Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19548


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Full Text

i
I
H
III-- NUMERO 116
PARA A CAPITAL E LttilR.KI ONDE NA SE PACA PORTE
Por tres mezos achantados .
Por seis ditos dem......
Por um anno deni......
Oada numero avulso, do mesmo da.
64OOO
120000
24,5000
100
SABBADO 22 DI HAIO I 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados......... ..... 13^500
Por nove ditos idem................( 200000
Por um anno dem................. 270OOP
Cada numero avulso, de das anteriores. ;....... 4100
DIARIO
Proprieirafce t JElatwel Jtptrira t>t -feria & Ml)os
TELEGRMMAS
;!

I
t
asa?!;: ?a::::::::, so :::::
' RIO DE JANEIRO, 21 de Maio, s 3
horas e 50 minutos da tarde. (Recetado s
4 horas e 50 minutos, pelo cabo subma-
rino).
II<>.!<. na ('amara do DcpntadoN.
ffoi apresentadoo parecer da l. di
miNMao de Inqoerllo obre a eleiro
do ?." diatricto do Amazona*.
Eswe parecer concine annullando
o diploma do Dr. Jo*- Paranagn.
e reconnecendo o* poderew do Dr.
Clarindo .aguato de Oliveira Cha-
ve*.
A Canaara approioa boje em 3.a
diMcawsao o projecto de fonuo de
mar.
(Especial para o Diario)
LISBOA, 20 de Maio.
O Principe Jorge, negando fllbo do
Principe de Galle*, aqni ebegou aflm
deaai*lir ao consorcio do Duque de
Braganca.
ATIIENAS, 20 de Maio.
A Cmara do* DepntadO* appro-
Toa um projeclo concernenle ao de-
armamento e licenclamenlo da* (ro-
pa* de reserva.
S. n. o Re conn oh ao Sr. Tricou-
pi* a mina* de formar um novo mi
niNterio.
PALERMO, 20 de Maio.
Aerupc&o do vulco do monle Etna
(em augmentado em grande* pro
porce*.
Agencia liaras, filial em Pemambuco,
21 de Maio de 1886.
IKSTRCCiO POPULAR
II
MYTHOLOGIA
(Extmhido)
DA BIBLIOTUECA DO POVO E DAS ESCOLAS
Jon:nuataoi
Plutiio e a* O tereeiro li h i >le Saturm e deCybele tinha
por avine :i';i > .1/' be ckiMT o Ol gregos
Cou') '! em pirtih. 0 reiuo d .3 Liif'ruos. U
iny b logo Mpreswnttv* u-u'ocoin semblante car
rsneudo, barba n gra, teodo por diade
mi uma corda d'ebanoe em ve de o-ptro um for-
cad'> ; o throno do deas d a ut-rn s -ni de bano
tambem. Outraa vezea figurav;iro-n'o aentado
n'um crn puxado por eavallos pretos.
Pluto, apesar d i seu tremendo podero, teve
diffieuldades em encontrar noiva que se prestasse
a deeposal-o, to medonba era n truculenta feico
do sen rosto. Aconteceu, porin, que s ntiudo
uma vez grandes tiemorea de trra l para as
bandas da Sicilia,'remores provenientes do so-
bre-humano esfoco com que os gigantes sotopos-
!os a Etna buscavaui libertar-se, agitando con
vulaivamente aquelle monte, teve curiosidade de
ir p.-ssoaluu-nte examinar o caso, receaodo que os
gigantes conseguissem minar o terreno e intro-
duzir-se-lhe nos seus EsUdos. N'esta excurso
encontrou elle Proserpina, filha de Jpiter e Ce
refl, que andava apanbando rl .res no campo- Ena-
morando-se de tao tortuosa virgem, Pluto lancoa
mo d'ella e, sem fazer caso de suas lagrimas, le-
vou-a roubada pra os Infernos, onde afinal a po-
der de instancias e de carinhos conseguio que
Proserpina o acceitasse por esposo e condescen-
der em ficar compartilbando o thiono.
Nao costumavam os pagaos dedicar templos es-
peciaes a Pluto ; e nos sacrificios, que se Ibe of-
fereciam, os animaos que lhe immolavam deviam
ser sempre de COI preta. D'entre as arvores consa
gravam-lbe o cypreste. O seu culto era especial-
mente celebrado em Cretona, em Syracusa e cm
Nysa ; n'esta ultima cidade tinha Pluto un afa-
mado orculo.
Sob o nome genrico de Inferno ou Injernos de
signava-se o conjuncto dos vastos dominios, em
que Pluto governava como soberano. U Inferno
era uma regio subterrnea, para onde iam as
almas dos que morriam afim de serem ahi julgadas
e premiadas ou castigadas segundo as boas ou
ms obras que houvessem praticado. A eutrada
do Inferno, supDunham-n'a os mythologos ser na
Campania a chamada lagoa do Averno ; esta la-
goa, consagrada a Pluto, apresentava effectiva-
mente a particularidad* de exalaf miasmas infec-
tos, a ponto de cahirem mortaa aa avea que por
all oaas8em esvoafja*. NSo admira, pois, que
a phantaaia supersticiosa dos pagaos devaneasse
all a entrada para o reino daa trevaa.
Ovidio no livro IV das Ifetamorphoses descreve
pela forma seguinte a enrada pira aa regies in-
fernae :
Vai tacita e declive, ao fundo Averno,
Via obumbrada de funreos teii >s ;
Alli paues da Styge ezbalam nevoa ;
Por alli vo d> scendo em chusma aa tomb as
Dos recem-morto quelograram cova ;
Paluda cerracio. medonba, horrenda,
Se nhorcia eaaes pramo sem termo.
(Traduct&o de CastUho)
(Continua.)
?ARTE 0PF1C1AL
| IMPERIAL KESOLUgAO DE CONSULTA NA SEC-
5AO DE FAZENDA DO CONSELHO DE ES-
TADO, A QUE SE REFEBE O DECRETO
N. 9,593 DE 7 DO CBRENTE MEZ.
Senhor.Por aviso co Ministerio da Fazenda,
de 20 de Novembro ultimo, foi declarado que, sus-
sitando-se duvidas sobre a inteligencia do art. 2,
n. 2, da le n. 3,270 de 28 de Setembro do cor-
rente anno, que estabeleceu a taza de 5 %
addicionaes a todos os impostos geraes, excepto os
de exportaco. Houve por bem Vossa Magestade
Imperial ordenar que a seceo de Fazenda de
Estado consulte com seu parecer acerca dos se-
guinte pantosj:
1." Dispondo esse art. 2., n. 2, que seja a allu-
dida taza cobrada destlej, poder o governo ez-
pedir o regulamento para a respectiva cobranca e
arreeadaco. apezar de nao ter sido esse imposto
inscripto no vigente orcamento da receita, geral
do Imperio, como alias prescreve o dito ari. 2.",
n. 2?
2." Deve a taza addicional recahir tambem so-
bre o porte daa cartas pelo correio e a contribu-
alo paga pela expedico de telegrammas, abran
gendo assim servidos sociaes nao considerados
propriamente como impostos, embra sejan fontes
de renda e sujeitoa a couvenfoes internacionaes,
a que o Brazil adherio?
Si pela negativa, devero outros imposto3 ficar
igualmente isentos por motivos anlogos, de im-
pessibilidade ou difticuldade na cobranza? Em
tal hypothese, quaes esses impostos ?
Si pela affirmativa, qual o alvitre adoptavel
para deduzir os 5 % daa estampilhas de cem reis
e do sello adhesivo por verb de igual valornao
havendo entre nos moda de cinco reis para re-
presentar o imposto, era convindo creal-a, por
obvias razoes econmicas ?
A' vista dos termos do pnmeiro quesito, parece,
evidente que o intuito do Governo Imperial nao
ouvir a scelo sobre a conveniencia mi necessi-
dade de suspender uma disposico legislativa.
Nesse caso, diversa, mui diversa, fra a questo.
A consulta dever versar simplesmente sobre o
sentido do mencionado art. 2o, n. 2 ; e para esse
fim entende a seccao que bastar apreciar o tezto
da respectiva lei e ao mesmo tempo buscar conhe-
cer na historia delia a sua intenco.
Depois de aitento ezame da materia, a seceo
julga que o theor da disposico de que se trata e
as euas origens parlamentares mostram o alcance
das palavraa em que ss acba redigido o referido
art 2o n. 2
O art. 2 da lei n. ."5270 de 28 de Setembro do
corrente anno resa assim :
O tundo de ern meipaci ser formado:
1. Daa tazas e rendas para elle destinadas
na legislaco vigente;
2. Da taza de 5 a/, addicionaes a todos os
impostos geraes, ezcepto os de ezportaco.
Ebta taza ser cobrada desde j livre.de des-
pezas de ar ecadaco, e annualmente inscripta no
orcamento da receita, apresentado Asaembla
Geral Legislativa pelo ministro e secretario de Es-
tado dos Negocios da Fazenda.
Com effeite, mais explcita nao poda ser a re-
daccio do tezto.
Nelle nao ae refere o legislador nicamente aos
vindouros ezercc:os finaneeiroa. Para esaes es
tatje a necessidade de que a nova taza aeja regu-
larmente escripta no orcamento aunual da receita.
E nao se contentou o Poder Legislativo de dis-
por em relaco ao futuro. Ao passo que, no to
cante a este, determinon que a addicional de 5 /
entrasse no rgimen normal de nossa economa
fioanceira, recebendo as leis aenuas a consigna-
{o peridica de que dependem os outros impostos,
quiz, e positivamente estatuio, que o czercicio
corrente nao escapasse a essa contribuico, _e, em
relaco a esse ezercicio, mandou-a vigorar fra do
orcamento e independentemente delle.
Ou nao tem seutido nenhum (o que nao licito
suppor), ou absolutamente outro sentido nao pode
ter a clausula terminante :
Esta taza aera cobrada desde j. Desde j,
isto desde o m ment em que esta reforma lei,
e esta lei entra em vigor.
Eute ezactamente o caso a que se pode appli-
car o interpretatio cettat tn claris.
;0 assumpto foi discutido ampUmente naa duas
camxras, especialmente no Seoado, e os debates
deizamm claro que o pensamento da reforma a
coezist-ncia da nova txa com o ezercicio finan-
ceiro actual.
Os qua combateram esse imposto ponderavam
ser contrario ndole do mechani-mo pelo qual, no
systema parlamentar, se rege e equilibra a vida
finauccira do estado,a instituico de impostos
eztra-orcamentari.ia, e bem assim que preceitos
ezpressi.s do direito positivo, entre nos, seoppu-
nliam a esse modo de tributar.
Por parte, porm, da maiona, que converteu em
lei o pnjecto, fui respondido:
1 Que nao ha conirvenci s leis orgnicas do
governo representativo na decrela^o eztra-orca-
mentaria de um imposto, uma vez que este, as
duas cmaras e pelos tr .mites usuaes, receba o as-
a-mmente dos representantes da naca);
2" Que as leis se revogam pr lea ulteriores ;
3o Que o desde j nao tinba outro fim seno tra-
duzir o propsiiA> meditado e form-il de dar eza-
teucia fiscal ao ioipodto antes de ser inclu do no
ornamento.
Por amor da demonstracao do que acaba de as-
seve:i.r, passa a seec) a trasladar para aqu al-
guna trechoa de discursos proferidos na cmara
dos senadores.
Em 12 de Setembro :
O Sr. Dantas... Devo chamar a attenco
do honrado presid nte do conseiho para um ponto
que reputo muito importante, ventilado pelo hon-
r. do senador por Minas Geraes, e que ainda nao
foi contestado de modo a tranquilisar-nos Retir-
me a tranqulidade de serem. ou nao, incluidos uo
orcameuto, para o Jim de poderem ser cobrados, oa
impoatoa de 5 / creados neste art. 2* do proje
cto.
O Sr. SaraivaV. Ex;, lea o projecto : nelle
est que a cobranca corneja desde j.
O Sr. Dantas Mas esta precisamente a mi -
nha queatao.
Sr. SaraivaCobrase desde j e inclue-se
nos futores ornamentos. Lea ae a lei.
O Sr. Dantaa----->im ; nao ha duvida que na
lei est q e esta taza aera cobrada desde j...
O Sr. SaraivaEot, pois, perfeitameute res-
pondida a obj.-cciio do Sr. Affonso Celso.
. O Sr. Dantas Queira ouvir-me, porque a mi-
nha duvida esi exactamente em saber se esta dis-
posico d' projecto pide prevalecer, se naofT ru-
titicada na le do orcamsuto. Em outros termos :
a questj rebume-se no eguinte : votado o iin
posto por uma lei especial, pode comecar a ser co-
brado antes de rotear na lei do orcamento ?
O Sr. Saraiva -A lei manda c#brar desde j.
antes de entrar o. lei do orcamento.
1 OSr. Visconde de ParanaguApoiado.
O Sr. SaraivaEscrevi de proposito isto para
nao se suscitar duvida.
O Sr. Dantas E' obrigacio constitucional
apreaentarem-ae annualmeute o ercamento e oa
batneos que os economistas denominam activo e
passivo do estado; consignando a importancia de
todos os impostos antigos ou novoa e de todas as
rendas publicas.
r A meu ver, niaso est virtualmente contida a
obngacSo de incluirem-ae no orcamento tolas as
despeza, assim como todos os recursos, decretados
dentro oa fora do orcamento.
E tanto assim que lei posteriores ao orca-
mento, como a de 25 de Agosto de 1873 e a de 19
do mesmo mez, de 1879, determinan: expresaameu-
te que as despeza creadas por leis especiaes s
sero pagas depois de declaradas no orcamento as
verbas da receita por conta das quaes devam aer
satisfeitas.
A lei de 1879 manda que os recursos creados
para as despezas decretadas em leis especiaes ao-
jara levados lei do orcamento.
O Sr. CorreaNao era preciso declarar-so cm
le : est claro que na lei da receita se ho de in-
cluir todas as fontes de recursos.
O Sr. Dantas Mas, se isto assim como
que, antes de entrar nrssa apreciaco ornamenta-
ra, quant) aos resultados do imposto e influen-
cia que elle ha de excrcer nos tributos existentes,
e antes de verificar at onde podero aer prejudi
cadas as fontes de prodcelo, ha de o honrado
presidente do conselho julgar-se autorisado a ar-
recadar e applicar estes novos impostos ?
O Sr. t-araivaPorgue a lei mandou'que os fi-
zesse arrecadar. A lei dizdesde j.
O Sr. DantasPodemos, certo, decretar,
como estamos fazend >, impostos addicionaes de
5 /o, e determinar que sejam desde j cobrados ;
mas para isso ser preciso tambem que os inclua-
mos no orcamento, e agora tanto mais quanto elle
est pendente.
O Sr. Visconde de Paranagu Opportuna-
meute ; por ora, nao.
O Sr. DantasIsto que nao est na lei.
O Sr. Affonso CelsoE nao conforma a n-
dole co systema.
Pergunto eu a V. Ezc. : qual a razo por
q e, devido principalmente aos esforcoa do actual
miniatro da guerra, na ultima sesso acabamos
em perto de metade com e ore amento extraordi
nario ? Nao foi seno porque pretendemos con-
signar n'um orcamento s todos os elementos para
julgarmos das necessidades publicas e decretar
mos oa ie:ursos mediante os quaes ellas fossem
satisfeitas, de modo a nao poder ser fcilmente
quebrado o equilibrio, decretada a despeza con-
forme a receita possivel.
O Sr. Corris^Ou viceversa.
O Sr. Dantas Se, contra esta doutrina e
esta pratica, que j iniciamos e cometamos a ob-
servar, voltarmos ao que antigamente se fazia e
por raeio de leis especiaes, continuarmos a decre-
tar despezas extraordinarias creando correspon-
deutemente impostos novos pelas mesmas leis es-
peciaes, nao para temer que cheguemos a um
eztremo no qual o urcamentj fique completa
mente prejudicado.
O Sr. CorreiaIsto ser razo para nao se
votar ; se se votar, ba de se cumprir.
Em sesso de 2 de Setembro :
O >r. Alfonso Celso O nobre presidente do
conselho tem necessidade de pedir que, na proro-
gativa que se vai iniciar na Cmara dos Deputa-
dos, seja incluida uma disposico especial a res-
peito dos 5 */o addicionaes que o projesto applica
emancipaco.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do con-
selho)Se nao sou dessa opnio, como irei pe-
dir ?
As duvidas individuaes cessaram, pois, ante a
enunciaco peremptoria das intencoes do poder
que creou o imposto. Quaesquer que sejam as
criticas de que elle seja o objecto, j nao podem
servir, seno de futuro, para recousideraco do
assumpto ante o mesmo poder que deu o ser a esse
tributo.
Sejam quaes forem as censuras antecipaco
de semelhante imposto ao orcamento, pensa a sec-
eo que essa antecipaco iudubitavelmeote a
facto legislativo, a vontade ezpressa, absoluta do
legislador.
Diz, com razo, Ceben :
Quand la eociet, regulirement represente,
dliore, decide et agit en ce qu'lle declare tre
ncessaire sa conservation et i son bien lre
ou son progrs, le devoir pour chaqu citoyen,
de se scumetre a la loi vote et de contribuer de
sa personue, de sa fortune ou de son concours au
rs-ultat qu'il s'agit de ralaer dans l'intert de
tous, est un devoir elmentaire, dont l'acomplis-
sement est independant. de l'ide de jastice l'im-
pt n'est plus, qu'un prlvemeut oper, par
l'Etat, un saenfice impos par lu ; est une con-
tribution que chaqu ciioydn coaseut s'imposer
dans l'intrt de H socit, dont il est membre,
daa lea limitea et daa les coudition dtermiues
par le vote eman d'une rprsentation de la sou-
vvrainet nati aiule.
Em concluso, quanto a este primeiro quesito,
parece seceo que o adiamento da taza addicio-
nal de 5 / a apera de futuros ornamentos, im
portara a suspenao da lei n. 3,270 de 28 de Se-
tembro ultimo.
""Quanto aoa impostes isentos dos 5 /0 addicio-
naes, entende a seceo que tambem, neste ponto,
nao pode ser argida de falta de clareza a dispo-
sicio supra transcripta, quando diz assim : Da
taza de 5 "|0 addicionaes a todos os impostos ge-
raes, excepto os de exportaco .
Duas locucoes aqu definem inequvocamente o
alcance da lei :
todos os impostos geraes
e
excepto us de exportaco
Si a lei dissesse simplesmente a taza de 5
"I, addicionaes aos impostos geraes, excepto os de
exportaco a ezclusu tazativameute estubele
cida a favor destes, ipso facto, significara a ez-
tenso da taza a todos os outros.
Exclusio unius, inclusio idterius.
Pareceu, poim, ao legislador dever imprimir
ai ida mais torca ao enuuciado, e lase : todoa
os impostos, ezcepto os de exportaco .
Logo, nao dada qualquer outra exclusio sob
qualqu r pretexto.
A informacao do Thcsouro, que acompanha o
aviso do Ministerio da Fazenda, desenvolve uma
distmcco entre impostos propriamente ditos e im-
postos propriamente designados como taer, para
concluir que eates nao se comprehendem na sobre-
taza de 5 /r
Parece seceo que esta distinecao nao pdb
ser admittda no caso em queatao.
C rt inente, como ae allega na informacao,
cor; co e o telegrapbo consttuem ser vicos Sociaes
que o Estado nao deve encarar principalmente
como foutes de enda.
E>ta consideraco, porm, nao tira o carcter
de imposto* s coutribuicajes especialmente cou-
s'guauaa a ease ramo da administrado publica.
Imposto iiecessanamcnta .ijquota parte que sahe
da algibeira do contribuate para a organisacio
t- coimervacio do Estado, sob a trma de contri
buicao obrigatoria.
Quando os ecouomistas disem que a carta nao
leve ser tida como verdadeira materia tributavel,
o seu pensamento calcular-se a tarifa postal
com o fim smeute de cubrir as despezas de ad-
miuistraco, contando, para os proventos do era-
rio, mais com o augov-nto da correspondencia pos-
tal, do que com a elevarn do preco do transporte.
Mas nem por isso dcixam os economistas de cha
mar taxas a ease preco de transporte imposto pe-
la autoridade legislativa.
Leroy Beaulieu, com cujas palavras procorou
autorisar-se o autor da iufurinaco, a que est i al-
ludiodo a seceo, escreve :
Piur le service des postes c'est la chose la
pas simple du monde ; il surt de faire payer une
laxe... La taxation des correspondamos...
Propondo a questosi o Estado aleve fazer do
servico postal uma fonte de renda liquida, de mo-
do que, deduzidaa aa despezas sobre um exceasi-
vo de receita, poaaa applicar a outros servicos ?
Beaulieu observa:
Esta queatao nSo se teria suscitado, ai 0 Ea-
tado nunca houvease pretendido elevar os aeus
lucros cima de um limite moderado, anlogo as
que os industriaos costumam auferir de suas tran-
saccoes .
Amda escreve a mesma autoridade :
O servico dos correios deve encarar-se prin-
cipalmente como um servico social mui accesso-
riamente como orige-n de renda fiscal .
Trata-se, pois, de uma theoria incontestavel,
segundo a qual nao se pretende destruir na con-
tribuico dos correios o seu carcter fiscal, mas
apenas .eduzil-o.
Essa theoria nao rcilidaio social, bem que os
povos mais adiantados caminhera nessa direc-fo.
O orcameuto da Italia de 1883, consignava uma
receita de trinta e quatro milboes para uma des-
peza de vinte e nove, no servico postal. Nesse
mesmo paiz, em 1882, o servico telegraphco des-
pendeu 7.976.063 liras, realisando uma receita de
10.323.416- No primeiro caso, cinco milhoes de
beneficio liquilo ; no segundo de 2.317.383 liras.
Parece estar ahi bem accentuado o carcter
fiseal.
Pcrtanto, sendo uma theoria, um ideal, esse prin-
cipio deve servir de norma aos legisladores, mas
nao pode servir pira basa da classificafo ua le-
galidade existente.
O nosso orcamento (lei n. 3,229 de 3 de Setem-
bro de 1884) anda nao considera a contrbuico
postal como simples pceo de um servico, nem a
consigna separadamente ao custeio do transporte
das cartas. Claasifica se e engloba-se indistinc-
tamente na receita geral do imperio, consideran
do-a, pois, como um recurso geral das nossas fi-
nanzas.
Conseguintemente, parece seceo que, se se
quizesseeximil-a da taza addicional, abrr-se-hia
a seu respeito mais urna ezcepco, alm da exprs
sa e nica, instituida por lei para a exportaco.
O mesmo se dever dizer em relaco a todas as
outras tazas omittidas na formula da ezcepco a
que no temos referido.
Mas, pergunta-ae, como cobrar a addicional so-
bre os sellos Lostacs de 100 ris?
Como arrccaial-a sobre o sello adhesivo desse
valor ?
Parece seceo que, nesta parte, a execuco da
lei detem-se ante a impossiblidade material.
Nem a intenco da lei pode ir alm desse lmite
insuperavel : jamis este poda ser o seu intuito.
Essa impossiblidade material ninguem mais do
que a admiuistraco possue meios de -'erifical-a, e
isto feito, cabe-lhe submetter ao poder legislativo
os embaracos que encontrar na applicaco da le.
Finalmente, parece soecio que, nos casos em
que a annuencia do governo imperial estiver liga-
da por convencoes internacionaes (trat..-se do ser-
vico postal edo telegrapho), evidentemente nao
cabera a incidencia da taza addicional.
>'o obvios os mativoB des'.a asseri;io.
Quanto ao 2 quesito, o conseheiro do estado
Paulino Jo9 Soares de Sonza diverge de seus
honrados collegas no modo de considerar o porte
das cartas particulares, encarregado ao correio
geral, e oa despachos telegraphicoa trasmittidos
pelos fios elctricos do Estado.
A distiiiccio feita na informacao do Thesouro
entre impostos propriamente ditos e rendas de
servicos a cargo ds Estado perfeitameote fun-
dada. O correio e o telegrapbo sao servicos que
convm ao Estado fazer no mteresse d adminis-
traco publica, e cujaa vantagens faeulta em ge-
ral a todos, nao s pelo dever e interesse de faci-
litar aa transaccoea commerciaes e outras relacoes
de ordene diversas, mas tambem porque da com-
pensacio do proveito tirado pelos interessadoa as
eorainunicacovs postaes e telegraphicas resulta la-
livio da contribuibo publica para taes servicos.
Se o pagamento das passagens as estradas de
ferro do Estado nao imposto, mas o preo do
transporte das pessoas, por que o ha de ser o do
transporte de carfs, jornaes e eucommendas as
malas do correio e o da transmsso dos recados
telegraphicos ?
Com relami a este ultimo tervigo, convm ob-
servar que o Estado couaente que o facam tam-
bem emprezaa particulares, o que importara dar-
Ihes o direito de cobrar coutribuico a seu benefi
ci, se o preo dos despachos fosse uma iniposico
Uncada pelo legislador para acudir a.a encargos
naeonaes.
Exigindo elevadoa portes pela condueco das
cartas, jornaes e encommendas eutr.-gues ao cor-
reio e pela transmsso dos despachos teleirrapbi-
cos as linhas de propriedade publica, pode o Es-
tado sem duvida augmentar as reodas desaas pro-
veniencias, de modo que raes serveoa dizem lu-
cro, como aconteceu ua Italia, no periodo dos aeus
grandes apuros fina-aceiros. Pie tambem, para
tazer avultar os recursos do Thesouro, elevar o
preo das passageus e os f rete naa suas estradas
de modo que ease ramo da- transporte deixe,
como j tem deixado, saldo a favor dos cofrea
pblicos.
Variem neste ou na melle sentido os escriptores
de economa poltica, nenhum destes pode mudar
a natu eza das cousaa e fazer com que o individuo
que toma bilh-te de passagera '-m uma estrada de
trro, veja no pagamento exigido cousa diverja do
preco do Seu transporte, assim com) ve no porte do
corrt-io o preo da conduccio de sua carta ou en-
commenda e na csportola paga ao telegrapho a rc-
tribuico da remesaa do seu recado pelo fio elc-
trico.
Este senhor, o parecer da seceo de fazenda
do conselho de estado, /ossa Magestade Imperial
reoolver porm como for mais acertado.
Sala das conferencias da s-eco de fazenda do
cons-lbo de estado, 10 de Dezembro de IS85.
Ai. P. de Sotiza Dantas.Lmz Antonio Vieira da
Silva.Pttulino Jos Soares de Sotua.
RESOLUCAO
Como parece ao conseheiro Paulino Jos Soa-
res de Souza.Pao, 20 de Marco de 1886.
Com a rubri.-a de Sua Magestade o Imperador
F. Bclisario Soares de Souza.
I.ovcrao da iM'oviucia
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DA 20 DE
MAtO DE 1886.
Albino Cruz C. P*sse portara rie-
gan .o provimento ao presente recurso, em
vista do {2 do art. '" >a loi do orcamen-
to vi 'gente.
Alfredo Vctor Rabello Pessoa. Defer
do oo n offi;io de, hoja ao- Sr. brigadeiro
comruiidante las armas.
Abaixo asignado de empringados das
obr^s publicas geraes- Informe com ur-
g-nc.a o Si. ispect r da Thesouraria de
Faz na.
Francisco Xavier Ferreira e' bacharel
Miguel d s Anjo Barros. Informe o Sr-
nspeutor da Tliesourara de F.tzem'a.
ailhermina Fr ncisca do Araujo Lins.
Entregue-se os do-uraentos s.nentu.
Joo Lopes da Silva. Informe o Sr.
Dr. jun municipal do termo de Goyanna.
Joao Silverio d> Alencar. Informe o
Sr. inspector geral da instruccao publica.
Padre Lourcoco He Albuquerque Luy-
la. Reueitido ao Sr. inspector do Tbe
suuro Provincial, para mandar attender,
de acuordo com a sua informacao de 11 do
corrente, sob n. 627.
lanoel da Azcvcdo Naaciateato.
concertada.
Seja
Secretaria da Presidencia de Pemambu-
co, em 21 de Maio de 1886.
O porteiro,
, J. L. Viegas.
Repartifo da Polica
Seccao 2.' N. 517. -Secretara da Po-
lica de Pemambuco, 21 de Maio de 1886.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhdos na Casa de
Detenco os seguntes individuos :
A' minha ordem, Antonio Francisco, alienado,
at que ae ufferena opportumdade de ser trans-
ferido para o asylo da Tamarinera, e Martinho,
que se apresentra voluntariamente declarando ser
escravo de Jos Francisco Accioly, de cuja casa
se achava ausente.
A' ordem do Br. delegado do 1" districto da ca-
pital, Manoel Archanjo Nogueira, por crime de
furto.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Jos Joaquim de Oliveira, por disturbios.
A' crdem do do 1 districto de S. Jjs, Feli-
ciana Mara da Conceco, alienada, minha dia-
posi ao, ate que possa ter o conveniente destino.
A' ordem do do 2* districto de S. Jos, Ana-
cleto Jos do Cruz e Angelo Barbosa da Fonseca.
por disturbios.
Communicou-me o delegado do termo de
Caruar, que no dia 13 do corrente proceder a
visita da cadeia existente n'aquella cidade, na
qual foram encontrados 9 presos.
Tambem no dia 15 foi feita pelo delegado
respectivo a visita da cadeia do termo da Gloria
do Goit, em que foram encontrados 7 presos.
Deus guarde a V. Exc.illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de poli, da, Antonio Domingos
Pinto.
--------------------^------------------
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 20 DE MAIO DE 1886
Antonio Rodrigues do Souza.Informe
o Sr Dr. administrador do Consulado.
Aureliano Eleutherio da Silva.Archve-
se pelo contencioso.
Gustavo Eduardo Mermond Filbo, Joao
Francisco do Paula Cavaloanti de Albu-
querque, vigario Genuino Gomes Pereira e
Clemente Jos Gomes de Castilha. Infor-
me o Sr. contador.
Antonio Soares Raposo.Ao Consulado
para attender.
Joaquina de Azevedo Ramos e officio do
Dr. procurador do3 eitos. -Informe o Con-
tencioso.
Rodrigo Jacome Martina Pereira.Haja
vista o Sr. Dr. procurador Fisjal.
Candido Tenorio Villa-Nova, Elpidio de
Carvalho Raposo e Jos d-\ Silva Maia.
Cumpra-se, registre-se e fajam-se as de-
vidas notas.
Anna Cezar do Albuquerque Pessoa.
Nao ha que deferir em vista do art. 43 da
lei n. .1,860.
Alfredo Jos de Carvalho.Registre-se
e facm-se os assentamentos.
Jos dos Santos Aguiar, Antonio Joa-
quim Mendes Pocas, Francisco Ramos da
Silva e Manoel Gongalves Agr.- Defe
rido, ficando irre ponsaveis os supplicantes
pelo debito anterior dos estabelecimentos
n. 21 a ra do Imperador, ns. 7 o 9 a
pra$a la Independen-ia, n. 9 a ra Estrei-
ta do Rosario e n. 1 C a ru,a do ...abug,
visto provarem nao ter sucedido nos mes-
mos estabelecimentos.
Jos Izidio Paes de Lyra.Deferido,
tomando se por termo a fianza de accordo
com o parecer fiscal.
Narcizo Maia & C.Deferido, dando-se
baixa ta fianza.
Manoel Torquato de Araujo Saldanha.
Restitua se.
Barao de Mattosinhos. -Indeferido, visto
que das informacoes consta achar-se occu
patoja o pavimento terreo do predio n.
53 a ra da Imperatriz, e que portanto ao
actual inquilino cumpre provar nao ter suc-
cedido no estabelecimento de accorlo com
as instrucc.oes de 27 de Julbo de 1883.
Junta administrativa da Santa Casa.
Deferido, ficando assim reconsiderado o
julgado de 8 de Abril ultimo le que se re
corre, de accordo com o disposto no 17
art. 42 do Reg. de 2 de Julho de 1879,
para que seja averbada a escriptura de
que se trata livru do imposto respectivo
por darse a acquisicio por autorisacao e
recursos do Governo Imperial para funda-
cao de um hospital.
Contas de loterias d ingenuos da Colo-
nia Isabel e das primtiras partes das igre-
jas de Mari:ota e de Itamarac, da segun-
da parte da matriz de Floresta, da terceira
parte da matriz de Potrolina e das 235 e
236 dkas da Santa Casa.Approvadas.
Padre Pedro Pacifico de Barros Bezcrra.
Entr-gue-se a quantia em deposito.
DESPACHOS DO DIA 21 DE MAIJ DE 1886
Agostioiio Bezrra da Silva Cavalcante.
-Junte couhecimento de decima do ulti-
mo semestre.
Manuel Jos de Bastos Mello Jos da
dista Pereira. Ioforme o Sr. contador.
Emygdio Joaquiji de Sant'Auna.Jus-
tifique ae.
Joaquim Candido Marinho de Souza e
oonfrana do Amparo de Goyanna. Infor-
me o Sr. con'aior.
Pret do Corp de Polica. Examne-se.
Francisco Teix-ira de Carvalho, Permi-
ni Francisco de Paula Mosquita, M; ria
G nerosa de Oliveira, Manoel Presciliano
da Silva braga e pret do Corpo da Poli-
cia. Pague-se.
Mauoel Marques d'Avila, Julio de Alle-
luia dus Santos Luz, Mafalda Augusta Pe-
reira, officio do Dr. procurador dos feitos,
contas do th osuruiro das Obras Publicas e
padre Genuino Gomes Pereira. Informe
o Sr. contador.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 20 DE MAIO DE 1886
Dr. procurador dos feitos, o mesmo.
Informe a Ia seccao.
Jos Gongalves Ferreira Guiroaraes.
Informe com urgencia a Ia secgao.
Jos Antonio do3 Santos. A' 1" seccac
para os devidos fins.
R. de Druzina & CInforme a 3* sa-
ccao.
21 -
JoSo Paulo Franco o Urbano Jos Car-
neiro. Informe a 1' secgSo.
Adelaide Bezerra de Vasconcellos.
Certifique-se o que constar.
Manoel Joaquim dos Santos. Apresen-
tado o titulo de dominio e pago o respecti-
vo imposto, ser attendido.
Antonio Rodrguez de Souza e Thereza
Christina Barbosa da Silva.Informe a Ia
seccao.
Campos & C A' Ia seogao para pro-
ceder de accordo com a lei.
INTERIOR
Estraetos do rclatorio do Minis-
terio da Fazenda
(Do Jornal do Commercio)
As propostas apresentadas hontem ao corpo le-
gislativo pelo Sr. ministro da fazenda orcain a re-
ceita geral do imperio para o ezercicio de 1887-88
em 132.220:116662 e a despeza em............
136.203:218^124.
A receita provm das seguntes fontes :
Importaco 74.280:0005006
Despacho martimo 450:00010000
Ezportaco 17.543:000 000
Interior 36.603:100000
Extraordinaria 1.700:000*000
Renda com applicaco espe-
cial s despezas de coloni-
gacjie (1/3 da taza addi-
cional de 5 o/ da lei n.
3,477;
130.666:100*000
1.554:016*662
A despeza
ministerios :
Imperio
Justica
Estrangeiros
Marinha
Agricultura
Fazenda
132.22C: 1165662
assim distribuida pelos diversos
8.957:375*497
6.413:405*408
_ 943:306666
10.855-079*35*7
33.798:630*821
60. 22:340*744
136- 204:218*124
Apresentadas as propostas de orcamento, o]Sr.
ministro da fazenda leu o relatorio da repartico a
seu cargo; deste documento damos em seguida
aitruns extractos.
Da comparaco da receita com a despeza or-
eada resulta o dficit de 3.983.101*462, que se
deduzir a 383:101*462, ae for cemputado na re-
ceita o saldo liquido dos depsitos avallados em
3.000:000*000.
A despeza eztraordinaria, ou de crditos es-
p ciaes, oreada pela proposta do Sr. ministro
da fazenda em 3.624:431*329, que reunida
ordinaria eleva a despeza total a...............
139.827:649*453.
Comparada esta despeza total com a receita
augmentada do liquido dos depsitos, apparece o
dficit de 4.607:532*791.
Calcula o Sr. ministro da fazenda que este d-
ficit deve ser coberto com o accrescimo da renda
que espera : Io da reviso da tarifa provisoria daa
alfandegas (cerca de 4.000:0"0) ; 2 da reviso
do imposto do sello ('00:000l>); 3* do imposto so-
bre fabricas nacimaes de bebidas alcoilicas
(600:000*); no t jdo 4.800*, somma superior a*
dficit.
A despeza oreada plo Si. ministro da fazenda
(ordinaria e eztraordinara)3--ndo comparada com
a que foi votada em 1884 apresenta as eguintes
reduccoes :
Imper.o 192:919*700
Jusiica 4 Maiinha 257:8I8684
Guerra 411:'53*484
Agricultura 7.756:275*681
Fazenda a.72 >:6.-()*h30
Accrescimo no mlnisteria de es-
trangeiros
11.7;-4:277*579
127:900*00
11.626:377*479
A apreciaco da suunco fin uceira e os moti-
vos que determinaram as al'eraeoes constantes
da proposta, bem como os factos de raaior in-
teresse relativos ao Ministerio da Fazenda, sao
largamente tratados nos seguntes trechos do re-
latorio :
" Os uvus dign-ia antecessores vos ezpuzeram
com fideli lade c franqueza o estad > da fazenda
publica. Infelizmente, pirm, o correctivo nao
S'-guio se iudicaco do mal e nada se po le fa-
zer para evitar a an malia dos orcainentos des-
equilibrad is e dos dficits permanentes.
No relatorio e I8S4, um meu Ilustrado ore-
decessor vos demonstrou que a media dos dficits
entre a renda e a despeza do imperio, dur-nte 0
periodo de 10 ezercicios, attiogio somma de ....
28,733:<>iS, na verdade avultada para urna renda,
cuja media nesse periodo nj se elevou a mais de
112,356:900*000.
Estes clculos chegaram at o ezercicio de
1SS21883.
O ezercicio seguinte apresenton o dficit de
"21,663-644*937.
No ultimo ezercicio encerrado em 30 de Junho
do anno prximo passado, do qual vos ser agora
apresen'ada a aynopse, o dficit attiogio somma
de 35,083:691*302; mas nao foi este sinente o
facto mais grave desse ezercicio, seno a conside-
ravel depresso na renda do estado havendo sido
arrecadada a quantia de 118,764:523*973, inferior
em 14,284:876*027 somma or?ada como renda
provavcl do ezercicio.
O orcamento votjMo para o ezercicio de 1184
18&5. continha o mficit eonfessado de ;-; -
5,747:330*932 entre a renda e despeza ordinaria
e o de 18,404:626*932, se addicionarmos a despeaa
eztraordinaria autorisada nos crditos especiaes.
Este orcamento mandado vigorar no ezercicio
seguinte de 1885 1886, pela resoluces leg.sla-
tivas de 27 de Junho e 28 de Setembro d- 1885,
ficou o dficit de 9,039:140*144 entr- a renda e a
despeza ordinaria e de 21,759:752*430, se accrea-
centann s a despeaa extraordinaria dos mesmos
crditos ; e bem sabis que raramente aa despezas
se eooservam dentro dos limiiea votados.
Nao me ios anormal era tambem a ultima pro-
posta que vos f apresentada no anno passado.
Ahi a diffewnc entre a renda e a despeza attin-
gio ao a parisino de 10,006:910*102 ou ao de .
17,869:497*180. incluida h despeza eztraordinaria
calculada em 7.862:587*078.
Asaim, do rgimen de dficits constantes veri-
ficados em or9mento8 apparentemente equilibra-
do, chegmoa francamente a orcamento Votado
com dficit, e a propSr deapeaa ordinaria fnotai
bem !) ezcednte de 10,006:910*102 & renda cal-
culada. *
Nao mister lobrecarregar as cores desta si-
tuaco para tornar patente a necessidade indecli-
navel de pSr-lhe termo. De todos oa malea que
d'abi poderiam resultar, se perdurarse por mais
L
J
'


Diario de PernambneoSabbad 22 de Maio di 1886
trspo, o menor seria a aggravaco dos tributos, de
tal modo que a rida dos nossos concidados se tor-
nara insupportavel, irrancando-lhes o governo es
recursos necessarios para solver os juros de divi-
das contrahidas eom > destino de pagar despezas
sempre crescentes.
< Na proposta que vos apresente, orcei a recei-
ta en 132,220:116*602 ; e da apreciaco que da
mesma faco mais adan te conhecereis em que ine
fandei para assim calcalar.
A despeza ordinaria e extraordinaria foi com-
putada em 139,827:649*4.
Conforme veris da camparaao con a despe-
sa votada em 1884, e todos os ministerios se pro-
poem agora reduccoes; appareceno apenas pe-
queo augmento no da cttrangeiros, reclamado pe
los gastos, que exigir i a conwnissao de limites, re-
sultante do tratado que cekbrmss com a Rep-
blica Argentina.
Paraj:obril*, espero encontrar recursos
i'isao da tarifa previsoria das alfandegas,
CR a g 3
H -i re -i Z? S^> c 2."

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i II 8 Co i-s *- ?- C". ^- '-.3 00 00 - O 3
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o> ^0 5T4 0 II II II C *. 33 CC *. O ti S n> CC CS *. O aria II II
^. >. i>. > e~ II II "3
2 s Id c; cc ce te a-. -J S CO -1 C5 o o c.1 ~. a -I 6
Se compararmos a proposta actual com a que foi
apresentada no anuo passado, as iiffercnjas sao
as seguintes :
S Tq c K "" 3
2 S- 2 S'ei-2
le. i
c -
r?
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(33 U -1 -
u u c u y ce c
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m s cp -j c; c es
i O J C3 te c
*.... B.
~ <33 CJ C3 C3 -J
O O C3 w O

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K> te ^ x -- pfi o -j <^ -j s
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*f- -i -J O --^ O C i:
i --^O-JO
a . .. -
4 :. li, -- ~ li.

QC
ce
co
a
ce
i Conbeceis p?rfeitamunte a difficuidade que ha
em retrogradar nas desp^zas publicas, sendo re-
sultado j vantajjao conseguir sustal-as em sua
marcha ascendente. Em todos os paizes as novas
exigencias da sociedade, os encargos, cada dia
maiores, assumidos pelo Estado e o daaenvolvinien-
te dos servicos pblicos elevam e avultam 03 or-
namentos.
SedifEcii canter a despeza dentro dos limi-
tes anteriormente trabados, qus mais dificil ser
faze!-a retroceder, reduzinda a somma dos despen-
dios pblicos ?
Entretanto, o governo proenrou dar-vos urna
prova do seu empenbo na restnecao, hoje 'ndispen-
savel, das despezas, ofi'erecendo-voa a proposta da
qual resultam as differeneas j notadas.
a Reconheen que maiores economas se podem
anda realisar ; mas, nao est nas {acuidades do
governo dispensar servicos creados por lei, nem
rasoavcl cortar n'um da o qu; se creou e se des-
envolveu com o tempo.
Estou persuadido que a execuQao do orcamen-
to baseado na proposta que vos aprsente cfferece
ainJt ensejo para economas, se execntadofor com
resoluco firme de poupar os raraos do Estado.
" Da.comparco entre a reaf.-
ta oreada e a despeza ordinaria
proposta resulta o dficit de..------
mas, se na receita tur incluida a
q'ioi* dos 5 "/ addicionaes, attri-
buida ao servico da coJonisaco
pela lei de 28 de Setembro do an-
no passado, na somma de........
.. 5.537:118*124
1.554:016*66:
o dficit se reduzir a...........
Se incluirmos anda na re-
ceita o saldo liquido dos dep-
sitos, sempre englobados nos
recursos ordinarios, aquelle d-
ficit fiear reduzido a
a Entretanto se levamos em
conta a importancia dos crdi-
tos especiaes para sommal-a
despeza ordinaria e, asjim com-
putada a totalidade da despeza
do Imperio, procurronos recur-
sos orcanit-ntario8 pan ella, O
que, alias, nunca se praticou,
ser essa despeza elevada a
de modo que, sendo a receita,
incluido o liquido dos depsi-
tos, de
3.983:101*462
983:101*462
139,827:649*458
135,220:116*662
appareeer afinal o dficit de 4,607.532*791
recursos na
revso di tanta previsoria cus aitandegas, nas
tabellas do imposto do selle, cuja rend* aecusa
diminuicio, e, em terceiro lugar, na imposieao so-
bre bebidas alcoolicas fabricadas do pas, confor -
me vos foi proposto no relatorio de meo ul^mo e
digno ant^e.'Bsor.
Muito cesejaria poder solicitar a reduccSo, se
nao a abDlicao, dos impostos sobre a exportacao
dos nossos productos. Condemuados pela sciencia
econmica e x>ela pratica'das uacoes mais civilisa-
das, devem estes impostos ir desapparecendo
medida que forem m^lhorando as nossas condi-
coes orcamuntarias.
Se esta era a situacao do Imperio em relacao
as. despeza publicas e ao orcamento, nao menos
serio se aficurava o estado financeiro pelos encar-
goavdas dividas provenientes de to continuados
dficit.-'.
Ao assumir a direccao dos negocios da fazen-
da, em 20 ce Agosto prximo passado, a divida
fluctuante, representada por todas as auas diffe-
rentes parceas, orc*va por 100,000:000S, alga-
rismo a que nunca hav:a attngldo. Esta situa-
cSo embarazosa havia occupi-do a attenco dos
meus Ilustrados antecessores, c j antea da forma-
cao do ultimo gabinete, se tinham cllea achado na
contingencia de laucar inao de todos oa recursos
para fazei face a semelhanto estado.
Foi desde logo meu intento tratar de consoli-
dar a divida fluctuante. Entretanto, os procos
offerecidos ao governo plas apolices da divida pu-
blica nao guarda vasn relacao com o juro corren te
na praca para emprego de capital em condicoes,
alias inferiores.
As circumstancias do theaouro e a presso que
sobre elle exereia t5o cen8ideravel divida determi-
naran) as propostas procos baixos, apresentadas
aos meus antecessores e tambera a mim.
Nesta emergencia, pareceu-me acertado ini-
ciar as opera^es de crdito, dirgindo-ine a pra^.A
de Londres, onde, se obtivessemos eondices vau-
tajoaas, crearamos situacao propicia para operar
na paz, sem fallar do impulso favoravel que rece-
beria o nosso cambio sobre as praces estrangeiras,
facilitando-vos tomar medidas posteriores para
rehabiltala definitivamente.
Em lugar competente encontrareis inforina-
coes mais miuuciosas sobre eates asaumptos.
(Contina).
PERHAMBOCO
Outra de Fielden Brothers, empresarios da illu-
mina^So a gaz desta cidsde, protestando contra o
abaixo assignados de negociantes cstabelecidos
com depsitos de carvao de pedra, ltimamente
apresentado nesta Assembla. A' comaussSo Ae
orcamfflto provincial.
Outra du Hanoel da Silva Leal Loyo e Andr
Mara Pinheiro, negociantca d'eata praja, reque-
rendo isencao por lo anuos de qualquer contribu-
cao provincial sobro a materia prima que empre-
gar.'in e productos de urna grande fabrica de refi-
nacao da assucar e destillacao de mellaco, que pre-
tendem montar nesta capital.A' commissao de
petcij 's.
Outra da Fehcissimo de Azevedo Mello, eacri-
vo do orime desta capital, requerendo.,o paga-
mento da-399*550, que lhe deve a Cmara Muni-
cipal do Recife.A' commissao de orcamento mu-
nicipal.
Oulra de Adolpbe Leyret, engenheiro francez
requerendo urna subvencio para confeccionar um'
almanack .sob o tiu!oDirectorio Commerciai e
Industrial de Pernambuco.A.' commissao de or
cumento provincial.
Outra de Jos Gon^alves Ferroira Guimaries,
requereudo dispensa do pagamento do imposto
que est sujeito pela venda de uin seu escravo.
A' commissao de peticoes.
E' lido, apoiado e fica adiado, por tor pedido a
palavra o Br. Prxedes PiWnga, o segunte pa
recer :
A commissao de peticoes, tendo em vata a do
Dr. Joao Ferreir* da Silva, pediniio privilegio ex
elusivo do 25 anuos para montar e explorar n'est;'.
provincia urna fabrica de apparelhos elctricos ;
Considerando que os privilegios concedidos,
nao a ttulo de inveucao, em muito mpedem a lber
dade que deve ser garantida s artes, e que nal
tos dos artefactos do pedido do supplicaote, sao
privilegiados quer no paz, quer no estrangeiro :
Considerando que outros trabalhos, de que faz
mencilo a peticao, sao de dominio commum na in-
dustria e na sciencia e que aqu mesmo nacidade
ha artistas que trabalham em muitos dos servi-
cos enumerados pelo supplicante, e que na corte
do Imperio ha diversas fabricas bem montadas em
tal especialida le, urna das quaes pertence ao Es
tado, de parecer que seja esta indeferida.
Pala das coromissoes, 7 de Maio de 18S6.
Dr. Costa Gomes.Dr. Ferreira Velloso. Dadre
Ju'o de Barros.
E' lido, apoiado e fica igualmente adalo, par
ter pedido a palavra o Sr. Costa Ribeiro, o segun-
te parecer :
A* commissao de fazeinla e orcamento provincial
foi presente a peticao de Claudino de Mello, na
qual requer a collocac.w de alguns lampeea na
tiavessa do Handeira, na ra Imperial, onde alio
ga ter 10 casas, de parecer que seja indeferida
a mesma peticao, visto nao convir sobrecarregir
provincia de oras despezas, cuja necessidade ur-
gente nio provou o peticionario.
Sala das comin-soes, em 6 de Maio de 1886.
Coellio de Moraes.Gomes Prente.
E' lido, apoiado e approvado o seguate parecer:
A commissao de orcamento provincial, a qunm
foi presente a peticao de Wilson Sons e outros,
em que requerem para si-r a cmptnhia do gaz su-
jeita ao pagamento do imposto relativo ao deo sito
de carvao de pedra, para resolver o aaaumptoda
mesma peticao, requer que seja ouvido com urgen
ca o Theaouro Provincial.
Sala das commirsoes, em 6 de Maio de 1886
Coelho de Moraes.Gomes Prente.
Sio ldos, apoiados, julgados objectos de deliba-
racao e vilo a imprimir os seguintes projectes :
N. 68. A comms-iao de peticoes, examinando a
de Jos Gorac3 Ferreira Maia, que arrematou o
pedagio da barreira do Giqui. em Junho proxitnp
passado, poi um trieanio (de Julho de 1885 a Ju-
nho de 1388; pela quantia de 5:782*, na qual pede
o abatimento de duas tercas partes do valor da ar-
remata^ao ou rescisj do contrato, iadependente
de multa ; attendendo a que o peticionario teve
grande prejuizo no Io semestre deeorrdo entre
Julho e Dezcmbro do anua prximo findo, prejuizo
devido a abertura do trafego do trecho do Recife
a cidade da Victoria, na estrtda de ferro de Ca-
ruar ; attendendo que a arreraatacao do pedagio
da barreira de Jaboatilo, depois da resciso do
contrato, ibtida pelo arremataute, independente de
multa e pelas meamaa causas allegadas pelo peti-
cionario, foi de novo praca e entregue com gran-
de reduccao de seu primeiro valor, conforme reco-
nhece e informa o Theaouro Provincial, em seu pa-
recer de 16 de Abril ultimo ; attendendo que nao se
deve fazer ao peticionario o abatimento que requer
nem s por falta de dados offieiaes pelos quaes se
possa verificar qual o actual rendmento da bar-
reira, como poique aconcessao seria em|preuizo das
vantagens que resultam da concurrencia, propoe
a commissao que se adopte o segunte projecto :
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
baco resol ve:
Artigo 1/ Fica rescindido o cout-acto de a-
rcmatKcSo do pedagio da barreira do Giqn, que
fez Jos Gom:s Ferreira Maia, independente de
multa.
Artigo 2. A reacsao ser contada depois de
fiudo o actual semestre de Janeiro a Junho do
corrente anno.
Artigo. 3. Ficam revogadas as disposices em
contrario.
Sala das commissoes 27 d- Maio de 1886.Dr.
Augusto da Costa Gomes.Dr. Ferreira Velloso.
Julio de Barros.
N. 69 A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve :
Artigo nico. Ficam creadas mais tres loteras
de 120 contos cada urca, a sabor : urna para as
obras da igreja de Jatob, outra para as de Nossa
Senhora da Comen-ilo de Bello Jardim e outra
para as da de Bom Conselho, tambem de Bello Jar-
dim.
Revogadas as dsposicoes em contraro.
Em 7 di Maio de 1886.Juvencio Mara.
N. 70. A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve :
Art. nico. Fica o presidente da provincia au-
torisado a mandar, desde ja, proceder cobranca
dos impostos de gyro c de exportncao de accordo
como a\ iso do Ministerio da Fazenda de 2 de Abril
do corrente anno.
Revogamse as dsposicoes em contrario.
IEm 7 de Maio de 1886. Gomes Prente. 'Coe-
lho de Moraes.! uz de Andrada.Reg Barros.
Soares de A.mcnm.Julio de Barree.Dr. JoSo
Assembla Provincial
O Sr. JoNt Mari* fnao devolveu o seu
discurso).
A discusaao fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente levantou a sessao designando
a segunte ordem do dia : Ia parte2* discusto
do projecto n. 43; 2a parte2* discussao dos pro-
jectos ns. 21 e 27, todos deate anno, e continua-
do da antecedente.
RENLO EM t DE MAIO DE 1886.
JBR8IDEKCIA DO EXU.SB. DK. JOS M.VNOKL DE B&IIKOS
WANDEItLKy
Ao meio da, feita a chamado e verificando-se
1 depois de urna espera de quinze minutos, estarem
presentes apenas os Srs. Rodrigues Porto, Joao
de Oliveira, HercuUno Bandcira, Soares de Amo-
rim, Joao Alves, Barros Wanderley, Lourenco de
Si, Visconde de Tabatiuga. Ferreira Velloso, Do-
mingues da Silva, Barros Barreto Jnior, Juven-
cio Manz, Coelho de Moraes, Reg Barros, 15 u .lo
de Itapissuma, Jos Mara, Gomes Prente, Costa
Ribeiro e Regueira Costa ; o Sr. presidente decla-
ra nas ha ver sessao.
O Sr. Io secretario precede a letura do segun-
te :
EXPEDIENTE
Um ofEcio do Br. deputado, Revd. vgaro Au-
gusto Franklin Murcira da Silva, commnnicando
que, por alguns das, se retira d'esta cidade.ln
tetrada.
Outro do Sr. deputado, Dr. Pedro Gaudiano de
Ratis c Silva, communicando nao poder compare-
cer sessao por estar docnte.Interada.
Outro da Associaao Commerciai Agrcola, com-
muncando haver sido eleita a sua directora para
o anno de 1886 a 1887. -Interada.
Urna peticao de Artbur Oetaviano da Silva Ra-
mos, alumno mestre titulado pela Escola Normal,
requerendo o restabelecimento do ensino primario
da cadeira do sexo masculino da praia do Jang.
A' commissao de inatruccao publica.
Outra de Antonia de Mello Vercosa, requerendo
consignadlo da verba de 965*140, que lhe deve
de cus tas a Cmara Municipal da Victoria.A'
commissao de orcamento municipal.
Outra de Cantoso & nnao, requerendo a exe-
cucao da lei n. 1,795 de 1882. A' commissao de
legistacio.
Um abaixo assignados de moradores na Baixa-
Verde da ireguezia da Gra?a, requerendo a collo-
caco de dous lampcoes u* estrada d'aquelle no-
me.A' commissao de orcamento municipal.
O Sr. Presidente nomeia os Sra. Soares de Atno-
rim e Gomas Prente, para irem entender-Be com
urna commissao do Instituto Archeologco Geogra-
phico Pernambucano que se aebava na ante-sala
e em seguida dissulve a renu'o.
31* SESSAO EM 7 DE MAIO DE 1886
ruESIDESCIA DO EXM. SR. DB. JOS HANOEL DE BARROS
WAXDEBLET
SumxabioLetura e approvacao das actas das
sessoes de 5 e 6. Expediente.Re-
quermento c discursos do Sr. Visconde
de Tabatinga sobre engenhos centraos
do Cabo.Approvacao do requenmento
do meamo Sr. deputado.Approvacao
do requerimento de urgencia do Sr.
Jos Mara.'ObservacOes, pela ordem,
do Sr. Soares de Amorim.Requeri-
mento e discurso do Sr. Joa Mara.
Requerimeuto do Sr. Ferreira Jacobi-
na.Discurso do Sr. Joao Alves.
Emenda do Sr. Jos Mara.Regeeao
do requerimento do Sr. F. Jacobina.
1" parte da ordem do da.Dscus.tao)
parte da ordem do dia.Discussao do
projecto n. 25 deste anno.-Emenda
appruvada.Discurso do Sr. Coelho de
Moraes.Votajo.Approvacao em i"
discussao do prejucto n. 37 deste auno.
Discussao do projecto n. 50 de 1881.
Discursos dos Srs. Costa Ribeiro e
Gomes Prente, e observacoes do Sr.
Joao de Oliveira.Votacio do pro-
jecto. Expediente.
Ao meio dia, feita a chamada e verificando-se
estarem presentes oj Srs. Solouio de Mello, Ro-
drigues Porto, Soares de Amorim, Joao de S,
Coelho de Moraes, Juvencio Mariz, Julio de Bar-
ros, Barros Wanderley, Luiz de Andrada, Joao
Alves, JoSo de Oliveira, Joao ds Reg Barros, Lou-
renco de S, Visconde de Tabatinga, Herculano
Bandeira, Barros Barreto Jnior, Barao de Ita-
pssuma,Gomes Prente, Dominguesda Silva, An-
dr Das, Sophronio Portella, Costa Gomes, Fer-
reira Velloso, Ferreira Jacobina, Jos Mara e
Rogoberto, o Sr. presidente declara aberta a ses-
sao.
Compareeem depois os Srs. Prxedes Pitan-
ga, Regueira Casta, Costa Ribeiro, e Barao de
Ca ara.
Faltara : com participacao, os Sra. Antonio Cor-
reia, Ratis e Silva e Augusto Franklin, e sem ella,
os Srs. Rosa n Silva, Goncalves Ferreira, Constan-
tino de Albuquerque, Amaral, Antonio Victor e
Drummond Filho.
Sao lidas e sem debate approvadas as actas da
sessao de 5 e da reuno de t.
O Sr. 1* secretario procede a letura do se-
gunte
EXPEDIENTE
Um officio do presidente da Cmara Municipal
de S. Jos do Egypto, transmi:tindo o quadro de-
monstrativo da divida activa e passiva e orca-
mento de exercicio de 1885a 1886.A' commissao
de orcamento municipal.
Urna peticilo de Heurique de Barros Cavalcante
e Antonio Fernandes da Iveira Carvalho, 2* e 3o
offieiaes da Secretaria da Presidencia, requerendo
eonsignacSo las vertas de 153*100 para o pri-
meiro e de 391*725 para o segando, de venci-
mentos que leixaram de recebenA' commissao
de orcamento provincial
Outra de idedeiros 4 C, livreros desta capital,
proponde-se a confeccionar o almanack de 1887,
mediante a s ibvenco de 1:700*.A' commissao
de orcamenti provincial.
Outra dos meamos, requerendo consignacao da
quota de 2:536*520", resto das contas do foraeci-
mento de objectos para o expediente d'esta Assem-
bla, durante os annss de 1882 a 1885,A' com-
mistao de orcamento provincial.
do S. Mauoel Rodriguea Porto. Herculano
Bandeira.Barros Barreto Jnior.Joo Alves.
Costa Gomes.Sophronio Portella.Domingues
da Silva.-Visconde de Tabatinga.Joo de Oli-
veira.Dr- Ferreira Velloso.Rogoberto B. da
Silva.R.gueira Costa.
O Nr. Reducira Costa pede e a casa con-
cede dispensa da impresao deste projecto em
avulso, sendo smente publicado no jornal da casa.
.Entra- em discussao o segunte requerimento :
Requeiro que pelos cantes competentes se pe-
cara as nfurmacoes segunteo :
1.' Era que lei se firma o governo da provine!*
para conceder um privilegio de cinco annos a com-
panhia dos engenhos contraes do Cabo, para pela
segunda vez assentar 08 trilhos de seu servico
particular, no leito da estrada publica da provin-
cia, na zona do sul;
2.* Se para conceder o referido assentamento
de trilhos, foi ouvida a repartido dos Obras Pu-
blicas.
S. R. -Em 6 de Maio de 1886.Visconde de
Tabatinga.
O Sr. Visconde de Tabatiuga (pela
ordem )Sr. presidente, supponho que existia ah
sobre a mesa um requerimeuto mais antigo do Sr.
Juvencio Mariz.
O Sr. PresidenteO que est em discussao o
requerimento de V. Exc.
O Sr. Visconde de Tabatinga3e est em dis-
cussao o meu requerimento, incominodado como
me acho, nao posso discutil-o hoje.
Veuho apenas pedir casa, que o approve, por-
que tenho necessidade d'estas informacoes. Nao
se tractando de um negocio poltico, mas de um
assumpto que interessa todo o publico, espero qua
dito requerimento ser approvado.
E' encerrado o debate, o requerimento posto
votos e approvado.
E' lido e approvado o segunte requerimento :
* Requeiro urgencia de 30 minutos para justi-
ficar um requerimento sobre negocios de Tacara-
t. -Jos Mara.
O Sr. Soares de Amorim (pela ordem)
communica que a commissao do Instituto Archeo-
logico e Gcographic Per ambucano viera no da
antecedente convidara Assembla, afim de assiatir
a sessao que se tinna de celebrar no dia 9, s 11
horas da manca, na ana sede.
O Sr. Presidente nomeia para ir assistr a re-
ferida sessao, urna commissao composta dos Srs.
Praxedes.Pitanga, Gomes Prente e Domingues da
Silva.
Vem 4 mesa e lido o segunte requerimento :
Requeiro que pelos canaes competentes se in-
forme :
1.* Se o presidente da provincia tem conhec-
mento do estado aaarchico cm que se acha a co-
marca de Tacarat;
2.* Se exacto que foi aaswinado por
horda de desordeiros do squito dotenente coronel 'que .pessimo este systema.Jjue toem, de tudo de-
Cavalcante, o eallector d'aqnell comarca;
3." Se'o gobern sabe que a(|oella comirca
governada discricionariamente por Uavalcaute;
4. Se o juiz de direito inforraou o presidente
sobre este estado de cousas, a quaes as providen-
cias.Jos Mara. >
O Sr. fos HaraNos prmeiros das de
scsso, Sr. presidente, n> ndoi mesa um reque-
rimento de informacoes, para que fosse a Aesem-
bla interada do estado anarchicoem que se aeba-
va a comarca de Tacarat.
Aj minhas palavras foram recebidas com des-
agrado pela Ilustre raaora conservadora. O lea-
der de entilo, deputado pelo 1." districto, que hoje
se acha ausente desta casa e com asiento na ca-
raara temporaria, articulando urnas palavras duvi-
dosas, tetubeando mesmo. proenrou contestar as
"ssercoes, o defender o cacique d'aquellas parageus
0 famigerado coronel Cavalcante. E tanta con-
vicoes tinha S. Exc. de que aquella defesa era
gratuita ; e tanta conviccSo tnba S. Exc. de que
eram verdaderos o assertos por mm enunciados,
n'esta casa, que nao se dignou de publicar o seu
discurso, dexando de devolvel-o a empreza do Dia-
rio de Pernambuco.
O Sr. Joao Alvea- Porque nao teve tempo de
corrigil-o.
O Sr. Joa MaraV. Exc. nao podo juatificar
por esta forma o nobre deputado pelo 1" districto,
sera grande offeoaa aos talentos desse seu correli-
gionario, pois anda se achava nesta provincia,
quando foram publicados os debttei da sessao em
que para corr!gir-se as notas tachgrapbcas de
um discurso, nao necesario grande oapaco de
temno, em noucos momentos iato se faz.
O Sr. JoSo AlvesMas S. Exc. durante o tempo
que aqu csteve pronuncou muitos discursos, tai-
vez uns quinan ou dezesseis.
O Sr. Jos MaraPara que V. Exc. hiperb-
lico Se eu nao conhecease V. Exc, se nao sou-
besse das ligseoes que existe entre V. Exc. e
aqu"lle deputado, acreditava que V. Exc. assim se
manfesta com intenco reservada, para expor ao
ridculo o sc-u correligionario. ( ^partea).
V. Exc. sabe que o nobre deputado pelo Io dia-
tricto nunca pronuncou ura discurso n'esta eaaa,
limitando-se a proferir poucaa palavras, para dznr
a verdide, fazendo ligeiras cousideracoes sobrs as
disctis8u!s feridaa aqu, e isso raraa vezes. Como,
pois, vem V. Exc. affirmar que o nobre deputado
pelo 1" districto proferio alguna 16 discursos?
O Sr. Joao AlvesEu entendo que todas as
vezes que se falla na Assembla tem-se proferida
um discurso.
O Sr. Joa MaraMas nilo teve coragem do
publicar nenhum desae3 poucos discursos a que se
refere o nohrn deputado.
O Sr. Gomes PrenteV. Exc. pouco ge-
neroso para com o nobre deputado que est au-
sente.
O Sr. Jos MaraNao son pouco generoso. Ma-
nifrstei-ine por eata forma em virtule dos aparfps
que me foram atiradoa, o principalmente por urna
razao: j tvc a coragem de ropellireaae deputado
que tentn pretenciosamente embargarme o passo
na estrada do dever que eu dea>".ssoa-.bradamente
comeijava a percorrer, como tenho percorrido e
eontnnarei, se Dens der me sadc; com toda
eoragem disse-lhe face faca que nao o tema,
ora aqu, nem l fra.
Portanto, nao so pode dzer que fraqneza de
minha parte o pro^edmento que acabo de ter.
O Sr. Gomes Parente^O nobre deputado nao
deve eensurar um collnga que est ausente.
O Sr. Jos MaraNilo o estou censurando, nao
o estou acensando. Apmaa note! que o nobre de
putado, com1 que por irona, assim se pronun-
aiasse. quando todos na aabenos do contrario.
Sr. presidente, eu dase e affirmei que se achava
fra da lei, fob o dominio da anarchia, imperando
a faca de ponta, o puabal c o chicita a infeliz
comarca de Tacarat,
O Sr. Prxedes Pitanga -E o bacamarte.
O Sr. Lourencn de SE a pea.
O Sr. Jos MaraO Sr. Goncalves Ferreira o
contestou mas o fez balbuceando palavras diffi-
ceis de se ouvir, mesmo porque S. Exc, talvez por
conveniencia, falla bastante baixo e engrulhada-
mente.
Na cmara geral o Ilustre representante da-
qnella circumseripcJo j levantou igualmente a
sua voz, e, pela mesma forma que o seu correligio-
nario aqu, o nobre deputado, Sr. Correia de Aran-
jo, pedio a palavra sobre o requerimento em dis-
cussao com o intuito smplesmente de fazer'com
que fosse a discussao adiada para as kalendasgre-
gas, indo dormir no p do eaquecimento aquelle
requerimento.
Um Ilustre deputado liberal pedio urgencia pa-
ra a discussao daquelle requerimento, porquanto
da discussao poderia vir muita lus para a verifi-
cacao dos podere? do deputado eleito pelo 13 dis-
tricto.
Passou, com surpreza geral, a urgencia reque-
rida, eS. Exc, o Sr. Correia de Araujo, levantou-
se para dizer smplesmente quatro palavras em feza de Francisco Cavalcante, a quera chamou seu
distincto amigo.
De duaa urna : ou o Dr. Correia de Araujo nao
tem a competencia necessaria para oceupar a tri-
buna na eamara geral, e, nesta coso somente poi
irona foi S. Exc nomeado para a commissao de
resposta falla do throno, ou S. Exc. tem compe-
tencia para oceupar a tribuna na representaco
nacional, e o faci de nao haver refutado as con-
sideraces brilhantemente feitas pelo Sr. Dr. An-
tonio de Siqueira a prova inconcussa de que Ca-
valcante nl> pode ser defendido.
En nao admitto a primeira hypothese, pois faco
ju8tica intelligencia do meu honrado adversa-
rio.
Eu disse, quando fallei sobre esse assumpto no
outro dia, que o estado de Tacarat era alarman-
te, que as cousas nao perecan) ficar naquillo, que
os attentadoB se reproduzam e que eram necessa-
rias providencias serias e enrgicas.
Os nobres deputados, suppo. do prestar um ser-
vico ao seu partido, deixaram de aceitar o meu re
querimento, que era talvez o meio de impelir que
proseguistem aquellas violencias, aquelles attenta-
dos.
A voz da minora nao foi ouvida, e isso concor
reu, sem duvda, para que os chefes conservado-
res daquella localidade, que esto afeando o incen-
dio, se convencessem da protecco de que goaam
por parte do governo, ompenetrando-se de que os
seu3 crmea, por maiores, por mais nefandos que
fossem. seriara acobertados com a impunidade ; e
eis que ea atirama navas e mais arriscadas em-
prezas.
Segundo acabo de ser informado, fra assasai-
nado o collcctor da comarca de Tacarat, a popu
lacSo acha-ae em armas ; o juiz de direito consi-
dera-so sem garanta de especie alguma...
0 Sr. Gomes PrenteNao me consta isso.
O Sr. Jos Mara... e nesse sentido telcgra-
phou ao preeidente da provincia, que tem em seu
poder o telegramma.
O Sr. Gomes PrenteQuem disae isso ao no-
bre deputado ?
O Sr. Jos Mara V. Exc. d seu testemunho
de que S. Exc. nao receben o telegramma ?
O Sr. Gomes PrenteNao dou.
O Sr Js MaraSe V. Exc. nao d sen tes-
temunho pessoal, nao pode dizer que aso nao
exacto.
O Sr. Gomes Prente Eu disse que nada me
consta.
O Sr. Joa Mara V. Exc. sabe que as vezes
os oppoaionisias sabem mais fcilmente d'aquillo
que ge paasa na propria casa do governo do que os
amigos desse governo.
Eu declaro a V. Exc. que nao s verdade que
esses factos se deram ltimamente em Tacarat,
como exacto que S Exc. acha-se inteiramente
informado por meio de telegramma do juiz de di-
reito, que pede providencias immediatas.
Cavalcante dirige e goverua como cacique a co-
marca de Tacarat I
Pela imprensa, desde muito, pedem -se providen-
cias ; levantam-se reclamares nao s no seio da
Assembla Provincial, como tambem no seio da re-
presentaco nacional e os representantes do parti-
do conservador, longe de azonaelharem esse seu
correligionario, longe de o chamaren ao cumpri
ment) do dever, ao caminho da ordem, incitam ne
praMea de novos crmea, c ivar-se no sangue
dos 8 3US adversarios .'
Sio>; os. nobres deputad >s sao os culpados de
proseguir Cavalcante nesses attenfados, neaaas
violencias, nessesf crmea nefandos, des !e que o
elogi ira, qualificafldo-o de cidado distincto e pres-
t mof o.
O que querem os nobres deputados qus succeda,
se Cavalcante, aps a perpetracao le todos esses
nefar.dos crmea, longe de receber a menor censu-
ra, ao contrario v-ae glorificado...
O 3r. Prxedes Pitanga E no parlamento bra-
sileiro.
OlSr- J8^ Mara.. .no parlamento braaileio,
eomo bem diz o nobre deputado !
Pok nao comprehendem os nobres deputados,
primir se, se parte dos adveraanos, e de tudo elo-
gar-se, se doa correligionarios ? Nao comprehen-
dsm os nobres deputados que nem sempre (levemos
oneampar ^>s mos actos, aa faltas commettidas
peles nossos correligionarios ? Nao comprehendem
Ss. Exea., que iato inconvenientisaima e que traz
aa consequencias aa mais funeataa ?
O Sr Costa RibeiroSem duvda, e assim que
se toOinam as guerras civis, os odios intestinos.
O Sr. Joa Mara Se ainda desta vez o meu
requerimento nao for approvado, so levantar-se
um membro da bancada opposU para defender
este hoin.m...
O Sr. Gomes Prente -Que homem ?
O Sr. Jos MaraO Sr. Cavalcante !... Se o
continuaren) a considerar um semi-deus, cntao ati-
raro aquella comarca n'um ver iadeiro abysmo, c
tudo que sobrevier recaliir nicamente sobra os
nobres deputados pala sua imprudencia.
O Sr. Gomes PrenteCavalcante nao auto-
ridade de especie alguma.
O Sr. Jos -MaraE' esta a reprodcelo das
justificativas do nobre deputado pelo 1* districto.
Eff:etivaTiente Cavalcante nao autoridade de
esuecie algn a; mas to do delegado de polica,
e mais do que isto, o chefe du urna horda de
criminosos que infestara aquellas parageas e com-
mettem os maia uefaniios crimes, alliando eata
chefia a do partido conservador.
O Sr. Go-nea PrenleEssa horda de crimino-
sos j l existe ha muito tempo.
O Sr. Jos MaraNao sei dsao ; mas o que sei
que no dominio liberal nao se inveotio do cargo
de autoridade policial chefe poltico algura d'a-
quella localidade, e iato sera duvda pirque -atan-
do all e3tremados os partidoa, eheioa d odios e
prevenco.'s, nao era urna pessoa d'aquelli locali-
dade, poi mais respetavel que foase, a compiten -
te para exercer tal cargo.
Durante quaai tolo o dominio liberal, na co-
marca de Tacarat, foram autoridades policiaea
offieiaes militares. Cahiudo o partido liberal um
dos primero3 act03 oue o governo praticou com
relajo aquellas parageus, foi sem duvda, a reti-
rada do delegado militar, e a nuneaeao do sobri-
nho de Cavaleante para esae lugar, nlo tendo si-
do nomeado Cavalcaute porque ento nao se ba-
ria anda livrado des muitos proeessoa que sob.-e
elle psavam
O Sr. Gomes Prente ) delegado nao pode
ser condemnado pelo ficto de ser simplesment3
prente de Cavalcante. I
O Sr. Jos MariaEu ainda nao fallei no de-
legado de polica, e effectivamente elle nao pode
ser acensado nicamente por ser sobrinho de Ca-
valcante.
A minha aecuaaco versa sobre ou'ros pontos,
como por exemplo, sobre a segunte : a comarca
de Tacarat est completamente anarchisada
Cavalcante, to do delegado de polica, a trente
de um grupo numeroaissimo de criminosos que in
festain aquellas paragena, commette toda a sorte
de attentados, toda a sorte de criraes e de violen-
cias c nao euoontra o menor obstculo a todas es-
tas tropelas, a tantos desatinos.
O Sr. Gomes PrenteV. Exc. est mal infor-
mado
O Sr. Jos MaraNao eatou mal informado,
ensrana-se o nobrs deputado.
O Sr. Gomes Parate Mas entao o que tem
feito as autoridades judici.irias ?
O Sr. Jos MaraO juiz de direito j can?ou
de pedir providencias ao Sr. presidente da pro-
vincia.
O Sr. Gomes PrenteNao precisa pedir pro-
videncias porque elle as tem na lei.
O Sr. Jos MaraV. Exc. nao sabe que o juiz
municipal que conservador, acha-se ha mais de
5 mezes nesta cidade, e tendo sahido d'aquella co
marca porque nao quera oppor-se aos actos pra-
ticados por Cavalcante, e nao lhe convinha tam-
bem porque decntenente nao poda tazel-o, assis-
tr mpassivel esses actoa ?
Nao aabe V. Exc. que o promotor publico, que
conservador, d'all saho fgido, com receio de
ser victima do famigerado, e dizia publicamente
que era aterrador aquelle estado ?
O Sr. Gomes PrenteE o juiz de direito ?
O Si. Jos MaraO juiz de direito, j odia-
se e repito, est caneado de pedir providencias, e
acaba de declarar francamente, por telegramma,
3ue nao tem garantas, que a comarca est fra
a le, eat sendo governada por criminosos que
armados, em p de guerra, pnreorrem todas as
ras da cidade.
Pois os nobres deputados nao sabem que nao
sao s os beraes que se tem queixado ? Pois os
nobres d-.putados porventura ignoram que um
chefe conservador da localidade, o Sr. Valpaasos,
emprehendeu urna viagem penoaiaaima de Taca-
rat at aqu, para pedir providencias a S. Exc.
o Sr. presidente da provincia ? Ss. Excs. contes-
tarlo isto ?
O Sr. Gomes PrenteNao sei o que veio fa-
zer aqu o Sr. Valpassos.
O Sr. Jos MaraSrmpre o mesmo systema !
Pois se V. Exc. nao 8abe, sei eu ; atfirmo a V.
Exc. a casa que o Sr. Valpassos csteve em pa-
lacio, conferenciou com .o Sr. presidente da pro-
vincia, e o Pr. Costa Perera, descreveu o estado
lastimavel e horrivel em que s achava, como con-
tinua a se achar aquella comarca e nem urna pro-
videncia at agora se deu. Ao contrario, justifica-
se plenamente o cacique de Tacarat, e o resul-
tado este que vemos. (Apartea).
Se os nobres deputados assim continuaren) nao
sei at que ponto chegaro es attentados commet-
tidoa n'aquella localidade ; chegar-sc-ha a um es-
tado tal que o nico meio ser armarem-se todos
03 homens bons d'aquella localidade, que nao pac-
tuam com o crme, que nao pertencem e nem go-
sam das sympathiaa do grupo de Cavalcaute, pa-
ra defenderem-se como podercm. (Apartes),
E o nobre deputado a acastellar-se sempre oes-
te ponto : e o que faz o juiz de direito ?
O juiz de direito, j estou caneado de dzer, nao
tem cesado de pedir providencias e garantas e
nao se lhe dando, nada pode fazer. Tem paa8ado
por transes amarguradoa, vendse a cada instan-
te victima do grupo audacioso, que na vespera da
eleicao cercou lhe a eaaa, ameacando-o, tentando
arromba!-a.
Nestas condcces, um presidente sensato, um
administrador criterioso, que antepoe o interesse
publico e a vida dos sena concidadoa ao espirito
partidario, desde que tivesse conhecimento de fac-
tos desta ordem, deveria immediatamente fazer
com que o Dr. chefe de polica se transportase
aquella localidade afim Je a fazer entrar no domi-
nio da legilidade.
Um Sr. Deputado Confiemos no juiz de di-
reito.
O Sr. Jos Mara Mas, como insiste V. Exc.
nese bordaoconfiemos no juiz de direito, se es-
se magatradovdiz que nilo tem garantas, se elle
diz que a comarca est alarmada, se elle diz que
nao tem torca para manter a lei ?
Pois V. Exc. nao sabe que o juiz de direito
de Iguarass, a deapeito de estar no poder o seu
partido, ?m urna comarca muito prximamente li-
gada a esta capital, foi desrespeitado no tribunal
do jury, e aquelle que isto fez, longo de ser pu-
nido, foi galardoado, sendo removido para urna
comarca superior ? Como quer V. Exc. que o juiz
de direito de Tacarat, que se aeha nos confins
desta provincia, que tem caucado de pedir prov-
dcacias ao presidente da provincia, sem que este
Ih'as d, declarando mesmo que nao tem conheci-
mento de couaa alguma, como quer V. Ex ^ que
esse honrado ^magistrado possa fazer alguma
cousa ?
V. Exc. mesmo, como jai* de direito, cm ama
emergencia destas, sem forca para conter os cri-
minosos, sem o auxilio das autoridades da provin-
cia, o que poder a fazer ?
O Sr. Regueira CostaPrender os crimino-
sos.
O Sr. Joa Mara-Com que recursos?
O Sr. Regueira CostaCom o auxilio das au-
toridades.
O Sr. Jos MaraMas, se taita esse auxi-
lio?
O Sr. Gomes PrenteNao falta tal.
O Sr. Jos MaraComo nao falta ? Provoco a
V. Exc. para qu m'o prove.
O Sr. Gomes Prente Em tempo opportuno
fal-o-he.
O Sr. Joa MaraO nobre deputado nao tem
mais o direite de exigir de mm que acredite nes-
sas promessas.
De vez em quando V. Exc. affirma que me dar
resposta, mas essas respostas ficam sempre no
eaquecimento, porque V Exc nao as d. V. Exc
disee-me que o presidente da provincia tinha dado
as providencias. En perguntei-Ihe quaes foram el-
las, e V. Exc nao me soabe explicar. E' que V.Exc.
ignora o facto, e por isso nao ple responder-me
satisfactoriamente. Ignora mesmo a existencia de
um telegramma por S. Exc. o Sr. presidente hoje
recebido.
O Sr. Gomes PrenteIgnoro o facto do tele-
gramma ; mas o que tem isso ?
O Sr. Jos MaraEu pergunto ao nobre de-
putado se verdade eu nao, que se tem dado
muitos assasainatos, acontecimentoa muito serios
naquella localidade? E' exacto, o nobre depu-
tado nao me pfle conteatar isso.
En quizera qae V. Exc.mo affirmasse, sob sua
paljvra, que aquellas autoridades tora precedido
nos termos doa iuqueriios respectivos.
Um Sr. DeputadoNuo se tem prendido os cr>
minosos ?
O Sr. Joa MaraNio, s nhor.
O Sr. Regueira CostaEntio a aecuaa^ao de
V. Exc vai at o juiz de direito.
O Sr. Joa MaraMas se esse ju3 de direito
declara francamente ao presidente da provincia :
eu me acho mauietado ; acho me impossiblita-
do de exercer qualquer autoridade sobre eases
criminosos, porquo tenho a minha vida arriscada
a cada instante?
O Sr. Regueira Costa Entilo elle nlo tem a
coragem do seu dever.
O Sr. Jos Mura Isto multo bonito de se
dzer, quando se e=t aqu nesta cidade, longe do
pergo, muito bem acatado em urna cadeira, como
o nobre deputado.
Eu nao sei meamo se V. Exc. tera a coragem
precisa para proceder de mudo contrario.
O Sr. Regueira CostaO magistrado deve sa-
crificar-32 a tudo, coratanto que cumpra com o seu
dever.
O Sr. Jos Maria O que ffirmo a V. Exc.
que commigo Cavalcante nao comera disto.
Ah se eu fosse j-iz de direito de Tacarat,
ha muito tempo esse facciuoroso tera sahido
d'all, nao sei se para outra comarca ou se para
lugar maia seguro, para um lugar muito longe e
de onde a gente nao volta mais. O que afianco
a V. Exc. que nem Cavalcante nem outro qual-
quer tera a coragem de rondar a minha p rta.
Um Sr. DeputadoE porque que o juiz da
direito nao procede como V. Exc. procedera ?
O Sr. Jos Mara Mas que nilo ha muitos
homena que estejain nas raesmas condices cm
qu-; eu estou, isto que tenuain tanto desapego
vida como eu tenho.
O Sr. Barros Barreto Jnior Isto mo-
destia.
O Sr. Jos MariaEu fallo para quem me co-
ahece, para aquelles que sabem quanto desapego
eu teuho pela vida.
Voltando ao assumpto, dire, se o nobre deputa-
do comprchoiidcsse os transes amarguradoa por
que tem passado aquello magistrado, seria o pri-
meiro a dar lhe toda a razo. Basta dizer a V.
Exc, Sr. presidente, que na vespera da eleicao
eaae digno magistrado teve necessidade de fechar
todas aa portas de sua casa, com receio de ser
assassmado, e este facto foi presenciado pelo Sr.
Dr. Antonio de Siqueira, que s--' chava hospeda-
do em sua cas;.
O Sr. Ferreira JacobinaO juiz de direito de
Tacarat c uin carcter muito diatiacto e respei-
tavel.
O Sr. Joa MariaFoi uccessaro at que se
apagasacm s luzes com receio de que pelas frea-
tas das portas podesse penetrar alguma bala.
Eu corapri'hendo perfetamente a situacao dolo-
rosa'daquelle dguo e illustre magistrado, e por
isso o justifico. Se d go que o meamo nao succe-
deria commigo, porque sou, felizmente, dotado
de urna organsac>o especial, e bem poucos homens
do meu quilate hei encontrado.
O Sr. Barros Barreto JniorIsso anda mo-
destia.
O S;'. Jos MariaPode ser tudo meaos modes-
tia : pode ser vadade, presumpeo, como quize-
rem; mas o que certo que nunca ti ve medo de
cousa ou pessoa alguma.
V. Exc. agora com o seu aparte, faz-me lembrar
um facto muito commum, que se d em reunies
familiares :
Quando um cavalheiro dirige-se a urna senhora
e diz-lhe com arcado galanteio V. Exc. mui-
to bonita em regra esta responde : qual .' mo-
destia.
O Sr. Barros Barreto JniorMas V. Exc de-
va ter comprehendido a irania do meu aparte.
O Sr. Jos Mura Pois V. Exc. acredita que
pode dirigir-se a mm irnicamente, quando eu
atfirmo desta tribuna urna cousa que todos que me
conhecem sabem ? V. Exc. eat brincando.
O Sr. Prc8dentePeco ao nobre deputado que
restrinja aa auas observacoes.
O Sr. Jos MariaEu voa terminar, Sr. presi-
denc*, porque sau muito obedeute a V. Exc. Eu
vou terminar, nao o meu discui ao, mas estas phra-
ses desalinhavadas por mim proferidas hoje, como
sao desalinhavadas todas as phrases que profiro
nesta Assembla...
O Sr. Barros Barreto JniorIsto agora que
modestia sem irona.
O Sr. Joa Maria ... porqne, discurse, Sr.
presidente, eu nao sei proferir ; deixo isto para o
nobre deputado pelo Io districto, o >. Goncalves
Ferreira. Satisfa^o-me, como j disse no outro
tro dia, com poder expressar os meus penaatnefitos
de forma que sejam ouvidos por aquelles a quem
me dirijo, mbora enunciado em phrases toscas;
satisfaco-me com isto, porque z-me a conscien-
cia que assim hei cumprido o meu dever. A mi-
nha cousciencia fica tranquilla, poique assim pro-
cedendo nao consiuto que o crime campee altivo,
principalmente quando elle praticado contra
meus irmos em crencas, contra os paras, qae
sao os beraes de todo o paz, desta provincia, da
infeliz comarca de Tacarat, de todo o 13 dis-
tricto, que ieve pagar caro a ousada de haver
eleito ura distincto liberal, representante na C-
mara dos Deputados, derrotando vergonhosamen-
te o pmplho, filho do chefe dos nobres deputa-
dos, daquelle que nao se satisfaz cora o titulo hon-
roso de chefe ao partido conservador de Pernam-
buco ; mas qner ser chefe de todo o norte, seno
de todo o imperio.
Rejeitem os nobres deputados o meu requeri-
mento : atirem a comarca de Tacarat ao abismo,
se que possivel mais ainda, ; porm fiquem
convencidos de que, ao passo que cumpro o meu
dever, Ss. Excs. esto acorof oando o crime e se-
rio os responsaves pe) sangue que naquella in-
feliz comarca se derramar. (Muito bem, muito
bem)
(Contina.)
A conmisso de redaeco de parecer que se
adopte a segunte para o projecto n. 163 de
1884 :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco. resolve :
Art. Io Fica o presidente da provincia autori-
sado a contractar com Albuquerque & Coutinho,
negociantes eatabelecidos na cidade de Nazareth,
ou com quem maiores vantagens offerecer, a cons-
truccao de urna linha ferro-carril de trac-cao ani-
mal para transporte de cargas o passageiros, a
qual ligar a ultima esta:;lo do ramal da ferro-
va de Nazareth cidade do mesmo nome.
Art. 2o Os contractantea podero gozar de pri-
vilegio por praso nao superior a 30 annos.
Art. 3 A empresa fiear isenta do pagamento
de dreitoa quer municipaes, quer provinciaes,
podendo se utilisar, para a colloca^o de trilhos,
de 10 palmos da estrada publica da rodagem.
Art. 4" Ser obrigada a empresa :
S 1 A comecar o servico dentro de doas annos
contados da data da celebracao do contracto.
2 A conduzr gratuitamente todos os gneros,
mercad nas e objectos pertencentes provincia ou
municpal'dade.
| 3' A nao exigir em caso algum preco de
transporte superior a vin.e res por 15 kilogram-
raas e sete ria por centmetros cobco na ra-
zo do peso ou volume e duzentos ris por cada
passageiro.
Art. 5 Ficam revogadas as dsposicoes em
contrario.
Sala das commissoes, em 20 de Maio de 1886.=
Barros Barreto Jnior.G. de Drummond Fi-
lho.
A commissao de redaccao de parecer que se
adopte a seguate pitra a emenda n. 1 ao projecto
n. 163 de 18SI :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art 1 Fica o presidente da provincia, autori-
sado a contractar com Severno de Andrade, te-
nente-coroncl Francisco Perera de Carva.no e
Luiz Lack,ou com quem melhores vantagens offere-
cer a conatrueca de urna via-ferrea de bitolae3tre-
ta qne part ndo de urna das estacoes de Canhotinho
ou Poco do Coelho, do prolo gamento da estrada
de ferro ao Recife a S. Francisco v terminar na
Villa de Papacaca, passando pelo povoados de
Palmeirade Garanbuns, Villa de Corrente e Lsgoa
do Emygdio ou auas immediacoea.
rt. 2 Ser garantido o juro de 7 /, do ca-
pital que nao poder exceder ds 2.000:000* a que
ser oreado pela Repartico das Obras Publicas
por occasio de se lavrar o contracto.
Art 3 A garanta de jaro de que trata o ar-
;

i
L
)


Diario de PernambncoSabbado 22 de Maio de 1886

3
tigo antecedente 8(5 se refere o capital realmei te
emprimado nos matenaes e na constrneeo ees-
pois de verificado o sen effectiv emprego.
Art. 4o E' concedido para a exp'oracao da di .a
via-ferrra privilegio por praso que nao poder ei-
eeder & 80 annoa, findo o qual sem indemnisaco
alguma pasear a referida estrada a ser proprij-
dade-da provincia. ,
Art. 5 No contracto qno se celArar ficarao cla-
ramente estabelcidas as conoidea technica; e
todas asmis que forero n-cessarlos boa iiscali-
acSo do servico da construccSo e do tratego.
% Art. 6 Ficam revogadas as disposieOes ;ra
contrario.
Sala da commissoes, em 20 de Maio de 18S6.
Barros Barreto JunioreG. de Dromtnoud i'i-
lbo.

KtviSTA DIARIl
Aanembla ProvincialNao houve ho ;-
iem sessao, por terem comparecido apcuas 18 S s.
deputados.
A reuuiao foi^residida pelo Eim. Sr. Dr. Jis
Manoel de. Barros Wanderley.
O Sr. 1- secretarlo procedeu lcitura do ie-
guinte expediento :
Uas officio do secretario do governo, transm t-
tindo um projeoto de posturas da Cmara Mu i -
cipal do Becife, referente collocucao de placas
de numeraciio e dsticos das ras desta cidade.
A' coramissoo de exama do posturas.
Outro do mesmo, cooimunicando que tiveram o
conveniente destino a relacao dos Srs. deputad s
e o ponto dos empregad.s da Secretaria desta As-
sertbla durante o mez de Abril ultimo.Intei-
rada.
Outro da Cmara Municipal da Victoria, pv
dindo que seja creado um lugar de amanueu e
coin o ordenado de 4003.A' commissao de or-
namento municipal.
Outro da Jde Triumpho, commumeando estar
Bciente de havor prestado juramento do cargo de
1 vice presidente desta provincia o Exo,. Sr.
Dr. Ignacio Joaquim de Souza Lso.Iutci-
rada.
Umn pe t cao de Ignacio Proeopio da Cunta,
professor contractado de Couro d*Anta, requeren
do ser considerado cffectivo no magisterio..V
commissao de instrucjiio publica.
Outra de Cleomenes Lopes de Siqueira; maj or
fiscal do corpo de polica e commandantc interino
do mesmo, requerendo a extinecao das revistas
do mostia.A' commissao de legislacao.
Outra de Augusto Octaviano de Souza, thesou-
reiro das loteras desta provincia, requerendo a
adopcao de medidas que po.-sam crguer do abari-
mento em que so acha fsse ramo do servi ;o
publico.A' commissao de oreameoto provin-
cial .
Outra de Antonio Heurique de Souza Gomes,
requerendo eonsignac2o da quoia de 126> para
pagamento do aluzuel de iua casa que servo 1>
cadeia e quirtel na cidade de Itamb.A' com-
missao de orcaiiK ntj provincial.
Achando-se sobre a mesa forana a imprimir dons
pareceres da commissao de reducea ., um sobre a
do projecto n. 163 de 1884 e outra sobre a da
emenda n. 1 no mr-smo projeeto.
Em seguida dissolveu-se a reunio.
Tribnnnl do Jnry do UecifeForam
hoatein julgados ot reos Prai.kli i Pereira do 1
Jos Alcxaudro Pereira c Francisco Correia de
Vaseoncellos, que foram absolvidos.
Achavam-se cll-'S pronunciados no art. 201 do
cdigo crirain .1, e foram patrocinados, o reo
Frankliu Pereira pelo Sr. bari i d N izareth e os
outros pelo Sr. acadmico Jos Sveira do Piar
Filho.
Foi encerrada a sessao.
Inntit icrneolosico etieographi
co PernamliucanoAuteliontem, 1 hera
da tarde, reunio-ae o Instituto era sessilo extraor-
dinaria sob n presidencia do Euao. Sr. caaaelbeiro
Pinto Jnior, cora nssistencia ilos Srs. Drs. Liria
Freir, Cycero Peregrino, JosHygiuo, LopeaMa-
chado s tviiu de 2" secretario o Augusto Costa
substituindo o 1", que nao comparecer.
O Sr. 1" secretario mencionou as seguintes di-
feras :
Pelo Dr. Joao C. Cavaieante, 2 volumes enca-
dernados da obra Nova numeraco da cidade do
Rio de Janeiro, trabalho que fez por ordem da
Illma. cmara municipal e do Exm. ministro da
Fazeuda, Visconde do Rio Branco.
Peb capitao Joo Justiniano da Rocha, 1 map-
pa da repblica do Paraguay, impresso em 1861 e
all encontrado por occasio da campanha.
Pelas reapeebvaa redaeeSea, diversos jornaes
de3ta e de outras provincias.
Passando-se ordem do dia, foi lido e approva-
do o segua te p re cer da commissao de cintas]:
A eoaunaafo de fundos n ornamentos tem *ia-
ta 4 demonatiaejo a presentada pelo Ilustrado e
prestimoso consocio Dr. Jos Hygino Duarte Pe-
reira, relati .'a nos mudos que Ihe foram proporcio
nados pelo Institu > e applicaeao que lhes deu
no desempenho de sua commissao Hollanda.
E sobre a mesma demonatracao e documentos
de ns. 1 67, que a instruem e comprovam o e:n-
prego d'aquelles fundos, tendo a commissao proce-
dido aos devidos exames, chegou a verifican! do
seguinte:
Que ao referido Dr. foram prestadas quantias
que pela reduccio da moeda brasileira aos ea n-
bios dos das das respectivas rcmessas perfizer un
em dinheiro esterlino a somma de 714 18
shilings e 0 pences, importancia pela qual debi-
tou-se.o mesmo doutor.
Que de accordo eom anas instrueco^s, dispen-
deu a somma da 330 l'J shilings e H pences na
acqdisico que fez para o Instituto, em Haya,
Amstcrdam, Rotterdam e Londres, de livros e bro-
churas importantes, de varios mappas topographi-
cos tteata cidade e de grande numero de copias de
documentos do archivo de Haya e do Mnsen de
Londres, concernentes historia desta provincia
durante o docninic hollandez e de reproduccao das
cartas de (Jamaran e das gravuras de Saete; como
tambera em varias despezas miudas que sao indi-
cadas na demonstradlo alludida, e no custo de sua
passagem de ida e volta.
Que do documento que exhibe o Dr. Jos Hygi-
no, acha-se em deposito a favor do Instituto em
casa dos Srs. "into Leite & Brothers, de Londres,
a somma de 400 resto da importancia que lhe
fora remettida.
Que, finalmente, tendo sido a receita de 714
18 shilings e 6 pences e a despeza de 730 l!
scbilinss e il p rases, considerada nesta a soinma
do deposito em Londres para corresponder ao ere-
dito da conta, resulta um saldo a favor do Dr. Jos
Hygino Duarte Pereira de 16 1 shilings e 5 peu-
ces.
Do exposto, portanto, a commissao de parecer
que sejain api rovadas as contas de que se trata.
Pala das sessik's do Instituto Areheologii-o e
Geographici Pernambueano, 20 de Main de 1886.
Antonio Witruvio Pinto Bandeira Accioli de
Vaseoncellos Antonio Maria de Parias Neves.
Foi tambera lida e approvada a seguinte pro-
posta :
Proporoos que. attendendo ao importante servi-
co que acaba de pr ttar ao Instituto o Dr. Jos
Hygino Duarte Pereira n<> desempenho de sua
commissao noj archivos da Hollanda, se Ibe confi-
ra o titul > do socio benemrito.
.-alia das sessoes do Instituto Areheologico. 13
de Marco de 18S6.Baptista Regueira.Quintino
de Miranda Pereira da CostaJos Doningoea
da Costa.Codeceira.Joo Job Pinto Jonior.
Em seguida dec>ar>ju o mesmo Dr. Jos Hytrino,
renunciar em beneficio do instituto o saldo 16 ti,
1 thyling e 5 pences. que confrmese vedas con-
tas examinada, exi-ieein teu favor.
Final:aente o Sr nresidente nomeou os Srs. Drs.
Luna Freir. Joae Hygino e L' pe Mi diado para
era com nissao irera, poi parte do instituto, vi itvr
o socio ricnerai'rit'i ei presidente, o Exm Sr. con-
selheiro Quintn > de Miranda, que se acha do nte,
e levantou a sessao
Obran Pablira* Ni prxima segunda-
felra, 21 do corrente, ao meij dia, e na Kepar
das Obras Putdicas P ovincaes, recebe-s- propos-
tas para execucao d ,s r paros da pinte sobre o
rio Serinhaem, no engeubil PO Sangu oreados
em 2:100000 ; e bena aasm propostas para pin-
tura das estatuas e do :;radil do jardim do Campo
das Princezas, de aceordo coin as eondicoes que
ge acham na secretaria da rferid. Bepartieao.
Roa Nova de Wantai RitaOs morado-
res dessa ra recl mam providencias que poriham
termo ai charco inmundo em que esta transforma-
d a mesma ru i, bem como 4 criaclo de pircos
nos quintaes de algumas casas.
Todo isso da o npeteneia da Eiilidade o an-
tes da sua commissao de asseio a lirapeza. lies-
ta, porm, saber se esta commissao existe, e, nesta
hypothese, se qur cumprir o seu dever.
Tbenonro ro^rlnrialHoje, no The-
ouro ProcinciaJ, paga-se aos professoros de 2
entraseis, e Hgunda-feira aos de 3 entrae ia os
eus respectivos vencimentos do mez de Derehibro
ultimo.
Povoado da TorroDizem-noa deae po-
voado que o matto tanto alli, palas ras, que
quasi su nao pie trauzitar de umpara,outro lbty
daa mesmas ras.
Seria nma boa opportuniJade de a Edilidade
fazer urna obra til; mas fquerer ella praMr
assim ? Pelo menos duvidoso.
Fealividadc relislonaAmanh, a'eon-
fraria de Santa Rita de Oassia celebra a festa de
sua padroeira. Constar de missa solemne a 11
oras do dia, com seimao pelo Revd. commendador
Moreira da Gama, e Te-Deum noite, pregando o
Revd. fre Augusto da Iininaculada Couceicao Al-
ves.
Durante os actos, e tarde, tocarSo duas ban-
des de msica.
Kociedade Muwical aaatorce de
MarcoEsta sociedade procedeu no dia 14 do
corrente, a eleicao.para sua administraco de 1886
1887, a qual ficou aasim composta :
Presidente-M. Ferreira.
Vicc-pre3denteFrancisco Tavares.
1 secretario Joao A. de Carvalbo.
2' ditoAntonio de Castro Leao.
The?oureiroCoriolano B. do Santa Rosa.
OradorCancio Cantanilio L. de Sant'Anna.
RenniSes wociaes Ha hoje as seguin-
tes :
Ds Club Ayres Gama, As 4 horas da tarde; dis-
cutindo-se a these Qual a r'izao do nosso atrazo
intellectiial, physico e moral ?
Da Recreativa Seis de Janeiro, em assmbla
goral. s horas c lugar do costume.
Ainanh :
Do Club Iuternacional de Regatas, s 11 horas
do dia, em assembla geral, na respectiva sede,
para negocios urgentes.
Do Club Carlos Gomes, s 11 horas do dia, em
a?sembl i g'-ral, na sua sede, f ara eleico.
Do Club de Regatas Pernambueano, As 11 ho-
ras do dia, na respestva sede, em asscmbla ge-
ral, na forma do art. 30 dos estatutos.
Da Irmandade do Divino Espirito-Santo, s Jll
horas do dia, para tratar do que dispiie a ultima
parte do art. 83 do comproimsso respectivo.
Comit I-inora rio Acadmico Func
ci-nou esta sociedade ante-bontem, ao ineio dia,
a sob a presidencia do Sr. Thiago da Fonseca.
Lidas as actas da anterior sessao ordinaria e a
da sessao solemne da 1 conferencia foram appro-
vadas, como tambera dous pareceres, um da com-
missao de theses, outro da de contas.
Foram discutidas as theses de l, 3', 4, e 5
seccoes pelos Srs. Julio Pires, Thiago, Oliveira
Leite (sorteados) e Paulo de Mello.
Foram sorteadas as seguintes theses:
1* seccao.A todo direito corresponde um de
ver ?
3* seccao.Qual o melhor systema do rclaco.-s
entre a Igreja e o Estado ?
4a seccao.Dodde se origina a forea obrigatoria
dos contractos ?
5 seeeiJo.As machinas exercerao verdadeira
influencia na produecao da riqueza?
Para de preferencia discutirem cssas theses fo-
ram sorteados'os socios Netto Jnior, Gonealves
Mello e Paulo de Mello.
Forim eleitos para completarem ascommissoes:
de syndicancia, Netto Jnior; de legislacao, Vic-
torino Main.; de theses, Oliveira Leite e de contas,
Gonyalve? VIello.
Pelas redaccoes respectivas foram rfferecidos
os 3o nmeros da Tribuna Acndemica e doEr/vador
e pelo autor os Devaneios Litterarios (Galdino
Loreto.)
Foi designado odia 27 do corrente ao meio dia
para a prxima sessao ordinaria, havendo depois
de encerrada sta urna outra sessao extraordina-
ria.
Fernando de "a'oronhaDo 110330 cor-
res,-) indente recebemos a seguinte missiva, data-
da de 17 do corrente :
No dia 10, s 2 horas da tarde, ancorou no
porto de Santo Antonio o vapor Giqui, conduzin-
do a seu bordo o alferc3 Alfredo Gervasio dos
Santos, sua familia e o aiferes Antonio Valerio
dos Santos Neves, o priiueiro pira substituir ao
aiferes Victoriano Costa, e o seguudo para visitar
o seu irrr.ao, o cadete Neves.
Cabe-me o triste e doloroso dever, primero
que tudo, dar ao corpo c .'lectivo dessa redaccao
as minhas sentidissimas condolencias pelo falleei-
oeato inesperado do talentoso j Ilustrado co-pro-
prietario desse jornal, Dr. Flix de Figueira Pa-
ria, cuja ir.orte deixou os amigos contristados.
A direceo deste presidio vai tracando a pas-
aos aceelerados urna tacha de luz, cujas r.itilaces
jamis poderio extinguir-se. Nao era bastante
suflocar. apagar as lavas ardentes de um vulcao
que ha pouco explos a terrivelmente, n era bas-
tante enxugar do sollo as manchas rubras de
sangue, dos labios, os su'.cos profundos das lagri-
mas ; era preciso inais : era preciso transformar
essts phautasinas smistros, em gotas de orvalLo,
fazer substituir o pranto pelo riso e a dor pelo
prazer.
Mas, para attingir a este fim, quantas barreiras
a traospor quantas difficuldadss o vencer !
Para grandes males, grandes remedios ; para
a gangrena o ferro em braza. O Sr. major Pe-
reira Lima assim o entendeu e o executou, conse-
guindo por isso resultados esplendidos. Contra
factos nao ha argumentos, e, se os ha, sao falsos.
Quanto era triste e desolador ver, em outros
tempos, os nfelizes sentenciados quasi ns ou
apenas cobertos de tropos Quauto bella ver
como hoje andam vestidos com lnnpeza, alegres e
contentes Os pobres doudos que viviam erran-
tes, lacerados, agrupados e famiiit is, hoje esto
na aldeia, vigiados, tratados, vestidos e fartos.
Tambem eerto que o Sr. director acha-se
hoje rodeado de auxiliares intelligeutes, que teem
sido 8mpinamente dedicadissimos A rcsolucao do
ditficil problemamelhoiar as condicoes do pre
sidio.
Depois de concluidas as reformas internas
da aldeia, a queja me refer na missiva de Mar-
co, mandou o Sr. major Pereira Lima fazer um
conductor de pedra e cal que, da aldeia, vai de-
positar no mar as materias fecaes. Esta obra
iraportautissima foi feta em um mez, pouco mais
ou menos.
O cano que, como j disse, todo de pedra e
cal, mede de comprimento 73 metros, de largura
38 centmetros e de altura 82 centmetros.
A estrada feita ao la di do cano mede tam-
bem 5 metros de largura e 73 de comprimento.
do da lavoura, ainda nao est concluida, em vir-
tude de estnrem os sentenciados activamente em-
pregados no servico rural, para aproveitar se o
invern, que pouco mais durar.
Conata-me que o Sr. major Persira Lima
pretende mandar a 8mostra do milho novo,
atim de ver se consegue o fornecimento d'elle
CJmpanhia de "avallara.
E' corlo que jamis se verificou neste presi-
dio um pessoal autoritario to intelligente, ener-
gio e prudente.
la me eequecendo commnnicar-lhe que no
dia 13 foi, a mandado do Sr. capitao secretario
Mano'l Accioli de Mouea Gondim, resada urna
missa per alma de D. Rita Maria de Abreu e
Lima, acto este a que coinparcceram quasi todos
os empregados e offieiaes.
A's 5 horas da tarde levanta o ferro o Giqui,
eom destino a essa capital, com escala pelas
Boceas.
O mesalocopioUm medico fran.-ez in-
venteu este utiliasira> instrumento, qne serve psra
ver e estudar certas cavidades profundas di cor-
po humano, como o estomago, a regiao thoraxica,
etc., etc., e al para photographal-as.
Faz j teirpo que se iniuiou a idea de introdu-
zir uo estomago, na extremidade de urna sonda,
urna pequea lampada elctrica, cuja grande cla-
ridade p rrnittisae perceber o interior atravz da
pi lie. Hoje o megaloscopio pdc vista do obser-
vador uraa imagera amplificada do tecido iuterno
da cav Jade estomacal, a qual se pode estudar em
todos os seus detalhes, e para isso se introduz
urna sonda de cincoenta centmetros de comprido
c sete raillim tros de dimetro no estomago.
Esta sonda termina era uro lanterna diminuta,
que encerra ulna lampada elctrica, com cuja luz
s-i illuraiua toda a eavidi.de do estomago.
Um prisma e duas lentes convergentes, dispos-
tas em cima da lampada, reduaem a diraensdes
microscpicas a imagem de dita cavidade em urna
xteusio do 20 contimetros de lado. Na outra ex-
tremidade da sonda se fixa um oculo de amplifici-
co conveniente. O oculo angmenta a imagem
microscpica at o ponto de poder-se examinar a
mucosa o as lesea que ella presenta, da mesma
.orina que poin urna lente. Se em vez do olho do
observador se pe o objectivo do um apparelho
pewtographico, se pode obteruma prova negativa
das parades e tuado do estomago, do qual se po-
dem tirar reprodceles.
Em resumo, segundo dse um diario de Pars,
se pode ver o estomago como se so o tivera na
mo, e tirar d'elle photographias diariamente,
pora comparar seu estado todos os das. ind 1
pSVel quo o Inv.ento do douto francez v. chamado
a prestar grandes servicos medicina.
Transporte de electrioidade -r- Se-
gundo lenios ma um.jornal, realizou-se em Lon-
dres com extraordinario exito a inauguracao de
uma 4|Eo central para distribuir a eltictricida-
do no gKiarraneo de Grosvenor Gallery.
Mais de'eincoenta estabelecim^ntoa particula-
res e pblicos, situados nos bairros de New-Bond
Street reeebem d'aqnalla estacan a corrate elc-
trica, e em casa dcada consumidor a corrente se
transforma para ser ntilisada na alimentacao das
lampadas de circulo e incandescentes, de qualqner
systema que sejam.
A installacao dessa patente estacad consiste em
quatro machinas dynamicas que desenvclvem uma
forca elctrica de quatrocento3 cavalljs e uma
ter^a de dous mil e quinhentos volts.
Aannurcia-seagor*ap-oxima installai;o de ou-
tros estabelecimentos montad >s para o mismo fim,
e do mesmo systerr a, entre outros, na Asherslo-
ben (Allemanha) e em Tours (Franca) estando
dispostas outras installacoes na cidade de Turin e
Tvoly, na Italia, estando ao mesmo tempo muitc
adiancados os trabalhos para fazer outro tanto em
Roma.
Em Roma se trata tambem de transformar dous
mil csvallos de for^a hydraulica em seis correDtes
elctricas de cinco mil volts, que trmsportadas
por meio do arames de cinco millimetres do di-
metro e cincoenta kylometros de longitude, a sete
estaques c-ntraes estabelecidas nos principaea
bairros de Roma, pariam em acc.io seis regenera-
dores secundarios susceptiveis de alimentar cada
um duas rail lampadas de vinte tocos.
LeiloeN.Efiectuar-se-ho:
Bofa :
Pelo agente Pinto, s 10 3/4 horas, na ra Di-
reita do Afogados n. 30, de movis, Lucas, vi-
dros, etc.
PeZo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra do Imperador n. 75, de pianos e movis.
Segunda-teira :
PeZo agente Burlamaqui,' 3 11 horas, na ra do
Imperador n. 24, de predio.
Pelo agente Modesto Tiaptista, s 11 horas,
ra do Mocotolomb n. 24, de movis, cavallo e
cameiro sellado.
Terca-feira :
Feto agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra do Duque de Caxias n. 77 A, do estabeleci-
mento ahi sito-
Mmmuh fnebre.-Serio celebradas:
Hoje :
A's]8 horas, na matriz do Cabo, por alma do
major Jos Eloy de Souza ; s 7 horas, na ordem
3a do Carino, por alma de Luiz Antonio da Silva
Rios; s 8 horas, na Penha, por alma de D. Can-
dida Rosa Barroso ; s 7 1/2 horas, na Gloria, p >r
alma de D. Maria Joaquina de Albuquerque Lei-
'ao.
Segunda-fcira :
A's 7 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
ds D. Pereclina Alves Rodrigues da Silva ; s 8
horas, na matriz de Santo Antonio, por alma de
D. Isabel Ramos de Senna.
Terca-feira :
A' 7 1/2 horas, na matriz da Graca, por alma
de Manoel de Almeida Magalhfic3.
PnKagelroM Chegados de Fernando de
Noronba no vapor nacional Giqui:
Aiferes Victoriano Leopoldino da Silva Costa,
sua senhora e 1 filho, 2 cadetes, 2 pracns, Manoel
da Rocha Wanderley, 12 sentenciados. 6 mulhcres
e 10 filhos de pracas e presos, Romo I. Regueira
c Francisco Ferreira.
Cana de MeiencoMovimcnto dos pre-
sos no dia 20 de Maio :
Existiam presos 321, entraram 7, sabirarn 11,
existem 371.
A saber:
Nacionaes 285, mulheres 6, estrangeiros 9, es-
cravos sentenciados e processados 7, ditos de cor-
reccao 10.Total 317.
Arracoados 287, sendo : bons 265, doentes 22
Total 287.
Movimento da enfermara :
Te ve baia :
Jlo Lopes da Silva.
Tiveram alta :
Andr Alvos de Barros, conhecido por Feijao.
Manoel Fiaucisco dos Santos.
Lotera da provincia.Quinta-feira, 27
de Maio, se extrauir a lotera n. 55, em bene-
ficio da igreja matriz de Gamelleira.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicilo dos Militares, se acharao expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreciacaodo publico.
Lotera Extraordinaria do V;>i-
raniraO 4" e ul'.imo sorteio das 4a e 5a series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000000, ser extrahida a 12 de Junho prxi-
mo.
Acham-se oxuosto a venda 03 restos dss bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Mare
u. 23.
Lotera do RioA 5' parte da lotera n.
196, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dia .. do corrente.
Os bilhetes acham-se A venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambera acham-se venda na praca da Indo
ca ns. 37 e 3b.
Lotera de Macelo de 2O0tOOO00O
A 91 parte da 12a lotoria, cujo premio grande
ft de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
mpreterivelmente no dia 25 de Maio s 11 horas
da manhii.
Bilbetes A venda na Casa Feliz da praca da In-
dependeuea ns. 37 e 39.
Eioterla da corteA 4a parte da 368 lo-
tera dacorte, cujo premio grande de 100:000*,
ser extrahida hoje 22 de Maio.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se acham vendana Casa da Fortuna,
ra Primeiro de Marco n. 23.
Halailoaru Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 67 rezes para o consu-
mo do dia 21 de Maio
Sendo: 55 perlencentes aos Srs. Oliveira Cas
tro & C, e 12 diversos.
Herrado Municipal de S. Jos.C
movimcnto deste Mercado nos dias 21 do cor-
rente, foi o seguinte:
Entraram :
21 bois pesando 3.197 kilos.
2.531 kilos de pcixe a 20 ris 50*620
65 cargas de farinha a 200 ris 13,5000
23 c itas de fructas diversas a 300
ris 6*900
17 tibolcirop a 200 ris 3*400
suinos a 200 ris 1*000
Foram oceupados:
21 columnas a 600 ris 12*600
31 compartimentos de faiinha a
;>00 ris 15*500
23 compartimentos de comidas a
bOOris 11*500
70 ditos de legumes a 400 ris 28*000
16 compartimentos de suino a 700
ris 11*200
13 ditos de tressuras a 600 ris 7*800
2 tainos a 500 ris 1*000
5 ditos de ditos a 2* 10*000
54 tainos de carne verde a 1* 54*000
Candida Maria da Concoicao, parda, Pernambu-1 ves Ribeiro. Revisores
.70 anuos, viuva, Boa-Vista ; dyarrha. roz Barros e desemba
50 aun os, Ba-
Martius, preto, Pernambuco,
Vista ; hemorrhagia cerebral.
Manoel Francisco de Paula Mendes, branco,
Pernambuco, 41 annos, solteiro, Bou-Vista ; hy-
poemia.
Auna Maria da Conceicao, parda, Pernambuco,
80 annos, viuva, Afogados ; asthma.
Capitao Luiz Martina do Araujo, branco, Ala-
gos, 46 annos, casado, Afogados ; apoplexia ful-
minante.
Joaquim, pardo, Pernambuco, 3 annos, Ba-
Vista ; ttano.
Bernardino Duarte G 49 annos, casad3, Santo Antonio; hepatite.
15
Antonia Lisboa, parda, Pernambuco, 16 annos,
saaaaa, Boa-Vista ; eclampsia.
fVancelina, parda, Pernambuco, 14 annos, sol-
teira, Boa-Vista; athrepsia.
Uma cranca, parda, Pernambuco, Boa Vista;
fraquesa congenita.
Roberto da Costa, preto, frica, 56 annos, sol-
teiro, S. Jos ; apoplexia.
Manoel Cabral, pardo, Pernambuco, 44 aunos,
casado, Bflt-Vista; dyarrha.
Maria da Penha, Pernambuco, 75 annos, soltei-
ra, Boa-Vista; aneurisma.
Hermelinda Francisca da Paz, parda, Pernara-
bucc, 50 annos, viuva, S. Jos ; tubrculos pulmo-
nares.
Maria, branca, Rio de Jaueiro, 7 annos, S. Jos;
infeccao purulenta.
Jos Joaquim de Mari, preto, Rio Grande do
Norte, 38 annos, solteiro, Boa-Vista ; bexigas.
16
Adelino, parda, Peraambuco, 5 mezea, Santo
Antonio"; convulsoes.
Um feto, pardo, Pernambuco, S. Jos ; ao nas-
cer.
Manoel, branco, Pernambuco, 2 horas, Santo
Antonio ; ttano.
Isidora Maria Isabel, parda, Pernamhuco, 60
annos, viuva, Boa-Vista; tubrculos pulmona-
res.
Anna Maria da Couceicilo, parda, idear, 35
annos, solteira, Boa-Vista ; tsica.
Joaquina Alexandrina, preta, Pernambuco, 95
annos, soiteira, B 1 Vista ; cachera senil.
Galdina Lns do Araaral, branca, Pernambuco,
61 annos, casada, Recife; tubrculos pulmona-
res.
Franklin, pardo, Rio de Janeiro, 6 annos, Ba-
Vista ; febre perniciosa.
Manoel, branco, Pernambuco, Boa-Vista; es-
pasmo.
Ura feto, pardo, Pernambuco, Boa Vista ; man-
dado pelo subd-.legado.
18
Pereclina, Pernambuco, 25 annos, casada, Boa-
Vista ; tubrculos pulmonares.
Umbclina Maria da Conceicao, Pernambuco, 30
annos, solteira, Boa-Vista ; leso da aorta.
Luiz Antonio dos Santos, Pernambuco, 25 an-
nos, soltciio, Boa-Vista ; tubrculos pulmona-
res.
Angelo da Costa Callado, Pernambuco, 30an-
nos, viuvo, Boa-Vista; bronchite.
Mara Joaquina de Albuquerque Le'tito, Per-
nambuco, 80 annos, viuva, Boa-Vista ; hydrope-
sia.
Francisca Hosana do Espirito-Santo, Pernam-
buco, 22annos, 3olteira, Santo An:.nio : tubrcu-
los pulmonares.
Serafim, Pernambuco, 7 mezes, S. Jos ; diar-
rha.
Monca, Pernambuco, 14 das, S. Jos ; convul-
soes.
Joao Francisco Carneiro da Cunha. Pernambu-
co, 36 annos, casado, Boa-Vista ; febre typbi-
ca.
Augusta Joanna da Conceicao, Pernambuco, 17
annos, solteira, Recife; tubrculos pulmonares.
Isabel Ramos de Senna, Pernambuco, 34 annos,
casada, Santu Autonio ; tsica pulmonar.
19
Jwsuino Ferreira di Silva, branco. Pernambuco,
63 annos, viuvo, Boa-Vista ; amolecimento cere-
bra.
Gertrudes, preta, Pernambuco, 80 annos, soltei -
r3, Boa-Vista ; cachexia senil.
Antonia Pereira Borires, branco, Parahyba, 29
annos, solteiro, Boa- Vista ; tubrculos pulmona-
res.
Scverino, branco, Pernambuco. 8 mezes, Boa
Visa ; menengite.
Joaqnina Maria Gomes de Albuquerque, preta,
Pernambuco, 24 annos. casada, S. Jos ; fraqueza.
Porfirio Antonio Fernandes, branco, Portugal,
52 anuos, casado, Boa-Vista ; erysipela.
Candida Rosa Barroso, branca, Pernambuco, 37
annos, casada, Santo Antonio ; febre typhoide.
Anna Maria Claudia, Pernambuco, 40 annos,
S. Jos; tubrculos pulmonares.
os Srs. conselheiro Quei
...rgador Buarque Lima.
Lonfirmou-se aseutenca, unnimemente.
De Campia Grande-Appellante Jos Sebas-
tian Guimar4>s, appellado o juizo. Relator o Sr.
desembargador AIV9B Ribeiro. Revisores os Srs.
conselheiro Queiroz Barros e desembargador
Buarque Lima.Converteu-se o jalgamento em
diligencia.
PASSAGENS
O Sr. conselheiro Araujo Jorge, orno procura-
dor da cora e promotor, da justica, deu parecer
nos seguintes feitos :
Appellacao civel
Da EscadaAppellante a Fazenda Nacional,
appellado Jos Francisoo Freir, senhor de Hono-
rato.
Appellacoes crimes
Da ParahybaAppellante o juizo, appelkdo
Sebaatia 1 Salustiano da Silva.
Da Parahyba Appellante o juizo, appellado
Manoel Vicente da Costa.
Do TimbabaAppc.lante Avelino Goncalves
de Oiiveira, appellada a justica.
De Villa Bell..Appellante o promotor, appel-
lados Balbino Gomes da Silva e outros.
De Porto de PedrasAppellante Jos Marinho
da Co3ta Wanderley, appellada a justica.
Do Recife -Appellante o juizo, appellado Fir-
mno Carneiro da Cunha.
Do Sr. conselheiro Queirox Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Embargos infriagentes
De ledras de FogoEmbargantes Drs. Joa-
quim Francisco Vieira de Mello e Francisco Al-
ves da Nobrega, embargado Manoel Vieira Ber-
nardes.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
desembargador Oliveira Maciel :
Appellacoes crime3
De Campia Grande Appellante Francisco
Gomes de s'meida, appellada a justica.
De TimbabaAppellante o juizo, appellado
Antonio Campelioda Siiva.
Do Pianc-'ppcllante Joao Manoel de Man,
appellada ajustaba.
Oe. Bom Jardim Appellante Manoel Muniz
Falcad, appellada a ju-stifa.
Do Sr. desembargador Monteiro da Andrade ao
*r. desembargador Pires Goncalves :
Appellacao crime
Do Recife Appellante o promotor, appellado
Bernab, escravo.
Appellacao civel
Do RecifeAppellante a junta administrativa
da Santa Casa de Misericordia, appellado Joao
Anselmo Marques e outros.
Embargos infringentes
De JaboatoEmbargante o Barao de Limoci-
ro, embargado Luiz pesar Pinto de Faria.
Do Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appellacao crime
Do RecifeAppellante Jlo Luiz de Oliveira,
coiiliociro por Zninba, appellada a justica.
Do Sr. desembirgador Alves Ribeiro ao Sr.
conselheiro Queiroz Barros :
Appellacoes crimes
De Gr.-.vat Appellante o juizo, appellado
Manoel Magdalena da Costa.
De CamaragibsAppellante o subdelegado Joo
Jeronymo de Moraas accioli, appellado Antonio
Joaquim da Hora.
De Pairaeira dos IndiosAppellante Bernardi-
no Alves de Souza, appellada a justica.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro procurador da co-
rea e promotor da justica :
Appellacoes crimes
De SeriuhemAppellaute o juizo, appellado
Luiz Francisco da Silva.
Da Gloria de Gaita Appellante Beilarmino
Jos dos Santos, appellada a justica.
Appellacao civel.
De Camaragibe-Appellante o juizo, appellado
Joaquim Carneiro de Mello, senhor de Gertrudes.
Com vista As parte3 :
Appclliiciio commereial
Do RecifeAppellante Dr. Jos Joaquim Ta-
vares Belfjrf, appellado Antonio Correia de Vas-
eoncellos.
Com vista s partes sobre 03 doeumectos
Appellacao commereial
Do RecitoAppellautes Ernesto & Leopoldo,
appellado o curador fiscal da niassa fallida de F-
lix Gomes Coimbra.
CHRONii JUBICIARIA
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
Debi.'os dos dias 25 de Marco a 21 do
corrente, recebidos
dem at 21 do correte
226*520
5JO0O
231*520
2J900
Foi arrecadado liquido no da 21 do
corrente 228*020
Precos do dia:
Carne verde a 480 e 400 ris o kilc.
Suinos a 560 e 640 ris dem.
Carneiro a 600 e 800 ris dem.
Farinha de 180 a 440 ris a cuia
Milho de 280 a 400 res dem.
Feijao de 800 a 1*280
Ccmiterio publicoObituario do dia 13
de Maio :
Antonio, pardo, Cear, 30 annos, casado, Santo
Antonio ; apoplexia fulminante.
Chrispiniana, parda, Pernambuco. 18 mezes,
Recife ; diarrha.
Marcos Gomes Pedrosa, branco, Rio Grande do
Norte, 21 annos, solteiro, Boa-Vista; tsica pul-
monar.
Anna Maria da Conceicao, parda, Pernambuco,
28 nnos, solteira, Recife, tubrculos pulmona-
res.
fjjMaria d'Albuquerque Martins Pereira, bracea,
Parahyba, 23 annos, solteira, Boa-Vista : tubr-
culos pulmonares.
Julin Barbosa de Moraes, pardo, Pernambuco,
2o annos, solteiro, Boa-Vista ; pneumona.
Tribuaal da Aela^o
SESSAO ORDINARIA EM Sl'DE MAIO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELIIEIRO
QUINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As hoi as do costume, presentes os Srs. desem-
bargado! es em numero legal, foi aberta a sessao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os feitos, derara-sc os
seguintes
JLGAMESTOS
Habeas corpus
Paciente .
Manoel Marques Bezerra de Mendonca Man-
dou-so ouvir o juiz de direito da comarca de Na-
zareth.
Recursos eleitoracs
Do IngaRecorrente Francisco Alexandre da
Veiga Tor es, recorrido Jos Paulo da Silva Oli-
veira. Relator o Sr. desembargador Buarque Li
ma.Converteu-se o julgamento em diligencia
Do IngARecorrente Francisco Alexandre da
Veiga Torres, recorrido Jos Jernimo de Albu-
querque. Relator o Sr. desembargador Monteiro
de Audrade. -Converteu-se o julgamento em dili-
gencia.
Do IngaRecorrente Francisco Alexandre da
Veiga Torres, recorrido Manoel Francisco de
Mello. Relator o ir. desembargador Pires Gon -
calves Converteu-se o julgamento em dligeucia.
Do IngaRecorrente Francisco Alexandre da
Veiga Torres, recorrido Roinarico Nono da Silva
Callafange. Relator o Sr. conselheiro Araujo
Jorge.Couverteu-se o julgamento em diligencia.
Recursos crimes
De Bauanciras Recorrente o juizo, recorrido
Jos Thomaz da Costa Lima. Relator o Sr. des-
embargado!' Buarque Lima. Adjuntes os Srs.
desembargadorea Pires Goncalves e Alves Ribei-
ro.Negou-se provimeuto^ ao recurso, unnime-
mente.
De BananeirasRecorrente o juizo, recorrido
Miguel Dionizio Rapozo da Cmara. Relator o
Sr. desembargador Toscano Barreto. Adjuntos os
Srs. desembargadores Monteiro de Audrade e
conseheiro Queiroz Barros. Negou-se yroviraen-
to ao recurso, unnimemente.
De Campia Grande Recorrente o juito, re-
corrido Salvino Marcolino de Oliveira. Relator
o Sr. des mbargador Pires Ferreira. Adjuntos os
Srs. desembargadores Toscano Barreto e Buarque
Lima.Negou-se provimento ao recu'so, unni-
memente.
, Aggravo de petico
Do juizo de orpho -Aggravante Bernvinda, li
berta, aggravado o juizo. Uelator o Sr. consalhei
ro Queiroz Barrou Adjuntos os Srs. desembar-
gadores Buarque Lima e Alves Ribero. Ne-
'gou-se provimento 110 aggravo, unauimemeate.
Prorogacau de inventario
Inventarame D. Anna Joaquina C. de Albu-
querque.Mundou-se a uma diligencia.
Inventariaute D. Iguez Mana de Albuquerque
Lima.Concedea-se o prazo pedido.
Appellacoes crimes
De NazarethAppelUnte o juizo, appellado
Antonio Joaquim de Mendonca. Relator o 'Sr.
desembargador Monteiro de Andrade.Mandou-
se a novo jury, unnimemente.
Da A8seinbla Appellante Antonio Henrique
de Faria, appellada a justica. Relator o Sr. des-
embargador Alves Ribeiro.Confirmou se a sen-
tenca, unnimemente.
Appellacoes eiveis
De Atalaia-Appellante Jos Alves Pas do
Bomfim, appellado Leoncio Novaes de Castro. Re-
lator o Sr. conselheiro Araujo Jorge. Revisores
os Srs. ccnsclheiro Queiroz Barros e desea barga-
dor Buarque Lima.Nao se tomou conhecimeuto
da appellacao, unnimemente.
Do IngiAppellante Flix Jos Francisco, ap-
pellado o juim. Relator o Sr? desembargador Al-
DISTRIBUICOES
Recurso eleitoral
Ao Sr. conselheiro Araujo Jorge :
De PenedoRecorrente Aureliano Lemos Les-
sa, recorrido Jos Francisco Piiheiro Cas Filho.
Recursos crimes
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Do RecifeRecorrente Joanna de Barros Fer-
reira, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Cururipe=Recorrente o juizo, recorrido Jos
Francisco dos Santos Pacheco.
A o Sr. desembargador Ai ves Ribeiro :
Do Recife Recorrente Manoel Augusto Fer-
reia de Novaes, recorrido o juizo do 'i* distrito.
Appcllaccs crimes
Ao Sr. desembargaaor Pires Ferreira :
Do RecifeAppellante Antonio Alves da Cu-
nhs, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Audrade :
Do Pcncdo Appellante o juizo, appellado
Joo Mano i! dos Santos.
Ao Sr. desembartrador Pires Goncalves :
Da Gloria do GaitaAppellante o promotor pu-
blico, appellado Antoni 1 Francisco dos Santos.
Conflicto de jursiieco
Entre os janea municipal e o de direito da co-
marca de Bom Jardim.
Encerrou-sea sessao a 1 hora da tarde.
tbias que actualmente rodeavam os braei-
leiros aqui residentes, com a consolidaco
do bom nome do imperio e o respeito com
que era sempre pronunciado o nome do
Sr. D. Pedro II, sem duvida uma das pri-
meiras llustrajoes da Ainarim latina/
Depois do banquete, que termiaou s
10 horas da noite, foram os dons viajantes
apresentado pelo correspondente d'O Paiz
ao Sr. Dr. D. Bernardo de Irigoyen, no
seu palacete da ra Florida.
Este Ilustre bomom de Estado, conside-
rado o primeiro diplomata da Repblica
Argentina, que se achava nes3e momento
rodeado de rauitas das mais importantes
personabilidades polticas do paiz, correu
ao encontr dos dous cavalheiros brasilei-
ros, acolheu-os com aquella galantera que
tanto o distingue, o o faz tao querido, tra-
vando com elles uma conversacao, que
em pouco so tornou verdadoiramente in-
tima.
O Sr. Dr. Jrigoyen, refarindo-se ao
Brasil, ao qual chamou o a paiz das ma-
ravillas disse que o imperio nao s era
grande pelo seu territorio, como pela sua
civilisacao e pola magnaniraidade dos seus
tillios, o que o imperador, um grande de-
mcrata, honrara a repblica de que fosse
presidente e na qual insufflasse as suas
ideas de progresso e liberdade.
Agradavelmentc iropressionado3 por tan-
tas pro vas de aprego, os dous viajantes
foram dormir uma hora da madrugada.
Na terca-feira o* principaes jornaes ar-
gentinos, eomo La Nacin, La Prensa,
La Patria, El Diario e El Nacioital, no-
ticiando a ebegada dos dous cavalheVos,
os saudaram com phrases de entranhada
amabilidade, dando conta das festas de
qu cram objecto.
O Sr. conselheiro Diogo Velho visitou,
no ceraiterio do Recoleto, o grande Pan-
ten da Sociedade Portugueza de Soccor-
ros, monumento gothico de grande traba-
lho artstico e que custou cerca de vnte
contoB.
Visitou tambem o Asylo de Invlidos
que fiea prximo ao cemiterio, e n'aquelle
admirou um dos melhores estabelecimen-
tos do caridade existente nesta capital.
A's duas horas da tarde os dous viajan-
tes foram aprese otados ao presidente da
repblica, genera] Roca, pana Srs. Barao
de Alencar e Dr. Ortiz, na sua casa par-
ticular da ra Luipacba.
Ambos faram penhoradissimos da ama-
bilidade do primeiro magistrade da rep-
blica, que tambem se referi da raaneira a
mais lisongeira ao Brasil e a seus ho-
mens.
O Dr. Irigoyen os visito a no hotel du-
rante a tarde, iniciando-se larga palestra
sobre assumptos dos dous paizes, tao in-
paz e nos progressos reci-
PIBIMCOES A PEDIDO
Conseiheiro Diogo Velho
BUENOS AYKES, 17 DE AUK1L DE 1886
No domingo 11 do corrente chegeu a
esta cidade, no vapor Minerva, o Sr. con-
selheiro Diogo Velho Cavalcanto de Albu-
querque, senador pela provincia do Rio
Grande do Norte. Acoinpanhava-o o Sr.
Francisco Regs de Oliveira, nomeado en-
carregado de negocios do Brasil na rep-
blica do Paraguay.
Ambos os uonselheiros desembarcaran:
na fala de galla da capitana do Porto,
ga'antemente s suas ordens pelo prefeito
martimo, o Sr. Carlos A. Mansilla.
Occupnram dous dos m-lhores saloes do
betel Provenee, situado na ra Cangallo.
No mesmo dia visitnram, entre outros
pontos interessantes da ciiade, o porto da
Bocea do Riachuelo, onde se acham 800
navios, entre elles 58 vapores, e os pas-
elos de Palermo e da Recoleta, onde 30
d rendez-vous alta sociedade bonae-
rense.
N l segunda-feira o Sr. conselheiro Dio
go Velho visitou o cemiterio, o rauseu e
algumas escolas publicas, estibelecidas ein
edificios iuonumentoso.1, recentemente con
struidos.
A' noite tomou parte no banquete, qu-,
em sua honra, deu o Sr. Baro de Alen-
car, e ao qual assistiram, entro outros ca-
valheiros, o Sr. R-gis de Oliveira e o Dr.
Francisco Jos Ortiz, ministro das rela-
coss exteriores.
Nesta festa iutima, este membro do
bnete de general R tea, foi de uma
traordinaria amabilidade para com os
lustres hospedes, referin lo-se sempre
maneira a miis lisongeim s rela{oes
plomaticas entre a Repblica Argentina e
o Brasil.
Alludindo questao das Miss3es, o Sr.
Dr. Ortiz disse que esse pequeo assum
pto em nada alterava a ainizade que rei-
nara entre as duas potencias, e que espe-
rva vel-o resol vido da forma a mais sa
tisfaetoria em mui breve tempo
No banquete reinou a maior cordialida-
de, declarando o Dr. Ortiz que o Bra-
sil devia ao seu dietinoto representante, o
Sr. BarSo de Alencar, n3o s<5 as aympa-
teressados na
procos.
Na quarta-feira 14, aeompanhados pelo
director geral do ministro de rela3es e
pelo correspondente d'O Paiz foram a La
Plata, tanto o conselheiro Diogo Velko
como o Sr. Regis da Oliveira, ticando am-
bos assombrados da forma marav:lhosa
porque em Z2 mezes se levantou urna ci-
dade, com edificios qua sao verdadeiros
monumentos.
Na quinta-feira, s 12 e 30 da tarde
partiraui os viajantes no camioho de ferro,
om trem especial, proviaca de Santa
F, com o fim de visitar as colonias.
O Sr. conselheiro i iogo Velho regressa-
r a Buenos-Ayres na prxima segunda-
fcira 19, partindo em seguida para Monte-
video, onde tomar e vapor brasileiro que
o conduzir ao Rio, a tempo do assistir
abertura do Senado.
O Sr. Regs de Oliveira no mesmo dia
embarcar no Paran, a bordo do paquete
Rio Apa, com destino a Assumpcao, onde
chegar a 23. (Do nosso csrrespondente.)
(Transcripto do Paiz.)
O Aldante do Arsenal de Guer-
ra e a Proviincia
s*-
ex-
il-
da
i-
Fiel aocompremisso qiecentiahicoai o publico da
provar queoartigo publicado ni Provincia de 11 do
corrente, sob o epigraphc Uma Victima um
completo acervo de calumnias j injurias, que me
irrogara gratuitos e miseraveis iuiraigos, a quem
a:is soberanamente despreio, veuho cumprir o
meu dever, aperando fazel-o de modo a mostrar
que ainda uma vez sou victima de odios e vingan-
cas da s-iecta redaccao da Provincia, que Dar
detratar do minhi. reputacao -;ra ido at s mais
torpes mentiras e negras calumnias.
Felizmente nao preciso justificar-ule peranteos
bomens de bem. que me conh cem : para estes a
ininlia deteza est em urna vida toda escofinada
de vicios e crimes, e caracterisada por uma serie
de honrosos precedentes, firmados na mais illibada
conducta, quer quanto ao cumprimeuto de deveres
pblicos, quer quanto moralidade. N'eate ponto
ielizmente nao reeeio a competencia de neuhum
dos redactores da Provincia.
Sou acensado de lancar ma de largos retalhoa
da officina de alfaites, para com elles me eurou-
psrsemelbante aecusacao fcie baixa to tacanha
e infame, qne eu nao des^o resp mdel-a, porque
aecusacoes dosta ordem s s respondem com o
despreso.
No mesmo caso est a nutr- calumnia, tas negra
como a priineira, de mandar eu fabricar no Arse-
nal objectos para meu uso, como movis e camas :
e outra infamia filha somente do odio e do genio
maledicente de seu autor, e contra a qual protes-
tan] in una voce os mestres das officina;, unic.i.-
responsaveis pela materia prima que receben, e
empr gados do A-seal.
Finalmente ainda me aecusam os meus vis e
misen veis inimigos de haver eu mandado fazer
um theitriuho, que tenho dentro do meu sitio, com
materia prima do Arsenal e or operarios tambem
do Ai seal.
Nesta ontra miser .vel calumnia ainda o see-
pticismo, o despudor e o odio que iuctam o orgo
liberal mentir, injuriar e calumniar-me descara-
damente.
A prova do que venho de dizer est nos docu-
mentos abaixo transcriptos, dos quaes e eviden-
cia, que um theatrinhu feito para meu regalo, nao
me perrence, mas sim sociedade particular de-
nouoininada Distraccao Dramtica Familiar
e toi comprado ao Il'm. Sr. Augusto Hygino de
Miran !a. ex di .actor do cnllegiode S.^oo, e,qne
03 inclii t>8 porque depois passou, for.im
feitos pelo socio' Sr. Antnnis Pereira da Cuaba,
aaV) oa trabalhos executados oor efficiaes da fa-
brica Apollo.
A.a.l.., s.bre a loucur* do ex-operario Domin-
gos de GrOMnao da Paz Teixi ira, quiz a redaccao
da Provincia, fazer-me r^sponsuv-1 procurando
dVsta arte tornar in" odioso: outra mentira.O
documento que tam >ein trauforevo, passado pelo
prnprio puuho d-. irmao da 'iimulada victima as-
ma pmva que Domingos de Gusmo desde o auno
de 1884 est soffr -n lo da bula.
B en-. 21 de Maio de 1886.
Trujano Alipio de Carvalho Mendonca.
Doeuuv-nt.i do Iinn. Sr. Augusto Hygino :
Illm. Sr. Trajano Alipio ele Carvalho Mendon
Ca.Em resposta a presante carta, tenho a di-
z r-llie, que e-xacto que V S. comprou-me meu
the.trinhi e mais accessorios pela quantia d*. .
OO 00, que d'cata importancia se) recebi 180JJ.
Pode V. S. fazer de minbi. respo-ta o uso que
iSe convier. Sou com respeito e consideracao
De V. S. att. obrigm crialo.Augusto II. de
Miranda.
tteoifc, 15 de Maio do 1866.
Illm. Sr. Trajano Alipio d-i Carvalho Mcndon-


I


i. i
1
3


4
Diario de PernambucoSabbado 29 de Maio de 1386

i
*-

.De muito bom grado, satisfago ao pedido de
8. Em Deaemiro de 1884, tendo sido Bornea-
do socio da Dirtraco Dramtica Familiar, que
funcciona em nm theatrinho particular construido
no sitio em que mora S. 8., a ra do Hospicio n.
75, tai influido pelos rapases a accrescenter e me-
Ihrar o mesme -, o que annuindo immediatamente
levei a effeito, seodo que os trabalhos foram eje-
cutados poi officiaes da fabrica Apollo; dspeu-
den/io eu a quantia de 77*680, como v-se dos re-
qbosque remetto.
Desta pode V. S. faier o uso que lhe aprouver.
De Y. sTatt. ven. obrigm.A. P. da Cunha.
Recife, 14 de Maio de 1836.
Elcipto
lllm Sr. capitio Trajano.Cabe me lherss-
ponder o segainte : se o meu irmo eit recolhido
Casa de Detenco, anda por consentimento
nosso por ver que elle est um pouco desacertado
da bola, e assim fiz tudo de accordo com toda a
familia- Declaro que meu iimo Domingos de
Gusmio da Paz Teixeira est sofirendo desde 1884.
'justamente o que tenho a dizer.
Pode desta fazer uso.
O sen criado, e obrig.Jorge da Paz Teixeira
Lima.
U oa conferencia
No Brasil, cous que se tem repetido, niu-
guem pode fazer da litteratur* um meio de vida.
nos acrescentaremos :
Ninguem pode impunemente fazer da htteratura
um passa-tempo, aequer.
Todas as portes esto fechadas, no Brasil, a pro-
fissao que nao constar de mercantilismo.
o Guerra s musas grita de toda a parte o in-
teresse e a pratica tambem exclama da todos os
lados :
A' philosopbia nem um pedaco de pao, nem
um copo d'agua !
E' coragem, pois, de quem est compenetrado
destas verdades e mesmo de quem apenas as entre
v marchar de lauca em riste contra o phantasma
da iudifferenca.
Devia esperar, pelo menos, quem tal firesse o
trftte resultado de D. Quichote, provocando os
moiohos de vento.
Mas entretanto ha quem saiba arcar contra tudo.
Aparece ainda quem nao faca caso do vacuo de
sciencia de gosto pelas lettras vacuo que se produz
em torno denos. '
Ha quem procure introduzir-se n'esta machina
pneumtica da sociedade recifense.
Este al$uem representado por uns obreiros
obscuros, cuja maior parte pertence, torca confes-
sal-o, mocidade estudiosa.
Ha dias assistimos a urna conferencia modeste,
porm significativa, pouco applaudida, porm mul-
to apprecinda, muito obscura, porm, e por isso
mesmo pouco retumbante de metralhas Demosthe
,-iicas.
Nao podemos deis ir de manifestar a boa impres
3o. em nos deixada, por semelhante reunio aca-
dmica, ( porm acadmica, no sentido genrico e
nao no vulgar da palavra.)
A conferencia a que alludimos foi feita pelo Sr.
Thiago da Fonsecs, estudante de direito, e socio
do Comit Litterario Acadmico, promotor da festa.
Nao se pode dizer que se assistia a um festejo.
Foi antes urna converso familiar, pratica, fluen
te sobre a sociologa.
Nao somos da opiniao do joven orador; mas con-
fessamos que por vezes nos fez e balar aconvicco
senao no seu lado lgico, ao menos no emocional.
Elle conseguio explanar a sua theoria com cla-
reza, concisao, seriedad*, attracco e felieidade.
Foi feliz, principalmente.
Nao esquejamos este lado do seu trabalho que
foi o meio porque elle conseguio appreciadores, e
consta-nos que invejosos tambem.
Os appreciadores porm foram em grande nume-
ro e bem manifettos, pode ficar certo o publico.
Quanto aos segundos. .
O Comit Litterf rio Acadmico andou bem na
ideia que teve instituindo conferencias e a sorte
andou melhor designando o Sr. Thiago da Fonse-
ca, que talvez foi mais bem eucaminhado que to-
dos, tomando para hese a que buscou sustentar.
Do canto ignorado em que a nossa voz se eleva,
acceitem mil parabens : O Comit, o Sr. Thiago,
e os adeptos da sociologa.
Recife, 18 de Maio de 1886.
O. C. F.
Homenagem
Ao Eim. Sr. Dr. Manoel do >n.<-
nenio Machado Portala, inerili
me depatado geral por Pernam
buco.
Par*bens pela oxplendida victoria !
jamis se olvida o mrito provado,
vencestes como sempre denodado.^
0 vosso nome j pertence a historia.
Colheis louros qae sao a vossa gloria ;
ninguem com mais direito ha conquistado
a vossa grutido ;quem ha negado ?
o bem nunca se risca da memoria.
Parabens cidado portentoso
trabalhar pela patria, levantei -a
se cahir n'um momento perigoso.
Tendee grande ualor que nao desmata,
velae por Pernambuco glorioso,
ninho d'aguias nos cerros do Hymalaia.
Jos Hilario P. B.
COMMERCIO
Bolsa commerclal de Pernam-
buco
BECIFE, 21 DE MAIO \>E 186t>
As tres horas da tarde
Cotacoet ofidaes
Letras hypothecarias do banco de crdito real de
Pernambuco, a juros de 7 0/0, do valer
de 100* 94j(000 cada urna.
Cambio sobre Lisboa, 90 d/v. 145 O/O de premio,
de banco.
Dito obre dito, viste, 148 0/0 de premio, do
banco.
Na hora da bola*.
Vendei am-se :
25 letras hypothecarias.
42 ditas dem.
O residente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado
gNIMttftTUS PBLICOS
M z ce Maio de 1886
ALFAN.EGA
A Sociedade Humanitaria de Soc-
rorro e Beneficencia, proceden a
elelcao para a directora, do anno
de 1886 a 1SST e flooa amlm
compona :
PresidenteIgnacio Honorato da Silva.
Vice-presidenteUlysses Goncalves da Luz.
1 secretarioJos Henrique de OliveiraJ
2 secretarioMaoo*l P. de Araujo.
OradorIrineu Manoel Dias.
AdjuntoO. Ferreira da Silva.
ThesoureiroManoel Chrysostomo de Lima.
1" procuradorJos Zeferino de Salles Me-
nezes.
2- procuradorJoaqnim Alves dn Fonseca.
3- procuradorManoel Silvestre Pcsaoa.
1* vigilanteManoel Goncalves da Luz.
2- vigilanateAntonio Manoel da Ressur-
reicao.
ZeladorFrancisco Jos de Araujo
Sala das s^ssies, Remedios, 16 de Maio de
188*.
O secretario,
Jos Henrique de Olivara.
Hodo pratico de fabricar se ta-
las sem criminaifdde alguma
Um peridico que se publica neste cidade e se
aprogoa pelas ras, O Rebate, assegurou quo eu
fabricara sedulas falsas.
Aos homens sensatos, que me devem ter feito a
devida justica, curvo-me agradecido.
Aos que tiverem acreditado, ou peio menos ti-
ranta duvidas, convido a que venham a^'abrica
Apollo onde Ibes ensinarei o modo pratico, fcil e
a eoberto da saneco penal de fabricor .-edulas, to
perfeitas e verdadeiras, como as que mais f >rem.
S se exige patriotismo e amor ao trabalho.
Recife, 21 de Maio de 1886.
A. P. da Cunha.
Progrmma da festa de Manta Jli
ta de Cassia em sna Igreja
Sabbado 2 do correte, ao meio dia,
um salva de 21 tiros e diversas girndolas
de fogo fenderilo ao ar annunciando aos
habitantes do Recife que, no dia seguint
(23), ter lugar a festa de Santa Rita de
Cassia.
Domingo 23 pela madrugada, haver
raissa resada, applicada aos nossos irraos
e devotos que .oucorrerem para a inesrua
festividade.
Ao romper d'alva d8se mesmo dia, urna
outra salva annunciar que chegado o
dia em que a igreja solemnisa a festa de
sua matriacba a Gloriosa Santa Rita de Cas-
sia.
a's 11 horas, entrar a festa sendo pre-
cedida do tercias, e ao evangelho se far
ouvir da tribuna sagrada, o laureado
pregador o Rvm. Commendador padre Ma-
noel M. da Gama, que em um bem ela-
borado discurso patentear as virtudes da
matriarcha Santa Rita Cassia dos Impossi-
veis, subindo ao ar urna outra salva logo
que for terminada a festa.
A orchestra ser regida pelo hbil pro-
fessor nosso irmao confrade Lidio de Oii-
veira, que far executar com t.vlo esmero
a grande missa denominada Santa Rita,
acompoMcao do maestro Vicenta Beline
Fertiti.
A' tarde o templo estar aberto con-
currencia dos fiis, sendo que em tjdos es
tes actos at ao terminar a festa tocarao as
ban ias marciaes do corpo de polica e
do 2" batalhao de infantera, executando
ambas as melhorcs pegas de seu reperto-
rio.
A's 7 horas da noita ser entoado o Te.
Deum Laudamos denominadoSanta Rita
de composijo do maestro 1 heodoro Ores-
tes, oceupando neste acto a cadeira orato-
ria o nosso distinti e iutelligente pregador
da capella Imperial, Frei Augusto da Im-
maculada Concciclio Alves.
Finda este acto com a beneao do Sa-
cramento.
A dejoracilo do templo acha-se sob a di-
reccao dos noss 8 irmaos, habis e bem conhe
cidos artistas Jos Castor de Araujo e Sou-
za e Ant mi Joaquim de Sant'Anoa, cuja
decorado sendo modesta e simples nada
deixar desojar
Para maior brilhantismo da festividade,
pelo presente convido aos nossos irmaos
para que comparecam no consistorio da con-
traria .
Consistorio da mesma confraria, 21 de
maio de 1886.
O secretario,
Glicerio Coelho do Eupirto Santo.
Loteras de Uagoas
Tendo hontem iiahido transcripto no Diario d*
Peruambuco, um artigo do Gultemberg, folha que
se publiea em Alagoas, contra a lotera d'esaa pro-
vincia, acharaos em alguns trechos inverdades taes
que somos obrigados declarar que o QuUemberg
s pode ser um grande calumniador do thesoure'ro
da refrrida lotera, pois, sendo urna das mais acre-
ditadas do Imperio, que muitas vezes tem dado a
sorte grande para esta provincia, ainda nao dei-
xou de ser pago immediatamente qualquer premio,
desde os maioree aos menores.
Quanto a jogar o thesoureiro com bilhetes to
impossivei, que nem merece resposte; tanto assim
que, aqui existem casas que teem mandado aug-
mentar as remessas e nao tem sido possivel ao
thesoureiro satisfazos os pedidos 4 falte de bilhe-
tes, vendo-se, no entaoto. obrigado a devolver o
dinheiro enviado para tal fim.
E' tacto e verdico, o que afirmamos.
Qualquer dia d'eetes ser publicada a resposte
cabal que deu o thesoureiro ao artigo de quo ci-
ma se trate.
Invlidos raclonaes
r.
Urna meia duzia de palavras simples e serias
com algum d'enlre vi outros que sotfreis de indi-
gesta |e sua acostumada companheira prisSo de
ventre habitual. Desejais aliivio sem prostraco,
urna cura rpida sem dores ? O meio de alcancar-
des aquelle allivio, o de couseguirdes aquella cu-
ra, vos offerecido debaixo da forma das piluias
assucaradas de Bristcl ; o nico cathartico e alte-
ativo existente, o qual abre as passagens obstrui-
das dos intestinos seui causar o menor desmaio ou
ancias, e torna a restituir ao estomago e ao figa-
do, o vigor que Ihes liavia sido roubado pela mo-
lestia. Este desobstruente natural nunca enfra-
quece orgao algum ou abate as forcas geraes, ao
contrario elle nfallive!mente renova a eade natu-
ral do apparelho digostivo e dos vasos secretorios.
Raramente ser preciso chamarse uin medico na
casa em que este segu.-o e todo poderoso remedio
de familias existir, e bom ser que todo o bsm pai
c mi de familia o tenliam sempre mi.
Ellas acham-so mettidas dentro de frasquinhos,
e por isso a sua conser/acao duravel em todos os
climas.
Em todas as molestias aggravaJas ou prove-
nientes de impureza d< sangue, a salsaparrilba de
Brist 'I, deve de ser tomada conjuntamente som
as piluias.
Acha-se vend* em todas as principaes bo:icas
e lujas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forstei & C,
ra do Commercio n. 9.
blicado pela imprenta e affixado no lugar do cos-
tume.
Dado e passado neste cidade do Recite, aos 18
de maio de 1886.
Eu, Manoel do Nascimento Pontos, escrvo,
escrevi.
Adelino Antonio de Luna freir.
O procurador dos fetos da Fazanda Provin-
cial, tendo recebido n'este date da scelo do Con-
tencioso do Thesouro Provincial, a relacao abaixo
transcripta dos contribuintes do imposto de deci-
ma da freguezia de Santo Antonio, do exerccio de
1884 a 188% que deixaram de pagar o mesmo im-
posto no teinpo competente, declara aos mesm*s
eontribuintes que lhe fica marcado o praso de 30
Z',^^%*^^1^^^ <" dapablicaco do presenta ed.ta!, na
Gasa li sanie do Dr. Sonto M*
Mudou-sc este estabelecimento para Ponte de
Uch", junto da estacan do mesmo nome.
Situado cemo boje est em um salubre e apra-
zivel suburbio e em urna cuacara com bastantes
eommodos para o seu fim, offerece muitas vanta-
gens aos doentes estrangeiros, acadmicos e colle-
giaes que ni i ti ercn suas familias n'esta cidade.
aos que vierem de fra do Recife para ahi soffrer
alguma operaco cirurgica e einfim aos que residin-
do n'esta cidad" prtcsjirem de mudanza de ares.
Recebe-se tambentnesta casa convaluscentes e
pessoas 9adias que precisem do ar do campo, para
as quaes ha eommodos separados.
Os doentes para o seu tratamento, indicario os
mdicos que quizerem.
Nao se acceitam doentes de molestias conta-
giosas.
Existem na casa appxrelhos elctricos e hydro-
therapcuticos para es beribericus, paralyticos etc.
Telephone n. 398
N. 3. Mais, se tendea filhos debis que
por alta d appotite est.io doentios, dae-
lhes a Emulsiio de Scoit.
2' maravilhoso como o n pouco tempo,
.io touaiem-na, restabelecem-se e como
recuperara a energa e a saude.
EDITAES
Rbbda gbbal
D 1 a 20
dem .e 21
RbKOA PBOVDiCIAL
De 17 a 20
dem de 21
429577*580
19:866y41
20:490*335
3:8l*44V
469:644451
------------------ 24:346^829
Total
RjSCBBEDOBIAOr 1 a 20
U. m de 21
Cobsdlado PBOVIHCIAI.Di 1 a 20
dem de 21
Recifb dbathaoe De 1 a 20
dem de '1
43:991280
23:382*761
2:202*217
25:584*978
74:6*2*469
1:697*193
76:299*662
14:162*318
218.556
14:380*873
g DESPACHOS DE IMPORTACO
Vapor francez Vie de Macelo, entrado do Ha-
vre e Lisboa no dia 19 do correte e consignado
a A. F. de Oliveira & C, manifestou :
Carga do Havre
Agua mineral 15 caixas a Rouquayrol Frres,
46 a F. M. da Silva Si C, 2 a A J. da Silva.
Alvaiade 2) barricas a Paria Sobrinho 6e C.
Amostras 11 volumes a diversos.
Botoes 1 caixa a J. C. M. Guimares, 1 a G.
de Mattos limaos
Cervtia 10 caixas a J. J. da Coste & C.
Calcados 1 caixo a Satyro Serafim da Silva,
1 a T. de Carvalho & C, 2 a F. Barbosa & C,
3 a H. Nuesch ot C, l a F. R. da >ilva 4 C.
Champanha 25 caixas a Sulzer Kauffman
& C.
Chocolate e velas 7 caixas a Ramos & C.
Cognac 1 barril a C. Pluyn & C.
Chapos 3 caixoes a Adoipho & Ferrio, 2 a A.
J. Maia & C.
Couros 2 caixas a J. N. Ferreira, 2 a Albino
Cruz 4 C.
Camisas 1 caixa a G. Ilayns, ditas e cartes 1
caixa a J Krause & C.
Drogas 3 volumes orden). 1 a Barthoemeu &
C, 2 a J. C. Levy & C, 14 a F. M. da Silva
4 C.
Ferragens 40 volumes a Miranda & Souza.
Lapis 1 caixa a Medeiros 4 C.
Livros 1 caixa a Jos N. de Souza, 1 a J. W.
de Medoiros, 2 a G. Laporl 4 C.
Manteiga 2a5 barra e 455 in-ios ditos ordem,
75 e 105 a Paiva Valente & C, 10 e 20 a H.
Burle 4 C, 20 e 30 a Joaquim D. Simoes &
C, 20 e 20 a Cota & Medeirss, 50 e 72 a
Joo Fernandes de Alxeida, 90 e 180 a Au-
gusto Labille, 15 e 20 a J.>aquim Ferreira de Car-
valho 4 C, 15 e 20 a Domingos Ferreira da Silva
4 C, 30 e 60 a Fernandez da Costa 4 C, 10 e 10
a Jus B. de Carvalho, 50 e 75 a S. Basto Amo-
rim 4C, 10 caixas a Domingos Ferreira da Sil-
va 4 C, 149 a crdem, 33 a Joaquim Duarte Si-
mos & C. 22 a (vista o Medeiros, 21 a Sulzer
K.iiiiiaii ot C, 10 a Carvalho & C 10 a Joaquim
B. de Carvalho t C, 12 a S. Basto Amorim
*C.
Mercadorias diversas 7 volumes a E. G. Caseio,
5 ordem, 3 a Ferreira Irmo, 1 a Maia 4 Silva,
1 a Wm. Halliday 6t C, 7 a A. D Carneiro Vian-
n!, 1 a PVrr.:ira Monteiro & C 3 a Guimares
Irmo 4 C. 2 a R. de Dru6ina 4 ('., 1 a Ferreira
Guimares ot C, 3 a Hulnr Kautfman 4 C, 2
a Manoel Joaquim Ribeiro 4 C, 1 a J. Basto 4
0,12 a Prente Vianna 4 C, 3 a Manoel Costa,
9 a Salazar <$ C., 7 a F. Lauria 4 C, 4 compa-
obia de Fiaci e Tecidos.
Materaes para engenho central 147 volumes e
pecas a A. Labille.
Movis 1 caixo a F. Lauria 4 C.
bjectos para relojoeiro 1 caixa a A. S. do ('..
Araujo, .'itos para chapis de sol 2 caixas a F.
X Ferreira C.
Porcelana 1 caixa a D. P. Wild 4 C, dita e
vidros 1 caixa aJ. C- Levy 4 C.
*aprI e envelopes 2 caixas a Nunea Fonseca 4
C, dito 20 fardos a Faria Sobrinho 4 C.
Pr-'gos 4 caixas a H. Nuesch 4 C.
Perfumaras 3 caixas a Maia Sobrinho & C, 3
Prente Viana 4 C.
Querjos 84 caixas ordem, 11 a Domingos F,
da Silva C, 12 a Rosa t Queiroz, 11 a Paira |
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
i'ii iu! da Imperial Ordem da Rosa,
commendador da real ordem militar por-
tuguesa do Nusso Senhojr Jess Christo
e juiz de direito privativo de orphitos
e ausentes, nesta comarca do Recife, por
Sua Magestade Imperial e Constitucional
o Sr. D. Pedro Segundo, a quem Deus
guarde, etc.
Paco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que no da 25 do ccrrenle
mez, depoia da audiencia deste juizo, ir praca
por vena para ser arrematado o sitio no Am-
iioU", freguezia da Varzea, com 4 jauelUs e 1 por-
ta nfrente, 2 salas, 4 quartos, eozinha externa,
copia, cocheira, estribara, cacimba, portao de erro
na frente, diversas arvores fructferas, medindo d
frente 11 metros e 30 centmetros, e de fundo 14
metros e 66 centmetros, avallado por 1:80 servir de base para a arremteco, e vai a praca
requerimento do inveotariante e testementeiro
Augusto Pinto de Queirox.
E para que chegue ao conbecimento de todos
mandei pasanr o presente edital, que ser pu-
to da comarca de Jaboat&o, por Sua Magestade
o Imperador, a quem Deua guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem que
no dia r> do mez de Junho do correte anno, s 10
horas da manh, tem de ser arrematada em praca
publica na sala das audiencias, por quem maior
anco offerecer, renda trmensal do eogenho Ca-
massary desta comarca, noente e corrente com
agua, e cora todas as suas obras e bemfeitorias,
servind* de base arrematadlo a quantia de ....
3:000*000 por safra, dando o arrematante flanea
idnea, que garante fto s o preco do arrenda-
mento, como a conservaeo das obras e bemfeito-
rias.
Mando, portento, aoofficial portero do juizo, que
affixc o presente edital no lug r do costume e pela
imprensa, e que passe a respectiva certido.
Dado e passado nesta cidade de Jabjatio aos 11
dias do mez de Maio de 1886.
Eu, Joo Evangelista de Souza, escrvo inte-
rino, o escrevi.
Antonio Henrique de Almeida.
O Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel n'esta cidade do Recife e
seu termo capital da provincia de Per-
nambuco, por Sua Magestade Imperial e
Constituc'oual o Sr. D. Pedro II, a quem
Deus guarde, etc.
Fa^o sab r aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que nos termos do art. 1."
d Dec. n. 1695 de 15 de Set mbro de 1869, den-
tro do prazo de 30 dias contados da publicaco do
presente, recebar este juizo propostas em cartap
fechadas, para arrcmaiacao por venda doj cscra-
vos seguiutes :
Luduvina, com idade de 50 annos,
pouco mais ou men ., avaliada por 200000
Gei aldo, com idade de 15 anuos, ava-
liado por 450*000
Emilia, com idade 20 aanos, avalia-
da por 400*000
I'orfiria, com idade de i7 annos,
doente de ar, com paralysia uas
peinas, avaliada por 200*000
Penhorados por execuco que movem Tbomaz
de Carvalho & C, suecessores de Vianna Chris-
titni & C, contra Francisco Antonio de Oliveira,
e se acham depositados cm poder do exeeufado
E pai a que chegue -o conhecimenlo de todos,
mandei passar o presento que ser publicado p*la
iiop-"i'iisa e aijxado no lugar do costume.
Dado e passado ne3ta cidade do Recite aos 8
de Abril de 1886. Eu Pedn Tertuliano da u-
nha, eserivo, subscievi.
Joaquim da Costa Ribeiro.
DECLABACDES
Empretiaria agua Rz & cidade de Ollnda
DEVEDORES EM ATKAZO
Tendo a directora, ora sessilo de 15 do
corrente, resolvido rebeber pur intermedio
de um sollkitador todas as contas de con
summidore8 d'agua e gaz em atrazo, a
contar do ann> de 1876, r.solvi n'esta
data encarregar de tal cobranca o Sr.
Dogo Baptista Fernandes, a quem esper.
attenderao desde logo os raesmos devedo-
r'B, cortos da justiya e equidade de simi
lhinte resoluto.
Escriptorio do grente 25 de Abril de
me.
Antonio Pendra Simn.
a Souza Basto Amorim 4 C, 15 a Saunders Bro-
thers C.
Roupa 1 caixa a H. nuesch & (',.. 1 i ordem.
Rulhas 2 fardo* a Rouquayrol Freres.
Sardinhas 6 caixas a Carvalho 4 C
Tecidos diversos 19 volumes ordem, 1 a E.
Ssares, 1 a A. Vieira, 9 a Beruet 4 C, 5 a D. P
Wild 4 C, 1 a F. Gurgel do Amaral 4 C, 1 a
A. Lopes 4 C, 2 a H. Burle & C. 4 a L. A.
Sequeira. 3 a F. de Azevedo 4 C, 2 a A. C. de
Vaseoncellos, 2 a R. de Drusina 4 C.
Vidros 4 caixas a Bernardno IJ. Campos &
C, 3 a Manoel Joaquim Pereira, 1 ordem.
Vinho 20 caixas a Sulzer KautTraan 4 ('..
Carga de Lisboa
Batatas 100 meias caixas a Silva Guimares &
C, 50 a Ferreira Rodrigues 4 C, 50 a Rosa &
Queiroz, 50 a M. T. da Costa Ribeiro.
Cal 30 barricas a Moreira 4 Braga.
Ceblas 60 caixas a S Guimares 4 C, 90 a
Rosa & Queiroz, 25 a M. T. da Coste Ribeiro.
Coininhos 9 saceos a Silva Guimares 4 C.
Farello 200 saceos a Baltar Irmaos 4 0.
Vinagre 6 pipas e 20[5 a Orestcs Travassos
& C.
Vinho 17 pipas 30|5 e 20(10 a Souza Basto
Amorim & C, 5(5 e 10|10 a Paiva Valente 4C,
25(5 e 20[10 a Barbosa Castro 4 C.
Patacho nacional Ral, entrado de Santa Ca-
tharina no dia 20 do corrente e consignado a H.
Lundgre 4 C., manifestou :
Farinha de mandioca 6,500 saceos ordem.
Escuna noruegueose Hcpnaes, entrada do Rio
Grande do Sul no dia 20 do corrente e consignada
o Baltar, Oliveira C, manifestou :
Farinha de mandioca lOOjsaccos.
Xarque 87,870 kilos ordem.
JKSPAUHOS li UXPUKTACO
Em 20 de Maio de 1886
Para o exterior
No brigue portuguez Armando, carrega-
ram :
Para o Porte,, S. Guimares & C. 475 cDuros
salgados com 6.089 kilos.
Obras Publicas
De ordem do HInt. Sr. mgehe!ro chefe da re-
partico das obras publicas, fac} publico que no
dia 24 do crente, ao mei> da, recebe-se nesta
secretaria propostas para a execucio dos reparos
da punte sobre o rio S^rinhem, no engenho Pao
Sangue, oreados cm 2:100. O orcamento e mais
coudico.-s se achara dispos vio dos scuhores pre-
ten lentes.
Secretaria da repartico das Obras Publicas, 10
de Maio de 1886.
O secretario,
Joao Joaquim de Siqueiru TurrjZo
Thesouro Provincial
De ordem do lllm. Sr. mspeetor desta reparti-
co, taco publico que no dia 22 do corrente mez,
pana-se a cLsse de profesdores de 2' entrancia, e
no da 24 tambem do corrente de de 3 entran-
cia e escolas noctunas, tudo relativamente ao mez
de Dezembro prximo passado.
Declara-se mais, de ordem do mesmo Sr. ins-
pector, que no dia 25 deste mez, ficam suspensos
os pagamentos.
x'agadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, cm 21 de Maio de 1886.
O eserivo da despesa,
Silvin> A. Rodrigueg.
contormidade do disposto no art. 53 da le n. 891,
para recolherem a importancia de seus dbitos no
Consulado Provincial, certo de que, fiudo o referi-
do praso, se proceder executivamente a cobranca.
Recife, 17 de Maio de 1886.
O procurador fiscal,
Manoel Nicolao Regueira Pinto de Souza.
Relaco da decima do exercicio de 1884 1885 da
freguezia de Santo Antonio
Ra do Imperador n. 19. Adelaida E.
de Almeida Gomes (1/4) 374081
Caes Vintc e D .us de Novembro n. 14.
A raesma (1/4) 10*300
Santo Amaro n. 22. Adelaide Elisa ,,..
Pexoto de Carvalho 15*4.>0
dem n. 26. A inesma 10*969
Trincheiras n. 28. Adela Josephina
Pereira Lyra 17*150
Visconde de Inh urna n. 67. Adoipho
Alves Guim raes J7*442
Largo do Paraiso n. 15. Albino Jos
Leite 30*901
Travessa dos Expostos n. 6. Alexan-
dre Antonio de B. Abreu (1/4) 75029
Larangeiras n. 22. O mesmo 7*029
Cabug n. 8. O mesmo 15*450
dem n. 10 O mesmo 15*450
Largo da Penha n. 2. O mesmo 11*447
Penha n 4. O me.-ino 11*447
Lomas Valentinas n. 1. Amelia Ra-
mos de Curvalho 13*132
Imperador n. 19. Amelia Virginia de
Almeida Gomes (1/4) 18*540
Caes Viute e Dous de Novembro n. 14.
A mesma 5* 150
Largo do Paraso n. 16. Angela Mara
do Espirito Santo 835434
Viseme de Inliauma n. 57. Angela
Maria de Lim^ 46*660
Pateo do Carino n. 11. Anna Augusta
G. da Conceico 21*939
Coronel Suassutia n. 56. Anna J. Fer-
reira Braga G. (parte) 29*.-.V>
Travessa da ra Bulla n. 5. A mesma 157'.l
Imperador n. 22. Anna Joaquina da
Conceico Teixeira (parte) 161*614
Fogo n 25. Anna Joaquina Ferreira 28*119
Duque de (J.i.\;,h n. 9. Anna Paulina
da Cinw'co Dourado (parte) 23*052
Santa Ttiereza n. 28. Anna Sainico do
R. Barros e i utros 36*772
Santo Amaro n. 28. Auna de Santa
rsula 24*721
Livrameuto n. 28. Ant.ni i Joaquina
de Amorim Carvalho ,1/2) 36*031
Paz n. 8. Antonio '.liinaco Moreira
Temporal
O meiiino
11 im'-nm
11 n.eaino
O mesmo
No hiate nacioual Crrelo de Natal, carre-
garam :
Pnra o Natal, Oliveira 4 C. 6 barricas com 3b-0
kilos de assucar refinado.
No hiate nacional Aurora, carregaram :
Para Maco, Oliveira 4 C 4 barricas com 350
kilos de assucar refinado ; F. de Moraes 2 pipas
com 920 litros de aguntente.
Para Mossor, J. J. Moreira 1,200 saceos com
farinha de mandioea.
Na barcaca Eliza, carregou :
Para e Natal, M. J. Pessoa 250 saceos com
farinha de mandioca.
Na barcaca Para Macahyba, Baltar Irmaos 4 C 200 saceos
cora farinha de mandioca.
Na barcaca Gracinda, carregaram :
Para Mamanguape, P. Carneiro 4 C. 400 sac-
eos com farinha de mandioca.
No vapor nacional Ipojuca, carregaram :
Para Maco, M. A. C. de Araujo 5 barris com
480 1 tros de agurdente.
Para Camossim, F. de Moraes 1 barril com 80
litros de aguardentp ; J. de Albuqucque 4 barr-
cas com 201 kilos de assucar refinado e 5 saceos
com EOO ditos de dito branco.
Na barcaca America, carregou :
Para P. de Alagoas, E. B. Marques 15,500 li-
tros de sal.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 21
Trieste e escala 26 dias, vapor austraco
B. Keming, de 885 toneladas, comraar-
dante C- Katinch, equipagem 26, carga
vanos gneros ; a
Valente & C, 20 a Jos Joaquim Alves 4 C, 10 farinha de mandioca.
Para o Interior
No patacho nacional Maia 2a, carregou :
Para Porto-Alegre, Compnhia Transatlntica
90>saceos coto 600 kilos de cera de carnauba
No vapor francez Vllle de Macei, carrega-
ram :
Para o Rio de Janeiro, Burle 4 C. 85 saceos
com 6,375 kdos de assucar branco e 84 ditos com
5,040 ditos de dito mascavi.do ; A. de Araujo
Santos 8(K) saceos com 6,900 kilos de carocos de
algodo.
Para a Babia, J. C. Pina 4 caixas com 100
kilos de doce.
No hiate nacional Joo Valle, carregou :
Para Maco, M. *. Pessoa 1,600 saceos com
Johnston Pater & C.
Fernando de Noronha pela Ilha das Ro-
cas3 1/2 dias, vapor nacional Giqui,
de 323 toneladas, commandante Souza
Lobo, equipagem 26, em lastro; Com
panbia Per na n bu cana.
Navios sakidos no mesmo dia
Santos e escala -Vapor francez Ville de
Macei, commandante Panchevre, carga
varios gneros.
Nova Orleans Vapor inglez Merchant,
commandante Uonws, em lantro.
VAPORES ESPERADOS
B. Kemtny
Desterro
Para
Valparaso
Tagus
Senegal
Cear
Portuense
La Plata
Finance
Colorad\<
de Trieste hoje
de Hamburgo hoje
do norte a 23
do sul a 24
da Europa a 24
do sul a 25
do sul a 26
de New-York a 28
do sul a 29
Junho
do sul a 3
de New-Port New a 7
dem n. 12.
[den ii. 14.
fdein n 10.
Iuein n. 20.
Palma n. 69. O mi
dem n. OS. O m uno
Vintc e Q nitro de Maio u. 9. O mesmo
[deas n. .'i;, o meino
1 em n 'JO. O misino
Travessa do i'oiieinhon. 18. O tnesmo
Dita di. i i i, i trio ii. 14. Antonio I lio-
go da >j, v:
Dita do Cnrcerero n. 6. Antonio Fer-
reira Alberto
Mathias de Albuqicrque n. S. Antonio
Ferreira Braga c nutro
Travessa da Concordia u. 14. Antonio
h'ei reir dos Sautos
Larga do Rosario n. 20. Antonio Fran-
cisco de Albuquerque Santos (parte)
Vinte e Qoatro de Maio n. 3. Antonio
Francisco Moreira e outros
Mein n. 5. Os mesuios
Travessa do Livrameuto n. 13. Anto-
nio Fra icisco Vieira de Magalhes
1." becco da Camb* n. 8. Antonio
Gomes de Araujo
Puulino Cmara n. 3. O m"smo
Estreita do Rosario n. 20. Antonio
Goncalves Ferreira Casco
Travessa do Pocinho n. 12. Antonio
J. ;i |Ui:n de S
Dita do Carino n. 2. Antonio Joaquim
de Souza Ribeiro
Becco do Calaboucj n. 26. Antonio
Jos Conrado
Visconde de Inhauma n. 26. Antonio
Jos Goncalves de Azevedo
Largo do Carino n. 27. Antonio Jos
M reir
Travessa do Poucinho n. 2. O mesmo
Santa Thereza n. 36. O mesmo
Fogo n. 23. Antonio Muniz de Carva-
lho e outro
Lomas Valentinas n. 11. Antonio de
Oliveira Maia
Palma n. 48 Antonio Pinto de Barros
Larga o Rosario n. 34. Antonio dos
Santos de S< uza Leo e outros
Coronel Suassuna n. 35. Antonio da
Silva Girio
Santa Tlieresa n. 26. Antonio Teixeira
d' Avila e outros
Palma n. 29. Balthasar Borges da Sil-
va Villar (parte)
Travessa dos Quartes n. 38. Bario de
Una
Dita do Livramento n. 16. O mesmo
Lemas Valentinas n. 30. Bartholomeu
Francisco de Souza
Coronel Suassun n. 10. O mesmo
Larangeiras n. 5 O mesmo
Santo Amaro n. 14. O mesmo
dem n. 16. O mesmo
Becco do Calxbouco n. 1. Basilio Alves
de ai. Varejo
Roda n. 29. Bernardno de Sena Hen-
riques
dem n. 47. Bernardo Jos Martins
Ribeiro
Patos n. 16. O mesmo
Visconde de Inhama n. 33. Bibiana
Rosa de M. Pinheiro
Coronel Suassuna n. 27. Caetano da
Rocha Pereira
Largo do Paraiso n. 45. Gamillo Joo
Ramos
S. Francisco n. 25. Candida M. Fer-
reira
Mareilio Dias n. 42. Capella dos Pra-
zeres de Guararapes
dem n. 44. A mesma
dem n. 46. A mesma
dem n. 52. A mesma
dem n. 69 A mesma
Larga do Rosario n. 27. A mesma
Duque le Caxias n. 94. A mesma
Livramento r.. 3. A meima
Maiquez do Herval n. 63. Carlota Viei
ra Ribeiro
Mareilio Dias n. 43. Clara Joaquina
de Oliveira Moura e outros
dem n 45. Claudina Senhorinba Viei-
ra de Carvalho
Trincheiras n. 31. Claudlno Jos de
Mello
Fogo a. 13. Clementino de Farias Ta-
vares e outros
Travessa doPoeinho n. 22. Os m smos
Largo de S. Pedro n. 12. Custodio Jo-
s AIvps Guimares
Duque de Caxias n. 54. Cussy Juve-
nal do Reg
Mathias de A'buquerque n. 5. Domin-
gos dos Pasaos Miranda
Livramento n. 24. Edua'do Firmino
io Silva
Coronel Suassuna n. 54. Elisa Adeli-
na (1/3)
dem n. 54. Elisa Leopoldina (1/3)
Imperador n. 19. Emilia de Almeida
Natividade (1/4)
Vinte Dous de Novembro n.14. A mes-
ma
Mrquez do Herval n. 31. Dr. Estevo
Cavaleante de Albuquerque
Paz n. 24. O mesmo
Travessa do Hocinhon. 56. Estevao
Rodrigues Fontes
M ireilio Das n. 32. Felieidade Perpe-
tua Gemes da Silva
Vinte Quatro de Maio n. 7. Felppa
Mara da Conceico e outros
Largo do Paraiso n.99. Floreneia Fran
cisca de Souza
Larga de Rosario n. 37. Fortunato
Floriano do R. Barroca e outros
Matriz n. 17. Francolina Al-
18*540
9*270
9*27n
9*270
18*540
20*601
34*30
8*651'
24*731
15*450
18*540
21*'J3'J
10*909
24*721
82*249
32*883
9*666
7*194
9*838 i
7*416
4*0S
77*371
14*832
29*047
24*411
373081
21*939
14*832
34*300
12*360
9*733
16*996
100*005
24*721
21*939
11*415
12*360
15*450
10*969
10*969
30*9(11
31*828
23*856
14*8o2
34*300
84*360
16*995
23*125
17*304
14*832
28*119
61*803
2056HI
19*467
24*721
41*2ii2
41*202
131*124
123*606
61*803
88*480
146*885
30*901
27*193
24*721
67*973
25*593
40*480
9*124
11*433
11*433
37*081
10*300
72*103
14*u59
28*119
135*966
14*388
14*832
220*420
ves de Souza 16*995
Roda n. 40. Francisca Isidora Gon-
calves da Rocha 28*119
Travessa dos Quartes n.39. Francisca
Jacobina da Silva 12*360
Largo da Penha d. 10. Francisco Fer-
reira Alberto 19*210
Duque de Caxias n. 91. Francisco Fer-
reira da Rocha Leal 59*021
Lomas Valentinas n. 8. Dr. Francisco
Goncalves da Bocha 28*119
Pedro Affrasj n. 56. Francisco Igle-
sias da Rocha 17*304
Vinte Quatro de Maio n. 6. Francisco
Jos dos Prazeres 27*193
Largo da Penha n. 14. Francisco Jps
da Silva Mayer 7*416
Paulino Cmara n. 15. Francisco Jos
Vunna 28*119
S. Francisco n. 66. O mesmo 28*119
2o Becco da Cambda n. 1. Francisco
Manoel da Silva Tavares 14*832
Paulino Camira n. 13. O mesmo 34*300
Travessa do Lobato a. 8. O mesmo 32*137
Campo das Princesas n. 15. Monse-
nhor Francisco Muniz Tavares 31*300
Patos n. 6. Francisco Pinto de Ma-
galhes 14*832
Coronel Suaasuns n. 37. Francisco de
S Leito 18*540
Kstreita do Rosario n. 4. Fructuoso
Muniz Gomes (1/3) 28*841
Trincheiras n. 23. Guilherme Frede-
rico de Souza Carvalho 30*901
Duque de Caxias n 10. Heleodoro de
Aquino Fonseca 14*059
Livramento n 24. Heraclto Goncal-
ves Torres 9*123
B*ro da Victoria n. 39. Herdeira
Olym )ia, filha de Antonio Augusto
(4/7 partes) 89*408
Pedro Affonso n. 16. A mesma 17*856
dem n. 18. A mesiia 14*128
Eravessa do Pocinho n. 26. Herdei-
ros de Antonio Climaco Moreira
Temporal e outros 43*880
Mareilio Das n T4. Herdeiros de An-
tonio Egydiu da Silva 69*837
Duque d>i Caxias n. 51. Herdeiros, fi-
ILos de Antonio G> .calves Torres 38*182
S. Francisco n. 37. Herdeiros de
Francisca Alaria do Espirita Santo 17*150
Largo do Paris n. 30. H-rdeiros de
1 rancisco Carneiro da Silva (1/3) 24*034
Trincheiras n. 46. Herdeiros do pa-
dre Francisc i Dias de Oliveira 76*120
Travessa dos Quartes n. 46. Herdei-
ros Alborto u Ral, lilli ,-s de Fran-
cisco Nanea Truvasa, Uas Cruzosn. 4. Herdeiros
de Francisco de Paula Corroa de
Arauj i 56*652
S. Francisco ns. 45 a 49. Herdeiros
de Henrique Gibion 24*360
Virae) n. 3. Herdeiros, filhos de
Joanna Biptista de Araujo Vianna 19*776
Palman. 6. H-rdeiros de Joo Fran-
cisco Muniz e outro 18*540
I lem n. 19. Os niesmos 77*871
anta Thereza n. 25. Herdeiros de
Joo Ignacio do Reg 24*721
Pedro At luso n. 51. Herdeiros de
Jo da Matte Botelho 104*961
Estreite do Rosario u. 12. Herdeiros
e viuva de Joo Bibeiro da Cunha 51*502
Marques do H.-rval n. 55. Herdeiros
e viuva de Joo Teixeira de Souza 14*059
Largo de S. Pedro n. }. Herdeiros
de Joaquim Francisco das Chagas 96*000
Travessa dos Quarteisn. 22. Herdei-
ros de Joaquiin Jos Vieira 19*775
Trincheiras n. 19. Herdeiros de Joa-
quim Viegas 5> *39S
Imperador u. 52. Uerdrros de Joa-
quina Maria Pereira Vianna 145*443
Duque de Caxias n. 46. Herdeiros de
Jos Cndido Carvalho de Moraes 103*005
Coronel Suassuna n. 58. Herdeiros
de Jos Joaquim da Costa Fajoses 24*721
Santa Thereza u. 31. Os mesmos 7*416
Duque de Caxias n. 53. Herdeiros de
Jos Joaquim Pinho de Mendonca e
EuiiiaeJos 61*803
rrimeiro de Marco n. 19. Herdeiros
e viuva de Jos dos Santos Neves 206*010
Travessa do Lobato n. 2. Herdeiros
e viuva de Luiz Bezerra Mouteiro
Padilha 21*939
Primen o becco da '"ambo* ni. Her-
deiros de Manoel Figuiiri de Fa-
rias 6*180
Duque de Caxias n. 42. Os mesmos 82*404
Pedro Alfonso n. 74. Herdeiros e fi-
lbos de Manoel Jos Bastos Mello 41*202
dem n. 82. Herdeiro Manoel, filho
de Manoel Jos de Mattos 30*901
Campj das l'rincezH-i n. 9. Herdeiros
de Mana Theodora da Assurapco 28*119
Ilha do Carvalho n. 19. Hermino Fer-
reira da Silva 17*150
Travessa do Pocinho n. 28. Ignacio
Francisco da Corceicao Patricio 22*249
dem n. 30. O mesmo 22*249
Roda n. 25. Ignacio de S Lopes Fer-
nandes 30*901
Patos n. 8. O mesmo 14*832
Largo do Paraizo n. 13. O mesmo 56*240
Travessa do Pocinho n. 20. Ira Mo-
reira de Mendonca 24*721
Penha n. 25. Irmandade das almas
do Recife 572
Travessa de Pedro Un. 3. Irmanda-
de de Nossa Senhora da Conceico
da Congreraco 12*360
Bario da Victoria n. 49. Irmandade
da Conceico dos Militares 115*571
dem n. 51. A mesma 159*245
Mareilio Dias n. 1. Irmandade de
Nossa Senhora do Livramento 16*995
Lomas Valentinas n. 18. Irmandade
de Nossa Senhora do Rosario 9*270
Travessa dos Expostos n. 10. Irman-
dadedo Senhor Bom Jess dos Passos
do Recife 44*262
Mrquez do Herval n. 23. Isabel Ig-
nacia de G. Villar (parte) 23*741
Imperador n. 51. Isabel Mara da
Fonseca Soares 192*001
Vinte e Dous de Novembro n. 42. A
inesma 96*000
Frimeiro de Marco n. 17. Joanna do
Reo Neves 17*881
Trincheiras n. 31. Joo de Brito Cr-
rela 23*044
Travessa do Carcereiro n. 4. Joo Ca-
sado Lima 8*652
Segundo Becco da Gamboa n. 8. Joao
da Cruz Estanislao 9*888
Trincheiras n 31. O mesmo (parte) 5*073
Nova da Praia n. 22. Joo Joaquim
da Costa Leite 30*901
Mrquez do Herval n. 71. Joo do
Prado Martins Ribeiro 30*901
Travessa do Carcereiro n. 5. Joo
Rufino Barbosa 14*832
Fogo n. 48. O mesmo ^ 24*721
Travessa da ra Bella n. 8. Joao de
Souzs Lima 18*540
Pedro Affocso n. 16. Dr. Joaquim de
Aquino Fonseca (3/7 partes) 13*243
Pedro Aflonso n. 18. Dr. Joaquim de
Aquino Fenseca 3/7 partes 10*591
dem n. 50. O mesmo 3/7 partes 15*903
Baro da Victoria n. 39. O mesmo 3[7
partes 675055
Travessa do Carmo n. 15. Joaquim
Bernardino de Castro Rodrigues 15*759
dem n. 17. O mes no 14*832
Trincheiras n. 30. Joaquim Bernardi-
no de Castro Rios 30*591
Largo do fiarmo n. 3. Joaquim Ber-
nardno da Coste Reis 80*961
Palma n. 36. Joaquim de Carvalho
Azevedo 17*304
dem n. 38 O mesmo 17* 04
dem n. 50. O mesmo 16*995
dem n. 52. O mesmo 18*540
Lomas Valentinas n. 22.
Travessa da ra Bella n. 2. Jcaquim
Dias Fernandes 19*210
Travessa dos Expostos n. 28. Joaquim
Ionocencio Gomes (parte) 72*103
Duque de Caxias n. 9. O mesmo 34*578
Largo da Penha n. 6. Joaquim Jos
Rodrigues da Cunha 59*021
Duque de Caxias n. 72. O mesmo e ou-
tros 87*142
Travesa das Flores n. 3. Joaquim
Pereira Arantes 28*119
Panlino Camrran. 4. O mesmo 34*300
Mrquez do Herval n. 33. Joaquim
Rodrigues Duarte
(Contina)
X
/
[
r



-r
sr-
f^JW^PWP^"
Diario de PernambncoSabbado 22 de Maio de 1886



---

i.
THEATRO
SANTA ISABEL
Domingo, 23 de Maio de 1886
Espectculo em GRANDE GALA ao 20." anniversario da batallia campal de
TOHW
promovido ^elo
MONTE PI DOS VOLUNTARIOS. Di PATRIA
honrado pelos Exrns. Srs. Dr. vice-presidente da provincia, general commandante das
armas e Dr. cbefe de polica.
Depois que o Exm. Sr. Dr. vice-presidente tiver occupado a respectiva tribuna
eei pela excellente banda de msica do corpo do polica, sob a regencia do maestro
do Divino Espirito
Santo do Recife
Segunda emulo ordinaria
De conformidade con o art. 68 do nosso com-
promisso, convido todos os nossos cbarissimoi ir-
mos, ex-juies e bemfeitores, para reunirem-se
em nosso consistorio, no domingo, 23 do corri-nte,
pelas 11 horas do dis, afim de tratar-se da ultima
parte do art. 83 do mesmo compromisso.
Consistorio da irmandade do Divino Espiito-
Santo do Recife, 20 de Maio de 1836.
O procurador gera,
Jos da Costa Bahila.
MARTIMOS
\&3i
i&s
executada a brilhante ouvertura
A BATALHA DE AVAHY
Seguir-se-ha pelos illuustres socios do corpo scenico do
CLUB DRAMTICO FAMILIAR
que generosa e desinteressaiamente so dignar.im auxiliar o Monto Po dos Voluntarios
da Patria nesta festa de regosijo nacional, a exbibic2o do drama militar de grande
aparato, do proposito cscripto psra este dia pelo autor do
VMM4R10 U PATRIA
capito Dr. Joao Baptista
t2o bem aceito pelo nosso publico
Pinheiro Corto Real, em uin
prologo
no anno passado, o Sr.
e cinco actos:
i:
Prologo.
1. acto.
2. acto.
< otii wiiii: den nuNNun
res n All I TIMES
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
Commandante Moreau
E' esperado dos portos do
sul at o dir. 25 do correte,
seguiudo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar, Lisboa e Vlgo
Lembra-se hos senhores passageiros todas de
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens intriras.
Por excepeo os criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dao at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
Labilie
tOMPAMIIl PKR\AmCA\A
DE
Navega^o Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor Ipojuca
Commandante Baptista
Segu no dia 22 de
Maio, is 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 21.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pemamiunana
n. 12
Leilo
De movis, louca, vidros e mais objectos de casa
de familia, na ra das Larangeiras
Terca-feira 25 do crreme
A' 11 horas
GENTE PISTO
Leilo
4ugusle
DENOMINACAO DOS QUADROS
A Catastrophe 13 acto.
revelacSo 14. acto. .
A
O
Crime
5. acto.
O general
Osorio.
l'ersonagens
O conde de Lipe
A voz do saDgue
O perdao
O general Campello.
Coronel commandante do 9." batalbo de nfantaria.
O major do mesmo.
Genuino Saropuio, commandante do 2\." corpo do voluntarios da patria.
Valcancar, major do mesaio. *"
Grazina, capitao do dito.
Porto, api'o do dito.
Torres Gi llndo, alfares do dito.
Capitito Paulo, rilho do general Campello.
Zulmira, mulher do di'o.
CEZAR, cabo do 9. batalhao de nfantaria.
Maria. tillia do mesmo.
Valentira, ordenanca do general Campello.
Sargento GusmSo, do 21. batalhao.
Ura capello do exercito.
Thomaz, velho soldado amigo de Cezar.
Pedro, rapaz, sobrinlio do cabo Cezar.
Offleaes do 9. batalhSo de infantara.
Officiaes do 2o corpo de voluntarios da patria.
Soldados do 30." batnlliilo de infantara.
Ajudante de ordens do general Osorio e do 9." batalbilo de nfantaria,
i, etc., etc.
O prologo passa so no Paraguay, em Tuyuty, na memoravel batalha de
mu-
=.
24 de Maio de 1866
em que o exercito brasileiro, depois de urna renhida luta de seis horas, ganba a vic-
toria colhendo os louros
Em
O DIMORTAL GENERAL OZORIO
scena aberta, vista dos espectadores durante o combate, ao
sibilar das
balas, ao troar dos canhSes. ha a horrvel explosao de um armao repleto de munico.
O drama passa se na Corte.
A excellente banda de msica do corpo de polica tocar no intervallo do l.
acto a walsa de Straus.
KKBSOB KXJUHEB
No do 2. acto, urna ana para tlauta, composta pelo maestro C. Flho.
No do 3. acto, urna phantasia, a pistn.
E no do 4., o galope, por Clodomir,
As bandas mames do 2. e do 14 baulhao de infantara, durante os inter-
valos do espectculo, tocarao nos salSes do Theatro differentes e bem escolhidas pe9aB
de seus repertorios.
A banda de msica do Arsenal de Guerra, auxiliar o movimento, que em
scena demandar o drama.
O Monte Pi dos Voluntarios da Patria espera ser coadjuvado pelo povo per-
nambucano nesta festa de regosijo nacional.
Desde j apresenta elle seus votos de gratdao aos Exms. Srs. Dr. vice-presi-
dente da provincia, general commandante das armas e aos Ilustres membros do corpo
scenico do Club Dramtico Familiar pelo valioso e desinteressado auxilio, que lhe tin
prestado para cumprir sua missSo, e se confessa grato todos aquelles, que o auxilia-
ren! nodesempenbo de sua tarefa.
O producto do espectculo ser em beneficio do Monte Pi dos Voluntarios da
Patria e para compensar os direitos do autor do drama.
Camarotes de l.1 ordem------ 1000001Cadeiras de 1.a classe...... 35000
" 2.a ..... 12*000! 2.a ...... 2^000
, 3. > ..... 80000 j Galera .............. 2,5000
4.a ..... 600001 Plateas.................. 10000
Paraizo.................. 0000
Aceitam-se encommendas de bilhetes na Encadernacao Commercial de J. M. de
Miranda, ra Duque de Caxias n. 39, e no dia do espectculo na bilheteria do Theatro.
Trens para Apipucos fora as assignaturas e series e Olinda, e bonds para todas linhas.
Principiar s 8 horas em ponto
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. eagenheiro chefe, faco
publico qne no dia 24 do corrente, ao meio da, se
recebe na secretaria desta reparlicao, propostas
para a pintura do gradil e estatuas do jaraiin do
Campo das Princezas. As coudicoes do contrato
acham se a disposico dos senhor-s pretendent-s
para serem examinadas.
Secretaria da Reparticao das Obras Publicas, 18
de Maio de 188G."O secretario,
Joao Joaquim de Siqueira Varejn.
Club Carlos Gomes
A* embira ge ral
Sao convidados os senhores socios de te club,
que estn no direito dos gosos sociaei compare-
cerem domingo 23 do crrente, na sede do mesmo,
s 11 horca da manha, afim de elegerem funcio-
narios para os cargos que estn vagos
Becife, 20 de Maio de 1886.
, Augusto Maia,
2" secretario.
Companhia
DO
Os senb res accionistas desta companhia quei-
ram vir receber o 76 dividendo na razo de
4400 por aeco, e cuja pagamento se effectuar
diariamente at 31 do corrente mez, e ao depois
nos sabbados, mas sempre das 1 horas da ma-
nha 1 hora da tarde
Escriptorio da companhia do Bobcribe, em 15
de Maio de 1886.O director secretario,
Jos Eustaquio F. Jacobina.
Assoeiagio Commercial Agrcola
de Pernamboco
De ordem do Sr presidente convida-se aos Srs.
socios dpsta associacao para comparecerem na sede
da mesma associacao, no da 31 do corrente pelas
10 horas da manha, afim de tratar-se de negocios
Unientes associacao.
Recife, 18 de Maio de 1886.
Sebastio Manuel do Reg Barros,
Io secretario.
Club de regatas per-
nambucano
Club Internacional de llgalas
Em virtude de nlo se ter reunido nume o legal
de socios para constituir a assembla geral, qne
devia ter lugar no dia 16 do corrente, de ordem j
do Sr. presiaente convido de novo aos Srs. asso- \
ciados para comparecerem na sede do mesmo Club,
ao domingo 23 do correnf-, pelas 11 horas do da, !
pararennides em nssemlbi geral tratar-se de De orpem do Eim. Sr. Dr. presidente, convido
negocios urgentes ao mesmo. ... os senhoros socios a se reuMrem em aiaembla
A assembla geral ser constituida com o nu- gera\y como determini o &n.W dos nstatutos, do-
mero qne comparecer. ', minge 23 do corrente, s 11 horas do dia, na sede
Secretaria do Club Internacional de Kegatas de8te clull.
18 de Maio de 1886. Secretaria do Club do Regatas Perfiambucano,
O secretario, em 2l de Maio de 1886. O 1 secretario,
P. C. Casanova. 1 Osear C. Monteiro.
Compa&ftfo Ora? Ileira de Xave-
ftco a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o 1.' tenente Guilherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do snl
at o dia 26 de Maio, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portoe
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas valores
racta-se na agencia
11Ruado Commercio 11
PORTOS~DO SUL
0 vapor Para
Commandante o 1 tenente Carlos An-
tonio Gome
E' esperado dos portos do
norte at o dia 23 de Maio.
e depois da demora in
dispensavel, seguir para
oe portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas eRio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passgens, encommendas e valores,
trata-se na agencia
N. 11 RA DO COMMERCIO N. 11.
Lnued SUtes & Brasil Hail S. S.C.
0 paquete Finance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 3 de Junho
depois da demora necessaria
seguir para
HaranhSo, Para, Barbados, S.
Thomaz e Sew-lork
Para carga, pas sagens, e encommendas tracta-
je com os
Agentes
O vapor Colorado
Compaohla Bahiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia ei Baha
O vapor Guahy
Commandante Martns
Segu Jimpreterivel
mente paraos portea
cima no dia 23 do cor-
rente, s 2 horas da
tarde. Recebe carga
'at ao meio dia do dia
22.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a fret f racta-se na agencia
7iua do Vigario7
Domingos Alves Hatheos
t:>WP\All* PKRKHBltl *A
DE
iVavegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Baha
0 vapor S. Francisco
Segu no dia 25 de
Maio, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
_ dia 24.
Encommendas, passag,. ,s nheiro a frete at
s3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Pemambucana
n. 12
Espera-se de New-Port-
Xe ws.at o dia 7 de Junho,
o qual seguir, depois da de-
mora necessar'a para a
Baha e Rio de Janeiro
Pira carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C. >
. 6. RUADOOOMMrirtClO ~ N.8.
! andar
ftOYALMAlLSTEAM PACKET
COMPANY
0 paquete Tagus
E' esperado daEuropa no dia
24 do corrente, seguinds
depois da demora necessa
ria para
Baha, Rio de Janeiro, Monte-
video e Buenos Ayres
Este \apor traz simplesmenle
passageiros e malas e immed a-
tamenkseguir depois do desem-
barque dos mesmos.
COMPANHIA PER^AMBICAXI
DE
Waregaeao costelra por vapor
Tamandar e Rio Formoso
0 vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia 25 do
corrente, pelas 5 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
[dia 24, e passagens ate
's 3 horas da tarde
do dia 24.'
ESCRTPTORIO
< aes da Companhia Peraambn
eana n. 1*
De quadros oleo, espelhos, vasos e jar-
ros para flores, clrystaes e bons mo-
vis.
A SABER
Ssla de visita
Urna mobilia do Jacaranda a Luis XV, 2 dun-
cherques da jscarandcom pedra e vidros, 1 piano
forte, oadeira para piano, 1 estante para msica,
2 espelhos dourados grandes, lindos capi'eise ri-
cos quadros a crystoleum, fi celano, 1 relogio com redoma, muitos e difforetr-
tes artigos da phantasia e um lindo tapete para
forro de sala.
Sala de entrada
_ Urna mobilia de Jacaranda, 1 mesa de sef, 1
dita oval, 1 relogio de pedra, quadros oleo, va-
sos e jarrinhos. espitis, laucan e cortinados, ca-
deiras de balanco americanas, 1 estante e livros
Gabinete
Um sof, 2 consolos, 1 mesa redonda, 6 cadeiras,
1 espelho, 1 lavatorio. 1 guaruico dupla, 1 com-
moda e 1 armario.
Sala dejantsr
Urna mesa de juntar, 1 guarda louca, 4 appara-
dores, 1 relogio de parede, 12 cadeiras de guarni-
co, 4 quadros. 1 mesa elstica, 1 guarda comida.
1 armario para vinbo, apparelhos de porcellana
para cha e jantar. 1 apparelho dessert, copos,
clices, campoteiras, fructeiras, porta-gelo de
crystal, galheteiros, 1 apparelho de electro pate
para cha, mesas cadeiras, trem de cosinha e 1 ta-
pete para forro de sala de jantar.
Sota*
Canihs de ferro com colchoes, truarda vestoa-
guarda roupa, lauatorios, guarnicoes, porta-etes
Ibas, mezas, cadeiras, espelhos, cabidos, taporro
para salas, tapetes de coco e 1 tapete para ftido,
de sala.
liiarla fera. *K Na casa da ra de Fernaad.es Vieira
u. 32
W. J- Haynes, tendo de retirar-so para Portu-
gal, faz leilo por intervencao do agente Pinto,
dus movis e mais objectos cima declarados xis-
tenti'S na casa de sua residencia ra de Fer-
nandos Vieira n. 32.
A's 10 horas e 20 minutos partir da estaco
da ra do Brum o boni d* linha de F.'rnandes
Vieira que dar passagem gratis aos concurrentes
o leilo.
O leilo principiar s 10 3/4.
Caixeiro
Precisa-se de om menino : na rus de Domingos
Jos Martius n. 102.
Hotel Petropoles
-
Em Palmaren, junto a etacio
Una
Os passageiros dos trens teem tempo muito
suficiente para almocar. O trem que sobe demo-
ra-e 50 minutos, e o que desee 1 hora. Hospc-
dagfB som nte familias e pessoas moralisadas.
Ao publico
Jos Antonio dos Santos, successor de Bourgard
publico, que para maior eommodidade de seus fre-
guezes e no intuito de bem s -rvil-os, resolveu
reabrir ra Primeiro de Marco n. 3 a sua anti-
ga casa filial, sob a denominaco|de
Centro dos Fumantes
na qual ser encontrado um grande sortimento
de charutos das melhor s marcas e dos mais acre-
ditados fabricantes da Bahia, Havana, Hamburgo
e Rio de Janeiro, cigarros de palha e papel de to-
das as qualidades, iabricados com fumos especiaes.
fumos diversos, etc., etc., garantindo-sc aos Srs.
fumantes agrado e modicidade em precos.
Ji'Miino Ferreira da Silva
Os filhis e irmos de Jesuino Ferreira da Silva
sinceramente agradecem s pessoas que se dig-
naram acumpanbar os seus reotos mortaes ao ce-
miterio publico, e de novo as convidam assisti-
rem as mis-as que maudam celebrar no dia 25
do corrente nez, stimo do seu falleci matriz deS'nto Antonio, pelas 8 1/2 horas da
manha. pelo que desde ji se confessam reconhe-
cidos.
Leilo
lio dia 31 do corrente ser vendida em leilo,
com todos os seus pertcnces, em Ponta Molina,
onde se acha ancorada, a barca norueguense
Azov, de que capitao M. Tenensen, naufragrada
no Rio S. Francisco.
Aracaty
Para esse porto segu com brevidade o hiate
7or do Jardim, recebe carga a frete mdico : a
tratar no caes do Loyo, a bordo, com o mestre.
LEILOES
Quarta-feira 26, o de movis, electro-oate,
crystaes, alcatifas, forros de salas e mais objectos
da casa em que reside o Sr. Haynes, a ra de Fer-
nandes Vieira, para onde partir um bond que
dar passagens gratis aos concorren tes.
Leilo
De 1 mobilia, 2 cadeiras de balanco, 2 espelhos
grandes, casticaes com mangas, 1 lustre para cen-
tro de sala, 2 escarradeiras, 2 quadros, 4 jarros, 1
mesa elstica, 1 gaarda-louca, 12 cadeiras, 1 relo-
gio oval, loucs, vidros, bacas e 1 almofariz.
Urna cama franceza, 3 commodas, 3 cabides, 1
berco, 6 cadeiras e outros movis de casa de fa-
milia.
Sabbado, 19 do eorrente
A' ra Direita de Afogados, casa n. 30
Jos de Souza Nones Braga, tendo se retirado
para a Europa, faz leilo por intervencao do agen-
te Pinto, dos movis e mais objectos cima men-
cionados, existentes na casa em que residi rus
Direita de Afogados n 30.
A's 10 horas e 20 minutos, partir o bond da
linha de Afogados, que dar passagem gratis aos
concurrentes, O leilo principiar s 10 horas e
ti es quartos.
Leilo
da barca noruega nse Azov
No dia 31 do corrente mez ser vendido em lei-
lo publico o referido navio, presentemente arri-
bado no porto de Penedo, fjrrado de cobre o an-
no passado e elassificado no Veritas N jruega com
A II #. Os pretendentes podem dirigir-se a este
consulado aunde se daro as neeessarias informa-
coes.
Consulado da Suecia e Noruega em Pernambu-
co, 19 de maio de 1886.
Herm : Luudgrin,
Cnsul.
AVISOS DIVERSOS
Alugam-se casas a 8000 no becco dos Coe
Ihas, junto de S. Goncalo ; a tratar na ra da Jm-
eratriz n. 56.
Faz se negocio com quem pretender comprar
a hypotheca da easa do largo do Paraizo a. 15 :
na ra Nova n. 12, loja de chapeos.
Precisa se de vma ama que engomme c com-
pre : na ra do Imperador n. 43, 1 andar.
Pede-se aos abaizo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Mrquez de Olinda n.
51, a negocio que nao ignoran.
Dr. Candido Emygdio Pereira Lobo.
Pedro Manoel Costa Lobo.
Francisco Raymundo Carvalho, (commandante
Companhia Pesnambucana).
Urna mo;a habilitada participa aos pais de
familias que ensina portuguez, francez, arithmeti
ca e trabadlos de agulha : a tratar no Corredor
do Bispo n. 81.
Precisa-se de um caixeiro que tenha prati-
ea de molhados, de 14 16 annos a tratar no
becco do Campello n. 4.
Leilo
Para passagens, freles, etc., tracta-se com c 3
CONSIGNATARIOS
AdamsonHowie&C.
Pacific Sieam ftavlgation Company
STRAITS OF MAOELLAN LINE
Paquete Valparaizo
Espera-se dos portos
do sul at o dia 25 de
Mar, sguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em dlante sepirem loearao em
Plymoulh, o que facilitar che-
garem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
llavera tambem abatimento no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens e em o nmendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wilson Sons 4k t.. Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO N. 14
Lisboa c Porto
O brigue portuguez Armonio segu para os
portos iiCima: para o resto da carga que lhe falta,
trata-M com os consignatarios, Jos da Silva
Loyo & Filhoe.
Em continnaro
No armazem da ra do Imperador n. 75
De 1 piano, mebilias de Jacaranda, sendo 1 de
medalbo, de junco nova, cadeiras avulsas de di-
versas qualidades e outros movis, vidros, jarros,
fallieres e colberes de prata e de metal, chapeos e
outros artigos que estaro a vista dos concur-
rentes.
Sabbado 22 do eorrente
as 11 horas
Agente Modesto Baptista
Alnga-se o pavimento terreo, 1* andar e
soto do predio n. 25 da ra do Visconde de Al-
buquerque : a tratar na ra do Vigano numero
7, loja.
Aluga-se urna casa na ra do Conde da Boa
Vista n. 17 iCaminbo-Novo) para pequea fami-
lia : a tratar ns ra do Commercio n. 15, primeiro
andar.
Preciss-se de urna ama para cosinhar ; no
pateo do Paraizo n. 16, taverna.
na ra do Baro
Leilo
Segnnda-feira 9-1 do corrente
A's 11 horas
Em Afogados, na ra do Mocotlomb
n. 24
De 1 cavallo sellad.) b>>m %ndador, 1 cabriolet
com 1 carueiro e oc competentes arreios, 1 sota 4
cadeiras de braco, 6 ditas da gaarnico, 2 ban.
quinhas, 1 espelho grande, 1 candieiro para gaz
carbnico, 1 relogio de parede, 1 marquezo para
casal,i mesa grande de marello, 1 quadro pe-
queo, 1 meia commoda. 1 cabide, 1 berco, 1 inar-
queza, 1 baca grande, 2 ditas pequeas, 2 irr.s,
2 mesas de pinh, 1 tazo de'.c bre, garrafoes va-
sios, e diversos objVet-s de enzinha.
Agente Modesto Baptista
Agehtr Burlamaqui
Leilo
corrente
n.
24
Segunda felra, 3 4 do
A's 11 horas
No armazem da ra do I-nperador
(escriptorio do referido agente)
Por mandado e assisten^-ia do Illm. Sr. Dr. juiz
do civel, vender em leilo com assistencia do
mesmo urna casa terrea n. 7, no lugar Casa Forte,
C<>m commodos para familia, quintal murado, ca-
cimba, porta, etc. Os Srs. pretendentes podem
ex.minar a referida casa, cuj.i rendimento de
20000 mensaes.
2: Ici no
da,arma53o, utensilios e mercaduras ^exis-
tentes na loja da ra Duque de Caxias
n. 77 A
O agente Modesto Baptista, por ordem e com
assistencia do Exm. Sr. Dr. jmz de direito do
ccmmercio, (r'\ 2o leilo do que cima se declsra,
ptrtencen e uias" fallida le e lio Maia 4 C.
Terca-felra t5 de Halo
A's 11 horas
Na ra Duque de Caxias n. 77 A
Precisa-se de um criado :
< Victoria n. 39.
O abaizo assir;nado faz publico que nada
de ve nesta praca nem frs della, quer seja em seu
nome individual, quer da eztincta firma Marques,
Lima & C, pelo que pede quem se julgar seu
credor, aprsente seu titulo ou conta no prazo de 8
das.
Recife, 20 de Maio de 1886.
Manoel Marques de Oliveira.

Manoel Francisco da Silva, morador na Es-
trada Nova, casa n. 64, com taverna. por encon-
tr de seu nome, cbamar se-ha d'ora em diante
Manoel Francisco d.x Silva e Souza. Recife, 20 de
Maio de 1886
Aluga-se o sitio do Pina, com boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duss cacimbas com excellen-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Precisa-se de um menino com pratica oe
taverna ; trata-se na ra do Caldeireiro n. 39, ta-
verna.
Ama
Precisase de urna ama para
da Sanu Crut n. 3 ou 26.
cosinhar : na ra
Ama
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, preci-
sa -se de urna ama que cosinhe bem, para casa da
pequea familia.
Ama
Precisa'se de urna ama para cosinhar
larga do Rosario n. 1 -A, 1 andar.
na ra
Ama
Precisa se de nma ama para
da ria da ra do Brum n. 62.
cosinhar: na pa-
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e que nao
sais, ra : a tratar na ra Velha n. 75.
Aluga-se
ir do sobrado ra c
a tratar no mesmo,
HistracauTTaffliaflca-Familiar
o primeiro andar do sobrado ra do Brum n. 62,
com agua, etc : a tratar no mesmo, padaria.
H< je dar sua recita do corrente mes, levando a
scena o drama em um prologo e 5 actosO filho
do erime.
isulo i liamos de Senna
Antonio Juventino de Senna, Francisco Eloy
Verditt, Marianna de Souza e Maria Francisca
de Alcntara, esposo, sobrinhos e prima da finada
Isabel Ramos de Senna, convidam a todos os pa-
rentes e amigos da finada para assistirem as mis-
sas que maudam celebrar pelo seu eterno repouso,
no dia 24 (segunda-feira) s 8 horas da manha,
na matriz de Santo Antonio, stimo dia do
seu fallecimento, e desde jsemostram agrade,
cidos.
Candida Rosa itarr.no
Francisco Geraldo da Silva Barroso, sua mu-
lher e filha, agradecendo cordialmente aos seus
parentes, amigos e mais pessoas caridosas que
assistiram os actos religiosos que tiveram lugar
no dia 19 do corrente na igreja de Nossa Senbora
da Penha, por alma de sua estremecida e nunca
asss chorada irm, cunhada e ta, Cundida Rosa
Barroso, e acompanharam o seu cadver ao cemi-
ttrio publico ; de novo os convidam para assisti-
rem aos officios e missas do stimo dia, que se
celebraro na mesma igreja de Nossa Senhora da
Penha, no dia 24 (eegunda-feira) pelas 8 horas
da manha ; protestando desde j por mais esse
acto piedeso a sua eterna gratidao.
Rquiem
Segunda- feira 24 do corrente, s 7 1/2 horas da
manh.1, se celebrar na igreja de Nossa Senhoia
da Gloria, urna missa pelo eterno repouso d'alma
de n. Marta Joauqlna de tihuqner-
que Leilo, stimo dia de seu pastamento, e
para assistencia da qual, sao convidados seus pa-
rentes e conbecidos.
Tricofero de Barry
Garante-se que faz nas-
cer e crescei o cabello oin da
nos m.iis calvos, cura a
tiiiUn e a caspa o remove
todas as impurezas do cas-
co da cabe<;a. Positiva-
mente imnede o cabello
de cahir ou de embranque-
ccr, o infallivelmento o
torca cspesf.o, macio, lus
iroso e abundante.
mti
'*m* ';
Agua Florida de Barry
FrepaHula sepnn'n a formu'%
nal usada polo inventor c. n
1829. E'o nico perfume no mnn-
To qne tem a approvac oficial de
mu Governo. Vam dnas ve/ i
nutil fragrancia que qualquer outra
o dnra o dobro do tempo. E' muito
mais rica, suave e deliciosa. B"
nmito mais fina e delicada, i.'
- permanente e agrarlavel no
lineo. E' dnas vezas mais refre-
no quarto do
contra a
-,.) .KJ.iAUl.io e ueuiliumie. Cura ."S
r s de cabeca, os cansacos
Xarope ie Viia ie Beiter No. 2.
ANTES DE DSAL-O. DEPOIS DE USAL-0.
Cura positiva e radical do todas as formasdo
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSes. Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
encasdoSangue, Figado, e Bins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sanguc
e restaura e renova o systema ioteiro.
Sabio Cnratift di Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian-
zas e para a cura das moles-
tas da pe le de todas as especies
e em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C
Quem tem?
Oure e prata : cimpra-se curo, prata
pedras preciosas, por maior preco aue en outra
qualquer parte ; no 1 and ir n. 22 tu.: larg do
Rosario, antiga dos Quarteis, das 10 horn s 2 da
arde, dias uteis.
f
>
.
I
I

%



I
w^mnHMOP'






6
Diario Engenho
Arrenda-se o angenhe Estivas, sito na comarca
do Cabo : a tratar no escriptorio de Sebp.stio de
Barros Blrreto, ra do Commereio n. 15.
Mercearia
Traspassa-se urna casa de moldados em urna das
principaes ras desta cidade, muito afreguezad i,
livre de impostes e de quaesquer dbitos.
Quem pretender dirija-se ra da Madre de
Lteui n. 22, das 9 horas da manha s 6 da tarde.
cosinheira
Precisa-so do urna cosinheira : na ra do Pay.
sand n. 19.
Monte de Moceorro
O possuidor das camellas ns. 11,139 e 11,386,
previne que as referidas cautelUs se desencami-
nharain do poder do mesmo possuidor.
AIEsS^o
REVISTA DE PORTUGAL E DO
BRASIL
Direrlor propricl rio
Esta revista impressa cm Paris, distribuida
regularmente duas vezes por mez, formando no
fim de cada anno un magnifico volume de cerca
de 400 paginas, tendo prximamente cerca de 250
gravaras.
Presos da assignatura
Anuo 12*000
Semettie 6*000
Assigna-ae na livraria Fluminense, ra do
Barao da Victoria n. 9._______^^
Casa para alngar
0 2* e 3- andar da ra larga do Rosario n. 37 ;
a tratar na tabacaria do pavimento terreo.
Licao de inglez
F. Lover, tendo deliberado encinar a lingua in
glene, pode ser procurado para um tal fim, das 10
horas da manha s 2 da tarde, e das 4 s 8 horas
da noite, en o Io andar do sobrado da ra Pri-
meiro de Marco n. 18, sala de detraz. _____
Caixciro
Precisa-se de um menino de 12 14 annos de
idade, com pratica de taverna e qan d fiador
sua conducta : na ra de Fernandes Vieira nu-
mero 68.___________________________________
Engommadeira
Precisa-se com urgencia, para casa de familia,
a tratar na ra do Visconde de Goyanna n. 207.
Aviso
Mauoel Marques de 01iveir3 e Joao do Reg
Lima, tm nesta data dissolvido amigavelmente a
sociedade que gyrava uesta pra^a sob a firma de
Marques Lima & C. ficando o socio Joao do Hi-
go Lima pago integralmente de seu capital e lu-
cros, e pertencendo exclusivamente ao socio Ma-
noel Marques de Oliveira todo o activo e passivo.
Becife, 17 de Maio de 1886.
Mancel Marques de Oliveira.
Joao do Reg Lima.
Cosinheira
Precisa-se de urna boa cosinheira : na ra da
Auro.'a n. 31.
Precisa-se d" um criado para casa de pouca
familia : a tratar na ra do Mrquez de Olinda
numero 6.
Cosinheira
Precisa-se de urna que aeja muito boa para casa
de duas pessoas estrangeiras. Informa-so na ra
do Bario dr Victoria n 9, livraria.
Engenho
Twspassa-se o arrendamento do engenho Santa
Rosa, na fregnezia da Luz, perto da esta gao de
S. Lourenc,"'. na via-ferrea do Liinoeirc, assim
como de Jaboato, na via-ferrea de Caruar. O
terreno d para eafrejar-se annualmente de dous
tres mil piles de assucar. Alein de umitas var-
zeas tem mata virgen para abrir-.-ie no vos parti-
dos, me a vapor, tendo urna machina nova, de
muita forca, e moendas novas e grandes : quem
pretendel-o dinja-se ao mesmo engenho ou ra
do Imperador n. 79.
Em quartcs e meias garrafas, vendem Faria
Sobrinho & C, :i ra do Mrquez de Olinda n. 41,
DEPOSITARIOS
Banco de crdito real
Na roa do Crespo no Io andar do sobrado n.
2, ha quem se enearregue de preparar os do-
cumentos neccssarios s pessoas que quizerem
contrahir emprestimos nessa utilitsima instituidlo
de crdito. Garante-se promptidao no trabalho e
modicidade no pre^o.
Serrara a vapor
Caen do Capibaribc n. ?*
Nesia serrara encoutraro os senhores fregue-
zes um grande nortimento de pioho de rezina, de
5 a 10 metros de comprimento, e de 0,08 a 0,24 de
esquadrios ; garante-se pre^o mais commodo do
que emoutra qualquer parte.
Para engommar
Precisa-se de urna r.naa para engommar
e outros mis teres de casa de familia ; a
tratar no 3 andar do predio n. 47 da ra
Duqne de Caxias, por cima da typogra
phia do Diario.
Aluguel .6000
Aluga-se a casa com 3 quartos, quintal e cacim-
ba, ra do scente n. 24 (prximo matriz de
S. Jos), e 42 e G, rua da Matriz da Boa-Visti;
a tratar na ra do Hilar n. 56, taverna, at s ll
horas, ou depois das 4 horas da tarde.
Casas
A'ugam-se as casas n. 4 da ra do Riacbuello
e 51 da estrada do Mon eiro. cujas chaves ettao
na casa n. 84 da rna '.lo i'scmbargador Nunes
Machado, antiga da i: icdadc.
NICO
/

\
Preoaraco de Productos Vegetaes
EXTINGO'DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
Jrf ARTI NS~&BASTOS
Pernumbuca '
Ama
Precisa-se de urna ama que compre, cosinhe e
engorme com perfeicao ; tratar na ra Duque
de Caxias u. 37, 2 andar. _________
Accoes entre amibos
De um relogio patente e urna botoadura io bri-
loantes s ter direito receber o referido pre-
mio, pagando antes da cxtraccilo que serquinta-
feira 20 do corren te.______________________
Ama
Precisa-se de urna boa cosinheira ; na ra do
Mrquez de Olinda n. 6._________________^^
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e mais
servico de casa de familia ; na ru do Mrquez i
do Herval n. 33, Io andar, defronte do Instituto!
Arclieclogico.
Ama
Na ra do Cotovello n. 4G precisase de
orna ama para casa de familia.
Ama
Precisase de urna de meia idade, para
comprar e cozinhar para casa de familia,
a tratar na ra da Matriz da Boa-Vista
n. 9.
Aia
Precisa-se de urna 'ama para comprar e cosi-
nhar : ua ra daAurcra n. 85," taverna.________
Ama de leite
Precisa-6e do urna, sem filhos, tratar na ra
do Barao da Victoria u. 61, segundo andar.
Ama de menino
Precisa-se de duas amas de conducta afianzada,
para audarem coin dous meninos de 8 c 2 annos,
tratar na casa do Coimera, defronte da estacao
do Entroncamento. no Manguioho.
Ama e criado
Precisa-se de urna menina de 10 a 12 annos para
entreter urna crianca, e um criado de 12 a 14 an-
nos ; na rna do Mrquez do Herval n. 28.
Aluga-se
o Io andar do sobrado ra do Rangel n. 44,
calado e pintado ; tratar na rna Direita n. 3,
3o andar.
AIu
g-a-se
excellente casa pequea, na travessa da Campia
n. 8 ifreguezia da Boa-Vista) com 2 quartos, salla
cosinba e quintal com cacimba ; a tratar na ra
de Santa Thereza n. 38.
-se
um pequeo sitio murado, cora urna excellente
casa, com militas arvores fructferas, excellente
cacimba com agua encanada pan Casa, com bo-
nito jardim, rua de Nunes Machado n. 1, na es-
trada de ferro de Olinda, muito perto da estacao
do Espinheiro ; no mesmo sitio tem quem o mos-
tr : a tratar na ra da Praia n. 70.
Aluga-se
E otio flautista!
A pimenta especialmente preparada na Europa
em bonitos frasquinbos e que se vendem pelo di-
minuto preeo de 160 ris cada um, no Largo de
S. Pedro n. 4.
Ao publico
O abaixo aesifrnado para evitar duvidas faz
sciente que desde 2 de Abril de 1884, deixon de se
assignar por Jos Pereira de Meirelles.
Recite, 20 de Maio de 1886.
Cadte Jos Meirelles dos Santo*.,
Engommadeira
Precisa se de urna engommadeira que execute
bem o servico : no pateo do Conde d'Eu n. 30,
erceiro andar.
Attencao
Por commodo preco arreada-se urna boa baixa
de cap ai perto da cidade : a tratar com o 8r. Ma-
galhaes na asa do vigia da entrada de ferro ao
Ldrooeirs, na encruzilhada de Beles,
a casa terrea da ra do Calabouco n. 33 ; o so-
brado do um andar ra das Larangeiras n. 26 ;
a casa terrea da ra das Triucheiras u. 22; a da
ra de Santa Thereza n. 13 ; todas na freguezia
de Santo Antonio : a tratar com o Pinheiro ra
Duque de Caxias n. 66, loja de miudezas.
Aluga-se barato
1 andar e aimazcm na ra do Uom Jess n. 18,
e 2* andar e armazem na ra da RestauracSo n.
31 : a tratar na ra do Bom Jess n. 12, escrip-
torio.
Aluga-se barato
O 3." andar da ra do Bom Jess n. 47.
A casa n. 107 da ra Visconde de Goyanna.
Trata se no largo de Corp i Santo n.lil. Io andar
Arroes cnlre cavallelros
Corre com a primeira lotera da provincia que
se extrahir no mez de junho, as accoes entre ca
valleiros do sitio em Beberibe, ra d'Agoasinha,
e das casas ra da Palma.
Ao publico e efpeelal mente ao cor
po do carannercio
O abaixo assignado declara que lhe fieou per
tencendo, por convenci entre elle e o seu socio,
o estabelecimt r.to d' molhados, ra do Conde da
Boa-Vista n. 143, que gyrava sob a firma Pimen-
tel & Teixeira, bem como qne acham se pagos e
satisfeitos todos os dbitos da extiucta firma. lie
cife, 18 de Maio de 1886.
Ignacio da Silva Teixe'ra
A tlencao
A viuva de Valdevino, da plvora, avisa ao
reapeitavel publico e especialmeute aos seus fre-
uezes, que contina no mesmo ramo de negocio
lo seu fiuadc marid para o que ten um comple-
ta sortimeuto de fogos, e tudn mais que diz nb
ivamente so eu ramo de negocio. Apparrlho
telephonico 369
Coito
Precisa-se de um no Instituto Acadmico, ra
dj Visconde de Goyanna n. 153.
' An liritv ttalfiB 7
Cura certa em 48 horas das Dflaroaeoes
recentes dos olhos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Fedro Rodrigues da Silva.
Emprega *e este poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, as segnintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas, con
junetivites, etc., etc.
Deposito eral, na drogara de Faria Sobrinbo
C. ra do Mrquez de Olinda n. 41.
'ara informacoes, sedirijam livraria Indns-
tri .1 ra do Barao da Victoria n. 7, ou resi-
dencia o autor, ra da Saudade p. 4.
@oengas nervosas
RADICALMENTE CURADAS COM 0
BROMURETO LAROZEI
com
XAROPE SED.A.TIVO.
da Cascas de Laranjps* amargas
BROMURETO de POTASSIO
APPR0VAD0 PELA JUNTA DE HTGIENE DO BBAZIL.
O Bromnreto de Potnssio de
Laroce, como todos os productos
feitos n este estabelecimeuto, 6 de
urna pureza absoluta, condicao indis-
pensavel para que ?e obtenla efl'eitos
sedativos e anodynos sobre o sys-
tema nervoso.
Dissolvido no Xarope Laroze de
Cascas de laranjas amargas, este luo-
mureio umversalmente empreado
o exclusivamente receitado pelos mais
celebres mdicos de todas as facul-
dades para combater com certeza :
as aifccyoes nervosas do cora^So,
da vas digestivas e respiratorias,
as nevralgias, a epilepsia, o hyste-
rico, a danca de S. Guy, a insomnia
das crianzas durante a denticao, em
urna palavra, todas as alIcccSes
nervosas.
No mesmo deposito acha-se venda os seguintes Productos de J.-P. LAROZE
XAROPE LAROZE J^^ TNICO, ANTI-NERVOSO
Contra as Gastrites, Gastralgias, Djrcpepsia. Dores e Calmbras do estomago.
i
t
XAROPE DEPURATIVO
de cascas de 'ararijas
uwrgai com
I0DURET0 DE POTASSIO
Contra a Afloccdos encrofalosan, cancerosas. Tumores brancos. Acidez de sangue.
Accidentes svphlliticoo secundarios e terciarios.
XAROPE FERRUGINOSOS ^"t;PROTO-IODURETO..FERRO
CMtn a Anemia, Chloro-Anemia, Cdres paludas, riores brancas, Rachitismo.
gtposito cm todos u boas gtogaiiax io nzL
Pars, J.-P. LAROZE e O, Pharmacc-utlcos.
2, ftUE DBS LIOHS-SilHT-P*UL, 2.
*************
*
cura rpida e oerta pelo
ARSENIATOdeOURO DYNAMISADO
do Doutor AJ3DISO.IV
' da Chlorose, Anemia, todaa u Molestia do Systema n
mala rebeldae, Atolefi'.ias chronicas dos Pulmoes, ato., ta
Aa malore UlottracUa medlou tm attestailo o podar cnratiTo deste medicamaolo Wiim-g'o :
o frimeiro o mais mtrgico dos reconstilumlm.
O FRASCO l O FRANCOS :m nuuiCiAj yO
Toco muco q%e nao trouxer a Marea de Fabrica reoistra&a aulont\***-jz&J'''1'* FtbHetntt
devo oer rigorosamente recusado. -^-^ *'**'8
1 *** y*^ Producto
PARS, Pharmacia OBJUV, ras ochecbosart, SS. ~S
Deposito em Pernambuv* : FRANco M. da SILVA & Ca.
Tmni JUB.JULLBJi-l !
.. a*OOE-0 DE PASTILHas ...
As Dores de Estomago
Digestes difficeis, Contftipafet*, Acide
SlO RAPIDAMRNTE CURADAS COM O KMi'REGO DO
O AR VOD" BELLOC
Quer em PASTILHAS, quer em P.
(AJMSrovado pela Academia de Medicina de Parizl
A 13 P&STiLHAS POR DtA
Se venden* em totlan an Pharntaeiaa,
FABRICACO
Em FARIZ em Casa de L FRERE
"'^OOELODEPASTltH^"
0 man Simples, o mal Hipido e o mkit lficaz .- RVUaVQS
xxa-zsx>A7raA.-wjj & va-wttt.tab as* -vlmjj
USADO NO MUNDO INTEIRO
A SMS ttIGOLLOT pede aos Sures. Mdicos a comprad*s qne <
verdade.ro papel rigollot
ltl
fia tm cato ato
t tm cadsi folha,
trax. atcrtpta
Tinta incaKmds
tt Firma:
CAPSULAS
Mathey-Oaylus
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
?-<>- --
As Capsulas Mathey-Caylus com Envoluero delgado de Gluten nao fatigo nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Proessores das Facilidades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-Ycrk, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
du Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgos genito urinarios.
113^ Urna explicago detaihada acompanha cada Frasco.
Exigir os Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & Cl", de PARS,
que $e acho em casa dos Droguistas e Pharmaceutico.
VERDADEIRS. PILLAS do W 6LAUD ,
i foceos preparada ferruginosa! podota *pr*Baatar-M ccnfivJpa dos MeOtogs
j KfOenUs apoiodot m documentos to aathenticoo copio o aefr-wua : I
sao empretrada cm o melhor xito. ti ma e < nu.-s. ;.-.- 3bor puto dos lifldV*.
B6TO c;r Ar.crr-t, Chlorsae 8tta 'jue a tnsi>rc4o tiestas Pitartsa nt novo '><-x trans* um dlspcnae ue todo aga,
ooa liBiaAreaiof k.a. nica clt&gho. du tjoitbx.* -
Vssca iBmxirotqveaiermom.met,tc'sta,aZtue.TeeoBa*vtmBeUt*lmk\Vmii*
n*ta*m tnoontestSTal -wm ota-oa rurSooa, ss oavalaero como
i HS.3C aTli T aai'illi > d- DoukC
>fis^r3t)>* n *"" iiomc wieia (travaoo aobre cada Plala cosoo 4 irArgeai i
OUMSHIE DESCONFA DAS **31TAQOE8
la5IS,rjJPaeaaB.8.-'Pe;.iarai)PCo:"i*"|. 4a'-' -- B",bsJn|BSI
^NBKBSBM
FNDA-HERNIARIA ELECTRO-MEDICAL
INVENCAO COM PRIVILEGIO POR IS ANNOS
Dm l*M6a MAR LE, mdicos inventores para curar radicalmente as Hermas, mais ou menos carac-
-hasst. Ale agora as fanda-beraiaria; teem sido apenas um simples meio para contar as bernias. Os
160 HARIE resolvero o problema de conler e curar por meio da Funda-herniaria electro-medical
contrabe os narros, fortifica-os sem abalo nem dores e rame a cura radical em pouco Kmpo.
PARS, ib. U DB l'ARBBB-Sf.i-. 7:_DP|Xi-ilq i'ni_ PeriCTJOT^A^CAORg^^
Experimntela
E atiaram a me mmmmmn
Os eapaeiavee licores de geaipi'po e caja que
tcham venda i o largo de 8. Pedro a. 4T
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Piljlas puriftcao o Sangue, corrigem todas as desordems de Estomago e
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das consttucoes delicadas, c sao "um valer inciivel para toda* as enfermidides
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para es meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avancada a sua emeaoa e incontestavel.
Eaus medicinas alo preparadas smen :e no Ettabelecimento do Professor Hollowav,
78, KIW OIPORE STREET (antes S33, Oxford Street), LONDRES,
E venderase em tod is as pharmacias do univeno.
HT Os compradon* alo convidados respeitosamenM a examinar oa rtulos de cada caka e Pota se nao tees a
direccao, 533, Oxford Street, sao ralsincacoes.
%

d? &



Este remedio precioso tem fjozado da acceita*
Vo publica durante cincoenta c setc annos, com-
ecando-se a sua manufactura c venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca for.lo ISo exten-
sas como ao presente; e isto, por si rnesmo,
offerece a melhor prova da sua efficicia maravjl.
boaa.
Nfio hesitamos a dizer que nao tem dcixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer cm
creancas quer em adukos, que se achario afilie-
tos destes inimigos da vida humana.
Nao dcixamos de receber constantemente
attesiaces de mdicos em favor da sua eticada
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apprirecido varias fa'.sifica9es, de
sorte que deve o comprador ter muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que de\-ia ser
7eimifiiKC Oe B. A. FAHNESTBCK.
BMULSAO
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiffado de bacalho
COM
Bypophosphitos de cal e soda
Approvada pela Junta de Ily-
gienc e autorisada pelo
governo
E' o melhor reim-dio at hoja descoberto para a
llwica bronchites, (>Mci-oplnaIaM> ra-
-Iiim. anemia, i.'ebilifladc Ta gt-ral.
lealaxow. lossc obrunica c aflTerroes
do pello > da arxanta.
E' muito superior 110 oleo simples de figado de
bncslbo, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes inedicinues e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tooicasi
reconstituintes dos bypophosphitos. A' venda na
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Francisco Manoel da Silva & C.
23-RUA MRQUEZ DE OLINDA 23
Aos amantes da boa pinga
O pequeo armazem do Jos Gome Gauches,
ra da Imperatriz O. 26, actba de receber do ul-
timo vapor o verdadeiro viubo de paoto ; k elle,
ntes que se acabe. Telephone n. 268.
EXPOSIpAO OE PARS ISTd
roRA DX CON-D1UMJ
Cura
de __._-
pelo PO do
D-Glry
'run-s em crios as p/antucvu.
Lifoes de inglez
F. Lorer, tendo deliberado ensinar a lingua in-
gleza, pode ser procurado para um tal fim, das 10
horas da manha s 2 da tarde, e das 4 s 8 da
noite, em o 1 andar do sobrado ra Primeiro
ap Marco n. 18, salla de detraz.
Caixa Econmica n. IOS
O Sr. teen te Ma-
noel .Jos de Castro
Villela, 3juiz de paz
em Olinda, e rogado
a yira cidade de Pal-
mares, satisfazer o que
nao deve ignorar, era
por oito dias, fazem
cinco mezes.
Muri(<>cas e mamitis
O anti-monstique qury acaba com estes bixi
nhos : vendem t m gros -o ou a r>-talho
G. Laporte 4 C.
-6Una do luiperadoi* -IO
l,iiiz Antonio da silva Bom
O bacharel Mauoel Antooio da Suva Kios (au-
sente), J >aquitn I!, de Castro Kios, Francisco A.
da Silva Rios, Mano^! Vicente da Silva Rios, Au-
na l. los Vasconcellos, Maria J. BM Atoaral,
e Bento .M. de Castro Amaral 'jgradecem todas
as pessoas que se dignardin acompanhar ao cemi-
terio publico os restos mortaes de seu caro irmao
e ennbade, Luis Antonio da Silva Rios ; e de noy
convidam a todos os seus parentes e amigo para
assistirem as missas -, stimo da, que ter lugar
na ordem terceira do Car.no, s 7 horas da manh
de sabbado 22 do corrente, pelo que se cenfessam
desde j summxmente gratos por este acto de re-
ligiao e caridade. ________________
>v ".aste^K-a^JP""
... '-
a Ciiia [mito e ue Cascas & Laranjas acarga.
TNICO RECONSTITTJINTF
reznedio soberano
CONTRA A
CHLOPnSE, ANEMIA, CARIE DCS OSSOS,
AFF .irt?(3ES DAS VAS DIGESTIVAS,
DIARBiEAS CHRONICAS, RACHITISMO,
ESCRFULAS, DE3ILI/MDE,
COUVALESCENCAS DE FEBBES TYPHOIDEAS
E DE MOLESTIAS GRA7E3, ETC.
Vcrda em grosso: J. S. Sosredo7i
rtynaccstlco m BRIVE (Carraze), rEaH?i.
Eeifloi ii m
Este importante estabelecimento de reloj aria,
fundado em 1869, est funcionando agor:i roa
larga do Rosario n. 9.
O seu proprietario cncarregado do reguhimen-
to dos relogios do arsenal i marinha, da compa-
nhia dos triihos urbanos do R.-cife Olinda a Be-
beribe, da do Becife Casanga, da estrada de
ferro de Caruar, da eompauhia ferro carril de
Pernambueo, da assosiacSo commeroial lit'ii-.ficen-
te t da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
mtelligentes e habis auxiliares, concerta e &-
biica qualquer peca para relegios de algibeira,
de parede, de torres de groja, chronometros ma-
rtimos (dando a marcha), cacas de msica, ap-
parelhos elctricos t> legraphicos.
O mesmo acaba de receber variade sortimento
de relogios americanos que vende de 75 a 20
para parede, mesa e aespertadores^de nikel.
Contina a exercur a sua profissao, com zelo e
interesse de que sempre deu provas ao respei-
tavel publico e aos seus collegas, e vende forne-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabelecimnto se acha col-
locado um relogio. cujos mostradores tambem po-
ucrio ser vistos' pelos pnssageiros da ferro-earril,
tendo sempre a HORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas observacoes astronmi-
cas. Ra larga do Roario n. 9.
Antonio da Costa Araujo
Eugenio Antjino daOilVH, seus irinos e cu-
nbados agradecem corriialmente todos aquelles
que se dignaram acompanbar ultima morada os
restos mortaes de sua presada esposa ecunhada,
Peleclina Alves Rodrigues da Silva ; e de novo
os convidam para assistirem a missa que. por sua
alma, mandam resar na matriz da Boa-Vista, s 7
horas da manha do dia 24 do corrente, stimo do
seu passameoto ; pelo que desde j se confessam
eternamente agradecidos.
Pastiihas Vermfugas
DE
As nicas infaJliveis e qne nao
repugnan, as mancas. Cliegou
nova rcoiessa e vende-se na
caso de
FEIA SOBRINHO & C.
CASA FILI1
As4:000S000
SILBTEU GAR4X1W0 1
t^ra^a da independen-
cia ns. 37e 39
Aciam-se a venda os felizes bilhete
garantidos da 55a parte da lotera a benefioio
da matriz du Gamellcira, que se extrahir
no dia 21 de Maio.
PUCOS
Bilhete inteiro 4,5000
Meio 20000
Quarto 10000
m por^ao de 1005000 para
cima
Bilhete inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Antonio Augusto don Sani* Porto.
i;a"
OBRAS DE JULIO VERNE
a 800 rs. voluntes en brochura, ilIu3trdos coai 2 gravuras a 1-5200 o vulnme,
encadernado era pero lina, com chapas especiaos.
EdicjSo ntida em magnifico papel publica-se um volume por mz.
Acabam do chegar para a LIVRARIA FLUMINENSE, os dous primeiroi
voluntes:
DA TERRA A LA, E A RODA DA LA, os quaes se achan desde j
venda, ao preco de 800 rs. o volume brochado, o 10200 o volume encadernado.
As pessoas que assignarem a colleccSo das obras de Julio Verne, da edico
popular, receberSo no fim de cada serio de 10 voluntes, ura romance de qualquer outra
utor no valor de 20000 para as assignataras dos voluntes brochados, o de 3000 par
as dos Voluntes erjqpdernados.
Livraria Fluminense
N. 9-RA DO BARAO DA VICTORIA-N. 9








-i

*
r
l mam


II
II
K 1
I .
i
I

"i.
Diario de Pernamfcueo--Sabbado 22 de Mala de 1886
/
* CRUDO
Precisa-se de um me
nino d 10 12 anuos
para criado, dando fia
dor a sua conducta; no
3. andar do predio n.
42 da ra Duque de
Caxias, por cima da ty-
pographia do Diario.
O Muzeu de Joius, rna do Cabug n 4, rece-
beu pelo ultimo vapor francez um eaplendido sor-
tiuirnto. Precos muita moderados.
Ao publico
Antonio Botelho da Cu niara, tendo encontrado
outro de igual nome, desta data em diante assig-
nar-se-ba Antouio Botelho da Cmara Braga.
Afogados, 7 de Maio de 1886.
~ Msdaca b escrietorio
L. E. Rodrigues Vianna mudou seu escriptorio
de advogaeia para o 1 andar da ra larga do Ro-
sario n. 10.
Ba larga do Rosario n- 3
Bico9 de cores.
Lequea regatas.
Ditos H. Joanuita.
Ricas sortea para presentes.
Fitas para fachas n. SO.
Damin Lima & O.
Novissimo compendio de sortcs cm versos para
as festejadas noites de Santo Autonio, S- Joo e
S. Pedro, contendo urna escolhida collec^ao de
jogos de prendas e poesas.
Preco 14000
Livraria Universal, ru do Imperador n. 52
0 Sr. Franciico Alies da Costa, commandante
de um dos vaporea desta companhia rogado
vir i ra do Mrquez de Olinda n. 50, afim de
concluir certo negocio que iiilo ignora.

18
COstelra a vapor
Suprirtento para o vapor Jaguaribc
N. 927:170
O Sr. Francisco Alvcs da Costa, commandante
do vapor Jagiiaribe, pela segunda vez rogado
vir ra do Marquen de Olinda n. 50, dar cum-
primento ao numero cima. Pede-se ao digno
gerente providencias a respeito.
i
*

Leoior Porto
Rna do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
figurinos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfi'icao de costura, em bre-
vidade, modicidade em presos e fino
goito.
i
}{
5
Muas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacao purameute ve-
getal, teem sido por mais de 20 annos aproveitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : afleccoes da pelle e do figado, syphilis, bou
boes, escrfulas, chagaa inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo de usal-a*
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
bendo-se aps cada dse um pouco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Estas pilulas, de invencao dos pharmaueuticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, por serem um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
jsadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
>a drogara de Faria Siihrinlio A C.
41 Bl'A DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Aviso
O procurador Borges Tavora pode ser procura-
do em seu escriptorio n. 50, a ra do Queimado,
onde csteve o directorio liberal. ^^^^^^
4ssuear especial
Joaquim Salgueiral & C, proprietarios da refi-
nacao ra Direita n. 22, tendo reformado com-
pletamente o seu estabelecimento, scientificam ao
publico em geral e especialmente ao commercio,
que teem sempre um completo sortimento de assu-
aires, tanto em caroco como refinados, de 1", 2 e
3 sorte, e especial refinado com ovos, o melhor
que se encontra no mercado, e podem de prompto
satisf azer qualquer pedido que Ibes seja feito, pois
para bo teem sempre um grande deposito. Ga-
rantam a boa execucao e limpesa dos seus pro-
ductos.
5
VuiiK-ro telegrapbico
Cos nh eir
Precisa-se de urna eosinhera : na ra de Pay-
sand n. 19, Passagem da Magdalena._________
Viageos ao centro
De Olinda parte todos os sabbados, s 4 horas
da tarde, para Itamb por Iguarass e Goyanna,
urna diligencia ; passagens a tratar na rna Io de
Marco n. 1, no Recife. Viagens avulsas em qual
quer dia, e para qualquer parte a trata no mesmo
lugar.
VENDAS
Tende se porles de ferro, gradeamentos
para cima de muro, bandeiras de ferro para por-
tas exteriores, de arcos, bandeiras de ferro para
portas interiores de todas as qualidades, gala
nheiros de ferro, carrocas para bois e cavallos,
carrinhos de mo e rodas para carrocas, por pre-
co commada: tu largo do Forte n. 4, oficina de
ferreiro.__________________
Veude-se urna excel lente taverna no lar g
de Santo Amaro das Salinas, em frente para a
linha de Limoei'O, propna para qualquer princi-
piante : a tratar na mesma.
__ Vende-se a casa terrea sita travessa do
obato n. 13, freguezia de S. Jos : a tratar com
ntonio Beserra Cavalcante de Albuquerque
a do Hospicio, n. 29.____________________^^
Engenta a venda
Yende-se aengenh) Murici, com sai -a ou sem
ella, situado na freguezia ca Escad, distante da
respectiva estacao um quarto de legoa, pudendo
dar seis caminhss por dia, moente e correte,
tem duas casas grandes e duas pequeas para me
rada, e outra para farinha com sua* pertencas : a
tratar na rna do Imperador n. 65, 2- andar.
Pechinchas para acabar!!!
Rna Duque de caxias n. 5
Fustoes de cores para vestidos a 240 e 320 rs.
o covado.
(hitas claras e escuras, 200 e 210 rs o dito.
Sargelins diagonal de todas as cores, 240 rs. o
dito.
Alpacas e seda idem dem, a 960 e 400 rs. o
dito.
Las eoui bolinbas, novidi-, 560 e 700 rs. o
dito.
Setiuetas superiores, faseudu de 600 rs., para
liquidar a 400 rs. o dito.
Damascos superiores, duas larguras, 14800 o
dK).
Popelina branca de seda, 480 rs. o dito.
Setins maco de todas as cores, 800 rs., lf 000,
1J200 e J 440o dito.
Velludilhos de listrinhas, novidade, 14600 o
dito.
Sedas japonezas, 400 rs. o dito.
Esguiio para casaquinhos do senhoras, a 44 e
4J5C0 a peca.
Bnm pardo fino para vestido, 500 rs. o covado.
Failes aa novos gostos, a 500 rs. o dito.
Camisas para ssnhoras, as mais lindas que tem
vindo, a 44500 e 54.
Saias riquissimas, para todos os precos.
Cortinados bord idos, 6J500 e 94 o par.
Guaruices de crochet para cadeira e sof, a
84CO0
Camisas francezns Ruperiorep, a 30JJ e 364.
Bramante de algodao, o melhor que tem vindo,
14500 o mtro.
Idtm de linho purc, 24 o dito.
Colchas de cores, francezas, 14500 e 24 urna.
Lencoes de bramante muito grandes, 24 um.
Cobertas de ganga, idem idem, 34 urna.
Meias arrendadas para senhora, a 84 a duzia.
dem cruas, idem, 84 e 12 a duzia.
dem inglezas para homem, 34500, 44 c 54 a
duzia.
Ceroulas de bramante bordadas, 124000 e 184
a duzia.
Lencos de linho a 3 a duzia.
Casemiras de cores, inglezas, 14400 e 14600 o
covado, com duas larguras.
dem pretas diagonaes, 14800, 24 e 54400 o
covado.
Cortes de ditas de cores, proprias para invern,
a 24500 e 35.
dem inglezas, superiores, a 44500, 54 e 64-
Crtcs di- fusto pan colletes, lindos desenhos,
a 24500 e 34-
dem de gorgorao preto, a 24 para acabar.
Deposito de algodes, tanto nacionaes como es-
trangeirus, superiores madapoloes, brins, casemi-
ras de todas s qualidades, cheriotes e merinos
para luto.
Vendas em grosso, descont da praca.
Carneiro da Lunlia & C.
.-,;? Ku.1 liuiiiic de Caula 59
A Revolu^o
0 48
i ra Duque de Caxias reduzio as vendas
a 25 0|o de menos de seu valor
Ver para crer
Setin maco a 800 rs. o covado.
Merino de bolinhas 4 900 rs. o dito.
Lindas alpacas de cores 360 o dito.
SetineUs lisas 400 rs. o dito.
Ditas escossesas a 440 o dito.
Chitas finas modernas a 240 e 280 o dito.
Cretones finos a 320, 360 e 400 rs. o dito.
Fusto branco a 400, 440 e 500 rs. o d:to
Linn branco a 500 rs. o dito.
Mariposas finas de cores a 240 o dito.
Linhos escossezes de quadrichos a 240 rs. o dito
Renda da China 240 rs. o dito.
Seda de listras 14000 o dito.
Damasco de cores a 500 rs. o dito.
crim pardo liso 300, 360, 400 e 500 rs. o dito.
Verbutinas de todas as cores a 14000 o dito.
Fichs a 14, 24, 34, 44 e 54000 um,
Casemira inglesa de eor a 35 e 44000 o covado.
Dita diagonal a 24 e 24500 o dito.
Dita de cores a 14800, 24 e 24400 o dito.
Flanella americana 14200 o dito.
Toilette para baptisados a 94000 um.
Pnnhos e collarinhos para senhora a 24000.
Espartilhos de coraba a 4, 5, 6 e 84000 um.
Camisas bordadas de linho a 304000 a duzia.
Camisas para senhora a 304000 a dita.
Ditas de meia a 800, 14000 e 14400 a dusia.
Times para meninos a 44000 um.
Casacos de laia 124 um.
Bramante de 3 larguras a 900 rs. a vara.
Dito de 4 larguras a 14200 a vara.
Lencos cem barra a 14200 a dusia.
Lencas brancos a 14800 e 24000 a dusia.
Lences de bramante por 14800 um.
Cortes de casemira de cor a 34, 34500 e 44 um.
Toalhas felpudas a 44 e 64000 a dusia.
Ditas alcochoadas de 204 por 124000 a dusia.
Meias para homem de 38, 48, 54 e 6*000 a dusia.
Meias para senhora 34, 44/ 54, e 64000 a dita
Colchas brancas e de cores a 14800 urna.
Colchas bordadas a 54000 e 7*5i 0.
Cobertas forradas a 2480O e 24900 urna.
Madapolao gema e pelle de ovo 64500 a peca.
Redes hamburguezas a 104003 urna.
Brim trancado a 700 rs. o covado.
Cambraia de forro a 124000 a peca.
Zefiros lisos a 120 o covado.
Cortes de casineta a 14000, 14600 e 14800 um.
Anquiulias a 24000 urna.
f
Em vista dos grandes progressos da idea de que
se gloriam as nac8es civilisadas, o commercio
deve acompanbar esse progresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes : em fisto do que annuqciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os ueus numerosos
fregueres. Lembramos, pois, o proverbio :
Qucm nao experimenta, nao sabe.
Venham ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Marnlio.
Fructos seceos, como :
Passas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates novas de hortalicas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery,
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qnaHdr.des.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cb verde e preto.
Dito perola. -
EspecialisBimo matte do Paran, en. po.
Anda mais :
Ovas de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Saimoura.
Vendem Martin Capitio & O, ra estreita di
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Fonnicida capanema (verdadeiro) para extinc-
co completa da formiga saura. Vendem Martn
Capitao & C, ra estreita do Rosario n. 1.
Arinafo
Vende-se urna armacao envidracaia,
para qualquer negocio : a trataras roa
numero 32.
pjia
ita
Cofre de ferr
Vende-se um cofre de ferro de duas portas, no
caes da alfandega n. 7, armazemjda esquina.
Camisas nacionaes
A. ISOO. 3000 e S4500
32=^ Loja k ra da Imperatriz = 32
Vende-se ueste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodSo, pelos
barates procos de 24500, 34 e 44, sendo tazeud
muito melhor do que as que vecm do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseirb, tambem
se manda fazer por encommendas, a vintade dos
freguezes : na nova loja da rna da Impe/atriz n
3 ', de Ferreira da Silva.
Ao32 1
Nova loja de fazendas
& Ra da Imperatriz = 3**
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
etavel publico um variado sortimento de iazen-
as de todas as qualidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom Bati-
mento do roupas para homens, e tambem se man-
da tazer por encommendas, p r ter um bom met-
tre altaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
3*
Pinho 'eriga
Vende-se cm casa ae Matneus Austiu $ C,
ra do Commercio'n. 18, 1- andar, da melhor
qualdade e diversas dimensoes.
740
10400C
12400C
124X
54 50
645<
840
34X'
1460(1
140UC
3' II11 a da Imperatriz
Loja de Pereira da Silva
Ne6te estabelecimento vende-se as roupss abai
xo mencionadan, que sao ba- i -:u.as.
Palitots pretot de ^oriroi aiagonaes e
acolchoados, senao tazenas muito en-
corpadas, e f Drrados
Ditos de casemira preta, de cotdo muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanelU azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoto preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 24, 24500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14200 e
Collctinhu& de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos d*
linho e de algodao, meias cruas e collarinhos, etc
Isto na loja aa *ua da Imperatriz n. 'i'-
Bisca dos largos
a aoo r*. o covado
Na loja da ra da Impcatriz n. 32, vendem Bt
riscadinhos preprios para roupas de meninos 1
vestidos, pelo barato f reco de 200 rs. o covade
tendo quasi largura de chita tranceza, e ssii'
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja do Pereira da Silva.
Flist'*, sel inc la* e lazinlaaw a SO
m. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-
um grande sortimento de fustoes brancos a 5W
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-core
fkzenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade
e setiuetas lisas muito largas, tendo de todas ar
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj,
do Pereira da Silva.
Merinos predi a lS9
Vende-se merinos pro tos de duas larguras pan
vestidos c roupas para meninos a 14200 e 16(X
o covado, e superior setim preto para enfeites 1
14500, afsim como chitas pretas, tanto lisas com'
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs. ; na nov
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
AlgodaosiDbo francs: para lence
a SOOr*., 1* e lioo
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-*
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e 1(
palmos de largura, proprios para lences de no
e panno pelo barato preco de 900 rs. e 14000 1
metro, e dito trancado paa toalhas a 14280, a
sim como superior bramante de quatro largurai
para lencoes, a 14500 o metro, barato ; na loj
do Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A 4t. 1*500 e 4
Hi nova loja da ra da Imperatriz' n. 32,
vende um variado sortimento de vestuarios pri
prios para meninos, sendo de palitosinho e cale
nha curta, feitos de brim pardo, a 44000, ditot
de molesquim a 44500 e ditos de gorgorao pretc
emitando casemira, a 64, sao muito baratos ; n
loja do Pereira da Silva.
Cidadeda Escada
Vende-se nesta cidades as propriedades abaixo
mencionadas, um sitiodenominao Buraco fundo ou
Jaguaramha, a 500 kilmetros de distancia do
centro da cidade, com 11 casas de taipa cobertas
de tclhas para aluguel, e urna dita muito boa per-
tencente ao mesmo sitio, com urna grande baixa
de capim, com terreno para plantacao, e j parte
plantad" com lavoura, fructeiras e tres mil ps de
caf, j pegados ; urna casa de tijollo com forno
para padaria e urna grande estribara, tambem de
tijollo, na ra do Baro da Escada n. 17, urna
grande casa de tijollo, a ra da Barra n. 60 ; urna
dita a ra do Dr. Jos Cundido Das n. 17, de tai-
pa ; urna dita a ra da Matriz n. 45, de tijollo ;
e outra a ra do Curra!, tambem de tijollo e pro-
prias para familia, e com 100 palmos de terreno;
o motivo da venda 6 o proprietar'o ter de retirar-
se do lugar ; a tractar com o abaixo assigut.dona
cidade cima, ou nesta praca com os Srs. Andrade
Lima c Irino, a ra do Dr. Feitosa, n. 4 A.
Romau Populo de Andrade L;na.
Veode-se
o hotel do Rcife, sito ra do Bom Jess n. 8
est funecionando e bem montado, e garante-se a
casa : a tratar no pateo do Terco n. 40.
Fumo do Para
Vende-se na fabrica Vendme, em latas de 50
e IOO grammas, a 500 rs. e 141)00 a lata, espe-
cial.
Ra do llar o da V ictoria n. 39.
lidas maduras
Vendc-se diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, capetas, e outras muitas : no
largo de S. Pedro n. 4.
Cabriole!
Veide-sc por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabriolet de dous asseutos, quatro ro-
das e arrcios para um cavallo ; a tratar na co-
cheira do Candido, ra da Roda.
LIQIDAOIO DE CHiPEOSM
Vende-se um carra americano com quatro as-
sentes e arreios para um cavallo ; a tratar aa ra
da Roda n. 45.
Vende se pelos seguintes pre
eos de l5#oou> at 904000,
ra do Crespo u. 19lladaiua
Hequelina.
Excel I me casa no
Monteiro
Vende-se ou arrendase annualmente urna boa
casa com bastantei commodos para familia, tendo
agua e gaz encanados, com um bom quintal todo
murado, com algumas arvores fructferas e com
sahida para o rio, por preco muito iazoavel : quem
precisar dirija-se ra Duque do Caxias n. 117
que achara com quem tratar.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excedente Whisky Escosses preierive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica-
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu lheres armazens
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
nie e emblema sao registrados para todo o Brasil
BROWNS & C, agentes
Vende-se urna canoa em perfeito estado : a
tratar na ra da Ponte Velha n. 118, sobrado.
Fazendas brancas
SO' AO NMESO *
o ra da imperatriz = lo
Loja do* baraieiros
Alheiro & C, 4 ra da Imperatriz n. 40,1 ven-
dem um bonito sortimento de todas estas fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPeca-" godozinho com 20
jardas, pelo-. tprecos de 34800,
4f, 44500, 44 JO, 5J, 54500 e 6J5d
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 44500, 64, 64 at 124000
Camisas de mcia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas brancis e cruas, de 14 at 14800
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
a 14200 e 14500
Colletinhos ca mesma 800
Bramante franeez de algodao, muito en-
corpada, com 10 palmos de largura,
;n ) 142
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 24500 e 208CL
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones c chitas, claras e escuras, pa-
dres delicados, d' 240 rs. at 400
Baptista, o que ba de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, ;na conhecida
loja de Alheiro & C, esquin,. do becco
dos Ferreiros
Algodao entestado pa-
ra lencoes
A OOo M. e llOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
a iiodo para lencoes de um s panno, com 9 pal-
m s de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
11 00 o metro, assim coma dito trancado para
os (has de mesa, com 9 palmos ue largura a 14200
o o otro. Isto na leja de Alheiro ce C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 14200, 14400, 14600, 14800 e 24 o covado
A heiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven '
dem muito bons merinos pretos pelo preco acim> i
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co d< s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora, pelo preco
de 54"00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 24800 e 34 o covado v
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas larguras, com o- padres mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
- de 249OO e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
304, sendo de paletot sacco, e 354 df traque,
grande pech-ncha na loja dos barateiros da Boa
Vista
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a IOO r. a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, surti-
das, por 5$, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fustoes de setineta a .">oo rs o
covado
Alheiro 4 C. ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortimento de fustes brancos pele
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
Casa em Afogados
PVende-se urna casa na ra do Motocolombo a.
57, com 2 salas, 2 quartos, cosinha fora, quintal e
cacimba, em chao proprio : a trata r na praca ds
Independencia n. 40.
Ao 63
Bonitos leques de gaze para senhora, a 34, 64>
84 e 104.
Ditos de setineta, de 14500 a 24500.
Ditos de papel, de 300 rs. a 14.
Em continuaco
Cintos de couro a 14500 e 24.
Babadas bordados largos e estreitos, a 100 ra.
a pesa.
Chapeos para baptisados, de 1450) a 8.
Ditos de palha para enancas de 3 a 4 annos, a
2.5.iO'-
O Pedro Antunes 4 C. quem tem para liqui-
dado.
Belleza, frescura, juventude-
Pus branco des (races para ama-
ciar a pelle
Estes pos, de urna fineza extrema, especialmen-
te preparado para aformosear a pelle, sem alte-
ral-a.
A' venda, era casa do Pedro Antunes & C, ra
do Duque de Caxias n. 63.
Igualmente o bem conhecido leite de rosas para
extinguir as espinbas e pannos, os mais assombro-
sos inimigos de urna assetinada face, restituindo-
lhe a belleza antiga.
Em ultima analyse ser bom nao esquecer o
crfime rosado para es labios !! S a Nova Espe-
ranza.
til e agradave!
Fazer um delicado trabalho de crochet com os
novellos de la e seda de diversas cores, que teem
o Pedro Antunes 4 C.
Linhas de diversas cores, dita branca de linho
para fastr trivolit, medalhro, tranca bem conhe-
cida para o mesmo.
Um bonito desenho colorido para mesa, bonita
almofada.
Ao 63 Ra Duque de Caxias
O lempo proprio
Boas meias de l para homens e senhoras, luvas
de dita para quem soflre de rheumatismo.
Ao 63Boa Duque de Caxias
Cabriolet
Vende-se um era perfeito estado e por preco
noinmodo; tratar na ra Duque de Caxias n.47
GRANDE
Plvora
Vende Candido Thiago da Costa Afelio, em seu
deposito rua Imperial n. 322, olaria, onde tam-
bem vende tijolos e telhas. Telephone n. 221.
Taverna
Vende-se urna taverna bem localisada, com pou-
cos fundos, propria para | principiante, tem com-
modos para morada : a tratar na ra do Bom
Oosto n. 40, confronte a capella de Santo Amaro
das Salinas.
Taverna
Vende-se a bem afreguezada taverna da rus
larga do Rosario n. 1, propria para principiante
po? ter bens commodos ; a tratar na ra larga do
Rosario n. 14.
* Carrosa eboi
Vende-se urna carroya de duas rodas, propria
para boi e cavallo, e nm bonito boi muite novo e
manso : para ver e txatpr ra de Pedro- Alfonso
n. 68, antiga ra da Praia.
Expsito central rua largado
Rosario n. 08
Damiaa Lima & C, nao podendo acabar cem a
grande quantidade de mercadorias, resolvern)
anda urna vez convidar as Exmas. familias e o
respeitavel publico em geral, que com certeza nin-
guem perder seu tempo, fazendo urna visita
Exposicao Central
Pecas de bordados 'a 200, 400, 500 e 600 n.
Punhos e colarinhos bordados para senhora a
2*000.
Ditos ditos lisos, 14500
Ditos para homem, 14500.
Um plastrn de 24000 por 14500.
Invesiveis gsandes por 320- ra.
Lacos para senhora por 14500.
Macos de la para bardar, 24800 e 34
Luvas de seda arrendada a 24500.
Ditas lisas, 24200.
Ditas de fio de Escossia, 140CO.
Broches para senhora (modernos) 14500.
Um par da meias para senhora (fie de seda)
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1J200.
Duzias de baleias a 360 rs.
Carreteis de 200 jardas a 80 rs.
Metros da arquinhas a 160 e 120 rs.
Um par de froabas de labyrintho, 1509.
Macos de gramp. s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinbo3 de seda para chapeos de
senhora, de 500 rs. a 14000.
Um pente com inscripcao para senhora, 14.
Um leque de 164- per 94.
Brinquedos para crianzas, leques de papel, fi-
tas, bices de linho, quadros para retratos, lencos,
tspartilhos, bicos, galoes, franjas com vidrilhos,
eutres muitos oojectos de phantasia por precos
sem competencia : na exposica& Central, ra.
larga do Rosario a. 38.
A
DAS
AIAGOAS
CORRE NO DIA 2S DE MAIO
37e39.
pra(;a
da
O portador que possuir um vigsimo desta importan
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz,
Independencia ns.
Corre no dia 25 de Maio de 1886, sem alta.
sWsWsWsl
I






MUTHIIM 1


8

Diario de P<
vr*"
o 22 de Maio de 1880
ASSEMBLEA GERAL
ti









CMARA S EPUTADOS
SESSAO DE 12 DE MAIO DE 1886 *
PBESIDEHCIA DO SE. AHDBADE FIGEIEA
Veio tribuna somante para fazer um
simples protesto contra as apreciacoes do
uobre ministro e com o sentraento de um
brasileiro que tem viajado 'por aquelles
paizes e que deseja ver apagadas de todo
> as rivalidades entre bs antigos portugue-
zes e bespanhes.
Nao havendo mais quem pedisse a pa-
lavra encerrada a discussao do art. Io e
suceessivamento os arts, 2o o 3o, nao se
votando por falta de numero.
Faltando um quarto para a Lora, volta-
se Ia parte da ordem do dia, entrando
em discussao o parecer n. 95 da commis-
sio de polica, que encerrado nao ha-
vendo auem pedisse a palavra, nSo se vo-
tando por falta de numero.
O Sr. Presidente d a ordem do dia
13:
SESSAO EM13 DE MAIO DE 4886
PBESIDENCIA Dl SR. ANDRADE FIGCEIRA
Ao meio-dia, achando-se presentes 63
Sr. deputados abre-se a sessao.
E' lida a acta da sessao ante sedente.
O Sr. Eseraguclle Taunay re-
clama contra a menc&o qne as actas ante-
riores fazem do seu nome, ausente sem causa, quando alias o orador
se achava presente nos dous ltimos dias
em que nao houve 3essao, e se nao tomou
partt nos trabalhos da cmara foi em con-
sequencia de nao Ihe poder ser deferido o
juramento nesses dias.
Esta ausencia nao justificada como que
envolve urna censura ao nome do orador,
que, se timbro j sempre em concorrer s
sessoes, muito mais assiduo procurar sor
agora que v a frante dos negocios pbli-
cos um governo amigo cuja mar ha ap-
p laude e admira.
Acha vexatoria a medida indicada pela
mesa para qne os deputados respondam
das bancadas chamada; e pede que se
estabeleca o praoedent3 de consignar na
acta o nome dos deputados que estiverem
ausentes por certos e determinados moti-
vos.
O Sr. Presidente observa que far a
rectificacao na parte em que a acta d o
nome do nobre deputado como ausente
sem causa justificada; quanto a consid-
ralo presente nao, porque a praxe con-
siderarse ausente o deputado cjie ainda
nao tomou assento na cmara,
Nao como suppiJd o nobre deputado,
vexatoria a indicagao da mesa para que os
deputados respondam do3 seus lugares
chamada; apenas o cumprimento do re-
giment, que nao falla em listas erganisa-
das : manda fazer a chamada.
Nao havende mais quem faga observa-
coes sobre a acta, d-sa por approvada.
O Sr. Io secretario d conta do ex-
pediente
O Sr. Candido de Ollvelra pode
a attengao do nobre relator da 2a commis-
b5o de inquerito para a demora que vai
tendo o parecer sobre a eleicao do 8o dis-
tricto da provineia de S. Paulo, poique,
faltando apenas duas authentieas que soro
mam pouco mais de urna dezena de votos,
tendo tiio o candidato eleito urna maioria
de mais de 100 votos, essas authentieas
nao influem no resultado da eleigilo, e, por
tanta, nao ha razao no julgamento que tem
de dar a respeito da mesma eleicao.
Aproveita a opportunidade para dar no-
ticia de um facto grava ocoorrido no Reci-
fe, capital de Pernambuco.
Um grupo de desordeiros assaltou urna
casa onde se achuvam reunidas vars ta-
milias a fazer orago. Coramettaram tro
pelias, e sendo pedido o auxilio das auto
ridades estas negaram-se a prestal o sobra
o pretexto de que a constituico do impe-
rio garanta a religio do Estado.
Este facto, bem como outros muitos que
o orador relata, sao um testemunho de in
tolerancia por parto das autoridades, qa"
tra coramettiio violencias em diversaB lo
calidades.
Estranha que o nobre ministro da justi-
ca tenha revelado paixo partidaria na ad-
ministragao da sua pasta. As violencias
praticapas em Minas pelas autorida les ao
devidas m escolba que fez S. Exc. de
pessoal, po3 foi buscal-0 s altimas carna-
das sociaes.
Manifesta-se contra os abusos praticados
ero materia de lot-rias, e desejaria que ap-
parecfsse um projacto supprimindo a fa-
culiade de vender bilhetes de lotera do
Estado.
Do govemo espera providencias sobre
os factos que acabou de expor.
O Sr. Fernandos da Cunha af-
firm que da sua parte nao hauve a ne-
gligencia que o uobre deputado suppoe
para que yenha discussao o parecer sobre
a el-icao do 8o districto de S. Paulo. Se
ainda nao lavrou esse parecer porque
lhe faltam algumas authenticas; e sem
tl-is vista nao podo con luir-se ellas in-
fluem ou nao no resultado da eleicao.
O Sr. Goocaives Ferreira diz
que o facto allegado pelo nobre deputado
a respeito de urna oceurrencia no Reeife,
nao podo ser dalo como exacto, visto que
se baseia n'um simples consta, que tanto*
isto assim lhe parece que, se fosse verda
deiro, cf-rtaraento os nobres opposicionis-
tas da as: e oblea provincial de Pernambu-
co ter-se-hia oc upado d>lle.
A ser verdade o quaa o nobre deputado
disse, urge que providlucias sej*m toma
das, afira de que fados iguaes nao se re
dente das observacoes que sobre elles te-
nha a fazer.
Vem mesa, sao lidos, apoiados e en-
tram em discussao e sao adiados por pedir
a pafavra o Sr. Escragnolle Taunay, os
seguintes requerimentos :
Requeiro que se peca ao ministro da
agricultura, commercio e obras publicas,
copia do ultimo contrato que assignou com
a companhia de naegac3>a vapor para
os portos do sul era qu" f>ram suppriaaidas
viagens dos portos da provincia do Para-
n. Sala das sessSes, em 13 de Maio de
1886. Al ves de Aruj">. i
a Requeiro que por intermedio do mi-
nistro da fazenda se solicite da Tnesoura-
ria de Fazandada provracia do Paran, co-
pia do acto da exoneraco do guarda da
alfandega Maia.
Se durante os 33 annos em que func-
cionou aquello empregado, soffreu qualquer
processo ou censura de seus chefes.
a Quaesqu-r informales que se encon-
trem naquella Thesouraria do Fazenda que
podeasem servir de fundamento ao acto de
demissSo. Sala das sessoes, em 13 de
Maio de 1886. Alves de Araujo.
Requeiro que se solicite do Ministerio
da Justica, se das informales prestadas
pela presidencia do Paran para a nomea-
gao definitiva do lugar de tabelliao da ci
dade de Antonina, consta :
A denuncia da imprensa de haver Joao
Themotheo de Paula, nomeado provisoria-
mente para aquella cargo, seduzido uro a
menor e orph.
a Se dada a queixa, a menor que se
achava em poder do seu ofFensor, desap-
parecera de Antonina, na companhia de
urna guarda da mesa de rendas, transpor-
tndole para Paranagn no escaler da me-
sa de rendas de Antonina.
Se para oceultar o crime tratou-sc im-
mediatamente, na ciiade do Paranagu, de
fazer casar a orphii, sem licenca do juiz de
orphiios, com um soldado de policia.
i Se o juiz de orphiios requisitou do de-
legado de policia do Antonina, inquerito so-
bro essas faltas e o motivo de nao reali-
sar-se.
t Correspondencia publicada pelo viga-
rio de Paranagu, declarando que fez o ca-
samento da orphii cora o soldado de poli-
cia, por ter recebido telegramma do viga-
no de Antonina.
< Se procedeu a qualquer inquerito para
conhecer a verdade das faltas tao repeti-
das vezes denunciadas pela impron3a.
Em que data teve lugar a noraea$ao
provisoria do respectivo tabelliao. Saladas
sessoes, cm 13 de Maio de 1886.Alves
do Araujo.
E' introduzido com as formalidades do
estvlo o Sr. ministro dos estrangeiros, que
le o relatorio.
Em seguida introduzido o Sr. ministro
da marinha, que l o relatorio.
ORDEM DO DIA
Verificaqo de poderes
Procede-se votajao do parecer n. 101
o sao approvadas as sguintes conclu35es:
annullando as eleices das parochias de S.
Francisco de Salles, Monte-Alegre, Rio-
Verde e A'agOas e reconhecendo deputado
pelo 15 districto da provincia de Minas o
Or. Joao Caetano de Oliveira e Sou-
2a, sendo rejeitada a emenda do Sr. Can-
dido de Oliveira, annullando a eleiyo feita
na casa da cmara de liberaba, e bem as-
sim um requeriatento do mesmo senhor pa-
ra que a votacao fosse nominal.
Achando-se na ante-sala o Sr. Joao Cas-
tao de Oliveira e Souza, introduzido com
as formalidades do estylo, presta juramen-
to e toma assento.
E' approvado o parecer n. 102, reco-
nhecendo deputado pelo 2o districto do Pa-
ra o Sr. conego Manoel Jos de Siqueira
Mendes.
FORJAS DE TERRA
Sao approvados os arts. Io, 2o e 3o da
proposta, que rcmettida respectiva cora-
inisao.
O Sr. Coelho Rodrigues pede e
a cmara concede dispensa de intersticio
para qm o proje ;to de forjas entre ama-' coramisso.
rador. A sirte dos homens politicos,
sempre que se daVa urna mudanca de si-
tuacSo, era nudarem de linguagem par
nao mudaren! de partido.
Entretanto a tarca eleitoral desenvolva
se na escala da immoralidade, at que o
partido liberal devotou se conquista da
verdade da eleicao. Foi entao que urna
parte do partido conservador, dividido,
profundam"nte, preteadeu ooatiauar a des
morafi8a*cao por tneio da famosa le d* tor-
co, que uio sobreviveu primeira eleicao.
" E, facto singular que o orador record*:
aquella que. co no mininistro do imperio,
patrocinou esta reforma na Camar i dos
Deputados, foi a meotno que na provincia
de Pernambuco dirijo a primeira execu-
5Xo da reforma como ebefe do partido con
servador: entretanto, em nenhuma parte
do Imperio essa reforma teve execuco
menos leal. (ContestacSes.)
Passa a historiar a execucao que tive-
ram as diversas leis eleitoraes desde 1868,
e assignalar o seu desanimo, a sua desillu-
sao, por ver que trabamos voltado ao rgi-
men aotigo, era que as fraudes grosseiras,
as injusticas, as violencias e os attentados
contra a lei campeara ovantes, excepcto
feita da execucao leal que teve a reforma
directa na primeira eleicao.
Voltamos ao3 velhos costuraos da immo-
ralidade eleitoral; e se a razzia agora nao
foi completa isso dovido aos districtos do
um deputado, que sendo verdadeiros re-
ductos liberaes, n'elles nao poderam abrir
brechas as armas enferrujadas que a actual
situacao foi buscar aos antigos arsonaes,
tendo o cuidado de as polir e envernizar.
Est dcscrento da rectidao das corarais
soes nos julgaraentos que ellas proferera,
porque ouvio nina vez ao Sr. conselheiro
Belisario dizer da tribuna que o contendor
do candidato official, que tivesse a fortuna
de chegar at cmara estava eleito Isto
urna verdade, e o orador deve exultar
porque acha-se em melhores condicoes
que o seu competidor, visto como quem se
arrastou at Cmara em posicao suppli-
cante foi o seu contendor, que o candi-
dato official.
Lamenta as arbitrariedades do que foi vic-
tima, e sobro as quaes reclainou em vao ao
presidente jda provincia de Pernambuco.
(Contestacoes.) Alguna dos nobres depu-
tados que o interrompem estranhara estas
asseveracoes porque ignorara as violencias
que so praticarara as ultimas eleicoes de
alto sertSo da provincia que o elegeu.
Responle a apartes que dispunha de to-
dos os elementos naturaes para ser o repre-
sentante do 13. districto da provincia de
Pernambuco, como effbjtivamcnte se con
sidera e como ha de provar ser.
L um parecer que lavrou sobre a refor-
ma eleitoral em 1878, como merabro do
urna coramisso noraeada pelo ministro do
imperio de entao, para mostrar quaes as
suas ideas a raspeito do processo eleitoral.
Tem certeza, que nao ha um seu colle-
ga das passadas legislaturas que o julgue
capaz de pretender um assento na Cmara
sera que a elle tenha direito.
Historia os a:oatccimentos eleitoraes de-
pois da nova reforma eleitoral, julgando
banidas inteiraraente as prati :as antigs ;
entretanto, forara ellas renovadas na ulti-
ma eleicao da comarca de Tacarit, do
modo que descrave.
Sorprendeu-se, pois, quando ouvio a cora
raisso de inquerito dizer que essa eleijao
fura feita cora a reguhridade desojada.
Narra desenvolvidamante as causas do
terror que se levant^u n'aquella comarca,
desde que foi abandonada pola admiuistra-
ciio dis -ricao de um faccinora.
(O Sr. Alfredo Correia retira se do sa-
lao.)
O orador exclama : A'u I V. Exs. nito
rao quer respon ler ? E' a ultima prova do
rei'onhe.dmentn do meu direito.
O Sr. presidente observa ao orador que
nSo pode dirigir-sa passoal neute na tribu-
na a quem quer que 8<-ja.
O Sr. Duai te de Az^vedo pede ao ora-
dor que entre na discussio do parecer da
nroduzam.
O Sr. Alves
:
de Araujo deso]
do goveroo alguns eselareeimaat'>8 sobr-
u:u servico publico que ent'nde com os in-
ter-ss-s ita provincia do Paran, por isso
p-'ie ao Sr. ministro da agricultura que
lhe firneca copia do contracto que lavrou
uln uamento com urna companhia brazilei
r.i ie navegajao a vapor para os portos do
8UI.
R :-.or la os servijos que por sua parte
pr^atou a esaa navegaco, e como nSo pre
ten le discutir agora esta questao, limita-se
a mandar o seu requer ment mesa.
Tinha ainda dous outros requerimento*
para fundamentar; mas como acaba de
p dr casa cinco minutes de urgencia que
nao lhe foi concedida, pode que esses re-
qu nra en tos sejara lidos na mesa, indepen-
uhil #ra 3a discussao.
E' approvado o parecer n. 95 da cora-
misso de policia alterando o regiment,
cuja discussao ficou encerrada na vespera.
O Sr. Presidente diz que em virtude de
deciso da cmara, a nova reforma do r:-
gimento coraecar a ter execucao de ama-
nha em liante; portanto, far se-ha a chi-
mada na mesa, conforme prec-itua o art.
54 do regiment.
Entra era dis -ussao o parecer da Ia cora-
misso de inquerito, relativo eleicao Jo
13 "districto de Pernambuco.
O Sr. Antonio de Siqueira (pe
la ordem) deseja ser informado se j forara
remettidos mesa os documentos que re-
quisitou por intermedio dos rainisterioa da
justiga c di agricultura.
Deseja tambero que lhe sajam forneci
dos os documentos, em original, que ius
truera a contestaco e a resposta, os quaes
forara appenso* ao parecer era discussao.
Por ultimo pede sej* consultada a cama
ra se permitte a entrada do seu contendor
no recinto, afim de poder elle discutir o ara
direito.
O Sr. Coelho Rodrigues (1" secretario)
informa que os papis relativos ao Minis
terio da Justica ainda nao chegaram,
e aquelles que estiverem na secretara sa-
rao j presentes ao nobre deputado.
Quanto co sulla cmara para s?r ad-
mita i > o contendor do nobre candidatOj o
orador tem duvida era votar por esto re-
querimento porque parace tratar-se de um
direito de tere iro. Votara a favor no ca-
so de ter o conteador do nobre candidato
requerido por es.:ripto, ou no caso de o re-
querer veibalm-rate da tribuna qualquer
outro Sr. deputado.
O Sr. Lourenco de Ubuquerque (pela or-
dem) faz seu o requerimento do Sr. Anto-
nio de Siqueira.
O Sr. Presidente observa que, urna Jvez
que o Sr. Lourengo do Albuquerque fez
seu o requerimento do Sr. Antonio do Si-
queira, cessa to la a duvida que alias o pre-
sidente da cmara nao teve, e submette-o
vot-i',2o.
E' approvado o requerimento e entra no
recinto o br. Alfredo Correia.
O Sr. Antonio de Siqueira diz
que quando se sentou pela primeira vez na
cadeira do deputado, havia onze annos que
miiitava as fileiras da opposicBo ao gover-
no do paiz, opposiyao intransigente por ser
esse governo oriundo de urna eleicao simu
lada.
Era entao vos geral que a sorte dos par-
tidos estava entregue vontade do Irape-
O Sr Antooio le Siqueira appell* para
o seu honrado raestr-) o Sr. Ferreira Van
na, visto qm os ioinbros da maioria ain a
qu-reiu mais provas ; ontretaut) votarara
contr. um reijuerioento en que o orador
exigia uraa prova cabal do seu direito e
esi-l -recia ura ponto prineipnl da questiL.
Passa a tratar detidaineta da el-icao d>
13. districto de Pernambuco, mostrando >
l-galiiade do sen dplo na e a audacia da
preteneo do seu contendor.
(Ion le aguardando tranquillo a deci-
so da Camasa.
O Sr. Presidente d a ordem do dia de
14 :
districto,) ambos era virtude de represen-
tares fundamentadas do inspector do The-
souse- Provincial, empregado distincto, elo-
giado por presidentes liberaos...
Portanto, em toda a provincia de Per-
nambuco, onde ha dezenas de collectores,
so dous foram demittidos e em virtude de
represeutacao do um funecionario honra-
dsimo. ..'
O Sr Luiz Felippe: Contesto desde
j. Pego a palavra.
Q Sr. Joao 'Uredo : funecionario
que tem trabalhado sem interrups&o com
adoiinistracSes, conservadoras e liberaes,
merecendo louvores do todas ellas. R;fe-
re-se a urna pessoa muito conhecida, o Sr.
Dr! Antouio Witruvio. J ve portanto o
nobre senador que foi victima de urna m
informaySo.
E o Sr. Queiroz Barros, perguntou o
honrado senador por Pernambuco, quantos
tena demittido ? A asseveraco do Sr.
conselheiro Costa Pereira rcfer%-se a toda
a situacao conservadosa (apoiado) ; mas o
orador recebeu tarabem do Sr. conselheiro
Queiroz Barros uraa relacSo dos actos que
elle praticou e com a qual se demonstra a
sua excepcional moderacao.
Alm da demsso de um collector do
13. districto, sabe o orador que fbram dis-
pensados alguns promotores leigus, os
quaes nao se comprehendia que estivessem
em provinpia onde ha urna Faculdade de
direito, preterindo os Dachareis formados.
Cr que delegados e subdelegados de
policia o Governo poda francamente de-
raittir, e assim mesmo ouvio dizer que nao
forara demittidos.
O Sr. Soares Brandilo :Creio que essa
nformacao como a relativa ao negocio do
destacamento para Ouricury, que o Sr.
Costa Pereira negou que tivesse mandado,
e depos sa mostrou a portara assignada
por elle.
O Sr. Joo Alfredo diz que o honrado
Sr. conselheiro Costa Pereira carcter
tao conhecido o com taos vantagens que
dispensa defesa a certas censuras.
Passanlo a outros pontos das assevera
coas do nobre senador a quem responde,
nao pode deixar de fazer algumas rectifi-
cacoes. O nobre senador, referindo-sc ao
espancamento que houvo em Tacarat, nito
nc dia da eleicao nem por motivo della,
dis3e: Debalde foram pedidas provi-
dencias ao Governo ; todas as providen-
cias de que o Governo falla reduzirara-se
a caviar, s-guado elle diz, o juiz munici-
pal, que alias nao foi providenciar sobre
cousa alguma, mas s votar, levando com-
sigo um eleitor. >
Tambora perguntou ao Sr. conselheiro
Costa Pereira o que havia sobre isso, e
elle disse ao orador o quo consta da nota,
de sua propria letra, que tem era mao, e
na qual itSo resumidas as ioformacois
que j raandou para a secretaria da jus-
tica.
A nota dada por S. Exc. diz :
O facto consisti era uro. desavenga
particular do tlbo do subdelegado cora o
individuodde que se trata, racebendoaquel-
le algumas chcotadas. Informado do fa:-
to, e sabendo que no lugar havia peque-
os disturbios pelo peaaoal dos extraba-
Ihadores da estrada de ferro ..
O orador interrompe a leitura para di-
zer que esse facto nao se d sement em
Tacarat; tem observado que, sempre que
ha aggloracrao de trabalhadores para es-
tradas de ferro ou outras grandes obras, a
polica tem muito incomraodo, ha quasi
sjmpre coaflictos a lamentar e a prevenir,
e ainda ha pouco tenipo na provincia de
S. Paulo teve de tomar providencias, at-
tendendo reclamacilo de ura cdad3o res-
peitavcl, a respeito de disturbios entro tra-
balhadores de estrada de ferro era cons-
truccao. E3o portanto extraordinario quo
se teaha dalo alguns disturbio! perto de
Tacarat entro os trabalhadores da via-
ferrea de Paulo Aflonso. Estando 8U3pan-
803 os trabdhos e achanlo-so ahi reunida
tnti gente.desoccupada, nada mais natu-
ral do que darem-sa algumas p-rturbagoes.
Proscgue era seguida na leitura.
____de nitt o sub-lelegado, que rae
parela seto energa para o caso, e no-
meei ura capillo do poli ia, reforjando o
destacamento alli existente com d-z pragas
sobo coraraando do novo subielegido.
O capitao o Sr. Sarau Montenegro.
SENADO
7.a SESSAO Eli 11 DE MAIO DE 1886
PRESIDENCIA DO SR. CONDE DE BAF.PENDV
Collectores em Pernambuco
O Sr. Joo Alfredo diz que, quan
do na si-ssSo da 'ante-hontem o nobre se
nador por Pernambuco, o Sr. Soaras Bran
do, fallava do estado anmalo em que di-
zia se achava o 13. districto da sua pro-
vincia, nao estava elle orador habilitad >
para responder a uraa das assercoes do S-
Exc. Hoje tem as informacoes necessa
ras e por isso volta tribuna. /
Dsse e nobre senador, quando o nobre
ministro da justica decl-irou que o col-
lector assassinado era conservador : Eu
j saba que o assassinado era conserva-
dor e n5o ra preciso outra nformacao que
me autorisassa esse juizo, senilo o facto de
ser o collector do lugar, porque por aquelles
sertoes no ficou nenlium collector libera1.
Fez do carcter do nobre senador tJo
elevado concaito, que est certissirao de
que S. Exc. rocebou informagXo inexaeta.
apera qus d'ora em diante o nobre sena-
dor procurar acautelar-se contra infor na-
coes da mesma origem, nito baseando mais
nellas as suas t.nrraacojs.
O orador sabia dos sentmentos do Go-
verno geral. Sabia das disposicBes do pre-
sidente da provincia de Pernambuco, e
no podia deixar de admirar-se da reacc&o
que o nobre senador attribuio a esse dig >o
presidente. Entendeu-se porra coro o Sr.
con8 dheiro Costa Pereira, proeurou saber
quantos colla tares elle demittio ; e tem
da propria lettru desse seu honrado amigo
a seguate informacSo:
* Em toda a provincia de Pernambuco
foram demittidos 2 eollectores o da Victo-
toria (6.o districto) e o de Villa Bella (13.
J v, portanto, o nobre senador, que
tambera nesse ponto o seu informante nao
foi xaeto ; o presidente da provincia nao
ouvio iodifferente as qu ixas ou as noti ias
que lhe vinh.m de alguns disturbios
na comarca de Tacarat, o fez prorapta-
raente o que de. si dependa, para raelho
rar o estado daquella comarca.
O Sr. Luiz Felippa :Nao apoiado, ha
de se mostrar.
O Sr. Joao Apfrado recorta que se "s'
refralo s melhores inforraacois que po-
dia ter. J disse que nesse ponto deseja o
debate e todos os esclaraeiraentos posiveis
para n-futar a falsa opiniilo que so tem
procurado crear, do que o 13 districto de
Pernambuco foi tratado de modo ezcepcio-
nal para certo e determinado tira.
Portanto, se o que deseja o nobre sena-
dor eselarecer-se, o orador tambem com
a melhor vontade ieseja quo esses escla
recimentos venhara e dar para esse fira o
seu voto de bom grado.
Dir anda ao senado, qu9 em relaSo
ao ultimo facto, de qu aqu se tratou, o
assassinato do collector de Tacarat', se-
gundo comraunicou ao orador ura Ilustre
representante de Pernambuco, o Sr. Dr.
Purtalla, por um telegramma que recebeu
do honrado vce presidente da provincia,
cida-lao que esta aciraa de toda a suspeita.
o illus'r.- Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Sou-
za L'3o, o collector assassinato nao tinha
mimisalo alguma com o tenente-coronel
Cavaleanti, quo era at seu prente e ami-
go ; o qu significa que nao podia partir
esse en rae desse raonstro qae .pui se iroa-
ginou, dando se lhe proporcSes co!lossae8,
para se fazer crer que a comarcf de Taca-
rat' est fora da 1;, e hoje mais do que
um paiz barbarisado, um paiz de selvagons
f-rozes.
O orador quera dar o senado estas in-
formabas, e nao podia fazel o senao por
raeio de ura requerimento. Vai, pois, en-
vial-o mesa, declarando desde j que o.
retirar.,se ninguero pedir a palavra, por
estar conseguido o seu fim.
O Sr. Laiz Felippe : Eu j a pedir
tenho neojaaidade de fallar.
O Sr. Joao Alfredo tem o raaior praser
d 3 ouvil-o*. Se nao houvesse quem pediste
a palavra, retirara o requerimento, foi o
que disse.
Foi lido, apoiado e posto em discussao o
segrate
Rsquerimento
Requeiro que se peg i ai governo a
relacao dos collectores de rendas geraes e
provinciaes, demittidos no 13 districto
eleitoral de Pemambu -o antes e depois de
15 de Janeiro. J. Alfredo.
O Sr. Luiz Felippe nao pode ficar
silencioso tratndose de assumpto refe.en-
te sua provincia, e nao lava o intuito de
dirigir ao governo urna aceusaco partida-
ria o apjixonata. Faz justica aos nobres
ministros de que nao pode estar no seu
pensimento nem no seu interessa manter o
terror, em Tacarat'.
As explicajoes que deu o nobre ministro
da justica nao satisfizeram o orador, ecor-
samente nao satisfizeram o senado.
Do debate havido, das publicacoas da
raprensa, dos esclarecimentos dados na
assembla provincial, e da reclamayao for
mulada pelo nobre senador por Pernambu-
co, o Sr. Soares Brandilo, v-se que a co-
marca de Tacarat' est fora da lei, e quo
alli, ha mezes a esta parta, so commettem
crirues da raaior gravidade, crimes que nao
tero sido praticados directamente por Ca-
valeanti, mas aor geute entretida ou sus-
tentada por elle.
Alm das providencias pedidas pelo3 or-
gaos a queja se referi, tarabem o juiz de
direito, por mais de urna vez se dirigi ao
presidenta da provincia, representando
contra o estado anmalo da comarca.
Naturalmente o governo, como declarou
o nobra ministro da justiga, mandou que o
seu delegado inforraasae, e tomasse provi-
dencias. Mas este delegado ou nada fez,
ou nao achou conveniente informar o go-
verno do que occorria, e o governo erarau-
deceu diante do siloncio do S6U agento na
provincia.
Estranha que o governr a3sim procedes-
se consentindo que aquella comarca per-
maneca fora da lei. Nao vem, como j
d3se tribuna fazer opposigaj aceintosa e
acrimoniosa ao projecto : vem apenas rei-
terar o pedido teito pelo seu honrado col-
lega, senador por Pernambuco, e de novo
instar por providencias enrgicas e efficazes.
Recordando a apologa, que faz de Ca-
valeanti o nobre senador por Pernambuco,
o Sr. Joao Alfredo, de3crevendo-o como
homem puro e influencia benfica, legitima
o incontesUda, quo nunca incorreu era
sanecao (enal, diz quo lhe causou magoa
ver um hornera us condicoes do nobre se-
nador tomar tao a peito a defesa de Ca-
valeanti; er que S. Exc. nao o coaheca.
Para provar quem Cavaleanti faz lei-
tura de ura longo artigo, era quo se rela-
tou os actos por elle praticados, e para o
qual chama a attenco da senado.
Reconheco que o crime a que se referi
o nobre ministro dajistica nilo fai filho
da nteresse poltico, mas foi o resultado da
critica situacao poltica qua sa creou na
cmara, dando-se a Cavaleanti a suprema
direceo, a suprema influencia.
Reitera a sua proposigo da que Caval-
eanti nao homem abastado, antes mni-
to pobre; vive de ser advogado do aldeia,
o que alias nao reputa um defeito.
Assegura tarabam que Cavaleanti nS;
foi s processado pelo furto de urna rezo
teve outros processos, pelo menos dous ; o
o crime mais leve, que se lha irap'Jtou,
foi o de3?e furto. Foi tambera pronun-
ciado pelo crirae do ferimentoa graves e
espancamento, e ainda por outro, nao sabe
qual. Est certo quo sa o nobra senador
pela sua provincia, o Sr. Joao Alfredo,
conhecesse Cavaleanti, nao lovantiria a
voz era sua defeza.
Responde em seguida o orador a algu-
guraas proposigoes, que sustentou o mes-
mo nobre senador. Faz: sobrasahir o fac-
to de nunca ter alli passado a maioria con-
servadora, e agora ter excedido de 50.
assegura tambem, quo nao exacto ter o
Dr. Antonio de Siqueira procurado a Ca
v dcanti; t'oi este que o proeurou em casa
do juiz da direito.
0 Sr. Joao Alfredo diz qu>. tera cartas
di l que diz mu o contrario.
O Sr. Luiz Fdippa oppoo o testemunho
do Dr. Antouio de Siqueira dos autores
dessas cartas. O Dr. Antonio de Siquei-
ra foi procurado em casa do juiz do direi-
to o convidado a entrar com elle no pleito
eleitoral.
Contesta quo tivcssem sido demittidos
s dous colleetores. Assegura que foram
muito mais, e de memoria cita alguns.
Promotores pblicos nS > ha em Pernambu-
co um uui:o, que seja liberal.
Pi.r. mostrar como, nem o orador, nem
os seus amigos politicos sao intolerantes,
cita os nomes de muitos eoipregados supe-
riores da provincia, parteucentes ao parti-
do conservador, que estavam no exercicio
de seus cargos, quando seelevou ao partido
a actual situacao. Na comarca do orador
tambara sao conserva (ores o juiz munici-
pal o promotor publico, o collector pro-
vincial e o tabelliao, nomeado no tempo
dos liberaes, e qua ura dos conservado-
res mais activos da provincia. Isto prova,
sem duvida, quo o orador nao intole-
rante.
Faz anda outras consideragias polticas
e refere outros factos, concluindo por pedir
ao governo que restitua comarca de Ta-
carat e aos seus infelizes habitantes as
condigoes de socago e tranquillidade a que
devem aspirar todos os brasileiros.
\ discussao ficou adiada por ter pedido
a palavra o Sr. Joao Alfredo.
NONA SESSAO EM 13 MAIO DE 1886
PKESIDE5CIA DO SE. CONDE DE
BAEPESDY
Occurrencias de lacarat
Sr. loo Alfredo para nao de-
morar a resposta que dove ao nobre sena-
dor por Peruatobueo, que na ultima vez
voltou sobr* os aegocios de Taearatu, e
para o fim de esclarecer certis consid-ra-
c5es novas que S. Exc. trouxa ao debate,
vai oftereeer um requerimento.
Dissa o nobre senador que lhe causou
sorpreza e magoa ver o orador defender
um homem da ordem do tenente-coronel
Francisco Cavaleanti de Albuquerque. NSo
podia S. Esc. ter sorpreza i alguma ven-
do que ello orador fazia agora o que fizera
1880.- Com effeito na sesaao de 7 de agoa-
t> daquella anno, oceupando se defatis
"que se davam em Tacarat, que erara per
seguigoes ao tanenta coronel Cavaleanti, per-
seguigoes taes que obrigarara o governo de
entao a demittir o delegado e sou supplen-
tff, dsse o orador raferindo-se a Cavalean-
ti, que era um homem respeitavel em toda
a sua vida tinha dado provas do ser cida-
d2o pacifico e honrado.
E nao era um juizo novo o quo emittio
6tn 1880 a respeito do tenenie-coronel Ca-
valeanti.
Quando entrou na poltica, sob a drec-
gao do homem, que o Brssil ioteiro conhece
como incapaz de ter ligacSe.s com crimi-
nosos, um homem da ordem do Visconde
de Camaragibe (apoiados), vio. o tmenta
coronel Francisco Cavaleanti de Albuquer-
que constituido influencia na omarca de
Tacarat, muito estimado o attendido por
todos oa governos de seu partido.
O Sr. Paes de Mondonga e eutro3 se-
nhores Apoiado.
O Sr. Joao Alfredo falla dianta de mui-
tos pessoas que o conhecerara o Dr. Joa-
quim Gongalves Li.na, magistrado icte-
gerrimo ('apoiados) e homem das alais apu-
radas virtudes privadas. Pois o Dr. Gon-
galves Lima era intimo amigo de tente
coronel Francisco Cavaleanti de Albuquer-
que, e foi por seu intermedio que o orador
recebeu a primeira carta, com que esse
ciado comecou a corresponderse com
ello acerca dos negocios politicos da pro-
vincias.
A comarca de Tacarat passou por mu-
tas perturbagoes, e nunca o taen te-corone'
Francisco Cavaleanti foi por ellas aecu-
sado.
Quaes eram os uizes de Tacarat ? En-
tre os diversos magistrados, do boa nota e
dedfteronta poltica, cita o quo faileceu
desembargador da relago de Pernambu-
co, oSr. Gongalves da Rocha, to do nobre
senador, que iniciou o debate, o honrado
Sr. Soares Brandao.
Xenhum dos juizes de direito dessa co-
marca, que conste ao orador, informou con-
tra o proceiimento de Cavaleanti ou pro-
cedeu contra elle por qualquor crime. Nun-
ca ato o anno de 1880 houve contra aquel-
lo cidadSo a menor queixa, a mais leve
accusagJo.
Mas, depos de 1880 soffreii elle tae3
perseguigoas, qua o governo de entao co-
mo j disse, demettio algumas autoridades
policas.
A que vieram essas perseguicSes injus-
tas? porque foram motivadas ?
O tenente coronal Francisco Cavaleanti,
alen da ser urna influencia muito dedica-
no no partido conservador, foi sempre ho-
maro de sentmentos conciliadores. Tinha
feito com o chefe liberal de Tacarat, o
Sr. Ferraz, ura accordo por occasiao da
eleigao municipal. Essa accordo foi per-
turbado c destruido pelas autoridades po-
liciaes, qua sob falsos pretexto reuniram
gente, armaram muitos individuos e foram
dar ura assalto fazenda de Cavaleanti, que
assim perseguido, retrou-se da comarca.
Quaes 3ao 03 factos imputados ? Quan-
tos ?
O orador nao disse que o tenente co-
ronel Francisco Cavaleanti tivesse sofiri
do uraa nica imputagito ; mas, para dar
dea do espirito que dominava os seus per-
seguidoras, /o que especiticou urna dessas
mputaeoes. o furto de urna rez, aecusagao
ridicula, dirigida a um fszandeiro abas-
talo.
Objectou-se, porra, que o aecusado
pauprrimo, qua nao tem fazenda e que
um rbula da aldeia.
Admira-sa de ouvir taes asseverac5es.
Adraitta-se que o tenente coronel Caval-
eanti seja hornera pauprrimo. E' isso mo-
tivo para commettar ura til crime, e para
nao poder ser influencia poltica na sua co-
marca '?
OSr. Luiz Felippe:E isto se reco-
nheceu.
O Sr. Joao Alfredo diz que so tem visto
homens superiores, das raaior :s i nfluencias
do seu partido, sendo pauprrimos, at
raesrao em Pernambuco, e nunca se disse
que pelo facto de serem pobre nao po-
diara ter influencia ; mas a verdade) que
o tenante-coronel Francisco Cavalcanto
proprietario, e sempre viveti indspendente.
O orador leu no sena to, era 1880, na
sessao a que acabou de se referir, urna car-
ta qua recbeu desse cidadao, em que elle
lisia: Ha tres dias soffri uraa embosca-
da nesta nossa fazenda, onde ma acho.
E comraunicagoes de autoridades locaes,
que forara publicadas, diziara qua a fazen-
da do tenente-coronel Franeisco Cavalean-
ti fra atacada o soffrera destruigSes.
Quer se, porem, condemnar esso homem
pdas mais futeis razoas, tolos os motivos
servero, e dz-se : ura rbula, um advo
gado da al lea.
Mas, isso s quar dizer que esse homem
vale alguma cousa, que intelligente, quo
pode-advog-r, salvo se quarerao dar por boa
e autorisada contra elle a opiniV do Ro-
mancista, qua charaava perversos os rbu-
las.
A quilidado de rbula, aqui e em qual-
quer parte, nao motivo para 3e laogar
a odiosidade contra alguem.
O Sr. Luiz Felippe: Noguem o quiz
fazer.
O Sr. Soares Brandao : S se disse
isto para contestar o que V. Exc. declara :
que elle era fazendero abastado; nao, cts-
semos : um rbula, e pauprrimo. As
informagoes de V. Exc. sao um pouco an-
iga8, sao de 1880.
O Sr. Jo3o Alfredo nao coraprehende
que os nobres senadores, contestando que
ella fosse fazendero e assegurando que era
rbula, o diziara para o elogiar; ao con-
trario, pare sea ao orador ser este o pensa-
mento dos nobres senadores : como pau-
prrimo e rbula de aldeia, poda muito
bem ter furtaJo urna vez. Se nao era este
o sentido das palavras dos nobres senado-
res, nao precisa discutir mais esse ponto.
J deu os motivos pelos quaes$faz do te-
nente-cotonal Cavalcadti o juizo que enun-
ciou era 1880 ; deve, porem, desda j ac-
reacentar que tal o seu escrpulo a res-
peito de homens que estao deb iixo da ac-
eito criminal, que, erabora soubesse que
Cavaleanti estava sendo injustamente per-
seguido, absteve-se de enhv.ter com elle
relagSes. Ura homem que procede assim,
pelo proprio decoro e guardando as con-
veniencias de sua posigao, dispensa bem
s ra .guas do nobro senador, quando aup-
p3o que elle est defendendo criminosos.
O orador nunca quiz relag3es com crimino-
s a, nem nunca os protegeu de modo al-
gura para subtrahil os aegao da justica.
(Coni'nttar seha\
IJ






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I
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