Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19552


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Full Text


ANNO X-III NUMERO
PARA A CAPITAL JE I.H.VHUH
Por tres mezes wliantados .
Por seis ditos idem. .
Por uin anuo dem......
dada numero avulso, do mesmo dia.
ONDE XAO SE PACA PORTE
80OOU
120000
240000
100
PTA--FEIEA 21 DE MATO BE 1886
PARA RESTIRO E FORA DA PROVINCIA
Par seis mezes adiantados......... ..... 130500
Por nove ditos idem................. 200000
Por un anno dem................. 270OOP
Cada-numero avulso, de das anteriores........... 01'-O
DIARIO
PERNAli
Proprte>a>c ir Jtanocl Ji%rxcix&a >e Jara & -ftlljo*

i
f
i
TELEGRAMMAS
saav;: :a?,:::7:?, so szasio
RIO DE JANEIRO, 26 de Maio, s 3
horas e 45 minutos da tarde. (Recebido s
5 horas, pelo cabo submarino).
*a Cmara do Deputado foram
reconhecldos o* podere* lo Dr. Joo
\ouiu-iia Penido pelo lo. districto
de Mina* Cieraea.
Foi depon encerrada a dlicuaNo
do parecer obre a elelcao do t. df-
Iricfo do Amazonas.
:::--::: sa akkia savas
(Especial para o Diario)
MADRID, 25 de Maio.
Aqui cbegou a Princesa de Join-
Tille.
ROMA, 25 de Maio.
Entre a Italia e a Colombia (ol aa-
nignado um protocollo referente
divergencia estfente entre os dous
palzc.
VIENNA, 25 de Maio.
S. H. o Imperador da Austria vai
promulgar a le sobre o ubom- tal
qual foi votada pela Cmara dos e-
bores.
Juta das disposicSes dessa lei es-
tatu pue o LixDsrcm e amovivel en*
lempo de pus.
LONDRES, 25 ae Maio.
^a corridas de Epson o Derby foi
ganho pelo cavallo tni-r. OU \t0 V/.' .
tb(-;araiii meta: em 2.' lugar
BAR e em lugar SAINT MAU1N,
ambos cavallos ingleses.
LISBOA, 25de Maio, 1 hora da tarde.
Realisou se boje a parada, deso-
lando a gnarnlco de Lisboa pela
avenida da Eiberdade.
Esta noite baver brllbante illu-
minaco e rogos da avenida da i.i
iiciii.'uii-. Bocio. Hua do Ouro e Ter-
reiro do Paro.
ROMA, 26 de Maio.
Das ultimas eleices bavidas re-
sulta que a totalldade dos membros
que cotnpem a Cmara dos Depu-
tados ila Italia pode ser assim divi-
dida :
FaVoraveis ao toverno 25!
Da opposiro 199
Badiraes 2s
LISBOA, 26 de Maio.
H>>J<> e auianb baver corridas de
eavaElos no blppndromo de Belm.
E-.ia noite ba srande baile no pa-
lacio da Ajuda.
Agencia Ha ras, a.' n.n Pernambuco,
Maio e 18*6.
IMRCGiO POPULAR
MYTHOLOGIA
i
liligenciavam conservar 08 Lares seuopre propi-
cios, consistaos em leite, fructas, flores, incens e
algumas das iguarias mesmo que se servam na
mesa do repasto.
Aos Penates imcumbiam funecoes anlogas s
dos Lares :-*ram tambem os protectores das fa-
miliar, os patronos da domesticidade. Nao con-
9tituHm, porm, divindades especiaos ; quer dizer,
cada familia poda escollier para Penates aqucllcs
que mais Ihe approuvessem d'entre os deuses em
geral, e sob cujo patrocinio mais devoclo tivesee
de collocar sua casa.
Geralmente as imagens dos Penates esta7am de-
positadas com grande respeito no lugar mais in-
timo e secreto das habitacoes.
Chegava mesmo a ser supersticiosa a venera-
cao que se tributava a estas imagens. Eneas, por
exemplo, quando no incendio de Troia trata de fu-
gir transportando nos bracos seu velho pai Auehi-
ses, deiza entregue muito embora ao furor das
chmalas um sem-numero de preciosadades; mas
o que nao prescinde de salvar do fogo sao as ima-
gens dos Penates.
O Somno, filho do Erebo e da Noite, urna di-
vindade que pertence ainda seccao da reino das
sombras, e cuja residencia consiste n'um antro
profundissimo inaccesaivel aos ratos da luz. A' en
trada d'este antro floiecem papoulas e outras plan-
tas soporferas ; em torno d'elle deslisam as aguas
do Lethes.
Representa se o Somno reclinado n'um leito de
cortinados negros : ilharga assistem-lhe Morpheu
e os Sonhos.
Morpheu o principal ministro do Somno. 0
seu mistr consiste em arredar toda qualquer bu-
lha qne perturbe o silencio e o remanso do antro
supra mencionado. Pertence-lhe mais o encargo
de adormecer os horneo 9, tocando-Ihes na fronte
com urna papoula. Alguns inythologos timara no
pelo deus do somnopropriamenteditoe nlosimples-
mente por seu ministro. Incumba a Morpheu
tambem enviar os Sonbos aos mortaes.
(Contina)
?ARTE 0FFIC1AL
l.overno
DESPAPHOS
da Provincia
25 DE
(Extrahido)
Oh BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
Pluto e a divindades infernaes
(Ccnttnuacao)
Alem das divindades que ficam j mencionadas,
?arias outras havia anda que os u.ythologos loca-
lisam no reino das sombra, e sao ellas : os
Manes, os Lares, os Penates, o Somno, Morpheu,
es SonhoH. a Noite e a Morte.
Os Mmes eram divindades infernaes, a que os
povos da antiguidade rendiam grande veneracao.
Tnham i aeu cargo a guarda das sepulturas. O
paganismo ergua-Ibes altares e ofierecia-lhes sa-
crificios ; os animaos que Ibes immolavam erara
geralmente ovelhas de cor negra. Estes sacri-
ficios ticham especialmente por fim tornar propi-
cias aquellas divindades para, que as almas dos
aortos nao ndassem vagueando inquietas i roda
das sepulturas. D'entre os vegetaes era-Ibes
consagrado o cypreste. As duas inieiaes D. M.
me frtquentemente se encontrara nos tmulos ro-
manos, e que significan! Diii Manibut, indicam
:ue esses tmulos se achavam d'est'arte colloca-
oa sob a proteccao dos deuses Manes. Pela de-
ominb<;ao de Manes tambem os autigos designa-
Tan s vrzes as divindaies do Inferno em geral.
Os Lares eram os deuees protectores do lar do-
MStico. Figuravain-n'os geralmente^em numero
de dous dizam n'os irmiios gemeos, filhos de
Mercurio e da nympha Lara; representavam-
os sob o aspecto de adolescentes, e multas vezes
ibes davam por companheiro um closinho,aym
col da vigilancia domestica; outras vezes mesmo
es propiios deuses Lares eram representados sob
a figura, d'eate anima). Entre os Romanos era
uso generalisadissimu ter cada familia as imagens
siestas duas dividindades, representadas em esta-
tutos de prata, de marfim, de pao on de barro.
Collocavam-n'as ordinarianente com grande vene-
racao como guardas das habitacoes, ao canto das
eblmins, nos vestbulos on logo atrs da porto
de entrada. Aj offerendas, com que as familias
DA PRESIDENCIA DO DA
MAIO DE 1886.
Adolpho Targino Ac-ioly. Remettido ao
Sr. inspector do Thesouro Provincial para
mandar attender, de aecordo com sua infor-
marlo de 21 do corrente sob n. 653.
Angela Maria do Espirito Santo e Silva.
Informe o Sr. fiscal da companhia Recife
Drainage.
B.charel Braz Florentino Henriques de
Souza e Maria Rodrigues de Oliveira.
Informe o Sr. inspector d Thesouraria de
Fazenda.
Bacharel Benevides Moreira do Prado
Jnior.Como requer.
Clnb Litterario Ayrea Gama. Encarai-
nue-se.
De lindo Gomes da Silva. Deferido com
officio do boje ao Sr. Brigadeiro Comman-
dante das armas.
Jos Elias da Rocha Informa o Sr.
Dr. juizde direito da comarca do Limoeiro.
Leodegario Liberato Pereira Caldas.
Siro, mediante recibo.
Manoel Delfino de Medeiros Favilla.
Informe o Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial.
Manoel Francisco do Carmo. J tendo
o respectivo juiz providenciado, segundo in-
forroou, para que o peticionario seja sub-
mtttido a julgamento na sessao convocada
para Junha prximo vindouro, nada ha que
referir
R*8 <& Santos. Sim.
Secretaria da Presidencia de Pernam bu-
co, em 26 Je Maio de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegae.
ileparfico da Polica
Seclo 2.' N 532. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 26 de Maio de 1886.
Illra. e Exm. Sr. Participo a V Exc.
que l'iiram hontem recolhidos na Casa de
Detenyb os seguintes individuos :
A' orderu do subdelegado de Santo An-
tonio, Herminio JoSo Rodrigues j Jos Ig-
nacio Pereira, por disturbios.
A' ordera do do 2o districto da Boa-
Vista, Jos Avelino do R^go, Antonia Ma-
ria da CunceijSo e Joanna Eugenia da
ConceiySo, por embriaguez e disturbios.
A' ordem do do P050 da Panella, Ma-
noel Francisco dos Aojos, por embriaguez,
disturbios e roubos.
Deus guarde a V. Exc.illui. e Exra.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de polltia, Antonio Domingos
Pinto.
EM 24 DE MAIO
Dr. Joaquim Pires Campello e Francisco Leo-
vigildo de Albuquerquu Maraahao.Certifique-se.
Officio do adjunto do promotor publico de Ca-
ruar e officio do Dr. 1 secretario da assembla.
Informe o Sr. contador.
JoSo V. da Silva Villanova.Ao Consulado para
attender.
Joaquim Candido Pereira de Lya. Arohive-se
pelo Contencioso.
Jos da Silva L)yo Filho.Informe o Sr. con-
tador.
24
Jos Mayrink dos Santos Cavalcante.Certifi-
que-se.
Lisbella de Albuquerque MelloFacam se as
devidas notas da portara de licenca.
Corioano de Abreu, Francisco Ferreira Baltar
e officios do Dr. chefe de polica.Informa ao Sr.
contador.
Francisco Ramos da Silva. Entregae-se pela
porta.
Phitis Adelino da C)sta Doria. Satisfaca a
exigencia da Contadoria.
Wilson Sons & C. e Antonio Ferreira do Carva-
Iho.Iuforme o Sr. Dr. administrador do Consu-
lado.
Candido Jordo Calheira.Huja visto o Sr. Dr.
procuraoor fiscal.
Jos Jacintho da Silveira.Ao contador Sr.
para attender.
Pedro Alejandrino Correia de Mello.Informe
o Sr. arrematante da cobranca do dizimo na co-
marca de Limoeiro.
Candido Eustorgio de Souza.Fagao-se as notas
de portara de liecuca.
Officio do desembargador provedor da Santa
Casa, officio do Dr. procurador dos Fe-tos e padre
Jos Thenorio Vieira de Mello.Informe o Sr.
Contador.
25
Manoel Ferreira Coimbra. Informe o Sr. Dr.
administrador do Consulado.
Joo Uaptista Bezerra de Mello e Francisco
(roncal ves Torres.Haja vista o Sr. Dr. procura
dor fiscal.
Jos djs Santos Aguiar e Manoel Goncarves
Agr.Entreguo-se pela porto.
Manoel Tavares do Mello, Jos Flix Bezerra,
Medeiros ii C, Thomaz Antonio Gomes, Dr. Cy-
cero Odn Peregrino da Silva, Manoel Maria Sou-
za Guerra, officio do Dr. cli.-fo de polica, compa-
nhia de edificacoes e Jos Beoto da Silva Valenca.
Informe o Sr. contador.
' Francisco Goncalves Torres e Ernesto Arceliuo
de Barres Franco.Certifique-se.
26
Raymundo Candido dos Pasaos.Satisfaca a
disposicao legal a que refere se o Dr. contador.
Antonio Joaquim Casio.Ao contenciosv pan
as devidas notas de climinacao do debito por parte
ahi existente.
Antonio Rodrigues de Souza Rosa. Informe o
Sr. Dr. administrador do Consulado.
Tbom Lefio de Castro, Augusto Pinto de Quei-
ros e Joaquim Baptista Esteues de Sojza.Cer-
tique-se.
Hermenegildo Joaquim de Oliveira Bauvn,
Thereza Emilia de Souza Gomes, Joaquim Nunes
Machado Fourinho, padre Chnstovfio do Reg
Barros, Henrique Prxedes de Oliveira, Antonio
Pereira do Monte, officio do Dr. 2* secretario dt
Assembla e Manoel Delphi no de Medeiros Fa
villa.Informe o Sr. contador.
Joaquim Ant-nio Mendes Pocas.Informe o
contencioso.
Adolpho Tarjino Accioly.Junte-se copia das
informacoea.
Miguel Tolentino Pires Falcao.Ao Sr. conta-
dor para conhecimento e ao contencioso para Ia-
vrar termo definitivo do contracto.
Francisco Flora Leal.-r-IIaj vista o Sr. Dr.
procurador fisetl.
Antonio Jos Coimbra Gumares.Satisfaca a
exigencia do Contadoria.
Inspectora Geral da lustriicco
Publica
DESPACHOS DO DA 18 DE MAIO DE 1886
Maria Augusta da Silveira, professora publica.
Infirme o delegado litterano, que declarar se
a eucplicante communicou Ihe em t< mpo o impe
ilioiento, na forma do art. 16U % 13 da regulamen-
to He 6 de Fevcrriro do auno passado.
Maria da Purifieagao Silveira, professora publi-
ca.Bncauinbc-se.
20
Candida Francisca de Menezes Moraes, profes-
sora publica. Encaininhe-se.
Jos Xavier da Cunha Alvarenga, protessar pu-
blico.Como requer.
21
Grata Candida de Alcntara Cont, professora
publicaEncaminhe-se.
-22
Anna Marques Pereira do Mego, professor.i pu -
blica.Encamnhe se.
Secretaria da instrucgiio publica de Per-
nambuco, 21 do Maio de 1886.
O porteiro,
J. Augusto do Mello.
t ominando das .Irmas
QUAKTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBUCO,
DE 1886.
Ordem do dia n. 98
Faco publico, para couheein:ento da guarnicao,
que o Exm. Sr presidente da provincia, por por-
tara de 9 do corrente, concedeu ao Sr. tenente do
2' batalho de infantaria Joc Ignacio Ribeiro
Roma, xs mezes de licenca para tratar de sua
ga'le, em visto do parecer da inspeccao de sade
a que foi Hubmrttido, em 13, ainda do corrente.
(Assignado) O brigadeiro Agostinho
Marques de S, commandante das armas.
1 .onf irinc -O tenente Joaquim Jorge de
Mello Filho, aiudaate te ordens uterino
e encarregado do detalbe.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 22 DE MAlO DE 1886
Manuel Goncalves Agr, Narciso Maia & C.
Francisco Goacalve Torres, Francisco Ramea da
Siiva, Jos dos Santo Aguiar, JoSo Indio P. de
Lyra e Antonio Jos Mendes Pocas.Ao Conten-
cioso para os devidos os.
laro de Matosinhos.Entregue-se pela porto.
junta da Santo Casa.Ao Sr. Dr. administra-
dor do Consulado para cumprir o despacho da
junta.
Joo da Costo Ribeiro & Souza.Informe o Sr.
Dr. ajudante do procurador dos Feitos e fiscal da
collectria de Nazan-tb.
Padre Christovio do Reg Barros.Satisfeca o
disposto no artigo do regulameno citado pela Con-
tadoria.
Eduardo Albuquerque Borle.Informe a com-
misso syndicadora.
RECIFE, 27 DE MAIO DE 1886
Noticias do Norte do Imperio
O paquete nacional Para, entrado do norte an-
te-hoiitcm, trouxe as seguintes noticias :
Amazona*
Datos at 14 de Maio :
Continuava a funeciouar a Assembla Provin-
cial.
A Associscao Commercial representen re-
ferida assembla contra a parte do projecto de lei
do orcamento, que eleva a 7 0/0 o imposto de 5
0/0 sobre a borracha exportada directamente para
o estrangeiro.
O Amazonas, de 14, re feria o seguinte :
Houtem foi requerida pelos Srs. Carneiro
Travessa &C, negociantes desta praca, a deten-
cao pessoal do Sr. J^o Marques de Lemos Bas-
to, promotor ltimamente numeado pelo Sr. Dr.
Ernesto ChoTM, para a comarca do ra Madeira.
Na Assembla Provincial foi apreaentaJo um
prnjecto que manda dar 3U:000 a Joaquim Tbeo-
d ro lites, pelo seu invento de preparar a bor-
raeh >.
Em Silves dera-se uin conflicto, que motivou
a ida para all d Dr. chufe de polica, o qual re-
grosura 13.
O Paii de 14. diz :
chete de polica proced u i rigoroso nque-
rito.
_^ Consta-nos que os fsrimentos feitos na subde-
legado de polica, furam^misiderados leves e que
promotor publico nftu afchou crme para dar a
denuncia respectiva.
a Na villa reina a maior tranquilIHade.
As pracas de polica que acompanharatn osa
.u'oridade, ficaram all destacadas, at segunda
crdeui.
Par6
Datas at 18 de Maio :
Prosegua em scus trabalbos a Assembla Pro-
vincial.
Foi marcado o dia 4 de Julho prximo vin-
douro, para proce&r-se no 2 districto eletoral, 4
eleico de utn cidado par* prcenchimento da vaga
existente na Assembla Provincial.
Sob o titulo Linha Tdegraphica Terrestre,
escreveu o Diario do Grao Para :
Os trabalhos da linha telegraphica terrestre
continuam com actividade, apesar da muita chu-
va que tem havido, o que muito tem concorrido
para o paludismo entre os trabalbadores, que en-
contrara os ros inteirameute cheios o os campos
alagados.
A linha do norte j se acha ligada, em Vizen,
inha do sol, e espera-se que at o dia 26 ou 27
do corrente seja inaugurado o trabalho at Bra-
graca, em cuja cidade j se acha o telegraphista
designado aquella estacao, onde tratavam de as-
sentar os apparalhos c de esticar o fio em pequea
distancia.
A linha entra Vzeu o Braganca mde 93 ki-
lmetros, e essa distancia eluvar-se-ha a 318 kilo-
metns, partindo da estacao da pruncir dotas lo-
calidades i casa designada para a estacao nesta
capital, ra do Imperador.
Os incanaaveis eogenheiros Srs. Leopoldo Jo-
s da Silva e Dmaso Pereira, continuam ates-
ta do servico, dirigndo diversas turmas de cons-
truccilo.
O engenheiro Sr. Schuterschitz, que se acha
nesta capital p ir metivo de molestia, segu hoje
para Braganca, afim de juntar-so a seus compa-
nheiros de commsso, apegar de nao se achar com-
pletamente restabelecido.
Ainda se davam repetidos casos fatacs de
bcriberi, em Belm.
Fallecer o Visconde de Santo Elias, impor-
tante negociante e capitalista, portuguez de nas-
cinento.
Haranbao
Datas at 19 de Maio :
Prosegua em seus trabalhos a Assembl-i Pro-
vincial, cuja aesso fra proro ada por 10 dias.
Pedir ritoneracao do cargo de inspector da
Instrucefio Puolica o Dr. Fabio Augusto B.iyma,
sendo uomeado para substituil-o interinamente o
Dr. Antonio Janseu de Mattos Pereira.
O novo directorio liberal ficou composto com
os s gaintes membros : Bario de Grajah, padre
Joo Evangelista de Carvalho, Dr. Manoel Ber-
nardino da Costa Rodrigues, Dr. Jos Vanna Vaz,
teneute-corouel Francisco Xavier de Carvalho,
Dr. Cypriano Jos Velloso Viaana, Dr. Manoel da
Silva Sardinha, Caud'do Cesar da Silva Ros, ca-
pto Hermenegildo Jansen Ferreira, Antonio
Carlos de S Ribeiro, Dr. Cario Fernando Vian-
na Ribeiro, Dr. Antonio Baptista Barbosa de Go-
doys, Dr. Agripino Azevedo, Dr. Jos Rodrigues
Fernando e Dr. Tullio de S Valle.
No da 11, seguirim para o Codo, 11 pracas
do 5 batalho de infantaria, sob o commaudo de
um alteres, afim de restabelecer ordem, alterada
por levantamento de escravos.
Ceara
Datas at 22 de Maio :
As noticias sao de interesse local.
Grassavam febres de mo carcter em Mon-
te-inr. A populaco esta va sobresaltada.
Fallecer o Dr. Manoel Innocencia Pires de
Figueredo Camargo, juiz de direito de Maria Pe-
reira.
O Ctarense disse seu respeito :
Formado em direito no anno de 1858, o fina
do fez, quasi exclusivameite no Cear, a su a car-
reira. Durante alguns annos exerceu o cargo de
procurador fiscal da Thesouraria Geral, deixando-
o para exercer o de ju z de direito de Maria Pe-
reira.
D xa a familia em pobresa, e attribulada por
urna serie de infelicidades, que a todos com-
punge.
Rio (irande do \'iirle
Datas at 23 de Maio :
Sao destitu las de interesse as noticias desta
provincia.
Parabyba
Datas at 2') de Maio :
Nada referem as folhas que mereja melo.
INTERIOR
Correspoaulencia do Uiarlode
Pernambuco
PAR.XHYBA, em 24 de Maio de 1886
Concluio-so o processo eletoral, occorrido no 2o
districto, para preenebimento da-vaga de um de-
putado assembla legislativa provincial, aberta
com o t-iilejiincuto do coronel Manoel de Assnmp-
cao Santiago, tendo nido eleite o coneg Dr. Leo-
nardo Antones M-ira Henriques, queja se acha
diplomado.
O f cu competidor foi fraquissim ', podendo ape-
nas bt'-r una 20 votos em todo o districto.
Essa rleicao veio equilibrar as furias dos par-
tidos na provincia, tendo cada um delles consegui-
do elcger metade da assembla 15 m mbros.
O Exm. Si. Dr. SjU2a Baudera acaba de
nomear urna commsso, composta dos dstmetos
ngenheiroi Mauutl Buarque de Mace lo, J ;s Ma-
ra B irges e Manoel Caetano de Panas Albuqtvr-
que para estuJar os ineios de abastecer d'ugua
potavel a nossa capit.il.
Fazemos sinceros votos pura que S. Exc. leve
ao cabo to importante mi Ihoram nto de ba muito
reclamado, c cuja falta se attribue cora bons
fundamentos o estado pouco lisongeiro da nossa
salubrdade.
E' certo que temos a fente do Tambi cuja agua,
ta i fina e pura, rivalsa com a que pode haver de
melhor; mas tambera certo que os enearregados
da venda d'esse g.-nero de primeira neee isidadt-
nos impingem, por precJ olevado, e como sendo
d'aquelle reservatorio, agua pesad e impura de
pocos aqui denominados cacimbas,de ordina-
rio mal preparados e eem a mnima eondiccao de
asseio.
Ja houve quem tcntasss o abastecimento d'agua
pttavel a esta capital, o que burlou-se, depois de
feitos alguns estados? preh minares relativos.
E' desuppor que a nossa asscmbia provincial,
em sua prxima reunio, procurar secundar as
vistas do Exm. Sr. Dr. Souza Baudera, conceden-
do-lhe autonsacao para o contracto desse valioso
servido, que, secundo nos consta, ha quem'o quei-
ra rcalisar por lB0:000
Conforme noticiou a foiha offical, no da 13 do
corrente, foi nssignado na corte a renovacio do
contracto da divida desta provincia ao Banco da
Brasil.
Opportun;imen*e dar-lhe-hemos a integra dessa
escriptura.
Entretanto conven declarar desde logo que
aquella divida ficoa reduzida 400:000/, inclusive
capital e jaros, pagavel m 10 annos e prestacoes
de 40:0013.
Foi urna operaco van-AJnsssima, por que reda-
zil.i, cerno ficou, a 2 0|Q ao anuo a taxa de 8 0i)
com eaptteliaacS > semestral, somtnte por este m -
do poder a provincia Com s>'gnranc e com-
modamente libertar-se de to seria eavul-adocom-
promiaso,
Segu neste vapor com destino a e.=s i cida e
o Ilustre engenheiro, cominendador Joo Martins
da Silo Coutinho, q le veio ao norto em comms
sao do ministerio da agricultura, commercio e
obras publicas.
O Sr. Dr. Coutinho^ um engenheiro notabilis
simo e um espirito inv. stigador ; e dcbaxo desse
ponto de vista muiti devemos ter lucrada coma
sua honrosa vUita.
Aeba-se insto capital o Sr. Hilario Ribeiro,
autor de diversos lvros que, pelo seu merecimento
e importancia, \o adquirindo geral acolbimento,
tonto que sao boje os adoptados Bits escolas pu-
blicas t particulares das nossas mais adantodas
provincias.
Elle offeitonaoExm. Sr.Dr. Souza Baudera di-
versas collec\3 s, asquaes remetten S. Exc. ao di-
rector geral da instrueco primaria, quem re-
commetdou que os submettesse apreciaco do
conseibo do ensino provincial
Pela no vaca > de contracto, ba pouco asaigna-
da na corte pela Companhia Brasileira de .Nave-
gaco Vapor, com referencia linha da norte,
o Cabedello o porto destinado para ancoradouro
dos vapores, com a obrgacao, porm, de forneccr
a companhia urna lancha apropriada para o trans-
porte das malas e passageiros.
A realsaco desse acto veio demonstrar anda
mais a necessidade urgente da projectodo ramal
da estrada d ferro Conde a'Eu aquella povoa-
co.
Os estudos graphicas j foram procedidos pela
TTie Conde d'u. Railway Company, Limited, e o
Dr. Coutinho que, em companhia de outros eoge-
nheiros, fizera all urna viagem de exploradlo, dei
xando de acora janhal-o o Sr. Dr. Souza Baudera,
por docnte, reconheceu, em vista de minuciosas
pesquizas, aquella necessidade e o incremento que
trar a provincia a construeco do referido ra-
mal.
Acha-se doente de um tiro de emboscada,
que soffreu no trajecto d'esta capital para a villa
de Pitimb, onde reside, o respectivo professor
publico e membros da Assembla Legislativa Pro-
vincial, capito Joo Manoel da Silva.
O presidente da provincia, logo que teve conhe-
cimento do tacto, fez seguir para all, de aecordo
com o Dr. chefe de polica, urna for?i regular, e
expedio as providencias que o caso exiga, e que
cabam na sua aledaa.
As demais providencias compe'em s autoridades
judicarias da comarca, que, estamos certos, sa-
berlo cumprir o seu dever com imparcialidad e
justica.
Teem havido ltimamente abundantes chu-
vas.
Assembla Provincial
31.' SESSO EM 8 DE MAIO DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SB. DR. JOS MASOKL DE BAR-
ROS WANOERLEY
Summario :Lei tura e appro vacio da acta da ses-
so antecedente. Expediente. Ileque-.
rimento do Sr. Jos Mara sobre oceur-
rencias de Tacaral. Discursos dos Srs.
Regueira Costa e Jos Maria. Primeira
parte da ordem do dia : continuadlo da
segunda discusso do art 1." do projecto
n. 43 deste anno (orcamento provincial).
Discurso do Sr. Ooelho de Moraes.
Adiamento da discusso.Segunda parte
te da ordem do da : discusso do pro-
jecto n. 54 deste annoRequsrmento
do Sr. P. Pitanga.Adiamento do pro-
jecto n. 46.Final da sesso.
Ao meio dia, feita a chamada e verificando-se
estarem presentes os Srs. : Jlo de S, Luiz de
Andrada, Barres Barrcto Jnior, Solonio de Mel-
lo, Juvencio Mariz, Lourenfo de S, Herculano
Bai.deira, Julio de Barros, Ferreira Velloso, Soa-
res da Amonm, Joo Alves. Visconde de Taba
tinga, Barro Wanderley, Jlo de Oliveira, Reg
Barros, Coelho de Moraes, Gomes Prente, Joa
Ma'ria, Sophrono Portella, Domingues da Silva,
Rogoberto e Regueira Costa, o Sr. presidente de-
clara aberta a sesso.
Comparecem depois os Srs. Rodrigues Porto,
Bario de Itapissuma, Andr Das, Prxedes Pi-
tanga, Gosta Gomes, Ferreira Jacobina, Bario de
Caiar e Costo Ribeiro.
Faltam, com participarlo, os Srs. : Antonio
Coria, Rats e Silva, Augusto Frauklin ; e sem
ella os Srs. : Rosa e Silva, Goncalves Ferreira,
Constantino de Albuquerque, AatonioVictor, Ama
ral e Druramoud Filho
E' lida e sem debate a;.provada a acta da sus
sao auteced-me.
O Sr. 1. secretorio procede Ietura do se-
guinte
EXPEDIENTE
Urna petiflo de Mimndoliua B-rges Pestaa,
professora cootractoda de Serra Verde de Bom
Jardiin, requereudo o pagamento de s-us venci-
mentos, a contar de 9 de Fevereiro de 1885, e os
que se f'orem vrneeudo, de conformid irle com a
tabella n. 1 do re ,'ulumento de 7 de Abril. A'
commsso de legislante.
Outra de r'hilomeno Rayinundn Nuncs de Lima,
mi.tessir publico da poveayao de anta Cruz do
Brejo, requerendo cunsiguacto da veibi, para pa-
gamento do alnguel da casa, e expe lente, de Fe-
vereiro a Junho de 1885. A' cjmuiisso de or-
(ameuto provinei.il.
Outra de Brllarmino dos Santos Blelo Filho.
escrivo do Jury e uxecuces crimina-s da cida-
de da Victoria, requerendo que a commsso de
ornamento municipal reconsidere o parecer qun in-
deferio a sua petieo. i' commsso de ornamen-
to municipal.
Um abaixo assignados de proprctarios e mora-
dores no Arraial, no Poco da Panella, pedin.lo o
encerrameuto das iuhumAees no cemiterio d'alli.
A' counuiso-;o de sade pubiiea.
Sao lidos, apeados, julgados objectos de delibe-
radlo e vio a imprimir os seguintes projectos :
N. 71. 4 commsso de justca civil e criminal,
a quem foi pres-.ute a petico de Franeisco Joa-
quim Padilln, 2." tabellilo .do pabiieo, jadici .1
notas, esenvio do enme, civel, e privativo le or
pilaos da comarca ae Buique. petigo em que pede
elle para aero nico tabellilo do publico, ju icial
e notas e nico escnvlo io crime c civel daqueHa
comarca :
Considerando qua o 1." tabellilo e escrivo do
crime e civel, Jos Cesar de Visconeellos, pedio e
obteve sua exoneraco, em consequencia de pouco
ou nada Ihe renderero os rnetm is >'fHcioa ;
('.iinsiderando que o rupp cante j accumulou
todos os officios durante dous annis, depois da cl-
nemelo do nutro serventuario, cuj is officios es-
to sendo interinamente servidos pelo escrivo do
J y, Joo Alves da Cunha ;
Considerando que dos documentos a presentados
pelo supplicante, inclusive urna informadlo do Dr.
juiz municipal da comarca, se verifica que os offi
cbs, actualmento exercdos peio supplicante, nao
Ihe dcixam tridamente o neeeatsno iara sua
suli3stcncia ;
Considerando que o supplicante, segundo infor-
inaijao do m> sino Dr. juiz municipal, se tem tor-
nado digno de louvor, ji como particular, j como
funecionano publico :
Considerando, finalmente, que a escassez dis
reiuhinentus d- s officios, cujas accmulatoes o sup-
plicante pede, tal, que at gola na > houve
quem se propozesse a ser vitaliciamente nelles
prvido : de parecer que se adopte o seguiuto
projecto de lei :
A Assembla Legisla iva .'roviueial de Pernam-
buco resolve :
Artigo nico. Fica reunido ao segundo o prK
meiro tabcllionato da comarca de Uuiqu ', cujo ser-
ventuario exeicer privativaineuie s llieioa de
cscriva do crime, civel e nrph.i
lievogam- e as I3iosn,oes em c.>u'.rario.
Pa(;o da Assembla Legislativa .'roviucial de
Pernambuco, ~> lo 1886S phrn o i'or-
tella.Djm.ngu s da Silv .
N. 72.A Ascembla Legi.lativ Provincial de
Peruambuc (Mol ve :
Art 1. r'icsVi creadas cadeiras mixtas nos lu-
gares Tiuma da freguezia de liu.bb, Pru da
treguezia de Itamb e Cajueiro da freguesia de
G.yaana.
Art. 2." Ficam revogadas as dsposicoe? em
contrario.
Em 7 de Malo de 1386. Soares de Amorim.
Julio de Barros.
N. 73.A Assembla LegisViva rr.vin-ial de
Pernambuco, resolve ;
Ar. 1." Fica creada no lugar Barro Vermelho..
de Goyanna urna cadeira mixta.
Art. 2. Revogam-se as disposicao em contra-
rio.
Em 7 do Maio de 188G.Julio da Barros.
Soares de Amorim.
E' lido, apoiado e entra era discusso o seguate
requerimento :
- Requeiro que pelos canaes competentes se in-
forme :
1." Se o presidente da provincia tem conheci-
mento do estado anarchico em que se acha a co-
marca de Tacarat :
2. Si exacto que foi assassinado por urna hor-
da de desordeiros e criminosos do squito de Ca-
valcante, o collectir d'aquella comarca ;
3. Se o governo sa te que aquella comarca
governada dibjricionariamente por Cavalcante ;
4." Se o juiz de direito informou ao presidente
sobre este estado de cousas, c quaes as providen-
cias.Jcs Mara.
O Sr. Begueira CosaSr. presidente,
vcnbo dzer alguma coosa respeito da materia de
requerimento apresentado pelo meu amigo, o Sr.
Dr. Jos Maria, digno representante do 2- dis-
trieto.
Antes, porm, do oceupar-me do assumpto d'este
requerimento, permitame a casa queeu extranhe
o silencio que a respeito do estado de anarchia, da
comarca de Tacarat, guaidou o represente do 13-
districto.
Era natural que o honrado deputado, o Sr. ma-
jor Solonio, tivesse de preferencia oceupado a tri-
buna, para estygmatisar os acontecimentos que S.
Exc. o Sr. Jos Maria considerou muito graves,
e se tem dado na com irea de Tacarat, urna das
di sen districto.
S. Exc o Dr. Jo= Mara, Sr. presidente, disse
que os liberaes de Tacarat esto sendo desabri-
damente perseguidos por um grupi de malfeitores,
capitaneados pelo tenente coronel Cf.valcante e
pelas autoridades piliciaes d'aquelle lugar.
Admira-roe que sto se tenba dado, e o digne
repres litante d'aquelle districto, o Sr. major So-
lonio, que deva correr era defesa de seus amigos
e prot-star contra as violencias de que elleg teem
sido victimai, tivesse cedido seu lugar ao nobre e
distineto deputado pelo 2- districto da provincia.
D'ahi coueluo, Sr. presidente, que as aecusacoes
firmadas pelo meu amigo Dr. Jos Maria, nao
tem do coaceto do nobre deputado pe o 13- dis-
ri;t>, aqa'lli i np irtaa lia [ i S. Etc. procurou
d&i-lhe. D'h concluo, que essa historia de per-
segnicoes de liberaes por coaservadores da comar-
ca d Tacarat, nao passa de um cont e d urna
balda de opposielo, inventada para fazer edeito(
porque eu nao dosso admittir, Sr. presidente, que o
Sr. major Solonio deixasse a causa de s.-us amigos
a revelia, quando o seu dever exiga que elle os
defendesse da tribuna ; mas nao fac,o cabedal d'is
to ; apenas tratci d'este ponto, para moatrar
casa que o Dr. Jos Maiia, a> menos com relacao
aos negocios de Tacaral, d-va ter cedido o lu-
gar ao seu amigo o Sr. major Solonio.
O Sr. Prxedes PitongaV. Exc. est aecu-
sando o seu collega do 13- districto.
O Sr. Lourenco de SS. Exc. baje est muito
irnico, est fazendo urna aecusaco mu puug 'tite
ao seu collega do 13- districto.
O Sr. Regueira Costa As riflexoes e conside-
racoes que o Dr. Jos Maria tez a proposito do
requerimento, r-ateam-se em factos em parte ver-
dadeiros e rm parte inveridicoa ; v V. Exc,, por-
tanto, que estou d-sapaixooalo.
O estado da comarca de Tacarat, nao cora
effeit) lisongeiro, porque uin ^rupo de malfeitores
capitaneados por um celebre Cruz, tem feit cor-
reras por aquellas para :cns, accoraettendo os
van antes na estrada, roubando, assassinando e
espalhauao o teiror p-la populaci pacifica daquel-
la comarca.
E' isto urna verdade, mas, o que nio verdade,
que eite grupo de malfeitores seja prot-gido
pelas autoridades polieia'3 do termo, o que nao
uina verdade, que esse grupi d- malteitores
esteja s andana lo t-neute cjronel Cavalcanto.
O teneate coronel Cavalcante, apesar de tudo
qu-iutu teem dito delle os lioeraes, uin cidado
muito distineto, um raspndairo que t"in procurado
c >nqaistar a estima pub i?a, pelo seu bom com-
purttmeuto, pela so i eoadacta illibada.
O Sr. Loareuco de .s (d um aparte.)
O Sr. Regn ira Costa O que verdade que
o tenente corom I Cavbante inc rr.'U no desagra-
do do partido liberal, porque pelo seu prestigio,
pela sua influencia e pela sua eonsi le ae! > de que
goaa u'aqu lie lugar, pode coustituir-s" umi las
ii-.fluencias do partido o-a-rv dor. (Apa t-s).
D' ihi todo odio cont.-a o t mente coronel Caval-
cante.
iTroeam-se-muicof apartesl.
Esse odio nao canoa ; em 18TS quand) subi o
pirtido dos uobres depstadoa da baucada opposta,
tiv moa occisi!) de presenciar as suenas de per-
egucSes t: violencias ds que foi victima aquelle
listincto ei i
Foi !'. i ca i cercada por um grupo de capan-
gas, dirigido pe 13 lberaet d'aquella localidade,
scnlo abrigado e~te distinctoo cidado a refugiar-
s- na sna uzeada ; as, "s sejs iuimigos lib'raes
uo utinles con Eso, invaiir >m a fiznJado
tenent; coron-l Uavaleante, arrimbaram sua casa
oesteram os maiores atienta ios ; finalmente
nao ebContrarain Cavalcante e sua familia, por-
que este a l i ivia rearado do omarca de Tacara-
t. (Ap utos).
Entiiu, como nao tinham os seu nimigos podido
desabafar o seu o lio contra as pe*s->a do tenen"e
coronel Cavalcanii', arraaram Ihe 115 ou 18 proces-
aos, e aprovetando-so do3 jwzt-s leigos, que alii
xerci-.m a jndieatura, ons--guiram pronuncian-
do-o, fazer cora que aquelle. ci lidio co podesse
voltar Tacarat, senlo 5 ou 6 mazes depois.
(Apartes).
Mas o lio velho n i canea Os liberaes, que bo-
je nao psdern fazer o me-uio que fizerara hontera,
sto attentor contra a n la lo t mente csronel
Cavalcante e pros, ssal-o, avra atir ira aconta-'
di ssc cidado todos es. attenta I13 que teem sido
commettides naquoda Anarca. ( \parte3).
E dfsto mojo os libfaes procurara tizer do te*-
unnte-coronel CavalcAt; urna especie de terror
Iragens.
daquellas longiq'.ias
( Trccau-se apart
nicamente guiad'
i fu ,osso deixar de p
injustas que so faz
(Trocam-se rautos
redima attenc^o)
Em vista do
na de Tae i-at c de
jais de direito desta
sidente da provincia,
;lo3 sentimento3 de justica
a as accusaooea
fuelle ci lado.
arte* e o Sr. presidente
ueo lisongeiro da eomar-
umna dirigido pelo
S. Exe. o Sr- pre-
ste, de aecordo C m o Sr.
Dr. chefe de'policia, procurou dar a providencas-
aue o easo exiga, afim de que nao se continuas-
sera a-perpetrar os crimes que all teem sido com-
inuttidos.
Urna voz da baucada liberalO que diz o tele-
gremma ~
O Sr. Regueira C taQue um grupo de mal-
feitores invadi aqu la comarca, assassinando o
coll ctor, que andava ira cobriuca d- impostos, e
que esse estado de cateas exiga que S Exc. o Sr.
pie:iaeute da provincia, ilss promptas e efficazes
providencias, no seutid > de Tacarat entrar no re-
gimen da ordem. (Apartes).
S. Exe. o Si. presidente da provincia, tendo re-
cebido este telcgramma, tratou de dar as provi-
dencias que o caso exiga. ( Vpartes).
As providencias cousistiram nist; e creio que
os nobres deputados se cortentarao com elUs: toi
mudado o commandante qu i diriga o destacamen-
to de polica, o alferes Mon enegro, para a comar-
Ica do Florestsv com o mcaoko destacameato, e foi
mandada urna ibrea de lioh dirigida por um ofi-
I

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Diario de PeroaiimcoQuinta-feira 27 de Maio de 1886







eial de toda a eonlianca, homemea enrgico e capas
de desempenhar a misaao de que eatava incumbi-
do. Esse oficial foi nomeado d. legado de Taca-
rat, sendo aanim exonerado o actual, que o nabre
deputad*. Sr. Dr. Jos Mara, disse ser sobrinho
de Cavalcante.
(Trocam-se diversos apartes).
Esta for^a vai pr-se as ordena daa autoridades
judiciarias daquella iocahdade, de combinacio e
accordu coin as das comarcas visinhas, procuiar
perseguir e caeturar aqaelles malieitores. (Apar-
es).
Sr. presidente, o mee Ilustre amigo Sr. Dr. Jo-
s Mara, na sua aceasacio tremenda, tio vehe-
meute a Kpaixonada, qae at cheguei a desconhe
er a S. Ex :., uttribuio a morte do collector da de
Araujo ao grupo ceinmaadado pelo teneute-coro-
nel Cavaleeate. (Apartes).
,' verdad? qne case grupo de maltaaejos aasas-
sinra o codete* da Araujo; mas para mos-
trar a lojustica da aceasacao ao nobre deputado,
basta Jizcr a S. Eic que o collector .- de Aran
jo nao s era prente do tenente-coronel Caval-
cante, como este era sea amigo dedicado. (Apar-
tes).
J v, pois, o nobre deputado, quanto S. Exc
f.-i injunto, attribuindo a morte daquelle collector
i Cavalcante. (Apartes).
Sr. presidente, acredito que com as providencias
(fui- o illnstrado Sr. presidente da provincia tomn,
imperio da ordem ha de estabelecer se na co-
xoarca de Tacara!*.
Eram estas a explicacoes que tinba de dar ao
meu nobre amigo o Sr. Dr. Jos Mara, e esperu
eue S. Exc. re ir satisleto com ellas e nao se
aproveitar mais deste facto para fazer aecusa-
eoes apaixonad.>8 e polticas contra a administra
;io do Sr. Dr. Ignacio Joaquim. (Apoiadoa e
apartes).
Dadas estas explieaces, v V. Exc, Sr. presi-
dente, que nao ha mais razio para ser approvado
o requerimento do nobre deputado pelo 2 diatric-
to. (Muito liem).
O Sr. Jom HurlaNao sou, Sr. presiden-
te, sup.-roticioso ; nao acredito nestas entrara e
aera em cousa alguma sobrenatural. Se o tora,
agouraria mal do que ueste momento se vai pas-
s,7ndo em Tacarat, em vista daquelle morcego,
que como Y. Exc. aabe, considerado annuciader
de fuaestas noticias, c que, durante todo o tempo
.que oceupou a tribuna o m Regueira Costa, adejou por este recinto, e por
duas vezes quasi pousou sobre a cabeca de S.
Exc.
Um Sr. DeputadoQuem sabe o que l se esta-
r passando?
O Sr. Jos MaraA noticia do que se tallaU
dando naquella localidade, ha de ebegar, e entao
se ver se houve presagio.
Se assim auceeder, talvez, bem a meu pezar,
tornar me-hei crendeiro de agouros.
O certo que O morcego, que desde que eome-
;ei a fallar passou naquella cornija (apontando),
impressionou tanto o nobre deputado que tomou a
leus hombros a defeca de causa tio m, que por
duas vezes o obrigou a tentar-se.
(O morcego cabe morto no recinto).
O Sr. Lourengo de SE o morcego cahio ful-
minado s primeiras palavras do nobre deputado !
O Sr. Andr DasFoi a finca magntica do
seu olhar.
O Sr. Jos MaraDeas permita que seja sto
am bom signal em favor da pobre victima do br-
baro senhor de Tacaral.
Deixando de parte este incidente oceupar-me-bei
da reaposta que pelo nobre deputado ioi dada s
palavras cooi que hontem justifiquei o requeri-
miento que Be acha em discusao.
O illaatre leader da maioria comefon o seu dis-
curso mostrando-se admirado por haver tomado eu
a iniciativa no assumpto que faz objecto desta dis-
cusao, quando ella devena partir do meu honrado
amigo deputado pelo 13* districto, o 6r. Solonio de
Mello.
S. Ese. assim te manifestoo, esquecendo-ee de
que e9*ava praticando acto igual quelie que mere-
eia a sua censara.
Se fosse admittida a regra de smente os re-
presentantes dos d6trictos occoparem-se dos tac-
tos que se derem as circumscripces que re-
presentan), essa regra deveria attingir tambem ao
nobre deputado, c euto competera ao ^r. Gomes
Prente, que o representante conservador do 13*
districto, tomar parte nesta dircussao, e nio a
S. Exc., que mandatario do 9o districto.
Nao era eu o mais competente para oceupar me
aceta materia?
Entio S. Exc. tambem nio o era para respon-
der-me.
S. Exc. faz-rne lembrar cortos individuos que
(ensuram outros por se exhibircm na imprensa
jera a assiguatura do sou nome, sem a responaa-
bilidade da sua individua'idade, e os provocan)
para qae tirem a capa do an nymo, para que des-
enbrain-se. levantem a viseira; mas tuli sto
azem pela mesina forma que au.ue.lles quem se
dirigem isto anonymameute.
Tal qual succedeu ao nobre deputado.
Nao tem. portante, razan S. Exc. na especie dr
censura que me atirou, tanto n-ais quanto S. Exc.
deve saber que eu nao a .u xclusivamente repre-
sentante do 2o districto, mas de toda provincia.
Pelo facto de ter a fortuna de representar nesta
sasa a livrc, independeute e incorruptivel 2* dis-
tricto, nao me julgo d sobrigado de empregar em
favor dos demais o meu frac* e insignificante
aaxdio.
(Nao apoiadoa e aparte*).
Eu nao me esquecerei jamis de que os liberaes
esp .Ibados por todos os cantos desta provincia, |jor
todas as provincias do imperio, por todos os paizes
do mundo sao meus irmos ; de que corre-me o
rigoroso duver de def'ndel-os e de. qu- tenho o
mesmo direito que nutro qualquer dooutado, occu-
pando-tne da materia que ora se discute.
O nobre depitado c ncordou que a comarea de
Tacnrat est fura da le.
O Sr. Regueira-Costa Fra da le?
O Sr Jos MonaFra da le, siin. V Exc.
3ao coutestou que ella eativesse completamente
annrcliisada.
Anda bem que a verdade se vai impondo.
Ha m-.nos de doua meses, quando pela psisauira
7CZ oceupei-me das sernas de vandalismo de que
estava, como eont uua a estar, sen lo theatro
aquella infeliz comarca, a ped providencias, o lea
der de estsVo, 8r. Goaea'Tea Fe ren-a, di clarou
que era tudo falso, que a comarca gusa va de plena
J3"- ,
A coniisso, boje feita, p ir parte da mauna, de
que efFectiv.uneue Tacarat est anarcbsado, a
prov de que a minora nao declama v.-t quando des-
irevia o estado em que ae acnava aqueda comarca
Agora j os cons-.-rvadores nao contestam 08
joctos, nao occultain a verdade, o que no eatado
actual ) era in.possivel; mas, .ara aSo darem^o
braco a torcer, disem que a despeito de tudo, nao
i to atterrador o estado d'aquella comarca como
ae pinta, e procuram tirar de sobre Cavalcante a
responsabilidad.; de todas estas ccenas, para ati-
ral-as sobre outro, to crmiaos > quanto aquelle,
mas que nao d'aquella comarca e que se acha
oragido, com receio de ser preso, pois que nao gosa
da sympathia de Cavalcante.
Cypriano do Queirns effectivamente criminoso,
aiss de Floresta, aieiu de que nao se acha a frente
de grupo algum, infestando aquellas parngeus ;
mas, ao contrario, por lato" meamo que nao gosa
das sympathias de Cvale, nte, acha-se tomgido.
Civalcante que capas de tudo; alm de ser
am bomem perverso, altam nte protegido.
E' verdade, Sr preaid*nte, -jue no dominio libe-
jal a casa de Cavalcante foi iercaoa.
Mas V. Exc. deve saber, V. Exc. que ac.mpanha
movimento poltico, e que u i pol tico de 20 de
Agosto para c, V. Exc, di,o, deve saber os mo
tivos pelos quaes os lib*raes issim procederam.
Aquelle facciuon-, no dom lio liberal, consigui
prender em sua casa o cheje dos liberaes de Ta-
arat, com o m de obri* o, por meio de amea-
eas, a assignar urna acta falsa, que forgicara.
Tendo-se propalado a noticia, chegando ao co-
nhecimeuto dos liberaes que o seu chete e amigo
aehva-se prf so em casa de Cavalcante e ameaca-
do de ser morto, se porventnra nao aaaignasse a
acta falsa, deliberara-n irraacar da priso llegal
o seu ehefe.
Eu pergunto aes nobres d
ran Ss. Excs. que fiessem
rat ? Que fictssem impai
levas e Cavalcante ao ftm o
de abandonar o seu ehefe ?
fosse o ehefe, deveriam
TioltuC.. f
, De certo que nao. Por aqu os nobres deputa-
do* avaliem da coragem deste aaeique, que, mesmo
ao dominio de ama poltica adversa sua, teve a
aadaoia de prender a um homem considerado che-
le de partido na loc-lid.d*, para conseguir que
elle assignasse nma ac& falsa.
Veja V. Exc, Si. prfcdente, at que ponto che-
ga o arrojo deste Cavsjeante, to eudaoaado pelos
, opposta.
inventada por mim, a nc-
putados: o qae que-
hberaee da Tc*-
sifc e por esse modo
bu desejo ? Haviam
mesmo quando nao
entir em oem-lhante
cus .cao hontem levantada n'esta casa, e tanto
verdade o que affirmei, qae o nobre denotado nio
teve a coragem que teve seu anteceisor, leader
nest casa, de coutestar-me ; mas, confeesaudo o
estailo anarchico de Tacarat, procurou tirar de
sobra Cavalcante a responsabilidade, dando-i a
usa desgracado de que ninguem se lembra, um m-
teliz que vive foragido cosa reoeio da justica pu-
blici.
O Sr. Regueira CosU d um aparte.
C Sr. Jos Mara Nao o terror d aquellas
par igens, porqne para sfil-o, seria preciso que go-
easse da proteccao de Cavalcante, e elle nio gosa
Em todo easo j temos conseguido alguma cou-
sa. Hontem Tacarat goaava de pleua pa ; tudo
all corra tranquilamente hoje ] os nobres am-
putados conoordam comnosco sobre o estado alar-
mare d'aquella localidade, embora procurem n-
ooceatar o seu ehefe.
Pira na indifferente qae seja este ou aquel-
lo o autor de tantos erimes : o que queremos que
se r conheca que nos disiamos a verdade, que nao
inventavamos, e que, ao contrario, os nobres de-
putsdos que taltavam ven ade quando nos
contistavam. Oque queremos isto e tambem
que se tomem as mais serias providencias no sen-
tido de cessar eate estado anormal
* isto n"8 satisfazemos ; mas a prova ineon-
cusea de que Cavalcante o autor de tudo e que
isto pratica em aome do governo e com j auxilio
da forca publica ; a prova exhuberante de que as
auto idadea ao connvrntea, acobertam oa crimea
que lili se tem praticado, e que, a despeito do to-
da a protec?o de que gosa Cavalcante, que ,
com disse hontem, glorificado no parlamento bra-
sileo, a prova, digo, que o actual administra-
dor ca provincia nao recuou ante a idea de dar a
demMo do delegado de polica, sobrinho e alter
tgo do regulo de Tacarat.
Se effectivamente nao recahissem sobre essas
auto i lados a responsabilidade do que se tem da-
do en Tacarat ; se os crimei all praticados nao
tem i annuencia deasas autoridades; se o dele-
gade tem bn cumprido o seu dever, se corre-
ligioaarie dos nobres duputados, porque r.zio o
presidente da proviuca deu a sua demissio, fa-
zendi-o substituir por um oficial de lnha ?
Senhores, a isto nao se responde. De duas
urna : ou verdade o que temos dito naimprensa
nestit casa e no parlamento, ou as autoridades sao
conu: ventes, eo os mandoes d'essc-s atroat-s eri-
mes, e neste caso bem preceaeu S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia demittindo o seu correligio-
nario do cargo de delegado ; ou todo sto ma
nobia poltica, e ento S. Exc nao deve merecer
os encomios dos nobres deputados.
Sr. presidente, convencido conpenetrado de que
urna autorid>ide do meu partido beincumpre deveres, sendo, entretanto, aecusada pelo" adver-
sarios simplesuiente por espirito partidario, tendo
eu conhecimento pleno d'isto, tendo provas exhube-
rautes e eonviceutes uejte sentido, por mais amigo
que oeji do administrador da provincia, nao levau-
tarei nesta casa jamis minba voz para justificar
o seu procedimento demittindo essa autoridade,
porque isto importara de minba parte o abando-
no do meu correligionario e amigo ; d'aquella que
se tem esforcado plo bem do meu partido, pelo
triunipho das minhas iias, sendo por isto mesmo
inundado em homenagemao grito dos adversarios.
Os nobres deputados, depois de haveretn de ha-
veiern defendido o Bobriuho de Cavalcante, defeu-
dem boje o presidente da provincia, que inflingi
um grande castigo a essa autoridad'.'.
Isto demonstra cabalmente a incoherencia em quo
se acbam Ss. Excs., isto demonstra o terreno es-
carregadio em que pizam Ss. Excs. (Apartes)
Eu nio qnero saber so liberal ou conservador
o collector, qae cabio victimado punhar assassino.
E' conservador ? Pois bem ; desde que nao en-
contrn um amigo na hor. da suprema deagraca ;
desde que foi abandonado pelos sens correligio-
narios, ach* um liberal bastante generoso para le-
vantar a voz, ped-ndo punicio para os assassiuoa
de um adversario, victima d* seas correligionarios
n'uma trra ac.nde ncm ao menos se respeita a
commuohao de crencaa !
(Trocam-se mutos apartes.J
Diz o nobre deputado, que o nico facto qu3 alli
ae deu foi este ultimo ?
Mas nao se lembra S. Exc. da outra vez em
que fallou o ento leader desta caaa, hoje com as-
sento na Cmara dos Deputados, e pedio que os de-
elinasse ? Nao sabe que um dos mais distinctos
e conspicu cidi.dos d'aqulla localidade, o Sr.
capitu Ignacio de Carvalho, foi brbaramente Bar-
rado em plena ra, com;eip de boi, pelo lacto, de
ter recebido urna carta do Sr. Antoaio de Siqueira
e nio ter revelado o que ella cwotinha ? Pois nio
sabe que na vespera da elei{o foi cercada a casa
do Dr. juis de direito e foi posto cerco na villa
para impedir a entrada dos eleitores liberaes ?
Nao sabe qua o prsmotor publico de l sabio fgi-
do, nio mais regressou dizendo, que prefera mor-
rer de, fome a l voltar ?
(Trocam-se mutos apartes).
O 8r. Pret identePrevino ao nobre deputado
que a hora j findou.
O Sr. Jos MaraVou coitinuar parac ncluir.
O Sr. PresidentePrevino no nobre diputado
nao pode continuar porque j i findou. a hora.
O r. Jos MafiaSou muito raipora, Sr. pra-
sidtnt', nunca subo 4 tribuna que tenha occasiSo
de completar as minhas conaideracoes. Quando
estou no meio ou u'um quarto, eis queV. Exc.
atia-inc logo as sacramentaes palavras j H*dou a
hora; ma?, agora ereio que V. Exc. est enga-
ado. .
O Sr. Presidente Nao, senhor ; a sesso abri-
se s 11 horas e meia.
O Sr. Jos Maria Neste caso vou terminar ;
nao seroi eu que desobedeca a V. Exc.
O Sr. Reguiira CostaDesejo sater se V. Exc.
est aatufeito com as providencias dadas pelo Sr.
presidente da provincia.
O Sr. Jos Maria- Eu me satisfaco com a de-
claracao do nobre deputado, quanto afirma que
S. Exc. o Sr. presidente da provincia tomou em
consideraco o telegramira mandado pelo Sr. Dr.
jniz de iireito.
Eu coufio qae S. Exc, pernambucano, como ,
embora poltico intransigente (nio apoiadoa e
npoiados), procurar por um momento sopitar o
espirito de partidansmo qu- o cega, afim de atten-
der um poaco p ra o estado d'aquella comarca,
|embr;.udo ae de que. da inesma forma qae o san-
gue boje 3err>.u.ado recabe s.bre o Sr. Costa Pe-
rei'ra, que foi suri> os cosos reclamos, recahir
sobre acbela de S. Exc. osangue que porventura
se derramar de h je por diante, devido falta de
providencias por parte de S. Exc
No estado em que noa acbamos, em que as n s-
sas vozes, os jusioa clamores nao sao onvidos,
para tecer-se encomios ao presidente quo se digna
M abolsar a sua vista para actos .i'esti-8 provi-
denciando no sentido de que e.les nio se repitam,
deixando assim de ser coherente com a po-itica
que hoje domina, e que tudo se deve oecultar,
que todo se d.-ve justificar por mais terrivel, por
mais ominoso que s-ja. um vez que tenha partido
de um correligi mai 10 que disponha de urna meia
duzia de votos para fazer um d putado.
i Apilados, muito bem).
A d;seusso hca (diada pela hora.
Fassou-se s
1.a l'ABTK DA ORDEM DO DA
Contina a 2 daseaaak d art 1* do projecoj
n. 43 deste auno (ornamento provincial)
.-ao lidas. ap-iiadas c eutram coi.juutamente em
diseussio as 8 guintes emendas :
N. 1N. % 12, 2 part-, diga-se : 300 rs. em
vez de 500 rs. por kilo de fumo desfiado aa picado,
etc. Goal.a l rente.Coelho de M.res.
. 2 O 13 a ibstitua-se pelo seguinte: 10 "/
sobre a importancia ilos cionaes pagas pelos despach >8 na Alfandega. de
mereadorias estrangeiras, que fierem parte do gy
ro coromercial das casas de negocio.de. mportaco,
comprehendidas aquellas que sendo despachadas
em outras provincias forem importadas por meio
de cabotagem.Gomes Prente.Coelho de Mo-
raes. ,
N. 3.Subatitua-se o 14 pelo seguinte: 30 '/o
sobre o valor locativo das casas de commercio
retalbo, na cidade do iecife.Coelho de Moracs.
Gomes Prente.
N. 4 X % 19 iligi-o : SS 13 14 em lugar de
gl4el5. Gooks P^' uti.j Iho le Moraes.
(Contina).
aabres deputado da
Mo toi una kaki
des para depotito de agua, despendendo para tal
fin at a quantia de 100:000/.
Art. 2 Or referidos acudes deverio ser
construidos uas seguintes comarcas : Bom Jar-
dim, Taquaretngu, Cimbres, Aguas Bellas, Sal-
gueiro, a juiso to respectivo engenheiro.
Art. 3 o Eataii obras dereiio ser fetlas por
arrematacao, do modo que mais vantagens offere-
e*r provincia.
Bevogam-se as disposciJs em contrario
Jlo Alves, Sophronio Portella.
N. 131. Ao 74 do art. 2. accrescente-se : in-
clusive a quantia de 1:402/358 a Cardoso & Ir-
mio, aa oonfonnidade da lei n. 1,795, de 1882.
Ao 73 do snesmi artigo aeoresceuse-se : inclu-
sive a quantia de 10/, que se est a dever a Ma-
noel Cavalcante Coelho, de alugueis de sua casa
para ajaartel da guarda civiaa, na freguesia da
Graea.
ldata a q jantia de 143M60, qae ae est a de-
ver de p8sageaa de presoa e rafas do corpo d
polica, companhia Great Western of Brasil
Raihvay.Cellio de Moraes, Gomas Prente.
N. 135. Ao 47 do art. 2." diga-se : e mais 25
lampeoes pora a povoaco de Cauhotinho, cm S.
Beuto. Regueira Costa.
N. 13. Emenda ao ornamento, para ser eolio-
cada onde convier :
Paragrapho. Ficam creadas data cadeiras, urna
do sexo masculino e outra do feminino, no povoa-
do Taboleiro, em Panel las. -Regueira Coata.
N. 137. Ao art. 2.* 10:000/ para aconatrueco
de urna ponte sobre a foz do riacho Giqui, prxi-
mo villa de Cabrob Solonio de Mello.
N. 138. Onde couber : O cartsiro qua colla-
bora no expediente da secretaria do Thesou:o nao
tem ategoria e vantagens de 3." oficial.Jos
Maria.
N. 139. Ao 95 supprinjain-se aa palavras
supprmidos os lugares de tres engenheiros do
districto, de um tliesoureiro pagador, de um ofi-
cial secretario.Jos Mara.
N. 140. Supprima-se g 21 do art. 2."Jos
Mara.
N. 141. Onde couber : Fica supprimido o lug*r
de director da Escola Normal, faseudo suas vezes
am dos lentes, scolhdo pela congregacio, o qual
perceber a quantia de 300/.Jos Maria,
X. 142. Ao a't. 2J 50 aupprimam-se as pa-
lavrase a porcentagem so porteiro pela arreca-
dufao de emolumentos.Jos*Mana.
N. 143. Ao 5 do art. 2 aupprimam-se as pa-
lavrasinclusive a gratificacio do oficial de ga-
binete.Jos Mara. '
N. 144. Para ser col locada onde convier : ...
5:000/ para as obras da igreja de S. Sebastio de
Bonito.Reguoira Costa.
N. 145. Ao 28 : 6:000/ para a construccio
de um ayude na vil.a do Bonito.Regueira Costa
N. 146. Ao 39. Maif 6 lampeoes para a ra
do Mrquez do Herval e 2 para a travessa do Ban
deira narua Imperial.C ista Ribiro.
N. 14r Para ser coliocada onde convier :
Fica creada urna o.deira do sexo masculino no
pevoado Batateira no Bonito.Regueira Costa.
S. 148 Par* ser col loca la onde for mais con-
veniente : 5:000/ para as obras de Nessa Seuho-
ra do Rosario do Jipy em Canhotiulu.Reguei-
ra Costa.
N. 149. Fica o presidente da provincia _auto-
risado a conceder a Antonio Fernandos Xavier
de Lima, arrematante da illuminaeao da cidade de
Caruar, a indemniaacia a que tiver direito pelos
piejuizos que soffreu o dito arrematante, s-ndo
previamente ouvido a respeito o inspector do The-
sonro.Juvencio Maris.
N. 150. Sub emenda emenda n. 107. Em
vez das palavrasa que se deverdiga-se : a
quantia de 1:6724183 que se deve ;o mais como
so le na dita emenda ; em vez de 24 de Jullio lea-
se 23 de Junho.Juvencio Mariz.
N. 151. Onde couber. Fica a Sants Casa de
Misericordia autonsada a pagar ao cirurgio den-
tista do hospital Pedro II creado pela lei n. 1860,
os seus respectos veucimentos que serio equi-
valentes aos dos demais cirurgioes daquelle esta-
belecimento.Jos Mara.Ferreira Velloso.
N. 152 Fica concedido ao Bario de Limoeiro
um abate de 40 /. sobre o prcci da arrematacao
das barrenas do Itapacur, Motocolomb, Mag-
dalena e Ponte dos Carvalbos, attendendo-se aos
grandes ppjuizos que tem tido o referido arre-
matante.Jos Mana.
N. 153. Apresento como emenda o Lrojecto n.
21 de 1885. Bario de Itapissama.
O projecto a que se refere esta emenda o do
ornamento apresentado em 1S85 e est publcalo
no 1* volume dos Annaes de dito anno, no Appen-
dice.
EMENDAS PRESENTADAS EM 2." DISCUSSAO
DJ JUttUffllTK a...
NO ('OH^AMENTO PEOVTNCUJU)
N. 183. Ao art. 2 g 38. Ofrereceruos como
emenda o projeeto n. 75 deste anno, augmentan
do se a r-srx- rv
O nnj cto. x q"
s'gumi :
, A .va i'roflcia de Pet
nambnco reaolve : ... ,
Ar:. 1. O presidente da provincia mandar
conitrur, dentro do luturo exercicio, cinco aeK i
vrh
i emenda aupra, o
HfiVlSTA DIARIA
Aa*exaibla\ Provincial Funecionou
hontem, sob a presidencia do Exin. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderlcy, tendo comparecido
83 Srs. deputados.
Foi Iidae approvada, sem debate, a acta da ses-
E.io antecedente,
O Sr. 1* secretario procedeu leitura do eguu-
te expediente :
Um oficio da secretario do governo" do Paran,
agradecendo a remessa dos Annaes de 1885.In-
te i rada.
Outro do official-inaior interno da Assembla
Provincial do Amazonas, no mesmo sentido. In-
te i rada.
Urna peti^o de Maria Albina de Oiiveira Costa,
proressora publica do Bario-Vcrmelho, requerendo
o pagamento de 1:366/821 de seus veucimentos.
A' commissio de orcamento provincial.
Adiou-se, por ter pelido a palavra o Sr. Pr-
xedes Pitanga, um parecer da commissio de fa-
senda e orcamento, indeferndo a peticio de
Browns & C. ; sendo approvado outro da mesma
commissio, indeferiudo a da Cmara Municipal de
Bar.eiros.
O Sr. presidente consultou a casa, e esta appro-
vou a dispensa pedida pelo Sr. Visconde de Ta-
batinga, de membro da commissio de fazenda e
orcamento, e nomeou para substituil-o ao Sr.
Constantino de -a.lbuqurque.
O Sr. Regueira C sta, pela ordem, communcou
ter a commsaij nomeada na aessio antecedente,
i lo ae fuo^ al do Dr. Gaspar de Diuinmond, e que
pronunciara ux discurso, que enviou mesa, afim
de ser publicado no jornal da osa.
Submettido i discussao o requerimeuto do Sr.
Jo Maria sobre o attentado le que foi vctima
en Ponte dos Carvalhos Jos Toomaz Cavalcan-
te, sendoobrigado a casar, adiou-se pela bora,
que i A prorogada por 30 minutos, a pedido do
Sr. Jas Maria ; sendo em votaci' nominal, a
requerimento do Sr. Lourencs de S, regeitado
oucro igual do Sr. Barros Brrelo Jnior, por 16
votos contra 15, e tendo orado os Srs. Joio Alves,
L .crenco de S, Barros Barreto Jnior e Jos
Mana.
i'assou-se 1* parte da ordem do da.
Aiiou-s de novo, (.ela hora, que foi prorogada
p ,t 60 minutos, sendo 30 a requerimento do Sr.
Gomes Pa'eute e 30 a requerimento do Sr.
Kegueira Costa, a 2" discussio do projecto n. 43
deste anno (orcamento provincial) art 2o; sendo
apoiadaa diversas emendas e tendo orado os Srs.
Joi'> Alves e Rogoberto.
Pasa m-se 2' parte da ordem do da.
Eucerrou se* 2" liscussao do proj cto n 27,
e adiou sh a 1 do de n. 16, ambos deste anno ;
seo lo apoiads uinreqaerim oto do Sr. Jos Maria,
de a'liamento por dous das, do Io projecto at
estar oresente o relator da commiscio de fixayio
de fo v' policial.
A "rd-m do da : 1* parte : continuacio da
antcedeute ; 2" parte : continuacio da antece-
dente e mais 1 discussio do projecto n. 74 deste
a ino-
T-abailio do Cooaelbo Lillerario
Em conferencia ordinaria de 15 do corrent toi
approvado o parecer da 3 seccio, concliiiudo p*
la c iiniemnavo do protessor do Bonito Pacifico
Panlino Malaquias remoco para cadeira de 2*
entraneia.
Em ejnfer ncia extr*orinaria de 21, procedeu-
ee i i i qu ir i ^i> de duas fstemunba* e ao interro-
d,ii.no da profesaora Candida Hermogenes de
H il .VI acartsnbas, no proceaso disciplinar con-
tra ella luataurado e approvou-se um parecer da
3 sei'Cao em que se pede infbrmaces sobre o pro-
fesa i inliaalil. Antonio de Albaquerque Mello
Em coiiferenea do 22, foi approvado o parecer
. relator o Di F aue de S, eon-
cluiuau pea arguiuieclaScificaCio dos CjUcdrrcu
tes ao provimeuto da cadeira de ing ea do Gym
nasio Pi ruambucano. 1* bacharel Pedro Celso
Ucaoe Cavalcante, 1 Jos Faustino Porto, 3*
Liuonidas Silva.
iil.ournoEis o que, ante-hontem, por oc-
c-tsio de ser sepultado no Cemiteno Publico de
Santo Asaaro o cadver do Dr. Gaspar de Orurn-
moud, foi pronunciado, em nome da Assembia
Provincial, palo Sr. Dr. Francisco Antonio Re-
gueira Costa, relator da oouimiatao nomeada para
ir asis tir ao funeral daquelle diancto peruara-
bucano :
Commtssionados pela Assembia Provincial
para represental-a as exequias do Dr. Gaspar de
Drummond, vimos significar a profunda coado-
lenca, de que se acha ella possuida, pela dolorosa
perda que acaba de sotfrer esta provincia na pes
soade um de seus mais preclaros filhos. Aque'le
que hoje pranteamos, e que o sopro glido da
merte arrebatou s regioes severas da eternidade,
deixou, como o meteoro que explende na cpula
do firmamento, fulgurantes traeos do sua vida pu-
blica, que a historia registrar com deavauecimeu-
to eorgulho.
Saleutemos cm rpida syutese algnns desses
traeos, deixando ao seu biographo a honrora mis-
si> de desenliar detalhadamunteaquella existencia,
que foi 'ao opulento de servio u a trra que ihe
deu o bervo, quanto de (lorias para seu nome.
Formado pula academia de Olinda, foi logo
nomeado promoter publico da Corte, cargo que
exerceu coic umita bom para si, eonde desabro-
charan) as patentes qualidades de seu talento o
carcter, que um da eu> sua plena deseuiiduco
teriam de cercar seu ujuie de um brilho inve-
javel.
Em recompensa aos servidos prestados entio
o governo imperial o nomeou juiz municipal da
Victoria, no desempenuo de eujo cargo soube ira-
por-se estima c consideracio publica, pela psobi-
dade de sua judicatura, pela sua illustracio jur-
dica, e pelo uteresse e lucidez de seus arrestos.
Mas aquello grande espilito nao poda mourejar
na vida placida do governo do paiz; elle careca
de urna arena mais vasta, de emocoes mais fortes,
de impetuosas impressues, onde podesse explosir
em tofo o brilhantismo de sua poderosa mcntali-
dado. Atirou-se entio s ondas rcvoltas, e tambem
traicoeiras da poltica.
Foi nesse largo campo de combate, onde elle
ottentou toda a pujanca de seu grande talento,
onde attiugiram sumino brilho os elevados dotes
do seu espirite, onde elle coILcu as palmas da
victoria, que s os fortes conquistara ; mas tam-
bem foi ah, onde morreram as suas esperanzas, e
diesiparara se as suas llusoes, Como as ptalas
das flores batidas pelo vento do outono. A pro-
vincia i ue lbe deu o berc > honrou-o por muitas
vezes com urna cadeira em aeu parlameuto e como
um astro de grandeza aquelle alevautado es-
pirito expargio inmenso brilho em sua trajectoria
pela Assembia.
Os auuaes deota ctsa ah estio para attesta-
rcm as grandiosas proponaos desse vulto, que:
acaba de sumir-se na penumbra da eternidade. Do-
tado de urna palavra fluente, e esmaltada de elo -
quencia, que elle manejava como urna clava de
combate, com a bisarria de um atlileta, e de urna
solida e vigorosa Ilustravio, para os seus ami-
gos era a espsraava da victoria as lutas, para
seus adveraariosera um intrpido combat-mtes que
se tema e se respeitava. Eleito deputado geral, ji
quando seu espirito combalido pelos infortuuos e
decepces, estava prestes a lugir deste mundo,
anda assim, em sua passagem pelo parlamento
brasileiro, como os ltimos claros da lampada,
que se extingue, esse grande espirito fulgi um
lampejo de eloquencia, honrando a provincia, que
ae orgulhou de ter um filho, que tio bern sabia
realcar seu glorioso nome.
Conservador extremado, elle nuuc* r cuasu
ae seu partido toda a abuegacio, todos os
servfos, todos os sacrificios de um poltico devo-
tado.
Advogado distincto, elle perlustrouofro desta
capital com grande copia de trabalbo, onde a par
de elevada capacidade furidica, se denunciara pro-
fundos cnuhecimentos da legielacio patria.
Por seua relevautes ser vicos foi condecoiado
com o officialato da ordem da Bosa.
Meus aenhorea.A Assembia Provucial sen-
te-se possuida de profunda magoa ante a perda
de tio benemrito eidadio, e acorapanha pro-
vincia na acerba dr, que ella experimenta hoje
cera a mor u: daquelle que para engrandecel-a con-
sumi o melhor de suas forvas e de seu talento.
Paz e tranquilidadc a essa alma, quo tanto
lutou e tanto sotTreu neste mundo.
Cansara MunicipalA Cmara Munici-
pal do Recife, em sesso de hontem, resolvea sob
propostas do Sr. padre Mello e Dr. Goes Cavalcan-
te, que torain approvados unnimemente, a inscr-
cio na acta, de um voto de pesar pela morte dos
illustres pernambucanos Dr. Antonio Francisco
Crrela de Araujo eDr. Gaspar de Drummond,
sendo nomeadas duas coramisees para asssBtir 08
funeraee dos meamos finados e darem psames s
leapectivas familia-.
tlropellamentoHontem s 5 horas da
tarde, na ra da Imperatriz, da parochia dp Boa-
Vista, um carro particular atropellou um hornera,
de nome Antonio da Silva Barreiroe, derrubando-
o e fracturando-lhe o crneo.
O boleeiro, logo que 8e deu o desastre, fustigou
os cavallos, e parti em destilada at a parochia
de S. Fre Pedro Goncalves do Recife.
A polica tomou conhecimento do facto.
Paquete Trent Este paquete da Real
Malla Ingleza, sahido d'aqui p?ra Lisboa em 14
do corrente, alli chegou hontem s 5 horas da ma
nh, conforme telegrama)* que reeeberam da
agencia de Lisboa oa agentes n'esta cidade. i
Paquete CearDeve tocar hoje em Per-
nambuco, em viagom para o norte, o paquete na-
cional Cear, que sabio hontem tarde de Ma-
celo.
Exerctcio de fogoA companhia de ca
vallara hontem tarde, sahio em passeio militar,
e foi fazer exercicio.de togo na campia de San
to Amaro.
Cidade do BonitoNo dia 17 do corren-
te, pelas 10 horas da manhi, no paco da Cmara
Municipal, foram pelo Dr. juiz de orphios Juliao
Tenorio de Albuquerque, declarados livres em vir-
tu le da le de 28 de Setembro de 1885, vate e
doua escravos maiores de 60 aun os.
E' o segundo juiz que d execucio n'esta pro-
vincia h referida lei, e esperamos que os seus col
legas o imitem.
O Serenna liba de JavaCommuni
ca nos o Sr. engenheiro H. Milet :
O Journal des Fabricant de Suere, folha heb
domadarla que pulica-se em Paria, aprsenla em
seu numero de 14 do paasado mez de Abril, um
artigo exieno acerca de urna molestia, at entio
desconbecida. que est hoje lavrando nos canoa
vaes da ilha de Java, e .qual denominam Se-
rek.
Algumas pessoas do lugar representara-u'a
idntica que j fez notaveis estragos ua Iba
Mauntins, oude toi vantajosamente combatida
pela mudanza de sement ; mas os symptomas,
deseriptos como sendo os da molestia em Java,
niu aio os meamos da que lavrou em Mauntins e
aiu-fa menos parecotn-se com os da epidemia que
anda hoje assola parte da zona assucareira desta
provincia.
Seja como for, nem o governo da ilha era os
agricultores cruzaram os brac>a : procedeu-se ao
estudo da molestia as localidades atacadas e no
Jardim nacional de accliraacio de Buitemorg, e
maudaram se p ira a Europa muitas touceiras,
tanto de caimas doentes como de canoas sadias,
com a propria trra na qual haviam sido plan-
tadas.
Com taes elementos, Mr. Salomoson de Kotter
dam e o Dr. Stutzer, director do Instituto experi-
mental de Bonn, entre^aram-se, durante oito me-
zes, a pesquizas chymicas e histolgicas e mesmo
a exp-riencias culturaes, com todos oa recursos
da scieucia europea, e ua ilha de Java, Mr. Sch-
initz, < m Ardjowinangon o Gomp !, o Dr. Prins em
Chenbou e o Dr. Freub em Buitenzoig, fiz-rain
uumerosos ensaios e exames tendentes a deseo-
bnr a causa do mal.
Entretautu nao foram mais felizes que os nos
sos experimentadores cdi Brasil ; nao consegui-
ram resultado algum positivo aerea da origem e
causa prxima da molestia ; e l, como aqu, per-
manece a este respeito notavel divergencia de opi-
nio !
Una attribuem o mal ao oansaco das trras ;
outros imperfeicio das drainagent, outros fal
ta de cal, potassa e acido sulphurico ; e outros,
einfim, ao uso muito gbral da plantacao de ban-
deiras ; mas a opiuiao mais geral que a moles-
tia provm da estrainace- cora o bagavo das fa-
bricas de aceite de archidas, que mantem no
solo uotavel superabundancia de substancias azo-
tadas muito favuravel multiplicacao dos soma-
tados pequeos vermes microscpicos que na Eu-
ropa perseguera as plantac a do liuho, e j de
rara muito prejuizo s de betteraba.
E' esta a opinjio do directur dn Ina'i'uto d-
Bonno Dr. Stutzer e tambem do Dr. Treub,
director do Jardira de acclimacao de Buitenxorg,
que attnbuem a molestia heterodora Javanica-
V-sa qae a queatio anda est & espera de so-
lucio definitiva ; e, para aprecial-a, a Asaociaco
de Agricultores Javaneses, que promoveu o con-
gresso de 'IVgal e acaba de despender cerca de
mil florins (wo eotoy) eom o estado de diffuaio, de-
cidi a creavio eaa Kemangren de ama eatacio
coltural e de um laboratorio de anslyses chunica
e histelogicas, pan cuja direccio contractoa um
distincto chim'co allemio, e cajo material, inclu-
sive un poderoso microscorio do pre^o de 1300 M.
devia ser embarcado em Marselha a bordo do
vapor de 11 de Abril.
Or. Antonio FranciMco Crrela de
AraujoAlm do que disse o Jornal do Cor
mercio, e que hontem transcrevemos, assiin/oe ex-
ternara os demais orgos fluminenses.
Gazeta de Notieieu, de 15 :
FalK'c-u hontem, s 5 horas da tai de, o Dr.
Antonio Francisco Correia de Araujo, deputado
pelo 3" districto da provincia de Pernambuco,
d'onde era natural tendo nascido em 1886.
a O fiuado era filho de Francisco Paulo Correia
df Araujo, agricultor e bisneto, pelo lado paterno,
do coronel Manoel Correia de Araujo, que foi
membro do governo revolucionario no Recife, em
1817.
Pelo lado materno, era neto de Francisco de
Carvalho Paes de Andrade, irmio do s^nidor Ma-
noel de Carvalho, e casado com D. Antonia Lins
Correia de Artuj., filha do finado Bario da Es-
cada. Deixa seis fi hos menores, a quem lega um
nome cheio de prestigio.
O Dr. Antonio Correia era formado em direi-
to pela Faculdade do Recife, onde tomou grao em
1866, seudo logo dopois do sua formatura nomea -
do juiz municipal de Pao d'Albo e mais tarde
juiz de direito de Paje de Florea, ua sua provin-
cia natal.
< TerapoB depois foi nomeado ehefe de polica
da mesma provincia, cargo que exerceu durante 3
anuos, e em que confirmou oa talentos que havia
manifestado, quer na Academia quer como juis
municipal e de direito.
Querendo apr iveitar as suas aptides. o gabi-
nete 25 de Junho nomeou-o, em fins de 1877, pre
jidente dp provincia de Sergipe, cargo que nao
chegou a exercer, por ter cahido a situaco con
servadora, no principio de Jauciro de 1878.
Voltando eato a exercer a magistratura, foi-
Ibe designada a comarca de Maranguap -, na pro-
vincia do Cear. Tendo exercido algum tempo o
juizado de direito nessa comarca, permutou-a de-
pois com o juiz de direito da de Alcntara, no Ma-
ranhio, da qual nao tomou posse, e ficando avulso,
voltou a exercer agricultura i m sua provincia,
onde possuia dous -ngenhos centraes dn assucar.
O prestigio que euto j havia adquirido o seu
nome levou a sua provincia a elegel-o deputado
provincial em diversas legislaturas, tendo merecido
a honra de ser eleito presidente da Assembia no
biennio actual. Na pasaada legislatura, toi eleito
deputado geral pelo 3 districto de Pernambuco,
que tambem representara na cmara actual, dis-
tiucio de que o seu partido o julgou merecedor
desde 1878, tendo-o feito seu candidato, nio con-
seguindo elle ser eleito entio.
Em attenvio aos seus merecimeutos e posi-
Vao poltica que conquisten em sua provincia, a C-
mara dos Deputados, de que fazia parte actual-
mente, elegeu-o membro da esmmissao de reapos-
ta falla do throno, com os Srs. Drs. Ferreia
Vianna e Rodrigo Silva.
Pelos ser vicos prestados quando ehefe de po-
lica de Pernamouco, foi elle condecorado com o
offioialato da Ordem da Rosa pelo gabinete 7 de
Marco.
o Na imprensa tambem deixou elle o s;u nome
vantajosamente conbecido, tendo creado em 1866
o Tempo, de "ernambuco, orgo de seu partido.
O talento do Dr. Antonio Correia, sea carc-
ter e illustracio, e especialmente o seu espirito
altamente uooci.iador, tinham conquistado a con-
aideracio o o respeito dos seus correligionarios na
sua provincia, onde, na ausencia do ehefe poltico,
o Sr. cooselheiro Joii Alfredo, era o centro em
volta do qual se reuniam os raerabios do partido
conservador.
A sua morte nio smence um perda sensivel
para o seu part'do, mas taaibem para a sua patria,
que anda poda esperar muito bous servifos do
seu robust> talento e notavel ltiatracao.
O seu cadver ser dado sepultura hoje s
5 horas da tarde, no cemiterio de S. Joio Biptis-
ta, sahindo o fretro da ra de Bu arque de Ma-
cedo n. 2 D.
Diario de Noticias, de 15 ;
Falleceu hontem, nesta corte, o Dr. Antonio
Francisco Correia de Araujo, deputado Assem
bla Geral Legislativa, pelo 3* districto de Per-
nambuco.
Descendente de urna das maia importantes fa-
milias d'essa provincia, onde nasceu em 1846, o
finado era filho do agricultor Francisco de Paula
Corwia de Araujo, neto, pelo lado materno, de
Francisco de Carvalho Paes de Andrade, irmio do
senador Manoel de Carvalho, e bisneto, pelo lado
paterno, di coronel Mau-iel Correia de Araujo, um
dos membros do governo revolucionar o de 1817,
no Recife.
Matriculando-se, em 1862, na Faculdade 'e
Direito do Recife, recebeu em 1866 o grao de ba-
charel em sciencias sociaes e jurdicas e, seguindo
a carreira da magistratura, exerceu os cargos de
juis municipal de Pao d'Albo e juiz de direito de
Page de Flores, em Pernambuco, posivae estas
que foi obrigado a abandonar, quando outros inte-
nsases de juatica e de administracio o eolloearam
no lugar de ebefede polica da mesma provincia.
O espirito de imparcialidade e o esclarecido
talento que e finado revelou no exercici > d'este
c rgo, durante tres annos e meio, corroboraran) a
merecida nomeada queja acompanhava o seu nome
desde a vida de magistrado.
Os assignalados servicos que em tio esoinho-
sa posyio prestou ordem publica, na provincia
de Pernambuco, autorisaram obejamenteo acto
do gabinete de 7 de Marco, distiuguindo o finado
com o officialato fa Ordem da Rosa.
Aiuda querendo aproveitar o que a int-dligen
cia do Ilustre morto padia dar ao paiz, o gabinete
25 de Junho, em fina de 1877, nmeou-o presiden-
te de Sergipe.
A mudanca de situacio poltica, oorm, em
priocipioa de 1878, o ira pedio de assumir a admi-
nistravo d'easa provincia.
Regressou a Pernambuco, onde recebeu do go-
verno a designacio oa comarca de >larangu*pe,
no Ce r, para ah exercer as funeces de juiz de
direito, permutaudo mais tarde com o aeu collega
da comarca de Alcntara, no Maranbio. Nio aa-
sumindo a jurisdiccio desse cargo, ficou avulso.
Vo'tando de oo-o a Pernambuco entr gou-se
agricultura, desenvolvendo a mesma actividad
intelligeiite e operosa ua direccio de doua eoge-
uhos de eua propriedade.
Concillando oa justos internases da vida par-
ticular com os elevados devere3 de poltico, pres-
tou ao partido cona-rvador lealdade tio inque-
brantavel e dedica^io tio Ilimitada, que os seus
amigos, o re ves tirara do honroso mandato de diputa-
do a Assembia Provincial Pernambucaua em va
ras legislaturas, elevando-o ao lugar de presiden-
te, no biennio actual.
Pertenceu i ultima legislatura da Tmara
Temporaria e actualmente era deputado pelo 3
districto de sua trra natal.
Os elevados ttulos de capacidale do deputa-
do Correia de Araujo, alm do (.eu prestigio e
coasideracio partidaria, contribuiram poderosa-
mente para o lugar que a eleicao na Cmara dos
Deputados lbe conferio na commissio de resposta
faifa do throno.
Foi am dos fundadores e redactores do Tin-
po, orgao do partido conservador em sua provin-
cia, ereado em 1876.
Do seu espirito culto e da integridade do seu
carcter, alados i urna alta energa, que nio
prejudicava a atFabeldale do trato, d testemu-
uho a confianca que o finado mereceu as mais
importantes relacoea da vida publica, do honrado
Sr. cooselheiro Joio Alfredo, que, quando ausente
de Pernambuco, o constitua centro de todos os
amigos piliticos, afim de attender pela conciliario,
prudencia e rtignidade, s causas dos correligio-
narios.
Por csse infausto pasaamento a presen tamos
os nossos pezames familia do finado.
O Paiz de 15 :
Falleceu hontem em sua residen ia, roa
Buarque de Macedo n. 2 D, o Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araujo, deputado pelo 3 dis-
tricto de Pernambuco.
Coutava 40 annos de idade e pertencia a nma
das familias mais antigs e consideradas da pro-
vincia. Era bisneto de Manoel Correia de Araujo,
membro da junta revolucionaria de 1817 e sobri-
nho neto de Manoel de Carvalho Paes de An-
drade.
Formado em direito em 1866, foi logo nomea-
do juiz municipal de Pao d'Alho e, lindo o qua-
trieuun. juiz fe direito da cmarca de Paje de
Flores, na mesma provincia.
Tambem exerceu o cargo de ehefe de polica
e servio tio bem ao seu partido e ao gabinete de
7 de Marco qae foi agraciado com o officialato da
Rosa.
Nomeado pelo ultimo gabinete do Duque de
Caxias, presidente da provincia de Sergipe, nio
chegou a exercer o cargo, por motivo da mudanca
da sitaaoo poltica operada a S de Janeiro de
1878.
Entretanto continuou a seguir a magistratu-
ra, como juiz de direito de Maranguape, no Cear,
e de Alcntara, no Maranhio.
Renuuciando entio ao exercicio efTectivo de
juiz, da icou-se lavoura com dous cr.gcchos de
sua propriedade.|
Collaborou activamente no Tempo, do Recife,
e foi um dos cheles mais influentes do partido con-
servador de Pernambuco.
Foi eleito em varios biennioa deputado As
sembla Provincial de Pernambuco, de qae occa-
pou tambera a cadeira presidencial, e na ultima a
na presente legislatura deputado Assembia Ge-
xal pelo 3" districto da mesma provincia.
ltimamente commissio de resposta i falla do throno.
A Parionardi de 15 :
Falleceu hontem o deputado pelo 3' distiieta
da provincia de Pernambuco, Dr. A. F. Correia
de Araujo.
O Dr. Antonio Francisco Correia c Arauja,
nascido em 1866, era filho de Francisco de Paula
Correia de Araujo, agricultor e casado com a>.
Aiiioui-. Lins Correia de Araujo.
Deixa seis filhos.
Formado em 1886, exerceu os cargos de juiz
municipal de Pao d'Alho e juiz de direito de Paje
de Flores, em Pernambuc, em seguida foi chtfe
de polica na mesma provincid durante 3 ,1/2
annos.
Nomeado presidente da provu cia de Sergipe
cm 25 de Junho de 1877, nio chegou a tomar pos-
so do crgo em consoquencia da muda 19 da si -
tuaci 1 politca operada era principio de 1878.
Foi-lbe designada a comarca de M.ranguape,
no Cear. lugar que exerceu por alga2) tempe,
permutan io depois com o juiz de direito de Alcn-
tara, no Maranhio, da qual nio tomou posse, fi-
cando avulso e voltando a sua nctividade para a
agricultura, ejercida em dous engenhos de assu-
car de sua propriedade.
Fai deputado provincial cm sua provnoia em
diversas legislaturas, tendo sido eleito presidente
da Assembia no biennio actual.
Fez parte da Cmara Temporaria na legisla-
tara passada e era deputado actualmente, tendo
sido eleito cm ambas as vezts pelo 3o districto de
sua provincia natal, j tendo sido indicado pelo
seu piutido desde 1878.
Em attencio aos seus merecimentos, posicao
poltica que tinba era sua provincia e considera-
cao em que era tido pelo seu partido e pelo go-
verno actual, foi eleito na presente sesso mem-
bro da commissio de resposta a falla do tbrono.
Como chfe Je polica de Pernambuco, presten
alli assignalados servicos, que Ihe valeram o ofli-
ciolato da Rosa com que o distingui o gabiiete
de 7 de Mareo.
Foi um dos creadores e dos melhores collabo-
radores do Tempo, orgio do partido conservado!
em sua provincia, creado em 1876.
Inteligencia robusta, espirito notavelmente
culto, carcter integro, sabendo, quer no servico
publico, quer entre seus amigos, aliar a energa
cora a mais delicada amenidade. Apezar de sua
posvio j saliente na politca de sua provincia,
nem entre os adversarios coutava iuimigos. En-
tre os amigos, na ausencia do conselheiro Joio
Aifredo, tinba conseguido consttuir-se centro esa
torno do qual todos se congregavam com tanto
mais espontaneidad'', quando tinha elle, alm de
outros predicados, um espirito suramameote con-
ciliador.
Nossos psames sua Exma. familia o condo-
lencias ao parlamento pela perda sensivel de tio
distincto deputado.
A Evoluf&o, de 15 :
Falleceu, heutem, nesta Corte o Sr. Dr. Cor-
ieia de Araujo, deputado pea provincia de Per-
nambuco. .
O illustic finado tora um prestimoso membro
do partido conservador, ao qual prestou relevantes
servicos, com dedicafio, que conquistou a estima
de seus amigos polticos.
Formado em direito pela Faculdade do Recife
seguio a carreira da magistratura e foi juiz de di-
reito, em cuja qualdadc exerceu o cargo de ehefe
de polica da meama provincia, em quadra difficil.
merecendo a maia plena confianza d 3 governo
imperial.
c O Dr. Correia de Araujo uestes ltimos tem-
pos aban lonou a carreira da magistratura e tez-se
proprietario agrcola.
" No momento, em que tivemos noticia do sea
infausto passamento. nio podemos consigrar-lhe
nestas rpidas linbas, senio a bomenagem dos
nossos respetos e da saudade, que nos deixa
a perda de um amigo e excellente correlig'oTrie.
Ao partido conservador da provincia <_o Per-
nambuco, especialmente, damos os pezames pela
morte do seu distincto comprovinciano.
A Evoluiao, que nio pode ser indiferente a
este triste r doloroso acontecimeuto experimenta
ins profundo pezar e Boffre a inesim. dor, qae
afflige a familia conservadora.
Encerramenso do anea Mariano
Reinettum-nos :
Na igreja de Nossa Senhora da Penha, en-
cerrar-se-bio os piedi 303 exercicios do mes Ma-
riano pelo modo seguinte :
Domingo 30, S. Exc. Revm. o Sr. blspo dio-
cesano se diguar, s 7 horas do dia, celebrar a
santa miasa e distribuir sagrada communhiaos
meninos adrede p.vpirados e mais fiis que con-
venientemente dispost a e confessados quizerem
participar do Eucharistico banquete.
< A's 10 horas do mesmo dia e na mesma igre-
ja de Nossa "-'enhora da Penha, S. Exc livma.
a'irir chrisma e chrismar as creancas que para
tal fim Ihe forem apresentadas e tambem os adul-
tos que, purificados precedentemente pela confis-
sio, se toruarem diguos e procurarem a graca
confirmante deste santo sacramento.
No da 31, haver missa cantada orches-
tra; s 8 horas do dia e s 6 da tarde 8 rraio do
encerraraento, solemne Te-Deum a bencio cos o
Santissirao .
Carece cuidado Jas noitea de 24 e 8
do corrente, ao passarem pela estacio chamada de
Feitosa os trena da ferro-va de Olinda que lar-
gara do Recife s 9 1/2 horas, foram disparados
tiros de bacamarte contra as respectivas machi-
nas, ignorando-se qual ou quaes os perversos qae
tecui praticado esse crime.
Por felicdade os prujeetis nio teem al.-aneado
o inachinista e o fog 1 sta que vio ni motiva,
m'ii teem cao pouco at ingido, por des car-
ros de passageiros. Se continuarem, p n, os
tiros, ple ser que alguma desgraca acooteca ; e
para pruvenil-a que pedimos a attenfio do Sr.
Dr. ehefe de polica para o caso.
Cidade do LimoeiroEscrevem-nos em
22 do correte :
Peca providencias Cmara Municipal desta
cidade e ao seu fiscal, no sentido de melborareai
as condices do transito pelas ras.
Os leitos das ruaa esto transformados em
atolciros, e por lles nio se pode passar.
Por outro lado, os paeseos on calcadas lat-
raes estio quasi sempre apinhadog de animaes,
uas portas das tavernas, interrompendo c trafego
ordinario.
Quando se reclama do- matutos que retiren
dos passeios os seus avallos, elles replicam di-
zendo que se passe pelo meio da ra E como
fazel o se as ras sio lamacaes immensos P
Eu treta uto, o fiscal nada ve e nada diz, e a
Cmara Municipal nio o chama ao camprimeato
do seu dever.
Peca, rec ame providencias. >
Cid -de da loria do OoitEscre-
vem nos m 21 do corrente :
Foi aqu recebida com grande pezar a noticia
do fallecunento do Dr. Antonio Francisco Correia
de Araujo, nio s pelos seus amigos polticos, qae
com o seu des ppareci mente sentirain des]>edaca-
dos os lia mes que os prondiam ao valenle lutador,
como pelos seus adversarios, apreciadores de saas
virtudes cvicas.
O digno vigario da freguezis, Rvd. padre Joio
da Costa Bezerra de Carvalho, amigo particular e
poltico do Ilustre finado, celebrou hoje urna minea
c memento pelo seu reponso eterno, fazendo con-
vites indietncUmente, a cujo acto cora lareeea
grande numero de pessoas de ambos os credos po-
lticos.
Findas as exequias e em torno de am cata-
falco que se erguin no centro da igreja, proferirn)
discursos os -rs. capitio Joaquim Ramos da Silva
Moreira, que em linda phraseologia precisameate
dosereveu aa virtudes do benemrito pcrnamfca-
cano e Jos Raymundo Ferreira de Moraes, es -
crivio da collectora provincial, qae por 1 ia vez
lustonou a vida do grande eidadio, to precoce-
raente roubado a familia, aos aovgoo e a ps.tria.
No dia 11 de crvente, insta!lou-se a primeara
aessio orainaria do jury deste anno. preaiuindo-a
o digno jniz de direito da comarca, cemineiidador
Goncalo Paea de Axevedo Faro, ocenpaodo a ca-
deira do midrsteno publico o Dr. Mareolino Fer-
reira Lima, e servindo do escrivio o alteres Antas
Borges Alves.
Foram submettidos aju'gamento:
<\

'



_ HDMLJ


Diario de Pernambnco---tyninta-teira 27 de Maio de 1886

i
-
No ia 12, 08 reoj appelUdos L"onardo Bispo
ds Santos e Jas Severino de Libh, acensados
pelo crime previsto no art. 269 do codito crimi-
nal, teado por defensor o Or. Jos de Souto
Lima.
Forano, absolvios uoanime tiente.
No dia 13, os roa Clarindo Pereita Goima-
iScs e Vicente Ferreira da Andrade, incursos 10
art 269 do cdigo criminal, defendidos pelo i e
nente Manoel Lidio Alvares dos Prazere, e a-
demnados o primeiro a 8 aanos de gales e o .e-
guu.lo a 4 annos e. meio ; o Jo?' :te de
Albjquerque, acnsalo orco incurso no in-
do odigo eriraind, fondo por seu defensor o i .
Ehziario Augusto de Maraes.
Foi condsmn.il.i a gal asi.
- N dia 14, Jlo Autoni > '.'<. ilio, ac
crine previsto no art. 193, e \ coate Jos da
Cuuha, incurso nal penas do art. l'.>3 coinbun ,
c m oarti 34, e irt. 206 do cdigo criminal, te.i-
do aicb-'S por sen defensor o Dr. Jos de Sonto
Lima.
O jury absolveu-os por unanimidade de vo-
tos.
No dia 15 finalmente, os reos Antilo Bezer -a
da Silva e outros e Albino Xavier Leit, tod os
acensados pelo crime capitulado no art. 205 lo
cdigo criminal, e defendidos pelo Dr. Jos le
Souto Lima.
Nao havendo mais procesaos para seren ji 1
gados o Sr. Dr. juiz de direito encerrou a sess:.o
agradeceado a assiduidade dos Srs. juizes ce
facto, o que den lugar a que os meamos, penh;-
rados pela affabilidade com que os tratara no tr -
bunal, o acompanhasseui at a sua casa, como
prova de subido apreco e estima.
Fio il"Albo Escrevem-nos em 23 do cr-
rante :
Tiveram lugar, no dia 20 do corrente, na mi-
lriz desta cidade, as exequias e mimas, mandadas
celebrar pelo partido conservador da comarca,
pe'> infausto passamento do scu dilecto amigo, o
Dr. Antonio Francisco Correa de Araujo, deput:.-
do Assembla deral Legislativa.
O acto esteve imponente ; o templo trajava
luto, tendo no centro erguida urna elevada ec .,
que apresentava i vista dos concurrentes um ea>
pecto verciadeirame ite grandioso.
C-mpareceram os merabros da partido conser
vador, alm do crescido numero de cidadaos de
todas as classes e grai.de parte do partido liberal
da comarca, que tambera apreciava a pessoa do
finado-
Resaram-se diverjas missas, tocando nos in-
f rvallos d'ellas a b-.nda de msica Philarraonica
Pao d'alheuse.
Pindas as missas, teve lugar o Memento e
Libera, acompanhados pela orehestia desta cida-
d->, regida pelo professor Jos Flix da Trindade,
oficiando o Revm. vigario da Gloria do doyt.
padre Jco da Costa Bezerra de Carvalbo, assis-
tindo os Rvms oro-parocho, conego Augusto
Adolpho loares de Kusewetter, conego Antonio
Domingues de Vaaconcellos Aragao, vigario Joan
Olympio de Souza Lyra e o padre Severino Jos
Villa Nova.
< Terminadas todas as cenmonias fnebres,
asaram da paUvra, junto ao catafalco, o tenente
Jjs Francisco Paes Barreto, -Jos Thomaz Nunes
do Valle, protessor publico Joaquim Elias de Al-
buquerque R. Barros, professor particular Joo
Rib.-iro Pessoa de Oliveira, Francisco Joe ds
Araujo Mello e Jos Mana de Soasa Delgado,
uj s discursos foram entregues c immisso do
partido para seren reinettidos a essa Ilustre rc-
daccao, afici de publical os.
Aproveitando o ensejo, peco aos membros da
Asscmb'a Provincial L.'gislativ, principalmente
os do 3 districta, que te digoem de conceder
ama lotera em beneficio da matriz do Divino
Espirito Santo desta cidade para a compra de al
faias e outros melh .ramete de qu necessit,
visto nao ter ella patrimonio constituido d'oade
|NM haver dinheiro para semelante fim. Ser
este o mais importante gervico que po lem prestar
n ivs'a parochia, digna, por certa, de emelhante
grao..
Efectivamente, como dase n i missiva pass i
da, se acha empreando toda a sua aetividade
0 firca, para que continu a sociedade drsmuficu
desta cidade o sen digno presidente, tenente P >
firio Tavares da Silva Coutinbo ; pelo que, bra-
vero nte, creie, havera espcctaeu'O
E" pena que eatfja em estado mrasmtico ou
cathjleptico a antiga sociedade Recreio Juvenil
P i d'albense, que fra a alegra desta localidade
em iutros tempo3 ; mu principalinent-: quan lo
ainda t, tn ella a sua sede b. :n mobliada e as-
fi'iada.
E' este un incentivo para que o sen digno
presidente continu adar-lhe sida,
Continalo as chovas, s-ndo quo, a que dea
abou na noite jassada, durou 4 horas e foi bas-
tante forte.
A erdem publica contina inalterav'l ; pelo
que a polica tem descansado mais um p'-ueo ues-
tes ni irnos dias.
ilnenidadea InlernarlonaeNSegun-
do um cont tebque, l nbrsdo por um jornal os
koetz, o dia^o, qiiando foi pre.-ipi'ado do c. ba-
t ii c de fez em pedacos. A eabeca eabia wa H'-s, a-
nh-, o coraeao na Italia, o ventre na Allemauha,
a3 utioa na Tu nata na Tartaria c os ps na
Franca. sao que os francxes amaina
d insa, os torcOa e W faltaros a puhagern, os aile-
aae* a mesa, os italianos o am >r e a tr lie
ksp*nhoea as si' BfiQoaa do orgolbo. Aos navoa
eonbo por sorte a taho'nha qu* o dalo tinha as
mos no moment dr sna queda afin oe que elles
ah poiessem inserever todas as injustcas de que
elles sao victimas d-'sde tempo inmem >rial: logo,
esta fab linlia nao fi'-o com um s espaco vazi-.
Cada povo posaos jiroverbios dest genera a re>-
) de seus visinh is. Naturalmente estes pro-
verbios nao sai swnpre lis ngeiros.
i alleinaes, p ir ex-inplo, tratan os turcos de
toberas duras. E-tes nao se dio pir muito ofiVn
didos e dizem de si pr prios: O tcheque tem
m eoracao de isca a nina pejra na CabeCa: que
se esfregue um sbre oou'ro, e logo irria-se.
Quanto a alcunha de eabeca de pao elle3 a
devolvem aos aHemaVa de puro angoe.
Estes dizem do ru*so: Sem o kaoat, o russo
nao faz nada de boo co^ai o russo, o urso se
poe a grunhir; proverbio que o fraucezem com
polidez paraphrase .do sob a f.rma de eocai o
russo e acharis o trtaro. Os ingleses ae con-
toitam de qualificar os russos de animaes fel-
pudos, i
Na Bohemia e Gilicia, designa-se de boa von-
tade sob o come de allemao todos os seres ou oo-
j.-ctos pouco seductores. Por exemplo a rata
urna alterna ; os slavos diio ao sapo o notne de ca-
rangueija alleir.i ; o cardo vem a ser a casa alio
mil. Oa fineses preti'ndem quo o juramento al-
lemo nao vale nada e que sua pulavra urna
m'ntira.
O francez, qu- chana de allemao todo que nao
tem claresa. asaegur i que o allemao violento c
injusto, e ve em todas as questoes sera motivo,
questoe3 de allemao.
Os dinamarquez-3 se servem do urna locucao
anloga e os italiauos nao conhecem nada de
p-ior no mundo do que um allemao naturalisado :
Tedesco it.alianUato diavolo inearnato. Os poja
eos dizem que es aileaies sao os ma ores gluio.-s
e os maiores bebados da trra, donde o proverbio:
Um polaco, um joven allemao e urna o-issa ita-
liana nao valerj o diabo.
Os francezns mo sao muito melhor tratados pe-
los seas visinhos : Attila foi o fl igello de Deus
e os francezes lio lena irmos diversos italia-
nos ; e os a'le-na-a deve-se desejar o francs
com amigo, mas nao c*uio vsinho. Um outro
de seus proverbios : Elle vive come o Deus na
Franca, f s-in duviaa inspirado pelo came.
Porm o bespanhol, no seu orgnlho, n.lo quer
admittir esta (Lccao : elle pretende quj, se D us
quizeese viver cobre a trra, habitara a Hespa-
nbi, com o re de Franca para osinheiro
Entre francezes e allemaes, o inglez synoni-
m 'ie credor. O russo affirma que o inglez t^m o
espirito na ponta dos de ion e o francez na ponta
da liogua. Os ngletei dizeup de seu paiz : A
G.au-Bretanha o paraso das mulheres, o infer-
no dos cavallos e a purgatorio dos criados.
e Os servios dizem : Tres turcos e tres gre-
gos fazem tres iritautcs. Ao que o gr -go res
poude : Descoafiai do V"lho turco e do joven
servio. O rusto pretende que o grego nao diz a
verdade senao urna vea por anuo, e accrescenta :
O tsigaao inganado pelo juiz, o juiz pelo gre
ge e o grego polo diabo
Os italianos sao gernlmente muito maltratados
depalavras.
Poreo como um italiano diz um proverbio
francez ; o nm outro : A metade de am italia
no de mais n'oma casa. *
O daJmi.to asegwa que, o italiano pelo di-
nheiro, pode matar o sea f roprio irmio. Mas
slp justos a render humenagen ao sea espirito dj-
eado,que, para engaar um italiano, preciso co-
gitar daoocaaiao.
Un proverbio polaco diz: 0 italiano reflecte
antes Je fazer urna asneira, Allemao fazendo a, e
o polaco depois de tel-a feito.
Outra locucao da raesma oiigem diz : O que
o italiano iuventa, o francez o faz, o allemao o
vende, o imbcil do polaco o compra o o russo lh'o
toma a forca.
Na Italia se diz : a O bespanhol oarece malig-
no e nao o o francs parece tolo o nao i, o
portuguez parece lorpa e nao Diz-se anda :
Ocupando urna Uta, a Ilespanha edifica lo
franen um quartel, o bullandas
um arawcen e o ingles unaeasa de bebidas.
Anda mi proverbio p seodis : A serpeo-
'.: i na Eva em italiano, Eva eng.nou a Vdao
en tebeqoe, Deus os amaldicoou em llena >, e e
I expul-ou em h"ngaro.
rara acabar, eis u.n proverbio teieu': A
allema foi (cita para o tetaba! o labeqae para a
cos:nha e a frauceza para o salivo.
A) monarrblas europea Urnaobsor
vacilo curiosa.
Quasi todos os paizes sao regidos por dynastias
estrangeiras.
Urna dynastia allem.l reina na Inglaterra,
desde Jorge I do Haoover.
Da mesuia origem a familia reinante da Rus-
sia.
A Dinamarca governada por principes per-
tencentes asa allema de Oldembnrgo.
O priucipe da Romana, Carlos Hoenzolicrn, e o
principe da Bulgaria, Alezandrc de Batteaberg,
sao tambem do origem allema.
Umacasa franceza, a dos Bouboos, a que reina
em Hespanba na peisoa da prnceza das As-
turias, MariaMerccdes, e cuja dynftia data
do tempo de Felippe V, neto de Luis XIV de
Franca.
A que reina na Saecia tambem de origem
francez.
Tambem da familia franceza, casa de Lorena,
a que impera actualmente na Austria, desde
1745, epocha da eleiclo do Francisco III de Lo-
rena.
Jorge I, ra da Grecia dinamarquez.
Os uuicos paizes da Europa goverondos por
prinerpea naturaes, sao 03 de Portugal, Turqua e
Allemanha.
En quanto a Italia, a origem de Humberto I,
conde de Saboya, purmaneceu obscura.
Uns Ihi (ai por pai Berold,da casa de Saxonia,
outros o fazem descendente de Rodolpho III, du
quede Borgonha. Em qualquer dis duas hypo-
theses a casa de Saboya, nao de orig"m itali ma.
O lesiamenio do hispo de Mndrid
Segundo o Imparcial, do Madrid, o fallecido
bispo de Madrid mo deixou bens da especie al-
guuia No seu testamento dispoz que o pouco
que possuia se vendesse para pagamento do que
devesse, e que se sobraste alguma coiaa, o que
duvidava, f>3sc repartido pelos pobres, declarando
que praticra sempre o preceito de que os bisos
nao devem possuir cou3a alguma.
No enfanto, os testamenteiros resolveram en-
viar aos irinaos do finado prelado alguma* pecas
de roupa, como recordacao, e a urna irma, freir
do convento de Santa Clara de Molina de Araga >,
uina imagem |Ue havi:n offerecido ao prelado.
Oh Se todos os bspos segaissen e nobre
exemplo do bispo de Madrid, como a creoca catbo-
lica nao estara bem mais arreigada no coracao de
todos nos .'
4 eaintua da l.lbenlade em 'Nova
lorkFoi collocaia em Nova-York a ultima
prdra do pedestal da collossal estatua da Liber-
dade, do nr. Bartholdi.
Vai proceder-s immediatamente collocacao
da estatua e espera-ee poder inaugural-a a 3 de
Setembro prximo, anniversanode Versailles (3 de
Seteinbro de 1776) que proclamou a independen-
cia dos Estados Uu'dos.
A estatua de que se trata ao mesmo tempo
urna obra de arte e um pharol, que se elevar da
ilha de Bedloe, sifaado em frente da praia de
Nova-York, e servir de laco de uuiao entre a
Europa e a Ameres, Iluminando o catre to, am
de conjurar Iodo o perigo.
Proclaman de ramamenlo-Na matriz
da Boa-Vista, no dia 23 do corrente, foram lidos
os -.eguintes :
\| .nal Vieira Torres com Juventina Amelia do
Carino.
Agostinho Joaquim da Silva com Julieta Emilia
da Matta.
Justiniaao do Amor Divino com Lucinda Mara
da Co-icuivao.
J.i-lloe.Effectuar-se hao:
Hoje :
Pelo agente Bnrlamaqui, s 11 horas, na ra do
Imperado! n. 2, de predios.
I'elo ayente Martin, as 11 horas, na ra da Au-
rora n 43. do inoris, loucas, vidro: etc.
Pe/o agente. Modesto Baptta, As 11 horas, na
ra Dnqau de Casias n. 77 A, do estabalecimento
ahi sito.
Amanha :
l'eo agente i'into. s 10 1/2 horas, na ru* D-
n ita de Afogados, do movis, loucas, vidros, etc.
I'elo agente Pinto, i 1 hora da tarde, na ra
Viscondo de Iuhama n. 48, do estabelecmento
ah sito.
i'elo agente Modesto liaptisla, s 11 horas, na
ra do Imperador n. 75, de movis, loucas, vi-
dr..s, etc.
M**an funearci. -Serao celebradas:
Am..i.ha :
A's 7 horas, na Santa Cruz, por alma de Jo3
Mara r". reir da R icna ; s 8 horas, .ia ordem
3* do r.armo, por alma de D. Anua Joaquina de
Souza Aveilar.
Sabbado:
As 7 1/2 horas, no Espirito Santo, por alma de
D. Anua Leao Ribeire ; As 7 h.ra-: no l'.raz?,
por aun d D. Canilla Mximo de Parias.
Paai|Pl'oaUheg ..1 .3 ios portos do n ir-
te no vapor nacional Para :
De. Arfliur de Cistro Jesus, Artbur Muller,
Lvopol l" F. Silva, Francisco Cmara e sua sc-
nhora. Praaeieeo A. Machado, Jos Gomes Mo-
rara, Dr. Jos C. LcitM, L)r. Artbur Nap ilea.
de ^..uza, Eduardo R Machado, Luiz Ribei'O
G.t-rr., Dr. Joaquim Meudes G e sua senhora,
-ingeliea M Bastos B um filho, Isabel R. da Sil
va e nm filho, Aotonio Maooel Sampaio, Manoel
Jos Costa Cauco, inna Ju a, Dr. Js M. Coa
tinho Dr. Jo;lo Cruvello Cavalcante, Dr. Joo
Lmii Cvaleaute, Joaqunn A Albuquerque, Ave-
lina T. Rosa, Antonio C Vnlaca, sua seuhora e
un filho, Henrique Gomes, J. Smitb.
OperaeAes clrnrslraForam pratica
das no hospital Pedro II, no dia 26 do corrente,
as seguintes :
Pelo Dr. Malaquias :
Amputadlo da perna esquerda pelo metbodo
circular no lugar de eluco, indicada por tuber
CUloS dos 03303 do p.
Cattraco do testculo direito, reclamada por tes-
tculo tuberculoso, ligadura do cordo pelo cat-
gut.
Helo Dr. Pontual :
Postliotomia & bistur, reclamada por paraphi-
mosis.
Hydrocelo pela puncao e cauterisscao com ni-
trato de prata.
Esvasianeuto do 0330 tibia indieado pelo ne-
crose do osso.
Pelo Dr. Estevio :
ExtraccJo de lipoma da rcgiao supra dcltoi-
diana.
Caaa de Delenrao-Movimento dos pre-
tM no dia 25 de Maio :
Existiam presos 336, entraram C, sahiram 14,
existen 32*.
A saber:
Nacionaes 295, mulheres 9, estrangeiroe 9, es-
cravos sentenciados e processados 7, ditos de cor-
reccio 8.Total 328.
Arracoados 297, sendo : bi.ns 283, doentes 14
Total 297.
Movimento da enfermara :
Teve alta :
Joio Pedro de Souza.
Lnieria da provlDCla.Quinta-fcira, 27
de Maio, ei extranir a lotera n. 5"o, em bene-
ficio da igreja matriz do (irnel!ra.
No cousistefio da igreja de- Noasa Senhora da
Conceicao dos Militares, se achanto expostas as
unas e as espheras, arranadas en orden num-
rica aoreciaco do publico.
botera Exiraordluarla do Ypl-
raoea-O 4o e ultimo sorteio das 4 e 5* series
desia importante lotera, cujo naior premio de
150:000/*OUO, ser extrahida a 12 de Junho prxi-
mo.
Acham-se exposto a venda os restos des bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
u. 23.
Lotera do loA 1* parte da lotera n.
197, do novo plano, do premio dalOO:OOU#000,
sera extrahida no dia .. do correle.
Os bilhetes acham-se 4 venda oa Casa da Por-
taba 4 ra Primeiro de Mareo.
Tambem acham-se i venda na praea da Indo-
ca oe. 87-e 8b.
Lotera de Macelo de O00O0*OO0
A 10' parte da 121 lotera, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivclraente no dia 1 de Junho s 11 horas
da manh.
Bilhetes venda na Casa Felis da praca da In-
depeodeaeia ns. 37 e 39.
Lotera da corteA Ia parte da 364 lo-
tera da corfe,cuje premio grande de lOOtOOO,
ser extrahida no dia 2 de Junbo. j
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns. 37 e
Tambem sPa a d* Fortuna,
'na Primeiro de Marco u" 23.
Latera de MaceloPor tel gramma re-
cebido p la Casa Feliz, sabe se qu", na 9 part:
da 1 '' l.it na "xtrih i i en 36 do co-rente, foram
premia los gninl nomer a
168 S000
ll.ii.i 40:000*000
90.498 o1:,,miuo
28.988 K):Ki00i>0
21.028 5:OIK)000
2.855 2:000*000
3.390 2:OiKl*000
5.700 2:000*000
7.545 2:000*000
16.834 2:000*000
20.465 2:000*000
28.560 2:01(0*000
35.597 2:000*000
38.157 2:000*000
Premio* de ltOOOft
1.426 1.747 2.168 5.365 6.597 8.594
16.3(11 1(5.382 18.338 20.041 20.689 21.190
21.551 22.322 23.992 24.298 27.910 30.241
32.457 31.762 36.96o 38.821 39.735
ipproYinaaroeM
38.167 4-000*000
38.169 4:000*000
11.654 2:000*000
11.656 2:ii00*000
20.492 l:350* 20.494 1:350*000
Os nmeros de 38.101 a 38.200, excepto o da
sorte grande, C3tao premiados com 4005.
Os nmeros de 11.601 a 11.700, excepto o pre-
mio de 40:!KX)*000, estilo premiados com 200*.
Os menos de 20.401 a 20.500, excepto o que
sahio o premio de 20:000*000 esto premiados com
1005.
Todas as centenas cujos dous algaliamos termi-
narcm em HH, estao premiadas com 1005, inclusi-
ve a da sor:e grande.
Todos os nmeros que terminaren), em S a ."
estao premiados com 20*.
Lolerlaa da corte Eis a lista dos nme-
ros mais premiados ua 3.a parle da 27.a lotera
(196, 3a parte) do hospicio de Pedro II, extrahida
14 do corrente :
r-aemos de 10(1:030*000 a 1:0005000
10141
888
6467
8215
11683
2509
6783
11730
12559
12762
12917
10140
10142
887
889
6466
6468
8214
8216
11682
11684
53
661
1122
274
772
842
P27
1529
APPBOXIHACOBS
342
467
907
1272
1420
1488
7132
1896
2141
2259
2845
3595
.'1826
8994
PREMIOS DE 500*
3345 8048 10296
5613 8554 11061
7470 10291 11105
PREMIOS DE 2005000
2294 5227 8432
5785 8814
5907 9927
7011 10719
7158 11348
de 1005000
6954 7975
7037
7341!
7366
7469
7659
7961
100:00050110
20:(XX)*000
5:000*000
2:000*000
2:000*000
1.0005'UO
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:0005000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
600*oOO
600*000
400*000
40O*U"0
300*000
300*000
300*000
300*000
2329
2853
5209
5221
PHEMIOS
4290
4582
5626
SOO
5898
6109
6563
11488
13634
11367
12684
13044
1346L
13744
8304
8952
9517 11947
9789 12815
980 12862
8966 10707 12954
8993 11344 1319
9153 11861 13313
9271 11924 13545
13811
Eis os nmeros mais premiados na 4 parte
da 27a lotera do mesmo hospicio, (196, 4 parte,
extrahido 19 de Maio :
premios de 100:000*000 a 1:000*000
12722
8S.o;j
6290
7521
312
793
4365
7271
8.04
11177
12097
12721
12723
8852
8854
6289
629!
7520
75:12
311
313
1102
1622
3225
248
1032
1085
1185
2021
APPROXIMACOES
100:000*000
20:000*000
5:000*000
2:000*000
2:000*006
1:000*000
1:000*006
1:000*006
1:0000000
1:000*006
1:0005000
1:000*060
1:000*000
600*006
C 10*000
4'0*000
410*000
300*o00
300*006
300*000
3OJ*000
premios na 500*000
5914 6378 7523 10842
6022 6976 8704 13183
6061 7435 9596
premios db 200* O0
2517 7819 10184
4885 8050 105*7
5167 8808 10621
5307 8964 11695
5658 8376 U.326
premios de 100*000
2854 4725 7077
3022 4905
3307 5577
3346 5606
3699 6"05
3938 6439
4256 6696
12028
1 2597
13101
13144
13388
jo-ie. ;
26 do cor-
40 1532 2854 4725 7077 9661 11338
640 1811 3022 4905 7279 10189 11579
1075 1902 3307 5577 8138 10662 12384
1223 1986 3346 5606 8146 10880 12766
1167 2060 3699 6"05 9042 10992 12803
1448 2091 3938 6439 9081 11166 12966
1524 2836 4256 6696 9105 11180 13043
13281
Matadouro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 70 rezes para o consu-
mo do dia 27 de Maio.
Sendo: 63 pertencentes aos Srs. Oliveira Cas
C, e 14 diversos.
Mercado Municipal de H.
movimento deste Mercado nes dias
rente, foi o seguinte:
Entraram :
27 bois pesando 3.875 kilos-
767 kilos de peixe a 20 res 15340
62 cargas de farinba a 200 ris 12*400
41 ditas de fruetas^dversas a 300
ris 12/300
13 tabolcirop a 200 ris 2*600
12 suiuos a 200 ris 2.-1 o
Foram oceupados:
22 columnas-a 600 ris 13*200
29 compartimentos de faiinha a
oUO ris 14*500
24 compartimentos de comidas a
bOO ris 12*0(0
74 ditos de leguroes a 400 ris 29*700
16 compartimentos de suino a 7u0
ris 11*200
13 ditos de reasuras a (500 ris 7/800
2 talhos a 500 ris 1*000
10 ditos de ditos a 2* 20oixi
t 54 talhos de carne verde a 1* 54*Ofi'
Deve ter sido arrecadada nest. s dias
a quantia de
Debi'os dosjias 25 de Marco- a 26 do
corrente, recebidos
dem at 26 do corrente
Foi arreeadado liquido no da 25 do
corrente
Preco do dia:
Carne verde a 430 e 400 lia o kilo.
Sainos a 560 e 8.0 ris dem.
Cameiro a 640 e 1*000 ris iden.
Farinba de 280 a 440 ris a cuta
Milho de 320 a 400 ris iden,
Feijao de 800 a 1*280
Cenalterio publicoObituario do dia 20
de Maio :
Jos Antonio da Silva, Pernambnco, 85 annos,
solteiro, Roa-V-sta ; enterite aguda.
Manoel, Pernambuco, 1 dia, Boa-Vista ; ao as
cer. 4
Um feto do sexo femenino.
22
Vnoa, Pernambuco, 8 dias. Boa-Vista ; ttano.
Ernesto Cesar do Espirito Santo, Pernambuco,
24 annos, solteiro, Boa Vista ; gas tro entrite.
Jo3"->ha dones Pinto, Pernambuco, 6 dis, Boa-
Vi-ta ; ttate.
Francia3o,-Pe 13 inezes, ftecift ; en-
tente aguda.
Pe Ir i Aexandrino da Costa Lina, Pernambu-
aiin 3, viuvo, S. Jos; uremia.
. 14 ai
., Boa Visl
Lu.z Antonio ii ii i i I'.-rna.obu >, 44 annos,
asado, S. Jos ; b*ribcri
23
Josepha Mara d Conceico, Parahyba, 50 an-
nes, casada, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Maria Francisca da Conceicao, Pernambuco, 30
annos, solteira, Boa-Vista : diarrha.
Camilla Mxima de Parlas, Pernambuc, 40 an-
nos, casada, Boa-Vista ; beriberi.
Josepha Maria Raposo, Pernambuco, '16 annos,
solteira, Saato Antonio ; lesao cardiaca.
Anna Joaquina de Souza Avila, Pernambuc),
82 annos, viuva, Santo Antonio ; diarrha.
Antonio Jos dos Santos, Portugal, 57 annos,
solteiro, Boa-Vista ; fstulas.
Maria, Pernambuco, 7 dias, Boa-Vist3 ; convul-
soes.
Ouilherme, Pernambuco, 3 mezes, draca
bronchites
Addida Maria da Conceicao, Pernambuco, 30
annos, solteira, draea ; hepatite.
Jos, Pernambuco, S. Jos ; ao nascer.
Antonio, Pernambuco, 4 mezes, Boa-Vista ;
pleura pneumona.
Oertrudes, Pernambnco, 2 mezes, Santo Anio
nio ; convulsoes.
- 24
Maria da dloria, Pernambuco, 11 mezes, Olin-
da; dentieao.
Maria Cecilia, Pernambuco, 1 dia, Santo Anto-
nio ; iuvisbilidade.
Manoel Jos Miguel, Pernambuco, 32 aDnos
soltero, Boa-Vista ; heraoptyse.
Manoel Antonio dos Santos, Pernambuco, 60
annos, viuvo. Boa-Vista ; anemia.
Caetano, Pernambuco, 12 anuos, solteiro, Ba-
Vitta; ttano traumtico.
Pedro Celestino, Pernambuc), 70 nnuoi, viuvo.
Boa-Vista; dyarrhea.
Francisca Maria do Espirito Santo, Pernam
buco, 28 anuos, solteira, Santo Antonio; tisica
pulmonar.
Maria Ursulina dos Si.nf.cs, Pernambuco, 40
anuos, solteira, dra^a ; bronchite.
25
Virgolino de Souza Lima, Parahyba, 35 annos,
casado, B i Vista ; tubrculos pulmonares,
Anna Mana do Coracao de Jess, Pernambuco,
72 annos, solteira, Santo Antonio ; dyarrhea.
Jos. Pernambuco, 3 anuos, Boa-Vista; inani-
92o.
Maria, Pernambuco, 25 dias, Boa-Vista ; fra-
queza congenta.
Manoel Tvarrs do Aquino, Portugal, 68 annos,
casado, Bi-Vista; bronchite.
Dr. Gaspar de Drummond. Pernambuco, 60 an-
nos, viuvo, P090; pneumona.
Mana Joaquina de Enpirito Santo, Pernambuco,
60 snnos, viuva, Boa Vista ; eyrrhose do figado.
Jos Joaquim Ferroira de Oliveira, Pernam-
buco, 60 annos, viuvo, Boa-Vista ; dyarrhea.
Miguel Archaiijo Correia, Pernambuco, 17 an-
nos, solteiro, Santo" Antonio ; febre perniciosa.
Elvira, Pernambuco, 17 m-zes, Boa-Vista; con-
vuUocs.
Salvador Echeveria, Hespanba, 20 annos, sol-
teiro, Recife; tubrculos pulmonares.
Mana, Pernambuco, 13 mezes, Boa-Vista ; den-
tieao.
Do Sr. desembargador Toscano* Barreto ao 8r.
desembargador Oliveira Maciel :
Appellaeao eivel
Do Recife-Appellantes Francisco Antonio de
Oliveiribe outros, appellados Henrj Forster 4 C.
Conflicto de jurisliceao
Entre os joizes manieipaes dos termos de S.
J0S0 e Teixeir da Parahyba.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires doncilves :
Appellaco crime
Da OlindaAppellante F ancisco Nery Perci-
ra, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Piras d mcatves ao Sr.
desembargador Alvos Iiibiro :
Appcllacoes crines
Do Recif..A;>p-.liante o promotor, apellado
Berna
Ded-yaooa Appallante Prlardo Justiuiano
Cameiro da Caoba, appellada a justica.
Embargos infri.igentes
De Jaooata.En,0argant.e o Bario de Limoei-
ro, embargado Luiz Cesar Pinto de Faria.
DILIGENCIAS
Mandou-sc descer ao juizo a qa a
Appellaco enme
Da Cloria do doitAppc Jante o promotor pu-
blico, appclli.do Antonio Francisco dos Santos.
DISTRIBCICOES
Recursos crimes
Ao Sr. consclhelro Queiroz Barros :
Do JaboutoRecorrcnte o juiz 1, recorrido An-
tonio da Silva Rocha.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Do PilarRecorreute o juizo, recorrido Maneal
Vital Corris.
.lo Sr. desembargador Toscano Baireto :
De Ingazei.aRecorrcnte Miguel de Queiroz
Amaral, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De PenedoRecorrcnte o juizo, recorridos Ca
los Augusto de Oliveira M..ciel e Francisco da
Silva Leite.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Do RecifeRecorreute Jacob da Silva, recorri-
do o juizo.
Appullacoes crimes
/o Sr. desembargador Alves Ribeiro :
De Ooyanna Appellantes Felippe Nery de
Souza e Joaquim Felicio de Sant'Anna.
Ao Sr. conselbciro Queiroz Barros :
De Jaboatiio Aopellante o juizo. appellado
Luiz, escravo de fioursnrje Barbosa Coelho.
Ao Sr. desembtrgaiior Buarq.ie Lima :
Do Roi|.:Appellantes draciliano Jusioo do
N'ascimeuto e outro, appellada a justica.
Ao Sr. desembdigador Toscano Barreto :
De PenedoAppcllaute ojuiza, appeilado Joao
Baptista dos Sainos.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De PenedoAppellante o juizo, appellado dal-
dino Jos da Luz.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De SennhaemAppellante o juizo, appellado
Francisco Flix de Aguiar.
Encerrou-se a sesso a 1 hora e 3/4 datards.
TBLIQCOES A PEDIDO
nao, porqae os funocionarios destas duas reparti-
ces sejam de facto parsitas, mas, porqae sao te
nazes no cumprimento de seus devores, na cobran
ca dos impo3tos daquellea conmerciantes que, os
cobrando do povo, nao os querem pagar a provin-
cia. Nao vem, pois, este odio dos negociante* boa-
rados, quo pagan de.boa mente todos os impostes.
Nem por amor provincia qu nos oleiam, pois
que veudem pelo mesmo proco porque venden
os que nao se eximem de pagai-o.
Se pois. justo este odio, Srs. depatados, se
justo que vos inspiris a'elle, deste odio, por
cumplimos o nosso a-ver. c;ia sobro nos sonente
o castig >, nao padecam mais com a eontinuaejo do
tal imposto aquclles que na 1 t 111 culpa de cum-
prrmos o nosso dever; aquella vasta classe de
1 ; m isa repar;ce3.
Ueoife, 24 de Maio do 1836.
Affonso de Albuquerque Mello.
srsat^.--------------
PARAHYBA, 30 DE ABRIL DE
Fin toras provlnclaes
(Do Jornal da Parahyba)
IV
L83G
GHRONiCA JDDICIARU
Tribunal da ttelaco
25 DE MAIO
Os funeelonaros
III
provinciae
206640
SESSAO ORDINARIA EM
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SB. CONSELHEIRO
QUINTN O DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As mi us do eostume, presentes os Srs. desem-
bargado'es em numero legal, foi aberta a sesso,
depois de lida e approvada a acta da antecedente
Distribuidos e passados os fetos, deram-se os
seguintes
JULOAMENTOS
Ilabeas corpas
Pacientes .
Hermenegildo Valdevino de Sant'Anna e Apo-
linario Vieira de Carvalho Iudeferidos, unni-
memente.
Jos Joaquim da Silva.Prejudicado.
Recurso eleitoral
Do IngaRecorr.ute Franeisco Alejandrino
da Silva Torres, recorrido Feliciano Pereira de
Lyra. Relator o Sr. desembargador Toscano
Barreto.Couverteu-se o julg.nneuto em diligen-
cia.
Recursos crimes
De CimbresRecorrenti o juizo, recorridos Ma- |
noel Gomes a outro R- lator o Sr. conselheiro '
Queiroz Barros. Adjuntos os Srs. desembarga
dores Toscanu Barreto e Pires F< rreira.Negeu-
su provimeiito ao recurso, unnimemente.
De Camaragibe Reeorreut-- o juizo, recorrido
Francisco Aotcnio de Mello. Relator o Sr. des
embargad-r Toscano Barreto. Adjnntos os Srs
desembargadores Alves Ribeiro e Pires Goncalv s.
N'g De Cimbres Recorrenre o juizo, recorrido
Ignacio de Paiva Mello. Relator o -r. des'mbar
g.idor Monteiro de Andrade. Adjuntos os Srs.
desembargadores Buarque Lima e Alves Ribeiro.
Negon-se provimento ao reerso, unauimeuiente.
De Cururipe Recorr nte o juizo, recorrido
Jos Francisco dos Santos Pacheco. Relator o
Sr. desembargador Pires Goicalves. Adjuntos
os Srs. desembargadores Pires Ferreira e Buarque
Lima.Negou s- provimento, nanimemente.
Do Reciteliecorrente Manoel Augusto Fer-
reira de Novaes, recorrido o juizo do 2* districto.
Relator o Sr. desembargador Alves Ribeiro.
Adjuntos os Srs. deS''nibargadoreo Toscano Bar
reto e Monteiro do Andrade.Den se provimen-
to ao recurso, unnimemente.
Denuncia
De Joaquim Gomes Cavalcante contra o Dr.
Antonio Domingues Pinto, ex-juiz de direito de
Paulo Affonso. Ro-ator o Sr. des mbargador Pi-
re U mealves. Adjuntos os Srs. desembargado-
re Mooteiro de Andrade e Pires Ferreira. Nao
se tomoa conbecimento da denuncia, unnime-
mente.
Appellacoes crimes
Do RecifeAppellante o juizo, appellado Jos
Luiz de Oliveira, couhecido por Zamba. Relator
o Sr. desembargador Monteiro de Andrade.Con-
firm u-se a sentones, unnimemente.
Da Palmeirados indiosAppellante Bcrnanli-
uo Alves de Souza, appellada a justica. Rdator
o Sr. desembargador Pires toncalves. Confir-
mou-se a senfen^a, unnimemente.
De dravatAppellante o juizo, appellado Ma-
noel Magdalena da Costa. Rr-lator o Sr desem-
bargador Pires Gonculves. Mandou-se a novo
jury, ununimemente.
PA8SAGENS
O Sr. conselheiro Araujo Jorge, como procura-
dor da cori e promotor da justica. deu parecer
nos seguintes feitos :
App.llacao civel
De Pao d'AlhoAppellante D.
Mal inbo Falcao, appellado Jos
lia a.bao.
AppeliacS) crime
De Taquarctinga Appellante o
lado Joaquim Jote Alves da Silva.
Do -r. conselh.-iro Q.ieiroi liarros ao Sr, des-
embargador Buarque Lina :
Appellacoes crimes
Do Rio FormosoAppaltaate Cesario Claadino
dos Santos, appellada a justica.
Do PooobalAppellante o juizo, appellado Luiz
Monteiro de Moura. /
De Camaragibe Appellante o subdelegado
Joo. Jeronymo de Mioraea Accioli, appellado Aa-
tonio Joaquim da Hora.
Do Sr. desembargador Boarque Lima ao Sr.
desembargador Toscano Barr to :
Embargos iafrisgentea
Do Podras de FogoEn bergantes Dr. Joaquim
Fraucrsao Vieira de Mallo a outro, embargado*
Maneal Vieira Bernardo e outro.
Digna Sergio
Liuo Marques*
juizo, appel-
Srs. depntados. E' pouco o quanto temos sof-
fride, os sacrificios que ba tanto tempo se 003 tem
imposto, as torturas qu i nos tom acabrunbado, as
vergonhas pr oue temos passado pelo atrazo com
que tem sido pagos os nossos vencimentos?
E' pouco atada queesses vencimentos, sendo pa-
ges e n apolices, tenhamos sido obrigados a ven-
del-as com abatimento quelles qnc, com grande
usura nol-os tem comprado ou a outros?
E' pou ;o que sobre todas esta* torturas ou fli-
gellaces tenbamos sofi-ido anda a crueldade de
ser tirado ainda 5 "/o. a titulo de imposto sobre a
renda, desses tristes vencimentos, para se preteu
derque ainda continu asaa crueza?
J uobastao que tem.s soll'rido para se sacia-
rem as iras que contra nos se incitan, e s-trmos
aliviados desta ultima sobre todas as outras tor-
turas ?
Na o basta o que temos tanto softrido e continua
mos a soffrer, e o continuaremos ainda depois de
pagar-te nossea veneiesentoa em dia?
Ainda depis, sim, e at quando s De'is o sabe;
porque estes atrazos, nos trazendo grtodes pre-
juizos em nossos fracos reeursvs, 003 collocam em
grandes e vergonhosos atrasos em n -ssos eomor.i-
inissos e obrigav'es; a nos, cuja maior pirt" pau-
prrima, carregada de familia, de pensao, de de-
v.res que a posicao S'Xial, a dignidade dos cargo
e suas habilitacoes para o BXi reerem, os imp-n?
Por juh este odio, esta pers suie.au, pois que nao
ha r.izo n> ra motivo qu teuha sido oa possa S"r
allgalo para ao menos pretextar sobre as pri-
meiras mais esta oppre.--.".>.
E in verdade, s a raz 10, ou antes o motivo do
odio, se manifesta das voeiferacoes daquelles qu-1
contra urna pequea parte de n* se r-voltam,
porque Ibes cobramos os hnpoatos qu-- decretaes.
e daquelles que, para Ibes se rom agradavis, se
const.tuem seus echos. E assim que, para justi
fiear e anplaii lir todas estas oppressoes que n03
torturam, nos somos 03 parsitas d 1 sociedade, que
sugara .s os impostes que elles pagam.
Nao, senhorea, vos o sabis ; essa gente nao na
ga imposto de si, \'ca um real. Quando paga
mais dez ris, cobra mais 4 1 ou 60 do consum-
d.r_.
Nao se v ah o olio, a falta de todo o pretexto
para tanta oppressao?
Ser de parsitas a classe dos funccionari03 pro
vin aaes, este c .rpo que dimana da I-i fundamen-
tal, que estatu a autonoma das provincias?
E c m. paras.fa d-v ser reba xada miseria c
mendicidad"? Con ) parsita deveis reduzir cs-
t- corpo coudicaoes que ves deve envergonhar e
provincia que rcpresuntaei?
Nao, ou este corp.) necessario e deve ser trs -
t.ido com a dgni lade que vos honre e provin
cia, ou, s-- parsita, deve ser extirpado.
Neste caso arraucai do corpo social Brasil o
parsita que constitue a orgamsanao provincial.
Acabe se, pois, com a pr.vneia de Pernambu-
co e fique aqu tufo ao eucargo do governo ge
ral.
E O que que que constitu-.- est 's paraxitas, Srs.
deputados?
Sois vos, que, eleitos directamante da mesma
provincia, vindes dictar as suas lea e rgimen Ja
administroslo.
E' a secretaria da presidencia que est em par
te a cargo da provincia ; a polica e a guarda
cvica, que garanten) a ord.-m, e previne e perse-
gu' o crime ; a secretaria da polica, sobrec-.r-
regada de trabalbo que augmenta na pr-pirco do
augmento do crime oriundo do augmento da des-
moralisncao do paiz.
E' hospital Pedro II, o dos lazaros, o dos alie-
nados, com os mdicos eufermeiroe, ce.
Sao as casas de educacao d..s orphaos e das or-
phis, da n-da e da Colonia Is-bel, com todos os
seus directores, mestres c fu accionarios.
Sao os empregados da c:i3a de detenco, os
careereiros de todas as cideas ; sao os guardas
da Iluminadlo, e seus dieses, os eucarregados da
de outras cidades que a tem.
E' o instituto vaccinieo, a repara!tolo das obras
publicas, com todf-s os seas eiiivreuheiros de pon-
tes, calcadas e estradas, em todos os districtos.
Sao os professores do 2" grao, a bibliotbeea
provincial, a directora da instnnecao publica, a
escola normal, sao centenas de professores e pr->-
feosoras da instruccao primaria, e que ainda sai
poucos, para arrancar pelas letras este povo, em
grande parte brbaro, da crassa ignorancia que
cendsjg immoralid.ide e ao crime.
>ao os ministros di religiao, que semea.n a pa-
la vra ev ngelica e derramam a unecao que retem-
pera a a ma na pratica da virtude, no temor do
vicio, no terror do crime.
Sao 1.3 collecterias de todos os municipios e os
procuradores do fisco.
be tod.s etres sao parsitas da sociedade. Srs.
-puta.los, nao deveis tornar mais critica a snasi-
tuaoio, depois de tanto soffrer, com a continuado
do t 1 imp.-sto ; sn justo o odio contra estes pa-
rsitas, ((.-veis xtirpal oe, elimiual-os. Encino.
c/augeiho, pontes. e.ii\;ada!", hospitaes, todo, tudo
se acabe. Mas nao, nao contra estes esse odio.
E' contra os exactores da faenda provincial que
uo sao o c Hctores dos municipios.
E' c ntra o consulado o o th-soaro provincial,
que cobram OS in postes para pagar-m escolas do
1 a 2" grao, a normal, a eeeretarta de polica e
roo, os oorpoa de polica, os hospitaes, e
todvs os femis fuucciouarios, as estradas, pontea
e calcamento, fardainenfo, illnminacao, bibliotbe-
ea, subveocoe* da escola modello, do archeolo-
MbjmJsshs de educacjio e dos .-.postes.
E' ament contra estas duas reparticoes todo
este odio, iao de todos, neta do geral des habi-
tantes de Pernambuco ; neis de una classe i ote ira ;
Tendo sido exigua a safra de 1885, tao exigua
que em fins de Dczembro j estavam te-, mina -lil-
as remesaas de algodo e assucar para a capital,
b;:via justo receio do que nos primeiros mezes de
anno corrente poucos recursos restassem ao the-
8ouro para fazer face s dispezas urgentes.
E' sabido qu', no tempe da safra, sao nais abun
dantes os recolhimentos, por causa da cobranea dos
impastos de expirlacao-
falta de numerario no thsouro era um ma!
demasiado sensivel. Elle pode ser tolerado per
alguns meze3 no meio do anno, rorque resta a es-
peranza do amule que receba o thesouro dos cofnes
geraes. No principio do ejercicio, porem; a falta
do pagamento aos funecionarios gera o desanime;
as dividas accumulam-se, e os credorrs asaustam-
se do que possam falhar os meios de pagamente.
Era mister remediar aquelle estado de causas.
Surgiam, muito serios e reaea, os prenuncios da
secca ; augmentavam as dfficulcades da vida polo
encarecimente dos gneros ; a falta de pagamente
dos funecionanos t a demora d pagamento aos
fornecedores seria urna calamidade.
Qual a providencia a tomar-sc ? as provin-
cias onde a arrecadacao cdp-3 regularmente, e
tem-se certeza na constancia dos recolhimentos,
recorre-ge s operacces- de erudito para supprir a
taita de numerario as occaaiOes urgentes. Tona-
se dnheiro emprestado por conts d^ receita qae
dev- entrar para os cofres.
Na Parahyba, impossivel tentar operacao desea
ordem. Em primeiro lugar o juro usual da taxa
elevadissima de 2 */o a0 mez> e depois, quando
mesmo o thesouro se diapozeiae a pagal-a, uao
acharia empresta lores. O crdito publico est
abalado. A provincia nao tem pago r^gularment-'
a03 seus credoros, e ninguem quer ser credor en
taes condices.
Ser, porventura, o Exm. Sr. Dr. Bandeira res
ponsavrl por essa deplorabilsima situadlo ?
Quando S. Exc. assumio o exercieio, encontr*
a divida do Banco do Brasil elevada 328:3742i
sendo s tejaros 125:3775232 A divida funda-
da subia importancia de 186:1505000, ao pasea
fI 1 se d -va mais do que iato de juros :
188:515^-160 Aos empregados publicas devia se
representados por conh ciuicntst que nao renden
juioi, mais de 136:0001000 A divida fluctuas-
te eleva se 673:4181710, contada a importancia
,3 dividas j liquidadas de exerebios find 8 !
S. Exc. tem feito o possivol para melhorar ese a
situaco desesperadora, entendendo-s" com as di-
versas classes de credores. e a todas animasdi
e in actos que rowelam o desigoo de cuidar de
pagamenti d.- seus trulos Tratou directamente
com o Banco do Brasil, e tem a promessa de con-
ce.-soes v.mtajosas, as quaes dependem de acenrds
que por ora uo podo s-r divulgado.
Aos pojsuid>re3 de plices pagou no praso le-
gal um anno de j iros, exemplo qua deve ser imi-
tad j para o futuro, a despert de quaesquer emba
reos ; e mais outro pagamento ser feito este
anno, si o permitfir o estado do cofre. DuiS se-
ri.-s de co'ih'eim'ifos foram resgatadas a03 ere-
dora que s-1 apresentaram, pagando no incegrsi-
mente tirulos que D&o tmliam mais valor na praca.
Si 03 adversarios de S. Exe. nao comprehen-
d-tn o aleone desses act s, devem queixao-se da
obsecai;ao de seus espirites, si que nao tem 'bli-
terado o sania) miral.
Arre lada, pr conseguinte, a idea de um empres-
timo para fazer face As de-pezas mais urgentes do
actual ovrcici), resilveu S.' Ec mandar por era
arrsmat icio alguns dos impistos sobre o gado,
usando da autoris ico que lhe for.a concedida pela
le d 1 ornamente. P eviamentl havia S. Ere.
uberto um iniu-ri o, aslgnde das cunaras ranoi-
cipa-'s e dos jmzes de direiti da provincia, que
emittiisc o ju:z-. sobre a taotagem a colher se da
a. reointaco de tees impos'os.
E' triste tonresearqua t'.; qnaai nullo o tpsuI-
t lo do iti mrito. Bem p >U as daquelias autori-
dades responderam coiiveni-iitenante ; multas, ou.
deixaram de re-p mter, ou amasaraiB-ee por varios
pretextos. Em noeso paiz qtwsi sempje a ants-
ridade admimstiativa v se reluzi-la a suas pro-
prias inspiracoes : fora d'ah s encontra a iniif-
ferenca do maior numero, <,'i a m von'.ade e a
i ijustica d is que em publico asaumem a posicis
de censores, pra a qua talta-Ibes a competencia
De entre as pou-as infjrm i(,o:s apr.v-.ita veis,
que foram transmittidas, qua.i todas mamf'3ts-
ram-ee contra a arromatsQo do iiop sto dodizm*.
O- accordo com eda*, toi este imp.sto oreado en
50:000, excluido .la arreinatac/io.
Os argum -utos (presentadas visa van erelasiva-
meate esfe imposto, por causa d>s vexams que os
ilizmeir seausavan aos criadores, quaudo cobra-
vam os seus escotes
Entrara n em hasta publica os outros imp03'o;
eaaenlad 's n s 7 a 11 do arr 17 do ornamento
vidente. end > qu r- foram 1 ff ctivamente arre-
ma ados o imposto 1- sabida do gado por quantia
aoproxiinada 55:0'K)3, e o de cocsuino smente
em alginnas Incalida ns. O de consumo as ros
fautes localidades, bem como os dos 9 a 11 te-
rZn de ser cooradas adm'nistratat.ivaraente, do
mesmo modo que o dizimo.
As arrematac. s correram c >m nimia severidade,
admittinJo-3e nicamente "3 lances superiores as
bases organisadas p- 10 thesouro.
Contra ellas nao se apresenf iram reclamacoes,
sendo alias feitas com toda publicidade. Ou an
tes a nica reclara 15:10 parti d- um dos arrema-
ta ites, que protendia ter direito a cobrar os 10 %
addiciouaes, apezar de nao os haver o thesouro in-
cluido no edital das primeras arremataces que se
fizeram.
Seria prefcrivel que a oobranc/i dos addicio-
11a s fosse feita juntamente com a do imposte prin-
cipal ; mas desde qu<- osadlicionaes nao foram ar-
rematados, s o ttesouro tinha o direito de cbral-
os como renda sua.
Pode-se, porom, seriamente responsabilisar por
aquelle descuido o presidente da provincia, quan-
do foiS. Exc. quera o corrigo, ordenando a co-
br',115a administrativa, desde que pessoxlraentve-
rificou a falta dos addicionaes as bases organisa-
das pela reparticao fiscal ?
A cobranza adifiuistrativa tem sido teito. re-
gularmente, e continala a sel-o.
Houve quen dissetic n* imprensa, que a assem-
b'a provincial corri o despacho de S. Exc-
No o eremos, p->rqn
fazenda provinciil
putados eleitos, e.
dos, nao foi eleito 1
Os impostes arr
podera ser cbralos
vexame para os cml
rec-bendo no princi|
a que tena de rC |
seria nra attenfado cont:-a a
/Mnbeeida s lieta dos de-
r:r honra di amboa 03 parti-
nbum salteador,
atados sao justamente os que
por p.articu'ares com raeiot
ibuintes O thesouro lucroa,
o do exercieio quantia ijpiosj
er pirealmente, dura;
anno. eorrendo o ril^> da m cnbranca. To-sm
s-.tisf.-ito, sem a deAgradavel pretso da fali
numerario, sdespezssmais uroeatPS habdtami
as fi II. ct.rias a guarlarem os reoolbi'a/'wos
pagameutos dos servicos loca-s, que sio Itn
contada provincia. Os impostas arr cao :
rain justan'nte os qae interessam o menor nv>
de agentes fiscaes, iij* renda nao soffrea deste
in >d .IiminuK'o a reciavel
Nao vem ao caso ent.-*sos agora em desenvol-
viui-ntos tbe ricos ara inve*ti>ar si economi.'-a-
ment- a cobr 1115a ijdininistrativa prel-Tivel i
arremat:i5ao. Seriajuma .iscussa i fora de
proposito, quando uta. suscita duvida entro os pro
prios economistas. \
\1 c Culloch defenda a air-matacSe para as
taxas ralkor definida, e qne nio-exigen iav,*-
gaydes nos negocios dos contribnintes. JosGor-
nier, o grande vulgarisador, entenda que a arre-
matacao mais c informe diviso do trabalho, e
que por conseguinte dever aer 00 futuro o pro -
cesi-o apesieicoado de ktrecada5ao. Sao Lona
mostree autonsados. Elcerto, pore, que ontros
se inclinan pela cobrancladministrativa.
O que, poren, nunca muguem se lembrou de
-
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{JUM |
r
ju


I
4
ario de Pernambucotyuinlafeira 27 de Maio de 13S6
-


sustentar foi que baja, em materia de cobranza
de impostos, prjceasoe definitivos e absolutos
sppilcareis em todos os tempos e lugares. Ca-
da povo cobra-os do modo mais commodo e van-
tajoso, tendo em vista a* auas uecessidades e os
seas recursos.
Qaando se dispS de um pessoal activo e de con-
fianca, que possa ser fcilmente fiscalisado, a co-
branca administrativa offerece a vantagem de
simplificar a accSa do estado, iaando-o intervir
directamente.
Nio isto alias o que succede na Par byba.
O peasoal dos exactores costa afiancar-se ; ts suas
contas nao tem sido prestadas com regularidade ;
a poltica iniue quasi sempre em suas relaces com
08 contribuimos a fiscalisacao sempre difficl, e
em muitos casos impossivel ; com os ollactores e
agentes Aseses augmenta-se o numero dos empre-
~os, e favorece-se a tendencia popular para o fuuc
cionalismo.
Tudo leva a crer que, as provincias pouco des
envolvidas como a nossa, seria preferivel que todos
os impostes fossem arrematados, como iazem as
cmaras municipaes com os que constituem as suas
rendas. Em todo caso os impostos, que foram ar
rematados, nao ascendem quinta parte da recei -
ta oreada; e sao justamente os que melhor se
prestara ao syatema da arrematacao.
-O finado commeudador Pedro
Alejandrino da 'osta Mu*
O abaizo assignado, sobrinho e genro
daquelle finado, com o coracao traspassa-
do pila irropiravcl perda, que conjuncta-
meote cot seus cunhades e parent6s aca-
ba de soffrer, vein pelo seu conceituado
Diario expor ao publico dessa capital e do
paiz inteiro, os soffriroentos de seu indito
30 e sempre lembrado to, e o tratamento
ou cura que lhe foi feita polo scientifico
Dr. Bettencout.
Usa finado tio 8offria ha cerca de oito
anuos u na nfflimmacao da prstata, foi
tratado por diversos medias dessa capital,
e, senao ficou inteirameate bom, ia viveu-
do, servindo de amparo sua nmeros i
familia.
ltimamente aggravaram-se Sbus iu-
commodos, pelo que deu lugar a consultar
ao Sr. Dr. Bettencout; este apimou-o,
aconselhando-o que viesse ao Recife afim
de lbe fazer urna operacSo. Meu inditoso
tio, acreditando em suas palavras como se
fosse no Evangelho, seguio sem perda d<
tempo para essa cidade, e incontinente
chamou o Sr. Dr., que nao tardou em vir
sua presenca, e depjis de lhe expor seus
soffrimentos, fraquezs e abatimento, dsse-
Ihe o Sr. Dr. nao sr nada, e que em 4
on 5 minutos ficava bora; animando-o son-
sideravelvente, aconselhou-o que na outro
dia quinta-feira 20 do corrente, fosse ao
seu consultorio para ser operado; pra
alii seguio meu inditoso tio, amparado por
seus filhos e gonros, e s 2 horas da tar-
de teve lug*r a operacilo feita pelo seu de-
cantado Eiectrolyse, dehaixo de dores ior-
riveis, voltando para sua casa quasi morto ;
deitou se, e. nao proferio mais urna pila
vra, fallecendo s 7 da noite ? !
O Sr. Dr. nao vio o estado de fraqueza
e abatimento do neu tio ? Como deixra de
aconselhal-o que dseancasse uns lias, afim
de ahmentar-se e readquir.r asf.rca), para
entrar em tratamento ? O doutor n3o vio
que naquella idade e ssffren .0, havia ter
perdido as forcas ? Nao, senhor, tratou logo
de seus interessos, nao se importando com
a desgraca alheia, ajust..ndo por 300$, que
os recebeu e pl os a bom recato.
Sirva isto de exemplo a outros que se
acham em idnticas cirenrastancias, urna
vez qu victima ; outros muitos j estilo na casa
dos quietos, era Santo Amaro, em cojo nu-
mero entra um pobre e chorado moco, ty-
pographo do Diario, cuja raorte morte ha
tempos li.
Ficou por esta forma urna numerosa fa-
milia ao desamparo, chorando a parda do
pai querido e extremoso, e sem amparo,
urna vez que cabida a co .ieira da casa,
nao ha concert que sirva, como infeliz
mente estamos vendo na poca em que
atravessamos. .
Queiraro,'Srs. Redactores, dar publici-
dade a estas toscas linhas, por cujo favor
muito terei que agradecer lhes.
Engonbo G^nipapi, em Santo Antilo,
24 de Maio de 1886.
Jos Calazans de Frutas Lins
milia, pela perda de sen laborioso chefe, maaifes-
laodo-lhe por esta forma que tomamos parte em
seus justos sentimentos.
Outrosim, scientea de que ji foi capturado o seu
cruel homicida, unimos nossos votos pelo horror
que nos inspira o crime, e esperamos que o jury
da heroica cidade do Recife, pando a mi mais
urna vea na sua sa consciencia, livrar a socieda-
de de ser devastad* por siaelhaote fera, punin-
do a como merece o,oossi> cdigo ordena.
Mamanguape, 13 de Maio de 1886.
Jos Caetauo Porges Jnior.
Jos Vicente Tosc.no Banvto.
Francisco Puicheric de A adrada Pilho.
Manoel Antonio Fereir Serrano.
Joao Baptist Pilho.
Jos Hygino Pinto de Carvalh'.
Jos de Paula dos Santos Oliveira.
Joo Baptista de Audrade Piuti.
Genesio Enedino do r..doe Andrade.
Joao Pinto de Mor., es Navarro
JoSo Sinipola.
Arthur de Anirade Espiaola.
Jos J.aquim G.mes.
Manoel Fernandes da Silva.
Jos Fernandes Ferreir.
Sergio Clemeutino Freir de A.
Jos Vartyr da S Iva Barros.
Wenceslao Jos do Seg.
J o Deoeleciauo R. IVssoa.
Augusto Ayres Pessoa.
Joaquim Gomes de Pinbo.
Joo Raphael de Carvalho.
Joao Gomes Barbosa.
J.'o Rodolpho Vellos.! de Azevedo.
I taino Montcz mni Meuezes Jnior.
Jos Marlim Fernandes Nogueira.
Autor 1 de Mosquita.
Francisco Al ves Cordeiro Picao.
Antonio Jos Simo s.
Manoel Carvalho do Silva
Manoel PiLto Meireiles.
Antonio Al ves da osta e Silva.
Jos Justino Pereira de Almeida.
Manoel Teixeira de Carvalhj Bastos.
Jos da Silva L tardo.
Ignacio Ferrcira Serrano Sobrinho.
Raymundn Soares e Silva.
Koqux de Paula Barbosa.
Jos Rjdrigues de Carvalho.
Geremias Honorato da Silva.
Agricio lium s de Oliveira.
Antonio de 01 veira Ramos Thecrga.
Antonio Barbosa de Araujo.
Americo Jos de Frasca
Joo Brauode Andrade Espinla.
Rodolpho Alipio de Andrade Spia.la.
(Rstava sellado c recoohecido..)
faca urna segunda exhibicSo do drama,
pois o povo pernambucano nao cansa de
recordar-se dos feitos que tanto tem Ilus-
trado a geracao presante como a passada
e todos beradirSo d'aquelles que concor-
roram para levantar bom alto o patriotismo
este povo legendario.
Syrius.
Drama Cabo Cezar
Asaisti.nos no dia 23 do corrente re-
presenta9o do drama histrico da guerra
do Paraguaydenominado Cabo Cesar,
composicao do talentoso bacharel, capitilo
de voluntarios da patria, Joao Baptiata
Corto Real.
A execucT.o da peca, que contm passa-
gens muito lindas e de sublim; enreio, foi
magistralmente desempenhada pelo corpo
scenio do Club Dramtico Familiar, que
deram proras do iuut.i habOidada e prati-
ca de secna.
O drama rejiresenta u u dos episodios
mais notaveis da guerra do Paraguay, o
ataque de Toyuty e-a 2i da Main do 1866,
em qu* o nosso exTcito alcancou a mais
Povoaf o de Ipojuca
Srs. Redactores
Posto quo nada affeito s lides da u
prensa, sem habito e, quio, sem aptidao,
para entroler a curiosidadpublica auc-res
centando a isto a minha invencivel timi-
dez, ou quai certas a, de fazer um pap.-.l
de algarvio, um verdndeir fiasco : vu r'-
gar a esta Ilustro rsdauflo qu; se digoe
de inserir as columna de s-u conoetoa-
do jornal estas desalinhalas p&lavras qu-,
se pseaam p da turma, dao a conhecer ao
p'blioo, s:i b"m que ruperfeitam''nt-, oque
vai por est-i cantmho da provia :.
I t > posto, e era falta de cousa flopecial
p ira comecar (bal la de minia velha ca
cb l&) digo que, acerca desta vetusta pa-
ragens mui** teria que dizer quoa, dispon-
do de urna peuna mais beai aporada, mo
nos insipiente que este seu criado, se in
cumbisse dessa-penosa c ardua tarefa ; p>-
rm, una vez queja se t:nlia desvanecido
de raim -sta eBperanca, atiro me do corpo
e alma ncst; magno ocano, cfaeio de pe-
rigosos baixiof, om frgil batel, s-m 1 nw,
bussula o quasi sem remos...; to ilfi<-il
considero a t irofa.
Jlil dcsi-ulpt pois, Srs. Redactores, i
niuita benevolencia o que cncareci lumen
te lhes pey e a todos que timaren o Ira-
balho do 1er esta miulia mui jiiji; missi
va.
A povoac} de Ioojuca, es' collocada,
parte em urna pequea montanha de fcil
ascensilo, porquant> o terreno vai-se lcvan-
tmdo gr ilualm-nte at o cimo ; e ah ex-
istem d''as ras extensas com suas ca^as
do gosto antigo, posti que algumas boas; o
secular convento de Santo Antonio que se
acia em bom estido de conservacao, devi
do ao seu ocansavel guardiao e no qual
se venera, de longa data, a respeit ivcl ima-
gera do Senhor Santo Christt de Ipojuca.
Tambera D<*NS p irte do povoado est a
ppquena capp.lli sob a invo.-ar;5o de N BU
Senbora do Livrament, a qiiil serve ai tu
lmente de matrs por ter ha muidos anuos
se incendiado e desabado a importante e
rica cap lia matriz desti fregaeta
Xi part biixa do povoado esto as ca
sas mais modernas, algumas mui boas, o
commercio m.\is imporiaoto; as duas esco-
las publicas, do s"x> maiculno c femeni-
no, amoas regularmente fireaaantadaa.
E' para causar extranhesa que um po-
voado como o de Ipojuca, cenendo nunca
nao t ulia urna
ficantes, ha a sua agencia postal, o seu mer-
cado semanal, so a desditosa Ipojusa o
seus desafortunados habitantes nao esto
no caso de gosar de taes beneficios; e
devem abaixar a cerviz urna causa no-
bre, nova de principios e ideas aditnta-
dUsimas, que vem salvar este termo dos
males presentes, futuros e passados....
Ave, Cezar, urt te salutant!
Aqui fico. Vamos agorado chavao.
Ha bom invern por c ; mui boas es-
peranzas de safra futura ; a sau le e soce-
go pblicos ptimos e invejaveis.
Ainda agradeyoaos Illms. Redactores do
Diario, se julgarem digno de publicar es-
se meu desalinhado rascunho.
Adeus.
Dlururau do
o Mr. 4.
(ittllll
Pezamcs
f.'Ns abaiio assignades, impressionados pelo U-
aassinato de Manoel Jos da Silva Regadas, en-
viamos os no9303 pezames sua inconsolavel fa-
COMERCIO
lloisa coaiaierelal de Pcrnans
buco
RECIFE, 26 DE MAIO ^E 188a
As Iros Loras da tarde
'-'c'aedes olf.nao
Letras hypothccarias do banco da crdito real de
Pernambuco, a juros de 7 0/0, do valer
de 100* 91$000 iwla urna.
esplendida victoria sobre o exercito nimigo,
sobresahindo os corpas de voluntarios ua .n -nos de duzent is tusos
patria compostos de peraambucaooa, exp2- j eata^ao tel gr..phiea, nao obstant passar
cialinente o H., 30, l e 53, que f&siam p*|a cca;r., delle. o fio telegraphieo tama-
parte da 6/divuSo, durand) renbido o tro; ero urna estica. p istal apesar de riis
aiertifero combate desde pela ra tnlu at tm-iarst poueo menos da i'am h-goas de
n tarde, em que o exercito paraguayo re
tirou do campo ua mais horrorosa demn-
dala, niio podando ser aompltameote der-
rotado noase dia porque bu-ia 11S0 tinha-
idos c .uhecimciit lgu n dos terrenos ini-
migOB, que pisavaraos.
As reiordacoes desse fuito, um dos mais
gloriosos d'aquella campanha, desenvolvo
rara no publico, que enchia o theatro litto
ramente o mais exaltado cnthusiasmo no
peito d'aquelk-s qoo sentem aninhadas cm
seu coraco as glorias de seus antepassados,
adquiridas c:n toHas as eras cm que os
pernambueanos lem sido chamados a dar
provi.s authenticas de seu heroismo e grao
valor, nunca desmentido desde a poca cm
que foi preciso r.-garem com seu precioso
sangue a torra em que foi plantada a ar
vorc da liberdade.
t in Tir s^
pusimos cainiuli .s da cstayao da ferro-via
i S. EVaeoaco, e quasi outro tanto da vida
do O' on le es' a s t: tio termo; seudo
anda para causar pasmo, senilo indigna-
dlo, que se procurasse (e de facto conse-
guio-s'j) acabar sj ou inulilisar-S" a f^-ira
deste p-ivoado, uoieo re urso qu: tai os
bahitante* deataa paragens para se refaza-
rem dos vveres indispensaveis s nc-
cessi lados di vi la, n decurso do urna se-
mana.
Diz ia por a )ui c- mesmo nessa cidade
[e nio so contesta!, que o motivo prini-i
pal e nico de-s o >, que se vota ao po-
voado de Ipojuei, todo poltico Pela
miuha p irte, nil p iss 1 chegar ao leance
de obje 11 to levanta lo, nem tao pouco
cjmprehen ler como, somonte por motivos
polti ros, se pro :ur-3 deprimir, humilhur
O lente coronel Frauci .00 Cn-
Talcante d'Albuqnerque ao pu
bKco.
Nao tenbo respondido s aceusac5es <-a
lumoiosai que me lm sido irroga las pela
Provincia, detsa cidade, e pelo Jornal do
C ommercio, da corte, porque sendo o prin-
cipal aut.rd lias o De. A. de Siquir, este
por dtmt's conhecido do publico, e j to
pelo S'u proprio partido julgado de quanto
Capaz..
S o Dr. A. de Siqucira, soffrendo um
insulti), 11.1 iGrt, teve a coragem do ira-
putar ao iv.ns dente do ConS'-lbo, o un dos ch< fea mais
prestimotoa ele seu partilo, co partic
pacao no referido insulto, apresontando
contra esta una motilo de des tonfianjn qu
o derroten, nli para admirar que impute
a um udversarlo poltico as negr.is calu 11
ni is que constara dos ditos j rnaes, i--d
que nao accajtej a proposta que me fez con
r.-lacitc eleicSo de 15 de Janeiro.
Nao tenho respondido s de nais calara
nas do que outros se tra constituid" echo,
porque ellas e s us autores me causara njo,
e entre eaaea typos figura um que um
verdadeiro bandido.
E' pelos motivos que deixo expendidos
que tenho dado com a ponta do p as ca-
lumnias, e i- ns tomarei as mitos para
atiral-as s fa. es dos meus vis detractores.
Fique o publico habilitado a molbor
.ijuizar.
J..tob, 28 de Abril de 1886.
Francisco C-janteante de Albaquerque.
KaSi
M. S. Delicado naa
mefaia* exeqala*
Seohores :.\nte a magestade do tmulo, cur-
vmonos Penetrados do respeito que elle inspi-
ra, meditemos ? U depiis suoimos con o espirito
as regio celestes, e "A recebamos uunsolaco das
maguas que nos compunge o curacao e nos pren-
de os labios a p.into qae no podamos externar o
pensamento.
Sim, senbores Quem nao sentio a impresaao
dilorcsaquo causn a u^sp-rala noticia da pre-
matura morte do Dr. Antonio Francisca Correa
de Aradjo ? !
Qaando aquella existencia preciosa enchia a fa-
milia, a provincia e mesmo a patria de esp.-ran-
$as fagueir8 ; surge a morto essa companhira
iisep irav.'l e ceifadra da burnaai la 1 e leva em
sua marcha fatdica o benemjrito cidadSo, o es-
pig.i e pal idolatrad) e o poltico co isuajad !
Quem ha pnucos dias vio elle, como nos, cheo
fe vida e sempre com o sorrso nos labi % cuno
poderia supp .r qui hoje estivessem >s aqui enlu-
tados pela sua desapparicao d'entre oa vivos ? !
Oh triste titalidade fc^ta recordaco nos dila-
A dr emo a nev, % la o
DlNOUrOO iuntriiilo por .I..-.I' ',t...tt.xl
Xniu. \ alio, sin isrrja inairi;.
to ISitEl<> :|ili-af <>-S;i nlo !.< :.'<
3'Allio, no lia tO de linio de issii.
por o(-rn%lo dan exequias mo> em
neu om oommemornoo do 7" "in
lo prooinlii'-o paosaini'iiln do E-:kiu.
Kr. Mr. tiuo-.cio I-'rnnciwco Concia
de Ara -Jo.
.1/'minto homo qua pu'uit es! iu
pulverum revertera- (E' d Igrrja)
O mais frentico cnthusiasmo o o mai mesmo, a urna piuca; consideravel de ha-
a rysolado aprejo s glorias dos perna-n- j Ntaates, de t idas as erencaa polticas, s
bucanos foi ostentado nesse dia, em queiporjue ton a desdita da residir em um
pareca renas;:er o sentiraento patritico | povoado de tal ou qual norae ; a meos que
adormecido pe. s calamidades de que i>e-
isa bora da ools
Vendei am-se :
10(i letras hypotheca'ias. 8 ditas idem. 4 ditas idem.
Offereceram Vender Comprar
42 letras hypjthecarias 95 94
0 residente
Pedro Jos Pinco.
U seeretario,
Candido C G. Alcufora o.
R^NDIMKMO^
at a de Maio
ALFAX
L'JLICOS
Saana aaau.
De 1 a 25
dem is 26
Ranu pbotokul
De 17 a 25
dem de 26
581:445/389
33:146133!)
3:281/743
------------------ 36:428/073
Total
Kecsbcdori -iH 1 a 25
l de 26
CoasoLaoo Paoviacui
la. id de 26
Rbclts mutim
dem v n6
Di 2o
617:873/462
29:138/992
2184 280
31 323 27.'
85:6f-
4:8U2.818
90:486.507
l:455/637
835.3ii
17:290*848
raos sillo victimas de certos anno6 p Possara aqu"lles, que nSo tiveram a for-
tuna de obter um lugar no Theatro Santa
Isabel, obter que o Exra. prsent3 da
provincia e mais autoridades perrettam
que o Monte Po dos Voluntarios da Patria
DESPACHOS DE IMPORTAQO
Vapor nacional Para, entrado dos por-
tos do norte no da 25 do corrente e con-
signado ao Visconde de Itaqui do Norte,
manifestou :
Barricas vasias 208 a Amorim Irraaos
Farinha do mandioca 400 saceos a Maia
& Rezcnde.
Fumo 64 encapados a Jos F. de Albu-
querque, 20 a Chaves & C, 20 a Antonio
Pereira da Cunha.
Gomma de mandioca 63 encapados a
Baltar Irritaos & C.
Mercadorias 1 c>ixa a G. de Mattoa Ir-,
roaos.
Pipas vasias i35 a Amorim Irraaos &
C, 10 a Marques Lima r C.
Salsa 19 rolos a Antonio Pereira da Cu-
nha.
Patacho norueguense borden, entrado
de Montevideo no dia 2") de corrente e
consignado a Joaquina Duarte Simos d
C.. manifestou :
Farello 4,492 saceos aos consignatarios.
Lugar hollandez Alida, entrado de Gua-
l.'guay no dia 25 do corrente e consignado
a reir Carneiro & C, .nanifeatou :
Xarque 229,500 kl s ordem.
'Ksi'achos de ;xh(/RTA(;')
Em 25 de Maio de 1886
Para o exterior
No vapor francez Senegal, carregou :
Para Paria, J. Puer&tenOt-rg 1 caixa com 10
kilos de naro velho.
No vapor allemao Desterro, carregou :
Pura Br--men, V. Neesen 5 fardos com 1,436
kilos de residuos de cauro.
Para o interior
No vapor aostriaeo li Herveny carr ga-
rain :
Para i Rio e Janeiro, P. Carneiro & C. 300
caceas com 19,94 kilos de algodo ; Mendes de
Oliveira 4 voluntes com 170 kilos de 12 barri-
guda.
No vaoor nacional Para, carregou :
Para a Babia, S. G Brito 6 ) saceos com feijao.
No vapor nacional Cear, carregaram :
Para Maoaoa, H. Burle fi C. 20 barris oom
l,920:titroB de agurdente.
niio se trata d". urna poltica iti generis,:
poltica do Japao, por exemplo ; ou, como
diise algujm, de urna politicagem chifrim.
Tenho conheciraento de quasi toda a
provincia de Pernambuco em seus terri-
ritorioa, ciiades, villas e aldeias, e em
militas dessas paragras, alias bem insigni-
No hinte nacional Geriquity, carregou :
Para o Natal, M. J. Pessoa 3oJ ea.cos com fa-
rinha do mandijea.
- No vapor mcional S. Francisco, carrega-
ram :
Para a Babia, Amorim Irmaos &. C. 1 pipa
com 480 litros de agurdente.
Para Penedo, P Alves & C. 8 barricas com 800
kilos de assucar refinado ; J. S. da Costa Moreira
8 barricas cam 680 kilos de assuear branco; Bar-
tholomeu Magalhaes 3 barricas com IcO kilos de
assuear refinado.
Para Araoaj, A. Oliveira & C. 1 barrica com
60 kilos de assuear brano.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados na dia 26
Haraburgo46 dias, brigue sueco Vera,
do 299 toneladas, capitao L. F. Norr-
man, equipagem 9, carga varios gene-
ros ; a Fonseca Irmaos & C.
Maco 24 dias, patacho nacional Osear,
de 296 toneladas, capitao Jos dos Reis,
equipagem 9, carga sal; a Antonio de
Oliveira Maia & C.
Navios sahidos do mesmo dia
Santos e escalas Vapor allemao Des
trro, commandante Sauberlch, carga
varios gneros.
Rio de Janeiro por escalaVapor nacional
Para, commandante Carlos A. Gomes,
carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Cear
Portuense
La Plata
Jacuhype
Finance
Manos
Gironde
Orator
Marinho Visconde
Aconcagua
Ville de Santos
Colorado
HObe
Tomar
Hamburg
Ip'ijuca
Neva
Congo
do sul hoje
de New-York a man bi
do sul a 89
do sul a 39
Junhj
do sul a 3
do norte a 3
da Europa a 3
de Liverpool a 4
da Baha a 4
do sal a 6
da Europa a 7
de New-Port Newi a 7
da Europa a 9
do sul a 14
de Hamburgo a 80
do norte a 80
da Europa a 24
do sal a 26
O iBiin 11, s aires, juiais se acoatamara com
a in.r'c EIIh, rtav-i cessa de marchar p.jr entraaa
multi'Joes e arrancar, de quando sm rea, do aeo
da sneiedade alti e rivitiaada, um m.onl>r> necea
sari.- i ella (] inaUatasvcnta, a b.uxi soeiedade,
i|ue a laatur da muada, chora "in silencio e t-
perimenta pn-:icul.n-meite os effdtoa 'la tyraana
morto, que, tojo dia. niio canoa de affligit-a, fi-
xend A soeiedal' mella tamben aoffrd da me9in.i
forma; e a alta s.ci-dade, enta qaaadu aenlaa
pelrda dama dos StlS mejib.os, fiea como queex-
taaiada e aarprebeodida ii'iid pelo gnlpa que
i'ip :i imoota F,it.iliilde o destino do bomem :
eamnra se : .. .M meato himo quia pulvis est,
in pnlveiiim revertera .
A mort', se.ih in s, na i exc-'ptoa classe alguna*,
ior mais alta qu .-ja :9 Dr. An'.onio Fraucis-
eo Corroa de Araujo j foi victima d'ella!...
Il.j.', nqui, in capital desta provincia wim outni
lugares, eoinin. mora se o "o dia d-j s-1" prematur .
I>"iiniiin-iit.i .' Da fatal .' 14 de Maio; da ein que
baixou ac tinimlo. na coito do imperio, o Dr. An-
( mi Franeidco C*rreiade Arauj >, diatiueto re
presentante desttf 3 circulo !
A'e 5 horas da tarde, u'aquelle dia, jil nao exis-
ta o Dr. C irr. i de Araujo ; a cruel morte bhVb
irado sua eaiateoeia, que era uecCKsaria, mui-
to necessariii ; pirque, cum a sua morte, p.-rdeu a
piovineia un filho dilecto e extremoso ; a es >osa,
mn consorte idolatrado ; filh >s, um pa carinlio
so ; os nmifr, um amigo sincero e dedicado e o
3' circulo desta provincia, um representante fi.d,
intellijj.'nte i! conceituado !
iSciibi.n-s, o Ur. Correia de Araujo, nao morrn,
porque a virtule nao morre <> bou corpo rinou fc,
mas, a sua alma foi gozar oa beinawnturau(a ce-
leste, i ui rcmiinera^ao aos beneficio.) que pratic u
na t.ira .'...
AiuJa boiitetn, sob este rne-mo teeto, os seus
amigas riaui -se de alegria p-la victoria alcanfa-
da pjr aqueile dittincto cidadilu, na elccao que se
procedeu pira depntado geral. hoje. no mesmo lu-
gir, i-h..ruin e ament.-.in iucoaaantsaaeata o seu
trespasso inesperado, a sua perda irreparavel!
To moc i ainda, aos trinta C nove anuos, ro-
busto e eheu de vida, deix iu de exittir Oh !
tatalidade Na i ane^oara elle; que, depiis Je
tantos trabalhos humanitarios e polticos, deixasse
de aleancar a posicSo, qae anh.-Iava, e, desappa-
reces^e da trra, no coineoo de sua carreira, u
mais bi ilh mt na soeiedade !. .
Senhor.-s. o Dr. Correia de Araajo, forma lo em
dirailo, f.i nunendo juiz municipal e delegado de
policio deste t.-rino, onde distingu.i-s i pelo seu
proceder inmaculado e jnstica recta, que costil-
iu i va dispensar a todos. Foi depois .tornalo juiz
de direito, car^o que tambem ex.-rcrit com a dig-
uidaie, qu.'. lbc era devida ; e depois foi conaide
rado avulso.
Exerccu o cargo de chefe de policia desta pro-
viucm, b-n o agraciado c*jm o olticialat i da Or-
dem da liosa, pelos relevantes 6ervifos prestados
e uumeado presidente da provincia do Sergipe,
nao ch.'g ni i tomir posse, por ter cahiio a polti-
ca em 1878.
Foi deputado provincial em diversas legislatu
r..s e na presente fra at e'.cito presidente da
ass mbia.
Kleito deputado geral pelo 3 circule desta pro-
vincia na legislatura pretrita e na presente, ha-
via agora sido eleito tambem membro de urna
commissao unp-irtaute !.. Tudo isso ainda pa-
r. e.- um h tullo Mas, o que vemos e ouvimos nes-
tetai triste e fatal momento? Um catafalco;
luzes em derredor e ainda ha pouco ouvia-se um
canto fnebre, q :e se perda no espaco deste tem-
plo santo !
Oh .' senhor.'s na um sonho); a pura rea*
litade agora a occasio de orar-se pelo finado
Dr. Antonio Francisco Correia de Araujo boje,
cauiiiiemora-se o 7" dia do seu prenaturo passa-
meuto !... Oh q.tantas lagrimas, hoje, nao re-
gao trra I ?
A esposa predilecta, a inconsolavel esposa, no
cessa de chorar a perda do seu consorte extremo-
so ; os filhiuhs, cm numero de cinco, naj dei-
xam de derramar lagrimas, em eabendo que nio
existe mais o seu querido pai, nica esperanca fu-
tura ; os seus pareotes, banhados em p.anto, la-
mxntam a perda de um prente estremecido ; os
seus amigos, pungidos de dores, lastimam a morle
do amigo fiel e dedicado; o 3o circulo, prantea a
falta seusivel de seu fiel representante : assim co-
mo o partid" conservador da provincia ; e eu, se-
nh res, que era a Imtrad .r do finado e seu apre-
ciador, nao deixo de sentir a sua morte, derra-
mando urna lagrima de eterna saudade !
Mas. senhor. s, ji deviamos estar acosturaados
coa o que diz o texto do meu discurso : Me-
mento homo, qua pulvis est in pulverum rever-
tens .
F.i Deus quem chamou o Dr. Antonio Francis-
co Correia de Araujo, portanto, devemo-nos con-
formar com sua vontade.
Enviemos, pois, fervorosas preces ao Co, rogan-
do pela alma do finado.
Requiescat tn pace.
Diste.
cera o coracao !
coracao, como aquella a*ala os mares !...
J nitiexi8te o Dr. C)rreia de Araujo ? In-
constancia da vida !
Parees que P'-niambuc nao deixa mais t. r a
gloria Jo coiital-o cutre 04 seus ih is exsteuts .'
Perdeu senhores o partido conservador pemam
bucan i um I-' seus mais fortes e.emeutos
Porque onde encontrar-se itm conj tnn.to tao
completo de disposci-i, iatelligencia, civismo,
tiuo e dedtcaeSo r !
Vos senhores, mais felizes queeu, que tiveste a
ventura de o com'ouuicar e apreciar desd" 1868
quaudo juiz municip ti desta cidade, sY>is teste
n.unhas de sua firmeza de ideas, de seu caractei
justieein, e ua de.lie. .cao aos amibos !
Pred.cados estes qae lhe merec>u a confianca
do pirtiio queo tiulii por couselhero e quasi
ehete.
As maalreataoSea de pesarlas ass"mblas geral
e provinei.l, das assoeiaces, dos particulares e
da nos m smos qae aqu estamos c amnein >ra lo
0 inditoso da 14 de Maio, dai les'..-munho de
qdaat-ii mritos era dotado o Dr. C'rreia ilc
Aranj i A ana vida de d .potado e magistrad i
u coufirin.un. Eu. senhores, que bem pouco temo o
tiv a ventora .o- -iar, ji a grat Mo, -.bri-
l-at-.ne a vic mt i cta memjri.i de dor e em vos-
si preseuca d-sf ..li ir nina saudade em signal de
agradec mnt.
Un eaeriol r Craaon disse .- Paraaapprira f.il
ta .te Vietor Hago bj necesaariod eeui sanos de
lufa natural.
Pergnn'o 9 s : Para sappnr a taita do Dr. C>r-
reia no mundo politie, quaacoa anausi-iii ne-
eeaaarios ? Ningu im p i-i i deteriataar.
uboremos, jeiih. -, praoteeaia a desventura
a que estaims sujeitua puafatilidade da vida, fa-
zeudo-ii-s p.-r.l'T o nuii representante de dis-
triefo e fituri li (; p-rda q a dihi:iim. ni
jinai" ser snbatitBida.
E vos ..li Jtustre pruteetor, a t.rr. vos seja leve
e eo-sa alma .s ps d Deas receba o premio
1 m heus qo-" na tem Bsestes.
De.-eaoi,-1 ion p r.
i'io d'Alho, tO le Maio de I8 i.
___________________________-I. .1/ S !>'>/,.!,.
Con J ir>-i;.i' lliii>illlili lo ti'iilre.
I'alatra cuii>uttsloi-ii O i)r. Cyrus W. N. Is m, de B stou, autor das
obaPrvac5 s cbtmicas aibre o Cratameoto das in>-
lestaa bdominaea, dic eoj aota earta datada de
1 i.. Fevereiro d.- 18IJ .
Eu iin.i I -1 as pi luas asaueanda de Bns-
loi, o in-lhor remedio at h je ombeeido pra a
cura de coo-tioaeii chronici do veitre. Elias ;
nunca in-- ralbaran] e teuho-as receitado em mais
de 'inceuta casos.
Elle acrese uta mais : que pira todas as ir-
regulari lales d > aoptrelho digestivo do ligado
dos intestinos ellas sao o remedio miis superior c
til que elle jamis te:n reeeifado=eudo perfeita-
mento seguras e de linneute conli:inca.
U n t. stemuuh i semelhante nos fo vo'untaria-
m oite fo'iieiido pelo Dr. Humphrey Lettaoas, de
Cbicag, o qual apunta nao menos de trinta casos
de constipaei li>-bitual c heinorrhoidas, coin os
seus nouv's datas, para os quaes elle administrara
as plalas, tendo alcancado de todos elles os mais
felices resultados.
Ellas achain-se mett'das dentro de frasquinhos,
e por isso a sua couseri'acao duravel em todos os
climas.
Em todas as molestias aggrava las ou prove-
nientes de impureza de sangue, a g&lsaparrilha de
Brist.il, duve de ser tomada coujauc:amente 'jom
as pilulas.
cha-se vens em todas as principaes bo'.icas
o lujas de droajao.
Agentes em Pernambuco, Ilenry Forstor & C.:
ra do Commercto u. 9.
Mr. James Thomson, engenheiro da companhia
Dranage, ao retirar so para a Europ, onde pre- duro, dirgio-me peti;ao, afi.n di ser declarado in
O Dr. Jhomaz Oarcez Paranhos Montene-
gro, commendador da imperial ordem d*
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Recife e seu term,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Faz saber aoa que o presente edita 1 vrem oa
delle noticia tiverem que se ba do arrematar em
hasta publica deste juizo, depois da respectiva au-
die icia do dia 27 do corrente mea, com as forma-
lidades e pregues do estylo, oa bens seguales :
Dezeseis caieiras de guarnilo, de junco, por
304. Um baleo envernizado por lo/. Um ca-
bide de amarell.., com 16 tornoB, por 3. Duas
mesas grandes, sendo urna menor, por 16. Treee
copos de vidro por 2#5j0. Quatro galheteiros
usados por 5*. Doze talheres servidos cor 2*00.
Urna duzi de easaes de chicaras brancas por 2#.
Um galheteiro de metal p, incipe porta-licor com
12 Cnlices, servido, per 65 Um jarro grande
com pratu de metal por 24. Seis duzias de vinho
do Porto, sortidas, por 84*. Tres garrafas de vt-
dro para vinho por 12. tteia clices grandes por
24. Duas caadas de vinh i Figueira en un bar-
ril por 6. Um lustre com tres bracos par 20i.
Cuj08 bens vao l praca p r execuvao qu movent
Jos Joaqum Alves is C. outros contra Antonio
da Silva, e se acham depositados no deoosito par-
ticular, e niio havendo lanctdnr que cubra o proco
da avaliacao, a ar e:natacio ser feita pelo pseco
da adjudicacao com o abatimento legal.
E para que ehegu.- ao conhecimento de todos toi
passado o presente, afim de s"r publicado pela im-
prensa e af&xado no lugar do coatume.
Dado e passado nesta cidade ao Recife de Per-
nnmb ico, aos 11 de Maio de 1886.
Eu, Jos Frankln de Alenear Lima, escrivao
suuscrevi.
Tliomax Garcez Paranlios Montenegro.
Edital n. 19
O administrador d i Cn miado Provincial faz
puhlie > a que n interessar posea, que no periodo
ile 30 dias utes, contados do 1 de jiinito prximo
futuro, sera cVctuada por esta reparticao a co-
branea, l'vre de inulta, dos impostos da dcima
u uan e 25 0/0 sobre a renda dos bous de raiz
de corporacoes de man mora, relativos ao 2" se-
mestre, do exerciei) d- 1885-86.
Congaado Provincial de Pernambuco, 26 de
Maio de 1886.
Francisco Amt/ntasde Carvalho Mo'ira.
Edital rTl04
(2. praca)
De iri'ai do Illm Si. Dr inspector se fazpu-
bhe. >, u- s II h oras do da 2'J do eerrent.- mez,
aeao vendidas *m pr c, no trapiche Conceicao,
ai mercadorias abaixo d-elaradas :
Armaz on u. 6
Letreira Mano-I Hamos v C, 1 pacote n. 540,
viudo no vap>r mgiez E/he. entrado em 10 de Se-
'enb.o de 1885, consignado a D. >l. Kamos, con-
lendo dous livros de amostras em desenbos J1-
praoaao,
Armajen^ n. 7
Marea M&S, 81 eaixas ni 230 210 e 850-289
dem de Iionlenux no va> ir francez Senegal, idem
em f) de Abril de 1882, nao tem consi^nacio, eoc-
t> ndo garrafas com eogoae, medindo de alcool
poro 62 1/2 litros
Marca diamante, P no centro e Janitos ao lado,
3 talos viudos de M-w-York no vapor inglez
Haru/ilicnsc, dem era 2 do stembro de ll-.fj, no
e tao uta ni t -stados, conten lo farinha de milco,
pesando nos envuttori >s l.i kilojrammas.
Marca MAB, 1 caixa n. 894, idem idem no va-
por american i Finance, dem em 8 de outubro de
1883, consignada a M. A. Barbos* Succssores,
contendo quatro qi.adr.is anuuncios com molduras
de nsadeira e tres klios d.- brinqucdo; d papel.
Marca RB. 2 panel'as de ferro enferrujad.as, es-
tando urna quebrada, idem idem no navio inglez
Feddingtun, dem em 4 de Novembro de 1882, nao
estao manifestadas.
3' seccao da Alfandega de Pernambuco, 28 de
Maio de 1836. O chefe,
Cicero B. de Mello.
O De. Adelino Antonio de Luna Freir,
oificial da Imperial Ordem da Rosa,
commendador da Keal Ordem Portu-
- gneza do Nosso Senhor Jess Christo,
ejuiz de Direito privativo de O'pililos e
ausentes nesta comar :a do Iiocif-i o sea
termo, por S. M. o Imperial e Constitu-
cional o Sr. D. Pe iro II, a quem Daus
guarde, etc.
Faco saber aos que o preseute edital vrem ou
delle tiverem coflheeteieato:
Primero, que D. Frauceliua Mara de Jrsus
Cardoso, casada coro Aiitmii da Costa Silva 3/ln-
teudc d morar-so ulgiius meaea e na teudo tem-
po, pela presteza da viagem, de despedirse de to-
das as pegsoas com quem entretem relacoes de
auiiz ide. p"de-lh"s desculpi d'est* falta involun-
taria, offerecendo-lheg os seus prostitus ua In-
glaterra, paiz era que va t-mporariaraente reiidir.
ltecif-, 24 de Maio de 1886.
N. 7. A Eraulsao de Scott o melhor re-
iii-iho at hoje dcscoberto para a cura da
tisica, bronchite.s, escrfulas, anemia, ra-
cliitis c debilidade em geral ; tambim e
um curativo infallivel para os deflusos,
tosso clironica e ff-iegoas da
EDITES
O Dr. Thomaz Oarcez Paranhos Monte-
negro commendador da imperial Ordem
da liosa e juiz do direito espacial do
rommercio d'esta cidade do Recife, ca-
. pitad da provincia do Pernambuco por
Sua Magestade o Imperador a quem Djus
Guarde, etj.
Faz saber aos que o presente edital vrem, ou
delle noticia tiverem que fe ha de arrematar por
venda aquem mais der, em praca publica dest- jui-
zo, depou da respectiva audiencia do da 27 de
Maio do crtente auno o segu ote :
Urna grande casa e sotao interno sita a ra de
Deo Parias freguezia da Boa-Vista u 8, com 3
janellas de frente, e portao largo ao lado. 2 salas,
4 quartos, coziuha fora, quintal murado, com 3
quartos no quintal, sendo um cam tanque para ba-
uho, cacimba com bomba e soto com urna sala
grande e 3 quartos, o quintal com canteiros para
flores, tem mais um outro sotao no quintal com 2
janellas para o 'mismo, cuja casa com boas eons-
truc. oes, medu do de frente 5 metros e 15 cent-
metros e de fundo 16 metros e 20 centmetros, ava-
hada por 9:0004'iO0.
Vai a praQ* p >r 9:00)4000 ox'sucao que move
D. Elvira Hillidayda Caraira contra 03 herdeiros
de D. Margarid Lourenca da Cmara Rodrigues.
E nao havendo lancador que cubra o preco da
avaliacao a arrematacao ser feita pelo prec > da
adjudicacao com abatimento da le.
E p ira que ebegue ao couhecimento de todos
maudei passar o preseute edita! quesera pela im-
prensa pu aligado e affixado nos lagares do costa-
me.
Dado e pasado nesta cidade do Recife capi-
tal da provincia de Pernambuco aos 13 dias do
mez de Abril, da 1886.
Eu, Jos Fraukliu de Alenear Lima, escrivao
interino, subscrevi.
Taomaz Garcez Paranhos Montenegro.
Edital n. 18
O administrador do Consulado Provincia, laz
publico a quem interessar possa, que no periodo
de 30 dias uteis, contados do 15 deste mez, ser
efectuada por esta repartico a cobranza, livre le
multa, dos segu ntes impostos, relativos ao se-
gundo semestre do exereicio corrente da 1885-86.
Imposto oe repartico.
10 e 20 % sobre estabelecimentos oommerciaes
fra e dentro da cidade.
204000 por escavo empregado em servico me-
chanico.
2')0 rs. por baralho de cartas de jogar.
12 % sobre consultorios mdicos e escriptorios
de advocados e solicitadores.
Consulado Provincial de Pernambuco, de'11
Maio de 1886.
Francisco Amyntas de Carvalho Moura.
terdic'o seu predito marido, Antonio da C.sta
e Silva Maduro, prticao que foi instruida can dous
attestadoi firmRdos pelo doutor em medicina, Er-
Brio C-'sar Coutinho e Joaqum Tneotonio Soa-
res de Avellar. director do Hispido de Alienados,
onde se aclu recolhido.
Segando, que tendo ido o proces 10 cera vista ao
Dr. curador geral, opinou este pelo deterimento da
alln Jda peticao.;
Terceiro, qu.- subindo o referido proeesso mi-
nha conelusao sellados e preparados, nelles profer
a sentenca do theor seguinte :
Estando provado com os documentos de fli. 3e
4, que Antonio da Cesta e Silva Maduro acba-se
soffrendo de alienacao mental, e que prtanlo nao
pode administrar sua pessoa e bsns, julgo par
sentenca a sua mterdiecao c nometo curadora sua
mulher, Franeelina Mara de Jess Cardoso, que
prestar juramento. Publique-se esta sentenca,
pagas as custas ex causa. Kecife, 26 de Maio de
1886. -Adelina Antonio de Luna Freir.
E para coustar, maudei passar o presente, que
ser publicado pela imprensa e affixado no lugar
do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 2n
de Maio* de 1886.
Eu, Olavo Antonio Ferrara, eecrivSe, o fiz es-
crever e subscrevo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
O Dr. Adelino Antonio ae Luna Freir,
oificial da Imperial Ordem da Rosa, com-
mendador da Real Ordem Militar Por-
tugueza de Nosso Senhor Jess Chrisio,
e juiz de direito privativo de orphaos e
ausentes n'esta comarca do Recife, por
Sua Magestade Imperial a quem Deus
guarde, etc.
Fae) gaber que nesta data foram declarados li-
bertos, em virtude ia lei n. 3,270, de 28 deSetem-
bro do anno prximo passado, sem dependencia de
nenhum titulo cu lormalidade, os rscravos cons-
tantes das relacoes abaixo, seudo que aquelles que
j tiverem completado a idade de 65 anuos, sao l-
benos desde j para tolos os effeitos, sem nen-
huraa clausula ou obrigacao de servicos, devendo
permanecer em companhia dos ex-senhores, salvo
se preferirem adquirir, por outro modo, meios de
subsistencia e para isto foretn julgados aptos por
este juizo, devendo no primeiro caso, os ex senho-
res alimentar, vestir e tratar os mesmos libertos
as suas eufermidades, usufrundo os servicos que
estes poderem prestai, compativeia & idade e apti-
dao physic. Os escravos de 60 a 65 anuos, po-
rm, fcam libirtos com a clausula uni"a de pres-
tarein servicos aos ex seuhores pelo prazo de 3
annos, nao sendo exigida prestaco de servicos
alm d idade de 65 annos.
Belaco dos escravos maiores de 65 annos
1 Adriana, preta, viuva, 81 annos, escrava do
coronel Agostinho Beaerra da S. Cavalcante.
' Agostinho, preto, solteiro, 66 anuos, do des-
embargada Bernardo M. da Costa Doria.
3 Agostinho, preto, solteiro, 74 annos, da inassa
fallioa de Marques, Barros & C.
4 Age ia, preta, casada, 78 tnuos, do Baiao de
Muribeca.
5 Aleixo, preto, solteiro, 65 annos, do Dr. Fran-
cisco do Reg Barros d-< Lacerda.
6 Alexinire, prett solteiro, de 74 annos, de
Mara Francisca de Mello Tavares.
7 Alexandre, preto, cas do, 79 anuos, de Manoel
Marques de Castro.
8 Alexaudre, pre;o, solteiro, 69 annos, de Anto-
nio oos Duarte.
9 Alexandre, preto, solteiro, 68 annos, do Vis-
conde de Camaragibe.
10 Alexandre, preto, solteiro, 73 annos, de Diogo
Soares de Albuquerque.
H Alexandre, pardo, viuvo, 69 annos, de Ameri-
co de S e Albuquerque.
j ruana i
^^^haf>a)BBjiB)Ba)B)B)B)a)/a)BjB)jB)BjBB aaBU------,- .-
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I-



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WfflMI I


Diario de Pernambuco---Quinta-feira 27 de JHaio de 1886
i
I
i

-i
casado, 72 annos, de Diugo

12 Amador, preto,
Boaies de Albuquerque.
13 Aman., preto, solteiro, 73 annos, de Francisco
Botelbo de Andrade. t
14 Andr, preto, solteire, 63 annos, de Joo Ro-
un^ties Lima.
16 Andr, i;reto, solteiro. lo nonos, da viuva de
->cba>fio Antonio P. Barreta
16 AuJi, preto, casado, 72 asnos, do Dr. Joto
anaoo C. da Cuuba.
17 Andrea, parda. .Iteira, 67 annos, dos her-
defrM de Miguel Arenan.) de Figueiredo.
18 Andresa, preta, viuva. 76 aanos, de Ann* Jj
a-U Pereira dos Santos.
19 Angela, parda, solteira, 65 anncs, de Carlota
Amelia da Soledade.
.20 reta, salcer, 66 annos, de Sebas
ti* Marques do Nascimento,
21 Angela, parda, solteira, 67 annos, de ISicol -
A>'e z
f Angeliea, preta, solteira, 65 anuos, d Ber-
n a rile Jos Martina Perwira
33 Ai.gelica, pinta, casada, 65 annos. de Maaoel
Joaqu-.m do Reg e Alhuquerque.
24 Angelo, preto, solteiro, 72 annos, de Amorim
limaros & C.
25 Auna, preta, solteira, 65 aunos, de It apilad
11 mandes Abrant' s.
26 Aii a, preta. solteira, 65 auno?, de Theotonio
Flix .te Mello.
27 Anual, preta, viuva, 84 annos, de Severino
Quiutiuo Alves da 8iIt.
28 Anua, parda, solteira, 82 auuos, de Felippe
Cavaicantc do Reg Barros.
29 Auna, preta, solteira, 65 annos, de Floriuda
Viceueia de Sant'Auna.
30 Anua, preta, solteira, 72 annos, de Iguez Bri-
BegO Barros.
31 A osa, pieta, solteira, 83 anuos, de Joo Evan-
gelista da Silva.
32 Auna, preta, solteira, 70 auuos, de Joo Fran-
cisco de Barros Reg.
33 Auna, preta, viuva. 7<) annos, de Francisco
da (,'uuha Baudeira de Mello.
34 Antera, preto, solteiro, 65 amos, de Rosa Um-
belin.a de AluKida Chaves.
55 Antonia, preta, solteira, 84 annos, de Auna
Francisca de Paula Cavalcante Barreta
36 Ant-nio, preta, solteira, i'i aunos, de Hara
ha Borces Ucha.
:>7 Antonia, jiarda, solteira, 71 aunos, de Anto-
(rnucalvcs da Silva.
38 Antonia, preta, solteira, 69 anuos, de Trajano
Caraeire Rodrigues Campello.
39 Antonia, preta, solteirs, 71 annos, de Antonio
Flix de Lima.
40 Aut na. pret.a, solteira, 93 anoos, dos herdei-
roi d'- Zeferino da Mutta Nunes.
41 Antonia, preta, casada, 6j anuos, de Manoel
Coma de Aojo.
42 Antonia, cabra, solteira, 73 annos, de Angela
Tbereaa e scua notos.
43 Antonia, preta, solteira, 68 annos, de Manoel
Trajano ("irneiro Cainpello.
44 Aut. na, preta, solteira, 70 anuos, de Paula
Isidro da Costa Mouteiro.
45 Antonia, preta. solteira, 67 aunos, de Andr
Corileiru Coelho Cintra.
46 Antonia, preta, solteira, 6S annos, de Benigna
do L'nrm.i Costa.
47 Antonio da Costa, preto, solteiro, 69 annos, de
Manoel Ignacio Avila.
48 Antonio, preto, solteiro, 65 anuos, de Manoel
Gomes Loureiro.
49 Antonio, preta, solteiro, 74 annos, de Antonio
Ferreira Ramos.
50 Antonio, cabra, casado, 68 annos, de Loiz
Francisco da Silveira.
51 Antonio Augieo, preto, solteiro, 78 annos,
de M noel Joaquitn do R-'go Albuquerqus.
52 Antonia, preto, solteiro, 63 annos, de Bartbo-
1 :n"U Francisco de Souza.
53 Antonio, preto, solteiro, 65 annos, de Baltar
Oliveira i C.
54 Aut mi, preto, solteiro, 65 annos, de Carlota
Cathariuu Mafra.
55 Ant'iuiu, preto, solteiro, 83 aunos, da Baroneza
da Victoria.
56 Antonio, preto, solteiro, 83 annos, de Fran-
cisco de Paula Corre t de Araujo.
57 Antouio, preto, casado, 6S auuos, do Bario de
Munbeca.
58 Aut.inio, preto, solteiro, 68 annos, do Viscon-
ae de Camaragibe.
59 Antonio, preto. solteiro, 71 annos, de Jos.
Cesario d Mello.
60 Antonio, preto, solteiro, 67 annos, de Fran
eisco le Pinna lorges.
61 Antonio, pardo, solteiro, 73 annos, de Nicolao
Mr
62 Autonio, preto, so'.tciro, 78 annos, de Carlota
Vieira Ribeiro.
63 Antonio, preto, casado. 76 anuos, de Francis-
co Honorio de Souza Ribeiro.
61 Antonio, pret solteiro, 83 annos, de Antonio
Valentino da Silva Barroca.
i5 Ario, preto, solteiro, 66 annos, de Jas Do-
mingues Maia.
66 Archanja, preta. solteira, 6S annos, de Joio
Goncalves da Silva.
67 Augusto, preto, sol'eiro, 67 annos, do Bario
do Livraoieuto.
68 Balbino, preto, casado, 6S annos, do Bario de
Muribeca.
69 Basilio, preto, solteiro, 77 annos, de Manoel
Pereira Limego.
70 Benedicta, parda, solteira, 65 aonos, de Joan-
na N poir.ucena S. Matta.
71 Benedicta, preta, solteira, 66 annos, de Ignez
da Pitdade Meudes.
72 Benedicta, preta, solteira, 69 annoe, de Do-
mingos Affanso Nery Ferreira.
73 Benedicta, preta, solteira, 68 anuos, de Anto-
nio Prieto.
74 Benedicta, preta, aolteira, 68 annos, de Anna
IsaOel de Araujo Castro.
75 Bened'cta, p.eta, solteira, 79 annos. de Anna
Theofila Schofflers.
76 Benedicta, preta, solteira, 73 annos, de Ma-
n-e Antonio Conei.
77 Benedicta, preta, solteira, 68 anuos, de Fer-
nando Antonio Vieira de Mello.
78 Benedicto, preto, solteiro, 65 annos, de Cbri-
sante Daro Nobre de Alineida.
79 Benedicto, preto, solteiro, 69 annos, do Ba-
ro do Livramento.
80 Benedicto, preto, solteiro, 67 annos, do casal
de Nicolao Hartery.
81 Bento, preto, solteiro, 81 annos, de Joio da
Cunta Res.
82 Bento. preto, solteiro, 67 aunes, do Visconde de
Cainarngibi.
83 Berunrdo. pardo, viuvo, 68 annos, de Antonio
Meuclio (lordeiro de Gusmo.
84 Bernardo, preto, solteiro, 85 annos, de Jocepba
Peres Campello.
85 Btruardo, preto, solteiro, 69 annos, de Mara
Aniceta i'csso t da Silva
86 Bertolesa, preta, solteira, 65 annos, de Rosa
Francisca de Souza C.ilbo.
87 Bonifacio, pardo, solteiro, 74 annos, do Vis-
conde do Livramento.
88 rraz, preto, solteiro. 74 annos, de Pedro de
Carral ho Soares Brandio.
89 Brasnia, parda, casada, 71 annos, do Baiio de
Muribeca.
90 Brgida, preta, viuva, 73 annos, de Anna Joa-
quina Maoricia Wanderley.
91 C-.etauo, preto, solteiro, 6J annos, de Mara
Cirn-iro le Souza Lacerda Vellescera.
92 Caetano, preto, solteiro, 67 anuos, de Fran-
cisco de Paula Ucha Cnvaleante.
93 Cauido, preto, solteiro, 74 anuos, de Antonio
Henrique de Miranda.
94 Candida, parda, solteira, 73 aanos, de Mari*
da Concc cao.
95 Carnlo, preto, solteiro, 70 annos, de Mara
da Concuco.
96 Camillo. preto, solteiro, 68 annos, do Visco.'-
de de Camaragibe.
97 Canuto, preto, solteiro, 68 snnos, do mesmo.
96 Carolina, parda, solteira, 65 aunos, de An-
nunciada Camilla Alves da -Iva.
99 Catbarina, preta, solteira, 66 annos, de Roge-
ria Mara da Conceico.
100 Catharina, pivta, solteira, 67 annos, de Ma-
ra Pau na Moreira Leal.
101 Catharina, preta, viuva, 84 annos, de Felippe
Beserra Cavalcante.
102 Catbarina. preta, solteira, 74 annos. de Jos
Carlos Ferreira.
103 Catharina, preta, solteira, 83 annos, de Do
mmg'S da Motta Nunes.
104 Catharina, preta. solteira, 68 annos, de Sabi-
no Jote Corre i.
105 Catbanmi, preto, solteira, 68 annos, de Luiz
Gomes Suverio.
Eseravoa maiores de 65 *nno3
106 Clandma, parda, solteira, 65 annos, de Jos
Teixeira Bastos.
107 Claudio, preto, solteiro, 65 annos, de Joaquim
Marques da Caoba. -
108 Clara, parda, solteira, 6j annos, de Anglica
Bernarda de Miranda.
109 Cosma, preta, solteira, f annos, de Thoma
Fernando da Cunha.
110 Cosma, preta, solteira, 68 annos, do Viscoude
de Camangibe.
111 Cosma, preta. solteira, 87 anoos, de Jos
Duarte -ereira.
12 auiio, preto, casado, 90 annos, de Francis
eo Luiz Cuvaliaute de A buquerque.
113 Daniel, .preto, solteiro, 73 annos, de Antonio
iomes de Mello.
Ii4 Daniel, preto, solteiro, 68 annos, do Rita Joa-
uina Aeculi da liosa,
lavid, preto, solteiro, 73 annos, de Luiza Ma-
ra da Costa.
116 Deltiua, preta, viuva, 73 annos, de Jos Be-
serra de Barros Cavalcant .
117 DelfioM, preta, solteira, 65 annos, de Luis
Carlos Capduil
118 Diogo, preto, solteiro, 65 annos, de Antouio
Jos Silva do Brasil.
119 Diogo, preto, solteiro, 6S annos, de Mauoel
Joaquiui Maurieio Wanderley.
129 Diosinio, preto, aolieiro, 70 anuos, de Antonio
Jos Gomes do Correio.
121 Domingas, preta, viuva, 73 annes, de Agrip-
ua de Barros Cimpello.
122 Domingos, preto, solteiro, 65 annos, do Catha-
rina Ricei de Miranda Curio.
123 Domingos, pardo, solteiro, 69 annos, de Jos
da Silva Moraes.
124 D mingos, preto, solteiro, 67 annos, do Ignez
Feliciana Lopes Bastos.
125 Dorain o-, preto, solteiro, 77 annos, de Joa
'Iuiui Jos Bello.
126 Domingos, preto, solteiro, 83 annos, de Fran
cisco Antonio de Oliveira.
17 Domingos, i reto, solteiro, 77 annos, de Dio-
go Soares de Albuquerque.
128 Domingos, preto, casado, 68 annos, de J. J.
Paulo Guelph.
129 Dorothea, preta, solteira, 73 annos, ie Amaro
Francisco de Paula.
130 Egy lio, preto, solteiro, 65 annoi, do Bario de
Mari bees.
131 Emilia, preta, so'tera, 68 annos, de Salvador
de Sooza Braga.
132 Engracia, preta, casada, 65 annos, d Jos
Antonio Seraphico de A Crvalho.
133 Ernesto, preto, swlteiro, 67 annoa, do Viscon-
de Camaragibe.
134 Eachastiea, preta, solteira, 65 aunes, de Jo-
s Joaquim de Lima Beirao.
135 Estevo, preto, casado, 73 annos, de Mara
Joaquina dos Prazeres.
136 Estolano, preto, solteiro, 65 anuos, de Maria
Acciol Lins.
137 Eugenia, parda, vuvs, 69 annos, de Amerco
Companhia
JoJELsjQctuXjQjS
Os scuh res accionistas desta companhia quei-
ran vir recebtr o 76 dividendo na razio de
41400 por accao, e cuja pagamento se effectuar
diariamente at 31 do correte mez, e ao depois
nos sabbados, mas sempre das 10 horas da ma-
nhil 1 hora da tarde
Escrptorio da companhia do Baberibe, em 15
de Maio de 1886.O director secreUrio,
Jos Eustaquio F. Jacobina.__
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distribuo-
se costuras nos das 26, 27 e 1% do correte mez,
aa costureiras de ns 411 473, de contormidade
com a disposicoes dos annuucioa anteriores.
Seccao de cooturas do arsenal de guerra de
Pcrnambuco, 25 do Maio de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto
AssoriM'ilo lumniercial Agrcola
de Pernamboco
De ordem do Sr presidente convida-se aos Srs.
socios desta associacao para comparecerem na sede
da mesma agsociac&o, no da 31 do rorrete pelas
10 horas da manhi, afino de tratar-se de negocios
attncntes associacao.
Recife, 18 de Maio de 1886.
Sebaslido Manoel do Reg Barros,
1 secretario-
Club Carlos Gomes
.isembla geral
Sio convidados os tenhores socios deste olub,
que estiverem quites com o cofre social, compa-
recerem qumta-feira 27 do corrente, s 6 1/2 ho-
ras da tarde, na sede do mesmo, para em assem-
bla geral elegerem fuuccionarios para os cargos
que eatio vagos. A asf emole i geral se constitui-
r e ni o miau ro que comparecer, conforme pre-
crituam os estatutos, visto ser a segunda convo-
ca cao.
Recife, 24 de Maio de 1886.
Augusto Maia,
2" secretario.
de S Albuquerque.
13< Euphrasio, preto, solteiro, 73 anuos.de Maria
Adelaide da Nascimento Feitosa. I Empresarla do abaslecimento d
139 Euseoia, parda, solteira, 68 annos de Antonio I agaa e gaz clade de Olinda
Alves Monteiro. DEVEDORES EM ATKAZO
140 Eusebio, preto, casado, 66 annos, de Miguel
Are banjo Se ve.
141 Eva, preta, solteira, 68 annos, de Rosa da
Cunha Freitas Cavalcante.
142 Evaristo, pieto, solteiro, 67 annos, do Dr.
Pedro Francisco Correia de Araujo.
143 Fabrno, pardo, solteiro, 68 auuos, de Ignacio
Ferreira da Costa.
144 Faustina, preta, solteira, 74 annos, de Rodol-
pho Fraucisce Nereu.
145 Faustina, preta, solteira, 72 annos, de Anna
Josepba do Espirito-'anto.
146 Faustino, preto, solteiro, 66 annos, de Cle-
mentino Moreira Temooral.
147 Feliciana, preta, solteira, 73 annos, de Fran-
cisco Autonio de Oliveira.
148 Felicia, preta, solteira, 80 annos, de llermina
de Seona Pirette.
149 Felicidade, preto, solteira, 70 auuos, de An-
tonio Victorino da Costa.
150 Felicidaae, preta, solteira, 65 annos, de Joio
Rodrigues dos Santos Jnior.
151 Felicidade, preta, solteira, 66 annos, de Joa-
quim Gonculvcs Ferreira.
152 Felicidade, preta, solteira, 78 annos, de Isabel
de Faria Guimari-s.
153 Flippa, preta, solteir-, 65 annos, de Clemente
Jos Ferreira da Costa.
151 Felippe. pardo, casado, 87 annos, de Almcida
& Vi;.una.
155 Felipp-', preto, solteiro, 65 annos, de Baltar
Oliveira .
156 Feppc, preto, solteiro, 67 annos, de Anna
Josepba Poreira dos Santos.
157 Felippe, preto, solteiro, 66 annos, de Jos da
Silva Loyo & Filbos.
158 Felippe, cabra, solteiro, 65 annos, de Jos An-
tonio S. de Assib Carvalho
159 Felippe. preto, solteiro, 71 annos, do bario de
Muribeca.
160 Flix, preto, solteiro, 65 anncs, de Maria
Tbeodora do Espirito-Santo.
161 Flix, preto, solteiro. 63 anuos, de Joio Lins
Ferreira Ribeiro.
162 Felisberta. preta, solteira, 93 annos, de Jos
Josquim das (.'hagas.
163 Felisberta, preta, casada, 74 annos, do bario
de Muribeca.
164 Felisberto, preto, solteiro, 73 annss, de An-
tonio Carlos de Pinho Borges.
165 Fernaudina, preta, solteira, 65 annos, de Ma-
noel Marques da Costa.
166 Fidelis, preto, solteiro, 65 annos, de Manoel
Antonio Vieira.
167 Fidelis, preto, solteiro, 73 annos, dos succes-
sores de Francisco Afionso de Mello.
168 Fiel, preto, casado, 69 annos, do bario de Mu-
ribeca.
169 Firmino, preto, solteiro, 75 annos, de Fran-
cisco Lins Cavalcante de Albuquerque.
170 Florencia, parda, casada, 64 annos, do Al-
meida & Vianna.
Tendo a directora, em sessao de 15 do
corrente, resolvido receber por intermedio
de um sollicitador todas as contas de con-
summidores d'agua e gaz em atrazo, a
contar do anno de 1876, resolv n'esta
data encarregar de tal cobranca o Sr.
Diogo Baptista Fernandes, a quera espero
attendero desde logo os mesmos devedo-
f-s, cortos da justifa o equidade de simi-
lliante resolucSo.
E8crp:orio do gerente 25 de Abril de
1886.
Antonio Pereira SimSes.
Arsenal de Guerra
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
offi :ial da Imperial Ordem da Rosa, com-
niendador da Real Ordem Militar Portu-
gueza de Nosso Senhor Jess Christo e
juiz de direito privativo de orphaos e
ausentes nesta comarca do Recife, por
Sua Magestado Imperial e Constituco
nal o Sr. D. Pedro II, a quem Deus
guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital virein ou
de I le noticia tiverem, que depois da audiencia do
dia 8 de Junhodo corrente anno e preenchi^as as
formalidades da lei e do estylo, ir a pregio
quem mais der o arrendamento d > engenho Titirita,
asseote na freguczla de S. Lourenco da Matta, e
que tem casa de vivenda e 11 casinhas, que ser
vcui de senzala, de pedra e cal, a casa de morada,
de purgar e de eneaixame. to, sobre pilares, a de
bagac/o, capella, estribara, ca>a de destilacio com
os respectivos pertences; cujo arrendamento 6 por
tsp'ivo de 3 ou 6 annos, servindo de base para a
refe.ida praca a quantia de 2:000* por anno, e
vai i praca o alludido arrendamento a requerimeL-
to de Teinoleio Duarte de Albuquerque Marsnbao,
tutor das menores consenhorss do referido enge-
nli de vendo dito anvdamento ser contado de
Maio do corrente anuo. O referido engenho acha-
se contratado com o engeaho central do mesmo
uome
E para constar mandei passar o presente que
ser publicado pela imprensa e ailado no lugar de
costo, me.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 24
de Maio de 1886.
Eu. Olavo Antonio Ferreira, escrvio, o fiz ea-
ertvct e sub-cr vo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
Great Western o Brasil Railvay
Pe.o presente iio convidados os senhores accio-
nistis desta companhia virem receber no es-
eriptorio central, ni estacio do Bru.n, a decima
qutrtu Uistnbuicio das cautedas do_ dividen o
interino, coirespouden'e ao semestre fiado em 31
de dezembro de 188 .
Jasou Rigley,
Representante da companhia.
Club de regatas per-
nambucano
De ordem do Exm. t-'r. Dr. presidrnte, convido
os senhores socios que estiverem quites com o co-
fre social, se reumrem em assembla geral, do-
mingo 30 do conente, s 11 horas do dia, na sede
destj club, aflu de proceder-se a eleicio para o
doto conseiho administrativo.
Secretaria do Club de Regatas Peroambn^ano,
em 26 de Maio de 1886. O 1 secretario,
Osear C. Monteiro.
A commissaode compras deste Arsenal precisa
para n 2 sen estre do corrente anno, na forma dos
arts. 95 e 96 do regulamento em vigor, o sa-
guinte.:
Costados de amarello, lotiro, pao carga e secupi-a,
um.
Costadnhos de amarello, louro, pao carga e sicu-
pira, dem.
Eucliameos de madeira de qualidado, idem.
Prancboes de pinho diverso, idem.
Ditos de amarello dem, dem.
Ditos de sicupira idem, idem.
Ditos de pao carga idem, idem.
Taboas de pao carga de urna pollegada de gros-
snra e de 3/4, duzi.
Ditas de amarello para forroe soalho de urna pol-
legada de grossuru e 3/4, idem.
Ditas de Iojro com as mesmas dimenses, idem.
DiUs de pinho da Suecia idem, idem.
Ditas de dito americano com ps quadrados, p.
Ditas de pinho de resina de differentes grossuras
metro.
rame de lati, kilo.
Dito de cobre, dem.
Dito de ferro, dem.
Aeo fundido quadrado de diversas grossuras,
idem.
Dito dito sextavado de differentes grossuras,
idem.
Dito batido em barras de diferentes grossuras,
idem.
Dito para varetas, idem.
Arcos de ferro de diversas dimenses, idem.
Cobre em lencol, idem.
Chumbo em lencol, idem.
Estanto em verguinhas. idem.
Lati em lencol idem.
Ferro isglez re londo, quadrado de diversas di-
menses, idem.
Dito em lencol de difTerente numero, idem.
Dito suecco em barras c [qnadrado de hifferentes,
dimenses idem.
Dito de varanda de differentee dimenses, idem.
Dito de cantoneira de differentes dimenses,
idem.
Zinco em lencol, idem.
Badames sortidos, duzia.
Cadinhos de lapes de differentes nmeros, um.
Compassos de trro sortidos, duzia.
Enchs de fnsis, urna.
Formos sortidos, duzia.
Ferro com capa de 5 e 5 1/2 centmetros de lar-
gura, idem.
Dito sem capa de 3 1/2 centmetros de largura,
idem.
Ferros de pa, idee
Ooivas curvas e direitas, sortdas, dem.
Goivas sortdas, idem.
Limas chatas inglezaa de differentes pollegadas,
dem.
Ditas meas cannas, dem idem, idem.
Ditas murcas chatas mgltzas, dem idem, idem.
Ditas triangulares murcas, idem idem.
Limatoes 'nglczes, idem.
Martellos com cabos de difterentes lmannos,
idem.
Serras de volts sortidos, dem.
Ditas bracies, idem.
Serrotes de mi de 0,ra65 de comprimen'.o, nm.
Serrotes de tizas de diversos tamanhos, idem.
Safra com urna bigorna, urna.
Tornos de mi de differentes tamanhos, um.
Ditos de bancada de serralbeiro, idem.
Torquczcj de diversos tamanhos, idem.
Travudeira, urna.
Verrumas sortdas, urna.
\lvaiade de zinco, kilo.
Azul ultramar, dem.
Amarello trancez, dem.
Coila da Baha, idem.
Dita brunea, dem.
Ci, idem.
Oleo de linhaca, idem.
Ocre, idem.
D'to de arruda, idem.
Prussiato amarello, dem.
Pos pretos, dem.
Roxo-terra, dem.
Terra de Sieuue, dem.
Seeante fees de ouro, dem.
Dito braoco, idem.
TiiichI, i.iem.
Verde chromo, idem.
Dito fran es, idem.
Zarcio, id'in.
Brochai ou pinceis, de differentes numero?, para
piular, um.
Verniz copal, kilo.
Baudeira imperial de filete com 2, 3, 4, 5, 6 e 7
pannos '.ni amuras, urna.
Attflte de carrapato, ldo.
Dito oe c -o, idem. Areia de maldst, baritas.
Agua luz, kilo-
Carvo de pedia para forja, idem.
Dito cock, idem.
Cabo d' liuho branco, dem.
Dito alcatroado, idem.
Enxadas encabadas, urna.
Eipinto du vinho litro.
Fio de algodo, kilo.
Gtomma arbica em caroco, kilo.
Gomma laca, idem.
Lixa de diversos nmeros, folba.
Dita esmeril, idem.
Machados encabados, nm.
Ps, idem.
Sabio, kilo.
Tijollos para limpar laceas, um.
Vellas de carnauba, idem.
Vassouras de piassava chapeadas, idem.
Ditas de ditas para vasilhame, dem.
Ditas de timb ou matto, idem.
Cravo de ferro, sortidos, miiheiio.
Dobradicas de ferro, do cruz de differentes tama
maullos, par.
Ditas quadradas, idem
Ditas de lati, idem.
Fechaduras do ferro diversas para porta, urna.
Ditas de ferro para gavetas e armarios, diversas,
dem.
Ditas de lati para ditas e ditos, diversas, idem.
Ferrolbos pedreiros de diversos tamanhos, dem.
Ditos de lati de diversos tamanhos, idem
r'arafus s de ferro para madeira para differentes
pollegadas e grossuras, idem.
Ditos de dito idem com porcas, idem.
Ditos da lati, idem idem, idem.
Pregos lrancezes de differentes pollegadas, idem.
Ditos do Porto de differentes qualidades, milneiro.
Bomba de repudio de ns. 1, 2 e 3, urna.
Canos de chumbo para encanamento de 1, 1/2 e 2,
kilo.
Palha de junco de ns. 1, 2 e 3, kilo.
Botoes grandes e pequeos, de metal amarello,
um.
Ditos grandes e pequeos, de metal branco, idem.
Ditos grandes e pequeos de ooso preto para
blusas, idem.
Ditos pequeos de osso branco, para calcas e ca
misas, idem.
Ditos ditos brancos e pretos de osso, para farda-
ment do orciaes. idem.
Ditos grandes e pequeos finos de madeira, para
capotes, dem.
Colchetes pretos, par.
Ditos para cs de calcas, idem.
Ditos de madreperola, duzia.
Cordao de la encarnada para vivos, metros.
Ditos de algodio para ditos, dem.
Dito de li branca para dito*, idum.
Dito de algodio branco para ditos, idem.
Coias pequeas e grandes deliradas, urna.
Fivellas grandes e pequeas, brancas e pretas,
para arreatas, urna. ,
Sola para golas, em tiras de 0,B03 de largura,
metro.
Cartas de A B C, cento.
Creyoes para pedra, duzia.
C impeudios de aritbmetica por Castro Nunes,
um.
Ditos de geometra, idem.
Esponja para pedra, em pedacoa, grammas.
Gis, kilo.
Compendios de doutriua christi por Castro Nunes,
um.
Historia do Brazil por Salvador, urna.
Livrosde 1* leitura, um.
Ditos de 2* dita, dem.
Ditos de 3" dita, dem.
Ditos do systema mtrico, idem.
Taboadas, cento.
Pedras para contas, nma.
O fornecimento dos artigos cima ser feito por
pedidos parciaes, confo.me as exigencias do serv-
90, devendo sel o de prempto.
Previne-se que nio serio tomadas em conside-
racio ns propastas que nio forem feitas na forma
do bit. 64 do regulamento cima em duplicata,
cora referencia a um s artigo, mencionando o ne-
me do proponente, a indicacio da casa commer-
cial, o prego de cada artigo, o numero e marca
das amostras, e finalmente declaracio expressa de
sujeitar-se multa de 5 %, no caso de recusa,
assignar o respectivo contrato, e as demais de que
tratam os arts. 87 e 88 do regulamento em vigor,
devendo ditas propostas e amostras ser apre
sentadas nesta secretaria, s 11 horas da manhi
do dia 8 de Junho do corrente anno.
Secretaria do arsenal de guerra de Pernambu-
co, em 26 de Maio de 1886.
O secretarlo,
Jos Francisco Ribeiro Machado-
MARTIMOS
inaed diales k Brasil ailS.S.C.
0 paquete Finalice
E' esperado dos portos do
sul at o dia 3 de Junho
depois da demora necessaria
seguir para
H.
aranhSo, Para. Barbados,
Thomaz e New York
Para carga, passagens, e encommendas trocta-
>e com os
O vapor Colorado
Leilo
Da armado envernisada e enviirafa^)
baleo, fiteiros, candieiros a g7. o osis
pertences da armario da Ha da -ua A*
Kangel n. 48.
Sexta fefra 2 do corrente
A' 1 hora do tarde
Ag-ente Pinto
referida loja da ra do VU'Jonde ie
Inhaunia n. 4S
Na
Espera-se de New-Port
News, at o dia 7 de Junho,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de lanelro
Para carga, passagens, encommendas e dinheirc
a frete, tracta-se com os
AGENTES
enry Forster & C.
N. 8 RUADO CMJUCtCClO. N. 8.
V andar
OVAL MAIL STEAS PAGKET
Leilo
De I mobilia com 1 sof, 1 mesa redonda, -2
censlos, 2 cadeiras de bracos e 12 de guaridlas
2 ditas de balanco, 2 espelhos dourados, 4 eosli-
yses cum mangas, 1 candieiro a paz carbnico Ae
crystal com 2 bicos, 2 escarradeiras, 2 jarros. -Q
bolas. 6 figuras. 1 relogio de parede.
Urna cama francesa, 3 commodas, 2 cahidea, 2
marquezoes, 1 lavatorio.
Urna mesa elstica, 1 guarda louca, 6 cadeirss,
compoteiras, garrafas, louca para cha e jautar e
outros objectos.
Urna machina de costura, 1 berco e 2 bandejas.
Sexta feira, 8" do corrente
Na ra Direita dos Affogados casa n. 30
Jos de Souza Nunes Braga, tendo-se retirado
para Europa, faz leilio por intervencio do agenta
finto, dos movis e mais objectos txistentes sa
casa em qne residi ra Direita dos Affogados
n. 30.
A's 10 horas e 20 minutos partir o bonl qne
dar passagem gratis aos concurrentes.
Vapor La Plata
esperado
do sul no dia 29 de
corrente seguin lo
iepois da demora
necessaria para
Para
CDaiR id Seguros Filial
AGESTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM, JESSN. 7
Segaron martimo* e terrestres
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. scguradi s isempcao de paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale so descont de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
Lisboa e Soulhaniplon
passagens, freres, etc., tracta-se com ct
CONSIGNATARIOS
Adanison Howie & C.
CHARGEIRS REUNS
Companhia Franceza de Savega
co a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer VJIe n Santos
E' esperado da Europa at
o dia 7 de Junho, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ra-
bia, Rio le Janeiro
e Mantos.
Roga-se aos Srs. importadores de carga prlos
vapores desta Iinha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng. .. i.-
quer reclamacao concernente a volumes, que po-
veutura tenham seguido para os pertos do sul,afiiD
de se podercm dar a tempo as providencias neces-
s arias.
Expirado o referido prase a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageiro pars
ts quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de Oliveira k
AGENTE
42-RIJA DOCOMMEROIO-42
Lciliio
De 1 piano forte inglez, 1 dito hamburgo, 1 mo-
bilia de Jacaranda medalbio, 1 dita de Jacaranda
Luiz XV, 1 dita de junco quasi nova, grande
quantidade de cadeiras avulsas, guarda-loucas de
amarello, 1 fiteiro grande para porta, marquezoes,
impirtautesj arros, crystaes, grande quantidade de
perfumaras, copos, haleteiras, colheres de sopa
cha, aromatisadores, compoteiras de crzstal, gar-
rafas para vinhos, habs de Flandres, fundos de
madeira para bacas, bahs, commoda de amarello,
todos os objecto" serio vendidos sem limitos e ao
correr do martello.
Na mesma occasiao vender-se ha 1 importante
cavi-.llo.
*exta-I"era kH If horas
Ni ra do Imperador n. 75.
0 agente odest* Baptista
far leilio dos objectos como cima se deca.
Leilo
fia barca anintse Azof
No dia 31 do corrente mez ser vendido em lei -
lio publico o referido navio, presentemente arri-
bado no porto de Penedo, forrado de cobre o an-
no passado e classifjcado no Veritas Noruega com
A II *. Os pretendentes podetn dirigir-se a esto
consulado aonde se darao as nceessarias informa-
coes.
Consulado da Suecia e Noruega em Pernambu-
co, 19 de maio de 1886
Htrm : Luvdffrin,
Cnsul.
Leilo
No dia 31 do corrente ser vendida em leilo,
com todos os seus pertences, ein Ponta Moflna,
onde se acha ancorada, a barca nonieguense
Azov, de que capitio M. Teneosen, naufragrada
no Rio S. Francisco.
LEILOES
Companhia
Imperial
DE
SEGUROS contra FOCiO
EST: 1803
Edificios e mercadoria*
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuixon
CAPITAL
fis. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
N. Ra do Commercio N. 5
OSOS
CONTRA FOGO
The Liverpool k London k Glob
INSIRRANCE C0MP4N\
Brotiers & c.
ii
CONTRA FOGO
Surlli Brilish k Mercantile
CAPITAL
t:000.000 de libras sterlinas
AGENTES
Adomson Howie & C.
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenix Per-
nambucana
Ruado Commercio n. 8
lliSlOM
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcida em t .
CAPITAL l,(NHh000
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 18*4
Martimos..... 1,110:0008000
Terrestres, JfrOiHtOOo
4 1 lina do Comiuerelo
Leilo
Da casa terrea em Olinda, ra do Amparo
n. 65, com urna armagao
Quinta fefra, Z1 do corrente
A'b 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 22
agente Burlamaqui, por mandado e assisten-
cia do Exm. Sr. Dr. juiz de direito especial do
commercio, a requenmento do administrador da
massa fallida da Antonio Francisco Corga, levar
a leilSo a casa terrea sita em Olinda, ra do
Amparo n. 65, tendo a mesma urna armacao.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar a
dita casa.
Leilo
Bom eniprego de capital
Terca-felra, 1 de lunho
A' 11 horas
A' RA DO IMPERADOR N. 75
O agente Silveira por mandado e enm assisteno
ca do Exm. Sr. Dr juiz de orphaos levar lei-
lo o engenho Penedo de Baixo na freguecia de S.
Lourenco da Matta, comarca do Recife, espolio
de D. Anna Maria da Rocha Falclo, sendo o en-
genho edificado j margem do Capibaribe, moente,
com bom cercado de pastagem c excellentes matas
virg^ns.
Os Srs. pretendentes podem examinar o referido
eugenbo.
AVISOS DIVERSOS
- Pede-se aos abaixo essignados o favor de
virem ou mandar ra do Marqsez de Olinda n.
51, a negocio que nao isrnorart.
Francisco Raymundo Carvalho, (commandants
Companhia Pesnambucana).
Preciza-se de urna ama; na ra do Rangel
n. 67.
Leilo
De bons movis e jarros
A SABER
Urna mobilia de pao carga com 12 cadeiras oe
guarnico, 4 ditas de bracos, 1 sof e 2 consolos
com pedra, 2 cadeiras de balanco de junco, 2 cs-
pieguicadeiras de dito, 4 pares de jarros, 1 rico
guarda-ronpa com f.ente de espelho, 1 guarda-
vestidos de amarello, 1 boa cama franceza de Ja-
caranda, 1 toillet de Jacaranda, 2 pares de tage-
res, 1 meia commoda de umarello, 1 lavatorio e 1
relogio de parede.
Urna mesa elsstica, 1 guarda-louca de amarello,
2 aparadores, 1 marquesa, 11 cadeiras de jaca-
randa, u ditas de junco, 2 marquezoes largas, 1
dito para solteiro, 2 cade'raa de bracos de jaca-
rauda. 9 cadeiras de pao carga, 1 cadeira alta
para menino, 1 cabide de junco, diversos vidros,
objectos de metal e oatros movis.
Quinta feira, $9 do corrente
A'* 11 horas
NO 1." ANDAR DO SOBRADO DA RA DA
AURORA N. 43
O agente Martina autorisado pelo Illm. Sr. Lu-
dano Augusto Salgado, que se retiron desta pro-
vincia, far leilo de todos os seus movis existen-
tes no referido sobrado ao correr do martello.
Leilo
fM
i.ondou and Brallian asank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
zas do mesmo anco em Portugal, sendo
(i Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
i
DE PREDIOS
QUINTA FEIRA, 27 DO CORRENTE
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 22
O agente Burlamaqui, por mandado e assistencia
do Exm. Sr. Dr. juiz de direito privativo de or-
phaos e ausentes, a requenmento do coronel Cor-
biniano de Aquiuo Fonseca, i a ven tarjante do es-
polio de Heliodoro de Aqu;no Fonseca, levar a
leilo a importante casa trrrra, ra do Hospicio
n. 12, freguezia da Ba-Vista, tendo 3 janellas de
frente e porta, 2 grandes s^las. 6 quart.os e gran-
des, cosinba externa e mais 2 quartos fra, galli-
nheiro, quarto com banheiro, quintal grani'e
murado, tudo em muito bom estado cm terreno fo-
rsiro9
Urna dita terrea, ra do Barn de S. Borja
n. 20 na mesina treguezi, outrVra ra do Sebo,
com 3 janellas de fren'e i p Tta. 2 vlss, 4 quar-
tos, cosnha externa e 2 quartos fra, cacimba pro-
pria, qu'ntal murado, >m terreno proprio.
Os Srs. pretendentes de-de j podem exam nar
as ditas casas.
Precisa se de um menino de 12 14 annos
de idade, psra vender na ra, dando fiador de ssa
conducta ; a tratar na ra de S. Joao n. 26.
Precisa-se de urna ama para servico fie casa
de pouca familia : a tratar na roa da Conceicd
numero 9
AMA. Precisa-se de urna, para casa de fa-
milia : na ra Nova n. 15, 1 andar.
Aluga-so o sitio do Pina, com boa casa para
morada, cootendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duts cacimbas com exceden-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Quem precisar de nma professora para en-
sinar em casas particulares primeiras lettras,
francez, um pouco de italiano e todos os bordados
de tapessaria, dirija-se ao Caminho Novo n. 128.
Na mesma casa se dir quem vende um xarope
para molestia depeito e para asthma, assim como
um remedio para nauseas do estomago, debiliiadc,
anemia e fraquesa de seuhoras
Alu^a-se no Caldeireiro nma casa muito
aprasivel. com sitio, banheiro, cacimba, etc., etc. :
a chave pode ser procurada no sitio do Dr. Aleo
orado.
Precisa-se de mcio official de barbeiro ; a
tratar na ra do Bangel n. 50.
?" Precisa se de urna ama para comprar e eo-
sinhar, para pouca familia : na roa Augusta n.
180, 2- andar._______________________
Urna s-'nhora viuva, honesta, moradora na
ra da Gloria n. 144, deseja encontrar urna pes-
aos que Ihe alugue metade da casa, sendo prssea
de bom cmoortamento edio tenha filhos meos-
Precisa se de un
familia : na ra do Ba
cosinheira para casa de
> da Victoria n. 39. loja.
3. le lo definitivo
daannaco, ut usilios era nadaras exis
lentes na luja da tu, Du,jU'> de (.axias
n. 77 A
O agente Modesto Baptista, or ordom e co-r.
assistencia do Exm. Sr Dr. juiz de direito do
commereio, f*rl 3o leilo do que cima se declara,
pertencen e massK fallida de t edro Maia & C,
gsrant'ndo'-S" a nave da casa.
Quina leira, 15 da corrente
A's 11 horas
Na rus Duque de Casias n. 77 A
Precisa-se aluga
para vender an ra :
rios n. 148, 2o andar.
orna preta ou um menino
tratar na ra .dos Mnrty-
Ludgero FraBcit
tabelliao do pub ico.
das execneoes civeis d
zerros da provincia de
particulares, permuta
cartono, cuja lotuciio
de Souza Pinto, segundo
idicial o notas, e escrivao
termo de Gravst de be-
Pernambuco, por motivos
un qualqucr ollega sen
fde 600J.
Mauoel Jos Ferreir Cruz participa ao res-
pritvel publico e espeeiaiirente a todos que som
elle tem trans.acc s, qne segurado pars. Portugal,
d'onde em breve regrtssar, deixon n?sta prac,
como seus procuradore os Srs. Sebastin Manoel
do Reg Barros, Dr. J ao Augusto d Reg Bar-
ros e Bernardo Jos O rreia, cora quem se pode,
rao eutenper, para o qse Ihes deixoa o mais am-
pios s Ilimitadas podeAVs.
- P.'rderam-se as esdernetas da 'a.xa Econ-
mica de ns. 2,402 c 2,4(1 : quem as tiver sobad*
tr o favor de eutregalVs ua ra da ilurora na-
uiero ii*.
Ns qualidad- de h' rd iro do Joaquim It na-
ci Ribeiro, protesto contia a declarado feta p r
Flosculo de Alaieida Mag^lbes no Diarto de
Pernambuco de hoje, acereao
ue diz estar sujeito o pre|o do Caupo Verde.
$
'al aypotheea se existi, o q|
existir ha muitos annos. Re
1886.
Joaqui
i ignoro, deixon de
fe, 26 de Mam de
Ribeiro.
c
v-


r
6
Diario de Pernamiwie<>---tyu.ta--feira 27 de Maio de 1886
Engenho
Arrenda-se o engenho Estivas, sito Da comarca
Cabo ; a tratar no escriptorio de Sebastiano de
Barreto, ra do Commcrcio n. 15.

Mercearia
Tr-aspassa-se urna casa de molhados em urna das
MfDcipaes ras desta cidade, mu i lo afreguezad i,
Itrre de itn| 01 t < c de quaeequer di hitos.
uein pretender dirija se ra da Madre de
Ku n. 22, dub ) horas da mauhi i 6 da tarde.
Einenlio
o
Tr> spassa te o arrendamen! do engenho Santa
Resa, im freguezia da Luz, perto da esUco de
S, Louremjo, na va forrea do Limoeiro, assim
-asteo de Jaboatao, na va frrea de Caruar. O
tareco da para f afrejar-se annualmecte de dona
k tres mil piles de assucar. Alem de omitas var-
rem tem mata virgem para abrir-se novos parti-
dbs, me a vapor, tendo urna machina nova, de
muita forca, e mocndas novas e grandes : quem
rtendel-o dmja-se ao mesmo engenho ou a rna
Imperador n. 79.
_---------------,.-------------------------------------------.----------------
Quem tem?
Onre e prata : comprase ouro, prata
cedras preciosas, por maior preco que em outra
^uaiquer parte ; no 1- andar n. 22 rna larga do
osario, antiga dos Quarteis, das 10 horas as 2 da
arde, dias atis.
Protesto
Constando ao abaixo assignado qne D. Mara
de O' e Silva pretende vendar seus predios, acin
tfica a quem interessar possa, qne desde ja pro-
testa contra cesas vendas, vist -star em litigio
eom a m> sica senhora, o nao estar este definiti-
vamente concluido. Recife, 24 de Maio de 86.
Antonio de Sonza Daart" Perreira.
EMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
lypophosphitos de cal e soda
Approvada pela Punta de Hy
glene e autorizada pelo
govern
E' o melhor rem ttfttra bronchlcrn, -ri-opluila. ra
billa, anemia, ebllidadc mu-eral.
deflaxoa. toaae rbronlea e afferfdes
do pello e da a nreanta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alem de ter ch iro e sabor agr-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstitnintes dos hypophospbitos. A' venda nat
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Francisco Manoel da Silva 4 G.
53-RUA MRQUEZ DE OLINDA 23
RECLAME
Miudezas finas e de gosto
VENDIDAS A PRESOS SEM COMPE-
TENCIA
LOJA FLORIDA
RA DO DUQUE DE CAXIAS N. 103
Barboza k Santos
%riisia eaperiaea
Esplendida sortimeuto em jarros de erystal, p r-
eelana, alabastro, vidro e lon?a de diversos taraa-
nhes a precos que admira I .' !
CandHros de diversos tamanbos para sala,
aruartos e toillet.
Porta retrato de metal fino prateade, doarado e
de velludo.
Albuns para retr: to de velludo chagrn e de
pellucia.
Para acabar
Bico valencienea IJrVM) e 20 0 a peca.
Plisss a 320, 400 e tJHO rs. o metro.
Lencos de linbo 1 500 a ana.
Miento
Na ra da Concordia a. 73 se dir quem vonde
ma importante taverna, que dab ir- inores loca-
Itshdas q;ie ha para Tctilbo, .: tem b. us commodoB
jura in irada. .^___^_
Novo porto do canao
J Roa do Haraaei do Herval-8
V- ude s>- carvo a 720 r a barrica, e quem
niver cuditirado 3U harinas, tei urna de gratn -
eac.in. Mus ostro ffer-cim-uto vntj..so :
consumidor que b> nver recebido dez barricas gra-
tK r'crber' oai quart.) de bilh- Us da lotera de
4:001 & ia provincia ; se m dito quarto sabir a
serte grande, ser en>regoe ao portador 20 vige
aim>>a da lotera do Kk de Janeiro, 20 ditos da
rt, oO dites da inop irtante luieria das Alag**,
e SO quartos da lotera de 4:000 da provincia.
Portante, o possuid' r dos eem nmeros est habi-
litado a tirar mais de 22O0P0*.
N. B. O portador s ter direito apresentando
os taloes e recibos fornecinos pela caga.
Api de VS 7.
Em quartcs e meias garrafas, \ Hobrinho 4 C, rna do Mrquez de Olinaa ..41,
DEPOSITARIOS
una
COS-
PARA COSINH \R
Precisa se de
ama que saiba
nhar bem; 1io 3. au-
clar do precio n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por cima da ty-
pographia do Diario.
NICO
i
ri\.
%
Pren.mQo de Productos Vegetaes
extinqo'das caspas
e outras Molestias Capillares.
jlARTINS&BASTOS
JPernmnbucG
Cosinheira
Prceia-se de urna boa cosinheira : na ra da
Aurora n. 31.
Ama
Precisa s de urna de meia idade, para
comprar e cozinhar para casa de familia,
a tratar na ra da Matriz da Boa-Vista
n. 9.
Ama
Na praca do Con le d'Eu n 7, 2- andar, preci-
S'i se de urna ama que cosinhe bem, para casa do
pequen familia.
0^ LAROZE "^O
Xarope le Casca de Laranja amarga
ao IODURETO de POTASSIO
ArPROVADO PULA JUNTA DE HTCIENB DO BRAZIL
Todo o mundo conbccc us proprieda-
des do lodur;to du potasslo. Os maia
distincbos mdicos da Kuculdadc de medi-
cina de Pars, e^incipalmente os Sfirs
Dres Rigord, Blanuiib, Ti.
Nblaton, Pioitnv, Hoop.r, obtinenio os
melhores resultados no trataincnto das
alfeccSes escrophulosas, lymphati-
cas. cancrosas, tuberculosas, nos da
carie dos ossos, dos tumores bran-
cos, da papeira ou bocio, das mo-
lestias chronicas da pelle, da agrura
do eangue, dos accidentes secunda-
rios terciarios da syphilis, eto.
Esto agente poderoso administrado em
soliie: o coinagua. tem P'ir inconvi-niente
o irritar a mucosa do estomago e deter-
minar accesso.s gastralgicos.
Em vista disto, os medios cima inen-
ciouados escolhcro por excipiente i"este
i'aiiioso remedio, o Xarope de casca
de laranja amarga de Laroze, o mal,
per sua areno tnica sobre os org&us do
anparclho digestivo, facilita a absorpcao
de iodureto de potassio, previne q\iai-
querirriUcao e permute o^.e se continu
o tratamento sem temor de neuhum
accidenleat completo restabelecimento.
i'
Has meamos depsitos aoti&o-se os seguintes productos de J.-P. Laroze:
XAROPE LAROZE.OT^TNICO, ANTI-NERVOSO
Contra u Gastritis, Gastralgias, Dyspepaia, Dores e Calmbraes estomago.
XAROPE SEDATIVO.^i^UBR0MUET0 DE POTASSIO
Costra Epilepsia, Hjrstarloo, Dansa de S. Quy, Insomnla das Crlancas dorante a dentlfXo.
XAROPE FERRUGINOSOef1o^^toPROTOIODURETOFERRO
Costra a Anemia, Chloro-Anemia. COres paludas, Flores brancas, Baobltlai.
------------------!<
gepotiU m todas u bou ngaiiu do Biai
Pars, J.-P. LAROZE e Cia, Pharmaceutlco
, [/< DES LIONS SAWT-PUL, 2
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar : na pa-
daria da ra do Brum n. 62.
Precisa-se de urna ama para cosinhar e que nao
saib ra : a tratar na ra Velha n. 75.
Amas
Precisa-se de urna C03inheira c de urna pgom
mide ir-, pira casn de familia : na ra de Pedro
Arl nao n. 34.
Ama
Prec servido interno : na ra d;i Santa Crut n. 74.
Ama para meninos
Pr>>c sa-ee de urna ama para acompanhar urna
familia que se retira para a corte.
Na travesea das Pernambiicanas n. 3
Alnea-86
un pequeo sitio murado, com urna ezcellente
casa, com mnitas srvores fructiferag, ezci-llente
cacimba com agua encanada jara Cosa, com bo-
nito jardim, k raa de Nunes Machado n. 1, na es-
trada de ferro de Olinda, muito perto da estacao
do Espinhcro ; no mesmo sitio tem quem o mos
tre : a tratar n-t ra da Praia n. 70.
Aiii
Sa-sc
a casa terrea da ra do Calabouco n. 33 ; o so
brado de uin andr ra das Larangeiras n. 26 ;
a casa fprrea da ra das Trincheiras n. 22; a da
ra de Santa Thrreza u. 13 ; todas na freguezia
de Santo Antonio : a tratar com o Pinbeiro ra
Duque de Caxias n. 66, loja dn miudezas.
Aluya
-se
o primriro andar do a bnio a roa do Rrum n. 62,
com &gua. etc : a tratar no mesmo, padaria.
Alnga-se barato
O 3.* andar da raa do rJom Jess n. 47.
A casa n. 107 da ra Vioconde e Gojanna.
Trata se no lreo dr Corpo S-nto n 19. 1" andar
Este remedio precioso tem gozado da accoit
t3o publica durante cincoenta e sele annos, com-
eeando-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca forSo tSo exten-
sas ce mo ao presente; e isto, por si mesmo,
ofTerece a melhor prova da sua emeacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nao tem deixado
em caso alguna de exiirpar os vermes, quer em
creancas quer em adukos, que se achirlo afiic-
tos de ^es inimigoc da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attestaedes de mdicos em favor da sua erficacia
admirnvel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificaces. de
sorte que deve o comprador ter muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
FeMiftec e B. A. FAHNESTBCK.
As Tragedias do Recife
lloniance pe nambiicano
DE
Carneiro Vilella
Fascculos grandes de 16 p> ginas com estam-
pa a 200 rs cada um. Assigna se c vende-se :
no escriptorio ra Duque de Caxixs n. 75, 1
andar ; rjas livrans Franceza e Industrial ; na
typographiii Central ; na pharmacia do Terco ; e
na lubrica Glono, ra L.rga do Rosario.
Ao commercio
Alfredo Ant >nin Fernandes, re'irndn-se tem
porariameiite para Europ, d.i.xn como sens rn-
ouradores: MatWel JoquimUii Cma Carvaiho,
Joxquim Periir.-> de Frp'taafc Rasilio Lopes Pe
reir. Recite. 25 djM.io ri4l886.
1
1
i
Rodr
fiesta
E' ehegado D. MarianniVltodricnes, pr meiro
hrcules do mundo. Ti-ndo fiesta heroica provin-
cia trabalbado e tido a f< liridade de ser b?m aeo-
Ihiiio, se nao seguir j, dari talvez uns espect-
culo .
Pao tl'Alho
P-de-ae M Sr. Epipb
ebefe df e.tacSo, que 1
o qoe ha maa e nn ||
ar-se-h. 0 negoeio.
Iiio da Rocha Wsnder'ey,
mde ou venha sati fzer
9 proiDftte, e ni faaenda
tniin JonquinaiU- Honra \\ollar
Frauciseo Jos d,-s l'assrs Guimares, Mariv
Rosalina deSouzaOaUMa'aVl, M^ria Rosalina de
(uimaracs Phbsks, Leonor Ameba dos Pasaos
Guimares, Manorl Jonquim dos Hnssus Guima
ri.-s, Jote Francisco 1I1 s l'assrs Guimanlrs, Ame-
lia Rosalina os Passna Grniiia'iii-r, J- o Bodcl-
pho dos Fassos Goioaaraei, lzHb' I Leopoldini dos
Paseos Guimaracs, Juba Ko.-alinad sPasrcs Gui-
mares, e i-Vpitulino li el iga s d< Passos ngra-
decem ccidialDit-nte a ion s p>->P;.s que se
dignHiio ac(.m>: presada togra, mi, e av ; e di- novo as convi-
dara a assistirem s niitas quepo- sua alma,
maudao celebrar na Ordem T*-rM du Ca mu.
no da 28 do corieui, pelas 8 l>< rus da manhi,
stimo d:a desou nlle,nreuio, por cujo obsequio
desde j se eonfrsaao gratos.
Jone Marn Pereha da Bocha
Uoibelina da Souza Rocha convida a todo os
seus pare tes e amigos de sen finado marido Jos
Mara Pereira da R-xha, pnra assist rem as ma-
f quepir sua alm manda resar na igreja da
.-anta Crut, no da 28 do cor-ente, s 7 horas da
raanb, 1 anniversario de seu fxllecimento, con-
fessanlo-a gruta a quem assistir a este acto de
religiao e caridade.
KEDALBA DE HOivST"
DIPLOMA DE B0T1
0 OLEO CHtYRIEB
i etint.ctado ptlo AlcatrJo.
tnico balumieo, o qu mullo
augmenta ai proprledatu 00
Me.
0 OLEO de FIGADO
DE BICaUO FERRUGINOSO
0 a tnica oraparacio aua permute
tdmiri'strar o Ferro aem pn.
Ouiir Priao de Ventre, nem
iDcommodo.
PPNLDtOiRO
[lEFERRUGiNOSO^l
Mmn:
DEPOSITO firal m FUI!
II, roa U FnV-IiictBartft
DinOSIT0S EM TODAS AS PISOIPdRS I'HARMACJAS DO BRAZIL.
KKCRITADO POB TODAS AS
Cclo'bria4os elioas |
CA FRANCA K DA ILHOPA
kolestias"do peito,
ffecqOes escrofulosas I
CHLGROSIS,
ANEMIA, DEBILIDADE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES, RACHITISMO
.ii **'5i&tSZZ*** Vinho de Coca
BELLZZA ETSSiA di PELLE citiJi pilo oso ii
PERF
ORIZ
de LL. LEGRANP, FarneceJor da Curte da Rusta.
'OCRllZ-OKlZAi
l?F 8TH0MDRtPB
ttM CKt*': etau* (V B
a bmtqtlt a PU* mi
i da-iib a i r
j.lAHPiBtSCUaarUCCs,.
OA BOCIbAOC
' m/amo a tu Kticada lOaOe
UBF*nroito*>ttsaa,
sarda.-. da? rafas.
ORIZA-LACT
LOQiO EKULSIHA
Itranq-jciaarerreacaa polla
I Faadei:ip;iarecaraaaartjas.
ORIZA-VEOUTE
Sabio pela rtotlu do
VO.tYEIL.
0 lua aasTe para a pe le.
.'1

s TOuTES !.ES F*(tF0*ESi^_
ornes Oe 'Ouoa oa
tmtlhtu Be tm ocras.
Adoptado pe'i B*4a.
ORIZA-VELOUT
P de FlOUU'ARROZ
adherene t pelle.
VsdeaBdoo avaiadado
4a pseea.
OfflIZA>Olla>f Olato para oa Ostl>elloa*.
OlSCONFrAH f)A8 PALSIPICAQB UTtTIvIEF'.ClSAS.
Dopo-lto principal 307. rna Baint-Honort, Pone
GOTTA, E.HEUMATISMO, QRES
SoLugo do Doutor Clin
Laureado da Faculdade de Medicina de Pars. Premio Montyon.
A Verdadeira Solucao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Allec9oes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumati-.mo gottoao,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solugo CLIN o rneihor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
H3 Um explicaco detalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solucao de CLIN & Cie, de PARS, que se eneontra em
_________casa dos Droguistas e Pharmaccuticns. t
16,600 RECOMPENSA ,'JACIONAL 16,60
'
A Quina-Laroche conten todi
. ii'in um posto muito
ioi ao* oalros \
,\ quina; costra o oV
11 a, as aff
do eitomago, as ftbret ele.
FERRUGINOSO
O Ul
e ixra
b Cliz ombinaco de mu sai de Ierro
co .i quina, i.' reconiaii ;]tra
ezj do Si-;ig:- .i CMorO-eWetXeet, as
lo parlo, etc.
Bar.s. 22, i-ue Drouot. c as p.-;nc;paer Tiarr-zcia do Hundo
FUNDAHERN1ARIA ELECTRO MEDICAL
INVENQAO COB1 PRIV1LEQI0 POR 15 ANNOS
Daa laaute HARIE, mdicos inventores para corar radicilmente as Hernias, mais oa menos carac-
al. Ate agora as [nndas-beraiariai teem sido apeaas um simples meio para eonier as bernias. Os
ARie, resolverlo o problema de conter e corar por meio da Punda-nerniaria electro-medical
eoatrahe os Barres, fortifiea-os sem abalo nem dores e .rame a cura radical em ponco tempo.
PARIS^, BA DB L'ARBRH-SRC.
Deposito em Pernambaco : A. CAOR9.
OPPRHSSO
HM
NEVRALGIAS
Peln ClGABas BK
Tese
wmmmam
apra-se a fuzaca a eipectorasao e favorlsa as ruaccoea aos orgaos resiirator:os.
-u--- enm alntiBa eaaa eawat aeJ tuFIl'.itl.rva Liianre, cas Patria
DfWmtanotem P*i*%m\\\bue:_M4K_V^_a. <*m m'L VA *> r\ __
H I I
Acabarao-se as Cas
AS

iomatunica aci Cabritas a a Barba
a Cor natural
I as AT cacees sem Lovag'm c ir. P:;
35 SatitiOS DE EXSTO
E. SALLi: I t.ls; J. MONEGHETTI. successer
rtrfCJdata-Cktalai, 73, rta Tarbijo, PiBIZ
Fentfm-t ern frea; aa prmcipaea Pammurot e I
i"L.V o
Secnlis!
Salla ICiTCfllEOSO 8 U il d 1HS\1 affiTck
TNICO RECONSTITUINTF
demedio soberano
COM'RA A
CHLOPnsE, ANEMIA, CARIE DOS OSSOS,
AF* .^6ZS DAS VAS DIGESTIVAS,
OIARRKEA- CHRONICAS, RaSHITISMO.
ESCRFULAS, DEBILI'MDE,
C01VALESCENCAS DE FEEEJ JYPKOIDFAS
E DE MOLESTIAS GFiA'/ES, ETC.
Ferda emgrosso: at. ti. Itonrerfou
Pnarouccaticj em BBIvt (Correa), TRASCA.
Bopoultoa a Prrn;itnbuco .
f. ~\ A.IT" t/L. da S l TSW.t\. Ce *
' Ifnal : BJ
QONOrIRHEAS
i PLORES BRANCAS
CORTaiHENT&S
. TOJsnte cu ntigos sao curados em I
yoeoos* di33 em secreto, nem rigi-l
wa s*m tsanna, san: cansar jt^ns
fsolaetar js organct di^esUvos, peaej
{ ? injccgo le
!
MM
do doutor nuwnm
PAtS P P'o-s / '.a tatt2tSe.ltlt^"
nHriTO, aripsw, Breoohltas.
- KiilLaoO do Palto, c XAROPE i PAUTA gni-i
toral i* MAPE da DELANGKENTXR ato datqaw'
ffload carta TwiAoada por aUanbtot da. Asaaata'
i atadld i. moca. !
1 Baaa Ott, HerpMm mmm Oettm 4L- uno ranea* V
la rataeM affiatailas o* Toaaa a CoqaelBOha. '
FAt sa, rao mm aa FAlua
I a u todas m rBAKjtAoiAa r~
oo *(nroo
BRJW >iilr. uC -i. Itjw'
r^ a iiJCn;vlD :
maanita mb> tu vm**.
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( F1LIZ
4os4:000$000
JraQa da independ n-
da us. 37e 39
Aebam-se n bilhetw
iaio
1 na ;.' z de ( ..,,!: ir:, i u.r
ao dia 27 de M
Sem dicta esem modifi-
ca?oes de costumes
Laboratorio central, rur. do Viconde do
Rio-Branco n. 14
Esquina la ra do Reqente -.Rio de
Janeiro
Espedflcos prep irados pelo phar
Diacenlico Eugenio Marques
de llollanda
Approvudos pelas juntas de byeiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de iinbirib'na
Restabelcce os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejectoes diicies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-aneimcoe, deln-l!a a hj poemia
intertropical, n coustitue os bydrcipcos e benbe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recomi* ndado na bronebite, na bemop-
tyae e as toases agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferrugio&o e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalm-nto as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e ta.ubcm fer-
ruginosi, preparados em vinho de caj
Efficazes as nfl.-immacoes do figado e baco
agudas ou L-hronicHS.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicudo as convalescenvas das parturientes
urtico antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva & C.
Cosinheiro
Precisa se de um cosiubeiro : a tratar na ra
da Uniao n. 11.
J
, AS/%
Alaga-se a casa n. 77 ru* d<- Santa Rita, teir.
3 quarios, cosinha, quintal e porto com sabida
para a praia nova de Sauta Rita, e fica perto do
mercado : pura ver, a chave est na casa n. 79, e
trata-se no Reeife, ra do Bom Jess n. 59.
Copeiro
Precisa se de um copeiro : a tratar na ra do
; Commercio n. 44, escriptorio.
Falla m no HaraMo
Vendo o Vascoucellos ra da Aurora n. 81,
orram a ella !
Pharmscia Levy
Ra .\ova bbdb'o S5
Agua de Selz natural, p"Io ultimo vaper.
Pharraacia L*vy
Raa \n numero i*
Cha preto especial.
iiffli
40S 4:00iO
O abaixo assignado, tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 2703 com a sorte de 200JW00,
alm de outras sortas de 320, 16)5 e 80, d-
rteria (54.1), que se acabou de extrahir
convida aos posauidores a virem recebe-
na coaformidade do costurae sem descont'
a'gurrj.
Achain-so venda os afortunados bi
Ihetes garantidos da 0.a parte das loteriao
a beneficio da matriz de Gamelleira (55.*),
que se excrahir quinta-feira, 27 do cor-
rente.
Presos
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
8m quantldade malor de loo.?
Intr.iro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manoel Martina Finza.
ios 4:000000
i.
l:00J00il
I6-Lua do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu nos seus
venturosos bilhetes garantidos os premios
seguintes: 1 int'iro cora a sorte de lOO
no n. 2572 alem de outros iiiais de 320,
160 e 85 da lotera n. 54.
Convida-se aos posauidores a virem rece-
ber sem descont algum.
Acham-ae venda os vm turosos bilhe
tes gar: ntidos da loteria n. 55a em beneficie
di matriz de Gamelleira que se extrahir
na quinta 'eira 27 do corrente.
Preco
Inte-'ro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Sendo quanidade superior
a 1M:000
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Joaquim Pires da Silva.
Bilhete inteiro I 'JO
Meio 2iJ0OU
Quarto 100
tm poreo de tOOjooo para
etaM
Bilhete inteiro 30:
Moio 10750
Quarto 875
Antonio Anqnsto dos anf" Porto.
Mudaiif a de escrip-
torio
O advogado Franc;sco do Reg Baptiata e os
solicitadores Diogo Baptista Fernandes e Anto-
nio Machado dias, mudaiam seu sscriptorio para
a ra do Imperador n. 22, 1- andar, lado dn de-
traz, onde serao encontrados das 10 horas da ma-
nhi As 3 da tai de.
o segundo andar ra da l>arao do Triuuiplio a.
80 : a tratar no artr.azpin.
Transferencia de aula
A aula primaria e secundaria diurn-.i o noc-
turnal da ra de S. Jorge, mudou te para a da
Bora Jess n. 47, andar. Pre?o mdico a sa-
ber : primeras li ttras 2JO00 mensaes, e prepaa
torios 33000.
Ao Sr. Benvenulo Buarqne
Pede se o obsequio de vir ra du Bario da
Victoria n. 10, a negocio de seu particular nta-
ieaw.
0 Sr, Mafioel Preira fla (ionoa
Queira ter a boniUdc de vir ra do Bardo da
intoria n. 10, rec bi-r urna carta que Ihc diri-
gida com urgencia.
All ~
Precisase de urna ama para audar com crian-
fas : a tratar na ra da Cruz n. 32, primeira
andar.
Acges entre amigros
As acgoeg du urna mobilia du Jacaranda, de
urna mesa elstica, do n a guarda-louca e de un
marquezao pira c .sa! com cortinado e cupala.
que tioham de cc-rer com a ultima lotfria deste
mez, ficam t-ansfi rii.u para a ultima do moz da
jaiih i do corren-e auno.
"CALLOS
OMELHOUE MAIS IN'FALLIVEL DE-
TRACTOR DOS CALLOS E' A
Mavnardina
porque os extrahe completamente,sem c tusar
minina dor.
E' fac de applicar, nao impede de se andar
ca Qado e tem o seu effeito comprovado por a .tes-
tados insuspeitos e pm numerosas applica^oi-s qne
nunca f-ilharam. Nao confuudam, nem re ea-
ganera com outro preparado. H verdadeira
qui- se prepara e veide na Drogara e Imperial
Pliar naca Diniz
DE DINIZ& LORENZO
37-Pra?a do General 0zorio-5ff
Deposito em Ps-nambuco, pharmacia d
Hcrmes de Souza Pereira & C,
Successores
Esa lio Marauaz U Ola 1.1,
abaixo assignado. Dr. era medicina pela Fa-
culdade do Rio d-- Janein, cavalheiro da ordesa
de hrist) por Portugal, medico adjunta (1 Hos-
pital da Veneravel Ordem Terceira do Oa -mo, da
caita de D. Pedro V, agraciado com a rm daaVa
humanitaria por esta pia mstituigao, etc., i'tc.
Attesta que o remedio denominado M -1 YMAR-
D NA, preparado pelos Srs. Diniz & Lorenza^-
na imperial dragara e pharmacia Diniz, ( nr-
livel para a eilrac^-ao dos callos. Oitrosam
attesto que tendo em .-i emprfgado, colino os me-
lhores resultados a ponto de p*der calcar as sa-
tinas as m.-.is just. s
O qne attesta vi-rdade e jura fcob a fe de sea
grao
Rio, 10 d;' Dezembro de 1885.- Dr. Francism
de r*. ula Cotia Jnior.
I>1
PASTILHAS
De AN6ELIM&MENTRUZ
se
as
3S
as
ra
*
o
49

sg
a
0 Remedio mais efficez e
&guro que se tem descoerto ate
tto/e fiera expe'lir as Ion trigos.
ROQIAYKOL FUERES

Camilla HsiIdii de Fariaii
Canuto Sergio de Furias e seus irmans agrade-
c m do futido d'alma aos s-.-us amigos e as dentis
pessoas que (izeram a caridade de acipanbar
ultima morada os restos mortaes de su Ecmprs
chorada asposa B cnih-ida. Camilla Mxima da
Fiaras ; e de novo os unnvid:>m para compareca-
rem a missa, que por al na da mesma fallecida,
maudam resar na igreja do Paraizo, s 7 ho'as da
manha do dia 2) do eorrente. ___ _____
-./n.aaaanEMf*- L ""WI'^"* Auna Leo Bibelro
Francisco Ribi iro (iuimaraes, suamulherefi-
lhos, raspassados do mais doloroso sentiniTita
pelo passamento de sua sempre prantcada mai,
sigra e av, em Portugal, convidam a to-los oa
sena parentes eamigos para assistiresa^os .aissas
que mandam resar por alma da finada Anna Leia
Ribeiro, no dia 29 de Maio, s 7 1/2 hon.s da
manhi, ni igreja do Espirito Santo, ededej antecipam todos qne oacorrerem a esse acto da
caridade os seus eternos agradecimentos._________


*
l
wwTjar i
riiiiiri


^^^B^^^^^B
Diario de Pernambiicoquintar-feira 7 de Maio de 1S86
i


i

*
4
' Experimntela
E dicam o qnr adiam
Os eepeciaes licores de gempppo c caja que
aeham venda 10 largo de S. Pedro n. 4T
1
Caletra a vapor
Suprimento para o vapor Jagtianie
N. 927:170
O Sr. Franaiseo Al vea da Costa, commandante
de vapor Jaguaribe, pela segunda vea negado i
?ir ama do Marqop- d Olinda n. 60, dar
Brimento ao numero cima. Pede-se ao digno
luiente providenciag a reapeito.

Leonor Porto
Una o Imperador n 4*
Primeiro andar
Contina a exenutar os mais dceie
figurinoa recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre-
vidade, modicidade em presos e fine
goeto.
I
Pilulas pirgativas e depuraliws
de Campanha
Estaa ilulas, cuja j,reparco paramente ve
getal, term sidj por mais de 20 anuos aproreitadui.
com 03 melhores resultados as seguintes moles-
fias : affec^oes da pele e do figado, syphilis, bou
bes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas B
gooorrhas.
Modo ele uwnl a
C.me purgativas: tome-se de 3 a 6 por da, oe-
Kcdo-f.e aps cada dse um pouco d'agua adoca-
da. cha ou caldo.
Cou! ..guiadoras : torae-se um pilula aojantar.
lletas pilulas, de iuvengio dos pbarmaueuticos
Aimeida Andrade & Fdbos, teem veridiclum dos
8rs. mlicos para sua mclbor garanta, tomndo-
se mais recommendaveis, por screm um seguro
purgiti-'o e de pouca dieta, pelo que podem ser
asadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
Xa droKiiriu de Faria Sobi-iiilit C.
41 BA DO MABQUEZ DE OLIKDA 41
Avise
O procurador Borges Tavora pode ser procura-
re em seu escriptorio n. 50, ra do Qaeimado,
ende esteva o directorio liboral.__________^^_^
Issucar especial
Joaquim Sulgueiral &. C, proprietarios da re
nxcao ra Direita D. 22, tendo reformado cem-
pletamrnte o seu estabelecimente, scientifieam ae
publico i>m geral e especialmente ao cominera,
qae teem sempre um completo sortimento de asqu-
eares, tanto em carolo como refinados, de 1, 2* e
3* sorte. e especial refinado com ovos, o melhor
que se encontra no mercado, e podem de prompto
satisiasur qualquer pedido que Ibes seja feito, pois
ara isso teem sempre um grande deposito. (a-
ragtom a boa execucao e limpesa dos seus pro-
dados.
44S
Xomero elepbonico
Cos nh eir
Pfecisa-se de urna cosinbeira : na ra de Pay-
xanfl n. 19, Passagem da Magdalena.
Importante liquidaca
Loja das estrellas
Ra Duque de Caxiai n. 58
Merinos de todas as cores, duas largaras, a 800
rs. o eovado.
Sedas, ricos desinhos, de 2 a 800 rs. o co-
rado.
Fustoes de (odos as cores a 400 rs. o eovado.
Ditos de ricos desenhes, para coberta, de 1200
f 320 rs.
Leonesas (novidade) a 240 e 320 rs.
Zephir de quadros, 120 e 160 rs.
8etneta lisa de todas as cores, 400 rs.
Dita estampada, 320 rs.
Estamiaes imperiae, 400 ri.
Bramante de buho com 11 palmos de largura a
1*800 o metro.
Dito de algodo trancado, 800 rs.
Meias ingieras pata hornero, 3 e 44 a duza.
Vestidos a Jersey para menina de 2 a 8 annos,
a 6, 8* e i0*.
Chapeos de sol de seda para homens e senheras
a 2, 2*500, St. 3*500, 4 J, ftj e 6f.
Vest arios de casi mira para menino de 2 8
annos, a 81, 10g e 12*.
Madapolao, pelle de ovo, 6* a peca.
Algodo marca T, 5* a pega.
Lencos com barra de cor, 1*200 a duzia.
Assim como um variado sortimento de porcella
as douradas, crysts;s, artigos de phantasia para
toilette e muitos outrjs artigos que se Vcndom por
menos 50 l'/0 do que em outra qualquer parte.
AOS dOlMtBS iOS filil)!!
?Jura certa em 48 horas das DHamacSes
recentes dos olhos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega -se este poderoso colyrio sempre ootn
grandes vantagens, as seguintes molestias :
(iphtalmias agudas, purulentas e chronicas, ooa-
aativites, etc., etc.
Deposito eral, na drogara de Faria Sobrinh*
4i C. ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Para informaces, sedirijam livraria Indus-
trial ra do Bario da Victoria o. 7, ou resi-
dencia do autor, ra da Saudade n. 4.
As saibores logistas e alfaiates
Mara Magdalena e Felismina de Miranda, re-
sidentes ra de S. Joo n. 26, cosem com pres-
teza e por preco commodo camisas, eeroulas, cal-
fas e paletots. Os senhores logistas e alfaiates
podem se informar do negociante Jos de An.uja
Taiga, ra larga do Ros rio, que est habilitado
a dar qualquer esclarecimenta.
Magnifica morada
Aluga-se o 2- andar da ca*a a. 138 rna de
domingos Jos Martins, por detraz do arn.ar.em
4a Carneiro Vianna, todo pintado e caiado de
aovo, muito fresco, com janellas de tres lados,
com commodos para grande familia, e por preco
atai'^ barato ; a tratar na ra do Mrquez de
Olinda n. 54.
Ao publico
Antonio Botelbo da Cmara, tendo encontrado
antro de igual nome, desta data em diante assig-
aar-se-ha Antonio Botelho da Cmara Braga.
Afogados, 7 de Maio de 1883.
Hotel Petropolcs
Ka Palmare. Jauto a ealaco de
Bm
Os passageiros dos trens teem teropo muito
suficiente para almocar. O trem que sobe demo-
rare 50 minutos, e o que desee 1 hura. Hospe-
dagem sjmente familias e pessoas moralisadas.
VENDAS
Veude-se urna excellen'e taverna no larg
de Santo Amaro das Salinas, rm frente para a
Knha de Limoei'O, propria para qualquer princi-
piante : a tratar na mesma.
Trnde-se o engenho Cumbeba, tito na eo
atarea de Goyanna, .reguezia de N. S. do O',
atente e corrente, com safra para 1,500 2,000
aaes de assucar, com trinta animaes de roda, oito
sois mansos e dous carros : quem o pretender di-
rija-se nesta praca Man el Pau.o de Albnqu t-
uo, 4 ra do Bario de S. Borja n. 16, ou seu
Btsprii'tirio no mesmo rngenho.
Carne e qoeijo do serian
Vend-8' carne e qusijo do serto do Serid
por preco baratissimo : ra ra do Bum Jess nu-
ero 38. ______________ __________________
\proveilera
Tende -se urna armagao superior para qualquer
negoei", menos mol hados, em bum srmazem novo
e em urna das melhores ruas,t -m agua e paga m-
dica aluguel : informa se, por fsvor, na ra do
Banc-l 49, taveraa da esquina.
Bom negocio
Vende-se u.na pe-
quea taberna, pro-
pria para principiante
por ter poneos fundos
Na ra da Roda, n.
48, daro informaces.
Frnctas maduras
Veujc se diariamente especiaes laranjas para
ataaa, m Migabas, apotas, % ostras multas : do
largo de ti Pedro n. 4.
A Revoluco
0 48
a ra Duque de Caxias reduzio as vendas
a 25 0|Q de meaos de seu valor
Ver para crer
Setin maco a 800 rs. o eovado.
Merino de bolinhas 4 900 rs. o dito.
Lindns alpacas de cores 560 o dito.
Setinetas lisas 400 rs. o dito.
Ditas escossesas a 440 o dito.
Chitos finas modernas a 240 e 280 o dito.
Cretoues finos a 320, 360 e 400 rs. o dito.
Fustao branco a 400, 440 e 500 rs. o d;to
Linn branco a 500 rs. o dito.
Mariposas finas de cores a 240 o dito.
Linhos escossezes de quadrinhos a 240 rs. o dito
Renaa da China 4 240 rs.o dito.
Seda de listras 1 000 o dito.
Damasco de cores a 500 rs. o dito.
orim pardo liso 4 300, 360, 400 e 500 rs. o dito.
Verbutinas de todas as cores a 1 000 o dito.
Fichsa 1, 2*, 3t, i e 6*000 um,
Casemira inglesa de cor a 3* e 4*000 o eovado.
Dita diagonal a 2* e 2*500 o dito.
Dita de cores a 1*800. 2* e 2*400 o dito.
Flaoella americana 1*200 o dito.
Toilette para baptisados a 9*000 nm.
Pnhas e eollarinhos para s< nhora a 2*000.
Espartilhos de corsea a 4, 5, 6 e 8*000 um.
Camisas bordadas de linho a 30*000 a duzia.
Camisas para senhora a 30*000 a dita.
Ditas de meia a 800, l*0tK)e 1*400 a dusia.
Times para meninos a 4*000 um.
Casacos de laia 12* um.
Bramante de 3 larguras a 903 rs. a vara.
Dito de 4 larguras a 1*200 a vara.
Lencos cem barra a 1 *200 a dusia.
L-nc.8 brancos a 1*800 e 2*000 a dusia.
Lencoes de braMgnte por 1 *800 um.
Cortes de casemira de cor a 3*, 3*500 e 4* um.
Toalhas felpudas a 4* e 6*000 a dusia.
Ditas alcochoadas de 20* por 12*000 a dusia.
Meias para homem de 3g, 4J, 5* e 6*000 a dusia.
Meias para senhora i 3*, 4*/ 5*, e 6*000 a dita
Colchas brancas e de cores a 1*800 urna.
Colchas bordadas a 5*000 e 7*5 0.
Cobertas forradas a 2*800 e 2*900 urna.
Madapolao gema e pelle de ovo 4 6*600 a peca.
Redes hamburguesas a 10*000 urna.
Brim trancado a 700 rs. o eovado.
Cambraia de forro a 12*000 a peca.
Zefiros liso t a 120 o eovado.
Cortes de casinete a 1*000, 1*600 e 1*800 nm.
Anquintias a 2*000 urna.
GRANDE
Expsito central roa larga do
Rosario n..'8
Damia Lima & C, nao podendo acabar om a
grande quantidade de mercadorias, resolvern)
anda rma vez convidar as Exmas. familias e o
respeitavel publico em geral, que com certeza nio-
guem perder seu tempo, fazendo urna visita 4
ExpoMtro Central
Pecas de bordados "a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punhes e colarinhos bordados para senhora a
2*000.
Ditos ditos lisos, 1*500
Ditos para homem, 1*500.
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
Invesivis grandes por 320 rs.
Lacos para senhora por 1*500.
Macos de 1S para bardar, 2*800 e 3*
Luvas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditos de fio de Escossia, 1*CC0.
Broches para eenhora (modernos) 1*500.
Um par de meias para senhora (ie de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1$2U0.
Duzias de bal^-ia- a 360 rs.
Carreteis de 2iK) jai das a 80 rs.
Metros de Hrquiohas a 160 e 120 rs.
Um par de frouhas de labyrintho, 1*500.
Macos de grainp s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhos de seda para chapeos de
sentara, de 5oO rs. a 1*000.
Um pente com inscripcio para senhora, 1*.
Um leqne de 16* per 9*.
Brinquedos para enancas, leqnes de papel., fi-
tas, bicos de linhe, quadros para retratos, teneos
tspartilhos, bicos, galoes, franjas com vidrhos,
eutrss muitos oojectos de phantasia por precos
s<-m competencia : na exposicao Central, 4 ra
larga do Rosario n. 38.
GifeiWi) o Hurle
Em vista dos grandes progressos da idea de que
se gloriam as nacoes civtlisadas, o eommercio
deve acumpanhar esse proirresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em /ista do que annnnciam
MARTINS CAP1TAO & C.
1 Ra eatreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticies, es-
colba dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueres. Letnbramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venhom v.r, pois :
Qut-ijos, flamengo e de Minas,
Fiambres ingleses.
Chocolate francs Menier.
Oito do Maranh&o.
Frucioa seceos, como :
Paseas, ameudoas, figos, etc.
Ditas naciimaes.
Doee de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates uovas de hortalicas.
Especia lidade em
Vinbos finos do Porto, Madeira e Shery
Hitos da Fifrueira e de pasto.
Coenac de dip"oe autor-c
Vmbos tonieoa, uomu t
Absintho.
Vermoutb, etc.
Licores de todas as qna'idrdea.
Champagne.
Cervej de diversa, marcas.
3em asaim :
Araruta fina em pacjtes.
Cb4 verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, en. po.
DMJ
Ainda mais :
Ovas de peixe.
Sardinhas de. Lisboa em 8almoura. '
Veadem Martins CapitS-j & ., ra estreit di
Rosario u. 1.
AOS AGRICULTORES
Foruiicida capanema (verdadeiro) para extinc-
cao completa da formiga ssura. Vendem Martmi
Capitio & C, ra eatreita do Rosario n 1 ______
Fazeiidas brancas
SO' AO NUMETO
* i-na da Imperatriz = -lo
Loja dos baraleiro
Aiheiro i C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de tudas estns fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABEK :
AlgodoPecas de Igodiiozinho rom 20
Ao 63
jardas, rn'o' barato preyo de 3*8(X),
4f, 4*5< K), 44 off, 5*500 e 650
MadapolaoPccas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at 12*000
Camisas de mua com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc is e ernas, de 1* at. 1*80"
Creguella franceza, fazenda muito en-> -
pada, propria para lencoes, toalhas e
crolas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e 1*500
Colletinhos ^a mesm> 800
Bramante francs de algodSo, muito en-
cornada, com 10 palmos de largura,
.otro 1*2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 2J801
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras eescuris, pa-
droes delicados, d. 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicalo do
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimar, na conhecida
loja de Aiheiro & C, esquin-i do becco
dos r'erreiros
Vlgod* entestado pa-
ra ien$ocs
Oo ra. e lJOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
.odo para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de arcuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
(10 o metro, assim coma dito trancado para
ma jhas de mf sa, com 9 palmos oe largura a 1*200
o n >'tro. l.-to na leja de Aiheiro & C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e 2* o eovado
A heiro A C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acim>
dito. E' pichincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo precr
de 5*U00, assim como um sortimento de rounas
de casimiras, brius, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o eovado
Aiheiro & C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o- padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o eovado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30', sendo de paletot sacco, e 35* de traque,
grande pech-ncha ; na loja dos barateiros da Boa
Vista
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o eovado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32C
rs. o eovado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a IOO ra. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordaJo. dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fustoes de m?fineta a 5o rs o
eovado
Albeiro & C. 4 ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortimento de fusties brancos pele
baratinho preco de 400 e 500 rs. o eovado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. c
eovado na loja da esquina do beceo dos Fer
reros.________________________________________
Pechinchas para acabar!!!
Ra Hinque de Caxias n. .
Fustoes de cores para vestidos a 240 e 320 rs.
o eovado.
Chitas claras e escuras, 200 e 240 rs o dito.
Saxgelins diagonal de todas as cores, 240 rs. o
dito.
Alpacas de seda idem idem, a 360 e 400 rs. o
dito.
Las com bolinhas, novidade, 560 e 700 rs. a
dito.
Setiuetas superiores, fasenda de 600 rs., para
liquidar a 400 rs. o dito-
Damascos superiores, duas larguras, 1*800 o
dito.
Popelina branca de seda, 480 rs. o dito.
Setins macaode todas as cores, 800 rs., 1*000,
15200 e 1*400 o dito.
Velludilhos de listrinhas, novidade, 1*600 o
dito.
Sedas japonesas, 4"0 rs. o dito.
Esguio para casaquinhos de senhoras, a 4* e
45500 a peca.
Brira pardo fino para vestido, 500 rs. o eovado.
Faites oe novos postos, a 500 rs. o dito.
Camisas para s?nburas, as mais lindas que tem
vindo, a 4*500 e 5*.
Saiaa riqusimas, para todos os precos.
Cortinados bord tdos, 65500 a 9* > par.
Guarnices de crochet para cadeira a sof, a
8* Camisas francesas superiores, a 305 e 36*.
Bramante de algodo, o melhor que tem vindo,
1*500 o rnftro.
Id-m de linho puro, 2* o dito.
Colchas de cures, francesas, 1*500 e 2* urna.
Len^es de bramante muito grandes, 2* um.
Cobertas de ganga, idem dem, 3* urna.
Meias arrendadas para senhora, a 8* a duzia.
dem cruas, idem, 8* e 12* a duzia.
dem inglesas para homem, 3*500, 4* e 5* a
duzia.
Ceroulas de bramante bordadas, 12*000 e 18*
a duzia.
Lencos de linho a 3 a duzia.
Casemiras de cores, inglesas, 1*400 e 1*600 o
eovado, com duas larguras.
dem pretas diagonaes, 1*800, 2* e 5*400 o
eovado.
Cortos de ditas de cores, proprias para invern,
a 2*500 e 3*.
Liem inglesas, superiores, a 4*500, 5* e 6*.
Cortes d- fustao par* colletos, lindos desenbos,
a 2*500 e 3*.
dem de gorgorito preto, a 2* para acabar.
Deposito de algodes, tanto nacionaes como es-
tnmgeir.'S, superiores madapoles, brins, case i-
ras de todas s qualidades, eberiotes e merinos
para luto.
Vendas em gresso, descont da praca.
Carneiro da Cunta & C.
59 atoa Duqne de Cazlaa SO
Engenho i venda
Vende se o engenh > Murici, com sat-a ou sem
ella, situado na freguezia da Escada, distante da
respectiva estacao um quarto de legos, podendo
dar seis camiones por dia, moente e corrente,
tem duas casas grandes o duas pequeas para mo
rada, e outra para farinha com suas pertenyas : a
tratar na ma do lacerador n. 65, 2' andar.
LIQUIDAUIO DE CHPEOS PARA
Vende se pelos seguintes pre
eos de I60OO0 at *0*000,
rata do Crespo n. i
Mequelina.
Bonito? leques de gase para senhora, a S*,-6*
8* e 10*.
Ditos de setineta, de 1*500 a 2*500.
Ditos de ppe|, de 300 rs. a 1*.
Em eontlnaaeSo
Cintos de couro a 1*500 e 2*.
Babados bordados largos e estreitos, a 100 rs
a peca.
Chapeos para baptisados, de 1*600 a 8*.
Ditos de palha para enancas de 3 a 4 annos, a
2*50i).
O Pedro Antunf s 4 C. quem tem pata liqui-
daco.
Belleza, frescura, jovenlude
l*x bramo de* trace para asna-
ciar a pello
Estes p>3, de urna fineza extrema, especialmen-
te preparad nturmosear a pelle, sem alte-
ral -a.
A' vends, eir. ...mt do Pedro Autunes & C, ra
do Duque de Caxias n. 63.
Igualmente o bem conhecido leite de rosas para
extinguir as eepinbas e pannos, os mais assombro-
sug inimigos de urna assetinada face, restirthndo-
lhe a belleza anti^a.
F.m ultima analyse ser4 bom nao esquecer o
ceme rosado para es labios !! S a Nova Espe
ranea.
itkl e agrada* el
Fazer um delicado trabalho de crochet can os
novellos de la e seda de diversas cores, que teem
o Pedro Antones & C.
Linhas de diversas cores, dita branea de linho
para la> r trivolit, medalhro tranca bom conhe-
cida para o mesmo.
Um bonito desenho colorido para mesa bonita
almofada.
Ao 6 iRa Duque de Caxias
O tempo propro
Boas meias de hi pxra homens e senhoras, luvss
de dita para quem soffre de rheumatismo.
Ao OSBoa Duque de dulas
Cabriolet
Vndese um ero perfeito estado e por preco
coininodo; tratar na ra Duque de Caxias n. 47
Uilhar
Vende-se um bilhar francez em perfeito estado
com tres jogos de bolas e seis tacos : a tratar no
antigo largo do Pelourinbo (corpo Santo) n. 7, es-
criptorio.
Camisas nacionaes
a tSoo. aSooo e s*5oo
32=-- Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabe aciment um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodo, pelos
baratos precos de 2*500, 3* e 4*, sendo tasends
mnito melhor muito mais bem feitas, por serem cortadas por
um bem artista, especialmente camiseiro, tamben.
se manda fazer por encommundas, a v mtade dos
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n
3.-, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
&s
3;
Ra da Imperatriz
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
'jitavel publico um variado sortimento de tasen-
as de todas as qualidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambero se man
da razer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre altaiate e completo sortimento de pannos fino,
casemiras e brins, etc
'
St-Boa da Imperatri* SS
Loja de Vertir da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas aba
xo mencionadas, que sao ba- u.as.
Palitots pretos de ir aiagonaoa o
acolchonaos, sen io tazenaas muito en-
corpadas, e forrados 7*001
Ditos de casemira preto, de cordao muito,
bem feitos e forrados 10*O0i
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12*001
Ditos de flanella azul sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados 12*00<
Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
sendo fasenda muito encornada 5*501
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas 6*5
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
Onito bem feitas 8*001
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*00i
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem fetas a 1*200 e 1*601
Colletinhos de greguella muito bem feitos l*OU
Assim como um bom sortimento de lencos d,
linho e de algodo, meias cruas e eollarinhos, ett
Isto na loja aa -ua da Imperatriz n. 3i
Riscados largos
a OO ra. o eovado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem si
riscadinhos prspiios para roupas de meninos
vestidos, pelo barato proco de 200 rs. o covadi
tendo quasi largura de chita francesa, e ssie
como chitas brancas miudinhas, a 2f0 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechinchs
"oja o Pereira da Silva.
FuatSea. aetlneaa e lazinkaw a SO
r, o eovado
N loja da ra da Imperatris n. 32, vende-
um grande sortimento de fustoes brancos a flO
re. o eovado, lzinhas lavradas de turta-core
fVsenda bouita para vestidos a 500 rs. o eovado
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a>
cores, a 500 rs. eovado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merino*) pretoa a IS
Vende-se merinos pretos de duas larguras pan
vestidos c roupas par meninos a 1*200 e 1*60
o eovado, e suoenor setim preto para enfeites >
1*500. arsim como chitas pretas, tanto lisas com
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs.; na nov
laja de Pereira da Silva ra da Imperatriz no
mero 32.
Alsod&oslnno francs para lenre
a OOOra.. IA e i*oo
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-
superiores algodaosinhos franceses com 8, 9 e 1
palmos de largura, proprios para lencoes de lu-
so panno pelo barato preco de 900 rs e 1 *000
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, a*
sim como superior bramante de quatro largura
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loj
da Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A t. iSROt e *
Na nova loja da ra da Imperatria n. 32, s
vende nm variado sortimento de vestuarios prt
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
nha curta, feitos de brim pardu, a 4*000, dito
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgorao preu
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; n
loja do Pereira di Silva.
C*2

2
J>2


Chapeos e chapelinas
36 A4flPRACA Di INDEPENDEN.....36 i ifl
B. S. CARVALH0 & C.
Proprietarios desto bem conhecido estabelecimento p&itecipam
as Exmas. familias e ao publico em geral, que mensalmente reeebem
das principaes casas em Pars e Manches ter o que de melhor e de
apurado gosto ha em chapzunas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e crianjas, e muitos outros artigos concernentes
chapelaria.
Flores artificiaos para ornamento de salas.
Grande e bem montada oflicina k aifaiate
DE
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Sscesse preferiv
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho no h. inores armazens
no!hados.
Pode KOYAL BLEND marca VlADOcujon
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BKOWNS 6t C, agentes
Plvora
Vende OanJido Thiago da Costa Mello, em seu
deposito a ra Imperial n. 322, olaria, onde tom-
bem vende tijolos e tenas. Telephone n. 221. /
Massa de mandioca
Vende-se massa, especialmente preparada, para
bolos do Sonto Antonio, S. Joao e S. Pedro, a 600
rs. cada pacote de meio kilo : no largo de Pe-
dro n. 4.
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar am lindo variado sor-
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, eollarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha; e para bem
servirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios deste grande estabelecimento
jm na direccSo dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espago ao 24
horas, preparam um terde roupa de qualquer fazenda.
Ra do Bariio da Victoria n. 41
(PREgOS SEM COMPETENCIA)
Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEUDE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeitavel PUBLICO qae receberam um
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, come tans-
bem relogios de todas as qualidades. Avisara tambem qae continuara a receber por
todos os vapores vindoe da Europa, objectos novos e vendem por muito menoa qae en
outra qualquer parte.
MIGL WOLPF & C.
N. 4RA DO CABUG----N. 4
Comprase ouro e prata velha.
x
FUNDICAO GERAL
ALLAN PATERSON fr C
N. 44-Ru t do Brum-N. 44
JUNTO A E^ TAfAO DOS B0NDS
Tem para vender, por pre mdicos, as seguintes ferrageos:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSes de diversos tamaitos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Porteade fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos
Moeodas de 10 a 40 p o llegad as de paadora
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assentamento de machinismo e exeemam qaaiqt
aballio com pert'eiyaa e presteza

- -

JOSEPH KRAUSE a
Acaban d augmentar o seu j bem conheeid
mporlanle estabelecimento rnal
de marco n. 6 com mais /
sn saliio no I andar Inxuosamentii pepar-
rado e prvido de urna xtasi'
ff0 km dearai* da Par t tolr-plate
das mais afanadas fabricaiea da
mundo inteiro. '
Convida, pois, as Exmas. ramillas, seus nume-
rosos amigos e fregueies.a vislarem
o sen eslabelecimenlo. alim de
apreciarem a grandeza e bom gosto (m qie
nio obstante a grande y
oe>pea, o adornaran, en honra
desta provincia.
"".UTO DM.1 a 8 DA MITO
a
m

V


8
Diario de Pcrnanibuco-~(tninta-feira 27 de Maio de 18S
ASSBMBLEA GGRAL






1X1M AII \ DO DE PUTA DOS
SESSAO EM17 DE MAIO DE 1886
PE8IDENCIA Up SR. AKDBADE FIOUEIBA
Ao meio-dia, feita a chama Ja, a ella res
pondera 75 Srs. deputadoa. E abre-se a
seaaao cinco minutos depois do meio-dia.
E' lida a approvada a acta da sessSo an-
tA-dente.
O Sr. 1. secretario d conta do ex-
audiente.
O Mr. Aires de Araujo, antes de
ositrar na justiticajao de dous roqacrimentos
que pretende ^presentar, refere-se a urna
carta que leu no Diario Official, dirigida
ao Sr. Presidente da cmara pelo director
dvquella folba.
Profliga a estranha anomala de consti-
tuir-ge um funecionario publico nomeado
pelo governo, ao qual smente deve dar
cantas, em censor de deputadoa que exer-
cem o su direito reclamando dk tribuna a
bem da regularidade dos trabalhos da ca-
Nao reconho. e no director do Diario
Official a autondade que elle se arroga de
irigir-se em officio, na seccao editorial,
ao presidente lia cmara para censurar as
justas reclamadles feitas por um deputado,
porque semelhanta facto attentatorio da
dignidade e da independencia dos repre-
sentantes da naco, digoidade o inde-
pendencia que Ibes garantida pelo regi-
ment qua ao presidenta mcumbe zelar e
manter.
Por um facto soraenos foi demettido pelo
conselbeiro Zacaras um director do Diario
Official; mas o orador nao propoa provi-
dencia alguraa, certo de que o Sr. presi-
dente ser solicito em adoptar urna medida
que evite a reprodcelo de um incidente
que colloca em posicSo desagradavel os
membros da cmara.
Faz alguraas observacoes sobre o con-
tracto de urna compi>nhia brazileira de na-
vegado para o3 portos do sul, do qual pede
copia, fazendo ver que o servio que, como
ministro, contratou para aquella navegacao,
o msalo que, por conveniente aos inte
resses pblicos, pede seja mantido pelo
nobre ministro da agricultura.
Referindo-se lei vigente sobre o ele-
mento servil, nao acba decente que so fajara
leis para nao serem lealmenta cumpridas.
Tendoa ultima lei declarado libertos os
escravos de 65 aanos, obrigando apaas a
taes annos de servico aos de 60 annos, e
dado aos outros, em cada anno que decorrer
daqui era diante, ma8 urna parcella de i
berdade, mal comprehende que se Ibes in-
flijan!, na casa de detcngao da corte, bar-
baros castigos. Como nilo saba a le que
a isto autoriaa, pede copia da portara en
que um chee de polica da corte prohiba
cases castigos, bem como a copia de outra
em que o successor daquella os restabalecia.
O Sr. Francisco Belisario ( ministro da
fazenda), affirraa que este facto inexacto.
O Sr. Al ves de Araujo folga da ouvir a
palavra honrada do nobre ministro, e para
mostrar que acredita nella, e que nao veio
tribuna movido smento por espirito de
opposisao, rasga o requerimento que neate
sentido pretenda apresentar.
Vm triesa, lido, apoiado, entra em
iecusaao adiado por ter pedido a palavra
o Sr. Taunay, o seguinte requerimento :
f Requeiro que o ministro da agricultura
euvie copia da informacao prestada pelo ins-
pector das linhss de navegacao subvencio-
nadas palo Estado relativamente a substi-
tucab dos portos do Imbetiba e Laguna e
dos vapores Rio Xegro'e Humait. Sala
das sessoes, 16 de Maio de 1886. Alves
de Araujo.
E' introduzido com as formalidades do
estylo, presta juramento e toma assento o
Sr. Manoel Eufrazio Corra, deputado pila
provincia do Paran.
O Hr. Tarquinio de Souza pre
tenda ocupar se do facto anormal a que
se referi o Sr. Alves de .^raujo, qual o de
defendr-se o .director do Diario Officwl
na seceo editorial, destinada nicamente
def-za e explicacao dos actos do governo
a respeito do urna reclaraacao feita p lo
orador da tribuna, e cou-ementa publica
cao dos trabalhos da cmara ; roas depois
de ouvir as palavras sobre o facto prefe-
ridas pelonobra deputa o, a cilasse associa
esperando tambem cue o Sr. presidente
tomar aa previdencias que o sorprendente
caso exige, atino de que nilo mais se re-
produz i.
O Sr. Presi iente declara que ha das re-
cebe i um officio do director do Diario
Official sobre urna rechraaco frita da tri-
buna da cmara; mas juhjan "o o imper-
tinente, nao s'pela incomp itencia da pessoa
.oue lh'o dirigir, como pelos termos em que
se acbava e n:ebido, nao fez cabedal delle
(iexando de ir.seri-'o no expe.lente, como
s-
FOLHETIffl
ANGELA
POR .
(Continuagao do n. 119)
luz nproveitar esta
os suspeitas que
je no espirito.
Jida senhora, disse
sitamente o meu
fallara do seu so-
Fe i ta mente... pelo
sponieu a profea-
A bella bervanaria
o casiao pi.r.i esclarece
vimos nascer : cr
Anda ag ir
ell*,t:oroprebeiideu pe
oihar quandQjrnha brinho, nao "verdade?
Comprelv-ndi p
raenns assim o creio, r1
sora do Larech?.*B J
NSo me engiAei,
O re onhe'iment ju
ao '-u sobrinho ju,nta-j
sentimento mais temo.
Atiiviuhou^tudo completamente... Na
vespera do accidente oecorrido nos>a que-
rida Eraraa, tambera eu tinha adivinhado
tudo.
Como ?
Leao e ;i si;:# filha quando estavam
untos na miaba ofatenga, no meu gabine-1
|i:ao verdade .'...
fdfevo* miaba ilfca
s outro sentimentj,
se lhe pedia. Entretanto no da seguinte
vio esse officio reproduzido no Diario
Official e boje explicado pelos diversos
jornaes em termos que aggravam ainda
mais a impertinencia.
Julga eacusado dizer que a mesa trata
de tomar providencias para qua gemelhante
facto n3o ae reproduza.
E' introduzido com as formalidades do
estylo o Sr. ministro da justiga que l" o
seu relatorio.
ORDEM DO DA
VEKIFICAglO DE PODERES
Continua, a discussiio do parecer n. 100
sobre a elcicao do 13 districto ,da provin-
cia de Pernambuco.
Sao lidas, ap liadas e entrara era diacus
silo, cora o parecer, as seguintes emen-
das :
c Io Que sejam declaradas nullas as
eleigBes de Tacarat e a que se diz proce-
dida na Cmara .Municipal do Ex.
2o Que seja o Dr. Antonio de Siquei-
ra, candidato diplomado, rc.onhecido de-
putado pelo 13 districto de Pernambuco.
No caso de serem approvadas as re-
feridas cleicoes de conformidade com as
1*, 2* e 4* conclusoes do parecer, substi-
tua-se a 5a conclusio, pela aeguinte:
5* Que seja annullada *toda a eleijao
procedida a 15 de Janeiro no 13 districto
de Pernambuco e maade-so proceder ano-
va eleicSo.
< Sala das sessoes, 17 de Maio' de 1886.
Lourenco de Albuquerque.
O r. Antonio de slqnelra:
Ped a pala7r para tomar toda a Cmara
por tastemunha do silencio que vai guar-
dar na d8CU8ss2o o meu contendor, apa
zar do incidente para elle t5o desagradavel
e que aqui se deu, entrando para este re
cinto a requerimento meu; e o ex presi-
dente da provincia de Pernambuco, depois
de ter promettido confundirme.
Quando eu aqui por mais do urna vez,
mandando requerimentos mesa, fallei na
eleiclo de Pernambuco, ouvi da parte dos
honrados depatados por essa provincia as-
sira como do ex-presidenta, o seguinte :
est muito aprestado, havemos de discutir
em tempo (aparte.) Quando declarei qua
o ex-presidente da provincia de Pernambu-
co, tinha rer-ebido do juiz de direito da co-
marca de Tacarat tres offioios, sendo o
ultimo passado em tlegramma de 24 de
dezembro pedindo providencias contra vio-
lencias que estavam inminentes e que ha-
viam de impedir a liberdado da eleicfto no
da 15 de Janeiro, elle disse: kei de di
zer as providencias que tomei, vas em
tempo.
Eu o omprazei solemnemente para que
rae confundase, e trouxesse ao conhacimen-
t da cmara as taes providencias.
Quando o mea honrado contendor 'ae en-
freutou commigo na commissao de inque-
rito, depois de duaa ou tres vezes que tive
occasiao de fallar nesto recinto, disse-rae
teria-lhe respondido, se tivease tambem as-
sento na Cmara.
Ora, podem avaliar os nobres deputadoa
qual foi a sorpreza minha, quando elle dei-
xou de usar da palavra, na sessilo ultima,
depois de toda aquella provoca^ao.
O Sr. Presidente :Pejo ao nobre can-
didato que sa cinja sua explicagao pes
soal.
O Sr. Antonio da Siqueira: -Eu decla-
ro a V. Exc. que, o que tinha a dizer
sobro a elei^So na parta da interyenjo
desbragada do ex presidente para eleger o
filho do seu chefe, estava reservado para
a resposta que teria de dar ao discurso
com qua elli teria de confund:-me. E
rolha que elle vai soc :orrer-se para salvar-
se no silencio, promettando tratar da ma-
teria.
O Sr. Costa Pereira d um aparta
O Sr. Antonio de Siqueira : Entao sir
va tola a cmara de testemunha da cobar
dia com qua premeditara aggredir-me na
minha ausencia. (Apartes, numerosas ra-
claraac-s.)
O Sr. Cost* Pereira : lato um insul
to.
O Sr. Presidente :Att"nca\>; convido
ao orad>r a liiuitar-se sua explicacao p -s-
soal.
O Sr. Antonio do Siqueira :V. Exc,
qu-i foi testemunha da virulencia com que
os honrados diputados a quera rae retiro,
iouluindo nesta numero o meu contendor e
o ex-presidente de Pernambuco, davam
apartes quando eu oceupava a attengao da
casa em d Tesa de minha eleiQito, pode
bem julgar da justa indiguaQo, que me
domina ueste momento em que ellea pro-
mettera discutir na minha ausencia ..
Ellea bf-m sabem. ..
O Sr. G-onalves Ferreira : Se o en-
cerramento nao fosse justificado V. Exc.
o estava justificando.
O Sr. Antonio de Siqueira :.. .elles
te, julguei notar que nSo eram ndifferen-
tes um ao outro, mas nao tinhara ainda
nenhuma certeza disso.
A certeza ehegou depressa ; porque ina-
tanteB lepois, Leao ficon s commigo e
tomou-rre por confidente, Tinha visto Era-
raa Rosa muitas vezes e confessou me que
a amava.
No fallou disso, a minha filha?
Se o fizesse, teria coraraettido urna
falta grave e a senhora nito deve julgar-
rae iapaz de esquecer assim 03 meus de-
veres !
Nao conheco-a sufficientement'! para
estar certa que nao animou esae amor, que,
segundo espero, apenas urna criancice.
bem sabem qne respoata eu tinha que Ibes
dar...
Vozes : Ora I Ora 1
(Cruzam-ae diversos apartes.)
O Sr. Antonio de Siqueira :... e
esta a razao porque, depois de promeasaa
tSo solemnes, at de cont'undir-me... con-
fundir-mo Quem ? elle, que na cftd^ira
de presidenta da provincia de Pernambuco
nunca teve autoridade nem autonoma ? I
(NSo apoiado ; reclamajo-s).
O Sr. (osta Pereira (levantindo se ecou
forca, Se V. Exc Sr. pr si lenta, admit-
t qua o nobre deputado venha aqui iosul-
tir-me, era vez de discutir, e ao esao o
fira, eu p^o a V. Exc. o cumpri oento du
rogiraento. (Signaes da approvacao).
O Sr. Presdante (ao orador) : O nobre
candidato v que isso nao urna explica-
gao posaoal. Eu convido a V. Exc. a
entrar nos termos restrictos da explicagao
pessoal, ou a sentarse.
O Sr. Carlos Peixoto pedio a palavra
para ama eseplicacao pessoal e nao podo
estar fazendo discurso.
O Sr. Costa Pereiea : Eis a discus
sito que ae quera.
Vozes: Justamente.
O Sr. Antonio de Siqueira:V. Exc.
sabe que eu tinha de responder ao depu-
tado que, na qualidade de relator do par-
recer, fez aqui o papel de meu contendo,
consistindo a raaior parta do seu discursa
delle juiz (pega ao Sr. tachygrapho que
griphe esta palavra), em aggressSes pes-
soaes mira.
N'estas aggresoes consisti, repito, a
raaior parta do discurso do relator do pa-
recer sobre o 13 districto do provincia de
Pernambuco.
O Sr. Tarquinio de Souza : Nao <: ex-
acto.
O Sr Antonio de Siqueira. V. Exc.
foi testemunha de que entre estas aggres-
seSa at figurou...
O Sr. Tarquinio de Souza : J eat em
discussiio o parecer.
O Sr. Antonio de Siqu-ira : ... urna
cxploraeao menos digna de quem so senta
nestas cadeiras.. .
O Sr. Tarquinio de Souza : Eu no
recebo lic5es de outras pessoas quanto mais
de V. Exc
O Sr. Antonio de Siqueira : ... em
relagao posicSo qua assurai nesta casa na
passada legislatura, e em relayo a ura mi
nisterio do meu partido.
O Sr. Escragnolle Taunay: V. Exc.
est rachando a todos de alto a baixo !
(Riso.)
(Ha outros apartes.)
O Sr. Antonio do Siqueira :V. Exc.
tome cuidado em nao ser rachado l em
Santa Catharina na eleicao para preeacher
a vaga de senador. (Riso.)
O Sr. Escragnolle Taunay : NSo tenha
susto.
O Sr. Antonio do Siqueira : .. e em
torno da qual esto corvejando os politi-
coes maiores de 40 annos, e vidos da v-
talicedade.
O Sr. Escragnole Taunay : lato ri-
diculo.
O Sr. Antonio de Siqueira :J est ra
chado...
O Sr. Eufrasio Correia : -Ainda nao.
(Risadas.^
(Ha outras apartes.)
O Sr. Antonio de Siqueira: ... veja
se escapa do rachado.
O Sr. Presidente : O nobre deputado
comprehende bem que isto nao urna ex-
plioac5o pessoal.
O Sr. Escragnolle Taunay (ao orador) :
-Deixe-se disso- V. Exc. est muito
atrazado em poltica. (Illaridade.)
O Sr. Antonio de Siqueira : -Sim, ae
nhor, estou mnto atrazado: nesta parto
cuncordo inteiramente eora V. Ex?.
O Sr. Escragnolle Taunay : Est mui-
to atrazado.
O Sr. Presidente :AttenySo Nao pos
so permitiir esse dialogo. Lembro ao no
bre candidato uue pedio a palavra para
urna expCHc3o pesaoal, qual deve res-
tringir se.
O Sr. Antonio de Siquoira (ao Sr Tau-
n .y): 3e V. Exc. escapar daque la ra-
chado, fica para mim premiado era polti-
ca, ou no que V. Exe. chama poltica.
O Sr. Escragnolle Taunay : Eatejacer
to de que a aua causa muito antipatbi &
a todo o paiz ; V. Exc. deve ter conscien
oia disto.
O Sr. Antonio da Siqueira: -Eu n5o
sou clpalo dessas interrupg3es.
O Sr. Escrrgnolle Taunay d um aparte.
O Sr. AI vea de Araujo : Eis como se
reapaita o direito de defeza.
Sr. Antonio de Siqueira: Sr. pre-
sidente, na eommisso de inquarito j foi
a mesma cousa : do meu lado s fallava
if"; do lado contrario, presente o cnefo do
partido coaaervador da provincia, oada ara
dos Sra. deputadoa, com o a-u ;hefo pr -
s nto, a ,u rer prestar servico, dan'o-11
a sua bicada, o todos elles era alvoroto,
p rturb indo-a o seguiraento 1 s i leas
aparte aobrt ap re.
O Sr Tarquinio da Souz 1 : -Nao exa:-
u ; liouve a mais pleua libar ldc.
O Sr. Antonio da Siqueira : Mas eu
constato o facto, que de raeu lado a pala-
vra s se ouria da mim, ao pisso qua do
lado contrario eu nao podia proseguir, de
instante a instante interrumpido. Isto na
commissao do inquerito.
O Sr. Tarquinio do Souza: O debate
oral foi o raaia largo possivel.
O Sr. Antonio e Siqueira : -Aqui na
cmara V. Exc. foi tastemunha de scena
igual, quando discuraci sobre o parecer
relativo minha eleicao; nao sabia raasrao
a quantos apartes attender.
O Sr. Jaguaribe filho : E' que V. Exe.
offendia maitos; at a meus parentes mor-
bos V.. Ex:, offendeu I (Uisadas.)
O Sr. Antonio de Siqueira :Quero dei-
xar consignados dous dos apartes que re-
cebi do cx-proaidento de Pernambuco : os
da promesa.1 de confundir-me e declarar aa
providencias que disse havia tomado con
tra as violencias com tanta antecedencia
annunciadas.
O Sr. Costa Pereira : E hei de decla-
ral as.
O Sr. Antonio do Siqueira :Precisa
para isto da minha auaenea (apartea.) E'
quando me ha do confundir ?
O Sr. Coata Pereira: E o quo hei do
fazer.
O Sr. Antonio de Siqueira : Convi-
dei o iaqui da tribuna para que me viease
confundir, e hoja ella cala se.
O Sr. Costa Pereira d um aparte.
O Sr. 1'residente (ao orador): J de-
clarei ao nobre candidato que S. Exc. eat
inscripto par., fallar.
O Sr. Antonio do Siqueira : Ah em
minha ausencia 1
O Sr. Goncalves Ferreira: E porque
elle quer fallar, a cmara ha de votar con-
tra o encerramiento, que justo ?
O Sr. Antonio de Siqueira : Mas urna
declaracao desta ordera a quera estsentado
neatas cadeiras constitua um erapenho de
honra, que obriga o uso da palavra soraen-
te perante aquelle a quem ulla vai refe-
rir-se.
O Sr. Goncalvc3 Ferreira :E V. Exc.
j sabe se ella vai fallar ou nao ?
O Sr. Antonio de Siqueira : -A minha
explicacao esta : o qua eu tinha de dizer
a respeito da iatervcngit o official do ex-ai-
ininistrador de Pernambuco ficou erapraza
do para a occasiao em que elle viesae con-
fundir-rae, como prometteu solemnemente,
e eu espero aqui esse momento, porque
julgo que S. Exc. tem o dever de honra de
s proferir palavras no sentido de confuu-
oir-rae, corao prometteu era minha pra
senca.
Tenho concluido, Sr. presidente, pedin-
do a V. Exc. desculpa.
O Sr. Jaguaribo (pela irdem) requer e
a cmara consente no eacerramento da
diaeussao.
O Sr. Lourenc^ de Albuquerque requer
e a cmara nega votacao nominal da sua
emenda annullando as elccoas de Tacara-
t e da cmara municipal do Ex.
Posto a votos o parecer silo approvadas
as concluso s annullando o diploma do Sr.
A. de Siqueira e reeonhecendo deputado
pelo 13 districto da Pernambuco o Sr.
Altredo Cnrnai que introduzido com aa
formalidades do estylo, pr sta juramento e
toma assento.
Vera mesa c lida a seguinte decla-
racao de voto:
o Declaramos ter vota lo contra o en-
oerrameato da ilia u-sao do parecer n.
lOO relativo a elejcjto do 13 districto da
provincia de Pernambuco. Dr. F. A. Ro-
sa e Silva Costa Pereira.
Entra em Menelo ^parecer u. 101 so-
bre a eleicTio do 2o districto do Maranhilo.
O **r, andido de Oliveira diz
que, em vista do resoltado do Io escruti-
nio na eleicao do 2" districto da provincia
O Sr. Aut mi de Siqueira : V, Exc.
est so apresando era prestar tambem ser-j do Maranhilo, outro nao poda ser o pro
fioo, est dando arrhas ao successor.
O Sr. Escragnolle Taunay d ura longo
aparte.
O Sr. Antonio de Siqueira : Sim, se-
nhor, sei disso. .
O Sr. Prssidente : Lambro o nobre
anlidato a cxpi aciio pessoal.
cedimento da respectiva junta apuradora
8 nao mandar pro.-eder a 2o escrutinio.
E' evidente que se no Io escrutinio nao
obteve nnhuu dos candidatos maioria ab-
soluta de votos, nilo podia a nobre com-
missao declarar que se consilerasse sem
es rutinio, e cassar o diploma
do Sr. Almeida e Oliveira. A commias3o
nao tinha o direito do supprimir esse es-
crutinio, determinado em conaequancia da
apuragao regular, e^Jegalraenta feita pela
junta, que nilo contou, como lha cumpna,
os votos em separado.
A paasar o precdante poderao no futu-
ro as juntas apuradoras apr-ciar o valor e
o mrito dos votos, o assim a seu talante
de-.-ontarem ou contaren os voto3, confor-
p.v lijes aprouver.
Not 1 as rroguUri ladea que sa dorara
na fjrinagilo de mesaa de algumas paro-
chis, e ou lii-* aaeevtraojo jbj juris-
pr 11 nci. da cmara, asai.n como a io
li-itor^.l, u3o sulfr-gi a lieaj do Sr
Dr. Djmingues Silva em 1 escrutinio.
O Sir. Goncalves Ferreira sus-
tenta o parecer da :o nmisso em todas as
suas con lus3 'S, r batendo as ^arguijoes
levantadas contra as conclus3es deaso pa-
recur pelo Sr. Candido de Oliveira
Ninguem raaia pedindo a palavra, en-
cerrla a discussiio.
Posto a votoa o pirecer, approvado
era todas aa suas eoac usoes, annullando
o diploma do Sr. Almeida e Oliveira e re-
eonhecmdo deputado pelo Ia districto do
Maranhao o Sr. Luiz Antonio Domingues
de Souza, que introduzido com aa for-
malidades do estylo, presta juramento e
toma assento.
FORg.V NAVAL
Entrou em 2a discusalo a proposta que
fixa a forg naval para o exercioio de 1B8G
1887.
O Mr. Candido de Oliveira pe-
da permissao, antes de entrar ni serie de
considerayes que lhe auggere a actual
dis.'ussilo, para cumprir um doloroso de-
ver d-j patriotismo, obodecendo aos impul-
sos qua devera actOar no espirito de re-
pr-sentante da naeao ; por isso pergunta
ao governo ato quando eatar acephala a
pr.st 1 da guerra.
Voz as: Est perfeitaraenta ocupada.
O Sr. Candido do Oliveira lerabra qua
acorapanhou o discurao do Sr. miniatro da
guer-a, quando se discutio 1 projacto de
trra, visto que fra quem iniciou o deba
ti ; mas, depois da respoata de S. Exc,
absteve-ae de replicsr-lhe, porque vio que
ase diatincto servidor do paiz, que j ad-
ministrou com proriciencia o ministerio da
guerra, actualmente sa acha affectado da
urna molestia qua o iropo3sibili:a do exer-
eer aquelle lugar de tanta importancia.
(Contestacoes.)
O Sr. Alfredo Chave3 (ministro da raa-
rinha) diz qu o orador nilo eapaz de
provar o quo r.furraa com ura s acto do
Sr. ministro da guerra. (Apoiados.)
O Sr. Candido de Oliveira falla cora
grande constrangimento, inas cmara to-
da aprecou o desalinho das ideas emitti-
dis por S. Exc. quando quiz sustentar os
actos porque fra aecusado. (Cont-.a
c3es.)
Recorda outros factos, para mostrar que
nao poaaivcl que perdure por mais tem-
po o estado acephalo da adrainistrasao da
guerra, viato que o Sr. conselhero Jun-
queira deve quanto antes tratar de
preciosa saude.
(Tro;am-se alguraas palavras entre os
Srs. Fernn les da Cunha Filho e o ora
dor.)
O Sr. Presidente adverte que os apartes
sao prohibidos pelo regiment ; quem qui-
zar responder, peca a palavra ; alias ver
ae-ha obrig-ido a chamar ordera os apar-
tistas.
O Sr. Candido de Oliveira observa que
o illustro Sr. ministro da raarinha, ao en-
vs do seu collega da guerra, alera dos
dotes de um espirito lucido o talentoso,
tem revealo notavel aptido nos negocios
da administracao Ja raarinha ; por isso,
nao se tendo alongado no debate dos ne-
gocios da guerra, mais folgadaraente boje
conversar como Sr. ministro da marrana.
Sendo a primeira vez que inicia este da-
bote, justo quo o orador, como um dos
poucos represeutantes, na cmara, do par-
tido liberal, que foi condoranado, ou por
seus erros ou por outras causas que n3o
jS_u-r av-riguar agora, venha perguntar
nova situa'-ilo pelo desempenho do seu
compromisso e pola raanutencao dos prin-
cipios da ordem que conatituem a ndole
do partida conservador.
Paasa a mostrar qua as promesaas de
mxima liberdade naa eleicoes, de com-
pleta garanta e respeito do cidadao, feitas
pelo actual gabinete, nao tiveram execu
gao ; e que a conquista da lei de 9 de Ja-
neiro que, ap^zar da restrircao do direito
poltico dos u [odios, foi ura largo passo
pira o restele nraento da liberdade do
voto, pareeendo que nilo seriam mais ro-
produzidos os escndalos da eleijao indi-
recta; raasinfelizmante foram elles repetidos
e mais 9 ggravados na ultima eleicao. (Con-
testacoes.)
XXXII
NSo, querida aenhora, replicou irgo
a professora de Laroche, nao urna crian-
ci^e, pelo menos, do lado de L-o.
O seu sobrinho tilo novo, disso a
bella Ang k.
A sua moiidade nao o impede, po-
rcra, te s.-r muito serio... Fiz lhe todas
as observares qua devia fazer lhe era se-
mclhautc caso... Fallei-lho das difficuldades
qua muito naturalmente, surgiriam pelo
lado de sau pai, cujas idas conheo... O
amor de L:o nao admitto obstculos.
A resposta do meu sobrinho a todos
os meus raciocinios, foi esta: amo-a com
toiaa aa forjas do ro-u coracao e nao ama
rei seno urna vez na vida. Na ia neste
mundo me poder fazer mu lar de ideal ?
c Tinfa-me supplicado que lha aervisse
de intem.ediaria Deraote a seifhora; qae
lhe confiassa os seus projectos e aa suas
esperancaa, que lbe pediaae cmfim a mSo
de sua filha, para nina poca, era que j
tivesso conquistado uraa poaicjlo que lhe
permitisse casir-sa e satisfazer os encargos
que o .-asamento traz comsigo...
De tudo isto, cara senhora, v-se que
estamos era presenyi, nilo de urna crian-
cice, mas de uraa paixilo real que se pode
coodemnar; mas da qual se deve admittir
a existencia.
Est certa que Eraraa Rosa gosta de
aeu sobrinho ? por^untou Angela.
Advnhei-o, como a senhora mesina
o adivinhou.
Pois entile, raurmurou a filha de Jay-
me Bernier, franzindo o sobr'olho, ser
uraa desgrana, tant para ura como para
outro, se esse amor persistir.
Um-. desgraca! repetio a professora.
Sim.
Porque ? se dove terminar n'ura ca-
samento ?
O casamente imposaivi 1.
Comtudo, em tempo proprio...
Nunca, interrorapeu Angela; a m-
pos8biLdado de que fallo reaulta Je graves
motivos, que talvez venha a conhecer um
dia.
Se se trata de urna questao de fortu-
na, devo dizerlhe que Leao aera rico ura
dia.
- A questao de fortuna importa pouco,
quanda- se ama, ipterrorapau Ang-la de
novo.
Se nilo isto, entilo o quo ?
Nao me iuterrogue, nao poderia, ou
antes nao queraria responder-lhe... Nilo
duvide do raeonhecimanto profundo, int
nito, dedicado, por mira a seu sobrinho, ao
salvador da minha filha. A minha raaior
sou obrgada a podir-Ihe que trabalhe con-
juntamente commigo para afast r uraa da
outra essas duas criaacas, porque, repito,
a sua un'o aera sempre impossivel.
Dizer isto a Leao seria tirar-lhc as
esperang&s, balbuciou a Sra. Fontana.
-" E' hornera... ter mais forja e mais
coragom de que minha pobre filha; entre-
tanto vou fazer tudo que depende do mim
para abafar no corajao de Eraraa esse fu-
nesto amor.
A chegada da Sra. Dharville nterrom-
peu repentinamente esta conversa.
A hura do alraoco tinha soa lo.
Liilo e Renato esperavara aquellas so-
nhoras na sala de jantar,' onde foram ter
cora elles.
Angela tornava se cada vez mais som-
bra.
A prxima chegada dos magistrados
causaV-.-lho urna continua preoei uparao.
Sem duvida nenhuma, Fernando de Ko-
dyl, o substituto do procurador da rep-
blica, seria um dos magistrados.
la ver a filha, que nilo conhe'ia... A
sua filha I
O que resultara dessa entrevista?
Em taco do hornera a quem ella se tinha
entregado confiante o quo aovar lmente a
havia abandonado, teria olla coragera de
conservar o seu sangue-trio ? Poderia ella
impelir qua irrompesseja colera o o dcs-
pr zo, que llio enctiiara o coraj.to ?
Ella pensava :
O pai indigno nao tem nenhum di-
reito sobre o filho que nao reconheceu I...
NSo ouaar fazer alluailo ao passado. e
eu calar-rac-hei... ficarei serena o senho
Nao quer descer a declinar nomea, .mor
que so hoje membros da cmara alguna
laquelles que concorreram para esaea fa-
ctos condemaadoa ; apenas mencionar as
violencias, o desrespeito lei e o usaalto
a urnas quo oram praticadoa em diversos
lugares ; e assim dcscreve minuciosamen-
te os acontecimentos as eleijoes raba, affirraaDdo que o Sr. Portolla proce-
deu com grande modcrajSo na presid mcia
da prova;a da Minas-Geracs; os das elei-
eoes de Lences, na provincia da liada;
03 da parochias de S. Jos do Toeantins,
na provincia de Goyaz, e os de outras
provincias.
V qua a falla do throno confessa os cri-
m>-8 e morticinios occorridos por ocasSo
da eleijilo de 15 de Janeiro, em que a K-
bordada do vuto nao fui respeitada ; mas,
corao roeurao, pode a revisao da H elei-
toral, como se os ratoqaes na lei punissem
os autores deases crimes o morticinios.
Historia a luta entro o poder exacutivo
e o poder judiciario, sendo preaos o recru-
tadns diversos cidadaos era Goyaz e era
Ilhos (Bahia), desprozando-so o pedido de
habea-corpus, allegando os preadentea das
respectivas relacftes que os pacientes
haviam assentado praca, deciso arranea-
da peles respectivos administradores nes-
sas provincias.
Felicita-se porqu; o nobre presidente do
conseibo daclarou que ossas prisS's foram
illegaos, c o Sr. ministro da guerra disse
que havia posto cm lib>rdade duas dessas
victimas quo erara horaens casados.
Cita o facto do presidenta da cmara
I municipd sor pronunciado, e apezar disso
preatar o novo presidenta do Cear jura-
mento as ralos daquelle reo de justica ;
bem como no Maranhao, um cidadao pro-
nunciado era crrae inafiancavel eleito
deputado provincial e, ainda mais, elevado
presidencia da respectiva assemb'a pro-
vincial I
Mostra que a polica julga-so autorisada
a passar par cima da lei, varejando casas
de cidadaos, prandendo-os o arvorando-se
em juiz, como aconteceu as cidades de
Ouro-Preto, da Ponte-Nova, de Pouso Ale-
gre (onde o delegado de polica assaltou
urna typographia) e raesmo ne3ta corte,
factos t-sses que ducreve, notando que as
respectivas autoridades policaca sao ainda
mantidas em seus lugares.
Nota qua foi demittido um grande nu-
mero de promotores oublicoa, de agentes
do corroio, de collectores e seus escrivaes,
do func-ionarios dos trrenos diamantinos,
de inapectores do enaino publico e de pro-
fessores pblicos removidos; bem como
as repartcoea publicas e de p.licia provic-
eiaes houvc razzia.
Sabe qua o governo demitte quera lha
parece, mas eat apresentando o seu qua-
dro, aguardando para ouira occasiao a
npreciacilo do programma poltico do ga-
binete.
Daaeja que lhe digam sa est coedem-
nada a decretac.to do casamento civil, que
v supprimida na falla do throno, demons-
trando o orador' a necessidade imperiosa
sua dessa lei.
Cheg.i pasta da raarinha, perguntando
se o nobre ministro quer raanter todas as
repartifoes em que se divide a respectiva
secretaria ; se S. Exc. nilo julga opportuna
a suppressao do conseiho naval, visto corao
existe o conseiho de justica militar ; bem
como do alguns arsenaes disseminados pelo
imperio, quando temos insignicante arma-
da, quando o pensamento predominante
aevo ser stricta economa, e quan-'o era
servico militar s se deve gastar o que f5r
julgado urgentemente nccess3rio.
Cre que o nobro ministro da raarinha
nao pretende secundar as ideas econmicas
do seu collega da fazenda, porque at
emitte o pensamento de ser indispensavel
a intendencia da mariaha, quando homens
competentes a achara ociosa.
Deseja saber quaes os motivoa que de-
terminaram a demiasao do ajudante-gene-
ral da armada, militar encanecido no ser-
vico.
R-ferc-se reorganisacao do servico das
coaturas do arsenal de raarinha, sem dimi-
nuir as queixas autigas ; bem como a ura
desastre succedido u'um dos nossoa nota-
veis vasos de guerra, perguntando se esse
encouracado j est em condicoea de pres-
tar servigos.
Pergunta se o nobre ministro acredita
que a execujito da l->i militar vai ser com-
pleta em todo o imperio ; se tem funecio-
nado regularmente a3 juntas de alista nenta
militar, e se as de. reviso tOm cumprido o
seu dever, porque preciso nao nos dei-
xarmos levar pelas apparencas e julgar
sempre qua ser preciso o sort io, que ho-
je se dispensa ; bera corao se S. Exc. tem
noticia da processos instaurados contra os
perturbadores daquellas juntas.
(Contina)
ra de mim.
assim preciso
1
Nao
felicidade seria chamal-o filho, e contudo devo deixar suspeitar a Emma nem quelles
quo a rodeiara que ella uraa bastarda,
sem outro oorae quo o da sua mili, e que
o magistrado que a vai interrogar era aom|
da lei seu pai l I
O alraoco foi bastante triste.
A attitude sombra da Angela, o mutis-
mo do qua ninguem consegua tiial a e do
qual a Sra. Fontana adivinhava, em parte,
a causa paralysavam todos os convivas.
Era quasi meio-dia quando o doutor vol-
tou.
Assim como havia promettido de ma-
oha, vinha esperar a chegada dos magis-
trados.
A' meia hora depois do meio-dia o trem
de Pars e o quo vinha de Joigny cruza*
vara-se na estacao, parando por alguna se-
gundos.
O ch fe da esta^ao o o coraraissario de
polica de Sain^-Julien-du-Sault estavam
promptos para re-.eber oa senhores do tri-
bunal.
Foram o baro Fernando de Rodyl, o
Sr de Gevrey e o chefe de seguranja que
pnmeiro se fizeram conhecer.
Pouco depois, o procutador da repblica
de Joigoy, o secretario e um juiz forma-
dor da culpa vicram se justar a elles.
Entraram no gabinete do chefe da est-
jilo, onde este, bem como o commiaaario
de polica lhe derara todas as pfrinaoes
de que linham conhecimento a resputo do
terrivel drama d noite atrasada.
Fernando de Rodyl perguntou :
Quem sao esses dous mocos, Renato
Dharville e Leao Leroyer ?
O commissario responieu :
Renato Dharville filho nico de
urna familia rica e muito .honrada deata ci-
dade. E' na casa desta familia que a mo;a
encontrada desraaiada, na linha foi reco-
Ihida. Emquanto ao Sr. LeSo Leroyer,
seu traigo, 6 filho de ura tabelliilo da Di-
jon e sobrinho da professora do Liroehe,
encarregada da educagao da menina Emmit
Rosa, a ferida. O moco poder, creio,
meus senhores, fomecer inferraa^3,s pre-
cisas sobre a pessa de Jayme Bernier. o
hornera assassinado.
Conhecia-o ? disse logo Fernando de
Rodyl.
Jayme Bernier era, segundo parece,
amigo antigo e muito intimo de seu pai.
A Sra Angela est com sua filha ?
Sim senhor, bem corao a professora
de Laroche.
Ah I A tal Sra. Fontana tambem
veio ?
Logo que recebeu do sobrinho o tc-
grarama que lhe dava conhecimento de
ucci lente acontecido a sua dissipula, pe*
qual parece que aquella boa senhora tem a
raaior affeicao.
O juiz formador da culpa, Sr. do Ge-
vrey tomou depois a palavra.
Sabe, pergunt.m elle, se a moca est
ora estado qie possa responder ao meu ia>
t rrogatorio 1' Esperavamos a tal respeite
um telegrarama, que nao ehegou.
NSo lhe poseo dizer, mas com certeza
ha de encontrar, em casa da Sra. Dhar-
ville, o medico da familia. Elle lhe poder
responder ie modo positivo.
O procurador da repblica, de Joyguy,
interveio entao.
(Continuarse ha)
'____ '
Typ do Diario, ra Duque de Caxias n. 42.
4



I



,.'-
\

m

i
j-
1 mam I


Full Text
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