Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19586

Full Text
AMO Lili NUMERO 8

IMili A tAFl'AL K LKJARI* O.^UH % HE PAiiA PORTE
Por tres mczcs adiantadot
Por seis ditos ideo:......
Por uin auno ideai......
Cada ">uuieiii avulso, do mesmo cia.
6,5000
120000
240OCO
0100
TEfiyA--FIM 12 DE JAMBO DE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis metes adiarn-idos.....
Por nove ditos dem.......
Por um anno dem.....
Cada numero avulso, de das a;tcriores.
]3^500
200000
270000
1J0
DIARIO DE
Propriefcafce fce JHanoel Jtgudroa &e Jara & llljos
TELEGRAMHAS
sss:::: ? jlsticla" :: 2:a:::
RIO DE JANEIRO, 11 de Janeiro, s
10 horas e 55 minutos da aianlia. 'Recebido
as 12 horas o.") ninutos da tarde, pela liaha
terrestre.)
l'ni removido ilu comarct do Irlrl-
liba. no Espirito Manto, para a do
Alto Mearlas, no Marnnbo. o luis
de dlreito bacbarel Luis Manuel
Henilet Velloso, flcando cm effello
a anterior remralo para a meiM
comarca.
Forana nomoado Juises rranniri
pae* e de orpbo* i
Do termo de Itambe. em Pernam-
buco. o bacbarcl Augusto tiieJo
Correa .ondina t
Don tormo de Palmclra e |ue-
baniiiilo. nao Alntoao. o bacbarel
Boalrlgo auolpho de Aranjo Jorfe.
Foi nomeado 9. cKcriptnrario
da Alfandega de Pernambuco, o .
Manoel Bibeiro de Can albo Jn-
lor.
reuio para o norte no paquete
nacional. Ignacio Alaes de *oii/.
NATAL, 11 de Janeiro, s 12 horas e 50
ninutos da tarde- (Recebiio 4 horas
e 30 minuto?, pela linh loiiiiu eleito* no I." dlutricto det-
ta provincia, em 1. escrutinio. 5
conservadores 3 liberaos para
aaembroN da Assensnla Provincial.
Vio ." escrutinio pelo mesmo
districto. a conservadores e 9 libe-
ra es.
PARTE 0FFIC1AL
Governo da Provincia
EXPEDIENTE DO DA '21 DE DBZEXBSO I.E 188")
Acto:
O presidente da provincia resolve n ornear, o
c.ipito Raymundo Candido dos Pasaos para oit-
DESPACI108 DA PRESIDENCIA DO DA 9 DE
JANEIRO DE 1886
D iiis Ferreira dos Santos.Deferido, coin offi-
eio de boje ao Sr. brigadeiro commandautc das
armas.
Bacbarel Feliciano do Hcgo Barros Araujo.
Ivicaminbe se.
Sergio de Siquaira Campos. Nao tero lugar.
Francisco Alves da Silva. -Nao ha que provi
cer o cargo d.> delegado do distr.ct. Iliterario de dencar, v3to qile 0 3Uppiie'aBt'e U fai p?gt0 ein
Crranles, ficando exmerado o actual.Commuoi- ik,jj ~>?.a~ u. .. n.-it.. a- ~;~.
s:a::;:
LU A&2KCIn 2A7AS
(Especial para o Diario)
LONDRES, !) de Janeiro.
A recia am <*a ss la mata.
caradora para a Turqua.
BERLIN, 9 de Janeiro.
* Bavlera recusa o seu concenso
o projeclo do Principe de Bisnaar-
ck de dar ao o orno o monopolio
a venda das bebidas espirituosas
aa Alesaanba.
BERLN, 10 de Janeiro.
O Bclcbstag mando de novo
ata commlsso especial, para ser
examinada, a proposta de lei refe-
rente abertura de um canal do
Bltico ao llar do Bardo
PARS, 11 de Janeiro.
Ogovemo val apreseutar acamara
ato* Deputados um projecto de le
autorisando a coneeso do canal-
abo de ferro metropolitano de Pa
ris.
Agencia navas, dual em Pernarabuoo,
11 de Janeiro de 1^6.
INSTRUCCIO POPULAR
(ieographia gcral
Extrahido
OA BIBLIOTIIECA DO POVO E DAb ESCOLAS
(Qonhnuae&o)
V. t K O P A
HOLLANDA
32:000 kilmetros quadrados.3:700:000 habi-
tante li habitantes por kilmetro qaadrado.
A Hollaada tcm por limites : ao mrte o mar
do norte ; a leste a Prussia ; ao sal a Blgica.A
Hollanda, que os tratados de 1815 desannexaram
da Franca, conservou se at 1830 unida a Blgi-
ca, .a qual nessa epocha, se separou por meio de
mma revoluco. Parte do solo da Hollanda mais
baixo do que o mar; um syatema perteitissimo^ de
diques e cantes evita a inundacOes ; muitus
terrenos da Hollanda fumn conquistados ao mar
por suecessivos a'erros. O clima fri e hmido
O solo frtil ;as riquezas inincraes que noabun-
dam. A agricultura c a horticultura sito muito
sperfeicoadas. U commercio martimo importan-
te ; pesca do harenque, da baleia e do bacalho.
Creacio de gado. Utensilios de pesca; genero*
coloniaes. Pannos de linho afamados. A indus-
tria prodnz principalmente queijus, genebra, louea,
papel. A religio a calvinista, e a forma do
governo a monarchica representativa. A Hol
tanda divide-se em 11 provincias
Capital, Hoya, 80.000 habitantes; ama bonita
cidaie: opulenta galera de quadros; museu de
ebjeetoa raros da India, da China e do Japao.
Amsterdam. 250:000 habitantes; antiga capital
dos Pases-tiaixos. Bello porto; commercio im-
portante cun o mundo inteiro Amsterdam, con
truida toda sobre estacara, cortada por uid
grande numero de canaes, que a dividen) em 90
Shas, ligadas por 280 pontea. Apezar de ser a
cidade mais populosa da Hollanda, Haya que
4 a capital, por ser a residencia real e a sede d-
governo.
(Confinas.)
cou se ao inspector geral da luatrucco Publica.
OrHcics:
Ao inspector do Arje tal Ha Mrinha.H.ij
V. Exc. de providenciar pira qtte s^jam removidos
para o p iiol da Iir.beribsira os volamos do pol -
vora existentes no forte do Buraco e constantes da
relacao junta, por copia, caso nao sejam retirados
por seus donos, que dever3o sor chamados por
edital marcando Ibes V. Exc. um praso rasoavel
part tal fim, coin a condicao de perderem o direi j
sobre os mesmos, se nao fizerem no rsferido praso.
Ao commandaote das armas.Deferindo o
requerimento do cabo de esquadra do 2 batalhao
d toriso V. Exc, vista da sua informadlo n. 2,212,
de hontem datada, a conceder-lhe baixa do servico
do exercitc, mediante substituto, se este tivci os
requesitos exigido." por lei.
Ao mesmo.Declaro a V. Exc. para os fina
convenientes c em additamcuto ao meo officio de
12 do corrente, que, n'esta data, providencio no
sentido de ser feita pelo Arsenal de Marnha a re-
tnoc.io dos volumes de plvora, existentes no torte
do Buraco, para o piiol da Imberibeira, ficando
seus donos asm direito aos mesmos.
Mutatis maiaitd' a> director do Arsenal de
G uerra.
Ao mesmo.Sirva se V. Exc. d ciar para que hoje s 4 horas da tarde, e amanh
as mesmas horas, apresentem se ao delegado do
2J districto desta capital 10 pracas de infantar a
e 5 de cavallara, afim de policiarem o povoado de
Apipucos, onde tecm de haver diversos divert -
mentos populares.Commuuicou-se ao Dr. chefe
d polica.
Ao mesmo. -Sirva se V. Etc. d-i providen-
cial para que toda torca de orvallara despini ve I
fique as noites de boje e amanhl disposiio do
Dr. ebefe de polica para o policialmsnto das ci-
dadeCommunicou-se ao Dr. chefe de polica.
Ao commandante do corro de polica.Mande
V. S. apreseutar no dia 28 do corrente 2 pracas
ao Dr. chele de polica, afim de acompanhar at o
termo de Nazareth o preso Jos Ignacio dos San-
tos, que foi reqoesitado pelo respectivo jais muni-
cipal par responder o jury.Comnunieoa-se ao
Dr. chefe de polica.
Ao inspector dr Thesourara de Fazenda.
Declaro a V. S. em resposta aos seu j otficios ns. 708
e 819. de 16 e 19 e em additamento ao desta Presi-
dencia de 12, tudo do corrente mea, que. n'esta
data, providencio no sentido de ser feita pc'o Ar-
senal de Marinha a remoco dos volumes de pl-
vora, existentes no forte do Buraco, para o psiol
da Imberibeira, ficando seus donos aein direito aos
mesmos.
Ao mesmo.Communico a V. S., oara os fina
convenientes, que o juis de direito da comarca de
Aguas Bellas, bacbarel Guaulencio Eudoxio de
Brito, entrou no da 17 do corrente no goao de ama
lieenca d 30 das que lha foi concedida pelo con-
elheiro presidente do ;Tribunnl da Relacao, pas-
sando o ejercicio do cargo ao seu substituto legal.
Ao mesmo.Mande V. S. ajustar con as ao
delegado do eirurgo-mr do exarcifo, Dr. Fran-
cisdo Hornera de Carvalho. que, tendo obtido do
governo lieeiic i por 2 mezes pira tratar de sua
aaie, onde Ihe convier, segu para a provincia da
Brida.
Ao mesmo.Declaro a V. S. para os devidoj
fin, que 4 vista da sua inforin icao n. 731, de h>jc
datada, autorisei o director do Arsenal de Guerra
a mandar fazer os concertos de que precisam nao
i os 20 selluis da companbia de cavallaria, como
tambem de 12 cabecadas coin priso e arreatas, e
bem assim o fornecer a referida companbia 54 si-
Ihaa de liga, 30 redeas fizas, 36 ditas falsas, 10
peitoraes coin gamarra e 58 cab cadas de sola coro
arreatas de Hubo para priso devendo a respec-
tiva dospeza correr pela vtrba indicada na citada
informadlo, emquanto nao for concedido o crdito
de um 1:000/000 que acabo de solicitar do Minis-
terio da Guerra para pigamento da mesma des-
pan.
Ao director do Arsenal de Guerra.Deca -
ro a Vine, para aeu coohecimento e fina conve-
nientes, que a Thesouraria de Fazenda est habi-
litada coin o crdito necessaro para satisrazer a
despesa com os concertos nao s dos 20 sellns da
companhia de cavallaria como tambem de 12 ca-
breadas crin prisao a arreatas, e bem assim com a
acquisicSo dos artigos constantes do incluso p'di
do, que devero ser fornecidos pir esse Arsenal
mezuia companhia.Communicou-se ao commau-
daute das armas.
Ao mvsmo.Autoriso Vmc, vista da wia
inforoiacio n. 65, de 15 do corrente, a mandar
f.iz.-r os concertos de que precisam os viute aellins
da companbia de cavallaria, pelos precos declara
dos na citada informaca >. Counnuuiou-ae ao
commandante das armas.
Ao engenheiro fiscal do 1. distriew dos en-
genhos centraes. O Exm. Sr. ministro da gri
cultura, commercio e obras publicas, em telegrain-
ma de 22 do corrate, confirma a providenc i por
elle tomada en> aviso de 18 de Novembro ultimo,
com relacao ao despacho do material da cimpa
ntiia Central Sugar Faetones Limited, a que se
retere o orfizio de Vmc, de 3') d'aquelle mez.
Ao juiz de paz, presidente da junta de a'.ia-
tamei-to militar da parochia de S. Lourenco de
Tejucopapo.Declaro a Vmc, em resposta ao seu
officio sem data, referente ao do juiz de direito d i
comarca de Goyanna, de 10 de Novembro fin lo
que, segundo coasta de offici'i do Dr. chef de po-
lica, d hontem ditado, aob n- 1,617, l. raa dadas
as necessarias ordena para lbe serem fornecidas
as listas de que trata o paragrapho nico do regu-
lament i n. 5,881 de v7 de Fevereiro de 187 >.
Ao da parochia do Senhor Bom Jess dos
Afflictos de S Bento. Declaro a Vmc. cm res-
posta ao seu officio de 14 do corrente, lancadj no
verso do do juis de aireito interino da comarca de
Caruar, de 10 de Novombro fiul>, aja-*, segundo
consta de officio do Dr. chefe de polica, de lou-
tem datado, sob n. 1,648, toram dadas as provi-
dencias no sentido de Ihe serem foruecilas as
listas de que trata o paragrapho uni do art. 14
do regulamento n. 5,881 de 27 de fevereiro de
1875.
basto mo taverna o estabel^-imonto sito s u.n;m^ em vista a honra da nossa baudeira,
ma do 1 omingos Jos Martina n. 52-1no mterior toda a Doasa aspiracSo conaiarir en
-V.rioanlo pessoal.rm.tc ser casa '" ,,, s,,.v|. a ,0|M,,miana(.imi;iL
lberdade, seguudo informa o Dr. chefe de polica.
Secretaria da presidencia, de Pernarabu-
!0, em 11 de Janeiro d 1886.
O porteiro,
J. L. Viega.
------------tsoaee^------------
Repartico da Polica
Secj;ao 2*N. 26.Secretaria de Po-
lica de Pernainbuco, 11 de Janeiro d<
1886Illm. e Exm. Sr.Participo a V.
Exc. que foram ante hontem rebolludos na
Casa rls Deiencao os seguintes individuos:
A' minha ordetn, Mara Joaquina da Conceicao,
alinala, afim de ter destino para o Asylo da Ta-
m irincira.
A'ordera d> I'r. delegado do l- districto da
capital, Manoel Das dos Prazeres. alienado, at
que ten ha o conveniente destino.
V ordein do subdelegado do 2' districto de S.
Jos, Benedicta, escrava de Manoel Xavier Antu-
nes Correia, por vagabunda.
Durante o dia de hontem nao foi recolhido in-
divid.io algum naquellc estabeleciment.
Communicou me o delegado do termo de Ga-
nelleira, que no dia 4 do corrente, s 6 horas da
tarde e no povoado de Ribcirao fra preso em
flagrante por haver ferdo gravemente a Jeronymo
Cabral js Mello, o individuo de nome Jos Car-
doso de Amorim.
A tal respeto abrio-sc o respectivo inquerito.
Em consequencia da exploso da caldeira de
urna locomotiva do engenho Mameluco, situado
na cidade da Es :ada, morreram no dia 7 do cor-
rente os trabalhadores do mesmo engenho de no-
mes Antonic e Francisco, c ficou ferdo o de nome
Liberalino da Silva.
Das providencias e pesquisas procedidas pelo
delegado respectivo, fiou verificado ter dudo
causa a exploso a imprudencia daquelles infeli-
zes ein augmentarem excessivaineiue a forca do
vapor.
No dia 33 do !nz ultimo, fallecen epentna-
mente no povoado H. Joo dos Pambos, o artista
de nome Jas Buraliein, pardo, de 60 annos de
idade e casado.
O delegado do termo da Victoria mandn vis-
toriar o cadver e verirnou-se ter sido occasiona-
da a moi te por cougesto cerebral.
Pelo delegado do termo da Escada foi re
mettido no dia 3 da corrente ao juizo competente
o inquerito p>licial a que procedeu contra o indi-
viduo de nome Francisco Ferrelra Canhoto, pur
haver ferdo a Manoel Fernandos, no engenho
Central.
No dia 8 do correnta asanmio o ciJado Al-
vntino Neves da Costa Agr o exereicio do cargo
de e.ibdelegado do 1* districto do termo ds Es
cada.
Deus guarde a V. Exc. 111 in. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandos da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chafe de poli ua, innato
Domingos Pinto.
aeaee-------------
Coasulado Provincial
DE8PACHOS DO DIA 5 DE JANEIRO
DE 1886
Tbeophilo Pedro do Rosara Ceitifique se.
Manoel Goucilves Ferreira Silva. Informe a
Ia seceo.
Mara Fernandina de Limos.A Ia seec.' ra attender.
H Stolzembacb A C.Informe a 2a seceo.
Olinto Jarlim ee C.Informe a 2* seceo.
7 de Janeiro
Mauoel da Silva Doruelias.-Certifique-se.
John Boxomell, Luiz de Paula Lopes e Jos
Francia -o de Carvalho. Informe a Ia seceo.
J. C. Levy C. A Ia seceo para os devidos
fias.
Joo Brug e Antonio Jos de S.Certifique se.
Maia ce Rezende e Joaquim Felippe de Aguiar.
Informe a 2a seceo.
Francisca Emilia de Gusmo Ferreira. Defe-
rido, de accordo com a intormaco.
Fernando Silva & C.Sun, vistas as informa
cues.
Joo Victor Alve3 Matheus.-Certfijue-ae.
F-rreira CaacoA Filho, o mesmo, o mesmo, o
mesmo, s mesmo.Sim, de accordo com a iifor-
maco.
- 8
Joo Ferreira Loureiro.Requeira opportuun
mente.
II. Nuesch & C. Informe a 2a seceo.
Josephina Leopoldina de AlbuquerqucInfor -
me a Ia seceo.
Jos Goncalves Das.A 1* scelo para os de-
vidos fins.
Manoel Antonio Vicire. -A Ia seceo para at
tender.
9 -
G Liport & C. Informe a 2a seceo.
Manoel de Alcntara Velho Barre.A 1* sec-
eo para attender.
John Benng.Sim, de accordo com a infor-
inaco.
Valeat'un Rodrigues dos Prazeres. Iuforme a
Ia seceo.
Jos d'Assumea > Oliveira A Ia seceo para
attender.
Francisco Gurgal do Amaral A C. A 1' seceo
para os devidos fins.
Amor i o Irmo fe C Informe a 2' seceo.
Costa Pereira & C. c Manoel da Cunha L bo.
A 1* seceo pira oa devidos fins.
compart.n-nt) da frente da casa n. 12 ao
pateo do Paraso. I loro.
Manoel Jos Dias para abrir um estili?-
leeimento de molhados na cara n. 7 roa
de Paysand, freguezia da Boa-Vista
Como requer, de ajeordo on o pnre. cr
do fiscal.
Rib-ro Sobriolio & C, para abr: um
estabelccimento de mudczis ni casa n.
97 ra Dujue de Cava*. Como n
quer.
Ridrigucj & O, replic.in lo pod'in re-
considor icio do anterior dcjpscln, oa
vez que provain com atistalo ser casa da
mosmo pensameato d uaiao c concordia e, se
perimtusa phraae, de wceiilracao livree Data-
ral das t'mrM- republicanas. Nesto designio
ijiic leremo de exatnior leis argentase discutir
o orcamento qw deve ser votado na actual legia-
latara.
o paiz tcm de pronuuciar-se eui breve. Em-
pciiliairnios nossa hoora para que aseleicoes ie-
jam lvii's. leaese sinceras. Quantomaisespon-
I;.....i e inlepeiidi'iili' B)T a niaiiilesliii;: dosuf-
Bragio universal. lano maia fortificada Dcaj a
Repblica e lauto mais intima dever ser a unan
ntrv ns republioanos. Assim como uo exterior
pasto sem bebidas, detiro a replica.
Silva & C, pedindo qui s'jam feitaa as
deviiias av.;rbac3os no scutido de t-rem
trusformado em Ioja de nvolesas, o depo
sito de cigirros e charutos sito ra do
Fogo n. 18, q'je compraran). Sim, pa
gando o imposto.
Secretaria da Cmara Municipal do Re-
cife, 8 de Janeiro do 1386.
O porteiro,
jeopoldino C. Ferreira da Silva.
Cmara Municipal
DESPACHOS DO DIA 7 DE JANEIRO
Pe7o Sr. vereador commismrio de poli-
ca
Portara :
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Rccife au Liinoeiro sirva so maudar traiispor
tar porconta da provincia, em carro de IB Mira
classe, desta capital cidade da Nazareth. amad i
se apreaentirem, os presos de justica Jo. Ignacio,
dog Santos e duas pracas que o acompanham.
EXrEDIEHTR DO SECRETARIO
Offieios :
Ao commandante das armasDe ordcm'do
Exm. Sr. conselheiro presidente da prsvinci'i, de
claro a V. Exc. que autorisou-se o director do Ar
sen\l de Guerra a mandar f de cavallaria os artigos de que trata o piddo,
que acompanhou o seu officio u. 2,230, de boje da
tado.
Ao m'smo.O Exm. Sr. onselheiro presi-
dente da provincia manda eommunicar a Y. Exc
ter expedido ordem Thesouraria de Fnz-nda
para o ajuste de coritas ao delegado do cirurgio
mor do exercito, Dr. Francisco Hornean de I3arva
Iba, conforme foi solicitado por esse comraando
em officio n. 2,218, de hoje datad -.
Antonio Teixeira dos Santos pedindo li-
eenca para transferir da casa n. 35 roa
do Duque de Caxias para a de n. 21
Estreitn do Rosario, o seu estabelocirnoa-
to de movis.Como requer.
Alfredo Quimaraos & C, idem da casa
n. 54 ra do imperador para a do n. 11
A a do Cabug o seu estabelecimento.
dem.
Firmo Felinto de Souza pedindo que so-
jaro fetas as devidas averbages no senti-
do de ter transferido o compartimento da
ftvnto da casa sita ao pateo do Paraso n.
12 para o da parte posterior da referida
cusa o seu eatabelociroento de quitanda.
lieiu.
Joo Gomes da Silva pediudo lieenca
pora abrir urna quitanda oa casa n. oo
ra da Restauracao. dem.
QJoaepba Ferreira da Silva pi ra abrir
ara deposito do charutos e cigarroa no
DIARIO DE PERNAMBDCO
Reirospecto poltico doanno
de *&
FRANCA
ContiniKiraui
Na |)c.-i.soa do novo presidente do ronselho ap-
pareciam daaa entidades distincts, apparsaia o
iniMiiiirn preclaro da easnerda radical e o presi-
(lenii- da cmara, o arbitro naparcial e igualmen-
te respeitado por todas as variantes da opnio re-
publicaua. O sen gabioete seria, portento, de
conciliarn ou de partido, sefiuindo a preponde-
rancia de urna ou de outra dessas entidades aa
resp ectiva iiaganiaacto.
Nao havia, porm, quem desconbecesse a oe-
pnaaidade senara argente, e entio mais que min-
ea da liarmonia dos diversos gruposaSectos s
aeluaes instituiecs polticas da Franca. O Ton-
kiu e as eieicoes geraes. que vinliam prximas.
erain motivos |toderosos para que se proenrasse
com aflinco a uuio de todas as forras da Rep-
blica. Ora. iH'iihum estadista estava mais no caso
de cumprir essa diflicil misso do que o novo
presidente do consclho. Elle s, entre tantos Cha-
mados para organisar niinistcrin. pdde i-onse-
guil-o. A sua neutralidade nos debates parla-
nu'iitures. osen caraclei aprcriadissimo. autori-
dade nao com|iroinettida. um nome que nao tinha
sido anda pasto da violencia da ni IV das po-
BnBH, tudo isso indicava oSr. Rrisson rumo o
homcm indispensavel as cobdioOes politkasen
que ficou o paiz inmediatamente queda do ga-
liinele Ferry, A upinifio publica mauifestou-sc
unaiilnie palo presidente di cmara, e o patrio-
tismo dente levou-o. alinal, a aceitar a incumben-
cia que a principio tinha recusado, e que lbe fo
relalivamente suave, por isso que a conlianea que
os difTen-ntes grnpcw parlamentai-es regatearan
ou negaran a raitroe estadistas, oflereccn-se-lhe
coin a maior espotaneidade.
O ministerio formado pelo Sr. Brisson pareca
corresponder o mais que era jiossivcl especta-
tiva do iiarlamento e da naciln. Posto que acecn-
luadamente radical dava s nutras l'racrrK's repu-
blicanas garantia nuaciente para detxal-as soce-
gadaa e sem temor de qualquer desvio nolavel da
poltica que por tanto lempo ira, e era ainda na
oo"isio. a da maoria das cmaras e do paiz.
Apenas1 a entrada do generar Campenon para a
pasta da guerra, de que bavia sahido poneos me-
zes. antes den lugar a que alguus joruacs oppor-
tunistas nianifestassem o receio de ver ignaagu-
rada, en relacao ao Tonkin, urna poltica desa|i-
provuda [tela vaidade ou orgulho nacional, vai-
iladeotiiirfullioqiieo desastre de Lang-Son, Ion-
ge de moderar, excitara.
A clareza do programnta ministerial paz lim a
essa davida para tantos incommoda.
Bisa declararn simultneamente lida pelo Sr.
Brisson, na cmara dos depulados. e pelo Sr.
Freyciuel. peante o senado :
Heos similores.As circumstaurias en que
0 Sr. presidente da Repblica nos cliamou para
rlirigirmoe os negodoa pblicos, nao nos permit-
tein exigN de nos extenso programla.
taspiradoa neaintereaaBanacionaeB, ansian-
do indas as consideraces de orden secundarla,
procuramos formar um gabinete de concilaco e
ailo, (vemos en vista agrupar o maior numero
[lossivel de homciis de boa vontade. pondo o mais
cimsiilcravel concurso de forras a l servico da
Franca e da Repblica
Exigiremos que a China respeite os direitos
que os tratados nos garnteme que ella mrsma
ni Ntbecea pela r>envneto de Main de I88V Se
alcancarmos esse n-sullado por netos amigaveis.
tanto mclhor: mas nao ivcuarcmos ante a neces-
Badade do enpregO das armas, e estaos deci-
didos a nao modificar o carcter da expeilicfm
sem previo couscnlimeuto das cmaras. O sen-
tiuiento do i|ue devenios as nnssas heroicas Iro-
patl de tena e de mar, be.n Cdol i ais seos che-
les, nos encoulrar fcilmente uiia;ii:u -
rnicurareaios. alm ilisso. mediante poltica
alenla e eirrumspecta. garantir a situacogeral
do pail no meio das quesirn-s que preoccupain a
Europa. Essas qneatOes nto nos aerto indill'e-
pnites,decerto; porm, rraaesquer que sejaTi os
ulerease' que se agtten,anoac3iidnclaser
samare aconadhada |h>1o beavaitardirecto e supe-
rior da Franca.
Quanio ao interior, obedecerenos sempre aa
- Pedimos para 0ileseinpeiilio desta lili>sao n
auxilio de iodos os amigos da democracia e des-
i oobre forma de governo a que temos dedicado
toda a nossa existencia. <
Kssas palavras foram em geral muitissimip ap-
plaudidas, e especialmente nos pontos referentes
taos negocios do Tonkin e imparcialidad!- das
'eleicries por vir.
Antes da sesso de apivscntaro do ministerio,
tinliain catre s .conferenciado os ineinhros da
l'iiirn liepnblicana. O Sr. Veroigov ilisse que
era necessaro acolber coin certa reserva o novo
gabinete, de que fon quasi em absoluto excluida
B mesma l"nifio. c que paivcia apirsenlar um ca-
rcter poltico pouco favoravel aos instuitos desta.
0 Sr. l'aul Bert, que em Janeiro havia condeinna-
do velieuienteinentc a poltica do Sr. Ferr\, n'um
discurso que pronunciara en Lyon,dedarou
que antes de tudo convinlia que os do scU grupo
anxiliassem a resoluco das quesles internacio-
naes, deixando para mais larde o pronunciarse
sobre a poltica interna dojnovo gabinete, tanto
mais quanto, qualquer que fosse a preponderan'
da da l'nio Henuhlirana no seio do ninisterio
nao seria menor a influencia eosmeiosde aceto
que o numero de seus Miembros sdnorsi llie
assegurava.
Os da inio Demoi ratica tambem conferencia-
ran na mesma occasio. O Sr. eville, como
presidente, deu explicaccs retrospectivas rela-
tivamente crise ministerial. Declarou ser inex-
acto que Uvesse procurado O Sr. Brisson para lbe
pedir que acritaaae o poder, urna vez que para
isso ato tinha receido mandato, e porque o novo
presidente do conseno nto reprasentava as ideas
do seu grupo. Acrrescentou que estava conven-
cido de que o ministerio que acabava de organi-
sar-se desejaria urna poltica digna no exterior e
que poderia defender a honra da Franca.
Quanto poltica interna, disse o Sr. Devilte
que a entrada do Sr. Sadi Carnot. antigo presi-
dente da l'nio Democrtica, para o ministerio.
era prova de que o Sr. Brisson tomara na consi-
deracn devida a importancia desse grupo parla-
mentar.
A extrema esquerda apenas deliberou sobre a
esculla dos candidatos presidencia c vice-pre-
sideucia da cmara, lugares que os Srs. Brisson
e Sadi Carnot deixavam vagos.
Anos a lelura do programma ministerial, que,
como dissemos. agrados geralmente, o Sr. Bris-
son pedio que fosse votada a verba de 130 milhes.
restante da que o gabinete Ferry solicitara, j na
sua ultima hora, para fazer face s despena da
guerra com a China, e da qual a cmara apenas
havia concedido 50 milhes para as necessidades
mais urgentes.
Alguus deputados quizeram que a votarn li-
easse adiada, mal nao o coiiscguirain. 0 Sr. FIo-
quet propoz que a sesso licasse atnpeasa at que
a conmissto de que era presidente apresenlasse o
lea parecer acarea do crdito solicitado, oque fa-
ria iininediatamente. Apooda essa proposta, e
sendo en seguida apresentado o parecer, cujas
concluscs eran todas favoraveis pretenso do
governo, foi aprovada a verba pedida por 368 con-
tra 89 votos, apesar do discurso do Sr. Georges
Perin, que, lamentando-se por serforcado aoppor-
se ao primeiro acto do novo ministerio, disse que
combata aconcesso do alludido crdito, porjul-
gar a conquista do Tonkin prejudicial Franca e
por nao ver outra sabida para essa funesta aven-
tura. Bento a prompta voltadas tropas france-
zas enviadas ao extremo oriente : a evacuacfui
pura e simples do territorio oceupado pelas mes-
mas tropas.
G)in elTelo, ante os preconceitos da burguezia
franceza e da paixo dominante de toda a Europa
actual, nao poda vingara nnbre opnio do de-
putado da extrema esquerda, a nica fraeco
parlamentarsejadito de passagemque vio na
expeilico do Tonkin e na guerra consequente,
nao s um grave danmo material para a Franca,
mas a aberrarn mais patente dos grandes prin-
cipios de moralidode internacional, em nome dos
quaas A. Comte, baj mais de 30 anuos, aconsc-
lliava ao governo francez que se deixasse aos
rabes a nlena posse da Algeria.
Por una feliz coincidencia, no proprio me-
mento en qne o Sr. Freycinct, ministro de es-
trantreiros. lia no senado o progrmala do novo
gabinete, soube-se ollicialnieute que tinham sido
ratiticailos pela China os preliminares de paz,
poneos dias antea estabdecidaB en Pars entre
os Srs. Billot. cono representante do ministerio
Ferry. e o Sr, Canipbell por parte doTsong-Li-Ya-
nii'ii.
Por esses preliinnaivs. o Cclcsle Imperio obri-
gou-se expressamente a reconbecer os direitos
que a Franca havia adquirido por forra do trac,
lado concluido em 11 de Maio de 1884, entre o of-
licial de marinha Fouruier e o vice-rd Li-
llong-Ti'liang. Por sua parte a Franya ivnun-
cava a qualquer iiidemnisaco de guerra.
A convenco, tal como se annunciava, devia
salislazer todos os francezes a quen o amor pa-
iriolicoou a paixo colonisadora. consiuta-se-sa!
a expresso. nao vesse lirado completamente o
sonso coinmum. Estava. realmente, satisfettaa
ietieratttm do governo da Repblica, e que, se-
gundo anteriores declarares. nao era outro aj-
ilan ver salisfeitas as clausulas do trartada de
Tieii-Tsiu. A fortuna parecen tamanha, qne ae
l'ollias inonarclusias comecarain logo a propalar
gue nao era venladeira a boa nova.
Ornis que essas folhas podiam dizer, ccaaa
fundamento, que nao havia a minima seguraa-
ca no xito final do novo convenio, erabora a
pre-riica da esquadra franceza nos mares da
China. A Irmbraiica donegodo de Bac-he er*
efl'eclivamenle para aulorisar scepticismos.
A renuncia de qualquer indemnisacao de guer-
ra linha sido, por |iarte da Franca, de opnae
consellio. Qualquer exigencia nesse sentido us-
tgaria os chinezes a proseguir 'n'uma lucia dfe
que as tropas europeas nao tinham tirado o rat-
llior parlido. E quaudo assim nao fosse. qnan-
doa mdennisacto licasse estijiulada. provavel-
mente nunca seria paga, en ronsequeucia rlc
man estado tiuanceiro da C.hina. para o qual a
ui fe e violencia dos occidentaes teni cm granee
parte concurrido.
Edepois. se a Franca, como diziam os araaB-
les da expanso colonial, s desejava desennil-
ver o seu commercio nos confias do Oriente,
nto eran de mais todas as preeaugOes que o go-
verno da Repblica empregasse para extinguir
quaesquer resentiinentos do animo dos chinezes,
ns visinhoa e protectores mais poderosos da aa-
pulacjaO do Tonkin.
t Continuo.)
RECIFE, 12 DE JANEIRO DE 18C
\ollciaK da Europa
O paquete ingles Mondego, entrado bontea 4t
Europa, trouxe datas que de Lisboa alcancaat
29 de Dezembro findo, seis dias ma.s recentes 4b
que as trazidas pelo fraucez Niger.
Alem das noticia i de Portugal, constante* na
carta do nosso correspondante de Lisb a, inser As
na rubrica Exterior, sis as demuis trazidas fia
dito paquete :
Hespanba
Escrcvc, ein 29 de Oczeoibro, o nosso corses-
pondeute de Lisbca :
Os Srs. Cnovas e Sagasta, a darmos crdito ss
informacoes da Age acia Ha vas chegaram a ase
accordo completo, com respeto neeessidade c
aos meios de salvaguardar as iustitaicde3 vjas-
tes.
Os sagustinos parece esiarem dspostos m-
cundar 0 chele do tea partido ueste patriticoea-
penho : os partidarios do Sr. Homero Robledu jo-
rem, vo separarse do Sr. Cnovas, .nao desan-
do inanter retacees com os iusionistas. E' san.
pos, o que, at boje, consta.
Tem feito grande barulho um receite coaliet
palaciano em que fgurou o Duque de Sevilha.
As folbas madrileas de 22 do corrente j at
cecupam desse desaguisado. Na quarta, 16, ssa-
mandava s guarda do paco o Duque de Seviac,
filho mais velho do infante D. Henrique, que tal-
leceu em con9equenoia de um duello em que at
batteu com o Duque de Montpcnsier
Quando a rainba regente eutrou no palaeis ss
anoitc.er, aquelle official maoifastou o de-ej'i *
entrar nos aposentos da regente para Ihe fa'br ~.
achava-se, porem, na outra cam ira o geatil-fc
mem de servico, Conde de Guaqui, o qual se efsw
entrada do Duque, dizendo que a raiuha tegua
cara fatigada e que declarara que nao reeeasi
uinguem.
O Duque, segundo conta o Imparcial insist as
seu proposito e o (-'onde no cumplimento das --
1 ns que recebera. Eolio parece que o Dafne
se expressou com excjHva vvacidade sobre m
direitos da sua pessoa e as cathegorias dos dia-
entes individuos da familia real.
Depois, no qnarto dos officiacj da guarda da
pa'acio, voltou a tra'ar do occorrido com paisls
ainda maior, repetindo e aggravaido o que tabe
dito e expjndo o que poderia faxer se o fizes
exasperar.
Depois de rendida a guara, fthegeu oocea
ao conheeimeuto do capito-geueral, que eosSe-
renciou com o general commandante da divais
"befe do corpo.
A altitule do coronel Me'guizo, que o eirfe
imineliatodo Duque, foi to correcta como eaer-
gica e mereceu o app'auso de todos os officiaet
do corpo.
O ministro da guerra passou o Duque inaeti-
vdade.
O Liberal entre outra? c usas diz :
o Circulou hontem lapidan.enle urna cousa grs-
vissima.
Dzia-se que o commandan e das forjas <4e
eres armas que compunbam a guarda do ss^
n unir os officiae que as com nandavam e lbe
i era propodas de tal alcance e de ndole lis
grave que elles recusaram prompta e terminante
uieute o seu asscutnnecto.
Nao reconhecemos toJ.a impira eia das av
feridas propostas, nein a razo porque se esssa-
va nellas o nome da rainba Isabel ; mas 1%
lia* apreseutavam gravea re-ponsabilidatea de
inonstra-o o facto de que tivesse imuie iiat e-
nhecimento do occorrido o capito general, ae
depois de conferenciar com o ministro da gera,
cuviou o referido Duque para as prses de S.
Francisco.
O Globo diz apenas o eeguinte :
Foi muito cominentada a passagem inaaS
vidade de um chefe do exercito, aparentado 00a
pessoas de elevadissima posico.
Attnbura-se esta providencia opinio at-
nfes'ada pelo referido chefe com respeto a> as-
ta io de cousas actual, cm qae desejava ver intrs-
dozda urna variante de importancia.
I).-st. s m- as palavras e escrupulosas reservas
das folhas cialas, parece concluir se que o Ou
que manifestou, no sen despeito pela recusa Ae
tallar a rainba regente aquella Ivra, aopinie dr
que a rea-enca u'evia ter sido coufiada a raiali
mi, D. Ieabcl, contra o que dispe a constitnica-
vigente.
(jeja como for o Duque : de Sevilba nao ten.
dxem de Madrid, importancia como homem poli
tico. E conlie -ido pelo peu genio arrebatad*
uela sua flancia priucifesca.
Os jornaes chegados pelo correio de 23.1is
lam-se d zer qne na qu uta teua 17 se reuns <
coiirelho de ministros para deliberar sobre o que
convenha fazer, em presenta do inslito proae mento do Doque de Sevilha.
Foi resolvd que se compra a le, deixando a
trioima-'s cumpeentes toda a liberdade de aece,
para a reparaco do agi;ravo feito pelo Duque .
raiuha regente e ao cdigo militar.
O coros) D. Alberto de Barbn, irmi 4c
Duque de Sevilba, visitou no dia 21 a rainba av
geute
A respeto do pro edimento do Duque de Sevi-
lba, escrevem de Madrid ao Tanpt :
O gobern decidi subinetter o Duque d Se-
vilba a um conselho de guerra, considerando que,
do interese da disciphua uio Ihe era posskra
aostrar-se iudulge te para c m um prente da
familia real, que laitou ao respeto 4 regente, aa




\ 4



itEet.Ei
1
I


Diario de PcrnambiicoTer?a~feira 12 de Janeiro 1886

meara" tempo que 4o etduiioa da ain
lita-ej republ: u'ra los. Acreiita-^
o Duque ser exilado para a Canaria.
Pela sua parle a France publica va ha poneos
dias o seguinto te^gramma :
Parece que na* altas regio.-s lia o maior < in-
p.mho de que se faca silencio aa queatli do Duque
de Sevilha Toda a imprensa co iscrva so muda
atal respeito, o que leva acreditar qae seja mu
grave do que se di. .
. Vou tratar do eolher aforra icoes e pol o nei
ao corrate deltas.
. O principo Henrique de Bourbon foi pr so e
conduzdo i prisao militar de S. Franciac ..
Pela sua parte a rainha Christuia parto, h >u
tem de tarde eu earruagem fech la p mi i
de Campo. _
Os iornaea da Madrid annanciam quo o Oaqu
teri pedido ao Sr. Carvajal, dipuUdorepubl.cn i
que tomaste conU da sua d.fe-.a, e que cito ac-
cedera ao eu pedido.
De urna Ion/ja cirta de Madrid, dirigida ao
E'venemenl de Paris, sabe-sn que o duque d Se-
vilha pouco dtyois das tropas do seu commanio se
installarein na guarda do p*?>, reuuio os offi:i.e<
das diversas armas, iofautaria, cavallaria e art-
lhari.i e de -larou-lhes que era deprimento da a ti-
ves do carcter hespanh il a rege acia de urna ei
trangeira, terminando por Ihes pr >por.clarara'nto
o rapto da regente, seguido da proolamici d*
raiuba Iaabol. Os offi;iaei unauiuiemento recu-a
ram adherir as proponas do princip mis un
dos presentes tui i toda a pressa prevenir o grao,
ral Paiva, o qual fazendose asiinpanhar d'u.n
esquadrao que tem setnpie s sais ordens te din
gio trame liatainento ao paco, pie idouiosen lie ,i
taca o aera demora o culpado.
A raiuha Isabel, prosurnu a regent imploran-
do Ihe toda a indulgencia para ee i aobrinh >, *t
tribuiudoa culposa tentativa urna das freq u it -a
aberraeoes do seu espirito enfermo, e imtou muit.
para que se nao desse publicdado a to deplora
vel occurreueia. Siempre indlgeme, a regme
quiz coniprazar aollictaco ts e de i n'este teuti I"
as suas ordeus ao gsuer.il Pavui, que p>r seu
tirnocedeu tamb3m,cnn a conli.-lo d tw o pri >-
cipo desoe a sua deraisoo inmediata, .lista c m
dica >, dep iis d'uma entrevista entre o general u o
ministro da gnerra, foi modificada u'uuia simples
paaaage n a iuactividade.
O duqus di Sevilha, C uene-c iroocl, D. He i
rique de Bourbon, 6 fiilio de um naa do rei D.
Praucisco de \ssis, marido da minh t Isabel, 11 o
rique de Biurbon ; e que usava o titulo de duq ie
de Sevilha.
Foi morto em duelo pelo duque de Montpessier.
Isto pawou-se ha moitos mojos.
Ha das a Agencia Havas disse que o hnpar-
cial de Madrid aflirinara que tanto n'aquclla ci-
I dade comoem toda a He -paulia niuguora pens v.i
na uuio ibrica.
Tal d.-spachj e t 1 afirmativa ti.iliim oseo
tanto ou quanto de syb.iiu >, mas parece ag >rt
explicar- ee.
Jugando alguns jornaeo madrileos nos circu >
polticos d'aquella capital propilara se o extra vi
gante boato de que entre uffi:i*es hespmhoes c
portugueses se haviam entablillo bejoqiaea
par a re ilisacao da rounio de 11 sapaaba a Por-
tugal sobre o sceptro do Sr. 1). Luiz, e de qu-
eitareuuiao era apoiada, c presuma se mci no
que promovida pelo principe de Biaaoarck. D'ahi
procedeu a preaaa que o Imparcial teve na su i
qualidade de periolico iueoluro na ra pioiumpjn
de bem iutorin ido, de serenar os espirito
portugueses, que, alias, nao tinli.m tido coulio i
ment al^um de taes boatos, e aiiida inesmo uu
o tivi'ssein ti l->, H'au sibre Ihes m-receri un pouco ce lito pelas cnnb.naco ?s
a que se < oiitrav.ic: adstrictos.
A" cerca do lvro de Paul y ngulo que -st
para sabir las e n Pars e se dvc oceupir d *
assatinos de Prim diz o mu> no jornal qa>
apesar de nao estar aiuda o livro publica lo, le/e
ens-jo de ver algumas provas da ot>ra, ijue upp i
reccr nos primeiros diaa de Janeiro.
Compreb-uder hvroduas parte.
D.-clara que sao os unionistas que assiiwiuirarn
0 general Prin. Cita o nome dos assas^iuos
enumera as sommas que se dis^>eaderam para or-
ganis ir a conspiraao Paul y ngulo acensam
ds inepcia e coTardi os chefes que tinbi eut'tn i
partido republicano.
Os republicanos de Madrid nomcirara um
cominissio incumbida de organis ir una reuniio ge
ral do partido. Segundo o Libera', os Srs. Cis
tellar e Py y Margall tiuhaui cli-gado a concor-
dar n'umi fornula de conciliario republicana.
No dia 21 ocombodo crrelo de M.-ri la
para S-vilha descarrilhou no kilmetro 1U0. tfi-
.rain destruidos 5 wagn?, a ooin itiva e o t-n
der mirtos o coinmissario do goverooo um reviior
dos bilh-tei, e feridos 6 viajantes, o machinista
o foguista, estes dous gravemente.
Ha suspeitas de que nao fui casual a catastro
plie. O caso vae ser sub.n-ttulo aos fribuna-s.
No da 24 acamara dos diputados reunir si*
em sesso preparatoria sem que occorrese inci-
denie algum digno de meuco.
Na re inio d)s senadores pirleacontes ao pir
tido conservador o Sr. Cauovas pronunciou um
discurso anlogo ao seu da vespera u.i r uino d .-
d/putados.
No dia 26 o general .Martiui 'ampos, ao o :
cnpar a cadeira da presidencia do eaado, el i-
eou a largos tra.;- >s a historia do O. Affonso XII e
disse ter a couviccao de que as in.s'ituicoes aetciHI
ejtao seguras, porquo basta seguir o caminho tr.i
cado pelo fallecido rei.
No Constitucional de Paris de 27 16 se umi
artigo do Sr. De r yat de aeoasedband* o di ten-
tativas revolnci uaria, t.i i contrarias calis i da
liberdn lo i! do progreaso,
Consta que U. Carlos 15 .uiuon cliegou a
Viarregio para pasar a festa do Natal com ua
familia.
Voltani di'po:s pan Veiez i.
No con?ellio de muiistr-'S C'lebrido a 10
deste mes, o Sr. M-irer, miuistr dos negocios a-
trangnir.ia exp is as neg.C'tc< celebradas con
Marrocos, dan qn-ies'se esperam graiidei resulta
dos para a Hespauli;i.
A crabaixala inarroquina, que se acha em Ma-
drid, visitn a ranilla Isabel e suas lilli is. naiboa
esteve 50 Circulo Militar c no Athcucu Scieniili;>
e L tterario.
Os principaes esquerdisras censurain o ge
ner<- BennuJes Keius p r Iiavcr aecitalo o eirg
dj sub secretario do Ministerio da Grnerra.
Amia o general Lpez D.uninguez nilo pubcou
a sua anuiiiici'ida carta cxplicande o seu prOM 1
monto e a su.i particip.icao u:i iMineacao do gene.
ra! Ileius
Parece que a esqu-jr la, a czcinplo dos conser-
vadores vii sofFr-r umi grinde transfori.
como pirtiJo polttici.
Aciou se de todo o cholera ua provincia de
lluelva.
Os pescadores portugnezps, que c lha Cliristina desemD.rcar.un :n costa de S. Bru-
no, sendo immediat un ule i.lb.-rgtdis n'uma aldea
asas de madeira que all so construiram pan
ellos. Os galeoes fora-n log > d 'sinfeotad tu e o
mdicos e de mais pBBSQll de soccorros voltumn
j i pira Huelva.
u= Tem sido objeclo de geraes prot-stoa a ido i
dd casamento do filbo de D. Carlos com a filba d
1. Affmso XII, menina que pir ora tem cinco au
noos de idade.
O juramento da regente t fi.vtuar-se no dia
29 (amaubii) presidindo solemuidade O Sr. Ui-
i ivas del Castillo. A su i e'ocli pira a presi-
a definitiva da Cmara dos D.-palados, en-
s.lora S8 certa.
E' falso diz um tclegramini parti-ul ir de
M.drid (de 27) que teuham rebentado d iatel
1 gencia* polticas entra cauovistas e sagasti.i'S.
.jcordo prevalece cada dia mais firme.
As noticias refurentes iberismo (prosegue o
mismo tel gramm i), ..! > eo.isi I'indas por toda a
BMM njvi!ne<.-3 insidiosas promovidas p>r
.i lentes despaitados.
A 28 (hoje) parle p^ra Li tba o nivo minia
tro de Franc n'eeta corte, Sr. Billot.
Foi jolgada hvre da epidemia cholenca toda
He8nanh>i.
Toda a impreasa Malrilena se refere o un
mos a ezpleudid i4 ex-quias celebradas A
:ioria do rei l). Alfonso XII n i i :reja dos M.ir-
.- em Libi.
Frani-i
Tem estado em diseuss.lo na Cmara dos Depu-
I franceza o projecto dos cre-litos para o Ton-
lv .11.
parecer la maioria da corainissa c extreui i
menso longo, historia minuc oiuii it a expelic.Io,
xteasas coneideraces c conclue condemnandn
" i a anoexaeS) do Atnam e do T .nkim, como
tectorado, e 30 icedendo apenas ao governo,
10.803:000 francos para preparar o
il-wio d'aquellas longinquas coaquistas.
Junt un nte foi apresenta I> o pirecer da mino-
la commissao, qn r'pelle a idea da evacua-
-pfi qnal for l forma com que se dtssimnle,
O debate d- ve ser longo, porqne estao mais de
vinte oradores inscriptos.
O goveru i nao cede d son plido da ere litis o
fem puto n'elle a questa ministerial.
Contiuuain a apparecer manitostioO 'i de c irpil
cdloctivos e de grupos iin;ort int 'S de ele '
cintra a e?a.?un;ao, que umi idi basl
p ipular em Prane.1, salvo alguns jomaos intra isi
gentes, a mprHnsa 6 Umb n c mtrari i i t il
lente, e p irtanto esp;ra o i qn a f irerno v.'.u 'r
a qiiest.i i.
Ktava fixiU o dia 28 Isjssutiin >r pira i
niao d i congreis qae dev eJeg >r o pride il
H -publica, mis tal reama > devoria aiada-eff .-ctu ir-
se antes do fim de deawtbro.
Os j'irnaes republicanos mol ra I03 de Paris re
ram proteger urna lista coaipista dos 110-
m -s dos Sra Ranc, L>evs, Grreppo, DarouUile, L: 1
veill e Vloz-it piraaedeicii de desempite qui
liavia d' eff;etuir-se m diming) 27. EM lista
tem por fim reon;r tolos o* votos dos moderad
entre os quaes houvo divis.X) no u'i.n oscrutini 1.
Di i.i-se qu i ni 1 linliim probabili 1 ides de victo-
n i. em vista dos numerlos elementos le qu< dis-
p6an os ra lie es na pipalac,! aperarla le Paria.
Est c:rti a reeleicao do Sr. Juio Gravy.
cao
Varios jornaes crii.n que o Sr. Brisson teneioua
doiaittir-se depii da encerrado o congresso e pre
t u quo li Mac lera un ministerio l'Vcycinet.
He di 1 21 o Sr. Clemence iU pidi na Ca aa-
II di* Diptalos a rivisiio do tratad de i\o. -
Baio. Sr de Freyciimt f~x.ll ni elo paentem mte
00 tra a evicuai;ao di l'nik' n o diss: q 10 a vi-
ticlo da caara sobre tal a3Suinp'o tem gran lis
simo alcauc: p irque se trata ole saber se a rep 1
blca franceza tem ou alo umi p As palavras do Sr. de Freyeinet foram cob.Ttas
de applausos prlongados.
No mesin > da 21 a O rn ira_ loi D :puta I >i ap-
provou ni gen-ralidade p >r 71 votos c ntra :7 I
cr-ditos pe ndoi p-lo goveru pira 1 Tonkiin.
Oepois, approvou tambem pr 272 votn c mtra
27 os creuitos que o governo pedia para o Minia
teo da Guenv.
Qnnlise proclamm o resultado da primeira
votiva', qu dea ao giverno apenas 4 votos de
maioria, levatou e violento tumulto na Can ira,
cruzando se de todos os iad, as miis vehemsutes
apostrophes.
A's 10 horas e -4) minutos foi levantada a sos
sao no me.o de um barulli indiscriptivel.
A lircita aaliio da sla npp'aud'ulo e con
tro gritando Viva a Iteoublica
A prxima lessiio devia a rn dia 2-1, Isro*-
fe ira.
A commissao franceza de dlimitii^io, pre-
aidida p 11 Sr. de San Obaff ey, ehegou no dia
19 le Ueze.nbro a Laug-on o nao tarda ia a
partir pira [sing Tebooo.
Madacanoar
0 go.cruo francs recebou a 22 de Oez :nbr>,
de tarde, nui tolegramma de Madagase ir. qu
annuncia a conclusa d piz c un os hovas. Corre
que o r. sp 'ctvo tratado oonuedis a Frauf a o pro -
te;torado em toda illia d: Mad.igascar, Inven i >
em T mi inarive com encarregado dos 11-g icios
externo um resilente fnne-z eo n a omp.-toule
escolta, e ocjupaudo os risn VM Tamatave ate.
10 paga:n ut> da ind'uim-iljio, qu:ser.i do diz
inilli:j de franos.
M -sm n'eas-i noite o Sr. de Preyoiaet c intir
inou ; can ira do deputa-dos a uoti:ia de e>tar
aasigna.lo o tratilo de MidafMVsaar. U.o.o que
residente tVsaran em TaaHMnilM ser o nter-
iBdiario obrigado entre .'1 raiubi o as poten^us
aatraacatraa,]M a Rraaoa reserva para si o di-
reito de occiipar a bahia do Diogo Soares e fasef
aili toi is ai edific^coes que Ihe parecerem conve-
III ent.es ; aaa a Franca u'u se mero n tter na
administracao interna dos li vas.
O Sr. de Fr-ycinet accresceutori que tem a
cousciencia de haver proa; li lo ua qieata trnuco
ni ilgach; oonfor ne os dosej >s da cmara que de
eerto quera conciliar a honra c os iiitoreis3s da
Franca.
Segn lo se v, o ac.-ordo anglo-fraac :z com
respaito questao milgacbi foi de miguilico re-
ultado.
Assiin o ho.ivesse conaorolieudido o m uiite io
Farry, c mi rsp-ito a pont ca iuternaci nial, e lia
inuito que as luachinaeea dos tres i-nper ubres
ten im deix 11 > de ter a Earo,i 1 sin cont HH an
oicdade.
Italia
O governo italiano pr .hibio o entejo cinco em
h uneungein amemiria de Verita, o aalvad r di
(iaribald:. As circulares erair. armadas pelos li
Ihos de aribaldi e o pinegyrioo do fi.nl seria
proferido polo Sr. Cairo.i.
Acreditase goralmoutu que 1 co ncideucia do
cortejo recalnr 111 anu >er.-a-10 da mcuvao de
Oberdank s deveri* a prohibi^ao. Cuidar se b
por este molo de- uo croar rossentim nitos ao go
rara* austraco, ou autes a causa a'Auslrii, a
qual, segn lo ae diz, o Sr. Itibilaut, ininstro da
guerra, seria tolo dodioido E,ta supposn;lj te.n
is suas razo-a de sor, p>rqu.' a entra la d< (j-ueral
p .ra o uiiuisteri ) fez com q 11 t I.t 1I11 tor.i.us 1 a
navegar na correut- d.a tres imperios de que a
p ilitica doi Itnnoa temaos do Sr. Maucini a att is-
tav a.
O da cointu-lo na deixou de ser tempestuoso
em Boma e vanas mauifeataco-a Je oaraeter auti-
austriiuo se ctlectuaiuui, teudo a polica de in-
terior ara : dusolvcr. L* ni d'ellas fo.'a orga
nisa.la mesmo ua frente do pailamento.
Nos seus zelos pela ordem n polica retirou
urna cur 1 deposta sobre o tu nulo de Oberdauk
pelos delegados trieatmoa
Disem despachos dj Cairo pira o Times que
o rt"i da Abyssuiia inulto irritad cm aoccjpavio
Italiana de Maasuah, se ii.epira pira UMHWtir
contra os italianos, e que Us.uain Uig.u 1 so dispo.
a atacar Siuk it.
Diz-.'in do Cairo pira L eidres que os fin.
Martino, IX'Uinm uid VVoif e Nubar-Paoh, assig-
liaram a 12 de j meiro una declara sao pula qual
a Italia a Hiere a convenci auglo egypjia de 1877
para a repressio do tralio dos escravos.
Inrlalerra
S ag ira se noncluirain as eleicoos -ia Ing! tei
ra cmii o escrutinio om douscoliogios e.u qu.-ain
da senao tinham cffectuado.
l-'.c 1 oeii-is 670 dep ita 1 >s qu ; se el issificain
,i-- segninte modo :
331 libera -
24'J conservadores.
4 iudepc * uacioiialiatas irlaudez'8.
70
A >s liberaos faltam apenas cuioo depiitado pa
ra tercio uia.o.'ia absoluta na cmara.
Nao se pode ainda p-evnr o quj r63jitar do
combate entre conservadores o liberaes na proxi-
in reuuio da cmara don oommuns.
E a p: c-enca da torca de quo diapocn ins e ou
tros, o grup irlaudc; cena razio considerado o
a Intro da sltuafao.
Eutie a.it 1 o inarquez de Salisbuiy por ti n la lo
e o Sr. Cadst me pelo nutro, coutinuain a tra.ar
de ver se cou:cguem conciliarias biu gricas
I Sr. Prfrnell o do grup n que preside. Ain'ios
ms se arriscan, porin, no caso cm que venhim
a conseguir o que de sej m, a perder o npoio di
umi pirte dos seus proprios partidarios.
Largas concesses eifas Irlanda pelo marquez
de Salisbury fara qoemuitos coniorvadoros se
atiastnn do governo. Se for o S (J.a latoue nata
as pro notta pira quaul eiliver u poder, la.n-
b :in os lber ;oi mod ralis nb.indonira> aq'ielle
e taJista.
U Sr. Cbamberlain um dos iniuibros 1 ultiin
gibineto dbera>, n'um discurso prouuiicialo altl-
iiiaiuoatc oiu Bino ngban disje que o S Parn I,
visto q 10 se coliigoo, com os Conserva Ion s, deve
prosJrar iqaidar a queala iran.iza e.n h s-.us
n ivoa amigos.
Ala, que quanlo a: cmveiioer q 1 nada t 111 a
espenr u'elles deve ont.io dirig. 31 ao part lo li-
beral om piopoit ia rasoavoia, e n cato em que
1 possaoa conciliai-ae c >m os principios pro-
feasados pe 1 Sr. GUda.one, ie asr que este ho-
mem de Estado queira coroar a sua gloriosa cor-
re ira dando Irlanda a paz e a prspenda I-.
Hiraawiiiu
Um despacho oficial do vice ro da Iulia ingle-
za para o ministro daS Inlia eonfirm a notici 1
do morticinio de alguna europ'us aa Biinin 1 e
acorescenta que um deatacameuto inglesa taiira
de Maudalay a 13 de Djaeinbro com destino p ira
Chiniwiua afim de reprimir e castigir o band >s
de indgenas armidos que trasein em < nr 'salto as
provincias e ai dev'astam.
tlleaaMiitia
A Gazeta da AUemvtka do Norte coafirm 1 s
triste situaca > em que se eneoatra a agricultura
ulleina, api ar di ba colbeita deste auuo.
Oe ditlereutes pontos do imperio annuncia se
que a maioria de agricultores que aa auxiliados
pela exploraco de oapita -a estrangeiros, nao p >-
dero fazer face aos sen compromisos. Nu.1.
sas vendas ac teen jelf ctuali p rl ia aatorrd
j id iciacs.
O Po* annuncia a constituicii definitiva d'urai
inhia allemi para a colonialOi 1 da America
1 o uoin 1 de II irr-
1111-111 e tena J feito aequisicJl de cuiile;
terr n >s n Brasil m sri lio-i il e cape nan&eat n 1
I > li o fjr me d 1 Si!.
S'gunlo 13 iif Tinaco ;s mais ree ntes, ocon-
natpaaj allemS cerca das Carolinas
um 1 s ilueao sa'isfatori 1. assiin pelo m 'ii s, o an-
i ira > papi, congr.it.il 1111 -s; pelo blin exi-
taa me Itaal i,
Vai tarduil, pirn, a apparecer o resultad 1
d'esaa meliieio At ver nao tar la,
Notici is posteriores de Herlim diz-m que o
re|relentaii'1 alie ni* no Vaticano agr leceu em
1 i n.ierador ao papia sua me li i;i'> im-
BMMal b nievola a ju il reit ib ileeeu 13 relaeie
o.-l'aivd 1 Hspiinlia en a Allemmil 1.
NilreUiinzria tin
. Luiz K-ijitttb,' .0 graade putnot hungirj, qufl(
eucli u o mu le>da *u 1 tama um rtu', chegon ao
estado de al > poder g.inli ir a vid* exerce 11 > a
sua honrosa ptofisao de lingual. Em coni'queu-
ei 1 do ^ue, se retirou pa*i o valle de S x', na Si
o iv 1, onde seus fi los aeolhorun : o susten a n
Oriente
A questao d 1 Ori -nt o i'r u B1 phisi pie fio 1.
A uiissa dos addid 13 militares dai pot-nei--, in-
cumbidos de ni irear a ion 1 neutra 0 do estabile-
cer as cntico is du armistici, ficou inteira n uto
sun;il tica 11.
l'auto a Servia oo.n> a Bulgaria le-laranm
ub 11-tter-se s ri-soiu^o a d'aquella eoxm ssa
atoar larioaal, e aaa resultado d'esta sub niasao, as
tropas :crviai vao j evacuar a regi.io de Widlin,
que ociupivam, e finia essi evacuicli os blga-
ros de .'em tatnb.'in d.-soecupar : irot, 110 t ;rri t ori .
da Servia.
Era o g iverno d Un Miln qi'm etTneaia
mu >r rusia cuci 1 a essa sub niss.i ; mas a atti
tude d 1 p iteucas e as diffi-uld ides de abisteci
ment qn ostavam seutin lo as tropas serv 18 em
Waidiu, levaram-o aceitar, como pri neir cindi
ca> para o armisticio, o abminio d'aqu^lle te r-
torio. Por sua parte a Balgiria s apresentuva a
exigencia de que os servios aban Ion issem o ter
mono blgaro, que occipavam, antes que ella
evacuasse Puot, eng ocia quejulgava justifica U
p las victorias que ubtivcra a defeuder-se da :n-
vas 11.
O ai aaa!i io est ajusta lo at ao dia 7 de Mar-
e. L igo que ambas ni partes belligeran'.es te-
nliain co icluido a evacaavao a quo se obngam,
a ra 1 no ne idas delegidis di urna o outra para ti -
roeiaraa a paz, o que parece nao offirecuria i 1 tti-
culdades.
A Porta expidi um* circular aos seus re-
presentantes junto das difforent-s poteuoi >s, 111
qu U declara que as diHcul ladea di quest.11 dos
Ka I; 1113 sao devi lai i Inglaterra, porque t idas as
outras p itencia m tiuli un in iatr ido f iv irave ao
rcat ib iloeuniiito do sta'u ('toante.
Attribuetiiiioj.il ;i luglaterra o mi'ligii I-i
uiis-ao dos dous pl nipotenciari s ott imanoi 111
ito.n;lia. A Porta polo s pitonoias quo sdlic
te.u da l iglaierr.i a s 11 aaaueaeia p "' a m 1 b u
r-si.ucio di qaoMttli la li nolia e abi ive se d 1
reapoiisabilid ide na inraec.o do tratado de 1er
um, cuja revisa p 1 lera tur pr uuico el'.it 1 BJae-
dci.tr um uuico d ia catados da pennsula, pon
em pjr.go a iiite.'ri 1 .le d 1 iu perio ott imano
Conclue podiudo la p itencias que Ihe i:i liq a
os muios de 1 tsar respiitar 03 s.'us direitu
Eita attilulo pjeifici e co iciliadora di Porta
oiitiibiio bastante para applac .r a teuip stade
que. na p-uiuiula levantara o coiiH Mi aeivi > bol
giro, o toi i ispira la pel disoMiei; qae in istri-
vam as pal neias para m idific ir o tratad 1 il: B -r-
lun, acm roe:io de gravea compileico;s.
Naa circa.oitaucias a que as cnim onigiriin,
julg 1 ae quo a quoata 1 da K me' 1 ser re lvid
cjudiiu 111 lo osta proviuuia a taier inte do in
perio ture 1, m ia su 1 ujia: id g Mamad r d'e.la
vitalici un inte e tal Vez ooin ir.ius.nisi 1 li-redi
taiia as seus soceessores, o priue'.p; .a'ainlri.
Assun searranjari un proaesso de n.iiai, qae na
proroga cual a ua Servia no a de razi de quena
a Gieci*.
O principe Alexandrc fren'e d ia tfop*.s
viotorioi ia es uo da 2ti do D.sombro a ua ou-
trad* sol nne 0.11 Sofii, sendo receb; Ja com eu-
thuaiastica ov..ce?.
O Dai y JTccs dis que tolas as polencia-
respouleram cireular da Porta qae pues
oouceder a'gama cousa Bulgaria, qu-ra aune-
xi<;o da lien lia. qner a unio p-ssoal.
0 Tintes auutuieia qao a Servia liccucion 03 cu-
pos voluntarios, me qae Ihe camaiuda < m armas
6JdXK) Uoinens regulares.
Notieias de Belgrado para o Horninj Postinioc-
uain que cxtrina* a diaoiplnii do ex-Olt.aervio,
e.que pntanto o ihrouo do Kei Milau est muit
ameacado.
O territorio de Perot est evacalo. 0 12,0 X)
iiouiens que oocupivaiu, enirariui tiaiioeui triuui
puaiuiei te o n S.oa com o principe.
Kaiadon I lito*
O Tinei haacCd uin telegramma do Philadelpiii,
informan i. qu: o Seuado vot ira urna lei de siu-
ooaao presidouoia em ca o de in irte do prosi
lente o do vioe-preeidente.
Esta le estnbelcce que os ministr-ta serio oha-
m.iaoa a aucceier aos defuutos, por o assicaoi .
de prioridad*1, apz a creaco dos Biatsterios.
A pnoridalc regulada |ula seguiute fnn i :
1* a icr. tao de Estado; o socretario dua li
nanea; 3" o secretario da guerra; 1" o altorney
curas.
0 Progretso, folha do nvsmo partido das duas
edeates, essa entende qu; a quaitila so
aos tribunaei pertence e na a impreasa. Q le o
Sr. D. Fernando polia dxir o que era seu nos
termo i da coligo civil a quem quizesse, excluida a
parte (dus tercos da heranca) que pertenc;m a seus Eduardo Motta
fil'103 Fernando Mattoso
O Bifmomtsta, folha gv rn im.-ntil e regenera- Vontura de Ase re]
dora nio concorda com o "rogresso o de parecer Sonsa Cavalhciro
que o Sr, U. Fernn lo pae do actual sob;rano, Abilio Maacarcnhas
inirido qu; foi da rainha de Porta gil, e regente
do reino por duas vesos, nao ctala no eiso de
simples pirticuUr;qa-s alm da parte jurdica
ha urna outra. inseparavei, que o iuto de visti
Vriada da nova reforma administrativa, do mu-
Corrc.oaleaeia do iino de
PeraamlHieo
POUTLJGAL Lisboa, 2J <1s D-zembro
de 1885
A seuhora condessa d'Eala reqn-'ica no da 23
ao jjiz da lo. vara, Sr. Agostiubo i .s da Foa
tesa Pinto, que ae proc'desse o inventario pur
fallec asate de seu m trido (el Kei D. Fernando);
pir d piidencia do nveutano a que s; procedo 1
por abita da senil ira li. Mana al, viato qu> a le
..r Je 1, q le o inventario .lo coujuge sttperitile se
appeuse ao d conjugo pre-lejanct 1. U advogad da
ic l'ierente viuva o Sr. lo".. Antonio Mara Ki-
Ueiro da Costa Holtreinu. U curador geral dosor
phios, que tem de iutervir no inventario, defea-
dend 1 os interessea dos herdeiroa menores, o Sr.
Or. Campos Andrajo.
N is contratos anteuupii.ies cm que se casar. 1 n
as infintas de Portugal a S.a. L). Antonia o O.
Mina Auna 1 falleda), romiuciaram suas al
tozas as bous da cora c da casa de Braginc*;
mas r salv.ua n expreaaameute o 1 reato aos b roa
que polessom haver pela heraueu piterna. Al-
ga 13 j ruiea publiciram ha poueos dias os artigo
los lercidos coatractos onde se eaco.itraiaia
aq le aa di-posii;o;s, d'onde se prova qae ni li 1
na o inen-ir funda neuto para sediier que nao hi
vena invoiitari 1 orphanologico herauc.a do Sr.
I). Fernn lo, poique ncm a infiuti Sra. I) Au-
toni.a e seos filhos nem os seis ti boa di tall'c; | ,
infanta D. Mara Anua teriain Incito a hn-Jar.
A seuhora cmdeaa d'E lia, 10 oroseutada p;h.
aeu procurador o Sr. Jos F/ederieo Cyriaco dos
Santos Taveira, proatou 110 dia 21 jurainnto i'o
inventanaute pi-rante o juiz da vara, como tes
tamjuteiro do Sr. D. Fornand 1, d-claran 1 1 por
essa occasiii que entre oj boaa deil idos p.-lo Sr.
O. Furnau lo ht alguna de qu elle era simples
usofract 1 ano.
Apjs ir d'isto a discussa > i > Citen nto prose-
pte com um-- vivaculale d tasada em varias lo
li 11 di mas e 111 .ilguiiiai, tob a u I n 13 fouid 1
des com desabrimenM e violentes iuBnuaco3 .i
viuvadSr. L). Feruaud, acensan lo-a de ter
esp.-eitad a ojcaaio de maior ouliaiueciin nt
I.-, In7,1 I [i la a'.roz entermdade que foi vietini.i.
para Ibe extorquir um testamento em que desinen-
cia codos 01 precedentes sympatli coi do sen era
cter como pao o ar de filhos o netos extremos o-
sisaimoa e serviudo ae da mo do m inbund > princi-
pe para esbofetear aque'lat que Ihe beijivam rov -
rentes e nliectuo3es essa milo eon que ia inagoal o
Batea aitigos coem produzido l*M sido procurad .s com a avidjz c mi qie se pr icura
1 escinlal, sobre lud qu in lo u escantillo te
man s'ana altas regioes. Tanbemoin
j irn.l tem emittid a opiuia-o de que ease trialtaai
mo d icmnento foi a recindicti de nuncit 31 ler
amiuilo pri'tenco manifeatala dd tirar aocisi
meneo da Sra. couleisa d'EHa (li. E'asa FreJc
rica H.-uselor) o eiimeter de in rgauaticj.
O Correio da -Vnte tambem un 111 s 03 nume
ros se ia n occapado d tcatain ulo pelo lado juri
dieo e a BOOaremeca que sena ca deixa que a
niuuuiental residencia "lo Pona, em Cintra, e par
quis anuesos, fun laclo d'elRii D. Mauuel em
aeco de grabas pelo descobrimento do caminho
da ludia por Vasco da G un 1, p is,ein as mos
que pdenlo alienar, descara I-o, veudel ., 01 le-
galo p m n al; que o Sr. D. tmanlo qu cao estimad
fe-a pe'o poro portugnez nao devia ter deixado
um documeut. de menos pras para esse mesm >
povo qui tantas aympathiaa Ihe tributava, omit-
aiiilo syste n.iciaainente a InisMalj do n.cnor le-
gado a fivor doascug deivalidot, ou das au iu
scituicti -8 escolares ou aatisticas ; e que fioalm-n
re era triste quo nem a mais leve minea 1 donffi
cti ou reconhecimento ae encontrasse n'aquelle
test amento para com a sui ora qu3 Ihe vot-u
em vi la o at aos unnw mm;atos os maiores
extrein 13 de filha dedicadistima.
Q 1 na coucorda com os que palim a raspn
aabililalo d'aquella abarraca! m ral i pissois a
quem bg il n nt: aa aa p lem exigir ca s respon
aabilidades.
Slo portinto diverso os pontos de vista com
Sue, esU q estio se est traanlo pcl 1 imprensa.
113 ve.n no facto plieuom-nil d cestiminto do
Sr. D. Fernando oo eFetos ddeterios de um 1 en-
termdade e*Maceta e as lesoea do organismo cere-
bral 1 inanitestarem se n'um documeut cmtra
dictorio do que S. M. era quando giziva de feliz
sile. E debaixo d'esta infiencia devia ter silo
nato o te t un nto de 188J, que nao appareceu at
ag na e qu as fovidadei nrinj-ipil neut; pede
i as' intrnente qu appirecara pois segn lo o noaso
cdigo civil, q lando ha dous testamentos, o se-
giulo n destit; tolas as disposicoes do pri-
meiro, mis s aa que em absoluto Ihe sao con-
trarias.
Appurt'cc, con deixo dito, a opi dao de que a
test un 'nt 1 le Janeiro de I8S., que O que ae
m istrou e de qu ; Ihes mand.'i copia, 0 producto
le un trama teneb.-oso e oupilament machinado
pila s nili ir 1 que ficou viuv.l*d" rei l). Fernn I 1.
Outros, sem discutirem as disposicoes do testa
m -nto, c imo faz el-Rii D. L'lis, cujo procelime ito
applmiem, qnerem qn: 03 pol-rea pblicos nter-
vculiam e exproprem, p ir utilidade publica a
jnrte. m 'iimneutal da h'rauca, dan lo qualquer
comp"nsa?oes em que se convculia viuva a quem
ella foi legad* Foi nesse sentido que cscrevvu a
Coiifnercio de Portugal, folha progressisti. mis
inuito moderada c chcia de mil atteocaia solicitas
pela familia real, por in > 1 qae, lalre mesmo p ira
nao magoar maie o animo de el K;i, depiia de t r
emitittido esaa opiniito callou se a tal respeito.
O Dian'o Uattraio, tolha goveru imeu' .1 e pro-
nunciadamente regeneradora, limitase a lastiuiir
pie o S-. I). Fern-iu lo ajrevease tal docuiaento,
mis ent ni que a questao nV dommo la im-
prensa e qu; u'el a interviram 01 que por lei s>
obrigad'os a interviem.
A poli ti -i d) da ten si 1 p tata de {, nt qu asi,
i a do testamento cnclienlo coluinnis dos pari
ii na diarioi qae est cbinlo a atteni; do pu-
iili.ii, tliga-se a verdade fnrteraente imprcasioaalo
l n inlignaio) pr sem Ib inte testam mto.
BaatiaM ae no dia 23 do crrente a asamblea
'_ ral da caminhoi de ferro pirtuguezes. Foram
I o isit-i i ia 02,137 aecti is p ir 102 aceio listas, qu
t n ia n 1,723 votos. D'oit is accoj! ,OJO ni > p
leram ter voto p >r aeren dep.nitalas un n de-
p is d'aq lei c, |ue !hi e>f iva deaig ndo.
\e aeeea pro entes for un 4d,(2>, pertoneBatea
i & ac no natas eom 1,610 votos. Nopilerain
ler raprteataolj 3,GJ6 ae^ois, p.r mi t"ren aa
.irooiirn.oes ch-galo a toinpo em consequuiiui i da
lem ora oceasioaada pelas quareut aaa.
Tiuh i vi ida o aviso p le telegraplio.
Presidio o Sr. C-m le de Cabral, servinlo de es-
crutiadores o Sr Fernando Palhi u Cirios Eu-
genio de Almiida.
Foi sccr.Jkario o Sr. Alfredo Rib;iio.
Lin^irun-se na acta votoa d aentimenio pala
morte de el ro O Feruaud a e do rei de Heapa-
nlia.
Entr-iU depoia em diacusso .* prim 'ira eeaelo-
ao do pire: -r do couaelbo de t lministr.c i E"
a aeguiute :
A usaembla geral approva a racfiua o con-
tracto de 22 de Outubro de 18SJ, par* a explora-
cao da liu ha da fronecira portuguezi a Madrid,
ior Cccres, om todo* os srus termos e com todas
as suas clausulas.
Oepois de breve discuss.io eutre os Srs. Gabriel
do Fre tas e Mariaiuio de C.irvalho. foi approvado
por 1,61a Vot-s contra 1 que ora o do Sr. Gibrel
de Fre tas.
Entrando em diseus a segunda oncluso,
auccedeu dar a votacuo o mesmo resultado. Era
a seguiute :
A nsscuibla geral confirma a nomeacao dos
Srs. Viseonde M. Etruss, L;ou Th ilier Ourrieu,
Alberto Oehiymn e 8. loilieutal, pira adin'lus-
tradores da coinpiiubia.
Foi npprovada sem discusto.
O Sr. .Marck Serruya apresentu nina prop03ta,
quo foi unaiiiutenaente npprovada acercada reeti
hcacao das cantas dos eatabalecimentos de explo-
radlo e man 'ira de serein lae -idas e satiaf-dtas as
coutas da buha de Cacerea pela companhia por
tugueza.
O mitigo grapa portajruez tinha nestaasasmbla
mais de dS,0J0 accous.
A rena > cermiuou cerca de 2 li .ras da tarde.
Est prxima a abertura daa cortes e nao ae
falla em projecto de lei que o governo ten ha de
apresentar proxiinam nt; aos corpos legislativos.
Depoia para que? diz urna folha regeneradora
que acabo de recebar Jornal da Sile), se para
Fevereiro oa Marc, como vos publica, a situa-
cj.0 passa da nao u poder e o vai eutregar naa dea
progresiseas .'
Nao pr-ciso que h ija prujectos : jilos que
os f i.ain.
E pi'oseguindo : Os velh >s deputados e os
uovos pares nao devoin estar inuito lisongeaJos
can esta perspectivas que os reduz ultima ex
preso possivel.
O pus diacorre sobre as eventualidades da dis-
aduco das cites e da attitude que tomara
m tioria nn caso de largar o poder o actual gabi-
n ;te.
Para Ciitar um'i dssoluf.u, dia o mesm i j ornal,
a in ismo para iuutiiaar a eteicolu de Nov mbro
(i dos parea; sem dependencia deas* diaaolucao,
era inolhor que a maioria passasae para a esquer-
da. Os progressiataa esto todos u o p .rlamento.
Nao carecen!, portaato, de uova eleicio p ira al-
cauc. irein o mandato. L g i prosigam os ac irdos.
S j .ni as Cmaras de amanh as incautas de hoje.
Subatituiin-se os mi ni tros e ter-so-ha operado a
r.ransloiiuacao, etc., etc.
E prosegue u umi serie de ironas que b ni pr -
vam o daapeitO de que se acha poasui lo, ou de oue
a miiori' p.ilamenur o dever estar, se corto
.ju : o governo cahir sem ueuhuma uidicaco c nu-
tiuicion il, mas s porque o Sr. Foutes qner d a -
eaocir por algum tempo e Ihe apraz acouselhar
io cauto Jo Catado que chamo os progressiataa, j
agora qa i alio t u uin chefe eleito por 1J eea-
tros pr.jvue iua o Jemoastrain estar j ooagras-
ailo3 un enn os outros, e portauto, as coudi-
ctiea de poJeroiu gver ar.
Entretanto, o mes.no jornal diz que em 1884
pela mesina poca, iato as veaperas da ab.-rtu
r* do pirlainent, so dizia tambem que para Fe
v-.rer ou Marc. o poder paasaria para os pro-
gresai8tas, e a verdad* q ie eate8 an taran pira
Cr as e para diauCe e aiu la esto de fora !
Seja como for, a m lis de uro, regenerador, tenho
iigoraoiivido dzer que o gabinete actual prepara
r.i u sua retirada pura Ferereiro ou Marco de
E o maia e que approvam quo assim seja.
Nao tarda inuito. Veremos pois o caminho que
iu cois'ia t imam
Foi jubilado o sabio gelogo, o Sr Dr. Fran-
cisco Vntoni da Cosca, lente da cadeira de mine-
raloga da Escola Polycechnica. iiogeu a cadeira
duraute 46 anuos. Era o p-oteaanr mais autigo
d'aqueli i eetabelecmenCo acientifico. Por delibe-
riSM'. jioin, do conselho di escola, contina o
Sr. I ir. Costa a dirigir o museu de mineraloga.
A' pmpriod.f.io d* cadeira v.ai ser promovido o
Sr. J" alaria Latino Coclho.
Por noticias directas recebidas em curta es-
cripta pelo guarda-marinh* Augusto Caldoso, que
acta lmenle dirige a expedics scicntifica de Ser-
pa Pi Uo nu interior da frica, aabe-ao que a ex-
pediclo avanij'iva, apezar da retirada du seu che
t'-, e estaca perto do lago Negav.
Heal:saram-sc no dia 20 do correuto, no edi-
ficio da Cmara Municipal de Lisboa, os colleuios
especiaos para as eleicoes das commisses muni
cipaes de inttrucco publica, biiueficencia, fa-
seuda c hygieue, cujos presidentes, por Has res-
pectivamente cleitos no dia 30, farlo parte, om
nicipi? de Lisboa, da sua Cmara Muuicipal.
Foram proclamados eleitos para a commissao de
iit.itr'iecao publica : os Srs. :
Votos
221
1(55
1J
121
\l
Motta Veiga 112
Al ves Pe reir 3 i
Esta proclamacao de i origo n a protesto ca con
tra proteito' pela circuinatancia de nao torcii sido
pr c amados el utos os Sra. Augusto Jote da Cu-
nha, que obtivera 180 votos, H-nriqu; Menlia
li) l'homaz Bastos 153 e Olivera Jnior 103.
M iiivara a cxelu.o o nao se aChareio e tes cava
lh-iroj inscriptoj no caderas dos elegi- eit.
Para a eoiumitga) de beneficencia foram cleitos
os Sre. :
Francisio Ribe'ro da Cunha
Vise ni le de Alcnqucr
Conde da Praia e da Victoria
Flamiano dos Anjos
Mrquez de Frouteira
Coialaatiiio Vianni.
Fianeisco Monteiro
Para ai defatenda os Srs. :
Voros
64
63
Gl
17
33
96
16
Votos
61
02
60
35
51
Gome 3 Netto
l.rge O'Neid
I i- Meupjita da Rosa
loi Mana dos Sancos
Francisco Suno.-s Margocehi
(Este declarou que nao aceita a eleieo e que
nao pode servir o encargo).
IV r lira Monto ro 28
Victo: ino Vaz 27
Para a de nygiene os Srs -
Votos
Gaspar Gomes 51
Csti Flix 1":
Bettencourt liapiao 12
Serrato 12
Gregorio Fernitidci 37
Fr iiiciscio Alber'o do O.iveir.i o
Souza Martina _____7
O eacrntinio do3 doJ3 ltimos collegio,o dos
lJ indores contr-buiutoi e aos mdicos terminou
uo mesmo dia 20
O dos profeta iros o de individuos habilita 1 >s
com diplomas de cursos auperioiei s foi conhe-
ci i > na terca-fe.r* 22 do correte.
A' 15 de Janeiro sao as exo puns oltieiaea
p .r alma d'el-re O. Fernando na S Patriar clin!
de L:sbia, embori se tivesse udigtado o mig a-
toso lempo de S, Doningoo, por termas capacoso
do que o da Se.
E' d i esperar que venham representar es seus
respetivos sobe anos nosta suloinnidade alguna
principes d-' singue.
Seu lo assun, vire o duque de Mo.itpeuiicr re-
presentar a regente do Heipanha.
A guia dos euibaisalores miniatros plcui," ''n
ci u ioi junto c irte Jo Lisboa receberam j i .ds
>e-ta g'veruoi a aiissio de os represeatar (rrs
exequias.
S. M. o'-r.i o Sr. O. Luis (apezar de ticar dos-
lior lid > uo testamento de aeu augusto pail inm-
dou c itrgirao goveraador civil de L:aboa 1:0004
(moedi forte) pira 03 pobres, suftragando a alma
do ti.'.i lo rei.
S. M. a Uiiuha (para quem nao houvo urna s
palavra de meicoto nem afib to naquello iuteli?
dicumoito), miuloa entregar igual quanti.i d >
seu real bolsinho ao governador civil de Lisboa
pira o mesm i pie 1 iso li n.
Tend i a iutorea lado sucoesaos de tanta im-
pirtaiurn ti m icirdo be n se llics chjguei a
miniar O insultado do apuramento Jas e'o'co'3
para a Cunara Municipal de. Lisboa
Em todo o caso ubi va: entretanto o roiultado
d i aprame ito offioi-tl anda ua f n pub'icad^
Lista gouernameittal
Fernn lo Paiha 10.
J is da Costa Pedreira 10,326
ilauoel Bonto de Souza 10,678
Frederic Biester 10,202
Alnioel Joajuim Alvos Diniz 10,170
Mar'mlio Teurero 10,073
Iguacin (.uuiiuo d ; Avellar 10,314
E luar I Ferreira Pinto Basto 10.f>!i.">
Pettro Franco 10,00.1
Aut mi .1 > i jiiim A'ves Valladares 9,592
Aut .mo Juio Corroa Guedes 9,756
Joa Gregona da Rosa Araujo 10,12.1
Viaeonle du Carriehe 'J.724
H'iia-ique Geraldes de Assis 98H6
Joio Joaquim Autunes R-be!lo H.'Aol
Joiqiinn Jna Pe eir Alves 9,911
Aagusto-Fusehiiii s,).;?
Viseonde d'Azarnjiulia 9,537
ll'iirique Matheua dos Siulos 10,520
Francisco Cuicnej ,n fousec-l 9,817
Antonio .Joaqun Siuioes de Alm ida 9,755
I .Uta repu'j'irana
s a a mais votados d'esta lista, que represen-
taram a atinara, ua couformi lado da lei, sio oa
a en hores :
Jos Elias Garca.
7. ofimo Couaiglieie Pedrozo.
Manoel u'Arriaga.
Joaquim Tonplulo Braga.
Francisco Tetxeica de Q iiroz.
Sebuatiodc Magalhes Lina.
Tamb'.iu me esqueeou dzer-llies ua uiiulia
ultioii que tinha f.ill ci lo o Dr. Luiz Jo. liildy,
den nniuado o medico dos pobres.
Foram inuto dolorosos os padecinentos a que"
suecumbio Oeixou ao collegio de C.unpelode 9
seu muzeu an ito nir-o e lombraneis valiosas ios
esa amigo o purent'S mais chegados.
C contra-almirsiite reformadg Pin i R dio tain-
boin fadecea; ha dias. Fra em tempo gover
o el ir da provuieii ultramarina de S. Tome e
l'rineipe. Deix-m legados important.'s para so
tiuidar.'in instituieea plidaiitropieaR e de instruc
e:i o popular.
Hoje, 28, ea eeepo.I de pezames no poli-
cio real das Meevasi iades.
C mtinua a correr que se tracta da verla do
camuho de ferro da Beira-Alta e bem aseim do
ramal da Pacupilhos.a Figueira da Poz.
Segundo intormuin d'aquella cidade ojommer-
ci de Portugal, chegra all em trem especial o
Sr. Conde dcGouveia com doua cavalillos tran-
cezes, dizeudo-se que o fim da vizita ess Irn s-
accao.
Eutrar na venda, accresennta o n eacionado
jornal a preteoso do improvisado dircto fabu-
losa iiidemniaacu de 1.620 rontos de ris (fortes),
quo o Sr. Martina Ribeiro (o ministro dafazenda)
anmou nomcando o tribuu il arbitral, depoia ,!e
ter declarado que o nao nomearia.
Escusado ser dizer-lhes que este pedido de
indemniaacao tem suscitado vivisaima opj isivo
na impreoaa.
Massmi. o tenor maia celebre da actualidade,
par de Gayarre, ou mesmo cima de Gayarre,
continua debelando os freqnentador'-s de S. Car-
los. Primeiram mCe nos Huguenotes, depoia no
Iligoetto e antc-hentem no Barbeiro de Seoilha,
rn que a parte de Fgaro era desempenhada pelo
banytono Cotegni, outra celebridade tambem. Foi
iudiscriptivcl o enthiuiasin \
O tempo nuaudo nao ceta de. aguacriroa rjoa,
pardaceuto e enovoerado como cm Londre8. En-
iretaato em vespera do Natal esteve urna noite
esplendida. E ag ra por Natal.........no me
ia esqnccenlo de congratular-mo com os nossos
leit >res e de Ihes desojar mil prosperidades na
entrada do novo anno.
Compro com gost cata vclha uauucu, e alguna
dircitos adquiridos tenho, crco eu, a considerar os
nossos leit orea do ha muitoi. anuos como amigos e
quaai familia minha.
Nao de hontem n in de ha tres das que mu-
tuamente nos couhecemos. Ellos, todoa benevo-
lencia iualter.aiel pira com as estopadas e s ve-
zea mo humor do S'ii mitigo reprter do reino.
Este ra.n-jcioso commum benedictino diffuao a
vezes, considerando a inisso que exerce como um
encargo de conseiciicia, mas creio que pontual
aempre e acinpfe grat". s cympatbins om que
ahi c nita
UCViSTA DIARIA
62
49
24
-'1
1
19
11
1
Eleirilo provincialTemos in lia ns SC-
gnintea res-litados da cleico de 3(1 de Dezembro
prximo findo, para m -mbros da Aesetnbla Prc-
vincal :
1-3.' nisTiiu l
Floresta
(139 .leitores)
Capito Francisco Serafim de S. Ferraz
Dr. Gomes Prente
Autiuo Luiz do Espirito Sanio
U.u a de Ca r
Padre Ur. Aesis
Tuciratit
(l eleitores,)
Dr. Gomes Furente
Baro de Cai-r
Paire Dr. Asis
Resumo dos CoHegoa de Villa Bella, Floresta e
Tacaraf :
(319 eleitores) !
Dr. Gom-'S Prente C) lti
Capitn Francisco Ferraz (L) 62
Antinio Luiz do Espirito Santo (L) 46
ii i ra de Caian (L) 36
Maj ir Solonio de Mello (LJ 6
Padre Dr. Assis (C) 3
Goverii to Biwpadn Diz a .lirn; de
10 do c 'irente que, Be IX 28 de Deze.nbro pr-
ximo passado, foram passadas :
ProvisAo de rcitor d > Seminario de Olinda, a
favor do RvJ. e ne M ir 'lino Pacheco do Atna-
ral, dispensado porisso do cirgo q io exareia eo-
in > panocho de anto Auao da cidado da Victo-
ria.
dem, de vijar-i da fn-gnezia de Smto Autao
da cidade da Victoria, nosta proviuca, p*r tempo
de um anno, a favo; d i R.J. Amaneo Siaro de
Novaes e Mello Avellin?, remivido de Santo An-
tonio tiesta capital.
Id 'm da freguezia de Maranguapc nesta pro-
vincia, por temp de Din mino, n favor do Rvd.
conego L'uz Jos6 d-* O.'ivcirn .liniz, remov io de
coadjuctor de Ipojuca.
dem, da de "anto Antonio do Reeife, por tem-
po de um anno, afivor do Rvd. Dr. tfauoel C.i-
valcante de Asis B'z-rra de Men'zes. removido
da de Ip ijticn.
dem, da freguazia de lp .nca, pr tempo de um
anno, a favor do Rvd. Herculano Marques da
Silva.
dem, de coadjutor da frc,"oeza de tf Rio G.-ande do Norte, por toir.p de maia un :iu-
n i, a favor do li vi. .1 .o Urbano de Olivera.
dem, le uso de ordena, p >r te.np i de maia um
anuo, a favor do Rvd. Frei Augusto da Imma-
euln 1 a Conceic-lo Alves, religioso carmelita, resi-
dente no convento do Ca--.no dest i caii'a'.
I'l-m, dem, idem a favor do Rvd. Jos Pro-
copio Por ira, residente na freguetia da Boa-Via-
ta, des'a rida.le.
dem, idem, dem, a favor do Rvd. ManoeJ Be-
ncu Barbosa da Silva, resideute na freguezia do
Bim-Jardim, desta provincia.
dem, i lem e do o-ntesa >r, n favor d> RvaV. Al-
bino do Ca'valhi L-'ssa, residente ua freguezia de
EI-Rm ouoirngm o nossoembaixador junto
da Santa S, d- entregar umi carta regia ao Sum-
mo Pontfice, agradeeeudj os pezames p la morte
de El-Rei D. FeruaiHi. Cirtas iguaes foram di
ri^i las minha de Hespanh i c a de Inglaterra
Foram muito concorridas ?s exequias cele -
loradaa a 2.'! no templo da pa oehial igr>-ja do Nos-
aa Seuhora dos Marty.-ea por alma do tti de II is
panha D. Alfonso XII.
Foram minalas celebrar pela legacao hespa-
nhola u'eati cuite. A i groja estava rica e es-
plndidamente ornada. Do lado dooEvangelho es
tava o sol i o destinad ao Sr. cardeal patriarcha
de Lisboa. Ao centro da igr-ja estava erguido o
cit&falco s ibre o qual quitro leoes serviam de
base urna fun rana, c iberia com um panno bor-
dado a miro. E n cima da urna via-se a corda
real e env.ilta em un> veo do crep.
Offi.-iuu o Nuncio AjHiatolico do Sua Saatidadc.
f/antou-t'j a missa de .herubini e o Libra-me
de Frei tas G azul. Toma ram parte no desempenh i
vocal oa artistas do real theatro de Sao Carlos
Massmi, tenor; A. Pinte bae, oa toros e a or-
ebestra do mesmo theatro. Faltou o buryt mo
Cotogni por se adiar me nnmo lado de snude.
No momento de se levantar a Dees a orcheatra
tocou o lymno h'spuihol.
Sna A Real o Princip; O. Carlos e seu ruo o
Sr. Infante D. Aliiosi c i npareecnitn toman lo
lagar na tribuna di cap illa-, n .-
S. M. El-Rei O- Luiz fez so representar pelo
Sr. Duque de Paitadla ; S. M. a R tinha pelo Sr
Duque de L .ule e o Sr. lufinte D. Augusto, pelo
seu ajudante d'ordena. n Sr. J ao de Mello.
Assistio todo o corpo diplomtico, occupanlo o
lugar ao lado da Epstola, o tolo o ministerio o
que ficou ao lado do Etangelho.
C .ucorroram tambem as damas d' S. M. a
Rainha, diguitari.os da casa civil e militar, d'EI-
Rei. ottiaes-in >r es, pires do reino, conselueiros
d'Earaio, presidentes daa cmaras dos pares, dos
d'-putados municipaes, oteiaes do ex rcito, com
monde eral du armad i, Academia Real dasS.'ien
cas, Sociedade d Geographia, Pr .fessores da
Eso li Polycechnica, Directores Gene? e militas
corpor icoea sdentificas' litteraras o a colonia lies
panhola. Estiveiam tambem os dous explorado-
res portugueses, Capello e Iv. ns. tarlxd i o con-
decorados com as orden* hesp mlio'as
O ministro da Heapanha, o Sr. Mendea Vigo,
depoia de receber todas as pesa >aa convidadas a
aasis'ir aquella soleinnida le. foi oceupar um lu-
gar no fim do templo frente da colonia U-spi-
uh la.
No gabinete de Sr. Pnhniro Chagas miuis-
tro da mariuha foi assignado no da 22 do corren
te mez o contracto provisorio com o Sr. John
Brayuer para a earreira measat de navegacSo a
vapor entre Lisboa c Gi. Assistio a este acto o
Sr. Aiiiuli.il Martina com representante do con-
selheiro procurador geral da cota e fazend u
S. Jos desta cidade.
Im-eiullo Il.n.te n. s 8 horas da noite, ma-
tule-tou-se incendio n> regundo nadar do predio
i. 49 da ra* do Mrquez de O inda, na parothia
de S Frei Pedro G n.iKes do R-cife, s na esse
predio ocenpado pelos Sra. Aut- -nio L qoca Perera
I- Mello & C, quo teem loja de miudezas eijuin-
qnilhirias nf pivim nt terreo, c deposito* nos
dous pavimentos superiores.
O fogo t >m-)u propircoss nssnstadoras era pou-
c is mo nent.o, envi.lveiido codo o predio.
Varias passoas icudiram e ostabeleceram um
trrico de salvacao, que foi algum tanto prove-
Uso, pois militas merendonas foram retiradas da
loja.
Aeudii-ara tambem diversas autoridades, pique -
tes dos batalhoes de liuha e diversas bombas.
A' hori era'que cscrev-moa prosegue > acrvi(o
do extinceao, embona sem con3eguretn r. aullado
vantaj 'S.
A inereador-a da loja es'avara seguras em
20:0005 na Comoanhia Indemnizad.ira.
BixiK quoijoj O estabelecimeiito com-
mereial lo Sr. Plnyn, rea do Commercto, acaba
de recebe- um sortin.onto de queijos flamcng', de
urna mar-a nova, oa quilos sao excellente-', compa-
rativamente aos que se eneoutram no mercado,
-qie no geral sao un eooo.posto, de batatas o outras
inassii8, bastante desagrada va!. <
Os recebido3 pelo Sr. Piuyin sao vordadeiros
queijos hollandez s, isto sao de leite, e pois
aaborosoa o dignos das boas tuez is.
Pi-rruiia lo Br-eife Cirmini -A
fefa con que foi inaugurado o ultimo trecho da
1" a 'cea da fe.ro vi. do Recife a Caruar. trecho
que vai di estica > I Tapera da Vctor.a, pro-
pirciotiou asjradavcis tiionviitos aos convidados
da o npreza coatiaetora.
O trem inau'ural, levandj o Exra. Sr. conselhei-
ro pr-ti lente da provincia, n Dr. chefe de polica,
liv asas ou ras uro: i la le*, rep: esentuutes da im-
prensa e outros inii'os cavalheiivs, parti da cs-
t ico da ra de S. J io us 9 horas do uia 9 do cor-
lente, entre nanitas acelataactSa* e o n bombar de
t .pintes, o. chegm i: da Victoria s U 1/3'horas
sendo saldado em todas ns estaco s intermedias.
A eataeo da Victoria, bello e grande edificio,
que faz honra direecdo da f novia, estava ele-
g ote.nente d- rala, o uli se apinhava enorme
massa da povo, figuraul i n'ella as prmeipaes au-
toridades lcaos o o pessoal technico do sub-em-
pre teiro, r. Guiealves Pinto. Ali mvos hurrahs
e vivas acolite tuno trem inaugural, tocanlo urna
liui la de inusiea, e send ataudos ituimeros f.<-
guetes.
A cidade da Victo'i i para onde a Mu ira enorme
inultidao das localidades visiuhas, estava adoraa-
da cotn arcos de fulhagotu e baad.inia, e no lugar
do ostii n o-t miara-se n bem provla feir*, onde
era grande tu nb.-ni anuencia de gente.
S. Exe. o Sr conseibeiro Costa Pereira, depois
de telegrapliar nos Sis. cons. lbciros presidente
do cotiiclh e ministro da agricultura, dundo-lhcs
soioncia do neto iui'.igurnl, commiinicaco que
tamb'm fez o Sr. r. Anstides Galva-i, enguhei-
ro-enefo da commissao directora, no 8r. ministro
da agricnltura, percorreu todo o e lifieio da etaco
e suas depend. nens, inostrando-se sa'isfcito pelo
que vio.
Era reguida foi sirvJo um explendido almoco
nos c .iividadus da ksta, para os quaes, a espen-
sas do Sr. Dr Goncalves Pinto, fora posta- urna
tnrsajdc 10J fallieres ii'utn dos armuzens da es-
taca i, garbosamente enfeitad-o defolhas, plantas o
tropheus. Delic are' o vinlios gene:
constituirn! o abundante e opip uo repasto, a cuja
sobre-in'sa foram tracados nnmeruees bnudes
sendo o de aonra levantado pelo Exm. Pr. presiJ
dente do previncia S. M o Imp -railor.

I HfG
-



-

Diario de Pernambiicu--Ter^a-fcira 12 de Janeiro de iHH
\t
i
Tocar un as banda- de msica de polica e do
14 baUlho de ufaneara.
8. Exc. o Sr. ir i Costa Pereita, segui
do de mnitm cavalh ir .-; irigio-aa dep is di al
moco para urna casa que tora preparada pura re-
cebel o ; e s?ahi era 'O* do ra ais byinpathico ac
lhimento por parte dos seus amigos polticos, to-
mando um carro fji percorrer a cidade, visitando
os seu as prineipaes edifieoa, taes como as grojas
matriz e di K >sario, o cemiterio, a feira etc. etc.
Tambem a maior p-rte dos conviJados da festa
percone i a cid ide, que, como fici dito, estava vis-
tosaneiir' decorado.
aV*greaaaa selheir o Costa i'ereira foi obsequiado com um
suro) tir^s > luncJt, que Ihe lnviam preparado os
seus amibos, e em cujo curso foram trocados inultos
brindes reinaod i a maior cordialida lj.
A's 5 1/9 horas da tarde, S. Exc. e todos os Ja-
mis convida ios dirigiram-ae para a estaco, e is
6 horas entre novas aclamacoas e saudayo es, pir
to o tr-m inaugural par i o Recite, onde chegou
pouco dop.n3 de 8 horas da
TVtoi os couvi la los da festa vojtaiam satisfei
tissimo- pola, a Heneo 's e delicada coi teiia de que
foram objecto p>r pute do todo o pessoal sup-rior
qui'r d.i l Jininistracao official, qoer dus einpresi-
rios da i no fia.
O trecho alludido que tem o deseavolvraento
de 12 kilmetro, tera un i obra d'arie irapoitin
te : .i parta a.bre o rio Itipacur, a qual tera 10
m tros de vio.
A estacha da Tictoria allegante e b-lla, e
achaseint ir miente c incluidas, tunde um grande
armazem para merca lona?, come rea de 200 me-
tros qiudrad >8 de superficie coberta
A Imba em diversos p utos do trch) foi cen-
struida em eort a abertos em rocha viva, sendo
0 princip.l na (r.irtraota do Porco.
Eis os trlegraramas expedidos : t
Ao Exm. Sr. prndente do conselho. Saudo
V Exc. e ais outros dignos membros do minia
terh. de Eatacaa da Victoria, i ">1 kilmetros da
capital.
Com a abertura deata estaaa enlragaaie ao
tra'ei; mais 12 kilasMtroa n i linha de Caruar.
L'otta Pereira Jjnior.
Ao Exm Sr. ministro da agricultura.San le
V. lisa da estafad da Victoria, que acaba de
ser abarla ao trafa
Geral regozj > inmenso conaurao de pov o la
local i alo o mais ae trezentas pess ia* de i ntre as
mais gradas da etdada d i It -cife. ;
C iici.-uta e nin kilmetros de distancia (ta-
que la cidale. Ct-ta Pereira Jnior. .
Bem conselheiro Joao Alfredo. Sao Paub.-
Rece >a aa anahaa eatdlaea sauJaces, ii estacan
da Victoria, q-e acaba de aor inaugurada, con
correndo iinmeuss povo di lugar e rauitis pessoas
gradas o Recife 'losta Pareara hinior.
Do director engenhelro chefe S. Exc. o Sr
ministro da agricultura.Bataeao di Victoria, na
estrada de ferro do Reeit il Caruar.
Esto ent egues ao tralego mais II kik>8-
tros deata trro va sea lo h je ia tugara i arta
ci da Viiimaia. ao k amaten 51. Terral da Ia
secea i. A. GalvSo de Quf'roz.
Ac Io dos telejrominie supra-mencionadoa,
resp >ndeu o Exm. Sr. Bar d.: Cotcgipe noase-
gnintcj termos :
* Rio, 10 de Janeiro. -Ao predi Jen-e d Per-
nambueo.
Con^ratiil un i ms com V. Exs e coin a uro-
Vinc-i-i pela abertoca d- Ota 12 kil ruetios lia li-
ulia cCiroarn rtaangar*-J la esUca la ei
dale la Victoria, 1 kilonvjtru da capiul.
Cotegipc.
T a alio theatro lpete amanad i a:i na lyrici it ilia-
na a op-ra de Verdi Ermni.
Fiilloclment. r\:l -ceu -vnte-hjut ni. em
Olala, o altares hoan-ano Lmz de Carvalh), cx-volur iri i da p Uria, que 11
mri oirt- ni L-au;iiuhi do I'angiiy.
Perimenla lete. I > itm, i 1 har da
tar o, o' bseea ii Lina, dipirochia I- S Kn.-i
Pe ir. Ooneajvea 1 i le if-, i etn la i itriz, a li
resiiciie, ferio n i peas jo a m i n taino J-i nava
llii enoula Mara 0 -eili i do Carme, depois da
uma troea de palavras affsnaiviu entre arabas
A delinquente fu pida em rl >grante ; a orle -
dida foi vistoriada pelo Sr. \) J. J. da Suiza
Telesrnoiiua Di e la ie li Victoria rece-
bem s no aabb.ido, tard-, lei-i-.m
m;i :
Victoria 'J do Janeiro. Lidador a > Diurno
de Permmbuco.
Acaba de inaugurar-se i linh i farrea nesta
cidade. Parbaos a > Diario o iipr.-nsa p -r
oambuema
Agradecen lo o obsequio da eominunicaco, cora
primen*iinos a redacca i 1 > h'duljr.
vleico geral Ni traaa la le eleitoral e
do seu regulameiito, deve-o reunir a? hoje ai
mas s d is par i ihi .-. m I li > m iii !- umi
afim le iirgaaisarea as esa que devem presidir
0= t --b >lli is d-ssas leoeSea as al iejBeS de 1 do
crrente para deput id is i Assein'i-.i Geral L-
gislativa.
1. iliatricto elellorI--E-'. i desigaaTi
o dia 19 Jo corrala, s 11 horss da mmia, para
tar lugar, no pico da C ira ira Mnoiojpal, a apura
cao da eleicio que ae reala >' de Desaojan
prox:ra findo para d- putaJ is pro.inciaea pe. 1.
Astricto eleitoral.
Banca do Braxil -Ni cscriotirio dos Sra.
Pereira Carneiro ab C. ra do Cnnincrcio n. 6,
paga se o 64" dividendo do Banco do Brasil,
raza i de 85 por acea '.
4nni veraario Am.iuha fazem 60 annis
3ue foi fuzilaJo Fre Caneca, chef-. da reroluc:Vi
0 E|uadir.
PaCada -Anta hmtem oela naoa, no Caes
22 le N* ivem )ii>. o ara la Xiaa Moro-ra dos San
tos f ii feridj no braco direito com una facada qaa
lh I-U 'itro cujo no ne (i irain is, e o qual eva-
dio-so depjis do crirae.
O teriJo fi vistorial; p"lo Sr. Dr. Maiheus
Vaz, que declarou leve a f'rim-'iito.
Corvla I." de Marco Eutrou ante lira
tem. di su1, a corveta da armid i nacional /.* ds
Mar^o, do-u uora-inlo do Sr. capltao de fragata
Aut raio Seve'riano Nanes.
/.(tentado ao piulo- A parda Mario
Jos 11 CoiiaBJcSo.de 13 anuos de dJe e filha
da viuva Mina li Espiriro S into, residente n<
E^traJa Nova Ho axing, foi bonteai ristoriacta
pelo Dr. J J. di Souzi, que ahu-a maculada
em seu puJ r.
A viatoria f'i feit* de or- m do Dr delegido
do 1 districto ; a uflvii li la liz ter sido autor d >
a;u infortunio o pirdo Actouio Ignacio da Silra.
Aa Colonia* Portugaaeaaa Recebemos
hontem o n. JO, corr-'sp m Vi-e aoa mezes de No-
vembro c Desambro arados, da revista illusrrad^
poi'tngii'.'zaa i As Colonias fortuguezai. Alera de
oatras gravuras, traz na priraeira pigina ura re
trajo era 4-i-to la 3. M. El Rei D. Li:z I. Eis
o seu sumario :
Carta R-gia, pela qual 8. M D. Luiz I ae de-
clara protector d,i Son-d.la de Geographj d-
Liaboa.As : olonias Portuguesas a S. .\I l).
Luiz 1 e invicta cidnde do Porto.Aa noasas
grvuras: o r;i, Augusto Rtaeiro.Atheneu
Commercial io Porto, F. Patricia. Vfedalba do
Atbeix-u Coranx rcial do Porto a Carop illo Ivens.
Medalia d. Sofiedade de Geagrapja Coinmer
cial ilo P'itt* da Bolsa, no P^rto, An
loni i i iraasa do memo
rjv de Campello i-
NWaR> de IOS:"), segundo um
cuqiid ,1j 'a. A. R- o [irincipe D. Carlos, M .
Ferr-ir. Ribird'.O nosso numero de boje.
A cidade do Porto a Campelio e Ivens, Antonio
A. Ferreira Ribeiro. Revista de Geographia
Commercial de Madrid.As travessiaa Africo-
pirtiq ti'aM, L c;3no Oordeiio.Deaenvolvimento
das noasaa Colonias. qs limites di nossa pro
vincia da Gui. Ao paiz, Manoel Ferreira R
beiro. U Coqueto Cidade da Priia.Nogueira
llalarinhoi jraviidor.Vice.cnsul de Portugal
em '/j .mzibar.Jornal da Minli. -A memoria
de Jos Alberto II. Corte ateal. A nnti lisaai)
em frica.Conferencias d-- Campello < ivens.
C )nf rencia. do IV. Meyrelled e Joaquim J. Ma-
chado.Correspondencias: Cabo /erde, B-ra>
guella, Moaaamedea, Lourenco Marqoea, India,
Maeau e Ti mor.Hotaenagcaa aaa herja que
preceders) Campello e Iren.Aa viaa commer-
ciaes em frica segundo os eicriptorea estrangai-
ros.Os buropue africanos no serta/ de Ango
la.Actos orliciava. Agencia gratuita.'Joan
mercio. Annun^ios.
H. Paatv o-Peaiin-no a transeripeo dos se
guintes officioa da presidencia de S. Paulo, publi-
cado! pelo peri/diiO O Thabor daquella proii.-
cia :
Palacio da Presidencia da provincia de S.
Paulo, 30 de Novembro de 168.
nim. e Revm. Sr.Aceaasada recabido o of-
fieio de V. Eao. li-wa., de '3 deste mes, acom-
paobad) do que Ihe dirigi o Kovd. paroebe de
Lene's, tob o tacto Je ter eido posta a casa
da Cmara Municipal dessa cidade a dispoeiciu
de um p istor protestante para fase.r predicas, te
nho a hrara de declarar a V- Exc. Revena, que t>-
r un dadas as providencias necessarias hfirn de
que oasaem oa abusos traaidoa a iliaei
meuto. Dus guarde a V. Exc. Revma. Exin.e
Revm. Sr. bispo diocesano.Jo&o Alfredo Correa
de Oliveira.
Palacio do gov.rno de 8. Panlo, 50 de Novem -
bro de 1885.
Pelo officio que em 23 do mes que hoje linda
me dirigi o Revm. bispo deata dioceie, chegoua
ao meu conheeimento que foi pisto & diaposico
de u o pastor protestante, afim de faaer predi cao,
c e liliei > em que essa Cmara celebra auas ses-
gues
Coraquanto o coverno garanta a liberd ida re-
ligiosa, com as nnicaa restriec-s estabelecidas
pelis leis, todava certo que essa Cmara, assini
procedeud, Contraria os aentimeutoa rnligioaoa do
municipio e a disposicio constitucional, que adop-
tando a religiao catholica, s p-'rm:tte as outras
c mfissoes com seu culto domestico ou particular
em casas para isto destinadas, aa quaea nao p>-
dera ser os edificios pblicos.
Cumpre portante que Vracd. providencien)
afim do que cesge aquello abuso : o que t-Miho por
omito n-c immendado. D-ua guarde a Vinca.
Joao Alfredo Correa de Oliveira. Sr. presidente
e vereadores da Cmara Municipal de E-ncosa.
Palacio do governo de S. Paulo, 30 de Novem-
bro de 188b.
Tendo ehgado ao meu ennhocimenti que no
lidtrieto dessa delegacia. com o fim de favorecer
os pastorea protestantes, commettem-se abusis
contra os ministros da religiao do Estado, recom-
iie-u 1 i a Vine que ponha todo o empenho era se-
rem acatados os funeciouarios eccleaiasticoi no
eaeretcQ de suas funecoes Deua guarde a Vine.
- Joa > Alfredo Correa de Oliveira. Sr. delegado
de policia de Lencea.
lie Brall. Recebarais hontem o u 104, de
24 de Dezcmbro, do p -riodico Le Britil, que se
publica em Paria. Eis o seu summario :
En avantArg-ilh Ferrao. Tlgramme?. _
Bahat de partont. Notes aurParis.Charles
Mainard.CroquisMine de Plomo. Triste es-
e i A. F. Le Brs 1 et. les errenrs de M.
Ei o vs A. F. An caprice de ia p'ume.Albert
de S mza. Nouvellea dea provincesB-ite aux
1 -ttr-s. B b'i graphie.A. D.La cote de qncl
qiies eraprunsts a la Bonrae de Lmdres.Rvu--
finin iee. ienseiguem rata financiers.J. Gif.
Mouvemcnt maritime. Maiscns recommaudes
:i Paria. -Annonees, etc.
Em transito. -0 paquete Mondego levou
anali pan a sul 231 pastageiros, sendo 4 toma-
1/s em Pernambuco.
Iliiihelro. O referido paquete trouxe para :
New L o i ,n Bank i 1.001
Keiimenio grate. -No povoado Ribeirao
as G horaa da tardo de 4 do curente, foi preso
em flagran'e delicto Jos Cardoso de Amirim, por
aver ferido grave neute a Jeronyui) Cabral de
Mello
Arcldenle.No dia 7 do eorrenta c em con-
s'queneia de exp'osao da caldeira de urna losara i- bi-a deu lugar a nao festejar-se o orago d'eata
Villa de H. dentEm 2 de Janeiro es
creveu-noa o nosso correspsndente o aeguinte :
J conhecido ahi o resultado da eleico a
que ae proc.eu no dia 30 do pasaado Deaembro
para deputadoa provinciaes, d'este nono districto
por isto nada lhes direi sobro tal assumpto.
Razio de a bra tinhainoa, qu indo, na ultima
que lhea dirigimos, disiamos : quo o espirito poli
tico na nossa trra est mirto; a nao aerera os
edits.es aAiadoa passaria deaappercebidaa as elei-
coea de 30 de Dezcmbro e a da 15 do correle
raes.
A' oleicSo provincial mo compare ;eram dous
torcos do eleitorado. Felizmente, neohuma ttes-
ordem h iu /e ; foi uma batalha pacifica, c Den;
pcrraitta que a santa paz reine na cleicao de de-
putados geraes.
J nao chove n'este termo; e as lavouras
plantadas em Dezsmbro, se nao estilo totalraent
perdidas, sel o-ho brevemente, visto que as ulti-
mas chuvas que tiremos cahiram era 16 de Oe-
zerabro ulti r.o, e apenas fizeram brotar a rama
das arvoraa r isiequidiis e nascer a beldroega, que
se vai extinguindo!
Com oa folgaies da f-sta, as feins teom sido
mesquinhas e os vveres team escasseado e vio
alteando de precia. Na foira de hoja venderain-
se as seguintes cargas :
Milho 75
Farinhi 13
Rapaduras 40
Feijao 5
Carne eecca 3
de xarque 1
Somma 137
O peana das pelles de cabra, em cabello, ti n
animado muito o furto das respetivas criacoes, e
apezar do g.-anjj cuidido empresa lo pelos cria-
dores, nao ha ura s da era qut. os velhacos nao
at iqu.'m os chiqueiros e campos Outr'ora uma
p lie de cabra venda se, muito rogo, de 100 a
240roia; hij-, quilquer couro custa de 80) a. .
14200, e tem succedid) eniintrarcn-se cinco a
mais cabras ui rtas sum as pel'es.
Se nao fr ampliado o de.-roto de 7 de Junho
de 1883, que raandou aJinittir o julgamcnte, no
jury, dos criraes de furto de gado vaceura, caval-
lar e tau ir, e dos prolnctis da lavoura, d -sappi
recei a eri icio Jo gad) raiu 1) nos gormas ; o ad-
mira que, aJrai'ti denuncia o furto de ura espi
ga de ra'lbo, eraquanto estiver no rocado, c o la
drl) v r-'spin'isr pelo crime no jury; e o ladra i
de sabra I ovelhas nada sotfra, porque nao cin
vem gastar duzento3 mil res, alem das desp'zas
do julgainen'o, cora o ldr.i > de biJ.es !
E' o ciso de dizer-se foi bn-cir II e siluo
tosqueadn,3 assim, porqu quem furta ura bode
deagracado e nao vale a pena procura! o, porque
as costas do proeesso abjorvero cera ou mais
boles !
O calor por den ais violento ; respira-se
ura ar suffocante, e os ranfriam-ratoi vio cau3inio
defl ixia fortes.
A eriso m matara continua e afiliados co-
fre guezia, cujas novenas principiam no dia
28 de IJczeinbro para ter lugar no di i 5 de Ja-
neiro a respectiva festa
At outra ves.
LeiiaeaEffectuar-se-rrao :
Hoje i
Pelo agente Silveira, as 10 horas, no Caes 22
de Novembro, de passaros e varios objectos.
Amanhi :
relo agente Brilo, s 10 horas, na ra Imperial
n. 104, da taverna ubi sita.
Pelo agente Pestaa, 4s 11 h)ras, na ra do Vi
gario n. 12, de'm iveis, loucas, ntc etc.
Quinta-feira :
Velo agente Pestaa, s 11 horas, no armazem
lirada eigenhj Mameluco, da Escada, moneram
dous arabalaadaraa Antonio e Francisco, ficaudo
ferid. LiberaHno da Silva.
Deu causa referida explosao a imprudencia
d'aquelles mf lii"s, que augraentaram excessiva-
in-nle a forca do vapor.
K" Jualo -Peliram-no3 publicacio do se-
guin'e :
Os laora lam da sala U do Forno na Agua
aiatia d P Tto da Madeira, en Bc'jeribe, rogara
( i-n >r i Municipal de Olinda que d as provi-
de i i ia sobre diversas t*p*g-ras e reprezaaque
i no riacho Lava Tripas, porque aasim a
agua [Orna-se immuuda de pareara por nio ter
correnteza.
Os ditas moradores achara se irapossibilitados Jo Annes, de minteiga.
Hioaia ruiienroHSerio
- Hoje :
\nfoi". de PJiilolosla 0 Sr. J. J. da
PiiiM'-a, in-mbro da Aaaoeiacio Promjtara da
Listruccao de Rio de Janeiro, acaba de publicar
alli ura livro de perto le 3)0 paginas cora o se-
g linte titulo : Nocues de PkiMogia accomodadas
brasdi'tna ou vernacola.
f ura tnbilh. curioso e que os amantes da
Phil iloga apreciado ilimiilsiiiiailfl
Agr I n M ao autor a oferta que nos fez da
um -xi-mplar.
ianln Casa le MiaericordiaPea-
aoal dos enfermos e educandos existentes nos di-
versas este atoa sargo da Santa Casa
do Misericordia do Belte, uo mez de eradezbro
findo :
da s-rveutia pira o gasto e lavagem de roupa.
Boipital Pedro II 460
Dilo dos Lazaros 30
Dito de Santa gueda 10
Hospicio de Alienados 186
A-vl i le Men lieidade 164
Collegio das Orphis 199
Casa dos Expostos :
Em ereacio 205 i 339
Em educacao 134)
Total 1388
tiafas de Baixe- Era 5 do eorrenta ea
ti ven no3 o nosso correspondente o sejuinte ;
Nao treme* anda nossa visita de chuvas,
que alias tem sid abuudanto ea quasi to a a cir-
cumvi'inhanca deata villa. Segundo iuforinacea
criteriosas, cahiram copiosamente as mattiw mais
prximas ao nosso mercado,
ci-cumstaneia bas-
celcbradas :
do Santo
As 7 li2 horas, na matriz
ilma de Domingos Jos Martina ; s 8
tanta pira taras >a melhorado da sorto coa) iciacio :
aoa vveres que jl iam attiuginio > precos faba-
bx i-.
. Nao ob danta, ain la estamos a ver mvios, mas
cintinuamos a esperar pos de>ign;os da Provi-
dencia Divini, (que quanlo tuda ..) at que ra-
libara sobra esta 'erra rida, teriveis, copiosos i-hu
van to rrequent- mente auuunciadaa peJos signaes
atm-ispliericos, que por hora vio se transformando
en lirias ventilaetojg.
Os mais antigua diz ra quo este sertio aera
pre tonid, tn -amo IM anuos invernosos Mab
como nao istam>a no E^ypto, sempre esparara
pelas chuvas, embora p irecara de algum mol ve-
ri li 9M aquellas intormaco-a de priscos eras.
Na queremos ateribuir tainaohi expiacao
nos pjcea 1 is dos moxotMuiros, mas digno de
censura um procediraonto irreligioso, (alem dos
nais) aqa puto era pratica, que p fazer-se a
(aira aos domiugos defronte da matriz, e na hora
la IU334 conventual, nuitjs conservara-se em at-
titule pii.-i decente, de chapeo na cabeua, mer
can Jo -s vezea os que esto onvindo a missa
asa rapa Inris, f.iriut etc., sem que ai d a tio
s igralo acto o menor signil de veneraco e res-
p to !. -.
Se a n >ssa Caraira Municipal osa-< mais ze-
losa por a.u municipio, e uio ae zanaasse com
q ictn !be apanfa os constantes erros era que faz
timbre viver, querendo ter vamos a dizer a
ra la le de ser a primeira entre a3 auas collegaa,
infdlivel ihe pederamos a transferencia deaoa
feira para o largo da villa e pira os tabbt03
afim le queo 7 Jiafisae occapaio coiforme o
preceito de nossa santa igreja, e poderiamo3 ra -s-
rao dizer que entre muitaa c mvenienciaa, aena
eata a a sorairaas irap irtancia Maa a filiamos
uis=o por tabella nma ves qne temos a certeza de
ser ella a cmara cm ana maioria aveesa aos me
luramentoa da I..caudado c foi um dia nma aa-
m ira. e os edis.. ee.
. Es'eve equi o Ilustrado cliateo Dr. Prxedes
Pitanga. Foi muito bera ra .-ebido peioa aaaa ami-
goa polticos.
As aiitoriladetpoliciacs vio marchando re-
gu'aru.i-ot it i rbita de anas attaibuicuee, cata
dos uiuit is ctimiooaoa que iateaiava n este termo
nos terapos dos, e que procuravaoi descanso
margeno do rio Moxot.
Maa falta-lh-a o essencial elemento ; e aaam
corao poleram aggredir essea bandidos, malfeito-
res. sera f jrc i policial suttiente ao bom xito do
su n p quizas ? Appslla nos par* eaergHJaa pro-
videncias superiores.
Pasaouae o mtil ouvio-se a misaa do gallo
apparccsrarn as tradokmaee broas e tudo_ e todos
foi ura regalo, cantavam, dansavam, brincavam
e. b;beram na oacro santa paz do Seakor.
A eleicio de 30 corren sem novidadf.
Finalmente entraraoa uo novo anuo de 1886,
ainda inmersos no remani pacifico da pu*, ale-
gres, aatiafeitos, como qnem ae npproxitoa dnCha-
naan pmmettida que us desejatnj era chavas-
Huapltal Portugoea O movimento daa
enfennarias deste hospita.dn ante a semana fiada
foi o aegainte :
Existiam era trataaenU)...... 7
Entr.:rain................... 6
Sahiram curadas.....
Fioam era traratnento.
13
2
11
13
Aaauaaa o exeroieio de mordomo na semana
que hontem tere comectK Illm. Sr Antonio Fer-
nandea Ribeiro.
Antonio,
por iima de uomingos jse .naruns ; as 8 horas,
na iiatrit da Boa-Vista, por alma de Antonio
Marques do Nasciraento.
Quarta-feira :
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
almn de D. Mara do Rosario dos G-uimaraes Pe
xoto; s 7 hora, na matriz da Graea, por alma
de P. S-nhorinha Maurica.
Quinta-feira :
A a 8 horas, na ordem terceira de S. Francisco,
por ulraa de Justino da Silva Boa Vista.
oexta-feira :
A a 7 horas, na Madre de Deus, por alma de
Antonio Fernandea Velloso.
Cana de elencilo-Movimento do< pre
sos uo dia Id de Janeiro :
Existiam pnaos 326, existera 836.
A saber:
Nacionaes 28, mulheres 8, estrangeiroi 5, ea
sra vos sentenciados e proceasadoa 14, ditos de cor-
reecio 13 Total 326.
Arracoadoa 304, sendo: bona 288, doentea 16
-Total 304.
Nio houve alteracio na enfermaria.
OperarAei. elrnrglcaaForam pratica
daa no hoapital Pedro II no dia 9 do crrante,
as seguintes :
Pelo Dr. MdlaquUs :
Ainputaca> do |>enis pelo proeesso de (j-uyon poi
epiteliinnu da g ande.
Po.tlutcmia pilo proeesso de Ricord, por phy-
mofi".
Ligadura pelo catgut de arterias no braco por
ferimento de faca de ponta
Pelo Dr. Beranlo :
Extraccio de cataracta mole pelo proeesso de
VTeeker.
Pupilla artificial reclarnada por taancha la
ornea.
botera da provinciaQuinta-feira, 14
de Janeiro, se extra oir a lotera n. 30, em be-
neficio da Matriz de Villa Bella.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Concecio dos Militaros, ae acharan expostas as
nrnaa e aa eapheraa arruinadas em ordem nume
rica, apreciacao lo publico.
botera de Macelo de 00:000*000
Esta grande lot 'ria, cujo premio gran Je de
200:000*000, pelo novo plano, aera extrahida im-
preterivelraeute no dia 12 de Janeiro.
Os bilhetea acbaiu-se a venda ua Casa Feliz
praca da Iudepen lencia us 37 e 39.
Lotera do Cear de 10:0004tOOO<-
E*ta lotera, cujo raaior premio 10;0(X)OOO, pelo
novo plano, aera extrahiia no dia 16 de Janeiro
prximo vinJouro.
Oa bilhetea acg.m-ac venda na Casa da For-
tuna ra l'rimeiro do Marco n. 23.
Lotera Rxtraordinarta uo %'i-
runita O cerceiro sorteio daa 4a e 5 aeiiea
loata importante lotera, cujo maior premio de
100:(XK)000, ser extabida boje, 12 do Janeiro.
Bilhetea veuda na Casa da Fortuna i. ra 1
de Manas) n. 23.
Lotera de 0:l>OOaOOO A lotera
362' sene t, ser extrahida ain inbi, 13 de Janeiro.
Tambera acham-se venda na Caaa da Fortuii.
a ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera do Uio. A 1' parta 195 do plano
novo do premio de 100:0001000 acham-se ven-
es bilhetee Casa da r'ortuna, ra do Crespo
n. 23.
Lotera, do Harannao A 1* parte d !
lotera detsa provincia, era beneficio da emancipa-
cao e Santa, Caaa du Misericordia, cujo maior pre-
mio )0:OOJO 0, ser extrahida uo dia 2'. le Ja-
neiro.
cliain-se expalo a venda oa restos dea bilhe-
tea na Caaa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Herrado llunielual de H. Jun 0
raovimeuio deste Meruado ao dia 11 de corrate,
foi o seguiaaa*
t-.utraram :
30 boia pesando 4.088 kilos
447 kilos de pene a 20 ria 2i940
22 ear^a de t'ariuba a 2U0 ria 4*40.
9 JiUaie Iructa diversas a 300
res 2*710
13 t .biUartiaa 200 ria 2*6 JO
8 Mataos a 2 MI ria 16 0
18 columnas a 600 ria 104800
44 ralbo, de carne v rde a 1*000 44*0".-
20 ditos de ditos a 2* 40*000
42 eoiiipartiineutor Je taiinba e co-
mida, .. oo ria 21*i>0'J
60 ditos Je 1 gnrae a 400 ria 244O0C
17 couuartiuientoi de sumo a 700
rea 11*9-0
14 ditos de treaaur.ts a 600 ris *4aJ
D-ve fr sido arrecaiada neate dia a
quantiai de t 174*340
Precos do da.
Carne verde a 430 e 320 lis o kilo
Sumos a 800; e 6-sl r.a 'dem.
Caimn a 1*, 801) e 720 ria dem.
Farinha de 320* a 640 ria a cuia
Milho de 240 a 350 ria dem.
Feijao de 60 > a 1*200 ria dem.
Foi hontem laucada ao mar 60 kilos de car-
ne verde arruinada.
Matadouro. Publico. Foram abatidas
ni Matadouro da Cabanga 78 rezea para o consu-
mo do dia 12 do correte mea.
PUBUGACOES a pedidc
loa elellorea do 1. dlalricto do
Reclfe
Meus carog concidadios.As demonstrarles de
sympathia popular com que a ei la le Jo ttecife j
tanto me tem ex.ltado dispensim ms de definir o
alcance poltico da rainha candidatura. Direi so-
mente quo ella representa do modo raaia notorio
uma dupla baodeiraa da Abolicio e da Federa
cao.
A Abolicio quer dizji a provincia sem escra-
vo3, livre Jo uma vez para se npre da mdoa d
uma instituicio que a v-rgonha criminosa do
paiz.
A Federacio quer daerPernambuco restau-
rado, goveruaudo se poraua propria refl-xio e nio
sendo goviruadi de longe; voltauio a aeu vigo-
roso creacimento de outr'ora ; ap jlicando os seus
recursos ao desenvolvimento de sna nqu' za e ao
bera eatar d i sua populaeao ; danaVwie a si m -sino
leis adequa las ao san adiautam"lito e s suaa BS-
plenldas tradicco-s, nreaeando era surama, como
crescc n-n Estado livre b.-ra governado, em vez de
ser conduzi Jo como ha de ser pelo actual reg'un :u
desilacii, ra n lieidade, e f.mn.
_ Taea aspiraces eaalcaaaa elevara a minha can
ll.tura cima do terreno \-streito das nossis
luctus pilitieas e francamente >a collocam n'.-ss
planalto do futuro onie todos/os Brazileiroa que
qu orara a lber I ide total de nbssa patria e 03 Per-
narab'ucanos qu.: arabem cora a resurreicio do
prestigio de nossa provincia, po lera o encantrar ge
sem faltar sua honra pilitica, qualiiuer que sej >
a bmJeira s >b que tenhan milita lo.
SSo ser cota detnissoea at de p*brea artistas
reduzdoa mis-ra pe'o crme de terem deis pr>
pras, uem ere indo -se embaracoa discussio pu
blica d as c'iiilirjaturaa, queogi'erno hade im-
pedir raappareao do antigo espirito Pernambu
cano. Bata pre.-encio de marear os eleitores com
o stigna de vassallos do voto aervr soinente pira
riiiluree r in 13 aepresaa a conviccio Je que a
eseravi lio p ir ura lado e por nutro o g>v rno de
pin-1 insoles inperiaaa nio reeoariaal uera mesrao
liante I empresa o liosa d- reluzir estt provin-
cia, ?ui que ha dous seculos Mauricio de iVassau
ra cas intad) o berpo de um gran le Balada, i
conJicao de um Paraguay ondate mesrao os ci-
J idos eram proprie lade do governo.
Cada hornera que exerce o direito de voto tem
obrigaciode salvar a sua propria digniJaie, e nos
paiaei ande e'le nao pid fazel o sem sacrificar o
pi da famili 1. a guerra civil existe de tacto nos
coracoes e fermenta na odios aceumuladoa entre
conquist .dos e conquistadores Ej pela ininlia
parte protesto solemnemente, em nuce da unida-
de moral do p ivo Pern imbucati, coutra essi po-
ltica de espionagera, de denuncia e de persegu
ci qne ao le dar a esta eapital, cujos filhos deve
rio todis esti narso como comprovincianos, o as-
pecto de urna cidaie nocionalist 1 oocupada por
uma gaarnicao inimiga.
Feito este prote8to entrego a mi ubi elei9.l1 ao
eleitorada do Recite. A causa 110 minha e,
de tolos. O R'.cife saber desmentir os que ga-
b.nn de que o (-nthusiasmo pelas ideas ni> resiat
no Norte piessio ofBcial e de que somonte no
Sul que o eleitor livre derrota ministros. A Es-
cravidao as elcicoea passadas atfrontou ab 11a
trente o governo, eu faco votos para que a Liber-
dade tenba pelo meaos a covagem da Escrav
dio.
Eleitores do Reefe, se os ]i racos servicos que
tenho prestado ao progresso moral da n isa* patria,
e que j te a aido to altaraeut 1 recompensados
pola gran lea d'aluia d'esta proviucia, me valerem
de novo a honra da vuasa eacolha, continuarei na
Cmara a dupla cruzada nacional da Libirtaco
dos Escravoa e da Independencia Federativa das
provincias, e, fute do vosso eehj, a minha voz
servir tambera para affirmar aa aspiraces, arti-
cular os soffrimentes, e re:vindicar os direitos da
in iss 1 geral da Naci.
Ilecife, 25 de Descuibro de 1885.
Joanuim Aurelio Nabuco de Aran jo.
Elei$ao geral
8EGUNDO DISTRICTO
Carta circular
Illm. Sr. Teuho a honra de dirigir-mj V
S. para, na quali la le de candidato deputacio
geral pelo 2." districto desta provincia, aolicitai
nao s seu voto como sea apoto e valiosissimo
concurso.
Nesta occaslio uio me licito oceultar aa con-
dcea em que teuho eolio jado minha candida-
tura. Natural deate districto e nelle residente,
inais de urna vez fui eleito seu representante na
Asaemila Legislativa Provin :ial. A esse facto
taska anda o de hiver representado, na mesraa
Assembla, por motivo de nc-impatibilidade legal,
o antigo 5. districto eleitoral, e prestado em di-
vers a cargos de admi-iistracio 03 aorvicos cora-
pativeis com as habilitaces que exhib e daban*
sujeitaa apreciaci > de meus concidadios.
ApresentanJo me, pois, a impetrar, hoje, oa
suttragios de que caree i para representar o mes-
mo districto, aa cmara temporaria, appello, so-
mente, para a independencia e alto criterio do
eleitorado.
Aceito, cora a maior satistacio, o seu veredic-
tum, convencido ojio estou de que, con o actual
systema eleitorl, a e colba dos representantes
do povo deve ser fcita cora a mxima liberdade e
extreme de toda a iutervenoio oficial.
Neate sentido anima-me o empenho em que
est o govern., j manifestado pela recommeuda-
ci) que, a seus d-legados, fe: em ciicnlar de 30
de S tembro ultimo.
Fundando, portento, minha pretensao nos ele-
mentos que aqaJ ficara expostoa, nutro a naia
Orne conviccio de que aio e'.les suficientes para
justificar sua legitimidade.
E, agradecen Jo, desde j, a attencio com qne
V. S. se dignar de recber minha humilde salici-
taeio, sou com tolo o respeito e particular es-
timaDe V. S. attencioso migoe criado obrigado
Jos" Nicolao Toleidimo de Carvalho.
9 de Dezembrode 1?85.
------------sapee
4 ruina flnunceira e a ni: erw
do paiz
xvu.
O PROJECTO DA COJIMIS-AO CONVEBSAO
DO PAPEL MOEOA EM OUBO
2.
Nao por rocos c p uno* facis, promptos o ui-
geuUs, como outeud -. a coraraisaio de'-er fazer,
que ae salvara proraptaraente aa grandes difficul-
dades resultantes da uceo lenta doa horaens
em long.* pe iodos. E' de se querer solver tu-
do com faeihl.ide, que temos chegado a esto re-
sultado.
A urgencia uecessaria para ae planejar quan-
to latea com prudencia, e por logo raaos obra
com todas as ci utelas, attendendo a todas as cir-
cmuataucias, ditficuldades e embaracoa ; e nio
para couc.uir a obra proraptaraente. E' antes
como qua destaznlo lent.in ute e com paciencia
uma imada luabatanada p r um gato, do que cor-
tando o u como Alexiu lie. Nio ge corre sobre
o pedregulho, porque a queda certa.
Crear bancos Je rmsaio, c >m o fira de con ver-
ter o papel moeda em ouro, a por una varinha
de conddo ou por alguna d'aquellua milagrea de
Aladiii ou da lampada maravillioea.
A nao ger por encautam uto, os raemos astucio-
sos, ease jogo chicaoeiro de bancos, a pode con-
verter em ouro s porco tos que recolhem os ac-
ciouiatas, ou antea 09 fundadores e oa empregadoa
d)i bancos as suas algibeiras ; e nao o rgimen
U1 moeda papel, o ux io circulante papel que
semprr tal, s>j* elle dos bancos ou do governo.
Nio ha .lebiuiia cap iz do converter papel era
ouro, nem elle se fabrica por alguma composicao
ou combiuacio de materias. Materia simples,
como eilejulgado at hoje, a pode ser encon-
trado as mina, o que custa graude trabalho que
ihe da o val, que tera. Pode ser comprado
tambera, sendo trouaio por outroa productos do
trabalho humano, que teulnra cuitado o mesrao
t-abalho que custra a aua explor.icio das minas,
amoedamento e transporte.
Se, portanto, por raeio desse raechanisrao de
bancos e tantos bancos, foase possiv-1 converter-
se em ouro o meio circulante do Brasil, segua se
que esse ouro nao cabina do c, O 1 seria cou
vertido do papel por palavras mgicas ; sahiria
do trabalho do paiz, du auor do povo.
Segae-se anda que os banc is para o arrancar,
para tirar ao povo todo dioh-ir >, tirara acus dez
ou oito por cento para s c m-iia para seus etnpre
gados.
Ora, t.da a grande dfficuldade da conversio
do papel do governo em ouro, porque, nao se pode
pedir ao povo 21,000 contos de impistos, 112,000
eoutos de trabalho, alera d a outros impostas, para
se comprar ouro. E como po 1:1 o hao fiz-r 91
bancos ?
Logo a questio, a dilHciillade ni> est na ra
possibilidado de o povo dar mais 212,00) contos
para couverfo do papel, alm da receita ordina-
ria ; a questio est era achar ura raei > illadil o,
afira de tirar-se esta quantia por manejo, por ura
mechanismo que elle nio ainta ; e achou-se nesae
ehuveiro de banco com un capital de 150,000
eoiit g. achou-3e esse msio, cora o qual nio aug -
menta o capital do paiz, c pelo qual tem o pa do psg-r avuitados lucros. Scste c>so uio pre
ferivel que o governo tire elle propro directam-n-
t-- lo piiz essa qnania da conversio, oque muito
.lenos oueroso sahir ao povo, visto quo uio tera
de pagar os lucros que no outro caso pagaria aos
'o 1.1c o ?
E' porque se coma arranear directamente do
povo toda a quantia uecessaria para o resgate que
ae emprega o meio chicanciro dos bancos ?
Qie re teme deate povo que era murmura, ii'in
gome era materia de impostas, urna vez que nio
ai j an directos ?
M ia que pir este artificio deate projecto, uio
llavera, nao ha tal couverso do papel-moeda em
ouro, ha apena! a convtrsio de papel do governo
111 papal baucano.
O fim que pirece resaltar deate artificio o iu
ti reasfl = panto I is biue-os, recebendi do governo
os 4 /o dos 150,O0J coutos que lbc empresta para
o la-.sino gt.verno queiraai, e rec beodo juros de
o i 1 sien '3 de 7 ou i 111- notas que
emiti '-m qu.uiti. piuco inferior q 1 e empreats
ao governo.
Alas o resalla 1) 11-ra eatfl ser; seria o inais
horroroso e o remate de n)330S desastres fioaucei
ros, s; estes bancos se orgat.isara, e, cuno tal, es-
tou certo, nao su conseguir, o resultado a r se
orgauis insta apen 13 alguus bancos e estourai>an
logo por nao raaiataw s exigencias da conver
s;i 1 eSB ouro de suas notas.
Tero uecassida Je de preench t ou de encher
toil is os das o a^a fundo raetallico para nio cha-
gar para a converaio diaria...
Vamos estudar deti Umuto Bate pr ij et).
Parece comraissio que por ease jogo, essa ma-
nobra que planeja era aeu pr.j.-cto, fu choree o
our 1 no Brasil, c ,mo man 110 deserto a o fugitivos
lo Egypto, amo ra-nr sacrificio doestido, isto
, s.s.n o menoi tributo do auor do pov .
Em verdade se fiase cou-a tio faeil a iufroduc-
Qao de 150 mil cantos em ouro para substituir o
nosso meio circulante, na la mais fcil do que con
verter uraa naeio p .bre eoi uma naci rica; por-
que a coinmiasioqi.er que essa conversio seja fe-
ta j, iuiin.liataiiie it e de uraa Vez, sera d I 01
ga uem desvara, porqu as eircamstaneiaa aa 1
urgentes; a ntrodutir de uma vez todo este ouro
no pa-z, iatiMoViiair ura ara 1 aphal, uraijgrau-
de riqueza. Como pirm, p n- meto de j igo e mi-
njbr.a fazet su gir du trra como que por 11c.u1
tauiento, ou cahir daa nuvens tio gran le somma
do precioso me al, o que de ura eugenim ti
maravilhoso, como iucoraprehcusiiei.
Banda porra certo, que o ouro nao se inventa
nem se crea com palavras, elle se ple cbeg.r a 1
paiz p>r erapreftirao ou p>r ura lucro suoeri.r ao
que 03 s< us possuidores ouiopeua eucoutrariara
aqu se o tr .oxeisera aetualraeote sera couJcqo
ou promeasa.
O jogo, o manejo, e expediente do prejecto por-
que o Estado nio pode por 3U 13 focena cmtrihir
um einprestimo t'.i avultado em ouro para subs-
tituil-o 3 auas notas; porque este erapr.-gtiin.
se ria muito hraeroso, e o povo que nio pJe cou-
tr.b iir para aa despezas ordiniriia, fie uili sem-
pre dficit nos ornamentos. muito menos poderla
pagar os juros enormes de tio grande quantia.
Loga i certo que este jog 1, essa inuiobra enge-
uhosa dos pr ijectados bancos para attrahir esse
ouro eem este sacrificio.
Se pois espera-so que venha esse euro s ra aar
esse lucro ai pis.-uidor curopeu, eem o qual lucr
elle conscientemente nao nos mandara tio avul-
ta la quantia, pirque o Joga '' raanibra 6 p ira
illudil-o.
E isto ser possivel; isto que opossuidor eu
ropeu caa era tal esparrella ?
Nio.
Logo o j i^o para Iludir o povo brasil aro e
arrancar dclle os grandes juros que tio avult ida
quantia demanda. E ser (.ossivel est.. p.vo pa-
gar sobro os impostas que j paga os enormes ju
ros de uraa tao graude divida era ouro .*
Nio.
Logo, tolo este projecto vio ; e se elle for t 'li-
ta lo, um tremendo o mais horroroaodcsastie
Domo veremos.
Vamos a;s poneos ; acompauhe-mc o 1 itor com
interese, que a questio da maior importancia
para t d >s. A1103S1 OOrda tende a quebrar se por
ahi, pe is uoaeaa terriveia finanzas.
CORRIGENDA
Passo rauit is erros que se ieram na mpres-o
do antecedeiito' artigo pura uotar s.nente os qu
ge encoutrara na tr.inscripcin do .p;OJ cto em
questio, e mais ura, pouco suprivel, era um dos di-
zerea da c inamiaain.
Sao os primeiros :
No Io do art. 1 do projecto : onie ae l
effectivas^aisaoes, li-serespectivaseinisaoes :
o 4 onie se de 60 a 9 "0a sedo
ti0a'J0|o;
No 5* ondo se l o iudeaaniair ira ne liafa
e ntegralineute, ii- so e iuderanisar etc
A oulra errata no paragrapho do artigo que
comeca assnn : no cutauto segundo a mcsina
eomraissa'. Abi, onde ae l -explicaca da pro-
priedado i-se'xpolacio da propri^Jaie.
Janeiro, 1886.
Affonso de Albuquerque Helio..
Xa Vanea
E' esta a epigraphe de um artigo da Provincia.
de hontem, relativo a pnao e habetu-corpus do
alienado lirnab Lina Caldas, para o fi.n de pro-
duz' 1 licito em vsperos da campauha eleitoral
de 10 doicorrenle.
Aqueil* redaccio, talv-z- mal informada, como
sempre, esoreveu o soguinte : qneen joutrou 1
maior oppoaicio porparU da po'.icia :1.1ra o for-
necimento da nota de colpa o apresentacao do up-
posto reo, respldenlo-se at ao propro juiz que
alienacao em nada diz respeito a aleada do poder
judiciario.
Em viata da reaiatencia formal do enrgico
magistrado, que exigi a preaenca do detento, sob
pena delle mesmo apparecer na Deteucao, enva-
rara n'o por fim sala das audiencias.
Por est* tirada deixa trauopatee r que a e a
tera luar na Casa de Detcncio, pois que & all
(|ie se fornecc a nota de culpa a a quem compete
razar apreaantar 03 detento! que requerem habeos
corpas, comosuccedeu com o alienad. Barnab.
. Parece que a Provincia a te ve era vistas ferir
aa autoridades policiaca, quo, seja dito de pasaa-
gem. teem sabido collocar-ae na esphera tra9ada
pela le, pela moral e b ras C08tum.es, atirando so-
bre ellas odiosidades, como no caso vertente, di-
zendo se qne o alienado Barnab foi victima de
ura arbitrio, quando publico e notario a pertur
baca) de s dar t'Otem'inho desse acert os empregados d'alli
que observaran-n'o na entrada e dutante o tempo
qu? esieve Jetido.
D-vemos em homenagem so pub'ico declarar
que nenham erabaraco encontrou o Sr. tenen'.c-co-
ronrl Francisco Goncalves Torres, quanJo alli foi
pedir a ccrt.Jio do mitivo da prisio do cidadao
arnabi, p isso que tendo esse cidadao en-
trado poucs momelos antes do 8r. tenente-eo-
ronel, disse Ihe o escrivio, com toda franquea,
que se demorasse ura ponco emquanto sa toraava
a filiacio, sgaaes car.cteristicoi e abra-se no
livro de entradas o assentameuto r-spectivo, con-
forme exige o regulnmento, e aqoelle 8r., pagando
lo outro cidadao tamban, que l estava, visto como
tinha de ir gala das audiencias tratar do habeos-
corpas.
Nio demoron-se, creio, meia hora em concluirse
o serrina e passar a certido requerida.
Para que, Sra: da Proomcia, tanta declami;ao,
t ata lamuria etanta taita ae criterio ?
(juera mil quiz aprsenla! o bravi ?
Quem oppos regiatencia formal apresentacao
d i eidadSo alienado, seb pena do juiz apparecer
na De ten cao ?
Wnliiui BOSfl d Jcum-ntas provar que esaa his-
t >ria tiistorii seria h ni. fill.a de cerebros xal-
ta l 'i p ilo poder que ibes fueio dus mios, e ento
sira, serio tidos -.orao escriptorea cirauraspectos e
dignos do conceito publico ; mas pelo rumo que '
levara nio passar) de 11113 cabecas de crancolas.
Logo que apresentarara ua Secretaria da Ue.
t' ncio a ordem de habeos corpus, passada em fa-
rof do alienado Barnab, exigindo o juiz do 5o
Jistrieto criminal (deaembargador Jos Manoel de
Freita*) que o apresontasse incontinente, o escri
vi i, eo no Ihe cumpria oppoz sua duvida, duendo
que maudar sahir pelas ras desta cidade um alie-
nad, rec .Iludo p.ra ter o conveniente dest-no,
era offerec-r um espectculo, e que Be devia ofi-
ciar aqu-lle juizo scieutlficando-o do estado do
paeiente, que naquelle mommio achava-se exal-
tad ..
Cimo se concede nma ordem de hablas-corpus a
um louco sem previo exame de aanidade 'i
Nio sendo aceita aduvida do eacriv?,o, pedis-
se praeas gurda cvica, e logo segui} o louco
Barnab, dand) era sua passagem pelas ruas.at
a sala das audiencias o e.-pectac.ilo mais contris-
ta lor de ura p>vo verdadeiramete selva rem
A quem cabe a resp insahilidade dessa sema ?
Saibi o publico ceusato que em menos de uma
hora se procedeu a < xame de aanidade e lavrou se
o respectivo auto, se fez o respectivo proeesso de
habeas-corpus e o enero-ico magistrado avrou o
seu luminoso despacho dando provimento e man-
dando da sala das audiencias soltar o ilicnado,
remettendo depois para a Detencio uma irdem de
soltura em favor do mesmo alienado.
Qual o qualificativo que merece tudo ato ?
Eis a historia verdadeira Srs. provincianos, fi-
can lo certas e ecentes de que apesar de Barnab
ter conseguido soltura, efectivamente alienado,
e bmmi aliena lo do quo elle b8 quem o poz ex li-
berdade.
, Um Liberal.
%o Superior Tribunal da Uelaio e
ao Dr. jui/. de direito de Jalma
la
Co ista ne que de ver subir ao Venerando Tri-
bunal da Relaco ura recurso eleitoral, em que
recorrido Luiz de HullauJa Cavalcant, eleitor e
solicitador de causas em Jaboatio.
Servindo de base a tal recurso uma coufusio.
adrede procurada, cao o itro eleitor, de igual no-
in>, d 1 Io districto, fregueais de Atagadoj, venlio
aun ama d'aquell eleitor, que se acha ausente
por das, protestar contra a mi f de semelbante
procediin -uto, que bem se deixa aferir pola certi-
Jio infra.
J v o retirrente que, o HollauJa do Io distric-
to nio o mesmo de Jaboatio.
O do 1 di-trcto, artista e foi praca do exer-
cito, ten lo 50 anuoa de idade.
O de Jaboatio, tera 40 auuoa de idade, nunca
fui artiat era praca do eX'Tcito.
O Jo Io districto tee o de Jaboatio ti.
E' o caso de 3e dizer procure outro.
B cite, 11 de Janeiro Je 1886.
Augusto Cesar da Cunha.
Ernesto Machado Freir Pereira da --ilva, escri-
vo do juizo do commercio deata cidade do Re-
cife de Pernambuco, por Sua Magestade o Im-
p rador, etc.
Uertifico que reveudo es autos do alistameuto
eleitoral de Luiz de li .llanda Cavalcante, eraste
o the >r verbo ad verbum dos documentos aponta-
dos, o segiiiute :
Illm. Sr. Dr. juiz de direito do 3 districto cri-
minal. -Luiz de 11)1 aula Cavalcante, de 50 an-
uos de idade, solteiro, artista, fi ho de Hollanda
Caraleaofe, morador travessa dos Remedios,
cosa 11. 1, 1 quarteirio do 2* districto de paz, fre-
jU' zia ue Af igado?, comarca dp Recife, vem com
os documentos juncos provar que tem a renda le-
gal pira ser eleitor de parochia, e por 88o requer
V S que se digne depois de feitas as diligen-
cias da le, julgar piovada a mesma renda, para
que seja o suplicante incluido no alistamento que
se et procedendo.
Nestes termos pede deferimento.E. R. M.
Afogados, 25 de Seterabro de 18 ;5. Luiz de
II ill inda Cavalcante.
Certifico ero virtu le do despacho retro, que da
ordem do da da reparticio d ajudante-general
n. 534 de 16 de Novera oro de 1866, consta que
Luiz il- Howida Cavalcante, leve baxa do ser-
vic do i-xercito por incapacidade physca ; sendo
soldado do 5" batalhio de artilharia a p.
Eu. o alteres Jos tilisiario dos Santos, secreta-
rio interino, cscrevi e ass^uo.
-ecr-taria Jo Comraando das Armas de Per-
nambuco, "4 de dos -antos, alteres s-cretario interino.
Conforma com o respectivo original, ao qual me
rep irto e dou f.
Recife, 11 de Janeiro de 1886.
Subserevo e dou f.
Ernesto Machado Freir Pereira da Silva.
Eic.o geral
11
A Provincia nSo tern direito aos votos
dos e nprvgi'los pblicos para o rol dos
seus candidatos, pilas razoes que ad luz e
ottito menos de considerar 03 quo foram
lomeados duranti a situaeao liberal na
obrigajilo de s votoram nos aspirantes
ilest'i partido representadlo nacional.
Nao ha verdade em suas premissas, e
non smceridade as conelus5es quadestas
tira para quem, como nos, conhdce a his-
toria eleitoral desea trra, e especialmente
.1 da sui ultima phase.
Era primeiro lugar os empregos pbli-
cos nao silo lugares de partido poltico al-
gum : estes perteneera ao municipio,
provincia ou nacao, sonforme o seu mis-
ter.
Taes lugares nao servem de ass^nta-
raento.de protissao politica, e nem de meio
para eorrupcio das ooasoiencias dos cida-
dSos.
Entre o emprega-]o publico c o Estado
!sa o mais perfeito contrato bilateral : -este
remunera os sm vicos quo a actividade da-
quello lbe presU; -actividade que estara
empregada em outro affazer, se nSo o es-
tivesao no da collectividade ; para o que
se exige justa aptido para bem da igual-
da le que deye haver entre a prestar-So da
servicos e a sua ro.muneraeao.
O mais oorrupySo ; o que nao pode,
que nio deve servir de norma para o r-
gimen da vida social.
Nomeacao para e nprego publico, por-
tanto, nilo un favor, e sim um contrato.
Est c a theoria perfeita, que a Provin-
cia pretende iaverter.
E se a doutrma contrara, fosse a verda-
deira, os candidatos liberaos nSoteriam as
eleicojs da situaeao passada os votos da
juasi maioria dos cidadSos que se fizeram
e .pregados pblicos no anterior dominio do
partido conservadorvotos que foram plei-
teados na dita situa;5o por todos os meios
pelos seus sustentadores.
Ha, porem, um noto, cuja existencia se
nSo podo contestar, e quo natural:o
era pregado publico, e;n regra, tende a T-
tar no candidato que apoia a situaeao do-
minante.
Esta tendencia nao deixa de ser razot-
vel, attenta a relara/i continua que ha en-
tre as duas entidades govorno e funcoit-
nario publico.
Mas, perguntaraos nos Provincia, qua
motivos de ordem superior poiem ter o*
empregados pblicos para sustentar a*
prximo pleito eleitoral de 15 do correato
os seus candidatos t
Nenhum absolutamente.
Estes, durante situa0o passada !

I
I
. f
f

L Ai


Diario de PernanibucoTer^a-tcira 12 de Janeiro de 1X6
a alo trataraiu de melhorar a sorte dos
aacaves, como at a peioraram em euas
Bagaes ficanceiras.
Alguns destes candidatos era suas con-
ferencias era vespera de eleiylo ao eleitora-
proraetterain t'azer o empegado publico
mkm, e aepois para desencargo do cora-
pwMwso limitaram-so apresentncSo de
njet-tos mancos, era favor dosqaaes nun-
C ^atebraram ancas, ao passo que o fia-
n por pretencSes queso aproveitavain
a mwti duzia de ricos que dctriinentaram
nato da nossa sociedade, como succcJeu
Caaa % anppressa'o do imposto do consum-
Cm }ue direito este* candidatos pre-
mwiem osuffragio dos einpregados pro-
Ynrnei que ha rauito se acharo reduzidos
4 amaria pelo desequilibrio orcaraentario
Ib jfTncia, contra cujo rcstabclcciraento
wmmfre pleiteiram como eicpenho de hon
mi
Ja *, po8, a Yrovincia, que o funccio-
publico existente nesta trra ero
aos seus candidatos s pode ter
motivos de queixas, e que cora ra-
9ke* devo voltar as costas no comicio
aJ que se acha convocado para o
10 dia 15.
Da esta folha, que nSo se deve votar
elheiro Theodcro, porque este n3o
na provincia, c que, portanto, e
iro. v
Agradecam os candidatos liberaes Na-
Andr Cavalcanto, Godoy o Anto-
ja Siqueira, todos residentes fora da
" cia o estrangeiros, na opinio da
folhn, esta fineza, esta cabal ne-

>entretanto, o Sr. Segismundo, do
fiaakj, que aqui apenas eleitor phospho-
m, pois a sua ultima residencia official foi
a ds tomarca em que exerceu jurisdic;ao
?Jaiz de direito, j fez-se eleger depu-
igeralcom o luesmo direito do repre-
so com que foi eleito por 'oyaz,
c, com o direito de genro.
ara que nao se ha de tallar cora fran
: a Provinvia faz questiio do gordo
so para certos candidatos que estilo
ruados a viver do mejnio.
, esta trra j est cungoada de pro-
ares que procuraram jmra si, e de
badores que nada lm feito aenao
ditar a provincia na corte.
Triham paciencia estas figuras 'nuteis;
no bom carainho ; tornera se dignos
teitorado, e nilo prctendara embira-
com embustes e falsas theorias, das
se acharam semprc arredics na 8-
passada.
ae eDgasguem com a Guanabara c
i itm os exercicios militare, que sem
kouveram sera que alguera so lerabras-
gritar contra elles, c que s.lo de ne-
do indeclinavel para a disciplina


Ttnlurn pena desta infeliz popularlo, a
a procurara engaar; fajara alguraa
em beneficio della, que pr. cisa de
ao poltica, o nao do hbitos de ar
d-e perturb >cao e de morticinio. A
ia precisa de reconstruir-sc.
generem-se, e creiam que os seus
tUditos lhes fariio justiga, como o vilo
sgora, derrotando-os.
Utn pernambucano.
fioiu siento do eleitorado
ervador do *" dstrelo
mais do que nunca se taz preciso
asario a uuiSo do eleitorado conser
Iktkemos, pois, os ouvidos a essa pre-
vi exaltacSo de serviyos e roereci-
porque nao conhecemos outros
yossan igular ou olt'uscar os do ou-
Theodor cujo prestigio nilo s
m conhecido como i'e todo o Brasil.
Wwlra, que alguem alas tari do-se d4-^
representante do 2* districto na cmara
quotricnnal para honra e gloria nossa;
sera repirar n.psmo n*s consoquenciai que
poder produzir sit i reprovaia aprsenla-
g.to, -dando assim gailio aos contrarios^
(que de certa Iha nilo dar.o guar la) era-
quanto /nesmo nio teri conscienoia er suffragios bastantes.
Assiin, pois, amigos o correligionarios
eloitores lo 2" districto, tsmai em consi-
deragao estaa brev.-s rvflexoVss e sajamos
coherentes e unisono3 na votagao do con-
selhciro Theodoro, e dessa forma mostra-
remos nossa constancia o nosso bom sonso.
E' essa a espontanea vouta lo do muitos
EUHorer da Orara.
. Una lagrima
* >jn ; o ( sala il Kinn. ttm. o.
tiu.-in Citrlxlina ttarrelrooPiueii-
le. ii> Nelim lia ie neo paima
lenlo.
Oque morrerf Morrtr i: viver
na trra, e surgir na clernidade.
m.lKCIXO CISMO.NTAXO.
JA 'lio -xUii' nr.t,. ininli d i hufii Bnai
Sra. O. Mura hriatilM lJjrreiros Piuicn:e' .'..
Agora na dade espcrncos.t 8 rlirente, foi que
a mil da lyiami nortl subtrahio-llie avila,
abriudo as ileims do suas m sis extreatosas ami-
gas w nio mais pr.heneiiidel vacuo, fxzendo bai-
x.r h cumpa iqae la que trazia te npro o ri90 iioj
Uuol c repoHMra entre suas queridas ool'egaa,
i liinlo i-oin ellas uS carinhos < as alegras da
j iv mude e ettirna fiel.
E agniH dcixa-as pnrtiibando cstremameate dos
dolorosos leatiaasatM de que te acha po.-suida
sua Eiina. familia
B.iixou a tmulo como 2a anuala da Escola
Normal, e dcila s existe sobre C3tc val de la-
grimas scu nomc e suas actes, que de nosso
di-ver e especialmcaie de seus pais nunca deixar
apagar da lembrauc.
A verdade asseota agora sobre a louza de sua
eepultora, j aprompta os documentos cm que
deve fazer soar seo nome amis elevada poate-
riJade !
Charos amigos, examinemos com a verdade o
coracSo da infeliz Mara Chiistiua Barrriros Pi
mete), cujos poueos anuos foram to sftaveis aos
seus pais c co'lczas, c sua morte tem sido sempre
sentida por quellas pessoas que tiveram o prazer
de conhecel-a. Sua juventudo acarinhada pelos
d vclloa de pacficos e carinbosos pais qce pre-
pararam-lhe de tal forma o espirito, que s pro-
me.ttia fructos de gloria desabrochando em flores,
e em que a fazia chegar a urna eiphera que nelU
liavia d se delieiar. Agora as u^ssas vistas
caliein sobre este luto onde s se encontra tristeza.
e d'tengaiio do nosso nada. Resta aos seus pais,
a dejpojos que slli descanfam banhaio< de suas
lagrimas, homcnagem de suas saudades, dos quaes
quebrou-se o cipefho de sua vida, o spagou-se a
luz da estrella que brilhava para Iluminar seus
p.issis as mi ores afadigas deste thcatro em que
vivemos,
Mcus amigos, pais e parcutes da infeliz Mara
Christina Barreiros Pimentel, possa ste acto com-
pungidor cbamar-nos aos nossos devores, porque
te cortado da mesmt forma o fio de nossa exis-
leaeia quando for d* vontade do Creador.
Este o nosso caminho, uud mais tarde, outros
mais cedo ; c o nosso corpo ser eutregue ao p
dos tmulos, porque esta c a lei fatal e incvitavel
da nossa vida. Na campa encontra um fnebre
silencio, e nos dgamos-lhe um a leus para sempre.
Aceitai lutadora da sciencia estas flores mar-
chas, como signal deininha lembranga.
Kecife, 12 de Janeiro de 1886.
Joaquim Luiz Correia de Oliveira.
-.-; fldjrapsiafci
< > partido conservador, no giverno, e
tondo este a frente o venerando BarSo de
Cotegipe, auxiliador da reforma qus polo
garantir de rao Jo positivo a vontado das
elfcigSia, nilo concorrer, por certo, p ira o
aniqulamento de sua obra ora querer
passar pelo devastador das liberJades pu-
blica!.
X' sta provincia o honrado coosetheiro
isso do partido~~B enha proposto
ariar a justica e lealdade da cauta,
ando assim a aquelle que deve ser
de Pernam

cotntnerclal
buco
Recife. 11 de jaueiro de 18 As tros horas da tarde
Colaeet ufiaet
ma.
P. J. Pinto,
Presidente
Candido C. L. Alcof,rado,
Secretario.
ENDIMENTOS PBLICOS
Mez e Janeiro de 1886

aDe 2 9
Uemt 11
mi-c 2
IVk Bf 11
195:718*967
4?:28753i
239:006.,501
8:163*325
876>250
A eleifao
Approxiraa se o dia em que deve aer fei-
ta a cscolha dos representantes da nacSo.
Vi ter luger mais urna vez o exercicio
do importante direito do voto.
As condignas em que se acha o paiz silo
tics que exigera o exercicio desse direito
com a a ais escrupulosa attengao ; c feliz-
mente, parces que assim succeder.
Pou:o importa qae espiritos menos afila-
dos procurem inverter os principios qu> se
regulara nesse grande e moraentoso assum-
pto a posigilo importante do cidado bra-
silero.
Ella haqe ser semprc a mesma 1
Agora por exemplo, nao desconhecido
o facto que assenta nos boatos de pressao
official.
Diz se e vae passando com certa pres-
tesa que o governo tem interesso em vio-
J)s Fernn les
no lo quo dingo a polica, ueni
.-ujijilantarAj os altos conceitos de qui g -
. obrigando a vontade do eleitor per-
nambucano, ni'in consentirlo quo, em seus
non i pee ule ueste assirupto tilo ma-
lin Iroso.
As aiieafis que diversos inlcreasalos,
espiritos p;qe tin >j o perversos, l n feito
para qui sa possa obt.-r o voto, sao s-ein
fuinlaoiont'.
A eleigao e dev.- ser livr- !
O trapos de boje nao supportara aa vc-
lhas theorias do jugo do ferro nm o parti
do conservador hade confirmar o juizo er-
rneo quo ki advoraario nilo ceasa do ex-
ternar, de quo o partido do chicote I
Nao o nili I
Nao se toinem di sosto os cidadilos per-
nambitcanos ; a < leigao do 18il, sob o
governo Saraivj q le tanto satist'z a popu-
lagao do imperio e, principalmente a desta
provin :a qu", p 1' pirulo eo:is -rva ior
toi representada era inaioria, deve O Ir da
ser imitada pe Baro de Coegipe.
Este emnento estadista nao qu-rer fi-
car a quom do sen Ilustre collega nom
collocar o paiz um gr> abaixo de seu es
tado ie adiantamento e civilisacao !
Quera acredita na intervencao official ?
Mentiras quo se joga as pragas para
produzir effcitoaaraeaca quefazemuns cer-
tos cAe^VrJotentidos de freguezas, ou ba
julal^res inconvenientes para ganharem no
ti o do pleito !
Mis quera acredita era urna e outra
cousa ?
A repulsa desses meios fcil de dar-
se.
A eleicJo correr calma, independente
e livre I
A victoria, para quem for ser, urna vic-
toria digna do eleito c do eleitor I
A coacyao nao existe, nilo dove, n3o po-
de existir.
Um cidaddo.
Porahyba do \iirlc
e na independencia do eleitorodo do 3o
distrito da Parahyba, certamente con vi
otos que so mantera sempre na mesraa atti
tude, o no carainho da rectid.to, e da Jus-
tina, nnt quelle que o so itnpfls pela sua illuatracSo
e syoipathia adquerida ha muitos annos ;
sinceriJade,%;rena8 o servigos polticos ao
paiz, provincia e no distri:to, os quaea
la Costa l'.nira, c o dig somos oonhaoedorcf, parqui alora de tulo,
o principalmente, somos justiceiros. O
quo acabamos de dizer a expr^sslo fiel
do Monitor quando ltimamente coinmen-
tando a chegada do Dr. Jos S mano na-
quclla capital dizia : Chogou ante hou-
teu o Exm. Dr. Jos Soriano, e parti na
raanha segralo para o 3o districto desta
provincia, por onde j foi eleito urna vez,
e d ) novo Vai apresentar se na prxima
clcigilo geral. Parahybano de alto enge-
nh) e illustragao, lie gz:i da verdadeira
estima era s^u partido, e de graneles sym-
patbias entro os liberaos, e assim sua can-
didatura nilo pode deixar de ser muito
be ni recebida.
Eis aqui a lingu igera franca do orgao
conservador; eia aqui o receio da derrota
do cindidatj governsta, eis a pressao, e
os manejos do Dr. B in.leirn, porqus >l:o
dos grandes elementos de que disp3) 0
Dr. Sirianono 3' diatrieto, canta tau.bem,
o gozi de gran les sympithias da part
dos libur-ies
O De. Evaristo naturalmente dSo so re-
corda mais daquelli celebrrima derrota 81.' '.
So so recordasso nilo se apresontari
por um districto, onde repelido cm sua
totalidade. Quera seja o Dr. Evaristo,
nao precisamos dizel-o nem definil-o.
Deputado por diversas vezes sua do-
quencia parlamentar at hojo infusa, nao
consta pelos annaes do Parlamento, que
ao menos os-apoiados valeasera para
alguraa cousb. ..
Se os parahybanos ae compenetras! era
oera desta verdade, e da figura que estilo
fazio nesta afflictiva scena de incon
scienoias ; se quizessera elles o engrande
cimento de sua provincia, certamente nSo
procurariam ainia urna vez atiral a ao
abysmo, usando de todos os meios torpes
e indecentes para < darem ganln da cau-
sa a um candidato que o ehitorado repelle,
e repellir sempre, e que n5o pode repro-
seutal-o, desde que tenha por competidor
ura hornera as condigoes e da estatura
moral do Dr. Soriano. Fique certo o Sr.
Dr. Evasto, que laucando mesrao a mo
de todos os manejos indenantes nunca po
der conseguir do 3o districto da Parahy-
ba o alto prestigio, e a influencia poltica
de que goza o Dr. S nano, c que esse
prestigio o esta sympathia nao so conquis
taru certaraento a custa de prisZes de det-
tores, da violencia e da arbitrariedade, raa?
simp'.csraent > pelo inere im-rito c pela esti
ma de seus concidadSos, p lo p itnotismo c
pela drdicacSo do districto a que se re-
presenta. Fique cert tambtii o Sr. Dr.
Bindeira quo a sua pressao ojjicud s ser
vira para nos annaes deam p:-ovin"ia ficar
gravado com os indeleveis tragos mais
urna pagina negra da iof-lii administragilo
de S. Exc, para menor! i da posteri O direito e a justica ha d-j triuuipli.ir.
Recife, 10 de Janeiro do 1885
0 conservad^.- pavahi/b nio.

^- naonaoiai>"*Dfl 29
II
-De 2 9
9.039*575
93-679*500
20:087^326
113:766i82G
327005
1:266*983
1:593/988
Al/tERAQAO DA PAUTA
fvt a semana de 11 16 de Janeiro de
1886
i"w rama, 469 re. o kilo.
rritolh)400rs.
ira ae Pernambuco, 11 de jancira de
Os conferentes,
Kaymundo P. de O. Mello.
Antonio L. M.'Aiiiorim.
DESPACHOS DE IUPORTAQO
^Tapor Dglez Mondego, entrado dos pog
Im da Europa em 11 do corrente e con
gnede a Adamson Howie 4 C, mani-
fcatoa:
Armas 5 ca'xas a Oliveira Bastos & C.
Agna mineral 20 caixas a Saunders
Brothers A C.
Amostras 47 voluraes a diversos.
Bcouio8 10 caixas ordem.
3 1 caixa ordora.
Cfc ? vnluroes a J. A Thon, ? or-
ientar a lber lado do cidado, o que este
ser victima de seraelhante atteotado.
Nao I NSo xacto isto 1
Ceblas 60 caixas a Cunda Irraiios & C.
Cartas para jogar 2 caixas ordem-
Chapos 1 caixa a Affonso Oliveira A C.
Conservas 29 caixas ordem.
Livros 1 caixa a C. Liery.
Libras sterlinas 1,000 ao New London
and Brasilian Bank.
Mercaderas diversas 1 volurae a Ro-
bert Collard, 1 a Corap rabia de Beberibe.
Medicamentos 1 caixaa a Rouquayrol
Freres, 14 a Francisco Manoel da Silva
AC.
Objeetos para escriptorio 1 caixa a J.
H. Boxwell, 1 ordem.
Papel 9 caixas ordem, 30 fardos a
Monhard Hubej & C, 9 a Braga A S.
Pitnenta da India 10 saceos ordem, 5
a Duarte & C.
Perfumaras 2 caixas ordem.
Queijos 18 caixas ordem, 17 a Rosa
& Queiroz, 22 a Paiva Valente & C, 16
a F. Q. de Araujo, 10 a Souza Bastos
Amorim & C, 10 a Fernandes da Costa
& C-, 24 a J. B. de Qarvalho, 7 aAlheiro
Oliveira A C, 20 a Jos Joaquim Al ves
&C.
Raupa 1 caixa ao consignatario
Sapatos 1 caixa a J. P. Pontes.
Salitre 10 barricas a Faria SobrinS
&C.
Tecidos diversos 95 volumes ordem,
5 a Rodrigues Lima & C, 1 a F, G. de
Araaral, 34 a L. A. Siqueira, 32 a Macha-
do & Pereira, 6 a Monhard Huber & C,
11 a Lauro Maia & C, 7 a Alves de Bri-
to A C, 8 a Joaquim Agostino A C, 11 a
Guerra & Fernandes, 9 a A. Vieira & C.,
4 a A. L. Santos & C 4 a Cramer Frey AC, 2 a
J. A. Ftruaudes, 3 a Narciso Maia A C,
10 a Gongalvcs Irraao & C.
Tintas 41 volumes ordem.
S districto
Continuam a vir a cada passo, a cada
instante reclaraagoes desta provincia acer-
ca da preisao official, quo tora havido nes-
se districto electoral pelos agentes do go
verno contra a candidatura legitima, e es
sencialmente sympathica do nosso distincto
correligionario o Dr. Jos Soriano de
Souza.
Constantemente estamos rooebendo no-
vos telegramraas neste sentido, o a filus-
tre redaccSo do Diario de Pernambuco por
ma vez j publi 'ou dous relativos essa
mesma pressao official, e que c daquella
eapital forara dirigidos pelo Dr. Paula La
cerda, digno redactor do Monitor, orgo
conservador, que so publica naquella pro
vincia. E' o proprio Dr. La^erna, con
servador, e conservador de longa data
qu^m telegrapia, e quem mostra a pres-
sao offi;ial quo est fuzrado e con-
tinuar a fazer o Sr. Dr. Bandeira e seus
agentes contra o legitima candidatura, e
nica aceiti por esse distri:to, do Dr. So-
riano, e tao legitima, que, conhecendo elle
mesrao essa verdade s poder deturpal-a;
s peder escurecel-a continuando a efe-
ctuar por seus agentes as prisSes dos ele.i
torea indepeudentes, mS em summa por
meio da coaegao, a da violencia posta era
pratica, poder conseguir a olcigSo do Dr
Evaristo, qu' nSo se irapSe por titulo al-
gura recoraraendativo. Nos porra, que
vivemos sobre o rgimen das liberdades
publicas ; que confiamos no alto criterio,
150 volumes com 11,911 kilos ae assucar branco.
No patucho nacional Osear, carregou :
Para o Para, V. T. Coimbra 500 volumes com
38,511 1/2 kilos de assucar branco ; P. Carneiro
& C. 30 pipas com 9,400 litros de agurdente.
No vapor nacional ^ergipe, carregou :
Para Penedo, P. Alves 6c C. 6 barricas com 540
kiloa de assuoar refinado.
No hiate nacional S. B rlholomeu, carre-
gou :
Para Mossor, A. J. Martins 2 barricas com 120
kilos de assucar refinado.
Para Villa de Tomos, A. R. Branco 50 si ecos
com rarinba de mandioca.
= No biate nacional Deus te Guie, carregou :
Para Aracaty. P. Alves & C. 16 barricas com
804 k ios de assucir branco e 11 ditas com 616
ditoo ila dito refinado.
'i'o hiate nacional D Antonia, carregou :
Pma Aracaty, Maia & Rezeade 1,375 saceos
comfoiinha de mandioca.
= No hiafe nacional Joao Valle, carregou :
Par. Macio, F. E. Paes de Lima 200 saceos
com i i-inba de mandioca.
= i hiate nacional Correxo de Natal, curre-
EDITES
de
gou :
Par
eos co
= t
Par
Macahyba, Amorim Irmos & C. 250 sac-
: farinba de manaioca.
. bircaca Linda liosa, carregou :
T icci, D. Gouveia 32,000 litros de sal.
OKSPACUOS 1)15 EXPI.TACAO
Em 9 de Janeiro de 1886
l'ara o exterior
= No vapor ing ez cu/ptor, carregou :
Para Liverpool, Pohimann C. 917 saccis com
6S.680 1/9 kilos d algodo.
Na iana ingtesa Chislchust, carregou :
Pa k, F. Ciscao & Filho 1,000 sac-
eos com 75,000 ki os de assucar mascavado.
No brifrae portnguez Cacuda, carregou :
Para o Porto, K. Pessoa 41 saccas com 2,493
kilos de algodo.
Para o interior
ngoea Temerario, carregou :
Para o Kio Gran le do Sul, F. de A Soma 300
barricas com 27,030 kilos de assucar branco e 50
ditas com 5,480 ditos de dito mascavado.
No lugar nacional Tigre, carregou :
Para o Rio Grande do bul, Baltar Irmios & C.
MOVMENTO D > PORTO
Navio entrado no dia \0
. Je Janeiro28 di*. iwta brnsi! !ra Fri
ineiro de iiar$>>, i.- tj l nel idas, Buoiuiiaaaii-
te capitSo de fraga! i s \ \ -nes, equina.
"ii 182. erg uiiin^u;. u.i gaatriii
Observacao
Nio houve sahidas.
Navios entrados no dia 11
Soutbampton e escalas17 1/2 das, vapor ingle*
Mondejo, de 1,761 toneladas, commandante W.
Chapnun, oquipagem 71, carga varios gneros ;
a Adamson Howia &. C.
Montevidj28 diaa, btrea ingleza Orontes, de
T40 toneladas, capitio II. Evereth, equipagem
12, em lastro ; l or lera.
Rio de Janeiro18 dia lugar ameiicano Dony
Doon, da 510 toneladas, eapitio J. A. Coli,
equipagem 9, em lastra ; ordem.
Porvo Eliaabetli2'.l ili.is, barca sueca Herm
sand, de 335 toneladas, capito N. Pettersos,
equipagem 10, em lastro ; a Hermn Lund-
gren & C.
Navio sahido no mismo dia
Buenos-Ayros por es*alai -Vapor inglex Monde
go, commadantc \V Caipmn, carga varios ge-
For cita reparticao e de ordcoi 11 Tiln. Sr. Dr.
chele de polica, se eonriaa ais v uliure- dos eaem
ves aba xo me iciona-i- a afim de viie a ou maii'la
rem reclamara entrega dos mesmns c-emvos dea-
tro do praso de 20 diai que Ihe- fien naneado.
Antonio Joaquim, de Flix Ve is do Nusci-
ni e uto.
Jos, de Manrcl Ce-neatino Al o.
Luiz, de Joo Dias da Silva Citiuho.
Maria Archaoja, do tenbor d < engeabo Rocha
da Velha.
Secretaria de polie:a de Pernambuco 8 de Janei-
ro de 1886.
O seerctario.
Joaqui.n Fiaieiaeo de Arruda
O Dr. Thomaz Qarcez Prannos Monte-
negro, juiz do direito presidente da
junta apuradora do segundo districto
elertoral.
Fago saber que designou o dia 18 do corrente
mez, s 10 horas da manha no Paco da Asfein-
bla Provinelal para ter lugar a apuracao de vo
tos da e'eigao qne se proceden .0 do mez pas-
sado, o qne foi devldamenfe c jinmunicado aos
presidentes das mesas elcitoraes.
O presente ser aftixado nos lug iras do costume
e publicado na imprensa para e uliecimenta de
quem interessar possa.
Recife, 11 de Janeiro de 1886.
Thomaz Garc* Paranhos M nlener/ro..
Mita I n. 721
De ordem do inspector geral da instruego pu-
blica, chama-sn a fttene.ao dos senhores irifesso-
res publ eos para o disposto no art 1"3 do regu-
lamento de 6 de fevereiro de 1885 qi. diapSe :
Os delegados litterarios so snbstiiaidM em
seus impedimentos : 1 pclo9 proaiotoiea pblicos
na sede dos termos e fra dahi peo-; Mr ioiv ; 2
pelos aupplentas de juizes muaicip.i s, e 3* pelo
ju:z de paz que es iver em exrci u repoetivo
diatrieto, devendo coinmiinicar a i anbatitut)
li ito o irap.'diraento que tiver
-, lara que cm vista de scuk inte diapo-
odem uquelles funecionari Ja requerer
de exercicio aos delegados Iliterarios
u senao quauJoa estes tenliam passado
isilueao os effeetivos un nos casos de vaga,
ser observada a ordem de substituido
Instituto dos Professo-
res de Pernambuco
Nao se tendo reunido hoje numero egal de aa-
seciadospara onstituir a ^ssembla geral, sao do
novo convidados todos os socios a se reunirem na
HJe do Instituto, s 10 horas do da 13 do cor-
rente, afim de, as s eleger-10 o novo couselho
administrativo, como tambem tratarse de outros
negocios de interesse dos associados c da clase.
Reoife, 9 de Janeiro de 18-6.
0 1." secntario,
Turquato L. Penetra de Mello.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Ainda urna vez, por ordem do nisso irmilo di-
rector, chamo a attcnela n: t-ril.ja 09 irmos que
se aeham no expesto do 1<> do art. 19 dos nossjs
estatutos, cnteuderein-se ou com u iranio th< -
soureiro ra da Iinperatriz. ou com o irinao di-
rector ra do Bruin (Fuudicu), afim de que
po;8in gosar de seus d.reitos.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicof e Liberaes de Pernambuco, em 5 da
Janeiro do 188tt.
Jo> Castor de A. Souza,
2 secretario.
cada um d; s conjugas ent.a para o casal nem dos
qus adquirir n Ma constancia do casamento.
2 A esposa D. Olympia entra para o casal
com a quantia de 18:000 em dinheiro, com cuja
importancia se dota, nao fie nio eonseguinteoien-
te dita im|orUncia sujeita a qualquer onus do
esposo, anteiiir 3" A admioistracao deesc dote competir ao
esposo, como cabeca do casa', sendo os seus ren-
dimeatos aoplieados aos eucarjos do matrimonio,
devendo --ntretantJ o esposo coi verter a quantia
de 8:000 em apolices da divida publica ou bens
de laiz, e na i fc esti'B bens como os 10:000j000
restan t '8 i erao considerados dotaes.
4a rio caso de qualquer transtorno commereial
do espose, roceber a esposa precipua e integral-
men' a importancia do todo o dote.
5 Por morte de qualqu-r dos conjuges, ha-
vondo filhos do casal, pra estes passarao os bens
do que fallecer, c nao havendo filhos passarao os
bens a quem c direito for, salvo em ambas as
hypothesea a fdeuldade do testar segundo as leis
do paiz.
rJSeeretaria da junta cimnercial da eidade do
ltecne, 7 de Janeiro de 1886 O secretario,
Julio Guimaraes.
Jimia comniercinl
Esta se rrtaii i faz pub'ico que foram registra-
das duas eicripturas aiitenupeiaes c de dote que
se penan :
De Maimel Ai tonii d; Souza Ribt-iro, celelra-
da com D. Anna Maria da Cone. ieao, para se
receber. m em iiitrimjnio, mediiut os seguintes
pact s :
i* O contratante Manovl Antoio de Souza Ri-
beiro dota sua .aoivii Auna Marn da Cuiieeieao
com urna casa terrea sita ra da Matriz i. 57 da
eidade do Limoeiro, no valor de 2:5004, sendo os
readimentos applicados aos encargos matrimo-
nieta.
2o Serio tambem considerados dotaes os bens
qne a noiva possuir e*n seu nome e os que vier
adquirir posteriormente ae casamento
.'!' Da tr.cima orte nao have 4 communhio dos
ben9 do noivo, quer com relaea> aos que actual-
mente possue, quer nos que forem adquiridos na
constancia do matrimonio, devendo seus bens
pasear por sua morte aos herdeiros neeesearios
ou instituidas.
De Jos Pedro Moreira, celebrada com D.
Olympia Carolina Fcrreira, para se receberem em
matrimonio, qu; ser regulado pelas estipulaces
que seguem
l1 Naobavei eo nmimliao dos bens conque
Club Concordia
Augrmeine Kepel Abende
Dienstag & Freitog
Die mitglieder werden eiogeUden zahlreich zn
erscheinen. Fur Eiseu nnd Trinxen wicd bes-
tens geear,tt sein.
Der Hiuswart.
Camm municipal
Despesas feitas com as folhas da linpesa das
ras, praeas, caos, pontes e travesis das fre-
guezias de S. l'r. Pedro Ooncalvca co Becife,
Santo Antouio.S. Jos, Boa-Visti, raca e Po
51 di Panel la, na semana de 1 a SI do corrente
mez-
Despendido com as folhas da limpesa da
freguezia de S. Fr. Pedro Goncalvcs
do Recife 235*280
dem idem da freguezia de Santo An-
tonio 248*880
dem idem da freguezia de S. Jos 211J920
dem idem da freguezia da Boa-Vista 471*920
dem dem da freguezia da Graca 20*000
dem idem da freguezia do Poco da Pa-
nella 14000
Ba. 1:202*000
ConUdona da Ctinaia Viun.cipal do Recife, em
0 de Janeiro de 1886.
O contador,
Jos Maria de Souza Araujo
Theatro de Variedades
compa^hialviucocomicodramtica
DIRIGIDA PELO ARTISTA
MVI\^7,V m^WiUM K. 1,1:11.3iUl,0?!&
-feira, 13 m Janeiro m
brande e importante espectculo
TERCEIRA E ULTIMA REPRESEXTA(;(J
D.i grandiosa opera Ivrica, em 4 actos, do maestro G. VERDI
E
NA
Sr. Ganzini
Sr. Dominici
Sr. Bara:chi
Sra. Springer
Sr. Tirelli
Sra. Olympia
Sr. Guilherme
que tonto agrdon as duas primeiras recitas.
PERSONAGENS
Ernani, bandido. ?\.
Carlos V, imperador >1
Silva, grande fidalgo J
Elvira, sua pupila ..'...
D Ricardo, cscudeiro ....
.loa tina........
Vago......... .
Coros de bandidos e cavalleiros
Importante aviso
A cinpreza com u fim de proporcionar um divertimento ao alcance de todos os
DILETTANTI, de aooordo com os proprietarios do Theatro, resolvea praticar outras
importantes e iniispensaveis reformas, e augmentar 8 ca narotes baixos, diminuindo ao
mesino tempo os preos na ordem seguinte :
Camarotes (altos) de 1.a orlera. 10000
Dito (baixos) frisa....... 8,5000
Caleas de 1.a tlasse e varandas 21000
Ditas de 2.a dita........ 1,51500
Entrada geraes........ lfJOOO
*** "Y~l DepoiN do eMpeclaculo bnver tretn para
%k> M A__i c hondN O bundM no larga do Palacio. O Jnn da Mngdalena m liaver n in-
do o eNpectaculo ncaiiar depol* do Horario do iiiiimo bail da cumpa-
iliiti. que paaan na rna \u\a s I I c l' minuto*. ,
_________________________________________PRINCIPIAR^. AS 8 1/2 HORAS.
9
Apipucoat
A rogado*.
M
ROVAL M.4IL STEAS PACKET
C01PAY
0 paquete Mondego
eros.
vapor 'ERADOS
Paranagu lo 8Ul hoje
Cear do :i hoje
Finance a 14
Elbe do sal a H
Orator de Liverpool a 14
Espirito Santo do sul a 16
tahia do n a 23
La Plata da Europa de New-York a 24
Cearense a 25
Orenoque do sul a 25
Pernambuco do sul a 26
Neva di ul a 29
la, e dnvendo os attesUdos constar e
motivo |>or que acha- e em exercicio o substituto
u i para
do
de Pernam-
assumil o receoeu communicacao
effectivo.
Secretaria da instrue$ao publica
buco 8 de Janeiro de 1886.
O secretario,
Pergentino S- de Araujo Galvo.
DEGLAECOES
radoriaEoopa no dia
11 do corrente, seguindo
depois da demora nec'essa-
ria para
Arsenal de guerra
De crdem do lllm. Sr. majar director, sao cha-
madas as 4 0 pessoas que se habilitaran] para
costurar no c irreu e anu<, afim de receberem suas
guias, nos dias 11, 2 e 13 deste mez.
St'ccSo de costuras do arsenal de guerra de Per-
nambuco, 9 de Janeiro de 1886.
Flix Antonio do Alcntara,
Alferes ajuJante.
O alministrrdor do consulado provincial faz
publico, para conhecimento dos interessados, que
no dia 9 de Janeiro prximo vindouro terminar
iinprorogavelmen e, nos termos do regnlamento
ie 4 de julho de 187J, o prazo do 30 diaa uteis,
concedido para pagamento, independente de mul-
ta dos impostos de decima urbana, 25 0/0 sobre
a renda de corp iracoes de m2o morta e 3 0/0 so-
bre c gyro commereial dos estabelecimentos que
vendem a retalbo, enrresponientes ao 1' semestre
do exercicio corrente de 1885 -83
Consulado provincial de Pernambuco, 29 de de-
lembro de 85.
Francisco A. de Carvalho Moura.
Macei,Baha, RiodeJaneiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Elbe
E esperado
do sul no da 14 da
corren te, seguin lo
Jepois da demora
necessaria para
Lisboa e Sonthampton
Para paaaagena, fretes, etc., traeta-se com o
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
3Ra do Commerelo8
United Slates k BrasilMalS.! C.
0 paquete Finance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 14 de Janeiro
depois da demora necessaria
seguir para
HaranhSo, Para, Barbados, S.
Thomaz e Xew-Vork
Para carga, paasagens, e encommendas tracta-
je com os
Agentes
Henrv Forster k C.
N 8- RA DO COMMERCIO -N. 8
!. andar
Pacific Steam Navigatton Company
STRAITS OF MAGELLAK7 LINE
Paquete Araucania
^~~ :s^^ E' esperado da Euro-
pa at o dia 17 do cor-
rente, e seguir para o
sul depois da demora
do costume.
AGENTES
wJIson Sons fc c.. Lntited
U RA DO COMMERCIO N.-14
Porto por Lisboa
Segu com brevidade para os portos cima o
brigue portugus Calcida ; para o resto da carga
e passageiros, trata se com os consignatarios Jos
dava SilLoyo & Filho.
Compaahia Eira i le r a de Nave
gaeo a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Cear
Commandante o.* tenente Guilherme Pa-
checo
E' esperado dos
portos do norte
at o dia 12 de Ja-
neiro, e depois
da demora indis-
pensavel, seguir
para os portos do
sul.
Recebe tam-
bem carga para Santos, Pelotas e Rio Grande de
Sul, frete mdico.
Para carga, passagens, encommendas e valorea
tractase na agencia
N. 46 RA DO COMMERCIO 4a
PORTOS jDO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoo
E' esperado dos portos lo sul
at o dia 16 de Janeiro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portal
do norte at Manos.
Para carga, passagens, nrrmmendsi va'orea
tracta-se na agencia
46Roa do Commercio46
Mossor
i
Segu para o porto cima, o hiate S, Bartho-
lomeu, com toda brevidade, recebe carga a tratar
ra da Madre de Deas n. 8, iietes mdicos.
,C
WT" HMlb


Diario de PernambucoTer$afeira 12 de Janeiro de 1886
a
Lisboa e Porto
/
w *
Segu pa a o pjrros cima a
bircu portu^ueza Xovo Siten
ci, r cebe carga; a tratar coui
Baltar Oliveira & O., ra do
Vigario ni, 1- andar.
IEILQES
(runde leilo
De pasearos e mal* objectos
As 10 horas
No cstabeleciraento, siti no caes 22 de
Nuvcrabro
O agento Silveira, autorisado pelo Sr. Alvaro c
-Mello, far I. lito do seguinte :
3 viveiros para passaroa, diversos pausaros na-
ciooaes e estrangeiros, gaiolas, caixinhas e vasos
para flores, e movis.
Leilo
De 30 caixas coto ceblas e
bombas para agua
Terca felr.i 155
As 1 I horas
POR INTERVENgO DO AGENTE
Alfredo (iiiimarr.es
Nn armazn do Sr. Aunes
1
Leil
eiiao
Da armaeo e gencros da importante ta-
verna, sit i a na Imperial n. 104
O agente Brirto, (lvidamente autorisado ven-
der a armaco r 09 gneros, que sao de prime ira
qualidade e todos ivos, c outros objectos.
Garante-se a casa, e o aluguel mdico, tendo
a casa boas no imalacCes para familia, e t se
vende por se chai o dono rfo:nte c precisar re-
t,rar-se.
Quarla feira. 13 do correte
As 1<> horas
Agente Pestana
QUARTA-FEIRA, 13 DO CORRENTE
A's 1 I lioiKg eru ponto
No armazein da rita do Vigario tenorio
n. 12
De 1 mobiP.i neta de pao carga coin tampo de
pedrs, 1 rica cama de Jacaranda massico, 2 ditas
de amarello, 1 guarda I .oca, 1 guarda vestido, 1
elegante guarda pratof, 1 cama de ferro para ca-
sal, cadeiras avulsas, 1 miza clstica de seis ta-
beas, jarros, candieiros para cima de meza, ditos
para meio de sallas, etc.
En coaduna vio
Se vender eruto e tantos reinos de faia.
Tudoao correr do martello,para fechamento
de centas.
Agente Pestana
Grande leilo
De cerca de 200 remos de Tala
americanos
Quara feira, 13 do correte
A's 11 horas em ponto
No armazem da agencia ra do Vigario
Tenorio n. \2
Para fechamento de coutas o agente I'estaua,
competentemente autorisado, vender ac correr do
raartullo, cerca de 200 remos americano de faia.
A' elles!
Leilo
Em continuadlo
Para liquidar
De onoveis, espetos, quadros, lanternas, jarros,
chapeos de sol, passaroa e inuitos outros objectos
que sern vendidos.
Ao correr do martello
Intua-feira. *: do correte
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olin-
da n. 18
POR INTERVENgO DO AGENTE
______Gusmo__
Agente Pestana
Grande e
De latas da soperlor man
teiga
QUINTA-FEIRA, 14 DO CORRENTE
A's 11 horas em ponto
No armazem do Sr. Annes, em frente a
Alfandega
1) :
1 caixa CJi 100 latas de inanteiga de 1/2 libras.
3 ditaa c-jn 300 latas de manteiga de 1 libra.
] dita com 50 latas de manteiga de 2 libras.
1 dita coin 21 latas de mar.teiga de 7 libras.
1 dita com 16 latas de maiteg de 7 libras.
S ditas com 24 frascos cada urna de Wik'i.
10 ditas com 12 frasees cada urna de genebra Od.
Tom.
5 ditas com 12 botijas cada ama, de geneb-a IIol-
landezu.
Tolos estes gencr a sao novos, sabidos da Al-
fandega, que se veoderao ao correr do martello
para fchame .to de cintas.
Monte de Soccorro de
Pernambuco
Leilo de joias
O conseibo fiscal attei.i'e ndo nao s ao pedido
para ser tr ir.sfrrido, d- 5 do crrante para 5 de
Fevcreir o r,nnunciado leilo como por
haver gtaadu itelai ein ser, e nao
convir aos iuteresses do estabe'.ecimeoto e dos
mutuarios submcttel-as Venda, faz agora publico
qu" no refeiidj dia 5 de Fevereiro se effectur
impreteriv.lino.'.;. o kilio as 11 da mandil.
Estarao A exposicio tres das diautes.
0.78 2 | 1 tranceln e 1 par de rosetas
de tur >.
10.039 1 i : (om biilbantes.
10.032 2 ireiro, 1 mantegueira, 1
salva, 1 coador, 2 colheres e 1
di- prata.
10 037 1 colheres para tirar sopa e ar-
lei.
10.038 2 our.i com 2 brrlhantes.
10.04' uro cora 1 brilhante.
10.048 1 i erus,turo de 16'quilates.
10.052 1 1 medalhao e 1 par de brincos,
ouro -alvas, prata de lei.
10.053 1 annel de ouro com I brilhante.
10.055 15 colheres para cha, 12 ditas para sopa,
18 para creme. 3 ditas grandes, prata
baixa.
10.056 l moeda de curo (*) comlifoe 1 annel
peqn i:
10.057 1 pulseira, 1 par de botoes. ouro de lei.
10.<'58 1 par de rosetas de ouro com brilbantes.
10.059 1 salva, 1 paliteiro, 2 colheres para sopa e
assucar, e 17 ditas para cha, de prta.
10 ORO l rcl gio de ouro.
10.0.9 1 pr de rosetas de o'ri com 2 brilbantes,
1 broch, 2 pulseiras, ouro de lei, I cocu,
prata b-ia,
0.070 1 salva e 3 colheres, prata de lei.
10.087 19 colheres de prata.
10.088 1 relogio, ouro de lei.
10.091 1 correntc com tiuete, para relogio, ouro
de lei.
10.092 2 anneis de ouro com brilbantes.
10.096 1 tranceln, ouro de le.
10.101 1 pulseirs, 1 medalha, 1 volta de trance-
ln, e um relogio pequeo, ouro de lei.
10.112 1 tranceln, ouro do lei.
10.119 1 pnlseira, 1 broche e um par de rosetas,
ouro de lei.
10.128 1 par de botoes e 3 aunis, ouro de lei.
10.136 1 par de rosetas de ouro com 2 brilbantes.
10.137 1 annel do ouro com 1 brilhante.
10.141 1 correte com meda'ha para relogio, ouro
d" Ifl
10 149 1 reloifin, ouro de le.
10.143 1 volta de tranceCn, 3 pnios de rosetas,
2 modinhas de ouro c 1 ttela, curo de lei.
10 146 1 crui di ouro com brilbantes.
11 II 1 MntfaM ji.ru Hofcio, 1 bn/cLe, 1 vo'U
de tranceln, 1 cruz, 1. annel, 1 par de
rselas. 1 dedal e 1 relogio, ouro de lei.
10e148 1 relogio, ouro de lei..
10.152 1 correte c medalb. para relogio, ouro de
lei.
10.159 1 corrite e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.182 2 botoes de ouro com brilhantes.
10.198 1 relogio, ouro de Ui.
10.200 1 relogio, ouro de lei.
10.202 1 par de rozetas de ouro c. m brilbantes.
10.207 1 pilleen a e 1 Iraucelim, ouro de lei.
10.218 1 trancelim, 1 medalha e 1 torrente para
relogio, ouro de lei e 1 pulceira, ouro
baixo.
10.224 1 corrente i medalha para relogio, ouro e
platina e 1 relogio, ouro de lei.
10.225 1 relogio, ouro de lei.
10.232 1 botio'de ouro com brilhautes c 1 caixa
para rap, ouro do lei.
10.234 1 par de rosetas de ouro com brilbantes.
10.235 1 pulceira, 1 broche, 1 par de rozetas de
ouro con tendo brilbantes, 1 pulceira, 1
broche e 1 par de rozejas, ouro de lei.
10.245 1 pulceira, 1 broche, 1 volta de ouro com
laco, 1 medalha, 1 par de brincos, uroo
de lei.
10.269 1 pulceira, ouro de lei.
10.260 1 escrivann, prata de lei.
10.280 1 corrente o 2 medalhas para relogio e 1
annel com pequeo brilhante.
10.284 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.295 1 salva, prata de lei.
10.301 1 medalha e 2 pares de rozetas, ouro de
lei.
10.314 I pulceira, 1 broche e 4 teteias, ouro de
le.
10 315 1 broche, 1 par de brincos e 1 cruz, ouro
de lei, 1 volta de cordao, 1 annel e 1
ponteiro. ouro baixo.
10.323 1 corrente e medalha para relogio e 2 rc-
logios, ouro de lei.
10.3 8 1 anml de ouro com pequeo brilhante.
10.352 1 pulceira, 1 trancelim, 1 par de rosetas, i
1 annel de ouro o 1 annel com da |
msnte.
10.353 1 cordao (collar) ouro bazo.
10.358 1 broche, ouro de le.
10.364 1 relogio, ouro do lei.
10.368 1 pulceira, 1 par de rozetas, 1 volta de
trancelim, ouro de lei, 1 par de botoes,
ouro baixo
10.374 1 trancelim, 1 mo*da de ouro com laco e
1 relogio, ouro de lei.
10 380 1 annl de ouro com 1 brilhante.
10.382 1 corrente e medalha para relogio 2 e
anneis, ouro de lei.
10 390 1 par de brincos, 1 medalha, 1 cordao, 1
medalha incompleta e 1 laco, ouro de lei.
10.394 2 anneis de ouro com brilhantes.
10.401 1 trancelim e 1 moeda de ouro com laco,
ouro de lei.
10 402 1 rebg;o, ouro de lei.
10.434 1 par de rosetas de oun> com diamantes,
e urna cruz perol as.
10 438 1 volta de ouro e um annel, ouro de le.
10.445 1 par de rosetas de ouro com dout bri-
lhantes.
10.455 1 relogio de ouro de lei.
10.460 1 emblema do Espirito Santo, um cora-
cao em ouro ,010 dedal e neo botoes, ou-
ro de lei.
10.464 1 pulceira, um par de brincos, um dito ue
rosetas e tres anneis, ouro de lei.
10.466 1 corrente e medalha para rc'.o r, ouro
de lei.
10.467 1 pulceira, dous traocelins, urna volta de
dito, um cordao, urna medalha, urna moe-
dinha, um par de brincos e um dedal, on-
ro de lei.
brilbantes, 1 dto com brilhantec, 4 aun is
tx>i- d't-m 1 teUKsvntaa peuneaos, sob
papel.
10.663 16 colheres para sopa e 11 ditas para cha,
prata baixa.
10.667 1 par de brincos, 3 ditos de rosetas, 1
broche e 1 annel, ouro de lei.
10.668 1 trancelim, 1 medalha, 1 broche e 1 par
de rosetas, ouro de ki.
10,688 1 relogio, uuro de lei.
10.702 2 casticacs e 1 assucareiro, prata de lei.
10.703 3 anneis do ouro oom brilhantes e rubms,
1 volta de trancelim, 1 cruz, 2 botoes, 1
figa com coral, ourv de lei.
10.711 1 relogio, ouro d; lei.
10.715 l correntilo com sinete e chave, para re-
logio, ouro de lei.
10.730 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.733 1 par de brincos. 1 fita de ouro e 1 psr de
rosetas, ouro de lei, 1 broche e 1 nnnel
era vejado de diamantes.
10.740 1 cruz de ouro com brilhantes, e 1 salva,
prata de le.
10.744 1 par de brincos de onro, e 1 cruz crave-
jada de brilhantes, e 1 par dfr-botoes, ouro
COLLEGIO 0\ZE DE AGOSTO
rRjecxaiR.
BaCHABEL MANUEL SEBASTIiO DE ABAJO PBDROSA
Ra do Visconde de Albuquerque9S
ANTIGA DA GLORIA
Este estabelecimento de educarlo para o sexo masculino, fundado em 1880, fuacciona actualmente em um predio de
vastas accornodac3es, onde esteve o Collegio dos Orphilos antes de sua mudanja para a Colonia Isabel.
Os molhoramento8 que acabam de ser executados sito de grande aljanco para a boa disciplina c condisdes higinicas do
estabelecimento, com urna boa casa de banho, dormitorios grandes e bein arejados, urna excellente rouparia, etc.
Os ioteressados podem visitar o Collegio a qualquer hora, das 9 da manha s 0 da tarde.
EDUCA^AO
TroXYDaTdTroeetas e 1 cruz ouro I, Fundada nos principios da Rjicgiao Otholica, comprehende o ensino io cathojis.no, regras de civiiidade e pratica dos
de ,e. F bons costumes.
10.745 1 volta de trancelim, 1 ponteiro, 1 par de
brincos, 2 ditos de rosetas, 2 e meio .pares
d botoes, 3 figas, 2 anneis, 1 emblema de
S. Jcao e 1 castor, ouro de lei.
10.752 1 relogio de ouro, para senhora.
10.753 1 assucareiro c 1 inantegueirs, prata de
lei.
10.757 1 correntc dupla com medalha, ouro e pa
tina.
10.758 1 relogio, ouro de lei. *
10.773 1 pulseira e 1 par de argollocs, e 1 relo-
eio, ourc de lei.
10.775 2 pares de brincos, ouro de lei.
10.777 2 pulseira?, 1 broche, 1 par de brincos
cravejados de brilhantes, mais 1 annel
com rubim o brilhantes.
10.781
10.784 2 salvas, prata de lei, 25 colheres, 12 gar
foe, 12 cabos para facas e 1 paliteiro,
prata baixa.
10.786 1 s Iva e 2 colheres, prata de lei.
10.789 1 cruz de ouro com brilhante, 3 pares de
rosetas com ditos, urna volta de ouro, 6
correntes para /elogios, 1 medalha, 1
correntio fino, 4 traacelias, 4 vsltas de
dito. 1 cruz, 1 broche, 1 par de brincos e
4 relogios de ouro, ouro de lei.
10.790 1 pulseira, quebrada, ouro de lei.
10*791 1 trancelim e 2 pares de brincos, ouro de
lei.
10.799 3 cruzes de ouro com brilbantes, 2 anneis,
1 par de argolloes, 1 par de rosetas, 1
peca grande, 2 pulseiras, tudo cravejado
de diamantes cravados em prata ; 1 volta
de ouro, 1 cruz, 1 fivella,4 pecas de ouro
para cnteiro, ouro de lei, fios de perolaa.
10.800 1 corrente para relogio, 1 volta de trance-
lim, 1 cruz, 1 broche, 1 par de brincos,
ouro de lei.
10.802 1 corrente e relogio, curo de lei.
Recife 4 de Janeir> de 1886.
Pelo gerente,
Felin) D. Ferreira Cocino.
INSTRUCCAO
Comprehende as primeirga lettras, portuguez, francez, inglez, latim, geographia, historia, philosopaia, rhetorica, arithme-
tica, geometra e algebra.
Ha tambera ensino de msica, piano e danca, mediante paga especial.
O corpo docente corapoe-se de protessores convenientemente habilitados e de vocaclo experimentada.
Ha no Collegio urna sociedade litteraria composta dos alumnos mais dedicados s lettras, a qul possue urna pequea bi-
bliotheca e celebra suas sessoes ordinarias as sextas-feiras, constituinJo assim urna espscie de aula pratica de declamacao.
CONDI^OES
dia 7
segunda-feir
depois do dia de Reis e termina-o no
AVISOS DIVERSOS
Precisa-se de urna cosinheira; na estrada
de Joo de Barro* ou travessa la Sohdade nu-
nuro 41.
Precita-se de nm ca xero de 12 14 annos
com pratica de molhados ; a tratar na Capunga

rr,a das Pernambucanas n. 38
Aluga se o 1 e 2- andares roa do Impe-
rador n. 31, e o armazem n. 39; dirijam-se Luis
de Moraes Gomes Ferreira.
Precita se de um feitor e dous trabalhado
res ; na Ponte de ITcha, sitio de Luis de Moraes
Gomes Ferreira, em frente da estacao.
Precisa-so de um bom criado que entenda
de jardim ; a tratar na ra do Mrquez de Olinda
n. 26, loja,
O Collegio Onze de Agosto comecii o seu anno lectivo na primeira
de Dezembro.
Admitte smente alumnos internos e externos.
Os internos pagaro por trimestre adiantado 150#000; os externos, 20^000 por cada aula. Os primeiros pagarao tambem
200O0 por trimestre para a roupa lavada e engommada, fcando esta a cargo do Collegio, o 500000 de joia no acto de sua en-
trada. Uns e outros sao responsaveis pelos damnos e prejuizos que causarem nos objectos do Collegio.
Nao se far descont de trias, nem de faltas dadas pelos alumnos; <:, smente no caso de expulsos, ser restituido o
que faltar para o vencimento do trimestre pago.
O alumno interno deve ser vaccinado ou a isto se sujeitar logo nos primeiros dias do sua entrada para o Collegio.
Sendo irmaos dous ou mais alumnos, iar-se-ha um abate de 10 /0 na pensSo.
O alumno que vier pelo primeira vez matricular-se, depois de comeyado qualquer trimestre, pagar smente o que faltar
do dia da matricula em diante.
Depois do tri.nestre do entrada, todos os outros serao pagos por inteiro e no, primeiros dias dos mezes de Janeiro, Abril,
Julho e Outubro.
Nao se acceita rapazes, nem se tolera alumno algum que nao se submetta integramente disciplina do Collegio.
Nos incommodos passageiros os alumnos sent tratados no Collegio, indepondentemento de qualquer indemnisacSo; nos
graves, porm, serao avisados os pais ou correspondentes para promoverem do melhor modo o tratamento do seus flhos ou cor-
res, ondidos.
O Collegio celebrar o seu anniversario no dia 11 de Agosto, devendo concorrer para esta solemnidade todo o pesaoal
composto do director, professores e alumnos.
Precisa-se de urna professora para engenho
qut saiba tocar piano e mais trabalhos de senho-
ra : a tratar ua ra do imperad \. 79, 1 andar,
com o Bro de l'azarcth.
Os abaixo assignados, curador fiscal e de-
positario da massa fallida de Antonio Francisco
Corga, previnem aos inquelinos das c.isas perten-
centtes menina massa, e situad s em (Joyanna
que nao pagiem aluguel algum ao procurador
constituido pelo fallido, e cujos poderes cesssram
pela abertura da fallencia, devidaraente publica-
da. Oj meamos inquelinos esto responsavei
pelos ulugueis que pugarem indevid mente a dito
procurador, que procedeu criminosamente rece-
bendo ditos alugueia. Recife, 21 de dezembro de
1885.
Dr. Ferrer.
Jos Fa istino Porto.
10.470 2 cruzes cravejadas de brilhantes, 3 pares Precisa-se .de um caixeiro com pratci de
de rosetas com ditos e seis anneis com di-
tos.
10.473 1 pulceira, ouro de lei.
10.475 2 pares de rosetas de ouro com brilhan-,
tes, dons anneis com ditos, duas pulceiras
e nma corrente para relogio, ouro de lei.
10.476 1 corrente c medalha para relogio, ouro
de lei.
10.481 1 bracelete de ouro com coracs erequifi-
fes, um cordao. quatro pecas para cintei-
ro, um dedal, um par de rosetas e duas
pecas de brinco, ouro baixo.
10.483 1 corrento c medalha para relogio, ouro
de lei.
10.502 2 anneis ouro de lei, um par de brincos,
ouro baixo. doze colhtres para cha, prata
baixa.
10.503 1 par de brincos e um cordao, ourc de lei.
10.504 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.505 1 volta de trancelim, um broxe, um par de
roftas, dous botoes, ouro de lei, um par
de botoes para punhos ouro baixo.
10.519 2 correntrs e duas medalhas para relogio
0 uin relogio, ouro de lei.
10.520 1 relogio pequeo, ouro de lei.
10.521 1 correntc para relogio, ouro de lei.
10.528 1 par dt brincos do ouro e urna medalh,
ouro de le.
10 529 1 corrente e um relogio, ouro de lei.
10.531 1 corrente e medalha para relogio e um
relogio, ouro de lei.
10.539 1 trancelim, urna medalha e 4 anneis, ou-
ro de le.
10.540 1 par de brincos, ouro de le1.
10.541 2 pares de rosetas de ouro com brilhantes.
10512 1 correntc e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.543 1 corrente para relogio, um broxe com
pequen s brilhantes.
10.562 1 annel de ouro com brilhante
10.568 1 chapa de condecorac", ouro baixo.
10.570 2 salvas de prata de lei.
10.572 1 pulseira, urna corrente, urna moeda, um
tranceln, dous br.-.Tes, um dito para man
ta, do-is pares de brinces, dous pares de
botoes, um annel e um relogio, ouro de lei.
10.574 1 trancelim de ouro de le.
10.577 1 relogio, ouri de lei.
10.578 2 anneis o dous botoes de ouro om bn
lhantcs, um fio de perolas, quatro hroxes.
tres pares de brincos, um dito de ros
tas, dous anneis, duas pecas para cintei-
ro, euro de lei, um par de botoes e urna
mee-alba, ouro baixo, urna salva e um pa-
llte'ro, prata baixa.
10.579 18 colheres para sopa, 26 ditas para cha
e urna conega de prata.
10.582 1 annel de ouro com brilhante, urna volta
de ouro com urna medalha, curo de le. .
10.54 2 casticaes e 1 paliteiro. prata de le.
10.591 1 pulseira, 1 par de rosetas, 1 peixe de
ouro.
10.604 1 salva, prata de lei, 1
baixa. .
10.611 1 crrente pira relogio, e 1 relogio, ouro
de lei.
10.G14 1 relogio de ouro, de lei.
10.617 1 corrente e medalha, para relogio, uro
de le.
10.620 1 cruz de onro com brilhantes.
10.623 2 pulseiras, onro de lei.
10.624 3 noche*, 2 pares de rosetas c 1 ai
r.uro baao.
10.627 1 trancelim, 2 medalhas, 1 par de brincos
e 1 broche, ouro de lei.
10.630 1 corrate e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.638 1 gargantilha, 1 pulseira, um trancelim, 1
medalha, 1 broche, ouro de lei.
10 643 1 nr de brincos de onro com brilhantes e
1 broche, ouro de le
10.648 1 par de rosetas de ouro eom rubms e
(averna : a tritar
taverna.
na ra do Caldoireiro n. 39,
Aluga-sc urna excellente casa, limpa e
asseiada, com bons commodos para fa-
milia, tendo a/uaegaz, quartos para
criados, gallinheiro de ferro, grande
quintal arborsado, com lugar rara jardim e mili-
tas outras c mmodidades, sita ra do Visconde
Je Goyaiuia n. 167; a tratar no largo do Corpo
Santo u. 19 1 and Precisa-se de um criado ; a tratbr na ra
Nova n. 39, loja.
Aluga-se o 1 andar da ra do Padre Flo-
rianj n. 69, a l.ja da travessa da Bomba n 4, e
a loja da travessa do Livrsmento n. 10 ; a tratar
ua ra do Apollo n. 34, 1' andar.
Dias Pinh-iro & C, em lesposta aos Srs.
Joaquim Antonio & C, declaram que, comquanto
tenha sabido publicado o anuuncio no Uirio de
Pernambuco com o tiuloNo pode venderora
sem assignatura, ora assgnado smentePinhei-
ro & U falta tio tmenle do revisor do mfcs-
mo Diario, pois o annuncio acha se datado e as-
ignado pelos supplicantes, e nao podem os refe-
ridos nenhores chamar se a ignorancia, visto se-
rem o <'epositario.
Recite, 31 de Dezembro de 1885.
B Das Pinheiro & C.
Aluga-se o 2- andar da casa n. 1 do pateo
de Terco, o 3 da de n. 3 ra da Penha, o 1
da de n. 19 A mesma ra, o I* da de n. 18 ra
Oireita, o 1 da de n. 66 mesma la, o 1- da
de n 35 travessa de S. Jos, o 1- da de n. 34
ra cstreita do Rosario ; as terreas de ns. 41
\ ra do Ringel, 26 ra Duque de Caxias, 1 do
p-.teo do Terco, 27 ra de Lemas Valentinas,
21 ra do Arago, e a cisa de n 35 .rua da
Vira cao ; a tratar na ra do Hospicio n. 3/.
Roga-se ao Sr. Joaquim de Almeida Pinto,
.indo ltimamente do Para trar.eudo urna caixi
aba com alguna objectos para Maria Amelia
di Silva Vaknte, o favor de annunciar a sua re-
sidencia para ter procurado.
m N* taverna n. 2, cidado de Olinda, ra do
Varadoiro. precisa se de um caixeiro -i 12 16
auno3 de idade, com rratica de molhados, dando
fiador de sua conducta.
iib Perdeu se do sitio Jacar matriz da (ira-
ei 220< 00, sendo urna nota de 100#, du 504 t urna deSOj : quem achou e quiser restituir
far um grande favor e ser rea .mpensido ra
da (mperatriz n. 43. 1 andar.
= Precisi-ie de urna perita cosinheira para
casa de familia ; a tratar na ra da So'coade
numero 82.
Arrendase o sitio das Jaqueiras, junto a
estaca do mesmo notne, bastante arborsado, bai-
xa de capim e com grande casa de vive ida : quem
castical, prata -I p reten er dinja-se ao dito, que achara com
quem tratar.
=" Molas para giavatas : vendem o Pedro Ao-
tuuea & C. n. 63; ra Duque de Casias
Precisa se de urna ama para co.-iuhar e la-
var ; na ra dos Guararapes n. 84.
Compra se urna casa que seja ns. ra Impe-
rial, at 2:00 ; a tratar com Joaquim (iomes
Ferreira de S Leit> na mesma ra n. 299-A.
= Altua-te a 84 urnas meas aguas com re-
partime itue, na travessa das Barreiras, becco do
Aquino ; a tratar na ra 00 Cotovello n 25.
Precisa se de urna eosinheira ; na ra da
Aurora n. 81, 1 andar.
Perdeu-se a calerneta da aixa Econmica
n, 5,709 ; quem achou queira entrgala a ra da
Aurora n. 53.
ENXOVAL DO ALUMNO INTERNO
Um uniforme preto para sabir, 12 camisas, 3 camisolas, G uniformes de brim pardo, -1 ceroulas, 12 pares de meias, 12
lencos, 4 toalbas para rosto, 2 ditas para banho, 2 lences, 2 cobertas, 1 cobertor de baeta, 1 sacco para roupa suja, 2 travesseiros
com fronhas, 2 pentes, 2 escovas, 1 tesoura para unhas, 1 par de borzaguins e 1 par de sapatos.
Resultado dos exames ofticiaes prestados pelos alumnos deste col ledo.
durante o auno de 1885
Portuguez
Jos Jorg i Lobo do Carvalho, plenamente.
Antonio Alves Cordeiro de Lima, idem.
Joito de Aquino Ribeiro, idem.
Luiz Pessoa de Mello, idem.
Luiz Odilon de Oliveira, idem.
Henrique Cesar Lins de Albuquerque, simplesmenie.
Thoroa* Evaristo Pessoa de Mello, idem.
Jos Candido Lins de Barros, idem.
3 reprovados.
Francez
luiz Jos da Silva, plenamente.
Jos Antonio Pinto, idem.
Jos Jorge Lobo de Carvalbo, idem.
Jos Bonifacio Pessoa de Mello, idem.
Joao Emiliano da Costa Albuquerque, idem.
Jos Candido Lins de Barros, idem,
Antonio Lucena da Motta Silveira, idem.
Joao de Aquino Ribeiro, idem.
Luiz Pessoa de Mello, idem.
Augusto Carlos Mayrinck Monteiro de Andrade, simplesmente.
Joao Jos de Figueiredo, idem.
M a noel Correia Pessoa do Mello, idem.
Antonio Alves Cordeiro de Lima; idem.
Manoel Hermenegildo Goncalves da Silva, idem.
Thoinaz Evaristo Pessoa do Mello, idem.
Manoel Peixoto de Alencar, idem.
Inglez
Francisco Gomes de Araujo Sobrinho, plenamente.
Antonio Alves de Araujo. idem.
Jo3o Emiliano da Costa Albuquerque, idem.
Manoel Barbosa do Freitas Cordeiro, idem.
Manoel Peixoto de Alencar, simplesmente.
Antonio Lacena da Motta Silveira, idem.
Jos Agapito Maciel, idem.
Miguel Fernandes Pimenta, idem.
2 reprovados
Latim
Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque, simplesmente.
Manoel Correia Pessoa do Meti, plenamente.
Miguel Archanjo Fernandes Pimenta, idem.
1 reprovado.
Arthmetica
Manoel Peixoto de Aleacar, simplesmente.
Albetto Furtado de Mendona, idem.
Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque, plenamente.
Antonio Alves de Araujo, idem.
Manoel Barbosa Cordeiro, simplesmente.
Joaquim Hippolyto Fernandes Pimenta, idem.
Joao Altredo de Oliveira, idem.
Jos Agapito Maciel, idem.
Geometra
Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque, simplesmente.
Alberto Furtado de Mendonfa, idem.
Antonio Alvos de Araujo, plenamente.
Janucio Salustiano da Nobrega, simplesmente.
Olympio Bonald da Cunha Pedrosa, idem.
Joao Alfredo de Oliveira, dem.
Algebra
Alberto Furtado de Mendon^a, plenamente.
Joao Alfredo de Oliveira, simplesmente .
Pedro Secundino de Souza Landim, iiem.
Manoel Peixoto de Alencar, idem.
Geographia
Jos Antonio Pinto Jnior, plenamente.
Francisco Pinto de Abreu, plenamente.
Joaquim Hippolyto Fernandes Pimenta, idem.
Jos Agapito Maciel, simplesmente.
Jos Feliciano Saraiva de Mello, idera.
Jeronymo de Moraes Albuquerque Maranhao, idem.
Manoel Barbosa Cordeiro, idem.
Joao Pinto de Abreu, idem.
Antonio Lucena da Motta Silveira, idem.
Olympio Bonald da Cunha Pedrosa, idem.
Antonio Alves de Araujo, idem.
Historia
Alipio Freir de Salles Pessoa, plenamente.
Antonio Alves de Araujo, idem.
Janucio Salustiano da Nobrega, idem.
Alberto Furtado de Mendoea, idem.^
Joao Alfredo de Oliveira, idem. /
Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque, simplesmente.
1 reprovado.
Rhetorica
Antonio Alves de Araujo, plenamente.
Francisco Gomes de Araujo Sobrinho, idem.
Joito de Aquino Ribeiro, idem.
Joaquim Hippolyto Fernandes Pimenta, idem.
Pedro Secundino de Souza Londim, idem.
Francisco Pinto de Abreu, idem.
Miguel Archanjo Fernandes Pimenta, simplesmente.
Manoel Barbosa Cordeiro, idem.
Jo2o Pinto de Abren, idem.
Mathias Pinto de Abreu, idera.
Francisco Xavier Carneiro de Albuqut rque, idem.
Philosophia
Olympio Bonald da Cunha Pedrosa, simplesmente.
Pedro Secundino de Souza Landim, idem.
Francisco Xavier Carneiro do Albuquerque, simplesmente.
Joaquim Hippolyto Fernandes Pimenta, plenamente.
Antonio Alves de Araujo, idem.
Janucio Salustiano da Nobrega, simplesmente.
Alberto Furtado de Mendonya, idem.
Joao Alfredo de Oliveira, idem.
Thomaz Lins Caldas, plenamente.
r->
RESUMO
Plenamente .
Apprc vados.
Total
7 reprovados.
41
49
90
Eis o resultado obtido pelos alumno* as materias eetuda-
das no Collegio.
Curso primario
Fizeram exames e foram approvados :
Luiz BeltrSo de Andradre Lima, com distinccSo.
Joao Beltraode Andradre Lima, plenamente.
Arnobio de Albuquerque Silva, idem.
Abilio Percira de Mendonja Furtado, idem.
Augusto Ouarte Ribeiro, idem.
Gabriel Curcino Ferreira Lima, idem.

Ilfft




1
4
Kk

I)



i
(t
Diario de Peruajubucu---Tcrfa-feira 12 de Janeiro de 1886
Aluga-se
segundo andar e soto da casa ra do Amo -
rk n. 66, por preco commod i, perto d* alfandega:
> i na mesma.
Atilda-
i-se -
a grande boa casa n. 159 ra Imperial, ten*
frente de*anilejo, 1 porta-e 2 Janellss, 2 ala*V
sendo a dtfreifte ladrilhada com fin mosaijo,
teda cstucaflav gabMte ervindo de sor redor, 4
rirtoa, cosinha fra, 2 quartos alera, quintal to-
nrarado, grande portao que deita para a linha
Ierres, cacimba, bomba, e canaBada a gaz, tendo
lustres, arand Has, etc. : a tratar da ra larga
de Rosario n. 22, 1- andar, das 10 horas as da
tarde,- dias uteis.__________________
Aloga-se baralo
.ndar* travessa do Campello n. 1.
\ -. da-cuausi* Palma n. 11.
\ j;i da/lrna *V> CKlabouco n. 4.
sa da ra do Lomas Valentina n. 7.
0 1* andar da travessa do Carme n. 10.
A usa da roa do 8. Jos n. 52.
isa do largo de 8. Jos n. 71,
A casa i!a ra de Gervasio Pins n. 12.
A easa da Baiza Verde n. 1 B Capunga
k. tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1" an-
isar
Alujra-se
am riti A ra das Pern.mbucanae n. 62, tendo
ama grande casa com muitas comtnodidades para
grande familia, a casa tem sota corrida e o sitio
arborisado ; as chaves na ra de Pedro Affonso
atunero 68. _______
Hii partieolar de primeiras
lellras
Auna Theodora Siinoes participa aos pais de
suas alumnas o ao respeitavel publico, que no di
7 do correte se achara aberra sua aula na ra
da Impera'ris u. 15, a continuar os ejercicios de
sua profisto : assim co.no contina a admitir
alumnas internas, meio pensionistas e externas.
TNICO


Os abaixo asignados, tendo aVptado regis-
trado a marra industrial como do des> nha i cima
Ae corforroi'Udo Tigor, decl ifam so publico c particuj rmente aos
cus numerosos fregueses, que d'ura em diante
todos os productos q:e ahiten) de stj, botica le-
yarao a dita marea como garanta de tus origem
e legitima p.Mcdeucia.
Rea juay 11 Frcre.
P'enaraQo de Productos Vegetaes
SXTIH{loTl8 CASPAS
e outras Molestias espillares.
JV! ARTI NSTlSASTOS
Hei'imiiibiiva
Pinho de Riga
Acaba de chegar pelo brigue Acacia iuncim
pleto gortimento de pranchoes de varias dimen
coes, como tambem tabeas da raenna madeira, de
urna e ama e meia pol legada de grossura ; vrn
dem se por precos mdico emeasa de Matheus
Austin 4 C, 4 ra do Commercio n. 18, ou no
caes do Apollo n. 51.
Aula mixta particular
(un da IfiititB ti Ba Vtota n. 44,
prlmetro andar
Maria da Conceico de Drummond participa
aos paisd. familia e correspondentes, que a sua
aula abrir ec ha no dia 11 do corrente mez.
Alm das alumnas externas, admittem-se pen-
sionista : quem desejar saber as necessarias con-
dicoes pone dirigir-so dita aula, que ent nder-
se ha com a mesma.
Quanto as informacoes, os interessados podem
dirigirse ao conselheiro Pinto Jnior, Dr. Pe-
reira de Carino e aos dietlnctos professores da so-
ciuuade Propagadora da Boa Vista
Attenfo
O engenheiro civil Antonio Vicente do Nasci-
mento Peitosa participa ao publico e especialmente
aos eus amigos, que tem o seu oscriptorio na roa
do Imperador n. 39, onde pode ser procurada para
todos M misteres de sua utribsto, encarregando-
e alm disto da direceo e ezecnco de qualquer
rabalho. quer nesta provincia quer fra d'ella.
Nova Selecta I lass ca
OBDLNADA
rr.iA*
Leonor Porto
43
Ra do Imperador a.
Primciro andar
Contina a executar os mais difBceis
figurinos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Pinna em perfeicio de costura, em bre-
vidade, modicidad em precos e fino
gosto.
j
!!


D. Senboi nha Maurlca
Adolphe Maurica convida aos seus parentes e
amigos para assistircm a missa de seti no dia por
alma de sua nunca esquecila csposi, que tari
lugar na matriz da (iraca, no dia 13, pilas 7
horas "a manila, ficandi disde j4 summameate
roconhccido ror esse acto de re eao e caridad
^\b
i* ,< ~>
Antonio Marques do 3as<*l-
mento
Candida Rabello da Silva Marques e suas fi-
lhas agradecem sinceramente a todos aquellcs
3oe se dignaram a ompanhar os restos mortaes
e seu presado filho An mo -Marques do Nasci-
mento c de novo os cimvidam, assim como as fa-
milias conhecidas, para assistirein as missas que
mandam rezar por sua alma, s 8 horas da ma-
nha do dia 12 do corr. nte stimo da de sea pas-
samento, na matriz da Boa Vista, pelo que desde
j se confinar et-rii- ment- gratas_________
Dominto* Manoel da Cimba Braudao, iuh inmhere fil o-,
Manuel Jos Martins, su mnlher e filhos sgra-
decem corJia'mente i todas as pessoas que se
dign- ram corop recr o. acmpaiihar ao cemiterio
publico os restos mortaes de sea presado sogro,
pai e avi", Doming s Jos Martins ; e de nove
cenvidam os s us prente? e amig s para o cari-
doso obsequio de aseistinm as missas que pelo
eterno repouso do mesmo, mandam resa- na ma-
tiiz de Santo Antonio, s 7 1/2 horas da manh
de 12 do corn nte, srt>mo dia de seu fa'lecim'-nto.
e por este acto de caridade te confessam eterna-
mente gradeciios.
n. Maria to Hi*ai*f< do 4ut-
maren Peixoto
Lniz Leopoldo dos GuimarSe Peixoto, sua mu-
lher e filhos, Filomeno dos Guimai-es Peixoto,
D. Anua dos Gmsiar'es Peixoto, D. Antonia 1 ei
xoto de Al luqin-rqii e setia filhoj, D. Candida
Peixoto de Albuquerque c seu filho agradecem
c:rdialmente s p -soas qus se digoaram acom
panhar a sua u rima morada es restos mertaes de
sua semore cho-ada irini cunb ida e tia. Maria
do Rosario ds Guimares Peixoto, e convidam
novamente assistirein as missas que por sua
sima mandam t-lorar piarcu-i^ira 13 do corren-
te, s 8 hora da manda, la uatrz de Santo An
tomo, stimo da de bcu fallecime.nto ; e por esse
novo Het>j|r/)|e^tni,eterno scrad^i
.....- ^"^
t
Joniino da Silva lloniiat*
A viuva, filhos, fibas e genro do finado iiustino
da >ilva Boa vista, convidam aos seus parentes e
amigos, e do fallecido, para assistiren, as missas
que mandam celebrar por seu eterno descaaso-, na
ordem tsreeira de 8 Francisco, pelas 8 horas do
da 14 do corrente (quinta-feira), trigsimo dia
do seu infausto passamento, na cidade do Porto,
pelo que se contessam gratos, e agradecem do
intimo d'alma todos que honrsr este acto.
Dr. J
Livraria Franceza
E EDITADA PULA
Sahlr do prel.i, por trdoo miz de Janeiro cor-
rente e 3" edico da Nova Selecta Clstica do Dr.
Joo Buptista Regueira Costa.
Sem desconhecermrs o mrito das outras obras
do mesm genero, que correm impressas entre us
podemos affirmar que a A'uva Selecta est em con-
dicoes de merecer a acceitaeo dos Srs. pipfesss-
res primarios.
E incontestavel que a infancia escolar se devem
offtrecer livros, que Ihe initruain o espirito e Ihe
formeui o gosto pela lingua verncula, c quer n'um
quern'outro caso devem ser escriptes em estylo,
que esteja ao alcance das inteligencias infantis.
Si t Ihearmos asdiff.r.nt.s Selecta publicadas
at o apparececimento da do Dr. Regueira Costa,
veremos que todas ellas cowpoenvee rtctreeho6
em linguagem antiga, ebeia de antitn'ses reveza-
das e multas veses diffieil de entender-se, c que,
si podem prestarse com vnntag?sn, p.*a nnalys
as aulas de eloquenciae p etica nao serven) para
leitura as escolas primarias, onde o estado se
deve amenis.ir o mais possivel, evitando se tudo
que possa esusar tedio aos alumnos.
Nio sao classicos somente os autores de livros
consagrados pelo tempo, mas tambem os quo es
crevtin conforme as regras tri.cadas por elles, e
cujas obras, por sua peifeico, podem servir de
norma as elussce, ni-ste |x>nto digna de ser
lida a Xova Sdtc'.a pois foi a priir.eira que, a par
de Vieira, Frei Luiz de 8 >nza, Kodrigues Lobo,
r< uni maior copia de tre Jios, i m prosa e verso
de autores modernos, como Castilho, Alexandrc
Herculano, Mendes Leal etc.
A 8to accresce ama circnmMancia, que ttrna
o livro de que se trata, por deteais retommenda-
vel, qual a prefereueia, que antes de qualquer
outro, deu o ten autor 'aos esciuptores e poetas
nacii uaes.
Asaim como j ternes urna historia, temos tam
bem urna litter.itira. e justo que u'um irabalho,
que as destina as seola de Brasil, sejam os seus
prosadores e po tas preferidos para Kitura dos
alumnop.
CVm cffeito, nenhuma obra deste genero enfei
xa cni to graude copia, aadesenpeoes puramente
brasileiras que se ?.jbam esparsas nos numerosos
romances de Jos de Alentar ; em nenhuma esto
reoniddToi melhores trecho d,el. quenca c espe.-
cialmssne os retratos dos coseos homens distinctos,
que realeam os disemsos acadeinicos e os sersBis
do p*dre Ferreira Barreto: nentinma contem urna
to boa escolba d que enriquecem os escriptos dolitteratoMarauben-
se Jo:lo Francisco Lisboa, em nenhuma fiualmente
anterior a Nova Selecta se veem to hbilmente
agrupadas n'um s quadro as innmeras bellezas
do poema brasilciro de Durao
E, si a tudo is?o ee accresceotar que a obra
entremeadn deoeiiiesimaspsssagensdeoutros pro
iadSS e poetas aicdern Brasil, cerno Rocha. Pitta, Mrquez de Santa Cruz,
Mont'Alverne, Jos Bonifacio / ntonio Carlos, Ba
silio da Gama, Macitl Monteiro, Magalhaes, Gon-
calves Dias etc. si se f.ttender a que a 2a edicao
sai mais correcta e augmentada e qua alm da ba-
atezu do prree, -Intercalada de finas gravuras,
2ue tornarSu a sua Jeitura mais attractiva, eon-
rmar-se ho os S;. profe#so*8 na opiniaoemit
tida pela coeeituad. JicviHa Braieira de que a
Nova Selecta Cinica, para o fim a que te dettina
um dos nteos melhores livros.
.lleudo
Oabaixo assigna'.. < >m pratica de mais'di- 10
annos na arte de eorreciro e sirgueiro.cfferece seus
prestimos aos enbsrea de engeuho da comarca da
Escada. tanto lira < mo em conc rtcs, pecas
de arreio, forro, etc., etft Tatabetn forra qual-
quer aala on $?. ia fsfaira ou tap-te com
asseio e promptidi.', e precos oemmodoe ; a tratar
no engenbo Frecbetras, residencia do mesmo.
Francisco dos Sumos Coelho.
por 18*000 a casa fi iMMtii 41 ra 24 de Maio,
freguzia de S. Jos^fs tratar com a Pinheiro,
ra Duque de O ': toja de raiudezas.
Prtcisa-ei: que seja boa cosinheira,
psga-ee I : :a ilo Barao da Victoria nu-
mero 35.
Precisa-se
de um meninr par r""Jidos 6 copeiro em casa de
pouca tamiliu : tratar na ra Duque de Caxias
n. 59, loin. ,
Ctnsutlorid medico cirurgico
Dr. Miijurl Thtmudo ondtu seu cnsul
torio e residensia para a roa da Imperatriz
u. 14, 1. andar, onde d consultas das 12
horas s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidades partos, fe
bres syphilis e molestias do pulmSo e co-
raj8o.

ir.-m-.^sBC*' .:
UMttfiuaMB .
ii! nulHa,
E uw ,/* \a& 4* I'rtis^a t do EstroatcxclTa

Jyi te ^/ js a?tci2 I
C?ST. PAV, Portcrrista

Ib Penutmbitco:
tMMWMV
Este MEDlCAMitTO mats de 40 annoa pelos melhores Mdicos de Parlz, cura os Uefluxos, Gri*, iosse,
Dures U Garganta, Caiarm ouimonar. Irritatdes de mito, das Vas urinarias e da fexvjn.
VINHOgilbertSEGUIN
FEBRFUGO FQRTiVCANTE approvado pela Academia de Medicina de Paria
n > n
Sessenta anuos de Experiencia
e de bom xito tem demonstrado a emeaela Incontestavel dc>te vmo, quev como ssttti-
peridico para cortar as rebrea e evitar o seu reappareclmento, qur como fortificante, nax
Convalescer.^3*. Dobilidade de Sangue, Falta de Menatrnaeo, Xnappetencla, Slg-ee-
tBee dlfltcela, Bnfermidade nervosa*, Bebllidade causada pela edade ou por excessos.
fifs I'inlie, qut rontm mtls principios stiros do que os prtpsrsdos similares, nnt-s por proco um
pouco mus fletado.-Mo te den objrolar contrs o preoo em tlsti ds rtconheclda etUcscis do medicamento.
Pharmacia O-. SEGUEV, 378. ra Salnt-Honor. PARS
SDUositarios m Pernambuoo : FRAN" M. d. SHj"VA. Se C3*.

nun
!
Cura rapidss e certa pelo
lARSENIATOdeOURO DYNAMISADO
do l^^^xo ^VDDISOPT
da Gbloroee, Anemia, tottu as Molestias do Systema nervoso, mesmo as
mais rebeldes, Molestias ohronlcas dos PulmSes, etc., etc.
Aa matare iHuatraoosa medicas Um attestado o poder coratlTO drate medicamento a deeUnm-n'o :
o primHro t o mai eneroieo dos reconstituinles.
O FRASCO : O FRANCOS j:m raANtjA)
Todo frasco que nao trouxer a Marca de Fabrica registrada e a asstgndtura'
deve ser rigorosamente recusado.
nico Ftbrice nte
deste
Producto
VARIS, Pharmacia CJ3IXV, roa Rochecboaart, 38.
Dspetkl sai Pomamiuco : FRAN" M. da SILVA & C.
JCK S ,.i 3 I BLA.B-B..g.flJi.&JgJ W BTfirttna.
rQLEO TRIGUEIRO-CLARO
de FIGADO de BACALHAO
do'D? DE JONCH
OAVALHEIRO DA ORDEM DE LEOPOLDO DA BLGICA,
CAVALHEIRO DA LEG1X0 DE HONRA DE FRANCA,
0OMMENDAD0R DA ORDEM DE CHRISTO DE PORTUGAL.
Rcconhecldo pelas primeiras autoridades medicas como
lncontestaveluicnte o mais puro, o de gosto nials agradavel,
ie o mais efcaz de tixlos
Coutra a TSICA e as MOLESTIAS de PEITO,
DEBILIDADE GERAL, o EMMAGREC1MENTC ds CRIANCAS,
a RACHITIS e todas as AFFEC^OES ESCROFULOSAS.
3J7" Vende-se SOKESTE em garrafas que levo na capsula o
sello e a assignatura do Dr DE JONGH e a assignatura de
NSAR, HARFORD & C. Cautela com as ItMact.
dcos Consignatorios, UISR. HARFORD i. C, 21G, Higli Holbon, Mm.
Vendase em todas as principaes Pharmtcias do Mundo.


GRAGEAS
d'Extrfiims DepontiT!
de 10UB57P t'e f07S$IO
do Doutor O UCOUX de PQ!TftS
Bogenerar o sangue depurando-o. faxert
desappareoRr o cstlgioa que ocdloarla-
mente delxsm as Xolrutioa tjtnetagtooaa, I
paralysar a accao do rrcnr2o, se tlvcrl
sidoeoipregadjo,erpeiliimo-o u economa,!
.o ja prlaclpaes elTeltu-i d'esL precioso J
depurativo q -.2 aas Jlvlextias ot/piUlM
tlelim, e o ~omplcicnlo de todo IraULiientn J
.o Correuto. <-erre ;*ra preservar dos!
Aeotd*t.vet)cut*Aariosoj t rreiarfon, t
iue cura se existrem.- 3nr Urageas com vanlagem nos Hhcnjtfitin-,
tn+o.1f*Uwttaaisl?etl3e S*'roftsltstmz
DBPOS1TOS QK\iHSi
Ea 1?AillS, 209, ru* .-ieais. j
I^BUCH
|SSADEL J
^JNTI TOOAB AS
E3 f I AS & VAS URINARIAS
l'BC:iLMtlPS
i
I
X
1
Catarro c/ironlco da bsxiga,
>rta^a do canal de urdir,
Molestias de orostatc,
a-continencia da Urina,
Arda na urina, etc.
' 3WA!MN| Phatmaceutico-Chlmico,
>, 12, SUA CaSriGUOFK, ii, PARS
Ot r-'ia.L.IJ.L
INSTANTNEA, a barba.
a* asi Tf~y. sem prepwara e
Km IsragMB.
Em pe.rnasttmeseo f
i 3'jajJT~ M. d. SILVA A: O"
0 GRANDE MEDICAMENTO
oontr as Dora decabeca.Prbllo ie ztntrtJndijesr/lo.AbatimaUt
s ftbrtt friat. PreTine e alliria rapMamoitc on enra as formas
as mais grave de Febres Typhoider>. Escarlatina
Amarellae outras febres, Bexigas, Sarampo Erup-
jOes, Molestia lf)sete I nirovicio-- loatagm.< Elle
Salvou-maaVida"
c poli ft febre tinh-*e apodfi^io de u;i ri>i rioi^M
t poucos ditw mt*n\ coinpletlMiieiite r>tkalecl lo. .> r_
trakio dt urna carta de bar. K\. FitrjW*!*.
pOsWoitedo MancfUMter Quartti
IiVUURTS FT1ETK SJKE
0 Di J.W. Dowsiny eirrere : "Etnpreew\
tratamentoda42c*$ode "Faljmaamartlja"f0ar^
iattsfmciOQueafirmo,nio terparefide um$dcci>!e
TlHItl-*! M TODAS AS PBABIIACIAS, KM OAPRAF-.
H. LAWPLOUGH, 113, tot*tt. LONDRES. E C.
DtpoJUrio* em Pernnmbuco i FRANM M. da SILVA *% Cu
roiiA t>w CO.ICDIUO
crASMA
pelo ro do
I %r-
OEROIDf
DEROeOE
DEROCOUE
15, BmdePoitoo, 15
PA Rl S
r>i_.:i=3a
HGDO de'BAGALHA
Xttturat
FerrojiMsoeCreoiolad'"
fcts arist'iv *ba.Brrias
A.S
iBfermiMilgs Secretas!
I 6s-%NORRKAGtAS
OONORRHEA8
i FLORES BRANCA!
COR^IMENTOS
rt3esttea ee n'Jgos sao curados oro I
ipoocor lias em seoreto, itero rejgi-
ffeansm tisanas, sem cansar ue-<
.TSOWtar i orgaiiC dipes/as, psia3|
a mjecgo de
iW DOUTOR FO3Hl8
*AJ; *.'* Plan am Ja M.-oeltiF~
'J.'a^. A?**" ftM" ***. O******
Dt FI.LIO.
H0SABA p-i dir soscaalos
D'SOCOS
sua Cor primitiva
ttpeiiUgoral ib lartsi rxX.X,XOX>,kl, ro In nat, PaBJl
la rsnia,u. co : rBAN" mX. d SILVA e G*.
O Vigor r0
Cabello
EAyer
CSISAIHO SUA
r
mruxfc mm icu
PA'A 0 CAESUO,
TOailANDO-0
ACIO. FLEXIVEt F. LUSTROSO
Prora ttlo Or J.CAnS:ClA.ioiMlHgil!iilii
A

INSTITUTO
DE
0C4UM0
pal
IhsIpucco primaria, secundaria e recreativa
Este collegio fundarlo em I *'93, contina a fun:cionar ra de S. Francisco,
*to n. 72, e adtuittc almunos internos, uieio pensionistas e externos.
As materias protsasciaa sao : Primeiras letras. porfugaez, latina,
fraacer. iaglez, rethoriea. arithmetica gcographia, geometra,
historia, philosophi, miisiea, danca e deseuho.
Os professores silo habilitados e rnoralijados, tendo os alumnos obtido empre
bons resultados, tanto nos <"xa.ii6s prestados no Instituto como no Collegio das Artes.
A alimentacilo sa e abundante
0 r-'gimen intrno nao 't-xatorio; ha horas destinadas para o estudo, recreio
e repouso, e om caso nenhum sjffrerSo os alumnos privagao da alimentaySo nt-m dei-
x nao de rnpouzar as horas exigidas pela hygienne.
O trabaliio distribuido de conformidade com a idade e dcsenvolvitncn.o phy-
co e raor.il de tac!a um.
O predio cominolo, acetado e em grral claro e fresco, com espagosas. sals
para aulas, refcitirio, dormitorios e recreio, mobiliadas conveniontcioente.
O collegio fo.nece gratis, pennas, tinta, lapis, crayons, ardosisas, livros para
consultas dos alumnos int rnos, no collegio.
Os alumnos internos tambem teom direito r.iupa lavada e o engommada, sera
remunerado alguma aln da mensalidadc.
Tambem nao dao j.iia na entrada. O r-nxoval do3 alumnos internos resumido.
Eiu attenyao as ilifii .'uhiades com que lutara os senlures pais para educar seus
tilhos, nao podendo muitos sustentar tilo pisaio encargo de 50;>009 mensal pir cada
um, como alumno intenso, alen de outras umitas de3pezas que ojoorrem, fioa estaba-
leci la a seguinte tabella :
Alumno interno .
meio-pensisnista......
ii ext -rao de aula primaria ....
i secundaria (1 preparatorio)
s, o b (2 )
9 1) (3 )
400000
25^000
50000
50000
90000
120U0
50000
30000
5#000
X B.Os pagamentos sao feitos por trimestres adiantados.
As aulas corneyam a funceionar a 7 de Janeiro e termin-mi a
O DIBEICTOB,
Hermino Rodrigues de Siqueira.
por
Aula de msica
> danca
desenho
mez
t

*
s
i

5 do dezembro.
Tavorna
Vende-se a melhor taverna da estrada nova de
Agua Fra, tem poucos fun los, propria para pria-
.-ipiante, tem bons commedos para ninilla : a
tratar Da mesma n. 7.
Ama
Precisa-se de urna an,a que compre e cosinhe
com peofeicao ; a tratar oa ra do B;iro da Vic-
toria n. 50, 2- ii.-dar.
Ama
Precisa-se de urna, ama meia i losa para cosi-
ubar e mais servicos de casa de familia ; a trat ir
so largo da Santa Cruz u. 16.
Ama
Precisa-se de urna -.tna qne saiba engommar e
coser; nn ra d Riachuelo n. 57, portao de
ferrj.
Cosinheira
PrecUa-se de um, no Io andar do predio d, ,
a ra de Santo Amaro, no bairro de Santo Anto-
nio.
Atteacio
Venle-se por barato preyo todos oe utensilios
necesarios paia urna padaria, inclusive um bm
ylindro aiocricno ; a .ratar na encruailhada de
Belem, sitie n. 1. das 4 horas da trde t m diante
Aluga-se
- 3- andar do sobrado ra do Brum n.
tratar na padaria.
Attengo

mtfi^miSMNiAaiMrfiim
Coaststnass o sslhor e o mais agrasaTal, ataaas*s easMasSa
x*4t~st- $m toda* cMrmaca*,
A vii'vi de Manoel Joaquim Baptista recom-
menda que pessoa alguma venda fiado a escravos
seus, pais que nao costuro comprar seno a di-
nbeiro, e por isso nao se rcspinsabilija por divi
das contrahidas em seu neme. Outrosim, para
evitar abasos, declnra que forsm subs'ituid s una
cartoes de visita do seu filho menor, que tem
igual Boise de spu finado m-.rido, e que tambem
nao costama comprar fiado.
eclara^o
Desde o dia 3 de agosto de 1880 fixei a tn'nha
residencia na villa de Barreiros. Fue > sta riecla-
racao para evitar certas suspeitas respeito.
Barreiros, 'O c*e deietnbro de 85.
Barao de Santo Andr.
Agradec ment
Aolpho Lins Sonra e Francelina Maria Praz -
res agradecem do intimo d'nlma todas aquellas
pessoas que acoinpanharam ateo cemiterio publi-
co o enterro de seu filho Nicolao, que tere lugar
uo dia 8 do corrente, e cum especialidad s ir-
mandades de N. S. do Bom Parlo da igreja de 8.
Jos de Riba-mar, N. S. Mi dos Homens da igre-
ja da Madre de Oeus e da Senhora da Soledade da
greja do Livrsmento desta cidade, e mais pessoas
que durante a molestia do mesmo o visitaram no
leito de dor,
Collegio 15 de Maio
Para o sexo ieminino
Corredor do Bispo n. 3
Neste collegio ensina se p-rtuguez, francez,
tnusicu, piano e todos os trabalhos deagulh, bor-
ildut de todas >. qualidades, assim como costu-
ras ; afianzando aos pais de familia esmero e de-
i'cadeza para com suas filhas. Abre-se no da 15.
Precos midicop.
Directora,
Ami" Leite.
aaaj BsslsHMaVmHaVa^^a^alBBBBBBBBaS
Antonio Fernaaaatesa Vellono
(2o anniversario)
Manoel Fernandos Velloso, cooirrn mornndo o se-
cundo aunivi rsario do fallecimeato de sen pres*do
' io Antonio Fernn Jes Vellosa, mnda celebrar
alguma* missas por alma do mesmo, sexta-feir,
15 do corrente pelas 7 horas da rnanha, na igreja
da Ma.tr,> de Deus pana erijo acto envida sos ees
omigos, anti'cipaudo-lhes desde j seus respeitosoa
o ainetnos agradecimentos.
D. Thereza da Nllra vieira
l'ou.ual
Bnr3o e Baronesa-i-i- Fn clieir.is, D. Cordnlin
V. da Silva Pontual, Bario e Baroneza de Pe-
trolina, Jos Rodrigues Ponina! e su mulher ,
Francisco da Rocbu Puntual c sua mulher, Davino
dos Santos Pontual e sua muihrr, Leocadio Alves
Pontual e sua : nluer. bacharel Feliciano Placido
Pontual e sua mulher, Jeronymo de B. M. Pon-
tual e sua mulher, D. gueda Aventina Pontual,
bacharel dos Santos Pontual e sua mulher, Dr.
Constancio dos Saotos Pontual o sua inulber, D.
Maria de Jess Pontial, Tboin Joa .uini de 01i
veira e sua mulher, Manoel Antonio dos Santos
Dias e sua mulher, tilhos, genros e oras de D.
Thereza da Silva Vieira Pontual agradecem do
fundo d'alma aos patentes e amigos qne tiveram
a boudade de assistir aos ltimos sufi'ragios feitos
sua fallecida mai e sagra e accoipanharam seus
restos mortaes at o ceniterio.
Os meamos pedem de novo todos os prente*
e amigos seus o caridoso obsequio do asnistirem s
missas que id dia 10 doieorrenta se rezaran por
alma de sua sempic chorada mi e sogra, ni ma-
triz da Boa-Vista s 8 horas da manh na em-
pella do engenho Cabeza de Negro, s 10 horas
da manh na igrejai da povoacoo de S Jos de
Boa Espcrancu s 10 hars da manh e as ca-
pella do engenho Aripib tambem as 10 horas da
manh.
Sii Magestade El-Rei D. Fer-
A junta administrativa do Hospital Portugus
de Beneficencia em Fernambuco, sentida pelo
passamento eterno de S M. E!-Re D. Fernando
pai de S. M.El-ReiD.Luiz, convida a todos os seus
asociado e a Colonia Portugueza residente na-
cidade a coan) rewreuj aaapella do mesmo Ho-
pital no dia 11 do corrente s 8 horas da manh,
afim de assistirein a missa quepo sua alma manda
celebrar, trigsimo da do seu passamento, pelo
que desde j se confessa agradecida.
Secretaria do Hospital Portugucz da Beneficen-
cia em Pernambuoo, 11 de Janeiro de 1886",
O 2 secretario,
Man-iel Martina Capito.
Pira Lisboa
A barca Pereira Borges seguir com brevidade
para o porto cima u.ira o resto da carga testa-
se com s consignatarios Si va ij-uimares & C.
Para o Porto
O patacho portugus Italia recebe carga a fro-
te : a tratar coa Amsiim Ir raaos & C.
mis
' '" ri's aoetorsado
' approva-
nswllie de saode do mesmo
i ulenciada a toa eftV
< ai xefetsd bsapraeOei mi
es onaeiaes.
<^daHs(asrt-anawpimWo uwapnwasMMi snUaotseie
;iae mdicos de Lisboa, reoo-
"essWst ptkayfflswulando BranL

-* l
'
lUBKll


I "
Diario de PcrnambucoTerfa-feira 12 de Janeiro de IM*6
I
j
Contina a leccionar, D Francisca de Alba -
querque Silva Costa, por M legios e easas de fa-
milia e em sua residencia, ra da Detengo n.
19 : a tratar na mesma.
Cosinhcira
PreeiiH-se de urna cosinhcira ; a tratar na tra-
vesa de Fernandes Vieira (>ecc do Padre Inglcz)
numero 8.
Mobilia
Vende-te urna mobi'ia de Jacaranda, maeica,
nova, do ultimo gosto ; a tratar na ra do Arao-
rim n. lili
Casa para mor.
Prceisi-se i.lngar urna casa qn len
comnodos, agua e gaz, e que tenh .ntal ;
ta ty,>or;rapha se dir luem n
Na nh
O Sr. Joo Cavalcante Mauricio Wanderley,
flho do Exm. Sr. Bario de Traeunhcm, quein
rir ou mandar ra Duque de Canas i>. 73, con
tlnir o negocio que nao ignora.
Ama
Precisa-se de urna nina -jara comprar, cosinhar
e fazer o servico de urna casa de familia ; a tra-
tar na roa da Unio n. 47.
Ama
Precisa-te de urna amajiarertedos os servicos
de duas pessoas ; na ra Imperial n. 200-C.
Ama
Frecisa M de urna ama para cosinhar e lavar,
pal cas i de pequen familia : na ra de Fer-
nandez Vieira n. 24, tavern.
Ama
Precisa M de urna ama para eogommar
Capuuga (antig i ra da Ventura) n. 3.
Ama ou escrava
Precisa-se de urna para cozinhnr e engommar
para caca de puca familia : na ra do Barita da
Victoria n. 15. ___________________
Amas
Precisa-se de duas amas para cosinhar e en-
minar em casa de familia : no escriptorio deste
iario se indicar qiern precisa.
Msicas novas para
r 4|>ul< liv> de Camlro, dobrado ejecu-
tado pela banda do segundo batalb)
(2> edico) 1/000
Inor e kympmbia, dobra o ejecu-
tado pela banda do 2- batalho 15000
tuinse diN de wigem, dobrado
ejecutado pela banda do 14 batalho 1/090
Vendem se na luja de msicas do Azevedo
Ra Nova n. 13
Aia
' Pr--cia-so de urna ama para casa
milia, dando fiador de sua conducta
ra dos Mar'yrios n. 156.
de pjuca fa-
; a tratar na
Ama deleite
t- Precisa-se de urna ama de hite para amamen-
tar urna crianca ; trata-^c na ra do Mrquez do
Herval, cafa n. 192.
mm
Precisa ce de urna ama que engorme com pe*-
feico, para casa de familia a tratar na ra do
Bare da V'c'oria n. 7, 2- andar.
Ama
Km s de Janeiro de ss;
Pela secretaria do Gyinnasio Pernambucsno e
de ordein do licvdm. Dr. regedor, se declara aos
pas de iaurlia e a quem iuteressar possa, que es
t aberto o anno lectivo para os alumnos d'aula
primaria, nos termos do art 185 do regiment in-
ferno de 19 de Abril de 1876, approvado pela lei
provincial n. 1 V'7 de 10 de Juoho do anno de
1880.
O instituto recebe alumnos em tres cath-goias,
conforme te achain divididos pelo citado regimrn-
to: pc.nsioni.-tas ou internos, m 10 pensionistas e
externos.
Os pensionistas residiro no instituto, tendo di
reito de estudar as materias pret criptas no pro-
gramo a estabelecido, a s< r alimentados sadia u
abundantemente, tratad s em suns enfermidades
pelo medico da casa, ter roupa lavada e engora-
raada regularmente du:is veres por semana, cabcl-
leireiro empre que tor necessario e banho duas
vezes por semana.
Os ineio pensionistas se apr. sentario no estabe-
lecimento nos dias lectivos, .As horas em que a au-
la se abrir, e d- sde ntu jit ser encerrada tar-
de, sero equiparados aos internos, quau'o aos es-1
udo, a'imtntiic i e recreio.
Os externo- s tem direito s liccoes e rxplica-
cops do respectivo professor.
A pensao d'-s infernos de 4005 e a dos meio
pensionistas de 210-3, paga por trimestre* adian-
tados na secretaria do inesini instituto.
Os externos, porm, nada pagaro.
O ecretarin.
Ce/#o T Vernandrs Quiilella.
Curso primario c se-
cundario
Jos Cordeiro de Sonza Simoes participa aos
pas de seus alumnos e ao respeitavel publico, que
no dia 7 do corente se ach-r aberto o seu esta-
belecimentodeinstruccao amada Impsrairiz n. 15
a continuar os ejercicios de sua profisso : assim
como continua a admittir alumnos internos, mcio-
pensionistas c externos.
Asylo de Mendicidade
A aula de instrueco primaria n'este estabele
cimento comeca a funeciooar no dia 7 do corren-
te, das 8 horas da manb as 2 da tarde.
Igualmente funecionar do dia 15 em dianie a
aula dos cgos das 3 s 5 horas da tarde, lelo-
nando-ee primeiras lettras, francez e msica.
Em ambas essas aulas sao admitt dos alumnos
externos, dando-sv-lhcs gratuitamente nao s o
ensino comotambem todos os objeetos neeessarios
(papel, penna, unta, livros de leitura, etc. etc.)
Para a matricula e informecoes poiero dirigir-
se diariamente ao indicado estabelecinento em
Santo Amaro.
Asylo de Mendicidade em Pernambnco, 2 de
Janeiro de 1886.
O director,
Jiutitw Jos i gmw Oimpoi.
Mudanza de escriptorio
Ernesto S Leopoldo transferirn! seu escripto-
rio para a ra larga do Rosario (antiga dos Quar-
teis) n. 22, 1* andar.
Precira- c de urna ama que engemme e lave
eom imita perfeicao ; a tratar na rua de Pedro
Afiunso u. 46.
Allontao
Precisa-se alugar uina escrava de ba conduc-
a, que saiba cosinhar e comprar ; a tratar na
rua Pnmeiro de Mareo n. 25
ProlVssora
Offerere-te urna pr fessora para leccionar em
alguns collegios e casas particulares as feguiatas
materias : portugus, francea msica e piano ; a
gratar na rua do Mrquez do Herval n. 20.
Aviso
. O abaixe assignado, no einpeuho de bein liqui-
dar todos os seus datitos, segu para o interior
da provincia em cobranca de algnmas contas, e
desde j convida a todos os seus creoreff_que
tivereui ttulos vencidos para que os presente ao
seu procurador e advogado o major Ignacio Leo
poldo de A. Maranhao, morador nesta cidade, por
quem cerSo Batisfeitos. Pao d'Alho, 4\de jajeiro
de 1866 /
Juvino Carlos iprSuuzH.
Colegio Americano
43 Una do Imperador -13
As aulas deste antigo e conceitsado instituto
para educacaa de meninas a brem~9e segunda feira
11 db corrate.
Recebe pensionistas, mcio-peusionstas e exter-
nas.
Collegio Amor Divino
Ka* da Imperalria n. 3t.
Esto estabelecimento de educacao abre as au-
las no dia 11 do cor rente.
Previne se aos pais de f milia que tem se urna
pessoa de inteira eonfianca, cncarregada de ir
buscar e levar as creancas que seus pais quize-
rem.
A directora,
Olympis Afrs de Mendonca.
Attei^o
Ura moco que d Banca de sua conducta e com
babilitacoes offereee s i para leccionar em algom
engenho prximo ou distante dcsta capital, as se-
gnintes materias : anthmetica, fr. ncez e porta-
guez, quem precisar pode deixar nesta typogra
phia carta com as inices D. S. B. para str pro-
curado. _____________________________________
Bomemprego de capital
Vende-st o muito bem afrfgnezado hotel do
Soares, pja de II rtas n. 24 : a tratar no
mesmo.
Eseols particular de instruccSo
primarla para o sexo masculino
34 BA DA MATRIZ DA BOA VISTA 34
O abaixo assignado participa ao illa.trado pu-
blico desta capital, que abri a sua escola parti-
cular de inatrucciio primaria para o sexo mascu-
lino, 4 rua da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde
esmeradamente se dedica ao ensino de seus alum-
nos.
O grao da escola con-ta : 1er, eserever e contar,
desenho linear, historia patria e nococs de francs.
Garante um rpido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu systema de ensino, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
aerada dedicaco ao ensino, fazendo com que os
seus discpulos abiacem e amem de cnracSo as le-
tra?, a >s livros, e ao cstudo, guiando os no caini-
nho da intelligencia, da honra e da digmdade,
afim de que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da eligiao, e da lei, e um verdadeiro
cidado brasileiro.
Espera, pois, merecer a eonfianca e a proteccio
do distincto povo pernambucsno, o em particular
tem f robusta em todos os pais e tutores de me-
ninos que qneiram aproveitir um rpido adan
tamento de seus filhos o tutelados.
r^Comquanto ousada seja esta tentativa, todava
espera que os seus incansaveis esf.r,-is, eos
seus puros deeejos, sejam coroados com a feliz ap-
prova<;o de todos os filhos do Imperio da Santa
Cruz.
Mensalidade20O0 pagos adiaitados, no acto
da matricula.
Horariodas 9 horas da raanh s 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meios-pensionistas
por mcnsalidades razoaveie e leecijna p-,r casas
aarticnlares a ambofc os sexos.
Julio Soares de Azevedo
34 BU a DA MATRIZ DA BOA VISTA 34
TINGIRA
Barba eos Cabellos
tintura tin^c a barba e os cabellos instan-
tneamente, dando Ibes urna bonita cor preta e
natural, inofensiva o seu uso c simples e muito
rpido ; v. nde se na BOT CA FKANCEZA e
DROGARA de Rouquayrol Freres, sueceesores
de A. CAORS, rua do lom Jesus^antiga da Cruz,
numero 22. ^
Fabrica globo
* Rua larga do Rosarlo 98
MauipulacAc especial com fumos escolhidoB dos
bons cigarros, exploradores, navegantes e fede-
raes. Precoz rascareis e bont; descontos para o
commeicio de retalbo.
Moendas
Com muito pouco uso e em perfeito estado, se
'ende moendas com a panadura de 2 at 4 palmos
pela quarta parte da valor, e outras ferragens
iroprias para engenho ; a tratar na rua' irga do
Rosario n. 11.
Liqudala
11
en* confionaeo na rna larca do
Horario n. 3"
Damiio Lima & C, nao p deudo aeabar o seu
grande surtixnento di miudezas, em cansequencia
da cryse perqu paseamos, continan) por ssais al-
gum tem o a liquidar suas mercaduras, pelo que
de novo convida m ao pabUeo ptaialaente s
Esmas. familias, a quem pedem toda protcccSo.
Admirtm !
Punhos e colarinhos bordados para sc-
nboras 2A200
Ditos lisos 1*800
Ditos de ceres 1#500
Luvas de seda de cores 24500
Agua rl .rida. 7C0 rr. e 1*00
Bordados de 300 t. i 2*000
Bonito tacos a 2200
Leques de 400 rs., GCO e l0i-0
Meias para hornera 3*0O>
Ditas idem :5'i0
Ditas de cores 4*000
Um par de froohas do labyriiltbo 1 ib 0
lima toalha de labyi intno 25} e :i0*000
Kuv.-siveis, rs. 320
Fitas, bicos. lenco, grr Tatas e outros muitos
artigos que esto exposicao.
Km larga do Honarlo n. 3H
Damio Lima & C.
loruRisiCIT
Ra de Bom-Jesus 1.18
(ANTIQA DA CRUZ)
asa de coramissoes
Qrande e variado'sortimento de amos-
ras e catlogos de prodceles da Alletoa-
na, Franca, In^latera, Austria, Hespanha.
tal i a e Estado-Unidos.
N. B.~Inferma^oea sobre inaohinismoe
friclas, ditas para engenhos contraes
lombas, etc. para incendio outras tn*.
ninas e utensilios
Mme. Niquelina
HDlt
VUGUEL. WLFF & G.
Participan! ao res-
peitavel publico, que
ontinuam ter um
timento de joias
naais modernas e dos
rnais apurados gx>stos.
Comprme ttem-se
a vender irais barato
do que em outra qual-
quer parte.
Bm o Catino IA____
Por !M
Aluga se a c.-sa n. 41 da rna Vnte e quatro
de Maio, com muitos commodos para grande fa-
milia, com agua, e est limpa ; tiata-se na rua
Duque dcCaxias n 85.
Compra -se e paga-
se mais do que era ou-
tra qualquer parte, bem
como
MOEDAS
de qualquer qualidade.
Na rua do Impera-
dor n. 32, loja de joias
Julio Puers enberg
Ensino particular
4'nrso de Instruccc primarla
para meninas e meninos
Odorica Argentina dos Santos
Praca do Conde d'Eu, entrada pela rua do Hss
picio n. 2 segundo andar.
A'ein do ensino s alumnas externas, admittem
se algumas pensionistas.
As materias leccionadas sao as que em geral se
professam em instituicees desta natureza. Haver
urna secec de instruccao secundaria logo que
baja alumnos em numero sufficiente para isso.
So serio admittidos meninos at a idade de 10
annes,
As condicoes sao as seguintcs :
Inieuas p ir trimestre 130f'00
Meio pensionistas 7' 000
Externas 154000
Enxcval, ruupa lavada e engonrmada, segunde-
as cendicee que furem ajuslauas com a directora.
Pagamento por trimtstre adiantado
Para informacot-s, os interessados podem diri-
gir se aos Ors. Joo Barbalb", Pinto Jnior, Pe-
rPira du Carino e aos Srs. professorrs da Escola
Normal, da socdude Propagadora da Ii.strucco
Publica da Boa Vi.-t i
Attenco
"aco ver aos sethores e senhoras de engenho
.ue precisarem de nm adiui istrador babil para
odj o seruco de agricultura, que faz todo equal-
ucr mg eio, nao por ajuste physico, mas sim
jor porcectagem dos rendimeutos das safras, se-
rundo a proporcao do engenho, ou por tercos,
iuartos, quintos, oitavos e decimos, segando a
jroporco do mesmo engenho. Se o engenho for
bricado por escravos tambem faz o negocio por
trico dos escravos, um dia por semana, de 15
m 15 diai ou meusaimente, conforme a escrava-
ura do engenho : quem quizer annuncie por este
diario, declarando o nome do engenho ou lugar,
o engenho movido a agua, a vapor ou ani-
is, tudo deve declarar, advertiudo que faz este
legocio por tempo nunca menas de tres annos.
Antonio Bezi-rra P. seoa e Albo luerque.
COLLEG'O
DI
S.S. Corado de Jsus
D. Vicentina Cesara de Mello, directora desse
iiiternato, avisa pelo presente, que no dia 11 do
corrente comecarao os trabalhos do mesmo inter-
mito, sito rua Princesa lrabel n. 4. O rgimen
e o ci rpo docente do esrabeleem- ntu contina a
ser o mesmo.
VENDAS
Formicida Capanema.
Oleo de mocot.
Azeite de peixe.
As cozinheiras
Lsques nacionaes (abanos) para cozinha ini'o
milheiro.
E todos os gneros coneernentes a este ramo de
negocio.
Eneontram-se no armazem de molhados de
MartliiN < aulla. & C.
1-BUA E8T8EITA Do ROSARIO1
Nova loja de lazendas
N. 32~ Raa fla ImueralrZ" N. 32
DE
Pereira da Silva
Neste novo estabeleeimento encontrar o res-
peitavel publico, nm vanado sortimento de fazen-
das de todas as qualidaies que se vendem por pre-
sos baratissimos, assim como um bom sortimento
de roupas para homens e tambem se mandam fa-
zer por encommendas por ter um bom mestre al-
faiate e completo sortimento de pannos finos, ca
semiras e brinn etc.
Vende se urna excellente armaco, nova, de
gosto moderno, forrada e envidracada, propria
para qualquer negocio ; a tratar na praca da In
dependencia ns. 24 e 26.
Vende se a oficina de relojoero da travessa
de S. Pedro n. 1 : a tratar na mesma, ou estra-
da do Pombal n. 11.
Vende se a feliz e muito bem situada tavir-
na em um dos mclhores pontos de retalbo de Fra
de Port s, rua do Occidente n. 2, d fiepte para
duas ras, Occidente e Guarar pos, e o motiv da
venda o dono estar prestes a embarca ; a tra-
tar n i mesma.
Engenho
Vndese por 20:000* a quinta parte que s
possue nos engenhos Ainara.-i d'Agus, Santa Lu- ^'a nova loja do Pereira da Silva rua da Im
zia e S. Vicente, distante mea legoa das estacoes pcatria n. 32, vende se um bonito sortimento das
deGanellaira e BibeirS), in.entes e correntes. O i ma'8 'indas lzinhas lam.das que tem vindo pan
vest-dos, sendo com Isvores miudinhas c em furt
4 i;o Na nova laja rua da Imperatriz n. 32, vnde-
se bonitos fichus de tods as cores, s-ndo dos
mais modernos que tem vindo ; isto na loja do Pe-
reira da Silva.
Fusloes e setinetas a 300 ris
corado
Na nova loja rua ds Imperatriz n. 32, vnde-
se um elegante sortimento de setinetas de todas
as cores, tendo largura de chita franceza, assim
como fustoes brauct s muito encornados para ves-
tidos e roupas de criancas a 500 ris o cavado, e
pecincba, na loja do Pereira da Silva.
Lzinhas tarradas a 500 res o
corado
Na nova loja do Pereira da
0 MSE DE MAS
MIGUEL WLFF & C.
OTereeem ao respei-
tavel publico um gran-
de e variado sortimen-
to de relogiosdos mais
acreditados fabrican-
tes, e se acham habili-
i vender
cng'.'iiho A:i.aragi d'Astia tem muito boas trras,
matas, muito i.dn eerend muito boas obras, e
mV d-in agua ; os outros dous tem muito boas
trras, reatas e mirinavap,r : a tratar na rua do
Imperador n. i0, 3o andar.
Cabriole! e victoria
Vende-se ara cabrioid e urna victoria esa ,
feito estado : a tratar na rua Duque de Casi
numero 47.
cores,
vado.
pelo baratissimo pr?co de 500 ris o co-
Palitots de
caseimra
12000
a 10.000 e
sor-
das! tados
barato do que
qualquer, visto
Em vieta dos grand s progresos da IEIA de
que se gloriam as Daccs civilisadas, o cnmmercio
deve aeompanliHr eme rxgreso, visto que elle
o mais poderoso eltuunt.i do isigllldecimcnto das
ua<,oes ; em vista do que aunuMoiam
MARTINS CAPITO & C.
1 Rua Estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, a
esculla dos qnaes, os annunciantes tm sempre o
maior cuidado, para bem servir os seus numero
sos lreguetes. Lembramos, pos, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe
Venhain ver pois :
Queijos, flamengo, suisso, etc.
Dito do serto.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Meuier.
Dito do Maranhao.
j Fructos seceos, come :
I Passas, auiendcas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
! Doce de todas as qaalldadee.
Bolachtnha ingleza.
mais
outro
rece-
berm directamente.
1 OOS OS reOfflOS Semcntes novas de hortalizas
O Especialidades em :
vendidos nesta casa
sao garantidos.
____Ra He Catae i i
Por 35$000
Aluga-se o primeiro
rua Estreita do Rosario,
muito fresco : a tratar na
n. 85.
andar do predio n. 45 da
com muitos commodos e
rua Duque de Caxias
Especii
Viuhos finos do Porto.
Ditos d-i Pigueira.
Cognac de di vera:* autores.
Vinhos tnicos como:
Absintbo.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qufllidades.
Champagne.
Ccrveja de diversas msreas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotcs.
Cb verde e preto.
Dito perola. .
Especialissim > mate do Paran, ein p.
Anda mais :
Na loja u. 32 da rua da Imperatriz, vendem-ae
palitots de casemira preta de cerdao sendo forra-
dos e muito bem feitos pelo barato preco de 10J e
1'2, assim como calcas de casemiras muito bem
feitas a 6 e !{ o ccroulas de bramante a 120G
a lGO0, e coletinbos para deutro a 800 ris cada
um p> chincha, na l.ja do Pereira da Silva.
Merinos prelos a 1.200 e 1.600 rs.
Vende-se merinos pretos para vestidos e roupas
de menino a 1200 e IjGOO o covado e superior
setim preto para enfeites a 1500 assim como chi-
tas pretas, tanto lisas como com lavores brancos
de 240 at 320 ris o covado na nova loja de Pe-
reira da Silva ruada Tmperatiiz n. 32.
llgodosinho francez para len-
tes a 1.000,1,100 e 1.200
Na loja da rua da Imperatriz n. 32 vende se su-
periores algodosinho8 francezes cetn 8, 9 e 10
palmos de largura, para len^-'-s de um s panno
pelo barato p eco dj 15 e 15100 o metro e dito
enfranjado para toalhas com 8 palmos de largura
a 15200, assim como bramante de quatro larguras
a 15250 isto na loja do Pereira da Silva.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escossez preferivei
ao cognac ou agurdente de caima, para fortifica!
o corpo.
Vende-se a retalho nos melheres armazeui d
molhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cojo no-
me c emblema sao registrados para todo o Brasil.
BBOWN8 & C. agentes
Vende-se
o sobrado da rua da Imperatriz n. 20, tendo tres
andares e em bo n estado de conservacao, e a casa
terrea da rua da Unio n. 3 ; a tratar com Ca-
pitalino de Gusino, ,i rua do Bjn Jess n. 11
pri eiro andar.
------------------------------------------------------------t.
DAS
1-
CORKE HOJE12 OE JWEIKO
O portador que possuir um vigsimo desla importan-
Corrcias
de sola ingle 1, de I na de borracha, de diver-
sas larguras e grosanms ; vende-se barato na
undicio Villsca, rua do brun n. 54.
s Pispara seioras, o
de concerla los, pela olUma mofla, te lotera esta habilitado a tirar 1U:UUb$>UUU
nofazeHmios.
Itna Primeiro de Marco n. 19
luulo Botina Maravflhoka
Rap Paulo Cordeire
Novo fornecedor, sem competencia em preco,
vende-se rua do Mrquez de Olinda c. 50, mer
ceana dos Srs, Braga Gomes 4 C, e a 15500 a
ibra.
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 12 de Janeiro de 188G, sem alta.

i
_


8
Diario de PernambucoTerfa-feira i2 de Janeiro de 1886
*





.



L1TTERATHR
OS FILHOS
DO
POR
S. C&fEISV
37'
js3-tj:t3A PAR7S
Os segredos de liudes
( Continamelo do n. 7 )
XIII
A CRANLA PERDIDA
Os iardins coroegavara exactamente por
cima do precipicio e a entrada do solar f
Branca o que havia preciosamente guar-
dado.
c Estes cabellos, louros ejjsolosoa, eran
os da creanga que, por um capricho da
mai, ou antes por um decreto da Provi-
dencia, havia guardado n'uraa modallia
quo trazia serapre, porqua era cssa
ruadeix de cabello! que, ajudada pa
scieneia, devia finalineuto indicar me os
vestigios do filho do rom araig, da crean-,
51 que jurara achnr.
Ah exdaraou M reos, consoguio V
nalinente ?
Julgo quo sira, respondou o Barr,
dor, cujas negras pupillis scintillavaia
oooi sol)brio fogo.
Mreos levantou por su\ v afronte
arJente c olhou fixamento para o indio,
como se quizesse adivinhar os pensamea-
tos do sen interlocutor.
Este prosigui passidos al^uns instan-
tes :
Ha dez annos, vivia quasi s, sem
rao importar cora as cousas do munlo,
oceupado como estava coia os raeus traba-
lhos scicntificos que prosegua cora tebril
activida ie.
Voltara a F ranga havia apenas dezoi
iva do lado opposto, grande distan
eia. ...
Convencido de que nioguem ira era seu
tweilio, o intrepilo viajante nao hesitou,
tentou a ascenso, apertando serapre do
encontr ao peito o corpo da creanga.
c Como conseguio subir ?
Nem elle proprio pode dizer ra'o.
(. F.nalmente chegou ao lugar onde ha-
via amarrado o seu cavallo.
(, Levando a creanga que, cora a cabe-
a horrivelmente mutilida, nao dava ne-
hura signal.de existencia, dirigi se rpi-
damente para urna humilde choupana que
tinha vieto de longe.
Urna mulher j de idade esteva por-
te da pobre casa onde vivia s.
9 O viajante confiou a creanga mu
Iher contando-lhe o rairaculoso porque a
tinha salvo e dando lhe urna bolsa cheia
de dinheiro, continuou o seu caminho.
_ E osse homem que havia tao gene-
mmente arriscado os sus dias para sal
var a pobre criancinha, era o preboste de
Remen perguntou Marcos.
Ainda nao era, mas devia sel-o al-
guns mezes mais tarde.
E chamava-se?
Jacques d'Aumont.
Giraud ? Jacques d'Aumont.' mur-
murou Marcos, como se quizesse gravar
estes dous noraes na memoria.
Quando tivo conhecimento destes
tornou o indio, voltei rpida
to |mezes.
lhe
sera esperangas j, como
disse, do" encontrar vestigio algura da
crean9a perdida, ou do infame assae-
sino.
o Um dia, por acaso providencial, soubo
que um rapaz, o filho do conde Henrique,
o mesrao que o prtboste de Roen arran-
cara raorte o cu procurara durante annos '.de fadigis, ora todas as cidados e
povoigoes da Europa, acabava, por uma
decisito do parlamento de Paria, que reco-
nhecia n'elle a creanga ha tanto tempo tida
por raortu, do entrar na posse da hcrnca
de seus pais.
O nomo dos Bernac, nito estava extin-
cto, e a velhi nobreza bret po lia regosi-
jar se de tomar a ver essa antiga farai-
lia.
Bernac! repiti Marcos sobros iltan-
do-s", cono so aquella nome produziss;
n'elle um affeito singular.
O conde 1o Bernac, era o norae do
meu amigo, continuou o indio, n quera nlo
escapava o moviraento de Marcos. Nao
havia duvida alguma; o joven dera, na
presenga dos magistrados, todos 03 escla-
reciinentoj necossarios para provar a sus
individualidade.
o Os depoimentos mais authenticos, fo-
ram em seu favor.
Muitos criados antigos de seu pii de-
clararan] reconhecel-o apesar dos annos de-
corridos e da mudanza operada na trans-
, torraagao da crianga de cinco annos era ho
mente Picarda, sera coroprehender por^mem.
O conda tinha ou'ilo dezesote annos.
a A idade corresponda exactamente i
do filho di Branca o Henrique.
A velha que o ree-bera das mitos do
seu salvador vivia anda, o o seu depo -
ment, era incontestavcl e incontestado.
Contou qua ni me3ra dia em que re-
2ue a roulher a quera a creanea havia si-
o confiada nSo havia cerrido iramediaU-
aente ao castello.
Ao chegar, porm, pule verificar qu3
mulher a quem o viajante tinha confia-
do a creanea havia desapparecido tam-
bem, e desde entilo nunca raais dclla se
ouvira fallar.
< Seria curaplico do La Chesnaye (
Seria uma victima ?
EU o que inda hoje ignoro.
__Depois ? interrogou Marcos, vendo que
o narrador so calava
__ Durante dez annos percorri a i ran
ra, a Allemanha, a Inglaterra, a Italia, a
Hcspanha, sem podor obter a menor ir.
formagao qus me ajulasse no meu duplo
fim.
Tera a crenga mirndo em consequen-
cia dos feriraentos ?
La Chesnaye tera sido raorto em al-
guma das suas expedgoes ?
Estas duas supposigoos erara igui.1
meite provavo's,
cebera a criunga ferila e meia-morta, vira
de repente, a sua caa cnala por nume-
roso bando do horaens, dop>is un malca-
rado a obrigou a seguil-o trazendo o inno-
cente menino.
Vivou dez annos ella e a crianza no
poder tl'esse homem, que 03 otilara para
as fronteiras de Hespinha, nos Pyreos.
Ao fim de dez annos, tinha Mtlo a
cri nya quinzi, ella revelou-lhe a verdid,
e arabo unindoa seus exforyos, consegu
rara fugir, e para isao, o joven matara o
seu caro reiro e precipitara o cadver n um
abysino.
O mojo conde confessou ai,uell* cri-
orqe*"nada pude^des- me que, a seu ver, era urna justa vinganca
cobrir que dis3esse respito a u n ou a ou-
tro.
. Vencido pelo destino, desesperado,
voltei a Paris, onde me eetreguei em cor-
po e alma aos rneus estudos favoritos, nito
conservando, oom a recordado material
as minhas com.oo^Ses passadas, da rai-
nha 4mi*a.l.j pelo ondo e do meu amor
pela coodessa, a .-nao uma madeixa de ca-
bellos que tinha encontrado ao pescogo de
e punicao do assassino de seus pas
Todos o approvaram.
O preboste do Roun confirmou o
cont da vclha, no qu toca va mancira
milagrosa como o salvara.
Pessoas que conhcccrum o conde c a
condessa, deelararam encontrar entre elles
e a crianja as maiores seiitflhanja.
Um nico hornera chama.!.) pelo par-
lamento, depoz contra.
F0LHET1H
MaTHIASSANDORF
POR
julio- tuii
TERCEIRl PARTE
(Contintucto do n. 7)
VII .
A Caa Inglesa
F un tiro disse Pedro.
Tulvcz algu n cac-idor de aguia ou
de javali, que est de alcata na monta-
una! respondeu Lu'gi.
Katreinos, aceras ;entou o doutor, e
nao nos arrisquemos a ser vistos !
Entr-iram.
Mas, dez minutos depois, o raarinheiro
^^ estva di viga fra, chegou precipita-
sent'j
Alerta disse elle. Pareceu-me
ver...
Muitos horneas? perguntou Pedro.
Nao, um s!
I > I j.itor, P.! 1ro, L ligi e Cabo Matifou
corrcr.nu portt, ten lo o cudalo de con-
crv-tr-'iii-so na escuridao.
Coui eflf.-ito, mu homem, que corria
como um ctbrto montez, suba pelas lavas
antier s. Estava s o era poucos instan-
tes .-.diio nos bracos, qiu estavara abertos,
de Caijj Motfou.
Em Ponta Pescada.
- D.-prcssa !. depresaa 1... para den
tro, Sr. doutor, cxclamou elle.
Em um monentotodos eutraram na Ca-
sa logW*, cuja porta fechou se logo.
t 'A roe 1 p-rgiintou o doutor. Que
fim l;vou cll ?. Pudesto deixil-o ?. .
- Sim, para vir avisar !...
Elle nao ve.n ;.'.. .
Catar aqu aeutro em vate ranu
tos '
T uto m'-lkor!
< Esse homem era Giraud, polica do
prebostado de Rouen.
o Diclarou f>rmtmente na reconhecer
seraellianr^ algu ni catre o aprosentalo e
os seus antigos amos.
Ainda mais, jurou que o nvrao de La
Chesnayo fra o que a condesia pronuncia-
ro nntei do mirrer, reconhecendo o seu
assassino, a quo n tirara a mascara.
a Aqu comee >u um grande debate en-
tre Giraud, a velha e o con le.
O joven, que se reoor lava do passa-
do cora tal exaotidSo, descr-ivia minuciosa
monte a scent fatal a que assistra.
Ei'.n terrivel s-ieni tinha o improssio
nado tinto, dizia elle, que serapre- esta %
presente nos seus pensaraontos.
Recoidava-so de tudo, at mesrao da
posigao qui oceupavam cada actir e cada
movel.
n E era contraposigao ao que ntfirraava
Girnul, diz'a quo sua mili tirar i a masca-
ra ao assassino antes d'elle o lanyar no pre-
cipicio, o que o grito sabido da bocea da
moribunda condessa, nito fra o norae de
Lt Chesnaye, mas tnicamente uma exela
raacao de dr indistinctainente formulada.
i O coude parec i ligar a raaior impor-
tancia en esclarecer esto ponto importante,
e at ratao mysterom.
Qucria, e o seu pensaraento era d'um
nobre coracilo, que a entrada na poss de
seus bens nao t'ossc acorapanhada d'um
erro da justica.
ii Sera d'.-fender completamente La Chei-
nay>!, cujo nome o lioso ora entilo bera co-
nhecido, esforgnu-se em o descarregar do
quairuplo crime de que o accu3avara, e a
morte que cora a sua propria mito dera ao
clpalo, destru* tidas as objecgfjes.
A velha, que muitas vezes vira o ho
racm quo a levara e a crianza confiada
sua guarda, home n que era certaraente 0
assassino, descreveu o seu retracto.
Dous antigos criados do conde Henri-
qve deelararam ter visto o seu assassino
antes da sua entrada no castello, poia tra-
zia a mascara na mo e o rosto desco-
berto.
Esscs dous criados deram os signaes
d'elle, eram exactos aos tragados .pela ve-
lha.
Ora, retrato o sigoaea eram oppostos
aos de La Chesnaye, dados por muitas pes
soas que forarr. victimas do bandido.
Depois, provarara formalmente que na
poca era que ti vera lugar porto d'Amiens,
na Picarda, o assassinio, La Chesnaye
commettia na Provence ura outro crime quo
eertticava a sua presonga n'este ultimo
paiz.
Apesar de todos estes depoimentos,
Girau l pressti) pertinaz nente no seu, e
nao trocou uma s palavra do que mo ti-
nha contado.
O parlamento iteolarou qu) as ferilas
recebidas por Giraud, fazondo lhe perder
os sentidos nao ihe permittirain o apreciar
na realida lo os a jontecimentos, o que o
criado fra victima do um sonho.
En tao, La Chesnaye, que a justiga
nao conseguir capturar at alli, foi deca
do innocente dos crimes a ella imputados,
e o mogo conde do Bsrnac eatrou mrao-
diatamente na poss^ dos bens, nome e t-
tulos de seus nobres avi.
t Sabendo a noticia da existencia do jo-
ven conde e os pormenores curiosos quo a
envolviam, corr, ebrio de alegra e felici-
dade, para junto do filho de Branca, nesse
velho castello a que nZo voltara desde a
fatal noite.
O conde recebeu rae s pil- mar vi-
lhas, bem quo parecesse n5o conhecer no m
o homem que se lhe sprcentava, nena o
nome que eu pronuncava.
Esta circumstancia nlo rae surprohen-
deu, pois que nao vi o conde deprs do
nascimeto do seu filho o provavelmente a
creanga nun a ouvir.i filiar d > amigo qu
deveriara considerar como esjuecido ou
morto.
Duas cousas nicamente mo causa-
rara admirago priiu-ira vista. O cdo-
de tinha os cabellos pretos e o* cooserva
dos por mira, que encontrara sobre o puto
.e sua defuota mili, eram louros.
o Nao se pareca em nada cora o homem
que tanto lempo fra meu ooropandeiro o
amigo, e a mulher que amara com tanta
ternura.
A refljxao diminuio a raiuha sur
presa.
E*ti phonomeao, do3 cabellos louros di
infancia tornarera-se depois pretos, mu
to frequento par qu3 admire, c a sem)-
lhang i do rosto ou das formas nao sem-
pr> a lier^ng de utna ereanga.
Tolos os pormenores do julgtmento re-
tidos com ntteiglo por mim, nao me per-
raittiam duvdar, e o con lo a tolos oj m)-
raentn mo reoordava do passaio, qui nlo
lusitM en ro-.'onhecir nelle a ere inga qm
jurara en ontrar um dia.
Quera fra o verdadeiro assassiao, o
raptor do conde ? era un mysterio inex
plicivel, pois quo o ond? de Bernac, sal-
vando-se, matara o ass:*ssino do seu pii e
do sut rali, o o precipitara n'ura abyi.ni
para nunca mais npparc.-er.
a Ella proprio n5o tinha o menor iadioio
a esse respeito.
Djmorei-m albura terapo no eastello,
raas o'cpressa p-ircebi que a miaba presen-
ca so tornava fastidiosa ao conde, e resolv
voltar a Paris.
Por sentiraeoto nexplieavel, s'nti
grand-3 antiphathia por aquella creanga,
qui ao contrario pireua dever amarme
com tilas as forgis da minht alma o co
rabilo.
Reconhecia no conde uma intelligen-
ca superior, mas a^orapinhala d'um t>o-
rago duro, fri, egosta o muitas vezes
cruel.
Deixe o castello, convencido desta
vez, quo uilo deveria mais ir alli e vol ei
para Paris a procurar a distraegito c o es-
queciraento no trabaiho, deixando e.n pos-
se de todos os bens de seus pais aquello
quo Dous pirecii protegir tS) effljazraen-
te com o seu de lo poderoso.
O indio iaterrorapeu novameat a sua
narrativa.
Desde que tomara a pilavra, Mar jos es-
culara-o com a rnesraa attengilo ; mas ao
ecntimento do anciedade que iuvadira a
sua physioooraia cxpressva succeiera uraa
prostagilo completa,
Assim, di3se era voz breve, o filho
do condo do Bsrnac existe, e est de pos-
se do seu norae, titulo e haveres, rico,
feliz, poderoso, c a sua musita esti cura-
priia.
Ainia nao disso o indio levantan-
do se.
- O que ?
O filho do conde de Bernac existe,
acredito, estou certo d'isso, raas n5o est
do p?sse da heranga do seus pais.
Que I acab de contar-ms una f-
bula ?
- Nilo f.bnla.
EntSo ?. .
Ura hornera usa do norae de Birna:,
g03a das dignidaies e riqueza ligadas a
esse nomi e foi reconhojido pelo parlamen-
to de Paris, na prosenga de testemnnhas
incontestaveis at aqu, vernade, excla-
mou o indio elevando a voz; roas, ainda
raais verdade que z)rabn da justiga do
rci do Eranga, quo abusou d'essa ju3tiga
cora falsas testeraunha^, finalmente, rou
bou os privilegios que est gozando e
nao o filho do conde Henrique e do
Branoa!
Marcos tcou como fulminado pela nar-
ragao inesperada.
Uma comraogao maior que nenhuma das
pntecedeu'.es, fez lhe tremer tolos os mem
bros e empallidecer o rosto.
Mas o filho... o verdadeiro filho. ..
aondo est ? perguutou Marcos.
- O filho?... dissa Marcos recuando,
aorao so nao polesse supportar o olhar do
indio.
A creanga que ha vin e dous an-
nos procuro, de que a scieneia me provou
a existencia, que a mao de Deus guiou
em sua procura, tem no brago esqnerdo,
abaixo do cotoveilo, uma cruz tragada
cora a ponta de ura punhal.
E sem dar tempo a que Marcos fize3so
um raoviraeato, precipitou-sa para elle,
pegou-lhe na mo esquerda, arregagoulhe
a manga oncaftan, e descobrindo-lhe o
brago mostrou no lugar indcalo, o sigoal
da Redempgao.
Essa cruz, cil-a ontinuou elle.
Marcos deu um grito, o re uou ainda.
- Conde de Bernac disse o desconho-
cido inclinando se, demos gragis a Deus
por nos haver reunido.
Capitulo xvi
OS CABELLOS
Eu! ..eeul exelamou Marcos sain
do finalmente da inaegao era qu3 o deixa-
ram as palavras do indio.
E' o filho do. conde Henrique res-
pon leu o prsonagera.
Mis... as pro vas os documentos ?
tssos sob'jara, desgragadamente cla-
ros s pira mira, c anda duvdosos para
os outro.-. Escuta rae, escute-m at ao fim !
Antes do lhe dar as provas qm peds, ne-
cessita sabir como descobri que era um
falsario o que so chamava con ie do Ber
na-, abrigando se dcbaixo d'um nomo que
lhe nao partencia. E' necessario que de
esses pormenores a fim de conhecer os tni-
mig.os que tira a combater, suas astucias,
forga e poder. Sent se ao p de mira, e
ouga-mc.
O indio toraou o seu lugir o cora o ges-
to convidou Mreos a quo se 3entassc jun-
to d'elle.
Marcos, palpitando de esperang o re-
ccio, obedeceu raachiu>lmente, como se nilo
tivcs3e coasoiencia de si proprio.
O indio, depois de ter guardado silencio
por alguna minutos, continuou :
Disse que era um discpulo da scien-
eia, ura d'esses honros que a fatal igoo
rancia da nossa poca olha como relaoio-
na los com os espirit03 rebeldes e dotado,
em virtude de certo pa:to oom o diabo,
d'um poder sobrenatural.
Intimamente ligado com todos os gran-
des sabios da Europa, prefera trabalhar
com dous, Goclenius e Flu Id; a mis tre3
reunniu-se depressa um quarto crapanhei
ro, um vclho que o acaso me fez encon-
trar. Era sabio erudito, possuidor de raa-
ravilhosa iatellgcncia, chimava-se o cha-
ma so ainda me3tro Eudes.
De clade inletinivel, espirito singular,
costumes raysteriosos e estranhos, tnestre
tudes repugnou-rae ; mas a pouco e pou-
co rae acostu uoi a elle, e o araor scien-
eia tnatou de prorapto oa sentimentos do
coragao.
Goclenius voltou para a Allemanha,
Fludd para Inglaterra, ficarao.s, raestre
Eudes e eu, corapanheiros d estudo, tor
nando-no3 ainda mais iaseparaveis pela
ausencia dos nossos dois amigos.
O fin dos no3sos trabalhos era essa
scieneia magntica apenas indicada por
Paracelso e que queramos desenvolver
tanto quanto dependa de nossas intelli-
gencias.
Depoi de trabalhos infinitos e dos
quaes nao lhe direi as desillusois nem as
alegras, acreditei possuir. o com eFeto
possuia, a ultima palavra da scieneia, a
chave do somnambulismo artifi ial, gracas
ao qual o passado e o presente nilo erara
segredos para mira.
Nao me comprehende, proseguiu o
indio exaltando-se a pouc e pouco, nao sa-
beria coraprehender-me, e comtulo vae co-
nhecer os ereto8 d'esta admiravtl deseo-
berta quo ignora.
Senhor d'esse poderoso segredo, prn-
cipiei a ser xeloao como um amante da sua
namorsda. Estiva s quando conquistei
esso bira tSo precioso, resolv conserval-o
s para mira, e mestre Eudes, meu coropa-
nheiro, nunca conheceu a ininha deseo-
berta.
f Deus, coroando os raeus estorg)s ra-
corapensou uma agito caridosa out'ora fei-
ta por mira, pois era um* Iraca ereatura
educada pelos meus cuidados que rae au-
xiliou poderosamente, sem ella saber, a
chegar ao meu tira.
< Esta ereatura era uma menina de.
quinze annos, lidna como os anjos, carita
Nao I tanto peior Nilo sei como elle
te ve aviso da que o senhor se f de urna duzia de horneas .
Sem duvida foi por esse moutunhoz,
que nos espiou! disse Ltigt.
Eiutiin, elle sabe, ro-poadea Ponta
ta Pescada e comprehciideu que o senhor
arraava lhe um lago !
Pois que venha! cxclamou Pedro.
- Elle vem, Sr. Pe Iro Mas a essa du-
zia de remitas que lhe vcio de Malta, reu-
nise o rosto da quadrilha, que voltou hoje
mesrao de Santa Grotta !
Ao todo, quantos bandidos sao* per
guntou o doutor.
Uns cincoenta r responden Ponta
Pescada.
A posigio lo doutor e Jo su destaca-
mento, coraposto apenas do onze marTihei
ros, Lug, Pedro, Cabo Ma'it'm e l'out.
Pescadadezeseis contra cinco :nta esta
va muito ameagaln. En todo o cas, s
hivia uraa resolugao a tonar, era pro iso
tomal a depressa, porque o ataque en i n-
ininente.
Mas, antes, o doutor, qu'z saber -tnd .
quanto se tinha passado, c cis o qu: Pj ita
R-scada contou-lhe :
Nessi inanha m3sm>, Zinnc tin'ia v >!
ttdo de Catana, onde linh i pissali a noi
te e foi elle mesrao que o d.iii'-ir v. > n i
qailiti Bolliai, Quando voltou b ii t -\ ito
Santa Grotta encontrou ura mntinh z pi
lhe deu esta informagilo: uma duzit I--
ho nens, vn los da die f5 m iivjtm, c
cupara a Casa Ingleza.
ito foi preciso mais ntdi pira pt Z>
n.ne coinpr-.-hendesse a situabaj. J nilo
era elle quera attrahia o De. An k;rtt a
uraa cilads, era o doutor, -*e qniu llu di
ziain que desconfiassj, quo o ai n i t.
Entretanto, Ponta Pesca I iuit a p ira
que Zirono atacassj a Casi Ing! /. i. arli
maulo que os UalbiSM fi ilu-nii i ni n
cabo da pouoa g-nto do douuir. 'Avon-,
por ii, continu)U nlcciso qutnt > su qUi
d'jvia aSer. E a Insistan di -l: Pont..
Piscada p tie eu-lho to bujjc u que elle
deu orleiu que o vigiassem, o pi: Posca-
da couprc-hendeu logo.
Km suiuraa, provavcl qieZrono ti
v#o renunciado a apoicr.r h d j era vista da incerteza, s a su i qu idrilh i
nao tivesso apparecido \> Us n'* oras d .
larde, hutao tendo uns uiiiiweuli lumnis
Grotta, poz-sc a caminho para a Cts.i In-
gleza.
Ponta Pescada comprehendeu quo o
doutor e os seus estavain perdidos se nilo
os avisasse em tempo afira de poderem fu
gir ou pelo menos estarem prevenidos.
Esperou, pois, que a quadrilha do Zirone
chegasse vis a da Casa Ingl-za cuja po-
sigo nilo conbecia. A luz que alluraiava
sjanellas bab litou-o vela pelas nove
horas da note, a menoi d) duas railhas de
distancia, na encosta do cono. P^n'a Ps-
cala correu logo nessa direcglo. Uoa tiro
que Zirono disparou lhe, aquella qe ouvi-
rim na Casa Ingleza, nilo o anangou.
Cora a sua agilidade de c'cif;i, pos-s lego
fra do al ;anco d is armas do fog ; o uia
como tinha cheg'do, preec leudo apaas
vwte minutos a quadrilha de Zrose.
Concluida essa narragilo, con um aperto
de mito, o doutor agradecen ao inteligente
e valent lapaz tu lo quanto tinha feto ;
depois dis-utirain o qua convnht fazer.
vbanlonar a Casa Ingleza, op:rar urna
retirada, alta no'.to, pelos rmeos dossi
montanha da qual Zronc e a su i gente
couheciam tolos os carain ios, era exp
rom se a um i lestruigao completa. Espo
rarem o dia nssa casa, intrincheirare n se,
ilef.nlercra-se alli como em u n block hzus,
en cera vezes raellior. Aratnhecendo, so
t'oiso possiv.-!, pirtir, assim o fari un ao
ra no i de dia u uo se aventurariam s ce
g is por esses declives, atravs dos procipi
caos o dos sjllatras.
Portan* >, resolvern fijar n resistir.
Cine;irau ligo os preparai/os de de
f si.
Pri n.-ira oente, feoharain as duasjanel
lis da Casa Inglt-z i o tr.nearam-as por
Ijutro. Pa-a servir do s.-it;iras, utihsa-
raia os vaisqm havia entre as s:ms do
tect ni seu ponto da apoio sobre a par.do
da frente. Cala hornera, munido de urna
espiugirda de tiro rapilo, traba vintc car
tuxos. O doutor, Pe Iro e Liigi tinhara
os s -us revolvers e podan auxilial-os.
Cabo Mititju s tinha os s;us brigos-
Punta Pscala centava aoc.ii> con as
m.lot- Talvez nilo fosseiu elija os ruaU
mol ui-iiiadoa.
Docorreraiu quasi quarenti minu'.is 3 ira
que fossa dado nenhum ataque. Z roo,
a.oeodo quo o Dr. An.kinr, hvsi!o por
Poati Pcs.mda, nio p id i sor sorpre; en ii
sua dUposigao, nao h'sitou nai*i tiliido, liria renunciado o sfts projectos de
a quadrilha, deixaodo a b n a de S -.ira ataque? Entretanto, cincoeuti liora?ns de-
baixo das suas ordens coui a vantagera
que devia dar-lhe o conhecimento do ter-
reno, davara-lhe todas as probabilidades de
ser victorio30.
Do reponte, pelas onze horas, o raari-
nheiro de viga entrou precipitadamente.
Um magote do homens approximava-se,
esoalhava se, do rao lo a cercar a Casa
Ingleza por tres lados, o quarto lado, en-
costado mootanha nilo offereeiu meio de
retrala.
Cjnlieoda a manobra, fechou se a porta,
que fu trancada, e cada um tonou o seu
posto entre as asnas, sen lo-lhes renommen-
dado que hilo atirassera senilo cora ponta-
ria segura.
'/. ro.ic e os se is T .ngavam lentarae it ,
nao 8^ra prudeacia, desfilando por tras
das rocha, atira de eh"g no del Ligo. Nessa crista estavara aecu-
m llu los enormes pe lagos de trachytos e
do bisalto, cora o fim, sem luvida, de
proteger a Casa Ingleza da nove durante
as torradlas do invern. Chegando a esse
plandto, os assaltantes poleriam mais fa
,ue i te atacar a casa, arrombar as portis e
j mellas, e, xjudado o numero, apoderar se
do doutor e de todos os seus.
Oo repeat ejavio-se umadetonagilo. Um
fumo leva s .hio por entro as asnas do tac-
to. Otilio ura borne n uiortalinente ferido.
A quidrilli imuo.t log) alguns passos e
oseonleu-se atrs dos rchelos. Mas, a
pon o e pouco, aproveitando a desigual la-
de do terreno, Zirone a conduzio at ao
p do Piano del Lago.
lato nilo M f z sera quo uraa duzia de
tiros illuraiiassem a frente da Casn Ingle-
zi, o que derrubjti ain la %dous d>s assal-
tunti-8.
Ziron', oritJb, deu o grito pira o assal-
t). A' custa de raais algn taridos, toda a
quadrlhi invostio pira a Casa Ingl'za. A
porta ficou crivada de bala e dous roari-
nli uros, leve ne.ite feridos, tiverun de re-
tirar se do combate.
A luti toruou-se entilo muto renhida. A
m icha lo os issaltsntis conseguiraih que-
brar a port e uraa das jaaellis. Foi pre-
ciso f izar u -a soit ia pan os repellir, no
meio do um ^fusilara in eisante de arabos
os la los. L igi te ve o chap) turado por
u.ca bala e Pedro, ta Cbo Matifou nao
tiv -ssc acu li lo, terii recebido u na langa-
tt de ii.i dos binlidos. O Herculas, po-
rc.n, alli esta va e com a mesma langa que
arnncou lhe das milos raatou o homem.
tiva como elles, o que recolhera nove on-
nos antes na Hungra, qmndo eu percor-
ria a Europa era bus-a do filho do conde-
de Bernac.
Creanga perdida ou abandonada, en-
contrei-a, nua e raorrendo de forae e ino,
no caminho. Embugando-a na nnl a capa,
resolv acceitar para tlba aquella qua o
Senhor n33ra colbcra debaixo da roinha
protecgilo.
o Aldah, foi o nome que eu lhe dei,
cresceu, e todos os dias sent augmentar a
ternura paternal que lhe dedicara.
Desenvolvendo se o corpo pelos cuida-
dos materiaes, ^mprehondi desenvolver lhe
o espirito e a inteligencia com o estudo.
Aldah pareca egualmente ter por mim
um amor filial. Muitas vezes rae almirei
de a 8urprehenddr em rauda contemplagilo
deante de mim.
Pareca quasi serapre adiiahar os tveua
pensamentos e ler no raeu espirito.
o N;1o coraprehendia esta infla mcia mo-
ral tilo poderosa, quando a scieneia mag-
netita me revelou o mysterio.
a Aldah, pre8tando-3e a todas as minhas
vsntades, redamou a experiencia que nao
ou3ava nmprehender n'aquella natur^za tao
delicada. FioBlraente, armando-mo de
coragem e energia, truraphei das rainhas
hesitaglies e dtt;rmnei depressa, admira-
do da ininha obra, espasmos ,attaques ner-
vosos aos quaes succederam a cata epsia
e o xtasis.' Obtive a insensibilidade ex-
terior, o isolamento, c fioalraonte o som-
nambulismo lucido !
Na noute em qua fiz estas experien-
cias pareca endoudecer.
Aldah, acordada, nao senta mal al-
i Triumpha-a do3 meus obstculos, re-
pito-o, bem qm o nilo coraprahenda, al-
cangara o meu fim.
Mestre Eudes nunca vira Aldah, nem
a viu, tinto eu receava quo elle chegasse
a surprehender o segre lo da soicncia.
u Nada lhe disse e sube conter-me bem
quo a alegra inundasse a m'nha alma.
i Continuei a trabalhar cora elle como
antigamento para nilo dai' lugar a suspei-
tas procurando o serapre.
c Mestre Eudes tinha o capricho de ap-
plicar-se magia, acreditar as soiencas
oceultas e essa crenga, e?sas doutrinas fal-
sas o affastavam do fin para o qual cu
nilo tentava conduzil-o.
Nao quera rival, d-*8?java que aquee
segredo fosse minha propriedade exclu-
siva.
.( Este mestre Eudes de que fallo, j
disse ta'"bra, tinha costumes singulares,
f Habitava e ainda habita uma velha
casa situada no centro de Paris, na raar-
gein direit.i do Sena, ao p do palacio de
Soissons o enoosUda a ura convento dos
Agostinhos que fra destruido e arruina-
do no principio das guerras da Confedera-
gao.
Nunca visitara o corpo principal do
edifioio construido no fundo do pateo da
casa e de que a chronica popular se en-
tretinha era fazer uraa morada de demo-
nios.
a Mui'o esclarecido para ligar alguma
importancia aquellas boatos absurdos nun-
ca me praoceuparam.
Uraa tarde que trabalhavaraos ambos
o'uma cmara, rae8tro Eulea fazendo-se
raais dado por motivos que eu iguorava,.
conduziu-roe mysteriosa casa, prevenin-
do rae que l encontrara um homem, dis-
cpulo, raui versado as sciencias e que se-
ria feliz em reunir os S3us aos raeus traba-
lhos.
a Accrescentou que era ura a'to perso-
nagara e tendo raotT03 rauito serios para
nao sor conhecido, nunca viaba aquella
casa senao mascarado e jamis tirara a
sua mascara.
Pouco me iroportavam estos pormeno-
res Comprehendi que o velho me occul-
tava a verdade, mas a curiosidade me im-
pellia o ac;itei o seu offereciment.
Foraos a casa mysteriosa e n'ura mag-
nifico laboratorio encontrei o personagem
mascarado.
(Continuarse lia.)
Durante essa sartida, Matifou foi terri-
vel. Vinto vezes servio de alvo, raas ne-
nhuma bal i o ferio. Ss Zirone vence.sse,
Ponta Pescada estava antecipadamenta con
demnado, e essa lia duplcou-lhe o furor.
Diante da tal resistencia, os assaltantos
reouaram segunda vez. O doutor e os
seus poderam novamente recolher-sa asa
Ingleza e examinar a situagio.
Que ha de munigoes? parguntou elle.
Dez ou doza cartuxos para cada ho
mom, responden Luigi.
E que horas silo ?
-- Apenas mcia noite !
Ainda quatro horas at que amanhegi.
R' preciso poup ir as munigoes, afi u do
proteger a retira la, ao priineiro clarilo do
dia.
Mas entao como defender i f raprdr a
tomada d* Casa loglezi, se Zirono o a sua
quadrilha voltassem ao assalto 1
E foi justamente o quo fizeram, depoii
de ura quarto de hora rte dos -ango, duran-
te o qual levarara os seus feridos para a
retaguarda.
Os bandidos entao, furiosos com a re-
sistencia, loucos de raiva, ven to cinco ou
seis dos seus fra de combate, subiram de
novo e reappareceram era cima do pl.in tito.
Nenhum tiro f >i disparado contra e!le3.
Zirone, pois, conduio, nao sera razao, que
as munigoes comogavain a cs3aseir aos
defmsores da Casa Ingleza.
Entilo nvangou com a sua quadrilha. A
idea de apa lerar-se de um personagem cem
vezas millionaro, podia bom ex -itir esscs
bandidos da poior especie.
E dessa vsz, foi tal o seu impeto, que
forgarara a porta o as janellas c teriam to
raado a casa da assalto, so nova descarga,
queima roupa, nai tivesse mtalo cinco
ou seis. Tiveram ainda que recuar, mas
nao sem que dou3 dos inariuheiros ficas-
sera tao gravemente feridos, quo tiver.xra
de retirarse.
Aos defensores da Casa loglez\ s res-
tavara quatro ou cinco cartuxos. Nessas
'condigoos a re.irada, raosrao dia claro, tor-
nava se quasi impossivcl. Sentiara, pois,
que estivaiM perdidos, so n.lo Ibes chegasse
soccorro. Mas, de onde podia vir osse soc
corro ?
Infelizmente, nilo era de suppOr que '/,.-
roo e seus corapanheiros renunciassera
empreza. Ainda eran cerca do quarenti
validos e bem armados. Sabiara que cin
breve os d-finaorea da Casa Ingleza nao
1
>
poderara raais responder ao seu fogo e vol-
tarara carga.
Da repente podras enormes que rolaran
pelo talude do plaoalto cmo uraa avalan-
che, esmagaram tres delles, antes que ae
podessem afaster.
Era5abo Matifou qua tinha deslocado
as ro;has de basalto para langal-as do ci-
rao do Piano del Lago. *
Mas esse meio de defeza nao bastavg.
E alera disso, nilo tardara a acabar. Ha-
viam, pois, de sucourabir ou empregar to-
dos os meios para obter soccorro estranho.
Ponta Pescida teve entilo uma idea em
que nilo quiz fallar ao doutor, quo n3o te-
ra consentido nella. Coramunicou, porm,
essa idea a Cabo Matifoz.
Sabia, pelo dito que ouvira na baiuca de
Santa Grotti quo em Cassone havia. ura
destacamento de carabineroa. Ora, para
ir a Cassone bastava uraa hora o outro tan-
to para volt ir. Nao sera, pois, possivel
ir avisar esse destacamento ? Sira, mas cora,
a condigio de passar por entro a quadrilha
de asfaltantes e seguir depois para oeste da
montanha.
Portante preciso quo eu passe t-
hei de passar disse Ponta Pescada de si
para si,
Ora, com os diabos, ou agenta cioum
ou nao 1
D.ssc a Cabo Mtifuu qual era o meio
qua quera empregar para ir buscar soc-
corro.
Mas, dsse Cabo Matifou, tu te ar-
iscas ...
Eu quero 1
Cabo Matifou
Ponta Pescada.
Os dous entilo fjrain para um pnto 4
direita da Casa Ingleza, oado a nev tinha
se accumulado era grande porgSo.
D.-z minutos depois, em quinto a Juta
coiitinuava de parte a parta a parte, Cabo
Maiit'ou cqiptreccu, erapurrando na sua
trente uma grande bola de nev.
Depois, entro as podras que os marinhei-
ros continuavam a langar sobre os bandi-
dos, saltou u bola que icsceu pelo talude,
passou pela quadrilha e parou cincoenta
passos trs, no fundo de uma pequea
depressSo do terreno.
tutilo a bola um peuco quebrada pelo
choque abrio-so e deu sabida a uma crea-
tura viva, alerta, a un pouco finorio, 00-
mo diz'a de si mesmo. [Continuarte-ka.)
Tyji. Jj Utario -i Uai^ue ae Ctiud a. 4".

<
nunca ousaria contrariar


ILEBVEL
i