Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19589

Full Text
AMO Lili NUMERO 11
IVitl A CAPITAL E LCGAR OADE NAO SE PACA PORTE
Por tres ruezes adiantadoE
Por seis ditos dem.....
Por um anuo ideai.....
Cada numero avu6o, do mesmo di a
60000
120000
240000
0100
SEITA-FEM 1S JE JAMO DE 188S
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adianUdos............... '305
Por nove ditos idem.................
Por um anno dem................. ^yj?
Cada numero avulso, de das aateriorea........... 01CK)
DIARIO DE PERNAMBUGO
IJrojmeimiu fce Manod J\%\\tix&x te Jkria & -fUIjos
i
I
TELEGRAMHAS

ssstsc: :li::::lli :: biasio
NATAL, 14 de Janeiro, s 2 horas e 46
minutos da tarde- (Recebio s 5 horas
e 8 minuto?, pela linha terrestre).
Pelo lUtricto tiesta provincia
fornm -lei os em 1." ewcrutlnio H
dcpnlado provinciacn. endo 4 con-
servadores e 1 llberaes.
Vio a *." escrutinio 1 conservado-
res e llberaes.
SBBVZga BA A&3HCIA 2AVAS
(Especial para o Diario)
LONDRES, 13 de Janeiro.
O Sr. Bradiaugh. depnlado por Xor
Ibampion. preston Juramento.
PARS, 13 de Janeiro.
7 E' stranilo a irrltaco na recia
contra as grandes potencias euro-
peas que exlgem o desarmameuto.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
14 de Janeiro de 1886.
INSTRDCCIO POPULAR
Geograpbia geral
Extrahido
DA BIBLIOTBECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Oriuacdo)
E l K O P A
ALLEMANHA
* De seis grao ducados
BADN 15:000 kilmetros quadrados.
1.400:000 habitantes.-85 habitantes por kilme-
tro quadrado.- Capital, CarUruhe 27:000 habitan-
tes ; bonita cidade. Cidade principal, Badn i.oOO
habitantes. A belleza deeU cidade e as suas
aguas thermaes attraem annualmente mais de
50:000 estrangeiros. ,
hesse dabmstadt-8.400 kilmetros quadrados.
800:000 habitantes. 05 habitantes por kilme-
tro quadrado.Capital, Darmstadt 29:000 hibi-
taotee ; escolas militar, de artilheria e polytechni-
ea instrumentos de mathematica.Cidades prin-
cipies : Mayenca, 41:000 habitantes ; patria de
Guttenberg, inventor da imprens. Worm 11:500
habitantes.
iiECKSSBoaoo schwebik13:350 kilmetros qua-
_drados.-550:000 habitantes.-41 habitantes por
t 'etro quadrado.Capital, ScAioeris, 2o:000
\fc^Jntes ; eaatello fortificado.
^ouTelbuboo 6.3O0 k'uometros qnadrados. ~
300:000 habitantes 47 habitantes por kilmetros
quadrado.Capital, Oldenburgo, 10:000 habitan-
tes : nos arredores, autigos monumentos pagaos.
saxe wbimar 3,000 kilmetros quadrados.
300:000 habitantes.83 habitantes por kilmetro
quadrado.Capital, Vieimar, 14:000 habitantes
patria do poeta Kotaebue.-Cidade principal, lena,
7:000 baonaut-.-s ; celebre universidade. Victoria
alca-icada aos proas* nos por Napoleao I em 1806.
mecklembcboo sTBELiTz2:300 kilmetros qua-
drados.10:000 bsbitaatet-43 habitantes_ por
kilmetro quadrado. Capital, Neu Strelitz, 7.000
habitantes ; gabinete de medalhas.
3 Oe cinco ducados
bbusswck 3 680 kilmetros quadrados.285:000
habitantes,77 habitantes por kilmetro quadra-
do.-Capital, Bruiuwick, 42:000 habitantes ; es-
coia de anatoma e de cirnrgia; institutos para
cegos e surdos mudos.
ashalt DESSi BEBHBLROO810 kilmetros quadra
dos180:000 habitantes220 habitantes por ki-
lmetro quadrado.Capital Deuau 16:000 habi-
tantes ; conservatorio de msica.Cidades pnn-
cipaea : Bernburgo, 11:000 ^ Cotthen 10:000 hab
saxe meihisoen2:460 kilmetros quadrados.
172:000 habitantes.69 habitantes por kilmetro
quadrado.Capital, Meiningen 7,000 habitantes :
castalio notavel.
sxe cobdboo ooTHA1.930 kilmetros quadra
dos.-160:000 habitantes.-82 habitantes por ki-
lmetro quadrado.Capital, Coburgo, 10:000 ha-
bitantes; instituto de surdos-mndos.Cidade prin-
cipal, Gotha, 17:000 habitantes. Musen de pintura.
saxb altenbdboo1.310 kilmetros quadrados.
139:000 habitantes.105 habitantes por kilme-
tro quadrado.Capital, Aitenburgo, 18:000 hab
tantea; porcelana fina.
(Continua.)
PARTE OFFICIAL
Aposentado com o ordenado por inteiro, visto
contar inais de 30 annos de servico effectivo, o
desembargador da relaco d > S. Salvador, coase-
Iheira Francisco Liberato de Mattos.
Nomeado presidente da referida reluci o des-
embargador da raesma Joaquim de Ase ve lo Mon-
teiro.
Removidos, a pedido:
O jaiz de direito Antonio Euclides Bastos da
Silva, da comarca de Barras, na provincia do
Piauhy, para a de Traip, as Alagas, ambas de
1' entrancia.
O juiz de direito Antonio Euclide3 da Silveira
da comarca de Traip, da provincia das Alagas,
para a de Barras, no Piauhy, ambas de 1* entran-
cia.
Removido o juiz de direito Manoel Mendes Vel-
loso, da comarca de Iriritiba, da l3 entrancia, na
provincia do Espirito Santo, para a de Santa
Cliristina do Pinlial, de 2a, no Rio Grande do Sul.
Foi expelido o seguinte aviso;
Ministerio dos Negocios da Justica.4a scelo.
Rio do Janeiro, 8 de Jane'ro de 1886.
Illm. e Exm. Sr. Declaro a V. Exc, para o fa-
zer constar ao inspector da Thesouraria de Fu-
senda dessa provincia, em solueo duvida ex-
posta no officio n. 23 de 28 de Novembro ultimo,
que o chote de polica nao tem a obrigacao de visar
os attestadoa de cxercicio que. nos respectivos ter-
mos e districtos, passarem os delegados ou subde-
lgalos de polica e que tal formalidade eecusada
para authenticar semelhante documento j assig-
nado pela competente autoridade local, e nao po-
deria supprir o reconhecimento por tabellilo pu-
blico, no easj de duvida sobre a assignatura.
Deus guarde a V. Exc. Joaquim Dtlfino Bibeiro
da Luz.Sr. presidente da provincia das Alagas.
-sciocg-"-------------
Ministerio da Fazenda
Foi expedida a seguinte circular:
Circular n. 54.Ministerio dos Negocios da Fa
zenda.Rio de Janeiro em 22 de ezembro de
1885.
Francisco Belisario Soaies de Souza, presidente
d > Tribunal do Thesouro Nacional, declara aos
Srs. inspectores das tbesourarias de tazenda, para
a devida execuclo, que o producto da taxa de 1 '/
calculada sebre os saldos dos depsitos das caixas
econmicas, e que tem sido csncedido para occor-
rer s despezas de custeio dos mesmos estabeleci-
mentos, dever ser escripturado, no fim de cada
semestre, na conta de Deposito de diversas ori-
gens, para ser entrogue, quando reclamado pelo
respectivo Monte de Soccorro; capitalisando-se
tilo smente a quota correspondente aos juros que,
pelas mesmas caixas econmicas, sao abonados aos
depositantes, na forma do art. 22 combinado com
os arts. 1 e 16 do rcgulamento de 18 de Abril de
1874.F. Bdiiario Soares de Souza.
----------^OBOg'----------
Ministerio da Agricultura
Por portara de 30 do passado, foi exoneraao
Sisinio Evergisto da Rocha Das do lugar de
secretario do prolongamento da estrada de ferro
da Babia.
Por outra de igual data, foi nomeado para esse
lugar Joo da Silva Reg, percebendo os venci-
meatos que Ibe competirem.
Foram expedidos os seguiates avise* :
Ministerio dos Negocios da Agricultura, Com-
mercio e Obras Publicas.-Directora Central.
la geccao.Circular.Re de Janeiro, 20 da de-
zembro de 1885.
Illm. e Exm. Sr.Pelo decreto n. 2884 de 1
de fevereiro de 1862 foi previsto e regulado o
cpso de reconhecer-se insufficiente o crdito dis-
tribuido para occorrer em cada exercicio aos ser-
vidos legalmeute creados e auterisados, bem como
definido a competencia das presidencias de pro-
vincia quanto a< despezas urgentes e extraordi-
narias que Ibes cabe antorizar por sua responsa-
bilidi.de, quando nao puderem recorrer previa-
mente ao governo.
Facilitadas como ora se acham, pelo dcsenvol-
vimcito da rede telcgraphica, as communicacoes
de grande numero de provincias com a capital do
Imperio, o recurso para o governo, nos casos a que
se refere o sobredito decreto, sera tempre possi
vel, tratando-se de provincias que estiverem em
semelbaute condices. Quanto aquellas que anda
nao gozam de tal facilidad^, convm que so em
circumstancia extraordidaria usem as presidencias
da alludida faculdade, cujo exercicie ter de ser
mni raro a serem cumpridas pontualmente as dis-
posifojs do mesmo decreto, relativas osufiicien-
cia dos crditos.
Para tal effeito espero que V. Exc. aparte
attinente aos servidos do ministerio a meu
cargo, velar, solcito, pela cxecuco do menciona-
do de reto, de maneira que evitem, quanto possi-
vel, despezas excedentes dos crditos distribuidos
ou nao nxados na distribulcao.
Confio tambem que V. Exc. me indicar quaes-
qner eeojomias realisaveis nos servidos que, por
conta do ministerio a meu cargo, sao execntados
nessa provincia.
Deus guarde a V. Exc. Antonio da Silva
Prado.Sr. presidente da provincia de....
Ministerio dos Negocios da Agricultura, Com-
mercio e Obras Publicas.Gabinete.Rio de Ja-
neiro, 30 de dezembro de 1885.
Illm. e Exm. Sr.Sua Magestade o Imperador
a quem tive a honra de apresentar o ofBcio n. 43,
de 5 do correute, pelo qual V. Exc. trouxe ao meu
conhecimento o facto de haverem sido edtregues
pela Cmara Municipal de Belm, no da anniver-
sario do mesmo Imperial Senhor, 50 cartas de li-
berdade, concedidas mediante a applicacao do pro-
ducto de impostas creados para tal fim, manda de-
clarar a V. Exc. que recebeu com satiatncao no-
ticia to agradavel.
O que V. Exc. significar predita cmara,
louv&ndo-a em nome do governo imperial pela
solicitada com que se bouve em tal objecto e ma-
nifestando-lhe o desejo de que continu a con*
correr com todos os scus calreos para actos de
igual naturezi.
Deus guarde a V. Exc Antonio da Silva
Prado.Sr. presidente da provincia do Para.
cola de aprenJizes marinheiros da provincia de
Pernambuco, em subsrituic&o de Francisco Ro-
drigues de Franca Mello.
Governo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DLV 13 DE
JANEIRO DE 1886
Antonio Joaquim de Cumpos.Iuforme o Sr. re-
gedor interino do Gymaasio Pernambucano.
Alfonso de Albuquerque Maranhao.Deferido
com oriicio de boje ao Sr. inspector do Thesouro
Provincial, de conformidade com a informadlo
prestada .pela reparticao das Obras Publicas cm
officio de 8 do corrente.
Bacharel Antonio Cl.mentino Freir.Iutorme
o Dr. joiz de direito da comarca de Barreiros.
Cypriano Fernandes Gomes.Como requer.
Pedro Jos da Silva.Concedo 60 das, a con-
tar de hoje.
Secretaria da presidencia, de Pernambu-
co, em 14 de Janeiro da 1886.
O porteiro,
J. L. Viegoa.

Ministerio da fustica
Por decretos de 30 do passado:
Foi exonerado, a pedido, o juiz de direito Ma-
noel do Nascimento Teixeira do cargo de chefe de
polica da provincia da Parahyba.
Foi removido o juiz de direito Samuel Felippe
de Soasa Ucha da comarca de Campo Maior, de
la entrancia, na provincia d> Piauhy, para a de
Aracaty, de 2* entrancia do C ara.
Foi reconduzido o bacharel Marcolino Pinto Ca-
bral no lugar de juiz municipal e de orphos do
termo de Lencoes na provincia de S. Paulo.
Foram nomeados:
Juizes municipaes c de orphlos dos termos:
De Jaguar b', na provincia da Baha, o bacha-
rel Francisco Xavier da Silva.
Do porto de Moz, na do Para, o bacbajel Jos
Tbeotonio Freir.
Chefe de polica da provincia da Parahyba, o
juiz de direito Joaquim Simoes Daltio e Silva.
Por portarla de 30 do paseado foi declarado
em effeito o decreto de 27 da Junho uitinn, que
nomeou o bacharel Diomodes Theodoro da Costa
para o lugar de juiz municipal e de crphaos do
termo de Porto de Mz, na provincia do Para, visto
nao ter entrado em exercicio no praso lega'.
Por deerttoa de 5 do corrente foram :
Ministerio da Guerra
Por decretos de 2 do corrente.
Foram transteridos :
Para a 4* companhia do 5 regiment de caval-
laria o cp.pito do 1 regiment da mesma arma,
Victoriano Gomes Maciel da Silva, e para a 2a
companhia do 4o batalhio de infantaria o'capito
do 3* Foram nomeados 2' cirurgioes do corpo de
saude do exercito os Drs. Joio Jos Leite e Fran-
cisco Jos da Silva Pessanha.
Concedeu-se ao capellao tenente do corpo eccle-
siastico de exercito, padre Vicenta Ferreira Lus-
tosa, a demisso que pedio do servico dj mesmo
exercito.
Foi reformado, de accordo com a Ia parta do g
lo do art. 9o da lei n. 648, de 18 de agosto de 1852
o alteres aggregado arma de cavilara, Luis
Pinto de Figuciredo, visto ter sido julgado inca-
pas para o servico do exercito em nova inspecclo
de saude, a que foi submettid?.
---
Repartico da Polica
Secr^o 2."N. 42.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 14 de Janeiro de
1886.Illm. e Exm. Sr.Participo a V.
Exc. que foram liontem rebolludos na Casa
de Deiengao os seguintes individuos :
A' minha ordem, Joscpha Mara da
Conceio^o, alienada, remettjda pelo dele-
gado de Olinda, atim de ter destino para
o asy'.o da Tamarineira.
A' ordom do subdelegado do 1" distri-
cto de S. Jos, Manoel Gomes da Silva,
conheedo por Manoel Piloto, por distur-
bios.
A' ordem do do Io dstrioo da Boa
Vista, Ludgero Ferreira Chaves, alienado,
at que possa ter o conveniente destino, o
Joanna, escrava do major Antonio Jos
Duarte, requeri ment de su sonhor.
No da 11 do corrente e no lugar
denominado Areias, pertencento ao distri
cto do Peres, Miguel Francisco do Espi-
rito-Santo e Luiz Cosme, conhecido por
Frade, espancaram e feriram gravemente
ao almocreve Manoel de Araujo da Con-
ceijSo, morador no districto da Varzea, e
que se achava embriagado.
Contra o delinquente que se evadi,
procedeu-se nos termos do inquerto poli-
cial.
Cornmunicou-me o Dr. juiz munici-
pal do termo de Taqusretnga, que no da
11 do corrente se apresentara voluntaria-
mente quelle juiao para ser recolhiio
cadeia, o reo Francisco Rodrgaos Chaves,
sentenciado a quatro annos e oito mezes
de prsao simples, e multa de vinte por
cento do valor dos carallos que havia fur-
tado.
Pelo subdelegado do districto de Ma-
racahype, no termo de Ipojuca, foi remet-
tido ao juizo competente, o nquerito po-
licial a que procedeu contra Onofre Fran-
cisco Notario e Jos Antonio de Souza,
por crime de ferimentoa leves praticados
em duas pragas que os haviam prendidos.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Ferera Jnior, muto digno presidente da
provincia. O chefe de poli ia, Antonio
Domingos Pinto.
jg_ _
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 14 DE JANEIRO DE 1886
Contas do actual e do anterior collector de Ga-
ranhuns e padre Floriano de Queiroz Coutinho.
Haja /ista o Sr. procurador fiscal.
Pret do corpo de polica.Pague-se.
Fielden Brothers.Deferido, fazendo se a devi-
da correccao na conta, de accordo com o disposto
nos arta. 55 e 57 da lei do orcamento vigente.
Phlomene Raymundo Nunes de Lima.Regis-
tre-se e facam-se os devidos assentamentos.
Joaquim Felippe da Costa e padre Floriano de
Queiroz Coutinho.-Declare o Contencioso se j
foi prestada a flanea.
Contas dos porteiros da Secretaria da Presiden-
cia e do Thesouro e do collector de Garanhuns.
Approvadas.
Joo Climaco de Miranda.Deferido, dande-se
baixa na flanea e entregando-se as apolices que a
conatituiram, nos termos da informacao do Sr. Dr.
contador.
Vieencia Perpetua Freir de Araujo.Deferi-
do, ficando irreaponsavel pelo debito anterior o
novo inquilino que estabeleer-se na casa n. 1
ra das Trincheiras, cuja desoecupacao se p.ova.
Ricardo Jos Gomes da Luz.Deferido nos ter
mos da informacao do Sr. Dr. contador.
Padre Joo da Costa Bezerra de Carvalho, pa-
dre Floriano de Queiroz Coutinho. Deferido, ta-
mando-se por termo a flanea offerecida.
Alexandre Antonio Rodrigues.Deferido, dan-
do-se baixa no dtbito da casa n. 2 traveasa do
Arraal, por achar-se as condices da laj n.
1,554.
Ministerio da Harlnha
. Por ttulos de 30 de dezembro prximo pretrito
foram uomeaios praticantea do corpo de machi-
nistas da arm. da : Aftonso Ferreira da Silva Car-
neiro, Manoel Diaa Braea, Arthur Frreira da
Silva Carnciro, Henrique Flix dos Santos, Antero
Jos da Costa, Jos de Jess Carvalho, Joaquim
Jos de Andrade c Thomaz Pinheiro dos Santos.
Por aviso de igual data foi nomeado Joio Can-
ci de Albuquerque Cavalcanti para exercer o
emprego de professor de primeiras letras da es-
Consulado Provincial
despachos do du 13 de janeiro
de 1886
Luiz Jos da Silva, Baptista & C, An-
tonio da Fonseca e Silva, Custodio de
Mendonca K C, JoSo Gonfalres de Souza
Bairao, Manel Jos de Miranda, Jos (ion-
calves de Oltveira Muniz, Joaquim Rodri-
gues das Cotias, Jos Braz da Coneeic^o
liveira, Demetrio Caldas & Irmao, Joao
Jos Malaquas, Manoel Jor quii da Ro-
cha, Antonio Sampaio do Nascimento, Al-
pheo Soares Raposo, Carpntero Peres &
C, Antonio Cardoso de Almeida, Jos da
Costa Caseiro, Franco Moestrol, Coutinho
& Souza, Almeida Duarte & C, Manoel
Vieira Neves, Emilio Pereira de Abeu,
Graciliano Martina & C, Ferreira de Sou-
za & C, Manoel Rodrigues da Silva d
C., Jos dos Santos Oliveira, A. M. Ve-
ras & C, Gosende & Tavares, Fara Ne-
vos & Cordeiro, Pedro Antunec <& C, Bar-
bosa Lima ri C, Antonio G-ongalves Pe-
reira d C, Jos Joaquim de Carvalho,
Lopes Alheros d C, Castro Monteiro &
C, Mello & Bset,"Bartholomeu & C, Suc-
cessor, Joaquim Mamede do Nascimento,
o mesmo, Pinheiro Silva d C, Albino da
Costa Ramos, Francklin de Vasconcellos
Lima, Manoel Joaquim Alves, Paschoal
Jossilli, e Alvaro Jos Peroira.Sim.
Manoel Luiz de Oliveira, Costa & Ir-
maos, Bernarlo Joaquim Gnnas d C,
Francisco Cipriano da Silva Santos, Anto-
nio Jos da Costa R^go, Joao da Fonseca,
Manoel Lourenco Pedrosa, Eustaquio &
C, Ismael do Oliveira Gumariles, An-
drade Lima & Irmao, Ferreira Irmo <&
C, Jos do Almeida & C, Andrade Li-
ma d Irmao, Jos Antonio do Couto,
Francisco Jos Late & C-, Jos de Arau-
jo Veiga d C, Antonio do Miranda Cas-
talio Branco, Firmino Antonio Souto Maior
Raposo, Antonio Francisco da Cruz, Neves
& Salgado, e Silva, Antuncs & C. Sim.
Domingos Carlos da Silva e Jos Rodri-
gues Gumaraes. Indeferido, cm vista das
informajoes.
/Souza Moutinho d C. Em vista das
informacOss nada ha que deferir.
Raimundo Pereira do Britto e Manoel
da Cunha Saldanha. Deferido, em, vista
das informacSes.
Manoel Joao de Amorim e Jos Georgio
do Azavodo.-Sim de accordo comas in-
formacSes.
Manoel de Mesqu'rta Carioso. -Dirija-se
ao Thesouro Provincial.
Ferreira Cascio d Filho e Rodrigues de
Fanas & C. Informe a 2' sescao
Amorim Irmaos 8c C, Certifique se o
que constai.
rsula Candida de Carvalho Paes de
Andrada, A Ia Secylio para attender.
Bacharel Virginio Marques Oarnero
Lelo e basharel Carlos da Costa Ferreira
Porto Carreiro. A' Ia secjao para os de-
vidos fins.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RE JIFE, 13 DE JANEIRO DE 1886
noticias do Pac leo, Rio da Pra-
ta e sul do Innerlo
Os paquetes inglezes Elbe e 7nance,hontem en-
trados do sul, trouxeia n as seguintes noticias, e
as que constam das rubricas Parte Official e In-
terior.
PaciOco
Datas telegraphicas at 31 de Dezembro :
O coronel iglesista Relayse c;mmunicou)de Ma-
tucana ao conselho de ministros que a sua sub
missao dependa da aoeitacao das seguintes con-
dives, assignadaa pelos chefes que estavam sob
suas ordens : reconhecimento dos postas e acces
sos militares conferidos [.elo presidente Igleaias ;
compromiss i, por parte do conselho, de nao se su-
jeitar uinguem ajulgamento militar ; acautona-
meqto em Chorillos das forcas de Relayse, at se
f ffcituarem as eleicoes dt presidente, pa^aado-se
as trepas sidos e etapas. No caso de nao serem
aceitas estas condiedes, Relayse resolvera o que
tivesse por mais conveniente.
O conselho aceitn as duaa primeiras condices,
rejeitando a ultima. E na previaSo de qualquer
emergencia mandou postar tropas nos arredores
da cidade.
Os primeiros actos do governo provisorio perua-
no foram conciliadores. O general Prado, que ti-
nha sido eliminado do quadro do exercito pelo
dictador Pirola, foi agora reintegrado. O almi-
rante Montero regressou a Lima, onde era espe-
rado Pirola. Este e Cceres, segundo parece, se
riam os primeiros candidatos presidencia da re-
publica, sem a concurrencia de Iglesias, a quem a
improosa de Lima e Callao atacava rudemente,
denunciando-o como instrumento do Dr. Santa
Mara, presidente do Chile. Para piovar esta ac-
casaco estava-se publicando a correspondencia
intima entre Iglesias e o Dr. Santa Mara, cor
respondencia que na occasiao do ataque de Lima
cahio no poder dos ciceristas.
Ao mesmo tempo que assim atacava Iglesias, a
imprensa peruana transcrevia as segaintes con-
sideracoes sobre os ltimos acontecimentos de Li-
ma, feitas pela Revista militar, peridico chilena :
A batalha e derrota de Cceres em Janija foi
devida a plano preconcebido deste caudilho, que
sacrificou urna de suas divisoes para apoderar se
de Lima, cidade que se achava desguarnecida por
acbar-se em cxpedicSo no interior o exercito de
Iglesias.
Seja, porm, como fr, Cceres demonstrou
sua energa de carcter e tambem sua'pericia mi-
litar pouco commum. Nao um inimigo vulgar,
como se julgou at agora. Descobre-se nelle um
homem dotado de inteligencia e valor.
Durante cinco annos cembateo, primeiro con-
tra o exercito chileno e em seguida contra o exor-
cito de Iglesias. Sua maior gloria nao consiste nos
combates sustentados, mas na luta mantida con-
tra a natureza. Todas as hostilidades da natureza
nao foram bastantes para dobrar sua vontade de
aeo nem enervar suas forcas e energa physicas .
O conselho de ministros do Per nomeou minis-
tros e enviados extraordinarios: na Hespinha.
Francisco Garca Caldern ; na Franca, Francis-
co Rosab ; na Bolivia, Manoel Mara Vall, e no
Chile, Jos Antonio Lavalle.
As setses das cmaras chilenas continuavam
agitadas. A opposico, a-mais numerosa e notavel
que all tem havido, nao cessava de bostilisar a
poltica do goveruj 3 envida va esforcos para der-
ribar o ministerio. >
Aopposicao da cmara dos dapu'ados negava-
se a discutir os ornamentos deate anno at que o
poder executivo mandasse effectuar as eleicoes as
cidades, que estilo sem representantes no congres-
so, p r causa dos abusos eleitoraes das autori-
dades.
O presidente Santa Mara, segundo onstava,
estava disposto a parar os servicos pblicos, n5o
pagando aos empregados, se o orcamento nao fos
se approvado em tempo cpportuno.
O governo trabalhava pa.a retardar as eleic.a,
as quaes se serealizassem agora, dariam opposi-
cio as cmaras notavel maioria, e por conse-
guinte a derrota segura da candidatura Balmac
ra presidencia da repub'ica.
Diz um telegramma, expedido de Lima a 31 do
passado, que Relayse submetteu-se ao conselho de
ministros o entrn n'aquella capital com suas tro-
pas, que foram dissolvidas.
Um decreto do conselho de ministros ordenou
que Iglesias e as pessoas que lhe aerviram de mi-
nistros abandonassem o territorio perutno. Igle-
sias retirou-se para bordo do vaso de guerr* ita-
liana Crittoforo Colombo, tundeado em Callao, to-
mandj depois o vapor Serena, com destino a Val-
paraso, de onde seguira para a Europa.
Rio da Pr a
Datas de ambas as capitaes at 1 de Janeiro :
Reg essou a Buenos-Ayrts o Dr. J. A. Garca,
comm83oni.do pelo general Mitre para communi-
car ao Dr. Jua es Celman a proposto dos outros
csnidatos presidencia da Repblica Argentina,
de renunciaren! s suas candidaturas. Respon-
deu o Dr. Jurez que ao directorio do partido na-
cional, e nao a elle, cabia resolver sobe a propon-
ta de resistencia.
Reunidos os cand'datos presidenciaes, deram por
terminada toda e qualquer negjciaco com o Dr.
Juares Celman.
Depois assentaram em termos geraes as bases I
pelas quaes deviam pautar o sen procedimiento,
tanto as el esies de Fevereiro, como na soluco|
da questo presidencial.
Como se sabe, na Repblica Oriental, o partido
polacas italianas, que estao na hospedara da ci-
dade.
Santa Camarina
Datas at 1." de Janeiro :
Pelo juiz municipal de Lages foi pronunciado
da situsclo nnunciou urna reun.ao magua para o nJcur80 n0 u ^ do c^. cmnal
da 25 de Dezembro, .fim de se resolver o proble- Emnfo QaUIo de Moura L,cerdfe
m* poltico da actual.dade, a que.tao de quera uta 0 facto de h aver aggredid oe offendido phy-
ser.a o fituro presidente da repblica, eleit) no 1 LPicameate 0 Sr. Dr. jjabaim Fiusa de ^^
I
de Marco prximo.
Effectuou-se a reuniao, mas o resultado foi ne-
gativo. O senador que suscitara a idea da reelei.
cao do general Mximo Santos, nao formulou, na
reunido, porposta nesse sentido, mas que o corpo
legislativo pedisse a Santas a designacao do can-
didato. Ora, nao sendo de esperar, depois das
terminantes e reiteradas declaracoes do general
Santos, que este se incumbisse de se nelhante de-
signaco, o natural era o que acouteceu : que
embaixada que lhe enviou a asscmbla de 25 de
Dezembro respondesse o presidente declinando da
honra de substituir ao corpo legislativo em suas
funecoea de eleger o presidente da repblica. E
nao se contentou com iso o general dantos, por-
quanto atfirmou c garanti que a eleiVao de 1 de
HcrfO ser feita segundo as prescripeoes couati -
tucionaes, o que equivale a dizer que nao baver
recleico.
Aaaim a questo das candidaturas nao adiantou
um paaao, c o que occorreu na reunido do dia 25
foi pura e simplesmente um adiamento.
O poder executivo da Repblica Oriental do
Uruguay mandou effectuar as eleicoes do nov
departamento de Flores, do qual nomeou ehefe
poltico o coronel Rolando de los Campos.
Bio liraiitic do Hu
Datas at 3 de Janeiro :
O criminoso Victorino, que tem processo aberto
por crime de ferimentos graves, assassinou na
ireguezia das Pedras Brancas, um seu companhei-
ro de nome Manoel Felippe, a golpes de facb na
cabeca e espadua.
O assassioo foi preso e acha-se recolhido ca-
deia daquella freguezia.
Foram no dia 23 encontrados no sacco da
Casa da Pelvora, 03 corpos dos infelizes Jos Fis-
eber e Florian Gerber, que morreram afogados no
dia 20 do corrente, quando em companhia de mais
cinco companheiros, em um bote no rio Guayba
foram sorprendidos pelo forte temporal que na-
quelle dia cahio e que fez virar o bote.;
Seus corpos feram encontrados agarrados um ao
outro, no mais adiantado estado de putrefaeco.
Era diffisil differencar-se as personalidades,
poia tinham algumas partes dos corpos bastante
estragadas peloa peixes e aves carnvoras, que na
jecasio em que foram encontrados apascenta va ra-
se com suas carnes.
Succumbio no dia 24, na Santa Casa da Mi-
sericordia o menor Manoel que noticiamos ter sido
ferido por outro- menor de nome Felippe.
Na cidade do Rio Grande Joaquim Domingues
Pereira foi no dia 26 s 11 1/2 horas do dia, casa
commercial do Sr. Antonio Marques de Oliveira
Rey, levando em sua companhia sua mulher. e de
pois de dirigir algumas palavras ameacadoraa ao
mesmo Sr. Key, tirou do bolso um revolver com o
sinistro intento de desfechal-o sobre o seu inter-
locutor.
O desapercebido Sr. Marques teve apenas tempo
de segurar oa pulsos do atacante, escapando por
esse modo de ser traicoeiramente assassiaado.
Aeudindo varias pessoas ao do, que mantinha o offensor anda seguro pelos
pulsos, foi este desarmad, sendo-lhe dado a voz
de prisao pelo Sr. Sesino Bastos de Figuciredo,
inspector de quarteirao, que se achava presente.
Era grande o empenho da commisso encar-
regada de fundar nesta cidade um asylo de men-
aigos, sendo j crescido o numero de sacios e ten -
do diversos cidados importantes donativos.
Na noite de 26 foi ferido com duas facadas
o contra-mestre do patacho Marinho VI pelo preto
Jos, tripolante do mesmo.
O trafego da estrada de ferro de Bag ficara
interrompido por causa das ultimas chuvas que
causaram muitos desmoronamentos : calculava se
em 8 dias essa interrupeo.
Em Jaguarao, no dia 21 do corrente, s 2 ho-
ras da tarde, foi gravemente ferido com urna ta-
cada no hypocondrio direito o Io cadete do 2o re-
giment, lt ipliael Menna Barrete.
O acontec inento deu-se eio casa de urna mulher,
onde se achavam o referido cadete e os ombarca-
dicos Faustino Garcia e Autonio Bento Cha,
aquelle camarada do lancho Ajudante e este do
Oliveira.
De urna simples conversa entre Menna Barrete
e os referidos martimos alteraram-se os nimos,
e um destes deu a tremenda facada naquelle, ten-
do o ferimento cinco centmetros de extenso e
eis de profundidade.
A patrulha, coadjuvada por outras pessoas, con-
seguio capturar Antonio Bento, que foi recolhido
i cadeia civel ; Garcia atirou-se ao rio, nao se sa-
bendo, forero, se passara para a visinha repbli-
ca ou se perecera afogado.
Acha-se estacionada na estacao do Cerro Chato
urna escolta de 14 pracas do 5 regiment, sob e
commando de um sargento, vindo do Bag.
Esta forea fji reclamada pela direccao da es-
trada de ferro, em vista de constar que naqueilas
immediaces vagueia a ter-ivel quadrilha de sal-
teadores, eapitaneada pelo famigerado bandido
'aven o Perena.
a capital da provincia a chcara do negocian-
te Antonio Carneiro da Fontoura toi, a 29, s 2
horas da tarde, asaalteda por urna quadrilha de
baniidos.
A senhora daquelle cavalheiro foi aquellas ho-
ras procurada por um individuo, que declarou lhe
haver seu espaso mandado ordem para lhe serem
entregues todas as joias e pratas que possuia, o
que lhe foi negado.
Vendo que o plano que havia forjado nao surti-
r o desejado intento, o bandido dirigio-se para o
jardim da cbacaia c principiou, com urna furia ex-
traordinaria, a damnificar todas as plantas.
Presentido pelo cocheiro que avisou immediata-
mente o capataz, eate armou-se de um pao e com
o auxilio dos companheiros, soltando dous grandes
cues inglezes repellio o malfeitor.
Ao chegarem, porm, ao porto da chcara a i-
contraram ah mais 18 companheiros do assalten-
te que, armados, oppuzeram resistencia.
Hou\ entorte lut-, sahindo fendos tres .dos as-
saltautes, atirando se os outros ao rio.
No Algrete o soldado de polica de nome Fe-
liciano de tal travou luta com Juvenal Guerreiro
de Medeiros e Joaquim Cardoso, msicos do 18.
batalho de infantaria, resultando matar ao pri-
meiro dos msicos e ferir o segundo com urna bala
no veotre.
Cbegra aquella cidade com procedencia de
Uruguayana, urna escolta do 6. batalho, guar-
dando dous presos militares sentenciados por crime
de morte.
as preximidades do Inhanduhy fugira Jo;
Braz OJorico, tambem sentenciado.
A Alfandega do Ri Grande rendeu no me de
Dezembro 177:6811844.
A mesa do rendas airecadou no mesmo n
48:527*088.
Paraaa
Datas at 30 de Dezembro :
O presidente da provincia fra cidade de Cam-
pe Largo e depois ao ponto de S. Luiz, nos Cam-
pos Geraes, visitando outros lugares e fnndando
niquella cidade urna sociedade de immigrscio.
A mesma autoridade empenha a maior activida-
de na fundacao, em trras de excellente qualidade,
j divididas em lotes de 3, 4 e 5 alqueires, em qua
se estao conitruindo casas, um ncleo colonial, que
se denominar Santa Gabriella, situado a urna le
gua distante de Curitiba.
Nesse ncleo deven estabelecer-se 4^ familias,
Carvalho,
juiz de direito da comarca, na noite de 27 de ou-
tubro prximo passado.
O Jornal do Commercio do Desterro refere o
seguinte :
" Na colonia do Grao-Para, lugar chemado Rio
Pinheiro, esida Paulo Spagno, natural de Cre-
mona, provincia italiana, homem bem conceituado,
casado com Carolina Pinter, Tyroleza. Succedeu
que Paulo tendo na mo urna pistola, esta casual-
mente aisparou, indo a carga empregar-se na sua
infeliz esposa.
* Paulo, suppo ido ter causado a morte de ana
mulher, quando esta fra apenas erida e nao gra-
vemente, ficou inmediatamente possuido de tal
desespero, que voltando contra si a arma, dispa-
ron a, mas o ferimento nao cauaou-lhe a morte;
cutio, laucando mao de urna faca, golpeou o pee-
coco, fallecendo horas depois.
Informam-nos que Paulo Spagnoli tinha al-
guna beus, e que os que se julgam com direito a
osses ha veres, dalles tomaram conta sem mais ce-
remonias.
Fallecen na cidade da Laguna o teaente coronel
Luiz Pedro da Silva.
S. Paulo
Datas at 8 de Janeiro :
Refere o Correio Paulislanole 31 de Dezem-
bro :
< Hontem, s 5 1/2 da tarde, foi assassinada,
em um cortico, sito ra dos Tymbiras, esquina
da de S. Joo, urna mulher de racionalidade ita-
liana, parecendo ter 22 para 23 annos de idade e
cujo nome ignora-se.
Compareceram ao lugar do delicto os Srs Drs.
delegado de polica e Mesquita e o subdelegado da
freguezia de Santa Iphigenia.
O cadver, encontrado em um alpendre co-
berto de zineo anuexo a um dos quartos do cortico,
apresentava um ferimento inciso penetrante na
regio precordial esquerda, produzido por faca, e
foi transportado para o necroterio afim de ser aa-
topsiado hoje, s 7 112 da manha.
Moravam no quarto supri referid] Miguel
Antonio e Pascoal Antonio, ambos italianos e ir-
mao?, contando o primeiro 23 para 24 annos de
idade e o- segundo 32, sobre os quaes recahem ve-
hementes suspeitas de ser um delles o autor do
assassinato.
Pascoal entregou-se prisao e chorava como
urna crianca, Miguel evadi-se, nao tendo sido
anda encontrado at hontem.
> Conduaido para a estacao central e interro-
gado s 10 horas da noite, declarou Pascoal que a
victima fra levar-lhe algumas pecas de roupa la-
vada e achava-se asseutada dentro do quarto
sobre urna caixs, quando ouvio elle um tiro e em
acto continuo a mulher levar a mao a9 coraejio
exclamando O' Dio e cahir de brucos morta, e
que, ao procurar amparal-a, recebera as manchas
de sangue que se lhe notara as caigas que ves-
ta.
Pascoal nao sabe dizer quem disparou e d'on-
de parti o tiro.
Pascoal moco anda, quasi imberbe, physio-
nomia sympathica, magro, altara regular, achava-
se muito paludo, tinha os olhos vermelhos e per-
turbava se quando responda s perguntas.
< At hora em que eserevemos (10112) ignora-
va-se o nome da vietima e qual o motivo do assas-
sinato.
Prosegue hoje o interrogatorio de Pascoal e
derem tambem depr diversas testemiinhas. a
Por telegramma recebido, ante hontem, em
Campias sabe-se que abateu o 1.* lanco da ponte
que estava sendo construida no prolongamento da
via-ferrea Mogyana, entre Ribeiro Preto e Bata-
taes, sobre o Rio Pardo.
Consta que cinco paasoas cahiram ao rio, na
occasiao em que se deu o accidente, e que puderam
salvar-se, havendo apenas a lamentarse o prejni-
zo material.
> O Sr. engenheiro Dumont recebeu diversas
eontuaea, segundo consta.
Est grassando com intensidade em Mogy-
mirim a epidemia da varila.
A populacao est aterrada eom a apparico, pela
segunda vez, da terrivel molestia.
Escreveram da Mucca ao Diario di Cam-
pia que a 25 do mez prximo findo, Jos Feli-
ciano, da 22 annoj de idade, achando se alcoolisa-
do commetteu a imprudencia de pegar em urna
garrucha, succedendo esta disparar-se-lhe nal
maos.
Dous gra03;de chumbo grosso cravaram-se na
infeliz produzindo-lhe a morte immediata.
Escreveram de Pirassununga ao Diario Po-
pular :
Em dias da semana passada, pelos habitantes
do bairro do Camargo foi observado um sorpren-
dente phenameno, que assim narrado :
Iodo, das 4 para as 5 horas da tarde, urna se-
nhora buscar agua n'um ribeiro que atravessa
aquelle bairro, encontrn apenas pequeas pocas
de agua turva ende saltavam alguna peixinho3
atordoadja pelos raas solares.
< Sorpreza, a senhora, de ver secco o ribeiro,
voltou para casa narrando aos seus visinhoa o que
havia presenciado.
Estes admirados por ouvirem to desoladora
noticia, dirigiram se ao lugar e verificaram ser
verdadeira a narrativa feita pela senhora._
Procurando elles o motivo do repentino des -
apparecimento da maasa de agua desse ribeiro,
nada conseguiram, ainda mais sorprezos ficando
ao presenciarem que um monjolo que trabalhava a
alguna m itros de distancia, para cima do lugar,
nSo foi interrompido um s momento !
Duas horas depois deste facto, isto s 7 ho-
ras da noite mais ou menos, continuon a corren to-
za a deslizar se placida pelo leito do ribeiro, sem
manitestar o menor signal da alteracao que soffre-
ra dnrante algumas horas.
O que ha de mais interessante, conforme foi
averiguado, que a correnteza nao foi desviada
desde o posto onde foi observado o phenomeno at
onde trabalhava o monjolo.
Do que fica exposto tira-se a sensata conclu-
sao de que a agua foi chupada por urna tromb-,
phenomeno este que, comquanto seja raro, tem se
observado em algumas lagas no interior das pro-
vincias.
De Brotas communicaram ao Duxno de Can
pinat :
Ha entre os criminosos sujeitos a processo
pelo Sr. delegado de polica deste termo, um Ado
Manoel Pereira, que toma as proporcoes de um pa-
voroeo monstro pelos crimes que lhe sao imputa-
dos. E' indigitado come autor de tres crimes atra-
ses, taes como o assassinato de sua mulher e de
urna crianca, e ferimentos graves praticados na
pessoa de urna malher.
Estes crimes foram commettidos j ha muitos
annos e at hoje estSo impunes.
Dii o Diario Popular qne o Sr. conselheiro
J, So Alfredo pretende utilisar o torreao do Jardim
Publico, adaptando o installacao de um obser-
vatorio meteorolgico, cuja direccio ser confiada
a frei Germano, actualmente residente na Franca-
Inrormaram ao PaulUta de que na noite da
31 do passado, un violento incendio qno se sup-
pde casual, destruio completamente a casa e a ma-
china de beneficiar caf da fazenda do Bom-Fim,
do municipio ds Cacapava, propriedade do Sr.
Francisco Bento de Alvarenga.
A muito cuate conseguirn evitar que o fogo
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Diario de PernambucoScxl -fcira 1$ de Janeiro 1886
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propagas* casa de morada, a-l liaste
ameacada de ser devorada pelas chaminas.
"p.rerm-.e cerca de 50 arrobe, de crf
O preiuiso avallado # .
_ O dentista americano 8r. J. A. Dillon foi no
da i a noite ferido por urna bala de revolver que
lhe apanhou o abdomen.
Ao que din, oceorreu o facto quando o offen-
dido tirou a arma do bolso da calca.
Nao temos informacoes circumatanciadas.
__Egcreve a Gazeta de Capivary, que tendo o
Sr Antooio Ferras Pacheco feito urna planteeao
de 9 aiquerea de asi'ho, ett ella agora sendo de-
vorada pela lar eooneefcU por eoruqmers, a por
tal forma que elle principioa a matar os damnadoe
insectos eoin toda a gente do trabalho; mas teve
de desanimar e retroceder, tanta a qoantidade
dos tees qae levam todo rsso, cortando a planta
rea haste mesmo jonto ao chao.
O mesmo facto ae esta dando com oatres plaa-
tacoes. ,
1- Da estacao da Fortaleza cxnmunicaram ao
Diario de Campias :
Diversos empregadoe desta estacao, mataram
no dia 2 do corrento um enorme lobo, a menos de
20 brecas de distancia da referida estacao.
m O auimal media nove palmos de eomprimeoto,
desde a ponta d* c iuda at ao toeinho.
Foram lhe disparados tres tiros, sendo acaba-
do do matar a facadas.
Um grande cao Terra-Nova, pertencente ao
Sr. Antonio Marianno, atiraudo-ae contra a fera,
impedio esta de ter morto algum dos atacantes, O
cao fiuou bastauta maltratado das garras do lobo
e um empregado do S:. Antonio Marianno tambein
foi offendido em urna das mi, quando se appro-
ximava do lobo para dar-lhe urna lacada.
No estomago do looo foram encontradas d z
frangos. Ha muito que elle era visto pelas mme-
diacoea do bairro, onde devorava bezerroa e pol-
dros. chegaudo muiUs vezes a atacar pessoas;
nao consta, entretanto, que houvesse victima lo al-
jama.
Na pelle da fera encontraram-se muitos Big-
uaes de tiroj quj lhe tinham sido antenorm-nte
disparados. .
Neste lugar nao ha memoria de se ter viso
um lobo de tamanho igual.
Em Campias, foram declarados livres por seu
senhor, o capitio Jos Bento dos Santos, de con-
formidade com a nova le, os escravos Bernardo,
Salvador e Marcelluo.
"A 1 do corrente reuni o Sr. capitao Hento Bi-
eldo os seus escravos, fasenda do Jaguary e del -
les deslarou livres quatro, segundo determina a
nova lei. Oa libertos, porm, declararam que con-
tnuavam a trabalhar n'aquella fazenda.
O cidado Joaquim Alves Franco, faswdeiro
em Araras, deu plena liberdade a tres de seus es
cravos. ,
Estava a partir pira Araras o juiz municipal do
t no, Dr. Pinheiro Machado, com o fim de pro-
clamar livres, em audiencia extraordinaria os es-
cravos lib rtados pela nova le., em numero de 270,
secundo a lista do respectivo collector.
_ Elevase a 203 os escravos que, em Itatiba,
attingiram idade de 60 annos, e cujos se-horaa
foram intimadoa pelo juii de orphaoa para apre-
sental-os em audiencia especial afim de executar-
se s dispoaicoea da nova lei sobre o elemento ser
vil.
lilo de Janeiro
DaUs at 9 de Janeiro:
Alm das noticias officiaes e do que consta da
caita do n>sso corresponde ate, publicada na ru
brica Interior, nada insb reterem as folhas digno
de maior mencao. ._.,...
Tallecer o Bario de Itapevi, Emilio Luiz
Mallet, marechal de excreito reformado, com 85
annos de idade.
Eis as noticias commercaea da ultima aais .
Rio, 8 de Janeiro de 188 .-O mercado de cam-
bio abri hoje com a taxa de 17 3/4 d. sobre I^on
(Iras, no London Bank, English Bank e no Banco
do Cominercio, sacando o Cominereial a 17 balcao, mis logo depiis, aquella taxi tornon-se
SE*1-!' r.
As tabellas no Commercial e no do Commercio,
e as Uxas no London Bank c Euglish Bank, sao
19 seguiutes :
Londres-IT 3/4 d. a 90 d/v.
?Paris-537 a 535 ris por fr. a 90 d, v.
Hamburgo-6t3 e 671 ris por m. a 90 d/v.
Italia -542 e 539 ris por lira, a 3 d/v.
Portnp.1301 e 300 / a 3 d/v.
r. Nova York2*850 por d..l., vista.
O mavimento do da foi menos que regular sobre
Londres a 17 314 d., bancario, 17 13/16 d., sobre
caixa matris, e a 17 7/8 e 17 15/16 d., papel par
tTcuUrTewbro Frauda a 528 e 529 ris, dito e
533 ris, bancario.
Na B>lsa o movimento foi raaia que regular.
' Vendetam-se hootem 9,114 saceos com caf
Eapirlto auto
Datas at 8 de Janeiro :
A 6 do correute, dia de Beis, foi inaugurada a
via-ferrea de traccao por vapor, denominada Es-
trada de Ferro do Itapemirim, e que partindo da
villa do Ceh>ero de Itapemrtm. termina na
Barra do Riberao do Alegre (70 kilmetros), ten-
do um ramal pelo Valle do Bio Castelk. at as
proximidades d* Barra do Bibeirao de b Joao.
Foi construido pelo engenheiro Augusto Ernesto
de Figueiredo, e conceasiooano o Sr. eommeu
dador Joao Jos dos Beis Jnior, a que foi din-
sido este telegrama I
lUpemirim, 7 de Janeiro.loauguraram-se os
irabalhoe da estrada de ferro, houtem, a 1 hora,
Muito povo, grande en husiasmo : fiserainsebw i
des s bresahindo os levantados ao Conde de Mat-
toznhos, Joao Jos dos Beia Janior e Henriqne
DesUnde. O preaidente deaceu boje. .
ahia
Datas at 12 de Juneiro :
Eoi ve doDr. Joo Dantas Filho, era canil
dato a depuUoao geral pelo 8 distrieto, o conse-
Iheiro Joio Augusto Chaves.
Na nsite de 10 u-iove um erande incendio,
qua aasim narrado p ^lo Diario de Noticias :
Houtem, punco depois das 7 horas da noite,
deram as torres das grojas sigual de incudio na
freguezia da Coneeicao da Praia
Em piucos minutos illuminava os sres enor-
me^clarao sahido do Botio do predio situado na
traveasa dj Guindaste dos Padres.
Iin.oediatainentc corrern. a> lugar do sinis
Xio as bombas das coippanhias Allianc* e Iiit^res-
> Publico, peasoJ do Ar.euil de Marinhd, da
corveU Trajano com apparelhos propnos para ex
tinec) de incendio, c mselheiro presilent) da pro
vincia, Drs. chefe e delegado de polica, capitao
Barbota, subdelegado, piquetes de hnna e de pj
iicia, directores de companhia de seguros e capi-
tao Veig*. ,
. Com urna rapidez extraordinaria o fogo com-
municou ao segando andar e deste ao primelro.
steudendo as suas enormes e vorazas lingaas s
casas contiguas.
a Onde comecoa o in ndio i Ignora-se.
. O que se sabe que em poaco mais de duas
horas tinha elle consumido parte do qnarteirao
d'aquella roa. ... i
Eram estabelecidos : no pavimento terree, a
esquina da ra da Lnuca, a loj* cadero ., que esUva eegura em 30 contos na In
teresse Publico e em 15 na Garanta do Porto ;
ao lado esquerdo desta loj, a de cabelleireiro da
viuva Ballalai a Alves, segura em 20 contoa na
L'verpool and Loodon and Globe ; na esqnina
da ra Conselheiro Saraiva, a loja de facsadas da
tirina fallida de Gil Janior C, gara em 20
cont* na Imperial Inglexa.
O primeiro andar era oceupado, parte pelo
.geriptorio dos Srs. Podestt Irmlo C, segnro
na Transatlntica em 30 contos e na Iinperatna
Ingle** em 25 ; e a ontra par* pilo Sr. Klein,
alfaiate, que na la tinha no aegoro
No segnado andar eram as officina de al-
faiate de Srs-, Pomp., que igualmente nada ti-
nha no seguro, e Bento Jos Gome de Castro,
proprieUrio da loj* Parisiense, segura em 15 con-
tos ns Garanta do Porto.
Todos oa livros, tanto das lojas como doa an-
dares Ufriore, foram salvo.
. (ja escriptorios dos Sis Pode*ta Iruiao C
e Tiburcio Kelscb, situados no primeiro andar, e
que cooiuiunicavia por urna porta para casa
incendia Isa. nada soffreram, felizmente.
Se o fogo se tivesse propagado at all, horro
roso seria eapecUcalt que entao se offereceri
ao publico deata capitel, porque seguir ae-hiam a
rrande late 4* drogas do* Srs. Fraociaco de Bar-
ro & C, **irmai B jrgea, todo o quarteirac, em
summa, e quem be mau alfcuna.
Ecn todo o trabalho- para a extioccao do in-
cendio tetmram ae digooa doa maiorea elogios os
Sr Doaaiaea Adriio Bebelio, chefe dos bomba-
ros,' capitio Veiga, IMssoml do Arsenal d. Mari
ha e da Trajino, Duarte de Oveira, filho do Sr.
thrtoa-eiro do Banco Mercantil, e diversas pes
9Ms do commercio.
. A's 11 boom da noite aebava-se o fogo ex
i i neto. *
Datas at 13 de Janeiro.
As noticias sao de interease local.
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
PeraaMbuco
RIO DE JANEIRO -Cortb, 9 de Ja-
neiro de 188'-?
SomiABio Notieiai que nos vo ehegandu. Un
telegramma do Recift, noticiando o que
aU se tan feito. Sangra em ande.
Ontro teteyranma do spi-ito Santo.
t Inteneao ostensiva. Divergencia do*
conservadores n'aqueU* e na provincia de
Alinas.Ettatistiea dos liberaes. Nova
candidatura do Sr. Martin Jranciseo por
S Pavlo. Porque nao ficou em Minas.
Offerecimento feito ao Sr. Cetario Alvim.
Noticias do Bio Grande do oul. A
opposicao rompeu violentamente con o
Sr. Lucena.A itcola veterinaria em Pe
lotos e a escola de tiro no Rio Pardo.
Os Srs. Bocayuva e Baptista Pereira.
Jamproxtmus____ E por isso, natura'meute, j
no vio chegando das provincias te'egrammas e
noticias de jiruaej, por parte da opposicao, quei-
xando-se da iuterve.iclo do govern) ai pleito
eleitoral.
O primeiro te'egramma que te nos neis* sentido
dessa provincia e foi enviado em data de 2 do
correte pela re ia-.cio do jornal Provincia, repre-
sentada pelos Srs. Jos Marianno, Costa Rlbeiro,
Joao Texeira, Bnrros Bogo e Faustino de Brillo,
Gazeta de Noticias, ao Pau e Gatela da Tur le.
Diz elle que a precio orficisl na elexo pro-
vincial provocadora ; que o ajudante do Arse-
nal de Marinba Bandeira de Gouvea, o director
do Arsenal de Guerra, maj .r Villela, empregaios
aa Secretaria da Presidencia, engenheiro do pro-
longamento da eifradadc ferro, o 1" delegado
Osorio, os subdelegadob de toda as f.eguexiai
acompanhados de forca, commaniantes de polica
e guarda urbana capitanean lo s>ldad>s disfarca-
dos e armados d- puiihaea, estao todos cabalando
abertamente, distribulndo chapas carimbada) aos
empregadoe publicas anda na demittidos, e
ame-icand ciladaos com eapaneamento. como te n (
havido, sem que as au'orid.ides superiire d-ei
a iL.mor providencia : que o pieiideute da pro-
vincia qum dirige acabala, autorisanlo tudo
e poptando foro en dvc-sjs lugares ; qu espe-
ra-se maiores attenUlos na elcicao geral : que
a odi,'nacilo publica cieice e o proposito em que
Mt o governo de conflagrar Pernambuco pro-
vocar re tecas fatal.
A ser exacto o que ah tica, como se Je-e cr>r,
atteota a reipeitabidade do signatarios do tele-
gramma, fo'o ie:onhcer que at insena'oo
que ie fe; Aeleicioteve lugar no di 30 lo
|i;u;i I i, c no dia 2 des'e o juda-ite Gouve a, o
m*jor Villela, o delegado 4jrio e todo o pessoal
mencionado ainla aud*a a distribuir ha >as ca-
rimbadas que nao tiahiui ssais rasSo de e-, e a
espancar com antorsai) do Sr C)ta Pe-ei_ra.
quando ja era cenheeido o resulalo da votacao .
Ese isto se fez depois da -'.e ea-i provin;ial,
depois sji, ineimi pirq ie ante de sa'iilo esse
resultado nenhumi queixa v.-io fcil de prever
o que mandar fazer o prndenle depois da elei-
cao geral O Diarto do lirasil faaeulo um li
geirocommeniarioao cas^, a^haqueesset.legru n
m significa angria em aa 11 .
Do Eipirito Santo veio nos tamben um tele-
gramma com data de 3, noticiando a t'eesjl en
1- escrutiuio de 12 conserealor. s e 3 libe.aes, e
dizendo que o vice-presi len'e da provincia ha ia
part do pira S. Matbens eos companhia d can-
didato oficial, Dr. Mattoso Duque Eslra I, c .m
inteneao ostensiva de cabala eleitoral, j teudo,
para o ineim fi.n, pereorridj oatro poitoi da
provincia
E'curiosa essa ntencio oiteasiva; mas a
verda le quo sem o vivo erfores do Sr. Mascare-
nhas -o vice- presidente o Sr. Mattoso nao se-
ria, como ser, o eleito. Nao dos liberaes que
lhe vea a opposicao, porque a" nem consta que
baj, nn V distrieto, candidato libera1 : > Sr. Leo-
poldo Cuaba, ex-depulalo, uio se apre*ntou. A
oppjsic leiU oseimo por couaerva lores, uns
que queriam o Sr. Foutes, oatros, o Sr. Graciano,
que lutou na elcieas p Usada om o mesmj Sr.
Leopoldo, o qual tendo igual votacao delle, obte-
ve diploma por ser mais velbo.
Essa divergencia e lata entre os conserva lores
om neahuma provincia est produsindo peasimos
recitados como em Muas. J tive oecestao de
dizer alguma cooaa sobre a falta de aeeordo que
all se notava, E agora accresceatarei que as ul-
timas noticias qae chegam do o negocio anda
em peior estado do qae se dizia : de modo que os
liberaes que p a sua chapa para quasi todos os diatriotos cou-
tam que nao faro memos de 10 depatados, ao
p.isso que os conservadores, salvo eas imprevisto,
nao podem ter ce;tesa de elego.- numero igual.
E aqui direi que segundo urna estatistica que me
m istramm molhor diria : ama estimativa, os
liberaes esperara que na futura Cmara terio
nanea menos de 35 deputalos, seudo por ;
Minas
S. Paulo
Bio Grande do Su l
Pernambuco
Cear
Marar-ioo
Parahyb
Alagoas
Babia
Piauhy
Santa Catharina
Paran i
Goyaz
10
2
5
4
3
1
1
2
3
1
1
1
1
35
Part supprir qualquerfalta que se d em algu-
nas dessas provincias, contara com o que poesa
virdo.Par, Matto Groiso, Bio de Janeiro e Corte
e Sergip.', que nao eatraram no calculo, mas que
poden dar anda alguma ciusa, segundo el les pen-
sara.
Eai Goy is, contara somente com o Sr. Bulhoe,
que se repu'a seguro ; mas pojera tambera contar
com o Sr. Fieury, que pare.-c que at est sem
c inpetidor pelas ultimas noticias. 0 facto le.n
explicicao, que um pjueo tonga, o pir is.o
i sais*iia. En mitras prov.ncias, porem, pos-
aivel que a estimativa falhe. Em S. Paulo, por
exemplo. a caadid.xura liberal segura por ora,
a do Sr. Vloreira de B ai ros. A do Sr. Martiin
Francisco qne tenlo achado certos embaraoos em
.Minas, voltou novamente para a sua provincia na-
ta1, nao par o 6' distrieto, mas para o 7-, doSr.
Campos Salles nao segura, salvo se os conser-
vadores lhe dereo a votagao coro que na elecao
pastad sufiVagaram o candidato republicano, par
o que diz a Provincia de S. Paulo, orgao repu
blicano, que foi efectuado om coochavo entre os
conservadores e liberara sendo negociadores oa
Sra. Pradoe Morena de Barros obrigando-seos
priraeiros a votarem ne ite, no 2 distrieto, e no
Sr. Martim Francisco no 7-, e os segundos sus-
tcntarem o ministro d agricultura no 1 distrie-
to e 8r. Costi Pinto no 8 com sacrificis do Sr.
Piulente Je Moraes, republicano.
O Diafio Librtul. porm, orgao do partido, con
testa com tolas as toreas a existencia de serae-
ln mte concharo, asseverando que nem se tratou
disso, e arresceota :
< 0 orgao republicano er ou apanha boatos
contrarios ao partid', liberal e os poe em circu
Van p>ra desacreditar esl i partido diante das
urnas. Entretaato, nao se lhe ave urna palavra
contra oa conssrvwlores, onde alia est aborta a
disidencia e muito tiuh* a explorar um jornalisU
hbil, em prejuizo das candidaturas offijiaes
Cbmpreneude-se a razo porque os republicanos
evitan moiesUr os conservadores. Os dous depu
tados republicaa s da cmara paseada i foram
elo ta porque tiversm a votacio conservadora ;
e so podera> sel-e agora t> e.sa votseio so re-
O Sr. Martim, Francisco, como refer cal outra
oeeasiao, seatindo se p:rdido no seu distrieto em
8. Paul, aeceitou o offerecimento que lhe fes
o seu irmio, o Sr. Antonio Carlos, naturalisado
mineiro, de ceder-lhe o 7. distrieto de Minas,
pelo qual havia sido eleito na'oleiclo passad, dis-
trieto seguro, por ser de maioria liberal. Diiem
que os Sr. Lima Duarte e Aftouso, ouvidos a
tal respeito, aem objsccio fiaeram, e antes applau-
diraa a resolueo do Sr. Antonio Carlos, que oon-
fessava nao ter aptidao para poltica.
Pareca que tudo corra do nelhor modo, quan-
do duas influencias poderosas do distrieto, cujos
nesaes agora me escapam, lembraram se de tocar
a rebate, levantando a candidatura de Sr. Alvim,
visto como, se o Sr. Antonio Carlos nao pretenda
ser reeleitsy nao era preciso ir procurar-lue sub-
stituto em outra provincia, quando o t'nham mi
neiro e de muito bom quilate, nucido na Piranga
que fas parte do distrieto. E n'este sentido, de-
pois de urna conveniente propaganda, em que uao
deixou se de recordar que o Sr. Cesario, como o
autor da interpellacao sobre as popelinas em 1877,
era o homem que ag va as circumstancias mais
recommendavam para fazer frente ao actual presi-
sidente do conselho; dirgirain lhe urna carta
convidando o a deixar o 8.' distrieto, onde a sua
hita com o Sr.yaz de Mello cada vez mais apro
fundava a scisao do partido, acabando por ani-
quila! o, quuido alias, anido elle estara, em maio
ria, e ir para o 7.*, em que urna victoria fcil desde
j lhe sorrta
O Sr. Cesario Alvim, eommovido at s lagri-
nas, respoadeu que alm de nao desejar perturbar
combinat/isa e atarease* de amigos no distrieto
que erasTervciia, aconteca qae no 8.* que elle
resine, ali qae tem tnbalbado coso maia parti-
cular inlessiiiin de candidato, ali coate muitoa
siaigos que alimentara e anlmaas s aas aspira-
c5e polticas, prestand ,-lbe dedicado auxilio uas
duas anteriores eleicoas; ali que elle possue um
pedsco de trra que cultiva.
Nao estiveram pelos autos os offertantes, e sem
acharcm procedentes nenhuraa das escusas, recor
daram lhe, quanto ultima allegacao, que antes
de nossuir um pedaco do trra que elle cultiva
em Ub, j tinha deposto na Piranga o cordo
umbilicalpenhor sagrado que aquella trra ge-
nerosa deve guardar com O'gulho. lato de pe-
nhor sagrado un dUseram os dous chefes ; mas
de suppor que pensassem.
O Sr. Cezario Alvim nao teve o que replicar;
calou-se, resignado e sensibilisado deixando que
os amigos facam o que entenderera, certos de que
elle, grato e reconhecido, se conformar com tudo,
salvas urnas certas reservas mentaes quanto ao
seu modo de obrar qnanio chegar Cmara.
E a seu respeito, cout >u me pessoa que d'elle
nuvio em oonfidenciae ue >se carcter o trans-
miti tambem ao leitorque se pensavam que "elle
sendo eleito, ria metter se em outra historia de
popelinas ou cousa seinolhante, estavam engaa-
dos, pois bastava lhe, por licao, o que hayia lhe
acontecido. Se apresentou tal interpellacao, ob-
servou elle, foi com accordo o aquiescencia previa
de tod s oa seus collegas e amigos de entao; mas
l>go que a cousa tomou o carcter odioso que
sabido, puzoiara se de fra, deixanlo a regponaa-
bilidade e odiosidale e de que muitos delles mes
moi serviram se mais tarde, como arma para o
eu.riiar.-in em quadns eleitoraes. Alm de que
roa nhece de que Del um mau m o de opoosicJo
df que se servu. Veremos se se mantera em to
bom proposito.
Sao interessantes as noticias que acabam do
cliegar-nia do Uio Grande do Sul, noticias que ti-
nham sido precedidas por um telegramma ao Paiz
queixando-eii de movimento de torcas e interven-
V*o eleitoral da p .Iicia na Cruz Alta. A Reforma
abri em desbragada opposicao ao Sr. Lucena e
nao lhe d treguas depois da recusa de sanelo
resilncaode lei do ornamento provincial e varas
nutras Presidente ignorante, inepto, arbitra
rio, violento, ceg instrumento do seu partido, ata
etc sao os qualificativos, com que diariamente o
mimoseara os escrptos daquelle jornal. Para ame-
nisar um pouco todos aquelles adjectvos de effei -
to, chamara lhe larabjo Simio de Nantua.
Nao me possivel mencionar aqui todas as re-
s Incoes que deixaram de ser saneconadas, nem
as i zoes da recusa. Sao em numero crescdo. A
dn forc voltou Ass?mbl i Provincial, que ani-
da funecionava, e esta alterando-a em^um dos
pontos sobre qu ^ versou a recusa de sanecao, man-
teve os outros, e assira a euviou nova-nente pre
sidencia. Esta devolv.-u-a anda por que, sendo
mantiias as outras disposicoes sobre que versou a
recasa de senecio, nio havia sido a resoraclo ap-
pr ivathl por dous tercos da assembla, como se v
lo proprio offijio de remessa que nie fez meajo
desai circumstancia.
A Reforma afirma que a approv .cao foi pelos
dous tercos, e que nao era preciso que o offl rio qae
acompanhou a resolucao o dissesse, bastando para
is-to o que constt da acta. O Conservador con-
testa que a pprovaco toi pelos dous tercos, e de-
fende a deliberaclo do presidente.
Um djs motivos invocados tambem pelo Sr. La
cena na recusa do senecio do orcamento provin-
cial, que a resolucao nao passou prr tereetra 4is-
cossao. A Reforma ne a que assim tosse e o
Conservador o confirma.
Scja como fr, o diapaaai a que repentinamen-
te subi a opposicXi do orgao liberal ao Sr. Lu-
cena nio de admirar-, era esperado desde que o
presidente do Bio Grande do Sul deixasse de rio-
grandentisar-se, st) de goveroar ao sabir do
Sr. Silveira Martius. Elle havia de seffrer a op-
p -s^ao qae este sabe e est acoatumado a fazer,
quer ao governo dos contrarios, qoer aos dos pro-
prioa amigos, quando delles diverje, como aconte-
cen com o Sr. Puranagu, com o proprio Sr. Mar -
tinho Campos, a quem, quaudo ambos eram depu-
t idos, tratava de mestre, e com quem depois br-
gou, e hoje acha-se novamente de boas relacois,
tea lo, entretanto, o qua'ificado no Senado, de mi-
nistro profundamente ignorante e incapaz de
manter ss frente de urna administraban, e me-
nos na pasta da fazenda por ser devedor do Banco
do Brasil. Portento, do Sr. Lucena elle nio dir
mais nem menos do que tem dito dos seus.
Tratando do Bio Grande, vera a proposito fal-
lar na deliberacio tomada pelo governo de mandar
fechar a escola veterinaria creada em Pelotas, sob
o ministerio Lif .yette, por exigencia do Sr. Ma-
ciel, em restituicio da alfandega que elle nao con
seguo restaurar. Embira nao houvesse fundos
consignados na le do orcamento par tal creacio,
foram fetas a respectivas despezas, que de dia
da iam avultando, nao s eom a acqusiclo de
material e auimaes maudados vir da Europa, para
cuj > fim foi cummissionado o engenheiro fraucez
ftoubergeon, que reeeb.m qaantia avultadas de
que anda uio nio deu contas ; como com o cus-
iera em que entrava um pessoal numeroso. Du-
rante o ministerio anterior, o Sr. Moura acbou-se
embarazado cm manter aquella escola, e se nao
tomou logo a resolucio que acaba de tomar o Sr.
Prado, foi par nio augmentar a celeuma que j
contra ai tinha levantado com a questio das pas
sagena aoa immigrantes.
Ora, nio havendo verba no orcamento vigente
por onde deveaaecn correr as despezas da citada
escola, o Sr. Belisario dirigu-se ao seu collega da
agrieu tura, rxostrando a impoesibilidade de oe-
correr a ellas. D'ahi a deliberacio de ser dis
pinta lo aqu lie engenheiro, director da escola, e
o deraais pessoal, que era um vivciro de e eitores,
mandando-ae que fossem vendidos em leilo os
animaos existentes, guardando-se o material para
quando podesse ser a escola croada regularmente
com os precisos fundos votados pelo oorpo legis-
lativo. Proceden do-se ao leilo, foi apenas arre-
matado um carneiro, e nao continuou squelle por
ter-se dado urna especie de motim, protestando
um grupo, a que se deu o nome de povo, con-
tra a deliberacio de fechar-se a escola.
Nio preciso dizer que a imprensa local libe-
ral achou no facto motivo para queixar-so e echar
que o govern central adverso a todos os meiho
rammtos e beneficios a que tem direito o Rio-
Grande, Sr. ministro da agricultura, inteirado
do occorrido por telegramma, deu ordem para que
vcada dos animnes toase feita particularmente.
0 Pais censarou a deliberacio do governo, e ape-
sar das explicaooas dadas na iinrrensa, acha, na
scelo dos tpicos do dia do Sr. Serra, que a ca-
da em particular pdj dar lugar a muito abusj.
Mas o que taaer V Don le tirar o dinhe ro para o
custeio e conaervacao d esc la ?
O que se d agora eom esa escola ha de dar-
se brevemente cna a escola do tiro mandada orear
tambem n'aquella provincia pelo Sr. Camargo. E
v.rdsde que para essa houve autorisaeso na lei
da f .reas de trra. Mas tendo o ex-ministro da
guerra e o Sr. Silveira Martius declarado no se-
llado, (inanlo se discuti'aquella lei, que tal ciea
co sao traria oeahusa augmento d despeza, pois
que u> Rio-Pardo, onde tinha de ser estebelecid
a escola, havia um grande edificio, apropriado ao
mistar, pertencente a urna irmandade que o ofie-
recia gratuitamente ae estado pira ease fim, nio se
votou verba no orcamento, consideraado-ae, esmo
iffi'uuu o mesmo Sr. Camargo, que a despesa o n
o pessoal nio ira alm da consignad as respec-
tivas tabellas para os officiaes em commissio.
Entretanto, noaeado o comraandaute d escola,
que para l parti desde Julho ultimo, e dando se
comee o aos trabalho a relitnaxes daslnatallacao,
verifia-sc que a casa precisa de grandes obras e
que ha servaos variados e nio previstos, e que
sao precisos talvas duseutos contos, par qse a
escola conoce fuucoionat De qus verba sahir
essa quantia ? Ser mais um argumento para
mostrar que o resto do Imperio iniraigo do Rio-
Grande.
Us Srs- Fastair Viauna e Bocayuva tem con
tinuado a fazer osssVrencias, perante os eleitores
do l- distrieto, mostrando cada um, como consi-
deram as necessidades publicas e eom deve-se a
ellas attenler. De passagem e por modo delicado
um faz referencia ao qu i o outro tem dito, procu-
rando dissipar as ms raterpretaooesdidas as suas
palavras.
Por fim veio o 3r. Biptista t'ereira a im >rensa
mostrar a legitimidade de sua candidatura, con-
testada pelo t. Bocayuva, e a incompetencia des-
te para considerar-se candidato do partido liberal
O Sr. Bocayuva respouieu-lhe tambem pela im-
prensa e elle replicou, fazenda ama alluaao muito
suptil a ama? empresas e privilegios qae o seu
competidor tem obtido.
17
10
5
t
43
42
46
3
HIVSTA DIARIA
UaAfsio eralDovem eftectur-e hoje,
em tai o Brazil, aa eleiijes para formaeio da
ora Cmara dos D.-putados, om eonseqaencia da
disaolaefto da que'foi cleita em fias de 1884.
Nio vera fora de proposito lembrar aos eleito-
res que aa auaa chapta devem ser feitas em papel
branco ou ailado, aem signaes que as tornem co-
nh cidas, e conter cada urna um s nome.
Tambes oppoituao lembrar que o eleitor, an-
tes de lancar a chapa na urna, deve apres ratar o
seu titulo, e d -pois assignar o nomo n'um livro
especial.
Os trabalhoa eleitoraei, na forma da lei, devem
comecar s 9 h iras da manha, e deverio estar
c incluidos at 6 hoias da tarde.
Tolos devera contribuir hvremente com o sou
voto para a formaco da representacao nacional,
escolbendo cada qual quem melhor parecer para
represntalo na cmara qua Iriennara. de onde,
harmiaicamen'e com o syatema de governo porque
ae rege o Brazil, deve aahir a alta administracio
do paiz.
Importa isto dizer que o exercicie do direito de
voto urna obrigacao civica da maior magnitude
para todo o cidado eleitor, pois que nao tem elle
outro meio mais eficaz de interferir na direccio
doa negocios pblicos, dando o tom poltica e
adrainistricio do paiz.
O direito de voto, porm, dev ser exercitado to
calma e reflectidaxrate quilo necesario qne o
seja com a mxima lberdado.
E' o quo esperarais que acouteoa hoje, e tunda-
mos essa esperanca uo criterio do eleitorado, no
seu senso miral e poltico, e no proprio interesse
poltico, que deve movel-o.
Elelco provincialTemos mais os se-
guintea resultados da elecao de 30 do Dezembro
prximo finio, para m;rabros da Assembla Pro-
aincial :
13. DISTRICTO
B6a Vista
(35 .leitores)
Bario de Cai r
Dr. G imes Prente
Major Solonio de Mello
C.tpitin Francisco Seratim de S. Ferraz
Cabrob
(104 eleitores)
Dr. Gomes Prente
Major Solenio de Mello
Bario de Caiir
Francisco S. de Sousa Ferraz
R:sumo dos collegos de Villa Bella, F.uresta,
Tacarsti, Boa-Vista e Cabrob :
(458 eleitores)
Dr. Gomes Prente 219
rJirao de Caiar 62
Capitio Francisco Ferraz 68
Major Solouio de Mello 53
Antonio Luiz do Espirito Santo 46
Padre Dr. Aasia 3
Em eienrso ao Assasonas-Depois
de demorar-se neste cidade- que maniciosamente
visitn, a cerca de doua meses, seguio houtem
para o P-r com destino a visitar o valle do Ama
sonas o Ilustrado litterato c jornalista hespauh J,
D. Elnardo Peri a bordo do paquete ragfez Pi-
onee.
S. S. a quem desojamos fels vaigess, dirigi-
nos a s"guinte amavel carta, qae maito nos pe-
nhorou :
Illm. Sr. Dr. redactor do Diario de Pernambu
co.
Tao amavel foi o acolbimeuto que de V. o
merec, quando chegei a esta capital, que por elle
julgome autorisadi a importunal-o, antes de em-
preheuder a minba viagem sq Para, rogando-1he
que se sirva de abrir esjsaeo, as columnas de
seo Disuria, a estas linhas, cajo fia nio mais
do que manifestar-lhe publicamente, quao grato
lhe sou pelas attences e deffereneias q-ie lhe me-
rec, assim como aos habitantes desta formossima
cidade, dos quaes eonservarei sempre a mais viva
lembranoa de gratidio.
At a volta, pois, em qae terei a aatisfacio de
vir at aqui para descancar alguns das da minba
prolongada excursio, e communicar-lae alguma
cousa de minhas impressoes de viagem, que, espe-
ro, sobrepujaras s miabas esperaocas.
O Amazonas um mundo novo para mira, e
talvcz isso, disperte o mea enthusiasmo.
- Sem mais, caufesso-me com a maior canaide-
racio e est.ma de V, muito atiento vonerador e
obrigado.Eduardo Perit
TbeaCro dan Varledaden -Neste thea-
tro, amanhi, a companhia de opera cmica italia-
na canta a opera de Verdi La Traviata.
Ferro vlu de Caruar Depois de
amanhi, 17 do corrate, dia em que celebra se
em Jaboatio a festa do orago dessa freguezia,
Santo Amaro, a ferro via de Caruar, alm des
trens ordinarios, expedir 3 trens extraordinarias
tanto de ida como de volta, sendj: do Becife
Jaboatio 1, 4 e 7 horas e 55 minutos da tarde ;
de Jaboatio ao Becife s 2 horas 35 minutos e 5
h iras e 5 mi natos da tarde e 10 horas da noite.
Eapaneamento No lugar Aris, do dis-
trieto do Peres, da parochia de Afogadss, Miguel
Francisco do Espirito Santo e Luiz Cosme, cn-
nbecido por Frade, espaucaram, no dia 11 do cor-
rente, ao almocreve Manoel de Araujo Conceicao,
mo ador na Versea, e que se achava embriagado.
Os delinquentes evadiram-se.
Volssatarlameiite A 11 do correte
apreaentou-sc voluntariamente ao Dr. juiz muni-
cipal do termo de Taquaretnga, afim de ser re
colhido prisi*, o reo Francisco Rodrigues Cha-
ves, condemnad) a 4 annos e 8 meses de prisio
simples e multa de 20 por eento do valor dos ca-
vallos que havia furtado.
ns ti mo doa Proressoreo ae Per-
nambuco O resultado da eleicio procedida
no dia 13 do correte para os raembroa do novo
conselhi toi o seguate :
Presidente Ricardo Fonseoe de Medeiros.
Vice presidenteManoel Autonio de Albuquor-
que Machado.
1." secretario Torqaato Liarentino Ferreira
de Mello.
2. secretarioAntonio Jovno da Fonseca.
ThesoureiroManwl R>b;rto deCarvalho Gui-
miri s.
ProcuradorAntonio Vieira de Barros.
OradorJia> Lmlclino Dornollas Cmara.
ConselheirosGemioians Joaquim de Miranda,
Felippe de Valos Correi"* Simplleio da Crus Ri-
beiro, Bnujamim C. da Cnnh Stiles, Adolpho
Silvio Biudel, Liberato Tiburtino de Miranda
Maciel, Tranquilino da Cruz Bibeiro, Isidoro Ma-
rinh i Cesar.
Foi designado o da 21 para a posse do aovo
conselho.
Larapioa. Estes industriosos, na noite do
ante hontem para houtem, por meio de chaves fal-
sas, penetreram no primes ro andar do predio n 51
da ra do Mrquez d'Olinda, parochia de S. Fre
Padro Giucalve* doRcife, e oti'le se achavara de
poeitados os slvalos do incendio do predio n. 49,
e d'ab furtaram diversos objectos.
A polica local tomou conhecimento do facto,
para proce lar nos termos da lei.
orle rsjpenllna. Falieceu rematina-
mente, ante-hontem noite, no largo do Mercado
de S. Jos, o preto livre de nome Ag istinbo, de 60
annos de idade. Eliminado pelo Sr. Dr Berros
Carneiro, declarou este ter sido a causa da norte
umi congestio cerebral.
Diccionario de Bducae&a e Enaino
Para a Livraria Francesa, i ra Primeiro de
Maro, chegou a 18* cdemete deste diccionario.
revisto pelo capitio Jos Nicolao Bepoo Botelho,
lente do Lyceu Central do Porto.
dsela edlea da Babia 0 numero 5,
de Novembro ultimo derte revista, que hontem re-
cebera, tras o seguate sumtaario :
I. Socidade Medico-Phermaceutica de Beae-
ficencia Mutua.
II. Necrologio0 conselheiro unha Vianna.
III. Ensino Medico.Excerptoa do relatorio
apreaentado ao ministro do imperio pelo director
interino da Faculdade da Baha, Dr. Antonio Pa-
cfico Pereira.
IV. Pathologia geral.O combate das cellulaa
e das bacterias. Pelo Dr. Virehow.
V. Epidemiologa.O cbolera-itorbus.
VI. Revista da imprensa medica.1. Bacte
riologa do cholera. 2. Pathogenia das erysipelas.
.3. Parelysia cardiaca sbita depois de injeccoes
subcutneas de morphina. 4. Lepra.
VIL Meteorologia.Observacoes meteorolgi-
cas do mez de Outubro. Pelo couselh :iro Dr.
Rosendo Guimariea.
VIII. Index Therapeutico. -Gastralgia, dilata-
fie do estomago, dispapsia, emprego da pancre i-
tina Defresne.
IX. Noticiario.1. O Dr. Lucien Papillend. 2.
Milne Edwards. 3. O cholera-morbus. 4. Gazeta
Acadmica. 5. Necrologio medico do anno de
1884. 6. Publicacoes recebidaa.
Naelonalldade doa parodio O mi
nisterio do imperio dirigi aos bispos a seguinte
circular com a data de 31 do paseado :
Exm. e Revdm. Sr.-TenJo se dado o facto
de requerer o pagamento da cougrua de vgario
encommendado, como se fora nacional, um sacer
dote estrangeiro, era cuja provisto se nio decls-
rava sua nacioualidade, e convindo evitar os em-
barazos que a reprodcelo de semelbanta falta
pode causar, recomraendo a V. Exc. Bevdm. que
providencie afim de que nes provisoes se declare
sempre expresaamente a naturalidade doa noraca-
do, aendo brazileiros, e naturalidade e nacionali -
dado, 8endo e8trangeiroa ou naturalisadoa.
Igrejan parochlaenAos Bevda bispos
expodio o Ministerio do Imperio, a 31 de Dezem-
bro, o seguinte aviso circular :
Exm. e Bevdm. Sr.Achando se vagas muitas
igrejas parochiaea, algumaa desde tonga data, aem
que ae tenham posto em eoacurso, como de ter-
m'na o alvar das (acuidades e tem sido recom-
mendado pelo gobern, S. M. o Imperador manda
suscitara attencode V. Exc. Bevdm. para o cura
primento da lei, ati.n de se proverem regularmente
aquellas igrejas, como ha mister o servico do
culto.
Deus guarde a V. Exc. RivJm. Bardo de Ma-
mor.
O Jornal do Commercio da corte, publicando eate
aviso, fez as seguintes reflexoes :
Este acto do governo imperial muito para
ser louvado, assim nio tenha de ser cousiderado,
como a idnticas recommendacoes tem aucceddo,
frivolo expeliente meramente apparentoso com que
o ministerio possa allegar perante o parlamento
ter-83 preoecupado do grave objecto. Em 1876
oi> 1877 o Miniaterj do Imperio procedju por
igual modo, reiterando aos Rvdms. bispos as u-
ten rea recommenlacea qaanto necesaidade de
prover por meio de concurso, na forma do alvar das
acuidades, < de accordo com as saudaveis prea-
cripces do concilio de Trento, aa igrejaa paro
chinea. Nio stbemis ae todos, mas com certeza
aljuns Ordinarios eacusaram-se de nao por aa
igrejas a concurso p >r falta de can lidatos idneos,
parece ido tem aconselhado neatas circumstancias
confiar a gerencia das m'smaa igrejaa a sacerdo-
tes que somente deveasem ser conservados em
quanto bem 8ervissem.
Procedente ou nao e3ta escusa, a pratica ae-
guo i alteravel o aeu caminho. At na capital
do imperio cxistcm de louga data igrejas vagas
como se o clero da diocese de S. Sebastio nio
contasse no seu seio sacerdotes aptoa p ira o en
cargo vitalicio da cura iaa almas. As igrejas da
Candelaria, Engenho-Novo, Gavea, Gloria, Santa
Anna e Santa Rita, sio servidas por vigarios en-
commnddos, cujas provisoes tora de ser renova-
das de espaco a espado, constiuindo-se por este
modo Leos de dependencia contra os intuitos da
economa e eclesistica, qual estabelecide pela
leialaeao cannica, e alm disto, burlando-sc o
direito que tem o estado de intervir no provi-
mento das parochia.
Depois de nev oa des nanos lerabra-se nova-
ir.cute o governo de t-rnar materia por concisa
recommeadacejo que nio allude ao menos s ten-
tativas anteriores e para a qual cicogitou e achou
o melindroso torneio de phrase com que suscita a
attencao dos prelados para o cuas primento de lei.
Praza aos cos que esta cordura de lingjem
seja o prisneiro passo para a reconciliaban de al-
guna bispos eom a lei e com a aatoridade civil, de
que divorciados andis neste particular. >
Km Iranallp. O paquete Elbe levoa hon-
tem para a Europa 168 passageiros, sendo 21 to-
mados em Pernambuco.
Dlnnelro. O referido paquete troaxe de aul
para :
London Brasiliau Bank 300:000*000
Gnglish Bank 200:000*000
O mesmo paquete levou para :
Portugal t 101
Franca l 200
O paquete Cear levou para :
Alagoas 7:250*000
Bio de Janeiro 4:654*000
luas ranebreaSerio celebrad :
Hoje :
A's 7 horas, ne Madre de Deus, por alma do
Antonio Fernandos Velloso.
- Aaanhi :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, na capel-
la do engenho Cabect de Negro s 10 horas e na
igreja de S. Jos da Bia Esperanca as 10 horas,
por alma de D. Thereza da Silva Vieira Pontual;
s 7 1|2 hoias, no Terco, pir alma de Antonio de
Padua da Fonseca Ventura, s 8 horas, na ma-
triz da Boa-Vista, por alma do alferea Apolinario
Luis de Carvalho ; s 6 1/2 horas, em S. Pedro
Martyr, da 01 inda, por alma de D. Thereza Pon-
tual ; s 8 horas, na matriz de Santo Antonio, s
6 1/2. na S de Olinda, e s 6, no collegio da Es-
tancia, por alma do alferea Apolinario Luiz da
Carvalho; s 7 1/2, na capella de S. Sebastiio de
Canhotinho, por alma de D. Malina Alexandrina
de Carvalho France.
Paasagelroa -Chegados d s portos do sul
no vapor americano Finance :
Dr. Manoel de Freita9 Guimariea, Dr. Jos P.
de A. Pernambuco, Bernardo L. Lima e Tnomaz
S. Vielii.
botera da provloclaTerca-feira, 19
de Janeiro, se extrahir a lotera n. 32, em benefi-
cio da Santa Casa de Misericordia do Becife.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicao doa Militares, se acbario expostas as
urnas e as eapheras arrumadas em ordem num-
rica, apreciacio do publico.
Colern de acol de 200:00000
Esta grande lotera, cujo premio grande de
200:000*000, peto novo plano, ser extrahida im-
preterivelmente no dia 19 de Janeiro.
Os hilhetea aeham-se a venda na Casa Feliz
praca da Independencia ns 37 e 39.
botera de OiOOaaOOO \ lotera
362* serie II, ser extrahida araanbi, 16 de Ja-
neiro.
Tambem acham-se venda na Casa da Fortuns
a ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera do Bio. A 1' parte 195 do plano
novo do premio de 100:000*000 acham-se ven-
ce blhetes Case da Fortuna, roa do Crespo
n. 23.
botera do Cear de 10:000*000
Ejta lotera", cujo maior premio 10:000*000, pelo
novo plano, ser extrahida amanhi, 16 de Janeiro.
Os bilhetes acg .ra-sc vende na Casa da For-
tuna A ra Primeiro de Mirco n. 23.
botera do HaranUo -A 1 parte da 1
lotera deesa provincia, em beneficio da emancipa.
fio e Santa Case de Misericordia, cujo maior pre-
mio 50:000*0 0, ser extrahida no dia 26 de Ja
ueiro.
Achara se exposto a venda os restos des bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Mercado Municipal de S. Joa0
mevhnento deste Mercado no dia 14 de corren te,
foi o seguinte:
Eatraram :
87 bois pesando 5.163 kilos.
61 cargas de feriaba a 200 ris 12*200
16 ditas de fructas diversas a 300
ris 4*801
19 ttboleiros a 200 ris 3*8'<0
5 Suinos a 2)0 ris 1*000
19 columnas a 600 ris 11*4')0
44 talhos de carne verde a 1*000 44*00"
80 ditos de ditos a 3* 40*000
40 compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 ris 20*003
60 ditos de legarnos a 400 ris 24*O0C
17 compartimentos de suino a 700
ris 11*900
14 ditos de fressuras a 600 ris 8*400
Carne verde a 480, 380 e 320 ia o kilo.
Suinos a 600 p 500 ris dem.
Carneiro a 1* e 800 ris idem.
Farinha de 320 a 640 ris a cuia
Milho de 400 a 240 ris dem.
Feijo de 640 a 1*280 ris idem.
Cemiterio Publico Obituario do dia 8
de Janeiro:
Um homem mandado pela polica, Pernambuco,
35 anuos, Boa-Vista; ccogestao pulmonar.
Mara, Pernambuco, 6 mezes, S. Jos; convul-
soea.
Mara, Pernambuco, Santo Antonio ; con vulsoes.
Mara do Carmo Peixoto, Pernambuco, 30 an-
uos, solteira, Afogados ; hemorrhagia puln.onar.
Joanna de Paiva Vieira, Pernambuco, 66 annos,
viuva, S. Jos; tubrculos pulmonares.
Nicolao, Pernambuce, 4 annos, S. Jos; febre
typhica.
- 13 -
Michaela Joaquina do Espirito-Santo, Pernam-
buco, 95 annos, viuva, S. Jos; eachexia senil.
Antonio Ribeiro, Hcepanha, 40 annos, Recife ;
repentinamente.
Manoel, Pernambuco, 2 horaa. Santo Antonio :
ao naacer.
Augusto Ribeiro doa Santo?, Portugal, 40 an-
nos, casado, Boa Vis'a; broncho-pneumona.
Joaquim Cabral do Espirito-Santo, Pernambuco,
20 annos, solteiro, Boa-Vista ; tubrculos pu lino-
naies.
Julia Mara da Silva, Pernambuco, 20 annos,
solteira, Boa-Vista ; syphla.
Manoel Loyo da Coata, frica, 30 annos, Graca;
beriberi.
Um teto, Pernambuco, 1 hora, S. Joa ; hemor-
rhagia umbellical.
Deve ter sido arrecalada neste dia a
quantia de
' Preoos do dia:
188*380
INDICARES DTE1S
Medico
Conaultorlo naedico-cirursrico do lir.
Pedro de Atlabyde bobo Hoscoso a
ra da i.iorln n. 31.
0 doutor Moscozo d consultas todos os
das uteis, das 7 s 10 horas da manha,
Este consultorio offerece a commodida
de de poder cada doeate ser ouvido e exa-
minado, sem ser presenciado por eutro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torre2o pra-
ca do Commercio, onde funeciona a as-
pec$ao de sade do porto. Para qualquer
d'estes Jous pontos podero ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas hora?.
O Dr. Acibiades Velloso continua a ter
consultorio, na sua antiga residencia,
ra do Bar3o da Victoria n. 45 1* andar.
D consultas das 7 s 9 horas da manhS
e acode aos charuades a quilquer hora
Pratica operacSes.
O Dr. Alfredo Gaspar, medico opera-
dor e parteiro, restabeleeido dos seus in-
commodos, contina no excrcicio de sua
profissao. Residencia ra da Imperatriz
n. 4, 2. andar.
Dr. Barreta Sampaio d consultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do Barao da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
do Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
Henriatie MUet. Ra do Imperador n.
22, I. andar. Encarrega se de qaestSes
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Oliveira Escord, 2. promotor pu-
blico, tem seu es^riptorio de advogacia na
ra Primeiro de Marro n. 2.
Jos Bandeira de Mello
ra do I nperador n. 37.
Hudanra de connultorio
O Dr. Adrio avisa aos seus clientes
que mudou o s i consultorio para a ra do
Queimadc a. 46, 1. andar. Consultas
todos os dias das 11 s 2 horas da tarde.
Drogara
Faria, Sobrinho dt C, drogustas poi
attacado. Ra Mrquez de Olinda n. 41.
Francisco Manoel da Slon t C, depo
sitarios de tod^s as espo C .utii'as, tintas, drogas, productos cliimics
medicamentos homoeopticos, ra do Mar-
que de Olinda n 23.
Botica francesa e drosaria de bou.
quayrol Frrc*. Succeaaoresi
A. de Cao
Neste estabelecimento fundado desde
1821 enconira-se os productos chamicos
drogas, tintas, leos, pinceis, verniz-s das
melhores marcas ; todas as especialidades
pharmaceuticas dos legtimos autores, um
variado sortimento de fundas c aguas mi-
neraes, os granulos dosimetricos de B
grave e productos especiaes da Flora
aileira. 22 ra da Cruz, Recife.
Serrarla a Vapor
] Serrara a vapor e oficina de campia
de Francisco dos Santos Ma :edo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande estabele-
cimentoj o primeiro da provincia n'este ge-
nero, compra-se e vende-se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparara obras
de carapira por machina e por precos sem
competencia.
advogado
PDBLKACOES A PEDIDO
AeleifAo geral do 2/ distrieto
Nao situarnos que tinha ai Jo unvixdo pelo Sr.
Dr. Jos Mara de Albuquerque Mello o grupo
numeroso de yentc oellicosa, que na ultima elecao.
a que se proeedeu para diputados gerae-, preter-
deu entrar tumultuosamente na igreja de S Gon-
alo. atmamos a nformacao quo elle nos deu
na Provincia de hoje, embora o fizease acates ter.
moa :
E'tao mande i algumis pessoas uerdacJet-
ramente insuspeitas, acuella secv'ao, nao para
perturbar a ordem, mas para gar>>util-a; nao
para destruir a elecao, mas para iujicr que os
capniwas conaervadorea o nzeasem.
Nao houve alli a menor intervecao do go-
verno ; aquelli-s horneas eram cidaiaos liberaes,
eleitores, e comaram eqnelle alvitre por indioacao
minhe delusivamente, e o faro uo pleito que se
va ferir 15 do crrante, caso isso seja neces-
sario.
E' possivel e at provavel, q-ie o Sr. Dr. Jos
Mara nao se Hvesse dirigido peaaoalmeote a cada
un doa individuos qne foram agrupados em nu-
mero crdscid ; sjlt deu as suas ordeus a nljurnti
pessoas ; que bem as comprehenderan, fazendo-se
acompanhar de seus auxiliares. Ma* a verdade
teateinunh&da por tod >s as pessoa* que estovara na
igreji de S. Qutalo, que havia no grupo in-
vasor mais de 200 individuos.
E somente algumas pessoas, verdaderamente
insuspeitas, isto urna meia duza de homenspas
cificos, toram impedir qae oa suppostes capanga-
conaervadorea distruissem urna eleiylu .' Respte-
se ao menos a verosimilhanca.
A turba multa chegou precipitadamente e
dando gritos, iam arma Ioj de ccelos, e at si-
guas seram brilhar luz do dia as laminas de
suas focas. Eram homeno insutpeitos '.^
Apenas em um pont* nSo traluaimos bem o
uoaao pensamento, foi em diser : qniteram invadir
a igreja. Nao chegaram a invadir o consistorio,
mas a pequea escada que alli vai ter, vergoo I b
o peiO de muitos ; que a*is ae retirartm, meQoa
polos coonselhos e admoeatacao feitas com bran-
dur., do que pe i oerteza de nao ser necessaria u
temosa diligencia.
Consta nos, por exemplo, que o Sr. Dr. Silveira
se dirigir neste termos, pouco maia oa menas,
eos que subism : para que querem perturbar
urna eleicao, qne est correado tao pacificamente,
e onde a victoria dos aenhores ?
O Sr. Dr. Jos Mara promette fazer o mesmo
no pleito que se vai ferir a 15 do crrante, caso
seja isto netestano. fe tiver noticia, alada que
[ falsa, como elle recoubece ter sido aquella outra.
"^


Diario de PernambacoScxta-fcira 15 de Janeiro de 1886
n


de quem os conservadores querem destruir urna
eleicio, elle mandara a sua geute, para garantir a
orden. E ae tivermos timilbante noticia a res
peito de (apangas nao conservadores, ao devemos
tambem garantir 'a ordem f
Bem previo a objecco o intelligente adveraario,
e quis prevenil-a com estas palavras : Nao hou
ve ah a menor intervenco do governo : aquellos
>yrtHM eram cidadaos liberaes, eleitores...
late significa, segundo nos parece, que cada um
doa partidos tem o direito de garantir a ordem,
mas com a tropa ligara, se Uver a fortuna de
posauil-a. O Sr. Dr. Jos Mana nao nos contes-
ta o direito d mandar, cato teja precito (isto ,
ge appaPHser algum boato) pessoas to insnspel -
tas, como essas que elle mandou ; o que elle nlo
admitte que seja invocada a intervenco da for-
capublica.
Pois bem, a ama promesas oppomos ou'ra ; se o
Sr. Dr. Jos Maria mandar aquolles seus mante-
nedora da ordem policiar as seccoes da Boa Vista,
exigiremos do governo jue cumpra o seu dever.
J.
O* lelPtrammRii da opposkao
liberal
Pela Provincia foi expedido para a Gazeta de
Noticiat de 3 ds corrate mes o telegrama abai-
xo publicado?.
i ..Por elle vi ja o publico com que sinceridade pro-
ceden] os liberaes desta trra.
O telegramma alm de aleivoso inepto, porque
expedido a 2 de Janeiro, diz que os autoridades
caballam para a eleico provincial que alias j
eatava feita !
Palla em chapas carimbadas, sem se lembra-
rem que as chapas carmbalas nao podem ser
aparadas c por tanto inuteis. Ineptos e aleivoses
nao v era que todos saben que sso sao recursos
de occasio, com recurso de occasio foi o que
praticaram com o subdelegado de San'o Antonio,
para sem duvida raandarem telegramma dizeudo
que as autoridades esto prendendo eleitores e
fazendo violencias, quan io o che/e da malta que
anda promovendo desordena para armar os effei-
tos.
Nao tenha e eleitorado da capital receio de cou-
81 alguma que ex rsera seu direito sem perturba-
co, porque os desordeiros ho de ser contidos se
quizerem levantar poeira. Leiara e admirem.
TELEGRAMAS
Recife, 2 de Janeiro.
Tem havido aqni provocadora pressao official
as elaicoes provinciaes.
Esto cabalando abafamente, acompauhados
de forca, o aiudaute do a seal de marinha Ban-
deira deGouvcia, o director do arsenal di gu.rra
major Vilella, os empregados da s;cretaria da
presidencia, os en renheiros do prolongamento, o
1 delegado de polica Osorio, o c.mmandante da
polica urbana e oe subdelegados de todas as fre-
gu tias.
Os sida ios que os acompanham estilo destar-
rados e armados de puubal, e os cabalistas ari-
dam distribuindo pessoalmente chapas carimbadas
aos empregados pblicos aioda nao demittidoa.
Ameacam os cidadaos com espaucamentos e pri-
9oes, factos que j se tem dado sem que as auto-
ridades superiores pmham i m pratica a menor
providencia.
O presidente da provincia e-ta dirigindo a ca-
bala, auctorisando ameacas de demissoes em seu
nome S postando forcas, com ostentucao imeaca-
dora, nos lugares pblicos.
Esperam se maiores attentados na eloicSo gc-
ral.
A indigoacao publica cresce e o proposito em
que esta o governo de conflagrar Pernambuco p o-
vocar reaccao fatal.
(Redacc&o da Proviicia.)
9o districto
Ante-hontera publicamos o boletra do
Monitor, re cujo contedo doTe estar cer-
tficalo o publico daquella desta capitil.
Nao eramos nos somente quem mostr-
ramos anteriormente a pr^ssclo ojjicial do
Sr. Bandeir, os planos e disturbios pro-
jectados para que dessera como consejuen-
cia a eleicao do Sr. Evaristo. SSo todos os
jornaes daquella e desta provincia ; sao to
das as noticias ^ue temos visto transcrip-
tas ; sSo em sumraa todas as que temos re-
cebldo particularmente rezando a veraci-
darle do desbragaraento da rr.ss&o official
do Sr. Bandeira que est disposto a usar
at de fraude e da violencia! E' um con
servador, o Ilustrado Dr. Paula Lacerda,
um orgao desta partido, quem roesmo
aponta as raachinaeSes orgicadas, e adrede
preparadas para najo como vecurso salva-
dor, e que elle mesmo os denuncia, e diz :
que nao tem a quem p-dir providencias,
porque est crto nao as obter. Nao fura,
portanto, infundada a nossa censuja ultima,
pirquanto o que diziamos era a linguagem
franca, viva e pura da vordadfl, mas que
demos publicidade para que ninguem se
enganasse oom o Sr. Binieira,liberal
situacio pastada; e conservador da pre-
sente, e perianto capaz de tudo. Pelo
boletim que transcr vemos ante-houtem
vio o publico que o Sr, Mindello emprega-
do publico, reitor do Lyjeu retirava-se da
capital a mandado para Bananeiras, com
prejuizo do lug.r que oceupa, arvorado de
capitao de campo, afim do dirigir a cam-
panha ebitoral que ter lugar hoje, e que
alm,de tudo foi com o carcter duplo
de eniissario do Sr. Bandeira ; e de, (su
for preciso) capanga de eleicdo, para, no
caso de ser a masina desfavoravel ao Sr.
Evaristo appelUr para o ultimo recurso
(recurso salvador de capanga) quebrando a
urna de combinacJo e de ajusto previo
com aforra publica, onde fra escolhida
para a tragedia de sangue a comarca de
Bananeiras ; onde o Sr. Mindello o pro-
tagonista da mesma, que ir representar-
se ; onde o Sr. Evaristo anda mesmo au-
xiliado pela forca publica coata apenaa
com 10 votos contra 100 ; onde a derrota
do candidato guvemista tilo clara, e por
si mesmo evidente que nao precisa de de-
monstrados ; onde finalmente, s custa
da violenoa, da arbitrariedaie, e do san
gue das victimas inmlalas pelo seu he-
rosmo, poder o Sr. Evaristo ser eleito,
J v o publico sensato e impircial que
o Sr. Mindello, [capitao de campo) poderia
ter ido a Bananeiras, revestido de qual
quer oaracter autoritario, que se queira
considerar, ras nunca com o daquelle de
conciliador das partes, O que mais nos
admira o Sr. Mindello, depois de urna
idade tilo avancada aifrontar tanta cora-
gem, prestar se de capanga de eleicao, e
deliberarse a ir ao 3* districto com o fim
nico e exclusivo de guelbrar urna! I
lato realmente nSo serio, uem acredi-
tamos nessa coragem phantasmagorica de
S. S. qae, qaando muito servir para en-
gaar criancas, e quelles que no sabem
nem conhecem dos negocios eleitoraes.
Queira Deus que o Sr. Mindello nao
v buscar IS, e de l no volte tosquead*
em urna s tirada at a capital, procuran-
do oade seja o Lyceyu.. Ora, Sr. Min
dello, outro officio, que o de capitao de
campo (capanga) nao assenta mais em um
homem velho depois, para que se delibe
roa a fazer papel, tatissimo, quando a ver-
gonha aioda ser maior, voltaado da infeliz
diligencia em ao menos com o papel sttjo
donde pudesse engasopar aos crdulos,
mostrando ser o diploma do Sr. Evaristo,
aando estamos oertos, voltar da owsma
muneira qae fra, antevendo o da da
hoje, como Moyss nc monte Nbo, avis-
tando a trra da promis&So...
Pois nao vaera os Srs. Bandeira, Evaris-
to e Mindello et reliqua qae a confianza, a
estima, e a dedicacio nao se impoom a
custa da baioneta, e do tabre, e que j vio
longe os tirapos coloniacs, do predominio
da for^a contra o direito, dos verdadeiros
sectarios das doutrinas extravagantes de
Hobbos, e que hoje gracas a librrima lei
a reforma eleitoral, o voto a expresso
fiel doeleitor, e que nSo baver tor(%, nem
violencia que faja corramper urna consci-
encia pura, e clmala nae ser aquella que
esteja carcomida pola corrupeo) e princi-
palmente quando o homem encara contra
si a coacco, e o predominio reage, e reage
enrgicamente ? Para que pois essas amea-
cas, mas violencias quando os eleitores do
.'}." districto soberanos e independentes se
manteram sempre n'essa mesma soberana,
n'essa messa independencia. ? I Condora-
namos o abuso e por isto que dizemos
que o voto deve ter a expressio fiel do elei-
torado, mas d'esde que se trata d'elle, fi-
caremos firmes no nosso posto.
O que possa haver portanto hoje no 3.
districto da Parahyba, e com preferencia na
comarca de Bananeiras o nico rsspon-
savel o Sr. Dr. Bandeira.
A elle cabe portanto a a gloria de sua
prissdo official, e sobre sua cabeja o pezo
das victimas que tiverem de ser immola
das de sua sabia, justiceira, o imparcial
adroinictracSo. Pobre .nfeliz provincia da
Parahyba At que estado de decadencia
m chegado que um ciancla vai para
ah atfrontar os vossos bros, e o vosso
podero out'ora, e hoje to pessimamente
dirigida, tSo pessimamente governada En-
toemos um requiescat a infeliz admnistra-
c2o do Sr. Bandeira; e levantemos ho-
sannas ao candidato que hoje sahir tri-
uraphante e victorioso das urnas imposto
pelo seu mert-cimento.
O eleitorado saber compenetrarse de
seu papel; saber collocar-se no seu posto
de honra ; e o Sr. Baadeira certificado de
sua auctoridade, vendo mesmo d'essa infe-
liz presidencia a derrota do seu candidato
para memoria da posteridade. O direito, e
a justica triumphar hoje.
Recife, 15 de Janeiro de 1886.
O conservador parahybano.
Rio Bramo
BECIFE, 14 DE JANEIBO DE 1886.
AmanbS a provincia do Pernambuco ob-
co'her os seuo representantes na Cmara
Temporaria.
Baseados nos algarismos verdadera-
mente irrefutaveis e sobremaneira honrosos
para nx, eremos e oonvctamento affirraa
mos que ser condemnada unnime e aber
taroente a agitado arruaceira pregada pe-
los pseudo sacerdotes da lei e da huraani-
dade, por aqm-lles que abusando de urna
idea santamente respeitavel convertem-n'a
em instrumento de snas aspiracSes!
E'amanhS que o eleitorado de Pernam-
buco dar a prova mais cabal da sua se-
satez elegendo quelles que sem usar de
pbrases pomposas e de effeito, buscSo sal-
var os nossos interesses e arrancar-nos do
fatal abysmo para que fomos precipitados
por governo8 desconhecedores de nosso es-
tado econmico.
E' araanh que o eleitorado d'csta pro-
vincia cerrar votajSo nos candidato, do
partido conservador.
Recommendar cada urna d'elles, te-
cer-lhes elogise lembrar seus feitos seria
urna loucura e urna cousa intil.
Todos sabem o quanto de prudencia,
moralidade e acrisolado amor patrio pos-
su *m os Ilustre candidatos govarnistas.
Apenas vamos lazer um appelo ao elei-
torado do Recife.
Eleitores da 1.a e 2.' circurascripsao
eleitoral, est em vossas maos o xito de
duas cand laturas extrenramente recom
mendaveis !
Nao vos deixeis offuscar pelos falsos lam
pejos de urna rethoiica cheia de arabescos,
nem vos deveis arrebatar por urna cloqueo
ca revolucionaria!
Cerrae os ouvidos calumnia e dae cr-
dito ao vosso c.irac&o !
Nao com palavras e palavras sem ap-
plicabilidade que se governa urna nacSo
coberta de dficits, nSo com um genio ir-
requieto que se conseguir restaurar as fi-
nanzas, mas sim com urna calma sensata,
urna prndencia irreprehensivel, urna illus-
tracao amadarecida e urna moralidade ej-
emplar I
Eleitores do^l.0 e 2." circuios' Abracae
a causa de dous distinctos pernambucanox,
o Dr. Pi rtella e o conselheiro Theodoro.
Deixae que corra infrene a calumnia,
deixae que esbravejem as trevas os espi-
ritos mal ajuissdos, deixae que estourem
de raiva os petroleiros mascarados em mar-
tyres !
NSo cedis um passo e cerrae votacio
no Dr. Manoel do Nascimento Macha o
Portella e no conselheiro Theodoro Macha
di Freir Pereira da Silva !
Avante I Que em lucta nubre saiSo rio
teriosos aquellos dous Ilustres cidadaos !
Alheen Brasileiro
O abaixo assignado coamuaica aos paes
de seus alumnos e ao publico, que o estu-
belecimento de nstruccao primaria e se-
cundaria que aob sua direcoio tunecionava
na roa da Aurora, se acha traoferido paia
a casa n. 53 da roa do Hospicio, ende foi
o collegio Dous do Dezembro, a qual
sendo j recommendavel pela sua exceden-
te situaco e vastas accommodacSes feitas
de proposito para o fim a que tem sido
destinada, tornou se agora, depois das re-
formas e melhorament08 por que acaba de
passar, a mais commoda e aprazivel.
Abrir se-ho vo dia 15 do correte nrez
os differentes cursos regidos pelos meamos
professores que os dirigiram no anno pro
ximo pausado.
Recife, 13 de Janeiro de 1886.
O director.
Jote Marques AcauS Ribeiro
Cirs* de pianito
tea bertara
NO DIA 8 DE JANEIBO
Aulas, todos as tareas e sexUs-feirsa osa
& seras da Urde sst diaats
7S-RUA DA IMPB8ATRS->M
Protesto
Venho do alto da imprensa protestar solemne-
mente, contra a noticia ezarada na Provincia de
hoje quanto a parte que a mira se refere, no ar-
tigo que tem por epigrapbeFedacos.
Declaro pois, ser inexacto, que o Sr. adminis-
trador AfEbnso do Rega Barros, me ameacasse com
demisso, caso eu no votasse no Sr. conselheiro
Theodoro, matim, nSo sendo eu eleitor, como
tambem nao me fez pressao algumx. afim de eu
exigir de meu pai um voto dependente e forrado, o
3ual votar livre e expon tanca mente. Eis a var-
ado. O informante da Prouincia andou mal.
Recife, 14 de Janeiro de 1886.
O car*eiro,
Manoel Baptista de Athayde ho.
Banco de Crdito Real em
Pernambuco
Este Banco, autorisado pelo decreto n. 9457 de
11 de julho de 1885, dar comeoo as suas opera-
ces no dia 2 de Janeiro de 1886.
As opeacoes fundamentaos do Banco sao :
Pacer emprestiraos de quantia nao inferior a
5:000/000 sobre hypotheca de bens imraoveis a
longos prasos com amortisace por annuidades.
Estes eraprestimos sero :
Contractados por tempo nao mencr de 10 annos
sobre primeira hypotheca constituida, cedida eu
subrogada.
Pellos por metade do valor doB immoveis ru-
raes ou por trez quartos d hypothecarias do Banco, ao par, do valor de.....
1005000 cada ama ama e do juro de 7 0|0 aoanoo.
Reembolsados por mel de annuidades pagas
pelos mutuarios em moeia cerrente, divididas em
semestres.
Os emprestimos podera eer pagos antecipada-
mente no todo ou em parte, em moeda correiite ou
em letras hypothecarias ao par, a vontade dos
mutuarios.
As annuidades comp'ehendem ojuro conven-
cional, a araortisaco do capital mutuaio e a com-
raisso de 1 0(y ao Banco.
2Na base dos juros de 80|0 ao anno.a tabella das
annuidades para 1:000/000 a seguiote:
Con'ratos por 10 annos 155/820 annuaes.
> 15 124f059 .
29 109^345
- 25 1010906 .
30 97(336.
No escriptorio do Banco ra do Comraercio n
34, dar se ho os demais osclarescimentos neces-
sarios.
Recife, 31 de dezembro*(fe 1885.
Pelo bsneo de crdito Real em Pernambuco,
Os administradores
-Viuncel Joao de A mor ira.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luiz Duprat.
COLLEGIO
DE
Nossa Hora Ha Paila
Rua do Baro de & Borja u.
tt. ouliora Os traba'hos deste instituto de educacilo de me-
ninas, fundado em 1876, comecam a 11 de Ja-
neiro.
A directora, havendo-se transferido para o pre-
dio cima dito, de ptimas condices para estabe-
cimentos desta ordem, tendo louga pratica de ma-
gisterio, desde 1873, e auxiliada por habis pro fes
sores, espera continuar a merecer a confianca dos
Illms. Srs. interessados.
Ensina se : primeiras letras, portuguez, francez
inglez, alleinao, geographia, historia, msica, piano
deaenho, costuras e bordados de differentes g-
neros.
Augusta Carneiro
Hotel Peiropolis
EmPalmares, junto a estarn do
caminho de ferro
Com quanto a casa nao tenba tirado lucro at
agora, anda assim continuar at o fim da safra.
Pede-se aos Srs. passageiros a bondade de o visi-
tar A. mesa para todos qae estiverem decente-
mente vestidos e se portal em bem : na chegada
dos trens ella est prompta e ha tempo pois quem
sobe tem 50 minutos e quem desee 1 hora e 5 mi-
uutos.
Esta hospeda' ia sendo de grande utilidade para
as pessoas ia ajam nos trens, tornase merece-
dora do apoiop ice.
S se permitte pedagem a familias e pessoas
honestas.
Hito ilouatico
33Roa do Viscoude de lboquerqoe33
As aulas deste estabelecimento de instruccao e
eiiacac.So abrir-se-hS1 no dia 7 do corrente.
O director,
Olintho Vctor.
io le Nossa SeiHora das
lnternato e Externato de Instruccao Primaria
11 de Maio para meninas e meninos
SOB A DIRECQAO DE
0MII&A IllilTil IOS SIMIOS
Prapa do Conde d'Eu, entrada pela rua do
Hospicio n. 2 andar
Alem do eosino a alumnas externas, admittem-se algumas pensionistas.
As materias leccionadas sSo as que em geral s*. professam om institu res
desta natureza. Haver urna secsSo de instruccSo secundaria logo ue haja alumnos
em numero sufficiente para isso.
S serSo admettidos meninos at a idade de 10 annos.
As condicSes sSo as Beguintes:
Internos por trimestre................. 130(5000
JE, Mfio pensionistas, .e................ 70)>000
Externas..............n............ 15^000
Enxoval, roupa lavada e engommadasegundo as condicSes que forem ajus-
adas com a directora.
Pagamento por trimestre adiantado.
Para informas5es os interessados podem dirigirse aos Drs. Joao Barbalho,
Pinto Jnior, Pereira do Garmo e aos Srs. professores da Escola Normal da Socieda-
de Propagadora da Instruccao Publica da Boa-Vista.
Iiisliliilion Francaise de
Deraoiselles
Rua do Baro de *. Borja o. 50
(antlga do Sebo)
0
ai l de Janeiro lo
A
. Adour,
Collegio Nazareno
lina do baro den. Borja ns.
18 e o
Este cstabelecimento de instruccSo pri-
mara e preparatoria acaba le transferir
se da cidade de Nazaretb para esta capital,
rua do barao de S. Borja, ns. 38 e 40,
I onde de 11 do corrente em diante franque-
ar suas aulas ao publico mediante as
contribuiy5es Beguintes:
Interno, por trimestre adiantado 150#000
Meio pensionista de 1.' catego-
ra, raez adiantado 35(5000
Dito do 2.a, dem 25 Dito de 3., idem 20;j000
Externo, cada aula, idem. 5^000
Para mais ampias nformacSos, no csta-
belecimento, onde se distribuem os estatu
tos e regiment interno
Lista dos approvados em Fevereiro e
Novembro de 1885, nos exames que pres-
taran] na Faculdade de Direito.
Portuguez
Arthur Vieira de Mello, approvado ple-
namente.
Antonio Paulino Cava'cante de Andra-
de, idem.
Maria do Carmo Je Albuquerque Neves,
idem.
Maria d'Oliveira Cavalcante, idem.
Hisbello Florentino C. de Mello, idem.
Man el Egido de Azevedo Silva, appro- Amadeu Cambra, idem.
vado.
Antonio Pereira de Moraes, idem.
Fabricio de Arruda Wanderley, idem.
Francez
Hisbello Florentino C. de Mello, appro-
vado plenamente.
Fabricio de Arruda Wanderley, appro-
vado.
JobiJ Ignacio Xavier de Andrade, idem.
Jos Geraldo Goncalves Guerra, idem.
Manoel Fgidio de Azevedo, idem.
Antonio Paulino Cavalcante de Andra-
de, idem.
Ma;aoel Pereira de Moraes Cysneiros,
idem.
Inglez.
Este estabelecimento de instruccSo pri
maria para o sexo femenino tem a sua sede
em urna confortavel chcara na Ponte de
Uchoa n. 10.
As materias ensinadas no collegio sSo as
seguintes: relgiao, portuguez, francez,
inglez, olleraio, historia, geographia, piano,
deaenho, pintara, bordados e flores.
As linguas talladas no collegio so : a
franceza, ingleza e allemS para as quaes
tem mestras qae resdem no collegio.
As directoras encarregam se segundo a
vontade dos pais de preparar as alumnas
para fazer exames na Academia.
Lista das alumnas que fizeram exames
na Academia:
1882. D. Julia de Oliveira, inglez distinc-
cao, francez plenamentee
D. Izabel a. Pires, idem.
1884. D. Maria Eugenia de Mattos, inglez
distinccSo, francez idem, portuguez
idem.
1885. D. Maria C. Moateiro, iaglez ii
tinecao, francs plenamente.
D. Fiara Catlo Lopes, francez plena
mente.
Directoras,
Asma CarroU.
lermina Michalit
Collegio Sele de Janeiro, para o
sexo feminino
A abaixo ass gnada, avisa aos Senhores paes de
familia, tutnres e corresp mdentes que a 7 de Ja-
neiro prximo, na rua do Viseonde de Pelotas (an
tiga do Aragoj n. 1, abrir um collegio para edu-
caban e intruccSo d>- meninas. 8ob ana direccao
e com o auxilio de professores e professoias com-
petentemente habilitados, nrile se ensinaro as
primeiras letras, pirtugwec, francez, geographia,
desenho linear e de figuras, msica e piano, toda
qnalidade de trabadlos de agulhas o de flores.
As coodic6s para admissio sao as geralmente
adoptadas nos estabeleeimeatos de igual naturea,
havendo, porm. reduceao de preco.
Afanca a boa hygiene, educa Jo esmerada e
toda dedicacio e aelo na iastruecio.
Pode-se desde J tratar na referida cata.
Baoif,4d Deasmbr*de 1885.
A directora,
Leopoldina de Siqueira Varejfo.
Os semi-internos do curso secundario 10000
Lavagem e i'ngommado de roupa 20*000
Externos da curso primario 20/000
Externos por qualquer classe de zurso
secundario 15/000
Por qualquer classe de artes 15*000
Piano 30/000
Resultado dos exames de instruccSo prima-
ria,aprestados pelos alumnos do collegio
durante o anno de 18^5.
Antonio Augusto Ribeiro, approvado com 'lis-
tineco.
Antonio Femandes Rib^ir> Jnior, idem.
Antonio Augusto Pereira da Silva, idem.
' Jos Alves dos Santos Mergnlho, approvado ple-
namente.
Manoel do Nascimento Pontes Jnior, idem.
Jos Cyrillo dos Santos Pt-rreira, idem.
Manoel Joaquim dos Santos Ferreira, iiem.
JoSo Libi-rato Pereira de Mello, idem.
JoSo da Silva Loyo, idea.
Albenco dos Santos Coimbra, idem.
Manoel da Cunha Branda > Jnior, approvado.
Jos d. Cunha Branda-i id-rn.
Jos Camp is Pereira, idem.
Silvino Ouilherme de Barros, dem.
Resultado dos exames nfficiaes prestados pelos
alumnos do collegio em 1885.
Portuguez
Carlos Adour, approvado com distinccSo.
Manoel Solano Nunes Machado, approvado plena-
mente.
Jos Martina Fiuz, idem.
JoSo Manoel Pontual, idem.
Jos Fiorlindo do Nascimento, idem.
Amades dos Santos Coimbra. idem.
Jos Neves Tavares, idem.
Bernardo Cmara, idem.
Carlos Ferreira Coimbra, idem.
Augusto da Costa Ferrera, idem.
Manoel Marques Araorim Jnior, idem.
Manoel Goncalves Nunes Machado, dem.
Joaquim dos Santos Lessa, idem.
Natalicio famboin, idem.
Antonio Ayres de Almeida Freitaa, approvado.
Luiz Gonzaga Muniz Nunes, idem.
Alfredo dos Santos Lessa, idem.
Manoel Carpinteiro Perps, idem'
Francisco Augusto Pacheco, idem.
Arthur Cysneiro, idem.
Eugenio da Costa Ferreira, idem.
Reprovado 1.
Francez
Menoel Marques de Amorim Jnior approvado
com distineco.
Olavo Carneiro de Alhuqutrque MaranhSo, idem.
Adolph de Almeida Guimaraes, approvado ple-
namente.
Manoel Goncalves Nunes Machado, idem.
Carlos Ferreira Coimbra, idem.
JoSo Ferreira da Costa Lima, approvado.
Manoel Martina de Amorim, idem.
Francisco Augusto Pacheco, dem.
Antonio Ayres de Almeida Freitas, idem.
Beravindo Loureiro, idom.
Zenon Loureiro, idem,
Nntalicfo Camboim, idem.
j Jos Manoel Lms Wanderley, idem.
Joaquim dos lautos Lessa, dem.
. Bernardo C ra, idem.
Inglez
Jos \f aza, approvado com disinecao,
Jos j do Nascimento Lima, ppov a do
I > .e,
Tan our, idem.
' JeSo \<, naci Cabral de Vasconcellos, idem.
! Antonio Emi io Salles Abren, approvado.
! Manoel Solano Nunes Machado, idem.
! JoSo Manoel Pontnal, dem.
I Are roci Camboim, idem.
Zeferino da SHretra Potitoai, raen.
La'.im
Jos Mattins Fiuza, approvado plemamente.
PhiloBophia
Horacio de Almeida Guimaraes, approvado plena-
mente;
Joao Ignacio Cabral de Vaseoacellos, idem.
Cincinato Camboim, idem.
Pompea Loareiro, idem.
Eduardo Innooencio FerreTa da Silva, idem.
Reprovados 1
Approvados com distineco 1
Apprevados plenamente 6C
Approvados 44
Total 118
Reprovados 6
Matricularam-se nae academias do imperio 1
Para conhecimento publico o director iodo col-
legio declara que os cursos 3o futuro anno lectivo;
comecaro a 15 de Janeiro de 1886.
Recife, 24 de Dezembro de 1885.
O director
Jos Ferreira da Cruz Vieira.
COLLEGIO
Maria de Oliveira Cavalcante, approva- Alfrato da Silva Loyo, idem.
,. ^ rr Joao Ignacio Cabral de vasconcellos, dem.
da com distincc&o.
Bernardo Cmara, approvado.
Maria do Carmo do Albuquerque Neves,! Celso Coiombano da Corta Grae, idem.
idem. Jos Gaspar da Silva Liyo, idem.
Antonio Paulino Cavalcante de Andra- ;Arconcio Camboim, .dem.
de, approvado, plenamente.
Octaviano Cordeiro Coutinho, idem.
Jos Ignacio Xavier de Andrade, appro-
vado.
Latim.
Reprovados 2.
Geographia
' Olympio Freir de Vanconeellos, approvado com
distineco.
i Lenidas Dattos Torres, approvado plenamente.
| Celso Coiombano da Costa Ciine, dem.
Zeferino Pontual, idem.
Joaquim Gregorio Pessoa Guerra, ap-' Cincinato Camboim, idem.
provado plenamente. Antonio Emilio Salles Abreo, idem.
JoSo Jos Lopes de Albuquerque, apJSeUstio^yns W^erley^idem.
Pr0TVa*; v J ., Carlos Adour. idem.
Jos Ignacio Xavier de Andrade, dem. jpj0 Ignacio Cabral de Vasconcellos, idem.
Arithmetica : Alfredo da Silva Loyo, approvado.
O taviano de Arruda Coutinho, appro- **> Manoel Pontual, idem.
, rr i ^ifred0 Osorio de Cerqueira, dem,
vado plenamente. Manoe, M,rtmg Amorim Jnior, idem.
Manoel Apolinano de Almeida, appro- Historia
vado. Eduardo Innocencio Ferreira da Silva, approva-
Geographia do plenamente. -
n, u i Olympio Freir de Carvalho, dem
Us meamos, ambos plenamente. J(D ignlic0 cabral da Vasconcellos, idem.
NSo mcncionSo-se aqu as approvac8es cincinato Camboim, idem.
abtidas no Rio Grande do Norte.
Recife, 5 de Janeiro de 1886.
Jos da Oliveira Cavalcante.
COLLEGIO
Iiwiitato Acadmico
Roa do Viseonde de Goyaniia
d 153 (ondoso)
Este collegic cstabele-.ido em um dos mais vas-
tos edificios desta cidade. acha-se conveniente-
mente preparado para receber alumnos internos,
semi-internos e externos.
A situaco do edificio em um doa luga-es mais Pompeu Loureiro, approvado.
hygienicos, a disposicj dos saoes de estudos e Algebra
dormitorios de accordo com a boa disciplina, a ex- Horacio de Almeida Guimaraes, approvado plena
callente chcara para recreios, o corpo docente e mente
a looga pratica do director as materias do eneino Cincinato Camboim, idem.
deven ser penhores assas sufficientes de ptimo Pompea Loareiro, idn.
desenvolvimento physieo, intellectual e moral da Carlos Dantas Bastes, idem.
infancia. Reprovados 1
Pensos honorarios I Rhetonca
Os paa-amentos sao Ntos adiaotadamente por Jos Martina Fiuza, approvado plenamente,
trimestre. Jos da 8ilva Loyo, approvado.
O director nao fornece objeeto algum ao alumno Aroooeio Camboim, dem,
salvo eoovenoao de seu pai on tutor. JU> Manoel raatml* dem.
Os tennos internos pag^lo par tri- Horacio d* Ahada Gmuaares, dem.
oHVr 150*000 Bernardo Cmara, dem.
O semi internos da esosla infan 76*000 Reprovados 1
Horacio de Almeida Guimaraes, idem.
Pompeo da Silva Loureiro, idem.
J \> Fr a aco d' Arruda, idem.
i Arithmetica
Carlos Dantas Bastos, approvado com distineco.
Jos Martin s Piusa, approvado plenamente
Joo Ignacio Cabral de Vasconcellos, idem.
Cincinato Camboim, idem.
' Joo Francisco de Arruda, idem.
Horacio de Almeida Guimaraes, approvado.
Antonio Emillio Salles Abren, idem.
i Geometra
Olympio Freir de Carvalho, approvado plena-
mente.
Sebastio Lins Wanderley, idem.
Carlos Dantas Bastos, idem.
Joo Ignacio Cabral de Vasconcellos, idem.
Cincinato Camboim, idem.
Horacio de Almeida Goimaraes, idem.
Joo Francisco de Arruda, idem.
DE
Xossa Senlio da Paz
Rua do Bariio da Victoria n. IO
A directora deste collegio faz scieotc aos Illms.
Srs. pais de familia de que no dia 18 do corrente,
comecaro a funecionar as aulas deste instituto, e
que continua a esperar a confianca e coadjuva-
co de que a julgarem merecedora quelles Srs.
esrorcande-se e'la para mais una vez corresponder
aquella confianca.
Recife, 7 de Janeiro de 1886.
A directora,
Mara da Paz e Freitas.
C, II amano
Usinas de cobre, iatao e bronze e de
im.
Golitzer Ufer n. 9 Berlim S. O.
Rspeealidade:
Constrae#ao de machi-
mis e apparelhos
para fabricas de assucar, destillagSes e re-
finneoes com todos os aperfecoamentos
modernos.
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mesma firma de C. Hetkmann.
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tinua a dar consultas mdico ciri.rgicas, na roa
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia as 4
horas da tarde. Parase demais consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ua da Aurora
n. 53, 1 andar.
Ns. telephonicos : do consultorio 95 e residencia
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as, d'utero e seus nnnexos.
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ex-chefe de clnica do Dr. de We:ker, d eonsula
tas de 1 s 4 horas da tarde, na rua do Bar-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e dias sanctificados. Residenciarua de
Riachuelo n. 17, canto da rua dos Pires.
Medico e partero
Dr. Joajuli Loureiro
Da cooS'iHas das 12 s 3 na rua do Ca
bug n. 14 1.- andar. Residencia tempo
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Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia rua da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
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consultas das 11 s 2 horas.
Chamados a qualquer hora.
Ti p'ione numero 154.
EDITAES
Edilal n. 723
De ordem do inspector geral declaro a quem in-
teressar possa, que ach-se marcado o praso de 30
dias contado de hoje para a inscripcao dos indivi-
duos que pretenderem entrar em concurso para o
provimento da cadeira de lingua Ingleza do Gym-
nasio Pernambucano.
Para scieucia dos Srs. candidatos passo a trans-
crever as disposi^oes seguintes do regulamento de
6 de Fevereiro do anno passado :
Art. 76. S podem propr-se ao magisterio pu-
blico os cidadaos brasileiro com os seguintes re-
quisitos :
6 1* Maioridade legal.
2* Moralidade.
3 Isenco de culpa.
i 4o Capacidade professional.
Art. 77. Os requisitos do artigo antecedente de-
vem si r pi ovados :
O do 8 Io por certido de baptisme.
O do | 2 po- exbibico de tolha corrida.
O do 3o por attestado do parocho ou de quaes-
quer autoridades do lugar onde residir o concur-
rente.
O do 4 por meio de exame de habilitado.
Art 78. Sao dispensados :
HS lo De exhibir certido de idadeos candida-
tos que sao ou hajam sido funecionarios pblicos
e os que apresentam algum titulo eu diploma que
nao poderiam obter sem a maioridade legaL
8 20 De apresentar folha corridaos que xhi-
bem attestados de procedimento civil e moral, pas-
sados pelas Cmaras Municipaes, autoridadds ju-
diciarias e policiaes das localidades em qae hou-
verem residido nos dous ltimos annos ; os que se
achando no exercicio de emprego pubico, exhibem
attestados do respectivo chefe.
Art. 79. Da prova de capacidade por exaae de
habilitaco as materias de ensino secundario sSo
dispensados:
Os que houverem sido approvados em cada ama
das disciplinas da cadeira qae se tratar de pro -
ver, quer em exame prestado em alguma institu-
cao official da provincia ou do pais, quer peante
commissoes anteriormente nomeadas pe 3 governo
geral ou provincial.
Art. 82. A preva dos requisitos do art 76 e das
excepcoes dos arta. 78 e 79 etaibida parante o
inspector geral. .
Secretaria da Instruccao Publica de Parnastbo-
co, 14 de Janeiro de 1886.
O secretario,
Pergenhno 8. de Arav/o Qalvt.



I
I
t


Diario de PeruambucoSexta-feira 15 de Janeiro de 1886





For eata repartico e de ordem do Illm- Sr. Dr.
chete de polica se convida a os sentare dos escra-
vos abaizo mencionadas afim de viremou manda
rem reclamar a entrega dos meamos escravos dea-
tro do praso de 20 das que Ibes fica marcado.
Antonio Joaquim, de Flix Veles do Nasci-
meato.
Jos, de Maaoel Glementino Alves.
Luiz, de Joo Dias da Silva Coitinho.
Mara ArcbaDJa, do senhor do engenho Rocha
da Velha.
Secretaria de polieia de Pernambuco 8 de Janei-
ro de 1886.
O secretario.
Joaquim Francisco de Arruda
Editol n. 64
(2 praca)
De ordem do Illm. Sr. inspector se faz publico
que as 11 horas do da 18 do corrente mea serio
vendidas cm praca no trapiche Conceico as mer-
caduras abaizo declaradas :
Armazem n. 2
Marca L O B Doas amarrados'de duas caxas
e ama caixa ns. 636 a 638, vindas de Liverpool no
vapor inglez Sculptor, entrado em 18 de Abril de
1985, consignadas a A. Naumann, coDtendo ma-
chinas para costuras e seus pertences, pesando
liquido 75 kilos.
Armazem n. 7
Marca F M da Silva & CUrna caixa n. 45,
vinda de New-York no vapor inglez iierrimack,
idem em 14 de Abril idem, a Francisco Manoel
da Silva & C, contendo 17 kilos de annuocios de
duas cores.
Marca Bento OUveira GomesUrna caixa sem
numero, vinda dos portos do sul no vapor nacio-
nal Bahia, idem em 30 idem dem, a Beato Olvei-
ra Gomes, contendo 152 kilos peso liquido legal
de papel para embrulho.
Marca R & C em cima e C S em baixa Urna
caixa n. 865, vinda de Bordeaux no vapor francez
Senegal, idem em 5 de Maio idem, a Ramos & C,
contendo 9 kilos de quadros annuocios de irais de
urna cor em cartees de papelao.
3a aeccao da Alfandega de Pernambuco, 14 de
Janeiro de 1886.
O chete,
Cicero B. de Mello.
DECLARACES
imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Anda urna vez, por ordem do n)sso^ irmao di-
rector, chamo a attenelo de todos os irmos que
se acham no exposto do 1 do art. 19 dos nossos
estatutos, enteoderem-se ou com o irmao the-
soureiro ra da Imperatriz, ou com o irmao di-
rector ra doBrum (Fundicio), afim de que
possam gosar de seus direitos.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes de Pernambuco, em 5 da
Janeiro de 1886.
Jos Castor de A. Souza,
2" secretario.________
COlPAHIA
Locomotora pernam
bucana
De conformidade com art 5 des estatutos dests
companhia convido aos senhores accionistas rea-
lisarem s nona prestaco de suas entradas raza:
de 10 0/0 sobre o capital das accoes subscriptas.
Para este fim podem dirgir-se ao Sr. thesoureiro
< m seu escriptorio ra do Mrquez de Olinda n.
56, 1 andar.
Escriptorio da directora da companhia Loco-
motora Pernambucana, em 12 de Janeiro d 86.
S. de Barros Barreto,
Director secretario.
Recife Drainage
Relajo dos concertos feitos nos apparelhos
no mez de Dezembro prximo rindo de
conformidade com o art. 10 do contrato
e 2 do art. 15 do regulamento de 12
de Janeiro de 1872.
Freguezia do Recife
Mrquez de Olinda n. 4 (------- 6*420
Dita n. 18 7*04C
Dita n. 20 7A300
Dita n. 30 24640
Dita n. 50 24640
Dita n. 56 24640
Bom Jess n. 58 74320
Dita n. 21 134520
Dita n. 29 24640
Dita n. 63 4'620
Com inercia n. 12 84300
Largo do Corpo Santo n. 4 64940
Dita o. 27 34140
Tbom de Souza n. 10 1|520
Vigaro Tenorio n. 3 14520
Ditan. 7 SJ960
Dita n. 25 24610
Mariz e Barros n. 9 24120
Burgos n. 1 64140
Amorim n. 36 24640
Dita n. 52 84960
COMMERCIO
Bolsa commercial de Pernam
baeo
Recife, 14 de Janeiro de 1886
As tres horas da tarde
CotacSes officiaes
Cambio sobre Para, 60 d'v. com 11/4 0/0 de des-
cont.
Cambio sobre Pelotas, 90 d/v. com 1 3/4 0/0 do
descont.
P. J. Pinto,
Presidente
Candido C. L. Alcof ..rado.
Secretario.
Dita n. 17 44 03
Dom:ngos Jos Martina n. 22 84640
Dita n. 102 24610
Dita n. 140 34960
Travesea do Campello n. 4 34240
Travessa de Domingos Jos Martins n. 4 340S0
Becco Largo n. 7 214280
Travessa para o Corno Santo n. 20 24640
Travessa do antigo Porto n. 4 24640
Restauracio n. 40 24640
Ditan. 52 4 620
Dita n. 31 5j280
D. Mara Cesar n. 18 24040
Dita n 21 24640
Visconde de Itaparica n. 51 164060
Pharol n. 66 8920
S. Jorge n. 30 2J610
Dita n. 78 154160
Dita n. 80 24640
Dita u. 62 24040
Dita a 9 34960
Dita n. 85 24640
Dita n. 105 29640
Guararapes n. 8 24640
Dita n. 1 A 34900
Dita n. 53 24640
Barao do Triumpho n. 71 14580
Estaco do Limoeiro 104320
Santo Antonio
Imperador n. 54 7|920
Ditan. 49 24640
Dita n. 75 24640
Primeiro de Marco n. 25 55280
Duque do Caxias n. 14 2*t40
Dita n. 33 24040
Dita n. 51 144740
Cabug n. 16 24610
Dita o. 5 54380
Dita n. 7 24640
Dita n. 11 24640
Bario da Victoria n. 2 54720
Dtin.43 1H4120
Dita n. 54 24640
Dita n. 3 34280
Dita n. 19 54300
Dita n. 21 24610
Dita n. 55 24640
Triucheiras n. 18 214670
Dita n. 5 2 t40
Larangeiras n. 12 134890
Dita n. 1 24640
Tiuvessa das Cruzea n, 12 2j640
Largo do Paraso n 16 34080
Dita n. 13 24040
Larga do Rosario n. 12 2040
Dita n. 34 34080
Dita n. 38 24740
Dita n. 25 24640
streita do Rosario n. 20 7 740
Dita n. 38 24610
Dita n. 38 24040
Dita n. 1 24640
Dita d. 41 2740
Dita n. 45 24640
Joo do Reg n. 14 104100
Campo das Princesas n. 17 24640
Uha do Carvalho n. 14 2610
Dita n. 43 34740
Roda n. 22 24640
Dita n. 46 54150
Travessa dos Quarteis n. 16 84580
Dita n. 31 24640
Calabouco Velho n. 11 4J620
Becco do Calabouco n. 38 14520
Santo Amaro n. 10 44620
Dita n. 20 24640
Paulino Cmara n. 8 24640
Diu n. 21 54940
Fogo n. 8 24640
Liviamento n. 26 14520
Dita n. 37 194360
Penba n. 3 34200
Dita n. 29 34280
Visconde de Inhauma n. 16 144740
Dita n. 38 24640
Ditan. 67 2040
Pedro Alfonso n. 74 24640
Dita n. 31 54280
Ditan. 59 194820
Travessa do Arsenal n. 9 24640
Marrillo Dias n. 6 24640
Dita n. 32 314800
Dita n. 56 34700
Dita n. 89 124320
Travessa de S. Pedro n. 1 24640
Largo de 8. Pedro n. 16 94460
Coronel Suassuna n. 38 24640
Santa Thereza n. 27 24640
Travessa do Becco do Falcao n. 2 244740
Dita n. 3 24640
Palma n. 28 54780
Ditan. 71 224580
Mrquez do flerval n. 6 2460
Dita n. 14 24640
Quartel de ca vallara 3940
Arsenal de Guerra 24280
S. Jos
Mai cilio Dias n. 157 64720
Lomas Valentinas n. 70 24640
Dita n. 72 24640
Coronel Suassuna n. 188 84800
Dita n. 260 44620
Dita n. 260 24640
Dita n. 185 334410
Marques do Herval n. 145 24640
Dita n. 157 24640
Dita n. 209 24640
Travessa do Pocinho n. 67 44620
24 de Maio n. 31 164940
Dias Cardozo n. 52 114020
Padre Nobrega n. 57 24640
Vidal de Negreiros n. 10 4J120
Dita n. 52 24640
Dita n. 86 94930
Dita n. 88 12S320
Dita n. 123 2J640
Ditan. 137 224090
Dique n. 14 34-5400
Domingos Theotonio n. 12 34500
Dita n. 18 54150
Dita n. 29 34030
Padre Floriano n. 40 64820
Dita n, 19 195140
Travessa do Serigado n. 5 ChristovSo Chombo n. 3 124320
.-140
Santa Rita n. 18 24040
Dita n. 15 24040
Dita n. 25 24010
Dita n. 27 24640
S. Josn. 12 24640
Largo do Merca 1 j n. 23 14520
Imperial n. 9 74790
Boa-Vista
Imperatriz n. 10 114000
Dita n. 30 44560
Di-a n 44 175380
Dita n. 15 14850
Cunceiclo n. 6 345100
Dita n. 31 184040
Viscon le de Pelotas n 38 14850
/isconde de Albuquerque n. 83 25474')
Dita n. 101 124320
Aurora d. 9 24640
Dita n. 29 25640
Dita n. 51 25640
Dita n. 5;> 24640
Punte Velha n. 28 35900
Dita n. 12 894860
Conde da Boa Vista n. 4 24640
Di'a n. 16 494800
Dita n. B 55460
Dita n 29 4 J660
Dita n. 31 35900
Riachuelo n. 10 14474)
Dita n. 20 35500
Dita n. 30 2504
Sete de S---tera bro n. 10 214640
Hospicio n. 8 375880
Dita c. 37 214000
Rosario n. 10 144740
Dita n. 32 254740
Dita n. 44 94220
Travessa de Gervasio Pires n. 19 8496 i
Socego n. 20 145740
Santa Cruz n. 32 144740
S. Goncalo n. 22 124960
Dita n. 26 54340
Dita n. 36 254740
Coelhos n 10 24640
Hospital Pedro II n. 4 34<:40
Travessa do Veras n. 13 24640
Travessa do Quiabo n. 8 24640
Barao de 8. Borja n. 14 24640
Dita n. 48 274060
Visconde le Goyanna n. 1 195240
Recife, 14 de Janeiro de 1886.
0 gerente,
J. Dowsley Jnior.
Santa Casa de Misericordia do
Recife
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife arrendam-se por espaco de um 4 tres an-
uos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 2404000
dem -dem n. 49 2404000
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 3! 04000
Uem idem n 14, pavimento terreo e 1*
andar 6004000
dem idem n. 29, 1 andar 2404< 00
Ra dos Burgos n. 27 2164000
Ra do Vigaro n. 22, 2- andar 2404000
dem idem n. 22, 3" andar 2404000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 2004000
Caes da Alfandega, armazem n. 1 1:6004000
Becco do Abreu n. 2. loja 48J000
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2 audar, por 1:6004000
Ra do Coronel Suassuna n. 94, loja 1504000
Ra da Detenco a. 3 (dentro do quadro)
mei'agua 844000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 15 de Janeiro de 1886.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza
Receiiedoria de Pernamhiico
conhecimento dos nteressados faz transcrever as
aeguintes disposices di le de 28 de Setembro
prximo pasiado :
Art. 1- 5-. Nao sero dados a matricula os
escravos maiores de 60 annos em diante, serio
porm inscriptos em arrolamento especial para os
fina dos 10 a 12 do art. 3-.
g 7-. Serio considerados libertos os escravos
quenopraso marcado nao tiverem sido dados a
matricula, c esta clausula ser expre?sa e inte -
gralmente declarada em editaes e nos annuncios
pela imprcnsn.
.'"iSero iaemptos de prestaco de servicos os es-
cravos de 60 a 65 tnnos que n3o tiverem sido ar-
rolados.
8- As pessoas a quem incumbe a obrigaco
de dar a matricula escravos albeios na forma do
art. 3- do decr. n. 4,835 de 1 de Dezembro de
1871 indemnisaro aos respectivos senhores o va-
lor do escra vo que, por nao Ur sido matriculado
no devido praso fiear livre. Ao credor bypothe-
cario on pignoraticio cabo igualmente dar a ma-
tricula escravos constituidos em garanta.
5 9- Pela imciipca) ou arrolammto di cada
escravo pagar-se-ba 14 de emolumentos, cuja im-
portancia ser destinada ao fundo de emancipa-
cao depois de satisfeitas as despezas da matri-
cula.
Recebedoria, 29 de Dezembro de 1885.
Alexandre de Smza Pereira do Carmo.
Estrada de ferro do Re-
cife a Coruar
De ordem do Illin. Sr. director, faco publico que
domingu 17 do corrente, dia em que se celebra
em Jaboato a testa de Santo Amaro, s;rao expe-
didos tics treus extraordinario! de da e volta,
que tecaro em Tygipi, parti ido do Recife 1,
4 e 7/55 da tarde, e de Jaboato as 2/35, 5/5 da
tarde, e 10 da noite. Para Cites tr^ns nlo se far
despacho de bagagem.
Secretaria do prolngame ito da entrada de fer-
ro do Recife 8. Francisco e estrada de fer.o do
Recife ("aruar, 15 d>! Janeiro de 86.
O secretario,
Mauoel Juvencio de Saboya.
Escola Normal
Matriculas
Por ordem do Dr. director, e cm observancia
da disposico do art. 74 do regiment interno de
17 de setembro de 1880, fts-se publico a quem
interessar possa, que as matriculas estaro aber-
tas desde o dia 15 do corrente at 3 de fevereiro
prximo.
Os requermentos para matricula no 1* anno do
curso deverao ser instruido') com os documentos
seguintes :
1* Certido de id&de maior de 18 annos para os
alumnos do sexo raasculiao e de 16 para os do fe-
minino.
2o Certificado ou titulo de approvaco era exa-
me as escolas publica de instrueco primaria.
3 Folha corrida ou certido de nao haver sof-
frido condemnaco por algum dos crimes que po
dem motivar ao profssor publico a peda da ca-
deira.
4o Attestado de moralidade paseado pelo par-o
cho ou autoridade, quer policial quer litteraria da
treguezia em que residir o peticionario.
Os matriculandos que nao poderem exhibir ti-
tulo legal de exame cm escola publica de ensino
primario, deverao inscrcvrr se para os exames de
td ieso, de que tiatam os arta, 75 77 do cita-
do regiment, e que comecaro no dia 25 do cor-
rente.
Para as matriculas do 2 e 3 anno basta que
as peticoes sejam documentadas com a certido
de approvaco n) exame do anno precedente,
guardada a restrico do art. 21 do j mencionado
regiment interno
Secretaria da Escola Normal de Pernambuco,
11 de Janeiro do 86.O secretario,
________________ A. A. Gama.
Eiicola normal para NenboraM, a
cargo da sociedade Propagadora
da Inatrnceo Publica na paro-
chia da Boa-ViNla.
MATRICULA
De ordem do Sr. Dr. director, faco publico que
a matricula as aulas desta esoola, estar aborta
de 2 15 de Janeiro viudouro, das 6sW 8 horas da
iioite.
A pretenden te de ver, de conf.-rrniJale com o
art. 18, provar :
1* Que sab; Icr, escrever e contar, para c que
juntar attestado do approvaco uas aulas prima-
rias.
2o Que tem boa conducta civil e mira!, pre-
sentando attestado do pirocho oa das autoridades
policiaes.
3o Que miiur de 12 annos-
Secretaria di Escola Nunnil para senioras
cargo da sociedade Propagadora d i Iustrncco
Publica, na freguezia da Boa-Vista, 29 de dezem-
bro de 1885.0 2- secretario interino,
Virginio M. C. Leo.
Banco do Brasil
Paga-se o 64 dividendo deste banco, razio
de 84000 por aeco, no escriptorio de Pereira
Carnelro t C, ra do Commereio n. 6, primeiro
andar.
Theatro de Variedades
HENDIMENTOS PBLICOS
Mez de Janeiro de 18S6
ALiAanMADe 2 13
dem de 14
Re :sbdoriaDa 2 i 13
dem do 14
C>5Sjladq raoTUOi De 2 13
Uem de 14
286:940J245
54:216j289
31:156J533
11:0524802
4324760
11:485/563
125:0364505
4:1865310
129-222/875
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Vapor americano Finanee, entrado dos portos
do sul no dia 14 do corrente e consignado a H ->:-
ry Forster & C, manifestou :
Caf 500 saceos ordem, 250 a Manoel dos San-
tos Araujo, 200 a Paiva Valente & C, 160 a Ma-
noel F. da Cofta Ribeiro, 104 a Fernandes 4 Ir-
mao, 50 a Antonio Jos Soare 45 C, 40 a B. j.
Correia, 319 a J, F. de Carvalho & C.
Fumo 170 volumes ordem, 10 a Paiva Valente
& C.
Panno de algodo 15 fardos a And'ade Lopes
& C, 100 a Cramer Frey & C.
Mercadorias diversas 1 caixa a Maia Sobrinho
&C.
Sebo 55 barricas a Joaquim da Silva Carvalho
Lugar inglez Zaurdick, entra lo de Santa Ca-
tharina no dia 14 do corrente e consignado a
Maia & Rezende, manifestou :
Farinha de mandioca 3,600 saceos aos consigna-
tarios.
DESPACHOS DE EXPORTAgAO
Em 13 de Janeiro de 1886
Para o exterior
No vapor ingles Elbe, carregou :
Para Sonthampton, J. Fuerstenberg 10 kilos de
ouro vclho e 25 ditos de prata velha.
Para Lisboa, O. Travasso A C. 427 saccas com
31,136 kilos de algodo.
No vapor americans Unance, carregou :
Para New York, H. Nuesch & C. 15,600 pelles
de cabra ; H. Stolzenbach 20,000 ditas idem e 59
barricas com 4,425 kilos de borracha.
No lugar americano Ada P. Gould, carre-
gou :
Para New-York, H. Forster & C. 90 saccoi
com 6,750 kilos de assnca mascavado.
No patacho ingles Tiber, carregou r
Para Halifjx, S. Brothers & C. 50 saceos com
3,750 kilos de assucar inatcavado.
No patacho portuguez Italia, carregou :
Para o Porto, F. S. Ribeiro de Carvalho 3
barricas com 251 kilos de assucar branco.
.Para o Interior
No lugar norueguense Correo, carregou :
Para o Rio- Grande do Sul, A. H. Vianna 77
barricas com 8,310 kilos de assucar branco e 27
ditas com 3,150 ditos de dito mascavado ; Maia 4
Rezende 20 saccas com 1,375 kilos de algodo.
No lugar nacional Tigre, carregou :
Paca o Rio Grande do Sul, S. G. Brito 215 bar-
ricas com 19,980 kilos de assucar branco
So vapor inglez Sculptor, carregou :
Para o Rio de Janeiro, H. Burle & C. 14) aac
cas c na 9,602 kilos de algodo.
No vapor nacional Cear, carregou :
Para o Rio de Janeiro, M. N. A. de Almeida
2,500 cocos, fructa : V. Gomes Fernandes 6,000
ditos idem ; Baltar Irmos & C. 700 saceos com
42,000 kilos de assucar branco e 300 ditos com
16,00) ditos de dito mascavado, 700 ditos bou
62,500 ditos de dito branco e200 ditos com lfi
ditos de dito mascavado ; S. Guimares 4 C. 16')
taceos com 10,140 kilos de milho.
No vapor americano Unance, carregou :
Para o Para, Amorim Irmlos 4 C. 25 pipa? c
68 barris com 20,160 litros de agusrdente.
Nj hiate nacional S. Bartholomeu, carre-
gon :
Para Mossor, II. O. Guimares 10 barricas
com 550 kilos de ai sacar refina lo, 5 ditas com 275
ditos de dito branco e 5 ditas com 375 ditos de
dito mascavado.
Na barcaca Senhora da Graca, carregou :
Para Parahyba, B. Oliveira & C. 400 saceos
com farinha de mandioca
Na barcaca Pedro Amrica, carregou :
Para Par.hybi, P. Carneiro 4 C. 50 saceos
com farin' a de mandioca ; H. Oliveira 100 ditos
idem ; P. Alves 4 C. 1 barrica com 60 kil de
assucar refinado.
Matricula de escravos
O administrador da Recebedoria em cumprimen-
to ao 2- do regulamento, que baixou com de-
creto n. 9,517 de 14 de Novembro prximo passa-
do, faz publico que era virtade do art. 1- do ci-
tado regulamento, fica marcado o praso de um an-
uo a contar de 30 de Mareo de 1886 a 30 de Mar-
co de 1887 para a nova matricula e arrolamento
dos escravos existentes neste municipio devendo
os donos c possuidores de escravos apresentarem
dentro do referido praso relacoes em duplicata
contendo o noine do escrave, nacionalidade, sexo,
filiaco, se for conhecida, oceupaco ou servico em
que for empregado, idade e valor, calculado con-
forme a tabella do art. 3- do citado regulamento,
alm do numero de ordem da matricula anterior,
devendo o valor sor dado e escripto por extenso
pelo senhor do escravo ou seu legitimo represen-
tante, nao excedendo o mximo regulad pela ida-
de do matriculando, que ser tambem esetipta por
extenso conforme a seguinte tabella :
Escravos menores de 30 annos 9004000
30a 40 8904000
40 a 50 6004000
50 a 55 4O04O0O
55 a 60 2004000
O valor das escravas ser regulado pela mesma
tabella com o abatimento de 25 [0 d s precos
nella estabelecidos.
Outro sim previne, que a inscripeo para a no-
va matricula ser feita a vista das relacoes que
servirlo de base a matricula especial, on deaver-
baco effectuada de conformidade com a lei de 28
de Setembro de 1871, ou de certidoes da mesma
matricula ou a vista do titulo de dominio quando
contiver a matricula do escravo ; e para inteiro
Na barcaca Geriquity, carregou :
Para o Natal, P. Alves 4 C. 14 barricas i
960 kilos de assucar refinado.
Na barcaca Loquinha, carregou :
Para Macahyba, Amorim Irmos 4 C. 1,100
saceos com farinha de mandioca.
Na barcaca Parahyba, carregou :
Para Parahyba, J. Baptista 100 saceos com fa
rinha de mandioca.
Na barcaca Flor de Mara, carregou :
Para Mamanguspe, J. G. Coimbra 4 barricas
com 360 kilos de assucar refinado.
No hiate nacional Deus te Guie, carregou :
Para Mossor, J. Lourenco 32 molhos de pias-
sava.
= No hiate nacional Ires, carregou :
Para Maco, G. de Brito 20 ssccos com milha
MOVMENTO ~D 0 PORTO
Navios entrados no dia 14
Rio de Janeiro e escalas 4 dias, vapor america-
no Finanee, de 1,919 toneladas, commaudante
E. C. Baber, equipagem 60, carga varios gene-
ros ; a Henry Forster 4 C.
Buenos-Ayres e escalas 13 dias, vapor inglez
Elbe, de 1,772 toneladas, commandante.J.Brau-
der, ejuipagem 96, carga varios gneros; a
Adamsen Howie 4 C.
Santa Catharina 26 dias, lar hollandez Zuur
dick, de 123 toneladas, capito G. E. Olthof
Suipagem 6, carga farinha de mandioca
aia, Rezende 4 C.
Navios sahidos no mesmo dia
Southampton e escalasVapor inglez Elbe cota-
mandante J. Brander, carga varios gneros.
Stew-York e escalas Vapor americano Finanee
commaudante E. C. Baker, carga varios gne-
ros.
Rio Grande do Sul Lugar portuguez Temerario
capillo Paulino Antonio Cardoso, carga assucar
e agurdente.
Liverpool Barca norueguense Snefrid, capito
J. Samuelsera, carga assucar.
MossorHiate nacional S. Bartholomeu, capito
.1 s Antonio do Moura, carga varios gneros,
tyHiate nacional D. Antonia, capito Vi
taliano da Re cha Picado, carga varios gneros.
Aracaty Hiate nacional Deus te Guie, capito
Jos Pirangy, carga varios gonoroe.
Sf iiafa m as
COMPA\III4-LVttICO-C0MC0-DR4M4TICA
DIRIGIDA PELO ARTISTA
XSCJXZ miXJLOISCJS
MPRE,ZA BOL.1UURI E LUZ MILONE
AMANHi!Satitiaflo, 18 di Janeiro fle
NICA REPRESEXTAylo
Da importante o populrr opera lyrica, em 4 actos, Ciuseppc Vcrdi
ATRAV
PERSONAGENS
Violeta (Traviata).
Alfredo .....
Germont, pai de Alfredo.
O Marqu .
O Barao.....
Um medico .....
Flora......
Annine. .....
Um criado .....
Coros de damas e cavalleiros. O vestuario
O scenario anlogo.
Importante aviso
A erapreza com o fin de proporcionar um d.vertimento ao alcance de todos os
DILETTANTI, de accordo com os proprietarios di Theatro, resolveu praticar outrae
importantes e in dispensa veis reformas, e augmentar 8 camarotes baixos, diminuindo a-
mesmo tempo os prejos nr ordem seguinte:
Camarotes (a'tos) de 1.a oriem. 10^000
Dito (baixos) frisa....... ^5000
Cadeiras de 1." <. lasse e varandas 2^000
Ditas do 2. dita. TP 10500
Entrada gerae s........ 10000
y"-> Dpoli do <".|i<'< lacillo taaver trera para Aplpaco*
Al3 e lioiii! cln IiiIium Fernandes Vielra e ArocradoN.
no largo do Palacio. O i da Magdalena do o eapectacalo acabar depwi do horario do ultimo buml da compa
lila, que paaaa na ra Nota t lie ri mnalo*.
PRINCIPIABA S 8 1/2 HORAS.
tOMM\ni* PKRIlHBIf^A
DE
Varegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O
vapor
Jag*uaribe
Segu no dia 20 do
corrente, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Encommendas passagens e dinbeiros afrete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
rae* da Companhia i*eramn-
cana n. 12
Mossor
Segu para o porto cima, o hiato S, Bartho-
lomeu, com tod i brevidade, recebe carga a tratar
ra da Madre de Deus n. 8, fietes mdicos.
*porto por Lisboa
Segu cem brevidade para os partos cima o
brigue portuguez Calcida ; para o resto da carga
e passageiros, trata ee om os consignatarios Jos
dava SilLoyo A Filho.
Para Lisboa
A barca Pereira Bordea seguir com brevidade
para > p.irto cima para o resto da carga tr lia-
se com os consignatarios Si:va 'Jimares & C.
J
Leilo
movis, ricos quadro3
Sra. Springer
Sr. Ganzini
Domini.i
Mil, no
Baracchi
Cesare
Sra. Bellegranli
Sra. Durani
Sr. Orlandini
completamente novo e
Sr.
Sr.
Sr.
Sr.
de lux j
3NT.
Oa bonda
De importantes
oleo, sanefas com cortinados, tapetes
forro do salas, lustres de cristal, porce-
lanas, pertences do cosinha, bancos para
jardn, urna grande latada do ferro, um
cao c casa para o niesino.
SALA DE VISITA
Um -. raobilia de junco com 2 sofs, 12 cadeiras
Je guarnico, 2 ditas de bracos, 2 ditas de bataneo,
2 conso'os com pedra e mesa redonda com panno,
i snelas com cortinados, 4 ricos quadros a oleo,
2 etagers bordados, 1 importante relogio de pa-
rede, 1 espelbo oval, jarros, escarradeiras, 2 lus-
tre;; de gaz e 3 tapetes grandes, forro de salas.
SALA DE JANTAR
Urna importante mobilia de carvlho com 6 ca-
Iciras de guarnico, 2 ditas de braco, 1 sof, 1
.ico egrande aparador, 2 etagers com seus per-
' enees, 1 meza redonda e 1 creado mudo ; 1 im-
portante meza elstica, (obra d'arte), 1 cesta de
-hefres, 1 estante de dito, 1 candelabro de dito
com Ianternas, 1 relogio cuco, 2 laucas com res-
posteiros, 2 etagers com passnr s, l dito grande
son urna couraca, figuras, quadros, 16 pecas de
lecorac) para aparador; 8 passaros empalhados,
louca vidros e talheres.
QUARTO DE DORMIR
Duas camas de artnacao con mosqueteiros, 1
avatorio grande de louca, 3 cabides de parede e
l dito redondo.
QUARTO DE VESTIR
\J cano cjin pedra e pertences, 1 e3pelho, 1 porta-
oa Ihas e 2 quadros.
QUARTO AZUL
Urna costurmra, 1 toilete de armario, 1 banca
jara jogn, 2 figuras de bronze, 2 qiadros o 2 ca-
uras de descanco.
DISPENSA E COZINHA
Um ,uarda-comidas, 1 aparador, 1 machina
para vinagre, 1 jarra c 1 grande tren de cozi-
ili-i.
JARDIM
Uina gokla grande de ferro, 2 bancos para jsr-
l'in, l casa para cao, 1 bomba de rcpuxo, 1 artna-
io para garrafas, 1 grande latada de ferro, um
ao. c muitos objectos.
Ouarlafcira, 20 do correte
A's 11 horas
N'a estrada dos Afililos chcara n. 36
Urna familia estrangeira que ee retira para Eu-
. opa far leilo por intervenco do ageote Mar-
us de todos os movis existentes na referida cha-
ara estrada dos Aflictos n. 36; os movis
:nuto se re^ommendam por seren de apurado
^osto.
A's 10 horos e 'O minutos partir do Arco, um
rem especial que dar passagem gratis aos con-
currentes do leilo, e que parar ce todas as es-
tacoej intermediarias.
Monte de Soccorro de
Pernambuco
Leilo de joias
MARTIMOS
CHARGEliS REL.MS
Companhia Franceza le Mavega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Companhia Uahina de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0
Commandante Nova
E' esperado da Euro-
pa at jdia 24 de Ja-
neiro, seguindo de-
pois da indispensavel
demora para a Ha-
lila, Rio de Ja
neiru nto.
Roga-se aos Srs. importadores de c p los
vapores desta linha,queiram apresentar d .1 Je 6
dias a contar do da descarga das alvareng > i qual-
quer rcclamaco concernente a volumes, que por
ventui a tenham seguido para os portos do suLaiim
de se poderem dar a tempo aa providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageiros, para
os quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de Oliveira & C.
AGENTES
42 RA DO COMMERCIO -42
E' esperado dos oo.-iop ci-
ma at o dia 16 do corrente,
e regressar para os mes-
mos, depois da demora docos-
tume.
Para < arga, passagens, encommendas e dinheiro
a fretj Iracta-sc na agencia
7tua do Vigario7
Domingos Alves Matheus
VAPORES ESPERADOS
Paranagu do sul
Mipirito Santo do sul
Mrquez de Caxias d* Bahia
Armalhwait
Araucania
Bahia
La Pla'a
Ville de Victoria
Cearense
Orenoque
Pernambuco
Delnmbre
tfeva
de Montevideo
da Europa
do notte
da Europa
da Europa
de New-York
do sul
do sul
de Liverpool
do sul
boje
a man ha
amanh
8 18 ;
a 18
a 23
a 24
a 24
a 25
a 25
a 26
a 28
a 29
COm 1*111.1 ICK".1HL"CA**
DE
Xavega ?o costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo e Aracaj
0 vapor Mandahu
Segu no dia 18 ao
corrente, s 5 horas
-da tarde.
Recebe carga at o
Rmeio dia do da sahida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambucana
_______________ n. 12________________
Barcaca
Vende-so urna barcaca ; a tratar na rua Duque
de Caxias n. 63. '
PaciGc Steam Navigation Companv
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Araucania
E' esperado da Euro
pa ate o dia 17 do cor-
rente, e seguir para o
sul depois da demora
'do costume.
AGENTES
Sons Ol 1.. l.inil( .1
DO COMMERCIO N.-14
Wilson
14 -RUA
Companhia l!ra>ileira de Xive
e::<-o a Vapor
PORTOS |DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Jocfo Mana Pessoa
E' esperado dos portos do sul
at o dia 16 do Janeiro, c
seguir depois da demora in
dispensavel, para os portos
do norte at Mauos.
Para carga, passagens, enconunendaa valores
tracta-sena agencia
46Ruado Commereio46
Lisboa e Porto
Segu pa-a os portos cima a
b^rea portuguesa Novo Silen-
cio, recebe earg* ; a tratar com
Baltar Oliveira & C, i rua do
Vigario n. 1, V aadar.
O conselho fiscal attendendo nao b ao pedido
para ser transferido, de 5 do corrente para 5 de
r'uvereiro vindouro, o annunciado leilo como por
rtaver glande numero de cautelas em ser, e nao
convir aos interesses do estabelecimento e dos
mutuarios submettel-as venda, faz agora publico
iue no referido dia 5 de Fovereiro se effectur
impreterivilmente o leilo s 11 da manb.
Estaro exposicao tres dias diantes.
9.768 2 pulseiras, 1 tranceln e 1 par de rosetas
de ouro.
10.039 1 annel de ouro com brilhantes.
10.032 2 bules, 1 assucareiro, 1 mantegueira, 1
lciteira, 1 salva, 1 coador, 2 colheres 1
jarro e baca de prata.
10.037 1 salva e 2 colheres para tirar sopa e ar-
roz, prata de lei.
10.038 2 betoes de ouro com 2 brilhante*.
10.041 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.048 1 cordo e 1 cruz, ouro de 16 quilates.
10.052 1 pulseira, 1 medalho e 1 par de brincos,
ouro de lei, 2 salvas, prata de lei.
10.053 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.055 15 colheres para cha, 12 ditas para sopa,
18 para creme, 3 ditas grandes, prata
baixa.
10.056 1 moda de ouro () com laco e 1 annel
pequeo.
10.057 1 pulseira, 1 par de botoes, ouro de lei.
10.058 1 par de rosetas de ouro com brilhantes.
10.059 1 salva, 1 paliteiro, 2-eolheres para sopa e
assucar, e 17 ditas para cha, de prta.
I0.06P 1 rel.gio de onro.
I0.0i9 1 par de rosetas de ora com 2 brilhantes
1 broche, 2 pulseiras, ouro de^ lei, 1 coco'
prata baixa,
J.070 1 salva e 3 colheres, prata de lei.
10.087 19 colheres de prata.
10.088 1 relogio, ouro de lei.
10.091 1 corrente com sinete, para relogio, ouro
de lei.
10.092 2 anneis de ouro com brilhantes.
10.096 1 tranceln, ouro de lei.
10.101 1 pulseira, 1 medalha, 1 volta de trance-
ln, e um relogio pequeo, ouro de lei.
10.112 1 tranceln, ouro de lei.
10.119 1 pnlseira, 1 broche e um par de rosetas,
ouro de lei.
10.128 1 par de botes e 3 anneis, ouro de lei.
10.136 1 par de rosetas de ouro com 2 brilhantes.
10.137 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.141 1 corrente com medalha para relogio, ouro
deTei.
10.142 1 relogio, ouro de le.
10.143 1 volta de traucelin, 3 paies de rosetas,
2 modinhos de ouro e 1 teteia, ouro de lei.
10.146 1 crut da ouro com brilhantes.
Ib. 11 1 MrNMta i.ra .tlofeio, X tm.-Le, 1 voMa
de tranceln, 1 cruz, 1 annel, 1 parede
rosetas. 1 dedal e 1 relogio, ouro de lei.
10el48 1 relogio, ouro de lei..
10.152 1 crrente e medalha para relogio, onro de
lei.
10 159 1 corre.ite e medilha para relogi.), ouro
de lei.
10.182 2 botoes de ouro com brilhantes.
10.198 1 relogio, ouro de lei.
10.200 1 relogio, ouro de lei.
10.202 1 par de rosetas de ouro com brilhantes.
10.207 1 puiceira e 1 trancelim, ouro de lei.
10.218 1 trancelim, 1 medalha e 1 corrente para
I
.
\l
.<


Diario de PernambucoSexta -feira 15 de Janeiro d 1886
,--.
ouro de lei e 1
puleeira,
i
-
relogio,
baiio.
10.224 1 correntc e medalha para relogio, ouro e
platina e 1 relog, ouro de le.
10.225 1 relogio, ouro de lei.
10.232 1 bolao de ouro com brilbantes c 1 caixa
para rap, ouro de lei.
10.234 1 par de rosetas de ouro coin brilbantes.
10.235 1 puleeira, 1 broche, 1 par de rozetas de
ouro contendo bnlhantes, 1 puleeira, 1
broche e 1 par de rozejas, ouro de lei.
10.245 1 puleeira, 1 broche, 1 volta de ouro com
laco, 1 medalha, 1 par de brincos, uroo
de le.
10.259 1 puleeira, ouro de lei.
10.260 1 escrivannia, prata de lei.
10.280 1 corrente o 2 medalbas para relogio e 1
anncl com pequeo brilhante.
10.284 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.295 1 salva, prata de lei.
10.301 1 medalha e 2 pares de rozetas, ouro de
lei.
10.314 1 puleeira, 1 broche e 4 tetcias, ouro de
lei.
10.315 1 broche, 1 par de brincse 1 cruz, ouro
de lei, 1 volta de cordao, 1 aunel e 1
ponteiro, ouro baixo.
10.323 1 corrente e medalha para relogi o e 2 re-
logins, ouro de lei.
10.318 1 aniul de ouro com pequeo brilhante. "
10.352 1 puleeira, 1 tranceln), 1 par de rozetas,
1 anael de ouro c 1 annel com dia-
mante.
10.353 1 cordao (collar) ouro baixo.
10.358 1 broche, ouro do le.
10.364 1 relogio, ouro do lei.
10.784 2 salvas, prata de lei, 25 colherts, 12 gar-
ios, 12 cab .a para facaB e 1 paliteiro,
prata baixa.
10.786 1 s Iva e 2 colberes, prata de lei.
10.789 1 cruz de ouro com brilhante, 3 parea de
rosetas com ditos, urna volta du ouro, 6
corrente* para /elogios, 1 medalha, 1
corrento fiuo, 4 tiancelins, 4 valtas le
dito, 1 cruz, 1 broche, 1 par de brincos e
4 relogios de orno, ouro de lei.
10.790 1 pulseira, quebrada, ouro de lei.
10.791 1 trancelim e 2 pares de brincos, ouro de
lei.
10.799 3 cruzes de ouro com brilhanter, 2 anneis,
1 par de argolloes, 1 par de rosetas, 1
peca grande, 2 pulseiras, tudo cravejado
de diamantes cravados em prata ; 1 volta
de ouro, 1 cruz, 1 fivella,-! pecas de ouro
para ciuteiro, ouro de lei, fios de perolas
10.800 1 corrente para relogio, 1 volta de trance-
lim, 1 cruz, 1 broche, 1 par de biincos,
ouro de lei.
10.802 1 corrente e relogio, ouro do le.
Itccife 4 de Janeiro de 1886.
Pelo gorente,
Felino D. Fcrreira Coelho.
AVISOS DIVERSOS
PASTILHAS
De AM6ELIM & MENTRUZ


r*

es
N
SS
es
s

= O alferes Apolinario Luiz de Carvalhtr, que
m paz descanca, tem mai e irmaos vivos, que
com preferencia sua mai deve fazer parte no con-
vite do stimo dia, embora feto pela viuva, nao
se devo attribuir esta falta a qualquer descuido,
urna vez que no mesmo annuncio se agradecen! 03
servicos, por eqnelle momento de desgostos, pres-
ta ram os visinhos que junto do finado moravam
un Olinda.
Ama
Precisc-35 de urna ama para cosinhar ; na tra-
vessados Pires n. 5 (Geriquiti).
I
Cosinheiro
Na ra de Paysand n. 9, se precisa de um.
Criado
Precisa-se de um criado para comprar e servir
mesa ; a tratar na ra do Bom Jess n. 52.
N
O Remedio mala efficar e
Seguro que se tem descoberto ate
hoje para etpellir as Lombrigaa.
ROQIAVKOL (RERES
Precita se de nm ca xciro de 12 i 14 annos
com ortica de molhados ; a tratar na Capunga
T
ra das Pernambucanas n. 38
1 par de rozetas, 1 volta de
ouro de lei, 1 par de botoes,
10.368 1 puleeira,
trancem,
ouro baixo.
10.374 1 trai'celim, 1 mo:da de ouro com laco e
1 relogio, ouro de lei. ,
10.380 1 aniul de ouro com 1 brilhante.
10.382 1 eonvnte e medalha para rclojio 2 e
anneis, ouro de lei.
10.390 1 par de brincos, 1 medalha, 1 cordao, 1
medullia iucoinp'cta e 1 laco, ouro de lei.
10.394 2 aunis de ouro com brilhantea.
10.401 1 trancelim e 1 moeda de ouro com laco,
ouro de lei.
10.402 1 rebg^j, ouro de lei.
10.434 1 par de roseas de ouro com diamantes,
e urna cruz perolas.
10.438 1 volta de ouro e um annel, curo de lei.
10.445 1 par de rosetas de ouro com dous bri-
lbantes.
10.456 1 relogio de ouro de lei.
10.460 1 emblema do Espirito Santo, nm cora-
cao em ouro ,um dedal c eioeo bolScs, ou-
ro de lei.
10.464 1 puleeira, um par de brincos, um dito ue
rosetas e tres aunis, ouro de lei.
10.466 1 corrente e medalha para rolo c, ouro
de lei.
10.467 1 puleeira, dous tranceln?, urna volta de
dito, um cordao, urna medalha, urna moe-
dinha, um par de brincos c um dedal, ou-
ro de lei.
10.470 2 cruzes cravejadas de brllliantcs, 3 pares
de rosetas com ditos e seis auueis com di-
tos.
10.473 1 puleeira, ouro de lei.
10.475 2 pares de rotlas de oUro com brilhan-
tea, dona anneis com ditos, duas pulceiras
e urna correntc para relogio, ouro de lei.
10.476 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.481 1 bracelete de ouro com coraes o requifi
fes, um cordao. quatro picas para ciutei-
ro, um dedal, um par de rselas e duas
pecas de brinco, ouro baixo.
10.483 1 correte e medalha para reloji <, ouro
de lei.
10.502 2 anneis euro de lei, um par Je brincos,
ouro baixo, doze colheres para cha, prata
baixa.
10.503 1 par de brincos e um cordao, oure de lei.
10.504 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.505 1 volta de trancelim, umbroxe, um par de
roslas, dous botoes, ouro de 1 i, um par
de btoes para punhos, ouro baixo.
10.519 2 correntes e duas medalhas para relogio
e um relogio, ouro de lei.
10.520 1 relogio pequeo, ouro de lei.
10.521 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.528 1 par dt brincos de ouro e ana medalun,
ouro de lei.
10 529 1 corrente e um relogio, ouro do lei.
10.531 1 corrente e medalha para relogio c um
relogio, ouro de lei.
10.539 1 trancelim, urna medalha e 4 anneis, ou
ro de lei.
10.540 1 par de brincos, ouro de le.
10.541 2 pares de rosetas de ouro com brilbantes.
10.542 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.543 1 corrente para relogio, umbroxe com
pequeos brilhantea.
10.562 1 annel de ouro com brilhante.
10.568 1 chapa de condecoraco, ouro baixo.
10.570 2 salvas de prata de lei.
Precisa-te de urna professora para engenho
que saiba tocar piano e mais trabalhos de senho-
ra : a tratar ua ra do Impera J<*' 79, 1- andar,
com o Bario de Nazareth.
O abalxo aswgnados, curador fiscal c de-
positario da massa fallida de Antonio Francisco
Corga, previnem aos inquonos das cusas perten-
centtes uieama massa, e situad s em 'Joyanna
que nao pag lem aluguel algum ao procurado'r
constituido pelo fallido, c enj is poderes cessaratn
pela abertura da fallencin,' devidamente publica-
da. Oj mesmos inquclinos esto respousavei
pelos alugueis que pagarem iodevid mente a dito
procurador, que procedeu criminosamente rece
bendo ditoj alugueij. Recif.-. 21 de dezembro de
1865.
" Dr. Ferrcr.
__________________Jos Fa :stir.o Porto.
Aluga se o 1 e2- andares ra do Lnpe-
rador n. 31, e o annazcm n. 3:); dirijim-se Luiz
de Moraes Gomes Fcrrrira.
Ama
Precisare de urna ama
lha n. 77.
na ra da Pont Ve
Criado
Precisa-se de um criado ; no largo do Mercado
n. 4, botul.
Precisa-se
de um porteiro, um copeiro e mais um criado ; no
collegio do Tastituto Acadmico, ra do Cotovello
numero 153.
Ama
Precisa-se
crianca
de urna ama para cuidar de urna
narua do Mrquez do Ilerval n. 28.
Ama
Precisa-ie de urna ama para todo o oervico de
pouca familia ; na ra da Conceico n. 58, Boa-
Vista.
II
1.
AOS
i ruii
4:000*000
Pedem a attencao dos dignos Ieitores e acus nuaerosos freguezes, para os procos dos segintea ar
tigos, os quaes sao verdadeiras pechinchas ; o igualmente a preferencia de vir primeiramente em nos-
sa casa sempre que tenham de fazer suas compras, afim de se convencerem da realidade e se sort)
rem de fazendas proprias para a estacao presente, a saber :
Lindas alpacas de seda de todas as corer, a Ditos de casemiras inglezas a 2800, 3/, 411
5/000!!
Camisas francesas sem punhos e sem collari-
nhca a 36 a duzia !
Ditas para meninos, superiores, a 36Z a dita!
Ditas de cretone, finas, a 30/ o 36 a dita !
Ceroulas bordadas de bramante, a 12/ e 16 i
dita!
Meias cruas inglezas a 3^500,4/500 e 6/000 a
/Ditas para senhoras, a 4/500 e 6/ a dita .'
\ Lencos brancos superiores, abanhados, a 2/ t
3/, em lindas caixas!
Lencoes de bramante) grandes, a 2/000 !
Cobertas de ganga e cretones para cama de
sal, a 2/500.3/ e 4/.
Cobertas de 13 a 2/000!
Redes superiores 5/000 e 6/000.
Cambaia Victoria, com 10 jardas, a 3/20L
3/500 e 4/ a peca '
Dita transparente fina, a 3/800 e 4/000.
K
Aluga-se ama excellene casa, limpa e
assciada, com bons commodos para fa-
milia, tendo a/uaegaz, quartos para
criados, gallinheiro du ferro, grande
quintal arborisado, com lugar rara jardim e mui
tas outras mmodidades, sita ra do Visconde
do Goyanna n. 167; a tratar no largo do Corpo
Santo n. 19 1 andar.
Aluga-se o 1 andar da ra do Padre Flo-
rian> n. 69, a loia da travessa da Bomba n 4, e
a loja ds travessa do L'.vr&m-uto n. 10 ; a tratar
na roa do Apollo n 34, 1- andar.
A'uga-sc o 2- andar da cata a 1 do pateo
de Terco, o 3 da de n. 3 ra da Penha, o 1-
da de n. 19 meima ina, o da den. 18 ra
Direita, o 1 da de n. 66 mejjia ra, o 1- da
de n 35 travessa de 8. Jos, o 1- da de n. 34
ra cstreita do Rosario ; as terreas de ns. 41
i ra do R :ng I, 26 ra Duque de Caxias, 1 do
p .teo di T>reo, 27 ra do Le mis Valentinas,
21 a ra do AragSo, c a casa de n. 35 ra da
Y'iracao a tratar na ra do Hospicio n. 3i.
= Prccisi-ie de urna perita cosinheira para
casa de familia ; a tratar na ra da So'caade
numero 82.
H ^Arrenda se o sitio das Jaqueiras, junto a
cstaciio do mesmo nomo, bastante arborisado, bai
xa de capim e com grande casa de vive.ida : quem
p-eten cr dirjase ao dito, que achara com
qtuin tratar.
= Muas para giavatas : vendem o Pedro An-
tones & C. n. 63, ra Duque de Caxias.
Precisa se
Aurora n. 81, 1
de urna
andar.
eosinheira ; na ra da
Vrnle-se tres carros proprios para enge
nho, em perfeito estado e por commodo preco ; a
tratar na roa do Apollo n. 30, 1 andar.
Precisa-se de um bom c inheiro, que d
:i .n;.a de sua conducta ; em casa de Joseph Krau
se & C, roa de Maro n. 6.
10.572 1 pulseira, urna corrente, ama moeda, nm
trancelim, dous broxes, um dito para man-
ta, dous pares de brincos, dous pares de
botoes, um annel e um relogio, ouro de Ici.
10.574 1 trancelim de ouro de lei.
10.577 1 relogio, onro de lei.
10.578 2 anneis e dous botoes de ouro C3m bri-
lbantes, um fio de perolas, quatro broxes,
tret pares de brincos, nm dito de ros
tas, dous anneis, duas pecas para ciutei-
ro, onro de lei, nm par de botoes e ama
medalha, ouro baixo, ama salva e um pa-
liteiro, prata baixa.
10.579 18 colheres para sopa, 26 ditas para cha
c urna conega de prata.
10.582 1 annel da onro com brilhante,' urna volta
de onro com ama medalha, ouro de lei.
10.584 2 casticaes e 1 paliteiro. prata de le.
10.591 1 pulseira, 1 par de rosetas, 1 peixe de
ouro.
10.604 1 salva, prata de lei, 1 castical, prata
baixa.
10.611 1 corrente para relogio, e 1 relogio, ouro
de lei.
10.G14 1 relogio de onro, de lei.
10.617 1 corrente emedalha, para relogio, ouro
de lei.
10.620 1 cruz de ouro com bnlhantes.
10.623 2 pulseiras, ouro de lei.
10.624 3 broches, 2 pares de rosetas e 1 annel.
ouro baixo.
10.627 1 trancelim, 2 medalhas, 1 par de brincos
e 1 broche, onro de lei.
10.630 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.638 1 gargantilha, 1 pulseira, um trancelim, 1
medalha, 1 broche, ouro de lei.
10 643 1 par de brincos de ouro com brilbantes e
1 brocho, ouro de lo.
10.648 1 par 4e rosetas de ouro com rubina c
brilhantes,]l d'tocom brilhantec, 4 ano i
cam ditos c S brilbantes pequcmi, sob
papel.
10.663 x6 colheres para sopa e 11 ditas para cha,
prata baixa.
10.667 1 par de brincos, 3 ditos de rosetas, 1
broche e 1 annel, ouro de lei.
10.668 1 traacelim, 1 medalha, 1 broche e 1 par
de rosetas, ouro de lei.
10,688 1 relogio, ouro de lei.
10.702 2 casticaes e 1 assucareiro, prata de lei.
10.703 3.anneis de ouro cim brilbantes e rubios,
1 volta de trancelim, 1 cruz, 2 botoes, 1
figa com coral, ourv de lei.
10.711 1 relogio, ouro d; loi.
10.715 1 corrento com sinete c chave, para re-
logio, ouro de lei.
10.730 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.733 1 par de brincos. 1 fita de ouro e 1 psr de
rosetas, ouro de lei, 1 broL-lie e 1 annel
cravejado de diamantes.
10.740 1 cruz de ouro com brilhantes, e 1 silva,
prata de lei.
10.744 1 par de brincos de onro, e 1 cruz crave-
jada de brilhante?, e 1 par de botoes, ouro
de lei.
10.745 1 volta de trancelim, 1 ponteiro, 1 par de
brincos, 2 ditos de rosetas, 2 e meio pare3
de botoes, 3 figasj 2 anneis, 1 emborna de
S.-cao e 1 castor, ouro de 1 i.
10.752 1 relogio do ouro. para senhora.
10.753 1 assucareiro o 1 mantcgiieir.', prata de
lei.
10.757 1 corrente dupla com medalha, curo e pla-
tina.
10.758 1 relogio, ouro da lei.
10.773 1 pulseira e 1 par de argolloes, e 1 relo-
g'o, ouro de lei.
10.775 2 pares de brincos, onro de lei.
10.777 2 pulseiras, 1 broche, 1 par de brincos
cravejados de brilhantea, mais 1 annel
com rubim e brilbantes.
10.781 1 broche, 1 par de rosetas e 1 cruz, ouro
de lei.
Aluga-se a casa com sota, toda caiada e
pintada de novo, sita ra da Fundicito n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez ce
Olinda u. 8, lithographia.
Aluga-se a casa Ierren com 3 quartos, 2 sa-
las, cosinha < quintal com boa cacimba, sita ra
do Lima n. 20, em Santo Amaro ; a tratar na ra
do Mrquez de Olinda n. 8, lithographia.
Est para alugar um bom sitio todo murado
e bastante arborisado. com grande casa, sito
entrada do beceo do Padre Ingle z, di fronte da
estaco do Carainho Novo, p 'rto da linha das
bonds de Fernandes Vieira, tem agua e gas ; a
tratar no oito do Corpo Santo n. 25.
Precisa-se de um criado para o servico de
casa, e dous meninos para venderem em taboleiro,
da-ge ta nbem bolos de vendag. m ; na ra do
Visconde de Albuquerque (ntiga matriz da Boa
Viste) n. 3. _
Vende-se ama refinacao na ra Direite dos
Atogados n. 29 : a tiatar na mesma, ou a roa do
Rosario da Boa-Vista u. 45, ou da-se socielade
urna pessoa que entre com algum capital.
Vende-se um piano bem
yo n. 18.
no pateo du Ter-
Coln Santa Cruz
34-Ra d Uarifii.-z do Derval ,11
A directora do collegio Santa Cruz taz scieute
ao respeitavel publico e aos pais de suas alumnas
atie comecari as aula9 dcste estabelecimento no
dia 11 do corrente. Recebe pensionistas, meias
pensionistas e externas.
Collegio Nossa Senhora das
Victorias
K iiui do Hospicio lo
Este estabelecimento de instrueco, av rir suas
aulas no da 11 de Janeiro.
As directoras,
Blanche d'IIerpent Torgo'
Varciieza L. V. d'IIerpent.
Alua-H
uina casa pintada de novo e com sotao interno, na
ra di Coronel Suassuaa u. 19 : a tratar no lar-
go do Corpo Santo n. 4, Io andar.
HBH
AlfercN
de
Apolinario Luiz
Cartaio
A vuva, filh)., ennhados e sobrinhos agrede-
cem d) intimo d'alma todas as pessoas que ti-
veiam a bondado de acompaubar at sua ultima
inorada 03 restos mortaes de seu fallecido mai ido,
pai. eunhado e tio ; ngradecondo especialmente
aos moradores de Olinda que se prestaram ios
ltimos moment >s do finad' ; e de novo os convi-
dam para assstirem as miesas que sero celebra-
das as 8 horas da manha, na m itru da Boa-Vista,
e 7 na de S. Pedro Martyr de Oiinda, no dia 16 do
corrente, stimo dia do passamento, confessando-
se desde j eternamente agradecidos.
m
Provincia da Parahyba
Venda de bens e predios impor-
tantes
Tend o Sr. Fitch Kemp, sindico geral da mas-
sa fallida de Frcderico Silva, outr'ora negociante
da praca de Londres, devidamente nomeado e
pprovado pelo sup.emo tribunal do justica da
Inglaterra, conferido a mim plenos poderes para
dispor das Dropriedades pertencentes ao dito fal
lido n* imperio do Brasil, pelo presente faco sci-
en te a quem pjssa iuteresaar, que estou prompto a
tratar da venda de qualquer das propriedades que
constara da relscao seguate :
lOeugenhi Massangana, raoente e corrente,
com todos os p'rtencts, krras proprias, matas,
etc., sito no termo de Pedras de Fogo da provin-
eii da Parahyba, inclusive um sitio enera vado na
mesma propriedade.
2' O sitio Consolaces, onliecido psr Queiroz,
com te ra?, Casa c bjmfeitoria?, situado no refe-
rido termo de Pedras do Fogo.
3" O en enho Pasto Spcco, na freguezia de
.-'anta Rita, n> termo da capital da provincia,
moente e corren' com trras proprias e todas as
suas pe-tencas.
4* Urna casi armazenada na ra Visconde de
Itaparica da cidade da Parahyba n. 81.
5 Outra na mesma ra n. 51-D.
Os pretendentes pjdem dirigir-so mim, no
hotel la Europa desta cidade ou a meu advsgado
o Dr. Maximiano Jos c"e Iunjosa Varejao, resi-
dente ra da Matriz n. 2 desta cidale Para-
byba, 9 de jinebro de 1886.
John Pearce.
livros escolares |
A casa G. LAPORT Se. C, n. 75, ra do Im-
perador acha-se sempre provida de todos og litros
escolares adoptados nesta provincia, bem como
dos mais artigos proprios para as escolas: os seus
seus precos sao os mais razoaveis possivcl.
CONDigoBS ESPECIAES FAJU OS ESTABELECIMEHTOS DE
BDBCAcIo E PARA OS SRS. PROFESSORBS
IXfOSIaHTES BATIMENTOS
PABA OS SENHOKES REVENDEDORES
Recominendamos aos Srs. professores as edicoes
seguintes, que se prestam melhor do que qualquer
outra ao ensno primarij:
Compendio elementar da firam
mnlca nacional por Joaquim Antonio dt
Castro Nunes, revis'a por distincto professor, 1
volume enca'dci nado.
Klcmeulo* de trilUmeliea por Joa-
quim de Castro Nancs, revistos novamente por um
professor, 1 volme eucadernado.
Taboada Melnodlca por V. M. M., 1 vo-
lume brochado.
jellnra Selectas) para oso das escolas
primarias, por Joao Barbalho Uehoa Cavalcante,
inspectorgeral^da Iii3trucc3o Publica em Pernam-
buco, 2 ediccao, muito me I horada, e contendo nm
lindo retrato de sea autor, 1 volume encadernado.
Na mcma casa vende-se o afamado
NOVO HEZ DE HABA
Seguido de muitas importantes oracoes como:
Devoeao do coracao de Maris, Officio das almas
do purgatorio, Novena de Nossa Senhora da Con-
ceico, Meditacao do Rosario, Modo de ouvir missa,
oracees para a confisao e communho, a noticia
IIISTOIICA DA URDALIIA MILAOB0SA, A KOVKKA DE NOSSA
SKXHORA DA PEN1IA
DEDICADO E OFFERECIDO
A Nossa Wcanora da Penha de Per-
nambuco
Um lindo volume ntidamente impresso em Pa-
riz, 544 paginas, acompanhado de una gravura
colorida, e ricamente encadernado, 2000
(Abatlmento em porco)
BILUETEOl 6tHtVIIOO
Praga da independen
cia ns. 37e 39
Achrasela venda os felizes bilhetes
garantidos da 32, parte da lotera a benecic
da Santa Casa de Misericordia do Recife
que^se extrahir no dia 19 do corrente.
Precos
Bilhete nteiro 4J000
Meio 20000
Quarto ifiQQO
Cm porco de loojooo para
cima
Bilhete nteiro 30500
Meio 10750
Qaarto 0875
Autonio Augusto o\m Sant Porto.
360, 40(1 e 440 res o covado !
Cachemiras com bolinhas, novidade, a 560, 600
640 res o dito !
dem com bolinhas de veludo, a 1*400 o dito.
Linons, novos desenhos, a 900 res o dito!
Setino maco de todas as cores, ala, 14200 e
1,1400 o dito!
Gorgurinas, fazenda de 800 res, para acabar, a
400 rls o dito !
Failes, novos gostoe, a 500 ris o Jito !
Setinetas francezas, a 360, 400 o 500 ris o
dito!
Cretones finissimos a 320 e 360 o dito !
Fustcs brancos bordados a 400 e 500 ris o
dito I
Merinos de dqas larguras a 1 e 1/200 o
dito/
Ditos setim, idenj, fazenda de 1/800, para liqui-
dar, a 1/200 o dito !
Ditos pretos a 1/, 1/200 e 1/500 o dito!
Damascos de cores com b palmos de largura,
para colzas, s 2/ o dito !
Popelinas listras de seds, a 280 e 320 ris o
eito!
Pannos para mesa, de ama e duas larguras, a
600 ris, 1/200 e 1/500 o dito.
Bramante trancado de urna largara, a 500 ris
o metro!
Brim brauco de linho n. 6, a 1/500 a vara !
aproveitem.
Brins pardos largos a 320, 360 e 400 ris o co-
vado !
dem de cores a 320 ris o dito!
Casemiras de cores duas larguras, a 1/200 e
1/500 dito! 8 '
Dita preta, idem, a 2/200 e 2/500 o dito !
Flanella ingleza, idea-, a 2/000 o dito, fazenda
de 3/000!
Cortes de meia casemira eom pequeo dofeito,
Madapolao Boa-Vista
6/200 a peca!
superior, 24 jardas,
Para a Exmas noivas
Cotias de fustiio ricas, a 10/ e 12S0O0 !
Ditas de chrochets a 12/ e 15/000!
Cortinados bordados a 7/, 10/ e 12/ o par!
Grinaldas ricas e veos, a 10/ e 15/000!
Camisas bordadas a 3/500 e 5/, sao de 8/000 i
Saias, idem, a 4/ e 6/000 !
Popelinas bracas a 600 e 800 ris o covado.
Setinetas idem, lavradas, a 600 e 700 rii
dito!
Espartilhos finos a 4/500, 5/ e 8/000!
Guarnicoes de crochets, ricas, a 10/, para tob
e cadeiras.
Bretanbas, bramantes, esguines finos, a 5/ i
peca; e muitos outros artigos, por precos sen
competencia.
VENDAS EM GROSSO
Descontfos da praca
CARNEIRO DA CNHA & C.
59-RUA DO DUQUE DE CAXIAS-59

iosiOOOSOOO
16-Rua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes gar. ntidos da loteria n. 32 em beneficio
la Santa Casa do Misericordia do Recife,
que so extrahir'teren 19 do corrente.
Integro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
tfl
$0mi\ AUfy
'4
Sendo quandade superior
a i 0:000
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0785
^^^^^ Joaquim Pires da Silva.
r
Sem dieta esem modifi-
cafoes de costumes
a
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ti C
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arca
m
a
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a?
Alierex Apolinario IiUia de
Carvallio
D. Gabric'Ia H. de Lima Carva'ho, reas filhos,
genros, Severino Lyra e JoJo Pinto Cavalcante,
oras Maria Augusta da Costa Carvalho, Maria
Henriqucta Ferreira de Carvalho o Maria Augns-
ti Gouveia de Carvalho, e sobrinhos dos mesmos,
convidam ao Monte Po dos Honorarios do Exer
cito e os demais amigos do seu inditoso f.llio, ir-
mao, ennhado c tio, o alferes Apolinario Luii de
Carvalh?. o obsequio de assistirem a missa qne
mandam celebrar na igreja matriz de tianto An-
tonio, s 8 horas da manha do dia 16 do corren-
te, stimo de seu fallecimento, confe sando ee
deade j agrader-idos.
Collegio de Sania Luzia
Philadelpha Ernestina de Alineida Fortes par-
ticipa aos pais de suas alumnas, que mudou a sua
residencia da ra do Mrquez do Ilerval n. 87,
para a ra do Bario da Victoria n. 14, e que as
aulas principiam do dia 18 do corrente em diante.
Precisa-se
de urna a-na para casa de homcm solteiro
Olinla, no Varadouro, dero ito.
em
i. Idalina Alejandrina de Car-
albo Franca
Odilon Rodolpho de Carvalho Franca o tua
mulhi-' D. Maria Camilla da Silva Franca, anda
resentidas p lo infsiut > passam><,nto re sua mu
idolatrada mi e sogra D. Idalina Alexandrioa de
Carvalho Franca, mandam resar missas por sua
alma na capelln de S. BebutiX >, em Cauhotir.ho,
pilas 7 1/2 horas da manha do da 16 do corren
e, para o que convidam aos pareutes e amigos
dos mesmos c da (nada para axsistirem a e3St
acto de religo e caridade, confessando-se desde
j eternamente agradecidos. Canbotinho, 11 de
Janeiro do 86.
Especficos preparados p!
maceutico Eugenio <,
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspeptcos, facilita as dges-
toes e promove as ejeetoes dificies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemieos, debella a hj poemia
intertropical, r< constitue os hydropicos e beribe-
ricos.
Xaropo d fl ir de arueira e mutamba
Muito recommt ndado na bronchite, na hemop-
tyse e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
larnnjas amargas
_ E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
osmo, na tysico.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pororina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, re-
miitentes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambem fer-
ruginos:, preparados em vinho da caj
Efhcazes as iuflan>maces do figado e baco
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Appieado as coovaiescenoas das parturientes
diurtico antefebril.
Deposito : Fr nciseo Manoel da Sil a & C.
ALBEET0 HENSCHEL & G
52-RUA DO BARA0 DA VICT0RIA-52
As Exmas. familias e pessoas que desejarem hnralo com suas encommenda*.
encontrarSo all os mais modernos e aperfeiooados trabalhos concernentes a art
photographica e modicidade nos precos.
C. Barza,
Gerente.
OTTO SCHIVEIDER
SCCESS0R
Nidias de Albuquerque n. 25
(ANTIOA 14 DAS FLORES)
Tinge e limpa com a maior perfeic3o toda a qualidade de estofo, e fazendas
em peas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo o
trabalho feito por meio de machinismo aperfeoado, at hoje conhecido.
Tintura prcta as tersas e sextas-feiras.
Tinta do cores e lavagem todos os dias.
f
D. Tcrcza Ponlnal
D. Mara da Conce'eao Bastos Rimos, Mana
Jos Rsmos de Andrade, Jos Gjncalves de An-
drade, mandam ce'ebrar mifsas por alma do sua
presada amiga D. Thereza Pontual, no dia 16 do
corrente, s 6 1/2 horas da manha, na matriz de
S Pedro M..rtyr de Olinda ; e para este acto de
religio convidam aos seus parentes e amigos para
as:istirem ditas missa?.
COLLEGIO
S.S. Corafo de Jsns
D. Vicentina Cesara de Mello, directora desac
internatj, avisa pelo preseute, que no dia 11 do
corrente comecarao 03 trabalhos do mesmo nter-
sato, sito ra Princeza Isabel n. 4. O rgimen
o o cerpo doecnte do estabelecimento contina a
ser o nesino.
Cok
(JIO
Amor Divino
Riin da Imperatrl u. 3t.
Este estabelecimento de edacacao abre as au-
las no dia 11 do corrente.
Previne-se aos pas de familia que tem se ama
pessoa de inteira confianca, encarregada de ir
bwecar a levar as creancas que seus pais quize-
rem.
A directora,
Olympia Afra de Mendon^a
JOSEPH RMUSE a C.
cabam de augmentar o seo j bem conhecido
importante estabelecimento na i
de marf o n. 6 com mais
un. salo no Io andar hullosamente pepar- #^
rado e prvido de ama exposi-
^^?fcras deprat derorte e
dos mais afamados fabricantes de
mondo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, seos nume-
rosos amigos e fregoezes a visitaren]
o seu estabelecimento, aflu de
apreciarem a grandeza e bom gosto com que
Ro obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
ACHA-SE ABERTO DAS 1 A'S 8 DA NOITE
COMPITE


6
itrio de Pcfttambuc-Scxtofcira 15 de Janeiro de 1886
7

I




Aluga-se
j segundo andar e sotao da cut i roa do Amo
risa n. 66, por preoo eommod >, perte d* alfandega:
I tratar na mesma.
Aliiga-se
* grande e bou cana n. 159 ra Imperial, tendo
frente de azulejo, 1 porta e 2 janellas, 2 salas,
lendo a de frente ladrilhada com fino mosaico.
da estucada, gabinete servindo de corredor, 4
juartos, cosinha fra, 2 quartos alem, quintal to-
lo murado, grande portao que deita para a linha
frrea, cacimba, bomba, e canalisada a gas, tendo
ustres, arand Has, etc. : a tratar da ra larga
ie Rosario n. 22, 1- andar, das 10 horas a 2 da
.arde, diaa uteis.
Aluga-se barato
2.* andar travesea do Campello n. 1.
1 casa da ra da Palma u. 11.
A loja da ra do Calabouco n. 4.
k casa da ra de Lomas Valentina n. 7.
O 1.* andar da travessa do Carina n. 10.
A casa da ra da Ponte Velha n, 22.
A casa da ra de Gervazio Pires n. 13.
k eaaa da Baiza Verde n. 1 B Capunga
A tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an
Alug.
jase
un sitio ra das Pem-inbucanaa n. 62, tendo
ana grande casa com muitas comin>didades para
grande familia, a casa tem sota corrida e o sitio
trborisado ; as chaves na ra de Pedro Alfonso
aumero 68.
Cosinheiro
Precisa-se de um bom cosinheiro ; a tratar na
roa da Aurora n 109.
Quem tem ?
Ooro e prata : compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que un outra
quatqner parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
Rosario, antiga dos Quarleia, das 10 horas as 2 da
tarde, diaa uteis.
Criado
Precisa-se dn une criado qae tenha boa conduc
tar na ra da Aurora n. 109.
OS especficos veterinarios
H0ME0PATHIC0S^=
==nF HUMPHREY.
Para a cura de todas as doencas de
l avallo*, Gado, Carneiros, Ce, Por-
C08. ai es
Tem sido usado com feliz resultado por
Fazendeiros, Criadores de gado, Car-
ros-ferris, etc., etc.
Ortifloado e usado pelo Governo dos
Estados Unidos.
ty Envia-se Folhetos e Cartoee gratis.
Dirija-se a
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e prostra{o, por excesiro trabalho ou outrai causas.
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A'vbnda por todos os Drogistas. Tambem
oase pelo corteo pelo pre^o do costume.
.Dirija-*: a "Homphrey-s llameopaUlic
Medicine Cu." 100 FaStoa St. New-lork.
QUILL BUTTON-HOLE T
1 Retro de Seda pala Caatar.)
WI8T.
i
Julgando ser de gnwdt utilidade dos negociantes da
America do Sul, terem fios de seda e retroz prepara-
dos em material mais leve do que sejam cairelis de
pao, estamos promptos a fomecer para exportacio
nos de seda, retroz de seda e seda de bordar, de
todas as qualidades,. preparadas em lancedeiras de
papel ou de peonas como cima representado.
Temos todos os tamanhos de fio preto e mais de
quinbentos cores.
Dirija-se Brainerd Armatrong Co."
6ai Market Street, 469 Broadway,
Philadelphia, U. S. A. New-York, U. S. A..
Leonor Porto
Ra do Imperador n *"*
Primeiro andar
Contina a executar os mais difBceis
figuriuos n cbidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima cm perfeicao de costara, em bre-
vidade, modicidade em presos e fino
gosto.
I
nionio le Pana da Fonseca
Ventura
D. Joanna Anta da Fenaeca Ventura, seus fi-
Ihos, cnteados e g -nre, muito aeradecem as pes-
soas que assistiram os ltimos suffragios feiios ao
cadver de seu presado filho. irmo e cunbado,
Antcnio de Padna da Fonseca Ventura, e de novo
as convidam assistirem a missa de stimo dia,
3ue mandam celebrar por suh alma, s 7 1/2 horas
a manhS do dia 16 do corrt-ntt, na igrej* de N.
S. do Terr;o ; e desde j se confessam gratos por
mais essa prev, de amiznde.
Antonio Pernande* Velloso
(2 annirersario)
Mauoel Fernandes Velloso, commemorando o se-
gundo anniversario do fallecimcnto de seu presado
tio Antonio Fernandes Vel'oso, mnda celebrar
algumas missas por alma do mismo, sexta-feira,
15 do corrente pelns 7 horas da manha, na igreja
da Madre de Deus para cojo ac convida aos seus
omigos, antecipando-lhee desde j seus reepeitosos
c sinceros agradecimentos.
D. Thereza da Uva Vieira
Poninal
Barao e Baronesa de Frecheiras, D. Cordulina
V. da Silva Pontual, Barao e Baroneza de Pe
trolinn, Jos Rodrigues Pontual e su'' mulber,
Francisco da K cha Puntual e sua mulher, Oavino
dos Santos Pontual e sua mulher, Leocadio Alves
Pontu. I e sua ulher, bacbarel Feliciano Placido
Pontual e sua mulher, Jeronymo B. de M. Ran-
gel e sua mulher, D. gueda" Aventina Pontual,
baeharel Samuel dos Santos Pontual e sua mulher,
Dr Constancio dos 8autos Pontual e sua mnlher, D.
Mara de Jess Pontoal, Thom Joaquim de Oli-
veirae sua milher, Manoel Antonio dos Santos
D'ub e sua mulher, filhos, genroe e oras de D.
Taerera da Silva Vieira Pontual agradecem do
r.ndo d'alroa aos patentes e amigos que tiveram
ndade de assistir aos ltimos cuffragios feitos
Ba fallecida ma e sogra e acompanharam seus
.-est ib m< rtaes at o cemiferio.
Os mesmos pedein de novo 4 todos os prente*
s amigi>8 seus o csridoso obsequio de assistirem as
missas que no dia 16 do corrente se rezarlo por
alma de sua sempre chorada mSi e sogr, na ma-
triz da Boa-Vista s 8 horas da manha na ca-
pella do eagenho Cabeca de Negro, s 10 horas
da manha na igreja da povoaco de 8. Jos de
Boa Bsperanca s 16 horas da manha e na em-
pella do engenho Aripibe tamben as 10 horas de
manU.
TNICO

f\
%
A LA BEINE DES FLE'TRS
Ramalhetes Notos
L. T. P/VEm PARS
Mascotte
PERFUME PORTE-BOm-HR
PrenaraQSo de Productos Vegetaes
...TINv0 DAS CASPAS
e outras Molestias Gapiliares.
JVIARTINS & BASTOS
jPernambueo
Intrnalo Rernnnibueano
Ra do Hospicio n. 55
As aulas deste collegio abrem-se no dia 14 de
Janeiro.
Aula mixta particular
Ba da
n. 44.
la 11 i* da BoaVIsla
primeiro andar
Maria da Concei?o de Drummo^d participa
aos pas de familia e correspondentes, que a sua
aula abrirse ha no dia 11 do corrente Wz.
Alm das aluinnas externas, admitUm-se pen-
sionista : quem desejar saber as necessarias con-
dicoes poae dirigirse dita aula, que entrnder-
f e ha com a mesma.
Quanto as informacoes, os interessados podem
dirigir-se ao conselheiro Pinto Jnior, Dr. Pe-
reira do Carmo e aos distlnctos prefessores da so-
(ieuade Propagadora da Boa Vista
Consultorio medico cirurgico
Dr. Miguel Themudo raudou seu consul-
torio c residencia para a ra da Imperatriz
n. 14, 1. andar, fiido d consultas das 12
horas s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidades partos, fie-
bres, syphilis e molestias do pulmSo e co-
MfBa.
litrato ** Oorylopas ao Jap<
pr^f^ri*
PERFUMES EXQUISITOS :
Bouquet Zamora Anona u Bengale
Gydonia de Chine
Stephania d Auatralie
Heliotrope blino Gardenia
Bouquet de l'Axniti'Whlte Rose ol Kczanlik Polvilor orienUJ |
Brise de Nice Bouquet de Reino des Fres, etc.
ESSENCIAS CONCENTRADAS ("A") QUAUDADE EXTRA
Depsitos bu priucipaei Perfurntria, Phaiinaeas e uabeilcteiroi da monea.
. ii i
'V '>'.-** N.


-
Biolafor la nuiniui
Este i i portante estabelecimento de relojoaiia,
fundado em 1860, est funecionando agr ra ra
larga dj Rosario n. 9.
O sen pnprietano, enoar- gado do regulamen-
to dos relogies do arsenal de marinba, da cempa-
nhia dos tr.lhos urbanos do Recife i Olinda e Be-
beribe, da do Recife & Caxang, da estrada de
ferro de Carua da companhia ferro-carril de
Pernambuco, da aseociacio commercial beneficen-
te s da estrada de trro do Limoeiro, cercado de
intelligeatcs e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca jara relogios de algibeira,
de parede, de torres de igreja, chronometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixaa de msica, ap
psrelhos elctricos telephonico.
Contina a exercer a sua profisso com selo e
intoresse de que sempre deu provas ao respei-
tav el publico e aos seus collegas, e vende torne-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de sen estabelecimento se acha enl-
locado um relogio, cajos mostradores tambem t>'-
derao ser vistos pelos passageiros da forn.-ci.rriI,
tendosempre aHORA MEDIA DEsTA CIDADE,
determinadas pelas suas observacoes astronomi-
>as. Ra larga do Rosario n 9.
Antonio Jos da Costa Aran o.
CASA DE BANHOS
COM DUCHAS
26 PATEO DO CARMO 26
Este grande ertabelecimento situado no cen-
tro desta cidade, contm 18 quartos, 10 desti-
nados para homens, 4 para senhora 2 para
banhos de chava e 2 para as dach s i ^t e es-
tabelecimento offerece todas as v ntag jtie
se podem desejar, com o grand mr l.ni mm
to que seu psoprietario acaba de fazer, collo-
eando urna alderra a vapor para facilitar os
banhos momos a rr.edieinaee; os apparelhoe
Sropri* para o trotnmento pelo systema hy-
rothernpico, bies como sao as duchas vertical,
t- a circular, nstema es-e
in racir. er.ergico de trataniento que
ia am ubulo particular do s-
nerrofi as molestias chronicas, porin fir-
in.m: as i'.inUoe* nos o seu throno, porque tem
conse^u;,!.i .. t doentes abandonados
'. s os meios therapeu-
. melboramento das duchas ja
multes doer.U-s (rpcomrr.endados pelos Snrs.
mdicos) tm senado cura de seus males.
O respeito e a ba ordem sero rigorosamen-
te observado* em relaco s pessoas de am-
bos os sexos, para o que tem urna divisio a
quartos destinador, aos ba-
nlios. OCereoe urna garanta ao receio mais
nielindro>.
Pedlm urs. Drs. em medicina o obse-
quio de iionrarcm nosso estabelecimento com
suas visitas, para se informaran de seu estado
e poderem assirn recommendal-o a seos doen-
tes, animando nos desta arte a dar-lhe um
ue o torna ntil em todos os
casos; a casa de bachos estar aberta nos dias
uteis das C tifica.1 na s 4 da tarde.
Tabella dos Precos
FRANCFORT S/MEIN
. PARS ^7y LONDRES
I5nueaeitchiquierj 54AldermajiburyEC.
' SABAO ,
transparente cristalino
WURIEGER
conhecicic. do mundo nteiro
como o melhor mais perfeito
de toctos os sabaos de toilette.
Essecialidade.
Estractos essencias triples
de cheiros. Agua de Colonia.
Vinagres de toilette. Pos d'ar-
roz. i'ommsdas. Azeites to-
das clases de perfumaras finas.
Superiores qualidades.
Onwsnos as principaes Per-
finaras. Pharmacias Cabal- j,
leireiros de Braz
,
HOSPHATINA
Falires
PARA A
ALIMIlTAQiO fiACIONAI
DAS
Mes, Criancas, Amas,
Conoalescentes.
Este alimento, de un sabor agradavel, precioso
sobretudo :
Para as MSes, durante a gravidez;
Para as Crianzas, na occasiSo de desmamal-as;
Para os Velhos o Convalescentes.
A PHOSPHATINA constitue o verdadeiro alimento
"das Crianzas alimentadas no seio ou na mamadeira. Nenhuma
Fcula, Conserva ou Pos ditos de alimentaejo para a infancia,
pode competir-lhe.
E a administrando fcil do Photphato de Calcium, que fortifica ai
Crianca durante o seu crescimento.
rARIZ, 6, Aveaue Victoria, 6, PABIZ
foposlUrk MI Ptrntmbuco : FRAM- M. da SILVA 4 C".
16,600 RECOMPENSA NACIONAL 16,600
ix7R7
te
ELIXIR V
:uina-Lar.-cho COOle.'U lodos os
pi iiicij.ii.v-. da q un) gosto inotlo
agradavel, e superior aos outros vinhos
npr.s de quina; contra o descal-
mpho das forcas.e da enrrgia, as affccfes
a as febrtt inve'eraaat, etc.
^r FERRUGINOSO
a feliz combinacao de um sal de ferro
com a quina. E' recommendado contra
a pobreza do sangue a Moro-anemia, as
onsequencias do parto, elr.
22. ru Dmuet e ras principaes Pkarr-aciaG So Mundo.
EPILEPSIA f,^^^
A
H
:CONVLSES
MOLESTIAS
NERVOSAS
Iwr:
at\ iii"**
POi Mtl D*
Laroyen
VTNDJ EM tROMC'
PARS, 7, Bwkmrd Dal, ?. fMR
PIARHACIA D1BI.
epositirlos em firnambuco rSAJT* K. da IIXVA A o*.
GRAGEAS
de CoptJtlba, Cubebn
2tanhiM Ptrro, Bismutho
ileatrio, rtnbuithlna, $.'
FORTN
INJECCO
Hyglenlca a Preserva/lora
tem causar
accidente a/oum.
As OftAQsTAS) FORTN, foro as primeiras que obtiveram & approvaijo da Acodemim
de mediana (1830) e que adoptaram-se nos Hospitaes. Cnram as molestias secretas,
mais rebeldes sem fatigar os estmagos mala delicados.
A INJCOOAO FORTN sempre recommendada como o complemento da medicacSo.
Dfli Uto mm Perra.nluro rRAN' M da SILVA Cf. e na* princlpae Pharmaciaa.
1 HYGIEHICOS para TCADOR da PELLE e para FAZER a BARBA |
gistes gabenetes follar geifumadcs, s.
oataaimao* do Mundo b*o encellantes contra a a AiTeccoes s=k
da pae a as Picada*
E MOSQUITOS. fc
Oppomlo-se a aeco dos Miasmas e Microbios do ar c das aguas S
sio necessarlos contra as molestias contagiosas c epidmicas. ey
LEASE a br o chura explicativa^
Exije-se a Marca de Fabrica A' mollabs
TERDE-SE El TOD i PARTE IAS DROGUERAS, PHARiACIAS E PERFUIARIAS **"
A* JOUBERT, Sucotor, Pharmaceutico de 1* Classe S
8, Ra dea Lombarda em PARIZ S
2' MEDICIIAES creme d. babeges p- fricqoes banhos f
GOHAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOUIPSON
' Tratamento elTlcaz contra todas as affeccoes provenientes do enfra-'
queclmento dos orgaos e do systema nervoso, ou das altoracOes do
sangue mutaaaa dos ana, astarlUdade, Palpitarse*, lafta.
| queclmento a-eral, lomai ConTalesceneas. Este tratamento de ha multo, reconnecldo
e recommendado como o snalor regenerador do organismo.
O FRASCO : a FRANCOS (BM yn^VNOA.] yj
Toda muco que nao trouxer a Marca Ae Fabrica registrada a at*ianatura_^^j^ nica Fiarhtat I
deve ser rigorosamente recasada ~2^r-^ iut*
Ajua, Ptaarmaola OSinr, raa Boenaetaonart, sa 'Z*' "rodete
Deposito em Pernambuco .- FRAN M. da SILVA de C.
!5e5cScSZ5b5ZSS5cS5
NA EXPOSICAO UNIVERSAL
YINH0
CATILL0N
a* uLittnlNA e QUINA
0 mal Bolero*) tnico reconstituate prcxnpto
no catos de Dore d'eatomaoo. Langor, Anemia
Dlabetis, ConsumpcSo, Febrea
Convalesoenca, Resultados dos partos etc.
0 mesmo rinho eom fcrro. VINHP FERXUSIS0S0 i
CAT'LLi:H r*|enerador por eicellenca do sancas pobre
e decorado. EsU rinho fai blucar o ferro por lodos
igo e nio oecaiiiina prisao de vcnlre
rat Ulatriaet de */. -EmiVxMi^,
I os arteiD
IMA/,
. rraao* M. da SU e c.
priocifaH j'huruMiM
VINO QUINADO QUE OBTEVE ffTA
TINTURA POMADA
NICA I! TNICA
0E PILLIOL DE PILLIOL
ranrAsnATo*st. i MtnAiis-n
i tW. m f >[! I VtaeM
mm lirigMD. I na Cor primitiva
**"!,ELa,i?rtwJ5I*MO*'*'. "veu., pin
ta fanitmiuct: niAM- at. a SILVA e C-.
ifinho do Dr. Forstier
de QiilBa leira|lB8SB e d Ca&ui tte Laranas aoarfax.
TNICO RECONSTITTJINTF
"Remedio soberano
CORTRA A
CHLOPnsE, ANEMIA, CARIE DOS OSSOS.
A"F ^ D1A1RHEA": CHRONICAS, RACHITISMO,
ESCRFULAS, DEBIU'MDE,
C0iVAiLCCMNCAS OC FEBREi TYPHOlDrAS
E M MOLESTIAS ORA/ES, ETA
yenda em grosso: raiRMaatln) BUTB (tanta.). ratalA.
Depodtoi em Pemambooo :
FBAM" l*t. da SILVA 8 C
- t*iu a imi ritmeiu de fsrXP n
Mobilia
Vende-se urna mobilia de Jacaranda, macica,
nova, do ultimo gosto ; a tratar na raa do Amo-
nto n. 66.
.Msicas novas para
^iano
apulebu de Castro, dobrado ejecu-
tado pela banda do segundo batalbfo
(2 edicao) 1J000
Amor e Rtympalbia, dobra o execn-
tado pela banda do 2* batalho ltsOOO
lainse dina de wlagesn, dobrado
ezecutado pela banda do 14 batalbSo 1000
Vendem se na loja de msicas do Azevedo
Ra Nova n. 13
\
Km S de Janeiro de 1886
Pela secretaria do Gymnasio Pernambucano e
de ordem do Kevdm. Dr. regodor, se declara aos
pais de familia e a quem interessar possa, que es-
t aberto o anno lectivo para os alumnos d'aula
primara, nos termos do art. 185 do regiment in-
terno de 19 de Abril de 1876, approvado pela lei
provincial n. 1,497 de 10 de Junbo do anno de
1880.
O instituto recebe alumnos em tres catbigorias,
conforme se acham divididos pelo citado regimen-
t: pensionistas ou internos, mcio pensionistas e
externos.
Os pensionistas residirao no instituto, tendo di-
reito de estudar as materias proscriptas no pro-
gramo a estabelecido, a ser alimentados sadia e
abundantemente, tratad: s em suas enfermidades
pelo medico da casa, ter roupa lavada e engom-
mada regularmente duas vezes por semana, cabel-
leireiro sempre que fflr necessario e banho duas
vezes por semana.
Os meio pensionistas se apresentarao no estabe-
lecimento nos dias lectivos, .is horas em que a au-
la se abrir, e dtsde entilo at ser encerrada tar-
de, serio equiparados aos internos, quanto aos os-
udos, alimentario e recreio.
Os externos s tem direito s liccoes e explica-
cues do respectivo professor.
A penalo dos internos de 400/ e a dos meio
pensionistas de 240, paga por trimestres adian-
tados na secretaria do mesmo instituto.
Os externos, porm, nada pagarao.
secretario.
Ceiso T Fernandes Quinlella.
Liquida^ *
em coDtinuacSo na ra larga do
Rosarlo n. 3*i
DamiSo Lima & C, nao p dendo acabar o sen
grande sortimento de miudezas, em consecuencia
da cryse perqu passamos, continan) por mais al-
gum tem-o a liquidar suas mercaduras, pelo que
do novo convidam ao publico e especialmente s
Cunas, familias, a quem pedem toda proteefao.
Admirem !
Punhos e colarinhos bordados para sc-
nboras 2*200
Ditos lisos 1*800
Ditos de ceres 1*500
Luvas de seda de cores 2*500
Agua florida, 700 rr. e 1*000
Bordados de 300 rs. 2*000
Bonitos lacos a 2*200
Legues de 400 rs., 6C0 e 1*000
Meias para bomem 3*00O
Ditas idem 8#000
Ditas de cores 4*000
Um par de fronhas de Kbyrintho 1*5" 0
Urna toalba de labyrintho 25f e 30*000
Euvt siveiB, rs. 320
Fitas, bisos, lencos, grr.vatas e outros muitos
artigos que estao ixposicao.
Boa larga do Botarlo n. 3
Damio Lima & C.
Ama
Precisa se da urna boa cosinheira ; na estrada
de Jooda Burros n. 54.

Extracto Composto
liraluitfiRU
PAHAAffnAHADICAtDAS
Escrfulas e todas as Molestias
provenienfes c! ellas epara
Dar Vigor ao Corpo
Purificar'o Samgue.
t.t,v.t, pelo O J CAttftaCM Lo.J Un Cu J.
Casa
mor; da
para
Precisa-se singar urna casa que tenha bons
commodos, agua e gaz, e que tenba trints! ; nes-
ta typop;raphia se dir quem queir
Contina aleccionar, D Francisca de Alba-
querque Silva Costa, por co legios e easas de fa-
milia e em sua residencia, ra da Detenco n.
19 : a tratar na mesma.
Professora
Offerece-se urna pr .fessora para leccionar em
alguna collegios e casas particulares as seguintes
materias : portngucz, francez, msica e piano ; a
tratar na ra do Mrquez do Herval n. 20.
Cosinheira
Precisa-se de urna, no Io andar do predio n, 4,
a ra de Santo Amaro, no bairro de Bsoso Anto-
nio.
Attengo
A vio vi de Manoel Joaquim Baj/tUta recom-
menda que pessoa alguina venda fiado i escravos
seus, pois que nSo costuma comprar senio adi-
nbeiro, e por isso nao se responsabiliza por divi-
das contrahidas em seu nome. Ourj-.iiD, para
evitar abusos, declara que foram subtrahido uns
cartoes de visis de sen filho mencr, que tem
igual nome de sea finad > msrido, e que tambem
nio costuma comprar fiadiv___________^^^^^^
Declarado
Desde o dia 3 de agosto de 1880 fixei a m>nhs
residencia na villa de Barreiros. Ftaou tata decla-
racao pata evitar certas suspeitas respeito.
Barreiros, 30 de deiembro de 85.
Bario de Santo Andr.
Alug
Ama
.' e 3- andar do sobrad
-atar na padari' .
a-se
i ra do Bram n.
Precisa-se de cima ama nara comprar, cosinbar
e fazer o servico de urna casa de familia ; a tra-
tar na ra da Uniio n. 47.
Ama
Precisa-ec de urna ama para tedos os servicos
de duas pessoas ; na ra Imperial n. 200-C.
4ma
Frecisa ie de ama ama para cosinhar e lavar,
para casi de pequea familia : na raa de Fer-
nandes Vieira n. 24, taverna.
Ama
Precisa-se de ama ama para engommar : na
Capunga (antigt ra da Ventura) n. 3.
Ama ouesrravi
Precisa-se de urna para cozinhar e engommar
para casa de pouca familia : na raa do Barao da
Victoria n. 15.
Fabrica globo
Roa larg* do Rosarlo-
Manipulado especial com fumos escolhidos dos
bons cigarros, exploradores, navegantes e fede-
raos. Precos rszoaveis e bouu detcoutos para o
commercio de retalbo.
Correias
Amas
Precisa-se de duas amas para cozinhar e en-
gommar em casa de familia : ne escriptorio deste
Diario se indicar quem precisa
Ana
' "Prec3a-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, dando fiador de sua conducta ; a tratar na
ra dos Martyrios n. 156.
Ama deleite
Precisa-se de urna ama de leite para amamen -
tar ama crianca ; trata-e na ra do Mrquez do
Herval, casa n. 192.
Precisa p de um ama que engumrne com per-
ft-iciu, para casa de fan.ilia a tratar na rna do
Bar i da Victoria n. 7, 2- andar.
Ama
Precisa-se de urna ama qne compre e cosinhe
com peofeico ; a tratar na ra do Barao da Vic-
toria n. 50, 2- andar.
Ama
Pjeeisa-se de urna ama meia idosa para cosi-
nbar e mais servidos de casa de familia ; a tratar
no largo da Santa Cruz n. 16.
Ama
Precisa-se de urna ama qne saiba engommar e
coser; na raa de Riachuelo n. 57, portao e
ferro.
Ama
Precisa-se de urna ama para servico de casa ;
na roa di Florentina n. 3?.
Ama
Pre:isa se de ama ama para cosinha e mais
algnm servico ; a tratar na raa das Nymphss nu-
mero 26.
\viso
L
O abane assignado, no empeni de bem liqui-
dar todos os seas dstitos, segu para o interior
da provincia era oobraaca de algunas contas, e
desde j convida a todos os seas credores que
tiverem titulos vencidos para que os aprsente ao
sea procurador e advogado o major Ignacio Leo-
poldo de A. Maranhao, morador neita cidade, por
quem ssro satiafciias. Pie d'Alho, 4dejaaeiro
de 1886.
Juvino Carlos da Sonsa.
de sola ingles i, de I .na e de borracha, de diver-
sas larguras e grossuras ; vende-se barato na
undicao Villana, ra do bruaa u. 54.
Escola particular de lastracco
primarla para o sexo masculino
34 RA DA MATRIZ DA BOA VISTA 34
O abaixo assignado participa ao illuttrado pu-
blico desta capital, que abri a sua escola parti-
cular da iustrucco primaria para o aexo masca-
lino, ra da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde
esmeradamente se dedica ao entino d a.us alum-
nos.
O grao da escola con.-ta : 1er, escrever e contar,
desenho linear, historia patria e noces de francs.
Garante um rpido adiantamento em seas alum-
nos, pelo seu aystema de ensino, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
merada dedicaco ao ensino, fazendo com que os
seus discpulos abracem e amem de coraco as le-
tras, aos livros, e ao estudo, guiando os no cami-
nho da intelligencia, da honra e da dignidade,
afim de que venbara a ser o futuro sustentculo
da patria, da leligio, e da lei, e um verdadeiro
cidado brasileiro.
Espera, pois, merecer a confianza e a proteccSo
do distincto pavo pernambucano, e em particular
tem f robusta em todos os pais e tutores de me-
ninos que qneiram aproveittr um rpido adian-
tamento de seas filhos e tutelados.
Comquanto ousada seja esta tentativa, todava
espera que os seas incansaveis esforcos, e os
seas puros desejos, sejam coroadoa com a feliz ap-
provacao de todos os filhos do Imperio da Santa
Cruz.
Mensalidade2*000 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horariodas 9 horas da manha s 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meios-pensionistas
por mensalidades razoaveis e Iecciuna por casas
particulares a ambos os sexos.
Julio Soares de Azevedo
34 RA DA MATRIZ DA BOA VISTA 34
Collegio 15 deMaio-
Para o sexo femioino
Corredor do Bispo n. 3
Neste collegio ensina se partaguez, france,
msica, piano e todos os trabalhos deagulhs, bor>
dados de todas as qualidades, assim como costa- '
ra ; affianeando aos pais de familia esmero e de-
lgadez* para com suas filhas. Abre-se no da 15.
Precos mdicos.
Directora,
___________________Anna Leite.
Aola particular de primeiras
ledras
Anna Theodora Simoes participa aos pais de
suas alumnas o ao respeitavel publico, qne no dia
7 do corrente se achara aberta sua aula na roa
da Imperatris n. 15, a continuar os exercicios de
sua profisso : assim como contina a admittir
alumnas internas, meio pensionistas e externas.
Bom empreo de capital
Vende-se o muito bem afrtf
8o.res, raa de Hartas n. "
mesmo.
lezado hotel do
14 : a tratar na
Nlr.. lh
O 8r. Joto Cavalcante Mauricio Wanderlay,
tlho do Exm. Sr. Bario de Ti'smbb, queira
r on mandar roa Duque de Casas m. 73, soj>
'luir o negocio gue nSo ignora.
*




Diario de PernambucoSexta-feir 15 de Janeiro de 1886
\)
VENDAS
Vende se urna excellente armacao, nova, de
goeto moderno, forrada e envidrajada, propria
Cqualqu<:r negocio ; a tratar na praca da In
dencia ns. 24 e 26.
Vende-se a feliz e muito bem ituada tavsr-
na em um dos melhores pontos de retalho de Fra
de PorU b, a ra do Occidente n. 2, di epte para
dnas roas, Occidente e Guarar pos, e o motivo da
vend o dono eatar prestes a embarcar ; a tra-
tar n t mesma.
Yende-se
Veode-se barato
urna armacao de amarello invernisada, propria
para qualquer artigo ; a tratar na roa do Livra-
mento n. 1.
Engenta
Vende-se por 20:0004 a quinta parte que a
possue nos engenhos Amarag d'Agua, Santa Lu-
zia e S. Vicente, distante meia legoa das eatacoes
de Gamelleira e Ribeirao, moentes e corrate. O
engenho Amaragi d'Agua tem muito boas trras,
matas, muito bem cercado, muito boas obras, e
me cora agua ; os outros dous tem muito boas
cerras, matas e moem a vapor : a tratar na roa do
Imperador a. 50, 3o andar. _________________
WHISKY
BOYAL BLEND marca VlADO
Este excellente Whisky Escesses preferive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica'
o corpo.
Venda-s a retalho nos melheres armasena d
molhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo BO-
OM e emblema sSo registrados para todo o Bran
BBOWNS & C, agente
Farfolla de rigo nova e
de superior qualidade
Retalha-se em lotes
vontade dos compra-
dores o carregamento
defarinha de trigo, em
saceos, chegado do Rio
daPrata pelo patacho
inglez LibbieH.: tra-
tar no armazem na
do Commercio n. 4.
Queijos do reino
Marea johaiincs P.uym
O melbere* e o mai* barulowj
3&000 um
Por caixa de 12 qoeijos fas-se abatimento
Em casa de
Citarles rluvni 4k C
24Ra do Commercio 24
BECIFE
o sobrado da roa da Imperatriz n. 20, tendo tret
andares e em boa estado de conservacao, e a cas*
terrea da roa da Uniao n. 34 ; a tratar com Ca
pitulino de Guarni, ra do Bjm Jeius n. 11
primeiro andar._______________
Cabriole! e victoria
Vende-se um cabrolet e urna victoria em pe
feito estado : a tratar na ra Duque de Casi
numero 47.
Em vista dos grandes progreisos da IDEIA de
3ue se gloriam a* naces civilisadas, o commercio
eve acompanhar esae rogreaao, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
incoe ; em vista do que annunciam
MARTINS CAPITAO & C.
I Ra Estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, a
escolha dos quaes, os annnnciantes tem sempre o
maior cuidado, para bem servir os seus numero-
sos fregueses. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe
Venham ver pois :
Queijos, flamengo, suisso, etc.
Dito do serto.
Fiambres ingleses.
Chocolate francs Menier.
Dito do Maranhao.
Fmctos seceos, como :
Pasaas, amendeas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qaalidades.
Bolachinha inglesa.
Sementes novas de hortalicas
Especialidades em :
Vinhos finos do Porto. f
Ditos da Figueira.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem asaim :
Araruta fina em pacotes.
i Cha verde e preto.
Dito perola.
Eapecialissimo mate do Paran, e* p.
Anda mais :
Pormicida Capaaema.
Oleo de mocot.
Aceite de peixe.
As cocinheiras
Lsques nacionaes (abanos) para cosinha a'Ji
milheiro.
E todos os gneros concernentes a este ramo de
negocio.
Encontram-se no armazem de molhados de
Martin Capillo & C.
1BA. ESTBEITA DO BQSARIO1
Aol2 ~
Nova loja de fazendas
N. 32 Rna fla Imperatriz- N. 32
DE
Pereira da Silva
Neste aovo estabeleeimente encontrar o re*
peltavel publico, nm vanado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades que se vendem por pre
eos baratissimos, assim como um bom sortimenU
de reapas para homens e tambera se mandara fs
ser por encommendas por ter um bom mestre al-
faiate e snssplstn sntri manto de pannos fiaos, c*
semiras e bnns etc.
Ficlius
A I0OO. ti e *600
Na nova, loja rna da Imperatriz n. 32, vende
se bonitos fichs de todas as cores, s -ndo doi
mais modernos que tem vindo ; isto na loja do Pe
reir da Silva.
Fnstftes e setinetas a S00 ris
covado __
Na nova loja roa ds Imperatriz n. 32, vendt
se nm elegante sortimento de setinetsa de toda
as cores, tendo largura de chita francesa, assin
como fustoes broncos muito encorpados para ves-
tidos e roupas de criancas a 500 ris o covado, i
pecincha, na loja do Pereira da Silva.
Lzinhas lavradas a 500 ris i
covado
Na nova loja do Pereira da Silva ra da Ib
peratris n. 32, vende se um bonito sortimento dai
mais lindas lzinhas lavmdas que tem vindo pan
vestidos, sendo com lsvores miudinhas e em furu
cores, pelo baratissimo preco de 500 ris o co
vado.
Palitots de casemira a .0.000 e
12000
Na loja n. 32 da rna da Imperatriz, vendem-s
palitots de casemira preta de cordao sendo forra
dos e muito bem feitos pelo barato preco de lOf <
124, assim como calcas de casemiras muito ben
feitas a 6/ e 7/ e ceroulas de bramante a 1/20-
a 1/600, e coletinhes para dentro a 800 ris cadt
nm. pechincha, na loja do Pereira da Silva.
Merinos pretos a 1.200 e 1.600 rs
Vende-se merinos pretos para vestidos e roupai
de menino a 1/200 e 1/600 o covado e superior
etim preto para enfeites a 1/500 assim como chi-
tas pretas, tanto lisas como com lavores brancot
de 240 ate 320 ris o covado na nova loja de Pe-
reira da Silva rna da Imperatriz n. 82.
Algodosinho francez para les-
fesal.000, 1,100 c 1.200
Na loja da ra da Imperatriz n. 32 vende se m
periores algodaosinhos francezes cem 8, 9 e 1(
palmos de largura, para lences de um so pann(
pelo barato p-eco de 1/ e 1/100 o metro e ditc
entrancado para toalhas com 8 palmos de largurt
a 1/200, assim como bramante de qnatro largura
a 1/250 isto na loja do Pereira da Silva.
0,000:000
DAS
CORRE NO DA 19 DE JANEIRO
!
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006^000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 19 de Janeiro de 1886, sem falta.

6'
LISTA GERAL
N B.O premio prescrever
um anuo depois da extraerlo.
31
A
DOS PREMIOS DA \J PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 402, EM BENEFICIO DA MATRIZ DE VILLA. BELLA, EXTRAHTOA EM 14 DE JANEIRO DE 1886
NS. PREMS.
2
3
4
7
9
10
21
24
29
32
34
44
50
53
56
59
60
63
66
67
68
79
80
84
m
90
92
94
102
9
10
1?
17
26
40
64
65
7
73
75
78
82
85
95
98
99
200
19
29
35
40
m
40
80
40
NS. PREMS. !I8. PREMS.
80
44
238
43
47
53
58
68
76
77
79
80
81
90
91
93
98
307
20
23
27
41
49
53
55
57
61
72
82
87
95
404
11
18
21
35
38
40
50
53
54
57
64
67'
71
76
85
99
500
14
19
20
40
84
44
*4
44
522
25
29
30
33 1
38
41
42
48
51
59
62
65
72
83
87
89
93
601
12
23
26
43
45
48
50
56
57
60
63
67
68
76
78
81
90
703
6
9
43
15
47
19
32
45
47
55
62
69
77
NS. PREMS-
4*
4
40
4*
f6
44
80
4
8*
40
788
89
92
803
6
11
18
19
22
28
37
39
40
43
47
48
55
57
60
63
64
70
81
82
90
92
98
900
6
22
34
36
39
50
57
59
69
76 4
80
81
82
83
85
90
92
95
1002
14
17
22
40
NS. PREMS.
8
4*
84
46
96
46
44
4
46
1026
29
30
34
35
36
37
39
56
61
62
63
67
69
70
74
79
91
92
1102
15
17
29
31
32
33
37
48
63
67
69
82
83
85
90
92
1207
14
17
20
21
23
24
28
$1
41
43
46
47
48
84
u
tm
46
8
46
I
46
nt6
46
84
46
NS. PREMS. NS. 1
1249 4t 1458
52 63
63 66 68
69
67 81
75 82
79 94
95 97
96 1502
97 7
1308 9
9 11
16 12
17 _ 17
21 20
25 24
29 28
30 29
33 31
36 . 32
47 43
50 49
52 57
55 63
58 65
59 68
61 70
62 - 73
72 76
78 _ 82
84 84
88 86
91 91
94 98
1403 1601
6 4
8 8
44 11
17 14
20 . 15
26 17
27 20
28 22
29 25
31 * 28
38 34 37
Ai 46 44
53 w 53
54 65
56 lOOo 76
NS. PREMS.
46
80
i6
80
U
81
44
1677
83
95
98
1705
13
14
15
19
26
29
33
35
38
41
46
54
56
61
63
66
70
77
84
86
90
97
99
1810
11
12
19
23
25
27
28
32
33
38
45
46
48
61
55
60
61
65
69
75
76
84
80
46
tO4
46
84
40
n
NS. PREMS. NS. PREMS. NS. 1
1879 40 2111 40 2329
82 18 31
84 15 8t0 32
87 22 40 36
95 24 38
96 28 41
99 30 47
1900 31 52
2 35 57
7 40 60
13 - 43 61
18 - 46 62
19 48 63
29 54 - 66
30 56 - 67
33 - 57 - 72
35 62 77
38 69 80 87
52 70 40 89
60 84 73 91
68 40 74 92
70 - 78 93
71 _ 79 - 95
78 84 81 - 99
80 44 82 2401
98 83 5
2005 _ 93 80 6
17 __. 94 40 9
18 8 99 18
19 40 2203 26
22 7 - 35
28 - 15 38
29 18 40
33 23 52
35 - 31 __ 56
38 33 tU6 60
49 45 46 62
57 47 _ 65
59 49 ^_ 70
62 - 55 _ 71
66 60 _ 73
70 69 74
76 76 * 87
78 79 - 90
85 SO r 92
86 90 -- 95
88 93 - 99
94 - 99 2500
2101 - 2308 - 2
8 11 5
NS. PREMS.
40
84
44
84
44
2507
10
21
23
24
45
47
48
49
65
72
73
78
83
84
89
90
92
2607
13
31
38
47
49
53
59
69
72
80
94
98
99
2702
8
17
18
19
30
31
33
41
55
68
70
72
73
77
81
82
88
40
S9J
40
NS. PREMS.
NS. PREMS.
2791
2801
5
10
12
14
15
18
21
28
32
33
35
49
51
73
79
2908
11
12
27
36
38
42
43
44
46
57
66
78
95
96
99
3000
1
5
9
16
20
25
29
31
33
36
48
49
50
55
58
76
44
40
I 4
44
3078
79
80
82
83
85
95
3102
3
5
13
18
21
39
46
49
50
52
55
58
59
61
62
72
74
77
79
84
85
88
97
3214
18
22
23
36
39
42
45
56
61
63
69
70
71
75
84
88
93
96
l9
40
I 4
3*
44
l4
44
NS. PREMS
3303
4
5
9
14
25
26
27
32
40
51
55
56
63
64
82
86
87
89
94
98
3400
6
11
13
20
22
24
28
30
36
43
44
48
52
56
66
78
82
83
84
85
87
89
92
3502
3
5
10
23
84
44
46
NS. PREMS
1004
44
3526
29
38
39
44
45
46
47
48
51
52
57
59
61
71
73
76
81
88
89
91
93
96
3601
11
13
22
24
26
34
35
36
39
44
48
61
62
64
74
81
82
90
95
96
99
3702
10
12
17
22
4f
m
46
80
44
84
NS. PREMfc
3725 M
30
40
51
65 -
72 -
81
82
85
87
89
91
95
96
99
3817
20 C
30
34
45
49
50
57
59
61
62
65
69
78
89
95
96
98
99
3903
5
7
13
18
19
30
46
61
75
78
84
85
94
95
96


84
8#
44
10
40
t
m*


8
Diario de Pernambuco-~Sexta-feira 15 de Janeiro de 1886
CIENCIAS
'
r
Historia 4a steaographla
O uso di Btenographia vai tomando em
Franja uraa extens3o, de dia pira dia,
cada vez niais consideravel; nSlo limita
mais, como outr'ora, as suas applicacSes
reproducjlo das conferencian e dos dis-
cursos parlamentares ou judiciarios; pe-
netrando mais intimamente nos nossos eos
turnes, n2lo era raro vela utilisada, tanto
na Franja, como no cstrangeiro, as gran-
des casas industriae3 ou commerciaas, cujo
chefe, lendo a sua correspondencia com-
mereial indica em pautas palavras ao ste-
nogranho as respostas que devem ser da-
das, respos estas que s.to depois traduzidas e
desenvolvidas palo 83rvijo da correspon-
dencia. Ha, pois, algura intesse em tor-
nar conhecida de modo succinto a origem o
os desenvolvimentos de&ta arte, e pedimos
emprestados parte dos detalhes que se so-
guem ao Abreg de l'histoire de la stenogra-
phie, que acaba de publicar o Sr. Signo-
ret, inembro da Association stnographique
unitaire.
Of trabamos msis recentes demonstrara
que a stenographia foi desconhecida a to-
dos 03 povos, que precederam 03 roaiauos;
attribue se sua invenjao a Tirn, liberto de
Cicero, que naseeu oa Arpinum no anno
103 antes de Jess Christo, e raorrou com
89 annos. Foi no anno 52 que se fez
menslo, pela primeira vez em Rama, de
stenographos: tratava so da reprodcelo
do famoso discurso de Cicero a favor de
Milon. O grande orador, que, como pro va
sua correspondencia, vivia em verdadeira
intimidado com o seu liberte, foi natural-
mente un dos primeiros a propagar o U30
das Notas, nomo que so dava entilo aos
signaes stenographieos, que empregava at
na3 suas cartas, como testemunua o tre
cho seguinte de urna carta dirigida a Atti-
cus: N3o comprchende3te b3m o que
te escrevi em 10 recados, sem duvida por
que servi-me de notas.
As notas cliamada3 tironienses, do nome
do seu inventor, p-rtencara oo systema da
stcnographia syllabica, isto fundado so-
bre a rapresentajSo das sylladas em apre-
ciado do systema phonetico que npoia-so
nicamente nos sons o tende, por conse-
guinte, a introduzir certa confusilo no es-
pirito, quando 8 3 oinprehendc reler o que
foi escripto stenographicamente. Comple-
tavam-se com um certa aumoro do sigles
ou' signae3 convencionaes, que representa
vam as palavras m lis usuaes. Apersona-
das por diversas autores, nilo tardaram a
ser adoptadas premurosamente para a re-
produajao dos discursos e dos dubatas das
asaemblis publicas o dos tribunaes roma-
nos. Augusto de.retou o seu ensino e,
pouco tempe depo:s, 300 escolas espalha-
vam o seu coohecimento em tolo o impe-
rio. Os christloa erapregaram-nas para ca-
crever os actos dos martyres e para repro-
duzir as obras o as liomelias dos padres da
igreja. O uso das tutas era to familiar
aos christaos instruidos que, na falta de
stenographos do profisso, poiia-ai encon-
trar, quando fosse necessario, om urna as-
sembla, pessoas capazas de substituil-os-
S. Joao Chryssostomo e S. Cypriano, his-
po de Carthago no III secuto, eram ha-
bis titenographos ; o ultimo elevou a. ...
13,000 o numero da sigaaes onsinados
entre os fiis.
O uso das notas tironienses consarvou-se
at o X secuto, mis medida que se ca
minha para a idade media, o que os conhe-
cimento3 pordem-se, a stenograpliia parece
desapparecer, e p desperta na Inglaterra
em fins do XVIII seculo. E'-s levado a
crcr que o desenvolvimeuto do rgimen re-
presentativo foi a principal cau3a des30
movimento; mas quem se releinbra das
peraeguijoas syatematicai -que as cmaras
do parlamento exercaram at meialo3 do
seculo seguinte contra os j ornalistas que
reproluziam os seu3 debates, fcilmente
se convencer qno deva antes ser attribai-
do s necessidades judiciarias e comraer-
ciaes. Os reporters das grande3 folhas
peridicas tinham, realmente, apenas ac-
oesjo na tribuna dos estrangeiros; era-lhes
vedado, sob pena da expulsSo, tomar notas
durante a discusso; e o seu papel limita-
va-sa a ouvir os oradores para dep >is es-
creverem om suas caas os resumos, cujas
discussoas nos sorprenderan! hoja. O
grande suocesso do Morning Chronicle,
cujo primeiro numero appareceu em 1769,
baseava se na prodigiosa memoria de seus
nico reprter Witliara Woodfall, cogno-
raioado Memory Woodfall, que durante 20
annos assistio a todas as sessoes sem dei-
xar o seu lugar at no correr das uiais
prolongadas, o corria depois para o jornal,
afim do redigr um valumoso relatorio des
tinado a apparecer no numera do dia se-
guinte.
Como quar qua seja, esforjos suacess-
vos, mais ou menos ooroados de siucosso,
foran feitos por She'.ton (1637), Minson
(1672), Gurncy (1737), Byron e Mavor,
quando Samuel Taylor publicou era 1776
o seu methodo, que foi erapregado feral-
mente na Inglaterra e adoptado em varias
linguas estrangeiras.
Na seu alphabato, d z o Sr. Sgnarat,
Taylor parta do principio de que os sans
mais frequentss dovem ser marcados pelos
trajos mais simples o mais rpidos. A 1-
nha recta e a linha curva com ou sem li-
gaj3o servem para designar as consoantes.
Saguado o lugar que oceupa, o ponto ser
ve para marcar as differantes vogaes.
Taylor nao liga importancia orthographia,
o escrave as palavras taes orno silo pro-
nunciadas. As vogaes iniciaos supriraem-
83 inuitas vezas, etc. Fazemos esta cita-
jilo, porque o systema de Taylor a base
do methodo mais usado actualmente em
Franja, o di Prevost-Delaunay, e foi ada-
ptado a quaii tolas as linguas europeas.
A stenographia, propriamente dita, ap-
pareceu em Franja com um escossez cha-
mada Ramsay, que publicou, em 1861,
um alphabjto imitado do do Shelton ; com-
punha-30 de trajos simplas que represen-
tavam as consoantes, e o que era trajado
em cqco linha) horizantaes anlogas pau-
ta om que se fez a nota ja a musical, inii-
cava as vogaes qua .deviam precedel-as.
Era um systema syllabico demasiado im-
parfaito, mis qui, entretanto, bastava pa
ra hibitar stmographo) coma d teste-
muuho Blaisa de Vigmre en 1637.
Vemos, diz elle, 03 parteiros dos tri-
bunaes sobarano3 cuja rapidez manual a-
companha, na s a linguagam como a
rapidez do) m is distinct03 aivogados ;
a3sim cama as rabiscas o minutas dos no-
tarios, procuradores e citijBes dos ser-
gents.
Em fins do XVIII seculo, vario3 syste-
mas appareceram para quasi ceder o lugar
adaptacao do methodo de Taylor lingua
francaza par Hippalyt> PrvJ3t, apertei-
joalo pelo seu d3cip to, o Sr. A. Dalau-
nay. Essa methodo redazido a um ni-
co estylo, o que Ihe d uraa unidade ab-
soluta de escripia desconhocida a tolas as
outras stenographias.
O methodo exclusivamente phonetico de
Pitraan, qua espalhou-se prinaipalmente na
Inglaterra a nos Estados Unidos, ornprega,
pilo contrario, dous caletres estylos ; a
escripia dos priocipiantjs em que tiguram
as vogaes iniciaos e madiaas, a denomina-
da carrespjndincia, Jera queja so corneja
a fazer certas suppressoas, o, finalmente,
a escripia dos reporters, da qual desappa-
racen tolo3 os pontos e vogaes e que s
permita reproiuzir a palavra de um ora-
dor. Este ultimo cstyli deva, todava,
offerecar serias difficuldades da leitura s
pessoas qua nila estilo affeitas ao otficio,
por causa das numerosissimas significaj3js
attribuidas ao mesmo stanogramma, e
provavelmente a obstculos deste genero
que alluie Dickin3 da um modo t5o pra-
senteiro, na sai autobiographia de David
Coppardeld.
A Allemanha e a Austria empregam
concurrentemente os methodo3 Qabelsber-
gereStolza. O primeiro, publicado em
1817, representa todas as vogaes, isto por
urna posijilo diffirente ou um reforjo dos
signaes consoantes, o que junto feliz es
collia dos ltimos, guante a sua grande)
facilidade de leitura.
Porm, nocessita tambara do dous es-
tylos, dos quaes s o ultima constituido
pela 8uppressilo de urna ou mais syllabas
no corpo de urna palavra, segundo certas
regras derivadas das leis da linguagera o
da lgica, permitiera opanhar um discurso
pronunciado com rapidez mlia.
O aystema Stolza urna combinajilo do
anterior o das diversas adaptado as anterio-
res do roethoio de Taylor lingua alie-
mil.
A Russia o a Italia, assim como outros
estados da Europa, e.npragam adaptajias
do methodo do Gabalsbnrger.
Entro os p lizas on lo-o movimento si
uographio est mais acentuado, pode se
assigna'ar a Inglaterra ; o jornal do Sr
Pitraan, Ihe, Phonetic Journal, attinge uraa
tiragem hebdaraaria de 15.000 exemplares.
A stenographia ensinada oficialmente era
muitaa escolas publicas e raras vezes se-
parada do casino da contabi'idade.
A Inglaterra e a Austria introduzirara
tambem e3ta pratici nos estabelecimentos
de instruejlo publica : 59 jornaes steno-
graphicoa, geralmente raensaes, silo edita-
dos nesses dous paizes e cerca do 1.000
assoeiojijes particulares oceupam-se em pro-
pagar o uso da 8teoegraph3, cujo conho-
cimento ordinariamente exigido dos era-
pregados docommercio, diquelles que qua-
rem entrar as grandes adrainistrajSes, e
na Austria, dos candidatos s escolas mi-
litares .
G. Rexeu
FOLHETIH
MAMAS SANDORF
POR
JULIO 7.JBSS
Ul'AHT.l PARTE
(ContinuajSo do n. 1C;
O presidio de Ceuta
O senhor sera duvida tem visto e ob-
ser/ado muita cousa as suas via^ans;
ma3, quando n3o fosse senSo do ponto de
vista do seu systema penitenciario, garan-
to-lhe, que Ceuta merece a atteujo dos sa-
bios e a dos economistas.
Naturalmente, o governalor elogiara a
sua colonia. Entretanto, nada exagerava,
e o syst3raa administrativo do presidio de
Ceuta, idntico ao dos presidios da Savi-
lha, considerado como um dos melhores
do velho e novo mundo, tanto no qua so
refere ao estado material dos deportados,
como do seu melhoraraento moral. O go-
vernador insisti, pois, para que um ho-
rnera to eminente como o Dr. Antk rtt
adiasia a sua partida, adra de honrar cora
a sui visita os diversos servijos da peni-
tenciaria.
Isso n3o me posiivel, Sr. gaverna-
dor ; maa boje pertenjo-lli?, e so mizer...
J sao quatro horas, tornou o coro-
nel Guyarra; e, como v, temos pauco
tempa.
E' verdade, respondeu o doutor, e
aso tanto mais me contraria, quanto, deae
jaa.ia o senhor f izar rae as honras da sua
colonia, eu estimara fazer Ihe as honras do
meu i/acht !
Nao poderia o Sr. Dr. Antkirtt
adiar para aaianaa a sua part la para G-
braltar ?
Eu o faria, sem duvida, Sr. governa
dor, se, repito, urna entrevista marcada
para amanhS nio me obrigasse a fazor-me
de vela hoje mesmo I
E'realmente para lanontar, raspn
deu o governador, e nunca rae consolarei
de n5o ter podido retl-o mais tempo. Mas,
cuidado o seu navio est debaixo dos ca-
nhoes dos raeus fortes, e s de mira de-
pende mettel o pique alli mesmo.
E as represalias, Sr. governador!
respondeu rindo o doutar. O senhor que-
rerla declarar a guerra ao poderoso reino
de Antkrtta ?
Sui que sera cousa arriscada, res-
pondeu o governador no mesmo tom, mas
a que nSo me arriscara eu para conser-
val o mais vinte e quatro horas?
Sem ter tomado parte nessa conversa,
Pedro inquira do si mesmo se o doutor t-
nha ou nao caminhado para o fita que de-
sejava conseguir. Essa resolujao de sahir
de Ceuta nessa mesma noite nio dei-
xava de o admirar um pouco. Como con-
seguira ello, era tSo pouco tempo, combi-
nar as medidas indispensaveis para reali-
zar a evaso de Carpena ? Dentro em pou-
cas horas os condemnados voltariam para
o presidio e a: riam encaraerados. Nessas
condijSas, pareca rauito pouco provavel
conseguir que o Hespanhol tivessa a pos-
sibilidade de sahir do presidio.
Mas, Pedro coraprehendeu qua o doutor
segua ura plano claramente trajado, quan-
do ouvio-o raspn ler:
Realmente, Sr. governalor, sinto pro-
fundamente nilo poder satisfazel o nesse
ponto, pelo menos hoje 1 Entretanto, tal vez,
pjasamos arranjar tudo.
Diga corao, Sr. D.-. Antkirtt!
Como devo estar amanha en Gbral-
tar, necessario qua part hoje. Pens,
porm, que a minha demora nesse rochedo
inglez nao deve durar mais de dous ou
tres dia?. Ora, hoje quinta faira, e em
vez de continuar a minha viagam para o
norto do Mediterrneo, nada mais ficil do
qua voltar domingo de manhS para Ceu-
ta...
Com effeito, nada mais fcil, res-
pondeu o governador o tambera nada mais
agradivel para mim. Ha nisto, aera du-
vida, algura amor proprio Mis, quem
nesto mundo, nilo tem a sui vaidadozinha?
Entilo, estamos eatandidos, Sr. Dr. Ant-
kirtt, at domingo f
Sim, mas com urna coudijo !
S^ja qual for, aceito !
E' qua o senhor ir com o seu aju-
LiTTERATur
OS FILHOS
DO
DBA.3NTDaXX3a
POR
2. cArsn?
31
5EGXI1TDA PARTS
Osiegredo de Elides
( Continuadlo do n. 10 )
CAPITULO XVII
O ANNEL
senti-
t Aquello precipicio.. vem-o
rae suspenso ao de cima d'elle. ..
o Oh I... essas feridas, qua me fractu-
raran! o crneo e que destruiram a minha
memoria... piraco-me anda sentir a dor
a ver-me alagado ora sangue !
Marios lanjou um olhar ao indio, immo-
vel, permanecendo eslendido no solo, en
volvido nos seus grandes fact03.
- Talvez esteja doudo,- murmurou elle,
mas evidentemente a Providencia o condu-
ziu at mim, e eu nao devo negar 03 3cus
decretos. Deus muitas vezes srvese do
meios que a nossa pobre intalligencia nSo
pode comprahender I... Qua posso roceiar
seguindo este homem 1 O meu brajo for
ta o a minha mSo firme.
* Que tenho a arriscar, ou, o pobre ha-
bitante do deserto !...
< Est dito!... seguilo-hei.
CAPITULO XVIII
A SEPABAgAO
Durante o resto do noite, estas reflex5es
contradictorias confundiam-sa na cabeja do
joven.
Finalmente, um pequeo raio dourado
appareceu no Oriente: chacaes, hyenas,
lobos e le3as calaram-se sbitamente.
A natureza, silenciosa pareceu encerrar-
se por momentos n'uru absoluto repouso,
depois as folhas das palmeiras, larangeiras,
e limoeiro3 agitaram-se ao sopra da briga
eo canto das aves do deserto saulou o
romper da aurora, como o infernal concer-
t dos animaos selvagens saudara a appro-
ximajSo das travas.
Oi ibis entreabriram as azas o lanja-
rara-so no espajo, tomando passa do seu
dominio aereo ; depois, um raio luminoso
surgiudexepante ao leste do deserto, dou-
rando ao longo os matos empoeiradoa, o a
sal appareceu mageitosamntj principian-
do o seu curso quotidiano.
O cavallo?, duitidos na relv, levanta-
ram-so saecudindo o corpo. Dirigiram se
para a foatc.
Marcos ficou impressionado vista des-
to admiravcl espectculo do despertar da
natureza, tilo magnifico, sublime e gran-
dioso as trras da frica, sera enfastiar,
cora o seu effeito surprehenlenta aquelles
que o contemplara todos os das.
Voltando-se viu o indio em p atraz
dell) e j oceupaio era sellar o seu ca-
vallo.
Marcos imitou o seu coinpauheiro, e os
dous, depois do tomaren urna refdjilo to
frugal, como a antocedente, monUram a
cavallo.
Deverei acompanhal o? perguntou Mar-
cos rompendo o silencio que at entilo rei-
nara entre elle e o seu coropanheiro.
Deve, respondeu o outro ; vanos a
Trpoli.
O carainho a pereorrer era grande e
difScl, necossitava se de urna semana para
isso.
Durante esse tempo, excepjilo de al-
gumas peripecias de caji ao atravessar o
deserto, Marcos o o desconhecilo oceupa-
ram-se, um a chamar a3 sua3 recordares
e fazar perguntas, o ontro a confirmar a
certeza que desta vez encontrara o verda-
deiro filho do conde o a responder s per-
guntas que lho eram feitas.
Estas perguntas c repostas nilo as ex-
plicamos, seriam repetijoes inuteis.
Da mais, o indio trajou ao joven o pla-
no que devia por em pratica. Os aconte-
cimentos por si proprios far2o aclarar esse
plano para qu nos dispensemos de o re-
preduzir aqu.
E' snffiaiente dizermos que era Triooli
os dous viajantes encontraram um navio
que os largou na Sicilia.
Ahi separarara-se, o indio embarcou para
Franja o Marcos passou para Italia.
Estreita amistado so formara entre os
dous, urna -confiaoja sem lmites existia
entre alies. Marcos estava convencidissi
mo que o seu noysterio30 companheiro go-
sava nilo s de tolas 33 faculdade3 rao-
raes, mas tambera era dotado da mais ra-
ra e fecunda intellgencia.
A U de Mar jo da 1605, isto d'a-
qui a dez38e3 mezes, estar era Pars
pela Porta Nova, disse o indio ao apartar-
se de Marcos.
A 14 de Marjo de 1605 I respondeu
este ultimo.
Sabe o que tera a fazer duranta es-
ses dezeaeto mezes ?
Sei.
Entao, conde de Berna:, Dus o
acorapanhe e nSo esqueja o seu jura-
mento.
Marcos apertou as mos ao seu compa-
nheiro que embarcou para Franja.
O joven, munido do ama quantia impor-
tante que Ihe fornecera o indio, atravessou
o estreito e entrou na Italia.
O eu primeiro cuilado ioi trocar o fato
oriental pelo de um elegante costume de
fidalgo Europeu; quando se Ihe apresen-
tava a occasiao de declarar o seu nome e
ttulos, dzia chamarse o barao Marcos
de Grandair, ser francez e de origem bre-
tit, viajando para satisfajao pessoal.
Respondendo assim, curapria a parte do
plano formado pelo indio.
Marcos percorreu a Italia no espajo de
seto mezes, estudando a lingua italiana,
os costumes, os usos do3 habitantes desse
paiz e mostrando, vista das antigs ma
ravilhas que alli ha, o gosto que tinha
pelas bellas artos, e nelle nSo se via a
averso que os Orientaes mostrara pela
pintura e esculptura.
Ahi no centra dos mais habis professo
res do esgrima, daquellas quo tem mero-
cida fama de executarem destramante a
arte sanguinaria quo eusinavara, Marcos
tornou se rpidamente urna das melhores
espadas da Florenja o Veneza.
Quando ch gou a Franja, Marcas j
nilo era a craanja perdida do3 dosertos d.i
Asia e frica; a civilisajao transerma-
ra-o.
Durante um anno, o barSo visitou o sui
o o leste da Franjt, principalmen'e a Bre-
taoha o a Norman iia, instruindo-se, tra-
balhando com asaiduilado para so tornar
um completo fi talgo.
Esta era a vontade do indio, pois que
ra que o joven, antes de principiar o com
bate, couhecessa perfaitamento o. terreno
em que a lutar, o mesmo pava uiar digna
e nobremedte do nome do scu3 pais no
centro dessa sociedade franceza, a naais
elegante, alegre e menos indulgente no
que diz respeito a usos que n3o sejara 03
seus-
Mircos comprehendeu e apreaou 0S3a
reco nmendajii >.
Finalmente, o indio entregara ao barao,
ao partir, un pequeo divro em que esta-
va, manuscripta- a historia de sua familia
e os apontamentos que lho eram necessa
rios para o futuro.
Todos 03 (lias Marcos, habitava entilo
em Italia, oceupava-se em tomar conheci-
raent) desse livro, e instruir-so das meno-
res particularidade33, relativas a historia
da nobre casa de que descendi.
Depressa soube a fundo todas essas
preciosas particularidade, e nilo desconhe-
cia cousa lguma qua respeitava ao3 Ber-
nac.
Durante asu> estada na Italia, durante
suas viagens na Franj3, Marcos nao vira
o indio, era dello receb-u noticLS
Acharase s, abandonado a si proprio;
mas ja o disseraos, tinha confianja no fu-
turo, sabia esperar.
O tempo pas3ou-3e cem rapidez, e o
anno da 1605 principiou.. Marcos sen-
ta a tebre da impaciencia devralo vendo
diminuir o tempo qao o separava do dia
em que devia entrar em Paris, no centro
do qual vivia aquelle com qua se desejava
encontrar.
O dia tilo suspirado chegou, o Marcos
saudou a aurora cora ura alegre grit).
Vimos entral-o na capital pela porta ISo-
va ; assistimos ao dialogo entre ello e o
velho sargento, o ao seu encontr, cora o
cavalheiro de La Guicho e o marquez
d'Herbaut, encontr seguido logo de um
duello em qua o baro desempenhara ura
tilo grande papel, e de que foram testo-
munha3 Giraud do um lado, e o raonge do
outro.
Sabemos que a presenja do Giraud pa-
receu avivar as recordajoes do joven, e
ouvimos a curta troca de palavras entre
elle e o my3terioso monge.
(Continuar-si-ha)
dante de campo almojar a bordo do Fer-
rlo.
Aceito, Sr. Dr. Antkirtt, aceito, mas
tambem com urna condijilo !
Como o senhor, sea qual for, aceito
de antemSo, Sr. governador.
E' qua o Sr. Bathory e o senhor, dis-
se o governador, venhara jantar na minha
residencia.
Estamos de accordo, disse o doutor,
de modo que entre o almo jo e o jantar...
Abusarei da minha aatoridade para
apreseatar sua admiraj3o 03 esplendores
do meu reino 1 respondeu o coronel Guyar-
ra, apertaudo a mo do doutor.
Pedro Bathory tambara acetou o convi-
te que Ihe foi feito, inclinndose ante o
muito obsequioso e muito satisfeito gover-
nador do Ccut^.
O doutor entSo quiz despedir-se, e Pe-
dro pule ler nos seus olhos que ella tinha
conseguido o que desejava. O governa-
dor, porm, desejou acompanhar os seus
futuros hospedes at a cidade. Os tres en-
traran! no carro e seguiram p.da nica es-
trada que poe a residencia em communica-
jao com Ceuta.
Nao para admirar que o governador,
sendo hespanhol, aproveitasse a occasiao
para mostrar as bellezas, mais ou monos
contestaveis da colonia, que fallasse dos
melhorament03 que preten lia introduzir,
do ponto do vista militar o civil, que ac-
crescontassa q>e essa posijilo da antiga
Abyla, valia, pelo menos, a da Cilpo, do
outro lado do estreito, que arfirmasso que
seria possvel fazar della urna verdadeira
Gbraltar, tilo impanetravel como a britan-
nica, que protastasse contra estas palavras
insolentes do Sr. Ford: Que Ceuta de
veria portencer Inglaterra, porque a ILs-
panha nilo sabe o que fazer della, e mal
sabe conserval a ; emfim, que se raostrasse
muito irritado contra esses inglezes tena-
zes, que nao podem por o p em nonhuma
parte, sem que esse p crio logo raiz.
Sim, exclamou elle, antes de pensar
em tomar Ceuta, cuidara em conservar G-
braltar !
Ha alli urna montanha que a Hespanha
poder nm dia cahir lhes na cabeja.
O doutor, sem perguntar como os has-
panhespoderiam provocar semelhante cora
moj3o geolgica, n3o quiz contestar essa
asserj&o, atirada com toda a cxaltajao de
m hidalgo. Domis, a conversa foi inter-
rompida, porque o carro parou subida-
mente.
O cocheiro te ve de sofrear os ca vatios
ante ura3 reuniao de uns cincoenta depor
tados que tapavam o caminho.
O governador chamou um cabo. Esse
agente chogou so ao carro, marchando a
passo regulamentar.
E, de ps juntos, com a raao na viseira
do bon, esperou militarmente.
Todos os mais presos e guardas tinham-
8e formado aos lados da estrada.
Quo aso ? perguntou o gore nador.
- Excellentissimo, respondeu o cabo,
um condamnado quo sellamos deitado ao
chao Sacudimol-o, picraol-o, at dispara
mos-lhe um tiro de pistola perto do ouvido :
elle n3o sante nada, n3o oure nada l
Porque nilo foram chamar o medico
do presidio ? perguntou o governador.
Mandei-o chamar, excellantissimo, mas
ello tinha sahi lo o, omquanto nao chega,
nao sabemos que fazer desse homem.
Pois bem, levem no para o hospital !
O cabo a fazer executar essa ordera,
quando o doutor intervalo :
Sr. governalor, disse-o elle, permute
que, na minha qualidade de medico, exa-
mine esse dormente recalcitrante ? Eu es-
timara vl-o de parto.
Raairaente, isso negocio seu res-
oondeu o governador. Um patife que vai
ser tratado pelo Dr. Antkirtt !. Real-
mente, elle nao tem de quo se queixar !
Apaaram-so os tras, e o doutor approxi-
raou-se do condemnado, qua estava con-
demna lo, qua estava deitado ao lado da
estrada. Nesse hornera, profundamente
adorme :ido, a vida s sa manifestava por
urna respirajo um pouco offagante e pela
frequencia do pulso.
O doutor fez um signal para que se
afastaasera d'elle, e debrujando-se sobro o
corpo inerte, falou-lhe en voz baixi o
olou-o loDgaitente, como se quizasse fazer
penetrar-lhe no cerabro a sua vontade.
Entilo, levantanlo-se :
Nio nada! d33e ello. Esse ho-
mem cabio, simplesmenta, em um accesso
de Bomno magntico.
De-eras! disse o governador. I-sa
muito siiulur E o senhor p le des-
pertado desse so rano ?...
Nada mais fcil, respondeu o doutor.
E depois do tocar na fronte de Carpena,
levantou-lhe um pouco as palpebras, di-
zendo:
Acor la !.. Eu o ordeno!
Carpena ogtou se, abri os olhos, conti-
nuando em estado somnolento. O doutor
VARIEDADES
O fiu do inundo
Os judeas e os primeiros christaos cele-
braram-na no 14 dia da la de Marjo;
com a differenja apena3 qua a intuijSo
dos ltimos era, a que ainda hoje, de
commemorar a re3urreijao do Jesu3
Christo.
a O concilio de Nica, reunido no anno
325 de nossa era, determinou, para que a
paschoa dos christaos nSo coincidase com
a dos judeus, que d'alli por diaate fosse
esta festa celebrada no domingo que se
aegua ao 14" dia da la de Marjo. A
festividade do Coipo do Deus aquella
em que a igreja solcmnisa a institujo do
SS. Sacramento, por Jess Christo, na ul-
tima ceia que teve com os apostlos em
quinta-feira maior ; o esta pratica foi ob
servada rigorosamante durante muitos s-
culos.
Foi s no anno da 1262, (dcimo t ;r-'
ceiro seculo), que Urbano IV Ihe raarcou
ura dia especial, removendo-a pela bulla
Transitures para a quinta-feira que se se-
gu ao domingo da Trin lade.
Sabida como est a origem das duas
festividades, (Pascaba o Corpo de Deus),
e que ha mais de seiscentos annos soguera
o curso variavel da la, o achando-se esta
na mesma posijao para com a trra, e
proluzinlo as suas pliases no mesmo dia
de 19 om 19 annos, de presumir-so qua
j no3 antigs terapos o Corpo de Dous
toaba cahido era 24 de junho, porque du-
rante este longo periodo, a paschoa deve
ter attingiudo a 25 de Abril, e s assim
pode ter lugar o encontr em ques-tao.
t E' pela variedade, o grande dis-
tancia desta coincidencia, que alguns
astrlogos, divorciados da chronologia, a
suppSa precursora do fira do mundo, tran-
smittndo os seus temerarios ju;zos ao povo
crdulo o ignorante.
Deixeraos o tempo em que o kdendario
Juliano esteve em voga, e durante o quat
o referido encontr se deve ter dado algu-
raas vesos ; o procuremol-p desde o come-
qj da reforma gregoriana (1582), porqua
s depois desta se tornou elle mais factivel,
supposto quo cora mais irregularidade, dis-
tancian lose 57, i 5, 152, 3d4 e 665 an-
nos ura do3 outros, sendo, porm, raister;
coincidir duas cousas ao mesmo tempo :
Io, haver D. C. por letra dominical nos
annos bissextos, ou C nos annos coramuns ;
2" correr 6 de ureo numero em todos es-
ses annos.
t Ora, sabendo definir-so o que letra
dominical o ureo numero, tambam se sa-
ber que em 1677 e 1734 j se deu este
encontr; que ha de repetir-se no prxi-
mo anno de 1886; e qua se repetir ain-
da nos annos da 1,943, 2,038, 2,190,
2,217, 2,399, 2,494, 2,551, 2,855, 3,520,
3,824, 3,976, 4,128, 4,280, 4,337, etc.,
etc.
Nlo admira quo no seculo XII, um
Sr. Florencio, bispo do Florenja affirmasse
ter nascido o Anti-Christo; e que ao mes-
mo tempo, o abbade Joaquim dsse 40
annos, para total annquilajo da bota ter-
rquea.
t Nao tambem de estranhar, qua no
seculo XV, um Vicente Ferrer, a quem
depois a igreja canonisou, revelasse a Ben
to XIII, ter Ihe anounciado um piedoso
eremita, est prestes o apparecimento do
falso Christo; porque, em fim a poca era
dos astrlogos ; ainda que sua3 predicj5es
s se realisavam, quando elles promettiam
ehuva em tempo de invern, e sol na es-
ta gao calmosa.
o O que admira, o que provoca o riso,
quo ainda hoje, no ultimo quartel do se-
culo XIX, onde muita gente horrorisada
com a idea do fim do mundo, divulgando-a
no encontr de duas festaa, n'um eclipse,
n'um tremor de trra, n'um cometa, e
outro3 phenomenos semelhantas, parte dos
quaes 3e oalculam milhares de annos antes
do teu apparecimento.
t Que o mundo ha do acabar-se, do-
gma de f ; mas que o seu desappareci-
raento do mappa dos planetas, dependa do
encontr de duas festas, e em das deter-
minados pelos homens, nao s absurdo
como irrisorio; como para lastimar, qua o
simples conhecimento da chronologia, tnha
tilo pouca voga entre dos, dando lugar a
reccios e temores desta ordem, e isso s
vezes mesmo entre pessoas, em quem se
deve suppor certo grko ds instruegao.
Disspein-se, pois, os receios, na cer-
teza de que o fim do mundo se-
rrado ignorado por todos os mortaes; e
quando Deu3 resolver acabal-o nSo esco-
lher por certo um dia em que os fiis con-
gregados coramemoram a sagrada paixiio
de seu divino filho.
passou-lhe varias vezes a raao, transver-
8almente, diante do rosto, afim de agitar o
ar, e a pouco e pouco a lethargia diesipou-
se. Levantou se ; depois, sera consciencia
do que se tinha passado, foi tomar o seu
lugar entre os corapanheiros.
O governador, o doutor e Pedro Batho-
ry entraram de novo no carro e seguiram
para a cidade.
Em sumraa, perguntou o governa-
dor, esse tratante nSo teria bebido ?
Creo que nao, respondeu o doutor,
pens que alli havia simple3raente effeito
de somnambolismo.
Mas como produzio-se?
A isso nSo posso responder, Sr. go-
vernador. Talvez esse homem seja sujei-
to a esses acoessos Mas, agora, ella est
de p e nao sentir mais nada.
Em breve o carro chegou s fortifica-
j3as, entrou na cidade, atravessou a obli-
quamente e parou na pequana praga que
domina o caes de embarque.
O iontor e o governador ent3o de3ped-
ram-se um do outro muito cordial mente.
Eis o Ferrato, dis3e o doutor, mos-
trando o yacht de vapor, balangandose
graciosamente as ondas ao largo. N;lo es-
quega, Sr. governador, que proraetteu al-
raojar a bordo domingo.
Nao esquecerei, assira corao o senhor
ha de lembrar-se de que deve jantar na
minha residencia no mesmo domingo
tarde.
Nao faltarei.
Separaram-se, o o governador s sabio
do caos depois que a baleeira largou.
Qu.sndo chegarara a bordo, o-doutor dis-
se a Pedro, que Ihe perguutou se tudo ti-
nha corrido modda dos seus desejos:
Sim I___Domingo npite, com a
p-rmissio do governador de C*uta, Car-
pona estar a bordo do Ferrato.
A's o'uo horas, o yacht de vapor sarpou
do seu ancoradouro, dirigio-so para o nor-
te, o monte Hacho, que domina essa por-
c&o da costa marroquina, e em breve des-
appareceu as brumas da noite.
II
na experiencia do doutor
O pa*sagairo ao qual nSo so disse o des-
tino do navio que o levou, n3o poder adi
vinhar em que ponto do globo p3e o p,
quando desembarcar em Gibraltnr.
Primeiraraente, ha um caes para os na-
vios atracaren!, depois o bastio do urna
muralha que tem urna porta, em seguida
Bom Conselho, Janeiro de 1886.
Jo3o Baptista Luzitano.
urna praja irregular, bordada de quarteis
altos que sobem pela collina, finalmente urna
longa ra estreita e sinuosa, chamada Main
Street.
Ao sahir dessa ra, cujo macadam con-
conserva se hmido em todo o tempo, por
entre mariolas, contrabandistas, engraxa-
dores de botas, vendedores de charutos o
de phosphoros, entre carrojas e carrinhos
de legumes e de fructas, passa urna mistu-
ra cosmopolita, Maltezes, Marroquinos, Hes-
panhes, Italianos, rabes, Francezes, Por-
tuguozes, Allcmaes, um pouco de tudo em-
fim, at cidadaos do Reino Unido, que s3o
mais espe.ialmente representados pelos
soldados de infantaria da farda azul e com
um bon, que s se conserva em cima da
orelha por um milagro de equilibrio.
Entretanto, est se ora Gibraltar, e essa
Main Street serve toda a cidade, desde a
Porta do Mar at a Porta da Alameda.
Dalli prolonga-se at a ponta da Europa
atravs do quintas multicolores e prajas
verdej antes, por baixo da sombra de gran-
des arvores por entre canteiros de flores,
bateras com canhSes de todos os modelos,
bosques de plantas de todas as zonas, por
urna extensivo de quatro mil e trezentos
metros. E' pouco mais ou menos a ex-
tensao do rochedo de Gibraltar, especie de
dromedario sem cabeja, agachado naa
areias du S. Roque, caja cauda arrasta no
mar Mediterrneo.
Esse rochedo enorme elava-se a qu.itro-
centos e vinte cinco metros de altura a pi
que, do lado do continente que ameaja
cora os seus canhSes, < os dentes da velha
dizetn os llaspanhes, mais de setecentas
pe jas de artitharia, cujas boceas passam
pelas innmeras canhoneiras das casama-
tas.
Vinte rail habitantes, seis mil homens de-
guamijao estilo agrupados ao p da mon-
tanha, que as aguas do golpho lavara, sem
contar os quadrumanos, esses celebres mo-
nos, macacos sem cauda, que ainda oceu-
para as alturas do antigo Calpe. Do alto
desse monto domina-so o estreito, observa-
se todo o lttoral marroquino, descobre-se o
Mediterrneo de ura lado, o Atlntico do
outro, e os-ocalos inglezes tem um hori-
zonte de duzentos kilmetros, que podem
examinar, e que examinara.
(Continuarse-ha.)
TypTdTDan ra Duque de Caxias n. 42.
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