Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19585

Full Text
ANNO Lili -- NUMERO 1
M

-'/-

H
P.ltl.l A CAPIl'AL K Ll/aVAl*"4* O ,ll X.IO *B PAGA PORTE
Por tros mezes adiantado*
Por seia ditos iJcic......
Por um anuo dem......
Cada numero avuiso, do mcsrno ca.
6,5000
12,5000
24OCO
4100
10 DE JANEIRO DE 16
PARA D.HTHO K IOR1 IA PROVINCIA
Por seis mezes adianudos.
Por nove ditos idom......
Por um auno dem.....
Cada numero avulsu, de dias ajtericrcs.
1305OG
20^000
275000
A1J0
DIARIO DE PERNA
Propriebabf ht Jtlanael Xtguriroa be Jara & S\)ob
TELEGRAMMAS
sss:::: tu lvm sms
(Especial para o Diario)
BERLN, 8 de Janeiro, tarde.
AiNegara-sc que o Principe de
Rismank vae propor i<> Reicnutag
que conceda no governo o monopo-
lio da venda don espirlCMoaow nn
tlcmnnbn.
Agencia Havas, filial em Pemaubuco,
9 de Janeiro do 1886.
IHSTRDGCiO POPULAR
Geographia geral
Extrahido
DA NBMOTH&CA DO POYO E DAS ESCOLAS
Continuacao )
WIM
FRANCA
Na Aint-rica ; a Martinica, a Guadalupe, De-
tirade, as lha tianto* a de S.-Bartholomeii (dearte
1877), ao noric da d*|'. Marlinlio (Antilhasi a
Guyana francesa e hs ilhnj de S. Pedro e Miqielon
(perto da Terra Njva.)
Na Ojean, i : iu ilh.t3 Mirtinas a Nova Cale
donia a ilhi de Clipperlon e o protectora lo dos
archipel.-i ;os d Taiti e de Gambier.
As colonia i fra-icezas, fora a Argelia, tem pro
timaraente 3.6(10:000 habitantes,
BLGICA
2V:j00 kilmetros quadradoi. 5.000:000 habi-
tantes169 habitantes por kioinetrj qua Irado.
A Blgica ten por Bailes : ao norte a Hollau-
da; a leste a Pruesia rbenana ; a) sul a Franca ;
a oeste o mar do norte. -A Blgica desde 1830
qae form um reino independente setM ejiocha
revolucionon-se e tornoa se independeuta da Hol-
landa, tomando para s-u rei o principe Leopoldo
de Saxe-Cobargo. A Blgica, qua tem um terri-
torio inuito limitado, proporcionalmente o paiz
mais populoso que se conhee.e. Toda a Blgica
plana, a eiceps?ao da parte oriental. O clima
hunido, mas saliOj O solo multo cultivado e a
agricultura muito aperfeifjada. Tem abundan-
tes minas Jo hulha, ferro e zinco; o inannorc C a
ardosia abundam igualmente. CulSSOl, legumes,
Satas textis, tintnriaes e oleoginosas : tabaco ;
_ ulo, com que ja fabrica a inelhor cerveja da
Furoga. Creacao de gado, abelhas c bichos de
seda : cavallos estimados. Os productos priucipaes
da industria, que muito desenvolvida, si : pannos
de linho, renda?, tapetes, rias MSOSM e assu-
car. O commereio di livros taubem i'nportan-
te. as ciladea e na provincia de L6JS faila-se
francez ; as aldeias falla se o fla-nengo e o wal-
lon (francez viciado). A n-ligiio a cutholica, a
forma d? governo a monarchia constitucional. A
Blgica est dividida em 9 provincias.
Capital, hruxelLu, 180:000 habitantes. Sao di-
gnos de mencao a ca'bedral de Santa Gudula e o
Palacio da Municipalidade ; monumentos gothicos
curiosos : rendas afmalas: ao sul fica a aldea
cte Warteloo, onde, em ma celebre batalh-i, foi
derrotado Napileo I (1815).
cidades pbiscipves Gand, 123:000 habitante];
praca forte ; tribuaal de appella^lo das duas Flan
dres. Anvers, 120:000 habitantes : praca forte e
Ejrto sobre o Escalda ; cathedral. tjUgt, 100:000
abitantes ; minufacruras de arma i e fabrica* de
pannos. Bruge* 52:t;X),habitantes; escola de ci-
rnrgia e pintara. Ltuim, .'!.*>:00) lnbitaotes;
universida le celebre. Midines, 35:000 habitantes ;
entroncamente dos cuniuhos de ferro belgas.
Tournai, 8l:O00 habitaste*; manufacturas im-
portantes. Yerrierr,80:000 habitante* ; fabrica-
r j de junaos afssM los. M<< 27:000 ; fabricas
de velludos, remisa c algodo s. Uamur, 26:000
babitant liorna, Yprca, 18:000 liabl'ait-'s ; rendas cliuna-
d.is de p into de Val iu::nme*. Osle de 17:000 ha-
b'.tantei ; buih-a do ma : pesca impirtante :
ostra, i harleroi, 10:000 habitantes : .alendas
de la : sabo s; crystacs. ArU>n 6:000 habitantes:
Commereio il ferro e de cere-tc.
Em 1811, nina companhia belga fundan nina o-
louia em S Thomaz no Guatemala ( Averies
centra')
(Continua.)
PARTE OFFICIAL
Governo da Provincia
KXPEDIEXTE DO DA 23 DE DEZEMBRO DE 1885
Actos :
f. O presidente da provincia, icaolve deinittir
G ldino Jote de Mello do cargo de adjunto do
promotir publico no termo do Grvala da co-
marca de Bej.ros.Cotnmunicou-se aojuiz de
direito.
O presidente da provincia, de confonnilale
com a proposta do Dr. chi-fa de pilicia, em o rucio
n. 1612, de bontem datado, resolve exonerar a pe-
dido, Antonio Jacintho Percira da Costa do cargo
de subdelegado do Io districto do termj da Es
cada c nomear para snbslituil-o. o cidadao Al-
ventines Nunes da Costa Agr.
J O presideufe da provincia, de conformiiade
com a proposta do Dr. chile de polica em oloo
n. 1640, de hontem datado, resolve nomear Fran-
cisco Brito de Alni ida e o tcueste Alexandri-
Ferreira da Silvw para mlsgaie* de %' e .'!'> sup
plentes do Je edo do A:t.ulio, ieando i-xonerados
os actnaes.
presidente da provincia, ^ conformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica, e.n olHcio
n. 1640 de hontem datado, resolve nomear Ma-
noel SimOes de Moraes e Joo Theotonio SjItiI
para os lugares de 2 e 3o supplente* do Modele-
galo dodistricto de Altinbo, fcando exonerado*
os actuaes.
U presidente da provincia, do conformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica em otncio
n. 1641, de hontem datado, res-ilve nomear para
o termo de Agua Pr.ta as seguintes autoridades,
fican lo exoncadas as actuaes :
Subdelegado do districto de Grava'
3o supplent Antonio Marinho de A'evedo.
Subde'egacia do districto de Camp iF.'i
' supp'cutc Ulysses Francisco de Mello.
3 supple ite Joaquim Fernanda*< da Silva.
Subdelegada do Riacho do Matto
3 lupplenta Antonio Jos Baptista da Silva.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proporta do Dr. chefe de polica em officio
s. 1651 de hoje datado, resolve exonerar a pe-
dido o cidadao Antonio Joaquim orreia de Araujo
do cargo de subde'egado da fre^uezia da Virzes,
e nomear para substituil-o o a I fe res do corp de
polica Jote Tsrencio Barros Araujo.- Com-
muniMii se ao Dr. chefe de polica
O presidente da provincia, reolve nome ir
Eloy Belchior de Car.albo Barros pira o lugar
d: 3*> supplente do juiz municipal o de orphios
do termo de Floresta, passando na forma da le
o actual 3 supp'eata Eustaquio de Lopes Barros
para o lugar de 2*. Ao noroeado fica designad
o praso de u.czei para prestar juramento dt
estylo.
) presidente da provincia, tendo em vista i.
proposta do inspector do Tliesouro contida em offi
ci n. 399 de 21 do corrate, resolve cont ier .
Arscnio Cordciro Ribeiro Campos a exoneracao
que solicitou do cargo de cullector provincial do
municio de Panellas, e nomear para substituil-o o
cidadao Alfrelo Santos Communicou-se ao
Thesouro Provincial.
O presidente da provincia, tendo em vista a
proposta do inspector do Thesouro Provincial,
contida em offieio de 15 do correte, sob n. 375,
resolve exonerar Cypriano Torquato da Trndade
do cargo de collector do municipio de Villa Bel-
la, c nomear para substituil-o o cidadao Francis-
co Gomes de Andrade Filho.Commnnicou-se au
Thesouro Provincial.
O presdante da provincia, teudo em vista a
proposta do impector do Tbesiaro Provincial,
contida om officio de 15 do eorrente, sob n. 375.
resolve nomear o cidadao Zacharias Goncalves de
Araujo Lima para exercer o cargo de escrivo da
collectona de Villa Bulla, que se acha vago.
Communicou-seao Thesouro Provincial.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do administrador dos correios, em
officu de hontem, sob n. 1,019, resolve, na forma
da le n. 2,791, de 20 de Outubro de 1877, nomear
...inygdio de Assis Campos Cardim e Francisco
Gomes de Araujo, na ordem em que s achain,
para exercerem os cargos de agentes dos correios
das estaces do Boa-Visgem c Lagoa do Carro,
que se acham vagosCommuneou-se ao adminis-
dor dos correios.
O presidente da provincia, tendo em vista o
officio de 5 do corrente mez, do juiz de direito in-
terino da comarca de Palmares, do qual se verifi-
ca que em conseqnencia da reviso do anno proxi -
mo fiado, exc de. de 350 o numero de elcitores da
ia rocina do S. Jos d'Agona de Agua Prets, de-
termina, de accordo com o disposto no art. 91 do
regulamento expedido com o decreta n. 8,213 de
13 de agosto de 1881, que a referida parochia seja
dividida co duas seccoes, comprchendendo a pri-
men-a os eluitores do primeiro districto de paz,
que se reunirio no paco da Cmara Municipal
respectiva, e a segunda os do segundo uistricto de
paz, qie se rcunirilo no consistorio da igreja ma -
triz.Remetteu-se copia Cmara Municipal de
Agu i Preta.
Igual ao juis de direito interino da o.marca
de Palmares, em resposta aos seus officios de 5 e
20 do corrente.
Igual ao juiz de paz mais votado da paro-
chia de S. Jos d Agona de Agua Preta.
Officios :
Ao presidente da provincia do Espirito San-
to.Transmiti a V Exc. o requer meato e.n que
o senteucudo Antonio Joaquim da Silva pede a
V. Exc. se digne de providenciar para que o coin-
tnandante da companhia de infantaria existente
nessa provincia passe por certidao o que constar
dds asseutament08 re ativos em que esteve addi-
do reierida coaipauhis.
Ao commandante das armas.Expeca V. S.
suas orden* par que siga, na primeira opportu-
nidade, para a provincia da Parahyba, conforme
solicita a respectiva presidencia, em ttlegrainroa
de hontem latado. o sIteres Urbano Pacifico Pe-
reira L*:ite, mandado addir companhia de iu-
fantari d'aquella proviacia.
Ao mermo. Autoriso V. Exc, conforme so-
lcita em seu officio n. 2,091, de 9 do corrente, e
vista do telegramma do Ministerio da Guerra,
de hontem datado, a providenciar no sentido n*
ser efectuada pelo esmmandante da companhia
de cavallaria, segundo permitte o avisojlo Minis-
terio da Mariuha, do 28 de Abril de 1877, dirigi-
do presidencia da provincia da Baha, e pubb
ra lo no Diario Officl a. 115 de 23 de Maio vi-
geute, a coupra de 25 cavados que actualmente
ialtam para o completo da cava'hada da referida
compauhia.
Ao mesmo.Para satisfazer a recomrn-'nda-
gs do Ministerio da Agricultura, Commereio e
Obras Publicas, em Aviso de 28 di Novembro ul
tinn, sob n. 4, sirva se V. Exc. de informar se
Rayinundo Via icel do Nascmento c Manocl Fran-
cisc i da Cruz, que pecein prazos de trras ao Go-
verno Imperial, foram pracas do exeicito, envian-
do-me as competentes execosas.
Ao inspector da Sade Publica.Autoriso
V. S. a mandar fornecer as subdelegado de po-
lica de Calende os medicamentos constantes da
relacao annexa ao seu officio, a que respondo, de
21 do corrente, para tratameuto dos indigentes
ali accouiettidos de varila.
__ Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Declaro a V. S-- para os devidos fius, c em res
psta ao sen officio n 717, de H do corrente, que
autorisei ao brigadelro commandanto das armas,
conforme solicitou em officio n. 2091, de 9 deste
mez, e vista do telegramma do Ministerio da
Guerra de hontem datado, a providenciar no sen-
tido de ser effectuado pelo commandante da com-
panhia de cavallaria, segando permitte o Aviso do
mesmo Miuisierio de 28 de Abril de 1877, dirigido
h presidencia da provincia da Babia, e publicado
m Diario Officiat u. 115, de 23 de Maio seguiute,
a compra de vintc e cinco cavallo?. que; actual-
mente f.iltam para o completo da cavallala da re-
ferida companhia.
Ao mejmo.Deferindo o requerimento da
North Brazilian Sugar Faetones Companhy por
seu representante o de accorlo com a informa-
cao do inspector da lfandega annexa ao officio de
V. S. datado de hja sob n. 727, permit'o que
sejam deseatregadas as alvaregas, em <|ue se
aeham os matenaes vindos da Europa no vapor
Euclide e depo3iadis em Santo Amaro das Sa-
Inias at que seja autorisado o respectivo descm
barac' -
Ao mesmo. Corninunioo V. S. para os
fi.s civeni'-ntes, qu-, p>r -lecreto d 31 de Outu-
bro Jnltiino, publiclo no Diario Ojfisial de 2 de
Novembro rindo, toram ex mera lo* dos Cargos de
director e vice-dire:tor do Presidio de Ferninio
de N>r-nh* o brigadeiro honorario do exercito
Fraucisco Joaquim Pereira Lobo e o inajor Gui
Ihcriniuo Paes Barreta.
Ao mesmo.Communico a V. S. paraos
fius convenientes, que por decreto de 31 d*" Outn-
bni ultimo, publicado no Diario Ojjicial de 2 de
Novembro fiado, toram exonerados des cargos de
director e vice-director do Presidio d Fernando
Nurouha o brigadeiro honorario do exercito Fran
cisco Joaquim Pereira Lobo e inajor Quilberioiuo
Paes Barrete.
Ao inspector d> Thesonro Provincial For-
neca Vine, da accordo com a nformacao constan-
te de seu officio n 384 de 17 do correu'e, os trez
mil metr >s de slgodao azul mesclado naeionul para
ronpa dos presos pobres da Casa de Dt-fenciio se-
gundo requisitou o Dr. chefe de polica.Cunnnu
uic ju-s ao Dr. chefe de polica.
Ao thesoureiro das loteras destinadas ao
tundo de einaucipacao.Infjrme Vine, qual foi o
numero d trata s u officio de hontcn datado.
Portaras :
j A Cmara Muuicipal do Recite Para ic*ol-
ver sob.*e o assumpto do officio u. 68 Je 18 de No-
vembro findo, compre que a Cmara .Muuicipil do
Itecife me remeta com urgencia urna demonstra-
cao circjmstanciada das despesas fetas por con-
ta dos crditos a que bc refrrem em seu predito of-
ficio.
A' Cnni ira Municipal do Rio Formozo.Res-
pondo aos officios de 25 de Setembro findo e 3 do cor-
rente recoinmendando a Cmara Municipal do Rio
Formozo, que chamo concurrentes a arrematacao
dos impostas desse municipiosirvindo dbase para
a licitacao a qaantia de 2:031|61l termo medio
da arrecadacao dos eres ltimos exercicios finan-
ceiros.
Previndo a Cmara que devero ser arrecadados
todos os impostas cobra veis nesse municipio decre-
tados pela le n. 1862 dj corrente anno.
O Sr. superintendente da estrada de ferro d >
Recife uo Sao Francisco srvase mandar dar trans
porte, para screm descontados opportunamcnte das
gratuitas a que o governo tam direiti da estaca >
de Una a de Cinco Ponas, quaudo se apresenfarem
em carro de l classe, ao espita Ernesto Alverca
Pacheco e em carro de 3a a doze pracas, que o
acompaoliam de volta ao interior,
OSr.encarregado do prolongam *nto da estra-
da de ferro do Recife ao Sao Francisco, na estacan
de Palmares, mando dar transcorte por conta da
proviucia da estac.lo dcCatende at Una quando
se apresentarem em carro de Ia classe ao capitn
Ernesto Alvares Pacheco, e em 12 pracas que o
acompunbam de volta do interior.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
man* dar passagem at Arscaj, por conta das
gratuitas a que o governo tem direito. no vapor
que seguir para o sul a 26 do corrente r, ao
bacharel Jos La lislu Pereira da Silva c a sua
senhsra, e pri a tres criados.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucsna
mande dar psssagem r at a B .hia, no vapor
que segu para os portos do sul a 26 do corrente
ao Dr. Francisco Homem de Carvalho e sua mu-
lbcr, por conta das gratuitas a que o governo tem
direito.
EXPEDIENTE DO SECHETIBIO
Ao capito Erdesto Alves Pacheco.O Exm.
Sr. conselbeiro presidente da provincia acaba de
providenciar sobre o transporto de V. S. e de
onze pracas, que o acompanham, at esta capital.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 8 DE
JANEIRO DE 1886
Antonio Augusto da Cmara.Como requer.
Bento Ferreira da Costa.Informe o Sr. inspec-
tor da Thczouraria de Fazenda.
Companhia da estrada de ferro do Recife a Ca-
xang.Seita data dirijo officio ao inspector do
Tbezouro Provincia!, no sentido em que requer a
suplicante.
Florio Goncalves Lima.Passe portara conce-
dendo ao peticionario 2 mezes de licenca na for-
ma da lei, afim de tratar de sua saude.
Firmina Filonella de Oliveira. Sim, pasniudo
recibo.
Jos Antonio de Pinho BorgesNao tem lugar.
Dr. Joo Vicira de Aranjo.Aguarde a auto-
risacao pedida ao governo imperial, para o paga
ment a que ce refere.
Mara tdaiina de Albuqcerque.Entregue-se
me liante recibo.
Alaria Thercza da ConceicaoAo filho da sup-
plicante cabe requerer por intermedio do comman-
dante do eorpo a quera, pertence.
A me*ma. He n.
Dr Tarquinio B. de Sous Amarantho. Aguar
de a autorisaco pedida ao governo imperial para
cedo na frrra do parecer do cnjenliciro, pagos os
direitos inumcipaes.
Joaquim Jorge Bastos como precurador do Dr.
F. J. de Mello, para inaudar substituir a cumieira
e Uina terca de sua casa n. 185 ra Impel rl, -
-iin, pagan.o os direitos e cbservando o pancer
do engciibeiro.
Jos Pedro de Sonzi, para mandar substituir
mandeira da frente de sua casa de taipa e;t a-
da nova de 8. Lurenco da Mstta.-eja concedi-
da na forma do parecer do engenbero, pagos os
direitos.
Jos Luz Rib.'iro, pira mandar fazer urna ca-
sa du taipa na estrada do Arruial. Satisfaea o
que pede, o engenhciro.
Joaquim Mariano de Souza, para mandar subs-
tituir madeira da coberta de sua casa n. 8 ra
do Hospicio, bem como fazer cornija e pan*peito,
encaar as aguas, substituir os caixilios de tres
janellus e limpar toda n frente.Na forma do pa-
recer do engenbero, pagos os direitos.
Man. el Joaquim Mana, para man lar fazer um i
cusa de taipa, nfastada do aliuh&mentu, em seu
terreno, ra Nunes Machado, lugar Espmheiro.
-dem.
Mariino Lins da Soledade, para mandar fazer
lima casa de taipa primeira travessa da Estra-
da Real da Torre, freguezia de Afogaaos.Satis-
faca o que pede o engeubero.
4e5 -
Pelo Sr. Silva Neves, vereador commin
sario do matadouro:
Josepbu Fruucisca de SbU&a Lima, pe.lindo li-
cenca para abater gado no matadouro publico da
Cabanga, guar iundo as formalidades legues.
Como requer.
l'do Sr. Ciay do Rugo, vereudor com-
missario de edificares :
Augusto Vicira da Costa, pedindj hecuca para
mandar substituir a coberta da casa n. 2 a estra-
da do Arraial. Satiafa,a o que pede o enge-
nbero.
Antonio Jos Rodrigues de Souza, para mandar
tomar goteiras no predio n. 46 ra do Cnnse-
Iheiro Peretti. Dando scencia ao fiscal, conce-
de-se.
Baro de Petrolin, para mandar fazer nina
mei'agua no centro do seu sitio ra do Covdc da
Boa-Vista u. 45.Sim, de accordo com o parecer
do eugeubcire, pagos os direitos.
Dr. Goncalo de Altncida Soufo, por seu procu-
rador Mano.l Martius Pires, replicando, pondera
que limitando o concert que pretenle mandar fa-
zer em sua casa n. 157 ra de Vidal de Negrei-
rus, cuja licenca solicita em substituir linbas da
coberta e grades de janella, nao Ibc possivrl
cumprir as dispusi^oes citadas pelo engenbeiro em
seu parecer, e nem a isto obngado.De accordo
com o parecer do engenheiro de 4 do corrente.
Henleiros de Joo Ignacio do Reg, para man-
dar alargar urna porta da frente da casa n. 25
ra de Santa Thercza. Sim, de accord--. com o
parecer do c geuheiio, pagos os impostas.
Joaquim Marianno de Souza. pura mandar retc-
lhar a sua casa n. 8 ra do Viscondo de Cma-
ra gibe, bem como cannlisar as aguas pluviaes e
limpar a frente. Na forma do parecer do enge-
nheiro, concede-se.
Manoe. Joaquim Goncalves, invent.-.rante dos
bi us de seu irmo Jos Mara Goncalves Vieira
Guimares, replicando, satisfaz a exigencia con-
tida uo parecer do engenbero, declarando que
o pagamente a que se refere". |conBigle nil substituicao de caibros c npas,o coa-
Secretaria da preaidencia, de Pernamba- K^q-o pretende mandartazer na casa ..84 a
___Ti a t.^Z a~ iQai rua^a Imp-rat^z, .ja lieenea .oliciu. Cmi-
co, em de 9 Janeiro de 1886.
O porteiro,
J. L. Viego*.
g-oec-----------
RepartU-o da Polica
Seenlo 2' N. 24. Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 9 de Janeiro de
1886.Illm. e Exm. Sr.Participo a V.
Exc. que foram hontem rc:olhidos na Casa-
de DetencSo, os seguintes individuos :
A minha ordem, Manoel Jos da Costa, remetti-
do pelo Dr. juiz substituto do termo de Jaboato,
como pronenciado em crime de roubo; Jos Candi
d) da Silva Antonio Alves Machado, Manoel An-
tonio Machadi e Izaias Francisco Machado, viu-
dos do termo de Gamcleira como criminoso?.
A ordem do subdelegado do Recife, Cimillo es-
cravo do Viscondeda Silva Loyo, par disturbios.
A ordem do de Santa Antonio, Artbur Augusto
Moreira, p-r estar damnificando a propriedade
alheia.
A' ord 'in do do 1 distriota de S. Jos, Manoel
Francisco da Paixao, por disturbios; c Manoel An-
tonio da Paz, por crime de terimentoa.
No dia 6 do corrente, as 2 horas da tarde, mnr-
reu no rio Una, do termo de Palmares, na occasio
em que com outras amigas se banhava, a alumna
da Ecola Normal D. Mara Christiiri Barreiros
Pimental.
A inlehz contava apenas 18 annos de iJade e
sendo retirad* d'agua foi vistoriada pelo Dr. Fal-
ca o, que reconheceu ter sido a mor"e onsequeii-
cia de urna enngesto.
Pelo sublelegado do 2" districto do Limo ira foi
remedido ao juizo competente o inquerto policial
a que procedeu contra francisco Alves Barbosa,
conhecido por Chico Ceg, por crime de furto de
cavallos.
Communicou me o capito Joaquim de Gusrao
Cocino ter nesta data, na qualidade de 1 supplen
ta, assumido o cxeicicio da subdelega'.*ia do lo dis
tricto da Boa-Vista.
Tamb-'rn assumio o exercicio do cargo de dele-
gado do termo do Ex, no dia 15 do mez findo, o
cdndo Leonel de Carvalho Alencar.
Dcus guarde aV. Exc. IH:n. e Exm.
Sr. ronselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli da, lnfonto
Domingos Pinto.
Cmara Municipal
DESPACHOS DO DIA 2 DE JANEIRO
Pelo Sr. Cussy do Reg, commissario de
'ijiem}oes
Autonii do Andrade, por seu procurador Car-
los Rbcllo, pedindo 1.enea para man lar tom ir
algmnas goteiras em seu predio n. 117 ra de
Marcili Das. Sim, dando scicncia ao fiscal.
Ag.ttinb) Jos da Coila, para mindar reedifi-
car a sua casi terrea n. 8'JriM Imperial, bem
c mo fazer no quintal dous quartos e augmentar
o mino do quintal.Concedo n* rorina do parecer
do engeuheiiM, pagos os direitos.
Antonio Joaquim Cusco, replican le, pede re-
cansideraco do anterior despacho no sentido dr?
ser lite con.-edida a licenca solicitada para con-
certar o seu predio n. 29 ra da Restauraco,
na forma requerida em sua petico e nao como
opin i o engenheiro.Na forma requerida em sua
repina seja dad i a licenca, pagando os direitos.
Francisco Luiz du Franca, pedindo licenca pa-
ra edificar urna casa no povoada da Peres, (re
guezia do Afogados.Satisface o que pede o en-
gcnliciro.
-t Francisco Joaquim Goncalves do Cabo, trepli-
canlo satisfaz a s guada exigencia do engenhei-
io, dicla-ando que comiste 0 concert que preten-
de manda, fazer em tomar goteiras em sua casa
n. 25 rna da ViracaV*, cuja licenca solicita.
Concedo a licenca de conformidade com o parecer
do engenheiro, pagos os direitos.
Gunnares Irmo & C, para mandar picar a
frente e as hombreiras das portas, das verandas
para bliixo, da casa n. 5 ra 1* de Marco.Con
__Impe. _
pede de conformidade com o parecer do engeuhei
roi pagos os direitos.
Maria Rosa Ferreira da Silva, pora mandar
substituir as soleiras das duas portas, da loja de
j.as sita ma do Cabug n. 1 B.Limitando se
ao que pede, concede se.
Pelo Sr. vereador commissario de poU-
cia :
Browns 4 C. pedindo que sejam feitas as de-
vidas avi-rbaces no &*ntido de terem deixado o
armazem que servia-lhes de deposita, sito ma
do Commereio n. 5, fieando em substituicao com o
de n. 51 a alludida ra. Como requer um vista
da iuformaco da Contadoria.
Francisco Lopes Mcreira, dem, no sentido de
ter comprado a Jos de Almeida a sua carroca de
n. 93 matriculada na freguezia da Boa-Vista, cojo
impssto do corrente exercicie, acha-sc pago.
Como requer.
Ferreira Cyn\> & C, pedindo licenca para abrir
um armazem de carne de xarque ra de Pedro
Aftonso n. 3.dem.
,,Joo Luiz Gonzaga, pedindo que sejam feitas
as devidas averbacoes no sentido de ter compra-
do a Manfredo Jaco'ino de Miranda o carro de
quatro rodas sob n. 41, matriculado na freguezia
de Afogados.Iuem.
J.-s Tavares Carreire, pedindo licenca para
abrir uin deposita de charutos e c-garr.'S no predio
a 28 \ ra larga do Rosario.Como requer, em
vista da iuformaco do fiscal.
Joo Pedro de Barros, pedindo que sejam feitas
os devidos lancaraentos no sentido de ter transfor
mado em quitanda o seu esfabelecimento de mo-
Ihados sito so Lrgo da n.atiiz dv S. Lourcuco da
Matta. -Nao tem lugar em vista da nformacao do
hscali .
Manoel Dias Borges, pedindo licenca para abrir
urra quitanda na casa n. 4 uo larg. da Assemblea,
freguezia do Recite.Como requer, em vista di
inf-rmaco da contadoria.
Miguel Archanjo J s Fernandes, pedindo que
sciam feitos os devidos lancamentos co sentido de
ter transferido o seu cstabeleciraento de taverua
da casa n. 3 do lugar denominado Brejo para urna
casa de sua propriedade sita ra da Harmoui*,
ambas na fregivzia do P.co da Panel I a.-Como
requer.
Manoel Ferreira da Multa, dem, no sentido de
ter transferido da easa u 34 estrada do Encana
ment para a de n. 4 A ra da Matriz, ambas na
treciiezia do Poco da Panella, o seu eg'abcleci-
mentu de deposito de seceosPagando previa-
mente o -aposto con ;ede se.
Ponciano Pereira Leta, pedindo licenca pa>-a
proeeder eecavacao na ra do Mrquez de Olinda.
afim de reparar o encanament") d'agua da casa n.
23 alludida ma.Como requer.
Raymunda Maria da ConceicS<\ pira estable-
cer se enm deposito de charutos e cigarros na ca-
sa ii. 92 ra de Lunas Valentina.'..De accord i
com a iuformaco do fiscal.
Sotar Castro > C, para abrir um bizar na casa
n. 4 ao lugar denominado Casa Amaiella, fregu
zia do Poco da Panella.Como requer.
8 'ares & Dniiz, para abrir urna quitanda no
prodi n. 23 do pateo do Tercn.-De accordo com
o parecer do fiscal.
Secretaria da Cmara Municipal do Ke-
cife, 7 de Janeiro de 1386.
O porteiro,
faopoldino C. Ferreira da Silva.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Retrospecto poltico do anno
de 1**5
FRANCA
(Continuarao)
Em seguida, e depou de diwr que m interes-
wa ila patria exigiam a'aqoelie momento o onior
saiigue frid e Brmeaa, apresentou Sr. Qenm-
mb a aegninte propost*:
A cmara, coniemneido o ministerio c re-
Boivida a votar os crditos iiccesaris ao boc-
iiiini ilns soldados francezea empenhados na
lula du xtremo orientr, paisa ordem do dia. >
Apoa (i diputado de Honnartre, coube a pa-
lavra ao diputado Ribot. Este acensa o minis-
terio em termos moderados, mas severos, c ter-
mina offcrecendo esa proposta redigida em son
ikiimc. mi du sen coHega Meures e outros :
\ cmara, resoivida a (azer luda i especie
de sacriliciiis para monter a integridadi'da honra
nacional, censura os erros commettidos, lamenta
nao ter saludo ha mais lempo da rerdadi- u passa
i ordem do dia. -
Teniiinada a discussao. Iratava-sc de saber
obre qual das propostas devia a cmara<>mpri-
meiro lugar deliberar. 0 presidente do conse-
ibo pede que antes de nulo, seja discutido o ere-
dito de cojo prajeeto acaba de dar conhecimento
cmara. Esla iniucdialamcnlc consullada,
c por 30G rotos contra 149, nega ao governo t
preterenen por elle pedida para a discussao do
crdito alludidn. Annunciado o resultadoi da
Mitacio, o Sr. Julio Ferrj sobe tribana p pro-
nuncia estas paiarras:
o gabinete eomprebeudeu perfi-ilamente o
sentido da ivsoluco da cmara, e \ai apresen-
lar o s<*u pedido dedemissioao presidente da
Repblica. Ditas estas [lalavias. lodos os mi-
nistros se levantan) e sabem da sala precedidos
do presidente docouselbo.
Nao podia baver mais rnterpeilagao, nem lo
pouco ordem 00 dia. pido que os Srs. Ctemen-
ceau e ttiboi retiraram mimediatamenle as suas
respectivas propostas- Mas osdeputadosDeJa-
lossc c Laisant tinbam antes obtido a palavra
para olferecer, o primevo em nome da diivia. e
o segundo em nome de grande numero de ineut-
bros da extrema esquerda, tuna propostacmque
se eonduia pela necessidade de processar o mi-
nisterio como aulor e solidario respoBSavel de
olVciisas feilas ao tc\to conslilucional. dos desas-
tresdas armas francexas, etc. Solicitada urgen-
cia para a discussao de tal assuniplo. a cmara
rejeitOU-a por 287 votos contra 132, temi a mo-
cao. portante, de ir commisaao de iniciativa
|iailaiiiL*ntar. que loria dccmillii* sobre ella O 860
parecer.
Antes de levantar a sessfio. 0 Sr. BrissOB, \nv-
aidente da cmara, pronunciou.em elogio ao ex-
ercito francez uoToukiu. algumas pabvras bu-
ceramente patriticas que foram acolladas com
applauBOs ardentese unnimes.
Vejamos agora o (|iu" ae passava, lora, as 11ro-
\imidadcs da |irimeira casa do pariamento.em-
quaulo dentro se decida da sortc do ministerio
Ferry.
Cerca tic i:300 pessoas se acbaTim reunidas
junto do [H-lacioBourbou. Commeiitavan os
acootecimentos calmamente, nao obstante a pre-
senca de alguus grupos revolucionarios mais ani-
mados que o geral da multidao. Poucosouiic-
nliuns operarios se viamalli. Pelas i horas da
tarde o ajuntamento Bugmentou atestender-se
pela ponte da Concordia. Algumas pessoas que
sahiram do recinto da cmara gritaram : <* Fo-
ram-sel alludindo i rJeossaodos ministros.
A animacao torna-so ento mais viva. Diversos
pessoas comm para a praca do palacioBour-
bon, que* Bca na parto anterior da cmara. Que-
riam ver passar 0 Sr. Julio Ferry, a que nfio con-
seguiraiu porque o presidente doeonselho linlia-
se dirigido directamente para a secretaria do mi-
uisierio dos eslrangeiros.
0 novo que (icou em frente do paludo e no
cao a applaudindo sabida os deputados de lo-
dos os grupos da cmara : Viva Marct Viva
Cassagnac! Viva Lagnerre! 0 Sr. Roche-
ion foi uiu dos primoiros a sabir, e chegadoi
roa exclamen, agriando o chapeo no ar: Esli
amarrotados Foi immediatamente rodeado
polo povo o levado at ponto da Concordia aos
gritos do -Viva Rocbofort! Instantes dopois.
um grupo d'uns 400 individuo dosligou-so da
mulbdso e fin, cantando a JMwaHi1 ra, at junto
a secretaria do ministerio dos eslrangeiros. En-
tre os cantores notava-so grande numero do fa*-
quentadores dos meetng revolocinarios, blan-
quistas o anarobistas. Cbegados em frente da
grade do ministerio, os do bando oomecaran
a gritar : Abdhro Ferry Morra Ferry Esses
gritos casavam-se com os de outros grupos, que.
postados (liante da cmara, repetiam alternada-
mente, subilla do alguna deputados ou milita-
res : Abaixo os vendidos Viva o exordio
Alguns dos manifestantes dispunham-se a Irans-
r I grado do minislorio de estrangeiros, quando
a polica, avisada a lempo, intorveio o fez desap-
pareeertodo o povo das proximidades do mesmo
miuisiorio, ^-.\\ encontrar a mnima resistencia.
Nem mesmo o transito publico ebegon a ser im-
pedido. No caos d'Orsay a multidao abra es-
pato, pura a passagem dos Iramways. Sobre a
imperial de mu debes la empoleirado um indivi-
duo que o povo achou parecido com o presidente
do congno. E' eseusado diserqoe o pobre dia'
bo receben iromondissima van I
Quando os deputados acabaram de sabir, fe-
cbaraia-se as grados do palacio---Bonrbonl que a
polica licou guardando. As .'i I borasda lardo
todos os grupos so tinbam dispersado, e o caes
d'Orsay voltou ao seu aspecto ordinario. Os bou-
levards estiveram animadissimos noito. Hu-
mero prodigioso de vendedores de jomaos an-
nuuciavam a queda lo minislorio. Aqui e all so
via genio londo claridade dos candioiros das
vitrines aexposieo dos trabalbos da eamaia na
gessao do dia. Duron cssa aniniucfio ate aolim
dos ospoctarulos. No tlioalro doChteau-d'Eau
rcpi-esentou-se nessa noito a |M lada : Os Franceses no Tonkin. Por diversas ve
zea a ivproseiitaeao foi inlorrompida polos gritos
de Abaixo Ferry Viva a tpubuea!
Nos*boulo\ards exteriores, na Villoito, em Munt-
martre, em Cbaronne, reinou a mais completa
calma. Nos cafes, repletos de gente, eommenta-
vam-se os arligos das gazolas e discuta se.
Emquanto isto so passva em l'aris. om.Marse-
Iba, a multidao anciosa sao deixou durante a
lano o a noito as nvlaecis dejornaes nmde
saber a< noticia- elisgadaa da capital. Kaziam-
se vivos commentarios sobre os incidentes da c-
mara dos deputados, acercada demissaodomi-
nisterioequanto recusa do urgencia da iropos-
la que pedia a aecusacjio dos ministros 1,ia-se
em todos os semblantea a maor tri-iteza, e no
Hiri da cniimocio geral. auginenlava-se o des-
goslo (los que viatn na ra di' Noailles alguns
transparentes luminoso-, nos quacs sr lia qne o
maivcbal Mac-Mabon linlia sido vietoriftdopolo
exercito; que Pars aprc-rutava aspecto seme-
Ibante ao dos peiores dias do aoaotemvef,
que bavia na capital urna ugilaco intima o surda,
que a Iropa o a polica so acbavam prompias para
o que desse o esse. Os taes transparentes lu-
minosos, o Iluminados pola iinaginacfhi reaccio-
naria, ilavam anda oulras iiovidados absoluta-
mente destituidas de rerdade. Essa piafraade
dos encarnicados inimigos da Repblica/'ncon-
trou severa dosapprovaco por parlo do publico,
que so afastavada ra de Noailles. manifestando
alta o francamente0Seu despreso portrsela
anli-patriolicas oxoitacijos.
Domorauo-nos nesta narrativa para mostrar
ao mesmo lempo, quio vivo o espirito publico
nos centros mais udiantados da Franca, ecomo
osse grande povo. tunas veses lao resignado e
calmo, sedeixa desrairar pola panto patritica
ao minimo nsidonlo desagradavol de ua vida
poltica.
0 presidente da repblica aceitn*, como en
dr esperar, a domivso do minislorio Ferry. Foi
chamado o Sr. Ilrisson para organisur novo mi-
nislorio. Mus o presidente da cmara ne acei-
tou a incumbencia. Ouvido o Sr. Freycinet, pe-
lln osle o praso de i horas para conferenciar
com sous amigos, o ver so Ihe ora possivol for-
mar mu gallineto que ronlisasse a tinio das es-
querdas. o no qual todos os grupos da maioria
republicana lcassoin ivpivsenlados. ja usa pes-
soas dos ininislios. j as dos sub-socrolurios de
Estado.
O Sr, Freycinet nao conseguio o que deaejava,
apear do esforco que empregou durante alguns
dias. Em seguida foram chamados ao Elyseoos
Srs. Constans e Devs. que succossivameute se
entendern) com os Srs. Rrissou e Freycinet, mas
infructferamente, porque de modo nenhum po-
iloraiu organisar minislorio. Por fin, o Sr. Cons-
tans leclamu ao presidente da repblica gue.
nico orguuisador possivol naquelle momento
nao ora oulroseno oSr. Briaaon. Chamado es-
te de novo pelo Sr. Grvy, aceitou afina 1 a mis"
sao de constituir gabinete, c o eonstituio do se-
gunde modo:
Presidente do conselho o innislro da juslica
H. Brisson.
Ministro do estrangeiros Freycinet.
Ministro do interiorAllaiu Targ.
Ministro da fazendaClamageran,
Ministro da guerraGeneral Cumpouon.
Ministro du rnarinbaContra-almirante Galiber.
Ministro da isiruccfio publica, das bollus artese
cultosRo Goblet.
Ministro.dus obras publicas Sadi Carnet,
hnistrodo rommercioP. Leguand.
Ministro dos correios o lelegraphosSarrien.
Ministro da agriculturaHorvMagnou.
A organisaco do novo ministerio foi publica-
do no Jornal Offirial do dia 7 de Abril, no qual
vinbu lumbem incerlo um decreto especial se-
parando a administradlo dos cultos da pasta da
justica. e ligando-a da instruec5o e bellas ar-
tos.
Sois dos nossos ministros j tinbam feito rd"^
de ministerios anteriores. Os Srs. Brisson, Sar-
rien, Herv* Magnon, Clamageran e Galiber es-
treavam nadireeco dos-altos negocios pblicos.
Levara, pois, nada menos do sete dias ufor-
inar-se o novo gabinete e com grandissimo tra-
bulbo, Durante essa penosa e complicada ges-
tacao, q"-* ancias, que incertezas o gue temores
por parte de todos quautos se intoressam pela
manutencto da actual ordem olitica da Franca!
Os proprios que pouco antes tinbam manifesta-
do alegra feroz pola queda do gabinete Ferry,
lainontavam-so siiicoramouto vendo que fugiam
as horas o os dias som apparoeor a desojada so-
luco da crise. Tinbam razo de ser esses. la-
mentos, porque tal demora causava mal elTeitons
esgetrangeiro e pessima impresso no paiz, com
preju7.o da repblica. As asparas censuras e re.
pulsas que sofirera o minislerio domitlido, vol
la\ anise agora contra aquclles essa demissao que
mais directamente promoveram. A cmara
nao faz o que quer, nem o que podo fazer dizia-
se; o actual rgimen poltico nao comporta ac-
in militar nem diplomtica una e cousequente:
saci-ilica-so ludo as jiaixia's o aos intorossos oler
toraes.
Os fados nao eratn taos qur podessem por si
rnesmos resultar os rnabMsentes. Os partidos
bostis A repblica procuravam tirar o mximo
proveito do todos os descontentamentos. Duran-
te dous dias. os bonapartistas tivoram 'certa ra-
z;l,i para considerar quasi ganlia a m causa por
que trabalbam. Emquanto o Sr. Cassaguae re-
cebia vivas da populara, os deputados republica-
nos licavun calmos ante as propostas feitas aca-
mara polos Srs. Cuneo d'Ornano o de Launay. O
Sr. Gai'.lard cbogou a pr3pV qur a assemblea no-
measse unnualmente urna commissao de dose
membros pura auxiliar o ministro dos negocios
estrangeiros. Felizmente a cmara, j mais cal-
ma erazoavcl (sesso do 3 de Abril), repollioa

'.

I

I


^^"HVOTBBHBMHpP

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Diario de Pernambuco---Domingo 10 de Janeiro 1886



/
I




proposta, porque vio n'clla urna violafSo da Con-
8tui(,o ouui i>lauo. lalvez grosseiro de mus.
ios que suspiran pelo advento le un tereeiro
imperio, aoqual. poreoupiuito, so falta o im-
perador.
(Continua).
EXTERIOR
Alexao
S iciedade
raostrou me
Nena
K M
tina i
reserva I is
Questei iuternaeiouaes
O TERRITORIO CONTESTADO EKTItE O BRASIL
E A FRANCA
(Jornal d* Commercio da corte)
Parir, 21 de Norembro de 1883
Assumpcoa ha que por largos annos jazem es-
noocidoa nu pastas das chancellaras, e que, certo
da, circunstancias nexperadas tirara da poeira
das reparti s publicas para entrgalos dis
enssilo fecunda da imprensa, a qual por elles se
apaixooa, e para ellos reclama imperiosamente a
atMncao dos estadistas.
A queatao do territorio litigioso da Guyana
tete essa sorte. Dormitiva no: carairios diploma
ticos: tinham-n'a deixado cahir no cadoz. Mas
is-ah qne surge, toma vulto exige solucao ur-
gente.
Eui um artigo anterior, publie ido neste jornal a
& de Maio de 1885, procurei resumir as negocia
raes, ot tratados e 09 acta bellicos eflecuadoe
por occasiao dessa controversia secular. Por iu-
eosapleto que fosse o estudo uo passou desaper-
cibido ua Europa.
A liegii SSuci.d.id de Gecgraphia d.' An
xuerpia presidi la pelo venera ido general W.ui-
wermans. inserio na seu o Boletira HM cominu
icacao que Ibe Iba sobre esse assump'o um dos
siembros do seu conseibo, o liona la bV<
dre Boguet.
O modesto e diligente secretario da
e Geographia C immercial de Pariz
ama tradcelo d i artigo do Jornal.
Houtem, 20 do Novembro, servio elle de tbuina
o Sr. Henri A. Codreau para una 1 >ngi eonteren
ca, recitada na Sociedad: de G-ographia de
Pariz e para urna importante declaraba) di Sr.
Eu-ile L vasseur, do Instituto.
Finalmente, o Sr. J. Otnsa, emin-nte governa
dor da Guyana Francesa, diguou-se declarar m',
durante a visita coin que me bonrou boj* niesm ,
poderem as ideas emittidas nesse catado servir de
base para negoclacoes ulteriores destinadas a
jesolverem definitivamente o litigi >.
Todas essas oceurrencias p?rjnadein-ine de que
opportuno voltar ao assumpto afn de determinar
O estado da questao, pois, nos ultiin .s seis mezes
assumio ella nova physioaoraia, parecen lo adjun-
tar se para urna soluco pacifica e amigavef.
todo, porrn, elaro nesse aulamout .
lado das manifestacoes ostensivas o )>.-
da tribuna caminham as negocalo.';!
dos diplomatas c as reiviodicaces, mais ou BMawa
exageradas, dos patriotas de ambos os pozes.
Por isso inesmo, cumpre ver de prtoasappi
rencias e as realidades, o que M ve a o que nao
ae v.
I
O que se v? Ha dous anuos, a queatao s-
apresentava debaixo de aspecto pmeo isonho.
A roysteriosi missao do Sr. CJoadreau n>s ser-
toes amas micos ; as cartus escripias por elle e por
am seu corapinheim de viagem; a conferencia eos
artigos do Sr. H. Deloncie; as rrochuras isa Sra.
Baio ie Marajii e conselbeiro Tito Franco de A -
nacida; as notas trocadas entre o Sr. Julio
Ferry, entao ministro dos negocios aatraaajBiraa
da repblica, e o Sr. Baro de Itajub, ues*a poca
representante do Imperio cm Frauda tudo auto-
Ifaava serias appreheneoes. Os br..3leirus, infir-
mados do aeceeao de febre de expauaao colonial,
one ento accomcttra Franca, vagamente re-
ceiavam difficuldade na ioz do Amazonas. Oa
franceses, por sua vez eonscioi da crcacente pros-
peridade do valle do Amarinas, ternura que as
eoavizinhas p pulacoea paraenses pjuco e pouco
se fosaein estabeleccuJo sorrateirameute no larri
torio contestado e assim convertessem pos*o v:r
taal deesas trras cm posse ttffectiva.
ti je em dia tomaram as cousas outro asp eto.
O Sr. Coudreaux patntela ao publico o escop*
pacifico e meramente saientifico da ph misado ; o
soicpanbeiro, que assignara a tamigerada cart,
deu de mao s reivindicacoeg paaasrlas e vive n >
Alto Amazonas como colono; o Sr. H. LMoncIe,
absorto nos seus trabalbos de secretario da Lg
dos Patriotas deixou de dar conferencias uo
aoolevard des Cupuciues e de esorever artigo*
aa Revue Sud Ainricaine; os dous clufes
librraes paraenses andam enk'.vados na asafama
eleitTil da respectiva provim.ii; n Sr. Barilo de
Uajobi foi para o Washington, e o Sr. Ferry mi i-
dita, longe ds poder, acerca da inconstancia dos
aomens.
Nestes seis mezes operou se, pjis, tuna evolucao
aotavel nessa ordem de ideias.
Ha mais anda: nasses seis niez8, o Sr. Coa-
dreqn, que surgir perante a imaginaba i ljr-
sileira como o Alexandre destinado a cjitar o n
guyunense, adoplou e pitroemou pjblicameute a
solucao amiiraval suggerida pelo autor dtaaM li
abas, e o Sr. J. Chess, giveruador ,1 Guyana,
que todos suppunham se.- o secreto inspirador d
eaupauba para a aun'sacio do territorio coutes
lado, autorisou me a dedalar que nunca son bou
tern >emelbante inepcia (sao as su s nropriaa a
pfaatSes) o que mu -o f dgaria em \t adoptad o
systema de Boajociaoces lembrado a 20 de AI to.
Vejamos, poitanto, o que dizsin esacs dous ca-
Talbeirus.
Opiniao do Sr. J. Cheni.O actual govern idjr
da Guyana Praucesi aelia se na gozo de Beta
Hcenca hi mais d. um anno, e reside cm Smniis,
villa dos arredores de Paiiz, oude vive muito re-
tirado, a cuidar da panam sa le, envsasela p>
35 anuos de serv o activo as eatuaaaak Aos 4 asnos de id id-, j oceupou altas f.iuc<,o-', inen .s
elevadas, purm, do que o sou meieeiineut > n-al.
Na primeira entrevista que tive:noe, n qi e durm
aerea de 2 1/2 horas, dirig- be ama serie le i|iie
sitos, a que teveabindade de responder ou asa jar
tranquiza. Rlairvt aspergun'asc us rep-ist.-.s.,
Consta, Sr. goveriador, que dest'-s c un m
Biisso secreta do Sr. CottJrcau, ininlin > o aa
Sio Negro e ao Rio liranco no intuito de mon-
tear argumentos para a futura aaocvafae ihisan
territorios iVaaea. Cmsta- qu. essa mi.'so fi'i
dada sem auturisafao do Ministerio da Ma inha e
sem partiasSMCat) a< Ministerio dos X ocios Es-
trangeiros. Fitas duas repettgoei t foraia in-
formadas da missilo Coudreau pelas rcelamacoes
do representante do Brasil em Pariz.
Sju fuucciouario autigo e couheci os incus
deveres. Attribue se me cuita iniciativi que
nunca tive. Todos sabein que fui eu quc.a pro-
cedeu a anu-xaedu de Faity, e, desde entilo, lia
qnem me considere como o boincm das aonei acoes.
A misado que confie: ao Sr. Coudreau n) rxieul
tava nenbum plano machia vlico. Todos os an
nos, o Ministerio da Marinha dispoe de um i viln
para miaso.s scientificas.
Essa verba repartida entre as diversas col >
nas. Km 1783, tocn urna fraccSo Guy.uia
Lembrei-me de utilisal a mandando estadal- a re
gio da Guyana comprenendida entre o Oyapock
8 o Aragaary, debaixo do ponto A", vista do ulim,
das riquezas naturaes, da dlewribaieao da p p i a
ea>, da topographia, etc. Apontou-sc-mu o Sr.
Coudreau, professor no lyceu de Cay.-nn>. Bi
celhi-o. A viagem era penosa. As caauuaoiea
eo.-s, difficeis. O'origal-o a regressar pslo Daesm
eaminho era intil.. Mandei Ihe que rusae, d i ds
de explorada essa regiao, a Belm do Para, nico
sitio em que me era possivel escrever-llie. O Sr.
Codreau parti, explorou a regulo indicad., foi
para Belm aguardar as niiuhas ordena. Ah
deu-se o conhecido uciden e da carta remettida
Sociedade de Geo^rapbia Commereial. Essa cart i
foi dirigida por um joven Fraucez, a qii.'in uunc i
yi, de quetn nao teuho mais noticias do que us for-
aecidas pela cara, c que o Sr Coudreau encon-
trara no Para e teaaara para auiiil o. Sabara
que Cayenna fica ao p do Para; i utretanto, ate
tao irregulares as communicac.-s q ie s de Pariz
foi que me vieram noticias dessxs occorrencias.
Remetti in entnente ao Sr. i.odresu urna carta de
crdito, e cora umofncio ordenando-Ihe que regres
lasie quanto antes a Cayenna. Quiz a sorte qu; o
destinatario recebesse a carta de crdito e nao re
e.'lejse o ofiicio seno... ao cabj de eito mezes.
Com effeito, embrenhara-ae elle pelos se.rtojs d,
Anaaaonas, sem ma ser posjivel comraunicar com
elle. O Ministerio da Marinha estava ao facto d
tudo. S dclle dependo; s com elle me curres
pend; nao posso responder pelo qne se paasou aa
repartico dos negocio* estrangeiros.
= Entretauto, Sr. governador, o Sr. Coudr, n
foi ao Rio Negro e ao Rio Branco : essa excersao
eoiocidio coro aa reivindicafd.s do Sr. Delsnde,
que r. clama para a Franca a margem esquerda,
do Amazonas.
NJo conheco o Sr. Daloidc ; nunca o li,
nunca o vi em das de rainha vida. O que poss >
declarar que, mase pOTto, o trata lo de Utreelit.
dol de abril de 1713, nao adrante oiitett.cAo
posjivel. O artigo dcimo reconhece do iDiio
mais solemne que as duaa margeos do rio das
Amazonas, assim meridional com > septe itrioual
perteacem e.u toda a propriedide, dominio e so-
berana a Sua Vligeitade Portuguesa o S;a
Mageatade Cnristiauissim i (i re de Itrauoi,).
nesse meamo artige promette qne eca elle uem
seus deacendeutes, suceeisores e herdeira. tario
jamis alguma pretcacao aoVe a navegifilo
a uso do aito rio, com qaalqnrr pretexto que
teja.
E o Rio-Branco ?
Evidentemente, re,pondeu o Sr. J. Cbess,
os que reirludicam como limite esse rio nao lerum
com attenco as negociacoes de 1856, enta baladas
entre a Franca e o Brazil. Na decima quinta c
ultima conferencia, ce!eorada a Io dejulhodj
1850 entre os pl uipoteneiarios dos dois paizes, o
plenipotenciario fran: z propoa, co-bm d-rradeiia
concejsao, os tearaintoa limites entre Goyauna
Frauceza e o territorio braziieiro : O canal de
Carapaporia, separando a ilha de Maraes, das tr-
ras udjaeeut s uo cabo do Njrtedepjis a br.yo
norte do rio Araguary, su esse bra;o esliv'er li""r
n> caso de acbar-se obstruido tttt bn?', o pri-
ineiro rio que se seguir indo para o uorte e !.m
ctudo-se, debaix) do uom de Mauu.ia ou rio de
t'arapapjrii, .ii > cmal de C rapipiris, a um
o45mmu:us, piuco m.iis ou mans, de latitude
n?rte.
0 linite pirtiud> di costa seguira o curso de
mencionado rio at a c i'o.v.-c ra, depus prolo igar-
se-hi.a igl-. I distancia dt in U -,' :.n 114 [uer I i do
Amazonas at uaeaejf er se cj limite oe ;te do
Itio Branco O plenipotenciario brasileiro nao
ace tou essa tr.uisaceai, e as n>-gocHCoes tiearam
suspensas at boje.
Lis ahi o resumo da eoavaraa que tive cora o
act...al g ner.i id>r Ja (i lyma Francoza.
Vejamos agora 0 que pensa presnteme oto o
Sr Coudreau.
A cont enca desie viajan'e c < nprehe iJe daas
grandes divisoei : a pa-te histrica do litigio, que
eint.u algomis inexa:tido.'S e diversas aprc-
eiaco s cont latvia ; e a parte diplimiticii, en
que se api itnn ave as praticis de compor o litigio.
va nos examinlas Icevement i.
Opinij d cusado deer-rac uo exano da pacta historia da
cout re le^a-^fl :i de dtsciitil a na irapreusa frau
ceza, restabelecido o que me parece a vera le ;i
talreipdto. A |Ui sd.-sejo assignalar OSOM H
inJicidjs para ;ii~i prosapia solivio.
li' t.-a de duviJa, dissj elle, me s propa-
se e eo n > se fez at agir, a aipljesssla u> tra-
tali de Utrecht e J >s 23 tratad om Ukt i tvcoi
de explica;!), nao se ehega- a neuham resulta-
do, visto easa i esse trata lo e os seus 23 e un ii mi
tarsos siiu, nos seus pormenores, de urna iucom
prehe istbiJiJa le ta laeeadeote
L'iiin.r.uj medioeie prefe.ivel a usa i boa
I manda Alera diss". mist r, em suman, le-
var en -outios fictos cj num;n : 1 >s O.a. htf
em di'a.j mo pockriamis faz:r valer a mita*
preleiife^ al o Rio liranco: o Rio Drauc n3o
pode ser contalado, por uto qne os brazileiros o
exploran e o povoam. .
Porque que n i houic a:cordo at o pre-
sente ea ro is dous pizca"? -Porqui se diseuti-
r.im direilos c n5o e discuta un/acto* ; quiz se
. rovar, en rea de mostrar o que existe. O uij-
tbodo diploai aiei app'icai) aiarra-ji do litigio
ma-,jaque nao deu csultado durante 2)J iB-
uos. Actcialiri:n'i- seria ainia maorral i. Cuai-
pre, portanto, abandona!-), e n-.-orrer o i:ro
ii'e'hilo, ao metli .do suie.utilieo.
Em que consiste o raethidi experuncatal, acoa-
eelha.lo, primeiro, pelo autor dcstaa liulias, o ap-
provado, mais tarde, | alea Srs. Uhess e CouJre ra
-O orador o explica :
Nnnear-se-hia urna commissao franco-bra'.i-
leim para explorar o territorio cont sta lo da
Guyana, entre o Oyapo k. o Araguary e a liulm
divisoria dm agua- entre as ea lecciras daquelles
dous nos. A comnissao e(plorara, e'tul naos
territorios l:t.misos, e dalia, con o seu relatono,
i u projecto de fronter is, projecto nico se o
om nisjai io f ranee e o braztleiro eons-gnis-e n
anteuJfir-39 entre ai, projete duplo no caso eiu-
trario. Com ess -s da ios, os dous goverao^, po le -
riam, q icr re.'ificar eimp i' j.ne ite as canclusoes
da commissiio franco-brasileiru, quer sujeiia'.-as i
arbitramento...
A CJinmissSo estudaria o Oymoek e hOU3 a'-
rloeutea da diraita, o Ara;u iry e reua affl lontca
ila esquerdi, o Ouassa, o Ca li > Cnlsevcnie, o Mayacar, o Mapa Grande, o Fre-
cbal, o Cujubnn, o Tartarugnl, a regiao eosic r i
interior entre o Mipi, o Arag ia-y e a ilha de
Man. Dara intorain ;*es ;erea das popii'n
Oes, ila saa vida econmica e poltica, da distri-
buirlo, da ra.a, da eeono na gcal dos campos,
dos lagia, dai fl.ie tas. Ajumara, por assim di-
zer, iBateriaes para ana m.oi igrailiia e i -yel pe
dita do t-rntirio contstalo fra ico -brasile r i.
Em um anuo, um e.-onoiiists, um goographo, um
botnico e a guus empregado subalteru is dar im
BsaMa do trabalho ..
Mas, di:en niguas, pa i que -urna nova com-
missao ? Eu'ao esse te.riio-.o. objee: de tantas
aegeeiaelaa, d' tan'.os tratado, de taal >s eetiM
bellicos nao be a coalie '.do ?
Ni respoude > Sr. CoaJreiii. Non
Keynau I, c.n ISii ; ne n Jos da Costa Ae .> i ,.
em 1861; ne ncu.cn 18S!. n le nu estu la> miis
da decan pa: te dopaz... II i mais hh la : nao
possuiuioi n uhtjia docomeuto rc-iai.-o ;i regiao
jiautano.-a d is lagos costeiro1, catre a foz do lia >i
e a Jo Aia'uary, ueu soire a itba de Marae,
neia sobro as cabeceiras do Tartaruga', do Cuja
biut, do Frccbal, do Mapa Gran le, do Maya.-.u.
do Oalsevede, do .una m e dj Ca diipour.
Primeiro qu. tuJo, ne e**a"i termos urna b^a
aarta dos turritanoa litigios)*.
Essa opima) do S- Cm Iraiai u'n diffe e se ui-
veluieiite da qae tot apm'a 11 i; i Jornal de _'.") Je
.Maio, qne ele invoeou, alias, repetida) neme.
Opiniao do Sr. E. Lacas-ienr. Com > pira tirar
a mini'idide de;8a coiiferencia, o Sr. Lavasscir,
eui peuca pdavras, (c verqni o Brasil um p e
ranas consumidor para i Franca qne urna ne ;"i <
a niga, e ipie convem animar todos os proe:l.)S
leude es a estrei'ar os layjt da ve'ha affe eSo
entre ui dous paizei, por isso qie as boas rea-
cues com o im. e io va cm iniis do que a posse n >
inal de a'guuj kilmetros de trras paut inosii',
onde pisiv..l qu : ne n meti possa viugar e
aeclimar toa clenento fraucez.
Produzio impresso essi deehtrai,'Jo d) idustre
pmfessor do collegio de rVaiBa, considerando
as pess as presentes como um eco da opiuio que
re na un altas espheras trance-as.
Alu esto, pois trej, factos que de nonstram
aeh-ir-sc a queatao em um phase pa :ifi :a, de que
til iprovciturmo-nos para elucidal-a quau'o .
tes. Ce diplo naei i serve para a'gumi cousa
justa nenie pira utilisa-se das opportundades
que pr porciona o acas) i:o intuito do compor liti
gios.
11
davam o l:m:t 's da Guyana, e t*e? limite) iam at
o Rio Branco !
O govera) imperial leve conhecimeiti dossa
pablicafilo. Diu-se pie isa em redamar amiga
velmente, fazenHo ver que j a folha offi'al da va
como fiaocez um territorio que ne n contestado,
pois inteiraraeate, legalradnte, ncoutestavel
inmrc brazleiro, de facto e de dircto. N) sel
=e o governo trances j icspiudeu a essas obser-
v eeea, nem t.X> pius em qu) termos o far. E'
peavavel q, eom a sin hoacstdai; inlis:utiv 1
e com espirito justiceir) qu> o caracterisa, declare
nao ter neihum cnacteroffijial ap-illi publici-
ci>, devid* tao araisnte i um govorntlor nter ion
m^l uforoaado.
Naoduvid li bwviuta 1! d)^jvern> fr.taces ;
oquadesajo prov.ir ta> somonte que ni) so
p isaaanno sem qae sid alguma de isas pequen n
dirficuld*des eiifadonhus e desagrada veis.
Entretanto, oBmsiliaioi muito exigente. II ij i
vista o que se di cornos raineideatea.
Q lando se discutio o projecto de lei, fallava-s
de maudar esses desterrado., a que n Gunootta
promettia acossar at .i is proprios covis, para a
M iva-Caledonia. A Gr Bretanha proleitou bg).
vasignalou o perigo que correra a Australia com
a visuhanca des-e i Brsala sos em t> grinie nu-
mero. Forara attondidas as reclaintcm d i (r i
Bretanha. Picoa ais-ntalo que os reincide it-s
uao iriam para a Niva-Caledonia, afim de aai
perturbirc n o somno dos sellis da Australia,
mis aim pira a Gu iy mi Fraucez, onle a si
talante pil-riam vivar sosejilos stn causir re-
ceios provincia do Para.
0 Brasil ealou se.
Os rei.ic lente t pirtiram on breve para o seu
lestiuo.
S' pir acisi, algci.ii :ulliiies lent e o ei c >u
s"giiirem tugir, O qio alij uii fcil, p > le i
ir acoutar m ni territorio eo.itestadi, uniie ni i
exe-eein ji.islicclo nem a Kraaea nem o Brasil ;
podero forra ir all umi republiei lvre di nos
2J.00J hibitaut.s.
O Sr. Cjairoiu parjjeu pre.'er e>ae faturo,
quanlo diss l em su i c inferencia :
AiuJa se pole encarar a questi de'iaixi de
outro ponto ds vista, o raai gravo de tolos, i
grare pie ui possivel insistir ue l. (Josai
que d'ixiis substituir o turritiri) cmtestad) no
pr iprio ai .ineati c n qieestus piraeavi ir 2),0J0
en.-ilo it's pin a Gayiiiui? Algins bandos
de re icilntei polen evadir-se, cousa '/'te nai
do
dos
68
22
22
6
1
fallcciineato
h -roes d i s
e.
a
enairiu
Aolaii, porem, essas Circumstaueiaa favora
veis e pistas ao alcance de tolos, outras existe n,
menos coiihe:i tas, maisrc.erva Jus, que o publi-
cista len o dever de apoutar, por maior que seja o
iudlile eilisrao do paz peM ass.uuptos de tanto
vult', :i:n i aejam os que ee refere n aoi limites
do tsrritorio do imperio.
J era 188J, um cirrespradente do Times, ao
estudar a situajo do Brasil, faza sobresahir a
vasta extenso do seu territorio, acciciC'-.-.n ido,
porm, que o imperio nao p icsava de na nitor
me inaasa, eujaa fronteiras n > e ..iva n clara
mcite tracadaa. A aceuaaco aea por deraaitgc
ral ; certo, porm, que anda hoje nao esto d
terminadas as uossas fronteiras com ..Iguns dos
nossos visiabos, e que os limites do imp :r o com a
Guyana Franceza, com a Guyauna lug esa e con
os Estad js Unidos da Colombia crcteui ser fita
dos iiefinitivainente.
Entramos aqui em u na ordo n de ideas lajalto
delicada Trata-ee com effeito, de revela: fac >s
geralmentc ignralos at me-m> pe oe interesa
dos mais directos. Ess-s tactos resame.n te e n
dous ponto* : na* ncea goveruo imperial dirige ao governo da Uepabiira
Fiaieeza a proposito Je occui rene n que te d i
no territorio cunte>tu io e na propaganda teere'a
que se vai fazciio a pii ora o intuito, conociente
ou nao, de no* eibulbar Je territarios c n litigi i.
P. ra p un c di una 'esas aseercoes Hautir-
me-h -i a citar f ict s recentissimos e que anda
nao estflo ne dominio publico.
Uitimaments o Monitcir de la Guyane, folha of-
fie al de Cayema, publiou, na seecilo nao offi a 1
urna serie de nforraaces destinadas ros emigran-
tes que por ventura desejasse u ir se estabee:er
naquellacol na. Eisas inforraacos offi'iiosiasiui'is
nemifisil nem rara, e fundar) umi repiblie
le facuioras entre a Guy.iui e o Brasil. Nem i
IJr.ml uem a Frinc i p > le.ia n, se assi.n aej ite
caata, tolerar aamelli inte e it id > de eous is A lian
t.e vos; ettabilacci uxa f.o iteira que tirite p>s
* vel a extradielo, se assim nao procel:rdes o
Brasil nao tardir em apresentar rer.lamicos tai
riiUiitas como justas...
Fa and i tambe n ili estsb dlecime.it i d i e itaevae
militar do Map, qne o Fraucezcs instal ara n por
occasiao da cabinarjem do Para, sob protexto Je
resalvirem os sensdirciros amaacados pela gae.ra
civ pi aem-, d.z i S.-. Cbnlrean :
As cireams: in :ias j istiticavam (?) a noss i de-
eni i. Assim co no, h ;j : em dia, 80 algu li m lii i
r-s ilo reinci laatei avsdnisn e atravessisse a
o lyaiick, instailau lo unaestaclo militar en
Can mi. ..
Feliiraej'e, tiio su mira hypithose. H>
rali liles mais d s,'\x de attenco.
Uad lias pnpa -anda fe.ita pelos atlas.
O) edictires C i. B.iy.'e & C, entrar un a publ
car mn atlas olo.iiai orgjinisido e desenlalo
pelo Sr. Qiariqaa Miger. Publica si por caler
uetaa e d '.. c A carta da Giy m i ucab de serpubicali.
E' acomp inlii 11 de noticias explicitivas. A
noticia geograpliiea u i est asiigu 111. A n ) ti -
ea historici, qu : encara toda a quisti do terri-
t trio contesado, do Sr. ileuriqu i l) donde, o
qual resuseita a sin these famosa.
At ahi nada ha qn-j dizer. ( lalquer edit ir
p le publicar o que quizer, o confiar o trabalho a
qu-in quizer. Nos mesmos, os brasile.iiis, pouco
n>s iiip (i t iai paatn, que uas noss:s escolas adopta-s- u.ii S >v<>
Atlas Universal, editado por urna cas i franeesa,
atlas qu i nos esbuiha, em favor da Venezuela e
da, G lyaua Iugleza, de vastos territorios.
A pulo 'jacio do Atlas Colonial de liayle s tcm
algu ni in,)ortincii p la circumstancia segirut-:
-iiuf inne estia intoruiido, esse Atlas publiuac
patrocinada p lo ministerio da mariuh i e das co-
loui-is da R 'publica o qu il subac eveu para essa
publicac i.
Ora, se assim pamce-ma esse facto estar em
coutradieco cun as appirencias dq que fillei
cima. Aquella publioar;o diffuuJii so-ha; ir
pirar as raia de pessoas qu.- nem saben* existir
na Guyana um territorio contestado ; todas odas,
vendo a carta de IJ ivlo, leu 1j as noticias que a
acompauhaui, ficaro porsu ididas da legitiraidadi-
das extr.iorliiiariai reiviudicico s que all s."
apr>'sentam ; pouco e p meo formar- se h i umi e ir-
rente de opiniao publica cintran i is nossas red i-
inai, i, e, mais tarde, quanio se p usar em coin-
pir o secular litigio, os noss is estadisfcs tera i
p-railte si a mais eaninhosi das missoen.
Nao exagero o effeito d'essa propagauda. Por
in do dos manuaes esco rticos de geographia e
bisto i a, dos atlas e cartas, foi qae a Alleraauba
pr-paron a amiexacao da Ais icia-Liireni. Por
esse indio prepara a Italia os nimos para a anuo
xii'.ii. sjm ou menos remoto, dos territorios que
c aistituem a le da uo resgatada. Nao ha
qu -m n i se.lembre da sensaco causada em Frau-
ct po umi broihuri do Sr. A. Basoh I, publicada
ha algn* auno, revelando as reivindicado.'*
aprsenla lis pela Italia e sustentadas nos seus
livros escolsticos
A co iclos.lo d'estis liuhas
uv ntei a 25 de aaio.
Aprov-ite-se o Brasil quanto antes da nova
p'i is; e:n que entro i o problema do territorio con-
tstalo pira d-.r Ihe soleva-1 completa e definitiva,
p-nli n- da amisadc que une duas nic's latinas.
A impreusa europc i tem erguido hosannas ao
Sr. I ir.) de Cotegipe por ter celbralo um ac-
or! i cvn a Ciuf 'deraci Argentina para regular
a ipiest) do territorio das Misses. Completa
. idle a -ua obra.
C g'iverno, o monarcha e o paiz esto igualmen-
te iut Tessados na qu'sto.
O g.venio demonstrar q ie, a par dos proble-
mas vitaes do interior m i ie est a bracos, un
se deseuda dos graves litigios exteriores que po-
llera do um mimnto para outro, d ;tr a marcha
do Brasil c complicar a sua reorganisacao ur-
gente.
O monarchi, aps miis de 4') uan do reinado
ed'eetivu, nao pide querer deixar aps si urna pa-
tria que nem tein as su.is fronteiras delimitadas :
nao p Je querer que se diga: Ha uas vzi-
uhancas do mait vasto rio do mundo urna regiao
indeterminada, que o Brasil poiia poasuir sem
c.n-est.cio, e que ficou desamparada, discutida,
per que em ineio secuto de reiuado o soberano
d'esse paiz, "inbora vizitasse por du is vezes alheias
trras, ni te ve tcm o pira contmplala. ..
Fiualmente, a pobre Amizonia digna d'essa
provade sympathia. Vendo quo nao obtiuha era
um olh ir misericordioso do goverao central, toiniu
por empreza e far da s. Tudo quanto d<;-
ve o a si raesraa. D se-Ihe, pelo menos, o que
por s s nao p le ulcaucar: limites fixos e pos-
sibilidadc de v ver em paz perenne com a num"-
rosa e rice colonia franeeza que all prospera.
ga. e vo a 3> escrutinio os dou* immediatos em
votos
13. DISTB1CTO
Villa Bella
(119 deitores)
Dr. Gomes Prente
Baio de Calar
Antonio Luiz do Espirito Santo
Major Solonio Perca
Padre Dr. Asis
Anniver*rio -E' h ,j 0
de Jo> Fernn los Vie ri, um
g 'erras hollandeiu em Peni nnbueo.
Olceiauarl de eilunirai
Paraa Lvrarii Fraucssa, r'ua Io de Maroi,
ebegm a 17 cilerneta dastobra de Josa Nolo
Rap>so Bitelh). Essa e*druata completa o l.
voliune da obra e inoetao 2.0.
Ni9Si>cliM houtem o seguinte telegramas :
Parahyba t) de Janeiro, i 10 horas u) mi
utos da tssnhS :
Diario de i'ernambuo.
Hiutn seguii pira o 3 o distrieto Too naz
Minlallo, retoi- do Ly:a, Ma li .-e.ici. Ciballi
otfijial eontra o Dr. Sori ini.
Dr. Lacrrda.
Hirla na rio -A's 2 luras da tario de 0 do
eorrent-', morre i no ri i U n di termo de Palmares,
a aluniu da Escila N.rmil, .Mana Christiua U i-
roiroi Pnn;itel, do 1G anuos do idade.
A intelis tinba ido baihir-sa om outras ami-
gas e sucumbi em coaseiueieu de un coiges
to.
Tsieae -Ke.-e'j-m is un exemp! ir d s que
foram aprese talas em 1885 i Faeullale de Me
licma da Bihia esust litadas p-lo noss ompro
viuoian), Sr Dr. Antonio Carreiro da Silva.
Agradecemos Ihe a offerta que nos fez.
Nariodale Propandara da In
atrucrat Pablira As escolas de iustrucci
p.imaria i carg dessa assocaoo, as parochias
de Pog> da Pani'la c da B)a-Vatu, comefiro a
tu.iuci niar a ninhi, e no dia U e n liante is aulj
da Escola Nirmal para senhoras existentes Meta
ultiin i parojbia .
a? ,llecinL" utoFallecen honten p:la m i-
nhi D. Tnerezi di Silva Vieira Poitual, viuvi
do abastad) agricultor Jlo Mana'! Punta!.
A l istre, li iili contava 75 auuos de id ido, e
lucambi i um i loso eirdac.
Deixi 18 fihos e um i leseen lea : i, q excele
de 7J ptente.
Era um i Sra. de granles virtal)3, esmjler e
earido-a, e esp isa e ino exeuiplarssim i.
Nossis peamjs ao* seus d gaoa tns.
O corpo ser dido sepultura h -j -, pelas 9
horas do dia, sabia io o fretro di rui d>s Praze
re3 n 3.
Msnteilc SocorroO leilo que fora an-
iiunciado para 5 do Barrate no AI oute de Soccorro.
foi transir ili para 5 le Fevereiro viulouro.
itinii-ir<> ') paquete Miados levou par.. :
ear 33:OK)OO)
Kirnola lien :tt.;rain nos lioate n IOS )0J
pira dividir por pessoas ne.eisitada-i.
Agradecnio o eiea-gi, assim cumprimos o
ni in lato :
A' viuv.i D. Miquiina, ra do Ne-
giciro n. 12 til i i
V viuva D. Luir, rui do Mangue
ii.2 3 000
A' familia pibrj Jo Becco do Ber-
nardo 35000
sera a mesma que
San r'Anua. Nekv.
Bleieo provincial--Temos mais os se-
guint.'8 resultados da eleico de 30 do Dezeinbro
tinto, para deputados provinciaes no binnnio de
188i 87 :
12.0 D1STI1ICTO
Ingaztira
81 eleitores)
'ranklin 31
l>r Prxedes Pitanga afl
Joo Alves B Cavalcante
S. Jos do Egypto
(38 eleitores)
Vigari) Augusto Franklin
I>r. Prxedes Pitang
Joo Alves B. Cavalcante
Resumo de todo o distrieto :
(047 eleitores)
V'igaro Augusto Franklin Mereira da
Hilid (C)
J'r. Prxedes Gomes de Souza Pitan-
Advoga4o Joo Alves Beserra Caval-
c nte (C)
C.ipitlo Tlio.uaz Ferreira Maciel Pinhei
ro (L)
Sendo o quociente eleitoral de 215 votos, esto
eliitoa os Sra. vigaro Augusto Franklin Moreira
da Silva e Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitau-
25
11
2
205
281
52
19
I simiii liiiio!iiie i i> Veasrra
It'iic.) i!i do l*<-riiiiBl)iii-i> V 1= 17 de
Dzombro, roaniu se o instituto ora sessv ordi-
naria, lob a presidencia do Exm. Sr. con?elheiro
Q lintino de Miranda, com assistencia d >s Srs.
Uta. Cicero Pi regriuo, Lipes Machado, servindo
d;2." secretario, cominendador Mirandi Lil c
Augusto Cesar, que substituto o 1 ."secretario, qus
uo compareceu.
Foi approvada a acta da s.soo ante: .'dente .
O 1. secretario raeneionou :
Ul ollc) d> Exm. Sr. cou*eI!i uro presid-ute
da provinci 1, remetiendo copia do Aviso expodido
p do ministerio do imparta, em 28 d i N >vembr i
ultiini, miniando suspeu ler de X ve inoro em
diante os v ncim.-iit-.s do Dr. Jos Hygiuo Duar-
te Pereira, le ite da Faculdtde de ireito o qu-
era cimuiiss-i do Instituto se acha na Europa.
Diversos j irnaes p:das respectivas redacco-s.
Deliberou o Instituto enviara S. Exc. o !>r.
presidenta di provincia, umi commissao afi.n de
entender-3c com o mesmi a respeio da deeisao
contiia n'aquelle Aviso, e pedir-lhe para tansmit-
tr ao ninisterio urna repre.-entacao que n'este sen
liio resol ven dirigir ao Governo Imperial.
Nada mais haveudo a tratar-se foi levantada.a
sea i".
Aos 21 de D zcrabro, 1 h ira da tarde,
reuuo-se o Instituto em sesso extraordinaria,
sob a presidencia do Exm. Sr. eonselheiro Quin-
tino de Miran la, com assistencia d >* Sra. Ora.
1 -ero Peregrina Beptista Kegueira, 1 secretario,
Lopes Machado e Pessoa da I osta, e dos Srs. Au-
gusto Cesar, irwnsenhor Arcoverde Cavalcanti e
in ijor CoJeceira 2 secretario.
Lula, toi npprovo la a acta da soss.io antece
dente e o Sr. D. I. lecretario uiencionou o se-
guinte :
Em ofiicio da Imperial Sociedade dos Artistas
Mchameos o Liberaos convidando o Instituto
para a sut sess) anu ver aria, de 20 do corren
te.
U.n dito, da directora da Sociedade dos Empre-
gados do Commercio, convilano o Instituto para
a 1 nata I lae.lo da mi-jmi sociedade, no da 27 as
li horas da tarde.
OlFertas :
Pela Sociedade de Geographia dj Lisboa, 2 to-
Ihetos, sendo um num :ro do seu botetim e subsi-
dios para a h itoria di jornalism) nis provincias
ultramarinas e portugu zas, pels soeio B.to Ara
ilha.
Pela secretaria c'.a Camira dos Srs. deputados
1 volumes, ano es do parlamento, brasileiro em
I08&
Pela Secretaria da Presidencia, dous cxempla
res do relatorio com que o Exm. Sr. coasclbeiro
Chaves passou a administraclo da provincia ao
l.o vice presidente o Exm. desembarga 1 ir Q 1
roz Bi:ros.
Pelas rcspe-tiv:is relaccoes diversos jornaes
dVsta e de outras pro/inciaa.
) Sr. presidente do Inst uto co:nmuuicu a
este que conforme a deliberadlo tmala em sesso
anterior, dingira-se era companbia doscmsi
cios comrnendaior Miranda Le ti e Augusto
Cesar, ao p ila.-io da presidencia e entender i-se
cora S. Exc. o Sr presidente da provincia, acer
ci da resoluco contida no Aviso n. 4674, expe-
dido [!o Ministerio todo imperio em 28 de o
ve.nbroprximo passado, e que S. Exc. acolhendo
faroravelmente a commissao, prometiera traii8init-
t r com toda brevidade ao Ministerio a reclamaco
do Instituto.
Em seguida resolveu-se tambera que sobre este
assumpto se dirigase ao Instituto ao eonsicio
conselhelro Joo Blfredo de Oliveira.
Nada mais havendo a tra-ctar-se foi encerrada a
sesso.
i:\ames prlmarinNo da 2 de dez -in-
oro fiudo sob presidencia do Dr. Democrito Ca-
valcante de Albuquerque e sendo examinaior o
professor publica Ernesto da Silva Mirando effe
ctuaram-se os exames das alumnai da escola par-
ticular da cidane de G yanua dirigida pela pro
fessora Mara Scuborinha da Silva cujo resulta lo
foi este:
3o Grao.Varia Emilia da Silva, appiovada cora
distiuecao.
2o Grao Mara Emilia HtwesMaeJatie, Igncz
Muiio de Albuquerque, Honorina Aurelia dos San
toa, approvadas com distiuccao, Beatriz Emi.iada
Silva, approvada pliinsTntn
1" Gr).Luizit Mara Correia de Oliveira,
-Joaona Candida Ribeiro Dantas, Juvencia Go-
mes de Alb.iquerqu Josephina Augusta de Arau-
jo, approvadas eom distineco o Antonia Carolina
de Vasconcell >s, approvada plenamsnte.
No din 8 do mcuno mes foram pdo inesmo Dr.
Democrito t!avalcaute entregue s examinadas os
premios a que fizeram jus, achaudo-se preienti-s
diversas] pesaos grada: da cidade, usando da pa-
lavra a protesaora c diversas alumnas; ao abril -se
e eucernir-su a sesst o toi pelas ilumn-is cantado e
iijompanb ido ao piano o Hymno Escolar do Dr.
Moraeg Mel Jnior.
Aos convivui foi offerecido um importante copo
d'agua onde se trocaram diversos brinde <; anoute
houve urna animada sore que terminou pela ma-
drugada, r.iuando em tudo muita ordem u prazer.
Heunles aoclaen Hoje ha as ae-
guintes:
Da Alel nnono Olodeuse, s 10 horas do dia,
em asstmbla garal, para eleico da nova direc-
tora.
Da irmandade de Xossa Sanhora da Boa-Via-
gem, s 9 horas do dia, no respectivo consistorio,
para chica o da nova mesa.
Da irmaidade de Santo Amirs das Sali is, s
10 horas do dia, no respectivo consistorio, para
elcieao da nova mesa regedora.
Am inh. ha a seguinte :
Do Atheneu Musical Pernambucano^s 7 ho-
ras da noite, era assembla geral, para eleico da
commissao de contas e do bibliothecario.
EleclricidadeHoje a electricidade ach
em medicina multplices e extensas applicacoese a
cura de doencas com este meio constitue presente-
mente, um ramo especial da sciencia medica, dito
ele'itrothtrapeutica, na applicaco da qu il se tein
levantado era toda a parte apropriados estabedeei-
mentes para a cura elctrica.
Em medicina acham applicaco quasi exclusiva-
m -nte a correute galvnica ou constante, e a in-
duzida ou pharadica. Nao nos pos-ivel neste
lugar alongar-nos com a expoaiclo da theoria da
electricid-.de, e nem com a deaeripci dos varios
apparelhos em uso em medicint.
A electricidade obra sobre os^nervos motores do
corpo humano, excitando e dsat'i maneira della se
conseguem contraec-s dos msculos em que elle
se esp-i liam. Alm diss 1 a sua applicaco aug-
menta a capacidale de excitico dos ervos e dos
msculos.
Presentemente a electricidade conselhada
com vantagem cm in.litas d eneas, as qnaea, se-
gundo lClenk 1 e Ma;gorani, podem se agrupar
deste inoio: 1. Doencas mentaes ; 2. Doencas
da m-'dulla cspinhal; 3. Doencas dos oreaos dos
sentidos : 1 Neuralgias, micraneas ; 5. Anesthc-
sias; G. P.iraly.sias de varia origem; 7. Caira
bras, nevroses g raes, epilepsia, hystcrismo, chi-
ram, ttano e eclampsia.
A applicaco da < lectriedade, conforme o gene-
ro da enf. rmidade que se quer curar, loe il ou
geral; ura methodo de applie.clo geral sao os ba-
iilns (decirle ii.
O uio da electricidade, qual ine > therapeutico,
deve ser empreheudido soraent-: ora o conselho
m dieo, e a applicaco deve t.mb m ser feita p lo
propri i m-dici, ou exeepcioialmunte por pessoa
que a respeito esteja suffcieulementc instruida.
Convm oeste ultimo casi seguir attentamente as
normas sugg-ridas pdo medico, relativamente i
p xioda onde se levem applcar os electrophoros,
i forea d* eorrent; e a duraco de applcaeio.
_ Nem todas as psssoas supportam com igual fa-
eMida le a icco da electricidade, e antes algumas
*ij excessivamente impresionaia3 e della resen-
t.;m a mnima influencia.
.trnick E' 11 n lie ir que prepiram o'< india-
nos com seinon'es. cascas de coco, can a de assj
car e arroz, submettida a mistura a fermentadlo.
Fres 'o, nao tem cor, e someute cora o temp) al 1 ni -
re ama er amirellala, elle muito espirituosa,
priocip.lmente o de B atavia, o o deGoi i'-u'ret in-
ri mais aromtica. Os ingleses usain do arra-k
na preparaco do ponche ; quer-se que elle facili-
ta a dig-sto pela aeeio dissil-ente que tem sobre
as substancio* girdurosas. Era tido o caso deve
ser usado muito parcamente, tanto mais pois que
0 arraek g nuiuo entre nos muito raro, e de >s
turne prepnado artificialmente e por isso inesmo
torna se ini:s damnoso.
Uilliar O jogo de bilbar, alm d; offereeer
um agradavel passateinpo, um exercicio phy ico,
do qual se tira urna vantagem salutar. E p .r isso
ser 8"mpre o jogo de bilbar nao a a preferir se
aos j igos das cartas, % que muitos sacrifcam tan-
tas h iras do dia, mas at recoma miavel, espe-
cialmente mocidade e s pessoas que sao habi-
tuada* a um 1 vida sedentaria.
Sj laiifim is. porm, um 1 vista sobre o estallo
da cousa, descubrimos com a vantagem physiea,
quepo le tirar o jogo do buhar, paralys ida, e
tambula nuits superada pelo damno que tiram os
jogadores por se deinorarera demasiado tempo nos
bilhares, ondeaejoga, e cm cujos lugares o ar
inephitico e s vezes irrespiravel.
Portanto, se deste cxeroieio queremos tirar um
priveito pira a saie do nesso Corpo, o devemos
tazer na propria ha bit ac > ou em outras casas pri-
vadas ; oque, porm, nao permittid) seno a
pessoas ricas.
\ hygiene, em toio caso, aconsellu d.-ixar in-
te.r miente o jogo do bilbar, miando para jogar
t-nn >3 obrigalo a ficar por horas e horas era um
cat publico, era que a muita gente ahi reunida
toma o ar insalubre. Em tal caso, ao j igo de bi
1 liar substitae um outro, que reclame um exercieio
gymn istico, e que se pie executar em um am-
biente salubre.
elide* EUoct.uar-se-ho :
Amauli :
Pelo agente Gnsmo, s 11 horas, na ma do
Mrquez J Oiiuia n. 18, de chapeos da so!, mo-
vis loucas, etc.
Quarta-feira t
Pelo agente Brito, s 10 horas, na ra Imperial
n. 101, da (averna ahi sita.
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, na rui do Vi
gario o. 12, de movis, loucas, ntc etc.
MInmam funebrea-Sero celebradas:
Amanh :
k'e 1 horas, na Conceicao de Jeberihe, por alma
de Antonio Francisco Pendra: s 7 horas, na
matriz da Bi Vista, por alma de Adolpho Do
mingues di bilva ; s 7 horas, no Corpo .Santo,
por alma de Antonio Jos de Pinho ; s 7 horas,
no Carrai, por alma de D. Alaria Egypc.aca Lorio
Lumaqui; s Sacras, na matriz da Boa-Vista, por
alma de Antonio Joaquim Pereira de Oliveira.
Terca-feira :
A's 7 1|2 horas, na matriz do Santo Aaonio,
por alma de Domingos Jos Alartins.
Quarta-feira :
A's 8 ha.as. na matriz de Santo Antonio, por
alma de D. Mara do Boaarto los Giraares Pi 1-
xoto ) s 7 hora', na matriz da Gr.iya, por alma
de D. S.-iihorinha Maunca.
PaaaaKeiroM- Sahido pira o norte no vapor
11 i.-ioual Mandos :
D. Nicoles ampos, D Rouquarol, Alb rto Tay
Ior, Dr. Antonio Mtrcal, Antonii S. Pereira da
Silva, Dr. Arthur E. de Carvalho Chaves, F. M.
do Reg Barros, Getulio G .11 es, Antoni i F. da
Silva, Autouio J. de Oliveira e 1 filho, F. Nerbi-
c iriso, D. Nerbieaso, Krauciso Antonio de tarros
Lima, P. Mara Cat, J. Norbert, J. Botelho, An-
tonio J. liodr;gues, L. Oliveira, J. Francisco Cor-
Iho, Julio Zuritha, M. Antonio Viera, F. G. Mar-
ques da Fouseca, Antonio Macelli, Padre Manoel
. dos Santos e D. Moreira de Barros.
Sabidos pira o sul no vapor nacional Ser
gipe :
Ludgero B. do Nascimcnto, Prospero Rebor-
.-Joistelnio) e Gustavo de Souza Lipes.
Casa de Uetesaciio Uovimento dos pre-
sos no dia 9 de Janeiro :
Exist.un prrsoa 318, entraram 14, sahiram 7,
existem 325.
A sabei :
Nacionaea 287, mulhcres 7,
Acham-se oxposto a venda os restos das blhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Mercado Municipal de %. don.O
movimento deste Mercado no dia 9 de corrente,
foi o seguinte:
Entraram :
29 1/2 bois pesando 3.996 kilos
415 kilos de peixe a 20 ris 8#9O0
49 cargas de farinha a 200 ris O*800
11 ditas de fructas diversas a 300
ris 3#300
16 taboleiroa a 200 ris 3*200
20 Suinos a 2 X) ris 4*000
18 columuas a 600 rea 10*800
44 tainos de carne verde a 1*000 44*000
20 ditos de ditos a 2* 40*000
44 compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 res 22*000
60 ditos de legumes a 400 ris 24*000
17 compartimentos de suino a 700 *v^
ris 11*900^
14 ditos de fressuras a 600 ris 8*400
Deve ter sido arrecalada neste dia a
quantia de 190300
frenos do dia:
Carue verde a 480 e 40J lis o kilo.
Suinos a 800, 720 e 700 ris dem.
Caiueiro a 1* e S.)0 ris idem.
Fariuha de 32) a 610 ris a cuia
Miiho de 240 a 230 ris dem.
Feijo de 60 a 1*200 ris idem.
Ilalniliiiira Publico. Foram abatidas
111 Ala'adouro di Cabanga 86 rezes pira o cousu-
1110 do dia 10 d) correte inez,
Cemilerio Publico Obituario do dia 7
de Jaue-o :
Alauoel, Pe nambuei, 1 dia,'Boa Vista; in.ia
bilidadc.
Alaria B rnardlna de Jess, Pernambuco, 8J
unnss, viuva, S. Jos ; congesto cerosa
Autmio Ceeio de Alagalhaes, Pernambuco, 48
anuos, casado, ISoa-Vista ; febre typhlea.
Flix Jos dos Santos, Alagas, 38 annos. sol-
teiro. Boa Vista ; tubrculo pulmonar..
Bernardina Camilla dos Sautos, Pernambuco,
3 annos. solteira, Boa-Vista ; syphilis.
Saturnina Alaria da Conceicao. Pernambuco.
18 annos, tolteira, Boa Vista; Berib'ri.
Alara de Jess, Pernambuco, 8 mezes, Boa-
Vista ; hy li-sccphalia.
Manoel, Pernambuco, Santo Antonio; esp tamo
The Xew Loadon & Id isilan
Bank Limited
Capital do Banco
do pago
Fundo de reserva
BALASyO DA C.VIXA FILIAL EM PEESAKBCO,
EAI 31 DE DEZKAIUItO DE 1^85
Activo
Letras descontad:-
Letras a receber
Bmprestimos, coutas correutes
outras
Garautias por eontas correutes
diversos valores
Caixa era moeda corrente
Passivo
Depsitos :
Era contacorrente 1.215:686^230
Fixo e por aviso 2.134:3$9910
Ganmtas por contas correntes e
diversos valores
Diversas contas
Letras a pagar
S. E. & O.
Pernambuco, 7 de Janeiro de 1886.
W. J. Hayiws, manager.
Wm. Hill, acting accountaut.
Cai\a Econmica c ..Ionio de Soc-
corro de Pernamboco
Btilancoa em 31 de llczembro de
1MB
CAIXA ECONMICA
Activo
Thcsouraria de Fazendaconta de
depsitos
Thesouraria de Fazendaconta de
j uros
Monte de soccorroconta de pas-
os
Caixa
Paesivo
Depsitos cm contas correntc
.Monte de soccorroconta de juros
575:580*800
2J.':253-33%
86:854*043
1:928j5O0O
890:065.5738
886:0261893
4:036*845
S9D:00573S
MOSTO DE SOCCORRO
Activo
Emprestiraos sobre penhores 120:140.il 76
Valores dejiositados 152:223377
-Movis 6:1)01*227
Cadernetas 407*404
Tnesouro Provincial 3:^64*000
Caa ccouoniieasosta de juros 4:088*845
Caixi.Saldo para 2 de Janeiro de
1830 5:164*501
estrangeiros 5, es
cravos sentenciados e processados 14, ditcs de cor-
reccao 12.Total 325.
Arracoados 294, sendo : bous 277 doeutes 17
Total 294
Al >viinciito da enfermara :
Tiveram baixa :
Alauoel /os da Costa.
Silvestre Jos do Amara!.
Ramiro, eseravo do cap tao Joo Paulo.
Teve alta :
Bogerio da Rocha Pires.
laolcrla da provincia(oiuta-frira, 14
de Janeiro, se extra lira a loteri n. 30, em bo-
ueticio da Matriz de Villa Bella.
No consistorio da igreja de Nossa Seniora da
Conceicao dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as esphcrs arrumadas em ordem nune
rica, apreciaban io publico.
laoterla de Ilacei* de 900:OOOAooo
Esta grande lot -ra, cujo premio granlc de
200:000*000, pelo novo plano, ser extrahda im-
preterivelmeute no dia 12 de Janeiro,
Us bilhetes achara-so a venda na Casa Feliz
praca da Indepen lencia na 37 e 39.
Lotera do Ceard de 10:000*000
Esta lotera, cujo inaior premio 10:000*000, pelo
novo plano, sera extrahiJa no dia 16 de Janeiro
prximo vindouro.
Os bilhetes acg m-so venda na Casa da For-
tuaa ra Prim'-iro do Marco n. 23.
Lotera Katraorilinai-iu aa Vpi-
ranga. O :erceiro sorteio das 4 e 5 series
Jesta importante lotera, cujo aniur premio de
100:000*000, ser extahida no dia 12 ie Janeiro
prximo.
Bilhetes venda na Casa da tVttlMM ra Io
de Marco n. 23.
Lotera de rOiDOwlouu A lotera
362 serie li, ser extrahda no Jia 13 Je Janeiro.
Tambera acham-se venda na Casa da Fortun
a ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera do Mi. A Ia part 195 do plauo
novo do premio de 100:000*000 acham-se vcu-
os bilhetes Casa da Fortuna, ra do Crespo
n. 23.
Loleria do Muranbao A Ia parte da Ia
lotera desa provincia, em beneficio da emancipa-
cao e Santa Casa de Misericordia, cujo maior pre-
mio 50:000.10 0, ser extrahida no dia 26 de Ja
ueiro.
Capital
Cautelas de penhores
Caixa econmicaconta de passa-
geus
Thesouraria de Fazendace ata de
emprestirao
Cadernetas archivadas
Saldos de penhores vendidos cm
lcilo
Gastos com leiloes
S. E. & O.
291:259*530
15:7605047
152:223377
86:354*041
33:987*758
88*600
2:931*916
2*360
291:259*530
Pelo guarda livros,
Felino D. Ferreira Coelho.
CHR0H1CA JDD1CIARIA
f unta C oiuuierclnl da cidade do
Recife
ACTA DA SESSO DE 7 DE JANEIRO
DE 1886
UKSIOENt'IA DO ILI.5I. S. COMUEKDADOB AHTONIO
OOS1ES OE MIRANDA LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimaraes
A's 10 horas da raanha deelarou se aberta a
sesso, estando presentes os Srs. deputados Olin-
to Bastos, commendador Lopes Machado e sup-
pleute Hermino de Figueiredo, faltando com par-
ticipacao escripta o Sr. depuudo Beltrdo Jonior.
Lida, foi approvada a acta da precedente sessSo.
Fez-se a leitura do seguinte
EXr-DE.NTE
Omcios :
De 7 do corrente, da Juuta dos Corretores
desta praca, remetiendo o boletim das cotacoes
officiaes de 2H' de Dezembro a 2 do corrente. -
Para o archivo.
De 31 de Dezembro, da mesma Junta, dando
sciencia do numero de cotacoes effectuadas pelos '
c irretires durante o mesmo mez. Para o ar-
cbiv >.
Diarios otliciaes de us. 356 a 360. Sejara ar-
chivados.
Foram distribuidos rubrica os seguintes li-
vros :
Copiador do Ro.lriguea de Fara fc C, dito de
Joaquim Duarte Siu.o;s CX, dito de Leopoldo
AL rques da A.isumpcao.
O Sr. commendador presidenta deu sciencia
Junta e esta ficou inteirada, do deferiraento das
seguiutes peticoes, em vista da urgencia allegarla
pelos respectivos peticionarios :
Do gerente do New Lindon Brailian Bani, li-
raited, solicitando o archvamento do decreto n.
8,536 de 19 da Dezembro de 1885, que permite
a raudanco do nomo para London and Brasilian
Bank, liraited.
lUGIVtl
*-
1.000:000
500:000
240:000
314:301*350
767:192*160
3,373:648* 80
744:551*850
939:0333750
6.139:0275390
3,383:0^6*140
1.141:869*720
1,6 4:1415:30
6,139:027*390
L
^
h

'
,


Diario de PemamboctiDomingo 10 de Janeiro de Hh6
"
Do mesmo gerente, para que se facam nov oa
termos nos livros, diario e op ador de cartas,
pila predita mudan? i de nome. E de Joha Pear-
ce, para que se registre a procuraclo em que
Charles Fitch K>mp o eomtitue syndico da fil-
lencia de Bruno Silva & Son, da cidade da Para
hyba.
DI8PACH0S
Petices:
De Jlo Fernandes Lopes, solicitando o regs -
tro de sua noiaeacio de gerente do Banco de Cre
dito R-al de Pemambuco.Registre-se.
De Adolpho Marques dos Santos, para que se
d baia no registro da nomeacito de seu caixeiro
Porfirio Paria da'i Merec. D se a baia pe-
dida.
De Birbosa & Santos, para que sa d baixa no
registro da nomeagio de seu ex caixeiro Jos Fer-
r ira da Costa e se registre a que passara a Julio
Birbosa d* Silva. -Na trma requerida.
De Fidelis Gircia Gomes e John H. Boxwoll
& C, da cidade de Macei, p ra que se archive o
distrato da firma Fidelis (jarcia & O. Suisfa
citn o parecer fiscal.
Nada mais havendo a despachar, o Illm. Sr.
couimendador presidente encerrou a sesso s 11
e 1/4 horas da manila.
PUBLiCACOES A PEDIDO
O Dr. Jo&n de W Caulrauc do l
Itmiuerque e o bacbArel Hermoite
ae Mocratc Tavares de Vaaeon-
cello*.
Confesso : j me vai venceudo o tedio e o abor
recimeuto de oecupar me do baeharel Herraogcnes,
que sem habilidad'*, disfaicon-se com a mascara
do Dr. Sangrad >.
s mascarado, ple animarse a vir atassa-
llnr-m pela imprensa.
Mas, nao devo eu rebater os ltimos golpes, vi-
brados, embora estultamente, pjlo misero c iusano
detract ir?
Farei, pois, mais um esforco; e respondendo,
enrgicamente, s ultimas increpabas desse igno-
rante baeharel, como que terei quebrado, um a um,
t >dos os dente* do draga', que assim ti cara desar-
mado p ira nao poder offender a outrem.
E m.s tarde (quem sabe)Y alguem bi-mdir es
se serv?>, pir inim prestado humiuidade.
Contin, p>r tanto, a considerar o ultimo es-
C ipt> do mee adversario. Diz o Dr. Sangrado,
rderin io-se a mim : E' um nunca acabar relatar
as miserias deste honran sem moral, etc.
Que dechiraacfio.'
Siempre o animo de injuriar .' E depois, para
produzir cffeito. passi a exemplificar as miserias,
duendo : que cm segredo de amigos, eu digo agora,
que as dividas Amorim e Esicvo Cavalcante sao
minh'is, por que meu pai me devia ; que meu pai se
apresentou mea cred-jr de 30 ou 40 coritos no inven-
tario de minha primeira mulker naturalmente, para
n&o pagar os direitos da fazenda provincial; que
tambem assim proced para nao pagar os direitos da
caixa pia por occasido da dispensa do meu segundo
casamento, e outros arranjos e traficancias !
.Miseria, Dr. S tngr .do, articularse faetos des
airosos contra teronro, sem possiblidade de faser
a miasma prora, princip-tlaente, se elles nao sa>
verdaderos.
.Miseria vir impresa para so representar o
detestavol papel do c iluraniadiir, como Vnve. taa
feito.
Miseria ..... mas, n 11 Dr. 'ingrado; espe-
re : adian'e eu Ihe direi, melhor, o que verda
deira miseria.
Vou aos tactos que ra -ncionou o Dr. Sngralo.
Diga, d lutor, quaes sao os amigo a quem t-
vesse ea dito, em segredo, que as dividas Amorim
e Estev.ij (Jvaloint sao miuhas?
Porque nao lhci p-dio algumas carias, com >
apellas do Illm Sr. Lacerda e Braga, para om
provar a sua ass'-rijao ?
Fcil ra ntir, compreh.-nde-sc ; mas tambera
certo, que mais depressa se pega um mentiroso que
um cazo.
Dr. Sangrado, se eu houvessc ifHrraado tal cou-
a aos amigos, como Vine, rotare, nio ha duvida,
que teria alean?a lo cartas delles, nesse sentido,
para publicar, cuno fe; Bon) as outras.
M -, isso nao pissa de invento seu.
E vai por (liante o monstro horrado, de f lsida-
de em falsidade, de calumnia cm calumnia !
E a venenosa baba sempre a corrtr-lhe da en
tre-aberta bocea, onde se oceultam as gengivas
rxis !..
Mas, toda ella cahe e noda o chao ; a mim. nao,
ella nao altioge.
Vamos adiaute.
E' inexacto que meu pai houvesse representado
de credor meu de 30 ou 40 contos, no inventario
de iniuha primeira raulber.
A verdade esta :
Meu pai havia, efectivamente, me emprestado
cerca de viute contos de ris, para eu occorrer as
grandes dcopezas, que tui obrigado a fazer, quao-
do tive de ir a Europa com minha mulaer. em
busca de melhoras para a sua sade deteriorada ;
d'ahi, pois, que proveio a divida, cujo pagamen-
to foi reclamido e httendido no inventario, como
nao p>dia deixar de ser, rec. beodo meu pai a re
ftida quantia du vinte contos.
Nessa poca estava elle em boas condicoes pe-
cuniarias.
Ora, urna divida de vinte c ratos de ris n'uui
inventario de mais de (50 contos, e originada de
enusa que obrga o devedor, at a maiores sacrifi-
cios, uo habilita o hornera prudente e sensato a
dizer que lora crea la para defraudar a fazenda
provincial.
Su eu houvessj tido a inteocao de nao pagar a
taxa de heranca, teria al :an?ado de meu pai, ou
ou ro amigo intimo, que representasse creditoa em
valor igual, ou aproximado heranca de minha
primeira mulher; entretanto, proced, multo diffe-
renttine'ite, do que, talvez praticaria o Dr. San-
grado, cuja avareza e notoria, posto as minhas
condicoes.
E sai'ia o publico que paguei de taxa de heran-
ca ra lis de quatro contos de ris; e esta quantia
ja valia a pena deixar de pagar, se s /ames auri
me desvairasse.
Eis como se bate a mentira.
Por igual, anda menos exacto que eu rae
furtasse de pagar os direitos da Caixa Pia, quan
do tive de passar a segundas nupcias.
Reclamei e iinpugu -i a contribuida >, que se me
exiga, por me parecer immoderada e excessiva.
Para deauccio dos direitos da Caixa Fia ealeu-
lava-se urna fortuna que eu nao tinha, pois con-
siderava se o qu.' eu posuia e mais urna presumi-
da leg''iir.a. >no devia reeeber por morte de racua
piis, a quen ic attribuia urna f.rtuua de...
000:000*000
Alina I foi attendida a miaba impugna?ao, o pa-
gan Cixa Pa apenas a quantia que se reco-
nheceu ser devida.
A^ora responda Dr. Sngralo, foi ou nao cor-
recto o men p oced.ment ?
Quera resiste a urna exigenpia iminoderads, ex-
cree ou n.o -o sea direito r
E a isto qu-' Vmc. chama miseria, arranjo e
trafieancia ?
Ah lingua viperina !
Al i do mai-, son anda qual ticado de horacm
sem moral 1
Que iden, por.ii, far da mora! o Dr. San-
grado I
Amoral, meu estlido Dr, rao o que Vmc.
penaa ; cousa muit < subiime.
Acredito que nao t> nho a moral, que deaejava
ter; mas, crea rae, <> ipte eu- nao quero ter a
moral do Dr. Sangrado, que nao tero dessa scien
cia os mais ligeir s rudimentos.
Sem moral o individuo que nao se envergooha
de injuriar e calumniar, com torpeas, a seu seme-
Ih inte : eera o amor da verdade, nao ha moral pos
sivel.
O respeitave! publico, que ha lido o libell* ca-
lumnioso B diftami-torio, escripto, contra mim pelo
baeharel Hermogenes, e c minha defesa, limitada
sempre pelas legras do decoroso e honesto, erabo-
ra em siguas pontos acrimoniosa, quem pode
julgar qual de nos o homem sem moral.
O seu veredictum me satisfaz.
E o Dr. Sangrado, laber o que arranjo e tra-
fieancia ?
E' o. individuo fiagir-se doente de certa mplestis,
que Ihe tirava toda deliberaco, para conseguir
que o seu sogro, homem rico, o mandasse viajar
Europa e a sua custa.
E' passar cinco das ajastando o dote da noiva,
para obter uns contos de ris de mais ?
E' corvejar a filha da Tluva rica; e depois ser
por esta repellido, para fseer sua fha casar com
um cavalbeiro distineto, que nao slvejava smen-
te o aaro" da oivo '.
E HM**f*jttdor &t boax-detes naatnav-ndepois
traidor e ti v preferido, porque,' seado sea rai-
go, o baria- desbandado!
Eis ah, pobre Dt, o que, acertadamente,'
o nome de mo%a,' arranjo t trafledncia 1
Para que me empresta a mxima de que neste
mundo todo i permittido fazer, urna vez que neo se
saiba 1
Ella pode ser seguida, s, por squelles que tm
o jesuitismo e hypociisia do Dr. Sangrado.
Quem Ihe disse, Dr. que eu fi* minha primeira
mullicr atravessir um rio n'umi cjiio, como se
faz no Rio Grande do Sul ?
Infeliz Dr. Est delirante !
E' falso!
Aqu, na nossa provincia, nunca niuguem se
lembrou de passsr rio em pe'ota : esse uso do Re
Grullo do Sul inteiramente, descouhecido nos
nossos sertojs.
Comprehendo, porm, a malignidaie doeouto :
o Dr. Sangrado quer insinuar que eu desejava a
mort da minha primeira mulber !
Quejuizo temerario o perverso! So eu qui
resse retaliar, nao pidia pirguntar Ihe qual o
diagnostico que fizerara os mdicos sibre O mal
de que sucumbi a sua primeira mulher, cuja
morte Ihe foi noticiada quaado Smc. estava pas
seaudo ?
Mas, nao quero, nem facorealia?oej; at creio
|ue, apezar da heran?a, a perda da consorte Ihe
o bem scasivcl.
Falso e falsissuno discr-se que eu para exas-
perar minha mili, fiz arrematar os movis que
sxistiam na casn da sua residencia.
O caso o seguinte :
Devendo efTeetunr-se a arrematacao des movis
alludidos, que pertcnciam ao monte inventariado
de racu pa;, peii a umi pessoa de minha amizadu
e muito conhecila do baeharel Hernogeaes, que
so enteni 'ssc con minha mi, para saber se que-
ra ficar com os movis referidos, pois, no caso
atfirmativo os arrematara para ella, ou Ihe eo
viaria outros, caso recusaeee aquellos.
A resposta foi que nao qaeria movis alguns,
porque esta va deliberada a ir habitar no conven-
to, como em vida de mea pii j o havia feito.
Em face de recasa tao formal, cumpri men de-
vei de inveutariante.
Nem licito por em duvida que en arrematara
os movis para miuha mii, assim ella os qoizesse,
desde que muito maior somma havia j despend-
do, (piando comprei em pnca julicial a casa era
que ella resida, e de cujo usofracto perpetuo Ihe
fiz do.acao, tanto que, estando boje alugada, o
meu ir.nao Joaquim quem, secundo me consta,
recebe os respectivos alagaeis, sem o onus das d-
cimas, que correm por minha conta.
V, Dr. Sangrado ? Se j nio Ihe f.iltasse o
sangue, elle lhc assomaria as faces.
Niuguem tira partido da mentira.
Diz, tambem, que eu sorrejo heran?a; mas de
qnem T
O Dr. est engaado : cu nJo tenho de quem
berdar.
A inventada historia das estantes deixo sera
resposta, por estar informado de que mou sogro ha
de lar Ihe inteiro desmentido.
J fui cantado em prosa e verso cm ara jjrnal
da Baha !
Que iusinuagao essa, Dr. Saugrado ?
Porque nao fere francamente ?
Diga tudo ; porque nao transcreveu o que diz
esse jornal ?
Pobre Dr.!.. .
Appliqae a si o uicsrao remedio qac invariaveU
menterecetava aos seus djentes : sangra e du-
cha?, d'agaa fra.
E' o tratamento que o seu estado reclama.
Por ultimo, atira-se o Dr S ingrado a um Dr.
Cjlchete : nio sei quem tem tal nome.
Se referes a um distineto advogado do R;C-
fe, a queat os adversarios polticos, po' espirito
zomb.'teiro, deram tal appeldo, siiba, Dr., elle
tem conceito honroso e bem firmad e at se
oinpaleee dos himens que esto as coudicoes
de Smc.
Emfim, vou terminar.
Apesar de todos os ataques soffridos, jn nao
tenho odio ao Dr. Sangrado, qu", anda urna vez
repito, o mesmo baeharel Hermogcnes ; d'elle
s tenho pena c d, em vista da sua perturbaco
mental.
O leitor attenda e ver que o meu detractor,
al n da sua natural tendencia para a loucura, j
se acliJti uesso estado, do ijual uao dista maito
entretanto cu nao desejo-lhe to grau le o al.
E quer o publico urna sene de faetos aympto
matiuos da perturba?ao mental do referido ba-
eharel ?
Lea se os seus eteript s ; repare se para seus
gestos desirdenaios e olbar incerto e desvairado ;
para a presjoipco qae elle tem de ter o raelhor
dos homeub o o mais justo e iutegro de todos os
jaizes, muito embora seus despachos e senten?as
sejam sempre reformados pela Relaco, da qual
por isso mesmo forma o mais triste conceito ; fi-
nalmente represe para a falta de respeito^e gr-
vida le com que lirige os rabalhos das sesses di
Jury, ebegando sua lsviaulade, nao s para dirigir
P'lh-rias usultuesas aes jurados, como at pira
abrir, violentamente, a porta da sala secreta, onde
"s horas antes se havia reeolhido o conselho, ex-
probran-lo a sua longa demora para responder os
quesitos,e resultandod':ihi ser a:reraento advertido
por um dos jurados, como succedeu i.'uma das
ultimas sessoes do Jury do anno passado, de Olin-
dak
E aqu termino, protestando voltar no caso, s
mente^U^^suf publicado algum eseripto que eu
conhec-a ser do juiz de direito de Olinda e actual
2." vice-presidente da provincia.
Dr. J. de Sr Cavalcanti de Albuquerque.
Elei-po geral
J esta oos tangidos do 1eros disparates
quo tem escripto a l'rooiitcia (2o periodo)
a proposito da prxima eleicSo geral.
Depois de npreseut ir na su* primeira
columna, lugar do honra, urna lista do
candidatos, firmada pelo maior dos corcun-
das desta trra, o senador Luiz Felippe,
de deputa los dissolvidos, qac durante sete
annos nenlium beneficio tzeram, concor-
rendo alguus por malcreajSes, conchavos,
outros por indecentes com os adversarios
para a queda da situagao liberal, e todos
para a ruina das tinancas da provincia,
sem nada maia accrescentar a estes noraes
de tralicc3es nullas e perniciosas, atira-sa
contra toda a aiministracao da provincia
com o fira de masoarar a prxima derrota,
a que a opi ii>'publica os vai conderanar,
hoje quo o el"torado lie v libertado da
pressao da infren capangada, que como
urna nuvem sombra c devasta tora o acom
panbava.
Neste empenho de derivativo pouco lou-
vavel a Provincia, na ausencia de um mo-
tivo de ordem publica que faga viavel a
reeleigao dos seus apresentados s urnas
de 1 > do correte, os quaes, nao tenio co-
rageru de faz;r o inventario do que prati-
cararn durante o tempo que agiram como
representantes nacionaes, limitam-se em
pequeas reuniSes a atassalharem a repu
taiao _dos leus competidores, a tira lo os
aresem danuuciar ao publico csmprestdes,
violencias, que nunca se deram, e que
ellea propriws se incumbem no eorpo das
denuncias de contradital as, quando ellas
nao cahem pelos seus antecedentes.
E' assim, que quando a Provincia pu
blicou um artigo sob a epigraphe & polica
es-
os
contas soube se que estes buracos toram
feitos pela polica correligionaria e paren-
tes do requerent".
Estes f-ictos s por si tem bastante elo-
quencia para provar os intuitos inr-onfW
saveis da Provincia, que ficticiamente pro-
ten le pintar urna athmospera offi.-ial
posa la, quando tudo ordem, e legaiidade
para explicar a condemnac, Jo do eleitorado
da provincia quo e3t prestes a ser laneada
contra os que so viveratn para si e para os
porentes durante os s;te annos de domi-
nar-So liberal.
Para que nao diz a Provincia d'onde
ven e para onde vao os seus candidatos ?
Para que nao de-laram estes o seu novo
programma- a banleira, sombra da qual
pretendem combater, apresentando antece-
dentes qu o hibilitem a serem acredita-
dos.
Para quo falla ella om derrabada quinlo
tem cons2en:ia de qu3 olla nSto exite,
nao se lembrando que a situacao passada
foi iniciada por um seu artigo intimatorio
o degolasob a epigraphe A liberdade
no transige om o qual pregou official
mente a subslituicio do funccionasrae pu
blicn ?
Para onde pensa a Provinctn que
creve ?
Para quo appella a Provincia par
empregados pblicos?
Proseguiremos,
U>n pirntmbucano.
Keunio eleitoral
f7onvida-so o eleitorado liberal dos Io o
2* districtos para o meeting, que deve ef-
t- tur-s! boj'', ao meio dia, no theitro de
Varila lies, na fabrica Nov i Hamburgo.
O-.'Uparao a tribuna os Srs. Drs. Jos
Mariano e Joaquim Nabuco.
o geral
*." dlMtrlcto
Sou obrigado a vir declarar ao digno eleitorado
do 2. districto que sao in'eiramente destituidos
de fundamento os boator, drele espalhados, so-
bre desistencia de minha candidatura e iuelus
de meu nome na ch ipa do partido conservador
pelo 5.0 districto elelt ral.
C mprehende c, perfeitamente.que nio se teudo
anda publicado essa chapa, ne u eu por minha
vez, feito declaracao em contrario circular que
corre impressa, tolos ess s biatis sao mos era-
pregados pira desviar qualquer acolhimeuto que,
por ventura, tenho tido ou nansa ter minha can
didatura.
Est-jara, portauto, de tobre-aviso os mens ami
gos e o religionarios.
As vozerias em tempo* de oxprimem a v.rdade.
Cumpra cada cidadao o seu dever tendo, so-
ment-', era vista o seu direito e o modo de exer-
cel-1 garantido pela lei.
Recife, 9 de Janeiro de 1886.
J. N. Tolentmo deCanalho.
-----------saos-----------
Elei$o gerai
SEGUNDO DISTRICTO
Caria circidar
lilra. Sr. Tenho a bonri de dirigir-n V
S. para, na qualidada de candidato deputacao
desta provincia, solicitar
leu apoio c valiosissimo
que mata, e iniciou com urna dcscripcao
igual a um cabeyario de acto de represen
tacao theatral, conuluindo-o, dando noticia
nao de morte, porem, de priscto em fia
grante de desordeiros sobro os quaes a po
licia tem obrigacao de ezercer a maior vi
gilancia ; assim ainda, que a Provincia
affirmou que durante o da do ultimo plei-
to eleitoral a polica exerceu a maior pres
sao, e publicou om suas columnas um of-
ficio do Dr ciiefe de Polica ao presidente,
en o qual declara-se que no mesmo da,
na Casa do Detenyo nio entrou um s
preso; e assim, finalmente, que a Pro-
vincia, ssb a epigraphe, o rgimen do tron-
0, eatrairbou a exiateocia de uns bwaeos
ajB'se cBeOBtmpam na psrede do ; q'airtoj
que-"Brve de prisSo no quartel da P050 da
Panella, para o que o Sr. Jos Mirianno
reauer urna vistoria judicial, e no tim de
na
geral pilo 2." districto
nao s aeu voto cjuio
concurso.
Nesta oceasio nao me licito occultar as con-
di?es era que tenho collojado minha candida-
tura. Natural deste districto e nelle residente,
mais de urna vez fai eleito seu representante na
Asserabla Legislativa Provin :al. A esse facto
jn ti ainda o do haver representado, na mesma
Assembla, por motivo de incampatibilidad.-* legal,
o antigo 5. distri-to eleitoral, e prestado em di-
verb^s cargos de administra?! 1 os a* pativeis com as habilitaces que exhib e dcixei
sujeitas apreciaba! de meas coocidadaos.
Apresentando me, pois, a impetrar, hoje, os
surlragios de que carc?o para representar o mes -
rao districto, na cmara temporaria, a opcllo, so-
me/fte, para a independencia e alto-criterio do
eleitorado.
Aceito, cora maior satisfcelo, o seu veredic-
tum, convencido c > n > estou de qa, eo n o actual
systema eleitorl, a c.culha dos representantes
do povo deve sr feita cora a mxima liberdade e
extreme de toda a iuterviu?ao odie'al.
Neste sentido amina rae o empenho em que
et o govern >, j manifestado pela rtcommenda-
?a> que, a seus delegados, fes em ciicn'ar de '0
de S:tembro ultimo.
Fundando, portanto, minha pretcnsao nos ele-
mentos que aqu ficara expostos, nutro a oais
flrne conviccilo de que sio e'.les sufficientes para
justificar sua legitimi iade.
E, agradecendo, desde j, a atteneao com qne
V. S. se dignar de recebar minha humilde sslc-
tacao, sou com todo o respeto e particular es-
tima^De V. S. attencioso amigue criado obrigado
Joe' Nicolao Tolentino de Carvalho.
9 de Dezcmbrode 1985.
v Jos do Egypto
ffleico provincial e jantar poltico.
Montera corren calmamente nest* villa a e'ei-
?a< provincial comparecendo a chamada 38 eleito-
rei : sendo 27 conservadores e 11 liberaes. Obteo-
do o Revd- Sr. vigario Augusto Franklin Morerra
da Silva, 25 ^otot, Sr. tapito JoSo Alves, 2 votos
c Prxedes Pitanga, 11.
Deixaram de eomparei-cr oito eleitores conscr-
servadores ; tres por andarcm viajando, vaneo por
grave ncommodo de saude em suas peisoas q*:e
os impojsibiltou de virem dar s sens votos in-
transigi'ues.
De Afogados cheja-nos a notieia de que o mes-
mo vigario, all obtivera 32 votos e Pitang 23,
tambem nao tendo havido alteraco na ordem elei-
toral.
Os habitantes desta localidade esto corara 111 -.-
ra 1 lo repletos de jubilo o dia de hontcm por ter
sido glorioso em vista do 1- de Dezembro do anno
passaio qae cattsoa horror a forma pela qual os
liberaes se porta rain na eleicao promoveodo con
flictos e tirand > o soceego de espirito das familias
que viiti os seus encarando a perdcilo e o crrae.
Presidida a meza p lo nossi dedicado amigo e
coTeligionario teaente Pedro Joaquim, no carac
ter do 2*j i de pa? por ter faltado sen patispi-
(i o I* juiz de pas Manoel Ferreira, como sem-
pre eostuma, iudic >u, no acto que presidio, o maior
respeto a le, fazendo cumprir o qne uella se
eontem com integridade para todos. Incorrendo,
portanto, o Sr. 1-jais de paz no art. 29 14. da
parte pena! di lei 3,029 de 9 de Janeiro de 1881 ;
anda Ihe falta a responsabilidade de na qualidade
de presidente da junta de alistamento militar, nao
ter proco lid) o mesmo a'istamento, e, nem ao me-
nos, procurado c procurar otficios a si dirigidos
pelo Exm. preiidente da provincia, que segundo
ora exis'cn ja age ia do correio q a ro ou
cinco ;
Nio obstante o activo agente de coireio Anto-
nio Joaquim Patiiota, por mais de urna vez, ter
feita publico permanencia de tas otficios na
agencia chamando o seu destinatario por editaes
ailados na pjrta da agencia o juiz di paz impos-
sivel nio se move de seu monumento gothico 1
Um dia a buxa estourar e cajos ecos rciusir
a estil'>a?os os ouvidos de quem nSo estiver pre-
parado para cyclopicas detooaces...
Terminada a ale?io, o eicarregado da pilitica
nesta fregueza, Itevd. paire Manoel Gomes da
Fontcca offere ei n ca-a do nossj a-nigo Joa-
quim do E. Ferreira Leitc om opipiro jantar ao
eleitorado conservador e mais amigo onde varios
brindes fnram levantados, entre elles, o do padre
Manoel Gomei ao venerando Bario do Cotegipe,
caMelbeirtr Joio A fredoeao partid > conservador.
Di Sr. Joaquim Leite ao Exm. Sr. Dr. Antonio
G. Ftrrekta, Joio Alves e major Speridiio.
Do Sr. Antonio Pereira ao Revd. vigario An-
gusts Franklin.
Do Sr. Joaquim Leite aos dignos amigos Dr.
Argemiro Galvio, vigario Tejo e Miguel Ama-
ral.
Os quaes foram euthusa'ticamente applaudi-
dos.
O brinde de honra a 8. M. o imperador foi er-
guido pelo padre Manoel e tenninou-se o festim
em grande harmona.
S. Jos do Egypto, 31 de Dezembro de 1885.
Porto Calvo
Tem o Diario da Manha oceupado a atten?o
do publico com amas queixas divertidas sobre a
importante diligencia praticada pelo activo dele-
gado de Agua Preta em terrenos de Jundi e Ja-
cu hy pe.
Nio cousa nova para nossos leitores fallar-
lhes do estado deploravel em que se acham estes
dous lugares infestados de ladros de cavallos e
criminosos de todo o genero.
Foram tio accumulados os faetos que o Exm.
Sr. Dr. Joaquim Tavares. presdante liberal, in
suspei'o ao Diario da Manha, raandou troa forca
para perseguir os ladroes ; o Exm. Sr. Dr. Salles
raandou igualmente urna diligencia para o mesmo
fira, tendo nessa poca se realisado nos arredores
du Jundi e Jacuhype furto de mais de ciacoenta
cavallos era um mez !
A sitaacAo liberal estava fazendo o Jandi e
Jacuhype o toco de malfeitores cora que os desal-
mados lioeraes de Porto Calvo se vingaram da su-
perioridade dos conservadores. tirando-Ibes em
suas propriedades e socego o que estes tinham de
ma-s em prestigio.
Na reacio que agora fazem es liberaes para de
primir os conservadores e reconquistar o poder os
malfeitores de Jundi e Jacuhype sao postos em
accio.
0 honrado delegado de Agua Preta o Sr. Joa-
quim Verissimo do Reg Barros, persegundo os
criminosos de Jacuhype e Jundi pertencentes a
sua jurisdiccio, porque pss-s lugares sao limitro-
ph'-s, entra era Jundi, onde a [roteecJlo dispen
sada dos criminosos fel 03 escapar a s ia pertinaz
pesquiza.
O quo se v da correspondencia que os per-
seguidos resistirara, ameacando a firca.
Innocentes entregam-se pacificamente prisa >
e pr icuram pelos ineo- legaes provar sua inno
concia ; os que resisten* at a morte, sao os cri-
raiu is.is que na resistencia podem encontrar sal
va? > ; s esse facto da resistencia demonstra
s iciedada o horror que elles tem cideia !...
Admiramos a sem ceremonia cora que os falsa
rios correspondentes de Po.to Calvo inventam
horrores pira comproraetter o honrado delegada
de Agua Preta, como so esses factis denunciados
uao podessem sei conhecdos de mentiros >s.
Que a imprensa clame pilos direitos dos eida
dios laboriosos, merece louvores da opiniio sen-
sata : mas que o advogadi dos ladro ;s e faccino
ras de Porto Ctlvo ni encontrando mais apoi >
das autoridades, procure prolongar na imprensa
sua imooral ininstria, ciaaa que nao se tolera,
nura de certo elle levar a effeto nesta sltua?a >
que jurou guerra ao c iraln-s* e exterminio ao
crime.
(Jo Orbe de Macei de 23 le Daza nbr> de 85.)

Illm Sr. conmen la lor presidonto da
Junta Commercial. W. S. Haynes, ge
rente I o Loa Ion & Brasilian Bank Limi
ted, ne :essita que V. S. mande certificar
oin qua^lata foi archivado nesta Junta, o
decreto que autor30u o N w Lmdon &
Brasilian Bank Limited a mudar de nome
Nosto termos P. a V. S. duferimonto.
-E. R. M Rtvife, 7 de Janeiro do
I88t>. W. S. Haynes, gerente.
Certifi ]ue-se. Re.ifo 8 de Jamiro de
1886. Miranda Leal.
Cu nprinio o despacho supra certifico,
que o docrcto n. 9,536 de 18 do Dezem-
bro Jo 1885, quo parmitt) a mu langa do
nomo do Tho New Lnnlon anl Brasilian
Bvnk Limited, para o de Lindon and
BrasiliauBink Li nito 1, f>i archivado nes-
ta secretaria, na trma da le, a 31 de
Dizembro do anao prximo passado de
1885.Dala e passada nesta secretaria
da Junta Commercial da cilade do Recife,
aos 8 de Janeiro de 188').
Escrevi e assigno. Em f de v.rdade.
O secretario,
Julio Augusto fia Cunha GuimarHes
Decreto n. 9,536 de 19 de Dezembro Je
1885.
Copia. Permitte a mu langa de nome
do The N'w London anl Brasilian Bink,
Limited, para o de L3ndon and Brasilian
Bank, Limite 1.
Attendendo ao qua me requereu o Ban-
co estabelecido nesta cidade sob a deno-
minacao de The New London and Brasi-
lian Bank, Limited, e tendo ouviio a seo
gao de fazjnda do conselho de Estado,
hei per bem approvar a deliberajao que
tomou, devidamente autorisado pelos accio
nistas lo mesmo Ban ;o, de mudar o uo-
me que actual nente tem p?lo da Londen
and Brasilian Bank, Limited coraprehen-
didos, e na presente concesso as respecti-
vas caixas liaes.
Francisco Beliaario Soares de Souza,
do meu consolho, ministro e secretario de
Estado dos negocios da fazenda, e presi-
dente do triounal do Thesouro Nacional-
assim o tenha entendido e o faga executar,
Palacio do Rio de Janeiro em 19 *e De-
zembro de 1885, 64 da independencia e
do imperio
Com a rumiado Sua Magosta ie o Im-
perador.
(Assigna de Souza.
Rila
AO A3IIGO ANISIO, MAGALHAES
Nio olhes para mi-n-qne padeeo
Nem te ras mulber d'eu sofircr!
Ti-nho medo de te que matas
Tenho medo de ouvirte gimer.
Quero 1 ngc de ti nestas plagas
Onde a vida se psssa brincando,
Recordar os momentos de outr'ora
Quando era sonho te va sismando.
Viverei qual proscripto solado
Sem pedir te mulher compaixio,
Tendo a campa por leito sagrado
E teu nome pir gloria e brazo.
Recife, 7 de Janeiro de 1886.
Madeira Justen.
COLLEGIO
DE
Intermito e Externato de Instraceio Primarii
11 de Maio para meninas e meninos
SlB A DIREGQO DB
IP81IM IIIElf 111 PUS SIMIOS
Prapa do Conde d'Eu, entrada pela ra d
Hospicio n. 2o andar
Alem do ensino s aluranas exteraa3, admittem-se algumas pensionistas.
As materias laucionadas sao as que em geral se professara om instituicSof
desta natureza. Ha ver urna seccao de instruccao secundaria logo ue haja alumaec
em numero sufficienle para isso.
S serEo admettdos meninos at a idade de 10 annos.
As condicSes sao as seguntes:
Internos por trimestre................. 130Ji;00
Meio pensionistas.. e................ 70(j000
Externa*.......................... 15,5(000
Enxoval, roupa lavada o engommada segundo as condi^Ses que forem ajaa-
tadas com a directora.
Pagamento por trimestre adiantado.
Para informales os interessados podem dirigir-se aos Drs. Joao Barbalkf
Pinto Jnior, Pereira do Carmo o aos Srs. profesjore3 da Escola Normal da Socied*.
de Propagadora da Instruccao Publica da Ba-Vista.
Ra do Baro de Borja n.
*tt. outr'ora do ebo
Os traba'hos deste instituto de educacao de me-
ninas, fundado cm 1876, comecam a 11 de Ja-
neiro.
A directora, havendo-se transferido para o pre-
dio cima dito, de otimss coodicoes para eetabo-
cimentos desta ordem, tendo longa pratica de ma.
gwterie, dosde 1873 e auxiliada por habis profes
sores, espera continuar a merecer a confianca dos
Ilims. Srs. interessados.
Ensiua se : primeiras letras, portugus, francea,
inglez, aHemao.geograpliia, historia, masiea, piano,
desrabo, costaras e bordados de differentea g-
neros.
Augusta Carneiro.
GOLLEGIO
Instituto Acadmico
Ra do 1 seonde de .oyanna
n. i"*'i (Hoodego)
Este collegic cstabeletido em um dos mais vas-
tos edificios desta cidade, acha se conveniente-
mente preparado para receber alumnos internos,
seini internos e exti*rnos.
A situacao do edificio em um dos lag&'es mais
hygii'nicos, a disposicia dos s lioes de estados e
dormitorios de accordo com a boa disciplina, a ex-
odente chcara para recreios, o corpo docente e
a longa pratica do director as materias do eneino
devem ser penhores assaz sufficientes de ptimo
deseuvolvimento physico, intcllectual e moral da
infancia.
Penses e honorarios
Os pagamentos sao feitos adiantadamente por
trimestre.
O director nao fornoce objecto algum ao alamno
6alvo convenci de sen pai 00 tutor.
Os alumnos internos pagarao par tri-
mestre 1504000
Os semi-intetnos da escola infantil 750O0
Os remi-internos do carso secundario HJOjOOO
Lavagera e nfrommado de roupa 20(XJ
Externos d curso primario 2C-tKW
Externos por qualquer classe de curso
secundario l.'iOOO
Por qualquer classe de artes 15000
Piano 30*000
Resultado dosexames de nstruejao prima
ria, prestados pelos alumnos do collegio
durante o anno de 18S5.
Antonio Augusto Ribeiro, approvado com dis-
tineelo.
Antonio Fernandes Kibeiri Jnior, dem.
Antonio Augusto Pereira da Silva, dem.
Jos Alves dos Santos Mergulhao, approvado ple-
namente.
Manoel do Nascimcnto Pontes Jnior, idem.
Job Cyrillo dos Santos Ferreira, idem.
Manoid Joaquim dos Santos Ferreira, i iem.
Joao Liberato Pereira de Mello, idem.
Joao da Silva I.oy. dem.
Alberico dos Santos (Joimbr.i, idem.
Vlanocl da Cunha Brandio -Jnior, approvado.
Jos da Cunha Brandio, idem.
Jos Campos Pereira, idem.
Silvino Guilherme de Barros, dem.
Resallado dos exames officiaes prestados pel03
a'uranjs do collegio em 1885.
Porluguez
Carlos Adour, approvado com distinecao.
Manoel Solano Nunss Machado, approvado plena-
mente.
Jos Martins Fiuzi, idem.
Joao Manoel Pontual, idem.
Jos Fiorlindo do Nascimento, idem.
Amades dos Santos Coimbra, idem.
Jos Neves Tavares, idem.
Bernardo Cmara, idem.
Carlos Ferreira Coimbra, idem
Augusto da Costa Ferrera, idem.
Manoel .Marques Amorim Jnior, idem.
Manoel (ioncalvcs Nunes Machado, dem.
Joaquim dos Santos Lessa, idem.
Natalicio ramboiro, idem. 1
Antonio Ayrcs de Almeida Freitas, approvado.
Luiz Gonzaga Mans Nunes, idem.
Alfredo dos Santos Lessa, dem.
Manoel Carpinteiro Peres, idem'
Francisco Augusto Pacheco, idem.
Arthur Cysneiro, idem.
Eugenio da Costa Ferreira, idem.
Reprovado 1.
Francea
Mcnoel Marques de Amorim Jnior approvado
com distinecao.
Olavo Carneiro de Albuqutrque Maranhao, idem.
Adolphd de Almeida Grumaraes, approvado ple-
namente.
Manoel Gonfalves Nunes Machado, idem.
Carlos Fencira Coimbra, idem.
Joio Ferreira da Costa Lima, approvado.
Manoel Martina de Amorim, idem.
Francisco Augusto Pacheco, dem.
Amadeu Coimbra, idem.
Antonio Ayrea de Almeida Freitas, idem.
Bemvindo Loureiro, idem.
Zenon Loureiro, idem,
Nntalicio Camboim, idem.
Jos Manoel Lins Waarkrley, idem.
Joaquim dos Saatos Lessa, dem.
Bernardo Cmara, idem.
Inglez
Jos Martins Pinza, approvado com distinecao,
Jos Fiorlindo do Nascimento Lima, approvado
plenamente
Harlos Adour, idem.
Joio Ignacio Cabral de Vascoucellos, idem.
Antonio Emi o Salles Abru, apprr-vado.
Manoel Solano Nunes Machado, idem.
Joio Manoel Pontual, dem.
Afondo Camboim, idem.
Zeferino du Silveira Pontual, idem.
La'.im
Jos Martins Fiuza, approvado plemamenle.
Alfredo da Silva Loyo, idem.
Joio Ignacio Cabral de Vasconeellos, idem.
Bernardo Cmara, approvado.
Celso Colombano da Costa Cirne, idem.
Jos Gaspar da Silva Layo, idem.
Arconcio Camboim, dem.
Reprovados 2.
Geographia
Olympio Freir de Vanconcellos, approvado com
distinecao.
Lenidas Dattos Torres, approvado plenamente.
Celso Colombano da Costa Cime, dem.
Zeferino Pontual, idem.
Cincinato Camboim, idem.
Antonio Emilio Salles Abrcu, idem.
Sebastiio Lyns Wanderley, idem.
Joaquim Nunes Coimbra, idem.
Carlos Adour, idem.
Joio Ignacio Cabral de Vatconcellos, idem.
Alfredo da Silva Loyp, approvado.
Joio Manoel Pontual, idem.
Alfredo Osorio de Cerqueira, idera.
Manoel Martins Amorim Jnior, idem.
Historia
Eduardo Innocencio Ferreira da Silva, approva-
do plenamente.
Olympio Freir de. Carvalho, idem.
Joio Ignacio Cabral da Vasconeellos, idem.
Cincinato Camboim, idem.
Horacio de Almeida Guimaraes, idem.
Pompeo da Silva Liareiro, idem.
J o Fr 4 asco d'Arroda, idem.
Arithmetica
Carlos Dantas Bastos, approvado com distinecao.
Jos Martins Fiuza, approvado plenamente.
Joio Ignacio Cabral de Vasconeellos, idem,
Cincinato Camboim, idem.
Joio Francisco de Arroda, idem.
Horacio de Almeida Garaaries, approvado.
Antoaio Emillio Salles Abren, idem.
Geometra
Olympio Freir de Carvalho, approvado plena-
mente.
Sebastiio Lins Wanderley, idem.
Carlos Dantas Bastos, idem.
Joio Ignacio Cabral de Vasconeellos, idem.
Cincinato Camboim, idem.
Horacio de Almeida Gaimaraes, idem.
Joao Francisco da Arroda, idem.
Pompcu Laoreiro, approvado.
Algebra
Horacio Je Almeida Gaimaraes, approvado plena-
mente
Cincinato Camboim, idem.
Pompen Loureiro, idem.
Carlos Dantas Bastes, idem.
Reprovadts l
Rhetorica
Jof Martins Fiuza, approvado plenamente.
Jos da Silva Loy >, approvado.
Aronci:> Camboim, idem.
Joio Manoel Pontual, idem.
Horacio de Almeida Guimaracs, idem.
Bernardo Cmara, idem.
Reprovados 1
Philo.'ophia
Horacio de Almeida Gaimaraes, approvado pen*-
mente;
Joio Ignvcio Cabral de Vaseoncilos, idem.
Cincinato Camboim, idem.
Pompen Looreiro, idem.
Edaaruo Ionocencio Ferreira da Silva, idem.
Reprovados 1
Approvados com distinecao 'S
Apprrvados plenamente CE
Approvados 4
Total Itt
Reprovados Matricalaram-sc as academias do imperio 2
Para conhecimento publico o director iodo eal-
legio d'-clara qac os corsos io futuro anno lectiva;
comecarao a 15 de Janeiro de 1886.
Recife, 34 de Dezembro de 1885.
O director
Jos Ferreira da Cruz Vieirau
------------------*-gOC9Q^-------------------
Collegio le Nossa Wmi iai
Este estabelecimento de instruccSo pri
maria para o sexo femenino tem a sua s fe
em urna confortavel chcara na Ponte ck
Uchoa n. 10.
As materias ensinadas no collegio sis as
seguintes: religi2o, portuguez, frasee
inglez, allemao, historia, geographia, piama,
desenho, pintura, bordados e flores.
As linguas falladas no collegio slo: m
franceza, ingleza e alhema para as quae*
tem metras que residem no collegio.
As directoras encarregam se segundea
vontade dos pas de preparar as aluc
para fazer exames na Academia.
Lista das alumnas que zeram exaa
na Academia:
1832. D. Julia de Oliveira, inglez dista-
(1), francez plenamentee
D. Izabel a. Pires, idem.
1884. D. Maria Eugenia de Mattos, ingloc
d8tinc9ao, francez idem, portugar
idera.
1885. D. Mara C. Monteiro, ingles fi.
tinegao, francez plenamente.
D. Flavia CatSo Lopes, francez plea-
rnente.
Directoras,
Auna Carrott.
llermina MicJialU.
Dr TYisto Henriques
Costa
Itua da I 11 i;o n. I.
consultas das 11 s 2 horas.
Chamados a qnalquer hora.
Telephone numero 154.
Medico e parteiro
Dr. Joaanlm Loureiro
D consultas das 12 s 3 na ra do Ca
bug n. 14 1.* andar Residencia temna
raria no Monteiro.
Dr. Cerpelra Leite
tii:iico
T.-ra o seu escriptorio a raa do Marques Ja
Olinda n. 53 das 12 lis 2 horas da tarde, e deaba
hora em diante em sua residencia ra da Saa-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de 8-
nhoras e (-riancas.
OCULISTA
Dr. Brrelo Sampaio. medico ocaksta
ez-chete de clnica do Dr. de Wecker, d counda
tas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Bati-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos da-
mingos e das sanctificados. Residenciaraa
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
Conultorio medico-eirarglet
O Dr. Estevan Cavalcante de Albuquerque aav
tinua a dar conaultSb medico cirurgicas, na raa
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia ia _4
horas da tarde. Paras? demais eonsulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, na da Amcata
n. 53, 1 andar. .. .
Ns. telephonicos : do consoltorie 95 e residetnom
126.
Especialidades Partos, molestias de
cas, d'utero e seus annexos.


*
MH
"1""*' ff' v 1








Diario de Perna.nbuco-Dorningo 10 de Janeiro de 1X6
Nao e rnente o rbrnmalUmo
O eiesk de cabera de negro do Henees de Soif
xa Fereira 4 C. Sueccssores cura tambem empin
gene, o romo prova publicamos a declsracao
abaixo.
Oimda, *> de Dezembro de 1885Illmi. Sr.*.
Herm Je Soasa Per ira 4c C. Suceesaores. C m i
humano nao posso e ero devo deixn sepultado o
nau-aviJiuso resultado que experim-ntci com o pre-
'paruo ae Vinos, denominado ilixir deeaucQ-ide
negro.
Scffnndo ha bastante tempo de i nipeoes Je p-l
le, (empingens) que icuito a
lelbo de alguna amigas taatii
lancar mi do preparado de Vtres.."o resulta i
nao se f.z esperar, e de mam-ira tac favoravel,
que hje posso iw-smo aBrmal o que me eonai
curado.
No eutretanta me foram empregados algans me-
dicamentos, qu- foreoso eenfesanl o, inda devu a
elles quanto a melhora do mal iiue paulatina
te me hia acabrunhando.
I Assiin. pois, relo que Vates, touiti podero fa-
xer en) fav.-r da linuianij ale c ni o prcpaiaJo do
cabrea de negro, p-ndo-o ao alcance de t lo*
que tivenm i nfetieidade de ti' er tSo termal
mal.
Fodem Vmes. fazer desta miaa declanca1 o
nao qrie Ihes eonvier. De Vniee. sou ntteato vo-
aeradtr c criado
Clodual'l.) D. Bronco.
Estova rcconhccida c sella -la
Banco de Crdito Real em
Pernambuco
Este Banco, ntif-risnli pelo deneto n.'J'w de
11 dejulho de 1885, dar eon eq i a teas
cSes no dia 2 de jaie:ro de 1886
As opeaciei ranoaaMataas Jo Banco to :
Fazer emprestimos de fU > ni' nfa
5:C00'O0 s-.bre hypotheca longos pras-s eom a-norti.-noa. por iiitiinJnlc*
Estes emprestimos seiJo :
Contractaios por tetnpo niorrencr de 10 l
aobre primeira hypotheca constituida, ce lid
subrogada.
Fetos por metade do va araoveij iu-
raesou por trez qnartoa 'l s nrl a i m e n li
harpciheeaaa 10D Reembolsados por ir.eio de sioiiuida.'tei paga-I
pelos mutuarios em moc !:i erreate, dividida! ea
semestres.
;s oinpicstirnos p'dem fer ja: f ait ci| a la-
mente no todo ou etr. parte, en tn e la I uri I le oti
ess letras bypotherarias ao p-.-r, a v-mai
mutuarios.
i As annaidades cnnip-e'c-i-'c.n o joro ennve
cierna!, a amortisarao do'capital macu lo e a c>m-
misaaodc 1 0|() ao I aneo
Na bare drs jur de 80,0 n ann >,a
annnidadeapa-a ItOQQiOOO a seguime:
Reunid conservadora
2; tticto
Convidas**.o clcito-
ra lo conservador do
p' listrieto comparecer,
i i a del ibera cao de # I
Uoimngo 10 do corran-
te a 6 horas da tarde
na casa aniarella, n. 8
sitan estrada de Joao
de Barros, prxima a
esta (fio do ispinhoiro
c pertenecate a fHguc-
zia da (rapa, afim de
trata r-se de negocio
tendente elaifo do
din 15.
Edita! n. 63
Contratos por 111 i U...W 1 riiHi.) aniiuae)
. ir. l'i-ov.i
23 103*345
K 9 10IJ90G
30 i7H
No escriptorio do Banco roa do C nunerew n
34, dar se hilo os dcaaaa eoelaieaeissaatus m
sanos.
Reeife, 31 de dezembro i*c I88V
Pelo banco de ere lito Real na Penm-nbae-,
Os ailirinistia loies
SatKe' J lo de Ainnrim.
Jote ta ni.va i. y> Junio".
Luiz Duprat.
COLLEslO
DE
Sossa Senhora daPai
Rn.k rio Ilnrao iln til-loria l<>
A director* deVe eollegHi ras Kente aoi 1 li"-<
Sr8. pais de familia de que no Jia 18 di eoi 11
eomeenrao a funecionar ni aulas des'e iiistitato, e
qne continua a esperar i ( aiaica e enadjava-
jio de que a julgarem n eie-ul r sqaelles Srs.
cstwreando se e'la patj HBM IUM vez euiie-poiiJ. r
aquel. eonfianga.
Betife, 7 de Janeiro d 1886.
A directora,
alarin la Voz t Frellas.
O enrpo ntedtej de l'aiis icolbru beaevalanenta
oVinho de extracto de Sajado de baeaibao; a
toa tdniatstraeio f-teit collocuu o entre u n
! d is as mais ; a sua aceito prorapta e pode-
.ii-n -u o precioso para os au -mios c para os
in livnluos eujo sangue se aeha viciado pela tu
D.-ri-iilose, escrfula e ra liitis.no ; a sua dosagfm
a assegurui he utn lugar dos inais honro
ai clasoe dos agentes tlierapeuticos, cuja cf
. iudiscutivel satisfaz ao meetno tempo ex-
peneuca e ao raciocinio.
{Tribune Medcale )
l
OOLLEGIO
Vinte c Cinco de Marro
As aulas desto collegio abrir-sc-ho
11 do eorrente.
83 -Ra de Gervasio Pires 83
I!
EDiTAES
novenas cin fl.-tlioalao
As nosenas de p-iiro.-iro desta Csegoeaia come
ea.n )ioj-, '> i > enreiile, ;is .'i 12 horas Ja tarda.
A. i-sta ser n dia 17, eom o utOjraflSBSS que se
pub'icari.
Secretaria ie nolicia
I o eita repartieAo e de ordem do Idm. Sr. Dr.
. In le !e polica se eonvioa a is senbore*dos escra-
v s a i.rxo me ieionad'8 atin de vircm ou muiJa-
ii- n ; clau.ar a entrega dos mesmos escravos den-
tro di pra?o de '0 dial que Ihes fica mrcalo.
Antao Joaquun, de Flix Velos do Nasci-
ll i- ito,
Jo-, de Mancel Cleacntino Altes.
I.uiz, de Joo Das da Silva Coitinho.
.M.iri-i Arcbanja, do tenhr do eugenho Rocha
'a Velba
-tetarade polie>ade Pernambuco H de jaei-
(1 praea)
De ordem dolllm. Sr. inspector se faz publico
que As 11 horas do dia 13 do eorrente rae2 serio
Vi ndi las em praca no ha deba Conceicao as nrr-
cadori.ns abaixo declaradas :
Armaz m n I
Marc-t LAB Una eaixj n 1. viuda d> Ba-
rro no vapor fi de anlot, entrado eio
Oe* m1': consta a ejnsigna-
ntiiiilo ijatilig.m, 8cin valor.
Maira Gomes de Uattoa Irinrt s U.n ps
lem numero, viudo de llamburgo no van >r alle-
nilu /.uni/urr/,), entrado em 1 de Julho de 18
OOi.aiguado a (ionios de Maltos limaos conten lo
tras aejn s :l
Man a I'l'nia cala, sem miir.ero.iJrm Jem,
r.li ni, cjnteiid i a-no.-lias J'ag.iu il r. i
A i o azein n. 2
Marca F I) rj e diamantaeln baixo e lino cen;
troUin cato, n. 1 a ti. rindo Je Liverpnd, no
i ii-glez Sculptor, eotialorin 18 de Abril d
teeo, couaiguala a J. I-'. Ja fuuln, eontvndj
a-n-ti.v do oliva de i J pora ns. 1 e 2
irdoso .V (.' I' n einbrn-
ni i.uiii r.>, liloii. iilia, :. tuiuiaiaoj Cardo-
rd i C, lOitteinto ainoslr.is do l'azenjas eai !; a
II oj, seto valor.
Marca T B dina caixi n. 4fid6 A, den idknt,
lem, eun i lid amostra* J formas Jo t n-oes-
timh ido para purgar aasucar.
Marea L U B 1) uia amarrados de d i :s ea'xis
o ama Calla US. G3(l, 617 > li'iS, iJeui iJem, a A.
aiaiui, ce-leudo na liin.s para co*turas e
- .e p. rteuces, j luiJo 75 kilos.
Alalazeni ii. A
llar a N O -l'.ni caxa n. I, voi la do Havre
bo iii|>n- francs \*ii/, enti n 11 en
. de Jauejf iJeni, coa^i ,n.i io a li. Br a .
leu lo tonn is do inaleir.i lira ealea/lo, Catragaias
pulo cupial e soin val ir.
Armazcn u 5
Mar a H N & C Una uaixa seiu numero, viu-
da de New-Yol k, no vapor ingles Cearme, en-
trado em (J de Mareo ije.n, coutenJo auilraa Jo
uiiinteiga.
Marca S N & CUrna giga n. 909 e 917, viudo
de Liverpool no vapor iugiez Hiela, dem em 0 de
Abril idem, a Souza Nogurira & U., conteudo dous
kilos di louca de p de pedra ns. 1 e 2.
Armazjra n. G
Marca Borstelmann C.Urna lata n. 404,
I vinda doKio de Janeiro no vapor brasileiro Per-
nambuco, entrado em 31 de Marca? idem, a Borstel-
mann e* O., eontendo amostras de agsucnr.
Armas in n. 7
Marca F M da Silva & C.Uina eaixa n. 45,
vnda de New-York no vaoor Ingles Mernmfict,
i lem em 14 de Abril dem, a Francisco Msnoel
da Silva & C, eontendo 17 kilos du annuncios de
duas eores.
Marea Bento Uliveira GomesUrna caixa sera
numero, viada dos portoa do eul no vapor nacio-
nal Baha, idem em 30 idejj idum, a Bento Olivei-
r.i Gomes, eontendo 152 kilos peuo liquido legal
de papel para etnbrulbo.
Marca R fc O em cima eCS em bailo Urna
ciixan. 865, viuda de Bor.ieaux no vapor fraueez
Seneaal, idem em 5 de Mr io idean, a Ramos &, .,
eontendo 9 kilos de quaJrosannuucios de inais de
uina cor em cartees de papelao.
3' seccao da Aifandega do Pernambueo, 9 de
Janeiro de 1886.
O chete,
Cicero B. de Mello.
Edita I n. 731
Do orden do inspector geral da nstruccio pu-
blica, chaina-s? a itteucao dos senhores professo
res publ eos para o dieposto no art. 13 do regu-
lamento de G de fuverefro de 1885 qu? dispoe :
.c Os delegados litteranos s?o substituidos m
seus impedimentos : lo pelos promotores pblicos
na sd.i dos termos e fra dahi pe os jarochos ; 2
polos suppl'mtas de juisea nnaicipas, e 3* peto
juia de paz que es iver cm ex rci io no reprctivo
iistricto, devendo cominuniear a geu substituto
inmediato o impediae-n'o que tiver
L se d-elaraque esa vista da s.-m.-dhanta dispo-
sieao nao {odera squellea toeeionarioi requerer
attestados de exercie i sos delegados liUerarios
substitutos senio qnan loa estes tenliam p-.sssdo
ajurisdieeio os effeetiv i ou nos casis de vaga,
i. te alo sor observada a ordesa de substituicao'
estabaleeida, e devendo os attestados constar o
motivo porque, acba- e etn szereieo o tubstituto
o se para assuoiil o rece ieu coininunicaijilo do
itl'c -tivo.
S eroiaria d inatruecao publica de Pernaa-
bneo 8 de Janeiro Je 1886
il secretario,
imtino S de Arm-j, Gal cao.
0 Dr. Adelino Antonio Je Luna Freir, juiz de
Jir-ito presidente da junta apuradora do pri
ineiro districto eietoral desta pro- ineia, e'c.
F'V i mi) i- aos que o presente elital viren,
<1 -e no Jia 19 Jo eorrente, s 11 horas Ja inan!:a,
no PV < J i 'Jiaiara M ni e>il, tena de se proceder
1 a,i i-a;i-i da eleicao qne tere lugar no dia 30
do tnes pioximo pasaado para membroa Ja As-
sembi I'-ovin.-i.l pelo priaseiro distriero elei-
toral.
pira constar mandni p-issar o presente, que
s"r:i affizado nos lugares do cestume e publicado
p la inprrnsa, e que para esso rini se dirigissem
os avios QCGCSsarios ais presidentes das mesas
ideitoai s.
l-i-.f-, ?, do Jaseim do 1866
Iva. Jsre Joaquim Di is do llego Jnior, escr-
vao do alittainento rlcitorjil, Adelino A. de Luna Fre e.
DECLMCOES

Sociedade Melpomene
Olindense
Aseml>la geral
Sao cenvidados os socios desta sociedade a com-
parecerem, domingo, 10 do eorrente, s 10 horas
do dia, na respectiva sJc, afim de ser precedida
a cleicio di nova directora.
O secretario,
Manoel Joaquim Rotelho.
Encola normal para acnhoras,
cargo la ocledade Propagadora
da Inatruccuo Publica, na paro
cbla da Hoa vi.m,
MATRICULA
Do ordem do Sr. Dr. director, faco publico que
a iratricula as aulas desta escola, estar aberta
de 2 15 de Janeiro viudouro, da a G s 8 horas da
ote.
A pretendente dever, de cenf-rmidade com o
art. 18. provar :
Io Que sab ler, escrever e contar, para c que
juntar intestado de spprovscao as aulas prima-
rias.
2" Que tein boa conduela civil e m^ral, spre-
sentamlo attestado do parocho ou das autoridades
policiaee.
3o Que maior de 12 anno3-
Secretaria da Escola Normal para sen horas
cargo da sociedade Propagadora d In-trnccSo
Publica, na freguezia da Boa-Vista, 29 de dizein-
qro de 1885.U2- secretario interino,-
_____ Virginio M. C. Lefto.
Pela iccrctaii i da cmara municipal da ci-
dade do Recife se faz oublico a quern interessar
possa, o artigo 8 da le n" 1129 de 2G de inuno
de 1873
Ar.. 8* Nos pi-imeiros oiti diaa do rass deja*
in iro ie cada anuo, tldos os medies, ciTurgioes,
pliar naceuticos, droguistas, parteiras, Mrngradi -
re.-, J-ntistag e veterinarios, mandaro cmara
municipal a declaracao de seus nomo?, imt irali-
dades e mora.as, afim de que cHa poasa in'anJar
pul licar a lista de tedas 83 peseoas : es infracto-
res serao multa los em 105.
-eari dit cmara municipal do Recite, 31
Je de*m-4ro Je 1885. -O seiretan i,
Francisco lo Astis -'. Rocha.
Arsenal de
ro ,c i.^Ki.
O secretario.
Joaquim Fiaucisco de Anuda
Edital n. 61
Em continui'cao
De orden do I lu Sr. Dr. inspector se faz publi-
co que is 11 horas do dia 11 do eorrente mez
serio vendidas em praca, no trapiche Conc-dcSo,
diversas mercaiorias laucadas ao tsar pelo vapor
aaierieauo Finance, e ai recada Jas na praia do
Jang.
.'.* secc/io da Aifandega da Pernambuco, 8 de
Janeiro de 1886.
O ebefe,
Cicero B. de Mello.
guerra
De ordem do lllm. Sr. inaj ir director, silo cha-
madas as 4 0 pessoas qna se habilifaratii para
costurar no corren e ann-, afim de receberem suas
guias, nos das 11, 2 e 13 deste mez.
Seccto ds costuras do arsenal de guerra de Per-
nambuo, 9 de Janeiro de 1885.
Flix Antonio do Alcntara,
Al:' re ajo Jante.
Instituto dos Professo-
res de Pernambuco
Nao se tendo reunido hoje nOUMro egal de aa-
que s 11 horas do dia 11 do eorrente mez aero i seciados para constituir a >seembla geral, sito de
Edital n. 62
(4 praea)
De ordem do I din. Si. inspector se faz publico,
33Ra d i Vise.ule de Alboqa-'iqs 83
As aulas d-aie wtah letim' nto de iustruccao e
educacao abrir s^-hit no dia 7 do crrente.
O director, .
O.intho Vctor.
pu-
coa
Bolsa com .u *
rola!
lU-O
do. ''erna.n
Kecife, 9 de janein de I '-> 6
As tfw boraa :a L.rd
f.'otace Algudo do serta.) 1 serte, 8OO p)r 15 kilos.
Dito de dito med ino, 7j')OJ p*r 15 kilos.
Dito de dito 2* lote, GJO00 por 15 kilos.
Cambio sobre o Itij Je Janeiro, 30 d \ con S 1
0 J de deseo it .
P. J. Pi
'iesidente
Augusto P. de Lcmo?,
Pe.- BLCietsriu.
Edital n. 7
Do ordem do lllm. Sr. Dr. inspector, taco
btieo que para o receb;mento do > juros da3 apoli-
ees Je 7 0/0 da ultima emisso, datadas de 15 de
seicssbre ultimo e pjstenores, faz se nnpnsasiii
a sua averbaca, e per isso devem ser ellas apre-
estaias neste thesouro t o dia 10 do eorrente.
Secretaria do thesouro provincial de Pernain-
o-i o em 2 de Janeiro de 1886.
Lindolpho Campello.
IVENI 0S PUBLICO*
neiio de .
4irAa.iBOA 2 i 8
Ideo de '.'
Ea-i";i-oai-
C B

Scirs ji.-- -.
Ide..
... I

1 l."> .13.. C2
50.510 i.j,,
: 5 7IS967
6 I.'i 14794
8:1681825
75:640*775
W4725
265.365
61.U10
Drogas 3 volumes a Bartholoinou & C, 20 a F.
U. da Silva a C.
Fitas l eaixa a H. Kiicseh & C.
Fio de a'godo 3 cax is a Fonseca Irmos & C.
Iustrumeutos de msica 1 eaixa ordem.
LivfM 1 caixa a Medeiros & C.
L'nica 3 volumes ordem, 40 a Deodatj Torres
ec C
Manteiga 220 barra e 37 meios dws ordem.
10 e G5 a Auguste Laoille, 25 e 25 a Joo F. de
Alai- ida, 30 e 10 a Souza Basto, Amorim & C, 30
e 30 a Paiva Valente & C, 30 e 50 a J. Duarte
Siinois o C, 10 e 10 a Duarte 4 C, 30 e 50 a
Siaics do Amaral Irmitos, 15 e 30 a Ferrera R--
tbiguea & C, 50 eaixas a Amorim [rasaos & C, 31
i ordena, 23 a Souzi Basto, Amorim & J., 1G a
ai va i alent & C.
Mercaduras diversas 1 volume a Ferrera Mon-
t.oro & C, 1 a E. G Cascio, 1 a A. D. Lima &
C, 1 a Guiraare8 Irmao C, 7 aOliveira Basto
as C, 3 a Sulzer & Koechlin, 1 a J. Ferreira da
Silva, 1 a Joaquim Bernardo dos Res & C., 3 a
F. Laura & C, 27 ordem, 1 a A. C. de Vascon-
eellos, 1 ao Dr. Gama Lobo, 1 a Maia Silva, 2 a
ibriro & A'ni'ida, 2 a Manoel Joaquim Ribciro
C, 5 a Salazar & C, 1 a Guimariies Cardoso &
a Braga & S, 1 a Antonio Jos d* Azevedo,
.' a Francisco de Azevedo & C, la Manoel N.
V'ii'ira, I a H Nunsch O., 1 a Prente Vianna
C, 5 a G. Laport & C, 6 a F. Manoel da Silva
C
Mnstarda 1 caixa a Sulzer & Koechlin.
Materaes para engenho 2G volumes a Cerdoso
- i mito.
Noz-'B 1 caixa a C. Playn & C.
vendidas em pryi, no trapiche Coaesnedo, as
mercadorias abaixo deca- adaa :
Armaaeiu n. 3
Marca diamante e C no centre, 1 caixa n. 1
vinda de New-Yo k no vapor americano Adoance.
entrado em 26 de noveiubro do anno paisado,
abandonada aos din-itos p ir Francisco Manoel J,
Silva s C, eontendo 115 Juzias de ventarolas de
papel.
1 dita n. 2, >dem idem, eontendo G4 kilos de
cario, s annuncios de ditas cores.
1 dita r.. 3, idem idem, eontendo G7 kilos de
cartoes annuncios do Jims cores.
1 dita n. 4, idem idem, eontendo 39 kilos de
cario >s annuiei3s de du-is corea, e 13 kilos de
livros mpre8sos brochados.
1 dita n. 5, lem idi-m, cou'.eiido 15 kilos de
cartoes annuncios de duas cores, 5 kilos de ivros
impresa io brocha ios e G80 grammas de emplasto
e8teadiio nJo especificad j.
3 ditas ns. 6, 7 c 8, idem ideas, eontendo 252
kilos, pc30 liquido legal de livros impresaos bro-
chados.
Arinazem n. G
Marca DP&C, 40 -axai ns. 9707 9746 viu-
das de Southainpt >n no vapor frunces Guadiana,
entrado em 20dejamiro do auno passad, con-
signada! a Das Pinheiro & C, eontendo vinho
iie-Ji -inal niio es jec ficado, cm garrafas de vidro
ordioario, pe. an i i liquido legal 276 kilos.
1 dita n 9747,1 dem idem, eontendo 4 kilo3,
peso liquido de livros impressos brochados.
3' seccao d'Alfandega de Pernambuco, 8 de
Janeiro de 1886.O ehefe, Cicero B. de Mello.
novo convidados todos os s ios u se rennirem r. i
.- le do Instituto. Cs 10 boraa d-i it'a IO do
rente, afim de, as so tdegercui o n vo eouselh i
administrativo, como tambera liitar.-ic do outros
negocios de interesse dos sssoeiadoa o la elas0.
Reeife, 9 de Janeiro de 18^6
O eeer. tirio.
Torquato L F. rreira Jo Mr lo.
A cmara municipal d< eilale do Recife
convida aos donos dos estabei i cutos roiumcr-
ciara das freguezias de N. S. d i Graca, P
Panea e o. Lourenyo da M rta, para virem
seccao competente at'crir os o-i-s. medidas e ba-
1i:k;is dos mesmis, ii) prexiiii imz Jejunirc,
SOb pena da lei.
Paco da cmara municipal d Recite, 31 de de-
zeinbro de 18.S5.
Dr Antonio de Siqoera Crneiro da (
Presidente.
Francisco de Assis Pereira Rocha,
S- creturi:.
itIS.a>i IIABG
DE
Sanio Amaro das Salinas
Mesa geral da i le>3o
De r. m do iios.) innao j:nz, e nvido a tofos
os nossi3 moles para cmp.-.i- Cerera rin i e ii-
sistoiio de n ssa igrej, doiringo 10 do coi rente
tiiw, P'las 10 horas da m.iJ.a, alim d< reunid .
em numero legal de mesa geral, proceder-se a
eleigo da nova masa regedora do anno compro-
unssal de 1886 87, de conformidade cjin o com
promisso que rege a mesma rmaudade.
Consistorio da i/mandado de Santo Amaro d ia
Salinas, em sua igreja, 7 < e j ineiro e 86.
O eserivi),
____________^___________M D. da Silva.
O aJininistridor do consulado provincial faz
publico, para conheoimento doa interessados, que
no dia 9 de jan-aro proxiini vindooro terminar
improrogavelmen e, nos termos Jo regulanM nto
le 4 de julho do 187:1, o prazo de 30 das ute-s,
concedido para pagamento, iudep.'ndenle de mul-
ta, dos impostos de dcima urbana, 25 0 0 sobre
a renda de corp ravoes de mito marta e 3 0/0 so-
bre c gyro commeicial dos estabeltcimentos que
vendem : reulbo-, correspondentes ao 1" sein
do exereiein eorrente de 1885-86.
Consulado provincial Je Pernambuco, 29 de dc-
eml>ro de 85.
Francisco A. de Carvalho Moura.
Estrada de ferro do
Recife a Caruari
De ordrm do Llm. Sr. director faco publieojque
domingo 10 do eorrente ser entregue' ao
"o da Vi tria, pelo aue comeear
a vigirar neata estrada daquelle da ("ncluaivej
em diante, o aeguinte horario :
DAS UTEIS
DE J.4MIA
Elacoes * "O 4 Esta^oes a a & 6 J3
M P. 2
Recito Tigipi Jaboatao "! 7.10 O/.t, >;.;.: Jaboatao Tigipi Recito . "Y.k 8.C0 7.20 7.38
i- 8 P. 4
BeeiTe Tigipi ' ...... 8.10 8 a 8.48...... 1 abestio Tigipi . 9.Mi 9.00 9.18
M. 1 M. 2 Tarta
Tigipi laboatiU Mrenos l':i.eia 1 ...... 10.20 1 1.38 11.11 11.41 12.15 10 Or 10.22 10 ib 11.16 11.45 Victoria Tapera .' Morenos Jabas tito Tigipo ; -o . 3.55 4.25 4.50 5.14 2.55 3.30 4.00 4.34 4.54
.
Estacde.* | 4 a Estacoes a i O
P. 5 ' P. 6
Recife Tigipi Jaboatao 5.08 4.3( 4.52 Jalioatio Tigipi Reciie "4G 6.08
P. 7 P. 8
Reeife rigioi Jaboatao "i'.io 8.08 7.80 7.52 Jaboatao Tigipi Recife . "836 9.00
I
5.30
5.48
8.20
8.38
DAS SANTIFICADOS"
DE SI.IXI1A
Banco do Brasil
T Eetai;oe
Paga-se o 64" divi !cn 'o dsste banco, razio
de 8000 p ir achilo, no ccriptoro de Pereira
Carneiro At C ra d > Cominercio n. 6, primeirj
andar.
Imperial sociedade
Ii.iS
Artistas Mecha laicos c
Liberacs
Ai i. urna res, por orJem donoso ir
rector, chamo a atlcneSn ie tnd-j8 os matos que
se kcbam nn i xpes'o *i l" do art 19 dos noaeis
estalntis, eiHecderass-se ou can o irnuto tb -
sau-eiri : i ;i da Imperafriz on Com / irmao Ji-
rcc'or y\:- do Bram (FOndieS), afim Je que j?.,,-?,
Tigipi .
Thesouraria de Fazeniia
Do orden Jo I lm Sr inspe ; r. fiiji) publico
que no dia 14 do eorrente, pela>- 11 horas Ja ma-
na, rotST):ai-3e prop -tas, em cuita* faenadas,
para o foriieciiiiento de Norouha, no semestre de Janeiro junlu deate
anno.
Thesouraria de Fazcnda de Pruambuco, 8 de
Janeiro de 86.O secre'ario,
Laiz Emydio P. da Caxarr*.
f in J.reitos.
Scercf.iria Ja [inpenal Sooednde dos Artistas
Meehiniei a e Librraea de Peruambuen, cm 5 dj
Jain ii i ,
Jos Castor de A. Souza,
2* secretario.
nauta Casa de Misericordia dr.
Reeife
eretari i da Santa C-sa de Miserieoriia d<
Keeifc srre&dam-se por eepacn de um tres an-
s casas abaixo declaradas :
Una da Moeds n. 45,
dem id.m n. 47
Recife .
Jaboatao
Morenos
Tapera .
Victoria.
Estact
R. 2
iJ-boatao
Tigipi .
Recife .
P. 4
Tarde
Victoria.
Tapera i
1
-i
Si

8.21
8.43
Jsboatao
9.20
9.38'.
Morenos
Jaboatao
Tigipi .
Recife .
P. G
Jab< a lia
9.i2 Tigipi .
Recife .
5.30
5 58
G.25
G.4G
7.08
10.1G
10.38
s
"2
3
cu
8.05
8.23
5.00
5.32
6.00
6.30
6.48
10.00
10.18
I
I
Eslagoes
P. 7
a
S)
6
Vinbo 20 pipas a Joaquim Ferreira de Carvalho
& C, 20 a Fernandes da Costa & <:., 75, li:0/5 e
50/10 a Do:ningos Cruz & C 30 e 20/5 a F. R-
beir* Pinto Giumaros, 7 e 15/5 a Antonio Mara
da Silva, 1G e 20 5 a So iza Basto, Amorim &C,
1 caixa a Manoel C. da Cimba.
saceos eom milho ; J. Fontelles MI saceos com
2,250 kilos du cera de carnauba.
Para Baoia, J. Fontelles 20 sa- as iom l,i00
kilos de algodao.
No patacho nacional Osear, rarregou :
Para o Para, J. M. Das 40U barricas coai
26,306 kilos de assucar branco ; A. R. da Cosfa
Hiate nacional D. Antonia, entrado do Aracaty, yj gccos cum 3,7&0 kilos de assucar ina.c
[den den n. 4 9
Kua do tom Jess n. 13, 1- andar
dem idem n. 13, 2- andar
I Ji m den ii 14, pavimente terrro e 1'
andas
dem idem D. 9, 1 ar dar
Ba dos Burgos u. 27
Ra do Vigano n. 22, 2- andar
dem dem n. 22. 3* anejar
Raa da Madre Je Deus n. 10-A
Caes da Aifandega, arinazem
Ra fie Sol, sobrado n. 9
Becco do Abreu n. 2. loja
Largo do Paraizo n. 29 2- andar
800*000
3'J0iHi
lOKXi ,1',.'!f..
;i Oooo f'6'P'o
240000 Jaboatao
6005000' P- !l
240(00: ..
216*000 "fc"e,
2404000 4'g'P'-
240*000 Jsbjafao
200*000;
1:600*000
6u0*00()'
2.50
3.08
5.20
5.38
4 ."2 0, Estacoes o 1 tic S 3
P. 8
2.30 2.52 Jaboatao Tigipi Recife P. 10 "'.ie 4.38
5.00 5.22 Jaboatao Tigipi Recife 1 8.16 8.38
t
T3

4.00
4.18
8.00
8.18


no dia 8 do eorrente e consignado a Bai tholom u
Lourenr;o, manifeatou :
Algodito 251 sancas a Prente Vianna & C.
Cera de carnauba 186 saceos a Maia Ai Rezen-
de, 100 a Joao V. Alves Mathcus & C, 66 a Pa
rente Vianna & C.
Velas de cera de carnauba 30 eaixas a Feruan-
des & Irmao.
Pata'-ho nacional Alvaro, entrado do Rio Gran
de do ri J no dia 8 do orrente e consignado a
Pereir. Carneiro & 0., manifeatou :
Faro i lia de mandioca 4,000 saceos aos consig-
natarios.
DESPACHOS DE EXPORTADO
Em 8 de Janeiro de 1886
10
Para o exterior
K
Par
14 52S
N
dk s d:-: importa,'\'>
Vapor frane s VilU
TC liJ' c vi iad i a
Augusto F. nti-ston :
Amo-tr
Aaeiii I H eaix .s a [,. A. Be ra
F. M da Silva & C.
Balal \i:,:
. 250 e 275 a Suhcr o:
^ eh ,l ,0.
Bise- a II Noeu-b t C.
Ch- U, 1 a \n
Jos Maia & C.
Cachimbos 1 i. 1 a Si
dr da Motta ,4 Pili
Couroa 2
naaapaz
Porcelana 1 barrica a Deodato Torres & C., 4 -
Coimbra & C, 2 a Manoel Joaquim Pereira.
Podras de logo l> barricas a Antonio D. Carne-
ro Vianna.
i'reg s 6 barriea3 ordem.
Papel 2 eaixas a Manoel Cardoso Ayres, 1 a
Manoel Joaquim Ribeiro.
Perfumaras 1 caixa a R. de Drusina & C.
s 1 tina a Pau ino d- liveira Maia, 27
l a Jos Joaquim Alves & C, 21 a Joaquim
arvaltm C 11 i ord Otto
r.i da SJ
i O, 11 a M a'e ro & Saares, dem
Brothers it'.
U una branca 1 caixa a francisco de Asevede
fc -:.
I e lixa a II. Burlj fc C.
SarJialas 70 taixis orderr.
liversos 5 volum-s -.i Monbard Hubsr
IB, 2 a Caetauo liu : h A.
'. la Machado A Pereira, 1 a F. G. do
Amaral, i i A. C. de fu i a Vendes &
liveira, 1 a Francisco de Asevodo i C, 8i I).
P. vVild C. 1 a Beraet & C.
Tinta 1 barrica a Manoel Cardoso Ayres.
Vi 5 3 Joi- Joa-
A C.
;s 1 caixa a Deoato Torres V C.
Carg i de Lcb >a
I 8 I camastras 13 \. Mathcus.
iliveir.i 10 ca a, 80 a F. R.

Valente, 100
rea suecs Ine/rid, carregou :
rpool, J. H. Boxw-11 200 saccas coi-
,j de algodlo.
. larca iogleza Chislch I. carregou :
New-York, julio & fr
i ki os de assucar masen vado.
Ao lugar america-. i Mi !'. Qoultl, carre
25 barricas com 2,860 ditos de dito braueo i
ditia com 600 ditoa de dito renaad ..
__ Jo hiate nacional S. B rth.Jomeu, carre-
gon :
Para Moasor, F. de Moraes 3 pipas e 20 bar
ris esm 2,980 litros de a ruardente.
= No hiato nacional res, carreg u :
ParaMjco, M. A. Senna & C. SI barrica- con
761 kilos de assucar branco e 7 litas com 878
ditos de dito refinado.
= No hiae nacional Joao Valle, carregou :
Para Maco, O. Jardim & C. 1 barrica com G0
kilos de assucar braneo. .,
- No hiato nacional Deus te Salve, carregou :
Para Aracaty, Maia Rezcndo 1,700 saceos
com farinba de mandioca.
No hiate nacional Deus te Guie, carregou :
Para Aracaty. C. Barbosa Primo 111 cW s
de pinho ; F. da Silva 1 barrica con 0 -os ie
assucar branco.
= No hiate nacional "orreio de Nata!, rrc- I
gou :
Para Macahyba, Baltar Irmaos fl| C 10
eos com farinba de man linea ; M. A u. i t
, can 36'J"kilos .le asau; r l %do.
N. B. Nos diaa de festa nacional regular as ta-
*9!9 bellaa dos diaa utea.
300*000
Ruada Detencin. 3 (dentro do qaadro) Secretaria do prolongamcnto da eatrada de fer-
DM'agoa 84*000 r0 Keeifc ao S. Francisco e eatrada de ferro
Beco 'do Quiabo n. 8 144*000 do Recife a Caruar.
Se:r.-aria da Santa Casa de Miaericr.rdia do ccife > de Janeiro de 1886.
Recife, 29 de outubro de 1885. O secretario,
O escrivao, Pedro Rodrigues de Souxa Manoel Juvencio de Saboya.

Theatro de Variedades
NA
i Feria-ira lio I. II. le Carvalho
25 .. Manoel T. du

1

'a Soda C. Viisconcellos, 50
ralenf
Filho.
nio A. Pereira
;ju :
Pan New York, II. Fr ter i C 1,104 saceos
con. assuca ni iscavado M. J da
Rocha 150 ditoa com ll,v50 ditos de dito.
No brig'ie portuguez Cacilda, carregou :
Para o Porto, J. S. Liyo 4 Filho 254 saccas
com 15.20 kiloa de algodao.
Na barca portuguez i Pereira Borges, carre-
gou :
P Porto, F. de M.raes 20 barris com
1,200 litros d- mel.
Par: i interior
-- No hiou pirtiigucz 'lemerario, carregou
Para o Rio Grande do Bul, F. de Mace Jo 280
aacc -a Citii 21,000 kilos d-> assucar branco e 20
ditos com 1,500 ditos Je dito lo ; F. A.
de Az velo 100 u-.rneas com 9,500 ditos de dito'~]
branco.
No lagar noruegaensa Correo, carregou:
Para Porto-A ii & Rezende 1,136
volum.-s cin 93 i-aco c 615
ditos com 4 1,798 ditos de dito mascavado.
No vap^r n n d 8. Francisco, carregou :
Para Baha, W. Son c C. 30 pipas com ..4,400
litros de alctol e iO ilil.s eom 21,000 citos de
agurdente
No vapor nacional crgipe, carregou :
Para Penedo, J. S da C 'a Moreira 21 barr-
cas com 1 275 kilos de ai sacar branco.
ra Babia, C. 10 barris com
1,200 litros de A. P. Lapa 4 Irmao
12 ditos com 1.0 KI ditos de niel ; P. Pmto & C
17 ditos com 2,720 ditos de dito.
No vap de Santo, can
Pan Santos, Baltar [rmos c C. 600 asi
cem 36,000 kilos de assucar brinco e 200 ditos
com 12,000 to mascavado.
Para o Rio de Jan iio, Fernandos o Irmao 600
M iVIMENTO D J PORTO
2\'avi'. s sakidos no dia 9
5Cala--Vapor francs Ville de. Santos,
. lante Masn : carga varios gne-
ros .
Baha e escalaVapor nacional Sergipe, comman-
danto Joaqom Rabello ; carga varios gne-
ros.
Barbados Escuna inglesa Mistletor, capito J.
Matheiu.; em lastro.
Maeau IIyale molona] Joao Valle, captiio Fran-
cisco H. Canuto ; carga varios gneros.
Rio Grande do Ncrb Hyate nacional Correio
do Natal, cspltao Joan G. de Moura ; carga va-
rios g-encros.
LiverpoolEscuna sueca Monitor, capitao L
Olscn : carga assuc
Guam Patacho noruegnense Dagng, capitao A.
Ellingsen ; em laatro.
Observaqao
Nio houve entrada.
A iinilRIdOCOMICODRAMATICA
DlftlfllDA PELO ARTISTA
alMPKEZrV BOIAftiUM JL LUZ l\ULO^E
Doiio.ioflBJaneiro la 1886
(rande e importante espectculo
SEGUNDA. REPRESENTAR AO
A PEDIDO Da grandiosa opera lyrica, em 4 actos, do maestro G. VERDI
ERNN

Sr.
Sr.
Sr.
VAPORES ESPERADOS
Paranagu
Mondego
Cear
Finance
Klbe
Orator
rito Santo
Balda
lata
t'eare**
ATewa
Ganzini
Dominici
Bara?chi
Sra. Springer
Sr. Tirelli
Sra. Olympia
Sr. Guillierrae
'
Jo sul hoje
da Europa amanha
do norte a 12
do sul a 14
do sul a 14
ile Liverpool a 14
do sul a 16
do norte a 23
i ropa a 24
de New-York a 25
a 25
do sid a 26
do sul a 29
Ernnrji, bandido......
* 'arlos V, imperador ....
Silva, grande fidalgo ....
Elvira, sua pupila .
D Ricardo, escudeiro ....
Joanna....... .
Yago.........
Coros do bandidos e cavalleiros
Importante aviso
A eiopreza com u fim de proporcionar um divertimento ao alcance de todos os
DILETTANTI, de accordo com os proprietarios do Theatro, resolveu praticar outras
importantes e in tispensaveis reformas, o augmentar $ camarotes baixos, diminuindo ao
mesmo teropo os precos na ordem seguinte:
Camarotes (altos) de 1.a orlem. 10-000
Dito (baixos) frisa....... 80000
Cadeiraa de 1.a classe e varandas 2^000
Ditas de 2.a dita......... 10500
Entrada geraes........ 10000
y**** y*"> Depota do eapectaculo naver irem para
m e bomN dan lintiaa Fernandes tielra e
Oh honda no lario do Palacio. O bon ; da Magdalena no hatera quaa-
do o enpectacalo acabar depola do Horario do ultimo bond da compa-
nhla. que panaa na ra Nova salle 11 sanalos.
PRINCIPIAR^ S 8 1/2 HORAS.
Apipucoa
.4 rogado*.
wm






I



Diario de Pernambuco---Domingo 10 de Janeiro de 1886
o
MARTIMOS
BOYAL MAILSTEA1 PACKET
COIPAKY
O paquete Mondego
E' esperado da Euopa no dia
11 do corrente, seguindo
depois da demora necessa-
rta pan
MaceiyBakia, RiodeJimekv, Santos,
Montendo e Buenos-Ayres
O pacuete Elbe
E esperado
do 8ul no da 14 do
corrente, seguin lo
1 iepois di demora
eceaaaria para
Lisbna e Soulliantpton
Para paMmcens. frete;, pte, traeta-ae com o*
( ONSIONATARJOS
AdanisonlIowie&C.
3Ra do Cominrrein3
orapanh'? Mra ler.t de Sa;
CSfte a Vapor
FURTOS DO SUL
Leilo
Dos salvados do vnpor americano Finance
lui contlnuaco
Segunda feira 11 do torrente
A's 11 horas
Na Alfundega, trapiche Ceiie.eicao era
frente ao Mraaftseni n. 7, de confirmi
com os editaes da mc-sma ropirticSo. dade
Leilo
Da
armaco a gneros da importante t.v
verms, tita a ra Imperial n. 104
O agente Britto, devidamente autorisado ven-
der a arni.icao e o gneros, que sio de primeira
qualidadee todo novua, o outros objectoa.
Garante-se a caaa, e o aluguel mdico, tendo
a casa boas teomodaees para familia, a so se
vende por se achar o dono do ule e precisar rc-
t,uir se.
Qtiarta felra, 13 lo corrale
As 10 horas
Curso primario c se-
cundario
Jos Cordeiro de Soasa Simoea participa aoa
pas de seus alumnos n ao respeitavcl publico, que
no dia 7 do cor-cate se aullar aberto o seu esta-
bcleciinento de nstrucco na roa Imperial n. '6,
a continuar os ejercicios de ua profissito : assim
como continua a admiitir alumuos iuternos, meio-
per.sio"iatas eexternos.
Grande divertimento ra casa Amnrella
iioji; 10
A's 4 1/2 horas da tarde.
Agente Pesiis
Grande leilo


0 vapor Cear
Commanduntc o 1 tente Guilhnrme Pa-
checo
E' esperado dos
p'irtos do norte
ai o dia.12 de ja-
ni ira, e depois
da demora indis-
; insavtl, seguir
ara os portoa do
sul.
Recebe tam -
bem carga pan. '.'o ti a, Pe! ras e Rio Grande d<
Sul, frete mdico.
Para carga, i mineadas e valorea
tracta-se na age
N. 46 RIJA 0 I ''OUMEROIO 46
Companhin Rahiava de navega-
cao a Vapor .
Macei, Villa Nova, Penedo, Araeaj,
EstancL Babia
0 vapor Sergipe
Commandantn MatUm
Segu iropretarivel-
n l lite para o portos
teima no dia '.I do cor-
rente, is 4 horas da
tarde. Kecebe carga
i meio dia do dia
da sabida.
Para carga, potaagana, encoinnvndas e dinheiro
a frete tractate na agen
7-Jua do Vicaria 7
Domingos Uves Jlatheus
QUARTA-FKIRA, 13 DO CORENTE
A's 11 horas era ponto
No armazem da ra do Vigario Tlienorio
n. ti
De 1 nobia prcta de pi caiga com tampo ie
P' dra, 1 rica cama de Jacaranda inassieo, 2 ditas
de airarello, 1 gur.rda louca, 1 guarda veMil', 1
elegante guarda pratos, 1 cama de ferro para ca-
sal, cadciras avulsas, 1 meza elstica de seis ta-
boas, jarros, candieiros para cima de meza, ditos
para meio de sallas, etc.
12iu continuaeio
Se veud.r cento e tantos rcuiOJ de faia.
Tudoao correr do martello,para fechamento
de contas.
_ AVISOS DIVERSOS
Na ra Augusta n. 212, aceitase neniaos
at 10 aunos, e merlinas de qualquer iJade, para
eiisioar prime ra lettras, nortagnez, arithinetica
8 franco(, pelo p:e,o ie 5'J00 por cada mate-
ria, adiautados.
Precisa-so de urna cosinheira; na estrada
de Jjao de Barros ou travessa 'a SjI dade nu -
mi ro 41.
Precita se de un ca xeiro de 12 i 14 aunes
com pratica de molhados ; a tratar na Capuoga
ra das Pernambucanas n. 38
ncola particular de insfritcco
primarla para o sexo masculino
'! t UUA DA MATRIZ DA BOA VISTA 34
O abata) assignado participa ao illu. trado pu-
blico desta capital, que abri a sua escola parti-
cular da instruccito primara para o sexo masen -
lino, ra da Matriz da Boa-Vista u. 34, onde
"su.e: admente s dedica ao ensino de sais alum-
nos.
O grao da escola con-ta : 1er, escrever e contar,
desenlio linear, historia patria e nocoes de frasees.
Garante um rpido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu syet"ina de ensino, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, u.-n amor inviolavel e uma es-
mtrne dcdicacjto ao ensino, fazendo eom que os
seus discpulos ahnceme amem de coiacio as le-
tras, a >s uvroa, e ai estudo, guiando os no cami-
nho da int.lligcncia, da honra e da dignidale,
afim de que venham a eer o futuro sustentculo
da patria, da leligi'to, e da le, e um verdadeiro
tidado brasileiro.
Espera, pois, merecer a confianca c a proteceo
do distiacto pavo p'-rnambucano, e em particular
tem f robusta em todos os paia e tutores de me-
ninos que qnciram aprovcit.r um rpido adian-
tamento de seus filhos e tutelados.
Coinquanto ousada seja esta tentativa, todavia
espera que os seus ineansaveis esforcos, e os
seus puros desejos, si-jain coroados com a feliz ap-
provaeao de todoj os filhos do Imperio da Santa
Cruz.
Mensalidade2000 pagos adiuitados, no acto
da matricula.
Horariodas 9 horas da maulla as 2 da tarde.
Iiecebe meninos internos e mcios-prnsionistas
por mcnsalidades razoaveis e lecciona por casas
particulares a amb s os sexos.
Julio Soarcs de Azevedo
i BD DA MATRIZ DA BOA VISTA 34
COLIMO ONZE DE AGOSTO
BACHABEL MANOEL SEBASTIO DB PEDROSA
95Ra do Visconde de Albuquerque
(ANTIGA DA GLORIA)
Esto ostabelecimento de eduuayilo para o sexo masculino, fundado em 1880, funeciona actualmente em um predio d
vastas accoraodacSes, onde esteve o Collegio dos OrphSos antes de sua mudanja para a Colonia Isabel.
Os molhoramentos qui acabam do ser executados silo de grande al janeo para a boa disciplina c condicoes hygienicas do
estabeleeimento, com uma boa casa de banho, dormitorios grandes e bem arejados, urna excellente rouparia, etc.
< >s interessados p3dom visitar o Collegio a qualquer hora, das 9 da manhil s G da tarde.
fe
bons
Fundada nos principios da R '.
co8tumes.
Mova Selecta Class ca
Aluga se o 1- e2- andares ra do Impe-
rador u. 31, e o iirmascm n. 39; dirijam se Luiz
de Moraes Gomes Ferreira.
Precisa se de uiu feitor e doua trabalhado
res ; na Ponte de Ueha, sitio de Luiz de Moraes
Gomes Ferreira, em frenrc da estaco.
Precisa-se de um bom criado que entenda
de jardim ; a tratar na ra dj Mrquez deOlinda
n. 26, lija,
ORDENADA
PELO
Precisase de uini professo ra para engenhj
qu saiba tocar piano c mais trabalhos de senho
ra a Ilutar ua ra do ImperaJ*' i. 79, 1' audar,
com o Burdo de Nazareth.
Os abaixo assignadoa, curador fiscal e de-
positario da massa fallida de Antonio Francisco
, Corga, previncm aos inquelinos das cusas perten-
ceuttes mesma inassa, e situad s emJJoyanna
I que nao pagiem aluguel alpum ao procurador
n, constituido pelo fallido, e cujos poderes cesssram
.^r^-,-1! P^a abertura da fallencia, devidamente pub'ica-
pa at o dial -do cor- ^a 0j mesmo9 nqoelnos estio responsavei
rente, e seguir para o g a|ueue8 que paearem indevid mente a dito
sul depois da demora < Srocoradr qiw proCedeu criminosamente reee-
do costume. i ben(, d augar3, Recife; 21 dedeze^bro de
AGENTES 1885.
Pacific Steaui Kavigation Cooipanv
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Araucaria
Dr. Ferrer.
Jos Fa istino Porto.
Wilson ons & C, l in( (I
M. 14 RA DO COMMERCIO N. -14
.$,.., .-----T~------'i m i l\ a ~ Veude a officina de re,0Jero da travessa
Iniled Males & Brasil Hail S. S. C.de i pdr ': tr,itar na me8ma'on i estra-
da do Poirbal n. 11.
Precisa-so de vm r.iMM cnD %rtil t{:
taverua : atritar ua ra o OtaiHHrrim u. -',
taverna.
O paquete Finance
E' esperado dos porros do
sul at o dia 14 de Janeiro
depois da demora ncccssaiia
seguir para
.
Aluga-se ama excellente caes, limpa e
asseiada, com bons eommodos para fa-
milia, tendo azuaegax, quartos para
criados, gallinheiro de ferro, grande
quintal arborisado, com lugar rara jardim e mui
tas outras o mmodidades, sita ra do Visconde
de Goyanna n. 167; a tratar no largo do Corpo
Santo n. 19 1 andar.
Precisa-vc de um criado ; a trat>.r na ra
Nova n. 39, laja.
Aluga-se o 1* andar d.v na do Padre Flo-
rian) n. f'J, a Lta da travessa da Bomba n 4, e
a leja d>> travessa do Livrane uto u. 10 ; a tratar
na ra do Apollo n 34, 1 andar.
Das Piih-ii'i & C, em espusta nos Srs.
Joaquim Antonio & C, declaram que, comquanto
Segu cem brevidade para os portos cima o tenha gahido publicado o aimuncio no Diario de
brigue portugus Calcida ; para o resto da carga : Pernambuco com o tiuloNao pode venderora.
c passageiros, trata ee com os coosignatarios Jos gem nssignatura, ora assignado smentc-Pinhci-
dava^ SilLoyo 4 Filho. _______ ro&C, falta tao rnente do revisor do mes-
P'ii"k I i hik'i m0 ^*iar,' 1W'B annuncio acha se datado e aa-
ItlMl LIMMIu Manado pelo8 supplicantes, e nao podem os mfo-
ridos eenhores chamar se a ignorancia, visto se-
larinho, Para. Barbados,
Thomaz e New-York
Para carga, passagens. e encommendas tracta
ae com os
Agc-ntes
IlcBrv Forsler i C.
N 8 RA DO COMMERCIO -S.
1.- andar
orto por Lisboa
8
A barca Vertir Borges seguir eom bri vidade
para o porto cima '. para o resto da carga tr i'a
se c m os consignatarios Si va GuimarSes & C.
Para o Porto
O patacho portuguez //oi'a recebe carga a fre-
te : a tratar coa Amonm limaos & C.
Lisboa e porto
Segu pa a os portos cima a
birea portu^uexa Novo Hilen
ci, t cebe carga ; a tratar com
Baltar Oliveira & C, ra do
Vigario n 1, 1- andar.
Nossor
a
Segu para o porto acimi, o hiate S, Barfho-
lomeu, com todt brevidade, recebe carga a tratar
roa da Madre de Deus n. 8, fietes mdicos.
IEIL0ES
Segunda feira, 11, deve ter lugar o leilo das
mercadorias avariadas d'agua do mar, vindas da
praia do Jang na barcaca Januaria, parte das
angadas ao mir pel vaper Finance, existentes
,na Alfandrg8.
rem o depositario.
Recite, 31 de Dezembro de 1885. -
Diai PMeiro & C.
Aluga-se o 2- andar da casa n. 1 do pateo
de Terco, o 3 da de n. 3 ra da Penha. o l*
da de n. 19 A BteauM iua, o 1- da de n. 18 ra
Direita, o 1" da de u. 60 me de n 35 4 travessa de S. Jos, o 1 da de n. 34
ra estilita do Rosario ; as terreas de ns. 41
a ra do Ring^l, 6 ra Duque de Caxiaa. 1 do
pateo do Terco, 27 a ra de Lomas Valentinas,
24 ra dj Aragao, c a c-sa de n 35 ra da
Vira^o ; a tratar na ra do Hospicio n. 3.
Rogn-so no Sr. Joaquim d; \lmeida Pinto,
viudo ltimamente do Para trayendo urna caixi
nba com alguna oV-jectos para D. Mara Amelia
di Silva Valtnte, o favor de annunciar a sua re-
sidencia para ier procurado.___________
Ni taverna n. 2, cii.id' de 01 inda, ra do
Varadouro. precisa se de uai caixeiro d< 12 16
annoa de idade, com rratica de molhados, dando
fiador de sua conducta.
= Penieu te do sitio Jcara matriz da Gra
ca 220id00, sendo uma nota de I00, du-s de
j 50* e uma de 20/ : quem achou c quiaer restituir
far um grande favor e sera rec .mpensido & ra
da [mperatriz n. 43 I* lindar.
= Preciss-ie de uma perita cosinheira para
casa de familia ; a tratar na ra da So'.eaade.
numero 82
Dr. Mo Bautista Beeaeira Cosa
E EDITADA P-LV
Livraria Pranccza
Sahir do prel >, por todo o mez de Janeiro cor-
rente e -J ediciio da Nova Selecta Clstica do Dr.
Joio Baptista Regueira Costa.
Sem de8couhceerinos o mrito das outras obras
do mesra i genero, que eorrem impressas entro nos
podemos affirmar que a Nova Selecta est ca con-
dicoes de merecer a aeceitacjio dos Srs. proesso-
res primarios.
E' incontestavel que a infancia escolar se devem
offerecer livros, quelhe instruam o espirito e lhe
formem o gosto pela lingua verncula, c quer num
qucrn'outro caso devem ser escriptos em estylo,
que esteja ao alcance das inteligencias infautis.
Si f. Ihearmos as difierentcs Selectas publicadas
at o apparececimento da do Dr. Regueira Costa,
veremos que todas ellas compoemsc de trechos
em linguagem antiga, cheia de antitheses reveza-
das e muitas veses diBicil de entender-se, e que,
si podem prestar se com vantag?m, para anal} se
as anlas de eloquenciac potica nao servem para
loitura as escolas primarias, onde o estudo se
deve amenisar o mais possivcl, evitando se tudo
que^posea causar tedio aos alumnos.
Nao sao classicos scmrnto os autores de livros
consagrados pelo tempo, mas tambem os que es
crevein conforme as legras tr.cada por elles, e
cujas obras, por sua perfeicao, podem servir de
EDUCA^AO
eztSo Catholica, comprehende o ensino io oathecmo, regras de eivilidade e pratica dos
INSTRUC^AO
Comprehende aj primeiras lettras, portuguez, franeez, mglez, latim, geographta, historia, philosophia, rhetorica, anthme-
tica, geometra e algebra. r '
Ha tambem ensino de msica, piano e danca, mediante paga especial.
O corpo docente compSe-sc de proessores convenientemente habilitados e de vocaco experimentada.
Ha no Collegio uma sociedade litteraria composta dos alumnos mais dedicados s lettras, a qu d possue uma psquena bi-
bliotheca e celebra suas sessoes ordinarias as sextas feiras, constituindo assim urna especie de aula pratica de declar
imagao.
CONDICOES
segunda-feira
depois do dia de Res e termina-o no
O Collegio Onza do Agosto comeca o seu anno lectivo na primeira
dia 7 de Dezembro.
Admitte smente alumnos internos e externos.
Os internos pagaro por trimestre adiantado 150,5000; os externos, 20^000 por cada aula. Os primeiros pagaro tambem
206000 por trimestre para a roupa lavada e engommada, ficando esta a cargo do Collegio, e 505000 de joia no acto de sua en-
trada. Uns e outros s2o responsaveis pelos damnos e prejuizos que causarcm nos objectos do Collegio.
Nao so far descont de ferias, nem de faltas dadas pelos alumnos ; e, smente no caso de expulse3, ser restituido O
que faltar para o vencimento do trimestre pago.
O alumno interno deve ser vaccinado ou a isto se sujeitar logo nos primeiros dias do sua entrada para o Collcio.
Sendo irmaos dous ou mais alumnos, tar-se-ha um abate de 10 /0 na pensao.
O alumno que vier pelo primeira vez matricularse, depois de comejado qualquer trimestre, pagar smente o que faltar
do dia da matricula em diante.
Depois do tri :.estro do entrada, todos os outros serao pagos por inteiro e no, primeiros dias dos mezes de Janeiro Abril ^
Julho e Outubro. '
Nito se acceita rapazes, nem se tolera alumno algum que nao se submetta inteiramente disciplina do Collegio.
N03 incommodos passageiros os alumnos ser3o tratados no Collegio, independentemento de qualquer indemnisacao; noa
graves, porm, serio avisados os pas ou correspondentes para promoverem do melhor modo o tratamento de seus filhos ou cor-
res, ondidos.
O Collegio celebrar o seu anniversario no dia 11 de Agosto, devendo
composto do director, professores e alumnos.
concorrer para esta solemnade todo o pessoal
ENXOVAL DO ALUMNO INTERNO
Um uniforme preto para sahir, 12 camisas, 3 camisolas, 6 uniformes de brim pardo, 1 ceroulas, 12 pares de meias, 12
lenjos, 4 toalhas para rosto, 2 ditas para~banho, 2 lences, 2 cobertas, 1 cobertor de bafita, l sacco para roupa suja, 2 travesseiros
com fronhas, 2 pentes, 2 escovas, 1 tesoura para unhas, 1 par de borzeguins e 1 par de sapatos.
Resultado dos exames offlciaes prestados pelos alumnos deste collegio
durante o auno de 1885

Grande leilo
Da loja de passarosi
No te do Ramos n. 28
SegundL'eira. 1 do corrente
A's 2 horas da Uirde
O agente Silveira devidamente autorisado pelo
Sr. Alvaro e M I l-ilao d> seguinte : 3 vi-
veiros para pasaar< ?, diversas qualidades de pas-
earos nacxnac.- e e^rrangeiros, gaiolaa, vasos para
.ei
ilo
De chapeos de sol de Mda, zanella e ganga, para
homens e senli i -. diversas mobilias de Jacaran-
da e mogno, pian *, apparadores, guarda-vestidos,
armarios, esptlhoa ova-8, toiletts, uma armacao
inglezn, eetageres, quadros, machinas de costura
e diversos paasaroa c
Seguria feira 11 do corrente
A 11 horas
rmazem da ra do Mrquez de Olin-
da n 18
POR INTEIt\ DO AGENTE
Giismo
- Arrendase o sitio das Juqueiras, junto a
estaco do mesmo nome, bastante arborisado, bai-
xa decapim e com grande casa de vive ida : quem
preten :er dirjase ao dito, que achara com
quem tratar. _________________
=; Mola8 para giavatas : vendem o Pedro Aa-
tunes & C. n. 63, ra l)uq ie de Caxias________
Precisa se de umi ama para coiiuhur e la-
var : na ra dos Guararapes n. 84.
Corrcias
de sola ingles i, de 1 m> e de borracha, de diver-
sas larguras e grossuras ; vende-se barato na
fundico Villaca, ra do brun n. 54. ^^^
Ama
Prceira-. e de uma ama que engomme e lave
com milita perfeicao ; a tratar na ra de Pedro
Aftonso n. 46.__________________________
Aula partieular de primeiros
letlNS
Anna Theodora Siines participa aos pais de
suas alumuas o ao respeitavel publico, que no dia
7 do corrente se achara aber'a sua aula na roa
da Imperatris n. 15, a continuar os ejercicios de
sua profiso : assim co.no contina a admittir
alumnas internas, meio pensionistas e externas.
reuni maior copia do tre ibos, cm prosa e verso
de autores modernos, como Castilho, Alexandre
Ilerculano, Mcndes Leal etc.
A isto iiccresce uma circunstancia, que trna
o livro de que se trata, por demais recommenda-
vol, qual a preferencia, que antes de qualquer
outro, deu o seu autor aos escriptorc e poetas
iacionaes.
Assim como j temos urna historia, temos tam
bem urna litteratura. c justo que n'urn trabalho,
que se destina as esco'ai d > Brazil, sej m os seus
pros idoivs e poi tas preferidos para Iriturn dos
alumnos.
Com effeito, ueuhuina obra deste genero enfei
xa era tao grande copia, as descripcoes puramente
brasileiras que se echam esparsas nos numerosos
romances de Jos de Alencar ; em nenhuma eatj
reunidos os inelhores fiedlos de ol queno'a c espe-
cialmente os retratos dos nossos homens distiiutos,
que real^am os discuiso acadmicos 6 os aermos
do padre Ferreira Barreto; nenhuma eontem uma
tao boa escolha dc-s primares de eetjlo clstico,
que enriquecen os escriptos dolitteratoMaranhen-
se Joao Francisco Lisboa, em nenhuma finalmente
antrior a Noot Selecta se veem to hbilmente
agrupadas n'um s -quadro ns innmeras bellezas
do poema brasileiro de Duro.
E, si a tudo isto se accrescentar que a obra
entremeada de belissimas passagens de outros pro
a 1 -res e poetas modernos, que viram a luz no
Brazil, como Rocha Pitta, Mrquez de Santa Cruz,
Mont'Alverne, Jos Bmifacio /ntonio Carlos, Ba-
silio da Gama, M .ciel M.inteiro, Magalhaes, Gon-
calves Dasete, si se .ttender a que a 2 edico
sai mais correcta e augmentada e qua alm da bi-
rateza do prreo, intercalada de finas gravaras,
2ue tornar^ a sua letura mais attractiva, con-
rmar-se hilos Sis. profcsjies na opinio emit
tida p?la coneeituadd Jievista Braaileira de que a
Nova Selecta Clstica, para o Jim a que se destina
vm dos nossos melhores livros.
O. Senliiiilntia Maurlca
Adolpho Maurica convida aos aeuB parentes e
amigos para asaistirem a missa de seti o dia por
alma de sua nunca esquecila lugar na m.triz da Gra^i, no dia 13, pelas 7
horas a manhii, licand.i dtsde j summamente
rocoiiheci tu ror esse acto de re giao e caridad
BfnriH Kkj i>< iik ti de Lucio l.u
marhl
Frei Jerge de Sant'An-ia Locio, Thereza Ma-
ria Locio Lumaehi Cavalcante, Adolpho Carneiro
Cavalca.,te, Angela de Luna Freir e Alexandri-
ua da U>cna Bastos, irmo, filha, genro e pri-
mas, conviim arus prente e amigos para assis-
tirem as misis no da 11 do correte, s 7 horas
da manh.pe'o eterno repouso da Mara Egypciaca
de Lcio Lumaehi. no c.mvento de S. S. di Car-
ino, 1 anniversario de seu falleciraento, pelo que
fk'am eternamente gratos.

Antonio Joaquim Perelra d'Oll-
velra
D. Carlita Ameli i d'Alhuquerque Oliveira e
seus filhos, mandam resar uma missa por alma de
seu finado mari lo e pai, Antonio Joaquim Pereira
v. ira, lis 8 horas da manhi d) da 11 do cor-
, 1." anu i seu falleemento, na ma
triz da lia Vista e para aasistil a cnnv'da os
seus pa rentes e os amigos de seu fallecido marido
e pai, confessando se gr-1 s aos que se quizerem
associar a esse acto de caridade e religi.
Portuguez
Jos Jorg Lobo do Carvalho, plenamente.
Antonio Alves Cordeiro de Lima, idem.
JoSo de Aquino Ribeiro, idem.
Luiz Pessoa de Mello, idem.
Luiz Odilon de Oliveira, idem.
Ilenrique Ceear Lins do Albuquerque, simplesmente.
Thoroas Evaristo Pessoa de Mello, idem.
Jos Candido Lins de Barros, idem.
3 reprovados.
Franaz
uiz Joto da Silva, plenamente.
Jos Antonio Pinto, idem.
Jos Jorge Lobo de Carvalho, idem.
Jos Bonifacio Pessoa de Mello, idem.
Jo.lo Emiliano da Costa Albuquerque, idem.
Jos Candido Lins de Barros, idem,
Antonio Lucena da Motta Silveira, idem.
Joao de Aquino Ribeiro, idem.
Luiz Pessoa de Melle, idem.
Augusto Carlos Mayrinck Montciro do Andrade, simplesmente.
Jo&o Jos de Figueiredo, idem.
Manoel Correia Pessoa de Mello, idem.
Antonio Alves Cordeiro de Lima idem.
Manoel Hermenegildo Gonjalves da Silva, idem.
Thomaz Evaristo Pessoa de Mello, idem.
Manoel Peixoto de Alencar, idem. ?
Inglez
Francisco Gomes de Araujo Sobrinho, plenamente.
Antonio Alves de Araujo. idem.
Joo Emiliano da Costa Albuquerque, idem.
Manoel Barbosa do Freitas Cordeiro, idem.
Manoel Peixoto de Alencar, simplesmente.
Antonio Lucena da Motta Silvbira, idem.
Jos Agapito Maciel, idem.
Miguel Fernandes Pimenta, idem.
2 reprovados
Latim
Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque, siroplesmeate.
Manoel Correia Pessoa do Mello, plenamente.
Miguel Archanjo Fernandes Pimenta, idem.
1 reprova'to.
Arithmetica
Manoel Peixoto de Aleacar, simplesmente.
Albeito Furtado do Mendonca, idem.
Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque, plenamente.
Antonio Alves de Araujo, idem.
Manoel Barbosa Cordeiro, simplesmente.
Joaquim Hippolyto Fernandes Pimenta, idem.
Joto Alfredo de Oliveira, idem.
Jos Agapito Maciel, idem.
Geometra
Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque, simplesmente.
Alberto Furtado de Mendonja, idem.
Antonio Alves de Araujo, plenamente.
Janucio Salustiano da Nobrega, simplesmente.
Olympio Bonald da Cunha Pedrosa, idem.
Joo Alfredo de Oliveira, idem.
Algebra
Alberto Furtado de Mendonca, plenamente.
JoSo Alfredo de Oliveira, simplesmente.
Pedro Secundino de Souza Landim, idem.
Manoel Peixoto de Alencar, idem.
Geographia
Jo Antonio Piuto Jnior, plenamente.
Francisco Pinto de Abreu, plenamente.
Joaquim Hippolyto Fernandes Pimenta, idem.
Jos Agapito Maciel, simplesmente.
Jos Feliciano Saraiva de Mello, idem.
Jeronymo de Moraes Albuquerque Maranho, idem.
Manoel Barbosa Cordeiro, idem.
Joao Pinto de Abreu, idem.
Antonio Lucena da Motta Silveira, idem.
Olympio Bonald da C'unba Pedrosa; idem.
Antonio Alves de Araujo, idem.
Historia
Alipio Freir de Salles Pessoa, plenamente.
Antonio Alves de Araujo, idem.
Janucio Salu3tiano da Nobrega, idem.
Alberto Furtado de Mondonga, idem.
JoSo Alfredo de Oliveira, idem.
Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque, simplesmente,
1 reprovado.
Rhetorica
Antonio Alves de Araujo, plenamente.
Francisco Gomes de Araujo Sobrinho, idem.
Joo de Aquino Ribeiro, idem.
Joaquim Hippolyto Fernandes Pimenta, idem.
Pedro Secundino de Souza Londim, idem.
Francisco Pinto de Abreu, idem.
Miguel Archanjo Fernandes Pimenta, simplesmente.
Manoel Barbosa Cordeiro, idem.
Joao Piuto de Abreu, idem.
Mathias Pinto de Abreu, idcin.
Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque, idem.
Philosophia
Olympio Bonald da Cunha Pedrosa, simplesmente.
Pedro Secundino de Souza Landim, idem.
Francisjo Xavier Carueiro de Albuquerque, simplesmente.
Joaquim Hippolyto Fernandes Pimenta, plenamente.
Antonio Alves de Araujo, idem.
Janucio Salustiano da Nobrega, simplesmente.
Alberto Furtado de Mendona, idem.
JoSo Alfrodo de Oliveira, idem.
Thomaz Lins Caldas, pen?mente.
RESUMO
Plenamente .
Apprc vados.
7 reprovados.
Total
41
49
90
Eis o resultado obtido pelos alumnos as materias estuda-
das no Collegio.
Curso >riinario
Fizeram exames e foram approvados:
Luiz Be.ltrSo de Andradre Lima, com distinccSo.
JoSo BeltrSo de Andradre Lima, plenamente.
Arnobio de Albuquerque Silva, idem.
Abilio Pereira de Mendonca Furtado, idem.
Augusto Duarte Ribeiro, idem.
Gabriel Curcino Ferreira Lima, idem.

t


6


I
: i





Diario de PcrnambucoDomingo 10 de Janeiro de 1886
Aluga-se
o segundo andar e soto da casa roa do Amo-
riso n. 66, por proco commod >, perto da alfandega:
tratar na mesma.
Aluga-se
o rende e boa caa n. 159 4 ra Imperial, tendo
fr^Bte de azulejo, 1 porta o 2 j mellas, 2 salas,
tema a de frente ladrilfaada com fino mosaico,
toda estacada, gabinete aervindo de corredor, 4
quartos, cosinha fra, 2 quartos aleo, quintal to-
do murado, grande portao que deita para a linha
tarde, dias uteis.
Alug
ase
j. u.et*e do um sobrado urna e 'ahora honesta :
.viruarua larga do Rosario n. 42, terceiro
r.______________________________________________
Alnga-se
- andar do sobrado ra do Bruin n. 62;
' t na padaria. ________
Alnga-se barat
v andar A travessa do Caropello n. 1.
i csm da ra da Palma n. 11.
n'ja da ra do Calabojco n. 4.
i casa da ra do Lomas Valentina u. 7.
O." andar di travessa do Carme n. 10.
A casa da ra do S. Jos n. b2._
k casa do largo de S. Jos n. 71,
A casa da ra de Gervazio Pires n. 12.
A casa da ra da Ponto Velha n. 22
i casa da Baia Verde n. 1 B Capunga.
K tratar no Largo do Corpo Santo n. 13,1 an-
ta*.
TNICO
#
f2\
%
Aluga-se
n sitio i ra das Pern^mbucanas n. 62, tendo
una grande casa com muitas commodidades para
grande familia, a casa tem sota corrida e o sitio
arborisado ; as chaves na ra de Pedro Affonso
aumero 68.___________________________________
Bomcmprego de capital
Vesde-se o muit. bem afrrguezado hotel do
Soares, A raa de Hortaj n. 24 : a tratar no
mesmo.
P-enaragSo de Productos Vegetaes
~xhn?o"das caspas
e- outras Molestias Capillares.
JVIARTI NS&BASTOS
Pernnmbttco
4os4:000$000
16-Rua do Cabug-16
Acharase venda os venturosos bilhe
tes gar nudos da lotera n. 31a em beneficio
da matriz de Villa Bella quo se extrahir
na quarta feira 14 do correte.
Inte-ro 40000
Meio 2^000
Quarto 10000
PUCOS
Sendo quautidade superior
a 1 0:000
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0785
Joaquin Pires da S Uva
Piuho de Riga
Acaba de chegar pelo brigue Acacia um com-
pleto sorlim uto de pranches de varias dimen
cues, como tambem rahoas da mesma madeira, de
urna e urna e meia pol legada de grossura ; ven-
drm se per precos mdicos em casa de Matheus
Aiitin 4C, 4 ra do Commercio n. 18, ou no
caes do Apollo n. 51.
Os abaixo issiguados, tend :.i ptado regis-
trado a marea eduatrial como do desmha : cima
de cocformid:ide com s prescriptes das leis em
vigor, declaran) ao publico particuKrmente aos
seus nmeros js frejcwsee, qie d'ora em diante
todos os productos qtc chirem de sua boticu le-
vanto a dita marca como garanta de sua origem
e legitima puccdentia.
____________ It'Ujuny (1 Fierra.

Ra ;!o Imperador
Primciro andar
(.' iitina a executar os mais ditBceis
figuri:.ng rrcebides de L'ndres, Paris,
Lisbo c Rio do Janeiro.
: Prima em perfoicao de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
17i |CV\
Antonio Marques do Xasri-
mentfo
Candida Rabello da Silva Marques e atlas fi-
lhas agradecen) sinceramente a todos aquellos
que se dignaratn a>ompanbar os restos mortaes
de seu presado filho Ancnio Marques do Nasci-
mento c de novo os convidam, assim como as fa-
milias conhecidus, para assistirem as missas que
mandam rezar por sua alma, s 8 horas da ma-
nila do dia 12 do corrmte. stimo da de seu pas-
samento, na matriz da Boa Vista, pelo que desde
jase confepsam eternimont-' eratas.
Aula mixta particular
i.
ua da Matriz da Boa Viia n
l)iim'iro andar
Mara da Conceico de Drummond participa
aos pas de familia e correspondentes, que a sua
aula abrirse ha no da 11 do corrente mez.
Alm das altamas externas, admlttem-se pen-
sionista : quem desejar saber as necessarias con-
ditoes pone dirigir-se dita aula, que enttndcr-
te ha com a mesma.
Quanto as informar/oes, dirigirse ao conselhuro Pinto Jnior, Dr. Pe-
reira de Carmo e aos distlnctos prefessores da so-
cieuade Propagadora da Boa Vista
AttCHO
Domingo* doo Marllnat
Manoel da Cunha Braudo, sua mulher e lftov,
Manoel Jos Martins, sua mulher e filhos agra-
decem cordialmente todas as pessoas que se
digntram comp irecer e acompanhar ao cemiterio
publico ee rPsros mortaes de s^n presado sogro.
pai e evo, IVmiug s Jote Martins ; e ae novo
cenvidim os s us pirentes c atnigjs para o cari-
doso obsequio de afsi.-tinm as miajas que pelo
eterno repollan do uieoino, inundum resar na ua-
tiiz de Santo Antonio, s 7 1/2 horas da manha
de 12 do corrente, setmo dia de sen fa'lecimento,
e por este acto de cari iade te confesaam eterna-
mente agradecidos.
D. Mai ia do Konarlo '<>. iiui-
mnraeii Peixalo
Luiz Leopoldo dos Ouimaraes Peixoto, ana mu
Iher e filho.., Filomeno de 9 Guinaraes R*
D. Aunados GuimarJes Peixoto, D. Antonia l ei
xoto de Alauquerqu e sen? filboj, D. Candida
Peixpto de Albuquerquc e Ha filbo agrad^cem
cordialmentL' s p Moas qus se digoaram acom
panhar sua ultima morada os reatos mortaes de
sua semr.ie choiada irmZ canil la ta Maria
do Rosario >! s tialimirSes I' \ ,t-, e convidan)
novamente assictirem as missas que por sua
alma mandam celebrar (turra f-ira 13 do corren
te, s 8 horat da m&nli, ia arriz de San'o A i
tomo, stimo dia de beu fallccimento ; e por eS'
novo neto protestam eterno gr jgenheiro civil Antonio Vicente do Nasci-
mento Feitosa participa ao publico e cpecialinente
aos seus amigos, que tem o seu oscriptorio na ra
do Imperador n. 39, onde pode ser procurad > para
todos ts misteres de sua prfi:-io, encarregando-
;e alm disto da direeeSo e execurio de qualquer
trabalbo. qner nesta provincia quer fra d'ella.
CALLTS
O MELHOR E M AIS INFALLIVEL E X
TRACTOR DOS CALLOS E' A
Majnardina
porque os extrahe completamente,se m causar a
minina dor. '
E' fac de applicar, ao impede de se andar
ca'cado o tem o seu effeito comprovado por attes-
tadoi insuspeitos e em numerosas applicacocs que
nunca falharam. Nao coufundam, nem re en-
ganem com outro preparado. S verdadeiro o
qne se prepara e veide na Drogara e Imperial
Pharmacia Diniz.
DE DINIZ& LORENZO
d7--Praca do General Ozorio-57
Deposito em P'rnarabuco, pharmacia de
HerniPs de Souza Pereira & C,
Successnres
Roa o Mrquez de Olinfla i. 27
O abaixo assignado. Dr. ora medicina pela Fa
uldade do Rio de Janeiro, cav.ilheiro da ordem
de ( hristo por Portugal, medico adjunto do Hos-
pital da Veueravel Ordem Terceira do Carmo, da
cuixa de 1J. Pedro V, agraciado com a medalha
humanitaria por esta pa instituicSo, etc., etc.
Atiesta que o reni-dio denominado MAYNAR
DIA, preparado p-os Srs. Diniz & Lorenzo
na imperial drogari-i phannacia Diniz, infal-
vel para a (xtraceao d' callos. Outrosiui.
atiesto que tendo em p empr. gado, colbeu os rae-
Ihores resultados a ponto de ptdcr cale: ru bo-
tinas as mi.is justas.
O que atiesta d vrdade e jora iob a f de seu
grao
Rio, 10 da Dczembro de 1883.- Dr. Francisco-
de P-nht Coila Jhu.
\
l
IE LIZ
4:0IN)UO0
tiifoiil > Jos de ii 11 lio
Antonio Naaoal de Miranda l'mlio e seu* ir-
maos agradecom csrdialmente o t dos os amigos e
parentes qe se dignaram aeempanhar ao Cemi-
terio ob restos morlaca de seu prezado pai o de
novo es convidan) para assistircm as missas que
por sua alas* mandam rezar na matriz do Corpo
Santo, segunda f.ir 11 do andante, s 7 horas
da manhil, gi t:mo dia fo seo passamento, e desde
A se confessam eternamente gratis.
lili ...
Justino ila Sllia Itoavisia
A viuva, filhos, filhas e geiiio do finado ut-iin,
da Silva Boayista, convidam aos sena paro:.
amigos e d. falloeido, para assistirem ai missas
que mandam celebrar por seu eterno descanso, na
ordem terceira de S Francisco, pelas 8> hars do
dia 14 do corrente (quinfa-feira), trigsimo dia
do seu infausto passameuto, aa cidade do 1
pelo que se confessam gratos, e agradecen) do'
intimo d'alma todos que honrar este acto.
i:(Mtir$0<)
^ra^a da independen
cia ns. 37e 39
O abaixo "iideu entre os seut
t'lizes bilhetes garantidos da 30 lotera
i sorte Jo 2000 em 4 quartos n. 3717
!m de outras muitas de 320,160 e 80.
Convida os possuidares a virem recebe
mid descont 'fru n.
Acham se a \ i. la os. felices 'bilhetes
garantidos da 31, parte da lotera a beneficii
da matriz do Villa Bella, que se extrahir
lxrlia 1 1 do corrente.
Prep0
BUhtM inteiro 40000
Meio 20000
ftuart-j 10000
?.m poroo de 1OO0OOO par
cima
BHhete icteiro 30500
Meio 10750
Quarto 875
Autor.ic Augusto dnt Sant** Parto.
* mpoT*ixm m ** f.
Nova PERFUMARA Extra-fina
fc
?o
COPYiOf SIS BOJ apaoi
IIM.........CORYlOPSISdo JAPi^f pfl d*iRR0i... CORYLOPSISi* JAPl
mucTl.....m COBTLOPSIS doJlP bbiuotuu. m CORYLOPSIS do JIPO
MU4.T0DUIU a CORYLOPSIS o JAPAO | OLu........m CORYLOPSIS do JAP0
um.......ttCORYLOPMSMJAPiOiPOUM..... u CORYLOPSIS w JAPAO
ELIXIR &YNH*
Digestivos
TROUETTE-PERBET
% de SrAl'AlXA (Pftmm vegetal)
Stt fia mais poderosos digestivos enaltecido., at-.i BgOTrt, para coznvtn*-.- a 2
&PFECQQFSDO EST0HA60: W8TBITE5, RASTALOU;?.
OlRP^&S, VOtrfOS, pS0 NG ESTOMAGO, HA DI6S1b. ETC., 1S.
'i; venda as principis Phanuactas 4 Drogaras.
?ea :i rouo eti Ptnt :TROUSeTS-PSRRET, rai. ja.U-AitSeise, f0
Ds>e-a aiiSr Beu lo Ocvsr^a Vraars aofcre os Fratcoa pira callaras rlMttm'fraO' >
....!ar.s m Pernamhaco : FiAN" H. da BiVAftff.
ADMINISTRACAO :
PARIZ- %, Bonlevard Montmartra, PAAIZ
, PAETO.HAS DIGESTIVAS fabricadas em
Viohy coinosSa?s extrahidos l de gosto agraitavcl e a su ac-o i*eert an-
ira a A:ti e as Digestoes difllcett.
| SlEt K VKtiT PR BftNHOS. Um rolo para un. Kuiho. para as pessoas que nao podem Ir a Vlchy.
Para tvttur a imitacCes exigir em todos o* producto m
MARCA I>J1. COMP r>E VICHV
m Producios (ira i'ho- ci ,-i.., Ji> p..:.T,MrsDT c I.ABIM& I, ra < umcw; V
fa ILZEP A KOtCHLtN, 30. tu. '' n>Mm.P im^KMmmmammmmmwmammmKmmmmmmtm^mr
Gotta, Rheumatismo, Dores
SoLugo do Doutor Clin
Laureado da Facilidad da Medicina de Paris. Premio Uontyon.
A Verdadeira Solucao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Affeccoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
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1U3 Umi etplicafio detalhada acompanha cada frasco-
Exigir a Verdadeira Solucao de CLIN & Cie, de PARS, que se encontra em
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Snban.-iad.!;.NHCiePEP.'CNA Y
| preparado por Seirena dt Fao', ua. T
[ meoicimento que muto con'nbue fra (aci- *
. ufaras fuicfa* o estomago, e regalaras a
digtM-iO, udic.* D eii; -t .'sv< rcer < natrusoa 4
f8 dOJ.'BttJ.
Sinnmero o expePwiu fe'<'. peas
^raajs efamedoa tn -dicos it Pariii e -utror
%&ies demcnslran' a efflravadoVMBC
DE PEPTONA OEPRESJTS; n^ im-
pccst'jilHiade em qne estar-a* de 'prodtuir
tocun aa sua carta;, lim,taico-ic a pro-
aenlar ajiii acorta diriyia o Sor Defrosr.e
pr iu RonlratiTo, lujo u'ttat i a tima -,
be"s coiieciso pelo mundo medical.
Dia o i ZSiei ao Sur Oe ;sae:
tfcnlis, a '> le Un fo da 1382. J
t ldBttt o fosto de lhe Kauitetar a sa-
'isrtfo que tire com u* r>iptona, p^oe
!: m resultada) ai> com ella s'caneef moa
t os grarej e Semore quando tiTe de t:i um arte-'
rc.fo canaad, doento ou com \ lis iiget-',
tCes a saa prepam.'a. all vio o
ilje>:ia. -qoIiiorajii<*-lhe as funcc6s Jigejti-
vaa. Muitas K"lb.re? idtaa. tvuti
vnlci t menino raciaticos de."*m a
'nvi* e i\ da Peptona. Por ia. i^a*
! considera y omniend!-o. os roeuadoeagta n' n apande A
? pumer.) de ea&t;- ,
T.:.'oprat!;ilocoBTmedico|ncodu-
ralis os annoa de 1831 j 1860, (rodo em
ctifi aec^sidade de dtasrir os alimento*,
Lr.mediatamente ouno.-nidoa era menoa isa-
penosa de qne boje; entio / constitiicoea
em mus vigorosas, daBgaineas,en*-gicaa
i* detada d'nm robosto isoetrtti. faor rida*
ttr nma friada akundancii inccee (ao-
frico* ~tc ovocava a p romp tranafokins-
l aos ii:f.ento saais refractarios.
S Hcjo, porm. \iqn* os estomagodeeili-
t So earecem de en'-gia, 4 contrariaste
Urp.- mis de todae ar aabstancin ;)
cilitam a digestio, como, "ior an>a\i, de
na Pacre::na.
f Opreceiiode hrgietie caris importo ate,
lorro t desprexai'e este : Gcstwrl
mu,lo vara rearar rtuWt. E orto o se.
greca da aande, e durinte m'iit temjy os
rnf.'v entt'd^s tivsrara ei'r asnmrno |i;r
'principa, orjecto; alm d'iss. t -n-nha si -
to*.cao de medico naRepakliceo de Benefi-
cencia desta cidsde, em oue os tscrcrulotoe
e r*mniutto* .i>nndam .'ora de sieditii me
psrmiuM fsur muitsj felires pplKa(.i
de aeus excel'^tes productos.
EXPOSiqSO DE PARS 1878
rom dr coxcurao
Cura
de
pelo P do
IDr Clry
**de-ze em todas as PJiamuaas-,
l-OKA DK CU^CKIIO
ASMA
LINIMENTO GNEAU
Vara o Cavalic
SPPPESSaO
y do F03G
e aa
QTJELA
do PELLO.
I.^Kc&
DB i."re.
SBSTITi.
o FOGb

!e1ss is ton
, A.--UCA0ES
A curo, f.ix-se com a mee em S minuto*,
ehi dor c sem cortar, ne.i raspar o pello.
Pharm GNEAU, S75. Hua St-Honor.PARIS |
K KM TODAS S P'.ARMICIAt
P
H V P O P i
1 O 5
t

'".
\
O .> >:.n.i ..UU, r.iiioi' . mt lodc Rirtlvn de* Hs'uopcos-i
j.bitop no Iraiamento na Nica |.ti!raonf.-,
.tem a konra ;ie p?rtieipar aos seus c lieos!
[incdtcor, qie os ui len H:'p-phs;:uito8
InumtlMstatKi e rtcn.rl'.a' '>'o~ |>or elle*
ns ;ni> 'repa: o 8r. "wann, nhar*f
imaceuviwi. 1.'. ra C^eiighone, Pas...
i Oh XAropea do Hypi>ptaouphitoa o'i
'Soda, t.'al e Ferr vcudum-ac em (rasraal
i/ lqi:xdraios U*A i e TionM io E' Chnrc)lli?
"efe "iro, cea a.*i">i.t!>(ra so envoltoTioeJ
JtW tira d* papel ene .rnailo >ce cobre a r^!ha. *
i Uadn ^a3c:. vordwiei-i uva aiem u -sto a!
(csaro* do fabricada Vha -ina-ia Swp.ii/

i
cidade E'y^vetto cmliar evn Fecoithecel-eT
e nic i'.eitir m imitares. .^Tiginio qu< J
eeia -,-vitdairaV.NUO lErMMK -
Actia-se o deposito de to vaKtw medi-
cemento na Pharreacias e Orogariu j'eaaa
OOOOOOOOlOrOOOOOOOO
A Vnioaa Ir jPGEIS DEPURATIVAS IODURADAS do Dr GIBERT
(*;inmirn nHhor < o mus .Mrudavtl. ariir n >rai^i.. i
Ihnr
u< loJos o 'opuriltV'S
CUHPRB DESCO
[rcni" pin ^Xarope.
et Bout'ny e o sello, m
S affid*TeI, artiro r- -ronomlco
'NPTAR n JOMTRAFACCOE3 o exigir
m t NA EXPOSICAO UNIVERSAL DE 187
VINHO de CATILLON
de QLTCERINA e QUINA
0 ma polproio tnico rpconstituifiU! p-oscriptu
m DOteuoiileDoresd'estomago. I.angor, Anemia
Diabetis, Consumpcflo, Febres,
Convalesoenpa, Rezultactos dos partos, ct.-.
0 mesmo linho com fe ro. VINHO FERRUGINOSO DE
CATILLON regenerador por eicellenca do sangue jwbre
e desorado. Esto rinho fai I d.-rar o ferro por todos
os estoiuago e nao occuinDa priso de rentre.
W"J. i, '" Salnt-Viimnt-dt.Piul. -Fin Ptrntmducot
rrCat.daSUvaC\eiiMpriaa|* Ph^ixiaoa-
i pe AYER
JONTRA SEZOES
(AYER'S ACl CTSC) -
CUBA MNM1CITE E COM CtUtn
Febres Intemii lenle
pomillmlcsc Biliosas;
I. Malcilas.os Caiafrios.
c ;odas as
olesllas Paludosas.
Piifit fib D. JCAYra.OA.L~rt IAii't
!>2

CHAPEL8IA CT0RA-:
^X5
^ 36-PRA5A DA INDEPENDENCIA40

Z*j
Este ben conheeido ettabelecimento, recebo mensalmente
das principacs moHistas de Paris e Londres, um grande e variadis-
simo sortimento destes artigos, aosim eonr -Jas principacs fabricas
de Hamburgo, um eoropleto c variadi i sortimento de chapeos
de pello, do lebre, ia e castor para ho e menina : assim como
encirrega se tnmbem '!e qualquer trao lh coneernente a chape-
laria
Jiimii da Sfln Garrare k C.
5
^2
C05
CD
o
BAMOSDEMAR
| Superiores eostiimes de cxcellente fa-
zenda e milito bem preparados para banhosde
mar.
Para senhoras. 10^000
Para Siomens. 8^000
Para crianzas. 5$000
Recebemos ltimamente mu grande sor-
timento de diversos tecidos novos para vesti-
dos e integramente apropiados para a pre-
sente estarn.
LO
FRANCISCO GURGEL DO AiARAL & C
fita Priieiro i\ Margo 120
ESQUINA DA RA DUQUE DE CAXIAS
Y lelephonico 158
T\mi HARA
fiTCTil FWTI^TTirmilTI
SCCESSOR
Ra Malinas de Albuquerque 11. ',\
(mu IIU DAS FLORES)
Tinge e liropa' cora a .-Daior perfeicSo toda a qualidade de estofo, e fazendaa
I ero pocas ou eai obras, cbapos de feltro ou de pIha, tira o mofo das fazendas; todo o
trabalho leito por meio de machinisrao aperfei^oado, at hnje conheeido.
Tintura preta as tercas e sextas-feiras.
Tinta do cores e Iavagem todos os dias.
Vs machinas de costura
Bomestic
Sfio reconhecdas ser as mais ele-
Igantes, as mais duraveis, e em todes
os sentidos
As melhores
Para precos, e circulares com illus-
tracoes de todos os estylos, dirijam*

se a
DOMESTIU SEWDG MA
CHINE & C.
WEW-KORY U. 8. A.
XAROPEdeDUSART

De Iactophosphato de Cal
Admlitido a* bov* pharwar.opa efflcial de Frangs. Approvado pela Junta central de Hygiene do Brasil
As experiencias dos mdicos mais celebres do mundo tm provado qy> o lactophosphatd) de cal
r* estido soluvel, como se acha no Vinbo e no Xarope d Ousart, em todos os periodos da vida
o fconstituinte por excellencia do corpo humano
as muiheres. grvidas, facilita o desenvolvimento do feto e basta muitas vezes para evitar os vmitos e
ostros accidentes da gravidez. Administrado s amas de leite enrique-se-lhes o leite, preservando as creangas
s plicas e diarrJteas; a dentifao faz-se fcilmente, sem^r e sem convulsoes. M.jS tarde quando a creanna
e-st.paliida, lympjiatica, com as carnes tlaccidas, que apparecem glndulas no pescoco,a cha-se no lacto-
phosphaiotdecal um remedio sempre efficaz,
Sua aeco reparadora e reconstituinte nao menos segura para os adultos angmicos, que snffrg-n de m \
digetio e para os que se acham enfraquecidos pela edade ou pelos excessos. Seu uso 4 precioso para os
tsicos,porque trtz a cicatriseco dos tubrculos do pulmo e sustenta as forcas do doente, favor^cendo sua
amenfo. Em resumo o Xarope e o Vinho de Dusart estimulam oappetite, estabeecem a
nutrifdo de urna maneira completa e asseguram a formafo regular dos ossos, dos msculos e do sangue. i
DUSart, Pharmaceutlco, 8, ma Violenne, PARS tm principies mmm i snoariii

\lloncao
O abaixo assignado, com pratica de mais de 15
nnno8 na arte d correeiro e sirgueiro.offerece seus
urestimos aos senhores de eDgenho da comarca da
Escuda, tanto em obra como em coneprtoa, pecas
de arri-io, forro, etc., etc. Tambem forra qual-
quer sala on gabinete com esteira ou tapate com
asseio e promptidao, e precos cemmodos ; a tratar
no engenbo Frecheiras, reaidencia do mesmo.
Francisco dos Santos Coelho.
Muga-se
por 184000 a casa terrea n. 41 ra 24 de Maio,
freguezia de S. Jote ; a tratar com 8 Pinhetro, 4
ra Daqoe de Caxias n. tG, leja de roiudezas.
Precisa-s do nn a m i qoa saja boa cosinbeira,
paga-se bom ; na ra do BarSo da Victoria nu-
mrro 35.
Precisa-se

. de um meotuo-para recados e eopeiro em casa de
L^otica familia : tratar na ra Duque de Caxias
j.n. 59, lojs.
X
IIEEVEI
sasfsi
a*M


Diario de Periiumbuco---Domingo 10 de Janeiro de 1886



/
tfci
Morada campestre
Aluga-se a casa ra de Heorique Dias (Es-
tancia) n. 1, tem portao ao lado e aro pequeo
sitio : a tratar cotn Cu.-todio Antones GuimarSe,
ra do Mr roca de Olinda n. 40, armaren!
Contina a leceionar, D Francisca de Alt-u
querque Silva Costa, por co iegioa e easas de fa-
milia e em sua residencia, ra da Detenco n.
19 ; a tratar na mesraa.__________________
Kalendarios
na
Arrancar folhas
Para o anno de 1880
Muito lindos e baratos ; j se acham venda
na Livraria Parisiense n. 7-A, ra Priineiro da
Marco.______________________________
""Collegio 6 de Abril
Mara Capitolina Martins Ribeiro communica
ao publico em geral e em particular aos senhores
Sais de familia, tutores o correspondentes, que no
ia 7 de Janeiro vindouto abre o seu collegio,
ra do Viscoude du Albuqu rque, sobrado n. 26,
para a educaco e iastrucco de meninas,mediante
as condicoi geralmente establecidas es tedos
os estabeleeimentos dessa uatureza. Alentada
pela idea de que saber corresponder expecta-
tiva dos que lbe confiareis a educaco de suas f-
lbas, esperando que nao Ihc faltarlo com o seu
benvolo acolhimi*nto.
Caixeiro
Precisa-se de um menino que t nha pratiea de
molbados : no becco do PocinQo n. 7.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira ; a tratar na tra-
vessa de Fernandes Vieira (oeco do Padre Inglez)
numero 8.
Apolices provineiaesde
5 0[0
Cnmpra-se com oequeno descont ; na ra do
Barao da Victoria n. 11, loja de liento Machado
& Compan ia.
Nazareli
O Sr. Joo Cavakantu Mauricio Wanderlcy.
filho do Exm. Sr. Bario de Trarunn" vir ou mandar ra Duque de Caxias i. IA, con-
fluir o negocio que nao ignora.
Luvas de pelica
A fabrica de luvas de pelica de todas hs cores
na ra do Cabuj n. 7, 1- andar.
ua
Precisa-te de urna ama Dar comprar, cosinhar
e fazer o servico de urna casa de familia ; a tra-
tar ua ra da Unio n. 47.
Mobilia
Vende-se urna mobilia de Jacaranda, macica,
nova, do ultimo gosto a tratar na ra do Aroo-
rim d. 66.
Casa para morada
(Precia*-se singar umi casa que tenha bons
com'rodos, agua e gaz, o que tenba quintal ; lici-
ta typor,mpliia se dir -juera queira
Msicas novas para
piano
Apulrlio te Caotro, dobrado ejecu-
tado pela banda do segundo batalb)
(2 ediclo) 1/000
Amor e Syntpalbla, di.bra o ejecu-
tado pela banda do 2- batalhio 1*000
ttuiaie dina de tiuxem, dobrado
executado pela banda do 14' batalho 1*000
Vendem se na loja de msicas do Azevedo
Ra Nova n. 13
Em ** de Janeiro de iss<;
Pela secretaria do Gyinuasio Pernambucsno e
de ordein do Ilcvdrn. Dr. regodor, se declara aos
pais de tam lia c a quem uteressar posss, que es-
t aberto o anno lectivo para os alumnos d'aula
primaria, nos termos de art. 185 do regiment in -
.erno de 19 de Abril de 1876, approvado pela lei
provincial n. 1,497 de il) de Junho do anno de
1880.
O instituto i o ce be alumnos em tres cathegorias,
conforme se acham divididos pelo eit-ido regimen-
t: pensionistas ou internos, in io pensionistas e
externos.
Os pensionistas residiro no instituto, tendo di
reitj de estudar as materias precripUs no pro-
gramo a estabelecido, a ser alimentados sadia e
abundantemente, tratad s em suas enfermedades
pelo medico da casa, lar ronpa lavada e engom-
mada regularmente duus vezes por semana, cabcl-
leireiro sempre qoc tur necessario e bauho duus
vezes par semana.
s meio pensionistas se aprrsentaro no cstabe-
lecimento nos das lectivo?, .is horas em que a au-
la se abrir, e d> sdc rnto al ser encerrada tar-
de, serio equiparados aos internos, quanto aos es-
'udos, alimentar I > recreio.
Os externos e tem direito s lic^-cs e cxplica-
coes do respectivo profesor.
A pensao des internos de 400 c a dos mcio
pensionistas de 240, paga por trimestres adan-
tados na secretaria do inesin-i instituto.
Os externos, porm, nada pagaro.
O tecretario.
Ce/*o T Feritandes Qitinlelfa
Nao podo vender
Previne-se a quem intereesar, qu o estabelc-
cimento de molbados, ra da Penha n. 2, que
est annunciado para ser vendido, pertoncente
Joaqoim Antonio & C, est penhorado e nao pode
ser vendido, sob pena de nullldade, cuja eieouco
corre pelo cirtorio do escrivo Cunha, em grao de
appellaco. 21 de dezembro de 1885.
Pinheiro & C.
Asylo de lendicidade
A aula de instrueco primaria n'este estele-
cimento comeca a funecionar no dia 7 do oorren-
tc, daa 8 horas da manha s 2 da tarde.
Igualmente funecionar do dia 15 em diante a
aula dos cgos das 3 s 5 horas da tarde, lecio-
nando-se primeiras lettrai, francez e msica.
Em ambas essas aulas sao admitt dos alumnos
externos, dando-sc-lhcs gratuitamente nao s<5 o
ensino como tambera todos os objectos neeessarios
(papel, peona, unta, livros de leitura, etc. etc.)
Para a matricula e informnedes polero dirigir-
se diari amento ao indicado estabelecinento em
Santo Amaro.
Asylo de Mendicidade em Pernambnco, 2 de
Janeiro de 1886.
O director,
Justillo Jos de Souza Campos-
Compra -se e paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte, bem
como
MOEDAS
de qualquer qualidade.
Na ra do Impera-
dor n. 32, loja de joias
Julio Fuersteoberg
Atten^o
Faco ver aos senhores e senhoras de engenho
me precisaren! de um admi istrador hbil para
odj o servico de agricultura, que faz todo e qual-
ut neg co, nao por ajuste physico, mas sim
x>r porcectagem dos rendi meatos das safras, se-
rondo a proporco do engenho, ou por tercor.
luartos, quintos, oitavos e decimos, segundo a
woporco do mesmo engenho. Se o engenho for
abriendo por escravos tambem faz o negocio por
ervico dos escravos, um dia por semana, de 15
im 15 dias ou mensalmente, conforme a escrava-
nra do engenho : quem quizer annuncie por este
Diario, declarando o nome do engenbo ou lugar
te o engenho movido a agua, a vapor ou ani-
llis, tudo deve declarar, advertindo que faz este
legocio por tempo nunca meno de tres nnnos.
Antonio Bezi-rra P.ssoa e Albuquerque.
Mudanza de escriplorio EnSIBO particular
Ernesto S Leopoldo transferiram sen escripto
rio para a ra larga do Rosario (antiga dos Quar
teis) n. 22, 1* andar.
Tintura Ii
PARA TINGIBA
Barba eos Cabellos
Ama
Precisa-se de urna una para tedos os servicos
de doas peesoas ; na ra Imperial n. 200-C.
Ama
Precisa se de urna ama para cosinhar c lavar,
pata casi de pequea familia : na ra de Fai-
nandes Vieira n. 24, taverna.
Ama
Precisa-se de urna ama para engommar
Capunga (antigimada Ventura; n. 3.
na
Ama o osera va
Precisa-se de urna para cozinhar e engommar
para casa de pouca familia : na ra do Barao da
Victoria n. 15._________________________________
Amas
T Precisa-se de duas amas para cozinhar e en-
gommar em casa de familia : ne eseriptorio deste
Diario se indicar quem precia.
Ata
J"3Preci-se de urna ama para casa de pouea fa-
milia, dando fiador de sua conducta ; a tratar na
ra do* Martyrios n. 156.
|~ Ama deleite
Precia***-emi i--.de leite par* aumen-
tar urna crianca ; trata-.e na ra do Mrquez do
Herval, casa n. 192.
Precisa re de urna ana que engomme com per-
feico, para caaa de familia i a tratar na ra do
Barae da Victoria n. 7, 2- andar.
Ama
Precisa-se de una ama que cosinbe, engomn e
e faca Udo o servico de urna asa de familia de
tres peesoas, nos arrabaldes da cidade ; trata-se
na ra do Vigario n. f, das 9 s 3 horas da tarde.
Atleneo
Precisa-se alugar urna escrava de boa condue-
la, que saiba cosinhar e comprar ; a tratar na
ra Pnmeiro de Marco n. 25.
ProlVssora
Oferece-ee urna pr .(essora para leceionar em
alguns collegios e rasas particulares as se^uintas
materias : portuguez, francs, msica e piano ; a
tratar na ra do Mrquez do Herval n. 20.
Aviso
O abaixo aasignado, no empenho de bem liqui-
dar todos os seus delitos, segu para o interior
da provincia em cosranca de algumas contal, e
desde j convida a todos os seus credores que
tiverem ttulos vencidos para que os aprsenle ao
seu procurador e advogado o major Ignacio Leo
poldo de A. Maranho, morador nesta cidade, por
quem serio satiifeitos. Pao d'Albo, 4 de jaueiro
de 1886.
Juvino Carlos de Souza.
Colegio Ammcatto
43 Rii;i As aulas deste antigo e conceituado instituto
para educaco de meninas abrem se segunda feira
11 do correte.
Recebo pensionistas, mei -pensionistas e e.tter
as.________________________________________
Collegio Amor Dirijo
a da ImperaAris n. 39.
Este estabelecimento de educaco abre as au-
las no dia 11 do corrente.
Previne-se aos pais de familia que tem se urna
peaaoa de inteira confianza, encarregaJa de ir
bmoar e lavar a? creanca que seus pais quize-
rem.
A directora,
Olympia Afra de Mendonca.
tintura tinge a barba o os cabellos instan-
tneamente, dando Ibes urna bonita cor preta e
natural, inofensiva o seu uso c simples e muito
rpido; v.nde se na BOT CA FRANCEZA e
DROGARA de Rouquayrol Freres, succepsorcj
de A CAORS, ra do Bom Jess, antiga da Cruz,
numero 22.
Fabrica globo
9 Ra larga do Rosarlo 2 8
Manipulacao especial com fumes escolbidos dos
bons cigarros, exploradores, navegantes e fede-
raes. Precos razoaveis e bons ricscoutos para o
commcrcio de retalho.
Moendas
Com multo pouco uso e em perfeito estado, se
/ende moendas com a panadura de 2 at 4 palmos
jela quarUpaxte do valor, e ontras ferragens
3roprias pira engenho ; ajratar na ra I arga do
Rosario n. 11.
COLLEGK)
n >
S.S. Corado de Jess
D. Vioeutina Cesara de Mello, directora desse
internato, avisa pelo presente, que no dia 1 i do
corrente comecarao os trabalhos do mesmo nter-
nato, sito ra Princeza leabel n. 4. O rgimen
h o ci rpo doeeute do es:abelecimento contina a
ser o mesmo.
Formicida Capanems.
Oleo de mocot.
Azeite de peixe.
As cozinheiras
Leques nacionaes (abanos) para cozinba a *i e
milheiro.
todos os gneros concernentes a este ramo de
negocio.
Encontram-se no armazem de molbados de
Martin* Capltfio & C.
1 RIM ESTBEITA DO KOSARIO 1
< iirso de Instruccc primarla
para meninas e meninos
SOB A OIBECCO na
Odoiica Argentina dos Santos
Praca do Conde d'Eu, entrada pela ra do Hos-
picio n. 2 segundo andar.
A'ein do ensino s alumnas externas, admittem
se algumis pensionistas.
As materias Ieccionadas sao as que em geral se
professam em instituieocs desta natureza. Havcrd
urna seccac de instrueco secundaria logo que
haja alumnos em numero safficiente para issu.
S sero ndraittidos meninos at a idade de 10 I
annos,
As condicoes sao as seguintes :
Inenas p ir trimestre 13O0'OO
Meio pensionistas 7l'000
Externas 15000
Enxcval, roupa lavada e engonrmada, segunde
as endicoce que forem ajustadas com a directora.
Pagamento por trimestre adiantado
Para informaees, oj interessados podem diri- ;
gir se aos Drs. JoaoBarbalho, Pinto Jnior, Pe-
reira do Carmo e aos Srs. professores da Escola
: Normal, da soeiidde Propagadora da Ii.struccao
i Publica da Boa Vi-t i
-------------------------------------------.
;
O ES 3 B
VENDAS
Vende se urna excellente armacao, nova, de
gosto moderco, forrada e envidracada, propria
para qualquer negocio ; a tratar na praca da In
dependencia ns. 24 e 26.
Vende-ie o cstabelecimento d ferragens
ra Duque de Casias n..lll, tamben se vende a
armacas separada ; tratar no mesmo.
Vcnde-se a feliz e muito bem situada tavsr-
na em um dos mclhores pontos de retalho de Fra
de Port s, ra do Occidente n. 2, d epte para
duas ras, Occidente e Guarar. pos, e o motivu da
venda o dono estar prestes a embarcar ; a tra-
tar n t mi'sma.
Engenho
r
4-.aaliauii<-<> .na ra larga do
Rosario, n. 3 o
Damiao Lima A C, nao p deudo acabar o sen
grande sortimento de miudezas, em eon&e lueoia
da cryse perqu passamos, continam por aaaia al-
guns tem-o a liquidar suas mercaduras, pelo que
de novo convidan) ao publico e especialmente s
Exmas. familias, a quem pedem toda proteceo.
Admirem !
Pnaos e colarinhos bordado! para se-
nhoras 2 200
Ditos lisos 1*800
Ditos de cares 1J500
Luvas de seda de cores 2J500
Agua florida, 700 rr. e 1*000
Bordados -ie 300 rs. i 2*000
Bonito* tacos a 2*00
Leques de 400 rs., 6C0 e 1*0(0
Mcas para homem :;tX)
Ditas idem 3*000
Ditas de cores 4*000
Um par de froohas de labyrintho 1 *5' 0
Urna toalha de labyrintho 25g e 30*000
Envesiveis, rs. 320
Fitas, bieoa. lenco*, grr.vatas e outros muitos
artigos que estilo exposicao.
Rita larga do Rosarlo n. 3H
Damiao Lima & C.
r. m iwttsiw k c.
Sia le Bn-Jimi l 18
(ANTIGA DA CRUZ)
asa de eommissocs
(irande e variado sortimento de amos-
ras e catlogos de produccSes da Alloma-
dla, Franca, Inglatera, Austria, Hespanba,
talia e Estado-Unidos.
N. B.InformacSes sobre macbinismos
rricolas, ditas para engenhos centraes-
Kimbas, etc. para incendios a outrai m,
ninas e utensilios
Ufane. Niquelina
tlGUEL. WLFF & G.
Participan) ao res-
>eitavel publico, que
continuam Uar um sor-
timento de joias das
oais modernas e dos
mais apurados g-ostos.
Compromettem-se
a vender mais barato
do que em outra qual-
quer parte.
Una ile Cate i k
Por 501000
Aluga-se a casa n. 41 da ra Vnte e quatro
de Maio, com muitos commodos para grande fa-
milia, com agria, e est limpa ; trata-se na ra
Duque de Casias n. 85.
0 MSE OE JOIAS
SlGUEL WLFF & G.
ORereeem ao respei-
tavel publico um gran-
de e variado sortimen-
to de relo^iosdos mais
acreditados fabrican-
tes, e se acham habili-
tados a vender mais
barato do que ontro
qualquer, visto rece-
berm directamente.
Todos os relogios
vendidos nesta casa
*o garantidos.
Haa ia Catig i 4____.
Por 35$000
Aluga-se o primeiro andar do predio n. 45 da
ra Estrella do Rosario, cora muitos commodos e
muito fresco : a tratar na ra Duque de Canias
n. 85. I
Vndese por 20:000* a quinta parte que s
possue nos engenhos Amara^i d'Agua, Santa Lu-
zia e S. Vicente, distante meia legoa das cstacoes
deGamelleira e Bibcirao, um entes e correntes. O
engonho Auiaragi d'A>ua tem muito boas trras,
mitas, iiiinto boa erre-id: muito boas obras, e
uiV com agua ; os outros dous tem muito boss
tenas, tratas e moiin a vap.ir : a tratar na ra do
Imperadur n. iA), 3a andar.
Cabriolel e victoria
Vende-se um cahriolct e urna victoria alo
feito estado : a tratar na rua Duque de Ciau
numero 47.
Em vista dos grand s progressos da IDEIA de
que se gloriam as uhcocs civilisadas, o commercio
deve acompimliar etbe rogresso, visto que 6 elle
o mais porltriiso elemento do engrandecimentj das
nacocs ; em vista do que annucam
MARTINS CAPITO & C.
1 Rua Eetreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, a
escolba dos quaes, os annunciantes tm sempre o
maior cuidado, para bem servir os seus numero
sos freguezea. Limbramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe
Venham ver pois :
Queijos, flamengo, suisso, etc.
Dito do serian.
Fiambres ingltzes.
Chocolate francez Meuier.
Dito do Maranho.
Fructos seceos, como :
Pasoas, amendtas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qoalidades.
Bolachinha ingleza.
Semf ntes novas de hortalicas
Especialidades em :
Vinhos finos do Porto.
Ditos da Figueira.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos como:
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola. t
Especialissimj mate do Paran, edi.p.
Ainda mais :
Ao 32
Nova loja de fazeodas
N. 32- Raa fla Imperatriz- N. 32
^- DE
Pereira da Silva
Neste novo estabeleeimento encontrar o res-
peitavel publico, nm variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades que se vendem por pro-
cos baratissimos, assim como um bom sortimento
de roupas para homens e tambem se mandam fa-
zer por encommendas por ter um bom mestre al-
fa ate e completo scrtimento de pannos finos, ca-
semiras e brins ele.
Ficlius
4 IhOO. 2 c t500
Na nova I ja rua da Imperatriz n. 32, vende-
se bonitos fiebus de todns as cores, sndodoi
mais modernos que tem vindo; isto na loja do Pe-
reira da Silva.
FusWes e setinetas a 300 res
covado
Na nova loja rua ds Imperatriz n. 32, vende-'
se um elegante sortimento de setinetas de todas
as cores, tendo largura de chita franceza, assim
como fustoes brancos muito encorpados para ves-
tidos e roupas de criancas a 500 ris o covado, e
pecincha, na loja do Pereira da Silva.
Lzinias lavradas a 500 ris o
covado
Na nova loja do Pereira da Silva rua da Im-
peratriz n. 32, vende se um bonito sortimento das
mais lindas Mzinh.-.s lavradas que tem vindo para
vest'dos, send com lnvores miudinhas e em forta
cores, pelo baratissnno preco de 500 ris o co-
vado.
Palilols de caseiuira a 10.000 e
12000
Na loja u. 32 da rua da Imperatriz, vendem-sc
j palitots de casemira preta de cerdio sendo forra-
dos e muito bem feitos pelo barato preco de 10J e
12j, assim como calcas de casemiras muito bem
feitas a tS e 7f e ceroulas de bramante a 14200
a 1^600, e colctinhos para dentro a 800 ris cada
um pichincha, na lija do Pereira da Silva.
Merinos prelos a 1.200 e 1.600 rs.
Vende-se merinos pretos para vestidos e roupas
de menino a 1/200 e 1/600 o covado e superior
setim preto para enfeites a 1/500 assim como chi-
tas pretas, tanto lisas como com lavores brancos
de 240 at 320 ris o covado na nova loja de De-
reira da Silva rua da Imperatriz n. 32.
Aigodosiubo francez para len
(ees a 1.066,1,100 e 1.200
Na loja da rua da Imperatriz n. 32 vende-se su-
periores algodaosinhos francezes com 8, 9 e 10
palmos de lurgura, para lences de um s panno
pelo barato p eco d 1/ e 1/100 o metro e dito
entrancado para toalhas com 8 palmos de largara
a 1/200, assim como bramante de quatro larguras
a 1/250 isto na loja do Pereira da Silva.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escossez preferivel
ao cognac ou agurdente de canna, para fortificar
o corpo.
Vende-sc a retalho nos melbores rmaseos d
molhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO enjo no-
me e emblema sao registrados para todo o Brasil.
BBOWN8 & C. agentes
Vende-se
o sobrado da rua da Imperatriz n. 20, tendo ".res
andares e em bo.n estado de conservacao, e a casa
terrea da rua da Unio n. 34 ; a tratar com Ca-
pitalino de Gusmo, rua do Bjia Jess n. 11
pri eiro andar.
A
DAS
GOBBE NO DIA 12 DE JANEIRO
im yariaflo sortimento de cape 1-
Attcii(o
Um moco que d fianca de sua conducta e (m
habilitacea offerece so para leceionar era algum
engenho prximo ou distante desta capital, as se-
guintes materias : arithmetica, fr. ncez e portu-
guez, quem precisar pJe deizar nesta trpogra-
phia carta com as iniciaes D. S. B. para ser pro-
curado.
is coicertalos, pela nltlma moda,
f!
Rua Prloaelr* de Mareo n. it
lunlo Botina .llaravfIhofia
Rap Paulo Cordeiro
Novo remecedor, sem competencia em preco,
vende-se raa do Marques de Olinda n. 50, roer
cearia dos Srs, Braga Gomes 4 C, e a 1/500a
libra.

O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 12 de Janeiro de 1886, sem alta.



8
Diario de Pernambucu-Domingo 10 de Janeiro de 1^86

.

UTTERATl

OS FILHOS
DO
DB^axroxraa
roit
s. ciPsuan
Si.*
Os segredos de Eudes
nos nilo via-
nasciraento
C Continuando do n. 6 )
CAPITULO XII
O ONE II ENRIQUE
I
O conde recebau-ma com as mais vi-
vas demonstragoes de ternura. Estiniava o!
sinceramente, e a nossa reumao causou-me
grande prazer.
o Havia dous anno3 que
mos.
O conde pariceipoume o
de sen filbo o oprescntou-rae a sua esposa.
i Foientao que recoaheci, r.a mulher
que desposara ounu amigo, aquella cuja
lembranga nao me deixara um so instante,
que amara e ainda amava.
Branca, que s me vira urna tarde e
durante alguraas horas, nilo so lembrou do
cavalleiro que a escoltara desde Amiens
at sua morada, pois ao verme nilo roa-
nifestou nenhuma lembranca e resebeu-me
com as encantadoras manciras que me se-
duziram dous annos antes.
Estupefacto, trema en frente da jo
ven condessa que me 5 lhava com espanto
mal dissimulado.
O conde surprehendido do estado om
que me aohava sbitamente, apressou se
era perguntar-me a causa d'isso, julgando
ser um indisposigao
i Tranquillisando me, consegu balbuciar
alguma3 pnlavras e, descolpando-rae com
fadigas da viagaro, retirei-me para o
as
aposento que mandara preparar
o ineu a-
Tl-uui horas qoe passei s, foram allsraao Goolenios c o inglaz Fudd, de um
do meu cora- ra D0 da sciencia anda qu
!daeranosso3 dias, mas chamada are
testeraunhas
5?to
dos tormentas
Voltci para Paris : tioha entao trinta
a-ioos, era muito mogo. Comprehendi que
para combater a paixao que me desgrana-
ra, necessitava substituil-a por outra mais
paerosa, disfargar um amor cora outro.
Prciipitei-ma na vida aventureira, na
daros iillo, as intrigas da corte.
As aventura, os gilar.tdos e a po-
ltica nao me trouxeram o esqueciraento.
le orri entilo scicncii.
D'ossa vez, quasi acertar a. Se o es
tudo e o traballio ido nao consolavara, to
iuiVoin de rao o tal o raeus pensamentas,
que deprossi me tornei indifferento ou
tras paixoos humanas.
nicamente, conhoci tambera quo pi-
ra nilo suffrer, era neceasario que evitasso
sempro a prosanga do todis quo poJes3era
sera o querer, avivar as minhas di res.
Entregndome a cssa scicncia beno
fica, a ella sacrifique*! a minha fortun i,
tciupo, forjas do mou corpa o espirito.
Com Amyot e Saaligcr estudci as lio-
guas orieutaes, com B.ironius a historia,
com Tneodoro de Bza a philosophia reli-
giosa, com Bolin a magia o alchyraia.
Doprcssa me rea ionei com tudo o
que a Frang, Inglaterra, Alleraanha e Ita
lia poisuia de sabios.
Trabalhei inc ssantament-?, cora afn.
< Du.is vaz^s, rocebi mensagens do
conde que me chamava ptra junto de si.
Outras tantis vezesrocusci sobre pretextos
diffilmente en contra los.
Chegao terceira : essa fez rao mu lar
de Jresolugao, mas dosgragidamente, np-
pellei para a minha volitada c rosisti aiada.
O onla partioiuava-me qoa esta va
trista, inquieto, preoecup ido, lgubres pres-
sentimentos o agitav.nu s:iu cessar nlo
podendo explicar a cama, que ni minha
aroisale tinba f, desejava var-ma ; nao
sabia porque mas tinha a certiza qna a mi-
nha presenga no castillo o preservara de
aconteciraontos fut es.. .
o lasistia, em nime da sua fdieilale,
de tal maneira que, repito, hesitei.
Infelizmente dizia na sua carta que
Branca o elle se ama vara ni ais quo nunca
e a condessa estiva cadi Vviz raais bella.
Esta phrase d;spdag*va-rae o cora-
lito, rasguai a carta.
Anda deata vez, recus i formalmente
o tiquei em Paris entregialo-ma ao tra-
halho
Occupava-rae n'essc tempo, con o
5 FlUl
lasi desconhaci-
ainda
dias,
/A' vista de Branc, a paixao que sen- |lf**J *****
tira por ella augmentou.
Julgava-a morta e chorava amarga
monte a sua perda, mas encontrando-a vi
p ipel poderoso,
cssa sciencia particular a que Paracelso
deu o nomo de magnetismo, indicando a
sua descoberta.
ninici ven- Urna noito quo tr.ib.iliiav.i ainda com
va, mais encantadora do que nunca, vm i
do entre nos o obstculo invencivel que se ais ardor que o eos umado, o esp.nto ra-
creara na minha ausencia, sent no amor quieto das descobertis que faz.i a cada
que abmsava o meu corado, o peso de I paaao;_uo.canimho tca?breso que prosegua,
um ciurae sem limiies. .
f Era rival d> meu amigo, amava sua
mulher e sentia o odio substituir rpida-
ment a araisade, que at entilo ihe ti-
nha.
i MQbare de pensamentos se chocavam
na minha cabe^i quaudo Ilanrique veiu
ter commigo e me contou as circumstancias
que linhara precedido a sua uniilo.
a Bta narrativa, qm lhe acabo di fa-
zer, sccgou o meu espirito e permittiu-
me ter consciencia das minhas acc"> >s e
palavras.
o Quaudo o conde coniluiu, urna reso
luca;. genero ei"variavel penctrou no
corarlo. .
Era partir no mesico momento, dei-
x r o castillo c nunca raais ver era o
conde era a condessa.
Ambos doviain ignorar a minha fu-
nesta paixao : s eu devia soffrer.
Pret-txando mil projectos de que me
nao record boje, doclarei ao conde que
necessitava partir para Paris.
N'.To cedendo s suas instancias era
rogativas, eixei o castello na raesma noite
sem tornar a ver Branca.
nrturbar o
. FOLHETIH
MTfflASSANDORI?
POR
JULIO 7SEHS
adorrae.-i no luboratorij.-
Uin horrivel acnho veiu p
meu somno.
Via o conde Henriqu morrea lo entre
convulses de urna agouia furiosa.
A cama estava cnsangu'mtada.
n Ao p dVlle, Brama, cora um puohal
cravalo no piito, cst nlia suas ralos sup-
plicant^s como para i plorar soccorro, e o
ni'.u norae que perieitmente distingu, se
cscapava de seus labias.
Acordci com o rosto alagado de suor
e vendo que sonlir-i, dei ura grito de t-a
(iafacao.
Adorraed e novam.-nto tive > mesmo
sonho.
Rcraperando ossntidos, lutei duas
vezes com aquella espoutosa visilo, outras
turas me ppareccu.
'i No dia immediato, tal fra o imperio
do sonho, p.-.r -ca rae ouvir a suppliiu da
condessa.
Sem reflectir, reso!vi pirtir pira o
castello, convuncido que ura po l?r sobre-
natural al'i rao attrahia.
Montado n'ura cavallo devorei o ca-
mioho.
No outro dia choguoi s portas da ve-
11 a habitacilo que muitas vezes se tinham
aoerto deante de mira.
t A noite estava escura e tempestuosa.
Goniam grossas nuvens, o retumbar
do trovSo seguia-se aos rpidos clarSes que
tracavam no espago, corapridos tragos de
f<>g- '
Ni occasiSo en quo rae approxiraei
da ponte levadiga, ura hornera saliindo do
interior do castello, raontou ura cavallo o
dosappar3ceu.
A ppirigilo foi tilo rpida, quo nao
distingu as formas d'aquelln que acabara
de pissar, e, com certez i, olio nao tevo
tirapo da me ver.
Avaucei, admralo de encontrar a
ponte descida o a port do castello entrea-
berta a semejante hora.
Ao entrar, o meu cavallo recusou an-
dar.
Alrairado, npie-me o oximinci o
solo.
I" u cadver estiva utravessado na
pa8sagora, era ura vclho criado encarrega-
do de vigiar as portas. i
t Estava i'erido no peito.
O susto apoderou-se de mira, o, lar-
gando o rae i cavallo, praciptiei-rae no pa-
teo.
o Estava des rto.
i Entrei nos aposentos: reinava all
grande desordem ; os movis quebrados,
espalhados, o chito coberto de fragmentos,
os cofres arrombados.
i Fiqici raais atterrado; chamei o con-
de cora todas as minhas forgas.
Aos mcus gritos, responderara muitos
gamiios ; partiam do quarto do conde.
" Dingi-mc para a porta, entrando achei
rao era frente do raais triste espectculo.
Estava realisado o meu sraho.
No leito jazin, inanimado, o corpo do
cflnde.
Junto do leito, cabajaira, a condes-
sa com os cabellos era desordem, estava
estendida sera vida nem raovimento, tinha
urna aguda ferida no seio.
A'a'guns pissos d'alli um oven cria-
do, ferido no paito, jozia no chao sem dar
ura nico signal de existencia.
O leito, piviraento, movis, tu lo es-
tova ensanguentadu.
Fiquei estupefacto, acraditando ser
victima d'uma falsa itlusaoj mas, convon
cidissimo da realidade terrivel que ferii os
meus ollios, corri para Branca, elovei-a
nos meus bragas, puz-llie a milo sobre o
peito. j nao pulpitava o caragilo.
O orpo do conde estava trio. ..
S o criado, que reconheci pslo ter
visto anda rauito crianga no s'rvigo do
conde, anda rospirava.
Tera doza annos, entend < le fra
ferido era defesa de aeus amos.
Espavorido, psreorri o cast-'ll pa-
dindo sojeorro o a huir lo por nao obter
resposta a'guraa.
Aon Jo esttvam os criados do onde ?
o Ao pissar prximo d'uma sala, pare
ceu-me ouvir ura leve murmurio. Teatei
biir a porta, mas estava fechada o a cha-
ve alo existia all.
Agarrando n'um pao tiz com quo a
por'a raedss- pissagera.
M n arente que acoendera para me
auxiliar as minhas busca aclarou a casa,
entilo mu puto da lamentavel mysterio
me foi expl'cado.
i X):/. ou doze criados o duas raulheres
que potenciara ao servigo particular da
coudessa, ligados slidamente, estavara ae
cumulados una sobre os outros, impossibi
litados de fazarera ura s inoviracnto, era
Jarein um suspiro.
(i Aiguns instantes dapois estavam li
vres, a davam-m rpidamente os escl.ire-
ciuieuti* qu cu pedia.
O cot le [.assara tola a manhil na
caga.
a Na occasiilo era que persegua ura j
vali fra ferido, nilo pelo furioso animal,
mas pel bala d'um arcabuz (angada por
mao desi-.onheeida.
Os cralos do conde, acu linio a
osto nilo viram o assassino quo, cortamen-
te, fugio depois do comraetter o crima.
i) conde moribundo foi transportado
aa castello onda sua mulher, b inhada em
lagrimas, o reoebau com todas as deraons
tragois da mais pungenlo dr.
(i Orando tumulto reinava no cistello.
o Era continuagilo d'um p'ano combina-
do, o do que o assassinio do conde fra o
prolago, urna nu ocrosa co.npanliia de lio-
raens armados cntrou no cast-llo, cuja en-
trada ora guardada por u n uniao criado
relho. -
< O creados, surprendido, fjr.im pre-
sos, e fechados n'uma sal.
Durante urna hora ouvirara quebrar
os movis, pa3S03 precipitados, boinas das
portas, gritos, blasphemU, r308. .. de-
pois, dalo algura signal, talo entrou no
raais profundo silencio.
Os creados nada mais sabia fl Fui eu
que lhes dei parte di raort do con lo e da
condessa.
De repente una das raulheres
aili estavara gritou :
< >ade est a creanga. o herd.iro do
conde '.
que
no pracipico, interrorapeu
i i:stc i:nt V PARTE
(Continuic?0 do n. 6)
VII
A Caa Inglesa
Na dia seguinte prda urna hora da tarde
o doutor e Pedro Babory prepararam-se
pan sabir de bordo.
A baleeira recebau os seus passagairos ;
mas antes de embircar, o doutor recora-
inendou ao capitn Kaestrik que vigiasse
a chegada do Elctrico II, que era espe-
rad > a cada momento, o que o mandasse
para forados Farriglioni, ou rochados de
Pdvpl.emo.
Se o plano fosso b^ra suocedido, se Sar-
cany ou pelo menos Z'rone o Carpena fos-
sem aprisionados era preciso que essa ma-
china veloz estivesse prompta para trans-
port ilos pa Antkirtta, onde o doutor
querit ter em s'u palor os traidores de
rto e de Rjvigno.
A baleetra largm. Era poucos minutos
che^m a u na das escidas do caes de Ca-
tana.
O Dr. AntkV.t e P.,dro trajavam co-
mo eonvn a asumsionistas obrigados a
affronttr ura i t'^npcaura quo podo dJscer
a ota gras abaixo da zero, quanJo ao ni-
vel do mar ella est trinta gro3 cima.
Da gui, qiw toaaramao Club Alpino,
via Lncoln q. 17, esperava-os cora os ca-
vall 's que em Nicolosi doviam ser substi-
tu los por muas, ex ellentos aniraaes, s:-
guros e infdtigav.'is.
A cidade de Citara, cuja largura c .no
diocre, corapirada cora o sou coiuprimento,
f i rapi amante atra/essada. Nada in li-
eava ao douiorqiu era espiado ou seguido;
Pedro e elln; d.pi.is ijh tomardm aestrala
de Bolv dere, co n--carara a flral^ar asprimei-
t vnpas da maat rah, a que os S.c.l.anos | GMb9ri wnj conUr
do o norae de Moagibello e cujo dimetro
nao inferior a vinte o :iuc i inilh is.
A estrada era n. tu ramente accidentada
e sinuosa. Desviava-se rnuitas vezes para
evitaros montes de Uva .as rochas baslticas,
uja soliditicagao remonta n ratthoas do an-
uos, leitos seceos que a primavera trausfor
ma em torrentes impetuosas, tndo no raei-a
de urna regiao florestal, on havia olivei
ras, laranjeiras, alfarroubciras, vinbas com
longos sarraentos que se ng irram a todos
os ramos prximos.
tra a primeira das tres zonas de que
sao formados os tres diversos degros do
vuh-ao, esso monte Fornalha, > traduegilo
da palavra Etoa para os Phenieios, esse
furnculo da trra, eise. pilar do cea para
os gelogos de urna poca om que a scien-
cio geologioa anda nao existia.
Ao cabo do duas horas, depois d a urna
parada mais necesseria s ca.-algiduras do
que aos cavallieiros, o doutor e Pedro po-
strara ver em baixo tola a ei 1 ida de C'i-
laua, essa sob.-rba rival de l'al-nn >, que
nao conta menos de oitmta e cinco mii ha-
bitantes. Priineiram nta, a linda d ir suas
ras principaes, par>ll-las aos c?s, i tjr-
r;a e s cpulas das suas com grojas, os
seus numerosos o pittoresuos c >nve itos, as
suas casas de cstyl prrt -ncios > do t-
calo XVII tudo cercado p da mais erijan
tadora cinta de arvor.-s vnrd-s que ii tole
jamis atlingio. Mais al a ite estiva o
porto, para o qml o Etn enearregou-se
de coustruir diques ni u<*.t>-s, dipais da o
ter o achulo em parte cjm Mt crupglo me-
donha de 1Ga9, que destru) iiuatonu c lu-
a?s e villas o fez dezoito m 1 vi-tunas, der-
ramando pelo campo ni ii-> a-i rail millis
de m trr 8 cbicos de Uva.
Se o Etna est iieai a^'tilti no seculo
XIX, que adquira algara direii no les
cango. Conta-se, con ctf ito. mais le triu
ti erupgies desde a ira c'iri<:3, S; a Se
cilia ulo suecumbio, p -rjic tora bis so
lilla. Al n ilisso coin n->" ir qu i o vul
o.li nao fez para si un i.r t.-ra parra i-
nente ; iDU la a roma le. A raoutanlia
racha no lugar onde auca u a desses ab
cessos ignvomos p.l >s qu o- saio tola
c s i materia lavija accuaultli dos sth
D'alii cssa grand-; qu.ui! li c le paque-
is voIcjs, o Monti K ms, lupia inniti
ii ii, tarraala era tres ra -z -s .i < o.ito e trin
ti e sete metras da al u i pul s arelas o
eseirda 1663, Fru ae.it >, S uni, Sui-
nell-j u Crisiuco suaiCihint:s a pe jueaos
ia upanarijs era torno da cjpdi do u na
Mtas cr..teris de
o A creanga desappirecera.
Este novo crirae, que era incont'sta-
vel pois quo n.o so encentra va, no castel-
lo rainuoiosaraente revistado, o fllio do
conde, dsu-mo a conhecor quo o attentido
nilo fra sraente dirigido por algura ban-
dido vulgar, mas que aa desejo do rouba
se reunir outro pensaraento.
o S um cato poderia dar-me os signaes
dos bandidos : era o creado que encoritrei |
ferido, no quarto do conde. Dissera n-rae
que eile nilo abandonara seu amo, desde
que o conduziram ferela raortalmento da
cagada.
O creado estava en tl estado que nilo
padia articular urna palavra.
Apres3ei-me em prodigalisar-lhe os
meu3 cuidados, e raandei chaman o prebos-
te e o lugar tenento crimiual.
Tinha o ceragao clespe lagado, os re-
raor30s atormentivara-me espantosamente
a consciencia.
A^cusei-rae de ter recusado o padido
do conde ; parecia-mo quo sa estivesse alli,
elle nao saria ferido, a condessa e seu fi-
lho existiriam.
Se eu nilo fra a causa do assassinio
do conde, a minha obstinagilo l.izia-m
olhar como culpada da morto de Branca e
da desapparigilo da creanga.
Estiva aImirada dasfatacs oonsequen
cias dossa pxio que to crudraante ator-
inntava a minha vida.
Gragas aos raau3 cuidado3 e conheci-
raentos da me licina, Girau l (era o nome
do creado) depressa so pz era estado da
responder-me.
t Contou-ma que, na oceasio do assal-
to dos bandidos ao castello, estava cll* ao
p do conde moribundo.
A condes3a com o filho nos bragos,
conservavi-se ao lado do leito de seu es
paso.
De repente o conde, n'uma suprema
convulsSo, voltu-se na cama... -V con
dessa dau ura grito o approxiraou se delle
mas seu esposo dera o ultimo ssspiro n a
quelle instante.
o Ao meara) te rapo a porta abriu se e
appareceu ora mascara lo, trazend> na mo
om ponhal.
Giraud, indo ao encontr desc hornera,
foi derribado pela lamina aguda.
Dapais o mas jara avaagando pira a
condessa, tirou-lho de re4)3nto o filho dos
bragos...
t A mil quiz resistir, mas a lamina do
puuhal entrando lhe no sca esquerdo, es
tendeu-a ao* ps do leito aonde acabava
de f tllecer seu marido.
* A j molla do quarto estiva aborta
debaixo dessa janelU havia un precipi-
cio. ..
0 mascarado agitou nos ares a pobre
creancinba, depois...
Dtiu a
M ircos.
Ditou, respond u o narrador.
Oh! disse o joven apartando convul-
sivaineDta entre as milas a fronte banha
da em suor. E singular!... rauito singu-
lar I
O in lio conterap!ou-o cora raais interesse
do que nunca, mas sem pronunciar urna
palivra.
XIII
A CKKAXyA PERDIDA,
Marcos, presa do grande commogilo, p i-
recia esquojer a prosenga dosau ini"crl'.u-
tor.
Lavantando so principiou a passor cora
precipitngao no centro do figo que o rodeia-
va por t idos os lados.
Deitau para traz o capuz do seu Bur-
il us, o apresentou o rosto ao ar puro pa-
receado ajar raais aatUfeito.
Sira I singular! replicou elle paran
do o fallando coinsigo. Paiccc-mo qua ouvi
contar estes terrivais acontejiraentos-..
Julgo que assisti a una
Creio finalmente...
Marcos nito oncluiu.
Francaente, disse elle volt indo pa-
ra junto do indio, a narragao que impres-
sionou rae de maneira tal que a minha iraa-
ginagilo ex tala se indentificou a raen
pezar, cara o que rae contou .. Perdao,
nao pire 1 Prosiga! O mascarado, disse,
deitou a ere inga no abysmo. .. Dapois?
O indio continuau:
- A conlessa, cora ora exforco sobre
humano, levantouse. O sentimento ma-
ternal deu lhe ainda forgas por momentos.
Na ojeasiao era qua o infame assassi-
no ia prejipitar a creanga. Branca quz
impedir tal crirae, mas o mascara lo em-
purrou a brutalmente I
A infeliz dea ara grito horrivel ao ver
igual scena.
1809, 1811, 1819, 1838, 1852, 1865 e
1879, cujas boceas nos flancos do cone cen
tral parecera os alveolos de urna colracia.
Depois de passar a aliea d e Belvedere
o guia toraoo por u u camioho mais curto,
afiui de chegar ao caminho de Traraestie-
ri, perto do de Nicolosi. Ainla era a pri-
meira zona cultivada da montanha que se
estead quasi at esso borgo, a dous mil
ento c vinte p3 de altitude.
Erara cerca do quatro horas da tarde,
quando Nicolosi appareceu, sera que os ex-
cursionistas tivessera tido nenhura rao en
cjntro, nos qoinze kilou tros qua os sepa
ravan de Catana, nem lobos, nara javalis.
AinJa tinham quo caminhiruns vinte ki-
lmetros antes de chegar Casa Ipgleza.
Quanto tempo quer V. Exc. demorar-
se aqu 1 parguntou o guia.
0 innno3 possivel, respon leu o dou
tir, do rao lo a chegar esta noito pelas no
ve liaras.
- Entilo, qaareita minutos!...
S ja quarenta minutos !
E foi quinto bastou para despachar
una refeago suraraaria era ura i. das duas
casas d; pasto do burgo, que elevara ura
pauca a raputagla cuniria da3 tascas da
uissa. S j i isto dito era honra dos tres
rad bbit lotos d Nicolosi, incluidos os
raen ligas q te alli pullulara. Ura pedago
de cabrita rumtaz, frujtas, ovos, liranjas,
roiuaa a viuho de S. Placida, colhidos nos
arribaldes do Catana ; ha muitis cida ios
ni lis importantes da Italia cujos es tal q -
d iros'uila padjiu offirooer cousa tiio b a.
A ites de ciaeo horas, o doat>r, Podro e
montados ns suas muas, subirara
ilo degro d.i montanha, a imi
ll'.res'.ti. Ni porque s*ja n num-rosas as
arvor:s. porque us leub.tdores traballia u
alli como em toda .i parte, na destruiglo
las auigas c espen liJas Hireita?, qus ora
breva p issarao ao esta lo do lcubrang>
rayiliogici. En retinto, a jui e alli era
hiji:,;9 oj grupos, ao longo d-j tabalciro* de
lav baira do abysraoi, crescem inda
t'- s, cirv.tllns, figueir.js do folhas q tasi
protis: o era orna ragio ura pomo raais
"I: va la pinhoros e b:tula:eas. As pr
pri is cinz is, mistu.-alas ca u albura hu
aras, alimentara f tos c mal/as o cobren
so de a n tapeto de rausg >.
Pel.s oit) horas di nt,o doutor e Pe-
dro j s; uchavara nessa altura de tres mil
rac:ros que f'-raa qmsi os lmites das ne
vas Mamas. Xas rl racos do Etna ella
bstanlo aOuadait" pira suoprir a Itali i e
a Suilia,
Em oatlj a ra^ilj in Lv,3 ieXr.19 las
o galio,
O S'"U
iesappareier seu filho e, cora iacrivcl vio
lencia, arrancou a mascara que cobria o
rosto do bandido. ..
Ura segundo grito lhe cscapou da gar-
gnnti, e estendenlo o brago como para
araaldigaar, caiu para traz pronunciando
um norae que Giraud ouviu distinctament-J.
O norae do assassioo ? disse Marcos.
Sira.
E esso nomo era o de ?.. .
L i Che3naye ?
O hornera que
nioutro terapo
O mesmo!
Oh o monstro mas,
ment oboleceu ello ferindo
familia ? _____ .
Ao desojo da vinginga, pelo menos
o que tenho pensado, apezar de nilo ter
o quizera violentar
a que scnti-
assiai toda a
oinzas, da escoria, quo se esteade, alm de
u na abertura irameusa, em vasto circo
elliptco do Valle de Bave. Foi ncaes
sario contornar as psnha3 de mil e trezen-
tos ps de altura, cujas carnadas deixara
ver a estratifioagao do tr.icbyta o de ba-
salto que o4 elementos ainda nao destrui-
r u.
Na frente erguia-se o cone, propriamen-
te, do vulca, onde aiguns phanerogramos
forraavam aqu e alli beraispherios de ver-
dura. Essa gibasidade central, que por si
s uraa montanha, Pulion sobre. Ossa,
eleva o sju cuino a uraa ahora do.tres rail
trezent >s e d-.-zeseis metros cima do nivel
do mar.
J o solo traraia era baixo dos ps. Vi
braco*is prjvoaidas par esse tribilha pla-
tnico qie atiga injessanteraonto essa mon-
tanha etnoa, passavam por ba;xo da ca-
unla de nove. Aiguns vapores sulphuro-
803 do peanacho que o vento abata no
oriri.-io da crtera desciara, s vezas, at
base do cono e uraa chu?a de escaria, se
raelhaiita a> coks iocanjesceot., cahia no
tipate branco, on ha apagava-se chiando.
A temperatura era entilo muito fria, al-
guna graos abaixi de zero, e a rcspiragai
diffidl, en consjquenoia da rarefacglo do
ar. Os ascensionistas tiveram qiu envol-
ver so as suas capas de viag3in.
II n i brisa penetrante, apandando de
la lo a inootanha, irapregnava sa de flcos
ten es, apinhi los ni slo, que reieraoi-
uhavun no espag.
Dassa altura pilii-sc observar abiixo
la b ic a ignivora i outras crteras se -uu-
dariis, suipliureira ostreita ou pagas es
curas, em cuja fundo ronca vara charamas
UateiT.i.uis. Ilivia un rugido continuo,
cora crescen los do tuf.lo, como faria uraa
cal icra inmensa, cujo vapor superaqu.-
ci lo ti/eise -abirto as vlvulas.
Nao se previa, entretanto, nenhuma erup-
g.lo, o tola essa colira interna nSo so (ra-
il usa senil) pdos g.raidos da crtera supe-
rior o pcl is eru;ta;i*JS das guellas vulca-
nioM qu) havia no cona.
Kr un ent.1) nave hiras da noit.. O ca
respLn lacia cora miihires de estreRas, que
a Iraca densidad) da utraaiphera, uessi
altura, tornava ain la mais brilhantos. O
cresjenti da la atuf iva se a oeste as
aguas do mar Eolio. No alta de uraa mon-
toaha que na fosse um vulaita em activi-
d i lo, a cilni dessa noito tsria siiosabli-
;U".
Aiala n.aochguas? parguntou o
d-ulor.
a certeza. Provavclmcnte o conde punira-o
do seu prmeiro crirae, e elle votou una
odio mortal amelle que tito nobramente
preparara a sua infamia.
E.. perguntou Marcos depois d'um
momento de silencio, encontraran) o corpo
da crianga no fundo do precipicio?
Nao forara frustradas todas a3 bus-
cas. Eu proprio d*sc ao fundo do abys
rao o nada encontrei. I laicamente no cen-
tro do precipicio, ao longo do rochedo,
n'uma fenda, arrebentara havia aiguns
annos, ura arbusto cujos ramos se esten-
diara horisontalraente por cima do fundo do
abysrao. Notai que forara quebradas como
se nao pudessem supportar o choque dura
corpo pasado cahindo do alto. .
Depois}
= Depois, disse o indio, voltei ao car-
tello e como mejulgava culpado, pareca-
me quo era cumpli a desses crimes que a
minha pr.'senga provavelraente teria estor-lde transportar para e outro lado do
vado, entrei na cap da do castello onde
acabavam da enterrar o corpa do conde e o
da condessa, e co n a milo ctendida sobre
o seu tmulo fiz ura duplo juramento : de-
dicar toda a minha vida procura dessa
crianga, filba de Ilanrique e de Branca ;
alo descangar antes de a tur restabelecido
na morada de seus pas, depois perseguir,
em todos os teropos o lugares, o infamo as-
sassino ale' que se lhe faga justiga I
No quarto oado 03 crimes so cnramet-
teram, na presenga das manchas do san-
gos que tingiam o sobrado, repet os dous
juramentos.
o Convencido de que a minha presenga
era intil, entreguei as chaves da morada se-
nhorial ao governador da provinnac come-
cu as minhas buscas, oceupando-me entilo
s da crianga.
-' Ha quintos annos? perguntou Mar-
cos.
Oh a data dessa terrivel noite nun-
ca me cjqueci. Foi a 14 de margo de
1583.
Entilo ha vinte e dous annos?
Ha.
E o filho do conde quantos annos te-
ra ?
Cinco.
D;ve hoje ter vinto c snte I
Deve.
Pouco raais da ilade quo julgo ter!
raurmurou o joven.
Sira, respondau ainda o narrador.
E encontrou ossa crianga ?
O indio olhou para Marcos e diss3 :
Ainda nao.
Que? ainda nilo teve noticiaalguma?
Tivol Algum tempo depois do da
era que comegara as minhas buscas este-
res, achava-me en Rouen, na casa do go-
vernalor da provincia. Encontei l o pre-
boste.
Comrauniquei a este ultimo a anisara-
de que propriamente eu me en.arregara,
partic pou-me elle entilo ura facto por mim
ignorado e que podia servir-me para as
minhas buscas.
i Na manhil do dia immediato noite
em qoe succedera a horrivel c tastrophe,
o preboste de Rouan, sinples viajante nes-
sa manhil, passou prximo ao castello do
conde Hcnrique, costeando os lados escar-
pados do precipicio.
O sol apenas nascia o o crepsculo
ainda nao parraittia o distinguir claramen-
te 03 object03.
O viajante, segua o sen caminho,
quando jolgoo ouvir gemidos.
Parou, interrogou os lados, e escutou.
o Nao se engaara. Mas d'onde vi-
nham esses gemidos ? O campo estava des-
coberto, e nada via que attrahiase seu3
olhares investigadores.
Finalmente, guiado palos gemidos, ap-
proxirnoo-so e* vio, suspensa nos ramos
d'um arbusto, urna forma humana retida
tao providencialmente na sua queda.
O viajante era intrpido e generoso.
Nao so inquietando do perigo que a affron-
tar, apeou-sc e affoitou se cora au lacia, a
uraa assustadou'ra descida.
Dos guiava-o, pois que chegou ao p
do arbusto, depois de viote vezes escapar
de rolar para o fundo do abysmo.
a Reconheceu entilo que essa forma hu-
mana era o corpo d'uma crianga que os
ramos preservaran) d'uma queda fatal.
Agarrando o intellz, principiou a sua
asceDgao.
Mas se descer s tinha silo um ver-
dadeiro problema do forga, destreza o equi-
librio a resolver, subir pelo mesmo cami-
nho, tcadt, o brago esquerdo carregado
cora o peso da crianga, pareca impossivel.
o Gritou, charaou, esperando ser ouvi-
do daquelle lado do castello de que via
urna jane'la, a nica, afinal, que dava
nara o abysmo, como j dissemos.
Mas, por uraa singular fatalidade, aca-
ba vara, uraa hora antes, por minha ordena
pala-
Alli est a Casa Ingleza, responde.' o
guia.
E indicou uraa paredu cora dais janellas
e orna porta, cuja ori^utagilo a tinha pre-
servado da nev, que ficava a uns ciocoen-
ta pasaos esquorda, isto a quatroaen-
tos e vinte metros abaixo do cone central.
Era a casa construida em 1811 por offi-
ciaes inglezes e n um planalto com base da
lava, chmalo Piano del Ligo. ()
blssa casa, que tambera se chama Casa
Etnea, depois da ter sido duran'c muito
terapo conservada expcasas do Sr. Oi-
mellaro, irmilo do sabio gelogo desse no-
me, foi recente acato restaurada pelo Club
Alpino. Nilo longo dalli existera alguraas
ruiuas de origera roraana, s quaes derara
o nome de Torre dos Pbilosopho3. Foi
dalli, diz a len la, que Erapedoeles preci-
pitou-sc na crtera. Na verdade, seria
preciso uraa dse singular de philo.ophia
para supportar oito dias le solido n0*se
lugar, e comprehon le-so fcilmente o
acta do celebrepbilosopho de Agrigente.
Entretanto, o Dr. Antkirtt, Pedro 151-
thory e o guia tinham so dirigido Casa
Ingleza. Alli chegan lo, hitaran parta,
qus foi lago aberta.
Un momento depois acharam-se ectre
os seus horaens. Essa Casa Ingleza consta
apenas de tros quartos, cora una mesa,
cadeiras e utensilios do cozinlri ; mas bas-
ta isso pira que os asaensionist is do Etna
possam descansar alli, depois de subirera a
urna altura de dous rail oitoceot u o oiteata
e cinco metros.
At esso momento, L ligi, raceianlo qu;
a prosenga do ssu pequeo destac miento
fosse conheeida, nilo tinha querido aeendar
foga, comquanto o fria fosse intenso. Nao
era, por n, nacejsario c ratina ir cora essa
preaaujlo, p>is Zirone sabia que o doutor
levia pissira noite na Casa Ingleza. Met-
terara, pas, no figilo um pouco de lenha
que aaharara en deposito. Em breve urna
ch.irama deu a luz e o calor que falta va-u.
O doutor, to nando L'iigi de parte, per-
guntou-lhe se nada tinha hivilo dep.is que
c!i''garara.
Nada, respondeu Luigi. Receio, po
rn, qua a nossi presenga aqui nil) s-ja
Ulo secreta com seria oara desjar.
Por qui '
Porqin desde Nijolosi, se me n;1o e -
gano, faraos s'-giidos por ura honam, que
(*) Nessa pac.a iam com-gar as obras
qm de vera transformar a Cna Inglesa em
observatirio, por o dativa do governo ita-
li no o da munijipalida ic de Catana.
co, monos devastado pelos banliios, o
corpo do eondu e o da condessa.
Nilo havia deste lado nem ura creado,
e o quarto, lugar do attentado, estava de-
serto, ninguem ousava ave aturar se n'ella
com supersticioso receio.
(Continuar se lia.)
desappareceu pooco antes de chegarmos
base do cone.
Com effaito, para lamentar, Loigi !
Isso poder tirar a ZiroDe o desojo de vir
sorprehender-nos. E depois que anoitecou
ninguem appareceu as proximidades da
Casa Ingleza ?
Ninguem, Sr. doutor, respondeu Loi-
gi. Tive mesmo o cuidado do examinar aa
ruinas da Torra dos Phlosi.pho3; ao ha
absolutamente ninguem.
Esp remos, Luigi, mas ura horaem
deve fijar snrapre do viga porta Pde-
se ver de longe, porque a noito e^t clara
o nao on vn qus sej amos sarprehenddos.
As ordens do doutor foram execntadas ;
c quando elle sentou-se era um escabullo
diante do fogo, os seus homens deitaram-se
era feixes de pilba era torno delle.
Entretanto (jabo Mitifou tinha se appro
ximald do doutar. Eucarou-o, sera ouaar
l'allar. Porra coraprchendia-se fcilmente
o que o inquietava.
Queres saber que fi o Jevou Ponta
Pescada? disse o doutor. Tora pacien-
cia !... Em brevo ella voltar, comquanto
ueste momento csteja jogando ura jogo em
que 89 arrisca a ser enforcado...
Qual I exclaraou Pedro, querendo
tranquillisar Cabo Matifou, quanto sorte
do seu companheiro.
Passou uraa hora, sera que nada pertur-
barse es3a solidilo profunda que reinava em
torno do cone central. Nenhuma sombra
appireccra no talude branco, era frente ao
Piano del L-'go. D'ahi urna impaciencia e
u na nquietagilo que o doutor e Pedro nSo
|i> liara do ninar. S-", por desgraga, Ziro-
ne ti ve sse sido prevenido da presenga do
pequeo destacamento, nilo se arrise aria a
at icar a Cas i Ingh'za. O golpe teria fa-
lla lo. Entretanto era preciso que o dou-
tar se apo lerasse desse cmplice de Sar
'aoy, na falta do proprio Sarcany, e arrsn-
(Hse-lhe os -.us sopr- ^os !
Pouco antes das dez horas ouvio se a de-
tonag.lo de ama arrea de fogo a meia railha
da distancia da Casa Ingleza.
To ios sahiram, olbaram e nada virara de
suspeito.
(Cof'nuar-*e ha.)


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Typ. di Diario ra Duque Je Uaxiu Q. 42
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