Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19581

Full Text
ANNfl Lili NUMERO 3

r

i
4
-~
A CAPITAL. E LUGAJUSS ONDE NAO SE PACA PORTE
For tres mezes adiantados
Por seis ditos dem....., .
Por un anno ideai.........
Cada numero avulso, do mesmo i*.
60000
12*000
240000
0100
PARADENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.....,
Por nove ditos idem. .' *
Por um anno dem.......'
Cada numero avulso, de dias anteriores. ,
,/
13,5500
204000
270000
#100
DIARIO DE PERNAMBCO
Prptiebai* te JSI&vloA Xtgimra t>t Jara & -ftlljos
TELE6RAMHAS
saavifa
n mmk satas
(Especial para o Diario)
l'ARIS, 2 do Janeiro.
A Inglaterra acaba de aiincxar a
Birmantn.
LISBOA, 2 de Jantiro.
l'oi-aiu liije ahiTiii corleo.
A ralla Ron! taw. me ao da ban
reino**-* exteriores, e oceupa e de-
poio exrliiNlvamente de qnroir-tilc
inlere*e nacional, nao conlendo ne-
nliiiiua declarnco Importante no
ponto de vi* ti .-ral.
PARS, 3 de Janeiro, tarde.
O r. Freycinet aceitn a mlno
de formar una novo ministerio.
CAIRO, 3 de Janeiro.
Acaba de dar-te um deaaccordo
entre Cibaal Monktar-pacb. alto
caramiioarlo ottomano no Karyplo,
e Slr Uenry Orammond Woiir. com-
miwonrio Inglez. ambn Inrnmbldoa
de organizar o exerclto e a ndminiw-
traco c;j pela*.
Proveto o dewaecordo do modo de
dar oreanlnaco ai tropa* do
Kaypto.
BERLN, 3 de Janeiro.
ro relebrado com arando pompa
o I5.n annieraario da ancenedo ao
tbrono da Pruooin do Bel Frederico
Sulllierme. Imperador da Alema-
aba.
A cidade fol euplendldamente
adornada e illuminada.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
i de Janeiro de 18SG.
INSTRCCIO POPULAR
fieos[rapliia gcral
Extrhido
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
( CcntinaacSo )
F.t OPA
SUECIA E NORUEGA
710:000 kilmetros quadradoa. 6,000:000 habi-
tantes8 habitantrs por kilmetro quadrado.
A Pennsula scandinavia tem por limites : ao
norte o ocano Glacial rctico a leste a Russia :
ao siil o Bltico ; a oeste o ocano AtlantiCJ.-A
Noiuega foi reunida 4 Suecia pelos tratados de
181 { entretanto teem leis distinctas e assemblas
independentes. Ao norte da Pennsula fica a La-
pona sueca, ujohabitautes silonomades. A Sue-
cia pouco accidentada e a Noruega muito non-
tanbosa. O clima fri ao norte e hmido ao sul.
Minas de ouro, prata ferro, cobre, chumbo e esta-
nho. Agricultura pouco desenvolvida (excepto ao
sul). Commercio de ma-'eiras e cereaes. Indus-
tria activa, pesca abundante. A religio profes-
aba o lulheranismo, a forma do governo. amo
narchia constitnicional.O rarujifer 6 um animal
peculiar Laponia. ^^ ^^
SU EIA 432 kilmetros quadradoa 4.000:000
habitantes.10 habitantes por kilmetro quadrado.
__A Suecia divide se em tres parts : Gothia, ao
solI; Suecia propiamente diU, ao centro Nordand,
ao norte comprehendenda 24 districtoa (ten). Ca-
pital, Stockholm, 130:000 habitantes, construida
em amphitheatro, sobre o canal que liga o lago
Mrelar ao Bltico ; bom porto.
CIDADKS PBIKC1PAF.S :
CarUkrona15:5000 habitantes. Porto militar.
Upsal8:000 habitante. Universidade e feras
celebres. ._
Habar-8:000 habitantes. Tratado de nnio
doa paizas acandinavos em 1397.
NORUEGA-324:500 kilmetros quadradoa,
2 0000:000 habitantes.6 habitantes por kilmetro
quadrado.-Capital, ChUtiania, 65:000 habitantes |
uoiversidade importante.
tvCIOABBS PHIKCIPAE8 :
t Bergen25:000 habitantes Exportacio de ba-
calhoa e de arenques. _
Drontheim -16:000 habitantes. N esta cidade foi
Bernardotte coroado rei de Suecia.
a,ckipelaqcs : Gotlland, 52:000 hablantes
(Eland, 30:000 habitantes ; iMfoden 4:000 habi-
tantes. Junto aa ilhas Lofoden ha a voragem do
MUtrim
(Contina)
ticas elementares do imperial collegio de
Pedro II.
Por despacho imperial de 29 do pas-
sado :
Foram nomeados : 3 e 4o vice-presi-
dentes da provincia do Para o Barao de
Grurupl e o -tenente-coronel Antonio Ma-
riano Marnr.o, sendo exonerados o bacba-
rel Joaquim Joas Bezerra Montenegro e
o Dr. Antonio Marques de Santa Rosa;
lJ e 2o da do Maranhao os Drs. Jos
Francisco de Viveiros e Eneas de Araujo
Torrcao, exonerados o Barao de Crrajab
o o baeharel Cypriano Jos Velloso Vian-
na; 4L da do Serripe o Dr. Manoel Si-
moes de M lio, exonerado Domingos de
I Mello Rezende, 3o e 4o de Minas-Geraes
los Drs. Aureliano Augusto de Andrade e
Joaquim Barbosa de Castro, exonerados
os desembargador Jos Al ves de Brito e o
baeharel Henrique de MagalhSes Salles.
A' presidencia da provincia do Amazo-
nas foi expedido o seguate aviso com a
data de 24 do paseado :
Illm. e Exm. Sr.A Cmara Muni-
aipal da capital dessa provincia entrou em
duvida se deva apurar os votos da eleiyo
a que se procedeu na parochia de Lbroa
para vereadores do respectivo municipio,
recentemente creado com territorio des-
membrado daquelle cidade, e dar posse
aos vereadores eletos, por entender que
tal eleicao nao lora de conformidade com a
le, e deliberju representar ao governo so-
bre este assumpto, enviando para esse fim
a essa presidencia a copia da acta da ses-
sao em que f8ra adoptada a deliberacSo.
A dita copia, bem como as das- actas
da eleicao, e outros documentos a olla re-
ferentes, foram submattidos a este minis-
terio com o officio n. 40 de 29 de Dezem-
bro de 1833, em que um dos antecessores
de V*. Exc. consultou ao governo se deva
mandar proceder nova eleicao, nao obs-
tante parocer-lhe o contraro, vista das
dsposcoes legaes que regulara a materia.
Solicitando de V. Exc, em offici) n. 19
de 14 do mez prximo passado, a solucao
desta questao, cabe-me declarar-lhe :
Que, tendo sido feita perante urna s
mesa a eleicao de que se trata, em raaao
de nao haver no municipio mais do que
urna parochia, com dez eletores apenas,
deva a mesraa mesa, como fez, concluida
a eleicao era cada escrutinio, expedir logo
os diplomas aos vereadores eleitos e C-
mara da capital nenhuma intervencao ca-
ba na apuracilo de votos.
Que, nao tendo sido aprcaentada ao juiz
de direito da comarca no prazo legal, re-
claraacao alguraa contra a eleicao, consi-
dera-se esta subsistente, e a essa presiden-
cia s curapro maudar empossar a camar*
eleita ;
Que, na formaldade da posse deve ser
observada a regra 3a do decreto da 13 de
Noveicbro de 1832, e ni ca30 de reluctan-
cia do presidente da cmara da capital,
em comparecer para tal fim no lugar da
aova villa, deve aesa presidencia usar dos
raeios indicados -no aviso n. 127 de 20
de Marco de 1866.
Realisada a posse da Cmara e pratica-
das as deraais formalidades exigidas no
mesmo decreto (citada regra), considerar-
se ha iostallada a nova villa de Labrea.
Deus Guarde a V. Exc.Bar&o de Ma-
mar, i
qua ossa transcripto aeja feita inmediata-
mente o assgc-tda pala mesa e pelos fiscaes
e eleitore que quzeiera.
Verifica se, entretanto, tpie o numero de
tabelliiles e escrivios de paz nao suffi ;i-
eute para a transcripcao immeiiata em to-
das as scccocs eleitorac*.
Convindo conciliar cora este facto a exo-
cugito dos preceitos legaes, de.-laro a V.
Ex., era resposta ao seu aviso desta data:
Que os tabelliaes de notas da corte ser-
virao o Io na parochia da Gavea, o 2o na
secylo da do Engeuho-Novd e o 3" na 2a
seceso desta mesma parochia.
Que os 4o, 5o, 6o, 7o e 8o tabelliaes ser-
vro na secgto de cada urna das seguintes
paro:hias: Glora, Sant'Anua, Santo An-
tonia Ligua e Espito Sant>.
Que as primeiras scc9oes dos districtos
de paz ser feita a transcripjao pelos res-
pectivos escrviles effsetifros o as outras
pelos cidadaos que forera juramentados pe
los presidentes dan mesas.
Que curapre providenciar para o forne-
cimento do livros aos escrivaes de paz
effectivos ou juramentados.
Deus guarde a V. Ex,Manoel Pinto do
Sonza Dantas. A S. Exc o Sr. conselhei-
ro Barao Humera do Mello.
Ministerio da Jusilla
Por decretos de 26 do pasndo :
Foi declarado sem eftvito o decreto de 14 de
No.emljr-i ultimo, qu nomeou o capitao Leopoldo
Borges Galvu Ucboa para o lugar de ajudante
do director do presidio de Fernando de Noiouha,
visto iiiio ter aceitaJo a referida nomea^ao.
Fui exonerado, a pedido, o deaombargrdor Ma-
noel Carrilho da Costa do lugar de procurador
da cora, soberana c fazeuda nacional da provin-
cia "te Gojraa.
Foratn nomeados :
D.'sembarg^dores das RelacS.'s :
De S. Salvador, o juiz de direitj Aurelio Fer-
reir Espinheira, fieaudo avm efieito a anterior
nomea(o pra a de Belm.
De Belm, o juiz de direito Gastao Ferreira de
Gouva Pimentel Bellzi.
Ajudante do director do presidio de Feman-
do de Noroulia, o teueute Jos Ignacio Ribeiro
Roma.
Foram remov los, a pedido, os juizes de di-
leito :
Joaquim Manoel de Araujo, da comarca de
Campias, na provincia de S. Paulo, para a d to das Mfrtoj, na de Minas Geraes, ambas de
.'}.* entrancia.
Jos Joaquim Baeta Neves, da comarca do
Rio das Mortes, na provincia do Minas Geraes,
para a do Campias, na de S. Paulo, ambas de 3.*
entrancia.
Foi perdoada a Alexandre de Oliveira Raiol a
pena de |natro meaes e meio de priso e multa j
correspondente metade do tempo, que foi con-
tu*; Mouteiro da Silva para servir interinamente
o lugar de capitao do porto da capitana do Ma-
raiihi').
- Foi n orneado cm 2*5 do passado, o 1." teen-
ta Angosto Fortunato Mouteiro da Silva, para
oxercer interinamente o lugar de capitao do porto
da provinci do Maranhao.
I'>r decreto do 26 do passado* foi nomeado
almdiarife do Arsenal de Mariuha do Para Ca-
inilltj P< n-cira de Figueiredo.
-------------------^------------------
Ministerio de Estrangeiros
Por decreto de 26 do passado foram nomeados
Alfredo de Moraes Gones Ferreira e Pedro de
Castro Pereira Sodr, addidos de 2. classe a le-
gaces do Brasil, o priraeiro na Gr-Bretanha e o
segundo na Hespanha.
DB
Cioverno da Vrovincia
DESPACHOS UA PRESIDENCIA DO DA 2
.J.YXKIttO DE L886
Alfrelo Eugenio Crespo.Informe o
Sr. director do presidio de Fernando de
Xoronha.
Cyprano Ferhandes Gomes.Junte se
ao requer'mento anterior.
Francisca Mara da ConceijSo. Infor-
mo o Sr. Dr. juiz do direito das execu-
rii'i or minaos da comarca do Recife.
Conego ./bao Jos Corte Ribeiro. Re
mettido ao Sr. brigadeiro coramandante
ilas armas para mandar attender, nao ha-
veado inconveniente.
Manoel Joaquim Xavier Ribeiro.Passe
pvrtaria, dando provimento ao recurso.
Alferes Manoel Silvestre Ferreira.
Do-se.
Marconilo da Motta Cabral. Ao Sr.
director do presidio de Fernando de Noro-
nha para fazer passar a certidao neste re-
quer monto que devolver,
Bocrotaria da presidencia, de Pemambu-
co, era 4 de Janeiro de 1886.
O portero,
J. L. Viega.
Repartico da Polica
Seccao 2*N. 6.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 4 de Janeiro de
Iv-r,.Illm. e Exm. Sr. Participo a V.
Exc. quo foram rebolludos na Casa de De-
teoQo, os individuos de nomes:
A' minlia ordera, Alexandre Pereira da
Silva Vicente Pereira da Silva, vindos
do termo do Bonito como criminosos.
*- A' ordem do subdelegado do Recife,
Manoel .Joaquim da Silva Santos, por em-
briaguez e disturbios; e Antonio Eleuterin
do Espirito Santo, por disturbios.
A' ordem do do Ia distrioto de S. Jote,
Foram publicados os seguintes avi-
sos
Ministerio da Fazcnda
Por decretos de l'J do passado foram nomea-
do :
2. escripturario da Thesouraria da Baha, o 1.
escriturario da do Amazonas, Erico Possidonio
da Silva Vieira.
1." escripturario desta Thesouraria, o 2 da-
quclla, Pergentino Augusto Marques Porto.
Por decretos de. 26 do passado lorain no
meados :
Conterente da Alfandegu de Pernambuco,
conferente da do Para, Adolpho Gentil.
Conferente da do Para, o chefe de seccao da
Alfandega do Maranhao, Prudencio Jos Bo-
te I ho.
Chefe de secoo da Alfandega do Maranhao, o
conferente da de Santos, Ignacio Jos Al ves de
Souza.
Conferente da Alfandega de Santos, o conferen-
te da do Maranhao, Luia Augusto Collin.
parte ornciAL
Ministerio do Imperio
Por despacho imperial de 26 do passado
ioram norreados:
O Dr. Jo Ferreira de Mello e Luiz
Martios Callaco para o cargos de Io e 2o
viC'-presidentes da provincia de Santa Ca-
tharina, sendo exonerados Manoel Pinto
de Lamo* e Jos Theodoro da Costa.
O Dr. Julio Maria da Serra Freir para
os cargos de inspector da saude publica
e commissario vaccinador da provincia do
Amazonas, sen lo exonerado o Dr. Apngio
Martins de Menezes.
O baeharel Eugenio de Barros Raja
Gabaga professor substituto de raathema-
Ministerio dos negocios do imperio 1'
directora -CircularRio de Jaueiro, 23
de dezerabro de 1885.
De vendo prevalecer, para as prximas
eleicoes, segundo communicou-me o mi-
nisterio dos negocios dajustica, em aviso
do 14 do corrente mez, a designacao feita
por avisos de 27 de outubro de 1881 e 11
de julho de 1884, dos serventuarios que
devem proceder aos actos de que trata o
4* do art. 149 do decreto n. 8,213 de.}
13 de agosto do 1881, assim o declaro a
Vmc, chamando a sua attencSo para esses
avisos, que, com a presento circular, se-
rao de novo publicados no Diario Official.
; Aos cidadaos que, alm de Vmc te-
nhara de presidir a trabalhos de Assmblas
eleitoraes nessa parochia cumpre que Vmc.
d conhecimento dos referidos avisos.
Deus gusree a Vmc. Barao de Mamo-
r. Sr. juiz de paz mais votado da paro-
chia de...
Ministerio dos negocios da justi
5a-2 seccao.Rio de Janeiro, 14 de ju-
lho do 1884.Illm. e Exm. Sr.-Preva-
lece a designacao, que por aviso deste
ministerio de 27 de outubro de 1881 se
f z, dos serventuarios incumbidos da trans-
cripcao das actas em cumplimento ao dis-
posto no art. 149, 4o do decreto n. 8213
de 13 de agosto de 1881; sendo que para
as secgfes nao mencionadas no mesmo avi
so servirlo os escrivaes de paz do distric-
to o os cidadlos que forera juramentados
pelos presidentes das mesas eleitoraes.
Fica assim respondido o aviso de V.
Exc, do 10 do corrente mez.
Dess guarde a V. Exc. Francisco Ma-
ria Sodr PereiraA. S. Exc. o Sr. con-
selheiro Felppe Franco de S.
= Ministerio dos negocios da justica
2' seccao-Rio de Janeiro, 27 de outubro
d* 1*81. _
Illm. e Exm. Sr.-Oart. 15 20, 2'
parte, do decreto legislativo n. 3,029 de
9 de Janeiro deste anno dispoz que a acta
da eleijao ser transcripta no livro de no-
tas do tabelliao ou do escrivao de paz, as-
signada pela mesa e pelos eleitores que
quizercm.
O art. 149; 4o do regulamento annexo
ao decreto n. 8213 de agosto ultimo exige
Joao Vicente de Torres Bandeira, Joo limaco
de Miranda, Sajador Barbalho Uchoa Cavalcnuti
e Alexandrina Maria de Barros.informe o Sr.
contador.
-------------^aao-------------
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DA 4 DE JANEIRO
DE 1886
J iio Pereira dos Santos Farofa. Informa a 2
scelo.
Carlos Botelho de Arruda.Informo a 1* sec-
cao.
Julio & Irmo.Sim, de accordo com as in-
foruiaces.
Silva ce CA' 1" see?ao para os devidos flus.
Joaquim da Silva St>lgueiral.Iuforme a Ia
seccao.
Car val ho IrmJo & C.A l" seclo para os de-
vidos fins.
liai'tliolomeu LourenC;0,Informe a Ia seccao.
Gaspar Augusto Soarcs Leite.A Ia seccao
para os devidos lim.
Paiva Volente i CInforme a 2a sectao.
PaivaValente & CSim, de accordo coma in-
formacao.
de AssumpfSo, Cypriano de Souza Viegas
o Manoel Bezerra, coahecdo por Boi, por
disturbios.
A' ordera do do 2 dstricto do S. Jos,
Autonio Virginio Vieira, por disturbios.
A' ordera do do 2o dstricto da Boa-
Vista, Manoel Ferreira das Chagas, por
offensas moral publica; Juvino Netto de
M'indonfa, por embriagues e offensas
moral publica; Caetano Romanillo, Joa-
quim Francisco da Silva e Jos Alves dos
liis, par disturbios.
Pelu Dr. delegado do 2o districto da
capital foi remettido ao Dr. juiz de direito
do o? districto criminal o inquerito policial
a que procedeu contra Joao Francisco dos
Santos pelos criines de tentativa de raorte
na pessoa do '' cadete Geroncio Metto do
Souza Piraentel de resistencia armada
.eapejtiva prisao.
Era 25 do mez findo e no lugar deno-
minado-Salgado-do termo da Gloria de
Goit, de urna luta que travaram entre si,
os individuos de noraes Antilo Bezerra da
Silva, Joaquim Gomes da Silva, Manoel
Joaquim Monteiro, Honorato Antonio Tei-
xeira, Antonio de tal, couhecido por
Natura e Joaquim Jos do Sant'Anna,
resultou sahir o ultimo ferido gravemente.
Doa delinquente foram presos os trao
prmeiros, conseguindo Antao e Honorato
evediram se.
A tal respeito procedia-se nos termos do
inquerito policial.
No referido da 15 assumio o cidadao
Luiz de Franja Monteiro, na qualidade de
Io supplente, o exercicio da subdelegada
do termo de Buique.
Pelo subdelegado da regneza de Santo
Antonio foi remettido ao Dr. juiz de direi
to do 2o districto criminal, o inquerito po-
licial a que procedeu contra a escrava Ro-
mana, pertencente a Joao Francisco Go
mes de Arruda, por haver ferido grave-
mente a D. Anna Francelina da Cunha.
Tarabem polo delegado de S. Louoenco
da Matta foi remettido ao juizo competente
o inquerito policial a que procedeu contra
Antonio Severo de Souza, conheiido por
Antonio CiTumba, preso em flagrante por
haver ferido levemente a Domingos Cor-
reia Leal e Manoel Cyrillo.
Deas guarde aV. ExcIUra. o Exm.
Sr. oonselheiro Jos Fernandos da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe do poa, lnronio
Domingo Pinto.
Thesoaro Prov.'acl!.!
DESPACHOS DO DA 4 DE JANEIRO DE
Ministerio da Guerra
Per-portara de 21 do pasando concedeu-se ao
tenente do corpo de estado-maior de 1.a classe,
Pedro de Castro Araujo, exoneracao do cargo de
professor de ingles da Escola Militar da provincia
d9 Rio Grande do Sul, conforme requereu.
Por portara de 23 do passado concedeu-se ao
capitao honorario do exercito, Jos Moreira da
Si1 va Menezes Jnior, demissao do lugar de com-
roandante da 2.* companhia da Escola de Apren-
dizes Marinheiros, conforme requereu. _
Por decreto de 26 do passado foi promovido
ac posto de capitao, de accordo com a immediata
c imperial resolucao de 11 deste mez e na confor-
midade do dispoato no art. 9." do regulamento ap-
provado pelo decreto n. 1,900 de 7 de Mar?o de
1857, o pbarmaceutico tenente do corpo de saude
do exercito Amynthas Silvano de Brito.
Concedeu-se troca de co.-poa entre si aos
capites Pedro Velho de S Barreta e Manoel
Thom Cordeiro, este da 6." companhia do 2." ba-
talho de infantera e aquelle da 6." companhia
de 11. batalho da mesraa arma.
Por portara de 26 do passado foi exonerado
Benicio Ntlaon Tavares de Mello do lagar de
professor de geometra e desenlio linear da com
panhia de aprendizes artfices do Arsenal de
Guerra da provincia de Pernambuco e nomeado
para aubstituil-o Antonio Luii da Costa Wan-
derley.
Por decreto de 26 do passado foram trans-
feridos de uns para outros corpos da arma de in-
fantera :
Para o 3. batalho, o capitao do HA Pedro
1 Alcntara Moreira, para a 8.a companhia.
Para o 4." bitalhao, o capitao do 13.', Eduar
do Augusto Ferreira de Almeida, para a 1.a com-
panhia.
Para o 6. batalho, o capitio do 19., Aonso
Alves de Moraes, para a 5.a companhia.
Para o 11. batalho, o capitao do 19., Ignacio
Henrique de Gauvea, para a 7.a companhia.
Para o 12. batalho, o capitao do 13., Frede
rico Cesar Vianna, para a 3.a ompanhia.
Para o 13. batalho, o capitio do 4., Thomaz
Thompson Flores, para a 7.a companhia ; o capi-
tao do 12., Joo de Souza Catelle, para a L
companhia.
Para o 19. batalho, o capitao do 3., Joa de
Miranda Fereir Campello, para a 6.* compa-
nhia ; o capitao do 6., Silverio Joa da Crux,
para a 6.a companhia.
Foram transferidos os alferes Olympio Mo- 1880
reir da Silva Castro e Joao Candido Damien)*r Dr. Felppe de Figueiroa de Faria.Passe-se
portara de entrega.
Ponto da Bibliotheca.-Ao Sr. pagador para os
devidos fins.
Manoel Goncalves Agr e padre J. da Costa
Bezerra de Carva'.ho.Jntese copia das infor
rra?oes
John A. Boxwell.Informe o Sr. Dr. adminis -
trador do Consulado.
Alferes Leobaldo Augusto de Moraea.=Hja
vista o Sr. procurador fiscal.
Dr. Felippe de Figueiroa Faria.Entregue-se
a q a itia em deposito.
Prel*e fainas da Guarda Cvica.Examinem-se,
Ferreira, este do 16. batalho de infantera pf>ra
o 7." da mesma arma, e aquelle do 7. para u 16."
da piovincia do Espirita Santo.
Foi mandado servir na guarnilo da pro-
v'aeia do Espirito Santo o tenente do 9. batilho
addido ao ., Bibiano Jos Teixeira Ras.
Ministerio da Marlnha
Passaram do vapor Puru para o patacho
Aprendiz Marinheiro o 2. cirurgio Dr. Manoel
Lopes da Silva L.ima, e desta para aquelle o 2.a
cirurgio Dr. Luia Pinto de Magalhes Siqueira.
Foi nomeado o 1." tenente Augusto Fruc-
DIARIO DE PERNAMBUCO
Retrospecto poltico do anno
de 18S
FRANCA
iConliniinrilo)
O Sr. Cliallemel-Lacour.'eleito senador pelo de-
partamento ilas Boceas do Hlioilano. {'s seas eleitores a segninte carta, que tndtuimoa-
cin parte, para mostrar qu.o profunda i a ilissi,
dencia cutre os dous grupos mus nota veis dos
republicanosfranceiesopportunista.se radieaes:
A eli'icfio de honteni foi un arto ile emaini-
pacao. Piulis l'eclitar-vos. O appai-ecinieutu
dos Sis. Clenienceau. Tony Rvillon. Lagoerre e
outras entidades salientes, em Marsellia. e desde
neg da eampanha eleitoral, iadicava sobeja-
inenie a inipurtaiicia i|ue no animo desses cava-
Iheiros tinliam as eleirOes senatoriaes des!'' de-
partamento, o rmeellea Dretendiam era avasaa-
lar definitivamente toda esta parte do sul da
Franca.
Nao ros ({uizestes prestara taes designios.
Parecen-TOS que tinlia rtiegado o momento de
patentear, por modo irrepUcarel, que era imme-
recida afama que tinha este departamento < le ser
a fortaleza mais tcinivcl do radicalismo sectario
e co.
As COnfeceueiaS de Marsellia e'de Avinlio.
nas qnaes se havia planejado a victoria; a acti-
vidades desenvolvida nos districtos de Aix c de
Arles pelos cabos de esquadra da extrema es-
-nli'ie dos trinta nota-
veis do palacioJourljon. que juigaram ni
gano transnnttir-vos os scus sabios conselbos
sol a forma engCtthosa de una supplica ao mais
ndisnensavel dos candidatos: mida dissonos
fez mudar de proposito.
E' que lindis deliberado acabar com a pue-
rilidade da politoa de pregrammaa, e cumpristes
este designio com firmeza juexcediret. Demons-
trastes por una eleicao signifleativa que se o de-
partamento das Boceas do Hhodano tem suas
extravagancias possue lambembOa dose de soaso
communi.
Se essa caria nao revela grande modestia por
parte do candidato victorioso, < certo que fez ri-
gorosa justica a certOS errse perfeitos despro-
psitos do partido intransigenle.
O senado abro-se ipiatro dias puosas eleicoes.
O nico incidente da veriflcatjfio dos poderes lo1
o inquerito ordenado acerca do pleito eleitoral em
Finistrra, departameiBo onde sedeeso interea-
santes aceas de cabala ecclesiastica. Segundo
se verilicou. nada menos de doze padres da dio-
cese tinliam l'eilo parle do collegio eleitoral. d'on-
de se concluc que as nieditaces sobre os evan-
gelios nos apostlos e a salvaco das almas
deixa largos e agradaveis ocios ao clero contem-
porneo. Aindamis: o proprio liispoKreppel.
n'uma reuniio eleitoral que realisou em Quim-
|ieT-. na casa de urna das summidades realistas
do lugar, pronunciou um discurso, eloquentisi-s
mo. disseram seus amigos, em favor das candi-
daturas ila direita. Essa'Thfervenco deu eusejo
a protesto dos republicanos do deparlamento,
mas. quanto a nos, sem motivo legal, porque se
os padres exeniam direito de cidadaos, o hispo
taiubem o exercia, e com a especialidade em
sen de ser membro da cmara dos deputados
e eleitor senatorial. Parece, todava, que, ao
acabar a tal sesso, o orador poltico voltou de
sbito ao papel de missionario, e eis o reverendo
Freppel ertoando o I>nicreaor com toda a forra
de seus sagrados pulmoes. todos os presentes
acompanbaram o bispo, como era natural, e en-
t o houve que adimirar o singular espectculo
de urna reuniao eleitoral com todos os sgnaes
de ceremonia religiosa, menos o incens de que
0 dono da casa se havia provavelmente esqueci-
do I Findos os cantos, o bispo de Angers deu a
sua bengao episcopal aos correligionarios reuni-
dos, que tamhem lhe beijaram o annel como
fiis e eleitores ao mesmo tempp. Nao foi i
bencto dos puuliaes, disse espirituosamente o
Sr. Ghalamet no senado: foisimplesmenteaben-
cao das chapas I
Yerilicou-se anda que os delegados que foram
votar em Quimper, ao chegarem alli na vespera
da eleicao. foram hospedar-se em casas ae pa-
dres da local idade e at n'um convento dos que
alli lia. Mas nenhum desses incidentes, mais
cmicos do que mesmo graves, era razan para
que se efiectuasse o inquerito ordenado. Cantar
t) Veni creator, agasalhar os eleitores, leval-os
at a bocea da urna, nao sao rigorosamente fac-
os que em face da legislaco francesa posma
dar lugar a que se annulle urna eleicao. E o
ganda nao annullou afinal a de Finistrra.
1 E' forja reconliecer que esse procedneuto do
clero i de tal modo contrario propria can-a
religiosa, sjue se a simples mortaes fosee lcito
ronveiicer com textos bblicos quelles mesmo>
ato faltara, estamos convencidos, quem lem
brasas ao clero dos nossos dias aquellas pala-
nas de Jess Consto que, traduiidas na praten
pelos ]inineiro cheles da igreja, deram ao ca-
tliolicismo a eterna honra de ser 0 pfmeiro i
eiisinar ao occidente este magno e salutar prin-
cipio de ordein social ou poltica: separagaono-
dous podase-espiritual e temporal.
Mis como ho de certos sacerdotes francezes
aceitar consetlios de leiiio.s se os nao querem de
autoridades insospeitas da propria grey?
Anda nao ha muito lempo o respeiavel bisp >
de Langres escrevi ao clero da sua diocese.
Devenios permanecer estranhos s lucias po-
'iticas. manter-nos superiores aosconOictos dos
partidos e dos regimens, quaesqner que Sejam
as nossascouvicci-sesympatliias.
Liccoes destas saogeralmente perdidas. Pon-
eos sacerdote- franceses se limitam, como ha
pouco faziao bispo de Versailles, a condemnroa
exercicios pfaysicos o a gimnstica, a pretexto de
que o desenvolvimento do corpo (a dos rapazes
de boje outras tantas fiestas do Apocalypsa. o
Apoealrpee, ensinou o prelado, falla de certos fio-
incns marcados rom um signal a que chama o ca-
rater da beata, ckaracterem liestiv, e adoradores
da propria imagem. E o ingenuo-prelado per-
gunta clie-io de terriveis preoecupages. se nao de
recejar que essa obscura propfiecia possa vira
applicar-se s prximas geraces. caso 0 systema
de educaco actual vingue e se general se.
Despidas de fe. mas de idea!, saturadas de gozos
maOB e. alm dsso, arreicoadas obediencia pas-
Biva pela propagaco dos exercicios corpreos
ai!tudo o leva a crer, terao, segundo o bispo de
Versailles. o carateristico do animal, rhamctemii
&#! Nio : a maioria do'Icio da Franca nao
encerra iiesses limites de innocencia primitiva o
seu odio contra as maldades do seculo. Esqueci-
do dos seus proprios interesses eda felicidade da
patria, entra activamente na |iolilica. e guerreia
por todos os modos as instituicoes republicanas.
E eis ah porque os defensores dessas institui-
Cea dizem que o clericalismo km inimigo, e tr:u -
tam de empregar todos os meios de nulilisal-o.
Aprova disto appareceu anda urna vez clara <
evidente nas disposices do orcamento para 188.').
oprimeiro, 9evc dizpr-se, qiic, desde que ha go-
verno parlamentar em Franca, deixou de ser
regularmente votado em tempo competente. .\
cmara cortou differein.s verbas de despeza. li-
gurando entre eDas a que se destinava aoses-
moleres dos hospitaes militares de Algeria e da
Tunesia. a que autorisava o estipencio do bispo
de Guadalupe, bem como a que era consagrada 1
manulenco das fuculdades catholicas de theoI,o-
gia.
Como era de prever, os reaccionarios sentiram-
se eridos, e protestaram acremente contra esaas
suppresses de crditos que altrifiuinim ao dc-
sejo que tinha a maioria de acabar pouco a pouco
i orcamento dos cultos, como quem desoja
caminhar para a total separagao da igreja e do
Estado, nao por caniiuho direito, mas por ata-
ihos e curvas.
Nao estavam por'certc longe daverdade os
reaccionarios fallando desse modo. Mas. alm
de que o procedimento delles provoca represa-
lias, nocrivel que urna religio proclamada co-
mo de absoluta necessidade social precise, para
nianter-se. do triste e regateado auxilio dos co-
fres pufilicos. Nos fions tempos da preponde-
rancia catliolica nao havia orcamento de cultos,
mas apenas S viva e ardente, que por toda a par-
le proporcionava ao sacerdocio urna posico iu-
ilependentc e dignamente compativel com a li-
fierdade indispensavel a todo o apostolado.
Para os que entendem que a misso do gover-
no, na situaco transitoria cm que se acliam as
sociedades occidentaes, deve restringir-se ma-
nutencio mais severa e rigorosa da ordein ma-
terial e garanta mus completa possivel da li-
heidade doutrinal, pata os que entendem assim,
dizenios, longe de ser extrenlia e m, seria pelo
contrario boa, lgica e natural a suppresso de
toda a despeza publica destinada sustentaco
do sacerdocio desta ou daquella religio, urna vez
que nenhuma doutrina deve ser privilegiada, pa-
ra que mais fcilmente possa triumphar aquella
que pela natureza das cousas tenfia afinal de do-
minar a generalidade dos espiritos, pondo lim
profunda anarchia moral e mental emque ha se
culos se agita o occidente. Mas pelo facto mes-
mo dessa anarchia, por falla de urna synthese ge-
ral que sirva de convergencia a todos os espi-
ritos e a todos os coraces, interessando-os inti-
mamente n'uma obra commum, exactamente por
isso que em Franca tem parecido empreza dil-
ficil e delicada a proclamaco da liberdade reli-
giosa com todos os seus consectarios, toman
affoutos republicanosopportunista8 receiam ala-
carde frente o rgimen estabelecido no paiz des-
de 1801, cm virtude da concordata realisada cu-
tre o cnsul Bonaparte e o papa Po VII. D'abi
os processos incompletos, tmidos e afinal pouco
dignos, porque sao poucofrancos, por meio
quaes pretendeu a maioria da cmara ir arrui-
nando parcialmente o systema concordatario.
A maioria do senado assim o entendeu, e trac-
tou. pois, de reslabclecer os crditos supprinii-
dos. quando o orcamento para 1883 foi submet-
tido a sua apre iago. 0 conflicto, alias to fre-
quente. entre as duas casas do parlamento fran-
cez, acerca das prerogativas orgamentarias ajae
urna e oulra se attribuc, ficou desde logo e mais
urna vez patente. Com efieito o orcamento vol-




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Diario de PernambueTerfa-feira 5 de Janeiro 1886
I

_lou **!" pillados, e esta nnnteve tna- timados o* catraeiros para auVatarem um pouco
para dar logar ao escaler 4 aUaudega, estes nao
obedecsram, declarando positivamente que tal nio
fazam. Irapellidos pelos marinheiros da alfande-
ga para outra parte, enfurHerm ia os catraeiros,
e altando no sealer contrario travarara luta de-
sabrida a disputa do ponto que cada um se julga-
va com direito de poder atracar ; sendo necessario
vir o gutrdi Cavalcante pedir auxilio guarda
de palacio para que nao fosse inais adiante a furia
dos contendores.
Os catraeiros afinal foram presos em flagran-
te pelo dito guarda da alfandega e recolhidos ca-
deia.
L-ae aa Mema f lha da 26 :
Acaoa da dar-se nesta cidde um facto tris
temante Uumentavel. Hoje 1 1/2 hora da tarde,
mais ou meaos, ingerio urna forte dase de acido
phenico O. Carlota Mooteiro ^umooer, viuva do
acreditado negociante inglez Septimus Summer, e
moradora ra Vate e Oito de Julho, canto da
de Sant'Anna.
Meca anda, estimada e dispondo de alguma
fortuna, ignora se qnal o motivo que levou a des-
ditosa senhora a tentar contra seus das.
O seu estado inspira serios cuidadas, julgar*
pelos symptomas que rpidamente se raanifesta-
ram e pelo reconhecido poder do agente empre-
gado. -^PHM
Nao s unos mais minuciosos na noesa informa-
ci, porque o medico Sr. Atlouso Saulnier, que
alli se acnava, obstou que o nosso reprter syudi-
casse melhor do facto.
No dia 21, comecou a ser publicada urna nova
folba diaria sob o tituloA Provincia.
Do seu artigoProgramm*destacamos estes
trechos :
Para conseguir o engrandccimento da patria
devem convergir os esforcos dos que realmente por
ella se interessam e desojara bein servil-a.
E' o que se propoe fazer a Provincia, orgo
de pubictdade, que hoje enceta o seu primeiro an -
no de existencia.
Cumpre que a imprensa se erga oppondo bar-
reir onda invasora que tenta tudo anniquillar,
e se disponha a livremente analysai todos os tac-
tos de inleresse publico, e, quando moe, stygma-
tisal-os com toda a energa acontando os sem au-
tores.
A Provincia clamar com todo o vigor que d
o patriotismo contra esses inimigos da patria que
so curam de seas interesaos, contra oa solapadores
das nossas instituicoes, impedindo quanto possivel
a prorogaco de ideas que possam concorror para
ainior desorganisaco social.
E' urna misso ditficil e ardua.
E' a misso da Provincia. >
Cear
Datas at 31 de Desembro :
A nica noticia que merece mencio a segua-
te dada peli Constituicao de 31:
Ante-bontem, cerca de 11 boras da nnite, ma-
nifestou-se incendio na casa n. 77, da ra do Ma
jor Facundo, onde tinha loja de fazendas o Sr.
Francisco Russas.
Nio obstante os esforcos empregados pelas au-
toridades e muitos cidados para domar o incen-
dio, foi isto impossivel, fieando consumido todo o
sortimento contido no estabelecimento e completa-
mente arruinado o predio ; notndose tambein es-
tragos consideraveis do visinho estabelecimento de
encadernaco do nosso amigo alferes Satyro Ver-
cosa.
Rio lirande do Norte
Datas at 1 de Janeiro :
Nada referem as to!has digno de nota.
Parahyba
Datas at 2 de Janeiro :
Foran: eleitos deputados provinciaes em 1. es-
crutinio : pelo 1.* distrietc, 2 conservadores o 2
liberaes ; e pelo 2., 2 conservadores e 2 liberaes :
e pelo '.o, 2 conservadores e 2 liberaes.
Dos outros districtos os resultados sao incom-
pletos.
Lomos no Monitor do 1' do corrente :
Por noticias que temos recebido nos consta
que reinam desordeus por grande numero de loca-
lidades da provincia, sobresahindo as que se estio
dando em Si uza das quaes j resultaran! algumus
mortes, tendo ltimamente, segundo dizein, mar-
chado para alli orna torca.
balavvl a *ua rvsolurao anterior a respeio de
quasi todas as verbas de despeza restauradas pe-
a cmara alia. O que iria esta fazer em taes cir-
'umstancias. quando o orcameato lhe fasse rein-
4 iado quasi na sua forma primitiva f
A duvida nesne ponto preoecupava intimamen-
(e todos quaittos teiniam ver desharnionisada a
inaioria poveriiaiuental na vespera, por assira
diser, das cleicOda geraes para renovagao da c-
mara dos deputados.
Felizmente a qaestao veio a resolver-se do me-
llior modo. O relator da eominissao floanceira
do senado sustentou hbilmente da tribuna, na
sessio de 80 de Marco, a necessidade que tinha a
segunda cmara de mostrar-se conciliadora, des-
le que o proeediiiK-ntodapriineirauao equivala
urna negativa, em these. das [attribuices linan-
ceira? d'aqoBUa. As conclusoes do senadorDau-
tihtn c da commiss ni que este representava. to"
rain combatidas por alguns de seus col legas aom
'odo o ardor iniainuavel, oquedeu predita sos-
sao um grande bruno de eloquencia. 0 marquez
d'Augle Beaunanoir tornou-seesforcado campeao
.m pro! ilos direitjs do senado. Sustentou que
a este rabia a iiltinn palana em materias orca-
iiientaes. eprocurou justificar a sua aflirinativa
por nu-iu que o sena do est Benita constantemente renova-
do por um pessoal sahido quasi todo d'entre os
Miembros da cmara, e que nao se verificando a
reciproca, era licito confluir que os deputados)
pelo menos aquettea queprocuram transformar-
,-.( em sonadores, nao acreditam seriamente na
inferioridade da primeira assembla m tvlaco
aquella de que sio incmbros.
Bsae racionio. alm de interessante. lem no
inundo una ap|ilicagotmais fieral do que talvez
pense o honrado marquez d'Auple Beaumanoir
(Continua).
RECXFE, 5 DE JANEIRO DE 1886
IVoticlas do norte do Imperio
O paquete nacional Par, entrado hontem do
norte anto-ontem, trouxe as seguintes noticias :
uuiuonas
Datas at 22 de dezembro :
Era lam'-ntavcl o estado sanitario dos ros Ne-
gro e Jurui; reinavam alli com muita intensida-
de a febres di tno carcter, e a pjpulacio ia-se
disimindo i falta d: soccorros.
Na bocea do rio Acre, fui brbaramente as-
aassiuaio o commercante Jjs Cavalcante, por
Antonio Barbosa, ho^iem de mos precedentes.
A ocig 'in d'esie crime foi ter se Cavalcante
oppjito a que Biiboza maltractasse um serin-
gueiro.
Barboza pjuco depois fo preso, e recolhdo
cadeia da capital.
A oxp irtacio da borracha desde Janeiro at
noveinbro do auno altimo foi, para o estrangeiro
o para esta provincia, d^ 3,486,707,5 kilos, no
valor on.-ial de 7,G,)S:959300.
O correio geral da provincia teve um rendi-
inento de 5:339'JJ, durante o m z de novembro
paesado.
Par*
Datas at 26 de novembro :
No dia 25 teve lu*r a aljala para d eputados
p-ovincii.es do biomiio de 188b a 1887.
Ain la nao era uuhecido o resaltado final de
nenbum distr'icto.
Estavam interrmpidas as cammunicacoes
telegraplncas entro Para e Maranliao, pelo cabo
aubm trino.
Rafreaa&n a 23 de aua cx:ursio a Vizeu, o
Sr. desoinbargador Araripe, presidente da pro-
Ikeia. .
A esss reapeito, escrevea o Diario do Grao-Para
urna langa deseripcao, do qual apenas tomamos
estes trechos:
8. Exc. e sna comitiva chogaram a vizeu no
di 19 as 9 horas da Urde, e dlrigiudo se imme-
diataini'nte estaco tolcgraphica, onde couiuiu-
nicou com toda a liaba, transmittiudo para a Cor
te dous despachos, um dirigido ao Sr. Ministro do
Imperio c outro tua ro.-pcitavel familia.
< O* tolegrammis aerao trausmittidos por um
pjrtador da extremida i da liuh* estacao do
Eujenho Central, uj Maraaoae, cxiu dous diaa de
viagem. -,
8. Exc. Visitou depai8 a igreja, a casa da Cma-
ra Municipal, oCen:!,ii>, examinando tudo 4111-
concernia administiavV dos negocios publico
com escrupulosa atteneau o eatodado com iufor-
nacio pessoal todas as uecesaidades da locali-
dade.
< O hjnrado comtniToiante do Viaea, o Sr. be-
riphim da Mello h>ipoJ->n S. B18. e sua comitiva
durante o te:npo que e*Wve a'aquell 1 villa, oft'ero-
cendo-lhos im lauto jantir.
Todos ti.-aiain pc:iliorados pela hospedagem
d'esse eavalheiro, reale ida pela g ntileza do S
Exm.a consorte.
Ao cihir da noit" asaistb S. Exc. 00
na igreja. na qual ouvi se urna eloquente allocu-
vSo ai lievd. Dr. Mmcio Caetano Ribeiro.
Pela inadrug^h 1I0 20 deixm o Viten o rio
Gurupy e navegou par 1 o norte venconoo galhar-
damente o mar que se ncrespra com o rijo nor-
deste "ue sopraa, iiicapeliaudo as ondas que se
quebravam em longa orla de espumas sobre os
bancos que bordam a coata at Braganca.
A's 11 e 1/4 da inanb passou pela boia da
eutrada d.i barra de 15rjanea, em cujo porto deu
tundo o Vizeu s 4 horas da 1
Na cidade subjam ao ar girndolas do fo-
guetes e granlo numero de pessjas veio poats
receber o ilustre visitante.
Lemos na citada lolba de 20 :
U ?r. eogeulieiro Francisco Schustersehirtz,
raambro da lllilill ti 1 do tolegrapho terrestre, na
oecasia 1 em que tasi 1 a picada para o assenta-
mento dos postes, encoutrou-se cem o aldeamento
dos indws da tribu, Maracan, situada no rio do
mesiro nom?, distroto de S. Domingoa da Boa-
Viata.
< Felizmente silo civibaados e receberam ama-
velment-i a visita do diatincto eugenheiro que
trouxe dous em sua comp inhia para a cidade, e
que estao hospedados em o.isa do digno chefe da
commiss), Sr. Dr. Leopoldo Silva.
O mais velho tem l'J anuos, chama-se Juao
Francisco de Assis e casado com urna hlha do
Tuchaua, o mais moco Minooi Severo dos Santss,
filho doTuchau que teve o titulo em 1880, quan-
do estava na presidencia da provincia o Sr Bario
de Maraj.
Disse-nos Joao de Assis, que desejava milito
conbecer o governo (o prejideute da provincia),
pois trazia os ttulos de seu segro e esperava que
S. Exc. lhe raandasse tornecer o seguinte que nos
permittio copiar :
2 armas de cano, inglezas ;
4 ca^as feitas ;
2 camisas brancas ;
2 babs do fo ha :
. 3 kilos de plvora ;
2 chapeos;
Chumbo e espoletas.
Prometteram os dous indios esperarein por S.
Exc o Sr. consehViro presidente da |provintia
nao obstante o Sr. Dr. Leopoldo mandar aviar o
pedido.
Lemos na Provincia do Para de 22 :
A's 9 boras da manha de hontem, proxime a
ponte do arsenal de mirinha, virn-se urna canc a
de propjriedade dos Srs. Silva ft Olveira, desla
praca.
A eana vinha carregada de farinha e borra-
cha, fieaudo o carregumento a variado.
Prestou os devidos soccorros tripolaeao a
lancha a vapor Jacy, guarnecida pelos remadores
do mesmo arsenal e ao mando do patrao-mr Sr.
1 tenento Luis Gomes da Costa.
Nao houve, felizmente, perdas de vidas la-
mentar.
Hnraiibo
Datas at 28 de Desembro :
As noticias desta provincia tem diminuto inte-
rese.
L-se no Pan de 23 :
Cbegando s rampa um escaler da alfandega
com o guarda Candido de S Cavalcante Lins e 6
marinheiros, encontrou a'li um bote tripolado pe-
Jos catraeiros de nome Bernab e Joao Cerouls, o
.ue impeda que aiuelles podessera atracar, In-
Xotlclas do Paeillco, Ro da ra-
in e Mil do Imperio
O paquete Maguan da buha do pacifico, e que
hontem passsou para a Europa, trouxe do sul as
seguintas noticias e as que couktam das rubricas
Pare Official e Interior :
Pacifl co
e telographicas at 17
Datas do jornaes at 11
de Dezembre :
Affirinavam de Lima que o coronel lielayze nao
se submetteu no novo governo sendo depois que
Cacres, frente da tropa, atimou-lhe a submis-
so. I
A oppisifilo da cmara dos deputtdos do Chile
annunciou que interpelara o governo Acerca dos
acontecimentos do Per e doespingardeameiito de
Chilenos por cacciistas.
Diz um ti'legraiuma de Lima, datado do 17, que
o partido civilista proclainai para futuro presi
dente da repabiiea o general Cceres. Outros
partidos polticos iniciarum os seus trabadlos.
Pirola telegraphou de Pariz annunciando que
regressaria no priinoiro paquee.
Chegou a Lima o coronel Relayze com forcas
glesstab e su'ometteu-se ao con^elh) |iri.visorio
do governo.
Rio da l*raia
Datas de Bueuos-Ayres t i e Monti video
at 20.
Com) natotal, contnuava a preoecupsr a at-
teneao na Uepublica Argoutina a nova pitase da
questao cleitoral depois da conferencia dos candi-
datos .
O Dr. Irigoryen, segundo foi ajustado na reu-
nido, conierencou com o presidente, general Boca
o qual segundo constava, respondeu que nao po-
da influir na qnesto presidencial, por nao Ibo
ter permittido involver-te em assumptos eteito-
raes ; cabeado a Jurez Colman proceder como
melhor lhe parecesse.
Dizia-se que o Dr. Gorostinga teria por sua
vez, urna entrevista com o general Roca, no in-
tuito de obter resposta categrica, que nio conse
guia o Dr. Irigoyen.
O Dr. J. A. Garca parti para Crdoba, com-
missiona Jo pelo general Mitre, para conferenciar
com Jnarez Cclman.
Ajulgar pelas veraoes correntes e pelo tom da
imprensa, a elimioacao dos quatro candidatos pa-
rece pouco provavel.
Segundo telegramma expedido de Buenos-Ayre^
para El Siglo, a base principal da fnsi'o dos par
tidos esta : unirem separa lutar eontra a impo
sicao official sem que nenhnm dos candidatos ac-
tuaes renuncie & sua candidatura, e deixar que a
maioria dos eleitores escolha para presidente o
que lhe parecer mais digno desse cargo. No
caso de nao se realizar a fuso, ser tomado o
compromisso de nao transigir em nenbum sentido
com o pider oflicial.
Noticiindi que se realiziu a conferencia pohc
ca entre os trez candidatos presidencia da Re
publica Argentina, diz Im JVae.'o, de Buenos-
Ayres ; t oncorreram a ella os Drs. Gorostinga,
Bernardde Irigoyen e Dardo Roche, echndo-
se presente tambem. o general Bartholomou Mi-
tre,
A conferencia prolongou-se desde as 9 at as
12 horas da noite, dominando neJla a maior fran-
queza e a melhor vontade, trocando se explcitas
explicacoes e declaracoas no sentido de urna solu
{lio geral da questao eleitoral com abetraccio de
toda ambicio pessoal.
o Segando intormaces fidedignas, chegou -so a
assentar unanmimente em urna proposico com-
plexa, que se se realizasse sera a solucao de to-
da* as difficuldades eleitoraes da actualidade e
satisfara as legitimas esperanzas da opinio pu-
blica.
Em todo caso a proposico assentada definir
claramante a situacao eleitoral, e collocar cada
um no seu lugar, deixandb as respansabilidades a
qnem couber.
Muito brevemente se farab sentir os efleitos
deste jcardo patritico dos tres candidatos, de-
vendo hojo mesmo comecar os trabadlos no senti-
do do ajustado entre elles. "
Segundo communicou a El Siglo de Montevideo,
o sea correspondente em Buenos- Ayres, antes de
ser tomado o compromisso para fuso dos parti-
dos, decidise: 1." Como passo previo e acto de
abnegaeSo, convidar o De. Jusrez Calman a ret-
rar sua candidatura, prometiendo solemnimente
Boca, Irigoyen e Gorostinga por sua parte faser
igual illimincao.
No caso de ser aceerto o convite, concorrer uni-
dos para designaeio de um candidato que satis-
faca as aspiracoes geraes, assegurando o imperio
das instituicoes.
2. Declarar que os partidos papolaras teem o
triampJio se juro ; mas que desejam dr prova de
que nao os animam interesses pesooaes, fazenio
um appello ao patriotismo.
3." Se torem desattondulos rio luets com tjd
a energa e inteira confiauca no xito.
Dis anda o correspondente de El Siglo, que
Mitre foi encarregado de conferenciar com Ju-
rez Calman e Irigoyen com o presidente Roca,
afina de que este contribua com a sua influencia
para facilitar o arranjo.
Acroditava se que Jurez e R.ca repollUm a
p re posta, fasiam a entretanto os proponen tes
para melhor justificaren] sua attita le tutura.
Circulavam boatos de que o elemento juariata
de Santa P preparava um revolucao contra a
ituacio daquella provincia que i frigoyenista.
A repar:ico nacional de nygiene, de aeccdo
com a tonta de san le de Montevideo e coinau-
torisacao do goveruo, resolveu supprimir as qui-
rentenas imp-stas aos navios procedentes de por-
tes hespanhovs.
Contiauavam em Montevideo a* reunioes
eleitoraes, a despeto de se considerar resolvida a
questao presidencial. Oplnavam alguns deputados
que, anda depois da reunido do da 25, na qual se -
ra proclamado o successor do general Santos, se
acharia o problema sem solucao definitiva, por nao
se poder prever os suceessos qoe occorrerao de
agora at Marco.
lloeve urna reuniao de eleitores no quartel do Io
regiment de artilharia, na qual foi aceita a can-
didatura do Dr. Vidal para successor de Santos.
Iiouve mais tarde outra rcunio, na qual se tra-
tou a cleicao do departamento da Trinidad que
deve eleger Santos senador.
Em Assuinpco do Paraguay, diz um tele
grainiua de Buenos-Ayres para El Siglo, de Mon-
tevideo, fo assaltado pelas costas o jornalista Ma-
noel Curutcbet, director de El Heraldo, por Angelo
Peua, favorito e secretario do presidente Caballe-
ro, que lhe disparou varios tiros de rewdver.
Curutchet cahio com o corpo atravessado por
nina bala. Apezar disso defendeu se, scn p3der
terir o assassino.
* O lerido est morbun to.
Curutchet era jornalista da opposcio e, se
gundo tblegrammas, a opinio 1 idigita o presidente
Cabalhiro, como instigador do crime.
Curutchet argentino.
Falleceu, em Montevideo, o trnente-general
Pelippe Fraga, guerreriro da independencia e,
segundo diz El Siglo, urna das figuras mais
sympathicas da classe militar, pelos relevantes
servicos prestados patria, assim como pela pro-
bdade e rectid eem que desem,ienhou fuuccoes
publicas em varias poeai. <
Mo Crnilc do Mal
Datas at 24 d Dezembro :
O Sr. Antonio de Campos Jnior toinou
posse, no dia 18, do cargo de inspector da alfan-
dega do Ro Grande.
0 negociante Joi Mara Alfonso dos Santos foi
absolvido pelo juiz de direito da comarca do Rio
Grande no processo de quebra culposa, a que res
ponden.
O Jornal de Porto-Alegre, de 22, relata o
seguinte :
Na tarde de ante-hontera, seto empregados do
commercio a luga rain um bote e nelle sahiram a
passeio pela Guahybs.
Affastando se um pouco, foram colhdos pelo
temporal que desabou. Viraado a embarcacao
perecoram dous debes, conseguindo os outros sal-
varem-se.
As victimas chamam-se Pelippe Fischer, <.m-
pregado da fabrica de cerveja do 8r, F. Christof-
tl e Fernindo, empregado dos Srs. C. Daudt
&C.
At a hora enanque escrevemos esta noticia,
nao haviam anda apparcwdjjswrpos.
No dia 18 ao meio da, desaBoo-o- trapiche
de propriedade do Sr. Baro de Jaculiy, situado
ao alo do arsenal de guerra, no lugar denominado
Reducto
Nao h.uve desgraca a 'amentar; apenas o tr-
polante de um hinchi, que estava atracado ao
trapiche, licou ligeiramoute offeudido.
N dia 21, s 2 horas da tarde, um pardiuho
de 13 annos de dade, de nome Fehppe. morador
em casa da baroneza de Cahy, e outro de 16 SOBOS
de nomo Manoel, por causa de um jogo de enan-
cas, travaram-se de razos, resultando do conflicto
ser este gravemente ferido por aquelle com urna
facada.
Aps a perpetracao do crime, Felipp, eseondeu
a arm.t e dirigi-se para casa sem nada dzer.
Ahi interrogado pela polica confessou o crime,
aps alguma reluctancia, pelo que foi preso sendo
o ferido conduzdo Santa Casa de Misericordia.
Em Pelotas tratava-se de fundar um asylo de
.Mendigos, o capital agenciado eleva-so a......
31:992*220.
urna das folhas dessa hcalidade o ce-
le-se em
guinte :
As mercadorias apprehendtdas na madrugada
Je 8 do corrente, pelo fiscal da fazenda publica,
i. G imes de Mello, j foram tiradas dos caixos
e relacionadas afi.n de sorem avahadas e iroin a
leilo em piaxo breve.
n contrabando, nao de tanto vulto como se
suppunha, embora conteoha fazend&s de valor,
como temos de casimira, pecas de merm fine, ca-
misas para hunens e sonhoras, bordados, calcado,
etc.
Talvez nao attinja a mais de l:00OJ, todo o
contrabando
No dia 10 foi preso no primeiro dstrici-j da
Caehoera, n.s campjs de Benjamn LrWJ, sobw
a iniiL'eni lj Jiio.iliv. o indivi'lui Aeouo Fran-
cisco Costa, pioii.iiici ulo no art. 37 do eu
criiniual e que hvi 1 fagids da cad de Cay-pa-
va, ha tres altos mais ou nenon.
I'aruu
Datas al 25 de Dezembro :
A Gaie'a Paranaenit de 22 publ-ca, recebida
de S. Jos da Boa- Vista, a seguinte noticia :
o No municipio de S. Jos da B.i Vista, dis-
trito de Thomasna, a 10 ou 12 leguas da villa,
no seitio que divisa com tetras devolutas, exista
uin honrado e activo lavrador casado e com tres
fiibos, e no dia 6 do correute foram eucontradas
moitas todas as pessoas dessa familia, distancia
do 20 bracas da casa onde resida.
'< Os cadveres dos iufelizes, pela barbaridade
de que foram victimas, foram encontrados em com-
pleto e horroroso estraugulamento, e arrastades
para o lugar em que foram encontrados.
Os cadveres aehavam-se una sobre os outros
e cobertos por grande quantidade de lenha, for-
nuniio sobre elles urna fogueira em que tinha co-
mecido o fogo, p rin se extinguir.
a As autoridades tomaram couhecmento do fa-
cto e proseguem as diligencias que o caso exige.
buppoe se, entretanto, que esta familia foi
victima dos indios.
O Jornal do Commerciol da corte publicou
este telegramma :
* Campo Largo (Paran), 25 de Dezembro.
O presid ute Ua provincia, regressando i S. Luiz,
nos Campos-Geraes, tuvdou em Campo Largo urna
Sociedade de Immigraco, que foi suudada com
euthusiasmo. Perto da cidade estao se formando
ncleos do iminigravio por meio da iniciativa par-
ticular.
anta Callaarina
Datas at 25 de Desembro :
O Dr. Folisberto E ysio Bezerra Montenegro re-
assumi.ido o exercicio do cargo de juiz municipal
da comarca da capital, no qual acaba de ser re-
conduztdo, puolioou um artigo em que declara que
nao reconhece as notneaces, feitas ltimamente
pelo Dr. juiz de direito, de curador geral de or-
phos, de partidor, contad>r e promotor de resi-
duo), e que vai fazer novas nomea.oes, de confor-
inidade com a le.
Le se no Jornal do Commercio, da capital :
Consta ti. s que est sendo processado pelo
Dr. juiz de direito desta comarca, por queixa do
tenente-coronel Jacintho Pinto da Luz, o Dr. juiz
municipal do tormo do ta capital, por ter em No-
vembro do anuo paseado, decretado a detenco
pessoal do mesmo tenente-coronel, a requeriinento
Jos negociantes desta praca Joo ao Prado Lemos
* C, tendo j o aecusado recebido copia da pet
ciio de queixa e dos d ajumeutos que a instruem,
para responder no prazo improrogavel de 15 das.
Consta-nos mais que o Dr. juiz municipal vai tam-
bem denunciar o Dr. juiz de direito Costa Miran-
da, porante a rclaco do distrieto.
Foi exonerado do cargo de inspector do thesou-
ro provincial Flix Lonrenco de Siqueira e notnea-
do para substitu!-o o coronel Jos Feliciano Al-
ves de Uiito.
. Paulo
Datas st 28 de Dezembro.
O Dr. Elias Chaves, vice-presidente da provin-
cia, reunalo todos os escravos que possue na sua
fazenda de Sauta Cruz, municipio de Araras, ex-
plicou Ibes as vantageas da nova lei do elemento
servil, declarando ao mesmo tetnpo livres oito den-
tro elles, por tercia a idade marcada pela le. De
elarou mais o D:. Elias Chaves que dar iiberda-
de plena a mais oito eserayos, logo que esteja ter-
minada a colheia, e desisti dos servicos de um
casal de escravos e de tres ingenuos.
Os libertos preferirara ficar na iaaenda ganhan-
do pelo sau trabalho a reto empreg ir-se em ou-
tra parta.
Foram capturados, na Limeira. Antonio Ea-
teves dos Santos, portugus, e> Silverio Inharra,
italiano, indiciados como passadores de notas
falsas.
Urna das nota) assiguada por Abel de tal de
nunciava ao delegado Je (polica, fundado, cerno
descreve, no convite que aquellos dous individuos
I be fizeram para cutn o capital de seis coutos de
ris irem elle e Silverio i Europa e trazerem um
valor em notas, correspondente a mil cont ; que
este dinheiro seria distribuido pjlos doos e elle
Abel, que cada um ira pata urna provincia abn
de phsaarom as ditas notas.
A polica achou em casa de Antonio Esteves, em
um livro que se achava esa urna caixa, no'as de
diversos valores, novas, qoe serio examinadas por
peritos.
Na casa de Silverio foram encontradas urna no-
ta de 5004, um de 10* e unta de 1J. A de 10*
completamente nova e da ultima estampa.
L-se no Tempo, do Rio Claro :
Attendendo ao otHco que lhe dirigi, o Sr. Dr.
Angelo Pires Ramos, dign juiz de direito desta
comarca, organisou o Sr. coilector urna lista dos
raesmos libertos a qual deu o resultado seguinte :
Maiores de 60 annos 231
de 65 l6
E" provavel, com tudo, que nao se eleve a
mais de 150 o numero dos libertos maiores de 65
annos, devendo dar-se o mesmo com os maiores de
60 annos pois que disse-nos o Sr. coilector julgar
que muitos senhores fazendeiros nao maudaram
dar baixa na matrcula, a escravos j fallecidos. >
Refere urna folh 1 do interior :
No dia 7 de Janeiro prximo no termo de Ara-
ras desta provincia, em audieucia extraordinaria,
o Dr. juiz municipal Pinhero Machado far en-
trega de 270 cartas de liberdade a escravos eman-
cipados pela idade.
A populacao apromtava-so para solemnisar
esse acto com diversas manifestacoes festivas.
Refere o Correio Paulitlano :
Foi capturado, no Rio Claro, a 21 do corren-
te, Salustiano Moreira Lobo, por haver sido en-
contrado com diversas moedas falsas, imitando as
de ouro.
O facto deu-se do seguinte modo, segundo
narra o correspondente do Diario de Campia :
Salustiano, mal vestido e descalco, foi hon
tem alfaiataria do Sr. Jos Scarpa encommen
dar um paletot.
Pergiin'ando.lhe Scarpa se ticha dinheiro pa-
ra o pagauae.ito declarou que sm e mostrou urna
das taes mos las.
O dono da alfaiataria examinandu-a verificou
que a ii.oeda era das modernas de 40 rs. tendo si-
do dourada e limados o algarsmo 40 e as let-
tras Rs
Deu parte do occorrido polica, a qual fez
lavrar imtnediatamente auto de flagrante e abri
um inquerito.
Em poder de Salustisno encontraram-sc 6
moedas iguaee
No iuterrogatoro que lhe foi feito declarou
que nao quizera f izer negocio com Scarpa, por-
que sabia que as moedas eratn falsas, e que alm
duqu .'lias tiuba outras cm sua casa, na freguezia
de Itaquery.
Dase tambem que as recebera em S. Paulo de
diversas pessoas, entre as quaes citou urna cujo
nome e morada deixo de dar aqu, para nao emba-
razar a accio da polica.
Em poder de Salustiano encontrou-se tambem
urna podra que diz ser um brilhante.
E' homem de mais de 60 annos, alto, magro,
nariz aquilino, cor morena, olhos pequeos e en-
covados, barba curta e branca b.-tn como os ca-
bellos.
No dia 20, no b.'irro de Jaceguara, distante
da ilha do Saoto Amaro cerca de legua e meia, foi
encontrado na estrada o cadver de Amaro Brin-
co de Andrade, conhecido por Amaro Comprido,
com tres l'eriui'ntos profundo?, que foram feitos
com ccete e faci ou machado, qjo lhe rechacuu
completamente o crneo. O subdelegado de poli-
ca procedeu ao competente auto de corpo de de-
licio e procedo com toda a actividad, ufin de
descobrr o assassno.
O Diario de Sorocaba diz que consta na-
quella cidade ter sido assassiuada no bairro do
i'assa-Tres urna moca, Mara Pereira de Campos;
e seu marido, Francisco Pereira de Campos, acna-
se por sua vez gravemente fondo no pescos, por
um escravo ou cantarada de Joaquim Alves Pi-
menta.
Em Pirassununga, no da 21, o fetor da fa-
Sobre o contrabando apprehr.ndido em Bag, 'gnda do capito Jos Feri-az de Sampaio assas
siuot cun unta facada o escravo Antonio Carioca.
O assassno foi preso.
Foi preso, 110 Rio 1 laro, um individuo que pre-
tenda fazer alguas p.igamentos com moedas de
bronze, do valor de 4 rs, douradas e limadas de
maneira quo primeira vista podiam ser recebi-
das por moedas naconaes de ouro, do valor de 20$.
A Provincia dn S. Paulo publica a seguinte
eommttnicacao do eeu corresp mdente da Limeira :
Foram presos hontem (25) nesta cidade, An-
tonio Esteves dos Santos e Silverio Ignarra' indi-
ciados como passadores de notas falsas. A auto-
ridade procede, s formalidades da le.
Iiilor.nnr 1111 ao Correio de Campias o se-
guiuw :
S'i fizeuda do D. Candida Mara Pureza, si-
tuada no Riheirao Bonito, dous es era vos de no-
oes Manoel TheoJ ro o Mauodsiuho assassioaram
o fetor Antonio .Martins. lato acoateceu a 21
do correute, segundo-teirt.
> O assassinato f < praticado a focadas, sen lo
(lio una deilas d cepou a cabeca do tror,eo e ou-
tra Cortou um 1 perna ao desgraclo. Oa cscravoi
em seguida ova .irau-se e nao toram mais oncou-
trados-
- Ia-ae no Correio Paultitaw :
A Justiga, da Franca, noticiou ha poucos das
a mor'e de um filho do no-so amigo, o Sr. major
Manoel CI indiano Ferroira Martins, abastado fa
zendeiro residente na villa do Patrocinio do Sa-
pucaby, attribuindo o fatal succeaso a tre.
Mais tardo veriScou se, porera q^ue o infeliz
moco hava sido victima de um homicidio perpe-
trado por urna escrava de nome Firmina, da fazen-
da Vangloria, a qual esmagou-lhe a cabeca com
urna ino de pilo, arrastando, em seguida, o ca-
dver para a caixa do machina de beneficiar caf.
1 Pascados das, urna das escravas da mesma
fazenda donunciou o crime ua Sr. tnajor Manoel
Claudano ; e a propra autora de to nefando as-
sassinato, chamada presenca de seu senhor, con-
!tssou,cyuicamcnte, o facto criminoso, e dissemais
que ha inulto premeditara matar a victima aguar
daodo apenas occasio propicia para realisar o seu
intento.
A autoridude po'cal (o.nou conhecimento do
facto, c a criminosa acha-se pr.sa, devendo entrar
breve em julgamento.
Falleceu eia sua fazouda, sita no municipio do
Patrocinio, J jaquim Jos do Araates ; na capital,
Manoel Jos de Amirim, cx-agente do correio de
Betas do De3calvado, e em Santa Crnz daConeei-
oio, Z icarias Lima, negociante resideute uacorte.
Rio de Janeiro
Datas at 30 de Dezembro :
Alem do qae consta da rubrica Pare Ojfial o da
carta do nosso correspondente, publicada na- ru-
brica Interior dada mais referem as folhas de ia-
teresse.
Eis as noticias commerciaes da ultima data :
Rio, i de Dezembro de 1885. O mercado de
cambio abri hoje com a taxa de 17 15/16 d. sobre
Londres, em todos os bancos, mas de 1 hora da
tarde em dianteo London Bank c Euglish Bank
s reabsavam operaces contra caixa matriz.
' As tabellas no Commercial e no do Commercio,
o ss taxas no Loadon Bank e Eiglish Bank, sao
as seguintes :
Londres 17 15/16 d-, a 90 d/v.
Pariz 531 e 532 rs: por fr a 90 d/v.
fiamburgo 657 e 656 rs. por m., a 90 d/v.
Italia 538, f>31e 533 rs, por lira, a 3 d/v.
Portugal 299 e 298 /o a 3 d/v.
Nova-York 2*830 por dol., vista.
O inovitnento do da foi menos que regular sobre
Londres a 17 16/16 d., bancario, e a 18 d., papel
particular ; e sobre Franca a 531 e 532 rs., ban-
cario .
Na Bolsa o movimento fo insignificante.
Venderam se luutem 1,053 atecas com caf.
Espirito Manto
Datas at 22 de Desembro :
Deva ser encurrada uesao dia a seiso da
AssemblaLegislativa Provincial:
Estava marcado o dia 6 de Janeiro para te-
rem comeco os trabalhos da construc^o da via-
errea do Cachoeiro de ltapemirim ao Castello.
No dia 2 o paquete Mara Pa cooduzir o Sr. pre-
sidente da provincia e outros convidados, qoe vao
assistir ceiemona da inauguracao das obras.
A' vista da decisao da relacao do distrieto,
no processo dos vales postaes, obteve ordem de
soltura o ex-eontador do correio Jos Joaquim dos
Santos Coutu.
O alferes M. Vascncellos, sublelcgado do
Limoeiro, prendeu Br to liare, camarada de Braz, com ) implicados no
assas*nato da familia do Francisco Coutuho, os
quaes foram rem'ittiJos para a cadeia da capital.
No municipio de Vianna, lug*r Jacupitangs,
Jos Claudio de tal assasaioou com un tiro de es-
pingarda Benedicto, escravo do teneute Joaquim
Nevos, e ferio gravemente com outro tiro Ignacio
Joo das Neves Este toi recolhdo ao hoepital da
Misericordia, onde compareoeu o Sr. delegado de
polica pira proceder corp do delicto, servindo
como peritos oa Drs. Ernesto Menio e D. Ba -roso,
que julgaram o ferimento mortal. O criminoso
nao foi preso.
Fallecen na cidade da Serra o negociante
c.iptao'ManBkjHrdoso Castello.
Le -se Bfcrovaci'u do Etpirilo Sanio sob
esta epigraphe:
Falleceu no hospital da Misericordia, de tisca
pulmonar, o sentenciado Firmino Constantino Ro
drigues,de 33 annis de idade, csalo, carpinteiro,
natural da provincia de Minas Goraes. Foi pro-
cessado pelo juiz municipal do Cachoeiro de lta-
pemirim como inourso no art, 193 do codig cri-
minal, e28 de Miio de 1881, por hivcr assassbia-
do Adi Torrente. Submettid > ao jury do mesmo
termo, toi co idemnado pena, de seis annos com
trabalho e bera assim as custas do processo.
E' o sexto desventurado que, no correute an-
uo, salte da cadeia para o hospital e d'alli baixa
valla commum do cemiterto, victimado pela tsica
pulmonar! *
Baha
Datas at 31 de Dezembro:
Estava marcado o da 16 do corrente para se
effeetu.ir no Io e 2o districtos a eleicil de dons
deputados provi tciaes em cada um delles, em 2o
eserutinio.
Lemos na Diario de Noticias de 30 :
Ao entrar esta manhi no nosso porto, proce-
dente do sul, o paquete francs La France, fez-lhe
signal para que parauso a canhmeira Iraripe, que
se aclia fudeada no quadro dis qu.ireutenas, na
supposico de que aquelie vapor vicha da Europt
e proceda de alguno, dos pirtos declarados, por
cmqllanto, suspettos de molestia epidmica.
La France, ou porque o coromandaute nao va-
se o signal, ou porque o nao entendesse, ia subin-
di. quando da Traripe lhe foram atiradoa dous ti-
ros de plvora secca e em seguida parta de bor-
do da mesma Traripe um escaler que se approxi-
mou do Ixt France,' atim de averiguar a proceden-
cia deste.
Logo depois dos tiros da Traripe, vendo o
comraandante da fortaleza da Gamboa que o vapor
nao atravossara, como de rigor segundo as eis
martimas, disparou sobre elle, um aps outro, dous
tiros de baila, o que decidi ento o commandante
do La France a fazer parar o seu navio.
" O segundo tiro arremessado pela fortaleza da
Gamboa slcaocau o La France en*,re a meia nao e
a pro i, fazendo um grande rombo no costado.
O biliehe n. 89, junto ao local onde bateu a
baila, que se conserva anda a bordo do vapor, ti-
cou completamente em e-tilhicos. O passageiro
que nelle se aeluva, o italiano Liugi Lugano, foi
al aneado pelo projectil, morrendo instantnea
mente.
Pela posicio dos ferimeotos, parece que o des-
venturado ia levantar-se do Icito quando a baila
peoetrava o madeiramento do boliche.
Todo*o lado direito do infeliz ficou em estado
horroroso, e interessando tambem o ferimento
quasi todo o pulmo.
Divulgado o facto, compareceram a bordo do La
France, cerca de 11 horas,paraos necessarosexa
mes e iuvestgacojs polciaes, os Srs Dr. delegado
de polica Daltro de Castro seu eserivo e guarda
mor da Alfandega, o Sr. tenente Couto, da polica,
cnsul itaauo e chancelltr, e depois, a 1 hora, os
Srs. chaoceller do consulado francez 00 mades da
saude de porto.
a A's 2 horas da tarde veio para trra o com-
m uidaute do La trance, Sr. Joseph Grosfils, afim
de conferenciar com sua Exc. o Sr. presidente da
provincia.
At a hora em que escrevemos conservava-se
a borlo o cadver do inf. lii Luigi Lugano.
Damos em seguida o depoimento do Sr. Gros-
fils commandante o La France.
Eis o depoimento do commandante Grosfils : Dis-
se que enra 2 horas da madrugad 1 quando se
achou em frente barra da Babia e ahi esperou
que amauhecesse para poder entrar e ancorar em
lugar qm mais lhe faciltasse a sahiJa, sendo com-
tu lo o raiis perto pi-siveldo forte do mar, como
anteriormente lhe fra recominendado : que conse-
guiuiotneute s 5 horas e meia dobrou o pharol de
Sauto Antonio e dirigi a sua derrota ao largo da
boia i que indicara o banco situado a O da fortaleza
de S. Marcello ; que segurado a sua derrota, vio a
canhoneira Traripe ancorada, poaco cima da
barra, nao tendo ella bandeiras nem signaes de
quarentena, e que depois de ter passado ao largo
ouvio um tiro de peca, cujo motivo a principio
nii coraprehendeu ; que tendo visto tambem ao
largo da Traripe, um escaler com urna especie de
signal que suppoz ser um alvo, julgou que o tal
tiro era de exareiaio de fogo; que dobraudo a3 re-
feridas boias recebera o vapor um tiro de bala,
pelo que mandara parar immediatamente e bater
r ; que s depois deste tiro apercebeu um pe
queno escaler, com bandoira amarella, qu se diri-
ga para o vapor ; que mando? ento minobrar
para se approximar do mesmo escaler, cujo patrie
por duas vezos lhe disso q ie se dirigisae para o
ancoradoiiro, se proceda do Rio de Janeiro ; que
ao mesmo potrio dech^B elle commandante ter
reeebtdo o vapor um tirode bala, que dera a morte
a um do3 passageiros ; que soguindo vagarosa-
mente chegou ao ancoradouro do costume, daudi-
se logo pressa em lavrar um termo de tudo quanto
succedora.
INTERIOR
Correspondencia do Diarlo de
Pernainbuco
RIO DE JANEIRO -Corte, 30 de De
zembro do 1835
Summabio :O traba-'ho dos caiidiiatos.=Un\a con
ferencia do ir. ter reir Vianna per ante
o eleitorado.=As tneses qm elle promette
defender.= Como o eleitor inlervem no
governo do estado e c uno i exercida a
funcedo par lamentar.=0 candidato re-
publicano e a sua primeira conferencia.
= Como o Sr. Bocayuva considera o sea
competidor, candidato conservador.^Re
cordagdo de um incidente.As noticias
que nos cliegam do Eis Grande do Sul.=
Recusa de saneco a varios projectos de
lei. Como o Sr. Silveira Martins pre-
tende rio-grandensisar o Imperio.=
At sitppressoea de empreg31 pela Atsem-
blia Provincial.Apparecimenlo do en-
genheiro Haag.-=Como pensava a' res-
peito a imprensa seria.
Achimj nos, enfim, em plena etfeivesceaci. elei-
tor .1. Os candidatos medida que aproxima-se o
dia em que as urnas tea de pronunciar o seu jul-
gamento multiplicara os seus esfurcos c redobram
de aclividade.
A urna reunio, para que foi convocado o eleito-
rado do L distrieto e presidida pelo Sr. Andrade
Figueira, compareceu o Sr. Ferreira Vianna, que
fez urna conferencia, expindo as ideas e principios,
pelos quaes empenhar a sua palavra no parla-
ra nto, se for eleito.
Versou o seu discurso sobre os tres seguintes
pontos, a que deu o preciso desenvolvimiento : A
liberdade constitucional, ou a pratica effectiva do
systema constitucional represeutatiro; a nter-
venci dos eleitores no governo do Estado, pelo
exercicio activo do di-eito de voto; a ele vacio da
tunccSo parlamentar pela deffiuicio precisa das
idas/e pela capacidade comprovada do manda-
tario.
Para os que conheoem a opinio do Sr. Ferreira
Vianna e tom lido os seas discursos pronunciados
na Cmara, nio ser ditficil imaginar que, expon
do como entende e quer a liberdade constitucional,
a'sua prntisa effectiva, eom adelimitacio da rbita
de cada um dos agentes da vontade nacional, elle
concluira que entre nos essa prstica est viciada
pelas usurpacoes a que preciso resistir por
houra da heranca que recebemos dos nossos maio-
res, e reformar um rgimen, que nos deu a oppresso
da miseria, o desbarato das financas, a constitni-
co definitiva dos dficits, fantasa odiosa e cus-
tosa das guerras contra inimigos imaginarios
De modo que agora ficamos sab?ndo que a guer-
ra do Paraguay foi o resultado de urna fantasa, e
Lpez era um inimigo imaginario !
Quauto a copartecipacio do eleitor no governo
do Estado, explicou-a o ilustre candidato, mos-
trando que ella directa quanto ao exercicio do
voto, indirecta quanto a execucio do mandato,
que o eleitor votando a soberana, e o deputado
exercenJo o mandato, a vontade nacional, agindo
sobre todos os movraeittos do organismo poltico.
Tratando do voto, observou qoe o cidado qne
tem ama- reta, que o .eu direito, e nao uza
della, cabe como um captivo. Aquelle que, pelo-
contrario, combate e sustenta u sua causa, esse
levanla-se como urna forca, e nao ba como contel a
quando a lei a ampara e a f a fortalece.
Como deduoo das ideas expostas tobre as the-
ses anteriores, mostrou, quanto a terceira, qne a
funeco parlamentar exige que o candidato se dif-
tina pelas suas ideas e pela sua capacidade. E
pois qoe, aqu na capital do Imperio que estao
concentrados os aparelbos constiiucienaes de onde
partera as trausmissoes para todas as pecas do
grande irganismo poltico, aqu que se agglo-
mera urna mais vasta sotnma dos nteresses que
exercem to grande influencia reflexa sobre toda
a naco ; aqu, por tanto, que os candidatos t.n
o dever de nao ser anooymos, quando combatidos
como tem todo o orador. Um anonymo s ad-
missvol quaudo nao ha um candidato capaz para
supprirail o. S os partaos nem sempre assim o
en tendera, pagara depois bem cara a transe ceo
que fasem com a incpjia que os sacrifica, oa a in-
sidia que os explora. >
Eis a summa des a < inferencia do Sr. Ferreita
Vianna, que talvez seja seguida de outras.
Ao ilustre candidato conservador pelo Io distrie-
to da corte nio quiz mostrar se infer ir o Sr. Quin-
tioo Bocayuva, candidato republicam e talvez o-
seu mais serio competidor vista da doclaraclo
par este foita, dous das depois ao terminar a sua
primeira couferencia que teve lugar no theatro-
Lucinda deque julgava-se com direito de exercer
honra de poder ser e ser efectivamente o-
candidato do partido liberal, pois que o conuiso
prestado pelos liberaes a sua candidatura, concurso
de abnegarlo depois do golpe de estado de que
elles Corara victimas, assignal a o protesto de sua
vitali lado contra o esbulho dos seus direitos. Alem
de que a candidatura de lie Bocayuva exprime a
condensaco das reformas de que necessita o paiz ;
significa o protesto da consr.iencia nacional eontra
os deleites e vicios do governo, representa os esfor-
oos de ama teatativa para qae os direitos patrio-
ticos iufluam na governacao do estado ; symbolisa
as mais sagradas aspiracoes da democracia.
No conceito d Diario do Braztl que urna tal
declaraco importa a elirainaeo da candidatura
do Sr. Baptista Pereira, que parece baver-se con-
formado com ella, pelo silencio que tem guardado.
E de facto urna boa parte do eleitorado liberal o
ten abandonado e os esforcos do Sr. Valdetaro
principalmente, sao todos pelo Sr. Bocayuva.
Apresentando-se como candidato republicano,
expondo o ideal que o dirige, mostrando como de
urna idea impalpavel e abstracta pode sabir a torca
e valor que sao palpaveis, de que foi buscar exem-
plos em Juliano, Carlos V e Napoleo que nao con-
seguirn! consolidar a obra a que se propuzeram ;
o ilustre conferente fo sempre cortez, conveniente
e moderado, mantendo se de principio fim rre-
prebensvel no seu modo de diz:r. Afrirm indo que
priucipio di democracia respeitar religiosamente
nao somente o direito cvico da dignidade do hornera,
observou que quer u'aquella cora em outra tribu-
na estava acostumado a tratar o imperador com
o devdo respoito ao eavalheiro e consideracio na-
tural aquelle que pela constituico poltica do Im-
perio raais graduado representante da naci. Os
partidos monarebicos, entretanto por habito de nio
pequea data atacara a rrespousabilidade consti-
tuicional da corda para impreotar-lhe, quando po-
lticamente operara para o mal, a responsabilidade
dos seus actos. Aqu nota se a diffsrenca dos sys-
tema : os republicanos atacare as instituicoes, res-
poitando a pessoa do chefe do estajo ; os monar-
chistas fazem mputabilidade dos proprios actos,
respons&bilisando a cora.
Referindo-se ao seu competidor, o candidato con-
servador, que teve a cortezia de ir ouvil-o e acha-
va-se presente, disse que respeitava a sua alta ca-
pacdade ; urna palavra eloquente, urna illustra-
co solida, urna intellgencia poderosa ; c-rafim o
prncipe da tribuna braziieira. Mas como conser-
vador, como representante do partido da ordem
de notar que o Sr. Ferreira Vianna est sempre em
contradieco, orno sabido, cora t;<'os os princi-
pios de sou partido ; tem ido na cmara o comar-
tello poderoso qj.e tem batido os alicorees do poder
pessoal ; c, pelo que tem dito no parlamento, pa-
rece que nio ha no primeiro distrieto se nao dous
candidatos republicanos. O partido republicano
tom mesmo urna divida de honra para com o Ilus-
tra candidato, que o orador folga ter occasio para
publicamente agradecel-a.
E passando a expor o caso que motivou essa du-
vida deu o Sr. Ferreira Vianna este aparte :
Nao me arrependo de haver profligado como
conservador qualqucr attentado ao direito e or-
dem. '
O loitor deve recordar-se desse caso occorrido
em '873 ou 74, quande foi apedrejado o escripte-
rio do jornal Repblica em urna noite em que alli
testejavam o advento da repblica na Hespanha,
com illuninaco as jane lias e o retrato de Cas-
tellar ornado de ura bonet phrygio As cmaras
estavam funeconando e o Sr. Ferreira Vianna,
que era um dos raais uotavois membros da dissi-
ileucia contra o gabinete Ro Bruno tratou, do
tacto de que tornou o governo responsavel, atri-
bulado a autora doli a propra polica que alias
acudi tompo de embarucar que a cousa fosse adi-
ante. A prompta resposta do ministro da justica
de eutio, o Sr. Duarte de Azi vedo pz prente a
falta de fundamento da aecusaco.
Dctxemos, porm, as conferencias dos candida-
tos da corte. Nao me chega o tempo para dar
mais detida noticia delles.
Do Ro Grande do Sul chegou-nos noticias,
nio eleitoraes, que as que temos nada adiantam,
mas polticas, segunda as quaffs parees que vo
terminar as tregoas dadas ao presidente da pro-
vincia pelos liberaes.
O Sr. Lacena acaba de negar sanecao a varios
prietos de lei votados pela assembla provin-
cial, entre os quaes o que fin a forca policial e
um que extingue um dos cartorios de taboiliao na
capital. Outro tanto deve fazer, se j nio o fez,
com relaco ao da le do orcamento. E nenhutn
dc&scs projectos podor mais ser neste anuo nova-
mente considerado pela mesma assembla, porque
esta, mal haviam terminados os dous mezes de
sua sessio ordinaria, deu por terminados os seus
trabalhos, retirando-se os seus membros para irem
cuidar da prxima eleicio geral. E como a se-
?unda sessio ordinaria deve ter lugar em Marco,
provavel que nao haja convocaco extraordina -
ra antes.
O leitor ha de recordar se que por occasio da
apresentaoo do actual gabinete, no Senado, o Sr.
Silveira Martins disse que se o presidente que
fosse para sua provincia se affastasse de certos
piincipios quo elleestabeleceu, a ass?mb!a pro-
vincial havia de supprimir empregos, extinguir
repartteoes, re huir a forca policial e aliviar os
conti ibuintes do pigaraeuto de impostes, para que
o governo nao tizesse mo uso destes. E se bem
o disse, melhor o fez.
A forc policial nqaella provincia, tem o seu
commandante, como em tolas as outras, e a su.
sede na capitel, mas distribuida em seceos
por diversos pontos da campanha o suas cidades,
sob o commando de um capito, tenente on alferes,
segundo a importancia da loclidade. Em muitos
casos um commandante auteridade policial.
Tendo o Sr. Barcellos substituido todo o pes-
soal de offlciaes do corpo, achou o Sr. Silveira
Martins um meio engenho30 de oullificar aa novas
oomeacoes. Alm ds reduzir a fores, supprimio
os lugares de offieiaea, inclusive o cotimandaute
e major, dexando smente um^capito para eom-
mandante da seceo da capital, e deterinnou que
as detnais secones fossera commandadau por sar-
gentos, pa-a os quaes marcou o ordenado de d0
por mes, fixando a forca polica',
A minora conservadora naquella assembla, que
compoe-se de 9 diputados, combateu o projecto e
propoz-lhe varias emendas que foram rejeitadas,
sendo adoptada a resoluco omofora apr.isentada
pela resp -ctiva comjiissio.
O Sr. Lucena fundamentou a recusa da saneco
na inconstituconalidade da mesma resoluco : 1*
porque determina a attribuico e aorginisaco
da forca policial; 2", porqu-- faz a sua distribui-
co ; 3, porque d ao chefe de polica competen-
cia para dispor o mover a referida forca. Por
esse modo, anda mesmo que a assembla provin-
cial, c-uno possivel, vote novamente a resoluco
pelos dous tercos, o presidente suspender a sua
execucio, e o governo a submetter ao conheci-
mento da Assembla Geral, que tara como tem '
feito com todas as lea provinciass que lhe sao re-
metidas : deixal-a-ha dormir tranquillo somn
na pasta da commisso de assemblas provinciaes.
A suppresso do tabellionato nio teve por mo-
tivo senio ter recatado a nomeaco provisoria em
dos pretendentes, que nao o protegido pelo Sr.
Silveira Martina, Foi acta do Sr. Jos Julio nai
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Diario de PernambncoTcrfa-fcira 5 de Janeiro de 1886
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ultimo* dia* de sua administraclo, b q curo lhe
Pastea. O llasre chele liberal nio se contento)
con fazer supprintir o lagar e aasim rau tilisar h
noroeaclo ; foi a liante e, no parecer, on exposifio
de active* que aeompanhou projeeto de orea-
ment, e que urna peca orno era seu genero an-
da ae nao vio igual, eastigou veramente ao pre-
sidente que tea aquella noineaoio.
Nesse docwneato, verdadeir o pamphleto poltico
ota que o ibm desab-tfos contra o impender, em vez de jus-
tificar calmo e rasoavelmeute as pr.fundas alte -
raeea propostas en todos os ramos da adminis-
traclo provincial, elle preterio fulminar raios o-m-
tra o chefe di Estado e o poder central, de que
alias j fez puta e nio se procurou entilo corrigir
nenhum dos males e abone contra os qaes boje
clama em phrase bombstica.
Todas aquellas restriecoes suppreesoos, diz elle,
sio para que os preaident-s de Sua Magestade nio
esbangem o dinheirj pablico, como costumam.
O factos que a poltica central tem prati-
cado, observa o parecer, o antea, o sea relator,
estimulando os brioe da assembla, os faetoa cine
a poltica central tem pratieado na geetio dos in
teresses provinciaes do Ri > Grande do Sul, e a
maneira porque lhe respondo asse nWa provin-
cial, sen orgao legitim >, serio p-ova evidente de
que esta provincia tem direo a administrar livre
tnente seas interesses, e razio de sobra para nao
querer ser govern..do pelo* presidentes de 8ua
Magestade.
8a ases tem o direito de governar outro*, sio
os que Uio provas de bom censo ; e nesse caso o
Rio Grande dever governar o imperio, e nao ser
por elle geveraado. Applicaado osle principio, a
Allemaaba reuni-se e toraou se a primera poten
oa do continente europeo prussianisando~se ; a
Italia unificoa se, creoa-se, tornoa-se grande poten
cia piemontisando-se; o Imperio braxileiro nao se
levantar aculorio-grandensisando se, como que
nio quera eommisslo dixer outra consa aenlo qne
o Imperio deve seguir enrgicamente as doutrinaa
generosas do partido liberal ro-graadense, que en-
contram adversarios as fileiras dos proprioa libe-
raes da outra* provincias, e adoptara cora firmeza
em administraclo e em financias es pratieas que
ensina e os conselhoa qua Ibes tem dado e boje di
a assembla da provincia em opposicio ao obscu
r uitismo fantico, violencia insensata, ao vali-
dismo indecente do governo de Sua Magestade o
Imperador.
Ora eis ah at onde chegara as pi etencees do
illustre ebefe liberal rio-grandense, qae sement
agora, com a mudanca de stuacio que descobri >
e aconselha qae o resto do Imperio dive tomar por
pbanal o Rio Grande, que onde se acbam os
bons exemplos, onde esta a luz para espanenr o
obscurantismo fantico do governo de Sua Magas-
tade, dess. Magestade que s era b>m qu.ndo
da va attestado de homem de carcter, para ser
exhibido no parlamento!
E quer saber o leitor quaes sio esses bons
exemplos, e como que o Imperio deve rio-gran-
densisar-si t
Para que nao prevalecessem as novas norcea-
coes, pela assembla, ato o Sr. Silvera Mar-
tina, alm do que fez co n a forca policial, sup-
primio a meza de rendas provinciaes, passando o
servico por ella feito para urna seccio da theson
raria, augmentan lo-I lie o pessoal oom qaatro pra-
ticautes e um fiel do thesoureiro nomeado por
este ; supprimio o lugar da director geral da se-
cretaria da presidencia e os de tres chefes de sc-
elo e de um oficia', considerando taes lugares
vagos por terem sido demittd os serventuarios
qae anteriormente os exc-ciam ; e_ finalmente re-
duzio a pjrcentagem do theso 'reir das loteras
da provincia. Fes ainJa algumas outras altera-
ces da menor importancia, taes como separar a
collectoria provincial de Bag da geral, afim de
qne o actual collector nio possa accumalar as van
tagens de ambas co-no se tazia qnuudo o collector
era liberal.
Bem se v, que importando taes medidas
urna profunda alteraclo na adminstracio da
pr ivincia, e isto sen nenhum motivo de conve-
niencia publica e somente pr espirito poltico de
hostilidade, nao pode o Sr. Lucena deix.r de tam-
bam negar sauccio a le di ornamento. .
Para nio al jugar esta deixarei hoje de referir
certas circumataucas que occorreram para que o
Sr. Jos Juliofosse maltratad) no parecer da com-
nuasio. A historia um pouco curiosa.
Deixarei tamben de parte militas outrr a pontos
do mesan parecer, que nunca ser por demais ce-
lebrado, c n qual todava acho u-n conceito em
que estou com ello de accorlo. Pens como o il
lustra chefe liberal que mn mal pira as provin-
cias, que os seus horaens de mais actividad', os
chefes politicu dcixem-ae arras1;ir pela attracio
que offereeea residencia na orte, e. ainla mais
que tenham aqu de ver i pirlamentares, nio re-
gressera no iutervallo das stMSOei a trra natal,
para viverein em cjatacto com os seua h'imens,
com as inflieiicaslocaese cjnhecerem das necs-
aidade da trra.
Neasa pirte o exempli dalo pelo Sr. Silvera
Martins digao de ser imitado.
Mas teas)* do deixir o Rio Grande passemoa
a outro asiumpeo.
O engenli2ro Hiag de que tanto falla a iin-
prensa, nao morrea, nunca foi coudemaado, nunca
j preio, aqni acaba de chegar do Rio da Prata
e aiui se acha, esperando, provavelmente, regrei-
sarp*rao Aintzonas a reunir-se a sua coiiS'jrte
se tal fdr de seu gosto.
Te Ioj os Jora e*. c im exeapcio d') gravo Jornal
do oiitnercio, que nunca se oceup >u com a vida
nc.a com a mirte daquelle engenheiro, deram-noa
noticias de sua chegada, pois que elle mesmo leve
o cuidado de apreaentarse no escriptirio doa
me3rao3 jormes, dando com a sua preaeuca, attes -
tado de vida.
Mas l>i o Diario de Xoticias quen mais parti-
cularidades deu acerca da estada do Sr. Haag na
Europa.
asstndn n em Pariz e deaejindo ir a
Russia, diz o Diario procurou o Sr. bario
de Itajubi, consultaudo-o se poda fazel-o como
ra so mtaralisado doade que exhibase pasaaporte
legal; o uosao ministro entendenio-se com o bnao
de llorenheim, obteve em reaposta que a viagem
nio era poaivel porquanto a Ruasia nio concede
aoa seus subditos o direito de desnaturalisaci >.
ficnJo, poia, o viajante aujeto a servir 8 annis
em vez de 4, psr nio se ter apreseutado p>r occa-
siao da guerra la Turqua.
Apezar da reaposta negativa, Haag dirigi se
para Moscow, onde, poneos di ia depoia, reeebeu
um telegramma do coronel Len, oarao de Tnger
Sternberg, seu primo, que enmmandava um reg-
nvwto de cavallaria circasaiana do exercito do
Caucase, chamtndo-o a Odegaa.
A Alexandre Haag nao foi preciso completar
a viagem,lpor<|ueeuconlroii aquelle a; u prente em
Petigorsk perto de Odessa.
Mas encontrou o preso e guardado vista !...
Para elle que tiuha ponderosos motivos para
anlar com as n^ceasarias reservas, foi am grande
apuro o ter de conversar, sendo brasileiro em mu-
t'> bom raasc. com o coronel Len, sem despertar
euspeitas s seutinellaa.
Estas ficarain corno so diz, com a pulga atraz
da orelaa e d'abi indagac.-s u iui jinacoea sobre
o engenbeiro.
Ilaag sento-:e mal e parti sem mais nem
menoa para Kurk, Moscow, S, Peteraburgo e
Kronetadt.
Ahi havia a partir nm navio americano, e o
engeuheiro, pode tomar paasagem como marinhei-
ro, e mediante o pagamente de 250 libras ao ca-
p tio.
Chegando a Nova York, seguio para S. Pran-
cisae da Californi, liolivia e Rio da Prata, onde,
e abarcando no rioue, chegou a esta Corte. >
' Dwqui se v que o Diario Oficial andava bem
informado quando dase que em julho o engenbei-
rj Haag tinha chegado ao Chile e d all partir
para a Boliyia | edm cajo governo tinha de tratar
a orea do seus projecco* sobre urna estrada do 13e-
ni, na parte Boliviana para o Amazonas. I O que
nao se explica come o-tal cavalheiro, cuja respei-
tabUidade foi afirmada pelo Paiz, soube que aquel-
le engenbeiro havia eseripte a sua senhora a ".ar-
ta de que nos dea noticia, e qne tanto acnsibilisou
a imprensa fluminense e dea motivo a censurar
ao governo por nio correrem em soccorro do malo-
grado engeabeiro, que naturalisado cidadio bra-
sileiro, pensava adiar na aua nova patria a pro-
teeeao que tinha direito de esperar, e nio lhe fora
prestada!
E era a imprenta seria que asiiin diacoriu:
PERNAIBCO
Kocledade Jauxllladora da Agrl-
ealtara de Pern?mbuco
Pr ivisoria eztraonlinaria
ACTV DV SESSO DO CONSELHO
ADMINISTRATIVO HAVIDA EM 4
DE NOVEMBRO DE 1885
frciideteia do Exn. 9r. Bario de Serinh&en
A' 1 hora da tarde do da 4 de Xovembro de
1885, kchando-se reunid s na sede social, i ra
eslr-ta do Rosario n. 2), us Sea. membros do coa-
selho, Bario de Sorichlem, Ors. Ignacio de Bar-
ros Barrete e Francisco do Reg Barros de Lacer-
di, engenhe ro Henriqne Auguat > Milet e Antonio
Pereira Simos e agricultor negociante Juvino
Bandeira de Mello, o Sr. Bario de Serioaiem
aeuta-se na cadeira da presidencia, declarando
aborta a s 'sio e o cooselho pto a deliberar, vis -
toacharem-ae preenchidas as formalidades exigi-
das pelo art. 30 dos estatutos.
0 Sr. H. A. Milet, aecre'ario geral, procede i
leitura da acta da seseio precedente (30 de Se-
teinbro de 1884) a qual approvada sem altera-
(u, no* termos em que tora publicada nos ns, 110
e 111 da Tribuna; mostra pelo livro de presenca,
qae d'aqueHa poca em diante Rio ha sido possi vel,
aaa reunin ordinarias do coaselho e na* marea-
das para a assembla geral, conseguir a preaeuca
do numero de socio* neceesario para validar qual-
quer deliberadlo, sendo preciso para fauccionar
hoje, recorrer o Sr. vicegerente ao alvitre constan-
te da 30 dos estatuto*.
Paiaando a, dar eonta do expediente hvido du-
rante aquello estirado prazo, menciona o mesmo
secretario geral a remesan feta pelo socio bono
> ario e Sr. Theodoro Just, de duaa lata* oom ara
tormicda novo, as quaes foram entregue* a dous
agricultores para experimeu'ar-lhe oeffjito; ore-
cebimento doa annaes do parlamento orasileiro, re-
lativos as sessoes de 1885, enviados pelo socio
correspindente o Dr. Jorge Dodsworth, o do reta-
tora da directora da Associafio Comm*rcial
Agrcola desta provine a de Pernambuco e o diri-
gido pelo Exm. Bario de Barcellos i Sociedade
Aercola de Campoe, ao craal acompanhava um
exemplar dos estatutos da mesm\ compaubia.
Participa ao couselhj, que a redacto da folha
hebdomadaria alUmi Globos que publica-se
em Munich, tem continuado a remetter 4 So-
ciedade os reapectivoe nameroB e o mesmo est
fazendo a redaccio do Agrario peridico pu-
blica 11 na capital do Para, a quem foram remet
tidas em troca, pelo correio, ns principaes publi-
eacu:s da sociedadeLivro do primeirj congres-
so do Recit, relatorio* da gerencia de 1877, 1878
e 182, e os tres numeras do boletim.
Aprsente ao cooselho o masmo secretario ge
ral, dous oficios da presidencia da provincia, o
primeiro relativo propoeta do capitao Henrique
Mero, para fu lacio do ama colima agrcola as
trras do extincto aldeamento de Panema na co-
marca de Aguas B.llaa d'esta provincia, e o se-
gundo pedmdo a Sociedade que, ouvidas as cama-
ras mmepaes dos municipios onde grassou em
1879 a malestia da canna de assucar, habilite a
presidencia a satisfazer as exigenc as de gover-
uo imperia1, relativas 4 identidade presumida da
ineama molestia om a que est agora perseguin-
do o* plantadores de canna da Atrica portuguesa
e aos meioe que aqui foram empregadoa para com
bater e debellar o mal. Em seguida, l a infor-
mado dada i pretencio do capiti > Mero e quanto
ao negocio da molestia da canoa, mostra ter se
oficiado s cmaras municpaes de Ipojuca, Cabo,
Escala, Jaboatio, Victoria, Pao d'Alho, Iguaras-
s, Olinda, Nazareth e Gjyaina, uo sent do das
exigencias presidenciaes e tambe n ao Sr. eom-
ineudador Jos de Moraes Gomes Ferreira solici-
tando infonnaves acerca dos resultados das ex-
periencias cultuiaes e do fabno, para as quaes
foi auxiliado pela Socudade, diz que at hoje nio
reeebeu reaposta alguina; pelj que esta disposta
a superiutendencia, prescindndo de taes intoraaa-
coes, a satisfazer ao pedido da presidencia oom o
que consta do archivo da sociedade e do da coin-
missilo provincial do estudo da molestia Finalisa
a parte relativa ao expediente leudo a reaposta
dada ao oficio no qual o Illmo. Sr. D. Joio Bu-
son, cnsul da Hespanha nesti provincia, pedia a
coadjuvacio da Sociedade no intuito de ser repre
sentada a mesma provincia na expoaifio da indus-
tria que eslava para realisar-se e* Saragoza e a
aeta da sessio de superintendencia, havida no da
15 de Julho, na qual foram tomadas diversas pro-
videncias e entre outras a de applicar aos socios
por demais morosos (alguns com '2 e mais annos
de atrazo, os meios coercitivos de cobranza auto
risadoa pelo final do are. 17 dos estatutos.
Depos de apprevados pelo conselli) os actos da
superintendencia e com especialidade a delibera-
cao relativa cobranza da divid activa pelas
m?ioa judiciaes, o Sr. Dr. L/nacio de arrot pedin-
do a pilavradiz, que antes de encetar sa a diacua-
aao da proposta precisa oceupar por alguna na--
tant-s a attencio do conselhi c >m uti a^s'ynp'o.
qae embora lhe seja pesaoal, tda/ia teco intima
relacao om a marcha do sociedade, e n'esta con-
formidade expoe oa imtivos particulares que obri-
garam-no, em fins de Julhi prximo oassado,
passar a gerencia na forma prevista pedo art. 62
dos estatutos, ao Dr. Paulo de Amirim Silgado, a
quem rauito agradece o ter acetalo o encargo;
asaim como os de outra ordem, que jua".3sao es
tad) de duvida e incerteza anterior a sabida do
ministerio Saraiva, levaram no, durante os raezes
em que conservou-se na gerencia, quando aiuda
ni) rora pelo parlamento nacional decidida a
questio do apressamJnt> da suppressi'i do ele-
mento servil, a nio user da faculdadc que lhe con-
cedas) os estatutos, de convocar o couselho para
ama sessao extraordinaria.
Diz que achando se hije, em vrtudo da publi-
car; lo da lei de 28 da Setembro prximo passado,
inaugurada um olase de feicojs menoa aterra-
doras que pela qual tem passado a lavoura duran-
te o anuo de 1884 e a primera metade do andan c,
applaude a deliberaelo tomada pela vice-geren
ci i de reunir o conselh) em sessio extraordinaria
e nprovetando-se deste ensejo pede licei.c* para,
antes da qualquer trabalho, chamar a atteurjio do
cooselho para doas assumptos com que muit > se
tem oceupado a Sociedade promotora do segundo
congresso do Renife e do Banco Auxiliador da
Agricultura. R'ifere se i promulgado da lei ci-
ma citada de 'i de Setembre d) orrente anuo e
a > decreto n. 3,272, que rnodificou alguns pontos
ds legislarlo hypothecaria.
Quanto 4 primera deesas leis, entende correr &
Sociedade Auxiliadora a obrigaclo de manifestar
o seu regosijo pela sua decretaeio, nio tanto
pelas suas disposicoeg em s, ceino so'orctudo pelo
pensamcato geral que nella moatra-se, a sab;r :
0 'la solemne reprovacio do proco lmenlo do L>
verno, que fotnentou a anarebia e o terror com
ain meio licito de administrar o paiz, lev a !>
avante urna propaganda imprudente e mal soante
com abonbomia ou inloloneia braseira de noasos
a^tuaes proprietarios agrcolas.
Diz, que a dispoeicio dvssa lei (j 3 do art. 4)
que tanto d 'U no goto do Sr. c-um-llieiro Martinho
Campos, ao pinto de s por ella votar, e bem as-
siin aqulla ou'ra (a do 7 do art. 4), iniciada
(o que de pasmar) por um dos coryphos do r-
gimen terroribt i, c pela qual dexa se de zomb r
da aoberania bras.l ira, reconlicendo-se a obr:-
^M^-ao do Osara, do Ameif**, do Rio Grande 'lo
Sul concorrerem com suas irmis pira facilitar a
gr.iiuil Hianamiss' rm tod),o teino.io iudivisi-
vk\ da B.ail, ossaa duas dispoaicSes, a qw liga-
ram seus OOmes o Sr. coi-ela ;ir> Martinho Cam-
po* no Senado e o 8r. Jos Marianno como depu-
tado, sio as provas exagerantes do a-a asaur;!) :
tanto assim, que o pivjecto Saraiva, nao sendo
men(S abolicionista que o projicto Dantas, nao
teve a meama snrte em face do parlamento.
Diz, que ci m efiito, aque' qu' t8' trente
lywnsagrava oa desvario* havido.s toi in limine re-
jetado, quando o outro, por contar o referido es-
tigma de reprovacia daqu.'lles exeeaaoa e illusj's.
foi adoptado por grande maioria, a despeto dos
interesses partidario*, resultando at d'abi dsaol-
ver-ee urna stuacio poltica, para surgir outra,
cuja viuda sauda, esperando saja mais zelosa das
liberdades publicas brasileiras que a sua prede-
cessora e nio se deixe cegar por intereases incon-
cessoa de faccoes quasi sempre doceis instrumentos
de progresB8t:'.s 4 forca. Por isso prope que
seja inserido na acta, regosijar-se a Sociedade
pela decretaeio da modernissma lei da 28 de Se-
lembro e tambem pela daquellas disposicoes do
decreto de 5 de Outubro, qne autorisando as hy-
potheca* baseadas sobre penbor de colhsitas pen-
dentes, productos agrcolas, auimaes, machinas
etc., etc., qae entretanto fieario ex mao* do mu-
tuario, removeram um dos maiores obstacnlos que
oppem-se ntre nos, a constituicio do crdito
agrcola.
O Sr. Barros de Laccrda diz que applaude ao
ao socego relativo e maior respeita aa leia patrias
que seguiraiB-se A approvaei* do projeeto Sarai-
va ; eutende, porm, que aque le* resultados be-
neficofc sio devidos meno* 4 lei, que a quem esta
incumbido de sua execu^io ; c que para con-
sguit o* nio havia necessidade alguma da ser
votado aquella projeeto que, ao lado de mais al-
gnma garanti temporaria aos proprietarios de
escravos, consagra a mesma. e maior sinda offen-
a ao direito de propriedade qae o projeeto R
Dantas.
O Sr. Pereira Simn, obtendo a palavra, da
quo a pedir apenas para protestar pela sna parte
e em nosae de todis os consocios aute-escravagistas
contra a adhcslo qae nesta sessio possa obter o
enthusiasmo de sen eompanheiro de superinten-
dencia, em cuja opiniio v tio somonte represen-
tada a de urna parte dos membros do conselh) da
-ociedade Auxiliadora da Agricultura, e justifi-
cando o seu protesto, dia entender, que quanto ao
problema servil a lei de 28 de Setembr* nada
mais exprime que ama retal liada negociadlo, oom
o fim exclasivo de dar valor a ama propriedade
depreciada (sacas ao espirito e letra da velha lei
da mesma data e em abono do progresso da nosaa
civilisacio. Sua opiniio sobra ea qae, nio
sendo urna onaeqaencia natural e lgica da evo-
lucio, lorcoaamente ter4 de ser em breve assump-
to de novas diacuasoes ; e collocandj se por de-
tras da antoridado insuspelta do Exm. conselheiro
Martinho Campos, lembra que esta precwnisada
lei, com a qual tal vez se proclanem satisfeitos os
membr.a presentes do couaelao da Sociedade Au-
xiliadora, nao contenta nema lavoura nem o abo-
licionismo. Esse, alia* connado de narchico e
intransigente, contentara se oom e project* R.
Dantas ; mas proteste contra o qne toi aposenta-
do coa o nome do projeeto Saraiva, p ir ser radi
clmente opposto 4ouel .e. Penaa man, que essa
anarchia, de qae tanta ostentacio se tem feite,
e*iste hoje como existia boatara, pois qne eUa est4
ao espirito da naci, sendo qne ser4 naa reforma
social e nao urna reforma legislativa que a poder
extirpar, e que, si se lhe deve consignar urna Ori-
gen), est ella no escravagismo, qne a deserdem
e o regresso e nio no abolicionismo que tem por
principio a ordem e por fim o progresa. A. So-
ciedade Auxiliadora nio dever pois tomar a nu-
vem por Juno, e se os seos estatutos purmittem-
Ihe cuidar desta especie de auxilio 4 agricultura,
que realmente o mais importante que se lhe pode
prestara solucaio do problema servil, os meemos
motivos permanecen) para que esteja ella appre-
bensiva e inquieta.
Terminando, lastima de que a hydra abatida
pela nova lei, nao tenha lido terca bastan'c para
reunir nesta sala, como membros do conseibo qae
sio, cheios e convencidos de sua satisfacio, os
Ilustres presidentes e representantes dos Clubs
da Lavoura, por cuja iniciativa se convocara o
2.* Cjngreaao Agrcola do Recife, para mais ama
ves firmarem o jubilo de que fazein crer as pala-
vras do ilustre Sr. gerente so aeharem elles
possuidos.
O Sr. H. Milet diz que, embora os Srs. aboli-
ioniotas, (em citjo numero pesa-lhe oon'ar o seu
sympathico collega o Sr. Peroira Simoes) digam o
contraro, o projeeto Saraiva, hoje lei de 28 de
Setembro de 188a, esencialmente mais aboli-
cionista que o projeeto R. Dantas, pois, em virtu-
de da depreciaoio legal e progresaiva dos valores
da propriedade eacrava, de que este nio cogitara,
sem contar nem com o fundo velho de emancipadlo,
nem com o novo, nem com a libera'i lade particu-
lar, acaba com o eleuieuto servil multo antes do
fim do seculo andante.
Por isso, nio seriam comprehensives a opposicio
virulenta que softreu na Cmara o mesmo projeeto
e os anilie.nia com que toi fulminada a sua de
cretagio como lei do imperio, se nao se attendes-
sa a que os Sra. abolicionistas s tinham em vista,
cora a sustentadlo do projeeto Dautas, a perma-
nencia da anarchia e deareapeito s leis e 4 eonsti -
tuicao c do rgimen do terror, com que contavam
para realizaren! em praso breve a abolilo, pelos
meios j empregadoa com tio favoravel xito no
Cear, Amazonas e ontroa muitos lugares.
Por isso, que nio ligivam importancia s djs-
posicoes respeitadoras do direito a indemnisacao,
que o projeeto Dautas reconhecia aos proprieta-
rios de escravos de menos de 60 annos de dade e
a tabella do* valoras, que suscitara hoja tantos
clamorea, (inclusivo os de seu amigo o Sr. Pereira
Simoes) p>r parte de quem j as aceitara impl-
citamente.
Hasta va-Ibes, qne o Sr. Dantas permanecesse
no governo e a anarchia contiouasae, para que as
novas disposico.<8 legislativas, destituidas de apoo
por parte dos delegados do poder executivo, fos-
sem completamente impotentes pira deter o carro
abolicionista.
Diz, que se o projeeto R. Dantas orlen, lia de
frente o direito de propriedade, pela libertacio
c jiieedida aein indemniaacaj ais escravos de 60
aun>a, a n j.m lei consagra a mesma orfensa, nao
s ii 11 c para os. de 65 annos, como p le parecer
a priineira vista, com i tanib un para os de 60, pois
oa 3 auuos de ser vicos, a titulo de inlemnisacio,
nao pasaam de mera derislo. Nio se indemnisa
mn propretario com aqullo que j Iba pertence.
Se o projeeto R. Dautas ottendia o direit de
propriedade impondo aos proprietarios de escra-
vos uxia pesa'as, qu i as cidadus eqaiviliam a
50 % da reuda proveniente dos trabamos das mes-
moa, a nova lei nio Ihea impoe aggravaglo de la-
xas, mas, o quo constitue ofFanaaj miia directa,
urna depreciadlo, que em pouos annos acaba com
o proprio capital.
Continuando, diz que, sendo essas as b isoa prin
cipaes da uova lei de -i de Setembr >, nio lhe pa-
rece que a Sociedade Auxiliadora, promotora do
segundo Coogreaso do Recife, da repreaentftcao de
lo de Julh> e do manifest de 3 de Novembro de
1884, posan deceutem ;ate abrir Ugar no livro de
auaa actas a urna minifestagio de reg>sijo pela
deeretecto de medidas revolucionaras contra as
quaca ti) altamente protesto'!.
Entretanto, eat louge de censurar, quer e pre-
claro eatadista que apresen ton o projeeto luje
convertido em lei, quer oa representantes da a-
fio cujo patriotismo nio hesitou dia-ite de urna
aparovacio que para muitos pareeia verdadeira
pa i india. Salas populi suprema Lex. O paiz
acliava se as bordas do abysrao para onda fra
levado ineouscientemante por horneas, asas in-
prudeates para chamar a anarchia em apota de
interesses partidarios, e tio coinpromettidos com
ella que nao lhea era licito recaar. S pdi ser
alvo p>r uova mudanca de stuacio ; pela aacen-
q!j ao poder de hom ms, que nio tivesse.n com-
promisso co n o ab^licioniamo e contasse.n com o
apiiode um doa nossos grandes partidos polti-
cos. Ora, esta ascendi dependa da impeiial
vontade e como esta nio se manifestara, sem que
foascm satisfeitos o desejo postico de libertar o t-
mulo depois de ter libertado o berco, e o compro-
misso raimado com os negrophibs europeos da fi-
zer coincidir a ex'ineclo do captiveirj legal com
0 quarto centenario da descoberta de Colombo,
votaran) ae a liberdade doa sexagenarios, a depre
dacio e os impostes addicioniea !
Acha portante, ijue se a lei nao boa, consagra
theorus pei-igosas o estabelece precedentes para
futuras revindicaco '8 inimigas da ordam social,
foi uecessana a sua apresentacio e sao mereced i
res de encomios os que conorreram para ella, mas
nem por isso e por applaudir aoa seus eflitos in
directosrestauradlo da legal i lade e al certo
ponto da conranca publica, pode concordar, que
sna promnl0'acao s-ja motivo para manifestavi'
olHeial de regosijo, pjr parte de urna sociedade
que representa a clasae mais directamente onea
da, pelo sicrificio consentido a bem da salvadlo
publica.
Feita-- emi conaiderices, e atienden lo a que
a presente sesaao extraordinaria tova por fim es-
pecial a diseusaao de sua pmposta anteriormente
apreseutada acerca da colonisacao nacional e es-
trangeira, e o assumpto da subiwtda de impro-
viso ao conseibo pe) 8r. gerente por de mais
serio pira ser decidido sem aviso previo aos merc-
bros que nao esto presentes, pede licenca para
1 r a sua cima mencionada proposta e fuuda-
mental-a em pjucas pJavraa visto, j se achar
inuito adiantada a h)ra.
Proposta :
Mi sendo de vantagem alguma, para esta
provincia, nem para as suas irmis do norte e do
sul cjue pertencem a zona intertropical, a ntro-
duccio de bracos eatrangeiros provenientes das
zonas ditas temperadas, cujos Albos, nio podendo
eiitregar-se aos trabalhos permanentes da agri-
cultura sob o ardor do nosso sol, permaneceriam
as cidades d* littoral, com evidente prejuizo para
os nacionaes, cujos eseassos meios do vida dffi-
cultariam, fasendo-llies concurrencia no commer-
cio a retalho e pequeas industrias, i roponho que
eata Sociedade, visto ser inadmissvel a introdc-
elo de chias oa coolees e impraticavel a de africa-
nos engajados, represente ao governo imperial em
ordem de obter, que a qoota annnatmente votada
para a ootonisacio seja repartida entre as diversas
provincias proporcionalwente a respectiva popu*
lacio e o quinhio qne nos tocar destinado- exclu-
sivamente a colonisacjl nacional, nica que nos
possa ser proveitesa e convenientemente pratica-
da na zoua dos engenhoe supprir at certo ponto
o desfalque cansado pelo prximo desapparec-
mento dos bracos escravos. S. R. Em 27 de
Outubro de 1885. Henrique AugusU Uilet. a
Ultimada a leitura da proposta, que alias fra
publicada no Diario de Pernambnco do 28 de Ou-
tubro do crrante anno, o Sr. Henrique Augusto
Milet diz, que faza tenclo, na sessio de boj*, em
apoo de sua proposta, mostrar desenvol vidamente :
1" que us actuaes c:rcurastaucias econmicas do
paiz, isto em quanto nio houvermos providen
ciado em ordem de facilitar os meios de vid* aos
nacionaes, franqueando-Ibes a torra e o crdito, e
desenvolveado a industria fabril, todo e qualquer
esforc, tentado em vista de trazer para a nosaa
patria a corrente da emigrarlo europea destituida
do necessario capital ser Ilgico e de pe**irao
resultado; 2 que anda mesmo depois de preen-
ckda esta tarefa e de aeharem-se empregados na
proiuccio es innmeros braco* nacionaea hoje
ociosos, a introdcelo de bracos europj* po-
der prestar servieos na pequea parte do impe-
rio, qne nao pertence a esta zona trrida ou nter -
tropical, que abrange metade ou talvez mais da
tup*rfieie habitavel do Globo e onde, com tudo,
nio se pode encontrar um ncleo seqoer de emmi-
grante* europeos empregadoa dreitatente na agri-
cultura ; entretanto, o tompo nio ehega para que
possa esbocar se quer a projeotada tanda ; como,
porm, tenha plena coaianca de ter sido, na re-
daccio da proposta de que se trata, mero traduc-
tor de um pensamebto que, pelo manos n'esta pro-
vincia, impde-se a todas as consciencas, conta
qne os seus Ilustres collegas nio terlo duvida em
votar por ella.
O Sr. Ignacio de Barro* diz, que nio acha a
questio tio simples como parece ao seu illustre
coHega o Sr. secretario geral, e que de sua parte
nio est convencido da mpossrbirdade dos emi-
grantes europeos entregaren)-ee ao* trabalhos
agrcolas permanentes na zona intertropical, nem
da inadmissibiidadc da colonisaclo asitica, as-
sim como nio acha conveniente fallar em nome das
provincias visfobas nem mesmo indicar qaalquer
cousa ao governo a reapeito d'ellas.
O Sr. Pereira Stmvet dia, que concorda inteira-
menre com a proposta de seu collega e amigo o
Sr. H. A. Milet e a teria assignado ao lado, d'elle
se nio fosse o trecho em que falla de atrioanos
engajados.
Em seenida, fallam anda os Srs. Drs, Barros
de Laccrda e Paulo Se Amorim Salgado, Bardo de
Serinhiem e Juvino Bandeira, os quaes pronan-
aiam-se no sentido da idea fundamental da pro-
posta a saber ; que nesta nossa provincia nio bu
precalo de bracos eatrangeiros, visto os nacio-
naes, convenientemente approvetado*, serem mais
que suficientes para as actuaes precisoes da la-
voura; pelo que de toda jutca e conveniencia,
I je na applicacio as diversas partes do imperio
M fundos votados para a colonisaclo, quiahio,
proporcional a sua populacio, que deve tocar a
Pernambuco, seja empregtdo em fomentar a colo-
naagio nacional, collocando os bracas livres na-
cionaes em taes circumstancias, une possam con-
correr com proveito para a prodcelo agrcola.
Fica a discussao adiada para a prxima sessio do
conselh), sendo levantada a sessio s 4 hnrai e 10
minutos da tarde, depois de marcado o dia terca-
teira 24 para a reunio ordinaria do miz de No-
vembro. f
Jl
107
62
1
faltauJo Ja-
348
251
45
40
33
2
1
Bleicfto provincial Temos mais es se-
guintes resultados da eleiclo de 30 de Dezembro
findo, para deputados provinciaes no biennio de
1886 -87 :
10 DISTBICTO
Caniaru'
(160 eleitores)
Capitao Juvencio Mariz
Alteres Manoel Porto
Capitao Seba8tiio Leio
Dr. Adelino Jnior
Dr. Rosa e Silva
Em bran -o
Raposa
(41 eleitores)
Capitao Sebastiio Leio
Capitao Juvencio Mariz
Alfcres Manoel Porto
Altinlio
(109 eleitores)
Capitao Juvencio Mariz
Alteres Manoel Porto
Jos Pedro da Silva
Capitao Sebastiio Lelo
Careante*
(71 eleitores)
Alferes Manoel Porto
Capitao Juvencio Mariz 26
Brejo (tres seccoes)
(170 eleitores)
Na scelo do Poco Fundo nio houve eleiclo por
falta de liuros. Naa outras tres aeeces foi este o
resultado .
Alferes Manoel Porto
Capitao Juvencio Mariz
Dr. Adelino Jnior
Resumo da votaclo do diatrcto,
carar que nio altera :
(720 eleitores)
Alferes Manoel Rodrigues Porto ')
Capitlo Juvencio Taciano Mariz (L)
Dr. Francisco de Asis Roza e Silva (C)
Dr. Adelino A. de Luna Freir | Jnior (L)
Capitao Sebastiio A. Lelo i Ui
Jos Pedro da Silva (C)
Em branco
Smdoo quoiiente eleitoral 240, esto eleitoa os
Srs. alferes Manoel Porto e capitlo Juvencio Ma-
riz ; c vio 2- escrutinio os dous imuicdiatos em
votos.
11 DI3TRICTO
Garanhuns
(174 eleitores)
Dr. Maximano Francisco Duartc 81
i ,'oronel Antonio Vctor Correia 52
Dr. Siphronio E. da Paz Portella 34
Dr. Amaro Fonacca de Albuquerque 1
Floren c Cardo*) Com este titulo o Sr.
acadmico Antonio Gomes de Albuquerque publi-
cou um volume de versos seus, de que nos offere-
;eu um exemplar, que agradecemos.
Algumas das proluccoes poticas do Sr. Gomes
de Albuquerque sio mimosas, e no geni o ssu
verso correcto. O livrinho urna fagueira es-
peranza e urna risonha promessa.
Em transito O paquete Magellan levou
hontem para a Earopa 48 passageiros, sendo 7 ti-
mados em Pernambuco.
Iklnhelro O paquete Pard trouxe do norte
para :
Diversos 19:636*580
H recepci -Communicaram-nos:
o dia 39 de dezembro o paquete La France
de la Societ Genrale dei Transportes Martimos
de Marjeille rindo do Rio de Janeiro foi recebido
na entrada da Baha com dois tiros de polvera
secca partidos dacanhoeira que se acha ao servi-
co ''a quarontena.
O c nnmaii iante, qnejulgava assistr a um rx
ercco de artilheria, contnuou a avanzar quaudo
a tortee da Gamboa deu um tiro de per;i cir
regada com bala, que penetrando nos comparti-
mentos da 8* classe raatou un passageiro italiano
e fez diversos estragos. -
E' estupendo o que ahi fica narrado.
Salva* Por aer ainaubi o dia em que a
igreja commemora oa S tutos R is Magos, ha ver
salvas 1 hora da tarde.
Entrada* de a**ncar c alsrodao
Vieram por mar e ten-a para o mercado do Recife
no uiez de dezembro :
Atyodao
De 1885 -.'1.318 saccas
, 1884 29.604
. 1883 17.331 .
1882 12-968 .
. 1881 15-274
Assucar
De 1885 276.241 saceos
1884 338.399 .
. 1883 31.69 -
. 1882 253.341 .
. 1881 424.543
Lula r frlmenlo-Em 25 do passado
no lugar Salgado de termo da Gloria do Goita,
travaram luta Antonio Bczerra da Silva, Joaqum
Gomes da Siva, Manoel Joaqum Monteiro, Hono-
rato Antonio Texera, Anto de tal e Joaqaim Jo-
s de Sant'Anua, sahindo este gravemente te-
rido.
Foram presos oa trez primeiso* dtlinqueutes,
evadiudo-se os dois outroa.
s*ol prea Veio ante-hontem no trem da
noite de Jaboatio para esta mdade entre diversos
passageiros urna mulher parda, de nome Joaquina
Mara da Concoicio, a qual bastante toncada, a
todos ameacava trir com nm* afiada navalha qae
traza em punho.
Apezar de pertencer ao sexo fraco muitos do
forte vieram assustadissimos durante a viagem,
pois a mulher estava inaupportevel.
Felizmente, ao chegarem eatafio de S. Joio
foi piesa por urna patrulha que all se achava pos
tada, o recolhida ao palacete prximo, onde ficou
a curtir.
Eapancantenlo Autehontem pela raanbl,
nos barros baixoa, primeiro diatrcto da fieguezia
de S. Jos, alguns guardas civicoa, que haviam
precedido o 2a batalhio de linha, o qual fra as-
sistr 4 missa na igreja da Conceicio dos Milita-
res, espancaram a diversas peisoas innoffe isivas,
3ue por all transitavam, entre ellas ao carpina
oaquim Pedro Baptista de Lima, pardo e amor
de 40 atino* o qual sahindo de sna easa n. 4 e nio
podendo correr por ter um lado paralitico, foi de-
pon) de ter levado nata sova, .-eraettido para o
qnartol.
Este infeliz como outroa, era aecucado injusta-
mente de ir privocaado disturbios, que felizmente
nao se deraan, em trente da msica; entretanto os
da malta de capoeiroa, que a tinbam precedido e
levavara ostensivamente facas e cacetas, nem um
padre nosso ti veram de penitencia I
A Hada Illuntrada Distribuio *e hon-
tem o n. 167 de 1 de corrente mea, deste Impor-
tante jornal das familias, qne est no seu otavo
anno de existencia.
Alera da muitas estampas no texto, o numero de
qne nos oceupamos tras um figurino colorido e urna
estampa de bordados e moldes.
presa Telepbamlea Honraran!-
Acaba esta empresa de realizar um novo melhora-
mento, collocaado urna estaclo no Caldereiro, fre-
gus ia do Poco da Panella, para servir de centro
in-.ermesliario, entree*amunieaado-se assignan
tos com o Recife e arrebaldae.
Dirige a referida estacae q Sr. Augusto Fguei-
redo agente no Caldereiro da Empresa Telepho-
nica.
EaropaDo diario de Buenoa-Ayrea, La
Prensa, extrahiraos oa egaintea tetegrammas :
8. Pctersburgo, 19 de Dezembro.-Um tele-
gramma reeebido aqoi, diz que bonve urna terri-
vel explosio de dynamite na mina de Pleynicb,
na Siberia. Sio muito contiadicturos os algaris-
mos que annunciam o .numero de mortes. Uaa
dzem 400 e outroa dizem 4,000.
Dublin, 22. IIjuve hoje aqui urna reunio da
grande loja orangista da Irlanda, cora o fim de as-
sentar em medidas contra o projeeto de autono-
ma. Estiveram presentes muitos lords e membros
da cmara dos communa, e redigia se am mani-
fest dirigido a todos os orangistas da Gil-Breta-
nha e Irlanda. J
Londres, 22.As noticias de Hespanha dizem
que se descobrio em Tarragona>dma conspiradlo
para estabeleecr a repblica. O governo guarda
reserva acerca dos pormenores do]moviraento.
Roma, 18.Hoje foi assignado o ajuste relativo
s Carolinas com grande pompa e ceremonia. O
papa presenciou o acto.
Pars, 180 governo resolveu aceitar a reduc-
cio do crdito pira Tonkin com equivalente a
urna declaracio de falta de confianca da cmara
dos duputados. O presidente do conselho, Brisson,
disse boje qne governo estava disposte a discu-
tir a questio.
19.O governo decretou a suspensao das hos
tlidades em Madagascar, no intuito de facilitar
as aegociaces para um tratado de paz.
Madrid, 22.O governador das Carolinas foi
julgado por conselho de guerra, por ter insultado
o almirante na oecasiio de ser oceupada a ilha de
Yap pelos allemies. A sentenca ficou adiada.
Reina excitacio em varias partes da cidade, por
causa de um boato muito generalisado de que D.
Carlos eat negociando um emprestimo em Lon-
dres de 2.000:000 de duros.
Insprenita da carie-Recebemos do Ro
de Janeiro um exemplar da Lettre a Mr. Ernest
Renn a propos deV?inacription phenicienne apoery-
phe toumise e 1872 a l'institut geographique e eth-
nographiqne du tirazil, importante trabalho do
Ilustrado Sr. Dr. Ladislao Netto, director do Ha-
tea Nacional.
Agradecemos-lhe o mimo que nos fez.
m almansh -O bem conhecido pbarma-
ccutico Eugenio Marques de Hollanda, e3taele-
cdo na corte, j pnblicou o seu almanak para o
corrente anno, cuja dstribuicio, como se sabe,
gratuita.
LlmoelroEscrevcm-noa em 2 do corrente :
Aqui chegou no dia 27 do mez prximamente
findo, o Exm. Sr. Dr. Francisco de Assis Rosa c
Silva, dignissimo candidato a Asaembla Geral
por eate diatrcto 8. Exc. teve urna esplendida
receptlo, que bem demonstrou a sympathia e acei
tacio de que gosa nesta comarca, como em todo o
10- diatrcto.
CircadelSO cavalleiros operavam o Exm.
Sr. Dr. Rosa e Silva na eataejio, e d'ahi aps as
mais enthusasticas saudacoea, a guiram todoa at
a casa de um distincto conservador, onde os ami-
gos de S. Exc haviam preparado um lauto e de-
licadj almojo, que, coraecando ao meio dia, pro-
longou-se at 4 1|2 horas da tarde, reinando sem-
pre a maior cordialidade e harmona.
Por easa oecasiio repetram-se as raais viras
Erovas de adhesl > candidatura do Exm. Sr.
r. Risa, que, saudado e, depois de so terem tro-
cados muitos brindes, e-gueu eloquentemente o
brinde de honra ao eminente estadista e diatncto
pernambucano, o Exm. Sr. conaelhe ro Joio Al-
fredo, o qual, como os demais, foi estrepitosamen-
te correspondido e applauiido.
Findo o almoco, dirigio-se o Exm. Sr. Dr.
Rosa e Silva, acompaando do3 mesmos amigos,
casa preparada para hr-spedal-o e anda urna vez
foi alvo de grandes raanifestacoes de aprec.) e con-
aideracao de que merecedor.
No dia 31 dcixoa S. Exc. esta cidade seguido
por inuitos cavalleiros, inclusivo seu dgnoArraao o
r. Jos M. Rosa e Silva, que o acompanha e
contnuou sua excursio.
Chegando ao engenho do Sr. capitlo Simplicio
Goncalves dos Santos foi servido ao Exm. Sr. Dr.
Rjaa e aos seus ntiigos um opparo almoco, onde
trocaram-se muitos brindes, drgindo-se depois
todos para Pedra Tapada, onde entrou com mais
de 80 cavalleiros, sendo-lhs offerecido um jantar
por qm doa distinctos amigos do lugar.
Finalmente foi urna liada festa a passagera
do Exm. Sr. Dr. Rosa e Silva por eata comarca,
onde S. Exe. pela Ihauesa de seu trato e sineer-
dade de seu carcter, tem conquistado as maiores
sympathias e recebido as mais subidas provas da
dedicacio de seus amigos polticos.
Villa de S. BeatoEscreveu o nosso cor-
respondente em 21 do passado :
Contuuam as chuvas, e com estas as espe-
raucas dos aertanejos, os quaes j nio receiam
crise igual a de 1877. Em muit03 lugares deste
e dos termos visinhos os agricultores teem confia
do terra semen'.es de caroco milho, feijio, algo-
dio, raelaucias e gerimuns, e nao falharem as
chuvas de Janeiro o Eevereiro, a ollieita ser
impirtante, c o lrtio ae libertar do tributo das
malta*.
O dia 16 do corrente foi tempestuoso nesta
villa e em acua arrabaldes, e o rio Uua, que b i-
nha eata villi, deseen com urna enchento de um
metro.. J temos milita agua potavel; falta-nos
porm, o dinheiro; e os mal* antigoa habitantes,
deste termo, confessam que nunca jamis houve
nestes sertes tio grande eseasaez de numerario.
A iinigraca i pera es mattos o a iuiportactao
de vveres para o alto scitao anda contina com
grande escala.
Manoel da Costa Lyra, preso pelo offiuhso
Silva Branco, em 26 do novembro ultimo, fn pos-
to em liberdade, pirque verificon-se qne nio era
criminoso; Miguel Arcbanjo da Silva, p rm,
preso juntamente com Costa Lyra, segu j no dia
14 do corrente para a cadeia da cidade do Brejo
da Madre de Deus, por se achar all pronunciado
no art. 257 do cod'go criminal
A reluci djs criminosos de todos os termw
da provincia, mandada publicar pelo chele do po-
lica Dr. Martins Pereira, tem pr>duzd> e con-
tinuar a produzir ptimos resultados para a so-
ciedade e amatgua decrpvdes para oa tractantea.
Ni cadeia da cidade de Garanhuna aeham-se
recolhidos tres sucios, pronunciados netto termo
no art. 269 do cdigo penal, Joio Moraes Pep\
Mauoel Simoes de Sonz* e Martiniaa Jos da
Silva no ait. 201 do mesmo cdigo; c no 14 do
corrente deu entrada na cadeia desta villa, Igna
co de Paiva e Mello, conhecido por Dacio, pro
nunciado no art. 257 do raes no codito e remett-
do pelo delegado de polica de Alagoa de Baixo,
onle foi preso no dia 9 do corrente raz. Eate
prestando flanea foi, f i posto em liberdade, no
d a seguinte.
Dacio ja rewpondea por crime de homicidio
em seu propra companheira na vida e na morle,
segundo a pnrase do Evangelho, por tel-a apa-
nhadjera adulterio; e por este crime obteve ab-
solvilo unnime, perante o jury da cdde do
Brejo du Madre te Deas ; e quanto ao ciime de
furto eis o que consta do snramario instaurado
neste termo :
Em 1881 o subdelegado de Canhotinho pro-
ceden o inquerito policial contra Dacio pela vaga
isnputacio de ladrio de cavallos, sem factos espe-
cificados, e sem nenhuna indicios que dessem lu-
gar denuncia ; pelo que indo dito inqueritn, por
intermedio do Dr. Anstarcho Cavalcantn de Al-
buquerque, entio juis municipal deate termo e de
sudosa memoria, s mos do adianto do promo-
tor publico do termo, este requeren qne dito in-
querito fosse archivado, e assim despacba-0 Dr.
Aristarcho, e ficou Dacio em paz.
Dois annos'porm, depois, sendo juiz munici-
pal o Dr. Jesuino Claro dos Santos e Silva, avoc iu
o inquerto archivado pelo seu antecessor, e erde -
nou que o adjunto desse a dennncii, e pete pon-
derando, como da vez primera quenio havia
materia para a denuncia, o mesmo Claro dos San-
to*, ex officio, ordeuou a notificacio de testemu-
nhas, e pronunciou Dacio no art. 257 do cdigo
penal, sem ao menos ordenar a citefi') do reo ; e
acba-se Dacio, sem o saber, sujeito prisio e
leivaraento, quando tinha tem sen favor as dis-
posicoes do art. 15 da lei n. 2033 de 20 de se-
tembro de 1871, ha dous annos, desde 1*81.
No dia 16 de corrente aepultou-se no eemite-
rio publico desta villa D. Victorio d'Alneda Va-
lenca estima vel consorte de Francisco d'Altneida
ValeDca, de tuberculoae, nio contando anda trio-
ta annos de idade.
Virtuosa senhora, nio poude sobreviver a
esta tcrrvel e incuravel doenca, apesar dos re-
corsos mdicos empregados e dos disvelos do es-
poso e de toda familia, durante oito im-zcs.
A' proposito : este termo, como abid de
todos, o melbor sertao da provincia p tra a cura
das molestias pulmonares, em indvidu >a nascidoa
fora delle.
Muitos, nos quaes a molestia tinha progredi-
do espantosamente, e que aqui cnegaran como ver-
dadeiro* cadveres ambulantes, voltaram gordos e
sadios, e em pouco tempo ; e anda hajcj assim
succede. s
No entente, este terrivel enfermidad a pr-
meira que tem levado e continua a lavar para o
tmulo maior numero de victimas, HCeommetten-
do aos natnraes, tem a marcha galopante, a o m-
ximo do tempo para dar cabo do accouinettido nio
excede de dosc mezes !
" E' portento digna de attencio e do estudo da
Ilustrada classe medica dessa cidade, s guinte
thes : qual a razio de ser propi'-o o clim
deate sertio para os tuberculosos maeidja fora
delle, e prejulical, mortfero para oa i: it.iraes ou
nascides no mesmo ?
O ar de Sao Bento tio puro, ta > salutar
para os tuberculosos, que estes, aqui chegado?,
abandonam o uso de remedios receitadoa, ahi, u
cidade ; e se alguns tem sido infelizea, p >rqui:
entregando 86 s ins muas, e is ex'ravagancias
proprias da dade, apressam, por gosto, a exis-
tencia penosa do thysico.
Oa folgares inseparaveii do dia de b .je si
nenhuns nesta villa e talvez em todo eate t rmo :
p lo menos sio oito da noite e nenhuir i a'egria se
manifesta nesta villa, e parece que a misa do
gallo poneos assistentes tora.
Entretanto, desejo aos muitos dignos redacto-
res e proprietarios do Diario de Pern>tm!>neo fes-
tas felizes, acompanhadas de vida, san I e dinbci
ro, trndade que constitue o verdadeirj paraso
deste val de lagrimas.
A1 33, accrescenta o mcamo correspondente :
A'a 10 horas da noite de hontem, aqu chegou
o Dr. Ulysses Vianna, candidato liberal pelo D*
districto desta provincia.
Nio conhecamos pessoalmente o Ilustre can-
didato, o qual acha-se hospedado em c.isa do Dr.
Homen de Sique Nunca tivemis urna vespera do natal como a
deste anno.
A' missa do gallo, apenas conou-reu a 50'
parte da populacio que nos annos anteriores coa-
turaava assstil-a, e aqui permaneca al a un-
nhl seguinte, entregue aoa prazeres o folgares
condignos com a festa rr.aia popular e maii bri-
lliante dos poros chrstaos.
As 'diuvas a'oandonarara-nos, mas esse aban-
dono nio, por agora, prejudicial.
E3ta a ultima do corrente anno ; e ni > po-
demos eencluil-a sem que deaejemos aos it wtres
redactores do Diario de Pernambuco boas e itradaa
do anno novo, acompanhadas de felicidad -.
tiellOcaEflectuar-se-ho :
Hoje :
Peo agente Martins, s 11 horas, no Mui'o
de Soccorro, ru* Bom Jess 32, de joias.
Pelo agente Pinto, s 10 1/2 horas, na tu i do
Bom Jess n 43 de predios.
Pelo agente GiumSo, s 11 horas, na ni* do
Mrquez de Oliuda n. 18, de movis, lomeas, vi-
dros etc.
Po agente Pinito Borges, s 11 horas, na Al-
fandega, de azendas averiadas.
Sexta-feira :
Peo agente Pinto, i 11 horas, no Cju ro, de
movis, loucas, etc., etc.
MM-tiis moenres-Serio celebradas:
Hoje :
A'a 8 horas no Esprito Santo, por alma da Mi -
noel Jos da Fonseea ; s 7 1/2, na capel la d
Monteiro e matriz da Boa-Vista, por alma de He-
leodoro de Aquno Fonseea ; s 7 horas, ua ma-,
triz da Boa Vista, por alma de H--uiique 6. do
Andradc Brederodes.
Quinta-feira :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Viata, por alma
de Joaqum Machado da Cunha Cavalcante ; -
horas, na ordem 3a de S. Francisco, por aim i I
Monoel Eugenio da Gama Lobo ; s 8 1/2 hora-,
na matriz da Boa-Vista, por alma de Fortu
F. do R. Barroca.
Pa**a%eiro*Chesadoa doa portea Jo -or-
to no vapor nacional Pura :
Joaqum Pinto, Agostuho Jo de Sons, Laiz
Amerco, Jlo Frank'in de Azevedo, D. Candida
F. deJeaus, D. Feliciana C. da Rocha, Joio da
Je3US, Purcina de Jeaua, Joio Baptiaia do ft g i
C, P. Alves Porto, Victahno F. Cavalcaiito, Joa-
qum de Oliveira Maia, Vicente de Soasa Diaa,
Jeronymo Joa Tellea, Francisco Gonualves d.i
Fonseea, D. Leopoldina da Silva Naves e 1 Gibo.
Antonio Marcello, Joaquim Moreira de Luna e l
filho, David Moreira de Barros, Holmens, BmVg-
do Ev-angelista,Fr&nc3eo Penlsatano, Mr. Macom-
ber e 1 criado, Henry Niema, Salvator del Cano-
ra, Padre Charles Marie Freir e Charles Du irte.
Chegados dos portos do sul n> vapor mgl.z
Vnatila* ..."
Joio Cleci, D. Elia Franciseo Guisepp, J. C.
^ouza Carvalho, Alfredo de Moraes Femirae
Gustavo Henry G.
Hospital Porelusnei-O movimen'o da
enfermaras deste hospital durante a semana ra-
da, foi o seguinte :
Existiam em tratamento.. 15 doentC3
Sahram curados........ 8
Ficam em fr>.tomento.... <
Asaumio o exercco de mordomo na semana jue
hontem teve comeco o Illm. Sr. co nmendador Ma-
noel Joa Machado.
Operares clrurarlca*'" ran pratica-
das no hospital Pedro II no da i d) corrente,
as seguintes :
Pelo Dr. Malaquias :
Extracclo deam sarcoma da apad 11
Urethrotomia externa sobre o conlu.-tor. recla-
mada por estreitamento retrctil da nretbra.
Posthotomia pelo processo de Ricord, por pby-
mosis.
Pelo Dr. Pontual :
-Urethrotomia pelo processo de Maisouneuve, re"
clamada por estreitamento fibroso da urethra.
Ca*a de iseienco Movimonto dos pre-
sos no dia 3 de Janeiro :
Existiam pros 318, entraram 10, sahram 4,
existen) 332.
A sabei
Nacionaes 287,:mulhar5aa 6, estrangeiro* 5, es-
cravos sentenciados e processados 13, ditos de cor-
reccio l.Total 324.
Arracoados2'Jl, sendo: bons 27o, dooutes 16
-Total 332.
Movimento da enfermara :
Tiveram baixa :
Manoel Florano da S Iva.
Jos Benedicto de Souza.
Lotera da prowlucla-Scxta-fer*, b
de Janeiro, se extrabiri a lotera n. 30, em be-
neficio da Santa Casa de Misericordi. do Re-
fJJlfe,
No consistorio da igreja de Nosaa Senhora da
Conceicio dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espberas arrumadas em ordem nume
rica, apreciacio do publico._____^w^a^ww
Lotera de Macelo de OOiOOlJ4400
Eata grande lotera, cajo premio grande e de
200:000*000, pelo novo plano, ser extranida im-
preterirelmente no dia 5 de Janeiro.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa i ea*
praca da Independencia ns 37 e 39.

I

. .
llKftlft.
t


Diario de PernainbticoTcrfa-fcira 5 de Janeiro de 1386




.0:000*000, pelo
uo di 9 de Janeiro
For-
roa 1
t. O
|c Loicini lo Vvi t
Et* l<
novo i
Oe n Casa da
tima irco n. 23.
LulniH Kiirnoc (linaria do 1'pl-
rmiin > das 4* e 5 senes
Jestaimj Ior premio de
uk>\UU, ser exirahida uo da 12 de janeiro
prox
.leles venda na Casa da Fortuna
iv Marco n. 23.
Mercad MunieiaJ do S
iiKjviuieniu (leste Mercado no dia 4 de corrate,
fyi u tguiiite :
bntrariuii :
J4 bois pesando 4.520 kilos-
ttl'J kiIon de pene a 20 ris
72 c*rga de fariuba 200 ri
4 du do iructas diversas
ri
2.) tiboleiros a 200 ris
7 Huinos a 200 ris
18 ealumnss a 600 is
44 talius de carne vvrde a 1*000
20 ditos de ditos u 2*
41 compartiaientuh de taiiuba e ce-
idas a 5o ris
?W ditos de legumes a 400 ris
18 cosapartiincutos de suiuo a 700
ris
17 ditos de tresturas a 600 ris
300
S
16*380
144400
14200
44000
14400
104800
44*000
404000
20*500
24*000
11*900
8*400
ltove ter sido arrecaiada oeste dia a
quantia de
Procos do dia: .....
Carue verde a 480, 360 e 240 lea 0 kilo.
Suidos a 800 e 640 ris dem.
Caineiro a 800 e 610 ris ideas.
Fariuha a 00, 500 e 400 ris a cois.
Milho de 280, e 240 ris idem.
Feijio de 1*200, 800 e C00 ris idem.
196*980
PBLKACES A PEDIDO
tri. redactores. baldo de pratica, desarmado
d> rktudos e de torcas intcllectuaes, vnboao Tos-
t conceituado jorual, pruterir cnas palavias em
aver do muito digno alteres Haeckman comman-
ilantc de pequea torca do H" butalho de infan-
tari- que|aqui se a chava estacionada e que foipelo
presidente da provincia mandado retirar e sendo
dito alieres tainbcm delegado de polica deste ter-
mo.
Sensores, eu poda inandi.r aformozear este pe-
lie, e apresentar ao publico urna obra com mais
alguma perfeicao, poim smdo todo naturalista
gesto mais da realioade pura.
O Sr. Baeckman ti mo deh gado de polica des-
te termo preenchou esia lacuna ctm tanta igual-
dade e seto cores polticas, por uma forma tal.
que ao lsrgar este to iur>itante cargoopovo
detta kcalidadr, kb e.es polticas, gritavam
geralmento que muilo bavia Tacarst chorar sua
'nprc h morada falta, a cxepco de alguns que
gratuitamente o ediavsn?, devido to somente
justa polica por aqt-clle militar feita em desafron
toda le cbafordada uo 1: nacal da ignorancia
tomo ceininsndante do des'acbminto pode-ee clas-
sificsr inoJelo militar, arremedando algoma cousa
da < xercito alienas, parque te m a ana austera e
tevua discip.ina scube, durante o tempo que aqu
esteve, conter sua fe rea por toma tal que nao
liouv- o menor desacate e iimpre moralsado, sem
prejuso de teiccire, ri!i'ti.do-te d'aqui sen ca-
lle tetar a ninguime deixando um vacuo desauda-
dis eociedade por aquelle tus tintada.
T.carat, 19 de dezembro de 1885.
Guilherme Rodrigues Larangei-a.
Conflicto do ciigciilio Monle-Pio
Palmares
Sendo prente bem prximo do tenente Jos An-
tonio A lves Macel, fclbo de meu presado to e
amigo o coronel Thcnnz Alvos Alacie-I, e cenbe-
ceudo omcemo desde crian?, peco ao respeitavel
publico, que suspenda o sen juizo, relativamente
ao que sabio no Provincia de 3 do corrate, por-
i|iie pode muito bem s iu radoree do me-iino engtnl.o. Sei que o meu pa-
tente nunca conmettiu erinirp, e foi seropre con-
siderado por todos que es eonhi ce, e o tempo nao
. -l para acreditar i m tudo, si m qu3 primeiro se
vi ja as pr*t?. b< m lu.::; < Dtadi (. Son patente
. mugo de teda a familia c tedtti ^s bornens de
bcsadeUdcs os partidos, sil-ini r-crfeitam-'Dte
qae ecstnmo f d2cr a verdade.
Espero pelas provas, paVa peder eiplicar-me.
Riee, 4 do Jiieir.i Je I8fc"6.
Pedro Bezerra Cavalcanti Maciel.
Coliegio Sele d Janeiro, para o
sexo cniiiMio
A ab xo ass gnada, avisa aot cuhcres paes de
familia, tutures e corresponden t< s que a 7 de Ja-
n ir.i prximo, na ra do Visconde de Pelotas (an-
i _-:-. do Aragao) D.'l, abrir um coliegio pnra rdu-
caeaO c intrueco de meninas. Se.b sua direceo
< om o auxilio de pretessores e profcssoias com-
p le mmente labilitndos, ne-l'.e so cneinaraoas
iras K tras, pbitngvcs, francs, ceographia,
..i nho linear e de gneas, n.nsie-a c piano, toda
i|ii..lidade de trabalhos de agullias o de flores.
As condieoes para admistao sao as geralmente
: b.vendo, porm. reduccSo de proco.
'A Sanca a boa l.ygiene, ediu a ciio esmerada e
toda dedicacJC zelo na imtriiccao.
Pedsvae dttd^ ja tratar na referida caca.
leeif-.', 4 de Dez mbro de lf85.
A directora,
Leopoldina de iqueira Varejao.
Elei^o geral
SEGUNDO DISrBICTO
Carta circular _____
Illm. Sr. Tanho a boora de dirgir-me V
S. para, na qualidads de -candidato a deputacio
geral pilo 2.a districto desta provincia, solicitar
nao s sea voto como se* apsio e vahosissimo
conearso.
Nesta occasiio nao me 4eeto oceultar as con-
dicoes em que teoho collecado minh candida-
tura. Natural deste distrieto e nelle residente,
mais de uma ves tai elerto seu representante na
Asseaibla Legislativa Provincial. A esse facto
jauto anda o de ha ver representado, na mesma
Assembla, por motivo deiaesmpatibilidada legal,
o antigo 5. distrieto eleitwal, e prestado em di-
varass cargos de admiaistraeio os sorvicos com-
pativeis com as babilitaoSes que exhib e deixei
sujeitas apreciac&o de saeus ooncidadaos.
Apresentando ma, pois, a impetrar, boje, os
ufttagios de que careco para representar o mes-
mo distrieto, na cmara temporaria, appello, so-
mente, para a indepeadeaeia e alto criterio do
ele i tarado.
Aceito, ceta a maior satistaeao, o sea vtrtdic-
ium, eonvencido eomo estoa de que, con o actual
.ysteota eleitor>l, a eieolha dos representantes
do povo deve ser feita eoss a mxima liberdade e
itreme de toda a interveacio official.
Neate sentido anima-osa o empenta em que
eta o governo, ja manifestado pela reeommenda-
cJo que, a seos delegados, fea em ciicnlar de 30
de Saceabro ultimo.
Pandando, portanto, aiaaa pretensao nos ele-
mentas que a jai fieara espostos, nutro a mais
flrne eaaviecSo da que aio elles suficientes para
justificar sna legitimidade.
E, agradecendo, desde j, a attencao com qne
V. S. se dgnar de receber muha humilde selici-
taeae, sao com todo o respeito e particular es
timaDe V. 8. atteneioso amigoe criado obrgado
lo* Nicolao Tolenlim de Carvalho.
19 de Dezembrodc 1885.
Hotel Petropolis
Em Palmares, junio a estaco do
caminho de ferro
Com quanto a cssa nao tenba tirado lucro at
agora, anda assim continuar at o fin da safra.
Pede-se sos brs. passsgeiros a bondade de o visi-
tar. A mesa para todos que estiverem decente
mente \estidos e se portal em bem : na chegada
dos trens ella est prompta e ba tempo pois quem
sobe tem 50 minutos e quem desee 1 ora e 5 mi-
nutos.
Esta hospedara sendo de grande ntilidade para
as pessoas que viajam nos trens, torna-se merece
dora do apoio publico.
S se permitte hoepedagem a familias e pessoas
honestas.
Curso de pianno
Renberlara
NO DA 8 DK JANEIRO
Aulas, todos as tercas e sextas-feiras das
5 borss da tarde em diante
78-RA DA IMPEfiATElZ-78
Porto da Madeira em
Beberibe
C< m a Eolemnidade devida ao culto catholico
teve lugar no povoado do neme cima a missa do
Menino I leus ; esteve impenente o acto, e alm de
uma bellissima illuminacSo que embelesara o pe-
queo poveado, foi abrllhantada a festa com a pre-
senta da philarmonica do Club Cemmercial tu-
terpe que grabas aos esforcos dos dignos amado
res, executaram diversos trechos musicaes, que nao
deixaram nada a desojar a outra qualquer banda
militar. Finda a ceremonia foi pelo Sr. Jo2o Bo-
t-Iho Noves, offerecido aos dignos deleitantes uma
pequea refeicSo em prova de sympthia pelas
inaneiras cavalleirescas com que se roantiveram os
Srs. que fazem parte da banda Eutcrpe e cutres
que os acompanbaram, de cujo cemportamento fi-
carsm es moradores do mesmo povoado eterna-
mente agradecidos. Um apeito de mao acs Srs. da
banda Eutcrpe.
Uaajs. doesa^a errivel que affllge
urna elasse aumerosa
O primeiro syinptoma desta enfermidade
umligeiro deearranjo do estomago; roas se
eUe descuida, o corpo inteiro desordena-se
dentro de poueo tempo, sem exceptuar os
rD8, o gado, as pncreas, e, em snmma-
todo o systema glanduloso ; e o affligido
arrastar uma existencia infeliz at que os
seus padecimentos sejam terminados pela
morte. As pessoas accommettidas por esta
molestia so enganam frequentemente sobre
a sua natureza ; nao obstante, o leitor pode-
r julgar se elle se acha atacado fazendo-
se as seguintes perguntas :
Sen te-se de vez em quando uma dor in
commodadora ? Ha difficuldade em respi-
rar depoisda comida? Sobrevem alguma
sensayao de tristeza e languidez acompa-
nhada de somnolencia ? Os olhos tm uma
cor amareUenta ? Pela manba as gengivas
e os dentes acbam-se cobertos de uma su-
bstancia espessa e viscosa, percebendo-se
simultneamente no paladar um sabor de-
sagradavel? A lingua est saburrosa ?
Sente-se dor dos lados e das costas? Apre-
sen ta-se alguma incbaclo nregiao do lado
direifo, como se o ligado tivessse crescido ?
Ha prsSo de ventre ? Ha vertigem quan-
do se levanta repentinamente de uma po-
sicSo horizontal? As secrecoos dos rins
sao raras e muito coradas, e fonnam depo-
sito? Os elementos fermentara logo depois
das refeicSes? Ha flatulencia? O cora-
jao palpita frequentemente? E' possivel
bue estes syinptomas nSo se apresentem
todos ao mesmo tempo, mas aBigem o pa-
ciente por seu turno, segundo os progres-
os desta terrivel enfermidade. Se a doen-
a tiver sido de uma durazno muito pro-
ongada, manifestara-se um tosse frequente
e secca, sobrevindo de pouco tempo a ex-
pectorarlo. Quando o mal j esteja inve-
terado, a cor da pelle torna-se-ba morena e
suja, e tanto as maos como os ps cobri-
ram se de uro suor fri e viscoso. Agra-
vados os soffrimentos do fgado e dos rins,
Pofo da Panella
Ora louvado Deus I
J appareeeu nesta infeliz freguezi a uma
mo enrgica e bemfazeja, que com ris-
cos e'perigos vai fazendo uma boa colhei-
ta do mal feitores e valentSes.
Kealmento s as boas intenees e mao
poderosa do Sr. Alferes Neves subdelega-
do da mesma, ecoramodidadeda forca des-
tacada, poder extinguir os acrrimos ini-
migos da propriedade alheia, e vida do ci-
daclilo e restabelecer a ordem.
Caro tem custado ao Sr. Neves; mas
elle, official instruido e avesso ao crime,
vai indo a bom caminho sem Ihe tremerem
as pernos, ameae^ado de ser assassinado ao
mando de uma borda de selvagens de col-
larinho em p.
O distincto official os conbece e os trata
com civilidade ; mas os tem retractados
em sua caderneta para em caso extremo
nao Lavcr engao na justa reacao a medida
da le:
J foram infelizes na primeira tentativa
no povoado de Apipucos na noite do dia
24 do prximo passado ; onde eslavam com
disfarce de emboscada disseminados em
diversos escondrijos ao lado do acude e
porta d'agoa.
Contavam echar o circulo com certesade
assassinarem o distincto official e seu digno
cadete Geroncio ; mas sbi mesmo lhes de-
r*m a mostra do passo, j banhados em
seu proprio sangue, com valor e bisarria.
Vejara bem os turbulentos e salteadores
da fre-gurzia, que nao teem a sua frente
um official bisonho; mas um pernambuca-
no deslindo de honrosa f de officio, cer-
cado de servidos relevantes, mil vezes digno
da farda, conhecedor da provincia, com
eiireito aos convivas dos salos, e de se
collocar entre os mais elevados da sii so-
ciedade.
O Sr. alferes Neves, no comprimento de
seus eleves em desempenbo da justica nao
se encima a nenhuma cor poltica, obdece
a seus superiores sem reflexoesna execu-
cao da le, e (oi esta seropre a sua norma
de conducta.
No dia seguinte ao 'aquelle em que
projectaram as^assinal-o em Apipucos, onde
estava por ordem superior, quando j se
bavia retirado a. carallaria de linha, a cor-
tir doies em estado febril sobre o leito em
seu quartel dos ferimen'os que ali recebe-
ra, sendo enrocado a gritos oe so corra com
a sua valiosa presenca para prender um au
dacioso assassino que. momentos antes ba-
via assassinado um liomera publicamente
apresentam-se dores rhcuroaticas, e o sys- e ferido a ou(ro8 no povoado'do Monteiro.
tema de tratamento ordinario nada pode 0 Sr. Neves imroediatao:ente abandonou
contra tilo dolorosa affeccao. A origcm 10 leit0 em ejlava no r do ardent(J
deste mal 6 a Indigesto ou Dyspepsia, egol de me0 g 0 0 crilT)inoso
olsa commcrctal de reman-
1/lH.O
tecilo, i de jaueiro de 186
As tres horas da tarde
Cotacee ulfir.iaet
Cambio robre o Kio Grande do Su], 90 d/v. com
1 10/0 de dcs'conto.
P. J. Pinto,
Presidente.
Candido C. L. Alcoforado,
Secretario.
HENDIMEiNTOS PBLICOS
Mes de Janeiro de 186
Coilogio Xossa Senhora das
Yiclorias
la itiia do llosplco==lo
Este estabelecimento de instruceao, a' rir suas
aulas no da 11 de Janeiro.
As directoras.
Blauche d'Ilerpcnt Torgo-
Barovrza L. V. d'Hcrpent.
Inslifiilion Fi'iiiifiise de
Riia do liar lo c%. Borja n. 50
(aniiga do Mebo)
0 amo ktiiG Cesb collecio
eu 1 le
A
I. Adom\
uma pequea quantidade do verdadeiro re-
medio, tomada no principio da doenen, far
desapparecer para sempre os symptomas
perigosos. E' por conseguinte importan-
tissimo que n dcsarranjo seja tratado com
promptidao e com efficacia nos seus pri-
meiros graos, em cuja poca possivel
obter a cura por meio de um pequeo nu-
mero de dzes do medicamento. Mas quan-
do j esteja arraigada a enfermidade, o
verdadeiro remedio dever ser tomado at
que o ultimo vestigio d'aquella tenba sido
destruido, at que o appetite volto, e at
que os orgSos digestivos recuperen) as con-
dic5csBormaes. A medicina mais cfficaz
contra tilo teirrivcl doenga o Xar&pe
Curativo do Seigel, preparacao vegetal
que vendem todos os pbarmaceuticos e bo-
ticarios do mundo inteiro e os seus proprie-
tarios, A. J. White, Limited, 17, Farring-
don Road, Londres, EG. Este Xarope
destroe a verdadeira cauia do mal, expul-
sando-a radicalmente do systema.
Depositarios na provincia do Rio de Ja-
neiro : no Rio de Janeiro, Domingues Viei-
ra e Chia, Joao Luiz Alvez, Geo Sanvillc
J. Chia, G. Francisco Leandro e Fonscca
(i Alvos; e em Sam Si mao de Maubuassu,
Horacio de Rentus.
Depositarios na provincia de Pernanibu-
co : em Pernambuco Bcntecourt o Chia
J. C Levy c Chia, Francisco M. da Silv
o Cbia, G. Braz dos'Santos e Chia, e Rou
quarol Irraaos; em Bello Jardim, Wanoe
de Siqueira Cavalcante Arco Verde, e Ma-
uoel Ccrde-iro dos Santos Filho ; em Inde-
pendencia, Antonio Gomes Barboza Jr;
em Palmares, Antonio Cardoso d'Aguiar ;
6 era Tacarat Jos Lourenco da Silva. J.
C. Levy &C, ra do Barilo da Victoria n.
25
B^^
i-
ttw iina-.e-Do 2
I. m de 4
9:983|530
31:66906
Be; 932
UstsuLioo raoTtsciL De 2 lleude 4 3:809*782 13:167>770 10:621*667
Bacn nantifAORDe dem de4 23r789427 18042 1
1H 042
AI.TKRACAO DA PAUTA
1 xi ,i semina de 4 9 de Janeiro de
_ 5636
ilo.
.:mco, 220 rs. o kilo.
Onf ni n -i t i"i '-. 139 rs. o kilo.
s. o kilo.
kilo.
Alfaoa.ra ae 1'ernaTibuco, 4 de Janeiro ce
Os eonferentes,
A. ele A. Freitas.
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Barca ingleza Enchantresse entrada de
Cardiff, no dia 2 de Janeiro, e consigne-
da a Johnston Pater & C, manifestou :
Carvao de pedra 920 toueladas aos con-
signatarios.
Vapor nacional Para, entrado dos por-
tos do norte, no dia 3 de Janeiro e consi-
gnado a Bemardino Pontual, roanifes-
t'ju:
Borracha 4 caixas a Rodrigues de Fa-
ria & C, 2 a Guimares Valente.
Barris vazios 68 a Amorim c% IrmSos
& C.
Escuna allemS J. H. Haak- entrada do
Rio Grande do Sul, no dia 3 de Janeiro,
e consignada a Pereira Carneiro & O, ma-
nifestou :
Farinha de mandioca 3,230 saccoa aos
consignatarios.
Escuna nacional Leonor entrada do Rio
Grande do Sul, no dia 3 de Janeiro, e con-
signada a Balthar Oliveira & C, manifes
toa:
Grasa 206 pipas, 40 bardolezas e 5
barris, dita em bexigas 1482 kilos.
Sebo coado 283 barricas^ ordem.
DESPACHOS DE EXPORTADO
Em 2 de Janeiro de 1886
Har o exterior
No vapor francs Xille'de MaranMo, car-
regou:
fara o Havre, A. Labille 39 saceos com 2,045
kilos de cera de carnauba.
Na barca ingleza Camelia, carregou :
Para Terra Nova, S. B'otbers & C. 4 barris
com 360 litros de aleeol e 2 ditos com 180 ditos
de agurdente.
com o
povo que o persegua desde o momento do
crime, depois de minuciosa busca em boa
una legua em capoeiras, vales e outros
escondrijos, o sgarrou com suas proprias
nraos na descida do urna mangueira onde
se bavia bomisiado.
Anda ha pouco no alevante dos sent
ciados do presidio de Fernando seguio in-
mediatamente para l o mesmo Sr. Neves
e logo depois voltou deixando restabelceida
a ordem e obediencia alidadas por aquella
roedonba gente, e por esto modo tem este
distincto i fli ;ai retabelecido a ordem pu-
blica em gravsimas ciicumslancias em
em varios pontos do imperio era diversas
epochas, cercado de riscos e perigos.
E entilo contra este ptimo servidor do
estado, que se assanbam os capaugas de
collarioho era p do Poco da Panella para
traicociraracnte lbe arrancarem a vida na
primeira opportunidade, como projectaram
na malograda tentativa de Apipucos na
Para o Kio Grande do Sol, B. Oliveira & C.
1,000 saceos com 60,000 kilos de assncar branco e
1.250 ditjs com 75,000 ditos de dito mascavado.
No lugar norueguense Correo, carregou :
Para Pelotas, Maia & Kezende 550 barricas
com 51,247 kilos de assucar branco e 100 diHs
jom li,082 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Para, carregou :
Para o Rio de Janeiro, J. Fontelles 39 sacos
ion 1,950 kilis de cera de carnauba.
No hiate aaconal Aurora, carregou :
Para o Ceara, Amorim Irmos 4 C. 30 barricas
:om 3,000 kilos de sebo.
MOV1MENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 3 de Janeiro
ilanos e escalas,11 1/2 dias, vapor nacional
Pard de 1999 toneladas, equipagem 58, com-
mandante Carlos Gomes ; carga varios gneros,
ao bario de PeUolina.
Rio Grande do Sul, pelo Ro de Janeiro,20 dias,
escuna nacional Leouor de 120 toneladas, equi-
pagem 7, capitao Joaquim de Souza Jorge,
carga gorduras ao B. Oliveira & C.
OosertxicJo
Nao bouve sabida.
Navio entrado no dia 4
Valparaso e escalas, 26 dias, vapor ingles M gellan, de 1791 toneladas, equipagens 72, com-
mandante James Pepper ; carga varias gneros,
Wilion Soua & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Rio de Janeiro e escalasVapor nacional Pard,
commandante Carlos Gomes; earga varios ge-
ge eros.
Liverpool e escalasVapor ingles MageUan, com-
mandante James Pepper; carga varios gneros.
Rio Grande do SulLugar norueguense Astur,
capitit-) J. L. Kaison ; carga assucar.
Terra-NovaBrigue inglez Blauche Curry, ca-
pitao John Jones ; em lastro
madrugada do dito dia 24 ?
Oh demais. .
Puis bem- vejam cono fazem e nao er-
rcm o bote para da repreealia nao ficar pe-
dra sobre podra ;por que, alem da justa
justificativa, j tem o Sr. Naves o direito
unido a ella, de lhe ser estampado no pei
to e nes canlioes da farda o cello publico
com giilbarda do mereciruento real de sua
espada.
Cumpre por tanto attender.e acautelar
todas essas verdades, para que uo fique
no esqueoiroento as relevantes servaos do
Sr. alferes Neves, nem so reproduea o fu-
nesto projecto de verdadeiro canibalismo
dos falsos hberaes, igu;-l ao da horrorosa
sena de saegue da matriz de S. Jos !
Fka per essa suceinta exposico resta-
belecida a verdade dos fados que ltima-
mente se deram na dita freguezia, e que
sobre falsas informatoes fora alterada pelos
jornaes acontento de quem, sem mereci-
mento e salpicado do sangue, s<> pesca as
agoas turvas.
Cuidado Sr. Neves 'porque na freguezia
da sede de seu comraando j tentaram as-
sassinar a tiro de emboscada o proprio
Mrquez de Paran em pleno dia, quando
presidente desla provinca, na occasiao
que passava pelo Monteiro, e lhe podemos
assegurar que nahiatoiiade bonrososos as-
sassinatos e ladroeiras nao temos no in-
terior outra que lhe seja igual.
E se j nao existem esses perversos,
existem rebento tSo feroes como elles ao
quaes es'.So outros se reunindo vindos de
fora par solemnisanm o dia 15.
w.
Us abaixo assignados declarara ao coro-
mercio desta praya e fora della que nesta
data compraram a Manoel de Souza Al
raeida o estabelecimento de molhades s lo
no Largo do Mercado n. 8 o qual vai gi-
rar sobre,a rasao social de Franco & Adria-
no livre e desembarcado de todo o qual-
quer deito que possa apparec^r.
Recife, 3 de Janeiro de lci86.
Jos Franco Fetre'ra
Adriano l'creira da L xz.
Prospecto do Coliegio de tt.
.na de Cionzaga era oj anua
Art. 1. Este coliegio. fundado sob os
auspicios dos padres JoSo Marques de
Souza e Joao Francisco Fcrnandes, aceita
alumnos internos e externos. Os internos
para melhor sucredimento, s recebe con
7 a 16 airaos inclusivo a primeira matri-
cula das aulas primarias e secundarias, aos
quaes acompanbarZo attestados de idade e
vaccina e eoderego de seus pais e corres-
pondentes.
Art. 2.* A educicao tributada abrange
as partes intellectual, moral, civil e reli-
giosa. As materias professadas sao : pri-
ineiras letras, portuguez, francez, inglez,
latim, geographia, historia, arithmetica,
geometra, algebra, rhetorica e philosopbia.
Art. 3 Pela mdica qeautia de 40)$
mensaes com a joia de 200, alera do direi-
to dos alumnos estudarem as materias pro-
fessadas, tm de ser alimentados sS e abun-
dantemente ; tratados em suas enfermida
des pelo medico do Instituto, fornecendu
este medicamenio8; e de ter cama, ba-
ca, jarro, lavatorio, cabide, banca, cadei-
ra, papel, tinta, lapis, crayons, ardosias,
bonoriticencias e o mais tjue recomraendam
a boa ordem e hygiene. Ficam, porem, s
expensas dos alumnosa lavagem da rou-
pa, livros e sellos para cartas.
Art. 4. O rgimen interno nao vexa-
torio, mas coordenado segundo os di cla-
mes civis, moraes, religiosos, hygienicon e
pedaggicos.
Art. 5. O coliegio prescrove enxoval
ordinario e outro extraordinario, em
que nao adroitte alteracao alguma. O pri-
meiro constanta de : 8 camisas brancas, 8
ccroulas de linho ou algodao; 6 bltisas
de Lrira pardo, 6 caigas idem, 6 gravatas
de chita, 1? pares de meias, 12 leujos
brancos, 4 lencos de linho ou algodao, 4
cobertas de chita, 1 cobertor de 18 enear-
nada, 4 toalbas para rosto, 2 ditas para
banho, 3 camisolas de dormir, 2 travessei-
res com 12 fronhos, 1 copo para o asseio
dos dentes, 1 escova idem, 1 pente para
alisar, 1 dito fino, 1 tesoura para unhas,
2 pares de sapal3ss cora elstico. O se-
gundo consta de : 1 blusa de panno fino
com botk-s dourados, 1 collcte idem idem,
1 caiga idem, 2 gravatas de seda prcta, 1
bouet com patla horisontal, galo e as ini-
iaes C S L G.
Para facilitar aos inleressados, o colie-
gio encanega-se do feitio das roupas e ob-
jectos do precUSo dos lumDos, mediante
quantia para isso necesearia e da lavagem
da roupa pela penso de 46 mensaes.
Art. 6o Os pagamentos sao feitos por
trimestres adiantados.
Art. 7. As aulas comegarSo a funecio-
n ir a 15 tic Janeiro e terrainaro no ulti-
mo do Noverabro do cada anno.
Art. S." Os alumnos externos de qual-
quer idade terao entrada, meiiante 4^000
mensaes para a aula primaria e para as
secundarias, !.> na frecuencia d'uma
aula, 6$ na de duas e c:> na de tres.
O corpo docente do Instituto eompue-ae de pes-
soas de re.conbecida aptidu tendo a maior parte
das cadeiras o director e seu iruio o Dr. Caries
da Costa Ferreira Porto Correiro.
A censoria aelio-ee o cargo dos Srs. academices
Julio Pires Ferre-ita Sobrinho e Beinai^.
Gama Lins.
A Aula Infantil est a cargo de quatro proles-
sores concspondeiid% s res em qte
dividida entre as quaes as Exraas. Srae. DD. Jo-
sepba A. Perto Carieiro, Mura co Patrocinio N.
Porto Garreiro, nsae e mulher do director, e o di-
rector.
Para mais infonraeol-s os icteresados podem
dirigirse desde j ao estabelecimento.
Recife, 2 de Janeiro de 1886.
O director,
Luiz da Cotia Ferreira Porto Ccrreiro.
C0LLEG10
DE
Ra
do
Barao de S. Borja n.
, o lili- ora do Kebo
Os trabalhos deste instituto de educaco de me-
ninas, fundado em 1876, comecam a 11 de Ja-
neiro.
A directora, bavendo-se transferido para o pre-
dio cima dito, de ptimas condicoes para estabe-
cimentos desta ordem, tendo longa pratica de ma-
gisterie, desde 1873, e auxiliada por babeis profes-
sores, espera continuar a merecer a confianca dos
lllms. Srs. nteressados.
Eiisina-se : primeiras letras, portugus, francs,
ingles, alinalo, geographia, historia, msica, piano,
desenho, costuras e bordados de differentes g-
neros.
Augusta Carneiro.
C, llockinaiin
Usinas de cobre, latan e bronze e de
im.
GoJitzer Ufer n. 9. Berlim S. O.
Espeelalidade:
Constrae^o (Te machi-
nas e apparelhos
para fabricas de assucar, destillacBes e re-
finagoes com todos os aperfegoamentos
modernos.
INSTALLA^A DE:
Engentaos de assucar completos.
Estabelecimento filial na Havana sob a
mesma firma de C. Heckraann.
Calle San Ignacio n. 17.
Inieos representantes
Haupt Gebru/der
EIODE JANEIRO
Para inforinacoes dijijam se a
Polliman &C
M do Gommersio 1.10
EDITAES
Su
O director,
Pairo Joao Francisco Fernn
C0LLEG10
Instituto Dezenove dAbril
N. 1 RA DO PROGRESSO-N. 1
As aulas deste estabelecimento de educaco
abrem se no dia 7 de Janeiro do corrsnte anno.
O Instituto s aeccita alumnos internos e semi-
internos para o curso secundario, acceitando, po-
rm, alm destes, externos para a aula infantil.
150COO
7f)*000
lOOOOO
OOOO
90JMXM1
50*000
20000
305000
VAPORES ESPERADOS
Niger
ergipe
Para Interior
So lcar nacional Tigre, carregou :
Para o Rio Grande do sul, Baltar Oliveira &
C. 380 ss ecos com 28,500 kilos ae assucar branco
e 100 ditos com 7,500 ditos de dito mascavado.
Na birca nacional Ma-ianMa, carregou':
Manos
Ville de Santos
Paranagu
Mondego
Cear
Finance
Elbe
Orator
Espirito Santo
Ha/iia
La llaia
Urenoque
Neva
da Europa hoje
da Babia amanh
do sul amaaha
do sul amanh"
da Europa a 7
do sul a 10
da Europa a 10
do norte a 13
do sul a 14
do sul a 14
de Liverpool a 15
do sul a 16
do norte a 23
da Europa a 24
do sul a 25 '
do sul a 29
Hoje ninguem mais tala, na Europa se-
nao das maravilbosas descoberfas do Sr.
Pastear obre a raiva, suas variedades e
seu trata rento. Desde a invencSo da vac-
cina por Jeuner, nenhuma deseo berta tilo
importante se tinba feito na ciencia medi-
ca, nem ser vico tio notavel se traba pres-
tado bumanidade.
Mas, si o nome do Pasteur ezeta a ad
ministracao e o respeito do mundo inteiro,
nSo devemos reocusar a nossa gratidlo a
outros sabios que consagraram a vida,
cura de molestias infelizmente mais com-
muns e cuasi tilo crueis como a bysterias
por exoraplo e a Eplilepsia, esta raiva
dos ervos que tambem faz sobrevir a es-
duma bocea!
Estas molestias, outr'ora, reputadas iu-
curaveig se tratam hoje era dia com bom
xito, pelo emprego da solucSo aat nervo-
sa, preparada pelo Dr. Laroenue, solucSo
cujas virtudes estilo provadas e cuja effica-
cia nao precisa ser proclamada,
A nossa intencao, nao pois, fazer aqui
um redamo desta especioliiadepharmaceu-
tica, quizemos smente lembrar aos que
soffrem o nome dot Dr. Laroenne pois elle
bem merece da bumanidade.
Pen6e e Honorarios
Alumno interno
Alumno semi-interno da Aula Infantil
Alumno semi-interno do Curso Secun-
dario
Alumno externo da Aula Infantil
Roupa lavada e engomada
Joia di s alumnos internos
dem dos semi-internos
Cada aula de artes liberaes
Os pagamentos serao todos feitos por trimestre,
e o adiantamento na forma dos Estatutos publi-
cado em 1 de Dezembro de 1885.
O director chama a attencao dos Srs. paes qne
tiveram alumnos externos durante o anno de 1885
para as disposicoes dos arts. 18, 29. 30 e 39 dos
citados Estatutos que foram distribuidos por oc-
casiao das ferias dadas em 13 de Dezembro.
Para garanta do bom resultado que tem obtido
e continuaro a obter os Srs. paes que jpatricu-
larem alumnos n'este estabelecimento, o director
aprsenla em resumo o resultado obtido pelos alum-
nos do Instituto nos exames procedidos de Junho
a Novenbro de 1885, quer oficialmente, quer no
Coliegio
Exames officiaes:
JLingaa \acional
Approvados plenamente
Approvados
Reprovado
Semina
Francec
Approvados plenamente
Approvados
Reprovado
Somma
Ingles
Approvadaa plenamente
Approvado
Reprovado
Somma
Latim
Approvado plenamente
Approvados
Reprovados
Rhetorica
Approvado plenamente
Geometra
Approvado plenamente
Pbiloaophia
Approvados
aula Infantil
Approvados com distineco e loavor
Approvados com distinecao
Approvados plenamente
Approvado
Somma
Resumo :
Approvados com distnegao e louvor
Approvado com distinecao
Approvados plenamente
Approvados
Reprovados
Somma
1
2
2
14
16
1
33
2
14
29
29
5
791
a n. /
O administrador do consulado provincial fas
publico, para conhecimento dos inteiessados, qne
no dia 9 de Janeiro prximo vlndourj terminar
improrogavelmen "e, nos termos do regulamento
ie 4 de julho de 1879, o prazo de 30 dias uteis,
concedido para pagamento, independe nte de mal-
ta, dos impostos de decima urbana, 25 0/0 sobre
a renda de corporacoes de mao morta e 3 0/0 so-
bre c pyro coinrcercial dos estabelecimentos qne
vendem a retalbo, correspondentes ao 1" semestre
do exercico corrente de J 885-86.
Consulado provincial de Pernambuco, 29 de de-
zembro de 85.
es _______ Francisco A. de Carvalho Moura.
O Dr. Tliomaz Garcez Prannos Monte-
negro, commendador da Imperial Ordem.
da Rosa, juiz de direito especial do com-
mercio desta cidade do Recife capitil da
provincia de Pernambuco por Sua Ma-
gestade o Imperador, a quem Deus guarde
etc. etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e
delle n< ti' ia tiverem qne por paite de Manoel Fer-
reira Bartbolo & C, me foi dirigida a petioo do
tlicor e forma seguinte :
Pe-ti sao. llloi. e Exrr. Sr. Dr. juiz de direito
do coinniercio. Manoel Ferreira Barthlo it C,
sendo ere dores de Francisco de Barros Wander-
ley, pela quantia de 5:7^0^880, conforme as letras
juntas, alm des juros, estando ditas letras a pres-
en vi rcm, \ cin os 8upplieantes protestar pela n-
terrupvau de preecripco das mesmas, pelo que re-
querem a V. Exc. se digne mandar tomar por ter-
mo o seu protesto.
E como esteja o supplicado em lugar incerto e
uo sabido, requerem mais, digne-ee~V. Exc. ad-
imitil-os a justificar dita ausencia afim de que se-
ja intimado o referido protesto per meio de editaes
na forma^da" le; entregando-se-lhes afinal as le-
tras.
Fedem a V. Exc, deferimento.E. R. M.
Tinba collada uma estampilba da taxa de 200
ris inutilisada do modo seguinte : Recife, 27 de
Novembro de 1885.O solicitador, A. A. de Cal-
das Padilha.
Nada mais se continua em dita petieao aqui
mu bem e fielmente copiada, a qual me sendo em
forma apresentada nella profer o despacho do
theor seguinte :
Despacho.Distribuida. Como requerem, de-
signando o escrivo, da.
Recifp, 28 de Novembro de 1885.Montenegro.
Em virtude deste meu despacho aqui transcrip-
to, o respectivo distribuidor, scndo-lhe a mesma
petieao presente, a distribuio ao escrivo que o
presente subscreve, o qual lavrou o termo de pro-
testo do theor seguinte :
Termo de protesto. Aos 30 de Novembro de
1885, nesta cidade do Recife, em meu eartorio veio
o solicitador Alexandre Americo de Caldas Padi-
lha e disse perante mim e testemunhas abaixo as-
sgnalas, que por paite de seus conslituintes, re-
duca a termo o protesto constante da petieao re-
tro, que fica fazendo parte deste termo para ser
intimado ao supplicado. E de como assim disse
aesi na com as testemunhas.
E eu, Jos Franklin de Alencar Lima, escrivo,
escrevi. Alexandre Americo de Caldas Padilha.
Jos Ignacio Pereira do Lago. Joao P. de
Alencar Araripe.
Nada mais se continha em dito termo de protes-
to aqui mui bem e fielmente transcripto. E tendo
os supplicantes producido suas testemunhas, que
depuaeram acerca da petieao aqui copiada, o res-
pectivo escrivo me fez os autos conclusos e nelles
profer a sen tenca do theor seguate):
oentenca. Vistos. Julgo provado que o justi-
ficado est ausente em lugar incerto, pelo que
mando que seja elle citado por editaes com o praso
de 30 dias do protesto de folhas, para interrupeo
de prescripcao do titulo de folbas.
Recife, 30 de Novembro de 1885. Thomas Gar-
es Paranhos Montenegro.
Nada mais se contiuba em dita minha sentenca
aqui transcripta, em virtude da qual o respecti ro
escrivo fez passar o presente edital, pelo qual e
seu theor chamo, cito c bei per intimado ao sup-
plicado Francisco de Barros Waudeney, para qoe
no praso de 30 dias compareca ante este juizo
afim de allegar o que fr a bem de seu direito
justica.
E para que ebegne ao seu conhecimento se pas-
sou o presente e mais dous de igual theor, afim
de serem publicados pela imprensa e afiliados nos
lugares do costume de que se juntar certido aos
autos.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, ao 1" dia do mez de Dezembro de 1885.
Eu, Jos Franklin de Alencar Lima, o subs-
crevi. |
5
12
1
18
4
6
1
11
2
1
1
V

l
ILEBiV



-5 1
Diario de PcrnambucoTerfa-feira 5 de Janeiro
*<"..,'
1886
U Dr. 1 lenc-
ero, CO ni. di
un cr-
sou termo,
[rovincia de Peroambuco, por
Sua Magestade o Imperadora quera Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o presente eciital virem e
delle noticia tiverem que por parte de Domingos
Pinto de Freitas me foi dirigida a petiyao do tbeor
seguinte :
Feticao. Illm. Exin. Sr. Dr. juiz do commercio.
Domingos Pinto de Freitas, administrador da
maesa tullida de Jos Tavarcs Pinbeiro, quer in-
terromper a prescripeo das lettras irguintes : De
Malaquias de Souza Meudes de urna lettra de
1:042*400; de Sergio Dinis de Voura Mattos,
de cinco lettras no valor total de 15:167*960;
de Manoel Pereira da Silva, urna letra de 700*000;
de Francisco Antonio Bezerra Cavalcante, uuia
lettra de 600*000; de Manoel Jeronymo clia
Cavakanto, urna lettra de 1:000*900 ; de D. The-
reza de Andrade Bezerra de Menczea Serpa Bran-
diie, una lettra de 1:000*640 ; urna lettra de Jos
Trien az de Aguiar Jnior, 6:535*080 ; Alfredo
Gcncahes Pereira Lima, urna lettra de 125*000
de Ignacio Teiieira Barrea, urna leta de 227*670;
Joaquim Luiz Celho, urna lettra de 400*000; de
P< dio Coima Fernandes, urna lettra de 184*680 ;
cuta lettia de Joaqun Lua Celho, de 1:000* ;
de J. h Francisco de Paula Onrs, urna lettra de
250*570, daa qnaes a tresna masaa fallida ere-
dera E tttando prximo ao praso legal, para qun
tenha Irf or a interrupcio da prescripc^o requer o
fupplicHiite que v. Exe. se digne de admittir a jus-
tificara i. usencia dos supplieantes em lugar incerto
e nao e:.l ido para que a intimacio sa faca por edi-
tal cntngmdo-se asjittras. estes termos pede
a V. Esc d, frriinento, E. R. M. Reeifc, 23 de
nevembro de 1885.O advegado, Gome Prente.
SeUda na forma da lei com urna eatampilba no
valor de SU) is, regularmente inutilisada. E
mais se nao rentinba em dita petizo aqu copiada,
depois via se o despacho do tbeor seguirte :
Despache Destribuida.Como pede.O escri-
vao abeiprii da para inquericao das testemunbas.
Recite, 23 de ih veiubro de 1885.Montenrgro. E
mais ae uo eontiiiba em dito despacho aqui copia-
do, depois via-se a distribuic-io do tbeor seguinte :
DiMribmyuo A Ernesto failva.Oliveira. E maia
ae nao coutinlii. im dita distribuifao aqui copia-
da depois do que via-se que tendo o supplicante
dad g cu jusiificscao na forma requerida, e via
do os autia a iufca eoucluso nelles proteri h
scnti-nc;a do tl.ior uguinte :
Scnfenca. Vistos. Julgo provada a ausencia
' ni lugar inciito ck* justificados, mando que se-
jam elles citados for editaes cam o praso de 30
dias de protesto e fls. 21 para raterrupcao da
preacripc;au dos titules de fls. 3 a As. 20, cuita ex
causa. Becife, '-6 de Novembro de 1885.TAo-
naz Garcez l-armilioi b'.onttntgro.
E mais te*>o centinha em dita sentcnca squi,
copiada depoia do que tindo o respectivo escrivo
feito passax o pete me eoital pelo tbeor da mesma
seotenca.
E para wandei patear o peteme edital que ser publi-
cado pela imprenta e i fhxtdo nos lugares do eos-
turne.
Pela teu-iUii i da enmura municipal da c-
dade do Recife se fas oublico a quem interesaar
rossa. o artigo 8* da lei n" 1129 de 26 de junbo
de 1873.
Ar.. 8' Nos primeiros cito das do mes de ja*
neiro de cada annn, todos os mdicos, cu urgioes,
pharmaceuticos, droguistas, parteiras, sangrado-
res, dentistas e veterinarios, mandarse) cmara
municipal a declaraco de scua nomes, natirali-
dades e moran as, afim de que ella possa mandar
pul licar a lista de tudaa as pessoaa : os infracto-
res serio multados em 10*.
Secretaria da cmara municipal do Recite, 31
de dezembro de 1885. O secretario,
Francisco de Assis P. Rocha.
A cmara municipal da cidade do R>*cife
convida aos donos dos estabelecimentos commer-
ciaes das ireguezias de N. S. da Grata, Poco da
Panella e S. Lourene;o da Matta, para virem
seccSo competente aferir os peos, medidas e ba-
taneas dos meamos, no prximo mes de janeirc,
sob pena da lei. wat*
Paco da cmara municipal do Recite, 31 de de-
zembro de 1885.
Dr. Antonio de Siqueira Carneiro da Cunha,
Presidente.
Francisco de Assis Pereira Rocha,
Secretario.
linela normal para lenborst, n
rargo la ociedade Propagadora
da iiikiiuriao Publica, na paro
cala da Boa-Ylaia.
MATBICULA
Do ordem do Sr. Dr. director, faco [publico que
a matricula as aulas desta escola, estar aberta
de 2 15 de Janeiro viudouro, das 6 s 8 horas da
tioite.
A prctendente dever, de cenforsnidade cem o
art. 18, provar :
1* Que sabe ler, eserever e contar, para o que
juntar attestado de approvajao cas aulas prima-
rias.
2o Que tem boa condueta civil e moral, apre-
sentando attestado do parocbo ou das autoridades
policiaes.
3* Que maior de 12 annos-
Secretaria da Escola Noimal para aeuboras
cargo da sociedade Propagadora da Iottrnccao
Publica, na freguezia da Boa-Vista, 29 de dezem-
qro do 1885.O 2- secretario interino,
Virginio M. C. Leao.
Imperial sociedade
ao
Espera-se dos portos
do sul at o dia 6 de
Janeiro, seguindo de-
pois da indispecsa-
?el dtn:ca para c Ha-
vre.
Os vapores desta companbia entrara no porte;
ancorando em frente ao caes da pra?a do Commer-
cio o sendo muito incommodo o embarque dospas
sageirosno fundeadouro das paquetes transatlan-
ticos, no Lamarao edemais devendo todos aportar
ao Havre, que o porto mais visinho de Paris,
fra de du vida que ha grande vantagem para quem
quizer ir Europa em aproveitar-se dos ditos va-
pores tanto mais quanto, alm de serem os preco*
das passagens mais mdicos, as despezas do embar-
que aqui e as de transporto do Havre a Paris, sao
muito menores do que as que demandam as viagent
nos paquetee das outras linbas.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rapid-
e offerecem excedentes cominodos e ptimo passaa
dio.
As pasf agens poderlo ser tomadas) de trntemic.
Recebe encemmendas e passageiros para as
quaes tem excellentes accommodacoea.
46Ra do Commercio46
.
Coinpanhla Hahlana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
E' esperado dos oortop aci
ma ate o dia 6 de Janeiro,
e regressar para os mea-
mos, depois da demora do eos-
turne.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a fete tracta-se na
7tiua do Vigario7
Domingos Aires Salhcos
COIII*A>UIA PERKaHUtCAKA
DE
Aiavegaeo Costelra por Vapor
Fernando de >oronlia
O vapor Jaguaribe
Commandante Lobo
INTEKVENCO
J I
DO
fnlo
\genle
A's 10 l/ aeras da manhi* Sitir da ra do
Brum o L.ui da linlia da Magdalena que dar
aos coucurri rites ao lei'Ao, des-
cendJ o. mestnos cm fr.nl.-da ra do Hoipital
Purtnpnez.Sno Cojuoiro.
Aia
Pr^cija-sc de urna ama para o servico domes-
tico : na ra da Aurora n. 109.
Criado
Dado e pastado retta cidade do Eecif?, capital
da provincia de Penu u luco, aos 28 dias do es
de Novemlro de 1885. tNt
Snbscrevo e assigno. Eu, Ernesto Machado
Freir Pereira da Silva, eecriv<\
Edital n. 60
Em continu: cfio
De orden do Iilm. Sr. Dr. ir epector se faz puMi-
co que s 11 horaa dos dias 6 e 7 do correle eiez
serio vendidas em praca. no trapiche Cooceicao,
diversas mercadoris lanzadas so mar pelo vepor
americano Finance, e arrecadadas na praia do
Jang.
3 seccao da Alfandega de Pernarobuco, 4 e
Janeiro de 1686.
O chefe,
Cacera B. de MeHo.
Artistas Mchameos e
hibernes
Ainda urna vez, por ordem do noeso irmSo di-
rector, chamo a attcnc/2o de todos os irmos que
se acham no expesto do 1" do art. 19 dos nossos
estatutos, enteoderetn-se i com o ir nao the-
soureiro ra da Imperatriz, ou com ,o irmao di-
recor ra do Brum (Fundi;ao), afim de ijue
poesrm fosar de seus direitoe.
Secretaria da imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes d Peruambueo, em 5 da
Janeiro de 1886.
Jote'CastordVA. Souza,
2o secretario.
CaARGElitS REl.MS
ompauhla Franeeza de Navega
cao a Vapor
Liuha quiuzenal entre e Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
fWJB
pu
Edital ii. 7
De ordem do lllm. Sr. Dr. inspector, taco r
Llico que jara o receb ment do" juros das apoli-
ces de 7 0/0 da ultinra cmistfic, caladas de 15 de
se te ir, tro uilino e posterior! s, laz se necessario
a sea averbac.ao, e per ifso de vi ni ser ellas apre-
sentodss neste lbeaouro al o dia !< do corrt-nte.
Secretaria do theeouro provincial ^e Pernam-
buco, em 2 de Janeiro de lfcSG.
Lindolpho Cao >ello.
DECLARARES
SOCIEDADE
Reereio Campestre Olindense
Convido !aos Prs. secos a comparecerem ni ra
do Amparo n. C4 no dia 6 do crvente mes, ae
meio dia, afim de realisar-se urna aesao deassem-
bla geral para tiatar-se da fetta do 6o aniver-
sario desta sociedade, oue deve t? hipar no dia
em que efiectuai-se a lestividade de Nossa-Se-
nhora do Monte.
Onda, 2 de Janeiro de 1886.
O secretario,
/oox' Faustino A'tme* de lia.
anla Casa de tliscricordla d<
Recife
Na secretaria da Santa Os de Misericordia dt
Recife arrendam-se por espaeo de um tres se-
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45,
dem idem n. 47
dem 'dem n. 49
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar
dem idem n. 13, 2- andar
iJem idem n. 14, pavimente terreo e 1
andar
dem dem n. 29, 1- sedar
Ra dos Burgos n. 27
Ra do Vigario n. 22, 2- andar
dem idem n. 22, 3" andar
Ra da Madre de Deuo n. 10-A
Caes da Alfandega, aranazem
lina do Sol, sobrado n. 9
Be eco do Abreu n. 2. loja
Largo do Paraizo n. 29, 2- andar
Ra da Detengo n. 3 (dentro do quadro)
mei'agua 84000
I!i eco do Quiabo n. 8 14400O
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recie, 29 de outubrode 1885.
O escrivo,
Ptdro Rodrigues de Souza
300*000
3OO*'J00
300)00
Or5000
240*000
6oeooo
240t
216*000
240*01 K)
240*000
200*000
1:600*000
6w0*000
48000
300*000
E' esperado da Euro-
pa at odia 7 de Ja-
neiro, seguindo de-
pois da indispensavel
demora para a Ba-
bia. BIo de Jo
neiro e Sanio
Roga-se aos Sr. importadores de carga pelos
vapores desta linba,queram apresenfar dentro de 6
diaa a contar do da descarga das alvarengaa, qual-
quer reclamaos* concernente a Volusies, que por
ventura tenham seguido para os pottos do aul,afim
de se poderesndar a tempo as providencias neces-
saiias. T
Expirado o referido praso a ccmrWshia oto*se
responsabilisa por extravos. v
Recebe carga, encommendas e passageiios, para
os quaes tem excellentes acecmodacocs.
Augusto l de Oliveira & C.
a.i;mi;h
42-ra do commercio-42
MARTIMOS
C'ompantaia ra. llelra de Kave
gs^o a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante 1- tenente Guilherme Wad-
dington
E' esperado doe portos do su I
at o dia 6 de Janeiro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portoa
do norte at Manos.
Para carga, pessagens, eccc n.meadas valorea
tracta-se na agencia
(Ht'AMUA PKH.1 IHitl A \ v
DE
Wavegaeo Costeira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty e Cear
0 vapor Giqui
Commandasto Baptista
Segu d? da 5 do
corrente, s 5 horas
da tarde. Receba
carga at o da 4.
Essommendat passagens e dinberos a frete at
as 3Vioras da tai de do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
C*e da Companbia FersaB&a-
rasa o. 12
Segu no dia 5 do
corrente, a 12 h ras
da niaiihS. Recebecar-
-ga at o dia 4 s pas-
laagens at as 10 bo-
iras do dia da sabida.
ESCRD7TORIO
Ao Cae da Companhia PemamluMia
v. 12.____________________
COMPANHIA rEasNAMalCAXA
DE
Navegaco eosteira por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracij, e Babia
0 vapor S. Francisco
Commantlante Costa
Segu no dia 8 do
conecte, s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o
_ dia 7.
Encommendas, passagens e dinheiro a frete at
a 3 horas da tarde do da da sahida.
ESCRD7TORIO
Ao Cas$ da Companhia PerrAmbucana
n. 12
Para o Porto
O patacho portugus Itolfa recebe carga a fre-
te : a tratar cosa Amoiim IrmSoa & C.
AVISOS BIVLRSOS
Precisa-fe de urna profetbora para engenbo,
qiii saiba tocar piano e mais trabiilhos de acnho-
ra ; a tratar u:i na do Imperis \. 'j, 1- andar,
com o Burilo d ^ azaretb.
Aluga-ae a loja do sobrado n. 4, no patee
de S. Pedro, tem agua a trat.r na ra estreta
do Rosario n. 9.
Aluu-ec o 2o andar do sobrado n. 4, no pa
teo de S. Pedro, est caiado e pintado, tem agua
e gaz ; a tratar na ra cstreita do Rosario nu-
n.ero 9.
Os abaixo aseignados, curador fiscal e de-
positario da anissa fallida de Antonio Francisco
Corga, previne! aos inquelinos das casas perten-
centlHB miatna massa, e situad s em Qoyanna
que nao pagaem aluguel algum ao procurador
constituido pelo fallido, e cujos poderes cesssram
pela abertura da (silencia, devidamente publica-
da. Os mesmos inquelinos estilo responsavei
pelos a tuguis que pagarem indevid ente a dito
procurador, que proceden criminosamente rece-
bendo ditos alugueis. Recife, 21 de dezembro de
1885.
Dr. Ferr/.
__________________Jos Fa istir.0 Porto._______
Aluga-se o rancho e parte da case contigua,
sitio e baixa, em Apipucos ; a tratar na ra do
Crespo n. 12, 1 andar.
Na ra do Hospicio n. 33, precisa-se tratar
um criado para todo servido.
Aluga-se urna excellente casa, limpa e
aeeeiuda, com bons commodos para fa-
milia, tendo a^uaegaz, quartos para
criados, gallinneiro de ft-rro, grande
quiutal arboritado, com lugar jara jardim e mu-
tas outras ci muioddades, sita ra do Viscondc
de Ooyanna n. 167 ; a tratar no largo do Corpo
Santo n. 19 1- andar.
Precisa-se de um criado que tenha boa conduc-
ta ; na roa da Aur >ra n. 109.
Cosiiiheira
Precisa-se de urna boa cnaiubera e que teuha
boa conducta ; a tratir na la da Aurora nume-
ro 109.
Na ra de Hortas n. 17,
carne do sertao.
17
vent'e-se a especial
Tavcrna
Veade-se u mellior taverna da estrada nova de
Agua Fra, cem poucoa fundos, propria para piin-
cipiante, e tem bons commodos para tamilia : a
tratar na mesma n. 7.
201000
'Aluga-se a casa terrea n. B rual Riacbuello
(Boa-Vista) com 2 salas, 2 quai'*, coainha e
quintal, e limpa ; a chave se acha na mesma ra
n. E, e trata-se na ra da Guia n. 62, Recife.
Fura Lisboa
A barca Pereira Borye* seguir com brevidade
para o porto cima i para o resto da carga tria
se com os connignatarios Silva Ouimaraea & C
Aluga-se a casa com eota, toda caiflda e
pintada de nevo, sita ra da Fundigao o. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez de
Olinda n. 8, litbographia,
Arrenda-ee o sitio das Jnqueiras, junto a
estacSo do mesmo nome, bastante arborisado, bai-
xa de capim e com grande casa de vi venda ; quem
pretender dirija-se ao do sitio, que achara com
quem tratar.
Prccisa-se de um criado para o servico de
cesa e pisar milbo, e dous meninos para vende-
rem n ra, que tenham pai ou mi, de boas con-
ductas ; na ra do Visconde de Albuquerque, an-
tiga matris d Boa-Vista n. 3. Na mesma casa
LEILOES
Precioa-cc de um
Nova n. 89, loja.
criado ; a tratur na ra
Iloje, 5, deve ter lugar o lcilao de um Ibo ca-
briolet americano quasi novo co arreioae lanter-
Bm seguida tros casis terreas edificadas em:
boas ras.
Precisa-sc de um caixeiro de 12 14 anuos,
para taverna ; nu ra Imperial a. 128.
Aluga-se o \* andar da ra do Padre Flo-
rianj n. t'9, a Lia da travessa da Bemba n. 4, e
a loja da travesea do Lmswnto n. 10 ; a tratar
na ra do Apollo n. 34, 1- andar.
Dias Piubeiro & C-, em espcsta aos Srs.
|-Joaquim Antonio & C, declaram que, corr.quanto
aexta-feiRi, 8, de movis, lauca e vidros, na casa tenha sabidu jublicado o aununcio co Diario de
com frente para o rio, no arrio da familia do com- Pernamluco, com o tiuloVo potie.venderora
mondador Manoel J. da Sirva, na Estancia, para j sem assignatura, ora asignado smetcPinhci-
ro & C.. fceita to sbente do revisor do mes-
mo Diario, pois o nnuncio. acha-i-e datado e as-
signado peks supflicantes, c nae podem os n fe-
relos aenfaores ehamar-se a ignorancia, visto se-
rem o depositario.
Recife, 31 de Dezembrc de 1885.
Dias PMieiro & C.
faited States i Brasil MH^.C.
O paquete Finance
onde partir as 10 1/2 horaa um bond da linha ete
Magdalena.
Leilo
Dos sahadosdovaporanicrie^no
finance
HOJE
.4*8 11-lloras em ponto
ntinuacao do leilao de hontem, na Alfa-idesa.
de fasenda e farfeiha de trigo, banha de poico e
MHtu outras niurcadoria, cue cstarao a vista doa
Sus. licitantes.
Ao publico
Ussa senhora habilitada offerece se a ensinar
primeiras lettras e trabaihos de agulba, em colle-'
gios ou mesmo eii casas particulares ; quem de
t cua servidos p ecisar, pode dirigir-.e ra do
Coronel Suassuna b. 72.
Attn$lo
Aluga se e 2- e 3- andares do sobrado ra
larga do Rosario n. 22, esto preparados cora as-
ado, pintura fina, papel e tapete ; a tratar no 1*
andar, das 10 s 2 hras da tarde.
Ama
Precisa se de urna ama para cosinbar e com-
prar, para pouca familia ; nt ra larga do Rosa
rio n. 10, 2- andar.
Ama
Precisa so de urna ama que cosinbe, engomire
e faca todo o servico de urna casa de familia de
tres peesoas, nos arrabaldes da cidade ; trata-se
na ra do Vigarie n. !, das 9 s 3 horas da tarde.
Inglez e porluguez
Leonor Filomena da Silva Farias offerece-se s
Exinas. familias para leccionar as materias cima,
tanto em casas particulaies como em sua residen-
cia ; a tratar na ra K rga do Rosario o. 9.______
Tavcrna
Vende-se a taverna sita rnn da Palua n. 71,
cm boa locali Ja e e propria para qualquca priu-
cipiante, o motivo de se vender sea dono ter de
retirar-se pura Europa : a tialar na mesi-.a.
Por 22^000
)uga-se o 2- andar e soto ra de Lomas
Valertinas u. 50, ciliado e pintado de novo, e
muito Irescu. ; a tratar na la Piimeiro de Marco
n. 7, liviana psriseuse. ___________^^^_^
Esbo particular
Precisa-se de una boa engommadeira ; na
ra do Imperador n. 17, 2* andar.
Theatro de Variedades
COMPA^HIA-LaRIGO-lOUCa-DRAMATICA
DIRIGIDA PELO ARTISTA
XsTyXZ XCXJL,aJST3
flojfi!TBiw-tUn. 1 Oe Janeiro de 1886.-H0JE
:^PELA TERCIARA VEZ E A PEDIDO GERAL^j
Bcpresentar-se-ba a verdadeira e muita*pplaadida opera-comica, em % actos, do
maestro JEthnond Audran, qoe alcprjc;ou em todos os theatros da Europa e da
America, o mais estrondoso successo!
MASCOTTE
E' esperado dos portos do
sul at o dia 14 de Janeiro
depois da demora necesaria
seguir para
H.
ISaranho, Para. Barbados,
Tlwmaaz e Xev* Vorli
Para earga, passagens, e encemmendas tracta-
4* com os
Agsntes
fiunry Forsicr k C.
"&. 8 RA DO COaIMERCIO -N. 8
Ir andar
Os filhus do finado commendador Jesc Jci-
quias de Liana Baiio, pedem aos ciedores do mes-
mo para que no dia 7 d* corrente, ss 11 horas da
msba, seacbem prcaentes ua ra de j. Joio n. 8,
afiai J; dcliLeiarciii que. for bim de scus inte-
rx9es.
Rocife, 2 de Janeiro 1886.
Vcnde-se a feliz e muito bem situada tavsr-
cta em um dos reelbores poutoa de rctalho de Fra
de Poru s, ra do Occidente n. 2, d fente para
; thias ras, Occidente e Ouarartpos. e o motivo da
,1? ?T^ amer'c,,no 3n* nov5 -eu 4 Tenda C o dono estar prestes a emlareai ; a (ra-
das, 4 assentos, coberto, 2 lanternas e 1 chico- I tar n* mesm
te e iirreos para 1 cavrllo.
Duas fardas de easemira para bolt-eiroa. .
Verra-feira 3> de jancJ.o
A's 11 horas em ponto
Agente Pinto
Em frente ao eeu escriptorio ra do Bem
JesHS n.4'3, Recife
< iirso
pai
'>tar o* nu pina.
- Pitcit-a-se do urna eosijjheia ; na estrada
de Joio de Batios ou travessa la Soledade nu -
mero 41.
Preciea-fre de nm caixeiro de 12 14 annot>
com pr.-.tica de molhados ; a tratar na Capungat
ra das Pirnambucanae n. 38
de inst'rncfft primaria
a is'cnfnss e meninos
SU A DIHFCCO 1>E
Odorica Aifcidna des Sanios
Piaea do Ccnde d'l ei.lrada p.la la do 193-
pieio n. 2 segundo andar.
A'cm do ensino s alumnas f xtcrnss, admittem
se algumss pensionintas.
As materic-i leceior.adn* *5o pe que em peral se
profcEtam em icsirtaieSes dffta natureza. H:
urna sccc,c de irstrueySo secundaria lego que
baja alumnos em r.un.ero sKffieiente pnra issu.
fc" ser'i admiftides Bieninos at a idade de 10
a une?,
As eoud lo as seg^isitrs :
In.uias por irincstre i
He 10 pensionistas 7C(00
Eileinss ljCOO
J.nxevaJ, rtupa lavada e rugen ireda. segundo
as ccndicoc e.ue forem ajustadas ci m a directora.
t agau ente per trimestre adir.ntp.do.
Leil
ao
i PrccUa-ae de urna c.uiher de idade e de
bons costumes, psra fazer companhia a duas rri-
ancas, lavando e engommando ; a tratar r,a roa
estreia do Rosario n. 26, 1- andar, das 7 s 9 da
manda e das 4 as 6 da tarde.
De mobras de Jacaranda, pianos, quadros, es-
pellios, jaTros, lantemaa, relogios, divtraos movis
- avulsoa, chapeos de sol, I armaco insleza, diver-
sos passaros, como sejam : sabias, checbos, cor-
' rupiao, canarios do imperio, ditos da trra, pinta-
Aluga-se o 1- e2- andarea ra do Impe-
rador d. 31 e o annazcm n. 39; dirijam-se Luiz
de Moraes Gomes Ferreira.
Para inforiicS.., os inieressadoi podem diri-
g.rseacsDrs. Joao LVil,!!.-. rielo Jnior, Pe-
rora do Caitro e aos *n ,,,-s da Escola
Ao commercio
_ Goscnde & Tivarea eientifiean que. ten d s-
e vi do asocie dade eeirmcrciiil rm. tinbtm noes-
tabelcurjnto ce fssendss f rus. Duque de Casias
SimSo 40, principe de Piom-
bino
Andr, pastor
Crispir, lavrador
O prncipe Benjamn
Baltbazar, eatalajadeiro
O sargento Archibaldo
Raphael 1." psgem
Armando, dito
PER30NAGENS
Ral, dito
faeilic Steam Navigalion Ccmpany: tMt dc g^^^^^^. ,--
feTRAITS OF MAOELLAN LJNE i boclinht, patativas da Parahyba, ditas golladas : T rreciia-se de nm bom criado que eutenda
Pormn+A 1W- .II ~ n""to8 OUtro8 obJectcs-que estarao patentes no '
JL ainiCLC JOla,ffGIl3,n h-mem dama do Mrquez dOlinda c. 18.
Terca feira, S do correte
As 11 horas
POR DTERVENC.iO DO AGENTE
Gusiiio
Dominici
Milone
Reposai
Durand
Baraechi
Tirelli
Comeletti
Fioravanzo
Artlmr, dito
Flor de Abril (guardadora de
P*r)
Beatriz, tiJha de Simio
SBvia, carrponeza
1.* soldado
2.o dito
Um inedioo
Tirelli
Baraechi
Springer
Bellegrandi
Olympia
Frilz
Orlandini
N. N.
E' esperado dos portos do
sul at o dia 4 de Janeiro de
1886 e segnir para a Europa
. depois da demora do costu-
'me.
Este paqocle e os pe dora
cbi diante seguirem tocaro etn
Ph nioiilh, o qoe facilitar che-
gafem os passageiros m mais
kpevidade a Londres.
llavera tambe batimento no preco das pas-
sagens.
Paraearga, passagens e eneommendase dinhei-
ro a fete tracta-se eom os
AGENTES
lVilson Son dk *.. JUnUed
N. 14 RA DO COMMERCIO U.-14
O
co
AJES W HITIHI*
IJNILA MENSAL
Palbacos, pagens, cavalheiroe e caraponezes
A scena passa-se no principado de Piombino em 16..
A peca esi montada e ensalada a capricho
O vestuario completamente novo e feito expressamente para esta peca.
A eropreza com u fim de proporcionar um divertimento ao alcance de todos os
DILETTANTIS, de accordo com os proprietarios do Tiicatro, resolveu praticar outras
importantes e indispensaveis reformas, e augmentar 8 camarotes baixos, diminuindo ao
mesmo tempo os preyos na ordem seguinte:
Camarotes (altos) de 1.a ordem. 10^000
Dito (baixos) frisa....... 85000
Caieiras de 1.a classe e varandas 2t$000
Ditas de 2.a dita........ 1J500
Entrada geraes........ 1(5000
Depoiw do eupeetacalu iiaverft irem para
e < bond* dan linliax remande VU-lra.
Om doiuIh no largo do Palacio. O bon da Mnciiaiena m baver
do o eapertaralo acabar depois do borarto do ultimo bond* da rompa
nhin, que |-aa na rna Nora aulle minino.
Co
O paquete
Niger
ONT. B.
ApipacoN
A Togado.
PRINCIPIARA S 8 1/2 HORAS.
dante Baule
E' esperado da Euro-
pa at o dia 5 do cor-
rente, seguindo depois
da demora do costume
para Bueno-Ajres, to-
cando na
Bahia, Rio de alandro e JMonte-
icvido
Lernbra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne se aos senhores recebedorca de merca-
dorias que s se attender as reelamaces por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na ecca-
sio da descaiga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-se com o agente
Auguste Labille ,
9 RA DO CO-MMERCIO 9
da casa terrea da ra do Coronel Suasiuna u. 218
(ontr'ora ra Augusta,1 edificada era oho pro-
prio.
Terqa-feira, 5 de Janeiro
A's 11 1/2 horas
cO agente Pinto levar a leilao de confunaiidade
com o mandado da Sr. Dr. juia Ao orpboe, a casa
torrea cima mencionada pertenoonte ao -apollo da
finada D. America Francisca de Paula Menezes ;
s 111/2 horas do -dia cima dito na ra do Bom
Jess o. 43, escriptorio do mesmo agente.
Leilo
DE PREDIOS
Sendo:
Duas casas terreas na ra de Paulino Cmara
(outr'ora Camboa do Carmo) ns. 16 e 18, um so-
brado na roa Velha n. 82.
Terca-felra. 3 de faneiro
A's 11 1/2 horas
Ra do Bom Jess n. 43
O agente Pinto, legalmente autorisado, levar
leilo os predios cima mencionados pertencentes
ao Seminario de Olinda, s 11 1/2 horas do dia
cima dito em seo escriptorio ra do Bom Jess
n. 43.
Leilo
De movis, loicas e vidros
Co n stand o
de mobilias de junco, jarros, ettasers, cadeiras de
balando, mesas, candieiros gaz, tapetes, forro
de salas, quadros, estantea, cortinados, 2 revol.
veres, mesa para jantar, aparadores, cadeiras
guarda-comida, louca, vidros, 1 sof, t cadeiras'
camas dc fenv, ditas para meninos, commodas'
cantoneiras, cabides, 1 berco, lavatorios e guir'
nicoes, 1 fogo de ferro ameritan d para gaz, -
noiaho, jarros, trem de eos nha e mais acccssol
rijs de casa de familia.
Precita se de um feitor e di,u trabalbado-
na Ponte de Ueboa, sitio de Luiz de Moraes
Oomes Ferreira, cm fren'e da estscao.
- Precisa-se de om bom criado qD
I de jardim ; a tratar na ra dj Mrquez de Olinda
' n. i!6, loja,
Aluga-se a 8 umis meiaa aguas colare-
partimentos, na travessa das Ba-reras, becco do
Aqaino ; a tratar na ra do Cotovello n. 9b.
Ilesenfeclante Lakin
Chamamos a atleucao do publico para esta pre-
paraeo, na certeza de q>.e a experiencia justifica-
ra sua ereacia.
Para LATRINAS, BETRA1TES, ESGOT08,
e'c efe, etc., porque desinfecta completamente,
iaz dcaapparecer os miasmas, impedindo assim at
enfermtdades contagiosas que dellas proveem.
r-ara impedir e deter o descnvnlvimento de
feures, cholera, varilas (hexiga) e outras enfer
midades contagiosa".
As moscas, mosquitos, etc.. e toda a classe de
insectos fogem dos lugares onde se espalha es
tep. *
Espargindo se bem em qualqcer lugar ondea
atmospheia seja sufocante oo deiagradavel, a pu-
rifica e desinfecta immediatamente. Vende se
este maravilhaw desinfectante na pharmacia de
H. de Souza Peiera 6t C. ma do Mrquez de
Olinda. ^
n. 16, retmndo se o sorio Tavares
feito d( reo c.piul e lacro ; contii,iian'do c socio
L-osende ui.ieo respe nsavel pelo activo e passivo
da extincta sociedade. Becife 31 de dezembro
de lt5.
J( "o Antonio Gosende.
Manoel lavares.
Aviso
0 alano SEpnHo, .-o errr.rnhn de bem bW-
dar todos os scus dl tos, fguc pata o interior
da provincia em eobrsnca de aieun.s contas e
desde ja convida a todus es seus credores n'ue
tivercm ttulos vencidos para e es aprsente ao
Eeuprocnrsdor e advogado o aajor Ignacio Leo-
poldo de A. Mnrnnhao, morador nesta cidade. por
quem cSo satisfeitos. Pao d'Alho, 4 de jaeiro
de loto.
Juvino Carlos deScuza.
CONTRA
DBIL lOAUE
O commendLdor A. V. Silva Barroca (ausente),
sua esposa c hihos agradecem sii.eeramente
aos
le Carne
Unieo le^-almente aaeteraaW naii
cabreo, e pela jauta de tfc paMa*
4V PortDgsl, documentos leralisadaa
peio consol geral do Imperto 4o Bra-
nJ. E muito til na convaleseenea a
todas as doeiicas; augmenta eonsids-
ravelniente as forcas aos individuas
debilitados, e excita o appete de un
modo extraordinario. Uffl clice d'ests
vinho, representa mo pom bife. Aeha-
e i ven Ja nac ~\ynaes nbarmaciaa
amigos e parentes seus e de sen sempre lembrado
bino, enteado e irmao, o finado engenheiro For-
tunato F. do B. Barroca o caridoso dever que
acei-aram, ass.stmdo a encommendacao e enterra-
mento, e veem hoje convidal os e aos demais ami
gos e parentes para aisistirem as missas de seti-
hL Y .qn"/a"f^S J d0 corrente. atriz d*
boa.\uta s 8 1/2 horas, e na de S. Pedro de
Uli ida, aps a missa do SS. SS.

Mexta feira. m do corrale
Ka casa da ra Henricjua Dias n. 7 A
Fininra domestica
DE
Loiigman & Martincy
Tinta do todas as cores para applicac3o inme-
diata e Bein mais mistura ; qualquer pesaos (cria-
do e menino) pinta com perfeico, de grande
\antagcm para o uso domestico. Cem esta tinta
po iciii tod is conservar suas habita^oes em perfci-
do de asseio e com peuco dispendio, ella
expofct- venda em pequeas latas com tamoi
que pede serconasrv.da com asseio em qualquer
guarda leuca. Vonde-se na pharmacia de Her
los de Souia Pereira & C. Succcesores, ra do
Mrquez du Olinda o. 27.
I a )( 4^i
Uanoel Eugenio la Cama Lobo
Christiano da Gama Lobo e seua filhoa, Jos
Xana de Albu.nerque e Mello, sua mulher efilhos
agradecem corialmente A todas as pessoas que
fW panhar ao cemiterio publico os
u-sto. moraos de sen presado fillio, irmao. euuba-
'eti.., .cdemieo M nod Engeaij da Gama
r^bo e de doto pedera aos seus paren'es e emi-
obSeqnio de assisfirem as miesas,
que p, lo cti ino repouso do me mo, ma .duro resar
n:i igreja da rJem terceira de S Francisco, s 8
l,orar ha de 7 do corrente, s.-timo dia do
seu fall c ia rito
I*ic-I\ic em Jioato
As pes;oas que tem da t. mar pn:
nic fique: prevenidas que am
te, em qi
trem s 81/2 o .s i que con-
duzir
-idade os socits c convidados.
ie Janeiro de 1886.







o
Diario <*c PernamtmcoTerfa-feira 5 de Janeiro de 1886

i.



i

Alaga-se
t 2- e 3- andar do mitrado a run do Brom n. 62 ;
t tratar na nadara.
Aliga-se barato
) 2.* andar i travesaa do Caaipel'o n. 1.
A loj da ra da CalaDoa^o n. 4.
4 casa da rus d- Lomas Valentina n. 7.
A casa da rua do K. Jos n. 52.
A casa d>i largo d 8. Jos n. 71,
4 casa da rua d* Ponte Velha n. 22
4 casa da roa (Jervasio Pire* n. 12,
4 eaaa da Baix Verdo n. 1 B Capunga. -
k tratar no Largo do Corpo Santo n. 13,1* n-
ter.
TONIGO
i
ric\
Alai
ig-a-se
um sitio na das Pemmbucanas n. 62, tendo
ama grande casa eom muitas commodidades para
grande fsmilix, a casa tem sota corrida e o sitio
arfoorisado ; as chaves na rua do Pedro Alfonso
numero 68.
Miga-se
a sala de detrs do 1 andar rua do Bario da
Victoria n. 39 ; a tratar na mpsam.___________
Aluga-sc
a grande e boa casa n. 159 rna Imperial, trado
frente de azulejo, 1 porta e 2 junellas, 2 salas,
sendo a de frente ladrilhada com fino mosaico,
toda estucada, gabinete aervindo de corredor, 4
partos, cosinha fra, 2 qoartoe alem, quintal to-
llo murado, grande portio que deita para a linha
frrea, cacimba, bomba, e canalisada a gas, tendo
rastrea, arand lias, etc. : a tratar da rna larga
io Rosario n. 22, 1 andar, das 10 horas a 2 da
tarde, das nteis.
AttenQo
Fajo ver aos scuhores e senhoras de engenha
que precisaren de um admi istrador hbil para
tod j o servico de agricultura, que fas todo e qual -
quer negvcio, nio por ajuste physico, mas sim
por porcentagem dos rendimeatoa das safras, se-
cundo a proporcao do engenho, ou por tercos.
quartos, quintos, oitavos e decimos, segundo a
proporcao do mesmo engenho. be o engenho fbr
fabricado por escravos tambem faz o negocio por
servico dos escravos, um dia por semana, de 15
em 15 dias ou measalmente, conforme a escrava-
tura do engenho : quem quizer annuncie por este
Diario, declarando o nomo do engenho on lugar,
-se engenho movido a agua, a vapor ou ani-
mis, tudo devto declarar, advertindo qne fas este
aegocio por tempo nunca menos de tres annoe.
Antonio Bezerra Prssoa e Albuquerque.
Leonor Porto
u 45
Rua do Imperador
Primeiro andar
Contina a ezecutar os mais difBcei
figurinoe recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costara, em bre
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
:
Este remedio precioso tem gozado da acceita-
fAo publica durante cncoenta c setc annos, com-
ecando-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca forjo t.'.o exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
oncrece a melhor prova da sua eficacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nao tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer era adultos, que se acharo afilie-
tos desle iuimgos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attcstaooes de mdicos em favor da sua efficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsiicac'es, de
son que deve o comprador ter muito cu Jado,
examinando o nome inteiro, que dcvta ser
Fermlfocc Ss B. A. FAHNESTOCKL
%
PrenaraoSo de Productos Vegetaes
EXTINO" MS CASPAS
6 outras Molestias Capillares.
jviartinsTbastos
Perttantbiico
Apolices provinciaes de
5 0|0
Compra-se com pequeo descont ; na rua do
Bario da Victoria n. 11, lija de Bento Machado
& Compan ia.
Oleo de ricino
Sem gosto escm eheiro
m
ALLEX & HAMBURYS
Este oleo superior a todos os conheciV -1
t por ser absolutamente puro, eomo por ser sen
o do chairo e gosto desagradareis, que carcter
riaam o OLEO DE RICINO.
Qualquer pcsssa pode tmalo sem a menor re
sugnancia, mesmo as enancas.
Vndese nicamente na pharmacia do Hermes
de Sonsa Pereira & C. Succeasores roa do Mar
{tu da O inda a- 87, Pemamboer.
I
PARA TIXGIR A
Barba eos Cabellos
Tintura tin^e a barba o os cabellos instan
taneamente, dando Ibes urna bonita cor preta e
natural, inofensiva o sen uso e simplta e muito
rpido ; v. nde-se na BOT CA FRANCEZA e
DROGARA de Rouquayrol Freres, snccersore
de A. CAORS, rua do Bom Jess, antiga da Cruz,
numero 22.
Permuta de cadeira
Permnta-se a cadeira publica de Ia entrancia
do sexo masculino de Tres Lsdeiras, em lguaras
s, por qualquer outra prxima ce nlguma esta-
ao de estrada de ferro, ainda que fique distante
egoas da capital ; trata-se com o Sr Joaqnim
Marcelino da Silva, procurador do mesm) pro-
esser.
Governantc
Urna senhors cstrangeirp, que sabe dsempe
nhar as funecoes de urna casa, se offerece ainda
mesmo para engenho, on como criada para acom
panhar algmua familia ao Rio de Janeiro, para
pensar de criancas com o matar cariuhi, ou mes
mo para casa de algum senhor viuvo ou solteiro ;
quem de seus prestimos precisar, pode dirigir-se
i esta typographia em cartas, sob as iniciaes
A, B.
A 1*1
lime. Niquelina
1171
man
ii
de concerta los, pa olla mofla,
a-3
Rna Primeiro le Mareo n. 19
Junio Rotina Maravflhosa
R. DE DMJSINA k C.
Boa le Bom-Jssas o. 18
(ANTIGA DA CRUZ)
Casa de comiAissftcs
Grande e variado sortimento de amos-
tras e catlogos de prodceles da Allema-
iha, Franja, Ing'atera, Austria, Hespanha
Italia e Estado-Unidos.
N. B.InformacSes sobre inachinismot
agrcolas, ditas para engenhos centraes
bombas, etc. para incendios a outras m
hinas e utensilios
Carros de alugucl
Abrio-se em um destes dias, ao servico publico,
no otea do Capibaribe n. 16, urna bera montada
cocbira. a qual pertence nos Srs. Albuquerque &
Companhia.
Pdese, sem me io, dizer que urna das pri-
meiras, se nao a primeira no genere, pois alli
psj de carros n vos e de lindo gosto, encontram-se
tambem (-ligantes parelhas.
O publico neste estabelecimento encontrar pa
ta o fim que desejar e concernente a este nego-
cie o que na de melbor e mais elegante.
Para mais facilitar aos chamados, collocaram os
Srs. Albuquerque & C, um apparelho telephonieo
com o n. 421
E' de esperar que o dito estabelecimento en-
contr bom acolhimento nos seus fregueses.
Um visitante.
Ama de lete
Precisa-se de urna ama de leite. sendo livre ;
ot rua do Dr. Joaquim Nabuco (Capunga) n. 3
Precisa re de urna ama que i iiba ensaboar e
fazer mam servicos de casa de familia ; a tratar
na rua do Barae da V'c'oria n. 7, 2- andar.
Iraffefillflario-
Jos de Sousa Cordeiro Simoes participa aos
pais de seus alumnos e ao respcitavel publico, que
no dia 7 de corrente se adiar aberto o seu esta-
belecimento de instruccilo na rua da Impcratriz n.
15 continuar os exercicics de sua profissao assiui
como continua admittir alumnos internos, nu-is
pensionistas e externos.
AolaijarticroesfieirasleMs
Amia Tlieodora Simefl participa tos pais de
suas almonas e ao respeitavel publico, que no dia
7 do correute se achara abi ita sua aula na rua da
Imperatriz n. 15, continuar os exercicios de sua
profissao : issim como continua admittir a'umnas
internas, mrio pensionistas e externa.
Ao commercio
Os abaixo assignados pariiiipam ao publico e
com especialidade ao commercio que nesta data
dissolveram a sociedade que tinham na taverna.
sita a rua da Detencon. 35, girando sob a firma
de ('arvallio& Cerqueira, retirndose o socie Cer-
queira, pago e sat.'sfeito de seu capital c lucros
ficando a carpo do socio Carvalho, toHo o activo e
passivo do referido estabelecimento.
Recite, 2 de Janeiro de 188C-
Juaquim Carvalho de Azevedo,
Lino de Abren Cerqueira.
Yende-se
ou permuta e por predios nesta cidade, urna
grande propriedade rural na comarca de Itamb,
denominada Jnrema e Serrinhn, com urna legua
de fente, a margtm da estrada de Goyannc, e
urna legua de fundo; tem mais de mil pes de ja-
queirss, 2 000 de lamn^eiras e oais de 3,000 di
bananeinis, grande plantaeito de abacaxis, canoas
para sufnjar de 2 a 3,000 pes, urna grande caiei
ra, casa de fariuha, machines para descarocar al-
godao, e eista apenas duas leguas e pouco da es-
irada de ferro da Parahyba, t-m diversos morado-
res que pagam forus: para mais informaeoes, tra-
ta se com o agente Gusmao, rua do Marqnez de
Olinda n. 18.
Rap Paulo Cordeiro
Novo fornecedor, sem competencia em preco,
vende-se rua do Mrquez de Olinda n. 50, mer
^earia dos Srs, Braga Gomes & C, e a 1^500 a
libra.
Lm 4:0001000
silsbs umrn
loa Primeira de Narro n. T-
O abaixo assisnado tem exposto ven
da os seus afortunados bilhetes garantidos
da 24'l.' parte das loteras a beneficio da
Santa Casa de Misericordia do Rccife (30a)
que so extrahir sexta-feira, 8 do correte.
Preeo
Inteiro 4,5000
Meio 2J000
Quarto 1(5000
Bm quantldade malor de loo*
Inteiro 341500
Meio 1,5750
Quarto 875
Manoel Mar*ins Finvx.
FERRUGINOSO
de Cascas de Laranjas e de Quassia amarga
ao PROTQ-IODUfETO de FERRO
Preparado por J.-P. LAROZE, Pharmaceutico
rARIS a, Bne des Usas it-fsal rAXIS
APPROVADO PELA JUNTA DE HYOIENE DO BRAZIL.
O Proto-Iodureto de Ferro,
bem preparado, bem conservado, prin-
cipalmente no estado liquido, de
todas as preparaedes ferruginosas, a
que produzos melhores resultados.Sob
a influencia do principios margo e
tnicos), da casca de laranja e da
quassia amarga, o ferro assimilado
lacilinente e produz eTeito prompto
egeral restituindo aosangue, a forca;
As carnes, a dureza; aos diflerenles
tecidos, a actividade e energa neces-
sarias as suas funecoes diversas.
Porisso o Xarope FerraainesM
de J. P. I arse, e considerado pelos
mdicos c!a Facufdade de Paris, como
o especifico mais acertado para as
Doencas de langor, Chlorose. Ane-
mia, Ghlori-Anemia, Fluxos bran-
C08 com dixestoes demoradas. Mo-
lestias escorbticas e escrofulosas,
Rachitismo, eto.
.
>
Mo mosmo depotito aefta-s i rinda os teguintit Productos do J.-P. LAROZE *
XAROPE LAROZE %L%. TNICO, ANTI-NERVOSO
Ostra .ti Oastrites. Gastralgia, Dyspepala, Dores a Calmbraa de Estomago.
XAROPE DEPURATIVO^^^'^^IOOURETO OE POTASSIO
Contra if AifeooBes eeorotaloeas. cancerosa. Tamores brancas, Aoldez de Saagu,
Aoidentec aypbilitlooe eenndarios e terolarloe.
XAROPE SEOATiyO^^^'Sr'BROMURETO DE POTASSIO
Goatra Eptlepeta, Breterioe, Dans de 8. Oay. Ineomnia das Criancas duraate a DenUcBo
eeresiro m too as *m boas octMs ao SMtAafs.
^^V^A^^^
IPILLAS DIGESTIVAS DE PANCREATINA
de
Pharmaceutieo de i" Classe, Fornecedor dos Uospitaet de Paris
A Pancreatina empregada nos hospitaes de Paris, o mais poderoso |
I digestivo, que se conheca, visto como tem a propriedade de digerir
I tornar assimilaveis nao jmente a carne e os corpos gordurosos, mas|
I tambem o pao, o amido e as fculas.
Qualquer que seja a causa da intolerancia dos alimentos, aiteracio, oul
'ausencia de sueco gstrico, inflammaco, ou ulceracSes do estomago, oul
ido in'estino, 3 a 5 plalas le Pancreatina de Detresne depois da cc-j
[mida, sempre alcancam os melhores resultados e sfio por isso prescriptasj
Ipelos mdicos contra as ssguintes affeccSes:
Falta de appetlte.
' Ms digestoes.
Vomitoa.
Flatulencia estomacal
Gastralgias
Ulceracoes cancerosas.
Eniermidades do gado.
Emmagre cimento.
Anemia.
Diarrhea.
Dysenteria.
Gastrites.
Sornolenciadepoisci9Comer,evomitOb'ae?.companhan a gravidezf
PANCREATINA DETRESNE em frasquhiuos :om a dese de 3 a 4co!he-|
raduzinhas depois da comida.
us ds DEFRUSNE autor da Feotona, PARS, em teda* as Pharmariul
CASA FELI
AOS 4:0001000
.:0OO$OOO
BII.IIi;i Ir <.AHt\TIIK>
t*ra cia ns. 37e 39
Achara se a venda os felises bilhetes
garantidos da 30a, parte da loteria a benfica
da Santa Casa de Misericordia do Recife,
que se extrahir no dia 8 de Janeiro.
Precos
Bhete inteiro 4,5000
Meio 24000
Quarto 1*000
cm pernio de 1005000 para
elma
Bilhete inteiro 3*500
' Meio 1*750
Quarto 875
i4atonto Augusto do Sant** Porto.
I'iiiho de Riga
Acaba de chegar pelo brigne Acacia ora com-
pleto sor ti ment de praochoes de varias dimen-
96(8, como tambem tboas da raesms madeira, de
ama e ama e mcia pollegida de grossara ; ven
den> se por precos mdicos em casa de Matbeus
Aastin 4C, i rua do Commercio n. 18, ou do
caes do Apollo n. 51.

$'
k tffrt
\
0*
^y4r^-
(Ays-sChsrrjrVdsral)
Fai An k ensmeto.
I'oss Asthma.Bronxhite,
Coqueiuchi ouTossi Convulsiva
Tsica Puhwmar.
*-...<. H* Dt JCSBlOUaM.Jl.abti
1
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Hollowaj' um remedio infallivel paia os males de pemas e do peito tambem p*. ra
as ftidas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as eniermi-
dades de peito nio se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchtes resfrlamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle no tecm semelhante e para os membros
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto.
Essas medicinas So preparadas smente no Estabelecimento do Professor Hollowav.
78, NEW OXFORD STREET (antea 533, Oxford Street), LONDRES,
E vendemse em todas as pharmacias do universo.
t& Os compradores slo cooWdados respetosamente a examinar os rtulos de cada caixa Pote, se nio teem a
direcsao, 533. Orford Sfrat. sao falsificaQoes.
GRAGEAS
INJECCAO

,'s.T/ca e Preservadora
ssm causar
accidente algum.
de Cou.xMba, Cubeta
Ratanhia e Ferro, Bismutho
tlcatr&o, Terebenthina, *
As GRAGEAS FORTN, for" as primuiras que obtiv.r.nm sfpnm^So da academia
de medicina (1880) o que adoptaram-se nos Hospitaes. Curam as molestias secretas,
mais rebeldes sem fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECCAO FORTN sempro reoiinnmidada como o complemento da medicacao.
Deposito om Pernambueo : FRAN M da SILVA *C,enu princlpaea P oarmaoias.
TINTURARA
SCCESSOR
Rua Malliias de Albuquerque n. "i.'
(ANTIGA III l DAS FLORES)
Tinge e limpa cora a raaior perfeiclo toda a qualidade de estofo, e azendas
em per;as ou em obras, chapeos de feltro ou de pnlha, tira o mofo das fazendas; todo o
trabalho feito por meio de machinisrao aperfeicoado, at hoje conhesido.
Tintara prcta as tersas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias.
C*2
0
E
CZ2
CHAPELKA YICT0HIA--
nS 36-PMCi DA INDEPENDENCIA40
G#TJ
Este bem conhecido estabelecimento, recebe mensalmente
das principaes modistas de Paris e Londres, um grande e variadis-
simo 8ortmento destes artigos, aasim cora" das principaes fabricas
de Hamburgo, um completo e ftiaAatii sortimento de chapeos
de pello, de lebre, la e castor para ho i -i e raenina : assim como
encarrega se tambem de qualquer trao'-ih concernente a chape-
lana
Mgiii Ha Un Garralo & C.
Exigir o seilo
Fnneu.
Exigir o sollo
F.'sntm.
AO CHLORrtYDRO-PHOSPHATO OE CAL
O mala poderoso dos reconstltuintes adin!. do por todos os Mdicos ds diropa na
Praquea geral. Anemia, Chlnross, Tsica, -Cachexd, RS'-rafllac, RacMtsmo, Doencas
ios osses, C'resctitteiCo ijlct das criancas, Festio. Oy$pe,>stai.
run. COIIsRi', Va \ 79, mi dsGktrchs-lidi. Befotitn su principies Fhiraiau.
-
Cuidado co>h as Falsiflcac*".. i /tt i -? rn <- i^
AGUA de MELISSA1
dos Carmelitas
BOYER
Unioo Sucoes8or dos Carmelita
FA.ISIS, 14, Rua de l'Abbaye, 14. PAEIS
Costra > Apoplexla, o Cholera, Enjoo do mar, o- Flatos, is Cnllcas, Indi- ^~~\ s^
gestos, a Febre amarella, tt. Ler > urosveclo no quallaitnrolrdo cadi titira, i S//^ f)'t
Deve-se exigir o lelrelro branco e preto. em lo :os "s vidios,
seja qual fdr o tamaobx}, como lauliem a as/ffnufiii a:
Ileiiosllos cu lOdAS as PbanoaClas das America.
Phosphatado
APERITIVO RESTAURADOR
Os facultativos o receitam muito s
mulheres pojadas, e is que aniamen-
tam, porque em ambos os casos til
i mi e i formaSo da crianza.
PARS, 22, rua Drouot, 22, PARS
XA FAKHAClAi
EXPOSirtON ^ UN!V"*1873
Mdals Or.vCroiid,Cbfi?alr/i
LES PLUS frxVIt tiCOUPEHSFZ
.i
i
P.LAS do Dr
de I0OURET0 dt KRM de QUIHU I
TRItf rA AUNO8IIbom xito tmdamoatt do
sefflcecl iicoataUT il'mTiin rilnlss un nina
lodoi ot emmtot prtciicipara a rrjtwv&o io asajiii.
PelH iufl propriedade tonkai % mpwraiimu,
O XOSTTKBTO D X/MmXSMittS QTMim'A
4 o nvidicamooK mal aotJro ooa tr m
Mrw *H ilttoipxao Ohiorot* itrtmla
Pord* dt Mppettts
fMMfi Empribmimtnta o Stnaun
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JUNTO A EF TAfAO DOS B0NDS
Tem para vender, por pre^ e mdicos, as seguiates ferragena:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivajSes de diversos tamaiihos.
Rodaa de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamcnto para jardim. ,
Vapores de for9a de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-8e de concertos, e aasentamento de machinismo e exeeuiam qaalqi
trabalho com perfe52o e presteza
DE MAR
94>'0*Ad frVM*
LINIMENTO GNEAU
Vara os CAVAiios
SCPPRESS10
do FOCM>
e aa
QUELA
da PELLO4
kuacA
I FABRICA
S1STIT01
o FOGO
*
ttdiiisuu
if?LKAfOS
A cura fnz-se com a Mi* em 8 minuto,
sem dor e sem cortar, ne.,t raspar o pello.
1 PharmGNEAtl!75,Rua St-HonotiJARIS j
Superiores costumes de cxcellente fe-
/enda e muito bem preparados para banhosde
mar.
Para senhoras. 101000
Para homens. 8$000
Para crianzas.. 5 S000
Hecebemos ltimamente um grande 'sor-
timento de diversos teeidos novos para vesti-
dos e inteiramente apropriados para a pre:
sent estadio.
LOU7RE
FRMCISGO GRGEL DO AMARAL & fi.
fina Primeiro ito Marco i, 20
ESQUINA DA RUA DUQUE DE CAXIAS
N. telephonieo 158


\

PP0HWHBBB
Diario de Pernambuet-Tcrfa-fera 5 de Janeiro de lh*6


EsiBis p curam r
Sem dieta cscm modifi-
cales de costuiucs
.9
1
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o-
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a 'T
I
!

O
O
r
p
O.

8*3

i
5
EspcciBcos preparados pelo phar-
maceulico Eugenio Marques
de Uollanda
Approvados pelas juntas de hygieue da Corte,
Repblicas do Prata e acidara de industria de
Paria.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticcs, facilita as digcs-
les e promove as ejec,coes diflicies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemico, debella a hj poomia
intertropical, r< constitue os hydropicos e benbe-
rieos.
Xarope d fl >r de arueira e mutamba
Muito recommt ndado na broncbite, na hemop
' tyse e as toases agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na tysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres otermittentes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e ta.ubein fer-
ruginosa, preparados em vinho da caj
Efficazeg as inflammaces do figado <: ba;o
agudas ou chronicas.
Vinbo tnico de capilaria e quina
Applieado na* couvale.ct.ucas das parturientes
diurtico antefebril.
Deposito : Frnciscj Manoel da Sila & C.
Nazareth
O 8r. Jo2o Cavalcante Mauricio Wanierlcy,
Sino do Exm. Sr. Barao de Tracunliaem, queira
7ir ou mandar ra Duque de Caxias n. 7.i, con-
fluir o negocio que nao ignora.
Luyas de pelica
A fabrica de luvas de pelica do todas as cores
na ra do Cabug n. V, andar.
\os4:000$000
16-Rua do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu nos seus
venturosos bilhetes garantidos os premios
sc'guiates: 1 intsir com asorte de 100
no n. 1867, alem de outros maia de 320,
105 e 8$ da lotera n. 29.
Convida se aos possuidores a virem re-
cebeo sem descont algum.
Acham-se venda os venturosos bilhe
tes gar; ntidos daJoterian. 30a em beneficio
da Santa Casa de Misericordia do Recife
que se extrahir na sexta feira 8 de Janeiro.
Integro 4000
Meio 23000
Quarto 1;>000
PRECOS
Sendo quantidade superior
a i o 0:000
Inteiro 3*500
Meio 1(5750
Quarto 0788
Joaquim Pires da Silva.
Manoel los da Foimeca
Joaquim Jos da Fonseca, Antonio Jos .'da
Fonseca, convidam aos seus prenles e amigos
para assistirem as missas que r.or alia de seu
presadissimo pai, Manoel Jos da Fonseca, falle-
cido em Portugal, mandara celebrar na igreja do
Espirito Santo, as 8 b iras da raanba do da 5 de
Janeiro, trigsimo do seu passameuto, peta que se
contestara desde j summamente agradecidos.
Heleodoro de Jquino Fondera
Adelaiac Ros* da SilVaFonseca e os filbos do
tinado Helnodoro de aqara^ Fonseca, querendo
commemorar o 1" anni versarlo da morte do seu
mu presado esposo o pai, convidam aos amigos e
parentcs do dito finido, para assistirem as missas
que mandsm resar pelo eterno repouso de sua al -
ma, s 7 1/2. horas da inanha do dia 5 de Janeiro
coi rente, na matriz da Boa-/ata. o na igreja do
Monteiro.
t
Joaquim Machado da C anua
Cavalcanle
D. Rosa da Cunha FrtiUs Cavalcante, man-
dando celebrar missas na matriz da Boa-Vista,
na quinta-fe ra 7 do cerrente, s 8 horas da mi-
nb, anoiversaro do infausto passamento de sea
feliz filho Joaquim Machado da Cnnba Ct val-
cante, convida a seas paren tes e pussoas de sua
amizade 4 assistirem a este acto ; e desde j se
lhes cooiessa agradecida por aemelhante favor e
caridade
Cura infallivcl das
sezfics
Plintos do Dr. Santa Rasa
Na pharmacia ce Hroes d Bousa Pereira a
2. Sur.cessoreSj ra d Mrquez d Olinda n- 87,
'ende se es'as efficases pilulaa j to couhecida
la popalacao desta cidade e do in erior, e cojo
licito raaravilhoso na ev.ra das febres intermi-
tentes eaaeM. Garante-se su eficacia.
Cura infalivel do rheu-
inatismo
Elixir de Cabera le Negro, prrparsdo
por Hermes de Souza Pereira t C Succes.ores.
Este paderoso nedicamento j bem conbecido
io publi-.o dcsta cidade e do interior, superior
a todos os depurativos conhecidos, nao s pels
sua efficacia como pela modicidade de prec*.
Elle cura radicalmente o rheniatismo, svpbilis e
todas as molestias que teeinpor erigem a impure-
za do sangue.
W n<'-:e na pharmacia ra do Marques de
_____________de Olinda .u. 2_______^__
Mudaiif a de cscriptorio
Ernesto &t Leopoldo transferrnm seu cscripto-
rio para a ra lar? do Rosario (antiga dos Quar-
teis) n. 22, 1- aida\
Este ,, portante estabrle^imento de relojoaiia,
fundado em 1860, est funecionando sgera ra
larga do Rosario n. 9.
O seu proprietano, enearr gado do regularaen-
to dos relogiws do arsenal de marinba, da com pa-
nilla dos tr.lhos urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da de Recife Caxang, da estrada de
ferro de Carua da companhia ferro-carril de
Pernambuco, da associacao commercial beneficen-
te e da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
ictelligentes e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para relogios de algibeira,
de pared*?, de torres de igreja, chronometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas de msica, ap
parelhos elctricos telephonicot.
Contina a exercer a sua profiasao com selo e
interesse de que sempre deu provas ao respei-
tavel publico e acs seus collegas, e vende fornc-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de sen estabelecimento se acba col-
locado um relogio, cujos mostradores tambem p-
denlo ser vistos pelos passageiros da forro-carril,
tendo sempre a HORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas ooservagoes astronorai-
aas. Ra larga do Rosario n 9.
Antonio Jos da Costa Araujo.
Morada campestre
Aluga-sc a casa ra Je Ilenrique Das (Es-
tancia) n. 1, tem portao o lado e um pequeo
sitio : a tratar coai Cu-todio Antnncs Guimares,
ra do Mur juez de Olinda n. 40, armazem
33Ra do Visconde de Albuquerque33
As aulas deste estabelecimento de instrueco e
educacao abrir-se-hao no dia 7 do corrente.
O director,
Oliutln Vctor,
Casa
mm m
Compra-pe urna casa terrea na freguezia de
Santo Antonio, ra da Roda, Bjm Jesns ou cm
outra qualquer ra ; quera tiver dirija-se a esta
typograpbia que se dir quem quer.
Precisa-si- de urna ama para cosiuhar e lavar
para esta de pequea familia ; na ra de Fernan-
des Vieira n. 24, taverna.
Fabrita globo
R na larg do Itosario 56 H
Mnnipulacac especial com fumos escolhidoB dos
bons cigarros, exploradores, navegantes e fede-
raes. Prcjos razoaveis e bone dcscontos para o
commercio de retalho.
Perdeu-se
Menriqne Searen de andrade
Brederode
A viuva e filbos do finado mandara resar ns da
5 do corrente, trigsimo dia de seu fallecimento,
s 7 horas da manhS, na matriz da Roa-Vista,
urna missa pelo seu descanso, para o que eonvi-
dam seus parentes e amigos^_____________^__
a caderncta da cr.xa do Monte de Seecorro n.
9916 ; a pseos que ehou e quizer entiegar, po-
de deixar na ra V< Iha n. 3t>. ______^_^_
^asa ua Boa-Vista
trise c BunllaM viKla*
Aluga-sij para fimilia a 2- andar e o terreo,
com bons commodos, agua prlavel, gaz e appare-
Iho, na ra do Bo p c^ n. l : a tratar no pri-
meiro andar.
"i
Precisa-se alugar urna e&crava de boa conduc-
ta, que saiba cosinbar e comprar ; a tratar na
ra Primeiro de Marco n. 25. ___________^
Bom eoiprego de capital
Vende-se o muito bem afrtguezado hotel do
Soares, rja de Ilortas n. 24 : a tratar no
mesmo.
Criado
Precisa-se de um criado ; na ra Duque de
Caxias n. 86.
250$ 3001000
Quem dispozer do capital cima, e qaizer se as-
sociar em um negocio vantjoso, dirija-se ao Pateo
do Terco n. 28 (leja) que achara com quem tratar
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ

s
i*
a
te-
es
se
C
99

0 Ktmtdio mats effiai l
Sigure qut se tem descoberto ate
hoje para expel ir as Lombrlgas.
ROQIAYKOL FUERES
RELOGIOS
0 MSE DE MIS
MIGUEL WOLFF & G.
Offerecem ao respei-
tavel publico um gran-
de e variado sortimen-
to de relogiosdos mais
acreditados fabrican-
tes, e se acham habili-
tados a vender mais
barato do que outro
qualquer, visto rece-
berm directamente.
Todos os relogios
rendidos nesta casa
io garantidos.
Una ilo Catea i i
Mamona, Aiuendoim e
Gergelim
A Fabrica Apollo
contracta e compra
qualquer quantidade
das tres sementes ci-
ma, para o trabalho
de sua fabrica de ex-
trahir leos vegetaes:
A' tractar na mesma
fabricaRa do Hos-
picio n. 79.
Compra-se c paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte, bem
como
M0EDAS
de qualquer qualidade.
Xa ra do Impera-
dor n. 32, loja dejoias
Julio Fuerstcnberg
x Caixeiro
Precisa-se de am menino com praicadc taver-
na ; a tratar na ra da Roda n. 48.
JOIAS
JAGEL. WOLFF & G.
Participam ao res-
peitavel publico, que
continuam ter um sor-
timento de joias das
mais modernas e dos
mais apurados gostos.
Compromettem-se
a vender mais barato
do que em outra qual-
quer parte.
Misca, piant) e canto
Contina a leccionar, D Francisca de Alhu-
querque Silva Costa, por co'lrgios e easas de fa-
milia e rm sua residencia, ra da Detencao n.
19 ; a tratar na mesma.
Kalendarios
DE
Arrancar folhaa
Para o anuo de 1888
Muito lindos e'baratos ; j se acham venda
na Livraria Parisiense n. 7-A, ra Primeiro di-
Marco.
Vio pode vender
Prcvine-se a quem interessar, qu o estabele-
cimento do molhados, ra da Penba n. 2, que
est annunciado para ser vendido, pertencent
Joaquim Antonio & C, tst peiiboruao e nao pode
ser vendido, sob pena de naliidade, cuja execucSo
corre pelo certorio do escrivSu Cunha, em grao de
appillacao. 21 do dezembro do 1885.
Pinhciro & C.
Collegio 6 de Abril
Mara Capit'lina Martina Ribciro communica
ao publico em gcral e em particular uos scnliorcs
pas de familia, tutures e correspondentes, que no
dia 7 de Janeiro vindouio abre o seu collegio,
ra do Visconde de Albuqu- rque, sobrado n. 26,
para a educarlo e instruc^ao de mcriinas.rtiediaute
as condicoes geralmentc estabidecidas cm tedos
os estabelecimeutos deesa nutUreza. Alentada
pela idea de que saber correspond-r expecta-
tiva dos que lhe confiaren! a educado de suas fi-
Ihas, esperando que nao lhe faltaro com o seu
benvolo acolhiraento.
320
60
700
600
300
Dito do Maranbao.
Fructos seceos, come :
Pasxas, amcndias, figos, ete.
Ditas nacionais.
Doce de (odas as qaaliJades.
Bolachmba inglesa.
Sementes novas de hortalicas
Invesiveis, rs.
Orampos inve.irri., rs.
lci, o metro, 4(0, 600,600 c
Caixa de papel rosado, r.
D"s de envolopes, s.
PnnhoB e collariuhos para senbora.
Ditoa d eores.
Um." corrente de pl.quct muito Sno, de
15* e 20*, por
Um lenco Je seda de i e 41, por
Bonito sortimento dt: bices fino., e gra-
vatas de todas ns qihlidadrs.
Um covado de (alagarta, rs.
Fronhag e toalbas de labyrintbo, baratissimas.
Agu ha s Pedro II, Victoria, a balo, 6a ri-
laldy imperiacs, as'im como de machina
Collarinhrs para horrem, o que ha de mais
moderno, de todos es ns., duzi, 6*000
I para bordar 2*800
Fita para- Hita, um metro, rs. 400
Luvas de soda 2*500
Um leque de setim de 10*, por 5*000
Frts dubl n. 9, r. &\,U
Ditas n. 5
Bicos, lencos, sabonetes, peifumarias finas, es-
pelhos, corren tes de relogios, ricas, e tedos os ar
tigos para al&iate. Na ra larga do Rosario nu-
m ro 38.
8*000
2*',C0
700
la val I o,
Vende se um bonito cavallo, andador ; ver
no armazem de Francisco Feliz, ra da Concei-
co da Boa-Vista.
Piano
Vende-se um piano de armario, um pouco an- I
tigo, oqual prcisi de concert ; para ver tra-
tar, em Olinda, ra de Fernandes Vieira nu-
mero 1.
4 32
Nova loja de fazendas
N. 32- Ra aa IniDBratriz-- N. 32
DE
Pereira da Silva
i JJeste novo estabelcriraento encontrar o res-
peitavel publico, nm vanado sortimento de fazen-
das de toiiaB as quslidaies que se vi-ndcm por pre-
' eos barat88imos, assim cemo um bom sortimenU
1 de roupti para homens e tambem se mandam fa-
I zer por encommendas p^r ter um bom mestre al-
faiate e completo sortimento de pannos finos, ca
si miras e brina etc.
VENDAS
Vende se urna excellente armacilo, nova, de
gosto moderno, forrada c envidmeada, propria
para qualquer negocio ; a tratar na praca da In-
dependencia ns. 24 e 26.
Vende-se o estabelecimento d<" ferragens i
rna Duque de razias n. 111, tamben se vende a
annac. separada ; tratar no mesmo.
Vende sj a pudaria da ra larga do Rwsario
n. 16 :' a tratar cora o dono.
Ficlius
Em vista dos grand>s projrressos da IDEIA de
3ue se glorium as neoes civilisadas, o cmmercio
eve acompiuiliar ease i'rogresco, visto que 6 elle
lia poderoso elemento do engrandecimento da
nacdi s ; em vista do que annunciam
MARTINS CAPITAO & C.
1 Ra Estrcita do .Rosario 1 .
Grande sortimento de gneros alimenticios, a
esculla dos quaee, os rmnuneiantcs tem sempre o
maior cuidado, para bemser\ris seus numero-
sos freguezes. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe
Venhain ver pois :
Queijos, ilamengo, suisso, etc.
Dito do sertn.
Fiambres ingltzes.
Chocolate francez Menier. ,
A l*ooo. 2 e 2 ;.-.oo
Na nova loja ra da Imperatriz n. 32, vnde-
se bonitos ficlius de todas as cores, s ndo dos
mais modernos que tem vindo ; isto na loja do Pe-
reira da Silva.
FuslOes e selinetas a 500 ris o
covado
Na nova loja 4 ra da Imperatriz n. 32, vende
se um elegante sortimento de setinetas de todas
as cores, tendo largura de chita frf.nceza, assim
como fustoes branc s muito encornados para ves-
tidos e roupas de enancas a 500 ris o covado, e
pecincha, na loja do H< reir da Silva.
Lzinlias lavradas a 500 ris o
covado
Na nova bja do Pereira da Silva ra da Im
peratriz n. 32, vende se um bonito sortimento da
mais lindas lAnnbas luvr. das que tem vindo pur*.
vest'dos, sendo com lnvores miudmhas e cm furu
cores, pelo baratissimo pre^o de 500 ris o co-
vado.
Palitols de casemira a 10.000 e
12 000
Na loja n. 32 da ra da Imperatriz, vend m-se
pnlitots de casemira prcta de cordo sendo forra-
dos e muito bem feitos pelo barato preco de 10* e
123, S8m como caljas de casemiras muito bem
feitas a 6* e 7* c ccroulas de bramante a 1*200
a 1*600, c colctiiihos para dentro a 800 ris cadf.
um. peehincha, na loja do Pereira da Silva.
Merinos prelos a 1.200 e i 600 rs.
Vende-se merinos pretos para vestidos e roupas
de menino a 1*200 e 1*600 o covado e superior
setim preto para enfeites a 1*5C0 assimeomo chi-
tas pretas, tanto lisa, como com lavore. brancos
de 240 at 320 ris o eovado na nova loja de Pe-
reira da Silva ra da Imperan iz n. 32.
Algodosinbo francez para len-
(es a 1.000,1,100 e 1.200
Na loja da ra da Imperatriz n. 32 vende se su-
periores algodaosioho. franceses com 8, 9 e 10
palmos de largura, para Irnc^s de um s panno
pelo barato p eco de l*el*l00o metro e dito
entroncado para toathas com 8 palmos de largara
a 1*200, assim como bramante de quatro larguras
a 1*250 isto na loja do Pereira da Silva.
Liquidado
Para acabar
1 opelines lisas, de listras e lavradas.
La de quadrqs, escossezas s lavradas.
Alpacas lisas e de listras.
(xrenadines de cores e pretas.
Cambraas bordadas e abertas.
Vestuarios para meninos.
Leques.
Chapeos para senbora.
Chitas lisas e de cores.
Fichus de seda e de II
Capas de malha de 13.
Para eoutlanar
Collarinbos e puos para senbora e humen, da
versos feitioe
Camisas sem collarinbos e sem punbos, com pu-
nbos e com collarinbos e punbos para htmem
desde n. 36 45.
CamisiwS para meninos desde n. 28 35; sem col-
lariuhos, de n. 32 35.
Camisaj, saias, penteadores, calcas, plices e pu-
niros para senbora. *
Qravatas, grande variedade.
Meias eruas, brancas, de cores e pretas.
Capachos, tapetes, malas, esteiras-, bobas, ve! udi
lhos, brins orancos e de cores, luvas, peruma-
rias etc.. ete.
Papoula & C.
I -nna tfo C-abugi
Em frente a matriz de Santo Antoni j
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escessez preferive
ao cognac ou agurdente de cauna, para fortifica!
o enrpo.
Vende-se a retalho u melbores armazens d
molhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo no.
me e emblema sao registrados para todo o Brasil.
BROWNS & C, agentes
Vende-se
o sobrado da ra da Imperatriz n. 0, tendo tres
andares e em bon rstado de conservacio, e a casa
terrea da ra da UniSo n. 34 ; a tratar, com Ca-
pitalino de Gnsmao, ra do Bom Jess n. 11
priu.eiro andar.
Para a fasta
Fitas modernas, largas, para faxns, plisssmo-
' dernes, brancos, pretos e de cores. Novidade em
luvas de seda. Lindas boncens para enancas. No-
vidades em perfumanus. Objectos para presentes
e outros artigos, recebeu Emilio Robjrto
Exposifo l'nivcisal
17 Ra do Bardo da Victoria 1?
Ilalaiifas
Vende-se barato, para liquidar, quatro
bra908 do balangaa do fabricaute RomSo
em bom estado : na ra do Brum n. 96,
armazem.
Mobilia de Jacaranda
Vende-se ou troca-se por urna mobilia de jun-
co, sendo aquella de gosto moderno, e cemposta
de 18 cad ;iras de guamieao, 4 de bracos, 2 con-
solos, 1 sof e 1 jardineira : a tratar na ra lar-
ga do Resnrio n. 27.
Cabriole! e victoria
Vende- se um cabrolet e urna victoria em pe
feito estado : a tratar na ra Duque de Csurii |
numero 47.
DAS
CORKE NO DIA 5 DE JANEIRO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre hoje 5 de Janeiro de 1886, sem alta.



i
t






Diario de PernambaeoTer^a-feira 5 de Janeiro de lf 86

t>

M

JURISroUD.XClA
~ jurisprudencial
DA conciliaqIo
I
1.Da citagao requerida para o tentamen
conciliatorio. 2 -nao predominio do
principio do domicilio -3 -effeito deeta
esta.So.
1.Todo aquolle que dcsejande tornar
effectiro o bcu direito menosprezado, pro-
cura intentar a acgilo respectiva, deve-
em regra chamar conciliagilo o seu ad-
versario ; ou pjr uutrir a esperanga de
que fazendo algumas concossies de sua
parte, chegue a um accordo, e poasa as-
siui evitar os gastos de um litigio ; ou sim-
plesmento, para a satisfaga*) do preceito
legal, de cuja inobservancia resulta nullida-
de insanavel.
Para .tentarse a conciliagao mister
que, aquelle que se julga offeadido m
seu direito, -o autor, dirija ao juiz de
paz um requerimento, na qual em ligeiros
tragos mostr a offensa feita ao seu direi-
to, e a obrigago que tem o offensor de
reparal a; o termino pedindo a citagao
deste ultimo para apraseatar-sa na priraei-
ra audiencia da respectiva auoridade ; a
lira de tentar conciliaria sob pona do re-
volia. (Reg. n. 737 de 25 de Novembro
de 1850 art. 27.)
(Nota 4.)
E' impropriamente que darnos os noraes
da autor e de reo, s pessoas que do vera
comparecer perante a autoridade concilia-
dora. Estes dous nomos sao dalos ao3 li-
tigantes, quanio aprsentela a acgao em
ou
)uizo. Por pobreza de Unguagcui.
uie, no por autecipagao, que se d aquel-
les dous iudividuosos inanaiona'.os nomes.
sim, quando urna dellas Be ach \
affiangada, a tentativa concili
der ser feita perante o juiz de paz do dis-
tricto da prisao ou do lugar em que toi
prestada a nanga. (L?i de 11 Je Outu-
bro de 1830 art.|5.<>)
3. A citagao para a tentativa conciba
toria ou o coraparecimeuto voluntario das
partes na ai nencia da autoridade, nter
rompe a preaeripgjlo; constitue o devedor
desdo logo em mora, 'oictanto quo a ac-
c&o spja praposta at um mez depois do
dia em que se nao veriticou a conciliagao.
(Reg n. 737 art. 33 )
(Nota 5.)
Do modo porque est redigido o art. 36
do Reg. cit. pode p-nsar-se que nao s-
mento a inora, no pude ser oais allega-
da depois de passado3 trinta dias seiu a
aprosontagilo da acgilo em juizo, como
tambem a interrupyao da prescripgilo.
Mas nao assiru.
Feita a citagao, ou comparecendo vo-
luntariamente ns partes perante a autori
dade, a prescripgilo fica intorrompida por
tanto tempo quanto durar o direito a ac-
go, contando-so da poca da interrupgao
da proscripto.
E' o que. ss concluo da analysa da Ord.
L. 4 tit. 79 % Io, e da corabnagao dos
arts. 38 e b'J do cit. Reg. Coraracrcial.
E, posto que nao se tenha mais direito
a exigir-sa os juros da mora por han-rem
de corrido os trinta dias, todava a certi-
dito de nao conciliagao valioa para a
inioiaglo da aogito, ernquadto o direito des-
ta nao prescrever.
A cortiiao da conciliagao nao verificada
valida para cora ella se instruir nova
petigto inicial, se a primeira acgilo inten-
tada decahio por nullidale resultante do
processo ; coratanto que e3sa nullidade nao
provenha da raesraa conciliagilo nao etfc-
e toada.
III
lados das procurares, elles se dito por
t'eitos, conseios de terem assim plena-
mente desempeado o disposto na lei.
Devera as partes as procurares que
passarem a seus representantes conferir-
lhes poderes espaciaes e ilUmitados para
transigroT; porque sement assim que
podem taes procuraris ser validas e acei-
tase
(Reg. n- 737 art. 26.)
( Continuar- se-ha)
UTTERAM1
OS FILHOS
DO
POR
s. rsiau
3S3ITDAPAHT3
Os
segredos
de Iludes
1 Do comparecimiento possoal das par-
tesante a autoridade conciliadora '2 -ina-
Quanlo a que3tao cora nercial, as pro-
prias partes -autor e reo podem de cora-
mam accordo apresentor-se ante a^autori- fa c| dosta d ao ,.
dade conciliadora e tentar una co.nposicao ft Mfc-p ,;>(ija _?,,
amigavel. (Reg. cit. art. 23 e 36.)
A faculiado creada par estes dous arts.,
pode sera inconveniente tornarse extensi-
va s quostoes n3o comraerciaos visto
corao em materia de concbalo o legisla-
dor nS-- deve crear embarago anra. (T.
de Frcitas, not. 178 a eiigao di P, Civil
de Pereira o Souza.)
A citag3o para a tentativa conciliatoria
deve ser feita palos mc3raos raeios, com
que o a que tora lugar ao iniciarse a
ac}2e em juizo; devendo notarse que a
questao, sobra que versar a accSo no jui-
zo, ha de ser pr3cisaraente idntica a qua
j fea objecto do tentamen conciliatorio,
isto deve haver identidade de cousa de
M e e pessoas.
Quando a qi-estao civil outenle-se
que a citagao para a -tentativa conciliato-
ria, seropre para o dia seguate ou para
aquelle em que costura* dar audiencia a
respectiva autoridade ; mas nnuca para o
mesmo dia era que feita. Quando, po-
rm. a questlo 6 co'nmereial, pode exce-
pcionalmenta a UcJo ser teita para o
nesmo di> era casr> da urgaacia por des-
pacho da autoridade, era razao dos tras-
tornos e ptyuizo a quepo le dar lugar
qualquer dem>ra. (R'g. cit. art. 7.)
2.Pode ser tentada a conailiajao pa-
rante qualquer juiz de paz pravaleeenio o
principio -ador sequitur fonm re.
O juis de paz de qualquer freguezia,
perante quera comparecern as pessoas
dissidintes, quer seja este co npareetdieiiM
reaultaata da citajaj, qnsr espoataoeaoien.
te, tora autoridad! para oivil-os e ani
los a que 33 conciliom. (Dp
O autor era virtude da petijao quo as-
signou, o o rj por effeito da citajio de-
vora comparecer perante o juiz de paz na
audiencia designada no respectivo despa-
cho, sob pena de ravelia.______-j$________
Prov. art.
1.")
Eatretanto esto cono que porta aberta
conciliacao, dando a entender que o legis-
lador quiz que tropee) algura se antolhas-
se quelles que procurassera urna ^accora-
modacao, soffre a seguinta exceps"o, de-
vida tao Bmente s circumstancias em
que so p)ie achar urna da3 partos. As-
Este compareoimento deve ser pessoal';
e a lai assira exigiporque de outra raa-
neira este tentamen transaccional nao po-
Jeria produzir os seus benficos rosultados,
impodinlo futuros litigios. E s excepcio-
nalmente, provado o impedimento por qual-
quer moio adraittido era direito-(Le de
15 de outubro de 1827 art. 5' Io -),
que permitto a mesma lei a representaySo
voluntaria das partes porseu3 procuradores ;
pela rasao, a que j alludimos, de nao an-
tepor embaraco algura quolles que procu-
ram uraa o^raposicoamigavel.
Perante o juiz da paz, em frente uraa
da oura, e sob o imperio das convincen-
tes palivras da autori dade, as partes di-
sidentes atravera-se fcilmente a fazer uraa
concordata, preenchendo-se assim plena-
mente o fira da instituidlo.
Aposar, porra, da exigencia legal o
compareoimento pessoal das partes tem di-
minuido, dando lugar a representaQao ; e
raro ver se boje concorrerera as partes
em possoa audiencia da autori lade con-
ciliadora.
Simillianta procediraento vem desnaturar
completamente a institu cao. Da corto :
Os procuradores e advogados representan-
tes das pirtes, dirigem se presenja da
autoridada conciliadora, somonte cora o fim
de satisfazerera o preceito constitucional;
e militas vezes mesmo, quem sabe, tratan
de fizer abortar qualquer tentativa de
aci nraoda^ao offerecida palo contrario;
poit Ihes isto conveniente, era vista dos
lucros que anteveera cora a propositura da
a cao.
Por outro lado, as autoridalcs nao tra-
tam de exigir provas da impoasibiliJade
do coiuparecimento pessoal da parte; e ao
apresenirem-lhes os procuradores os tras-
FOLHETiH
( Continuac&o do n. 1)
CAPITULO IX
O DESTERRO
. Coratudo o cavalleiro sustenta se firme
sobre a sella, e o cavallo levantava nervo-
saraenio saas delgadas pernas corao se nem
ura ora outro sentissen o calor dos raios
incendiarios.
Duas horas consecutivas raarjhou o via
ante se n mudar o un lamento do cav"1'-,
era atfastar-se da diroa5to qua to:.
la dc> oasto para o leste, isto voltan lo as
costas para a regencia do Trpoli e a fron-
te para as margos do Nilo.
A' sua pasjagem, algumas gazellas as-
sustadas se levantarara pracipitadaraente,
pulando para cima das militas de palraei-
ras; chacaes, e hyenas fugirara sua ap-
proxiraa^So; grande quantidade de javalis
escaparam-so pelos arbustos para evitar o
iniraigo quo o seu instincto lhe iudicava ;
mais de uraa vez o cavalleiro manifestar?,
nao desejar perseguir essa ca9a que passa-
va tilo perto da sua tanja.
Para governar o cavalb, e dar-lhc ura
terreno raelhor que aquelle era que esta-
vara as palraeiras, o viajante ganhou o ca-
nal esgotado de ura rio e seguiu-o entre as
duas margens escarpadas.
Repentinamente, na occasiab era qae ia
voltar ura anglo agudo formado pela cor-
rente da agua, parou e escatou.
Ura d'esses rui ios aos quaes o horaem
habituado s^lidao nunca s-; engaa ou-
viu'se : reconheuera, a> longe, os passus
de u n cavallo.
O cavalleiro, qu percormr o desertu
sera ligar a menor attenso s hyenas e
aos chacaes que fugiara sua approxima-
<5.o sera parecer iraportar-sa com os lobos
e pantheira3r que podam sahirde cada la-
do das palraeiras, desprendeo a sua lanca,
assegurou se que as pistolas estovara escor-
v.das, e s a cimitarra se deserabainhava
b'iin, notando no centro d'estes campos
imrasnsos e solitarios, prosenga de um seu
8milhante a chegada de uraa creatura feita
iinagera de Deus segundo a expressao
de que o homem lanQDU m3o com o seu;ri-
diculo orgulhoso.
No deserto assiu coraoem toda aparta
o hornera o mais perigoso dos aniraacs
quo pos3ue a trra.
O cavalleiro nao esperou rouito tempo.
Talvez que o outro igmrasse a pr^sen-
5 d'este cavalleiro ; talvez, confiando na
sua forca nao se preoecupasse cora isso.
O ruido, cora tudo, tornava-sa de momeo
to mais distincto, e depreasa apparcceu
ura novo personagera.
Era alto, magro bastante, rauito triguei-
ro, subraucollus e olhos pretos indicando
no seo todo o typo indiano da qae trajava
a rico o elegante costura*.
O seu olbar, animado de um poder ex.
traordinario e fascinador, era severo e ar-
rogante.
Vendo o priraeiro cavalleiro immovel
em frente d'elle, tambera parou, porque a
passagera era estreita para que a podesse
transpr.
Necessariaraeote ura-dos dois devia ce-
der p8saga n ao outro, subindo pola en-
costa escarpada.
O cavallo do ultimo recerachegado elevou
cabega, asproa o ar pelas dilatadas ven-
tas e rinchou cora alegra.
No outro cavallo, acabava de reonhe-
cer ura amigo do deserto.
Os dois cavilleiros onteraplaram-se em
silencio, finalmente o segundo, mais velho
que o outro, pareeeu decidido a tomar a
palavra.
Inclinando ligeiratiente a cabega:
Quo Allih seja comtigo disse era
rabe.
E que o seu Propheta ts acorapanhe I
responden na raesraa liugua o cavalleiro de
caftn escuro.
- Vae yara o lado da cidade santa?
pirguntou o pri^ncirointerlocutor designan-
do o liste, a tlireccao onda estava a Ara-
bia, o por consequoncia M k i, a cidade du
Mahomet.
Vou aoode me leva a fataldade
li 11 le.
Entilo nilo empreen le um* via-
g;;n?
Nao 1... cajo.
E o mais mogo dos d>U cavalliiros inli-
oau a panthara que traaia na girupa do
cavallo.
inoso, julgar-me-hei o instrumento da vossa
vontade, nilo hesitarei em oporar I
O rapaz nao coraprebendera o sentido
daqu lias palavras pronunciadas com de-
vogSo verdadeira, mas qua a commogao
suffocara no garganta do indio.
Este f-z ura esforgo violento sobre si e
tjmou a sua habitual tranquillidade.
lia apenas ura instante, replicou elle
continuando a conversagao era francez, pa-
di rae fizesie ura servgo. Pansei que era
era consequencia do trajo, tiln da Alaho-
hed, assim como poderia- pensar que eu
era um sectario de Brahraa, o pareca dis-
posto a protegerme. Sdu christilo corao o
senhor, o corao o senhor, aem duvila, nas-
cido en longiquas paragens, a sua boa von-
tade nao diranuiu '.'
N.1 respondpu o outro cora rapidez.
E' surprehenlcnta que dous chriataos se
encontrera na trra da frica, para que
tal encontr nao seja favoravel a ambo3.
E-tou disposto a servil-o. Qie qu?rera de
mira ?
Ha doz hor.'is quo cu o rae i cavallo
parbamos sera encontrar urna s gota de
agua. .M^rrereraos de se e e fadiga...
Pode indicar-me ura lugir aonde acharaos
con que mitigara sede oenonreraos rc-
pouso ?
- Fcilmente. A raeia hora do carai-
liho, existe ura oasis ao qual eu me diriga
pura paasar a noite. Vin !o at aqui, p is-
sou por l, mas nao o vi, eatranlialo
cono ella est no centra d'u:n profuulo
deapanhad'Nro. Portinto, tem do voltar
p ira tr iz, e so receia ir a liante de mira,
podemos mular de oaVallos.
N'ida roceio respondeu o indio.
Mas antes de obe lecer adicajSo que
lhe acabara de fazer o seu interlocutor,
Se sura vordadeiro filho do Prophe- rfhou-o aioda oom eam nroftnda e es-
ta, replicou o segundo, podes prestar ura'traordinoria atengao de que fallamos.
sarvigo a ura viajante perdido. i Gorao se chama? perguntou cora voz
POR
julio mu
Nao son filho do Propheta, respon-
deu o outro, raas prestar-te-hei e83o ser-
vigo, visto qua teas necessidiie da minha
ajuda.
Nlo 3 filho do Propheta ? I pergun-
tou o indio com a admiragao.
Nao I
Nio acreditas nelle?
Nao!
Que j tu ?
Sou christo 1
Acabando esta resposta, mudou de po
sigao, agarrou a langa, corao so esparasse
ura ataque: o titulo que acabara de dar a
si proprio, Irauitas vezes lhe dera causa
s hostilidades do3 habitantes dos deser-
to.
Mas o iadro nilo justificou o pansaraen-
to do seu interlocutor.
Deitando sobro elle ara olhar de- espan-
to, coateraplou-o cora profunda atter>2o ;
depois acresceatou em raeia voz, mas- des-
ta voz, ura exceHente francez.
Ura rabe christo, singular !
() hornera do caftn estreraeceu e o san-
gue subiu-lhe ao rosto.
Nao soa rabe respondeu aprosa-
damente mudando, tambera, de idioma e
axprindo-se ora puro francez.
O indio faz um gesto de surpreza tao
arrebatado que o cavallo, ao qual dera urna-
forte 8ofread, vaaillou.
Falla francez? perguntou elle.
Fallo.
Nao rabe ?
Nem musulraano.
Entilo de que paz c ?
De que paiz sou? disse o rapaz sor-
rindo. Por "ida minha 1 eu mesmo o nao
sei, se m'o ensinasse, far-me-hia um gran-
de favor.
O indio pareca preso da granie cora-
m oglo.
O seu ros;;o escuro toraou-3e palfido, as
suas feig5cs cstavara aensivclmanto altera-
das e seus olhos clevaram-sc at o cu.
Meu D-cus, Senhor! balbuciou com
voz suffocaia, vosso poder infinito, vos-
sa bondade inmensa, e jraais disso hei
duvidado ; mas se a vossa ralo caritativa
iU3 ha conduzido por carainho tilo raaravi-
vasaroM e cora ura accento too gravo <;
8yrap Ubico, qua o hornera do tafton esca-
ro seatio se pertrbalo ate ao fundo d'al-
raa, a'.m que pu lesse definir a causa dase.
O raeu nome replicou elle. Tenho
dois: os que habitara estes campos cha-
inain-ine Ismael.
E o outro n'nne ?
Oh disse o rapaz meneando a cabe-
ga cora tristeza, esse nilo o posso dzer
porque o julgo meu, porque tara perraane
cdo na minha memoria, pois ha muito
tempo foi por mira ouvi lo, ficou as rai-
nhas recordagSas corao ura ruido confuso !
quera m'o deu n'outro terapo? Ignoro-o.
Aon de "stava eu quando assira me cha-
raavara? S Deus o sabe!... E' urna
lerabraoga real, iueilo d'ura sonho?. ..
Afas... esse nom, qual ? pergun-
tou o indio.
Esse nome ?
Sin.
- Desoja conhecel-o ?
Desojo... qnal 6?
Marcos respondeu o joven.
Marcos repotio o indio, baixando a
cabng3, emquanto que o rubor ardente lha
invada a pallidez do rosto; depois> levan-
tando a cabega, elevou de novo o olhar
para o interlocutor, mas esse olhar perde-
r toda a sua ferocidade, e era cheio de
dogura o bondade ineffaveis, parecando
acariciar aquelle sobre quera era langa-
do.
Finalmente, o indio tirou-se dessa con-
toraplagao muda, e obrigando o cavallo a
voltar-3e no espago estreito era quo se
aehava, carainhou, seguido passo a passo
oelo hornera do caftn escaro.
CAPITULO X
peito, raeditava anda. D tempo a tempo,
o seu olhar brilhava, as mos uniara-se e
oa labios agitavam-se febrilmente : dir ae-
hia, pela phisionomia, que urna oracSo era
ac-filo do gragas sahia do seu peito para
elevarse ao Creador.
Elle! elle! balbuciava de quando
em guando voltanio-se na aella para ver
o joven que o 8aguia a curta distancia.
Elle I encontral o no fira da viagera I oh !
a misericordia de Deus i nfinita Ter
em vilo percorrido a Syria, Palestina, Ara-
bia, o Egypto, e, na oacasiao em que a
esperaoga abandonaba o meu ooragao, en-
contrar me perante &llo, no deserto immen-
30 aonde as creataras humanas est2o mais
dispersas que os navios n vasto Ocano !
Oh 1 Daus magnnimo' Teve piedade
das rainhas dores, dignou-se langar um
olhar benfico sobre quera implora va a aja-
da divina !...
O rapaz que acabav.t de darse o nome
)rintal de Ismael e era seguida o de chris-
tSo, Mreos, continuava a carninhar prece-
dido pelo seu companheiro, entregando sa
. refl-'x5:3 suscitadas pala preseng ilo
viajante, cujo vestuario e linguagern reu-
nidos contrastavara singularraante, po3 se
un era o de aziatic, O outro era o de ura
europeu.
Que diabo tenho i dizia interior.uea-
te. as co3to9 da Afri a, entra o Egypto e
Tripoly, no. centro do deserto, encontrar
um hornera, jk ura acontjairaento singu-
lar, mas encontrar ura que filie francez,
cousa inverosmil. Julgo ate aqu ser o ni-
co que hei gozado esse privilegio. Vel-o
cavalgando, contemplar seus gestos e mo-
dos, exa ninar o vestuario, irapossivel
ulgal-o o outro que nilo seja o do oriente,
e no eatanto a sua linguagern era a de
um filho do occidente !.. E' singular I...
Deraais, eu mesmo, nao me toraaro por
syrio ou rabe do deserto 1.. Devo ad-
mirarme?... Demais, que rae importa?
Tenho alguraa cousa a temer! a mais li-
geira mudanga, na raiseravel existencia
que rae domina, nao ser ura benafieio?...
E elevando a cabega depois dossas re
flexSes tranquillas a consoladoras, Marcea
deitou ura olhar sobre o carainho que se
apresentava na sua fronte.
No lu<"ar era qua se achavam os dou3
homers, o canal fazia ura novo cotovollo
esquadra e pareca langar se na direcgilo>
do mar.
A' direito, a encosta era mais baixa,
anda que o transito fosse difficil.
O indio ia seguir o cotovello tragado
pela corrente das aguas, qnanlo Marc03 o
suspandeu com a voz:
A' direito! disse elle. Suba e33a es-
carpa. No alto encontraremos o campo e
doremos carainhar vontade. O oasis
TEBCEIRA PARTE
(Continuacao do n. 1)
Era em urna das casas desse bairro, no
andar mais alto, que moravam Mara o
Luigi. Havia s dous quartos. O doutor
ficou impressionado pala indigencia que re-
velava essa pobre morada, mas tambera
pela sua limpeza. All se via a milo da
casera cuidadosa, que antigamente arran-
java a casa do pescador de Rovigno.
Quando o doutor e Pedro Bathory en-
traran, Mara levantou-se. Depois, diri
gindo se ao irmSo :
Mea filho !... meu Luigi I exclamou
ella.
Coraprehende-se qual devia ter sido
aua aftiiegao durante a tormenta da noite
anterior.
Luigi beijou a ir mil e apresentou-lhe as
pessoas que o acompanhavam.
O doutor, em poucas palavras, contou
em que circumstancas Luigi tinha arrisca-
do a vida para salvar ura navio que se
perda, e ao mesmo tempo disse-lhe o no-
me de Ped.o, filho do Estevao Bathory.
Emquan: o fallara, Mara olhavao com
tanta attenylo, com tanta eraogao, que o
doutor por um momento receiou que ella ti-
vesse descoberto que elle era o conde San-
dorf. Alas foi apenas um receio moraen
taneo, que logo desvane eu-se. No fim de
quinze annon, como poderia ella ter reco-
nhecido aqualle que foi hospede de sea pai,
gmente durante algumas horas ?
A filha de Andrea Ferrato tinha entao
trinta e tres anooa. Anda era bella pela
pureza das linhas do seu rosto e ardor dos
seus grandes oaos. Alguns fios brancos,
msela dos aos seus cabellos pretos, diziam
que ella tinha soffrido raa3 com a3 dure-
zas da vida do que cora a sua duragao. A
idade nilo era a causa dcssr.s cils p-ecoces,
erara dividas fadiga, aos tormentos, aos
desgostos soffrdos depois da raorto ao pes-
cador de Rovigno.
O seu futuro o o de Luigi pertence
nos agora! dise o Dr. Antkirtt ao termi-
nar a sua narragilo. Nao erara os meus
amigos dev Consante, Mara, era qu3 Luigi nao se se
pare mais de n3 ?
Meas senhores, respondeu Mara, meu
irmao nao fez mais do qae o seu devor esto
noite, indo em sju auxilio, e eu dou gragas
a D-U3 que lhe inspirou essa idea. Elle
filho do ura homem que serapre curaprio o
sea dever.
E nos tambera queremos cumprir o
nosso, respondeu o doutor; nosso direito
pagar uraa divida de gratidilo aos filhos d'a-
quelle que...
Parou, Maria encarou-o de novo, e ease
olhar penetrou-lhe at a alma. Receiou
ter dito demais.
Maria, tornou entilo Podro Bathory,
voc nao querer impedir que Luigi seja
meu irmao?
E voc nao racusar s r minha filha ?
accrescentou o doutor, estendendo-lhe a
mao.
Maria, entilo, contou qual tinha sido a
sua vida depois qae salud de Rovigno ; co
rao a espionagem dos agentes da Austria
tornava-lhe a vida insuportavel l; como
lerabrou-se de ir para Malta, onde Luigi
devia aperfeigoar se na vida de marinhei-
ro, continuando a ser pescador; e descre-
veu, ainda, os longos annos em que os
dous lutaram com a miseria, porque os
seus minguado8 recursos esgotaram se logo.
Mas Luigi rivalisou logo om audacia e
habilidade com os raaltezes, cuja reputagao
nao est por fazer. ExceHente nadado
como elles, poderia terse medido com esse
Nicolo Pesce, filho da Vallette, que, d-
zem, levou despachos de aples a Paler-
mo, atravessando a nado o mar Eolio. Por
isso era-lhe fcil cagar essas aves aquati-
cas e esses pombos do matto, cujos ninhos
preciso procurar no fundo de grutas inac-
cessi/eis, que a resaca do mar torna tilo
pengosas.
Pescador audaz, a sua embarcagad nun-
ca recueu ante um tufan, quando era ne-
cessario deitar as suas redes ou as suas li-
nhas. fi foi n'estas condigoas que na noite
anterior elle achou-se arribado na enseada
de Melleab quando ouvio 03 signaos do
yacht de vapor era perigo.
Era Mdta, porcra as aves do mar, o
pexe, oa molluscoa sSo too abundantes,
que a modicidade do seu prego torna a
pesca pouco lucrativa. A espeitc de to-
los os seus estorgos, Luigi difficilraente
consegua prover s necessidades da casi
ana, coraquanto Maria, por sea lado, tara-
bem tzesse alguraa3 costuras. Por isso,
toi necessario, afim de nao coraprometter
urna receita too limitada, aceitar essa mo-
rada no Manderaggio.
Emquaato Mara contara essa historia,
Luigi, quo tinha entrado no seu quarto,
voltou cora urai carta na milo. Erara as
poucas linhas que Andrea Ferrato tinha es
cripto antes de morrer.
Maria, dizia ella, rcoraraenlo-ta tou
irmao! Brevemente tu sers o sou nico
apoio no mundo. Do que fiz, meus filhos,
nilo tenho o menor arrependimento, a nlo
ser do nao ter conseguido salvar aquelles que
confiaram era mira, mesmo cora o sacrificio
da minha liberde e da minha vida 1 O que
fiz, tornara a fazer! Nao se 03quegam de
seu pai, que morre onviando-lhes as suas
ultimas saudades!
t Andrea Ferrato.
Ao ouvir a leitura dessa corta, Pedro
Bathory nao procurou oceultar a sua erao-
gao, e o Dr. Antkirtt volfou a cabega
para escapar ao olhar de Maria.
Luigi, disse elle entao era tora pro-
positalraente brusco, a sua embarcagao des-
pedagou-se ao atracar ao meu yacht.
Ella j era velha, Sr. doutor, respon
deu Luigi, e para outro qualquer a perda
nao sera grande !
Bem, Luigi, mas voce ha de permit-
tir que eu a substitua por outra, pelo na-
vio que voc sal vou.
Como?...
Quer ser inmediato a bordo do Fer-
rato ? Eu preciso de ura hornera mogo,
activo, bom marinheiro.
Aceita, Luigi, exclamou Pedro, acei-
ta!
Mas. minha irma ?
Sua irraa far parte dessa grande
familia que habita a minha ilha de Ant-
kirtta! respondeu o doutor. D'ora em
diante a sua vida pertence-me, e eu a tor-
narei too feliz que nao ter saudades do
paesado, a nao oer de seu pai.
Luigi tinha tomado as raaos do doutor,
apertou-as, beijou-as, emquanto Maria s
podia manifestar o seu reconhecimento por
a bordo araanhH, disse o
o oasis
Emquanto os dous cavalleiros marcha-
rais no canal esgotado da corrate, um
profundo silencio reinou entre elles.
Arabos pareciara ainda entregues ad-
miragao raatua quo lhe causara o seu en-
contr.
O indio, cora a cabega pendente para o
po
a quinhentos passos daqui.
O primeiro cavalleiro obe leceu sera res
ponder, c, ora poucos rno-nentos, so acha-
rara ura ao lado do outro no centro das^al-
meiras.
Era frente de!le3, o terreno descia pro-
grassivaraente e conduzia por uraa ladeira,
ao fin d'ura barranco rodeado do peque-
o? altos cobertos dessa planta definhada,
particular ao littoral sul do Mediterrneo,
raas cuja cor meno3 orapoeirada, indicara
3er aquelle local prximo d'uraa nascente
ou corrente de agua.
No centro do barranco, elevavam-se os
troncos direitos e elegantes das palraeiras,
ostentando orgullnsamente no cimo a cora
de verdura que forraavam suas largas e
corapridas folha*.
Era roda desses re3 das plantas do- de-
serta, rebentovara, entrelagando saus ra-
mos, ligando seus troncos, confunlinde-sua
folhagara,. as taraarineiras e diversas arvo-
res.
Um fres tapete de relva sedar o
olhar do vinjanta habituado 3 sorabras da
palnoeira, e um ligeiro fioznho d'agua,
sahindo d'un buraco profundo fazendo o
.ffoito d'ura tonque, serpeava por baixo
ia abobada sombra que as arvores forma-
vara entre a agua crystalina e os terr!ve3
raios do sol. (Contina)
lagrimas.
Esporo-03
doutor.
E corao nilo podia dominar a sua emo
gao, sabio, rpidamente, fazendo signal a
Pedro que o acompanhasse.
Ah I disse ello, como c bom, meu fi
Iho... corao bora ter de recompensar 1
Sim. melhor do qu9 punir, res
pondeu Pedro.
;j Mas preciso punir !
* No dia seguinte, o doutor esperou a bor-
do Maria e Luigi Farrato.
J o capito Koestrik tinha tomado as
euas dsposigoes para que os reparos fos-
sem fetos na machina, sera demora Ora-
gas ao concurso dos Srs. Samuel Grech
& O, agentes martimos da Scrada Le-
vante, aos quaes o navio ioi consignado, os
tr.ib.ilhos ara ser feitos rpidamente. En-
tretanto, exigiriam cinco ou seis dias, por-
Entretanto, o doutor conversara com
Mara e fallava-lhe no irmao, era torraos
que deviara impressional-a profundamente.
Sim... como pai t dizia ella.
O doutor propoz-lho que escolhesse, se
quera ficar a bordo a*. o fira da projecta-
da expedigao, ou voltar, directamente, para
Antkirtta, para onde oftereceu mandar le-
ral-a. Alaria preferio acorapaahal-o at a
Sicilia. Ficou, pos, resolrido qua ella
aproveitara a demora do Ferrato, era Val-
lette para arranjar os seus negocios, ven-
der os object03 que nao tinhara para ella o
valor de urna lembranga, emfira realizar o
pouco que possuia de modo a poder instal-
lar se na sua cmara na vespera da par-
tida.
O doutor nao occultou a Maria quaes
erara os projeotos em cuja execugao pre
tenda proseguir, at a sua completa reak-
zago.
Parte desse plano j estava realizado,
que era preciso desraoatar a bomba de ar porque os filhos de Aadra Ferrato nao ti-
e o condensador, de qua algans tubos func
cionavara mal.
Essa demora, nao podia deixar de con-
trariar o Dr. Antkirtt, que tinha preasa
de chegar costa siciliana. Por isso lera-
brou-se de mandar ir para Malta, a sua es-
cuna Savarena, mas abandonou a idea
Com effeito, mais vala esperar alguns dias
afim de ir Sicilia era um navio rpido e
bora armado.
Entretanto, por prejaugao, em vista de
eventualidades que podiara sobrevir, foi
expedido um telegramraa pelo fio subma-
rino que ligara Malta a Antkirtta. Por
esse telegramma dava-se ordem ao Elctri-
co II qua fosse immediatamante cruzar as
costas da SiciUa, naj alturas do cabo Par-
ti da Palo.
Pelas n >ve horas da manha, ama embar-
cagao levou a bordo Maria Ferrato e o ir-
mao. Oj dous foram recebidos pelo dou
tou com os signaea da mais viva atfeigao.
Luigi foi apresentado ao capitSo, aos of-
ficiaes 9 cquipagem com o titulo de in-
mediato, pois o official que desempenhava
essas funegoes devia passar para o Elctri-
co II, logo que chegasse costa meridio-
u. 1 da Sicilia.
Quem via Luigi nao se podia engaar:
era um marinheiro. Quanto sua cora-
gem, sua audacia, todos sabiara como
elle se tinha portado trinta e seis horas an-
tes na baha de Melleah. Foi acclamado.
Seu amigo Pedro e o capitao Koestrik fi-
zeram-lhe as honras do navio, que elle que-
ra examinar minuciosamente.
hara mais que pr^ocoupar se com o seu fu-
turo. Porra, deBCobrir Silas Toroutbal e
Sarcany, por uro lado, e por outro apode-
rar-se da Car pena, era o que ainda restara
fazer, e havia de fazer. Quanto aos dous
priraeiros, o doutor contava encontrar a sua
pista na Sicilia. Quanto ao segundo, ha-
vara de procural o.
Foi entao que Maria disse ao doutor que
desejava fallar lha em particular.
Julguei, disse elle, dever at hoje oc-
eultar a meu irmo aquillo que tenho a re-
ferir-lhe. Elle nSo teria podido conter-se
e, sem davida, novas desgragas nos teriara
acontecido.
Loigiest agora examinndoos com-
modos da equipagem, respondeu o doutor.
Desgaraos ao salo, Maris, l poder fallar
sera reoeio de que alguera nos ouga.
Logo que se fechou a porta do salto,
sentaram-se ambos em um divn, e Maria
disse :
Carpena est aqu, Sr. doutor I
Em Malta ?
Sim, ha dias.
Em Vallette ?
Mesmo no Manderaggio, onde mo-
ramos.
O doutor ficou milito admirado e ao
mesmo tempo muita satisfeito com o que
acabava de ouvir. Depois, tornou :
Voc nlo estar enganac'a, Maria?
Nao, nao estou I A cara desse ho-
rnera ficou rae gravada na memoria! Se
tivessem decorrido cem annos, eu nilo teria
hesitado era reconheccl-o I... Elle est ahi 1
Luigi o ignora ?
Sim, Sr. doutor ; e o senhor corapre-
hendo o motivo porque eu quiz deixal o
ignorar 1 Elle teria ido procurar Carpenn,
e talvez o prorocasse...
Fez rauito bem, Mua. Esse ho-
mem s a mira pertence. Mas, pensa que
elle a recouheceu ?
Nilo sei, respondeu Maria. Enoontrei-o
duas ou tres vezes nos beccos do Mande-
rafgio, e elle voltou-se para olhar-rae com
certa attengab, desconfiado. Se elle se-
cfoio me, se perguntou o meu nome, deve
asber quem sou.
Nunca lhe dirigi a palavra ?
Nunca !
E sabe, Mara,, porque veo a Val-
f lette, o que faz desde que ahi est ?
Tudo o que posso diaer que vive-
no meio da populacho a mais detestavel do
Manderaggio. Nao sahe das tascas as
mais suspeitas, procura os tratantes mais
couheeidos. Corao nao parece que lhe fal-
ta dinheiro, creio que tra*a de alistar ban-
didos da sua especie para tentar alguraa,
empreza ruim.
Aqui?
Nilo oonsegui saber, Sr. doutor.
Eu saberei.
Nesse momento, Pedro entrou no salSo
acompanhado do joven pescador, e a con-
versa ficou ahi.
Entilo, Luigi, perguntou o Dr. An-
tkirtt, est satisfsito cora o que vio?
E' um navio admirare! o Ferrato, i
respondeu Luigi.
Estimo que lhe agrade, Luigi, res
pondeu o doutor, porque voc vai ser o seu
imracdiato, emquanto as circumstancas nao
o fizerem seu capitao !
Oh senhor...
Meu caro Luigi, tornou Pedro, nao
esquega que com o Dr. Antkirtt tudo se
faz!
Sim! tudo se faz, Pedro, roas diga
antes, com a ajuda de Deus.
Maria e Luigi despediram-se do doutor
e do Pedro, afim de voltarem para a sua
cazinha. Ficou resol vido que Luigi s co-
megaria o seu serrgo quando a irmS esti-
ves=e inatallada a bordo. Nao convinha
que Maria ficasse s no Monderaggio, por
qae era possivel que Carpena tivesse re-
conhocido n'ella a filha de Andrea Ferrato.
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I
l
(Continuar-6-ha.)
Typ. do Dimri) ra Duque de Caxiaa a, 12.
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