Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19591

Full Text

AMO Lili NOMBRO 13
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE NA SE PACA PORTE
Por tres mezes achantado*
Por seis ditos idem......
Por tus anuo dem......
Cada numero avulso, do mesmo da.
60000
120000
240000
0100
17 DE JANEIRO DE 16
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados.
Por nove ditos idem......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
200000
270000
01JO
DIARIO DE PERNAMBUCO
{hHjrciefofct te JHaiucl Jigverfa >e /aria & ftyoz
1

TELEGRAMMAS

ssaviso :a".::::u" so diabio
RIO DE JANEIRO, 15 de Janeiro, s
9 horas e 30 minutos da noite. (Recebi-
do s 6 horas da manha de 16, pela linha
terrestre).
Foram elelio* cm 1. escrutinio :
3. dlstrlcto de S. Paulo. Dr. Fran-
cisco de Paula BodriRue Alves (C) i
I. liwirioio do Paran Dr. Manoel
Eufrasio Correa (C) t
. dlwficio do Ble de Janeiro,
conselnelro doao Manoel Perelra d a
Silva (C) i
I. dlstrleto do Rio de Janeiro. Dr-
Manuel Peliolo de Lcenla Werne-
Cl (C).
VICTORIA(Espirito Santo), 16 de Ja-
neiro, s 8 horas e 45 minutos da manha.
(Recebido s 9 horas e 15 minutos, pela
linha terrestre).
Fui elelto em 1. escrutinio, pelo
l.o dlstrlcto. o Dr. Joaquina llattoso
Duque Estrada Cantara (C).
NOTORIA, 16 de Janeiro, s 8 horas
e 50 minutos da manha. (Recebido s 9
horas e 55 minutos, pela linha terrestre).
Pelo ." dlstrlcto desta provincia
fot elelto. em 1. escrutinio, o con-
selnelro Jos Fernandes da Costa
Perelra dnnlor (C).
PARA', 16 de Janeiro, s 10 horas e 25
minutos da manha. (Becebido s 11 horas
e 30 minutos, pelo cabo submarino).
Fol elelto em 1. escrutinio, pelo
1. dlstrlcto desta provincia, o Dr.
Jase Ferreira Canto (C).
RIO DE JANEIRO, 16 de Janeiro, s
10 horas e 30 minutos da manha. (.Rece-
bido s 11 horas e 25 minutos, pela linha
terrestre).
Foram elellos em 1." escrutinio t
d.o dlstrlcto do Dio de Janeiro, con-
selnelro Tnoaaas Jos* Colno de Al-
melda (O i
l.o dlstrlcto do Dio de Janeiro.
Dr. Antonio Candido da Cunta fcel-
tfto (C) i
t." dlstrlcto de S. Paulo. Dr. Jos
Lu/, de Almelda *ofuelra (C) i
1. dlstrlcto de Santa Catnarlna,
Dr. Alfredo de Etcracnolle Taunay
(C)l
1. dlstrlcto do Espirito Santo. Dr.
joaquim Hattoso Duque Estrada
Cmara i-) i
S. dlstrlcto do Espirito Santo, con-
selnelro Jos Fernandes da Costa
Perelra Jnior (C).
Pelo 9.o dlslrlcto de s. Paulo vao
A *." escrutinio o conselnelro Mar-
tina Francisco Blnelro de Andrade
(1a) e o Dr. Manoel Perras de Cam-
pes Salles ()
BHIA, 16 de Janeiro, s 11 hora e 50
minutos da manha. (Recebido s 12 horas
e 45 minutos, pelo cabo submarino).
Foram eleitos em 1. escrutinio
por esta provincia <
S.o dlstrlcto. Dr. Arlstldes Augusto
Milln (C)t
S. dlstrlcto. Dr. Jos Marcelino de
Sausa (C) t
C. dlstrlcto. Dr. Amerlco de Sonsa
ornes (C).
MACEIO', 16 de Janeiro, ao meio dia.
(Recebido s 3 horas o 5 minutos pela linha
terrestre).
Fol elelto esa 1." escrutinio, pelo
S.o dlstrlcto desta provincia, o Dr.
IiUiz Antonio Morelra de Mendonca
NATAL, 16 de Janeiro, 2 horas e
30 minutos da tarde. (Recebido s 5 ho-
ras e 15 minutos, pela linha terrestre).
Os callelos que faltan do 1.* dls-
trlcto. nao lofluem mals no resul-
tado j Esta elelto o Dr. Tarqulnio
Braulio de .Sonsa Amagan trio (C).
Do >* dlstrlcto covnecldo este
resultado
Padre Joo Manoel tu
Dr. Morelra Brando as
Dr. Mifuel Castro 10
PARAHYBA, 16 de Janeiro, s 2 horas
e 32 minutos da tarde. (Recebido s 7 ho-
ras e 40 minutos da noite, pela linha ter-
restre).
O resultado do l. dlstrlcto faltan-
do apenas Alnandra com 19 elelto-
res. este
Dr. Anlslo Salatlel (C) ASI
Dr. Manoel Carlos SOS
EstA. portanto elelto o Dr. Anlslo
salatlel Carnelro da Cunna.
A votaco conbeclda do S. dls-
trlcto esta i
Conselbeiro Henriques 1SS
Dr. Albino Meira lOl
A votacao conbeclda do 3. dlstrlc-
to esta i
Dr. Severlano de Sonsa SAO
Dr. Evaristo Co vela SI A
ARaCAJU' (Sergipe) 16 de Janeiro, s
7 horas da noite. (Recebido s 10 horas
da noite, pela linha terrestre).
Foram el el ton em 1. escrutinio por
esta provincia <
9." dlstrlcto. Dr. Pedro Antonio de
Ollvelra Bibelro t i
3. dlstrlcto. vivario Olvmplo de
Sonsa lampos (C).
S-S7153 Si A&SJTCIA 2*7AS
(Especial para o Diario)
LONDRES, 15 de Janeiro.
Diversas das grandes potencias da
Europa aceltam a unlao da Boum-
Ha com a Bulgaria.
PARS, 16 de Janeiro.
Os diversos grupos republicanos
separarana-so de novo.
taria de 23 do passado, communicado em
officio da repartilo do ajudante general
a. 9,444 de 28 do mesmo mez, concedido
ao Sr. tenentn do 15" batalhao de infanta
ria, addido ao 14 da roesma arma, Fran-
cisco Evaristo de Souza, dous mezes de
licenca, com sold simples, em cujo goso
entra nesta data, para acompanhar sua
mulher ao interior da provincia; assim
fajo constar a guarnicSo para os fins con-
venientes.
(As8gnado) O brigadeiro, Agostinho
Maraes de S, commandante das armas.
Conforme. O tenente, Joaquim Jor-
ge de Mello Filho, ajudante de ordena in
terino, encarregado do detalhe.
LONDRES, 16 de Janeiro.
O vlce-rel da Irlanda acaba de da r
sua demlssAo.
VIENNA, 16 de Janeiro.
A Servia exocuta ostensivamente
preparativas de guerra contra a
Bulgaria.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
16 de Janeiro de 1886.
PARTE 0FFIC1AL
Thesoiiro Provincial
despachos do dia 15 de janeiro
de 1886
Joaquim Franco de Oliveira. Satisfei-
to o que exige o Sr. contador, ser atten-
dido.
Joao Bernardo de Moura e officios do
Dr. chefe de policia.Informe o Sr. con-
tador.
Oontas do commando do corpo de poli-
ca.Haja vista o Sr. procurador fis-
cal.
Joao Gregorio Pereira Gomes, Joanna
do Reg Maia, Antonio Pereira do Monte,
Jo3o da Costa Pereira, Joaquim Jos Al-
vares e Jo3o Fernandes Marques. Escrip-
turc-se a divida.
Montepo Popular Pernambucano. Ao
thosoureiro para osdevidos fins.
Governo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 14 DE
JANEIRO DE 1886
Alejandre Hvpolito Vercnsa. Nada ha
que deferir, visto achar-se relacionado o
debito a que o supplicante se refere.
Companhia Pernambucana. Informe o
Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Secretaria da presidencia, de Pernambu-
co, em 16 de Janeiro de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Kcpartico da Polica
Seccio 2.*N. 47.Secretaria de Po-
licia de Pernambuco, 16 de Janeiro de
1886.Illm. e Exm. Sr.Participo a V.
Exo. que das communicacSes da Casa de
Detenc3o consta terem sidos recolhidos
ante hontem n'aquelle estabelecimento os
seguintes individuos de nornes Jos Fran-
cisco dos Santos, Severo Jos Francisco,
Rozendo da Cruz (escravo), Luiz Joaquim
Ferreira, Felippe Antonio da Costa e Jos
Benvenuto da Silva, tolos por disturbios,
sendo o primeiro de ordem d) subdelegado
da freguezia de Santo Antonio, o segundo
do do 1. districto de S. Jos, e os domis
do do 2. districto de S. Jos.
Hontem foi recolbido apenas o individuo
de nome Jos Lauriano, que fora preso
pelo subdelegado do 1. districto da Boa-
Vista, por uso de armas defesas.
A eleicSo a que se proceden hontem
para deputados assembla geral, nos 1.
e 2. districtos da provincia, correu pacifi-
camente, sem a menor alterac&o da ordem
publica.
E' de crer que nos demais distrijtos, de
alguns dos quaes j ha noticias, tenha o
pleito tambem corrido regularmente, gra-
jas s providencias tomadas por V. Exc.
e constantes recommendacSes em ordem a
que fossem respeitados os direitos do ci-
dadao na livre manit'estacao do voto.
Pelo delegado do termo de Floresta
foi remeitido ao juizo competente o inqua-
rito policial a que procedeu contra Joanna
Mara da Conceico, como autora de um
roubo praticado a'.li. em casa de Aureliano
Izidro da Rosa.
O cidadao Epiphanio de Franca
Mello, assumio hontem, na qualidade de
1. supplente, o exeroicio da delegada do
termo de Olinda.
Deus guarde aV. ExcHJin. e Exm.
Sr. conselbeiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli :ia, Antonio
Domingos Pinto.
,------- isoaa
i ominando das Arma
QUAKTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBUCO, 16 DE JANEIRO
DE 1886.
Ordem do dia n. 62
Havendo o ministerio da guerra em por-
Coosulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 14 DE JANEIRO
DE 1886
Mendes Lima & C. Deferido, com re-
lacao a 120 saceos soraente, de aecordo
com a informacSo, visto nao se ter obser-
vado o disposto na lei n. 704 de 5 de Ja-
neiro de 1886 e o edital desta reparticio
de 5 de deaembro de 1885.
Manoel Agostinho Pontes e Andr Affon
so de Carvalho."Em vista das informa-
cees nada ha que deferir.
Franco Xavier Ferreira.Deferido de
aecordo com as informaeoes.
Joaquim Anto Pereira. Sim, de aecor-
do com ns informacSes.
Francisco de Souza Chaves. Sim, vis-
to as infor macees.
Generosa Francisca da ConceijSo.
Sim, de aecordo com as infrmac3es.
Cluadino do Espirito Santo B.Deferido
em vista das informales.
Hermina Costa & C. -Deferido, de ae-
cordo com a informadlo do Sr. chefe da
1' secc&o.
Mendes Lima & C, Antonio Jos Pedro
Goncalves, e Jo3o Vctor Alves Matbeus.
~ Informe a 2* seccSo.
Jo8o Ausberto Lopes.A' l* scelo
para os devidos fins.
-------------aaoar----------
Cmara Municipal
Peticdes despachadas no dia 3 do cor-
rente, pelo Sr. vereador commissario de po-
licia:
Bernardino Jos da Silva Maia, pedindo licenca
para mandar desentopir o cano de esgoto de sea
predio n. 6o, ra do Imperador.Como requer.
Joaquim Jos Alves Brandao, teudo comprado a
Ignacio Carvalho de Miranda, o carro n. 299, pede
para ser reita a transferencia na colleeta.Como
requen
Manoel Gomes de Paula, tendo comprado a Jos
Bittencourt a baixa denominada Rocambole, ma-
triculada sob d. 120, pede para que saja feita a
transferencia em nome do supplicante.Como re-
quer.
Manoel Joaquim da C ota Ramos, pedindo h
cenca para abrir inscripc&o no sen predio n. 1,
ra do Dr. Joaquim Nabuco.Como requer.
Manoel Jos de Andrade, tendo comprado a Jos
Bittencourt, sua catrais denominada Qraciota,
sob n. 122, pede para que seja teita a transferen-
cia em nome do supplicante.Satisfaca a Conta-
doria.
PeticZes despachadas no dia 14 do cor-
rente, pelo Sr. vereador commissario de edi-
fieaces Cussy Juvenal do Reg:
Dr. Antonio Vicente do Nascimento Fe:tosa, pe
dindo licenca para edificar um chalet na estrada
de Parnamerim, freguesia do Poco.Satisfaca o
parecer do engenneiro.
Antonia A. Vieira de Souaa procuradoa do br.
Jos Antonio Vieira de Souza, pedindo licenc'*
para concertar a coberta do predio n. 86, rreguezia
da Graca.Satisfaca o que pede o engenheiro em
seu parecer.
A mesa regedora da Veneravel Ordem Terceira
de S. Francisco, pedindo licenca para mandar cor
rer o telhado di oasa n. 44, roa de S. Francisco
substituindo madeiras da coberta.Satisfaca o
que pede 0 engenheiro.
Carlos Antonio de Araujo, pedindo licenca para
levantar o caixio de sua casa mei-agua n. 14, a
roa do Tuity.-Satisfaca o que pede o engenheiro.
D. Delvina Carolina Pergentin das Chagas, pe-
dinao licenca paia construir duas casinhaa de taipa
coberta de telha, a ra do Bom Gosto, freguezia
de Afogados.Satisfaca o que pede o engenheiro.
Floriano Antonio do Nascimento. pedindo licenca
para tazer urna casa de taipa, ne lugar Coelhos,
fregnezia da Boa-Vista. Satisfaca o que pede o
engnheiro.
Secretaria da Cmara Municipal do Ke
cife, 14 de Janeiro de 1386.
Servindo de porteiro,
Joaquim Milete Maris.
DIARIO DE PEBIAIBDGO
Retrospecto poltico do anno
de188&
FRANCA
tContinuacao)
Antes que o governo se lembrasse de seculari-
sar o Pantheon, em homenageni memoria do
maior e mais amado poeta da Franca, um membro
conspicuo do conselho municipal de Pars lem-
brava-sede que ?imaginem : lembrava-se de
propr que fossem secularisadas as ras da gran-
de e brilhantissima capital t
0 Sr. Mesureur este o apellido do respeita-
vel edilacha que as ras e pracas do municipio
que desfructa a Boberana ventura de tel-ocomo
representaale, ocha que essas roas e praca devem
passar por una larga clirisma: que as que dentre
ellas sao desde lempos remotos condecidas gefatf
Domes de dferentefl santos e santas da corte (lo
deven) quanto antes perder antga denomi-
nacao. no -entido desecularisarem-se. Mais breve:
o illustre consellieiro municipal u&oquerqaea
sceptica l'aiis laca concurrencia ao kaletidario.
Entretanto nao durida Caier algumas conccaeftm
aos seus rgidos principios. Tal era, porexem-
|ilo. que se isentein da seculorisacao algumas das
ras cujos iomee eatejam nbmamenle ligados
historia chi grande inelropole, tacs como a de S.
Germano, Santo Antonio, etc. Realmente, a to-
lerancia nesie ponto tanto menos compromette-
dora de um Kvre espirito de camarista, quanto o
vulgo parisiense lia muito que por habito e amor
brevidade vai seenlaritoHiopor sua contae risco.
E' assim que em Paris se diz de coinnium : lefau-
bourg Antoine, te boulevard Germnin. etc. De
forma que se pelo progresso natural dos costumes
democrticos esse modo de fallar se generansar, a
illuslrissima cmara municipal de Paris nao ter
de certo que arrepender-se das excepcoes que
bondosamente adniitle
Em relacao a outras ras o consellieiro desoja
que se supprima o qualilicativo santo, deixando o
nome puro e simples, desprovido de qualquer so-
brenatural aureola.
A ra S. Vicente de Paula, diz oconselheiro.
exemplilicando, passar-se-ha a chamar simples-
mente ra Vicente de Pauta, porque o qualilicati-
vo religiose junto ao nome dease grande hoineni.
desse bemfeitor da liumanidadc. da um sensitivo
estreitO de seita sua. nobre philantropia. E',
pois, em honra memoria daquelle aquem os con-
temporneos chamaram o Sr. Vicente que o con-
selheiro quer descanonisar-lhe a ra.
Mas o que ha de ser dos nomes de S. Pctersbur-
go, S. Golhrardo, S. Quintino, e at dos de S Simon eSainte-Beuve. perguntou alguem? Be-
ses, responde breve e preciso o Sr. Mesureur,
nada teem com as ideas religiosas que lemos o di-
mito de nao glorificar por meio de inserpgOes
publicas.
Felizmente, escapou Sainte-Beuve secularisa-
co. Congratulem-se os que nos melliores tem-
pos da sua raocidade se deleitaram com as Cause-
ries du lundi.
Ora, toda a gente seria sabe que a Repblica
nao tem culpa alguma da existencia dos Mesu-
reurs, porque as aberraces de bom senso sao
contemporneas de todas as idades do mundo e
maculas de todos os regimens polticos. Mas as
cousas mais simples e communs teem um valor
enorme, quando a alchimia partidaria as apro-
veita.
As folhas reacionarias em Frangalizeranida
opiniao do conselbeiro municipal um manancial
de reflexoes seraphicas acerca da impiedade repu-
blicana, que j nao respeitava as placas das es-
quinas I
As eleigoes geraes batiam a porta, e era urgen-
te amparar com todos os subsidios possiveis o ca-
vallo de batalha chamado a questo do Tonkin,
principalmente depois que o Sr. Julio Ferry, um
poueo reslabelecido do atordoamento que a es-
trondosa queda de 30 de Margo devia ter produ-
zido no seu espirito, comegou a fallar desassom-
brado, e com a eloquencia que todos lhe conhe-
cem, em defeza da sua poltica colonial, que fra
o primeiro, seno o nico artigo do libello acusa-
torio contra o seu governo formulado.
Efiectivamente, o ex-prcsidenle do conselho
nao quiz. como Carlos V, assistir aos seus fune-
taes em vida. Proferio, pois, na cmara dos de-
putados, em sesso de 28 de Julho um discurso
importantissimo e que lhe valeu applausos geraes
e enthusiasticos da propria maioria que, mezes
antes, lhe tinha sido crudelissima !
Quo variaveis sao as cousas parlamentares !
0 Sr. Ferry foi, verdade, muito interrompido
pela direita, mas a propria extrema esquerda o
ouvio n'um silencio de admirar. E' conhecida a
nossa opiniao relativamente poltica martima a
que os principaes paizes do occidente se estSo en-
tregando com o mesmo ardor e crueldade de ha
iros seculos. Mas no ha duvida alguma que a jus-
tiicaco .do Sr. Ferry foi completa, se a julgarmos
com as ideas e sentimentos mais geraes das das)
ses directoras da Franca pelo que respeita ao des-
envolvimento colonial. Neste terreno mostrou o
orador que os seus adversarios eram, jielo menos,
contradictorios, porquanto a propria extrema es-
querda, que opposta expansao colonial, tinha
volado havia dias um crdito para a conquista de
Madagascar. Tirando todo o proveito dessa fla-
grante contradice/lo, mostrou o Sr. Ferry que os
proprios intransigentes apoiavara a poltica de
colonisaco quando as circumstancias a impu-
nham, porque fellamente no havia partido no
paiz que se furtasse ao dever de respeitar a honra
e os interesses da Franca, sempre que estes esti-
vessem em risco; que as e xpedicOes da Tunesia e
do Tonkin no tinham sido inspiradas por outro
sentimento; que a primeira havia sido emprchen-
dida para ticar estal.elecido no mediterrneo o
equilibrio martimo e territorial que a cesso de
Chypre Inglaterra perturbara ; que a segunda
era ao mesmo lempo urna consequencia dos direi-
tos francezes na Cochinchlna e do tratado com o
Annam.
Entende o Sr. Ferry, e disse-o no raclo dos
applausos do centro e da esquerda da cmara, que
a Franca nio deve lamentar-se porque possue co-
lonias, e que antes de\e adquirir quantas lhe seja
possivel, dadas circumstancias favoraveis para
isso. E no intuito de deixar demonstrada a sua
these no animo dos membros da extrema esquer-
da, C2 o inventario dos beneficios que as regioes
dominadas pelos franceses proporcionan! em toda
a parte industria, aocommerciocaoscapitaes
do paiz.
Pelo que respeita aos capitaes encontra a opi-
niao do Sr. Ferry urna forte objecgo no caso do
Kvpto. Ninguein Ih'a fes, quando disciirsava.
mas loi sinceramente pena que tal nao aconten--r
liara vermos como se sabia o hbil ex-minislro.
Quanto ao deseiivolvimeiito da industria e do
commercio, temos para nos que o espirito insi-
nuante dos francezes riraria mais vantagensdas
suas relages absolutamen pacificas com as
populages extra-europeas que impondo-se a
estas pela forca bruta.
E' este o pensamento dos Sis. Clemenceau e
Pelletan. quando proclamam coirro nica poli-
tica digna da Repblica francesa a que consis-
tir no desenvolvimeiito natural e expontaneo de
sua influencia em todos os pontos da trra. O
typo da colonisaco moderna para esees dous
ehefes radicaes a que est realisando o Sr.
Brazza, explorador francez, por meio da sua
influencia pessoal entre os indgenas da costa
occidental da frica, comtanto que qualquer pro-
ced ment ulterior menos legitimo nao reprodu-
za o facto do Tonkin.
Houve sobre tudo a admirar no discurso do
Sr. Ferry a extrema habilidade com que oex-
presidente do conselho se mostrou apparen te-
mente menos desejoso de produzir una defeza
pessoal do que ofterecer s commisses de can -
didatos republicanos um tuesouro de argumen-
tos a empregar contra a direita e contra os in-
transigentes no pleito eleitoral de 4 de Outubro.
Respondeu ao Sr. Ferry o leader da extrema
''squerda. Mas apezar da sua grande eloquen-
cia e da procedencia das suas razes em inul-
tos pontos, o Sr. Clemenceau no conseguio
matar o bom uffeito que o discurso do ex-mi-
nislro tinha produzido sobre a maioria parla-
mentar.
Fechadas as cmaras a 6 de Agosto, o Sr.
Ferry atirou-se de corpo e alma grande cam-
panha eleitoral, a que se entregaram com o
maior ardor os homens mais salientes da po-
ltica franceza. Antes de tudo, comegou 'por
dar conta aos eleitores dosVoges do modo por-
que elle e seus collegas de deparlamento ha-
viam desempenhado o mandato que se Ibes con-
fiara, expondo ao mesmo tempo as ideas e re-
formas que se esforcariam por tornar vencedo-
ras, caso fossem reeleitos. Essa justificago e
programma foram muito discutidas na impren-
sa. Nao houve fol ha que no tratasse da d-
claration d'Espinal. Urna das mais importantes
de Paris exprimio-se assim nesse assumpto :
A primeira parte do manifest no nos
suggere largas observarles. Basta dizer que
a cmara linda e o ministerio cahido soffreram
aecusages demasiado violentas e injustas para
que se possa negar aos que lizeram parte de
urna e de outro o direito de defenderem-se. Se
se commetteram erros, se difuculdades impre-
vistas prejudicaram urna situago lisongeira,
nao 6 isso motivo para que se desconhegam os
progressos adquiridos e as reformas realisadas
por essa mesma situago. A antiga maioria
no fez de certo cousas notareis, porm rea-
sou obras uteis; e julgando com imparcial i-
dade os pros e os contras, chega-se conclu -
so de que ella nao merece todos os elogios,
nem todos os insultos de que tem sido alvo.
Quanto ao programma do Sr. Ferry e dos
demais deputados dos Vosges dizia a mesma
folha:
Os republicanos moderados, os que no
querem retrogradar com os conservadores mo-
narchicos, nem seguir o caminho aventuroso de
certos optimistas^ vendeurs depoudre d'or= lica-
ro satisfeitos com esse programma.
Com effeito, o manifest a que nos referimos
concluio deste modo:
Um paiz que, como o nossew vive de paz.
de trabalho e bom senso, ha de preferir sem-
pre os melhoramentos praticos s promessas
chimericas, s reformas nuas de proveito, posto
que retumbantes.
(Continua).
EXTERIOR
As eiplorafdes africanas
A BACA do nigeb sua importancia geo
GRAPHICA E COMMEBCIAL
O Sr. Edouard Viard era companheiro do Sr.
Conde de Semall, qnando este emprebendeu, em
1880, explorar a regie do Baixo Niger, taato sob
o ponto de vista'.commcrcial, quanto em relacao a
parte scientifica, exploraco que completou, mas
cujos resultados nao pode publicar, por ter falle
cilo ao re gressar patria. Viard voltou em 1881
e no anno seguinte, pela mesma va ao caminho
do ap, reino dependente de Sakoto, e ssa tr-
plice viagem que narra em volume de pequeo
formato, porm muito instructivo e substancial, e
cheio de dados novos sobre essa parte da frica,
anda em muitos pontos desconbecida aos geogra-
phos.
A oceupacao do Baixo Niger remonta apenas
a trinta annos, e os inglezea form os p imeiros
que all se pstabeleceram. Contentaran-se, no
principio, com oceupar aa ilhas Delta ; mas, pou-
eo i pouco, adquirindo maiores conhecimentos
da localidades, subiram o rio. No inicio, quatro
companhias inglesas partilharam entre si o tra-
fego. Tornando se, p>rm, tnerosa para as com-
panhias essa rivalidade de interesses, delibera-
ram fundir ae em urna s em 1877. A sociedade nica, assim constituida,
lomou o nome deCompanhia africana reunida,
estabelecu sede em Londres e elevou o sen capi-
tal a dez milboes de francos. Desde entilo, o
commercio ingles tomou desenvolrimeato conside-
rnvel no Niger A companhia estabeleceu em
Ak an aimasens g>ne9, e at 1880 coube-lbe o
monopolio da parte inferior do ri->.
Tal era a situaco chegada do.- fianceae, que
alli foram estabelecerse sob a direcco do Sr.
Conde de Semall, que assentou o sau centro de
operacoea em Brasa-Uiver, onde apenas se demo
rou o tempo necessario para estabeleoer alguna
armasens ; penetrando na rio, subi sem descao-
car at Egga, situado a 130 legua* da costa. Ten-
do tomado posse desta posicao extrema, torno* a
deicerpara a costa, estabeleeendo successivamen-
te feitorias em L kodja, Jgbb, Abbo sobre o Ni-
ger e Loko sobre o Benu, etc., etc.
O Niger, desde o littoral at ao reino de Nua,
comprehende tres grandes seccoes. A primeira
vai at Abbe, a sega :da corre de Abbo a Onitsha,
a ultima de Onitsha a Bidda, capital de ap. A
primeira, de vinte e cinco a trinta leguas, habi-
tada por pequeas populacSes independentes amas
das outras, e que b vivem de pilhagena ; o solo
tambem to pouco productivo que apenas forne-
ce aos habitantes o indispensavel para nutricio.
A maior parte, homeus e mulheres, andant
ns e sao de carcter mui cruel ; a paisagem in-
dica o que o paiz ; por toda parte, vegetacJo de
aspecto sombro cobre o solo, que constantemente
submergido pelos pantanos, cuja aeco fax-se
sentir at Abbo, nao senao um lodacal immund<
e ftido. Nenhum estabelecimento europea ainda
fai creado nessa parte do Baixo-Niger. 0 ho-
mem branco nao poderia viver nessa trra empes-
tada, onde as febres sao de violencia inaudita.
0 nico commercio que se faz tentado pelos
ehefes negros do Brass, que vo'^m esquadrrlha
comprar oleo de p dma aos indgenas.'
A partir da foz, o rio nio cflerece grandes re-
cursos, e s cima do Abbo a sua bacia torna-se
realmente rica e frtil. Encontrr.-se depois Onits-
ha, pequeo principado de cerca de 20,000 habi-
tantes, e cuja capital possue um mercado bi-se-
manal, ponto de reumao de muitos negros.
Nesse territorio colhe se muito oleo de palma,
ail e algodao ; encontrando se tambem lindissi-
ma louca de barro e marfim esculpido com maito
gosto. Mas alm de Onitsha fica Idda, aldeia
musulmana de 10,000 habitantes. Os negros des-
ta localidad sao muito ho.-tis aos europeas.
A 25 leguas cima de Idda fica Lokodja, linda
aldei estaoelecida ao sop de urna das monta-
unas. E' neste ponto que o Benu vem laucar se
no Niger. Lokodja o grande mercado de abas-
tecimento dos brancos ; carneiros, cabras, galli-
nh ,s, patos, ovos, alli abundam. Finalmente, a
cerca de 30 leguas de Loksdja, apparece E/ga,
cidae de quasi 25,000 habitantes.
A produeco vegetal riqassima ; mencionare-
mos o oleo de palraeira, a maateiga vegetal; o al-
godao, a cochonilha. o ail, o ssamo. Egga
muito afamada pela sua louca de barro e seas te-
cidoe.
A industria musulmana ostenta-se &ob muitos
aspectos : coaros tintos e adornados de desenhos,
armas de finos lavores, bordados de seda e metal,
etc. E' para Egga que as caravanas levam as ri-
quezas do centro. O marfim abunda muito alli;
encontra-se tambem, ainda que em pequea qnaa-
tidade, penaas de afeetrux e ouro em p.
Eg^a o centro mais commereial do Baixo Ni-
ger. Foi em Setembro de 1880 qne o Sr. Viard
percorreu esta cidade, pela primeira ves, e ni.
perspectiva deixou-lhe mpresso profunda.
Para os viajantes qne conhecem as cidades im
sul argelino, dia elle, Egga fal-a recordar.
Participa das cidades rabes, mo pela eoaa-
trueco das casas, as quaes na > ha nem um ves-
tigio dearchitectura, nao sendo a maior parte das
habitagoes senao grandas choupanas de colmo,
com telhados pon'eagados e eom o chao de terca;
mas, pela similitmde dos costumes, o amontoanm
to da populacSo e a existencia dessas mil profis-
soes ao ar livre, como se v, no sul argelino. Bar-
beiroa, ferreiros, tintureiro, negociantes de filbis.
de tecidoe, de missangas a verejo, de pedacina*
de antimonio para enfeite dos olbos dos musulma-
nos, pellea de elephantes para collares de malbe-
res, da cebollas, etc., vivem constantemente so-
bre esteiras, debaixo de telhados de palha sao-
portados por postea. No meio desses ajuntantes-
tos de pequeos commerciantes, urna populacSo,
numerosis8ima para o mbito da cidade. move te
em urna multidaj de viellas qne terminm nio se
sabe onde. Reina tal deaordem de eonstruccic os
disposico des quarteiroes e dos grupos, que n-
possivel distinguir coasa alguma. Si houvease
matilhas de caes, como na Argelia, o quadro seria
idntico ; o cao animal pouco conhecido no Bai-
xo Niger, assim como o sea bota amigo o gata
Os habitantes d'Egga veudem productos s fei-
torias para obter nao s o que p-ecisam, como a
materia prima necessaria para o exercicio de su
propria industria. Assim, compran aos europeas
varetas de cobre, que cortam em pedacinhos, lan-
cam em fornoa de trra refractaria, inventados pac
tiles, onde as transformam em braceletes para mu-
lheres ; era pontas de lanca, ou em qualquer ou-
tro ornamento. Servem tambem de intermediarios
entre os escriptores do interior, circunstancia i
que se pode attribnir em grande parte a fartora
gcral de que goaam. O earopeu eliminara de bota
grado esse intermediario e tratara directamente
com o productor, mas isso parece diflicil de con-
seguir se. O papel de corrector cabe geralmente
aoa masulmanos que residem em Egga, quer pe-
los numerosos Sierra-Leoneses, que se encontraot
aos bandos e errantes, ates, qnando alcancara
um stock suficiente de mercadorias europeas, des-
tnala parte para a compra dos objectos necesa-
rios a sua subsistencia; permutam o resto por fa-
zendas do pais qne expedem para Serra Leda, on-
de eo vendidas por preco elevadissimos. AwJs
alguns annos desse trafego, regreasam para Eg-
ga, afim de viver como pequeos rendeiros.
O modo de proceder dos masulmanos diffe.rn-
te: sua ambicio, por se acbarem na patria, poa-
80 ir mui tas trras e escravos. Para conseguil o,
offerecem-se s feitorias para engajar se no inte-
rior como ama pacotilha, e comprar, por conta
propria, cera, marfim, pennas do avestruz e oaro
em p, com a nica condic;o de terem um quinha*
proporcional nos lucros da optraco. Este modo
de operar vantajoso, quando tem bom xito; mas
acontece, muitas vezes, que um desses correctores
nmadas, parte para o interior com alguns railha-
res de francos e nao volta mais.
Os duus grandes elementos do commercio da
Egga sao o oleo de palma, a manteiga vegetal
o marfim.
Nao se pode imaginar, na Europa, que diplo-
macia precisa ter um agente de esenptorio para
fazer chegar urna caravana de marfim a sua feto-
ria; mimos aos intermediarios, mimos aos ehefes
da caravana, aos ehefes do paiz, ao feiticeiro da
caravana, qne ao mesmo tempo msico e poeta.
Este ultimo nao o que exerce menos influen-
cia.
Feito o aecordo entre o agente e os ehefes, %
cousa nao fica nisso: ha a visita aos armazens pa-
ra certifiear-se si elles contdm o que necessaria
para a cara va va e os clientes do interior.
Essas mercadoria servem lhe, com efleito, pata
traficar com as povoa;5es das regioes onde ha ele-
phantes, e, como gistam se mezes de marcha para
cheg r ao seu destino, s lancam mao de objectosfa-
cilmente transporta veis, taes como fazendas, mu-
san ;as,espeih03 pequeos,hastes de cobre, algumas
espingardas e plvora. Finalmente, ajustado tuda,
comeca a chegar o marfim.
As presas sao pesadas e avalladas pela belleza,
qualidade e grossura, e o preco do marfim varia
de 3 francos 50, 75 a libra, at 22 francos, e mes-
mo 24 francos, preco este qne s alcancam as de
urna belleza e volume inteiramente excepcionaes.
Orna tonelada que s fosse composta de marfil
desta qualidade, Valeria na Europa cerca de
50,000 francos ; mas a media do preco da tone-
lada s de 20,000 francos no Havre e em Liver-
pool : mesmo na frica cada tonelada nao cuita
menos de 7,000 a ,t 00 francos, e, como se v, es-
se commercio d lucros elevadissimos.
Em summa, o Sr. Viard ci poder affirmar que
as casas estabelecidas no Baixo Niger penabas
60 % de lucros liquido; as las transae ,5es com
os naturaes.



I

I



MHMVtfVMi
f
Diario de Pernarabuco-Domingo 17 de Janeiro 1886*


i
Egga consaaB ^iaua-QJSanBfloh>-do-saVe"e*a(S
ceutenas de toneladas que este genero expedido,
mas > permutado por producto do pas, e os
importadores nao devem perder de vista a cireum-
tancia de que unas remessas devem ser differentes
si se dirigem aoe pairea oude produiido o oleo
de palma ou quelles onde ha marfim. Oeste
modo, tudo quanto producto vegetal, o sal, o gin,
o fumo em ramo, as espadas, as espingardas, a
plvora, as fasendas coinmuns, a louca de barro
ordinaria etc., sao mais especialmente procurados
por seren compannos-poe. popilf^MHge os-coo.
somem ou os apBsaaitaavtio lugar. ____
Quanto ao maasi, frmeesaswio maneta faannda
variadas, perol** trabaotoeas e lisa con-, ou
soa imtacao, etnBtnos^sBBBneuos ; .ai. nato de
sal, porquauto esta meraferia, tenfe grani va-
lor para a, popaWafcs^dnoBaixo N.ger nao tem
nennum na baca.de Besa* o conoenv riqpm-
mas asidas de seA^sansa Bimo tasabesa-nao
perqu o paii o produs Pata- fasar- ao mesmo
tempo o trafego dos productos- vegetaes e do mar.
fim seria necessario de um modo normal compor a
pac'otilha do modo seguinte : duas sextas partes de
fazendas, urna sexta de missangas o espelhoa pe-
queos, urna sexta parte de sal, urna sexta parte
de gin, e a ultima sexta parte de espingardas, pl-
vora, espadas, louca de barro, etc. Maade todos
etes artigo, a Franca s fornece pequea quan
tidade. As armai vn da Blgica, os espneos
la Hullanda, os teeidoe da Inglaterra, as missan-
gas da Italia o da AUemanhai; nicamente, os
espelhos pequ-mos e aignma qiiinquilnariHaao for-
nacidos pela Franca.
Rara, aeabartaos com Egga, aecresecatar. mos
que pissue urna raissao protestante que so com-
poe de urna casa.de habitaeao, de um temple e de
una escota. Ha nove misea esttbeleei las desde
Egga at costa, e o St. Viard pinta os roissi >
aarios romo peeseae honradissimas e das quses
conservaaaradaveis recordaeoe^ Em Igbb as-
satio ello, aa- da, a urna aula da escola
. Todas as enancas pretal, eerai-nas j bal-
bu-iavam o ingles como si nunca tivessem feito
outra cousa. As maiores liam ou escreviam. De-
pois da lcao de linguagem usnal, o miasionari
reuni a miis pqu as junto de seu harmonium
e fel-as cantar. E' sngala- ver todas eesas
crian, s de cor e-a otar os poalm a.
Os musulmanos e os protestantes pareoem viver
em.pcrfeito accordo ; nao raro ves os primciros,
na hora em que o s nos das missoes uhanviui
para as oracoes e oficios divinos, entraren nos
templos e ouvirem respetuosamente o seiinao do
pastor ou cantar os psilmos. O nosso yiaj ato
nao constatou entre os musulmanas do Baixo Ni-
ger essa animwudade e etse extremo fanatismo
que animara os seus correligionarios do interi r
Os progressos que os broncos faaem no Ni.
35
24
22
13
sao lentos, certo, mas ineessantes. Ha tres au-
uos, Egga era o ponto extremo, quasi certo de saas
operaco-s. Havia cima d'Egga. alguaaas feito-
rias ingresas, Rabba, Chnngs e Ouanangoi ; mas
eram frequ ntemente incendiados ou roubados.
Desde 1882, a situacao mudon ; algumas pov?a-
coes tributarias do Nup, teodo-se sublevado con
tra o Sultao dease remo, aggloneracao de 20 mi-
ik.\oa Ao giman p nchanda-se este em Jifficul iades
.utTl TevoUsTdio aos europeas que la. Sendo a ^a abeolu:* WJ
Lttassera auxilio pondo 4 sna disposico arma, o Dr. Jos Bernardo_Q.lv*-. Alcoforado. J
e meios de transporte, de qus se acbava desfjrovi-
do Os europeas aecederam ao pedido, e ainsur-
reccao foi abafada. -Em recompensa deste serv.oo,
o Sultao do Nup tea-Ibes novas cooceesoes de
terrenos, e permittio-lbes que se eatabelecc88*>m
em Bida, sua capital. Este deeenvolvunento do
commcrcio europeu evidentemente o preludio de
muitos outros. Domis si se quis-r earantir o im-
menso commercio que resulta do vai-Vom mcee-
sante das caravanas do centro e monopolisar o
commercio das centenas demilheade homens que
povam o SoldSo, nio polo proprio Nifser que se
reasar este intento, mas pelo seu afluente o
B m. Por < ste curso d'agna chega-se, com ef-
feito, aos p.iesdo-Baghirn>i, doBornoue de Ala-
maava, ricos em productos de toda especi-.
tttliSTi WiRtt
ElelcCo jj-er!.Da ehicao a que se pro-
cedou para deputadoe Assembla Qeral Legis-
lativa temos mais os seguintes resaltados nesta
provincia :
3 MSTR1CT0
Maranguape
(33 eleitores)
Dr. Antonio Corris 28
Dr. Sil vino. Oavaleastti b
Ttamarw i
(57? eleitares)
Dr. AiiWi. GCraia
Dr. Silvia Cavakauti
ResultaxU fiaal:
(709 eleitosev)
Dr. Antonio PraociscoOtw.eiaide Arauj > (C> MM
Dr.' Sitviao (^Tatcantad'Alst*|aer_ae (L> 299
Sendo a maioria beomt355 Totas, est eteita,
como disaemos hontem, o Dr. Aotooo Fraawbc*
Corrtia d'Araujo.
4o DI8TBICT0
Tejucupapo
(38 eleitorcs)
Dr. Aguiar
Dr. Joaquim Tavares
S. Vicente
(39 efeitoree!
Dr. Joaquim Tavares
Dr. Aguiar
Resultado final:
(585 l4 litare)
Dr. Joao Juvencio F. de Aguiar (C) 304
Dr. Joaqu_m Tavares di Mello Barreto (L) 281
Sendo a maioria abo ruta' 293 votos, est eteito.
orno hintem dissemosj a Dr. Joao Juveo:ro Fer-
reira da Aguiar.
ti* DISTBICTO
Beterro
(100 eteitorre)
Dr. H^nrique Marques 55
Dr. Samuel PontQal 45
Resultado conhecido, faltando apedas a 4' sec
cao da Escada, que nao ifiue absolutaiMiste i
(562 eleitores)
Dr. Ucnriqoe Marques d'HoHanda Cavalraa-
te (O)
Dr. Samuel dos-Sautoa Poatual (L)
Dr. Joaquim tabaco (L)
Dr Jos de Oes (C)
Jovia
Em branco
Sendo a maioria absoluta de 282 v>'to,
< laico, como hontem dUsemoa, o Dr. Henrrqae
Marques d'Hollanda Cavaleaate.
9o DisraicTO
Bonito
(194 el^rtorea,
Dr. Alcotorado
Dr Ulysses Vianna
a Bento
(119 eleitoeesJ
Dr. "Iljrsses Vianna
Dr. Alcororado
Resukai fin.l:
y e'.eitore)
Dr. Jos BeroaidoralvSo A'coforaJo J. (C)
Dr. Ulyses Machado Pen-ira Vianna (L|
Sendo a maioria abeoluia 293 votos, est cierto
unior.
10 DISTBICTO
Caruarn'
(1?1 eertores)
381
168
9
1
1
-
csfi
124
70
332
253
Dr. Roeae Silva
Dr. Go loy
Dr. Rosa e Silva
Dr. Oodoy
Alfinho
(113 elakores)
57
56

O Bnu cerr oaral lelamente aoequador ; ain-
da ponco coahecido. comquaoto as expedicoes de
que tem sido alvo datam de certo numero de an-
nos. Foram as da P'eiad, em 1854, commaadala
pelo Sr. Baikie, e em 1877, do nav.o a vapor ea-
ry Wenn, das missoes protestantes de Londres. A^
expedicio do commaadaate Baikie terminoa em
Dnlfii. Senry Wens foimais long-, transppx Sa,
bago, e, tendo chegado aoa coofins da Adaman,
paroa all, pr nio ser mais navegavel para um
vapir pelee rochedoe q D-iaterceptaa. Da via-
gem do Henry W-, nada se poWscou, ppr Urem
os iaglezes 9 mao habito de guardar nanitas veses
paxaasi as inforroacoe qua obtem na correr de
ce tas expedicoes, principalmente as que tm ata
fim-coinmerciai. Quaato aa Sr. Baikie resulta-de
sua narrativa que elle percorreu- facilmeate o B-
nu, e coosiderande a poca em qoe a viagem se
realison, -se levado a considerar os nbeirinkoa
do Bnu ponco malvolos para com o eotrangei-
ro.
E\ finalmente, do que o Sr. Flegel. qne fea par-
te daexpedicao de Henry Wenn, e que encoatroo,
eml880, oSr. Viard em Egga, pode convesicer-,
e o nosso compatriota iateiroo-se po mesmo
qaeopau geralmente h-pitteiro. At agora
os europeas s se tem instalado em um ponto de
Bnu: a cerca de 20 leguas do conflaeos do no
com o Niger, fundaram namargem septontnooal.
um centro commercial chamado Loko. O qao da
importancia a esU localidades nio netm soa po-
nutacio pouco namcrosarnem-oe vos recursoo : e
nnicamente sua posici" sobre a estrada onde vem
ter quasi todos os comuierciautee de naargem da
\ dansaaa.
EraLoko, as producto-s vegeta-s nao constl-
tuen o objeeto d.^ commercio. Sto'B encmtra a
manteiga vegetal^ .i o oleo de palma snao em
qnantidade suiSeietite p-ira as necessidades da rro-
pulaeo em compensMeae, ha mito nrrlho, inha-
mes, batatas, doces, cebollas, arros e mrtbo mmdo.
Colhsn>se tambem grandes qusntidades de fimo
e poueo algodai.
Em fins de 1888 havia eml^ko tres feitorias
europeas, sendo duas francesas e urna inglexa. A
quanidadedemarfin que alli se compra annual
merrte do cerca de 50 a 60 tonelada, send >
L ko o prego da tonelada de marfim. o mesmo que
o de Egga.
A chegada de urna caravana de marfim apr-
sente espectculo muito agradavel. 0 chefe,
cavallo, vem na. frente, com toda a- pompa de es-
triol O tom tan resoa ; acompanha-o, eomoaiu-
dantes de campo, o poeta e o msico; ests dous
funecionarios sao enearregados dos divertinrentos
em viagem. Hegjuem se-lhes os bomens da cara-
vana, armados d* lances e de reos, tendo todos
na caboea, envolvida em pellos d bata loa ou de
core, certo nnmero de prezas de elepha"te, e afi-
nal, as ranlheres qne trazem oautensis de coii-
nha. Chegando a um lagar convencionado, pr-
ximo s habitacdVs amigas, a caravana para ; pro-
cede-se 'diatribnicio dos aljauento e cada hut
recolhe-se sua choupana. Todos devem achar-
se k har das ref*ico>s, qne sao foitas sob as vis -
tas do cbtete, auim como as oracos DepoW de
um dia de descanso para oa homens, de visitas As
feitorias pelos chefes da caravana, comecsm as
tranaaccoe. E' nesta occasiaO que a intelligen-
cia e a.aciividade do Branco devem revelar.se.
O Bnu riquissimo em metaes e mineraes ; o
cobre o dtimonio, a prata e o onro ah se encon-
trara em qaantidade. H pooeaa aldeias onde nao
exista um comeco de-cnHnra on d industria. As
mnlheres de Bnn sbm fiar algodS--; colbem-
no eH*s mesmta e-, mistnrando-o com fibras de ba-
nanetras; faaem lindas tangas. A este+ras. fei-
taa pulas hornea, sao-origrnaes, taato peles dese-
nho comtela- varredade de cores.
Extraheto de certas plantas belfissimas' tintas,
encarnada, ara1, verde e preta. Quanto- ao com-
mercio. em geral, menos activo do que as mar-
geswdt Nit_Bt;.por esrmplo, ciatoutla se potrea
~Btmtaiga vegetal e oleo do paira Tatvez qne
haiSKoatras riqJieeaa, taas como plantea tmsoriaes.
eerado*ba4ej,lxnrars^goinnie, Mae. ni*tea
do ooi haJtaaaee> iMeenh coas oavmtufesnf nasV
podM nm vwssmg dw.^
S a mavgea naerienai de rio habisad j na
maraera' mft**nmml ^g 0 qaa prorea d toresi sido as peamicee
.lesea uotm margenr ooaataateaiit aeitash i
pelos musulmaiieesoWablreh e^pooa MiMW(V'sea>do
naanttior pmtm.mmimnagumetnmrimMw f^
qna peiereun eacaper tpoeoai ^ ossiae fofjK 'pora
o aar>.
Al). FF DB0NI
Carapott
(87 eteitoreot
Dr. Rosa e Silva 58
Dr. Godoy 29
Resaltado conheeiJ, falttnlo os collegioe do
Brejo e Jacaxar :
(6i3 eleit^>res)
De. Rosa o-Silva ()' 368
Dr. Oodoy e Vasaonoellos ;L) 285
Telegramma parcular do Limoeiro da- como
elrte o Dr. Francisco de Asis Rosa e Silva.
11* DISTBICTO
Gmrannun*
(75 cleitores)
Df. Beato Ramo* 75
Klriro provanrissl Temos mais os se
gointeo reouttadoei ta elei.io da 30 de Dexeobro'
prximo fiado, para m-mbros da Assembla Pro-
vincial :
18.' DISTBICTO
Sa/oamro
(99 eleitoces)
flarfo de CUi r* 4T
Or. Ooniea Batate 45
Major Solonio de. Mello 7
Leopoldina
42 eb-itorre'l
Dr. Gomes Patete i i'
Barao de CaiarA 18
Major Solenio de Mello 5
Babmmte
Dr. Gomes Prense 16
Bario de Caiar 5
Granito
(84eleHre?| .^#i_
Dr. Gomes Prente 42
Bario-de- Caiar 42
Reeaeao da vetaeao do dfeirteeaf faltando os
collegio do Oesrieury, Ex e Petrotina qao nao
podem mais alterar o resultado :
Or. Fraaciico Gomes Prente (C) 341
BanwdeOiuri !. 181
O.pitao FraBcisaoiSeeafin de.S; Fecrast iLi) 6*M
Major' Sutooio de Molla (L) 6b
Antonio Luis do Espirito i -auto- (L) 45
Padre Dr. Aasir (C) 3
Sendo oqooeievte eleisoral 34) est apenas
eleito o Dr. Fraomaco- Gestea Patente.
Aaaembla Provincial. Em nrimerro
escrutinio foram eleitos. em 30 da Detembro pr-
ximo finde, membros da Assembla Pravincial de
pemamboco, uobrennio de 188687, os segbales
Sri :
1.' Dittrieto
Dr. Gaspar de Drummoud Filbo (C).
Ur. Autonio Js'd Costa Ribeiro (L).
2 Dittrieto
Dr. Joo Jo Reg Barros (C).
Dr. Jos Masa dlAlbuqueroae Meno. (L).
3. istrieta
A'Imgado Joo Francisco do Amaral (C).
4f l^ittriet
Padre Julio Marra do-Reg-Barro (C).
Visconde de Tabatinga (Lj.
5. Dittncto
Or. Hcrculano Bandeira de Mello (C).
Ci.pkao liogabotta ftbooewoVS>ra (G).
tf.o Utrcto
Or. Jos Domingucs.da Silva (C).
Or. Audr Das de Araujo (L'.
7 Districta
Or. Jos- Manoel de Barros VTndrly (C).
9t* Dhtricto
Dr. Francisco Autnaie It-gualra Costa {2).
Ur. Jos Eustaquio Ferreira Jacobina (L).
10. Dittrieto
Alferes Maaoel Rodrigues l'i.rto Cj.
Cpitio Ju-vencio Taeiano Mariz (L)
11.0 UUtricto
Coroael Coaa'antioo Lina d'Albuqaerque (C).
12J DUtriKto
Vigario Augusto Fiaaklin Moreira da Silva (C).
Cr. Prxedes Gomes do>Sonsa.Pitanga (L).
3J> Dittrieto
Dr. Praneise Gomes Preme (C).
Estio, ppia, eleitoe, em.puiineiro escrntinn, 20
d ju'a Jes peoviucia*, sendo 13 71iberaeB.
Faltjm eleger,e derera-ser eleitoe em segunda
escrutinio, 19 deputados, sendo: 3 no 8 districto;
2 tm, cada, um doa-3, 7, 11 e 13 distrietos ; o 1
em cada um doa demaio) one sioi.1, 2f, 4o, 5, 6v
91,10 e.l2P.
i sin mamo wlrilorarlVPela Presidencia da
psovincia foi expedida", seguate portara :
4. Seccdv. 'afecie da-Pretidtmciade Per
nemeueoi en 13 de Janeiro ale 1996. O presi-
dsrt d provrneia, teade presente a peticio em
t_e-Adr Barreto do-S, recorre do despacho pe-
loi qnai o-jaiz- de- dlreft* irn comarca da Eseada,
dnegon*lhe cajtrcga do respee'ivo titilo eleitora
attinantO' ao 1' distrietoda mesma comarca, por
ter o roeorreate pedido a-sua transrerencia para o
|41 dht>iote>eo)ttd>tiKihV u'este sentido, conaide-
jnadtx
) I. Qne a qualidade de eleitor nao resalta, do
doaaieiko en* cte-de*Bram^vHremweripcao
"tearftorial, e enrea_wsieos expresses no arta;
6.91 e-9* da lai coatrtuc*oaete noa arta. 2e se-
itatHHdar deersaelefrislatiron. 3,039*- de 1881',
ffsrwiu vdoonctiio en ion mea te pora regntarlaar
p leaerecio do direion do voto;
"%* Qoe-uma rea-reeooneeido-erse dreito pelo
dea este
825 votos
765 .
55
1 .
1 sdala
aiisfamento regularmente praticado, nio pode o
cidadio perdel-o senio nos restrictos casos, ex-
presamente mareados na lei, em qne desaapare
cem aquolles requisitos ;
3.' Que a inclusio, por madanca, uo alista-
meato de outra parochia, districto ou secfio nio
ple prcduzir o eneto de reconhecimento da ca-
pacidade eleitora e sim unicaineute o de adstrin-
gir o eleitor, j reconhaeido como tal, a votar na
parochia, districto ou seccio do seu novo domi-
cilio;
. & Que, porraotov eaistindoj o_ reeonheei-
mentstdo dlseeisodo vean^ea. astaavtrito anterior
dialiluliioe, ntt-s pi--
de ap|anBaauaa> caso dBVairnpHeyiudaiioa de domi-
cilio asuyotiBitordo art. fi|.10 do citado dtereCB le'
gislatB*oanv3,im9, do-1881 e 236 do rofotaaaanto
Hpproasanfe pena deciotoca. 8(813 do-me rao aa no.
{irivaBBBBOoe afeexesafeo dttVB^ellardiwiBBoqaem
sgititBBBBiMite strposSB>nquaBBBB SOBOlWeiBSIU-efe-
rrda desoohic-Je;
5T Que d reqnerrmerrtO"TjaTctransferencia,
posto que apresentalo posteriormente dissolueo
da Cmara dos DeDutados, nio se deve inferir
presumpcio de renuncia do voto, j pela regra ja
ri lica em virtude da qual nio se presume fcil
renuncia de dircitos, j pela especialidade do caso,
em que sa tiata do eaereieio lo uaa dtertte poli ti
co, essencialmente attinente causa pubKca;
6o Que nos termos do art. 8 S 4o do supra-
raeneionado decreto legislativo n. 3,029 e art. 33
g 1 e 4i do regulamento. approvado pelo.decreto
n. 8,213, o titulo do eleitor que reiuer mudanza
Ihe de re ser devolvido no prazo de tres dias pelo
competente juis de direito, depoia de ter nelle exa-
rado declaradlo n'aquelle sentido;
Da provimento ao recurso para o fim de ser
entregue ao recrrante o titulo que o habilita a
votar, devendo expedir-se logo a neeeesaria com-
munieacio ao juz recorrido, quer por officio, quer
por telegramma, atienta a urgencia do caso, e pu
blicando-se pela imprensa a presente decisio. -
Jote Fernanda da Cotia Pereira Jnior.
." dlatricto eleitora Refizemos oa
clcalos, de harmona com os editaes das 12 sec-
cee do 2o districto eleitora desta provincia,eche-
gamas aos seguate resultados, cuja exaetidio ga-
rantimos, em face dos ditos editaes :
Votaram-1,650 eleitores ; e a votacio
resaltado :
Dr. Jos Mariano,
E 1 separado
Conselheito Theod.kro
E 2 separados
Dr. Nicolao Tolcntino
l>r. Ambrosio
liui b.aaco
Excluida a sedula em branco. ficam 1,649 votos
uteis, cuja maioria absoluta 825 ; e, neste caso,
o-Sr. Dr. Jos Mariano estara eleito so realmente
tivesse tido 825 votos lquidos.
Assim, pirra, nio poi que o edital da. V^r-
zea, enjo original guardamos, nio dissea verdade,
pois alio Sr. Dr. Jos Mariano tere 70 votos el
em s"p irado, e nao 71 votos lquidos, com veri
fieamos doproprio lvroemque foi laocada a acta
d'e Dest'arte o Sr. Dr. Jos Mrriano s tem 824
votos lquidos, nicos que na forma do 2 do
art. 159 do regulamento n. 8213, podem ser on
lados pelas juntas aparadoras : e pois nao est elei-
to : tem de sugaitar-se 2 csarutinio competindi
com o Sr. conselheiro Tbeodoro Machado Freir
Pereira da Silva,
imstlerae Acquieg-eado ai prdido
qao nos fez o Sr. Dr. Manoel do Nasetmeata Ma-
chado Portea Jnior, aqui publicara _s o ti'e-
>,ramma que por sea digno pa foi dirigido de
MJnsS'Geraea :
Ouro Preto, 16 de Janeiro.
Portella Jnior.
Nio tenho expreeses para manifestar ao
dgoo elertorado do lo districto de Pernaabueo.a
minha immensa gratidao- pe'a explendida rn.ii jiia
_ue me derurr. Abraco os amig8. Asaignado.
Manoel da Satcnento Machada ParteUa.
Uaiuito amiaHontem, cerca.de 11 ho-
ras da mauha, Cosme Jos Damilo, crioulo de 30
anno de i la I-:, p-nstron no-predro n. 12'd* raa
Duquo de Calas, paroohiai. Je Santo Antonio,: a*,
chegando ac Io andar, onde mora o artista Joao
Joaquim Pereira de A'buqucrque, que esta va au-
sente cont- a familia, faeeou- urna grade de m
inuniaacio para a sala da-frenie. eiuvadind a,
roubou urna caleira e urna camisa, que, ao que
parece,- entregoa a um socio da industria.
Volcando novamente alludida casa, aoodoroa-
se de mais dais caduicas ; e.j a leraado-aa,
quando o dono d casa sahio -Ib'e ao encontr. O
auAui gatnao- jegn-arga' arcbVUe drtu a
fugi ; 'Mi persegu i pete' clamor publico, fji-
alcaacado e preso no largo A > Livramento.
Kttr de fArra -Hontem, crea d- 3 H)
rao (a madmgada, Sn Bruno da-SiIra-Orra
lho, .residente na 1? andar, do-predio n. 16 dan**
larga do Rosario, chegando casualmaote janel-
I; eneontroerse face. A' ftee corar unr gatuno q-w,
teudo trepado por um lampead de gaz situado
u'um dos predio visinbos, de-sacada em> sacada
alanccu a d referido predio.
O Sn Carvalho gritn o proonron segurar o ga
tuno; mea este rapidiaaeate segnto ea> regreostx
pelo mesmo caminho p.w onde all chagara, e des-
apparncen jun+amente com u m co llega de ofiTci.
que o esperava na ra
Nio t btante os- gritos -lo Sr. Carvalho; neunu-
ma prac rondante appireceu ; de onde se ppde
interir qae ella sao dignos enralos do heroico eub-
delegado da parochia Perro-vio. de OlindaO trafego da r-
trada de ferro de Olinda nos das de f >sta (ves-
peraiedia) iaio boas-e reta, feio-seguinte-:
raaraeo sis tiocb sdccoe*
I.* classe -i.' classe
Dia de festa .
Dia de anno .
a-defleis .
I-
4506 pas.
1800
!7 15123
460H
4518
Hend men-
t
t
'.167*000
' 912*000
: 1:091*000
Em todas estas- parcelan ha ditferenca para
menos em relavan ao anno anterior, cuja reeeita
ji foi inferior a do anno antecdante, sera, que
comtudo teuha isto affect-vio a renda liquida.
loriercao ueoettMkriaO tebgraaaaa
que bontrm publicamos, na seccio de Muribeca,
sobre- st- deicao d* 7 districto, do Sr. Dr. Lju-
reace-de Sae AlbuqaorqnV)-e Maga! bles.
Este nome c do telgraphista da estacio de I'ra-
zerea, (joepor i-qnivoco uoeao-foi tomado como do
expedita*, do telegreanaa-
Assim corrigido, o telegramma este :
App-areceram tte cdulas de mais. Contadas
as cha bus wr.noause.'qae'eaistiam 68. Reqaeri
que novamente se verilicasse- o engao, e o presi-
dente do coHegio violentamente inutlisou as res-
pectivas' cdalas.'Dourenec de S.
ipoHce proatnaSBUMs- OThesauro Pro-
vincial est, pagando os juros (lasaas apolices de
7* ', refereat-i ao semestre ando de Jutho a De
ttusavo.
irareusessA tara o4anaemonan Lemos
na GaMla.de Sotienu.dAtiin-:
< Ha lempos que maltas reclamacoc, signfi,
cando os reaes nteresses da provincia do Amazo-
nas] psdiara que o porto de Manos entrasse para
escala ieitapeto s depois de muitaa deioaga, comaliobitaai-
uaute acontece em todos-sea negocios pblicos dea-
te puiz, -que-o1 governo imperial attendu aqrj-1-
Us reolanwets, aatijfaaestsu noioquo caba au
oibita de sua competencia: -incluiu efiGectivam-nte
o p >rto de MnaOs no contrato assgnado a 5 d
Janeiro de 1888*om,ao_8ela compaahia de navt
gpaio.
Em virtvds di lei-provincial de 22 de Maio
de 1882, o Amazonas, em 27de Fvereiro d 1X83,
'firmn um cutr9,cotB essa'compnnhia e garan-
tiai-lha..8Bbv*B>;uo de 72:000*000 aonuaos pota
obrigacio oa que i-.iW.-s coastituia de leva* tres
veaes por mes os seus va pires at o. porto de Ma-
nos.
Eetae-'reaelucjs-foram-recebide cem o maior
eathnaiaao:pil prviaoi*aK7UBmi apinrailasa, ei
o-Amazonas vio os seus nteresses fovorecdo pos,
mais esta facildade de communcaci).
Fara-ko etnrotanvOt, e insistentemente agora
na auppjesaio. do porto de Manaes da,seaJa obli-
gada da Comgaahia BrazUeira. Os boatos tomas*
cada vea-rnasm- vuita, e drt*-se aresmo quer r von-
Ude orlcil.nna.. cobCrariei a tal medida
A iuiprensa do Amazonas, telosa pelos iate-
rsBsrs da provincia, levantou-sa em masa* contra'
taluH^ .BBBBtrlhiB )_! iiiiorii_ielsbo>iniio,pB)lias>c
<>- A impfeoa.do Aawaonas reuaioaee de com-
mura e completo accordo esolveu nio s. comba-
ter-seesolnaaite medida, como airrda apperlt parr'
a imprensa da corte, para que esta secundasse em
esphera mais ampia os seus justos desejo1*.
Neste aentido recebemos urna representacio
dos nossos collegas do Amazonas, e oxal sejam
a Hendidas as sua justas reclamares.
| Basa representacio vem assignada peloe Srs.
Antonio de Amorira, do Commercio de Amazona :
Lourenco Ferreira Vlente de Ooato, da Provincia
da Amazonas ; Manoel de Miranda Leio, do Jor-
nal do Amazona ; Pedro Ayres Marinho, da Ga
tetada lUmot; e Dr. Aprigb Martina d* Mane-
zas, do Amazonas.'
CistBMle de Cartaarsai-Eacrerem-nos em
7"do corrente :
PrisBeirameute saudamaei aoiilustOi- -edeoio
e seus milhares do- lertores, desecado
m tido boas, festas-e- que ftsoenosBji-
maatBBBeatra-las do noBBjuasaoa.
CoMi que nio se raalfze amproikaeia dOil-
lustrensBBrologo o Sr. castio Pesauney, pnUMaaB*
no /sBo>*BBde 14 do pliisia ibbjb pastado-; poi
qao segunde as observaces e clcalos daquelle
Ilustre, o corrente anno ser fecundo e bacocs m-itorologieat.
Modi'-l7 da paseado, o cidadio Claudiuo
Ennes de Torres, amigavehnente, acabou com a
questio, que mova no crime, contra o cidadio
Igoaeio- Pinberro dos Sintos, questio de que os
let r.-s tiveram couhecimmto pea publicacio as
folhas dessa capital.
Aqui cheg m no dia 23 do postado, e ss acha
entre nos passando a festa, o joven poeta o Sr.
'Joio Duarte Fitho.
Tambem cheg >u no da 26, o capitao Pich> -o
coto 12 pracis do 2, que veio en diligencia k
esta cidade ; e consta-nos que j seguio pa a essi
capital desde o dia 2 d corrente ; deixando-n >s
ra= siwdades.
Felzmun'.e pastarais o irit.il, anns boa e r.-ia
en paz, tendo Sodado o humilde e obscuro rais>
si vista a su tarefa animal sera contar nimigos
de mais; e assim est disposto a proseguir uo
corrente anno, nio pudendo deixtr de ] ser, as
vezes, um poueo abethado le nbraalo algam m :
Ihoramento para esta infeliz- cidade.
A mi isa, vulgarmente chamada d > gallo, ua >
nos agradou, porqaa sahio da praxe dos outr.-s
aanos, sendo celebra la depois das 2 horas di
madrugada, isto prque o livda. vigario foi iitel-a
primeiro na capelrinaa on casadeoracAo de Terra
Vermelha, que dista desta cidade duas leguas.
Entretanto parecanos mais iurul que a priateir
foase na cidade,
J que entrara is ao ecclesiastiao, p'-limis on
carecidamente a.S: Exc. RraR o Sr. bispo lio
cesano, o provim?n'.o cannico di fregaezia de
S. C i-t-iuo da llifjjsa, pois qus por .n uu asKnTj
qne s ja oparo:hro d umi fr'gii^zia (eoiBQ ete)
ointudo nao satisfaz plcnam-i.ite a u oh, e alai
di to sera coadjutor, quanto mais na regencia d
duas tregueziaa ? !
Portan to, S Ex:. RvnR ou d pr >viraiut >
fregufzia de .".' Castao, on entio minie um
eoaljutor, afim do quo ni n >s filte-n os sacra-
mentos W greja, pnneipal n ;ute ae*.easfermos..
Naii-i.o prximo-pstalo .lio sefallou-eo
festas rligvisas ; Toi excernio do3 oatros aonos
n que serapre tiran futas com mais ou menos
pompa, confirme ai sm-ilas obtilts. S'nr-duvid
foi isto devido desumio das irmindades, princi
plmente a das Dores, qne se acha; dzem-nos, .di-
vidida em duas com a mesma ihvo?acio !
Pii bem, se assim p;Ji-.no, aqae-n'con
pittir, a orgaiisacio- da irmtadide de ^ossa S:
nhora das Dies ilo novo compreasiss, que se
acha legalmeute ap,orovaJj ha mais de um an o,
e sera ex'eucao !
Tambem lembram is ao Sr. alrainistradir Ja
cisaide ca-idaie desta cidade, qae lance snas ues-
t u p.u;i as. quatro pobres doeates que no 11 lia.
pois que estas pobres tum: obulo pe i novo com
promisso. As quexas dessas iafelizes sao Je ta
terem partir coracoes de podra. Arfirmamos isto,
pii qus somos testeaanhas oculares. Todos qae
la vio, sihem cinnivilos.
De t-le 10 de nassado at esta data nio teuMs
tido chova* e a-sim estam >s em p -rfeito veril.
0 sol tm si I,'uestes ultim-is das intenso e por
conseguate o calor extraordinario; e- se' o
creador ni> se amereiat de ns, ot-tio iremos
peior este anno qua. o paasaio. En r-itauti os
campos estio verdes, apresentando urna vista linda
aa observador ; mas nrd* as chavas nio derara
para criar pastos, be n \ae em alguna aera baldes
desta cidade a rama, esteta feehada. como Bsvdaz
por aqui na linguagem campestre.
No dia 30 do passado, te-ve lugar nesta cida
de a elfeSo para deputados' Assembla Legis-
lativa Provincial, de cuja resultada deixamos .de*
fallar, porque oa-lettoree j estarlo scieotee.. Ooc-
rcu por aqui regularmente c sem-perturb-tcoes
Como era esperado cbjtgon no da 3 do cor
rente pela inanha' O Exm. Sr. Dr. Francisco de
Assis Hea e Silva, candidato deputaeSo gerai
por este 10" districto, senda acompanhado por um'
a a,, irmao tambem formado cojo nome ignoramos.
Are^eppio feita aos distiuctos viajantes fu
das mais cxplendids que temos visto, porqiranto
elles cntraram nacidiae acompanhadoa d'-umere
celissimo numero de cavaihtirosr,amigos e corre
ligionarios, sendo recebida no meio -Jas espanai-
vas demonstraees de regosijo, ao sora da banda
do msica conservadora e aoestrugir de mu'tissi-
mas girndolas de-fegoad* as
' Aperanse osdistinctos cavalheiros na casa
em qne residre o* Sr. Dr. oz d- direrto etctiro
desea comarsa, onde sa aerriraai d'um lao6 o deH-
en lo almoco, assim como todos que se achav
na.casa e qae fiseram puctei do aaoapanhamento,
correado tudo na mais. expansiva cocdialidade, e
trocando se-.irnumros brindes.
Depoia do aLatooo S. Exc.o Sr. Dr. Rosa c Silva,
convido a toda* as pessoas gradas que se aeha-
vara presentes, afina de tem, comprimentar o seu
particular amigo o compadie e Sr. alferes Manuel
Radriguesi Porto, na ra. I-.nporalor. a qutL te
achava elagantemonte. ornada de arcos e bandei
ras, a sahirain em passeiat ao aom da. msica.
Diversos vivas foram erguidos ao partido con-
servador, oftVecendo os c .nservadores desta cid*.
de ao sea futuro, representante na Assembla Ge
ral, utn* importante faixa. de cor vermelha,. onde
havia a seguate, inscripto, bordada- ouro^- 0,
coaaervadores.de Cnruar ao- Exm. St. Dr. Rosa
e Silva.
S. Exc tem.sido muito visitado por todos oa
seus amigos,. tatito da Jal, como mesmo. de
muitas leguas de distancia,
O Sr. alferes Rodrigues Porto, para mais pro
var o seu regosijo pela chegada dos seus distio-
ctos amigos, convidna algumas familias, e -moite
oflvreceu Ibes urna ttirie- dannate a qaal, aoaa-4
maior ordem e aai^iaeaoy proiongon.se asea, ma-
drugada. Ate- outiatves
(aranbuna Escreve o nosso. correspoor
dente cm 7 do crente:
. Principiamos comprimeatando *illu*trada re-
daecio deate Diario, dejando que tivesse. tido boas
festas e telizes entradas do novo auno..
. Esteve um pon desanimada a festa. d- p.i-
droairo, devido sum djvida raedouha cr.ise que
a'.ra ves* amos.
j Comtudo a festt corruu regularmente, havendo
sotlVivol coacurreneia no da Io do corrente por
oecasiio da missa, e a noite quando, aps a la-
dkinha, que mou se um lindo fago artificial.
a Kiohiuve peiturbiv-io da <>riem publica, taa-
to t* qusnto o Sr. (lorgoaio Jas Vunaa, dele-
gada de polica, pasaava noites em claro, procu-
rando por todas os meios, por todos o mudos, pre
reata coniiictos, e- evitar a mais leve perturbcio'
da otdem, o que infelizmente nao saceedeu no a.uo
pa aadaem qae.foi assassinado um pibre homem
psr uta soldaao.de polica
E' pois, digno il* lonvor w actual delegado de
polica, p^lo modo porque tem proceiido, destri-
bnindo a todos jas tic*, esquecendo nteresses pe
liticos, o )ue sobr.-moi i o tem elevado uo con-jeito
publico desta cJade.
rim No dia-14 lo mea finio sob a presidencia do
Sr. Dr. A*.o_aiia nui* a 4.a sessio judiciaria do anno findo ; sendo
abmeltiioe div rsea criuuuuaoa, o sanio todos
ctodasnnaoa
. >To.-dia2BU*.iSafiud-.ap__BsiB!eeraaijdlvof3a
ssdulas falsas de dea mil ris i&7> estampa, bem-
cim>uo pava. to&JMai-
A polica tomou immcdiatamaute conhecimento
d facto, apprehendndo onze- sedulaa, e sendo
preso pelo delegado ds> Canhotinho o iudividuo
Jpao >!e H illaada Caraiaauto, qti sendo o iudigi-
tado coaia o nico pissador d'aquelUs sdalas.
perseguido aqui pela polica fugi para Barra de
Jangada* qsaaadoy asada-TecoubBeili^> foi preso.
, Da.inq_varito..peoeedidO' verifaorea qua fsi
cora effetto Joi de.Uollanda, quem andou pas
sairdo sed tas-falsas-em-qnestl.
tfaasauttimio, nio ebugeu axais e.oeaUr.tem.sida. Etraram :
fasnppeTtave! ***
Este Sr. acaba de offerecer msica desta
cidade um instrumental completo e novo, devendo
mais tarde mandar fazer para a mesma um farda-
ment proprio.
t Em nome da phHarmnica garauhuease, agra-
decemos ao Ilustre Sr. Augusto Portella, o grande
e valiossimo presente qae Ihe acaba de fazer.
Ao terminar esta carta m esta bella cidade
mergulhada em completa paz.
SaiguelraSserevemnos eoa 31 de Dezem
bro findo :
Sendo befe; o ultimo da deste anno, cmpre-
me agradecendo-lbos a finesa qne me team dispea-
sado na insereno das noticia deste lugar, dar-Ibes
as boas festas-e melbores entradas do novo anno-
Teve lug.tr no dia 16 do corrente a aosiio do
jury deste termo ultinj'.mente convocada, sob a
presidencia dor. Lsvino Lopes de Barros e Silva,
sendo promotor.o cidadio lioinau Pereira Filgn.ira
Sampaio.
-introu em jjrtgamento e foi absolrido d*
criraes de tentativa de tomada de preso, ameaca e
resistencia, o nico ru preso Agostinho Gomes da
Costa tenia por defensor o uosso cara da fregu-
zia.
Correu livre a eleicio hontem aqui r'eita, sen-
Sa votados : Bario de Caiar,. com 47- votos, Dr.
lomea Prente com 45 e major Solouio com 7,
tendo comparecido 99 cleitores.
En Lepoldiaa, Bario de Caiar 18 votos, Dr.
Gomes Prente 18 e 1 em separado e raajir SU
nio, 5 votos, ao todo 42 eleitores comparecidos.
Au revoir...
A influencia d cneirotj na* mu
f iteren Um perfumista inglez, o Dr. Sampson
le Londres, fez mnitas experiencias relativas
inflaenciaqae ezercem os psrfames nat malhers.
Das exper encas resulta, que um perfume deter-
miu-iii prjduz determnala modilioaclo dynamea
pa esttica, nio somente sobre os sentidos, senio
sobro a parte moral das mulheres.
Es aqu o resultado das observaces olfacti-
va do dutor.
O almiscar fas as mnlberet amaveia e sensi-
Veis.
A rosa torna as jovens altivas c irrasciveis o
avaras.
O geranio di virilidad ao carcter c pr.duz
Um orgulho nobre.
A' horteli predispoe pe lade e devocao.
O benjoim Urna as mulheres sonlia-loras. poeti-
ces c inconstantes.
A verbeaa d affeicoe artsticas.
O arabar d intensrdade ;\ insptracio : o per-
fume-favorito das p esiat.
O pa'.chouli produz hysterismo.
A camphona embrutece (e afagenta .at traeas)
A pelle da Rusta pre lispe indolencia e >
bbb*bbbbb.
O opoponax conduz loucura.
E' lastima qae o Joutor inglez nio teuha feito
12 taboleiros a 200 ria
5 Suinos a 200 ris
19 columnas a 600 ris
44 talhoa de carne verde a JOOO
20 ditos de ditos a 2*
36 compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 ris
60 ditos de legumes a 400 ris
17 compartimentos de suino a 700
ris
14 ditos de tressuras a 600 ris
2*400
1*008
40011*
44*000
40*000
18*000
24*000
11*900
8*400
observaces respeito do- homens.
De-todos oa modos, da esperar que nio tarda-
r em che.gar o dia era que se potsa dizer :
Oeixa o travo, que te direi quem. es.
Marintaa de guerra italiana O
'ost, urgi offieioso do governo germnico, fal-
1 .uilo- d nsquadra italiana, ti ettts importantes
oontiJeraces :
A frota couracada italiana teja por cons-
truccio de um numero consideravel de nav03 de
guerra de primeira ordem, superior aos navios de
semcUiaate genero das oatras navoes, on em relu-
ci Ja sua forv i defensiva, ou finalmente debaixo
do pouto de vista do armamento, posta em estado
de fazer frente a toda eveutualdade.
Neta esquaira britnica, e ncm a franeeza,
fcpez ir do numero de navio de guerra, estarao
no caso de eipellil a do Mediterrneo.
I Ne.-n-aetmo pode rao tel- bioqaeaila nos por-
tos mJitaroB. Po-le-ae. tambera avancer, com. ra-
zio, que unida a frota italiana britauuioa, ou l
francesa, esta adquirerin um* saperioridale to
assitrnalada qae a frita nimiga nio polei-U ficar
ao Meliterraiiei.
O Post, depois examina detalhadamente a esqua-
ll a litilin. n-rinnnn r rrmr- i mn coastruecat e
urna gran le part-; daiabricaeio das (grandes cou-
Yacas obra inteiramente dos habis conetructores
iiiiv .es italianos.
O jornal nllemio termina o san artigo assim fal-
lando do couracado Italia a Jo Lepanto :
Especialmente estes dous couraca ios sio po-
te-ttiastniot. Toen tnaehas de 18,000 caratl?
de torca o sio os mais poderosos eacouraesdos da
inundo.
a. Moda Iliu.traila Para a Livraria
Jfluminense, ra do Bario da Victoria n. S, ac
ba desnegar o n. 168, de 15 de Janeiro corrente,
desta revista d-meders; que traz- figoTino" coll-
rlis e> fskba de moldea.
Lariplos-Na madrugada de hontem,.esies
industriosos penetraram, por urna janella que fieou
aberta, ni predio terreo com sotio n. 14 da ra
Marcilio Dias, da parochia de Santo Antonio, e
on le ten armazem de raolhados Teixeira & M-
fBQJa.
Os taes muios levaram salvo c nao foram. pre-
sentidos, urna cadfea sltotrcsa divetsa* ppcaside
roupa, tudo no vai*- aproisasl.-de -209*009.
i neiltSb Bffcctuar-se-ha :.
Terca-f*rra :
Pelo* agente Alfreda GmmarSes, s 11 horas, na
ra do Mrquez de Oliada n. 18, de duas vaccas
taurinas.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas na
ra do Uom Jsus u. 19, de movis, lencas, botes,
tges, e:a.
(^aaxta-feira i
Pelo agtnU SlepaU.in IV horas, na ra da
S-l- la le n. 34, de uuta padaria ani sita.
lanaa ranearesSeri celebradas :
I Hoje :
q A's 7 horasvnaunattz da Boa-Vista, por alma
de Jos Ribeiro do Amaral.
Terca-feirs:
i A's 8 horas, na igrrja da Canceicio dos Milita -
res, por alma d-D. Hermelrnd* denhorinha Vie-
gas.
Cstos rln itntitsiri a '1iriim*nT~ dos pre-
tas-no.dia-15 do-Janeiro :
Existiam pr-sos 325, entrn. 1, sahirain 2
existem 324.
A saber:
Naeioaaes 285, mnlheres 6, estrangeiros 5, es
eravos aenteniados e processados 13, ditos de cor-
reccio 15.Total 324.
Acracoados 301, sendo : bous 291, doentcs 10
Total 301.
mWintente da enfermara :
, Tere baixa :
Ismael, escraro sentenciado.
Lotera da. paolaclaTercarfeira, 19
d Janeiro, seextraiir a lotera n. 32, em b.-nafi--
cio d Santa Casa de Misericordia do Recife.
No consistorio da igreja de Noasa Senbora da
Cbnceicin dos Militares, sa-acharao exposta hs
uinai-e as t'Bpheras arromadas.era ordem mime
r*.-H,fa-npreciaie do punlko.
Oeve ter sido arrecalada neste dia a
quaatia de 171*580
Precoe do dia:
Carne verde a 480, 380 e 320 is o kilo.
Suiaos a 600 f 500 ris dem.
Carneiro a 1* e 800 ris idem.
Fariaaa de 320 a 640 res a cnia
Multo de O'a. 240 ris dem.
Feijlo de 640 a 1*280 ris idem.
INDICARES UTEIS
Mediros
Con.ultorio medico clrurgico do Or*
Pedro de Attabyde l*obo Homcoko
ra da loria n. 39.
0 doutor Mostazo d consultas todos os
lias uteis, das 7 s 10 horac da manhS,
Este consultorio otfexece a co .-a andida
ie de poder cada lente ser ouvido e exa-
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. M6scozo encontrado no torreo pra-
i_a do Commercio, onde funeciona a ms-
peccSo de sade do porto. Para quaiqaer
d'estes dous pontos poderlo ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas.
O Dr. Acioiades Velloso continua a ter
consultorio, na sua antiga residencia,
rna do Bario da Victoria n. 45 1* andar.
D consultas das 7 s 9 horas da inanha
e acode aos chamades a qmlquer hora
Pratica operajSes.
O Dr. Alfredo Gaspar, medico opera-
dor e parteiro, restabelecido dos sphs in-
comrnodos, contioa no exercicio de soa
profissao. Residencia ra da Imperatriz
n. 4, 2. andar.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de 1
s 4 horas da'tarde, ra do Baritb dn
Victoria q. 45, 2. andar, residencia ra
do Riachuelo n. 17, canto da ra do Pire?.
litios; a Jo
lenrique Milet. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Encarrega-se de questSss
as comarcas prximas aa liuhas farreas.
Dr. Oliveira Escore!, 2. promotor pu-
blico, tem seu es-iriptorio de advogacia na
ra Primeiro de Marco n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado -
ra do Imperador n 37.
Mudanca de connultorio
O Df. Alrio aVisa aos seu dientes
qae mudou o m. 5 consultorio para a ra. do
Queimado a. 46, 1. andar. Consultas
iodos os dias das 11 s 2 horas da tarde.
Orotrarla
Parta, Sobri'nho & C, drogustas poi
ittacado. Ra Mrquez de Ohnda n. '11'.
Prancisco Manuel da Silva- dt' G., dopo
-u.irios de to entilas, tinias, drogas, productos chimke
a rnedioamento bomosopaticos, ra do>Mar-
quoz de Olida a 23.
Botica francesa e drog-aria de bou.
quarrol PrfSrv, uetjenaorea
*. de Cao m
Neste estabeleuimento fundado desde
1821 enconra-se os productos chlmicos.
drogas, tintas, olos, pinceis, verniz-is das
molhoros m ircas-; todas as especialidades
pharmaceuticas dos legtimos autores, um
vaciado sorinento de fuas o aguas mi-
neraes, os granulos dosimetricos de Burg
grave e productos esp^cies da Flora Bra-
silira. 22 roa da- Cruz, Recife.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapina
de Francisca dos Santos Maeedo, caes,de
Capibaribe n. 28. N'este grande estabele-
edinonto, o primeiro d provincia n'este ge-
nero, comprase o venrfe-se madeiras de
todas as qualidades/ serrase madwiras de*
oonta.alheia, assim como se prcparam obras
de carapira por machina e por precos sem
competencia.
Liilcria ale 80:000*090-{jabe-se por
telegramma reeebido pola Casa da Fortuna, que a
ldtena do Rio 362* B,.eitrabida hontem, 16 de Ja
ntiro, foram preasiadoB o. seguintes nmeros:
5104 20:000*000
5114 10:000*000
121 4:000*000
. Lotera da CearTelegramma reeebido
pila Cira da Fortuna, sabe ae que a 10a lotera
dsta provincia^ eetrrihida- cm 16 do coriente; to
rain rweiniados oe serniutea nmeros:
326 10:000*000.
1797 000*000
1723 500*000
I lioierin lo Mnrci de 900t000#000
-Esta grande lat-iria, enj pr?mio grande di
2*0-000**00, pelo-a-ovo ulano, aeresuabida im-
preter velmeute no da 19 de Janeiro.
Os bilhetes achauwe a venda- na Cata Feliz
pr*ea> da Independencia us 3? e 39.
LaleriadoKla -A 1* parte'195 do plano
novo do pjreaio de 100:000*000, ser extrada im-
preterivelmente no da 23 do corrente.
Os bilhetes acbam-se venda na Casa da For-
r una, 4 ra do Crespo 23.
Tambem atebam-se venda oa praca da Inde -
pendencia na -37 e 39.
oteria do Maranho A 1 parto da y
lotera desa provincia, em beneficio da emancipa-
_io e Santa Casa de Misericordia, cajo maior pre-
mio O:000*k>..0, ser catrahida no dia 26 de Ja-
neiro.
Achamise exposlo a venda os restos das Lilbe-
ts na Cana da I" tona ra Primeiro de Marco
23.
' Mercado 1uiHcIbb*b i. Jos -U
mov meato deste- .\fcreado i daa.lt> da corrate,
OaisBBi iBBBtaltinnBieoaras,' cujns uobaioa-lBr foi o seguate:
PBL.-ACOES A PEDIDC
N'o da 31 do pa*sa*^-oflorcoin> vuar baile-1
emboas do.*. vigario Podro- Paataany. ao sub-
emareiteiro das obras da 3. seccio, o Sr. AusjHstej
'iMiVw'I^Jteila-PWr 1
3-bbia pesando 5.992 kilos.
259 kilos de peixe a 20 res
18 cargas dnrfariba.a208 rifl
3 ditas da fruciaa diversas a 300
ris
5*180
3*600
*90j
Empresa it*r RdlOrare<)
Eutre as mu i tas e variadas f.tlt8, que se nota-
vam uesta no?sn capital, nenhuma te fazia sentir
tanto, quanto a de urna 'mpreza de edificacoes.
que dingidf-por pesseas haoih'tadaB se* enearre-
gas.-e de proporcionar aos seus habitantes, desde
a mais modesta inorada, at aos suroptuosos pala-
v-ct'-s a pir com a elegancia os commodos e coa)
fertoa DnseassoriM vida,
Nao ha quem dsconheca os muitos defeitqs dr 8
iio3u9 habitacoes.
S--IQ 03. commodos indispensaveis a vid, sao
ell'S tilo ml dividid is, que com difliculd..de se
eocontra urna casa, onde poasa estabel-.-i-er si a ra-
sdeacia urna, familia qualtjacr, sem ncommodos.
Em um clima tropical c mo o nesso, carecem
todas ellas da necessaria vcntilar;o.
Os dorjiitrios e salas da jantar, to com raris-
simas excepsoes, insuppnrtaveis. Vive-se n'ellas
em continua. transpuracae. Sem frente sutcien-
t, e dotadas de um fundo extraordinario, auartos
hn em que eos* multa ditifeuldade penetram o-ar
ca luz, elementos ndispMiBaveia i nossa vida, e
que tazem a base da nossa hygiene.
Todos sabem que o ar e a luz coDbttuom os
principios da >aude, que gozamos,
i Nos E5iados Unidos e na E-tropa ha engenhei-
ros esptcialistas que so dedicain-iwicanumte ap-
piieacao destes dousclemeut >s de vida. variedade
de edificios, cuja construeco se projecta.
E' assim que urna casa de residenoix, psBjuena
ou grande, um hotel ou restauraute, um salao de
dk vastas proporcos, umrrheatro, ete., nao se edf-
ficain sem atteuder muito cuidadosameaie pso<
vis.lo e abastecira'-Dto desses agentes indispensir
veis 'nossa salubridade.
Pois bem. para occorrer a Cesas wcrssRtadea,
havia-se encorporado urna sociedade em comman-
dita com poucos membros, os quaes animado, d
eentimentos de verdadeirs patriotismo se propu-
uliam h t'imecer laaturiaes para edificaeao. Para
esse fim, vencendo as ditiieiildades, que soem ante-
por-se entre nos, a todas aa industrias nateentee,
con^eguiram montar em um dos nossos arrabaldes
prximos e mar m. do rio, ,pelo qual com a "">-
xima facildade do sabida aos productos de sua
inaoufaeturai urna oiaria m-oflaiica, qne- osar sa*-
bia d. reccao_ tachniea e pratia tOUBj. fabricado,
muitos mi'hojs de tijolos de diffirentes feitios e
Eroprios para diversos misteres, do melhor e mala
ldo material, telhas, ornatos variados, etc., etc.
Presidio a este importante estabeleciweoto o
mais aecurada esc >lha do local, que foi comprado
?la empresa, o aeseaamcnta de urna infiasrlnd
H trilhos, tulo com o maior criter9 e a mais es-
crupulosa economa-; a sua gerencia est c"Trfia***
pessoa qu.\ a conhecimentos teehnicos, muito es-
tudo, niuita pratico e grande inodeat.a, reuoe.multa
perseveranca, muito meth;do e muito syrtema.
V^teasli^-or^emvassna^ eoer adeeiplnox E'
quaaimlaj-ll'.-rsio entrn, e oa\ qao nanea eov-
tee, o Earavao, que tudo perturba, tudo arruina
entre nos.
Depois deiWiaoe -\ EnBpresainiBnvnor os u*f-
sos p-irabeos, nao s pela idea orno pola, maneira
modesta, com que a ella deu execuco, congratu-
laiaea ciosa, porque annuio ao pedido de alguna amigos e
proprietarios de predios 9 terreno, qno se qaizs -
rtm associar aos iniciadores, encorporando-isa.em.
urna compmhia que augmentando o capital' dsse
%
4"
V


f
^K3


Diaria lie VenutiubiicoDomtigo 17 de Janeiro de 1886

:>
I
1
idea o deteovolvimento de que ella capaz, sem | coetrario contrtiaram as nossas relacoea como da
fazer a menor alteracAo no que ha feito e somonte
alargando inai oper*coes, fazendo-aa em maior
M
Fotnos testemanhas de visu do bem delineado
plano e c.ga nota veis servcos do eetabeleciment).
VoUarsmos no seguate artigo a completar o as-
sumpto.
(TraatTiptodoJamai do Beci/ede 12 de Ja-
neiro de 1886.)
abre tnaaal* de Alnirlnd Bello,
hoe lrl(elm di de sea pMM-
Menlo.
Nao choremos essa mirte,
Nao choremos casos taes,
Quando a tcra p rda um justo
Conte nm anjo o co de mais.
Goncalvu Dia*.
Ella era moca e bem moca, e anda no verdor
dos annos, quande a natureaa mais pareca sorrir-
lhe, vooa sua alma candida a manso dos justos
e 0 fri marmore do aepulchro qne vai vestirse
do musgo do eaquecimeuto, escondeu para sempre
aeu gelad i e maniatado corp > qua cabio aos gol-
pes de ama cruel enfermidade.
Triste aorta da pobre humanidade !
A' Almirinda, que estava na flor da idade e
cheia de vida e de vigor, ha boje um mez, foi-lhe
o nome ri-icado do livro dos vivos.
Pilha obediente, esposa fiel, mi earinhosa, ami
ga dedicada ; oh porque nao viveu ? Altos sao
os designios de Dem.
Quatro filhinhos j orphos na mais tenra idade,
o espjso, a mi, os minos, os parentes c amigos,
feridos da mais acerba dor, tristes e cobertos de
pesado luto derramam sobre a campa sepulchral
de Almeriuda a lagrima da eterna saudade ; e
todos de joelhos, com as man erguidas e alma
pungida dirigein por sua alma preces a Deas jun-
ta a quem hoje est gosando de sua bem aven
turanea
Adeus, Almirinda, descanca em paz e receb
a eterna saudade da tia inconsolavel
Fortunata Forte.
Recife, 17 de Janeiro de 1886.
9. distric*o
Deparando na Provincia de 12 do corrate com
u na calumniosa e infame verrina anonyma em
que o pestilento autor occupou-se com o meu hu
milde nome, venho perante o publico protestar
contra as mentiras n'ella exaradas.
Os liberaes d'est.i localidade, que aiuda teem a
con ciencia atropellada pelos remnos que lhes
desperta a record ico dos desatinos, oppressoes e
peraeguioej postas em pratica n'esta localidade,
durante os malfadados das da nefasta situaco
que fiudou, receiam se naturalmente que nos des-
eamos ao mesmo nivel p na tomar vendidas, e
por sso apressam se em vir cobardemente calum-
niar ao nosso amigo que no ostracismo soube con
quistir sympathia e dedicado de seus co-religio-
narios.
Fique, entretanto, b publico sabendj que des-
bragados e torpes foram oa mcios a que sempre
recorreram aqui os amigos da Provincia, e conti-
nuam a usar n> sentido de angariar votos e per-
didas afleicoes para o c ididatos Hibernes.
E' inteiramente falso que eu ti Vase acompa-
ulu-i.) em eieurso:s ao Dr. Saldanha,, que tem
alias, no ejercicio de scu cargo g 1 mantido sempre
com toda a dignidade.
A causa do Dr. Alcof radi est entregue
seas muitos amigos, os quaes por ai valem milito,
in iepeade.ute de iutervencao.
A Provincia quer forca dar a > Dr. 5 ildanha
a paternidade dos escndalos aqui praticados pelo
sea antecessor, a* situacao passada ; piis at hoje
s consta que o Dr. Salianhi ti vase feito duas
nom-jacoes e utaa rom if i 1 de empregados, sea lo
ama d ia nomeacoes para substituir a um emprea-
do que viva diariamente embriagad.
Os amigos da Provincia perderam O senso e a
calm 1 vendo fugir lhes a epucua em que o protn -
gam-uto era ura viveiro, em qiu as ameacas o as
sorras constituan! poderos js eleuvntos de cabala,
e, principalmente, em qne a1 promeasas di distri-
buir pelo eleitorado quinheutos burros do Piauhy
produziam efleito !...
O tenente Autonio VelUo e outros nao se teem
visto em torniquete, c mi diz a Provincia, a coad-
ju vacio a eleiflo do Dr. Alofradj resol uclo to-
mada ezpontaneamente p>r aquel'ei cavalleirjs.
Fallido, senhorej da Provincia, sou eu porque
sou p-bre e nao tenho posicao para abusar d'ella
ejtorquin.lo a humanidade.
A' Prooinciif que e>qu-ca o meu nome, por amor
a certas repuUicocs de amigos seus qu-< poaao des-
macarar em poucas hnhas.
Cuidado !
> Quem tem rabo de palha, nao tica fugo
Qojp-ip, 13 de Jan-iro de 1886.
Joo Galvo.
O Dr. loan de S
D izando, de parte o ponto de quest '8 peo len-
tes em juizo, o Dr. Joo de S nao podendo con-
testar o direito do Dr. Herui igenes, pretende ata-
Car a tudo e a todos para desviar a attenoao dos
menos prevenidos.
Neise proposita entendeu affirmar a esse respei
to o que nao tere o cuidado de ponderar : nao se
leinbraudo alia das provas que asim me propor-
ciouava pira destruir a sua argmnenlaco.
N.) fazer .figura triste o diser a verdade do
que se passa, porm o negal-a por motivos indeco-
roso'.
No referir a verdade do que fui dito sem reser-
va nem escrpulos nao ha falta de descrpcao e
menos leviandade. O mesmo Dr. Joo de S, to
discreto e sensato, revela o que se pasaou entre
elle e o Dr. H (!) do coronel Braga.
A conversa a que me rsferi em mi 11 ha carta nao
inveocjlo. Tenho o dreito de ser acreditado no
que digo porque resp 'ito omito a minha reputa -
gao, para que nao a veja sacrificada A torpes inte
resses. Entre 1 minha palavra e a p ilavra do T^r.
Jo 1 de S o publico ser juiz.
Deap ichei as petices dos credores, como era de
meu dever, nao tendo o direito de reputar falsa
os ttulos apresen '.ados pilos credores 6 reconheci-
dos p-.os interessados ; tanto m lis quanto o que
me foi referido milito anteriormente pelo Dr. Joo
de S, alm de ser vago, nao mi merecen impor-
tancia, pois que teado eu censurado tal proced-
ment, era crivel que elle deixaaae de parte easca
ttulos a que se referir.
Sao jurei suspeicao a esse tempo porque nio ha-
va motivo. No caso de recooheeer a falaidale
dos ttulos, o jurar suspeicao s itacate proprio dos
qae enchei de lama a carta que receberam da Pa-
culdsde. Se en tivesse reconhecido essa falilda-
de, saberia proceder de conformidade com a le.
Nio aeriam es falsificadores que me int :mida-
ziam.
Por justos motivos jurei suspeicao nesse inven-
tario em Setembro de 1883.
O que affiruiei em minha carta datada de 8 de
Agosto do anno prozimo lindo, foi qae o Dr. Joilo
de S conversa -do comigoem um wagn do cami-
nho de ferro desta cidade ao Recife, muito antes
do falleciineuto do coronel Joo de S, declarou
me que sua mii, D. Mara, pretenda intentar ou
ha va atentado urna aceo de divorcie, e que sea
pai^> unmI Joo A' S, para prevenir que ella
tivesse meacao nos bens casal, se porven'ur 1
tosse confirmado o divorcio, havia aceitad 1 lettras
a ami iros, de modo que as dividas do easil absor-
vessem- todo o monte, e iue depois de tudo liqtii
dad>,.asea amigos entregaran] tudo a seu pai. fi
cando aua mii sem oousa algoma ; nao asseverei,
entretanto, qae as lettras que fugiram no inven-
tario sao as mesillas de que me fallou o Dr. Joa 1
de S ; nem ti pouco emetti meu juizo a respei-
to das dividas de que ote fa*lava o Dr. Hermoge-
nes em sua carta.
N4o proeurei agradar ao Dr. Heraiogeaea para
conseguir delle o que os meua correligionarios nao
poderam dar-me, como pareceu ao Dr. Julo de S,
pe nem ao manos teve o cuidado de reparar na
U de miaba carta, a qual foi escripia em 8 de
Agosto ; nao podendo eu neaae tempo prever a as
ceocjio dosaMNwervadores ao poder, e menos a ao
meacao do Dr. Hermogeoes 2 vicepresidente
d-.-sti provincia.
Com reUco a autopsia procedida a requer men-
t do Dr. promotor publico em mea parate Pu-
losippo Marinlto Perera dos Santas, em Outubro
de lib^, nada me cuaipr dier, qne nenhumapar
te tofwi nella.
Na> ooatnmd negar o qae digo r o que platico,
pois, s asco nos limites da verdade e da hon-sti-
dai\ E' verdade qae em prinaipio do anuo de
1881, qaando o Dr. Joo de S era morador .fia,
eidade de Recite, ra da Imperatru, quaodo ojia,
existia dasendencia algoma d.quellc doutor pasa
couigo, o .proeurei para tuna Iraasaco muito ho-
nesta quje.leliznente oo raaJjtou.se. Nio ms
por .to soJasUdo com o Dr. jo de S -o
antes, de modo qae em principio do anno de 1880
quando elle era morador uesta comarca, o nomeei
inventarianie dos bens do seu fallecido pai, o co-
ronel Joio de S, e posteriormente invaotariante
dos bens do fallecido coronel Joaquim Cavalcaa
te ; e que se nao dara, se porrentara eu quizesse
tomar algum desforoo contra o meemo doator.
Portanto a miaba carta nio pode ser attribuidi
aos motivos improvisados que se lm no Diario de
29 de Desembro prximo nodo.
linda, 5 de Janeiro de 1886.
Hortencio Ptrtqtim.
(Transcripto da Provincia de' 15 de Janeiro).
Ao publico
V Os abaixo assignados, tendo registrado e depo-
sitado as suas marcas industriaes e rotlos das
suas preparaeSes na junta commerciai do Rio de
Janeiro de confcrm'dade com as prescripcoes das
leis do imperio do Brasil, declaram e participam
aos interessaloa, qae como nicos proprietaros,
tem direito exclusivo de usar as maros indus-
triaos e rtulos relacionados com ^manufaetura,
fabricaco e venda das s.gain es prepara;5;s ;
Agua de Florida de Moray e Laman.
Tnico Oriental.
Peitoral de Aoacahuita.
Pattilhas Vermfugas de Kemp.
Oleo de figado de bacalbo de Lanman & Rem|..
Emulso de ole > de figado de bacalbo com hy
popao8phites, de Lannuam Se. Kemp.
Salaapamlha de Bristol.
Extracto duplo de aveleira mgica de Bristol, e
ungento de aveleira mgica de Bristol,
e qne, p irtanto, persegairo a todos os falsificado
res ou imitadores das ditas marcas ndustriaes e
rtulos, procurando qae sejam castigados com teda
a severidade da lei.
Tambeui acautelamos o publico contra todos
aquellea que intentam substituir as nossas prepa-
rares cima mencionadas com artigos falsificados
que levam rtulos ou marcas industriaes que imi-
tam as nossas.
Lanman & Kemp.
Aviso as oies de laoiilia
A mu antiga e merecida repatacio dos Collat
re Boj-er contra as eunvoleaes e para fa
cuitar a rlemtirao ata* crismes* tem sido
desde muito tempo objecto de inveja por parte de
industriaos sem escrpulo e sem titulo scientifico
os quaes nada acharan de melhor do que contra-
fazem e imitarem grosseiramentc nosso produ-
cto.
JMuito preoecupado com a saude das criancas
que pode assim ser comprimetti la e demais zeloao
da boa nomeada dos uossos collares, prevenimos s
ntes de familia que ellas devem exigir quecada
Collar Royer eaeja eontido dentro de urna caixi-
nha longoquadrada abrindo-se como gaveta, em
trez lados di qnal se acbam appostos rtulos im
pressos cm francez, portuguez e hespanhol e deco-
rados com urna Virgem e a nossa marca de fabri
ca, no qua te lado com duas medalhas e minha
assignatura
Cada caixinha fechada com ama medalha de
Ut.to. em amb >s os lados da qual se l a seguate
iuscripco: Collier Royer, 224, rae St Martin,
Pars.
O Cajrbeba no es-
trangeiro
Nada ha to poderoso como a verdade, e s
com ella faremos desapparecei a imbecilidade de
una, a vaidade de outros e a inveja que devora o
espirito de moitos, s porque a surdina nao tem
podido destruir a confianca com que nos honra o
publico.
A estas eloquentes palavras de am coahocido
ph irm-.ceutico brasileiro, escriptas em favor de
preparados seas e contra os seas collegas, cabe-
nos a vez de snbscrever e accresceatar que a ver
dade aiuda mais poderosa, quaodo irrumpe ir-
rcsistivel, espiotanei e brilhantem;nte de factos
incontestaveis e incontestados.
E' o que tem suc :edido e vai succedendo com
o Cajurubeba. Perseguido e calumniado aqui no
Brasil, mas sempre triamphaate, acaba de alean-
car no estrangeiro am maravilhoso triumpho.
Em poacas palavras eis o caso :
Em Marsplna (Franca) o Cajurubeba curou am
asthmatico de 64 annos, qui soflfria ha 15 annos
desse terrivel mal.
Leiam os poucos incrdulos do Cajurubeba o
documento que ae segu, e nao davidarSo mais.
Marseille, le 30 Novembre 1885. Mr. H Mo-
rcan, agente de Mr. Antonio Perera da Cunha
de Pernambuco (Brsil.
28 Boulevard de laMagdeleinc, Marseille
Monsieor.Je vi-us declare qae je snuflVais de
peuis quinze aos de l'asthme tel point que j'a
J abandoner mes afiaires.
Cet.e terrible malsdie que m'arait priv d'ap-
petit et de sommeil, n'obligait rester dsns ma
chambre, ne pouvant plus descendre ni monter
les escaliers, et mon existence n'tait plus qu'une
lougue agonie, sans espoir de me gerir, puis que
fous les medecius auxquels j m'etait adreas,
m'araunt abtndon.
C'est dans cette triste situation que je me auis
decide faire usage du Cajurubeba compos par
Mr. Firmino Candido de Pigueire lo, dont Mr. P,
qui en fait luimme usage, me pria d'ac Cepter
gratnitement les fl icons ncessaires ma cure.
L'effet fut prodigieux, car aprs les premieres
loss ao miux sensible se declare me rendan t le
sommeil et l'appetit.
Je p'is sortir aprs le premier flac:n, et aprs
l'ahsorption du denxime flicon j'rais complte-
ment rtaWi et radicalement gnrit. J'en pria
um tr liseme flacn par mesure de prcaution, et
aujourd' hui j'ai ma sant crame lage de 30
as, malgr raes soixant quitre ana, et jeme sais
remis aux afiaires.
Je doia Ms. Cunha et voos la vrit que j
me fmvmvimm'
ce que de droit ; c'est une cure obtenue d'ane
facn si miraculeuse et surprenant, que j'en auis
moi-mme tonu avec tons ceux qui m'ont con-
nu malade. Veoillez, avec mes remerciments
agrer mes civilits empresses.
Lon Deluj.
Va poar lgalisatioa de la sigaature de Mr.
Lon Delny. Appose si deasas.
Mirseille, le 30 Novembre 1885.
P. le maire l'adjoint d legu. |" ai
Vu pour lgalieatioa de la sigaature
B urrolly adjoint au maire de Marseille.
Marseille le Io Decembre 1885
P. l Prfet des bouches du Rhme.
Le Consailler de Frfctur.-
TRADUCCO
Marselhi, 30 de Novembre de 1885. Sr. H.
Moreau, agente do Sr. Autooio Pei-eira da Cuoha
de Pernambuco (Biasil) 28 Boulevard da Mag-
dalena. Marselha. Seohor Declaro-lbe que
soffria ha 15 anuos de asthma a tal pauto qae tui
obrigado a abandonar os meas negocios. Esta
terrivel enfermidade que me bavia suprimido o
apetite e o soano, obrigava-ma a oonservar-me
reeolhido, nio pod ndo desear nem subir aseadas,
de sorte que a minha existeaeii nao era mais que
una loaga agona, sem esperanza de curar-me,
visto como todos os mdicos a quem me bavia di-
rigido me tenhara j abandonado.
Foi nosta triste siloacao qae me resolv a fazer
aso do < ajurubeba composto pelo Sr. Fumino Can-
dido de Figueiredo, -d qual o Sr. T. que tambem
usa delle me pedio para aceitar gratuitamente os
frascos necessarios a minha cuia. O effeito foi
prodigioso, pois logo em seguida as primeiras d-
ses, ae declararan, seneiveis melhoraa, qae me res-
tituiram o somno e o appetite.
Pude sahir depois do prim-iro frasno e depois
de ha ver aquerido o segando, aebsva-me com-
pletamente restabelecido e inteiramente curado.
Tomei anda um terceiro frasco como medida pre-
ventiva e hoje tenho a minha sade, como aos SO
annos, apesar dos meas 64, tendo voltado a oeou-
par me dos meas negocios. D -vo ao Sr. Cansa e
a Vmc. a verdade que julgo dever meu afirmar,
para aervir como Br de direito ; urna oura obti-
ia por am modo tSo milagroso e tao suspondente
qne eu mesmo estou admirado, bem como todos os
que m" conhec ram deeaao.
Queira recoser com os meua agradeetmeatos os
mais devotadoa eampaseatos.
Banco de Crdito Real em
Pernambuco
Este Banco, autorisado pelo decreto n. 9457 de
11 dejulho de 1885, dar comeco as suas opera-
coes no dia 2 de Janeiro de 1886.
As opeacoes fundamentaos do Banco ato :
Fater emprestimos de quantia nao inferior a
5:000000 sobre hypotbeca de bens immovei a
longos prasos com amortisac* por annuidades.
Estes emprestimos serSo :
Coatractaidos por tempo nao mencr de 10 annos
sobre primeira hypotbeca constituida, cedida au
subrogada.
Feitos por metade do valor dos immoveis rn-
raes ou por trez quartos da urbanos om lettras
hyonthecanas do Banco, ao par, do valor de.....
lOOsWOO cada nma urna e do jaro de 7 0(0 aoanno.
Reembolsados por mel de annuidades pagas
peloa mutuarios em moe la cerrente, divididas em
semestres.
Os emprestimos podera ser pagos antecipada-
mente no todo ou em parte, em moeda corre de ou
em letras bypothecarias ao par, a vontade dos
mutuarios.
As annuidades comp'ehendem ojuro conven-
cional, a amortisacao do capital mutua lo e a com
miaao de 1 0|0 ao Banco.
Na base dos juros de 8O1O ao anno.a tabella das
annuidades para 1:0004000 a aeguinte:
Contratos por 10 annos 1554820 annua es
u 15 124|059
29 109|345
25 . 101|906
. 30 971336
No esenptorio do Banco ra do Commercio n.
34, dar se ho os demais esclarescimentos neces-
sarios-
Reeife, 31 de dezembro de 1885.
Pelo bsneo de ere lito R-al em Peraambuco,
Os administradores
.Nianoel Joo de Amorim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Lniz Dnpret.
C0LLEGM)
DE
Ra do B;ir5o de M- Borja a.
. 011 tr ora do Sebo
Os traba'hos deste inatitut 1 de educaco de m -
ninas, fundado em 1876, comecam a 11 de Ja-
neiro.
A directora, havendo-se transferido para o pre-
dio acuna dito, de ootimas condicScs para estabe-
cimentos desta ordem, tendo longa pratica de ma-
gi8terie, desde 1873 o auxiliada por habis profes
sores, espera continuar a merecer a confianca dos
Illms. Srs. interessados.
Ensina-se : primeiras letras, portugus, francez
inglez, arietnlo,geographia, historia, msica, piano
desenho, costures e bordados de diierentes g-
neros.
Augusta Cameiro.
Collw lie Nossa Sejora das
Edital n. m
De ordem do inspector .gcral deckoo a qvem b-
tereasar possa, que aeb i-se marcado o praso de 30
diaa contado de hoje para a iuscripco dos indivi-
e a yezes urna sena-agio ,duos que pretenderem entrar em concurso para o
pro vi ment da eadeira de lingua Inglesa do Gym-
nasio Pernambucano.
Para acieacia dos Srs. caodidatospiaso a traas-
crever as dispo8iv6ea aeguintea do regulamento de
6 de Fevereiro do anno passado :
Art. 76. S podem propr-se ao magisterio pu-
blico os cidados brasileiros com os aeguintea re-
quisitos :
1 Maioridade legal.
2' Moralidade.
i 3 Isciico. de culpa.
4 Capacidade professioaal.
Art. 77. Os requisitos do artigo antecedente de-
vem ser provados :
O do 1 por certido de baptiamo.
O do 2 po exbibico de folha corrida.
O do I 3o por at testado dop*rocho ou de quaes-
quer autoridades do lugar onde residir o concur-
rente.
O do 4 por meio de exame de habilitacao.
Art. 78. Sao dispensados :
1 De exhibir certido de idadeos candida-
tos qae sao ou hajam aido funecionarios pblicos
e os que apresentam algum titulo eu diploma que
nao poderiam obter sem a maioridade legal.
2 De apresentar fblha corridaos que exhi
bem attestados de procedimento civil e moral, pas-
eados pelas Cmaras Municipaes, autoridades ju
diciarias e policiaes das losalidades em qae hou-
verem residido nos dous ltimos annos ; os qae se
echando no exercicio de emprego pubico, exhi bem
attestados do respectivo ebefe.
Art. 79. Da prova de capacidade por exame de
habilitacao as materias de ensino secundario sao
dispensados :
Os que houverem sido approvados em cada urna
das disciplinas da eadeira que ae tratar de pro
ver, quer em exame prestado em alguraa institu-
cao oficial da provincia ou do paiz, quer perante
commissous anteriormente nomeadas pelo governo
geral ou provincial.
Art. 82. A prova dos requisitos do art 76 e das
excepcoes dos arte. 78 e 79 exhibida perante o
inspector geral.
Secretaria da Instruccao Publica de Pernambu-
co, 14 de Janeiro de 1886.
O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvo.
Este esttb'-lecimonto de instruejao pri
maria par.i o sexo femenino tem a sua s le
em urna confortavel chcara na Ponte de
Uchoa n. 10.
As materias ensinadas nc collegio silo as
seguintes: religi&o, portuguez, francez,
inglez, allemo, historia, geographia, piano,
desenho, pintura, bordados e flores.
As linguas falladas no collegio sao : a
franceza, inglesa e allomi para as quaes
tem mestras qae residem no collegio.
As directoras encarregara se segundo a
vontae dos pais de preparar as alumnas
para fazer ezames na Academia.
Lista das alumnas que fizeram ezames
na Aoa'leuiia:
1882- D. Julia de Oliveira, inglez distinc
ca, francez plenauentee
O. Isabel a.. Pires, idem.
1884. D Maria Eugenia de Mattos, Dglez
distincfao, francez idem, portuguez
idem.
L885. D. Miria C. Mioteiro, inglez di
tinccZo, francez plena nente.
D. Flavia Catao tripes, francez plena-
mente.
Directoras,
djuia (JarroU.
Uermina MichaS'i*
Collegio Sele d*, Janeiro, para o
sexo reminino
A abaixo ass gnada, avisa aos Senhores paes de
familia, tutores e correspondentes que a 7 de Ja-
neiro prximo, na ra do Visconde de Pelotas (an-
tiga do Aragao) n. 1, abrir um collegio para edu-
caco e intruccio de meninas. Sob sua direccio
e com o auxilio de proiessores e profesaoiaa com-
petentemente habilitados, nelle se easinaraoas
primeiras letras, portuguez, fran ez, geographia,
desenho linear e de figuras, msica e piano, toda
qnalidade de trabalhos de agulhas o de flores.
Aa condicoes para admiasao sao as feralmente
*Mior aftrmer poar eernr d^ adoptadas nos estabeleeimentos de igruai na tu reza,
haveodo, porm. reduc^ao de prerjo.
Afianca a boa hygiene, educarlo esmerada e
toda dedicar 1 e zelo na instrueco.
Pode-se desd^ jd tcatar na referida casa.
Recife, 4 de Dezembro de 1885.
A directora,
Leopoldina ele Siqueira Varej&o.
rdV
Mr
Curso de pianne
K 'abertura
NO DIA 8 DE JANEIRO
Aulas, todos aa tercas e sextas-feiras das
5 horas da tarde em diante
78-BUA DA 1HRERATRIZ-78
ieon Detn/.
Mili Molleo
63Ra. do Visaoade jie JbaaneraMs ,jf)
sis aulas deste eaaabeiecsmnnto At iawumeoolo
diacacao abrir-se-hio ao da 7 do ewrasite.
(Mnate,
OsitBO _
COLLEGIO
DE
Nossa Serillo da faz
Ra do Hora da Victoria n. 10
A directora deste collegio fz sciente aos Illms.
Srs. pais de familia de que no dia 18 do correte,
comecaro a funeciooar as aulas deste instituto, e
que continua a esperar a confianca e coadjuva-
cao de que a julgarem merecedora aquellea Srs.
eatorcando-ae ella para mais urna vez corresponder
aquella confianca.
Recife, 7 de Juneiro de 1886.
A directora.
Maria da Paz e Frcitat.
tomago, doeaca que geralmente vai aoom-
panhada dos seguintes sjmptomas:
0 enfermo earaoe qutsi inteiramente de
appetite ; sentm-se como que um peso so-
bre o estomag
de vazio no roesmo orgao, a qual cama
um mo. estar indisivel; e ama especie de
materia gelatinosa accuuiula se junto aos
dentea, a -ompanhada de u-ii gosto des.t-
gradarel, principalmente pela manhS. A
nutngao, demorndose no estomago, aug-
menta emves de fazer desapparocer aquel
le mo estar ; oa olhos fioaui ro loados de
um circulo lvido, e o scu branco toma
urna cor amarellenta ; e as inos e os p
tornam-ae viscosos, a -liando ae cobertos
de um suor fro. O domte sente-ae sempre
cangado, e o somno nao lbe d repouso.
Algum tempo depois, torna-se nervoso e ir-
ritavel, e o seu espirito nio v seuao tris-
te* presagios. Quando se levanta brusca-
mente de urna posigSo horizontal, sent
vertigens, urna especie de tontura na cabe-
ca e urna sensago de syncopc, e cahiria
se nao se apoiaase em alguma coisa. Ha
prisao de ventre; e a p'llo passa som cau-
sa do calor ao fri. O sangue, espesso e
pesado, circula sm regularidade. Em se-
guida, a nutricio passa com diffi :uldade e
frequentemente rejeitada, ora deizando
na boca um gosto agro e amargo, ora um
gosto adocicado. A estes symptomas ad-
juntam-80 quasi sempre as palpitares, que
fazem suppor aos doentcs que elles soffrem
de urna molestia do coracSo. Quando o
fim so acerca, o paciente nao pie reter
nutricSo alguma, p rque a passagem dos
intestinos ou cerrase completamente ou ao
menos est quisi cerra la.
Mis, ainda que esta enfermidade cer
tamente assustadora, osafflgidos d'aquol-
les symptoiDas devem tomar animo, porque
de mil casos ha noveeentos noventa e nove
nos quaes 08 enfermos nao tem cancro al-
gum senao simplesmeute dyspepsia, doen-
9a que o verdadeiro systema de trataraen-
to cura infalKvelmente. O remedio mais se-
guro e mais cffi:az contra esta affec^ao
o Xarope Curativo do Seigel,* prepar.i-
oao vegetal que vendem todos os pharma-
ceuticos e boticarios do mundo inteiro e
e os seus pr iprietarios, A J. White, Li
mited, 17, Farringlon Road, Londres, E.
C. Este Xarope destroe a causa do mal,
expulsando-a radicalmente da organisaco
physica.
Depositarios na provincia do Rio de Ja-
neiro, oraingues Vieira & C, Joio Lu z
Alvez Geo Sanvike e & C, G. Francisco
Leandro, c Fonaeca e Al ves, c em San Si-
mio de Manhuassu, Horacio de Rentus.
Depoeitar na provincia de Pernambu
cano, Bettencourt e & C, Bartholomea &
C. J. C. Livy &C. Francisco M d# Sil-
va quaornl IrmSos; era Bello Jardim, Manoel
de Sigueira Qavalcante Arco Verde, e Ma;
nodl Cordeiro dos Santos Fdbo ; em Inde-
pendencia, Antonio Gomes B.irboza Jr em
Palmares, Antonio Carioso d'Aguiar ; e
em Taoaratu, Jos L mron$o di Silva.
Alheneu Brasileiro
U ab-iizo assigoado commumea aos paes
de seus alumnos e ao publico, que o esta-
belecimento de instrucjlo primaria e se-
cundaria que sob sua direcelo iunecionava
na ra da Aurora, se acha tranferido para
a casa n. 53 da roa do Hospicio, onde foi
o collegio Dous du Dezembro, a qual
tendo j recommendavel pela su-i ezcellen-
ae situaclo e vastas accommodacSes feitas
de proposito para o fim a que tem sido
destinada, tornou se agora, depois das re-
formas e molhoramentos por que acaba de
pastar, a mais commoda e aprazivel.
Abrir se-h2o-.no dia 15 do corrente nrez
os differentes curaos regidos pelos mesraos
professores que os dirigirn) no anno pro
zimo pausado.
Recife, 13 de Janeiro de 1886.
O director,
Jos Marques cana Ribeiro
i
Companhia
dos
Irilbos urbanos do Recife Olin-
1
Dividendo
titi designado o da 18 do correte para ser
comeciido o pagamento do 22 dividendo, corres-
ponder ao semestre de junho dexembro, ra-
zio de- 8 0/0, sendo este feito 110 escritorio da
companhia das 9 horas ao meio di at o dia 30
do correte, e dahi em diante s tercas e aabba-
dos, nao santificados, a iguaea horas.
Eacriptori do gerente, 16 de jaoeirs de 86.
A. Perera Simoes.
Banco do Brasil
Paga-se o 64 dividendo deste banco, razao
de 8fOO0 por accao, no e-criptoriu de Pendra
Cameiro t C., ra do Commercio n. 6, primeiro
andar.
Edite! 11. 7."2
O inspector geral da inatruccao publica manda
tazer constar aos proiessores de ensino primario,
Philadelnho Barroso da Silva e Philomeno Ray-
muudo Nunca da Lima, este ia eadeira de Ato-
gados de Ingazeira e aquelle da de Santa Cruz
do Brejo, que por acto da presidencia da provin-
cia de 7 do crrente, permittio-se-lhes permuta-
rem as cadeiras que regem e se lhes marcou o
prazo de 60 dias, a contar daquella data, para
tomar posee e aasumir o exercicio de suas novas
cadeiras.
Secretaria da instrucciio publica de Pernambu-
co, 14 de Janeiro de 86,O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvo.
tanta Casa de Misericordia de
Reeife
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife arrendam-se por espaco de um tres an-
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
dem -dem n. 49 240*000
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 3> 0*000
I em dem n 14, pavimento terreo e 1*
andar 600*000
dem idem n. 29, 1- andar 240*' Ot
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra do Vigario n. 22, 2- andar 240*000
dem idem n. 22, 3o andar 240*000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 200*000
Caes da Alfandega, armazem n. 1 1:600*600
' Becco do Abreu n. 2. loja 48j000
\ Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2o andar, por 1:600*000
Ra do Coronel Suaasona n. 94, loja 150*000
Ra da Detencao n. 3 (dentro o quadro)
mri'agua 84*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Kecile, 15 de jaaciro de 1886.
O escrivao,
Pedro Rodrigue de Souta
tiditnl n. !
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, f ico pu-
blico que nj da 16 do corrente sedar principio
ao pagamento dos juros das apolices de 7 0/0, re-
lativos ao semestre de julbo dezembro ultimo.
Secretaria do theaouro provincial de Pernam-
buco, em 14 de Janeiro de 1886.
Lindolpho Campello.
DECLARC0ES
OCULISTA
Dr. Brrelo Mampato, medico oculista
ez cheie de.elinila do Dr. de Wecker, d eonaula
tas de 1 a 4 horas da tarde, na ra do Bara
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e das sanctficadoe. Residenciara dr
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
Medico e parteiro
Dr. JoQim Lonreiro
D consultas das 12 s 3 na ra do Ca
bug n. 14 1.* andar Residencia tempo
raria no Monteiro.
EDITAES
I ma Hbil Operaco de ChI
rurgia
O embaizador Americano em Vienna,
4r. aVtsaon, tem communicado recente-
mente ao aeu goverao urna descripeo
ioteressante da notavel operacSo chirrgi -a
pratioada, ha pouco, pelo profeasor Bil-
roi, d'aquella cidale. Por certo, a cir-
cumstancia parece maravilhosa; mas
verdade que a citada operacSo tinha por
fim a i-iboc2o de quasi a terca parte do
estomago humano. Ezecutou te a operacSo
e pcstabel.!oeu-'8e -o paciente, endo este *
priiaeira vea que urea tentativa de tal ge-
n ro ti vase tiilo bom ezito na historia do
mundo. Aquella flacha acientfica ma-'
Inifeatou se em certo caeo de caicro do ea-
For esta repartioSo e de ordem do Illm. Sr. Dr.
ebete de policx se oonvioa aos senhores dos eaera
vos abaixo mencionados afim.de virem ou manda
rem reclamar a entrega dos mesraos escravoe den-
tro do praso de 20 dias que lhes fioa marcado.
Antonio Joaquim, de Flix Veles do Nasci-
meuto.
Jos, de Manoel Clecaentioo Alves.
Luiz, de Joao Dias da Silva Coituho.
Maria Arcbanja, do eenhor do engenho Rocha
da Velha.
Secretaria de polica de Pernambuco 8 de Janei-
ro de 1886.
O secretario.
Joaquim Ftaueisco de Arruda
WA mesa eleitoral >a parocht do Poco da Pauella,
faz publico que apurando oa votos r- cbidos para
um deputado aAasembla Legislativa achou o se-
guinte resultado : Dr. Jo Mariano Cameiro da
Cunha 100 votos, conaelheiro Tbeodoro Maehado
Freir Pereira da Silva 70 o Dr. Jos Nicolao
Tulentino de Carvalho 6 votos.
para constar mandan o presidente lavrar o
presente edital que vsi assiguado pela mesa sendo
affixado porta da igreja e copia idntica remet-
bda para a imprensa t f' n do le.
2.a seccao da paroebia do Poco da Panella, 15
de Janeiro de 1S86.
Francisco Joaquim de Scuza.
Presidente,
Benjamn Alfonso do Reg Barros
Antonio Jos Mendee Bastos.
Secretario,
Manoel do Nacimeoto R. Franca
0 barao de Caiar, juiz de pasmis votido
e presidente da mesa eleioral da paro-
chia do S. Liureuco da M.itti, em vir-
tude da lei, etc., etc.
F.x saber aos qae o presente edital virem e
quem intereaaar posaa e delle noticia tirerem, que
o resultado da eleioio para depntado i. Aa embla
Geral Legislativa, o sagointe:
Dr. Jos Mariano Cameiro da Cunha 81 votos
Coneeiheiro Tbeodoro Maehado Freir
Pereira da Silva 89
Consistorio da igreja Matriz de -S. Loorenco da
- 15 de Janeiro de 1886.
Bario de (miar,
P
CiniPAMilA
Locomotora pernam
bucana
De codfor bidade com art. 5 dos estatutos dest
compannia convido aos senhores accionistasrea-
lisaiem a nona preatayo de suas entradas razio
de 10 0/0 sobre o cap'.al das accoea subscriptas.
Para este nm podem dirigir-se ao Sr. theaoureiro
m aeu escriptori) ra do Mrquez de Olnda n.
56, 1 andar.
Escriptorio da directora r'a compinhia Loco
motora Pernambucana, -em 12 do Janeiro do 86.
8. de Barros Barreta,
Director secretario.
Deutscher Huelle\?
ren
General Versammlun^ ani 27 Ja mar 1886.
Abmds 8 uhr im Lcale des Clubs Concordia.
Tagesordnung :
vchnungsablage and Berieht
Neuwahi des Ausschusses.
Der Aussshusz.
Ci Concordia
Ausscrordtntliche Hauptveraammlung kn Clu-
blocal Sumstag, den 23 janoar 1886 aaenda 7
ubr 30 min.
Die Tagosorduung w rd den mitgliedern durch
circular milgstheilt werden
Daa directorium.
Gyiiiasio pernaubucaoo
Em lttde Janeiro de 1886
Pela secretaria do Gymnasio Pernambicano se
declara aos Sra. pais de-familia, e a.quem mais
interessar possa, que a abertura solemne do curso
scientifico e litterario terS lugar no dia 3 de frve-
reiro prximo vindouro, e desde j se acha aberta
ainseripcao da ma ricula para aquellas que pre-
tenderem estu lar as .eguintea disciplinas :
Lingua nacional.
Dita latn i.
I)i:a franceza.
Dita inglesa.
Dita alterna e italiana
Geographia antiga e mo lerna.
Historia sagrada antiga e moderna.
Geometra
Aritbmetica.
Pbiloaophia.
Rh"torica e potica.
Historia e eeiagraphia do Brasil.
Seiencias naturaea.
Desenho.
Gvm matca.
Masica.
O corpo docente do instituto e composto de 9
professores, oceupando-se cada um delles someate
cosa a materia ensinada em aua respectiva ea-
deira.
institu >aeeit.i alronos em tres ca'.hegjria*,
c>nfjrm9 se acham divididos, pensionistas ou in-
ternos, meio pensionistas e externos.
Os p'>nseuist!s residirilo ni iistituto, tendo
direito de estufar as m iterias de que s 1 com)>e o
curso, eusinidis. segundo o programma esta'bele
eido : a ser alimentados sadia e abundantemente,
tratados em suas enfermidades pelo medico do
instituto, fornecmdo-lhe tambem este medicamen-
to, a ter roupa lavjtda c engommada regularmente
duas veaea yc semana, baaho, etc ; tudo isto
pela audica quantia de 400 por aano.
Os maio-pensionistas a? apreaentarao no est-
bele dmento nos das lectivos, ahora em que as
aulas se abrirem e desde entilo at serem encerra-
das tarde, sio equiparados aos internos, teado
como estas os meamos direitos quanto ao estu lo,
alimentacaoerereio, isto pel medica quantia de
de 2404000.
Os externos s t.n dir.dt i s lrooes e explic-
nos das materias ensinadas no corso, quiesquer
que ella 1 sejam, pagando apenas no acto da ma-
tricula a taxa igual a que pagam os alumnos no
eollegio das artas.
Oa alumnos internos devero apresentar o en
xoval prescriato no regiment interior e ter cor-
reapon lente na capital, para eom promptidao aa-
tianaer as pioaoea e ontra qualquer deepesa de
qae ti ver elle nec s-idadi.
Aaseeoes erio pagas na saeretari* do msti-
tMlo, por trimestres adiantados.
O seeret'.nc,
Celso Tertuliano QuiateUa.
Receliedoria de Pernambueo
ll:iI ricula de escravos
O administrador da Recebedoria em cumprimen-
to ao % 2- do regulamento, que ba;xou eem de-
creto n. 9,517 de 14 de Novembro prximo passa-
do, fai publieo que em virtude do art. 1- do ci-
tado regulan-entn, fica marcado o praso de um an-
no a contar de 30 de Man; 1 de 1886 a 30 de Mar-
co de 1887 p ira a nova matricula e arrolimento
dos escravos exiatente8 neste municipio devendo
oa donoa e poasuidores de eacravo8 apresentarem
dentro do reerido praso relacoes em duplicata
contendo o nome do eacrave, nacionalidade, sexo,
filiacio, se for conhecida. oceupacao ou servico em
que for empregado, idade e valor, calculado con-
forme a tabella do art. 3- do citado regulamento.
aim do numero de ordem da matricula anterior,
dt-vendo o valor ser dado e escripto por extenso
pelo senhor do eacravo ou seu legitimo represen-
tante, nao excedendo o mximo regnlad > pela ida-
de do matriculando, que ser tambem escripia por
extenso conforme a seguinte tabella :
Escravos menores de 30 annos 9004000
. 30 a 40 8004000
. 40 a 50 600*000
. 50 a 55 4004000
. 55 a 60 200*000
O valor das escravas ser regulado pela mesma
tabella com o abatimento de 25 |0 d- s precos
nella estabelecidos.
Outro 8m previne, que a inscripcao para a no-
va matricula ser feita a vista das relacoes que
se virio de base a matricula especial, ou de aver-
bacao effectuada de conformidade com a lei de 28
de Setembro de 1871, onde certides da mesma
matricula ou a vista do titulo de dominio quando
contiver a matricula do escr.ivo ; e para inteiro
conhecimento dos interessados faz trans:rever aa
seguintes diaposicoes d* lei de 28 de Setembro
prximo passado :
Art. 1' J' ">' Nao serSo dados a matricula os
escravos maiores de 60 annos em diante, serio
porm inscriptos cm arrolamcnto especial para os
finados %% 10 a 12 do art. 3-.
7-. berilo cinsideradoa libertos os escravos
que no praso marcado nao tiverem sido dadoa a
matricula, e esta clausula ser eipre?aa e inte -
gralmente declarada em editaes e nos annuncios
pela imprenaa.
7 Serio isemptos de piv:acao de ser vicos os es-
cravos de 60 a 65 annoa jue nao tiverem sido ar-
rolados
8- As pessoas a quem incumbe a ebrigacao
de dar a matricula escravoa alheiea na forma do
art. 3- do decr. n. 4,835 de 1 de Dezembro de
1871 indemniaarao aoa respectivos senhores o va-
lor do eacravo que, por nao ttr sido matriculado
no devido praso ficar hvre. Ao credor bypothe-
cario ou pignoraticio cabe igualmente dar a ma-
tricula escravoa constituidos em rarantia.
9- Pela inacripeo ou arrolam nto de cada
escravo pagar se-ha 14 de emolumentos, cuja im-
portancia ser destinada ao fundo de emancipa-
cao depois de satisfeitas as despezas da matri-
cula.
Recebedoria, 29 de Dezembro de 1885.
Alexandre de iuxa Pereira do Carmo.
Estrada de ferro do Re-
cife Caruar
De ordem do Illm. Sr. director, taco publico que
domingo 17 do corrente, dia em que se celebra
em Jaboato a testa de Santo Amaro, sero expe-
didos tres trena extraordinarios de ida e volta,
que tacarlo em Tygipi, part ido do Recife 1,
4 e 7/55 da tarde, e de Jaboato s 2/35, 5/5 da
tarde, e 10 da noite. Para estes trens nao se far
despacho de bagagem.
Secretaria do prolongameato da estrada de fer-
ro do Recife S. Francisco e estrada de ferro do
Recife Oaruar, 15 de Janeiro de 86.
O secretario,
Manoel Juvencio de Saboya.
Escola Normal
Matricuias
Por ordem dr Dr. director, e em observancia
da disposicao do art. 74 do regiment interno de
17 de setembro de 1880, fuz-ae publico a quem
interessar possa, que as matriculas rstaro aber
tas desde o dia 15 do corrente at 3 de fevereiro
pr iximo.
Os requermentos para matricula no 1* anno do
curso devero ser iastroidon com os documentos
seguintes :
1 Certido de idade maior de 18 anuos par oa
alumnos do sexo masculiio e de 16 para os do fe-
minino.
2 Certificado ou titulo de approvacae em exa -
me as escolas publica de instrueco primaria.
3 Folha corrida ou certido de nao haver sof-
frido coodemnacao por algum dos Crimea quepo
dem motivar ao profeasor publico a peda da ea-
deira.
41 Atteatado de moralidade passado pelo par-e
cho eu autaridkde, quer policial quer litteraria da
ireguezia em que residir o peticionario.
Os matriculando! que nao ooderem exhibir ti-
tulo legal de exame em escola publica de ensino
primario, devero inscrev. r se para os ezames de
idu issao, de que tiatam os arta. 75 i, 77 do cita-
do regiment, e que comecaro no dia 25 do eer-
.rente.
Para as matriculas do 2 e 3o anno baste m
as petiedes sejam documentadas cam a certido
de approvacao a exame do anno precedente,
guardada a reatriejao do rt. 21 do j nsencieaadn
regiment isterao
Secretaria da Escola Normal de Pemaalbaeo,
nato iie$6.-tO secretario,
A. A-Oaasa.
>s







hSecre
ldeja



4
Diario de PernambucoDomingo 17 de Janeiro de 136
-**


Theatro de Variedades
NA
COir.MBIi-llllCO.COllCO.DRiIiTI.4
DIRIGIDA PELO ARTISTA
XjXJXZ XWXXX^OrsTD
EMVKB1A BOOltHNl E 1X1Z &UL03E
HOJE!Domingo, n lo Janeiro flBl886HOJE!
2." E ULTIMA REPRESENTADO
D importante e populr.r opera lyrica, era 4 actos, do celebre maestro commendador
Ciiuseppe Verdl
A TRAVIATA
v PERSONAGENS
Violeta (Travista).
Alfredo .....
Germont, pai de Alfredo.
O Mrquez .....
O BarSo.....
Un medico .....
Flora......
Annine. .....
Um criado .....
Coros de damas e cavalleiros.
Importante aviso
A erapreza com u fim de proporcionar um divertimento ao alcance de todos os
DILETTANTI, de accordo com os propriotarios do Theatro, resolveu praticar outras
importantes e in lispensaveis reformas, e augmentar 8 camarotes baizos, diminuindo ao
aeimo tempo os precos na ordem seguate;
Camarotes (altos) de 1.a orlera. 10,$000
Dito (baixos) frisa....... 80000
C'a leiras de 1.' classe e varandas 2f$000
Ditas de 2. dita........ 10500
Entrada geraes........ liJIOOO
*W*V* '? Depois do espectculo haver trem para Aplpucos
JJV fcZ bondn das liiiiins remandes Vlelra e Afosados.
0* bondn no larfo do Palacio. O non 3 da Magdalena navera qunn
do o espectculo acabar depois do borarlo do ulti.no born da rompa
que passa na ra ,\ PRINCIPIAR S 8 1/2 HORAS.
Sra Springer
Sr. Ganzini
Sr. Dominici
Sr. Milone
Sr. Baracchi
Sr. Cesare
Sra Bellegrandi
Sra . Durand
Sr. Orlandini
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Por ordem do respeitavel irmo director, e de
aecoido cornos nos ios estatutos, venho pelopre-
este convidar a todos os irmos que se aclian
sos gosos de seus direitos reunirem-se em as-
amblea geral na quarta-fe.ra 20 do corrente, s
5 horas da tarde, afim de proveder-se a eleico
eos novos funecionarios do corrente anno.
Secretara da Imperial Sociedadc do9 Artistas
Mchameos e Liberaes de Pernambuco, em 15 da
jaieiro de 1886.
Jos Castor de A. Souza,
2 secretario.
MARTIMOS
(OMPA.VHIA PKRMMIHC < %\
DE
Savegacio tosteira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camoasim
O vapor Jaguaribe
CHAR4.EIRS REUNS
rompanhia Francesa de Xaves;n
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
oa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer Ville ie Victoria
E' esperado da Euro-
pa at odia 24 de Ja-
neiro, segurado de
poie da indispensavel
demora para a Ba-
ha, Rio de Ja
neiro K-nloi.
p ios
je 6
_ i-se aos 8rs. importadores de c
vapores desta linha,queiram apresentar d
slias a contar do da descarga das alvareng tuhJ-
ser reclamaco concernente a volumes, que por
Tentara tenham seguido para os portos do aul,afin.
se se poderem dar a tempo as providencias neces-
Ezpirado o referido prase a compsnhia nao se
sspousabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageiroi, para
s qnaes tem excedentes accomodacoes.
Angosto F. de Olhelra & C.
ACEITES
42-RA DO COMMERCIO-42
Barcada
Tende-so urna barraca
Je Caxias n. 63.
a tratar na na Duque
COMMERCIO
Bolsa eommerelal de Pernam-
buco
Recife, 16 de Janeiro de 1886
As tros horas da tarde
CotaeGes offiniaes
Cambio sobre Para, 60 d v. com 1 1,4 0/0 de des-
cont.
P. J. Pinto,
Presidente.
Candido C. L. Alcof jrado
Secretario.
Segu no dia 20 do
corrente, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Encommendas passagens e dinheiros afrete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caos da Companhia Pernambn
eana n. it
Pacific Sleam Navigaon Company
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Araucania
E' esperado da Euro
pa ate o dia 17 do cor-
Tente, e seguir para o
snl depois da demora
io costnme.
AGENTES
Wilson Sons 4fc C.. I.mlted
U -RUADO COMMERCIO N.-14
COMFI\Uli PKB\AMilCiM
DE
Xavegaco coste! ra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo e Aracaj
0 vapor Mandahu
Segu no dia 18 do
correte, s 5 horas
-da tarde.
Recebe carga at o
aeio dia do da sahida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambucana
_________________n. 12__________________
Lisboa e porto
Segu para os portos cima a
barca portuguesa Novo Silen
ci, recebe carga ; a tratar com
Baltar Oliveira C ra do
Vigario n. 1, 1' andar.
REVISTA tiwi:h< I VI.
Da semana de 11 a i de
Janeiro de 1***4
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 30 d/v 3/4 por
sent de descont.
Cambio sobre o Par, 60 d/v 1 1/4, por cento
se descont.
Cambio sobre Pelotas, 90 d/v 1 3/4 por cento
it descont.
Dito sobre o Rio Grande do Sul, a 90 d/v com
I 3/4 por cento de descont.
Dito sobre Londres, 60 d/v 17 15/16 d. por
!000 do banco.
Dito sobre Paris, vista, 536 ris o tranco do
anco.
Dito sobre. Portugal e Lisboa, vista, '95 por
tent de premio banco
Gneros naconaes
Agurdente Venda de 684)00 a pipa de 480
litros.
Alcool Venda a 110;000 urna pipa, de 450
tros.
Assucar. Entraram 38,082 saceos, vendas aos
precos seguintes :
O branco de 3.a sorte, superior, de 44000 a
4100 os 15 kilos.
O dito de 3. serte, boa, de 34900 a 34800 os
15 kilos.
O dito de 3. sorte, regular, de 34700 a 34800
s 15 kilos.
O dito de 4.* sorte, de 34000 a 34100 os 15
kilos.
O dito somenos, a 24700 os 15 kilos.
O dito mascavado, purgado, bom, de 24400
58 15 kilos.
O dito dito, regular, de 24300 ss 15 kilos.
O dito americano, de 24200 os 15 kilos.
O dito bruto, regular, de 24150 os 15 kilos-
O dito do Canal, de 14890 os 15 kilos.
Algodo. Entraram 3,004 saccas, vendas de
84000 os 15 kilos.
Arroz em casca.Retalho de 34400 a 34600 o
saces de 2 akilos.
Caf. Entrada 1,200 saceos, o retalho de
54000 a 74200 os 15 kilos.
Cebollas do Rio Grande do Sul, Nao ha no
mercado.
Cera de carnauba. Nominal de 64 a 84000
os 15 kilos, de 1.a qualidade.
Couros salgados, seceos.Veadas de 715 a 720
ris o kilo.
Ditos seceos, refrescados. Ultima venda de
^20 ris o kilo.
Farinba de mandioca. Retalho de 34600 a
44100 o sacco, conforme a qualidade e proceden-
cia.
Fume. Retalho de 154000 a 204000 os 15
ki'os, conforme a qualidade.
Gomma de mandioca, Retalho de 34000 a
34200 os 15 kilos.
Graxa do Rio Grande do Sul. Cotamos de
742OO os 15 kilos.
Gorduras do Rio da Prata. Cotamos a 74400
os 15 kilos.
Ginebra nacional. Retalho de 34200 a 34500
a duzia de garrafas, conforme a qualidade.
Mel Vendas de 454000 urna pipa de 480
litros.
Milbo. Retalho de 65 a 70 ris o kilo, cof jr
me o estado.
Sal do Ass e Mossor. Ultima venda de 600
ris os 100 litros.
ebo coalo. Cotau>>3 ie 84000 os 15 kilos.
Dito em pelles. Catamos de 54250 os 15 kilos.
TapiocaRtalho a 34000 a 34400 os 15 kilos.
Vells' ste:irin'is do Rio de Jsn-iro. Nao ha no
mercado.
Dtai ilitas di provincia. Retalho a 370 ris
o masso de 6 vellas.
Vinagre do Rio. Cotamos de tOlOOO a 804
a pipa de 480 litros.
Vinho do Rio Cotamos de 1304000 a 150/000
57.133 "arrobas, retalho de 4400i) a 54000 os 15
kilos.
Dampfschiflahrts-Gesellschau
O vapor Pernambuco
Esperase de HAMBURGO,
va LISBOA, at o dia 25 do
corrente, segaiado depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelinann & C.
RUADO VIGARON. 3
1* andar
Companhia Bratllelra de Wirrc-
cacao a Vapor
PORTOS DO NORTE
vapor Pernambuco
Commandante o capito de fragata Ped o
H. Duarte
E' esperado dos portos do sul
at o dia 16 de Janeiro, e
seguir depois da demora in
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendss valores
tracta-sena agencia
46 -Kua do Commercio46
PORTOS DO SUL
0 vapor Bahia
Commandant* 1-tenente Aureliaio Izaac
E' esperado dos

asa
' '-->^SBHnul
&&&%.- *-
portos do norte
at o dia 22 de Ja-
neiro, e depois
da demora indis-
pensavel, seguir
para os portos do
sul.
Recebe tam -
bem carga para Santos, Pelotas e Rio Grande de
Sul, frete mdico.
Para carga, passagens, encommendas e valores
tracta-e na agencia
N. 46 RA DO COMMERCIO 46
ROYALUIL STEAM PACMET
COMPANY
Vapor La Plata
E' erad) da
Euro esat o dia
23 ou 24 do cor-
rente.
Este vapor traz si esmente
passageiros e malas, inmedia-
tamente depois do desembarque
dos mesmns seguir em directura
para
Baha, Rio de Janeiro, Monte-
video e Humos Ayres
O paquete Neva
esperado
do sol no da 29 d*
corrente, seguin lo
lepois da demora
necessaria para
Lisboa e Soulhampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-as com os
CONSIGNATARIOS
A da inson Howie & C.
a Ra do Commercio3
CUMPA*IIIE DEN ME**AGE
RE* MAR1TIME
LINHA MENSAL
O paquete
Equateur
Commandante Lecointre
E' esperado dos portos do
sul at o dia 29 do corrente,
segurado, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Lisboa e Vigo
Dakar,
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abaumento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa
garem 4 passagens inttiras.
Por excepc&o os criados de familias que toma-
ren) bilhetea de proa, gosara tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dSo at dia 27 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas edraheiro
a frete: tracta-se com o agente
Auguste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Mossor
Segu para o porto cima, o hiate S, Bartho-
lomeu, com tods brevidade, recebe carga a tratar
ra da Madre de Deus n, 8, fletes mdicos.
Porto por Lisboa^
Segu com brevidade para os portos cima o
brigue portuguez Calcida ; para o resto da carga
e passageiros, trata se com os consignatarios Jos
dava SilLovo & Filho.
Para Lisboa
A barca Perera Bordes seguir com brevidade
para o porto cima i para o resto da carga tnta
se com os consignatarios Silva Gnimaraes & C.
Porto e Lisboa
Segu com brevulale para os portos cima o
brigue por uguez Tito ; psra o resto da carga
passageiros, trata-se com os consignatarios Jos
da Silva Loyo & Filho. ^^_____
Maco c Mossor
O hiate Iris s.'guo para os portos cima ne*tS
quatro dias por ter parte de seu carregamento ;
para o resto tra'.a-iO a bardo com o meatre, uo
caes do Loyo.
LE1L0ES
Leilo
Terea-feira, i do corrente
As 11 horas
De movis de diversas qualidades, cofre prova
de fogo, bote a 2 remos, fogo americano, yiveiros
para passaros, candieiros para gaz, registro de
gas, camas, quadros, jarros; e outroa objectos que
esto a vista dos concurrentes
Em sua agencia de leudes ra do Bom
Jess n. 19
POR INTERVENQO DO AGENTE
machina
de cozi-
para jogo, 2 figuras de bronze, 2 quadros e 2 ca-
deiras de descanco.
DISPENSA E COZINHA
Um guarda-comidas, 1 aparador, 1
para vinagre, 1 jarra e 1 grande tren
nba.
JARDIM
Urna goiola grande de ferro, 2 bancos para jar-
dim, 1 casa para cao, 1 bomba de rpuxo, 1 arma-
rio para garrafas, 1 grande latada de ferro, um
cao, e muitos objectos.
Ouarta-feira, 20 do corrente
A's 11 horas
Na estrada dos Aflictos chcara n. 36
Urna familia estrangeira que se retira para Eu-
ropa far leilo por intervencao do agente Mar-
tina de todos os movis existentes na referida cha-
cara estrada dos Aflictos n. 36 ; os movis
multo se recommendam por serem de apurado
gosto.
A's 10 boros e 30 minutos partir do Arco, um
trem especial que dar passagem gratis aos con-
currentes do leilo, e que parar eiz todas as es-
acoes intermediarias.
Leilo
D
e de 2 garrotas tourinas bastan-
te gordas
Terea-felra 19 do corrente
A's 11 horas
No aruiazem da ra do Mrquez de Olin-
da n. 18
Em contlniacio
De mobilias, prensa de copiar, espelhos, jarros,
2 guarda vestidos, chapeos de sol, 1 armaco n-
gleza e muitos outros artigos que estaro uo ro -
ferido armase in. ,
J fcPOR INTERVENCAO DO AGENTE
Gusmiio
Leilo
10.092
10.096
10.101
jipa de" 480 litros.
Carque do ttio Grande do Sul. Deposito
Gneros estrangeiros
lfazema Retalho a 84 e 94 os 15 kilos com
10 por cento de descont.
Arroz da India Retalho de 24850 a 24900 os
15 kilos, idem dem.
Alpiste. Retalho a 5460 por 15 kilos,
idem dem.
Aseite de oliveira em barris. Retalho, cao ha
no mercado.
Dito em latas Retalho de 164500 a 184000
a lata, de 5 galoes, idesn idem.
Bacalho Deposito 19,000 barucas, retalho a
174000 a 174500 a barrica.
Banha de porco Retalho de 915 a 959 ris o
kilo, com 10 por cento de descont.
Batatas portuguesas Nao ha no mercado.
Ditas inglesas ou francezas. Mercada sein
existencia
Br conforme a qualidade e peso da barrica.
Carvao de pedra Cotemos de 154 a 204000 a
tonelada conforme a procedencia.
Caella. Retalho de 14600 o kilo, com 10 psr
cento de descont.
Cebollas portuguezas. Retalho de 114000
a caixa, idem idem.
Cervejas Retalho de 94650 a 124000 a duzia
de garrafas ou botijas, conforme o fabricante e a
procedencia.
CimentoCotamos a 7 .00 e 84590 a barrica
conforme o peso e fabricante.
CominhosRetalho de 154000 os 15 kilos, com
10 por cento de descont.
Cravo da India Retalho a 24000 o kilo, idem
idem.
Farinha de trigo Deposito 21,000 barricas,
retalha-se aos procos seguintes :
A americana, de 204500 a 214000 a barrica.
A de Triestre e Hungra, de 254000 a 284000
a barrica. ;
FeijSo. O di pro/in^ia cotaons a 124Q0O
o sscco. c^_
Garrafas vazios R-'talho de 800 ris a
14 >'K) p r cada uin, com 10 por cento de descont,
conforme o tamanho.
Doces em calda Retalho de 640 a 103 ris
a lata.
Farello do fto da Prata Retalho de 34200 a
o sacco.
Dito de Lisboa- U-.talho a 44000 e 44100 por
sacco de 42 kilos.
Oencbra. Retalho de 34800 a 15400p por
duzia de frascos ou botijas, conforme as marcas e
qualidades.
Ilerva doceRetalho a 134600 e 154 os 15 kilos,
con: 10 por cento de descouto.
Kro- ne- Retalho de 34800 a lata de cinco
ralees (liquido).
Louca inglesa ordinaria Retalho de 904000
1000 giga, conforme o sortimento.
Madeira de pinho Sem chegada.
Massa de tomates Retalho de 540 ris a libra
com 10 por cento de descont.
Manteiga em barril Retalho a 870 ris urna
libra, da franceza, idem idem.
Dita em lata. Retalho de 14200 a 14350 a
libra, conforme o fabricante, idem.
Mosas italianas Retalho de 64500 a 9/500
a ciixn, idem idem.
De importantes movis, ricos quadros a
oleo, sanefas com c rtraadoa, tapetes
forro de salas, lustres de cristal, poice-
lanas, portences de cosinha, bancos para
jardira, urna grande la.*da do ferro, uta
cao e casa para o mesino.
SALA DE VISITA
Urna mobilia de junco com 2 sofs, 12 cadeiras
de guarnicao, 2 ditas de braco.-. 2 ditas de bUanco,
2 coasolos com pe Ira e mesa r .-.lon-la com pauno,
3 sanefas com cortinados, 4 ricos quadros a oleo,
2 etagers bordados, 1 importante relogio de pa-
rede, 1 espelho oval, jarro, escarradeiras, 2 lus-
tres de gaz e 3 tapetes grandes, torro de talas.
SALA DE JANTAR
Urna importante mobilia de carv Iho com 6 ca-
deiras de guarnicao, 2 ditas de braco, 1 sof, 1
rico e grande aparador, 2 etagers com seus per-
tences, 1 meza redonda e 1 credo mudo ; 1 im-
portante meza elstica, (obra darte), 1 cesta de
chefres, 1 estante de dito, 1 candelabro de dito
com lanternas, 1 relogio cuco, 2 laucas com res-
posteirosj? etagers com passsr 8, 1 dito grande
com urna couraca, figuras, quadros, 16 pecas de
decoraco para aparador, 8 passaros e.npalhidos, j (0.198
louca vidros e talberes.
QUARTO DE DORMIR
Duas camas de armaco eo-\ .usqueteiros, 1
lavatorio grande de louca, 3 cabides de pare Je e
l dito redondo.
QUARTO DE VESTIR
Um guaida-roupa de armario, 1 lavatorio de ar-
mario com pedra e pertences, 1 espelho, 1 porta-
toalhaa e 2 quadros.
QUARTO AZUL
Urna costureira, 1 toilete de armario, 1 banca
Oleo de linbac*. Retalho a 23000 o gala).
Paseas coinmuns Nao ha no mercado.
Ditas finas Nao ha.
Papel de embrulho Retalho de 720 ris a
14600 a reama, conforme o tamanho, idea idinv
Pimenta da India Retalh de I4OO o kilo,
dem idem.
Plvora ingleza Retalho de 235000 o barril.
Queijos- Retalho de 34600 a 35700 um, e 10
por cento de descont
Sal de Lisboa. Nao tem havido entrada.
Sardinhas Retalho de 380 a 400 ris por lata
de quarto.
Toucinhode Lisboa. Retalho de 124500 os
15 kilos, com 10 por cento de descont.
Dito american.. Retalho de 124000 os 15
Velas stearinas Retalho de 550 a 950 ris o
masso de 6 velas, idem idem.
accessorios para padaria
movis
Quarta feira. SO do corrente
As 11 horas era ponto
Pateo ou largo da Soled'.ide casa n. 34
O preposto Stepple autorisado levar a leilo os
seguintes: 15 assadeiraa usadas, 8 ditas nc vas,
raspadeira. para macera?, p para bolachas,
concha, 2 bilh&s, 7 corta leiras, marealeiras para
bolacha, bracos de gaz, can lieiro para gaz, tabo
lelro, caixot'8 para deposito, cadeiras du junco, 1
cart ira e muitos outros objectj3 que es'arao pa
tente no acto do leilo.
Monte de Soccorro de
Pernambuco
Leilo de joias
O conselho fiscal attendendo nao s ao pedido
para ser transferido, de 5 do corrente para 5 de
Fevereiro vinJ uro, o annunciado leilo como por
haver grande numero de cautelas em ser, e nao
convir aos interesses do estabelecimeuto e dos
mutuarios submettel-as venda, faz agora publico
que no referido dia 5 de Fevereiro se enectur
i rn preter vilmente o leilo s 11 da manb.
Estaro exposico tres dias diantes.
9.768 2 pu'seiras, 1 tranceln e 1 par de rosetas
de curo.
10.038 1 annel de ouro com brilhantes.
10.032 2 bules, 1 assucareiro, 1 mantegueira, 1
lciteira, 1 salva, 1 coador, 2 colheres e 1
jarro e bacia de prata.
10.037 1 salva e 2 colheres para tirar sopa e ar-
roz, prata de lei.
10.038 2 botos de ouro com 2 brilhantes.
10.041 1 annel de ouro com 1 brilhaute.
10.048 1 cordo e 1 cruz, <>uro de 16 quilates.
10.052 1 pulseira, 1 medalho e 1 par de brincos,
ouro de lei, 2 salvas, prata de lei.
10.053 1 annel de ouro com l brilbante.
10.055 15 colheres para cha, 12 ditas para sopa
18 para creme, 3 ditas grandes, prata
baixa.
10.056 1 moda de ouro (x) com laco e 1 annel
pequeo.
10.0J7 1 pulseira, 1 par de botocs. curo de lei.
10.<'58 1 par de rosetas de ouro com brilhantes.
10.059 1 salva. 1 paliteiro, 2 colheres para sopa e
assucar, e 17 ditas para cha, de pr&ta.
IO 000 1 re gio de ouro.
10.0 9 1 jar de nsetas de o'"r) com 2 brilhantes,
1 broche, 2 pulseiras, ouro de lei, 1 cocu
prata b'ixa,
0.070 1 silva e 3 eolheres, prata de lei.
10.087 19 colheres de prata.
10.088 1 relogio, ouro de lei.
10.091 1 corrente com siuete, para relogio, ouro
de lei.
2 aunis de ouro com brilhantes.
1 tranceln, ouro de lei.
1 pulseira, 1 medallia, 1 volta de trance-
ln, e um relogio pequeo, ouro de lei.
10.112 1 tranceln, ouro de lei.
10.119 1 pulseira, 1 broche e um par de rosetas,
ouro de lei.
10.128 1 par de botoes e 3 anueis, ouro de lei.
10.136 1 par de rosetas de ouro com 2 brilhantes.
10.137 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.141 1 corrente com meda'ha para relogi', ouro
d lei.
10.149 1 reloifio, ouro de le.
10.143 1 volta de trauceFn, 3 paies de rosetas,
2 modinhas de ouro e 1 teteia, ouro de lei.
1 cru ds onro com brilhantes.
i tfttsAM \*.tx fvio&io, 1 brocLe, l vo'l*
de tranceln, 1 cruz, 1 annel, 1 par de
rosetas. 1 dedal e 1 relogio, ouro de lei.
1 relogio, ouro de lei..
1 corrente e medalba para relogio, ouro de
lei.
10.159 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.182 2 botoes de ouro com brilhantes.
1 relogio, ouro de le.
10.200 1 relogio, ouro de lei.
10.202 1 par de rosetas de ouro com brilhantes.
10.207 1 pulceira e 1 irancelim, ouro de lei.
10.218 1 tranceln), 1 medalha e 1 corrente para
10.467 1 pulceira, dous tranceln, urna volta de
dito, um cordo, urna medalha, urna moe-
diuha, um par de brincos e um dedal, on-
ro de lei.
10.470 2 cruzes cravejadas de brilhantes, 3 pares
de rosetas om ditos e seis aunis com di-
tos.
10.473
10 475
1 pulceira, ouro de lei.
2 pares de rosetas de ouro com 1
tes, dous anneis com ditos, duas pulceiras
e urna corrente para relogio, ouro de lei.
10.476 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.481 1 bracelete de ouro com coraos erequifi-
fes, um cordo, quatro pecas para cintei-
ro, um dedal, um par de rosetas e duas
pecas de brinco, onro baixo.
10.483 1 corrente e medalha para relosfio, ouro
de lei.
10.502 2 anneis ouro de lei, um par de brincos
ouro baixo, doze colheres para cha, prata
baixa.
10.503 1 par de brincos e um cordo, oure de lei
10.504 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.505 1 volta de traucelm, um broxe, um par de
rosetas, dous botoes, ouro de lei, um par
de batoes para punbos, ouro baixo.
10.519 2 correnta e duas medalhss para relogio-
e um relogio, ouro de lei.
1 relogio pequeo, onro de lei.
1 corrente para relogio, ouro de lei.
1 par de brincos de ouro e urna medalha,
ouro de le.
1 corrente e um relogio, ouro de lei.
1 corrente e medalha para relogio e um
relogio, ouro de le.
10.539 1 trancelim, urna medalha e 4 anneis, on-
ro de le.
1 par de brincos, ouro de le'.
2 pares de rosetas d ouro com brilhantes.
1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.543 1 corrente para relogio, um broxe com
pequeos brilhantes.
10.562 1 annel de ouro com brilhante.
10.568 1 chapa dt condecoraco, ouro baixo.
10.570 2 salvas de prata de lei.
10.572 1 pulseira, urna corrente, urna moeda, um
tranceln, dous broxes, umdito para man-
ta, do is purs de brincas, dous pares de
botoes, um annel e um relogio, ouro de lei.
10.574 1 trancelim de ouro de le.
10.577 1 relogio, ouro de le.
10.578 2 anneis e douj botoes de ouro com bri-
lhantes, um fio de perolas, quatro broxes,
tres pares de brincos, um dito de ros
tas, dous anneis, duas pecas para cintei-
ro, ouro de lei, um par de botoes e urna
medalha, ouro baixo, urna salva e um pa-
liteiro, prata baixa.
10.579 18 colheres para sopa, 26 ditas para cha
e urna conega de prata.
10.582 1 annel ds ouro com brilhante, urna volta
de ouro com urna medalha, ouro de lei.
10.5-4 2 casticaes e 1 paliteiro, prata de le.
10.591 1 pulseira, 1 par de rosetas, 1 peixe de
ouro.
10.604 1 salva, prata de lei, 1
baixa.
10.520
10.521
10.528
10 529
10.531
10.540
10.541
10.512
10.611 1 corrente para relogio,
de lei.
castical, prata
e 1 relogio, ouro
10.146
lo 11
10e!48
10.152
10.C14 1 relogio de ouro, de lei.
10.617 1 corrente e medalha, paraj relogio, ouro
de lei.
10.620 1 cruz de ouro com brilhantes.
10.623 2 pulseiras, ouro de lei.
10.624 3 broches, 2 pares de rosetas e 1 annel,
ouro baixo.
10.627 1 trancelim, 2 medalhas, 1 par de brincos
e 1 broche, ouro de lei.
10.630 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.638 1 gargantilha, 1 pulseira, um trancelim, 1
medalha, 1 broche, ouro de lei.
10 643 1 par de brincos de ouro com brilhantes e
1 broche, ouro de les.
10.648 1 par de rosetas de ouro com rubina e
brilhantes, 1 ditocrwn brilhantes, 4 aun :i|
it d'VMJ ? 'J bc>.lha*ttna pequeos, sob
papel.
10.GG3 16 colheres para sopa e 11 ditas para cha,
prata baixa.
10.607 1 par de brincos, 3 ditos de rosetas, 1
broche e 1 annel, ouro de lei.
10.668 1 trancelim, 1 medalha, 1 broche e 1 par
de rosetas, ouro de lti.
10,688 1 relogio, ouro de lei.
10.702 2 casticaes e 1 assucareiro, prata de lei.
10.703 3 anneis de ouro com brilhantes e rubras,
1 volta de trancelim, 1 crur, 2 botoes, 1
figa com coral, ourv de lei.
10.711 1 relogio, ouro d lei.
10.715 l corrento com sinete e chave, para re-
logio, ouro de lei.
10.730 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.733 1 par de brincos, 1 fita de ouroe 1 psr de
rosetas, ouro de lei, 1 broche e 1 annel
cravejado de diamantes.
10.740 1 cruz de ouro com brilhantes, e 1 salva,
prata de lei.
10.744 1 par de brincos de ouro, e 1 cruz crave-
jads de brilhantes, e 1 par de botoes, ouro
de lei.
10.745 1 volta de trancelim, 1 ponteiro, 1 par de'
brincos, 2 ditos de rosetas, 2 e meio pares
de botoes, 3 figas, 2 anneis, 1 emblema de
S. Joo e 1 castor, onro de lei.
10.752 1 relogio de ouro, para senhora.
10.753 1 assucareiro e 1 mantegueira, prata de
lei.
10.757 1 corrente dupla com medalha, ouro e pla-
tina.
10.758 1 relogio, ouro de lei.
10.773 1 pulseira e 1 par de argolloes, e 1 relo-
gio, ouro de lei.
10.775 2 pares de brincos, onro de lei.
10.777 2 pulseiras, 1 broche, 1 par de brincos
cravejados de brilhantes, mais 1 annel
com rubim e brilhantes.
10.781 1 broche, 1 par de rosetas e 1 cruz, ouro
de lei.
relogio, ouro de lei e 1 pulceira, ouro
baixo.
10.224 1 corrente e medalha para relogio, ouro e
platina e 1 relogis, ouro de lei.
10.225 1 relogio, ouro de lei.
10.232 1 botao de onro com brilhantes c 1 caixa
para rap, ouro de lei.
Vinagre de Lisboa Cotamcs de
a pipa de 480 litros.
Vinho de Lisboa. -
a DP, em idem.
Dito da Figueira Cotamos de 2604000 a 2854
1304 a 1604
Nominal de 2504 a 2904
a pipa,
dem idem.
Xarque Deposito 51,800 arrobas, retalho de
44800 a 64400 os 15 kilos.
ttENDIMENTOS PBLICOS
ILSAHDIOA" D'
de 16
RbSBBDjKIA O..'
Idim du 16
Moa ae Janeiro
2 15
de 1836
341:1311285
37:758^229
2 15
378:889^514
11:4854562
3:646,4329
2 1 j
Her, de 16
ci DaarnA8aDe 2 15
dem de 16
15:0314891
129-222875
5:4354289
134:6584164
1:6244508
237*282
1:8614790
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Vapor nacional lpojuca, entrado dos portos do
norte, no da-16 do corrente e consignado Com-
panhia Pernambucana, manifestou :
Algodo ICO saccas a Antonio de Oliveira Maia
&C.
Batatas 200 ca xas ordem.
Couros salgados seceos 269 a H. Nuesch & C.
Cera de carnauba 95 saceos rdem.
Courinhos 23 fardos a H Nuesch & C.
Drogas 10 caix-s ordem.
Sola 450 me03 ordem.
Lugar ingles Melly, ntralo de Terra-Nova, no
dia 15 do corrente e conslgnjdo a Johnston Pater
C, manifestou :
Bacalho 3,500 barricas e 1,000 meias ditas aos
consignatarios.
Patacho hollandez Afiene, entrado do Rio Gran-
de do Sul, no dia 15 do corrente e consignado a
Pereira Carneiro & C, manifestou:
Farinha de mandioca 2,550 saceos aos consigna-
tarios.
Vapor inglez Ashdell, entrado do Londres e An-
tuerpia no dia 16 do corrente e consignado or-
dem, manifestou :
Carga de Londres
Calcado 1 caixo a Oliveira Bastos & C.
Cha 6 1(2 grades a Paulo Jos Alves & C.
Drogas 2 volumes a Bartholomeu & C.
Esteiras 10 volumes a Manoel da Cunha Lobo.
Enxadas 50 barricas a Oliveira Basto & O.
Estopa 18 fardos ordem.
Ferragens 2 barricas a Oliveira Basto & C, 1
a Nunes Fonseca & C.
Fio 8 fardos a Oliveira Basto & C, 3 a Antonio
de Oliveira Maia C.
Fogareros 300 a Oliveira Basto & C
Livros 1 caixa a L. A. Squeira.
Mercadoras diversas 7 volumes a C. sinden.
Oleo de linhaca 50 barris a F. Manoel da Silva
Se C, 35 ordem.
Sal tro 100 barricas a F. Manoel da Silva & C,
50 a William Halliday & C.
Saceos 37 fardos a A. de Oliveira Maia & C.
Tintas 15 barricas a N. Fonseca & C.
Telhas de sinco 1 v'o'ume a H. Halliday Ai C.
Tintas 80 barricas a F. Manoel da Silva & C,
172 ordem.
lucidos diversos 11 volumes a Rodrgaos Lima
& C, 5 a L. A. Squeira.
Carga de Anvers
Armas 8 caixas a A D. (aineiro Vianna.
Batatas 700/2 caixas a Johraton Pater & C.
Brinquedos 1 caixo a U. Stolzenbarck & C.
Ceblas 50 caixas a J. Pater & C.
Livros 4 caixas a Manoel Jos Goncalves Braga.
Papel 3 caixas a Gomes de Mattos.
Queijos 1 caixa a H. Stolzemback & C.
Rodas de ferro para carros 354 ao prolongamen-
to da estrada de ferro de S. Francisco.
Vidros 16 caixas ordm.
Palhabote nacional Ida, entrado de Porto Ale-
gre no dia 16 do corrente e consignado a Pereira
Carneiro & ., mautsestou :
Farinha de mandioca 5000 saceos ros consig-
natarios.
Patacho nerueguense Ceres entrado do Rio-
Grande do Sul no dia 15 do corrente e consigna-
do a Paiva Valentc <& C, manifestou :
Bagres seceos 3238 ordem.
Ceblas 500 resteas ordem.
Ervilhas 27 saceos ordem.
Farinha de mandioca 3090 saceos ordem.
Graixa 16 pipas.
Sebo 68 barricas.
Farinha 167 barricas.
Viaho 15/5 e 2/10 ordem.
MOVMENTO DJ PORTO
Navios entrados no dia 16
Camossim e escalas14 dias, vapor nacional
lpojuca, de 360 toneladas, commandante Fran-
cisco Carvalho, equipagem 28, carga varios g-
neros ; a Companhia Pernambucana.
Londres -22 dias, rapor inglez Ashdell, de 1,134
toneladas, capito W. L. Main, equipagem 22.
carga varios gneros ; ordem.
Columbia (Pacifico)137 das, brigue allemao
Hinrike, de 262 toneladas, capito Uinricke Jo-
hanes, equipagem 9, carga marfim ; ordem.
Rio Grande do Sul17 dias, palhabote nacional
Ida, de 197 toneladas capito Joo Pinto de
Campos, equipagem 9, carga farinha de man-
dioca ; a Pereira Carneiro & C.
Marauho15 das, vapor ingl z Norseman, de
826 toneladas, commaidante Liey, equipagem
67' carga apparelhos telegraphicos.
Cariifie36 dias, brigue inglez Q'ten of the Fleet,
de 261 toneladas capitSo W. G. Witteridge,
equipagem 9, carga carvo de pedr 1 ;_ ordem.
Navios sahidos no mesmo dia
Macei-Vapor inglez Norseman capito Lacy,
carga aparelhos telegraphicos.
ParahybaVapor inglez Orator, omman'.ante
J. D. Platt, carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Espirito Santo do sul
Mrquez de Caxias da Bahia
Armlkwait de Montevideo
Araucania da Europa
Buenos-Ayres da Bahia
Bahia do norte
Ija Plata da Europa
Ville de \idoria da Europa
Ville de Pernambuco do sul
Cearense de New-York
Orenoque do sul
Pernambuco de Hamburgo
Delombre de Liverpool
hoje
hoje
amanh
amanh
a 20
a 23
a 24
a 24
a 24
a 25
a 25
a 25
a 28


Diario de PernambncoDomingo 17 de Janeiro de 1886

\l
10.234 1 par de rosetas de ouro com brilhantes.
10.235 1 pulceira, 1 broche, 1 par derozetas 4e
ouro contendo brilhantes, 1 puleeir, 1
broche e 1 par de rosejas, ouro de Je!.
10.245 1 pulceira, 1 broche, 1 volta de ouro com
laco, 1 medalha, 1 par de briucos, uroo
de l'i.
10.259 1 pulceira, ouro de lei.
10.260 1 escrivannia, prata de lei.
10.280 1 correte o 2 medalhas pararelogio e I
annel com pequeo brilhante.
10.284 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.295 1 salva, prata de lei.
10.301 1 medalha e 2 pares de rosetas, ouro dt
lei.
10.314 1 pulceira, 1 b 1, 4 t-teias, ouro da
lei.
10.315 1 broche, 1 pir de bnucu 1 crui, ouro
de lei, 1 v..m da .: d.uj, 1 annel e 1
ponteiro. ouro b ,'w >.
10.323 1 corrente e nMs!Hii para r-logio e 2 re-
logios, ouro 10.348 1 annel de ouro Mm pequeo brilhante.
10.352 l pulceir. 1 tiuiKi'i.. | nr de rosetas,
1 annel do oud o 1 anise! com dia*-
inantc.
10.353 1 cordo (collar) onr i hti
10.358 1 brocho, ouro d Un.
10.354 1 relogio, Dora co l-.
10.368 1 pulceira, 1 pir de ro tas, 1 volta de
tranceliin, ourj de lei, 1 par de botos,
ouro baixo.
10.374 1 trancelim, 1 mooda de ouro com laco e
1 ret^sria, ouro de lei.
10.380 1 ai... .1 de ouro com 1 brilhante.
10.382 1 corrente e medalha para relogio 2 e
aunis, ouro de lei.
10.390 1 par de brincos, 1 medalha, 1 cordo, 1
medalha incompleta e 1 laco, ouro de lei.
10.394 2 anneis de ouro com brilhantes.
10.401 1 trancelim e 1 moeda de ouro com layo,
ouro de lei.
10.402 1 rebg;o, ouro de lei.
10.434 1 par de rosetas de ou>-o com diamantes,
e urna cruz perolas.
1 volta de ouro e um annel, ouro de lei.
1 par de rosetas de ouro com dous bri-
lhantes.
1 relogio de ouro de lei.
1 emblema do Espirito Santo, um cora-
(o oin ouro ,001 dedal e cinco botosa, on-
ro do lei.
10.464.1 pulo ira. um par de brincos, um uito de
rosetas e tros aunis, ouro de lei.
10.466 1 corrente e medalha para re!o o, ouro
de lei.
10.784 2 salvas, prata de lei, 25 colheres, 12 gar
fos, 12 cabos para facas e 1 paliteiro.
prata baixa.
10.786 1 s Iva e 2 colheres, prata de lei.
10.789 1 cruz de ouro com brilhante", 3 pares de
rosetas cora ditos, urna *rolta de ouro, 6
correntes para /elogios, 1 medalha, 1
correntio fiuo, 4 trancelias, 4 v altas "le
dito, 1 cruz, 1 brecho, 1 par de brincos e
4 relogios de ouro, ouro de lei.
10.790 1 pulseira, quebrada, ouro de lei.
10.791 1 trancelim e 2 pares de brincos, ouro de
lei.
10.799 3 cruzes de ouro com brilhantes, 2 anneis,
1 par de argolloes, 1 par de rosetas, 1
peca grande, 2 pulseiras, tudo cravejado
de diamantes cravados cm prata ; 1 volta
de ouro, 1 cruz, 1 fivella,4 pecas de ouro
para ciuteiro, ouro de lei, fios de perolas.
10.800 1 correte pararelogio, 1 volta de trance-
lim, l cruz, 1 breche, 1 par de brincos,
ouro de lei.
10.802 1 corrente e relogio, ouro de lei.
Recife 4 de Janeiro de 188G.
Pelo gerente,
Felino D. Ferreira Coelho.
20|000
Aluga-se as casas terreas n B por 20/, a do o.
F por 16/ da ra de Riachnello, na Boa-Vista, a
de o. 32 da travessa do Freitas, etn 8. Jos, por
12/000; as chaves achsm-se junto para ver, e
trata-so na ra da Guia n. 62, Recite.
Cautela perdida
Manoel de Mello Cabral roga o favor a quem
tiver achado a cautela de n. 12,''39 do Mente de
Soccorro deleval-o ra do Nogueira n. 10.
Barreiros
Medico
O Dr. Costa Bsrros, medico operador e partei-
ro, recentemente estabelecido cm Barr.iros, offe-
rece es servicos de sua profissao nao s<5 aos habi-
tantes deste municipio, como aos de Rio Farinoso,
Gamelleira, Agua Preta, Palmares e Porto Calvo.
Ama de leite
na ra do Imperador n, 24
Precisa-se de urna
1 andar.
10.438
10.445
10.455
10.440
Taverna
Na rna Imperial u. i.i
Vcnde-se urna das melhores tavernas, bem afre-
guezada tanto pura o matto como para a praca,
livro e desembarazada ; tcm commodos suficien-
tes para familia, com quintal com algumas fruc-
teiras, muito em coota tanto o aluguel da casa
como seja urna armscao boa e todos os pertencas:
se vende tudo por preco commedo e muito em
cont.
O motivo de se vender 6 o dono querer ir para
a Europa, e quem pretender dinja-se a mesma
que nao deixar de fazer negocio.
Ai) eommercio
Os abaixo assignados scientificam ao eommercio
e a quem mais possa interessar, que desde o dia
1 do corrente mez e snno estabeleceram secieda-
de commercial sob a firmaAmaral c Irmlcno
nrmazem de seceos e molhados, ra do Visconde
de Inhaina n. 46, que at entilo gyrava sob a fir-
maManoel Soares do Amaral & limaosque fi-
cou extincta, sendo responsavel pelo seu activo e
passivo a firma successora.
Recife, 16 do Janeiro de 1886.
Jos Soares do Amaral Jnior.
Manoel Julio Soares do Amaral.
FUNDICAO GERAL
ALLANPATERSONftC
N. 44-Ru i do Brum-N. 44
JUNTO A E? MfAO DOS BOEDS
Tem para vender, por pre<_ mdicos, as seguintes ferragens :
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivaceb de diversos taraanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angolares, idem, idem. #
Varandas de ferro batido. t
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forja de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 polkgadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de conoertos, o assentamento de machinismo e executam qaalqne
abalho com perfeicSo e presteza
Pedem a attencao dos dignos leitores e seus nunerosos fregueses, para os procos dos seguintes ai-
tigos, os quaes sao verdadeiras pechinchas ; e igualmente a preferencia de vir primeiramente em no.
sa casa sempre que tenham de fazer suas compras, afim de se convencerem da realidade e se sortl*
rem de fazendas proprias
Lindas alpacas de sed
360, 40(i e 440 ris o covado !
Cachemiras com bolinhas, novidade, a 560,
640 ris o dito
As madrinas de eostura
AVISOS DIVERSOS
Precisa-se de um caxeiro de 12 14 aunos
com pratica de molhados ; a tratar na Capunga
ra das Pernambucanas n. 38
Preciaa-se de urna professora para engenho
que saiba tocar piano e mais trabamos de senho-
ra a tratar ua rna do Imperai*' 79, 1 andar,
com o Burilo de Kazareth.
Os abaixo assignados, curador fiscal e de-
positario da massa fallida de Antonio Francisco
Corga, previnem aos inqueliuos das esas perten-
centtes mesma massa, e situad s em Uoyanna
que nao pagiem aluguel algum ao procurador
constituido pelo fallido, e cojos poderes cesstram
pela abertura da falienis, devidamente publica-
da. Os meamos inquelinos estilo responsavei*
pelos alugueis que pagarem indevid .mente a dito
procurador, que proceden criminosamente rece-
bendo ditos alugueis. Recife, 21 de dezembro de
1885.
Dr. Ferrer.
Jos Fa utico Porto.
Aloga-se barato
) 2.* andar travessa do Campelio n. 1.
A casa da ra da Palma n. 11.
* loja da ra do Calabouco n. 4.
A casa da ra de Lomas Valentina n. 7.
O 1.a andar da travessa do Carme n. 10.
A casa da ra da Ponte Velha n, 22.
A easa da Baixa Verde n. 1 B Capunga
A tratar no Largo do Corpo Santo n. J9, 1 an
tar.
Titulo de flanea
Aiuga-se urna excellente casa, limpa e
a&seiada, com bons commodos para fa-
milia, tendo a roa e gas, qnartos para
criados, gallinheiro de ferro, grande
quintal arborisado, com lugar para jardim e mu
tas ontras c mmodidades, sita roa do Visconde
de Goyanna n. 167; a tratar no largo do Corpo
Santo n. 19 1 andar.______ .______________
Aluga-se o 1' andar da ra do Padre Flo-
rianj n. 69, a loja da travessa da Bomba n 4, e
a loja da travessa do Livramento n. 10 ; a tratar
na ra do Apollo n. 34, 1 andar._____________
Aluga-se o 2- andar da casa n. 1 do pateo
do Terco, o 3 da de n. 3 rna da Penha, o 1
da de n. 19 4 mesma rna, o 1' da de n. 18 ra
Direita, o 1 da de n. 66 mesma ra, oda
den 35 a travessa de S. Jos, o 1- da de n. 31
ra estreita do Rosario ; as terreas de na. 41
i ra do Rangel, 26 ra Duque de Caxias, 1 do
pateo do Terco, 27 ra de Lomas Valentinas,
24 a ra do Aragio, e a casa de n 35 ra da
Viracho ; a tratar na rna do Hospicio n. 3._____
Arrendase o sitio das Jaqueiras, junto a
estacao do inesmo nome, bastante arborisado, bai-
xa de capim e com grande casa de viveada : qoem
pretender dirjase ao dito, que achara com
quem tratar.
e Molas para giavatas : veodem o Pedro Ao-
tuues b C. n. 63, ra Duque de Caxias.
__ Precisa-sc de um criado para o eervico de
ico i
oleir
casa, e dous meninos para venderem em taboieiro,
l-se tanbem bolos de vendagem ; na ra do
Visconde de Albuquerque (antiga matriz da Boa
Vista) n. 3. _____
Aluga-se a casa com sota, toda caiada e
pintada de novo, sita rna da Fundico n. 8, em
Sinto Amaro ; a tratar na ra do Mrquez ce
Olinda n. 8, lithographia.____________
~JZ~Aluga-se a casa terrea com 3 quart- s, 2 sa-
las, cosinha e quintal com boa cacimba, sita ra
do Lim n. 20, em Santo Amaro ; a tratar na roa
do Mrquez de Olinda n. 8, lithographia.
Est para alugar nm bom sitio todo murado
e bastante arborisado, com grande casa, sito
entrada do becco do Padre Ingle z, defronte da
estacao do Caminho Novo, p -rto da lmba das
bonds de Fernandes Vieira. tem agua e gas ; a
tratar no oitilo do Corpo Santo n. 25.
O abaixo assignado, ex-empregado da compa-
nbia fero-carril de Pernambnco, declara ter per-
dido o titulo n 64 B, pass .do em 31 de marco do
snno prximo fi ido e do uepasito da qnantia de
c0/000 que Ihe servia de Canea para exercer o
lugar de cocheiro. Pede a qualqucr peasoa que o
tenha encontrado o obsequio do entregal o no es-
criptorio da mesma com mnhia ao Sr. gerente oo
io abaixo ass'gnado, na roa da Palma n. 17, visto
que a elle s tem direito o proprio dono.
T ecdosio Jos da Siiva.
De
Escola par colar
iu.sfl rucro primarla para o
seso masculino
34 KM A DA MATBZ DA BOA-VISCA 34
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua escola particular
de instrueco primaria para o sexo masculino,
ma da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensinu de seus alumnos.
O grao da escola consta: 1er, escrever e contar,
desenlio linear, historia patria e nocoes de trances.
Garante um rpido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu systema de ensino, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
merada dedica cao ao ensino, fazendo com que os
seus decipulos abracem e amem de cora^So as le-
tras, aos livros, e ao estudo, guiando-os no cami-
nho da intelligencia, da honra e da dignidade,
afim de que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiao, e da lei, c um verdadeiro
cidadao brasileiro.
Espera, pois, merecer a confianca e a protecc
do distincto povo pernambucano, e em particular
tem f robusta em todos os pais e tutores de me-
ninos que queiram aproveitar um rpido adianta-
mento de seus filhos e tutelados.
Cjmquanto oosada seja esta tentativa, todavia
espera qne os seus incansaveis esforcos, e os seus
puros desejos, sejam coroadot com a felis appro-
vaco de todos os filhos do lmpe.-io da Santa Crus.
Mensalidade2^000 pigos adianlados, no acto
da matricula.
Horariodas 9 horas da manha as 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meis-pensionistas por
mensalidades razoaveis e lecciona por casas parti-
culares a ambos os sexos.
tJiilio Soares de Azevedo
34 BA DA MATRIZ DA BOA-VISTA -34
Attengdo
A vii'w de Manoel Joaquim Baptista recam-
meada que pessoa alguma venda fiado a escravos
seas, pois que nao costuma comprar senao a di
nheiro, e por isso nao se respinsabilisa por divi
das contrahidas em seu nome. Oufrosim, para
evitar abusos, declara que foram subtrahido uns
cartoes de visii* do seu filho menor, que tem
igual ooine de seu finado marido, e que tambem
nao costuma comprar fiado.
Collegio Emulapo
Aeba-se aberto este collegio para o sexo mascu-
lino, ru i di Matriz di B^a-Vis a n. 3, sob a
direccao di professor particular Julio Soares de
Azevedo.
Ensina se cm desafio ao magisterio escolar,
garantindosc um rpido adiantamento nos alum-
nos, quer em instrueco primaria, quer cm secun-
daria.
Admitte se 25 meninos pobres, extcmimente,
nediante urna guia do delegado litt- rarto.
O collegio fornece todos os utensilios necessa
rios ao ensino, as c-iaucu. que frrqoentarem o
curs3 gratuito.
Aluga-se o armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 18 ; a tratar com Prente Vianna &
Companhia
Aluga-se casas a 8400H, no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Goncalo : a tratar ua-rui da Im-
p 'ratriz n. 56. <
Precisa-se de um meniuo cem pratica de mo-
lhados: ra da Uoo n. M.
= Urna pessoa muito habilitada se or
para servicj de cosinha, em casa de eeiwirio ou
pessoa so'teira ; quem precisar dirjase & ras) de
Marcilio Das ns. 19 e 21.
^"Nolminho Novo n. 128 se dir quem ven-
de o xarope de ervas do sertlo para molestias do
peito. Na mesma casa faz-se flores artificiad
para etager, ornatos do salas e bouquets._______
Vendu-je urna bjmba de cobre, obra inut.>
boa, com O cjmpeter.tes canos para tan iu
ra do Msi juez do Serval n. 23 Na mesraa casa
recisa-se le um^ orphl e de um* mulhcr de iia-
b para eouipanhia de u 3a familia, prestando ella
ses seivicis.
Caixeiro
Precisa-te de um menino de 12 14 annos, prc
ierindo-se portugus, e que d conhecimeoio sua
con'.ueta, com pratica de taverna ; na ra do
Mrquez do Herval n. 73.
o estabeleclmento de molhados ra de Santa
Rita Nova n. 2 A, que fas freute p-ra o Mercado :
O motivo da venda o dono se achar doente. A
tratar na mesma ra.
NA EXPOSICAO UNIVERSAL DEM87.8'
VINHO de CATLLON
de GLTCERINA e QUINA
0 roah po.lerosQ tonino proscripto
noseno. ili- Dores d'estomago. I.angor, Anemia
D.abetis, Consumpcao, Febres,
Convalescenca, Rezultadoe des pr.rtoa, ce.
O mejmo lnho com fe ro. VINHO f ER?UC!N0S3 DE
CATLLON reflenerailor por .tccllenc.i tn sanin pobre
e descorado. Este tbdo faz t'l rar o ferro por todos
os estomago e nao occasi.ua prifo de ve;.tro.
\PARIS, V. ra SalnttVinctnt de-PtJ. Em Pernambuanjt
Franco M. da Silva e C-,ePmTinc'i> fh- '.^-a. a^kwk
nr
rr
M'.
BlLMl'lijljilia^
Joaquina Rosa Pledade
Jos Gomes de Oliveira Pi dide c seu sob i h >,
tendo receido a infausta noticia pelo passamento
de sua estremosa mai e av, conviJam seu9 amigo
e parentes para assistirem as missas que mandam
celebrar pr sua slms, tere feira. 19 do r ente,
as 7 \2 horas da manha na igreja de Nossa S
nhora do Terco. ^^^^^_^___^^_^__
Domestic
SSo reconhecidas ser as mais ele
antes, as mais duraveis, e em todoi
Jiara a estacao presente, a saber :
a de todas as corer, a Ditos de casemiras inglesas a 2*800, 3f, H i
5*000!!
600 Camisas francesas sem punbos e sem eolkri-
nhos a 36 a duzia !
Ditas para meninos, superiores, a 364 a dita.'
Ditas de cretone, finas, a 30 e 36 a dita.'
Ceroulas bordadas de bramante, a 12/ 16 >
dita I
Meias cruas inglezas a 3|}500,4/500 e 6*H>00
dita !
Ditas para senhoras, a 4/500 e 6/ a dita .'
Lencos brancos superiores, abanbados, a 2/ t
3, em lindas caixas!
Lencoes de bramante, grandes, a 2/000 !
Cobertas de ganga e cretones para cama de
sal, a 2/500. 3/ e 4/.
Cobertas de la a 2/000!
Redes superiores a 5/000 e 6/000.
Cambaia Victoria, com 10 jardas, a 3/201,
3/500 e 4/ a peca I
Dita transparente fina, a 3/800 e 4/000.
Madapolo Boa-Vista superior, 24 jardas,
6/200 a peca!
sentidos
As melhores
prejos, e circulares com illus
de todos os estylos, dirijan)-
Para
tragSes
se a
DOMESTIC SEWING MA
CHINE & C.
iTEW-KOBY 8. A.
BAMOS DE MAR
perfores eos tilines de excellente fa-
zenda e mnito bem preparados para banhosdi
mar.
dem com bolinhas de veludo, a 1/400 o dito.
Linons, novos desenhos, a 900 ris o dito I
Setinn maco de todas as cores, a 1/, 1/200 e
1/400 o dito !
Gorgurinas, fazenda de 800 ris, para acabar, a
400 ris o dito !
Failes, novos gostos, a 500 ris o dito !
Setineta8 francesas, a 360, 400 o 500 ris o
dito !
Cretones finissimos a 320 e 360 o dito!
Fuste8 brancos bordados a 400 e 500 ris o
ditol
Merinos de duas larguras a 1/ e 1/200 o
dito/
Ditos setim, idem, fazenda de 1/800, para liqui-
dar, a 1/200 o dito !
Ditos pretos a 1/, 1/200 e 1/500 o dito!
Damascos de cores com b palmos de largura,
para colzas, 8 2/ o dito !
Popelinas liseras de seda, a 280 e 320 ris o
eito!
Pannos para mesa, de urna e duas larguras, a
600 ris, 1/200 e 1/500 o dito.
Bramante trancado de urna largura, a 500 ris
o metro !
Brim branco de linho n. 6, a 1/500 a vara !
aproveitem.
Brins pardos largos a 320, 360 e 400 ris o co-
vado !
dem de cores a 320 ris o dito!
Casemiras de ceres dnas larguras, a 1/200 e
1/500 dito!
Dita preta, idem, a 2/200 e 2/500 o dito !
Flanella inglesa, idee, a 2/000 o dito, fazenda
de 3/000.'
Cortes de meia casemira eom pequeo dofeito, I peca ; e n
I corone

Para asi Eimn nolvaa
Colzas de fusto ricas, a 10/ e 120000.'
Ditas de chrochets a 12/ e 15/000!
Cortinados bordados a 7/, 10/ c 12/-o par!
Grinaldas ricas e veos, a 10/ e 15/000!
Camisas bordadas a 3/500 e 5/, sao de 8/800?
Saias, idem, a 4/ e 6/000 !
Popelinas bracas a 60O e 800 ris o covado.
Setinetas idem, lavradas, a 600 e 700 ru
dito!
Espartilhos finos a 4/500, 5/ e 8/000!
Guarnicoes de crochets, ricas, a 10/, para sof
e cadeiras.
Bretanhas, bramantes, esguies finos, a 5/ i
outros artigos, por precos sen
competencia.
i
1/400 e2/00!
VENDAS EM GROSSO
Deseontos da praea
CARNEIRO DA CUNHA & C.
59RA DO DUQUE DE CAXIAS59
Para senhoras.
Para homens.
Para crianzas.
10$000
8$000
5$000
Recebemos ltimamente nm grande sor
ti ment de diversos teeidos novos para vesti-
dos e inteiramente apropriados para a pre-
sente estafo.
^mmix ailqq
FRANCISCO GURGEL DO AMARAL & fi.
Rna Primeiro lo Marco n. 20
ESQUINA DA RA DUQUE DE CAXIAS
N. telephonico 158
INSTITUTO
DE
WoiHORHm
Instrueco primaria, secundaria e recreativa
Este collegio fondado em t9'9, contina a funocionar ra de S. Francisco,
palacete n. 72, e admitte alumnos internos, meio pensionistas e externos.
As materias protessadas sSo : Prlmelras lettras, porfugne/, latim.
francer, inglez. rethorlea, arithmetica gcographia. geometra,
historia, phllosophla, miislca. danca e desenlio.
Os professores sao habilitados e rnoralhados, tendo os alumnos obtido sempre
bons resultados, tanto nos examea prestados no L.-tituto como no Collegio das Artes.
A alimentaco sil e abundante
O rgimen interno nao exatorio; ha horas destinadas para o estudo, recreio
e repouso, e em caso nenhum soffrerilo os alumnos privacilo da alimentayo nem dei-
X'irio de repouzar as horas exigidas pela hygienne.
O trabalho distribuido de conformidade com a idade e desenvolvimento phy-
sico e moral de cada um.
O predio commodo, aceiado e em geral claro e fresco, com espacosas salas
para aulas, refeitorio, dormitorios e recreio, mobiliadas convenientemente.
O collegio fo.nece gratis, peanas, tinta, lapis, crayons, ardosisas, livros para
cnsul tai dos alumnos ntimos, no collegio.
Os alumnos internos tambem teem direito roupa lavada o o engommada, sem
remuneracSo alguma alen da mensalidade.
Tambem nao do oia na entrada. O enxoval dos alumnos internos resumido.
Eiu attenjSo as difficuldades com que lutam os senhores pais para educar seus
filiios, nao podendo muitos sustentar tilo pasado encargo de 50(5000 mensal por cada
um, como alumno interno, alm de outras muitas despeis que occorrem, fica estabe-
1-ci ia a seguinte tabella :
Alumno interna.......... 40)000 por mez
i meio-pens8nista........ 25#000 >
ext rno de aula primaria...... 5#000
secundaria (i preparatorio) 50000
> (2 > ) 95000
> > (3 ) ". 12*000
Aula de music.i.......... 5*000
danga.......... 5*000
o desenlio .......... 5*000
X B.Os pagamentos s2o feitos por trimestres adiantados.
As aulas coaiecam a funceionar a 7 de Janeiro e terminara a 15 de dezembro.
O IHREICTOR,
Hcrmino Rodrigues de Siqueira.
J
I
PHOTOaB AP
^- f JEH'^jA. PAOUi.
ia regular pode apprpmli-r I yl"?"1 n cha nosto obra,
rneaderuwlo em pauno, eulroe 101 rranco.
ore de
Aos qne eom-
ApiuirelUft para AmadoreH de flO.OU

i apparellio completo daremoa gratta um ezemplai ao .uu. i,
Bnvlara-se Catalono em Porlupiex a qnem qne o penir _________
# K. H. T. ANTHOKT t OO. SOl.BROADWAT. N0VA-T0KK.
Falirionntaa de toda apecli- de sairtni* iimlograpliioor EatatoelecWo lia main de *0 anuos nesto ramo de negocio
ALBERTO HEMCHEL & 0.
52--RLA DO B4R40 D4 YIGT0RI4--S2
O aba>xo assignado tem a honra de participar ao respeitavel publico d'est
capital e do interior, que reassumio a gerencia d'este grande e bem conceituado est*
belecimento, onde j por longos annos tem oceupado o mesmo lugar.
As Exmas. familias e pessoas que desejarem hnralo com suas encommendaa,
encontrarSo alli os mais modernos e aperfeicoados trabalhos concern entes a art
photographica e modicidade nos presos.
C. Barza,
Gerente.
TINTURARA
OTTO SCHIVEIDER
SCCESS0R
IHlbias de Albuquerque n. 25
(4MII.UII UliS H.IIFS)
Tinge e limpa com a maior perfeicSo toda a qualidade de estofo, e fazendas
em pecas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo o
trabalho eito por meio de machinismo aperfeifoado, at hoje conheoido.
Tintura preta as tercas e sextas-feiras.
Tinta de cores o lavagem todos os dias.
?



M V rW B
JOSEPH KRAUSE 8: C.
Acabam de augmentar o sen j bem conliecid
importante estabelecimento rna Io
de marin. 8 com mais
nm salo no 1 andar iuxnosamente pepar-
rado e prvido de nma exposi-
ff # m de prata d Porte t flMrffUf
dos mais afamados fabricanes do
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos e fregnezes a visitaren!
o seu estabelecimento, afim de
apreciarem a grandeza e bom gosto com que
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
AGHA-SE ABERTO DAS 1 A'S 8 DA il
COMVITB
ileB



i'

I
Diario Qt Proiinibucu DoniiHgo 17 de Janeiro de 1886
Aluga-se
ti' o sotao da oasa a i
segundo andar o sotao da oasa m do Aao-
rijQ d. 66, por pi^oo coovnod /, parto da alfaiidega:
atratar na mes.su).
M1 -. r
uga-se
-un sitio ra das Pernambucanas n. 63, teudo
ana grande casa oom muitas comm xiidades para
grande familia, a casa tem sota corrida e o sitio
trborisado ; as chaves na ra de Pedro Affosso
lunero 8.
Leonor Porto
Ra do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contina a ezecutar os mais difBceia
figurinos recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Jaasiro.
Prima emperfeicao de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
goeto.
TNICO
#
fl\
i

Tintara liana
PABA TINGIRA
Barba eos Cabellos
%
tintura tinge a barba e os cabellos instan
tantamente, dando Ibes urna bonita cor preta e
atura!, inofensiva o seu uso e simples e muito
rpido; vmde-se na BOT CA FRANCEZA e
DROGARA de Rouquayrol Preres, succeesore
de A. CAORS, ruadoBom Jesns, antiga da Cruz,
numero 22.
Curso primario c se-
cundario
Jos Cordeiro de Souza Simoes participa aos
pais de seus alumnos e ao respeitavel publico, que
no dia 7 do corrente se achara aberto o seu esta-
belecimentodeinstruccao na ra da Imparatrii n. 15
a continuar es ejercicios de sua profissao : assim
come continua a admittir alumnos internos, meio-
pensionistas e externos.
Asylo de Mendicidude
A aula de instrueco primaria n'este estabele-
cimento cometa a funecionar uo dia 7 do corren-
te, das 8 horas da maulla s 2 da tarde.
Igualmente tunecionar ds dia 15 em diante a
aula dos cgos das 3 s 5 horas da tsrde, lelo-
nando-se primi-iras lettras, francez c msica.
Em ambas essas aulas sao admit dos alumnos
tenos, dando-s.-Ibes gratuitamente nao s o
eusin soasa tan bem todos os objectos neeessarios
(papel, penua, unta, livros de leitura, etc. etc.)
Para a matricula e informacoes poderao dirigir-
se diariamente ao indicado estabeleci nento em
Santo Amaro.
Asylo de Mendicidade em Pernambnco
Janeiro de 1886
O director,
________________Justino Jos de Souza Campos.
Atteneo
Paco ver os seLhores e suihoras de engenho
.ae preeiarem de um adui istradnr hbil para
odj o eerv ico de agricultura, que faz todo e qual
laeruigcio, bao por ajuste physioo, mas sim
iuT portectagem dos rendate,itoa das safras, se-
cundo a proporyao do encubo, ou por tercos,
luartos, quintos, eitavas e decimos, segundo a
jroporcSo do meemo engenho Se o engenho for
abrieado por escravos tMiibem faz o negocio por
tervico dos eferavo, um da por semana, de 15
m 15 das ou mtusalmente. contarme a escrava-
rura do engenho : quem quizar annuncie por este
Diario, declarad > o nome do engenho on logar,
ie o engeohi mjvio a ->gua, a vapor ou ani-
llis, tudo davv declarar, aivertiudo que faz este
legocio por tempo nunca men s de tres annos.
Antonio Bezi-rra P>ssoa e Albu^uerque.
Caixeiro
Precisa se de um de 14 16ar.nos, que d fia
dor de sua conducta ; na Ponte V.-lha n. 41.
Aala partienlar de primeiras
lettras
Auna Tbeodora Simoes participa aos pais de
suas alumnas o ao respeitavel publico, que no dia
7 do corrente se achara abena sua aula na ra
da Imperatrix n. 15, a continuar os exercicios de
sua profissao : assim co.no contina a admittir
aiumnas internas, meio pensionistas e externas.
Bomemprego de capital
Vende-ae o muito bem afrrguezado hotel do
Soarea, raa de Breas a. 2< : a tratar ao
mesmo.
PrenaracSo de Productos Vegetaes
-tinco'das caspas
e outras Molestias Cepillares.
JVIARTINS & BASTOS
Pern&mbuco
Intrnalo Rernambiicano
Ra do Hospicio n. 56
Aa aulas deste collegio abrem-se no dia 14 de
Janeiro.
Aula mixta particular
4*.
Ra da Matriz da Boa Vlma n
prim'iro andar
Mara da Conceicao de Drummond participa
aos pas de familia e correspondentes, que a ana
aula abrirse ha no dia 11 do corrente taez.
Alui das alumnas externas, admittem-se pen-
sionista : quem desejar saber as necessarias con-
dicoes pooe dirigir se dita aula, que ent< nder-
se ha cora a mesma.
Quanto as informacoes, os interessados podem
dirigir-se ao conselheiro Pinto Jnior, Dr. Pe-
reira do Carmo e aos distlnctos prefessores da so
cieuade Propagadora da Boa Vista
Consultora medico cirurgico
Dv- Migud T!'enudo mudou seu cnsul
torio e residencia para a roa da Imperatriz
n. 14, 1. andar, rudo d consultas das 12
horas s 3 da tarde c recebe chamados a
bualquer hora. Especialidades partos, fe-
bres, sypliilis e molestias do pulmao e co-
raclo.
Finito de Riga
Acaba de chegar pelo brigue Acacia um com-
pleto sortimento de pranches de varias dimen
ces, como tambem taboas da mesma madeira, de
urna e uinae meia pollegada de grosaura ; ven
dem se por precos mdicos em casa de Matheus
Austin & C, 4 roa do Commercio n. 18, ou no
caes do Apollo n. 51.
R. DE DRTSINA 4 (X
Bu lo Bm-Jnu l 18
(ANTIGA DA CRUZ)
asa de commissoes
Orando e variado sortimento de amos-
ras e catlogos de prodceles da Allema-
iha, Franca, Iug.latera, Austria, Hespanh.i,
talia e Estado-Unidos.
N. B. Informacoes sobre machinismos
gricolas, ditas pnra engeraos centraes-
lomba*, ete par- incendios a outras ma,
hias e utensilios I
Aluga-se
i i- e 3' andar do sobrado a ra do Brum
i tratar na podara.
Alune
Ra *h
Si. Joao Cavalcante Manricio Wanderley,
ilho do Exm. Sr. Bario de Tracunhoa, querrs
r on mandar ra Duque de Caxias u. 73, con
unir o negocio que nio ignora.
Collegio Nossa Senhora das
Victorias
lo iiu i do Hospicio=1 o
Este estabelecimento de instrueco, aVrir sua
aulas no da 11 de Janeiro.
As directoras,
Blanche d'Herpent Torgtr
Daroneta L. V. d'Herpent.
Provincia da Parahyba
Venda de bens e predios Impor-
tante
Tendo o 8r. Fitch Kemp, sindico geral da mae-
sa fallida de Frederico Silva, outr'ora negociante
da praca de Londres, devidamente comeado e
approvado pelo aup.emo tribunal de joatica da
Inglaterra, conferido a mim plenos poderes para
dispor das propriedades pertencentes ao dito fal
lido n imperio do Brasil, pelo presente facosci-
ente a quem possa iutereasar, que estou prompto a
tratar da venda de qnalquer das propriedades que
ccrastam da relacao seguiste :
1' O eugenha Maasangana, moente e corrente
com todos os pprtencts, trras proprias, matas,
etc., sito no termo de Pedras de Pogo da provin-
cia da Parahyba, inclusive um sitio enera vado na
mesma propriedade.
2* O sitio Consolaces, conbeeido por Queiroz,
com trras, casa e bemfeitorias, situado no refe-
rido termo de Pedras de Pogo.
3 O en enho Pasto Secco, na fregneaia de
Santa fiita, ni termo da capital da provincia,
moente e corrent.>, com trras proprias e todas ai
suas pe-tencas.
4* Urna cas 4 armazenada na ra Visconde de
Itaparica da cidade da Parahyba n. 81.
5o Oatra na meama ra n 51-D.
Os pretendentes podem dirigir e mim, no
hotel la Europa desfa cidade ou a mea adverado
o Dr. Maximiano Jos de hojosa Varejo, resi-
dente i ra da Matriz n. 2 deata cidade Para-
hyba, 9 de Janeiro de 1886
________ J.hu Pearce.
ollegio de Santa Lozia
Pbilade'pha Ernestina de Almeida Portes par-
ticipa aos pais de suas alumnas, qae mudou a sua
residencia da roa do Marques do Herval n. 87
para a roa do Baro da Victoria n. 14, e que as'
aulas prioeipiam do dia 18 do corrente em diaate.
"fical w) liai
Contina a lestionar, D Francisca de AM>u -
qnerque Silva CsWta, por eo'legios e-sasas de fa-
milia e em sua ws3idencia, rna da stencio n.
19 ; a tratar na mesma.
urna casa pintada de aovo e com sotao interno, na
ra d > Coronel Soaasuaa u. 198 : a tratar no lar-
go do Corpo Santo n. 4. 1 andar.
1L0GIT
o me de jois
VGUEL WOLFF & li
Offerecem ao respe.-
tavel pablieo um gi*ai i -
de e variado sortimen-
to de relogiosdos ni ais
acreditados fabrican-
:tes, ese acham habili-
tados a vender mais
barato do que outro
qnalquer, visto rece-
ben directamente.
Todos os relogios
vendidos n'esta casa
nao garantidos.
! Ra i Gatig e. 4
FRANCFORTS/MEIN
PARS ^7> LONDRES
lruesleicClriQuierj ^54AldermaiiburyEC
Crystal Soap
SABAO
transparente cristalino
eonhecido do mundo rnteiro
como o melhor mais perfeito
de todos os sabaos de toilette.
Especialidade.
'Estracts? escencias triples
de cheiros. Apua de Colonia.
Vinajrro3 roz. Pommu.:?. Azeites to-
das lasos f i r j 11 rf limaras finas.
Superiores quadades.
DeposHos ms principaes Per-
fumaras, Pharm acias Cabel-
leireiros de Brazil.
J
sdalhatie Progresso Vianna 187a
Criad
Precisa-se de um criado para comprar e servir
mesa j a tratar na na do Boa Jeras n. 58.
{Doengas nervosas
RADICALMENTE CURADAS COM O
BROMUflETO LAROZE
3C A. S O J? E SEDATIVO
de Cascas d Laranjts amargts
com BROMURETOde POTASSIO
APPROVADO PELA JUNTA DE HYGIENK DO BBAZII..
-?-
O Bromnreto de Potaaaio de
Lssrose. como todos os productos
feitos neste eslabeleciiueuto, de
urna pureza absoluta, condicSo indis-
pensavel para que se obtenha effei tos
dativos e anodynoa sobre o sys-
tema nervoso.
Dissolvido no Xarope Laroze de
Cascas de laranjas amargas, este bro-
mureto universalmente empregado
e exclusivamente receitado pelos mais
celebres mdicos de todas as facul-
dades para combater com certeza :
as alleccSes nervosas do coraoko,
da vias digestivas e respiratorias,
as nevralgias, a epilepsia, o hyste-
rico, a danca de S. Guy, a insomnia
das criancas durante a denticSo, em
ama palavra, todas aa aieccSes
nervosas.
No mesmo deposito acha-se venda os seguintes Productos de J.-P. LAROZE:
XAROPE LAROZEi
,>.rt%rATNICO, ANTI-NERVOSO
Contra as Oastrtes, Gastralgias, Dyapepsia. Dores e Caimbras de estomago.
XAROPE DEPURATIVOdera*4adserniSIODURETO DE POTASSIO
Contra as AfleccOes escrofulosas, cancerosas, Tumores brancos, ?cides de sangue,
Accidente-i sypliUlUcoa secundarios e terciarios.
XAROPE FERRBINOSOs-^sraTtlPROTO-IODRETOi. FERRO
Csatr* s Anemia. Chloro-Anemia. Coree paludas, Flores brancas, Raobltlamo.
tpcsito im toda: u boas Drgatia: do azil
Pars, J.-P. LAROZE e Cla, Ptiarmaceuticos,
* I, SU DFS UONS-S
i
lOHS-SiUT-PAUL, 2. A
.. n
\

PAMU 9. Mu* VlrieaM,
8 *W
leo de gtanangcr^
Conhecido sob nome de Thezoi.ra don cabeilstB
i.o i mais do que o oleo ewenejai da Piros jhipe
neaa. Este inapreoiavel preparado lem de ser um excellente toracu.
aada d brilho aos cabellos, ral-os erescer, impede-os de cair
deixa a cabeca am aro mi deliciosa lo persiste ate, que te tente
muito tempo depois de tel- o usado.
Pifrm-Be Umtkem Oleo da Xsnssfw esa es eetfiJjrfes ptrnmmm
itUQUET VICTORIA ] HELIOTIOPE f MARECHAU -' VIOLETA
EM. ItUQUET [ JASMII | MILLE f LEUIS j WHITE-ROiE
FEM
I JOCKEY CLUI i RESED
SSBA-SE TEKDA KM TOCAS AS POFTJMAAUS
VLASR-VLANfi
#
CAPSULAS
f ATHEY- O A YLUS
Preparadas pelo DOTJTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nSo fatigSo nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Pars, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
du Collo, o Catarreo e as Molestia da Bexigas e dus orgos genito urinarios.
li Urna ixpUetgSo detalhada acompanha cada fraseo.
Exigir os Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & Ce, de PARS,
que se acho em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
Km H de Janeiro de ISSS
Pela secretaria do Oyinnasio Femambucano e
de ordem do Rerdm. Dr. rsgdor, te declara aos
pais da tamilia e a quem interesaar posaa, que es-
t abertu o aono lectiva para os alumnos d'aula
primaria, nos termos do art. 185 do regiment in-
terno de 19 de Abril de 1876, approvado pela le
provincial n. 1.497 de 10 de Jnnho do anno de
1880.
O instituto recebe alumnos em tres cathrgorias,
conforme se acbam divididos pelo eitido regimen-
t: pensionistas ou internos, meio pensionistas e
externos.
Os pensionistas reeidirSo no instituto, tendo di
reito de estudar as materias proscriptas uo pro-
gramo a estabelecido, a ser alimentados sadia e
abundantemente, tratad s em suas enfermidades
pelo medico da casa, trr roupa lavada e engom-
mada regularmente duas veres por semana, cabel-
leireiro sempre que tor necessario e baubo duas
vezes por semana.
Os meio pensionistas se apresentaro no estabe-
lecimento nos dias lectivos, ;is horas em que a au-
la se abrir, e desde ento at ser encerrada tar-
de, serao equiparados aos internos, quanto aos es-
"udos, atimentsco e recreio.
_0s externos s tem direito s liccoes e explica-
5oes do respectivo professor.
A pensao dos internos de 400 e a dos meio
pensionistas de 240, pga por trimestres adian-
tados na secretaria do mesmo instituto.
Os externos, porm, nada pagaro.
secretario.
Ceso T Fernandea Quintella.
Liquidaba
em roniinaa^o na ra larga do
Rosario n. 3 *
Damio Lima & C, nao p dendo acatar o seu
grande sortimento di mi:dezas, em consequencia
da cryse perqu passamos, continam por mais al-
gum tem o a liquidar suas mercaderas, pelo que
de novo coavidam ao publico e especialmente s
Cimas, familias, a quem pedem toda proteccao.
Admirem '.
Punbos e colarinhos bordados para sc-
nhorss 2*200
Ditos lisos 1/800
Ditos de csres 1*500
Luvas de seda de cores 2500
Agua florida, 700 rr. o 1(O0
Bordados Ae 300 rs. 2*000
Bonito lagos a 2*200
Leques de 400 as., 6di e l*0l;0
Meias para homem 3*00i)
Ditas idem 3*000
Ditas de cores 4*000
Um par de fronbas de lnbyrintho 1*5 0
Urna toalha de labyrintho 25J e 30*000
Envtsiveis, rs. 3o
Fitas, bicos. lenco', grrvatas e outros muitos
artigos que estao exposi^ao.
Ba larca do siarls n. 88
Damiao Lima & C.
Ama
Precisa-se de urna ama nara comprar, cosinbar
e fazer o servioo de urna casa de familia ; a tra-
tar na ra ds uiao n. 47.
Ama
Precisa-fe de urna ama para todos os servicos
de duas peesoss ; na ra Imperial n. 200-C.
Tnico
Oriental.

Ama
Frecisa ee de ama ama para cosinhar e lavar,
para casi de pequeua familia : na raa de Fer-
nandea Vieira n. 24, taverna.
Ama
Precisa-se de urna ama para eugommar : na
Capunga (antig i ra da Ventura) n. 3.
wAYER
CONTRA SEZOES
'ayibs aoce ama)
cuMunouiEinr ecom cotna
ai
Pebres Intermitientes
IJRcmitteriles e Biliosas:
V as
ly.Maleitas.os Calafrios.
C TODAS AS
lolestias Paludosas.
1 rtMWO plOUXHTt MAA
Priparad* s^So *- rr*VTBt"1 'tM.IdlTi
Casa para mor; da
Precisa-se alngar urna casa que tenhons-s
commodos, agua e gaz, e que tenba inintal ; no
ta tyjor;raphia se dir ^uem que.'r ..
oppr nrrTp
ClU8EH0\;;r.fLDX6
til:
Mu i.!..,M unt
Aspira-se a fuaos que pendra uo pello auuiua o >ujplouid nervoso, >^cU.la
a expectoracad e voris* as tufiaQes dos orgaOs respirator^s.
Tesos esa em esas se *. BOBIC, *, rus Si1-*.aurr. esa Paria
efotUaraamfwaaitae FMAtlC-* M. 'iilija c".
Ama
Precisa-se de ama ama para cosinbar ; na tra-
vpsaa dos Pires n. 5 (Geriq'iiti).
Ama
Precisa-se de urna ana ; na. ra da Pont Ve
Ih i n. 77.
Ama
4os 4:000$000
BlHEK ^EANTIDS
Ba do Baro da Victoria o. *
e casas do costme
O abaixo assignado acaba de vender
e ii seus felizes bilhetes quatro quartos de
n. 976 com a sortu 4:000)$000 e quatro ditos
de n. 3,503 cora a sorte de 100,5000, e d-
rersos premios de 32KX)0, 165 a S000
O mesmo abaixo assignado convida os
p3S8Udore8 virem receber na conformi
dle do cosame, sem descont algu'n.
Acham-se veml os felizes birfaetes
garantidos da 245.a parte das loteras
le etcio da Santa Casa de Misericordia
do Recife (32*) qu** sp extrahir tere*
feira, 19 do corrente.
Precos
Inteiro 4tJ00U
Meio 2J000
Quarto 1*000
Ga porco de foo^ooo par
cima
nteim 3*500
Meio 1*750
Quarto *875
Jtao Joaqi.im da Costa Lte.
Precisa-se de urna ama para cuidar de urna
cranos ; na ra do Mrquez > Her .al n. 28.
INJECTION CADET
Cora certa em 3 das sem outro medicamento
*AJtS Vt Buuievard Desusas*. 9 &AJIA&
Ama
Precisa-ie de urna am* pnra todo o oervico de
pouca famili ; na ra d Casosfaso n. 58, Boa-
Vista.
Amas
T
SAUPE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
Aa PHulas purl/lcab o Sangue, oorrlgem todas as desordena da Estomago e
dos Intestinos.
PVtalecem a saude das amstirucoes delicadas, siod'um w]or incrirel L*ra todas as enfermidades
peculiares ao sexo fenunino em todas as edades. Para os meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avancada a sua efficacia e incontestaveL
dicins Oo preparadAs MfMnta no EMabelecimento do Professor Holloway,
78, WBW 0XT0EB 8TBKET (antss 583, Oxford Strsst), LOHDEES,
E Tendemse em iods as phamwcw do universo.
Jt compradom sao convidados rcspeiiosameme a examinar os rotlos de cada caiza e Pote te sao tcem a
"ffao. 533. Oxford Street, sao fiUsificaooes.
Precisa-se de duas amas para cozinhar e en-
gommar em casa de familia : no eacriptorio deste
Diario se indicar quem precisa
Al
Precisa-se de urna ama para cosinba e asseio
de casa ; na ra do Viscon le de Albuquerque n.
34, sobrado.
m iw! *
Precisa se de ama ama que engorme com pe-
feifSo, para casa de familia ', a tratar na raa do
BsrSs da V'Coria n. 7, 2- andar.
XAROPE
D HTPOPIOSPHITO DE
'ni.ircgai'.is com tftnt-i oj
'.p!.:hi8ica c as mcletiri tuber-.u
v. n IssMe SaraMBSnte en) fra-' r.
doe c;v ido dtiutoi atRoea;
o vi.ln .
i infltienola dos Hjp'jp!>vrpt)iTtM ;ij
tese Jiminue, n ap|fiiie aagmo
gas >r n."o a vi-, cis si i."-, i ii<)ettir io c
e o dw ule goza de um bem estar d*.is,to.
Cs lijpophoxphilos que le*
de fabrica da p/Brni.Tia Lt V/ a
t'2, ru Catliglione. Part, sC.i M~u-
CO* reronhnr.iilnK e rrc'itr.m,-:i,lmlf>. ,,eln
D' CHURCHILL. nulo' da descobert;,
te sits^ propiedades curativas.
Prego : 4 francos por frasco em rf
u nos prit-cipaet P'iat ticiat.
Ama
Precisa-se de urna ama qae compre e cosinhe
com peofeico ; a tratar na ra do Bario da Vic-
toria n. 50, 2- andar.
Precisa-se de ama ama meia idosa para cosi-
nbar e mais servidos de casa de familia ; a tratar
no largo da Santa Cruz n. 16.
is 4:000*000
SLBETE, abatidos
loa Primeiro de Marco n. 25
O abaixo assignado tendo vendido nos
seua afortunados bilhetes garantidos 4
qaartos n. 1819 com a sorte de 1008O0O,
alm de outras sortrs de 32*, 16* e 8*, da
loteria (31.*), que se cabou de extrahir,
'invida aos possuidores a virem receber
na conformidade do costume eein descont
aigura.
Acham-sc venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 245. pnrte das lote
rias beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife (32.), que sr- extrab-'ri
teija feira, 19 do corrente.
Prcfo*
Inteiro 4*000
Meio 2*000
Quarto 1*000
m qnantldade maior de loo|
Inteiro 3*500
Meio J*750
Quarto *875
Manoel Martina Finta.
Ama
Precisa-se de urna urna qne saiba engommar e
coser; ni na de Riachuelo n. 57, portao de
ferro.
Ama
Pre:iss se d una ama pura cosinha e mais
algum servico ; a tratar na ra das Nymphas nu-
mero 26.
ELIXIR VINOSO
Phosphatado
APERITIVO RESTAURADOR
Os facultativos o receitam muito s
mauleros pejadas, e s que amamen-
tim, porque em ambos os casos til
i mi e i formaco da crianca.
PARS, 22, ra Drouot. 22, PAF.1S
a KAS VAIIUACIAA
Rap Paulo Cordeiro
Novo fornecedor, sem competencia em preco,
veade-se ra do Mrquez de Olinda n. 50, mer
eearia dos Srs. Braga Gomes & C e a 1*500 a
ibra.
Cosinheiro
Na ra de Paysand n. 9, se precisa de um.
Professora
I Offerece-se urna pr .fessora para leecionar em
j alguns collegios e casas particulares as seguintes
I materias : portugus, francs, msica e piano : a
tratar na raa do Mrquez do Herval n. 20.
Ferro Leras
ttfmlUHo arra pharmacopa offlciaJ de Fmnga. Appiorado pela Junta centra] de Hjgtua do BruiM.
firte medicamento encerra l- O Ferro, um dos elementos do sanpue; 2 Os Phosphato ana entran aa
co^ajoaiaoae nossos ossos; 3- Que supportado sesmo pelee doentes que nao podem tolerar outra qualquer
^^I^T0- irrUg".8a; f Por(Iue notem- ac?a.0 alguma sobre w dentes 5 Porque nao provoca prisao de ventr^,
nihSTri ^ e mpid 0?10 aagUa m,neralJ^tural: 7,orgue se asimila ms rpidamente dWa SSS
pilin e pos. E recommendado contra o empobre-:mnto do sangue, anemia, lymphatiame, deMl-
CALLOS
0 MELHOR E MAIS INFALLIVEL EX
TRACTOR DOS CALLOS E A
MATMRWA
porque os extrae completamente, .'em causar a
mnima dor. E' fcil de applicar, nao impede de
se andar calcado e tem o seu effeito comprovado
por attestados insuspeitos 1 em numi-rosas appli-
cacoes qae nanea falharam. S<5 verdadeiro o que
se prepara e vende na Drogara e Imperial Phar-
macia Diuiz.
S7Raa do General 02orio-S7
Deposito em PernamSaco phar.naeia de He^nes
de Sousa Pereira & C, Successores
Ri Do Harpz ite Oilla 111
Eu abaixo assignado, estabelecido 4 ra do Hos-
picio n. 158, atiesto que, soffrendo ba muito tempo
de callos em ambos os ps, o que me impossibil-
vs por veces de cuidar nos meus affaseres eotn-
merciaes. gracas ao preparado dos Srs. DINIZ St
LORENZO proprietarios da IMPERIAL PHAB-
MACIA DINIZ, denominadoMAYNARDINA
esnsegui ver me alliviado deste mal que atros-
roente me incommodava com a applicaoSo do refe-
rido preparado.
Rio, 7 de Janeiro s Fernandos de Macalo.
fft^^T1^8 d0 estoniago, excita oappetite, iaciilta o deeenvolvmento das rapariflaa
airectaoas ae cralorose, faa apparecar e reguiarisa as regras, suspende as ilres braneaa e reasaa aa
Haugua a er -ormelha pardida pela molestia. Existe sobinas foranas: Saludo e Jtrlpt
topoeite m PABIS. SUA WWJBIfNM, $ ms ja"
t*. ^rmeliada Sessliorlnba
Viearn"
Os filhos da finada D. Er nelinda Senhorinha
Viegas, tendo de mandar rosar Ihe missas no dia
19 do corrente. 3o anniveraarij do seu prematura
passamento, convidam a seus parantes e amigos
oara assistitem a esse acto que dever ter lugar
na igreja de N. 8. da Conceicao dos Militaras.
pelas 8 bocas daminb do referido.dia, confes-
ssndo-se desde j agradecidos ais que te dirna-
rsm de coropareeer ao meste acto.
Mi
,
!
.


Diario de Penuanbiieo---Domingo 17 de Janeiro de 18> 6

*

;
)
CAMINIIOS DE FERitO
POBTATEIS
DE
Verhearon & di Jager
D K IRIIELL1
(.'onstrui'tores do melhor material par
aminhoa de ferro industriaeg. Fomecedo-
res dos Arsenaes e carainhos de ferro do
estado belga, do Governo colonial das In-
dias Neerlandesas, etc., etc., etc., etc.
Vas frreas prtatela deamon- j
taveis fixas,- trilbos de ferro e de ac, por i
precos iuftiriores a de qualquer outro ays-
tema, sendo mais dura veis e miis prati
:os.
Pequeas locomotivas wago
netes especiaos prra fabricas, exploracSes
agrcolas, aterros, minas e engentas de
assucar.
Estabelecidas no centro de um paiz que
produz ierro e a$e as mais econmicas
lcondicSes, as oficinas de Verbacen & de
Jager, altn da sna situagao em urna loca-
dade oade a mo de obra barata, go-
sam da vantagnm de ter ama organiaacilo
seria e especial para a eonstruc^ao de ca-
minho8 de ferro ao alcance de todos. Os
seus precos desafiara a qualquer concnr*
rencia.
Para informacoes circumstanciadas din
jam-se a
Theo. Inst
2 LAKGO DO COKPO SANTO 2.
Remetiera se catlogos Ilustrados quem
p< dir.
Tricofero
de Barry,
garran rr-u< qut
fujt criMtcer
CABELLO
nlmJi nifNRto na* rnbecna
Main calvan* brm como
cara rntlcnlmcat
a TI HA o a OASPA.
Positivamente impeda a
Ineda e o embranqaeeiment*
9 CABELLO c em todos o* ca-
sos o terna invadavelment
Kacio, Bi liante, Formoao
Bien, a' m
Abundante
Em oohn:tMh>deoltentaaiiiioi
e tetn raator vt-niJn que nuntiun
oa**" ->r>p:\r:do para o cabello em
te. iiundu.
Agua Florida
de Barry.
IMI
i
Pintora domestica
Longman & Martiney
Tinta do todas as cores para applicaco mine-
dfata e sen mais mistura ; qualquer peasoa (cria
do e menino) pinta com penfeioio, de graade
vaotagem para o uso domestico. Oora esta tinta
podem todos conservar suas habitares em perfei-
to estado de asst-io e com pouco dispendio, ella
exposta venda em pequeas latas com tampa,
que poda ser cons :rvada com ataeio em qualquer
guarda-louca. Vende-se na pbarmacia de Iler-
acs de Souza Pereira & C. Succeaaorea, ra do
Marques de Otinda n. 27.
a*
Alnga-se o 3 aadar da casa ra de S. Jorge
n. 72, com bastantes commodoa ; a tratar na roa
Primero do Marco n. 17, loja.
COLLEUIO
S.S. Corado de Jess
D. Vicentina Cesara de Mello, directora dease
internat, avisa pelo presente, que no da 11 do
correte comecarao 08 trabalhos do me amo inter-
aato, sito i ra Princesa Isabel n. 4. O rgimen
e o corpo docente do estabeleci ment continua a
ser o meamo.
CASA DE BANHOS
COH DUCHAS
26 PATEO DO CARMO 26
Eate grande estabelecimento situado no cen-
tro deata cidade, contm 18 quartoe, 10 desti-
oados pam homena, 4 para senhoras, 2 para
banlios de cliuva e 2 para as duchas. Este es-
til. U bnasasoj oSerece todas aa vantagens que
Ba desejar, com o grande mellioramn-
tu mu- sen proprietario acaba de fazer, collo-
asaa caldeira a vapor para facilitar os
bashoa iinrnoa e medicinaee; oe appareHios
. i : i' para o tratamento pelo systema hy-
inieo, taea como sao as duchas vertical,
lawri, ascendente e a circular, systema este
que f um meio enrgico de tratamento %ue
na am abalo particular do systema
, nos riolebtias ebronicaa, porrin flr-
r:j? os hanboa frioe o eu throno, poroue tm
cons inicio restabelecer doentes abandonados,
r i'i'ois de esgotados todos os meio-, therapeu-
ticos, e cora o meluoramento ui dnchaa ja
u.uitos doentes (recommendatlae pelos SniB.
mdicos) tm achado cura de seus males.
O reapeito e a boa ordem sero rigorosamen-
te observados, eei relajan a peeseas de am-
bos C3 ara -. para o que tem urna diviso a
mais rgelas nos quartos destinado- aos ba-
nhos. Oifrrece urna garanta ao receio mais
melindroso.
os nes Snrs. Drs. em medicina o oi.c
quio de honramn Boas eeSafeeleeimento com
suas visitas, para se informanm de seu estado
e poderem nssim reconunendal o a seus doen-
tes, animando-nos desta arte a dar-lbe um
desenvolvimento que o torna til era tmlos os
caaos); a casa de banhos estar a berta nos das
ateta das 6 da man ha s 10 da noite e nos san
tilica*:os il*s -4 da taa.
Tabella dos Precos
DUPLA.
Preparada segundo a formula
original usada pelo inventor no
I anno de 1829.
Tm duas vezes mais Fragrancia
que qualquer outra.
Oura duas vezis mais tempo.
E'muita mais rica de serfume
mal suave.
S'muito mais Fina e Delicada.
Tcm dobrada foroa Refrescatlva
Tnica no Banno.
Fortalece ao Deb le ao Caneado.
Cura as Dores de cabeca o os des-'
malos.
E'multissimo Superior a todas as
outras Aguas Floridas Actual-
mente a venda. :
De80oberte^^iporta^tBSima.
Puro Oleo de Fijado de Bacalhae
COM
IODURETO DE FERRO,'
Barclay te Companliikj
I!LIZC*^
Vende se urna excellente armaco, nova, de
goato moderno, forrada e envidra^ada, propria-
para qualquer negocio ; a tratar na praca da In-
depeadencia na. 24 e 26. "__________________
Vende-se barato
urna armaco de amarello inverniaada, propria
para qualquer artigo ; a tratar na ra do Livra-
ment n. 1.
Engenho
io Amor Divino
\0S 4:000000
31.
abre
E
i:
BIMIHTi: I.VBl\TII)Ot
t*ra cia ns. 37 e 39
Achm se a venda os feliaea bilhetes
garantidos da 32a, parte da lotera a benetk-ii
da Santa Casa de Misericordia do Rscife,
que se eztrahr no dia 19 do correte.
Pre^oa
dea Imperatrli n.
Kste eatabelecimento de edncaco
las no dia 11 do corrente.
Previne se aos pais de familia que tem se urna
pesaoa de inteira eonfianca, encarregaJa de ir
buscar e levar as creanoaa que sena pais quiae-
rem.
A directora,
Orympia Afra de Mendonca
dtra radicalsMSta'a comFojurancao* pooren caaos
i'j IMhisicn. Kncrufalaa. RlH-umatVmo, ns docneaa
la BMBSnha Dasjaai, im Quadris e doaOeeos, asa-.
Fi_-:iilo, do Ba9oe do tero, etc.,etc.,'
>- r<.-i tur r.o i-orno enfraimeckio e fatigado o cu prl-
uirtio vigor e arredondado do contornos. E' certa-.
, ir-ule una prande d<-t*co!>crta o S*liro Oleo ^*
2"l ferrode Barclay Se Ca., Jfew Vork. ^
pope de Vida
de Reuter No. l
Bilhete inteiro
Meio
Quarto
%m por?o de
el
Bilhete inteiro
Meio
Quarto
40000
2,5000
10000
OO^OOO para
30500
10750
875
Antonio Augusto da Sant Porto.
Criado
Precisase de um criado;
d. 4, hotel.
no largo do Mercado
\os4:0O0S0OO
T-
"la.
BILITES m,
16-Rua do Gab ga 16
Acham-se venda os veaturo--s Mri^
tee garrrrtidos da lotera n. 32a < m I n. ti io
da Santa Casa de Misrricor iia do R-"-iff.
que Se extfahh- ter(a 10 da rffr c
Inte-ro !vi
Meio 20000
Quarto 10000
PRECOS
enIo qaantidade superior
02PRATIV0 E PRQANTE.
Este novo e adnuravel purificador do
saegne acta sobre os intestinos
o libado, os rins e a pelleT
E'curu Inallivol centra a Dbilidade
Nervosa, as Dores de Cabeca, a Dys-
pepsia as Sezoee, e contra as doen-
cas de origem Masmtica ou occa-
slonadas por desordena do flgado
Ou pobreza e impureza do sangue.l
ilfffle. xHiquclina
Rbcbb constanteraenteda Enrona
iid wri.0 sorlieato fle cipi i-
is? dnrio.}in aloras, o pe
iifltni. I". jSI:!

! Livros escolares
A asa G. LAPOHT e C, n. 75, ra do Im-
perador acha-ae sempre prvida de tudoa oa livbos
escolases adoptados nesta provincia, bem como
dos maia artigoa proprios para as escolas: os seus
aeua precoa s 08 maia razoaveia poaaivel.
C-OiroicSKS ESPECIIS PARA Oa ESTABBXBCIMEIIT08 de
EDCACO E PABA 08 SIS. PBOFE880BES
IJtPOSIAIBS BAIIMEUIOS
PABA OS SEXHORES REVENDEDORES
Recommendamos aos Srs. professorea aa edicoes
aeguintes, que se prestara melhor do que qualquer
outra ao ensino priman :
Compendio elemi-iilar das liram
matlca Raciona! por Joaquim Antonio
Castro Xunei, revis'a por distincto profeasor, 1
volnme eneadernedo.
lli-meuloi de trltlinaoltca por Joa
quim de Castro JVunM, revistos novamente por um
profeaaor, 1 volume encadernado.
Taboada Meihodlcat por V. M M., 1 vo-
lme brochado.
I.eittirnw Melectaa para nao das escolas
pr'mariaa, por JoSo Barbalho Ueha Cavbante,
inspector geral da InstruccSo Publica cm Pernam-
boco, 2> ediccS", muito melhorada. e contando um
lindo retrato de aeu autor, 1 volme encadernado.
l*iaa mesDia rasa vende-se o afamado
NOVO MEZ DE 11ASIA
Seguido de muitas importantes oracoes como:
Devoco do coracSo de Maris, Oficio das almas
do1 purgatorio, Novena de Noesa Seabora da Con-
ceico, Meditaco do Rosario, Modo de nuvir raissa,
ora;cea para a confiaao e commushSo, a koticia
HIST0MCA DA MSOALHA MTLAO808A, A NOVENA DE N088A
SBUHORA DA PEMHA
DEDICADO B OPFEBECIDO
A Verana* enhora da Pcnha de l*er-
nsmbnro
Um lindo volume ntidamente impresao em Pa-
ria, 544 paginae, acompanhad de urna gravura
colorida, e ricamente encadernado, 2000
(Abatimenlo em preo)
Collai Salta Cruz
'i na i-riutt. ni de W arco n. II
- Oh'iI'Iti?
3 1-Ra do Marques do Henal 11
A directora do collegio Santa Cruz faz sciente
ao reapeitavel publico e aos pais de anas alumnas
3ue comecarao aa aulas deate estabelecimento no
ia 11 do corrente. Recebe pensionistas, meias
"J nsionista e esternaa.
Comprase e paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte, bem
como
M0EDAS
de qualquer qua I idade.
Xa ra do Impera-
dor n. 32, lojadejoias
nlio Fuers enber^
JOTAS
MIGUEL. WLFF & G.
Participam ao res-
peitavel publico, que
continuara ter um sur-
t ment de joias tas
mais modernas e dos
nais apurados g-ostos.
Compromettem-se
d vender mais barato
do que em outra qual-
quer parte.
e.i.4
Vende se por 20.-0001 a quinta parte que s
poseue noa eogenhos Amara^i d'Agua, Santa Lu-
aia e S. Vicente, diatante meia legoa das estacoes
de Gramelleira e Ribeiro, moentes e corrente*. O
enganho Amaragi d'Agua tem muits boaa trras,
matas, muito bem cercado, muito boaa obraa, a
me com agua ; os outros dous tem muito boas
trras, matas e moem a vapor: a tratar na roa do
Imperador b. 50, 3o andar. ________________
WHISKY
ROYAL BLEND marca VlAtK)
Eate excellente Whisky Esceaaea preterive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalbo nos melhores armazens c
molhadoa.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo o
me e emblema sao registrados para todo o Bras<
BROWNS 6 C, agentes
Farinlia de trigo nova e
de superior qualidade
Retalha-se em lotes
vontade dos compra-
dores o carregamento
defarinha de trigo, em
saceos, chegado do Rio
daPrata pelo patacho
infflez Libbie H.: tra-
| tar no armazem iiia
do Commercio n. 4.
Fabrica globo
Roa larga do Rosarlo tH
Manipulac&o especial com fumos eacolbidos dos
bons cigarros, exploradores, navegantes e fede-
raes. Precos razvaveis e bons descoutos para o
commercio de retilli .
Correias
de sola ingles i, de I na e de borracha, de diver-
sas larguras e grcaaoraa ; vendo-ee barato na
undicao VilUca, ra do brun n. 54.
Mobilia
Vende-se urna raobilia de Jacaranda, macica,
nova, do ultimo gosto : a tratar na ra do Ame-
rim n. 66.
Cabriftlet e Yidoria
Vende-se um cabriolct e urna victoria em pt
feito estado : a tratar na ra Duque de Caxi
numero 47.
Pasaas, atnendoaa, figos, etc.
Ditas nacionaso.
Doce de todas aa qoalidadea.
Bolachinha ingleza.
Semen tes novas de hortalicsa
Especialidades em:
VinhoB finos do Porto.
Ditos da Figueira.
Cognac de diversos autores.
Vinhoa tnicos como:
Abaintho.
Vertnouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem aaaim :
Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perol.
Especial issimo mate do Paran, em p.
Ainda maia :
Formicida Capaaema.
Oleo de mocoto.
Azeite de peixe.
Aa cozinheiraa
Lequea nacionaea (abanos) para cozinha a 6/ o
milbeiro.
E todos os gneros concernentea a este ramo de
negocio.
Encontram-se no armazem demolbados de
Martina Capltfia & C.
1 RIM E8TBEITA DO ROSARIO1
Ao>a ioja de fazeodas
K 32- Ra fla Imperatrz- N. 32
DE
Pereira da Silva
Ncate novo estabelecimento encontrar o rea*
peitavel publico, >im vanado aortiment de fasen-
das de to las aa qualidaiea que se vendem por pre-
cos baratis8imo8, assim como um bom sortimentt
de reupas para homens e tambem se mandam fa-
zer por encommendas por ter um bom mestre al-
faiate e completo sortimento de pannos finos, es
semiraa e brina etc.
Fielius
A leOO. S e 5SOO
Na nova loja ra da Imperatriz n. 32, vende-
se bouitoa fiebus de todxa as cores, s'iido dot
mais modernos que tem vind > ; isto na loja do Pe-
reira da .Silva.
Fusloes esetinetas '>)) res
covado
VENDAS
Vende-se urna refinacae na ra Direita doa
Afogadoa n. 29 : a ti atar na meema, ou f ra do
Rosario da Boa-Vista n. 46, ou dft-se socie ad
urna pesaoa que entre com algum capital.
Vende-ae um piano bom ; no pateo do Ter-
co n. 18._______________________________________
Vende se a feliz e muito bem situada 'aver-
na em um dos melhores pontos de retalho de Fra
de Portt s, ra do Occidente n. 2, d fente para
duas ras, Occidente e Guarar pea, e o motivo da
venda o dono estar prestes" a embarcar ; a tra-
tar ni meama.
Em vista doa grandes progresaoa da IDEIA de
que se gloriara as naces civiliaadaa, o commercio
deve acompanhar eaae rogreaao, visto que elle
o maia poderoso elemento do engrandecimento daa
uhcops ; em viata do que annuociam
MAKTINS CAPITAO & C.
1 Ra Estreita th*'Rosario 1
Grande aortimento de gneros alimenticios, a
eacolha dos quaea, oa annunciantes tm sempre o
maior cuidado, para bem servir oa seus numero-
sos freguesea. Lembramoa, poia, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe
Venham ver poia :
Queijos, flamengo, amaso, etc.
Dito do sertn.
Fiambres inglezea.
Chocolate, francez Menier.
Dito do MaranhSo.
Frucfos Beccoa, como :
Na nova loja 4 ra ds Imperatriz n. 32, vende
se um elegante aortimento de setinetsa de toda
aa corea, tendo largura de chita francesa, assz
como fustoes branecs muito encornados para ves-
tidos e roupaa de enancas a 500 ria o covado, t
pecincha, na loja do Pereira da Silva.
Lzinitas (airadas a S00 ris o
cavado
Na nova 1 >ja do Pereira da Silva ra da Im
peratriz n. 32, vende se um bonito aortimento dai
mais lindas lzinhas lavr.das que tem vindo pan.
veat'dos, sendo com lsvores miudmhas e em furu
cores, pelo baratisaimo preco de 500 ris o eo-
vado.
Palilots de casemira a 40.000 a
12000
Na loja n. 32 da rua da Imperatriz, vendem-at
palitota de casemira preta de cordo sendo forra-
dos e muito bem fe i tos pelo barato preco de 104 *'
124, aaaim como calcas de casemiraa muito beta
feitaa a 6f e lf> e ceroulaa de bramante a 120(
a 1600, e colennes para dentro a 800 ria cada
um. pechincha, na loja do Pereira da Silva.
Merinos pretos a 1.200 e 1.600 r&
Vende-ae merinos pretos para vestidos e roupsf
de menino a 14200 e 1#600 o covado e superior
etim preto para enfeites a 14500 assim como chi-
tas pretas, tanto lisas como com lavorea brancot
de 240 at 320 ria o covado na nova loja de Pe-
reira da Silva rua da Imperatriz n. 32.
Algodlosinho francez para lee-
f6esa1.000.U00c 1.200
Na loja da rua da Imperatriz n. 32 vende se su-
periores algodosinhoa francezes cem 8, 9 e 10
palmos de largura, para lencdes de un so padnc
pelo barato p eco de 14 e 14100 o metro e ditc
entrancado para toalhas com 8 palmos de largura
a 14200, aaaim como bramante de quatro largura
a 1 '250 isto na loja do Pereira da Silva.
Inteiro ;j#)0O
Meio l;".it
Quarto S?*
Joaquim Pires 'la SScu.
< um :>i hi. : .-
--a- 1 r. ci cu?, i' i.
... ^ucr paite : 1 ,.
-t-i-Hri". "'a-. 1 .i r .-
Ni.-c, dma uie.t
1 W ouro, prata e
-.-co nue em outra
... -i rua larga do
Un 10 hora As 2 da
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EUSfiO jyUROUESDEaQLUUlIM^

JoRheomatierno Caeros,Bobas bnrjs|eru>
e todas ae msJeotias que tenhao sna ori^etn
na impureza do Mangue devida a gjpha.

cjoXkc-oxrov, com a.wo iluao ***-.
%+sjyox. ka, tscmfvim* A mlt&y&xi* CikcI

ABOB*TORIO?EHTRAl DtfROOUCTOSlItOICINAES
t>AFtORABA8}LEIRA
1# Un*do Vfaponrie do Rio &t*arrOO
-HIOK JAmiUW-----
es
da-
i**
be o
h C9

*
DAS
CORRE M DIA 10
o
"bd*
o
a;
O
O portador que possuir am vigsimo desta importan-
te lotera esta habilitado a tirar 10:006^000
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz, pra^a da
Independencia ns. 37 e 39.
orre no dia 19 de Janeiro de 1886, sem falta..






UBI



8
Diario de PernambucoDomingo 17 de Janeiro de 1886
imERATllft'
.
OS FILHOS
DO
POB
s. cahvsv
3S*OTA PARTS
O segredo de Elides
( Continuacfio do n. 11)
conhecido, era evidente que nem tinha oon-
fessor ou director da conscimcia, como
Iba chamara anda as beatas das nossos
dias.
Em 1605, a tradicSo que dizia respeito
ao cavalleiro e mulla perder um pouco
o aeu valor, posto que existase sempre ;
mas affirmavam que desde raaia de trinta
aunos visita algurna extraordinaria tivera
lugar na casa suspeita.
Os nossos leitores prestarara-ae a ouvir
estes boatos, falsos os verdadeiros ; ago-
agora vamos solicitar lhes que passem
comnosco para es'sa casa da ra Vieilles-
Etuves Saint-Houor, na occasiSo em que
os bons burguozes de Paria preferiara dar
urna volta raaior do quo arriscarem-se a
passar em frente de urna casa frequentada
pelos demonios e reprobo?.
CAPITULO XX
CAPITULO XVIII
A EPABAAO
-
Esta mua, diziara os viainhos historia-
dores, seria a mais rica de todo o universo
se n&o. tivesse no lado esquer Jo da anca
urna grande e sanguinolenta ferida que fa-
zia borror vela.
Uin cavalleiro do estatura regular, nSo
fazia deshonra ao animal que montava.
Era um homem de phyaionornia altiva,
mas no rosto trazia o signal de tres feri-
das vermelhas, que pareciam fogo.
O scu aspe'.to era assustador e todos
voltavam a cabeca vista do cavaileiro e
do animal; mas, felizmente, accrcscentava
judiciosaraente o historiador, a horada que
chegava a mua e o seu cavalleiro, nSo per
mitt'a distinguil-os perfeitamente.
Ambos, homem e mua, vinham desde
vinte annos sem que soubesse para onde,
pois, quando tentavam segu-03 perdiam-
nos de vista ao p do cemiterio dos Inno-
centes.
Soavam dez Loras na o:casiao em que o
cavalleiro parava em frenta da casa de
mestre Eudes.
Sem apear-so, levantava a argolla de
ferro da porta o-deixava-a cahir.
A criaJa, j prevenida antecipadamente,
abria-a logo, o cavalleiro contava, depois
apeava-se.
A mua, solta, ficava no pat^o do pala-
cio.
EntSo o cavalleiro, sem dizer urna pa-
vra, parecendo nSo se preocupar de cousa
algurna, dirigia-se at porta da casa para
onde se retirara Eudes.
Elevando u mSo, tocava simplesmente
essa porta com o dedo index, e logo, nSo
obstante ferrolho3. trancas e correntes do
ferro, se abra.
A viaita nocturna entrava, a porta fe-
chava-se.
Fiada urna hora, mais minuto, menos
minuto, dizia aiada a popular ebronica, a
porta abria-se por si propria, o desconheci-
do sahia, montava na mua, e, alcancan
do a ra, parta a trote largo.
S Deus sabe aonde elle ia I
Toda a noite Eude3 ficava aonde o dei
xara o deaconhecido, e, cada urna dessas
noites, os claros i eram maiores e o ruido
mais cstrondoso.
Ao darem cinco horas da manbS, volta-
va ao seu aposento do segundo andar para
nao mais sahir dahi at ao sabbado se-
guinte.
Quem era eaae cavalheiro ? o que se
paasava entre elle e o velho sbitamente
metamorphoseado em rapaz ? Eis o que
preoecupava todos os visinhos e visinhas.
A interpretagSo mais acreditada deste
problema era ser o cavalleiro o diabo em
pesaoa, o que vinha todos os segundos sab-
bados do mez dar urna ligSo do magia a
mestre Eudea.
O que confirmava o povo neasa opimao
a que no sabbado d'AUeluia de cada
anno o cavalleiro e a mua nao faziam a
sua viaita monsal, mestre Eudes nunca
sabia por conBequencia nSo ia igreja, e
nSo recebendo peasoa algurna ale un do des-
EUDES
do 8 'gundo
sabbado do
Easa noite a
mez de Marco.
Acabavam de soar oito horas, o sino
adverta os senhores burguezes de Paris de
que era imprudencia aventuraran!-se a
percorrer as ruaa escuras, desertas e iro-
mundas da capital, pois iara principiar no
exerciuio de auaa funches 08 amigos do
alheio, que roubavam a boa cidade de Sua
Mngestade Christianiaaima.
Mestre Eudes, Beguindo os costamos
que lhe attribuia a chronica referida no
capitulo precedente, apressava-se, sem du-
vida, em chamar a sua criada para pedir-
lhe o seu m^lhor fato, porque, esta noi-
te, j disaemos, era a do sogundo sab
bado do mez e, sempre saguindo os boa-
toa dos habitantes do quarteirSo, o ho-
mem e a mua nSo deveriam tardar em ap-
parecer.
Eudes deixou-se ficar no quarto, sita
do no segundo andar.
Assentado n'um grande fauteuil colloca-
do em frente d'uma larga mesa, pareca
entregarse ao estudo, po8 em roda delle,
sobre a mesa e poltronas estava aberta
urna raspeitavcl collecgSo de livros, ma-
nuscriptos, outros impressos, que succes-
sivamente elle lia e largava.
LTm pequeo candieiro posto sobre a
mesa dava urna fraca luz quo allumiava a
casa, cujas grandes dimensd'es, segundo o
uso da poca, necesiitavam de grande il-
luminagSo.
O caniieiro, deixando n'uma escuridSo
quasi completa tres quartos da casa, pro-
jectava nSo obstante seus raios sobre Eu-
des e os livros, de modo que lhe permittia
proseguir o seu trabalho.
Eudes era um voto vigoroso, e os visi-
nhos, que diziara ter elle perto de um se-
cuto de existencia, nSo se enganavam.
Apenas pareca sexagenario. Compri-
dos cabellos brancos lhe cercavam a cabe-
ja, calva e lustros. Barba espessa qua
ai chegando ao meio do peito.
Sobrancelbas arqueadas, molduravam
seus parios oihoi, cujo olhar se parecia
com o relmpago
Nariz coroprido, ventas largas, boca
bem delicada, mas desguarnecida por cau-
sa da ida1"
Envolv t o'um grande casacSo escuro,
apertado i cintura como o habito de um
rade, Eudea, com os ps sobre urna al-
mofada de couro, a cabeca apoiada entre
as miios, os cotovellos encostados mesa,
estava absorto as suas leituras.
Essa absorpcSo do pensamento devia
durar desde muitas horas, porque, sobre
urna mesa, via-se urna frugal rofeigSo tra-
zida por Magneriton na occasiao da ccia e
era que o velho ainda nSo tocara.
Firma na sua cadeira, poder-se-ia tomar
por estatua ou cadver se a agitagSo dos
labios nSo revelasse a vida e a condigSo
humana.
Oito horas acabavam de soar e o velho
nSo ouvira as pausadas marteladas do seu
relogio collocado a alguna pasaos d'elle;
quando de repente o seu olhar se animou,
a ino folheou convulsivamente aa folhas do
manuscripto que ha e um eatremecimento
o agitou todo.
FOLHETIM
MATHIAS SANDORF
POR
JULIO VEBNE
QUAUTA PARTE
(ContinuacSo do n. 12)
II
lu experiencia do tloulor
Esse dia foi empregado em encher as
carvoeiras do Ferrata, por meio de lanchas
3ua vSo buscar o car vilo nos depsitos
actuantes, fundeados no porto. Renovou-
se tambem a agua doco, tanto para as cal
deiras, como para as pipas do /ach. Esta-
va, pois, tudo preparado, quando o doutor
e Pedro, que tinham janeado em um hotel
do Commercial Square, volt ram para bor-
do: no momento em que o tiro de peca, o
first gun Jire, annunciava o iechamento
das portas desea cidade, tilo diaciplinar-
mente dirigida como ama penitenciaria de
Norfolk ou de Cayena.
Entretanto o Ferrato nilo levantou anco-
ra neasa noite. Como bastavam-lhe duaa
horas para atravessar o estreito, s snrpou
no dia seguinte s oito horas. Depois de
ter sarpado por baixo do fogo das bateras
inglezas, que tizeram.o favor de rectificar
o seu tiro de exercicio, para nSo metter-lhe
algurna bala no casco, dirigise a todo va-
por para Ceuta. A's nove horas estava ao
p do monte Hacho, mas como a brisa so-
prava de noroeste, e o ancora douro que
oceupou tres dias antes nao era bom, o ca-
pitSo foi largar ancora do outro lado da ci-
dade em urna pequea enseada, cuja orien
taclo a poe ao abrigo dos ventos do el-
vante e o Ferrato ahi ficou distante a duas
amarras de trra.
Um quarto de hora depois, o doutor des-
embarcou em um pequeo molhe. Narair,
que o espiara, tinha acompanhdo as ma-
nobras do yacht de vapor. O doutor nSo
podia reconhecer a Marroquina, que ape-
nas tinha enxergado na escuridao, no ba-
zar de Cattaro ; mas esta, que o tinha en
contrado varias vezes em Gravosa, e em
Ragusa, conheceu o logo. Resolveu, pois,
estar cada vez mais vigilante, eraquanto
elle se demorasse em Ceuta.
Quando desembarcou, o doutor achou o
governador da colonia e um dos sem aju-
dante de campo, que o espera vara.
Bom dia, raeu caro Sr. doutor, a'ja
bem vindo ; exclamoa o governador. O
senhor homem de palavra E como o
aenh)r pertence-ine por todo o dia do
boje...
Nao lhe pertencerei, Sr. governador,
senao depois que o senhor for meu iioape
de. Nlo esqueja que o almoco o espera a
bordo Ferrato.
- Pois bem, se est esperando, Sr. Dr.
Antkirtt, impolidez fazel-o osperar.
A baleeira levou para bordo o doutor e
os seu3 convidados. A mesa era luxuosa,
e todos fzeram honra refeicSo servida no
salo de jantar do yacht de vapor.
Durante o almoco a converaa versou
principalmente, sobre a administrado da
colonia, sobre os hbitos e costumes dos
habitantes, sobre as relacoes que se esta-
beleciam entre a popuUcSo heapanhola e
03 indgenas. Incidentemente, o doutor
foi levado a fallar usase conderanado, quo
despertou de um sorano magntico, dous ou
tras dias antes, na estrada da residencia.
De certo elle nSo se lerubra da nada?
perguntou elle.
De nada, respondeu o governador;
mas, actualmente, nao est empregado no
trabalho de empedramento.
Onde est ento ? perguntou o dou-
tor com cert i nquietaco, que s Pedro no-
tpu.
Est no hospital, respondeu o gover-
nador. Parece que esse abalo cjioproraet
teu a sua preciosa saude.
Quem esse homem ?
Um hespanho!, chamado Carpena, mu
assassino vulgar, pouco digno de interesse,
Sr. doutor, e, se morresse, asseguro-lhe
que nao seria grande parda para o presi-
dio.
Pasaaram a tratar de outro asaumpto.
Nao coavinha, sem duviJa, ao doutor pa-
recer insistir sobre o cato dease deporta-
ancua
casa
Finalmente!... murmurou elle incli-
nando-se diante do livro-Bem o tenho di
to, Paracelso e Coclenius Bao da minha
opinio. Sim, Deas espalhou a vida por
todos 1 A vida o sou attributo esaencial
e uniu os espiritos aoa corpos pelo fluido
animal. Pithagoraa e Plat&o pensavam-no
asaira, e Paraeelso escreveu-o, mas est
aiuit) longe o seu systema. O homem a
imagem da santa Trindade, disse elle, o seu
espirito representa Deus, aeu corpo o mun-
do sublumar, e o fluido os astros... *
Eudea levantou-se, empurrou o fauteuil
e carainhou vagarosamente pala casa.
E' isso e n3o replicou elle paran-
do. O caminhd est aborto, mas nilo tri
lhado... Entre a intelligencia o a von-
tade ha ainda um veo espesso Quem o
rasgar ?... as suas absolutas theorias
tambem Paracelso orrou. NSo, poderia
reconhecer essa harmona mysteriosa entre
o sol, o corpo o a torra ; o mercurio, a al-
ma o a agua; o enxofre, o espirito o
ar... O mesmo Goclenius pensa de ou-
tro modo... Irei velo, irei a Mar-
bourg... Sim, sim, o scu tratado de
Magntica curatione vulnerum est perfeito,
mas porque razo se nao applka o fluido
senao materia,
O fluido emana da alma, deve ter in-
fluencia sobre ella !... Eu mesmo o pro-
varei. O fluido mineral existe : como bem
o prova o imn. Porque nilo ha de exis-
tir tambem o fluido animal ? O fluido
nervoso tambem existe, nos todos o reco-
nhecemos; pois bem, assim como a vonta-
de diriga este fluido nervoso para os or-
giios adra de lbe dar movimento, ella tam-
bem o poder laucar pira fra do corpo e
fazel-o penetrar no da urna outra pes-
soa?...
Eudes continuou a passeiar.
Sim, eu o provarei 1 repetio parando
novamente, e elle me ajudar, sim, obri-
gal-o-hei...
O velho parou para interrogar o mostra-
dor do relogio.
Oito horas e meia, disse elle, ainda
hora e meia de espoia. Ah trinta dias
sao cu3tosos a esperar... e agora que elle
chegou convm que venha mais vezes !. .
Para quo servem todo3 os meus sacrificias,
se eu nada consigo antea do termo mar-
cado ? Quero velo todos os dias... to-
das as noites... quero 1
E Eudes deu um violento murro sobre
a mesa de que se approximara.
Neste momento derain duas pancadas
porta-
Entre disse o velho.
A porta abrio-86 mansamente e appare-
ceu urna mulher : era Margueriton, a cria-
da que recebia fabulosos ordenados.
Mestre 1 disse ella avancando.
O velho voltou-se.
Que queres ? perguntou elle.
Venho Iembrar lhe que chegada a
hora.
Bem sei.
Entilo, necessario preparar tu lo?
Sim.
Eudea acompanhou esta affirrnativa com
um gesto imperativo indicando querer fi-
car s.
Margueriton entendeu perfeitamente p)r
que sahio logo.
Eudes estava ao p da
nuou o aeu pasaeio atravez a
cou extasiado no seu sonho.
Nao ser esse o segredo de Cardau
e do grande Alberto, disse em voz alta
sem parar o seu pasaeio nem lembrar-ae
que 03 labios formulavam em sons distra-
ctos o seu pensamento. Os espiritos ele-
mentares, que so estes intermediarios
entre o homem e as creaturas immate-
riaes ? Invisiveis a nossos olhos, mortaea
Parou all; pegou n'uma chavnha presa
por urna cadeia de metal c chegando-se
parede, levantou a mo que tinha a chave.
E' de crr que mestre Eudes estivesse
muito acostumado a esta singular maneira
de fazer as oousas; porque, sem procurar,
sem apalpar e sem se engaar, pode met
ter a chave n'uma pequea fechadura, cu-
ja lingueta correndo logo abri um enor-
do, que devia ficar completamente restabe-
lecido depois de alguns dias de hospital.
Terminado o almoco, o caf foi servido
no conva ejeharutos e cigarros desfizeram-
se em fumo em baixo do toldo da popa.
O doutor depois propoz ao governador des-
embarcarem sem mais demora. Estava s
suas ordens e dasejava visitar toda a colo-
nia hespanhola.
A proposta foi a;eita, e at hora do
jantar, o governador teria tempo de fazer
ao seu Ilustre hospede as honras da colo-
nia.
O doutor e Pedro Bathory foran, pois,
conscienciosamente levados a ver a cidade.
Nao lhes pouparam nenhuma rainuienca,
nem da penitenciara, nem dos quarteis.
Nesse dia era um domingo nao estando
os deportados oceupados nos seus traba-
Ihos ordinarios, o doutor pode obsrvalos
em outras condic3es. S vio Carpena ao
passar por urna das salas do hospital e nao
pareceu attrahr a sua attencao.
O doutor contava sabir riessa mesma noi-
ta para voltar a Antkirtto, mas nao sem
ter consagrado a maior parte da noite ao
governador.
Pelas seis horas entraram na residencia,
onde o esperava um jantar elegantemente
servido, que devia ser a replica ao almoco
da rnanhS.
E' escusado dizer que durante esse pas-
aeio intra e extra muros, o doutor tinha si-
do seguido por Namir, sem saber que era
objeoto de So minuciosa eapionagam.
Jantaram muito alegremente. Algumas
pesaoaa notaveia da colonia, varioa officiaea
e suas mulheres, dous ou tre3 negociantes
ricos, tinham sido convidados e nilo distar
$aram o prazer que sentiam ao ver e ou-
vir o Dr. Antkirtt.
"O doutor fallu as suas viagens ao
Oriente, a travos da Syiia, na Arabia, no
norte da frica- Depois, tratando de Ceu-
ta, nao pode deixar de cumpri mentar ao
governador, que administrara com tanto
acert a nesga hespanhola.
Mas, acorescentou, elle, a vigilancia
deve, a vezea, dar-lhe algum cuidado.
Por que, meu caro Sr. doutor ?
Porque os deportados devem tentar
ovadir-se. Ora, como todo o preso pensa
mais em fugir do que os guardas pensara
em impedir a fuga, segua-se que a vanta-
gem est do lado do preso, e nao sera pa-
ra admirar que algum, ) vezes, faltasse
chamada da noite.
que se abri tambem de par
conti-
e pre-
me armario
em par.
Este armario cuja capacidade devia aer
conaideravel, vista a aua grande abertura,
estava evidentemente guarnecida do objeo-
tos casuaes e de vidros, porque mestre Eu-
des introduzindo o braco por cima de urna
pratelleira deu lugar a um tenido do crys-
tal quo batia um no outro que permittia que
o velho se nilo enganasso.
Eudea, sempre sem hesitar, pegou n'uma
garrafinha, tirou o br$o, fechou o arma-
ro e veio paia o meio da casa.
Pegando com a mao direita. n'uma vari-
nha de ac que tirou de cima da mesa de
trabalho, approximou da eaquerda a gar-
rafinha que pOz n'u na posigao horisontal.
Dan lo urna pancada com a varnha de
ajo, quebrou a garrafinha.
Immediatamente ao contacto do ar, in-
cendou-se o contelo da garrafinha, e urna
comprida .-hamma sahindo pelo gargalo
quebrado, alumiou a casa com urna clari-
dade amarellada muito aeinelhante cor da
opala.
Eata chamma subi em direitura do tec-
to aonde se espalhou e caminhou durante
algun3 seguudos, como urna borboleta que
esvoaga de flor em flor.
Mestro Eudea com o olhar vidamente
fixo no corpo luminoao, aeguia com extre-
ma attenc3u aa linhaa tragadas pela ligeira
chamma.
Segundo 03 costumea de construccSo da
poca, o tecto da casa offarecia urna regu-
lar successo de largas saliansias e profun-
das cavidades causadas pela passagem das
vigas, do maneira que urnas vezes a cham-
ma errante lambia estas sallienciaj, outraa
desapparecia para o fundo das cavidades.
No meio do tecto, a viga mais larga es-
tava artsticamente trabalhada em forma de
florao.
A tenuo chamma correado rpidamente
para o primeiro e successivamenta nos
qnatro ngulos do quarto, depois, deacre-
vendo caprichoaos circuios, approximou ae
do centro.
A agitac&o, causada polo ar parecia do-
brar a intensidade, a final tornou-se de tal
forma, approximando-se do floreo, que se
podia acreditar na extinegao da chamma.
Mestre Eudes, com ambos os bragos le-
vantados vertealmeute, principiou entilo a
resmungar um palavriado extravagante com
urna cadencia extraordinaria.
Exorcismos, oragSes ou conjuros, eram
palavras que sahiam dos labios do velho
com um ardor que indicava quanta impor-
tancia elle lhes ligava.
Por certo que os visinhos do velho nao
se tinham engaado as supposigSes que
elles faziam, e mestre Eudea, nSo se podia
negar, que se entretinha com as myste-
riosas pratca3 da magia e da demonolo-
gia.
De repente a pequana chamma encur-
tando os seus circuios na direegao do cen-
tro do florao abaixou como se quizesse ca-
hir, depois camnhando em sentido diverso
com rpido movimento ascencional, preci
pita va-se no florao e desapparecia rapida-
mante, ou porque faltasse o alimento, ou
porque urna abertura oceulta no eaculptu-
ra a dexasse sahr para o exterior obede-
uendo a:gao de urna crrante.
O quarto ficou immediatamente em pro-
funda escuridao.
< J que Satanaz quer, exclamou mes-
tre Eudes com voz forte, venham a mim
os espiritos da noite
Arremegando para longe os fragmentes
da garrafinha que ainda conservava na
mito, correu para a porta, abrio-a, e aban-
donou o quarto aonde acabava de ter lu-
gar esta mysteriosa scena.
Esta porta, que o velho acabava de trana-
por, dava entrada para um longo e estreito
patamar, em cujo extremo acabava o so-
gundo lance da esdada.
Tanto a escada como o patamar estavam
na mais profunda escuridao.
Mestre Eudes desceu ligeiramente ob
degros e bem depressa se achou no meio
do pateo.
O edificio de que temos fallado, c em
que sa passavara, segundo diziam os visi-
nhos, os extranhos mysteros que muitas
vezes tinham espantado a visinhanga e
dado alarma patrulha encarregada da
policia da cidade, em fim, o edificio, situa-
do no fundo do pateo, se levantava negro e
silencioso diante do velho.
Este quarto solado, muito alto para a
poca, tinha na sua base urna porta alta e
larga com a d'uma quinta, no centro trc
janellas, da proporgSas equivalentes s da
porta, e no topo urna grando trapeira em
forma de ogiva, cuja nica abertura deita-
va para a ponta aguta d'um tecto muito
delgado.
Quando a policia, excitada pelos clamo-
res da visinhanga, fora muitas vezas visi-
tar o interior d'este edificio, vira que as
paredes, nuas da base ao tecto, nenhuma
outra abertura offoreciam sen&o as que da-
vam para o pateo; prova que nao existia
coramunicagilo para qualquer outro hab
lagilo.
Era tambem em resultado d'esta judicio-
sa observagao tancas vezes repetida, que
mestre Eudes gozava da tran millidade om
que o deixavam desde muito tempo as pa-
trulhas u a policia religiosa.
Nao obstante, longa de cessarem, toraa-
ram vulto os mais extravagante} boato3 a
respeito de mostr Eudes a a proposito do
que sa.passavanarua Vieilles-Etuves Saint-
Ionor.
Enganar-se-hia o publico ? Tinha a po-
licia rasSo ? Vamos saber isto s9guindo o
velho na sua extragante maneira do pro-
ceder.
Chegado ao pateo de sua casa, mestre
Eudes langava em redor de si um olhar
prscrutador; depois, bem seguro pelo si-
lencio o as trovas que o rodeavara, cami-
nhou direito para a grande porta da ca3a
construida pela parte detraz.
Esta porta aberta ou cerrada, cedeu ao
primeiro impulso da ra) do proprietario
abrindo-se para dentro, deixando a entra
da livre ao velho.
Este entrou depresaa, fchou sobre si o
batente abarco, cerrou um grosso ferrolho,
caminhou com passo seguro at ao ngulo
esquerdo da casa
Apparega a luz, disse elle com tom
imperioso.
Immediatamente, apeaar de que nenhum
barulho se ouviu, ou voz que respondesse
s palvras pronunciadas, appareceu instan-
tneamente urna luz verraelha que esclare-
ceu o interior da casa com seus raios pur-
preos. Nao obstante nao ha ver f:o ou
lar que se podesae ver.
Esta luz vermelha era to viva, que dar-
dejando para fra, atravez as aberturas da
janella e da trapeira, illuminava o pateo e
afugentava as negras trevas que envolviam
a casa.
A casa em que se achava entilo mestre
Eudes, j nao otTeracia ponto algum obs-
curo ao olhar do observador, se um ob-
servador tivesse lugar d'ahi entrar atraz do
velho. ?
Esta sala muito alta, pois oceupava a al-
tura dos dous andares que devia.n ter exis-
tido ao Interior do edificio, era forrada de
manuore.
As paredes arruinadas, fendidas, saiara,
ao centroj para fra como se nao podessem
age utar o peso do te ato.
Exceptuando a da frente, as paredes
nao tinham abertura algurna.
No algulo direito da casa alguna molhos
de palha amontoados uns sobre os outros
davam-lhe a apparencia de deposito como
dissemos,
N'uma palavra, coraprehendia-se fcil-
mente que cousa alguma podia attrahr as
vistas da policia e que depois de urna cur-
ta indagago a patrulha retirava-se com-
pletamente convencida da innocencia da
velha habitagao.
Se o sargento e a sua escolta fossem,
como nos, segurado rucstra Eudes, na mes-
ma noite em que o apresentmos ao leitor
at casa mysteriosa, certamente o digno
funecionnrio nao voltaria na sua opiniSo
favoravel.
Nunca, respondeu o governador, nun
caj
Para onde riam esses fugitivos ? Por
mar, a evaeSo impossivel! Por trra, no
meio dessas populagBes selvagons de Mar-
rocos, seria perigosa. Por isso, os nossos
deportados ficam no presidio, se nao por
por gosto ao menos por prudencia.
Bom, respondeu o doutor, de?o feli-
cital-o, Sr. governador, porque de receiar
que a guarda dos prisionoiroa se torne ca-
da vez mais difficil para o futuro !
Por que motivo ? perguntou um dos
convivas, a quem a conversa interessava
tanto mais particularmente, quanto era elle
o director da penitenciaria.
Porque o estudo dos phenomenos mag-
nticos tem feito grandes progressos, por-
que os seus prosessos podera ser applica-
dos por todos, finalmente porque os effei-
tos de augge3tSo tornam-se mais frequen-
tes e tndem a na ia menos do que a subs-
tituir urna personalidade por outra.
E nesse caso ?. .. perguntou o go-
vernador.
Nesse caso pens que, se bom vi-
giar os presos, nao ser menos prudente vi-
giar os guardas.
Durante as minhaa via-
gens, Sr. governador, fui testemunha de
factoi to extraordinarios, que julgo tudo
posaivel neasa ordem de phenomenos. Po
isso, no seu ntereaae, nao esquega que se
um preso pode evadir se inconscientemen-
te, sob a influencia de urna vontade estra-
nha, um guarda submettido mesma in-
fluencia, pode deixal-o fugir nao menos in-
conscientemente.
Pode explicar-nos em que consiste
esse phenomeno? perguntou o director da
penitenciaria.
Sim, senhor ; e um exemplo lhe fa-
r comprehender facilments, repondeu o
doutor. Supponha que um guarda tenha
uma disposig3) natural para soffrer a in
fluencia magntica ou hypnotica, a mes-
ma cousa, e admitamos que um greso
exerce lobre elle essa influencia. Pois
bem, de ido esse momento, o preso ficou
senhor do guarda, esto far tudo que
aquella quizer, ir onde o outro mandar,
ser obrigado a abrir-lhe a porta da sua
priao quando a idea lhe for suggerida.
- Sem duvida, respondeu o director,
mas com tanto que soja previamente ador-
mecido.
Nbbo o senhor engaa se, tornou o
doutor. Todos esses actos podera ser pra-
Deade qua o clarJto vermelho esclarece-
ra repentinamente as quatro parade3, o
singular paraonagem que pomos em 3cena
nSo 63tivera inerte, o o que elle fazia ti-
nha um aspecto inexplicavel para aquelles
que tiveaaem recusado dar f s accusagSes
feitas contra ella.
Approxmando-se para a parede, sempre
na parte situada na ngulo esquerdo da
sala, tragou na parede um rpido circulo
com a ajuda da varinba que trazia na
tato.
Tragou um segundo circulo em sentido
opposto e recuando, disse em voz alta e
intelligivcl:
* Doctor universalium qui resplendes in
inferno, invocatur nomen tuum Bacdbe-
rith /
Apenas esta ultima palavra saiu dos la-
bios do velho, a chamma vermelha que al-
lumiava a sala desappareceu de repente.
O mgico esperava este novo incidente,
pois nao se admirou.
Ao contrario, deu um passo para a fron-
te, e levantou a varinha.
Provaleat imperium tuum I disse com
voz grave batendo na parede esquerda e
direita. JJompleatur lex tua! accrescen-
tou tragando um terceiro circulo, que, no
centro da escuridito causada pela desappa-
rgilo da chamma, se tornara na parede
como ae fosse feito cora enxofra.
Sicut in inferno et in trra respon-
deu uma voz forta que parecia sair da pa-
rede.
Fiat voluntas mea! disse Eudes que-
brando a sua varinha e atirando com os
fragmentos para a parede.
Mal concluir aquellas palavras quando
parte da parede, tocada pela vara mgica,
pareceu ahir-so seu causar a menor bu-
lha.
Uma abertura, com seis ps de alto e
quatro de largo se apresentou.
Esta abertura dava para uma escada
ormada por quiz3 degraus, o ultimo ao
fnivel com o sobradode uma galera alta
de aboboda, profundando-se em linha di-
reita.
Abertura escada e galera estavam alu-
miadas por uma chamma vermelha que pe-
netrara na sala, nicamente deata vez a
causa dessa projecgSo luminosa era com-
prehensivel, pois, na extremidade da ga-
lera, viam-se as chammas de um grande
forno cujo calor era tal que as paredes da
direita o e3querda, as pedras que forma-
vam a aboboda pareciam estar em bra3a,
e baforadas de um calor pavoroso se es-
capavam e com grande precipitago.
Mestre Eudes transpoz a abertura e sa-
bio a escada que conduzia galera.
Apenas elle deixou a sala a parede le-
vantou-se por si propria, nao deixando o
menor ve3tigio da passagara do mgico.
CAPITULO XXI
OOBO
ticados estando acordado e sem que o guar-
da tenha consciencia disso I
Como, o sanhor quer dizer?...
Quero dizer is'.o e o affirmo: sob
essa influencia um preso pode dizer ao seu
guarda : a Em tal dia e a tal hora tu fars
tal cousa; e elle a far Em tal dia
has Je trazer-me a chave da minha celia ;
e elle a trar t Em tal dia has de abrir
a porta do presidio; e elle a abrir !
i lira tal dia hei de passar pela tua fronte
e tu nao me vers passar
Estando acordado ?
- Perfeitamente acordado !
Ao ouvir essa affirmagSo do doutor, bou-
ve um movimento geral de inareduHdode
mal dissimulado.
- Entretanto, nada mais certo, disse
entilo Pedro Bathory, e eu mesmo fui tes-
temunha de factos semelhantes.
EntSo, disse o governador, pde-se
supprimir a materialidade de uma pessoa
vista de outra?
Completamente, rospondou o doutor,
como se pode em certas pessoas provocar
taes alteragoes nos sentidos que tomaram
sal por assucar, leita por vinagra, ou agua
commum por aguas purgativas, cujos effei-
tos sontiro Nada impossivel quanto
illuso e hallucnago'es, o cerebro est su-
jeito a essa influencia.
Sr. Dr. Antkirtt, disse entilo o go
vernador, creo corresponder ao sentimen-
to geral dos meus convidados dizendo-lbe
que easas cousas preciso ver para crer !
E ainda assim !. accrescentoj uma
daa pessoas presentes, que julgou dever fa-
zer essa restriego.
E' pena, tornou o governador, qua o
pouco tempo que o senhor pode nos conce-
der nao permitta convencer-nos por uma
experiencia.
Mas... eu posso... respondeu o dou-
tor.
J ?
J, se quizar !
Gomo!.... Basta dizer o qua de-
soja I
- O Sr. govornador nSo tora esqueci-
do, tornou o doutor, que um dos condera-
nados do presidio foi encontrado ha tres
ou quatro dias na estrada da residencia
dormindo um somno qua, eu disse na oc-
casiao, no era senSo um somno magn-
tico.
Com effeito, dase o director da pe-
nitenciaria, esse homem est agora no hos-
pital.
Depois de ter franqueado os degros da
escada, mestre Eudes atravessou a galeria
que conduzia ao forno.
Outras duas galeras, que se va do fim
da escada, abriam-se uma direita outra
esquerda, formando urna cruz.
Cada uma dessas galeras era fechada
com uma porta grossa, eraquanto qua a
primeira nao possuia nenhuma abertura.
Mestre Eudes dirigi-se at ao fundo
desta, e entrou n'uma grande casa tambem
de abobada, e cujas proporgSea espagosas
quasi desappareciam com um infinito nu-
mero de objectos de todas as formas, di-
mens'es e gneros que a encobriam de to-
dos os lados.
No meio desta casa elevava-se um gigan-
tesco forno de forja, como empregam os
discpulos da poca para as suas operagoes
metallurgicas.
[ (Contina)
O senhor tambem estar lembrado de
que fui eu quem o acordou, quando ne-
nhum dos guardas pode fazel-o.
Perfeitamente.
Pois bem, bastou 830 para crear en-
tre esse deportado e eu. Como se cha-
ma elle ?
Carpena.
Entre en e esse Carpena um lago de
suggestao, que o colloca sob a minha do-
minaglo absoluta.
Quando est na sua presenga ?...
Mesmo quando estamos separados um
do outro !
Estando o senhor aqu na residencia
e elle l no hospital ?... pergantou o go-
vernador.
Sim ; e ae o senhor quer dar ordem
para qae deixem livre esse Carpena, que
lhe abram as portas do hospital e da peni-
tenciaria, sabe o que elle far ?
Ora, ha de fugir, respondeu o gover-
nador rindo.
NSo, senhores, responden muito se-
riamente o doutor Antkirtt, esse Carpena
s ha de fugir se eu quizer que elle faga !
E que ser isso ?
Por exemplo, uma vez fra da pri-
aao, poaso ordenar-lhe- que tome o caminho
da residencia, Sr, governador.
E que venha aqu?
Aqu mesmo; e se eu quizer, elle
insistir em querer fallar-lhe.
A mim ?
Ao senhor; e se nSo v nisso incon-
veniente, como elle ha de obedecer a to-
das as minhas suggestoes, hei le suggerir-
lho a idea de vr toraal-o por outro perso-
sonagem... olhe! pelo rei Affonso XII.
Por Sua Mageatade o rei da Hetpa-
nha ?
Sim, Sr. governador, e lhe pedir.,.
O aeu perdSo ?
O aeu perdSo; e ae o senhor nSo v
inconveniente, ainda em cima a cruz de
Isabel.
As ultimas palavras do doutor Ant-
kirtt foram recebidas por una gargalbada
geral.
E essa homem far isso t3tando acor-
dado accrascentou o director da peniten-
ciaria.
TSo acordado como nos estamos.
NSo I. .. nSo !... Isso nSo crivel,
nilo possivel! exclamou o governador.
_(CWt'uar-se-Aa.)
Typ. do Diario na Duque de Caxias n. 42.
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