Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19549


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Full Text

ANNO Ilfi NHEBO 117



23 1 MAIO DE 1886

PARA A CAPITAL E LIGAREi ONDE UTA E PACA PORTE
Por tres mezes adiantados ........ 6,JOOU
Por acia, ditos idem...... ......... 120000
Por um.anno idea.................. .240000
Jada ntuaero yuIbo, do mesmo da. ..... (5100
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adianudos......... ..... 13#500
Por nove ditos idem....... ......... 2 Por um anuo dem................. 27(5000
Cada numero avulso, de das anteriores. ,. ...... 01UO
DIARIO DE PERNAMDUGO
TPxoyxietf&bt ir* Maxto Jiguetra i>c Jara & ftaos
*.
TELEGRAHHAS
ssav;:
B KS3U 2..7A3
(Especial para o Diario)
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1
LISBOA, 22 de Maio.
A Princesa de Joinville foi \lita-
da por multo brasilelroa cllatlneio
avsse reaidem nenia cidade.
ATHENAS, 21 de Maio.
Km novo gabinete rogo conatl-
nlo-ae Hob a presidencia do Sr. Tri-
onpiM.
ATHENAS, 22 de Maio.
Tendo os inrcou atacado a avan-
zadas grega. ent no neu cumulo a
trrltacao na Grecia.
O'gr. TrleonpiM. ebefe do gabinete,
declaron que. vista do* aeonteci-
naento*. o governo retardava o des-
armamento das tropas, e protestaba
contra o bloquelo estabclccido pelas
armadas de diversas potencias.
Agencia Hars, filia! em Pernambuco,
22 de Maio de 1886.
INSTRCC10 POPULAR
MYTfOLOGIA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA' DO POVO E DAS ESCOLAS
Plato e as divlndadei Infernas
(Conmuaco)
O Inferno divida-ae em tre3 partea principa es :
Erebo, o Trtaro ou Tnaro, e oa Campos
Klysios.
0 Erebo era a parte qaa maia prxima ficava
da trra ; conatituia por asaim dizer o vestbulo
dos dominios infernaes. O Trtaro, collocado a
ama profandidade immensa, era o sitio destinado
para os (rrandes criminosos expiaren) oe sens deli-
toa cm tormentos horrorosos. Fiualmenta nos Cam-
pos Elyaioe habiravam as almasdos justas, dos vir-
tuosos, d'aqueils que po'r qualquer form haviam
contribuido para o bem estar da humanidade ;
reinava all urna primavera eterna e urna dulicia
constante.
Miaoa, Eaao e Rhadamanto, que tinham outr'ora
sido poderosos mouarchas na trra, desempenhavam
no Inferno o cargo de juiss ante os quaea Mer-
curio condnza as almas dos mortoa ; incumbia-
lhee, poia, aentenciar o castigo ou premio das mas
ou boas aeces praticadas por cada um. Mino,
Eaco e Rhadamanto haviam aido providoe n'aquel-
la magratratura suprema e tremenda em recom-
ensa das nexcedi 'eis virtudes c alta aabedoria,
que esaca tree monarehas tinbam demonstrado ao
governarein outr'jra oe eeus povos.
Cinco ros havia circumdando o reino de Pluto:
o Styge, o Achrrate, o Cocyto, o Phlegethonte e
o Lethes. Oe tod stes o mais celebre eo mais
pavoroso era-' Styge, que em seu pereurso descre-
via nove circuito '-m torno d Em vez de rio chama v.mihe alguns mythologos
lago-', dandii-lh.! designaos/" feninina. Entre oa
pagaos tomar o Styge ou a Styge por testemunha
solemne de qualquer promeasa era o juramento
a>s iaviolavel que se .odia prestar.to iuvio-
lavel que ae poda prestar,tao iuviulavel jue os
propnoe denses, inclusivamente o soberano. Jpi-
ter, nao poderia n qu>-bral-o aem se arriscarem a
perda de seu podero !
O Acheronte suppunham-n'o oa mythologos 61bo
do Sol e da Terra, e fra transformado em rio in
fernal pelo crime de h iver fornecido agua aos T-
tatna, quando estes se revoltarara contra Jpiter ;
.*b ngaas do Acheronte distinguan ae por essen-
eialmente amargas e lodosas.
O Gocyto descrevia o seu pereurso em torno do
Trtaro ; as suas aguas nao eram outra ousa maia
do que as lagrimas vertidas pelos condemnadoa
,que alli expiavam aeua crimes
O Phlegethonle circumdava o Trtaro tambem ;
mas este era um rio de togo: d'entre aa aoaa o idas
em labaredaa aurgiam gritoa de angustia exhala-
dos peloa infelixes que ahi padeciam o termeuk
das chammas.
Plegethonte daa oasas, em que habita
A eterna nyite, os muros vai lambendo ;
Espadaas de fogo, com que imita
Oa rios, pelis margena brota ardendo ;
as ondas, que do centro ao ar vomita,
' O espumoso rio esta fervendo,
Yendo-se almas, que arrojava o centro,
Sahir ao alto e reoolh*r-e dentro.
(O. P. di Cabwbo Ulytta, IV)
(CmUima.)
?ARTE FF1CUL
em officio n. 474, de 11 do corrente, resolve no-
mear para o lugar vago de subdelegado de Pal-
meira, de Garanhuna, o cidado Jos Antonio de
Moraes
vce-presidente da provincia, de coufor-
midade com a proposta do Dr. chefe de polica,
em officie n. 453, de G do c rente, resol ve exone-
rar Felippe Nery Soarea do cargo de subdelega-
do do 1. districto de Atogadoa de Iogazeira, e
nomear para substituil-o o actual 1.a supplente,
Manoel Jos do Valle, e para a vaga por este dei-
jada, o cidado Victorino Jos de Moura.
O vice-presidente da provincia, de confor-
midade com a proposta do Dr. ebete de polica,
em officio d. 453, de G do correte, resol ve nomear
para o lugar de subdelegado do districto de Iu-
gazeira, o actual i. supplente, Manoel Caetano
da Silva, em substituidlo de Claudino Cavalcante
de Freit&a, que nao aceitn a nomeaco, e para
o lugar de 1. supplente da referida subdelegacia,
o actual 3." supplente, Manoel Alejandrino de
Veras ; e para a vaga por este deixada, o cida-
do Agostinho francisco Nogucira.
O vice-pre8dente da provincia, attendendo
ao que requereu Joo Baptista de Albuquerque
Maranhilo, resolve exoneral-o do cargo de 3.
supplente do juiz municipal e de orphaoa do ter-
mo de Bom Jardim, e nomear pora substitu! o,
Antouio Francisco do Reg, que prestar o jura-
mento do eatylo no prazo de um mez. Communi-
coq-se ao Dr. juiz de direito.
Oficios :
Ao commandante daa armas. Communico
a V. Exc, para os fins convenientes e eraaddita-
mento ao meu officio de 17 de Abiil prximo fin-
do, que o conaelbo de inveatirelo, a que foi aub-
mettido o tenente quartel-meatre do corpo de po
licia, Antonio Jos de Souza e Silva, e de qual
fizeram parte os officiaes do exercito, major Este-
vo Jos Fcrraz, capitaes Joao Justiniano da Ro-
cha, Manoel Anselmo Pereira Guimaraes e tenen-
te .--ebaatio Goncalvea da Costa, terminou os tcb-
pectivos trabalhoa no dia 7 do corrente mez.
Ao Dr. juiz do direito e d-j orphaoa e ausen-
tes do Recife.Communico a V. S., para os fina
convenientes, que exped boje ordem ao commac-
donte interino do corpo de polica, no aentido de
enviar-lhe, afim de providenciar, na forma da
lei, o espolio do sargento Manoel Fernandes da
Silva, de que trata o incluso officio por copia.
Ao commandante superior da guarda nacio-
nal da comarca do Recife.Sirva-se V. S. de pro-
videnciar no aentido de ser dispensado de fazer
parte do conaelho de revisao da qualfieacao dos
guardaa naciouaea do 8. batalho do infautaria,
o cap tilo da 3.a companhia do mesmo batalho,
Manoel dos Santos Pimentel, conforme solicita o
Dr. chefe de polica, em officio n. 438, de boje
datado, visto ser o dito official empregado na Se-
cretaria de Polica, onde faz-ae preciao 8eu com-
parecimenta diario, pelo avult ido expediente que
ha na reterida Secretaria.Communcou-ae ao Dr.
chefe <*e polica.
Ao major Estevo Jos Ferraz.Communi-
co a V. S., para os fins convenientea e em reapoata
ao seu officio de 7 do corrente mez, que mandei
boje arehrvar os autos do conseibo de investigacSo
a que ltimamente foi submettido o t.nentequar-
tel-meutre do corpo de polica, Antonio Jos de
Souza e Silva, visto que os membros do referido
canselbo, presidido por V. S., decidiram, por ple-
no adiar-se provado o cirme
vera* da Provincia
BXroiMTS) DO MI 18 D> Silo D 1886
Actos :
O vice-presideote da provincia, tendo en
vista o officio de 8 do oorrente mea, do Dr. juia
de direito do 1.* districto criminal, do qual se ve-
rilea que actualmente de 468 o numero de edi-
tores da parochia de S. Fre Pedro Goncalrea do
Recite, determina, de acoordo com o arf. 94 do
regulamento expedido com o decreto n. 5,312 de
IS de Agosto de 1881, que a meama parocba aja
dividida em duas aeocea, pela seguinte forma :
l.s seceo, tendo por sede o eonsiatorio da rss-
pectiva matriz, compor-ae-ha doa eleitores do 1.*
ao 9.* quarteires.
3. aeccao, Arsenal de Marinha, cotnpot-se-ha
des eleitores do 10.' ao i2. qosxteiroes.
Aasim fica sem effeito a portara de 25 de Agos-
to de 1881, na palie relativa i reunilo dos refer
doa eleitorrs.
Mande V. S. aatisfazer, com urgencia, o incluso
pedido de medicamentos, de qae tem carencia a
enfermara militar.
Ao mesmo.Remetto a V. S., para os fina
convenientea, aa inclusas notas do gaz consumido
no mez de Abril rindo, com a illuminacao dos
quarteia dos batalboea de infantaria, 2. e 14.",
companhia de cavallara e eufermaria militar, na
quantidade de 26,100 pa cubcoa, e bem asaim a
informaco, junta p.r copia, do engenheiro encar-
regado daa obras militares, desoje datada, eob
n. 32, i dativa ao mesmo consumo.
Ao me8mo.Mande V. S. ajuatar contas ao
alferea Serafim Jos do Valle, que foi tranaferido
do 14- batalho de infantaria para o 11- da mea-
ma arma.
Ao mesmo. Declaro a V. S. para oj fins
convenientea, que tendo o engenheiro em chefe do
prclongamento d estrada de farro do Recife ao
S. Francisco Aristides Galvao de Qaeiroz seguido
para a corte a 10 do correute, asumi o servi-
50 neaso da da drec^o doa respectivos trabalhoa
o engenheiro chefe de seceo Joo Beserra de
Mello.
Ao mesmoCommunico a V. S. para oe fins
convenientes, que foi hoje exonerado a pedido Joo
Baptista de Albnquerque Maranho do cargo de
3- supplente do iuiz municipal do termo de tfum-
Jardim, sendo uomeado para substitul-o Antonio
Francisco do R-gu.
Ao inipector do Theaouro Provincial. -Ten-
do em vieta a iufurmacjio de Vmc. de 3 do corren
te, aob n. 612, autorso a mandar pigar oa prsts
do corpo de polica ao alteres do mesmo corn
Sebaatio Floro do Reg, desigiado ( as funcgdea de quartel-meatre durante o impeii-
mento do respectivo funecionario, conforme solici-
tou o commandan-* interiuo em officio a que a re-
fere aquella informaco.Communicou-se ao com-
mandante uterino do cor o de polica.
Ao commandante interino do corpo de poli
ca. Sciente do que Vmc. participou no seu of-
ficio n. 422 de 6 do corrente, recommendo-lue m
1 reposta que fa?a enviar ao juiz de orphos e au-
sentes d comarca desta capital o espolk do sar-
genco Manoel Fernandes da Silva afim de provi-
denciar-ae a respeito na forma da leu
Ao meamo.Sciente do que Vmc. partcpou
no seu officio n. 428 de 8 do corrente mez, decla-
ro-lhe em reapoata que deve reaaaumir o exerci-
cio do respectivo posto o tenente quartel-meatre
Antonio Jos de Souza e Silva.
Ao mesmo. Mande Vme. archivar oa inclu
sos autos do conaelho de nvestigacJo a que foi
ltimamente aubmoUido o tenente quar'd-meatre
do corpo de aen commando Antonio Joa de Sju-
ta o Silva, viato que oa membros do mesmo oon-
selho por p enalidade de votos decidiram nao
afchar-sn provado o crime imputado aquella offi-
cial.
Portaras:
A' Cmara Municipal do Recife.Para os
fins convenientes, transmiti a Cmara Municipal
do Recife copia da portarii desta data, designan-
do oa lugares para reunio los eleitores da paro
ehia de S. Fre Pedro Goncalvea do Recife.Re-
mett*u-se copia ao Dr. juia de direit do 1- dis-
trictu criminal.
A' Cmara Municipal de Palmares.Tendo
o cidndo Joaqum Augusto Xavier da Maia, 1-
juis de paz da parochia de Nosaa Senhora doa
Mu tea, em officio de 10 e 22 de Fevereiro ultimo
pendo soiucao de duvidas a reiptito do juis com-
d nte pa a servir no corrente anno, chamo n
sistrem na recusa do cargo, devaro ser proces-
aados criminalmente como Incursos as panas do
art. 128 do Cod. Crim.
O Sr. agente da Cimpanhia Bnzileira fici
transportar a provincia do Cear, por coata do
Ministerio da Guerra, no v.ipir esperado do sul,
o alferes Serafim Jos do Valle qae foi transferi-
do do 1-1- batalho de infantaria para o 11- da
mesina arma, o b- -n asaim a sua mulber D. Emi-
lia Amelia da Costa Valle e seus fillioa Julio c >m
10 .limos, Arthur com 8, Austugildo com 5, Al-
fonso eora 2, Ernelids com 1 anno e 1 criado de
nome ebastio de Sant'Anua. Conmuaicou-se
ao commandante das armas.
O Sr. superintendente da ostral* de ferr >
do Recife ao S. Francisco, sirva-se de mandar
dar transporte gratuitamente em carro de 2 elas-
se deata cidade at Una Miguel Luis Ferreira,
providenciando igualmente sobre a volu do
mesmo.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Franclseo arva ss mandar trans-
portar gratuitamente em carro de 3 classe, desta
capital Una, o soldado Leoncio Joa I) jarte e
sua mulher.
EXPEDIENTE DO SBCBITABIO
Officios :
Ao commandante das armas.S Exc. o Sr.
vice-presidente da provincia manda declamar a V.
Exc, ter autorisado a Thesouraria de Fazeula
providenciar no sentido de ser, com urgencia, sa-
tiafeito o p:dido de medicamentos que veo anne-
xo ao seu officio n. 257, de hontem datado.
Ao mesmo. Di ordem do Exm. Sr. vice-
presidente da provincia communico a V. Exc, que
autorisou-se o Arsenal de Guerra m 1:1 lar for-
necer ao 14" batalho de infantaria, as cornetas do
que trata o pedido que acompinhou o seu officio
n. 244, de 5 do corrente.
Ao 1* secretario da Assembla Provincial.
De ordem do Exm. Sr. vice-preaidente da provin-
cia, transmiti a V. S, em additamento ao meu
officio n. 56, do 17 de Abril fiado, o officio era ori-
ginal n. 147, do inspector geral da Iastrucco Pu-
blica, acompanhando a infirmadlo prestida pelo
delegado litterario de Qaipap, sobre a petieao dos
habitantes do lugar denominado Pilosa.
Ao juiz de direito da com irea de Garanhuna.
De ordem do Exm. Sr. vice-prasidento di pro-
vincia, communico a V. S., paraos fins convenien-
tes, que no requerimento de Nicacio Ferreira de
Vasconcellos, a quera allude o seu officio de 27 do
mez fiado, profero-se hoje o seguinte despacho:
Nao pode por agora ser attendido, viato que tem
de assistir n'esta capital frrmacao da culpa pe -
los assaasii.atos pratcados em Fernando, no mez
de Jullio do anno passado.
Ao inspector peral da Instrucfo Publica.
O Exm. Sr. viee-pre3 lente da provincia manda
communcar a V. S., que nesta data provdeneou
afim de que toase inspeccionado o profeeaor de que
trata o seu officio n. 149, a que reapondo, de hon-
tem datado.
Ao Sr. Joaquim Auguato Xavier da Maia, 1
juiz de paz da parochia de Noaaa Senhora da Con-
ceico dos Montes. S. Exc. o Sr. vice-presidente
manda communcar a V. S., em resposta aus seus
officioa de 10 e 22 de Fevereir* ultimo, que hoje
dirigio-ae Cmara Municipal de Palmares, in-
atruindo-a do modo porque dever-ae-ha proceder
quanto aojuiz de paz competente para ser.ir no
corrente ano.
nalidade de vetos,
imputado quelle official Ao superintendente da estrada do ferro do
Ao inapectar da Thesouraria de Fazenda. Recife ao S. Francisco.S. Exc. o Hr. vice-presi-
dente da provincia manda accuiar o officio de
V. S., de honten datado, acompanhado do exem
piar sm duplcala do extracto da acta da sesso de
13 de Abril ultimo, dos accionistas dessa compa-
nhia em Londres, afim de approvar as contas do
ultimo semestre findo em Dezembro do anno pas-
sado, e declarar o respectivo dividendo.
Ao engenheiro Joo Beaerra de Mello.
S. Exc. o Sr. vce-presidente da provincia manda
aecusar o officio de 11 do corrents, sob n. 502, em
que V. S. declarou haver assumido, al, a direceo
da repartidlo do prolongamento da estrada de fer-
ro do Recife ao 8. Franciaco, cargo do engenhei-
ro Ariatidee Galvo de Queiioz, por ter elle nesse
dia seguida para a corte, servico
EXPEDI8TTB DO DIA 14 DB K.VXO DB 1880
Actos
O vce-prjsid*nte da provincia, em execucao
da lei n. 1,867, de 13 do corrente mez, resolve que
na cobrnca doa impostos a que ella ae refere, ae-
jam observadas as aeguiotca instrueces :
Artigo 1. O imposto do gyro commercial aobre
casas de negocio de mportaco e os direitoa pro-
vineiaea de exporta?o, bem como por connexo os
impostos de 100 rs. po.- saeeo de assucar e de 100
ra. por couro procedente de outras provincias e
que for reembarcado, aero arrtc-idados pela Al-
tandega desti cidade, nos termos da lei n. 1,860,
que oa decretou e das que de futuro possam decre-
tal-os e de accordo cora o aviso do Ministerio da
Fazenda, de 2 de Abril do corrente auno.
Art. 2.* A arrecadago do imposto do gyro se
effectuar na meama occa8o em que tiver lugar a
cobranca dos direitoa geraes, |jor meio de urna s
via especial de despacho inteiramente idntico aoa
daAifaudega, as (inaea ae far o calculo da im-
portancia do imposto provincial, accrescida da im-
poaico de 5% addicionaea, calculada sobre a quo-
ta do mesmo impoato.
Art. 3. O ca'.culo do imposto de gyro ser de-
clarado por eacripto com aBsignatura do despa-
chante e eapedficado em algarismo, e o respectivo
despacho se processar na raesma uccaso do pro-
ceaso do despacho gsral, ao qual aconipanhar o
provincial.
Art. 4 Pago o imposto provincial o theaourei
ro da Alfwidega pora no reapectivo despacho a
aua verba e o paaaar ao escripturario eocarrega-
do do lancamento dos meamos despachos no livro
competente, fornecido pelo Thcsouro Provincial,
segundo o modelo por eate dado. Os despachos de
que trata este artigo sero pelo theaoureiro nume-
rados especialmente e segurado a ordem numrica.
Art. 5. Ao empregado incumbido da eacri|>tu-
racio da reoeita provincial, cmpcte fazer diaria-
mente entrega ao thesouroiro de todos os despa-
chos ; os quaes, como documentos de receita, em-
macados pelo mesmo thesoureiro, sero entregues
mensalmente com a renda, por saldo da arreeada
cao mensal no Thesouro Provincial, devendo nessa
occasiio enviar seceo oompetente um demons-
rativo da referida renda.
Art. 6,e Os direitos da exportacao provinciaes
aobre quaesquer gneros Je produccao da provin-
cia a ellee snjeitos sro cobrados pela forma
prescripta uo art. 2 destas instrueces, e no pro-
oeaso da arrecadajo obaervar-se-hlo aa disposi
c5es dos artigos seguintes 3 e 4. quando, porm,
a exportuco destinar-se a portos do imperio, em
que nao ha cobranca de direitos geraes dos gene -
ros sahides. o despachante far despacho rspe-ial
de exoortaco provincial, guardada a forma dos
despachos geraes de exportacao para o estrangei-
ro e sobre este despicho ae processar a cobranca
doa direitoa devidos.
Art. 7.* As mercadorias .ucionaea aujeitas a
impostos provincia* de gyro ou de consumo ficam
sob a vigilancia e fiacalisaco d'Alfandega, endo
recolhicUa a deposito, e deste nao podero ter
sahida antes do pagamento, na Alfandeg.i, dos im-
postos provinciaes a que estiverem sujeitos.
Art. 8.* O pagamento dos imposto daa merca-
dorias as condicoes do artigo anterior, e que ao
calcaladoa pela pauta semanal, ae prcoessar em
notas especiaes, as quaes far se-ha o calculo! do
impoato provincial, escript pelo despachante, por
extenso e em algarismo.
Esaaa notas, pago o Aposto, receberJo do the-
soureiro da Afandega numeracs) especial, tendo
igual destino ao d'aquellas de que trata o art. 5*.
Art. 9.b O inspector da Afandega expedir to-
das as ordens e providencias que juhjw acertadas
att-'uco da cmara municipal de_ Palmares par
os officios que exped em 4 do oorrente me a do
R-viti-, de a oordj com os quaes e conforme a
hypotbese se d- ver resolver a questo.
A vista, porm, do que oonsia da intormacio
que a meama cmara de Palmares prestou a res-
peito em officio aem data, de Abril findo, prefi-
H.I-.he que, em virtude do avisos de 28 de Feve-
rniro de 1833, 23 de Junho de 1334, 13 de Marco
de 1837, 29 le Outobro de 1836, 16" de Deaembro
de 1861 e 11 de Marco do 1884, oombinado coin
a 1827, o exercicio do cargo de jais de pa obri-
gaiorio. Se os cidadios eleito nao apresentarem
os motivos de legtima eacuaa, de que trata o ci-
t do art. 4-, deverio ser oompellidos a exercer o
10 le**'*1 g |t UU ^1 C.C.W VVM.JW1.WW. ^.w.ww. I
__O vice-presidente da provincia, de confor-l mandato por meio de mu I tai comminadas em ca- j
nidae con a proposta do Dr. ohefe de polei, |8( idnticos ao vereadore. Se ainda assim a- i
a de conveniencia para a efficaz e completa fisca-
1 sacio e arrecadaco dos impostos proviaciae- a
que estiverem aujeitaa aa mercadorias nacionaes
de que trata o" art T*.
Art. 10. Os gerjera de oritras provincias que
possara cjituadir-sn cora os similares de prodc-
elo desta, sujeitos a direitoa, sendo ebrigados a
desembaraco, ficam sob a fiscaliaaco da Afan-
dega, qua neste servico se regular tanto quanto
for exequivele applicavei pelas dsposices do re-
gulamento de 4 do Julho de 1879 no concernente
ao mesmo servico.
Art. 11. O producto d>a imposto provinciaes,
arrecadados ser snaanalmente reeolhido fto The-
souro Provincial pir meio de gua organisadas
pela scelo da Al/andega eicarregada desee ser-
vido, authentiuadas pelo respectivo iheie e visa-
das pelo inspector da Afandega.
De.BC secolbimento dar o theaoureiro do The-
souro Provincial oonhecimento em forma para re-
salva do thesoureiro da Afandega.
Art. 12. Pela cobranca dos impostos de que
tratara 83sas iuetrueeoea havero os empregado
da Afandega a porcentagem de 1,5 da mesma ar-
recadacjlo, e a sua importancia ser no principio
de cada mez, com a respectiva folha de pagamen-
to, entregue pele Thesouro Provincial ao thesou-
reiro da Afandega para ser-lhe dado o convenien-
te destino, depois de rubricada a mesma folha pelo
inspector da Afandega.
Art. 13. Na organisaco da folha de pagamen-
to do que trata o artigo antecedente, ter-se-ha em
vista o resumo do ponto que deve ser enviado pela
Afandega no prirneiro dia til de cada mez ao
Thesouro Provincial, para que seja a porcentagem
mensal distribuida pelos empregados nteiramente
conforme a tabella A annexa consolidaco das
lea e regularaento da Afandega.
Art. 14. As qustuee que se suscitarem na ar-
recalaclo dos impostos provinciaes de que cogi-
tara as presentes instrueces sero decididas pelo
inspector da Alfandaga e com reourso para The-
souro Provincial e deste para a presidencia da
provincia nos termos da iegislacao em vigor.
Art. 15. O thesoureiro da Afandega preatar
ao Thesouro Provincial uini fianca de dez contos
de rea, para o que fica-lhe desdo j marcado o
prazo de sessenta dai.Communicou-se a The-
souraria de Fajeada, ao inspector da Afandega e
ao Thesouro Provincial.
O vce-presidente da provincia, de confor-
midade com a proposta do Dr. chefe de polica em
officio n. 483, de l do corrents mez, resolve no-
mear Antonio Pedro de Abreu para cargo de 3
sapplente do subdelegado do districto de Bebe-
douro do terrro de Caruar, em substituirlo de
Miguel Frincisoo Barbosa, que nio aceitn a no-
ineaco.
O vce-presidente da provincia, de confirmi-
dade com a proposta do Dr. chefe de polica em
officio n. 484 de 12 do corrente mez, reaolve exo-
nerar Aurelia-no Valerio dt S, do cargo de Io sup-
plente do subdelega do 1 districto do termo de
Floresta, viato eaiar pronunciado no art. 192 do
cdigo criminal.Communcou-ac ao Dr. chefe de
polica.
Officios :
Ao commandante das armas.Logo que to-
rem recelados na enfermara militar oa medica-
mentos, mencionados na guia de expedico que
acompanha o officio deita data, baja V. Exc. de
particip&r-me, afim de antorisar a thesouraria de
fazenda a rescindir o contracto mandado celebrar,
em 22 de Marceo ultiao, com alguma das phar-
maeias desta capital, conforme determina o Mi-
nisterio da Guerra em aviso de 4 do corrente.
Ao mesmo.Esvio a V. Exc. a inclusa guia
de expedico dos medicamentos que pelo laboratorio
pharmaceutico militar sao tornecidos pharma-
cia da enfermara militar desta provincia, na im-
pirtancia de 638J035, afim d que conferido o
contjJo dos 13 volumes cm que se achara acon-
dicionados, remetta Secretaria desta Presiden-
cia, com destino directora do Hospital Militar
da corte, a respectiva quitaco.
Ao desembargador Francisco de Fana Le-
mos, presideute da provincia de Minas Geraes
Pelo officio, a que respondo de 1 do corrente mez,
tico sciente do haver V. Exe. prestado juramento
e tomad) posse do cargo de presidente dessa pro-
vincia. Apresento a V. Eic. os meus protestos de
estima e consideracao.
Ao juiz de direito c de orphos desta capi-
tal.Declaro a V. S, era resposta ao aeu officio
de 8 do corrente, que o in8pector da Thesouraria
de Fazenda, segundo informouem 11, provdeneou
para que a recebedona de reodas internas geraes
remetta com urgencia a esso juizo urna relagio
dos escravoa, que no u.unid pi d'esta capital at-
tingiram idade de 60 annos.
Ao inspector da Thesouraria do Fazenda.
Sirva-se V. S. de mandar receber, na agencia da
Companhia Brasiloira de Navegaco a Vapor ou
onde estiverem. 5 caixotrs remettidos pe'o Minis-
terio da Agricultura, C rnmercio e Obras Publicas
cora enderece a esta Presidencia, contendo 101
ndices klphabeticoa e 104 livro8 para averbaces
de escravos e arrolados, afim de serem distribuidos
pelas repartcoes fiscaes incumbidas da nova ma-
tricula de escravos e arrolamento de sexagena-
rios.
Ao mesmo.Transmit a V. S-, para os
fina convenientea, copia do officio de 8 do corrente
mez no qual <> juiz substituto da comarca de Igua-
raas participa ter pronuncalo o promotor pu-
blico d< Pao d'Alho, bacharel Francisco Xavier
Paes Barreto.
Ao mesmo.De posse da informaco por V.
S. pre8tada cm 11 do corrente, sob n. 314; cabe-
me dizer-lhe que com a relaco que acompanhou
o seu officio n. 233 de 6 de Abril ultimo, foi aa-
tiafeito o final do aviso circular do Ministerio da
Agricultura, Commercio e Obras Publicas, de 23
de Dezembro do anno pascado, e que recebedo-
ria de rendas internas geraes eabia, nos termos
da mesma circular, e conforme recommendou esta
Presidencia em 26 de Janeiro deste anno, remetter
copia idntica ao juiz de orphos assim como as
collectoriaa geraes, que tero sem duvida proce-
dido do mesmo modo
Ao mesmo.Em virtude do que expoz V. S-,
em informaco de 8 do corrente, sob n. 308, fica
relevado Joo Rodrigues de Moura da multa em
que incorreu por nio haver apresentado no prazo
de seu contracto Vfti,mlt de brim pardo, que dei
xou de fazer estrega a 8 da Abril prximo passado,
o que declaro a esa, inspectora pura oa devidos
effeitos.CornraunicoB-se ao director do Araenal
de Guerra.
Ao meamo.Declaro a V. S., para oa devi-
doa eff<) >s, que pi aviso de 3il de Abril ultimo,
e'o n. :S2a o iiuiate.io do Imperio approvou,
pela verba proBria Prsaosl do enaino daa fa-
cullades de direito, exercicio de 18851886, o
creoito de 133*133 aOerto sob responsabilidade
desia Presideuoia, atua de oceorrer ao pagamento
da gratificaco que compete ao lente cachedratico
Dr. Jos Joaqsim Tavares Bolfort por ter servido
oummulativaiaenta as binoas de exame do 3*
auno durant* aaas de Marco findo.
Ao mesmaO Ministerio da Guerra, em aviso
de 4 do corrate, approvando o acto d'esta presi-
dencia de que trata o oficio de 22 de Marco uiti-
m i, e pelo qae auVoriaoB a easa thesouraria o con-
tracto com alfas** iae abanaaoia dessa capital)
o forneciraeat d medicamento enfermara mi-
litar, declaro que dar, caso j se tenha realisado
tal contracto, se elle rescindido, logo que chagua
a arnbul neis aja est prparando e qae eia
breve ser r.saSra's.
O qae fvco aonatar a V. 8. para seu eoabeci
ente e devida atltoa.
Ao messa-Com rat*rencia ao oficio d'eaa
Theaourari, da 4 da Mavao ultimo, aob n. 138,
Ministerio da Gaarra, as aviso da 5 do corrente,
declara qua o lar boaorao do exercito, Jos-
tino Rodrigues da Silveira, commandante da for-
taleza do Brum, deve percebei o sold da tabella
antiga, de accordo com o disposto no aviso de 15
de Janeiro de 1884, dirigido esta presidencia e
portara de 5 de Julho do auno anterior The-
souraria de Fazenda da provincia do Rio Grande
do Norte.
O que communico a V. S., rara aeu conheci-
mento e devidos fins.
Ao mesmo. Para os fins convenientes,
transmiti a V. S. a inclusa portara do governo
imperial, prorogando por tres mezes a licenga con-
cedida por esta presidencia ao Dr. Graciliano de
Paula Baptista. lente da Faculdade de direito do
R"dfe.
Ao mesmo.Para o fins convenientes, com-
munico a V. S. que a 3 do corrente foi dispensa-
do do cargo de vigario da parochia de Santo An-
tonio do Recife, o Revd. Dr. Manoel Cavalcante
do Assis Bezerra de .Vlenezes, e nomeado para
substitu] o o Revd. Dr. Joo do Reg Moura,
segundo declarou-me o Exm. biapo diocesano, em
officio de 12 do meamo mez.
Ao inspector.do Thesouro Provincial.Para
oa fins convenientes communico a Vmc. que a 2
do corrente tomou posse do cargo de coadjutor d*
parochia de Pao d'Albo o Revd. Augusto Adol
pho Soares Kegeocltu, visto ter sido d'ali removido
o Revd. Joo Olympio de Souza Lyra, segundo
declarou-me o Exm. bispo diocesano, em officio de
12 do meamo mez.
Ao director do Arsenal de Guerra.Decla-
ro a Vmc. para seu conhecimento e fins conve-
niente, que segundo consta do aviso do Ministe -
rio da Guerra de 25 de Abril findo, sero condu-
zidos, no primeiro navio da armada que vier para
oz portos do norte, aa munices destinadas a esta
e outras provincias, e cujo foroecimunto foi deter-
minado a Intendencia da Guerra.
Ao mesmo.Constando de particirAco da
Intendencia da Guerra, de 8 do corrente, te.rera
sido embardos no vapor Eipirito Santo, esperado
do sul, treze caixes contendo medicamentos e ar-
tigos pharmaceuticos, destinado eifermaria mi-
litar d'esta provincia, assim o declaro a Vmc.
para os devidos fins.
Ao commandante interino do corpo de po-
licaPode Vmc. ali-tar o corpo de seu com-
mando os paisanos mencionados no officio n. 449
de 12 do corrente mez.
Ao inspector geral da lustrueco Publica.
Concedo a autorisafo solicitada por Vmc. para
justificar as faltas de exercicio escolar da profes-
sora Joaquina Mafalda Alves de Carvalho, de que
trata o seu officio a que respondo, n. 145 de 12
do corrente mez.
Ao mesmo.Autorso Vmc. a justificar as
faltas que de 1 a 19 de Marco ultimo, deu o ama-
nuense deca repartigo, Mano 1 Torquato de Arau
jo Saldanha, deque trata em seu officio n. 150,
a que respondo, de hontem datado.
Ao engenheiro fiscal dos engenhos centraes
do 1- districto. Remettendo a Vmc. copia da
informaco prestada pelo Dr. inspector da saude
publica, em 11 do coirente, acerca do que repre-
sentou a Cmara Municipal da Escada, sobre
o despejo de residuos que faz o engeaho central de
Firmeza no rio Inojuca, declaro-lhe em soluco
sua ioformaco de 15 de Airil ultimo, que cum.
pre providenciar pelo modo exposto pelo mesmo
Dr. inspector, ou indicar Vmc. outras medidas
que saera aquelle mal.
Ao engenh ro fiscal da estrada de Caxang.
Declaro a Vmc. em resposta ao seu officio de 10
do corrente, n. 103, que a gerencia dessa estrada
de ferro vista da tabella approvada, nao pode
supprimir ou mudar o horario dos respectivos
trens, sem previa concesso d'esta presidencia.
Ao encarregado do Telegrapho Nacional,
na estaco do Recite. Tendo odo recebidos
ltimamente alguna telegrammas de servico pu-
blico com a declaraco no reapectivo involucro de
que nao foram entregues no dia antecedente por
estar a secretaria da presidencia fechada as 4 ho-
ras da tarde, de das em que alias-o expediente ae
ha prolongado alm d'uquella hora, faco constar a
Vmc, afim de providenciar convenientemente, que
esse facto uao constitu' motivo para o retardamen-
to da entrega de taes telegrammas ao presidente
da provinci ou ao secretario, cujas residencia
sao conhecida.
Portara :
Curapre quo a Cmara Municipal do "Recito
remetta rae, com urgenda, uus ii.ls especificada
do gado abatido durante o ultimo triennio nos di-
versos in itadouro pblicos ou particulares do mu-
nicipio e bem asaim da respectiva arrecadaco.
O Sr. agente da Companhia Brasileira t.c
transportar provincia da Babia, por conta do
Ministerio da Guerra, no primeiro vapor, esperado
do norte, o soldado Felippe Nery do Homfim, que
foi transferido do 2 para o 16* batalho de infau-
taria.
0 Sr. agente da Companhia Brasileira faja
transportar i corte os soldados Manoel Pereira de'
Luceua, Lauriauo Gomes da Silva, Joa Fraucisco
do Nat cimento, Francisco Eurico do Sacramento,
Sebastio Alves Pereira e Salusiiano Alves, con-
forme solicita o brigadeiro commandante daa ar-
mas em oficio n. 26G, de hontem datado.Commu-
ui :u ae ao commandante daa armas.
O Sr. agente da Compaahia Brasileira fac
transportar corte, por conta do Ministerio da
Marinha, no vapor esperado do norte, o enfrrmeiro
do cruzador Primeiro de Marco, Porfirio Justinia-
no dos Santos, que ae acha soffrendo de beriberi,
segundo declara o commandante do mesmo cruza-
dor, em officio n. 122, de hontem datado, devendo
a respectiva passagem ser deconvz.- Commuoi
cou-ae ao commandante do cruzador Primeiro de
Merco.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco arva-se de mandar trans-
portar gratuitamente, em carro de 3' classe, deata
capital at Palmares, os soldados Sebastio Alves
da Silva e mais duas pracas que se apresentaro
com aquelle.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recife ao d. Francisco sirva-se de mandar conce-
der passagens de 3" classe, que aero opport una-
mente descontadaa daa gratuitas a que o gov-rno
tem direito, da eatago daa Cinco Poutas e Una,
ao soldado de polica, Jos Francisco dos Aojos,
que segu para Garanhuna, conduzindo fardtunen
to para o respectivo destacamento.
O Sr. eacarregado da estaco de Una no pro
tongamente da estrada de ferro do Recife ao S.
Francisco mande conceder paaaagem, de 3* clasae,
por conta da provincia, at Canhutinho, ao -toldado
de polica, Joa Francisco doa Anjos, que seg'e
para Garanhuns, conduzindo fardaraeato para o
respectiva destacamento.
BXPBDI8ITB DO 9BCBBTABIO
Officioa :
Ao 1' aecretario da Assembla Provincial.
Da ordem do Exm. Sr. vice-preaidente da proviu
ca transmiti a V. S., atim de que se digne de
submetier consideracao dessa Assembla, a c>-
pia inclusa do officio, enviado pelo inspector geral
da inBtrucco pusuca, em que o delegado do 1* dis-
trieto litterario de Floresta reclamajcontra a trans
ferencia, projecta da pela jpnesma Assembla, da
cade ira de Quixaba para Florea-
Ao Dr. chafe de plida.De ordem do Exm
Sr. vce presidente da provincia communioo a V.
S. qae foi hoje submettido consideracao do go-
verno imperial o aaaumpto do seu officio n. 409, de
24 de Abril prximo findo.
Ao inspector da Thesouraria de Fasenda.
O Exm. 8r. vce-preaidente da provioeia manda
remetter a V. S. de orden do Theeouro Nacional,
sob us 90 a 99.
Ao Dr. juis municipal de Agua Bailas.
Da ordem de 8. Exc. o Sr. vioe-preaidente da pro-
vincia declaro a V. 8., era tolucia ao sen officio
de 7 do corronts mez, que o reo Antonio Caval-
cant i de Albuquerque nao pode ser agora remetti-
do gara esse termo, afim de responder a julga-
raento, por ter de aasistir, perante o Dr. juis de
direito do 1" districto criminal, a fermaco da cul-
pa pelos a8sassinat03 pratieados ao presidie de
Fernando de Noronha, em das do mes de Julho
ultimo.
Ao juiz municipal do termo de Rio Formse.
S. xc. o Sr. vice-presidenta da provincia, in-
teirado do assumpto do officio de 20 de Abril fin-
do, hoje recebido, recommenda a V. 8. que trans-
muta a certido do seu exercicio.
Ao gerente da Companhia Pernambucana.
O Exm. Sr. vce-presidente da provincia manda
aceusar o recebimento do officio de ho iiem datado,
em que V. 8. participa que easa companhia expe-
dir no dia 22 do corrente, s 5 hsras da tarde, o
vapor Ipojitca, paraos portos do norte, at Camos-
im.
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 21 DK
MAIO DE 1886.
Antonio Ferreira Ramos e Joanna Joaquina
Laura.Remettido ao Sr. i.ispector daThesoura-
lia de Fazenda, para mandar attender de ac-
cordo com as suas informaees de 10 do corrente,
sob ns. 336 e 337.
AfFonso Lacio de Albuquerque Mello.Concedo
30 das.
Abaixo 'assignado de moradores da Villa de
Leopoidina.Remettido ao juiz municipal do ter-
mo de Leopoldina, afim de que sirva de informar
o que lhe constar a respeito.
AutonioTomaz de Aquino, J"s Francisco do
Nascimento, Joaquim Mariaho Borges, Joo Bap-
tista Frota, Joo Monte de Angelis e Manoel Tei-
xera de Carvalho Ralalo.Informe o Sr. Dr.
juiz de direito das execucas criminaes da comar-
ca do Recife,
Companhia Pernambucana.Remettido ao Sr.
inspector do Tuerouro Provincial p ira providen-
ciar como for de lei.
Jos Azias de Paula H>m?m. -Informe o Sr
inspector do Thasouro Frovincial.
Joanna B. de Souza A'norim.Remettido ao
Rvd. Sr. director da Colonia Isabel para attender
a supplcante, nos termos de sua informaco, da
18 do corrente mez, n 36.
Capito Joo Pereira do Nascimento.Informe
a Caraira Municipal de Bom Uinseih >.
Miguel Joaquim Soares Piraentel.Informe o
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Mara da Purificaco Si'veira e Senhorinha Ma-
ra de Oliveira Mello.Remettido junta medica
provincial, a quem a p:ticonaria se apresentari
para ser inspecionada.
Conego Telesphoro de Paula Augusto.Infor-
me o Sr. brigadeiro commandante das armas.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 22 de Maio de 1836.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Repartifo de PolicSa
Secgao2.' N. 522. ^Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 22 ce Maio de 1886.
-Illra. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos na Casa de
Detenclo os seguintes individuos :
A' mioha orden., Jos Francisco dw
Santos Leite, Tbeopbilo Correia de Arau-
jo, Joaquim Jos de Sant'Anna, Hanrique
Ferreira Alves, Victoriano Frazao, Jos
Januario Correia, Andr Francisco dos
Santos, Antonio Francisco de Oliveira e
Victalino Alves, per jigos prohibidos.
Hontem, s 6 horas da tarde, foi
preso em flagrante na ra do Codorniz, por
haver ferido com cinco facadus, a Jos
Mauricio dos Santos, o individui de nome
Sabino Francisco da Silva. j
O offendido foi viotoriado pelo Dr. Cos-
ta Gomes, que leclarou serem leves os fe-
rimotas; e contra o delinqaent- procedeu-
se nos termos do inquerito policial.
Ainda hontem s 9 horas da noite, o
trena da via-forrea do Caxang, ao passar
em frente fabrica Nova Hamburgo, frac
turou o p direito do menor de nome Jos,
de 10 annos de idade e flho de escolsti-
ca Francisca de Freitas.
O subdelegado da freguezia de Santo
Antonio mandou recolher o menor no hos-
pital Pedro II o procedeu nos termos da
lei.
' Communicou rae o delegado do termo
de Ouricury, que no dia 25 do mez findo,
os individuos de nomes Rogaciano Looas
de Macodo Mende9, Izaias Lipes de Ma-
cdo, Zeforino Lopes d-i Maclo e Augus-
tiuli.i L'pea de Ala. c io, armados de cce-
te o faca de ponta, ernboscararn-se mar-
ge m da estrada que vai ao lugar denomi-
no Perigo, e ahi sorprenderam a Vicenta
Rodrigues de Oliveira, com quem tinbam
rixas antigs, e o espancaram e feriram
mortal mente.
Os delinquent-s, com excepcao do de
nome Agostinho, foram presos em flagraa-
te e contra os raesmos procedeu-se nos ter-
mos do inquerito policial.
Pelo subdelegado do i districto da Ba-
Vista foi remettido ao juizo competite, o
inquerito policial a que proceden contra Jo-
s Bello dos Santos, como incurso as pe-
nas do art. 257 do Cod orim.
Assumio hoje o exerci -io da subd'dega-
ia na freguezia -o fc-cife, na qualidade
de Io supplente, o cidalo Bilthazir Jos
dos Reis. a
Tambem no dia| 7 do crrante assumio o
capito Jlo Francisco H'-metrio P <> exercicio do cargo da Delegado do ter-
mo dn Bom Conselho.
Deus gu.rde a V. Ex- Illra. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Jo iquim dj Souza Lea,
uuiu digno iee-preaidonte la provincia.
O chefe de polica, Antonio Domingo*
Pinto.
roasulado Provincial
DESPACHOS DO DU 22 DE MAIO DB 1886
Manoel Francisco Romgu-s, Francia o
Jos do Paiva e Francis -o Alves Louren-
Ernesto Arcelino de Barros Franca. -
Certifique-se o qu constar.
Luiz Antmio de Siqu-ira. Informe a
2* sec5lo.
Carralho & Freitas. Deferido, de ac*
cordo com rs inforiuac,5'S.
Antonio de Olryeira Maia. O suppli-
S-r,

t
i wmm i
WT}


Diario de PernambncoDomingo 23 da Maio de 1886
ante nSo pode 8er attendido om vista da
Joformacao da 2' scelo e art. 36 do Rg.
da 30 de novombro de 1381, por forca do
qual deve pag-ar o imposto a que se obri-
gon.
Baltar, Oli reir & C. Informe a
scelo.
Antonio Soares [Raposo.A' Ia scelo
para attender.
**
ITE1I0R
Estrados d relato rio do ni ni*
lerlo da Paseada
(Do Jornal do Commercio)
MEIO CIBCULANTE
A depreciadlo a que tem chegado o nooso meio
circulante, produzindo consequeuciss desastrosas
para todas as classes da sociedade, impoe-nos o
dever de nao dilatar por mais tempo a adopca > de
medidas que tendam a corrigir este estado e pre-
parem o paiz para reconquistar o metal que per-
de'u com as riniasoes de papel moeda.
Ensina a historia que o papel nnoda, ace:to a
principio com recurso temporario pelos necessita-
dos, com facilidide se constitue em permanencia,
e a custo se consegue depois expellil o do organiar
ato econmico
Nao isto motivo para cruza:mosos bracos ante
as diculdades que ae apresentem; mas para du-
plicar esforcos com o fin de supera! as.
O valor do papel moeda depende da eua quanti-
dade ; qual deva esta ser o que nao podemos de-
-terminar priori, nao bavendo regras conhecidas
que nos guiem em semelhante indagarlo. A po-
puladlo do piiz, a aua riqueza, os seus meios de
eornuiuuieacio, a somma e a celeridade das permu-
tas, o nperfeicoameuto no mechanismo do crdito,
ate, iufluem poderosa s eficazmente no quauto pre-
ciso de moeda pan servir circulaeo dos valores.
Mas nao na somma numrica das notas que se
pode acbar o criterio para conhecor a deficiencia
ou o ercesso do meio circulante : o criterio unie-j
est no pre9o &< ouro mercadoria e no estado do
cambio. Nao de hoje que o proco do ouro aeha-
se em disparidad com o scu valor, e que o estado
do cambio nos adverso.
A nota de 20 lijo recebe cm troco 5 oitavas de
ouro, porm ramio menos ; o cambio nao cotado
a 27 d por 12 e sim a 22 d, sendo que ainda ha
pouc a cotacao descera a 17 1/2 d.
A nota nao mais a medida legal dos valores ;
nao compra no mprcado a quantidade ou peso de
ouro que representa. O cambio nao pode firnv.r-
se ; faltam-lhe, para correctivo natural, a iraporta-
c$o e a exportaco de metal ; acba-se sujeito ni-
camente lei do offerecimento e procura das caui-
biaes, s correntes de confanos, ou desconfianca, e
pois, em constantes flactuaces.
A cansa de todas estas perturbaces est no ex-
cesso do papel moeda.
Ha quem acredite que a depreciaclo se corrige
naturalmente com o desenvolvimento progresaivo
do paiz quando sSn poatoe limites somma do meio
circulante o os governos tomm o compromieso de
nao ultrapassai-os.
A experiencia diz-nos, porm, o contrario : a
elevacio dos precos e o estimulo das operscoes ba-
t -adas sobra o crdito tendera a abaorver todo o
meio circulante existente, tornando-se elle insufi-
ciente logo que novas exigenciaes sobreveem no
mercado, ou para acudir ao movimento de indus-
trias que surgem de novo, cousequencias do des-
envolvirnento natural do paiz.
Entia a prsalo augmenta de dia a dia e os go-
vernos, solicitados pela opiniao dominante, nao se
conteem ante as restriegues que se tiuham imposto,
2 vi Mam as promessas que haviam feito.
Ainda quando maior abundancia de productos
viease ao mercado, todos os annos sem interrup-
$a>, dara apenfs enrejo apreciacio passageira
do meio circulante, sem rehabilitaco permanente.
O papal moeda continuara depreciado ees saldos
d paiz voltariam em merca lorias a precos eleva-
dos, consequencia daquella d-preciaco.
Nao devemo9, pois, ficar espera dodesenvol-
vim-nt;o do paiz para corregir a depreciacao ac-
tual que falsea a medida dos valores, que entor-
pece o crescimento das industrias e tornou-se
onerosa para todas as classea.
E' indeclinavcl a necessidade de atacarmos de
frente o mal, e se nao possivel de momento extir-
pal-o totalmente, fiquem ao menos laucadas as ba-
ses de um prooesso que nos conduza em tempo
mais ou menos prximo dsejada circulaeo rae-
tallica, com papel bancario conversivel em ouro,
guisando padrao da lei de 1846.
S-mdo a depreciado consequencia do excesso de
papel miela, ir reduzindo sua quantidade ser au-
gmentaar-lhe o valor, como hca dito, at o ponto
da equipolencia entre o valor da nota e o do o ro,
3to a/ o ponto da equaeao entre 43 e urna oi-
tava do ouro.
Nisto consiste a primeira condiclo para chegar-
mos circulaeo metallica, e portanto, conver-
sibilidado do papel mieda; p>is urna llusio
acreditar na converaao de ntaa a-m existir na cir-
culaos > a n^eessaria quantidade de metal. E para
que p-irmaneca cato ao paiz indispensavel se torna
.i retirada da porea) de papel, que impede a sua
entrada o a sua coaservacio, segundo as leis natu-
raeg do comraereie.
Levantas90 o governo, fora do paiz, avultado
emprestimo e imp vtasse-o todo em ouro, este re-
greesaria logo pira o exterior, porque, emquauto
as notas na i tiverem valor igual ao do ouro, este
-1,11 (jrealar no paiz juntamenH com aquellas.
A lei de 1840 onsignou oa verdadeiros princi
pios que a scencia ensina e que a experiencia tem
Araado, e em que devenios perseverar.
Entre oa dous pracesso3 at h'je conhecidos
i a retirada do papel moda, o ia permuta p >r
ipo'ices veneendo juro, e o do resgate por meio
de renda crala expressamente, este me parece o
melhor, por ser o inaia simples e o mais franco.
A desigoacao de urna verba no ornamento para
tarrico portanto, ndispenaavet
Atienden Jo a que a retirada do papel moda,
a lo eanc"l ini'nto das notas, deve ser gradual
afim de evit ir as perturba^ocs que aeo.npanhun a
.ii-usca alteraos > n >- valorea pola baixa 1 > p
pirece-m" convir qu ai i exceda d: 5,0 ''):'))> i a
somma a retirar anuaalmente.
Operando por e-- otado e i n regol tri la i o va-
lor do papel-m l ir melhorac l>, quaesqner que
..i as ocilla;o'a do mercado; e ajndado da
confian? i qne inspira o goveruo, quau lo leal c
seriamente se propS a enmprir a lei, nao estar
lonije a poca em que o nosso meio circulante se
.ipproximar do p teresses da sociedade.
Nao fcil determinar a quantilade da moda
necesaaria para as transacces de um paiz : t>da a
naci civiliaada necessiU para viver regularnunte
de urna eerta somma de meio circulante, de um
mnimum, abaixo do qual nao lbe c licito descer
aem correr o risco da ruina das suas inluatrias.
Asaim, desde que pela experiencia se consegue
determinar aquella mnimum, como se praticou na
Inglaterra e na Alleananha, o mem circulante do
paiz nao poder jm lia soffrer alteraco de vaW,
adoptado o systema ue que usam aquellas naces,
isto de nao bav.-i na circulacio papel alm do
sninimum, sem existir em c^fre n)s bancos o equi
valente em ouro.
Quando pela reduccao gradual do papel moda
chegarmos ao conbeciraento d > mnimum, que as
nosea3 necessidades de circuLiCao exigem; ainado
o ouro buscar os noasos mercados, pelas leis na-
turaes do commerc-.o, para demor>.r-se e constituir
a base de urna boa e si circu'.aca, sera a qual
nntil \ pensar na txistencia d bancos com emia-
so conversivel, ento o Estajo dever confiar a
UBI uathnlnrim*' b^ncarir| modelado sobts oa
bancos da Inglaterra, da Allemai.ha cu da Bel
gica, o encargo de regu'ar a circulaeo do paiz.
Nao antecipemoB, porm, tanto : pe- agora tra-
temos de dispor o terreno e de lancar os alicerces
do futuro edificio, rttirando da circulaeo papel
mo i somma indicada ; nao por operagoes
de crdito e a juizo do governo, como determinava
a lei de 1846, mas com* desp< za orcamentana e
om os meios que vos parecererem mais acertados.
Pela tabella n. 7 veris qnal a somma do pupel-
aaoda em cireulacar..
OPERADO EK DE CRDITO
Com o fim de consolidar a divida fluetnante e
de obter meios para occorrer s deep. zas de al-
earos crditos extraordinarios, usou o governo da
aculdade que lbe conferistes pelos arte. 2o, para-
gropgo nico, e 10 das leis de 3 de Setembro de
M84, ns. 3,2i'.t e 3,230, e recorren is pracas de
lindres e do Rio de Janeiro, centrahindo na pri-
mfira o emprestimo de 6.000,000 e na segunda
de 50,000:000*000. .
Atientas as disposicoes dos mercados inglezes,
a*o haveria diffieuldade em obter na Enrona toda
a importancia de que carecamos; parecen, porm, |
a governo de maior conveniencia operar simnlta- j
reamente dentro e fra do Imperio, j para veri
ficar a posiibilidade da conversio dos ttulos de
6 %, j para evitar grandas oscillaces na taxa de
cambio, e attenuar consegu ntemente futuros pre
juicos do Estado e dos particulares.
Um empreatims externo de avultadas propor-
coes nio poderia, como o de t 6.000,000, ficar em
conta crrante em Lou 'res afim de ser applicado
aos gastos que ahi fazemos, emquanto o thesouro
fosse erapregando, nos resgate aos seua bilhetes c
no pagamento das suas dividas ao Banco do ura-
zil, as dommas que habitoalmente remetto para a
Europa. Seria fbrcoao mover fundos, mporNHiao
ouro, ou sacando lettrasoque motivara indubita-
velmente rpida elevadlo das tasas do oamm,
alterando sbitamente as leis queregulam-noseaa
transac.oea com as pracas estrangeiras por meio
artificial e pouco duradouro.
Emquanto o thesouro tivesse cambiaos para ne
gociar. ou o mereado moda metlica para reex-
porta^ os altos precos se manteriain; mas como
oa capitaes emprestados ter-sc-biam de esgotar,
cedo voltaria o cambio ao seu ponto de partida, sa
nao descesse de mais em mais at ao nivel que o
conjunrto de cansas que nelle influe houvessem de
estabelccer.
Era, pois, de bom conseibo restringir-se o the-
souro a um emprestimo externo de proporcfcs mi
cadas que, combinado com outras medidae, d'-s
afrontasse-o da divida fluctuante, e trouxeaae a
subida mais natural do cambio.
As dos eperacoes foram eifect"adas as con
dic5es que vou expor.
EMPRESTIMO EXTERNO
O governo negociou-o directamente, expedindo
depois ao delegado do thesouro cm Londres, o con
lheiro Jos Antonio de Azevodo Castro, os necea-
garios poderes pata assignar o contracto preli-
minar, a apoliee goral o os bonds
No momento em que iniciou-se a uegociacio
cotaram-se n'aquella prosa es fundos brazUeiros de
5 /o de 97 a 98, e os de 4 1/2 de 85 a 86.
Os segundos, porm, nao erain tao favoravel-
mente recebidos pelo publico ; achavam-se abaixo
da taxa da subscripcao, que havia sido de 89, e
dellesoffereeiam-se venda nao pequeas sommas.
Oa nossos agentes financeiros alli recomraenda-
vam a emiss&o de ttulos de 5 '/o ao preco do ..
92 1/2, cora as clausulas dos dous ltimos era-
prestimos, os de 1875 e 1883; excepcao feita do
sello, que tinh sido augmentado na Gra-Bretanha
Esaa taxa, queja era melhor do que a indica-
da em cartas dirigidas anteriormente ao governo,
ainda nao pareceu vantajosa ; dava-se mui uota-
vel desvio entre ella e a cotacao.
Estudando novaraente as circumstancias do arr-
eado, foi possivel lancar o emprestimo a 95, devi-
do tanto ao bom conceito e crdito de que gosa o
Brasil, como tambeni aos esforcos dos nossos
agentes. A < peracao obteve o melhor xito, sendo
subscripta rpidamente muito alm da quantia
pedida.
Como veris da ntegra do contrato, que figura
entre os appeneoa sob a letra B, foram estas as
condicOes :
Juros conUdos do 1 de Janeiro e pagos Bemes-
tralmente. .
Amortisaco de 1 % ao anno, a principiar do 1
de Julho do anuo vindouro, e realisavel por sor-
teio, quando oa ttulos estivorem ao par ou o ex-
cederem, e por compra, quaudo se acharem abai-
xo d pa..
Comraisso da negociaclo 1 /
Corretag- m 1/4, e mais o sello devido.
Entrabas, com direito ao juro de 5 / n0 0ft8a
de antecipacoes, nos seguiotes prasos :
X 5 no acto da assignatura.
15 no dia da distribuicito
. 20 31 de Maio de 1886
25 5 de Agosto de 1886.
> 30 13 de Setembro de 1886.
95
EMPRESTIMO 1NTSRO
A diminuicao da taxa dos juros, recommendada
desdo 1880 pur acto legislativo, devia ser tenta-
da afim de preparar o terreno para a operaco au
torisada no art. 7' da lei de 3 de Setembro de
1884, n. 3,229.
Os meus antecessores haviara recebido propos-
tas para emprstanos de 5 '/' '"as o preco foi
sempre reputado muito baixo.
Outras toram ltimamente apresentadas ao go-
verno ; nenhuma, porm, subi alm de 90 1/2.
Aa apoliebs de 6 /0 cotavain-se de 107 a 109,
equivalendo a ttulos de 5 % de 89,1 a 90.
Nao obstante, animava o governo a esperanca
de que, dando outra forma operacJo e admittin-
do o recebimento de letras do tbesouro e dos ban-
cos de deposito, chamara com esta vantagens os
capitaes disponiveis.
Era o de adjudicaco o syatema at ento se-
guido de contrabirem-se empiestimoa em apoliceB,
nos termos da lei de 15 do Novembro de 1827.
Parecendo-me, porm, baixos os precos offereci-
dos para o novo typo de 5 %, que julgava-se de-
ver manter o preco na paridade do juro das apo-
lices de 6 "/.. resovi abrir subscripcao publica,
marcando a taxa de 95,5 nos termos do contrato
que se acha no aonexo B.
E como nSo convie.se expor o thesouro a des-
agradaveis eventualidades, estipulou-se abatimen-
to para quem assignasae certo numero de ttulos.
orrendo a subscripcao sob a responsabilidade do
Banco do Brasil, como j se fez e coaturae em
paizes mais adiantados em materias financeiraa.
Aa condicocs com o,ue o banco toraou a si o en-
cargo conitam minuciosamente do contrato a que
j me refer e encontrareis n" citado annexo, on-
de acharis tambem a liata doa subscriptores do
emprestimo.
Tornou-se ineffoctiva a 4 clausu'a, pois no pri-
meirodia foram subscriptos os 50,00):000000.
x comveksIo n*a apolices
A accitacao das novas apolices de 5"/., e a r-
pida subida do seu preco, combinadas com as in-
dicad-oes, que denotavam a abuudaucia de capitaes
disponiveia a procira de emprego a juro mdico,
convenceram o governo de que a occasiaoera op-
poituna para decretar a converso pr va auto-
risada no art. 7 da lei n. 3,29 de 3 de Setem-
bro de 1884.
Para este fim foi publicado o decreto a. 9,531 de
17 de Aoril e aa iistruccoes da mesina data, que
encontrareis em appeuso. sob a letra B.
Aio la na < ae acha terminado o praso para as
ri un iQoea Jo emb lian em tdas as provincias c
fra do Imperio Eutretanto, a approvaco que a
"onverso obteve aflata capital, onde est inscrip-
to o maior numero de possuidore, assegura o xito
compl-to da aperac'i, muito alm ds toda a ex-
pectativa.
Nao discutirei a conveniencia da medida nem o
direito do Estado em decretal-a ; nao smente se-
ria inopportuno, poisja tinhais resolvido. como
por me parecer objecto fra de toda a controver-
sia. Entretanto, a novidade da operacao do Bra-
sil, pois julgavam omita que se tornara por lar-
go tempo letra raorta a vossa autorisacao, e oa
interesses offendidos despertaram certa oppoaito,
que felizmente o bom aenso publico e o mesmo in-
teresse dos capitalistaa, melhor aconselhados, fi-
zeram logo cessar.
Nao me possivel concluir esta exposicao sem
consignar quanto em todas estas operacoes me
auxiliou o integro inspector da caixa da amorti-
saco, conselheiro Joo Jjs do Rosario, cuja I-
lustmcao e telo tem sido com justica reconhjci-
dcs pelos meus antecessores, e de que pura inim
rigoroso de ver dar vos testemunho.
PERMMBBCO
Assemblca Provincial
SESSO EM 7 DE MAIO DE 1886
{Conlinuaf&o)
O Sr. Verrelra Jacobina manda a
mesa o seguinte requerimento :
Requeiro a prorogacao da hora por mais 30
minu:os para continuar a discusao.Ferreira
Jacobina.
O Ir. JoaoAltes(Nao devolven o seu
discurso).
Vem mesa, lida, apoiada e entra conjuncta-
mente em discuesao a seguinte emenda:
Emenda ao requerimento.Sem prejuizo da
primeira parte da oroem do dia.Jos Mari
Encerrada a discussao, o requerimento posto
a votos e reyertado, ficando prejudicada a emen-
da :
Pasea-ae
la pxrik DA OBEEM DO DIA
2t discussao do art. 1 do projecto n. 43 deste
anno (orcamento provincial.
O Mr. Coas* BibelreSei, Sr. presidente,
que esta discussao restricta ao assumpto do pro-
jecto, e na verdade eu nSo me levantara para to-
mar parte uo debate, se por ventura alguna cousa
nio ti vase a dizer sobre o artigo em discussao.
Entretanto nao poseo deixar de fazer algumas
consideraco8 preliminares. Em primeiro lut;ar
nio pareja que me torne incoherente, pretendendo
discutir o orcamento, ora em > alasaswli), procu-
rando mesmo aperfeic-oal-o per raeie 4e>algumas
emendas, quando em 1* discasse v este mesme projecte, como de vendo ser regeitado
n Imite.
Este vot i dado por mim e por distinctos compa-
nheiros desta bancada na 1* diacuaao, em vez de
aiguificar un recura > ayatematico, caprichoso, de
impadir a passagem do oeeflewaee, eignifioou o
contrario, teve por fim manifestar os nossos dese-
jos de que esta le sahisee desta casa menas eiva-
da de'drfisitH.ieanto quanto fiase possivel.
Nos nbrraos um alvitre que tmha por fim fa-
cilitar a realisaeo desee deeejo, alvitre do qual
pens que resultara passar eete projecto cora
maior brevidade do que talvez acontec-a agora,
quandooada umter de apreoial-o, de eortal-o ou
alargai-o por aua conta e ne*e. Preearamos co
mecar os embates, oa choquee porque deve pasear
ama le dessa natureza. pois, Sr. presidente,
esta diseusfllo do orcameuto provincial, at oa
seua ltimos termo., nSo sahir da melhor forma, eu
e os meas dignos cTnpaoheires de bancada temos
salvo a nossa responsabilidade. ftfas nem por sao
estamoi isentos do dever do concorrer de nossa
parte, tanto quanto seja possivel, para que ett*
lei sja menea gravosa aos ceatiribuHBtes.
Um Sr. DeputadoE provincia.
O Sr. Corta RibeiroE previocia, diz bcra o
nobre depatado. porque a le do oraamenro nio
tem por fim smente faeer eHnheiro, adquirir os
meios precisos para a desprexa. O legislador mo-
derno deve tambem olbar para o qae se chama
economa social, isto propor medidas na dietri -
buioao das despezas e na tica doe isnpostos, que
desenvolvam a uctividade do paiz, que lhe fo
m< ntem a riqueaa. Niseo que est a seimeia
financeira, qne se nao redue a augmentar os im-
postes e contrahir emprestitnos.
Era segundo lugar eu tenbe a Utmentar a falta
de esclarecimentos com que luamos para pronun-
ciar o nosso voto consciencioeo sobre urna lei
dessa natureza, que c .mprehende tedo o servieo
publico provincial, todos os ramos de actividade
de que pode dispor esta provkeia. V. Exc, Sr.
presidente, sabe perfeitamente que 4 aoa r-lato-
rios das di"ersas repartcoos publicas que vamos
beber as iutormaces de que precisamos para a
confeccao dessa lei.
Entretanto, Sr. presidente, i*Bies esse re-
curso, porque apenas na casa tem-se distribaidoo
relatorio do Sr. inspector do Tbesouro eo reatorio
do chefe da liepartico das ***** Pablioms. Mas
o relatoras do inspector do Thesouro s por si
n5o preeuche os seua fin, porquaato e.m muitos
pontoi fas referencia aos reutorios de outras re-
partiees, como por exemplo, o do Cobsulado Pro-
vincial, procurador fiscal, e precerador dos taitos.
Todos estes sao como partea integrantes daquelle
e nenbum dellea existe na casa
Tambem aqui uao foi distribuido o da inspectora
da llnstiuccao Publica. Como podemos conhecer
as necessidades dxase importante ramo de servieo
sem as informa^ries que s o relatorio da respec-
tiva reparticio nos pode dar ?
O mesmo relatorio ou falla cora que o presiden-
te da provincia iastallou a actual sestao nao foi
publicado seno por trecho uo jornal oficial, de
modo que. se quizermos oansultar esse relatorio,
bavemos de andar cataudo os trechos em um masao
de iornars !
NSo quero aecusar ninguem ; mas o que ne
po8so deixar de fazer, asaigaalar o facto, ex
pol-o censura desta casa e do otiMice, toque a
responsabilidade a quem tocar. Tir j a honra
de fazer parte desta casa, e afiauco que outr'ora
uao se proceda asaim.
Eu Bflho, Sr. pruaidente, que isao importa tratar
com pouco apreso a representaco da provincia ;
isso importa concorrer para qne caa em descrdi-
to cada ves maior a instituido das Assemblas
Previociaes, j nao querendo fallar dos malea e
inconveniente- que podein resultar populacao,
desde que fizerraos aqui, a falta do eaclarcci-
raentos, leis defectuosas.
Easa falta de esclarecimentos tanto psra no-
tar, que vejo que a corainissu apartou se do que
dos estylos desta case, e mesmo dos de qual-
quer das ca^a* da Assembla Goral.
Trabalhos eata ordem oostumam ser precidi-
dos de urna justifijaco, de coaaideraudos da com
misao que es formula.
A nobre coiomiasao apreseutou-nos o seu tra-
balho n e descarnado ; dos anteriores nio s.-i se
ha algum no meemo caso.
Peco, por isao, commissSo licenca para dizer
que ella, para facilitar o nosso eatud, deveria
preceder o seu projecto de algnmas apreciaoles,
de mido que derramaise sebre as ajguma lus,
poupando-nos assim em parte o trabalho, do^que
talvez resultara o bom andameulo da discussao e
economa de tempo.
Noto ainda o defeito, que j foi apontado por
alguns collegas, e termos de discutir aroceita
antes de estabelecida a despea*. Creio, Sr. pre-
sidente, que essa nao a forma maie natural. V.
Exc. sabe que a provincia por si s nao tem di-
nheiro ; a provincia urna entidade abstracta ;
o diuheiro, com que so satisfazem ae despezas pu-
blicas, tirado do contribuate. D"ahi, pois, a
necessidade de que vejamos primeiro quaea sao
as despezas indispensave.is, para que, dopois de
conhecida a somma uecessaria para satiafazel-as,
possamos entao ver quaea So os impottos que de-
venios es.tablecer, quaes os meios por que deve-
nios tirar da algibeira do contribuiute a qrantia
precisa.
Occupando-me agora com o artigo em discus-
sao, e, comparando-o com o do ultimo orcamento,
isto com a lei em vigor, encontrei neata alguna
impoatos que uao vejo propostos no psojecto em
discussao. Vou apresental-os.
)Apartca.)
O primei'o o seguinte (lendo) : Lei n. 1,^60
art. 2 9 50 ris por alqueire de sal, pagos ao
aahir do navio. Nao encontrei esse imposto no
projecte em discussao.
Outro que tambem abi se nao encontr o.que
est no orcamento vigente de 1:000 por com
miasario viajante de casas establecidas fra do
paiz e da provincia, ou intermediarios que ve
nh.iiri expor ou offerecer venda m*rcadoras es-
trungoiras, dr vendo ser cobrado o imposto dentro
o exercicio da industria.
E Das raesmaa coudic's est o imposto de 20
por eocravo que oxerce nesta provincia o oficio
de nagarete, estirador ou outro qualquer oficio
mecnico.
O art. 2, 39 dspoe o seguinte :200 por es-
cravo queutrar para a provincia.
A nobre commisaao, parecc-me, nao propoz este
imposto no seu projecto.
O ?r. CoelLo de MoraesNSo, senhor.
O 8r. Costa RibeiroDiz o 53 da lei vigente
(l) :600 por cada pessea que vender madeira
fra dos armazens neata cidade.
Tambera nao encontrei no projecto que ora dis-
cutim ia semelbante disposicao.
O Sr. PtangaFoi tambem supprimida.
O Sr. Costa Ribeiro Diz ainda o 82 da lei
vigente (l) :200 ris por baralho de cartas de
jogar.
Tambem este imposto foi supprimido no projecto
em diacuaao.
E' possivjl que a nobre commisaao tivesse mo-
tivos ponderosas para todas essas suppresaoes ;
mas convem que a casa os conheca.
(Apartes.)
Nao propoulio desde j emendas restabeleceDdo
estes impoatos, porque agnardo as iuformacec da
Ilustre commisaao ; se ellas forem taes que me
convencam du que a nobro c unmissao procedeu
com justica e fundamento, nida terei a oropor ;
se, porm, succeder o contraro, apresentarei
emendas.
(Ha diversos apartes.)
Tu-e, Sr. presideute, do tratar d'aquillo que o
projecto nao contera ; vou agora referir-me ao
que est no projecto.
Vejo no 4." :20 % sobre couros verdes ; no
5. : 7 % sobre couros seceos, salgados e espi
chados ; no 6.o : 3 % sobre sola e couros ; n
7." : 6 o/o sobre couros verdes, seceos ou eqp-
chados, sola e courinhos exportados para outras
provincias pelas collctorias limitrophes.
Nao sei qual a razo por que, pagando o couro
at 20 /<> de exportaco. os nobres deputados pro-
poem, quando a exportaco se fizer para outras
proviucias, que es" imposte fique reduzido a 6/0.
Eu nao pude attingir com a razio que isto de
termina ; mas quando razao exista nao sei porque
deva produzir effeitos contrarios, pois na bypothe-
se o imposto sobro courinho e sola elevado de 3
a t por cento, isto ao dobro, quando sobre as
entras especies de couro desee de 20 a 6 por cont,
isto a menos de um terco. (Apartes).
Porque razSo a mesma circumstancia ha de deter-
minar que se restrinja o imposto de 20 por cento a
6 por cento e o de 3 por cento relativo s da em
ves de ser diminuido fique augmentado, paasando
a pagar 6 por cento ?
Nao sei que circumstancias leraram a nobre
commiesSo a assim proceder.
O Sr. Gomes PrenteV. Exc. prepSe alguma
emeuia ?
O Sr. Costa RibeireEstou por ora aposentan-
do minhas objecces a diversos paragraphos do or-
camento apresentadi pelos nobre* deputados, quero
ouvir Ss. Exea, e desde j afirmo que se entender
que Ss. Excs. tiveram razio naa slteraces que
nznram no trabalho que nos propem uao pora du-
vida alguma era concordar com os nobres deputa-
dos); mas ae nao me convencerem, maie tarde apre-
sentarei emendas.
(Ha diversos apartes.)
Teosos nos anda o 8o cujo assumpto acredito
qu devfl merecer alguma attenco da casa.
Ha tres ou quatro aunoe a Asaerabla Provin -
cial estakeleeeu o imposto de 100 ris sobre sacco
de aeeucur cm Casen la niio fabricada na provincia ;
uestes termos pouco mais ou menos formulada
urna das disposiuSes da lei do ore/amento vigente
e de duas ou tres que a precederam.
Ora, cemprchenio-se bem qual foi o fim da
creacao deaseimpnsto. Nao foi exclusimente abrir
mais urna foute de receita. (Aparte.)
Parece-me qm o fim (o dupla,; foi ao mismo
tempo proteger, animar a fabrica de fiaclo que te-
moa neata cidade.
O Sr. ViBOonde da TabatingaApoiada, foi s
com esse fim.
O Sr. Cta RibeiroFim que ou nao tenbodu-
vida em considerar muito loavavel, porque V. Exe.
sabe a importancia que torn essa industria, j des-
envolvida e nSo poueo em nutras rrovincias do
imperio. Liuvoque pernambucanos desejassem
qae aquella que primeiro se creou entro nos nSo
vie*se a naufragar, tanto mais quanto V. Exc sabe
que isso nao importara de modo algum, prejuizo
para 03 cofres pblicos, ao mesmo tempo qne ani-
mava a industria da provincia.
Longe de prejuao para os cofres pnblicos, aui-
mou-sse uraa industria nascenfe na provincia, ao
meamo tmpi criando-so em favor desta urna fonte
de receiti, amds que nao foseo grande, o que uSo
deixa de sor til, pois o largamento de taes fontes
permifte qae era algumas nSo se sohreca-regue de-
raasiadaraeute a bolea do contribuinte. Entretan-
to, Sr. presidente, vejo que a nobre commissSo
acabando com essa nroteccao a urna industria que
mal comeea entre oa mantean um impoatoque ca
a carecer de explicares em tormos que nao podo
mos aceital o. Die o projecto : 100 ris por sac-
co de assucar em faeanda de qua'quer proceden-
cia e em barrica de raadeira estrangeira... raan-
tida a isencSo do 7 da lei n. 1860 se a fabrica de
fiacila e tecido desta provincia renunciar o privi-
legio exclusivo de que gosa.
O Sr. CoHh i i" MoraOT iNldi mais rasoavel.
O Sr. Costa RibeiroEu cntendo o contrario e
notaren mesmo que a relcelo no a mais conve-
niente, njo a melhor, combinada esta dispoiicSo
com a da lei n 1860, porque nesta nSo vemos isea-
cilo algama.
A disposiclo dessa lei nao est formulada de
modo que consagre urna isencao, expreasa, directa.
A lei 1.1860 diz o seguinto (l).
Art. 257. Cem ris por sacco de assucar em fa-
zeu la nao fabricada na provincia, e om barrica de
madeira estrangeira, que f ir desembarazada ou
despachada d > Consolada Pnvinei ti, sendo 50 ris
quando em meia bt'rrica e proporcionalmente as
subdivisdes, desta.
O Sr. Coelho de MoraesV coramsiSo aceitar
emendas.
O Sr. Costa RibeiroJ v o nobre deputado
que aqu nSo ha eiprcssa nenhuma iseucSo a que
ama lei posterior poss faxer referencia.
O Sr. Gomes Parante d um apa'te.
O Sr. Costa RibeiroV. Exc. pode consultar a
lei.
O Sr. Coelho de MoraesDesde que a lei do
orcamento vigente impoz sbreos saceos de fa-
znd de procedencia de outras provincial, impl-
citamente ieentou a uossa fatenda.
O Sr. Costa RibeiroEu j dissa que esie foi
o fim da creaco do unpisto ; a creacao foi em
termos a excluir os saceos era fazenda fabricada
na provincia.
Eu o reconheco ; mas estou agora me occupn-
do da quest&o da frm* ; estou notando um defei-
to de redaeco, e defeito existe, pois se a isenelo
resulta dos termos da lei n. 1860, nSo est alli for-
mulada de modo a poder fazer-s refencia a ella.
Mentida a diaposic-ao de todos o paragraphos da
lei em projecto, se a fabrica de tecido nio quiser
abrir mi de seu privilegio, fiea sendo este um im-
posto que nio tem explicacio.
Como est anda tem um fim razoavel.
Mas se os nobres deputados qaerem conseguir
da fabrioa J abrir ella mi de seu privilegio, fica
este imposto, oomi j dase, sem explieacao.
Peis ha de pagar-se imposto porque embarcase
assucar em sacco ou barrica, e nio a granel?
Um Sr. DeputadoO facto que a fabrica nio
merece semelhante favor.
O Sr. Costa RibeiroDapois precise faaer no-
taf a- s nobres deputados nue o privilegio da fa-
brica foi concedido em virtudo de urna lei espe-
cial e que existe contracto celebrado com o gover-
no da provincia.
Ora, podemos na por um* lei annua obrigar a
fabrica abrir mo de seu privilegio?
Vv. Exea, tenbara a bondade de ler a lei.
Foi celebrado um contracto e a fabrica obrigou-
se com o go~erno a ter um certo numero de alum-
nos, meninos pobres, a quem ensina o oficio, dan-
do casa c sustento e de facto tem ji habilitado al
guns.
Eu estou certo que o resultado desta disposicao
nao nutro senao este : animar urna outra fabrica
que nao de Pernambueo, mait adiantada do que
eata, a quem pretende e procura matar.
Um Sr. Depatado O privilegio quem tem
morto a Industria.
O Sr. Costa Ribeiro Eu nao sou amigo dos
privilegios em absoluto, mas para animar uina in-
dustria que comeea em tsda a parte tem sido ad
mittidoe.
Depois nao estamos aqui legislando pela primei-
ra vez sobre o caso temos j urna le estabelecida
e nao podemos agora proceder de modo a querer a
eommissao obrigar a fabrica a abrir mao de seu
privilegio.
O Sr. Visoonde de TabatingaHa urna emen-
da substitu ti va.
O S.\ Casta Ribeiro Peco a V. Exc, Sr. pre-
sidente, qne digne-se mandar-me a emenda.
(O orador satisfeito.)
A cimmisso mandou urna emenda, supprimin-
do esse jj, e estabeleoe 10 por cento sobre oa direi-
toa pago j na Alfandega.
Deade que a commisaao propoe essa substitu-
cao ficam prejudica las algumas cousideracoes que
eu tinha de apresentar uao s para oombater o
augmento de 3 por cento para 5 por cento como a
igualdado em se estabelecer a mesma porcentagem
nesse imposto provincial para todas as mercado-
riaa.uaqndo eabemo que ha mercadorias de primei-
ra neeesaidade, que pagam pela tarifa da Aliande
ga irap isto em urna razao muito menor do que ou-
tras principalmente aquellas que sao materias de
luxo.
Soria tambem curioso augmentar o imposto como
remedio reluctancia do commercio, camo ae esta
nio devesse tormr-se maia interonsa desde que o
imposto subiaae.
ei que se tem pretendido explicar esse imposto
de gyro como urna cousa indepndente da irapor-
tatio can imposto que nao recahe sobre a mer-
cadoria, mas eim sobre o movimento qne faz o com-
merciante.
Porm, para mim essas razies sio Ilusorias, e
o que v.-rdada que, com qualquer denominaeio
que lhe queiram dar, esse imposte nao senao de
inioortac-io ; a forma, o nome pode ser diderente
mai a cssencia sempre a mesma ; o imposto vem
a recahir sobre o valor da mercadoria, e vem ele-
var o seu preco no mercado.
Mas, nao me quero oicomr cara esas assumpto,
o gyro vai ser substituido pelo que era d'antea,
urna quota sobre oe direitos de importacio, nao
quero mesmo onsiderar a rasio da iucousutucio-
nadade do imposto, o que para mim urna cou-
sa fra de duvi las
Limito-me a diaer que voto contra esse impos-
to, ou de consumo, ou de gyro, ou de qualquer ou-
tra denominado que lhe queiram dar.
Entendo que para supprir a f.lta, a iilferenc
de renda, que pJe resultar da suppressao d'esses
impostis, nio faltam meioa.
O Sr. Coelho de Moraes d um aparte.
O Sr Costa RibeiroNos temos o grand* meio,
que tora sido muitas vezes invocado por homens
notaveis de um e de outro partido, e aqui mesmo
neata Assembla, que e cortar as despezas de ser-
vicos geraes cora que a provincia est oarregando.
Dopois de tanta penuria, depois de tantas afrlic-
Ces, depois de tantos soffrimentos, porque razio
os nobres deputados uao praticam u:u acto de co-
r Porque nao havemos de, todos reunidos, liberaes
e cnni-ervadores, dar eat grande passo ?
Fiquem certos os nobres deputados de urna cou-
sa : as provincias nio se liio de levantar do aba-
t ment rm que se achara, emquanto o governo
geral nio tratar de distribuir com ellas urna quota
dos direitos geraes de iopartaclo. (Apoiados e
apartes).
Nio acredito que isso seja fcil de obter ; mas
seria o meio de acabar com o estado lamentavel
om que se acham as financas desta provincia e as
das suas companheiraa do norte. E se nao tra-
tronos de raagir n'aquelle sentido, nao obteremos
m-lhora.
Sr. presidente, outro paragrapho a que nao poa-
60 prestar o meu voto eiaquanto nio fr modifica
do, o g 46.
O Sr. Gomes Prente Quos sao as lespezas
que a provincia fas e que V. Exc. considera de
carcter geral?
O Sr. Cista Ribeiro Ora, V. Exc. mais ou me-
nos sabe ; sio as despezas com a forca de polica,
com o sustento doa presos pibres, com a se "retara
<1> governo, o outras muitas, que se por ventura as
supprissemos fanam|s urna grande economa Se
V. Exc. proin-tte me o seu valioso auxilio, apre-
sent-irei emenda nesse sentido.
Mas, dizia eu, Sr. presidente, que nao posso
prestar o meu voto ao augmeuti do imposto sobre
os empregados pblicos.
Reconheco que a classe dos empregados pbli-
cos, nio lo desfavorecida, como alguns d'elles
8^ inculcara, exagerando um pouco (apartes) ; mas
a verdade que sio homens pobres aquellas que
constituem aquella classe.
Reconheco, igualmente, que quando todas as
classes tem soffrdo, quando o mal tem sido geral,
tambem deve tocar aos empregados pblicos ; elles
devem soffrer um tanto ou quauto, porque consti-
tuem urna classe corno outra qualquer.
Portanto, justo que ce tunecionarios pblicos,
apeaar de viverem de seus vencimantos, coutri-
buam e concorram oom alguma cousa para melho-
rar as financas da provincia.
Mas, o que nao veja 6 a razio porque vamos
este auno augmentar o imposto de 5 0/0, decreta-
do alias quando a provincia via-ie j sem recur-
sos. (Apoiados e apartes).
Tirera, genitores, aos empregados pblicos aquil-
lo que rasoavel, tirem-lhee os 5 0/0, o que j nao
pouco, desde que attendamos a que se os veaci-
mentos que percebem constituem urna rsnda cer-
ta, por outro lado constituem urna renda limitada,
que nio susceptiva! de augmento ; tirem a essa
classe o que ella pode rasoavelmente dar; mas nao
lhe tirem com excesso, pois no que ha j vai sa-
crificio
(Ha diversos apartes).
Se a Asaembla, ao crear o imposto de que tra-
to, n'aquella occasiio, vendo tsrnarem-se as cir-
cumstancias desta provincia extremamente melin-
drosas, entendeu que 5 0/0 era o mximo do sacri
ficio que poda exigir d s empregados pblicos,
que razio, pergunto eu, tem a nobre eommissao,
para elevar o imposto a 10 0/0, isto ao dobro,
agora que vamos entrar n'uma phase de prosneri-
dade, ainda nunca vista, como dizem os nobres
deputados, agora que sobre o Brasil nteiro va
chover endientes de riqueza moral e material ?
(Apartes).
E isto, Sr. presidente, quando por outro lado a
nobre cemmissio diminue ordenados de alguns
d'esses empregados !
(Ha diversos apartes).
Eu teaho todo o desejo de concorrer com o meu
voto e de acompanhar 03 nobres aeputadoa para
Tenho concluido.
Vozes -Muito bem, muito bem
A discusaio fica adiada pela hora.
(Continu'a).
O Sr. Coelho de MoraesO nobre deputado sa-. molhorarmos o estado di provincia ; maa Sa. Exea,
be quanto a provincia perde com essa isenga,,? j hlo de concordar comgo que ha em tudo ura li-
O Sr. Coata RibeiroNao trato de entrar nesta | mito.
indagacao ; nem ha qne entrar desde que o impos-
to foi creado para proteger a fabrica, estou ape-
nas tratando de sustentar, de manter o que mi'
parece justo e de salvaguardar os iutereases dos
nossos patricios, dos filhos desta trra, porque es-
tes que desejarem apreuder o oficio, de que se
trata nao hao de ir para a Bah'a ou para o Rio
de Janeiro.
O Sr. Gomes PrenteNem mesmo aqui elles
tem aonde aprender, porque isto que se chama fa-
brica, nao fabrica.
O Sr. Costa Ribeiro -Nem isso mesmo V. Exc.
quer animar.
O Sr. Re^o BarrosA provincia perde muito e
o algodao pessimo.
O Sr. Costa RibeiroEu nao sei como se possa
favorecer ao consumidor, desde que o imposto
niantido em todo o cano, ainda que a fabrica nio
queira abrir mao de seu privilegio.
Os consumidores hlo de pagar sempre o impos-
to pelas saceos fabricados nesta fabrica ou em
qualquer outra.
Um Sr. DeputadoNao assim.
O Sr. Costa RibeiroSim, senhor; se a fabrica
nio quizer abrir mao de seu privilegio, os que ex-
portarem assucs r em saceos bao de ficar pagande
o imposto de li'O ris, qualqner que soja a proce-
dencia da fazenda, de que os saceos sejam fabn
cados.
E' isao o que est no projecto.
O Sr. Gomes Prente -Acabemos
to.
O Sr. Costa RibeiroNaa vejo razio pa m isso;
e agora seria o caso de perguntar a eommissao se
a piovincia nio perie com a extinecao do imposto.
Eu aceito a disposicao actual e espero ver de-
monstrada a inconveniencia dessa disposicao.
O Sr. Prxedes Pitanga Eu come sou mais po-
sitivo hei de moBtrar a lazio disso.
O -'r. Costa Ribeiro Tenho aqui a copia do
contracto.
O Sr. Gomes PrenteO eoutracto nio eogitou
desse imposto.
O Sr. Costa RibeiroDesde que haum contrac
' por um tempo certo com o'arigacea para a par-
te que as tem comprido, V. Exc. nio pode inserir
urna disposicao na lei, tendo por fim constranger a
parte a abrir mi desse privilegio.
O Sr. Gomes PrenteV. Exc. attenda quo a
fabrica de fiaclo gosa de isenciodo imposto, se
renunciar o privilegio.
O Sr. Costa RibeiroMas nao renunciando, o
imposto subsiste.
O Sr. Gomes Prente d um aparte.
O *r. Costa RibeiroSr. presidente, tenho ago-
ra de tratar do imposto sobre o gyro
consignado no 13 do projecto.
Entendo que este imposto levado ao dobro, como
a eommissao prop", toca a raias da iniquidade e
principalmente sendo estabelecida a legra absoluta
de 10 /o sobre todos os ordenados ; porquanto, os
nohres deputados sabem que ha empregados que
tora menos de um coato de ris por anno : e per-
gunto eu, o qae quer dizer menos de um cont de
ris por anno ?
Quer dizer dois mil ris por dia ou pouco
mais.
Ora, senhores, dois mil ris por dia faz o ho-
rnera mais inhabilitado, mais desfavorecido da
sorte, ahi por essas ras da cidade. Isso o in-
dispi-nsavel para se nao morrer de fome.
(Apoiados e apartes).
Ha ainda n'este mesmo paragrapho um ponto
para o qual chamo a attencio da nobre eommis-
sao.
Dia o projecto de orcamento : 46. Dos em-
pregados pblicos privinciaes, dos aposentados,
jubilados e reformados, dos membros ;da Aaaem-
bla Provincial, dos fiscaes das compauhiaa e em-
presas anonymaa, do' empregadoB geraes que rece-
berem porceutagem pola arrecadacio da divida
activa do sello de heraueas, sendo esta contribui-
cSo de 10/. sobre es respectivos vencimentos. >
Creio que a nobre eommissao nao querer eata-
betaeer o impasto dos 10 "o sobro o ordenado e a
gratificacao que tem, como empregados geraes,
eaaea qu" prestam alguns servicos proviucia.
Pens que a idea da comm8sao impr 10/o
sobre a porcentagrm da arrecadacio, mesmo por
que nao podemos impr sobre vencimentos de em
pregados geraes. Mas como est, nio acha claro,
porque Vv. Exc. comprehendeni eases emprega-
dos no corao de toda o e concluem dizendo 10 /.
sobre os respectivos vencimentos
O Sr C. lho de Morees Nio assim
O Sr. Costa Ribeiro Bem; smi que nao
esse o pensamento, mas a redaccio poderia ser
outra.
Eu nio mando emendas, como j dase ; apenas
externei algumas considerares, que resultarais
do um studn ligeiro que fiz, analysando a pro
posta da nobre eommissao. Limito rae, Sr. pre
Bidente, ae que teuho expendido; nio prop n>ho
emendas, nem quanto a alguma foute de r.-eeita,
nem quanto a alguma modifieacio que me parec
n'Cesaaria sobre os que acabo de considerar.
Quero antes ofl^ir a nnbre eommissao.
Se o nue os nobres deputados tem de dizer
me convencer de que o orcamento como est deve
ser aceite, en nao terei duvida de votar oom Ss.
Excs. Mas naquillo que os nobres deputados mo
poderetn refutar, sorei obrigado, se outros collegas
me nio precederera, a mandar mesa algumas
commercial, emendas, para o que peco desde j perraisso
nobre eommissao.
com c impos
KhVSTA DIARIA
tiemtlla ProvincialNao houve hon-
tem sesaio por terera comparecido apenas 19 Srs.
deputados.
O Sr. 1 secretario procedeu leitura do se-
guinto expediente:
Um oficio do secretario do governo devolvende
informadas as petices de Clementino de Souza
Diniz e Jos da Cruz e Silva.A quem tez a re-
quUicao.
)iito do mesmo, idem, dem, Qm abaixo asig-
nados do negociantes cem depsitos de carvio de
pedra. A quem fez a requisieao.
Em seguida dissolveu-se a reuniao.
Collectorla provincialPor actos da
Presidencia da Provincia do 15 do correte, e sob
proposta do inspector do Thesouro, foram exonera-
dos Jos Fransco Pere'ra e Manoel Isidoro Ta-
leoney dos Santos des cargas de collector e es-
crivao da collectoria do muucpio de Bezerros, e
uomeado para substituir o segundo no dito cargo
de escrivao Sebastilo Cyrillo Gomes Penna.
Aatorldade policialPor acto da Presi-
dencia da Provincia de lt do crrante, e sob pro-
posta do Dr. chefe de polica, foi exonerado Anto-
nio Carlos da Silva Peiieto do cargo de delegada
do termo de Leopoldina.
agente do Crrelo- Por acto da Presi-
pencia de 17 do corrente, foi exonerado, a seu pe-
dido, Manoel Francisco de Paula lo cargo de
agento do crrelo em Cateude, e nomeado para
substituil-o Lucio da Cruz Cordeiro.
Tealro Santa IsabelE' li e que, no
Tht- .:i Sauta Isabel, o Monte Pie dos Volntanos
da Patria d um espectculo de grande gaila pata
commemorar a batalba campal de 'luyuty, feridfe
a 21 de Maio de 1866, e ganba pelo exercito aliado
contra as liostoa paraguayas.
R-tpresenta-se, como j tivemos occasiio de
dizer, o drama do Dr. Corte Real O Cabo Ceiar 4
.9 batalhao de infantora, expressameute escripto
para a referida cumrnemoracio, drama em 1 pro
l'go e 5 actos, em cujas iutervallas a banda de
msica de polica far-se-ha ouvir em liados tro-
caos.
Depois do espectculo ha bondt para todas a3
liabas, e trena das ferro-vas de Cunda e Caxan^fc
sendo o desta ultima linba iudependente de aaslg-
nutura.
FuneralHontera, no sobrado n. 12 da ra
l.o de Marco, rcuniram-se os amigos polticos do fi-
nado Dr. Antonio Francisco Corri d'Araujo, e
reaolveram promover um funeral, em homeougea
. memoria do Ilustre finado, no trigessimo dia do
aeu passaraento.
Para isto, foram nomeadas as seguintes eom-
missea :
P-omraisao directora :
Couaelheiro Joao Jos Ferreira de Agniar.
Desembargador Manoel Clementino Caraeiro da
Caoba.
Dr. Francisco do Reg Barros de Lacerda.
Dr. Joa Manoel de Barros VVanderley.
Commendador'Jos da Silva Loyo Jnior.
Dr. Felippe de Figueirda Faria.
Negociante Joio Jos de Araorim.
Dr. Miguel Jos de Almeida Pernambueo.
Dr. Joa Francisco de Ges Cavalcante.
Commiasao administrativa .
Vigario Augusto Frauklin Morera da Silva.
Dr. Daro Cavalcaute do Reg e Albuquerque.
Negociante Joaquim Pires da Silva.
BeviellnbaE' este o titulo de um qumsa-
uario, que luutem camecou a ser publicado neata
cidade. Diz-se pequea en*yclopedia quinimal,
especialmente critica, noticiosa e litteraria ; e ef-
fectivamente de pequeniuo formato, posto que
em 16 paginas, e trata dos assamptos annaucis-
dos na sua epigraphe :
Diz elle no seu artigo programma :
* A fctevistinha uto t : um retrospecto snra -
mario de ideas, cousas e acontecimientos de nossa
trra, principalmente desta capital ; em ayntheee :
ura apanbado, um estudo, um archivo, intermit-
iente de fados, personalidades, interesses, costu-
mea, oceurrencas, e de tudo quo atteotar a noeaa
moralidade social, sempre visando o fim de a I Mar
o justo com o honesto, o til com o agrada val, e
joeirar a ignorancia do saber, o erro e a mentira
da verdade, sem preoecupaces pedantescas e tesa
exageracio systematica.
- Imparcialidade, independencia, tolerancia,
mas intransigencia, a bandeira que nos rege.
Suspeicao, conveniencia, preconceitc, interesse, sio
credeneiaes de que nio faiemos jego na empresa
que tomamos aos nossos liliputianos hombros.
Desejaraos-lhe prospera e longa vida.
Homeiiaaem a Vctor HagoA so-
ciedade acadmica desta cidade que, no anno fia-
do, comraemorou o treapasso de Vctor Hugo,
maior litterato do secuto, fazendo imprimir asa
numero especial de um jornal em homenagem ae
sublime poeta francs, mandou agora reproduxa-,
em ntida impressio, aquella folha, e, hontem, pri-
meiro anniversario do treapasso daquelle divine
cantor, fez entrega da um exempiar ao Sr. Breail,
cnsul francez, que, acquiesceado ao pensamento
da mocidadu acadmica, prjmetteu remettel-o ae
presidente da Repblica Franceza, o Sr. Julio
Grevy.
AccidenteAnte-hontem, o menor Joa, de
10 annos de dade, filho de Eacolaatica Francisca
de Freitas, residente na casa n. 24 da ra de
Caj, se achando no Campo das Prineezas, peral-
tanda com outros, pelas nove horas da noite, pro-
curou subir no ultimo wagn do trera da ferro-via
do Recife a Caxang, quando este, que havia sa-
hido desse arrabalde s ti,12, passava em frente aa
edificio do Lyceu de Artes e oficios ; porm de
modo tal que, cahindo, foi alcancadu por urna das
rodas do referido wagoa, ficando com a perna i-
reita fracturada.
O offendido foi recolhido ao hospital Pedro M,
onde est sendo tratado.
O aconteeimenta foi casual, e o Sr. tenenta
Henrique de Almeida, subdelegad) da freguezia
de Santo Antonio, tomou conhecim uto do ao
abrindo a respeito o competente inquerito.
FaradaMAnte-hontem, s 6 b ras de 'arde
e ua ra do Codorniz, foi preso em fl .- a ja-
bino Francisco da Silva, por haver ferid Joa
Mauricio dos Santas, dando-loe cinco facadaa.
O ferido foi visroriado pelo Sr. Dr. Costa Ce-
rnes, que dedarou serom leves aa ofTensas.
O delinquene est sendo inquirido.
Ferro-via do Rwcife a tavanj
Escrevem-nos :
< Os carros de segunda classe dos trena deesa
ferrj-via, ha muito que se acham convertidos em
carros de carga ou bagagem.
Os conductores nao permittem, segundo a or-
dem a gerencia, que os passageires conduaant
volumes de certas proporcoes gratuitamente ;
mas consentem, mediante paga de 240 ris, a ti-
tulo de despacho ; por isso vemos em ditos carrea
machinas de costuras, trouxas de roupas, caixas
de duas latas com gaz, etc. etc., e collocados en-
tro ee bancos, quando o lugar que oceupa o bre-
quiata est completo, e algumas vezes meanio nao
estando.
E' impissivel mesmo que um passageiro de
certa ordem, ou que traje decentemente, possa
transitar nos carros a que nos referimos, nos trrns
de H.^ri"" da manhi, do Caxang, e 9,k18" d
manha, do Recife para esse arrabalde, porque fi-
cam elles quaai que completamente oceupados por
fl m.lres com leite e mel, e cestos cora verduras,
objectos estes que estilo livres de pagar o celebra
despacho de 240 ria !
A estKclo da Iputin.-a s tem nm bar.co, de
forma que ha occasiooa em que muitas pesaos,
inclusive aenhoraa, ficam de [ a esperar o tren.
Agua alli, como em todas as estacoes, uao se
ene nitra ; e essas faltas sao censuradas com ra-
zio pelos passageiros, que, se entendendo com a
chefe da mesma estacio, este diz que nada teaa
que ver com essas couaas, que nio sao de aaa
competencia providenciar.
Pedimos que o digno redactor do Diario cha-
me para o que levamos dito a actence do Sr. ge-
rente, do qual esperamos promptas providen-
cias.
Quatro contra umO Sr. {delegado de
Ouneury acaba de communicar que, no dia 86 de
inez lindo, Rog.-.ciano Lipes de Maoedo Mendos,,
Isaas Lopes de Macedo, Zeferino Lopes de Maoe-
do e, Agustinho Lopes de Macedo, armados de c-
cete? e facas de ponta, embosaoram-se margena
da estrada do lugar Perigo e ahi sorprendern! a
Vicente Rodrigues de Oliveira, com quem tinhaai
rixas antigs, e o espancaram e feriram mortal-
mente .
Club aradenaico atay alarBosiai--Fi-
con assim composta a mesa permanente desta
club, fondado por alguna Srs. acadmicos :
PresidenteBonifacio Faria Rocha.
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r MOTIUDO
^.ma.'
lfjMI]



Diario de FerBamtmcDomingo 23 de Maio de 1886
mj


f '"


Vice-pMsidenteE. A. Ca|dis Britto.
1* secretarioA. Costa Pirita
2o secretario-J. Pedreira Franca.
< >radorCaasiauo Lpet Jnior.
Fice-oradorAm-ueio df Sinsa.
Th"8"ui
iu :nii:ri i oIluitor de S>usa.
ira organis-w estatutos fieoo com-
FOet d ii Srs. Caasiano Lope*, Caldas Britto e
Amancio O pr roiepte non 'ou urna einunisso par tra-
tar i eom-
mis Beereai. 1
i liaras da l
i b m-inerito Antonio
ves da Costa.
1* secretario leu a acta di sessao anterior,
que foi approvada planamente.
1" .1 >:,i v tdu a >r umKirrn de votas o augmento
ie, denominando se de boje por
diaule : Comit Luterano Recreativo.
Foram aoorovadus, como soeios os Srs. Alfredo
Aviiuj Mia e Silva, Augusto Arieteu de Souza
:>?r., Lmdrlino Luna Freir Jnior e Pedro
Fer andes da Silva Manta.
O 2" orador propoz a diminuijao do preco das
pelo que travou-se reunida discussao,
sendo finalmente approvada.
O Sr. presidente declarou que nao se conformava
com a deciso da maioria e que convocava reu-
niao da assembla geral extraordinaria ufiui de de-
cidir sobre este assumpto como lhe oonviesse. O
2> secretario protostou contra esta doeieo ; o the
soureiro e o Io secietario, porm, coneordaram com
ella.
SoyannaEscreveram-nos em 20 do cc-
rente :
Hoje, na iirreja matriz desta cidade, mando
o Dr. Nilo de Miranda ce'ebrar uma missa por al-
ma do finado Dr. Antouio Francisco Correia de
Araujo, do qu*-in ra amigo particular e correli-
gionario poltico.
A' esse acto re'igioso assistirarn as primeiras
autoridades da enmarca e militas pessoas dis-
tinct1.
A noticia do fjllecimento He tio Ilustre e es-
timavel cidadao produzio aqu grande semacao,
sendo gcralmeute sentido esse inesperado passa-
mento.
*< BenedictoEscreveram-nos em ai no
corrente :
Ho^tem, na igreja deste povoado, teve luirar
a missa que pelo repouso eterno do Ilustrado Dr.
Antonio Francisco Corseia de Araujo, to Inopi-
nadamente arrancado pla inorte dos brae.03 deis
seus amigos, mandaram resur os Srs. Vulpiano
Jos de Mello, Manol Lopes da Silva Padre e Ig-
nacio de Siqueira Pasaos.
o Cclebrou o incruento sacrificio o Revd viga-
rio de Quipapi, e assistiram ao acto muitos ami-
gos d'aqui 1: das localidades visinbas, todos os
quaes etavam pesarosos por aquello funesto acon-
tec ment.
CalendeEscreviram-nos em dati de 19 do
corrente :
Em vista de se ler eclipsado o seu antigo cor-
respondente d'esta localidade, pedimos-lhe venia
para ser o sea uoticiansta d'ai(ui, e desde ja ih
asseenramos que seremos un usrraJK imparcial
dos factos que se deram e inteiramcate escoimado
de esoirito partidario.
Gracas ao capilao Vlanoel de Paula, tacanea-
ml propugnador dos melhoramentos deata locali-
dade, parece que fe construir a schrietia do nos-
so templo. Auiiliam-n'o no empenho de realisar
I obra os rs. Joao Barradlo, Sinden e outros
l'arjchiaoos. D'esta feita os contribuintes no
bao de ver malbaratados 03 seus obulos.
Os dignos representantes do 8o districto de-
ven olhar com olhos carinhosos para sta locali-
dad"), afim de sm-rguel a do marasmo em que se
acha Conviri 1 elvala freguezia, facto qua
por si s s.-ria snfic.ente para lhe dar impulso
comoiercial e iudustrialraentc fallando.
Reina aqu invejavel tranquillidade ; o esta-
do sanitario, porm, infelizmente nao bom. Rei-
nam Cabras mas, e, no dizer do Dr. Mello Gomes,
aj casos temos tido da amarella, a qual tem feito
Victima?, i laspeito dos disvllos do professorpu-
Sico. que nao pode acudir todos.
Muita* dessas victimas teem sueum'-'ln untes
peta falta de reparaos mdicos do quepv. v. -
cia do assnlto ; releva ponderar que nem 11 ia 1
nos ten ti Jo quem Ibes cure da alma, pus nao te-
mos aqni sacerdote para ministrar lhee os sacra-
mentos.
Te-im funeciouade regularmente, e cora boa
frequencia, ambas as cadeirat de ensino primario
que aqui existen).
O fiscal municipal, do certo tempo a esta par-
te, amainau, o vai regularmente se desempenhau-
jp doa seus deveres.
Palmare*-Escrevem-nos em 21 do eor
rente:
Hontera, na matriz desta cidade, teve lugar a
musa que o major Custodio Floro da Silva Fra-
goso inandou rezar polo descanso eterno da alma
do Dr. Francisco Correia de Araujo, Ilustre depu
tado geral pelo 3o districto e proviucial pelo 9*
districto.
Assistira n ao acto amigos do finado, que
todos se mostraran pungidos por tao doloroso
S'P"-
Finda a missa, o Sr. Trajano Austricliano da
Costa fez a biographia do Ilustre morto n'um dis-
curso repassado de dor, que a todos commoveu.
Revista AcaaemleaPublicou-sa o n
deste quinzenario O seu primeiro artigo,
alias beta elaborado, consagrado ao 1- aniver-
sario do trespasso do grande litterato francez Vc-
tor Hago.
Beanles oelaew Ha boje as seguin-
tea :
Do '".lub Internacional de Regatas, a 11 bora8
do da, em assembla geral, na respectiva sedo,
para negocios urgentes.
Do Club Carlos Gomes, s 11 horas do da, em
asaembla geral, na sua sede, para eleicao.
Do Clab de Regatas Pernambucano, a 11 hi-
ras do dia, na respectiva sede, em assembla ge-
ral. na forma do artigo 30 dos estatutos.
Da Irraandade do Divino Esprito-Santo, s 11
horas da da, para tratar d > que dspoe a ultima
parte do art. 83 do compromis o respectivo.
Do Csmit Litterano Ricreativo, s 10 horas
do da, no 2- andr do predio 11. 10 da ra Larga
do Roario, para tratar-se da installacao da meB-
ma sociedade e outros .ssamptos.
Da sociedade musical Quatorz-^ de M-rco, fin
sesao magna, para posse de sua directora.
Leiloe.ESbctuar-se-bo:
- Amanba :
Peo agente Bitrlamaqui, 5 a 11 horas, na ra do
Imperador n. 24, de predio.
Pelo agente udento Uaptista, s 11 horas,
ra do Mocotolomb u. 24, de movis, cavallo e
carneiro sellado.
Pelo agente Atfredo Gtiimar&es, s 11 horas, na
roa do Bom Jess n. 45 de fazendas limpas e
a variad 18.
-r Turca-feira :
Velo agente Mode>to Baptiita, s 11 horas, na
ra do Duque de Casias n. 77 A, do estabeleci-
mento ahi sito.
Peo agente finio, s 11 horas, na ra do Ran-
gel n. 43, de movis, laucas, vidros. etc.
Pelo agente Al/redo Guimar&et, as 11 horas,
rui do Bom Jess u. 45, de 36 barra com pl-
vora avariada.
Quarta-feira 1
Pelo agente Pinto, s 10 3/4 horas, na ra Fer-
naudes Viera n. 32, de meveis, loucas, vidros,
etc.
Peo agente Mrtir, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 16, de predios.
Pelo agente GnsmSo, s 11 horas, na ra do
B-.>m Jess n. 49, de movis e livros de direitos.
a* fnuedre*. -Sorao celebradas:
AmnbS:
A'3 7 horas, na nstriz da Boa-Vista, por alma
da D. Pereclina Alves R^rignes da Silva; s 8
horas, na matriz de Santo Antonio, por alma de
D. Isabel Ramos de Si-una ; s 8 horas, na Penha,
po- alma de Candiia Rosa Barroso ; s 7 1(3,
na Glor8, por alma le D. Maa Joaqniua de
Albuquerqus Leto
-- Terca-feira :
A' 7 1/2 horas, na matriz da Giaca, por alma
de Manoel ie Almeida Magalhae*; s 8 1(2, na
matriz de Saoto Aut uio, p r alma de Jesuino
Fcrreira da Silva ; s 8 horas na matriz da Boa
Vista, por alma de Jos Antonio da Silva.
PasaagelroaS*b norte no ve por nacional Ip-jjuca :
Brigadei.o Jos An.lo de Moraes Reg e l
cabo, D. MiriaMamed de Araujo Pereira e 1
criado. D. Blisa Macedo e 1 criada, Benjamn A.
de liveira, Angelo Rsele e Domingos Rsele,
Jos P. da ello, D. Joaquina C. de Araujo Lima,
Francisco L. de liveira, Francisco Soarcs da-
Silva, Jalo P. Paiva, 00 desertor e 1 cabo de es-
quadra qae o auompanba.
peraeoei clrurgiraaForam pratiea-
das no hospital Pedro II, no dia 22 do corrente,
as seguntes :
Pelo Dr. Malaquas :
Extraccao do testculo din-ito indicada por he-
matocelo, igadura do eordo em 4 pelo catgut.
Amputaca 1 por desar leulacao do lo metatar-
iano da mao direita indicada por eamagainento
da mo.
P-lo Dr. Fernaudes Barros :
Di'.itacSo pelo thermo-cauterio de fstula anal a
vegetacMe sjrphiliticas.
lao/
17, 11 '
exist m 319.
A sabci:
Naciouaea 289, mulhere 4, estrangeiros 9, s-
eravos sentenciados e processados 7, ditos de cor-
rece'io 10.ToUl 319.
Arracoados 287, sendo : b.ns 266, doentes 21
Total 287.
Movimento da enfermara :
Tiveram alta :
Joao Carlos de Albuquerque.
Jos Flix da Silva.
Os delinquentes, excepto Agoatinho, form pre-
sos em flagrante e esto sendo iuqnedos.
Lotera da provincia.Quinta-feira, 27
de Maio, se extrabir a lotera n. 55, em bene-
ficio da igreja matriz de Gamelleira.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
ConceicSo dos Militares, se acharo expostas as
nenas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica aoreciaco do publico.
Lotera da cortePor telegramma rocebi-
do pela Casa da Fortuna, sabe-se terem sido estes
os nmeros premiados da 4a parte da lotera 363,
extrahida hontem, 22 de Maio :
4.263 100:0003000
8.39 20:000*000
11.794 10:000*000
Lotera Extraordinaria au Vs>l-
ranajaO 4* e ultimo sorteio das 4 e 5 seiius
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida a 12 de Junho proxi
mo.
Acham-se exposto a venda 03 restos des bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marfil
n. 23.
Lotera do leloA 1' parte da lotera n.
197, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dia|26 do correte.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
eia na. 37 e 3i>.
Lotera de Macelo de OOiOOOftOOO
A 9" parte da 12* lotoria, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
mpraterivelinente no dia 25 de Maio s 11 horas
da manhS.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependeaeia ns. 37 e 39.
Lotera da corteA 1> parte da "64 lo-
tera da corte,cujo premio grande de 100:000*,
ser extrahida no dia .. de Maio.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se achain vendana Casa da Fortuna,
ra Primeiro de Marco n. 23.
'U.-ilailonro Publico. Foram abatidas
no Matadouro d Cabanga 100 rezes para o consu-
mo do dia 23 de Maio
Sendo: 86 pertencentes aoa Srs. Oliveira Cas
fto & C, e 14 diversos.
Mercado Municipal de H. Jam.O
movimento desta Mercado nos dias 22 do cor-
rento, Coi o suguinte:
Entraram :
24 bois pesaudo 3.586 kilos.
1.230 kilos de peixe a 20 ris 24*600
" 90 cargas de farinha a 200 ris 18*000
40 ditas de fructas diversas a 300
res 12*000
15 ubolciros a 200 ris 3*000
20 suinos a 200 ris 4*000
Foram oceupados:
28 columnas a 600 ris 13*800
31 compartimentos de f.iiinha a
o00 ris 15*500
23 compartimentos de comidas a
500 ris 11*500
' ditos de legumes a 400 ris 293600
9 coaipartiuientos de suino a 7u0
ris "200
13 ditos de f restaras a 600 ris MW
2 tainos a 500 res 4*000
9 ditos de ditos a 2* 10*000
54 talhos de carne verde al* 54*00U
Dr. Seabra. Mudou aeu escripto deadvo
gacia para a ra do Imperador n. 21.
Drovoiia
Francisco Manod da Silva & C deoo-
>itaroB de todas as espacialidaties phanw->
souticae, tintas, drog^y, productos L'himic"
e medicamentos homceopaticos, ra do Mar
quez de O inda n 23.
Faria, Sobrinho & C, drogustaa poi
attacado. Ra nfar'qnea dn Olini a. 41
Serrarla ts Vapor
Tpitr e ojjicuia d
. r.incis'o ios ao ton .\I:t;do,.8ae-'
Uavpuaacioa n. 28. N sate grande Mtaba e
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
oero, compra-se e vends-sa madeiraa de
todas as qualidades/ aerra-se madeiraa de
conta albeia, assim como se preparam obrac
de carapira por machina o por procos sena
competencia.
Os funecionario
II
provlneiaes
Deve ter sido arrecaiada neste dia
a quantia de
Debioa dos dias 25 de Marco a 22 di
corrent'1, recebidos
dem at 22 do corrente
224*000
3J200
227*200
5J200
222*000
Foi arrecadado liquido no da 22 do
corrente
Precos do dia:
Carne verde a 490 e 400 lia o kilo.
Suinos a 560 < 800 ris idein.
Carneiro a 600 e 1*000 ris idem.
Fannba de 28) a 440 ris a cuia
Milho de 280 a 400 ris idem.
Feijao do 800 a 1*280
Centlterlo publicoObituario do dia 21
de Maio :
Feliciano Antonio Apoiinaro, Pernambuco, 26
annos, solteiro, Ba-Vista ; syphilis.
Joio Francisco de Paula, China, 36 annos, sol-
teiro, Ba-Vsta ; dyarrba.
Antonio Juo, Parabyba, 50 annos, solteiro,
Boa-Vista; dyarrba.
Francisca da Piedade, Pernambuco, 80 annos,
viuva, Boa Vista ; cachexia sen:l.
Candida Ferreira Nunes Magalhaes, Pernambu-
co, 41 annos, aoltelra, Bda-Vista ; tubrculos pul-
monares.
Luciana Maria de AsBumpcaoJ Pernambuco, 60
annos, viuva, S. Jos ; eyncope
Antonio, Pernambuco, 45 dias, P6co; catarrho
suffocante.
Luisa Pornambuco, 7 meses, Bt-Vista ; remet-
tido pelo subdelegado.
IHDICACOES OTIS
Medlcosi
Conaullorlo niriliro rirnrglco do Dr.
Pedro de Altanyde Lodo Mosicozo a
ra da loria n. .1.
O doutor Moscozo d consultas todos os
as uteis, das 7 s 10 horas da manha'
Este consultorio offerece a commodidu
de de poder cada lente ser ouvido e ex
minado, sera ser presenciado por outr>
De meio dia s 3 horas da tarde ser 1
Dr. Moscozo encontrado no torreao pr
ca do Coramercio, onde funcciona a ms
peceo de sade do porto. Para qualqner
d'estes dgus pontos poder2o ser dirigidos
os chamados por carta naa indicadas horas
Dr. Miguel Tkemudo mudou seu consul-
orio medico e resi ienoia para a ra Nova
n. 7, 1. andar, onde d consultas das 12
Soras s 3 da tarde e recebe cahmados a
qualquer hora. Especialidades partos fe-
bres, syphilis e molestias do pul mo e co-
jaco.
O Dr. Arthur Imbassahy, medico occu
lista, recentcmente chegado, esta cidade,
d consultas todis os dias, das 8 s 10
horas da maoha, sendo gratis aos pobres
no 1." andar do predio n. 53 da ra da Im-
peratriz.
Dr. Brrelo Sampaio d consultas de 1
s 4 hoiss da tarde, ra do Bar.lo d
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
4o Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
O bachard Benjamim Bandeira. ra do
Imperador n. 73, 1. aD lar.
Henrique Milet. Ra do Imperado*1 n.
22, 1. andar. Encarrega-se de questes
as comarcas prximas as linhas farras.
Dr. Oliveira Escorel. 2. promotor pu-
blico, tem seu escriptorio de advogacia da
a Primeiro de Maceo n. 2.
Srs. deputado.Os esforzados empenhos com
que tio cruelmente se pretende que continuemos a
ser as victimas dos atrasos financeiros da provin-
cia, mostrara que esta pertegucao s pode provir
da vinganca de um odio implacavel e gratuito. Pu-
ta d'isto nao ha raz'lo que ptssa justificar que s
a nossa classe pague imposto da r< nd i, pois que,
todos os mpostos lancados s industrias, sahiud>
do consumidor, o sao oslo da renda; seria preciso,
para haver ignaldade exigida pela constituido,
que alm do imposto da industria, se lancasse so-
bre o da renda de cada um de todas as classe;.
Porque, senhores, devemos ser nos smente
quem pague eaae imposto, e nos que, pelo atrazo
de nossos pagamentos ha tanto tempo, j temos
soffrido tantas torturas, tantos prejuizos em nos
sos exiguos racursos, e que as continuaremos a sof
frer, porque eatea prejuizos nSo os temos d'onde
reparar?
Nesta situacao pode-se, pois, com a mnima som-
bra de justica, deixar continuar este chamado
imposto sobro os vencimentoa do3 funeconarios
provinciais? Pode-se achar uma razao que jus
tifique a continuaco de tao cruel flagellaao?
Nao, este imposto nao poda mais continuar,
esta tortura, sobre as torturas que j aoffremos ;
anda que todas as classes o pagassem, nos
deveriamos ser alliviados delle. o que se es-
perava, com o que contavam todos, confiados que
vos compenetrar vos-heis de nossa terrivel situa-
cao ; porm o que tambem tcmeram os nossos
iroplacaveis perseguidores.
Esse odio que no se sacia, usou de uma tatica
sagaz e infernal para aparar o golpe destruidor de
sua maior vinganca. Fui o plano apresentar-se
em projectoa continuaco deste imposto dobrada-
mente, de que foram victimas inexpertas 03 seus
proponeutes. O fim era alcanzar daquelles depu-
tados que nao queriam que contnuasse to injus
to quauto, na nossa situacao, lao cruel imposto,
que elles transigissem e condescendessem e a que
o impasto casse no que era d'antes.
Mas esse plano, este laQo, anda nao era seguro,
sentramno os noseos iniraigos; e por isto foi
mais louge a tatca, e aprestnta-se a emenda para
que, em lugar dos vencimentos actuaes, se restan
re uma tabella que tem mais de dez anuos, e que
ha tres foi reconhecida a uccessidade de suas
alteracio.
Anda, f<5 por sorpreza, sopor nao atinarem com
tal plano os deputado3 que assignarain tal propos
ta, podiam eabir neste laco, com o qual contam
lograr victoria os nossos iuimig >s.
E' assim que j se conv-m em que se retire es-
sa proposta da tabella velha, para ficar o imposto
de 10 un 5 /, dizendo-s*, como uma conoaaaao.
uma salvaco para os que esto ameaoados a sef-
frer tanto, que devenios nos contentar com o me-
nor mal.
NSo, senhores, que nao tendea necessidade de
nos fazer cal algum. NI*, que nem podis re-
mediar o mal, o grande mal que j sclfrernos
com os atrazos de nossos pagamentos, e caen o
queja tamos pago este imposto. Nao, que nao pe-
deib querer augmentar esta situado, que nos tem
posto em coadicoes que nos envergonza, e qve a
vos e provincia mais dove envergonhar. Bao,
que nao tendea necessdade de faz-a- uma iojuakiau,
uma cruel injustica menor, para nao fazel-a maior,
quando naia vos impede a que tacis a jssaiaa le-,
da nteira.
Deixar-vos-heis cahr no laco, ser vctimas Ja
hbil tatca, do infernal manejo, servindo como
instrumento do to odento quauto ardiloso plano.
Metei a inao em vossa conscieneia e dizei ao
paiz inteiro que razao tendes, ou poderieis ter,
para que se continu a augmentar a afiiico ao af-
flicto. Ou antes digam aquelles que nos perso-
guem, que nos odeiam, digam bem alto, com que
razao poderiam vos levar a fazer fio grande
quanto cruel injustica, para nao nos fazerdes an-
da maior.
Por que seria uma graca, um bem, nos cravar o
punhal at ao meio, quem, podendo enterrar at o
cabo nao o faz ?
Deberemos nos por isto dar gracas ao co, e
bcjar a mo que nos sangra meaos do que pode-
l-o hia fazer?
Recite, 21 de Maio de 1886.
Alonso de Albuquerque Mello.
S$^\
^fy'
'^ferN^i
A' seu tio o coronel Joa-
quim Jos Silveira e a sua fa-
milia, pela mu justa approva-
co plena, que obteve as da- /
terias que constituem a 5.a s J$
^ne medica, seu filho Eduar-1^
do Silveira, felicita o y
Sobrinho amigo, \
Geneiio. Jgj
Ten retrato
A MARIETA
E'n uma moca fr^niina,
Mimosa gentil, mui linda,
Como auroras boreacs 1...
Teas urna tez mui formosa,
Teus labios sao como a rosa,
Tcus olhos nao tem iguaes !
E's urna moca franzina
Co'a tua voz agentina
Facina8 os coraces !...
Quem que ao ver-te nSo sent
Agitar se o sangue ardente
Para beijarto as roaos ?. ..
E's uma moca franzina,
Formoaa, gentil mpnina
Toda pura e singular...
Ten3 as bellezas dos anjos,
E harmonas dos archanjos
No teu saudoso fallar.
E's uma moca frnzina,
Fagueira, risonha e linda,
Com um ouquet de .flil flores !.
Os teus cabi-llos dourados,
Cheirosos, bem penteados;
Matam a todos de amores ;
E's uma moja franzina,
To primorosa e divina,
Como os anjos dos coa I
Este ten todo d- flores,
De sympathia e de amores :
Btmdita obra de Deus.
ASDBr CATAMHO.
Ao Exm.Sr. ministro da
Justina
Vinjo denunciar S. Es,.1, que, contra
as expresaba disposicSet1 aos .visos do Mi-
nisterio d Fazenda, de 10 de Janeiro, e
do Ministerio da Justica, de 16 do dito roez.
ambos de 1882, se acha o Bacharel Luiz
Ignacio da Silva exercendu o carga
Maniapa] d orph
, sera ter tirado sua carta dS. ha-
chare!, como poda ser verifljado na aecre
taria da Facul lade de Direito desti capi -
tal, onde so formara o dito Luiz Igua-
cio.
O Thesouro Publico.
Saudade
(AO 5" ASNIVEBSABIO DA MOFTE DE MKU
FILHiNHO QODOREDO)
*Sonto
Branca saudade! ai vaporosa imagein
que alm, por case azul, gentil adejas ;
tu, que nessa amplidSo de luz me bejas
involto de uma estrelh na roupagem ;
Meu llllio, a quem a ausencia dura e ingrata
roubou-me 'inda ao luzir de uma alvorada,
ao sabes que em minh'alma retratada
tua feicjlo de amor, tao doce e grata,
No dia em que memoro a despedida
cruel, to dolorosa, qae te fz,
quando te alaate eaphera indefioida,
Tu, meu formoso lirio, a quem nao quiz
a Divindade prolongar-te a vida,
transforma-te, saudade, em flor de liz !
Rio, 24 de Maio de 1886.
M. C. da Silva Braga.
A Virgem Hl
(Prosa em verso)
DEDICADA AO ILLM. BVM. 3B. JOAQUIM S-
TOXIO DA COSTA PISTO
Ave Mara de graca
Cbeia das benjilos de Deus,
Venho em solemne embaixada
Trazer-te novas dos cos.
M. Cadet.
Purissma Quando a aurora vem risonha e linda
Com luz sua7e do claro do dia,
E os passarinhos vio cantando, inunda,
Notas mellifluas, na solidao sombra,
As croancinhas se extasiam luz !.. .
Sim : mas eu amo as bellezas do raysterio,
Do ar, da aurora, e do sorrir das flores,
Da brisa tao aromtica do hemispherio,
Ou das verdes florinhas e seus olores...
Como da planta que produz !...
Leuvado seja a rculherl astro luminoso do
(infinito,
(ue brilha com seus raio3 de brilhantes,
Que furta-cres, quanio eu s medito
O diadema de perolas rutillantes
Da rainha magestoca, filha dos cos 1
Nada disto tem vislumbres; nem as cores
(de mil flores,
Nem de Balbek as columnas gloriosas,
Nem as estrellas formosas tem fulgores,
Nem as delicias das ddelas mimosas
Imitam a Mai de Deus.
Andb Catasho.
Una saudade
SOBRE O TMULO DO MEU PBESADISSIMO
AMIGO 0 DB- FLIX DE FIGE:ROA FARIA
E'triste se sonhar as grandezas do futuro...
Quem ainda nao gosou d'esaa ventura,
E n'um instante morrer 1 ? I
E' triste abanta que na0 tem orvalhos,
Quando germina sombra dos carvalhos,
E a desventura nao lhe falta amor!...
E' triste, triste o infantil desgosto...
Quando se perde o sorrir do rosto...
Ou quando as ptalas se destrera a cor I
E' triste, triste na infancia linda...
Cahirem as flores sera corar ainda,
E no celeste nao br.lhar o sol I
' treste, triste uma voz pungente,
Gemendo a lonte com urna do- clemente...
Quando saudoso vem o rouxinol!...
A alma 6 triste, qaando vivo pura,
E o sol nao brilha nem tambera fulgura
Ao mundo nosso de tristeza e dCr !....
E' triste, triste, quando a patria ainda.
Lamenta e chora com saudade inunda,
Ou como a planta quando perde a flor !...
E' triste, triste um soffrer saudoso,
Junto ao sombro do cypreste airoso,
E a la bella so erabacar dos cos !
E' triste, triste quando a campa encerra
Ao mancebo que deixou a trra,
E foi voando so abrajar com Deus !
E' riste, trate na estacSo lougil
A flor murchar-se em gentil manha
Antes de abrir'so o seu infantil botao !
E' triste o pranto e a saudade inunda
Do caro amigo que aos cos se inclina,
E Deus sorrindo lhe opera a mao !...
Requescat n pace.
Andb Catanho.
ConiDiercio de cha
Seb est. epigraphe, appareeeu-nos o Sr.
E. T. Daniels, pela gazetilha do Jornal
trihuir se nico couheiiedor Uo chsem ar-
tificio, e c.onsttuindo-se advogado hygie
nico e gratuito dos consumidores desta
P8pecialissima mercadori.
Provocamos o Sr. Daniels e seas agentes
!'. i|it" v h pr "
ntra-se nejlaa uma
snp"riir qnali'l.di-, e que aosoffra ornes-
mo processo, do que se encontra de ha
muito tempo as principaes merciarias dos
ta capital.
O .T. Daniels, querendo eollocar a sua
deaconhecida pomada, nao hesitou em cha-
mar-nos um commercio de beocios, e qu
trabulhamos para illudir a boa f dos nos-
sos ccmmittentes, nSo poupando tambem
essa honra os seus collegas da grande ca-
pital, (Londres) suppridores deste mercado ;
a nossa experiencia est feita, e aoonaelha#
mos ao Sr. Daniels, menos pomada e mai-
sizudez, para asssim corresponder espec-
tativa do jornalista a quem incumbi a
sua apresentacSo.
Wright.*
Vale a pena o experlnentar-se
a sade ?
Se acsiin leitor doente, sois coividado 4 se-
guir no trilho da grande multidao que eneontra-
r 111 melhoras e allivo q-iando elles quasi que ba-
viain cessado de o esperar, as pilulao assucara-
das de Bristoi. A extensSo da sua operacito med
cinal vasta. Ellas nSo s produsxm os effeitos
os mais benficos em todos os casos immediatos de
molestias do estomago, do figado e dos intestinos,
mas tumbem em grande numero de casos fertui -
tos.
Nos casos de espasmos e ataques convulsivos,
sao ellas tidas, nao s plos mdicos os mais expe
rimentados, como tambem pelos nao iniciados, co-
mo o mais completo a perfeito de todos os remo-
dios. Ellas renovam o systema geral ao paseo que
brandamente movrm o ventre, e por isso nos casos
de prostra^ao physca, quer tenha sido motivada
pe!a idade, uma const'.tuicao fraca, ou por qual-
quer um outro soffriment'3 ep'cfico, ellas para
isso sao inapreciaveis. Emquanto que os outros
purgantes debilitam e causam clicas e nauseas,
ellas recuperara as forgas e refrescara o espirito.
Ellas acham-si; mettidas dentro de frasquinhos,
e por isso a sua conserracao duravel em todos os
climas.
Em todas as molestias aggravadas ou prove-
nientes de impureza de sangue, a salsaparrilha de
Brstol, de ve de ser tomada conjuntamente com
as pilulas.
Acha-se vends cm todas as principaes boticas
e lujas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 9.
por
A Agua Florila de Barry tem eelypsado a to-
dos os outros artigos com o nome de Florida, nos
principaes mercados do mundo : a sua supenori-
dade to notavel quo uina PM conhecida inva-
navelmente lhe obtem a preferencia d^ todos, des-
alojando as Aguas Floridas anteriormente em
oso.
A sua pureza, frescura, delicadeza e immutab
lidade sao propriedades que os outros perfumes de
que temes conhecimento pu oou nada possuem.
Aoiomprar, teuba-ae todj o cuidado que seja a
geuuina Agua Florida de Barry.
N. 4. Todo os ue tm tomado aEmulso
de Scott, reconhecem a sua superioridade
sobre os outros remedios empregados at
hoje para a cura da tsica pulmonar, escr-
fulas, rachitis, anemia e debilidade em ge-
sal. As suas virtudes sanativas e reoonsti- _,
tuintea Bao marvilhoeas. \l,
Uma enferaildade tomada
outra!
Equivoco dos lacultativis I
O fallaeimento de algum amigo ou p-
rente a quem amamos ternamente s:;m-
pre uma desgraga lamentavel : mas a ca-
araidade verdadeirameato terrivel quan-
do os factos nos manifestara que a pobre
victima auceumbio por se ter eropregado
um systema de tratamento que nao era
apropriado para a sua doeuga. ComtuJo,
casos ha em que o erro dos mdicos se
descobre antes do desapparecer a ultima
eaperanca, o uestes casos, alguraas vezes
so consogue salvar a vida do doente.
Para exemplo do que deixamos dito, va-
mos referir certos factos que estabelecem a
verdado da nossa affirrnasao.
Ha cerca de dous annos, uma das se-
nhoras mais bellas de New-York, abando-
nada pelos facultativos em um caso deses-
perado de tsica (pois era este o nome que
os mdicos davam molestia) julgava-se
condemnada a morrer. Os pais da doente
reaolveram leval a a Paris, esperangados
em que, na capital de Franca, a Faculda-
de descobriria algum remedio contra o ma
que arneocava a vida da joveu senhoral
Esta esperanca nao se realisou, mas feliz
mente em Paris os amigos da moribunda
ouvirara fallar de um novo systema de tra-
tamento a (optado primitivamente pelos
Shokres do Monte Lebanon, no Estado
de New-York, e empregado depois par ou-
tras pessoas com um xito extraordinario
em muitos casos de Dispepsia. Aos pais
da infeliz pareeeu qne era possivel que a
doenya que offligia sua filha poderia tal vez
denominar se Dispepsia ou lndigestao, e
no a Tsica que tanto teraiam, e abriga-
vam a esperanca de que, em tal caso,, se-
ria fcil salvar a deaditosa joven.
Apr^asaram-se, pois, a aleancar uma
quantidade de um medicamento intitulado
Xarope Curativo de Seigel, e preparado
com o fim espe-ial de curar a Dispepsia,
A doente tomou algumas dozes deste re-
medio, e o resultado do- novo tratamento
foi maravilhoso. Hoje, aquella senhora, j
restabelecida, vive feliz e goza de uma
sade perfeita. Certo que, neste caso
os mdicos tinhara tomado uma duenca por
outra, e quando se descobrio a orig-m do
mal, e se explicou o verdadeirj remed*,
os syraptomas da Tisic.k desappareceram
immediatamente.
O caso que acahamos de citar nao o
nico neste genero. Ha milhares de infe-
lizes que actualmente estilo tomando re-
medios para curar enfermidades do tigado,
dos rns e dos pulmoes, doencas prove-
nientes dos vapores miasmticos, etc., ao
passo que realmente no ezistein em mui-
tos caaos taes affeccoes, sendo a indges-
tlo a verdadeira causa dos symptomaa que
tanto terror inspirara aos doontes; e 3e
estes applijassem o verdadeiro systema de
tratamento, nao tardaran* a curar se.
Nao ser por dema3 o recordamos ao
leitor que o xaropo curativo de Seigel se
vende em todas aa pharmaeiaa do mundo
inteiro, assim como na casa dos proprita-
rios, A. J. White, (L'mited), 36, Farring-
don Road. Londres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co : BartholomcucS C, J. C. Lsvy & C.,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar-
tiniano Varas & C Rouquayrol IrraSos e
Faria Sobrinhe & C. ; era Bello Jardim :
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho ;
em Independencia. Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares: Antonio Car-
doso de Agaiar j e em Tacurat, Jos
Lcurenco da Sdva.
A aula mixta particu-
lar
Francisca Martiniana L. Carneiro participa ao-
pais de familia, que sua aula abrir-se-ha no dia
12 do cjrrente : qnem de seus prestimos precisar
pode dngir-se i. roa do Vsconde de Qojanna nc
Gasa fie saafle do Dr. Soio Msior
Mudou-se este estabelecimento pira Ponte de
LVhi, junto da estacJo do mesrao nome.
Situado eusso boj- estem um salabre e apra
zivel suburbio o em uma eaaeara com bastantes
commodos para o sea fim, offi-rece mnitas va*ata-
gens aos donntcs estrangeiros, academice* e eotle-
giaes que uu ti erem suas familias u'eeta cidade,
aos que vieren de fra do Recife para ahi soflrer
alguina op.-raga > cirtii-gica e enifim aos que reBdin-
d, n'esta citiad- pi mudanca de-ares. ,
Recebae u>.in.< ?a convaleeeantas e
ar do campo, para
s quaea ha couiib los.
Os dceutes BaCa o nonto, injicaro 08;
mdicos que quizerem.
Nao se acceitam doentes de molestias' conta-
giosas.
Exiatem na casa apparelhos elctricos e bydro-
therapeuticos para os beribericos, paralyticos etc.
Telephone n. 398
( OI.I.IIIO
DE
\ossh Senhora das Victorias
RA DO HOSPICIO N. 10
Directoras:
Moie. Blanehe d'Herpent Crgo.
Baroneza V. d'Herpent.
Este collegio tem ptimas accomraodaeSes para
lunillas internas e um corpo docente de reconhe-
cida capacidade.
Respeitavel publico
Contina berta a escola particular de inslruc-
cao primaria para o sexo masculino, ra da ma-
triz da Uoa-Vista n 34, n-gda pelo professor par-
ticular Julio Seares de Azevedo.
Educa e instrue a iufancia, pelo systema do
principaes collegius da corte do imperio, onde es-
teve por algum tempo a passeio, cujo systema
uma paciencia Ilimitada, uma vocacao intima,
guiando os seus discpulos no caminho da intelli-
gi'nca, da honra e da dignidade, afim de que ve-
nham a ser o futuro sustentculo da patria, da re-
ligiao e da le e um verdadeiro cidado brasileire.
Espera, pois, que o novo pernainmicano applau-
da e saiba apreciar o seu verdadeiro ensino pri-
mario, onde rpidamente abra;am e amam de co-
rayao aos livros as lettras, as artes e as sciencias.
Ra da matriz da Boa-Vista n. U
Julio Soares de Azevedo.
c
Usinas de cobre, iatao e bronze ee d
Golitzer Ufer n. 9 Berlira S. O.
Espeefalidade:
Construcfo ele raachi-
?us e apparelhos
para frnicas de assucar, destillac3es e re-
iinacoes com todos os aperfecoarnentoa
medirnos.
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Para informacoes dijijamse ai
Poiilma &C
U flo Gommeroio i. IB
OCULISTA
O Dr. Harrelo Mampaie. mdico ocuRa-
a, ez-chefede clnica do Dr. de Wecker, d con-
sultas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Barik
da Victoria n. 45, 2* andar, excepto nos domingo
e das santificados. Residenciara do Riachuelo-
n 17, canto da ra dos Pires.
Dr. del Me
Medico, atarieiro operador
Residencia ra da Imperatriz n. 48, 2r andar.
D consnltas das 11 horas da manda s 2 da
tarde.
Attende para es chamados de sua prefissao a
qualquer hora.
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
Oculista
con-
Resi-
Dr. Ferreira da Sdva,
sultas das 9 ao meio dia.
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
MEDICO
Consultorio e residencia ra do Livrameato
n. 31 1 andar. Consultas de 11 horas as 2 da
tarde. Chamados por escripto a qualquer hora.
Especialidades, febres, partos e molestias de
criancis.
Dr. Mello Gomos
MEDICO-PAETEIR > OPERADOR
Ra do Barcia da Victoria [antiga
ra Nova n. 37) 1.a andar
Dedica-se com especialidade ao cura-
tivo das febres, molestias de peito e das
senhoras, syphiliH e estreitamentoa da
uretbra.
Consultas das 10 ao m"io dia. Chima-
dos a qualquer hora do dia ou da noite.
Ttlephone n. 259.
que entender- se-ha com a mesma.
Df. Cerpra Lelts
a; i)
:;|
ta
escrip'oaio a ra do Mrquez
de
Tem o seu
)linda n. 53 das 12 asB horas da tarde, e desta
hora >m diante em sualresidencia ra da Sat-
a Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
bjras e criangas
Dr. Ferreira Velloso
d consultas das 10 s 11 1 2 da manha, em
quanto funccionar a assembla proviucial, ina
do Mrquez de Olnda n. 47, 1" and ar.
---------------------''.'T>.B-aii'ii^----------------------
Factos e nao palavras
Aos qe se detejam tratar sem comvrnmetter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typograpliia e na ra Direita n. 43, !.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
ainda mesmo bron.hitico; eiysipela, enxaquecas;
intermitentes (sem o emprego do fatal quinino);
tosse convulsa, falta de menstruacao ; cmaras de
sangue : esfricos ou metritc ; dores de deutes on
nevralgias, metrorragia ; ,vermfugos, denticoe
couvulaoes das crianzas ; tado manipuJadu de aer-
vas do paiz. (
Assim como tratam se escrofulosos em qualquer
grao goouaatosos.


-r.
r-
'.

./

D
] allilVfl




4


Diario de PcrnambucoDomingo 23 de Maio de 1SS6









A Rcllftlao C hrlstt
Madre mia, ii tono vottro ttmentefiglio !
Ante o sea poder omnipotente
0 orgulho hc abate, a prepotencia 1
Docee terna, compaasiva e clemente,
Excelsa iroagem da Omnisciencia,
E' na trrados povos, Soberana !
Emblema da pureza, da verdade,
Dos casto labios seua o bem dimana,
A moral, a rirtude, a caridade I
Precaria existencia nos relombra,
Infinda, eterna gloria prophetisa !
D'ephemeras grandezas se deslumhra,
Co'as desgranas humanas fraternisa 1
S de paz e douuras se at. ivia,
A sidreas alturas nos ele a...
As dores e pozases allivia,
'T das culp8bondosanos releva 1
Aureolada da mais pura luz,
Inunda as almas d'hieffavel goso,
Dizendo s turbas ; Adorai Jess I
Desdenba as trevas... o caminho umbroso,
Reaes estradas, sem temor, procura!
A vil descrenca com horror detesta ;
A todos ama com igual ternura,
Ao fidalgo, ao plebeu consolos presta I
Reverente eu me curvo a teu mandato,
Sacrosanta Raiaha do Universo !
Teus dogmas, saos preceitos eu acato,
'N altos mystcriosa pensar immersol
E's a estrella rutilante e bella
Qu'illumina dos mortaes a senda. ..
Celeste arcano em ti se nos revela,
1 inmortal viver teu amor desvenda.
Pao d'Albo, 21 de Maio de 1886.
J. Elias "Albuquerque Reg Barros.
Connltorio medico-eirnrgico
O Dr. Estevn Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico cirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio da as 4
horas da Urde. Paras? demais eonsulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
- n. 53, 1 andar.
Ns. telephonicos : do consultorie 95 e residencia
126.
Especiaidades Partos, molestias de creacas,
d'utero e seus annezos.
EDITAES
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
offi Jial da Imperial Ordem da Rosa,
comusendador da real ordem militar por-
tugueza de Nosso Senhor Jess Christo
e juiz de direito privativo de orphaos
e ausentes, nesta comarca do Recife, por
Sua Magestade Imperial e Constitucional
o Sr. D. Pedro Segundo, a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o pr?sente edital virem ou
delle noticia tiverem, que no dia 25 do correnle
mez, depois da audiencia deste juizo, ir praca
Kr venda para ser arrematado o sitio no Am-
l, freguezia da Varzea, com 4 janellss e 1 por-
ta nfrente, 2 salas, 4 qaartos, cozinha externa,
copia, cocheiri, estribara, cacimba, porto de erro
na frente, diversas arvores fructferas, medindo do
frente 11 metros e 30 centmetros, e de fundo 14
metros e 66 centmetros, avallado por 1:800*, que
servir de base para a arr-mtacao, e vai a praca
requerimento do inventariante e testamenteiro
Augusto Pinto de Queiro*.
para que chegue ao conbecimento 'de todos
mandi passar o presenta edital, que ser pu-
blicado pela imprensa e affixado no lugar do eos
tome.
Dado e passado nesta cidade do Recite, aos 18
de maio de 1886.
Eu, Manoel do Nascimento Pontos, escrivao,o
screvi.
Adelino Antonio de Luna Freir.
Edital n. 102
(l.4 praca)
De ordem do Illm. Si. Dr. inspector se faz pu-
blico, que s 11 horas do dia 26 d corrente mez,
serio vendidas em pr iea, no trapiche Conccicao,
as rnercadorias abaixo declaradas :
Armazem n. 6
Letreiro Maonel Ramos & C, 1 pacote n. 540
vindo no vapor inglez Elbe, entrado em 10 de Se-
tembro de 1885, consignado a D. .. Ramos, con-
tendo dous livros de amostras em desechos in
pressos.
Armazem n. 7
Marca M&S, 21 caixas ni. 230 240 e 250-260,
dem de Bor
em 5 de Abr
tendo garrafas com cognac, medindo de alcool
puro 62 1/2 litros.
Marca diamante, P no centro e Janitos ao lado,
3 atados viudos de New-York no vapor inglez
Maranhense, idem em 2 de setembro de 1885, nao
e to manifestados, contendo farinha de milho,
pea iodo nos envoltorios 108 kilogrammas
Maiea MAB, 1 caixa n. 894, dem idem no va-
por americano Pionee, dem em 8 de outabro de
1883, consignada aM. A. Barbosa Successores,
contendo quatro qoadros annaacios com molduras
de madeira e tres kilos de brinquedos de papel.
Marra RB, 2 panellas eaferrujadas,' estando
umi. quebrada, idem idem no navio ingles Ped-
dington, idem em 4 de Novembro de 1882, nao
estao manifestadas.
3" soccao da Alfandega de Pernambuoo, 22 de
Maio de 1886. O chefe,
Cicero B. de Mello.
Edital ri8~~~
O administrador do Consulado Provincial faz
publico a quem interessar possa, que no periodo
de (0 diaa uteis, contados de 15 deste mez, ser
efiVctuada por esta repartilo a cbranos, lirre de
mu ta, dos seguintes impostos, relativos ao se-
guido semestre do exercicio corrente de 1885-86.
Imposto oe repartidlo.
10 e 20 /o sobre estabelecimentos commerciaes
fra e dentro da cidade.
20*000 por esclavo empregado em eervico me-
chanico.
2l:0 rs. por buralho de cartas de jogar.
12 /. sobro consultorios mdicos e escriptorios
de advogados e solicitadores.
Consulado Provincial de Pernambuco, 11 de
Maio de 1886.
Francisco Amyntas de Carvalho Moura.
dal n. 738
De ordem do inspector geral adhoc e de confor-
midade co o disposto no art. 67 do regiment de
16 de Outubro de 885, se declara a quem inte-
ressar possa, que no concurso a que se acabou de
prceder para provimento da cadeira de ingles do
Gimnasio fernambucano, foram classificados pelo
corselho Iliteraria : em Io lugar o bacharel Pedro
Celso Ucho.i Cavalcante, per haver obtido oito
notas ptimas, 28 boas e 9 bem soffriveis ; em 2
Jos Faustino Porto, por ter obtido 6 notas pti-
mas, 25 boas, 10 bem soffriveis e 4 soffriveis ; e
em 3 Lenidas da Silva, por ter obtido 5 notas
boas, 24 bem soffrivei, 11 soffriveis as diversas
taboas dos examinadores.
Secretaria da Instruccao Publica de Pernambu-
co, 22 de Maio de 1886.O secretario adhoc,
Alfredo Rodrigues dos Anjos.
O Dr. Thomaz Garcez Paranhos Monte
negro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito especial do com-
mercio d'esta cidade do Recite, capital
da provincia do Pernambuco, por Sua
Magostado o Imperador quem Deus
gnarde, etc.
Faz saber aos que o presente edital vrem ou
d'elle noticia tiverem, que, por parte do Dr. Joao
Cavalcante de Albuquerque fui a este juizo dirigi-
da a peticao do theor seguiute :
Illm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio.Diz
o Dr. Joo Civaleante de Albuquerque, que mo-
veado por este juizo, escrivao Ernesto Silva, exe-
cujo de eentenca contra o coronel Joo de S
Cavalcante de Albuquerque, e tendo este fallecido,
! o supplicante citar aos herdeiros deste, para
na primeira audiencia deste juizo fallarem aos ter-
mos de uns artigos de habilitiican, com os quaes
pr.itende o supplicante provar que os supplicados
fo legtimos suteessorea de todos 03 direitos e
obrgaco do dito coronel Joao de S, afim de com
elles correr a mesma execuciio tAk integr paga
me nto desta ricando logo citados para todos o; ter-
nr.cis dos referidos artigos, sob pena de revelia.
E porque entre esacs herdeiros existe o de nome
Joaqu'm de S Cavalcante de Albuquerque, que
se retirou desta provincia para o sul do Imperio
onde reside, em lugar incerto e nao sabido, quer
por isso o Bupplicante justificar este deduzido, e
que provado quanto baste, so digne V. S. manda
passar cartas de ditos com o prazo de 40 das,
afra de ser este supplicado citado por todo o con-
t ido desta. Peae a V. S. lhe delira. E. K. M.
Recife. 13 de Maio de 1886.-Jo3 Thcodoro Go-
m>'8, procurador. Estava sellada com urna estsm-
piiha de 200 ris, legalmente inutilisada. E mais
se nao continha em dita peticao, aqui fielmente co-
piada, na qual lia-se o despacho do theor seguinte :
Sim, desiguando o escrivao, dia. Recife, 13 de
Maio de 1886.Montenego. E mais se nito conti-
nha em dito despacho aqui copiado, depois do que
viii-se que tendo o exequente produzido suas tes-
tcinunhas que depozuraui convenientementn acerca
do allegado, o respectivo escrivao fez sellar e pre-
parar os autos e in'os fez conclusos era 19 de Maio
de 1886, qu*- n'elles profer a sentencb seguinte :
Vistos.Hei por justificada a ausencia em lu-
gar incerto de Josquim de S Cavalcante de Al-
buquerque, e mndc que este seja intimado por
editaes nos termos da peticao de fulhas. Recite,
2C de Maio de 1886. -Thomaz G. Paranhos Monte-
negro. E mais se nao continha em dita sentenca
aqui bem e fielmente copiada. Em virtude da
mosma, o respectivo escrivao fez passar o presente
edital pelo qual e seu theor cito e hei por citado
Josquim de S Civalcante de Albuquerque, para
na primeira audiencia deste juizo fallar aos termos
de uns artigos de habilitacao por todo conteio
aqui transcripto.
E para que chegue ao conbecimento de todos
mandei passar o presente edital que ser publica-
de'aux no vap>r f'rancez Senegal, idem d P0' i"nP' affix-douo. lugarrsdocostume
il de 1882, mo tea, consunto D*do.e passado nesta edade do Recife captol
e...____L----- ~aa~ Aa il da provincia de Pernambuco, aos 0 de Maio de
COMMERCIO
Bolsa cominerclal de Pernam-
buco
RECIFE, 22 DE MAIO \>E 18o
As tres Loras da tarde
Cotaces otficiaes
Letras hypothccarias do banco de crdito real de
Pernambuco, a juros de 7 0/0, do valer
de 100* 94J000 ada urna.
Cambio sobre S. Paulo, 60 d/v. com 1 0/0 de des-
cont.
Cambie acore Para, 90 d/v. com 1 7/8 0/0 de des-
cont.
Cambio sobre Lo^dra, 90 d/v. 21 3/4 d. por lf,
do oanes.
Na hora da o1b>
y Vendeam-se :
12 letras hypothecarias.
O residente,
Pedro Jos finto.
O secretario,
Candido C. G. Alcof jrado
RMDIM8Ntt>S PBLICOS
M a Maio 00 886
ALFAN.EGA
Kekda oeral
De 1 a 21
dem os 22
Rbsda raovciAL
De 17 a 21
dem de 22
'.7fc
469.t7fS.sT0l
46:700*399
24:337*364
4:ll#Vs4i
ToUl
Rbcibsoobia j l ;\ l
I. da ti
516:079/iaj
28:450*205
544:5i'9*305
25:584*978
2:309.266
doMiULXOO PlOVBCUL
lui-iu de 22
1 a 21
Racara OBATIAOB
dem tv f>
1 a 21
27:891*244
76:299.662
797.243
77:196^905
14:380.873
374^978
14:755*861
provincia de Pernambuco,
188 Subcrevo e assigno.Ernesto Silvs.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
ALTERAC da pauta
Para a semana de 24 a 29 do mez de Muio
de 1886
Couros seceos espichados. 504 rs. o kilo.
Courinbos, 800 rs. um.
S.la, 4*000 o meio.
Alfauuege ae Pernapibuco, 22 de Maio de 1836.
Os conterentes,
Salvador A. de A. Freitas.
E. M. Pestaa.
DESPACHOS DE IMPORTAQO
Escuna alie id S Tritz, entrada do Rio
Grande do Sul, no dia 21 do corrente, e
consignada ordem, manifestou :
Xarque 124,230 kilos ordem.
Vapor austraco B. Keming, entrado de
Trieste-, no dia 21 do corrente, e con-
signado a Johns-ton Pater & C, mani-
festou :
Farinha de trigo 1,409 barricas a Ma-
chado, Lopes & C, 1,134 ordem, 807 a
Lopes Irmaos & C, 320 a Henry Forster
& C-, 180 a H. NueschC.
DESPACHOS m BXPOBTACO
Ea 21 de Maio de 1886
Para o exterior
No brigue porfuguez Armando, carrega-
ram :
Para Lisboa, Aifrid- "l'i'a, 300 cduios salga-
dos com 3 600 kilos ; Baptista 4t C. 16 barris com
2 400 litros de mel.
No brigue sueco Atle, carregou :
Para Hall, C. P. de Leinos 1,000 pontas de boi.
Para o interior
No patacho nacional Maia 2, carrega-
rur :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro & C. 150 bar
ric*s com 15,630 kilos de assucar mascavado ; A.
Bal,i 2,000 cocos, trueta.
No vpor allemo Desterro, carregaram :
Para Santos, Amjrim Irmaos 4 C. 515* saceos
com 30 9 0 kilos ne a uc uiascuv..drxe 310 ditos
com 18,600 ditos de dito branco.
No hiate nacional Joao Valle, carregaram :
Hura o Natal, *P. Alves & C. 37 barricas con
2,2^0 kilos de assucar r<-finado e 33 dit^s com
1,983 ditos de dito mascavado.
f.ra Guarapes, M. {Amorim 10 barricas com
60P kilos de asgui-ar mascavado.
Pira Villa de Touro, M. Amorim 2 barris com
192 litros de aguardante.
No vapor nacional Ipojuca, carregaram :
Para o Jatal, B. liveira & C. 400 taceos com
farinha de mandioca.
DECLARACES
Comit Litlsriri. lunatis
De ordem do Sr. prti4ra* %> aoividades to-
dos os socios a comparc0i sa nossa sede,
ra larga do Rosi.ri b. 10, t* mW, da 23 do
corrente, s 11 horas da msimW, afim de reuni-
das em assembla geral, taataasBos de asiumptes
mui importantes o designar o dia 0e tus bwtalla-
eflo.
Secretaria d'esta 8oerda4s, ti de Maio ds 1 886
Corto jttt$ *mj* fnma,
1* secretario.
Gouuliii Seta Taereza
Empresaria do aba>iwlMinio a
atoa e gas a eliai* a* Oliada
DEVEDORES EM ATMAZO
Tendo a directora, em aaa*So de 15 do
corrente, resolvido receber por intermedio
do um sollicitador todas as contas de con-
summidores d'agua e gaa em atraso, a
contar do anno de 1876, resolv n'esta
data encarregar de tal cobranca o Sr.
Diogo Baptista Fernandas, a quem espero
attendero desde logo oa meamos devedo-
nv, cortos da justica e aquidade de simi-
Ibante resolu93o.
Escriptorio do gerente 28 do Abril de
1886.
Antonio Pereira Smiles.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. nganhero chefe da re
partico das obras publicas, faco publico que no
dia 24 do co-rente, ao meio da, recebe-se nesta
secretaria propostas para a execucao dos reparos
da ponte sobre o rio S rinhaem, no engenho Pao
Sangue, oreados cm 2:100*. O orcamento e mais
cendicot's Be acham dispos (2o dos senhores pre
tendentes.
Secretaria da repartico das Obraa Publicas, 10
de Maio de 1886.
O secretario,
Joao Joai/uim de Siqmeira Yaic/Zo
Irmandade do Divino Espirito-
Santo do Recife
Secunda sesso ordinaria
De conformidade com o art. 68 do nosso cem-
promisso, convido todos os nossos charissimos ir-
maos, ex-juizes e b^mfeitores, para reunirem-se
em nosso consistorio, no domingo, 23 do corrente,
pelas 11 horas do dia, vfim do tratar-se da ultima
parte do art. 83 do mesujo compromisso.
Consistorio da irmandade do Divino Espirito-
Santo do Kecifu, 20 de Maio de 1886.
O procurador gera,
Jos da Costa liaha.
Circular n. 8
Thesourarln ds Paseada de Per
nambneo. It de Malo de 1886
O inspector determina aos Srs. collectores das
rendas geraes d'esta provincia que, do ldeJu-
lbo prximo futuro em diante, cobrein a tnxa de
5 /0 addicionaei sobre todos os impostos geraes
que forcm arrecadados pelas respectivas collecto-
rias, de conformidade com o decrete n. 9593, de 7
de corrente, infra transcripto.
Antonio Caetano da Silva K-:lly.
MINISTERIO DA PAZENDA
Decreto n. 9593 de 7 du Maio de 1886
Manda cobrar para o fundo de emancpacao a
taxa de 5 /o addicionaes a todoe os impostos gc-
raes, excepto o de exportacao.
Para execuco do art. 2 n. 2 e art 4 7 da le
n. 3270, do 23 de Setembro de 1885, Hei por bem,
tendo ouvido a (.ecc/io de fazenda do conseibo de
estado, ordenar que se observe o seguinte :
Art. .' Do V de Julho prximo futuro em
diaute coinecar a ser cobrada em todo o imperio,
para o tundo de emancpacao e lvre de despezas
de s rrecadaflo, a taxa de 5 */o addicionaes a to-
dos os impostos geraes, excepto os de exportacao.
Art. 2. Os impostos jeraes, a que se refere o
artigo antecedente, e que constam da l'i de orca-
mento geral do estado, eao os que se seguem : di-
reitos de importncao para consumo; expediente
dos gneros livres de direitos de consumo; dito
das capatazias ; armazenagem ; imposto de pha-
roes ; dito da docca ; sillo do papel ; imposto dd
transinisso de propriedade ; dito sobre industrias
e profisses ; dito sobre o subsidio c vencmentos'.
-lito predial; dit j de transporte ; dito de gado ;
premios de deponitos pblicos ; o o imposto de pa-
tentes o privilegios. Renda com applicacao es-
pecial, a saber : taxa de escravos, inclusive a ad-
dicional; transmisso de propriedade de escravos;
multas; imposto sobre os consignatarios de es-
cravos ; dito sobre loteras ; e sello dos bilhetes de
lotera.
Art. 3.' Nenhuma provincia, nem mesmo as que
gozart-m de tarifa especial, ficar isenta do paga-
mento deete imposto
Art. 4. A referida taxa do 5 "/. ser calculada
sobre a importancia dos inlicados impostes, quer
estes seiam fixos quer proporcionaes.
Art. 5." Fioam re vegadas as d|spos()s em
contraro.
Francisco Belisario loares de Souza, do meu
con8ilbo, ministro e secretario do estado dos ne-
gocios da fazendi e presidente do tribunal do the-
Para Mossor, B. Olivcira 4t C. 800 saceos com
farinha de m indioca.
Para Parahybi, B. Olivcira & C. 200 saceos com
farinha de mandioca.
Para Maco, P. Alvcs & C. 5 barricas com 512
kilos de assucar branca.
Para Parnahyba. P. Alves & C. 50 barricas
com 1,658 kilos e assucar branco.
Para Camossim, F. de Moraes 1 barrica com 77
kilos de assucar refinado.
Na barcaca Z. Anna, carregou :
Para Villa da Penha, M. da Costa Oliveira 300
saceos com farinha de mandioca.
Na bar caca, Martha, carregou :
Para Parahrba, J. Baptista 110 saceos com fa-
rinha de mandioca.
Na barcaca Aurora, carregou :
Para Mjssor, H. Oliveira 19 barricas com
1,370 kilos de assucar branco.
No hiate nacional Aurora 21, carregaram :
Para Mossor, E. C. Beltrao & Innao 100 sac-
eos com farinha de mandioca e 13 voluntes com
975 kilos de assucar branco.
Na barcaca Loquinha, carregara t :
Para Mossor, P. Carneiro & C. 200 saceos
com fari&ha de mandioca.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 22
Rio Grande do Sul14 dias, escuna alle-
ma Fritz, de 95 toneladas, capitao F.
Deris, equipagam 5, carga xarque; or-
dem.
Hamburgo e escala24 dias, vapor allc-
mao Desterro, de 1,515 toneladas, com-
mandante T. Sainberlieh, equipagem
40, carga varios gneros; a Borstcl
mann & C.
Navios sahidos no mesmo dia
S. ThomasBarca ingleza Iiessie, capit2o
James M. Renzie. eoi lastro.
S. Thomas--Barca ingleza Bessie Morriz,
capitao W. M. Thomas, em lastro.
Camossim e escalasVapor nacional Ipo
juca, com mandante Antouio M Ferrei-
ra Baptista, carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
sonro nacional, assim o tenha entendido e faca
executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 7 de Maio de
1886, sexagsimo quinto da independencia e do
imperio. Com a rubrica de S. M. o Imperador.
F. Btlitarit Soares de Soma.
O procurador dos feitos da Faacnda Provin-
cial, tendo recebido n'esta data da secciio do Con-
tencioso do Thesouro Provincial, a relacao abaixo
transcripta dos contribuintes do imposto de dci-
ma da fregueaia de Santo Antonio, do exercicio de
1884 a 1885, que deixaram de pagar o mesmo im-
posto no tempo competente, declara aos meninas
contribuintes que lhe fica marcado o praso do 30
dias, a centar da publicaclo do presente edital, na
conformidade do disposto no art. 53 da lei n. 891,
para recolherem a importancia de seus dbitos no
Consulado Provincial, certo de que, findo o referi-
do praso, se proceder ejecutivamente a cobra-.ca.
Recife, 17 de Maio de 1886.
O procurador fiscal,
Manoel Nicolao Regueira Pinto de Souza.
Relacao da decima do exercicio de 1884 1885 da
fregueaia de Santo Antonio
Livramento n. 35. Joaquim Santino
de Figueiredo (2|5) 12*360
Segundo be eco da Gamboa n. 2 A.
Joaquina Bernardina de O Ros 14*832
M arcilio Das n 3. Joaquina Mara
Pereira Vianna 8")760
dem n. 5. A mesma 102*592
dem n. 7, A mesma 102*180
Largo do Carmo n. 13. A mesma 43*880
Travessa do Carcereiro n. 11. Joaqui-
na Mara Vianna 14*832
dem n. 13. A mesma 16*068
dem 17. A mesma 14*832
Santa Thereza n. 30. Jorge Jacome
Tasso 28*119
Visconde de Inbama n. 71. Jorge
Carrol 80343
dem n. 33. Jes, filho de Manoel C.
de Albuquerque Maranho (parte) 27*172
Duque de Caxias n 55. Jos Bellar-
mno Pereira da Mello (1[2) 375235
Travessa dos Quartcis n. 24. Jos Do-
mingues I odeceira e outros 28*118
Coronel Suassuna n. 5. Jos Feliciano
de Azevedo 24*721
Larga do Rosario n. 20. Jos Francis-
co Bello (parte) 113*279
Lomas Valentinas n. 40. Jos Francis-
co de S Leito 21*989
1 bi eco da Camboa Nova n. 13. Jos
Ignacio d'Avila 7*116
Larga do Rosario n. 4. Jos Joaquim
Antuncs 12*360
Baro da Victoria n. 29. Jo. Joaauim
de Azevedo 20*6)1
Largo de S. Pedra n. 11. Jos Joa-
quim Kibero Quimaraes 55*450
22 de Novembro n. 8. Jos Joaquim
da Silva Maia 20*601
Travessa das Flores n. 5. Dr. Jos
Joaquim de Souza 12*360
Travessa do Livramento n. 5. Jos
L'pes Rosa 21*939
dem n. 9. O mesmo 18*540
Travessa dos Expostos n. 4. Jos Ma-
ra Bevc 14*832
3" beeeo da C imboa Nova n. 1. Jos
Mara Scdr da Motta 12*36 i
dem n. 3. O mesmo 12*360
dem II. 5. O mesmo 12*3I>0
Imoerador n. 83. Dr. Jos Marianno
Carneiro da Cunha 3595217
Larangciius n. 12. Jos Moreira Fra-
goso e outros '.Mi*721
Travessa do Carcereiro n. 19. Jos
Nunes de Oliveira 15*759
Pedro Affjuso n. 1. Jos Pereira de
Car val bo 63*803
dem n. 3. 0 mesmo 41*20i
dem n. 5. O mesmo 30*901
Mein n. 9. O uiescio 41 *202
dem u. 11. O mesmo 37}0l
Travessa dos Expostos n. 26. Jos Pe-
reira de Mendonca (1(8) 1*334
Baro da Victoria n. 53. Jos dos San-
tos Oliveira 91*661
Visconde de Inhana n. 32. O mesmo 28*119
Travessa da Bomba n. 9. Jos Tava-
res do Medcros 28*119
Palma n. 60. O mesmo 24*721
Coronel Suassuna n. 12 Josepha Ma-
ra Ferriirada Costa e outros 97*416
Marcilo Dias n. 28. Josepha Mara
dos Prazcies 74*163
Fogo ti. 44. Joviuo Bandeira de Mello 24*721
Maicillo Dias n. 38. O mesmo 24*721
Travessa do Carcereiro u. 7. Jovino
Bandeira de Mello 14*832
Io be eco da Gamboa n. 5. Julio Gomes
da Silva Nevos 57*476
Santa Thereza n. 8. Justino Pereira
de Faria- 21*939
Duque de Caxias n. 28. O mesmo 206*0H>
Lirga do Rosario n. 7. O mesmo 15*450
Trineheirus n. 19. Laura de Figuei-
lio 30*209
Palman. 27. Lauriana Umbeliaa de
Jess Villar (1/2 parte) 23*330
La ga do Rosario u. 88. Liberato Jos
da Silva 5! 502
Pi-dro Alfonso n. 43. Loureuco R^ei-
*Vo da Costa Oliveira 142*146
Duque de C..xas n. 96. Desembarga-
dor Ludgcro Gou'calves da -ilva 156*104
dem n. 48. Luis Antonio Pereira 133*606
dem n. 31. Luiz Jos da Silva 20*6(11
Travcsa dog Quarteis n. SI. Luiz
Manoel Rodrigues Valenca (meia
parte) 35*998
Mrquez do Herval n. 97. Manoel Al-
ves Guerra 15*550
Roda n. 11. Manoel Antonio Ferrei-
ra Braga 28*119
Largo do Carmo n. 2. Dr. Manoel An-
tonio da Silva R os 100*841
dem n. 4. O mesmo 99*355
Paudno Cmara n. 44. O mesmo 38*420
Travessa da Matriz n. 11. Manoel Au-
gusto Candido Pereira 14*832
Travessa do Livramento n. 7. Manoel
de Azevedo Campos 10'969
Rodan. 8. Manoel de Carvalho Soa-
res Brandan 31*300
Visconde de Iuhauma n. 33. Manoel
Cesino de Albuquerque Maranho 27*172
Larga do Rosario n. 35. Manoel de
Fari.s 71*381
Trinchen-as n. 19. Dr. Manoel Gom s
Viegas (parte) 8*690
l edroAfionso n. 50. Manoel Jos Al-
fonso (4/7) 21*177
Roda n. 34. Manoel Jos do Amar:l 90*591
Penha u. 29. Manoel Jos Bastos
Mello 82*401
Largo da Penha n. 12. O mesmo 72*1'<3
Becco do Calabouco n. 24. O mesmo 24*'I21
Paulino Cmara n. 7. O mesmo 40*480
Idcmn. 14. O mesmo 31*300
Travessa das Flores u. 15. O tnesmo 16*995
Coronel Suassuna n. 66. O mesmo 52*8ti
dem n. 70. O mesmo 555622
I.i, mn. 78. O mesmo 2-Il'j
Marclio Dias n. 83. O mes-no 28*118
Santa Thereza n. 24. O mesmo 28*119
Idcmn. 41. O mesmo 34*300
Iu Travessa do Carmo n. 4. Manoel Jos
da Costa Pereira e outros 24*721
Larangnras n. 2. Manoel Jos Gon-
calves Braga (p.rte) 10*402
Pedro A11' n-u n 80. Manoel Maria
Tavans da Silva (1/2) 12*360
Cadeia Veiha n. 20. Manoel de Olivei-
ra e outros 9*270
Fogn. 1. Manoel do Reg Araaral 19*776
Travessa dos Quarteis n. 44. Manoel
Ribciro de Carvalho Jnior e ou-
tro
de Almeida Gomes f 1/4)
Imperador n. 19. A mesma
Mrquez do Herval n. 91. Maria Fe-
lina de Souza
Paulino Cmara n. 24. Maria Isabel
de Jess Maraes
dem n. 26. A mesma
Bar So da Victoria n. 42. Maria de
Jess Lemos Ramos
Livramento n. 28- Maria Joaquina de
Amrm Carvalho (parte)
Becco da Matriz n. 13. Maria Joaqui-
na da Gama
Travesea do Livramento n. 18. Ma-
ria Joaquina Pinbeiro
Estreita do Rosario a. 30. Maria Jo-
eephina D.;bourch e outras
Triucbeiras n. 19. Maria Leopoldina
Viegas Miranda, (parte)
Fogo n 20. Mara Thereza e outra
Cabug n. 5. Maiia Victoria de ouza
Ijarangciras n. 1. A mesma
Largo.do Paraso n. 43. Mathildes Joa-
quina do Nascimento
Primeiro de Margo n. 7. Miguel Jos
Barbosa Guimares
Duque de Caxias n. 34- O mesmo
Marclio Das n. 20. Modesto Coelho
do Reg, parte
Travesar, do Carmo n. 14. Mosteito de
liento
Trncheiras n. 39. O mesmo
Estreitado Rosario n. 28. O mesmo
Roda n. 4. O mesmo
Dita n. 6. O mesmo
Joao do Reg n. 7. Nicolao Rodrigues
da Cunha Lima
Duque de Caxias n. 51. Olivio Salva,
dor Vidigal, (parte)
Becco da Matriz n. 7. Olympia Cons-
tancia de M. e Mla
Travessa do Pocnho n. 4. Olympia
Rosa de Mendonca
Bario da Victoria n. 63. Olympia de
S Albuquerque
Livramento n. 8. Paula Izidora da
Costa Montero e outras
Baro da Victoria n. 17. Pedro Emilio
Roberto
Io Becco do Calabouco n. 2. O mes-
mo
Dita 11. 4. O mesmo
Travessa de S. Pedro n. 4. Poncana
de Alm-'ida Tavares
3o Becco do Carmo n. 6. Partir Rosa
de M' io Guimares
Mrquez do Herval n 49. Prxedes
Francisco Martns e outros
Travessa dos Qnarteis 11. 25. Pulche-
ria (snenia da Araujo
S. Francisco n. 5. Rosa Maria dos Pra-
10*300
37*081
'21*939
30*901
34*309
109*803
36*051
21*339
56*240
121*442
8*633
39*559
210*020
12*360
12*832
403*676
168*824
33*954
21*721
22*249
66*541
24*721
24*721
82*404
8*278
10*919
14*832
82*404
92*704
1325464
7*416
7*410
91*458
7*416
59*021
14*883
21*939
eres
Marclio Dias n. 83. Rosa da Coueei-
co Durado 28*119
Dita 11. 9. A .ii'Sini. (parte) 34*518
Travessa do Lobato n. 12. Rufina Cus-
todia Lima Cavalcante 24*721
Du 00 de Caxias n. 57. Salvador Leite
Vi -'al 13*S37
Bar;'.-) da Victoria n. 22. Scbastao Jos
Gomes Peona 120*824
24 de Maio 11. 28. Sebastiio Jos Go-
n.es P-nnK 21*939
Dito 11. 3 1. O mesmo 18*540
Dita 11, 32. O mesmo 22*249
Fogo 11. 2. S ineo Rbeiro da Con-
ceicao 19*778
Peulia n. 1. Senhorinha Augusta de
Figueiredo asconccllos 170*147
Paz n. 30. Dr. Silvno Cavalcante do
Albuqu-rqne
Dita n. ."2 O incimo 28*119
Dita 11. 34. O mesmo 34*300
Dita i|. 06 O mesmo 84*300
Larga du Rosario n. 5. O mesmo 18*540
Triucbeiras n. 29. Padre, Semeo de
Azevedo Campos 12*832
D./iningis Cmara n. 19. O in'srao 42*179
Campo das Princezis n. 17. Socie-
dade dos Artistas Mecbanieos e Li-
beraos 206*010
M .rcilio ')as n. 20. Theodolndo Au-
gusto de Reg, (parte) 29*074
Travessa do Livramento n. 2. Theo-
do.-o Antonio de Jess Borges 19*776
Travessa da Cadeia ns. 17 e 27. Tho-
maz de Carvalho Soi.rres Braudo
Sobrnho 12*360
Cadeia Nova n. 19. O mesmo 177*992
Joo do Reg n. 5. Thom Rodrigues
da CiUe outros 139*906
Duque de Caxias n. 18 Uinbelina Leo-
nor Dinize outra 191*589
Santa Thereza n. 60. Vicente Jos da
Silva 9*888
Cideia Novan. 7. Vicente de Paula
Oliveira Villasboas 9*270
2o B'.'cco di C.d"a Nova n. 4 O mes-
mo 4*944
Dita n. 6. O mesmo 4*944
Dita n. 8. O mesmo 4*944
Dita n. 10. O mesmo 9*944
Dita n. 12. O ineamo 4*944
Dita n. 14. O mesmo 4*9,4
Dita u. 16. O mesmo 4*944
Dita n. 20. O mesmo 4*944
Dita n. 22. O mesmo 4*944
Dita n. 24. O mesmo 4*944
Travessa da Concordia n. 37. Vctor
Angelo G.de Almeida 14*059
Dita 11. 39. Vctor Angelo G. de Al-
meida 14*059
Seeco do Cintcncioso do Thesouro Provincial,
14 de Maio de 1886.
Manoel do Nascimento S. Bastos,
1 offical.
Desterro de Hamburgo boje
Para do norte boje
Valparaso do SU! amanha
Tagus da Europa manila
Senegal do sal a 25
Cear du sul m t'6
Portuense de New-York a 28
La Plata do sal Junho a 29
Finance do pul a 3
Colorado de New-Port News a 7
tro 15*818
Duque de Caxias n. 54. Manoel da
Silva Ferreira (parte) 25*593
Mrquez d Herval n. 99. Mara Alc-
xandrina de I arvalho e outras 13*596
Santa Thereza n. 42. Maria Anna de
Jess Ferreira Braga "40*480
Marclio Dias n 62. A mesma 34*3(0
hoda n. 26. A mesma 34*300
Duque de Caxias n. 86. Mara Ber-
nardina Montero 461*668
Fogo n. 5. A mesma 89*068
Coronel Suassuna n. 54. Mara Candi-
da (1/3) 11*433
Becco da Matriz n. 9. Maria do Car-
mo Maciel da Silva 14*832
Palma n. 17. Manoel Carolina de Je-
ss Villar (1/2) 23*332
Largo do Carmo 11. 11. Maria da Con-
ceicao Miranda Castro 74*472
Largo do Paraso n. 47. Maria das
Dores G. de Parias e outras 1^*832
Caes 22 de Novembro n. 14. Mara
O conselho para fornecimento de vveres, forra-
bais e ferragens aos corpos desta guarnico e en-
fermara militar, recebe propostas no dia 4 de Ju-
nho juoximo vindouro, as 11 horas da manh, no
Quartel-General do Gommando das Armas, onde
funeciona o mesmo conseibo, para contratar o for-
necimento de gneros alimenticios s pracas da
guarnido, e forragens e ferragens para a cava-
Ibada, durante o semestre de Julho Dezembro
d'este anno :
Arroz, klogramma.
Assucar branco refinado de 1> qualidade, idom.
Assucar refinado de 21 dita, idem.
Assucar mascavado refinado de 3' dita, idem.
Azi-ite doce de Lisboa, litro.
Alfafa, kilogramma.
Bacalho, idem.
Batatas inglesas, idem.
Caf i-m grao, idem.
Carne de porco, idem.
Carne de vacca, dem.
Carne secca do Rio Grande, idem.
Cha verde da ludia, idem.
Cha preto da India, idem,
Cevadinha, idem.
Ferradura, numero.
Lenha, acha.
Cravos, cinto.
Chocolate, kilogramma.
Capim, idem.
Farinha de 1' qualidade, litro.
Farinha de 2 dita, idem.
Fejo preto, idem.
Fejo mulatinho, idem.
Fructas, urna.
Farcllo, kilogramma.
Maizeua, idem.
Manteiga ingleza de Ia qualidade, idem.
Mirmelada, idem.
Milho, idem.
Pao, idem.
Sal, litro.
Toucnbo de Minas, klogiamma.
Temperos e verduras, raco.
Vinho de Lisboa, litro.
Viubo do Porto, idem.
Vinagre tinto, idem.
Lavagem de roupa passada a ferro, peca, urna.
Agurdente, litro.
Al- tria, kilogramma.
Ameixas paasidas, idem.
Araruta, idem.
Biscouto de araruta, idem.
Gaf moido, idem.
Figos passados, idem.
Frango, um.
Calimba, urna.
Passas, kilogramma.
Macarro, idem.
Tapioca, idem.
Carvo vegetal, sacco.
Dito cock, kilogramma.
Sabo commum, idem.
Vassouras de piassava grande dosis.
Papel pautado Fame, resma.
Dito matta-borro, folha.
Peonas de ac Pierry, caixa.
Gomma arbica, frasco.
Tinta preta, garrafa.
Caetas de madeira, duzia.
Lapis prstos de Faber n. 1, idem.
Banha de porco americana, kilogramma.
Carne de carneiro, idem.
Goiabada em lata, idem.
Ovos, um.
Vinho branco, litro.
Vinagre de Lisboa, idem.
Velas de cera, kilogramma.
Pbosphoros americanos, grosa.
Kanguesugas pela applicaeao de ama.
Medicamentos para cavalhada, numeo.
Enterro de cavallo, um.
Condlcftea
1. -Todcs es gneros sro de primeira quali-
dade e os fornecedorea devero satisfazer os pedi-
dos dentro dos prazos marcados nos respectivos
contratos, entregando os mesmos gneros nos quar-
teis ou fortalezas e enfermara, e,depositaro na
Tbesouraria de Fazenda urna quintia, como caa-
cao, que ser arbitrada pelo conselho de forneci-
mento.
2.As propostas devero conter a declxraci*
expressa de sujeitar se o proponente i multa de
5 por cento da iirportiuicia a que montirem os vi-
veres ou artigos que forum aceitos, se deixarem de
comparecer para assignar o respectivo contrato
dentro do prazo que for notificado pelos jornaes.
3." -S poder concorrer aos fornecineutos can-
didatos que bablitarem-8e na forma do art. 18 de
decreto n. 7,085, de 6 de Marco de 1830.
4.*Da falta de fiel cumpriinento de qualquer
das obrigaco-!8 contrsbidas?> o forneced r ficar
sujeito pagar o valor do quanto se comprar por
sua conta e incorrer na multa de 25 por cente
sobre o valor do genero rejeitado ou nao recebido
cm tempo.
5.aOs concurrentes sao obrigados a apresen-
tar as am Miras dos gneros ou artigos que iorem
julgadog precisos pelo conselho.
6.*As propostas serlo apresentada* em dupli-
cata a* s 11 horas do da 4 do referido mez, cm
que all scrao aoertas e apuradas em presenca dos
p: oponentes. Na mesma occasio se aceitaro pro-
postas para a venda do estrume dos animaes da
companhia de cavallaria.
Tliesourana de Fazenda de Pernambuco, 17 de
Maio de 1886.Pelo secretario
J. H. Oliveira Amoral.
Associaf Commercial Agrcola
de Pernambuco
De ordem do Sr pri 3idente convdase aos Srs.
socios d?sta associaco para comparecerem na sede
da mesma associaco, no da 31 do corrente pelas
10 horas da manha, afim du tratar-se ie negocios
attinentes associaco.
Recife, 18 de Maio do 1886.
Sebastio Manoel do Reg Barros,
Io secretark'.
Saota
Casa de Misericordia d.
ISecffe
Na scotfaria. da Santa Cnsa de Misericordia do
Rtcife arrendain-se por espaco de un tres an-
uos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Mo ?da n. 45,
dem 'dein n. 49
Ra do Bom Jess n. 13, 1- andar
dem n. 29, loja
Idem dem 11. 29, 1" andar
Ra dos Burgos n. 27
Ra da Madre de Deus u. 10-A
Caes da Alfandcra armazem n. 1
Ra do .M irqscz du Onda n. 53,
andar
Ra da Guia n. 25
Becco do Abreu n. j, loja
Sua do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2 audar, por 1:600*009
Ra das Calcadas n. 32 200*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de feverciro de 1886.
O escrivao, Pedro Rodrraes de Sonsa
240*000
240*000
3 0*000
216*000
240(00
216*000
180*000
1:600*000
07*000
200*005
48JO0O
Companhia
Imperial
DE
SECCROS contra FdJGO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuixos
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROVVNS & C.
'* N. Ra do Commercio N. 5
CONTRA FOGO
Fhe Liverpool & London & Glob
INS1M4ME COMPANY
Saonflers Brete & C.
tondoa and Ilrasilfaa aak
Umlted
Ra do Commercb n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezea.
j
CO\TKt FOCO
North Brilisli & Mercanlile
CAPITAL
t:00.000 de libras stcrllnas
A O EN ES
Adomson Howie & C.
Gompanhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabclclda em i .55
CAPITAL l,000:000j;
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro fle *884
Marilinios..... M10:0MftOM
Terrestres,.- .110:000^000
44 -Roa do Commerelo
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia iMienix Per-
nambucana
Ruado Commercio n. 8
Co k Segaros Filale,
de
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS -N. 7
Seguro* mariiimow e terneatrea
Ne^tes ltimos a nica companhia nesta praca
que coucede aos Srs. seguradi s isempcao de paga-
meato de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao deoconto de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.

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I
I
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I
1


*
I


Diario de PernambneoDojnimro 23 de Maio de 1886
THEATRO
SANTA ISABEL
Domingo, 23 i Maio de 1886
Espectculo era GRANDE GALA ao 20.* anniversario da batalha campal de
TUWIITir
promovido pelo
M0KTE PI DOS YClLUNTARIOS DA PATRIA
honrado pelos Bams. Srs. Dr. vice-praaiiianto da provincia, general coramandante das
armas e Dr. cbefe de polica.
Depois que o Exra. Sr. Dr. vice-prsidento tver occupado a respectiva tribuna
boca pela excellente banda de msica do oorpo de polica, sob a regencia do maestro
&mmmo wmm
xecutada a brilhante ouvertura
A BATALHA DE AVAHY
Segur-se-ha pelos illuustres so.-ion A corpo scenco do
CLUB DRAMTICO FAMILIAR
que generosa e desinteressadamente se dgMram auxiliar o Monte Pi dos Voluntarios
da Patria nesta festa de regosijo nacional, a exhibieo do drama militar de grande
aparato, de proposito escripto pr esto dia pelo autor do
1 OtIi Wllli: DES MESSAJE-
BIES HARITIIES
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
Commandante Moreau
E' esperado dos portos do
sul at o dia 25 do eorrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
toeand om
altar, Lisboa e Vico
Lembra-se os senhores passageiros todas de
classes que ba lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar era qualquer tempo.
Fas-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias coDiposta de l^xssoas ao menos e que pa-
garem 4 paseagens inteiras.
Por excepcSo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosain tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se do at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
Labille
as
4ugoste
Companhia Bahiana de navega
eao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baha
O
vapor
Coramandante
VOLUNTARIO D4
tao bem aceito pelo nosso publico, no anno passado, o Sr.
Pinli'-'iro Corte Real, era um prologo e cinco actos:
PATRI4
capitulo Dr. JoSo Baptista
!
o
Guahy
Martina
Segu Jimpreterivel
mente p ara os portos
cima no dia 23 do eor-
rente, s 2 horas da
tarde. Recebe carga
at ao meio dia do dia
DENOMINACAO DOS QUADROS
Prologo.
1. acto.
2. acto.
3 acto.....O conde de Lipe
4. acto.....A voz do sangue
5." neto.....O perdo
A Catastrophe
A revelacSo
O ("rime
Personagcns
O general Osorio.
O general Campello.
Coronel coramandante do 9." batalhSo de infantaria.
O niajor do raesmo.
Genuino Sarapaio, comroaudante do 2.' corpo da voluntarios da patria.
. Valcangar, major do mesaio.
^ Grazina, capitao do dito.
Porto, capi'.3o do dito.
Torres Gullindo, alferes do dito.
Capitao Paulo, filho do general Campello.
Zulmira, mulher do di'.o.
CEZAR, cabo do 9." batalhio de infantaria.
Maria. filha do mesmo.
Valentim, ordenan9a do general Campello.
Sargento GusmJo, do 21. batalhSo.
Um capellSo do exercito.
Thomaz, velho soldado amigo de Cezar.
Pedro, rapaz, sobrkiho do cabo Cezar.
Offlciaes do 9. batalhSo de infantaria.
OfficacB do 2 corpo de voluntarios da patria.
Soldados do 30. batalhSo de infantaria.
Ajudante de ordena do general Osorio e do 9.* batalhSo de infantaria, m-
sicos, etc., etc.
O prologo passa-83 no Paraguay, em Tuyuty, na raemoravel batalha de
24 4* lai* fe f 8W
em que o exercito brasileiro, depoie de urna renhida luta de seis horas, ganha a vic-
toria colhendo os louros
O INMORTAL GENERAL OZORIO
Em scena aberta, vista dos espectadores durante o combate, ao sibilar das
balas, ao troar dos canhoes, ha a borrivel explosSo de um armSo repleto de munijSo.
O drama passa-se na Corte.
A excellente banda de msica do corpo de polica tocar no intervallo do l.'
acto a walsa de Straus.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete l racta-se na agencia
7Ra do Vigario7
Domingos Alves Mathens
COMPAMOU PKB.nAHBl'tA 1A
DE
Navegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
0 vapor S. Francisco
Segu no dia 25 dt
Maio, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga sXk o
'dia 24.
Encommendas, passag^.s nheiro a frete at
s3 horas d t tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Perrambucana
n. 12
Coap&ia Brailleira do Xarc-
gaeSo a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o 1.' tenente Ouilherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do sul
at o dia 26 de Maio, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Maaos.
Para carga, passagens, encommenda valores
racta-se na agencia
11Ruado Commercio11
PORTOS DO SUL
0 vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gome
E' esperado dos portos do
norte at o dia 23 de Maio,
e depois da demera in
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Kantos, Pelotas eRio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passgens, encommendas e valores,
trata-se na agencia
N. 11 RA DO COMMERCIO N. 11.
Qaarta-feira 26, o de movis, electro-pate,
crystaes, alcatifas, forros de salas e mais objectos
da casa em que reside o Sr. Haynes, a ra de Per-
nandes Viuira, para onde partir um bond que
dar passagens gratis aos concorrentes.
Leilo
correte
Mocotolomb
ImwdStales A Brasil Mafl S. S. C.
0 paquete Finance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 3 de Janbo
depois da demora necessaria
seguir para
m.
ttaranho, Para, Barbados,
Thomaz e Mew-York
Paracarg, passagens, e encommendas traeta-
ie com os
Agentes
O vapor Colorado
Espere-
News.at o
o qual segu
mora necesa
de New-Port-
7 de Junho,
depois da de-
para a
Segunda-feira 94. do
A's 1! horas
Em Afogados, na ra do
u. 24
De 1 cavallo sellad.i bona andador, 1 cabriolet
com 1 carneiro e oc competentes arreios, 1 sof, 4
cadeiras de braco, 6 ditas de guarnicao, 2 ban.
quinhas, 1 espelho grande, 1 candieiro paragaz
carbnico, 1 relogio de parede, 1 marquezo para
casal, 1 mesa grande de amarello, 1 quadro pe-
queo, 1 raeia commoda, 1 cabide, 1 berco, 1 mar-
quesa, 1 baca grande, 2 ditas pequeas, 2 jarras,
2 mesas do pinbo, t tazo deja bre, garrafoes va-
sios, e diversos objectos de cozinha.
Agente Modesto Baptista
Agente Burlamaqni
Leilo
Segunda felra, i do correte
A' 11 horas
No armazem da ra do Imperador n.
(escriptorio do referido agento)
Por mandado e assistencia do Illm. Sr. Dr. juiz
do civel, vender em leilo com assistencia do
mesmo urna casa terrea n. 7, no lugar Casa Forte,
com commodos para familia, quintal murado, ca-
cimba, porto, etc. Os Srs. pretendentes podem
examinar a referida casa, cujo rendimento de
20000 mensaes.
celano, 1 relogio com redoma, amitos e dffsren-
tes artigos da phantasia e um lindo tapete para
forro de sala.
Pala de entrada
Urna mobilia de Jacaranda, I mesa de sef, 1
dita oval, 1 relogio de pedra, quadros oleo, va-
sos e jarrinhos. espitis, lascas e cortinados, ca-
deiras de balanco americanas, 1 estante e livros
Gabinete
Um sof, 2 consolos, 1 mesa redonda, 6 eadeiras,
1 espelho, 1 lavatorio. 1 guaruico dupla, 1 com-
moda e 1 armario.
Sala de jantar
Urna mesa de jantar, 1 guarda louca, 4 appara-
dores, 1 relogio de parede, 12 cadeiras de guarni-
cao, 4 quadros 1 mesa elstica, 1 guarda comida,
1 armario para vinho, apparelhos de porcellana
para cha e jantar, 1 apparelho dessert, copos,
clices, campoteiras, fructeiras, porta-gelo de
crystal, galheteiros, 1 apparelho de electro-pate
para cha, mesas cadeiras, trem de eosinba e 1 ta-
pete para forro de sala de jantar.
Sotas
Camas de ferro com colchoes, guarda vestoa-
guarda roupa, lauatorios, guarnicoes, porta-etes
Ihas, mezas, cadeiras, espelhos, cabides, tapono
para salas, tapetes de coco e 1 tapete para tfido.
de sala.
Quarfa-feira, do eorrente
Ao cfisa da ra de Fernaades Vitira
u. 32
Vf. ] Haynes, tendo de retirar-so para Porta-
gal, faz leilo por intervenco do agente Pinto,
dos movis e mais objectos cima declarados exis-
tentes ua casa de sua residencia ra de Fer-
nandos Vieira n. 32.
A's 10 horas e 20 minutos partir da estaeo
da ra do irurn o bond d linha de Fernandes
Vieira que dar passagem gratis aos concurrentes
ao leilo.
O leilo principiar s 10 3/4.
9%
Leilo
No dia ti do orrente ser vendida em
com todos os seas pertenoes,' em Pona
onde st atha aaesrada, a barca norue.
A*)*, de qne i npita* M. Tenensen, Baufrs
no Rio S. Francisco.
AVISOS DIVERSOS
Alagam-se casas a 80!X> nobeccododTCe
khos, juto le fc. Qaialo ; a trs.tar na roa d*>.
eratria a. jt.
gocio com quem pretender coinftar
a hypotheca da easa do largo lo Paraizo a. :
na ra Nova n. 12, ioja de chapob.
Leilo
lJi
Leilo
No do 2." acto, urna aria para flauta, composta pelo maestro C. Filho.
No do 3.' acto, urna phantasia, a pistn.
E no do 4.", ti galope, por Clodomir,
As bandas raarciaes do 2." e do 14 batalho de infantaria, durante oa inter-
vallos do espectculo, tocarao nos saloea do Theatro dfferentes e bem escolhidas pe^as
de seus repertorios.
A banda de msica do Arsenal de Guerra, auxiliar o movimento, que em
scena demandar o drama.
O Monte Pi dos Voluntarios da Patria espera ser coadjuvado pelo povo per-
nambuc-ano nesta festa de regosijo nacional.
Desde j apresenU elle seus votos de gratidao aos Exms. Srs. Dr. vice-presi-
dente da provincia, general commandante das armas e aos Ilustres membros do corpo
scenco do Club Dramtico Familiar pelo valioso e desinteressado auxilio, que lha tm
prestado para cumprir sua missao, e se confessa grato todos aquelles, que o auxiiia-
rem no desempenbo de sua tarefa.
O producto do espectculo ser em beneficio do Monte Po dos Voluntarios da
Patria e para compensar os direitos do autor do drama.
Camarotes de 1.a ordem. ... IQjfOOO Cadeiras de 1.a classe......
2.a ..... 12000l 2.a ......
, 3. ..... 8,J00OJ Galera .................
4.a ..... 65000! Plateas..................
Paraizo.................. #500
Aceitam-se encommendas de bilhetes ns Encadernagao Commercial de J. M. de
Miranda, ra Duque de C;>xias n. 39, e no"dia do espectculo na bilbetera do Theatro.
Trens para Apipucos fora as assignaturas e series e Olnda, e bonds para todas lnhas.
Principiar s 8 horas em ponto
30000
20000
25000
15000
Obras Publicas
Club de regatas per-
nanibucano
De ordem do Illm. Sr. eagenheiro chefe, faco j
publico que no dia 24 do eorrente, ao meio da, se
recebe na secretaria desta repartican, propostas I Dc m do Exm Sf Df pregdente convd0
para a pintura do gradil e estatuas do Jrc""> do os genbores socios a se reunirem em awembla
Campo das Princezas. As coudicoes do contrato j ^ como determna art 30 do8 nstatntos, do-
acham se disposico dos senhor-s pre.endei 's min 23 do corrcnte( 8 n hura8 do dijl) na ^e
para serem examinadas.
Secretaria da Repi-.rtico das Obras Publicas, 18
de 51aio de 188G.O secretario.
Joo Joaquim de Siqueira Varejo.
Club Carlos Gomes
A sembl gcral
Sao convidados os senhores socios de-te club,
que estilo no dinito dos gosos sociaes eompare-
cerem domingo 23 do eorrente, na sede do mesmo,
as 11 hors da manha, afioi de elegerem funeci..-
narios para os cargos que estilo vagos
Recife, 2 de Maio de 1886.
Augusto Maia,
2" secretario.
deste club.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano
em 20 de Maio de 1886. -O 1 secretario,
Osear C. Monteiro.
Club Internacional de Regatas
Em tirtude de uo se ter reunido nume-o legal
de socios p:.ra constituir a assembla geral, que
devia ter lugar no dia 16 do eorrente, de ordem
do Sr. presidente convido de novo aos Srs. asao-
ciaos piara oomparecerem na sede do mesmo Club,
no domingo 23 do corrento, pelas 11 horts do dia.
para re mi i e em assemlb* geral tratar-se dv
negocio3 argentes ao mesmo.
A assembla geral ser constituida com o nu-
mero qne comparecer.
Secretaria do Club Internacional de Regatas
18 de W:io de 1886.
O secretario,
P. C. Casanova.
Companhia
3B Jci Jc3 JuX Jo Jci
Os senh res accionistas desta companhia quei-
ram vir reeeber o 76 dividendo na razao de
4A40O por aeeb), e cuja pagamento se effectuan'i
dinriamente at 31 du eorrente mj-z, e ao depois
nos sabbados, mas sempre das laboras da ma-
nha ii 1 hora da tarde
Eserioturio da companhia do Beber i be, em 15
de Maio de 1886.O director secretario,
Jos Eustaquio F. Jacobina.

Lisboa e Porto
. O brigue portuguez Armonio segu para os
portos cima: para o resto da\carga qne lhe falt- ,
trata-se com os consignatarios, Jos da Silva
\ Filfa ?. ^_
Aracaty
Para esse porta segne com brevklade o hiae
JFVor do Jarditn, recebe carga a frete mdico : a
tratar no caes do Loyo, a bordn, com o mestre.
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
tracta-se com os
AGENTES
enry Forster 4 C.
. RA DO COMMtrtGlO N. 8.
1- andar
ROYALMAILSTEAH PACKET
COMPNY
0 paquete Tagus
isper
E' esperado da Europa no dia
24 do eorrente, seguinds
depois da demora necessa
ra para
Baha, Rio de Janeiro, Monle-
?do e Buenos-Ayre
Este vapor traz simplemente
passageiros e malas e immed a-
tamentt^egnir depois do desem-
barque dos mesmos.
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com c 3
CONSIGNATARIOS
Adamson Ho wie & C.
Pacific Sieam Fvigation Gompanj
STRAITS OP MAGELLAN LDE
Paquete Valparaizo
Espera-se dos portos
do sul at o dia 25 de
Male, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em diante seguirem tocaro em
Plymoulh, o? que facilitar che-
garem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
Haver tambem abatimento no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com oa
AGENTES
Wilson Sons A C, I>lmited
N. 14 RA DO COMMERCIO N. 14
(Em contlnuaco)
SEGUNDA-FEIRA, 24 DO CORRENTE
Do movis, crystaes, jarros, candieires
gaz carbnico e kerosene, sendo :
Urna mobilia de junco, 4castiscaeg com mangas,
jarros para flores, 2 camas francezas, de jaca, an-
da, tipetes de porta e de escada, talheres, colhe-
ree, copos, clices e outros objectos existentes na
casa em que morou o engenbeiro Ricardo de Me-
qezes, raa da Soledade n. 84.
O agente Piato, n* t. ndo podido ezpor em lei-
lo do dia 21, todos es objectos i zistentes na casa
da ra da Soledade n. 84, continuar s 11 horas
do dia segunda-feira, 24 do eorrente, o leilo co-
mecado n'aqueile da, sendo que sero igualmente
vendidos muitos outros movei que foram para alli
transportados.
A SABER
Um piano, 1 cadeira, 1 mobilia de jacarando
com f ampos de pedra, casticaes e mangas, jarros
para flores, candieiroa gaz, 2 marquezes, 1 com-
moda de Jacaranda, 1 guarda-roupa, 1 tear, 4 lau-
cas, 1 machina de costura, 1 mesa grende com ga-
vetas, tapete de escada e de porta, 1 fogo de ferio
(uovoj, talheres e colheres.
EM COTINUACAO
De importantes llvros de direito, movis, espe-
lhos, quadros, jarros, serpentinas, copos, colheres,
facas e garios, caixas com vellas Apollo, dalas
para viagens, chapeos de feltro, sortee, chapeos de
sol de todas as qualidades e outros muitos objec-
tos.
Quartafeira, 26 do eorrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Bom Jess n. 49
Por Inierteiirun do agente
Segunda-feira 24, dove continuar o leilo dos
movis e crystaes, da casa em que residi o enge-
nheiro Ricardo de Menczes, bem como muitos ou-
tros objectos que vo para alli.
Terca feira 25, o dos movis e mais objectos da
casa da ra do Rangel n. 43.
Quarta-feira 26, o dos movis e mais objectos da
easa de residencia do 8r. W J. Hayne.
a- leilo definitivo
DE PREDIOS
Sendo o sobrado de um andar e so tao o. 1 a roa
da Ponte Velha, edificado a moderna com pavimen-
to terreo em salo, no andar tem urna sala 4 quar-
tos, e no soto urna saleta, .'< quartos e cosinha.
Urna meia agua no fundo do sobrado cima com
frente para a ra do Capibaribe sob n. 48 com
1 sala, 2 quartos, corredor, cozinha e pequeo
quintal.
O reteri io sobrado se torna recoinmendavel por
ser de esquina e com oitao para grande a bacia do
Capibaribe onde se eftectuam as regatas.
Quarta-feira, 'i o do eorrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Imperador n. 16
O agente Martins far leilo por mando man-
dado do Exm. Sr. Dr juiz de orphos, em sua pr-
senos, dos referidos predios pertencentes ao espolio
de Antonio Jos de Bittencourt.
Precisa se de vma ama que engomme e f-
pre : na roa do Imperador n. 43, 1 and.r.
- Pede-se aos abaixo assignados o favl}de
virem ou mandar i, ra do Mrquez de Olinc .
51, a negocio que nao ignoran
Pedro Manoel Costa Lobo.
Francisco Rayraundo Carvalho, (commandante
Companhia Pesnambucana).
Umamo^k habilitada participa aos psHTide
tatnilias que ensina portuguez, francez, arithmeti
ca e trabalhos de agulha : a tratar no Corrqibr
do Biapo n. 81.
Precisa-se de um caixeiro que tenha pitu-
ca de molhados, de 14 1G annos ; a tratar ao
becco do Campello n. i.
andar
Aluga-se o pavimento terreo, 1* andar e
soto do predio n. 25 da ra do Visconde de Al-
buqaerque : a tratar na ra do Vigario nuagsro
7, loja.
Aluga-se urna casa na ra do Conde da^o
Vista n. '17 ^Caminho-Novo) para pequea fasai-
lia : a tratar na ra do Commctcio n. 15, primfiro
andar.
Precisa-se de um criado : na rua,do Basto
d Victoria n. 39.
O abaixo assif-nado faz publico que nada
deve nesta praca nem fra della, quer seja em aea
neme individual, quer da extincta firma Marqofs,
Lima & C, pelo que pede quem se julgar eu
credor, aprsente s;u titulo ou conta no prazo de 8
dias.
Iecife. 20 de Maio de 1886.
^^^^^^ Manoel Marques de Oliveiri
Leilo
De predios
Leilo
De fazendaa limpas e avariadas
Segunda-feira, 94 do eorrente
A'* 11 horas
POR INTERVENGO DO AGESTE
Alfredo Guiantes
Em sua ag-encia ra do Bom Jrrvs n. 45
O agente cima, vender em leilo os seguin-
tes : 1 casa terrea sita ra de A real n. 24, com
1 porta e 2 janellas de frente, asas, 4 quartos,
cosinha tora, cacimba e quintal murado, em solo
proprio e rende 360/.
Um sobrado de 1 andar e soto, sito ra de
Hortas n. 106, rende 680J. Estes predios se acham
em bom estado de conservaco e sero vendidos
pela maior ofterta ao correr do martelo.
lnnrta felra SO
A's 11 ho:as
Ra do Imperador a 16
Aluga-so o sitio do Pina, com boa casa Ka
morada, con tendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, du te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Precisa-se de um menino com pratica~e
taverna ; trata-se na ra do Calleireiro n. 39, ta-
verna.
_ Eran cisco Izidoro Ribeirro de Carvalho, re-
tirando se para a Bahia por motivos de molestia,
deixa encarregado dos seus negocios, o sea em-
pregado o Sr. Geroncio Santos Teixeira, e o sen
sogro o Sr. Francisco Antonio Ferreira. Outre-
sim, nao podendo despedir-se pessoalmente dos
seus commitentes e amigos pela prestesa de sua
viagem o faz pelo presente, dando a todos um
aperto de mao.
Quem precisar de nma professora para am-
ainar em casas particulares primeiraj lettras,
francez, um pouco de italiano e todos os bordados
de tapessaria, dirija-se ao Camic.ho Novo n. 128.
Na mesma casa se dir quem vende um xarope
para molestia de peito e para asv.hma, assim como
um remedio para nauseas do estonago, debiliiade,
anemia e fraquesa de senhoras
Alu^a-se no Caldeireiro urna casa milito
aprasivel, com sitio, banheiro, .cimba, etc., etc. :
a chave pode ser procurada no sitio do Dr. Aleo
orado.
Ficam sem effeito as accoes entre amigos de
um cavallo e de urna espingarda carrejando pela
presso do ar, que corra com a ultima lotera do
eorrente mcz.
Leilo
i- leilo
daarmac3o, utensilios emercadorias exis-
tentes na loja da ra Duque de Caxias
n. 77 A
O agente Modesto Baptista, por ordem e com
assistencia do Exm. Sr. Dr. juiz de direito do
commercio, far 2o leilo do que cima se declara,
pertenceme massa fallida de Pedro Maia & C.
Terea-felra ' A's 11 horas
Na ra Duque de Caxias n. 77 A
Lciliio
COM,'MilA PEB.\1IVI'CAKA
DE
Wavegaco costelra por vapor
Tamandar e Rio Formse
O vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia 25 do
correiity. pelas 5 h .-
ras da manha.
Recebe carga at o
dia24, e passagens at
s 3 horas da tarde
ESCRIPTORIO
taei da Companhia PerMabn
l eana n. 19
De movis, loucas, livros, iuclusive um impor-
tante altas
A saber :
Urna mobilia de amarello com 1 sof, 2 conso-
los, 1 jardineir, 2 cadeiras de braco, duas de ba-
taneo e 12 de guarnicao, 1 cama franeeza para
cazal, 1 guarda roupn, 1 lavatorio de Jacaranda
com pedra, 1 guarnicao para o msmo, 1 magni-
fico cjlxo do dina, 1 mesa de amarello, 1 cama
para solteiro, 1 lote, louca para jantar, 1 dito
trem de cozinha e 1 graude lote de livros incluin-
do 1 alia e msicas.
Terca-feira 25 do carrate
A-h 11 hora*
Na ruado Rangel n. 43
O agente Pinto competentemente autorisado por
urna p-s9oa que se retira desta cidade, faz leilo
dos objectus cima mencionados, sendo que no lote
de livros, encontrase Os cdigos do Brasil, Re-
gulamento das Alfandegas, livros da direito, scien-
cia e litteratura.
Na ra do Rangel n. 43
Da casa terrea em Olnda, ra do Amparo
n. 65, com urna arraac&o
Quarta-feira, *<8S do eorrente
A's 11 boras
No armazem ra do Imperador n. 22
O agente Bnrlamaqui, por mandado e assisten-
cia do Exm. Sr. Dr. juiz de direito especial do
commercio, a requerimento do administrador da
massa fallida de Antonio Francisco Corgs, levar
a leilo a casa terrea sita em Olinda, ra do
Amparo n. 65, tendo a mesma urna armacao.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar a
dita casa.
Leilo
De 36 barris de plvora nnrea Lea dois FF,
avariados e dtscarregados de borda du navio Anua
Mana.
Ten,afeira, 25 do eorrente
A' 11 hora*
Por iiil'i-%-iica> lo senle Alfredo
.iiiiiiit i ae
Eiu sua agencia ru i do Bom J. sus
n. 45
DE PREDIO
QUINTA FEIRA, 27 DO CORRENTE
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 22
O agente Burlamaqni, por mandado e assistencia
do Exm. Sr. Dr. juiz de direito privativo de or-
phos e ausentes, a requerimento do coronel Cor-
biniano de Aquino Fonseca, inventariarte do es-
polio de Heliodoro de Aqu:no F-onseca, levar a
leilo a importante casa terrea, ra do Hospicio
n. 12, freguezia da Boa-Vista, tendo 3 janellas de
frente e porta, 2 grandes salas, 6 quartos e gran-
des, cosinha externa e mais 2 quartos fra, galli-
nheiro, quarto com banheiro, quintal grande .
murado, tudo em muito bom estado.
Urna dita terrea, ra do Baro de S. Borja
n. 20 na mesma freguezia, outr'ora ra do Sebo,
com 3 janellas de frente e porta, 2 sf las, 4 quar-
tos, cosinha externa o 2 quartos fra, cacimba pro-
pria, quintal murado, sendo ambas em terreno
proprio.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar
as ditas casas.
Offerece se urna ama para engommar e eo-
sinhar em casa de pouca familia : na ra da Im-
peratriz u. 16, 1 andar.
Precisa-se de meio official de barbeiro ; a
tratar na ra do Fangel n. 50.
Precisa se de um mxiino de 12 14 anuos
de idade, para vender na ra, dando fiador de sua
conducta ; a tratar na ra de S. Joo n. 26.
PARA7C0S4R
Precisa-se de urna
ama que saiba cosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por cima da ty-
pographia do Diario.
Ao publico e ao commercio
O abaixi assignsdo tendo de se retirar tempo-
rariamente iara a Europa, deixa como seus pro-
curadores o- Srs. Manoel Martins Lourcn^o, Ber-
nardo Este oe Joo G-oncalves Martins, cada um
no lugar or le se aeham collocados.
Recife, 2- de Maio de 1886.
Jos" Gonralves Martins.
Arma$ao
Vende-se urna armacao envidracada, propria
para qualquer negocio : a tratar na ra Direita
numero 32-A.
Cosinheiro
Precisa so de um
da Unio n. 11.
cosinheiro : a tratar na ra
Leilo
Da movis e de todos os artigos da loja
de funileiro, sita ra da lmperatriz
n.
39
Agente Britto
Leilo
D quadros
ara fl res,
ros p:
veis
o.^pelfios, vasos e jar-
c; rystaea e bons ino-
A SABER
hla d- visita
Urna mobilia do jacurand a Luiz XV, 2 dun-
cherques de JHcarand om pedra e vidrus, 1 piano
fort, ondeira p ira pinn, 1 estante pura msica,
2 espelhos dourados grandes, lindos capivise ri
co quadros a crystoleum, figuras de biecuit e por-
O agente Britto vender em leilo o seguinte :
bombas aspirantes e de Japy, bahj, caixas, lam-
peoes, santuarios, lampannas. urnas, siringas, tu
do de flandres, 1 b inheiro de ziuco, fundos de ma-
deira para bacas e bahs, vergas de rame, fer-
ros para soldar, escum*deiras p^ra engenhos e ou-
tros artigos de folln, 1 mobilia nova de pao car-
ga, 1 cuma franeeza de Jacaranda, 2 aparadores,
1 mesa elstica c. da, 1 guarda-loucae outros movis, tudo ao correr
do martello.
Sexta felra i. do corrale
* IO 1/9 Harn
Ra da Imperar iz n. 39
Leilo
fla Barua noruega nse Azof
No dia 31 do c irieufe m"Z ser vendido em lei-
lo publieo ii n feriflo navio, presentemente arri-
bado no porto de Penedo, f rrado de cobre o an-
no passado e elassifiead-i no V" ricas N >ruega com
A II *. Oa peteml. utes poden dingir-se a este
consulado aonde se dar as neeessarias inf rma-
coes.
Consulado da Suecia e Noruega em i'ernambu-
co, 19 de maio de 1886
Herm : Luudgrin,
Cnsul.
Ama de leite
Preeisa-se de urna r.ma que tenha bom leite,
que seja sadia e meiga para com as enancas : f
tratar na ra Duque de Caxias n. 59, loja,
Aos senhores logistas e alfaiates
Mara Magdalena e Pelismina dc Miranda, re-
sidentes ra do S. Joao u. 26, cosem com pres-
teza e por prego commodo camisas, caroulas, cal-
cas e paletots. Os senhores logistas e alfaiates
podem se informar do uegociante Jos de Ar .ujo
Veiga, ra larga do Ras ro, que est habilitado
a dar qualqutr esciarecimento.
Importante liquidacjio
KA
Loja das estrellas
uque i
t
selho
Ra Duque dc Caxias n. SS
Merinos de todas ff cores, duas larguras, a 81
rs. o covado.
Sedas, ricos desefhos, de 2 a 800 rs. o co-
vado.
Fustoes de todos as core; a 400 rj. o covado.
Ditos de ricos desenhes, para coberta, de 1209
320 rs.
Leonesas (novidade) a 240 e 320 rs.
Zephir de quadros, l-'(; e 160 rs.
Setineta lisa d todas as cores, 400 rs,
Dita estampada, 320 ra.
Estamnea imperiaes, 400 rr.
Bramante de linho com 11 palmos de la-gura a
1^800 o metro.
Dito de a'godo trancado, 8C0 rs.
Meins inglesas para bomem, 3J e 4j s duza.
Vestidos a Jersey para menina de 2 8 annos,
a U, S e 10.
Chapos de sol de seda para homens e senheras
a 2, 2*500, 31, 3*500. i, !>t e 6*.
Vest arios de casemira para menino de 2 8
annos, a S, 10$ e 12*.
Maiapolo, pelle de ovo, 6 a peca.
Algodao marca T, bf a peca.
Lencos com barra de cor, 15200 a du-
Assim como um variado sor:imento le porcella-
nas douradas, crystaes, arr 3 de phantiiE :i \ra
joilette e muitos outros artigos que se v< ndi m por
menos 50 t'/O do que em outra qualquer parte.

y
QM
">
\


~<>o-


6
Diario de Peraambu--Domingo 23 de Maio de 1886
Engenho
Arrenda-se o engenhe Estivas, sito na comarca
Cabo ; a tratar no escript rio de Sebasti i de
Barrete, ra do Commercio n. 15.
41 Cae
Mfcr-'s
Mercearia
Traapassa-se urna casa de molhados em nma daa
Keipaes ras desta cidade, milito afregnezad .,
i de impostes e de qweqoet Mi
Quem pretender dirija-si: :idre d<
MBM u 22, das 9 horas da n
C'osiuheira
Precisa-se de ama cosinheira : na ra do Pay
'saMin n. 19.
monte de Soecorro
O poBsaidor das caueliae iia. 11,139 a 11,386,
paavine que as referidas csutelLs se deseucami-
najaj-aui do poder da sesmo poeauidor.
"* *
A Tllustracao
REVISTA DE PORTUGAL E DO
BRASIL
Direetor-proprietario
Esta revista impreasa em Paria, diatribuida
racalarmeute duaa vezea por m>'z, formando no
aan le cada anuo um magnifico volume de cerca
400 paginas, tendo prximamente cerca de 250
pavuras.
Preces da assignatura
Auno 12/Ot'O
Semettre 6*009
Assigna-se na livraria Fluminense, ra do
Barita da Victoria n. 9.
Casa paraalngar
O 2- e 3- andar da roa larga do Eosario n. 37 ;
a tratar na tabacuna do pavimento terreo.
Lio de inglez
F. Lover, tendo deliberado encinar a lingua in
gieaa, pode ser procurado para um tal fim, dua 10
ftDras da manha a 2 da tarde, e daa 4 :1a 8 horas
au, noite, en o Io andar do sobrado da ra Pri-
nseiro de Marco n. 18, sala de detrai.
i
Caixeiro
Precisa-so de um menino de 12 14 annos de
idade, coa pratica de taverna e qao d fiador
asa conducta : na ra de Fernandes Vieira nu-
aaero 68.
EugoDiinadeira
Precisa-se cem urgeneia, para casa de familia,
a tratar na ra do Viaconde de Goyanna n. 207.
Cosinhcira
Precisa-se de urna boa cosinheira : na ra da
Aurora n. 31.
/
r"2\
%
Preoarac&o de Productos Vegetaes
EXTINgio''DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
|v1 ARTI NS&~BASTOS
Pemtnnbiieo
Acedes entre amigos
De um relogio patente e urna botoadura ie bri-
lhantes s ter direito receber o referido pre-
mio, pagando antea da exir aceita que aerquinta-
feira 20 do eorrente.___________________________
Ama
Prrclsa-ae de urna boa cosinheira ; na roa do
Mrquez de Olinda n. 6.
Ama
Preciaa-se de urna ama para cosinhar e mais
seivico de casa de familia ; na ra do Mrquez
do Herval n. 33, 1 andar, defronte do Instituto
Areheologico.
Ama
Na ra do Cotovello n. 46 precisa-se do
urna ama para casa de familia.
Ama
Precisa s' de urna de meia idade, para
comprar e cozinliar para casa de familia,
a tratar na ra da Matriz da Boa-Vista
n. 9.__________________________________
I
Precisa-as d um eriado para casa de pouca
familia : a tratar na roa do Mrquez de Oiinda
mero 6.
Cosinheira
Precisa-se de una que seja muito boa para casa
de duas pessoaa estrangeiras. Informa-ae na ra
do Barao dr Victoria n 9, livraria.
Engenho
Tnspaasa-se o asrendamento do engenho Santa
Masa, na freguis da Luz, perto da eatacao de
i Lourenco, na via-ferrea do Limneiro, ossim
tamo de Jaboato, na via-ferrea de Caruar. 9
flpareno d para safrejar-ae annualmente de Jobs
rtres mil pea de assucar. Alem de muitas var-
z*aa tem mata virgem para abrir-se novo' parti-
das, me a vapor, tendo urna machina nova, de
raaita forca, e injenias novaa e grandes : quem
na* tendel-o dinja-se ao mesmo engenho ou ra
Precisa-se do urna aia para comprar e cosi-
nhar : na ra daAurcra n. 85, taverna.
Ama
Precisa-se de urna a-na para
da Santa Cruz. n. 3 ou 26.
cosinhar : r.a ra
Ama
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2- amdar, preci-
sa -se de urna ama que eoaiahe bem, para casa da
pequea familia.
Ama
Precisa'se de urna ama para coainhar : na ra
larga do Rosario n. 24-A, 1 andar.
Ama
Ama de vtm
Em quartca e meias garrafas, v o Faria
abrinho & C, ra do Mrquez Je Oimaa i. 41,
DEPOSITARIOS
Serrara a vapor
Caen do Caplbaribc n. *8
Neaia serraris encontrarlo os senhores fregue-
IM um grande sortimento do pinho de resina, de
9 a 10 metroa de comprimento, e de 0,08 a 0,24 de
asquairius ; gurante-se preco maie cammodo do
que em outra qu.lquer parte.
Casas
A ugasi-sc as casas n. 4 da ra do Biachuello
e 51 da estrada do Mon eiro. cujas chaves ejto
no paeto do Terco n. 16 1.- andar.
E'ooliOua lito!
A pimeu'a especialmente pn parada na Europa
es bouitcs frasquinhos e que se vendem pelo di-
tainuto preco de 160 ria cada um, no Largo de
Si Pedro n. 4.
Precisa-ae de urna ama pr.ra cosinhar : na pa-
daria da ra do Brum n. 62.
Ama
Precisa-se de urna ama para coainhar e que nao
saiu A ra : a tratar na ra Velha n. 75.
Ama de leite
Preciea-se de orna, ai*m filhos, tratar na ra
do Barito da Victoria u. 61, segundo andar.
Ama de menino
Precisa-se de duas amas de conducta afiancada,
para audarem com duus meninos de 3 e 2 annos,
tratar na casa do Coixbra, defronte da esfacao
do Eotroncampn'o. no Maoguinho.
Ama e criado
Prec'sa-se de urna menina de 10 a 12 annos para
entreter urna crianza, e um criado de 12 a 14 an-
nos ; na ra do Mrquez do Herval n. 28.
Alujase
cxcellente casa pequea, na travessa da Campia
n. 8 (freguezia da Bja-Vist*) com quartos, salla
cosinba e quintal com cacimba ; a tratar na rna
de Santa Thereza n. 38.
Ao publico
O abaixo assignado para evitar duvidas faz
**> te que desde 2 de Abril de 1884, deixou de ae
aaaiguar por Jos Pereira de Meirulles.
Recite, 20 do Maio de 1886.
Cadfte Jos Meirdlt dos Santot.
ngommadeira
Precisa se de uraa ngommadeira que execute
rata o servico : no pateo do Conde d'Eu n. 39,
catiro andar.
lQga-ss
um pequeo sitio murado, com urna cxcellente
casa, com muitas srvores fructferas-, excellente
cacimba com agua encanada ra esa, com bo-
nito jardim, ra de Nunes Machado n. 1, na es-
trada de ferro de Olinda, muito perto da eatacao
do Espinheiro ; no mesmo sitio tem quem o mos-
tr : a tratar n i ra da Praia n. 70.
Alusra-se
Attencao
Per commodo preco arrenda se nma boa baixa
m tapim p -rto da cidade : a tratar com o Sr. Ma-
alhifs na casa do viga da < strada de ferro ao
lABoeir?, na encrusilhada de Belem,
Duero tero?
Oara e prata t cimpra se ouro, -prata
pudras preciosas, por maior preco que em outia
qiia.quer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
riMario, autiga doB Quaxteis, daa 10 horas s 2 da
arde, dina uteia.
Experimenten!
K ilisam o que achara
Os especia' s licores de genjpi po e caja que ae
asam A venda o largo de S. Pedro n. 4?
Hotl PeMioles
i
ha Palmaren Janto a estacao de
Una
Os p-. s-^a^eiros dos trena teem tmpi muito
HjS'-ente para almocar. O trem qux sobe demo-
ra-fe 50 minutos, e o que d^sce 1 hiTa. Hcapo-
*fii* s >mi ate a familias e pessoas moralisadas.
a casa terrea da ra do Calabouco n. 33 ; o so
brado do um andar a ra das Larangeiras n. 26 ;
a caaa terrea da ra di-.s Trincheiras n. 22; a da
ra de Santa Thrreza u. 13 ; todas na freguezia
de Santo Antonio : a tratar com o Pnbeiro ra
Duque de Caxias n. 66, loja TJf miudezns.
iluga-se barato
1 andar e imazem na ruado Bom Jess n. 18.
e 2* andar e armazem n:.ra da BestaurHcae n.
31 : a tratar na ra do Bom Jeaus n. 12, escrip-
torio.
Aluga-se barato
O 3 andar da ra do nom Jess n. 47.
A casa n. 107 da ra Viaonde de Goyanna.
Tratase no largo de Corp> Snnto n.19.1 andar
Alufja
-ae
O primeiro andar do sobra io k ra do Brum n. 62,
com agua, etc : tratar no mesmo, padaria.
Ao publieo
J -i- \nt m.i doa Santos, wu^naor de Bonrgard
S C f> in a honra, de participar :,o respeitavel
pab ico. que para maior ommodidade de sena fre-
aaei.-s e no intuito de bera a -rvil-oa, reaalveu
ra^brir ra Primeiro de Marco n. 3 a eua anti-
9 asa filial, sob i denominaco de
Centro dos Fumantes
**a,eal aera encontrado um grande sortimento
d* raaratoa das mrlbor-s mareas e dos maia acre-
sMos fabricantes da Babia, Havana. Hamburgo
Kio de Janeiro, cigarros de palha e papel da to-
*** qualidades, labricados com tamos especiaes.
tacos diyeraoa, etc., te., garantindo-s aos Srs.
** agrade modieidade em pracoe.
Dramtica Familiar
VINHOgilertSEGUIN
FEBRFUGO FORTIFICA* TE tpcondo ctli Academia d Medicina dt Harte
-------------------.i m n
Sessenta anuos de Expeenoia
e de nom auto tem demonstrado a encada lneontestaral deste vniBO, crar eucso mnti-
periodieo para cortar as Pobres e evitar o seu reappareclmcnto, qur como fortl/mntr. cas
Oonlr. npa. Xkebllldade do Sanime, Falta de Kenatrnuc&o, Znapjietenvla, Diga
dlOo -t*. Bnrermldadea nervoaaa, Sebllldado causarte pela edade o por "llWnl.
ttt Vinun, que 'jnt/n mili prmoipivs actirjs 0o qua c. por craot
HKWHlii u'lo.~tilo te Bera o6;oofar contra c jyco em r/'jf Bt Mooi trnuto.
FHarmoU C3-. *J=QCi-jrXr>r, 378, ra aalut-Honore, PARS
Depositarios em Penum vcu : FRAN M. da SILVA e C".
essoa.
u
mmmmm
tsfc ManicaanTO de um gusto agradavel, adoptado com craade xito ha
tnals de aa tunaos pelos melhores Mdicos de Parlz, cura oh Defiuxo, flrip. Tost,

m nMJiPtftw......i
SABONETEdeALCATRAO
faaa a toilitb. ae suuraioa a corpa as A da acaiAMCAa
** mXMOWMTmX, erstaatolr* antimeptU, 6 o mal effloax para a cura da teda* as
MOLESTIAS DA PELLE
SAPO CARBONISDETERGENS
Lata* possas Orumeat com o miro CAKBONMS h.ihi.ivs aflm te irotegcl-os contra
8ARAMPO, a VARILA e a FBRE ESCARLATINA
Este BABOSETEa s3o roaommendados pelo Corpo medico lntclro porque prerlnem as S
MOLESTIAS EPIDMICAS e CONTAGIOSAS e m atopta a qualqMer cuma
MARGA DE FABRICA ItCW KNV0LURB06 NOS PKS
Dposrlto asnml: "W.'V. Vv"RIOBT C CT, So-utli-warlc. LONDRES
~E:na" F&:c:rs-i:a:i:>'CLCO Fr-3.iico Jj/[. da SILVA & C".
S1515351515151515151515151!
VINHO E GRAGEAS mm VIVIEN
EXTRACTO NATURAL DE FIGADO DE BACALMO
Premiado com nirdalhas de Ouro e Prata
PELA ACADEMIA NACIONAL
Ordenados nos hoapltaee da Franjo. Amrica, Timhliin, Hmslx, s<0-
a liiiini irar sob forma mui fcil agraiavsl todos oa alemsntea curativos de Ua
evitamlo asstra o obeiro e mbor nauseosoa d'aate; alan dlaao esa arsetasa praparaasa
tem urna sunerierida grandes calores em quanto o uso daquella imposslvel, tal 4 o sminants servs* prestad*
pelo Doutor VIVIKN; a experiencia tem eonBrmado a bom xito Tests pradneto.
K.diir a Arma garrafa com o Sello de urrao dos Fabricantes o, boukvari Strashourj, tm MMIS.
^^SlSmHlSlSl5lSl5l5l5l5U
UTaB3WUM y?fiJg?\J7^-| Mss B'irK SWC Uj
Asplra-ae a furnac a eavectoracao e farortaa as rueo3aje dos orgeos reei 1
saWsAj aaa oausa *> i saaPir i *, ru M<-LaaMir, esn rartn ^t
^_ kygkWOA ** JPayaatssaaca EMAtiC- B, af iHL U (g. _.
do
Co
*n:
Laoreado pela Academia da Medioina
r^,.^. Cara/*t/re ta Legiio ta Honra --r-t-
O0
O Phosphato de oa! i-' pubrtancia mineral mals abundante do ariranlsmo e toda ves que ana
truantldide normal dlmlnuu resulta urna alfrccao orgnica grave.
Main de cinco mil curas, a mor parte Justlflcada pelos Frufessores e Mdicos da Faculdail06
foro obtldas iiltimamcutc e UzerSo com que o Xnrope to if BeinvUlier fosse clasificado
Cuino o especifico mals seguro contra a Tsica pulmonar, Sronchite obroalco, iLr.emia,
Xnebitlamo, XtebllldBde do Organismo. 0 Xarope do Mf lielnviltier sdiuiulstrado
diariamente as enancas facilita a dentlco o o cresem^nto :nas mes e a:iias d- leile torna o
leite mellior; impede a carie e caieda dos denlos Uto troquen le desos d. preoliec.
Deposito: Pharmaola TntB*qB, 8, Plaoe de la Maadalelna, VAJtZX.
Em Pernambuco I FBAW M. ata HML VA t O, e nu prlnclptts Phtrmaciu e Orotarlu.
PERFUMARA 00 HUNDO n64*rfN
DCL.ETTREZ
64, 50, Ra Rlchar, 54-, 56
CREAgO PARZ NOVA
8EM
-*-
BXVAX.
fjjiYjSeta
SUAVIDADE
@CREME OiMHEOIA
SABOS'ETB, SXTSArrOl
AGUA DO TOUCADOB
POS de ARROZ
COSMTICO, BRILLANTINA.
OLEO, POMMADA, VINAGRE
^A Perturaaria OS M HE DI A assegura
Clientes f ibis
arinludt eiitna i (i um Igual
iltArio* an ftmamimm FRAN" M. da SILVA i O.
DAY& MARTIN
Forneoedoni dt Sua Majtttida a Ralnha da Intltttm,
do Enrclto a da Utrinht britannlea.
GRAIXA BRILHANTE LIQUIDA
G R AIX A past aUNCTU 0 S A
OLEO para ABBZX0S
EUdooflUBnseeJurlo siria manstsn caaa eosro
sto todas is tiran.
DRPOS1TO OKRAL KM LONDRIS:
97, Itlyh tlnlhnm. T
ta raruakoc* : FRAJI0~ M. IA SILT1 k 9*.
vsnnnnwwnnnffwyvy
*r*m*my*
IMHI-ttttmiltiUtlPtT Ti'if '
MORSONs PEPSINA
Htje dar sua recita du i 01 i '*) qk 7, levando a
acea o drama em um prologo e 0 actosO fiiho
do crime.
Alleiico
A viuva de Valdevhto, ii plvora, avisa ao
respeitavel publi u e espeeialmente aos seus fre-
Hi-zi'.s. que contina n i n esmo ramo de negocio
io seu nado marid para o que ti-tn um comple-
ta sortimento de fog^s. e tu do mais qr.e diz r< In
tivamente ao seu ramo de negocio. Apparrlbo
telepbonico369
Cosinbeire
: e agradara
PARA '*"MBATI>.J1 A
INDIGESTAD
Sob a forma do
FRASCOS, POS
a> OX.OBTTX.08.
VEMDE-SEni MUNDO INTEIRO.
PREPARADOS D|
Pepnina oraott
Muito recommenddit
pe'oj principis Medicot.
MORSON & SOR
Sodlhimpton llow, KusMll-^aua
LOMDON
Jl II IMI4li4ii
mniria ea Ptrnambuco : Fruc-M. ia SUVA a
PANCREATINA DEFRESNE
Adoptada offlicialmente nos flospitan ie Pars
e na Uannha Pranceta.
O mals poderoso d'entre todos o? agesrtes
digestivos OOnllCCldOS, a funrrratinit l)e-
frcBne emprega-se sempre com resultado
provado contra
Taatlo i Oaatrltra
MAs dlsjestSes I GastraJelaa
Z*la,tnlencio,B do eatomaao
Boianoleaclm apa as refcloSes
Vomitas determlnaaoa pala gravidez
Enfercnldados do Ugado
Tomada depols das refeicA-'S desperta e ezclta
oapputte dos convalescenles. cembale e delel
o eniagrecimento dos tsicos.
A /ncreoNo ftefrrsne om pi e em
fiiuliis veude-se em todas as phannaclas.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAJkUlAA
-
Dt FILL.'OL
UISTANTANSAp^. :rtt.
fi ua \<"-j. iciu piop.r*.*.
un htTafjaai
ijosltterl ta .Tariir:
la Pii--iaib^ix
J laialllli
BOHAI"V i'3- Id ..- c.tl.
oa iz* Bonmittva
. as
c-

Preciat.-se de um no Instituto Acadmico, ra
di Viaconde de Goyanna n. 153.
Caixeiro
Precisa-se de um meuino ; na ra de Doioiagos
Jos Marns n. 102._______________._________
Aos amantes da boa pinga
Opequeno annazeni de Jos Gomes Gancbea,
rna da Imperatris n. 26, acuba do receber do ul-
timo vaper o verdadeiro vinbo de pasto ; elle,
sates que se acabe. Telephone n. 268.
's i
iUCHU
ADEL
l*d TODA* AS
mmi&uWMaWki
"STSC1AJJUBIV1
Catarro clironico da sxiga,
'tarto o canal de uratra,
Molestias a arostata,
incontinencia da Urina, I
Arela na urina, etc.
SWANN, Pharmaceutico-Chimico, I
^
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L-*
1

r*
SKULSAO
DE
SCOTT
VE OLEO PURO DE
Fiffado de bacalho
COM
9>popbospiiilos de cal e soda
ApprAvada pela lunta de liy
giene e aulorisada pelo
governo
E' o melber remidi at h'je descoberto para a
tla>ica broBcblten. eirr>pbalaa. ra-
<-bltin. anemia, i ekilidadr *m (eral.
drflaioa. losse rhronira o xTevr;6t>!t
do pello e da garganta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalhio, porque, alen de ter cb.-iro e sabor agra-
daveia, poasue todas aa virtudes medicinaes e na-
tritivaa do oleo, alm das propriedades tnicas
reconatituintis dos hypophosphitos. A' venda na
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Francisco lanoei da Silva & C.
23-RA MRQUEZ DEOLINDA-23
Lindes de inglez
F. Lorar. tendo delib rado cuainar a tiogua in-
gli z- 10
hars da 8 da
aoite, em o Io andar do sobrado ru.i Primeiro
de Mar^u n. 18, salla de d-traz.
Caixa Econmica o. IOS
O Sr. tente
noel Jos de Castro
Villeia, 3juiz de paz
em Olinda, rog do
a vira cidade de Pal-
mares, satisfazer o que
nao de ve ignorar, era
poroito dias, j fazem
einco mezes.
EROCOE
3ER0CQUE
QFPOCniJ;
15, Bm d Pcitr:>, 15
PAFilS
fi&do bluyju
Ferrngiaosce Creosotado
hagciHiaUIIsjaMifj
commercia
Regnlaflor 11 \mk
Este imp tanto eetabeleeasIssBla *
f uidado em 18o9, est unqiesMaslo ajysaa raa
larga do lioaario n. 9.
O seu proprietario encasasspsoa Aa assjoiaarea-
tu dos relogios do arsenal ia amataba, a> consaa-
nliia dos tnlhoa nrbanoa do Bwfe OVnd* ena-
betibe, da do Recife Csxaaig, W eetrada e
ferro de Caruar, da corapnaibaa rorro earrl de
Pernambuco, da assosiacao oananteajaial benaAeHi-
te ". da estrada de f>-rro da Laaraso, ceroaio e
intelligentes e habis nuaHaves, ooaeerta a fc-
biica qualquer peca para lataai 4 ai^iaoassv.
de jk-.i'i i -, de torres de ijaa/s^ flaaaaaaaaValS Bta>-
ritimos (dando a marchis oasaa da asaa^a* %-
parelbos electrices tt iegra-otsasoa.
O mesmo acaba do receber variado sortimena
de rt-logirs amerif.nos quo ven le de 7f a 20
para parede, mesa e neepertadores do nikel.
Gontit'a a exerc r a sua prafiasSo, com zelo e
interesse de que sempre deu pravas ao respei
tare! publico e aos seus co'.legas, e vende forne-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabelecimnto se acha col-
lacado um relojfio, cujoa mostradores tambem po-
derao ser vistos pelos pxsageir- 8 da ferro-carril,
tendo aempre a HORA MEDIA DE^TA CIDADE,
determinadas pelas suas observu^-i-s astronmi-
cas, lina larga do Roario n. 9.
Antonio da Costa Araujo
Dlnrno e norlurnn
POR PEDRO MARA LIAUSU
KO COLLKOIO 11 DK AGOSTO R CASAS PARTirn.ARE*
Escrlpluraro mercanl
Curso easenc lmer.te pr tico de todas as I rn usae -
eies commerciaea c banearias, interiores e exte-
riores, ccnaiirnatoes, cambioa, etc.
Arithmetlea commerclal
Applicada especialmente a operad-oes comoaer-
ciaes e banearias e curso completo de eontaa cor-
rentea com juros por corrta e em participaeSe,
em diversas moedas, adoptadas pelo alto eomnMk-
eio e os bancos.
Calfltraphla
Cursiva, bastarda, redonda, allemo, gotl a.
lAlngna franceza
Corso theorico e pratico com todas as di.i tilda-
dos da syntaxe em 90 H$6ea. BnppJemente de
estudo sobre a syntaze, locuces familiar^-, ilio-
aismos em 30 1:.
Ao commercio em geral
Encarrega se de escripias
atrazadas, escripturaces de ca3as commerciaea
ede eacriptas de casas pequeuas ; abertur c ve-
rificac'ii'a de livros, balancos v inventarios, cor
reapondencia mercantil tb ilb a de contabi-
. dado e de calligrapbia, etc.
Para tratar, ra ta. loria ti. 95
Magnifica morada
Aluga 82 o 2" andar da caa n. US rus, da
Demingos Jos Martina, por detraz do arnazera
; do Carneiro Vianua, todo pintado e uaiado da
novo, muito fresco, com jaaellas do tres lado,
com commudos para grande familia, e por preca
rouit'- barato ; a tratar na ra do Marques de
Oiinda n. 51.
I
Sosqtie
Trapassa-se um kioaque bem localisado e
ffettao : a tratar na Nova Hamburgo.
Buhar
Vcnde-se um bilhar francez em perfeito estada),
com tres jigos ie bolaa e seis tacos : a tratar a
aotigo largo do Pelourinho (corpo Sar.t-i) n 7, as-
oript'irio.
Jardi
ineiro
Precisa-se de um janime n habilitad >para ten-
tar de jardim em um engenho perto da esti ada da
farro de S. Franeisct : a tratsi- nu rna eatr sita da
Rosario n. 8.
Fanla ften i MaraniT
I i"5Vende o Vascoucallos i roa da Aurora n. 8,
corram a ella !
Tricofero de Barry
Garante-so que faz naa-
cer ecreucer o cabco ainda
aos maiu calvos,
tinha e a caspa e reniovo
todas as impurezas .'.o tas-
co da cabera. Poaiti.u-
mente impedo o c:-.
de cabiroude embranquo-
ecr, e tnfidliv
torna espea loi

A jri? a riorlda de Barry
... a formula
iX osada pu'o inventor e:i
13"'J. E' o nico porfarae n
. tapprovacaooficial de
nai <' i n I i azea
madatta
o dora o
maia rica, suave e deliciosa, B'
muito mais lina e delioada. E'
..el no
!enc;o. doM v refres-
cante no bao ::o do
lente. E' oapecifleo contra a
fronxidao a Cura a-i
isocos e oa
deflnirnB
larope le 7ia ie Renter No. 2.
IcMuino Ferrelra da Sitan
Os filhs e irmSos de Jesuino Ferrein; da Silva
sinceramente acradeeeoa is pessoas que ?c dig-
naram ac'impanbar os seus reotos mortaes ao ce-
miterio publico, e de uuvo as convidam assisti-
rem as mis as que mandam celebrar no dia 25
do corrate ui"z, stimo do seu falleci.nvutn, na
matri de S nto Antonio, pelas 8 1/2 borai da
manha, pelo que desde ji se confessam r.conhe-
cidos.
f
Iabel Ramos de Senna
Antonio Juventino de Senna, Francisco Eloy
Verditt, Marianna de Souza e Maria Franeisoa
'de Alcntara, esposo, sobrinhes e prima da finada
Isabel Ramos de Senna, convidam a todos os pa-
rentes e amigos da finada para assistircm as mik-
aas que mandam celebrar pelo seu eterno repjuso,
no da 24 (segunda-feira) ia 8 horas da manha,
na raatris de Santo Antonio, stimo dia da
seu fallecimento, e desde jsemostram agrade,
idos.
AKTTO DB SAL-O. DBPOIS DE CSAV-O.
Cura positiva o radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas.
ASec^oeB, Cutneas e ns do Couro Cabel-
ludo oomperda do Cabello, e do todas ae do-
encas do Sungue, Figado, o Kius. Garant-ao
que purifica, enriquece o vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro.
Sabao Curativo de Reuter
Candida Rota Barroso
Francisco Geraldo da Silva Barroso, sua mu-
lher e filha, agradecendo cordiaimente aos seus
patentes, amigos e maia pessoas caridosas que
assiatiram os actos religioios que t;veram lugar
ao dia 19 do corr.-nte na igreja de Xossa Seuhora
da Peohf), por alma de sua estremecida e nunca
assAs chorada inat, enaltada fia, Cundida Rosa
barroso, e acompanharam o u cadver ao oemi-
terio publico ; de novo es couvidam para assist-
rein aos tficios e missas do stimo da, que sa
celebraro na merma igja de Noasa 9nh ira da
Penb:i, no dia 24 (regund i-feira) pcia 8 iuras
da mmihii ; profesando desde j por on* esas
teto pjpdrao a ana eterna gratidao.
Rquiem
!
Para o Banho. Toilette, Crian-
fas e para a cura das moles-
tias da pe le de todas as especies
e em todoa os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da STa & C.
Segunda-feira 24 do eorrente, a 7 1, 2 horas da
_ah3, ae celebrara na igreja de Nos8a Senhoia
da Gloria, urna missa pelo eterno reponso d'ahna
de D. Varia Jnaaqli a de .i'ifcnirncr-
Ii_ell*a, stimo dia de seu pasL-ameuto,
para assistencia da qnal, sao cOLvidados seus pa-
rentes e conhecidos.
lonti amonio da Silva
Oa irraaos, cunhadoa e sobrinbos de Jua Anto-
i 4a Silva, mandam celebrar algumas missas aa
aatris da Boa-Vista, terca-teira 25 do correnta,
ia 8 horas da manbS, em sufragio de sua alma,
e para esse acte convidam seus parentes e amigo
do finado.
-
i
v

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L
I WT1UBI ]
su
uPEn





11
Pee-hinchas para acabar!!!
Otario de PeramtrocoDomingo 23 de Maio de 1886
Preesa-sc de nin
nio de
paramado, dando fia
dor sua conducta; no
3. andar do predio n.
42 da ra Duqie
Caxins, porcuna da tj
pographia do Dia
e 320 rs.
fe
O Muzcu de Joiaa, ra do Cabug a 4,
p lio ultimo vapor francs um apliadian ona-
ato. Presos muito moderado*. __
01 va tf ne de Caiias
Fustfte a* caree para vestidos a 240
10a 1*V aiMMf' '"*'*"' ** curas, 200 e 240 rs o dito.
Sargelin diagonal de todas as cores, 240 rs.
dito.
Atoases do seda dem dem, a 360 e 400 r.
A.
La ova aelinhas, novidade, 560 o 7 rs.
dito.
Setiuetas superiores, fatenda de 600 rs., para
liquidar a 400 rs. o dito. ^,
Damasooe superiores, duas largura, 1*80
Sio.
Pupelina branca de teda, 480 rs. o dito.
Botina awujaode todas as cores, 800 rs., 1400,
1|900 elaUOl o dito. .. ______
Velludhos de listrinhes, novidade, 1*409 *
Ao publico
Antonio Butelho da Cmara, toad*
tro de igual no?, desta data em di
aar-se-ha Antoaio Botelbo da Cenara
Afogados, 7 de Maio de 1886.
Miflaica i iscriftiri
L. E. Rodrigues Vianua inudou aeu eeeriptori
fl'advi'KHcii para o 1" andar da ra larga do
sarta 11. 10.__________________
Eifospii Ciral
Biia larga do Rasarla *
Botos de cores.
Lequea a regatas.
Ditos D Joannita.
Bicae sones para presentes.
Fitas para fachas n. 80.
Dauu'ao Lima 4 O.
lst.
HovLjstmo compendio de sortee era versos
Si festejadas noites de Santo Autrwio, J
*Pedro, contendo urna escolhida colleafSD
as de prendas e poesas.
Preco1*000
Livreria Universal, fu do Imperador n. 52
Sedas japoneses, 4 rs. o dito.
Esguio para casaquinhoa de senhorae, a 44 e
4|500 a peca.
Bnm pardo fino para vestido, 500 rs. o covado.
Faitee ae uovoe gostos, a 500 rs. o dito.
Camisas para asnhoras, as maie lindas quo tesa
viudo, a 4*500 e 5*.
Keiae rquissimae. para todos oe preco.
Cortinados bordado, 6|f)00 e 9* o par.
Unaruicoes de crochet para cadeire e atf, a
90990.
Camisas francesa supenore, a 90f e M*.
Bramante de algoda >, o melhor quo tem rindo,
1*500 o m-tro.
dem de linho paro, 2* o dito.
Colchas de coree, franoeaae, 1*500 o 2* ama.
Lencea de bramante muito grandes, 2* no.
Cobertae de ganga, ideas idem, 3* urna.
Meias arrendadas para aenhora, a 8* adaaia.
dem cruae, idem, 8* e 12* a duna.
dem inglesas para homem, 3*500, 4* o 6* a
ia.iv
(Jeroulae de bramante bordadas, 12*0X! 19*
a dnaia.
Lencos de linho a 3* a duaia.
Caeemirae de cores, inglesa, 1*401 o 1*999 o
aovado, com duas larguras.
dem pretae diagoooes, 1*800, 2* e 5*409
ovado. ____
Corteo de dita do ooree, propriaa para 10Termo,
fca S*590 e 3*.
loom inejlesee, euperioree, a 4*500, 5* o b*.
Cartee > rusti para oolletee, lindos deoeoboo,
a 2*500 o 3*.
dem de gorgorao preto, a 2* para acabar.
Deposito do algodoee, tanto Dacionae oorao ea-
etanareiro, suporiores madapoloes, brina, caaeari-
a de toda qualidades, cherioteo o merias
para luto.
Vendas eaa groeeo, deocoato da praca.
1
O Sr. Francisco Alves da Costa, commandant*
da ura dos vapores desta compauh'a I rogado i
roa de Marques de Ohnda n. 50, afim de
certo negocio que no ignora.
vir i, rm
abluir
11
(Ualeira a vapor
Supriinento para o vapor Jof tJJrvoc
H. 927:170
O 8r. Franico Aiva da Oota, oosni
do vapor Jaguaribe, pela guada veo
vir raa do Marque* de Olinda n. 50, ar
prlmanlo ao numero cima. Pedo-te ao
garrote providencias a respeit.
>.
digno
Leonor Porto
Bata o Imperador 4*
Primeiro andar
Contina a executar os mei diffloeis
figurinoo reoebidos de Londra, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costara, em bro-
vidade, modicidade em presa a ano
gosto.
Flulas pirggtivas e depurativas
de Campanha
Islas pilulas, cuja preparacao a pusaroeate va
jetel, teem sidj por maie de 20 annoe sproveHeA
i o melhores resultados nae seguales mote-
: afleccoes da pelle e do figado, sypbilis, boa
escrfulas, chagua inveterados, ervaipela o
aoasrrhaa.
MurJo de unsl M
Gomo purgativas: tome-se de 3 a 8 por ala, W-
ondo-se aps cada ddse na pouoo d'agaa adooa-
da, cha ea caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilla aojantar.
Iotas pilulas, de invencSo dos pbarmacenticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridietum do
8r. medios para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, por sorem um seguro
parra tifo e de pouca dieta, pelo que podem ser
miadas em viagem.
ACflAM-SE A" VENDA
ftm iIi-oksii i de Farla xobrinUo 9 C.
41 BA DO MRQUEZ DE OLIVDA 41
&
Cirniro di CanhaiC
1 de Ca*la
a
Avise
O procurador Borges Tavora pode ser procara-
4 em seu escriptorio n. 50, a roa do Queimaae.
onde csteve o directorio liberal._________________
issucar especial
Joaquim Salgueiral ft C, propritarioe da refi'
n*cio ra Direita n. 22, tendo reformado com-
pl. tamente o seu estabtleciment, scientificam ao
publico em geral e especialmente ao commercio,
que teem sempre um completo sortimento de assa-
oares, tanto em carooo como refinados, de 1', > o
3" sorte, e especial refinado com ove, o melhor
Se se encontr no mercado, e podem de prompOa
Sataoor qualquer pedido que Ibes seje feito, pono
para iso teem sempre um grande deposito. Oa-
rantem a boa execucao e Timpeea do sena pro-
doctos.
Namero telegraplilco
Cosinheira
Precisa-s de nma cosinheira : na rna de Pay-
mdn n. 19, Passagem da Magdalena.__________
A Revoluco
0 48
rae Dnqw 0V0 Gaxiaa roduaio as vasdao
e 36 0$ da menoB do aeu valor
Tcr para vrer
Betin oaaoo a 800 rs. o covado.
Merino de boli-has JO re. o dito.
Lindes alpacas de cores 360 o dito.
SetineUo lisas 4 400 rs. o dito.
Ditas eoeosoeeas a 440 o dito.
Chito finss moderaos a 240 e 280 o dMo.
Cretoooo finos a 320, 30 e 400 rs. o dito.
FueteV breaoo a 400, 440 e 500 rs. o d:o
L1000 braaeo a 500 r. o dito.
Mariposas fioas de coreo a 240 o dito.
Linho eecoeoeoeo de quadrinhoe a 940 ra. o sata
Renaa da China i 240 re otdito.
Seda de listraei 1*000 oflito.
Damasco de coreo a 500 rs. o dito.
Brim pardo liso 4 900, 360, 400 o 509 so. o
Ver bu tinas de todas as ooree a 1*000 o dHo.
Fictrds a 1*, 2*, 3*, 4* e 6*000 osa,
Caeemira inglesa do cor a 3* o 4*000 o
Dita diagonal a 2* e 2*500 o dito.
Dita de oores a 1*800, 2* o 2*400 o dio.
IHanella americana i 1*200 o dito.
Toilette para baptioadoo a 9*000 ara.
Ponhos o collarinhos para aenhora a 9*009.
Eeportilhos de ceraoa a 4, 5, 6 e 8*000 na.
Lamiese bordada do liohp a 30*000 a doaie.
Camisa para seohora a 80*090 a dita.
Ditaa de moa a 800, 1*000 e 1*400 a
Timos para meninos a 4*000 asa.
Casaooo de lsia 12* nm.
Bramante de 3 larguras a 900 ro. a vas*.
Dito de 4 largurao a 1*200 a vra.
Leos otan barra a 1*290 a dusia.
Ifojfoo broncos a 1*800 e 2*000 a dasta.
Lenooo debrasaante por 1*800 asa.
Corteo de caeemira de cor a 3*, 3*500 o 44
Toalhas felpudas a 4* o 6*000 a dusia.
Ditas alcochoades de 20* por 12*000 a daa.
Meias para hornero do 8#, 41, 5* e 6*000 a dosia
Meias para senhora i 3*, 4*/ 5*, e 6*000 a dota
Colchas brancas o de core a 1*800 urna.
Colchss bordadas a 5*000 e 7*5 O.
Cobertae forrada* a 2*800 e 2*900 nma.
Mdapolo gema e pelle de ovo 6*600 a peo.
Rodeo hamburguesas a 10*000 urna.
Brim trancado a 700 rs. o oovado.
Cambraia de forro a 12*000 a poca.
Zefiros liso a 120 o corado.
Cortes de casineta a 1*000, 1*600 e 1*800 ano
Anquinriaa a 2*000 urna.
Km vista do grandes progressos da idea
civiltsadas, o commorc
Viagens ao centro
De Olinda parte todos oe sabbados, s 4 horas
da tarde, para Itamb por Iguarass e Gojanna,
nma diligencia: passagens a tratar na ra 1 de
Marco n. 1, no Eecife. Viagens avulsas em qual
qaer dia, e para qualquer parte a trata no mesmo
1 ngaf-_________________________________________
Aos dosMes os os
Cura certa em 48 hora das inflamacSes
recentes dos olhoa, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega este poderoso colyrio sempre com
andes vantagens, nas seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas, cob-
junctivites, etc., etc. .
Deposito eral, na drogara de Faria feobrinho
^ a. ra do Marque de 0*da n. 41.
Para informacoes, sedirijiim a*""" aafjttl
Irial ra do BarSo da Tioaoria n. 7, oa A ras*
dencia do autor, ra da Bandado n. 4.
Camisas naeionaes
A ZAaOO. 80VOOO e 8500
32^; Loja a ra da Imperatriz = 32
Vende-se neete novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanta de aber
tura e panhos de linho como de algodo, pelos
baratos preco de 2*500, 3* e 4*, sendo tasenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito maie bem fritas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiru, tamben.
se manda faser por encommondas, a vmtade dos
fregueses ; na nova loja da ra da Imperatris n
31, do Ferreir da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
I Ra da laaperaarlz = 8.
DE
FERREIRA DA SILVA
Neete novo estabelecimento encontrar o reo-
eitavel publico um variado sortimento de tasen-
as de todas aa qualidades, que se vendem pe
rocoe baratieeimoe, assim como um bom sorti-
ments de troupes para homens, e tambern se man-
da tuser por encommeodas, p r ter um bom mu-
ir altaiate e completo sortimento de pannos finos,
oaoetniras o brins, ote
-as
-a a
lmaerairla
Loia de Partir da Suva
Neete estabelecimento vende-se aa renas aba
xo mencionadas, que sSo be- i .u.ae.
Palitota pretos de i t aiagonaao e
aoolchoado, sena taseooas muito cn-
corpadas, e forrados **00C
Ditos de casemira preta, de oordao muito,
bem feitoe e forrados 10*000
Ditas de dita, fatenda muito melhor 12*001
Ditos de flanella aaul sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados 12*0w
Calcas de gergoiao preto, acolchoado,
sendo fasenda muito enoorpeda hfM*
Ditos de casemira de coreo, sendo muito
bem feitas 6*6*
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas 8*001'
Ditas de brim de Angola, de muleekim e
de brisa pardo a.2*, 2*600 o 9*VXX'
Oeroulas de groguellas para horneas,
sendo muito oem feitas a 1*200 e 16*C
OolletuMm de greguella muito bem feitoe 1*09?
Assim como um bom sortimento de leos de
linho e de algodfio, saeiae cruae e collarino*, ete
lato na loja da ra da Imperatris n. 3i
Pinho
eriga
Vende-so em casa oe niatneus Austin j G, 4
roa do Commercio n. 18, 1 audar, da melhor
qual i dado e diversas dimensdes. ^^___
Cidadeda Escada
Vende-se nesta cidades as propriedadea abaixo
soencionadas, um sitio denominao Buraco fundo ou
Jaguarainha, a 500 kilmetros de distancia do
centro da cidade, com 11 casas de taipa cobertae
detelhas para aluguel, e um* dita muito boa per-
tencent ao meamo litio, com urna grande baixa
de caplm, cam terreno para plantacio, e j parte
plantad com lavoura, fructoiras e tres mil ps de
caf, j pegados ; urna casa de t jo I lo com forno
para padaria e urna fraude estribara, tambem de
tjollo, na ra do Bario da Lseada n. 17, urna
grande cusa de tijollo, a rna da Barra n. 60 ; urna
dita a ra do Dr. Jos Cndido Das a. 17, de tai-
pa ; urna dita a ra da Matris n. 45, de tijollo ;
e outra a ra do Curral, tambem de tijollo e pro-
prias para familia, e com 100 palmos de terreno;
o motivo da venda o proprieturio ter de retirar-
se do lugar ; a tractar com o abaixo aasiguodona
cidado cima, ou nesta praca com os Srs. Andrade
Lim.- & Irmao, a ra do Dr. Feitoea, n. 4 A.
Koroio Populo de Andrade Lima.
Cofre de ferro
Vende-ee um cofre de ferro do duas portas, no
caes da alfandega u. 7, armasem da esqaiaa.
Fumo do Para
Vende-ee na fabrica Vendme, em latas de 50
e 100 grammas, a 500 r. e 1*000 a lata, espe-
cial.
Rus do BarSo da V ictoria n. 30.
Fruclas maduras
Vendse diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, sapotee, e outras muitaa : ao
! largo de is. Pedro n. 4.
Cabriolo!
Vsde-se por baratieeimo preoo e em maito aeni
eetatdo um cabriolet do dous aesentos, quatro ro
s!as e arreios para um cavallo ; a tratar na oo
cheira do Candido, ra da Roda.
MsSs TarioV LIQIDAQXO DE CHAPEOS PASA
m too ra. o covado
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vendem o
riscadinhos proprioo para roupas de menino* r
vestidos, pelo barato preoo de 200 rs. o oovadt-
tendo quaai largura de chita francesa, o asir
como chitas brancas sniudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 re., pechincba
loja de Pereira da Hilva.
Fsaaadea. etlaeuw e l&alnkaa a BO'
ra. ef
Na loja da rna da Imperatris n. 82, veado-
um grande sortimento de fustoeo branooo a 8**
rs. o covado, laainhas lavradao de furta-oorea
fitaenda bonita para vestidos a 500 rs. o oovade
a setinetae lisas muito largas, tendo de todas a.-
oores, a 900 rs. > oovado. pechiaoba : na loj
do Pereira da Silva.
serla** preto* a I 9
Vende-ae merinos pretos de duas larranu parf
vestidos o roopas par meninos a 1*200 o 1*80
o covado, e superior setim preto para enfeites
1*500, aooim como chitas pretos, tanto lisas coor
de lavoureo branooo, do 240 at 320 rs. ; na nor>
loja de Pereira da Silva roa da Imperatriz no
mero 32.
ll|.Siosl*ho fraore atara leae*e.
a 990r.. 1# e l*00
Na loja da ra da Imperatris n. 82, vendo-*'
superiores algodSosiahos franceses com 8, 9 e K
palmo de largura, proprios para lenoeo de a*
s panno pelo barato preoo de 900 rs.'e 1*000 i
metro, e dito trancado pa-a toalhes a 1*280, ao
sim oomo superior bramante de quatro largr*<
para lenooes, a 1*500 o metro, barato ; na lof
do Pereira da aiilva.
loipi pira aeiiBOs
A 4*. 450 e
Na nova loia da ra da Imperatris a. 39, a
veade uta vanado sortimento de vestaarioo pro-
prios para meainoe, sendo de palitoeinho o alo
"ha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, diksr
de saoleoquim a 4*600 e ditoa de gorgorao nrott.
emitando caoemira, a 6*, sao muito barato ; m
loja do Pereira da Silva.
Cmi ni
Toado-oe asa eart* amanoano ooa qaatto as-
oeatoo e arreioo pasa na avallo ; a tratar na na
da Boda n. 46.
Veade e pelo *>*f ft pre
eos e 9*Vot> at o#oo. a
ri do Crespo
He|9iell9ia.
91. 19
aoljtaaa
Exeellente casa
Monteiro
Teade-oo ou arrenda se snnualmente asaa boa
oaea com bastantes oommodoe para familia, tendo
agua e gas encanados, com um bom quintal todo
murado, ceso algumas arvoree fructferas o com
sabida para o rio, por proco muito lasoayel : quem
precisar dirjase ra Duque d Caxiaa a. 11T
que achara oora qaem tratar.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este exoellente Whisky Esoeeeee pretorlv*
ao cognac ou agurdente de canna, para fortines
o corso.
Vendo-se a rotalbo noo Inores rmaseos
SMlhsdos.
Pede ROYAL BfcEND maro* VlADO cajo ar-
ase o emblema 4o registrados para todo o Beaai)
BROWNS c C, agento
Canoa
Fazendas brancas
SO' AO NUMESO
4o raa da Imperatriz d
Loja do barateirot
Alheiro t C, ra da Imperatriz n. 40,5 ven-
dem um bonito sortimento de todas estts fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de preoos,
A SABER:
Algod&oPeca' godaorinho com 20
jardas, pelo". tprevos de 3*800,
4, 4*500, 4* 0. bf, 5*500 e 6|60(
MadapoloPecas de madspolio eom 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Camisas de meia com listra, pe'0 barato
preco de JjJ
Ditas branets e cruae, de 1* at 1*800
Creguella francesa, fasenda muito encor-
pada, propria para leneoes, familias a
ceroalas, vara 400 rs. e W0
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
a 1*200 e 1*500
Colletinhos da mestoa 800
Bramante francs de algodio, muito en-
cornada, com 10 palmos de largura,
mitr'> 1*2
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 2#A
Atoulhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro lf 809
Gritones e chitas, claras e escaras, pa-
drSes delicadoe. d 240 rs. at 499
Baptista, o que ha da mai delicado ao
mercado, rs. 900
Todas estas fesendaa beratissimar, {na oonhecida
loja de Alheiro & C, esquina do beeoo
dos Perreiros
Algod^ entestado pa-
ra en^oes
A SO*> ra. e lOOO o metra
Veade-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
a .rodo para leneoes de um s panno, com 9 pol-
n s de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
1) KO o metro, assim com dito trancado para
(has de mees, com 9 palmos de largura a 1*200
etro. lato na Uja de Alheiro 6t C, esquina
eoco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200,1*400, 1*600, 1*800 e 2* o oovado
A heiro & C, a ra da Imperatris n. 40, ves j
desn muito bons merinos pretos pelo preoo acim i
dito. E' pechincba : na loja da esquina do bee-
oo di s Ferreiros.
fispartllkos
Na loja da ra da Imperatris n. 40 vende-se
muito bon espartilhos para senhora, pelo preoo
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro 4 C, ra da Imperatris n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com ov padres mais deli-
cados para oostume, e vendem pelo barato preo*
de 2*800 e 3f o covado ; assim como so encarro-
gam de mandar fascr eos tu mes de casemira a
0, sendo de paletot saoco, e 35* de fraaue,
grande pech-neha ; aa loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o ooTado
Os baratoiro da Boa-Vista vendem ama grande
por;o de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 89P
rs. o aovado, grando pechincba ; na loja da es
quina do becco dos Ferreiros.
Bordadaa a lOO ra. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pro-
co de 100 rs., ou em cartio eom 50 pocas, orti-
das, por 5f, sproveitem a pechincba ; na loja da
esquina do beco do Ferreiros.
rastoes de setlneta a rs
covado
Alheiro A C. i ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortimento de fustaes branooo paie
baratinho preo de 400 e 500 rs. o oovado, aseim
setiaeta lisa, tendo de todas as oores a 500 rs. o
Aovado ; na loja da esquina do beeoo dos Fer
reir.
as
a
o o
do
Casa em Afogados
Vende-ee urna casa aa rna 4o M*ta*sBaOAfl.
, com 2 salas, 2 quartos, oatiaaa tara, qajVe
cacimba, em chao proprio : a tratar aa saadMa
Independencia n. 40.
Aol3 "~
Bonitos saojM do (asa para ion hora,
8* o 10*.
Ditos de setiaeta, de 1*500 a 2*500.
Ditos de papel, de 300 rs. a 1*.
sEaa eonalnaaeio
Cintos de couro a 1*500 e 2*.
Babad bordado largo e wtroiio, a I
a peca-
Chapoe para baptisados, de 1*900 a 8*.
Ditos do palas para oriaaoas do 9 a 4 esBs% a
9*500.
O Pedro Antaac-s k C. i qacm tom aaaa Bjpj-
dacao.
Belleza, frescura, juventude
r* branca dea Oraeea para aaVa-
clar a selle
Estes pe, de en* fineta extrema, aB
e preparado para aiormosoar a sollo, i
ral-a.
A* venda, ea casa do Podro Antuaos 9\a*au
do Duque de Caxias n, 98.
Igaatmente o bem conhecido loita do rs
extinguir as espinbaa e pannos, os mais i
sos inimigos de urna sssetinada fase,
lhe a be Ilesa antiga.
Aon altima analyse eri bom nio ta|r o
reme rosado para c labios 1! 8 a Nova ^**"
ranea.
6 til e agradavel
Paaer in delicado Irabalho da crooaat djjs os
novellos de la e seda do divarsas olres, faOBjaS
o Pedro Antunes t C.
Linhos de diversas ceras, dita brasa 4a aja
para raacr trivolit, medalhro, transa boas dBBaV
eida para o mesmo.
m bonito desenao colorido para mata Id**
almofada.
Ao 63Ra Duque de Caxiaa
O lempo proprio
Bos meiaa de l para homens e senheasa, af
de dita para quem soffre de rheumatism.
Aa eaBlaa Buojue de Caxiaa
-v
Cabriolet
Veede-se um era perfeito estado o
eommcdo; & tratar ns ra Duque de Casaos
J'
Veado oe ama caaos em perfeito estado
tratar na rae da Ponto Velha n. 118, sobrado.
Plvora
Veade Gandido Thiago da Costa Mel!. aa Be
_ psito a ra Imperial n.
bem vende tijoloo e telhas.
deposito 4 ra Imperial n. 322, olaria, ondotam-
, .:,.. Telephoao n. 991.
Taverna
eade-*e ama tavema be loesliaada, oosn pon
ooo fundos, propria para principiante, tea oora
modos para morada: a tratar na raa do Bom
Ooeto n. 40, oonfroate a oapella do Santo Amaro
das Bausas.
Taverna
Vende-ae a bem afreruesada taverna 4a na
larga do Booario n. 1, propria para principiante
por ter btn* oommodo ; a tratar na raa larga de
Rosario n. 14.
Carroea eboi
Vende-s urna carroca de duas todas, pvopria
para boi e cavallo, e nm bonito boi maito aovo e
manso : para ver e tratar i raa de Pedro Affonio
' n. 68, antiga rao da Praia.
o
GRANDE
JillAPl
NA
Eipnsif-o central mlarpt
Rosario n. *8
Daniie Lima A C, nio podando asa
grande quantidade de moreadoaiat,
anda ama vez convidar a Exatas.
repeitavel publico em geral, qao oom
gera perder eu tempo, faaoado i
xpaaleAa Ceatral
Peca de bordados a 900, 400, K o 990
Punhos o oolarinhos boroado* pasa anal
1(000.
DiU dito lios, 1*500
Ditos para homem, 1*500.
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
Invesivf is grandes por 320 rs.
Lacos para senhor.i por 1*500.
Macos de ti para bordar, 2*800 o 3*
Luvas de seda arrendadas a 2*900.
Ditas litas, 9*200.
Ditas de fio de Eecostia, 1*000.
Broches para eenhora (modernos) 1*590.
Um par de meias para seahssa (a* da
900 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 r.
Dito idem (fio de sed) 1J*J0.
Dusias de baleias a 999 rs.
Carretela de 900 jardas a 99 rs.
lf etros de arquinoas a 160 190 rs.
Um par de fronhas do labyrinlho, l*AO0.
Macos de gramprs a 90 ra
Metros do plisss a 400 rs.
Lindos pasaarinhos do seda para
senhora, de 500 rs. a 1*000.
Um pente com insCTipoeo nata sana**, Id.
Um leque de 16* per 9*.
Brinquedoa para erianoas, Uqaaa da atada. n~
ta, bieo de linho, quadro para toan
tspartilhos, bieos, galles, franjas ata
entres muitos oojectos do phantatia par SBt*9
sem oompetencia: na expotiojo Oaataal, w^aa
larga do Rosario n. 38.
m
VEHDiS
Vendo se portos de ferro, gvade
ita cima do muro, baado** d* tea pata pat-
io exterioms, de arcos, bandeiras de ferro para
aortas interiores de toaas as qualidades, ga ;
nheiroa de ferro, carroca para bois e cavallos,
arrinhos de mao e rodas para carroces, por pre-
oo commodj : nj largo do Forte n. 4, dfficina de
ferreiro.____________________________
Veude usa asoollente toverna no larg
da Santo Amara das Salinas, rm frente para a
astoa d* Limoei'o, propna para qualquer princi-
piate : a tratar na mema.

d que
se gmrism as iaacoes
sa acasanaaBa ate progreeso, visto que 4 ella
" r.t_ii i, siossoato do engrandecuaeato aae
: ^BJamalaV'^frAO** C.
1 Roa estteita do Boaario 1
Grande sortimento de gneros aoteatid**, os -
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os aeu numerosos
fregueres. Lembramoo, poia, o proverbio :
Quem nao experimenta, alo sabe.
Venham ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minea
Fiambres ingleses.
Chocolate francs Menier.
Dito do Maranhlo.
Fructoo seceos, eomo :
Passas, amendoas, figos, etc.
Ditas naeionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha ingresa.
8emeates novas de borialiaas.
Especialidade em
Vinbos finos do Porto, Madeira e Staery.
Ditos de Figoeira e de pasto.
Cognac dr diversos autsres.
Vinbos torneos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qnadrdes.
Champagne.
Cervej de diversa marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacates.
Cha verde e preto.
Dito perol.
Eepecialissimo matte do Paran, em p*.
Ainda mais :
Ovas de peixe.
Bardinhas de Lisboa em Balmoura. ...
Vendem Martina Capitio ft i\ rna oooreita o>
BBari A08 AGRICULTORES
Fonnicida capanema (verdadeiro) para exne-
t5o completa da formiga saura. Vendem Martin
CepitSo & C, ra estreiu do Rosario a. I.

DAS

Engenho venda
Vonde-e o engenhj Murici, com safra ou im
ella, situado na freguezia da Escada, distante da
respectiva estaco um quarto de lego, podeudo
dar se caminhos por dia, moento e corrale,
tem duas casas grandes e duas pequeas psra mo
rada, e outra para farinha com sua pertencas : a
tratar na ra do Imperador n. 65, 2- andar.
CORRE M DIA 2o DE MAIO


\
O portador que possuir um vigsimo desta kupoc-
te lotera esta habilitado a tirar 10:006^000
Os bilhetes acham-se a venda na Gasa Feliz, prapa 37 e 39.
Independencia ns.
Corre no dia 25 de Maio de 1886, sem falta.
1
jiawn



8
^
Diario de PcrnantbucoDonngo 23 de Maio de 1886


i
.






ASSEIBLEA fiERAL
exado
ofqna sesso em 13 maio de 1886
COKDB/DE
PRKSIDEHCIA DO SR.
BAEPENDY
Occurrencias de lacarat
(Concluso)
O Sr. JoSo Alfredo uin dos argumentos
pe apresentou em favor de Cavalcanti foi
e5a: porque nao perseguiram esto ho-
tsm, que estava defronte de Tacaratu',
ean lugar conhecido, ao alcanoe de qual
^er autoridade, vtvendo puolicamente?
E, noste ponto, nao pode deixar de la-
Dentar que o nobre senador, querendo ac
e*ar o teneute-coronel Cavalcanti, langas-
Be sobre outro sea comprovinciano, muito
digno, urna accusago de que, est certo,
S*. Exc. se ha de arrepender. Disse S.
Ejlc. que o tenente coronel Cavalcanti nun-
ca foi perseguido, porque o juiz de diroito
de Tacaratu' era o Dr. Antonio Domingos
Pinto, seu amigo, e, quando sahio de Te-
e*atu', nao foi perseguido na prevneia
4*b Alagoas, porque, para a comarca onde
efe so refugiou passou a ser juiz de direi-
to- o mes no Dr. Antonio Domingos Pinto.
As injustigas tem estes encadeamentos
Batees: o nobre senador quera fazer urna
victima e fez duas. O Dr. Antonio Domin-
gos Pinto um homem que nasceu,
et*ou-se, educou-se na cidade do Recife
dbaixo das vistas dos seus comprovincia-
nos (apoiados^, muito conhecido de todos,
ailiexerceu honradamente os seus primei-
ro* cargos; foi depois no meado juiz de di-
roito de Tacaratu, onde nunca se levan-
tai accusagao alguma contra elle ; passou
em seguid* para a comarca do Paulo Al-
fonso, o que o digam os homens de Alagoas
-lhe foi feita qnalquar censura.
O Sr. Paes de Mendon$a: -E' magis-
trado muito distincto.
O Sr. Joo Alfredo continu'a, dizendo
ff*e elle e hoje o chefe do polica de Per-
nambuco, e qua todos o conhecem como
homem serio e honestissimo.
Entretanto, observa o orador, para se
der que Cavalcanti deixou de ser perse-
apido par motivos menos explicaves, andr-
ina-so que o*Dr. Antonio Domingos Pinto
6 um mo magistrado 1
O Sr. Luiz Felipe: Eu nio disse
m : notei apenas a coincidencia de
elle sido juiz de direito as coinaacas
ajue Cavalcanti resida.
O Sr. Joo Alfredo responde que
aner dizer o mesmo. O Dr. Antonio
paro na
c5as, diz que nao se pode admittir que o
Dr. juiz de direito da comarca, com mil
meios do se livrar da coaccao, em que so
diz que estar, fosse comprometter os seus
crditos do bom magistrado, concorrendo
para a absolv gao escandalosa de um gran-
de criminoso. O que se deve orer que o
Dr. Leite, o juiz de direito de Tacaratu re-
conheceu que o tenente-coronel Cavalcante
era victima da perseguido de inimigos ran-
coro8os.
O Sr. Luiz Felippe : V. Exc. pie
requerer, se quizer conhccerjd'estes factos,
copia das reclamages que elle dirigi ao
presidente de Pernambuco.
O Sr. JoSo Alfredo quer todos os es-
clarecimentos, e espera que elles hilo de
vir ao Senado.
Mas, pareceu ao orador que o nobre se-
nador pretender justificar a sua posico
lavrando a conderanago do tenente-coronel
Cavalcanti, som mais apello era aggra-
vo, por meio de um documento decisivo.
Mas qual foi a prova esmagadora que
?. Exc. apresentou ? tJontra todos os fun-
damentos que o orador allegara em favor
do tenente-coronel Cavalcanti, o nobre se-
nador por Pernambuco exhibi um artigo
anonymo de kid jornal poltico, em que se
enumeravam todos os grandes crimes do
tenente-coronel Francisco Cavalcante de
Albuquerque.
E8.se jornal, que resurge agora cora o mes-
mo titulo e com os mesraos redactores, disse
outr'ora do nobre senador e de toda a sua
Ilustre familia consas muito peiores do que
boje diz de Cavalcanti.
O Sr. Paes de Mendonca : Apoiado.
O Sr. Luiz Felippe : Mas nao provou
couaa alguma.
O Sr. Joo Alfredo pergunta se ,
pois, com essa prova que o nobre senador
qucr sustentar a afirmativa de que um ho-
mem que o orador defendeu um grande
criminoso, o que escandalisa o defendel-o ?
Elle accusado exactamente no mesmo lu-
gar e pelas mesmas pessoas, e onde e por
quem o nobre senador e toda a sua Ilustre
familia soffrerara as maiores e mais pun-
gentes accusaco'ei. Nao tremeu o nobre
senador quando exhibi aquello papel para
condemnar um seu comprovinciano ? O
orador no o esparava
O Sr. Luiz Felipe: Eu nao apresen-
tei aquillo como prova nica; fundei-me
em factos que sao rauitos conhecidos em
as" Pernambuco.
tei-
em
1SS0
Do-
0 Joao Alfredo pergunta como quer o
nobro senador que so acredite as aecusa-
cos que fazem ao tenente-coronel Ca-
valcanti, quando por motivo da ultima elei-
I c.Io, somente pelo crime do parentesco
13. dis
xniugos Pinto porem, um magistrado do orador com o candidato pelo
som nota, e no haveado ninguem capaz : tricto, tambem se espalharam no districto,
de sutpeitar de seu carcter, c, comtudo, contra si, torpes e infames aleivosias, ira-
apontado como homem que .conviva com
um hornera criminoso e o patrocinava !
Mas a dmiraco do orador sobe da ponto,
quando v que esse pretenso criminoso foi
wbsolvdo por um juiz de direito liberal.
E no qualquer juiz de direito : um ho-
mem intelligente, bem conhecido, que j
tem recebido de seu partido mutas provas
do confianca ; o Sr. Dr. Jos Fiel de Jess
Igite (er que este o nome d'elle). Foi
porante esse juiz de direito que o tenente-
coronel Cavalcante se defendeu. Mas era
preciso fazer terceira victima, e o nobre
senador foi fazel-a no seu proprio amigo,
no seu co-religionario, dizendo que o juiz
d* dereito estava coacto. Que elogio fu-
nobre esse, pergunta o orador? Que
.magistrado o Dr. Fiel Leite, que so de-
pressas e raanuscriptas, tendo o orador at
documentos firmados pelo proprio autor
dessas publicagoes T
O Sr. Luiz Felippe : Quem o autor
desses escriptos ?
O Sr. Joo Alfredo nao o dir.
O Sr. Luiz Felippe : Eu quero salvar
a rainha respnnsabilidade.
O Sr. Joao Alfredo diz que se o autor
de t es escriptos fosse o nobre senador,
no o viria dizer no Senado : seria cons-
trangimento par o orador dar a entender
que uollega seu usara de semelliante meio.
O Sr. Luiz Felippe : Eu sou incapaz
disso, e at o reprovei.
O Sr. Joao Alfredo sabe que o nobre
senador por Pernambuco, o Sr. Soares
Brandio, o reprovou: e er o mesmo ter
x intimidar por um criminoso, que no \ fet0 0 nobro senador a quem responde :
nem poda ser de outro modo.
O que fica liquido e serve para o caso
que contra o nobra senador o jornal que
S. Exc. exhibi disse as peiores cousas
negocio do jury pediram-se na Cmara Contra o orador, que sempre tratou cora o
formacoesao Governo guando o Governo maor cavalheir8n?0 e deTicdeza as pes-
transm.tt.r as informas que f;m a res- ^ do quem ,he ^ Tnlo ^^ offeQ_
P*1A0,^VerTBl.08".i. ii *i somente pelo facto do parentesco com
O Sr. Joao Altredo observa que ,a tem caadidato <:0Darvador espalharam-se os
lito que discute o assumpto de que se l^ nojento3 nfainC8 escript03 no 13.0
districto. Que muito pois, que contra o
tenente coronel Cavalcante se levantasse
tem meio nenhum de evitar urna sentenca
injusta, que se deixa arrastar a urna absol-
vrcSo escanlolosa ? Nao se comprehende,
O Sr. Soares Brandao : Sobre um
oecupando, com grande nvtgua, com gran-
de constrangiraento, com sincero pezar de
ver que para o recinto do Sensdo sao tra-
zidos assumptos s proprios de um jury da
roca
' tambem accusacSes que vieram echoar no
Senado ?
O Sr. Soares BrandSo : V. Exc. trou-
s* assumptos ssmelhantos quando esteva
e*u opposicao. Por que falla assim ?
O Sr. Soares Brandao : Eu devo di-
zer tambem ao Senado, para salvar a dig-
Por que falla assim ? To- nidada do candidato liberal, que elle nao
d*s tin trazido. tem participacilo nenhuraa, nem o podia
O Sr. Joao Alfredo diz que, se assim ,! tor em meios dessa natureza.
totne-se o que est dizendo como confisco \ O Sr. JoSo Alfredo diz qne Jesso can-
da sua culpa; se culpado, faz penitencia, didato os condemnou peranto a commissao
i,rfjli.-a. l^a Cmara dos deputados qundo defen-
Proseguindo, iiorm, cm suas considera- (lia o seu diploma; mas o orador sent s-
AMELA
POB
ZOT2
K -i.
miM
(Continuarlo do n. 1 i )
XXX
Satisfeito cousigo mpmo c vendo mais
d* que nunca o futuro etravs d^ um pris-
m*, nao c6r de sangu'', mas c e italiano sahio e fci a.am restaurante em
vo^a comer um excellente jantarr regado
coffi urna garrafa de Latache-Romane, um
ddfi grandes vinhos mais exquisitos da C-
tert'r; toi para casa cedo, deitou-se na
caifea, afim de se achar bem disposto no
dit seguinte para ir tomar possu da sua
cajt do saude.
A, Tsita dos doentes do oculista polaca
fa^-se regularmente das oito horas s no-
ver 1* manh.
As consultas gratuitas, julgaraos j ha-
vefco dito, effectttavaaj-se daas veaes por
sejan.i, das anas U astro hons da tar-
Angelo Proli chegou s oito horas e
maj* m ponto ao estabaiaciaanto da ra
O Dr. Srisky recebe*-o oon aquella
W pafcslo dava ao sea rosto de judea polaco,
e Ase Lae acertando-lho o :
|Caro o honrado collega, ninguem sa-
b; anda aqu qua o senhor o meu suc-
cessor, mas dei ordem para reunir o pessoal
do estabelecimento. Vou apresental-o aoa
chefes do servijo e communicrei a todos
que d'ora em diante, ao senhor que do-
vera obedocr.
Muito bem, caro mestre, replicou o
italiano.
Grisky proseguio :
Vai travar conhecimento cora os raeus
ajudantes e com os meus discpulos, qne
seguem com assduidade as visitas e as con-
sultas. Creio qua far bem dirigiodo-lhea
algumas palavras que os convenca da sua
benevolencia e que lhes permita contar
com a sua animaco.
Nao dexarei de o fazer.
- Na rainha opiniao, seria conveniente
que desde j, tomasse a direccEo da visi-
ta, era meu lugar. ... Acompanhal-o hei
nicamente para o guiar e fazer as apre-
sentaoSes.
Visto que m'o permute, eu dirigirei a
visita ; tenho, porm, que lhf fsaer un
pedido a esse respeto.
Qual k ?
O senhor tinha o seu systema, eu te-
nho o meu. As suas ideas o as minhas
dferem indubitavelmeate, sobre diversos
pontos... Promette-me mSo se offender, se
alguma das rninhas iadicHCoes differrem
das que o senhor tioha dado ?
- Ora essa !... Alm disso, por que
que mo poderia offonder, visto que o se-
nhor agora aqu o nnico que pode dar
ordens.
Entao, apresente-rao ao seu peseoal.
Trouxe o sea estojo de cirurgia ocu-
lista ?
Trouxe : anda sempre commigo.
- Entao, venha.
O palaco condoaio Angelo Proli a urna
vasta sala, onde se achavam os cirurgiSes-
ajudantes, os discpulos que seguiam a cli-
niea, os enfermeiros e os outros emprega-
dos da
mente, e sera duro exigir delle qua o ti
zesse, nao ter S. Exo. inflingido ao autor
toda a reprovacSo que por isso merecia.
O Sr. Soares Brandao :Ello reprovou:
eu estava l e ouvi.
O Sr. Joao Alfredo, proseguindo, diz I-
que, vendo que as cousas corriam desta
modo, entendeu que o mais que podia e
dovia fazer era, emquanto o tenente-coro-
nel Cavalcanti tstava debaixo do urna ac-
cusagao criminal por imputacSes, alias fal-
sas, respeitar o d(coro pessoal e o da posi-
cao de senador, raantondo escrpulo em
corresponder-se com ella.
O orador tinha-o defendido em 1880,
antes de qualquer sentsnea que o pronun
ci isso como incurso em crime; vendo-o
agora absolvido por um juiz liberal, nao
teve mais escrpulo algum em dizer que
sempre fez dessa homem, e continuava a
fazer, bom conceito. Eis a posicao do ora-
dor, que no pode causar magua a nin-
guem ; e espera ern Deus qua sempre sa-
ber proceder do modo que nunca a ha
de causar,
Observa que por mais de urna vez se
allegou que o estido da comarca de Taca-
ratu til, que o angenheiro chefe da es-
trada de ferro foi forcado a fugir, o fez re-
velacSes nota veis ao honrado ministro da
agricultura, a quem se podia perguntar o
que havia.
Respondeu o orador ao nobre senador
que ignorava isso, mas que procurara en-
t-radersa com o Sr. conselheiro Prado, e
que, informado da verdade, nao teria du-
vi la alguma em condemnar qualquer ex
cesso commettido pelo tenenta-coronel Ca-
valcanti ou por qualquer amigo do orador.
Mas esteve hontem cora o Sr conselheiro
Prado, que lho fez a fiueza de o procurar
em sua casa, e tendo conversado com S.
Exc. a esse respeito, foi por elle autorisa
do a declarar que nem em papis pblicos,
nem em particular, nom por meio do rev
lacSes ao ouvido lhe tom sido feita aecu-
saclo alguma contra o tencnta-ooronel Ca
valcanti.
O Sr. Soares Brandao : Pois eu dou
testemunho de que o ouvi ao engenheiro
chefe.
O Sr. Joao Alfredo repita que o nobre
ministro da agricultura lhe declarou que
nSo recebeu do engenheiro chefe, por es-
cripto on verbalmenta, nenhuma accusaQao
contra Cavalcanti; que no correr do urna con-
versa o engenheiro chefe dissera ao Sr. conse-
lheiro Prado que o tenente-coronel Cavalcan-
ti pedia muito c o importunava, para que
fossem nomeados amigos seus. Mas, si isto
fosse crime, urna coaccao ou um estado ano-
malo, entao n^m no Brasil, nem em parte
alguma do mundo haveri* ministro que nao
se julgasse coacto.
Sr. Soares Brandao : Pois eu digo
que o nobre senador est mal informado.
O Sr. Joao Alfredo continua dizenlo
que o nobre senador foi mais adianto, e re-
velou no correr da conversa que o actual
engenheiro Dr Calaca, de quera faz o ora-
dor muito bom conceito. .
O Sr. Soares Brandao : -E eu tambem.
O Sr Joao Altredo... dsse-lhe que acha-
va conveniente mudar a secretaria da es-
trada de ferro de Jatob para outro ponto,
dando como razao urna certa agitaco e
perturbajao que com efleito ha, presente-
mente, como tem havido em mutas outras
occs85es, e que o presidente da provincia,
foi o primeiro a reconhecer que havia na
comarca de Tacaratu por causa do pessoal
di.-sempr?gado, de extrabalhadores da es-
trada de ferro.
Onde ha agglomeracao de trabalhadores,
de gente de toda a ordem, c se suspandem
os trabalhalhos, ha sempre certo perigo
para a ordem publica; vm os roubos, vera
os conflictos, et". Mas o Sr. Callaca tam-
bera nao fez ravqlacao alguma contra o
tenente coronel Cavalcanti.
Eis a que se reduzem todas as allega-
cBes contra esse fainigerado tyrano do Ta:
caratu.
Que dir agora o orador do unas certas
deduccSes ? Houve na comarca da Tacara
tu, diz-se, grando presso, grandes violen-
cias, ameacas e crimes. E isto porque ?
Porque a maioria Jos conservadores crescia
desta vez.
O Sr. Soares Brandao : Porque nSo foi
permittido aos liberaes votarem.
O Sr. Joo Alfredo recorda tor allegado
que em Tacaratu, merao durante a per-
seguicSo em virtude da qual Cavalcanti se
retirou da comarca, os conservadores tive-
ram sempre maioria, que apuelle collegi;
conservador. Reconhece que desta vez a
maioriria foi maior ; mas isto explica-se por
muitos motivos ; explica-se pela forca da
nova situacSo, e tambara por ter voltado o
chefe que estava foragido e psrseguido.
E pergunta o orador se este argumento
prevalecesse, nao deveriam ser as vo-
tacoes immutaveis em todos coll-gios ?
NSo se Kxplicariara igualmente pelas vio-
lencias p >r meios torpis certas >>'-torias?
Ora, coiiio f)i o nobr s mador p >r Peruam
buco que f.llou neste ponto, s ja li-ito ao
orador gada ao nobre seuador derrot**io na primei
ra i:l<:ic.i.) directa no districto onde S. Exc.
tara a maior influencia, porque a sede de
sua familia ; na legislatura seguate esse
mesmo candidato antes derrotado venoeu.
Pergunta o orador se pode deduzir-se deste
facto quo houvessse violencias, ameacas,
crimes, psrturbaco da ordem publica ?
Argumentos desta ordem nao lho nSo pa-
recem dignos do sanado.
Recorda ter j dito ao senado que a
da Cavalcante, nao precisavamos do va-
lentona A conversSo foi geral 1
O Sr. Luiz Felippe : Explique V. Exc.
como quizer.
O Sr. Joao Alfredo cita, porm, ainda
o do Bom Conselho, Graciano Xaxier Car-
neiro da Cunha.
protegido do Sr. Carneiro da Cunht.
O Sr. Joao Alfredo pede ao senado para
obs'jrjyir que nSo havia necessidade algu
na rf! violencias, porque a converslo foi
geral: o partido liberal Jesipparoceu I E
dispjosi-se de proseguir na eitaoSo que es-
ta vafazenio.
O Sr. Luiz Felippe: -Eu hoje nao posso
fallar; mas hei do explicar mais t;.rde a V.
Ex.
O Sr. JoSo Alfredo espera, depois de
ter assim respondido ao nobre senador, no
voltar discussSo, seno quando tiver as
imforma55cs offi;ac3 em mSos para confir-
mar o que disse ou declarar que toi enga
nado.
Se tem tomado tanto terapo ao senado,
eleico da Tacaratu correu de tal modo que do que pede-'desculpa, porque tinha daver
^;Ao todo, urnas trinta pessoas.
Todos perguntavara, sera poderera res-
ponder, para que seria aquella reuniao.
Quando Grisky appareceu, acompanhado
pelo italiano, cujo rosto radiante de intelli-
gencia a todos impressionou, estabeleceu-se
completo silencio.
Grisky compiimentou e tomou a pala-
vra :
Pro'-uram, som duvida, raeus senho-
res, disse elle, a.'har o motivo por que Ibes
pedi que viessem aqui ? Vou lh'o dizer.
A contar de hoje, a casa nSo me pertence
maia.
Um rumor da sorpreza acolheu esta de-
clarado.
A idade vem chegando, continuou o
polaco, e com ella o cansaco. Tenho gas-
to *7iuito as minhas forgas neste estabaleei
ment, que, por um trabalho coutinuo e
incessantes desvelos, coosegui collocar en
tro os de primeira ordem. Muda de do
no, mas contina a ter o meu nome.. ..
Aqui est o meu collega o meu successor,
o Dr. Angelo Proli, que oscolhi entre to
dos, porque era digno de raa substituir.
Cora a sua sabia administraco, a casa de
saude Grisky nao dacahir, pelo contrario,
ha d augmentar e progredir eob impulso
joven e vigoroso e bnlnar cora novo es
plendor.
Agradeoo-lhes, senhores, a collaboracSo
que permittio chegar a tamanhos resulta-
dos, o peco que a contiouem a prestar com
o mesmo zelo e a mesraa dedicacao ao Dr.
Angelo Proli, ruiu successor.
O italiano tomou a palavra o pronunciou
oatai breves pbrases :
Ver-me-hao no trabalho, senhores,
o em breve terSo a prova da qua hei de
fazer tuto pela scienaia. Sustentarei coa
mao firme o pendao erguido to alto pelo
meu celebre predecessor, o i-ncontrarAo
em mim um amigo, un guia prompto sem-
pre para auxiUs-los o anima-los... Con-
os dous fiscaes presentes de um e de outro
candidati assignarara as actas ; nao pro-
testaran).
O Sr. Soares Brandao:Ninguom ti-
nha liber lado de protestr.
O Sr. Joao Alfredo estranha que assim
so affirrao que nem o juiz, aera os fiscaes,
que ninguem emfira tinha liberdade I Des-
te modo est vendo quo j no pode tar
esperanca de convencer o nobre senador.
O Sr. Luiz Filippa : O que eu disse
sobre a eleijo do Tacaratu a verdade.
O Sr. Joo Alfredo deseja por sua par-
te concorrer para qua o senado o o publico
sejara esclarecidos.
Passando a outro posto, lambra ter j
demonstrado pelas iafonnacSss do conse-
lheiro Costi Pereira que, s dou3 collocto-
res de dezenas que ha na provincia de Per-
nambuco, foram demittidos.
O Sr. Luiz Felippe :Por elle.
O Sr. Joao Alfredo : Por ella o pelo
Sr. Queiroz de Barros desde que so iniciou
a actual eituajao poltica at que o Sr Cos-
ta Pereira se retirou. Entretanto tera-se
dito que no ficou nenhum collector era p;
a allegaco nova qua tambem no ficou
nenhum promotor liberal. O orador nao
podia doixar do ir mesraa fonte, ao Sr.
Costa Pereira, o que lhe affimou que no
13 districto no demettira nenhum pro-
mottor.
O Sr. Luiz Felippe : Mas qual o
promotor quo l existe ?
O Sr. Joao Alfredo diz que os dispensa-
dos, como j expz, o foram por urna ra-
zo legal, pois havendo muito3 hachareis
formados em Pernambuco, nao podia dei-
xar de ser preferido um bacharel a um
leigo, quan io assim o manda a le.
O Sr. Luiz Felippe : Mas estou infor-
mado de que estes hachareis depois pedi-
ram demissao.
O Sr. Joo Alf-edo recorda quo a pro-
posico levantada foi que ss promotores fo-
ram demittidos. O nobre sonador disse :
nao ficou nenhum promotor liberal.
Entretanto diz o Sr. Costa Pereira que
ficaram .0 de Olinda, Manoel Mara Tava-
ros da Silva, soDrinho o afilhado do nobre
senador...
O Sr. Luiz Felippe : -No liberal.
O Sr. Joo Alfredo (continaado)... o do
Iguarassu, Arthur Garcez Paranhos Mon-
tenegro.
O Sr. Luiz Felippe : E' de Iguarassu',
agora.
O Sr. J00 Alfredo diz que essa foi re-
movido de Pao d'Alho para Iguarassu', o
de Iguarassu' para Pao d'Alho ; filho do
Sr. Montenegro, que o nobre senador pela
Bahia dir se liberal. Cita ainda o de
Itamb, que cunha io do Sr Ulysses
Vianna.
O Sr. Luiz Felippe : Consorvador.
O Sr. J o Altredo mostra-se admirado
que todos esses sejara agora conservado-
res.
Cita, porra. anda o de Rio Forra os o
Francisco Santiago Ramos.
O Sr. Luiz Felippe : Esse, se no foi
demittido, foi removido para o Brejo, por
que sabiam quo ella no aceitava. |
O Sr. Joo Alfredo pergunta se o do
Crejo, Joo Buarqua Lima, tambem ser
conservador ?
O Sr. Luiz Felippa : -No sei o quo .
O Sr. Joo Alfredo cita o de Cimbres.
O Sr. Luiz Felippa : De liberal passou
a conservador.
O Sr. Joo Alfredo em vista dos apar-
tes, exclama : Ento no precisavamos
de responder a cortas proposicoa3 aqni e-
nunciadas, com as quaes podia se crear,
no senado e no publico, ra impresso ou
falso juizo a respeito da claijo do 13. dis-
tricto de Pernambuco.
De agora era diante s fallar quando
viaram as informagoes.
O Sr. Luiz Felippe: Acho prudente e
razoavel.
O Sr. Joo Alfredo podia dizer que, ao
passo que recommendava com muito cui-
dado que no se dsse eleicao do candi
dato conservador do 13 districto nenhuraa
cor official, preferindo v lo derrotado em
combato leal a urna victoria que pudesse
ser explicada por intervengo do governo,
o que sa espalhava por l qua havia ura
candidato official, e essa nao era o conser-
vador...
O Sr. Luiz Felippe : -Diga V. Exc.
quem espalhava, eu no sei.
O Sr. Joo Alfredo foreado a guardar
reserva quer do que sa sa dizia por l,
quer dos telegrammas expedidos d'aqui,
depois das conferencias, a que elles se refo-
riara sem duvida como ardil de guerra.
O Sr. Luiz Felippe: E' perfeitamente
inexacto isto, no foi telegramma, qua me
conste.
O Sr. Joo Alfredo aceita como inexac-
to o que disso sobre esta ponto, porque no
quor ir adiante.
O Sr. Luiz Fellippe : Sa V. Exc.
sabe alguma cousa, eu estimava que dis-
sesse tudo.
O Sr. Joo Alfredo no contesta as de-
elaracoes finaes do nobre senador o Sr.
Souza Lco, quando fallou da sua toleran-
cia ; dir-lhe ha somanta que as vezes du-
vida se de Pernambuco e tom presencia-
do os factos.
Chega quelle desanimo do conhecido
historiador, que diante do muitos testemu-
nhos contrarios ao que elle tinha obser-
vado, queimou os seus trabalhos histricos.
Acha que o raelhor ir em parto para
a regra do um dos seus collegas que tanto
illustrou o Senado o os fastos polticos do
Imperio, e que dizia : Em regra geral
duvido de tudo quanto rae dizem, menos
sa foi dito por rainha mulher ; por exem-
plo, tenho consciencia de que sou casado
a 40 anuos, a senhora diz qua ainda no
tem 40 anuos, e eu sou capaz de jurar quo
ella tem 23. (Riso.)
CrG nos sentiraentos pessoaea do nobre
senador; S. Exc. declarou quo s tom
dado provas de tolerancia e o orador ere"
que assim seja; mas vai diz?r-lhe que nun
ca o seu'partido o quiz ouvir nessas .cou-
sas; e, para ficar consignado, porque era-
fim convm muito quo se saiba como pen-
sara certas escolas politicas, ainda que lo-
caes, vai ler alguns Irechos qua confirmam
o quo acaba da dizer. Era no coraeco da
situaco liberal era 1878, era orgo liberal,
a Provincia, quo se separou do nobro so-
nador, quando houve a diviso no seu par-
tido ; mas entao estavam todos unidos.
A Provincia, de 21 de Maio de 1878,
respondenrto s sensuras que a opposigo
conservadora fazia a tantas domissSes que
quasi no escapava, seno alguno que di-
zia : Eu no rao raoverei...
O Sr. Barros Barretos: Eu no te-
nho poltica. .
O Sr. Joo Alfredo : ... eu no te-
nho poltica, eu retiro-mepor ora, etc., ou
alguma vez por attenco a um grande me-
recmento para a especialidade do servigos
quo no so polticos ; a Prouincia, orgo
liberal d'aquelle tempo, tinha a seguinte
doutrina.
Depois de fallar da Franca republicana,
do todos os trahalkos de renovaco que alk
se faiiam e de erabevecer-se diante da -
bedoria d'essa poltica, accresentava o se-
guinte :
A polica que arvora em norma de
govrno a conserva2o de adversarios nos
ompregoa a pretexto de quo so pais de
familia, que precisara de pilo para os fi-
laos, uma poltica meticulosa e desnatu-
rada, que esquace os principios, e sacrifi-
ca o intercsse8 nacionaes, o bem publico,
as nocessidades mesquinbas e pequeas do
individuo.
E' uma poltica desnaturada, que ras-
ga as inscripcSes gloriosas do seu pavilhao,
qua despreza o proselytismo que a crem>a
prepara e desenvolve, e que faz com quo
9 principio da liberdade, ao qual se abri-
gou grande numaro da cidados na espe-
ranca o na f de melhor futuro social, fi-
que de todo preterido.
t A poltica libarai, subindo ao poder,
tomando em suas mos firmes o lerae do
Gata-Jo, no quer tripulantes de uma nao
arauinada por viagens lcngas e tempastuo
a*a, por navegabas batidas por todos os
farseos.
A poltica liberal subindo ao podor, o
tomando a dreceo do Estado, no pres-
cinde do tripolantes que comprehendam a
ua manobra ; ella no recua cm affrontar
a* ondas encapelladas; em fazer travfis-
sias arriscadas, em encarar as tormentas o
00 taffcss que se desencadearem de todo3
ot pontos carJeaes. Mas aceitando, segara
do si o do sau valor, a responsabilidade de
toda a navegacao e visgem, no po la con-
sentir no lerae da nao quo commanda, pi-
lotos que so adversarios, polotos cartha-
gineoes, que no executam com prorapti-
d&o o pre;iso as suas obras e manobras.
f Sim. As circumstancias sociaes sao
crticas, so extremas : queremos arcar con-
tra toda a sua acco e effieacia, mas quo
ramos que no3 dm um pas3oal apto, um
pessoal de inteira confianca, q ue nos com-
pre lien da, que nos ouga, que nos obadeca.
< NSo aceitamos a responsabilidade as
condicies contrarias : nao temos orgulho,
nao temos jactancia; mas sa vencorraos as
dcmldades supremas da actualidade.
queremos toda a gloria, todos os prove-
tos : se atirarmos a nao sobre o Charybi-
de a o Scylla, queremos penitentes e con-
troto3 dizer ao paiz que nos contempla:
me adnum qui fecit.
O Sr. Luiz Felippe :V. Exc. sabe
qu8 nunca pensei assim. No posso ser
responsavel por um acto exagerado desta
ou daquelle escriptor.
O Sr. Joo Alfredo pergunta se foi est
o programma dos conservadores subind1*
gora? Appella para a consciencia dos no-
res senadores.
O Sr. Luiz Felippe : No o disseram
mas fizeram-n'o.
O Sr. Joo Alfredo: -Segunda injosta-
ga. Pergunta ainda sa fioi esso o 3eu pro-
cedimento Constitue seusjuizes os pro-
prios nobres senadores. Quando ligumas
pessoas de Pernambuco, muito ligadas a
Ss. Excs., que exerciam bem os seus car-
gos lhe manifestavam os seus raeeios de
demissao, o crador responda :
No me fallem niiso ; eu quizara con3-
tituir-me, como mo con3tituo, seu expoa-
taneo defensor, independentemente de qual-
quer podido da parte dos senhores.
No precisa exhibir ao senado as cartas
qae oacreveu ao seu amigo vice-presidente
de Pernambuco e a outros amigos polti-
cos aconselhando que no fizessam reaccao
o que no devam fazel-a.
Disto podia dar provas ao senaed, invo-
cando o testemunho do proprio nobre se-
nador a quom tm respoudido. (Apoiados,
muito bem, muito bem.)
O orador conclue, lando o sega inte re-
querimento. quo vai mesa :
Raqueiro qua, pelo ministerio da jus-
tiga se pegam ao governo as seguintes in-
formag5es :
c 1.a Quando o porque factos foi pro-
cessado em Tacaratu o tenento-coronel
Francisco Cavbante de Albuquerque;
c 2.1 De que modo livrou-se da culpa ;
c 3.* Quaes os promotores demittidos
em Pernambuco, a contar da ad ninis'ra-
go do conselheiro Quairoz Barro j. J00
Alfredo.
Foi apoiado e posto em discuss.o e sem
debate approvado.
cont tambara cora os s-
lisongeiro acolhcu estas
raittam-me que
nhores.
Um mttmuri
breves palavras.
Evidentemente o joven medico agradava
quelles que iam ser seus discpulos e su-
bordina ios.
- Vamos comegar a visita, continu m
elle: que cada um v para o seu lugar
.Os enfermeiros e os outros empregados
desappareceram logo.
No ficaram com o Polaco o com o Ita-
liano, seno os cirurgiies ajudantes e os
discpulos.
Grisky apresentou os pelos Beus aoraes.
um por um, ao se.u successor.
Angelo Proli, santindo-so n'uma atmos-
phera syrapathica, teve uma palavra feliz
para cada um.
Osen triumpho augmentava de minuto
a minuto.
Seduzia ; no sa podia dasejar direc-
tor mais amavel; mas esperavara que o
homem de sciencia uzease as suas provas.
A visita comogou.
O Polaco apresentou cada um dos seas
pensionistas a Proli, e esto no levou
muito terapo que no mostrossso, at
evidencia, que o seu saber era nada era in
forior ao do Grisky.
Fallava com tamanha autoridade, tinha
doutrinas de tal preciaSo o de tao sorpren-
dente clareza, qua o velho director ficou
aimirado, eos ajudantes o os alumnos sus-
pensos dos seus labios.
Nunca o Dr. Grisky, na sua longa car-
r ira, tinha recolhido suffragios to lison
geiro* a to espont % os.
Par alguns d'elles, o nome do Proli
nao era desconhecido ; mas essos lembra
vam-sa que, ligado a esse nome, bavia uma
triste reputacao.
Era verosmil, era pojssivel quo aquello
homem, to calmo, to seguro de ai, to
lucido, fosse o Proli, bebedor de absyn
thi', o frequoatador de espaluucas, o ro-
De certo que no.
Ou havia em Pars dous cirurgioes com
o mesmo nome, ou os boatos que corriam
erara calumniosos o inspirados pela mais
baixa inveja.
No bastava ver e ouvir Angelo Proli
para o julgar?
C)a> oerteaa a sua reputaco do grande
oculista seria em breve sem rival e daria
casa de sau le uma prosperidado des-
conhecido at ento.
Entretanto, dous ou tres cirurgiies aju-
dantes faziara restriegues, no intimo da sua
consciencia, formuladas desta maneira :
Como theorico, ncoraparavel; mas,
talvez qua lhe falte a pratica... Vamos
ver... Esperemos.
E viram, sem ter muito qua esperar I
Uma mulher de idade o pobre, ohegada
havia dous das, davia ser operada da ca-
tarata.
Grisky tinha notado o cffeito do
suoo?ssor, e, no
para ser invajoso,
tem, pois, commigo, meus amigos, o par-lpudiado, o indoleuta, o bohemio T
Maj
tendo nenhuma rasa
visto que bc retirava,
orgulh va-sa com isso.
No duvidando d'elle, quiz-lhe fornocar
a occasiao de estabelecer o seu crdito,
logo primeira.
- Vai Ctsar' esta operacao, meu caro
collega ? perguntou elle, designando a do-
ente.
Proli exarainou a cat-rata por alguns
segundos.
Vou, caro mestre, respondeu elle lo-
Depois accrescentou, dirigindo-se aos
cirurgieres ajudantes :
Meus senhores, tenham a bondade
de preparar tudo que tor neceasario para a
operaco.
Os ajudantes trataram logo de obede-
cer.
O italiano, impassivel na apparencia,
imquanto o corago lhe palpitease oos>
foros, examinou de novo a catarata, abiio
o estojo, tirou um instrumento de forma
singular, que eai nada- se pareoia com
aqiolles de que so servio Grisky para pra-
tcar semelhantes oporagoes.
Era uma obra prima de cutelarii de j>re-
cwtto (so me permittido exprim: assim,)
munida de uma mola, que Proli fez trab.v
lhar, afim de verificar se funecionava bem.
Todos os olhos se fixaram no instrumen-
to, com febril curiositiae.
O judeu polaoo, como sabemos, no ea-
tava ao par das innovages moderaas.
Muito inquieto, inclinou-so para o italia-
no e perguntou-lhe em voz baixa :
O senhor vai sa servir desto instru-
mento ?
Vou, caro mestre.
Mas arrisca-se a arrebentar o globo
do olbo !
No tenha medo... Respondo pela
minha uio e pela operagao para a qual o
senhor exige dez minutos e vou tirar a ca-
tarata do uma s vez.
Quem nventou essa mecanismo ?
Fl o oxeeutar sob a minha vista.
Vinguem, a nao ser eu, se servio delle
at agora, e tenciono guardar o meu so-
gredo. Deixe-me operar.
A impresso era viva e geral.
So o italiano tivessa bom resultado, como
pareca ter a certeza, a invenjo do seu
instrumento ia revolucionar as clinicao dos
oculistas.
Proli, sempre calmo, sempro impassi-
vel, voltoa para perto da doente, inclinou-
so, afastou lhe as palpebras do oho direito
o coUocou o instrumento sobre o globo, qae
cobrio inteiramente.
Ento, sem hesitar, sem apalpar, aper-
tou a mola.
A doente no fez um movimeato.
Nada tinha sentido.
O italiano tirou o instrumento e entre-
tfando-o a Grisky, disso
Veja.
(Continuar-te-ha)
Typ do Diario, roa Oaqna da Caxtaa n. t.

/
/
r
j mam i


Full Text
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