHBi

Diario de Peniambiico-Terta-fcira 19 de Janeiro 1886




II II IM
para qae dentro d'elles tive**em entrada elemen-
tos sol ton, lando erigesn a do eunjwuato giauk*
pelo* mu elementos, grande pela ma significa-
cao.
A questio de nome nao aeri nm obeuonlo ;
dividir nos hiai*aweipOr esse molino impedisse
moa a realisc-W*'a*ae grande iucccmo poltico
Talrex que** existencia d'eaaea elemento* sol-
tM seja a mai*r difneuldade para a reuniio do*
lementos repuMtssam, e que, continuando aasim
impecam todos o* nosao* mavimentos.
* _1 No d*4, o Seaado depois de ***fj,c'?"
lo, approvou a autorltacao para a* reluiiaai fi-
nauceiras do Sr CaSseeho, osea Cmara de* De-
putado*, piucos diaraates, esva approveeo.
_ Na Cmara das Depatada* pro*ge*> do-
bata polico. O Sr Kaero Robledo anatse*- o ul-
timo ministerio Ciawa, e d1**e que o partido
conservad >t nao tea j* razio de existir, visto nao
ter servido no pe igo que a saotte do rei suacitou.
O Sr. D. Franciscottvela defeadeu o ministe-
rio Cnovas.
N'aquella essao o Sr. Sagasta declarou que o
governo actual quer conservarse neutral n esta
discussio ; disse que o seu dever o obrigou a con-
Tocar estas cortes para que a rainha regente ju-
rasse a Coustituieio do Estado. A respeito da ul
tima crise ministerial, xplieou qu<3 a raiaba se
dignara encarregal-o de formar governo, ao que
elle nao poiia do forma algunta recusar-se peran-
te o ata ie do rei. Conirmou que o Sr. Cnovas
del Castillo aconselhou a rainha chamar ao po-
der o partido liberal, coincidindo este consejho do
chefo do partido conservador com os desejos de
a la magestade.
Declarou mais : que o partido liberal se pro-
poe realisar todos es seus compromissos a medida
que Ih'o pepmittir o procedimento dos partidos
expas que a opposicio tem hoje a tribuna livre, o
pas anda goear de mais liberdade, e por conse-
quencia todo o procedimento revolucionario an-
U patriotiej e criminoso; prometteu que as prxi-
mas eleicoes serio a expressio verdadeira da von-
tade do povo hespanbol, que digno das maiores
liberdades; confii em que ninguem se ha de oppor
aos nobres deseos da regencia e ao prop-ieito que
o governo tem de os realisar.
& Este discurso do presidente do conseibo, com-
muulcado em resumo pelo telegrapho ante-hontem
tarde, tem a significacao de um programma de
governo.
De varhs comspondencias de Madrid co-
lhe-se que a infanta D. Isabel e a rainha regente
nao estio em perteita harmona, qoerendo attri-
buir-se a m vontade e desaccordo o tacto de cada
umid'ellas ter mandado reaar sua missa por alma
de D. ArTonso, mas sera ir acompanhada da eunha
da. Primeiro toi a rainha D. Christina qoe ouvio
a missa sem ir com a infanta; depon foi a infan-
ta D. Isabel, que eve igual procedimento com a
egente.
De tudo se toma nota quando se trata de perso-
nagens. d'aquella categora.
Franca
A assembla nacional, constituida pela
reuniao das duas cmaras, proceden no dia
28 de Deeombro em Franja eleioad de
presidente da repblica, o qual deve exer-
cer aquellas elevadas funcefos durante sete
annos.
Apesar das divisos que existera no par-
tido republicano, este, na sua quasi totali
dade, concordou na reelejao do Sr. Julio
Grevy.
Nao deixou de haver quera procurasse
fomentar a divisad, promovendo outras
candidaturas ultima hora. Aasim, bou-
ve quem procurasse obter votos para o Sr.
Henrique Brisson e em seguida appareceu
tambe .n logo a candidatura do Sr. Freyci-
net, no me que figura quasi sempre em
campo quando ha intrigas e competencias
pessoaes no portiJo republicano.
O Sr. Brisson teve, porm, o bom senso
de tornar publica urna carta dirigida a
uno amigo seu, em que repudiava a can-
didatura, e em que rmstrava que todas as
conveniencias polticas e patriticas acon-
selhavan a roeleicao do Sr. Grevy.
O Sr. Freyinet, en virtule d'aquella
declarado fez tanibem saber que nao pro-
punha a sua candidatura para a mais alta
magistratura da repblica.
Apesar de tudo, houve ainda dissidentes
que votaram no Sr. Brisson ou no Sr.
Freycinet.
O resultado da votacSo foi o seguinte:
Eotraram na urna 58 listas, das quaes
13 foram brancas ou nuas. Apuram-
se pois 576 votos, cuja maioria abso
luta era 288. Tiveram votos : Julio Gre-
vy 457 votos; Henrique Brisson 68; Frey
cinet 11; Anatolio de La Forge 10; di-
versos 27.
O Sr. Julio Gravy teve assim a maioria
absoluta dos votos que entrariam na urna,
se a cmara dos deputados estivesse com-
pleta e se todos os membros d'ella e todo*
os do senado tivessera tomado parte na elei-
cao.
Os deputados e senadores da direita
abstiveram se de votar, mas comparece-
rn! na assembla, onde provocaram tu-
depois do ter feito brilhantea estulos
no uolleviu xre Brfga, inallUQu pelos jestn
<..* ____* *_j. j_ -
multo, e quizeram ver se conseguiam que
o congres jo se convertesse em assembla
constituinte para fazer a revisao constitu-
cional. Mas os raiieaes nao se prestaram
a auxilial os, e o presidente, o Sr. L.
Royer, com grande firmeza e energa,
cont ve a assembla dentro das snas func-
C03S de simples collegio eleitoral nao per-
mittinlo que, ninguem usasse da palavra
para assumpto estranho quelle im.
Para evitar que a tribuna fosse invadi-
da por algum perturbador mais audaz,
fel-a guardar por continuos, que lhe nao
permittiam o accesso.
Varios membros da direita, como os
Srs. Paulo de Cassagnac, Kerdrel, Bau-
ilry d'Asson e Cuneo J'rnano, interrom-
piam de continuo o presidente, insultavam
a assembla, soltava n improperios e pro
vo:ava ii tumulto de camaradagem com
os seus correligionarios da direita, sendo
necessario suspender a sessao por alguns
minutos. A firmeza dp presidente conse-
guio dominar o tumulto, raanter a legalida-
de e levar ao cabo a missao da assem-
bla.
A graale maioria da assembla mante-
ve-se na melbor ordem, e com ama sorie-
dade e cordura, que contrastaram perfeita-
mente com os desmando* dos partidos
monarchicos. So estes h tviara gaaho forja
moral no resultado obtido as eleic8es, o
tristissimo papel que acabam de repre-
sentar na assembla nacional desconcei-
tuaos gravemente porante o paiz.
O gabinete Brissson pedio a sua de-
missao. O Sr. Freycinet aceitou defiaiti-
vamenta a missao de formar gabinete. As-
aegura-se que metade dos actuaos minis-
tros entrar > para o novo ministerio e que
no dia 5 fcar constituido.
Confirmase a noticia do accordo da re-
pblica francesa com o governo dos povos.
anta
Estando muito velho e achacado o pa-
dre Beckre, aotual geral dos jesutas, m
companhia resolveu ha dous annos dar lhe
um coadjuctor e futuro sucessor. A elei-
9S0 para este cargo, qaa ficou sendo o de
verdadeiro e effectivo geral, recabio no pa-
are Anderdely.
Este notavel jesuta reside em Fesela,
perto de Florenf a com o padre Bochx.
populacho v*ll 'idsd8 bellicosas e a pos
da erdesn. 2 do rei MiUneade vas maispreearia.
O nainisterio pediua suaexoneracaoo wfrei
ooofeu o ummrgt
Sr. Gavaobaaine, o aiasino que presidia so
ministerio d a dkiasrMar io.
Ha pLaaodeae fasar representar no novo
ministerio os diversos partidos politbos fa-
endo HSrtfaT aeHe 41 respectivos ahefes.
Essaeseprain eafcreae, porm, difficuld^-
d**, porfa satre *s diversa parcialidades
k* divergwsm etofundas nlo s a respei
to da peKtisJa interna do pas, mas tam
tas, fot admitudo ao
Os seas saperioro enviaram-o d*pois
para Roma aflm de se perfoic^er all no
estado da philoeophia e da theologia.
L'eixando Roma, cujo clima nocivo
sua sade, o padre Andertery resdidio suc
cessivamente na Suissa, na Saboya, na
Amerioa e na Auo**aaaa. P01 nsete -ultimo
paiz que se drstiagaio eepeci&snseate da
rante muitos armes cosao pregaJor.
lias as forjas physioM allspwn-lho 'e
elle teve qaa renunciar ao palpite para sa
dediear direcoSo reiigtesa a saientifi' bssn quesrto as relafrWs com as pataactas
de diversos estat>aacraeBtoe da Oompanhia estrang julja-ao que aquella eombina
da Josas, particularmente em Oolosia e em
Paderboon.
Como profosso.r- de direito canonice,
j de theologia moral, o padre Anderdely
aproveitava os curtos intervallos de oc
para publicar urna nova ediccao do com
pendium de Router.
Havia ji algum annos que o padre An
derdely fazia parte do conseibo supremo da
ordem, como representante das provincias
da nacionalidade germnica, quando Be
outomno da 1883 a companhia resolveu
esoolher um ooadjuotor, que aera -o futuro
geral. O padre Anderdely foi eleito logo
no primeiro escrutinio e quasi por unani-
midade.
LeSo XIII apressoa se em ratificar aquel
la esoolha justitcada pelo notavel talento,
salo apostlico, grande illustracio e varia-
dissimos connacimentos lingsticos do
eleito. Alm dss linguas antigs, o padre
Nasceu na Suissa, reoantSo do Valaio, e n toaBSe.
Anderdely conbeco admiravelmente as lin-
guas francesa, italiana, inglesa, allemi e
bespanbola.
A terrivel companhia soube, pois, como
sempre escolber mios de sunarior habilida-
de para lh;s confiar o governo supremo da
ordem, e homem de oapacidade transcen-
dente para elevar dignidade de papa ne-
gro.
Allesnanba
Ha dias votou e Reichstag allemao,
unnimemente, o projacto de lei apresen-
tado pelo principe de Bis mar ck, relativo
conatru :c3o de nm canal, cojo unsto sobe
a 350 milboes de franeos e ha de unir o
Bltico ao mar do Norte.
Nao querendo a Allemanha ver expos-
tos os seas navios a serem bloqueados no
Bltico, no caso de urna esquadra inimiga
se apoderar dos estreitos do Snnd, decidi-
se a construir o dito canal, que ter 60
metros de largara por 8,5 de profundida-
de.
Estas dimensSes permittirSo a passagem
a navios de guerra da mxima lotayao.
O canal ser protegido n'u n e n'ontro
extremo por fortes artilhados e por ca-
nhftes de poderoso ealibre.
Em caso de necessidade, constituir um
immenso porto ao abrigo de todos os ata
ques; em tempo de paz, este canal, qu*
ser de 57 milhas, ser muito til ao
commercio. Os estreitos do Sund sao sum
mmente perigosos; todos os annos se per-
der all mais de 200 navios; alm da
economa do tempo, este canal offerecer,
portanto, a vantagem de reduzir os pre
mios dos seguros e os precos dos fretes.
Os direitos a receber sero de 90 cnti-
mos de francos por tonelada, incluindo a
pilotagem, etc.
Calcula-se, que, das 36,000 embarea-
cSes que annualmente atravessam os es-
treitos, 18,000 pelo menos cruzarlo este
canal.
Kavpto
Segundo affirmam de Londres, a p isicito
das tropas bntmnicas no Soldo consi-
derada com bastante critica.
O governo tem noticia o (filial que o
moviment de avanyo dos soldados est
causando viva inquietado no baixo Egyp-
to. Est se tomando prevencSes contra a
possivel revolta de grande parte das popu-
lacoe* indgenas.
As forcas britannicas existentes no Cairo
e em Alexandria sao muito insumientes
para suEfjcar qualquer rebelliao, e, se for
necessario destacar dalli tropas coutra os
rabes, tornar se-ha indispensavel enviar
novos reforgos da Europa.
Um telegramma recebido pelo Daily
~ew$, d noticia de ter sido resolvido que
o iniiiigo seja atacado as suas psito >s
entrincheiradas, junto de Koshek.
A victoria alcaagada pelo general
Stephenson sobre os rebeldes do Sol lo
entusisticamente sauiada pelas folhas
allomas de todas as parcialidades polticas.
O Norddeutsehe congratula se com a In-
glaterra polo triurapho obtido.
A Vassische Zei-ung, jornal radical,
tambem sa la a victoria das armas britan
nicas, mas a ugura mal dos seus resultados
e vaticina ao general Stephenson muitos
dissabores e muitos pongos Este mesmo
jornal, referindo-se ao projectado bloqueio
dos portas do mar Vermelbo, pela esqua-
dra inglesa, diz que j tarde para se le-
var a effeito, visto que se sabe que os re-
beldes esto recebando armamentos ha
mais de um anno, pelas caravanas de Tr-
poli.
O Tageblatt discute, no campo do direi-
to internacional, a idea d* blqueio, comba-
tendo-a e affirmando que tal facto na p j-
der realisar-se emqu nto a Inglaterra nlo
e8tiver officialmente em guerra com 0S0I-
dao.
O Daily Ckrontele e o Daily New
de 4 publicam telegrammas do Cairo, di
zendo que Muktar declarou ser impossvel
executar-se a convenci anglo-turca. Os
mesmos correspondentes sao de parecer
que a pacificado do Soldao nao se porfer
conseguir sem tropas turcas.
rlense
Nao est-ainda desannuveado o horissn-
te politice no Oriente da Europa nem li-
vre de seras complicacSes a questZo dos
Balksns.
A Grecia continua armada at aos den-
tes a ameaca entrar em campanha.
Tenta assim obter compensares territo-
riaes em nome dos interesses do hellenis-
mo, se se efectuar a reunilo pessoal da
Romelia com a Bulgaria. O tratado da
Berlim, que lhe impoz enoargos, por ella
integralmente satisfeitos, tambem lhe con-
ferio direitos ; e n'esse terreno que o ga-
binete da Atbenas est assentando a ana
poltica internacional. Nao admitte elle
que ee altere aquello tratado, sem que seja
em proveito de todos n'elle intereessdos o
oppdVse formalmente a que sejam conce-
didas vantagensespeciaes soma s nacio-
nalidade.
Tambem do lado da Servia nao rtaVenv
Continua
i.tvar
em grande psrte da ** lei de da JulD(} de 18a6, aa, re^awa
ilfMi ardaos da
Noa isatr** districy _.
FasTeColo ^P-^-WstaatftST ^
faun i av ** "unas divisoriaa, que limi -
T n?^." ** P?3e partUfaasas e franee-
a*, na carta oec.deotal da Africi, tem o mea g.
negociaooos oonvo goveruo da
gao indispensavel pata assagurar a sita
cao do re, profundamente abalada pelas
derrotas soffrdas na guerra com a Bulga-
ria.
Alguna conserheiros ntimos aconselham
ao soberano que osa de urna forte reprs-
alo para suffocar todos os desejos de revol-
ta, estabelecendo o estado de sitio em todo
o pas e confiando a exeoucSo desse golpa
de estado a nm ministerio de resistencia
enrgica.
EXTERIOR
Correspondencia lo Miarlo de
Pernansabnco
PORTUGAL Lisboa, 6 de Janeiro
de 1886
Depois d'aquella serie de artigos das ivbidadef
que ja conheoem a estas horas e que, editados m
paaphleto com a psea inicial em frente, que o
incrivet testamento de el-rei O. Fernando, devem
entro em pones* hora* estar a venda e circular
por todo o paiz e fra d'ella, osesou quasi da todo,
a disaasaao da impreasa. Uos applaadirom ca-
lorosamente, ontro* nao lonvaram qui ama senho
ra que tora esposa legitima do finado rei, assim
fosse exposta, como em peloorinhe affrontoso
n'aqnellas diatribes violentas. Bemetti Ihes os
artigo* pelo ultimo piqueta e l terio feito o seu
juiso, dispensando neste easo agora o mea.
Agora, s algnmas noticias solfas e algumas at
contradi tonas apparecem nos jornaes. Algans di-
tera qaa a Srs. oondessa d'Eila vai sabir do paco
das Necessidades indo habitar o magnifico pala-
cio que a tallecida condeasa de Porto Cvo man-
dara constnr'r no sitio de Buenos-Ayres e que
nunca chegra a habitar, o que a ser cerco, indi-
ca por parte da viuva do Sr D. Fernando a re*o
lacaode permanecer em Portugal. Disem oatros
que se mandaram arraniar cosinhas na parte do
palacio das Necessidade* habitada {Ma Sra. con-
deca i'Edla, o qae sendo exacto, denota o propo-
sito de nao sabir d'aquelle paco, apecar de todo
qae se tem dito e escripto.
O inventario vai comeoar judicialmente e com
quanto demorado, como nao pode deixar de ssr,
o* tribonaes do reino darSo as assampto a solu-
eao legal qae lhe competir.
Affirma se qae sobem a quatrocentos e tantos
eoutos de ris (fortes) as heraacas dos infantes
D. Joao e D. Fernando, de que era uso-fructuario
el rei D. Fernando.
l-rei D. Liiz ordenon que a todos os servido-
res de seu fallecido pai, de qualquer clssse ou ca-
thegoria, tossem abonados 50 por cento dos orde -
nadjs qae recebiam em vida do Sr. D. Fernando,
sem obrigaco alguma de servico no pacj da
Ajada.
O desinteresse e ganarosidade do soberao-) em
toda iafeliz qaesto, certo qae tem produzido
ptima impresa Jo no pablico.
Observaco notavel.
A familia real pjrtu^aesa, e s ella, tem rece-
bido demonstrscoes de pesamds da< mus impor-
tantes corp->ra9!3 do pai, das cmaras manici
paes, das academias, dis associafds, ds mem-
bros dss cimaras legislativas, dd toiis os corpas
scientificoi do piiz, associando-se a profanda dor
parque acabam de passar com a marte do Sr. D.
Fernando.
O Diario de Noticiai publicava ha tres dias
algumas n >taa biogriphic** acerca da fallecida
cnicas* de Mir-iliiri, espisa mirganatica de
Vi tur Manoel, de Italia.
Termiuava assim :
A coudessa nanea foi para elle sana a mulher.
Nunca creau embarazos a Cavaur, que a detesta-
va, nem a Ratazzi, que a comprehendia melhar,
nem pensou em ser senhora, nem rainha.
Amou o por elle e pe is filos, e diz a Ocaelta
de Italia, nunca paz em m situacao a familia
real. Teve bom coracao e bom humor e foi cari-
tativa e simples.
Nunca esqueceu o maio d'oade viera, nem 01
primeiro* dias da infancia. Depois da morte da
re buscn f*zer se esquecida.
O re Humberto dava-lhc do sea bolsioh >
150,000 liras (seis mil libras sterlinas) por anno,
e mai lou a sua custa fazer-lbe um funeral r^s
peitoso.
A Novida'le transcrevenda accrascentam :
Para o confronta ser completo, nada falta,
parque mesmo preciso dizeique na usurpau e
rapinou o melhor da heranca de Vctor Manoel,
nem quiz ficar cabeoa de casal da fomilia do re,
nem exigi moradiaem palacio tea!. Por isso, a
funda real italiana consagravalbe sincera e cor-
deal atFeicSo, e a imprensa italiana, echo da opi-
niao publica de todos os matizes, s tem para a
memoria da fallecida palavras de considerar} e
homenagens de estima.
A 2 do crrante abnram-se as cortas solem-
nemente, cam as formalidades da estylo, ptutaias
no competente programma otfieial. Presidio &s
cmaras reunidas o Sr. conselheiro e ministro de
estado honorario Jos de .Mello Gaaveia, supplen
te presidencia da cam ira dn pares, por estar
impedido o Sr. Foutes, como presidente do conse-
ibo de ministros, e par estar ausente em Pars o
vice-presideute, que o Sr. Aadrade Corvo.
Compareceram piucos deputados e pares do rei-
no. A concurrencia dos espectadores e de seu ho-
ras em campeasafo, era enorme as galeras. O
luto official abrir uto parenthesis, apresen'audo-
se de branco S. M. a raiuha e de cores alegras as
suas dama* de honra. A tropa que fazia alas as
ras a presenta va mi aspecto aio s pelo diminu-
to da forja, pois a maior parte ainda est guarne-
cendo a tronteira no servico do cordao sanitario ;
mas na transicao dos velhos para os novo* uni-
formes, nao estando estes promptos e os antigos j
muito deteriorados, o effeito era peasimo, como j
succedera na parada fnebre do enterro do Sr. D.
Fernando.
Eis o iiscarso que o g v irao poz na bacca do
chet'e do estado :
Dignos pires do reino e senhores
da navio portagaeza :
rt.
caastitucionaJ. Igual-
Al aovo
Jasiaeero do chegafa nm aaeordo hoarus-.
para ambaa partes, mm u u;.~a------_.._
deputados
aprouve a Deus
quando
euntuguato e sempre cbo
Ferido no coraco,
chamar sua presenta me
rado pai,.de saudosa memoria, venho ao seio da
represeataco nacional manifestar esta dr, que
vos de certo, senhores,. partilhaes comigo, coma
partbham e sentem todos aquelles que de perto co-
nheceram as suas preclaras qualidades. Comigo
e com toda a minha familia est de luto a nacao
inteira, e se eu, como filho, siuto dolorosamente o
golpe, nao o sentir menos o povo portugus ao
lembrar-se de como aquello principe, u'esta ttrra,
aue to leal e dedicamente adoptuu como segun-
da patria, foi sempre protector, inici .dar e auxi-
liar de todoi os commettimeotos que padiam des-
envolver ou acrescentar a prosperidade publica,
tender cultura das sciencias e das artes, e con-
tribuir de qualquer modo para o engrandecimiento
nacisnal. Pelas manifestaces que de todas as
cla*ses soeiaes tenho recebido em to penosa uoa-
junctura, consigno aqu o mea reconbecimento
Do* soberana* alliados e a algos da corda de
Portugal me tem vindo, pela irreparavel perda
que soflri, expressOes de svmpathia e pravas ine -
quivocas de verdadeira magua que obrigan a mi-
nha gratido. Com os mesuaos soberanos e gover
nos da* potencias estrangeiras temes continuado
a manter boas relacoos de amisade.
0 doloroso acontecimento qae poz de lato a
naco visinha, aflectou-me protuudameate como
parate e amigo do monarca fallec to. Da me
representar na* exequias de el-rei D. Affanso XII
encarreguei um memoro da rainha familia. Por
essa oecasiao recebi de sua magestade a rainha
regeate, e do sea governo, testamanhos de bene-
volencia que fatea estreitar 4Ui ves mais os ia-
C03 de boa harmoaia, quo existem entre as duas
naodes da pennsula.
Cosa geral tranqalidads se proaedeu ao contir
verno ntabolado
republioa fraaeeza.
O desato, aiase;
parte*, que tam aahssrlo o* gover-
no* e os aagociadores dos das* pases, fas-m
Cr!L,lalr*!einente Pder apreaentada s
Mudeirte*^0 >le re,olve M -"** >ae*toe.
No intatp de garantir o pai* da invada do
cholera raerbas, que tem solado diversas pro-
vincias de algumas nacoes da Europa, e especial-
tneote o ramo visinha, tomn o mea gavera me
didas rigorosas no as da autorisaco que lhe toi
concedida pela lei de 27 de Junno ultimo. Por
effeito dessss medidas, ou porque assim aproove i
Uivina Pravidencia, terminon o ultimo anno sem
qae o pas fosse atacado deesa cruel epidemia,
que Untas vidas routou aWeaa l**)** O
mea governo vw dar conta das desposas qae foi
necessario fase.- para salvaguardar a saude pu-
blica.
Usan lo da autoi sacio coneedida ao governo
petale de 31 de Maroo de 1885, fai doerotada a
reforma das alfandegas, e organiaado o corpo de
engenharia civil O governo dar opportunamen-
te sonta s cortes destes actos, como lhe compre,
bem como do oso que tem feito, em relacia s pro
vincias altramarina*, da autansaedo concedida
pela art. 15 do primeiro acto addicional carta.
Para a execaco de varias lei* promulgada* foram
pabiicados os respectivos reguLunentos.
Applicando o crdito votado para despesas de
armamento para o exercito e para a defesa ds
Lisboa e seu porto, adquiri o governo algum ma
terisl da guerra, no qual at ao presente se nao
tam despendido mais do que as ominas autorisa-
das. Tendo-se julgado, parm, conveniente aug-
mentar desde ) aquella ma erial, e prover, sobre-
todo, por modo mais emeas defeza do nosso pii-
meiro porto, fiseram-SB contractos qae vos serio
presentes, cujos encargas careeem da sancfio le-
gislativa. Vos examinareis este assumpto com a
attencao que merece, e votareis como vos aconse-
Ihar a vossa sabedora e patriotismo.
O nosso imperio colonial, que ltimamente tem
tomado mi* largas proporcoes, e para o qual se
aeha mais voltada do que nunca a attencao pu-
blica, carece de medidas administrativas qae nos
limites dos nosso* recursos e das receitas col
niaes, que procuraremos desenvolver, hlo de con-
tribuir poderosamente para o melhoramento de
to vasta* e importante* ragies. A via frrea
de Ambaca, que ji fbi adjudicada, e o abastec-
meato das agaas em Losada, que est igualmente
contratado, sao duas providencias de grande al -
canee para a provincia de Angola.
Vos apreciareis as diversas proposta* que vos
forem apresentadas pelo respectivo ministro, e es-
toa convencido plenamente de que as tomareis na
levada eonsideracio aue o seu objecto reclama.
Alguns projectos acarara pendentes na sessao
passada, e outros vas serio apresentados pelos dif
fereates ministerios, na intuito de prover a neces-
sidade de administrado qae urgentemente os
ac mselham.
Para todas elle, senhores, chamo a vossa illas
trada attancic, mas, sobretudo, vos convido a
oceupir vos dos negocios qae respeitam ao the-
souro publico.
O meu ministro da faisnda vos apresentar os
oroamentos da raceita e despeza do estado para o
annoecauonico de 18861887. bem como o orna-
mento rectificado relativo ao exercicio corrate.
Apresentar-vos-ha tambem algumas propastas de
lei, que, sobre as bases dos actuaes impostos, sim-
plificando o seu lancamento, e tascado Ihes adqui-
rir maior elasticidad*), teadam a proiazir mais re
ceita, e sajam menas vex itori*s aos contr.buintej.
O remoielam;nto dos impostos directos, excep-
tuando, parm, a contnbaifio predial, e ama re-
forma de pautas, que tenha em vista a simplicida -
de do servico, que b maficie o commercio com a
tacilidade dos despachos, que favorec as indus-
trias palo allivio das materias primas, e qae res-
peite legtimos interesses creados sombra da
le, quanto seja possivel sem prejuizo de outros
interesses igualmente legitimas, serio object >s de
propostas do governo.
Com essas e outras providencias semelhantes e
com a moderacio as despesas que imperiosamen-
te se recommenda, de certo conseguiremos conso -
lidar e melhorar o nosso crdito, levando-o at
onde nos d direito a levantal-o a pantualidade
com que pagamos os nossos encargos e o progres-
sivo desenvolvira-mo da riqueza publica.
ara este importante assjmpto novamente re
clamo a vossa mais sris attencao.
Digaos Pares do reino e senhores deputados da
na cao portuguesa :
A sessio passada foi longa e productiva ; mas
consa.'rou-se principalmente resolucao deas-
sumptos exclusivamente polticos
Esta sessio pir ce destina Ja m .is particular-
mente a oceupar-s" da administrado e das finan-
cas, o que nao de certo menos importante para o
paiz.
Na vossa sibedoria e illustraca conio eu ple-
namente, e espero que com o favor de Deas, nos
empeaharemos tolos em promover h desenvolver a
prosperidade nacional.
Est aberta a sessio. >
Comprida e chato, como a espada de Carlos
Magno, dizia urna folha da oppasico no dia se-
fuinte, attribuindo o coraraeutano a um diputado
a maioria.
Como de costuras o jornalismo pilitico apode-
rou se deste documento parlamentar e sobretudo
o panto em quo se promette dar mais elastici-
dad^ ao imposta tem j sid> assumpto de glosas
humorsticas era prosa e verso... as gazetilhas
ou leas das folhas nocturnas.
A' noite houve tambem se rundo o eatylo, a
alassica reunio da maioria no ministerio do reino.
Cada jornal discorda dos outros sobre o numero
dos deputados presentes.
Uus disseram 45, outros 63, outros 80. Esti-
vessem, o certa 6 que o Srt Foutes, carao chefe do
gabin te parece qaa foi insinuando maioria um
ponsamento triste para ella, disp rado-a a encarar
cuj a-renidade a idea do afftstamento do poder,
aconselhando os seas amigos pblicos a que se
preparassem para ser opposicio.
Disse S. Exc. que a votacio constitucional a
base fundamental do systema representativo, e
que nenaum partid) p>de ter a pretensio de querer
aternisar-se no poder;que as situacoes fortes,
caben e para suavisar a idea da queda, o Sr. Fon-
t's disse que eilas cabiam como Autheu, qae ao
tocar na trra cobra va forjas para se erguer de
novo esm maior vigor.
Que o partido regenerad or, que tantos servioos
tinha prestada ao governa, poda e devia prestar
ao paiz servidos i ualmente relevantes na oppo-
sicio.
Que em tal conjunctara esperava que o partido
regenerador faria urna opposicdo seusata e cor-
data assim como esperava que o partido manteria
sempre a sua aniio, harmona e disciplina.
Aos parlamentares veteranos isto parecen muito
claro embora o Sr. prndente do conselho aceres-
eentasse, na intuito de doirar a pulula, que por
ora ainda nio via a nave ameacadors com a
tempestado que ha'ia de derrub ir o gabinete e
que os ministerios se conservan! emquanto teera
a confianza da corea e do parlamento e o apoio do
paz.
Este correctivo do apoio da opiniio publica
mjitj elstico admitte todas ss solucoes.
Parecen aos mais experimentados qae este dis-
curso era destinado a preparar a maioria a bem
morrer vindo corroborar os rumores qae teem cor-
rijo uiti mmente de que para fevereira ou marco
o poder passarpara as mas dos progressistas.
Sa sessaa preparatoria da dia 4, da cmara do
deputados proc^d _u-se eleicia da lista quintupla
pira a presidencia.
O primeiro nome eleito foi o do Sr. conselheiro
Iguacio >ilveira da *f >tta ; o segundo foi o do Sr
Jos Mara B)rges.
Elegeram sa depois simultneamente os tres
nomos reatantes, que foram s aos Srs. ledro de
Carvalbo, Alim de Bastos e Garca ds Lima.
Para secretarias f arara eieicoa i Srs. Souto
Sodrigues e H nrique Mendia.
FV>i uomeada em seguida a commisslo ase ha-
via de apreientar no dia immediato a 1 ora da
tarda a el-rei a lista qlintapla, donde b'uaeMa-
gestade escolheria o presidente.
-Ni ama. a alta, Sr. Casta Lobo sosaitov. a
qiMttto de saber se os p res eleitos dsviam ou
ao* dapataijosalsito* Este di/ao par
se pela affirmativa.
Esta ontaU) foi combatida pelos Sr He irique
de Haced* e Siqueira Pinta, venoeu-se, pois, na
vataoio, qae os pir -s eleito* s entrassera ni ca-
depois da verificacl 1 dos poi res e por deferenci
e rrsolvnu 0*0 eleger os saeretarios emquanto o*
paras eleito. ni* taahsm tomadoa**mto na sa
mar,
- Acha-*e muito doente na sua quinta do
Freixo doLoazi, o sabio jurisconsulto Dr. Vicente
Ferrer Netto de Patea.
Nio me record *a Ibos awiacioswi qae, ji
em coasequenciado pr**stora'to p-irtu*raes aecito
pe > rei de Dabassey, deixou de haver o'oow das
sais notaveis festividades annuaas a hecatombe
do eostume.
Sejara qnae* forem aaaaaside*ao3es eoooomioa*
ai polticas a qaa asse trtalo dssomargea,
ianegavel que a atirnaaidnln folga com elle.
Bl-Ril acaba de agraviar cam a commenda de
Aviz, n Sr. Custodio Borja governador geral do 8.
Tbom e Principe, e com a commehda da Con-
ceicao o Sr. Dr. Meyrelle Liite, qae por ordem
do Sr. Borja e com risco sea foi negociar o tra-
tado oom aquel le poderoso rgulo.
Ao Sr. Borja, alm disso, conjedeu El-Rei as
honras de seu ajadante de canpo.
Tem sido altamente estranhado qae no dis-
curso'4a cera se ni faca a mus levemencao do
famoso cmasettimsato, que tanta honra d a Por-
tugal, dos horoicos exploradores Capello e Ivens,
ao pasao qae to circumstanciado e diffuso em
assumpto de nm alcaaee iacoaparavclmente
BsasjNt.
- Deram-M 4 sepnltara os restos mortaes da ^^e" tomados a jaro
Obngactes de 5 */o e de 6 />
disrrtcto
Einprestimo* obre peuhoi e*
C mpiuhia Geral de Crdito
Predial c/ de deposito
Cimioisaio de venda de paabo-
re*
Penhorcs em liqpidacio
Foro*
Laude****
Cr-'dit 1 em c/ corrate
nbafs
Capitana tomados a juro
Lucro de rebates
Premio de deposito
Lucro d cartides
Premio de arrecadacio
Agio de nota* de cobre
Deposito por conta das agen-
cias
Despeza
Caixa Econmica, quantias sa-
hidas
Pensus
Dotes
Cessio de direitos
Fundos pblicos, compra de Hui-
dos
EmpreBtimos sobre penhores
Juro de emprestimos sobre pe-
nhores, restituido
oeote e ilhas adjacentos Uico do* pues do ni eBtrardetde^ t cmara e tomar parte na
reino rao* tersaos s om oonforraidade m& o dispos-1 verififcacio dos seustproprios poderes, osteo secas ds
Sra. Viscondessa de S. Salvador de Campoi, irmi
da finada Viscondessa de Macei.
Dirigiram o convite, ou aunoncio do funeral da
respeitavel dama brasileira as Sras. D. Grailher-
mina Carneiro de Vasooaoailos o Soasa, D. Jo-
sepha Saadoval de Vasconcellos e Souza, (ausente)
Antonio da Vasconcellos e Soma a Ricardo Car-
neiro Lelo de Faria, filha e nem da nobre fi-
nada.
O sahimento foi muito concorrido
Acaba de ser elevado* par ato vi tai ci
(pornomeacio regia) o Sr. conaelhciro Hinta Ri-
bsiro, ministro da fazenda.
fihegon a Lisboa o Sr. Padberg, mordomo-
mr da aaaa de Saxe Cobourg. Vem represen tar
o prncipe tas exequias por alma do Sr. D. Fer-
nando, que se efiectuario no da 15 na S Pa-
triarchal.
S. d. a raiaba regente de Hespanha, que con-
sagra urna grande affaicio e sincera estima a fa-
milia real portagaeza, qaer que a vaga na ordem
do Tusaa de Qixo, qae ficou por talleeimento de
El-Rei D. Fernando seja preenchida pelo Sr. in-
fante D. Augusto. A insignia deqneusou seu au-
gusto pai, passar neste caso para S- A.
Os avos d eaqnadra inglesa, qae tem es-
tado a hjberaar no Tejo, sahiram para Cdiz,
(iibraltar e Madeira, ficando aqui a fragata Azin-
court. Aquellos navios regressario depois ao porto
de Lisboa.
Desde o fim de Dezembro ultimo* qae ainda
ha cholencos na ilha Christina, Ayamonte, Alge-
ciras e Vitigudino as provincias de Huelva, C-
diz e Salamanca.
Os jornae? hespanhoes pedem ao sea governo
que tome providencias vigorosa e imssediatas.
Era Portugal ainda nio retiraram as forcas mi-
litares do cordao sanitario.
Urna especie de memorndum-circular do
corretor de numero Perry Vidal aos seus 20 clien-
tes, dizendo-lhds que todas as sommas que tenham
disponiveis de cinco contos de ris para cima se-
rio desde logo collocadas na divida-fluetnaate,
achando se promptas as letras do thesouro que
lego serio dadas em troca das quantias mutuadas,
por accordo com o Sr. ministro da tasenda, tem
dado lugar a severas censuras da opposicio, pelo
descrdito que de taes sullicitacas aos argentinos
pode resultar para o crdito das noasas fiuancas.
A divida fluctuante vai j em 11 mi contos e
continuar-se-ha.
No dia 30 de Detembro foi recebido per el-
rei em audiencia de despedida o Sr. Paulo La
Baulaye, ministro que foi da Franca na corte de
Lisboa e actualmente acreditado junto da de Hes-
panha.
No nlt'mo dia do anno cantou-se pelas 3 ho-
ras da tarde na S o Te Deum solemne, a que as-
sistiram SS. VlM. o AA, o ministerio e pessoas da
corte. J est publicado o programma para a fes-
tivi lade official do Dia de Res, a que tambem
deva aasistir a familia real e os altos fuacciona-
rns que tem obrigacio de concorrer a estas so-
lemnidades.
__ No da 30 asaignou-se no gabinete do Sr.
ministro da inarinba (Pinheiro Cnagas) o contracto
com a Companhia Portuguesa do Zaire, represen-
tada polos seu- directores, os Srs- A araara Ben-
san ie e Polycarpo Pequet Ferreira dos Anjos.qaara
a navegacaa a vapor entre os partos do districto
do Congo, cam o subsidio annuil de 18 contos de
ria (fortes.) O Sr. conselheiro Anoibal Martins
representou n'esse acto o Sr. procurador geral da
cora e fazenda.
Diversas familias de Lisboa e muitas da co-
lonia brazileira foram ha dias visitar a fragata
couracada Aquietaban da armada imperial.
A empresa do Paiz representada pelo Sr. Vieira
da Silva fretou um vapor que poz disposicio dos
numerosos convidados para os transportar a bordo.
O vapor estava embandeirado em arcos e tiuha a
bordo a excellente msica dos marinheiros, convi-
dada pelo vice-conanl brazileiro, o Sr. Jos Tei-
xeira .la Silva Braga.
Ao chegarem a b irdo, onde esta vara o ministro
do Brazil, o r. bario de Carvalho Bargas, e a Sra.
baroneza, foi executado o hy-nno brazileiro e re-
cebido com grande euthasiasmo.
A recepcio foi muito delicada e attenciosa por
parte da briosa officiadade, que acompanb.u os
visitantes, explieaudo-lhes as diversas dependen-
cias do magnifico vaso de guerra. Depois disto
foi offerecidu um sobarba lunch onde se trocaram
di ver os brindes. Estavam 40 senhoras e mais de
70 cavalbeiros, estando a imprens representada
por muitos dos nossos escriptores e jornalistaa.
E' espralo em Lisboa o general belga
Jackuart que vem representar S. M. o rei da B.-l-
gica as exequias do finado roi D. Fernando.
__ Por telegramma recebido ha dias, soube se
que asociedade Madrid-Caceras Portugal, reuni
da em assemlla geral em Madrid, approvou o
contracto com a companhia real dos caininhos de
ferro portuguezes para a exploracio das suas li-
nhas pela companhia portuguesa e nomeou para o
seu conselho de administracio os Srs. D. Segis-
mundo Moret y Prendergast, Joseph de Labouil-
lerie, Dr. Eraygdio Navarro, Eachegaray, D. Joa-
quim de la Oandara, Dr. Lourenco de Almeida e
Azevedo, Deufert Rocherau, Alexandre Elissen e
marquez de la (ualdamiua.
Na recepcio de psames, no dia 28 do passado
no palacio real da Ajuda, es tiveram mais de duas
mil pessoas.
No dia 4 do correnta tez 42 annos que se
fundn em Lisboa o Monte Pi Geral, em substi-
tuicao do Monte Pi dos Empregadis Pblicos,
qae tinha sido creado em 25 de Agosto de 1840.
Nenhum abalo lhe fez a corrida de ha cinco me-
ses, sendo quasi intil o ter mandado vir imme-
diataincnte 100,000 libras de Londres, poa quando
esse reforco em especies metallicas lhe chegou, ji
o disparate corrido tinha cessado, bavendo ainda
muito dinheiro em cofre.
Poucas sio as familias do reino e ilhas adjacen-
tes qae nio teem relacoes com este estabeleci -
ment, qae distribse em psnsoe de sobrevivencia
mais de 100 contos de ris (fortes) annual-
mente.
O movimento da Caixa Eeonomica andn por'l2
a 13 mil contos em cada anno, e os emprestimos
sobre penhores, de ouro, prata, brilhantea ou pa-
pis de crdito, tem movimento aunual superior a
11,000 contos de ris fortes.
A cifra 'total de 27,858 contos de ris (fortes)
com que a direccio balanza a sua conta de geren-
cia a anao d IflrrV nodo dar ama idea da impor-
tancia qae tem no paiz tal inatituicio.
Eis o mappa publicado no 1 do crrante mez
no* jornaes mais lidos de Lisboa :
monte-po oaaaL
Conta da gerencia da direccio no anno de 1885
Reeeita
Saldo do auno anterior 700:140*695
Caixa Econmica, quantias en-
tradas 11.887:487#890
Socies, pagamentos que effectua-
rara 88:211*520
Reudimento de fundos pblicos
de 3 o/ e de 5 / 91:081#205
Juro de obrigacoes de 5 % e ds
6 /. 14:864*005
Dividendos de bancos e compa-
nhia ^^ 8:987*560
Divida fluctuante 8BOO>W0O4
Fundos pblicos, lucro pela troca 2:880*000
Juro.ua divida naatsuata 2U2fl*635,
ikro.de emprestimos sobre pe-
Juro de capitaes tomados
Divida fluctuante
Jaro de di vi la fluctuante, resti-
tuido
Penhores em liquidacio
Crdito* em c/ correte
Rebates
Deposito por conta das agen-
cia*
Mohilia
Gastos geraes
Saldo para o anno seguinte
183:350*835
4:440*000
11.679:666*300
lOOiOOOiOOO
2834730
2:774*280
268*215-
162*745
2.803:359*800
25:019*415
450:000*1000
1:3334660
1:219*175
4*000
265*075-
29*815
2:1834949
27 858:089*896
12.342:550*600
100:288*075
2:475*670
463*920
178:7884650
10.363:469*400
921*576
450:000*000
6:751*480
1.370:000*000
3:010*275
1:678*840
2.239:9084925
28:911*935
2:288*790
9*oeo
20:658/710
745:964*650
27.858:089*895
Lisboa, escriptorio do Monte Pi Geral, 31 de
Dezembro de 1885.O presidente da direccio,
Caetano Jos de Lacerda e Mello; vice-prasi-
dente, Joaquina Felippe Nery da Encarnaclo Del-
ado ; vogaes : Joaquim Hilario Per r ira Al ves,
oio Jos Teixeira Das, Alfredo Cesar Mattos da
Conha, Luiz Felippe Laite; thesoureiro, Manoel
Alves ds Rio Jnior ; secretarios : Joao Antonia
Xavier da Trindade, Jos da Costa Cascaes.
Dma cvrrespoodencia de Berlim para o Stan-
dard diz o seguinte : *
As relacoes entre a Allemanha e Portugal
estio longc neste momento de ser satisfactorias,
por causa das anuexacoes eiTectuadas pela pri-
meira daquellas potencias.
A AUsmanha pretende, efectivamente, qus
as suas possessoes da costa occidental do ul da
frica se estendem at ao 18a grao de latitnde S
daquelle paraUelo at ao lago gami e ao Zam-
bese. '
Por sua parte, Portugal reclama a posse da
costa at ao Cabo Fro, isto trinta milhas ingle-
sas mais ao sul do que o limite fixado ao norte pe-
los allemies para as suas possessoes.
Alem disso, Portugal reclama a posse de toda
a regiio interior situada ao norte do Transwaal,
comprehendeado certas porcoes do Bechuanaland
e de Matabdeland.
A Allemanha protesta contra estas preten-
soes, mas Portugal recusa-se a ceder.
O Tempe e outros jornaes de grande publicidade
eurapea teem reproduzido esta noticia.
A proposito della urna folha de Lisboa, commen-
ta o proceder da Allemanha nos termos seguin-
tes :
A grande opposicio levantada na Allemanha
inostra a importancia que tem para nos o problema
das ligaco :s de contra-costa, que sempre temos
sustentada dever ser o objectivo principal da nos-
sa poltica africana. Desde que virara Portugal
orieniado nease caminho, acudiram a levantar dif-
ficuldades e oppcsicoes !
A questao dos limites do Cabo Fri for susci-
tada o auno piusa lo na cmara por um" deputado
progressista, que charaou a actencio do governo
para um mappa alleinio, de origem quasi official,
em que os limites das passesses allomas veem
mrcalos cima desse cabo, que sempre se cnteu-
deu ser o extremo sul das nossas possessoes occiw
dentaes da frica. V
Depois dos nossos bons amigos inglezes, os
nossos excellentea amigos allemies Estamos ro-
deados de nossos amigos, que trabalham todos para
o mesmo ora : rapiar o nosso dominio colonial.
E' um facto.
O novo ministro da repblica franceza Mr.
Albert Billot aera recebido, no paco da Ajuda,
araauba 7. Nio o general B.l.'ot, como se dis-
sera primeiro, mas um irraio delle, o novo pleni-
potenciario trancez.
- Por decreto de 29 de lezembroViltimo foi
approvado o procediuieuto do governador de S.
rhomc e Prineipe, Sr. Custodio Borja, concernen-
te ao protectorado de Dahomey na costa de Ajuda.
Por decreto da mesraa data foi remodelada a
administracio da provincia de S. Thom e Prin-
cipe. Os fins da reforma, que acaba de ser publi-
cada, sao assegurar o nosso protectorado na costa
martima de Dahomey e habilitar a administracio
superior da provincia a aatisfazer os novos encar-
gos que sobre ella pesara. A provincia passa a
e suas dependencias, e corapreheude o districto de
S. Thom e do Principo, o de Ajud, urna sede uo
forte de S. Joio Bapnsta, composto do mesmo
forte e de todo o territorio, chamado bairro de Z>-
mai, a oeste da cidade de Ajud, at ao litoral ; o
protectorado da n*9o portugueza em toda a costa
martima do reino de Dahomey, com a sede na
cidaJe do Ajud.
Continua sem alteracao o estado sanitario
de Portugal, menos pelo que se refere a varila.
Pela transferencia do Sr. Ferreira do Ama-
ral para gaverua lor geral da India, foi nomeaio
para o cargo de governador de Angola o Sr. Gui-
Iherme Augusto de Brito Capello, capitio-tenente
da armada.
Ai damas portuenses enviarara urna menaa-
gem de pezames a S. M. a raiaba pelo fallecile 1-
to do Sr. D. Fernando.
Foi nomeado governador do districto do Con-
go (frica Ucci lenta!; o Sr. Joio Baptista Bris-
sac das Neves Ferreira, capitio-tenente da ar-
mada.
Prosegue no Primeiro de Janeiro, do Porto,
em todas as quintas-feiras, ama serie de artigos
originaes que sob a rubrica de Secc&o Infantil es-
t publicando Luiz Felippe Leito, tencionando co-
ordenadas mais tarde em livro de leitura aprasi-
vel e til para a educacao em familia e na? esco-
las principalmente. Esta serie iutitula-se Os filho
do Sr. Visconde, e creio que nao tem desagrada-
da. O Primeiro de Janeiro talvez a folha dia-
ria mais lida no norte de Portugal, ,e no Brasil
presumo que tem voga bastante. Nada mais me
compete dzer sobre o trabalho educativo a que
me retiro e a que, nos intervallos quo me deiiara
outras oceupaces, me tenho dedicado como quera
er deveras nos apcrfeicoamentos da educacio do-
mestica.
Postscriptum.Na sessio de hontem da cmara
dos deputados, depois de pre itar juramento o Sr.
Silveira da Motta presidente e de se constituir a
cmara definitivamente, o deputado republicano
Consciglieri Feiroso, apresentou um projecto de
lei para que os 100 contos de res annuaes (moeda
forte) que a naci portuguesa dava de dotaco
ao re 1). Fernando sejam applicados s despesas
de instruccio publica distribuidos pelos diversos
estabelecimeutos.
Pelo ministerio da guerra pedio o mesmo depu-
tado diversos esclarecimentos acerca da* coopera-
tivas militares e pelo dos negocios estrangeiros
pedio copia da correspondencia a respeito do a-
sassinato no Para do portugus Manoel de Souza,
em 2S de junbo do anno fiudo.
_ KtiSTA DIARIA
Z als*>*rict! eleitoralPor maior que
seja o nosso aferr ao pensamento, que ha longos
annos noa dirige, de absten o-nos completa o abso-
lutamente la tomar parte activa nasluctaa parti-
darias, ingerindo-nas as questoes irritantes da
poltica, nio podemos prescindir hoje de dar urna
breve resposta Ilustrada redaccio da Provincia
proposito do que, com relacao nos, pserevea
ella no sea numero de 17 de corrate, as seguinte
linhs*, sobre a elei$ao da 2" diitsissn :




e>ssmm

Diario de FeriiamtoawTer^a-fera 19 de Janeiro de 1886



O Diario de fernambuco. f >lht offieal, fi raodo hont -m ditf-r-uie> nyp >th!si-s, ebeg m ixir
toda* i-iU 4 eoaciuao ver i* 1 ir 1 eat-tr ni -uto
a 1* usorutiui o candi i'i.- liberal.
StJ'inii que isto hu a -iito'i ii lea i p jalam n-
to q m-ihvi na ti -ira. WiMMMalM e at
tneiuio 4u-. .- radaet ias ia f ih. uffl :ui foram
ceMaral pela su* iui paudeuoia.
S Ex: oSr. Uiti i'-fir., cuno esspreteiro
da eliui. J'i .S Ta I ru qnm maia *e *
treri xa, au ^uat J-- a*tectr coin am Jo proprii*
tarius do velht orgio d iiaprenn peruamtaiean*
para les tiser s~ e figurar una bypoctusao que d o
resultad d*>jado.
uvi Ivn i* que s < preto a Uto o Diario de
Pernambtco, nao p>r amir ai aeu oredito,com>
parque aio h du v -rd tles.
A a s* rop)U, que simles, a seguate :
E' sact* que no nosso numero d 16, figuramos
diveraas hypotheaes, ch gndo sempre couclasio
de qu ot-iva eleito O Sr Or. Jote Mariano. Mas
labora vanos n'om erro qne romoindraidos por
tn&rmaces que reputavamos exactas. Esse erro
era suppor que o Sr. Or. Jos Mariano nio tivera
aenhura voto em separado en todo o distrtato.
Ignoravamos que tivesse tido 1 nessas coudicoes
os seocioda asatria da Ba Vista, e nmguem ca-
asara a nosaa attnnceo par isev; o, qoanto ao outro
da Varaea as mesraas condicoee, para o- qoal a
nossa. attencio toi despertada, duvidavamjs do fa-
cte, parque nao o mencieeava o edita! da esa
desse coilegio eieitoral, editat que era o aosso es
teio.
D'essa forma, anda tomando em considaaaeio o
veto separado da Vanea, e atteodeudo sssao aos
? votos dado* ao Dr. Nicolao Totentino no Moa-
toiro, o que alias l podemos verificar i 16 qoan-
do nos > remettido o edita I da rcspaetiva seeco
para publicar, chegavamts sempre 825 votos l-
quidos para o Dr. Jos Mariano; e, sendo esse
numero igual maioria absoluta, diziamos ettar
elUe/eUo.
No da 16, perem, qutadoji osis desembaraza-
do do afanoso trabalho do dia anterior, podemos
refaser oe clculos, descobrirnos o tal voto sepa
radn que consta da acta eieitoral da matris da Boa
Viata, e simultaoo.unente pdeseos verificar que
bsvia outro na Varzea as mesmas condicoes, o
quejramos porque vimos o proprio livro das actas
desse coilegio, qne aos fui ira tido ao seriptorio
para examinar ; e entilo nio mals tivemos duvidas,
pois que praticamense nos convencemos de que o
S. Or. Jos Mariano obtivera 826 votos, sendo
824 lquidos e 2 esntestados, que foram tomados
em separado.
lito mesmo coniessa a Provincia no sen numero
de 17, no lugar em que di o resultado da votacae
no 2 dstricto eieitoral, acrescentando o Ilustre
contemporneo, accordeme ate oomnosco, que a
maioria absoluta de 825 votos.
Nestas coadiecoes, e em face do que dupoe o
2 do art. 159 do decreto n. 8213, ficon claro para
nos que o Sr. Dr. Josi Mariano nao foi eleito, visto
como teve uin voto menos do que a maioria abso-
luta; e consegnintemente cumpria-nos retificar o
nosso erro; e foi o que usemos na folba de 17.
Ignoramos se oquedisemos 16 augmeatou
e desapoutameto de alguem, bem coms se al-
guem nos ceasurou pela independencia cosa que nos
pronunciamos couvencidaraeate, embora partindo
de am erro de calculo. O que uio ignoramos, po-
rem, o que sabemos e afirmamos, sob palavra,
illustrada R idaecio da Provincia, que S. Exc. o
Sr. conselheiro Costa Pereira nao pedio e menos
insisti com qualquer dos redactores do Diario
para figurar hypotheiet neste ou na-iuelle sentido
S. Exc nenhama conversa teve 4 respeito da elei
ci do 2-' distrieto, ou le qualqur outra, com os
redactores deste Diario, era seria capas de faser
insinuacoes que tossem de encentro ao amor do
nouo crdito.
E' certo que alguna amigos nos procuraram para
lembrar os votos dados ao Dr. Nicolao Tolentino
a seocio do Moutciro. e dos quaes duvidamos at
a re;ep?4o dietal dessa seceio ; certo tasa-
bem que outros amigos vieran informar-nos Jo
voto separado da Vanea, pedindo-nos que o to
massem em coasderacio, ai que alias s acquies-
eemos depois que vimos a acta da elegi desse
ollegio; mas nenhum desse amigos nos veis lallar
emuome do Exm. Sr. onselheiro Costa Pereira, c
todos o fisdram pelo interesse qne tinham na elei
cao do 2 distrieto.
Nao soffreu o nosso espirito outra influeociacSo
se nao a que deeorreu das provas indiscuti veis que
aos foram ministrada do nos30 erro, ja pelos edi-
taes dos diversos collegios eleitoraes, ja pelo eia-
me do livro das actas do da Varsea. Foram essas
provas que modifiearam o nosso j iriso respeito
do resultado da el cas do 2." distrieto; e urna vez
elle modificado, era de rigoroso dever nosso exter
nal-o, dando as rasoe de ser da modificarlo.
Foi o que fzemos no Diario de 17; e o fizemos
nao s por amor do nosso crdito, que asienta
principalmente no amor 4 verdade, mas tambem
por que nao ba duas ver la des e nos nao podia
moa consentir que os nossos leitores fizessen obra
por um erro em que involuntariamente cahimos.
Nao ha duas verdades, diese-o a Provincia, e nos
o tepemos. E, urna ves que ella propria coavm
ea que a maioria abioluta de votos da ele^So do
2. distrieto de 835, e coafessa que o Sr. Dr.
Jos Mariano teve apenas 824 votos lquidos e
apura veis pela junta, pois qie dous foram toma-
dos em separado, deve chegar a3 ultimas conse-
quencias e dize<" que no 2. distrieto nao pode dei-
xar de haver 2. escrutinio era face da lei.
E' isto o que se harmonas com o art. 18 2.
da lei n. 3:'29 e eom o proscripto no 2' do art.
159 combinado com o art 177 do decreto n. 8:213
de 13 de agosto de 18S1; ato que a doutrina
corrente ; e foi isto mesmo o que dissemos, em ou-
tras palavras, no nosso numero de 17 do corrente
ao retifiear o erro em quo ethimos de boa f na
folha de 16.
Nao fomos dos primeiros e prevavclmente nSo
seremos dos ltimos 4 errar em taes assumptoe-, e
demais o mal nao est no erro, mas sim no presis
tir nelle pos prova em contrario, indusiodo ou-
tros 4 rgaal aberraoio.
Confessar o erro e procurar corrigil-o, sempre,
em todos os tempos, foi considerado como orna boa
qualidaae do espirito, sendo nata virtode. Coase-
guintemeace, se pela nossa confsso e consequen-
te eo.reccao entende a illustrada reiaaco da
Praviana quo aerecemai ser f psdrejados, veaham
a pedias, poie eom ellas queremos, na parase de
am pneta eetiressporaneD, erigir aa attar em qne
se ostente a veneranda' rmagem da verdade.
Para que os leitores possara apreciar devida
mente os f indamente do qa moa sapostoy aqat
apencionams os diverses artgos do decreto n
8,213 de 13 le Agosto de 1881, que teem applica-
cio i especie. El-os :
Art. 178. Nao se oosMiderara Uto deuuta-
do 4 assembla geral u ci la 14) que nao reunir a
maioria absotu* dos vutoa dos eleitores, que
coucor reren ele i cao.
Esta maioria aeri c iloulad* pelos votos toma
dos apurados p lu m-ni eleitorsy*, -m exjlu-
aio loe votos em separado.
As cdula -m intu m nio serio eoiapuhtddS
para o clenlo da dits aiai-iria .
\rt. 177. Na apuraoiJ a junta se liinitieri a
aasasaitr < vutoa meo m >nd is na diff rentes au-
tQentieas, atteudeud. souktase 4s das eleicoe* fei-
ta* peraute useaaa orgaaisada de eonformidade
eom as disposrodes da seecio 1* deste capitulo, e
proceder pelo modo eitabelecida nos- artt. 169, 16C
e 161, servindo de secretario um d anhwe da
aeras junta designado polo presidente desta >.
Art. 159. Naapnraoio, a Cmara Muaioipal
se limitari a ssmusar os votos meacienados as
difieren tes authenticas, attendendo tmente sdaa
eleices fritas perante mesas organitadas de con-
foroidade eom as dsposces da seceio 1> deste
capitulo.
2. Va aparacio os vetos que, segundo as
authenticas, tiverem side tomados em separada pe-
las mesa eleitoraes, aio serio somatados, mas ee-
peerfioadameate mencionado na neta da aparacio
geral .
Art. 1*9:
| 1*. Na atrasan acta se mencionara* :
N. 4. 0 numero das (cdulas) que foram re-
ceidas e aparadas em separado no caso do art.
141, com os nomes das psssoas que as entrega-
ran!, e o numera das apuradas em separado, no
caso do art. 141, ce as entregaran, e o numero dos apurado em separado
aos tenaos de art. 147, devanan ser decusados os
motivos em ambos os casos .
Art. 111. Nsoham oleitor ser admittido a
votar sea apresentar o sea titulo, nem poder4 ser
recusado o voto do qus exhibir o dito titulo, nio
competindo i mesa entrar no eonaecimento da
iden'idade de pessoa do eleitor qualquer que seja
o caso.
Se, poras, a mesa reeoaaeoer qne falso o
titulo apresentado au qus pertence a eleitor, cuj a
ausencia ou falleeimento seja notorio, os se bou-
ver reclaaacio da outro eleitor que declare per-
tencer-lhe o titnio, apreseotando a certido do
seu alistamento pasaada pelo compatente tabelliio,
a mesa tomar oa separado o voto do portador do
tralo, e assim tmbeos o do reclamante, se exhi-
bir novo titulo expedido nos termos do art. 66
deste regulamento, afim de ser examinada a ques-
tioemjuixo competente, 4 vista do ttulo impu-
gnado ou sobre que haja davida, titnio que ficar
em poder da masa para ser remettido ao mesmo
jaizo para es devidoa effoitos, com quaesquer ou-
tros documentos que forem aprsenla dos .
Art. 147 :
3.0 Serio apura las em separado as cdalas
que eetiverem assigaadas ou contivere m signaea
exteriores ou interiores ou forem escripias em pa-
pel transparente ou de crea diversas dos mencio-
nados no art. 142.
Taes cdulas e os seus involucros serio re-
mettidos ao poder verificadsr compete nte com as
respectivas actas.
> Apurar-sc ha tambem em separado o voto da-
do a cidadao cojo nome se acbar na cdula alte-
rado por troca, augmento ou suppressio do sobre-
noms ou appellido, anda que se refira visivelmcn-
te 4 individuo determinado, proeedendo-se quanto
4 esta cdula pelo mesmo modo cima estable-
cido. .
Eleico geral.Da elsicio a que sa pro-
ceden para deputados 4 Assembla Geral Legis-
lativa no dia 15 do corrente, tamos mais coaheci-
dos seguintes resultados nest* provincia :
5 DISTIICTO
Bom Jardim
1 seceio
Dr. Pedro da Cunha Beltrao
Dr. Francisco do Reg Barros Lacerda
2' secco
Dr. Francisco do Reg Barros Lacerda
Dr. Pedro da Cunha Beltrao
A eleiclo da Ia aeccao parece estar inutilisada,
pois appareceram mutas chapas de mais.
Somando todos os votos do distrieto, o resultado
este :
(630 eleitores)
Dr. Beltrao (L) &$
Dr. Lacerda (Cl 311
E sendo a maioria absoluta de 311, est eleito o
Dr. Pedro da Cunha Beltrio.
Excluida a Ia seceio do Bom Jardim, o resol-
ta este :
(518 eleitores)
Dr. Pedro Beltrio (L) 268
Dr. Lacerda (C) 250
E sendo a maioria absoluta de 260, ainda est
eleito o Dr. Pedro da Cunha Beltrio.
10 DISTBICTO
Brejo
(Seceio da Serra do Vento)
(43 eleitores)
Dr. Rosa e Silva
Dr. Godoy
(Seceio da cidade)
(113 eleitores)
Dr. Rosa e Silva
Dr. Godoy
Poco Fundo (antigo Jacarar)
(37 eleitores)
Dr. Rosa e Silva
Dr. Godoy
Bapoia
Neste eollegio nio houve eleicio, per tr o pre-
sidente da mesa pretextado haver perdido a lista
psla qual se devia fazer a chamada. _
Resumo de toda a votado do distrieto, faltando
penas a seceio do Bello Jardim, do Brejo, que
nio influe no resultado, pois tem apenas 50 elei-
tores :
(796 eleitores)
Dr. Francisco de Asis Rosa e Silva (C) 512
Dr. Jos Leandro de Godoy e Vasconcel-
os (L) 284
Sendo a maioria absoluta de 399 votos, est
eleito oDr. Francisco de Assis Rosa e Silva.
12" DBlTRrCTO
Taquaretinga
(13J eleitores)
Dr. Antonio Goncalves Ferreira 90
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitanga 40
elimo dlalriclo-Ajunta aparadora do 7
distrieto reuni-se hontem para faser a apurscio
dos votos dados na elecao de 39 de Dezembro
Eroximo fiado, chegaado este resultado :
r. Msneel de Barros Wa tdertey (C)
Dr. Loureaco Augusto de S4 Albuquerque
Dr. Ignacio de Barros Jnior (C)
Dr. Domingos F. de Souza Leio (L)
Candido Das (L)
Jos Paulo do R. Barreto (C)
A. junta expedio diploma ao prmeiro, nnico que
attingio o queriente; e marcou o dia ? da Feve-
rero viadouro para ter lagar o 2' escrutinio entre
os quatro immedtatos em vetos.
overno do BinpadoDiz a Aurora de
17 do corrente qne de 7 14 foram panadas :
Proemio de vigario da freguezia d*> Sant'An-
na do Serid no Rio Grande de Norte, por tempo
de mais um anno a favor do Rerdo Amaro Theot
Castor Brazil.
dem de vtsraro da freguezia de Nossa Senhora
das Merew de Cuit, na Parahyba, Francisco
fiinn Biaiil
dem, idem, da fregueiia de Tejacapapo por
tempo de maU inrsasBapem Pra-nambuco a favor
do RevA *Ml***>+.0"* M"*"1- ,
dem, de coadjutor da freguezia do Porto Real
do Coilegio, por tempo de mais um anno, en ssJa-
101
61
106
81
40
3
78
35
26
11
295
173
57
26
18
8
5as, a favor do Rvd. Jesquim Paolo Barboso de
Jos.
dem, de uso de ordena, por um anno a favor do
Revd. Jas ESt^vus Vanos residente na freguezia
do Santo Antonio d> Rneiie.
dem, do uao de erdens por lempo de um anno,
a avor.de Ruad. Joio da Virge-u Mana Almeida
Costa, re id-r.t.- na fswgoeaia de S Luis de Qui-
tuade em Alagos,
dem, de uso de ordeas por tempo de nm nano,
a favor do Ravd< Luis .le ranea Soasa Falcio
residente aa freguezia de Taquaretinga, nesta
provinois.
dem, de oso de ordene eooafeasor por tempo de
nm anuo, a favor do R*vd. oonego Maaoel da Vera
Cruz residente oa fnguezia de Santo Antonio do
Reeifis.
Idea, idein, por tempe de um anno a favor do
Revd. Miguel Virir de B irros Marrana, residente
na freguezia de 8. Fre Pedro Goncalves do Ke-
cife
dem, idem, por temp > de um anno a favor do
Rivd., Antonio Janusno da Silva, residente na
frxgoeaia. de Naaaret, nesta provioeia.
dem, dem, e de pregadnr, p >r tempo de nm
anno, a favor do Revd. Maooel Vicente dos San-
tos, residente na fregaesia de Goyanna, nesta pro-
vincia.
dem, de c mfessor pr tempo de um snno a 4a
vor do Revd. Atbaaasio ttonoalvee da Silva, rasi-
dente na freguozia de Palmeira do Indios, em
Alsgoas.
t.arta, de Exea a favor do Revd. Anuncia to
Scrvio, para a diocese do Maranhio.
P.rtari* asnarrogando o Ravd. Fraoelaco Tor-
res Brasil de reges a parochia da Pedra Lavrada
coinmuiativanteute coio, a de cuit, aa Parahyba.
luein, encarregando o Revd, Joel Esdras Lins
Ffalne da regencia da fregaezio de Cnrraes Novos;
no Re 8an do Norte.
ralla alsmesMQ Tetetrotsaaaa partiouar de
Lisboa, de que tivemos sciencia, dan a- infausU
noticia de ter all iallecds, victima de padecimen-
ti s chreiiicoa, o respeitabi iasimo anciio Jos Jeio
de Amorim, taodador e cete que foi da honrad*
casa amnmercial de Amorim 'rmios St C.
O Ilustre finado, que contava poaco mais de 77
annos de dada, naaaea em Portagal; mas domi-
ciliado no Brasil desde antes da independencia,
era cdadio brasileiro segundo o % 4 do art. 6* da
Consttaicao, e o era maia e roelnor pelo oobre
csrncio, qne o prenda 4 patria de seus filos.
Homem honrado em todo a estensio da palavra,
o commendador Jos Joio de Amorim, gosou sem-
pre de elevadissimo coaceito qaer no commereie,
qaer na relafoes privadas, e sob esse ponto de
viata deixa um nome immaculado e tio aureolado
como o que exalcou o seu coracao de philantropo,
de caridoso modesto, em que sempre primou, sa-
bendo soceorrer os neceaaitadoa 4 tempo, e sem as
ostentaciiea que aio o apanagio das almas que nio
sio grandes, eomo esa a sus.
O finado commendador Amorim tambem prestou
relevantes servicos 4 cansa publica, auxiliando efi-
cazmente a tuudacao de diversas empresas de
utilidade geral e tomando parte e dando impulso
trelborameotos para esta provinoia, que era a
menina de seus oaos.
Foi presidente da Assooiacio Commercial Bene-
ficente e da Novo Banco de Pentainbue; era cn-
sul das Repblicas Argentina e do Chile, e oficial
e commendador da Imperial Ordena da Rosa do
Brasil, e comineo dador da rdeta de C brisco de
Portugal.
A sus Ilustre familia apresentamos nossas sin-
ceras condolencias.
Perro-vis de aliada Esta empresa est
pagando o 22 dividendo aos seus accionistas, re-
ferente ao semestre de Julho a Dezembro prximo
findo, e 4 razio ie 8 /o ao anno.
.triiMia* Mecbanlcos e Libe ratea
Em assembla geral reunem se amanbi, as 5 horas
da tarde, os membros da Imperial Sociedade dos
Artistas Mchameos e Liberaee, afim de elegerem
os uovos fnaecionarios que devem dirigil-a no cor-
rente anno.
dula de Dlreito Ao bordo do paquete
Pernambuco chegou ante .hontem do sal, o Dr. Car-
los Augusto Vaz de Oliveira, juiz de direito no-
meado para a comarca de Nazareth nesta pro-
vincia.
Comprimentamos o noaao Ilustre amigo.
A monarihla ou ss politln do Bel
Recebemos da corte um opsculo com o titulo
A Monarchia oh a poltica do Rei, trabalho do
Exm. Sr. conselheiro Joiqoim 8*ldanha Mariano.
E' um livro de propaganda republicana.
Agradecemos ao autor o mimo que nos fez de
de um exemplar.
De pnNvaaem Ao bordo do paquete na-
cional Peraam6uoo, passou hontem por esta pro-
vincia com destino ao Maranhio, o Sr. Ignacio
Jos Alvos de Souza, nomeado chefe de seceio
para a alfandega d'aquella provincia.
Agradecenao-lhe a v sita com que nos obsequien,
dezejamos-lhe prospera viagem.
JnnlK aparador, do % dlatrleto
Reunio-ee hontem esta junta para proceder 4
somma dos votos da eleicio de deputados provin-
ciaes que se realisou no dia 30 do mez findo ; maa
foi adiada a aparacio geral para o dia 28 do cor-
rente por terem faltado duas authenticas, cujos
votos pociam influir no resultado.
Diobelro O paquete Pervtamueo trouxe do
sal para :
Diversos 13:500*000
O vapor Marque* de Caxiae trouxe para :
Diversos 2:634*000
lembTelegramma particular de Itamb,
datado de hontem, diz que o Dr. Joio Juvencio
Ferreira de Agniar, ao chegar all hootem mes-
ad teve ama reeepco exp'endida.
Facada Ante hontem, 4s 4 1/2 horas da
tarde, na ra do conselheiro Jos Felippe, da ci-
dade de Jaboatio, Antero de tal, sap-iteir >, eacon-
trando-se com Cautdiano Gomes Alves Rodrigue^,
do qual tinha queixas, travou disputa com elle, e
imi-IIi > urna facada no braco esquerdo, fazendo-
Ihe um ferimeuto grave.
O delinquente evadio-se, e o ferido veio para
Afogados, onde reside.
Porto fo sal Hoja, s 5 horas da tar-
de, expede a Companhia Pernambucana o seu va-
por MaadaAu', para Maeei, Penedo e Aracaj.
Tentativa de Incendio Communicam-
nos o segninte:
De ante-honte li (16) para hsntcm, tentaram
incendiar o estabeleciment commercial dos Srs.
aria Neves Se, Cordeiro, sito ra Duque de Ca-
sias n. 85. Por meio de nma seringa injectaram
por baxo de urna das portas, grande porcio d'a-
gua-raz, sendo encontrado papel ensopado do
mesmo liquido junto a dita porta pelo lado de
fra, justamente no tarar onde fizeram a injeccao.
A' chamado dos Srs. Farla Neves 6c Cordei-
ro, compareceu o subdelegado em exercicio que
procel^u 4 vistoria, lavraudo o respectivo auto.
Um negociante da ra do Rangel, vio um ho-
mem pardo com a seringa, mas nio o recooheceu .
Paaaamento Victima de urna apopleja
fulminante fallecen no sabbado ultimo, na cidade
de Olinda, o espitio Manoel Ignacio da Silva
Braga.
O finado contava 51 annos de idade e era nm
prestimoes membro do partido conservador, tendo
exercido naquella comarca diversos cargos de elei-
cio popular e actualmente o de vice-presidente da
Cmara Municipal.
Morrea pobre, legando apenas a sua familia o
nome honrado que soube manter immaculado.
Nossos pezames 4 sua familia.
a doata a os i non Com este titulo acaba
de publicar nesta cidade o acadmico do 5a anno
da nessa Faculdisdede Direito, Sr. Pedro Salasar
Moscoso da VeigaWeesoa, nosso comprovinciano,
am romance, coja laocao se passa nesta provin-
cia. /
Tio raras vezes /annancamos o apparecimento
de obras doste gnero de litteratara, -ao despre-
zado entre nos, que sentimos verdadeiro prazer
em noticiar o promettedor livro que nos veio 4s
mios.
A seu joven autor agradecemos a offerta que
nos fez de nm exemplar.
Proclama de enaasmente Na matriz
de Afogados foram lios 17 do corrente *
Joaquim David Perera com Maria Silvina da
Silva.
Padro de Alcntara Rogero Doria com Maria
Joaquina dos Santos Cruz.
Francisco Ignacio de Jetos com Jannaria Clan
dina da Conceielo.
VHia de Correatea-Em 12 de corrente,
esetove-nos o nosso correa pendente o segninte :
" Heatem, ao cahir Aa tarde, finon-se em a sna
faseada Conceicio, o agricultor desta parochia
Antonio Dantas Pe.-era, de -orna eongostgopnl
moaar, motivada por enoemmodos do estomago.
O finado era aida moa e gosava v multa
estima pelas sua distinelas qaalidades, comoex1
treraeso pai de familia.
Deixa filhos alguna do quaes em tenra MaaV,
e que choram eom justo pesar a perda prematura
do ente mais querido para elle,
Por este infausto ac mteoimento a directora
da soaiedade musical Eutorpe Corrontanse, deque
ara o finado socio honorario, resclveu tomar
luto por 8 das e lavrar na respectiva acta um vo-
to^eV pasar.
> A desolada viuva e a s->us dignos filhos en
vamos us nossa condolencias.
fM> Sr. Eugenio Velles de Mello, digno de-
legado de p ilieia deste termo, foi capturado o fa-
raigf-radi Nedino Gomes de Sonsa, o mesm que
no dia 25 do mes prximo passado assassinou
brbaramente ao afelis inspector da quarteir&o
Antonio Ma-que de Onveira, no lugar Cal d
Ar.'ia deate mesmo termo, de partera com o ban-
dido Manrique Gato pertenoente ao grupo de in-
solentes e malteitores que altualmeate so tem
constituido o flagallo e o terror desta comarca.
a No dia 5 do corrate passou o Sr. Antonio
Olegario de Barros Quintella o exercicio da sub-
I lelegacia por iaeommodos desande, a Sr. Manoel
Jorsie da Mi I va, que o 2' snpp ente .
Oarasabssssa Escreve o aosso correspon-
dente um 9 do corrente :
Devido a prstese com. que escrevemos a nos-
sa ultima carta para gumas emisooes de diversas noticias mais on me
nos ioipertaates, que agora ramos leaaeao.eoobe-
ermento dos leitores.
N dia 11 do mez findotiveramlugar na esco-
la publicado seco femenino desta tidado os exames
das alumnos EutlUnt Pses da Silva e Olindina
Estber Corris, sendo aqaaUa examinada no 2 e
3* grao, a esta no Io e 2*, ebtendo ambas seren
approvadt* com disMnccio.
O acto foi presidida pelo seapectvo delegado
litterario Bellarnuno.da C"ita Doura lo, servia lo
de examiobdoses alrtrea >aa|aint. Cors. Brazil
Jnior; profesor da escora xfeh e % prefess* d
cade ira.
I Toooui sam t iacto a Vaads datnusca tiea-
ta cidade.
Cospisanai somadofmes passado o Sr.
professor Manoel C lemente Ai Cesta Santos,, que
foi aliimameote removida da tfleira 4a cidade do
Rio Pbrmoso pasa a desta oiiade, d'ondemavia si-
do removido para aquella, por occasiie da contra
deaea feito pelo regakamonto de % de tevereiro do
anno passado.
No dia 24 grande numero de alumnos, prece-
didos de nata banda de msica, foram a casa do
Sr. capitio Villa Nova, onde aahava-se residindo o
Sr. Maaoei Clemente, e ah fizeram-Ihc nma to-
cante manifestac/lo,* sendo todos abracados peta
seu lustre professor, em que a os alumnos alm
do mestre desvedado, eocoocram um amigo cari-
nhoso.
Nos tambem comprimentamos 'ao Sr, Manoel
Clemente, felicitando-o palo acto de justica com
que foi marecidantente dstnguindo por S. Exc. o
s. conselheiro prndente da pros/inda, coastde
raudo sem effeito a portara que o removeu d'aqui
para a eidade do Rio Formoso.
Foi aqni recetada com geral agrado a noticia
de haevr sido nomeado ohefe de locomocio dos es-
tradas de ferro de Cmaro eproiengamento o dis-
tincto eagenheiro Jos Joaquim Rodrigues Sal-
danha Jnior.
Seas numerosos amigos desta cidade prepa-
ram-lhe urna bonita recep^le.
D.-ve ser hasteada no da 24 do corrente a
bandeire do martyr S. Sebastio, caja fosta cele-
brada na matris desta cidade no dia 2 de teverei-
ro vindouro.
O r. Pascoal Lopes Vieira de Almeida, pro-
ourador perpetuo daquella festa, tem envidado os
maiores esforcos para que olla tenha este auno
mais esplendor e solemn-dade.
A cha se em sxercioc do carg de delegado de
polica desle termo o Sr. capitio Napoleao Mar-
que Garvio.
At oatra ver.
LelifteaEftoctuar-se-aa :
Hsje :
Velo agente Modeito Baptitta, s 11 horas na
ra do Bom Jess n. 19, de movis, tancas, botes,
fogde, etc.
Pelo agente Gasmao, s 11 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n. 18, de movis, armacio de
loja, etc., etc.
Amanhi :
Pelo agente Stepple s 11 horas, na ra da
Soledade n. 34, de nma padaria ahi sita.
Peta agente Martin, s 11 horas, na estradi
dos Aflictos n. 36, de movis, tacas, vidros, etc.
lanas fnnebreSerio celebradas :
Hoje :
A's 8 horas, na igreja da Conceicio dos Milita-
res, por alma de D. Hermelinda Senhonnha Vie-
gas ; 48 7 1/2 horas, no Terco, p alma de D.
Joaquina Rosa Pieiade.
Amanhi :
A's 7 horas, na matriz de 8. Jos, por alma de
Aprtgio Jos da Silva ; 4s 7 horas, na matriz da
Boa-Vista, pela de Jos Alfonso do Reg Barros.
Quinta feira :
A's 7 horas, as matrizes da Grac/i e Boa Vis-
te, por alma de Joaquim Rodrigaes M. de Ol
veira.
Sexta-feira :
A's 7 horas, na capilla do cemiterio de Santo
Amaro, p >r alma de D. Joaquina Maria Ramos.
PaMNaseironChegados dos portas do sul
no vapor nac >nal Per/iam6*co :
Dr. Victoriano de Vasconcellos, Dr Celso A.
de Souza Santiago, Dr. Antonio F. Goncalves
Torres sua senhora, Dr. Aftonso Pinto, cadete
Manoel M. da Silva, Alfredo Vieira de Souza, Aa-
tonio V. da Silva Barroca, Dr. Vicente Ferrer,
Aiipio C. Lima, Emilie Bilon, frneu C. S. Jutuca,
Cesario C. Nobre Gusmio, Senhorinha A Lopes,
Dr. Francisco H. da C. Montenegro, Manoel H.
da 0. Montenegro, Pedro Cogila, Augusto Came-
na, Julio Cesar de Magalhies, Manoel Joaquim
Fernandos, Maria de Araujo, Hermilla de Barros
Pntente!, Maria Joaquina, Generosa L. dos Pra
seres, Jos Joaquim E. Goncalves, Agostinha J.
dos Prazeres, Rosa C do Sacramento, Adolpho
Guimaries, Clemente M. da Silva, Antonio B. D.
de Nazareth, Uoracio Guimaries, 19 pracas, 12
presos e 2 multares.
Chegados damesma procedencia no vapor
nacional Mrquez de Caxias :
Ignacio F. de Barros Leite, Dr. Carlos Vas de
Oliveira, sua senhora e sua mai, 3 filhos e 1 cria
da, Vicente Ferreira Osono, Argemiro Augusto
da Silva.
Chegado da Europa no vapor ingles Arau-
cania:
Joaquim^los.
Sahidos para o sul uo mesmo vapor :
B. C. Lima, A. de Carvalho, B. Wanerley, J.
Fernandes P., D. S. Borba, A. F. Povoas.
Hospital PorlngneaO movimento das
enfermaras deste hospital du.ante a semana fiada
foi o segunte :
Existiam em tratamento...... 11
Entraram................... 2
Sahiram curados........
Ficam em tratamento...
13
3
10
13
Entrn no exercicio de mordomo na semana que
hontem teve comeco o Illm. Sr. Jos Maria da
Silva Fernandes.
liOierla da prorteselaTerca-feira, 19
de Janeiro, se extraoir a lotera n. 32, em benefi-
cio da Santa Casa de Misericordia do Reeife.
No consistorio da igreja de Nossa Senbora da
Conceicio dos Militares, se acharao expostas as
urnas e as espheras arromadas em ordeni nume
rica, 4 apreciar; Jo do publico.
I.ol.-rla de Macei de 300:000*000
Esta grande lotera, cujo premio grande de
200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida im-
preterivelmente h)je, 19 de Janeiro.
Os bilhetes acham-se a venda na Oasa Fehs
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera do Blo-.A 1' parte 195 do plano
novo do premio de 100:0001000, ser4 extrada m-
preterivelinente no dia 23 do corrente.
Os bilhetes acham-se 4 venda na Casa da For-
tuna, 4 ra do Crespo 23.
Tamberaa chara-se 4 venda na praca da Inde-
pendencia ns 37 e 39.
Lotera do Ceara de MrOiOOOSOO-
A' 1 terte d'esta grande lotera, cujo roaior pre-
mio de 250:090*000, se extrahir impreterivel-
mente no dia 26 do corrente.
Os bilhutes acham-se 4 venda na Casa da For-
tuna, 4 ra Primeiro de Marco n. k3.
Lotera do Maranhio -A 1> parte da 1>
lotera deesa provincia, em beneficio da emancipa-
cao e Santa Casa de Misericordia, cujo matar pre-
mio 50:000*100, aeri extraWda no da M de Ja-
nerro.
Acham-se expOtto a venda o* rentos des bime-
tes na Casa da F> tmta n Primeiro de Mateo
n. 23.
af-Siemdo Mamietpat de *. jrom. 0
movimento desta Mercado ao Ha 19 do corrente,
foi o segninte:
Entraram
86 bois pesando o. 143 kilos.
501 kilos de porto ai reta 10*090
62 cargas de farinha a 200 res 12*400
8 ditas de fructas diversas a WO
ris 2*400
14 taboleiros a 200 ris 2*8,0
9 Sainos a 20O ris 1*8'K)
Foram ocenpadas:
18 columnas a 600 ris 10*800
44 talhoe de earue verde a 1*000 44* 20 ditos de ditos a 2* 40*000
40 compartimento de tatinha e co-
midas a 500 ris 18*100
61 ditos de legamos a 400 ris 24*400
17 compartimentos de saino a 700
ris 11*900
14 ditos de tresnaras a 600 ris 8*4u0
Deve ter sido arrecalada neste dia a
quantia de 188*920
Precos do dia:
Carne verde a 560, 480 e 240 lis'o kilo.
Sainos a 600 e 500 ris idem.
Carneiro a 1* e 800 ris idem.
Farinha de 320 a 640 ris a caa
Milas de 400 a 280 ris idem.
Feijio de 10 a 1*280 ris idem.
Maiadonro Publico. Foram abatidas
oo Matadourn da Cabanga 81 reses para o consu-
mo do dia 19 do corrate mes,
CHRONICA JDICIARIA
f unta c;oa*n>erciaI da cidade do
ACTADSESSD DE 14 DE JANEIRO
DB986
Fanstnaasia no iun. se. coavaaDADoa asromo
OOXXS D| HlXUDl UiL
Secretario, Dr. Julio -OitUitamet
A's 10 1/2 horas da manhi declaron-se aberta a
sessio, estando presentes os Srs. deputados Olin-
to Bastos, commendador Lopes Machado e snp-
pente Hermino de Figueiredo, faltando sem par-
tieipajio o Sr. deputado Beltrio Janior.
Lid*, foi approvada a acta da sessio anterior.
Fes-se a leitura do segunte
SXrKDIEHTS
Offieios :
De 2 do corrate, da Junta dos Corretores
desta praca, remetiendo o relatorio dos trabilhos
dessa junta no anno prximamente findo.Vista
ao Dr. fiscal.
De 9 do presente mez da mesma jnnta envian-
do o boletim das cetacSes officiaes de 4 a 9.-
Seja archivado.
Um exemplar da'gaseta Sul Americana de 8 de
Dezembro prximo passado. Para o archivo.
Foram distribuidos 4 rubrica os segutates li
vros :
Copiador de R Druzina & C. e diario de Ta-
vares Martins & C.
O Sr. presidente scieatificoa a lllma. junta que
a 8 do corrente ordenou o registro da procuracio
do New Londoo Braslan Bank, limited, a Wil
liam James Ktynes, William Mili e William Ja -
mes Crumanack, fasendo-se a competente annota-
cio sobre a mudaoca de nome do ind cado Banco.
DBSPACaOS
Mappados rmaseos ns. 18, 20 e 22 da Compa-
nhia Pernambacaaa ; dito dos armazeas 3, 5 e 7
do edificio da altaadega velha ; ditos dos trapi
ches Bario do Livrsmeato do largo da Assem-
bla n. 17 e junto a guardamoria ; dito do trapi-
che Barbosa.-Cada um dos ditos mappas teve o
despachoArchive se.
Peticoes:
De Manoel Luiz Ribeiro, portugus, de 45 an-
nos de idade, domiciliado e estabelecido nesta pra-
ca com armasen de molhados por grosso e a re-
talho 4 ra do Rosario da Boa Vista n. 51, soli-
qaantia attinente a cifra de 2:000*. Sua viuva
Siiir faser convencer ao jais de orpbios desta vil-
i que o inventario daquellc espolio devia ser
feito, nio aqu, mas na villa de 8 Joo, provincia
da Parahyba, visto eomo all possaia elle muitos
bens constantes de mmoves e gados das diversas
especies ; alm de que tara aquella villa o tonto
da aotiga residencia desea esposo.
Aceito o embuste, como orincipio de direito, re-
tiroa-se D. Firmiana, desta villa para a de S. Joo
da Parahyba, sem qne se Bravease feito no juiso
com, eiente o inventario a qne alludo, e aem que
por conta do debito do referido espolio, se desse
um real siquer.
A repugnancia da Sra. D. Firmiana, no tocante
a pagar o que deve, tal, que s depois de rece-
ber bilhetes usultuosos pagua a quantia de 8* ao
artista Jovino pela factura do ca.tilo que condu-
zio o cadver de sea marido sepultara. Esse
detestavel sentimento rereis se e n alto grao as
seguintes opportunidades : Quando essa senhora
assigna prcas qne a nio podem com rometter usa
do nome de Firmiana da Costa Lima; entretanto,
quando assigna documentos debitnos emprega o
neme de Firmiana Ramos Correia Lita*, lato nio
se eommenta. E' srdido por excellcucia.
Passaram se mezes, no correr das quaes ali-
menta a convic;io de que indo 4 villa de 8. Joio
receberia raeu debito De feito eraprehndi a
viagem. Setenta leguas de inhosito camoho;
os rigores d'uma estacio calmosa e sicrificios ou-
tro, sobremodo penosos, nao foram bices inven-
civeis ao meu desidertum.
Chegaado 4 villa de S. Joio entend me com nm
filho da .-'ra. D. Firmiana, por qaem esta mandou-
me o recado de que nenhuma arruma;o podia l-
ser aoerea do meo pagamento ; fia diversos ces-
sideraedes ao moco e nao obtive seno na indife-
rentismo o mais bem acentuado !
Oftereci a' um sea prente rico 4'miaa divida
com' aoatimanto smaii de 50 */^ a nada conse-
guiodo, apenas reeeb da Sra. D. Fii(b>ana impro .
pi-rk>s e diatribes.
A vista do expendido convenci-m de que havia
cabido'em urna citada ardida pelos suspiros e la-
grimas de urna senhora que constitu o dia >
beneficio para vespera da ingratici. _^
Vem a pello dizer que mezes depois de tra'uc-
renca de D. Firmiana'desta villa pira", a de S
Joio, o juiz de orphios deste termo etedio pre-
eatoria para o d'aquella villa no sentido de ser ci-
tada D. Firmiana para vir dar bem a inventare
no juizo competente.
Entretanto ocostreu quo a precater:a foi devol-
vida sem cumprimento, porqnanto a' referida in-
ventariante, usando de mais ama trica forense.
exibio ao juiz deprecado ama peticao allegando
que bavia impetrada da relacio do distrito con-
cessio de praso para a factura do nveutario em
questio.
A trica tomn as proporcoes de eousa seria a
ponto de o jais deprecado marcar o praso do um
mez para a peticionaria apresentar ao juiz depre-
cante a concessio alludida, o qne n:io se realisou
at hoje. Releva accrescentar que o juiz de or-
phios da villa de S- Joio consideran-o incompe-
tente para proceder a factura do inventario de que
veuho de fallar ; tai um acto correcto, a cerca do
qual nio tem assento a menor censura.
Snpponho ter exhibido argumentos que me tor-
nara sobraaceiro 4s raalversaces e diatribes da-
quella que estabeleceu para vespera da ingrati-
dio o da do beneficio.
Villa de Floresta, 4 de Janeiro de 1830.
Jote Paulino Rodrigue de li ir ros.
A presidencia da piv-
vineia e o orgae da
opposi#o.
O telegrapho annuncia a gan lo victo-
citando carta de commercante matriculad. Sao j
attestaates do crodito commercial do impetrante ^"1*^,^ _P"f. v -!
Joaquim Mauricio Goncalves
Rosa, Soares do
Amral Irmioe, Joio -los Rodrigues Mendes e
Joio Fernandes de Almeida.-Adiada.
De D. Mara Leopoldina Ruy da Silva, para
qne se registre a nom"a?o de seu caixeiro Patri-
cio Correia de Mello. -Registre se, depois de sa-
tisfcito o parecer fiscal.
De Guimaries Fonseca & C., para que se re-
gistre a nomeaco de seu caixeiro Julio de Moura
Rolim, e se d oaixa na do seu ex-eaixero Fraa-
eisco Viera Dantas.Na forma requerida.
De Joio Marinhe Falcio, Jos Correia de Al-
pui n e Frankli i Antonio Diniz, para que se ar-
chive o contrato de sociedade em nome collectivo
que cblebraram sob a firma de Diniz Correia de
0. eom o capital de 450* para o commercio nesta
praco ao pateo ao Terco n. 28, de gneros seceos
e mdulos e fabrico de vinagre e canarina.Ar-
chive se na forma da le.
De Maia e Silva Se C., para que se registre a
nomeacio de seu caixeiro Pedro Alfonso Pereira
Lamrgo.Deferida
De Luiz Antonio Siqueira, Aftonso do Azevedo
Maia e Carlos de Moraes Gomes Ferreira, pedin -
do que se archive a prorogagio do seu contrato de
sociedade archivado em 1833, subsistndo tolas as
clausulas e coadiees exaradas cm dito contrato.
Satisfeito o ultimo parecer fiscal, archive se na
forma da lei.
De Antonio Jos Dias Pinheiro, para que se re
Sstra a proeuraco que Ihe passira Joaquim
oacalvi's Cascio p ira gerir todos os seus neg
cos.Seja registrada.
Nada mais bavendo a despachar, o Illm. Sr.
commendador presidente encerroa a sessio s 11
e 1/2 horas da manhi.
pbl::ac0es a pedidc
0 dia do beneficio a vespera da
ingratido
A evidencia deste preloquio eneontra-se a cada
paiso, quer as ntimas relaces de individuo
quer as evolacoes da graude vida social.
Eu, que, pela v-'z primeira, e j no declinio da
asistencia, recorro de presente a tribuna popular,
o faco constrangido, e smente no intuito de de-
tender-me de injustas aecusaces praticadas con
tra mim por quem, na forma da these enunciada,
servio-se do da do beneficio para vespera da in-
gratidio.
E' o caso :
Em dias do mez de fevereiro do anno de 1884,
de volta de na viagem 4 Villa de S. Joio da Pa-
rahyba, chegou 4 esta villa o Dr. Genuino Cor-
reia Lima no carcter de juiz de direito desta co-
marca. Magistrado de excedentes qualidades,
soube o Dr. Genuino captar a estima de seus co-
mrcaos, de cujo numero honro-me de fazer parte.
Kossas retacos amistosas tomaram proporcoes, na
seqaeocia das quaes torca dizer, que minha casa
commercial constituiose o ponto onde o Dr. Ge-
nuino encontrava immediato cumprimento nos
seus ptdidos, quer tendentes a dmheir por em-
prestimo, quer de mereadoras por compra. Isto
posto, verificon se em fevereiro do anno prximo
passado, por occasilo de seu passamento, ncar de-
vendo me a quantia de 7374G30. Extrahida a
respectiva conta, exhiba 4 Sra. D. Frminiana,
viuva daquelle dout ir, a qual nio s reconheceu
a veracidade da mesma, como de tua letra e
firma comprometteu se no praso de quatro mezes
ao prempto pagamento.
Releva dizer que aps o falleeimento do Dr.
Genuino anda fis supprimeutos do dnheiros e
mercadorias 4 sua viuva na importancia de....
124*110, peta que o debite do espolio do finado
Dr. Genuino para commigo elevou-se ao total de
861*730.
Pois bem. Quan 'o eu suppunha, possuido da
melbor boa f, que vinha transigir cum urna se-
nhora que seria capaz de abordar os maieres sa-
crificios, com tanto que a memoria de seu vene-
rando espaso nao fosse exposta ao mais leve re-
paro ; quando eu suppunha que os compromissos
ungidos pelo pranto fossem a expressio da ver-
daoe ; quando ea suppunha que o qualificatvo de
berafeitor que prdigamente se m atirava 4 face,
mnea se transformara em doestos ensopados de
acrimonia ; quando en suppunha que o coracio
de urna senhora jamis abrigara o teio e srdido
sentimento da ingratidio, vi-me desilludido, vi
esmagada a minha crenca pela mais pesada das
realidades, e por assim dizer, coaveuci-me de que
a Sra. D. Ffrmioiana eom todo esse teeido de har-
monas refereodado pelo pranto^ com todo esse
apparato cmico esmeradamente eetudado, s ti-
vera na menta- ilmqaear ratn boa f, para, a seu
salvo, arredar se do cumprimento de deveres os
mais eomsrnes, os mais sagrado.
Atienda o publico. O* espolio do Dr. Genuino
devedor a mim e a outros desta localidade, de ama
eleigSes de 15 do corrente mez. No nor-
te, como no sul, o eleitorado con lema?,
etse partido poltico que, quando governo,
sacricou todos os int-.resaes natStn'.os, in-
clu iot os nossos foros de paiz civilizado,
sua permanencia no poder.
Ne9ta provincia esto conbecidos os re-
sultados da eleicSo nos dea 'primeir is dis-
tri^tos eleitoraes. S no 5o, dajsm, foi
eleito o candidato da opposiyao. Se
no 2 distrieto parece que o elei-
torado agazalhou a candidatura do nnis co-
nhecido dos pernambucanos vvjs, non por
isso conseguio elle ser eleito, apezar do3
nortos que no Poco votaram por invosa-
5S0, o de tambem representarem (!; cida-
dos os sicarios nao punidos do mortciiii?
de Sao Jos.
Gracas Deus: a forca publica nihum
trabalho tev<> no dia 15 A eleiylo gtral,
como a provincial, correu pacitie ;ni3nte
apezar da desattencSo do um grupo de
desordeiros, ra do Imperador, pira
com a pessoa do Sr. chefe de polica, que
tere a precisa calma para nao mandar dis-
persado pelas suas ordeuancas.
A' es'a hora os que leram as propheci is
do jornal da opposicao, os que porveatarii
ainda acreditaran no canto da sereia, es-
quecendo o opprobrio que tilo baix 1 fez
deseer o governo que 1 de Dezembro Je
1884 diriga os destinos do paiz ; esta
hora os que leram at o dia 14 a Provin-
cia foram testemunhas da nobre attitude
da autoridade durante o pleito fiado.
A eleigao do da 15 para representantes
da nagao exprime em geral a manifestacao
franca e legal do eleitorado, desassombra-
do de pressSo official, de punhaes asala-
riados, de manejos indignos, de blhefes
falsos, de Borprezas criminosas en carros,
de anteabas brutaes, de indecencias do to-
da a especie.
E' esta a verdade, quaesquer que sejam
os pretestos dessa opposigao desordeira,
que s pelo terror, derramando o singue
generoso de bons pernambucanos, podero,
senao vencer, baralhar ao menos o resalta-
do, o que fizeram quando no poder, em
rdajaj ao Io distrieto desta provincia.
Nem se diga, para que a cousa possa
l fra produzir effeito, que a victoria
filha das posijfles offisiaes. Ilintein, em
opposicSo, o partido conservoior mandn
corte maioria re deputados, apezar da
mais audaz intervencao de um presidente,
capaz de todas as coragens, de um ehefe
militar servico da desordem, de um che-
fa de policia sem vontade propria, que s
tinha urna aspirajao, agradar aos quo
lhe tinham dado a empreitada.
O resultado da eleicao do dia 15 foi o
esperado por todos os bons ci dadlos, o
presagiado pela victoria de 1 de Dszera-
bro de 1884. A maioria do eleitorado foi
coherente com seu procedimento anterior,
fazondo constar ao paiz que Pernambu.
co, se pugna com sua tradiccional altivez
por seus iireitos esquecidos, por melhora-
mentos imprescindiveis ; se qaer a restau-
racao de suas finanzas, compromettidas
por um golpe ousado do poder exe:utivo,
nem por isso deixa de confiar seas desti-
nos, tilo prejudicados, de preferencia ao
partido que actualmente oceupa o poder ;
del!o esperando remedie aos males que o
aflligem, malea aggravados no3 tristes an-
nos do ultimo dominio liberal por urna se-
rie de desasos e de otos ante-patrioticos.
O eleitorado da provincia acaba mai
urna vez de provar que quer a ordena
antes de tado, pofqae sem eHs a Kberda-
de 6 a lioenr}, a nejaciq da sociedade ;
que nao est com esees libetaas de nova
especie, que fazem eleices ferro o fogo.
A' moderacSo e patriotismo do hornera
1
1
iifflRi




4
Diario de PernambucoTcrfa-cira 19 de Janeiro de 1X6


-..
de estado t scolhido jura era to melindro-
sa crise presidir esta provincia, era
grande parte devlio o socego de que go-
zamos nos ltimos dias. Quasi neutro no
lacio dos partidos; nao faltando, entretan-
to, com o >juo devia seas amigos polti-
cos, S. Exc. o Sr. consf-lheiro Costa Pe-
reira deixcu, como lho cumpria, que elles
decid8sem por si sobro o pleito quo se ia
travar, con tentando-se com providenciar,
de modo que a autondade fosse respeita-
da, que a ordem publica nEo fosse altera-
da, que a populacho reptala desta gran-
de cidade so entregasse com confianca
sens affazeres diarios, desassombrada dos
eobresaltos da penltima cleicSo geral, que
enluctou o Recife, quo aterrou as familias,
que manchou os nossoa bt^za de popu
IjcSo civilisada.
Nada arredou o presidente da provincia
de seu nobro proposito : grita ccora
mendada, as declamares diarias da im-
prensa opposicionista, viralencia de sua
inguagcm, desafio permanente ura ad-
ministrador moderado por ndole, mas em
tao especiaos condicSes colloeado ; tudo
reepondeu o Sr. conselheiro Costa Pereira,
mam tendo-se na posic3o que escolhera.
Desafiaran a roaeco, para com ella ex-
plicaren) depois a derrota que tinham cer-
ta. Nao obegaram i seus fins,- os clculos
falharam. Foram derrotados; e eil os ahi
(porque emfim alguma cousa devem dizer),
- gritarem que a derrota com que con-
demnou-08 o eleitorado filba da interven-
cao official, sem iembrarera-se que tara-
bem bontem foram vencidos, sendo poder
e aephyxiacdo O corpo eleltoralcom todos
os elementos de que dispunham, e mais
coro O punhal do sicario.
Fallis em reaccSo cf&Vial, quando sa
beis que, se reaccSo existe, ella vem da
maior aomma de energa com que se ex-
terna a opiniSo publica, indignada com os
desmandos dos vossos ltimos tempos de
poder. Resignai-vos, acceitai as consequen-
cias das premissas que estabclecestes ; con-
vertei-vos, no retiro que ella vos con-
demna, que, regenerados, talvez possaes
um dia anda ser uteis esta sociedade,
que lamenta os vossos desatinos, que con-
demna-vos porque assim deve fazer, mas
que de coracSo de vos se compadece.
Os bons pernambucanoB, os bomens s
rios de todas as procedencias, felicitara o
governo pela digna attitude de seu delega-
do, este pelo modo honroso e grave por
que se tem bavido, e provincia pela cal-
ma que nella reina.
Um da velha guarda.
t Jipt^ms??- ~TVHM
Juer duvida, venho a impreus* declarar i u fui
espodido da casa Bella-Jnrdineira pen-ucen-
te a Henrique de S4 LeitAo e onde era caixeiro
NICAMENTEpor que, no exercicio ao meu
direito, fui i Escola Normal dar o meu voto ao
Illm. e Exui. Sr. Or. Manoel do NascmentoMa
eludo Portella.
Consta-me que se dii que abaudonei o estabe-
lecimento : urna falaidade, pois fie m n'elle o Sr.
Antonio de Barros e Silva que tambera era ahi
em pregado.
Limito me isto.
Recite, 18 de Janewro de 1886.
Eneas Jacome Correia de Araujo.
Ao eminente pernaafcueano Dr.
Portella
Nao tnorre o canto onde vibra a lyfa
Nao marre o nome onde vive a gloria !
CoNSEUUURO M. LlAL.
O esplendido retullado que deram as urnas ao
eminente pernamuucano, prava eauberaatemente
o prestigio e alto meiecimeuto que tem para seus
comprovincianos.
O dia 15 de Janeiro, mostrou quelle que pro
curam erguer urna estatua em tofo pedestal, que o
Exm. Sr. Dr. Manoel do Natciatento Machado
Portella, eaae moderno Cali, conduzindonov&men-
te os trophos que attesUm teus triumphos, jamis
ser vencido !
Congratulndome com S. Ese, sau'u-o.
Beoife, 16 de Janeiro de 1886.
Antonio Jacintho de Barro* Correia.
Parabvba do Norte
Ao el
8' istricto
Constando-me quese tem asseverado, proposita!-
r.tnte, nao poder ser eu votado para diputado pro-
vincial no prozimo 2 escrutinio, visto oceupar o
cargo de lente de trances no corso annexo Facul
dade deDireito do Recife, previno aos dignos elei-
toies do 8o districto de que falsa a existencia de
tal inccmpatibilidade.
O art. 11 da lei 3029 de 9 de Janeiro de 1881,
enumerando os diversos funecionarios que n> po
i.'cm ser vetados para senador e diputado geral e
provincial, menciona os inspectores ou directores
facnldadeg ou outros estabelecimentos de instruc-
cao m peri r
Ba a 1er ^sta disposicao d lei para avaliar da
tcrieda e de minha apregoda incompatibilidade.
^< ii 1( nii do Collegio de Artes, ou curso annexo i
Faculdad de Direito estabelecimento de instruccao
SECUNDA RA e nao SUPERIOR. A boa fi de
ijiiem espalha tal noticia mani'csta-te ainda nos
trguintes casos: funecionou no biennio ultimo, na
Asenibla Provincial de Ptrnamlco, cerno depu-
tado do 10 districto, o Ilustrado Sr. Dr. Adelino
Filho, lente do curso aunexo, aeru que a sua eleicao
fesse argida por libtraes ou conservadores.
En, 1881 foi eleito deputado geralo fallecido Dr.
Siraphico, de saudosa memoria, lente de geogra
phia e historia, no meamo curso, e ninguem o ac-
cusaou de incompativel.
No caso de ser eu eleito, achtr-me-hei compre-
hendido na disposicao do art. 12 da dita lei : nao
exercerei o cargo de lente durante todo o pariedo
da legislatura.
Podein pois estar tranquillos os dignos eleitores
do 8 distincto, que me quizeram honrar com seu
voto.
K-.cife, 16 de Janeiro de 1886.
Joo de Oliveira.
3- districto
Finaliaando nos so artigo ultimo dasenos : > que
o direito e jnstica triumpharia boje (15) > em pro
do nosso distincto amigo e correligionario o Exm.
Sr. Dr. Jos Soriano de Soasa.
Com effeito por telegramma particular que rece-
bemos dessa provincia, cummunicam-nos que est
eleito em 1' escrutinio o Exm. Dr. Soriano, apezar
da fraude em alguns collegies eleitoraes ; apezar
das ameacas contra os funecionarios pblicos e dos
disturbios projectados em Bananeiraa ; apezar da
diligencia infeliz (irrisorio !) do Sr. Mindello ; ape-
zar, finalmente, de todoa os subterfugios emprega-
dos para que o homem da elocuencia parlamentar
infusa fosse o victorioso Nao esteve por isto o
brioso e indepeidente eleitorado do 3 districto,
que collocou-se na attitude honrosa em que devia
manter-se, dando uma prova mais cabal e de-
monatrativa de que nao era mero instrumento de
presidentes oppressores ; de que nao era servo da
gleba ; e que boje nao predomina mais o principio
dispotico dote vol, tic jabeo, tic provatione vo-
luntas.De nada valeu a presso official do Sr.
Bandeira, que deve estar convicto de sua aulori-
dade!
De nada valeu a ceUeberrima derrota do Sr.
Evaristo em 81 j competiodo com o Exm. Dr. So-
riano, para desta vez deliberar se uma segunda
ainda maior De nada valeu a diligencia (oh .'
santo Deus .') do Sr. Mindello, diligencia infeliz,
para nunca niaia metter-sc em outra, e que lhe
servir esta de Hccao I
0 eleitorado do 3o districto da Pa-ahyba, sal-
dou uma divida aberta ha longo tempo, que tinba
para com o Exm. Sr. Dr. Soriano, nessa tao hon-
rosa e acertada eacolha. O Dr. Soriano que die-
poe de uma robusta intelligencia, illustraco e
servicos prestados ao paiz e provincia, estamos
certos sabei perfectamente compenetrar-se na al-
tura do mandato to honroso para si e para aquel-
es que o elegeram, dotando principalmente o 3
districto dos melhoramentos uteis e reclamados
tao aportante circumscripeao territorial. O direi-
to e a justica triumphou, e triumphar sempre
desde que tra!e-se de homens que se achem as
condicoes e da estatura do Dr. Soriano, que s po-
der ser til patria e que a elle muito devemos
de sua cultivada i'lustraco. Cantemos, portanto,
hosannas ao Exm. Dr. tioriane pela gloria obtida,
pelo triumpho ale. ncado ro presente pleito eleito-
i- il; e demos um aperto de mo aos distinctos e
independentes eleitores do 3o districto pela lio
acertada escolha que acabam de fazer de seu re-
presentante na cmara temporaria. Viva o dis-
tincto conservador o Exm. Sr. Dr. Soriano Viva
o brioso e independente eleitorado do 3o districto
da Paiabrha. Viva o Ilustrado redactor do Mo
nitor, Dr. Paula Lacerda.
Recife, 18 de Janeiro de 86.
O conservadorparahybano.
Em branco 1
0eleitorado do 1* dis-
tricto de Pernambu-
co, segundo as listas
parciaes remettidas
cada uma das secc,es
de 2,200 eleitores.
Sao fallecidos 1(57
eleitores, o que faz
com que o eleitorado
que podia comparecer
eleicao do dia 15 fi-
casse reduzido a 2,033
eleitores.
Amaioria absoluta
de 2,033 1,017.
O Dr. Manoel do
Nascimento Machado
Portella te ve 1,023
votos, logo est elei-
to, nao Somente por
maioria absoluta dos
elei*ores que compa-
recern*, como tam-
bem por maioria abso-
luta do eleitorado do
1 districto.
O amigo V,
Banco de Crdito Real em
Pernambuco
Eate Banco, autnriaado pelo decreto n. 9457 de
11 dejulho de 1886, dar comego as suas opera-
coes no dia 2 de Janeiro de 1886.
As opeacocsfundameniaes do Banco sao :
Fazer emprestimos de quantia nao inferior a
5:COO000 sobre hypotheca de bens immoreie a
longos prases com amortizara? por annuidades.
Estes emprestimos sero :
Cootractados por tempo ao mencr de 10 annos
sobro primeira hypotheca constitu Ja, ceJida ou
subrogada.
Feitos por metade do valor dos immoveis ru-
raci ou por tiez quartos d-s urbanos em lettras
hypctlircaras do Banco, ao par, do valor de
COIJKUII)
DE
ra
Ra do Baro de %. liorja n.
90, o ii 11- oa do Sebo
Oa tr.iba'hoa deate instituto de edueajo de me
ninas, fundado em 1876, comecim a 11 de ja
neiro.
A directora, havendo-se transferido para o pre-
dio cima dito, de o.timss condicoes para estabe
cimentos desta ordem, tendo longa pratica de ma
gisterie, desde 1873. e auxiliada por habis profea
sores, espera continuar a merecer a confianca dos
Illms. Srs. interessadoa.
Ensiua-se : primeiras letras, portugus, francez
inglez, arieino, geographia, historia, msica, piano
deaenho, costuras e bordados de difierentes g-
neros.
Augusta Cameiro.
Mi fle Nossl Seibora m
EDITAES
Este estabelecimento de instruccao pri
maria para o sexo femenino tem a sua sede
em uma confortavel chcara na Ponte de
Uchoan. 10.
Aa materias ensinadas no collegio aSo as
seguintes: religiSo, portuguez, francez,
inglez, allemio, historia, geographia, piano,
desenlio, pintura, bordados e flores.
Aa lioguaa falladas no collegio sfto : a
franceza, inglesa e alloma* para as quaes
tem nuestras que residem no collegio.
As directoras encirregam se segundo a
vontade dos pais de preparar as alumnas
para fazer exames na Academia.
Lista das alumnas que fizeram exames
na Academia:
1882. D. Julia de Oliveira, inglez distinc
cao, francez plenamentee
D. Izabel a. Pires, idem.
1884. Maria Eugenia de Mattos, inglez
distinecilo, francez idem, portuguez!
idem.
1885. D. Mia C. Monteiro, inglez di
tinecao, francez plenamente.
D. Fia va CatSo L'ipes, francez plena
mente.
Directoras,
Auna Carroll.
. llermina Michatlis.
Collegio Sele de Janeiro, para o
sexo feminino
A abaixo asa guada, avisa aos Senhores paes de
familia, tutnres e correspondentes que a 7 de Ja-
1 neiro proxirao, na ra do Visconde de Pelotas (n-
: tiga do Aragao) n. 1, abrir um collegio para edn-
. cacao e intruccSo de meninas. Sob sua direccao
i e com o auxilio de professores e professoias com-
petentemente habilitados, nelle se ensnarao as
i primeiras letras, portuguez, francez, geographia,
desenho linear e de figuras, msica e piano, toda
qnalidade de trabalhos de agulhns o de flores.
As condicoes paca admissao sao as geralmente
I adoptadas nos estabelecimentos de igual natureza,
hacend, porm, redcelo de prt9o.
Afianca a boa hygiene, educa co esmerada e
toda dedicaca) e zelo na instruccao.
Pode-se desd. j tr.atar na referida casa.
Recife, 4 de Dezembre de 1885.
A directora,
Leopoldina de Siqueira Varejao.
O Dr. Tboiras Garcez Paranhaa Montenegro, juiz
de direito presidente da junta apuradora do se-
gundo districto do Recife etc.
Faz saber que reunindo-se boje a junta apura
dora das elecoes do segundo districto para pro-
ceder a somma dos votos da elricto que teve lu-
gar no dia 31 do inez paseado foi adiada a apu
racao geral para o dia 28 do eorrento mes, por te-
rem faltado duaa autheiitic.if, cujos votos podiam
influir no resultado. 0 presente ser afflxado no
lugar do costume e publicado pela imprensa.
Recife, 18 de Janeiro de 188G Eu, Henrique
de A. Lnbo Moscoso, secretario da junta subscrevo.
Tfiomaz Garcez Paranhos Montenegro.
Edital n. Ti 2
O inspector geral da instruccao publica manda
fazer conster aos professores de cnsino primrio,
Philadelpho Barroso da Silva e Pbilomeno Ray-
mundo Nunes dd Lima, este da cadeira do Ato-
gados de Iog izeira e aquello da de Santa Cruz
do Brejo, que por acto da presidencia da provin-
cia de 7 do coTonte, permittio-se-lhes permuta-
rem as cadeiras que r< gem e se lbea marcou o
prazo de 60 dias, a contar daquella data, para
tomar posse e assumir o exercicio de suas novas
cadeiras.
Secretaria da instruccao publica de Pernambu-
co, 14 de Janeiro de 86,O secretario,
Pergentino S. de Araujo OalvSo.
Edital n. 9
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, f ic,o pu-
blico que ni da 16 do corrente sedara principio
ao pagamento dos juros das apolices de 7 0/0, re-
lativos ao semestre de julbo dezembro ultimo.
Secretarla do theaouro provincial de Pernam-
buco, em 14 de Janeiro de 1886.
Lindolpho Campello.
DECLARACOES
COMPAMIIA
Locomotora periiam-
bucana
De conformidade com art. 5 das estatutos desta
companbia convido aos senhores accionistas rea-
lisarem a nona prestacao de suas entradas razio
de 10 0/0 sobre o capital das acyoes subscriptas.
Para este fim podem dirigir-se ao Sr. tbesoureiro
' m seu escriptorio ra do Mrquez de Olinda n.
56, 1- andar.
Escriptorio da directora motora Pernambucana, em 12 de Janeiro da 86.
8. de Barros Barreto,
Director secretario.
Deutscher Huelfevc-
rein
General Versammlung ani 27 Jaiuar 1886.
Abends 8 uhr im Lcale des Clubs Concordia.
Tagesordnung :
Rechnungsablage und Bericht
Aeuwahl des Ausschusses.
Der Ausschusz.
Ao publico
EesQltaflo da eleicao do dia 1S ds
Janeiro fie 1886 no r
Ao publico
Para que nao pese sobre minha reputacao qual-
GOMMERCIO
Bolsa commerclal de Pernam
buco
Eecife, 18 de Janeiro de 1886
As tres horas da tarde
Cotaces offiaes
Accoes da estrada de trro do Recife S. Fran-
cisco, do valor de t 20, ao preco de 217/
cada uma.
Aseucar bruto do Rio Grande do Norte, 28130 por
15 kilos, posto bordo all com frete de
20/s,, aabbado.
Cambio so ore Santos, 60 d/v. cora 1 1/4 0/0 de
descont.
Na hora da bolsa
Venderam-se :
25 aeces da estrada de ferro do Recife ao S.
Francisco.
P. J. Pinto,
Presidente.
Candido C. L. Alcofjrado
Secretario.
Comparecern! 1,781
eleitores
Portella 1,023
Nabuco 756
Souza Res 1
lOOOOO ea !a uma uma e do juro de 7 0|() aoanno.
de annuidades pagas'
csrrente, divididas em
ilENDIMENTOS PBLICOS
Mes de Janeiro de 1886
AtVAHDMADe 2 i 16
dem ds 18
374:881|514
39:887|284
C'SSClao] raorncix.De 2 16
I-tem de 18
Uncir DBArjuaaDe 2 16
dem de 18
414:708|798
134:6584164
10:027/041
144:685/205
1:861/790
1:176|116
3:036/906
ALTERACAO DA PAUTA
Para a semana de 18 4 23 de Janeiro de
1886
Agurdente cachaca, 83 rs. o litro.
Alcool, 177 rs. o kilo.
Algudo em rama, 466 rs. o kilo.
Asnear mascavado, 133 rs. o kilo.
Alfanaeea de Pernawbuco, 18 de Janeiro de
Oa conferentes,
A. de A. Marques.
J. J. de Miranda.
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Vapor nacional Pernambuco entrado dos porto*
do sul, no dia 17 do corrate e consignado a Ber-
aardino Pontual, raanifeatou ;
Carga do Rio de Janeiro
Caf 500 saceos a Baltar Irmaos & C, 135 a
Augasto Figneiredo & C, 60 a Ferreira de Car-
valho t C, 08 a Mendes Lima & C, 25 a Anto-
nio Rodrigues Branco.
Chapeos 1 caixao a Adolpho & Ferrao, 1 a A
Dias *. C, 1 % F. X. Ferreira & C.
Drogas 2 caixas a Bartholomeu & C.
Fumo 51 volume8 ordem.
Fazf ndas 9 volumes a Cramer Frey & C.
Mercadorias diversas 2 volu i es a Capitana do
Porto, 17 a Francisco Manoel da Silva & C.
Oleo 40 caixas a Baltar 01i\ eir, & C.
Panno de algodao 60 fardos a F. X. Ferreira
&C.
Vinho 35 barra ordero.
Xarque 50 fardos a Francisco Jos Rodrigues
Prafa.
Carga da Babia
Charutos 2 caixoee a Sulzer & Koechln, 4 a
Almeida Machado & C, 6 ordem.
Chapeos 1 caixao a Rodrigues Lima & C.
Fazenda 4 volums a H. Nusch & C, 1 ordem,
Louca 1 barrica a A. Vieira & C.
Panno de algodao 5 fardos a Olinto, Jardim & C,
6 a Agoatinbo Santos & C, 5 a Rodrigues Lima
4 C, 5 a A. Vieira & C.
Vapor nacional Mrquez de Caxias, entrado da
Babia escalas no dia 17 do corrente e consig
nado a Domingos Alves Matheus, manifestou :
Algodao 100 saccaa a Mendes Lirra C
Corda de piassava 100 a Beltro Se. Costa.
Couros salgados seceos 166 a Mendes Lima & C,
100 a Maia de Rezende.
Courinhosl amarrado a J. H. Boxwell.
Saceos 1 amarrado a J. Holms.
Sola 100 meios a Domingos Alves Matheus.
Hiate nacional Deus le Guarde, entrado de Ma-
ceo no da 18 do corrente e consignado a Bartho-
lomen Lourenco., manifestou:
Sal 600 alqueires ao consignatario.
Brigue ingles Queen of lhe Fleet, entrado de
Cardiff no dia 17 do corrente e consignado a Jo-
bnston Pater & C, manifestou :
Carvo de pedra 520 toneladas aos consigna-
tarios.
Patacho norueguense Urda, entrado de Porto
Alegre no dia 18 do corrente e consignado a Amo-
rim Irmaos & C, manifestou:
Farinha de mandioca 3,000 saceos aos consig-
natarios.
Escuna altana1 Sagtertand, entrado do Rio
Grande do Sul. no dia 18 do corrente e consig-
nada a Silia Guimaries & C, manifestou:
Graxa 148 pipas.
Sebo 627 barricas.
Vassooras de palha 157 aos consignatarios.
Reembolsa la por meio
pelos mutuarios c a m
semestres.
Oa emprestimos p .dem ser pagos antecipada-
mente no todo ou em parte, em moeda corre, te ou
em letras hypothecarias ao par, a vontade dos
mutuarios.
As annuidades comp'eliendem o juro conven-
cional, a amortisagao do capital mutua io e a com
misso de 1 0|0 ao Banco.
Na base des juros de 80j0 ao anno,a tabella das
annuidades para 1:000/000 a seguinte:
Contratos por 10 anuos 155/82) annuacs
15 124S0.VJ
23 109345
25 > 101J906
30 1170336
do Commercio n.
eaclarcsementcB necea-
No escriptorio do Banco
34, dar se ho os demais
sarios.
Peeife, 31 de dezembro de 1885.
Pelo banco de ere lito Real em Pernambuco,
Os administradores
Manoel Joao de Amorim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luiz'jDuprat.
DESPACHOS DE EXP0RTACA0
Em 16 de Janeiro de 1886
nttrm estertor
No vapor italiano Garibalde, carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 2,054 saccas com
ICO 685 kilos de algodao.
No vapor inglez Amathwart, carregou :
Para Liverpool, Borstelman 4 C. 696 saccas
com 61,283 kilos de algodao.
Na barca ingleza Chislchusl, carregou :
Para New-York, F. Cascao & Filho 814 saceos
com 61,050 ki os de assucar mascavado.
No lugar inglez Our Annie, carregou :
Para New-York, M. J. da Rocha 300 saceos
com 22.500 kilos de assucar mascavado.
No lugar inglez Waudrcan, carregou :
Para New-York, J. Pater & C. 1,000 saceos
cem 75,000 kilos de assucar mascavado.
No brigue portuguez Cacilda, carregou :
Para o Porto, J. 8. Loyo & Filho 100 saceos !
com 7,500 kilos de assucar mascavado e 34 couros
salgados com 408 kilos.
= Na barca portugueza Novo Silencio, carre-
gou :
Para Liaboa, Maia & Rezende 56 couroa sal -
gados com 392 kilos ; M. J. da C. Porto 28 pran-
chocs de amarello.
Para o interior
No lugar nacional Tigre, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, J. M. Dias 475 bar-
ricas com 40,451 kilos de assucar branco e 25
ditas com 2,650 ditos de dito mascavado.
No lugar nacional Kaleb, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, V. T. Coimbra 400
barricas com 34,085 kilos de assucar branco.
No lugar nacional Loyo, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, J. S. Loyo & Filho
800 barricas com 73,387 kilos de assucar branco.
s No vapor nacional Pernambuco, carregou :
Para Maaos, Amorim Irmaos A C. 30 barricas
com 2,453 kilos de assucar branco e 56 barris
com 5,280 litros de agurdente ; Baltar Irmaos &
C. 180 barricas com 9,309 kilos de assucar bran-
co ; S. G. Brito 20 ditas cem l,.r00 ditos de dito.
Para o Para, J. B. de Carvalho 10 barricas
com 950 kilos de assucar refinado ; F. de Maeedo
200 ditas com 10,238 ditos de dito branca ; F A.
de Azevedo 170 ditas com 9,800 ditos de dito ;
Amorim Irmaos c C. 100 ditas com 6,417 ditos
de dito ; M. J. Alves 3 pipas e 10 barris com
2,400 litros de agurdente.
Na escuna dinamarqueza D. Clara, carre-
gou :
Para Pelotas, Maia & Rezende 640 barricas
com 60,477 kilos de assucar branco.
= o hiate nacional Ires, carregou :
Para Maco, F. E. Paes de Lima 300 si ecos
com farinha de mandioca.
Na barcaca Mor do Paseo, carregou :
Para Macahyba, Amorim Irmaos & C. 1,000
saceos com tarinha de mandioea.
Os abaixo assignados, feudo registrado e depo-
sitado as suas uiarc-ts industriaos e rtulos das
suas preparatoes na junta commerciai do Ro de
Janeiro do conf< rmidade coiu as prescripcoes das
leis do imperio do Brasil, declarara e participam
aos interessados, que como nicos proprietarioa,
tem direito exclusivo de us:ir as marexs indus-
tria' s e rtulos relacionados com manufactura,
fabricacSo e venda das sguin es pnpnruo s ;
Agua de Florida de Murray e Lamn.
Tunicj Oriental,
l'cilorul de Anacahuita.
l'attilhas Vermfugas de K^mp.
Oleo de ligado de baealho de. Lanmn & Iv m.
Emulso de oleo de ligado de baealho com hy-
pophosphtes, de Lanmam & Kcmp.
1 Salsuparrilha de Bristol.
Extracto duplo de aveleira mgica de Bristol, e
ungento de aveleira mgica de Bristol,
' e que, portanto, perseguiro a todos os falsificado-
res ou imitadores das ditas marcas industriaes e
rtulos, procurando que sejam castigados com teda
| a eeveridade da lei.
Tambera acautelamos o publico contra todos
aqjcllea que intentara substituir as noaaas prepa-
: races cima mencionadas cin artigo falsificados
que levam rtulos ou marcas industriaes que imi-
tara as nossas.
Lanman & Kemp.
MOVDIENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 17
Rio de Janeiro e escalos7 dias, vapor nacional
P:rnambuco, de 1999 toneladas, commandante
Pedro H. Duarte, equipagem 50, carga varios
gneros; a Bernardino Pontual.
Porto Alegre23 dias, patacho neruoguense Ur-
da, de 167 toneladas, capitae John Slvense,
equipagem 8, carga farinha de mandioca: a
Amorim Irmaos & C.
Babia e escalaa9 1/2 dias, vapor nacional Mr-
quez de Caxias, de 290 toneladas, commandante
Pelippe R. Nova, equipagem 24, carga varios
gtneroa ; a Domingos Aives Matheus.
Navios entrados no dia 18
Li verpool e escalas18 dias, vapor inglez Arau-
caria, de 1806 toneladas, commandante H.
Browns, equipagem 72, carga varios gneros ;
a Wilson Sons & C.
Terra Nova33 dias, barca ingleza Paragero, de
345 toneladas, capito R. L. Davidson, equipa-
gem 13, carga baealho; a Jobnston Pater
& C.
Maco 8 das, hiate nacional Deus te Guarde,
de 90 toneladas, capito Antonio A. da Silva,
equipagem 4, carga sal; a Bartholomeu Lou-
renco.
Cape Town 22 dias, barga norueguense Can-
deur, de 452 toneladas, capito Nielson, equi-
pagem 11, em lastro : ordem.
Rio Grande do Sul24 dias, escuna allem Sag-
terland, de 126 toneladas, capito H. Deekem,
equipagem 6, carga gorduras ; a Silva Guima-
res & C.
Navios sahidos no mesmo dia
HalfaxBarca sueca E. V. Almigueie, capito
C. A. Myra, carga assucar.
ParahybaPatacho inglez Georo-et, capito G. A.
Morrea, em lastro.
Valparaiso e escalas Vapor inglez Araucania,
commandante H. Browns, carga varios gneros.
Manos e escalasVapor nacional Pernambuco,
commandante Pedro H. Duarte, carga varios
gneros.
Cuba (Hespanba)Lugar americano Ponny Doon,
capito J. P. Coly, em lastro.
Rio Grande do SulLugar norueguense Correo,
dapito O. Iversem, carga assucar.
Rio Grande do NortePatacho inglez Briso, ca-
pito John Reppezell, em lastro.
Porto e Liaboa- Brigue Portuguez Cae Ida, ca-
pito Elidi Fernandes de Campos, carga va-
rios gneros.
San ThomazLugar inglez Saiut John, capito
John Matheus, em lastro.
FalmouthBrigue allemo Henrik, capito Hen-
rike Johanea, carga a mesma que trouxe da
Columbia.
BarbadosBarca ingleza Chresled Wave, capito
John L. Pages, em lastro.
Gymiiasio pernanibucano
i:m 1C de Janeiro de 18S6
Pela secretaria do Gymnasio Pernambicano se
declara aos Srs. pais de familia, e a quem mais
in'eressar possa, que a abertura solemne do curso
scientifico e Iliterario ter lugar no dia 3 de feve-
reiro prximo vndouro, e desde j se acba aberta
ainscripvo da ma'rcula para aquelles que pre-
tenderen! estu lar as teguintes disciplinas :
Lingua nacional.
Dita latn i.
Dita franceza.
Dita ingleza.
Dita allem e italiana.
Geographia autiga e mo lerna.
Historia sagrada antiga e moderna.
Geometra.
Arithmetiea.
Pbilosophia.
Retorica e potica.
H'storia e corugraphia do Brasil.
Sciencias naturaes.
Desenlio.
Gymnnstica.
Msica.
O corpo docenle do instituto e composto de 19
profes;ores, oceupando-se cada um delles somc nte
com a materia ensinada em sua respectiva ca-
deira.
O instituto aceita alumnos em tres ci.hegorias,
conforme se achara divididos, pensionistas ou in-
ternos, meio-pensionistas e externos.
Os pensionistas residiro no instituto, tendo
direito de estudar as materias de que se compoe o
curso, ensinadas. segundo o programma estabele
cido : a ser alimentados sadia e abundantemente,
tratados era suas enfermidades pelo medico do
instituto, fornec?ndo-lhe tambem este medicamen-
to, a t?r roupa lavada e engommada regularmente
duas vezes por semana, banho, etc ; tudo isto
pela medica quantia de 400/ por anno.
Os meio-pensionistas se apresentaro no esta-
belecimento nos das lectivos, hora em que as
aulas se abrirem e desde ento at serem encerra-
das tarde, sao equiparados aos internos, tendo
como estes os mesmos direitos quanto ao estudo,
alimentaco ereireio, isto peU mdica quantia de
de 240/000.
Os externos s tm direito as lices e explica-
ces das materias ensinadas no curso, quaesquer
que ellas sejam, pagando apenas no acto da ma-
tricula a taxa igual a que pagam os alumnos no
collegio das artes.
Os alumnos internos deve rao apresentar o en-
xoval prescripto no regiment interior e ter cor-
respondente na capital, para com promptido sa
tisfazer as pensos e ontra qualquer despesa de
que ti ver elle necessidad.
As pensoes sero pagas na sacretaria do insti-
tuto, por trimestres adiantados.
O secretario,
Celso Tertuliano Quintella.
Recebedoria de Pcrnanilmco
Matricula le escravos
O administrador da Recebedoria em cumprimen-
to ao | 2- do regulamento, que baixou com d-*
crcto n. 9,517 de 14 de Novembro prximo pasan-
do, faz publico que em virtude do art. 1' do ci-
tad) regularr.eiito, fica marcado o praso de um sn-
no a contar de 3J de Marco do 1886 a 30 de Mar
yo de 1887 para a nova matricula e arrolamento
dos escravos existentes nesta municipio devendo
os donos e'possuidores de escravns apresentarem
dentro do referido priso rrlacoes em duplicata
contendo o nome do escrave, nacionalidade, sjxo>
filiaco, se for conbecida, cccupaco ou servico em
que for empregsdo, idade e valor, calculado con-
forme a tiibclla do art. 3- do citado regnument,
aim do numero de ordem da matricula anterior,
devendo o valor ser dado e eseripto por extensa
pelo senhor doescravo ou aeu legitimo represen-
tante, nao excedendo o mximo regulad) pela ida-
de do matriculando, que aera tambem escripia por
extens) conforme a seguinte tabella :
Escravos menores de 30 annos 900/000
30 a 40 8005000
40 a 50 600/iOOO
50 a 55 400/000
55 a 60 200/000
O valor das escravas ser regulado pela mesma
tabella com o abatimento de 25 [0 d< s precos
-nella establecidos.
Outro aira previne, que a nscripco para a no-
va matricula ser feita a vista daa relacoes que
se-virode base a matricula especial, ou deaver-
baco effectuaJa de conformidade com. a lei de 28
de Setembro de 1871, ou de certidesda mesma
matricula ou a vista do titulo de dominio quando
contiver a matricula do escravo ; e para inteiro
conbecimento dos nteressados fas transcrerer as
seguintes disposicoes d* lei de 28 de Setembro
prximo passado :
Art. 1- 5- Nao ero dados a matricula os
escravos maiores de 60 annos em diante, sero
porm inscriptos em arrolamento especial para os
fins do\% 10 a 12 do art. 3-.
7-.' que no praso marcado nao tiverem sido dados a
matricula, o esta clausula ser exprer-sa e inte-
gralmente declarada em editaes e nos annuncios
pela unprensa.
Sero semptos de prestacao de servicos os es-
cravos de 60 a 65 annos que nao tiverem sido ar-
rolados
8- As pessoas a quem incumbe a obrigar/o
de dar a matricula escravos alheios na forma do
art. 3- do decr. n. 4,835 de 1 de Dezembro de
1871 indemnisarao aos respectivos senhores o va-
lor do escravo que, por nao ttr sido matriculado
no devido praso ficar hvre. Ao credor hypothe-
cario ou pignoraticio cabe igualmente dar a ma-
tricula escravos constituidos em carantia.
9- Pela inscripeo ou arrolain -uto de cada
escravo pagar-se-ba 1/ de emolnmentos, cuja im-
portancia ser destinada ao fundo de emancipa-
cao depois de satisfeitas as despezas da matri-
cula.
Recebedoria, 29 de Dezembro de 1885.
Alexandre de S)uza Pereira do Carmo.
Escola Normal
Matriculas
Por ordem do Dr. director, e em observancia
da disposicao do art. 74 do regiment iaterno de
17 de setembro de 1880, f^z-se publico a quem
interessar possa, que a3 matriculas estaro aber-
ras desde o dia 15 do corrente at 3 de fevereiro
prximo.
Os requerimentos para matricula no 1# anno do
curso deveriio ser instruido-i com os documentos
seguintes :
1* Ccrtidao de Hade maior de 18 annos pan os
alumros do sexo raasculiao e de 16 para os do fe-
minino.
2 Certificado ou titulo de approvace era exa-
me naa escolas publics de instruccao primaria.
3 Folha corrida ou certido de nao ha ver sof-
frido condemnaco por alguin dos crimes que po-
dem motivar ao profesor publico a peda da ca-
deira.
4o Atfestado de moralidade paseado pelo par-o
cho eu autoridide, quer policial quer litteraria da
freguezia em que residir o peticionario.
Os matriculandos que nao ooderem exhibir ti-
tulo legal de exame em escola publica de ensino
primario, deverao inscrevir se para os exames de
tdu isso, de que ti a'^ira os arts. 75 77 do cita-
do regiment, e que comecaro no dia 25 do cor-
rente.
Para as matriculas do 2 e 3<> anno basta que
as peticoes sejam documentadas com a certido
de approvaco no exame do anno precedente,
guardada a restric;o do art 21 do j mencionado
regiment interno.
Secretaria da Escola Normal de Pernambuco,
11 de Janeiro de 86.O secretario,
A. A. Gama.
Imperial soeledade
DOS
Artistas Mchameos e
Libcracs
Por ordem do respeitavel irmo director, e de
accordo com os nos jos estatutos, venho pelo pre-
sente convidar a todos os irmaos que se achan
nos gosos de seus direitos reunirem-se em as-
sembla geral na quarta-fe.ra 20 do corrente, s
5 horas da tarde, afim de proeeder-8e a eleicao
dos novos funecionarios do corrente anno.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanieos e Liberaes de Pernambuco, em 15 da
Janeiro de 188.
Jos Castor de A. Souza,
2 secretario.
Arsenal de guerra
De ordem do Illm. Sr. maior director, distribue-
se costuras nos dias 19, 20 e 21 do corrente, s
costureiras na. 1 50. Previne-ae que aoffrer a
multa de 5 0/0 toda e qualquer costureira que
exceder do prazo de 15 dias com suas costuras,
salvo se apresentar documentos que justifiquen)
essa falta.
Previne-se mais que s se entregar costuras
s propriaa costureiras, salvo porm autorisando
por eseripto pessoa de sua confianca.
Seccao de costuras do arsenal de guerra de Per-
nambuco, 18 de Janeiro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alferes adjunte.
anta Casa de Misericordia do
Recife
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife arrendam-se por espaco de um tres an-
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45,
dem 'dem n. 49
Ra do Bom Jess n. 13, 1- andar
I lem idem n 14, pavimento terreo e 1
andar
dem idem n. 29, 1 andar
Ra dos Burgos n. 27
Ra do Vigario n. 22, 2- andar
dem idem n. 22, 3 andar
Ra da Madre de Deus n. 10-A
Caes da Alfandega, armazem ni 1
Becco do Abreu n. 2, loja
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1 e 2o andar, por 1:600/000
Ra do Coronel Suaasuna n. 94, loja 150/000
Ra da Detenco n. 3 (dentro do quadro)
mei'agua 84/000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 15 de Janeiro de 1886.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Soma
240/000
240/000
3: o/ooo
600/OCO
240/(00
216/0C0
240/000
240/000
200/000
1:600/600
48|000
VAPORES ESPERADOS
Espirito Santo do sol boje
Armalhwait de Montevideo boje
Buenos-Agres da Babia amanh
Baha do norte a 23
La Plata da Europa a 24
Ville de Victoria da Europa a 24
Ville de Pernambuco do sul a 24
Orenoque do sul 25
Maranhens* de New-York a 25
Delambre de Liverpool a 28
Neva do sol a 29
Equaleur do sal a 29
Banco do Brasil
Paga-se o 64 dividendo deste banco, razo
de 8/000 por aeco, no eteriptorio de Pereira
Carneiro & C, ra do Commercio n. 6, primeiro
andar.
Cmara municipal
Despesas feitaa com as folhas da limpesa das
ras, pracaa. eaes, pontea e travessas das fre-
guezias de 8. Fr. Pedro Goncalves do Recife,
Santo Antonio.S. Jos, Boa-Vista e Graca, na
semana de 11 a 16 do corrente mei.
Despendido com as folhas da limpesa da
freguezia de S. Fr. Pedro Goncalves
do Recife 194/800
dem idem da freguezia de Santo An-
tonio 178/480
dem idem da freguezia de S. Jos 168f 000
dem idem da freguezia da Boa-Vista 490/000
dem dem da freguezia da Graca 14/000
Companhia
DOS
(rillios urbanos do Recite Olin-
da e Beberibe
Dividendo
Est designado o dia 18 do corrente para ser
comecado o pagamento do 22* dividendo, corres-
pondente ao semestre de junho dezembro, ra-
aio de 8 0/0, sendo este feito no escriptorio da
companhia das 9 horas ao meio dia at o dia 30
do corrente, e dahi em diante s tercas e sabba-
doa, nao aantificadoa, a iguaea horas.
Escriptorio do gerente, 16 de janeire de 86.
A. Pereira Simes.
Bs. 1:035/280
CunUdona da Ckmaxa M.an.eipal do Recife, em
16 de Janeiro de 188o.
O contador,
Jos Maria de Souza Araujo
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector desta re-
partico, paga-se no dia 19 do corrente a classe
de aposentados e jubilados, com relaco ao mea de
outuoro ultime.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 18 de Janeiro de 86.
O ajudante do eserivo,
Siivino Antonio Rodrigues
1




Diario de PernambucoTeita-feira !9 de Janeiro de 1880
o
I -
i'-
-.!.-,
Theatro de Variedades
KA
K O &~M A M BII R fi
COMPAHI4LYRICO-COM1CO-DRAM4TICA
DIRIGIDA PELO ARTISTA
x/rjrxz mx^oosne
VMFKEZrk BtMLDitim E L.13IZ IIILOXR
HO JE!--Terca-feira, 19 flo Janeiro fle 1886--H0JE!
IMPORTANTE ESPECTCULO
Priineira representacao n'esta poca da applaudida opera-cornica em 3 actos,
do maestro Supp: __ ___
BiBC: J% C3MO
que alcanenu o mai>r successo em todas as principaes capitaes da Europa e das
duas Americas.
No Rio de Janeiro foi representada esta peca mais de 200 vezes, em Pars 500,
em Vienna d'Austria 400 veces.
K. B.A livre tradcelo ,e redueyao foi feita expressamente para coropanhia
pelo actor Sr. Luis MUone.
< OHPAMIIi: DES MESSACiE
RES MIARITIMES
LINHA MENSAL
O paquete
Equateur
Commandante Lecointre
E' esperado dos portos do
sul al o da 20 do corrente.
seguindo, depois da demora
i do costume, para Bordean,
tocando em
Dakar. Lisboa e Viso
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Fas-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pe aso*s ao nvnos e que pa
garem 4 pssjdgens inteiras.
Pit excepeo os criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, gosam tambem d'este bati-
mento.
Os vales postaes t se dao at dia 27 pagos
da contado.
PERSONAGENS
Bocea ci
Beatr
Petronilla
Beppa
Leonor
Orlando, principe de Palerrco
Lelio, ejtudante amigo de Boc-
cacio
Figaroni, barbeiro e tutor de
Leonor
Pandolfo, hortelao e irmlo de
Springer
Bellegrandi
Durand
Fiaravanzo
Apolonia
Milone
Comolletti
Repossi
Dominici
Baracchi
Mulin
Orlandini
N. N.
Fritz
Tirelli
Torqtiato
Orlandini
Petronilla
Trombolino tanoeiro e to de
Beppa
Um incgnito
1. estudante
Capitao das guardas
Mendigo
Bradamante, liareire ambulante
Um homem do pove
Um tanoeiro
Mendigos, tanoeiros, povo, estudmtes, cavalleiros e guardas.
O vestuario completamente novo A aceito passa-se em Florenja (Italia) 13. .
N. B. A actriz Sra. Apolloaia da Silva gentilmente presta se, e:u obsequio
empreza, a desempenhar o papel de Leonor.
Importante aviso
A empreza com u fim de proporcionar um d.vortimento ao alcance de todos os
DILECTANTI, de accordo com os proprietarios do Theatro, resolveu praticar outras
importantes e iniispensaveis reformas, e augmentar 8 camarotes baixos, diminuindo ai
mesmo tempo os presos na ordem seguinte;
Camarotes (altos) de 1.a orlem. 10000
DitosJ(baixos) frisa....... 8,0000
CaJeiras de 1.a classe e rarandas 20000
Ditas de 2.a dita........ 1(5500
Entrada geraes........ liJOOO
Depota do espectculo navera trem para Aplpucon
e bonita da* linha* Fernando Vietra e Afosado*.
Oa bondn no largo do Palacio. O born da Magdalena x baveri qaan-
do eapectacalo acabar depoia do borarlo do uiii.uo bond da rompa
bla. que paasa na ra .va i II e 42 mlnuloa.
PRINCIPIAR S 8 1/2 HORAS.
Para carga, passagens, encommendas edinheiro
a frete: tracta-se com o agente
Angoste Labille
9 RUADOCOMMERCIO-9
Porto por Lisboa
Segu com brevidade para os portos cima o
brigue portuguez Calcida ; para o resto da carga
e passageiros, trata se com o consignatarios Jos
dava SilLoyo & Filho. _______________
Para Lisboa
A barca Pereira Borget seguir com brevidade
para o porto cima i para o resto da carga trnta
se com os connignatarios Si'va GrnimareB & C.
Leilo
De movis, quadros, espelhos
loiifa e vidros
A saber:
Uin piano forte, 1 mobilia de Jacaranda eom 1
sof, 2 consilrs, Seadrrna de bracos e 12 ditas
de gu>ruc'iof 1 m aa oval de Jacaranda, 12 ea-
deiras axuUas tambem de Jacaranda, mesas dejo-
go, quadros duurados Com lindas paysagens, cas-
ticaes e mangas, jarros para fl irca, san< fas a lau-
cas para cortinados, 1 suf di; Jacaranda, candiei-
ros para kerosene.
Urna carteira, 1 mesa para escripia, mesas com
pfs_ torneados, pannos de mesa, 1 revolver, 1 caiiu
botii a, 6 cadt iras de fia e 1 thear.
Una cama fianc za, 1 guarda-vestido, 1 guar-
da-roupa, 1 toilet, 1 lavat rio coai pedra, 1 inar-
queso, 1 cami grande de ferro, 2 ditt.s para me-
ninos, bahs pura ruina, 1 santuario e 1 machina
de costura.
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca envidraca-
do,;4 aparadores, 1 guarda-comida, 1 filtre, 1 ca-
deira alta, 1 relogio de parede, 12 cadeiras de jun-
coje cadeiras de balanco.
Um fogSo econmico para kerosene e 1 grande
fogo de ferro para carvo
Urna mubilia de pao carga, -1 espelho, 1 toilet,
mesa elstica, 3 aparadores, 6 cadeiras e 1 cama
franceza, tude do pao carga e com pouco uso.
Quinta feira, 1 do corrate
Porto e Lisboa1
XsT. DB.
Segu com brevidade para os portos cima o
brigue por uguez Tito ; p&ra o resto da carga e
passageiros, trata-se com os consignatarios Jos
da Silva Loyo a Filho.
LEL0F.S
Qninta-f. ira 21, deve ter lugar o leilo de mo
veis, louca e vidros no sobrado do Largo do Cor
ps-Santo n. 19.
Leilo
O gerente geral desta Companbia, con-
vida aos senhores agricultores e proprieta-
rios estab decidos a margara da estrada de
ferro do Recife a S. Francisco que quize-
rem vender cannas para serem moidas as
fabricas centrae3 do Cabo, Evada, Cuy-
ambuca e 8ora Gosto a apresentarem suas
propostas neste escriptrrio, ra do Oom-
mereio, ou por intermedio dos gerentes daa
respectivas fabricas.
A Companbia reesber as canoas as
estaco s da va frrea de S. Francisco e
as transportar para a fabrica central mais
prxima mediante o accordo que se esta-
belecer.
Os proponentos devarao mencionar a
qnantidadi que dosejam forneccr durante
a safra actual e (Variamente nas estajo -s
que lhe ficarem mais prximas, davendo,
outro sim, declararen que se sujeitam as
condic3e8, quanto a entiega da caneas, es-
tipuladas no cootraito firmado entro os de-
ferentes agricultores ; isto : t entregar
as cannas em estado de serem moidas e
dospidas das partes nito productiva de as-
sucar.
Edwin Caanor.
Gerente geral.
Companhla Bahiana de naves a
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baha
0 yapar Mrquez de Caxas
Commandante Nova
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 22 do cor
rente, s 4 horas da
tarde. Recebe cargu
'at ao meio dia do dia
da sahida.
Para < arga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete racta-se na agencia
7liua do Vifjario 7
Domingos Altes Malheas

DampschinTalirts-Gesellsclian
O vapor Pernambuco
Esperase de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 24 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Terca-feira, IO do corrente
As 11 horas
De movis de diversas qualidades, cofre prova
de fogo, bote a 2 remos, fogSo americano, viveiros
para passaros, candieiros para gaz, registro de
ga, camas, quadros, jarros; e outros objectos que
esto a vista dos concurrentes
Em sua agencia de leudes ra do Bom
Jess n. l'i
POR INTERVKNCO OO AGENTE
Agente Pinto
ado de azulejo do L rgo do
Santo n. 19
Em continuadlo
No sobrado de azulejo do L irgo do Corpo-
Santo n. 19
e em frente ao armazem do mesmo sobrado
Urna vacca tourina e 5 vaccas da trra, algu-
mas com cria.
MARTIMOS
CHARGEIRS REIMS
Companhla Franceza de Mavega
cao a vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
boa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
E' esperado da Euro-
pa at o dia 24 de Ja-
neiro, seguindo de -
pois da indispensavel
demora para a Ba
ti i a. Rio de Ja-
neiro t.~.nIo.
. pMos
3 da t
Roga-se aos Srs. importadores de c
vapores desta linha,queiram apresentar d
das a contar do da descarga das alvareng -fiia
quer reelamacao concernente a voiiunes, que por
ventura tenham seguido para os portos do sul,afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
saras.
Expirado o referido prase a compaahia nlo se
responsabilisa por extravio*.
Recebe carga, encommendas e passageiros, para {
os quaee tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de Oliveira k C.
ACENTES
42-RA DO COMMERGIO -42
Rio de Janeiro c Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
e com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADOVIGARfON. 3
1* andar
Companhla Ora1 ileira de Aiavt
Sftco a Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Baha
Commandante V tenente Aureliano Izaac
E' esperado dos
portos do norte
at o dia 22 de Ja-
neiro, e depois
da demora indis-
pensavel, seguir
h para os portos do
sul.
Recebe tam -
bem carga para Santos, Pelotas e Rio Grande de
Sul, frete mdico.
Para carga, passagens, encommendas e valores
tracta-se na agencia
N. 46 RA DO COMMRCIO 46
(OMPA\BIt PKB11IIBC DE
Navegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Motsor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Jaguaribe
Segu no dia 20 do
corrente, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Encommendas passagens e dinheiros a frete ate
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae* da Companhla Permmnn-
__________cana f__________
Lisboa e Porto
Segu para os portos cima a
barca portuguesa Novo Silen-
cio, recebe carga ; a tratar com
Baltar Oliveira 4 C, roa do
Vigario n. 1, 1- andar.
Maco e Mossor
O hiate Iris segu para os portos cima uestes
quatro dias por ter parto de seu carregamento ;
para o resto trata-se a bordo eom o mestre, ao
caes do Loto.
ROVAL MAIL STEAM PACkET
CeiPANY
Vapor La Plata
E' erado 11
Euroesat o di
23 ou 24 do cor-
rente.
Este vapor traz si esmente
passageiros e malas inmedia-
tamente depois do desembarque
dosmesmos seguir em directura
para
Baha, Rio de Janeiro. Monte-
video e Buenos Ayres
O paquete Neva
esperado
do sul no da 29 ds
corrente, seguin lo
I depois da demora
necessaria para
Lisboa e
m
LEILO"
de 2 garrotas lourinas bastan-
te gordas
Terca-felra 19 do corrente
As 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olin-
da n. 18
Em continuacio
De mobilias, prensa do copiar, espelhos, jarros,
2 guarda vestidos, chapeos de sel,' 1 armacao in-
gleza e muitos outres artigos que estaro no re -
ferido armuzem.
POR INTERVENgAO DO AGENTE
Gusmo
Leilo
De importantes movis, ricos quadros a
oleo, sanefas com cortinados, tapetes
forro de salas, lustres de cristal, poice
lanas, pertences de cosinh3, bancos para
jardim, urna grande latada do ferro, um
cSo e casa para o mesmo.
SALA. DE VISITA
Urna mobilia de junco com 2 sof?, 12 cadeiras
de gunrnicao, 2 ditas de bracos, 2 ditas de balanco,
2 coosolos com pe Ira e mesa redonda com panno,
3 san< fas com cortinados, 4 ricos quadros a oleo,
2 etagers bordados, 1 importante relogio de pa-
rede, 1 espe'.ho oval, jarros, escarradeiras, 2 lus-
tres de gaz e 3 tapetes grandes, torro de talas.
SALA DE JANTAR
Urna importante mobilia de carv. lho com 6 ca-
deiras de guarnicao, 2 ditas de braco, 1 sof, 1
rico e grande aparador, 2 etagers com seus per-
tences, 1 meza redunda e 1 creado mudo ; 1 im-
portante meza elstica, (obra darte), 1 cesta de
chefres, 1 estante de dito, 1 candelabro de dito
om lanternas, 1 relogio cuco, 2 laucas com res-
posteiros, 2 etagers com passaros, 1 dito grande
com urna couraca, figuras, quadros, 16 pecas de
decoracSo para aparador, 8 passaros empalhados,
louca vidros e talheres.
QUARTO DE DORMIR
Duas camas de armacao com mosqueteiros, 1
lavatorio grande de leuca, 3 cabides de parede e
1 dito redondo.
QUARTO DE VESTIR
Um guarda-roupa de armario, 1 lavatorio de ar-
mario com pedra e pertences, 1 espelho, 1 porta-
toaihas e 2 quadros.
QUARTO AZUL
Urna costureira, 1 toilete de armario, 1 banca
para jogo, 2 figuras de bronze, 2 quadros e 2 ca-
deiras de descanco.
DISPENSA E COZINHA
Um guarda -comidas, 1 aparador, 1 machina
para vinagre, 1 jarra e 1 grande tren de cosi-
nha.
JARDIM
Urna goiola grande de ferro, 2 bancos para jar-
dim, 1 casa para cao, 1 bomba de reparo, 1 arma-
rio para garrafas, 1 grande latada de ferro, um
cao, e muitos objectos.
De bons movis, 1 piano forte, 1 rico es-
pelho oval, importantes quadros a oleo
com ricas molduras, jarros de alabastro,
porcelanas, crystaes e 1 importante fa
queiro de prata
Sala de visitas
Um piano forte, 1 cadeira e estrado psra o mes-
mo, 1 rico espelho oval, de crystal, 1 solida mobi
lia de Jacaranda, a Luiz XV, cem 12 cadeiras de
guarnicao, 2 ditas de bracos, 2 ditas de balauco,
1 sof, 2 consolos e jardineira de pedra, 5 impor
tantea quadros a oleo com moldura dourada, 2 di-
tos com vistas, 2 ditos menores, 2 etagers de p
com photograpias para canto de sala, 2 ditos di-
tos para jarros, 3 ditos de parede, 1 par de jar-
ros grande de alabastro, 1 dito dito menor, 2
porta-relogos, 2 casticacs e 3 figuras de alabastro,
1 porta-cartoes de madreperola, 4 pares de jarios
finos para consolos, 6 pannos de crochet para ca-
deiras e sof, 1 dito de dito para piano, 1 tapete
grande para sof, 7 ditos pequeos para portas, 2
cadeiras de viine, 1 lbum grande de madrepero-
la e 1 dito menor.
Io qunrto
Urna importante cama franceza do Jacaranda, 1
pir de cortinados com cpula, 1 toilette de Jaca-
randa e 1 santuario de Jacaranda e suas perten-
cas.
2 quarto
Urna mobilia com 12 cidiiras americanas, 1 so-
f e 2 consolos com pedra, 2 serpentinas de crys-
tal e 1 tmpano.
3 quarto
Urna meia commoda, 1 cabida de columna, 1
guarda-roupa, 1 espelho, 1 marquezao e cabides
de parede.
4o quarto
Dous bonitos guarda vestidos, 1 meia c.mnro-
da, 1 lavatorio de mogno com psdra, 1 dito de
an.arello e 1 espelho.
Saia de jantar
Um importante gaarda-louca de amarello, 1
mesa elstica de 6 taboas, 1 aparador de mogno,
1 dito de amarello, 2 sofis de amarello, 1 quai ti
nheira de p, 2 cadeiras da balanco de amarello,
t secretaria de amarello, 1 rico faquoiro com 4
duzias de talheres, sendo duas para mesa e duas
para sobre mesa, 1 trinchante, 1 ;euxa para s
pa, faca para peiie e mais pertencas, 24 argolas
p lia guardanapos, pnliteiros de metal, galbetei-
ro, 3 salvas de metal, 1 cesta de dito para pao, 2
bandejas de charSo, apparclhos de porcellana pa-
ra jantar, dito de dito para almoco, compoteiras,
garrafas para vinho, copos, clices para vinho,
ditos para chimprigne, frueieiras de alabastro,
relogio de parede e 4 quadros.
Balaca
Duas banquinhas de amarello, 1 banca para
sala, 1 restriadeira, 1 jarra, 1 aparador, 1 mesa
para engommado, 1 dita de amarello, eom pedra,
para cosinha, bvcias, trem de cosinha e muitos
outros movis de uso de familia.
Sextafeira, 22 de Janeiro
As O "i hoias
No 2 andar do sobrado n. 1 da ra do Vi-
gario Tenorio, pir cima do escriptorio
dos Srs. Baltar Oliveira & C.
_ Domingos Manoel Martins tendo mudado de re-
sidencia far lcillo, por ntervcneao do agente
Martins, de parte de seus movis, existentes no
referido sobrado ra do Vigario n. 1, 2o andar.
10e!48 1 relogio, ouro de le..
10.152 1 corr nte e medalhf para relogio, nuro de
10.159 1 corrntu e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.182 2 botes de ouro com brilhantcs.
10.198 1 relogio, ouro de 1<--
10.200 1 relogio, ouro de lei.
10.202 1 par de rozelas de ouro 0' m brhantes.
10.207 1 puleeira e 1 traucelim, ouro de lei.
10.218 1 trancelm, 1 medalha e 1 corrente pata
10.467 1_ pulceira, dous traneeline, urna volta de
diro, um cordo, urna medalha, urna moe-
dinha, um par de brincos e um dedal, on-
ro de lei.
10.470 2 eruzes cravejsdas de brllliantes, 3 pares
de rosetas com ditos e seis anneis com di-
tos.
10.473 1 pulceira, ouro de lei.
10 475 2 pares de rosetas de ouro co
tes, dous ann'-is com ditos, duas pulceiras
e urna corrente para relogio, ouro de lei.
10.476 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei. /
10.481 1 bracelete de ouro com coraes e reqnifi
fes, um cordo, quatro pecas para cintel-
ro, nm dedal, um par de rosetas e duas
pcas de brinco, ouro baixo.
10.483 1 corrente e medalba para relogio, ouro
de lei.
10.502 2 anneis ouro de le, um par de brincos,
ouro baixo, dose colb-res para cha, prata
baia.
10.503 1 par de brincos e oro cerdo, oure de lei.
10.504 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.505 1 volta de trancelim, umbroxe, um par de
rosetas, dous botes, ouro de lei, um par
de betes para pannos, oaro baixo.
10.519 3 corrents duas medalbis para relogio-
ota relogio, oaro de lei.
10.520 1 relogio pequeo, oaro de lei.
10.521 1 corrente para relogio, oaro de lei.
10.528 1 psr de brincos de oaro e urna medalha,
oaro de lei.
10 529 1 corrente e um relogio, ouro de lei.
10.531 1 corrente e medalha para relogio e um
relogio, ouro de lei.
10.539 1 trancelim, urna medalha e 4 anneis, ou-
ro de le.
10.540 1 par de brincos, ouro de le1.
10.541 2 pares de rosetas dt ouro com brhantes.
10.512 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.543 1 corrente para relogio, um broxe com
pequenes brhantes.
10.562 1 annel de ouro com brilhante.
10.568 1 chapa de condecoraco, ouro baixo.
10.570 2 salvas de prata de lei.
10.572 1 pulseira, urna corrente, urna moeda, um
trancelim, dous broxes, um dito para man-
ta, dous parea de brincos, dous pares de
botos, um annel e um relogio, ouro de lei.
10.574 1 trancelim de ouro de lei.
10.577 1 relogio, ouro de lei.
10.578 2 anneis e dou3 botes de ouro com bri-
lhantcs, um fio de perolas. quatro broxes,
tres pares de brincos, um dito de ros
tas, dous anneis, duas pecas para cinrei-
ro, ouro de lei, um par de botes e ama
medalha, ouro baixo, urna salva e um pa-
liteiro, prata baixa.
10.579 18 colheres para sopa, 26 ditas para cha
c urna conega de prata.
10.582 1 annel do ouro com brilhante, urna volta
de ouro com urna medalha, ouro de lei.
10.5C4 2 casticaes e 1 palitciro. prata de le.
10.591 1 pulseira, 1 par de rosetas, 1 peixa de
ouro.
10.604 1 salva, prata de lei, 1 castical, prata
baixa.
10 438 1 volta de ouro e um annel, ouro de lei.
10.445 1 par de rosetas de ouro com dous bri-
llantes.
1(>.45S 1 relogio do ouro de lei.
10.460 1 emblema do Espirito Santo, nm cora-
cao em ouro ,um dedal neo botSes, ou-
ro de lei.
10.464 1 pulceira, um par de brincos, um dito de
roslas e tres anneis, ouro do lei.
10.466 1 corrente e medalha para re!o o, ouro
de lei.
10.784 2 salvas, prata de lei, 25 colheres, 12 gar
fos, 12 cabos para facas e 1 paliteiro,
prata baixa.
10.786 1 s Iva e 2 colheres, prata de lei.
10.789 1 cruz de ouro com brilhante*, 3 pares de
rosetas com ditos, urna volta de ouro, *>
eorrentes psra /elogios, 1 medalba, 1
corrento fino, 4 tiaacelins, 4 v*ltas de
dito, 1 cruz, 1 breche, 1 par de brincos e
4 relogios de orno, ouro de lei.
10.790 1 pulseira, quebrada, ouro de lei.
10.791 1 trancelim e 2 pares de brincos, ouro de
lei.
10.799 3 eruzes de ouro com brhante, 2 anneis,
1 par de argolles, 1 par de rosetas, 1
peca grande, 2 pulseiraa, tudo cravejado
de diamantes cravados em prata ; 1 volta
de ouro, 1 cruz, 1 fivella,4 pecas de ouro
para ciateiro, ouro de lei, fios de perolas.
10.800 1 corrente para relogio, 1 volta de trance-
lim, 1 cruz, 1 brache, 1 par de biincos,
ouro de lei.
10.802 1 corrente e relogio, oaro de lei.
Recife 4 de Janeiro de 1886.
Pelo gerente,
Felino D. Ferreira Coelho.
AVISOS DIVERSOS
Precisase de um caixeiro de 12 14 annos
com ortica de molhados ; a tratar na Capunga
ra das Pernambacanas n. 38.
Precisa-ee de urna professora para engenh)
qur saiba tocar plano e mais trabamos de senbo-
ra : a tratar un ra do Imperai' i. 79, 1- andar,
com o lixro de 'azareth.
- Os abaixo assignados, curador fiscal e de-
positario da massa fallida de Antonio Francisco
Corga, previnem aos iuquelinos das casas per ten-
centtes mesma massa, e situad s em Oovanna
que nao pag em aluguel algum ao procurador
constituido pelo fallido, e cujos poderes cessaram
pela abertura da fallencia, devidamente publica-
da. O mesmos inquelinos esto responsavci-i
pelos alugueis que pagarem indevid "mente a dito
procurador, que procedeu criminosamente rece-
bendo ditos alugueis. Recife, 21 de dezembro de
1885.
Dr. Ferrer.
___^__________Jos Fa istino Porto.
Aluga-se urna excellene casa, limpa e
asseiada, com bons commodos para fa-
milia, tendo a criados, galnheiro de ferro, grande
quintal arbnrisado, com lugar para jardim e limi-
tas ontras c minoridades, sita ra do Visconde
de Goyanna n. 167 ; a tratar no largo do Corpo
Santo n. 19 1- andar.
10.611 1 corrente para relogio, e 1 rdogio, ouro
Para passagens, trefes, etc., tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howe & C.
8Roa do Commcrclo8
Barcada
Vende-so ama barcaca ; a tratar na na Duque
de Caxas n. 69.
(Juarta-feira, 20 do corrente
A'8 11 horas
Na estrada dos Afflictos chcara n. 36
Urna familia estrangeira que se retira para Eu-
ropa far leilao por intervenco do agente Mar-
tina de todos os movis existentes na referida cha-
cara estrada dos Afflictos n. 36; os movis
muito se recommendam por serem de aparado
gosto.
As 10 horos e 30 minutos partir do Arco, um
trem especial que dar passagem gratis aos con-
currentes do leilo, e que parar en todas as es-
a;es intermediarias.
Leilo
De accessorios para padaria e diversos
movis
Quarta felra, 80 do corrente
As 11 horas em ponto
Pateo ou largo da Soledade casa n. 34
O preposto Stepple antorisado levar a Ie> os
seguintes: 15 assadeiras usadas, 8 ditas nevas,
raspadeiras para maceiras, p para bolachas,
concha, 2 bilhas, 7 cortadeiras, marcadeiras para
bolacha, bracos de gas, candieiro para gas, tabo-
leiro, caixes para deposito, cadeiras de junco, 1
carteira e muitos outros objectos que es'aro pa
tente no acto do leilo.
Monte de Soccorro de
Pernambuco
Leilo de joias
O conselho fiscal attendendo nao s ao pedido
para ser transferido, de 5 do corrente para 5 de
Feverero vind uro, o annunciado leilo como por
haver grande namero de cautelas em ser, e nao
convir aos interesses do estabelecimento e dos
mutuarios submettel-as venda, faz agora publico
que no referido dia 5 de Fevereiro se effectur
imprcteri vdmente o leilo as 11 da man hit.
Estaro exposico tres das diantes.
9.768 2 pu'seiras, 1 tranceln e 1 par de rosetas
de ouro.
10.039 1 annel de ouro com brhantes.
10.032 2 bales, 1 assucareiro, 1 mantegueira, 1
leiteira, 1 salva, 1 coador, 2 colheres e 1
jarro e baca de prata.
10.037 1 salva e 2 colheres para tirar sopa e ar-
roz, prata de lei.
10.038 2 botes de ouro com 2 brhantes.
10.041 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.048 1 cordo e 1 cruz, ouro de 16 quilates.
10.052 1 pulseira, 1 medalho e 1 par de brincos,
oaro de lei, 2 salvas, prata de lei.
10.053 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.055 15 colheres para cha, 12 ditas para sopa
18 para creme, 3 ditas grandes, prata
baixa.
10.056 1 moeda de ouro (z) com la$o e 1 annel
pequeo.
10.057 1 pulseira, 1 par de botes, oaro de lei.
10.058 1 par de rosetas de ouro com brhantes.
10.059 1 salva, 1 paliteiro, 2 colheres para sopa e
assucar, e 17 ditas para cha, de prsta.
10.060 1 relogio de ouro.
10.069 1 par de rosetas de o-ro com 2 brhantes,
1 broche, 2 pulseiras, ouro de lei, 1 coca
prata baixa,
0.070 1 salva e 3 colheres, prata de lei.
10.087 19 colheres de prata.
19.088 1 relogio, ouro de lei.
10.091 1 corrente com sinete, para relogio, ouro
de lei.
10.092 2 anneis de ouro cora brhantes.
10.096 1 tranceln, ouro de lei.
10.101 l pulseira, 1 medalha, 1 volta de trance-
ln, e um relogio pequeo, oaro de lei.
10-112 1 tranceln, oaro de lei.
10.119 1 pnlseira, 1 broche e um par de rosetas,
oaro de lei.
10.128 1 par de botes e 3 anneis, ouro de lei.
10.136 1 par de rosetas de ouro com 2 brhantes.
10.137 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.141 1 corrente com medalha para relogio, ouro
de lei.
10.14 1 relojoo, ouro de le.
10.143 1 volta de tranceln, 3 pares de rosetas,
' modinhos de ouro e 1 teteia, ouro de lei.
ii i i CMU <1b ouro am DriJnantcs.
fc.H eonu.te f*ra rtogio, 1 brsche, i toIU
de tranceln, 1 cruz, 1 annel, 1 par de
rosetas. 1 |dedal e 1 relogio,|ouro de lei. I
de lei.
10.C14 1 relogio de ouro, de lei.
10.617 1 corrente emedalha, para relogio, ouro
de lei.
10.620 1 cruz de ouro com brhantes.
10.623 2 pulseiras, ouro de lei.
10.624 3 broches, 2 pares de rosetas e 1 annel,
ouro baixo.
10.627 1 trancelim, 2 medalhas, 1 par de brincos
e 1 broche, ouro de Ici.
10.630 1 oerrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.638 1 gargantilha, 1 pulseira, um trancelim, 1
medalha, 1 broche, ouro de lei.
10 643 1 p..r de brincos de curo com brhantes e
1 brocho, ouro de lu.
10.648 1 par de rosetas de ouro com rubina e
brhantes, 1 d'tecom brilhantee, 4 aun J
c?w d'tia ? i bcrlhfjte.s neouenos, sob
papel.
10.663 i6 colheres para sopa e 11 ditas para cha,
prata baixa.
10.667 1 par de brincos, 3 ditos de rosetas, 1
broche e 1 annel, ouro de lei.
10.668 1 trancelim, 1 medalha, 1 broche e 1 par
de rosetas, ouro de lei.
10,688 1 relogio, uuro de lei.
10.702 2 casticaes e 1 assucareiro, prata de lei.
10.703 3 aunis de ouro com brhantes e rubms.
1 volta de trancelim, 1 cruz, 2 botes, 1
figa com coral, ourv de lei.
10.711 1 relogio, ouro d.- lei.
10.715 1 corrento com sinete e chave, para re-
logio, ouro de lei.
10.730 1 corrente para relogio, ouro de le.
10.733 1 par de brincos, 1 fita de ouro e 1 psr di
rosetas, ouro de lei, 1 broche e 1 annel
cravejado de diamantes.
10.740 1 cruz de ouro com brhantes, e 1 salva,
prata de lei.
10.744 1 par de brincos de ouro, e 1 cruz era ve-
jada de brhantes, e 1 par de botes, ouro
de lei.
10.745 1 volta de trancelim, 1 ponteiro, 1 par de
brincos, 2 ditos de rosetas, 2 e meio pares
de botes, 3 figas, 2 anneis, 1 emblema de
S. Jco e 1 castor, ouro de lei.
10.752 1 relogio de ouro, para senhora.
10.753 1 assucareiro e 1 mantegueira, prata de
lei.
10.757 1 corrente dupla cora medalha, ouro e pla-
tina.
10.758 1 relogio, ouro de lei.
10.773 1 pnlseira e 1 par de argolles, e 1 relo-
gio, ouro de lei.
.10.775 2 pares de brincos, ouro de lei.
10.777 2 pulseiras, 1 broche, 1 par de brincos
cravejados de brhantes, mais 1 annel
com rubim e brhantes.
10.781 1 broche, 1 par de rosetas e 1 cruz, ouro
de lei.
relogio, ouro de le e 1 pulceira, ouro
baixo.
10.224 1 corrente e medalha para relogio, ouro e
platina e 1 relogi, ouro de lei.
10.225 1 relogio, ouro de lei.
10.232 1 botode ouro com brhantes o 1 caixa
para rap, ouro de lei.
10.234 1 par de rosetas de ouro com brhantes.
10.235 1 pulceira, 1 broche, 1 par de rosetas de
ouro contendo brhantes, 1 pulceira, e
broche e 1 par de roze;as, ouro de lei.
10.245 1 paleeira, 1 broche, 1 volta de ouro com
laco, 1 medalha, 1 par de brincos, uroo
de lei.
10.259 1 pulceira, ouro de lei.
10.260 1 escrivannia, prata de lei.
10.280 1 corrente e 2 medalhas para relogio e 1
annel com pequeo brilhante.
10.284 1 annel de oaro com 1 brilhante.
10.295 1 salva, prata de lei.
10.301 1 medalha e 2 pares de rozetas, ouro dk
lei.
10.314 1 paleeira, 1 broche e 4 teteias, ouro de
le.
10.315 1 broche, 1 par de brincos e 1 cruz, ouro
de lei, 1 volta de cordo, 1 annel e 1
ponteiro, ouro baixo.
10.323 1 corrente e medalha para relogio e 2 re-
logios, ouro de lei.
10.3t8 1 annel de ouro com pequeo brilhante.
10.352 1 pulceira, 1 trancelim, 1 par de rozetas,
1 annel de ouro e 1 annel com dia-
mante.
10.353 1 cordo (collar) oaro baixo.
10.358 1 broche, oaro de le.
10.364 1 relogio, ouro do lei.
Aluga-se o 1 andar da ra do Padre Flo-
rian) n. 69, a Lia da travesea da Bomba n 4, e
a loja da travessa do Livramento n. 10 ; a trattr
na ra do Apollo n. 34, 1- andar.
A!uga-se o 2- andar da asa n. 1 do pateo
i do Terco, o 3- da de n. 3 ra da Penha. o 1
da de n. 19 mesma ra, o 1* da de n. 18 ra
Direifa. o 1 da de n. 66 me3aa ra, o 1- da
de n 35 travessa de S. Jos, o 1 da de n. 34
ra estreita do Rosario ; as terreas de ns. 11
4 ra do R-ngil, 26 ra Duque de Caxas, 1 do
pateo do Terfo, 27 ra do Lom^s Valentinas.
2i ra do Arago, e a cisa de n 35 ra da
Viracio ; a tratar na ra do Hospicio n. 3l.
Arrena se o siti das Jaqueiras, junto a
estaco do mesmo notne, bastante arborisa lo, bai-
xa de capim e cora grande casa de vive ;da : quem
preten !er dirija se ao dito, que achara com
quem tratar.
= Molas para giavatas : vendem o Pedro Aa-
tunes & C. n. 63, ra Duq e de Caxias
Frecisa-se de Um criado para o aervico de
casa, e dous meninos pnra venderem em tabolero,
l-be ta nbem bolos de vendag m ; na ra do
Visconde de Albuquerque faatga c?.tr!z a Boa
Vista) n. 3.
Aluga-se a casa com sota, toda eaiada e
pintada d_- novo, sita ra da FundicSj n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez de
Onda n. 8, lithographia.
Est pira alugar um bom sitio todo murado
e bastante arborisado, com grande casa, sito
entrada do beeco do Padre Inglez, d. fronte da
estaco do Caminho Novo, p"rto da linha das
bonds de Fernandes Vieira. tem sgua c gaz ; a
tratar no oito do Corpo Santo n. 25.
Aluga-se o armazem da rus do Marqnez de
Onda n. 18 ; a tratar com Parante Viauna &
Companhia
Aluga-ee casas a 8 ihos, junto de S. Gnenlo : a tratar na ra d:i Im-
peratriz n. 56.
Prccisa-se de um menino cem pratica de mo-
lhados : na da UuiSo n. 54.
= Urna pessoa muito habilitada so ofiere:e
para servico de cosinha, em casa de ecmm?rcio ou
pessoa solteira ; quem precisar dirija se ra de
Marcilio Dias ns. 19 e 21.
No Caminho Novo n. 128 se dir quem ven-
de o xarope da crvas do sertao para molestias de
peito. Na mesma casa faz-se flores artificiaes
para etager, ornatos de salas e bouquets.
= Rola & C. da cidade do leo dcclaiam a quem
possa interessar que compraran) a casa da ra dos
Guararapes n. 19, ao Sr. Francisco Nogueira da
Costa.
Recife, 2 de Janeiro 1886.____________
= Quem precisar de boas amas de leite e de
cosinha e outros servico3 como 'arabem de caxci-
ros cepeiros e criados, garantindo a conducta del-
les, dirija-se ao Largo de S Pedro n. 1. que se
indica.
. Precisa-se de um menina com pratica de
tavernt ; trata se na ra do Caldeireiro n, 39,
taverna.
Ensino particular
Donatila Pacifica de Salles Dutra participa aos
pai: de suas a'umnas e aquellas que precisaren),
que est aberta a sua aula para o ensino de pri-
meiras lettras, arthmetica, costara e bordados di-
versos ; a entenderem se rus do Coronel Suas-
suna n. 72.
2 andar
Aluga-Be o 2" andar do sobrado ra Primeiro
de Marco n. 12 ; trata-ae na loja.
Ao commercio
Ns abaixo assignados declarara que nesra, data
dissolveram amigavelmonte a sociedade que gyra-
va sob a raiao social de Praca & Neves, cem esta-
belecimento de molhados cito a roa da Penha n.
33; retirndose o socio Bernardine Ferreira Pra-
ca embolsado de seu caoital a lucros, e ficando o
S'eioJos das Neves Pedroza, rcspoasavel pelo
activo e passivo da extincta firma.
Recife, 31 do dezembro 1885.
Bernardino Ferreira Praca
Jos das Neves Pedrosa,
Att$it$io
10.368 1 pulceira, 1 par de rosetas, 1 volta de iJ^cKf Sr^t A^lMVfl^L ^
trancelim, ouro de lei, 1 par de botes, | Carta pm Sr' Antoni AdolPho *
ouro baixo.
10.874 1 trancelim, 1 moeda de ouro com laco e
1 relogio, ouro de lei.
10.380 1 anndl de ouro com 1 brilhante.
10.382 1 corrente e medalha para relorio 2 e
anneis, ouro de lei.
10.890 1 par de brincos, 1 medalha, 1 cordo, 1
medalba incompleta e 1 laco, ouro de lei.
10.394 2 anneis de ouro com brhantes.
10.401 1 trancelim e 1 moeda de ouro com laco
ouro de lei. '
10.403 1 relog;o, ouro de lei.
10.434 1 par do rosetas de oaro com diamantes,
ama cruz perolas.
Quem
precisar de urna senhora habilitada para ensinar
pnmeirs lettras e todos os trabalhos de agulhs,
em qualquer casa de familia neste cidade, ou mes-
mo em qualquer engenho, pode dirigir-se i ra
do Livramento n. 38, segundo andar, que achara
ora qaem tratar.
Barcada

i

Vende-se ama barcaca de 800 saceos ; a tratar
na ra Direita n. 82, loja.
1



&
6
Diario r PeroitiMiiiM ---TVrfiMMra ID de Janeiro df 1886
Aluga-se
segundo andar e sotio da casa roa do Amo -
rin n. 66, por pp>co commod ., perto da aifandega:
a tratar na me una.
Alagase
aja sitio 4 roa da Per mbaeanaa n. 62, tendo
ama grande casa cotn omitas comn didades para
grande familia, a cata tem totea corrida e o titio
arboriado ; aa chave* na ra de Pedro Affuoso
anmero 68.
Alaga-
.-se
2- e 3 andar do aobrado ra do Brum
t tratar na padaria. _________________
Aluga-se barau
i
) *.' andar a travesa do Campello n. 1.
A casa da ra da Palma n. 11.
kja da roa do Calabojco n. 4.
A casa da ra de Lomas Valoutina n. 7.
0 1.* andar1 da travems. di Carme n. 10.
A casa da raa da Ponte Velha n, 22.
A eaaa da Baira Verde n. 1 B Capunga
A tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an
tar.
Leonor Porto
n 45
Hna i* Imperador
Primeiro andar
Contina a ejecutar os mais difficeis
figvrinos reeebidos de Londres, Pars,
Lisboa 1IO do Janeiro.
Prima eraperfMcao de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
i
I
TiEtnra Mi
PABA TINGIRA
Barba eos Cabellos
tinge a barba e os cabellos instan-
tneamente, dando Ibes urna bonita cor preta e
natural, inofensiva o ara aso e simple, e muito
rpido; vende se na BOT CA FRANCEZA e
DROGARA de Rouquayrol Freres, sueceesore
de A. CAORS, ra do Bom Jesns, antiga da Cruz,
numero 22.___________________.____________
Attenco
Faco ver aoa sCLhores e senhoras de engenho
jue precisaren de um admi istrador babil para
odj o servico de agricultura, que faz todo e qual
quer negocio, nao por ajuste physico, mas sim
por porcectagem dos rendimeatos das safras, s-
fundo a proporcao do engenho, oo por tercos,
quartos, quintos, oitavos e decimos, segando a
oroporcao do mesm engenbo. Se o engenho for
fabricado por escravos tambem faz o negocio por
ervico dos escravos, um dia por semana, de 15
em 15 das ou mensalmenre, conforme a escrava-
mra do engenho : quem quizer annuncie por este
Diario, declarando o noste do engenho ou lugar,
te o engenho movido a agua, a vapor ou ani-
is, tudo deve declarar, advertindo que faz este
negocio por tempo nanea menos de tres annos.
Antonio Bezerra Pessoa e Albuquerque.
Na^Ui
O 8r. Joao Cavalcante Mauricio Wanderley,
lho do Exm. Sr. Bario de Traeunbaem, queirs
rir on mandar roa Duque de Canas 73, con
tlnir o negocio que nao ignora.
99 PASTILHAS
8 Oe ANGELIM & MENTRUZ es > S a
i " Grande
se 9
f^S 9 -^ftflaW/isM aa i
Z*3 }&- a a VMa'imm M r VH tf 1 SQ
t> vtrx.''"ar/a' iJ^r^T
t>& ajiy V i^^S^
ss
eres
es

CP
Ba
C Remedio mais efficaz o
Segjro que se tem descoberio ate
flojo pora axpeilir as Lombrigas,
ROQLAYUOL FRERES
Liquida^
em continiiii-o na ra larga do
Rosarlo n. :s ^
Damiao Lima & C, nao p dendo acabar o seu
grande aortimen'o de miudezas, em consecuencia
da cryse perqu presamos, continam por mais al-
gum tempo a liquidar soas mi rcadonas, pelo que
de novo convidam ao publico e especialmente s
Cimas, familias, a quem pedem toda proteceo.
Admirin !
Punhos e colarinhos bordados para sc-
nboras 23200
Ditos lisos lHOO
Ditos de ceres 1*500
Lavas de seda de cores 25500
Agua florida. 7C0 f. e 1/000
Bordados de 300 rs. 2*000
Bonitos iacos a 2*200
Leques de 400 rs., 6C0 e 1 a 0
Meias para homem 3*000
Ditas idem 3*000
Ditas de cores 4*000
Um par de froahas de Lbvrinthu lt 0
Urna toalha de labyrintho 25J e 30*000
Envesiveis, rs. 320
Fitas, bicos, lencos, grf.vatas e outros muitos
artigos que estilo exposicao.
Bita larva do Rosarl. n. 38
Damiao Lima & C.
uylasiulrinD
Effl 8 de Janeiro de iss<;
Pela secretaria do Gymnasio Pemambucano e
de ordem do Rovdm. Dr. regedor, se declara aos
pais de familia e a quem interessar possa, que es-
t aberto o armo lectivo para os alumnos d'aula
primara, nos tormos do art. 185 do regiment in-
terno de 19 de Abril de 1876, approvado pela le
provincial n. 1,497 de 10 de Junho do anno de
1880.
O instituto ricebe alumnos em tres cathegorias,
confrmese acham divididos pelo citado regimen-
t: pensionistas ou internos, meio pensionistas e
externos.
Os pensionistas residiro no instituto, tendo di-
reito de estada.- as materias preecriptas no pro-
gramna estabdecido, a aer alimentados sadia e
abundantemente, tratad s em suas enfermidades
pelo medico da casa, ter roupa lavada e engom-
mada regularmente duas vezes por semana, cabel-
leireiro sempre que tr necessario e banho duas
vezes por semana.
Os meio penmonistas se apresentarao no estabe-
lecimento nos das lectivos, >U horas em que a au-
la se abrir, e desde entilo at ser encerrada tar-
de, aerio equiparado, aos internos, qnanto aos es-
tudoe, aiimeutaoSo e recreio.
Ot externos tem direito s liccoea e explica-
goe. do reepeot) vo professor.
Apnalo' dos interno, de 400* e a dos meio
pensionista, dr 240*, paga por trimestre, adian-
tados na aecretiria do mesmo instituto.
0* externos, jjorm, nada pagarao.
0 secretario.
Cdto T. Fernanda QwUdla.
TNICO
#
iT2\
%
Preando de Productos Vegetaes
XTIN?0'DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
J\/IARTINS& BASTOS
I*erim*nbuco
Intrnalo Rernambucano
Ra do H spieio n. 65
A. aulas dette collegio abretn-ae no dia 14 de
Janeiro. _^-
Aula mi\(n Hrt^ylar
Rnn da Matriz da Bo Vala a*. 44.
prinaeiro andar
Mara da Conceicao de' Dfnmmond partieipa
aos pas di familia e correspondentes, que a .na
anla abrirse ha no dia 11 do corrente mez.
Alm das alumnas externa., admlttem-se pen-
sionista : quem deBejar saber as necesaarias con-
dicoespooe dirigir se dita ahla, qae entender-
se ha com a inesma.
Quanto as iuformacoes, os nteressadoa podem
dirgir-se ao conselhiiro Pfttb Jnior, Dr. Pe-
reira do Carino e aos dietlnctotprofesores da so-
cieaade Propagadora da Boa Vista
Consultorio medteo cirurgice
Dr. Miguel TTtemudoxi/Qibvi seu cnsul
torio e residencia para a ra da Imperatriz
n. 14, 1. andar, onde d consultas das 12
horas s 3 da tarde e recebe chamados a
bualqner hora. EspeciHdadespartos, fe-
bres, syphilis e molestias do pulm&o e co-
racSo.
I1 inlio de Riga
Acaba de ebegar pelo brigae Acacia um com-
pleto Bortini' uto de pranehie.< de varias dimen-
coes, como tambem tar-uas da sesma madeira, de
ama e ama < meia pollegada de groesora ; ven
di-m te por pircos mdicos em casa de Matbeus
Austin & C, 4 ra do Commereio n. 18, ou no
caes do Apollo n. 5L___________________________
R. M 1IRISIM k C.
Rna de Bom-JssQS n. 18
(ANTIGA DCRUZ)
Casa de commissoes
Grande e variado sortimento de amos-
ras e catlogos de producc5es da Allema-
ia, Frauda, Innatora, Austria, Hespanha,
talia e Estado-Unidos.
N. B.InformacBes sobre machinismos
friclas, ditas para engenhos centraes-
K>mbas, etc para incendios outras m,
hias p utensilios <
RELOGIOS
0 M8E DE MAS
MIGUEL WOLFF & G.
Offereeemao respei-
tayel publico um gran-
de e variado sortimen-
to de relogiosdos mais
acreditados fabrican-
tes, e se acham habili-
tados a vender mais
barato do que outro
qualquer, visto rece-
berm directamente.
Todos os relogios
vendidos n'esta casa
sao garantidos.
1.4
FRANCFORTS/MEIN
PARS y LONDRES
15Ruedechiqurj {MArdermanburyEC.
SABAO
transparente cristalino
W?RIEGER
conhecido do mando Inteiro
como o melhor mais perfeito
de todos os sabaos de toilette.
Especlalidade.
Estractos cssencias triples
de ebeiros. Agna de Colonia.
Vinagres de toilette. Pos d'ar-
roz. Pommadaa. Azeites to-
das clases de perfumaras finas.
Superiores qualidades.
Depsitos as principaes Per-
fumarlas, Pharmacias Cabel-
leireiros do Brazll.
ledalha de Progresso Vienna 187a
Bom emprego de capital
Vende- te o muito bem afreguezado hotel do
Soare, a roa de Hortas n. 24
mesmo.
a tratar no
Collegio Kossa Senhora das
Victorias
io=rh do HoplcIo=10
E.te estabelecimento de instraccio, alrir suas
aula, no da 11 de Janeiro.]
A. directora.,
Blanche tfllerpent Torgo"
Bmonmn L. V. iHerpent.
> todo* o l*iiritfaia>) e Cabllelr-*
*t> r>mTHm m ato BxtrilQmlro
XAROPEdeBUYN
tte ansfCAVaanrro de um gusto agradaver. adoptado com araaat*zite ha
mais de ao tumos pelos mclliores Sledlcos de Parlz, cura os Defluxoi, Gnpt, Jo**,
Dortt U Garganta, Catarro oulrnonar, irrUvfim io vexto, das Va urinaria e da Bextga.
8
tii yicttria
la Pmanhuco:
T.B.tSlw*C

lARSENIATOd OURO 0VNAMISA00,
do DOUtor ADDISON
da CbloroM. anamta, toiM m Kolaatlaa do Syitema narroao, iMtntn m
nnii nbtldw, MolatUat chronicaa dot PulmSea, ta., ta.
Al mtkni DlaitraoSai madlott Um tttaiUdo o podar oaratlTo datU Meato dooUna-a'o
j Iwkw-o o mai enrgico do$ rtcomtituinlei.
O rrWtco i e 'bancos r>n ^-ajmjia.) yO _>j_
ToSo /ruteo qtu nOo trouxtr a Marca He Fabricaregtitraia e* atsiffnatura^t^^^'ll'ht ****>*
dT Bar rigorosamenU recolado. _X-P--* dtt
. V-" Producto
TaUOS, Pnarmacla CMUXaT, rna Koeneetaooart, 38. ^S
Deposito em Pernambuco : FRAN" M. da SILVA A C.
3C
VINHOgilbertSEGUIM
FEBRFUGO FOnmCANTE tpprovtdo pe/s Aademit de IMWal d Ptrit
Sessenta annos de Ezperioncia
e de bom xito tem demonstrado a emenda lnconteatavel deste ?OTO, qur como mnti-
prriodieo para cortar as Vebres e evitar o seu reapparecimento, qur como forti/leantti as
Conraletcenc*, Debllldade do Sanrue, Falta de Men.trnaeo, Inappetencla, Dig-et-
t5es difflceis, Enfermidades nervosas, Debllldade causada pela edade ou por eicessos.
Esta \"it%ht que contm mais principios actiros do que ot preparado similares, rendo-** por proco um
povoo mais alendo.Uto se den objeotar contra o proco em rlati da reconheoida ellleacia do medicamento.
Pharmacia C3-. SEQUIN, 378. ra 8alnt-Honor, PARS
I3r>ositario em Pernambuoo : FBAN' MI. da. 8IXVA & O*.
%ttJCaWW*W#WWW**WWWWWWWW^^
o um
OLEO TRIGULIRO-CLAPO
de FIGADO de BACALHAO
do D? DE JO N C H
CAVALHEIRO DA ORDEM DE LEOPOLDO DA BLGICA,
CAVALHEIRO DA LEOlAO DE HONRA DE FRANCA,
COMMENDADOH DA ORDEM DE C H RISTO DE PORTUG A L.
Reconhecldo pelas prlmeiras autoridades medicas como
incontesUvelmente o mais puro, o de gusto mais agradavel,
e o mais efficaz de todos
Contra a TSICA e as MOLESTIAS de PEITO,
a DEBILIDADE GERAL, o EMMAGRECIMENTO das CRIA1TCAS,
a RACHIT1S e todas at AFFEC^OES ESCROFULOSAS.
SJJZ7* Vende-se sOMEim em garrafas que levJo na capsula o I
sello e a assignatura do D' DE JONGH e a assignatura da
AMSAR, HARFORD A C. Cautela com as Jmitaces.
Dulces consignatorios. NSAR, HARFORD t C, 21G, Hiob Holbirn, Looft
Vende-se em todas as principaes Pharmacias do Mundo.


t^^aBJ^aWa|^-aW^B&J^jaBa(aBlk_ i l-aaw-av^aw-. -a .^^-J* --
GfTAGAS I
d'Extreims Depuraas;
de I0DUKT0 de rOTASSIO
do Doutor DUCOUX de PO'TIERS
Regenerar o sang*ue deporando-o, faser
desapperecer oa vestigios que ordinaria-
mente delzamas Molestia rtiifipta.
paral}'ttr a accao do tfmxuo, se Ure'
bldo empregado, expcllihao-o d economa,
Jo os prineliaes effeltos d'ests precioso
lepuratlro q a as Moltxtiam ts/phili-
tiet.it, o "mploiMnto de todo tratamento
e Cerri^itto. lerve para preservar dos
AeeUU-tteK ayeeteitMM^aamoit minritm,
|ue cura se ezlstirem.cmprega&i-se mti i
Grageas com vantagem nos lihrtoommtim
mvm.Holesttiamt: Pells i;h- rofulwt
DBPOSITOS QRRAJa) :
Em 27.AX.xs, 209, na J3eals.
Em Fernmmtsonm : ft
% yEAN' 1>*Z. da SILVA c cy
AUmentaco racional
dtt MES, criancas, amas a convalescentes
Por uso da PHOSPHA T1XA Pulieres,
PAJUZ, *, Artnue Victoria, 6, PAR1Z
HtaiiUriO] Pernambuco : FBAN** M. da SILVA A Q1*,
ninim
NICA 0 TNICA
Db FILLIOL OE FIL.LIOL
INSTANTNEA paras barba. | aOBADApa'idaraascalMiUat
So uin viii-3, sem prapara^ao ai a. tocos
em Itvagen. sua Cor primitiva
taposita gcral ea Parts t FIXUOIi, 47, r Jir>nne, PUU1
la ptrnamo+ce fran m. da silva e C*.
rou oa coaooaao
ASMA
EXPOSIClO DE PARS 1.78
Voba db coaooitao
Cura
de
pelo 90 do
IDr Glry
em todas as PAarmucta*.
0 GRANDE MEDICAMENTO
oontra aa Dores de cabtca,PHttU> de renlreJnaestdo,Abaiimento
t Fsores fras. Previne e allirla rpidamente oo cora aa formas
es uta tTrrea da Tabres Typboldea, Escarlatina,
Amarellaeoutras febras, Betigas.Sarampo Erup.
cSes, Molestias lipallsaoutroavicioadoaargne.lila
"Salvou-meaVida"
c poto a fore tlnbft-Be apoderado de mim oom violencia. Km
c poucoe das estar completamente reetabelecldo. *.
truhido tU urna carta de Sur. C. Fltagerald, antigo correa-
pondente do Manehattr Guardian na Albania, falando de
USTMVl PTRETIC SALIKE
O Dr J.W. Dowsing mc a-ere : "Emortfttl-o no i
trihmtntotH42atot dt'' Ftonmar$ii",com
tttf*0Qu9 tfltrmo,nto te.'perdido uirttddoent. I
TlUDB-fll BM TODAS AS PRAaMAfUS, KM HmlMtat
H. LAUPLOUGH, 113. Hoibarn. LOMDfiES. E.C.
WtKKttarloaem ftrnamlrve' :FRANM M. da SILVA C1*.
OEROCQUE
DFROCQUE
DEROCOUE
15, Ru-dePoitM, 15
PARS
FIGBO HelACALHA
Natural
Ferruginoso e Creosotad)!
lu arlatitu rktMatits
XAROPCdeBUCHU
do DP.RADEL ;
Molestias da Pella, Infartes.TJioeraB,
Vistas do Sangue e Dosooas syphilltloaa.
BGs m^imSm^xy cibebi
CoBttitaem o melkcr e o ratu uradtTel, telivo tcoaouica
i> taaM oa daorairfo cooMcitoa. _"
crjMPKz DEacoimAK as ooimiarAaa&is, u,
tseeso pira oXaroaa) ai silgnaturas em tinta uiearatda a.<
tt fculfr. t asilo, em lints anl, do tonrao Praatai.
rVl.Pk-ra|S.,MUariril',iailMu*-#|B CONTfaV TOSAS A*
MOLESTIAS d TAS URIMRIAS
wrtciAijnjrra
Catarro ctVorHco da Asxltya,
Irritavdtj do canal da uretra,
tfsUat aa o rstate,
Incontinencia da Urina,
Anla na arma, ote.
SWANN, Pharmacoutico-Chimlco,
r'*!J6, 1^ sua^etaTieuoitt, \t, PRL3
Preeita-te de urna aum pata todo, os servido,
dejdaas pettota ; na ra Imperial n. 200-C.
Ama
Precisa te de urna ama para cotinhar e lavar,
pava casa de p queu familia : na ra de Fer-
nandet Vleir n. 94; tHverun. _____
Ama
Precita-te de nina mita para engommar : na
Capunga (antigtraada eutura) n.^________
Ana
Preei.-tB de tuna aro, para cotinhar ; na tra-
vesa dos Pires n 5 (Gi-riq-uti).
Ama
Precisa-fe de urna auia para cuidar de urna
crianes, ; na ra do Marques do Her al n. 8.
Amas
Precisa-se de duat anu para cozinhar e en-
Simmar etn cata de familia : na escriptorio deste
iario se indicar quem precita_________________
Al
Precisa-se de una urna para cotiaha e asueto
da casa ; na na do Viscoo la de Albuquerque n.
24, .obrado.___________________^^____
Precisa e de urna ama que engomme com per-
fvi(2o, para casa de familia ; a tratar na roa do
Baras da V'c'oria n. 7, 2- andar.
Ama
Precisa-se de urna ama qne saiba engommar e
coser; oa raa de Riachuelo n. 57, portan de
ferro.
Ama
Presi.a se de um ama para cosinha e mais
algum .ervico ; a tratar na ra da. Myrapha. nu-
mero 26.
Ama de leite
Precisa-se de ama na raa do Imperador d, 24
1 andar.
Ana para mlio
Precisa-se de urna ama com piatica, para andar
e cuidar de um rtcein-nascido ; a tratar na es-
trada de Joo de Barros n. 27.
Rap Paulo Cordeiro
Novo fornecedor, sem competencia em preco,
vende-se rus do Mrquez de Olinda n. 50, mer
cearia dos Srs, Braga Gomes & C, e a 1500 a
bra.
Prof#-ssora
Offerece-se ama pr ifessora para leccionar em
alguna collegios e casas particulares as seguintes
materias : portaguez, francs msica c piano ; a
tratar na rna do Varquez do Herval n. 20.
Casaes de pomhos
Na ra do Cotevello n. 46 vende-ie casaes de
pombos com filhos e sem elles : a pessoa que com-
prar todos, faz-se um abatimento.
--------------------------------------------------------- i
Cabello kMgp" Ayer ^Wtj (Ajar* Ifair Vieor)
j\T'K^wtuo) e csnitwims
^k!\{fil!S& WtPWMtO CM10UL
^BUTS,^ PAPA 0 CABtU.0,
1 JU0* roR*uoa-o
ACWLfUXIVEl E lUSrTfKJSO rnaaniu wioDJCic
- * 1
uvas
Fabricase por medidas, em 2 horas, perfeico,
procos mdicos, elegancia, material de tuperior
qualidade : ra do Cabug n. 7, 1 andar.
Criado
Precise-se de um no Kestaurant Bragan^a,
ru. estreiia do Rosario n. 11.
EiterioliZu de Jj-
Com este titulo ab io-se segunda-feira, 11 do
corrente, sob a dirceco do professor Antonio C
Carneiro Leao um curso primario e secundario
ra Duque de Casias n 6, 2 andar.
Casa para morada
Precisase alagar urna casa que tenha bom
commodoa, acrua e gaz, e que tenha quintal ; nea-
ta tyir;raphia ae dir quem queir ^______
SOHDRO
4os 4:0008000
blhstes msm
B do Bar9o da VIH orla o. 40
e casas do cosame
O abaizo asargnado acaba de vender
ea seus felizes bilhetes quatro quartos de
n. 976 com a surte 4:000;>000 e quatro ditos
de n. 3,503 bm a aorte de 100,5000, di-
versos premios\e MiJOOO, 16)5 e 8)5000.
O mesmo abarxtr assignado convida OS
possuidoree virem reeeber na conformi-
dade do- costume, Bem descorito algum.
Acham-se venda os felizes bilhetes
garantidos da 245. parte das loteras &
leaeficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife (32a) que se eztrabir terga-
feira, 19 do corrente.
Irevs
Inteiro 4i5000
Meio 2*000
Quarto 1|J000
eai por^So de i 00*000 para
cinta
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Quarto *875
Joao Joaqun da Costa Ltife.
aloaquina Mara Ramos
Manoel Joaquim da Costa Ramos, tendo rece-
tado a infausta noticia de ter fallecido em Portu-
gal sua presaoa e estremecida mili, no dia 22 mez prozimo passado, pede a todos os seus pa-
rentes e amigo* o condoso obsequio de assistirem
as mi usas que por sua alma manda resar na ca-
pella do cemiterio, sex'a-foira 22 do corrente,
trigsimo daqut-lle passamento, s 7 horas da ma-
nh. e desdo j agradece do intimo de sea cors-
eas a aquelles que se dignarem asistir a este acto
de religilo e caridade.
Aprieto alon da Silva
Joaquina Matbilde d'Assampco tendo deman-
dar resar algumas missas por alma de seu tio
Aprigio Jos da Silva, na m-itriz do S. Jos, no
dia 20 do corrente, trigsimo dia do seu falleci-
mento, pele encarecidam -nte aos seus parentes e
aos do finado, para assistirem
Jos a.vo de lUlOfini
Auna Marques de Amorim (ausente), seus fi-
lhos, genros e oras pedem a todos os amigos e
parentes para assistirem ts missas do stimo dia,
que gerao resadas na matrix d Corpo danto, s 8
horas de sabbado 23 do correte, per alma de seo
esposo, pal e sogro, Jos Joo de Amorim,. falleci-
do em Lisboa, pelo que anticipadamente se con-
fessam gratos.
Les 4:000^000
bilsstes mmmi
la Primeiro de Marro n. 23
O abaixo assignado tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 1819 com a sorte de OOJJOOO,
alm de outras sortes de 32*, 16* e 8*, da
lotera (31.*), que se acabou de eztrahir,
cmvida aos possuidores a virem reeeber
na cooformidade do costume sem descont
algara.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 245.a parte das lote-
ras beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife (32.a), que se extrahir
teica feira, 19 do corrente.
Presos
Jnteiro 4*000
Meio 2*000
Quarto 1*000
Sm quantidade malor de 100*$
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Quarto *875
Manoel Martn Finta.
CALLOS
O MELHOR E MAIS INFALLIVEL EX
TRACTOR DOS CALLOS E A
MAYXARDIXA
porque os extrahe completamente, sem causar a
mnima dor. fcil de applicar, nao impede de
se andar calcado e tem o seu elicito comprovado
por attestados insuspeitos e em numerosas appli-
caces que nunca falbaram. S verdadeiro o que
se prepara e vende na Drogara e Imperial Phar-
macia Diniz.
Joaquina Rodrlioe. M. de
Mlvelra
Thomaz R. de Oliveira, pungido da mais acer-
ba dor, agradece do intimo de sua alma todos
os seus amigos 0 parentes que se dignaram ac >m-
panhar os restos mortaes de sua idolatrada e nun-
ca esquecida esposa ao cemiterio publico, convida
aos mesmos para assistirem as missas que manda
resar as matrices da Graca e Baa-Vista. quinta-
feira 21 do corrente, pela. 7 hora, da manhS, s-
timo dia de seu pasaamanto. ficando desde j eter-
namente penhorado por mais este acto de verda-
deira relieiSo.
L:
57-^Ria do GeBerafOzorie-57
Deposito em Pernambuco pharmacia de Hermes
de Sooza Pereira & C, Successores
Boa o Marpez 18 01M312,
Eu abaixo assignado, estabelecido 4 ra do Hos-
picio n. 158, atiesto qae, soffrendo ha muito tempo
de callos em ambos os ps, o que me impotsibilita-
va por vezes de cuidar nos meas affazeres com-
merciaes. gracas ao preparado dos Srs. DINIZ &
LORENZO proprietarios da IMPERIAL PHAR-
MACIA DINIZ, denominadoMAYNARDINA-
c.nsegui verme alliviado deste mal que atroz-
mente me incommodava com a applicaco do refe-
rido preparado.
Rio, 7 de Janeiro de 1885.Thomaz Jo-
s Fernandes de Macedo.
Jos Alfonso da Rogo Barros
D, Anna Cosaria do Rege Barros, seas filhos e
genros, mandam celebrar manas no dia 20 do cor-
rente (quarta-hm) s 7 horas da manh, na
matriz da Boa-Vista, peto repouso eterno do fina-
do, convidara os parentes amigos para asisti-
Mm aquello acto de rellgiSo, palo qne se oonfes-
tam desde ja grato.. __________________________
0. Eraaellnda Nenbortnba
Viesas
Os filhos da finada D. Ennelinda Seahorinha
Viegas, tendo de mandar resar i he missas no dia
19 do Mirante, 8* armiversara do seu prematuro
passaMerrto, eonvidam aseos parentst e amigos
para asswtileui a eue acto que- de ver ter lugar
aa groja da N. S. da Coaceioao dos Militaras,
pela. 8 horas da maahi do referido da, confes-
sando-se desde j agradecidos aos que^se digua-
remScompparecer o meame acto.

'X


,1
Mario de PerniijMNc--Tcrs^rcir4i JO de Jaueir* fa &MI
CAMINAOS BE FBRttO
PttRTATEIS
DE
DE IRl'XELLll
Canauna-tan _do melhor -uaaiqrieU par*
camiobr* de ferro indjwtiae. Forneoeda
rea djna lAraeoa e cauinbos da ferro de
estado- belga, do Governo colonial das lo
das aurlandeaaa, etc., ete., etc., etc.
T|i frrea* prtatela -desmon
taris ;jw, trilitos de ferro edeaQD por
precoa inferiores aa de qualquer outro-aya-
tem, seado mais durswejs e guia prati-
Cos. .
rJHHim laeaaiotww wago-
netea npaciaea prra fabricas, ezploracSe*
agrcolas, atareos, misas e eagaahos dt
JMES
' r. ': .u,tcj>Muio
''" -. ipmova-
Mtdo .|n i>->ino
i !>*'>Cl) [KM
' iJ ''--a. --i.i arornpannado de
un impn v> auoi s haarvac'Ws 4es
medico* d<* Lisboa, reeo-
pruiflMSJ
Estabelscidss no centro de nm paia que
prodqa tarro e 99 as mais econmica'
lcendif&is, as oficinas de Verbairan & de
Jager, alm da ana situadlo a.ama looa-
dade onde a mi do obra barata, go-
aam da- vantagem de ter ama organisajio
seria e especial para a conatruce&o de ca-
minhos de ferro ao alcance de todos. Os
seos precoa desanam a qualquer concur-
rencia.
Para iniormac&es circomatanciadas din
jam-sa a
Theo. inst
2 LABOO DO CORPO SANTO 2.
Remettem se catlogos lustradoe quem
pedir.
Collegio Amor Divino
Bata da Imperatrd m. a.
Bate estabelecimento de educaco ubre aa an-
isa no da it d crrate.
Previne se aoe paia de familia flun (era aa una
peasoa de inteira eonfianca, encarregaUa de ir
buscar e lerar as estancas que seus pas ,quize-
renvi.
A.directora,
Olimpia Afra deMandones
Cautela perdida
Manoel de Mello Cabral roga o favor a quem
ti ver achado.a cautela de n. 12, 99 do Menta de
Socoorro de lvalo ras do Nogueira n. 10.
Oa abaizo aaaignadoa, tendo adoptado e re gia-
trado a marca industrial como do desecha cima
de corformidade eom aa preacripcdM daa le em
rigor, declaran) ao publico e particularmente aoe
aeua numerosos fregueaea, que d'ora em diante
todos oa productos que ahirem de sua botica le-
vario a dita marca como garanta de ana origem
y legitima procedencia.
Rouquay.ol Freiea.
1 VENTUROSA
Aos4:000$00
BH1TES GARANTIDOS
16-Bua do Cabug-16
r Ackam-se renda os venturosos bilhe
tes garantidos da lotera n. 32* em beneficio
da Santa Casa de Misericordia do Recife,
que Se extrabir terca 19 do correte.
Inteiro 4,9000
Meio 2,5000
Quarto 1,0000
Barreiros
Medico
O Dr. Costa Barros, medico operador e partei-
ro, recen temen te estabelecido em Barr roe, offe-
reee os servicos de aua profissio nao s sos habi-
tantes deate municipio, como aos de Rio Formse,
Gamclleira, Agua Preta, Palmares e Porto Calvo.
rintora domestica
Longman & Mariiticy
Tinta di- toda* aa corea para applicaaao imme
dala e nm mais mistura ; qual'-juir peaaoa (cria-
da e menino) pinta com perfeicia, de grande
vaptagam para o nao domeitioa. Oom .sata tfcta
podem todos oaoseivar suaa kabttaeoee a fwfsj-
to estado de asseio e oom poueo dispendio, ,elja,
expssta 4 venda era pequeas latas eom tampa,
que pode ser conservada com aaseio era qualquer
guarda-luti^a. Vende-se na phsrmaaia de Her-
neadeHouaa Pereira A C. Succeaaorea, ruado
Marquea de Olind n. 27. _^_^__
CASA m
108 4:0004000
iaaaiaua Comprase epaga-
mu^XLwu*. ornis do que emou-
Praga da independen -, traqualquep parte, bem
cia ns. 37e 39 j como
Axham-se a venda os feliaes bilhetes MOEDAS
garantidos da 32, parte da lotera a benfica sis.w*j*/aw
3 e^ife' ^C qnalquer qualidadc.
Na roa do Impera-
Vende se urna exceUento nnacao, nova, de .PaM att,endca8, figos, te
goato moderno, forrada e eavidracada, propria ^jj,, nacionaes.
para qualquer negocio ; a tratar na praca da (n
depeMcajcia na. !M.eS&
------- .11 "
Ven4e-se barato
urna armacao de amnalo inTcrniaada, propria
para qualquer artigo- i a tratar na rna do Livra-
mento n. I.
Engcnho
Doee de todas aa. qaalHdes.
Bolachinha inglesa.
Semen tes novas de -hortalifas .
Especialidades em:
Vinhoa finos do Porto.
Ditos da Figaeirs.
Cognac de diversos autores.
Vinhoa toaieos ooano :
Absintno.
Vermooth, eta
Licores de todas as quaKdade
Champagne.
I Cerreja de diversas anw.
\ Bem asaim :
Vende- se por 20:000* a quinta parte que s
posaue nos eogenbos Amara-i d'Agus, BaDta Ui- Ararnta fina em pacotea.
sia e S. Vicente, diatante meia legoa daa,eetao5es Cbi verde e preto.
deGamelleira e Bibnirae, moentea e corren tes. O Dito pe rola.
enganho Amaragi d'Agua, fem muite boaa trras, Especialissimo mate do Paran, ej J.
matas, muito bem cercado, muito boaa obras, e Ainda mais :
moe com agua ; oa ontros dona tem muito boas Formicida Cspaaema.
trras, matas e moem a vapor : a tratar na roa do Oleo de mocot.
Imperador n. 50, 3 andar.
20000
Auga se aa casas terreas n. B por 904, a de n.
F por 16a da ra de Riacawello, na Boa-Vista, a
de n. 3* da travessa do Freitas, em S. Jos, por
12*000 ; as chaves acham-se junto para ver, e
trata-se na ra aa Guia n. 62, Recife.
Taverna
sendo qnantldade superior
t 1sjO:000
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Quarto 5785
Joaquim Pires da Silva.
Nme. Miquelina
EecsIiscoiisWefflfiteilaEliopa
FirMo softinto fle cMiieili-
i
o
le erla-los, pela lia mofla,
assini como fazem-ss rsstiiios.
Ra l'rlmeiro de Mareo n. 19
alnato Botina MaraTtlhosa
Quem lera ?
Ouro e prata : compra se oaro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que em outra
qua'.quer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
Rosario, antiga dos Quarteis, das 10 horas a 2 da
tarde, diaa uteis.
Este remedio precioso tem gozado da acceifa-
j5o publica durante cincoenta e sete annos, com-
ecando-se a sua manufactura e venda em 1837.
Sua populardade e venda nunca ionio to exten-
sas como ao presente; e sto, por si mesmo,
offerece a melhor prova da sua efficacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer qne nSo tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adultos, que se acharo amio-
tos destes inimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attestaces de mdicos em favor da sua enicacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tera apparecido varias falsificaces, de
sorte que deve o comprador ter muito cuidado,
examinando o r.omc inteiro, que devia ser
yermiftec le B. A, FAHNESTOCK.
Criado
IVa ra Imperial n. 1 Al
Vende-se urna das inelhorea tavernaa, bem afre-
gueada tanto para o matto como para a praca,
livre e desembaractda ; tem eommodos sufficien-
tea para familia, com quintal com algumas truc-
teiras, muito em conU tanto o aluguel da casa
como aeja urna armacSo boa e todos os pertencaa:
se vende tudo por preco commedo e muito em
eonta.
O motivo de se vender o dono querer ir para
a Europa, e quem pretender dirija-se a meama
que nao deixar de fazer negocio.
A11 commercio
Os abaixo assignados scieniificam ao commercio
e a quem mais posta intereasar, que deade o dia
1 do correte mes e nno eatabeleceram aecieda-
de commercial sob a firmaAmaral & Irmacno
armazem de seceos e molhados, i ra do Viaconde
de Inhaira n. 46, que at ento gyrava aob a fir-
maManoel Soares do Amaral & Irmaosque fi-
cou extincta, sendo responaavel pelo seu activo e
paasivo a firma auccessora.
Recite, 16 de Janeiro de 1886.
Jote Soares do Amaral Jnior.
Manoel Julio Soares do Amaral.
Titulo de fia ii ya
O abaixo assignado, ex-empregado da eompa-
nhia fero-carril de Pernambuco, declara ter per-
dido o titulo n. 64- B, paas do em al de marco do
anno prximo fi >do e do deposito da quantia de
MrfOOO que Ibe servia de flanea para exercer o
lugar de coeneiro. Pede a qualqmr peasoa que o
tenha encontrado o obsequio de eutregnl o no ea-
criptorio da meama com anhia ao Sr. gerente ou
ao abaixo ass;gnndo, na ra da Palma n 17, visto
que a elle s tem direito o proprio dono.
T eodosio Jote da Si va-
Caixeiro
Precisa-ae de um menino de 12 A 14 annos, pre-
terindo-se poriuguez, e que d conhecimeato sua
conducta, com pralica de taverna ; na ra do
Mrquez do Her val n. 73.
Escola parlcular
De Inatrueco primarla para o
sexo masculino
34 KMA DA MaTBiZ DA BOA VISCA 34
O abaixo assignado participa ao (Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua escola particular
de instrucca primaria para o aexo masculino,
ra da Matriz da Boa-Vista n. 34, ond esmerada-
mente ae dedica ao ensinu de seus alumnos.
O grao da escola consta: 1er, escrever e contar,
desenlio linear, historia patria e nocea de trances-
Garante um rpido adiantimento em seus alum-
nos, pelo seu systema de ensino, o qual ama pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es
me rada dedicaco ao enaino, fatendo com que os
seus decipuloa abracem e amem de corarlo as le-
tras, nos livros, e ao estudo, guiando-os no cami-
nho da intelligencia, da honra e da dignidade,
afim de que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da reiigio, e da le, c um verdadeiro
cidadao brasileiro.
Espera, pois, merecer a confianza e a proreceSo
do distincto povo pernambuoano, e em particular
tem f robusta em todoa os pais e tutores de me
ninoa que queiram aproveitar um rpido adianta-
mento de seus filhus e tutelados.
Comquanto ousada seja esta tentativa, todavia
espera que os seus incansaveis esforcos, e oa seus
puros desejos, sejam coroadot com a feliz appro-
vacilo de todos os filhos do Impe.-io da -hnta Cruz.
Menaalidade2000 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horariodas 9 horas da manhS a 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meis-pensioniataa por
mensalid^des razoaveis e lecciona por casas parti-
culares a ambos oa sexos.
afollo lloares de Azevedo
34-RA DA MATRIZ DA BOA VISTA-34
Cosinheiro
Na ra de Paysand n. 9, ae precisa de um.
Collegio de Santa Lnzia
Philadelpha Ernestina de Almeida Fortes par-
ticipa aoe paia de suaa alumnas, que mudou a aua
residencia da ra do Mrquez do Herval n. 87,
para a ra do Bario da Victoria n. 14, e que as
aulas principiam do dia 18 do corrente em diante.
Collegio Kmula(o
Acha se aberto este collegio para o eexo mascu-
lino, ra da Matriz da B<>a-Via a n. 34, aob a
direccao do profeaaor particular Julio Soares de
Asevedo.
Enaina ae em desafio ao magisterio escolar,
garantindo se um rpido a^iantamento noa alum-
nos, quer em inatrucc&o primaria, quer em secun-
daria.
Admitte ae 25 meninoa pobres, externamente,
n ediante urna guia do delegado literario.
O collegio fbrnece todos os utensilios neceaaa
ros ao ensino, s cianeas que frrquentarem o
cursa gratuito.
Mica, piaio e caito
Contina a leccionar, D Francisca de Alnc-
por co legioe e easas de fa-
ra da Detenco d,
19 : a tratar na meama
querque Silva Costa,
milia e em sua residencia,
Caixeiro
*-
Precisa-ae de nm criado para comprar e servir
tesa ; a tratar oa roa do Bv Jetas n. 52.
Preeisa-se de na d 14 i leaimoi, que d
'dw de ana conducta ; na Ponte Velha m 41,
que se extrabir no dia 19 do corrente,
Precoa
Bilhete inteiro 4GO0
Meio 2000
Quarto I4OOO
cm porfi de toojoo pan
cima
Bilhete inteiro 34500
Meio 147&0
Quarto 876
^utoNto Augurio do Sanf Pafrio.
Alnga-se o 3* andar da casa i roa de S. Jorge
n. 72, oom bastantes eommodos ; a tratar .na rna
Primsiro de Marco n. 17, leja
Livros escolares
A casa O. LAPORT de C, n. 75. ra do Im-
perador acba-se sempre provida de todos os livbos
kscolees adoptados nesta provincia, bem como
dos mais rticos proprioa para ae escolas: os aens
aeua precos sao os mais razoaveis posaivel.
C0SOICOF.S ESPECIAE8 PARA OS EeTiBLBCIMEUTOS DB
EDCAgO E PABA OS SIS. PaBSBOBI8
IMPORIAIIES ABAIIMEUI3S
PABA OS 8ENHORES REVENDEDORES
Recommendamos aos Srs. professores as edicoea
seguintes, que se prestam melhor do que qualquer
outra ao enaino primario:
Compendio elementar das trnm
mailra nacional por Joaquim Antonio de
Castro Nunts, revista por distincto professor, 1
volume encadernado.
Elrmeuto de Ariltaanellca por Joa-
quim de Castro Nunts, revistos novamente per um
professor, 1 volume encadernado.
Tabosdn Me mdica por V. M. M., 1 vo-
lume brochado.
.liara Melertaa para uso das escolas
primarias, por Joo Barbalho Ucha Cavaleante,
inspector geral da Instrucco Publica em Pernam-
buco, 2* edicci", muito melhorada, e contando nm
lindo retrato de seu autor, 1 volume encadernado.
Na smeassas casa vndeme o afamada
HOVO 5E2 DE MASA
Seguido de mullas importantes ora^oes como:
Devoco do corajao de Mara, Officio daa almas
do purgatorio, Novena de Nossa Senhora da Con-
cei^o, lleditacSo do Rosario, Modo de ouvir missa,
orac^ea para a confissW e oommunhSo, a noticia
BISTOBICA DA IIKDALHA MILAOB0SA, A NOVENA DE NOSSA
SENHOBA DA PENHA
DEDICADO E OFFERECIDO
A >o.a Senhora da Peana de Per-
namburo
Um lindo volume ntidamente impreaso em Pa-
riz, 544 pagina?, acompanhado de urna gravura
colorida, e ricamente encadernado, 2J000
(Abaliuiento em poreo)
Collegio Santa Groz
84 Ba do Marques do nerval-84
A directora do collegio Santa Cruz fas aciente
ao respeitavel publico e sos paia de anas alumnas
que comecarao aa aulas deste estabelecimento no
dia 11 do corrente. Recebe pensionistas, meias
panaionistaa e externas.
dor 11.32, lojadejoias
ulio Fuers enberg
JUTAS
MIGUEL. WOLFF & G.
Participam ao res-
peitavel publico, que
continuam ter um sor-
timento de joiaa das
mais modernas e dos
mais apurados g-ostos.
Compromettem-se
a vender mais barato
do que em outra qual-
quer parte.
U
WHISKY
R0YAL BLEND marca VlADO
Este ezcelleate Whisky Esceaaes preierive
ao cognac ou aguardante de canna, para fortifica'
o corpo.
Vendese a retalbo noa melhores armasena 0
molhadoa.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo m-
me e emblema alo rejaatradoa para todo o Brasi.
BROWNS c C, agentea
Farinlia de trigo nova e
de superior qualidade
Retalha-se em lotes
vontade dos compra-
dores o carreg"amento
defarinha de trig-o, em
saceos, chegado do Rio
da Prata pelo patacho
inglez Libbie H.: tra-
tar no armazem ra
do Commercio n. 4.
Aseite de peixe.
Aa cozinheiras
Leques nacionaes (abanos) para cosiaba a 6 o
milheiro.
E todoa oa genero concernentea a este ramo de
negocio.
Encontram-se no armazem de raolbados de
Martina Capifa 6c C.
1 BA ESTBE1TA DO B08ABIO1
Nova Ioja de fazendas
N. 32- Bna da Imperatr^- K. 32
DE
Pereira da Silva
Neste novo estabelerimeate encontrar e ras*
peitavel publico, nm variado sortimento de faren-
daa de todas as quadaies que ae vendem por pre-
cos baratiasimos, asaim como um bom sortimento
de reupas para homens e tambem se mandam fe-
zer por encoramendas por ter um bom mestre al-
faiate e completo sortimento de pannos finos, ca;
aemirase bnns etc.
Ficlius
VENDAS
Vende-se urna refinacSo na ra Direita dos
Afogadoa n. 29 : a tiatar na mesma, ou t ra do
Rosario da Boa-Vista n. 45, ou d-se socie >ade
urna pessoa que entre eom.algum capital.
Fabrica globo
9 ^ Rna larga do Rosarlo 8
Manipulafo especial com fuinos eacolhidoa doa
bona cigarros, exploradores, navegantes e fede-
raos. Precos razoaveis e bons descontos para o
commercio de retalbo.
Correias
de sola inglez i, de I na e de borracha, de diver-
sas larguraa e groasnras ; vende-se barato na
undico Villaca, ra do brum n. 54.
~~ Mobilia
Vende-se urna mobilia de Jacaranda, macica,
nova, do ultimo goato ; a tratar na ra do Amo-
rim n. 66.
A i4>oo. la e &oo
Na nova loja ra da Imperatris n. 32, vende-
se bonitos fichus de todas as cores, sendo de*
mais modernos que tem vindo ; isto na loja do Pe-
reira da Silva.
Fostdes e setinetas IM ris
covado
Vende-se um piane bom
co n. 18.
no pateo do Ter-
Vcnde-se a feliz e muito bem situada tavsr-
na em um dos melhores pontos de retalho de Fra
de Port s, ra do Occidente n. 2, d fiete para
duas ras, Occidente e Guarar. pea, e o motivo da
venda o dono estar prestes a embarcar ; a tra-
tar m mesma.
Vende-se urna bomba de cobre, obra multo
boa, com os competentes canos para tanque ; na
rna do Mrquez do Herval n. 23. Na mesma casa
precisa-se de urna orpha e de urna mulher de ida-
de para companhia de urna familia, prestando ella
seus sei vicos.
Vende-se
o estabelecimento de molhados ra de Santa
Rita Nova n. 2 A, que faz frente pra o Mercado :
o motivo da venda o dono ae achar doente. A
tratar na meama ra.
Cabriole! e victoria
Vende-se nm cabriolet e urna victoria em pe
feito estado : a tratar na ra Duque de Caxi
numero 47.
Em vista doa grandes progressos da IDEIA de
3ue ae gloriam aa nacoes civilisadas, o commercio
eve acompanhar eaae rogresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em vista do que annunciam
MARTINS CAPITAO & C.
1 Ra Estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, a
eacolha doa quaes, oa annunciantes tem sempre o
maior cuidado, para bem servir oa seus numero-
sos fregueses. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe
Venham ver pois :
Queijos, fiamengo, suisao, etc.
Dito do aertn.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranbao.
Fructoa seceos, como :
Na nova loja ra da Imperatris n. 32, vnde-
se um elegante sortimento de setinetsa de todas
aa corea, tendo largura de chita francesa, assim
como fuates brancoa muito encorpados para ves-
tidos e roupas de criancas a 600 ris o corada, e
pecincha, na loja do Pereira da Silva.
Lzinhas lavradas a 00 ris o
covado
Na nova loja do Pereira da Silva ra da La
peratriz n. 32, vende ae um bonito sortimento daa
mais lindas lzinhas lavradas que tem vindo para
vestidos, sendo com lsvores miudinhaa e em furia
cores, pelo baratissimo preco de 500 ris o eo-
vado.
Palilotsde casemira a 10.000 e
12000
Na loja n. 32 da ra da Imperatriz, vendem-se
palitots de casemira preta de cerdao sendo forra-
dos e muito bem feitoa pelo barato preco de lOf e
125, assim como calcas de casemiras muito bem
feitas a 6/ e H e ceroulas de bramante a 14200
a 1600, e coletinhes para dentro a 800 ris cada
um. pechincha, na loja do Pereira da Silva.
Merinos pretos a 1.200 e 1.600 rs.
Vende-se merinos pretos para vestidos e roupai
de menino a 15200 e 15G00 o eovado e superior
etim preto para enfeitea a 15500 aasimeomo chi-
tas pretas, tanto lisas como com lavores brancos
de 240 at 320 ris o eovado na nova loja de Pe-
reira da Silva ra da Imperatriz n. 32.
lgodosinho francez para leo-
(ws a 1.000, 1,100 e 1.200
Na loja da ra da Imperatriz n. 32 vende-se su-
periores algodaosinhos francezes com 8, 9 esC
palmos de largura, para lences de um a panne
pelo barato peco de 15 e 15100 o metro e dito
cntrane-ido para toalhas com 8 palmos de largura
a 15200, assim como bramante de quatro larguras
a 15250 isto na loja do Pereira da Silva.
DAS
ALAGOAS
CORRE NO DIA 19 DE JANEIRO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006^000
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz, pra^a da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 19 de Janeiro de 1886, sem falta.







8
Diario de PernambacoTerpa-fcira 19 de Janeiro de 1886


I
LITTHUTl
OS FILHOS
DO
DB^3NTX3XXD(a
o bou lugar prximo do iorao, aondo pare-
ca effectuar-so moa operarlo intoressante.
_Na occasilo m quo Eudes d, x m a
galera para entrar no laboratorio, o que
alli estava voltou se tranquillamente.
- Que a sciencia seja comtigo, Mercu-
io, dase o velho avanjando at ao forno.
- Experimenta'deanta de mira
......
ra r r ii i mi *
que .' para rao onganar nova-
sem
POR
S. CAFSffSU
3EGOT& PAE73
s segredo de Eues
( Continuacao do n. 13)
CAPITULO XXI
OCEO
Este iorao, qua tinha mu grande folie
cuja acelo combiuava com a d'ura alto tu-
bo que oceupava toda a altura, estava co-
berto de bacas d'argila, retortas de vi-
dro, cadinhos de Hessa, instrumentos do
formas extravagantes, coin destines des-
conhecidos; uus meio quehrados, outros
tombados, outros cheios hermticamente
fechados e soffrendo a accao do foco in-
candescente.
Em redor da casa, prateleiras volantes
supportavara o peso dos vasos, garrafinhas,
garrafoes, e raineraes cuidadosamente ar
ranjados que se amontoavam uns aps ou-
tros.
Aqu ahmbiques, matr'izes, balitas de
todas as proporc3i;s; all, tubos, lampadas,
provetes e capailas. Mais longe, escoras,
campnulas, almofarizes, recipientes, cap-
sulas e bo.-aes: uus, limpos e claros, indi-
cando recentes servicos ; outros empoeira-
dos mostrando jazerem alli adormecidos ha
iongos annos.
No tacto, suspensas por compridas cor-
rentes, lampadas de tola a qualidade que
tornavam intil a clarilade que reiuava
no laboratorio.
Esta singular claridade, vermelha e nu-
blada nao '1 imana va do foco do forno rae,
nao obstante, trasbordava de materiaB em
combustlo, mas sim, de un gran le vaso
collocado na frente do forno, e era devido
sem daviia alguma acjo de productos
chimiecs hbilmente combinados.
Tudo, no laboratorio (pois evidentemen-
te a casa em que entrara mostr Eudes era
a um sanctuario de experiencias chimicas,
e um dos mais bellos e mais scientificamen-
te organisados da pooa) tudo no laborato-
rio, raostrava urna actividad febril e um
trabalho in.essante.
De p, junto do forno, estava um ho-
mem de estatura alta e formas robustas, a
juLur pelas pregas da tuaica que a cobria
Vicie Ob P3 at ao pescojo.
Esta tnica, feita de amianto, mas ama-
reliado pelo w30; era fechada n0 decote Por
urna cadeia de ac. .
Um barrete redondo e Uso ajustava-se
sobre o crneo, chegando at aos olhos.
O rosto eabarto com urna mascara guar-
necida exteriormente da **f> e' ^te"
-... n'nm ervstal asolado destinado
nrmente d'um crysta
itra a acr*" uu
k as exhalares dos
oollojados um
Amrn, meu pai! respondeu aque'.ta a
quem mestre Eudes acaba va de dar o no-
[me de Mercurio.
Tardei, hoje.
E' verdado meu pai, o, por ins'antes,
duvidei que chegasae.
Porque ?
Porque julgava que renunciara final-
mente a todas essas cere uonias ridiculas
que acaba de emprogir.
Eudes endreitou-so.
A que chamas ceremonias ridicula ?
perguntou com tom severo.
Aos suppo8tos circuios mgicos tra-
gados na parede, e s palavras a que me
obriga a responder, pronunciadas como
conjuro. Palavras o circuios sao inateis,
bera o sabe, e nao tinha mais que tocar na
molo para entrar aqui.
O velho 'ranzio as sobrancelhas.
Sei que s incrdulo, Mercurio, diste
com tora seceo.
E' verdade, meu pai.
3 ~" Entlo nlo acreditas em nada ?
Era nada.. nao digo.
Entilo em que acreditas ?
Na sciencia.
E em Satana-s ? perguntou mestre
Eudes depois d'mna pequea pama.
Mercurio eneolbcu os hombros.
Quera queSatanaz viesse aqui, disse
ello agarrando n'uina grande tenaz de fer-
ro que manejou com tanta ligeiroa como
se fosse urna simples variaba de avelaira ;
quera qua viesse aqui Satanaz. Agar-
ral-o-bia com estas tenazas e raettel-o hia
no meu forno ao p do qual julgo que to-
das as chamraas do inferno nao silo mai
que fogo de palha, o o conservar atfi,
juro-o, at que me dissesse porque esta
p nao d aos moraes mais do que ap-
parenca do ouro sem lhe dar a realidade.
Entilo, nao acreditas em Satacaz?
replicou Eudes.
Nao, responden- Mercurio.
E nos fjpiritos elementares ?
Tambcm nao.
So te provasse jue existem ?
Mercurio reflaoto, o depois da alguus mi-
nutos :
Escute, meu pai, replicou ello, acre-
dito na sciencia, tenlio-o dito; nilo creio
mais do que era tudo que se corap*e e de'
corapoe. Metta um dos seus espiritos ele-
mentares no cadinho, e, depois da analyse,
direi o que pensei
Mestre Eudes daixou pender a cabeg
sobre o poito.
Este nlo me comprehender nunca,
murmurou elle ; o men segredo no pode
ser d'ello.
Elevando a fronte :
Accusaste-ae de ceremonias ridicu-
las, dssa elle elle em voz alta; nao tana
razio. Ensinei-te a conhecer os homens,
a gdial-os, motar das suas tais absurdas,
triumphar d'elles, sujeital-os tna vonta-
de. Toda a precaucao pouea e eu nao
eerei ridiculo acautelando-me, bem o sabes.
Un olhar indiscreto, um acaso desconhe-
cido e imprevisto, pode surprebender os
a proteger os olhos contra a accao do calor,
e a respiracao
productos empregwios.
Dous tubos de eouro,
dreita, outro esquarda da cabeca, permit-
iera ao ar o penetrar at s vas respuv.-
"T este hornera assim vestido, era impos-
sivel designar-lhe a iddade certa. So soui
movimentos revclavam a forca da mocada
de.
Por momentos, para combater o calor
que havia no laboratorio, o alchynnso ap-
proxinava-sa d'uma pequea janella cul-
locada na grossura da parede, e, levan-
tando um pouco a mascara, aspirava o ar
franco da noite. Depois voltava a oceupar
nossos mysterios, e, entre esse olbar e nos,
dsve sempre existir urna barreira na ap-
parencia sobrenatural, afixn que nenhura
christao tente franquala.
MarcHrio incnoo-sa na signal de coa-
prehensao.
Que fazes ahi ? perguntou o velho
approximando-se do forno. Ouro ? En-
saiaste ; ainda nao chegaste descobttta.
da grande obra ?
Nilo, meu pai, respondeu Mercurio,
suspirando.
Tens experimentado ?
Tenho.
Muitas veaes?
Cinco ha tres dias.
Som xito ?
Sim, sem xito.
Pan
mente ?
Experimenta repetio o velho
responder re-flaxao do discpulo.
Mercurio inclinou-se em signal de obe-
diencia, depois, indo at ao fugo, pegou
n'um cainho, callocou-o sobre a toma-
ina, o deitou n'um recipiente urna certa
quantdade de* mercurio.
Em quanto o metal aquecia, abri urna
boceta collocada ao p d elle, tirou um pe-
queo bocado de cera, fez urna bola, de-
pois, destapando urna garrafa, collocada
n'uma mesa prxima, que centraba uraa
miniraa quantidado de liquido escuro, dei
tou alguna pbgos na bola de cera.
Mestre "udos olbava o som dizer urna
p;.livra,
.Mercurio approximou-se do cadinho e
augmentou o rogo. Dopressa o metal fer-
veu.' Entilo o discpulo deitou-lho a bola
de Qprfl, cobrio o cadinhe, deixou frver
durante o espaco de dez minutos.
Decorridb este totopo, tirou o cadinho do
fogo, destapono e mostrou ao velbo uro1
Lraetal solido que tornera o lugar do uiercu
rio. Este metal tinba todas as apparen-
cias d'uma pequea barra de lat3o.
- M cor! disse o- velho suspirando
com ar de piodade.
Depo's, agarrando a barra cora a ajula
d'uma pequea tenaz, deixou a cakir, so-
bre a pedra que servia de chao.
A barra qoebrou se em qoatro ou tinco
bocados.
V? disso Mercario.
Mestre Eudes som responder uraa paa-
vra, foi at ao lugar em que seu ilho col-
locara a garrafa cora o tal liqu'do es raro-.
Pegou n ella, exanHDOu-a com attengilo,
deitou alguns pingos- na palma da niilo que
levou aos labios par1 moldar a ponta da
iingua, depois repellio a garrafa riada ir-
nicamente.
Quo teta, meu pai* pergunto Mer-
curio, offooddo pala pactoiaina expresiva
do velho Babio.
Urna dissolucao de ouro no acido
ntrico e sal raarnho, o elixir verraclho do
Geber I exclamou Eudes cora indignado.
E' este o teu p de projeoc ? Eis o- re-
sultado do quiaao annos doealudos pasea-
dos a meu Ja lo !
Meu pai..-. balbucru M rrario.
Nilo quero-desculpas 1 quero obras 1..*
P5e- um cadinho na lome!
Mercurio obedecen.
Faz derrater chumbo... a quantid*-
de qao quizeres;.. Bora I accreseentei
Eudes vendo cunivrir as suas-oriens.
O chumbo derreteu-so rapidanaente.
Mestru Eudes reeuou um pouco, metea
a mito na algibeira do seu glbfto e tirou urna
garra&oba feita do metal. Abnu-a e tirou
de deatro tres giiloa quo deitou no cadi-
dioho-.
Tapa I disse elle a Mercurio, com
voz imperativa. Aquece quanto poderes
Mrcurio dando ao folio augmentou o lu-
me, oo calor tomou se tal quo as retortas
collocaJ-.i as prateleiras estala-
de vidro
rara.
Basta
disse Eudes.
Entilo, tomando as mos a tenaz que
seu filho abandonara, pegou no cadinho,
elevou-o e deixou-o cahir da mesaaa forma
qua nuera baer* antecedente.
O cadinho quebrou-ae ; mas desta vez
a pequea barra fioou inteira no centro des
dest/ocoe.
O corpo solido- f mu-manco Mercu-
rio.
Eudes pegou -na barra, sorapro com a
ajuda das tecaacs, e deitou-a n'um vaso.
cheio de agua fresca; a agua poz-se a
ferver ao contacto do- metal incandescente.
Quando elle esfrioit, o velho poz o pedal-
eo de metal sobre urna mesa.
Examina .! disse ell j com ar trir.ta-
pbante.
Mercurio itrou de urna das gavetas de3sa
mesiua meza urna barra quasi do mean
tamanho da. que fura fundida debaixo da
direccSo do velbo.
Esta barr* era de ouro.
rOLHETlM
MATHIASSANDORP
POR
JULIO VEOS
Approximando as duas barras examioou
as oom ecrupulo8a attenyao.
A tnesraa cor I disse elle.
Dapois deitando ca la urna nos dous pra-
tos de urna balanca :
- O mosrao paso I accrascentou ello.
Entao, pagando na priraeira, aollocou-a
na superficie poli la de urna bigornia, po-
gou em ura grande martello, elavou-o cora
ambas as mos reun las a altura da oa-
bega, e desoarregou uraa for.uidavel m .r
dlaa.
O bocado da metal araassou se, mas nilo
saltou ni;nhuraa estlha : fon Jeu se somonte
ao centro.
Ouro! ex.Ianou M rrari) rjcuinJo,
ouro I
Cortamente I r.-spondeu o velho.
Esta bocado do chumbo tomado em
ouro o mais puro 1
Tu o vs I
Milagro! exelamou Mercurio1.
- Scienjia disse severamente nresrj
Eudes.
- Mis, mea pae. .. essa p cora t aju-
da do qual acaba da fnneeionar. ..
- Esse p, meu filho, 6 o verdadeirj p
de projc9So, a pedra philosophal I
possue esse aegrodo T
Bem o vs 1
Coramuniear-mro*-ha ?
Sim.
Meu pai I.. disse o discpulo.
I Mas, ioterrompeu Bules coas sorriso
irronicor nfto acabaste a oyercao. Expe
rimenta cem pedra de toque.
Mercurio apressou-se em beleccr/mas
apenas teutou a experi -n ia deu um grito.
Nao "ouro! murmurou com adraira-
c3o e tornando-so pallidu.
O velho ro.
Essa.barra nilo tera cor, a flexibili-
dade e o peso ? perguntou elle.
Tem, respondeu o- ebimi -o.
^ Tu proprio, sabio- perito, nft o tO'
ataste por ouro antes de o toares f
Sim tem a ine&na apparencia.
Bam quando apresentares dioheiio
ero ouro a qualquer commereiante para
pagares o que compras, elle nilo se conten
ta s cora a apparencia, ou traz por ? tura sempre comsiga urna-pedra para tO'
car o metal ?
K' verJade^
Logo este metal our>,. pois que f*z
o mesrao sarvijo queo ouro paro.
Entilo o p de prdjecgio- dSo existe ?
Existe, sim, o bem vs os seus re-
sultadoe;
Moeda falsa 1 disse Mercurio enao-
lbcndo os hombros !
Verdadeira I iospondeu imperiosa-
mente o v Iho, verdadeira, po3- corre co-
mo tal e offereee te as>--me3mo4 vaotagens.
Reflecte, meu filho! De qu* te servira a
possibili lado de fazc-r ouro ? Urna vez
quo possas eatisfazer teua gostos^ desajos
e caprichos, nao, ease o ponto esson-
cial ?.. Que te importa a reali lade,. quan-
do a apparencia to ccraduz ao mesrao tira ?
< E' da reproducido de un> metal que
deve ocoupar-so a intalligea ;ia huutana ?
Nao 1 o segredo do poder nao 6 esse, sei
aonde elle se encontra_, o deprassa o pos-
suire Qu nt > a essa barra, cuaba dola
escudos de ouro do {franco e pttidaie com
a efigie do re de Hespanha: aposto que to-
dos os roceborSo por dinhero bom-. Essa
p de projec^ilo que sei compor, nilo vale
tanto como-a peira philosophal \
Tem razSo, meo pai I oxdamou Mer-
curio convencido pelo singular discurso de
de mestre Eudes. De que serve a pureza
da materia, se a iinitacJlo pode engaar os
outros homens 1
Bem, meu filho disse Eudes sorrin-
do-se. Saber engaar urna sciencia ainda
mais til e lucrativa que todas as que nos
e8tudamos. Eitou contrato comtigo. Fui
instruido de todas os detalhes da tua
expedido na ultima noite a> palacio Mer-
CCBOr. Bem mostras que as tuas veas
d posicSo as riquezas era que os teas se sa-
ciavam. Ob! conheco o sedimento que os
anima a todos I E esse prazer, j o gozei.
Hoje, a idado priva me dessas alegras dea-
onbecidas dos outros homens, mas sou
f-diz pai, Mercurio, e vejo me reproduzido
em raeus filhos.
M^riurio nilo respondeu, e a mascara
impedio de ver a expressilo de seu rosto.
O de Eudes replandeceu do aiegria :
seus pequen is oltjos brilharam como dous
diamantes, e agitarara-se entro as palpe-
bras.
Era quinto avahas o roubo? pergun
tou elle V
Em mil escudos.
- Puf! fez- o v llia. Este3 Lorenos sao
uns bigorrilhas. Fez-se a partilha ?
Sim, meu pai.
E' o quo nosso ?
P.irtio esta manhl, b?ra eiraltido,
para as grutas do que ReynoM sabe o se
grelo.
Muito bem O tres deve- igu l-
mente partir esta noita dr-pois do l/aile.
Sim, mau pai !
Eudc-s, olhou Mercurio sara proseguir a
conversayto: os olhos do vblhos dirigiram
so sol)ra o chamico com expressilo sirygu'
lar: a oveja, ainquietacilo e a colera ham-
se n< lies.
- lia instantes em qua mo inquieta-
pela sorte do* trej; em que iov^jo o des-
tino que lhos de>! Felizas Que' nao te-
nho feito por teles, eu qua s lo lutei tan-
to terapo contra a sociodade inteira I...
Dei a cada um a sciencia na sua esplend
da "xtmsa'o !... Paz sua disposi^ao to-
dos os seus deste mundo I. .. Arranquei
dos seue coracSes a piedade, a eonanga,
e genercwi lado, a bondade. todos essis ins
tinelos estpidos que st> t"*azom corasi^o
dores e prtvaySas I. ..- Desenvolv-lhss a
forea physiea e o podar moral como o
coraprehendo 1 Nada lhes impo83vel
boje, pois tudopodera tentar sera que obs-
tculo alga* os estorve f Para onde vao Mfc^^ f" ^endeu-se, re"torndo-s.
bio velbo era .vm larga quo comprida, e
urna grande porta, t,zeah franta para a
quo da va sobre o corredor, abra-so aa sua
eztremidade.
Essa casa, guarnecida do* altas parades
e recebando a luz dj da -por' ara tocto d
viJifacaa,- offerocia ao olhar un espoctaculo1
mais extranho ainda que o apreSeiitado pe-
lo laboratorio em quo trabalhava Mercurio.
Quatro archotes do resina accesos, collo-
cados nos quatro ngulos, alumiavara o in-
terior da casa.
A' dreita e esqaerda estavam gaiofa
com grades de ferro era cujo centro havia
uraa est ha passagera.
Estas gaiolas, div'idrdas em reparticSe
eguaes, com vinte ps de compriaaeato, e
m-tde de largura, paf-etsm destinadas
a encerrar aniraaeF selvagens, pois ura pes-
pessimo cheiro incoinmodara desr-igradavcl-
mente os ervos olativos.
Na oceaslo em que mestre'Fudpsentra-
trava n'esta ingul&r casa, cstavars 43
gaiolas vsirts excepco do ama situada
no centro direita.
Centraba um tigre de raca a ra'air apu-
rada. A' approxiraajo de Eudes deu ur*
rugido gutturak
O velbo, en vez de aa intimidar, or-
riu se ecaminhou-at gaiola.
Bacoho disse o mag'co pondo g-mXo
direita sobra a gaioa. Ests ainda nsuito
feroz, neessario que rao encarreguo d
acabar o teu ensiao-.
OUvindo os sons le urna v.iz humana, V
igra parecen querer avangar.-
O velho apaiou sobre a grada a outra'-
raHoj e, approximando o rosto, fixou o
seu-olhar sobre o terri-/el animal.
Esta olhar, claro, mperioeo- e incisivo,
erusou-se cora o do aairaal: rsa", cousu
sngalar, nlofoi o hornera que s destacoa
cora terror, foi depois do-alguns segundos
da resistencia, o tigre que se dewiou va-
garosamente mostrndose tmido.
JVs palpebras Jo rei das- florestas1 india-
nas abaxarara-se, e dando um rugido do-
4| I Alil'A PARTE
(Contiuuaco do n. 13)
II
i nsa experiencia do donlor
Experimente! Ordene quo dm li-
berdade de accao a esse Carpena !. .. Por
mais aegnranca, quando elle sabir da pe
nitenciaria, reco nmende que um ou dous
guardas o sigara de longe. Elle far tudo
quanto eu acabo de dizer 1
Estamos de accordo, e quando qui-
zer...
Sao quasi oito horas, respondeu o
doutor, consultando o relogio. Poisjs no-
ve horas T
Soja, o depois da experiencia ?
Depois da experiencia, Carpena vol-
tar tranquilamente para o hospital, sem
mesmo conservar a menor lembranca do
que se tiver passado. Eu o repitoe a
nica explicarlo que se pode dar desse
phenomeno Carpena estar debaixo de
urna influencia suggeativa partida de mira
e, na realidade nao ser elle quem far to-
das essaa cousas, serei eu!
O governador, cuja incredulidade a res-
peito desses phsnomenoB era mauifesta, es-
creven um bilhote, que ordena va ao chefe
dos guardas dos guardas do presidio que
deixasse ao condemnado Carpena toda a
liberdade, com entando-se com fazel-o se-
guir de longe. Esse bilhete foi immedia-
tamente levado penitenciaria por um em-
pregado da residencia.
Terminado o jantar, os convivas levan-1
taram-so, e a convito do governador passa-
ram para a sala grande.
Naturalmente, a conversa coatinuou so-
bre os diversos phenomeaos do magnetismo
ou do hypnotismo, que dio lugar a tantas
contraversias e que contara tantos, crentese
tantos incrdulos.
O Dr. Antkirtt, emquaato eirculavam
as chicaras de caf por entre o fumo dos
charutos e dos cigarros, que os mesraos
Hespanhes nao desdenhavam, relatou vin-
te factos de que tinha sido testemunha ou
autor, no exercicio da sua profisslo, todos
indiscutiveis, mas quo a ninguem parecc-
ram convencer.
Accrescentou tambem que essa faralda-
de do suggestao devia preoecupar muito
seriamente os legisladores, os criminalistas
e os magistrados, porque poda ser exerci-
da com um fim criminoso. Incontestavel-
mente, gracas a es.es phenemenos, havia
casos em que muitos crimes podiam ser
commettidos, cujos autores seria quasi im-
posaivel doscobrir.
De repente, s nove horas menos vinte
minutos, o doutor, interrompendo se, disse:
Carpona, neste momento sabe do hos-
pital 1
E um minuto depois accrescentou:
Passou a porta da peni ten aria !
O tom em que essas palavras foram pro-
nunciadas, nao deixou de irapressionar sin-
gularmente os convidados da residencia.
S o governador contiuuou a abanar a ci
bera.
A conversa continuou com opinioes pro
e contra, quasi que fallando todos ao mes-
mo tempo, at o momento -eram nove ho-
ras menos cinco minutosem que o dou-
tor intsirompeu-a pela ultima vea, dizen-
do:
Carpsua est porta da residencia.
Quasi ao mesmo tempo um criado en-
trou na sala e disse ao director que um in-
dividuo, trajando como os deportados, pe-
dia com insistencia para fallar-lhe.
Deixe-o entrar, respondeu o gover-
nador, cuja incredulidado comecava a ce-
der evidencia dos factos.
Soavam nove horas quando Carpena ap-
pareceu porta da sala. Sem parecer ver
nenhuma das pessoas presentes, comquanto
do, como se estivessa elle mesmo sob o im-
perio da urna hallucinacJto, nao soube, a
principio, que responder.
Pode concedcr-lbe o pardSo> dissa o
doutor sorrindo. Ella nao se ha de le in-
orar de Dada disto.
Eu t'o concedo, respondeu o gover
nador com a dignidade do rei de todas as
Hespanhas.
E a esse perdi, senhor tornou Car-
pena, ainda ajoelhado,, se quaaesse accrea
cantar a cruz de Isabel.. .
w Eu t'a dou I
Carpena fez entao o gesto de tomar um
ubjecto quo lhe ti-vease dado o governa-
dor, prendeu ao peito urna cruz imagina-
ria ; depois levantou-se e sahio rocaando.
erre o meu sangue
Ob devas sen-
tir grande prazer em engaar a vigilancia
dos criados, e matares e ro-ibares, e man-
dares, como se fossea don, na habitadlo
mas o
gar a Carpena a tomar o caramba ;
gobernador, sabendo que a evasao era im-
pcjssivel por esse lado, ordanou que o dei-
xiwsem livre.
Entretanto, Carpena, em cima de urna
das rochas, par^u como se tivesse ficado
immobilisado nesse lugar por algn poder
irresistiveL Nlo teria podido lova itar o
p era mover a perna, se-o quzesso. A
vontade do doutor, que o diriga, pregava-o
ao solo.
O governador obsarvou-o durante alguns
instantes; depois, dirigndo-3e ao seu. hos-
pede :
Meu caro Sr.
doutor, quor a gente
ha de subraett-.-c-sa
tivesse os olhos perfeitamente abertos, di-
rigio-se ao governador e ajoelhando-se dian-
te delle :
Senhor, disse elle, pego o meu per-
di 1
O governador, absolutamente confundi-
Dessa vez, todos os assistentcs, subju
gados, o acampanharam at porta da
residencia.
Quero acompanhal-o, queso velo ven-
tar para o hospital l exelamou, o govoroa-
dor, que lutava oomsigo mesmo, come re -
cusando ceder evidencia.
Yeoha, respondeu o. doutor.
O governador, Pedro Bathery e o Dr.
Antkirtt, acompanhados de algumas ou
tras pessoas, tomaran o mesmo caminho
que Carpena, que dirigi-se para o lado da
oidade. Namir, depois de o ter espiado
dosde a sua aahida da panitenciana, es-
gu uranio se pela sombra, continuava a ob-
servar.
A noite era bastante escura. O Hes-
panhol carainhava pela estrada com passo
regular e sem hesitar.
O governador e os que o acompanhavam
conservaram se uns trinta pasaos atrs
delle, com os dous agentes do presidio, que
tinham ordem de nlo o p arder de vista.
A estrada, ao approximar-se da cidade,
contorna a enseada que forma o segundo
porto, desse lado do rochedo de Ceuta.
Na agua, immovel e negra, trema a re-
verberarlo de duas ou tres luzes. Eram
as portinholas e o fanal do Ferrato, cujas
formas d augmentadas pola escuridlo.
Chegando a esse lugar, Carpena sahio
da estrada e tomou direita, na direoylo
de urna porese da podra com cerca de doze
ps de altura sobre o mar. Sjm duviia,
um gesto do doutor, que ninguem vio, tai-
vez, mesmo urna simples suggestlo mea-
tai da sua vontade, obrigou o Ilespanhol a
modificar assim a direcelo que levava.
Os agentes manifestaran!, entlo, a in-
tenclo de apressar o passo, afira de obri-
queira, quor nlo
evidencia I...
Agora est convencido, bera conven-
cido, Sr. governaior ?
Sim, bem convencido de que ha cousas
era que preciso acreditar como- um bruto I
Agora, Sr. Dr. Antkirtt, suggira a e*se
hornera a Mea de voltar inmediatamente
para o presidio / Affonso XII lh'o ordena!
O governador, apenas profario essas pala-
vras, e Carpena, instantneamente, sem
mesmo dar um grito, atrou-se as aguas
lo porto. Seria um accidente ? seria um
acto voluntirio da sua parto? Toria elle,
por alguma circunstancia fortuita, escapa-
do ao poder do doutor? Ninguem poda
dizel o.
Correram todos para as rochas, eraquan-
to os agentes dosciam a urna pequea prau
que ha nesse lugar... Nao havia mais
vestigio de Carpona; 'algumas embarca-
roja de pes ja loros ohegaram a toda a
prossa, bem como as do yacht a vapor.
Foi intil. era se encontrou o cadver
do deportado, que a corrente devia ter le-
do para o largo.
Sr. governador, disse o Dr. Ant-
kirtt, sinto muito que a nossa experiencia
tenha tilo esse desfecho trgico, quo era
impossivel prever.
Mas como explica isso que acaba de
acontecer ?
Pelo motivo de haver intermittencias
no exercicio desse podar sugge3tivo, cujos
efleitos o senhor nlo pode mais negar 1
Esse homo n escapou-ms por um momonto,
o que nao duvidoso, e, quer tiresse urna
vertigem,:quer houvesse para isso qualquer
outra causa, elle cahio das rochas E' pa-
ra lamentar, porque perdemos um sujeito
verdaderamente precioso!
Perdemos um tratante, e mais nada,
disse philosophicamente c governador.
aanliores! Nenhu-n praa^r, nenhuma s*-
tiifauo lhes sao deseoahecidas. Poden
desuer e subir a escala segundo suas fan*
taatas I Oraras ao Dome e titulo que soubo
dar-hes, cada ura dos tres pode alterna
vmente approximar-te do prupro rei! Aos
tres- as prazeres de todas a qualdades,
para mira os estados diffiseis e a inacelo 1
Oh I se eu fosse anda moro quanto essa
exisbtscia me parecera belfa Oh a mo-
ctdada cora as Mas paixoes tumultuosas,
alegras loucas desejos ardentes 1. O
aue ao p deffi a experiencia da ida-
do?.,.
Mestre Euiesioterrorapau^?, agitan lo
a uabeca.
Mas, replicou elle cora orguibo, do-
iciuo-o ainda e domiual-os-bii sempre.
drtamcute, laeu pai l disse Marou-
ris cora irapadenc.
OVadho nao vio o gasto pouco respoito-
so do seu filn, ca as palavras pronuu-
ciaias por Mer:ura pareceram-tiral o das
retiexSe em qua estava submergido.
A mira a setnela disse cora preci-
ptalo. Quem sabe aonde ella me condu-
zir T Quem sabe se a pedra philosophal
nlo uraa verdade desconhecida ? Acert
eu,.depois. ..
Mistre udes nlo acabou.
Ett, vai chegar, continuou. mudando
de tora e dirigindo-8e a Marcorio.
Bem, meu pai, respondeu elle-
Vai esperal-o.
Irei.
Sem que possa verte, como sempre,
advortir-me-has, em seguida vigiars, Mer-
curio, e est prompto ao mau.- priraeiro
sigcal.. Porque deve ir, sei; mas u>na vez
que entre em nossa casa u.",j devo mais
sabir.
TJestre Eules deixou entilo o laboratorio
e entranhou-se na galera da direita om
cuja extremidades disseraos j, havia uraa
porta que o velhe empurrou com a mo.
CAPITULO XXII
O TIGRE REAL
A casa em que acabava de entrar o sa-
E foi essa a uaica orarlo iunebra de
Carpena.
O doutor e Pedro Bathory despedirara-
se entlo do governador. Devam partiT-
para Antkirtta antes de amanltecer, e agra-
Uejeram ao governador o bom acolhiman-
to que lhes tinha dado- na colonia hespa-
nhola.
O governador apartou a mo do doutor,
desejou lhe boa viagera, depois de faajl-o
prometter que vol aria, o tomou o caminho
da residencia.
Talve* o. leitor j.ulgue que o Dr. Ant-
kirtt abasou ura pouco da boa f do gover-
nador de Ceuta. Pode criti ;ar o seu pro-
cedimiento nessa oceaslo, nlo ha duvida !
Mas nlo convra. esquecer a que obra o
conde Matlas Sandorf tinha consagrado a
sua vida, nem o que tinha dito um da :
< Mil caminaos... um fin.*
Tinha tomado um dessea mil caai-
nhos.
Alguns mamentos depois, urna das em
barcajes do Ferrato levou para bordo o
doutor e Pedro Bathory. Lugi reeebeu-o
no prtalo.
- Esse hornera ?\ .. perguntau o dou-
tor.
Segundo aa suas ordena, respondeu
Lugi, o nosso escaler, que a espreitava
porto das rochas, recolheu-o depois da que-
da e eu raandei fochal-a em ura camarote
de proa.
Ei'ta nao disse nada ? perguntou Pe-
dro.
>- Como poderia elle fallar ?... Est
como adormecido e nlo tem consciencia
dos seus actos 1
Bem I respondeu o doutor. Eu quiz
que Carpena cahissa do alto desses roche-
dos, e elle eahio I Eu quiz que ello dor-
misse, e elle dormio !... Quando eu qui-
zer que elle despert, ha de despertar I...
Agora, Luigi, mande suspender a ancora
e partamos.
A caldeira estava com presslo e em pou-
cos minutos o Ferrato, depois do entrar no
alto mar, aproou para Autkirtta.
mecheu, conser-
debaixo de seu
III
Dezesete veaes
Dezesete vezes ?
Dezesete vezes I
Sim !... O vermelho ganbou
sete veies 1
E' possivel ?
Mestre- Eudes nlo se
vande sempre o animal
olhar dominador.
Era ura bailo espectculo o que aprasen-
tava esta velbo de cabello, cr barba branca,
tremendo.'he as mos, esrabelecrado- as-
sim, pela forc de sua vontade, a supario-
ridada humana sobro o poder material'de
ukb animal feroz.
Ao mesrae tonpo, a porta situada- do-
lado opposto aquella por qua entrara o-sa-
bio", abriu-se rurn novo personagem traes--
pos o limi-iar.
Essa personsgem era um homem de alta
estatura, egual de Mercuria.
As mesmas proporr3es, grossura, gestos
e andar.
A simultanea -podta ser perfeitissima jois,
assiua como Mercape tinha o rosto coberto
com uraa mascara da amianto e cristal, o
do segn lo personagom desapparocia, tres
quartas partes dra-aixo de usa mascara de
veludo preto q'je s<> deixava-ver os oH03
e os labios.
CalyiJas pretos, giba) da me3raa cr,
designando as admiraveis proporro?c.
O novo recem-chegado, v-endo o velho,
caminhou apressada nente na espacie de
corredor qua ha-via entre as- duas ordens
de gaiolas.
Deixara a porta entreaberta.
Quasi ao mesmo tempo entrara-- pela
mesnia abertura dois cosipsnhiros cujo
as acto era Buffiatent* para fazor desfalle-
cer de susto um homcm de coragera ordi-
narin.
O primeiro era ura enorme leao, de ju-
ba comprida e andar magestoso.
O segundo era urna panthera preta de
Java, pequeas proporcoos, mas ayo olhar
mostrava instinctos carnvoros.
Leao e panthera pareciam vver em
grande intimidde, pois. preeiptaram-se
jautos, entregando-se a alegres-ivertime-
tss.
(Cactinua).
Talvez seja impossivel, mas facto !
E os jogadores temarara contra ssa
cOr t
A banca ganbou mais de noveceqtos
mil francos.
Dezesete vezes t.... Dezesete ve-
zes !
Na roleta ou no trinta qoarenta 'i-
No trinta e quarenta!
Ha mais de quinze annos qae isso
nlo acontece.
Quinze annos, tres mezes. e quatorze
dias, responden framente um velho juga-
dor, pertencento honrada classe dos
proraptos. Sim, senhor, e, minudencia
ouriosa, oi no verlo, a 16 de. Juoho da
1867.. Eu sei disso.
Taes eram os ditos ou antes as exclama-
roes trocadas no vestbulo e at no pers-
tylo do Cercle des E'trangers em Monbe
Cario na noite de 3 de Outubro, oito dias
depois da evaslo de Carpena da peniten-
ciaria hespanhola.
Em seguida, dessa chusma de jomado-
res, homens e mulsercs de todas as. nacio-
nalidades de todas as idades, de todas as
classes, parti um murmurio de eathusias-
mo. Pareciam querer acclamar o verme-
lho, cerno o teriam feito ao cavallo que
ganhasso o premio grande as corridas de
Longchamps ou de Epsora I Na verdade,
para essa popularlo, um tanto mesolada,
que o velho e novo-mundo despejam quoti-
tidianamente no pequeo principado de Mo-
naco, essa c serio de dezesete tenha im-
portancia de um aoontecimento politice,
que raodificasse as Luis do equilibrio euro
pea.
E' de suppr que o vermelho, nessa ob-
stinarlo um pouco extraordinaria, tivesse
feito muitas victimas, porque os lacros im-
porlavam em somma consideravel. Quasi
um milhlo, dizia-se nos grupos, o que ir-
dicava que a quasi totalidade dos jogado-
res tinha apostado contra essa serie inve-
rosmil.
Entre todos, dous estranhos tinham sido
victimas do que os que os cavalleiros do
panno verde charaam o caiporismo.
deze-
[(Coi\tinuar-teha.)
t
Tvp. do Diario roa Duque de Caziu n. 42.