Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19580

Full Text


ANNO Lili NU'lflB
WAt\ A tAPITAL J IXUARfC* OKUE NAO SE PAGA PORTE
Por tres mezes adiantadog
Por seis ditos dem.
Por um anno ideax.
"ero avulso, do mesmo ia.
60000
12^000
240000
0100
DOMINGO 3 DE JANEIRO DI 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantadoe......... ..... 130500
Por nove ditos idem................. 200000
Por um anno dem................. 270000
Cada numero avulso, de das aateriores........... 01'JO
DIARIO DE
propri*bate te Jtlanoel Jigimra he Jara & -ftlljo*
TELEGRAMMAS

RIO DE JANEIRO, 2 de Janeiro, s
12 horas e 40 minutas da tarle. (Recebido
s 2 Loras e 55 minutos da tarde, pelaliaha
terrestre).
\Fol sencrnito o actnal profenaor
de primeirai lettra lo Companbla
de Aprendissea Arllflcea do Arsenal
de llarlnlia de Prniuiaburo. e no-
meado para *ul*illuil-o. Joo Can-
elo d'Alunquerqnc.
NATAL, 2 de Janeiro, 1 hora e 15
minutos da tarde- (Recebido s 4 horas
30 minutos, pola linha terrestre).
Sio l. tlialricto do!a provincia, do
qual fttllain apena 9 coIIprIo. o
resallado contaecldoda rolnrao para
deputadoM provlnclae da 53 4 voto*
ao* contervadores e AOI aoa libe-
raos.
Do diatrlclo nada consta por
ARCHIPELAGODINAMAK(UEZ--1.000.000
habitantes.Capital, Copenhague, 155:000 habi-
tantes ; cxcellente porta, Cidade principies :
Odensee 14:000 habitantes, formosa cathedral do
s culo XI ,Helsingor 9:600 habitantes ; ancora-
douro seguro espaciosa.
JU .'LANDIA. 700:000 hibitentes.-Capital,
Aarhuns l':00J habitantes ; commercio martimo.
Cidades principies : Aalborg 10:000 habitantes ;
Viljorg 5:000 habitantes.
ISLANDIA.102:GK) kilmetros quadrados.
65:000 habitantes. Menos de um habitantes por
kilmetro quadrado.Capital Reykiavik, f"00 ha-
bitt-^s ; porto de peca e de commercio. O clima
da Islandia frio; oslo quasi estril ; inultos vol-
cos, de qne o principal I o Reda \ numerosos la-
gos. Nota-se neste paiz o curioso phenomeno dos
geysers, ou foates de agua quente, que brotam do
solo, em jactoa elevan Jo-se a grande altura. v
(Contina)
ora*
sss:::- si ab-sha satas
(Especial para o Diario)
PARI3, 31 do Dezembro.
O ebefe do Kntado confloa ao Mr.
Freyciitet a miaaao de formar um
novo mlnllerio.
MADRID, 31 de Dezembro.
PARTE 0FFICI4L
'ret e lolhas do Corpo do Polica. E laminera-
Gasmiio & CInforme o Sr. collector de Pal-
mares.
Maria Pernandina da Lemos. Ao Sr. Dr. admi-
nistrador do Consulado para attender.
Joaquim Manoel d'Oliveira e Silva.Cerifique-
se.
Pontos da Escola Normal e da Casa de Detea-
cio.Ao Sr. pagador para os devilos G
Commissio Rcdemptor.Informe o ir. Conta-
dor.
Paulina de C. Soares.=Ao Sr. collector de G i-
meleira para cumprir ,o despacho da junta.
Vigario Lourenco d Albuquerque Loyola.Ju:i
te-se copia das infurmac,es.
A ailaaco
fie*.
geral do pi 6 pacl-
PARI3, 2 de Janeiro.
ministerio
d'aqul
Sappos-se qae o novo
uo *eril eontitaido Meno
a aljniii da*.
BERLN, 2 de Janeiro.
Asaesara-ae que est projectada
ama enlrevlaa do tro* Imperado-
rea.
Agencia Havas, filial em Pernainbuco,
2 de Janeiro dfe 188G. *
INSTRCCiO POPULAR
Geosraphia geral
Extrahido
DA BIBLIOTIIECA DO POVO E DAS ESCOLAS
( Continuacio )
Eiaop
ILHASBRITANNICAS
Pcmbroke15:030 habitantes. Arsenal de ma-
rinha.
rmarthen -10:000 habitantes. Antiga capi-
tal do principado de Galles.
Cur&igan -3:0JO habitantes. Porto commercial.
Montgmery 1:000 habitantes. Ruinas de um
castollo normando.
COCA 75:750 kilmetros quadrados.
.000 habitantes. 25 habitantes por kilme-
tro quadrado. A capital Elimburgox tem 190:000
habitantes ; digno de mencao o palacio do llily-
Sood, residencia- dos antigs res da Esencia e onde
vise, em 1330, Carlos X, o ultimo re absoluto de
Franca. Edimburgo asssenta sobre tres collinas
ligadas entre si por pontes de notavel archtectura.
A industria engrscente, o commercio de livros
omito desenvovido. Leieh, no golfo de Forth, ser
va di porto a Edimburgo de que faz como que par-
te integrante, A Escocia fica ao norte da Ingla-
terra c est dividida em 31 condado.
CIDADES PR1MCIPAE8 DA ESCOCIA:
Glasgow 395:000 habitantes. Commercio im-
portante ; universidade celebre.
Aberdten 75:000 habitantes.
Universidade o
Apparelhos para
Antiga residencia
porto de mar.
Dundee29:000 habitantes,
.pescara.
Perth -25:000 habitantes,
real ; prisio central.
IRLANDA, 32:000 kilometres quadrados.
-5.770:000 habitantes.110 habitantes por kilme-
tro quadrado. A capital Dublin, com 50:000
abitantes ; tem como Londres, bairros magnficos
arejados, logo ao pe, mas estreitas, insalubres,
onde reina urna horrorosa miseria. A Irlanda, a
oeste da Inglaterra, de"que est separada pelo canal
de S. Jorge e pelo mar, forma 32 condados.
CIDADES PBrSCtPAES DA IBLAMDA :
Belfast -120:000 habitantes. Fabricas de na-
ci de linho e algodio.
Cork -80:000 habitantes. Porto commodo e se-
guro.
lmcrich35:000 habitantes.
ABCHIPELAOO
Hbridas
Jersey
Ulan
Wight
Orcades
Shtthnd
Guerr.eiey
Sorlingas
10:500 habitantes
56:000
52:000
35:'.00
32:000 .
30:000 >
30:000 s
3:000
DINAMARCA
38:000 kilmetros quadrados.1.800:000 habi-
tante*.41 habitantes por kilmetro quadrado.
Limites ao norte o Skager-Rack ; a leste o Cat-
tegat, o Sund e o Bltico ; ao sul a Allemauha ; a
oeste o mar do noi te.Minas de hulba, marmrea,
c reaes, peixe salgado, couros las e alccol. In-
dustria pouco extensa. O lutheranismo a reli-
gio dominante. O governo monmhico, limitado
por urna assembla denominada liigsdag.
posjessos disasubiuezasNa Europa Itlaniio,
ao oce ii o Glacial rctico ; ilhas Feroe, entre a
Irlanda e a Escocia ; ilha Bornholm (no Bltico,
p ide i abundante a pesca do salmo ; na Ame-
rica. Groelandia, ilha de Santa Crut (Antilhas).
Governo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 31 DE
DEZEMBRO DE 1885
Abaixo assignados, elei'oros libsraeg da
parochia de Sant'Anna de Leopoldina.
Remettido ao Sr. Dr. chofe do polica afim
de informar com urgencia, ouvindo as au-
toridades locaes, as quaes reiterar as or-
dena no sentido de haverera-se com pru-
dencia e moderarlo no exercicio de seus
0 argos.
Andr Barreto de S. Informe o Sr.
Dr. juiz de diraito da comarca da Escala.
Bellarmino Fernandas da Cunha /almei-
da. Ser pago na primeira opportuni-
dade.
Capito Capitulino Gear Loureiro. -
Remettido ao Sr. inspector da Thesoura-
ria de Fazenda para mandar attender, de
accordo cora o aviso expedido cm 3 do cor-
rente pelo Ministerio da Justia, e offioio
dcsta presidencia de hoje datado.
Francisco Manoel da Silva & 0. Aguar-
dem o crdito hoje solicitado ao Ministro
do Imperio.
Tenente Jos Joaquim de Aguiar. Re-
mettido ao Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda, para mandar attender, de accor-
do com o aviao expelido em 3 do corrente
pelo Ministerio d ju-tloa, o officio dcsta
presidencia de hoje datado.
Professor Jos Ribeiro da Fonseca Bra-
ga. O supplicante ser attendido logo que
este seja possivel.
Professora Mirandolina Borges Pestaa.
Sim, p'-r dous mezes, deixando pessoa
idnea na conformidade do disposto as
instrsccSes de 29 di; Janeiro do 1884.
Professora Maria do Rosario de Oliveira
Mello.Informe o Sr. inspector geral da
Instruc$ao Publica.
Secretaria da presidencia, de Pernambu-
co, em 2 do Janeiro de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio F. da Silv'^ra Crvalho.
-------------------sg>5SS~------------------
Reparfico da Polica
SeccSo 2*N. 1.Secretaria de Po-
lica de Pernambuoo, 2 de Janeiro de
1886. Illm. e Exm. Sr.Participo a V.
Exc. que foram re:olhidos na Casa de De-
tenerlo, os individuos de nomes:
No dia 31 de dezembro :
A' ordem do Dr. delegado do 1 distric-
to da capital, Antonio Francisco Cajueiro,
por disturbios.
A' ordem do subdelegado do Ia distri-
to da Boa-Vista, Fabiao Antonio da Costa,
alienado, afim de ter destino para o asylo
da Tamarineira,
No dia Io. de Janeiro :
A' ordem do subdelegado do 1 distric-
to da Boa-Vista, Jos de Freitas, por em-
briaguez ; Manoel Lourengo da Silva, Ju
lio Alves Bezerra, Antonio Sergio de Me-
deiros, Jos Victorino da Silva, Jacob F-
lix Gomes, Antonio do Souza, conhecido
por Biiac e Bento, escravo de Manoel
Paulo de Albuquerque, por disturbios e
uso de armas defesas.
A' ordem do do 2o districto da Boa-
Vista, Igaacio Luiz de Moura, pjr crime
de ferimentos.
Falleceu no dia 22 do mez findo na
caleia do termo de Buique, onde esta va
cumprndo sentenja, victima de tisica pul-
monar, o reo Sebstiao Jos de Barros.
Informou-me o subdelegado do Io dis-
tricto da Boa Vista, que ante hontem ama-
nheceu arrombada a porta que d entrada
para o Io andar do predio n. 34 ra da
Aurora, onde reside o capitao Theolindo
Augusto do Reg, que presentemente se
acha fora da cidade.
Nenhum ohjecto, porem, foi subtrahido,
conforme declarou ao subdelegado, o referi-
do capitao Theolindo.
Fez-se vistoria ordenada na le e dili-
gencia-se descobrir o autor su autores do
crime*
No da 16 do mez findo fez o delegado
do termo dej Caruar a visita da cadeia
respectiva, na qual estavam recolhidos
onza presos, um sentenciado e outros pro-
nunciados em diversos erimes.
Pelo subdelegado do 1* districto da Boa-
Vista, foram apprehendidas e remettidas a
esta repartigao, 4 faccas de ponta, 3 cora-
passos, 2 navalhas, um estoque, 1 caivete
1 garfo o 1 revolver.
Deus guarde a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandos da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de polia, Antonio
Domingos Pinto.
------------- Thcsoiiro Provincial
DESPACHOS DO DIA 2 DE JANEIRO DE
1886
Olyntho Jardica & CInforme o Sr. Dr. admi-
nistrador do Consu'ado.
Padre Manoel Simplicio do Sacramento.Ao
Contencioso para cumprir o despacho da jauta.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 2 DE JANEIUO
DE 1886
Ferreira & C, Emilio Siares, Flix V.-mnei)
do Cantalice, Jos Ferreira & C, B*!nto Machado
& C, Joao Baptista T lies. Andr Domingues
Santos, Jos Antonio de Souza. Manoel 5c C, -Ri-
beiro & Almeida, Sampaio Coelho 4t C, J. A. Pin-
ta He. C, Rodrigues Saraiva & C, I), i. Seve 4 C,
Guarino de Souza Peixr-, Carva'ho Jnior & L lite,
Luiz Lack, Domingos Jos Ferreira & C, Manoel
de Barros Cavalcante, Pedro Emilio Robert", An-
tonio Domingoefl do Lima A C, Caetano Ittmos
& C, B. A. Sjares L;ite, Joio Christian- m C,
Carlos ;Lin.Iem, Rodrigues & C, Ferreira Silva
& C, Mittos & Cimpos, Lniriii) de Mines Pi-
nheiro, Bario de N izaretli, Antonio Juveneio ue
Siqueira, A'exandre Liberty, Gustavo A Hlu-
char, Viuva Gon?alvcs & Lorega, Augusto Fer-
nandos c C, e Viuva Germano P. Magalhios
Sim, vistas as informaces.
Jeronymo Francisco Ferreira, Jos de Mello Sal-
gado, Bedel <$ David.Deferido, era vista da
informaces.
Magalhaes & C. Diferido em face da le.
Jos Antonio Moreira Dias.Em vista da n-
formacilo, nada ha que deferir.
Marcelino Ansberto Lopn3.Certifique sa.
Manoel Antonio do Oliveira.A' 1. seecSvfara
proceder de accordo com a lu.
Manoel Carpinteiro da Souza.-Inf seccao.
l'liomaz de Crvalho 4t C A' 1.a seecao p*ra
os devidos fi.is.
-S(S?90fi^* """
Cmara Muaicipal
despachos dos das 29 e 31 de dezembuo
de 1885
Pelo Sr. toreador commissario de pli-
da :
Dr. Jos Ventura dos Santos Reis Jnior, como
administrador de sua milher, podindo isenglo do
imposto sobro um viveiro de p"ixe que tem em
terreno das casas de ns. 17 e 17 A, raa de Bem
fica. freguozia de Afogados, visto rio tel-o-para
negocio.Como requor.
Joaquim Morei-a de Sampaio, peiindo lieenca
para proceder escavajao, alim de cjncertar o en-
canamento d'agua da casa n. 10 do pateo da ian-
ta Cruz.Como requer.
J 'lo Mariano de Souzn, 'para mandar ene mr
gaz para o predio n. 8 ra do Iloipicio. I
Luiz Eduardo de IToHapda, para conc
canameiito d'agua di companiia doBebei.u
Magdalena, Largo do Chafanz. dem.
Pelo Sr. Cussy do Rejo, vereador om-
missario de edificacZes".
A. F. Morean, pe lindo tcenla para mandar
correr o t^lhado de sua casa n. 6 G. sita'ao logar
Espiuheiro, es rada de JoSo de Barros, bein co.n;
tomar pedis de reboco no interior da casa e no
muro.''oncedo, dando sciencia ao fiscal.
Joo Rap so de Souza, para mandar encaar
as ages pluviaes e limpar o oitao de sua casa n.
71 a ra do Hospicio.Como requer.
Jeranymo de Sjuza Rolim, retacando pede que
seja lhe somonte permittido fazer parapeito, cor-
nija, internar cano para as aguas pluviaes e lim
par a fren'e de sua casa n. 4 ra do Visconde
de Inhauma sem que rece dita casa como opina
o engenheiro. Tends o supplicante de fazer obra
na frente de seu predio s pode ser concedida a li-
cenca de conformidade eom o porecer do enge-
nheiro.
Madame Manuel, trepicando pondera que pre-
tende mandar fazer a coberta, transformando o
predio etncasa terroa e que nao tendo de bol ir na
frente n3o pode sujeitar-se s coudicoes expostas
pelo engenheiro, no sentido de recuar o predio em
questo, sito ra das Trineheiras sob n. 27, e
pede que scja-Iha concedida a lieonca na forma
requerida.Seja concedida a licenc* requerida,
pagos os direitos.
Manoel Fernandes Velloso, pedindo licon^a pa-
ra mandar letelhar os seus predios sob os ns. 12,
5-i e 108 ra do Visconde Albuquerque, e 9
travessa do Quiabo.Como pede, dando setnela
ao fiscal.
Secretaria da Cmara Municipal do Re-
cife, 2 de Janeiro de 1386.
O porteiro,
I^eopoldino C. Ferreira da Silva.
----------^seas-----------
Sade publica
OPISIAO DO INSPECTOR DA SiUDE PUBLICA
A RESPEITO DAS COCIIEIRAS DE CABROS
E OBJECTOS PROPRIOS PARA OS OFFICIOS
FNEBRES, DE COCHEIBAS DE GARBOS E
CAVALLOS DE ALUGUEL, E DAS ESTRIA-
RAS O COCHEIRAS DE VACCAS DE LEI-
TE EXISTENTES NA CIDADE DO RECIFE.
Os estabelecimentos que negociam em fornecer
os necessarios para as pompas fnebres devein de
achar-se em determinadas condices sem as quaes
podem ser nocivos sade.
Os carros, os atades, os pannos com que estes
sao cobertos, os que servem para ornar as cas,
as armacoes de madeira, etc., todos esses objeccos
podem ser conductores nao so dos miasmas, como
tarabem dos lquidos laucados pelas aberturas na
turaes do cadver ou por outras accidentaes.
Molestias ha em que parece que a putrefaccao
comeua antes qne os doentes tenham transposto
o's umbraes da eternidade. A varila de mi qua-
lidade, as febres perniciosas eu typhicas, certas
dyarrhas, a febre amarella quando alo mate nos
primeiros dias, a gangrena por differentes causas,
as escaras devidas longa duraco da molestia,
faiem o doente exhalar tio desagradavel cheiro,
3ue s pode ser equiparado ao da putrefaccao ou
ecomposicao cadavrica.
Suppondo-se que algumas dessas molestias sao
contagiosas, e que as exhalacdes ptridas de par-
ceria com os miasmas podem atacar o organismo
sa, com mais vehemencia se ha de concordar, que
todas as precaufoes devem ser tomadas para que
esses lquidos, que s vezes passam pelos intersti-
cios do atade, molham todos os pannos e vo at
manchar o chao, cheguem a produzir seus effeitos
malficos.
Para que taes estabelecimentos malficos se
achcm em boas condi^oes hygienicas, preeiso que
tenham vastas accommodacoes, ass'itn como um
espaco descoberto onde se possam- expor todos os
objectos infeccionados a urna forte ventilaco; e
aquellos que foram molhados pelos lquidos sejam
lavados immediatamente com essencia de tere-
bentina, soluto de acido phenico, de chlorurcto de
sodium ou de zinco, sulfate de tinco ou de ferro,
iodo formio ou outros desinfectantes propros par
aniquilarem os miasmas e os productos da decom-
por tu los esses oujertoj ;. dos ralos solares
por algumas horas ; e no t!'np> chuvoso u lis
pensavel haver estufas, onde con o cilor artificial
=e consiga seccar completamente os pannos antes
de os guardar, dep,is de be n lavad n.
Q i .1 jii i- de nos teri assistilo a algiwi f 11 iral
em que se nao pode supportar > fdito exhalado
pelo cadver ; e so boje nao se sent em tito alta
o.-c ila essefaeommodo, no teinpo em que os enter
ros erain mi alguos inJividaoa oa nio acoinpi
nli ivain o fretro al o seu ultimo j.izig', ou, se
t -imiva n om ir, o eonsequencia era ad nscerein.
Esss e outros quojandos fact>s Jastifleam .
cessidade de precaufojs para empecer a mtiel'ie-
,aj e neatralisar os gazes o li [ui los dissorados
pelos cadveres ; e consistiriam ellas em intro
dozir nos aules agentes desinfectantes e absor-
veutes.
A fundadlo de. casas especiaos as confieres
preseriptas pela hygieao publica, para deposito
doi cadveres, antes do serem levados pira u Ce-
miteno, muito concn cria para conjurar os diin-
ujs que devem deerrar da permuencia d'olles
uas habitacoes ou as igrejas, como aiuda aconte-
ce tr 'ijueutes veaes.
O augmento da populaclo, e pir eoo
das causas de instlubridad-, e3t j a recia a ir Q
croaco de taes estabelecimentos ; os neeroten h.
que desde muito teinp) f>ram constru 1)3 as
grandes cidades, Inclusive a capital do imperio
Sao catas as considerares que me occorrem
mais de prompto a respeito da questio estabaleci-
d* plo Ilustrado ra;dieo da Jamara Munietptl
desta cida I -.
Passemos a cx-.iniau- sa aa casas qu se
pam da esnioeeao de calaveras esta n*sonli-
Voes de completo arej c as outras U'gida', P i'"'
que aii possam ser nocivas sale. A mais an-
tiga d'ellas, e que pirece ser de miior trifeg>,
est cstabelecida ru di Imperadora raa de
maior transito, pirque ella o camina) miis pro
curado pira a Caraira Municipal, Pa.acio li
Presilencia, theatro lauta Isabel, greja e ordem
terceira de S. Francisco, o passeio e jardim d >
Campo das Prineezas ; e alera disso por ell l
pissa urna linha de carris de ferru p>r onde tran
sit-tin m.litas centenas de passageiros diariam
Bal ibelecimonto est na casa terrea n. 9 e
pertence ai Sr. Agr. A casa n. 9 tem dua3
portas na frente, de seis palmes di largura e 12
do altura : di lado oppistj tora 3 portas, in is 2
nio se abrem era eonsequencia do arrum ^'m d
a!uil-s e outros objectos funerarios. Abortas
estas 3 portas, a entrada de ar sena maito miis
fac.
Xa parte posterior desta casa existe um
t'lheiro, que serve de estribiria ptra 1*J a 2.) ca
val i, e, dooutro lado, de oficina pira fabricarlo
de at.des e armacoes para e,as e testivid ides.
Este armizea tem i partas que dio para o etei u
por onde ple entrar a ui ;:or quantidade de ar,
pirque nenhum embarac) existe cm su Arante.
O lado do telhado dessi armazem, qne confina
com as casas da fronte, tem apenas i > a 11 pal-
mos de altura, e irapede por conseguintc qu: a
veatafste se faca completamente, porque elle
uue-se com a parejo posterior da3 ditas casas.
Reparando-seeste'telbado e abriudose as pirtas,
o estabelecimento flcaria en melhores eondioSes
de arejo, se fosse o telhado teito com duis aguas
no seutido longitudinal e com altura suffiiente.
No dia em que fiz o exame encontrei 17 cavad-
los, e piuco mais o .n2nos o qae i
pode admittir. Na estribara nao ha laaito m'i>
cheiro, porgue calcada de pedras irregu'ares; e
a fastada d'clla construida aativa de pran
de pinho de riga, como me pareceu, e ha um cano
sor onde se evacuara as ourinas para o mar, se
gundo fui informado pelos empregaloj q'.u se
acliavan presente?.
A cocheara dos carros fnebres tem actualmente
muito mo cheiro, porque est litteralraente cheia
de carros, 0 porque occapan lo ella era outro tirapo
tainbem a casa n. 11, os carras estavam reparti-
dos por essas duas casas, o depois que o socio
Quntiuo separou-se da socielale, o Sr. Ara dei-
xou a casa u. 11 e reuni os seos carros na de
o. 9, que nao pode ser ventilada, porque se con-
srvala fechadas as portas posteriores, e impos
sivel abril as com a quantidade de carros que
existem dentro d'ellas, comojdisse.
Se nao fosse a diminuira qn i tem havido no
numero das pompas fnebres, depoii di interdic-
cao do.s templos, e que tem acarretado a diuiinui-
co do numero dos objecto3 e frequracia de seu
uso u'esses otBcias, ce-rtameate que mais seosivel
seria o bao que sabe da cocheira. N'ella existem
actualmente 2 carros d; Ia clas33 e 12 I i _'' o i:n
mediatas e 17 oavallos, inclusive alguns da eora-
pauhia acrobtica.
A cocheira n. 19 tem um carro de l1 ordem e 5
das outras : nao tem oavallos.
A de n. 21 tem 7 carros de passeio e 25 oaval-
los para aquelles e os carros fnebres da de n i9
A de 23 na parte posterior^tein ama ofileina de
carros e urna pequea forja para seu uso.
A de n. 25 tem 5 carros e 14 cavados.
A de n 27 tem 7 carros e 10 cavallos : a casa
litdrilbada de cimente que est principiando a
desfazer se.
A cocheira n. 7 muito espacosa, toma de ra
ra at o caes, e tem apenas 2 vaccas de leite.
2 bois de carraca, 3 cavallos e 2 vitelloj, em um
pequeo telheiro que oceupa apenas urna exigua
pirte de um dos lados : d'esse lado calcada, par-
te de pedras irregulares, e parte de tijollo galga
de urna extremidade a outra com bastante declive
para a evacuacao prompta das ourinas.
Todas estas cocheiras oceupam a maior parte
do quarteirSo da ra do Imperador, defronte do
convento de S. Francisco.
As estribaras sao todas calcadas de pedras ir-
regulares, cima d'ellas construida a estiva ; ha
esgoto para as ourinas o dizem que se faz diaria-
mente a remoclo das teses, e creio que em todas
ha agua da Compauhia do Boberibe, com qne la-
vara os carros e os regos da ourina, conforme dis-
seram-mo.
Pde-se dizer que todas essas cchciras estilo
regularmente entretidas, principalmente agsra que
estao com medo da cholera morbus e das visitas
sanitarias, e que o seu estado bom em relacao ao
que era d'antes; mas, ninguem poder affiancar
que nSo existe mo cheiro e que este nao pide ser
prejudicial a sade. Que elle bem incommodo,
basta passar pela frente das cocheiras, mesmo ago-
ra qne ellas cstao mais bem pensadas, para se fi-
car com a cabecaa roda pelo cheiro do amraonia
co; e iie ds dia nao se sent tanto, noite muda
de figura, porque realmente o cheiro intenso. E
a razia muito simples: a ra do Imperador tem
a direccio Norte-Sul, e as casas sio perpendicu-
lares a esta linha de maneira que fica a frente
para Oeste e o fundo para Leste. Sendo os ventos
do qnadrante ds Leste os que mais reinam duran
te o anno, as exhalaoSes todas sao impallidas da
parte traseira das cocheiras e Uncadas sobre quera
passa pela ra do Imperador, nao se poiendo as-
severar que com os ventos do qnadrante Norte e
Sul, essa impulsao nio possa effectuar.se, porque
se elles nio actuam perpendicularmente, o fazera
obliquamente e para impellir gazes nio ha neces-
sidade nem de grande forca nem que esta actu
directamente.
Deve-se observar que n'esta ra existem sete
cocheiras ; e at ha pjuco tempo outras hoiiveram
e as casas estio actualmente oceupadas com diver-
so negocio, como seja deposito de madeira, serra-
ra, etc.; e que tendo a maior parte d'ellas trinta
palmos de vio pouco mais ou menos, o arejo dif-
ficil, porqua por peuco que ellas estejam atravan-
cadas pequeo o espaco que resta para penetrar
o ar.
Ha alm disso defronte e debaixo do convente
de S. Francisco urna cooheira com quatro carros
posicio.
Em tempo de verio o que mais expedito ex- velhos e seis cavalto magros qce mformaram-me
ii breve mulir-se, porqua os religiosos nio cou-
sentiam q'ie ella prmanecessa m lis i'.li, sem du-
vi ia polo perforo que d'ella sobe pira as celias
dos S. Reverendos.
S) estado actual di cifrada pjpalaco e se
h>uves3e un rigorosa inspeccio sobre-taes esta-
belecira.rato3, podaos elles ser tolerad*! por inais
alguna tempo, om tanto se estabelecesse logo a re-
gra de nenhum mais abr:r-3j era r.ias da ci 11 le,
ou nirearse un prazo rasoavel para elles procu-
rare a itr > i i il ; in as, sendo corto que a popu-
111.-" i tanda a ao; aent it ca 11 illa e qaa para s i-
Infizer suas ccigenslif ha nee:33idale de acom^
p.iiilnr essa augme it) eom o dos objectos precisos
para seu uso, de suppor que nio teulo 03 fitt-
beleeimutos aetnaia as proporctofs sulli:ient's
1 >) futaroj c i n > deanalvu i 1 --
liosamente oj pie eitos hygienicos, seremos forca-
Ij -X constrangel-03 a procurar localidades eA
)!; elles enoutrem C3pcosos terrenos e poi
fundar-sj aera eaosar darauo s t le da popa-
baca! i. *s.
N'i) poNktno3 contar raso 1 velvaznta ora a im-
peeca dos agentes da Cara 11 a Municipal, porgue
elles nao conlieeem positivamente onda e3t a
r esse motivo nio se animara promover a
;\i das postaras om receto dn inlispos-
(,003 que costura un adquirir aquelles que proeuram
cumprir o sen dever.
Einquan:o ni) bouver bm organis ido O si
sanitario, eom peesoal saffieiente e autonoma pro-
tirii, liivmii de Intar cora as difficuUladcs eom
pie 1103 censos impossibtados a cada memento
i; fazer executir is :n'!ils que a sciencia acoi-
seilu; e que : aproveitam era grande parte 1
esa -> que tem por costme opporem se no reiebi-
nonto do braefieio qu se lhe f iz s n:nte pira
ni, n agr lecereasa
alm I330 a lavagera dos carr03 se taz d mtro
de to las eivs cocheiras o que com) se sabe na,
ir a humi lude airaos
ph rica, que aju lid palo calor exse3vo que du-
rante ertos meaos reina nesta cidada contribu!
K izmente p ira a deeompo3oa > d is m itorias or-
ganisas o eonsecKtivo despreudinnuto de prinei-
pi 13 inephiticoi. E so no veri o a3 cocheiras se-
cam promptamente, durante o invern ellas i! m
id iiiln e ha.nilis durante o dia inteiro.
Em raeu relatorfo apresentado apreaentado A
Presidencia na Provincia no principio do anno de
1878 reolaraoi contra ai mis condices hygienicas
li casa do Sr. Agr & C., nica que exista ne3se
t 'rapo, e lembrei algumas providenobu para prom
.: ., atr : -s c 1 isas de 1
1 ell 1; foi a prohibiclo d; voUkre n d> C: ni-
terio 03 atalej con atas hoavess'm sido con lui-
dos 03 cadveres.
l'edi tambera 1: fossem obrigalo3 03 c
tinto l)servi;) .nortuin) 1 p8re:n a
a porci ) 11 an'ia ib 3 'tea
p ira impelir a r ipi i :: d 1 putref 107 (o e extrav tf 1
u iota d*3 li.iui los.
.V enas adopi i! i proviJen i 1 de nio roltarem
03 atades do Cemitecio, e divididos os carros da
eochsira, qne eran era numero que dezavans pomo
espado par* a ventiladlo, diminuido tsmbera o nu-
mero dos oavallos, o mo cheiro devia de seguii
o mesmo andamento como realnrsnte aconte
porem poueo tempo depoia o Sr. Agr d isoocapou
a cocheiran. 11,eaggtomerou o carros ni de
u 9 quo est hoje come 111 primitiva, com mo
cheiro sera podar ser arejada: pelo que cuten lo
il) sa dar perder de vista esse negocio pjr-
que logo que os estibelecimaatos tenham le
m intar, panto que elles se achara)] em oondices de
,.io poJerem ostar no centro da cidade. Para is30
6 bistante que urna das casas 5 j 1 oiorig.ida a ui
outiuuir na trategoe passe o raatori .1 pira
Sin juom ig.iora que entre nos a obtencao de
i sempre rodeada de militas diffieal lados e
i veast un etbibelecimente de urna industria
qualjuer custi nu nerosos sacriei js ; e que a inu-
daafa pira outra pirw importara em ama ruina
total do douo delle.
A' Illraa. Cmara nao faltar cortamente o pre-
ciso criterio para tomar as neeess iras prae iu
para que sem grande detrimento sej 1:11 enes ns-
tabe eeiraeatos eollocados couvenienteraauto, prohi-
biudo desde ji quo novos se fuiera dentro <*o
perimetre da cidade.
Nao havculo nis cercanias da cida le edificio
ilgum com as prop)r;oes e coraraodos neces3arios
qara se in miar um estabelecimento desse gen to,
claro qu; ser necesaario faze'.-o: e'ns sabera)3
[(lautas sominas serio precisas para se U".
eti'eito urna empreza de tao alto valor.
Scrapre costumaraos procurar defez 1 nos mais
acreditados autores e p ;r 1330 peco licenija para
eitar aqui o parecer de Mr. lar lieu a respaito do
estabelecimento de carros fnebres existeutes em
Paris, porqua a sua opiuiio sem duvida de muito
grande peso.
A pagina 478 do segundo volume do diccionario
le hygieno publica, 2* edicio, encontramos 03 se-
juintes trechos:
Cora esse intuito julgamos til visitar o esta
belecimento ha pouco fundado pela adwinistrafo
das po i.pas fnebres em Pars, em que estavainos
eertos de encontrar nao s os elementos de insalu
bridade, como os meios de a prevenir
Antes de relatar a nossa visita devoraos dizer
que nos informamos do hbil chefe da airarais-
tracio municipal qne dirige este importante ser-
vico e nos certificamos que nunca se levantou
queixa alguma a respeito da insalubridade pro-
veniente da visinhanca da administraco das pom-
pas fnebres.
Por iadicacio do emptezario e3Colhemos para
a nossa visita a occasiio em que os carros volta-
vam do ser vico de todo o dia, carregados por con
seguinte, mais que em qualquer oulra hora, dos
miasmas de qu se poderia suppool-os infectados.
As. sejes mertuarias em numero maior de cem e
entre ellas as mais pobres, as que sio destinadas
smente a transportar os humildes atades do fas
guias, foram examinadas airadamente por nos, e
ueuhuma tinha o menor fiito, a mais pequea
ira: a que podesso ser de natureza de fazer temer
as emanacoes perigosas ou incommodas. Sio ellas
lavadas togo que entram. Nao era porm smente
aos carros que se devia de prestar attencio: os
pannos que servem para cobrir os atades ou para
rodear os catafalcos podiam reter esses principios
de insalubridade e virem a ser por sua accumula-
cio um foca de infeecio; ora em primeiro lugar
verificamos que os pannos mortuarios trazidos so-
bre os carros entrada dos quaes assistiamos e
que haviam feito o servico do dia inteiro, nio es-
tavam desasseados e nenhum cheiro deixavam
pereeber. E' verdade que nem sempre isto acon-
tece, e nio raro ver, em eonsequencia de ura
tacto que notamos, esses pannos grosseiros im-
pregnados de lquidos corruptos ou manchados por
qualquer.forma. Devenios dar a conhecer as pro-
caucoes geraes que sao usadas no estabelecimento
da Paris.
s Logo qoe acaba o servico do di, as a'faias sio
levadas para urna sala perfeitamente ventilada ;
e escovadas e limpas com todo cuidado.
As que estio sujas ou hmidas sio collocadas
em urna estufa, depois de terem sido lavadas com
essencia de terebenthina, Em fim cada peca
enrolada e guardada. Podemos aflirmar que chei-
ro a'guin malfico, ou smente desagradavel, se
sent em urna oa outra das salas. Acrescentamos
Sie aeontece o mesmo nos armazens era que es-
0 ar. ranadas as armacoes de madeira que e >
empregadas as decoracoes fnebres e em geral
em qnalquer parte desta estabelecimento que pode
ser citado como modelo.
Contina o Sr. Tardien em outras considera
cuas que sio at tinentos as precaucoes de qae ji
fallamos acerca dos pa desinfeetantes e absor-
tantes como meio de demorar a putrefacio e im-
pedir a extravasacao dos lquidos.
Ha anda ama outra reclamacio que fazera os
visinli03 dos estabelecimentos de tal neg>cio e
a dasagra lavel impressio qne causa a oxpo3i(;."t.
dos objectos psoprios do servico mortuario vista
das pessoas irapressioatveia
Parece que o jua fica exposto sufiieiento para
mostrar qu, pira qae semillantes estabeleci-
mentos pos3a n oouservar-se era condices de nii >
fazer mal a sada, preciso que elles sejara pen-
I Ue ura modo inuito escrupuloso e acurado.
E' toein fcil de suppor que ura estabelccira raf.
tdo vasto e que diipa da to grande numere de
cirruag.ns oocapa urna rea amito extensa; a
qual certameate 11.10 ser no centro das ras il:
Paris.
En u r,a cidade como esta em que a extensio
dos terrenos b il li is excede em muito 03 occui
:1.1o ser d;licil re no.er par 1 fra dalla as
cheiraa de carros fnebres e tolas a3 mais decav-
ros, cav.illo', bois e vaccas, porque p>r mu >
iue sej un, se nao te pola dizer que
.lo chunnosas, entretanto tjrco30 coafassu
' ) ie ciieir* ma:.o inej.iiai)Jo e excessivan
wel.
l'ortauto a Cam ira Municipal deve de exercer 1
m.iir viiluicui sobre todos estes estibelecimen-
tos o*n quamo nio toma as providencias neeeas
riai para que .jilos sejara removidos, para fra d.i
cidade ; e era te diga que cora sso se causa pre-
JU103 ao3 donos delles, porque todos sabem que
nio ha co.nparai;:!) a fazer entre o preju'zo qae
sof&e raeii duzu de donos de cocheira, e os que
destas podara originarle contra urna popula^ao
inteira.
TreeUo do rdalcno da reparlic&i ue Sanie Pu-
blica a ate se refere o nancer suw-i ; Paji-
na t.
Servico de entorramentoa da cadveres
Anda si) preeisas algumas providemias at-
tinente8 a m ilhor.ir o ram-o de servido funerario.
E n primeiro Ing ir a cojli .ira em q ia sao guarda-
d)3 os cirros ou 1; lotos qaa servem no3 enterra-
00 utos, des.niai 11 am-ratc pequmic muito mal
ventlala.
A exhalaclo qua vem da estribara onde sio
tratados scavallos empregados ni conlue?io a
acora.) mil un tut) los cadav rea, reanida que se
despren 11 dos e trros 8 caixoes qae voltam do ce-
miterio cora lquidos dissorados doa cadveres,
iiisupportavcl.
Esta cocheira e quilquer outra que venha aes-
;: para o fntorOj visto haver termina-
do o monopolio concedido a Agr C. deve de ser
eoll tea U em v uto espada, de maueri que fiquern
as eonstruccijtsao3 lados, e um grande piteo, on-
i i n expostas ao ar as tazandas, os carros e
rat.v ir obj actos que tenham deservir
aos deftint03, monos o caixOas que devem de ser
enteirados con aquelles e un vez proscriptos os
|Bd b le pira levarem 03 calaverea
i i je niterio, c v .ir ir im chei >3 da impurezas e ga-
z:s pntridos, e qu nell is ficam guardados at quo
tenham de servir outra vez.
Tambara pens que se lleve adoptir como pres-
cripfio pira todos es CMoa que na caixes seja
: 11 um 1 certa porcao de desinfectantes,
I iptando se 03 que forera mais efficazes e bara-
ta era preos, como o sulfato de ferro, o p de
sorra, o ehlorareto de calcium, da tinco etc., etc.
A lim taaabem : iu lisp-nsavel que se mande
1 1 ipaltara urna certa, qutntidade de cal pa-
r 1 aprftssar a consump^Vo d>s cadveres.
Nos contra'.>s q.ie houveram de ser feito3 d'aqi
ora diaute saov.n qua fique estatuido que o coa-
tratanta Ja conduacao dos aadaveres quando man-
lar a easa do morto o caiao, leve este logo a
: ates prec303 pira evitar o
desprendimeuto de gazes : a33ira cora quo as se-
pulturas deve deitai'-se 1 quautidade da cal con<<
vensionada.
Ejtanlohoje era tola partecondemn id*3 as
abas om paredes convra provlan:ar
i 1 de .i) se consentir que se fabriquera
lias nos cemterios.
Pelo que fica escripto ve-se que cao nova
iniuhi opa peito do cocheira de can
res e Je entra qaalq i assim
icias 11 deviam ser lubptadas q;
___'
Devo lembrar que a putrefaccao nesta paiz f
se cora muita rapidez e 03 cadveres nao pod
estar era eertos casos depositados durante 24 ha-
ran, o orno in 111 lam 13 posturas, o que era taes c
sos nos certitaados da bito se declararse a nc<
de re n >v i-as immediatamente quanija.
assim o indito eutendesse.
le n .s estar sera ira a lembrar e a repK;
tir o pedido de providencias, porque a populacio
creace e com ella a falta da bygiene.
A Cmara rapprira as lacanas que encontrar
n'esta exposir;ao.
Pas3arei a dar as razoas era qne me baseio para
paos ir que as cocheiras da carros fnebres, de
carros de passeio e cavallo3, bois e vaccas de lei-
te nao devem permanecer dentro da cidade por
serem elementos do insalubridade.
Varios sao 03 inconvenientes que fornece esta
industria, bem que n'esta cidade ella nao seja ex-
plorada com tauta largaos 1, como as cidades po-
pulosas, em cajo uumero deve de ser incluida a
corte do imperio onde se encontrara estabaleoi-
mentos desse genera em.proporcoes mais consi-
deraveis ds que aqui.
Por serem os nossos estabelecimentos menores
nio se segu que nao desenvolvam germens de in-
salubridade que actnam desfavoravelraente sobre
a sade da populacio e impoem a necessidade de
prestar-se mais acurada vigilancia sobre elles e
obrigar-os a procural-os fra d cidade espagos
unieres e mais livres. Por serem em menor quan-
tidade os gazes resultantes da deooraposiciio das
materias animaos e vegetaes nao estio isentos de
adquirirem vigor sufficienta para serem damni-
nhos, pois que n'essa hypothese nao se tracta de
quantidade, mais sim de qualidade.
as cocheiras nota-se o costume de lavar-se os
carros deutrj d'ellas. que de ordinario sao mal
calo idas, tem muitas fondas e exeavacoes, onde
a agua penetra, demorase e faz fermentar os di-
versos productos que se misturam co n ella d'ahi
a exhalacio de cheiro desagradavel, activo e as
vezes repulsivo que incommoda s pessoas qae
passam pela trente daa cochearas, principalmente
noite quando nao ha viracao forte. E para
confirmaco d'eata verdade basta passar a qual-
3uer hora do dia ou da noite pela ra do Impera-
or, onde existem varias cocheiras de carros de
aluguel e aa trez de carros fnebres, e, a nio se-
rem as fortes rajadas de vento que tazem disper-
sar as exahalacocs, talvez nio fossem habitaveis
os sobrados que ficam por cima d'ella.
A esse cheiro desagradavel de fermentacio
do solo da cecheira deve-se juntar o nio menos
enjoatvo da graxa com que se untam os arreios
composta de sebo, oleo de linhaca, secante de
chumbo e ontros ingredientes ,que bam incommodo
s pessoas que nio estio habituadas a elle.
As estribaras ou cocheiras de cavallos ou mia-
res nio derecera menos attencio da authoridade sa-
nitaria, porque elles contera mais de um elemento
de insalubridade : 1. a putrefaccao das materias
fec?s quando nio sio retiradas immediatam^nta
e se deixam accumular por alguns dias: 2." a in-
filtracio das ominas no solo, quando elle nio
calcado de pedras laceadas e tomadas as junetss
com boa argamaca de cimento : 3." a passagen
das onrinas, das aguas corruptas e garrapas lar-
mentadas para dentro dos pocos d'agua ou cacim-
bas por meio da infiltracao.
A accumulacio das bosta dorante alguns dia
em qualquer lugar dentro ou perto das estribaras
desenvolve a fermentacio, da qual resulte ura
cheiro ammonical forte ao principie, o qnal com-
quanto nio seja altamente prejudicial sade;
todava bastante incommodo. Alm disso ni
I



t- -

l
]
IIEBIVEL


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yw
1
Diario de Pernambaco---Domingo 3 de Janeiro de 1886




raro ver que a rtse monte de materias feces se
jantem do horneen, ratos ou gatos mortos e
oatros retidnos susceptiveis de apodrecerem ; e
nene caso o mau cheiro ja nao s incommo-
o, como 6 dmin).
Em segundo lagtr aa ourioai aao tendo sabida
prompta e imroediaia, decompdem-fe, toruain se
de um nheiro insuoportavel, e infltram-M na
trra, onde juntando-ae com algans pequeos aoi-
maes quo suecumbero logo que se poem em coa-
tacto com eUa fi ;m dotados das propnedadas
das substancias animaes putrefactas. A consi-
qnencia disso pulsare n esses lquidos infectos
para os picos ou cacimbas e contaminaren) a a?aa
que comquanto nio seja mnito prejudicial ao ge -
ero ca vallar ou muar e menos ainda ao bovino,
pode prejudicar ao hornera, ou porque se sirvam
della para lavar o*jectoe do seu uw, ou porque
S empreguem em qualquer servico alimentar ou
mesmo apenas para baabos.
Em qualauer dos casos os principios provemem
tes da currpcao d'agua pelas materias animaes
em putrrfac ao estilo conhecidos selentificamcate
com inteirameute contrarios a saude.
Se se tracta de urna pequea estribara para
ou douscivallos b'in iacil construil-a e mantel-
8 as melhores condijoes sanitarias.
Mesmo ifssim a estribara deve de ser feita fura
da habitacio dos hornens em logar em que ie)ja
bem ventilada, calcada de pedras regulares e bo
tomadas as junctas com boa argamaca, ter promp
ta e inmediata evacuacao das ourinas ; e quanto
lis materias feces devem ellas ser removidas de
dos em dona das pelo menos.
Sendo de nso geral nesta trra a estiva das
estriban w ser finta sobre o chio apenas com um
pequeo intervall acontece que em pouco tempo
a ourina e a bosta que pasea entre as estivas ad<
qu-rera um eheiro insupportavelmente ftido, e
como por milis de urna ve se tem observado e ve-
rificalo, capis de produzir febres de mau carcter,
algmna das quaes lem sido mortaes. E' preciso
liive umita cautella quando se tracta de desen-
tullnr urna d ssas eaterqueiras.
Nao sendo p i'tanto, fcil desarraigar hbitos
inveterados e nem se podendo permitt'r que den-
tro da cidade, n-, aaiar terreo das casai de mo-
rada ou mu pr limos a ellas cootinuem seme-
Ihantes tintes de insalubridad?, parece que a C-
mara Municipal, quando nao possa immediata-
mente tazer reinwel as para t ra da cidade, deve
de tomar as raais- severas medidas para que se
corrijan) os defeitos das estribaras existentes, e
prohibir absolutamente, nSo s que dentro de um
certo permetro se formen) novos estabelecimentos
de cochera ; como que o que bouverera de se
tuniar torada cidade aejam construidos de con-
Uto ha ueealiiade de diser qne 4 ineaateeta-
vel a supremaca da htbitacio no campo e do
pasto eos lHierdae, ao a vrey oos casapos *eo-
bertos d herva fina e perfumada.
O leile Urado de raoeas nsstas condicoes sera
dnvida o mclh >r, o perigo est as trapacas qne
pod.-rn ser taitas desde o paito da vacca at ei-
tomago dos que o tem de ti asar.
O 8r. Vernois, aasim como todos os ontros a>y-
gienistai recommendam o m-ior cuidado e vigilan-
cia a respeitadas coch tiras de vaneas, seu aaseio
liapeca assimeomi de si a nutriccio por causa
das m ilestiaa que podam ellas adqaerir e eatreter
antes qne se dant a eonheoer, como tambera pelos
perigos qne oorre a purea do leite.
Reconheeida a inconveniencia da permanencia
das vaecariaa em Pariz, o decreto de 12 de Jauho
de 1802 eomecou por vedar que n'aquella dado
su eatabelecessem ellas eem tieenca especial do pre-
feito de'Paris ; depois foram-se eoarctando as li-
eeoeae*W que em 27 de Fevereiro do 1833 se pro-
hi i a que ellas nio se construissem sen lo nos ex-
tremas da cidade dentro dos n iros.
Alm disso c idifioaram-se prescripcoes geraes
para s ;r.n observadas nessas construccoes, cerno
fossem :
Nio conceder autorisacio senio quando o es-
pnco -osse bastante grande e hoo vase agaa em
abundancia r. ara lavagum dos pateos e dos regos :
Dar quatro metras de altura pelo menos estri-
bara :
Nunca menos quatro metros de largura desde a
maogedoura at o muro opposto as vacearias de
urna si ordem :
Para as de duas ordem nunca menos de sete
metros de urna maogedoura a outra se ellas fossem
encostadas as paredes e em frente urna da outra*:
O espaeo conferido a cada vacca no comprimen-
to da estribara nio pode, ser menor de dous me-
tros :
Ventilar peritamente taes estabelecimentos :
Facilitar o mais possivel o estabelecrnento. de
grandes vacearias, porque ha inais facilidade de
tomar preeaucoes e vigial-as com mais assidudade
e diminuir o inais possivel o numero das pequeas,
porque aellas as condicoes bygienicas sao em geial
pessimas :
Quanto for possivel nao as conceder seno nos
arrabaldes das cidades.
Li mi tato numero dos animaes conforme o espaso.
Nio conceder licencas senio por trss a cinco
annos.
Prohibir os sumidouros e baver a mai >r severi-
dade a rsspeito do escoameuto das oarinas e o de-
posito do estreo.
Para mai >r cuidado com a hygiene das estriba-
ras, vacearias e outros estabelecimentos deste ge
formidade com as regras da boa hygiene e im- ero foram obrigados os >loaos deltas a conserva-
prescindivelmento devem de ser -tendidos; o'remo maior atseio em seu interior exigindo se at
escoa-nento immediato das aguas servidas e das 1 que as vacearias fossem estabelecimentos de luxo,
ourinas, a renioci prompta das fezes, o calca-( o astim ordenou se que :
meato de pedras afastadas do solo sobre que re-
ponsa a estiva da estribara, arejamento completo,
ana eollosaeio lon^e das habitacio, o uso de boa
agua pitavel, o todas as mt:i condicoes de ass^io
e salnbridade devjm de ser prescriptas as postu-
ras e merecer os inais assiduos cuidados da mam
cipalidade.
Portanto esteu de accordo com o p .reeer do
medico da Cmara que pensa que as cocheiras de
carros fnebres e de carros e cavallos de aluguel
Sofocos de infec;i) e devem de ser estabelecidos
em lugares em que nio possam com suas emana-
c5;'s ser prejudicios saude dos habitantes da
cidade.
A' Cmara Muni :pal compete proceder de modo
que c insiga os flus sanitarios sera comprometter
os nteresses dos proprietarios de taes estabeleci-
mentos, nao pi.'rmittindo que se abram outros do
m^srao genero dentro da cidade, nem que os actuaes
pasaem a outros linos, e fazendo manter nelles
rigorosamente as presjripeoes hygienicas at que
se extinguam ou mu lem de lagar, ou eervindo-se
de outros alvitres que conduza'n ao mesmo fim.
O Ilustrado me lico da Cmara Municipal nao
se oceupou da uiiis importante das causas de in
fecci do genero quo oceupa a nossa attencio e
|ue participando de todas as condicoes de insa-
ubridadeji dcscriptas tem ainda outras particu-
laridades que nio convm que fiqaam esquecidas :
quero fallar das cocheiras de vacias destinadas a
dar leite para suppremento urbmo e de bois de
carrosas.
As cocheiras qu-3 s tem gado para servico de
carracas nadi ha a accreseentar no que fcou ex-
posto : ellas apenas pidem ser prejudiciaes pela
falta de rt)nwija> immediata das materias fecaes e
por sua fermenta; io ptrida conjunctamente com
animaes mortos c as materias fecaes humanas,
que por casualidale ou de proposito misturam com
aquellas ; assiin cam pela falti de evacuacio dat
ourinas e sua in'tracio no solo e passagein para
os pocos e cacim ias.
Quanto scochirns de vaccas pira fornecerem
leite ha particul.arida les que precisan) ser alta-
mente consideradas, coujo vamos n;s esforcar por
demonstrar.
O leite 6 um po!et de casena (albuminoides)
de assuear de leite e de diversos saes, tendo em
Hpeusio (emtthao) p-quenas gottas de gordura.
Botos element js as proporcjs que fazemdo leite
i alimento intoiram^nte prop'io nutricio dos
unino'. (>u filhos de qualquer dos mamif res) e
ira e=te caso espjcial constitu um alimento
uple!o, nao esto todava em proporcoes sufti-
__Btsp>ta nutrir o individuo adulto, excepto no
caso de m*.!e.: a>, p!acipwlffl''ii!e do appar. lho
digestivo ou respiratorio.
O Iti'e ein uutros p lzes faz grande parte da
alimentacio dos adultos. Entie n apenas um
regalo ou quasi um luxo, tal a cacassez desot
alimento de primeiri necessidade. Todos nos co-
ubccemoi qnal a afinaacta que exercem sobre as
mies os effeitos da civilisacio e que fazem com que
muin- voz s ellas se achem imposaibilitadas de
crearseus filhos ca3ubrgamaentreal-osou a urna
outra mulher, cujos vicios de organisacio nio aio
conhecidos, ou a urna cabra ou vacca cujas tetas o
menino luga, ou o leite mugido por alguein e
dado no-menino s colhcres, ou em alguma das
multas especies de mammadeiras hoje conhecidas.
Este destino todo epeial iinpoo a obrigaelo de
haver o maior cuidado da parte da hygiene ; nio
so porque o leite um alimento de primeira im-
portancia, como porque em certos easos elle nio
pode ser substituido por outro qualquer.
E' preciso que to los conhecam os caractersticos
do leite verdadeiro, porque todos precisara d'clle,
para tabereic qua 'o elle est falsificado por sub
stancias estranbas, ou somente por meio d'agua.
A or do leite branca, opaca, com urna leve
cor de palha na rateen, azulada na mulher.
Q jando o leite de vacca tira cor azulada
muito provavel que estoja misturado com agua :
nestu caso a opacidad* do leite dimiaue, porque
ella devida abundancia dos glbulos de gor-
dura.
O clieiro do K ite sui (jtneris, agradavel, nio re
vedando o chero do animal de que elle provm,
se ha o cuidado de lavar os bicoa dos pcitos antes
de os ranngir : entret nt> o leite de cabra tem o
chero distincto e enpativo della. O sabor do
leite bastante doce, principalmente o de mulher.
A quantidade natural d'agua que contera o leit
vari i en tri 80 e 90 /0 segundo as especese
mesmo ssgundo elle mais novo ou mais antigo.
O leite que app trece logo depois do parto um
tanto transparente e gosa de propriedades purga-
tivas : dio-1 he o nomo de colostro.
. As substancias azotadas que entran) na compo-
sico do leite sao : a cazeina e a albmina : as
nio azotadas sao o assuear e a gordura.
As outras substancias sio saes.
. Em geral o leite de mulber menos abundante
de materias azotadas que o de vacca e este me-
nos rico em assuear ; e neste ponto o leite de egua
e de burra mais semelhante ao de mulher, razio
porque tauto se recomuienda este leite aos conva-
lesccutes e aos fracos.
Todos os elementos do leite variam Je quanti-
dade conforme as especies, a alimentacio de que
usam os animaes, e a poca em que se extrahe o
leite: aasim alguna autores tem recommendado a
seguinte alimentacio para orna vacca de 550 ki-
los : -5 kilogrammos de ferro, 8 kilogrammos de
luserna freses, 3 kilogrammos de cevada (farinha),
2 ditos de tarinba de trigo e 6 graramas de sal de
cosnha : esta alimentacio secca preferida por
parecer a mais conveniente para produzir um leite
mais nutritivo: os alimentos oleosos produzem
maior quantidade de leite, porm mais aquoso e
de sabor pouco distincto. Probiba-se os bolos de
oleoginosas, os residuos da destillacio e das cer-
vejarias, a betterava e outras raizes. Na Europa
aeanselbnm sdmittir a matura do capim verde nos
estabelecimentos situados as cidades, pois que
grande a dtficuldade que ha em reconheeer o
estado de saude das vaccas e a pureza do leite co-
Ihido as estribara situadas nos campos. Tem-
se perfeitameote leoon'cido os perigos qne corre
a s-ude das vaccas residindo as cidades, mas,
tem se feto os asaiores esforcoa para compea-
sal-os por meio de urna eserupul* bygierje oa cou-
ruccao traUmeutv da tribsnos.
Fossem varridos "cuidadosamente os pateos, as
paredes e o sollo, nio se deixando ah nem estreo,
nem forragem, nem teias de aranha, nem materia
alguma combustivel:
Abrir as portas e janellas para facilitar a reno
vacio do ar o sua livre rrealacio e mesmo tazer
novas aberturas e as existentes parecerem insu
fficientes :
Lavar as paredes na altura de um metro \ras-
soura com multa agua, at qua fiquem perfeitamen
te limpas :
Obrigara remover a trra da rea das estribaras
na altura de duas polegadas de espessurae Bub-
stituil-a por outra nova e calcada.
Como complemento de sadeamento fazerem-se
de vez em quando tumigacocs por meio do chloro
e out-os desinfectantes.
Certamonte na nossa trra parecerao exageradas
ou mesmo excusadas tantas preeaucoes : porem
vista das consequencias que pode acarretar a in-
filtracoes ou por effeito 4a alimeutacio com sub
stancias capases de passarem para elle podemos
garantir que nunca serio de mais as cautellas quo
se possam tomar a respeito de semelhantes esta-
belecimentos porque delles esti dependente a crea-
?o dos meninos das cidades. la certas substan-
cias que com iffeito tem sido encontradas no leite
q nando administradas conjunctamente com os ali-
mentos assim tem se verificado perfeitamente a
presenca dos carbonataos e ioduretos alcalinos, o
sulfato de quina, as preparaos mercuriacs.
<-l lando se fas uso de certus alimentos em maior
quantidade, o leite pode toraar-se fraco, as veies
acido, e s vezes ter cheiro desagradavel outras
substancias polo contrario tornara o leite mais
abundante era principios nutrivos assim coras tam-
ben) em maior quantidade.
O leite diluido d'agua ou que cootea) substancias
extranhas principamento acidas, talha quando se
submette fervura e nio pode servir para alimen-
tacio. Entretanto para destruir a influencia dos
microbios ou outros infusorios que nelle existam
nio ha meio tao certo como a fervura.
Por cssa razio, nio agora, mas ha muitos annos
03 m dices recommendam que nao se use do leite
senao depois de frvido.
Xos diversos paizes sio conhecidos geralmcnte
certos ahitres por mo do3 quaes se consegue
que as vaccas docm o duplo e mais duplo do eli ite
qne podim dar as mais propicias circunmstaccias
n turaes como bous pastos, cuidados convenientes
etc. jete. >
O Sr. Uouchardat no importante tractado de
nygiene publica editado em 1883 a pag. 663 rtfe
re que um h >mem iutelligente if todos os anuos es-
colber urna psifio de vuccas Hainengas boab leite-
ras. Como nesse tempo o leite tiulia ion Paria um
bom preco procarava que i-ada nina deltas produ-
zisse a maior quantidade possivel de leite e p i
etpaeo de tempo extraordriario : os resultados
erra admiraveis.
As vaccas ficavam agglomeradas em estribarlas
acauhadas donde nio sabiam, nio faziaui exerci-
co, Bujcitas a urna temperatura elevada c por cou-
seguinte a despeza de calorificacaj reduzida ao
mnimo. Todo o cuidadado era com a alimenta-
vao aproporcao que crescia o apetite dava e-lhes
i in ab indancia alimento doces, como o trevo seco,
trige, feuo, cavada, batatas e beteraba e um pouco
de sal.
Com este tractamento o apetite crescia rpida-
mente e a quantidade dos alimentos c bebidas em
pouco tempo exceda o natural. Urna de duas suc-
cedia pouco depois : ou as vaccas engordavam r-
pidamente e davam pouco leite e enri mania-
vam-n'as para o acougue, ou quando ellas haviam
-ido bem escolhidas, convertiam-se em verdad-i-
ras machinas de fazer leite e nio julgava-sc que
elle fosse inferior : tinha elle maior quantidade d<
lactina e tanta manteiga como o leite das melho-
rrt vaccas nutridas nos mais ferteis pastos da
\" nnaudia. *
Por este modo conaeguia-se que urna vacca
dsse durante um anno a dezoito mezes 18 a 20
litros de leite, o dobro do que d urna vacca em
circumstancias normaes e em pocha pouco atas-
cada do parto. Aconteca aessaa vaccas o meamo
que acontece aos que padecen) das urinas doces :
tiuham um* fome devoradora e urna sJe nsacia-
vel.
tar a quantilaie do leite po lia palo aao diario
augmentar a parte azotado.d'elle com detrim uto
dos outros principios nutritivos como seja o car-
bono que entra em graude parte na cosapjsioio da
gordura oa reme.
Apenas eraitto o meu juizo a esse respeito, sem
faser asseveracio alguma por taita de experiencia
prevada.
As substancias que uzara para o sustento das
vaccas de leite as cocheiras sio o capim de plan-
ta verde qu-i misino nos meses de grande calor
contera grande qu intid ile d'agu i, eeertammts
muito exigua proporcii de sub tancas aiiveis, o
farello ou sineas, que cont-n pouoa fcula, e cu-
ta caro, os teijojs ou favas carcomidas pelos in-
sectos e que os creadores eosinham afira de tor-
nal-aa diger veis, ajuntando a isso grande quan-
ti iade de sal de cosnha, e garapas de mel de
fura que coin n cal, potaasa barro a mu tas ou-
tras substancias ndigeriveis. E' apenas o qua
tenho podido collrir de algumas indagacoes que
tenho feto.
V-se que o leite obtido cora urna alimentacio
d'essa especie nio pole ser dotado de grande
quantidade do principios nntritivos e easa a
razio porque aquelles que tea de empregar o
leite d'essas vaccas para alimentacio das creancas
acham-ae fregunatasaonfa aa aosioa eiabaracos.
Os meninos comecam a soffrer clicas, vmi-
tos, diarrbas debilitantes, einmagrecimento, defi-
nhando a olhos vistos e acabam por ter affectados
de tubrculos mesentericos, se oa symptomas pre-
cedentns nio se aggravam de raaueira que Ihcs
deem fim rpido 4 existencia.
Em geral os adultos tambera se nio acham bem
com o uzo do leite ; uns queixau se de que faz
mal s hemorrhoides, outros que se lhe aggravam
os sotfrimentos do figado, e cada um por sua vez
apresenta motivos de queixa contra o leite:
Deixando de parte tud > quauto possa se encon-
trar de mi no leite proveniente das infiltracoes
de ourinase materias putrefactas di qu-i faltare-
mos adiante, quem conhece a qualidade do leite
que em geral usamos nesta cidade, acreditar f-
cilmente como verdadeiras t.-Jas as queixas que
se levantara contra elle.
A principal fraude que supporta o leito o aug
ment por ra uo d'agoa : o que se encontra
venia noi leiteiros qua o trasera dos arrabaldes
pelo menos outro tanto d'agua': as vez s ptrece
que a quantidade d'agua ainda maior : alm da
cor azulada me elle apresenta a fluidez tal que
nio fica urna gota sobre a unha por mais que se
esforc para isso O chero ou ncnhnm ou
desagradavel porque de leite nada tem.
O leite que se ven le pela cidade tora muito
pouca manteiga ou crema; e, se tirassera essa
mesmaquantidade pequea, quasi que licaria rc-
duzido a agua : isso se verifica bem quando s^
deixa coalhar umjopo de leite, porque o coalh i
apenas oceupa urna pequea parte do cop> e o
resto todo agua. Na Gurop usam tirar ocreine
e para augmentar a denaidade do leite usam da
dissolucio da gomma alcatera, ovos, etc., etc.
Aqui nio se polo laucar mo desses ingredien-
tes porque seu preco elevado : usa-se da g unraa
ou amido, da farinha de trigo de m qualidade,
porm nada disso pode disfarcar o engao, porqu -
a falta da espessura do leite depois de mistralo
d"asfu i tal que fica viaivel a qualquer.]
Felizmente ainda nio deram para ajunlar-lh
a cal, o gesso ou a alvaiade, substancias nocivas
hue se precipitara p:1o repouso de algum tempo,
mais que pode m ser ingeridas quando esli sus
pensaa na gordura do leite principalmente antes
de ser elle frvido.
Parece que o qus fie i dito suficiente para
mostrar quanto devenios cuidar em tudo que diz
respeito as vaccas de leite, suas estribaras, sua
al' nentacio e seu tratament >.
Quasi que ca excusado do fallar out-a vez no
modo porque possivel que aa infiltrado '3 das ou-
rinas e das materias putrefeitas podetn damniScar
o leite.
Esse phenomeno tem sido observado em muitos
paizes, e nesta capital muito fcil eff:ctuar se a
passagem das ourinas a dos i roductos dapuire-
taccio pira aa aguas d: cacimbas, c destas ser-
rirsB'M 03 leiteiros para lavarem a3 vasilhas em
que colhem o leite ou mesmo para o augmentaren).
s estribaras de vaccas nio tem calcamento por
baxo ila estiva ; o terreno arenoso e muito per-
meavel : as cocheiras lera cacimbas perto das
e3tribarias c a maior parte dellas nio tem agua
pitavel.
Devemas estar lembrado3 de um facto que se
obs'i vou nio ha muitos annos em urna padaria do
bairro da Boa-Vista. 0 padeiro tiuha urna grande
cacimba no quintal em que couservava solios al -
guna cavallos e bois nao tratando do nunca de
remover as materias fecaes e menos se importando
correas ourinas. Pois bem : a agua da cacimba
tinlia um chero ptrido que ninguera o poda
supportar, e era com ella que esse padeiro amas-
sava o pi e a bjl .cha.
Tendo denuncia desse facto fui examinar a pa
dara e l com eff-ito achei o barril em que se de
p isitava a ajjua da cacimba para o trabalho do
pao, e ella tFnh i um cheiro ti que pareca mais
vaso *de ourinas podres do que outra qualquer
cousa Se em vez di ds misturar o trigo com esas
agua para soffrer a coecao no torno ein nma tem-
p atora muito elevada, fosse ella misturada com
i'ite, o que pole acontecer era, que quem o in
gerisie sem o fervor, necessariamento tomara
urna grande quantidade de ourinas e materias em
completa putr. f icyao e esse envenenamento, posto
que lento, nio poderia deixar de ser fatal aos in-
iivi luos que o scffn steui por algum tempo.
.N,ii0'jein toara e:n duvida qiianJj ee disssr
que os leiteiros augmentara o leite cora agua de
cacimba, poque se sabe que nem todos tem agua
de Broerroe e o preco elvale que el'a cusa em
certo.- tempos. S ha abundancia d'agua quando
cliove e logo quo as chuvas cessam comecam a
apparecer aa ditheuldades d'agua ; e como no leite
nio se pode reeonhecer se a agua de cacimba ou
de Hibeiibe, l vai a que se acha mais inao.
A prova estao queja disse : o leite talha quan-
do sn ferve ; nio p rque a agua tenho, a proprie-
dade de o fazer talhar, mas porque os principios
extranlios que ella contera sio suficientes para
isso.
Pelas observacoes feitas com o fim especial de
conhecer as proporcoes doa principios nutritivos
c ntidos no leite, qur as condicoes normaes de
bom tractamento e alimentacio, qur n'esaaa en
que se empregavara meios extraordinarios, couhe-
ceu-ae que no pnmeiro caso urna boa vacca dava
7 litros de leite term> medio em 24 horas, cou-
tend-o 261 grammas do manteiga e 412 gram.nas
de lactina ; e no segundo caso 18 litros trraj
mlio, contendo 640,50 grammas de manteiga e
108,85 grammas de lactina.
J ee v qual ha de ser a cousequencia d'esse
excesso de'aecrecao, a tubsrculoae a quando
nao se mandara logo as vaccas para o acmgue,
quando a molestia est em principio, ellas suc-
cumbera rpidamente a urna pneumona fulmi-
nante.
E' pena que nio seja possivel fazer urna com-
paracio exacta d'esse quadro hbilmente e com
proficeneia esbecado por ura medico que tem pas-
sado sua vida no estudo da hygiene e em nma
atmosphera em que pode amplamente observar e
instruir se com o que se observa n'eate espaeo li-
mitado, onde at boje ninguem se tora dedicado I
especialmente ao estudo da hygiene, para se poder
apreciar os prsgressos que a sciencia vai fazendo
cada dia e iniciar os melhoraraentos que as cir-
cumstancias torem demonstrando que sio neces-
saros.
Era preciso estndar especialmente aqai os pro-
cesaos que os creadores de vaccas empregam para
que ellas dam a maior quantidade de leite : o que
se sab? nio com bastante exactidio ; nos nio
temos 4 nossa disposicio as substancias alimenta-
res qu empregam na Europa ou na America para
obter maior quantidade de leite e por um tempo
indeterminado.
Se elles l tambero usam de substancias que
podem ser nocivas nutricio do homcm passando
para o leite, o que acontecer aqui onde at o mi-
Iho, qne producto indgena, casta muito caro e
impossivel dar aos animaes urna porco mais con-
siderare] d'esge alimento, qne em, vea da augmea- ;
Q lanto ao leite que vera dos arrabaldes ainda
mais dificil saber se a agua de que se servem
a de algum pequeo charco que fica das chuvas
ou d) rio onde se lavara os homens e os cavallos
e onde se faz todo o despejo das casas ; ou de al
gura poco cavado atraz de casa, etc.
Portanto nada tera que admirar que o leit'.- seja
iraprestavel para a ciiacio dos meninos e para a
nutricio do? adultos que todos soffrem com o uso
deesa substancia alimentar que em outros paizes
contribue em grande parte para a alimentario pu-
blica, e nio cansa esse numero immenso de in-
commodos e enfermidades de que todos aqui so
queixam.
Sr. Ur. iirt reuni 71 exejiplares dos quaes 50
relativos febro typhoid j, 12 escarlat na, 7
diphtheria.
Muitos outros autores fallara corn urna certa
convicel) destas tactos e os aceitara cora > veri
dieos ; porm o Sr. Bouchardat, de cujo tratado de
hygiene publica extrahi atas observacoes, diz a
pag. 130 do apndice que estes casos devem de ser
non numtrandl itd ponlerandi.
O Sr. Arnould, oo seu grande tratado de hygie-
ne, publicado em 1871 pag. 647, fas referencia
observacoes do Or. Ballard e contesta a possi
bilidade adraittida pelo Or. Cameron. de cahrrem
no leite rermens de febre typhoide fluctan tes no
ar ; mas admitte que as aguas contaminadas pelas
materias feces possam ser a causa da p-opaga
cao da molestia porque o desojo de augmentar o
leite ti resist vel, e oa leeiroa aaocacoibom agua,
ou ante; preferem a: qne podera obter as escoadi
das a de que maguera se serve para banhos.
Nio abstaute o Sr. Arnould pag. 785, dia o
seguin'.t, que copio palavra por palavra :
< Urna questio tem de ser me icionada : a sa-
ber que, em razio de sua affioidade singular para
as molculas orgnicas, o leite pode pasaar da um
outro bomera um principio infeetuoso e viruleu-
lento, (ompletamente cstranho vacca; masque
twase ido desmaado nelle pela ra-pfrer de
um doente por aquellos que lhs prestam cuidados.
Iticklin refere a esse respeito factoa curiosos ob
servados em 1879 em FallarofieU, pertide Man-
cheater. Nesta idade 35 pessoas p'rtencentes h
21 familias foaam affactadas de escarlatina quasi
ao mesmo tempo.
Um inquerito feto para conheeer-se d'onde pro
viuha a molestia, pz tora de duvida que todas as
familias atacadas pela escarlatina proviam-se
de leite na mosraa vaccaria e de mais que a pea
sjs encarregada de mungr as vacearias desse os-
tabclecioiento se achava era asaiduo contacto com
um menino no periodo de descara icio da escarla-
tina.
Por ah v-se que o Sr. Arnould contestou a
possi bit ida le de reeebcr o leite oa germena da faj-
ara typhoide, existentes n> ar, nio foi tao severo a
respto dos da escarlatina.
A sciencia pode ir cada dia verificando o qne
ha de exacto em todas estas supposico -s.
Consideracoes do mesmi guuero sio feitas pelo
Sr. Fonssagrives no seu tractado de VAltai misse
ment des viUes 18^4, acerca da contaminacio das
aguas dos poc/8 palas infiltracoes dos producto*
dos esgotos de materias fecaes.
O Sr. Griesinger no seu tracta lo das molestia*
infeccioiat pag 193 assignala de modo muito posi-
tivo a otiicncia das eraanaees ptridas sobre a
geranio da febre typhoide. Di elle :
Era urna serie de caaos bem verificados o desen-
volviinento da febre typhoide depeu le da accio
das emanifis ptridas, das que provm das la-
trinas e principalmente da estagnacio prolongada
das fezes as lalrinas, dos esgotos, etc.
Sao esses os elementos essenciatinente activos e
que fazem o principal papel em tods as epide-
mias de urna casa. Murchiaou que ltimamente
reuna muitos casos evidentes deata natareza, fez
notir com razio que o veneno talvez inodoro <
nao se gera senao de mistura com gases fti-
dos.
3 ingleses nio podendo delimitar as proprie -
dades desse gaz deaconhecido porque oa outroa cu
os qualidades estio determinadas pela chira ca e
a experiencia t.m enainado que elles por aijss
nao podem produzir a febre typh'.ide, deram lhe o
norae de y iz animal. Reata saber se uestes lti-
mos tempos elles tem aprodimt.do mais oa conhe
cimeatos a respeito desso gaz.
que verja le que unguem pode contestar
os males qua podem provir das emanacoes e pro-
ductos de qualquer natureza originados pela pu -
treAccao das materias fecaes e outras substancias
sujeitaa a dccoinporera-se.
Ou iutroduzdas n03 org.loa respiratorios ou in-
feridas nos lquidos que nio foram sujeitos tem-
peratura elevada da ebuiicao, ou iujectadas no
teei lo subcutneo ou naa veas a accio deasas
substancias toxicas rea! e intllivel.
Em quanto a a^ui pura e em abundancia na i
t'or urna realdade era todas as casas, era quanto
nio tiverraos esgotos prompt03 e iraraediat's nio
e para as aguas servidas como para todos os re-
siduos, haveraos de soffrer frequentemente as con
sequencias do uso de urna agua que re:ebc as in-
filtracoes de um monte do estreo, ou de um su-
raidouro por ahi aigurcs.
A saneacao de urna ciiade basea-se no fornec-
mento de urna boa agua para todos os usos, na
expedico della dep >is de servida, no desempacha
ment c lirapesa dos esgotos, em urna boa e abuu
date alimentacio, e um ar puro e sempre reuo-
Os exemplos estio ah mostrando que sem esses
recursos nio ha sade em parte alguma. Depois
que e Inglaterra come$ou a melborar os esgotos,
liouve logo urna dirainuicio de 50'o na mortali-
dade pela febre typhoide.
Em Vienua d'Auatria tem-se obtido igusl fesul
tado depois das grandes obras que fizerara as
cercanas da eidade, fornecendo-a de agua pota-
vel em abundancia, aterrando os fossos que a cir-
uuradavara e melhorando era grande parte os es-
gotos, derrubando oa quarteiroes estreitoa para fa-
zercm lindos passeios, ras largas, compridas c
bem arejadas.
A vista do que fica exposto, e ou viudo a Cmara
a 'nem for mais competente na materia, peder
tomar a resolucao que inelhor parecer em vista dos
principios de hygiene publica.
Inspeccio de SaJc Publica, 1G de dezembro da
1884.
O inspector,
Dr. Pedro de AUahyde Lobo Moscozo.
DIARIO DE PEMAMBCO
Se devemoa acreditar no que vera escrpto pelos
que tem passado sua vida a observar e a reflectir,
nao podemos nos esquivar de relembrar alguns
factos dignos de grande apreco em qua o leite fi-
gura como concorrendo directamente para a pro
pagacio de varias molestias e notavelmente da fe-
bre typhoide, considerada pelos mais importautes
mdicos europeus como molestia eminentemente
contagiosa.
E' na Inglaterra principalmente que se ha
prestado a maior consideracio tranamiasio das
molestias contagiosas por meio do leite contendo
microbios d'-llas. A febre typhoide o primeiro fac-
to foi aasignalado pelo Dr. Ballarde em urna epi-
demia que atsolou Islington em 1860 (Medie il Ti
mes and Qazette pag. 112) : um facto semelhante
ro depois observado em Paddiogtoa (Lancet).
Em 1873 urna epidemia de tebre dothienentiri-
tica arreoentou de sbito no quarteirao de Santo
Jeorges, Hanover, Iquare, Murlebone um dos
mais salubres de Londres.
Murchison ahi teve o dissabor de perder um de
seus filhos. Entretanto, depois de haver^intil-
mente procurado a causa as condicoes a cjue de
ordinario se attribue a deaenvolucio desta moles-
tia conbeceu-se que todas as causas que -recebiam
leite de urna vaccaria afamada pela boa qualida-
de d.) genero estavam infeccionadas pela febre ty-
phoide. Tinha-se observado que os donos de cer-
tas casas que bebiam o leite vindo de suas pro
propriedades nio eram affectados, emquanto que
os raanlos que tomavam o aa vaccaria s ffriara
em grande numero, alm disso, ao contrario do
que se observa ordinariamente, esta epidemia ata-
cava principalmente os meninos.
Verificou-se que o poco ou cacimba que dava
agua para lavarem as vasilhas do leite era conta-
minada por infiltracoes de matorias fecaes, que
elle communicava se pelo solo com o deposit das
teses, e que havia na casa um doente affectado de
febre typhoide, cujas dijecoes por conaeguinte in
feccionavam a agua do poco.
Desde entilo preaton se muita attencio a este
assumpto e muitos caaos de infeceo por meio do
leite coutaminado foram verificados. Em urna in-
teressants memoria apresentada o anno paseado ao
congresso intenjacional de scieacias mdicas,
Retrospecti politico loaano
de ls
FRANCA
(CoiUinuwMu)
Disseinos quo eram muito prusianas as opi-
nics militares do general Lewal e de grnelo
inaiona de seus rompatriotas. Assim eviden-
temente.
AFrancarerebfUcriii'isi'iisinami'ntosiialeriivel
guern de 1870, catasjToplic moilonha da que a ci-
\ ilisaeo occidental devertalvizaiiulai-esentir-se,
se o egosmo de certas potencias europeas persis-
tir em oceultar-se por dstraz do anti-social, po sto
que apparentemente commodo principio diplom-
tico da nao interveiuao, da iudifTerencas yslcma-
DOr tutlo quanto so ]iassealm das ivspecti-
vas l'n ii i lo iras. NaofotOBMQQT, neni o mais triste
ilos-i'sViisiiamoiilos o rol'oronto ao systoma do ln-
tar nos campos da batalha o de reunir dispar 08
elementos pan I luta. 0 povo Eraocex tovo a des-
grafa de ver as suas Imsles al'ainadas. leinidas
ein todo o mundo, de sbito batidas o aniquiladas
por um inimigo quo nao gosava dos meamos cr-
ditos inaniaos. o que sem duvida uo esperara
euoonirai- tm fcil a victoria. Xol'oi a superio-
i lado em (brea de animo, mas a foroa do numero
a da organisaco que deu aos allemacs o seu es-
pantoso triumplio.
A Germania de hoje, como a d'outr'ora, invadi
os dominios latinos com um millio de homens
cheios de odio e cubiga. A Franca aproveitou alic-
eo, e a Assemhlii Nacional o ai-dente patriotismo
que se expandi mais brilhante que nunca aps o
de-astre, para declarar soldados todos os cidados
francezes. E os franceies, como disse um es-
enittor da Recula dos Dous Mundos, aceitaram essa
le nao s por julgarem-n'a necessaria, mas por-
que era generosa.
A patria acabava de passar por eaorme prova-
qSo, c todos pensavam em prepararse pelo ma-
nejo das armas para defendel-a proficuamente
u'outra occasio.
A compra do sangue dedicado defesa com-
mumortireito de substituicaofoi abolido como
una deshonra e um remorso. Entendeu-se, po-
rm, que nio s o tempo de servico militar de-
via ser diuiinuido, mas desigual cm relaeo a cer
tas classes de cidados, admitiudo-se algumas
jgenjoes dajutigalegislayo.
A loi de l87ia;liviilio o contingi-Ht1 militar cm
duas partos : urna adstricta a servico de um, ou-
tra ao de cinco anuos. Ovoluntaiiado deum anno
foi a nica dtsposicTio que essa loi podio ao rc.^'i-
inoii militar altemao, mas. como lembra oescrip-
tor citado, pouco falrou para que os mrasores,
quando aluda pisavam o territorio invadido, go-
sassem a ultima gloria de ver o systema prussia-
no consagrado pelo parlamento francez. Com
olToito, paocarou-se outiodeiTo.taro servico mili-
tar de tre annos. Oppozeram-se a isso Thiers, que
acreditava mais na prudencia dos governos do que
nos grandes exercitos, e a maioria doa militares.
que faziam parte da Assembla Nacional.
Mas a idea que nao viagou ein 1874 teve em
1833 a maioria da cmara r;n son favor, para o\
que concorreu cortamente oni grande parle a au-
toridade e reconheeida competencia do general
LeWal. Esse modo de sorvieo junto abolico
de isenoes at aqui admiUidas no recrulaniouto,
pode ter como resultado o prejudicar de algum
modo o desenvoivimento moral e industrial da
Franca, augmentando ao mesmo tempo a somma
dos encargos oreameutacs da repblica.
A nao ser isso, c dada a noeossidade triste, mas
real, da existencia dos grandes xorcitos na Eu-
ropa, a reforma militar francesa, nao merece as
vehementes censuras que tem attraliido. mais por
corresponder as aspiraees democrticas, do que
por motivos de outra ordem.
E a manifestando dessas aspiraeOes. (PMT por
parte do govorno, quer por parto do parlamento
pareca nio enoontrar desuerados no |iaiz, pelo
menos at ao principio do auno. Healmenle. as
eleieos so.natoriaos que so roalisaram no dia 25
de Jaueiro foram maisum triuinplio para o par-
tido republicano e nova eonsagraoo das institui-
^- actuaes da Frauda. Sobre 87 senadores a
eleger em4idepartamentos, 43perteniam. antes
da oleicjio, aos republicanos, e 4 aos monar-
cliisUis. A eleico deixou aquellos com 67 e es-
te 5 com 20. uanliando, pois, os republicanos nada
menos de 22 lugares.
Entre os candidatos senatoria repcllidos
pelas amas eontaram-se os Srs. Duque de Bre-
gue, Fourton,BruuetdeMerodee Honiii[ue Four-
nier. aules senadorese todos membro.-> importan-
les dfl direila. Isto quer dizor que a naco can-
cada dos golpes de estado, das mutaeos thoatraos
da poltica, idiminava as figuras mais salientes
do Mi doMaio.
0 escrutinio foi em geral favoravol aos oppor-
tunistas ou republicanos moderados, pelo que,
C 'n i era natural, nao ficarain conientes com o re-
sultado doli os reaccionarios c a extrema esquer-
da. Pelo que respoila aos primoiros. forra di-
terqne aceitaram a derrota com certa philoso-
pbia. Alguns dos seus jomaos proporcionaram-
a a suire;na eoiiBolaeio de declarar que o pleito
eloitoral de 2-i ludia sido de e..-ise,pien uas oxcel-
loiies |iara os iuimigos da re|)ubliea, o ipie era
lev.ir um lauto longeo gosto pela hjparbote. Ou-
tras follias couser\adoras, menos ousada o iuia-
ginosaa. ao procoraram na propria plianiazia
u u Unitivo para a siguilieaoao terrivel da arith-
metica. e liuiilai'ain-se adeilarar que aseleiges
scnaporTcteS IlUOCJipiliUluiu nutra, desde que nao
eram iliasdo sull'ragio univorsal directo.
Essa venoraeao dos conservadores da Fraoca,
logitimisias eorieanistas, peloauSragio univer-
sal, na sua Ibruia mais goiiuinaueute dcmoea-
liea. nao deivava de ser curiosa. Era pclonie-
nos um aspecto novo o imprevisto, em lace dos in-
tentes o couheeida- pvedileccOes dos part-
darios da realeza. Us ropublieauos tiuham fun-
dado motivo paraogosijar-se rom convento,
ge porventura a reconheeessom por sincera.
Todava, por mais que a direita quizesse occul-
lal-o. as eleieoes seuatoriaes linham-llie sido um
gravo coiitra-te;iii o.' A per da de 22 lugares so-
bre i2, a derrota de seus representantes mais sa"
lientos, demittidos de um Mandato que excrciain
havia'J anuos, nao eram factos que ella podesso
aceitar com indilVerenca. Mas como, segundo o
proloijuio. nal di mmtot rasjOrnaes gao-
nanhistas viram urna especie de compousacao
aos si.'iis desastres no aborto da candidatura do
Sr. SpuUer pelo deBartamento do Sena. Base
acto, dizia o SoUt, o com elle otras ful has da
mesma origem, que ha de causar viva improssao
uopaiz. Porque motivo, porm a derrota alias
iamentavol d'aquelle candidal-i poda sercons lia
cao para os niouarc.histas Compreheudia-se que
assim fosse, em rigor, se o Sr. SpuUer tivesse .sido
vencido por um retrogrado; mas o vencedor foi o
Sr. Georges Martin, do quem os intransigentes
comtodaaraziocantaram a victoria. E'pouquis-
simo natural que homens que se dizeui complela-
meote dedicados s ideas e principios conserva-
dores, sintam mais satisl'aoao com os triumphos
alcanzados judos radicaos do que polos que os ro-
publieauos moderados possam obter. A lgica
nao comtudo a virtude mais distincta dos parti-
dos, prindpalmented'aquellos que desconhecendo,
ou tingindo desconhecer as condicoes sociaos o
polticas do seu paiz. procuram restaurar um pas-
sado, cuja volta. se podesse dar-se, nao ha duvi-
da quo seria umaverdadeira dosgraca nacional.
Apezar da eleigo de Paris, os radicaos nao fo-
ram mais felizes d quo os monarchistas no es-
crutinio de 2-o de Janeiro. Foi sobretudo sensivol
a perdaquetivoranruas Boceas do Rhodano. de-
partamento quo passava por ser o mais forte ba-
luarte do radicalismo intransigente na provincia.
s chefes desse matiz republicano nao pouparam
esforcos para tornar vordadeiramenle DBipugna-
vol asna conheciihrfortaleza. l'ma circular, as
Signada por trinta nomes dos mais notavoisda
extrema osquorda, fra dirigida aos eleitores se-
natoriaos paraanimal-os na anliga le radical. No
mesmo intuito foram os Srs. Clemenceau o Pollo-
tan hriu lal-os com as bellezas da oratoria. Toda
expanso de foroa e eloquencia foi completamen-
te intil. A chapa dos moderados venceu inte-
gralmente.
Os radicaes, como era de prever, uo atlribui-
ram a derrota ao merecimento intrnseco da po-
ltica que professatn. por mais que o Sr. Challe-
mel-Lacour o quizesse farcr acreditar pelos venci-
dos. A m 9orte das urnas attribuiram-n'a antes
aos defeitos do systema_eleitoraI, que, pelo que
respeita aos senadores, nao directo, mas de dous
graos. A esse systema de eleico chamam os
radicaes suffragio restricto, posto que elle soja
urna cmanacSo do suffragio universal.
Respondendo a essa critica, escreveu urna fo-
Iha parisiense : Gragas ao numero dos eleito-
res, o candidato pode pr-se em directa relago
com estes, fallar-lhes, dar raides e contrahir
compromissos sem intervencao alguma eslranha
txam os intransigentes, cuja theoria consiste exac-
amonte em afirmar que os mandatarios polticos
devem approximar-se o mais possivel dos que lhe
coBferem o mandato ?
Por certo que onde lia trausa/:cao pode haver
as intrigas de que os vencido se queixam; mas
essas dependem dos homens e nao do modo da
eleico, nao so podendo alm disso dizer com ver-
dado quo o sulTragio universal directo esteja me-
nos sujeto aBerraccs do que qualquer outro.
H a prova disto que os radicaes costumam inva-
riavclmente queixar-ss da intervencao official
senapro que qualquer candidato do seu partido
derrotado por um candidato moderado.
Adiffereuca entre o systema directo e o direc-
to consiste apenas em que n'um o candidato pode
pessoalmente relacionar-se com os seus eleitores,
enuroaoto ana no outro nao.
Noprimdro caso nao ha necessidade de urna
coinmisso elcitoral que sirva de intermediario
entre os iuteressados; na segunda hypotheseno
se pode prescindir della.
O suffragio univorsal chamado directo e itn-
mediato, nao o realmente, pois que nao poden-
do o collegio eleitoral reunir-se todo para chegar
a qualquer estipulafrf, forcosamente ter de de-
logar a una coinmisso poderes bastantes para
que esta em seu nome se entenda com os candi-
datos. Pode-se diser que essa commisso nter-
posta entre o eleito e os eleitores, menos sim-
ples representante dostos, do que urna entidade
delilMTaudo.com autoridade propria.
(Continua).
KnViSTA DIARIA

27
2*
2
32
1
17
18
13
23
21
2
2
25
15
S. Vicente, que
66
29
24
13
12
1
47
38
4
43
36
1
230
158
32
19
12>
2.
Eleico provincialTemos mais os se-
guintes resultados da eleico de 3U de Dezembro
Gudo, para deputados provinciaes no biennio de
1886 87 :
4o DISTBtCTO ,
Nova Senhora do O'
(53 eleitores)
Padre Julio Mara do liego Barros
Visconde de Tabatinga
E(r) Luis Goncalve da Silva
V Itamb
(63 eleitores)
Conego Manoel Goncalves S. d'Amoriin
Padre Julio Barros
Viaconde de Tabatinga
Tejucapapo
(31 eleitores)
Padre Julio Barros
VUconde de Tabatiofra
Timbauba
(48 eleitores)
Viaconde de Tabatioga
Padre Julio Barros
Cooego Amorim
Dr. Luiz Goucalvrs
Cruangy
(40 eleitores)
Viseonde de Tabatiuga
Padre Julio Barros
Resumo da votaco, faltando
oo altera :
(400 eleitores)
Padre Julio Mara do R'go Barros (C) 185
Viseonde da Tabatinga (L) 174
('niego Man el Goncalve S. d'Amorim (C) 35
r. Luiz Goncalves da Silva (L) 16
Estil elcitos o Padre Julio Mura do B"go Bar-
ros e o Viseonde de Tabatinga, e vao a 2o escruti-
nio os dous inmediatos cm Vutos.
9o DISTSrCTO
Bonito
(146 eleitores)
Dr. Regncira Casta
l_)r. Jacobina
Mjor Frunjsco Tibureio
Ur. An'onio Corrcia
r. Claudino de Mello
Era branco
Pandlas
(89 eleitores)
Dr. Regueira Costa
Dr. Jacobina
Major Fraucisco Tburco
S. Bento
(8'J eleitores)
Dr. Regueira Cota
Dr. Jacobiua
Maj ,r Francisco Tibureio
Kosumo de teda a votaeao do districto :
, (453 eleitores)
Dr. Francisco Antonio Reguei a Costa (C)
Dr, Jos Eustaquio Forreira Jacobina (L)
Major francisco Tibureio P. de Mello (L)
Dr. Antonio Francisco Corrcia de Araujo (C)
Dr. Claudino de Mello (C)
Em branco
Sendo o quocente eleitoral 150. esto eletos em
1* eecrutiuio os Srs. Drs. Francisco Antonio Re-
gueira Costa e Jos Eustaquio Ferreira Jacobino:
< vao a 2o escrutinio os dous immediatos em vo-
tos.
12 DISTBICTO
Taquarctinga
(119 eleitores)
Vgario Augusto F. Moreira da Silva 53
Dr. Prxedes Fi tanga 36
Jo Alves Bezerre Cavalcante 30
Betuno eleitoralPela presidencia da
provincia foi expedida a seguinte portara i
4.a seceo.Palacio da Presidencia de Per-
nambuco, em 2 de Jaueiro de 1885.
O presidente da provincia, a quem foi presente
a 29 de Dezembro fiudo, o recurso interposto pelo
cidado Manoel Joaqun) Xavier Ribeiro, da de-
calo pela qual o juiz de direito da comarca de
Bezerros, duoegou lhe a expedico de novo titulo
de eleitor,, sob fuudamento de nao ter sido extra-
viado ou perdido o primitivo e sira inutilisado por
acto voluntario do proprio recorrente, bypjtbese
nao comprehendida no art. 6 18 do decreto
legislativo n. 3029 de 18S1, qne exclusivamente
se refere a perda d'aquelle titulo, por motivo in-
dependente da voutade do respectivo possuidor,
considerando :
' l. Que urna vez alistado o eleitor nao pode ser
excluido senio nos casos previst9s e pela forma
estatuida no art. 8. $ 1.a a 8. do citado decreto
n. 3029 de 1881 e nos arts. 17 e 39 do decreto n.
8213 e art. 1. 21 do decreto n. 3122 de 1882.
prevalecendo fora drsses restrictos caaos a perma-
nencia do alistaim nto, q :e um dos pontos capi-
taes da retorma sanecionada p.dos referidos de-
cretos ;
2.<" Que o titulo ou diploma exp3dido ao eleitor
constitue apenas o meio pratico de fazer valer o
direito do voto reconhecido pelo ahitamente, senda
a expedico d'esse titulo ou diploma coneequeiic a
necessaria do acto jurdico, que reconheceu a exis-
tencia do mesmo direito ; (decreto n. 3029 art
6.o 14. )
3. Que a exigencia expressa no art. 6. 18
do decreto citado, quanto a justifieacao da perda
do titulo, traduz smente o intuito de regularisar
o exereicio do direito do voto, reconhecido pelo
aliatamento, evitando-se dnplicatas e artificios
prejudiciaes verdade eleitoral e de modo ne-
nhum entende com a perda d'esse direito, s resul-
tante de elimnacao do aliatamento teita nos casos
e pela forma reatrictamente preceituados nos ao-
breditos decretos ;
4." Que, nao tenlo',0 legislador eomprehendido
em taes casos o da expressa lenuucia da capaci-
dade eleitoral por parte do cidadao devdamente
alistado, menos se pode julgar que fiaesse depen-
der e >aa da simples inutilaaco material do titu-
lo, embora voluntariamente praticada pelo res >
pectivo possuidor ;
Que a idea de qualidade, invocada pela decisao
recorrida com preferencia ao eleitor que inutilise
o seu ttulo, nao podeaia prevalecer, mesmo quan-
do nao fosse excluido pelas razoes j expressas,
attendendo o precciu jurdico que naV .cmitte
presumpeocs nesta materia;
D provimento ao mencionado recurso de con-
formidade com o art. 6. 18 do supracitodo de-
creto legislativo n. 3029 de 1881, para o fim de
ser expedido novo titulo ao recorrente, publican-
do -se a presente decisao e seudo devdamente
communicada aojuiz competente. (Aasignado.)
Jos Fernaudea da Coila Pereira Jnior.
Melborainento do Porto e atoas
tieroe Consta-nos qne o Sr. engenheiro Al-
fredo Lisboa, ltimamente nomeado director das
iv

v
t

aos proprios iuteressados. E' diso que quei- ^ Pubuco e do Melh9r.me.t0
L
3



Diario de PcrnambttcoDomingo 3 de Janeiro d ISsIr
f
/
,
\
do Porto do Reejfc, assamira amanhi o exereicio o d* sui cinitstar* a deputaoio mi p des.es cargos, e q.e, d^vudo depois seguir para Uistrict., i.-u provincia.
acorte no paquete Hgp.rado do norte. n....i J ...
i paquete -ep.rado do norte passar o
respectivo exereicio ao r. engenheiro Dr. Vicea-
te Antonio do Espirito Santo, nomeado para subr
tituil-o no seu impedimento.
> *! lyrlro rjmiea-drawi.
leaE,ta companbia repeli ante-hootein.no
theatro daa Variedades, a mimosa opera, Luo* de
Lamermoor, do immortal maestro italiano Doojetti.
Se na primeira exhibicao aa artiatas que orna-
ran parte na repreaentacio, deaempenhram-ae
vantajosamento dos respectivos pipis, n segun-
da fizeram-se credores da louvor pela rxecucao
correcta e consc enciosa da esplendida pirtitura.
O Srs. Gansini, Dominici e a Sra- Springer,
cantaram e draraatisaram bem.
O Sr. Gansini tirou-se do papel de Elgard,
amante apaixonado da Lucia, de um modo tio ga-
lhardo, que exoedeu a spoctativa goral.
Hontem repatio a empresa a opereta vandeville
.YinioAe, que, por ser muito espirituosa, agradou
bastante.
' para estranbar que nao toaba havido, sein-
prc, enebente as noiies de espectculo.
A ordem, que tem reinado, a inodiciiade dos
precos e a seleccio dos frecuentadores convidam
os diletantes.
Malisdoi do sTinsmeeDos volmnes lan
Hatnr de Crdito tteol de Pernaaa
bues -A aduiuistra^Ao deste Bmao, represen-
tada pin Srs. Jos'da Silva Loyo Jnior, M*-
noel J &> de A ncrim e Luiz Duprsf, en> sua ses-
so de 81 de Deieinbro di anno passado, racolbeu
para sea pre-idente o r. Manuel Jlo de Amo
riui, < noraeon para gerente o Sr. coinmendador
Joai Fernandes Lipes.
Em seaaio de houtem fui o referido Hinco in-
augurado. Faz'inoi votos para que elle attinj
o.fim a que se propoe, que de urna importancia e
auxilio ae commercio e agricultura di pro-
vine a.
( la Cario fia*eAnte-bontem, foi
alvo dd urna honrosa e brilhante manifestaco pro
movida pelo ciub msitna, e sen digno presidente,
Sr. major Mareolino de Sousa Travassos.
A's 4 1/4 da tarde, em um trem espeeial, segnio
para a sua residencia em Beberibe a banda dos
amadores do mesmo club, a qual all chegando foi
obsequiosamente recebida.
Trocados os comprimentos do eatylo, foi servi-
da urna profuaa e lauta mesa onde suave aivers>s
brindes entre os convivas consocios, sendo o de
honra levantado p :1o Sr presidente ao maestro
! que den nome ao club.
Durante o lempo que all estiverara, forsio eu-
cadosao mar, na altura da praia de Pao Amaiel- j vidas diversas pecas do variado repertorio mnsieo
lo, pele eomaaudante do paquete americano ti- do mesmo club.
nanee, afim de atliviar este e poder salval-o do' A's 7 1/2 da noite regressaram no me de vl-
encalhe que toffreu, foram recolhidos traxidos vas e acclamacSes.
vara a Alfandega desta cidade, no vapor Mednza, ovlaaento do porto do Moctre.
alvarenga Tira Duvku e 7 haroneas, cerca de Foi o seguate o movimento do porto do Recife no
2,0- votamos, eujo valor oreado em cerca da mes dt dezembre prximo findo :
30:0804 -'poneo mis- ou m< nos
Dave se isso ao pessoal da Alfandega, dirigido
pelo Sr. guarda mor em peseoa, que all sa demo-
rn S*h lia, o qae, ao regressar, dcixou vigiando
a piBi um destacamento de guardas da Alfan-
dega, so a *reeeado respectivo comaandante.
Na referida praia, e ft pequea distancia, anda
existes entenados pelos matos e no logar do si-
nistro alguna volumes, que se snppe serem de
ferrageos.
Aa despeas feitaa com o servico cima sao re-
lativamente diminutas.
FallecltaentNa rbrda idade, e quando
lhe aorria o futuro, falleceu hootem o joven enge-
nheiro Fortunato F. do R Barroea, homem intel-
1 gente, estudioso e trabahador. _
O seu corpo foi sepultado hontem no Cemiterio
de Santo Amaro, assistindo aos suffragios por sua
alma muitos amigos seu e do seu digno pai e
nosso amigo, o Sr. commendador A. V. da Silva
Barroca, a quem apreaentamos sinceros psames
por to rude golpe.
Laraplos -Pels tereeira vea estes industri-
los tentaram investir o primeiro andar do predio
n. 13 da ra da Auora, onde reatde o Sr. capitao
Theotindo Augusto do Rogo, na noite de 31 para
1 do crtente, aproveitanio se da ausencia dos
dono da easa.
Cbegaram a arrebentar as (echaduras aa p>rta
de entrada e de um quarto mas logo sr. pozeram
em fug, por terem sido presentidos pelo morador
do sogundo andar, o Sr. Dr. Maduro.
O Sr. Dr. ebofe de polica, inteirado do facto,
proceden de conformid*de com a le.
Ferlmeato grave Aote-hontem, cerca
do meio da, na ra do Bom Gasto, em Santo
Amaro das Salinas, em casa de Aona Vicencia
da Coaceico, o individuo de nome Ignacio Laia
de Moura frio gravemente no crneo a Joinua
Viceaeia da Paula, j >g*ndo-lho ama garrafa.
0 offensor, ha pjuco tempo, foi abandonado
pela amante, e nao estando per isso, entrou a pro-
oural-a. Passaui aate-houtem pota allaiidt raa
do Bom Gosto, e vendo Jo^nna Vicenea na ja-
nella, tomn a pela aminte, e atirou-lhe a gar-
rafa, sem mais tirte nem guarte ; do aorta que pa-
gou urna innocente m;nin* a in^ratidio di. pee-
cadora.
Ignacio Luiz de Moara foi preso; e a offendida
foi vistoriaia palos Srs. Dra. Barros Carnuiro e
Souza.
Eteeiaenlo-eoneerlo- Com o suxili
dos principies artistas desta cidade, realiza a-na-
nha o Sr Nicols Campos, no theatro Santa Isa-
bel, o concert em seu beneficio, de que h i dias
fallimos. ...
O programma vana lo e deve agradar pois
foram escollados a eaprichi os trechos que devem
ser executados.
O Sr. Nicols Campos c artist muito distincto ;
e quer do violSo, quer do clarineto, qier da ban-
durra, irranca sona qae deleitara e inebriara,
Entraram do Exterior
23 Vaporea, lotando 30:655 toneladas.
46 Navioe de veta, atando 15^489 .
Entraram da porto* do lomero
ai Vaporee, lotando 81:477 toneladas.
44 Navios de vela, lotando 9:209
Dando para total da entrada
45 Vapores, lotando 54:032 toneladas.
90 Navios de veta, lotando 24:639
SaMram para o Exterior
23 Vaporee.
42 Navios de vela. s
Sahiram para o porto do Imperio t
23 Vaporea.
36 Navios de vela.
Dando para total da ahi:'a
46 Vapores.
78 Navios de vela.
Calendarlo de*le annoOs Srs. Mar-
tina de laatos, successores, bem conhecidos indus-
triaos establecidos nesta cidade, distribuiram de
fes tas aos seus fregueses e apreciadores da agua
Florida e oleo vegetal de Camacan, um kilendario
para este anno em ama linda cbromo-litbographia.
Agradecemos Ihea o mimo que nos enviaras
de um.
Corrida* de ravallan em Beberibe
Iloje, a tarde, haver um ensaio geral de cor-
ridaa de cavalles ao povoado de Beberibe.
Ja se acham inscriptos diversos corredores.
O premio de um dos paros ser o cavadlo ven-
cido.
Deve ser esse nm divertintento Inuito agradavel.
ortalldadeNo Ccmiteno de Santo Ama-
ro foram sepltalos em deaombro t
Da 1885 229 corpos
De 1884 28S
De 1883 284
De 1882 258 .
A media diaria dos cnterrameatos no prximo
lindo mez da dezeinbro foi de 7.38 corpos.
Os das de menor numero de enterramientos fo-
ram 31 em que houve dous; 14 e 23 em que
houve quatro; e 2, 5, 16 e 17 em que houve
cinco.
Os dias de maior numero de enterramentos fo-
ram : 28 em que houve quartote; 1 em que
houve trcae; e 3 em que houve doze.
No anno prximo lindo foram estes os enter-
ramentos feitos no i.'emiteno de Santo Amaro com
as respectivas medias diarias :
Total
Em 1884.
227
237
290
302
313
374
347
295
279
240
226
229
2.389
3.555
7,32
d,46
9,35
10,06
11,06
12,46
11,19
9,51
9,30
7,96
7,35
7,38
9,28
9,71
Menos em 1885.
16
Janeiro*. .
Fevereiro.
Marco....
Abril....
Maio.....
Juuho.. ..
^ndoem evidencia o seu grande talento, ainda Ag08to;;;
mais) realcado peio seu estado de cegueira. Hetembro.
eommendamos. pois, instanteaente o seu be- ),[,,.
aefidio, que, estamos certos, agradar aos dilet- Novemb;o
tanljes. Dezembro
adaverAnte-bontem foi retiaado do rio-------------
CaiSibaribe, junto 4 rampa do Campo das Priuee-
zit aofado do palacio da presidencia, o cadver
dJum homem de cor pre's, representan lo ter 33
a Jnos, e que esava decentemente vestido.
Examinado o corpo pelo Sr. Dr. Souza, decla-
ma elle ter sido a morte e rallante de aspbyna
or submeraSo.
O cadver ettav rodo na regiao da garganta
pelos seris e peixes. ....
Nlo foi reconhecida a identidade do mono.
Araeaal de Marloba-Foi hontem ad-
mittido como raichinista da serrara a vapor do
Arsenal d Marinha, Iriuo Manoel Duis, que
dias aitea fora despodido da fabrico de fiaco e
tecdos da Magdalena.
Ketim dUtrlclo Consta-nos que o Sr
r. ArtniuioC-riolauo Tavares dos Sant oi desis-
VIfstatica de Pernambuco-Damos cm seguida o mappa demonstrativo do rendiiuento
ja Alfandega de. Pernambuco, durante o mez de Dezembro de 1885, comparado com o da igual mez de
884.
Numero
Media diaria
0,43
No oltimo quadrennio foram estes os enter-
ramentos :
ASNOS
1835..
1884..
188S.
1832..
Numero
3.339
3.555
3.215
3.955
Mdm
9,28
9,71
8,81
10,83
DEKOMISA5X0 DAS BEXDAS
1886
Importando
Direitos de consumo .
Addcionaes de 50 0
Augmento de 10 /o....
Expediente de 5%. .
Armazeuagein.....
Capatazia.......
Imposto de 40 ,'o sobre fumo.
Despacito martimos
Imposto de ptaroes.
Dito de dcas .
Exportaban
Direitos de
dem de 7 /j.
dem de&%-
Interior
Sello por verbas......
Dito adhesivo......
Imposto de transmissSo, de 6 "/o.
Extraordinaria
Multas
Depsitos
Deposito de diversas origens.
Contribuicao de caridade .
goman.
392.-629-S776
196:22140|
39:241*331
4:298/350
6:323i607
2:527.5620
72*000
6:700*000
1:183*4701

7:955*397
5*088
131:602*507
!2*000
H*Ml
117*600
-880*72
1:613*202
5:199*290
796:8200860
1884
371:127*067
185:431335j
37:036*282
3:335*U18
9:255*510
2:219*588
840000
4:880*000
9714220
9:630*091
*
121:000*227
43*000
1:360*000
7450 1.-064*659
3:489*645
2:699*304
D1FFEKENCAS
Para mais
21:502*709
10:790*255
2:158*049
9630332
*
308*032
*
1:820*000
212*250
*
5*088
10:002*280
*
#J 10*100
Para menos
0
0
0
0
2:931*903
753:6840496
1:709*645
50:181*740
130000
*
1:674*694
0
*
31*000
1:133*700
*
2750087
986*102
*

RECAPITLACAO
DENOMISACAO DAS SENDAS
Importacao.....
Despach martimo.
Exportacio .
Interior......
Extraordinaria ....
Depsitos......
Total ....
611:317*324
7:883*470
139:56*0992
355*900
788*672
6:912*492
796:820*850
608:538*850
5:851*220:
130:630*318
1:410*500
1:064*659
6:188*949
753:684*496
32:778*474
2:032*250
8:932*674
0
*
723*543
44:466*941
0
*
0
1:054*000
275*987
0
1:330*587
2* aecco da Alfandega de Pernambuco, 2 de Janeiro de 1886.O ebefe. Domingos Joaguim da
*mtcoa.0 escripturano, Odtlon Cotlho da S.L:a.
Rea aldea ooelaeit Hoja La as se-
guate :
Da Unio Commercial B nancate dos Merciei-
ros. s 4 horas da tarde, em assembla geral, na
respectiva sede.
Do Club dos Perimpinpins, s4 horas da tarde,
oa respectiva sede, ra da Palma.
Proclamo* de eaaa*easo -Na matriz
da Afjgados foram lidos os seguintes no da 10
do corrate :
D.: Melehiadeg Caetano da Silva com Marcoliua
Mara da II ira.
De J0X0 Viciano de Macedo .Micoi com Maria
/-ferina da Silva
Do Pacifico J-sa Mathiaa com Maria Thereaa
do Carmo.
Vneta -Escrevem ao Caf de Millo em 24
Nove obro :
D. Carlos est sempre aqu. Receben omitas
instigacoes dos seus partidarios e muitoe convites
para por-se a frente d' el les. Um d'elles veio de
proposito cliamal-o V'eneza.
Mas elle nio quer mover-so. Deca-ou que
inter"ir em rleapanba s quando os republica-
nos se sublevarem e erpellirem a gsnte. Entre
elle apresentar a ordem e a tranquillidade e lera
chmalo pelo pivo.
Esta % razio app iraute da sua inercia.
A real entretanto o amor violento que o ten>
invadido por urna joven dama veneziana, do qua
todos sussurram de nome...
Aaylo de Mcndlcldade O movintenio
d'este estabeleciinento de caridade no mez do
dezembro foi o seguate :
Homena Mnlheres
Existiam 60 108
Entraram 7 8'
116
10
106
32
43
43
8
35
3
32
74
68 106
Total 164.
Movimento total do anno de 1385 :
Existiam em 1884 66 93
Entraram em 1855 135 106
67
Sahiram 9

Existem 58
as enfermarlas:
Existiam 16
Entraram .11
27
Tiveram alia 6
_
22
Falleceram 4
Existem:
Naa enfermaras 18
Nos dormitorios 40
Sahiram
Falleceram
201
93
108
60
199
38
161
65
Existem 58 106
Escolas de instrueco primaria ni Asylo :
Foram frequeatadaa por 17 alumnos, inclusive
3 na dos cegos.
L,elleeEftectuar-se-hao :
Amaoli :
Peio agente Burlamaqui, i 11 horas, no trapi-
che ConceicSo de gneros e diversos artigoa.
Terca- fetra:
Pe/o agente Martn, s 11 horas, no Monte
de Soccorro, ra Bom Jess 32, de joias.
Pelo agente Pinto, s 10 1/2 horas, na ra do
Bom Jess n 43 de predios.
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, na ra do
Mrquez de Oliuda n. 18, de movis, loucaa, vi-
dros etc.
Hiooaw fnnebreSero celebradas:
Ainanh :
A's 7 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de Manoel Jo= de S..nt'Anna Araujo ; s 7 1/2
horas, na Conceicio de Beberibe, por slmi de An-
tonio Francisco Pereira.
Terca-feira :
A's 8 horas no Esprito Santo, por alma de Ma-
noel Jos da Foneeca; s 7 1/2, na capel I a do
Monteiro e matriz da Boa-Vista, por alma de He
leodoro d8 Aquino Fonseca -, s 7 horas, na ma-
triz da Boa Vista, por alma de Heniique S. de
Andrade Brederodea.
Quiota-feira :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de Joaquim Machado da Cunha Cavalcante.
Casa de netenedoMovimento dos pre-
sos no da 1. de Janeiro :
Existiam presos 317, entraram 9, sahiram 7,
existem 319.
A sabei:
Nacionat s 282, mulheres 6, estrangeiros 5, es-
cravos sentenciados e processados 13, ditos de cor-
reccao 13.Total 319.
Arracoados 287, sendo : bons 275, doentes 14
-Total 289.
Muvimento da enfermara :
Teve baixa :
Vctor Alves Pereira da Silva.
Lotera da provinciaSexte-feira, 8
de Janeiro, se extraliir a lotera n. 30, em be-
neficio da Santa Casa de Misericordi 1 do Re-
cife.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Couceicao dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as esphems arrumadas em ordem num-
rica, apreciacao do publico.
Lotera de Macelo de 900:000&000
Esta grande lotera, cujo premio grande de
200:000*000, pelo novo plano, ser extrahda im-
preterivelmente no dia 5 de Janeiro.
s bilhetes acbam-se a venda na Casa Feliz
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera do Ceara de 10:000&000
Esta lotera, cujo maior premio 10:000*000, pelo
novo plano, ser extrahda no dia 9 de Janeiro
prximo vindouro.
Os bilhetes acham-ae venda n Casa da For-
tnna ra Primeiro de Margo n. 23.
Lotera Extraordinaria no Tpl
ranga. 0 terceiro eorteio das 4> e 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
100:000*000, ser extrahda no da 12 de Janeiro
prximo.
Bilhetes venda na Casa da Fortuna na 1
le Marco n. 23.
Mercado Municipal de H. Jo.0
movimento deste Mercado no da 2 de correte,
foi o seguinte:
Entraram :
24 bois pesando 3.193 kilos.
1.185 kilos de pcixe a 20 ris
23 cargas de farinha, milbo e feijo
.a 200 ris
7 ditas de fructaa diversas a 300
ris I
10 taboleiros a 20(J,rs
9 Suinos a 200 ris
Precos do dia:
Carne verde a 430 e 440 lis o kilo.
Suinos a 800 e 640 ris dem.
Camciro a 1*000 e 800 ris dem.
Farinha a 600, 500 e 400 ris a cuia
Milho de 320, e 280 res dem.
Feijo de" 1*000, 800 e 610 ris idem.
Foram oecupados :
18 compartimentos de subo a 700
ris 120600
14 ditos de iressuras a 600 ris 8*400
44 talhos de carne verde a 10000 44*0011
20 ditos de ditos a 2* 40*000
4J compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 ris 21*000
66 ditos de legnroes a 400 ris 26*400
19 columnas a 600 ris 11*400
23*700
4*600
2*100
2*000
1*800
Deve ter sido arrecalada neste dia a
quantia de
193*400
CHRONICA JDDICIARIA
Tribunal da Retafao
SESSO EXTRAORDINARIA EM 2 DE JA
NEIRO DE 1885
PRESIDENCIA DO EXM. SB. CONSELHEIBO
QUINTINO DE MIBANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As hoi as do costme, presentes os Srs. desem-
bargadores em numero legal, foi aberta a sesso,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Deram-se os seguintes
Jl'LGAJIESTOS
Habeas corpas
Pacientes .
Manoel Geraldo dos Santos Ramos. Mandn
eouvir o subdelegado de Santo Antonio, por in
Urmedio do Dr. ebefe de polica.
aaaoel Jos da sil va.=Foi in deferido, unni-
memente.
Manoei Francisco dos Aojos. = Foi indeferido,
unnimemente.
Recursos eleitoiaes
De Cimbres Re cor rente Manoel Cordeiro Ca
valcante, recorrido o juizo. Relator o Sr. conse-
Iheiro Fretas Henriqoes.Negou-se provimento
contra os votos dos Srs. conselbeiros relator e
Qusir.iz Barros o deseinbargador Buarque Lima.
De Cimbres -Recorren!* Antonio Ludgoro Cal-
lado, reeorrido o juizo. Rdator o Sr. conselheiro
Araujo Jorge. Negou-se provimento, contra oa
votos cima.
Da IraperatrizRecorrente o juizo, recorrido
Jo*e Vieira da Albuquerque Poixoto. Relator o
Sr. conselheiro Araujo Jorge. = Negou-se provi-
mento, unnimemente.
De CimbresRecorrente Antonio Manoel Be-
zerra Cavalcante, recorrido o juizo. Relator o Sr.
conselheiro QucTr-oz Barros.Negou-se provimen-
to, contra os votos dos Srs. conselbeiros relator e
Freitas Hcnriques e desembargador Buarque
Lima.
De LimoeiroRecorrente Luiz Jos da Silva,
recorrido Jos Vieira de Mello. Relator o Sr.
desembargador Busrque Lima. Deus-J provi-
mento ao recurso, para se mandar desalistar o r
corrido, contra os votos dos Sr. desembargador
relator e conselueiros Freitas Henriques e Quei-
roz Barros.
Do LimoeiroRecorrente Luiz Jos da Silva,
recorrido Manoel Pedro de Amorim Lima. Re
lator o Sr. desembargador Toscano Barreta
Deu-se provimento ao recurso, unnimemente.
De Cimbres Recorrente Manoel d is Santos
Barbosa, recorrido o juizo. Relator o Sr. desem-
oargader Olivcl.-a Macid.Negou se prsvimento.
contra os votos dos Srs. conselbeiros Freitas Ilon-
riques e Qoeiroz Barros e desembargador Buar-
que Lima.
De Taquaretinga Recorrente Ptnlino Jos
Torrea, recorrido o juizo. Relator o Sr. desem-
bargador Oliveira Maciel.-Mandou-se a urna di-
ligencia.
Do Bom ConselhoRecorrente Francisco Be-
zerra de Mello, recorrido o juizo. Relator o Sr.
desembargador Pires Ferreira.Negou-se provi
mente ao recurso, unnimemente.
De Taquaretinga Recorrente Joo Joaquim
de Sant'Anna, recorr io o juizo. Relator o Sr.
desembargador Pires Ferreira.Negou-se provi-
mento, unnimemente, o mandou-se processar nio
s o recorrente que nsou de documento falso co-
mo quem o falsificou.
De CimbreaRecorrente Miguel Lnix Rolri-
gnes da Fonseca, recorrido o juizo. Relator o
Sr. desembargador Monteiro de Andrade. Con-
verten-se o julgamento em diligencia.
De Cimbres-Recorrente Miguel Josquim de
Sant'Anna, recorrido o juizo. Relator o Sr. des-
embargador Pires fioncalves. Negou-se provi-
mento ao recurso, contra os votos destes.
Do LimoeiroRecorrente Lnis Jos da Silva,
recorrido Domingos Hermes de Arroda Filho. Re-
lator o Sr. desembargador Pires Ooncalvoa.
Converteuse o julgamento em diligencia.
Do LimoeroRecorrente Luiz Jos da Silva,
recorrido Manoel de Amorim Lima. Relator o Sr.
desembargador Alves Ribeiro. Deu-se provimen-
to ao recurso, unnimemente.
Encerrou-se a sesso a 1 hora da tarde.
PUBI/.CAGES A PEDIDO
Lagrimas
A SENTIDA MEMORIA DE MINHA PRESAD-
SIMA MADKIKHA, D. CANDIDA FRANCISCA
XAVIER DOS BEIS, NO 7' DIA DO SEU IN-
FAUSTO l'ASSAMENTO.
A uiorte em sua marcha,
prepotente o fatal parte os
Lijos mais estrenos da farai-
ruilia e abysma-a q'uiu pela-
go de dor.
J, no vive... meu Deus 1 A mor'.e aus-
tera,
Como a lava candente da crtera,
Lanjou-a em convulsSas.!
E na longa agona lancinante,
Mais de um lo parti, febricitante,
Degrajos corafSes !
Morreo.... porem seu peito era um sacrano,
Do bem 1 E de virtudesrelicario,
L e synthese loug^ I
E na pratica do amor, da candado,
Dava sempre um conforto a humanidade
as dores, no ata !
f'inou-se como a arvore frondoza,
Que a procella arremeca impiedosa,
Na calida avidez ;
Mas, que a brisa perpassa murm arante
E oscla o destroco fluctuante,
Com triste flicidcz 1
Morreu... mas em seu se incuutia,
O temo amor do esposo, que a nutria
No leito doloroso.
E se n'alma pairava, urna descrenca
Passava como nuvem semi-deusa
N'um co esplendoroso 1
Mas nao quiz, o destino desdonhoso
Na ampullieta do tempo precioso,
Seus annos prolongar,
E cumprio se, meu Deus, a lei terrivel,
Immutavel, cruel e irresistivel
Da vida ao perpassar I
E' junto a sua lousa aljofarada.
Pelas auras subtis da madrugada,
Nessa algento mansSo,
Que eu desfiro na lyra insipiente,
Um tributo, d'affecto veheraento
De amor e gratido !..
Rccife, 2 de Janeiro de 1886.
Candido T. dos liis.
O capitao Trujano Allpio Ciirvalho Hendon^a e a i Pro-
Tineia.
Cumpro pressuroso o dever de acuiir
ao appello que rae dirigi a Provincia de
2d do passado, em um artigo da sua Ghro-
nica Poltica, sob a epigraphe Presaao
torpe que smente boje me foi dado
ler.
Sou abi conservado por baver o meu
nome figurado n'uraa lista de mesaras quo
os conservadores apresentaram na 4a scc
{Jo da freguezia da Boa Vista, onde r-si-
do, sendo eu liberal, e de estar oceupando
o lugar de ajudante do Arsenal de Guerra
desta provincia, lugar que, diz o articulis-
ta, me fra dado pelo partido liberal.
Pareca-me que um facto tilo simples e
insignificante, como este, nao deveria pro-
vocar tamanha celeuma e muito menos a
acrimonia com que me tratara, ao ponto
de me julgarem capaz de praticar urna ac-
eita indigna, suppondo que estou sendo vi
ctima de urna torpe pressao offiuial, ou
que trahi a lealdade que devo ao meu
partido ; abandonaodo-o na hora da adver-
sidade por amor da conservado de um
emprego, que o mesmo partido me deu.
Asseguro, porro, aos que assim acre e
injustamente me ceosuram, que nem urna
nem nutra cousa se d meu respeito,
porque nem sou victima da preasio algu-
ma, nem t2o piuco desertei das fileiras de
meu partido.
isto de pressHo offijial nao passa de um
sooho do articulista, ou de quen o infor
mou, pois ateiramente inexacto que o
digno director do Arsenal de (Juerra, o
Sr. major Antonio Vilella de Castro Tava-
res me tivesso feito at hoje a mnima exi-
go>;a no sentido de coarctar a miaba li-
bordade de voto, podendo tambem assegu-
rar c^aa no Arsenal nSo ha um' s<> empro
pado ou artista operario a quem ee tenha
feito exigencias dessa ordem, alias impro-
pria do carcter independente e nobre des-
te fanecionario.
E quanto a outra hypothese, que taoi-
bem se figurou de se poder deduzir do ai-
ludido facto urna suspeicao contra o meu
carcter, permita o articulista que eu de-
clino, com a devida venia, do seu conoeito
para o daquelles que me conhecem de per-
to, e por isso mais aptos a me julgarem
com a justica que m^reco.
Sempre fui libera!, e Be boje oa conser-
vadores apresentam o meu nome n'uma
lista para meaarios, porque sabem que
apoio francamente, sem reservas, a candi-
datura do conselheiro Theodoro, a quem
me ligam sagrados lacoa de particular
araizade, de gratid2o e parentesco ; e nao
vejo que seja isto razao para se duvidar
de meu carcter, desde que o faoo sem
razsterio e por motivos altamente plausi-
veis e at louvaveis aoa que sabem apre-
ciar qua^s os sagrados ieverea da amisa-
de e da gratidao.
Se porm no pensar de alguem commet-
to com isto alguma falta e mereco ser cen-
surado, tenho ao menos o consol de fi-
car em paz com a minha conseiencia, e
quanto me basta para nao me arrepender
do proposito em que estou deapoiar a can-
didatura daquelle Ulustre conselheiro, que
tem direitos inconcaasos ao'meu voto pelas
condicoes especiaos em que para coirsigo
me f-cho, e assim nao ha motivos para so
extrauhar o meu prooedimento, que alias
em casos idnticos, tenho visto ser prati-
c&do at por poli ticos intransigentes em
cujo numero nunca me contemplei.
NSo concluirei, sem rectificar um enga-
o dj articulista, quando diz que o parti-
do liberal foi quem me deu o lugar que
oceupo ; um perfeito engao : quem me
meu deu esse lugar nao foi o partido libe-
Eleiffto geral
8EOUNDO DISTRICTO
Carta circular
Illm. Sr. Tenho a boora de dirigirme V*
S. para, na qualidads de candidato deputacao
geral pelo 2. distrieto desta provincia, solicitar
nao s seu voto como sea apsio. e valiocissimo
concurso.
Nesta occasiio nio me licito oceultar as con-
dicoes em que tenho colloeado minha candida-
tura. Natural deste distrieto e nelle residente,
mais de ama ves fui eleito sen representante na
Assembla Legislativa Provincial. A rsse facto
junto ainda o de haver representad), na mesma
Assembla, por motivo de incsmpatibili ladn legal,
o antigo 5.0 distrieto eleitoral, e prestido em di-
verses cargos de administracao os srvicos com-
pativeis com as hibilitacoes que exhib e deixei
sujeitas 6. apreciaoSo de meus concidailaos.
Apresentando me, pois, a impetrar, hoje, os
suftragioa de que careco para representir o mes-
mo distrieto, aa cmara temporaria, appello, so-
mente, para a independencia e alto criterio do
eleitorado.
Aceito, com a maior satistaco, o spu veredic-
tum, convencido como estou de que, co n o actual
syatema eleitorxl, a eicolha dos reprraeataates
do pavo deve ser feita com a mxima liberdade e
extreme de tuda a ntervenco oficial.
Neste sentido anmame o empenln em que
etta o governo, ja manifestado pela rte mtn.-nda-
cio que, a seas delegados, fes emciicular Je 30
de Setembro ultimo.
Fundando, portanto, minha pretensao nos ele-
mentes que aqai ficsm expostes, nutro a ntis
Broas oonvicco de que sio ellos suficientes par*
justificar sua legitimidade. **"
E, agradeeendo, desde j, a attenca com qae
V. 8. se dignar de receber minha hurail 1 silici-
tacao, sou com todo o respeito e particular s-
timaDe V. 8. attencioso smigoe criado obrigado
Jote Nicolao Tole/Uino de Carvalho.
19 de Dezembrode 1883.
0 capito Manoel Jos de Sant'-
Anna ranjo
Qu'taitceque la* exil, ennui, sojfrance
Un holacauMe l'esperanca... *
Lamabtixe.
Faz a-nanhil um anno que termlaou'sua
p3regrina92o terrena o capitSo o capitao
Manoel Jos de Sant'Anna Araujo.
Os que se lhe achavam ligados pelo san-
ral, que alias tinha outro candidato para
elle, devo-o sraeote a amisade particular! 6U tu PeIa amisadejamis poderao esque-
de um amigo, que procurando a minha no- (
meacSo nao attendeu as -minhas ideas po-
lticas, mas nicamente grande e intima
amisade quo nos unia desde a infancia,
cerno irmSos : esse amio foi o Dr. Iano-
cencio Seraphico de Assis Carvalho, de
saudosa memoria ; e se n'esse lugar tenho
sido conservado depois da ascencao do par-
tido conservador, devo-o tambem smeate
a amisade do dito conselheiro, conserva-
cita esta que tambem nao de admirar,
desdo que estilo sendo conservados (e sem
o menor reparo da parte da Provincia)
muitos outros funecionarios liberaes, e que
entretanto oceupam cargos do inteira con-
fianza politica.
Creio ter assim satisfeito ai appello da
Provincia..
Recife, 31 de Dezembro de 1885.
'Irajano Alipio de Carvdho Mendonca.
Prospecto do Colle^io de S.
Luii de Gonzaga em Goyanna
Era um carcter austero, qu> nunca
dobrou-se as pequeas miseria dos te.npos
hodiernos.
Soube sempre, com ama probidado im-
maculada, resistir a todas as sugg*s!5s do
interesse, e sua alma diamantina c^llocava
o dever antes de tudo, sem cogitar das con-
sequencias de seus actos.
Oa mesa do trabalbo, onde deixou ina-
pagaveis provas de sua robusta iu^-lligen-
I cia e indefes8a^ctividade, somento affas*
tou-se, quando a molestia e a velbie, em
infernal connubio, levaram-no ao leito de
onde nao devia mais erguer-so-
Ainda assim, confiando na extro na lu-
cidez de seu espirito, que connervou int.-
gro at fechar-se-lhe o livro da vids,, quiz
proseguir no3 trabalhos de seu carg>; mas
dominou o a fatalidade das das leis, que
regem a materia.
Ficou, pirm, sua memoria, claro xam-
pio para aquellos que cumprem o dever,
pelo dever, sem aguardar outra. recowpsn-
a aloirria de sua conseiencia.
I sa, que nao
De quasi 70 annos de trabalhos, em prol
,,,,-,, 11 1 j 1 ida causa publica, prestados com urna leal-
Art. 1. tiste collegio, fundado sob os r _
, j -i -\r j dada espartana, legou apenas a sua Umilu
auspicios dos padresJoao Marques de 1 r ', r ,,
r n, ^ ., um nome honrado c xpjlluto, qinei pro-
Souza e Joao Jrrancisco reman les, aceita ___ ;
, t .', curar conservar e merecer,
alumnos uternos e externos. \)i internos ,. _
., ,. E no da que racorda outro de tautas
para melhor suceoJimento, so recebe com 7 u j.i u
l 7s amarguras, venho prestar a dolor.iaa lio-
7 a 10 annos inclusivo a primeira matn- j l 1 j.
, ... i tnenaarem de minha intensa sau.Uae a
cu a das aulas primarias e secundarias, aos
\ 1 1 1 j quera, anda raorto, srveme de san:Uio,
quaes acompanbarao attestaaos ue aaae e _
cuja luz procuro nos momentos em qa>. sou
vaccina e eadereco de seus pas e corres-
pondentes.
Art. 2." A educicita tributada abrango
as partes intellectual, moral, civil e reli-
giosa. As materias profe38adas so: pri-
meiras letras, portuguez, franeez, inglez,
latira, geographia, historia, arithmetica,
geometra, aige&ra, rhetorica o philosophia.
Art 3o Pela mdica qeautia de 40$
.nensaes com a joia de 20$, alen do dre-
to dos alumnos estularem as materias pro-
fessalas, tm de ser alimentados su e abun-
dantemente; tratados em suas onferraida-
des pelo medico do Instituto, fornecendo
este medicamenios; e de tercama, ba-
ca, jarro, lavatorio, cabide, banca, cadei-
ra, papel, tinta, lapis, crayons, ardosias,
honorificencias e o mais que recommendam
a boa ordem e hygieno. Ficam, porem, s
expensas dos alumnos a lavagem da rou-
pa, livros e sellos para cartas.
Art. 4. O rgimen interno nilo c vexa-
torio, mas coordenado segundo 03 di cla-
mes civis, moraes, religiosos, hygienico.i e
pedaggicos.
Art. 5. O collegio prescreve enxoval
ordinario e outro extraordinario, em
que nao adraitte alteracao alguma. O pri-
meiro constanta de : 8 camisas brancas, 8
ccroulas de linho ou algodito; G blusas
de brira parlo, calcas iden, (3 gravatas
de chita, 1? pares de roci.s, 12 lencos
braneos, 4 lencos do linho ou lo.la>, 4
cobertas do chita,. 1 cobertor de 1:1 encar-
nada, 4 toalhas para rosto, 2 ditas para
banlto, 3 camisolas de dormir, 2 travessei-
ros cora 12 fronhos, 1 copo para o asseo
dos denles, 1 escova iiem, 1 pente para
alisar, 1 dito fino, 1 tesoura para inhas,
2 pares de sapatOes com elstico. O se-
gundo consta de : 1 blusa de panno fino
com botSes dourados, 1 coliote idem idem,
1 calca idem, 2 gravatas de seda prets, 1
bouet com patla horisontal, galio e as ini-
Diaes CSLG
Para facilitar aos inleressalos, o colle-
gio encarrega-so do fetio das roupas e ob-
jectos de precisao dos alumnos, mediante
quantia para isso necessaria e da lavagem
da roupa pela pensilo de 4$ mensaes.
Art. 6o Os pagamentos s3o feitos por
trimestres allantados.
Art. 7." As aulas coraecarSo a funecio-
nar a 15 de Janeiro e terminarao no ulti-
mo de Novembro de cada anno.
Art. S. Os alumnos externos de qual-
quer idade terao entrada* me liante 4$000
raensaes para a ouli primaria e para as
secundarias, 4$ na frequenca d'uraa s
aula, G.-> na de dua3 e 8$ na de tres.
O director.
Padre J0H0 Francisco Fernandes.
ferido pelos desgostos o i s contrariedades
da vida.
O culto que presto a sua memoria, s-
mente terminar com a minha vida.
Recife, 3 de Janeiro de 188'3.
F.
'

I
C
t
Collegio Nossa Senhora das
Victorias
10=Rua do Hospicio I
Este estabeleciinento de instruccao, a' rir saas
aulas no da 11 de Janeiro.
As directoras,
Blanche d'Herpent Torga-
Daroneza L. V. d'Herpent.
HolelPetropois
Em Palmares, junto a estaco do
caminho de ferro
Com quanto a casa nao teuha tirado hiero at I
agora, anda assim continuar at o fim da safra.
Pede-se aos Srs. passageiros a bondade de o visi-
tar. A. mesa para todos qae estivercm decente- t
mente vestidos e se portal em bem : na ctlegada "^
dos trens ella est prompta e ha tempo pois quem j
sobe tsm 50 minutos e quem desee 1 !i >ra e 5 mi-
nutos.
Esta hospedaria sendo de grande utiMaliyp. I
as pessoas que viajam nos trena, turna-se niferece-
dora do apoio publico. ,
S se'permitte hospedagem a familias/^ pessoas
honestas. '
S. M. El-ei |Fer
nando
A Directora e Conselho do Gabinete Portugnez
de Leitura desta cidade, ligados pelo mesmo sen-
timento quanto ao tristissiino suc:esso da sem-
pre pranteaia parda de S. M. El-Re o Sr. D.
Femando, cuja noticia racentemente nojf>i trans-
tn-itida pelo telegrapho, convidam pelo presente
todos os membr-8 da colonia, p irtu'^uejcs aqu
residentes a comparecerem no edilicio do raesmo^'J
Gabinete, segunda-feira 4 de Janeiro prximo fu-
turo, pelas 6 horas da tarde, afim de nessa reu-
nio resciver-se sobre o meio e modo de manies-
tarmos o nosso profundo pezar, por tito lamcntavel
aeontecimento, o deizar bem acentuado que nao
obstante vivermos longe da patria centenas de le-
guas, sempre o mesmo o grao de sentimento pe-^
las inditas, do mesmo med* que o seu enthu- *
iasmo pelas novas glorias que adquire.
A Directora e Conselho desta associacao espe-
ram portanto do nuaca desmentido patriotismo do-
todos os portuguezes aqu residentes, a mais com-^
pleta adhesao ao presente convite, reunindo-.e
no dia e hora api-asados para o fim cima dito-
Secretaria do Conselho Deliberativo do Gal J
nete Portaguez de_ Leitora em Pernambuco, 28J
Dezembro de 1885.
O presidente,
V. da Silva Logo.
O 1* secretario,
Jote da Sil va llodi-'gue*r
l
3
f


*&

Diario de PernambucoDomingo 3 de Janeiro de 136
C0LLEG10
UE
tea >bora fia Peala
Ra do Ka rao de *- Rorja n.
tt. outr'ora do Sebo
Ostral). iluto de educado de me-
nina*, fuuum.o rm 1 To, comecam 11 de Ja-
neiro. .
A directora, havcnclo-se transferido para o pre-
dio cima dito, de ptima condioics pa*ae*t*be-
cimentos desta ordem. tendo longa pratica e ma-
gieterie, desde 1873, e auxiliada por habis profes-
soree, eapera continuar a merecer a confianca doa
I lime. Srs. intereseados.
Eaaina-ac : prioieiras letras, portugus, francez,
ingles, allemo.geogit.phia, historia, musita, piano,
descube, costuras e bordadoa de diferentes ge-
juro*.
Augusta Carneiro.
COLLGIO
Instituto Dezenove d'Abrii
N. 1-RUA DOPROGRESSO-N. 1
As aulas deste eatabeleciineoto de educaco
abrem-ae na dia 7 de Janeiro dv corr'.nte anno.
O Instituto s aeccita alumnos internos e semi-
internos para o curso secundario, acceitando, po-
i m, alim destes, externos para a aula infantil^
feases e bouorariss
150/000
75*000
100*000
20*000
30*000
50*000
20*000
30*000
Alumno interno
Alumno semi-interno da Aula Infantil
Alumno semi-interno do Curso Secun-
dario
Alumno externo da Aula Infantil
Rnnpa lavada e engomada
Joia dos alumnos internos
Iutin dos semi-internos
Cada aula de artes 1 iberaes
Os pagamentos aoro todos feitos por trimestre,
e o adiantamento na forma do Estatutos publi-
cado em 1 de Dezembro de 1885.
O director chama a attenc&o dos Srs. paes que
ti veram alumno? externos durante o anno de 1885
para aa disposices dos arts. 18, 29. 30 e 39 dos
citados Estatutos que foram distribuidos por oc
casio das ferias dadas em 13 de Dezembro.
Para garanta do bom resultado que tem obtido
- continuaran a obter os Sre. paes que matricu-
lareis alumnos n'este estabelecimento, o director
presenta em resumo o resultado obtido pelos alum -
nos do Instituto nos exames procedidos de Janbo
Noveubro de lbt, quer oicialmente. quer no
Cdlegio
Exames officiacs :
Linpu* nacional
Approvados plenamente
Appro vados
Reprovado
Banco di Criilo Real lie Par-
5
12
i
Somma
Francs
Approvados plenar/ente
Approvados
Kcprovado
So ruma
lilil
Approvadss plenamente
Approvado
Keprovado

Somma
Latina
Approvado plenamente
Approvados >
Keprovados
Bbetorlca
Approvado plenamente
(ieomet'la
Approvado plenamente
Pliilosopbia
Approvados
Aula Infantil
Approvados com distincctlo e louvor
Approvados com distinecao
Approvados plenamente
Approvado
Somma
Resumo :
Approvados com distinecao e louvor
Approvado com distinecao
Approvados plenamente
Approvados
Keprovados
18
4
6
1
11
2
1
1
1
1
2
2
14
16
1
33
2
14
29
29
5
Este Banco, autorieado pelo decreto n. 9,457 de
11 de Julho de 1886, dar cemeco s suas opera-
cues no dia 2 oe Janeiro de 1886.
As operacoes fundamentaes do Banco sSo :
Fazcr i uipres tunos -de qnantia nao inferiora
5HJ0O/000 sobre hyponlieca de bens immoveis a
longos prasos com -amortizacito por annuidades.
Estes emptestiinos serao ;
Contratados por tempo nao menor de 10 annos
sobre primeira hypotheca constituid, cedida ou^
subrogada.
Feitos por metade do valor dos immoveis ru-
rses ou por tres quartos dos urbanos em letras
bjpothccarias do Banco, ao par, do valor de.....
ltfO/000 cada urna e do juro de 7 % ao anno.
Reembolsados por sneio de annuidades ptgas
pelos mutuarios em moeda corrente, divididas em
semestres.
Os emprestimos podem ser pagos antecipada-
nsente no todo^ou em parte, em moeda corrente ou
ora letras hypothecarias ao par, vontade des
.mutuarios.
As annuidades compreAendem o juro conven-
cional, a amortizado do capital mutuado e a com-
misso de 1 % ao banca
Ka base dos juros de 6 /0 ao anno, a tabella
das annuidades para 1:000*000 a seguinte :
Contratos por 10 annos 155*820 annuaes.
- 15 124*059 .
20 109*345
25 101*806
* 30 97*336 >
No escriptorio do Banco, rna do Commercio
n. 34, dar-se bao os desaais esclarccimentos ne-
cessarios.
Recite, 31 de Detembro de 1885.
Pelo Banco de Crdito Real de Pemambuco,
Os administradores,
Manoel Jlo de Amorim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luis Duprat.
. -------------'soaag------------
Curso de pianno
Heabcrlura
NO DIA 8 DB JANEIRO
Aulas, todos as tercas e scxtas-feiras das
5 horas da tarde em diante
78-RA DA IMPEBATRIZ-78
liislilutioii Frailearse de
Somma 79
O corpo aocente do Instituto compoe-se de pes-
Bo.is de reconhecida aptido tendo a maior parte
A das eadeiras o director e acn irmiio o Dr. Carlos
VL da Costa Ferreira Porto Correirc.
9^ A censoria acbo-se o cargo dos Srs. acadmicos
' Julio Pires Ferreira Sobrinho e Bernardo JoB da
Gama La.
A Aula Infantil est a cargo de quatro profes-
s res correspondendo s quatro series em que
dividida entre as quaes as Kxmas. Sraa. DD. Jo-
sepba A. Perto Carreiro, Mara do Patrocinio N.
Porto Carreiro, mu e mulher do director, e o di-
rector.
Para asis informacoes os mteressados podem
dirigirse desde j ao cttabclecimento.
Recife, 2 de Janeiro de 1886.
O director,
Luiz da Costa Ferreira Porto Carreiro.
COMMERCIO

Bolsa commerclal de Pernam
buco
Recite, 2 de Janeiro de 1886
As tres horas da tardo
Rna do Bario de*. Borja n. 50
(antiga do Sebo)
0 anno lectivo fiaste calleeio
em 1 da
A directora,
I. Adour.
EDITES
Edita n. ?
O administrador do consulado provincial faz
publico, para conhecimento dos interessados, que
no dia 9 de Janeiro prximo vindouro terminar
improrogavelmen".e, nos termos do rcgulamento
le 4 de julho de 1879, o prazo de 30 dias uteis,
concedido para pagamento, independente de mul-
ta, dos impostos de decima urbana, 25 0,0 sobre
a renda de corporaeocs de mao morta e 3 0/0 so-
bre c gyro couimcrcial dos estabelecimentos que
vendein a retalbo, correspondentes ao 1 semestre
do exercicio corrente de 1885-86.
Consulado provincial de Pernambuco, 29 de de-
zembro de 85.
Francisco A. de Carvalho Moura.
Edital n. 7
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, laeo pu-
blico que para o recebimento dos juros das apoli-
ces de 7 0/0 da ultima emisse, datadas de 15 de
setembro ultimo e posteriores, faz se necessario
a sua averbaeao, e per isso devem ser ellas apre-
sentadas neste thesouro at o dia 10 do corrente.
Secretaria do thesouro provincial de Pernam-
buco, em 2 de Janeiro de 1886.
Lindolpho Campello.
Edital n. 58
De crdem do Illm. Sr. Dr. inspector se faz pu-
blico que as 11 horas do dia 4 de Janeiro prximo
vindouro, serao vendidas em praca no trapiche
Conceico, diversas mercadoriaa laucadas ao mar
pelo vapor americano Finance e arrecadadas na
praia do Jang.O chele de seccilo,
Jos Gon^alves de Medeiroj.
O eidadto Antonio Satnico de Lyra e Mello,
juiz de paz presidenta da 1.a seccSo da
parochia de S. Jos do Recife, em vir-
tude da le, etc., etc.
Pelo presente convoco os cidados, cupitao
Joo Carolino do Nascimento, Joaqnim Cavalcante
de Hcllanda e Albuquerque, Agostinho Bezerra da
Silva Cavalcente, Joaquim Gomes Ferreira de S
Leitao, Joaquim Teixeira Bastos e Prxedes da
Silva Guarnan, es deas primeiros juizes de pas e os
ltimos supplentes, d'eata parochia, para se reu-
nirem no dia 12 do corrente pelas 9 horas da ma-
nh no consistorio da matriz d'esta treguem, afim
de elegerem as mesas eleitoraes da 2* e 3a seccots
que teem de dirigir aos trabalhos da eleicSo para
deputados Assembla Geral Legislativa, no dia
15 do correnta conforme preceitua o art. 102 do
decreto n. 8213 de 13 de Agosto de 1881, que
baixou com a le n. 3029 de 9 de Janeiro do dito
anno.
E para que ebegae a noticia ao conhecimento
dos mesmos Srs. juizes de pas e supplentes, man-
dei passar o presente que ser publicado pela im-
prensa e affixado nos lugares pblicos do eos-
tnsae.
Parochia de S. Jos do Recife, 2 de Janeiro de
1886.
Eu, Zeferino Domingues Moreira, escrivSo in-
terino do juis da paz, escrevi.
Antonio kunico de Lyra e Mello.
O cidaJao Elysio Alberto Silveira, 1 juiz
de paz da parochia da Boa-Vista, em
virtude da lei, etc.
Pelo presento convoco aos Srs. juisss de paz e
supplentes, major Joao Francisco Antones, Jcro-
nymo Jos Ferreira, capitn Felippe Benicio Ca-
valeante de Albuquerque, Adolpho Targino Ac-
cioly, capitao Herminio Egydio de Figaeiredo, te-
neute-eoronel Manoel Goocalves Ferreira da Cos-
ta e Antonio Lenidas Durville e Silva, os tres
primeiros juises de pas, e os quatro ltimos sup-
plentes, para qne se reunam na da 12 de Janeiro
prximo futuro, no consistorio da igreja matriz,
desta parochia, sede da 2* secfSo, para se proce-
der a eleicAo das mesas eleitoraes da Ia, 3*, 4a,
5* e 6* secooes qne teem de dirigir os trabalhos
da cleico para deputados Assembla Geral Le-
gislativa no dia 15 de Janeiro, conforme o art 102
do Dec. n. 8,213 de 13 de Agosto de 1881, que
baixou com a le n. 3,029 de Janeiro do dito
anno.
E para que conste esta noticia a todos os Si s.
juizes de paz e supplentes, mandei passar o pre-
sente edital que ser publicado pela imprensa e
affixado no lugar do costume, o qual vai por mim
assignado subscripto pelo escrivao deste juizo.
Dado e passado nesta parochia da Boa-Vists,
sos 30 de Dezembro de 1885. O escrivSo Alfredo
Francisco de Souza.
Elysio Alberto Silueira.
O cidadSo Francisco Borges Leal, cava-
lheiro da Imperial Ordem da Rosa e 2
juiz de paz no impedimento do primeiro,
presidente da mesa eleitoral do 2o dis-
trete de Afogados.
Convoco aos juizes de paz Antonio Menelio Cor-
deiro de Gusmao o Encdino Goocalves Ferreira
da Luz e seus immediatos Jesiiino da Costa Al-
buquerque Mello, Antonio Machado Gomes da
Silva, Antonio Ignacio do Reg Medeir*s Jnior
e Frederico Sodre da Cunba Motta, para se reun-
rem n?dia 12 de Janeiro proxime vindouro, s 9
horas da manha, no edificio da escola publica sito
a praca do Conselheiro *Jo3o Alfredo, afim de ele-
ger-se a meBa que deve presidir os trabalhos elei-
toraes da seecao dos Remedios, na eleicao para
deputado geral pelo Ia districto desta provincia,
marcada para o dia 15 do corrente.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandou passar o presente que depois de assignado
vai ser publicado pela mprensa.
Magdalena, 29 de dezembro de 1S85.
Eu Henrique Francisco de Moraes, o escrevi.
Francisco Borges Leal.
O ciiadan Archias Lindolpho da Silva Mafra, l9
juiz de paz e presidente da mesa eleitoral da
parochia de Afcgados, etc.
Pelo presente convoco aos juizes de paz deste
districto, os cidadaos Cydronio Ignacio de Mello,
Antonio Joaqnim GoDcalves de Mello e Jos Luiz
de Franca Caldas, c seus supplentes Benjamn
Franklin da Cunba Torreao, Dcodato Tertuliano
da Cunba, Joao Crysostomo de Albuquerque e
Leopoldo Jos Felippe Santiago, para se reuai-
r.-in no consistorio da igreja matriz desta fre;ue-
zia, s 9 horas ds manha co dia 12 de Janeiro
prximo futuro afim de nemear-se dentre os elei-
tores respectivos os membros da mesa que tem de
presidir os trabalhos da 2* stecao eleitoral desta
parochia, no da 15 do mesmo mt-z, na eleiyo
para uro deputado geral pelo 1' distrk-to dcst
provincia.
E para que. chegue ao conhecimento de quem
iuteressar, mandei passar> o presente, que ser
publicado pela imprensa.
Afogados, 29 .le dezembro de 1885.
Eu, Joao Gomes dos Santos Filho, o escrevi.
Archias Lindolpho da Silva Mafra.
O cidadao Manoel Antonio Ferreira Gomes, juiz
e paz da freguezia de N. S. da Uraca, na
Capunga, em virtude da lei, etc.
Fago saber aos senhores juizes de caz, o capi-
tao Francisco Belarmno dos Santos Freitas, Ci's
todio Moreira Dia?, e bem assim os respectivos
supplentes Cactano Percira de Brite, Regino Fer-
teira de Carvalho, Clorindo Ferreira Cato, J a-
quim Antonio Pereira Bastos, para que se reu-
nam no da 12 de Janeiro vindouro, na sachristia
da igreja matriz de N. S. da Graca, s 9 horas da
manh, afim de elegerem os membros que devem
constituir a meta da 2a sec.io em virtude do que
dispoem os arts. 98 do decreto 8212, de 12 de
agosto de 1881, devendo nao s esta como o da
1* seecao, se installarem na vespera do dia da
eleicao, para conhecimento dos arts. 99 e 107 do
j citado decreto, e arque neste dia da eleicao
nSe poderem comparecer devcrlo c'ommunicar por
escripto at as 2 horas da tarde do dito dia o im-
pedimento qne tiverem, sob as penis do 14 do
art. 232, afim de que se posea providenciar a
substituicSo, de conformidade com o disposto nos
arts. 98 e 135 do predito decreto.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei lavrar o presente edital, que ser affixado
nos lugares do costume e publicado pela imprensa.
Eu, Joaquim Clemente de Le moa Duarte, es-
crivSo, o escrevi.
Manoel Antonio Ferreira Gomes,
Pre sidente.
t
DECLARARES
De ordem do Illm. Sr. inspector, convido aos
Srs. Francisco Pinto de MagalhSes. Manoel Pau-
lo de Albuquerque, Antonio Soares Raposo, Ma-
noel Joaquim Alves da Costa e Joo Ignacio Ri-
beiro Roma, contratantes do fornecimento de v-
veres, furrageus e ferragens aos c rpos da guar-
nida* desta cidade, no semestre d Janeiro junbo
prximo vindoun, para virem com urgencia as-
signar nesta reparticao o respectivo termo de
contrato, que nesta data fica lavrado.
Secretaria da Thesouraria de Fazenda de Per-
buco, 31 de dezembro de 85.
O secretario,
Luiz Lmygdie P. da Cmara.
Pela secretaria da cmara municipal da ci-
dade do Recife se fas publico a quera interessar
possa, o artigo 8* da lei n 1129 de 26 de junho
de 1873.
Art. 8* Nos primeiros oito das do mes de Ja-
neiro de cada anno, todos os mdicos, cirurgioes,
pharmaceuticos, droguistas, parteras, sangrado-
res, dentistas e veterinarios, mandarn cmara
municipal a declaraco de seus nomes, nat vali-
dades e moradas, afim de que ella possa mandar
pnl licar a lista de todas as pessoas : os infracto-
res sern multados em 104.
Secretaria da cmara municipal do Recite, 31
de dezembro de 1885.O secretario,
Francisco de Assis P. Rocha.
,-! A cmara municipal da cidade do Rp-cife
convida aos donos dos estabelecimentos commer-
ciaes das freguezias de N. 8. da Graca, Poco da
Panella e S. Lourencn da Matta, para virem
seecao competente aferir os pesos, medidas e ba-
taneas dos mesmos, no prximo mez de janeirc,
sob pena da lei.
Paco da cmara municipal do Recite, 31 de de-
zembro de 1885.
Dr. Antonio de Siqueira Carneiro da Canha,
Presidente.
Francisco de Assis Pereira Rocha,
Secretario.
OCIED.1DE
Inicio Commerclal BeneGcenle
dos Mercieiros
Assembla geral extraordinaria
Sao convidados todos os senhores socios desta
associaco comparecerem na respectiva sede
domingo 3 de Janeiro de 86, pelas 4 horas da tar-
de, afim de deliberar se sob urna d rduccao pedida
pela directora, no artigo 12 dos estatutos.
M. M. Capitao,
Secretario.
Circular n. 11
Thesouraria de Fazenda de Per-
nambuco, SO de dezembro
de 1HSZ.
O inspector, remetiendo aos Srs. collectores das
rendas geraes da provincia, o inclsso exemplar da
lei n. 8270 de 28 de eetembro do corr me anno e
do decreto n. 9517 da 14 de nove moro prximo
passado, recommenda-lhes que, ao recebercm esta,
observem fie'mente o seguinte :
Em virtude do art. 1 do citado rcgulamento
fica marcado c praso de nm anno, a contar de 30
de marco de 1886 a 30 de marco de 1887 para a
nova matricula e andamento dos escravos exis-
tentes nesse municipio, devendo os respectivos do-
nos e possuidores apresentarem dentro do referido
praso, rrlacoes em duplieata, contendo o nome do
escravo, nacionalidade, sexo, filiacao, se for co-
nhecida, oceupaco ou servico, cm que for empre-
gado, ilade e valor calculado, conforme a tabella
do art. 3o do citado regnlameoto, alm do numero
de ordem da matricula anterior, devendo o valor
ser dado e escripto por cstenso pelo senhor do es-
era vo'ouseu legitimo representante, nao excedendo
o mximo regulado pela idade do matriculado,
qne ser tambem escripia por extenso conforme a
peeuinte tabella :
Escravos menores de 30 ancos 900/000
dem de 30 a 40 800JOCO
dem de 40 a 50 GuOJUOO
dem de 50 a 55 400*000
dem de 55 a 60 200*000
O valor dos escravos ser regulado pela mes-
ma taballa com o abatimento de 25 / dos precos
nella estabelecdos :
A iuscripcao para nova matricula ser feita
vista das relacoes, que servirn de base matri-
cula especial ou de averbaeao effeeluada de con
formidade com a lei de 28 de setembro de 1871,
on de certidoes da metma matricula, ou vista
do titulo de dominio quando cunt.ver a matricula
do escravo.
E, para mais completa inte!ligencia dos Srs.
collecteres, transcreve as seguintes disposicoes da
citada lei de 28 de setembro ultimo :
Art. 1 P 5 Nao serao dados matricula os
escravos maiores de 60 annos em diante, sern,
porm, inscriptos em arrolamento especiol para os
fins dos g10 a 12 do art. 3.
7 Serio considerados libertos os escravos,
que, no praso marcado nao tiverem sido dados
matricula e esta clausula ser expressa e inte-
gralmente declarada em editaes e nos annuncios
pela imprensa. Serao isentos de prestacao de
servicos os escravos de 60 a 65 annos, que nao ti-
verem sido arrolados.
8 As pessoan, a qnem incumbe a obrigacSo
de dar matrieula eteravos albeios, na forma do
art. 3 do decreto n. 4835 de 1 de dezembro de
1871, indemnlsaro aos respectivos senhores o
valor do escravo, que, por nao ter sido matricu-
lado no devido praso, ficar livre. Ao credor hy-
pothecario ou pignoraticio cabe igualmente dar
matricula eteravos constituidos em garanta.
9o Pela icscripcio ou arrolamento de cada
cravo, pagar-se ha 1 de emolumentos, cuja im-
]\rtnncia ser destinada ao fundo de emancipa-
e, ;atfeitas as despezas da ma-
tritpla.
leva observar que nos lugares, poim, onde
iiSo\cuv editan ebs lugares ir.ais pblicos, afim de que
tenhainteira execueilo o d.spostono g 7* cima
citado, que cemprirso sem perda de tempo, sob
pena aewespons&bilidade alm de cutras, ^m que
possam acorrer.
Antonio Caelano da Silva Kelly.
FOGO
The Liverpool k London k Glob
INSMC COMPAQ
TS & G.
.-*
dompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
EstabelcSda em 185&
CAPITAL 1,000:00011
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 18 84
Marilimos..... 1,110:000^000
Terrestres,.. 3I6:000$00()
14 Ra do i. ouiniercio
a;
i\
i
QOMPANHIA
Imperial
DE
8EGIROS contra FOCO
EST: 1803
Edificios e mercadoria*
Taxas baixas
Promplo pagamento de prejuizo
CAPITAL
fts. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
5 N. Rita do Commercio N. 5
fl
Theatro de Variedades
Cotaces officiaes
Itanbio sobre o Rio Grande Tdo Sul, 90 d/v. com
1 3,4 0A) de descont.*
Cimbio soDre Para, 60 d v. com 1 1/4 0A> de des-
cont.
am'iio sobre Londres, 90 d/v. 18 d. por lf, do
naneo.
mbio sobre Paria, 90 d/v. 525 rs. o franco, par-
ticular.
P. J. Pinto,
Presidente.
Candido C. L. Alcofjrado
Secretario.

i a < ohui:r( IAL
Kcma*>a de 38 de Dezembro
lo aono prximo passado a
' U de Janeiro de 1S8
.""Ciibio sobre o Para, 90 d/v com 1 3/4, e 15
aW 1 i por cento de descont.
>/* Dito sobre Londres, a 90 d/v 18 e 60 dias
17 15/16 d. por 1*000 do banco.
Dito sobre Pars, vista, 536 res o franco do
"~ banco.
Dito sobre o Porto, 90 d/? 187 por cento de
premio do particular.
Aeces da Estrada de Ferro do Recife ao Sao
(raoeisco do valor de 20 ao preco de 205*000
..adaoma, '
Na Bjlca. Venderam se lo Accoes.
eneros naclonaes
AgurdenteUltima venda de 60* a 62* a pipa
_/480 litros.!
| Alcool Yenda a 110*000 nma pipa, de 460
ssucar. Entraram 25,217 saceos, vendas aos
M seguintes :
branco de 3. sor'e, superior, de 4*000 a
100 os 15 kilos.
dito de 3. sorte, boa, de 3*900 a 4*000 os
los-
de 3. sorte, regular, de 3*700 a 3*800
kilos,
dito de 4. sorte, de 8*200 a 3*300 os 15
O dito somenos, de 2*600 a 2*700 os 15 kilos.
O dito mascavado, purgado, bom, de 2*300
a 2*100 os 15 kilos.
O dito dito, regular, de 2*300 a 2*350 es 15
kilos.
O dito americano, de 2*250 os 15 kilos.
O dito bruto, regalar, de 2*100 os 15 kilos.
O dito do Canal, de 1*860 os 15 kilos.
Algodo. Entraram 1,269 saccas, vendes de
7*800 a 7*900 os 15 kilos.
Arroz em casca.Retalho de 3*400 a 3*600 o
sacce de 2 a kilos.
Cat. Entrada 1,733 saceos, o retalho de
5*200 a 7*500 os 15 kilos.
Cebollas do Rio Grande do Sol, Nao ha no
mercado.
Cera de carnauba. Catamos de 6* a 8*000
os 15 kilos, de 1.a qualidade.
Couros salgados, seceos.Veadas de 715 a 720
ris o kilo.
Ditos seceos, refrescados. t'otamos por 420
ris o kilo.
Farinha de mandioca. Retalho de 3*800 a
4*200 o sacco, conforme a qualidade.
Fumo. Retalbo de 15*000 a 30*000 os 15
kilos.
Gomma de mandioca. Retalho de 2*900 a
es 15kilos.
Graxa do Rio Grande do Sul. Cotamos de
7*400 os 15 kilos.
Genebra nacional.Retalho de 3*200 a 15*000
a duzia de garrafas, conforme a qualidade.
Mil. Vendas de 45*000 urna pipa de 480
litros.
Milho. Retalho de 55 a 60 ris o kilo, confor-
me o estado.
Pelles curtidas. Cotamos de 80*000 a 100*
um cento.
Sal do Asi e Mossor. Ultima venda de 600
ris os 100 litros.
Sebo coado. Cotamos de 8*500 os 15 kilos.
Dito em pelles. Venda de 5*250 os 15 kilos.
Tapioca Retalhoa 3*000 a 3*200 os 15 kilos.
Vells" stearinas do Rio de Janeiro. Nao ha no
mercado.
Ditas ditas da provincia. Retalho a 370 ris
o masso de 6 vellas.
Vinagre do Rio. Cotamos de 70*000 a 80*
a pipa de 480 litros.
Xarque do Kio Grande do Sul. Deposito
88.300 arrobas, retalho de 4*000 a 5*400 os 15
kilos. ^^^
Cieneros estrangelros
Hlfazema Retalbo a 9*000 os 15 kilos com
10 por cento de aeaconto.
Arroz da India Retalho de 2*850 a 2*900 oe
15 kilos, dem dem.
Alpiste.Retalho a 5*600 6*800 os 15 kilos
dem idem.
Areite de oliveira em barris. Retalbo a 3*600
o galo, idem idem.
Dito em latas Retalho de 14*000 a lata, de
5 galoes, idem idem.
llacalho Deposito 14,000 barricas, retalho a
16*000 a 17*000 a barrica.
Banba de porco-- Retalbo de 980 ris o kilo,
com 10 por cento de descont.
Batatas portuguezas Nao ha no mercado.
Ditas inglezas ou francezas. Retalha-se v
4*000 e 4*500 a caixa.
BrenCotamos de 12*000 a 16*000 a barrica,
conforme a qualidade e peso da barrica.
Carvo de pedra Cotamos de 15* a 20*000 a
tonelada conforme a procedencia.
Canella.Retalho de 1*600 o kilo, com 10 por
cento de descont.
Cebollas portuguezas-Retalho a 12*000 e 13*
a caixa, idem idem.
Cervejas Retalho de 9*650 a 12*000 a duzia
de garrafas ou botijas, conforme o fabricante e a
procedencia.
CimentoCotamos a 7* e 7*500 a barrea con-
forme o peso e fabricante.
Cominhos Retalho de 15*000 os 15 kilos, com
10 por cento de descont.
Cravo da India Retalbo a 2*000 o kilo, idem
dem.
Farinha de trigo Deposito 20,000 barricas,
retalha-se aos precos seguintes :
A americana, de 21*000 a 21*500 a barrica.
A de Triestre e Hungra, de 25*000 a 28*000
a barrica.
Feijao O da provincia retalha-se de 9* a 10*
o sscco.
Garrafoes vazios Retalho de 800 ris a
1*600 por cada um, com 10 por cento de descont,
conforme o tamanbo.
Docea em calda Retalho de 640 a 700 ris
a lata.
Farello do Rio da Prata Retalbo de 3*000 a
3*200 o sacco.
Dito de Lisboa- Retalbo a 4*200 e 4*300 por
sacco.
Genebra.- Retalho de 3*800 a 15*000 por
duzia de frascos ou botijas, conforme as marcas e
qualidades.
Herva doce Retalbo de 15*000 os 15 kilos,
com 10 por cento de descont.
Kerosene Retalho de 3*800 a lata de cinco
galoes (liquido).
Massa de tomates Retalho de 500 a 600 ris
a libra, com 10 por cento de descont.
Manteiga em barril Retalho a 870 e 880 ris
a libra, da franceza, idem idem.
Dita em lata Retalho de 1*250 a 1*350 a
libra, conforme o fabricante, idem.
Massab italianas- Retalho de 7*000 a 7*500
a caixa, idem idem.
Oleo de linhac> Retalho a 2*400 o galas.
Possas coiumuns Retalho de 8*000 a 10*000 a
caixa, Com 10 por cento de descont.
Ditas finas Retalho de 14*000 a caixa, idem
idem.
Papel de embrulho Retalho de 700 ris a
SOCIEDADE
Kecreio Campestre Olindense
Convido aos rs. soc os a comparecerem nt ra
do Amparo n. 64 no dia 6 do corrente mez, ao
nvi j dia, afim de realisar-se urna sessao de assem-
bla geral para tratar-se da festa do 6 anoiver-
sario desta sociedade, que deve ter lugar no dia
em que efiectuar-se a testividade de Nossa Se-
nbora do Monte.
Olinda, 2 de Janeiro de 1886.
O secretario.
Joo Faustino Nunes da Silva.
Encola normal para *>iiiiora*.
cargo da ociedaile Propagadora
da InMtrocro i'nluicH. na paro-
t'bia da Boa-Vinla.
MATRICULA
De ordem do Sr. Dr. director, fajo publico que
a matricula as aulas desta escola, estar aberta
de 2 15 de Janeiro viudouro, dao 6 s 8 horas da
.oite.
A pretendente dever, de conformidade com o
art. 18, provar :
Io Que sabe 1er, escrever e contar, para o que
juntar attestado de tpprovacao as aulas prima-
rias.
2o Que tem boa conducta civil e mora), apo-
sentando attestado do parocho ou das autoridades
policiaes.
3 Que maior do 12 annos-
Secretaria da Escola Normal para senhoras
cargo da sociedade Propagadora d,; Instrnccao
Publica, na freguezia da Boa-Vista, 29 de dezem-
bro de 1885.O2- secretario interino,
Virginio M. C. Leo.
0 w *-.
COMPA^UIA-LYRICO-COIIM-DRAMATKA
DIRIGIDA PELO ARTISTA
x/icjx z avx xocooNne
MY&*1A BOIAHUNE E LUZ MlUftTO
HDJB!flomilCD, 3 B JB1UT0 llB 1886.HOJB!
(HA-,l)i; ESPECTACUTO DRAMTICO
Subir a scena o espectaculoso drama em 5 actos c G quadros que tanto entlm-
siasmou o publico quando foi levado scena pela primeira vez do Thcafro Santa Isabel
Os Mysterios da lnqusi^o
flfl A VLT DE D. SEBaSTIAO RE DE POBTGAL

r.
Philippe II rei de Hespanha
D. SebastiSo rci de Portugal
Ester
D. Jos duque de Canda
Torqueiruada, grande inqui
sidor
D. Guiritan Azeca Riones,
cavallciro de Hespanha
PKRSONAGENS
Dominici Sancho, seu escudeiro
D. Ramiro, inquisidores
santo olli-io
D. Alvaro, idem, idem
Pedro, tarberneiro
Um arauto
Um leigo
Comoleti
Durand
BoMrini
Repossi
Bellegrandi
do
Milono
Barrachi
Orlandini
Fanzzini
N. N.
Fritz
,
n
..I lie Sew London aud Brasllian
Bank Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezeo.
AGENCIA
1600 a resma, conforme o tamanbo, idem dem.
- Pimenta da India Retalho de 1*500 o kilo,
idem idem.
Plvora ingleza Retalho de 23/000 o barril.
Queijos Retalbo de 3/800 um, com 10 per
cento de descont
Sal de Lisboa. Venda a 1/000 os 100 litros.
Sardinhas Retalho de 380 a 400 ris por lata
de quarto.
Touciahode Lisboa. Retalho de 12/500 os
15 kilos, com 10 por cento de descont.
Dito americano. Retalbo de 12/000 os 15
kilos).
Velas stearinas Retalho de 550 a 950 ris o
masso de G velas, idem idem.
Vinagre de Lisboa Cotamcs de 130/ a 160/
a pipa de 480 litros.
Vinho de Lisboa. Venda de 250/ a 255/
a pipa, idem idem.
Dito da Figueira Ultima venda de 260/000 a
280/eOO a pipa, idem idem.
Xarque Deposito 54,900 arrobas, retalbo de
4/800 a 6/400 os 15 kilos.
HENDIMENT0S PBLICOS
Mes de Janeiro de 18S6
lLram>MaDe 3 9:983j530
RESBBBDoauDt 2 1:288/850
CasoLAna ovucii.De 2 12:218/302
DESPACHOS DE IMPORTACO
Lugar hollandez Reitiger, entrado de Paysand,
no dia 1 de Janeiro e consignado a Pereira Car-
neiro & C, manifesteo:
Xarqne 160:009 kilos aos consignatarios.
Hiate nacional Deus te Guie, entrado de Haco
no da 1* de Janeiro e consignado a Bartholomeu
Lourenco, uianifestou :
Sal 570 alqueires aos consignatarios.
DESPACHOS DE EXPORTADO
Em 31 de dezembro de 1885
Fmulos do santo offioio, grandes de Hespanha, frades de S. Domingos, nades de S.
Francisco, inquisidores, povo, etc., etc.
CORO INTERNO DA PERA-FAVORITA.
1.A casa mysteriosa. Os exploradores.O desconhecido. Partida de D.
Sebastino para frica.O rapto. 2. Os dous velhos amigos. Torqucmada e Phe-
lippe II. A volta de D. Jos, da guerra.-Desafio. 3.O claustro. A Yolta de
I_>. Sebastiao.A taberna do condemnado. Sancho bebado. A prisSo nocturna.
4."A cmara ardente. D. Sebastiao e Phelippe II.- O anel n-yslsrioso.-Tortura.
O pai o filho. A rnor'.e de 1). Sebastiao. 5 "A conjuracao.O mendigo.A
ConspiracSo. O acto de f. A derrota da inquisicao. A vinganca do povo e A
JUSTIQA dE DEUS.
rf\*Y* *Yy DepoiN do cftpectnralo baver trem para ApipacoN
Jjw *fcj e o bondN das liiiiiaw Fernandes %'ieira. Afosado*.
Os bondN no largo do Palacio. O bon.i da Magdalena., baver. quan-
do o eispeciaeulo acabar depoiw do borario do ultimo bond da compa-
nbia. que passa na ra Kota II e *'t minutos.,
__________________________PRINCIPIAR^ AS 8 1/2 HORAS.
\.

(
u
Nc brigue americano J. C. Noyes, carre-
gou :
Psra New-York, M. J. da Rocha 5C0 saceos
com 37.500 kiloE de assucar mascavado.
Na barca portuguez.. Ida, cirregou :
Para Lisboa, Azevedo & Maia 1,000 cocos,
fructa ; A. B. Correia 100 caixas vinho medi-
cinal.
Na barca portuguesa Pereira Borges, carre-
gou :
Para Lisboa, S. GuimarJes & C. 146 couros
salgados com 1,752 kilos.
No brigue portuguez Cacilda, carregou :
Para o Porto, J. S. Loyo & Filho 50 barris com
4,800 litros de mel.
No patacho portuguez Italia, carregou
Para o Porto, Amorim Irmos & C.
espichados com 399 kilos.
equipagem 9, carga pipas e barricas razias ; a
Amorim Irmos & C.
Crrdiff 52 dias, barca ingleza Enchanlretsa, de
577 t)neladas, capitao Jaymes S arkig, equipa-
gem 11. carga carvao de pedra; ordem.
ivacio sahido no mesmo dia
New-YorkBarca ingleza Isabel, capitao Thoi|
M. Clure ; carga assu jar.
Navios entrados nr dia 2

Para o Interior
Para o exterior
No vapor tllemao Rosario, carregou :
Para Ilamburgo, Brstelmann dt C. 17 siccjs
com 6,971 kilos de cera de carnauba ; R. de Dru
cia 2 ditos com 148 ditos de ditos ; H. Nuesch
os C. 458 couros salgados com 5,496 kil w ; P.
Stuhlman 100 pelles em cabello.
No patacho in^lez Brazil, carregou :
Para New York, Engenho Central 787 saceos
com 62,960 kilos de assucar mascavado.
Na barca nacional Ma~ianinka, carregou:
Para o Rio Grande do Sul, L. J. S. Uuimaraes
375 barricas com 29,666 kilos de assucar branca e
25 ditas com 2,532 ditos de dito mascavado ; B.
Oliveira C. 200 saceos com 15,000 kilos de as-
sacar bronco e 1.100 ditos com 67,500 ditos de
dito mascavado.
Para Santos, Mala & Rezende 2,000 cocos,
fructa.
No patache dinamarqus i4*ur, carregou:
Para o Rio Grande do Sul, J. S. Layo & Filho
300 saceos com 22,500 kilos de assucar branco e
300 ditos com 22,500 ditos de dito mascavado ;
V. T. Coimbra 600 ditos com 45,000 ditos de dito
branco.
No lugar portuguez Unido, carregou :
Para Santos, P. Carneiro & O. 75 saceos com
4,500 kilos do assucar branco.
No patacho nacional Osear, carregou :
Para o Para, V. da Silvera 500 barricas com
29,608 kilos de assucar branco ; F. de Vlacedo
237 ditos com 15,248 ditos de dito ; Burle & C
148 ditos com 6,300 ditos de dito ; L. J. S. Gui-
maraes 10 pipas e 50 barris com 9,600 litros de
agurdente ; F. F. de Saboia 6 volumes com 500
kilos de cera animal.
No hiate nacional Aurora 2a, carregou :
Para Mossor, Martina Viega A C. 2 barricas
com 1U5 kilos de assucar branco.
Para Macao, E. C. Beltro & Irmo 18 barricas
com 1,295 kilos de assucar branco.
Na barcada ;. Palmeira, carregou :
Para Parahyba, F. Carneiro 2 cascos cem 60
litros de alcool.
MOVIMENTO DJ PORTO
Navios entrados no dia 1 de Janeiro
Bahia15 dias. brigue nacional Prateres, de 179
toneladas, capitao Joao Rodrigues dos Santos,
Maco10 das, hiate nacional Deus le Guie, de
90 toneladas, capitao Joo Pirangy, equipagem
5, carga sal; a Bartholomeu Lourenfi.
bf couros Paysand55 dias, lugar hollandez Reiziger de
167 toneladas, capitao W. I. Alberda, equipa-
gem 6, carga xarque; a Pereira Carneiro & C.
Rio Grande do al37 dias, escuna allem J- G.
Ilaak, de 96 toneladas, capitao H. Regcnsdorff,
equipigem 4, carga farinha de mandioca ; a Pe-
reira Carneiro & C.
Navios sahidos no mesmo dia
SantosLugar portuguez Uniao, capitao Joa-
quim Francisco Castanheira ; casga assucar.
Porto por LisboaBarca nacional Ida, capitao
Joaqnim P. Machado ; carga varios gneros.
New-YorkBrigue americano John C. Noyes,
capitao Caries E. Coker ; carga assucar.
Rio Grande do SalPatacho dinamarquez Niord,
capitn M. P. Maisen ; carga assucar.
AracatyHiato nacional S. Lourenco, capitao Vi-
cente F. da Costa ; carga varios gneros.
MaceiLugar ingles Dora, capitao Richard
Mary; carga bacalbo.
BahiaBarca ingleza Mara, capitao Jofans Snow;
carga bacalh.io._
VAPORES ESPERADOS
<
Para do corte boje
Magellan do sul amanbd
Niger da Europa a 5
Sergipe da Bahia a 6
Ville de Maraado do sul a 6
Mandos do sul a 6
Ville de Santos da Europa a 7
Paranagu do sul a 10
Mondego da Europa 10
Ceard do norte a 13
Finance do sal a 14
Elbe do sul a 14
Espirito Santo do sal a 16
Bahia do norte a 23
la l'la'a da Europa a 24
Orenoque do sal a 25
Neva do sul a 29


]
ILEGtVEL


\
GOMPiMA DE SEGUROS
COiVTRA FOCO
Porlb Iritis!. 4 Mercantile
CAPITAL
t.000.000 de libras sterllaa
AGENTES
Admson Howic & C.
RA DO COMMERCIO N. 3.
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhla Phenlx Per-
nambucaaa
______Ra do Commercio n.|38.
Santa Casa de Misericordia dr.
lleeife
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite arrendam-se por espaco de un i tres an
nos, as casas abaizo declarada! :
Boa da Moeda n. 45, 300*000
dem idem n. 47 800*000
dem -dem n. 49 800*000
Ra do Bom Jess n. 18, 1 andar 8( 0*000
dem idem n. 13,2- andar 240*000
dem idem n 14, pavimento terreo e 1*
andar 600*000
dem idem n. 29, 1 andar 240*< Ol
Roa dos Burgos n. 27 216*000,
Rna do Vigario n. 22, 2- andar 240*000-
Idem idem n. 22, 3" andar 240*000
Roa da Madre de Deas n. 10-A 200*000
Caes da Alfandega, armazem 1:600*600
Rna do Sol, sobrado n. 9 6u0*00o
Becco do Abreu n. 2, loja 48|000
Largo do Paraso n. 29, 2- andar 800*000
Ra da Detenerlo n. 3 (dentro do qnadro)
mei'agua 84*000
Becco do Quiabo n. 8 144*000
Secretaria da Santa Cas;, de Misericordia do
Recite, 29 de outubrodi 1886.
O eacrivo,
Pedro Rodrigue de Soiaa
t
Diario de Pernambuco-'--Domingo
'Mk-
__r. ...
OMPnuit PEBKAMBlCANa
DE
\j-vegacao Costeara por Vapor
Fernando de Ncronha
0 vapor S. Francisco
Commandante Lobo
Segu no dia 5 do
correte, s 12 h ras
da mauhS. Receb car-
ga at o dia 4 e pas-
sagens at s 11 ho-
ras do dia da suhidu.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia PerwmJwii'i
_________________n. 12.
COMPA1VH1A PEB\AH|rllJ\.t
DE
VavegacSo costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Pcnedo, Aracuj, e Bahi
O vapor Jaguaribe
Comm andante Costa
Terca-felra 5 de Jauelro
A's 11 hora$ em ponto
Agente Pinto
Em fente ao seu r-ecriptorio ra do Bem
Jess a. 43, Recite
10.360 2 roltas d.-ti
pares de i
anncii e 1 embl
10.864 1 relogio, ouro do lei.
ouro He lei, i
Leilo
Segu no dia 8 do
correute, s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o
:ia 7.
Encommendas, passagens e dinheiro a frete at
s 3 horas da tarde do dia da salida.
ESCRIPTORIO
Ao Cao da Companhia Ptnvpnbucana
n. 12
De mobilias de Jacaranda, pianos, quadros, es-
pclhos, jarros, lantemas, relogios, diversos movis
avulsos, chapeos de sol, 1 armario inglesa, diver-
sos pasearos, como sejam : sabias, c tecleos, cor-
rupiito, canarios do imperio, ditos da trra, pinta-
si !gos, curios de Goyuuna, caranas, bicudos, ca-
boclinhos, patativas da Paralyba, ditas golladao
e muitos ouiros objectos que estaro patentes no
aruiazem da ra do Mrquez d'Oliuda n. 18.
Terca felra, & do corrate
As 11 horas
POR INTERVENGO DO AGENTE
Gusmo
Leilo
Lniled Slates & Brasil Mail S. S. C.
0 paquete Finance
MARTIMOS
CHARGEIRS REUNS
Companhia Franceza de Navega-
eio a Vapor
Linha quinzenal entre e Havre, Lis-
boa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
E' esperado dos partos do
sul at o dia 14 de Janeiro
depois da demora necessaria
seguir para
Maranho, Para, Barbados, S.
Thomaz e New-York
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se com os
Agentes
Henrv Forster & C.
N. 8 RA DO COMMERCIO -N. 8
!. andar
E' esperado da Euro-
pa at o dia 7 de Ja-
neiro, seguindo de-
pois da indispensave)
demora para a Ba
liin.Io rie<*a
netro e Ksntos
fioga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desta linha,eiueirani afesentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarengaa, qual-
quer reelamacao concernente a voluntes, que por
vi ntuia tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderemdar a tempo as providencias necea-
s arias.
Expirado o referido prass a companhia nSo se
retponsabilisa por extravies.
. Recebe carga, encommendas c passageiros, para
os quaes tem ezcellentes aepcmodacoes.
Augusto F. de Oliveira &C.
AGENTE
42-RA DO COMMEROIO 42
PaciGc Steam Navigation Compam
STRAITS OFMAGELLAN LINE
Paquete Magellan
da casa terrea da ra do Coronel Suassuna n. 218
(outr'ora ra Augusta) edificada em chao pro-
prio. *-i*
Terga-feira, 5 de Janeiro
A's 11 1/2 horas "";'
O agente Pinto levar a leilo de conformidade
com o mandado do Sr. Dr. juis de orpbao, a caca
terrea cima mencionada pertencente ao spolio da
finada D. America Francisca de Paula Mcnezes ;
s 11 1/2 horas do dia cima dito na ra do Bom
Jess n. 43, eseriptorio do meamo agente.
Leilo
DE PREDIOS
Sendo I
Dnas casas terreas na ra de Paulino Cmara
(outr'ora Camboa do Carmo) ns. 16 e 18, nm so-
brado na ra Vtlha n. 82.
Terca-felra, 5 de Janeiro
A's 11 1/2 horas
Eva do Bom Jess n. 43
O agente Pinto, legalmeote autorisado, levar
leilo os predios cima mencionados pertencentes:
ao Seminario de Olinda, s 11 1/2 horas do dia
cima dito em seu eseriptorio ra do Bom Jess
n. 43.
10.438
1U.415
10.45C
10.460
E' esperado dos portos do
sul at o dia 4 de Janeiro de
1886 e seguir para a Europa
depois da demora do costu-
me.
Companhla Bra.llelra de Siare
gaco a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Para
Commandante o Io ente Carlos An-
tonio Gomes
E* esperado dos
portos do norte
at o dia 3 de Ja-
neiro, e depois
da demora indis-
pe nsavel, seguir
para os portos do
sul.
Recebe tam -
bem carga para Sautos, Pelotas e Rio Grande de
Sul, frete mdico.
Para carga, passagens, encommendas e valores
traota-se na agencia
N. 46 RA DO COMMERCIO 46
PORTOS DO NORTE
0 vapor Btanos
Commandante V tenente Guilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sul
at o dia 6 de Janeiro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Alanos.
Para carga, passagens, encommendas valores
tracta-sena agencia
46Ra do Commercio46
otea VI lie Maranlo
Espera-se des portos
do sul at o dia 6 de
Janeiro, seguindo de-
pois da indiepenaa-
vel devora parao Ha-
vre.
Os yapores desea- companhia entram no porto
ancoraaelo em frente ao caes da praca do Comaer-
cio c sendo muito rneommodo o embarque dos pas-
sageiroeno fundeadeuro das paquetes transatln-
ticos, no Lamarc e demais devendo todos aportar
ae Havre,.que o porto mais visinho de Pars,
fra de duvida que ha grande vantagem para quem
quizer ir Europa em sproveitai-se dos ditos va-
pores tanto mais quanto, alm de serem os precos
das passagens mais mdicos, as despezas do embar-
que aqu e as de transporte do Havre a Pars, sao
muito menores do que as que demandara as viagens
nos paquetes das outras linhas.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rpida
e offerecem ezcellentes cotomodos e ptimo passa-
dio.
As pastagens poderao ser tomadas de antalo.
Recebe eucemnsendas e passageiros para as
ijtiaes tem ezcellentes aecommodacoes.
COMPANHIA rKArljftiMAtCArtA
DE
NaTegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty e Cear
0 vapor Giqui
Commandante Baptista
1
Segu no dia 5 do
corrate, as 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Encommendas passagens e dinheiros afrete at
s 3 horas da taide do ca da saluda.
ESCRIPTORIO
Cite da Companhia PcrniMfett-
cana 1*
Este paquete e os que dora
em diante seguircm (ocaro em
Plymoulli, o que facilitar clie-
garcm os passageiros com mais
bmidade a Londres.
Haver tambem abatimento no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wllson Sons A C, I siitct)
N. 14 RUADO COMWERC10 N.-14
Companhia lahiana de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
E' esperado dos oorio ci-
ma at o dia 6 de Janeiro,
e regressar jara os mes-
nos, depois da derrora do eos-
turne.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
s frete tracta-sc na
7liua do Vigario 7
AIycs Mathcus
Monte de Soccorro
Pernambuco
Leilo de joias
de
Domingos
C OTIIWMIIi; DEM ni:KNA(,L
RES lIAlilTIMES
LINDA MENSAL
O paquete
Niger
Commandante Baule
E' esperado da Euro-
pa at o dia 5 do cor-
reute, seguindo depois
da demora do costume
para Bueno-A vres, to-
cando na
Baha, Rio de Janeiro c Houe-
ierltleo I
Lembrase aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados paresta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se aos sei.hores reoebedores de merca-
dorias que se attender as reclama coes por fal-
tas nos Tolumes que forcm reconhecidas na occa-
siao da descaiga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-se com o agente
Auguste Labiile
9 RA DO COMAU2RCIO 9
Para o Porto
O patacho portuguez Italia recebe carga a fre-
te : a tratar cos Amonm Irmos & C.
Para Lisboa
A barca Pereira Borgts seguir com brevidade
para o porto cima para o resto da carga trata-
se com os consignatarios SiJva Gruimares & C.
LEILOES
Leilo
de fazendas, banha, farinha de trigo, fer-
ragens, agua florida, e muitas outras
mercadorias, avariadas d'agua do mar,
na AlfandegaTrapiche ConceicSo.
Segundafelra, 4L de Janeiro
A's 11 horas em ponto
O pTeposto do agente Burlamaqui, de conformi-
dade com os editaes n. 58 e ordem do Illm. Sr. Dr.
inspector da Aliandega, e com assistencia de nm
Sr. empregado da mesma Alfandega, levar a lei-
lo diversas mercadorias lancadasao mar pelo va-
por americano Finance, e arrecadadas na praia do
Jangn.
Leilo
de um cabriolet americano quasi novo,
das, 4 assentcs, coberto, 2 lantemas
te e amios para 1 cavsllo.
Duas fardas de casemira para boleeiros.
com 4 ro-
e 1 chico-
Este rstabelecimento far leilo no dia 5 de
Janeiro vlndcuro de 1886, por ntervencSo do [
agente Martin?, ra do Bom Jess n. 32, s 11 '
Loras da manli, dos objectes que nao fortn res-
astados at vespera,
dinheiro de contado.
Estaro exposico tres dias diautes.
9.768 2 pulse-iras, 1 tiancelin e 1 par de rosetas
de ouro.
10.030 1 annel de ouro cem biilhantes.
10.132- 2 bule?, 1 aesucareiro, 1 rrsntegueira, 1
kiteira, 1 calva, 1 ccador, 2 cclleres c 1
jiuro e bacia de prata.
10.C37.1 calva e 2 colberes para tirar fopa e ar-
ros, prata de lei.
10.038 2 betoes de ouro com 2 brillinntes.
10.041 1 ;Mel de ouro com 1 btilhante.
10.048 1 cor'lo e 1 cruz,turo de 1*5 quilates.
10.052 1 pulceira, 1 medalbc c 1 par de brincos,
ouro de lei, 2 calva?, prata de lei.
10.053 1 annel de curo cem 1 brillante.
10.055 15 coil.crce para chs, 12 ditas p ra sopa,
18 para crems, 3 ditas graiidcs, prata
baixa.
10.056 1 moda de curo (x) com laco e 1 annel
pequeuo.
10.557 1 pulseirs, 1 par de botes, curo de lei.
10.( 58 1 par de rosetas de ouro com brillantes.
10.059 1 salva, 1 paliteiro, 2 cclleres para sopa e
assucar, e 17 ditas para cha, de pata.
10.060 1 relogio de curo.
10.0fc9 1 par de rrsetas de ero cem 2 buhantes,
1 broche. 2 pulseira?, ouro de lei, 1 cecu,
prata bixH,
10.070 1 salva e 3 co!lere?, prata de lei.
10.082 1 pulseira, 1 broche, e um par de roletas,
ours de lei.
10.086 1 par de rosetas de ouro com brilhante?,
1 pulseira. 1 cordo, 1 par de brincos, 1
dito de resetas, ouro de lei.
10.087 19 colheres de prata.
19.088 1 relogio, ouro de lei.
10.091 1 corrente em eincte, para relogio, ouro
de lei.
10.092 2 anneis de euro com brillantes.
10.096 1 tranceln, ouro de lei.
10.101 1 pulceira, 1 medalla, 1 volta de trance
lin, e um relogio pequeo, ouro de lei.
10.112 1 trancelin, ouro de lei.
10.119 1 pulseira, 1 broche e um par de rosetas,
curo de lei.
10.124 1 cerrente, dupl, cem medalba para relo-
gio, ouro de lei.
10.128 1 par de botoes e 3 anneis, ouro de lei.
10.336 1 par de rosetas de ouro com 2 brilhantes.
10.137 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.141 1 corrente com medalba para relogio, ouro
de ki
10.14% 1 reloifio, ouro de le.
10.143 1 volta de traucelin, 3 paies de rosetas,
2 modiuhaa de ouro e 1 teteia, ouro de lei.
10.146 1 crua d?, ouro com brilhantes.
lfc.li 1 ejn.i>te p^ra rttogio, 1 biviLe, 1 voM
de tranceln, 1 cruz, 1 annel, 1 par'de
rosetas. 1 dedal e 1 relogio, ouro de lei.
10el48 1 relogio, ouro de lei..
10.149 1 annel de ouro com 1 brilhante, 2 ditos
de ouro e um relogio, ouro de lei.
10.152 1 corrente e medalba para relogio, ouro de
lei.
10.159 1 correte e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.182 2 botoes de ouro com brilhantes.
10.198 1 relogio, ouro de lei.
10.200 1 relogio, ouro de lei.
10.201 3 anneis de ouro com 3 brilhantes, 2 bro-
ches, 2 pares de brineos, 1 dito de rozetas,
cantndo brilhantes pequeos, 2 pares de
rozetas com diamante, 1 pulceira, 1 tran-
celn), 1 corrente para relogio, 3 broche?,
2 mecslhas, 1 par de brincos, 2 ditos de
rosetas, 5 anneis e 5 botoes, ouro de lei.
10.202 1 par de rozetas de ouro com brilhantes.
10.207 1 pulceira e 1 tranceln), ouro de lei.
10.218 1 trsncelim, 1 medalha e 1 corrente para
relogio, ouro de lei e 1 pulceira, ouro
batata
10.224 1 corrente e medalba para relogio, ouro e
platina e 1 relogi, ouro de lei.
10.225 1 relogio, ouro de lei.
10.232 1 boto de ouro com brilhantes o 1 caixs
para rap, ouro de lei.
10.234 1 par de rosetas de ouro com brilhantes.
10.235 1 pulceira, 1 broche, 1 par de rozetas de
ouro contendo brilhantes, 1 pulceira, 1
broche e 1 par de rozejas, ouro de lei.
10.245 1 pulceira, 1 broche, 1 volta de ouro com
laco, 1 medalba, 1 par de brincos, uroo
de lei.
10.259 1 pulceira, ouro de leu
10.260 1 escrivannis, prata de lei.
10.280 1 corrente e 2 medallas para relogio e 1
anud com pequeo brilhante.
10.284 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.295 1 salva, prata de lei.
10.301 1 medalha e 2 pares de rozetas, ouro de
lei.
10.314 1 pulceira, 1 broche e 4 teteias, ouro de
lei.
10.315 1 broche, 1 par de brincse 1 cruz, ouro
de lei, 1 volta de cordo, 1 annel e 1
ponteiro, ouro baixo.
10.323 1 corrente e medalha para relogio e 2 rc-
lo .'ios, ouro de lei.
10.318 1 annel de ouio com pequeuo brilhante.
10.352 1 pulceira, 1 trsncelim, 1 par de rozetas,
1 annel de ouro o 1 annel com dia-
mante.
10.453 1 cordo (collar) ouro baixo.
10.358 1 broche, ouro de le.
10.368 1 pulceira,
trancelin,
ouro baixo.
10.374 1 trapciliin, 1 mo-vln de cur: com luco
1 r
10.380 1 aun I de oui t brlll sale.
10.382 1 corunte t para i--
anneis, ouro de lei.
10.387 ] relogio, ouro de lei.
10.390 1 par de brincos, 1 medalla, 1 cordo, 1
medalla iM -1 laco, ouro de lei.
10.394 2 anneis de curo com bllante?.
10.401 1 trancelim c 1 mocJa de ouro c> m laeo,
- ouro de lei.
10 402 1 relofr:o, ooro do le.
18 2 anneis errr brilhantes.
10.427 1 par du io brillantes,
uu.a trju eos iit brincos
era vejados de diamantea e um .. -o pero-
Ias.
10.430 1 corrente c medalla para relogio do se-
niora, um broxe, urna medalha, um an-
nel e um passadi r, ouro de le.
10.434 1 par de ruteras de ou^-o com diamantes,
e urna cruz pedas.
1 volta de ouro e um annel, ouro de lei. '
1 par de recetas de ouro com c'.ous bri-
llantes.
1 relogio de ouro de lei.
1 emblema do Espirito Santo, um cora-
co em ouro, um dedal e cinco botoes, ou-
ro de lei.
10.462 1 corrente e eincte para relogio, ouro de
lei.
10.464 1 pulceira, um par de brincos, um dito de
rocelas e trts sanis, ouro de lei.
10.466 1 corrente e medalba para relogio, ouro
de lei
10.467 1 pulceira, dous tranceln?, urna volta de
dito, um cordo, urna nedalh, urna moe-
dinha, um par de brincos e um dedal, on-
ro de lei.
10.470 2 cruzes cravejadas de brilhante?, 3 pares
de rocelas com ditos c seis aDncis cem di-
tos.
10.473 1 pulceira, ouro de lei.
10 475 2 pares de rocelas de ouro cem brilhan-
tes, dous anneis com ditos, duc.s pulceira?
e urna corrente para relogio, ouro de lei.
10.476 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.481 1 bracelete de ouro cem coraes e requifi
fes, um cordo, quatro prcas para cintei-
ro, um dedal, um par de recetas e duaa
pecas de brinco, curo baixo.
10.483 1 corrente cmcdalbs para relogio, ouro
ele lei.
10.485 1 trancelim e urna medalha, onro de lei.
10.502 t anneis ouro de lei, um par de brincos,
curo baixo, doze colheres para cha, prata
liaizs.
10.503 1 par de brincos e um cordo, oure de lei.
10.504 ] corrente para relogio, ouro de lei.
10.505 ] volta de trancelim, um broxe, nm par de
lcelas, dous botoes, ouro de lei, um par
de bttoes para punios, ouro baixo.
10.519 2 correntcs e duas medalbas para relogio
(i um relogio, ouro de lei.
10.520 1 elogio pequeo, ouro de lei.
10.521 1 cnente para relogio, ouro de lei.
10.522 1 par de brincos de ouro, um par de ro-
letas e urna cruz contendo brillantes e
um annel com dito.
das seguintes cautelas, a 10.528 1 par de brincos de ouro e urna medalh,
ouro de lei.
10.529 1 corrente e um relogio, ouro de lei.
10.538 1 corrente e medalha para relogio c um
" relogio, ouro de lei.
10.539 1 trancelim, urna medalba c 4 anneis, ou-
ro de le.
10.510 1 par debrincej, curo de le'.
10.541 2 pares de rositas de curo cem brillantes.
10.552 1 corrente e medalha para relegio, ouro
de lei.
10.543 1 corrente para relogio, r.m brvxe cum
pequenes brilhantes.
1 annel de ouro cem brilhante.
1 chapa de coudccoraco, curo baixo.
2 calvas de prata de lei.
10.572 1 pulseira, urna corrente, urna meeda, nm
tranceliir, dous brexes, umdito para man-
ta, dous pares de brinecs, dous pares de
botoes, um annel e um relogio, ouro de lei.
1 trancelim de ouro de lei.
1 relogio, ourj de lei.
2 anneis e deus bctcs de curo com bri-
llantes, um fio de perolas, quatro broxes,
tree pares de brinco?, um dito de roc
tas, dous aunis, duas pecas para einlei-
ro, curo de le, um par de botoes e urna
medalba, ouro baixo, urna salva e um pa-
liteiro, prata baixa.
10.579 18 colheres para sepa, 2G ditas para cb
c urna cenega de prata.
, 10.582 1 annel de euro cem brillante, urna vclta
de ouro cem urna medalla, curo de lei.
i 10.5F4 2 casticacs e 1 paliteiro. prata de le.
( 10.591 1 pulseira, 1 par de rosetas, 1 pcixe de
I ouro.
10.C04 1 salva, piata de lei, 1 castical, prata
baixa.
10.Gil 1 corrente para relogio, e 1 relogio, ouro
1 de lei.
10.C14 1 relogio de curo, de lei.
_ 10.617 1 correute e medalha, para iclogio, ouro
de lei.
10.620 1 cruz de ouro com brilhantes.
10.623 2 pnleeiras, ouro de lei.
10.62-1 3 broches, 2 pares de rosetas e 1 annel,
ouro baixo.
10.627 1 trancelim, 2 medallas, 1 par de brincos
e 1 brocle, ouro de lei.
10.630 1 corrente e medalla para relogic, ouro
de lei.
10.G38 1 gargantilla, 1 pulceira, um trancelim, 1
medalha, 1 breche, ouro de lei.
10 643 1 par de brincos de curo com brilhantes e
1 broche, ouro de le.
10.648 1 par de rosetas de ouro com rubins e
brillantes, 1 d-to cem brilbantec, 4 ann is
cwr ditoa e 2 biilhaates pequeaos, sob
papel.
10.C63 x6 colheres para sopa e 11 dilas para cha,
prata baixa.
10.653 1 corda (collar), ouro de lei.
10.067 1 par de brincos, 3 ditos de rosetas, 1
broche e 1 annel, ouro de lei.
10.668 1 trancelim, 1 medalba, 1 broche e 1 par
de rosetas, ouro de lei.
10,688 1 relogio, curo de lei.
10.702 2 casticaes e 1 aesucareiro, prata de lei.
10.703 3 anneis de ouro com brilhantes e rubins,
1 volta de trancelim, 1 cruz, 2 botoes, 1
figa com coral, ourv de lei.
10.711 1 relogio, ouro de lei.
10.712 1 corrente com medalha, para relogio, ou-
ro de lei.
10.715 1 corrento com sinete e chave, para re-
logio, ouro de lei.
10.730 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.733 1 par de brincos, 1 fita de ouro e 1 per de
rosetas, ouro de lei, 1 broche e 1 annel
cravejado de diamante?.
10.740 1 cruz de ouro com brilhantes, e 1 salva,
prata de lei.
10.744 1 par de brincos de ouro, e 1 cruz era ve-
jada de brilhantes, e 1 par de botoes, ouro
de lei.
10.745 1 volta de trancelim, 1 ponteiro, 1 par de
brincos, 2 ditos de rosetas, 2 e meio pares
de botoes, 3 figas, 2 anneis, 1 emblema de
S. Jco e 1 castor, ouro de lei.
10.752 1 relogio de ouro, para senhora.
10.753 1 sssucareiro e 1 mantegueirs, prata de
lei.
10.757 1 corrente dupla com medalha, ouro e pla-
tina.
10.758 1 relogio, ouro de lei.
10.773 1 pulseira e 1 par de argolles, e 1 relo-
gio, ouro de lei.
JO.775 2 pares de brinco?, ouro de lei.
10.777 2 pulceira?, 1 broche, 1 par de brincos
cravejados de brilhantes, mais 1 annel
com rubim e brilhantes.
10.779 1 bule, prata de lei.
10.781 1 broche, 1 par de rosetas c 1 cruz, ouro
de lei.
10.784 2 salvas, prata de lei, 25 collcres, 12 par
fos, 12 cabos para facas e 1 paliteiro,
prata baixa.
10.785 3 aunis do ouro com brilhantes grandes.
10..786 1 s lv e 2 colheres, prata de lei.
10.789 1 cruz de ouro com brillante, 3 pares de
roce-tas com ditos, urna volta de ouro, 6
Somates pera relogios, 1 medalha, 1
corrento fino, 4 tnn'elins, 4 vltas de
dito, 1 cruz, 1 broche, 1 par de briucos e
4 rel-gics de ouio, curo de lei.
10.790 1 pulceira, quebrada, ouro de lei.
lee


uenw
las de
ouro, 4 o meio botoes,
curo de lei.
10.799 3 causes de oure :nes,
1 p;ir cu argollo. -, 1 j ar de resetas, 1
. tudo eraeejado
m prata ; 1 volta
ele ouro, 1 cruz, 1 fii( lia, pe CJS d
para ciateiro, cuiu de lei, fios de perolas
10.800 1 corrente para relogio, 1 volta de trance-
lim. 1 cruz, 1 broche-, 1 par de biinco?,
euio de lei.
110.80 1 corrento e relogio, curo de lei.
Recife 19 de Desamara de 1885.
Polo gerente,
Felino D. Fcrreir Codito.
SO
PASTILHAS
De AN6ELIN ft MENTRUZ
AVISOS DIVERSOS
PrecBa-ce de urna profeesora para engnlij,
qu saiba tocar piano e mais trabalhos de senho-
la : a tratar ua rna do Imperis v 79, 1- andar,
com o Baro de azarell.
Quem qnizer alugar o primeiro anJur
e lojas do sobrado n. 43, ra da Au-
rora, enteada-se com o Sr. Ncgreros,
ra do Imperador n. 30.
Aluga- se a loja do sobrado n. 4, no pateo
de S. Pedro, tem agua ; a tratir na ra estreita
do Rosario n. 9.
Alu -a-se o 2* andar do sobrado n. 4, no pa
teo de a. Pedro, est caiado e pintado, tem agua
e gaz ; a tratar na ra estreita do Rosario nu-
mero 9.
t,. Os abaixo asaignados, curador fiscal e de-
positario da nassa fallida de Antonio Francisco
Jorga, previnem aoi inquelinos das cfsas perten-
centtes mesma massa, e situad; b em Gtoyanna
que nao pagjem aluguel algum ao proeuiador
constituido pelo fallido, e cujos podei ...;..
pela abertura da fallencia, devidau,-. i pub.ica-
da. Oj mesmos inquelinos esto repongavei*
peloB alugueis que pagarem indevid anate a dito
procurador, que procedeu crieninocan ;cec-
bendo ditos alaguis. Recife. 81 dedez v.lio de
1885.
Dr. Ferrer.
Jos Fa istico Porto.
Aluga-se o rancho e parte da cas coutigua,
sitio c baixa, cm Apipucos ; a tratar na ra do
Crespo n. 12, 1 andar.
Na ra do Hospido n. 33, precib- -_ .
um criado para todo servico.
Aluga-se urca excellente cass, limpa e
acedada, com bona cemmoJ. | ...-
milia, tendo a^uaegaz, qe rtos para
criados, gallinheiro de ferio, grande
quintal arborisado, com lugar para jai !i mui-
tas outras ci mmodidades, sita roa do Viseonde
de Goyanna n. 167; a tratar no largo do Corpo
Santo n. 19 1 andar.
O
3

1 es
3
m
53
so
>
Si
93
-'

O Remedio mais efficaz e
Seguro que se tem descoberto ale
hoje para expeilir as Lombrigas.
ROQlAYttOL '
Bom empregode capital
Vende-se o muito bem afreguezado hotel do
Soares, raa de Hurtas n. 24 : a tratar no
mesmo.
__ <
Acbco
Preeisa-se alugar urna escrava de boa conduc-
ta, que saiba cosinhar e comprar ; a tratar na
ra Primeiro de Marco n. 25.
Perdeu-se
a caderneta da caixa do Monto de Seccorro n.
W1H n ppeEoa que achou e quizer entiegar, p -
de_deixar na ra Velha n. 36.
fasa a Boa-VistiT
Freaca e Bonitaa vialr.a
Aluga-se para familia 2* andar e o terreo,
com boas commodos, agua potavel, gaz e appare-
lh>, na ra do Hospicio n. 61 : a tratar no pri-
meiro andar.

Cstiiia. a leccionar, D. Francisca de Albu-
rie Silva Costa, por colegios e easis de fa-
milia e em sua residencia, ra da Detenco n.
19 ; a tratar na mesma.
10.5G2
10.08
10.570
10.564
10.577
10.578
Aluga-se a casa com sotes, toda caiadae
pintada de novo, sita ra da Fundiese! a. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez de
Olinda n. 8, litbographia.
Arrcnda-se o sitio das Jaquciras, junto a
estsejo do mesmo nome, bastante arborizado, bai-
xa de capim e com grande casa de vivenda ; quem
pie- i.lIct dirjase ao do sitio, que achara com
quem tratar.
. Precisa-so de nm eriido para o u vico de
casa e pisar millo, e dous meninos para vende-
rem na ra, que tenham pai cu m, de boas con
duelas ; na ra do Visconde de Albueiuerque, an
tiga matriz da Boa-Vista n. 3. Na mesma casa
d-se bolos de vendagem.
Precisa-se de um criado ; a tratar na ra
Nova n. 39, loja.
Preeisa-se
Casias n. 86.
Criado
de um criado
na ra Duque de
250$ 300$000
Quem dispozer do capital cima, c quizer se as-
socisr em um negocio vsnUjoso, dirija-se ao Pateo
do Teres n. 38 (I oj >) que achara com quem tratar
Prtcisa-te de um criado de 13 14 aunes :
a tratar no Corredor do Bispo n. 15, das o .......
s 9 da maula e das 3 s da tarde.
Precisa-sc de um caixeiro de 12 i 11 aanoe,
para tavernn ; na ra Imperial n. 128.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------1 ------------------------------
Declaro que Jos Soares Braudo fui despedido
do einprego de carteiro da Agencia Ha vas, uesta
debute.
Recua, 31 de Dezembro de 1885.
E. Chaline, gerente
Francisca tal.;iio de- ttouxa
Brasilina laria da Coneei^-ao. Joaquina Hara
da Canee igSs, Caetaaa Joaquina da C
Maia Joaquina da Coueeijao, Jos.:pha Isabel Ja
Cono yao, esposa, mi, irmao c sobriuhas agra-
decem atlas as pessoas que assistiram as inis-
sas do stimo dia,que mandaran] resar pir a La do
sea senara lembra le esposo, Francisco Antonio
de Smiza.
r,t.mmmu. \ i
'"H *,
A!uga-se o 1* andar da .-ia do Padra i b-
rian, n. t, a Lia da travessa da Bomba n. 4, e
a loja da travessa do Livranvnto n. 10 ; a tratar
na ra do Apollo n. 34, 1 andar.
Das Pinleiro & C, cm tspcsta aos Srs.
Joaquim Antonio &. C, declaram que, cerrquanto
iii.ha salido publicado o sonancia no Diario de
Pernambuco, com o titiloNopode venderera
sem ascignatura, ora assignado tmentePinbei-
ro & C falta to ton ente do revisor do mes-
mo Diario, pois o annuncio acha-se. datado c as-
signado pelos supplicantes, e nao podem os re-fu-
ndos sniores clamar se a lenaranciu, visto se-
rem o depositario.
Reciie, 31 de Dezembro de 1885.
Dias Pinheiro & C.
Precisa-se de urna boa engommadtira
raa do Imperador n. 17, 2 andar.
V
Ileleocloro de .quino Fousoe-n
Adelaida Rosa da Silva Foaseca e os fi hos do
finado Ilelnodoro de &qaD0 Fonsesa, quer'endo
eommeir.orar ol- anniversario da morte do seu
mui presada esposo e pa, cjnvidam aos amigos e
parantes do dito fiuio, para assistircm asmis?is
me mandan retar pirl-j eterno rep<.u3o d
na, s 7 1,2 betas da in.nla do dia 5 de Janeiro
eoirente, na matriz
Monteiro.


i Janeiro
la Boa- /Uta, e na igreja do
-;i>

/'-
Os filloa do finado coamendador Jos Joa-
quim de Lima Bairao, pedem aos credores do mes-
mo para que no dia 7 el* corrente, s 11 loi.as da
irania, se acliem presentes na ra de S. Joo i). 8,
afim de deliberarem o que for bem de seus inte-
resses.
Recife, 2 de Janeiro de 1886.
Hap Paulo Cordeire
Novo fornecedor, sem competencia em preeo,
vende-se ra do Mrquez de Olinda n. 50, mer
eearia dos Srs, Braga Gcmes 4 C, o a 14500 a
libra.
Vende-se
ou permuta se por predios nesta cidade, urna
grande propriedade rural na comarca d Itaubc,
denominada Jurema e Serrinha, com urna legua
de fente, a margem da estrada de Goyanna, e
urna legua de fundo ; tem mais de mil p. d.- j -.-
queiras, 2 000 de larangeiras e mais de 3,000 do
bananeiras, grande plantaco de abacaxis, canoas
para safre jar de 2 a 3,000 pes, urna grande caici-
ra, casa de farinha, machinas para descarocar al-
godo, e dista apenas duas leguas e pouco da es-
trada de ferro da Parabyba, tem diversos morado-
res que pagam foros; para mais informacoes, tra-
ta-sc com o agente Ousmo, ra do Marqnez de
Olinda n. 18.
Antonio Fraitcisoo Pcrcira
Antonio Franeise Pereira Filio, Jote
Per. ira, Manoel Francisco Peieirs, JeronyjDO
Francisco Per,:ira, Henrique Francisco Pedir, 7
Coama Amalia Percira da Silva, Antonio de Mo-
rase e Silva e AngeL d.\ Hstta Andralj ajrade-
eem cordial r.eute t. I .-.. prenles e amios
que cedignaram seompachar as e< u>it rio os ros-
tos mortaes de seu mui presa io pai, sagro e pa- -
urasto, Aulonio Frauciscn Pereira, e os c invida
de novo para assist rem as ruissas que se rosarlo
pjr sua alma no sTimo dia do seu passr.monto,
segunda feii-a -1 de jaueiro corrente, na igreja da
Conceieo do Beberibe, pelas 7 l.jras da maah.
Desde j antocipam os seus agradecimentoa psr
este seto de vnrdadoira amizsde.
loaquim Hachado e!a Cunliu
Cavnltaute
D. Rosa da Cunha Fn itas Cavalcante, man-
dauJo celebrar missas na matriz da Boa-Vista,
na quinta-fe ra 7 do eerrento, s ? h ras da ma-
nb, annivercario do infausto passamento de seu
infeliz filh) Jjaquim Machado da Cunha Csval-
cante, cousidaaseus prenles e p.-ss'as ele sua
amizade asiistirem a este acto ; e desde j se
lhes coafosea agradecida p jr semelhante favor e
caridade-
Ao commercio
Os abaixo assiguados participam ao publico e
com especialdade ao commercio que nesta data
dissolveram a sociedade que tinham na taverna,
sita a ra da Detenco n. 35, girando sob a firma
de Carvalho 4 Cerqueira, retirando se o socic< Cer-
2ueira, pago e sab'sfeito de seu capital c lucres
cando a cargo do socio Carvalho, todo o activo e
passvo do referido eatabelecimento.
Recite, 2 de Janeiro de 1886-
Joaquim Carvalho de Azevedo,
Lino de Abreu Cerqueira.
Anna Theodora Simoes participa sos paia ds
suaa almonas eao reapeitavel pnbc que no (a
7 do corrente se achara aborta sua aula na ra da
Iroperatriz n. 15, continuar os exerecios do sua
profisso : assim como continua admittir a u:
internas, meio pensionistas e externa.
Gn inniTio e scondano
Jos de Souza Cordeiro Siiues participa aos
pas de seas alumnos e ao reapeitavel publico, qne
no dia 7 de corrente se adiar aberto o seu esta-
belecmento de nstruccao na ra da Imperatriz n.
15 continuar os exercicios do sua profieso assim
como continua r.dinittir alumnos internos,
pensionistas e externo?.
Ucnrique Searea de Andr.
Brederode
A viuva e filhos do fimvio mandara resar ns da
o do corrente, trigsimo dia de seu fallecimento
i horas da manh, na matriz da Boa-Vista -
urna missa pelo seu descanso, para o que eonvH
dam seus parentei e amigos.
m
meio
/%Hj1
IV, c-^a ?e-de urna ama que fja ensaboar e
fazer maio eervicos de casa de familia a tratar
na ra do Bars di ?c*oria n. 7, 2- andar.
Descufeclanc Laltin
Cl imamos a atlcncao do publico para e I
paracae, na certeza de q.e a experiencia ie-'.-ae-
ra sua e/he
Para LaTUINAS, RETRAITES, LSGOTOK.
**' infeca compltame!
taz dempp .recer os miasmas, impedindo ass..
enfermid .des contagiosas que dellas proveca.
Para impedir e deter o descuvolviment-
febres, cholera, varilas (bexiga) e outras enfer-
midades contag
As mosca;-, mosquitos, etc., e toda a ciaase de
insectos fogem d.^s lugares onde se espala* es
tepo.
Espargindo se bem em qualquer luga
atinopliea se ja suffoeante ou de
rifisi e desinfecta inimedintamente.
-re nsravilheso des
H. de-Souza Pe; ,-na do'
Ohuaa.
PTA INCORRETA1



Y
trio de Pernaiitbuci.---Domingo 3 de Janeiro de 1886
ilusa
i-se
i I- e 3- andar do sobrada ra do Brum a. 62;
t tratar na padaria.
Alnga-se barat
0 2.* andar a rrsressa do Caropelio n. 1.
A loja da ru *< Calaboigi n. 4.
4 casa da ra d [jomas Va mtina n. 7.
A casa da ru H S. Jos n. 52.
A casa do largo de S. Jos n. 71,
4. casa da ru* d* Ponte Velha n. 22
k casa da i -io Pires n, 12,
1 easa da Baixa Verde n. 1 M Capnnga.
, tratar no Largo do Corpo Santo n. 19, 1'
n-
sar.
Alugj
ja-se
um sitio rua das Peru.mbucanas n. G2, tendo
urna grande casa com multas commodidades para
grande familia, a casa tem sora corrida e o sitio
arborisado ; as chaves na rua de Pedro Affonso
numero 68. ___
Ata-so
a sala de detraz do 1 andar rua do Bario da
Victoria n. 89 ; tratar na meem*.
Aluga-se
a grande e boa casa n. 159 roa Imperial, tendo
frente de aiulejo, 1 porta e 2 jane!las, 2 salas,
sendo a de frente ladrilhada com fino mosaico,
toda estacada, gabinete servindo de corredor, 4
quartos, cosinha fra, 2 quartos alem, quintal to-
do murado, grande porto que deita para a linha
frrea, cacimba, bomba, e canalisada a gas, tendo
lustres, arand lias, etc. : a tratar da roa larga
de Rosario n. 2 i, 1- andar, das 10 horas s 2 da
tarde, das nteis.
ttenQo
Paco ver aoe anchores e enhoras de engenho
\rxe precisarem de nm admi istrador hbil para
x>i o servico de agricultura, que faz todo e qual
quer negicio, nao por ajuste pbysico, mu sim
por porcectagem dos rendtnentos das safras, se-
cundo a propor^So do engi'nho, ou por tercos,
quartos, quintos, oitavos e decimos, segando a
proporcao do mesmo engenho. Se o engenho for
fabricado por escravos tambero faz o negocio por
servico dos escravos, um dia por semana, de 15
sm 15 dias ou jnensalmente, conforme a escrava-
*nra do engenho : quem quizer annnncie por este
Diario, declarando o norte do engenho oa lagar,
se o engenho mavirto a agua, a vapor ou ani-
sis, tono deve declarar, advertindo que faz este
negocio por tempo nanea menos de tres anuos.
Antonio Bezerra Ptssoa e Albnquerque.
T Leonor Porto
Rua do Imperador n. 15
Primeiro andar
Contina a executar os mais difBceis
figurinos recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima emperfeicao de costura, em bre-
vidade, modicidade em presos e fino
gosto.
I!

CASA DE BANHOS
COM DUCHAS
26 PATEO DO CARMO 26
Este grande eti'belecimento situado no cen-
tro dtsta cidade, contt'm 18 quartos, 10 desti-
nados para liormns, 4 para senhoras, 2 para
banhos de ehuva 2 para as duchas. Este ea-
tabelecirapnto nfferece todas as vantagens que
se podem d'-spjnr. com o grande mellioramen-
to qur sen pruprit tao acaba de fazer, collo-
cando usa ealdeira a vapor para facilitar os
banhos momos e medidnaes; os apparelhoa
proprios rara o tratameoto pelo systema hy-
dmtherapio i sao as duchas vertical,
move! le circular, systema este
.Ico de tratamento que
Uar do t>
nervoso, "iris mol lias ckronicaa, porin 6r-
mam os b* ni sen throno, por,
r r doeatefl abandonados
ios tlicrapeu-
i!uchas j
..ir.eDJados pelos Snrs.
as malea.
rigorosumen-
fis peseoas de am-
bos 03 sesos, j'ara o que trm urna diviso a
mnis le
olios. Oi intia ao receio mais
Poda licina o obse-
quio ':
tmas visitas, paro a

| e a dar-Ihe um
des<*ir" o toma til em todos os
aborta nos dins [
nos san-
i a 4 da I
Jolx Ha dos Precoa
f lmc. liqudiQa
BBG8H8 coistBBtemotitBila Eiroga
Ni niio sortuo ti ctopei 1-
w
Ha e iai moderao, enrrf
un-s3 m
IUuJS.
A Primeiro de Mareo ir. 19
" Junio A Botica naraslhosa
R. DE !)RISI\4 k C.
Hn 09 bo-Jh i. 18
(AXTIGA DA CRUZ)
% de commissoes
1 e variado sortimonto de amos
logos de prodceles da Allema
., Inglatera, Austria, Hespanhs'
do-Unidos.
informaySes sobre machinismo
, ditas para engenhes contrae
etc. para incendios cutres m>
e utensilios
1 Carros de alagad
Abrise em um deetes dias, so servico publico,
i caes do Capibaribe n. lt>, urna bem montada
Kjheira, a qual pertence nos Srs. Albuquerquc &
npanhia.
Pdese, sem me io, dizer que urna dns pri-
.eiras, se n2o a primeirn no genero, pois all A
1i de carros nevos e do lindo gosto, encontram-se
unbem elegantes parelbas.
) publico neste estabelecimenio encontrar pa
> fim que desejar c concemente a este nego-
o que ba de melhor e raa> elegante.
"ara mais facilitar aos chamados, collocaram oa
Albuquerquc 4 C, um apparelho telephonico
421
esperar que o dito estabelecimento en-
re bom acolhimento nos seas fregueses.
Um visitante.
TNICO

fl\
%
P.^naragSo de Productos Vegetaes
EXTINvSo'MS caspas
e outrns Molestias Capillares.
JVIARTI NS&~BAST03
Perimmbueo
Ama de Icitc
Precisa-se de urna ama de leite. sendo livre ;
na rua do Dr. Joaqnim Nabuco (Capnnga) n. 3
Apolices provinciaes de
Compra-se com pequeo descont ; na rua do
Barao da Victoria n. 11, loja de Bento Machado
4 Compan ia.________________________
Oleo de ricino
Sem gosto esem cheiro
ALLEX &DHAMBURYS
Este oleo superior a todos os conheci0' \
>6 por ser absolutamente puro, como por ser sen-
o do cheiro e gosto desagradaveis, que carcter
,-isam o OLEO DE RICINO.
Qnalquer pesssa pode tmalo sem i menor re
pugnancia, mesmo as criancas.
Vende se nicamente na pharmacia da Hermes
de Soasa Percira & O Successores ru* do Mar
\um de O inda n 91, Perwamnner,
Tintara M
PARA TIN GIRA
Barba eos Cabellos
ta tintura tinge a barba e os cabellos instan
taneamente, dando Ibes urna bonita cor preta e
natural, inofensiva o sen uso c simples e multo
rpido; vrnde-se na BOT CA PKANCEZA e
DROGARA deltouquayrol Preres, snccesorej
de A. CAOR8, rua do Bom Jesas, antiga da Cruz,
numero 22. ______________^________
Permuta de cadeira
Permuta-se a cadeira publica de 1* entrela
do sexo masculino de Tres Lideiras, em lguaras
t, por qualqner outia prxima oe algnma esta-
dio de estrada de ferro, ainda que fique distante
legoas da capital ; trata-se com o Sr. Joaqnim
Marcelino da Silva, procurador do mesmo pro-
essor.
Govcrnantc
Urna senhors cetrangeirr, que sabe desempe-
nhar as funcc,6es de urna casa, se efferece ainda
mesmo para engenhi', ou como criada para acom-
panhar algnma familia ao Rio de Janeiro, para
pensar de enarcas com o maior carinho, ou mes
mo para casa de algnm senhor viuvo ou solteiro ;
quem de scus prestim s precisar, pode dirigir-ae
esta typographia em cartas, sob as iniciaes
A, B.
"Collcgio6 ucAbrir
Maria Capitalina Martina Ribeiro communica
ao publico em geral e em particular aos senhores
pais de familia, turares c correspondentes, qae no
dia 7 de Janeiro vindouio abre o sen collegio,
rua doViscondede Albuqii'rque, sobrado n. 2G.
para a educacao e iastruccio de meninas.irediante
as condieoja geralraente stabelecidas em tedos
os estab-'lecinieiitos dessa natureza. Alentada
pela idea de que saber corre?pond-r A especta-
tiva dos que llie confiaren a ednencao de suas fi-
lli..s. esperiiulo que nao lhe fulturo com o seu
benvolo acilhiin-rnto.
Criado
Preciea-se de cm criado par' casa de familia :
a tratar na rua dA Midr- d:- Deus n. 1*, ou na
travessa de Fernandea Vieira n. 8.
Vista alegre
/.Inga e por mod'eo prreo o segundo andar c
1, com ptimos j'.minodes para grande fami-
lia, do sobrado pra^a da Boa-Vista n. 1 : tra-
ta-3e na meema prnca n. lSt onde estilo as cha-
vef, Calendarios
Arrancar folhas
Para o anno de 1886
Milito lindos e baratos ; j se acham venda
na Livruria Parisiense u. 7 A, rua Primiiro de
Mareo.
Nao pode vender
Pr< vine se a quem intrrefsar, qu o estabele-
cimento de io>,lli;id'.s, rua a I'enha n. 2, que
nnuncindo para ser vendido, pertenceDtu
Joaqoim Antonio & C, est penhnrado e nao pode
.1 ndido, sob pina de nullidade, cuja execncAo
corre pelo cirtorio do escri\i'> Ciinha, cm grao de
appilla^o. 21 de dezembro de 1885.
Pinheiro & C.
Atteiifio
Pede se ao $r. Candido FirmiooJLeito, empr-
gado da assembla pn.v:ncial. o cumprimento de
Hua carta, qaando escreveu, dizeudo, findo o in-
ventario viria camprir f na palavra de honra, pa-
rece ser tempo, e poi tanto quei'a vir pagar o di-
uheiro qae p< dio ha bastante tempo.
O credor,
Nazarelh
0 Sr. Jlo Cavakante Mauricio Wanderlcy,
lho do Exm. Sr. Barao de TracunhSem, queirs
ir ou mandar rua Duque de Canas i>. Ti, con
luir o negocio que nao ignora.
Luyas de pelica
A fabrica de luvas de pelica de todas is cores
aa rua do Cabng n. 7, 1 andar.
O rnpilo Manoel Jone de
Ma-it'.lnna .iraujo
A viuva, filbos, ora e ortos do espito Manoel
Jos de Sant'Anna Araujo mandam celebrar mis-
sas pelo eterno repens de sen sempre lembrsdo
marido, pai, sogro e av, no dia 4 de Janeiro, 1
annireisario de sen pasaamento, s 7 horas da
manhS, na matriz da Boa-Vista e da cidade de
Cabo, conf-ssando-se eternamente gratr-s aos que
se dignaram assistir a este acto.
W* Mmrn^^*^ WWAEJLD- OCW MBCT*0
^^^^^ por C?U. WA-IT, Perfnmima
i [ELI
AOS 4:00041'110
PAitrz
a
itnie TlctirH
la prrnambiieo :
Lst HXOICAKBSTO do um frusto agradavel. adoptado com paaM.sal* ha
mais de 20 annos pelos mclliores Mdicos de Parlz, cura os Deflux, Crtue, Toue,
Vote Je Garganta, Catarro oulmonar, Irritacei i tmto, das Vial unnarM 6 att Bextga.

lura rpida e certa peto
ARSENIATOdeOURO DVNAMISADO
do Doutor ax>DISON
da Chlorose, Anemia, toau u Molestias do Systema nervoao, mttmo u
roaJfl rebelde, Molwtias cfaronicaa dos PulmOos, etc., ato.
m malore illaatrtcflM medie Um tteatado o podar curatlTo deata medicamento danlanm-n'o :
o primrtns o mais enrgico dos recon>l:tu\ntei.
O FRASCO : tt FRANCOS (B FRANJAl
T$4o frote que nlo trouxer a Marca ie Fabrica registrada e a assignlura^ _
deve sr rigorosamenta recasado. (*^y^ tfM"
^ ** J^ Produca
PARI9, Vbarmaola BX.Zir, roa Rochecriooart, 3*.
Deposito em PernaJibuco : FRAN" M. da SILVA & C.
VINHOgilbertSEGUIN
FEBRFUGO FORTi.VCANTE ippnvado pela Academl d Mtdielna de P*ri$
a ii
Sessonta annos de Experiencia
e de bom xito tem demonstrado a eficacia lneontestavel deste vnreo, craer como mnti-1
peridico para cortar as robres e evitar o seu reapparecimento, qur como fortificante na
Convalescencas, Sebllldade do Sangne, Taita de Menitruacio, Inappetencla, Dieres-1
tSes dlfflcels, Znfermldades nervosas, Sebllldade causada pela edade ou por excessos.
fa Vtnho, que contm mal principio! cfroj do Que 01 preparados ttmltartt, rendfe por proco um I
pouco mais elendo.Sio si den objectar contra o proco em iiiti da reconhtcid itBcacli do medicamento.
Pharmacia C3-. 1S3HSOXJXIW, 378, rua Saint-Honore, PARS
33W>osi-tairioB em. Peiiiaroiuoo: ^^^"J^l 1?EL~Z^tftS^L
^G&0Ur^*f*mr+T\mf*tT*f*mn
rOLEO TRIGUEIRO-CLARO"
de FIGADO de BACALHAO
do D? DE JONGH
OAVALHEIRO DA ORDEM OE LEOPOLDO OA BELOICA,
CAVALHEIRO DA LEGlXo DE HONRA DE FRANCA,
COMMENDADOR DA ORDEM DE CHRISTO DE PORTUGAL.
Reconheeido pelas primeiras autoridades medicas como
lncontestavelmenle o mais puro, o do gosto mais agradavel,
e o mais eilcaz de tocos
Contra a TSICA e as MOLESTIAS de PEIT0,
DEBILIDADE GERAL, o EMHAGRECIMENTO das CRIAITCAS,
a RACHITIS e todas as AFFECCOES ESCROFULOSAS.
JJTJ* Vende-se SOMFNTE em garrafas aue levao na capsula o
sello e a assignatura do D' DE JONGH e a assignatura (
NSAR, HARF0RD & C Cautela com as Imilacoes.
nicos CODsipalorios, NSAR, HARFORD 4 C, 21G, Higo Eottorn. Londres.
Vende-se em todas as prnoipaes Pharmacias do Mundo.
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pilulas puriflcao o Sangue, corrlgem todas as desordems de Estomago e
dos Intestinos.
Fortaleccm a saude das constituyes delicadas, e sao d'nm v^lor inirrivel para toda= as enfermidades
peculiares ao sexo fi.niinino em lodas as edades. Para r,s meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avancada a sua efcacia e incontestaveL
Essas medicinas so preparadas smente no Estabelecimento do Professor Hoi.lowaV,
78, NEW OXFORD STREET (antes 833, Oxford Street), LONDRES,
E vendemse em todas as phormrcias do universo.
Os compradoRs sao convidados respeitosamente a examinar os rtulos de casia caixa e Pote se nao tceni a
oireccao, 533, Oxford Street, sao falsificacoes.
UNGA HITON1CA
Ul f-IL.L.101. Or. FiLLIOL.
INSTANTNEA paras barba. 1 HORADA -ldragscaueiiot
SO utit rio. Km propsracio e i o. sacos
un Isragem. sua COr primitiva'
epositgeral en Pars: TOiMOl, l?, ron Tir >iar, PAEU
. Ib femaniO co : FRAN" M. da SILVA e G.
iHUilfi
OEROGQI
DROCOUf
15, Rm de Poitca, 15
PA R 1 S
FGADO dsBCLH
Xutui'it
Ferruginoso eCreesotsdc
fUs fiiUliii'i lui-arnu
GRANDE MEDICAMENTO
contra as orrs de enbrca,P.-itdo de eentrt./ndtyesrHo,baftmetito
e Febrt fras. Previne e allivia rapidamnte on enra as formas
aa mal graves de Febres Typholden, Escarlatina,
Amorella outraa lebres, Bexigas, Sari ropo, Erup-
ofies, Molestias da pelleeoutroe vicios do saugne. Ello
"Salvou-meaVida"
t pois a lebre tlnha-aa apoderado de mlm j>m violencia. Eri
< poneos dias estar completamente reatabelecido. a r-
trahido di urna tarta de Snr. C. Fltsgerald, antijo correa-
pondeute do Manehetter Guardin na Albania, falacdo a
LAMPLOGITS FYRETIC SLINE
O Dr J.W. Dotvsing e*orere : "Empreguel-O no
tratsmenio de 42 casos de Febre amare/la". i com
sstisfacio que atrmo.nio tsr perdide um adoente.
VWOI-SB I* TODAS AS PesaHACIAS, l'H OllllF'
H. LAWPLOUGH, 113, Eolio. LONDRES. E C.
DapoJUrioaemftTTUim*: FRAN" M. da SILVA V C-

XAR0PE.de BH';
doD^ADEL. .,
CONTl* TOOAI A
MOLESTIAS u,, VAS RDARUS
MPaCllLMCTi*
Catarro chronlco ia bezlga,
IrfltayM do canal da urstra,
Molestias do prstata,
incontinencia ta Urina,
Arela na urina, etc.
8WANN, Pharmaceutico-Chimlco,
'< ?i\Vili, H, iua cutiguo, U, PARS
i, wv.-s*vil>r)m>iiii -v vw
Besenerar o sangue deporando-o. facer
; perecer oa vestifriofl "jua ordaarla-
> menta deixam as Xolcmiiam eontagioeat,
parausar a ac$ao do Wrcnrio, se tlrer
Baipregado, eipelllao-o d economa,
n priaelpaes effelto3 d'esU precioso
Iileporatlvo q? as Utedestitu sypiiiii-
\ tci, o ~omplor/vnto de todo tratamento
e Ccrrt~'J*oa.' erve icra pir.ierrar (Jos
.leelel*!*ec t'essstJa'-^aaojt rreiarfon,
i jue cura se exlstlrem.r.TnrregJC-sc estas
I Grageas com vaciagcm nos Hhcsimnti-
I moa.Solestticstie Pellar E* DBPOSITOS ORBAtal !
Sa ABIS, 209, rua J^enis.
Em rei-natnmueo :
3'R-A-N"" ^ol. da SILVA 4 C"

CXPOSICXO PARS 187
roitA COKCOBtO
.crASMA
pelo *0 do
staVM m todas as Phvrmaciai.
E
i:
1.11.111:11 I.UMMI1KI
^ra^a da Independen
cia ns. 37e 39
Acham se a venda os felizes bilhetes
garantidoo da 30a, parte da lotera a benecu
da Santa Casa de Misericordia do Recife,
que se exlrabir no dia 8 de Janeiro.
rftrf*
Bilhete inteiro 45000
Meio 2(5000
Quarto l?(KX)
m port*fio de toojooo par
{a
Bilhete inteiro 3^1500
Meio 1*750
Quarto 5875
utonio Augusto do Sant** Porto.
Pinho de Riga
Acaba de chegar pelo brigne Acacia nm com-
pleto Bortimento de pranchSea de varias dimen-
coes, como tambem tahoag da raesma madelra, de
orna e urna e meia pollegida de groasura ; ven-
dem se por preces mdicos encasa de Hatheus
Anstin & C, 4 rua do Commercio n. 18, ou no
caes do Apollo n. 51.
GRAGEAS |
ffExrfiims Depurativas
tfe I0URSTB d rOTtSSIO
do Doutor DUCOUX de POiTIERS

1 Cabello $kADEAyer ^fy^ (AjBrtHalr Vigor) 7lJHrK( casAiHO sua ^nTfc^Waiaktlt E COR JUME ^ByMr' RAM 0 CAMILO, J^^ TORNAltOO-O tACia rUxrvEL e lustroso


As machinas de costara
Domestie
S3o reconhecidas ser as mais ele-
Igante8, as mais duraveis, e em todos
os sentidos
s melhores
'o?
Para pre90S, e circulares com illus-
trajoes de todos os estylos, dirijam-
DOMESTIC SEWDa MA-
CHINE & C.
SEW-KOBY V. 8. A.
&n
i

<7S
I
CHAPELSA VICTORIA ~
rg 36PRAQA DA INDEPENDENGIA---40
**^ Este bem conhecido estabelecimento, recebe mensalraento
das principaes modistas de Pars e Londres, um grande e variad-
simo sortime-nto destes artigos, assim oorof das principaes fabricas
5^2 de Hamburgo, um completo e variadisfii sortimento de chapeos
SS de pello, de lebre, 1S e castor para ho.i >t e menina : assim como
encarrega se tambem de qualquer trao-lh concernente a chape-
S" laria
s. JiauBii lia SilFa Cairamo & c.
96


"i
i mwm

FUNDIGAO GERAL
ALLAN PTERSN tf C
N. 44Ru i do Brum-N. 44
JUNTO A EF f A(JA0 DOS BONDS
Tem para vender, por pre<# s mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivaySee de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavadlos^
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de con,'ortos, e assentamento de machinismo e ezecutam qualqaa
trabalho com perfeicao e presteza

F
BANHOS DE MAR
Superiores costumes de cxcellcntc fa-
zenda e muito bem preparados para banliosde
mar.
Para senhoras. 10^000
Para homens. 85000
Para crianzas. 5 S000
Recebemos ltimamente um grande bor-
timento de diversos tecidos novos para vesti-
dos e inteiramente apropiados para a pre*
sent csta^o.
LOVRE
FRANCISCO (3RCEL DO AMARAL & ft
Saa Primeiro li Haip 120
ESQUINA DA RUA DUQUE DE CAXIAS
N. telephonico 158
WIIMD



I
w
.-j
Diario de Pentambuen--*Domingo 3-4i.JaMio
7
'Mu 111 era!
Sem dieta esein niodifi-
cafes de eostmmes
1 ea
?o
C
r
P
2
8*
i
f
I
Especficos preparados pelo pliar-
maceuto Eugenio Marques
de llollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pars.
Elixir de iinbiribina
Restabelece os dyspcpticos, facilita as ges-
tees e promeve as ejeccoes difficics.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anmicos, debclla a hj poemia
intertropical, n constitue^>i4iydropico8 e beribe-
ricos.
Xarope d flir de arueira e matamba
Muito recomo ndado na bronchite, na hemop-
tyse e as toases agudaB ou chronicas.
Oleo de te8tudus ferrngitiobo e cascas de
laranjas amarga
' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica. <
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cera radiealmcnte as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambero fer-
ruginoso, preparados em vinbo da caj
Efficazcs as inflammaces do ligado e buco
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicudo as coBvaleseencas das parturientes
e diurtico antefebril.
Deposito : Frncisco Manoel da Sil & C.
Los 4:0003000
busiis (mnisos
Roa Primeiro de Jlarfo n. 25
O iibaixo assignado tem exposto ven-
da os seus afortunados bilbetes garantidos
da 244.* parte das loteras a beneficio da
Santa Casa de Misericordia do R"cifo (30a)
que so exlrahir sexta-feira, 8 do corrente.
Presos
Inteiro 45000
Meio 2,5000
Quarto 1*000
Em qmantidade maior de IOO
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto ($875
Manoel Marf-ins Finza.
Aos4:000S00O
16-Eua do Cabng-16
O abaixo assignado vendeu nos seus
venturosos bilhotes garantidos os premios
seguiates: 1 intjiro cora asorte de 100
no n. 18G7, alem de outros mais de 32$,
16)5 e 85 da lotera n. 29.
Convida se aos poosuidores a virem re-
cebeo sem descont algum.
Acbam-se venda, os venturosos buhe
tes gari ntidos daJoteria n. 30a em beneficio
da Santa Casa de Misericordia do Recife
que se extrabir na sexta feira 8 de Janeiro.
Int^ro 4*000
Meio 2*000
Quarto 1*000
PUCOS
Desdo quaotldade superior
a 14 0:00o
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Quarto *785
Joaqwn Pire da-Silva.
t
Com urgencia
Por nao se sai er da residencia do Sr. cap ti o
Domiagoa de Kouza Barros,' roga-se qn tenba I
bondhdcde v:r a rus do Viscoude de Goyanna ni.
131, a n^goc'o de-seo Hteres*e
Cura iniallivel das
SCZrCS
Plalas do lr. Santa Roii
Na pharmacia ce Hermes de Sonsa Pereira 4
i Suueessores, i ra d Mrquez de Olinda n. 27,
'ende- se estas efficases pilulas ja tio conhecidaa
la popnlaco desta cidade e do ln erior, e oujo
^ffeito inaravilhoeo na cura das febres intermi-
cantea ew. Qarante-se su efficacia.
Cura iiua llivel do rheu-
niatisnio
Elixir de Cabera de Negro, preparado
por Hermes de Bouza Pereira t C Huccestores.
Este poderoso medicamento j bem conhecido
io publ.-:o desta cidade e do interior, superior
a todos os depurativos conhecidos, nao s pela
sua eficacia como pila modicidade de precc.
Elle cura radicalmente o rbematiamo, syphilis e
todas as molestias que tc< m por rigem a impure-
za do tancue.
Venda-.e na pharmacia ra do Marques de
______ de Olinda n. 2 _______
Mudanza de escripturio
Ernesto & Leopoldo transferirn) seo escripto-
rio para a ra larga do Rosario (sntiga dos Quar-
tt) a. 22, 1- andar.
RfEBlaflor da irania
Este j portante estabelejimento de relojoaiia,
fundado em 1860, est funecionando ag ra ra
l*g* do Rosario n. 9.
^ sen proprietano, enearr^gado do regulamen-
to dos relogias do arsenal de marinha, da cempa-
obia dos trJhos urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da de Recife Caxang, da estrada de
ferro de Carua da compauhia ferro-carril de
Pernambuco, da associaco commercial beneficen-
te e da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
intelligcates e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para rclogios de algibeira,
de parede, de torres de igreja, chronometros ma-
rtimos (dtoidoa marcha), caixas de msica, ap
parelhos elctricos telephonicot.
* Contina a exercer a sua profissao com celo e
'oteresse de que sempre deu provas ao respei-
tavel publico e aos seus collegas, e vende iornc-
ciinento de qualquer qualidade.
Em frente ele seu estabelecim nto se acha col
locado um relogio, cujos mostradores tambem po-
derao ser vistos pelos passageirOH da forro-carril,
tendo sempre aHORA MEDIA DESTA CIDADE,
determiaadas pelas suas observacoes astronoroi-
aaf>. Ra lajga do Rosario n .
Antonio Jos da Cotta Araujo.
"Morada campcslrc
Aluga-se a casa ra de Henrique Dias (Es-
tancia) n. 1, tem porto ao lado e um pfqueno
sitio : a tratar com Cu todio Antones Guimares,
a ra do Mr mez de Olinda n. 10. armascm
Carta perdida
Quem achou urna caita dirigida a Jacintho da
Silva que se ext aviou da ra Nova ao fin da ra
da Concordia, queira cntregal a no beceo da Vi
racan n. 10, que ser recompensado com GOf.
Ama de lcitc
Precis i se de urna ama de leitc ; na ra larga
do Rosario n. 46, 1" .ndar.
Afl
ea
Antonio Jos de Mello e Silva, estabelecido com
arinuzem de xarque ra de Pedro Alfonso n. 46,
perticija ao corpo commercial que m sta duta ad
mittio como socio sea irmo Francisco Jos de
Mello Costa, pelo qual faca desta d*ta em diante
rii-ando o dito estab- lecimento sob a firma Mello
& Irmo. Recife, 31 de dezembro de 85.
Casa
Comprase urna casa terrea na freguezia de
Santo Antonio, ra da Roda, Bom Jesns ouein
cutra qualquer ra ; qnem tiver dirija-se a esta
typographia que se dir quem quer.
Preciss-se do urna ama para cosiuhar e lavar
para casa de pequea familia ; na ra de Fernar-
des Vieira n. 24, (averna.______'
abrir globo
el Jos da Fonseea
Joaquim Jos da Fonseea, Antonio Jos da
FonMca, eonvidam aos seus paren tes e amigos
para aasistirem as missas que por alma de sen
preaadissime pai, Manoel Jos da Fonseea, falle-
cido em Portugal, mandam celebrar na igreja do
Espirito Santo, a 8 horas da manha do da 5 d.;
Janeiro, trigsimo do seu passamento, pelo que se
tonfeatam desde j summamente agradecidos.
MUSEO i JOIAS
MIGUEL WOLFF & C.
Offerecem ao respei-
tavel publico um gran-
de e variado sortimen-
to de relogiosdos mais
acreditados fabrican-
tes, e se acliam habili-
tados a vender mais
barato do que outro
qualquer, visto rece-
berm directamente.
Todos os relogios
vendidos nesta casa
o garantidos.
Raa ilo Calmea i i
Mamona, Amendoini e
Gergelim
A Fabrica Apollo
contracta e compra
qualquer quantidade
das tres sem entes aci-
iiia, para o traba]ho
de sua fabrica de ex-
trahir leos vegetaes:
A' tractar na mesma
fabricaRa do Hos-
picio n. 79.
MIGUEL. WOLFF & G.
Participam ao res-
l>eitavel publico, que
continan! ter um sor-
timent de joias das
mais-modernas e dos
mais apurados gostos.
Comprme ttem- se
a vender mais barato
do que em outra qual-
quer parte.
Bna m Catinga i i
Mito Mtico
33Ba do Visconde de Albuquerque33
As aulas deste estabrlecimento de instruccao e
edacacao abi-ir-se-hil > no dia 7 do corrente.
O director,
Olintho Vctor.
8JW00
2JIU00
700
Compra-se e paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte, bem
como
MOEDAS
c qualquer qualidade.
Na ra do Impera-
dor n. 32, loja de joias
Julio Fuerstenberg
Caixeiro
Precsa-se de nm menino com praiiea de taver-
na ; a tratar na ra da Roda n. 48.
VENDAS
Vende se urna excellente armaco, nova, de
(rosto moderno, forrada e envidracada, pripria
para qualquer negocio ; a tratar na praea da ln
dependencia ns. 24 e 26.
Vende se urna boa casa reedificada, no po-
voado do Peres, beira da estrada, com 5 quar-
tos, cosioba lora, terraco ao lado, com bom terre-
no e algumas arvores fructferas : a tratar na ra
de Pedro Alfonso n. 11.
Vndese o ejstabelecimento de ferragens
na Duque de Taxiits n. 111, tamben se vende a
arinacaa separada ; tr:. t>-r no mesmo.
Vende s* a padaria da ra larga do Kwsario
o. 16 ; a tratar com o dono.
Taverna
Vende-se urna taverna Vm afreguezada, situa-
da em urna das melhores localidades nesta cida-
de ; a tratar com biqueira Ferraa & C, ra do
Amorim n. 66..
(avallo
Vende se nm bonito cavallo, andador ; ver
no armazem de Francisco Flix, ra da Concei-
cao da Boa-Vista. _______^__________
Piano
Vende-se um piano de armario, um pouco an-
tigo, o qual prrcisa de concert ; para ver tra-
tar, em Olinda, ra de Ft mandes Vieira nu-
mero 1.
Em vista dos grand. s progressos da IDEIA de
que se gloriam s nages civ Usadas, o cmmercio
deve acompaiihar esse .rogresoo, visto que elle
o mais poderoso elemento do engraudecimento das
nac&es ; em vista do que annu;eim
AlTlXri CAPITAO & C.
1 Ra Estrcita do Rosario 1
Grr.nde sortiininto de prtiercs alimenticios, a
escriba c"P8 quaes, os unnuuciautcs tin sempre o
maior eu.dado, para bem servir es seus numero-
sos Ireguezes. Lembramos, poie, n proverbio :
ni nu ixpurimenta, nao sabe
Veiiham ver pois :
Queijos, flmnengo, sussq, etc.
Dito do sertao.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranho.
Fruc-tos seceos, come :
Pasaas, amendi as, figos, etc.
Ditas iiacioiaes. *
D> ce de toJas as qaalidades.
Bolachinha ngleza.
Sementes novas de hortalizas
Invesiveis, rs. ,
Grampcs invesi^eis, rs.
clices, o metro, 4t.O, 500, 600 c
820
60
700
t ua ue p*pel rosado, rs 6(X)
Di>s de cnvi lop s, s. 30(1
Punhos e collariuhus para seuhora.
Ditos dr cores.
Um" correuto de plaquet muito fino, de
15*e20, por
Um lenco de ceda de i e if, por
Bonito sortimecto de bicos finos, e gra-
vatas de todas as q-ialidades.
i Um covado de 1 alagarta, rs.
i Fronhas e Unalbas de labyrintbo, baratissimas.
Agulhas Pedro II, Victoria, a balao, Gari-
laldy imperiacs, asrim como de machina
I Collariubi s para hoinein, o que ha de mais
maderno, de todo a ns., duzia, 64000
. Li para bardar 2*8C0
' Fita para liga, um metro, rs. 400
Luvaa de sida 24500
Um leque de setim de-10/, por 5*000
FiUs dubl n. 9, r. Sm
Ditas n. D
Bicos, lenco?, sabonetes, perfumaras finas, es-
pelhos, ccrreiiles de relogios, ricas, e todos os ar
tigos para alfaiate. Na ra larga do Rosario nu-
mero 38.
Aol2
Nova lojadclazendas
N. 32- Raa a Imeratrz- N. 32
DE
Pereira da Silva
Neste novo estabeleeimrnto encontrar o res-
peltavel publico, ?im variado Bortimento de fazen-
das de todas as qualidaies que se vendem por pre
eos barat8simos, assim como um bom sortimentt
de roupas para Dmense tambem se mandam fa
zcr por encommendas pr ter um bom mestre al-
faiate e completo sortimento de pannos finos, ca
sentirs e brins etc.
J
Para acabar
Fielius
A 1COO. t e 9JSOO
Na nova loja ra da Impcratriz n. 32, vnde-
se bouitos fichus de tod^s as cores, s ndo do
mais modernos que tem vinJ i ; isto na loja do Pe-
reira da Silva.
FusJdes e setinetas a 500 res o
covado
Na nova loja ra da Imperatriz n. 32, vende
se um elegante surtan uto de setinetas de todas
as cores, tendo largura de chita francesa, assin.
eximo fustoes brancos muito encornados para ves-
tidos e roupas de ci ancas a 5tJ0 res o covado, e
pecincha, na loja do Pereira da Silva.
Lazinhas lavradas a 500 ris o
covado
Na nova loja do Pereira da Silva ra da Im
peratriz n. 32, vende so um bonito sortimento dat
mais lindas laziuluis lavradas que tem vindo para
vest'dos, sendo com Uvores mudinbas e em furU
cores, pelo baratissimo preso de 500 res o co-
vado.
Palilols de casemira a 10.000 e
12000
Na loja u. 32 da ra da Imperatriz, vend m-se
P'ilitots de casemira prcta de eordlo acudo turra
dos e muito bem fetos pelo barato preco de 10 e
124, sssim como calcas de casemiri.8 muito bem
feitas a ii e 7y e cero.das de bri'mante a 14201'
a 14600, e coletinhos para dentro a 800 ris cada
nm. pichincha, na lija do Pereira da Silva.
Merinos prctos a 1.200 e 1.600 rs.
Vende- ee merinos prctos para vestidos e roupas
de menino a 14200 e 14600 o covado e superior
setim preto para enfeites a 1500 assimeomo chi-
tas pretaB, tanto lisas como eoin lavotea braaeof
de 240 at 320 ris o covado na nova loja de Pe
reir da Silva ra Ja Imperatriz n. 32.
Algodosinho francez para Ien-
iMsal.OOO,.,100 c 1.200
Na loja da ra da Iu>peratriz n. 32 Venda se su
periores algodaosinhos franeeaea com 8, 9 e 1(
palmos de largura, pura lenc'-s de um s panne
pelo barato p evo da 14 e 14100 o metro e dito
entrancido para toallas com 8 palmos do largura
a 4200, assim como bramante de quatro larguras
a 14250 isto na loja do Pereira da Silva.
1 opelines lisas, de listras e lavradas.
Lo de quadros, escosaeza* e lavradas.
Alpacas lisas e de listras.
Grenadines de corea e pretas.
Cambraias bordadas e abertae. i
Vestuarios para meninob.
Lequea.
Chapeos para aenhora.
Chitas lisas e de corea.
Fichus de seda e de li
Capas de malha de la.
Para ron (lanar
CoUarnhoB e pannos para senhora e humera, de
versos feitoe
Camisas sem collarinhos e sem punbos, com pu-
nhos e com collarinhos e punhos para hemem
desde n. 35 a 45.
CamisKS para meninos desde n. 28 35; sem col-
larinhos, de n. 32 a 35.
Camisas, aaias, penteadores, calcas, plices e pu-
nhos para senhora.
Grvalas, grande variedade.
Muas cruas, brancas, de cores o pretas.
Capachos, tapetes, malas, esleirs, bolsas, ve! udi-
Ihos, brins oruuces e de cores, luvaa, perfuma-
ras etc. etc.
Papoula & .
18 -Raa Jo Cabng1
Em frente a matriz de Santo Antn' j
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Eseossez preterivel
ao cognac ou agurdente de cauua, para fortificar
o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores armase ns d
molhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brasil.
BBOWNS & C, agentes
Vende-se
o sobrado da ra da Imperatriz n. 20, toado tres
andares e em bon estado de conservoslo, e a casa
terrea da ra da Unio n. 34 ; a tratar com Ca-
pitalino de Gusmao, ra do Bom Jess n. 11
pri i.eiro andar.
Cabriole* e victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria em pe
feito estado : a tratar na roa Duque de Caxa
umero 47.
Novidades
Para afesta
Fitas modernas, largas, para faxas, plisss mo-
dernos, brancos, pretos c de cores. Novidade em
luvas de seda. Lindas bonecas para criancas. No-
vidades em perfumaras. Objectos para presentes
e outros artigos, recebcu Emilio Roberto
Exposlfo l'niversal
17 Ra do Bardo da Victoria 17
Balanzas
Vende-se barato, para liquidar, quatro
braceos do balancas do fabricaute Romao
em bom estado : na ra do Brum n. 96,
armazem.________________^^_______
Vcnde-sc
urna das melhores tavenias,livre e deembaracada,
tem pou':os fundos, propria para principiante, tem
bous commodo8 para tamilia ; a tratar na estrada
nova de Agua Fra n. 7._________
Vinhos garantidos
t iii:ia liunox A C.
Vinho para mesa, superior, em quintos.
Dito para mesa, das quintas Barrosa e Silveira,
em caixas do duzia, superior a Bordeara.
Dito lusitano, para mesa, em caixas de duzia ft
meia duzia.
Dito do Porto, fino, em quintos decimos, e cai-
xas de duzia, para diversos preces.
Dito madeira secco, superior.
Dito inusca'el de Setubal.
34Madre de Deus34

:
I
Mobilfa de Jacaranda
Vende-se ou troca-se por urna mobilia de jun-
co, sendo aquella de gosto uiodeno, e cemposta
de 18 cadiiras de guarnicilo, 4 de bracos, 2 con-
solos, 1 sof e 1 jardineira : a tratar na ra lar-
ga do Rosario n. 27.
9 S Roa larga do Rosarlo
Manipnlaco especial com fumos escolhidos dos
bons cigarros, exploradores, navegantes e fedu-
raes. Precos razcaveis e bons descontos para o
commerco de retalho.
CALLOS
OMELHOR E MAIS INFALLIVEL EX
TRACTOR DOS CALLOS E' A
Majnardina
porque os extrahe completamente,se m causar a
minina dor.
E' fac de applicar, nao impede de se andar
ca jado e tem o seu efleito comprovado por attei-
tados insuspeitos e em numerosas applcacoes que
nunca falharam. Nao confundam, nem re en-
ganem com outro preparado. S verdadeiro o
que se prepara e veide na Drogara e Imperii 1
Pharmacia Diniz.
DE D1NIZ& LORENZO
.w-Praja do General Ozorio-57
Deposito em Pernambuco, pharmacia de
Hermes de Souza Pereira & C,
Successores
Boa ao sm de Oliiia 121
O abaixo assignado, Dr. em medicina pela F i
-uldade do Rio de Janeiro, eavalheiro da ordem
de i hristj por Portugal, medico adjnnto do Hos-
pital da Veueravel Ordein Terceira do Carmo, da
caixa de 1). Pedro V, agraciado com a medalla
humanitaria por esta pia insttuico, etc., etc.
Attesta que o remedio denominado MAYNAl.
DINA, preparado pelos Srs. Diniz 4 Lorenso--
na imperial drogara e pharmacia Diniz, infal-
livel para a extraccao dos callos. Outrosin,
att:sto que tendo em si empregado, colbeu os mu-
ll res resultados a ponto de psder calcar as bo-
tinas as mais justas'
O que atiesta verdade e jara sob a f de seu
grao.
Rio, 10 de Dezembro de 1585, Dr. Franeino
dt Paula Cotia Jnior.
DAS
COME NO DIA 5 DE JANEIRO

\ al 1111b
lili I, I
!
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre terga-feira 5 de Janeiro de 1886, sem taita.


:*f.
wmmJ



8
Diarii de Pernambnco-~Domingo 3 de Janeiro de 1886
B
1
y



JURISPRUD.5XC1A
Jurisprudencia
DA CONCILIARIO
I
1Da tentativa conciliatoria o sua razio
de ser 2 -histrico3 defiuiglo4
nlo ella um acto prejudicial -5qual
aautoriiade qu3 de ve presidil-a 6
quaado mister tental-a.
1Quasi que falsamente guiado pelas
paxoes, o .-jeni o perfaito conhecimento
mesrao de que militam de seu lado a ra-
zio e o direito, que os homensatiraiu-
se luta judicaria, pacifica na apparencia,
porin cheia de tribulagoes ; e em que as
mais das vezes consomara a paciencia, a
fortuna e a tranquilldade.
Quaatas vezes evital-a-hiam, si, proce-
dendo com moderado, buscassem nos meios
amistosos remediosque samem, se nao no
todo, ao menos em parte, os da ranos ou
prejuizos que alias tentara recuperar pro-
pondo as demandas I
Estas e outras considerabas, actuando
no animo do nisso legislador constitunte,
fizerara co:n qia elle oxigisse em o nossa
Cod. poltico art. 1610 tentamen con-
ciliatorio -carao.acto preliminar e indis-
pausavel -, pira so intentar as aigiSes ci-
vis e comraorciacs, no intuito de so dimi-
nuir o numero das coatandas forenses.
(Nota Ia)
Diz a nossa carta constitu donalno art.
161 :tSem sefazer constar que se tem
i da reconciliacjo, nao se
puntear proasso algum.*
Pelo molo porque est redigiio esta
art., e.do emprego da p.davra processo
de vasta coraprehenslo juriiiea, pode pen-
sar se que o preliminar da que trata este
art., seja sompre exiguo em todas as
causas propostns em aizo.
Presume-se quo o nosso legislador con-
stituiente devia tor conhaciraentos juridi-
cos; e, como tal, saber quo s po Jo tac lu-
gar esta tentativa n'aqnellas causas qua fo-
rem ao mesmo lempo aacSas ; pois s nes-
tas que ba reos, co n os quaes os auto-
res^devuin procurar a ac
E', portan- >, 'l'ro m* o legislador no
art. ll -s4.se r p*W cu-
japropositura exiga a apreseciayito, era
ju'zo, do documeata da co leiliacSto u."io ve-
rificada.
2 A instituielo do con <:l: i ;~o data dos
tampoe antigos. Miys, o legislador di
hebreus, tr.it. va do ac sommoda a3 con-
tenas e dissencoes bavj a* Bntre os indi-
viduos do J : : ,
era ao mcsn> u ..>:' !' c
lheira ; em Roma, competa aoa
dos animar os demandistas a entrarera e:n
concordata (Si tkum ni rn
transactum furit nter vocantem '
tu >, itajus esto -); na i la'.o ra lia, foi
creada na Hollanda, a coneiliagao; e tan-
bem em Portugal (Ords. Atf. L. 3 tit. 20
5o o Philip-L. 3" tit. 20 1-) ;
te paiz passou para o Brasil(Or. Philip.
cit. e Decreto do 17 da novembr
1824) ; e presentemente ot*ntaraen
ciliatorio consgralo nos cdigos de na-
c8es culias.
Nao foi, portanto, o no3so legislador coa-
stituinte o innovador da ooneiliagao; e,
si anteriormente n"io vamos ama autori-
dade especialmente investida d'esse mister,
como fez o nosso legislador, todavia a me-
dida conciliatoria est b?ra accentuada na
disposi^rics citadas, as quaes estabdeciara
que O jais, antes de principiar se qualqaer
demanda, tratasse da aceomuiodar as par-
tes litigantes.
A coneiagaa, ou m albor -atenta-
tiva conciliatoria o acto que em regra
precedo ao excrcicio da3 aegoas civis e
com
partes su*o pt
(Nota 2')
Segundo o pensamento do legislador con-
stituate, a t i'iatoria oae-
to qua precede aoexercicio das acg e commerciaes para o fim de accomraodar
as part"
sa -, na defiuiglo
quo demos, porque os nossos prcxistis e
le3 posteriores carta constitucional, tm
adraittido, posto qua illegalmante, em al-
guns casos o tentamen conciliatorio, depois
de iniciada a demanda: -o que so d no
embargo de obra nova, as uegoas execu-
tvas etc., etc.
Dasta defiuiglo ve-sa qua s tem lugar
a tent.ii a, quaado a questo
forcivil ou commercia!; as uneas sobre
que as partes podem transigir.
4Geralmenta diz-se que a tentativa
conciliatoria um acto judicial(Paula
Bapt 82 Comp. de Prat.), entretanto
nlo passa'ella do un act> administrativo,
tendente a aser con que nlo sejam t?to
frequentes as contenas entra os particula-
res como -nraa medida de ordeni eata-
beleci la palo legislador.
Ninguom n-ga quo o juiz de paz a q-iem
est confiad.i o poler da conciliar as par-
tes, tem jurisdiagao para certaj o deter-
minadas causas; ejulgias coi-io verdadei-
rojm'z q'ia Disp. Prov. art. 1", lei de
15 de outubro do 1827 art. 5o Io Rsgn
n 737 de 23 do novembro da 1850 art.
tdade juiz de paz co,
rao conciliador, de maneira alguma julga-
um simpl's conselhciro, tando | or fim
faiT'santir as partes os pn-juizos e trans-
torn'i qi daaorro i de una damanla
A! n disto, sa a tentativa canciliaturia
fossa um acto judicial, a sua accto nao
ultrapasirii as raias do fura externo -o
do diraito ; entretanto v-sa quo a sua
aejao morasadora estn la-so at o* foro
interno o da moral ; po3 e dada ao
,ua nao ha lei exoressa que dispenso nada, at que corando ellos os seus tra-
tentauoen_o8 proaeasos preparatorios mitas, chaguem a alcanfal-as.
F0LHET1M
MATHASSNDORF
VOT.
JULIO
rm
TEZ1CEIRA PAUTiE
(Continuaco do m. 1)
IV
>n% aliara* do Malta
De repente, do lado de trra, as bru-
mas, appareceu um ponto negro. Urna
embarcacllo diriga so ao Ferrato, com a
vela nos rizes. Era, sam duvida algum
pescador que, obrigado pela tempestado,
tinha ido refugiar-so no fundo de pequea
enseada de Melleah. Alli, com a sua cra-
barcajao abrigada pelos rochedos, refugiado
nessa admiravel gruta de Calypso, que po-
deria ser comparada gruta de Fingal das
Hbridas, tinha ouvido os apitos e os tiros
pedindo soccorro.
Immediatamenta, arriscando a propria
vida, esse homem nao hesitou em levar
soccorro ao yacht, meio desamparado. Se
o Ferrato poda ser salvo, s poda s-lo
por elle.
Pouco a poace a embargagao approxi-
mou-sa. A bordo preparou-se um cabo
para lhe ser atirado, logo que encostasse.
Decorreram alguna minutos, que parece-
ram int^rminaveis. Estavam apenas a meia
amarra do3 recifes.
Nessa momento atiraram o cado ; porm
urna onda enorme, levantando a embarca
co, atirou-a de encontr ao Ferrato. Foi
feita em pedacos, e o pescador que estava
nella teria, certamente, perecido, se Cabo
Matifoa nao o tivesse agarrado, levantado
nos brago e postos no convs, como o teria
feito cem ama enanca.
Entao, sem dizer palavra, nao teve tem-
po para isso, esse pescador saltoa sobre o
passadigo, tomou a roda do ieme e, no mo-
mrnto om quo, aproando para as padras, o
juiz do paz a autorisajao para orvir as
par'"-, e tratar de accoramodal-asein
qu"s*":= c expedientes do consciancia de
qua resultara deveres, cujo cumprimento
nao pole ser urilicara-nta exigido(Vid
nof. 170 ao LXOVI de Paroira e Sou-
zaannotado por X. de Fretas.)
Nlo portanto, a molida conciliatoria
senao un acto tendente a man'or a or lera
sul ir ;s e evitar litigios o des-
avenjas.
D'eja2 do paz nao como juiz,
mas como autoridala con aliadora, a ai-
na competente ;,:ra pr^silir a ten'ativa
conciliatoria. 'Loi de 15 de Outubro de
1827 art. 5" i.)
A 1>-ooja 1j jti'z da paz representa duas
entidades distiactas : ella verdadoirojuiz
nal pejuems demandas (Rag. n. 4.821 de
'- bro le .871 art. 63k e, ao
po, nutoridal" con-iliadora.
(Beg. u. 143 do 15 do Marco de 1824 art
V t Io -Disp. Prov. art 1-)
'" .. :'u i .-roas, reunidas no mesmo
f >, ntairamante distinotaa, e
laBua confuslo resulta o engao cu jue
i e .!ii lo de coasi lerar a teata-
conciUstoria como acto judiciat. Con-
ven not-r quo o r.ct) da conciliaacilo eo
jalgamento sao distnctos, ainda que se
trate d^ quest'cssajeitas aljida do juiz
do 11 le Stt*mbro de 1837.
. I* e 2.)
GS mister intsntar-33 o meio con-
ciliatorio para a propositura da aejao prin-
' para os prooelinentos prepa-
ratorioo ou preventivos e incidentes (Rag.
a. 737 art. 23 4. Monea Carv..Pra
xa Forense ITO.J
(NoU 3.')
Be no fro coraraarcia! este principio
nilo pode soffrar contestado, em vista de
lei k [Rag- c't. art. 23 4o); e em
virtn!' 'II', todos os procedimientos pre-
parei vnnlivos (Tit. 7o do Reg.
' j \ -. i- 11 lo
Cit. le de 1-1 de Outubro
e preventivos. E, se oestes a tentativa con
eiliatoria nao pode sor exigida como pre-
liminar, em razo de ficar frustrada, a
pretenclo do autor pelo facto de, com a
eitacao para a eoneiliacao, ter o roo scien-
cia de que se est prOcedendo contra elle,
o entretanto, posteriormente, por rauitos
dos no33GS praxistas e leis, quanlo j o
autor tem meios de garantir o seu direito.
So esta c a nossa praxe, todavia nao
concordamos com ella; e bem andou o le-
gislador commarcial, dispensando da ten-
tativa conciliatoria os prooessos preventi-
vos e preparatorios; assim como em nao
a l mutila posteriormente em caso algntn
iniciajao dos processos.
Alera disto, rauitos dos nossos praxistas
aaonseihando que se tente a concbalo
posteriormente enuneajao dostes pro-
cessos, parocom faltos de lgica, desde quo
elle sadmittiram a interpretaga dada ao
proceito constitucional (vil. not. 1*),
qual s exigia conciliaria como preli-
r, e nao posteriormente ao oomoyo da
damanda, e naquelhn causas qua ao mas
mo tempo sao acc3es -; entretanto este3
processos preventivos n.lo ten o carcter
de verdadeiras ac^oes; porque em regra
estes actos nao se tornara contenciosos, e
sao fetos sem a audiencia da parto con
traria, e ainda quanio tanba lugar adiscus
8.1o, j o acto est intairamentc cjq-ju n-
mado.
Qianto aos processos ncidentea : ~as-
sistencia, autora, attentado habiti
embargos de terceiro, e preferencias, a nos-
sa 1- eo o necuial, do aooordo com os pra-
xistas, dsoensoa-os do tentamen eoncilia-
torio ; do molo qua nasta panto a materia
civil est Jo aooorlo com a comnarcial.
cit.) p
o tentiraen concilia-
torio, nao acontece o mesmo no foro civil
disp
Ferrato ia bater, virou e entrou no estraito
canal do North bomino, passou-o de vento
en pdpm p wn :..( .i s da vinte minutos es
tava na costa leste de Malta em mar calmo.
Entiio bolina costeon a terra em menos
de meia milha de distancia, e pelas quatro
horas da raanha, quando os prineiros cla-
r.'i' do dia eomncaram aal^ejar o horizon-
te, seguio o canal de Vllete e fundeou
junto ao "aes da Singlea, entrada d i
porto militar.
(> Dr. Antkirtt subi entao ao passa.lic/>
e, dirigindo se ao joven manijo :
Voc salvou-nos, meu am;go dsse,
eUe.
S cnmpri o meu dever.
E' piloto?
Nao, sou apenas pescador.
E como se chama ?
Luigi Ferrato I
V
Malla
Assim, foi o filho do pescador de Ro-
vigno, que acabava de dizer o s seu nomc
ao Dr. Antkirtt 1 Por om acaso provi-
dencial era Luigi Ferrato, cuja coragern e
habilidade acabavam de salvar o yacht*de
vapor, os seus passag.-iros e toda a su
equipagem de ama perda certa.
O doutor este ve para atirar se a Luigi,
afim de aperta-lo nos bragos. Conteve-
se. Teria sido o conde Sandorf quera bp
entregava a ease impeto do gratdSo, e o
conde Sandorf devia estar raorto para to-
dos, mesmo para o filho de Andrea Fer-
rato.
Mas que Pedro Bathory e3tava obrigado
mesma reserva e polas inesmas raaSes ia
esqae cer tudo, quando o doutor o conteve
por um olhar. Os dous entilo descerara
para o sallo, pedindo a Luigi que os acom-
panhasse.
Mea amigo, perguntou o doutor, voc
filho de um pescador da Istria, que se
chamava Andrea Ferrato?
Sim, senhor, respondeu Luigi.
Nao tinha ama irmil?
Sim, e moramos juntos em Vllete...
Mas, accrescentou elle com certa hesita-
5B0, o senhor eonheceu meu pai?
Seu pai! responden o doutor, ha
quinze annos deu asylo a dous fugitivos na
sua casa de Rovigno Esses fugitivos
eram dous amigos raeus que a sua dedica-
50 nao conseguio salvar 1 Mas essa dedi
cajao custou a Andrea Ferrato a liberdade
e a vida, porque foi enviado para a cadeia
de Stein, onde morrea !...
Mas, quanto -a reconvengao e a oppoti-
, consideradas polo legislador com-
raercial, cora o prooesso3 incidentes, os nos-
sos praxistasvariara em suas opiniSas,
relativamente dispansa do meio concilia-
torio; e uns, para sorem logicoi, pres-
cinden! da tentativa conciliatoria nessas
actos; outros a exigen, abralo exaepcl)
ao principio quo adoptaran, ou antes, ca-
hindo em fligrante contradieao cora o
mesmo principio constitucional. gil
Os nossos tribunac3, ora exigem o do-
cumento da conciliacilo nao verfi ;ada as
reconven co es e exposic3es, ora della pres-
cinden) ; e, para verse at qua ponto che-
ga a versatilidade dos nossos julgadore3,
basta confrontarse o Accordao da Rala-
gao da corte d qual doclararam os juizes que ninguem po
da vir com artigos de rezonwnc.Ro semfa-
zer preceder a tentativa da conciliago com
o de 22 de Dezembro do mesmo anno, no
qual os raesmos julgadores estabclaceram
intairamentc o contrario.
Cs objactos das reconvencas e oppasi
c3es tambem o podam ser do ac;5es, ou
por ontra aquillo que pode ser exigido por
meio de reeonvengao e opposijilo, tumban
o p le serpir intermedio de acg.ao em se-
parado ; e, se a reconvenci e a opposi-
5.I0 saguem a acglo, como a sombra ao
corpa, e sito julga las ora urna mesma sen-
tenca, somonte porqua presumindo-se
possuir o roconvinte e o oppoente direitos
to valiosos como os do autor, requer a
conveniencia que de uns e de outros di-
reitos tome conhecimento o mesmo jul-
ga lor, prorogando-se algumaa vezes a ju-
risdigao deste, a bem da integridde da
deeisao.
Oorrem a reconvenjao e a opposigao
nos raesmos autos da acgo, smento por I
mera conveniencia e facildado ; e tanto
assim que bavando materia para reconven
9I0 e opposisao, e nao sendo estas apre-
sentadas em tempo (3to ," a recoavenylo
an'es da lit-saontestacao e a opposiclo an-
tes da dilaclo probatoria, ou ao assfgnar-ae)
s o po lera ser separadamente, como ver-
ladeira aegao, a que estes dous actos se
podem enxertar, nao devara ficar estacio-
Em nossa humilde opiniao, julgamos que
nao mister tentar se a conciliaglo para
a apresenta55o de artigos de reconvenci
e de opposigao. Uraa aimples observaglo o
prova demasiado. E vejamos :
Chamado o roo eoneiliacao, e tendo
direitos que possara oonstituir objocto de
reconvengao, a tentativa conciliatoria p
de nao aortir effeito, j por nlo concilia-
rera-se as partea, j pela revala do reo ; e
tanto em um como e n outro caso, fica oem
patente a improfiqudade do segundo ten-
tamen con dilatorio; pois se da primuira
aao resultou a aicomraodagJo, como que
da segunda esta transaegao peder etfe-
utuar-se, quando j estilo os nimos por de-
mais exaltados ?
Na opposigSo, a tentatativa conciliatoria
e inteiramente irapassivel e contrara mes-
rao ao carcter do acto : Se o oppoente,
apresentalose cm juizo, vem com o firme
proposito do excluir, jao autor, j ao r>,
j a ambos ao mesmo tempo; para que
fim tentar-so a eonciliaglo !
A idt do excluslo nlo so podo associar
de transaegao; antes parfeito antagonis-
mo reina entre ellas.
Os quo oxgam a tentativa conciliatoria
as roaonvangoes justilioam-se dzendo
que rauitas vezes 03 objectos destos actos
podem er superveniants tentativa con-
ciliatoria, para a iniciaglo da aegao; e que
portanto, 6 uutor tcntal-a uovaneato ao
apresent ir sa aquelles actos em juizo.
Mas respondemos que as reconvngaos
a superveniencia de objacto s poder ter
cabimanto no caso de divi las li juilas ven-
cidas depois de se haver tontido a conci-
liario, o qua s podo constituir materia do
compensrtQo mas nunca de reconvenglo.
Para sa ver qua as reconvangoas o op- cabello, entr!gou-3e totalmente ao trabalho
temago grita fome 1 respondeu o tfosor-
rindo-se.
Que lhe servirei, meu filalgo?
O qua quizar, minha bella.
Maio qaarto de caga, urna torta de
rabanetes, urna empala com carne; caldo,
queijo, ou...
Oh I oh senhora Perrne, inter-
rompau'Marcos abreviando a enumeraglo
que faaia aestalajadeira com a agilidade
do costurae. A minha bolga aao pirmitte
tae3 8umptuosidades, basta-me um padago
de caga.
Acompanhado, polo raeno3, comuna
botija do vinho do Anjou ?
Sim.
" Tenho-o excellente, meu fidalgo !
E voltando-s, a Sra. Perrina desceu a
oseada qua rangia com o seu poso.
Cinao minutos depois, Mreos era servi-
do no seu quarto, como desojara.
Dasle que doixira La Gaieha e d'H;r-
baut, o bario pareca entrgm a una pro-
tunda melitajlo, de qua ap as o tirara a
chegada do homem qua llio trazia a baga-
gem a a curto conversaglo qti3 tivera lu-
gar com a Sra. Perrne.
Assentido diante da me3a, ficou anda
pensativo, depois puebou para si a caga e
a botija do vinho d'Anjou, cortou um bo-
cilo, encheu um copa e poz-se a comer e
bebe sem dar a raanor attenglo ao que
fama a mo, a bocea e o estomago.
Co.m certeza o espirito estava longe da
oceupar-sa do carpo e o bario nlo ti-
nlia a meaor con3ciencia do que babia e
comia.
Daprassa o lado espiritual do tal mol
dominou o lado materia1, e o bario doixou
da oceupar-so da caa e, com os cot vellos
apoiadas mesa, a cabaga encostala s
roaos, cajos dados se enterlagavam com o
posigdis nlo ple ter cabimento o ensaio
eoncliatorio, basta dizar qua aqualles que
o requerem, ultrapassam as raias presari-
ptas palo art. 161 da nossa carta constitu-
cional ; pois ahi o legislador determinou
qua s era neaossaria a teatativa do coaci-
liaglo para o? procesaos a coraegar ; o nin
guoaidir quo as raconv3ngoes c opposi-
goas qua correm nos raesmos autos- de
acgilesj comagadas e iniciadas (se de-
viam sal o) de documento nito conciliato-
rio, sejam aegioas era comego.
E se rauitos advogalos do nosso Vo
aaonselham s partes quo procedan ao en-
sao conciliatorio, antes das reaonvenjdas
e opposigSas, s.oente por seguranga,
por via do principio quod abundat non
nocet ; pois nlo saben lo ellos qual a
opiniao dos juizes, os quaes muitas vezas
podem considerar nullo o procossado por
nlo virara os actos de recoavenglo ou oppo-
sigao acompanhados do documento da nlo
eonciliaglo ; nlo eremos, poim, que ellcs
considerem es8a tentativa como capaz de
produzir favoraveis resultados ; j que en
caso algum suppomos a eonciliaglo, quan-
do tentada para as reconvengoas ou oppo-
sigSos tam sido levada effeito.
( Contjn uar-se-ha)
UTTRATl)it
OS FILHOS
DO
POE

-. '.r, z'jt.j.Z'*
E morreu sm arrnpender-se do que
tinha feito, respondeu Luigi.
O doutor tomou a mo do joven pesca-
dor.
Luigi, disse elle, foi a mira qua os
raeus amigos incumbir.lo da tarefa do pa-
gar a d;vida de gratidlo que contrahiram
para com seu pai. lia rauitos annos que
procuro sabor qua fim tinham levado, sua
irma e vocc, mas nlo consegu obtornoti
ticiaf 8ua3 depois que sabiram de Rovigno.
Doraos gragas a Deus que o onviou om
nosso soccorro Ao navio quo voce salvou
eu dei o nome de Ferrato, em lnmbranga
le Andrea!.. Deixa-me dar-lha um abra-
go, meu filbo !
Eraqnanto o doutor o apartava nos bra-
gos, Luigi 8entio a3 lagrimas aubirem-lhe
aos oihos:
Em presanga dessa scena tocante, Pedro
nlo ple contar se. Foi como urna expan-
sao de todo o seu ser que o arrastou para
esse rapaz, qua tinha, pouco mais ou rae
nos a sua idade, esse valenta filho do peR-
ca ior de Rovigo.
E eu 1... ou !... exclamou elle de
bragos a bertas.
O senhor ?
Eu... o filho de Estevao Bathory 1
Podia doutor lastimar que essa conns
silo tivesse escapado a Pedro Bathory?
Nao I Luigi Ferrato saberia guardar o se-
gredo, como Ponta Pescada e Cabo Mati-
fou o guardavam !
Luigi entao foi instruido de tudo, e sou-
be mais particularmente, qual o fim que o
Dr. Antkirtt tinha era vista. S urna
cousa nlo lhe contara: o joven pescador
nlo devia saber que estava em presenga do
conde Mathias Sandorf.
O conde quiz ver Mara Ferrato, irarae
diatamente. Estava impaciente por vela,
impaciente, sobretudo, por conhecer a Ba
vida vida, sem duvida de trabalho e de
miseria, perqu a marte de Andrea a tinha
deixado s e cncarregada do irmlo.
Sim, Sr. doutor, respondeu Luigi,
desembarquemos, j, se quizer I Mara
deve estar muito inquieta por minha causal
Ha quasi quarenta e oito horas que a dei-
xe para ir pescar na enseada de Melleah
e, durante o temporal da noite, ella pote
estar recelando que alguma desgraga me
tenha acantecido.
- Voc estimS muito a sua irma ? per-
guntou o Dr. Antkirtt.
Ella minha rali e minha irma ao
mesmo tompo! respondeu Luigi.
A ilha de Malta, situada o 100 kilme-
tros da Sicilia, pertence antei & frica do
Os segredos de Elides
C Continamelo do n. 1)
CAPITULO VIII
MARCOS
Sra. Perrina nlo me recordava dis30,
mas conhego qua tara razio : o mau es-
quo Europa, comquanto diste d'aquella
2501 E' ama quosto que tem interesssdo
03 gcgraphos. Seja como for, depo's de
ter sido dada por Carlos V ao3 irmlos hos-
pitderos, expulsos de Rhodcs por Solimn,
que a3S0ciarara-se entilo sob o noma de ca-
^alleiro de Milta, pertence boje aos inglc-
zes, e nlo ser f tcil desapossal-os.
Malta urna ilha que te n 23 hilometros
de coujprimento e 16 de largura. Tem por
capital Vallette e seus snnexos, o ainda ou-
tras cidadese villas, taes como Civitta Vec-
hia, especie de cidade santa, que foi a
s le do arcebispido no tempo dos caval-
lciros, Bosquet, Dinghi, Zebug, Itird, Be.--
karcara, Lica, Ferragi, etc. Frtil na
parto oriental, t rida na parte occidental,
offorece ura contraste singular, qua se tra-
luz pela donsidade da su populacSo para
o lado de leste, ao todo mais de 100,000
habitantes. '
O que a natureza fez para essa ilha, re-
cortando no seu litoral quatro ou cinco por-
tos dos mais bellos do mundo, excede tudo
quanto se ple imaginar. Agua por toda
a parte, por toda a parte pontas, cabos,
alturas promptas para recebar iortificago"os
e bateras. Tambam 03 cavalleiros j ti
nliam feito d'ella urna praga diffi il de to-
mar, e os inglezes que a conservaram, a
dospeito da paz de Amiens, a tornaram
in xpugnavel. Parece que nenhura coura-
gado poderia forgar os passos da Grande
Alarse ou grande porto, nem tambem os do
porto da Quarentena ou Marsc Musce'.to.
Tambem seria preciso que 8e pude83e
approximar, e ha boje do lado do mar dous
cnticos de cem toneladas, com os seus ap-
parelhos hydraulicos de carregar e apantar,
auc arreraessam ua> projectil de novecentos
kilos a urna distancia de quinze kilmetros
Aviso s potencias, que lastimara ver na
posse da Inglaterra essa estaglo admiravel,
que domina o Mediterrneo central e que
pode abrigar todas as trotas ou esquadras
do Reino-Unido.
Ha, sem duvida, inglezes en Malta. Ha
alli um governador geral, que mora co an
t go palacio do grlo mestre da ordem, um
almirante, commaniante da esqaadra e dos
portos, urna guarniglo de quatro ou cinco
mil homens; mas, tambem, alli se encon-
trara italianos, que desejariara estar alli em
trra sua, ama populaglo fluctuanto, cos-
mopolita, como om Gibraltar, e, especial-
mente, maltezcs.
Os maltezea alo africanos. Nos portos
conduzem as suaa e.nbarcagoes pintadas de
cor !8 vivas; as ras langam os seus car-
ros em doscas vertiginosas; nos mercados
da imaginaglo.
Levantando-3e dirigo-sa par* a mala
quo o caponaz collocara ao p do leto,
abrio-a e romaabau o contad lo para en-
contrar un objeeto qua proaurava com avi-
dez.
Essa objeato ora un paquano cadarno
da pargaminho, euja3 folas e3tavam cres-
tadas e estrgalas como se tivessem prin-
cipiado a arder.
Eitaa estragou n'alguns sitios deviam al-
terar o interior daqualle caderno ou pe-
quana vola ne.
O bario pagov nallae voltou para o seu
lugar; depois, puxanlo pira si a luz, paz
o voluna sobre a masa.
Daqui a duas horas, disse em voz
alta, fallan lo a si proprio, principiarei a
jogar a terrivel partida, cujo xito ser a
sentenga do meu futuro e talvez o fim da
minha existencia!... Vejamo3... estaroi
bem preparado para a luta? Terei todas
as minhas forgas ?... Estarei no exerei-
cio das minhas facullades ?... Nada terei
osqueaido? Cousa alguma me para obsta-,
culos i
Examinemos I... Recapitulemos l..-.
O general ante* de dar urna bata|ha rev
com cuidado os seus planos e coata minu-
ciosamente o mumero dos soldados de qua
pode dispar...
Nlo e3quegamos estas ragras de es-
tratgica. .. Vejamos se nlo estou engaa-
do at aqui! Interroguemos 33 minhas for-
gas, meios de ataque e defeza!
Acabando da formular estas palavras, o
bario Ievantou-se, deu alguns passos pelo
quarto, parou em frente do bahu contera
plan lo os lavores, e tomando em seguida
o seu andar vagaroso' principiou a recor
dar-se dos successos da sua vida passada,
desenrolando dianta de si as phases da sua
existencia caprichosa e aventureira, como
sa desonrolara vista do espectador pan-
nos do ura panorama mgico.
E' absolutamente essencial que o leitor
conhega algtns dos princiapes incidentes
da vi la ant -.rior do porsonagam que po-
mos era ajera.
Deixamos o bario entregue aos seus
pen3ament03, e, adoptando a forma de
Tendera fructas, l^gumes, carne, peixe, por
baixo da lampada do urna santinha pinta-
da, no meio do urna algazarra horrivel.
Dir-se-hia qu3 todos os homen3 se pare-
ce in : tez quemada, cabellos joretos, um
pou'O crespos, olhos ardente3, corpa de
estatura ma liana, mas robusto. Jurar-se-
hia que todas as mulheres s!o da mesma
familia, olhos grandes, de pastanas compri-
las, caballos escuras, ralos muito bonitas,
pernas finas, corpo fiexivel, com certa raol-
leza, e a palle de urna alvura que, coberta
pela falzetta, especie de manta de seda
preta, moda tunisina, cora mura a todas
as classo3, e qua serva ao mesmo tempo
da t ni '.alo, de mantilha do leque, o sol
nlo pode queimar.
Os maltezas tm o instincto mercantil.
Sao encontrados em toda a parte onde ha
commercio. Tfabalbadores, econmicos,
in lustriosos, sobrias, mas violentos, vin
gativos, (amentos, e especialmente o
povo baixo que mais se presta ao estudo
do observador. Falla m urna espacie de pa'o s
cujo fundo rabe, resto da conquista qu
seguio a queda do b..ixo imperio, lingua
viva, animada, pittorosca, propria para as
metaphoras, as imagens e a poesa. Slo
bona marinheiros, quando sa os pode con-
servar, e pesca lores arrojados, quo os fre-
quentes toraporaes desses mares tamiliarisa-
rara com o perigo.
Era nessa ilha que Luigi exarcia o officio
de pescador com tant* audacia como se fos-
se maltez, e era alli quo morava, havia
quasi quinze annos, com sua irma Maria
Ferrato.
Diasemoa Vallette e seas annexos, seis
cidades, nos dous portos da Orando Marse
e da Quirontena. Floriana, Singlia, Cs-
micas, Vittoriosa Sliema, Missida nlo slo
arrabaldes, nem mesmo ama simples reu-
nilo de casas habitadas pela classe pobre,
mas verdadeiras cidades com casas surap-
tuosas, hoteis, igrejas, dignas da capital,
que tem vinte e cinco mil habitantes, e na
qual podem se admirar esses palacios que
ae chamam as < estalagens de Provenga,
de Castella, de Auvergne, de Italia e de
Franga.
Era em Vallette que raoravam o irmlo e
a irml. Seria talvez mais exacto dizer,
embaixo de Vallette, porque mora va m em
urna espacie de bairro subterrneo, cha-
mado Manderaggio, cuja entrada na Stra-
da San Marco. Foi alli que pudeiam en-
contrar urna casa em relaglo com os aeui
minguados recars03 e foi para esse hypo-
geu que Luigi levou o doutor e Pedro, logo
que o yacht de vapor dea fundo.
ama breve e auccinta narraglo, explicare-
mos de ama vez a natureza das recorda-
goes que en seu auxilio elle chamava, e as
causas que determinaran! a sua viada
capital da famosa Franga.
Esta curta narrativa c ligada to estre-
tameata aos acontecimientos qua at aqui
o leitor teve a iudulgoncia de 1er e ainda
muito mais ao que vamos narrar as se-
guintes paginas, para que possamoj elimi-
nal-a.
CAPITULO IX
O DESTERRO
Tres annos antas da poca ora qua se
passou a antecedente narrativa, isto no
raez de agosto do anno de 1602, durante
essa abrasadora estaglo que se assemelha
aos desertos do oriente com os fornoa, e
aonde o sol, giran lo no contro do co sem
nuvens, derrama seus ardent03 raios,
tarra qua estiUva ou so fmdia e 3 aguas
qua so evaporavam, um homem monta da
ura core l rabe de pura raga, crina lus-
trosa, pos ageis e cabega excellente, intef-
lgencia arrogante, atravessava a passo
esse immensa desorto do Biroa cortado ao
centro pelos limites do Egypto e pelos da
regencia 'le Trpoli,
A'quelles que nlo o conbecem, diic'l
dar lhe una verdadeira idea do deserto
africano.
Urna extonaito a perder da vista, aonde
nada cstorva o olhar, u n vardadeiro oca-
no do araia confundi lo se o borisonte
como escuro cea, urna ttrra aeeca, es-
tril, cobartas de moitos do palmeiras bai-
xaa, cujos ramos entrelacados- forraam
um espacia de abbala, e cujas folkas
crestadas palo sol e mjvidas pela vento
pestfero e atdente so distinguem apaas
do basque, tal pouco mais ou menos, o
panorama que apreoe atara esses campos
sem limite, aonde vivera dos la seculos as
tribus errantes.
O deserto de Barca nada de particular
offerecia, al a das nasaentes de agua
viva o talvaz ainda mui raras, o os oasis
de palraairas, laraagairas e taraariaoiras
menos frequentes do qivj as outras par-
tes do solo africano.
A peseoa que assim se aventurava no
meio deste mar do solidas ondas, mas nlo
menos fataas qua as do oaeano, trajava o
bournous braaco dos rabes, o caftn esen-
ro do3 syrios e na cabega turbante ver-
melho ao uso tunisino.
Lzrga caiga, de 11 branca, cobria as
coxas do cavalleiro, que cfdgava bota de
couro encarnado bordada a prata.
A sella do cavallo era de veiludo ver-
melho, arglo e assehto no gasto rabe, e
ma a espionagem dos agentes da Austria
torna va lhe a vida insupportavel l ; como
largos estribos, que oecnltavara quasi to-
do o p, eram de prata macisa.
Trazia comprida langa, segura ao bra-
ga direito, e cuja extremidade iafarior das-
cangava no estribo, elevando-se cima dos
hombros do cavalleiro, guarnecida de fer-
ro agudo e ameagador.
Pesadas pistollas, luxoguerreiro desusa-
do n'esso tempo entre os rabes, pandiam
de cada lado da sella no argla da qual es-
tava um pequeo machado.
Na garupa do cavallo vinha doitado o
cadver de urna panthera. O animal, mor-
to havia pouco tempo, trazia na espadoa
esquerda urna larga e profunda ferida,
anda aberta, do qua corra pingo a pingo
ura sanguo denegrido.
Eram perto de quatro horas da tarde.
O sol, elevando se no horiaonte, come-
gando a declinar para o oeste, espargia
com abundancia a sua luz abrasadora.
Nem ura sopro de ar agitava as folhas
seccas das palmeiras.
O calor era veraz, e, aquelle3 qae ha-
bitaran! j n^sta clima, em tal poca do
anno, comprehendem a sua intensidade.
(Continua).
Os tres, depois de recusarem as cente-
nas de embarcago33 cujo servigos lhes era
offerecdo, desembarcaram na caes. Entra-
rara pala Porta da Marinha, ainda ensurde-
cidos pelos carrilhoes e toques de sino que
fazam planar como urna atmosphera sonora
por cima da capital da Malta.
Depois de passar por baixo do forte de
dupla casa casa-mata subiram urna rampa
ingrome, depois urna ra cstreita de esca-
dinha. Entre casas altas com mirantes e
nichos com lampadas acosas, chegaram em
frente cathedral, de S. Jlo, no meio da
populaglo mais ruidosa do mundo.
Quando chegaram ao alto dessa collina,
mais ou menas na altura da cathedral, des-
cerara dojnovo, dirigindo-so ao porto da
Quarentena; depois, na Strada San Marco,
pararam a meia encosta, diante de urna
oseada que descia direita para as profun-
didades da cidade.
O Manderaggio un bairro que se pro-
longa at embaixo dos baluartes, com roas
estrenas, onde o sol nunca penetra, pare-
des altas amarelladas, irregularmente Tura-
das, com mil buracas, q nellas, urnas abortas, outras gradeadas.
Em toda a parte voltaa de oseadas, que
vio dar em verdadeiras caveraas hmidas
de portas baixas, srdidas, como as casas
do um kasbah, tunis escuros, que nem o
nome de beocos mere com.
E em todas essas aberturas, em todos
esses buracos, noa degros abalados, urna
populaglo medonha, mulheres velhas com
caras de f gues, anmicas, com o mo ar, mogas de
todas aa dadea, desgrenhadaa, meninos
meio nda, doentioa, brincando na lama,
mendigos com toda a sua variedade de cha-
gas ou diformidades fructferas, homens,
manlas ou pescadores, de physionoraia fe-
roz, capazea de tudo; e por entre esse for-
migueiro humano alguna policiaes fleugma-
ticos, habituados a esse mundo inveros-
mil, alo s famliarsados, mas familiar^ '
cora es3a chusma. Um verdadeiro Pa
teo dos Milagres mas transportado par
o meio do ama substructura singular, cujas *
ultimas ramificagoea vio dar era respiradou-
res gradeados, abortos na espessura da3
cortinas, ao nivel desse caes da Quarente-

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na, inuadado de sol e da brisa do mar.
(Continuarse-ka.)
Typ. do Diario roa Duque de Caxias a. 2*
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