Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19555


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Full Text



nr

AMO Lili IIIlffRO 123
'i




\
PAIll A CJAPT.4L E LIGARES ONDE NAO SE PAGA PORTE
?-
Por tres mezes adiantadoa ... ........ 6)5000'
Por seis ditos idem............... 120000
Por um auno idem................. 24(5000
Cada numero avulso, do mesmo dia............ (5100
D0H10 30 DE HA10 BE 16
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seii meses adiantadoa.
Por nove dito idem.......
Por um anuo dem.....
Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
200000
27(5000
tfl^O
DIARIO DE PERNAMBUGO
|)r0prtta>e ir* JHatwel Ji$ac\xof he -feria & M\]os
-
TELEGRAMHAS
SES7i:: ?A3i::::?, so siAnxo
RIO DE JANEIRO, 29 de Maio, as 3
horas e 10 minutos da tarde. (Recebido as
4 horas e 15 minutos, pelo cabo subma-
rino).
A Cmara don Dcputado* nao fue
clonou boje.
II (mi n-m. neMMa Cmara, foi apre-
entado o parecer da 2.a commlMo
de Inajuertto obre a eleicao do 3.
dlatriclo da Babia.
EuHe parecer conclue pela ana al-
laco do diploma do conselbetro
FranciNco Prlwc de Sonza Paraso.
e reconbecimeato dos poderes do
Dr. Arlstldes Augusto Milln.
sss7j3 s. ams::a zlias
(Especial para o Diario)
MONTEVIDEO, 29 de Maio.
Constltuio-se um novo gabinete.
que lirn asslm composto :
MINISTRO DO INTERIOR, General Pe-
re*.
MINISTRO DA JUSTINA, CULTOS E 1NS-
TRCClO, D. Fortesa.
MINISTRO DOS NEGOCIOS ESTRANGEt-
ROS, Dr. Hanoel Herrera y Obes.
MINISTRO DA GUERRA, general Ta-
jes.
MINISTRO DA PAZENDA, Dr. Jos I
Terra.
VENEZA, 28 do Maio, a noite.
hdiivc boje i n casos de cholera.
PARS, 29 de Maio.
O governo recusa a proposta feita
acamara dos Deputados. sendo res-
tricta a expulsar de Franca o Conde
de Pars, pelo procedimento que
teve antes do casamento de sua fl-
Iba a Princesa Amelia.
Agencia Ha /as, filia! eai Pernambuco,
29 de Maio de 1836.
IHSTROCqO POPDLAR
MYTHOLOGIA
(Extraltido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO K DAS ESCOLA8
Plutoe as divindades infernaes
((cntinuaf&o)
Oatro dos condeuinados, a quem no Trtaro
couberam castig is ese^pciinies, foi Sisypho,
um perverso faeinora que baria pratieado na At-
tica oa>-fl*>s odiosos delic:os, porquanto, em sea
criminos) mistr 1 salteador, amo Ib.; bastava aiu-
da infestar a estradas roubiu lo bm traaseuntes
quan lo lev.ivaiu, mas inclusivamente por um .-e-
quiat- d- m loaha itroddade at.rmiutiva os
qu: tinlmn a dea Uta decihr em Mil poder e ter-
m nava p^r lh'8 dar a morte no mjio das mais
erac-is supp'icios. Tiieseu, rTde Alhenas, para
lib 'rtur seus estad s de lao d unniulio monstro,
dea-llie caca* ac bou por matal o. No Inferno
os juizes eon l'-mnaran-n'o a arrastar incessante-
mente desda a falda de um monte at ao seu cume
um pedregulli) en rm roli?o, que apenas Sisypho
consegua l collocarera cima, resvalava-lhe imme-
diatan ir.e pelt mon'anha abaixo, o e condemna-
do voltava a sua constante, inint rrupta, e intermi-
navel tarefa.
Tntalo, outro dos grandes criminosos que
figuram no Trtaro,ra fiiho de Jpiter e da
ympha Pite. Quiz Tntalo experimentar se era
certo. como se dizia, saberem os deuses tudoquan-
t* se praticava, mesmo que fosse feito s escindi-
das. E para sao tuve a atrocissima idea de matar
seu proprio fiiho Pelops, de cujas carnes fez um
guisado e o apresentou mesa dos deuses. Era
na occasiap em que Ceres andava no auge da af-
flicc&o procurando sna filha Proaerpina, a quem
Plnto raptara. A deusa, entregue dolorosa
preoecupaco que a consum i, comeu, sem reparar,
d'aquelle abominavel guisado. Os outros deuses,
porm, conheceram logo o acto perversissimo de
Tntalo,j qaal, sendo precipitado no Trtaro,
foi abi condemnado a passar perpetuamente fome e
"le.
Epara mais tormentoso lheaero castigo, prendeu-
o Mercurio com sadeias, e 'immergio at ponta
da barba n'uin lago da mansito infernal, pondo-lbe
tambein junto bocea nm ramo carregado de tor-
mosas fructas. D'est'arte mais e mais se lbe tor-
navam seasveis os horrores da fomt o da a-de
perante aquella continua tentaeo dos fructos e da
agua,porque, so o condemnado erguiaa cabeca
C trincar dos fructos |ue lbe pendan) do ramo,
este se ergua no ar a ponto de Tntalo, pre-
socomo estara, Ihe nao poder chegar ; se abai-
java a cabera para beber no lago, logo tambera o
nivel das aguas baixava, e o misero va-se impos-
gibitado de saciar sua ardentissima s fe.
Fallemos por ultimo das Danaides. Por este
nome patronymico dpsignava a mythhologia cin-
eoenta irmas, fithas de Danso (rei de Argot), o
quaj tivera um irmao chamado Egypto (a qnempot
seu lado baviam nascldo tambera cincoenta filhos).
Com a mira em conciliar interessea de familia,
Egypto planeou o consorcio dos filbos com as so-
brinhai. Danao, porm, recusou acceder a seme-
Ihante ajuste, por lhe ter vaticinado um orculo
joe morrena s mos de um de seus genros ; pro-
punba-se portanto conservar solteiras as Danaides.
Estas mesmo nao estava m de aecordo com a lem -
branca do tio, por se Ibes augurar incestuoso o
consorcio com os primos. Egypto buscn ento
resolver a questao pelo emprego da forca, enviando
os filhos teste de urna expedico contra Dauao.
O rci de Argos, vendo invadidos os seas estados
e sem recursos bastantes para resistir aos invaso-
res, pactuou com elles, e ajustaram-se afinal as
bodas.
Mas Danao teve o cuidado de recomniendar s fi-
Ihas que, terminado o festim nupcial, degollasem
os maridos n'eesa mesrna noite, mal estes adorme-
cesseas. Todas cumpriram & risca as ordens do
pai menos Hypermuestra ; esta, em vez de acceder
aos barbaros e vingativoi preceitos de Danao,
tratou pelo contrario de salvar seu noivo, dando-
Ihe fuga.
Lynceu se chamava o nico dos cincoenta que
escapou a esta cruel carnificina,s mais tarde
veioelle a vingar a morte de seus irmios matan
do o segro e cumprindo-se assim o vatieinio do
orculo. As quarenta e nove Danaides, que de-
gollaran! os maridos na noite das bodas, passaram
depois a segundas nupcias com principes gregos ;
nunhuma d'ellas, porm, sobreviveu largo tempo.
E todas afinal foram precipitadas no Trtaro,
onde por castigo lhcs di rain a interminavel tarefa
de perpetuamente encherem um tonel... sem
fundo !
(Contina)
JARTE OFFiKIAL
Ministerio do Imperio
Foi agraciado com o titulo do conseibo
pelos relevantes servidos prestados So-
ciedade Amante da Iostrucco ; o com-
mendador Jo2o Wilkuns de Mattos, pre-
sidente da mesma sociedade.
Foi nomeado secretario da presiden-
cia da provincia de Minas Oeraes o ba-
charel Francisco Coelho Duarte Brando.
Em 19 de Maio foi expedido o se-
guinte aviso ao director da Faculdade de
Direito do Recife :
Tendo sido pslo decreto n. 9,522 de
2b do Novembro da 1885 suspensa a ex-
ecuQao do de n. 9,360 de 14 de Janei
ro do dito anno, e pelo aviso daquella data
mandados continuar a vigorar os estatutos
de 2S de Abril de 1854, nao pode a no-
meacao do bacharcl Augusto Carlos Vaz
de Oliveira, feita por decreto de 1 do cor-
rente mez, para o lugar de substituto des-
sa Faculdade, deixar de entender se coso
realisada na conformidado dos mssmcs es-
tatutos, segundo es quaes nao se limita ao
magisterio do determinadas cadeiras, mas
abrange o de todas, o excrcicio dos lentes
substitutos.
Ao nomeado deve, portanto, V. S., na
forma das disposicoes vigentes, conferir o
grao de doutor e dar posse, bem como in-
cambir a regencia de qualquer cadeira
qunndo lhe couber: o que tudo declaro,
confirmando os telegram nas qne lhe expe-
d, era resposta aos que me dirigi a 15 e
17 deste mez.
Ministerio da Jiistica
Poi nomeado desembargador da Relacao
de S. Salvador o juiz de direito Dr. Agos-
tinho Ermeliudo de Lcilo.
Foram declarados avulsos, por terem
sido eleitos deputados assembla geral
legislativa pelo 7o districto de Pernambuco
e 2 de Sergipe, os juizes de direito des-
embargador Henrique Pcreira de Lucena
e r'edro Antonio le Oliveira Ribeiro, e va-
gas a vara civel da capital da provincia
do Marauhao e a comarca da Christina, na
de Minas Geraes, no quo serviam os mes-
raos juizes.
Foram reconduzidos :
O bacharel Jos Joaquina das Neves no
lugar de juiz municipal o de orphaos do
termo do Alagoa do Monteiro, na provin-
cia da Parahyba.
O ba;harel Porfirio de Souza Freir no
lugar de juiz municipal e de orphaos do
termo da Estancia na provincia de Ser-
gipe.
-i- Por decreto de 22 do correte foi de-
clarado sem effeito o decreto de 17 de
Abril ultimo quo recdnduzio o bacharel
Mar-olino Dornellas Cmara Jnior no lu-
gar de juiz municipal e de erphaos do ter-
mo d.v Tacarat, na provincia de Pernam-
buco, por uSo ter sido aceita "a reconduc-
^ao.
Foram removidos, a pedido, o juiz
municipal o do orphaos bacharel Joao
Evangelista de Souza Franco do termo de
Igar p-rairira para o de Porto de Moz,
ambos na provincia do Para ; o juiz muni-
cipal e de orphSos bacharel Belarmino
Guedes Corroa Gouditn do termo da Im-
peratriz na provincia do Cear, para o de
Timbiba, ni de Pernambuco.
Firam noiucados :
O bacharel Jos Mauricio Borges Jnior
para o lugar de juiz municipal e do or-
phaos do termo da Floresta, na provincia
de Pernambuco.
O bacharel Francisco da Costa Maia Fi-
iho para o lugar de juiz municipal e de or
phaos do termo do Tacarat, na mesma
provincia.
O bacharel Joao Jacintho de Mondonga
para o lugar de juiz municipal e de or-
phSos do termo de Palmeira, na provincia
do Rio Grande do Sul.
Em 18 do corrente foi expedido o
seguinte aviso ao presidente da provincia
de .Minas Goraes :
S. M. o Imperador, conformando-Be
por tmediata resolusao de 15 do corrate
com o parecer da seccao dejustica do|con-
Ihode estado, em consulta do 14 do mez
findo, ha por bem mandar declarar a V.
Exc, en resposta ao officio n. 38 de \9
de Fevereiro ultimo, que, existiodo impe-
dimento prolongado desde que o suppl nto
do juiz municipal deixa o excrcicio por
mais de seis mezes, a disposijSo do art. 6o
4o do decreto n. 4,824 de 22 de Novem-
bro de 1871 6 applicavel tanto o quo
abandona o exercicio do enrgo que estava
aervindo, como aquello ^ue prestar jura-
mento e nao entra em exercicio decorridos
maie de seis mezes.
Ministerio da Fazcnda
Por ttulos de 20 do corrente foram no-
meados para a thesouraria do Miranhao :
3o esoripturario, o pratbanta Antonio Fra-
zlo Cxtanhede ; praticante, Braulino An-
tonio do Lago.
Ministerio da Agricultura
Foram nomeados director da directora
das obras publicas da secretaria da agri-
cultura o Dr. Jos Fraire Parreiras Hjr-
ta e para o lugar de chefe de seccao da
mesma diractoria o Dr. Alfredo Augusto
da Rocha.
Ministerio da Guerra
Foi econerado do commando das armas
da provincia de Pemanrabuco o brigadetro
rtgostinho Marques do S,
Mandou-se addir ao 7o batalho do
iufantara o alferes do 18' Vicento Franc,
por ter sido transferido o seu embarque
para o Sul, quo devia ter tdo lugar pelo
paquete de 19.
Foi mandado' desligar de addido ao
10 o alferes do 19 de infaataria Thomaz
dos Santos Almeida, afim de seguir no pr-
ximo vapor para Mnas-Geraes.
Foram transferidos : para o 5o regi-
ment de cavallara o.tinento do 3o Jos
Ignacio Ribeiro e para este o tenante da-
quelle Jos Mara das Cbagas, para i 7o
bataihao de infantaria o alferes do 18 Vi-
cente Franco, para o 10 bataihao o alferes
Arthur Augusto Fernandes LeSo, do 6o
para a corapanhia de infantaria da Para
hyba o 2o cadete da de cavallara d) Per-
nambuco Manoel Machado da Silva, para
o 4o bataihao de artlharia o sargento qaar-
tej-mestre do IIo de infantera Joaquim
Beltrilo de Paula, para a guarnicao da cor-
te o cadete Norberto de Matt03 Fontes,
que se acha no Rio-Grande do Sul.
Foram transferidos: para a 2a com-
parJhia do 2o regiment de cavallaria, o ca-
pitao do 1* corpo da mesma arma Inno
cenco Gomes de Oliveira e para a 2a clas-
*e do exercito o capito do 3- regiment
tarabem de cavallara Vasco de Azambuja
Cidade
Por decreto de 22 do corrente foram
nomeados : Io ofiioal da secretaria de Es-
tado dos negocios da guerra, o 2o offi:al
da mesma secretaria de Estado Pedro Ale-
xandre de Barros.
Reverteu Ia classe do exercito o
tenente aggregado arma de infantaria
Raymundo Fernanles Monteiro, visto estar
satisfeita a condicao imposta no decreto n.
7,222 de 15 de MarSo do 1879.
Foram nomeados para o corpo de
saude do exercito :
2o cirurg3o do corpo de saude do exer-
cito o Dr. era Medicina Francisco Bernar-
des da Cunha Fiiho ; pharmaceutico-alfe-
res do mesmo corpo o pliariflaceufico civil
Innocencio Francisco da Cunha.
Foram transferidos :
Para a 2a classe do exercito, fizando ag-
gregado arma a que pertence, de confor-
midado com a inmediata imperial resolu-
cjto de I de Abril de d871, o tenente do
9o bataihao de infantaria Joao Bernardo
do R'go, visto haver sido, em inspeccao
de saude, julgado incapaz do servigo do
mesim exercito.
Para o corpo de engenheiros, d raidade com o art. 4o da lei n. 3,159 do
14 de Janeiro de 1883, o caoitao do 10
bataihao de infantaria Antonio Ernesto
Gomes Carneiro.
Para a 4" corapanhU do 10" bataihao de
infantaria, o cap tito do 17 da mesma ar-
ma Zafirino Jos Teixeira Campos, e para
a 6' corapanhia deste ultimo batalhi, o
capitao do 3o, Eraygdio Dantas Barreto.
Para a 8a corapanhia do 4o regiment de
cavallaria ligeira o capito do 3o da mes-
ma arma Carlos da Fontoura Barreto.
Por decretos do 15 do corrente: Fo-
ram promovidos, nos seguintes corpos e
armas do exercito, os officiaes abaixo men-
cionapos :
Corpo de engenheiros. A coronel, o co-
ronel graduado Francisco Perirade Aguiar
por antigudade ; a coronel graduado, o
tetient'i-coronel Luiz Jos da Franja; a 'e-
nente-coronel, o tenente coronel graduado
Carlos Eduardo Saulnier Pierre L;-ve, por
antigudade; a tenente-coronel graduado,
o inajor Joiquim L^ovegiHo de Souza
Coelho; -, major, o capitao Feliciano Ati
tmio BenjaimiD, por merec ment.
Corpo de saude. A Io cirurgiao, o 2o
cirurgiao Dr. Flavo Algusto Falcao.
Corpo e vlesiastieo. -A capellao-capitao
o capello-tenente padre Servando Luiz
Ferreira Coelho, por antigudade.
Armado cavallaria.3o cegimentoA
brigadeiro graduado, o coronel Antonio Ni-
colao Falcao da Frota.
Io corpo A capitao, o tenente Amaro
Franciseo de Moura, para a 4* corapanhia,
por antigudade. A tenentss da arma: os
alteres Constantino Antunes do Prado, por
antiguidad'; Candido da Azambuja Ran-
gel, por estuios.
Arma de infantaria i* bataihao.A
brigalero graduado : o coronel Joaquim
Cavalcanti de Albuquerque Bello.
2o bataihao. A cap tiles : o tenente
Joaquim Alfredo G rea Terra, para a 7*
companhia, por estudos; Verissimo Gomes
da Silva, para a 8a companhia, por anti
guidale.
3o butalhao. A capitao : o tenente
Guilhurrao Roudot Avila para a 4' compa-
nhia, por estudos.
4." bataihao A coronel : o tenente-co-
ronpl Francisco de Lima e Silvn. por rae-
re 'manto; a capitao o tenente Francisco
Luiz Moreira Jnior, para a 4a companhia,
por antigudade.
5. bataihao -A trente-coronel: o ma-
jor S^veriaio de Siqueira Daltro, por an-
tigudade.
G. bataihao A capities : os tenentes
Jacintho Carneiro do Oliveira, para a 7a
companhia, por estudos ; Clementino Pe-
reira dos Passos Cavalcante, para a 8a
companhia, por antigudade.
8. bataihao A capitao, o tenenti He-
leodoro Joaquim de Oliveira, para a 7*
companhia, por antigudade.
9. bataihao A capitao : o tenente
Tranquillino Borborema, para a 6a compa-
nhia, por antiguidade.
11." bataihao -A capitao : o tenente De-
metrio Mana de Mello o Oliveira, para a
8a companhia, por antiguidade.
12." bataihao -A raajor: o capitao Joa-
quim Manoel de Medeiros, por mereci-
mento.
14. bataihao A capitao : o tenente
Jos Ignacio Ribeiro Roma, para a 7a
corapanhia, por antiguidade.
16. bataihao A coronel graduado : o
tenenta-coronel Frederico Christiano Buy3.
18. bataihao A capitSo: o tenente
FWismuodo Collatino dos Res Araujo
Ges, para 8 6a companhia, por estudos.
A tenentes da arma :
Os alferes Jos Mara da Rocha Andra-
do, por ontiguilade; Joao Antonio da
Costa Campos, idem ; Francisco de Asis
Camet, idemv Antonio Jos Ribeiro.
idem ; Firrainoymundo dos Santos Reis,
idem; Manoel Moreira de Souza, idem;
Alberto Luiz da Cunha e Cruz, idem;
Henrique Manoel da Silva, idem ; Ameri
co do Albuquerquo Portocarrero, idem ;
Antonio Goncalves Pereira, idem ; Mala-
quas Jos Netto, idem ; Joaquim Gomes
da Silva, por estudos; Salvador Pires de
Carvalho Arag3o Jnior,.idem ; Jos Joa-
quim Lopo do Nascm.ento, idem ; Alfredo
Frreira Muniz, idem ; Fausto Martins
Ribeiro, idem.
Ministerio da Marinha
Corpo do sade da armada Foi nomea-
do 2o cirurgiao da armada o Dr. Joao Pin-
to do Couto.
Foram mandados desembarcar : da
corveta Amazonas o Io tenente Joaquim
Pinto Dias ; do cruzador Trajano o ma-
chnista de 3a classe Jos Patri:io Morira
de Almeida, e do encoaracado Riachuelo o
machinista de 4a classe extranumerario Jo-
s Antonto da Silva Santos.
Foram mandados embarcar na corbe-
ta Nictherohy, o machinista de 2a classe
Jos Martina Teixeira ; no cruzador Gua-
nabara, o machinista de Ia classe Manoel
Antonio Alves de Carvalho ; na canhonei-
ra Marojo, o guardiao Henrique Paulo dos
Santos ; na canhoneira Affonso Celso, o es-
crevento Jos Yanciseo Paes, e no pata-
cho Aprendiz Marinheiro, o fiel Fortunato
de Souza Maurity.
Governo da Provincia
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DA 28 DE
MAJO DE 1886.
Antonio Xavier Baptista. Sm, pagan-
do o supplicante as cornedorias.
Amelia Mara da Conceigao R-irnos.
Concedo dous raezos.
Anna Marques Pereira Reg.Sira, nos
termos do art. 7 5 das instruegoes de 29
de Janeiro de 1884.
Abaixo assignado de moradores dos po-
voados Fro e Sertaozinho.Informe o Sr.
inspector do Tliesouro Provincial.
Abaixo assignado de negociantes da fer-
ragens. Nao cabe a esta presidencia at-
tender aos peticionarios, em vista da lci do
orgamento vigente.
Cand:da Francis;o de Menezes Moraes
e Grata Candida de Alcntara Couto. -Re-
mettido a junta medica provincial, a quem
a peticionaria se apresjntar, afina de
ser inspeccionada.
Francisco Tavares da Silva Cavalcante.
Indeferido.
Dr. Francisco Jacintho Pereira da Mot-
ta. Dirija se ao Exm. presidente da pro
vincia da B hi .
Ferreira & Silva e J. Jos Alves & C.
Sim, com as restriego^ do estylo.
Francisco Antonio da Natividade Salda-
Bhsf Itifor.ne o Sr. thesourciro das lote-
ras ordinarias da provincia.
Francisco Cordeiro FaLao Brazil. Pas-
se portara na furnia requerida.
Gerente da estrada de ferro do Recife a
Caxang. Sim, durante o invern.
Henrique Sael. Certifique-se.
Jos Azias do Paula Hiraom. -Indefe-
rido, era vista da lei que no permitte en-
trar era exercicio. sera fiauca.
Bacharel Jos Go ues Coimbra.Aguar-
de a ord--ra do Thesouro Nacional.
Major Joao Capistrano do Aguiar Mon-
tarroyos Providenciado.
Mara Antonia da Costa.Sim, sendo
ura i-aez cora raetado do ordenado.
Mara da Puriticagao Silveira.Sim, em
vista da inforraagao da junta medica.
Padre Manoel E^pendiao Munz. la-
forme o Sr. inspector do Thesouro Provin-
cial.
Rjirigo Carvalho & C. Informe o Sr.
inspector da Thesouraria de Fazenda.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 29 de Maio de 1886.
O pocteiro,
J. L. Viegas.
acotar?-
) Repartleo da Polica
Secgao 2." N 538. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 29 de Maio de 1886.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontenl recolhidos na Caa de
Detengao os seguintes individuos :
A' ordenv do subdelegado de Santo Antonio,
Jos Marcelino do Nascimento, Antonio Luiz Fer-
reira da Cunba, Joaquim de Souza Lima e Irineu
Ferreira de Carvalho, por disturbios.
A' ordemdo de-Arraial, Pedro Barbosa de Son-
za Lopes, por crime de ferimentos.
Hoiitem, s 7 horas da noite e no lugar*de-
nominado Casa Amarella, pertencente ao di3tricto
do Airaial, o individuo de nome Pedro Barbosa
de Souza Lopes, de quem cima trato, depois de
questionar com Joao Paulo do Nascimento, des-
carre^ou neste duas cacetadas, oroJuzindo dous
feriments, pelo que foi preso em fligrante.
O subdelegado do distriet) procedeu a tal res-
peito na forma da lei.
Na madrugada de 23 do corrente, foram os
ladres casa de Joaqnim Pereira de Saut'Auna,
no lugar denominado Guabiraba, do term de Li-
moeiro, e subtrahiram a quantia de 130 em di-
nheiro de papel e prata, algnmas pecas de roupa
e diversos objectos t< ourc.
Os ladroes penetraran na casa por nieio de um
buraco que fizeram na parede, juuto porta que
deita para o quintal.
O delegado fez a vistoria e miis diligencias da
le.
Pelo subdelegado do Io districto de S t-
nhem, foi remettido ao juizo competente o inque-
rito policial a que procedeu contra Jos Eugenio
Pacheco de Menezee, por haver deflorado a menor
Senborinba Mara da Conceigao, neta de Antoaia
Maia do Espirito Santo.
Deus guarde a V. Exc.iHm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,
muto digno vice- presidente da provincia.
O chefe de pclia, .Inonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 29 DE MAIO DE 1886
Jos de Vasconcellos.Certifique-se.
Jos Feij de Albuquerque, Jos Lourenco da
Silva, Vulpiano Jos de Mello, Jos Augusto Al-
vares de Carvalho, Joaquim.Innocencio do Espi-
rito Santo, officio do engenheiro chele da repart-
alo das obras publieas, Francisco Jos Alves
Guimaraes, contas da 2a parte da lotera da ma
triz de Vicencia, da 4 dita da Cas i de Caridade
de Bezcrros, da t* dita da matriz da Graca, da 7
dita da matriz do Rio Formoso e das 217 e 249a
ditas da Santa 'asa. Informe o Sr. contador.
Officio do Dr. procurador dos Feitos.Informe a
Sr. administrador do consulado.
Dr. Cosme de S Pereira.Entregue-se pela
porta.
Jos da Silva Loyo & Fiiho c Joaquim Candido
Marinho de Souza. -Satisfaga a exigencia.
Antonio Rodrigues de Souza & C-, Ciriolano de
Abreu, Francisco Goncalves Torres, Gustavo
Eduardo Merinond Fiiho, Dr. Cicero Odn Pere-
grino da Silva, Jco Chaves Correia de Araujo e
Theotonio Jos da Cunha.Informe o Sr. Coata-
dor.
Officos do Dr. procurador dos feitos.Iuforme*
seceo do contencioso.
Adolpho Targini Accioli.Declare o contencio-
so se j foi prestada a flanea.
DlAKi DE PF.RNA3Bu.1fi
RECIFE, 30 DE MAIO DE 1886
noticias do Pacifico. HJo da
Prata e sul do Imperio
O paquete ingiez La Plata, h .ir rn entrado do
sul, foi portador das s-'guiut-s noticias e das que
constara das -rubricas Parte Oficial e Interior:
Parifico
Datss at30 de Abril:
As 1 .lias nada adiantain.
ii da Prata
Datas de Buenos-Ayre3 at 1G e de Moatevido
at 1S de Maio:
A'cerca do process a que deu motivo o atten-
tade contra o presidente da Repblica Argentina,
diz La Nacin, na edicao do da 13 : Hontem,
at s 11 horas da noite, o juiz criminal, Dr.
Aguirre, esteve recebendo reclamacoes. Os de-
tentos, inclusive Ignacio Monges, foram novamen-
te iuterrogados.
Vcio augmeatar a notoriedade que j tinha
este assumpto a priso do Sr. Dr. Eliseu Azevedo,
director e pro riet^rio de El Debate, que, oor or-
dem do jar' summanamente, eff ctuou hontem o
commissario Socas da primeira sessao.
> Nao sabemos com exactidao as razes que a
motivaram; mas dizem que dias antes do attente-
ao o Sr. Acevedo tinha sido visto a conversai com
Mongr8.
No diario de Montevideo El Siglo "ncontramos
este telegramina, datado ae 15 : Do processo
Monges resalta que este niio tem cmplices.
Amanha se effectuar o annunciado meeting
de indigna'.ao.
Diz a mesma tolha : Recentemente La Tri-
buna Nacional, orgo do general Roca, deu publi-
oidade em 15 columnas aos telegrammas e nomes
proprios daquclles que condemuaram a aggressao
do epilptico Mong.-s. O numero corrrspindeute
ao da 14, contera ura reforjo de seis colum-
na.".
O ministro do Brazil, Barao de Alencar, dirigi
ao ministro dos estrangeiros da repblica a se-
gu nle nota :
Acabo de receber ordem do governo imperial
de presentar a S. Exc. o Sr. presidtnte da rrpu-
olica, rm nome de S. M. o imperador, as suas fe
liciacoes, por ter S. Exc. escapado do atteutado
ccmmettido cootra a tua pessoa.
n O Sr. presidente do conselho e ministro dop
neg ei !s estrangeiros, Bario de Coegip, recom-
m"nda-me que cumpra sem demora a ordem ie
Sua Magestade.
Rogo, pois, a V. Exc. o favor de indicar -me a
hora em que p.iderei procurar a S. Exc. o Sr. pre-
sidente da republie para ess- fim, e, no caso de
nao poder anda S. Exc. receber, qu -ira V. Exc.
trnsmittir-lhe ao felicitacoes do imperador do
Brazil, emquan'o nao me dado faze-o pessoal-
mente.
Renov com este motivo a V. Exc. as segu-
ranzas da uiaha mais alta considera(o.
A junta eleitoral de Buenos-Ayres proclamou
eletore3 do presidente e vicepresidente da rep-
blica aos 22 cidados favoraveis candidatura do
Dr. Ocluiaa, figurando cada um aelles na apuraco
com 10,018 votos. Os 22 candidatos contrarios
apparccem na apuraco cora G.S'l votus cada um.
Era La Boca (Bueuos-Ayres) houve um pavoro-
so incendio comparavcl t- cera o da alfandega
das C'talinas, diz La Nacin, em um a-inazem
e deposito de muieiras, cabos, carvo e outros ar-
tigos para fornecimeuto de navios. De quauto a1
li estava nada toi possivel salvar. O estabeleci-
mento achava-se seguro em quatre coiupaobias e
orcava por 5'j0:000 o capital que all estava em-
pregado.
O estado de saJe do general Roca, presidente
da Repblica Argentina, era satisfactorio.
Prosegua a formacao de culpa de Monges, con-
tinuando o depoiinento de testetnunhas.
Estava marcada para s 2 horas da tarde de do
mingo, 16, em frente bolsa, na praca de Maio, a
renn o publica de protesto contra o attentado
commettido na pessoa do general Roca. Distri-
buiram-se convites em graide qaaatidade e fa-
ziam-se os maiores esfor^os para o comparecimen-
to de aesociagoes estrang.iras, feompanha ias de
g, sendo recebido cin a3 maiore demoastracS-'s
de Alegra, o 17 bataihao de infantaria.
Em Saut'Anua do Livrameato, Baraardino Jos
do Naaeiinento, casad> a om fiihos, assassinm sua
mulher, com quem se tiohi reuuidj depois da al-
gum tempo ie separaco.
Fallee.am: na capital, o Sr. Germino Spal-
duy; em Pelotas, Antoaio Lotte Mirelim; e no
Rio-Grande, Jos Biraar.iioj Teixeira Barbosa.
Santa Catbarina
Datas at 18 de Maio :
Do da 1 a 15 do corrate deram-se 1G bitos
de febre amarella.
Fallecen oa capital Anni Silveirp.
Hinant Cierae
Datas at 18 de Maio:
Diz o Liberal Mineiro :
i Em Queluz dau-se, hi pouco, um crime*br-
baro e hediondo no arraial do Redondo, muaic:pio
de Queluz, e para esse facto chamamos a attencao
do Sr. Dr. chefe de polica, pediado as mais euer-
gicas e promptas providencias.
Foi all assa8siuado a cacetadas, nica e ex-
clusivameate por perversidade, o pacifico e labo-
rioso cidado Francisco: Antonio de Oliveira.
Os autores do crme, Candido F. Lima, Jos Jo-
vino da (', >sta e Vicente Mariano, que o pratica
ram publicamente, estc, entretanto, affrontando
a ustica social, por isso que contauam a passeiar
pelas-ras do arraial, sem que a utoridade lhes
i pponha o menor embarazo. *
L-se no Y inte de Agosto :
Em Alfeaas, na noite de 14 de Abril, por oc-
casio de uina maaifestaoSo popular en qoe se
queioiaram rauiti; duzias de fogos, o advogado
Sr. Dr. Francisco Joi Mariano, ao voltar para
casa s 2 horas da midrjgada, foi atacada por
um grupo de 10 a 15 assassiuos, que se achs7am
embiscados sua espera.
O: companhia com o nosso amigo iam tres ca-
valh'iros. Os assassinos fizeram sobrehiles urna
descarga de tiros de arrucha, de que resultou fi-
carem feridos o Dr. Mariano e dous de seus com
pauheiros, dos quaes ficou prostrado o Sr. Jos
Antonio Costa, que recebeu nas costas urna grande
carga de chumbo grosso.
Procede-se inqu >rito policial.
A Bagagem de 27 do passado r itere o se-
guinte :
i No dia 10 do cofrente partinilo de3tt cidade
para a villa do Brejo Alegre, o Sr. Dr. Joao Cor-
reia de Moraes, juiz municipal d<;sta contare i, e
sua Exma. familia, ao dcixarem a mata que cir-
cumda esta povoaijao, e quando suas vistas po-
dam livremente derramar-se pelos rideutes cam
pos, teve a sua Exma. esposa a infeliz idea de
adiantar se s com um seu film menor de 12 an-
no i; e acoderando a marcha de seus cavados,
dentro em potreo desappireceram das vistas de
t ua a equrpag m por um camiuho diverso do que
deviam seguir.
J tinham errado 3 ou 4 leguas, quando um
campeiro, qne por felicidade encontrarain, os ias-
truio do triste incidente que anda ignoravam.
Tiveram de voltar pelo mesmo caminho at
alcanzar a primitiva estrada onda cheg.uam j de
noite e com os animis completamente fronxos.
Imagine-se quaj horroroso quadro se dese-
nhou aquella senhoracla33ficando a afilelo de
sea cstremoso esposj com quem deixara urna
criancinha de poucos mezes de idade I
Ah passaram aquella noite, que para cumulo
de desgranas foi ehuvos i, desprovidos de qualquer
cousa que os abrigasse do ino tempo.
Ao amanhecer do dia seguinte ouviram os
cantos dos gallos e airar de caes, reconhecendo
estarem perto de urna fazenda p-ra oade se diri-
g ram.
O Sr. Dr. Moraes, quando chegou ao ponso e
nao encontrou a sua estremecida esposa, quasi
sucemeb o ao peso de ta> grande fatalidade. Mas,
humera d.' coragem e promptas resolucoes, exnedio
pessoas por toda a parte at que a encontraran!
n'aquella tazcal i.
Falleceu o Sr Antonio Gomes de R-zende, hon-
rado fazenieiro e bim pai de familia, fiiho do Sr.
capitao Manoel Fernaades de Rezende.
Diz o Pambense, de 9 do corrente :
o Por motivo inlepenovnte da voatale da em
preza constructora da estrada de ferro do Guaraoy
para esta cidade, nao pode eb^gar fije aqu, como
haviamos annunciado, o fre n de lastro.
Iufo-inam-nos, p>rm, que no dia 12 teremos
o prazer de ouvir o apito da prmeira machina qaa
visita a estajo do Pamba.
S. Panlo
Datas at 23 de Maio:
A geadi ciuson grandes e3tragos hvoura de
Indaiatuba. ltati'oi, Parahybuna Tatuhy.
O Sr. Jos de Queiroz Telles, fallecido hi poueo
M corle, deixou livre 40 escravos que possuia.
O Correio Pauhslano, de 21, refere o se
goiu'e :
Noticiamos, ha dias, qne a auton'dade p licial
de S. Jos dos Campos havia instiurado inquerito
para desuobnr hotrorosos crim-'s praticado3 n'a-
quelle municipio.
Podemos desdo j adiautar que o iniciado
um individio eonhecido p la alcunha de Caiara e
all residente ha cerca de 10 auuo3.
Era urna exhu.nac i feita pela autoridade po-
licial era terral do estaaelecimento agrcola do
finado monsenhor Andrade, foi encontrado o es-
aueleto de urna das victiman, qu falleceu em con-
ji'-uoieia de trem-ndas pancadas receb das na .
eabeca. O crneo apresenta vestigios das mesmas
pancadas o na taita de peritos qao o examinassem
foi enviado hontem para esta capital par* ser sub-
mettido a (Same.
No mq oerito policial, queja se acha concluido,
depiizeram oito test -raunbas, das quaes quatro de
vista.
Acha-se indiciado outro inquerito sobre o as-
sassinato de nm menor, de cuja autora tamben
iniciado o mesmo Caiara.
Dis o Bem Publico, da Casa Brues, que a
geada tem inutilidad i completamente 03 cafezaes
'aque le municipio. Na noite de 19 ai 11 la ella
cabio em abundancia.
Em Brotas e S Simo tem sofiVido pouco a la-
voura.
Escreveram para Campias noticiando que a
18 do corrento, foi assassinado n 1 fazenta de S. Si-
ma, perto da estaco de Itupeva, linha Ytuana, o
feitor da mesma fazenda, p r um escravo de nome
Manoelsnho O assassino tentou fugir; mas foi
preso e trazido para a cadeia de Jundiahy.
O Tempo, do Rio Claro, a proposito de varios
fallecimentos occ midoe em urna casa, faz ver a
necesiidade da interven^o policial para que ae-
jam t-rmhecida as verdadeiras causas dos obitjS e
isto porque t''m corritf
bandas mgica
Nada de importancia da Ropubca do r^ Jata^at.^de ^
guay.
Blo Grande do Sal
Datas at 16 de Maio:
Chegra cidade do Uio-Grande, vincto de Ba
toes -nais oj meaos gr
Em seguida noticia
o cadver de ama rao
e com ostnesmos syra
ca ordeao9qne para
crescido numero do ver-
res.
^e, tendo cuegido a cidade
fallecida na mesma casa
imas, o delegado de p li-
li purtisse urna escolta com
o fim de efectuar e captura de quatro escravos da
familia.
Dous j firam presos e recolhidos cadeia do
Rio Claro, devendo ter sido ioterrogados aute-
bootem A escolta continuava em digeucia para
capturar os outros dous escravos. Ao que parece
ha suspeita de crime.
Diz a Provincia a\S. Paulo ter-lhe cons-
tado que o advagado LV Luiz Ernesto Xavier,
resi lente em Santos, foi Victima do um desastre
despenhando-se de ama \>rte elevada do Monte
Serrat, e ficando com a caAoca muito contundida.
Blo ae laineiro
As principaes noticias coustam da carta do
nosso correspondente, publicada na rubrica
Interior:
Prosegua em seus trabalhos o Parlamento.

L

t
i



Diario
de Pera
acDomingo 30 de Maio de 1886
I-

No dia 20, eoirtrarfan no Senado, a discussao
de requerimento do Sr. Silveira n Motta, cerca
dos crimes commett dos a 15 de Janeiro, em S5o
Jos de Toeantins. Oraram os srs. Baro d-s
Mamor (Ministro do Imperio) e Saraiva, e ficoa
a discussao adiada pela hora.
Foram rejeitados os projectos cuja discussao
havia ficado encerrada na sesso anterior.
Sem debate, foram tambem rejeitados os projec-
tos E de 1858 e A de 1855, aquelle sobre valor
e ennbo das moedas da prata, e este alterando
algumas disposicoes do Cdigo Criminal e da Lei
de 10 de junho de 1835.
Eotrou em 1.a discussao o projecto B de 1874,
a respeito da dacnsso e votacao dos procesaos
crimes no Supremo Tribunal de Justica ; oraram
M Srs. Junqueira (Ministro da Guerra), Franco
de S e Ribeiro da Luz (Ministro da Justica), e
fieou a discussao encerrada, nao se votando por
falta de nnmero ilegal para deliberar. Ficou
tambem encerrada a discussao do projecte B de
1875, regulando a cobranca das costas e emolu-
mentos judiciaes.
Foi posto em 1." discussao o projecto E de 1875,
que extingue as relacoes de Goyaz e Cuyab.
Oraram os Srs. Dantas, Ribeiro da Luz e. Silveira
da Motta; fieou a discussao encerrada, e bem
assim a dos mais projectos dados pura a ordem
do dia, que foi esgotadn.
Na cmara dos deputados, no mesmo dia o
Sr. Joo Henrique fundamentou um requerimento
sobre negocios do Maranho, que ficou adiada por
pedir a pa'.avra o Sr. Candido de Oliveira. O Sr.
Escraguolle Taunay apresentou uma proposta
para que so consigne 10:0OU/O00 para imprimir as
abras musicaes do padre Jos Mauricio. Na or-
dem do dia, foram approvados os pareceres das
oinmissdes de inquerito reconhecendo deputados :
pelo 1." districto de Sergipe, o Sr. Luiz Francisco
Freir ; pelo 6." do Cear, o Sr. Ratisbona; pelo
8.* da Babia, o Sr. Araujo Ges Jnior ; pelo 12.
de Minas, o Sr. Barros Cobra. Foram votadas em
3.* d'facussao; a jublaco do protunotario Ernes-
to Camillo Barreto e a aposeutadoria de Fortuna-
to Jo9 dos S ntos ; depois de orar o Sr. Marcos-
dea Figueira, foi a requerimento do Sr. Joao Cae-
tano, encerrada a 2.a discussao da proposta filando
a forca naval p:ira o exercicio de 1886 a 1887.
Enti&ndo em discussao as emendas do Senado a
um crdito para o Ministerio da Agricultura, o Sr.
Lourenco de Albuquerque offereceu um requeri-
mento de adiamento cuja .discussao ficou encerra-
da e a votacao adiada por falta de numero. A
discussao d'esse projecto, bem como de mais tres
crditos para o Ministerio da Agricultura, ficou
encerraba e a votacao adiada.
No dia 21, no Senado, o Sr. Alfonso Celso
motivou um requerimento para qae o governo in-
forme o que lhe constar acerca do procedimento
do I." vice-preaidente da provincia do Miuas-Ge-
raes, relativamente prozima eleicao senatorial :
apoiado e posto em discussae, foi este requerimen-
to retirado, depois de orarem os Srs. Junqueira
(Ministro da Guerra), Ribeiro da Luz (Ministro
a Justica) e Alfonso Celso.
O Sr. Octaviano justificou um requerimento para
que o governo ministre ao Senado os estudos pelos
quaes exclua do concurso definitivo para o arma-
mento dos nossos navios da guerra o fabricado na
Aliemanba. Orou o Sr. Corris, e toi o requeri-
mento approvado.
Fassou-se a ordem do dia r Procedeu-se vo-
tacao dos projectos coja discussao fieou encerrad
na precedente sessS>, toram todos rejeitado3.
Ignal sorte tiveram, sem debate, os seis projectos
dados para a ordem do dia, que esgotou-se.
Na Cmara dos Deputados, no mesmo dia,
depois de observacoes do6 Srs. Candido de Olivei-
ra e Coelho Rodrigue;, entrando-se na ordem do
da foram approvados os projectos cuja discussao
ficou encerrada na sesso anterior Foi tambem
arprovada em 3.* discussao a proposta filando a
forca naval para o exercicio de 1886 a 1887. En-
trando em 2." discussao o crdito ao Ministerio da
Mariana para o corpo da armada e combustivel,
oraram os Srs. Candido de Oliveira e Ministro da
Marinha, sendo depois approvado, besa como outro
crdito ao mesmo Ministerio para municoes navaes
e eventuaes e o projecto sobre os eleitores do
Corrego do Prata. Foram approvadas as pensoes
sos acidados Romualdo Gouveia e Jos Joaquim
Hylaro da Silva e ao msico Joao Flix Martins
de Honra.
No dia 22, neuhum i das Cmaras funecio-
M
C Tribunal do Thesouro em aeaso de 15 :
Approvou a deliberado, de que den conta o
inspector da Thesouraria de Peroambuco, decla-
rando ao da Alfaddega que deve cessar a pratica
de expedir-se novo pasaaporte aos navios de ca-
botagem para cada viagera para os portos da
mesma provincia, sendo sufficiente a nota de visto
iancida no primitivo, emquanto houver nelle es-
paco para isso, de conformidade com o art. 448 da
consolidaco das leis das alfandegas.
Deterio o recurso de Fr. Caetano de Messina,
contra a deciso di inspectora di Thesouraria
de Pernambuco, confirmatoria da da Alfandega,
negando-lbe a restituico dos direitos que pagara
por 20'> cobertor, s, importados para uio dos or-
phos do Collegio de Candado do Bom-Conselho,
antes do recebimento da ordem que conceder o
despacho livre de direito.
Iudeferio o recurso de Arman! Grumbick, con
tra a multa da expediente, na razio de 5 %, im -
posta pela Alfandega do Para, por differencas de
qualidade encontradas em um despacho de mo-
rios.
__ O Sr. ministro da fazenda resolveu declarar
ao inspector da Thesouraria do Rio Grande do
Norte, que nao pide, ser approvado o seu acto,
dando provimento ao recurso par elle nterpasto
pelo superintendente da estrada de ferro do Natal
a Nova Cruz, do despacho da Alfandega, que ne-
gou-lhe a restituico de direitos di importace
pagos por dive-sos objectos para o uso, eonserva-
eo e reparos da inesma estrada. Porquanto, os
referidos objectos s poderiam estar isentos do
pagamento de direitos de impirtaco se estives
sem comprehendidos em alguma das duposicoes
da tarifa, o que se nao verifica, por nao se pode-
rem considerar wnw locomotiva*, do art. 1,066,
como pretenleu o dito inspector ; ese, no estan-
do aberta ao trafego a estrada, fossem elles in-
cluidos em rclaco remettida com ordem do the-
oOro.
Espirito Santa
Datas at l* de Maio :
Entrara no exercicio interino di cargo de ebefe
de polica o Dr. Evarist) Vieira de Meilo.
0 capitn Joao Pereira dos Santos, residente na
cidade 8. Matheus, no dia II da Marco deste an
no, anniversano natalicio da imperatriz do Brasil,
conceden liberdade, se n onus, i sua escrava Rita.
J anteriormente havia alforjado Romana e qua-
tro filhos desta de nomes Maria, Plinio, Bemvinda
eSilvino, obrigando-se acurai da educacio del-
Its.
Lemos na Provincia do Espirito-Santo de
16 : .
a Deu-se emLiahares um lamectavel incidente
na pessoa de Joao Barbosa da Coneeieo, que all
se casara e resida ha longos anuos j.
Segundo icformaco fidedigna, Barbosa foi
mais urna victima do alcoolismo, a que se havia
entregado, nao obstante os esforcos da familia e
amigos para desvial-o do vicio, que vinha s&crifi
ear-lhe a boa reputacao, de que anteriormente
gozava. Sempre em continuos etcessos aleoolico?,
sem aceitar alimento por forma m-nlium.., eabio
afinal em um estado de fraqueza cerebral, que tan-
tou duros martyrios mulher e filhos, sobre os
quaes se arremessava multas vezes, a rosnar ou a
uivar como nin cao, mordeudo-oa e esbordoando-
oe, quando porventura poda segural-os.
Assim coatiouou por algum tempo at q e no
dia 2 do correte n* z por oeeaaio de alguns ami-
bos tentarem accommodar-lha os accessos, elle
artio n'uma cirreira vertiginosa, que tornou-se
impossivel a:guil-o, indo fiualmente precipitar-se
a'lagoa Go.ym Podre* as ptoximidades
daquella villa, onde depois '
aas, fora encontrado o cada1
pitrefaceao. .
O infeliz Barbosa era nttural desta cidade,
tendo sido alumno do internato do profet^or Lel-
lis em 1868 e 1869, onde revelou bom aproveita-
mento ; mas abandonando os estudos por circum-
stancias imperiosas, dedicou se arte de c-trpin-
" taria e macenaria, d'onde tirava os meios de sub
aistencia para si e para numerosa familia, que fica
asie reduzda, coitada, a extrema penuria.
' Bab/st
Das at 27 de Maio
Continuava trabalhncj a assemblea provin-
A'cerca da sua sessal de 2S, iisae o Diario ele
Noticias desse dia : f
Por occasiio de dar-se discussao hoje na
assemblea s 2 e 3/4, o ornamento, houve um gra-
ve tumulto, que motivou a suspenso da sesso.
O presidente mandos o secretario 1er o orca-
aiento, ao mesmo tempo que o Sr. Baha lia da
tribuna, sen ter concessao para fallar, porque o
trabalhosas pesqui-
r j em estado de
presidente Ih'a negara, um art. do acto addicio-
nal.
. Entre os repetidos apartes e vehementes pro-
testos de ambos os lados, o Sr. Baha declara nao
retirar-se da tribuna e continua a 1er.
O Si"- presidente suspenden ausessio, no meto
de urna enorme vozeria das galeras e da sala.
> Daremos promenores amanha
Sob o titulo Fehre amarella no Hospital da
Misericordia, escreveu em 26 a citada folha :
. Do Sr. r. Tillemont Fontes, distincto me-
dico adjuneto da primeira oadeira de clnica da
faculdade de medicina, recebemos hoje a co-amu-
nicaclo seguate : .
Iloatem na enfermara de S. Jos a cargo do
Ilustrado elinico Dr. Silva Lima, havia doua casos
desta molestia, e um delles j com vmitos pseos,
sendo atirados eates no leito e no soalho da en-
fermara.
Hoje entre os doentes d'aquella enfermara
apresentaram-se mais tres caaos novos, e um j
em estado mortal.
Diante de um facto to inslito, cabem estas
refiexoes : as enfermaras do hospital de cari-
dade ha sempre grande numero de doentes estran-
geiros, e desde que baja um caso de lebre ama-
relia n'uma das enfermaras, a mais simples pro-
philaxia, senao fora mesmo sentimento de huma-
nidade, exige que um tal doente seja solado em
quarto reservado.
Alem disto, ficando os letos da clnica do
Ilustrado Dr. Silva Lima frouteros aos que per-
tencem primeira cadeira de clnica medica, os
estudantes, e mu i tos delles provincianos recein-
chegados, que frequentam aquella aula, alem da
sugeitOB ao contagio do mal, formis outros tantjs
vehculos de transmisso.
asui, pois dever do medico interno do hos-
pital solar em quarto reservado qualquer doente
de febre amarella, como se fazia em tempo pasea-
do, nao s para evitar novas vctimas entre s
doentes da inesma enfermara como pare que possa
eer preservado o mal para os alumnos da clni-

IRTERIOR
Correspondencia do Diarlo de
*>ernanibneo
RIO DE JANEIRO -Cqrte, 23 de Maio
de 1886
Sdhmrio : -Parecer da commisso sobre a eleicao
do 10.* districto de Minas com voto aro
separado. Trabalhos du Cmara e da
Senado sk> dia 'JO.Sesso do dia 21. O
requerimento do Sr. Affonso Ce'.soUm
vice-presidente membro do directorio de
um partido. -A eleicao do Sr. Doria, de-
fendida pela Evolucao*.Parecer sobre
o 2. districto do Amatnos.A eleigao
do Sr. Celso Jnior.A qneslao Paraso
& Milln.
No dia 20, em que feche! a anterior, foi apre-
sentado, na Cmara dos Deputados, o parecer da
segunda commisso de inquerito sobre o 10. dis-
tricto do Mu.,.--, que conclue pela annuliacjLo de
tres oollegios, e, como consequencia, dessa dclibe-
race, propoe, na conformidade do art. 20 da lei
eleitoral, que se proceda nova eleicio no dis-
tricto. Desse parecer divergi o Sr. Lourenco
da Albuquerque, que acha rigor excesaivo e suin
ma ioiquidadi. as conclusoes a que chegou a
mtioria da commisso, quando as irregularidades
argidasque nao foram praticadas por m f
nao influiram no resultado da votacao ; e por isso
propoe a approvaco de todas as eleices, sendo,
consecuentemente, reconhecido deputado o Sr. Pe
nido.
O parecer e o voto em separado estilo na ordem
do dia ; mas s serio discutidos depois do relativo
ao 3." districto do Piauhy, o qual teria entrado
hontem, tabbado, em discassao, se tivesse havido
sesaao.
O principio da sesaao foi consumido pelo Sr.
Joao Henrique, que apresentou um requerimento
sobre nogocios do Maranhio, m o tiin de respon-
der ao que no Senado disae o Sr. Franco de S, 9
pelo Sr. Taunay, que obteve urgencia para justi-
ficar um projecto autorisando o governo a despen-
der at 10:0001 com a impressao das composicdes
sacras mais notaveis do padre Joao Mauricio Nu-
nes Garca. A proposito discorreu largamente
sobre bellas artes, fallando anda na fachada do
edificio daa Bellas Artes e na mntilacao da bel-
lissima obra de Grangian de Montigny.
Passando-se ordem do dia, e entrindo-se na
diseiisaao das forcas de mar, orou o Sr. Marcon-
des Figueira, que oceupou-se era responder ao Sr.
Silveira da Motta, mostrando que a sua eleicao
nao foi patrocinada pelo governo, e explicando as
occnrreueias de S. Jos de Tasan ti na e Jaguar i.
Por falta de oradores foi encerrada a discussao, e
votada a proposta, que passou terciira discus
sao. O resto da sesaao foi oceupado com uns cr-
ditos e emendas do Senado, que deviain ter sido
votadas no anno passado.
Neese mesmo da, no Senado, o Sr. Bara-o de
Mamor tratou tambem longamente dos acontec
meatos de Goyaz, em resposta ao Sr. Silveira da
Motta. lendo cartas particulares do presidente a
elle dirigidas, das quaes re-se que o governo nao
recommondou uenhum candidato por aquella pro-
vincia : assim como nao recomm-ndou paia as
ostras. Em seguida, o Sr. Saraiva, julgando-se
abrigado a subir tribuna, por terem teito refe-
rencia aos acontecimentos da Victoria, durante
um dos seus ministerios, cxplicou o procedimento
que euto teve, demittindo o vice-prestdeute em
exercicio e o chefe de polica, e pramovendo a pu-
nicao dos criminosos : o governo, aisse elle, nao
culpado de acontecimentos de tal ordem, para os
quaes ni teuha concorrido ; porm, responsa-
vel por elles*se aao fizar pjnir os seus autores, e
se mautiver as ut ridades que directa ou indi-
rectamente houverem consorrido para elles ; p, o
que deseja e espira, com reacao aos factos oc-
eorridos em Goyaz, que o governo faca punir
os seus autores.
Depois pn3*ou-se discussao de projectos anti-
gos, sobre crimes no 'upremo Tribunal de Justica
e extiuccao das Relacoes de Goyaz e Cuyab. O
primeiro de 1874, e ni deu lugar a debate de
iuteresse, ficando a discussao adiada e nao se vo
tando por filia de numero. O tegaudo motivou
discussao mais seria, iniciada pelo Sr. Dantas,
que o combaten, provocando o Sr. ministro 1a
justica a que emittisse a sua opinio sobre a ma-
teria. O Sr. Ribeiro da Luz, acudalo tribuna,
rejeitou tambem o projecto, adiando, entretanto.
que alguma providencia ha a tomar quanto a es-
sas R.-laccs pequeas (que quasi sempre func-
cionam com juizes de direito), coacedendo-se rae-
Ihores vautageas aos desembargadores nomeados
para ellas.
O Sr. Silveira da JIotta pronunciou-se a favor
do projecto, encarando a questao somente pelo la-
de da administraco da justica, que a pratica tem
mostrado nao ter sido boa, e alera disto nao quer
connuar a m nter a norma ds governo, urna ar-
ma que torna a magistratura anda mais depen-
dente, qual a de uomeacao de desembargador por
castigo.
No da 21 comecou a sesso por um requeri-
mento do Sr. Candida de Oliveira, pedindo copia
dos alistamentos e reviso nos ltimos qua-
tro annos, as ?freguezias de Paranagu e Cr-
rentes, do Piauhy ; e foi isto motivo para que
elle diacorresse, por antecipaco, sobre a resolu-
co da piiineira commisso, acerca da eleicao do
Sr. Doria, qae lh i preo muito legitima.
O Sr. Coelho Rodrigues, sem acompanhar a an-
tecipaco do debate, deu, como aecretario, algu-
mas explicicO' s sosre papis e documentos, que
foram a imprimir.
Votaram-se algunas materias encerradas ua
vospeta, e entrande-se na discusssode um crdi-
to do Ministerio da Marinha, orou o Sr. Candido
de Oliveira, oceupaado-se com varios assumptos
administrativos daquella pasta, ao que respondeu
o Sr. Alfredo Chaves, fieando a discussao encer-
rada e votando se o er dito
Seguio-se a discussao de diversos projectos,
qaasi todos de interesse p irticular, que ficou en-
cerrada, reservaudo-se a votacao para a seguste
sesso, por falta de numero.
No senado o Sr. Affonso Celso motivou um re-
querimento sobre o facto de ter o 1- vice-presi-
dente da provincia de Minas assignado, como
membro do directorio conservador, urna circular
recommendando a chapa departido para aproxima
eleicao senatorial. Respondeu-lhe em primeiro lu-
gar o Sr. Junqueira, mostrando que o facto nao
sigmfiea i rtervenco do governo, desde que o vi-
ce-preaideote nao est a frente da administraco
da provincia; e em seguida o Sr. Ribeiro da Luz
recordou que o que agora o Sr. Calso censara no
viee-presi ente couservador precisamente o que
durante a sdaacao passada razia o Sr. conego
Sant'Aams, l'.viee-presidente, que por varias ve-
zes eateve em exercicio, e que, como presidente do
pirecterio liberal, assignava todas as circulares
eleitoraes da asa partido, e iuaoa, lac tai ata cen-
surado, achaado-se eli; fjra da administraco. O
resto da sesso foi sen:, interesse.
So dia 22, hontem labbado, nao houve sesso
es neuhuma das cmaras, e entretanto, na dos
epatados tinha sido dada, para a ordem do dia,
como cima observoi, o parecer da Ia c-iinmisso
aobre a eleicao do 3- distrieto do Piauhy, qua
materia urgente, e est dispertando interesse na
imprensa, sendo de notar que a Euelucdo, folha
consarvadnia e governista, redigida ^relo Sr. Dai-
r, advoga com oalor a oausaado Sr. Doria, soban-
do que no ae pode asimilar a sua eleice pelos'
fundaroeatoaxpostos no citado parecer, poia se-
ria saarrlioBr o direito a a lei, tanto mais que a
causa, na reconheoimento da eluig&o do Sr. Doravnoanuo
passado, julgaado pelas alle-racSes do pweaar de
ento, que nao sabia a cmara entrar na aprecia-
cao dos alistamontos ; parecer ate que foi as
signado por todos os niembroe da commisso sem
restriccSo, com excepclo do Sr. Joaquim Tavsree,
3ue declarou- ee vencido quanto ao considera!
o em que se euunciava a doutrina de que a cma-
ra, na verificacao de poderes de soua membros,
carece do competencia para entrar na apreciaco
de alistamentes eleitoraes .
A' Ev-ilucaa, responde o Sr. Coelho Rodrigues,
por ella nominalmente provocado, fundando-so
na rionstituicao, no regiment da cmara e nos
precedentes desta, para mostrar que a faculta
de exclusiva e incondicional por aquella conferi-
do u oada urna das cmaras, de verificar os pode-
res de seus membros, seria Ilusoria, si uella nao
estivesse incluida a competencia de pronunciar se
sobre todas as phases do processo eleitoral, cuja
base e ncm pode deixar de ser, a qualificaco,
que investe o eleitor do direito de nomear o eleitu,
euja legitimidad depeule d'aqueliC, como ctleito
da causa .
A queato promette st renhfda na cmara, raaa
acredito que nao haver duvida quanto a appro-
vaco do parecer, do mesmo modo que sobre o re-
lativo ao 2 districto do Amazonas, de que esca-
pon-mo fallar cima.
A commisso concluio pelo reconhecimento do
Sr. Clanndo Chaves, sendo votos divergentes o do
Sr. Bulhoas Carvalho, que pronuueou se pela an-
.uaco do collegio de Parintins e por nova elei-
cao no districto, e o do Sr. Pino Ltma pela aa-
nullaco d'aquellc collegio, e reconhecim'rato do
Sr. Jos Pararagu. Todos, porm, votaram pela
annullaco da eleicao de Barroiriuhas, vecouheci-
damente falsa.
De todos aquelles voto3oque me parcae rasoavel
e justo o do Sr Bulboes Carvalho. Si o Sr. Jos
Paranagu uo eonseguio provar n falsidade da
eleicao de Parintins com a mesma evidencia com
que o Sr. Chaves provou a de Barrciriohas, pois
que all a cousa foi arranjada com muito mais ha-
bilidade a geito, mostrau quanto era suficiente
para deixar 03 espirites abalados e hesitantes
para prestares] f aos papis que foram presente-
a commisso e eacriptos coma mai^r limpeza e
todoa os ff e rr, conforme as explicacoes do Dr.
Castra Lopes.
Em estado de duvida, sem se poder eonhecer on-
de eslava a verdade, como mostrou o Sr. Bulhoes
Carvalho, o alvitre por este lerabrado era o me-
Ihor, porque s o corpo eleitoral novaraente con
saltado que pedera resolver a queato.
Acompauhei o astudo dessa eleicao e li os do-
cumentos que acabam de aer publicados, e a im-
pressao que me ficou foi que, rejeitar-ae a opi-
nio do Sr. Bulhoes Carvaluo, seria preferivel o vo
to do Sr. Pinto Lima approvaco da eleicao de
Parintins.
A 2' commisso j apresentou parecer sobre
o 20 districto de Minas, pronunciaudo-se a naiu-
ria pelo reconhecimento do Sr. Celso Jnior. II1
voto em separado do Sr. Carlos Peixoto, propondo
a annullaco da eleicao para que so proceda a
nova.
Sobre a questo Paraso e Milton, 3o districto
da Bahia, nada est anda resolvido. Talvez ana
nh, na confeiencia da respectiva commisso haja
o debate final, e em seguida, ou no dia inmedia-
to tenlia lugar a votacao. E' portanto, bem pos
aivrl que quando esta ah chegar j o telcgrapho
tenha nununciado para a Bahia a coheluso do
parecer, por meo deste telegramma : Triumpho
do Milton. O Paraso perdido .
Os livreiros que nao andarem esfarinhados as
nosaas quesloes eleitoraes, pensaro que trata-se
da obra do grande poeta iuglcz.
Assemblea Provincial
34 SESSO EM 11 DE MAIO DE 1886
PKBSIDEHCIA DO HXM. BU. DR. JOS HAIOBL DE BARROS
. WAMDBRLEY
Summario :Leitura e approvaco da acta.Ex-
pediente.Cont.iuuac.ao da discuso
do re (uerimento do Sr. Solonio de
Mello, sobre delegados literarios.
Discursos dos Srs. Jos Maria, Ju-
vencio Maria c Rodrigues Porto.
Adiamento da discussao.Primeira
parte da ordem do dia. 2" discus-
sao do projecto u. 70 deste anno.
Discurso do Sr. Ferreira Jacobina.
Approvaco do projecto.Conti-
nuado da 2 discassao do projecto
n. 43 deste anno forcamento provin-
cial).Discurso do Sr. Prxedes Pi-
tanga.Adiamento da discuaso.
Segunda parte da oidem do dia.
Discussao do projecto n. 53 de 1885.
Final da sesso.
Ao meio dia, feta a chamada e verificando-se
estarem presantes os Sra. Antonio Vctor, Luiz de
Andrada, Ratia e Silva Solonio de Mello, Barros
Wanderley, Lourenco deS, Joo Alves Herculano
Baudeira, Reg Barros, Joo de S, Rodrigues
Porto, Juvencio Marz, Costa Gomes, Sophronio
Portella, Ferreira Jacobina, Coelho de Moraes,
Visconde de Tabatinga, Jos Maria, Joo de Oli-
veira, Constantino de Albuquerque, Gomes Pa-
rate, Barros Barreto Jnior, o Sr. presidente de-
clara aberta a sesso.
Comparecem depois 03 Srs. Rogoberto. Prxedes
Pitang, Regueira Costa, e Drummoud Filho
Faltam, com participaco, 03 Srs. : Antonio
Correia, Domingues da Silva, Baro de Caiar. >
sem ella os Srs. ; Rosa e Silva, Goncalves Fer-
reira, Amaral, Soares do Amanm, Julio de Bar-
ros, Ferreira Velloso, Costa Ribeiro, Baro de
Itapissuma, Andr Das, e anda com participaeo
o Sr. Augusto Franklin.
E' lida e sem debate approvada a acta da sea
sao antecedente.
O Sr. 1.* aecretario procede leitura do sc-
guinte
XPED1EHTB
Um ofHcio do Sr. deputado Baro de Cabr,
communieando nao poder comparecer s sessoes
por estar de nojo pelo fallecimento da av de sua
Exma esposa.Desanoje-se.
Urna petico de Jos Genuino Ferreira, eacrivo
do jury de Ipojuea, requerendo consignaco da
quota de 3441700 de cusas que lhe deve a Cmara
Municipal d'alli.A' commisso de orcamento mu-
nicipal.
Outra de Umbelina Amelia da Silva, professora
publica de O.inda, requerendo pagamento de seua
vencimeotoa do 1 a 12 de Abril de 1884.A' com-
misso de peticoes.
Outra da Compaoh'a Pcrnambucana de Navc-
g-iclo Costeira por Vapor, requerendo coosigaaco
do crdito de 4:8531100 para pagamento do que
lhe deve a provincia.A' commisso de orcameu-
to provincial.
Outra de Henrique Hordonho de Menezes,
requerendo ser uomeado porteiro desta Assem-
blea e offereceiido a quarta parte dos venci-
nentsa durante doua anuos..V commisso de
polica.
Outra de Laurentino Adelino de Mello Caval -
cante, requerundo aer nomeado continuo do.-ta
Asaembia e offerecendo a terca parte dos venc-
raciitos durante dous annoa.A' commiaao de
polica.
Outra de Peana, Motta & C, ex-contractante da
limpeza das ras da capital, requerendo que se
autorize a Cmara Mvnicipal do Recite a li 1u1d.tr
amigavelmente o que lhes deve A' commisso
de orcamento municipal,
Outra de Vicente Bertholini, em additamento
queja dirigi, offerecenao urna aua casa para aer-
vir te quartel e cadea na cidade da Escida.A
commiaao de peticoes.
Outra de Joaquim da Silva Salgueiral e Joa-
quim Pinto Alves, requerendo que se lhes torn*
exte aiva a concessao pedida por Manoel da Silva
Lea' Loyo e Andra Maria Pinheiro.A' commia-
ao de peticoes.
Outra de Antonio Francisco do Reg, requeren-
do que se conaigne a necessaria quota para eons-
trueco de um acude no Oratorio do Bom Jardim.
A commisso de obran publicas.
Outra de Pedro Ealcao de Albuquerque, official
de justica da Ipojuea, requerendo qae se consigne
a quota de 142500 do custas que lhe deve a C-
mara Municipal d'alli.A' commisso d orca-
mento municipal.
E' lido, apoiado o approvado o parecer da
commisso de redaeco sobre o projecto n. 59 de
1881.
Sao igualmente lidos, apoiadoa c approvados 03
seguintes pareceres :
Foi presente a commisso do legialaclo o in-
clusa requerimento em que Pereira Maia & C,
peder o consenso de um privilegio para importar
no muuieipio do Recif e abastecer o respectivo
mercado de carnes verdes, conservada mediante
o systemaFrigorfero ; e porque semelhante
assumpto evidentemente pertenco a commisso de
commeroio, industria e artes, propoe a commisso
de legisteco que ao conheeimento dessa, seja sub
mettido o r#ferid. requerimento.
l'aco da Assemblea Legislativa Provincial,
em 8 de Maio de 1886A. J. da Costa Ribeiro
Domingues da Silva. iophronioE. da Paz Por-
tella.
A commisso de legislarlo, considerando- se
incompetente para tomar conheciineuto da inclusa
petico de Antonio de Oliveira Maia, o qual pre-
ieude ser eliminado da colleeta para pagamento
do imposto de repartrcao no exercicio de 1884 a
1885, propoe que se remetta tal petico a com-
raisso de orcamento.
Paco da Assemblea Legislativa Provincial,
era 8 de Maio de 1886.A J. da Cota Ribeiro.
Domingues da Silva.Sophronio E. da Paz Por-
V Ha.
E' lido, julgado objscto do deliberaco o vai a
imprimir o seguintc projecto :
N. 79. A Assemblea Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve:
Art. Io Fica o presidente da provincia autori-
sado a mandar orear a factura de urna estrada de
rodagem, levantando a planta de modo que, ni-
trado da Esraco de S. Joo dos Pombos, eomr-
ea da Vietoria, termine no lugar deuomiuado Chan
Grande, tocando no engenho Bocea da Matta, no
lugar Preieras, buacaudo d'ahi a margem do ri'.
cbo Mutuas, seguin lo por elle at o termo final.
Art. 2" Feto o orcamento e levantada a planta
da dita estra la, qua deve ser empedrada e abaulada
com largura de 40 palmos, e com as bombas e
pontes que forem necessarias, ser s obra levada
prac-i publica para ser arrematada por quem
melhores vantagens offerecer.
irt. 3' A a arrematante ser concedido estab-
lecer barreira para cobranca de pedaeio dos
transentes, nao podendo exigir mais de 20 rea
por pessot qua passir a p; 40 res pelos qu
passarem montados, c 60 res por cada qua Ir 11 -
pede.
Art. 4o O presidente da provincia conceder ao
arrematante para indemniaaco do custo da em-
presa o gozo do reudimeuto do pedagio por tempo
que nao exceda de 20 annos.
Art. 5" Assignado o contracto, aera o arrema-
tante ebrigudo a comecar a obra dentro do praao
de tres mezes, sob pena de resciso do contracto,
e de perder o arrematante todo o material que t-
ver para a raesma obra.
Art, 6 Ficam revogadas as dsposicoes em
esntraro.
Paco da Assemblea L.-gislativa Provincial de
Pernambuco, 11 de Maio de 1886. -O deputado
Rafia e Silva.
E' lido, e vui a imprimir o parecer da commis-
so de redaceo aobre o projecto n. 25 deste
anno.
Continua a discussao adiada do requerimento
do Sr. Solonio de Mello, sebre delegaboa littera-
rios.
O Sr. Joa Mara vem tambem occu>ar-
se do requerimento apresentado e sustentada cora
inuita vanagem pelo illustre representante do 13"
districto, o Sr. Solonio de Mello, por isto que en-
tende que o requerimento tem toda procedencia.
Sent nao ter estado nresente im dia em que o
illustre deputado pelo 13* districto justiticon a seu
requerimento, porcm pela leitura que fez do re
sumo do discurso do Sr. Solonio e pela respoBta
que ao digno autor do reque-ment deu o Sr.
Gapar de Druxmond, comprehendeu logo que o
requerimento tinha sido justificado com argumen-
tos irreapondiveia, nao tendo sido refutados por
aquelle nobre deputado, apezar de seu bello ta-
lento .
O Sr. Solomo aecuaou os delegados litterarios
do 13* districto por systemRtieamcnte se recu-
saren) a dar attestados aos professores, fazendo,
entretanto, as respectivas peticoes considerables
alheias sua competencia, formulando juzos so-
bre as habilitacoes dos professores e at envol-
vendo se com o estado financeiro da provincia.
Os delegados litterarios nao teem competeucia
para nos attcsladss tractar de outra cousa que nao
seja referente frequencia das aulas, ao cumpri-
mento dos deverea dea profeaaorca durante o mez ;
elles nao podem julgar das habilitaces dos pro-
fessores, porque isto compete ao inspector geral
la Iuatrucifo Publica, e anda menos das finan-
cas da provincia, porque isto nada tem e_ra as
aulas e aera daa suas attrbuicoes.
Ainda mais admravel ver se julgar das habi-
litaces dos professores, delegados quasi anal-
phabetos, e que devetam andar de quatro ps, se
as cmaras inuiiicipaes dos lugares em que resi-
den! soubessem bem cumprir es seus deveres.
Como pro va do que aecusava, o seguinte at-
testado do delegado Iliterario d Granito :
Deixo de attesUr o que alega o suplicante
porque nao tendo aaabilitaaaea que oregulamen-
to exige para o magisterio, nao pode Cnmprir com
os seos deveres, sendo em pura perda doa rendi-
mentos da Provincia, e da inst-ueco damocidade
a Vila de Granito, 31 de Marco de 1886 O
delegado literio, Simdo Geraldo de Carvalho.
E' um delegado que escreve allega com um l s
habilitaces sem h e com doua ss, que noconhece
aa regraa da grammatica, que quer julgar daa ha-
bilitaces dos professores !
O Sr. Ragueira Co-ta O Conselheiro Araripe
tambem escreve da mesma forma.
0 orador replica que tal nao acontece ; o Conse-
lheiro Araripe segu a orthographia phonetiea,
comoo Dr. Borgea daFonseca, desaudoaa memoria;
o delegado litterario, porm, nao, tanto que escre-
veuat eatocom doa t, acertando por deacuido.
O atteatado que acabou de ler s attesta a in-
competencia do tal Simo de Carvalho para dirigir
piofessores.
O seu procedimento nao serio e sim o resulta-
do de um motivo menos justo e razoavel.
N o precisa va ler este atteatado para mostrar
a razo do requerimento, porque eucontraado-s>'
com o S-. Dr. Joo Barbalho aa ra do Baro da
Victoria passoulhe ma linha e *. S. cahio.
Conversando com o Sr. Dr. Joo Barbalho sobre
diversos assumntos, inesperadomente perguntuu-
lhe qsal a sua opinio aobre oa delegados littera-
rios do 13 districto, porque quera em negocioa
de instru'cio publica andar com toda a Justina, e
o Ilustre Sr. Dr. Joo Barbalho disse que, o que
os delegados litterarios do 13 districto eato ta
zendo com oa professores era ama. judiara, que o
Sr. S ,1 jim tinha toda a razo.
Se o Sr. Dr. Joo Barbalho, o proprio inspe-
ctor da Instrucco Publica, quem faz este conceito
doa delega loa litterarios do 13" districto, nada
maia accrescenta o orador, que senta-sc confiando
que o requerimento ser approvado.
O Sr. Jatencio MarisSr. presiden,
facto averiguado que o hornera quando chama-
do para julgar oa outros o faz segundo os sent-
m Mitos bona ou moj de qu animado.
Assim ae aquel'es que tem de julgar dos outros
dotado de um espirito recto, de um coraco abor-
to todoa oa ae.-itimentos geaerosos, julga 8empre
que aquelle a quem vai jslgar dotado de todos
os sentimentos que elle poaaue; assim tambem ae
em vez di-sses aentimentos elle dotado de um es-
pirito trefego, de sentimentos meaos genrrosos
acredita que aquelle que tem de julgar posauo o
mesmo espirito e os mesmo3 sentimentos que elle
tem.
Isto um facto incnntestavel e incontestado.
Ora, o nobre deputado pelo 9 districto o meu
distincto amigo o Sr. Regueira Costa um espirito
ri-eto, um coraco aberto todoa os sentimentos
gneros s, suppoe que nao haver um delegado
litterario que seja capaz de sacrificar o exercicio
do cargo que lhe confiado, para desabafo de
paixo's polticas ou particulares.
O Sr. R gueira Costa d um aparte.
O Sr. Jutencio Marz -S. Exc. um delegado
litterario modelo como foi um promotor modelo na-
nuella comarca e como tambem um deputado mo -
d. 1 j nesta asaembla,e por isso defendendo os seus
collegas delegados litterarios do 13" districto, jui-
ga que aquelles cidados sao dotados doa meamos
aentimentos de ju8tca que animaut ao nobre de-
putado; mas um engao manifest.
(Apartes.)
O nobre deputado pelo 2- districto mostrou at
a evidencia que o nobre depilado pelo 13- dis-
tricto quando juatificou o seu requerimento teve
toda a razo.
(Troomm-se apartes.)
Mas, Sr. presidente, nao s no 13- districto
que os delegados litterarios deixam se levar pelas
paixoes polticas a nao cumprem os seus deveres ;
tambera no 10' districto temos delegados littera-
rios assim.
No 10- districto ha urna professora que cumpre
perfeitara'nte 03 eeus deveres, que habilitadissi-
ra 1 para exereer o magisterio e que eutretanto'
tera soffrido pe'seguicoes.
O Sr. Rodrigues Porto d um {aparte.
O 3r. Juvenci Marz Nao sai se V. Exc.
delegado litterario, mas o que verdade que
aquella jenhora tem aofiVido urna verdadeira per-
aeguico, chegandose ao ponto de amcacarem se
os pas dos alumnos com a applicaco de multa
para que elles retirassem oa seus filhos daquella es-
cola ufim della aer supprima .'
O Sr. R)drigtte3 PortoV. Exc. to injusto
que sendo eu deputado pelo 10- districto e dele
gado litterario dalli ainda nao propuz urna s sup-
presao do escola.
("Ha outros apartes.)
O Sr. Juvcncio MarzA consequencia da sup-
piesso da cadeira neste caso seria mais do que
urna vindicta, e por essa razio nao admira que no
13- districto, lugar to remoto, se apaixonem 03
delegados litterarios e tenhara coragera de perse-
guir professores somente pela circumatancia de
nao serem do seu credo poltico.
Nestaa condicoes eu eapero que o nobre deputa-
do pelo 9- districto, que o leader da bancada op-
poata, cooeorrer para que o requerimento do no
bre deputado aeja approvado, porque assim pro-
varemos evidencia que as aecusucoes sao verda-
deiras, visto como os documentos ou iaformacoes
ho de chegar a cata casa, e com elles far-se-ha a
luz.
O Sr. RadrigiicN PortoSr. presidente,
estranho completamente aos hbitos da tribuna,
venho antes de tudo pedir a benevolencia d V.
Exc. o dos meus uobres collegas para as ligeiras
consideracoes que tonho de fazer em opposigo s
aecusacoes que injustamente o nobre deputado que
me prece-ieu na tribuna fez-me como delegado lit-
terario que sou do districto de Caruar.
O Sr. Juvencio Mariz d um aparte.
O Si. Rodrigues P< rt->Estou habilitado a fa-
zer a defeza dos meus dignos substitutos, com os-
peeialidadc o meu distincto amigo, Dr. Estevo
de Lacerda, que tem exercido o cargo com toda
inte^ridade.
Sr. pre-dente, no exercicio do cargo de delega-
do litterario do districto de Caruar, sempre pro-
curei cumprir com os meus deveres, ao passo que
na siiuaco liberal o meu antecessor, o Sr. Antonio
Iuaocencio, exercia es3e cargo somente para fazer
poltica, e commettia injustiyas contra alguns pro-
fessores, como fez com o Ilustrado rrofessor Ma-
noel Bezer.'a de Vaaconcellos Cavalcante, negan
do-lhe at attestados, nao obstante sempre ter fre-
Suentado a tula regida por dito profossor, nuiniro
e alumnos exigido pir le!
Sr. presidente, a professora da Malhada da Pe-
dra, de que falla o nobre deputado, nao tora cum-
prido ora os seus deveres. Eu nao traria sao
para a tela da discussao, estova mesmo disposto a
nao tocar nesae assumpto, porque o meu fim nao
aecusar pessoa alguma, so porventura a nobre
deputado n> entenderse, qsaado juatificou o seu
requarimento, de accuaar todos os delegados ltte-
rai ios.
O Sr. Jos Maria E o que tem V. Exc. com
lato ?
O Sr. RodrL-uea Porto Teaho muito. Vcuho
justificar-me, porque durante o tempo que tenho
exercido es je lugar no meu districto, Caruar, te-
nho asaiduamente viaitado as eacolaa e observado
a lei, tenho raesrao observado que quasi todos os
respectivos professores procurara bem cumprir os
seus deveres, excepto a professora de Malhada de
Pedra. Essa prufesaara, Sr. presidente, antes
d'eu entrar no exercicio do cargo de delegado lit-
terario do districto de Caruar, confiada na pro-
tec^o desbragada do meu antecessor, o Sr. Anto-
nio Innoccncio, abandonava a respectiva cadeira,
e viva constantemente na cidade de Caiuar, em
Jivenimentos, melhorando um pouco depois que
entrei em exercicio, e a prova do que venho de
dizer, que, excrcendo ella o cargo de professora
naquelle povoado, ha quasi tres annos, todos os
seus alumnos esto ainda no A B C.
O Sr. Jos Maria V. Exc. nao foi aecusado.
O Sr. Rodrigues PortoDesdo porm que o no-
bre deputado na justificaco de seu requerimento
envol reu todos os delegados litterarios, e tendo
eu exercido e8ao cargo, julguei-me na obrigaco
de vir tribuna dizer algumas palavras
Mas, Sr. presidente, e profesaora de Malhada da
Pedra, como j dase, nao tem cumprido oom oa
aeua deveres ; ella nao tem numero de frequencia
regular, por nao exereer com aptido o eu cargo.
Um Sr. Deputado Nunca se lhe negou attea-
tado?
O Sr. Rodrigues PortoNao senhor.
No da Io de dezembro, Sr. presidente, chegan-
do deata capital a profeasora publica do povoado
da Malhada de Pedra, cidade de Caruar, e nao
estando all no exercicio de seu magisterio, offi-
ciou-me declarando que se achava effectivamente
no exercicio da cadeira da Malhada de Pedra.
O Sr. Jos MariaE estava.
O Sr. Rodrigues PortoPerde-me o nobre de-
putado ; ella nao poda dizer que estava em exer-
cicio, estando fora do povoado onde regia a ca
deira. Nao poda dizer aao, porque a cadeira que
ella rege 110 povoado de Malhada de Pedra, que
dieta da cidade tres leguas, e assim respondeudo
o officio, em que ella fazia sentir que estav no
exercicio de seu cargo, immediatameute diese que
nao a poda considerar em exercicio, achando-se
ella fora da cadeira.
O Sr. Jos ManaEra tempo do ferias.
O Sr. Rodrigues PortoNao era tal. Ella tan-
to reconheceu, Sr. presidente, que erara justas as
minhaa conaideracoes que immediatameate seguio
para aua cadeira, e euto de l me ofEciou que se
achava em exercicio. Aaaim eu a conaderei de
facto em exeroicio.
J v, Sr. presidente, V. Exc, e esta caaa que
as aecusacoes dos nobrea deputados aos delega-
dos litterarios foram por deraais injustas.
Sinto, Sr. presidente, que o nobre deputado ti-
veaae assim procedido, levado aimpleamente pelo
sentimento partidario, pela paixo poltica, por-
que, quando vim para esta casa, foi com o intuito
de .cumprir e.m o meu dever, pugnar pelos inte-
ressea do meu districto e da provincia, e fazer
justica aos meua proprios adversarios. Siuto que
S. Exe. me tivesse arrastado a tomar parte na
discuaso desse requerimento, porque eu nao que-
ra de nodo algum fazer aecusacoes a esses pro
feaaorea, ou a qu in quer que seja ; S. Exc. sabe
que no diatricto de Cantar trea profeaaorca que
ao eleitores sao de poltica adiversa minba, ja-
to ao liberaos. O nobre deputado aima deve
saber que quaudo em exercicio fui proceder aoa
exames, fui por cll^s recebido com eapecial agra-
do, que muito me penhorou.
Um Sr. DeputadoE' porque V. Exc. mereca.
O Sr. Rodriguea Porto Sao sen'.^r ; era por
bondade daquelles funecionaros. Nem a noore
deputado capaz de mostrar um s documento
firmado pelo puaho daquelles seus correligiona-
rios, aecusando-me de poltico intransigente.
Tenho sido sempre tractado com toda a justica
por aquelles professores, e pens que de mim nao
tem elles a mnima razo de queixa, porque na
minha vida publica e mesmo particular nao coa-
tumo exereer preaso sob e quem quer que aej;i,
por odio poltico, ou qualquer seutiraento menos
justificavel. Appello para todos que me conhe-
ch 'in de perto na localidade em que moro. Affir-
mo a V. Exc, Sr. presidente, que neste momento
estou itvaucando urna exaetido, e se estou fal-
tando verdade, appello mesmo para o nobre de-
putado.
Um -r. DeputadoO nobre deputado refere-se
ajs outros delgalos iliterarios.
O Sr. Rodrigues PortoS. Exc. aecusa os de -
legados litterarios ; mas nao exhibi urna a pro-
va que podesae fortalecer a sua aecusaco. Logo
. Exc. foi por deraais injosto.
Aasim, -r. pre.-i Jen te, aa aecusacoes que o no
bre_ deputado acaba de fazer aos delegados litte-
rarios nao tem a mnima procedencia. S. Exe.
devera ser mais justo, mais imparcial, meuos
apaixonado, nao a pira comraigo, mas tambem
para cora oa meus amigos, viato como elles tem
cumprido com os 8eua devere8.
O Sr. Juvencio Mariz d um aparte.
O Sr. Rodrigues PortoO noore deputado podo
mesmo dirigir-ae ao r. napector geral da Ins-
trucco Publica, a quem timbo communicado o
meu modo de proceder, e euto forme o aeu juizo,
nao maia do que vir tribuna fazer aecusacoes
a quem uo as merece.
O Sr. Juvencio MarizQuanto a V. Exc, estou
tranquillo ; mas quanto aos seus amigos, nao.
O Sr. Rodrigues PsrtoAnda assim S. Exc
injusto ; provoco mesmo a S. Exc, para que mos-
tr um s documento de aecusaco contra mim e
meus amigos.
O Sr. Ju vneto Maris d um aparte.
O Sr. Rodriguea PortoO nobre deputado nao
'vi
se lembra do tempo em que foi delegado litterario
o Sr. capitSo Antonio Innocencio, que esperava os
professores pblicos na porta da igrej.i para vota-
rem com elle, e quando algum se recusava aega-
va lhe oa atteetadoa ? Que diga o profeasor Ma-
noel Becerra de Vaaconcellos Cavalcante.
0 Sr. Juvencio Mariz d um aparte.
O Sr. Rodriguea PortoV. Exc. nao poie eatar
esquecido deaaea factos to recentes em pocas
eleitoraes naquella localidade.
Sinto; Sr. presidente, que nao viesse preparado
com documentos, que tenho em meu poder, para
mostiar que S. Exc. nao tem razo as auna ae-
cusacoes.
O Sr. presidente-A hora est finda.
_0 Sr. Rodrigues PortoFeitas estas considera-
cues, Sr. presidente, e tundo V. Exc. me declarado
que a hora est finda, sento-me, convicto de que
destru as accusaces injustas feitas pelo nobre
deputado contra oa delegados litterarios de C-
mara.
Tanho concluido.
(Muito bem.)
A discussu iea aliada pela hora.
Passa-se
l." PABTK DA ORDEM DO DIA
Entra em segunda discuaso o projecto n. 70
deste anno.
O Sr. Ferreira Jacobina- No devel-
veu o aeu diaenrw.)
Ninguem maia pediudo a palavja, encerrada
a discussao ; e, posto a votos o projecto, appro-
vado, acudo dispensado do interaticio a requeri-
mento do Sr. Barros Barreto Jnior.
Contina a segunda diacua8ao do projecto n. 43
deste anno (orcamento provincial ? -
O Sr. Prxedes PitanzaSr. presiden-
te, depois da brilhatite irapugnaco. fcita aoart.
Io do projecto de orcamento. pelo meu Ilustrado
amigo, o Sr. Dr. Costa Ribeiro, eu me devia julgar
dispensado de vir tribuna.
C)m vfFeito, Sr. presidente, eu me julgaria dis-
pensado de oceupaj a attencio desta Assemblea,
se nao tivesse tomado onueargode fazer impugna-
cao todas as diaposicoes coutidas noste orcamen-
to, de fazer, pr assim dizer, a autopsia em todas
as partes desse corpo.
S. Exc, o Sr. Dr. Costa Ribeiro, provou exube-
rantemente, a luz da evidencia, que o art. 1
do projecto do orcamento provincia!, nao s tnba
sido mal collocado, como nao satisfazla as necca-
sidades da provincia, e nesse caso uo poda icr a
expresso fiel do pensrnoslo deata Assemblea. S.
Exc. procurou demonatrar que a irregularidadc das
tazas estabeljcidas no projecto do orcamento, nao
tinham razo de ser c nem se justificavam pelas
neceasidudes apresentadas pela commisso. S.
Exc. procurou demonstrar que taxas haviain que
nao se podiam justificar em seus acciescimos e
nem era btia collocac", outras que uo tinham ra-
zo para seren dispensadas.
Por consideraco especial, um dos nobre.' depu-
tados, membro da commuso, em quem folgo fe
reconhecer as necessarias habilitaces, veio tri-
buna e disse qae a commisso havia cora certa
motivo adoptado a conveniencia dessa collocaco ;
einbora pareeesse aos impugnadores do projecto,
que isso nao se fundava em direito, porquanto a
commisso havia assim procedido, guardando a
uniforinidade de alguns outros trabalhos crcamen-
tarios j approvados nesta caaa.
O Sr. Co&lho de Moraes Effectivamente.
O Sr. Prxedes PitangaDisse S. Exc que a
commisso tinha deixado de reproduzir algumas
verb's do ornamento anterior, porque se bavia
verificado que ellaa naia tinham produzdo, assim
como tambem havia aupprimido diversas taxas ou
fontes de reccita, porque a commisso havia che-
gado ao conheeimento de que ellas traziam em re-
sultado grandes male3 para a provincia.
Comquanto, Sr. presidente, essa confisso nao
diatruiaae completamente aa objeccea apreaenta-
daa pelo meu Ilustre amigo o Sr. Dr. Coata Ri-
beiro, todava ella veio trazer alguma luz casa.
Mas, Sr.|presidente, como as duvidaa que pairavam
em meu eapinto nao poderam de todo aer disipa-
das ; nao calando em raen espirito os motivos que
detenn i narain a commisso de orcamento a assim pro-
ceder, c?rre-me a rigorosa obrigaco de vir tribuna
impugnar verba por verba do art. 1 desse projec-
to. Comquanto nao tenha a pretenco de elucidar
a materia, porque para isso fallecem-me os recur-
sos necessanos...
O Sr. Gomes PrenteNao apoiado, o nobre
deputado muito competente.
O Sr. Prxedes Pitonga-^... Comquanto, Sr.
presidente, nao tenha a pretenco de convencer a
esta illustre Assemblea, ao menos venho lavrar a
meu protesto por parte da oppoaico em nao con-
cordar com o modo porque foi organiaado o projec-
to de orcamento provincial, sujeito neste momento
a debate.
Comecarei, Sr. preaidente, por nao me confor-
mar com a razo dada pelo nobre deputado, signa-
tario do projecto, de faltos ident.cos bavidoa, no
modo por que fra collocado o projecto do orca-
mento, precedendo a reccita despea i. Se ver-
dade que a nobre commisso encontra similares
em outros projectos, apresentados pelas Asscm-
blas anteriores, d'aqui nao se conelue que ella
procedesso muito bem, aceitando aa normas que
foram em outraa epochaa aceitaa, porquanto evi-
dente e coucludente que o Acto Adddiconal diz no
10 a. 5 que as coramissoes de orcamentos, tra-
tando daa recetas e despesas municipaes e pro-
vinciaes, e dos impostos que sao necessanos, pro-
cedero da modo a nao causar prejuizo s dispo-
aices geraea do Estado ou da provincia e do inn-
nicipio.
Ora, j v portanto V. Exc, Sr. preaidente, que
o Acto Addicionat nao uaou de certas expreasoes
para que ellas deixassem de ter um certo valor.
Nessas circumstancias nao se pie antepor indif-
ferentemente urna phrase a outra como talvez pa-
recen ao nobre deputado. Assim, quando a lei
ilc'erminou que as commissoes de orcamento pro-
curassem, sob proposta po Thesouro, orear as suas
despesas, e h.ncar mo dos recursos necessarios
para occorrer s mesmas, teve um fun lamento
muito jurdico, e que depoia de cooheeer as des-
pesas indispensaveis a fazer-se com o servico da
provincia, a commisso procurasse laucar mo dos
m.ues uecfssarios para attender as necessdades.
J v portanto o nobre deputa lo que o Ac 1
Addicionai tem toda razo quando assim deter-
mina, e tanto isso verdade e rasoavel que nos
parlamentos superiores apresenta se sempre para
discutir-se o projecto relativo s necessi lni,-j do
Estado, para depois discutir-se o raudo de auppnr
essas meamas nocessidades, isto tratase primei-
ro da deappsa para desos tratar-se da reccita.
O Sr. Co.ho de MoraesIsso ume questo de
forma.
O Sr. Praxe les Pitanga J v portanto, V.
Exc, Sr. presidente, que isso que a esinmisso jul-
gou inditerente, tem sua razo de ser e regulado
pelo Acto Addicional, porque, se ela procurasse
somente os recursos necesaarioa para a aatafaca
de suas necesidades, nao teria de ver que a som-
in-i p-dida era superior a de que precisava. J
seria urna grande acqusicao que a commisso po-
desae ter conseguido oa meios de satisfacer as ne-
cesaidaae da provincia de maneira a nao obligar
que o orcamento viodouro viesse pedir a provin-
cia um novo empreatimo. Seria de grande vanta-
gem que a commisso realisasse esae pensamento,
que muito honrara o seu trabalho e que deixaria
a provincia no desc inao de ser penaionada com s
amisso de novas apolices ou accrescimo da divida
j consolidada ; mas a c -mmsao exc .deu-se. Se
isto assim fzesse, resultara que, ou a commissa
nao alterara a norma do servico organiaado na
provincia, porque pedindo s aquillo de que care-
ca para auaa des ezas, nao ria procurar naa di-
versas repirticoea urna fonte da re"uros, ou quan-
d> sao fizesse por entender que era necessario al-
terar o servico. suppriraindo seccoes de differentea
rep 1, t;co 's ou parte d'ellas e alterando completa-
mente aaaim o aervico, nao ria pedir ao contri-
buate urna maior quantia do que alia careca.
Logo, ja est a justificativa da collocaco em pri-
meiro lugar no projecto de orcamento, do art. 2o
isto i'aquelle que trata da deapeza em anbsti-
tuico do que ae acha actualmente collocaco, o
art Io. porque eate trata da receita. Portan 'o, a
commisso n'esta sua justificaco nao me satisfes
como eu esperava, e conta va que S. Exc. Ilustra-
do como folgo de reconhecer, tivesse encontrad.! uaa
motivo que deraovesse a commisso de mastr %
medida da collocaco no projecto de orcamento ac-
to ti, justificando com r izoes taes que podesse ma
deinover de maneira prestar-lhe o meu vota;
mas a justificativa dada por S. Exc, em vea da
clarear o aeu espirito, de tirar as dnvidas que sa-
br elle pairavam, ao contrario veio tornar mais
dilficl o modo de elucidar essa questo de maneira
me obrigar a insistir ainda acerca da collocacaa
do art. Io, sendo substituido pelo art 2*.
O Sr Gomes ParanteV. Exc. quera a iaver-
so?
O Sr. Prxedes Pitanga Nj sou en, quea
quer o Acto Addicienal.
Diti-s estas ligeiras e iracas consideraces, a
entrarei na materia do art. 8*.
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Entrando na apreciacia do art. 1, isto das
fontea de receitas escolhidas para a satisfaco da
despeza qae se turo 4 fuaer, eu comacare aiada,
como fez o mea Ilustre amigo o Sr. Di. Cotta R-
beiro, par encontrar uinu ct rta diffieuldad na d-
versidado do imposto colloeado obre o couro.
_0 cjuro na mesma condicao supporta rapestos
diversos, ora porque exportado par o estran-
peiro e ora porque exportado para o brasileiru.
Parece que esta razio nio deve ser satisfactoria
aquelles que corainerciam cono este genero, por
quanto dase a dversidade do importo. D'ahi
resulta que a provinciapd" ser nteiranieate il-
ludida na arrecadacio do imposto sobre cootos,
pirque se elle arrecida 20 "(, qua ido coaro nio
exportado para a Europa o 7 "[. quando elles nao
sao verdes mas apenas salgados e G (0 quando
rai para as provincias liinitropbes a provincia, di-
go eu : poda ser Iludida, porque pagan Jo ua pro
vincia liraitropha a exportadlo dos couros um im-
posto metade aunar do que paga n'esta provincia,
ello pode ser exportado para a Europa todo, por
intermedio di provincia vianha, a quem apeuas
se pede urna tereoira parta do imposto, de norte
que, sendo exp ntado para provincia extranha d'on-
de sahe cam atetada do imposto, aiada o exporta-
dor ganhar 25 (. fazendo por intermedio d'aquol-
la provincia a venda doa couros que comprar n'ea
ta. Acbo, portanto, que a commissio nio estu-
dou bem este ponto,
V disposicia e irrogularidade d'sse imposto
traz a aeguinte desvantagera : que sendo o impos-
to de couro, quando exportado pa'a a provincia
yisinha no valor da tereeira ou quarta parte do
imposto que paga quando espartado para a Eu
rop i, porque paga 7 j. e par:i a Europa paga 20
*(, d'isto resulta que as provincias limitrophes
pagando o couro metade do impasto que paga n'es
ta provincia, quando exportado para a Europa, os
commerciantes d'esta especie procuraro fazer
acquisicio nesta provincia levando p:ira a provm
cia visiuha pagando a tereeira parte, e de la ex-
portaro pagando mtadu do que paga ni pro
vincia, donde lbe resultar um lucro certo, e se
anda os transportados pagarem l mais de meta-
de do que paga neata provincia, reunido a terca
parte ao que pagaren) no Cear e em outras
provincias iratr.>pline, anda ageim nao chega ao
imposto que pelo projecto do orcamento se lauca
sobre o couro o que p.igam nessa provincia.
(Apartes).
O legislad >r tem obrigacJo de acautelar a ar-
recadicao de seus imp estos de in.aneira que nao
possa ser Iludido, por aqu--lk-s individuos que no
gociara com os gneros, cajo imposto a provincia
quer perceber.
O Sr. Coeliio do Nuraes d um aparte.
O Sr. Prxedes Pitanga Foi ahir qualqucr
genero para a Parahyba ou para outra provincia
sabir esse genero pura fra ? se fr por trra ?
sahir para fra exportar paia o estiangeiro.
(Trocam-se aparta*).
E' neeessaro acautelar a eiportacio, porque
ella paga na propicio da sabida, do sorte que a
merendona ou oobjecta que d'aqui sahir nao ve-
nha em urna outra provincia do Brasil pagar o
mesma imposto que aqu. (Apartes).
E' da irregularidad-- dt imposicio que tem nis-
cido as diversas accasaces acerca do imposto do
consumo, porque dina) os c immareiantos que nao
se importara de pagar esse imposto desde que a
"lida for geral. (Apartes/
Ora, j iO V. Exc. que d'ttaa irr*gu!ardade
nascem as desvantagens que o cocimoroio encontru
as suas rraawrrnni cem as provincias circuin
visinhas. (Troean-M inuitos apartes)
Portanto, essa irregularidnde, que fora muito
bem notada pelo mea amigo o Sr. deputa lo Costa
Ribeiro, um dos fundamentos porque aecusado
o imposto de consuma. Desde que o genero cm
cada uma provincia pague um valor diverso para
a sua exportaban tiara males; poique o genero
qne d'aqui se transporta pagando 20 %, deixa de
ser exportado aqu, para s na provincia da Para-
hyba onde paga 1U'/, (apartes); e por sso de-
vemos legislas de maneira que uma sahida do
material para o mesmo importo ou saja traspor-
tado d'aq ,i para a Parahzba cu para a Europa.
(Apartas).
Acho que cst. rregularidade nio se firma em
razio alguma : admiro que a nobro commissio na
sua detasa ni) raostraase o motivo porque isso
h..v!a teito.
O Sr. Cotiho de .Mora sA razao que dei, foi
que o imposto nao era propriamente ae exporta
cao; era apenas uma medida prohibitiva.
O Sr. Prxedes PitanzaPerdi ; cu firmo-me
as razoes que V. Exc. apresentou quando fallou
para demonstrar que V. Exc. nao teve razoes
quando nesta parte quiz justificar o projecto da
commissio de que V. Exc. faz parte.
O Sr. Gomes Prente V. Exc. mande uma
emen ia no fim do seu discurso.
O Sr. Prxedes Pitanga-Nao, senhor, eu por
ora s f.ico algumas consideraces e se a cobre
commissio entender que ellas tem alguma cousa de
ras oavcl en entilo apresentarei algumas emendas.
(Trocam se apartes).
Turabetn irei ao imposto de 100 res sobro sacco
de assusar cm fazenda de procedencia diversa, ou
em barricas >e madeiras cstrangeiras.
O nobre deputado, na defeza da aecusacio
que soffrr,i acerca d'aquelle imposto, dissera que
as fabricas nao se estabeleciam nesta provincia
porque havia por parte da fabrica d-i Magdalena
privilegio d) ser a fazenda, quando emsaccado
asaucar, dispensada do pagamento desses 100 reis
por cada sacco; o que nio aconteca quando o
assucar era entaccado em saceos que viessem de
outras fabricas, e quo isso seria raaoavel ee por-
ventura na > houvrsse convenieneian a fundacao
de outras do ine;mo generoe que portante ella
abrisse mo do favnr que lhe tazia a provincia se
queria del le gozar. Creis que foram essoe os ter-
mo?.
Eisa razio dada pela nobre commissio, nao
tem nem o viso de fundamento, porque ae hou-
vesC possibilidade de que industria igual ae po-
dease estabelecer na provincia, pela conveniencia
de ana fuudacilo. pela renda qae podena produzir
em com;iet"iicia com aquella, laso teria apparecido
em um periodo de 10 ou 12 aonos em qae existe a
fabrici sem gosar dcise privilegio.
A Assembl, reconhecendo que ia a desappa-
recer aompletamente a primeira industiia fabril
que entre nos se havia explorado, se porventura
ella nao viesse co n suas anuos protectoras ampa-
ral-a na queda eminente, resolveu estabelecer um
pequeo favor pura os exportadores de assucar
que qnizessem se servir da fazenda fabricada por
aquella empresa, podendo s assiin desae modo o
nosso producto competir cora o producto similar
estrangeiro, importado nesta provincia. Urna vez
desapparecido esao privilegio, bem v a nobre com-
missao o que d'nhi resulta, accarretando mesmo
a decadencia da industria fabril, industria qu?
convera ser animada, como acontece nos paizes
cultos, com toda a industria nascente.
Nessas circumstanciaa, a illustre commissio de
orcamento, que nio pode, de certo, offerecer re-
cursos para fundacio de fabricas iguaes, nem
ao menos ciuer conceder um pequeo favor fabri-
ca que nos j i temos aqu estabelecida, e que goza
de um privilegio concedido por le nfpseial
A nobre commissio dir : essa experiencia
ser feira p->r um aun, cmquanto nao se reconhe-
cer o mal que ella porventura causar.
Para o anno seguinte enti > a commissio, tendo
noticia de que a fabrica ni) pode continuar a
vender o seu tesido, porque a competencia do si-
rodar de outras provincias foi em tal abundancia
qu-, por sua cuperioridade, fez quaai deaappar.--
cer o noas.) producto, recoubecer que a lembr iiifa
daquella idea f i um maJ para a fabrie e ento
tomar-se-ha a medida que for m-ii inuveniente.
Ainda mesm i asaim, Sr. p:.:idente, nio poseo
COmpreheader o pensamento da commissio, pos
que a fabrica obteve o aeu privilegio por um pe-
rio lo d tempj certo c determinado.
Depiis, senhorea, mesmo em oatras provincias
deste imperio, tem-se mantido esse imposto, c mo
medida animadora e protectora da industria na-
cional.
E' a9sim que no Para o sabio, que importado
de qualquar provincia, paga 800 ria por 15
kilos.
' aasim anda que no Para o assucar refinado
pi-'iuraa taxa tal, de moilo que prohibe a sna
concurrencia, e asaim observa-so esse mesmo ficto
em reluci a diversas outras industrias, quer na i
provincias d ate imperio, quer mesmo no estran
geiro.
Mas a nobre commissJo, 8r. presidente, long i
de proceder do maamo modo, pretende deecarre-
gar um golp do raorto sobra a nica fabrica do
tecidos que temos entre nos, tolhendo atsim di-
reito daquelles qne estio nessa fabrica com o fin
de aprender uma deatas i idostrias do paiz e das
qae empregaram seus capitaea.
Fique a nobre comnwsaao convencida deque, a
dpeusa do imposto para aquelles que ae dadicaat
ao servico daquella fabrica, nao aenio usa* me-
dida protectora.
O alritre, porm, tonudo pela Ilustre commif

sao, long* de ser nm elemento le vida, pelo
contrario, nm elemento de morte.
Sr. presidente, em virtude de uma le especial,
toi concedido a eesa fabrica um privilegio para ana
fundacao; estabeleceu-se como que uma especio do
eto entre a provincia e a fabrica de tecidos," collega e companheiro de diatricto diase que em
obrigaudo-se essa a admittir um certo numero de
alumnos.
Ora, sendo e.^im, esse privilegio nio p'od) des-
appnreeer por meio de ama lei anana.
Diz a nonra commissio, que a medida qus lem-
bra ser apenas como uma experiencia ; mas essa
experiencia pode multo bem reproduzir-se no anno
vindouro, e entio ficarde todo aniquilada aquella
f ibriea.
Depois, Sr. presidente, ainda mesmo sem o al-
vitre da commissio, eme eu rapis malfico, o al-
godio americano e outroa productos do eatrangei-
ro 8o vendidos neata trra por bota preco.
O imposto de 100 reis q*s tem sido conservado
em favor d'aquelles qna exportara aasucar em
fazeada do fabrico da Magdalena, nio deve des-
apparecer, porque se verdade que o obsequio
feito a fabrica, embora para oa seus cofres nio
vcltcm os valores produzidos pela nio arreca-
(,'io desse imposto e sim para aquelles que vendem
o asaucar e que contara com essas vantagens em
em relaeio ajs outroavendem por mui inferior
aos que nio ensacam em fazenda desse fabrico,
todava um meio de animar aquella estabelcei-
inento.
O Sr. Goelbo de MoraoaPavsr a fabrica.
O Sr. Prxedes PitangaV. Exc. agora sogei
tou-mo a entrar em uma questilo para a qual eu
ai i sou o raais competente, mas como ms acho em
meio da agricultores, a palestra mercantil, pode
trazer alguma vantagera. Iucontestavelmeate ae
alguma cousa pode trazer para a agricultara o im-
posto de 100 re vantagem ; porqusnto aquellas
que contara que pagaran) menos 100 ris no em-
barque de assucar que comprar e enaaccar em fa-
zenda do fabrico da Magdalena poder dar a)
agricultor nio 100 ris por cada um sacco, mis
50 rie. (Apartes)
Niontrarei na apreciaclo da emenda apresen-
tada pela commissio porque ella tendo substituido
pelo imposto antecedentn, o imposto de 5 '/o, veio
portanto deixar ver que nio houvc accrescimo de
imp>8cio. (leudo)
54000 sobre casas quo vendem gneros de
diversas naturezas.
O Sr. Gomes Prente d um aparte.
O Sr. Prxedes PitangaV. Exc. teve por fim
unja medida prohibitiva para bem realisar o moJo
mercantil, porque se erfectuam as ( tranaaccoes
entre nos, obrigaudo que aquelles quo vendem s a
grosso estejam sjeit03 a uma s impesicio ; mas
aquelles que quercm nio s vender a grosso mas
tambera querem vender a retalho, tiran lo asjim o
direto d'aquelles queja sio seus subsidiarios, se
sujeitem tambera ao imposto a que se aujetara os
que vendem a retalho, neste caso eu nio entro na
apreciacao desde que rae parece que a commissio
procurou dividir bem o direto de cada comraer-
ciaute, na collocacio dos dous impostos ; direi to-
dava nacontinuaciod'cssas lgeiras consideraces
que algumas med las apresentadas pela commis-
sio, como foi justificand> o seu nenhum valor que
ellas traham nos ornamentos anteriores, nio foram
com razio assiin (taxados.
E' verdade que ha imposto, cujo valor arrecada-
do, nio importa vantagem para os cofres ; mas
tambera verdade que a taxacao desse. mesmo im-
pifto antes qualificado como medida policial,
do que como medida da venda. Por examplo o
imposto colloeado no art. 79.
Esta medida, se bem que nio fosae de effeito
lucrativo, se bera que nio fosse de um effeito pro-
ductiva, todava era uma medida que parta desta
Assembla e que tnha por fim, senao a cxtincfio
do braco escravo, ao menos a prohibilo da sua
agglomeraQio, partindo ella de frates diff-rentes :
mas emquanto esta lei nio est em exeeucio, pa-
rece que a commissio nio devia ter retirado do seu
orcamento uma medida que de pnneipio gene-
roso a que aerve para alastrar que esta Asscrubli
mantera tambera a respeito desse principio os sen-
timentis de que sao dotados todos aquelles que
e n rrem para a libertario do servico.
(Ha um aparte).
Mas por esae lado mesmo V. Exe. sabe que ha
ainda na sociedad*) individuos qne considerara esta
propriedade tio legitima tomo outra qualquer, que
a quer transportar comsigo quando entender.
(Apartes). A provincia de S. Paulo nio impoe
2004 mas sim 500J, e portanto j vtnn os nobres
deputados que urna medida prohibitiva que, ae
nao d vantagem a provincia, nio deixa todava
de dar uma prova dos semimentos da Asscmbla
no sentido abolicionista.
(Trocam se apartes).
A nova lei cogitou apenas da extinecio dos es-
cravos era tempo proporcional, nio cogitou da
transferencia da sua sede. (Apartes). Assm
como tambera cora re la ci a este outro imposto
que diz respeito nos magarefes : (l)
A nobre commissio, poi, p r orgio do aeu Ilus-
trado representante, o nosso amigo, disse que uma
loi municipal cogitava de que s podiam ser ma-
garefes aquelles que fossem livres. Isto verdade,
porque eu confeccionm essa lei quando era mem-
oro da Cmara Municipal ; mas essa lei diz res-j
peito aquelles que se querem empregar no rnata-
douro, mas nio diz respeito a outras industrias
existentes na prorinca, as quaes o senhor pode
tirar mais luaro empreganoo o braco escravo, nio
se sujetando, entretanto, ao onus do imposto.
O Sr. Coelho de MoraesV. Exc pode mandar
uma emenda.
O sr. Prxedes PitangaPod. ser qua mais
tarde o taca; apenas agora eston fazendo lgeiras
consideraces.
Os Srs. Coelho de Moraes e Gomes Prente dio
apartes.
O Sr. Prxedes PitangaAcompanho ao meu
illustre collega, o Sr. Costa Kibero, as couside-
races que fez acerca da elevacio da imposto so-
bre os vencimeotos dos empregados pblicos. S.
Exc. tez sentir a nobre commissio que soffrendo
oa empregados pblicos todas as imposicoVs que
softrera os individuos que vivem na sociedade e
que sao sujeitos as diversas taxas. porque elles sio
tambera coutribuintes geraes; notou mais qne
grande parta dos seus vencimentjs foram reduci-
dos e que alm deste soffrimento da reduccao dos
seus vencimeotos, tiveram contra si o augmento
da i rapos icio.
Este facto, realaente, so funda em muitas ra-
zoes para que a opposicio procuie nellc encontrar
um meio de atacar a commissio de orcamento.
Pois quando as difficuldades da sociedade cres-
cem, quando a nobre commissio diminuo oa veu-
cimentos dos empregados, quando Ss. Excs. encon-
traran) motivo para desorganisar o servico das di-
versas repartieres veem elevar ao dodro a taxa
que j existia sobre a imposicio feita nos vanc-
inentos dos empregados pblicos, sem ao menos
diseremna fizemos isto, porque sem isto nos nao
podemos ratisfazer as neetssidades da piovincia.
O Sr. Coelho de Moraes d um aparte.
O empreg ido publico um individuo que, como
todo o cidadio, sujeito as demais taxas, paga o
imposto de consumo como paga qualquer indivi-
duo da sociedade na proporcio que consom, e
portanto est sujeito ao imposto de gyro; paga o
imposto de industria e protisio, como paga todo o
cidadio que se ocupa cm alguma arte ou em al-
guno ofteio ; mas paga mais alm disto 10 */ de
diminuici) ios seua vencimentos, ao passo que ve-
treiUndo-se o circulo das funecoes ntfieiaes com a
ruduccio da empregos, difficultando-se a possibi-
.idade do mclhoraineut > na escala ascendente a
proraoces de rraneira que podesse o empregado
contar cora o augmento do lugar, embora tendo
uma diminuicio no aeu ordenado.
A imposicio sobre os venciment03 dos emprega-
dos patucos, foi seaiprc urna inposica* odiosa...
O Sr. Gomes PrenteSem duvida, o tem ca-
rcter provisorio.
O Sr. Prxedes Pitanga... e o paiz s a tem
feito as emerge icias de guerra. Nos inesmos ja
tiveinos um impoato desta espacie, que desappare-
ceu tambero cora a extin-ccSo de uma guerra.
O Sr. Gomes PrenteE esta ha de desappa-
recer com o melhorameuto da nossa situucio fi-
nanceira.
O Si. Prxedes "tangaO governo geral, por
eccasiio da guerra, com as grandes difficuldades
com que lutava, cora afalta de recursos para inan-
ter a sua vida, lauoau este imposto as proporcaa
de 5 >/, sobre o ordenad) dos e .presados; mas
logo que a guerra cessou o imposto foi reduzido,
fu-ando o empregado apenas obrigado a pagar 2 %
que a. taxa quo paga boje.
Ora. nessae circumstanciaa, como explica a co-
bre cjiomissao o augmento para o dobro desae
imposto? A nobre commissio com o seu pnjecto
de orcamento me d direto a qae eu diga, que,
produzndo esse imposto 126:0004000. ainda redu-
zido a metade dara 63:0- >0000. Ainda mamo
que elle produza- 200:0004000, en quero medidas
largas; anda mesmo que a commissio podesse
obter d'ahi 200:000*000, rednsa o imposto a
meted teriamos 100i00tt|009..
Ora, se a nobre commissio em aeu orcamento
diz -.nos timos ainda ds sobra 67:000*000, a
differenca desse imposto para a metade nio ira
absolutamen'e prejudicar as noasas finanzas. E
tanto isso )'erdade qoe o meu nobre e distincto
vista do estalo do orcamento dando ella uma so-
bra extraordinaria, elle quera 100:00 JfOOO* para
a conatruccan de acudes.
Logo o que eu devo concluir que a Ilustre
commissio, abrindo mi desse imposto, isto do
dobro, nio sentir difficuldades, parque anda
apresentar ti seu orcamento de moda a ser muito
elogiado o casamentado pela Provincia porque sem
duvida alguma, conseguindo equilibrar as finan-
cas da provincia, tem He. Excs. praticado um aeto
de bravura, porque nio s cacar ancas qne denota
bravura da parte do hornera ; nio, aquella que
com a peunn, com a intelligencia, intelligencia
que ou reeonheco era qnalquer das raembros da
commissio, traca um plano em quo consegue ra-
gulansar as linancas da provincia, fazenda-o con
a felicidade cora que a nobre commissio o fez, eem
que tivesse nuceasidade de lancar mi de recursos
vexatorios ; aquello que por ventura conseguase
iaso, teria sera duvida conquistada o direito de ter
lo i vado, ni> digo, j desta cusa s rnente, mis da
toda a sociedade, que espera anciosa pelo trabalho
da commissio.
Acho, portanto. que a illastre commissio deve-
ria ficar plenamente satlsfeita, conseguido apre-
acntar a cata casa um orcamento equilibrado, de
moda que os iieua recursos chegassem para fazer
face as iespezas, alim de quo nao tivessemos no
anno futuro de pedir um eraprestimo de mais de
1,000:000*001) para liqnidacio da divida pas
suda.
O Sr. Coelho de MoraesV. Exc. d licenca
para um aparte ?
O Sr. Prxedes PitangaPois nao.
O Sr. Coelho de Moraesas condicoes em que
se ach a provincia para conseguir-se o equilibrio,
necessano ter-sa ura saldo.
O Sr. Viscoode do TabatingaImaginario, por-
que real nte possi ve!.
O Sr. Prxedes PitangaSa a nebre commissio
conseguase aprosentar um orcamento equilibrado,
teria teito jus a homeaagem de nos todos e assim
nia teria necessidade, no anno seguinte, de vir a
esta Asscrablca pedir para se contrahir um novo
cmprxstimo.
Mas, nao cemprehendo, Sr. presidente, coso
que a nobre commissio que dispoe de um sa'de no
seu pr'jecto quer sobrecarregar demasiadamente
o minguado ordenado do pobre empregado pu-
blico. Nos sabemos, Sr. presidente, que todas as
classes gosain mais ou menos de um direito, quero
dizer d.1 um segundo auxilio aa vida social.
Mas, em geral o empregado publico que gasta
langas horas em uma vida sedentaria, quando con-
segus livrar-so do seu trabalho ou procura empre-
gar o restante do tempo em funecoos recreativas,
ou procura o socaga, a tranqullidade para refazer
as suas forjas.
Portanto, em geral uma classe que nio tem
industria, e se nio tem uma industria que lhe pos-
sa valer na vida social, nio poda dispr souao do
recurso qua resulte do seu ordenado. Confesse-
mos francamente : umi classe do pobres de ca-
saca.
Ha empregados pblicos, Sr. presidente, anda
mesmo aqaellcs qae so acham collocados na e3-
phera superior, a quem o paiz nio o necoasa-
rio para que elles posaam garautir a sua pesicio.
E eu posso mesmo trazer um ficto para com-
provar essa mearan aasercio. Um Ilustro mera-
bro do Supremo Tribunal de Justico, dizia a ura
dos seus amigos, croio que a um aeu cunhado, o
seguinte :eu era maia rico qunudo d':sembarga-
dor di Ilelaei > de Pernarabaco ao que carao inem-
bro do Supremo Tribunal de Justica, porque alli
as raiuhat despezas em relacao ao meu ordenado
diminuiam e eu poda fazer um pequeo fundo de
reserva. Dspois, porm, que vira para o Supremo
Tribunal de Justica, as minhas despezas cresce-
ram de modo, que eu tive de entrar pelas peque-
as economas. Em Pernambuca ganhava 6:0004
e pagava uma casa de 1:200*, aqu ganho veda-
do 9:000* e pago uma casa de 1:500*
Portanto, j veem os nobres deputados que at
mesmo o funecionario colloeado em espbera supe-
rior nia devidamcnte remunerado pelo paiz.
Assim, ae o funecioaario publico nio tem tido a
fortuna de herdar, ou se nio tem feito durante a
sua vida Jurante os primairos annos de exercicio
alguma cconeinia ; se nio tem con-eguido aceu-
mulnr algum peculio, elle nio recebe do govorno
os recursos necessarios para raanter a sua posicio.
O Sr. PresidentaObservo a V. Exc, que a hora
est linda.
O Sr. Prxedes PitangaSendo assim, vejo-me
obrigado a terminar por hoje as minhas conside-
races.
O Sr. Gomes PrenteQuer uma prorogacio ?
O Sr, Praxsdes PitangaNao, senhor.
O Sr. Gomes ParanteEst candado ?
O Sr. Prxedes PitangaNio, aenbor. Eu an-
da poderia continua- a fallar por muito tempo aem
experimentar fadiga, mas que tenho de cumprir
outras obrigacoes da minha profissio e nio posso
continuar alm do praso marcade.
Nessas circunstancias, digo eu, es diversas ra-
zos justificativas apresentadas palo illustre rnem-
bro da commissio de orcamento, era resposta as
observacoes produzidaa polo meu illastre amigo o
Sr. Dr. Costa Ribeiro nio calaram no mea espirito
que me contivessem de fazer lgeiras considera-
ces.
A commissio, portanto, nio deixar de attender
as reclamarnos da populacio e nio considerar
que estas minhas palavras sio arma de opposicio,
mas tio somente tem por fim acudir ao reclamo
d'aquillo que lhe parece desordenado.
Assim, portonto, espero quo a commissio me-
1 hora o aou trabalho, tanto quanto fr compativel
cora aa suas forcas a no sentido de melhorar aquelles
sobre quem repousam as imposcoes forcadas e in-
justas.
Tenho conclu lo.
VozesMuito bem Muito bem !
A discussio fica adiada pela hora.
Pasaa-se
2' I'ABTE DA ORDK DO DA.
Entra em 3 dacusso o projecto n. 53 de 1885,
a qnal fica eucerrada deixando se de votar-se por
falta da numero.
Eu'ra em 1* dia usaio, que fica adiada, o pro-
jecto n. 54 deste anno.
O Sr. presidente levanta a sessio, designnnda a
seguinto ordem do dia : 1* parte : 3a discussio
do projecto n, 70 deste anno e cnotinuacio da an-
tecedente ; 2* parte: continuacio da antece-
dente.
1886PROJECTON. 92
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco resolve :
Art. nico. Pica restabelecido o ensno religioso
as escolas publicas de iustruccio primaria.
Revogadas os disposicies em contrario.
Em 29 do Mao de 1886.Vigario Auguato
Frauklin.Soarea de Amorim.Julio de Barros.
Satis e Silva.
MISTA DIARlf
A<-mI>l<-a Provincial Funceiouou
bantem, sob a presidencia da Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo comparecido
34 Srs. depuados.
Votou-se e toi approvada a acta da sessio de
27, sendo rejeitada a emenda do Sr. Regueira
Costa ; e, lida, foi sem debate approvada a acta
da sessio antecedente.
O Sr. Io secretario proceden leitora do ae-
gmnte expediente :
Um officio do secretario do governo, remetiendo
informaces do inspector do Thesouro Provincial,
e mais papis annexos, afim de se resolver sobre
a decrctacto do crdito de 53*200 de transportes
nos carros da estrada de ferro do Recite a Liraoeiro
em Abril e Maio ltimos.A' commissio de orca-
mento provincia!.
Outro do mesmo, dem, idem sobre o crdito de
14*200 pan transportes nos carros da estrada de
ferro do Rvcfe ao S. Francisco a presos pobres,
em Julho ultimo.A' commissio de orcamento
provincial.
Outro do secretario do coverno do Espirito
Sauto, accunando a recepcio dos Aanaes de 1885,
e remetiendo um exemplar das lea d'aquella pro-
vincia, do mesmo anno.Inteirada.
Umc petici o do bacharet Jos da Cunha Li-
berato de Vlattoa, requerendo a reatituicio de
368*685, que sua mulber pagou de mais como her-
aeira dos baa de sua ta D. Gene, osa Rasa da
Silva.A' commissio de o camento provincial.
Outra de O. Gandida de Oliveira Lamenha Lins,
legatana a oerdeira do remanescente dos bena de
ana ta D Generosa Rosa da Silva, requerendo a
reatituicio <*. 500*000, qae pagou de mais da taxa
relativa ao legadoA' commisaio de orcamento
provincial.
Outra de Antao Beage/ Al ves, escrivio do crim^
e jury da (Mora dt Gett, reoaerendo consigna-
cio da quota de 40d*000, que lhe deve a Cmara
Municipal d'alll de castas de procesaos.A' com-
missio de orcamento municipal.
Outra de Tito dos Pasaos de Almeida Rosas,
tabello publico e escrivio do jury da comarca
de Floresta, requeren*) cansignacio do verba no
orcamento para aeu filho Tito, de 18 annos de
idade, estadar nesta capital.A' commissio de
orcaraanto provincial.
Foi a imprimir, sob n. 92, um projeoto, resta
belccendo o easi-no religioso Das escolas publicas
da inatracoio primaria, sendo dispensado da ira-
presado cm avulsos a requeriraento do Sr. Ratis c
Silva.
Apoiou se ura roquerimento do Sr. Jos Mara,
pedinda informaces sobre o facto de achar-se ar-
mada, na madrugada do dia 28, orna praca de li-
nha, tocando sobre a mesa, adra de ser opportuua-
mente discutido.
Continuando a discussio do requsrimento do
mesma 8r. deputado sobre a pnsio do Firmo d..
tal, pel subdelegado da 1 districta da Boa-Vis-
ta, toi retirado, a pedido do aeu autor.
Adiou-se, pela hora, a discussio do roqueri-
mento qu o fora apoiado, tendo orado o Sr. Jos
Mara, e pala ordem o Sr. Sopbronio Portella.
Passou-se a 1* parte da ordem do da.
ProcedanJj-sc votacao das emendas ao art.
2" do projecto n. 43 deste anno (orcamento pro-
vincial), tortas diversas approvadas e outras re-
itadaa, ficando algumas prejudicadas, sendo ni
rainal a vitacio de nove dellas,orando pela ordem
diversos Srs. deputados.
Depois do votada a 1 parte da emonda n. 87,
travou-se um debate, pela ordem, em que tomaram
parte oe - Costa, Ferroira Jaeobiua e Barros Barreto Jnior,
tornando-so tumultuaria a sessio, o Sr. Presi
dente a suspendeu por 15 minutos.
Reaberta, orou da novo, pela ordem, o Sr. Jos
Mara, e, nia navondo numero para continuar a
votacio, o Sr. Prosidente levantou a sessio, de-
signando seguinte ordem da dia : 1" e 2 par-
tes : continuadlo da antecedente.
Collectoria provincial Por portaria
da presidencia da^pravncia, de 28 do corrente e
sobre proposta do inspector do Thesouro ;foi no-
meado Idal no Muniz de Moraes para exercer o
cargo da collector do municipio de Bezerros.
CaceladaaAoto-hontem, s 7 horas da noi-
te, no lugar Casa Amarella, do dstricto policial
do Arraal, Pedro Barbosa de Souz i Lopes, tra-
vando-ae de razoes cora Joi > Paulo do Nascimen-
to, dea neste duas cacetadas, proiuziudo-lhe cu-
tros tantos fermentos.
O delinquente foi preso em flagrante.
Laraploa-No lugar Guabiraba, do termo de
Limoriro, Joaquim Pereira de Sant'Anna foi vic-
tima dos ladros, que, conseguindo penetrar-lhe
em ca, subtrahiram-lhe a quantia de 130*000.
diversos objectos de ouro e alguma roupa.
Roano audaz. tfo domingo, 23 do corren
te, dingiram-sa dous ladroes casa do padre Flo-
rencio A iviar Das de Albuquerqua, morador na
villa de Itamtrac, e, saltando por umt janella,
penetrarsm no interior da mesma casa, quando o
padree todas as psssoasque ah habitara se acha-
vam agasalhadae c dormindo, pois que j era raeia
noite.
Logo que se acharara dentro de caga os ladroes,
amarraran) um tutelado do padre, ds nome Paulo,
que dorma na sala; e, dirigndo-se para o quarto
do padre, cuja porta estava aberta, despertaram-
no, arrocharam-lhe a garganta e ameacando-o de
o matar, se fallasae, exigirn) que Ihea indicaase o
lugar onde tinha o dinbeiro.
Em conjunctura tio sfflictiva, respondeu o pa
dre que o dinheiro que possuia, ajhav.i se no po-
der de uma sua mi-'..
A' vista de tal resposta, dirigiram-se os ladroes
ao qiiirto d'aquella senbora, e, deooia de bavel-a
maltratado physicamente, levaram a quantia de
37*, alm de inultos outroa objectos do valor.
Presume-se que os ladroas procedem da villa de
Iguarass.
ez de Hara Amanhi encerrar-ae-ha o
po exercicio do mez Mariano, na igreja do Mou-
teiro.
Torea-feira ter lugar pelas 7 horas da noite a
ofi'erta das flores Virgem -antissima por diver-
sas creaocas.
Quarta feira a mesma hora, ser coroada a
Virgein Santissima, cam o referido ceremonial das
uoites anteriores.
Quinta-feira, ter lugar a festa, constando de
mnaa cantada com aermio s 11 horas da manhi,
e noite ladainha cura a ben;io do San'iasimo
Sacramento, tocando em todos oa actos deste dia
a banda de msica da sociedade Ph lam juica 17
de Julho.
Em transito O paquete La-Plata levou
bontem para a Europa 296 passageiros, sendo 13
tomados em Pernumbuco.
Ulnheiro -O piquete Cear lovou para :
Parahyba 12:300*000
Rio-Grande do Norte 500*000
Para 4:400*000
Trlbana ArademlrnPublican-se o n.
4 desta quinzenaro. Nio desmerece em face dos
anteriores.
Uf uni' oclae* Ha boje as seguin-
tes:
Do Club de Regatas Pernambucano, s 11 ho-
ras do dia, cm aasembla geral, para cleicio do
novo cousclho administrativo.
Da irmandde do Sr. Boin Jess das Chagas, s
10 horas do dia, em mesa geral, pura negocios ur-
gentes.
Da irmandade do Divino Espirito Santo, s 11
turas do dia, em assembla geral, para eleicio da
nova mesa regadora. ,
Da iimandade de Sant'Anna, s 10 horas do
da, na greja da Santa Cruz, em mesa geral, para
diversos assumptos.
Do Club Carlos Gomes, s 11 horas do da, em
assembla geral, para eleicio da nova admioia-
tracio.
Da Associacio Caramercal Agrcola, s 10
horas do da, para negocios de interesse da cor-
poracio.
A EttacoRecebemos da corta o n. 10, de
31 do oorrente mez, desta excallente revista de
modas. Traz tolba de moldea e figurina collorido ;
e aeorapanha-a o n. 10 da Mae de Familia.
Revita IlluotradaDa indicada proce-
dencia, recebemos o n. 452 desta revista, que,
como sempre, est espirituosa e rica de critica.
Conlerenria A's 7 horas da noite, de 2
da Junho prximo, o Sr. Dr. Alfredo Pinto Vieira
de Mello tara uma conferencia no sali do Gabi
nete Portuguez de Leitura, para commeinorar o
5' anniversario de Emilio Littr.
Escravo maloras de O anno
Escrevem nos do Cabo 28 do corrente:
Hoje, no paco da cmara municipal desta ci-
dade, em publica audiencia, foram pelo Dr. Luiz
Salazarda Veiga Pessoa, juiz de orphos, deca
radoa iivres, era virtude da lei n. 3,470 de 28 de
Setembro do anno passado, 339 escravos maoms
de 60 aunas, constantes da relacaoj que ao mesmo
juiz remetteu o cellector das rendas geraes .
traalaCommunicam-nos :
O partido conservador da comarca de Gra-
vat resolveu mandar celebrar uma miasa pelo re-
pouso eterno da alma do distincto pernambucano,
deputado gir.l Dr. Antonio Fraucisco Corris de
Araujo, no 30" dia do seu multa sentido passamen-
e para isto convida seus parentes e amigos.
Club Iiitterarlo Digue Junio*-
Este club fuuccianou na da 27 sob a presidencia
lo Sr. Joio Paulo.
Foi lida e approvada a acta da sessio anterior.
O Sr. Isaac Pin'.o leu a chranica secundaria so-
bre a qual urarara os socios Carlas orto Carreiro
(duas vezas) Iaaac Pinto (duas vezes) Alberto Ca-
valcante, Joo Paulo, Arthur Pinto, Thiago da
Fonaeca e Julio Pires, sendo approvadas diversas
emendas.
Foi lido um parecer da commissio de tbeses que
suscitou debate entra oa socios Bernardo Lins, Ju-
lio Pires, Thiago, Carlos, Ismael Marques, Isaac
Pinto e Joio Paulo, sendo finalmente approvado.
Foram discutidas us tbeses da 2 e 3> secco -a
pelos Srs. Bernardo Lins, Carlos Porto Carreiro,
Alberto Pinto e Amaral.
Foram sorteados : chronista primario o Sr.
Amaral e secundaria o Sr. Leopoldo Pires.
Foi lida em seguida perante a aula infantil a
chronioa primaria elaborada pelo sacio Alberto
Cav aleante.
Foi designado o dia 4 do yndonro as 4 b/.ras da
tarda para ter lugar a renuo ordinaria em que
tem de realisar-se ojulgarneuto do personagem
histrico Felippe o Bello, para o qual foram sor
teados promotor o Sr. Thiago da Funseca e advo-
gado o dr. Alfredo Pinto.
Cara da ralvaAo Jornal do C<
da corte eacreveu o Sr. Dr. Lacerda :
j Espero do seu nnnea desmentido int
pido bem publico, o favor de dispensar-me algn-
c as linhas do seu coneeitua lo Jornal para a pu-
blicsca da seguinte carta, qae recebi em 13 do

ib.
corrente, e na qual, como ver, me feita uma
coinmunicacao que pode ter um grande valor.
Illm. 8r. Dr. Lacerda..Limstra de Icabapoana
9 de Msio de 1886.
Aqu est nm homem inteirameate deaconhe-
cido a eacrever aotttro de repntacio universal.
?' qne os extremos se_tacam. Apezar de nio ter
a honra de conhecer a V. S., dirijo lhe estas linhas
or ser um admirador do sen grande talento e
rara appticacio ao trabalho e incansavel dedica-
cao ao estado.
Na seguoda feira de ontrudo fui Campos para
apreciar o ultima dia do carnaval. No trem con-
versava eu com outros passageiros, quando a con
veraacio, seguindo as suas admiraveia mudancas,
chegou u oceupar de caes damuados. Contci o
que sabia a respeito da Pastear, autor de uma ca-
rsaima e quas intil descoberta. Eotio um dos
passageiros, o Sr. Juliio Guedes Pereira, f meu-
deiro em Campos e pessoa muito considerada,
diase nos que a duas pessoas mord las por cies
reconhecidamente damnados applicara a injecca i
de permanganato de potaasa (sua primeira filha)
e que o resultado fra que a primera pessoa mor-
dida ha raais de ara una-o, e a s 'guada ha muito
mais tempo, gozavam de perfeita saude. Resolv
entio escrever a V. S. afira de ver que resultado
poder tirar do eraprego dj permanganato no tra-
taraeoto da hydrophobia.
De V. S. admirador e cralo.Jis Moreira
fraga.
Pondo de parte a exagerada opinio qna frm t
o antor da carta a respeito Jos meus mritos, que
sio ou poucos nenhuns, certo que os factog com-
municados suscitara uma questio que carece ser
resolvda experimentalmentu. O metiio 'o do Sr.
Pasteur relativamente seguro, os factos o de-
monstrara ; mas pouco platipo.
Depois que lieou provada a efficacia do per-
manganato de potassa contra o onvenenamento
ophidico, pensei em ensaiar os seus effeitos contra
o virus rbico. A difficuldade, porm, de obter
aqui estes virus, e a minha preoceupacio com o
estudo do beriberi, desviaran).d'alli a minha at-
tenjio. Estou agora resolvido a emprehender
esae estudo, e para isso preciso invocar o au-
xilio de todos os homons de boa vonta le. A ditli
culdade consiste somonte era obter o virus rbico.
Entro nos a rai va noa caes nao ti&coramura
como na Europa ; qu m lo suando snecede dara-
nar-se um desses animaes, elle immediatamente
sacrifica I i.
Aquellos, porm, que quzerera contribuir
para qua eu elucide essa questio, lembro um meio
qne pode ser proficuo. Em apparecendo um ci
rbico, expanham s moi deduras del le dous ou
tres ces.
Estes serio depois remettidos em seguranca e
com promptidi'i ao Musen Nacional oude eu es-
perarci qua se manifestara os symptsmaa da ma-
lesfia par extrahir o virus e usar dslle as mi-
nhas experiencias. Ni > ser s o meu reconheci-
menta, mas tambera o reconhecim;uto da sciencia,
quo recompensar tio valioso servico. Se anda
asaim parecer de difficil exeeucio o meio cima
leuLbradn, poderia proceder de outro modo. Sacri-
fiquemos o ci rbico, e logo depois ia marta, co-
Iham a bla com toda as cautelas o ponham-n'a
em contacto com uma on mais incses profundas
feitas na pella de um ci normal ou si o. E no
mais procedi) coma j ficou dito. Meihor
ser que em vez de um cao veahara dous unocu-
la los.
llorrivciE' do Jornal do Commercio de Lis-
bou, do 9 de Maio, a seguinte narracio :
O caso qua vamos narrar tiu siraplesmente
como a victima o refere, teria meihor cabida n u
aunaes da inquisicio, pelo horror dos promeaorca
e dos martirios infling jos.
Ha cerca de 3 annos parti do Tejo o patacho
Duarle If, da praca de Lisboa, pertance^te a Ma-
nuel Dnarte, sendo cap tio Joio de Assumpcao
Rangel, de 42 aunas, natural da Trufara; levava
a aeu bario 10 tripolaates, e, entra esies, o cosi-
nheiro de cor prcta, natural de Loanda, de 26 an-
nos.
Chegado agora ao Tejo, e, tomando a polici-
da porto conhecimento da que a bardo so passara,
o pret.i declaran que havia 3 anuas andava em-
barcado n'aquello navio, tendo sabido d Lisbt
em novembro de 1881 em viagem para S. Thoiu:
depas de descarregar foram para a lha do Princi-
pe; ao chegar all, o patacho encalhou em urnas
pedras, no da 22 de Fevereira de 1885, estando
em perigo desde as II horas da manila at as 9
horas da uoute do mesmo dia; a navio abri agua,
o capltio deu ordem para que toda a tripuladlo
dsse a bomba de esgoto, trabalhanJo-se todo o
dia e toda a nonte.
O cosinheijo, alm da cosinha, dava tambera
a bomba, e auxiliava a descarrega do navio; elle,
trabalhanda na cosinha, pareca ao contra mestre,
Jos Vicente Ferreira, quo se deinorava de mais
ios servicias, moia-o da pancadas com um espeque
(pau do virar ferro), ou outro pau que tivesse
mi. Depois dara parte ao capitn, que tambera
m llia -a a sua Bpa.
O patacho sabio da lha do Principa dirigin-
de-se para o Ambriz, e como o cosinheiro estiva-
se oceupado nos servicos do coovez e forfjsamante
se demorasso em fazer a comida, era tasado cons-
tantemente.
Eta viagem foi de 3 mezes, durante oa quaes
o preao era sempre espancado.
Do Principe at ao Ambriz, foi preciso Jar
bomba uonstantemantc e nao consentan) que o pre-
to descaonase aenio quando cihii extenuado de
forcas. Se dizia que nio pedia trabulhir, era es-
pancado.
No Ambriz o preto p*dio ao captio quo o dei-
xasse desembarcar, e o espitan respondeu que se
desembarcara noutra trra mais longe. Em via-
gem do Ambriz para Loanda, o preto era tarabem
castigado; pedio para ir a trra, mas o capitn
nunca consentio.
gando-s ambas por ama tereeira Hrrente, aU fr-
ma que elle nao poda mecber a c ibecha.
Estas correntes pesara 38 kilagrammas!
Dep j's de aasim acorrentado o desgasea io foi
atirada para dentro de uma arca (uma deesas cu-
xas grandes propriaa para guardar mantimentos),
onde fizeram doia buracoa para enerar o ar, e que
foi fachada com a competente tampa bem segara e
agarrada.
<> Durante 20 dias esteve alli o desgrasado sem
limpeza; e t no fim deste tempo que o captio
deu ordem para todos os dias lhe chegarema ama
ci Iha.
O patacho dea entrada em Lisboa no-da 6, e
capita-i participou capitana do porto qne trazia
a seu bordo um preto cozinheiro, que vinha alie-
nado, o que na altura da lha das Flores tentara
aggredir toda a tripulacia e que para evitar tal
facto o amarrara com ferros aos pes, pedindo pro-
videncias.
O captio do porto officou polica, indo hon-
tem do tarde a bordo do patacho o digno ebefe de
polica do porta, Sr. Andrade, acompanbado pelos
subdelegados de saude Drs. Moreira a Mattos Cha-
ves, que examinando o preto, declararan) que nia
estava alienado mas sim muito maguado, em con-
sequencia dos grandes supphcios qne soffrera.
O cosinheiro veo hoje para torra, ficando aos
cuidados da polica,
< As correntes tem 9 metros de comprimento 6
sao de differeutes grossuras.
Matriz da Boa-Vista Amanhi leneer-
ram-se n'essa matriz os exercicos do Mez de Ma-
ra, constando da missa com communhio geral.
s 7 horas, e tarde, s 5 horas, baver o acto
da 'consagracTo, terminando com a bencio de
Sautissiino Sacramento.
li'ile. Eli c'uar-se-ho :
Hoje :
Peio agente Martina, s 11 horas, na ra do
Livrameiito n. 31, do estabelecimento ahi tito.
Peio agente Gusmdo. s 10 1/2 horas, na ra do
Duque de C.xias u 77 A, do estabelecimento ahi
sito.
Pelo agente Alfredo Guimaraes, s 11 horas, na
porta ua armazem Times, de bacalho.
TerQa-feira :
Peio agente Sdveira, s 11 horas, na ra do
Iunperaior n. 75, da predio, terreno e engenho.
Pelo agente Brito, s 11 1/2 horas, na ra do
Imperador n. 16, de predio.
Qoarta-feira :
Peio agente Brito, s 10 e 1/2 horas, na raa da
Visconde de Inhauia n. 48, le miudezas e quin-
quilleras, fazendas, roupas, etc.
Pelo agente Gusmao. s 11 horas, na ra Du-
que deCaxas n. 77, de miudezas.
MiNwaN faneDreSerio celebradas:
Amanhi :
A's 8 h_ra-, na Ordem Tereeirae no Carmo, par
alma do Dr. Gaspar Drurainond ; s 7 hars, no
Espirito-Santo, pir alma de D. Mara Jacintha
Candida da Silva ; s 7 horas, na matriz da Baa-
Vista, par alma de Mauoel Tavares de Aquino ;
a 7 horas, no Esairito-Santo, por alma (le D.
Joaana Mara Sraoes ; a 8 hora3, na Carpa San-
to, por ulaia de D. Clemencia Breuil.
Terpa-fera :
A's 7 1/2 horas, no Espirho-Santa, por aira*de
Autouio Jos Lo oes Braga; s 7 1/2 horas, na
Ordem Tereeira de S. Francisca por alma de D.
Francisca Brasilina Lima Amaral.
tfperacSea clruraticaForam pratic*-
daa no hospital Pedro II,.no dia 29 do corrente,
as segu ntes :
Pelo Dr. Berardo:
Duas pupillas arficiaes indicadas par glanco-
raa chronica.
Tarsorrhaphia cam excisia ovalar da pelle da
palpebra em trichiasis.
Pelo Dr. Fcrnandes Barres :
Posthotamia pelo precesso de Ricord, iniieais.
por ph'.mo.-is.
Caa de Deleaco Movimento dos pre-
-;oa uo dia 28 de Maio :
Fxistara presos 321, cntraram 5, sahiram 12,
cxistera 311.
A saber:
Naconaos 283, mulheres 8, estrangeiros 8, es-
cravos sentenciados e processados 7, ditos de cor-
reccio 8.Total 314.
Arrae>aos 297. sendo : b ns 28G, doentea II
Total 297.
Mavimenta da enfermara :
Teve baila :
Joio Baptista Evangelista.
Lotera da prntinria do Rio de Ja-
neiro Eis os numeres raais premiados na 4*
parte da 1! 7* lotera (4a parte da 368) era bene-
ficio das matnzes e alfaas, extrahida em 22 do
corrente :
PBEjjiosDB 100:000000a 1:000/000
100:0004000
20:000*00
H42G3
8379
11794
8912
13103
1374
1643
4088
9065
100 l.o
10940
4262
4264
8378
830
11793
1179.0
8911
8913
13102
13101
APraoxiuAcuEs
5:0004000
2:00ii*008
2:000000
1:000*000
1:000*1180
1: 00*000
1:0000000
1:000*000
1:000*000
1:0001080
1:000*000
600*008
600*008
400*000
400*000
300*000
300*000
300*XW
300/000
Seguo-se viagem para Mossamedes: como
6erapre tusse necesaario dar a bomba, e por isso o
preto nio tivesse tempo para cosinbar, era castiga-
do cruelmente, e o mesmo auccedeu de Mossamedes
para 3. Thom e daqui para Lisboa.
Nesta ultima viagem, altura de Cabo Verde
a 12 de Fevereiro, e cosinheiro foi dizer ao con-
tramestre que a ceia estava prompta; esperava o
moco para levar a comida para a tripulacia, e nes-
te cmenos o marinheiro Jacintho inorepoa-o pela
demora.
o Ouvindo a resposta, o marinheiro disse a bor-
do os pretos nio fallam com os brancos, cp-gando
num pau bateu-lhe desalmadamente c o resta da
tripulacao ajudou.
Por estes e ontro3 antecedentes o preto sus-
peitou que o queriara matai; na noute de 21 de
narco do corrente anno, estando elle ua beliche, o
Jacintha desceu ao puri panheiro dizendo:
Eutioo cosinheiro j darme ?
J.
Entio vamos dar cabo dells.
Ouvinde isto o cosinheiro mechen-se e entio
o Jacintho fugo e foi para o convez ficando a es-
pera do preto na oseada do rancho.
O Jacintho estava armadu de um punhal, e ao
ver isto, o preto foi escander-se na cosinha e fe-
chou as port is por dentro.
O marinheiro Jacintho esperando uma hora e
vendo que o preto nio apparecia, veio. para o con-
vez e encontra.ido o eompanheiio Carlos pergun
tou lhe pelo cosinheiro, ao que este respondeu quo
o nio tinha visto. Entio o Jacintho declarou que
se havia de arranjur a cousa aquella noute, e ficou
espreitando.
Pelas 11 horas sentio o Jacintho o cosinheiro
Mena* no f ogo.
* A' meia noute, o contraraestre, rendendo o
quarto, perguntou:
Entio, ja arranj.irara o horaern.'
Ao que respondern):
O cosinheiro desconfan, e nia se paude fa-
zer nada parque ae foi esconder dentro da cosinha.
Fizeram-se dilgenciaa pea* atoar aporta, e
como presentissem que o cosinheiro estava acorda-
do, disistiram suppoudo que elle esttvessa armado.
* Assim ae passaram dias : o preto mettidu na
cosinha e a tripulacio recebendo a comida como
por raerc.
Ate qne o capitio mandou arrambar a porta, I
servico que a marinhagem fez a machado e espe-
que, e no meia daa mais horriveis ameacas.
O preto entio, louco pelo terror, principion
a tr*r aos assaltantes com tudo o que tinha na co-
sinha, mas tio pardido e assuatado estava qae
apenas quemou muita ligeiramente um os mari-
nheiros, cam uma pouca do agua quente que ati-
rou.
Agarrado logo, foi amarrado com cardas c fi-
cou essa noute no convez.
< No dia seguinte (2i de marco) foi acorrenta-
do pela marinhagem, na presenua do oapitb
Pozcram lhe machos aoa pos, algemaram-n o
com aa raios atadas atrs das costas e com urnas
algesias de ferro. Amarros-e-1 be uaagrossa cor
rento (ama liaba de car caacos nutras valumes
pesados do porio) i cintura e outra ao patcoco, li -.
1900
2778
30JJ
552
225
2591
3271
3736
176 1827
389 2098
425 2488
517 2669
823 2860
926 2910
1063 3052
PREMIOS DE 500*000
3061 5319 10548 11555
4027 8o37 11283 13784
4374 9713 11368
PREMIOS DE 200* J00
3786 5067 8106 11271
4381 5331 8558 11535
4463 6153 9105 12593
4755 6945 11034 12921
5029 7606 11119 12942
PREMIOS DE 100*000
3204 5994 8582 10537 12814
3197 6272 8770 10672 12838
3125 6302 9284 10723 13404
3797 6936 9352 11179 13494
3S09 7510 9720 11661 13609
4719 7649 10411 12678 13562
5458 8115 10505 12747 13802
13940
botera da provincia.Quarta-feira, 3
te Junho, ee extrauir a lotera n. 56, em bene-
ficio da igreja matriz de Agna Preta.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Couceicio doa Militares, se acbario expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica aareciacaodo publico.
Lotera da cortePor telegramma recei-
do pela Casa Feliz, sabe-se terem side estes
os nmeros premiadas da l-1 parte da lotera 197,
extrahida no da 28 de Maio :
5.854 100:000*000
13.323 20:100*000
Lotera Kxtraortiinarta a t'pl-
ranx s -i > 4o e ultimo aorteio das 4a e'5 series
desta importante lotera, cajo maior prenio e de
150:000*000, ser extrahida a 12 de Junho prxi-
mo.
Acharase exuosto a venda 03 restos dea bilhe-
tea na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marca
u. 23.
Lotera do RioA 2* part> da lotera n.
197, do novo plano, do premio del00:00O*>8O,
ser extrahida no dia .. do correte.
Oa bilhetes ach ira-se venda ia Casa da For.
tuna ra Primeira de Marco.
Tambera acnara-se venda nu. praca da Inde-
:ia ns. 37 e 3'.>.
Lotera de Vteoei de 3OOi04Moe#
A 10' parte da ljf (otaria, cujo premio grande
ft de 200:000*000, lio novo plano, ser extrahida
iinpretrrivelra nte o da 1 de Junho s 11 horas
da manhi.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Lotera da corteA 1> parte da 064 la-
tera da corre,cujo premio grande de 100:000*,
aera extrahida no dia de Junho.
Os bilhetes achara-se venda na Casa Felis,
praca da Independencia ns. 37 a 39.
Tambera se acham ^ vendana C asa da Fortuna,
ra .Primeiro de M*co n. 23.
Mafadonro Pulltca. Foram abatidas
no Matadouro da Cabaiva 102 re. para o consa-
mo do dia 30 de MaioT
Sendo: 86 pertencentV aos Sis. Oliveira Cas
t. C, e 16 diversos.
ereado Unutcipal de 9. Jase.O
movimento deste Mercado nos dias 29 do cor-
renta, foi o seguinte:
I

y
\


Diario de Pernambuco---Domingo 30 de Maio de
126
!



<
Eatraram :
31 Ii2 bois pesando 4.274 kilo*.
610 kilos de peixe a 20 ris 12*200
68 cargas de farinha a 200 res 13J60t
SO ditas de fructas diversas a 300
ris 6*000
17 tabolcirop a 200 ris 3J400
19 sainos a 200 ris 3*800
Foram occupados:
21 columnas a 600 ris 12*600
29 compartimentos de faiinha a
oUOrf.s 14*500
24 compartimentos de eomldas a
faOOris 12*000
73 ditos de legumes a 400 ris 29*200
19 compartimentos de saino a 700
ris 13*300
13 ditos de tressaras a 600 ris 7*800
2 talhos a 500 ris 1*000
9 ditos de ditos a 2* 18*000
54 talhos de carne verde al* 54*000
Deve ter sido arrecaiada nests das
aqnantiade ~- 201*400
Presos do dia:
Carne-verde a 480 e 400 is o kilo.
Sainos a 560 e 8 0 ris dem.
Catneiro a 640 e MOOO ris idem.
Farinha de 340 a 400 ris a cuia
Milho de 300 a 400 ris idem.
Feijao de 800 a 1*400
CHROHICA JBDICIARIA
Tribunal da Relaco
~"sESSO ORDINARIA EM 28 DE MAIO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SB. CONSELHEIRO
QUINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As horas do costme, presentes os Srs. desem-
bargadores em numero legal, foi aberta a sesso,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetos deram-se os
segaintes
JOLGAMENTOS
Jabeas Corpus
Pacientes.
Joo Francisco do Naicimcnto. Manou-se
onvir o juiz de direito do 2 districto.
Recursos eleitoraes
Do Inga Recrreme Francisco A. da Veiga
Toires, recerrido Joiquim Pereira da Silva. Re-
lator o Sr. conselheiro Queiroz Barros. Conver-
teu-se o julijamento em diligencia.
Do IngaRecorrente Francisco A. da Veiga
Torres, recorrido Firmo Gaudencio de Lyru. Re-
lator o Sr. desembargador Pires Fcrreira.Con-
verteu-se o julga nento em diligencia.
Recursos crimes
De JaboataoRecorrente o juizo, recorrido An-
tonio da Silva Rocha. Relator o Sr. conselheiro
Queiroz Barros. Ajuntos os Srs. desembargado-
res Toscano Barreto e Alves Ribeiro. Negou-se
provimento ao recurso, unnimemente.
Do RecifeRecorrente Jacob da Silva, recorri-
do o juizo do 2" districto. Relator o Sr. des m-
bargador Pires Ferreira. Adjuntos os Srs. des-
embargadores Pires Goncalves e Buarque Lima.
Negeu-so provimento ao recurso, unnimemen-
te.
Do RecifeRecorrente Joanna de Barros Fer-
reira, recorrido Joo Dias de Oliveira Jnior
Relator o Sr. desembargador Meuteiro de Andra-
de. Adjuntos os Srs. desembargadores Pires Fer-
reira e Pires Goncalves.Nao se tomou conheci-
mento do recurso, unnimemente.
Aggravo de petizo
Do CaboAggravante Francisco Pires Falcilo,
sggravado o Barao de Campo Alegre. Relator o
Sr. desembargador Toscano Barreto. Adjuntos
os Srs. desembargadores Monteiro de Andrade e
canselheiro Araujo Jorge.Negcu-se provimento
ao aggravo, unnimemente.
Appellacao crime
Do RecifeAppellante o promotor publieo, ap-
pellado Bernab, escravo. Relator o Sr. desem-
bargador Monteiro do Andrade. Jclgou-se ex-
tincta a aecusacao por ter fallecido o reo.
PASSAGENS
O Sr. conselheiro Araujo Jorge, como procura-
dor da cora e promotor da justica, deu parecer
nos segaintes feitos :
%te<*it^ Appellacao civel
Do RecifeAppellantes os herdeiros de Bow
mann, appellada afazenda nacional.
Appellacao crime
Da Palmeira dos Indios vppellante o juizo,
appelladu Manoel Ferreira da Silva.
DoSr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
r'ntinbargador Oliveira Maciel :
AppellacS) crime
De PalmaresAppellante o juizo, appellado An-
tonio Goncalves de Siqueira Campos.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Goucalves :
De Pedras de Fogo Appellante o promotor pu-
blieo, appellado Antinio Joaquim ds Sant'Anna.
Do Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
J* Appellacao crime
De OlindaAppellante Francisco Nery Pereira,
appellada a justica.
Do 5r. desembsjgador Alves Ribeiro ao Sr.
canselheiro Queiro**Barros :
Appellacoes crimes
Appellante Vilordo Jusiinia.no Carnciro da Cu-
cha, appellada a justica ; appellante o juizo, ap-
pellado Manoel Vicente da Costa.
DILIGENCIAS
Mandon-se em diligencia em 25 do corrate
Appellacao crime
De JaboataoAppellante e tenente-coronel Je-
rarjnto de Souza Leo, appellado Flix Jos da
Silva Gomes.
Con vista ao Sr. conselheiro procarador da co-
ros e promotor da justica :
r-v- Appellacoes eiveia
De Alagoa Gra-de Appellantes D. Isabel
Caetana de San:'Anna e outros, appellado Anto-
nio Francisco de Sai les Pessoa.
Da EscadaAppellante a fazenda nacional,
appellado Manoel Antonio dos Santos Dias.
Ota vista s partes :
Appellacao civel
De PanellasAppe lantes Flix Pestaa da
Cota eoutros, appellado Carlos Lindo da Silva.
DISTBIBUICOES
Recursos eleitoraes
Ao 8r. desembargador Buarque Lima :
De Bom JardimRecorrente Carlos Leito de
Albnqoerque, recorrido Menelio Firmo da Cuoha.
Ao Sr. desembargador Toscano Baireto :
De Bom JardimRecorrente Carlos Leito de
Albuquerque, recorrido Emygdio Barbosa Gomes.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel:
De Bom JardimRecorrente Carlos Leito de
Albuquerque, recorrido Antonio Francisco do
Reg.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De Bom JardimRscorrente Carlos Leito de
Albuquerque, recorrido Nicanor Perciliano da
Cunha Souto Maior.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De Bom JardimRecorrente Carlos Leito de
Albuquerque, recorrido Jos Francisco Xavier da
Fonseca Filho.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Bom JardimRecorrente Carlos Leito de
Albuquerque, recorrido Jos Severino de Arroda.
AoSr. desembargador Alves Ribeiro :
De Bom JardimRecorrente Carlos Leito de
Albuquerque, recorrido Antonio Barbosa de As-
sumpeao.
Recursos crimes
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De IguarassRecorrente o juizo, recorrido
Jos/: Miguel Ferreira.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De OlindaRecurrente Henrique Ferreira'Pon-
tes, recorrido o juizo.
/o Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Do RecifeRecorrente Rufino Jos Fernandes
de Figueiredo, recorrido o juiro do 2 districto.
Aggravo de instrumento
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Mamanguape Aggravante Jos Flix do
Reg Barros, aggravado Dr. Jos Elias de Avila
Liaa
Appellacoes crimes
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Do BonitoAppellante Manoel Pi Ferreira,
app<;llata a justica.
Ao nr. desembargador Pires Goncalves :
Da BonitoAppellante o juizo, appellado Joa-
quim Pereira da Silva.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
De Garanbuns- Apjjellante Quitcris Virtuosa
de Mello, appellada a jljstica.
Ao Sr. conEc'lieiro Queiroz Barros:
De Bom Cunsi-lhoappellante o promotor pu-
blico, appellado Antonio Vieia das Virgens.
Ao Sr. desembargador Buarqje Lima :
Do Bn jo da Madre de DeusAppellante Ma
noel de Campos Santiago, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
De AlagasAppellante Antonio da Rocha Pe-
iciri, appellad.. a justica.
Encerrou-sCa sesso a meia hora da tard.
PlBimCOES A fEDIDO
'i
Illms. Srs. reda stores do Otario' de Pernambuco.
Peco a Vv. Ss. o obsequio de mandar publicar
no sea conoeituado Diario as segaintes linhas:
Nao sendo asignante do Jornal do Recife, devo
to smente ao obsequio de um amigo o ter lido
as Solicitadas desse jornal (datado de 8 do cor-
rente mez) urna carta escripia de Goyanna, por
um anonymo amigo oficioso do Sr. Francisco Ta-
vares, em que, para justifical-o em suas boas ou
ms transaccoes commerciaes, o usa ferir-me em
minha reputaco, eavotvendo-me em urna liquida-
gao que trata com o meu cunhado. Dr. Almeida, e
na qual conserve propositalmente completa neu-
tralidade, a ponto de prejudicar me e pessoas
de miuha familia. '
Euiprazo o Sr. Francisco Tavares que aesum
ma a responsabilicado do que esereveu o su ami-
go oficioso, para que Ibe d respesta cabal, com-
tanto que sejam eus escriptos em termes dignos
de quein se presa.
Engenho Ub, 27 de Maio de 1886.
Luiz Francisco de P. C. A. Lacerda.
Para o Exm. Sr. presidente da pro-
vincia ver epr-iidenciar
Consta-nos que, ha um mez pouco mais ou me-
nos, o Sr. 2" promotor publico desta capital, re-
querea dous examas as firmas de eleitores es-
criptas nos livros, que as eleicor s da freguezia do
Poco, servem para as assignaturas dos eleitores e
que tases exames nao poderam ainda ter lugar,
porque a Cam: ra Municipal nao cumprio a requi-
eico que lhe fez o juiz substituto do 5* districto
criminal, daquellcs livros, allegando nao se acha-
ris no scu archivo.
Os juizes devjiaz sao obrgados a remetter
Cmara Municipal, logo que nao Ibes sejam niaij
precisos, os ditos livros, e, se nao o fiztiam, cum-
pria a Cmara Municipal requisita!-os, para sa-
tisfazer a ordem do juiz, ou para dar os iuteres-
sadoa as ertidoes que lhe forem pedidas : o que
coDstitue renda p.ra a Cmara.
A iei eleitoral 11. 3,029 art. 15 19 e seu rc-
gukmento art. 143, parte final, declaram que o
livro dai assignaturas dos eleitores ser rc-
mettido a Cmara Municipil com os dumais livics
concerneotes eleico'.
As ultimas elei;ois foram feitas, ha mais de
tres mezes, e as copias das actas e das assigua-
tur.i dos eleitores firam logo extrahidas para te-
rem o destiuo teeommeududo pela le, nao tendo
mais precisoaquullca livrus em poder dos juizes
de paz; entretanto, nem os livros concernentes ss
eleico 8 do Poco, nem os relativos as da Varzea e
de S. Lourenco da Matta foram recolhidos a C-
mara Municipal, como terminantemente dpoe a
Iei.
Propala-se que )s juizts de paz assim tcem pro-
cedido por ordem io Dr. Jos Mariano para nao
se tornar m .is calva do queja est, a fa'sific&cao
d> alistamento do 5- districto criminal desta ca-
pital.
Urge, pois, qae S. Exc. providencie para que
a Iei nao seja lattra morta.
V. Exc. ten as suas mos 1 poder de fazer
comqus a Cmara Municipal cumpra o seu dtvtr.
Providencias, pois, Exm. Sr.
Urna cofiisa que todo o inundo
deve saber
iv. 131
O viajante munido das pilulas assucaradas de
Bristo!, aclia-sc perfeitamente armado e precavido
contra aquellas eifenni iades do estomago, figado
e intestinos, coiniiuus em tedos os climas. A pri-
meira eousa faz;r se no caso de um ataque bi-
lioso, a evacuaco dos intestinos. As pilulas as
sucaradas de Brist.il, completan) este servico de
una maneira rpida m s- m eausarein o mnimo in-
cemmodo ou dr. Ao oasso que ellas limpam, ellas
uavisam e curam. Ellas cooteem em si um certo
principio emoliente que evita a irntaco ; a qual
Lida, foi approvada a acta da precedente sesso j de outra forma teria durante ama aturada purga
' cao. Durante a sua operaco nao se sent essas
agudas, lacinantea e espasmodicas dores, que de
ordinario acomp.iuli.un a aeco produzida por esses
catharticos miuer>-.s.
Para o tratamento de dyspepsia, bcmorrhoidas,
i'fFecco do ligado, enxaque.'a, suppresso, verti-
geus, clicas, ardencia do estomago, ells sao jus-
tamente o remedio desojado, e nenhuma outra me-
dicina eonhecida, pode supprir o seu lugar.
Ellas acbnm-so mettidas dentro de frasquiuhcs,
e por isso a sua conservadlo 6 duravel em todos os
climas.
Em todas as molestias nggravaJas ou prove-
Junfa C cniiii ere jal da cidade do
Recife
ACTA DA SESSO EM 27 DE MAIO
DE 1886
rUESIDENCIA DO ILLM. SB. COUS1BSDADOE ANTONIO
OOSIES DE MIRANDA LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimaracs
A'e 10 horas da manhdeclarou-se aberta a ses-
so, estando presentes os Srs. deputados : Olintho
Bastos, Beltro Jnior e supliente Hermino de Fi-
gueiredo, faltando com participaco o Sr. commeu-
dador Lopes Machado.
A aula mixta particu-
lar
Francisca Martiniana L. Carnciro participa ao.,
pais de familia, qae sua aula abrir se-ha no dia
12 do corrente : qnem de seus prestimos precisar
pode dirigir-se ra do Visconde de Goyanna nc
21, que entender-se-ha com a mesma.
N. 10 Recommenda-se a EmuIsSo de
Scott aos rloentes do peito, da garganta e
dos pulmrjes ; aos anmicos, debis e es-
crofulosos, e a todos os que precisen) de
um bom reconstituinte.
A Emuisilo nao tem igual para reparar
as forjas dos debis e enfrnquecidos.
Edital 11.106
(1 pracs)
De ordem do Ulm. Sr. Dr. inspector, se faz pu-
blico qae s 11 horas do dia 2 do mez de junbo
prximo vindouro, sero vendidas em praca no
trapiche Conceico, duas caixas de marca Arthur
de Melle, viadas de Lisboa no vapor inglez Orator,
entrado no mez de Abril ultimo, abandonadas aos
direitos, contando figuras de barro ordinario (que-
bradas) para cima de mesa.
3 secyo da Alfandega de Pernambuco, 29 de
Maio de 1886.-0 chefe.
Cicero B. de Mello.
e fez-sc a leitura do seguinte
EXPEDIENTE
Cilicios :
De 32 do correte, da Junta dos Corretores
desta praca, remetiendo o boletim das cotacoea
cfficiaes de 19 9 22 do cerreute mez.Para o ar-
chivo.
Diarios officiaes de ns. 129 a 138Sejam archi-
vados.
Distribuio-8e rubrica o seguinte livro :
Diario de Joaquim Duarte Simoes & C.
DESPACHOS
Peticoes:
De Joo Urigh & C, para que se registro um 1 nientcs de impureza de sangue, a salaaparrilha de
crdito proveniente da reconstrueco, de casco, Bristol, deve de ser tomada coi>jauc:ainente com
caldeiras nova!', e reparar toda a machina de urna as pillas
lancha a vapor.Seja registrado Acha-se venda em todas as principaes bo:icas
De Domingos Duarte Ferreira e Jos da Silva e ojas de drogas.
Ci-rne'ro, para que se registre o contracto de so-I Agentes em Pernambuco, Ilcury Forstex & C,
ciedade em nome collectivn, que cclvbraram sob a
firma de Ferreira & Carneiro, com o capital de
19:206^450, para o commercio de seceos e inollia-
dos, cidade dff Olinda e ra do Varadouro n. 3
pateo de S. Pedro n. 3.Archive-sc, na forma j.
U.
De Joaquim de Souza Azevedo, para que se re-
gistre a procurarn que lhe passara o ccmrner-
ciante desta praca, Domingos Jos Antones Gui-
marrs, para gerir e administrar o estabelecimeo
ra do Commercio n. 9.
Ao publico
Andr Antonio Quirtata, estabelccido na ra
de Thnm de Souza n. 3 e que acabou de s jffrer
um importante roubo, na quantia de G contos de
reis, sem fallar as joias, declara ao reipeitavel
puilico e ao corpo commercial dest 1 praca. que o
to comm.ciardo ou.organte, sito ra Primeiro nnuneiante nada deve, nem commercial nem pal -
de Marco n. n.-Kegistre-se. Ucularment.-.
De Maia, Sobrinho ic C, para que ee archive
o contracto de socieJade, em nome collecivo, que
sob dita firma celebraran) Jote Maria Sobrinho e
Augueto f rederico de Castro Medeiros, com o ca-
pital de 15:0005, para o commercio de miudezas
em gresso e a rctalbo, nesta praca, ra do Mr-
quez de Olinda n. 28. Arehive-se, na forma da
Iei.
De Manoel Joaquim Alves da Costa, pedindo
ser ndmittido matricula de commereiante :
subdito portuguez, de 38 annos de idade, estabe-
lccido nesta praca cem armazem de molbalcs por
grosEO e a retalhe, ao largo da Penha n. 6. Sao
at testantes Joo Je s Rodrigues Mendes, Joo
Fernandes de A'rr.eida e Manoel d s Santos Arau
jo.Passe-se a carta.
Nada mais haveudo a despachar, o Illm. Sr. corn-
mendsdor presidente encerrou a se.-so s 11
1/4 da manh.
Perrthm
Boha commercial de
buco
RECIPE, 29 DE MAIO VE 18t>
As tres horas da tarde
i-'otaeet oiciaet
Niohouve cotaco.
O jresidentc,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
RSNDLMENTOS PBLICOS
Km ce Maio da 1886
ALFANDEGA
SZKDA SBU.
De 1 a 28
Uta ce 29
Bom wovmcuL
De 17 a 28
Idea de 29
634:196*372
6:283147
42:633*052
3:-Ji*211
660:479*519
r.-:
45:894*263
Total
RxcanumoBiA De 1 a 28
ib de 29
Cobbciodo peotihcul Di i a 28
idea de 29
ftnnnuYiiAiM--Pe 1 a*28
Utude 'ja
786:373*782
33:723*222
5:623897
AL.TEKAC0 da pauta
Pata a seman de 31 de Mai a 5 de junbo
de 1886
Nao houvc alteraco.
Alfanaegx ae Pernambuco, 20 de Maio de 18:6.
Os conlerentes,
Manoel A. R. Pinheiro.
Adolpho Gentil.
DESPACHOS DE EXP0RTAC0
Em 28 de Maio de 1886
Para o exterior
No vipor inglez La Plata, crregaram
Para Lisboa, Fernandes da Costa & C.
sacsas com 13.670 kilos dealgodo.
184
39:347*119
96:519*136
5.140*433
101:659*569
17:169*355
17l769
17:341*24
Para o Interior
No lugar norueguense Chance, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Pal, J. S. Loyo & Filho
400 barricas com 42,487 kilos d-: assucar branco.
Para Porto-Alegre, P. Carneiro 8c. C. 213 barri-
cas com 22,150 kilos de assucar msacavado e 410
ditas c.m 45,331 ditos de dito branco.
No vapor nacional Cear, carregou :
Para Manos, M. J. Alves 4 barricas com fa-
rinha de mandioca.
No hiate nacional Ira, carregoa :
Para Villa de Touros, J. 'aes de Oliveira 200
saceos com farinba de mandioca.
Para Maco, J. Paes de Oliveira 200 saceos
com farinba de mandioca ; G. de Brito 5 barra
com 450 litros de agurdente.
No hiate nacional Correio de Natal, carre-
gar m :
Para Macahyba, M. A. Senna 5 barricas com
334 kilos de assucar bmneo.
No hiato nacional Deus te Guie, carrega-
ram:
Para Mossor, F. Reeha & C. 200 saceos com
farinha de mandioca ; E. C. Beltro & Irmo 12
barricas com 715 kilos de assucar branco.
Ko hiate nacional Geriquily, carregou :
Para Maeabyba, Sebastio Leita 16 barricas
com 960 kilos de assucar branco.
No hiate nacional F. Jardim, carregaram :
Para Aracatj^ Fernandes & Irmij 4 barricas
com 240 kilos de assucar refina lo.
Recife, 27 de Maio de 183G.
Andr Antonio Quirtata.
Cruzador Medusa
Tocn ante-bontera no porto desta capital e se-
cuio logo para o Recife este pequeo vapor, per-
tencente a Alfandega de Pernambnco. Tivemes
occasio de conhecer o sympathico commandante
do mesmo, o Sr. Fabio Rinn, moco intelligente e
inmieiras cavalhuirosas ; e b"m assim o digno im-
mediato o Sr. Francisco de Assis Goncalves Pen-
na, martimo de reputacj teita, de trato ameno,
diario de ser apreciado.
As nomeacoes de commandante e de imraediato
do crusador Medusa sao actos, que illastrum o pa-
tritico gabinete, que dirige o governo do paiz.
Cmprinicntand os dous llustres cavalbeiros,
desejamo-lhes feliz viagem.
Na barcaca Nazinha, carregon :
Para Mamauguape, A. J. Podro Goncalves 600
sa eos com farinha de mandioca e 200 ditos com
milho.
Na barcaca Feliz Destino, carregoa :
Para Macei, F. E. de Moraes 2 pipas e 5 bar-
ra com 1,410 litros de agnard nte.
Na barcaca D. Isabel, carregou :
Para P. de Alagoas, J. H. Boxwell 86 cascos
com 6,720 litros de agurdente.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrados no dia 29
Bnenos-Ayres e escalas -12 dias, vapor inglez La
Plata, de 2669 toneladas, commandante A. R.
Dike, equipagem 103, carga varios gneros ; a
Adamson Howie & C.
Liverpool 66 dias, barca norueguense Solcfide, de
345 toneladas, capito H, L. Jull, equipagem
10, carea carvo de pedra ; ordem.
Navios mhidos do mesmo dia
Southamptsa e escalasVapor inglez La Plata,
commandante A. R. Dike, carga varios gene-
ros.
Barbados Barca ingleza Rosi of Di ven, capito
A. auel, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
l'm Erro Fatal na America!
No peridico Cleveland,! publicado em
Ohio, nos Estados-Unidos do Norte, lemos
a desiripjlo de urna operagao cirurgica,
cujos funestos resultados robresaltfcran pro
fundamente todos os facultativos da Rep-
blica Arglo-Saxonic*. No entender do ci-
rurgiao mais eminente de Cleveland, o Dr.
Tb:iyer, semclhnte eperajao foi quasi um
i-rime 1
IL.via muitos annos que urna senhora
chamada King padeca do urna enfenuida-
de de estomago, e nenbum dos p.ystemas
de tratamento crrpn gados por varios rae
dicos puderam alliviar lbo os soffriinentos.
A doenca tinha principiado com ura leve
desarranjo dos orgaos digestivos, de mis-
tura com um grande fastro. A estes syrop-
tomas seguic-se um malestar indescriptivel
no estomago (malestar que foi tomado por
urna sensacao do v; sio interior) accumulun-
dose em torno dos dentes urna materia
pi gajosa, actmpanhada de um gosio i s-
agradavel, especialmente de manhS. Lon-
ge de azer desappareccr a sensayao do
vazio, o alimento pareca fiugiucntal-a. En-
tre outros sympioiuas, notava-se a cor ama
rellenta dos olhos. Pomo depois, as milis
e os pos esfriarcm e tornaram-s" pegajo-
sos, tobrindo se de um mor fri. A enfer-
ma padeca de um eanssco constante, sin-
tindo-se nervoso, irritada e ebria de ne-
gros pre3cntimentos
Ao levantar te de repente, a pobre se-
nhora senta urnas tonturas. Com o tempo,
os intestinos chegarara a estar estre loa
tt o ponto de tornar se necessario em pre-
gar quasi todos i.s dias algum medicamen-
to catrtico, nao tardando a enferma a sen-
tir nauseas e Janeando fr;t 03 alimentos
poseo depois de tel-os engulido, a'lgnmas
'-ezes em um estado de asdame c ue fer-
mentacao.
D'estes desarranjos proveio Urna palpi-
tao de coracao tilo violenta que a infeliz
quasi que nao pedia respirar. Finalmente,
inontrou-se na imposfiioilidadfl de reteros
almeritus, atormentando a sem cessar do
res de ventro atroces.
Attendendo ao tacto de que todos os re-
medios at entilo rmpregados nao baViam
produzido resultado algum satisfactorio,
reunise urna junta medir, i-ujo parecer
foi que a Sra. Kir.g padeca de u-.u cancro
no estomago, tornaudo se necessaria urna
operaeao.
Em rebultado d'es'a de;is3o, no dia 22
do Janeiro de 882 ftz o Dr. Vaneo a
operaeao em pnsenca dos Drs. Tuiker-
raann, Perier, Arios, Gordon, Lupire
Halwell.
A operado consisti em abrir a cavida-
de do abdomen at descubrir o estomago,
os intestinos, o ligado e o pncreas. Ve-
rificado isto, os mdicos examinaran os
ditos orgos, e, eheioa de aasambro e do
horro., viram que nao existia cancro al-
gum. Cerraram e lizeram opossivel para cu-
rar a ferida que haviarn feito; mas a pobre
senhora moneu dentro de pomas horas
Que triste o a sorte do viuvo que sabe que
a esposa pareeeu por causa de urna opera-
cao errada Se a. Sra. King tiv^-sse em
pregado o verdadeiro remedio contra a dis-
pepsia (sendo (ste o nomo da doenga) esta-
ra hoja em sua cas 1 viva em lugar de es-
tar na cova.
Por ineio do uso do Xarope Curativo de
Seigel, remedio proprio para a dispepsia e
para a iudi^ostao, inuitas pessoas se resU-
beleceram depois de tereru ensaiado outros
remedios sem prjveito. As provas d'este
facto sao t2o numerosas que nao nos pos-
sivel reproduzil as aqui, mas os que leram
os certificados publicados em favor d'este
grande remedio consideram-os como irre-
futaveis e convincentes.
A venda do remedio Ilimitada.
O Xarope de Seigel vende-se era todas
as pharmacia a do mundo, assim como no es-
tabele :mento dos propietarios, A. J. Whi-
t>!,(Limited) 'b, Farringdon Road, Loa-
dres, E. C.
Depositarios na provincia, de Pernam-
buco: no Recife, Bartholoroeu e & C, J.
C. Levy e & C, Francisco M. da Silva e
& C. Antonio Martiniano Veras & C,
Rouqmyorol Irm3os e Faria Sobrinho
dtC; em Bello Jardim, Manoel de Si
queira Cavalcante Arco Verde, e Manoel
Cordeiro dos Santos Filho: em Indepen-
dencia, Antonio Gomes Barbosa Jr: em
Palmares, Antonio Cardoso d'Agu ar : e
Tacarat, Jos Lcureneo da Silva.
Edital n. 105
(3.a praga)
De ordem do Illm. Sx. Dr. inspector se faz pu-
blico, que s 11 horasado dia 2 de junho prozimo
vindouro, serao vendidas fmpne, no trapiche
Conceicio, as mercadorias abaixo declaradas :
Armazem n. 6
Eetreiro Manoel liamos Jk C, 1 pacote n. 510,
vindo no vapor inglez Elbe, entrado em 10 de e-
embro de 1885, consignado u D. t. liamos, con-
tendo dous livros de amostras em deseuhos in
pressos.
Armazem n. 7
Marca MAS, 21 caixas ns. 230 240 e 260-260,
idem de Bordeaux no vap.ir francez Senegal, idem
em 5 de Abril de 1882, nao tem^consinaco, eon-
t.< udo garrafas com cognac, medindo de alcool
puro 62 1/2 litros.
Marca diamante, P no centro e Janitis ao lado,
3 atadus vindos de NVw-York no vapor inglez
Maranhense, idem cm 2 de setrmbro de 18b5, nao
e to manifestado?, eonteodo farinha de milho,
pesando nos env iltorioa 108 kiloi'n.mmas.
Mar MAB, 1 caiza n. 894, icm idem no va-
por americano Finance, dem em 8 d* outubro de
1883, consignada a M. A. Barhost Succi-ssorp,
ontendo quatro quadros aunuocios com mol iuras
de ma'ieir.i e tres kilos d..- brinquedos do papel.
Harem K15. 2 panel tas de ferro eaferrnjadas, es-
tando uma quebrada, i '"m idem do navio ingles
Fcddington, idea un -1 de Njvenibro de 1882, nao
esto manifestad s.
3" srecao da AMandoga do Pernambnco, 2.) de
Maio de 1886. O ch-fe,
Cicero 15. de Mello.
Companhia
DO
Os senhore accionistas desta companhia quei-
ram vir receber o 76 dividendo na razao de
4*400 por aeco, e coja pagamento se effectuar
diariamente at 31 do corrente mez, e ao depois
nos sabbados, mas sempre das 10 horas da ma-
cha 1 hora da tarde
Escriptorio da companhia do Bsberibe, em 15
de Maio de 1886.O director secretar .o,
Jos Eustaquio F. Jacobina.
DECL;
iS
Arsenal de Guerra
auno, os
kilog.
i' ni
, i III
litro
kilog.
i lera
i'-em
io III
i li ni
dem
iilcm
litro
urna
um
i: na
acha
id-m
iiiem
idem
ua
lino
kilog.
garrafa
lltlu
kilo-.
idern
lata
uma
kilos.
kijlo
libra
l'.O
EDITES
Portuense de New-York hoje
Jacuhypc do sul Junho boje
Finance do sal a 3
Manos do norte a 3
Gironde da Europa a 3
Orator de Liverpool a 4
Marinho Visconde da Baha a 4
Aconcagua do sul a 6
VtUe de Cear do sul a 6
Da/iia do sul a 7
VOU de Santos da Europa a 7
Colorado de New-Port New a 7
Elbe da Europa a 9
Espirito Santo do norte a 13
Tomar do sul a 14
Para do sul f a 17
Hamburg de Hambargo a 20
Ipojuca do norte a 20
Cear do norte a 23
Neva da Europa a 24
Congo do sul a 25
Tagxu do sol a 29
O alfl-res Alfonso Moreira Temporal, 4'
juiz de paz da freguezia do Poco da Pa-
nella, em virtude da Iei, etc.
Paco saber a quem interessar possa, que .s au-
diencias dete juizo serao as quartas feiras s 9
horas da manha, em casa de minha residencia n. 1,
na liba do Temporal, antiga des Ratos, no Mon-
teiro.
E para constar inandei passar o presente, o af-
fizal-oncs lugares mais pblicos desta freguezia,
e publical-o pela impre isa.
Freguezia do Poco da Panella. 27 de Maio de
l66.
Eu, Manoel Francisco Coelhc, escrvo que o es
crevi.
Affoiiso Moreira Temporal.
O conselho econmico das eompanhias d>i apren-
dizes artfices e operarios militares, precisa c n
tratar para u 2- semestre do corrate
artigas segaintes :
Assncar branei refinado de Ia sorte
Dito mascavinb^ retina lo
Al-trii
Arroz
Azeire '1
Bolaeliipnaa Bolaehita
Hauallriii
I 'li:i liysson
Caf esa (rrlo
Carn' de zaraue
Carin- verde
Doce de goiaba
Farinha <'. man i ca
F-1": i mulatinho
Prnetas, laranjas ou b:mana3
Prango
{(.llinlia
Lenlia secca e de boa qualidadj
Manteiga ingleza
Dita francesa
Marmella la
Mac-irrao
Qai'ijo llimcigo
Sal
T'-ueiiib)
Vinho do Pnrt>
Vinairra oa Lisboa
Verduras
Paes de 150 grammag
Ditos de 125 ditas
Giax.i para sapatns
Escovas para dar lustro
Ka bao
Perro inglez sai barras de diversas di-
m casoes.
Limas nulas iiiglezas meaa canas, urna
Vcllas d spermiicete, pacota do
Cortes de chbellos.
Bapatoa Je bezerr paia o 2- semestre do cor
rente Mino.pares
Bacas de rosto de ferro agath, com o dia-
ir.etro de 1,-1 pol'egudas
Ch'aelbs de couro branco para a enfermara
(pares)
Meias do algodao (pare.-)
Lencos de chita, piquenos
.Jhu(;lla de ferro eetaabado de 5 gall-s
Ciicarola de ferro esmaltada de poiccllana,
de n. 7
Fregideira de dito idem de 10 poilegaoas
1'.-putnadeira de f Tro estanhado
Ci nclia de dilo dito para tirar caldo
rVataa de alisar cabellos
Panno azul, entre fino, para b'.usas, metros
CVisemira encarnada e eufestada, metros
Botes de metal amarello, grandes
Ditos dito pequeos
Di Uta de nsso prcto
Brim pardo trancado, metros
Algodosinh". metros
I-avagem e engommado d blusas de brim ou
frdelas, calcas de brim branco, ditas de dito par-
do, lavagen e concert de camisas brancas de al-
redaosinho, camisolas de orim pardo, ditas de dito
branco, para enfermara, calcas de brim pardo,
ceroulas, cobertas de cbita, cobertores de la. fro-
nhap. knces, lencos, luvas (pares), meias (pires),
toalhas de mesa, ditas de rosto, ditas de mi e
barretes.
S poder concorrer aos fornecimentos annun-
ciados pelo eoiiaclln quem babilitar-se previa-
mente, eibibindo um requerimento dirigilo no
mesmo conselho, documento que prove haver pago
como negociante estabelccido, o impasto de casa
commercial relativo ao ultimo semestre vencido.
Os preponentea deverao ^presentar suas propjs-
tas nesta secretaria at as 11 horas da manh do
dia & de tuobo, sendo taes propostas cm duplica-
ra, em cartas fechas, com declaraco expressa de
sugeitar-se s seguiutes eondicoes :
1* No caso de nao assignarem o coutrato pa-
r>rao a multa de 10 0/0.
2' Seado recusado pela commissao os gneros
contratados, mandar-se- ha comprar pelo preco do
mercado, ficando o contratante obrigado a indem-
nisar, isto at tres vezes, depois do que ficar res
ciadido o coutrato, pagando o contratante a multa
de 200^000.
Todos es gneros devero ser de primera qua-
liaade.
Secretaria do arsenal de guerra de Pernambiico
em 24 de Maio de 1886.0 secretario,
Jos Francisco Kibeiro Machado.
Em prestarla do abanlecimenlo d
agua e gass 6 cidade de Olinda
DEVEDOEES EM ATKAZO
Tendo a directora, em sesso de 15 do
corrente, resolvido receber por intermedio
de um 8ollicitador todas as contas de con-
summidores d'agua e gaz em atrazo, a
contar do anno de 1876, resolv n'esta
data encarregar de tal cobranga o Sr.
Diogo Baptista Fernandes, a quem espero
attenderlo desde logo os mesmou devedo-
reg, certos da justica o equidade de simi-
lbr.nte resolucao.
Eseripiorio do gerente 2S de Abril de
1886.
Antonio Pereira Simoes.
Iruiandade dw Senh< r Bom Je-
ss das Chagas
Pelo presen e, eonvid aos earissimos irmaos
para a 10 horas da manha, do dia 3(* dignarem-se compartcer no respectivo consistorio,
alim de tiaiar-se eas mesa geral sobre negocios
urgentes inherentes indicada irmandade.
O secretario,
Amaro Joaquim do Espirito-Santo.
SsWalFffli
De ordem do Illm. Sr. inspector, faeo publico
qae a junta administrativa da caixa de nmortisa-
cZc, resolva prorogur at 31 Je dezembro do
C n' nte imno, o prazo para a subftitiii^ao, sem
descante, das notas de 20U) da 5" estampa, 10
da 6" e '; !j da 7*i
Thesoarara de Paseada di Pernambuco, 27 de
Maio de IS86.O secretario,
Luiz K. Pinheiro da Cmara.
Irmandadc do Divino Espirito-
Sanio do Recife
Klcl^o gera
Convido a todos na nossos rautas comparece-
rem ni domo consist rio, no duiningo30 do cor-
nnt-, pelas 11 horas da nv.illn, para un SSPin-
b'ca geral pn a cleicao dos 'meirbros
para a mesa regadera dj ezercicio de 1886 a
I --7.
Consistorio da nnandade do Divino Espirito-
Santo (io Recife, 27 de Maio de 1886
O CSerivao,
Julio Ferreira da Costa Porto.
22
10
50
BO
1
1
1
1
1
5-"
70
2.50
252
252
li-
uto
118
Vcnei'a>cl i'suandadc da glo-
riosa Kenhora MaiBt'.&nna da
igrvja da Manta Cruz.
De ordem da mesa regedoia desta irmandade
convido a t-idos os-.nossoa irmacs (h couioareeercm
cm ii"sso cinciatorio, domingo 30 do crrente, pe-
las 10 horas do dia, am de reunidos cm mesa
geral, rcsolvennos sob construecao;de catacumbas,
no Cemiterio, para os oossos imutos, e outros as-
suinptos a bein de nossa irmandade.
Consiatorio, 28 de Maio de 188G.
O secretario.
Manoel or de Sant'Anna Araujo.
Circular i. 0
Tliusioararia de Pemamiiuco, 23 de
Haio ile Itt&C
O inspector communica as senhores collcctores
das rendas geraea desta provine para seu co-
iihccimento e fins convenientes, que segundo par-
ticipou a esta thesuuraria o inspector da caixa de
ain rtisaeo, em offieio de 13 do corrente, a junta
administrativa daquella reparticao resolv u pro-
rogar at 31 de dezembro prximo futuro, o prazo
para i substitucao, si m deseonto, das notas da
25000 da 5" estampa, 10 da G" e 55 da 7.
Antonio Caetauo da Silva Belly.
Asso.'i.w'ao Commercial Agrcola
de Pernambuco
De ordem do Sr presidente convida-se aos Srs.
socios d?ata associacao para eomparecerem ua sede
da mesma aesociacao, no dia 31 do corrente pelas
10 horas da manha, alim de tratar-se de negocios
atti nenies associacao.
Kecife, 18 de Maio de 1886.
Sebastio Manuel do Reg Barros,
Io secretario.
Thesouraria de Fazenda
Edital n. 18
O administrador do Consulado Provincial faz
publico a quem interessar possa, que no periodo
de 30 dias uteis, contados de 15 deste mes, ser
iffectuada por esta repartilo a cbranos, livre de
multa, dos seguintes impostos, relativos ao se-
gunda semestre do exercicio corrente de 1855-8J.
Imposto ao reparticao.
10 e 20 /o sobre estabelecimentos commerciaes
fra e dentro da cidade.
20000 por eso.avo empregado em servico me-
chanico.
200 rs. por baralho de cartas de jogar.
12 % sobre consultorios nedicos e Cscriptorios
de advogados e solicitadores.
Consalado Provincial de Pernambuco, de 11
Maio de 1886.
Francisco Amyntas de Carvalho Moura,
Ul
Nos termos dos arts. 5 e 6 dos estatutos, sao
convidados os eenhores accionistas a realisarem
at o dia 30 de junho prximo, na sede do bao,
ra do Commercio n. 34, a segunda entrada do
dez por cento do valor nominal de cada aeco.
Recife, 8 de Maio de 1886.
Os administradores,
Manoel Jco de Amorim.
Jos da Silva Loyo Filho.
Luiz Duprat.
Circular n. 10
Thesouraria de Fasenda de Per
nambaco, 98 de Malo de SA
O inspector declara aos senhores collectorcs das
rendas geraes da provincia, que achando-se con-
vertido em sello os emolumentos da tabella anne-
xa ao decreto n. 4353 de 21 de Abril de 1869, em
virtude do g 3 da Iei n. 2940 de 31 de outubro de
1879, devem cobrar 15000 de sello das certidoes
e matricula de escravos que forem requeridas,
de accordo com a tabella B 1 n. 15 do doereto
n. 8946 de 19 de Maio de 1883 ; e que de taes
certidoes nao se cobram buscas, em consequencia
de eatarcm os livros de matricula de escrauos
ai: da em andamento.
Antonio Caetano da Silva Kelly.
De ordem do Iil.n. Sr. inspector, fa;o publico
que na dia 5 de Julho prximo vindouro, perante
a .-esso da juuta, recebem-se propostas eui cartas
fechadas para o toniecimeuto dos artigos de expe-
diente abaixo declarados, que so fazein precisos ao
Arsenal de Guerra, no semestre de Julh) a Di-
Z'-mbro do Crrente auno :
Caderuetas em branco de papel iiume, pautado,
com 50, 100 e 150 foi has, uma.
Caetaj finas, duzia.
Ditas entre finas, idem.
Caivetes finos, um.
Envelopes para offieios timbrados, cento.
Esptulas d-- osso, uma.
(rampos para prender papel, caixa.
Gamma arbica, frasco.
Lapes de Faber, duzia.
Ditos de duas cores, idem.
Ditos de borracha, dem.
Lacre encarnado, pao.
Livros em branco ie papel tiume, pautado com
100, 150 e 200 folhas, um.
Ditos dito de dito I lo: I nula, pautado, formato Ca-
rooe, com 50, 100, 150 e 20 folhas, um.
Ditoa dito Ee, com 50, 100,150 e 200 f ilhas. um.
Ditos dito Carret, com 50, 100, 150 e 200 folhas,
um.
Ditos dito Raisin, com 50, 100, 150 e 200 folhas,
um.
Ditos dito formato Jesti, com 50, 100, 150, 200 e
250 folhas, um.
Ditos dito dito Colombier, com 200, 250 e 300 fo-
lhas, um.
Ditos dito de todos oj formatos e nmeros de fo-
lhas, com eocaderiiaco inteira de couro, um. '
fiuuie pautado, nsina.
Dito dr i liso, idem.
Dito inglez i sado e branco, para ofilcio, idem.
Dito dito dito (lita timbrado, dem.
Dito Hoilanda, f,.ru...to Corone, Ec, Carri, Rai-
sin, Jesei e Colombier, caderuo.
Dito mata-borro, folha.
Dito dito cartao, tolha.
Peanas de ac Perry, caixa.
Pastas de oleado de diversos tamanhns, uma.
Raspadeira par papel, urna.
Tinta ingleza para escrever de J. A. Sirdinha,
buiao.
Dita preta para o mesmo fim, garrafa.
Dm carmn, frasco.
Thesouraria de Pernambuco, 2S de Maio de
1886.
O secretario,
Luiz Emygdio Finheiro da Cmara.
Club Carlos Gomes
Ten io a assembla geral deste club resolvido
na reuniao de hontem espassar para domingo 30
do corrente a eleico que devia ter lugar nesse
da, em virtude de ter comparecido poneos secios,
o conselho administrativo convida a todos os se-
nhores tocios quo estiverem quite para com o
cofre social, a comparBcerem na respectiva sede
s 11 horas do referido da 30 para o fim indicado.
Recife, 28 de Maio de 1886.
Joaquim Alves daFon seca,
1 secretario.

I

S
Y



{
D
LHE)




)
Diario de PernambncoDomingo 30 de Maio de 1886
Club deregataf cr-
nambueano
De ordem do Exm. Sr. Dr. prwdrntc, conwjo
a seabores socios que eativerem quito* coto o coH
fre tociil, a se reunirem em assembl* gcral, do-
Mingo 30 do corrente, s 11 horas do din, na sede
dette club, afim de proceder-se a eleico para o
novo eonseiho administrativo.
Secretaria do Club de Regata Pernambucaao,
em 26 de Maio de 1886.-O 1- secretario,
Osear C. Monteiro.
Secretaria da Prcuidencla de Per-
Bambuco. de Halo de 1886
1" set'cao.
Da ordem do Eira. Sr. vice- presidente da pro-
tdck, se fai constar a quem iuteressar posta,
que o Ministerio da Guerra, em avi-o de 17 do
corrente, daclarou tornar se necessario que D.
Junuaria Caruliua dos Anjos prove ser uii do
fallecido 2 cadete do Io b..tallio de artilharia
a p, Alfredo Hemiterio Ribviro, e coiro tul ana
legitim herdeira, afim de t>r lugar arunessa de
titulo de divida de fardamento e do respectivo
spi'lio, currando as desposas de transporte puj
cunta da mesma senhora. .
Serviudo de secretario,
Emiliano E. de Mello Tamboriin..
Thcatro
Da socieMe ramtica hn
Domingo, SO do corrente
Espectculo do mez de Maio, sob a direccao do
socio
"FRANCISCO BANKS
Terminada vouvertura, pela orebeatra, cpre-
rentar-se-ha a comedia-drama cm 8 actos, de Ca-
inillo Castello Brautg
Purgatorio e Paraizo
Dar im ao espectculo a mu chistosa comedia
ons 1 acto
4 Rosca %
Principiar as 8 horas.
Os Srs socio que anda nao tiraram suas asig-
naturas, queiram procralas na ui'u do Sr. thii
suireito.
O I. Secretario,
J. B. Faado.
( LUB ACADMICO
Sylvio Romero
De ordein do Sr. presidente, f.ico publico que
tde desta sociedado foi transferida para a ra da
Matriz n. 25, onde coiitinuam a fuuccbnar suas
Kawt lleclfe, 28 de M io de 1886.
O Io secretar'o,
Iuuocencio Seros.
Santa Casa la Misericordia do
II eolio
Arreada se por muito barato nreco, o srmazem
1- b" andares do predio n 24 ra do Vizconde
de Itaparicn, oulr'ora do Apollo, com excellentes
accoininodneOes para familia, tenido o 2 andar uin
boin terrado c s)to ; arri>dx-se separadamente.
O nuica presta-so pira d'psito de assucar,
barriqueiro cu ontr* qualquer ne sbande grandes aecor.imodi.toes ; divide-.se o mes
roo rmazi in, tornudo-M alada sssim dous bons
ni u"in, c:m frentes para o caes do Apollo e
roa do su.o nome. I
Os preteodeates podero examinar dito predio
qm> se acha cm rcp-,ro, tratando eobre o sen ar-
reulimento na secrotaria desta sana casa.
Secretaria da Santa Casa ie Misericordia do
Bocife, 29 de Mam de 1886.
O eserivao.
Fedro Ro.'.rigucs ae Souza.
Aviso ao publico
Do da Io de junho de 186 at novo rvso se-
ro inppiimiJos no" domingos e dias gentifieados,
es trena segaiates :
Para Casanga, as 10.18 da manb e 2.1S da
Urde.
Para Apipuccs, as 10.40 da manha e 1.45 da
tarde.
Do Taxaaga, s 11.12 da manha e3 12 da tarde.
De Apipucos. s 11 4~> la manha e 2.45 da
larde, Recite, 30 de Maio de 1886
A. \V. St.mebe.wer Bird,
Gerente.
THEATRO
Dcaiingo, 00 de Maio
D.
O invpncivcl SANSAO do seculo XIX levar
alguno dos seus inimitaveis trabalhos pelos quats
merec u de publico e de todcs os paizes por onde
ten passado, os maiores applausos e o titulo de
Grande desafio aos Hercules
O primeiro Hercules do mundo desafia a qual-
quer pessoa e aos que te tecm apresentado como
llrenles, a fazer com a sua BENGALIsIIA
DE FEKROo que elle fi*er, apostando.
Ordem do espectculo
PRMEIRA PARTE
A Alavanca de Arcbimedea. Sor-
prendente trabalho sustentar o corpa sobre nma
alavanca c de eabeca pera baixo sustentar com os
denle um trapesio e com os bracos mois dous tra-
pesice, tendj em cada um, urna pessoa.
Os Brinquedow Revolurionarion,
Manejar diversos pesos de 30, de 40 e de 50 libras
cada aro, azendo diversos exerecios e jogos die-
lentes.
SEGUNDA PARTE
O Antlor da* XarOe*.-Espantoso traba-
Ifcolevantar com os dt-ntes urna pipa, tendo em
cana dons meninos sentados, sendo uin em urna
eadeira. e sustentar mais cinco meninos em diver-
sa posicOep, tudo ao mesmo tctnpo.
O Cvatele andante.Inexcedivel tra-
balho collocar o cerpo em forma de cavalete e
sustentar urna pipa cheia d'agua (pesando mil c
dnsentas libras) tendo por cima da pipa um uirai-
no, e depois com o impulso dos msculos lani;al-u-
lia de sobre si e a collocar em p.
TERCEIRA PARTE
A errpreza tt m a boara de participar que, afim
de que o respeitavel publico possa apreciar cou-
Tenientemente os trabalhis do celebre e sempre
applaudido Heicules, mandar expr no thcatro
sua disposicSo ao pipas, barras, pesos c todos os
mais apparelhos.
Tambcm faz acientc que o proprio Hercules con-
sente que o examinen; se possue ulgum apparelbo
eccalto ou se s se confia na excepcional fofea
muscular que pessue.
Depois ser apresentado a apreciaco publica, a
importante- cachina EL>E ;TUICA, afim deque
peasaai apreciar os efieitos de sua grande luz elc-
trica equivalente a 2.600 velas.
Em seguida pelo fluido da mesma luz apresen -
tar-seha h importante collecco de
Companhia de EdiGcac oes
O escriptorio desta
companhia acha-se in
stallado na pra$a da
Concordia n. 9,conssr-
vando-se aberto das 7
horas da manha s 5 da
tarde, em todos os das
uteis.
Incumbe- se de cons-
truc^es e reconstruc-
es.
Recebe-se informa-
c,es acerca de terre-
nos ta cidade e subur-
bios, e a respeito dos
quaes queiram os res-
pectivos donos fazer
negocio.
]\o mesmo escripto-
rio se encontraro as
amostras dos produc-
tos da otaria mechani-
ca do Taquarj, pi'o-
priedade da mesma
companhia.
PORTOS DO SL
0 vapor Manos
Commandante 1- tenente Ouherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do
norte at o dia 3 de Junho,
e depois da demora in
dispensavel, seguir para
os portos do snl.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas eRio Grande de Snl, trete m-
dico.
Para carga, passgens, encommendas e valores,
trata-se na agencia
N. 11 RA DO COMMERCIO N. 11.
CHARGEIRS REUNS
Companhia Franceza de Kavega
rao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
coa, Pernarabuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Sleaier Vile i.
E' esperado da Europa at
o dia 7 de Junbo, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia*. Bio de Janeiro
e Sanios.
Roga-se s-os Srs. importadores de carga p "los
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng.^
quer reclamacao concernente a volumes, quj po-
vestura tenham seguido para os portos do sul.afin
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Espirado o referido praso a companhia nao se
rcspousabil8:i por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageir. pan-
es quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de Oiivcira &
42ri;a do oommerhio -4t
Pacific Sieam Navigaon Company
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Aconcagua
*Agente Silveira
Leilo
DE TERRENO
Terca feir Jl. de luoho
^0 meio dia
_ O agente Silveira por mandado e com assisten-
cia do Exm. Sr. Dr. juit de orpbaos e ausentes, le-
var a leilo urna parte do sitio denominado
Hospital, treguezia da Varzea, todo arborisado
em terreno proprio.
Os Srs. pretendentes podem examinar.
Agente Silveira
Leilo
De predio
Terja-fcira 1. de Junho
A's 11 1/2 horas
A' ra do Imperador n. 75
O agente Silveira, por mandado e com assisteu-
cia do Exm. Sr. Dr. juiz de orphos e ausentes,
levar lei-o o espolio inventariado de Francis-
co Antonio Alvos Mascarenhas, a requeriments do
inventariante, o seguinte :
Um sitio com um sobrado do um andar, no lu-
gar denominado Caboc, com 10 metros de
frente e 6 de fundo, 2 salas de frente, 2 quartos, 4
jancllas de cada lado, menos no do norte onde est
enllocada no lado de fra urna cscada, andar ter-
reo, quartos de lado c urna sala no centro, tendo
o sitio diversas arvores fructferas, 4 quartos no
fundo, servindo um destes de cosinba.
Os Srs. pretendentes podem examinar.
3" leilo
Xa na do Imperador b. 35
Do dividas na importancia de 2:314000, da
venda e padaria que foi de Mariano Jacintbo dos
Santos, no Arraial.
Em seguida
De pianos, 1 mobilia de Jacaranda, 1 de junco,
preto, perfumadas e outros objectos, ao correr do
murtello.
Terca-feira 1 di Junho
A' 11 horas
AGENTE MODESTO BAPTISTA
Leilo
Bahia, Rio de
E' esperado da Euro-
pa ate o dia <> de Ju-
nbo, e seguir depois
da demora do costume
para a
?Janeiro. Monte-
video e Valparaizo
Para carga, passagens e encommendas e diuhei-
ro a frete tracta-se com os
. AGENTES
Vs ilson Sons & C .. Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO-N. 14
COMPANHIA PERDIS IJCAI% A
DE
Savegacao Costeira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parhyba, Natal,. Macan, Mossor, Ara-
caty, Cear,
De mludezas
A saber : jarres, pentes com diademas, cartea-
ras de chagrn, espelhos com estejos, sapatiohos
de la, botots de diversas qualidades, espelhos
ovacs, liabas de carril Alexaudre, bandeiras na-
cionaes e portuguezas e outros mais objectos, que
serao vendidos na occasio do leilo de fazeudas,
na leja ru* do Rangel n. 48.
Agente Brito
Quarta feira 2 de Junho
A's 11 horas
Ra do Rangel n. 48
2 leilo
De urna casa tprrea sita ra do Areal n. 24,
com 1 poita e 2 janellas de frente, corredor tepa-
salaF, 4 quartos, cosfnha fra, cacimba,
murado, cm solo proprio, rende 30 men-
[ARITIMOS
Pirapama
Segu no dia 5 de
Junho, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
rado, 2
quinta
saos.
VISTAS DISSPLtmVAS
ou
k s ngag egypclacD
conPAXHE m-:w tnssu.k
RES ARITIflEJI
LINHA MENSAL
0 paquete Gironde
Commandante Minier
Espera-se da Eu-
ropa no dia 3 de
Junho, seguin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Babia, Rio de Janeiro e Honte
tevldo
Lembra-se sos senbores passageiros de todas
as classes qne ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne se ao ssenhores recebedores de merca-
dorias que s<5 seattender as reclamaccs por fai
tas nos volumes que forem recouhscidas na occa
sido da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheirj
afrete: tracta-se com o agente
Auguste Lable
9 RA DO COMMERCIO -9
tnaed Slales & Brasil MailS.S.C.
0 paquete Fnanee
E' esperado dos portos do
sul at o dia 3 de Junho
depois da demora necessaria
seguir para
.*.
Pro^ramma das vistas
Todas novas.
A* t* iioras.
O espectculo acabnr a horas do publico en-
centrar bunds para todas as linhas.
(uinta-eira, 5 de Junbo
O CABO CEZAR
O MONTE-PI D0 3 VOLUNTARIOS DA
PATRIA, em virtude de muitos pedidos, resolveu
levar pela segunda e ultima viz o applsnd'do dra-
jM de grande tspectaculo, que tio immensa acei-
ta$o teve por parte do publico, no dia 23 do cor-
rente.
O
Av
ISO
Desde j reccbem--se encommendas na Enci-
iernaeao Commercial, ra Duque de Canas
Marauho. Para, Barbados,
Thomaz e Xew-Vorh
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
)e com os
O vapor Colorado
Espera-se de New-Por-
News, at o dia 7 de Junho,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Paca carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
etry Forsler & C.
RUADO COMittEROlO. -N. 8.
! andar
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambue/ina
n. 12
~ COMPAXH1A PERNAIUUCAXA
DE
YavegacSo costeira por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia 10 de
Junho, pelas 12 ha-
rs da manha.
Recebe carga at o
dia 9, e passagens at
s 10 horas da manha
do dia 10.
ESCRTPTORIO
caes da Companhia Perunba
cana n. 1S
Ag-ente Brito
Terca-feira 1 de Junho
Ra do Imperador n..!6
A's 11 emeia horas
Leilo
LEILOES
Leilo
No dia SI do corrente ser vendida em leilo,
com todjs os seus perteuces, em Ponta Mofina.
onde se acha ancorada, a barca norueguense
Azov, de que capito M. Tenensen, naufragrada
no Rio S. Francisco.
Grande leilo
De perfumaras para miudezae, flores, jarros,
cofre inglez prova de fogo, armaco, fiteiros,
prenca cara copiar, carteiras e tudo mais que faz
parte da conhecida leja da Boa Pama, sita ra
do Duque de Cazias n. 77 A, em lotes a vontade
dos compradores.
Segunda feira, 31 do corrente
A's 10 12 horas
POR INTERVENg O DO AGENTE
(iismo
O comprador da armacao tem garantia da casa.
Da casa t.rrea com 3 portas de frente, sendo
oceupada com taverna, medindo 5 metros e >0
centmetros de frente, e 15 metros e 40 centme-
tros de fundos, com quintal, sob n. 15; de 1 casa
assobradada n. 15 A, tem i grande sotea, 1 porta
e 3 junrllas de frente no pavimento termo, 2 sa
las, 2 quartos, cosinba interna, quintal murado, e
no andar, 4 jinelli.s 4 salas e 2 quartos, medindo
de frente 9 Jietros e 90 centimitros, e de fundo,
4 metros e 58 centmetros; todas situadas ra
da Casa Porte.
Quarta-feira, 9 -Ae lunho
A'* 11 horas
Xa xua do Queimado n. 77 A, loja deno-
minada-Boa Fama
O p.gedte Gusmao, competentemente autorisado
por mandado do Eztn. Sr. Dr. juiz de direito ds
commercio e com asistencia do mesmo, e a re-
querimento do Dr. curador fiscal da massa fallida
de Manoel Carpinteiro Souza, f>r leilo das
casas cima moncionadas, pertencentes a referida
massa, e para mais esclarecimento o mesmo agente
dar.
Leilo
De faiendas, roupa feta, miudezaa e 18 arrobas
de doce de goiaba, na loja ra do Rangel
n. 48.
O agente Brito vender em lefias as seguintes
fazeudas :Brim liso, pardo e lona, casimiras em
cortes e pecas, oxford, mulesquins, chita preta,
maripoaas cora barras de cores, intertela parda,
velbutina prett e azulada, lavraJa e lisa, colchas
brancas, bata azul, meias, lencos, camisas de
meias, calcas e camisas para homens, algodoes,
madapoloes e fustoos, e outras fazendas, que sero
vendidas ao correr do martello, por terera sido
transferidas para a referida loja.
Quarta-feira 2 de Junbo, s 10 e meia horas
Ra do Rangel n- 48.
Leilo
N. 8
Com|:a^hSa liras llelra de Xavc*
B cao a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Bahia
Commandante 1- tenente Aurelia.no Izaac
E' Aperado dos portos do sul
at o dia 7 de Junho, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
rara carga, passagens, encommendos valores
racta-se na agencia
11Ruado Commercio -11
Da armasao do amarello, envernisada, cal
yados de diversas qualidades, tamancos,
pees de marroquim, diias de b^zerro
cordovlo e mais pertences da loja de
calcado da ra do Livratncnto n. 31.
Spgunda-feira 31 do correnta
A's 11 horas
"O agente M.rtins, far leilo per mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de di'cito do civel em aua pre-
senca, da i.rma$ao e mereadorias da luja decal-
cado cima, peuhjriidas a Narciso &'C., a requeri-
mento de Alfredo Baptisia de S, por si e como
tutor dos menores fiios do Augusto Prederico
dos Santos Porto.
Leilo
com bacalho
de Maio
De cerca de 400 barricas
Segunda feira, 31
A's 11 horas
POR INTERVENQaO DO AGENTE
Alfredo (i ni maraes
J porta do armazem do Sr. Ihomaz Times
Leilo
Bod) emprego de capial
Terca-feira, I de Junho
A's 11 horas
A' RA DO T"AERADOR N. 75
O gente Silvira por mandado e com assisteno
cia do Exm. Sr. Dr iuiz de orphos I?var lei-
lo o en gen lio Penedo de Baixo na freguesia de S.
Lourenco da Matta, comarca do Recite, espolio
de D. Anna Mara da Rocha Falcao, sendo o en
g-nlio edificado margem do Capibaribe, moente,
com bom cercado de pastagem e excellentes matas
virgen8.
i Os Srs pretendentes podem examinar o referido
ugenho.
Monte e Scccorro jb Pinato
Leilo dejoias
Esto estabelecimento far leilo no dia 8 de in-
rio vindouro, pir inteivencao d* agente Martins,
ra do Bom Jess n. 32, s 11 horas da manha,
dos objectos que nao forem re-gatados a ves-
pera, das seguitttB cautelas u dinheiro de con-
tado.
Estaiao exposicao tres dias antes.
10.070 Urna salva nitavada e tres eolheres para
sopa, peixe e arroz, prata de lei.
10.116 Um annel de ouro, com brilbantes.
10.118 Dezenove eolheres, prata de lei.
10.13G Um par de rosetas do ouro com brilban-
tes.
10.137 Um annel de ouro com brilhante.
10.784 Duas salvas de pr-ta d* lei, 25 eolheres,
12 garfos, 12 cabos para tucas e um pale-
tero de prata.
10.786 Urna salva e duas eolheres, prata de lei.
10.8j7 Um annel com brilhante e cinco botos de
ouro.
10.811 Urna corrente e mealha para relogio e nm
relogo, ouro de lei.
10.817 Dous pares de brincos, dous broches, um
annel de ouro com um pequeo brilhante
e um trancilim, ouro de le.
10.829 Um par de rosetas o'e ouro com brilhantes,
urna pulceira, um alinete, um par de brin-
cos com perolas, urna medalha, um annel,
seis botoes e umn fivella, ouro de lei.
10.830 Urna corrente e ltete, para relogio, ouro
de lei.
10.831 Duas pu ceiras, um broche com coral, urna
volta de trancelim com perolas, um annel
e urna corrente, para relogio, ouro de lei.
10.839 Um par de brincos di ouro com pequeo
brilhante, urna par de rosetas e um tran-
celn!, ouro de lei.
10.841 Urna pulceira, um broche e um trancelim,
ouro de lei, um trancelim, ouro baixo.
10.842 Um broche de ouro com perdas, urna pul-
ceira e urna corrente, para relogio, ouro de
lei: um alfinete cravijado de diamantes.
10.843 Um trancelim e dous an.n is, ouro de lei.
10.844 Um annel de curo com um brilhante, gran
de, um dito com um dito, tres botoes com
ditos, nma par de rosetas com dito, tres
cruzes, urna pulceira com ditos, tres fios
de perolas e urna c.rrenjc pera relogio
ouro de lei.
10.846 Um par de rosetas de ouro com diamantes,
um par do brincos, urna pulseira, um tran-
celim e urna medalha, ouro de le; nma ti-
jella, prata de lei; urna salva e um copo,
prata baixa.
10.853 Um palitero, prata de lei.
10.855 Urna corrente c medalha para relogio, ou-
ro de lei.
10.867 Um correntio de onto, um trancelim, tres
cardoes, um par de brincos, duas pecas de
dito, ouro de lei; um par de caaticaes, 12
eolheres para sopa e 12 ditas para cha
Erata de le.
fina corrente para relogio, um trancelim,
um broch.1, urna loneta e um relogio, ouro
de lei.
10.885 Um boto de ouro com brilhante.
10.887 Urna cor ente e medalha, para relogio, ou-
ro de lei.
10.889 Urna pulseira, um trancelim, quatro au-
nis e urna moedinha, onro de le.
10.891 Uin broche com brilhante e diamantes.
10.901 Urna corrente para relogio, curo de lei.
10.905 Tres correntes e urna medalha para re-
logia, curo de lei.
10.910 Urna corrente e medalha para relogio, e
um trancelim, ouro de lei.
10.914 Urna pulceira de ouro com brilhantes.
10.921 Dois anniis de ouro com brilhantes, urna
corrento para relogio, um par de brincos,
dois ditos de rosetas, tres alfinetes, uin
par de botoes c tres aunis, ouro de lei e
um trancelim, um par de brincos e um la-
tine te, ouro baixo ; dois relogios. ouro de
lei; e t.-eze eolheres de prata.
10.922 Urna corrente para relogio, um resplandor,
cinco coras para imagens e um relogio
pequeo, ouro de lei.
10.930 Dois anneis de ouro com brilhantes, urna
volta de ouro com medalha, um traucelim,
urna moedinha, duas medalhas, dois pares
de brincos e um relogio, ouro de lei.
10.940 Urna corrente para relogio, ouro Je lei; e
um relogio de ouro.
10.942 Dezenove eolheres e um par de fiveJlas de
prata.
10.943 Um par de rosetas de ouro com dous bri-
lhantes, urna pulseira e um par de botoes,
ouro de lei.
10 946 Um trancelim, urna medalha, urna corren-
te e sinte para relogio, e um relogio, ouro
de lei.
10.974 Urna corrente para relogio, um trancelim e
urna medalha, ouro de lei.
10.997 Um relogio, ouro de lei.
11.006 Um par de rosetas de ouro eom brilhan-
tes.
11.015 Um tranceln, ouro de lei, urna pulseira,
ouro de lei.
11.022 Urna pulseira, ouro de lei.
11.032 Urna corrente e sinete, para relogio, ouro
de lei.
11.061 Um par de rosetas de ouro com pequeos
bri I liantes, urna volta de ouro e nma me-
dalha, ouro de lei.
11.062 Um par de rosetas de ouro com brilbantes,
um annel cem dito e rubins, um alfinete,
dois botoes e um relogio, ouro de lei; um
alfinete da ouro com brilhantes, dois pares
de roletas cravejado de ditos, um annel e
urna cruz com ditos, im fio de perolas, um
trancelim, um collar e urna corrente, euro
de lei; dois cordoes, urna cruz, um cora-
co em ouro, ouro baixo.
11.068 Urna corr.nte para relogio e urna meda-
lha, ouro de lei.
11.092 Um par de brincos de ouro, contendo bri-
lhantes.
[1.102 Urna corrente para relogio, urna volta de
ouro e um relegio para senhora ; ouro de
laL
11.108 Um broche, ouro de lei.
11.117 Um annel de ouro com um brilhante.
11.118 Urna corrente para relogio e um relogio,
ouro de le.
11.128 Seis castlcaes pequeos, prata baixa.
11.129 Um annel de ouro com brilhante.
11.138 Urna pulceira de ouro.
11.139 Um relogio, ouro de lei.
11.146 Urna medalha, urna volta de cordo, dois
anneis, duas pecas para pulseira e urna to-
tea de ouro.
11.151 Duas pulselras, um par de brincos, um dito
de botoes e dois anneis, ouro de lei.
11.168 Um cordo, ouro de lei.
11.177 Urna corrente e medalha para relogio e
um par de brincos, ouro de lei ; urna pul-
seira, ouro de lei.
11.192 Urna pulseira, um trancelim, um meda-
lho, um broche, quatro moedinhas de ou-
ro em botos, ouro de lei.
11.493 Um trancelim, um par de brincse urna
pequea teta, ouro de lei ; um broche, um
par de botoes e um annel, ouro baixo.
11.198 Um relogio, ouro de lei.
11.210 Um relogio, ouro de le.
11.212 Um alfinete de ouro com brilhantes e pe-
rolas, ouro de lei.
11.216 Duas correntes e urna medalha, ouro de
lei.
11.242 Um annel de ouro com brilhante, cma cor-
rente e medalha para relogio, ouro de
lei.
11.213 Um par de brincos, um dito de botoes, um
alfinete, duas cruzes, oito anneis e um
habito (condeceraco), ouro de lei.
11.247 Urna moedinha de ouro com laco de ouro,
dous pares de brincos, um dito de botoes e
tres anneis ouro de le; um alfinete, um
cordo, dous pares de rosetas, urna teteia,
urna figa e tres anneis, ouro baixo.
11.250 Um cordo e urna cruz ouro de lei; um
cordo ouro baixo.
11.257 Um par de brincos cravejados de brilhan-
tes em prata.
11 260 Urna corrente e medalha para relogio, ouro
de lei; urna salva e doze eolheres para
s upa.
11.261 Um annel de ouro com brilhante, um dito
com ditos e esmeralda, urna pulseira e urna
corrente para relogio, ouro de lei.
11.273 Um relogio de ouro para senhora.
11.299 Urna pulseira, um par de brincos e um an-
nel, ouro de lei.
11.303 Seis botoes, ouro de lei.
11.309 Urna volta de ouro, um cordo, dous an-
neis, um dedal, ouro de lei.
11.326 Urna pulseira, urna volta de ouro e um par
de rosetas, ouro de lei,
11.330 Um relogo, ouro de lei.
11.334 Tres pulseras e duas peas de brincos,
ouro de lei.
11.346 Urna corrente p^ra relogio, 1 phosphoreira
de ouro e urna volta de trancelim, ouro de
lei.
11.352 Urna corda de ouro para imagem, um cor-
do e um emblema do Espirito-Santo, ouro
de lei. ^
11.356 Urna corrente com medalha, oura de lei.
11.372 Um annel de ouro, com brilhante.
11.377 Urna volta de ouro com medalha pequea,
um alfinete, um aro de ouro e um annel,
ouro de lei.
11.380 Duas moedas de ouro (libras) em botoes.
11.383 Urna corrente para relogio (faltando cha-
ve) ouro de lei, tres moedinhas (dollars),
urna pulseira, ouro baixo, e um relogio de
ouro.
11 384 Umi pulseira, um par de brincos e ama
cruz, ouro de lei.
11.386 Urna escri'aninha de prata de lei.
11.388 L'm cordo, um par de rosetas e urna cruz,
ouro de lei. _
11.392 Urna corrento para relogio e um par de
brincos, ouro de lei.
11.401 Um relogio, ouro de lei.
11.409 Um relogio, ouro de lei,
11.412 Um a'filete de ouro com brilhantes e um
relogio de ouro pata senhora.
11.419 Urna pulseira, ouro de lei
11.429 Urna corrente para relogio, ouro de lei.
11.436 Urna pulseira, um broche e um par de ro-
setas, ouro de lei.
11.437 Um relogio, ouro de lei.
lTT443 Um par de rosetas de ouro cravejadas de
brilhantes c unm corrente para relogio,
ouro de lei.
11.450 Um alfinete e um par de rosetas, ouro de
lei; urna salva, prata de lei ; e doze eo-
lheres, prata baixa.
11.453 Urna vulta de ouro com diamantes, ouro
de le.
11.454 Um lsco de ouro cravejado de diamantes
e duas pulseiras, ouro de lei.
11.472 Um relogio, ouro de lei.
11 475 Um alfinete de ouro com brilhantes.
11.485 Um par de brincos, uui medalho, ma
volta de trancelim e cinco anne's, ouro de
lei.
14.492 Urna volta de trancelim, urna cruz, dous
pares de brinco?, um dito de rostas, ouro
de lei.
11.497 Sete eolheres de prata.
11.511 Um cordo, urna moedinha de ouro com
laco, urna moedinha de valor de 55 e um
annel, ouro de lei.
11.513 Um cordo, ouro de lei.
11.521 Um annel de ouro com um brilhante e urna
pulseira, ouro de lei.
11.523 Urna corrente e medalha para relogio. onro
de le.
11.538 Dua* salvas, duas eolheres para sopa o
arroz c quatro garfos de prata.
11.514 Um par de rosetas de ouro com pequeos
brilhantes e um annel com numero em cir-
culo.
11.548 Urna corrente para relogo, ouro de lei, um
feixe de ouro baixo.
11.551 Urna salva de prata.
11.552 Urna pulseira, um par de brinc*3 de ouro
de lei.
11.553 Urna pulseira, um broche e um par de ro-
setas, ouro de lei.
11.554 Um relogio de ouro de lei.
11.557 Urna volta de trancelim, urna cruz, dous
pares de brincos pequeos, um dito de ro-
setas, um dito de argoles, cinco botoes,
urna moedinha, dous pares de colxetes, duas
pecas de brincos e um annel, de oaro.
11.562 Um corrento, ama gargantlha, urna pul-
seira, tres pares de brincos, nm alfinete,
urna moeda de ouro com laco, e tres botoes
de onro de lei.
11.562 Urna volta de ouro com medalha, duas pul-
seiras, dous cordoes, um trancelim, tres
pires de briucos, um alfinete, dous aaneis
<; quatro moedinhasUe'ouro de lei, urna
salvado prata.
11.566 Um annel de ouro com brilhante.
11.579 Um psr de esporas de prata baixa.
11.589 Um par de rosetas de ouro com brilhantes.
11.590 Um trancelim, urna medalha e um cellar,
onro de lei.
11.593^g^m par de rosetas de ouro com brilhantes
e perolas.
11.600 Um annel de ouro eom brilhantes.
11.601 Urna corrente de ouro para relogio, urna
dita com medalha, ouro e platina, e um
palitero de prata de lei.
Recite, 15 de Maio de 1886.
O gerente interino,
Felino D. Ferrcira Coelho.
AVISOS DIVERSOS
'- Pede-se ao3 abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Marqaez de Olinda n.
51, a negocio que nao ignora n.
Francisco liaymundo de Cirvalho, (commandante
do vapor Pirapama.
Tenente Manoel 'Antonio Viegas, camarista
Precisa se de um menino de 12 14 annos
de idade, pira vender na ra, dando fiador de sua
conducta ; a tratar na ra de S. Jco n. 26.
Precisa-se de urna ama para servico de casa
de pouea familia : a tratar na ra da Conceico
numero 9
Precisa-se alugar urna preta ou um menino
para vender an ra : a tratar na ra dos Marty-
ros n. 148, 2o andar.
Na qualidade de herdeiro de Joaquim Igna-
cio Ribeiro, protesto contra a declaraco feita por
Flosculo de Almeida Magalhes no Diario de
Pernambnco de hoje, acerca de urna bypotbeca a
que diz estar sujeito o predio do Campo Verde.
Tal hypotheca se existi, o que ignoro, deixou de
existir ha muitos annos. Recife, 26 de Maio de
1886.
Joaquim E. Ribeiro.
Pr;cisa-te de um caixeiro com pratica de
molhados r na ra de Pedro Alfonso n. 2.
Precisa-se de um menino para caixeiro, que
tenha pratica de molbudos : na ra da Unio nu-
mero 51.
Quem precisar da nma professora para en-
sinar em casas particulares primeiras lettras,
francez, um pouco de italiano e todos os bordados
de tapessaria, dirija-se ao Caminho Novo n. 128.
Na mesma casa se dir quem vende um xarope*
para molestia de puto e para asthma, assim como
um remedio para nauseas do estomago, debiliiade,
anemia e fraquesa de eenhoras
Aluga-30 o sitio do Pina, com^boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quuntidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas com excellen-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Precisa-se pe urna
ra do Bom Jess n. 50.
ama para cosinhar ; na
\ ende-se na cidade de Olinda urna taverna
ra de Fernandes Vieira n. 53, com armacao
poucos fundos, muito propria para principiante, e
boa locoliJaJi._____________________
Precisa-se de um menino com pratica de ta-
verna ; trata-se na ra do aldeireiro n. 39, ta-
verna.
Aluga-se casas a 8000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 66.
Arrenda-se um sitio na Matriz da Varxe,
no Ambol, com casa, muitas fructeiras, grande
baixa para verduras c capim, margem do rio,
passando na frente a estrada de ferro : a tratar
no mesmo lugar, no sitio defronte da taverna, ou
em Ohnda, sitio defronte da igreja de N. S. do
Guadalupe.
Para cutestacao do artigo do Sr. Joaquim
E. Ribeiro, em resposta ao que anteriormente pu-
bliquei nos Diarios de 25 e 26 do corrente, ba3ta
dizer que a escriptura da hypotheca foi passada
no cartorio do tabellio Jos Alexiudre Ferreira,
onde existe ainda, ficando portanto em vigor
aquelle meu artigo anterior. Recite, 28 de Maio
de 1886.
Fl:seolo de A lmeida Magalhaes.
Fria, ra
a tratar na
* Vende-se um terreno n'Agua
Formosa, com 50 palmos de frente :
ra do Livramento n...., 3* andar.
Ama
na ra
11.534 Um annel de ouro com brilhantes.
Precisa-se da urna ama para cosinhar
do Baro da Victoria n. 57.
Precisa se de urna ama para comprar, que co-
siohc bem e seja asseiada, para casa de pouea
familia : a tratar na ra do Baro da Victoria n.
46, loja^______________
Ama
Precisa-se dj urna ama que cosinhe bem e faca
alguns ttros servicos de urna casa de pequea
familia : a tratar na ra do Atalho (no oito da
caxa d'agua) n. 23. _
Peehineha
I,eite condensado
Vendem Jos Joaquim Alves & C, ra do
Baro da Victoria n. 69, au preco de 500 rt. por
lata, e 5000 a duzia, garantindo-se ser do me-
lhor fabricante.
Cosinheira
Precisa-se de cma boa cosinheira, fiel e limpa e
de boa conducta, para cas de mocos solteiros : a
tratar na ra do barao da Victoria n. 52, primei
ro andar.
Cosioheiro
Precisa-s de um cosinheiro : a tratar na raa
de Paysind n. 19 (Passagcm da Magdalena).
Ao publico c ao com-
mei$io
Benvennto Buarque.dfedara c^ue nada deve nes-
ta praca e nem fon d$Ua ; e pede ao autor do
annuncio da ra d> Barao da Victoria n. 10, que
declare-se para ter a devida resposta.
rolonga ment
Pede-se por favor que venha ra Direita n.
16 (viado branco) os seguintes senhores : Manoel
Joaquim Araujo Goese Walfiido Odn Arantoi.
Camisas k cretone
Na nova loja de fazendal ra da Imperatnr
n. 32, vende sh Camilas da,crVtoae de cons, sendo
muito bem feitas e de bonitos padroea, pelo bara-
to preco de 2500 cada urna ; assim como ditas
brancas muito finas, pelo mesmo preco : isto^oa
ra da Impc atriz numero 32, loja de Pereirt da
Silva.
i
}
V
I


6
Diario de Pernambuco--Domingo
ao de 1886
wrico
Preoaraco de Productos Vegetaes
extinoTas caspas
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NS^TbASTOS
Pertiumbuet- '
Engenta ~
Arrenda-se o engenh Estivas, sito na comarca
do Cabo ; a tratar no escriptorio do Sebasti&o de
Barros Barrete, ra do Comniercio n. 15.
Att$nc*o
Declaramos qae
confrontando os docn-
mentos que dizem res-
peito a nossas transac-
focs com o Sr. Francis-
co Ra y mundo de Carva-
lho commandante do
vapor Pirapama vi-
mos que elle nada nos
dcve, pelo que restitui-
mos-lhe seucrcdito
offendido por nos.
Jos de Azevedo Braga Sf C omp.
AtltlK'o
Na na da Concordia n. 73 se dir quem vende
unia importante taverna, que das rcelhores loca-
lisadas que ha para retalho, c tem bons commodos
para morada. ______^______________________
Koyo [orto do carvilo
?? Ra do Mrquez d Hertal-*
Vende se carvao a 72U rs. a barrica, e quem
tiver comprado 30 barricas, ter urna de gratn-
cacao. Mais outro offen cimento vsntajeso : o
consumidor que houver recebido dez barricas gra-
tis receber um quarto debiihetes da lotera de
4:000 Ha provincia ; se em dito quarto sahir a
sorte grande, ser entregue ao portador 20 vige
simos da lotera do Re de Janeiro, 20 ditoada
cre, bO dit' da importante lotera das Alagss,
e 80 quartos da lotera de 4:00 da provincia.
Portante, o possuidor dos cem nmeros est habi-
litado a tirar mais de 220:000*.
N. B. O poitador so ter dircito aprescntando
cstaloes e recibos fornecidcs pela casa._______
Em quartos e meias garrafas, v n> Faria
Sobrinho & CU ra do Mrquez de Olinaa i. 41,
DEPOSITARIOS_______________
ksicar especial
Joaquim Salgueiral 4 C, proprietarios da refi
naci ra Direita n. 22, teudo reformado com-
pletamente o seu estabelecimente, scientificam ao
publico ein geral e especialmente ao commercio,
que teem sempre um completo tortimento de assu-
eares, tanto em carneo como refinados, de 1', 2 c
3* norte, e especial refinado com ovos, o melbur
que ee enentra no mercado, e podem de prompto
satistsaer qualquer pedido que Ibes seja feto, pois
para isso teem sempre um grande deposito. Ga-
ranten a boa execueo e limpesa dos seus pro-
ductos.
445
Numero telepnonlco
Noticia
E' chegado D. Mariano" Rodrigues, pr meiro
herclea do mundo. Tendo nesta heroica provin-
cia trabalhado e tido a felicidade de ser bem aco-
lhido, se nlo seguir j, der talvez uns espect-
culos. ___________________
PiTTATho
Yede-se ao Sr. Epipbauio da Rocha Wanderley,
cnefe di> estacSo, que mande ou venha sati fazer
o que ha mais de um anno promette, e nao fazendo
dir-se-ha o negocio.
Segundo andar
Aluga-se o 2- ai dar da na Primeiro de Marco
n. 7-A (esquina) todo pinrado e forrado a papel :
a tratar na livraria.
Cosinheiro
Precisa so de nm cosiaheiro : a tratar na ra
da Uniao n. 11.
Costa reiras
Presisa-se de boas costurciras ; na ra da Au-
rora n. 29, 1 andar.

r
Hna da Saudade n. M
Pillas purgativas e depurativas
de fampanlia
Estas jiluise, cuj prepairacaa puramente ve-
getal, teem sidj por mais de 20 annoe aproreitadas
com os roelhores resoltados as seguintes moles-
tias : affeceoes da pelle e do figndo, syphilis, bou
boes, escrfulas, tragos inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo de Halan
Como purgativas: fomc-se do 3 a 6 por dia, e-
brndo-s *ps cada dj.j nm ponco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tr e-se nm plala ao jantar.
Estas pilulas, de in' meio dos pbrmaceuticos
Almeida Andrade & /ilboa, teem veridictum dos
8. mdicos para suaicclbcr garanta, tornndo-
se mais recommendaieis, por serem um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
asadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
Ka rosarla de Parla Sokri-ho C.
l *CA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
OTERI
ALAGOAS
CORRE NO DIA 1 DE
INTRAKEIYEL! INTRNSFERI7EL!
O portador que possuir um
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar___
10:006^000.
Os bilhetes acham-se a' ven-
da na Casa Feliz, praca d: In-
dependencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 1 de Junho de
1886, sem falta.
Ama
Precisa s> de uina de meia idade, para
comprar e cozinbar para casa de familia,
a tratar na ra da Matriz da Boa-Vista
n. 9.
Ama
Na praca doCone d'Eu n. 7, 2- andar, preci-
si se de urna ama que cosinhe bom, para casa de
peqnena ftimilix.
Ama
Precisa se de urna ama pira cosinhar : na roa
de Mrquez doHervul n. 20
Ama
Pr?cisa-se de urna ama para cosinhar : na mu
'Mtz-i do Rosario n. 46.
Ama
Preciea-se de urna ama para cosinhar : no Ca-
min o Nov, confronte a estaco, u. 121.
Na ra da Uniao n. 9, se precisa de urna ama
para eosinbar.
Ama
Prccisa-se de urna ama que soja boa cosinheira :
na ra do Cfbug n. 16, 2- andar.
Ama e criado
Precisa se de urna ama, boa cosinheira, tr um
criado : tratar na ra do Barao da Victoria n.
61. 2 andar.
Aos pais de familia
A abaixo assignada, acbando-se habilitada a
abrir um curso primario rm sua casa, ra do
Coronel Suaesuna n. 72, pede a valiosa proteeco
dos pas de familia, garantindo todo o esmero
possivel no desempenho de sua misE-io.
Donatilla Pacific de Salles Dutra.
Ama para meninos
Prec sa-se de urna ama para acompanhar nma
f milis que se retira para a corte.
Na travessa dxs Pernxmbucanas n. 3
AlDSr-
um peqneno sitio murado, com urna excellente
casa, com umitas nrvores fructiferne, excellente
cacimba com agua encanada oxra casa, com bo-
nito jardim, ra de Nunes Machado n. 1, na es-
trada de ferro de Olinda, muito perto da estacao
do Espinheiro ; no mesmo sitio tem quem o mos-
tr : a tratar na ra da Praia n. 70.
Alnga-se
por preco commodo as casas : Pocinbo n. 55, n.
67, 1 andar, becco do Veras n. 8 : a tratar na
roa larffH do Rosario n. 34, pharmacia.
Alu^a-se barato
as seguintes casas : Pocinho n. 48 ; Caes do
Apollo n. 75, 1 e 2" andares; Brum n. 84, arma-
zern, 1 e 4 andares : a tratar na ra larga do
Rosnrio n. 34, phairaacia.
Aluga-se barato
O 3 andar da ra do iJom Jess n. 47.
A CHsa n. 107 da ra Visconde de Goyanua.
Trata se no largo de Corp > Santo n.19.1 andar
Aluga-se a casa n. 77 ra de Smta Rita, tem
3 quartos, cosinha, qnintal e porfo com sabida
para a praia nova de Sauta Rita, e fica perto do
mercado : para ver, a chave est na casa n. 79, e
trata-se no Recife, 4 ra do Bom Jess n. 59.
Mudanza de escrip-
torio
O advogado Francisco do Reg Baptista e os
solicitadores Diogo Baptista Fernandes e Anto-
nio Machado das, udaram seu uscriptorio para
a ra do Imperador n. 22, 1- andar, lado de de-
trs, onde sero encontrados das 10 horas da ma-
nila 'is 3 da tai de-
Transferencia de aula
A aula primaria e secundaria (diurna e noc-
turnal da ra de S. Jorge, modou-se para a de
Bom Jess n. 47, 1 andar Preco mdico a sa-
ber : primeiras lettras 2J000 mensaes, e prepar-
ronos 3*000.
Ao publico
Antonio Botelho da Cmara, tendo encontrado
outro de igual nome, desta data em diante assig-
nar se-ha Autoio Botelho da Cmara Braga.
Afogados, 7 de Maio de 1886.
Hotel Petropoles
Km Palmare*, junio ti estacao de
Usa
Os passageiros dos trens teem tempo muito
suficiente para almocar. O trem que sobe demo-
ra-*e 50 minutos, e o que desee 1 hora. Hospe-
dagem somente familias e pessoas moralisadas.
Cosinheira
Pretisa-se de urna cosinheira : na ra de Pay-
zaod n. 19, Passagem da Magdalena.
Ais .os ios blbos
Cura certa em 48 hora9 das Dflamar;oes
recentes dos olhos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega se este poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, as seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas, con-
unttivites, etc., etc.
Deposito geral, na drogaria de Faria Sobrinho
& C. ra do Marques de Onda n. 41.
Para informacoe, sedirijam livraria Indus-
trial ra do Baro da Victoria u. 7, ou resi-
dencia do autor, A ra da Saudade n. 4.
Aos sentares legistas e alfaiates
Mara Maedslena e Felismina de Miranda, re-
sidentes ra de 8. Joo n. 26, cosem com prs-
tela e por pre;o commodo camisas, ceroulas, cal-
fas e paletots. 0i seohores logistas e slfaiates
podem se informar do negociante Jos de Amujo
Veigx, ra largado Ros rio, que est habilitado
a dar qualquer esclarec ment. ____ ______
Experimenten.
i: dlffans o que nriinm
Os eppeeiaes licores de genipfpo e caja que se
acham a venda i o largo de S. Pedro n. 4T^______
A > commercio
O sbaixo assignado ecientifica ao commercio e
o pu 1 o era g'.-ral que o Sr. Manoel Esteves
N^rrea deixou de ser seu eaizeiro desde esta data.
Recife, 28 de maio de 1886.
Joo Baptista Pinheiro.
Copciro
Precisa se de um copeiro : a tratar na ra do
Ci mmercio n. 44, escriptono.
E' infallivel
Largo de S. Pedro n.
Tuo e -ende pelo menos pos
s vel
Neste i'stabelecimento sempre ha venda o es-
pecial licor de msracuj, em lindas garrafinhas,
propnas para toilet, compotas de i_aogaba e
manga.
Tamben) se ene ntra um completo sortimento de
gaioias d>: todos os fabricantes para toda diverst
dade de passaros, at proprias para viagem, por
terem cinco compartimentos cada nxa.
Eocontra se anda nm grande sortimento d
passaros naciooae. e estrangeiros, entre elles ca-
narios ailemBes nascidos aqu no Braeil, rolas de
todas as qualidades, at cruzadas, proprias para
viveiros ie jardins.
I
COMeira a vapor
Suprimento para o vapor Jaguaribc
N. 927:170
O Sr. Francisco Alvcs da Costa, commandante
do vapor Jognaribe, pela segunda ves rogado
vir i ra do .MarqBc dn Olindn n. 50, dar cum-
pnmento ao numero cima. Pcde-se ao digno
gerente providencias a respeito.
Aviso ao commercio
Nesta data deixnu de ser impregaio dos abaiso
signados, o Sr. Gnilhernw* H Carroll.
asRecif.', 25 de Maio de 1886.
Adamson Heteie & C,
William M. Webster.
Para evitar dundas
Eu abaixo assignado declaro que nada trnbo
com os escriptot publicados netses jornaes que se
vendem pelas mas, e nem tambera sou dono. Se
faco esta declara^jo porque alguem entende que
sou o proprietario de todos ellcs, pois apenas te-
nbo um jornalA Ideaqae sube para os assig-
nantes. Recife, 26 de Maio dt 1886.
E. A. Ferrnra de Moraes.
Furto
Furtaram hontem, 27, da casa n. 244, da ra
Augusta, um panno de crochrt, para piano ; quem
o apprehender pode dirigir-sc a mesma casa, que
ser gratificado.
Mprcearia
Tuaspassa-se urna casa de molhados em urna das
principaes ras desta cidade, muito afreguezad i,
livre de impostes e de quaesquer dbitos.
Quem pretender dirija-se ra da Madrt de
Deus n 22, das 9 horas da manhi as 6 da tarde.
t*t+m+m+9*m**
/ Do eneas $er vosas

RADICALMENTE CURADAS COM 0
BROMURETO LAROZE
251A._eO_=E SE->.A.TIVO
o*9 Cascas de Laranjas amargas
com BROMURETO de POTASSIO
APPHOVADO 1'F.LA JUNTA DE HYGIENB DO BBAZIL.
O Irsraitreto de Potasaio de
Lstroze, como todos os productos
feilos n'este cstabelecimento, de
urna pureza absoluta, condicao indis-
pensavel para que se obtenta efl'eitos
sedativo* e anodynos sebre o sys-
tema nervoso.
Dissolvido no Xaropc Larsze de
Cascas de laranjas amargas, este bro-
mureso universalmente empregado
e exclusivamente reeditado pelos mais
celebres mdicos de todas as facul-
dades para combater com certeza :
as affeesdes nervosas do cora^So,
da vas digestivas e respiratorias,
as nevralgias, a epilepsia, o hyste-
rico, a dan?a de S. Gny, a insomnia
das crianjas durante a dentifSo, em
urna palavra, todas as alleccSes
nervosas.
No mesmo deposito acha-se venda os seguintes Productos de J.-P. UROZE'',
XAROPE UROZE-'^S-TOIIICO, ANTI-NERVOSO
Contra as Oastritcs, Gastralgias, Oynpepsia. Dores e Caimbras de estomago.
XAROPE DEPURATIVO
do cascis de Ivanjas
amargas com
ODURETO DE POTASSIO
Contra a AJtO<;3es escrofulosa*, cancerosas, Tumores brancos. Acides de sangue.
Accidentes svpbiliticos secundarios e terciarios.
ROPEFERRUGIHOSOe^^^PROTO-IODURETO-.FERRO
Ctmtn a Anemia, Cbloro-Anemla. Cares paludas. Florea brancas, RaobiUsmo.
m
gipcsito m todas tu boas [guias io gtutL
Pars, J.-P. LAROZE'Je Cia, Pharmaccuticos. 9
2, RU OES UONS-SAINT-PAUL. 2. gajOS'
Cara rpida e certa pelo
ARSENIATOdeOURO DYNAMISADO
dO DOUtOr AJZtJZHSOTHI
da Chlorose, Anemia, todta u Moloatlaa da Systama nsrvo
mala rebeldea, Bffol*s'.ia3 chronicas dos Pulm63, sto., etc.
As sudores lUostrscOeB medicas tem attestado o poder oorattro dest medlcamaoto s oWjtram-a'o :
o -primeiro e o mais ensrgieo dos reeonstuuintes.
O FRASCO I e FRANCO (EM nbAJVQJkJ yrt
Tuto /nuce que n&o trouxer a Marca de fabrica retistraa e a aulgnt*T*i-&el. "*to* f*brle*"tt
dsv* ser rigorosassente recasado. ^^b^ *""
PAEIS, Pbarmacia CIOjr, rsn BoehecSiemsurt, 18. -/
Deposito em Pernamiju1. : FRAN" M. da SILVA & Ca.
JJUULJ_s^JLBJJiJtLjrT30n

WOOELO DE PASTfLH4s .
As Dores de Estomago
Digenttesi difflceis, Constipaqeti, Acidez
SAO KAPIlMMENTE CURADAS-COM O EMI'RKGO DO
C AR VO D" BELLOC
Quer em PASTILHAS, quer em P.
(Approvado pela Academia de ^ledicina. de Fsvriz)
A 42 PASTILHAS POR Di A
Se vendem em toda an Pharmaciam,
FABRICACaO
Em PARIZ, em Casa de L FRERE
"^..
Modelo de pastiv-H***""
0 mais Simpitt, o mais Rpido e o mais Elflca dos REVULSIVOS
HTDISE>E3SrSA.-\rBX. *a FAMILIAS e sos TIAJtWTES
USADO NO MUNDO INTEIRO
A Costa BIGOIjLOT pede aoe Snras. Medios e compradores que sxljam o
VERDADEIRO PAPEL RISOLLOT
que em cada cuixa
e em cada folba,
tra\ escrtpta
em Tinta Encarnad*
6 Firma:

\m
CAPSULAS
ll ATHEY- CAYLUS
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigo nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Facilidades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
da Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgos genito urinarios.
4124 Urna explicaco detalhada acompanha esda Frasco.
Exigir o Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & Cie, de PARS,
que b* achoo em casa dos Droguistas e Pharmaceuticot.
-sWMBI
VERDDEIRS PILLSoBeUB
Pausos prepuj-udoa ferrvg.zosc* poda presentar-**} coni jpa dtM Mtateos |
j boeoiss apoiadoi usa iocataacitos tac anthoncos copio o sau^intaa :
sao mpreeartas ro o melhor esltn. n mais Je '. anr.i. ',;- .t^or parte ttoSatm,,
psra orar Anial%, CB>orr.-(Wr:'ra"M). e 'acuitar a rornaeHe fi-as rajasnoat. ^^
o b*n juea lnsercAo dejtjs Pnu as n. novo rsdex fraHtf cas dispense de toconsto,
nos limlUrecioK wi imlca ciuoio. / da v nosrm.
rasen ? supo" gTeisrso o,znet.m'ui*,a:z VBattSsrscui tacontestaveas vbre os onti-o fatrsglAaonca, as otslero cerno
i o amattsAJ smtlrnlTotae. o- double
>.*.* # tr-iKiii dt e/cstt 3* rsr*.
,'iJrtiE ciya-te que o eet> nomo ^iej ursTaao sobr cada n< ata cosso & n-Argem i
UllaWWI DESCONFIAR DA& *^tTACE9
MUS, na rtjesiB. I.Peraarr.baco: fW' da *' na yautam
fDAHERNIARIA ELECTRO-MEDICAL
INVENCAO COM PRIVILEGIO POR 15 ANNOS
Das luus MARIE, mdicos inventores para curar radicalmente as Hernias, mais ou menos carac-
ssnaadss. Ate agora as fusdas-beniiaria! teem sido apenas um simples meio para conter as bernias. Os
te MARIE, rasolTerio o problema de conter e curar por meio da Funda-neriaria electro-medical
eontrabe os narros, fortifica-os sem abalo nem dores e garante a cora radical em pouco tempo.
PAR7S, 46. ru db l'Abbrb-Sbc. Deposito em Peraambaco lA^CACm d
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pilulas purlflcao o Sangue, corrigem todas as desordems de Estomago e
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor incnvel para todos as enfermidades
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para es meninos assim como tambem para as
pessoas de idade ayancada e sua emeacia e incontestavel.
Esuu medicioss slo preparadas sment- no Estabclecimemo do ProCeaso- Holloway,
78, KEW 0XT0BD STKEET (antea 5S3, Oxford Street), L0NrjEE8,
E venderose em todas as pharmacias do universo.
0sT Os oosapradorss sao mnvidados respeitosamsnte a exajrissr os rtulos ds cada calza e Pote se Dio teea a
dirsetao, !*> Osrforst Stseet, sao (hifirasnst.

5t
Ensino eommercial
Manso e noctarno
POR PEDRO MARA LIAUSU
0 SOLLEOIO 11 DE AOOSTO E CASAS PABTICCLAIM
E8criptiira?5o mercantil
Curso essencialmeitpratico de todas as transac-
yes commerciaes e banearias, interiores e exte-
riores, consifrnacps, cambios, ete.
Arithaiactica comaierclal
Appcada especialmente s operaces commer-
ciaes e banearias e curso completo de contas cor-
rentes com juros por conta cem participares,
am diversas moedas, adoptadas pelo alto commer-
cio e os bancos.
Calli&rapliia
Cursiva, bastarda, redonda, allemao, gothics.
aLsiigaa francesa
Curso theorico e pratico com todas as diffieulda-
[ des da syntaxe em 90 coes. Bupplemento de
1 estudo sobre a syntaxe, locucoes tamiliares, idio-
i Sismos em 30 licOVs.
Ao commercio em geral
Kncarrega se de escripias
1 trazadas, escripturacoes du casas commerciaes
I e de escripias de casas pequeas ; abertura e ve-
, rificacoea de livros, balancos inventarios, cor-
respondencia mercantil; trabalbos de contabili-
dade e de calligraphia, etc.
Para tratar, ra da Gloria n. OS
Ama
Prccisa-se de urna ama para eosinbar c que nio
sai:, ra : a tratar na ra Vslha n. 75.
sst^BBSsaBBBBBBsaBMBBSaBssBsaHs9saaBW^
Manoel lavare de iquino
Ermelinda Tavares de Iquino, seu] filhos e
ora con vidam todos os seus parantes e amigos
; assistireu as missas que matidam resar pela
alma de sen fallecido esposo, pai e sogro, Manoel
i Tavares de Aqnino, na matriz da Boa-Vista, n
'. dia 31 do correte, s 7 horas da manba, stima
dia do seu passamento ; pelo que se confessana
eternamente agradec
Dr. (laxpar Drammond
Gaspar Drunimoud Filho e seus irmaos, eom-
"Kigidos pelo doloroso gilpe que acabara de re~
i ceber, agradccern a t 'Im os aeus parentes e ami-
gos que acompaubaram os restos mortaes de seu
! sempre chralo pai, Uc Gaspar Drummond ; a
de novo os convida assUtirem as missas que
1 mandara celebrar segunda-feira 31 do corrate,
i Betimo dia do seu fllecimento, s 8 horas da ma-
uh, na igreja de X. S. do Carmo ; pelo que des-
de j se confes3am gratos. _______
Dr. (.aopnr de Urommond
Manoel Peres C. J. da Gama, sua mulher e fi-
lhos con vidam .os seus parentes o amigtts e aos
de siu finado cimbado e ti', Dr Gaspar de Drunt-
mond, para assistirem a urna mise que por alma,
delle mandam celebrar no dia 31 do corrente, s-
timo de seu infausto passamento, s 8 horas da
manha, na orden, terciara do Carmo, confessando-
sc dnsde j aeradc-di.a. ______^^
D. Clemencia Brenil
Ilenrique Breuil e 6ua senhora mandam celebrar
urna n,issa por airea de siia presada raai e sogra,
D. Clemencia Breuil, na 2Tja do Cor,,o Santa,
s 8 horas e meia do dia 3 do corrente, anniver-
sario do seu passame to, e convidam as pessoas
de sua amisade a assistirem, confessando se su-
mamente agialecidos.
Jo urina Hara Simase*
Jos Joaquim Samarcos, tendo recebido a in-
fausta noticia de ter fallecido em Portugal, no dia
10 deste mez, sua sempre chorada mai, Joanna
Mara Simos, convida seus amigos para assisti-
rem a missa, que pelo eterno repouse de sua alma,
manda celebrar na igreja do Divino Espirito San-
to, segunda-feira 31 do corrente, s 7 horas da
mauha, e desde j antecipa seus profundos agra-
decimentcs a tedas, por este acto de religiao e caj
ridade.
D. Hara laciittba Candida
ala Wilta
Jos Perreira da Silva, Antonj Perreira da
Silva e Caetano Ferreira da Silva, tendo recebi-
do no din 25 do corrente mez a infausta noticia
de ter fallecido em Portugal no dia 21 de Abril,
sua presadissima mili, D. Maria Jacintha C. da
Silva, convidam seus parentes e amigos para as-
sistirem a missa que p r alrra da mesma finada
mandam celebrar ua iereja do Divino Espirite
Santo, segunda-feira 31 do conente, s 7 horas
da manha, pelo que desde j antecipam seus eter-
nos agradeeimentos \odas aquellas pessoas que
se dieivirem pr>mriieeer to caridnpo acto.
%,aiii. Lean Itattt-aao
Francisco Ribiro Gui.n ires, sua mulher e'
Ih ib, traspassados do mais doloroso sentimento
pelo passamento de sua sempre pranteada mii,
sogra e av, em Portugal, convidam a todos oe
seus parentes e amigos para assistirem as missa
que mandam resar por alma da finada Anna LeSo
Kibciro, no dia '9 de Maio, s 7 1/2 horas da
manha, ni igreja do Espirito Santo, e desde j
antecipam todos que cncorrerem a esse acto de
cariddeosseus eternos agradeeimentos.
'A^CsBasjaisvrsssBaBBAlAaVsaiasSMaaas^^
l'ranclsra Brasilina liiana
Atuaral
Joo do Reg Lima e sua mulher mandam resar
missas por alma de sua presada filha, Francisca
Brasilina Lima AmarsL cojo acto ter lugar na
igreja da ordem terceira de S. Franeisco, teroa>
fe.ra 1* de junho, pelas 71/2 horas do dia, trig-
simo de seu fallacimento.
- >!-< ni iaillas\taHsHHasHHWasBB^sB
\

i.
I


[


-aqpi


i


--
I
Diario de PernambueoDomingo 30 de Maio de 1886
I. DE MGSIN41 G.
Rua Mrquez de oiluda u. 4
(enliga da Cadeia)
Casa de commissoes
Grande e variado sortimento de amo
iras e catlogos de produccSes da Allem*
aha, Franca, Inglatera, Austria, Hespanh*
Italia e Estado-Unidos.
N. B.__Informacoes sobre machinismos
.hrieolas, ditas para ongenho eentraes
unnbas, etc. para incendios outras m*.
boinas e utensilios
Triado boleciro
Aluga- se um escravinho pardo, o qual sabe
bolear : tratase na ra de S. JeSn. casa u. 27.
4 Loja das Listras
M. 61-Bu Dmu Ib Guiiu-H. 61
200
Engenlio
Tri spassa-se o arrendamento do ongenho Santa
Rosa, na freguezia da Luz, perto da cstacao de
5. Lourenco, na via-ferrea do Limoeiro, assim
orno de Jaboatao, na via-ferrea de Caruar. O
terreno d para tafrejar-se annualmente de dou9
tres mil piles de assucar. Alem de militas var-
xeas tem mata virgem para abrir-se no vos parti-
dos, rue a vapor, tendo urna machina nova, de
muita forca, e moendus novas e grandes : quem
rtendel-o dinja-se ao mesmo engenbo ou ra
Imperador 79.
Quem tem?
Onrs e prata : comprase ouro, prata
pedras preciosas, por maior preco que em outia
jualquer parte ; no 1 andar n. 22 ra larga do
Soeario, mitiga dos Quarteis, das 10 liorna as 2 da
arde, dias ufis.
ltenlo
Previne-se que ninguem faca negocio com a me-
tido da casa n. 45 da ra do Nogueira porque essa
casa pertence a Marcolina Henriqueta da Concei-
clo.
Caixeiro
Preciaa-se de um menina com pratica de taver-
na e de conducta nfiancavel : no pateo do Carmo
numero 13.
Caixeiro
Preciaa-se de um caixeiro : na ra do Principe
numero 1.
Attenco
QTeoho em meu poder tres cartas para serem
entregues aos abaixo a asignados, que pedem ur-
gencia e se aeham na rus do Barao da Victoria n.
48, leja de alfaiate de Carlos Sinden.
Felippe da Costa Pereira (pratico).
Leonicio Rodrigues dos Pasaos.
Jos Borges Dias de Britestudo] ante).
Recife 28 Maio 1886.______________________
Corso livre
DE
Direito natural e romano
O Dr. Ciodoaldo Lopes lecciona at materias re-
feridas ; e pode ser procurado em seu gabinete de
dvogacia, ra estreita do Rosario n. 32, pri-
meiro andar.
Silio
Aluguel multo barato
Com casa para familia, t'-ndo muitos arvoredos
darfdo tructo, e logo junto excellente banho sal-
gado, na travessa do Motocolomb n. 4 (Afoga-
dos), perto dos bonds e do caminho de ierro ;
junto do Illm. Sr. chefe Lima : a tratar na ra
de Santa Tbereza n. 38.
VENDAS
Carne e queijo do serto
Vende-sf carne e queijo do sertao do Serid,
por preco baratissimo : ra ra do Bom Jess nu-
mero 38.
Bom negocio
Vende-se urna pe-
quena taberna, pro-
pria para principiante
por ter poucos fundos.
Na ra da Roda, n.
48, daroinformacoes.
A levolugo
0 48
ra Duque de Caxias reduzio as vendas
a 25 0|o de menos de seu valor
Ver para crer
Setin maco a 800 rs. o covado.
Merino de boliobas 900 rs. o dito.
Lindas alpacas de cores 360 o dito.
Setinetas lisas 400 rs. o dito.
fitas escossesas a 440 o dito.
Chitas finas modernas a 240 e 280 o dito.
Cretones finos a 320, 360 e 400 rs. o dito.
Fustao branco a 400, 440 e 500 rs. o d'to.
Linn branco a 500 rs. o dito.
Mariposas finas de cores a 240 o dito.
Linhos escossezes'de quadrinhos a 240 rs. o dito
Renaa da China 24C rs. o dito.
Seda d: listras 1000 o dito.
Damasco de cores a 500 rs. o dito.
rim pardo liso 300, 360, 400 e 500 rs. o dito.
Verbutir.as de todas as cores a 1/000 o dito.
Fichas ala, 2, 3J, 4 e f-*000 um.
Casimira in&le,a de cor a 3 r 4(iOO o covado.
Dita diagonal a 2 e 250o o dito.
Dita de cores a 15800. 26 e 2400 o dito.
Flanella americana 15200 o dito.
Toilette para baptisados a 95000 um.
Punbos e collarinhos para s> nhora a 25000.
Espartilhos de coraca a 4, 5, 6 e 85000 um.
Camisas bordadas de linho a 30/000 a duzia.
Camisas para seubora 305000 a dita.
Ditas de meia a 800, 150"0e 15400 a dusia.
Timos para meninos a 45000 um.
Casacos de laia 125 um.
Bramante de 3 larguras a 000 rs. a vara.
Dit o de 4 larguras a 15200 a vara.
Lencas c m barra a 15200 a dusia.
L-nc s breos a 15800 e 2*000 a dusia.
Lencea de bramante por 15800 um.
Cortes de casemira de cor a 35. 35500 e 45 um.
Toalhas felpudas a 45 e 65000 a dusia.
Ditas alcochoada de 205 p,,r 125000 a dusia.
Meias para homem de 3$, 4g, 55 e 6500o a dusia
Meias para senhora 35, 45/ 55, e 65000 a dita
Colchas brancas e de cores a 15800 urna.
Colchas bordadas a 55000 e 755 0.
Cobertas forrada a 25800 e 25900 urna.
Msdapolo gema e pelle de ovo 65600 a peca.
Redes hamburguesas a 10500!) urna.
Brim trancado a 700 rs. o covado.
Carabraia de forro a 125000 a peca.
Zefiros liso i a 130 o covado.
Cortes de casineta a 15000, 15600 e 15800 um.
Anquinlias a 25000 urna.

E a que vende fazendas mais
baratas e d descont
em qualquer eompra su-
perior
Admiren) os prepos
Mirins de todas as coreB infestado superior qua-
ldade, a 800 rea,
Mirins com bolinhar de todas as cores a 700 's.
Setim do Maco a 800 rs.
Percales e chitas finas a 200 e 240 rs.
Cretones finos largos efires seguras a 320 rs.
Zephiros de quadrinhos a 160, 180 e largos a
e240rs.
Renda da China, faienda aberta, a 240 rs.
Fustao branco a 320 e 400 rs. e infestado a 500 rs.
Casacos bordados, tecido de malha a 105000.
Pecas d.; babados bordados finos a 900 e 15000.
Meias lisas, e com listras tooas de cores, para se-
nbora e menina? a 500.
Lencos escessezas com fios^de seda a 320 ra.
Espartilhos finos todos os nmeros a 45,
Failes com bolinhas, cores lindas, a 500 rs.
Cobertores de la, hespaahes a 25-
Colxss de fustao de cores a 15500.
Mirin preto, qualdade fina, a 800 rs.
Setim preto a 15
Cortinados bordados para cama o janella a 65.
Loques de fantazia, lindos desenhos, a 15-
Lencos brancos a 25 a duzia, so a caixa vale a
importancia.
Madapolao muito fino a 65 a peca com 20 varas.
Algodosinho do melhor a 45500 e 55000.
E muitas outras fazendas que se vendem mais
bart-.to na loja das LISTRAS AZUES. ________
Cabriolet
Vndese um ero perfeito estado e per preco
eoinmodo; tratar na ra Duque de Caxias n. 47
Imprtame liquidado
KA
Loja das estrellas
Rua Duque de Caxias n. 58
Merinos de todas as cores, duas larguras, a 800
rs. o covado.
Sedas, ricos desenhos, de 25 a 800 rs. o co-
vado
Fustoes de lodos as cores a 400!rs. o covado.
Ditos de ricos desenlies, para coberta, de 1209
320 rs.
Leonesas (novidade) a 240 e 320 rs.
Zephir do quadros, 120 e 160 rs.
Sotineta lisa da todas as cores, 400 m.
Dita estampada, 320 rs.
Estamiues imperiaes. 400 rs.
Bramante de linho com 11 palmos de largura a
15800 o metro.
Dito de algodiio trancado, 800 rs.
Meias inglesas para homem, 35 e 45 a duzia.
Vestidos a Jersey para menina de 2 4 8 annos,
a 65, 85 e i05-
Chapeos de sol de seda para homens e senhoras
a 25, 25500, 35, 35500. 45, '- e 65.
Vest arios de casemira para menino de 2 8
annos, 85, 100 e 125-
Madapolao, pelle de ovo, 65 a peca.
Algodo marca T, 55 a peca.
Lencos com barra de cor, 15200 a duzia.
Assim como um variado sorrimento de porcella-
as douradas, crysta s, artigos de phantasia para
toilette e muitos outros artigos que se vendem por
menos 0 (>/0 do que em outra qualquer parte.
T3RADE
Expsito central na larga do
Rosario n. "8
Damiia Lima & C, nao podendo acabar com a
grande quantidade de mercadorias, resorferam
anda r-ma vez convidar as Exmas. tamilias e o
respeitavel publico em geral, que com certeza nin-
guem perder sou tempo, fazendo urna visita i
Kiposlrao Central
Pecas de bordados a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punhes e colarinhos bordados para senhora a
2J0O0.
Ditcs ditas lisos, 15500
Ditos para homem, 15500.
Um plastrn de 25000 por 15500.
Invesiveis grandes por 320 rs.
Lacos para senhora por 15500.
Macos de la para bardar, 25^00 e 35
Luvas de seda arrendadas a 25500.
Ditas lisas, 25200.
Ditas de fio de Escossia, 15CC0.
Broches para eenhora (modernos) 156*0.
Um par de meias para senhora (fe de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1J200.
Duzias de baleias a 360 rs.
Carreteis de 200 jardas a 80 rs.
Metros de arquinhas a 160 e 120 rs.
Um par de froohas de labyrintho, 15500.
Macos de grampis a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhos de seda para chapeos de
senhora, de 500 rs. a 15000.
Um pente com inscripcao para senhora, 15-
Um leque de 165 per 95-
Brinquedos para enancas, leqnes de papel, fi-
tas, bico ae linha, quadros para retratos, lencos
tspartilhos, bicos, gales, franjas com vidrilhos,
eutras muitos oojectos de phantasia por precoe
sem competencia: na exposi^ao Central, 4 rus
larga do Rosario n. 38.
Em vista dos grandes progressos da idea de que
se gloriam as naces civilisadas, o commercio
de ve acompanhar esse progresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes : em 'ista do que annunciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra eetreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueres. Lembramoe, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venham ver, pois :
Queijos, fia mongo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranho.
Fructos seceos, como :
Passas, amendoas, figos, etc. -
Ditas nacionaes.
Dnee de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates novas de hortalicas.
Especialidade em
Vinbos finos do Porto, Madeira e Shery
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinbos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as quaiidrder.
Champagne.
Cervej* de diversa.1 marcas.
3em assim :
Araruta fina em pac otes.
Ch4 verde e preto.
Dito perola.
Especial issimo matte do Paran4, en. po.
Ainda mais :
Ovaa de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martin* Capito 4 C, ra estrellad
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Fonaicida capanema (verdadeiro) para extinc-
cao completa da formiga saura. Vendem Martin
Capitao & C-, ra estreita do Rosario o. 1 ______
FdiIu m olaraMo
Vende o Vasconoellos 4 ra
corram a ella )
da Aurora n. 81
Fazendas brancas
SO' AO NUMEIO
* ru da Imperatrlz = 4o
Loja dot baraleiroi
Alhciro & C, ra da Imperatriz n. 40,' ven-
dem um bonito sortimento de todas estns fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodoPecs de lgodozinho com 20
jardas, pelo-- burato preco de 35800,
4J, 45500, 45 ', 6ff, 55500 e 6g50t
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 45500, 55, 65 at 125000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preoo d 800
Di'as nrancia e cruas, de 15 at 15800
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para len^oes, toalhas o
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulaa da musma, muito bem fettas,
a 15200 e 15500
Colletiuhos <'a mesma 800
Bramante fraocuz de algodo, muito cn-
corpada, com 10 palmos de largura,
in-tri 152
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 25500 c 2,5801
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
dr5es delicados, d- 240 rs. at 400
Baptista, o que ha du mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, 'na conhecids
loja de Alheiro C, esquin do becco
dos Ferreiros

asUna
750
10500P
125001
125001
5550(
6550
85001
35001
15601
150t>-
\lgod entestado pa-
ra lenfoes
A Oa> r*. e 1AOOO o metro
Veude-sc na loja dos barateiros da Boa-Vista
iodao para lencoes de um so panno, com 9 pal-
s de ur-uraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o i/ietru, assim coma dito trancado para
machas de mesa, com 9 palmos ue largura a 15200
i otro, lito na leja de Alheiro 6 C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 15200,15400, 15600, 1*800 e 25 o covado
A beiro C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bous merinos pretos pelo preco acin
dito. E' pecbincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
de 55*<00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 25800 e 35 o covado
Alheiro 4 C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas h.rguras, com o-^ padres mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 25800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar facer costumes de casemiras
30, sendo de paletot sacco, e 355 de fraque,
grande pech-ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32C
rs. o covado, grande pecbincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bardados a lOOw. a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
brdalo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em earto cora 50 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pecbincha ; ca loja ds
esquina do becco dos Ferreiros.
Fnstes de setlneta a &OO rs o
covado
Alheiro & C. 4 ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortimento de fustes bni Sis pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinctas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
LIQUIDAgiO DE CHPEOS PASA
vende se pelos seguiotes pre
eos de e.A*oo at 0*000. a
rua do Crespo
Mequelina.
n. 19 -Madama
Pechinchas para acabar!!!
Roa Moque de Caxias n. 59
Fustoes de cores para vestidos a 240 e 320 rs.
o covado.
Chitas claras e escuras, 200 e 240 rs o dito.
Sargelins diagonal de todas as cores, 240 rs. o
dte.
Alpacas de seda idem idem, a 360 e 400 rs. o
dito.
Las coui bolinhas, novidade, 560 e 700 rs.
dito.
Setiurtas superiores, faenda de 600 rs., para
liquidar a 400 rs. o dito.
Damascos superiores, duas larguras, 15800 o
dico.
Popelina branca de seda, 480 rs. o dito.
Se ti ns maco de todas as cores, 800 rs., 15000,
1J200 e 15400 o dito.
Velludilhos de listrinhas, novidade, 15600 o
dito.
Sedas japonezae, 4'0 rs. o dito.
Esguio para casaquinhos de senhoras, a 45 e
4j)50O a peca.
Brim pardo fino para vestido, 500 rs. o covado.
Failes ae novos gostos, a 500 rs. o dito.
Camisas para senhoras, as mais lindas que tem
vindo, a 45500 e 55.
Saias riquissimas, para todos os precos.
Cortinados bord idos, 6J500 e 95 o par.
Guaruifes de crochet para cadeira e sof, a
85000.
Camisas francezas superioree, a 30J e 365.
Bramante de algodo, o melhor que tem vindo,
15500 o metro.
Id-m de linho puro, 25 o dito.
Colchas de cores, francezas, 15500 e 25 nma.
Lences de bramante muito grandes, 25 um.
Cobertas de ganga, idem idem, 35 urna.
Meias arrendadas para senhora, a 85 a duzia.
dem cruas, idem, 85 e 125 a duzia.
dem inglezas para, homem, 35500, 45 c 55 a
duzia.
Ceroulas de bramante bordadas, 125000 e 185
a duzia.
Lencos de linho a 3* a duzia.
Casemiras de cores, inglezas, 154O0 e 15600 e
covado, com duas larguras.
dem pretas diagonaes, 15800, 25 e 55400 o
covado.
Cortes de ditas de coree, proprias para invern,
a 25500 e 35.
dem inglezas, superiores, a 45500, 55 e 65-
Cortes d' fustao par* colletes, lindos desenhos,
a 25500 e 35.
dem de gorgoro preto, a 25 para acabar.
Deposito de algodoes, tanto nacionaes como es-
trangeiros, superiores madapoloes, brins, case i-
ras de todas s qualidades, cheriotes e merinos
para luto.
Vendas em grosso, descont da praca.
Cilindro da Cunta & C.
SO Ba Ouqne de Caxlan SO
Engenho venda
Vende-se oengenh) Murici, com saf-a ou sem
ella, situado na freguezia aa Escada, listante da
respectiva estaco um quarto de legos, podendo
dar seis camiones por dia, moente e corrente,
tem duas casas grandes e duas pequeas psra ino
rada, e outra para farinha com sua pertenuas : a
tratar na rua do Imperador n. 65, 2 andar.
Fructas maduras
Vendc-sc diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, apotas, e outras muitas : no
largo de S. Pedro n. 4.
da Inaperairiz-S*
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as ronpas abai
zo mencionadas, que sao ba- ,..as.
Palitots pretos de gorro. oiagonaes e
acolchoados, sendo tazeuaas muito en-
corpadas, e forradas
Ditos de casemira preta, de cotdo muito,
bem eitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calyas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 25, 25500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 15200 e
Colletinhoa de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de longos dt
linho e de algodo, meias cruas e collarinhos, etc
Isto na loja aa rua da Imperatriz n. 3i
Riseados largos
a ZOO m. o covado
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vendem b*
riscadinhos prepvios para roupas de meninos
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tendo quasi largura de chita franceza, e ssi:
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja do Pereira da Silva.
Fosloes, Metloetasi e lazlnban a SO
ru. o covado
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vende-*
um grande sortimento de fustoes brancos a 50t
rs. o covado, lzinhas Iavradas de furta-corea
fczenda bouita para vestidas a 500 rs. o covade
e setinctas lisas muito largas, tendo de todas at
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na lojt
do Pereira da Silva.
Merinos pretos a 1SS
Vende-se merinos pretos de duas larguras part
vestidos c roupas para meninos a 15200 e l60
o covado, e sunerior setim preto para enfeites f
15500, atsim como chitas pretas, tanto lisas com
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs.; na novt
luja de Pereira da Silva 4 rua da Imperatriz nu-
mero 32.
Algodaosinno francs para lence*
a OOOrs.. I* e iSoo
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vende-
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e 1<
palmos de largura, proprios para lences de un
so panno pelo barato prego de 900 rs. e 15000 i
metro, e dito trancado pa a toalhas a 15280, a
sim como superior bramante de quatro largura,
para lences, a 15500 o metro, barato ; na lojt
ds Pereira da Silva.
Roopa para meninos *
A i*. iSr.oo e o*
Na nova loja da rua da Imperatriz n. 32, s-
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
nha curta, feitos de brim pardu, a 45000, ditot
de molesquim a 45500 e ditos de gorgoro preb.
emitando casemira, a 65, sao muito baratos ; n
loja do Pereira da Silva.
Plvora
Vende Candido Tbiago da Costa Mello, em sea
deposito 4 rua Imperial n. 322, olaria, onde tam-
bem vende tijolos e telhas. Tclephone n. 221.
Massa de mandioca
Vende-se massa, especialmente preparada, para
bolos de Santo Antonio, 8. Joo e S. Pedro, a 500
rs. cada pacote de meio kilo : no largo de S. Pe-
dro n. 4.
Ao 05
Bonitos leques de gaze para senhora, a 35, <>>
85 e 105.
Ditos de setineta, de 15500 a 25500.
Ditos de papel, de 300 rs. a 15.
Em continiiaeSo
Cintos de couro a 15500 e 25-
Babades bordados largos e estreitos, a 100 rs
a peca.
Chapeos para baptisados, de 15500 a 85-
Ditos de palha para enancas de 3 a 4 annos, a
25500.
O Pedro Antunes & C. quem tem para liqui-
daco.
Belleza, frescura, jnventude
P branco des feraces para ama
ciar a pelle \
Estes pos, de nma fineza extrema, especialmen-
te preparada ., ~ aformosear a pelle, sem alte-
ral-a.
A' venda, aj .sa do Pedro Antunes & C, rua
do Duque de Carias n. 63.
Igualmente o bem conhecido leite de rosas para
extinguir as espinhas e pannos, os mais assombro-
sos inimigos de urna assetinada face, restituindo-
lhe a belleza antiga.
F.m ultima analyse ser4 bom nao esquecer o
crme rosado para es labios !! S a Nova Espe
ranea.
i 'til e agradavel
Fazer nm delicado trabalho de crochet cam
novellos de l e seda de diversas cores, que teem
o Pedro Antunes & C.
Linhas de diversas cores, dita branca de linho
para fazer trivolit, medalhro tranca bem cOnhe-
cida para o mesmo.
Um bonito desenlio colorido para mesa bonita
almofada.
Ao 63Rua Duque de Caxias
O tempo proprio
Boas meias de l para homens e senhoras, luvas
de dita para quem soffre de rheumatismo.
Ao 03Boa Daqne de Caxias
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escoseei preferivt
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos t.. iheres armazens
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo nc
me e emblema sao registrados para todo o Brasi
BROWNS t C, agentes
Camisas nacionaes
A tSOO. 3AOOO e 35500
32=-- Lja 4 rua da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estarje'eeimento um gran-
de sorlim,,nto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p.uihos de linho como de algodo, pelos
baratos precos de 25500, 35 45, sendo tazend
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada por
um bem artista, especialmente camiseiro, tambis
ge manda fazer p >r encorom'-ndas, a v mtade dos
freguezes : na nova loja da roa da Imperatrii n
3;, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
8 Rua da Imperatriz = a*.
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
;itavel publico um variado sortimeuto de facen-
as de todas as qualidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de n upas para homens, e tambem se man
da tazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimeuto de pannos fin*
casemiras e brins, etc
Miliar
Vende-se nm bilbar francez em perfeito estado
com tres jegos de bolas e seis tacos : a tratar no
autigo largo do Pelourinbo (corpo Santo) n. 7, ea-
criptorio.
1
)
*>
w&yz'm
DE
Climaro ha Silua
"c^Ie GOU
afnal o pinho de Riga, de primeira qualdade, em pranchlo de 3X9, 4X9 e
3X12 do 19 at 70 palmos de coraprimento, barrotes, taboas de forro o assoa-
!ho, ripas e caibros para cobertas, chalets, estacoes de vas frreas, e para sul-
pas; garaute-se n1o ser este pinho atacado pelo cupim, em virtude de ser elle o
,verdadeiro pinho de Riga, nico que n'este clima resiste ao tal bichinho. Reta-,
lha-so barato e em por2o haver reduccSes de piejo.
-------------------------------------------------------------------------------------------A
Ofl CereY>rs SchnappH Aromticos de Schledan. ds TTdoIpBo Wolfe filo fhbrfcftdofi tkJ w*
de Cavada da primeira qualidade, cuidadosamente etcolhida dos mclhores productos do* districto-
mais ajamados pela qualdade do grao, como tambem do fructo do ftagraiue Enebro, e sao purificados por pra-
ce&so especial que expurga do espirito toda* as partculas acres.
Como meio de evitar e corrigir os effeitos desagradaveis e rauilas venes perigosf producidos no estomago
nos intestinos por aguas estranhas, o que acontece aos viajantes e as pessoas nao acclimatadas, r
OS "SCHNAPPS'I-AROMTICOS. DE SCHIEDAM
acham-se absolutamente DiFAIXIVEIS; e nos casos de HTOROPSIA, PEDBA, ODSTBtTC*
CO nos RIN.S, HOLE9TIA da BEXIWA, ESTUICTl HA, DTSPEPSIA e DEBIXJ.
DAJJK GEBAL sao recomsnendados com instancia pelos raembros mais disnctos da prolusao medicaL
Sao preparados em garrafas de meo e de quarto, eocaxotad^s com o nome do abaixo assignado em cada
garrafa c com a marca da fabrica e urna fac-simile da sua assignatura no etiqueta ou rotulo.
Tendem-ae em toda* aa Pharmaclaa e Lojas do Campo. Tem sido sugeitos analyse dos
ctiimkos os mais afamados c por elles foram declarados ser o mais puro espirito jamis fabricado.
Tendo assim vereeado sua pureza e suas propnedades enviou-se amostras a dez mil mdicos, induindo
todos os mais celebres clnicos dos Estado* Unidos 6m de que elles a experimentassem.
Urna circular pedindo urna rigorosa prova e urna nformaco exacta do resultado, accompanhava cada
amostra. Quatro mil dos clnicos mais eminentes dos Estados Unidos promptamente responderam. Sua
opiniao do artigo era unnimemente favoraveL Tal Dreparaco, driam elles, ha muito que se fazia absoluta-
mente nocessana porque nemhoma confianza se poda depositar nos productos communs do commercio, todos
mais ou menos adulterados e por tanto imitis para os propositoi mdicos. A excellencta peculiare forca do
oleo do Enebro que um dos ingredientes principaes destes SchnappH "juntamente com o p--ro alcohol
dao-Die na opinio dos mdicos cotavel Spchoridade sobre todos os estimulantes como diurtico, tnico
e restoradvo.
Esta Bebida Medicinal fabricada pelos propretarios em seu engeaho de cUstillaco em Schiedam, Hcllapda,
exprcbs;imente para os usos medreinaes.
UD0LPS0 WOLFE'S SON & C0., 9 BEAVEE STREET,
new-yoeb;7^ A.
/
pars
15 Bue d l'Echqir.
Fornecedor
privilegiado da Casa Real de Espanha
e de S. 21. a Raiuha de Italia.
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Pasta para os dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabo.
Ozea Pomada.
Ozea Fixativo.
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Cold Cream
Estas exquisitas preparaces sao milito apre
ciadas na mais distincta sociedade pela deli
cadeza do seu perfume.
Wm RIECER'S
TRANSPARENT CRYSTALSOAP
(Sabo transparente cristalino)
reconhecido como o mais perfeito de todos os sabaos de toilette polas suas
propiedades hygienicas, pelo seu arorua o pela sua larga duracao.
Depsito na prinelpac Perfumara!, Farmacia, dea.
Grande e bem montada oflicina k alfaiate
DE
PEDROZA & C.
N. 41Rua do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar nm lindo variado s-
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Loodres e Allemanha; e para beir
rervirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios dcste grande estabelecimento
;m na direejao dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espaco de 24
koras, preparara ura terde roupa de qualquer fazenda.
Rua do Barao da Victoria n. 41
(PREQOS SEM COMPETENCIA)

Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOI \S
sito a rua do Cabug n. 4, communicim ao respeitavel PUBLICO que receberam um
grande sortimento bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que oontinuam a recebar pr
todos os vapores viudos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que en
outra qualquer parte,
M1GCL WOLFF & C.
N.
RUA DO CABUGA
---N. 4
Compra-se ouro e prata velha.
FUNDICAO GERAL
ALLAN PMERSN ir C
N. 44--Ru i do Brum-N. 44
JUNTO A E? f A(3A0 DOS BONDS
Tem para vender, por pre< mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas tundidas, batidas e caldeadas.
Crivacoet. de diversos taannos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de Hito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradearaento para jardira.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregara-se de concert-, e assentamento de machinismo e execairn CMalqwa
trabalho com perfeica e prstese.
\


mwm

Diario de PernambncoDomingo 30 de Maio de 1886
ASSBMBLEA GERAL




CMARA DOS EPUTADO
SESSAO EM I9'DE MAIO DE 4886
"presidencia do sb. andbade figeiba
(Concluso)
Senhor, na convenci celebrada em 14
do Margo de 1884 com varios estados para
protecgo dos cabos subroarraos, nos a-tos
couveociouaes a convenci postal univer-
sal de Io de Junho de 1878 firmados em
Lisboa em 21 de Marco do* anno lindo,
promulgada aquella em 4 da Junho prxi-
mo passado, e este em 13 de Margo ultimo,
e finalmente na satisago com que o go-
varoo annuindo aos pedidos dp^ governos
do Alleroanha e da Blgica nomeou o ter-
ceiro membro da commisso internacional
cstabelncida em Santiago para julgar as
reclamagoes dos subditos allemes contra
o Cbili e autorisou esse mesmo commissa
rio como membro da cororaissao talo-chi-
lena a decidir as reclamacSes belgas, v a
cmara dos deputados seguros meios para
favorecer a manutngalo das nossas rela-
goes de amisade.
Sent a cmara dos deputados que pelos
recentes acontecimentos da Repblica
Oriental do Uruguay, chegasse o governo
a augmentar as guarnigoes das fronteiras,
mas agradece a promptido e acert das
providencias, com que conseguo mauter a
complet neutralidade do imperio, deven-
do-se sua attitude o feliz e immediato es-
tado da paz e tranquillidade e a suspensilo
das medidas tomadas em relago s frontei-
ras o as ordenadas a respailo dos refugia-
dos.
Deplora, Senhor! a cmara dos depuU-
dos, que o estado sanitario da capital e al
guns outros pontos do imperio nao fosse
lisongeiro ; consola-a, poram, 03 benficos
resnltndos que vai produziado a organisa-
go geral do servigo da hygiena publica e
a creug que desapparegam as causas
da invasao peridica de molestias epid-
micas eom a execugo perseverante das
disposigoes do decreto n. 9,554 de 3 de
Fevereiro.
Senhor 1 ardua a taref i quo as neces-
sidades publicas rapSa paroara dos de-
putados e V. M. Imperial com tanta banc-
volencia confia aVeJlaVlues e patriotismo,
mas fortalecida pelos suffragios da raaioria
da nagao, e apoiada na harmona e equili-
brio dos poderes oonsthucionaes animar
o governo com sua contianga e o coadjuvar
com seu conselho para que redobre do es
forgos, at elevar a nossa patria quelle
grao de prosperi iade, que a aspragao de
todos os brasileiros. Ferreira Vianna.
Rodrigo Silva.H. Pereira de Lucena.
LITTERATtur
OTHELLO 0 M01R0 DEVESEZi
TRAGEDIA. EM 5 ACTOS
DE
W1LLIA1 su m.t sp-:ahT:
TRADUZIDA PASA PORTUGUEZ
O. Luiz de Braganra
( Dj Commercio de Portugal )
I
E' fcil dizer que ura rei inteligente,
estudioso, sabedor, erudito at, porque nao
custa lisongear os grandes e os podoro-
sos ; mas diffieil proval-o, quando desse
grande e dease poderoso nio fieara vesti-
gios que asiegurem a sua elvala capaei-
cade e r.ssigaalem o scu engenho supe-
rior.
Na vida coinmum, criam-sc reputagoes,
sem sa saber como. E' celebra um ho-
raem que nada produzio e do qual sjn-
guem viu nunca u na linha sequer a reve-
lar os conheciraentos e a continuar a com-
petencia que Iheaitribuem. Ura dito com
espirito, utn conceito levantado, urna res-
posta prorapta, una idea feliz, um acaso
quasi sempre, faz com ou,'? a acclaraago
festiva a um triurapho de momento e n'um
circulo reservado e estn i.o, corr de boc-
eo em bocea o eleve rpidamente um pe-
destal a quero nao tinha direito c!e sabir dz
turba anouyna dos desconhecilos e dosin-
significante*.
Ca:ule-se, pois, o que ser no mando
das convengSes e das dependencias, .onde
se maiteem mais ou menos as velhas tra-
diegoes de ae pensar como o senhor o o
amo, de se approvar tudo o que elle ap-
prova de Jie rgetar tudo o qae elle con-
demn i, e, em que por maio homem de es
pirito que seja esse senhor e por mais imi-
ravel que procure mostrar-se esse amo,
raro conseguo que, como a luz do sol que
brillante e que tudo illumina, se lhe di-
ga so a verdade, que nada escurece e que
nada oceulta.
N'esse meio restricto e aperlado, a su-
perioridade intellectual de quem pela aua
peicao manda e domina, esta segura e
apregoada. Nao para isso necessario nem
a palavra cloquate, nem o escrito apura-
do. Basta o nome da pessoa, para lhe as-
aegurar urna fama de fazer corar os menos
modestos.
Mas aqu, como alli, entra os simples
mortaes e as regias alturas, taes reputa
g3e3 teem a existencia ephemera que as-
sen ta no favor ou< na subserviencia. Ellas
nao passara dos' contemporneos, por que
nao ten ttulos para serem registradas na
historia. Caem como se lovantaram. Urna
aragern de bora humor bu de ,umu conve-
niencia de occasio as trouxe, o bafo fri
e pesado da morte derriba-as e acpulta-as
para nunca mais resurgirem.
Esta a regra implacaval e sem exce-
pgao. Pode, pois, urna carnada social er-
guer cima do vulgo utn homem qualquer,
simples burguez ou principe Ilustre, dan-
do-lhe furas do notavel pelo engenho e
pela sciencia, que se d'elle nao ficou pro-
va esoripta do que foi na tribuna ou as
lettras, e do que valia pela palavra ou pela
penna, essi aura extioguc-sc e morra, por
que a postoridade exigente e nao se sa-
tisfaz com os brados das raultidoes suspei-
tas e quasi sempre inconscientes.
Tudo isto escrevemos nos, como urna
prevengo. Estabelecemos principios de
eterna verdade, para concluirmos sim re-
oeio de que nos taxem de lisong- iros e de
aduladores. Efazomol-o, nao pelo receiode
qus suspeitera da nossa sinceridado, mas
pula consciencia de que nos falta a autori-
dade bastante para impor a nossa opiniiio
como verdadeira e irrefutavel, no que va-
mos dizer.
E se tamos por costume escrever dos li-
vros que vo apparecendo e registaodo
n'esta Secctio o raovirneot o literario do paiz,
nao vemos motivo para qua deixemos sem
maugao um trabalho importante, s porque
elle de um alto personagem, do prime-
ro da nagao, de um principe, do mooar-
cha portuguez, e isto pelo receio de que
nos acoimem de parcial e de que os aver-
bem de suspeito.
Pele contrario, ajnda que tivessemos do
fazer urna distnego era esse dover cosso,
como homeus da mprensa, que tambem
serva para apontar os bons exemplos, ani-
mar os que estndam, cit indo o nome de
um rei que veiu eufilel ar-se entre o de
tantos homens de humilde nascimento, que
dedicam a sua intelligencia e a 6ua activi-
dada a trabtlhos littararios.
E esse exemplo s-.!utar e serve para
todos, para os que precisara do escrever
para comer e para os que tm de sobra pa
ra confortos e regalos da vida. E' isto in-
justo observar qm El-Re escolheu o gene-
ro litterario mais diffieil, e que mais desa-
lenta o animo, para s seus estudos; e Ta-
le muitas vezes mais urna apurada traduc-
gao de urna obra grandiosa de autor afa-
mado do que um bom original acerca de
qualquer assumpto, por mais interessante
que elle seja.
E em todos os terapos, como anda hojo,
encontramos esse facto confirmado, porque
os escriptores de maior reputagao e que
alias deix.iram crescido numero de origi-
naes a tornar-Ihes inolvidavel a memoria,
ocuuparara-se em traduzir os melhores mo-
delos de litteratura classica com um affan
e um cuidado, que bem provam a impor
tiucia que dava.n a esse trabalho.
E' que urna traduego impoe restriegues
e nSo permittem liberdades. O traductor
consciencioso e honesto tem de subordinar
a sua imaginagao e a sua vontade, ima-
ginagito e vontade do autor que traduz
Nem tem opiniSo sua, nem tem direito a
corregir, nem pode sahir do circulo de fer-
ro em que se collocou, e nestas condigSs
nem todos se santera com forga para luctir
porque a victoria duvidosa e incerta.
. E' que lograr transpOr para a nossa lin-
gua o pensamento, a idea, a opiniSo, as
iuiagens, as elegancias e as bellezas que
se encontrara n'um indioma extranho, cora
fidolidade, com verdade, com exaotidlo,
nao 6 s revelar o conheciraento profundo
d'esse idioma, o que alias j rauito, mas
ilentificar-sa e eonsubstamiar-se intaira-
mente com o auctor e egualal-o at, o que
muito mais o importa um triurapho bri-
lhantissimo, porque s se procura urna
obra que merega esse esforgo ingente o
quema escreveu snmpre um tilenti su-
perior, quando nao genio immortal.
II
Estabaleceraos no nosso primeiro artigo
dou3 pontos de partida. O primeiro, que
nilo por lisonja, nem por adulagao, que
se exalta o norae d'El-Rei D. Luiz, quando
se trata do nosso progresso litterario, por
isso que os seus trabalhos oxistera, as pro-
vas dos seus talentos estSo patentes, o va-
lor dos seus escriptos por todos os modos
qu9 o considercm, real o incontestavel; se-
gundo, que o augusto escriptor, dedicando
as suas altas faculdades a traduzir Sha-
hespearo, nao faz mais do que imitar as
raaiOTes autoridades as lattras, d todos
os terapos e do todos 03 povos, desda Ci-
cero at os Vicenzos Montis e os Maffei
dos nossos dias.
E hombrear cora taes vultos j nilo
pouco para quem nao p le, pelas suas mu
tiplices obrigagoes, entregar-se inteira e ab-
solutamente aos livros e ponna.
Est nsso o seu maior elogio, como est
tambem a medida da sua elevada capa-i-
dade. Poder-se-ha perguntar, se o mesmo
homem, em condigoes differentes, nilo iria
muito mais lon^e e nilo deixara da sua
passagem rastro mais luminoso, thesouro
da maior valia, porque o que j existe
d'elle, autorisa a interrogagao.
A traducgSo do OtlteUo, que acaba de
sabir a lume, a quarta que o Sr. D. Luiz
I faz do theatro do Shakespeare. A pri-
raeira, foi em 1877, do Hartdet (1); a se-
gunda, em 1879. do Mercador de Veneza
c?n-ivo ao trabalho, quer elle seja urna ne (2) ; e a terceira do Ricardo III, em 1880
FGLHETIM
I
'A'NGELA
cessidade, quer seja urna diversao, e o
trabalho seinpre a mais nobre applicagao
aas faculdades cora que Deus favoreceu o
homem.
Bast, pois, esta cmsiderago para pres-
tarmos todos os que estudamos serapro, as
universidades, as academias ou no nosso
gabinet>; e que cada vez mais comprehen-
demos a meesa dade de mais estudarmos
para mais aprendermos, a horaenagem do
nosso appluso e do nosio reconhecimonto
a quem, nao obstante 08 pozados encargos
do governo da nagao, aproveiti todos os
eus o-:is n'um omprehendimento Arroja-
do que, se exalga o seu nome por t .ntos
V.tulos illustre, bonr* tambero a litteratura
contempornea portugueza e engrandece o
paiz, traduzindo as obras do celebre poeta
inglez William Shakespeare, com urna ni-
tidez e um esmero, que tornara verdadei-
raraente notavel o s-'u trabalho.
Pode haver qu>?ra pretira que Sua. Ma-
gestade se entregue antes a trabaihos ori-
giuaes acerca de historia, de questjcs so-
ci tes ou puramente litterarias, do que a tra-
duzir um po"ta, iin la Shakespeare, mas Pa.
13).
Entre o apparecmonto da ultima tradue-
go indicada e a do Othdlo raedeiam uns
poucos do annos. E' qua ama das obras
primas do colossal pintor, como lhe chama
um dos seus mais notaveis crticos, poda
um exame mais demorado o ura estudo
ma3 retlectido. Nao menos de quatro an-
nos levou esse trabalho, com os largos in-
tervalos de quem precisa attonder ao mes-
mo teropo a muitos assuraptos importantes
e oceupar-se de muitos negocios graves ;
mas o augusto traductor voltando arroja-
da empreza mais se prenda e mais capri
chava em lvala a cabo. As hesitagoas
erara justificadas pelas diffijuliades que
mrgiam, como justificado era o empento
em vncelas o firmar pela primeira vez
(1) O producti da venda d'esta tradue-
go foi ofFerecido Associagao das Cre-
ches.
(2) Ofivreci la Sociedade das casas de
infancia desvalida de Lisboa.
(3; Offerecida ao Asylo o) D. Mara

POR
^^ :i mm*
( C o n t i a u io do n. 12 2)
XXXIII
Fernando inclinou a cab?ga era sigual de
adhesai". e deu a!guos p;.8sos para o leito,
depois parou devorando ci.m os olhos as fei-
giles encau'.adoras-e raagaadas daquella me-
nina que era sua iilh
O r. co Qervey sqguia o.
Reinou por algum empo o silencio no
quarto.
O medico veio collocarsa perto de Ange-
la.
Estes senhores silo os magistrados em
que lhe fallei, rainha menina, disse elle a
Emma. Vointerroga-la e vai responder-
lhes; mas tendo o cuidado de ficcr soco-
gada. Quando se sentir cansada previna-
me. Estes senhores nao insistirSo em
interroga-la por mais tempo.
gSEst muito engaado, replicou com se-
quida o procurador d*republica, de Joig-
ny. Insistiremos. .. /i' laro, como o dia,
que esta menina vai /ir.elor e que est
n'um estado de suppfcrtar um interrogato-
rio... Alm disso, que importa um pouco
de cansago ? Queira, pois, o doutor guar-
dar as suas observacoeg e os seus conse-
jos. *
,' ngela iaterveio com violencia.
Sou mai, senhor, disse ella, e im
porta me cem vezes mais com a vida de
ininha filha do que cora a minha. Inter-
rogue Emma; mas, so a vejo enfraqu"c:r,
juro-lhe que n2o ir mais alm, mesmo
qnando a minha raao tivesse que lhe fechar
a bocea para a impedir da responder.
Socegue, minha senhora, dis3e o Ba-
rao de Rodyl. Acredite que sabtreraos
conciliar o nosso dever com a humani-
dade.
A senhora deve ter tanto interesse
como n3 era que se faga a luz, aocrescen-
tou o juiz formador da culpa, o Sr. de
Gevrey; estou admirado de a ver tao pou-
co impaciente por conhecer o que a menina
nos poder dizer no interresse da justiga.
Emma Rasa murmurou:
Direi tudo quanto sei, senhor. E'
muito natural que a mama receia que me
canse... ella mame tanto I... Mas eu
vou fallar.. .Sinto me com forgas... Intc-r-
roguem-me.
Emquanto a moga fallava das rasa for-
gas, a traqueza e tremor da voz des-
mcntiam-lho as palavras.
O Baro de Rodyl cscut iva aquella voz
com pungente impressao, com indiz7elsen-
tiraento.
Parecia-lhe que lhe cahia no coracao to-
das as palavras que so desprendiam dos la-
bios da menina.
O Sr. de Gevrey que n3o pardia de vis-
ta o amigo, va pintar-se-lho no rosto a
commogao, que estava prestes a trasbor-
dar ; approximou sa delle e, com o tira de
o distrahir, fez a primeira pergunta mo-
ga.
A violencia da pancada que a ferio,
minha menina, parece que nao lhe faltoa a
memoria... Sera duvi< leitamente de haver entrado era Laroehe,
no trem da manhS, que devia conduzil-a a
Parz ?
Sim, senhor, e estava ranito satsfei-
ta A lembranga de que ia d'alli a horas
abragar a niamS tornav-mo louca de ale-
jjra.
A Sra. Fontana, sua professora, acom-
panhou a at a estagao do caminho de fer
ro ?
Acompanhou-me, afim do me instal
lar no vagao reserva lo para as senhoras ;
mas infelizmente estava choio.
- jnt3o reeoramendou-a ao chefo do
trara ? E ft"'l a recommendar pelo chefe da
estagao ?
- Sim, senhor... Abriram-me a porta
e eu sub para na compartimento de pri-
meira classe.
E esse compartimento j tinha gen-
te ?
Sim, senhor.
Quantas pessoas ? *
Duas. Um do3 passageiros estava
assentado, ou antas estava meio deitado era
ura canto mui:o afattudo, envolvido em
urna manta de viagem... O segundo, que
estava em p ao lado da porta, foi sentar-
se ao p do primeiro logo que eu subi o
estribo.
Que lugar toraou no compartimento ?
Pensando que outros passagairos po-
dessem entrar durante a viagem, fui me
sentar no canto do outro lado do vagao.
Entao, em frente da pessoa que esta-
va sentada ?
Sira, senhor.
E em que posigao estava essa pes-
soa ?
Parecia dormir.
Vio-lho o rosto ?
Nilo, senhor.
Como quo nao vio ?
Tinbe a cara tapada por um chale-
manta escossez e por um chjpo de abas
largas puxado para os olhos.
E o outro passageiro estava sempre
sentado, ao p do tal homem que parecia
dormir ?
Sim, senhor.
E entao o que se passou ?
Emma Rosa nao respondeu.
llavia alguns segundos que ella respira-
va com diffiauldade.
Pequeas gotta de auor molhavam-lbe
as fon tes.
Deixou eahir a cabega para tras, tobre
o travesseiro e l echou os olhos.
Angela asiustou se.
com o seu nome um livro que ia correr
mundo e expr-se anayse e critica dos
doutos e eruditos nacionfles e estrangeiros.
O tempo decorrido foi, porm, bem apro-
veitado, porque a traducgSo do Othdlo
esmeradissima. Reconhecida esta tragedia
pelo proprio traductor com urna das obras
mais monumentaes de Shakespeare, ella
havia de necessariamente merecer lhe o
mais particular cuidado e a mais escrupu-
losa attengao. O xito nao poda ser mais
brilhante.
V-se que el rei se apos3nu integramente,
nilo s do espirito dramtico da obra, como
da inspiragao do genio que a escreveu. Co-
tejando-a com outras traduegoes, ainda o
menos versado na lingua ingleza, reconhe-
ce e sent que a traduego de que nos oc-
cupamos a mais rigorosa e a mais fiel.
A linguagem sempre apropriada, na-
tural e sera e3forgo. A phraso na bocea
do general mouro tem a energa do guer-
reiro e os arrebatamentos de urna paixo
quasi selvagem ; e a palavra nos labios
prfidos do honett tera o sibilar traigoeiro
da serpenta venenosa.
Em Desdemona ha a ingenuidade e a in-
nocencia a expandir-se na linguagem cor-
rente o simples; como Emilia tem o dis-
curso nervoso e indignado do quem nao
quer perder a sua alma oceultando um
grande crime e escondendo urna negra in-
famia.
E' certo que o poeta imprimi na lin-
guagem dos seus personagens os santimen-
tes que os dorainavam, mas nao menos
Verdade que o traductor sa desvelou era fa-
ser sobr38ahir nesta parte, urna das maio
res bellezas do poeta. Nao sucieda sem-
pre assim e por isso o notamos.
Fugndo do perigo de que tantos outros
traductores teem sido vctimas, por desti-
naren! o seu trabalho ao theatrOj o Sr. D.
Luiz fez da sua traduego urna verdadeira
obta littararia, tratada, aecurada; e sem
so prender com as exigencias da scena,
sem se preoecupar com os actores a quem
confiara a sua tralucgo; subordinando-se
todas as asperezas do texto ; nao inno-
vando, porque Shakespeare ser etonr-
roente novo; nao raelhorando porque a sua
obra ser sempre perfeita ; consultando os
Guizot, os Schlegel, osVillemain, os Cbau-
dasaigues, os Hugo o tantos outros traduc-
tores, < ominentadores e crticos do immor-
tal poeta, roas seguindo o seu rumo e fian-
do se no profundo conheciraento que tera
da iingua ingleza ; espagando a3 revisos
dos saus estudos ; meditando no que havia
escripto ; inutilisando o que lavara mezes
a fazer, para recomegar depois, e seguin-
do, emfim, os procesaos de quem pode es-
perar, porque nao precisa ter pressa, o
monarcha portuguez, que j havia dado .1
lume, com grande gloria para o seu nome,
tres bellas traduegues do mesmo autor, rea-
lisou o seu nobre empenho de apresentar
urna traduago digoa da tragedia que Gui-
zot considera superior ao llamlef o ao lado
do Macbeth e que Vctor Hugo colloea pr-
ximo do Ilamlet e no mesmo plano de Mac-
beth e do /?et Lear.
O augusto escriptor comega e3ta sua tra-
ducglo com a declarado de que nao cora-
raetteu. o enme de mutilar a tragedia por
mal cabido pudor, deixando de traduzir as
phrases ruds que se encontrara no texto
o ronclue dizendo : < Segtiio-o; obedec
linguagem do mestre e, como traductor,
devo estar isento, para o publico, da respon-
sbilidade da linguagem, que elle por certo
h'g'e nao* empregaria, mas que a jidelidade
da traduccio me obrigou a conservar; de
outro modo seria urna imitacao que nunca
firmara com o meu no ne, apresentanio-a
como traducc.3,0,
E' honesto este proceder, e nelle revela-se
a lealiade de carcter do augusto traduc-
tor. Ha, com effeito, as phrases rudes que
S. M. respeitou, mas a impressao quo ellas
causara desappareec rpida ao lado de tan-
tas o tantas formosas imagens, elegante-
mente transportadas para a nossa lingua
e quo abundara no texto. E' urna corapen-
sagao, e bem larga, para os olho3 mais p-
dicos e para os ouvidos mais castos. Em
litteratura, porm, o na alta litteratura
classica, como na Bcienea, nao ha rudezas
e phrases, nem palavras obcenas a elimi-
nar. O que cata, o quo fiaa e qua tem
direito ao3 respeitos das geragoas. As al
terago'8 no texto das obras dos genios, em
nome da pudicicia, equivaleriam s rautila-
tmmtmmmmmm.r^^Ma i !
Senhor, v perfeita.nente que a me-
nina suecuraba cora o cansago I Em oras
do co nao seja sem piedade O senhor
mata minha filha.
Acho prudente interroraper, por em-
quanto, o interrogatorio, disso o medico.
Sa for preciso tirar interrumpido por
alguns instantes, replicou o Sr.de Gevrey,
mas indispeusavel que a manida nos es-
clarega.
Mas isso urna cru l lade replicou
Angela cora exaltago ; depois, dirigindo-
se a Fernando do Rodyl, accrescentou,
olhando para ella com ar imperioso e quasi
aroeagador : o senhor a quera compete
impedir quo torturara minha filha I.. De
fenda-a E' o seu dever.
O barao nao teve tempo di responder.
Antes que ella tivesse" tempo de pronun-
e'ar una palavra, o procurador da rep-
blica, da Joigny, tomou a palavra e disse
com brutal'dade bella hervanaria :
Sa a senhora contina a intervir, so-
remos obrigados a pedir-lho quo saia do
quart, onde est perturbando a acgo da
justiga... e aobrgal a torga, se for ne-
cessario !
Emma Rosa lavantou a cabega e tomou
a abrir o olhos.
Nilo era nada, murmurou ella com
ura sorriso palldo. Um momento de fra-
qi.ioza. j passou.... Deixe a mami
perto de mira, senhor... A sua pre&engu
me dar forgas para lhe responder.
Pois bem, repito a rainha pergunta...
disse o Sr. de Gevrey. O qua se passou ?
Tiuha-me levantado muito cedo, dis-
se a moga com voz lenta. Apenas rae rc-
clinei no canto do compartimento ader
meci.
Tinha na mo direta, que estava ct>m
luv.i, o meu lengo.
Adormecendo, 03 dedos afrouxarara e
o lengo rahio me no tapete.
Aquello movimento, se bem que muito
fraeo, acordou-me; abaixei-me para apa-
nhar o lengo, sent o huiiido... olhei.. .
estava vermalho de sangue.
< Entilo Uve raedo ; examinei com at-
tengao o homem que parecia adormecido...
?L? *t.?uiran(3e8_:me8tr,e^ ^todos os poetas, todos os philosophos, to-'
dos os guisadores, todos os productores de
grandeza d'alma.
E um ra, o rei de Portugal, que es-
t prestando este importante, esto valioso,
este enorme servigo ao scu povo I
Assim par todos os modos por que so
considero a resolugo do Sr. D. Luiz en
traduzir o grande poeta inglez, ne encou-
trar ella, de quem quizer ser imparcial o
justo, senilo palavras de ouvor e ainda de
gratido pelo nobilissimo eraprehendiraento,
visto que ao servigo propriamente littera-
rio prestado pelo esclarecido monar:ha ae
deve juntar, porque nao pode ficar na som-
bra, o servigo poltico que de inmensa
importaueia. E por mais que se procure
amesquiuhar o trabalho litterario por urna
critica apaixonada e suspeita, ser nullo
todo o esforgo empregado para prejudicar
o juizo altamente lisongeiro que os estra-
nbos ho de fazer de ura povo, qua tem
sua frente ura monarcha Ilustrado, estu-
dioso, ura espirito culto e levantado, um
homem de sciencia o de trabalho.
No nosso empanho de deixar s mente
consignado n'esta folha o appareeiraento da
trr.ducco do Othello, fugiraos de alar-
ear urna erudigo qua nao temos e que
nome da moral publica. Seria, alm de
grave, ridiculo um tal attentado.
Louvores, pois, el-rei, por assim o ter
oomprehendido.
III
Para concluirmos esta simples, resumi-
da e despretenciosa noticia da ultima tra-
duego de Shakespeare feita por El-Rei o
Sr. D. Luiz de Braganga, tomos de fazer
anda algumas ligeiras considerag5es.
E' sempre um acontecimento a appari-
go de um livro que enriquece a litteratu-
ra de ura povo, mas t^ft raro ser ura rei
o autor desse livro, que um tal acontaci-
mento reflecto duplamente no paiz de quo
elle chefe e augumenta por aso de im-
portancia e de valor.
E se a nago so houra e se exalta quan-
do um filho seu a ennobrece cora urna oDra
no(avel ou com um feito heroico, mais de-
va desvanecer-se e orgulharse quando esse
tilho o cidado quo, pelas convengdaipo
liticas e pela vontade do povo, oceupa o
lugar do seu primeiro magistrado.
Julga-se bem do paiz em que abundara
os horneas de letras, que estudara, que sa-
bem, que cscrevem, que ensiaam e d'ahi
um bom guia para se avalar da sua capa-
cidade intellectual, do .seu desanvolvimca-
to e dos seus progressos, mas quando en-
tre esses homens de talento e de sciencia
se eucontra o primeiro vulto do mosrao
paiz, o juizo de extranhos ha de ser urna
liomonagem do respeito ao principo que
ama as lattras e urna approximago de
sympathia pelo povo qua o tera por soba-
rano.
Mais aioda. Ne3tes terapos quo vo
correado, era que se pretone demolir as
nstituigoes monarehicas e os thronos, co-
raegando pelo ataque pessoal e dipaeto aos
que cingora o sceptro e a cora e em que
nutilidade allegada do ofB io do re, se
junta, como circumstaneia aggravante, a
incapacidade moral do individuo ; para os
uo nilo seguera estas i leas e combatem
ss!3 principios, bom qua documentos
authenticos e testemunhos irrecusaveis t-
ram o pretexto a taes aggressoas e redu-
zam a p a suspaigao contra a inferiorida-
de int-'llectual daquella quo consubstanca
em si e representa aquellas instituigSes.
Assim que, S. M. cora os seus traba-
lhos luteranos, tem sahido to fra do
vulgar dos personagens seus iguaes, tem
sido to honrosa excepgao do geral dos
principas antigs e modernos, que o seu
nomo coasiderado nos institutos c as aca-
demias, respeitado pelos vultos mais emi-
nentes as letras, as soiencias e na poli-
tica e apreciado pelos povos ciiltos do glo-
bo, proporaionando-the grandes distinegoes
a grandes glorias, offarece-lhe ao mesmo
tempo ensejo do levantar a nagao do que
soberano no conceito o na estima univer-
sal.
Nos que applau limos cora enthusasmo
o servigo s lettr s patrias prestados por
El-Rei com a tralucgi d* obras de ura
geuio qua assignalou ura seculo, como sin-
ceros raonarchicos e p-ofundamente convi-
ctos do qua a nossa actual orgmisago po-
ltica a nica que pode livrar Portugal
de serias perturbaguas e salvaguardar a
sua independencia, entendemos como um
daver de consciencia deixar bam registrado
outro servigo qua elevemos ao Sr. D. Luiz
cora os seus notaveis eseriptos, servigo de
ordem poltica de um grande alcance e de
inapreciavel valia tornando no3 o alvo da
considerago e dos respaitos das outras na-
goas palo quo ellas devem ter em conta as
elevadas faculdades c a provada lustra-
go do monarcha portuguez.
E para que em tudo S. M. seja um rei
moderno, a sua oriontagao literaria e scien
tfica leva-o, popularisando as obras de
Shabaspnare, a estar plenamente de accor-
do cora as indicagoas e at instigago s dos
escriptores mais democrticos. Vctor Hu-
go, por exemplo, que faz fe na democra-
cia, o Mestre, naquelle seu soberbo estylo
que s delle, depois de dizer que os poe
tas sao os primeiros educadores do povo e
do fazer sentir a necessidade de traduzir
Shakespeare era Franga, e Moliere, etn
Inglaterra, eserev :
Eis porque de vemos traduzir, com-
mentar, publicar, imprimir, reimprimir,
dicher, stareotypar, distribuir, apregoar,
explicar, recitar, espalhar, dar a todos,
dar barato, dar pelo cuito, dar da grag,
Vi o corpo vaciilar lhe em cima do banco,
a cada tr pidagao do caminho do ferro...
Corapreheuii logo que estava era fac*
do ura cadver. .. Julguei ficar louca de
terror. Dei uta grito de angustia e quiz
chamar soccorro.
Emma Rjsi interrompeu-se de novo, pa-
ra tomar reapiragao, porque as sitas terri-
veis recor lagoes suffocavara-a.
E eato ? disso o juiz formador da
culpa.
A moga fez um esforgo o proseguij :
Eato, o segundo pabsagoiro langou-
se sobro mira e agarrou-me pela garganta
para fazer parar os neu3gritos... Os seus
dodos aportados era volta #e meu pescogo,
estrangulavam-rac... Pensava na mama, que
nao tornara a ver e enaommendci a minha
alma a Deua. Do repente a porta do va-
gao abrio-se, nao sei dizer como... O meu
assassino atirou-me para fra...
Experimentei a sensagao do vacuo.. .
da qu Ja... e perdi os sentidos
Pela segunda vez, a menina tornava-se
lvida e as palpebras abaixavara-se-lhe,
prestes a fachareiu-se.
Angela tinha todo o corpo a tremer.
O doutor tinha tomado urna das raaos
da Erama Rosa e com o dedo ttoava-lhc
o pulso.
E esse homem ? o seu assassino ? por-
guntou eom animago o Sr. de Gavrey,
vio-lhe o rosto ?
Vi, oalbuciou o moga.
E reaonheclo-hia ?
=> Mesmo daqai a vinte annos, roconhe
c-lo-hia
Um relmpago de um triurapho illumi-
nou as pupllas do juiz formador da cul-
pa.
Dme os signaes desse miseravel,
menina, d;sse elle. A justig, esclarecida
pela sua informigo, saber encontrado e
vingal-a.
Os labios de
mas nem ura som conseguirn) eraittir.
Pela segunda vez, a pobre menina esta
va quasi a desmaiar.
Cesse de interrogar esta menina, se-
nhor, pego lh'o em nome da humanidade,
disse o medico. E' urna vi atiraa e nao urna'
Emma-Rosa agitaram-se ;
alias nao seria dilijil simular coraos ele-
mentos quo esto ao alcance de toda a
gente. Por isso nilo fallamatf'em Shakes-
peare, senilo para nos curvarmos deanta
d'essa portonto o limitmo-nos nicamente
a registrar as mpressoos que nos deixou a
leitura do trabalho de El-Rei.
E agora que varaos concluir, nao que-
remos oceultar a admirago que nos causa
urna qualilade rara, extremamente rara,
qua caracterisa o nosso soberano. Para
n quo temos passado a vida inteira su-
jeito, seno esmagado pelo trabalho, nao
pode passar indifferente essa qualidade,
que nos merece o culto de vi lo raais diffi-
eil o raais til sciencia a boa distribui-
go do tempo.
Como so pola sar ura rei constitucio-
n d, obrigado a todas as exigencias frivo-
las da etiqueta palaciana e a todas as obri-
gigc>!3 pesadas do alto funecionario, e ao
mesmo tempo apparacar aas fastas publi-
cas, uo se furtando s diversoes dos gran-
des, desdo os saraos da corto at s caga-
das as tapadas n florostas, cultivar as ar-
tes, desenliar e pintar,eom g>sto, conhe-
cer todos 03 instrumentos e ser um violon-
celista apreciado, enriquecer o espirito
cora a leitura dos melhores mestre3, ma-
nejar como os proprios naturaes diversas
linguas, discorrer com criterio, com cotn-
peteucia, cora a ultima palavra dos mais
considerados auctores em todo3 os ramos
dos conheciraentos humanos, en ditr pastas
do manuscriptos qua talvoz nunca vejara
a luz publica e ainda ter horas para tradu-
zir um poeta de pujanga, da superiorilade,
da grandeza de Willam Shakespeare, fa-
zer tudo isto parece-nos 3n3 aua sabe-
raos como o tempo va, lira extraoriiaa-
rio prodigio, qua nos assombra, e que au-
gmenta o nosso aprego e a nossa draira-
gSo palos trabalhos litterarios do augusto
monarcha.
E visto referirrao-nos a essa actividale
excepcional de El-Rei, deveraos acerascaa-
tar que alora das quatro tradaego ia que j
correm mundo, esto concluidas raais as
seguintes : Julieta e Romeu, Violacao de
Lucrecia- e Venus e Adonis, tendo Su^ Ma-
genta le coraegado a traduzir A esquiva
domada.
Assim, das trinta e se3 pegas do colos-
sal poeta, a litteratura portugueza j podo
contar hoje com a tra'duago de oito. e
destas, duas principalmeate, obra3 primas
daquelle geuio iramortal.
A'quelles qna apregoam a inferioridade
intellectual das tasta coroadas, nos temos
lireito a exigir urna excepgao par, o nosso
rnonaraha Ah esto as suas obras, ahi
estao os seus trabalhos. Scripta manent.
E antes que a historia lavre aas suas pa-
ginas e ouro o nome de D. Luiz I como
hornera de superior engenho e rei sabio e
bondoso, prestara os contemporneos o
preito que lhe devi io e qua ello conquis-
tou pelo seu amor s lettras e pelo scu
acrisolado patriotismo. E' este o dever
dos escriptores honestos. Nos curapri-
mol-o, cora prazer com jornalistas, e com
orgulho como portuguazas.
aa.rasida, e bem ve, como eu, que e'.U es-
t exhausta de forgas. Daixand'-o upp-.o-
ximar-sa dalla, faltei ao,meu dever, e las-
timo-o, porquo tenho absoluta conviegode
qus este exiesso de fadga lhe ha de ser
funesto !... Retirem-so, senhores... Nada
mais t n que faz3r aqu, e o medico vai
tentar reparar o mal de quo os senhores
foram cauja.
Angela solucava.
Oh I partara 1 disso ella, por entre
lao-riraas e voltaado-sa para o Baro de
Rofyl Sa matou ininha filha, ai do se-
nhor I
Qk Sr. da Gavrey raetteu se da par.naio.
Tome cuidado, minha senhora, ex-
clamou ello em tom ameagador.
Tome cuidado de qua ? replicn com
violencia Angela, quo nada podi intimi-
dar. Estou aqupjuntode minha filha, que
os sen horas esto torturando, e que eu pro-
curo defaijjler... As leis humanas tem
crueldades quo eu nao conhecia, a a Justi-
na modos de prreeder quo separecem mui-
to com crimes Sr. substituto, accrescea-
tou ella, dirigindo se de novo ao Barao de
Rodyl, estava escripto que o senhor seria
mo genio da filha, como o tinba sido da
mi.
O juiz formador da culpa vio o amiga
fazer-se muito paludo.
Cuaipria evitar a todo cueto urna questao
escandalosa, onde a tlignidado c!a justiga
sahiria apo.icada ; por isso apressou-se ..n
izer:
Retiremo-nos, senhores, o doutor tem
razo. Nesta occasiao nao temos mais na-
da que fazer aqui.
Os magistrados sahiram do quiirto.
O Sr. da Rodyl ia retirar-so, por ultimo.
Angela approximou-se delle, e com vo
intcncionalmente surda pronuacicu estas
palavras
A entrevista que lhe recusava hon-
tera, eu lh'a concedo hoje.... Qaeira se-
guir-me.
Depois dirigise para a porta do quar-
to, onde havia passado a noite.
(Continuar-se-ha)
I

I

1

Typ. do Diario, ra Duque da Caxiai n. t.
]


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