Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19544


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Mk~Mk 18 DE MAIO DE
- >
PARA A CAPITAL, K LlftABKi ONDE NAO SE PACA PORTE PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por tres mezes adiantadoi ... ... y: ... 60000 ^^ wM& >or seiB meze8 adiantddo8......... ..... 13^500
Por seis ditos idem...... _,....... 12(J000 ">*x-PsSaBr Por nove ditos idem...........1..... 20,5000
Por um anno de:a...... ......... 240000 <5JJw%g^' Por um anno dem.............- 27(500?
Cada numero avulso, do mesmo da. 100 '""" Cada numero avulso. de das aateriorea........... oK0
DIARIO DE PERNAMDUGO
e Jkria & -ftiljos
TELE6RAMMAS
:::,:::: mmm : subi
RIO DE JANE IRO, 17 de Maio, s
3 horas e 55 minutos da tarde. (Rece-
bido s 5 horas, pelo cabo submarino).
"Xa (amara dos DcputadON forma
iiojc 111 ohImm idos os podereN don
Sw: DomlngueN da Silva pelo *.
disirino do Marnnhao. e Alfredo Cor-
rea de Olivelra pelo 13. ulMricto de
Pernamboco.
Foram nomeadoM :
Ministro do Supremo Tribunal de
Intuir, o denembargador 1.11 i/ An-
tonio Barbosa de Almeida ;
Dewcmharaarior para a Relaro de
S. Paulo, o Dr. Ameriro espacio Pl-
nbeiro e Prado.
i" o i removido do termo de S. Vi-
cente Ferrer. no Maranliao. para o
da Gloria de <>oi(. em Pcrnambnco.
o juiz municipal bacharel Joit Cor-
nello Lcito Rangcl.
Foram nomeadoM para a provin-
cia de Alagoa t
Presidente da Junta de bvgiene. o
Dr. Inspector da sade do porto, o Dr.
Alfonso de Mendonca.
Fallecen o director se ral da con
lbil 1 ilaili- ii > Tbesouro nacional,
coaselbeiro Jos Julio nrcjs.
sss::;: n mmn havas
(Especial para o Diario)
TENERIFFE, 16 de Maio.
O almirante cbileno Eiynch. re-gre* -
Mando Valparaso, fallecen ao bor-
do do paquete COTOPAXl.
O corpo do almirante foi lenem-
barcado e aqui embalsamado.
S. PETERSBURGO, 16 de Maio.
O Czar c a t zarina ebegaram boje a
Sebastopol.
CAIRO, 16 de Maio.
As tropas egvpcias vo substituir
a guarniro Ingleza de SouaKim.
LONDRES, 17 de M o.
Juls se que o Sr. t.ladsioiie dis-
olvrr a Cmara dos Commnns no
aso lisia Cmara rejeitar obill re-
lativo a reforma da Irlanda.
PARS 17 de Maio.
Cosla-se nova e seriamente de
encelar os traballi* de construccao
lo tnel Mil a Hancba entre a Fran-
ca e a Inslaterra.
Ag-v. 1 I Tifas, filial n Pernambuco,
17 de Maio de 1886.
de Amphitrite por supporem Salacia um dos cog-
11 unos da deusa do mar.) Trito era urna divin-
dade martima, que s tinha corpo humano at
cintura ; d'atii para para baixo asiemelhava se a
a um peixe ; e iiesmo o peito e os bracos eram co
bertos de escamas. Servia -Ibe de trombeta um
bizio, cuja sonoridade havia conseguido tornar
hurmoniosistima, e com que desempenhava o en-
cargo de corneta de ordena de simi pai. Camilos
descreve-o picarescamente quando n canto VI
dos Lusiailas diz o seguinte :
Trito, que de ser filho se gloria
Do rei e de Salacia veneranda,
Era maLCcbo grande, negro e feio,
Trombeta de seu pai e seu correio.
Os cabellos da barba e os que descem
Da cabeca nos hombros, todos eram.
Una limos prenhes d'agua e bem parecetn.
Que nunca brando pente conheceram ;
as ponas pendurados nao fallecem
Os negros misilhoea que alli se geram ;
Na cabeca por gorra tinha posta
L'ma mu granae casca de lagosta.
Tritocs se ficaram tambem chamando, como seu
pai, todos es filbos que este deua procreou. Estas
divindades subalternas constituiam o cortejo de
Neptuno, eujo carro acompanbavam soprando em
buzos e tirando d'elles notas Inrmoniosissimas.
(Continua.)
JARTE 0FF1C1AL
INSTRUCCiO POPULAR
MYTHLOGIA
{Extrahido)
DA BIHLIOTUECA DO POVO E DAS ESCOLAS
neptuno e as divindades mar-
timas
(Conttnvat&o)
Subordinado a Neptuno, cumpre nao deixar de
noocionir EjIo. o rei dos ventos, classificavel tatn
bem ntra as divindades miritim*s. Prestes em
pre a obedecer au deus dos inarna, rtMM o seu
dominio sobre os ventos, e empolav* ou serenava
Si ondas, conforme Ihe ordenava Neptuno. Er
Iho de Jpiter, babitavaem Lipari (u.nid.is ilbas
Eolias, situada entre a Iialia c u Sicilia) ; 14 que
elle tinha encarcerados n'uma gruta os ventos,
i...Aqui n um antro irrimenso.
# rei preme, encarcera, algeira, enfreia
Lutan'es ventos, roncas tempestades ;
Ei turno aos claustro de i..dignados fremem
Coro gran rumor do monte. Em celsa roca
Sentadc, Eolo arvora o aceptro, e as iras
Tempera e os amacia. Que o nao faca- -
barridos mar e trra eo co profundo
La se vio pelos ares Cauto, >m fumas,
<) Omnipotente os aierrolha escuras,
'.;, um cargo de montanhs sobrepondo,
Lhes deu rei que, mandado, a ponto as bridas
Suster saiba tu laxar.* ,
VmqilioEneide, I
(Trc'u*;So de Si. Odorieo I/ende* )
Da njmpba Salatia teve Neptuno um filtw, a
que te po o nomo de Trito (alguna o dixem filho
Ministerio da Cinerra
Por decretos de 8 do corrente :
Concedeu-se ao coronel do corpo de engenhei-
ros Conrado Jacob de Niemeyer a exoneraco que
pedio do cargo de commandante das armas da pro-
vincia de Matto Orosso ;
Foi transferido para a segunda classe do exei-
cito, de conformidade com a immediata e imperial
resolucao de 1 de Abril de 1871, o capinio do 2"
regiment de cavallaria ligeira Virgilio Ferreira
de Souza, visto ter sido, em inspeccao de sade,
julgado incapaz do servido do mesmo exercito.
Por portara de 7 tambem do corrente, canee-
deu-se licenca ao alteres reformado do exercito
Manoel Ignacio de Jess para transferir sua resi-
dencia da provincia da Babia para a de Pernam-
buco.
I.ovorno 4a Provlacia
EXPEDIENTE DO DA 8 DE MAIO DE 188G
Actos :
O vice presidente da provincia, a quem toi pre-
sente o recurso interposto por Miguel Xavier de
Souza Funseea da delibera^ao, pela qual a cmara
municipal do Recite contractou :om Silva C. a col-
locacao de placas de disticos em vista da iuforma-
c>es n. 1, 5, e 12, prestadas a respeito pela mesma
cmara a2 de Janeiro e 24 de Marco ultimo ;
Consideando qne foi irregular a deliberacao re-
corrida, porquanto, sendo as municipalidades, em
virtude dos arta. 24 c 78 da lei de 1 de Outubro
de 1882, corporacoes meramente admiaistrativas c
subordinadas aos pres dentes de provincia, nao po-
dia a cmara municipal do Recife celebrar e auto-
riaar a execi(io do referido contracto, accrescen-
do que, ae a cmara, em vista do art. 97 da lei
provincial n. 1221 de 21 de junho de 1875, ala
pode ordenar, sem autorisacAo da presencia da
provincia, a execucao de qualquer obra para a
qual baja crdito, anda me ios pode celebrar nm
contracto importante sem a sanecao e approvac,io
da autoridade superior;
Considerando que o contracto celebrado com a
firma social Silva & C. por seu socio representante
Francisco de Paula e Silva Jnior, sem que do
respectivo contracto conste quacs sejam os mem-
bros da referida sociedade e o modo por que esta
organisou se, sendo de estranhar que as se con-
signen garanfia e especie alruma ou fi inca para
prevenir ou reprimir qualquer nfrace/lo dosupra-
dito contracto, a nao ser obrigacao que para sso.
em termos genricos, contrabio individualmente o
mencionado Francisco de Paula e Silva Jnior,
por sua pessoa e bens com exclusao dos dentis
contractantes, inteiramente descouhecidos ;
Considerando ainda. que se o c mtract) (clausu
la &*) dependa da pnmulgacao de urna lei usan-
do o preco das placas nao devia a cmara, ainda
mesmo iM'n.a da respjnsabilidade de fuiuras in-
demiiisavo>-8 (clausula 6a) co fetir na execucio
de tal contracto, antes que o poder competente de-
cretasse a taxa cobrarse das placas, collocadas
Das casas particulares:
Resolv-, no uso da attribuicilo confia la pelo art.
73 d lei de 1 de Outubro ie I82(J, dar provimen-
to do recurso interposto para o tim de considerar
nullo c insubsistente o supradito c intracto. Pelo
que determina cmara que chame de novo con-
currentes execucao do servido de que tracta o
ait. 74 da lei n. 1515.Remetteu-secopia acama-
ra municipal do Recite.
- O vice presidente da provincia, attendendo
ao que requereu o fiel do Thesoureiro da reparti-
lo dos correios (miniano Augusto de Miranda,
res-lve de accordocom o disposto no d**reto n.
2884 de 1 de Fevereiro de 1862, a que se refere a
intorinacao da Thesouraria de Fazenda de 24 de
Abril ultimo, n. 2G7, abrir sob sua responaab!-
daJe um crdito da quantia de 364558 verba
Eventuaes do minis'erio da Agricultura, Commer
ci e Obras Publicas, exercicio de 1885 a 1886,
afim de eccorrer ao pagamento de gratificado ven-
cida, pelo peticionario durante o periodo de des-
sete das em que no mez de Outubro substituto o
thesoureiro da referida repartica, que estevo ser-
vndo na sessao do juryRemetteu-se copia the
sourana de faz n ia.
O vice presidi-nti' da provincia, attendendo ao
que requeren o capito do 14 babalhao de infan-
tera, Francisco tinnuiuo Simes e tendoem vista a
inforttacao do brigadtnro c iminandante das armas,
de huntem data la, sob n. 248, e o termo de ins-
peccao de saudea que toi submettido, resolve con-
ceder-Ihe liceoc por 3 mezes, na forma da lei,
para tratar de sua sus sau le.
EXPEDIENTE E0 SECRETARIO
Officios :
Ao commandante tas armas.'""om a nfor-
maco junta, por copia, do inspector do Arsenal
de Marinha, de boatos datada, sobn. 231, respon-
do ao oflieio de V Exc, de 3 do corrente, sob n.
236, relativo aos vulumes oo o plvora quo se
acham depositados d-i Forte do Buraco.
Ao mesmo.Declaro a V. Exc, em resposU
an seu oflieio de 1 de Julho do anno passado, n.'
495, que uerfencende a excrcicio findo a divid
de OOJijOO proveniente do enterrmento do ul-
f-rea d exen ito Jos Pedro da Silva Souto, de
que trata a inclusa cunta ao interessado, compete
requerir Th-Souraria de Faznda a liquidacSo
da mesma divida.
Ao provedor da Santa Casa de. Misericordia
doR'cife.Com a i.if rmaca juma, por copia,
do i>rigadeiro conmandante das armas, de hoje
datada, respondo ao offieio de V. Exc. de 5 d cor-
rente, sob rs. 652. attinente aos v ncimentos do
cadete do 14* bnUlbai> de iuranfaria, Auton o di
C sta Moreira, qu se cha recolhidc ao hospital
de alunados.
Ao inspector da Thesouraria de tazenda
DeJaro a V. S, i ara os fins convenientes, que
autorisei o director do Arsenal de Guerra a man-
dar satsfazer o incluso pedido, por copia, de art:
goa de fardaiLentos, que para aeu uso fia o alfert-s
do 14" batalho de intantara, Vicente Magno Nu-
nes.
Ao mesmo.Communico a V. S. que o ba-
charel Diomedes Theodoro da Costa assumio uo
da 4 do corrente o exercicio do'cargo de promo-
tor publico da comarca de R.o Formoao, pira o
JusH foi nomeado por ^setaria de 10 do Abril
ndo. ^\
Ao mesmo.Communico a V. S. que em 26
de Abril findo o bacharel Jo \<\ un Antonio da Sil-
veira assumio o exercicio do cargo de promotor
publico interino da comarca de Bita Cjnselho, por
ter sido nomeado naque.Ha m.'sma data peb res-
pectivo juiz de direito.
Ao director do arsenal le guerraMande
Vmc. satisfazer o incluso pedili de artigos de far-
damentos, que, para seu uso, faz o alteres do 14
batalho de iufantaria, Vicente Magno Nuner.
Communicou-se ao commandante das armas.
Ao gerente da Companhia Pcrnambucana.
Tendo deliberado transferir para o dia 10 do cor-
rente, a viagem do vapor Jacnhype, que devia sa
hir hoje para os portos do sul; assim o declaro a
Vine para aeu conhecimento o llovidos fins.
Ao mesmo.Cumpre que Vmc. providencie,
para que teuha raisagem gratuita, de r, do por-
to deTamp.ndaraodeatacapital, sempreque o ser
vico publico o exigir, o delegado de polica, encar-
regado da respectiva fortaleza, tenente-coronel
Jo^quin Francisco Diniz; e bem assim de pro*
a um soldado quo o acompanhar.
Portaras :
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recite ao S. Francisco sirva-se de mandar trans-
portar em carros de 3' classe, da estasao das Cin-
co Pontas at Una, para ser opportunamente des
contadas das passagens gratuitas a que o gover-
no tem direito, ao soldado do corpo de polica, Ma-
noel Francisco da Silva.
O Sr. gerente da Companhia Pcrnambucau i
mande dar passagem a at o porto do Aracaty.
no vapor que seguir para o uorte 20 do corren-
te, a Anacleto Pereira de Magalhaes, por coota
das gratuitas a que o governo tem direito.
O Sr. gerente da Companhia Pernambueana
fa?a transportar at o porto mais conveniente na
proviicia das Alagoas, bordo do vapor Jacuhy-
pe, e por conta do ministerio dos negocios da. jjs-
tifa. urna forja composta de viute praca de in-
fantaria e um olEcal, a qual se.'ue paaa a comtr
ca de Tacarat afim de reprimir os factos crimi-
nosos que ltimamente teem alli oceorrido. O re-
ferido official ter pasaagem a r e as pravas
proa.
EXI'BDIENTB DO SECRETARIO
Ao inspector do arsenal de marinha.O Exm.
Sr. vice presidente da provincia manda commu-
oicar a V. Exc, em resposta ao seu offieio de 28
de Abril ultimo, sob n. 201, que, segundo nfor-
ma$ao da thesouraria de fazenda, nao existe falta
ae crdito na verbacorpo d'armadae classes an-
nena.
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 15 DE
MAIO DE 1886.
Anna Mara Juliana Menard DeferJo
com offieio de hoje Thesouraria de Fa-
zenda.
Antonia Mara da ConceQJ Ibiapina.
Nao tem lugar o que requ?r.
Bellarmiao dos Santos BulcSo.Sim.
Olaudino Eustorgio de Souza.Concedo
a leenga.
Flix Pereira de Souza. -Informe o Sr.
fiscal da ompauhia Recife Orainage.
Mananna Teixeira da Costa Goelho.
Nilo tem lugar.
Marcelino Fructuoso Lipes.Informe o
Sr. inspector da Thesouraria da Fazenda.
Manoel Florencio de MaraesPasse por-
tara.
Vicente Ferreira de Sant'Aana. Ri-
mettido ao Sr. commandante superior da
guarda nacional da cotnarja de Cimbres,
para mandar passar a guia de que trata o
art. 45 do Dec n. 1,130 de 12 Marco de
1883.
Secretara da Presidencia de Pernambu-
eo, em 15 de Maio da liG.
O portoiro,
J. L Viegas.
Reparti$o da Polica
Secc.au 2." N 500 S -rutara da Po
loia de Pernambu-o, 17 le Main de 1SSG.
Illin. e Ex n. Sr. P.rticipo a V t*-,
que f>ram r colhid >s na Casa do Detenyao
os seguintes individuos :
N.-uiii 15:
A' iniuh-i ordem Joaquim Tiburcio Pereira d
Magalbt-s, como pronunciado no are 257 de cdi-
go criminal, disposici) do Dr. juiz de direito do
' dietrieto crimiunl ; Manoel Joaquim Granja ou
Joo de Medciros Granja, por seachir pronuncia-
do na corte com > ineurso as penas do art. 249 do
cdigo criminal, o Antonia, es^rava de Jos da
Silva Liyo Jnior, por disturbios.
A' ordem do sub lelegado do Racifi, Tboraaz
Peurgton e IJ-nry Pionero, requisicao do cn-
sul inglez.
A' orJem do de Sauto Antonio, Jlo Francisco
de Almeida, qne se apre Matara voluntariamente.
decl iraudo que no da 14 do corrente, ;'u l 1/2
horas da noite, tendo-se encontrado na ra de Lmz
do tt-go com o individuo de ame Jorge, que sa-
hia da fabrica de cerveja denominada Pbeuix, se
dirigir a este e juntos seguiram para o Campo
das Princezas afim de con vera irem a respeito do
di floramento que dito Jorge havia praticalo em
uir.a sua inna de nome Mara Luisa de Almeida
Braga, menor de 14 annos e orpba de pai, e com
a qual se achava contractado em casamento, cujo
acto devia ter lugar no dia 23 de junho do corren-
te anno, em Pedras d-. Fogo, onde todos residem.
Que chegando ao Campo das Princesas, Jorge
chamara a elle Aiim-ida par junto do mictorio
que existe ao lado da Punte de Santa Isabel e dis-
sera-lbe que effectivamtute havia diflorado sua
irma Mana Luiza, mas que nao casava por ser
ella de coudtcao interior i Gua ; a isso fez Almei-
da sentir ao i ft'-usor de sua irm que ira quei-
xar-so polica, ten lo com re-posta ama bofetada
qne Ihe dera Jorg fazcudo-lbe cahir o chapeo no
r o.
Travara-se cntao urna la?ta entro ambos, 1a
qual ri sultara a >hir Jorge ferido e cahir ao rio,
na occaso em que recuara, nao voltando mus
superficie d'agua.
Almeida f< a nutras decl<\rars ao subdelegado
as quaes foram redusidas a auto de pergantas pa-
ra ulterior procednneuto,
O cadver de Jor/e ainda nao foi ncontrado
A' ordem do m-'sm > subdelegado de San'o An.
tonio, foram ainda recibidos, Antonio Francisco
Vctor, Florencio Jos dos Santos e Pedro a to-
mo de Lima, por disturbios.
A' ordem do do l*diatricto da Bia-Vista, Jos
Bello dos Santos, por criine de tarto; Manoel
Correa da Silva, por uso de armas de.fe.xa, e Stt-
lustiano Alves da niiv.i, p ir disturbios.
A' ordem do do districto da Boa-Vista, Bi
biano Jos Machado e J ao Alfredo dos Santos,
por disturnios. .
Na Uia lt :
A' minha ordem, H -urique I/nacio dos dantos,
menor, remettido pelo subdelegado do 1* distrcto
da Graca, afim de ter destino para a companhia
ae aprendizes marinheiros ; o&o Marinho de Bar-
ros, e Antonio Ignacio do Naacimento, remettidos
pelo delegado do termo de Agua Prot eoaso cri-
minosos de turto de cavall-os na comarca do B rojo
para onde opportunamente serao enviados.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio, Jo-
s An onio de Oliveira, Antonio Gabriel da Costa
e Joanna Eugenia da Conceicao, por disturbios.
A' ordem do.do Io distrcto de S. Jos, Inno-
cencio Ricardo da Silva e Felismino Pereira da
Silva, por disturbios.
A' ordem do do 2o distrcto da Boa Vista, Fran-
cisco dos Santos Coelho e Samuel Sitrai Codho,
por disturdios e onsas moral publica.
Cotnmunicou-mo o delegado do termo de Ta-
carat que no dia 4 d > corrente fra assassinado
p.r u.n dos grupos de malfeitores Gxistentes alli o
alteres Jos B;dir> de Arauj >.
Accresceuta o referida delegado que contiuuava
a ier mo o estado de soguranca no termo ; entre-
tanto, estou certo que em poucos dii3 entrar a
villa no soq estado normil, logo que alli chegue
o destacamento de liuha ltimamente mandado e
qne acaba de ser reforcado com mais 15 pravas,
ao m indo do um o:li ;tal, prefizeado assim o nu-
mero de 40 praas,
O delegado do termo do Agua-Preta en-
viou-ma 31 tacas de ponta, 3 punhaes, 2 pistolas
e 1 jagunco, que tomou alli cm mi de di ver ios
desordeiros.
No dia 0 do corrente o cidadlo Jos Perei-
ra Bastos prestou juramento e assumio o exeteicio
do cargo do subdelegado do distrcto do Preg li-
jas.
Dus guarde a V. Esa. illm. e Exm.
Sr. Dr. Igaacio Joaquim de Sjuza L:ao,
muito digoo vica-presidente da provincia.
O chjfe de poli:a, Antonio Dmingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 19 DE MAIO DE 1886
M ua Josi Pereira Rosendo e Henrique Snell.
Certifique se.
ILtnrque Snell.D-se urna certidao, e con-
viudo outra ao supplicant', requeira-a por dis-
tincta pi-ticao.
Cnolano de Abreu.Infornae o Sr Dr. admi-
nistrador do Consulado.
Francisco Cordoiro Falcao Brosil.Informe o
Sr. contador.
Dr. Pedro Francisco Correia de Oliveira.Fa-
cam-se as notas da portara de licenca.
Francisco Jos de Moracs e Silva.Ao Sr. con-
tador pira seu conhecimento e devidos fins.
-----------soee-----------
< oiisn! nli Pro vi acial
DESPACUOS DO DIA 14 DE MAIO DE 1880
Amorim Irrailos & C. -Deferido em vis-
ta da informacao.
Manoel Theotonio Moreira da Souza.
Ccrtitique-se o que constar.
Fe. naodo & Innao. Diferido de accor-
do com a ial'or.u i^S-o
Jos Pereira da Costa Borboleta. A'
1' seocao para 03 devidos fias.
Antonio Mana Mir-inla Seve e Gregorio
Gomes Maia. Iatorrae a l'secgao.
15
Guimaraes Fonseca di C, Joaquim Nu-
nes Rib dro, Julio Allelui* dos Santos Lins,
Hilarino Jos Rodrigues Lopes, Dr. procu-
rador dos feitos, do mesmo, do mesmo,
Juvino de Carvalho Var-jao a Dr. procura-
dor dosffcitos. Informo a 1* secy2o.
Gracilian Martins efi G. A' 1" secgao
para os devidos fias.
Severioo de Acaujo Lima. -Deferido
de a-cordo com as infor.nagoos.
iAiti Db PfcKWaiJUCO
KECIFE, 18 DK MAIO OR. 188(5
noticias do norte do Imperio
Op'qn-t- nacional Bahvt, qji paasoa
anti nte a para o sul, trjuxe to norte as
s guinto noticraa :
Aiiiazmnat
Datas at 4 de AIm :
Continuara a trabalhar regul irmf nte a
assembla provincial
S>-gundo seas! s te n silo tumultuosas.
Assumptes purame ite polit-03 tem dado
lugar a t-,lloros s diacusaSes, que s ter-
minaos com a suspensao das sesso -s.
O beri-beri est toraaa lo incremen-
to na capital- e para tratar das provi ien
tdas sanitarias a presidencia da provincia
convo< ara urna conf naes.
- No rio N>-gro tem havitlo questes
entre o povo e as autori'Iades puli^ .es.
No rio Madeir, Jos A teraph, em-
pregado da casa corameroial de Z guarjr
& C, pereceu vctima de urna exploso do
um candieiro de kerosene.
Contiouavam a appara^er cdulas fal-
sas de 2U00.
As aguas do rio Madeira tem cre-
c ro extraordinariamente, causando pre-
ju zos.
Na renniao convocada para palacio,
diz o Commercio do Amazonas, de 27 de
Abril, depois de anima a discussao foi
no rucada urna commisso composta dos
Srs. mdicos presentes para o nm de offe-
recerem medid is gemes e especiaes, e
obrigados desdo j a urna visita, hje s
9 horas da manh, entenuara militar e
ao quartcl do baulha do artilbaria.
o Pola agglumeragao de homens, o lu^ar
mais coatauiuado do beri-beri o quartel
iio 3o d^ art^lliTi, eubor* est>ja 'di; col
locado em terreno elovado e posiyao sa-
lubre.
Con v n que outros lugares idnticos
aquello pelo numero de habitantes, soffram
desde inspeccao detida, e so resolvam a
tomar ai precaugSes que o caso exige, de
maneira a evitar que o mal se propague
por abi alm.
Sobe a 26 o numero das pracas ata-
cadas de b-ribri e que embarcaran! para
o sul do imperio.
O vapor Cear levou 10, sendo 2 im-
periaes mariuhoiros.e 8 soldados io 3o de
artilheria-, alm de mais dezoito quo ti-
nham sr-guido antes.
Ciiegara a Manos o biipo dioce-
sano.
A Alfandega de Manos reodeu em
Abril findo 72:810^361.
Par
Datas at 8 de Maio:
Continuava rao o estado sanitario da
capital. Raro o da cm que nao se dilo
fallecimentos de beriberi.
Prosegua em seus trabalhos a as-
esmbla provincial.
Noticias de Curuja dzem que :
Pretendem edificar naquella villa um
pequeo theatro, para o que j se haviam
feto diversas rcuniSes, com muito bom
xito.
a Na saluda de Pirabas naufragou urna
canoa perteucente ao portuguez Joilo Fer-
naudes Moreira e tripolada por Martinho
Antonio de Bulhao, Miguel Arcanjo Cor
dovil e Chrispinano dos Santos, que vicha
carregada de casca de sernamby.
a Os tripolantes conseguiram salvarse ;
poim, Moreira, o proprietario, pereceu na
luta com as ondas >
Lcmos no Diario do Grao-Para de
8, sobre Muan:
Por cartas vindas d'ahi sabernos que
o estado sanit.rio continua rro. Na ul-
tima semana, na villa enterraram-so 18
cadveres.
Toda a vasta extensao do archipelago
banhada pelo Inamuru", Atua', A tata, Ca-
juba, Pao grande, Muan, Puruquar>,
Captariquara, Aoabiju', Paracuba ou
Paracuhuba, esto povoadas por urna gen-
te desfeita, paluda desfigurada, anmica.
a Escrevem-nos.
Um desanimo pesa no semblante de
todos.
Arrastara urna existencia sem fe o
sem esperauca, como que urna espera na
ante-sala da morte, um pouco a entrada do
cemiteno.
a Falla -lUes mesmo a cor.-gem para rea-
gire m.
Pobres, baldos de quaesquer recursos,
sem dinheiro para comprarem alimentos, e
sem saude para trabalharem e adquirirem-
nos, vao se extinguindo n'um marche-mar-
che para os cemiterios.
Os que ainda vivem as cabanas es-
perara com estoica resignajao e melancho-
Uca tranquillidade a hora de screm enter
rados tambem.
Diante de tent horror, diante do ora-
do soltado pelos funecionarios pblicos, o
governo dtclarou nao haver verba para
aoccorros pblicos e por ultimo, instado,
animado pela imprensa, commoveu-se e,
era vez de determinar a prestagao de soc-
corros, mandou que todos os erapn-gados
pblicos e um medico mandado expressa-
mente, o Dr. Santos, informassem cir
cumstanciadamente a verdado.
Todos os funecionarios pblicos obe-
decem, prestara informa^oes, o juiz muni-
cipal do termo vai expressamente leval as.
O governo em vez de soccorrer torna
a exigir inforraac.oes mais apparatosas.
a Desta vez manda seguir para inspe-
ccionar o municipio o Sr. Dr. inspector da
saude publica que seguio a bordo do gran
de navio Trombetas.
a Foram pretisos alguns dias para a ex-
eurs.o ; ora preciso que o Dr. inspector
pernorressa a vastidao dos rios que (or-
mavam o ir> hipelago, quo jicrcorressc as
cabanas e estU'lassn a natureza do mal,
S'las causas t fli iinti-s e o estado critico
das financ > claase indigente.
a O navio t-r muito grande e o com
mandante que navegava do dia 5 pela ma-
nhil para Muan tinli.i ordens expressas de
estar no dia 6 na capital !. ..
i b.ra precise que o navio parasse em
diff r otes pontos o que o doutor percor-
resse as povua^o-'S cm canoas.
a Fe i portauto urna cousa para o inglez
ver.
Foi aproas pora se dizer que la tinha
do.
t A' cmara municipal endf-ivcnu o Sr.
Cesar Augusto de Andrade Pinhciro o se-
guinte offieio, que o mais eloquente elo-
gio de seus sentimentos :
a Bel'n, 1" dt- Maio de 188'3.
a Itliu. Sr. O estado lastimoso d? nos-
sos concilladlos de Muan, a -.commt ttidos
do mal epidmico, ora reinante, urge o
emprego da caridade, o quando outros
mais abastados nao se tenham apressado a
levar o pao s familias que soffrem a fo-
nje, venho cumprir com esse dever, depo-
siando as raaos de V. S. o mou obulo.
Tcnho ua fazenda S. Joao, propriedade
de meu unhado Jos Pe uro Calandrini de
Azi-vedo, cenia de 16 reaes, das quaes rae-
tade pode estar as con^iyoes de ser aba-
tida, da qual se digne V. S. dispor para
mandar talhar e distribuir a carne pelas
familias iudigentes,
Deus guarde a V. S. Illm. Sr. Jos
Alves Maia, uigno presidente da cmara
municipal de Muan. (Assignado,1 Cesar
Augusto de Andrade Pinheiro.
K-ii ictatu i in Abril :
A alfandega 633:5255986
A recebe oria provincial 162:868#835
Mamullan
Datas at 10 do Maio :
Constam as noti ias da carta do aosso
correspondente, publicada na rubrica /-
terior.
Pinubf
Datas at 28 de Abril:
As noticias sao de interesse local.
Cear
Datas at 13 ae Maio:
A presidencia da provin ia rescindir o
contracto feito com Alfredo Augusto de Al
meida, Guilherrae Cesar do Rocha e JoSo
Carlos Nepomuceno da Silva para a extrae-
cao da loteras.
SoUre esaas loteras escreveu o Cea-
rense de 2:
Sao da maior gravidade os factos
praticados pela commisso contrastante
das loteras da provincia.
A adminstracao, a polica e o the-
souro provincial tem tomado providencias
e procurado acautelar os nterasses da lei
e dos particulares portadores de bilhetes
premiados, j procedendo a inquerito, j
sequestrando os bens do thesoureiro das
loteras.
a O que se dj ceffectvamentesein pre-
cedentes ; e ninguem comprehende que,
com a rede telegraphica, que poe cm com-
muoicaca inmediata quasi todo imperio, se
fizesse extrahir urna lotaria sera conhecer-se
o numero de bilhetes vndidos; sendo para
notar que a falta do pagamento de premios
so d desde a extraccao da 8.a ou 9.a loto-
tena, segundo nos informara.
"a Fazer correr urna lotera sabe ndo que
os agentes vendedores as diversas provin-
cias nao tinham vendido numero suficiente
para pagar os premios, o beneficio e im-
postes um acto criminoso que nao podia
deixar de provocar a intervencSo dos po-
deres pblicos e de uraa adrainistracao mo-
ralisada como a do Exm. Sr. desembarga-
dor Barradas.
Zulamos muito os crditos da provin-
cia, e haveraos de informar o publico de
todas as oceurrencias qui se forera dando,
cumprndo o nosso dever de jornalistas, pu-
gnando pela rooralidade e verberando c
crime e a m fe onde quer que a eocontrar-
mos.
a Em complemento da noticia cima, da-
mos a lista dos bens do thesoureiro das lo-
teras, sequestrados pela fazenda provin-
cial, que s procedeu contra os iramoveia
insufficientes, e foram :
a Um sitio na Jacarecanga terreno e
chalet;
a O.to quarteiroes de terrenos (500 pal-
mos cada um) na ra Municipa.; estes ter-
renos estilo arrendados ou aforados ter-
ceiros quo edificarais nelles ;
a Duas mobilias urna para sala de visi-
ta c futra para a de jantar.
a Quanto drogara, havendo o Sr. the-
soureiro das loteras declarado que quasi
tedas ns drogas eram de consignacao, e
que as excedentes pertenciaui a seus credo-
res, nao foram sequestradas. Consignando
os factos, nilo analysamos o procedimiento
dai autoridades, e est; especialmente, que
reservamos para quando for ouvida a fa-
zenda provin al, qu'i auctora.-
a O honrado Sr. Dr. chefe de polica co-
mecou hnntem o inquerito policial, ouvin-
do o Sr. thesoureiro das loteras eos Srs.
Adolpho Bairoso e Alfredo Ringel, p'os-
suidores dos vigesi nos premiados na ulti-
ma lotera extrahida. Nifl podemos colher
inforraar;S'S raais precisas.
Em subse.quentes artigos a mesma fo-
Iha lovou ultima evidencia os escndalos
dessas falladas loteras.
Encerrou-se o prazo para a conver-
sado das apolics, e s ueate um possuidor
dVllas, pela somma de 200:000^000 recla-
mou o embolso.
Rendi-u a alfandega em Abril......
66:621,5784.
Rio Uramle to ttorte
Datas ar 14 '- Muo :
Constara as notci is li carra do n.ossr
com-spond'-ntit, ms-ri la n i rubrica Interior-,
Paral yba
Datas -tt 15 l Mato :
As uotiejas que d3o as folli9s sao de ia-
teresse local.
----------------^esc?5.-----------------
^oiiclas do Kul do Imperio
O paqvict; nacional Espirito Santo, n-
tralo hontcm do sul, ap-n-is trouxo as se-
guintes noticias e as tu i constara da ru-
oriea Parte Official
s. Paulo
Datas at 9 d maia :
L se no Correio Paidistuno:
a Segundo communicacao feita ao ins-
pector do quarteirilo do barro da Atbaia,
municipio d<: Campias, pelo Sr. Joaquim
J.cmtiiu L ite, existe em trras da fazenda
da Exm1. B.ironeza da Limtira, um qui-
lombo, onde so acta grande numero de s-
cravos evadidos de diversos es'abelecimea-
tos ruraes.
O quilombo consta de cinco ranchos; os
escravos possuem armas e estilo dispostos a
resistir, conforme partieipou autoridade
policial de Campias o referida inspector
de quarteirilo.
a Daquella cidade seguio ante-hontem i
noite, para o bairro da Atbala, uraa furca
de ^0 pracas, parando o delegado de po-
licia, tarde, cora o fira de fazer o ne-
cessario rceonheeimeuto.
O Tempo, do Rio Claro, era addi-
tamento noticia dada sobre o assassinato
de Domingos Spatafora, aceres rata o se-
g'tinte :
t No momento%m que Joaquim Besto, o
assassno, dava fira ao seu nefando delieto,
desci do largo de Santa Cruz, onde resi le
o Sr. Jos .orre., vulgo Juca Mand,
marchante e estibelecifo ra Foruosa
nesta eidale ;acorapanliava a este ura enor-
me co de tila que era pnr elle oceupado
nos inisteres da sua profisso.
a Vendo o Sr. liorra, ao approximar'se,
o horrivel espect-culo que se consummava,
gritou cora o assassno e ao incsino tempo
cora o cao que, comprehendendo o, atirou se
sobre Joaquim Bcnto, o qu-d oorrao entc
em demanda do campo prximo, onde so
iaternou seguido scinpre pelo cao.
O Sr. Jes Correia, quo timbera ha-
via seguido em distan ia <-I.O hornera,
vendo que aqu. lies iam looga voltou para
junto do assassinado.
c Passaram se dous dias e nao appare-
ceu o bravo cao ; inuommodado por isso
andou Sr. Correia diversas vezee eut


*S
Diario de PernainbncuTerfa-feira 18 de Malo de 1886

aua procura, encontrando-o afinal no cen-
tro do urna capoeira, raorto por diversas
lacadas que, orno de presumir, recebeu
do asaassino de Spatafora, quando perse
gua-o.
c Assim, a rnesma faca que tirou a vida
ao infeliz mrco italiano, servio para inutili-
sar a primeira torca que levantou-ee con-
tra o criminoso.
refere o correspondente da Gazeta de Cam-
pias, nove presos, dos quaes cinco sSo
criminosos do morte, tendo sido dous jul-
gados pelo jury e condemnados, um a ga-
lea perpetuas-.e outro a doze annos de pri-
s3o com trubilho ; dous de ferimentos gra-
ves e tentativas de morte, taitbsm j con-
demnados pelo jury, um a vinte annos de
Itaguaby. Pequeo tremor.
JI. ngaratiba. Dito.
Perropolis. -A's 3 1j2 horas da tarde.
Pequjno estampido, seguido da um tre-
mor le trra, que durou de 3 a 4 segundos.
Palmeira8.A'g 3 horas e 10 minutos.
Estampido bein pronunciado. Grande
pavor.
No houve as segaiutes estaeoes i Be
Existem na cadeia do Jahu, segundo gequinha, Carandahy, Mantiqueira, Sa-
pucaia, Buarquo de Macedo, Cruzeiro,
Juiz de-Fra, Serrara, Cedofeita. Gam-
boa, Lavrinhas, Boa-Vista, Sapopemba,
Saudide, ttn a, Chapeo d'TJvas, Bea-
lengo, Barbacana, Queluz, Cachoeira, Re-
ajeade, Mariano Proc opio, S. Francisco
Xavier, Joao Ayres, Cascadura, Campo-
Bello, Itatiaia, Kngenho Novo, Divisa,
priso com trabalho e outro a quatro an-1 Kngenho de Dentro, Ub, Sitio e Joao
Gom.'s.
A estac&o central da repartilo geral
dos tolegraphos recebeu as Sfguiutes com-
niuncai,ojs. que obsequiosamente nos trans-
mittio :
Da estacilo Itaguahy: Aqui, 3 horas
a 26 minutos. Grande estampido. Tremor
de trra,
Da de Mangaritiba: 3 horas
nos, tambem de priso com trabalho; e,
finalmente, dous soldados poa desobedien-
cia ao commandante.
Entre estes criminosos acha se Joao Sor-
rentino, que assassinou para roubar, e seu
pr prio protector, em Leuces, e atirou o
cadver ao rio.
Este demnado pelo jury de Lences, duas ve-
>~sa gales perpetuas e urna vez a Pan-
nos, e espera ser de novo julgado em vir-
tude de di cisilo do Sribunal da Rolacao.
Para guardar a caleia de Jahu, existe
am destacamento de quatro pracas com-
ir.andad&s por um interior.
lo d-> Janeiro
Datas at 10 de Maio :
Sob o titulo Trem >r de trra escreveu o
fontal rio (loi.vnercio :
'< Hontom, entre as 3 e 4 horas da
larde, foi sentido, era numerosas pontos de
extensa zona e differentes dreico-s, em
territorio das provincias do Rio do Janeiro
e Minas tremor do trra roais ou menos
pronunciado e duradouro.
O Sr. Dr. Ewbanck da Cmara, director
da estrada de ferro D. Pedro II, recebeu
a primeira communoac2o \s 4 horas da
tarde; enviou telegrammas a S. M. o Im-
perador e ao Sr. ministro de agricultura,
enviando copias de ambos ao Sr. presi-
dente do cons Iho : telegraphou a todas as
estacoes, podinlo pormenores sobre o tre-
mor de trra, e :3 7 horas o 25 minutos
da noito enviou em um trem especial o
ohefe da Knhn, Arthur AIrn>, afim de exa-
minar os 16 tunneis da serra, avisando ao
raesmo tempo o engenaeiro chefo da 2.*
divisSo da serra para tambem proceder a
rigoroso exaooQ nos tunneis.
A's 11 horas da noite foi enviado a S.
M. o Imperador e ao Sr. ministro da agri-
cultura o seguinte telegrarnraa :
Tremor trra estendeu-se cstacSo li
ha centro at estacao do Retiro ; 5 esta-
eoes do ramal de S. Paulo, at Porabal, to
das estae5esj do ramal do Porto-Novo,
exepto Sapucaia; 2 estacSes do ramal San-
ta Cruz, isto Campo-Grande e Santa-
Cruz ; tambera Sepctiba e Macacos. Na
liona centro e 0 25 estaeSes Maxambomba
at Retiro, exelundo Ub. Serrara e Ce
dofeita, sentio-se tambera tremor de trra.
Retiro dista 266 kilmetros, da corte.
Altitude 620 metros sobre o mar.
Nao heuve estragos. O chefe da linha
segaio em trem especial para proceder a
detido exame nos 16 tunneis da Serra do
Mar.
O tremor de trra foi-sentido nos seguin-
tes lugares :
Mendes. Grande estampido. Sem de-
nsfre.
Ipiranga. A's 3 horas e 8 minutos da
tar e.
Queimados. Tremor causou algum a-
ixilo.
Anta.- A's 3 horas e 15 minutop, Du-
rou 30 segundo. Nao houve estragos.
Entre Rios. Na distancia de 1 kilme-
tro foi ouvido s 4 horas e 5 minutos (Ja
tarde um estampido. Pequeo tremor.
Sem estragos.
Santa Fe. A's 3 hora?. Pequeo tre-
Bir. Sem estragos.
Parahybiina. A's 3 horas. Sentio-se
tremor a 2 kilmetros,
Sant'Anna. A's 3 horas. Durou um
minuto. Sera estrago.
\":..-souras. A's 3 loras e 8 minutos.
Durou quasi um minuto.
Beltn. A'8 31ioiase 10 raiuutos. Nao
houve estragos.
Macacos Sem estragos. Peaueno tre-
mor.
S rrfl. Durou 1 minuto o tr-mor.
Oriente. A's 3 horas o 15 minutos.
Durou quasi um minuto.
Volta Redonda. A's 3 he ras e 10 mi-
nutos. Durou dous segundos.
B irra Mansi. A's 3 horas, mais ou
menos. Pequeo tremor.
M-.xambomba. As 3 horas o lo mi
utos. Pequmo tremor.
Desengao. A's 3 horas e 20 minutos.
I id i >. Pequeo tremor, sera estragos.
VargemAlegre. O tremor durou 2 se-
gundos.
Barra. A's 3 horas e 15 minutos.
Prahyba doSnl. A's 3 horas o 15 mi-
nutos. Hiuve cheiro de enxofre.
Coraraereio. A's 3 horas e 10 minutos.
Durou 28 segundos. Tambem sentio-se na
estacao fronleira.
Porabal. A' 3 horas e 45 minutos.
Retiro. A's 3 horas.
Pinheiros. No kilmetro 131 em dian-
te s 3 1[2 horas da tarde. Duracao mo-
mentnea.
Ouro Fino. 3 horas e 10 minutos. Du-
rou 1 segundo. Sem estragos.
Conceigao. 3 horas o 15 minutos. Du-
rou 3 segundos. Sem estragos.
Porto Novo. 3 horas em ponto.
Allianca. 3 horas e 10 minutos- Durou
de 2S a 30 segundos. Causou grande alar-
ma, abrindo portas que se achavam fecha-
das.
Avellar. A's 3 horas da tarde.
Mathias Barbosa. 3 horas e 15 minu-
tos. Durou 2 segundos.
Campo Grande. 3 horas e 40 minutos.
Insignificante. Duraco rpida.
lOspirito-Santo. 3 horas e 10 minutos.
Concordia. 3 horas e 25 minutos. Du-
rou 1 2 segundos. Pequeo tremor.
Casal.-3 horas e 10 minutos.
Santa ,Cruz. 3 horas e 15 minutos.
Soube que em Sepetiba tambem houve tre-
mor, cantado garrafas e objectos de urna
casa de negocio.
Barao Cot^gipe.- 3 horas e 15 minutos.
PerjU'-no abalo. Estragos nenhuns.
Chiador.a'j. 3 horas e 10 minutos,
urou 20 segundos. Ruido bem pronun-
ciado. -N2o houve estragos.
e 22
minutos. Fot aqui sentido, agora, grande
tremor de trra, que, produzio grande sus-
to na popu acao desta villa.
Da de Petropolis : Iloje, s 3 c 15,
houve aqui un tremor de trra.
Km Itagualiy durou ineio minuto o
abalo forte, do norte o do baixi para ci-
ma.
Mangaratiba detnorou 3 segundos.
Angra leve, tremor.
Mambucaca be.n pronunciado.
Paraty, Ubatuba, S. Sebastian, San-
toa, 8 Paulo, P. Alegre, Juiz de Fra,
Ouro Preto, Morretea e Estreito ("Santa
Catharina) cada S'mtiram.
Bnliia
Datas at 14 do Maio :
Prosegua era seus trabnlhos a assera-
bla provinci; 1.
Na sessc de J2 o Sr. Bario de Villa-
Vicosa jsstificou o seguinte projeeto :
1. Fica o governo autorisado a, dentro
do presente exercicio, emitlir bilhetos do
thesouro provincial at a quantia de 10
mil contos do valor de 500 rs at 200 rs.
2. Essa emissao, que far curso forja-
do dentro desta provincia, ser exclusiva-
mente applicada ao pagamento do toda a
divida provincial fluctuaute e consolidada.
''>." Far-se ha o resgate completo dos
billietes emittidos dentro d" 10 anuos con-
tados do comeyo do exercicio vindouro, re-
colhendo-sc anuualmente 10 por cento do
capital primitivo.
4. Para todos os cffeitos da presente
lei o governo da provincia e entender
com o Estado, no que julgar conveniente.
5. Revogam-se as disposiy3ds em con-
trario. S. R. Villa Vinosa.
Fallecen, ao bordo do paquete Espi-
rito Santo o Dr. Francisco Hornera de Car-
valho, lujo cadver foi inhumado em trra.
Alaglo
Datas at 16 de Maio :
Esta va funecionando a assembla pro-
vincial.
No dia 13 a presidencia reunir era
palacio os diputados provineaes para tra-
tarem de assumptos economicoos e finan-
ceirs.
Fallecer o abastado fazendeiro ma-
jor Paulino Salvador da Rosa e Silva.
. Nadal
AbsolutamenteNada!
E eonvm que e saibao lugar de escrivo
da fazenda, deram lie amigos particulares a filia-
dos 6 (olitiea adversaria.
Um condeeoruyao que elle tinhao grao de
cavalheiro da ordem de Christ", masdou-lh'a como
lembran;a seu amigo, Viscoude de Paranagu,
em 187?, quanda estavam no p.jder os conserva-
dores.
M certo qe elU foi deputa I > provincial urna
duzia.de vesea; mae auuca deveu o diploma ao
seu^urtido.
i^tiemp-eruve >la liiih"3 OUM affirmal o,
prqioeni hourudo com as confidencias deaae bim
vclh e amigo qua o habiiitju a historiar-lhe a
vida em todas as phaae?, sem faltas nena omis-
soes-
O mnj ir Jao di Matta Uve em poltica por
chees e atniff.<8 u 1 primeira p >ca o Dr. Jas da
Silva Maia e na segunda c ultima o r. Gomes de
Castro.
Na primeira ganbou na villa do R ;sario un
processo por tentativa de asrassiuato, sendo m lito
para notar, escreviamos a 8 de Fevereiro de 1884,
que o pivstim.iao chefe par amor de quera ell
b-IiViHi timaiihj deagosto, inultos annos depois,
traaao do silencio ease acontecimeato, dando-lhe
prcporc's asombrosas em lea de cures carre-
gadas.
Em 1856 quando o facto se. drn, aecusou-sc
o de ter cou> urna arma do pedra quebrado urna
espoleta; em 1878, quindo se quiz molstalo,
fallou-se em um bacamarte !
Na segunda, reilicularisaram-n'o.
Prometteram Ihe ;>or escripto, urna cadeira na
Assem:da (cral Lsgislativa, fizeram-n'o candi-
dato, mas porriram e disseramO Matta ht de ir
de palma e capella.
Obrigarain-n'o a desistir da caudidatura por
que havia quero, com mais servicos no partida e
mais aireito, pretenda ser deptado.
Alravez de tantos desg'js'oa 8 contrariedades,
o major Matta continuava altivo e jjvial.
n Quando elle chegava aqu no n >sso ecrip-
torio, isto cnebia de fulgores e alegras, era
urna expansao perenne do espirito e de risadas vi-
brantes, elctricas, sadias.
Na familia en sublime de dediuacAo e amor.
ei*a inconsolavel viuvu, crcala de um
S. Exc. urna prova da particular estima c ele-
vada considerado, em que o tiuba, dignou-se
ac npmlial-o at a rampa, onde deaaedu-sa do
honrado cidadJo que acaba de presidir aoi desti-
nos desta provincia.
Verificou-sa do dia 1 do corrate a publica-
os Qteresses do pirtdo d onde tira o seu nome.
E' red gido pelos Exms. Sm. Dr. Jos Vianna
Vaz, ex-deputado garal e Cazemiro Dias Vieira,
ambos advogados, e eujis 11 vinas sao j4 bastante
conhecidas o api-cciadas entre nos.
Os acunes do Ss. EaW. s.vi um seguro penhorde
prosp^ridade do novo periodic}, quo cortamente
sabera conduzir-se com o necessario criterio na
sitentacao dos principios que adopta, e qae po-
dera levantare partido, cujas i loas sustenta, do
deploravel estado em que o absudonaram uus tan-
tos sangradores c transfugas.
E' asnas para lamentara aus neia da penna do
Exm. Sr. conselheiro Antonio de Alm 'ida Oliveira,
que se ach.t residiodo na corte, cuja collaboracio
no joven orgao da imprensa 111 anhense dar-ihe-
ia grande realce c mercciinentj ainda majar.
0 medico SI- Borradinho da Costa Rodriques,
ex-deputado eecal pcli noaso 1' disiricto, na ulti-
ma cmara dissolvida, e que afarga de martelloc
do poder foi eleito, deixou de tomar jjiit- 111 re-
degao do Liberal, por ass'm Ihe aeonselhar a
coucieneia, visto coai 1 artigoa nao se etereve com
lancetas, como bem dizia o inui hbil e diatiiicto
veterinario Gilbert.
N sse mosmo dia 1 appareccu i luz da pu-
blicidade o Mcnsageiro, peridico critico, littera-
lio e noticioso, neutro em potica, cujo program-
111.1 expoz as eeijuiutes phrases :
Oitfundir pelas diversas clisses iiociaes a
maior somma possivcl de conhecimento3 nteis, de-
fender a verdad-*, a moral quando tacadas pulo
em ou pela paicao ; emittir sebre os asumptos
; mais momentosos da actualidade, quer polticos,
' quer sociaes, opiuiao franca c, quanto em ni ou
ber, capaz de ser abracada por todos, eis ahi,
ein synthese o fim e o piogr.unma do Mensayiro.
Desojamos ao coll ga o mjih -r acolhiinnto
Publica se bm sabbado9.
De psssagem para a corte, segu-'m neste pa-
quete, afim de tomar asscito no parlamento na-
cional, Sa. Excs. os Revds. con-'gos Mmoel ioit
da Siqueira Mendes, senador do imperio c proemi-
bauJo de iuf- liz-s que elle reco.hera em sua casa, nente clu-fe do pi.rtido conservador pela provincia
caritativo, compadecido, tendo um balsamo para do .Jar, J. L. da Cost Aginar e r. Samuel
Wallac; Mae-Dowel, mui diatiuotos representan-
tes da m-sma provincia na cmara temporaria.
Apenas fundeou ueste p -rto o paquete, faram a
bordo reci-bel-os. em escalcres esp-ciaes, S. Exc.
Revms. monsenhor, c-onego Dr Mourao, governa-
dor geral e provisor do biapado e muitos admira-
INTERIOR
cad fcrid.i, ana eaoiola a cada p-ibre, urna con-
solagao para cada tristeza, uic riso para cada
prauto.
Morre pobre podendo ter deixado boa fertuna.
Seu cadver, que sera sepultado amanhl, s
7 horas do dia, v.n descor ao tmulo acompauhado
das lagrimas de unmensos amibos e da preee pie-
d isa dos pohres, dos fracos, dos oppriinidos que
tinliam nelle um protector certo, um pai extremoso.
" E iij que vemol-o desapparecer, conaervare-
mos delle ii-mpre viva a lembrango como um exem
po de virtudes, boas, austeras, inquebrantaveis.
Do Paiz :
- Iloje, s 11 1/2 horas do dia, cntregou a alma Eduardo Leger Ljbao
ao creador Juo da Matta de Moraes Ke?o. Creio que agora v.ii cidade de S. Luiz pos-
Nao consoguiram vencer a cruel enfermidade suir urna coaipanhia de locunocilo as condigoes
n>m oa carinhos da familia, ncm os desvelios da para dis-jar, pois reconheci lamente empr- hende-
medicina e dos amigos. dorea e incansaveis, como sao os nossos empresa-
Esposo exemplmr, bom amigo e cidado til e rios, nao retta a menor duvida d> que sibero do-
trabolbafar, n 11 iticia do seu fallecimento trouxe tar a nossa capital dos meihoramentos, de que
geral couaternagio. tanto enreje.
eoltico extremado, o major Joao da Matta Adopto proposito as bcji deduzidas ideas que
prestou reaes servigos causa do partido conser- a Pacotilht apresentou em o seu noticiarlo do da
vador, e era inerabro do gremio deaae partido nes- 3, c por isso considero de grande vantagem aqui
ta capital. tnuiscrever o artigo que sobre este assumpto ela-
O Paiz sobro seu tmulo desfolha urna modes- borou a respectiva redaego.
Despido de pretengoes a escriptor, pondo de
lado quaesquer consideragoes polticas, pois que
poltica somis extr inhoalm de que nao a es-
criptor poltico, cujo espirito raramente se acha
sent de prevencons e de rancor, que asaenta his-
toriar os aconteciineutos de sui provincia, onde a
exaltagJo partidaria muitas vezes o desvia do ca-
minho que o deve fazer chegar a analyse crite-
riosa e justa do que ae passacompletamente fra
do alcance de conveniencias de qualquer uatureza
comegaremos a noticiar o que por aqu for occor-
rendo, digno de nota.
Publicaavse na capitalnosdiasdiraopariodi-
cos que se oceupam do quo ha de mus notavel
na provincia.
Appireeem& verdade3emanalmiate o Cor-
reio do Natal e o Lidador, aquelle defendendo oa
interesses do governo aetual, e este no seu papel
de orgao opposicionista. Apezar de serera ambos
bem cscriptos, cada qual na lingoagem que Ihi
propra, como advogados de idis oppoatas, nao os
julgamos no caso de se poderem constituir orgaoj
dn opiniSo puolica, pois iaf-iiiim-nte na nossa
terra a imprcusa nao attiugio ainda ao grao 06
ap rfeigoameoto que para dos-Jar, e d'alii a diffi
cu! dale que eucoutra a cada ptsso o espirito des-
prevenido que investiga a verdade e a raza 1 i
serdeertoa f;:ctoa, diante de dous jornaea, pu-
blicados na mesma localiltde, multas vezes com-
pletamente discordantes, jno hiatirico, j 111
analyae de qualquor aconte cimento, qne, entre
tanto, deaejaria elle conhecer tal qual, expurgado
de subterfugios e conoenieies noxactidoes.
A nossa permanencia por algum t mpo lora
desti provincia onde alias se conservara todoa os
nossos intereaaaa, receb-nlo apenas jorn tes filiadas
a un ou a outra poltica que s mui diflicilinente
nos deixam, com o poderoso auxilio do eonheci-
men'o que temos dos borneas e dascousisde
nossa trra, obligar a verdade, faz nos asaaz
c-ooiprelisiilur a necessidade de um solicitador
neutro e extraofio a paixdes politicis.
Assim, sendo, e feita a nossa c mfissao p iblc
de iisulliciencia, niio esperando mesrao que n isaaa
cartas s tornera objecto d.,- curiosidad!) ou di re
creagao, salisfaz-nos ao rnenoi que seu nico m-
rito couaiata na exacti lilo das noticias que
transmittirmos, na acquisi'o das quaes nos ser-
vir de garanta o mais apurado escr ipul >.
C.iitiiia em seus trabalhos a Assembla
Provincial. Tendo oucerrado no da 21 do pas-
eado, a sesso cutraordaari 1, d pois ds haver vo
tado as lela de org tinento e forga policial, objec-
tivo de sui eoavocag&o, co.negou no da 2G do
mesmo mez, sua aaaaio ordinaria do c urente
anno.
Alm das Ieis a que nos referimos e de outraa
de utilidade publica, votou anda a Ilustre corpora-
dores, que os couduziram at o palacio episcopal,, ci0 a le que foi sauccionada com o n. 957, crean
onde t-stiveram hospedados pelo nosao virtuoso
prelado.
Corneja tive occasiao de commnnicar Ihe,
foi realisada 'a venda da Empreza Ferro Carril,
pela quantia de GO contos de res, sendo compra-
dores os Srs. Dr?, Manoel da ~itva Sardiuba e
ta cora de saudades e sua inconsolavel viuvu
apresenta seus aeatunentos de aaaaaffe****. .
Da CivilisajSo :
Fallecen uesta cidade, na idade de Hl annos,
o major Joao da Matta de Moraes R-'go, que to-
inou parte saliente em negocios polticos desta
provincia
E1I-0
O Diario noticin em sua ultima edigao que a
Empreza Ferro Carrii Marauhense pisara a per-
tence'* aos Srs. Drs Manoel da Silva Sardinda e
Eduardo Leger Lobo que a compraram pela quan-
tia de 60 contos de res.
E' caro, si attendermos ao estado de quasi
Geralmente estimado, o major Matta passava completa ruma cm que se acha o material da re>
como homem de espirito lucido, e era escriptor terida empresa : carrn e trilhos tudo eabolegado
correcto. e para bem dizer insorvivel.
A longa compilagao do jorcalismo desta pro- Temos ouvido diz-r que os novos proprieta-
vincia feita por elle com admiravcl p.ciencia ser ros da empreza pretcniem estabelocer liuhas no-
um excelleute subsidio para a Historia. vas que melbor facilit-'m ao publico o uso das van-
Em noaso pensar um escriptor, como o proprio tagens que offerece este melhoramcnto, iaquestio-
Iynotus, pode aproveitar os materiaes coldgidos navelmente da maior utilidade.
pelo major JoSo da Matta, e, deixando as longas Disserxm-nos que vo mandar assentar
citagoes, que tornara u trabalho litterario fastidio- Ihos na ra da l'az, na de S. Joao e outras
tri-
que
do netth capi.il um eat^belecimento po com a
denominago de Salta Casa de Misericordia.
Existia aqui um hospital de caridad', onde erara
recebido3 e tratados os indige tea ; maa, ou loase
defaito de sua organisigao, ou fa3.se de sua direc-
gao, o que certo qu. ia elle em progreasiva
decadencia, a ponto de evitarera os dientes o tra-
tamente que se Ihea proporciona va, sujeitaudo-se
de ,ir-fereneia aos rigores da miseria.
Scinelhaute inatituigao j 1 nos jo verum
grande beneficio que faz ao Rio Grraada do Norte
a nova Asseinbl.t Provincial de cujo patrotiamo,
secundado pelas luzea do digno B Iraiuistrador
actual, reveladas em seus relatnos, muito se deve
esperar.
Lingtndo tamb -m suaa vistas p ira a respectiva
secretaria, que a incuria dos einpregadoa do en-
to tinha tranat-irmadj coa verdal -iro cali >s, dei-
xando que, alm da fa'ta de eacripturago re-
gular, foasein d'alii subtrahidos diversos p ipeis e
at as actas da sesso do anao passado, enteudeu
a miMoris da Asserabla que devia roraar, vista
disso, u-aa medida cnergiea que foi traduzila pela
substimigo ieasea empregadoa, tornados refracta
rios ao cumprimento de suaa obrigagoes, era lu-
gar dos quaes collocou outros de sua inteira c 111-
fianga.
J passou era 1 Jiscuaso o orgamento que tena
de vigorar n> exercicio do 1836 a 1887.
Com geral applauao prosegue em sua espi-
uhosa misal > o Exm. Sr. Dr. Jos Moreira Alves
da Silva, actual presidente desta provincia. Acer-
cado de bons auxiliares, e tendo smente em vista
i o bem estare proaperidtdeda provincia cajos dca-
tinos be foram em boa hora confiados vai S. Exc.
pautan 10 seus actos administrativos pelas norraaa
so, deve tomar cm cada jornal ou peridico ca- bem carecem de ser servidas por este meio de fa- ja mais severa justiga ; e, a julgar pelo que at
Correspondencia do litarlo de
Pernambueo
MARANHAO s. luiz, 10 de Maio de
1886
E' com o maii profundo pesar que principio esta
da ido a tatal noticia do full- cimento do major
Joao da Matta de Moraes Reg, acontecimento
este que tem deixado em geral cousternaeo a so-
ciedade maranbeuae, do seio da qual destacava se
como cidado recommendavel por a-aas eminentes
virtudes, saber e talenio, como pai de familia
ex inplkrisauno, c como amigo dedicado em extre-
m ', fiel e cheio de abnegago.
Para que os seus numerosos c constantes lec-
tores posaam melbor aquilatar da estima e do va
lor em que ectre nos era tilo o major Joo ua
Matta, iispeiiso-rae da tarifa de contal-os, lirai-
tando-me a ofFerecer a transcripgo do que s -bre
to iuiausto fallecimento d'ssoram todos os or-
naos e peridicos que se publicara n'esta capital :
Da taettilha :
Fallcceu hoje, antes do raco da, o nosao bom
amigo e distiucto collaborador, major Joao ds
Matta Moraes Rogo.
Dizer o que foi a existencia de 61 annos que
que elle arrastuu por este valle de lagrimas, tra
batanado e lu'ando com iuvcnaivel tenacida na
iinprenaa e na poltica, na 1 cabo na estrciteza
desta columna. Alm d sao, ha tragos em sua vida
que nos, neatc momento de comnvigoes, nao po-
d.remoa com pulso firme reproduzir. Un dia
quando a historia entrar na iudagagao dos hiraeos
i|ue tomaram urna fegao dstiucta entre nos, in-
fluenciando as cousas desta trra, oceupar-se-ha
de c -rto do major Joao da Matta.
Esse obscuro escrivo da fazenda tinha a sua
indivdualidade definida tiesta patria de doutores e
sanios, 03 quaes, com poucas excepgoes, l iam
ouvir-lbe as pilherias, em suas occasioes difficeia
par resol vereui os seus graves negocios.
Nao foi o major da Matta um sabio nem um
erudito.
Ao tempo era que fl resceu, acbou aberta a
escola do prufessor Alexandre Jos Rodrigues e
ahi recebeu todas as armas com que havia de fazer
a batalha da vida. Espirito lucido e intelligencia
famosa, estudava comaig as materias que des
pertavam-lhe interesse, aprufundaado-se nellas,
comprehendeud.-as, interpretando as com muilo
bom senso.
O eminente Vlbena, de sandosa memoria,
tinha em aprego os seus conhecmentos sobre juris
prudencia.
Era dedicado ao estudo da historia, em cujos
areanos ae int-ru iva cheio de paciencia para sa-
bir delles trazeudo a verdade esclarecida, inillu-
divel, pura.
Assim, apparecendo em 1883 o livro de Igno-
tus sobre a imprensa desta provincia, o nosso
pranteado amigo eomegou a estudal-o, esclare
cenuo puntos obscuros e ampliando o na monu-
mental obra cem que honrou as columnas desta
falha, intituladaScsseuta annos de jornalismo.
Varios outros trabalhos desae genero escre-
ven e publicou, occorrendo-nos agora lembranga
urnaSynopsu histrica da administracao de D.
Francisco de Mello Manoel da tmara, nesta cap
taniu.
Anda a proposito d'ssta synopse, deixou um
indito de polmica com o Dr. C-aar Marques.
Na imprensi. redigio o Estandarte, a Situacao
e outros jumaos, polticos una de sua exclusiva
prop-iedaae e outros de solidariedade partidaria
como o Tempo, que teve a sua poca de 1878 a
1881. E nesaa empre tuda despeudeu muito das
suas for.as, da sua actividade e de seus suores.
Na poltica, militon com urna perseveransa
iuqnebr .ntavel as fileiras do partido conserva-
dor, do qual foi elle um dos fundadores nesta pro-
vincia, porque antes disso havia um tal Estrella
de ominosa recordaco na pbrase do r. Dr. Silva
Maia.
Matta quis nobilitar a Estrella e laocou as bases
para a ereago do pa: tido conservador, no qual foi
trmpre acidado prumpto a vos do ctmmando, em-
bra i-ssa voz poepotence mpuzesse-lhe 01 maiorea
sacrificios e exigase dclfc os maiorea enforgos.
< E o que ganhou com iaio o major Joao da
Matta?
racter dominante, e dest'arte dar-nos a verdadeira
mas resumida historia do jornalismo.
Ignotas, em estylo agradavel, saber tirar do
vasto arsi nal organisado pelo mjor Matta armas
de fina tempera.
Nao tivemos occasiao ia conhecer intima-
mente o major Mitta, embora vessnmos as mais
cordeaes relago 38 quando o acaso a negocios
nos approximavam delle. Pareca ter coragao
cl communicago. j agora,tem feito, pode-se segurameuts esperar que
Quanto a nos entendemos que outros melho- i aUa nassagem por esta peqnena parte ao norte
ramentos mais urgentes devem merecer a attengo | 8eja ssigoalada por beneficios reaes e fecundos,
dos Srs. Drs. Manoel da Silva Sardinha e Eduar j O estado em que vcio 8. Exc. encontrar as fi-
do Leger Lobo. 1 nangas da provincia, cujos cofres foram quaai to
-Ss. Ss. nao devem ignrrar qu* bitola larga, talmente exhaundos em proveito de particulares
adoptada no assentamento dos tnlhoa da Emi reza ,. a nstruegao publica entregue a mais desbragtda
Ferro Carril est presentemente condemnada em afilhadagem, reclaraam principalmsnte aua beue-
todas as partes, ouda ae usa a comrauuicago ur- > fica attengo ; e ua, como filho desta desprote -
franco e generoso, e a sua casa foi maia de urna vez bao em carroa puxados por animaos. 1 g,ja partcula do imperio americano, faz mos ar-
o aaylo da infancia desvalida. A adnpgao da bitola estreita, se bem quo so- I denles votos para que possa S. Exc. utiliaanilo-
Ignoramos se foi confortado cora os derradei- brecarrogue de despezaa empreza por isso que a! ge de seus mvejtveis dotes, fazer a felicdade
ros sacramentos ; era catholico. respeitava a igre-! obrigar talvez a iuutilisar parte do m itaria! exis- desta terra, promove.ido os meihoramentos a que
ja, portin nao escapon indiffereuga, que atrophia tent--, que, como disaemos, est pura bem dizer ella tem indiscutivel direito.
O vapor Pirapama, da Companhia Pernam-
i bacana, que de volta do norte aucorou era nosao
inuitas almas boas, e as affasta das praticas chris- I insorvivel, concorrer certamente para o augmen-
tas, to de sua recolta visto que facilitar a traccao dos
< Tem sido honrada pela imprensa a memoria carros que podero ser tirados por um s animal,
do major Matta, e com razio, poli ntoatrou robus- ( Outra cousa de nao menor valia que, desde
ta intelligencia-quero, sem a frequencia daa Ac- logo nao pode deiiar de oceupar seriamente o es-
demias, appareceu diguamente na repblica das pirito dos novos proprietarios, a reforma do ser-
lettras. vgo de carros para o Cutim.
Nossoa pozara s e mui sinceros familia do | Est; ponto nao um arrabtlde habitado por
major Joo da Matta de Moraes Reg, e contamos grande numero de peas jas que tenham urgeut-!
que seus pareutes c amigos busquem em Deus a necessidade de vir todos os das cidade ; d'ahi a
conodagao, de que precisara. raaio por que raros sao oa que contribu -m para a
Do Liberal: reeeita indispenaavel empreza nestas viagens.
- No dia 3 do corrente falleceu o major Jlo da | u Quer nos parecer q-ie, si se -stabclecease um
Matta M'-raos Reg, niembr proemiueutc do par- pr. go mdico s passageus nesta linha, ella talvez
desae ura resultado satisfactorio.
Qualquor ura de nos nao far a questao de ir
ao Cutim dar um p.isse-o urna vez que isso nao nos
custasse, tanto diiih-iro como tem eustado at
agora.
Mil e duzentos ris para ir e voltar ao Cutim,
como simples viagem de recreio, ho de concordar
que ua nada burato.
Pela metade nos parece que seria bastante.
Nao ignoramos que empreza nao deixava
resultados esta linha extra >rdinanamente despen-
dioaa, em consequencia do gystema da traeg 1
auimaes.
:m os carros que viajara para o Cutim em lu-
' gar de s'rera tirados a aniaos o foas.-ui a vapor
noseria a despeza to grande.
Tambem no parece que se deviam estabele-
cer ineias passagena as liuhas urbanas, atten-
dondo a que urna grande parte dos quo delia ge
ntilisam nem sempre se aproveitara da sua com-
pleta extenso.
Multas cousas temos ainda a dizer, a respeito
deste asjumpto mas paramos aqui, aguardando
mclii res eselareciuentos para poder cora mais cer-
teza tratar delle.
Coiioa-me que no vapor Baha, portador
desta, segu para a corte do imperio, softrendo de
sua saude, o Sr Dr. Ignacio Jo Alves de Souza
Jnior, nosa > actual cnsul geral n t Guyana
Franceza, que ha 2 mezes se acha entre nos no
gozo de urna licenga que lbe fo concedida pelo
governo geral.
Acompanha o seu respeitavel pai, o chefe da
1' secgu da alfandega desta provincia, que lti-
mamente tem sido victima do terrivel beriberi,
alm de outroi encoraraodos que o uccotmneuterain
deade anno passado, quando em Santos oeco-
ptva o lugar de conferonte, oxercendo sempre as
fniicgioes de guarda-mr da respectiva alfau-
Terminando esta devo previnil-o de que, por
interesses particulares, tenho de tempoiariamen-
te,retirar-me para a cidade Je Lisboa, onde es-
pero que continu a honrar-me com u remessa do
seu mui concertando jornal.
KIO GRANDE DO NORTE.-natal, 14
de maio de 1886
Sammario :O nosso programmaA Assembla
Prov-iieial.A administracao actual
e o estado finunceuo da provincia.
Chefe de polica.O concurso s
cadeiras de eusino primario In-
vern e estado sanitario da provin-
cia.O corre poodent desta capi-
tal para o Jornal do Recife.Noti-
cias diversas.
Nem sempre sao os mala habilitados 03 que to-
mara a si a penosa tarefadu levar a luz da publi-
cidad: 113 actos que cgcorrem, e que importa se
jam lidos e apreciados imparcial e desapaixonada
mente.
Convencido desta verdade, e tendo azora mea
mo em us um exemplo frisante, animamo-nos cora
t do a cncetar a publicaglo destae cartas, as
quaes podero os leitores do Diario de Pernam
tido couservador da provincia.
Pertea^-ia o iliuatre raorto ao pequeo numero
dos homens que s tin feito.
Iutelligcncia lucida e esclarecida por um estu-
do e instante e method co, conseguio o major Juo
di Matta, urna veraadeira influencia no seio de seu
partido e estima e respeito uos arraiaes contra-
rios.
Na iraprensa foi elle um latador impertrrito
c podo se dizer que nunca a abandonou.
Corago bem f rraado, era sua casa o abrigo
dos desvalidos e dos orphaos : seus conselbus, fi-
Ihos da experiencia e do cultivo intcllectual, eram
com frequencia procurados, e nunca sahiain sem
ellos os que os buscavam.
Co latitua para o major Matta um prazer
en -rio transmitir seu conhecmentos e era esta a
razo porque penhorados ficavam todos que o
commuuicavam.
Por estas palavras, escriptas por adversarios,
ver o leitor que o M iianhao perdeu um filho -lis-
tn c to, que p-'rtenceu gerngo dos que se esfor-
gavam por conservar nossa terra o nome de
Alhenas.
<< Pois b m ; um hornera como o msjor Joo da
Matta nunca recebeu de seu partido a recompen-
sa, a que tinha direito ; mais de urna invencao em-
bargou Ihe oa pasaos e elle deseen ao tmulo sen-
tido da iugrat do doa s ua, porm, punindo-os de
ura modo severoc -rreap .ndend > s i ijastigas de
que era constantemente alvo, com urna dedicago
partidaria heroica e desinreresaada.
Noasos sinceros s ntiraentos a sua inconsola-
vel esposa, dignos conhados a a familia Mjraesj
Reg, na qual temos a felicidade de contar amigos i
dedicados.
Em ana aesso de 6 o corrente a Assembla \
Legislativa Provincial resolvou, sob proposta do de-
putado Viveiros de Cas'ro, consignar na acta um
voto de pesar pelo d'-agosto que acaba de ter, de
peider um dos seus mais distiuctos membros q o
foi d'oasa casa e que relcvantissiraos servigos pres-
tou provincia.
A propusta toi approvada por todos os membros
presentes.
O egregio Prelado Diocesano partir bre-
vemente em sua visita pastoral.
8. Exc. lvdina. pretende ir primeiramente
Therezina sagrar a igreja de S. Benedicto, edifi-
cada pelos egforgos do iufafigav-1 e virtuoso mis
sienario Capuchinho, Frei Seratiin dfl Catauia. O
zeloao Sr. Bspo Diocesano visitar este auno,
salvo causas imprevistas, as freguez as da Manga,
do Maranbo a do Piauhy, 8. liento de Pastos-
Bona, p. Bento do Mirador, 8. Sebastio da
Paasagem Franca, 8. Jos dos Mattoos e Ca-
xias.
Abenge Deua esse afanoso ministerio e pro-
teja em sua jornada o venerando Prelado Mar-
ubi nao.
Cunforme notciei Ihe em minha ultima mi=-
siva, teve lugar s 2 huras da trde do dia 29 de
Abril ultimo o embarque de S. Exc. o Sr. conse-
lheiro Or Joo Capiati ano Bandeira de Mello, nos-
ao muito digno presidente. Apezar da copiosa
chuva que en to cahia S. Exc. foi acompauhado
deade palacio at i bordo do paquete nacional
Cear, por um squito luzido e numeroso, no qua] Suco, por ventura interessadoa not negocioa desta
contava-se a lite da sociedade maranhenae.
O no iso virtuoso prelado mesmo, querendo dar
boa trra, encontrar noticia dos acontecimentos
maia importantes que nella se vaa dando.
porto no dia 18 do pasaado, trouxs a seu bordo o
Sr. Dr. Fiancisco Amynthts da Costa lia-ros.
chefe de pilicia ltimamente nomeado, o qual as-
suraio o exercicio de seu cargo no dia 19.
O Sr. Dr. Amyutbas exerceu por mais de nove
annos o ca'go de juiz de direito da co narca de
Pu dos Ferros, no serto da provincia, e all
deix >u de si saudoaa recordagao O seu modo de
proceder, como juiz, lbe deu direito a u n >rae
immaculadi ; aa suas distinctas qualidadea, com
c ivail-ir 1, Ihe conquiataram geral ayupathia.
A retirada do Sr. Dr. Araynthas daquell-t co-
marca nao pode deixar de ser milito sensivel para
seus juriadiccionados que virara sempre nelle, li-
beraos ou conservadores, ura fiel executor da lei,
urna garanta Inabalavel de seus direitia.
A sua norma de conlueta, quando chofa de po-
Iiea na provincia de. Alagoia, nao desmentida
durante oa uove an-ioa de sua judicatura na co-
' marea de P) dos Forros, noa assegura da acer
I tada escolha do governo imperial, que nao eno 1-
1 trana, de certo, mais digno suecessor pira o Sr.
I Dr. Altino RodriguC3 Pimenta, cajo caneterin-
quebrantavel e recto, oa a- ua proprios adversanioa
nao d-'ixam de eonfasaar.
No dia 38 tasaban do paandj cim'gtrun
a exhibir suas prov.ts escriptas os can li latos que
sa apr sentaram no concurso s cad-iras de ius
truego primaria do sexo masculino.
Tenio-se inscripto 52 candidatos, deixtram de
comparecer 2, por motivo de milestia, segundo
estamos informado.
Terminadas i julgadas todas as provas, foi pu-
blicado h altero, o segrate resultado :
Approvados com diatiucgo 4
Appr .vados plenamente 28
Approvados 16
Reprovados 2
Para examinarem os concurrentes foram no-
meados o Dr. Auensto Carlos de Mello L'Eraistre.
tente dfl p irtuguez no -\tneu -u rio-grandense e
I t Iliefonso Emereneia.io, profeaaor de'enaino
primario da copital, sendo a b tuca presidida do
conformidade com o regula nento da inst'ruci,-o
publica, pelo Sr. Dr. Antonio de Amorira Garca,
director geral.
A desmoralisngao a que tinha chegado 3ta pro-
vincia em materia de exames, js'it tornando
proverbial ; gora, porm, que frente da 113-
truego publica se aca felizmente o Sr Dr. Gar-
ca, cuja honoitidade da carcter e habiltigocs
iiingue 11 poe em duvi :a, licito esperar que i^aae
ram-i importante do servieo publico entr era nova
pilase, erguendo se do deploravel abatim-nto a
que o deixnram ch-gar. Faz-se preciso uraes-
forgo para elevar o magisterio publico da provin-
cia altura era que deve ser c illocado, c o Sr. Dr.
Gtrcia perteitameuta capaz desae eraproh-ndi
ment des le que, a par dos predicados intellec-
tuaes, diapoe de energi 1 bastant para oppor obs
taculos contin-iagi > dos abusos que at agora
a-- deram, com manifest detrimento da mocidade
rio-grandense.
J nao dirige, felizm'nte, os destinos desta
provincia o Sr. Dr. Franeiac Aitino Correia de
Araujo, aquelle camele- crystallino, que, no des
embtrago de satlsf-zer aos qu-< julgava seus ami-
gos, nao duvidnu inventir ura regulamento para a
inatruceSo publica, eui virtude do qual uutoris u-
ae a nomear trinta e tantos profeaaores ds eneino
primario e secundario, indepeudeute de eoncurs 1,
alguna dos quaes nem assiguar o proprio nome sa-
biam 1
No dia 5 de junho termina se o prazo marcado
para a inscripgo dos candidatos s cadeiraa do
sexo teiniiiino, conforme fai annunciado.
Appareen o nverno por aqui, e as noticiae
que nos veera do serto, ae nao sao completamente
satisfatorias, nao deixam com tudo de trauquilli-
aar-noa a res jeito da sorte dos pobres sertanejos
amiudadas vezes sujoitos ao flagello da secca.
O rio Cear-mirim tera trazido aguu diversas ve-
zes, e o prejuizo quo naquelle valle costumam
causar as inundago-s, j se taz sentir, embora em
pequea escala por ora. Lima boa somma tem a
provincia erapreg le all, visando atteuu ir o mal
que sofFram quasi todos os aunos 03 ag ricultores
do valle ; mas, nao tendo forgas para empregar
de urna vez a quantia precisa para levar a ef-
feto a canalisagao das aguas, succede que as
cheias anuuaes do grande abalo no p j 1 -> que se
vai faz-'ndo. Entretanto, pode se contog ir a ca-
nalisagao das aguas, retirando-a de entro 03 par-
tidos, de modo a poder ser utilisado aquelle vasto
e ubrrimo slo, quanto nao vria a lucrar a pro-
vincia to abatida em suas rendas !
O nosso estado sanitario nao presentemente
liaongeiro ; o bi-riberi tem se desenvolvido extra-
ordinariamente por aqui, c em diversos pontos da
zona, denominada agreste, reinara febles de di-
versas natnrezas.
O Sr. Dr. Moreira Alves rennio em palacio 03
mdicos aqui residentes, afim do ouvil-os sobre as
medidas a tomar se, e coiata-nia que aconselha-
ram e les algum is providencies qae viio sendo
observadas.
Tivemo3 occasiao di ouvir ler t>m. missiva
dirigida d.iqui para o Jornal do Recifi. datada
lo 1." de abril.
O correspond-nte, tpezar do esfargo que empre-
gou para ser tido era couta de impar:ial, deixou
transparecer em sua linguagem um quer quo seja
que o caracterisou. Entrando na analyse dos tra-
ba.hos da As-e-mbla, pareceu-lh.' que cao deva
deixar de registrar de modo especial maaaira no
seu entend-T absurda por quo deixiu de fer reco-
nhecido o professor Antonio Carlos de Mederos,
preposto do Sr. coronel Jos Bernardo.
E' noaso proposito abstermo-nos de assumptos
polticos ; mas nao ser condemnavcl que emit-
ttmis tambem o noaso juizo sobre o facto, urna
v z que foi elle levado polo IIustc desconhecido
a* columnas do Jornal do Recife com inculcada
imparcialidade, mas eompletamente detarpado.
Assiatiraoa casualn'uto & seSSAO da Ais-rabli
em que teve de tMtar-se do parecer ofi'erejido pela
reap ictiv.t comroisso sobre a eleicio do professor
Medeiroa. A maioria da- coraraissao coaaiderara
eletoa o Sr. professor M-deiros e outros candida-
tos, vista do numero de rotea que hiviara obti-
do em segundo cscrutiuio, sem que at ento se
tivesse levantado a qu--sto de incompatibilidade ;
maa o Sr. deputado Jos Vitalino, que assignara
o parecer om restnc^oes e que se preparava para
justifical->.9, apres-ntou no dia seguinte urna emen-
da, Coiaideraulo millos os votos que tinl.am reca-
b'do no profeasor M-^deiros, visto como en elle ar-
rematante, perante.a Cmara Municipal da villa
de Bera-cegra, dos diziraos de raium-.as vivas
que taaem parte do patrimonio da mesraa Cmara.
Discutida a questa-, e verificada a inompatibili-
dade era faca do reguiainenti eleitoral, fu" o pro-
fessor Msdeiros depurado, v itando pala emenda
do Sr. Vittliano tidoa 03 membros de maioria da
Assembla, cora excepgo do Dr. Souto.
Por mais qu procure o raissivista iuvcrer os
fictos, oceultar a v-rdade, esta ha de tpparecor
sempre.
O professor Medeiros como j todo mundo sa-
l '. c e'le proprio confessou ao Sr. Dr. More ra Brau-
Ii 1. arrematante dos disimoa da cmara de Serra
Negra, sendo seu fiador o ci iadao Manoel Marce-
lino de Brito ; e, ten lo silo eleito durauts o pruso
que a lei tem establecido para durar a incompa-
tibilidade, nao poda a assembla provincial dei-
xar de declaral-o tal : e o raissivigta aabe tanto
disso, como sabe que Joaquira Gom3 F orentmo,
signatario da certido publicada em o n 10 da
Liberdade, nao o secretario da camarade Setra-
Negra, mas sim e cidado Anstides de Oliveira.
Scadepuragao do professor Medeiros ti vase tid
por inovel nao a justiga e o respeito lei, mas
desabafo de paixoes polticas, no so teria a maio-
ria cora a exclusao delle ameute, quando certo
que uao menos di tres doa Ilustres membros da
minora, entre os quaes 9e conta o Sr. Dr. Carva-
lho, um dos mais exaltados e frenticos, ti.iham
suas eleigas duvidosas, e at diremos nuil ta. Nar-
re, portauto o facto como elle se passou, e dexe
quo oda um formo seu juizo, e addiza 03 com-
mentarios como Ihe parecer.
NIo cscapou tarabsin censura do misaiviata a
iemiasao doa erapregaloa da secretaria, conside-
rando nuila a juella deciao por falta de numero
legal p ira ser votada.
Quando o meara > escriptor nao se tivesss encar-
regado do provar o contrario do uue quiz dizer,
Instara para responder Ihe a dcclaraco >le.nae
quo fez perantJ a assemblt o Sr. deputa-ii libe-
ral, Balthazar da Rocha, o calonro de barbas gri-
salhas, a que allude o correspon lente, de que
na occasiao de, ser votada a proposta do 1 secreta-
rio, na sesso de 19 de Marc, conservou-.ie no re-
cinto da assembla, nao deixando a cadeira de 'J'
secretario, que entao oceupava interinamente.
Esta declarago, que deve ter ficado registrada
na acta da sesso em que foi teita, attestar era
todo tempo a verdade do que temos escripto.
Seria, poia, mais louvavel e de grande conve-
niencia que o ilastre correspondente do Jornal do
Recife, propondo-se a noticiar os aconiecimentos
desta provincia, fosse ra lis criterioso e menos par-
ci ti em suas raissivas, a menos que nao se queirs
constituir simplesmente um noticiarista de 1 de
Abril.
K-aliaou-se no dia 8 do corrente, pelas 7
horas da noite na matriz desta capital, o consor-
cio do Ulm. Sr Dr. Pedro Jos de Oliveira Per-
nambueo. secretario da provincia, com urna das
dignas tiihas do Sr. vce cnsul Joaquim Ignacia
Pereira.
Officiou o Revd. vigario da Boa-Vista, dessa
priviucia, AugU3to Franklin Moreira da Silva, que
com o Sr. Dr. Miguel Pernambueo, pai do naive,
viera era coaipanhia de diversos amigos assistr ao
acto.
Grande 1 umero de cavalheiros e senhoras, da
mais escolhida sociedade, ail comparecen a con-
vite do Sr. vice-cons i, e certo que ha muita
uao vemos casamento mais c.mcorrido. A fest*
gorras com a maior unimago, nada faltando a
desojar.
No Jia 10 seguirara, villa de Goyanninha, o Exm. presidente e Dr.
chefa de polica da provincia, o capitao Jos Ger-
vasio, piesi lente da assembla, o vigiric. Angus-
t, o Dr. Miguel Pern trabuco e muitos outr 1 dis-
tiuctos cavalueiros, son io o principal fin lt cx-
curso visitar o Sr. vigario Augusto aquella villa
011 le teve a 1 iurgo.
Durante o tempo que all estiverara foram todos
hospedados pelo abtstalo e distiucto chefe do par-
tid cons-rvidor daquella villa ptdre Jo > Jero-
uyno di Ca'ha e s-u digno e idu-trado 8 brmho,
paire Julo Alipio da Cunha, qne prodigalisar-m
aos seus illustres hospedes o mais delicado trata-
mento.
Consta nos que, durante o almo^o, foram troca-
dos muitos e euthusfaatieos brio les.
- A bord > do coateiro, que aqui tocou ante-
lioatem, de viagem para o sui, regressaram essa
capital os nossos estira tves hospedes, demorando-
se ap as entre na o Sr. Dr. Miguel Peruata-
buco.
No mesmo costeiro seguio tambem em com-
panhia de um aeu irraao, qae aqui ge achava, a
digna e virtuosa esposa do Exm. Sr. Dr. Moreira
Alvos. Sciitiu lo ligeira alterago de sado, resol-
ven dar um pajseio ahi, onde tem sua Exms. fa-
milia.
At a bordo do paquete foi a respitavel via-
j inte acorapanhada por grande numero de distn-
ctoacavalheiros e senhoras.
Deaejtraos a todos prospera viagem.
PaRAIIYBA,15 de Maio de 1886.
Nao iuteiramenle tranquillisador o noaso esta-
do sanitario.
O nverih. aps o intenso e prolongado verao,
que j nos ia fazendo nutrir receios de urna nova
aecc 1, ainda quando teraoa b -m vivos na memoria
os lugu'iros e horrorosos cffeitos da que ltimamen-
te opprimio e devastou a provincia, trouxe-nos, i
par de suaa multiplaa vantagens, o desenvolvi-
inento, em alguna pontos do iuterior, de dficrentes
eutidades mrbidas.
Aasnn, que em Cabtceiras, Campia Grande,
M i.'oiro e m -aui 1 n'esta cap al, estao graaaando
fabr. s eatarrhaes e de mo carcter, as quaes,
posto que b -ii.guas. vi todava fazendo victimas,
prmciptmente as criangas.
Nlo h<, porm, o que admirar, desde que esta
visita npertmente noa muito commuui na
transiego daa estagja.
Hav-ndo receios, mais ou menos fundados,
de alterago na ordem publica em Campia Gran-
de, oriundos de um projeeto de ass Ito cadeia,
por parte de um grupo de malfaitores, dirigido
pelo desertor ex cadete, Pompeo Ayres de Albu-
querque Cavalcaute ; o presidente da provincia
faz seguir iramediatameate urna forga para aquella
localidade de 10 pragas de linha, reforgando assim
o destacamento all existente, aob o commando de
capitio de polica Limeira Camy.
Oremos, que essa providencia ser bastante para
(


QBSQ


,-***m


a-ww
Diario de PernambaeoTer^a-teira 18 de Maio de 1N86
ny "' i
fazer burlar
ros.
o ousada plauo daqut-lles desordei-
De uro altereacAo occorrida entr os tenentes
Jos Antonio de Figueiredo Jnior, presidente da
Cmara Yluuieipil da cantal, e Manoel Joaqolin
de Souza, eserivao do juizo do paz, por questo
de custas, resulcou sahir eBte forido na regia tem-
poral .
O tacto se d.'u em frente, ou no passeio do es-
tabelecimeufo co.nnierciil do 1" supplwnte d> dele-
gad ora exeicico, capito Oaetano Daniel de Oar-
valho, que deixou de effectuar a priso do delin-
queuti; em fltgranto.
Acoimado de parcial o seu procedimento, o
Dr. ebefe de paitan o ceusurou ; pelo que pedio
sua demissa do referido carga.
O terimcut > toi julgado leve, pelo corpo de de-
licio a que s- prooedeu.
O offendido conser a se ainda doente,
Cabendo a esta provincia, na distribuidlo da
7 qnota .lo fundo da. einancipac ', a impirtaucia
de 40:0004000, fez-se a re-partico dessa quautia
propurciuualinente oopulaco escrava de cada um
dos municipios, c foi designado o di 20 de Ja-
iba do corr.nte anao, para a rcuiiio das juntas
clarificadoras, incumbidas do arrolainent-a dos es
cravos que teetn de ser alfamadaos dentro das>for-
cas da alludida quota.
N'esse sentido expediramse as necessarias or-
dens.
Segu no Baha com destino corte, no goso
de tros mezes de lie-euca, para tratar Je sua saude,
o secretario desta provincia, Dr. Pelino Joaquim
da Costa Guedes.
O Dr. I'elim, durante o paueo tempo cm que
residi sutre nos, revelou-se um pcrfeito cavalhei-
rj pelo seu carcter e educacao.
o inesmo vapor tambem segu com aquclle des-
tino, o ex-ajudante do fiscal da ferro-via Conde
d'Eu, engenheiro Dr. Constante Afiouso Coelho.
e S. S- moco distincto, e aqui prestou bans ser-
vidos na fisealisaca das obras publicas geraes e
provinciaes, de que foi provisoriamente encarrega
do pelo Exin. Sr. presidente da provincia.
Nj numero do seu conecituado jornal, de 5
deste ni- z. deparamos com a publicarlo de um te-
legramxa, procedente desta provincia e com a
mesma data, no qual see sura o presidente por
ter ordenado ao Thesoura Provincial, que nao pa-
gasse os ventimeut s do passoal docente do Ex ter
nato Normal.
Semelhante e to desparatada noticia s ex-
plica ve! por muita innocencia ou demasiada per-
ve.sidade de seu autor, porquanto nio consta di
expediente da governo, alias publicado diariamen-
te no Jornal da l'arahyba, tolha official, a exis-
tencia de tl uidem.
Provavelmente foi ella expedida pelo insrector
do Thesouro Provincial, e no intuito talvez de as-
segurar o pagamento dos venciizentos do funecio-
nalismo publico provincial, referentes ao corrente
jnez, attenta a escassez da arrecadaco das ren-
das, que cada dia se vai accentuando ; o que ture-
mos de deplorar at a entrada da nova safra.
Os lentes do Externato Normal sao os mesiios
do Lyceu Parahybauo, percebeudo abenas pelos
servicos que all prestara mais urna gratificabas)
mdica e razoavel.
Essa gratificarlo 6 que, nos consta, deixou de
ser-lh. s paga 1103 priaieiros dias de3te mcz.
J se achara, portn, dadas as ordens para o re-
cebimento.
Ketirara;n-se temporariamente para a Euro-
pa o negociante desta praoa, Francisco Gomes
Marques da Fouseca e o vice-consul da Gr Br-
tanlia, Desta proviucia, Samuel H. Agnew, ficando
na gerencia dos ueg icios consulares GeorgeCoo-
per Scote.
Foram removidos : para a comarca do Inga,
visto ter aceitado o lugar de juiz municipal e de
orphaoi de S. Ravuiunda Nonato, no Piauhv, o ba-
ehar-.l Joo Leopo dio Ferreira, o promotor publi-
co de Pitimb, bach irel Jos HVrculauo Bez rra
Lun, c para Pituuib o de Alagoa Grande, ba-
charel Adolpha Augusto de S L ito, pendo n-a-
meado para esta comarca u bacharel Joao Caval-
cante de Amida Cmara.
Pira o cargo de secretario da provincia, duran-
te o impedimento do Dr. Peliuo, foi designado o
chefe de seceo da secretaria do governo, Jos
Bezorra Cavalcante ie Albuquerque, que, por ve-
les, j o tcm servido.
_____PERMfflBBCO_____
ssenibla Provincial
29* SESSO EM 3 DE MAIO DE 1886
PBF.SIDKXCIA DO BXM. SR. DB. JOS MANOEL DE BAR-
BOS WANDKRLKY
Cunclusao)
O Sr. Praxed-s Pitauga (continuando)Mas, di-
sta eu, Sr presidente ; direito conferido ao de-
pu"alo in lagar da admuistraoio quautas cadei-
ras toram providas, einbara dvam ellas constar
do expediente publicado.
Mas toda a gente sibe que o expeliente da pro-
vincia sempre se puolica com dias atrazados e se-
ria necessario ccllecciumr todas as publicacoea
para t -r-se precisamente a prova numrica de
[nautas cadeiras orain providas.
Mas acaso poie-m descobrir nissa urna offensa
poltica? Ac.s' .-. .at-lhaute requerimento pode
contar em si um pensamento ost-nsivo admlnis-
traca i ? Me parece que nao.
Lijgo se o requerimento nao continha materia
poltica ; se era, como pens, um facto inteira-
mente indepenlnte, o Jes'jo de ter-se a prova
t,uth;ntici de -jue o pensamiento da pn siiieucia,
qn; alias eu aco muiro bom, nao combiua c-im o
pensamentJ da commisso, que eu reputo malicio-
so, pens que a mesma coramissao nao poderia es-
quivar se da approvacao desse requTimento, que
nao continha principio poltico e que s ss tonmu
revestide desse carcter quan lo o nobre deputado,
antorisado sem duvnla por seus amigos, como 1*
leader, procurando defender aquillo que est por
sua uatureza .lefeulido; veio tribuna e fallou,
querendo tornar innocente a admiostracSo, como
eu a reputo, v. io dar carcter poltico a urna dis-
posicao, qu>- alias nada tinha de poltica, porque
continha apenas um pe iido simples, qual o de sa-
ber quautas cadeiras foram p'ovidas durante a ad-
ainstracao de S Exc. ou desde a ascencao do
partido conservador, porque d'-ssa respo3ta, o meu
amigo re jresen'aute d~> '" districto, teria urna so-
luciio e era que a rt-sposta dada pela presidencia,
S'm duvida nao estaria de accordo com o modo de
ver da cmmisso, t -mando assiin besn patente
essa de-liar i:'.'ni.4 que j notamos.
OSr. Gomes Prente Eu j dsse que nao ha-
Tia absolutamente esacco-do.
O Sr. Piaxedes FtaugaNa basta que V Exc.
o diga.
Se fosse bastant, escusado sera apresentar-ae
esse requerimento.
Se Exc., cora cfl'to, teve necessidade de prover
essas cadeiras, como cu creio, preciso que nos
informe do nnincro daquellas que f iraro. provi
das.
E' este o fim exclusivo do requerimento.
Nao duvi lo que o administrador da provincia
tiveSSC procurado marchar com boas in enc-s e de
accordo com o director g^ral da instrucriio publi-
ca.
A queto, porm, p le ser encarada por S. Exc.
e um modo diverso daciuelle. que nos a encra-
nos.
Niseeu dah que S. Exc. julgou natural, ouvin-
do ao director da iiistracro publica, a indispen-
sabilidade ''o preeu'hiinento das cadeira> sem se
lembrar que de semelhante tncto naseeria urna
concluso que lhe poderia iffeuder : vos que ten-
des pirte no orcamento e que precisis de recur
sos e economas, nao podis, sem grande difficul-
dade preencher to 118 as cadeiras, porque desje
acto nasceri a nri mtencio da despeza existente ;
se isto urna vei lade, S. Exc. responder : eu
nao fiz sem ter ouvido i pesio competente para
declarar se ou nao indispensavcl o preenchimen-
to da cadeira.
Acredito piamente que o meu amigo, o Sr. I ir.
Joao Barbalho, Ilustre director da instruccao pu-
blica, tamb m ha de querer concorrer para a eco-
noma da provincia c qne naturalmente carregan-
do com a responsabili lade que lhe toca no des
empenbo desta misso, qual a de declarar a ne-
eessidade do preenchimento das cadeirst, diria a
S. Exc : essas cadeirus sao necessarias, mas tam-
bem nao basta, porque ainda ha um terceiro racio-
cinio de que se deve tirar a concluso para che-
gar ao resultado final e : nos nao teamos ou-
tros'meios de preencher as cadeiras sem que se-
iam por meio de novas nomcacoes.
No meio dessa multido de cadeiras que exis
tera preenchidiis, nao haver algnuaa dispensavel,
on porque nao tenha o numero exigido de freqoen-
cia, on porque seja abundante de mais na loeau-
dade que poswi ser transferida ?
5, (Ha um aparte)
A este argumento eu mesmo nao me posso satis-
faxer porque preeitaria que en passIW ama re-
vista anda que ligeira sobre as diversas colloca-
coes da cada urna das cadeiras, quo tivesse conhe-
cimento dos diversos povoados e villas, que tivesse
estudado o numero de cadeiras, paradiser que tae3
e taes cadeiras seriam indispensaveis, ou que pj-
diam ser removidas para taes o tats pontos, mas
pens a priori que contra o levantainento da ao-
cusayao pelas cadeiras que foram crea las, aljruin is
existiam que podiam ser dispensaveis e serein col
locadas nos lugares em que se davam as vagas
daq ellas cujas nomcacOes toram ffectuadas.
Fortanto, ain it tenho este recurso e naturaliz-
te S. Exc, respindendo ao pedido cootido no re-
querimento, procurara por sua vontade dizer-nos
sehavia ou nao encontrado recurso para a remocao
dascadeirasou'tetoi farcado a preenfher, s requi-
sieilo da instruicSo publica, Portanto, se v que o
requerm -nto nao oaesa de um simples pedido, sem
conter malicia poltica, c poderia passar per.nts a
Assembla, sem eucontrar esta impugna^io; donde
nasceu uaturalm nte o principio morbfico que ti ou
xea poltica para nos adoptarmos. rejeitando ou ap-
provando o requ rimento ? Mas o nobre deputi
do leader da inaioria entendeu que eite requer -
ment continha escondido o principio do mal, de
bostilidade poltica, e saltou com a cloquencia que
nos lhe reeouheceinos, com a facil ade de diaer o
qie pensa e ento quiz convencer que o requeri-
mento era poltico.
S. Exc, que acaba ds 'deixar a tribuna, trouxe
como norma da sua discusso o preenchimento da
cadeira de historia natural e geographia da E-cola
Normal. Ora, vejamos se ha alguma paridade
entre um e outro ponto.
O Sr. Kegueira CostaNao ha perfeita pari-
d de com certeza.
O Sr. Praxedee Pitanga-A lei, diz : (l).
O Sr. Regu ira Costa d um anarte.
O Sr. Prxedes PitangaO que quero provar
que a divergencia entre a coramissao e a administra-
cao tal que a t em factos muito notareis ella se pro-
nuncia em sen'ido contrario, deixand i ver que tem
o pensamento generoso, jue nJo acceita a proposta
do ercamentri, que ella nao poda partir do seu as-
seut imcuto, porque se fusse S Exc. nao daria cer-
tos e determinados passos que demonstrara que
scmelhautc proceditnent deslitrmonico.
Mas dzia cu que S. Exe. pensa e pensa bem
que nao com o prejuizo da Instruccao Publica
que se hala fa/.er economas, que na i com a suji-
pressao de cadeiras, com a diininuicao do pao que
se d ao espirito na destribuicao da leitura que
ha de advir provincia os bens que pretende es-
tabeleeer o orcamento piovincial, porque ao con-
trario disto faz todo o paiz civilisado, ao contraro
disto fazem mesmo as nacoes que nao dispoem de
muitos recursos ; ellas dividem a sua illustracloe
educacao taatas vetes quantas podem comportar os
seus catres, porque da educ icio do povo nasce o
mclhorameuto da raassa popula nasce o m-lbo-
ramento do commercio que facilita a congregacao
daquclles que procurara trabalbar em bem dos
p i vos e fatem constituir a mesma sociedad?, ao
contrario do que queremis fazer.
Portanto j se v que S. Exc, que naturalmente
prof ssa estes principios, porque um humera de
alma generosa, nao querer que voltem para casa os
filhos dos indigentes sera terum aprendido o indis
pensavel, e que possam dizer depois eu nao apren
di porque a uacao nao me mandou ensinar ; se
sou aualphabeto, se nao aprend foi porque no lu-
gar onde eu moruva nao havia urna cadeira de
instruccao publica e portanto o meu paiz, a miaba
naca nio pode queixar-se de que eu n) saiba
pensar e de que apenas me diiference dos animaes
pela forma ; mas tudo isto devo minha provin-
cia .
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, qui pro-
fessa principios mais generosos, qui folgo de reci
nhecer, nao podia concordar com a noore commis
sao de orcamen'o na suppresso de cadeiras com o
fim de fa-cr economas para aecuraular dirheiro,
que finalmente deixe urna sobra para dispender a
sen modo de ver.
Portanto, se S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia cstvesse de accordo com os principios que se
achara exarados no orcamento, elle nao podia
preencher a cadeira de inglez, porque desde que
tem sciencia que o orcamento manda tirar tres
quartas partes do Gvmuasio, estando all lentes de
cadeiras que bao le ser necessariamente supprimi-
das, nao provena a cadeira de inglez e nomeiaria
para ella um dos lentes de urna das cadeiras que
tivessem de ser supprrr.idss.
O Sr. PresidenteObservo ao nobre deputado
que j est terminada hora.
O Sr. Prxedes PitangaDuas palavras e eu
me sent ; V. Exc. deve ter visto que folgo de
obedecer-lhe sempre, e queme aprz acudir ao seu
reclamo.
PorUnto, se da suppresso das tres quartas par
tee do Gyinnasio podesse resultar a aposentaco
de um individuo que e3tive3se as condicoes de
tns'nar inglez, 8. Exc. nao mandara annunciar
o cucu>'so da cadeira inglez, e se o fez porque
nao est de harmona com o pensamento da nobre
coramissao, era o que eu quena concluir, c p ir
isso deix >u de aprovei'ar um desses lences, por
cxemplo o de allemao, um moco muito Ilustrado,
o de scieacias naturaes que falla perfeitamente a
liugua, para mandar por em concurso o preeuchi-
mento da cadeira de inglez.
Ora, se 8 Exc, assim procedeu porque es'.
convencido de quo nao pode esta Vsscmblea acei-
tar o projecto de orcamento, e elle nao querendo
assumir a responsa^ilidade de sua apresentaco,
d urna pr iva em contrario, d'onde concilio, cora o
que eu termino o meu pequea discurso, que a no-
lir. coinmiss de orcamento est em desharraonia
com S. Exc. o Sr. pre.ideute da provincia, que S.
Exc cuidadoso eomo do bem da provincia e como
peruambucano distincto nao aceitou o orcamento,
o que ficou provado pelas -onsiJeracoes que tcuhi
feito, e mais provado ainda ficana se esta Assein
bla approviisse o requerimento que se discute,
Canto mais quanto este requerimento aposentado
m sta casa, o foi sem intenyo de uffender a S.Exc
c baseado apenas no desejo de tirar urna prova da
detbarraonia entre S. Exc. e a coramissao de orna-
mento, porque se assim nao fosse cu por elle nao
votara.
VszesMuito bem, muito bem.
A discusso fica adiada pela hora.
r'assa-se
Ia PAUTE DA 9RDKM DO DIA
Contina a 2* discusso do projecto n. 27 deste
auno (fixacao de torca policial).
O Sr. Regaeira Cotn (Attencao) Sr.
presidente, depois do esplendido discurso sobre o
projecto de for^a publica, proferido pelo meu Ilus-
tre amigo, o Sr. Dr. Gaspar de D.-ummond Filho,
persuadi-rae, quo os distinctos deputados liberaes,
qu- tera asseoto nesta casa, u renovriam o deba-
te politice, encetado pelo -r. Dr. ioo de Oliveira.
Pcrsuadi-medisso, porque, Sr presidente, foi to
terrivel o choque no prmeiro encontr das foreas,
que eu suppuz que os nobres deputados se tinliam
loraaao do receio de Phyrro, qu indo depois da ba-
talha d'Asculum, disae para seus generaes : mais
um combate como este, e estamos completamente per
didos.
O Sr. Jos MariaPois pensou sso?
O Sr. Regu-ira CostaCom effeito, Sr presi-
dente o honrado deputado pelo Io districto...
O Sr. Jos Maria -Provou muito talento e mais
nata.
O Sr. Regueira Costa... pie responder com
futa feleidade ao llnstrado Sr. Dr. Joo de Oli-
veira, que eta casa e e publico que o ouvio, teste
munhar^m a im^resso profunda, que na bancada
liberal pr .duzi > o discurso de S. Exc.
O Sr Costa KibeiroO Sr. Dr. Gaspar de
Drummond demonatrou que tinha bastante talen-
to; mas foi demasiado injusto apreciando a vida e
a historia do partido liberal.
O Sr. Regueira Cosa Com snrpreaa minha.
porm, vi levantar-se d'aquella bancada, o Ilus-
trado Sr. Dr. Costa Rbeiro p- ra euipunhar a ma-
ca do combate, c reivindicar para o seu partido
ons lauros e unas gloras, que a opiniio publica
lhe recusa. (Nao apilados da bancada liSeral).
Ditficil tarefa tomou S. Exc sos horabr s : moa
trar que o seu partido t^m g vernado com as ideas
pomposas do seu pragramma, que ie lucarnam nes-
tes tres ICmuias : berdade, igualdade, fraternida-
de ; provar que a poltica liberal no poder nao, tem
sido a negac d'auu-llas tres ideas, a ooystificat;11
do governo do povo pelo povo, o supbiatiia dos prin-
cipios constitucionaes, o .abuso e o d-sca labro as
financas, a corrupfo nos costum- s, a anarc.hia as
les, a mentira e a hypocrisia do governo repre-
sentativo: con'ene r que toda a somraa de felici-
dades, que temos, nos adveio do partido liberal, e
todos os males que nos acabrunham, devenios ao
partido conservador ; eis, Sr. presidente, o encar-
go difiicil de que com tanta bizarra se incumoio o
digno representante do Io districto dista capital,
o Sr. Dr. Costa Ribeiro.
Folgo de confessar que S. Exc. sahis-se delle
gallardamente bem para seus creditss de orador ;
mas o seu partido nao subir no concoito publico
com a sua defsaa. 8. Exe. lea de seu discurso
ama joia de fino laroMitterario...
O Sr. Costa Rbeiro Nao apoiado ; subida
bondsde de V. Exc.
O Sr. Regueira Costa... mas permita que
Iho diga, uu-p'i Je engastar essa joia cor : das
suppostas gimas do partido liberal; porque, Sr.
presidente, a historia dessa partido protesta com
a eloquencia dos tactos contra as apreciacoe-. que
S. Exc. tez ; c t idos nos sabemos que o talento
mais lucido nao pode destruir os tactos, que, coma
es rochedos, qun zorabam do furor das ondas, emer-
gen no ocano da historia, e resistem a quantas
crticos apaixonados lhes nassam por cima.
O Sr. Costa RbeiroNao apoiado ; no terreno
dos factos eu creio que procurei proceder cara to-
da a imparcialidade, distanciaado-mc assim do il-
Iu3tre adversari >, que me precedeu na tribuna.
O Sr. Reg eira CoataS. Exc. o Sr. Dr. C ata
Rbeiro. na fama de conquistar glorias para o par
tido, sob cuja bandeira milita, comecou ditndo
que a indepeudeucia do Brasil devida ao parti-
do libera!.
O Sr. Costa RbeiroN dous partidos.
O w. Regu'iira CostaFiquei surpreso ao ouvir
essa proposigo escapar-so dos labios de S. Exc.
A nossa emancipaco poltica nao foi obra de
partido nenhum, mas o resultado de odios ha mui-
t accumulados cantra a metro polo portugu%za,
que nos trazia sab um jugo de ferro, e a conse
quencia lgica da evolu9lo poltica de um povo,
quu attngia a phaso histrica do governo de si
1163100.
A eraaacipacao de nossa patria nao foi portanta,
ecm poda ser o fructo da propagandae dos esfor-
9s do partido kr-crai ; mas o resultada de urna
spiracao nobre e generosa de um povo que que-
ra libertar-8e do jugo estrangero, e tomou lugar
no banqueta das nacoes livres. Para essa gr trido
obra collaborarara todos os brasileiros, sem dis-
tineco de partido.
Nao queira, pois, S. Exc. reivindicar para a
historia de sua poltica urna glora que nao lhe
pertence-
Para provar a these, que se propaz sustentar
de que ao partido conservador se deve tudo quan-
to temos de centralisador e attentatoria das liber
dades publicas, disse ainda o Ilustrado represen-
tante do 1' districto, que ossa grande e gloriosa
le de seu partido, o acto addicional foi campis-
tamente mutilado pela lei interpretativa de 1840,
obra do partido conservador.
S. Exc. demasiadamente injusto nc3sa apre-
ciadlo.
A lei de 1840 foi determinada pela necessidade
de defiuir se as attribuico.s das assembias pro-
vinciaes, ra are in lose os seus limites e prscisan-
do-se as suas fronteras.
Era mistar que so delimitasse a sua rbita de
aecaa, para que ellas na abusassem Apezar
dessa lei, quantos abusos nao comraettem todos os
dias as assemblis provinciaes !
O confronto do acto addicional com a lei del8O
fez solicitar claiament o pensamento generoso do
legislador de eniao, que foi evitar o chaqu e a
invaso de poderes independentes, tracando a ca-
da um a sua trajectoria.
Citarei al^uns cxeraplos para confirmar o qu t
acabo de dizer.
O acta addcioial cancedeu as assomblas pro-
vinciaes o poder de pr^cessar do3 migistrados ;
mas a lei de 1840 defini e reeisou at onde a
essa attribuico, que nao podia abranger a alta
magistratura do paiz, que gasava c gosa do pri-
vilegio do foro e de tribuaaes especiaes para o seu
jalgaments,
O acto addicional concedeu s assembias a at-
tribuico de crear empreg03 provinciaes ; a lei de
1810, no intut de evitar a invaso do poder pro
vincial com o geral, estabileceu e defiuo quando
e cm qne casos tinliam as assembias competen-
cia para crear e supprimir erapregas.
O Sr. los M triaRestringi portanto o acto
addicional
O Sr. Regueira CostaNao restringi nem mu-
tilou o acto addicional; deu a interpretacao ne-
cessaria pira evitar as invasoes e abusos das us-
semli cas.
Na i te ve, pois, S. Exc. razo na censura que
fez sob e esse ponto aa pirtido conservador.
(Apoiados e nao apoiados).
Anda disse o Ilustre representante do 1 dia-
trict, que pertence ao partido liberal a gloria de
ter feiro a reforma eleitoral.
A refo-tna eleitoral foi un attentado consti-
tuico, porque fila estabelecc o modo da eleico
em nosso paiz, que, como V. Exc. sabe, Sr. pre-
sidente, o da eleico indirecta.
Mas o que foi a reforma do Sr. Saraiva ?
Urna le acanhada (nao apoiados da bancada li-
bera1) vasada em moldes estrenos e na cadiuho
do mais puro conservatorismo. (Nao apoiados da
bancada liberal). O que sa pole conseguir de li-
beral no sentido de se alargar o direit d voto,
deve-se ao esforc patritico do partido conser-
vador. (Apoiados e na apoiados).
Um Sr. DeputadoIsso bonito de dizer-se.
O Sr. Regueira Costa Digo e provo.
Pela ref .rma Saraiva ficou privado do direito
de vo. quasi a tofalidale da p> pulac ; pois em
um paiz de 12 railho-s de habitantes, apenas go-
sarn desse direito uns duzeotos mil.
O Sr. Costa Ribjiro -Qucr V. Exc. o voto ge-
oeralisa io ?
O Sr. Regueira Costa E se nao foisem as
emendas, no senado, de distinctos cunserv*dores,
estendeudo o direito de voto a certas clasaes, mais
limitado seria o numero dos elcitores pelo systeraa
directo.
A grande massa do povo brasileira ficoa esbu-
lhada do direito do eleger os seus repreaentantes.
urna reforma desa ordem, retrograda e aca-
nhada, pode orguihar um ptrtidoqucsc diz amigo
do povo e das suas liberdades ?
(Trocara-se muitos apartes).
O Sr. Regueira CostaTendo apreciado os pon-
tos mais -alientes do uotavel discurso do meu il-
lustre coll-ga o Sr. Dr. Costa Ribeir>, e deixanlo
as considerares que fez sobre o projecto de forca
para serena espoiididas pela coramissao, a quera
nao quero roubar essa honra, ha de permiitir-me
a casa que eu agir d um outro rumo ao meu
desalinbivado discurso. (Muitos nao apoiados)
O Sr. Dr. Gaspar de Drummond f?z urna bri-
Ihautissma apreeiaco historie i da passado do
partido liberal, destacando alguna factos mais no-
tav is desse passado, e aaalysaudo os i om aquelle
espirito de elevada critica que todos nos lhe reco-
nbeceraos.
Eu, 'o.-m, que nao posso acompanhar os vas
arrojados daquelle bello talento, (nio apoiados,)
nao me levantare) to alto, fazendo a critica his-
trica do partido liberal; mas lmtar-m-hei a ser
um simples ebronista, tomando minha conta os
tete gabinetes liberaes, que viveram sete annos e
ere mezes no poder.
Procurarei destacar os factos mais notaveis des
ses gabinetes para chegar concluso de que o
ultimo governo liberal ou foi estril, ou fatal ao
paiz.
(Protestas e contestacoes da bancada liberal).
Comecemos pelo principio : o ministerio Sinimb.
O que fez esse gabinete de uotavel, til e profi-
cuo para este paiz 1
Um Sr. DeputadoIniciou a reforma eltornl.
O Sr. Regueira Costa Iniciou ; mas nao teve
larca para realisal-a.
(Trocamse muitos apartes).
Tornou-si esse gabaete celebre pela notabilis-
sima embacadella do congresso agrcola.
(Continuara 03 apartes).
S. Exc, o senador Sinimb, fingindo se abrasa-
do de amor pela lavoura de seu paiz, c muito cotti-
punr/ido pelo seu estado precario, teunio um apa-
ratoso congresso de agricultores, na corte.
O paiz aguardou ancioso que depois do con res-
bo S Exc. salvusse a lavoura ; mas S. Exc. nada
fez em s 'u beneficio, e a agricultura ficou no mes-
mo, se nao peior estado.
(Trocara-so muitos apartes que interrompem o
orador).
Mas, convocando S. Exc. os agricultores do sul,
nao tez caso dos do norte, como se a lavoura do
sul estivesse divorciada da do norte, (muito b ni)
como se os interesses dessa grande classe tives-
sem fronteiros ; e as provincias do norte pao ti-
vessem o direito de fazer ouvir os seu3 reatamos
(muito bem)
Um Sr. DeputadoO tal congresso foi urna ver-
dado r i panacea, o fim foi todo poltico.
(Nao apoiados e apaiados).
Ua outros apartes).
> sr. r
R'gueira Costa'Joma bem lembra o meu
nobre amigo, o congresso foi urna verdadeira pa
naca, p nao passou de urna trica poltica.
(apartes d buicala liberal).
O .~r. PresidenteAttencao, Attencao! Quem
tera a palavra o Sr. deputado Regueira Costa.
O Sr. Regu-ira ,ostaA provincia de Peruana,-
buco satvou os bros de suas rms do norte, e res-
ponded descortesa do Sr. Sinimb. convocando
um outro congresso. (Apartes).
A nao- ser a embacadalla do congresso, nada-de
saliente fea o gabinete do Sr. Sinimb, que ase- nha vos. (Apartes).'
uou-so iuipoasivel para o poder a juizo de seus
proprios correligionarios.
(Trocara se muitos apartes).
Seguio-se-lhe o gabinete do surarao sacerdote da
grei liberal, o Sr. Saraiva.
S Exc fez, verdade, a refbr.na eleitoral; mas
obrigando a Cmara a passar pelas forcas ca li-
nas de urna retrataca, e a merecer o epitlieto af-
frontoso que lhe lancou no-parlamento o Sr. Silvei-
ra Martins : isto urna cmara de sen-i*
(Trocam-se muiros apartes).
No gabinete Sinimb fizera a cmara queato
poltica da reforma eleitoral par mei de urna con-
stitumte; mudara se o scenario e os personagens
e essa mesma cmara, para nao ser dissalvid,
pensa de modo diverso, e l pala cartilha do Sr.
Saraiva.
Mas, cima j disse, o que de borne liberal adia-
se nesta reforma obra los eonservidores do Se
nado, (apoiados e nao apoiados da bancada liberal).
Api-i'g lavara os liberaes aos quatro can os as ex-
cedencias dessa reforma : e'la vem dar berdade att
voto, independencia ao eleitore acabar vom as frau
de* nos eleigSes.
Executa-se a reforma, sahe d'elli urna cmara
liberal c os seus apologistas in ventara as depura-
c5es e terceiros escrutinios.
Um Sr. DeputadoQuaes foram os depurados ?
O Sr. Regueira CostaOs Ba traram pelos alcapoes da Cmara e nao pela porta
larga por onde entrara 03 pleitos do paro. Os ami-
gas do Sr. Saraiva mutila vara assim o sen monu-
mento de gloria. %
O Sr. Saraiva, nao podendo resistir presso dos
seus amigos, e nao querendo pactuar com as taes
depiiraces escandalosas que elles iara Saneada,. ..
O Sr. Costa U'beiroNao apoiado ; V. Exc. ahi
demasiadamente injusta. Ahi esto os Aunaos
do parlamento.
O Sr. Reg eir Costa... vio-se forcado a
dr ixar o poder.
Os liberaes que fizeram a reforma eleitoral to-
mn os mesmos, que a mutilaram cam deprava-
cues e terceiros escrutinios.
O Sr. Cista RibeiroE' urna injustica fallar as-
sim.
O Sr. Reguoira Costa --0 Sr. Basson cntrou na
cmara pelo suffVagio de seus amigos, ou pelo alca-
po da mesma cmara ?
O Sr. Costa Ribeiro d um aparte.
O Sr. Reducir CostaEu nao quero levantar a
pedra de um tmulo, c V. Exc. nao me obrigue a
dizer aquillo que ou nio quero diner.
O Sr. Costa RibeiroPois v adiantp. Acho
que deve dizer tudo, porque lera resposta de-
vida.
O Sr. Regueira Costa -A descoberta dos toreei-
ros eicrutinio?, a gloria dessa invenco, cabe de
direito ao partido de V. Exc.
O Sr. Costa RibeiroCabe ao partido conser-
vador.
O Sr. Regueira CostaV. Exc. nao est lein-
brada do que em materia de eleico fez ltima-
mente o gabinete Dantas ?
O t^r. Costa RibeiioO que fez ?
O Sr. Regueira CostaNao contente com ter
comprimido a livre manifestaco das urnas, inven-
tava the iras navas para cancessao dos diplo-
mas.
O Sr. Costa Ribeiro Esse plano parti do I ido
de V Exc.
O Sr. Regueira CostaEstou m-3 referndo s
elcicoes do Sr. Dantas.
O Sr. Casta RibeiroBem sci.
O Sr. Regueira CostaAinda nao contente, o
Sr. Dantas lanera mi do todas as tramoias na
"erificaco dos poderes, para arramar o diploma
dos conservadores legtimamente elcitos.
O Sr. Cista Ribeiro Nao apoiado.
O Sr. Regueira CostaEutre outros, lembiarci
o Sr G8par de ruinraouJ, pai do Ilustre de.Hi-
tado pelo 1* districto, A quem se quiz a todo o transe
surripiar o diplom i, que legtimamente conquis
tara.
O Sr. Fereira JacobinaMas elle tomou as-
sento.
O Sr. Regueira CostaOs apartes me desvia-
ran! do caminho que ia seguino ; mas volto a elle
para proseguir na minha succinta e despretenciosa
nnalyse dos gabinetes liberaes.
Ao Sr. Saraiva succedeu o Sr. Martinho ('.im-
pos, que s 6e celebrisou pela sua canoa. S. Exc.
subi ao poder, dizendo que nao tinha programma,
como se losse licito a um estadista nao ter ideas,
em nome dos quaes legitime a sua ascencao ao
poder, ou antes qu>< o seu programma era a eco-
noma, o que alias um Jever de todos os gover
nos.
O Sr. C-sta RibeiroElle fallou perante urna
cmara nova.
O Sr. Kegueira CostaS. Exc, porm, promet-
tu que nao se retirara do poder emquanto nao
fizesse a converso das apolices s o resgate dopi-
pel-moeda.
Nada fez, porm, do que prometteu, e a sua ce-
lebre canoa navegou as aguas do governo sem
deixar aps si. urna esceira lutninasa.
Veio cm seguida o Sr. Paranagu, o hornera que
surgi dos quartos baixos do puco imperial, na
phrase de nm seu correligionario. O que fez esse
estadista ?
Dobrou muito a espinha dorsal ante o throno;
ao paiz nada fez, e nossa cara provincia foi um
h i.n ni fatal. (Apoiados e nao apoiados).
Prospera va Pernambuco; caminhava mesmo
na larga estrada do progresso, quando, para atten-
der reclamaco -s do coinmercio desta praca, o
Sr. P.-.ranaguii suspendeu ucoiatitucionalmento o
imp >st i de consumo, a fonte mais abundante das
rendas publicas.
Foi esse o pro Iroma das infortunios de minha
provincia, a causa de seus males, a origom das
ciases que ha annea a tcem trazido beira do
abysmo.
Tudo sso devemas quelle hornera fatal.
O Sr. Lourene/a de 8Admira que Vv. Excs.,
que estiveram aqui em inaioria. nao rostabeleces-
soi n cousa alguma, nem crearam o imposto de gy
ro, nem restabeleceram o imp isto de consumo.
O Sr. Regueira CostaDepois veio o *r. Laf-
fayete, o hornera das Fbulas de La Fontaine, das
gargalhadas, das iranias, do pode ser que sira, e
pode ser que nao. Celebrisou se apenas por ter
inventado a doutrinu, de poderem os presidentes
do cousslho demittir os seus collegas por inep-
tos.
O Sr. Lo arene a de S-Eu hei de fallar as
poupeliuas, dos socios de empresas.. .
O Sr. Regueira CoataO seu ministerio foi um
miuisteri de jogral.
O Sr. Costa Ribeiro-V. Exc. nao tera l na
seu partido urna capacidade igual do Sr. Laf-
fayette.
0 Sr. Drummond FilhoPode s-.t que sim e
pode ser quo n.
O Sr. Kegueira CostaSubi o Sr. Dantas,
quando j estava liquidada a situaco, na phrase
do summo sacerdote dos liberaes. Nao tendo ne-
nhuina panacea para prolongar os dias de vida de
seu partido, atirou sobre, o paiz, como urna bomba,
a queato do elemento servil...
O Sr. Prxedes PitangaPara (ue fat injnst!
ca a esne carcter distincto ? Pois S. Exc. preci-
sava de motivos pan. ser considerado no paiz,
onde oceupa um dos melhores lugares ?
O Sr. Regueira CostaAinda nao se apagou a
lembranca deste pernicioso gabinete. (Na apoia-
dos e apoiados). O Sr. Dantas convulsionou este
paiz, exigindo inoportunamente a solucodaquel-
la questo iiicand-sceute e p i-igosa.
O Sr. Praxedps PitangaQue est s^rvindo de
elemento de vida para o partido conservador ; o
Sr. Dantas fez a escuda, e o partid conseivador
pira subir apissou se d'ella com as unbas.
(Ha outr s apartes).
O Sr. Regueira Costa Mas felizmente o bom
senso do paiz resisti s velledades d gloria do
Sr. Dantas, e elle cabio anathematisado at pelo
seu propro partido. (Nao apoiad s e protestos da
bancada liberal). Haja visU o Sr. Autonio de Si
queira (continuara os protestos, os nao apoiados, e
apartes da bancada liberal). Anatheinatiaado.
repito, at pelo seu propro partiio que na pessoa
do Sr. A. de Siqueira, um do3 mais distinctos li-
beraes que conheeo, provocou a queda ^ do grande
ministerio, na phrase d i imprenta da corte.
(Continuaos, os partes e protestos da baucada
liberal). .
Nao faram os conservadores que derrubaram o
minist.no Dantas, foram os propri>s liberaes, que
nao pole-ram ver com bon3 olhos o desprestigio da
autondade, a ausencii da ordem e a anarchia das
ras, provocados pelo gabinete Dantas.
(Vivos protestos da bancada liberal cobrem a
voz do orador).
O Sr. Presidente-Attencao.
O Sr. Regueira-CosUSuoio kfinal o Sr. Sarai-
va, aborrecido de si e de seus amigos, e retirou-se
do poder excammuogado pelos seus proprios cor-
religionarios, que o denominaram de coveiro de
seu partido.
Ha muitos apartes da bancada liberal)
s nobrea deputados nao procurem abafarami-
or
Eii'retant.i, o Sr. Saraiva toi o estadista mais
serio, que subi ao poder na dominio liberal.
(Apart-s da bancada liberal). Desta analyse li-
xeira que fiz do passado do pirtido liberal, que
surge de bura, til e de proficuo ao paiz, durant
os sete auno* que. Vv. Eics. governaram?
Porque no poder nao realisaram as suas ap e-
goadas reformas (Aparta).
O que fizeram do seu bonito programma, e de
mas pompasas ideas (Continuara os apirtes).
Senhores, preciso que se diga b ra alto o par-
tido liberal durante seto aiinjs e sete mez-'s de
governo assignalou-se apenas pela esterilidade e
eahio pelos diosenaoes intestinas, e com as m ildi-
coes do paiz.
(Trocam-ae muitos apartes).
A p leteridada gravar sobre a lapide tamular
desta aituaclj, a seguinte uscripijai : Foi estril
t fatal ao paiz.
Trocam-se vehementes apartes).
Sr. Presidente Observo ao nobre deputado
I i" hora est (in la.
O Sr. Regueira CostaEuta vou concluir. Pe-
c,) desculpa aas meus nobres callegia da bancada
ibera! se os incommodei cim esta ligeira iagen
di tourista, que fiz pelas regioes que nao s mi-
nh ia.
O Sr. Costa Ribeiro^No, senhar ; tenha go3ta-
d muito do discurso de V. Exc. (Apoiados da
bancada liberal).
O Sr. Regueira Casta-\ retiraadi-me da tri-
buna s lamento nao ter poli lo sustentar a dis-
cusso poltica na altura en. que. a tcoi mantido
os oradores liberaes 6 conservadores, que me pre-
cedern). (Nao ap liados gerae ).
O Sr. Jos MariaFallou muito bem ; mas
Injusto e apaixonado.
Vozes -Muito bem, muito bem.
Vem mesa, lido, apoiado e approvado o se-
guinte t> Kerimento :
o U qo>Ji-o prorogaco da hora par mais 30 mi-
nutos.Gomes Prente.
O >r. Jai llnria (tela ordem) Nao pos-
so, Sr. presidente, perder a occasio de responde-
no Ilustre orador que acaba de sentar-sc. Mas,
comprehende V. Ec que, no curto e3paco de meia
hora, uo polerei responder a todo o longo discur-
so de S. Exc, tocando em todos os seui tpicos
coma desejo e meu dever.
Ver me-hia, oeste caso, forcado a nao defender
0 meu partido ta injustamente aecusad pulo meu
honrado adversario.
Nestas circuinstanciai;, nao tendo eu pedido a
prorog-ici desisto da palavra para oceupar a tri
buna o nabre deputado que a pe lo.
Pens que a Assembla, votando esta proroga-
co, nio teve o inculta de contrariar me, obngan-
do-mo a responder ao luminoso discurso do nobre
deputado que rae precedeu na tribuna, no curto
espaco de meia hura.
Aguardar-mc-hei, portanta, para fallar depois,
quando ptider dispr de mais larga espaco de
tempo.
O Sr. Viacouilc de Tabatingn Sr.
prndente, na veuh > fazer um discurso, nao ve-
nho trazer fl -res acadmicas. Venho sometite la-
mentar o tempo perdido n'esta casa em detrimen-
to da nossa provincia, a qual temos urgente neces-
sidade de dar remedio. Mas o que vejo ? Vejo
um moco Ilustrado apresentar-se na tribuna para
censurar o partido liberal e os ministerios passa-
dos. Que lucra a provincia com isso
O Si. Drurnmand FilhoV. Exc. est muito
pela antiga aind.
11 Sr. Viseando de TabatingaNao quero often-
der melindres do quem qurr que seja, mas fallo da
inutilidade. Sou boraem da realidadu 8 quera quo
se encurte o tempe parque isso muito preciso
para a provincia. Mas, os nobres deputados na
queren uso, querem gastar o lempa- com florea de
rhetorica.
Senhores, qual o pirtido qua mer-ce cnsura
Os nobres deputados hontem era minara censura-
vara o partido liberal, hoje em maioria faz-'m
que o partido liberal tazia. E' o que eu vejo em
todos os teinpas. Hontem censurava-s o 'r. Pa-
ranagu por ter suspendido o imposto de consumo
o que tambem nao approvei, mas o que fizeram os
eonS"rvadorC3 em maioria Conservaran! o acto
da Sr. Paran igu, e eu interpellando os membros
da commisso, u'essa occasio, e les me dsseram
nao temos remedio, sena confeccionar o orca-
mento com o imposta de consumo, porque j
urna lei do paiz, o governo determinou e. nos ha ve-
mos de conservar.
No entanto o nibre deputado agora qu-m vem
censurar o Sr. Paranag l, gastando o tempo que
a provincia precisa para tratar de seus aielhora-
mentos e das suad necessidades. Es o que eu
lamento.
O Sr. Regueira Costa Isso j chapa.
O Sr. Viscondc de Tab* tingaEu nao sou de
chapas; 330 bm para V. Exc que dautor.
Um Sr. DeputadoE elle doutor de borla e
capel! a.
O Sr. Visconde de Tabatinga-Sei l o que elle
. Porin nao posso deixar de censurar Sr. presi-
dente, quando vejo um maco da maioria, tocar
realejo, fazendo um longo di'curso smente para
consumir o tempo.
VozesNao apaiada.
O Sr. Regueira CostaE' o que V. Exc. est
fazendo a:;ora.
O Sr. Visconde de TabatingaNunca vi a
maioria proceder assim, ella qu: devia a ser a mais
interessada cm encurrar o icmpa e reduzir as des-
pez 13 desta casa. O tacto que gastamos milito
di ibeiro e l fibra se ka le dizer que nao fazem is
nada. No fim de cantas todos qu rein reeeber o
subsidio, c quanto gastamos nos tolos os di 13 com
os deputados para ouvruvas disc irsos dessa na
tureza, quo nao servein de proveito algum a pro-
vincia E' justamente ssa que ra : f*z esquentar
o sangue de velho, apontar os erros em que es^o
cahiiida os nobres deputados.
O Sr. Regueira CostaMentor coma V. Exe
dispenso perfeitameute.
O Sr. Visconde de T batingaNao lhe agrado,
n-* vira portanto, Sr. presidente, fazer um discurso
poltico, vim apenas dizer espas sirapl s palavras.
O Sr. Gaspar de Drummond FilhoPois V. Exc
devia fas-l-o ; o teadi-r da bancada.
O Sr. Visconde de TabitingaA bancada libe-J
ral nao tem leader. Leader aquelle que est de
posse das segredos da admiuistrac.
Senda assim o nobre deputado pode chamar de
leader a um deputado da minora
Eu na sou leader, nem estou dispastu a fazer a
figura do Sr. Barao de Na?areth n'esta casa, que
fallava em tudo muito bem
Ditas pois estas palavras, Sr. presidente, espero
que os nobres deputados se convencero das ne-
cessidades da provincia, sabendo d'ora par diante
aproveitar melhor o seu tempo.
O bem da provincia o que desejo.
Tenho dito.
O Sr. aspar de nriii aond Fillio
(pela ordem) fat observacoes.
O Sr. Regueira Coala(Nao d volveu o
acu discurso).
Vem mesa, lido, apoiado e entra em conjnuc-
tamente em discusso o segaiute requerimento :
Requeiro adiamento da discusso par 24 ho-
ras. Laurctico de S.
Ninguem pedindo a palavra, encerrada a dis-
cusso, deixando-se de votar por falta de numero.
Passa-se
2.a PARTE DI ORDBM DO DA
Entra era diacuasao, que fica adiada, o projecto
n. 50 de 1881.
O Sr. presidente levanta a sesso, designando a
seguinte ordem do da : 1* parte : continuaco da
antecedente ; 2 parte : tambem co.itiuuacao da
antecedente e mais 2" discusso do projecto n. 53
d'este aona.
lei n. 1.857 de 1885.A' commisso de legslac".
Uuia petico do teneut: Manoel Bernardo Go-
mes Silverio, eserivao do crirae de Limaeiro, re-
q lerendo que se marque quota para a Cinara
Mtniieip.il d'alli pagar-I c 15095'J, de custas ju.
diciie?.A' commisso de orcamento municipal.
Outra de Auna Marques Pereira do R.-go, pro-
fesora contratada de S. Jas da Egyipt, reque-
men lo ser considerada effectiva.A' commisso de
inst'ucco publica.
i 'utra da mesma, requerenda pagamento de wn-
cineiitns de accardo com o regulamento de 7 de
Abril.A' commisso de instruccao publica.
'utra da mesa regedora da irmandade do Di-
viuo Espirito Santo da Clegio, requeren lo pre-
ferencia na extraeco, na presente exereicia, de
duas partea da suas loteras.A' comm33ao de
orcaniaiita provincial.
utra io cap-to Francisca Nogf.eira de Quer-
rs Granja, requer.-ndo pigamenta de 80JO0J de
remedios e tratameut que dispenscu em Laopal-
dua, em 1878, aos atacados de febres e hydro-
pesia.til coramis?o de orcamento provine: I.
Outra de Isabsl [guacia de Gusmo Viliela, re-
quereudo ser noroeada para urna cadeira de ins-
truccao primaria.A' commisso de instruccao
publica.
Outra da rman lade de Nii3a Senhora do Rasa-
ro da Boa-Vista, requerenda preferencia u ex-
triecio es de duas partes das loteras concedidas
para suas obras.-A' commissa-a de oreara .-uto
provincial.
Outra ade Nossi Senhora da Assumpca da
Imperial Capella da3 Frentsrras da Eitaucia, re-
quereudo o inesmo de duas partes tambem. A
coinmiss de ornamento provincial
Outra de Alexaudre Rodrigues Ferreira, re-
querendo que fique aera ctfcita a pcnliota de sua
casa de taipa por impostas, porque tem apenas de
40 a 50 palmos de fundo e %) de frente A' com-
- de legislacao.
Outra de Francisca de Assis Fernande3 Vianiia,
requerendo pagamento de 230 que lhe deve a
Cmara Municipal da Victoria.A' commisso de
orcamento municipal.
Um cilicio da Cmara Municipil de Bam Jar-
dim, pedilo que se ma>quc a quita de 4:0004000
para ser auxiliada na compra de um predi a para
suas sessocs e cadcia.A' commisso de orea-
meato provincia..
0 Sr. presidente em seguida dissolve a reunio.
EMKSVS A?B2BESTaTMS BH 2' DI-CUSSao
AO ABC. '' DO PKOJECTO H. 43 UE 1886
(OSQAKEBTO PBOVEJCIAL).
N. 97 Onde coub -r. Na hypothese de ser
supprimda a cadeira regida pelo prof3sor Jos
Feliciano Becerra Aguiar, seri elle notreido paia
qualquer cadeira de 2J entrancia.Luz de An-
drada.Rogobsrta.Dr. Joao de S.Joo Al-
ves.Lourenco de S.
\. a r ia Bella-Vista no Arraial, concedida pela lei
n. 1,713 de 188.'. Ferreira Velloso,
N. 93. Onde couber. 2 lampeo s para a en-
trada da Batas-Verde na Capung, 2 ditos pera a
ponte do Porto do Lasscrre, tambera na Capunga,
'JO ditos pira a estrada di Encruzilhada at e
Salgadinho, 8 ditos da mesm i Encruzilhada at a
pan! d i M iduro, 8 ditos para a ra da Bella-Vis-
ta no Arraial, j concedidos pela lei n. 1,713 de
1882. Ferr-ira Velloso.
N. 100. Ac-re3cente-se a quintil de......
476^300 para pagamento do que despendeu Liu-
rindo Marojaes de douia cora o sustento dos pre-
sos j abres na cad a de Flores.Dr Pitangi.
N. 101.Oiid.- couber. 12:00)4 para empadra-
neuto c reparos do ram il da estrada de ro lagem
de JaboatSo Becada. Jja \lves. Julio de
Barres.Ragab-rto.Lua de Audrada.Roiri-
gues Porto. Lureuc (le S Constantino de
A baqoerqoe. Sopluanio Porte|la. Ferreira
Velloso. Baro do Itapissurna. Vise ande de
Ta'iatinga.Joo de Oliveira. -Solonio de Mello.
Juvencio alaria. Dr. Pitanga
N. 102. Para ser enllocada onde cob-T. 2
lampeo :s na ra da Fundicao em Santo Amaro, 1
na t'rive88a do Goncalves, 1 na travessa do Fer-
reira e 1 na travessa de Joi Veigas, tudo em
Santo Amaradas Salinas.Jos Mtria.
N. 103.Fica em vigor o 7, 1 parte, do art.
6 la lei n. 1,713. Baia de Itapissurna. Dr.
J o de S.
N. 104. Fica em vigor o 12 do art. G da le
n. 1,713 da parte referente a estrada de ro lagem
de Itapissurna a Santa Rita cm Pao d'Alha.
Baro de Itipissuma.Dr. Jao de S.
N. 105. Pica em vig ro lt do art. t da lei
n. 1,713.Bardo de Itapissurna. Dr. Joo da
N. 106Aa 5. Dep is das palavras2o offi-
cial, accreseente-se : que vagar por morte oa ac-
cess '. Juvencio Marjz.
N. 107. Aa 73 aecrescente-se : inclusive o
que se dever a Diogo Carlos da Almeida e Albu-
querque, de ordenado que deixou de percebjr co-
mo designado para reger a cadeira de instrucc.
primaria do Gyinnasio Peruanbueano, de 1 de Ju-
lh. de 1883 24 ie Junho de 188l,augraentaudo-
se para tal fim a respectiva verbi. Juvencio
Marta.
N. ,108. Ao 73 accreseente-se : inclusive
12:1324100 de transportes C rapanhia Pcrnam-
bucana, augmentanda-ae a verba.G. Prente.
oelh i de Maraes.
htviSTA DIARU
I wiuw
/
REUNIO EM 4 DE MAIO DE 1886
PESSIDENCIA DO EXU. Stt- DB. JOS MAS JEL DE BABEOS
WANDSBLBy
Ao meio dia, feita a chamada e verificando-se,
depois de urna espera de 15 inmutas, estarem pre-
sentes apenas os Srs. Rats e Silva, Rodrigues
Porto, Joo de Si, Soarcs de Amorira, Hercuiauo
Ban leira, Augusto Frankln, J.a Alves, Julio de
Barros, D mingues da Silva, Reg Barros, Costa
Gomes, Ferreira Velloso, Rogoberta, Sophrouia
Portella e Lua de Andrada, o Sr. presidente de-
clara nao haver sesso.
O Sr. 1. secretario procede leitura do se
guinte
BXPEDtESTE
Um cmcio do secretario do governa, transmit-
tindo copia dos olficios da Cmara Municipal de
Ouricury, em que pede relevaco da multa a que
est sujeita pila disposicao da art. 51 da le
n. 1,718.A' commisso de orcamento municipal.
Outro do secretario da presidencia da Para-
hyba, agradecendo a remessa dos Annaes de 1886
desta Assembla o prometiendo mandar em breve
urnas colleccoes das leis d'aquella provincia.In-
tuirada.
Um abaixo assiguados de criadores residentes
n manicipio de Cimbres, representando contra a
Asoembla Provincial Fuueoionou
hon'iin, sob a presidencia do Exn. Sr. Dr. Jos
Mmiel de Barros VVanderley, teudo comparecido
,'l Srs. deputados.
Foi lida e approvada, sem debate, a acta da
sesso antecedente.
O Sr. t secretario i racedeu leitura do seguin-
te expediente :
Um offici- do arcr'tario do governo devolveado
informada ,i petico de Joo Baptista Estevcs de
Suiza.A' quem fea a requisico.
Outro do mesmo, dem um exomplar das resolu-
coes saneccionadaa aob na 1,867 a 1,869.A' ar-
chivar.
Urna petico de Antonio Claudio da Olivura e
su i inulher Joseplia Catharina de Oliveira, pro-
fe-sores contructados na Pedra ae Buique, reque-
rendo serem conside ados effectivos no magi'terio
primario.A' commisso de ius'rucco publici.
Outro de Antonio Francisco Cord uro de .Mello,
capito do Cirpide Polica, requerendo que ao
tempo era que pedir sua aposentadona lhe seja
. uta lo em dobro o t-mpo que servio na campi-
nha do Paraguay.A' c immissa de legislacao.
Outra de Manoel Barbosa Cavalcante, requa-
rendo pagamento de 6514750, que lhe deve a Ca-
rnaza Municipal de Nazureth de custas judicaes.
A' commisso de orcam-nto municipal.
Out-* de Jos Firmo Xtvier, proprietario de
duas mei'aguas ra ao Dr. Epaminoudas de Mel-
lo, requerendo dispensa do que leve djj dcimas e
cusas a contar de 18Y7.A' commissa do .orca-
mento provinei .1.
Outra de Mara Gertrud ts de Jess Xavier,
oroprietaria do tres mei'aguas, requerendo o mes-
mo que o de cima.A' mesma commisso.
Outra de Leonardo Bez-.rra Leite Cavalcante,
arrematante dus imp'stos municipaes de Santo
Antonio de Buique requerendo um abate da terca
paite do valor da arreraataco.A' commisso de
orcamento municipal.
Outra de Jo? MuuizTeixeira Guimares, pro-
fe sor publico da idia do Jardira, em B irreiros,
requerenda um anua de licenca cam vencim -ntos
para tratar de sua sale. A' commissa de pati-
90.S. ,
Approvaram-se : um%arecer d* cimmitsaa 4
legislacao e outra da de peticoes, solicitando in-
formacosfl acerca do requerida .pir Mauoed era
dito de Albuquerque o Jos Gonsalves Ferreira
Guimares ,
Foram imprimir os seguotos projectos, siendo
o de n. 84 precedido de parecer da commisso ae
PeNC8*. Man lando pagara D Porcia Constanca
de Mello, 18*0 10 oor forma da biograph.a de Ma-
noel de Carv.lha Has de Andrade esenpta pala
commendador Antonio Joaquim de Mello.
N. 5. Auturisaado a nomear-se a profess.r
pertcular D. Iabel Emilia de Oliveira Lib', para
qualquer caaeira de lustruocio primaria.
Rejeitou-ae o requeriminto do Sr. Jos Maria.
sobre o delegado do Io districto da capital e foi
retirado a pedido ao Sr. Prxedes Pitonga o seu
requerimento sobre :i suppresso de trens da es-
trada de ferro do Recife Casanga.
O r. Jos Maria, pela ordem, enviou a mesa un
ahaiso aasignados de passageiros da referida es
trada, o qual ficou sobre a mesa afi n e tsr oppoi-
tunamente o/Conveniente destino.
Adiou-se pela hora a di8Cus.o de um requer,
ment do Sr. Jos Mara sobre acontecimeutos de.
Tacarat, orando o mesmo Sr. deputado e o Sr.
Joo Alves.


n
iario de PernambucoTer^a-feira 18 de Maio de 1886




Tendo se annunciado celar na ante-sala anta
tommieso da Associac&o dos Fuuccionarios Pro-
vincaes do Pernambnco, o Sr. presidente nomeou
para eom ella irem entender-se aos Srs. 8oares
de Amorim e Rodrigues Porto, declarando aquelle
pe ordem que a referida Asgociacao enviaua p-
sames Assembla pelo infausto e prematuro pas
samcnto de seu presidente, o Dr. Antonio Fran-
cisco Uorreia de Arauje.A Assembla ficou
inteirada.
Paasou-se 1" parte da ordem do dia.
Adiou-se pela hora a 2 dgcussao do projecto
B. 43 deste anno (orcamento provincial) sendo
apoiadas diversas emendas e tendo orado o Sr.
Prxedes Pitanga.
Passou-se f" parte da ordem do da. .
Votou-se e foi approvado em 1 discusso o pro-
jecto n. 30 deste anno (restabelecendo a lei n.
y81), sendo dispensado do intersticio a requeri-
mento do Sr. Herculano Bandeira.
Votou-se e foi approvada a emenda n. 3 ao pro-
jecto n. 163 de 1882 (carris de ferro) sendo o pro
jecto approvado em 3a discusso,remettido com
misso de redaecao e approvado um requerimento
do Sr. Joao Alves para ser cada urna das emendas
redig i a em separado.
Approvou-se em 2* discusso o projecto n. 37
deste anno (subsidio e ajuda de custo dos mera-
bros da Assembla Provincial na prozima legisla-
tura)-
Encerrou-se, depois de orarem osSrs. Joo de
Ohveira e Luiz de Andrada, em 2a discusso, com
um requerimento de adiamebto, o projecto n. 21
deste anno (suppresso do 3 districto de piz do
Rio Formoso), nao se votando por falta de nu-
mero.
Adiou-se de novo, pela hora, a 2* discusso do
projecto n. 27 deste anno (fixaca da forca poli-
cial), tendo orado o Sr. Rodrigues Porto.
A ordem do dia : 1* parte : centinuacao da
antecedeute ; 2 pare : coutincacao da antece
dente e mais 1* discassao dos projectos ns. 13 de
1885 n, 55 deste auno 2 dos de ns 30 de 1885 e
54 deste anno.
v^DiNeurno Por ter sabido truncado na toltaa
de domingo, reproduzimos hoje o que devia ser
proferido na Assembla Provincial, pelo Sr. Dr.
Jos Manoel de Barro i Wanderley, e que por n-
commodo d'eile foi lido pelo Sr. Dr. Regueira
Costa :
Cabe-me o duro dever de communicar o triste
passamento do nosso distincto ccmpanheiro Anto-
nio Francisco Correia de Araujo.
Com a alma enlutada por to terrivel golpe,
mal vos posso transmittir este lamentavel aconte-
cimento.
Amigo de infancia do Ilustre finado, habi-
tuado a apreciar as suas virtudes cvicas e par-
ticulares ;hoje, que vejo cortados os I ames de
relacoes pela terrivol fouce da morte, com difncul-
dade vos posso transmittir o doloroso sentimento
de que me acho p issuido, porque as dores agudas
teem a propriedade de suffocar as manifestac,oeg
do coraeJo.
Deizaudo outros mais habilitados a tarefa
de fazer a apologa das qualidades que ornamen-
tavam o Ilustre finado, restrinjo-me a dizer vos
que como particular distingua-ge o nosso inditoio
companheiro pela sineeriaade do seu carcter,
ameniaade de trato, exemplo de pai extremoso,
modelo de esposo, e como poltico era urna verda-
deira esperanea da patria, o fiel e estrcuuo defen-
sor dos interesaos do partido que lhe havia con-
ferido nesta provincia quasi o basti de chefe.
Espirito recto, de vistas largas, de elevado
sentimento patritico, era o nosso distincto com-
panheiro o eentro para onde convergiam as vistas
dos nossos ccinpanhcirosquemilitamsobab.il-
deira do partido conservador.
Se as lagrimas, que derramo neste momento,
surocam-me a voz e me vejo na rigorosa obriga-
eao de interceptar as manifrstacoes que o impulso
da amisade me levava a fazer, resta me aiuda
forca para pedir -vos que cou-ign- is na acta u u
vot de pezar pela prematura morte do nosso in
feliz companheiro de trabalho, e que se levaute a
sessao.
V'iiu mesa um addtivo ao requerimento, tam-
ben assignado por todos os Srs.deputados presen-
tes, para que esta Assembla se Uzease represen-
tar nj funeral dj fallecido, por um commissao de
cinco membros das cmaras vitalicia c temporaria,
dirigindo-se aos meiinos por trlegramma.
Approvados por unanimidade do votos, tanto o
requerimento coaio o additivo, o Sr. presidente
nomeou os Srs. aenadorea Joo Alfredo e Soares
Brando, e deputados Rosa e Silva, Gonealvcs Fer-
reira e Beltro, para tacercm parte da commissao
referida, e em seguida levantou a sessao.
SGoverno lo blupailoDiz a Aurora.ae
16 do coi-rente que, de 10 13, foram passadas :
Proviso de vigario da freguezia de Porto Calvo,
em Alagoae, por tempo de mais um anno, a favor
do Rvd. Ivo Jos Pereira da Uoata.
dem, da freguezia de Cruaogy, ntsta proviocia,
por mais um anno, a favor do Rvd. Antonio Rjge-
r:o Freir.
dem, de moco de coro da catliedral de Olinda,
a favor de Jos Alipio de Moraes Serpa.
Repreaentantea da naco -No paque
te Baha pissaram ante hontem pira o sul os
Exms. Srs. conego Manoel Jos de Squeir Hea-
des, senador pelo Para, e Dr. Samuel Wallace
Mac-Dowel e conego Joo L da Costa Aguiar,
deputados geraes pela mesma provincia.
Saudamol os cordialmc-nte,cora especialidade aoa
dona primeiroB, aos quaes nos prendem lacos es
treitos de gratido pelos muitoa desvellos e ca i-
nbos de que cercaran o leito de morte dono-pro-
GOMMERCIO
Bofoa coinmerclal de Pcrnam-
taKt
RECIFE, 17 DE MAIO VE 18nb
As trea oras da tai de
'-G/acoc* oi/ioes
Apolices proviociaes de juros de 7 0/0, do valer
de 1:000*, ao par.
i\a hora da liols
Vcnleiam-se :
11 apolices proviociaes.
9 ditas idem.
O presidente,
Pedro Jos finio.
Pelo a, cretaric,
Augusto P. de Lcmos.
M oe Maio de 1886
prietario deste Diario, Dr. Feliz de Figueiroa Pa-
ria, e pelos que diaptesaram ana familia naquelle
transe angustioso, e, depois, at sua chegada
esta provincia.
C'ollaoo e pocae do cariesLemos
na ^urora de 16 do crrante :
No dia 6 do crrante mee, na capella do pala-
cio da Saleiade, teve lugar a collacio dos nossos
amigos conegos Dr. Ananias Correia de Amaral e
vigario Jos Ya* Guterres, o primeiro em urna ca-
deira de prebenda inteira da cathedral de Olinda,
e tendo por paranymphos os Rvds. arcediago Dr.
Luiz Francisco de -vraujo e conego Antonio Eus-
tachio Alvcs da Silva ; e o segundo em urna ca-
deira de meia prebenda d i mesma cathedral, aendo
paranymphos o mencionado Rvd. arcediago e o
conego Dr. Joaquim Graciano de Araujo. Na tar-
de do dia 8, na cathedral, foi-lhes dada a posse ca-
nnica pelo Ilim. o Rvd. cabido, coai todas as for-
malidades do eatylo.
Fiado o acto o Rvd. Sr. conego Jos Vaz CJui-
terres convidou ao Illm. corpj capitular para um
copo d'agua, durante o qual reinou a maior cor-
diahdade. Nossas felcitacjs.
Diccionario de Edacaco e Enainr
A Livraria Franeza, roa Primeiro de Marco,
recebeu a caderneta n. 26 deste dicci mario, me-
lhorado pelo Dr. Jos Nicolao Raposo Botelho.
Telegramma de pezames Do Exm.
Sr. Dr. Ji s .Vloreira Alves da Silva, digno presi-
dente do Rio Grande do Norte, recebemos ante-
hontem o seguinte telcgramina :
Natal, 16 de Mato, s 2 horas c 26 minutos
da tarde. ,
Associo-me ao luto que cobre rainba provincia
pela morte do Dr. Antonio Francisco Correia de
Araujo
Transmita mcus pezamrs i familia do Ilus-
tro morto.
Da mesma provincia do Rio Grane ^o Nor-
te recebemos hontem este outro telegram Natal, 17 de Maio, a 12 horas e 15 ornatos
da tarde.
" Em signal de pezar pela morte do Dr. Anto-
nio Francisco Correia de Araujo, a assembla
d'esta provincia, sob propocta do deputado Dr.
Souto, resolveu, por unanimidade de votos, suspen-
der a sua sessao de hoje, lancar na, acta um voto
de pezar, e -otnmunicar o facto Assembla Pro-
vincial de Pernambuco.
Club de Regatas Pcrnambucau
Realison-se ante-hontem tarde, na baca doCa-
pbaribe, correspondente ao gazometro, a 3a re-
gata das promovidas pelo Club de R gatas Per-
nambucano.
A tarde esteve explendida e o lugar das corri-
das garbosamente ataviado com bandeiras e ga-
llardetes, sobresahindo a archibaneada, de que
j nos oceupmos, e que foi oceupa ia por cerca
de 500 espectadores, entre os quaes grande nu -
mero de senhoras, aa primeiras autoridades da
provincia e militas outras pessoas giadas.
Uica multido computada era 4,000 pessoas oc-
cupava aa margena do no, a ponte da Boa-Vista
e grande numero de cscaleres e botes n >a extre-
mos e ao largo da raa.
Tudo coreu Da maior ordem, dando absim real-
ce 4 feata, que anegivelmente foi a mclli r das
\\i< tem realiaado o Club.
Abri a regata o hyinno do Club, tozado por 4
bandas de msica e saudado por um? grande gi-
rndola de foguetes, e f> a festa ence o bymno nacional e cutra grande gyrandola de
foguetes.
Foi este o resultado dos pareos :
1Entre a baleeira Vencedor c o eacaler Tei-
moio, na distancia de l,(XK) metros. Ganho i Vea
eedur o premio, que era 30i000.
'Entre oa Out rigger de 2 remos Irene c
Elctrico. Vnceu Irene, tendo por premio ineJa-
Ihas de praa. Distancia 1,000 metros.
3oEntre o escaler 1 de Marro e a b-ileeira
Arsenal. Vencfiu este ultimo, ganhando uiodallias
de prata. Distancia 1,200 metros.
4"Entre os Ojt-rigger-racing-gig Capibaribe
e Relmpago, ambos do Club. Ganhou o premio
de. inedalhaa o primeiro. Distancia 1,200 uwtroa.
5Entre a baleeira Zila e o escaler Cortara
Negr>, ganhando premio de maMkcCMMi ulti-
mo. Oslxneia 1.200 im.tro?.
6"tntr.i og Oat rigger-racing gig Relmpago
e Capibar be, veneendo o Ilclampugo, qm receben
un premios medalb-s de pr.ita. Distancia 1,000
metros.
7"-Entre os escaleras de l> rnnii Dou* Irmaox
e Carolina, veocendo este ultimo, que recebeu o
premio do V). Distancia 1 000 metres.
Tribunal do Jury do Kccil*e N-.-stc
tribunal foi hontem subinettido a julgainento o
r Jos Candido de Oliveira, pronunciado no art.
193 do cdigo criminal.
Foi coudeinnado a 7 anuos de pristo.
Patrocm m a caua o Dr. La:x Rjdrigues Fer-
reira de .Meuczcs Vacjncellos de DruminonJ.
I'nioomentuDizea-nosdi Cabo que all
fallecen, a 16 do corrente, de lesao cardiaca, o
procurador de causas Jos El >y de Paira, na ila-
de de 58 anuos.
O finaio era major da guarda nacional e secre-
tario da cmara municipal. Foi subdelegado do
1 districto na situac.io liberal.
Morreu pobre, deixndo em penuria sua nu'ne-
ro3a familia, compoata de viuva, 5 filhis e 4 fiii-
chos meuorea.
Paz sua alma.
* IMario Recebemos o n. 9, de 15 do cor-
rente, deata reviata de molas. Traz fa'gurin is
coloridos e folha de nuiles.
X-irque 180,G00 kilos i ordem.
P-tacho nacional Julia, entrado do Rio
Grande do Sul, no dia 16 do corre te e
consignado a Amorim Iroiaos & C, roa-
niteetou :
Xarque 186,120 kilos ordem.
Comit Ll iterarlo AcadmicoRea-
lisou-ae anto-hon I(di,b l.ni 11111 < i c'i c eclu
gar do costume, urna eeseto xcagoa deesa associa
cao, sendo presidida pelo respectivo vicepresi-
dente Sr. Goncalves de Mello.
Fallaram diversos senborec, seado que o fez em
primeiro luga r o confeceaciador o Sr. Tbiago da
Fonaeca, que dissertou cobra a existencia da so-
ciologa.
Durante a solemnidad*, tocou a banda de m-
sica de corpo de polic-"
Eativeram presentes commiscoes de aasociacoes,
representantes da imprensa e pessoas gradas.
Dinheiro O paquete Baha trouie do norte
para :
Diversos 21:703/820
O mesmo paquete levou para :
Rio de Janeiro 8:350000
Macei 4:800/000
O paquete Espirito Santo trouze do sul
para :
Diversos 45:980/700
Aainatolandou diier o deleghdo de
Tacrat, conforma se vi pe'a parte policial, que
4 do corrente fra aagapsinndo, por um guipo
de malfeitores que infestan a comarca, o .Ifercs
Joi Bcdroz de Araujo.
Proclaman de rasnmenlai- Foram
lidos na matriz da Grafa no dia 16 do corrente os
seguintes :
Marcos Ribeiro Pires, com Lina Euataquia de
Oliveira.
Fabi-j da Cunha Galvao, com Julitta Augncta
Ferreira Coelho.
Jos Francisco do Nasciaacnto, eom Anna Mana
da Couceico.
lliipUal Porluguez-O movimento das
enfermaras deste hospital du ante a semana finda
foi o seguinte :
Existan em tratamento...... 18
F.ut raram................... 'i
S.ihirain curades.
Altandeqa De 1 a 15
dem e 17
Recebkdoria -I) l a 15
. d 17
Consulado paovisciAL'J
dem de 7
309:373826
26 347.982
335.721/808
20:315*891
1:190.044
I a 15
RsClTE DBAYSAGE C I a 1*
dem Je 17
21.505;935
69:926*990
2 979.-130
72:90<; 120
11:019/747
2:758 571
13:778;318
AlTERACO da pauta
Para a semana de 17 a 22 do mez de Maio
de 1886
Algudao .^m rama, 367 rs. o kilo.
Couroa seceos salgados, 494 rs. o kilo,
nuros verdes, 275 rs. o kilo.
Assncar refinado 28; rs. o kilo.
Vapor americano Finance, entrado de
New York e escalas no dia 16 do corrente
e consignado n H. Forster & C, tDanifes-
tou :
Carga de New York
Amostras 1 volutne ordem.
Arcos p.^r i borrical 250 fixe a Viuva
Marques & Filho.
Brea 100 barricas ordem.
Bnnha 50 barris a Joao F. de Al-
meida, 0 a liosa & Queiroj, 50 a Joa-
quim F. de C.-rvalho & C, 50 a Joaquim
Duarte Siraocs S O., 50 a Djining-is Fer
reir da Silva & (i., 50 a Fraga Rocha &C,
100 a Paiva Vtlente & C-, 50 a Costa &
Medeiros, 25 a Guimaraes (S C., 20 e 4
caixaa ordem
Canos de ferro 1 orcVra.
Drogas 4 volumes a J. C. Levy < C.
Farinha de trigo 100 barricas a P-reira
Carneir.i & C, 250 aos consignatarios,
110 a Paiva Valente & C.
Fogos da chirra 50 amarrados a Rosa &
Qu iroz 50 a Joaquim Duarte Sirnu.-s
& C, 40 ordem.
Maizena 100 caixas a Domingos F. 'a
Silva & C, 50 a Joaquim Duarte Siin-s
& C 30 ordem.
Mercaduras diversas 35 v dem, 5 a J. A. dos Santos, 17 aos consig-
natarios, 23 a F. Manoel da Silva & C.
Oleo de linhaca 8 barris ordem
TVcidos diversos 6 volumes a L. A. de
Siqueir i, 4 a N. Maia d C, 2 a A. Veira
A C.
21
........ 3
Ficiin em tratamento....... 21
24
Continua de semana o Sr. mordomo Jos Go-
mes Forreira Maia.
Crunnii.vEnerevem-nes em 13 do corrente :
Lendo o Diario de 17 do m tivemos a noticia da sentida m^rte du Dr. Feliz
de Figueiroa Faria.
Contristou-nos bastante tal noticia, pjis co-
nheciaraog de perto aquelle carcter lhano, aquel-
le amigo dedicado, aquelle que sabia tratar bem
h todos, despido disto que se chama orgulho e li-
sonja.
E triste bai'xar ao tmulo tao moco, quanJo
a ventura aponta um risonho porvir E', com ef-
feito, para lastimar, para sentir urna peda tao
grande !
Sensibilisa-aos do intimo d'alnia a perda da
urna vida ccifada pela pesada mao d'aquclla que
nao isenta o pobre, o neo, o nubre, m plebeu, e
que traz t >dos na irrevogavcl lei do destino que
nos da a Divina Providencia.
" A' sua Ez:na. familia c a seus dignos raos,
i-iwiamog nossas condolencias.
o Estamos recciosos do invern por ter sido
irregular, pois que a atmosphera, ora carr-'-j-i-se
de nuvens densas, ora torna-se tao lmpido o fir
mamento que parece perfeito v ra. A exee uto
de hontem e hoje, que passaram por aqui dois agua-
ceros, anda nio choveu eite mez, e so Dcus nao
no3 maular um poucodothesouro atmoipherco
estarA tudo perdido.
As nuvens teem seinpre gyrado da !este
ueste, e einquunto nio virmos o solano soprar
tangendo as de sul a norte, nao c-emoa no inver-
n, apenas sira ein alguns aguaceiroe, e valba-uos
isto ao menos.
Em diaa do mrz prozimo p.issndn, foi preso
Eustaquio Lino de tal (Eu>taquilino aqni vulgar-
mente conhecido), como pronunciado em crinVi de
furtos de eavallos, sendo a pi silo mandada effoc-
tu:ir pelo I- snpplente Joaquim Jote l'ereira de
Lyra quanij em exereieio estava. Foi boa 00-
Itieta.
Est ni exereicio de subJelegado o 2- sup-
plente Fel'etno Barbosa da iva. A tranquil-
lidade puolica uu tem sodido altcntcS-j al
guma-
" Ete lugar tem sido inv.i lijo psla ..phtalir.ia,
ramir.ii do aanrue e algumaj febres ; porm, ist-(
pioorio aqui as inud.iue is do invene para o
verlo e vico-versa .
liCilen.Eff.ctuar-se bao:
Ain inh :
Peo agente hartios, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 16, de urna carta de apalenca civil.
Velo agente Modetto Baptisla, s 11 h iras, na
ra do Inperador n. 7, de movis, lonea, vi-
dros, etc.
Pelo agente Pinto, ao rauio dia, ni na de Fer-
nandez Vieira n. 32, de move:, loucas, vidros, et:.
Qujnta-feira :
Pe'o agente t'into, s 11 biras, na rui da So-
Iedade n. 84, de movis, loucas, vidros, etc.
Ilisini runebre*. -Serio celebradas:
Hoje :
A's 8 h iras, na matriz de Palmares, por alma
de Manoel de Barros Wauderley : i>s 8 horas, na
matriz da Boa Vista, por alma de D. Mana da
ConcciQo do Albuquerque Regueira; as 7 1/2
hora", na matriz da Boa Vista, po alma de D. Ma-
ra de .-Vb'.i iiierque Martns Pereira ; s 7 horas,
no Carmo, por alma de Jorgo Goncalves Cbaves;
Rezendc, '00 a JoSo V. Alves Malhcus
Tapioca 10 encapados aos mesmos.
SESPACaOS DE liXPOHTA(')
Em 15 de Maio de 1886
Para o exterior
N patacho inglez Trust, carregaram :
Para New-York, P Carneiro & C. 3,000 saceos
com 225,000 kilos de assucar maseavado.
No hrigue gueoo Atler, carregou :
Para Hull, C. P. de Linos 200 fardos trspoe.
Para o Interior
s 7 1/2 horas, na Gloria, por alma de D. Mara
de Albuquerque Maitins Pereira.
A's 8 horas, no Espirito Santo, por alma de
Bernardino Duarte Campos ; s 8 horas, na matriz
da Boa-Vista, por alma de Marcos Gomes Pedro-
sa ; a 7 horas, na matriz de S. Jo por alma
de D. Francisca Maria des Santos Sement.
Quinta-feira :
A's 8 horas, na capella do Gymnasio. na matriz
de Santo Antonio e na de Gamelleira, s 9 horas
as matriaes de Palmares e na de Pao d'Alhu e
na capella de Beberibe. por alma do Dr. Antonio
Francisco Correia de Araujo ;. e s 8 horas, na
matriz da Boa-Vista e Palmares, por alma de D.
Oavnlind Doprat.
Operaran clrarglcaFei praticada no
hospital Pedro II no -dia 17 do corrente a se-
guinte :
Pelo Dr. Malaqnias :
Esvaeiamento do osso tibia indicado por uecrose
do osso e fstulas.
Pelo Dr. Berardo:
Eztraeeao de catarata dura pelo processo de
retalho perifrico, com iridectomia.
Lotera Extraordinaria do Vpl-
-ancaO 4 u ultimo sorteio das 4a e 5* series
dcsta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, eer extrahida a 12 de Junho prxi-
mo.
Acbam-sc exfiosto a venda os restos des bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marc >
u. 23.
Lotera do BioA 4' part; da lotera n.
196, do novo plano, do premio de 100:000#000,
ser extrahida ajnanb 19 do corrente.
Os bilbefcs acbam-se venda aa Casa da For-
tuna ra Pri Tainbem acham-se venda na praca da Inde
sia ns. 37 e 3t>.
Lotera te Macelo de OOiOOOOOO
| A S' parte da 12 lotera, cujo premio grande
de. 'JUOtOUtUiUO, pelo novo plano, serextrhida
ropretTivelm- ate no dia 18 de Maio s 11 horas
da manh.
Bilhi.-tes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependcj.-ia ns. 37 e 39.
Lotera da orleA 4 parte da 64 lo
teria dr.corre, cujo premio grande de 100:000,
ser extrahida no dia de Maio.
Os bilhetec acham-se venda na Casa Feliz,
prar;a da Independencia ns. 37 e 39.
Tambemse aeham vendana Casa da Fortuna,
tua Primeiro de Marco n. 23.
Matadoo.ro> Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 79 rezes para o consu-
mo do dia 18 de Maio
Sendo: 65 perteneentes aos Srs. 'Jliveira Cas
tr i & C, e 14 diversos.
rrcailo llnniriiiiil movimentodeate Mercado noadiac 16 e 17 do cor-
rente, foi o seguinte:
Entraran :
75 bois pesando 11,221 kilos.
615 kilos de peixe a -O i is
83 cargas de farinha a 200 res
35 ditas de finetas diversas a 300
res
30 uboteiroF a 200 res
36 sainos a 200 ris
Foram oceufadoe :
43 eoluuriaoa 600 ris
58 cdrnpartiuientoa de familia a
vilO ris
4> co-npiitimentos de cernidas a
500 r:s
155 ditos de leguinus a 400 ris
34 crxupartitnentos de suiuo a 7 -ia
21 dito'fe rraccaraa a ROO rcis
20 tainos n 500 ris
4 ditos de ixit-m a ~'i>
108 talhos de carne Verde a 1
12900
ltibOO
10;500
tiiOOO
7i20u
5i8H'
29 i icO
224500
62*400
23 810
14-40'
404000
2*U"j
108 i)"'
Deve t<-r cido arreea Jada uestes dias
a qnantia de
e'oii (loa < di M.uei a 18 di
corrente, rccebhtoa
dem at 17 do corrente
Foi arrccadiulo ijoido no da 17 do
corrate
Precw do da :
Carne verde a 280 e 40 ) lis o kik.
Siiin-w a ftt) 640 r.^is i le.n.
Catuciro a 6X> e 80) ris idem.
Farinha de .'12 > a 600 ris a cuia
Milho de 320 a 44 > ris dem.
Fejo de 800 a l 200
381100
5j80>
386*900
2fl>0
381*200
TIBLICACOES A PEDIDO
A' ju*tica e a enridade do Bvdni. pa-
dre Lyrn. cx-pro parodio de Pao
d'Alno.
A fiaca penna de um profesora jamaic pode
eufficenteutedescrever as virtudes caractersticas
j' stii,a e raridiide, que resplaudicem na pegjoa do
padre Scnza Lyni, por isto, apenas, apeuas camo
HCiTECimo, e nanea completando o que diz o Diario
do 1* de Maio torrente, assignado A jnstica social,
victo, cerno apreciadora de isas duas virtudes,
mais de 14 nne., cumplir um dever. fazende-as
rtcommenJadiis ao pnblico de Agua3-Bellas, para
Toucinho 20 barra ordem, 20 a Do-
mingos F. da Silva & C., 70 a Domingos
Cruz <& C, 15 aos consignatarios, 14 a Gui-
marSes Rocha L7rna7gTreperua"blK15 de Mam de 18=6. <:> *<"* ^'^ & *, "> a Cos-
ta & Medeiros.
Os eonterentes,
Raymundo F. de O. Mello.
Adolpho Gentil.
DESPACHOS DE IMPORTACO
Patacho dinamarquez ^4mor, entrado do
do Rio Grande do Sul no dia 14 da or-
renie e consignado a Baltf-r Oliveira d C,
manifeatoa:
Carga do Para
Carne de porco 11 barris aos consigna-
tarios.
Carga do Maranhito
Farinha do mandioca 650 saceos a Amo-
rim Irisaos & C, 500 a J. F. de Albu-
auerque, 3l5 a L G. da Silva & Piato,
400 a Bailar Irmaos d C, 350 a Maia &
No patacho nacional Maia 2, carregou :
P ra o Rio Grande do Sul, F. A. de Azevedo
200 barricas com 16,300 kilos de assucar branco e
25 ditas c m 2,225 ditos de dito uiiscavi.do.
Para Porto-Alegre, F. de Azevedo Souza 150
barricas ca 16,610 kilos de assucar branco e 100
ditas com 10,837 ditos de dito maseavado.
No vapor americano finance, carregou :
Para o Rio de Janeiro, A de Araujo Santos
800 saceos com 53,00 kilos de carocos de algodao.
No vapor nacional Baha, carregsram :
Para o R'> de Janeiro, Balur Irmaos & 0. 15
ipas com 7,200 'itros de agurdente ; S. G. Brito
loO saceos com 7,500 kilos de assucar branco e
100 ditos com 7,! 00 ditos de dito maseavado ; V.
da Silveira 600 saceos com 39,000 kilos de assu-
car branco ; J. C. de Alouquerque Filho 2 0
chocos cora 12.00 > kilos do assucar branco e 300
dit s com 18,00') ditos de dito maseavado; B
O veira & C. 8 caceos com 600 kili.s de assncar
branco e 16 ditos co 1,200 ditos de dito masca
vado ; L. J. S. Guimaraes 200 saceos com 12,000
kilos de assucar branco e 200 ditos com 12,000
ditos de dito maseavado ; Burle & U. 189 saceos
com 14.17 kilos de assncar branco e 293 ditos
com 17,:i8) ditos de dito maseavado ; J. H. Box
w. 11 200 sacras cum 15,616 kilos de algodo ; A.
B. Cerreia 40 caixas cajurubeba ; F M. da silva
& C. 31 caixas cajurubeba ; Bartbolumeu & C.
Successoreg 35 volum-s viuho dcjurubeoa ; T. de
Azevedo Souza 200 saceos com 12,000 kil te de
a.-u inasL-aV do.
Para Babia. Esnaty & Bancks 5 barricas com
231 kilos ae doce.
Ni. vapor nacional Espirito Santo, carrega-
ram :
Para Manos, Amorim Irmaos ir C. 40 barris
con 3,840 lit os do agurdeme ; II. Oliveira 50
barra com 4 800 litros de HgUHrdenta e 4n barri-
cas com ,180 kilos de aagucar branco.
Para o Pnra, T. de Azevedo Souza 210 barricas
com 14.240 kilos de assucar branco ; Viuva de
Manoel F. Marques & Fi-ho 700 barricas com
89,416 kilos de assncar branco ; N. M. Eirado 100
barricas eom 6,648 kilos de assucar branco ; F.
de Macedo 20 caceos eom 12,01.0 kilos de assucar
maseavado e 350 volumes com 20,122 ditos ae dito
branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio ^ntrados no dia 16
Manos e escala 11 das, vapor nacional
[Bahia, de 1)999 toneladas, commandan-
tc Anreliano Iztac, tquipagem 70, ear
ga varios gneros ; ao Visaondo de Ita-
qui do N 11--.
Santos -15 dias, Brigue portuguez Adeli
na, de 26S to eludas, capillo Manoel
Fcrnandcs Pato, cquipagem 10, em las-
tro ; a Silva GuiraarsUs & C.
Navio saludo no mesmo dia
Rio do Janeiro e escalas Vapor nacional
Baha, commandante Aurcliano Isaac,
carga varios gneros.
Navios entrados no dia 17
Rio de Janeiro e escuras-7 dias, vapor
nacional, Espirito-Santoo, de 1,999 to-
neladas commandante Joao Maria Pes
soa, cqaipagem 00, carga varios ge
eros; ao Vis<-onde de Itaqui do Norte.
Rio Gracde do Sul-17 dias, patacho na-
cional Julieta, de 178 toneladas, capitao
Jos Soan-s do Mosquita, equip^gcm 8,
carga carne e grasa, ; a Amorim Ir-
maos & C:
Ntw-York e escalas22 dias, vapor ame-
ricano Finance, do 1,919 toneladas,
commandante E. C. Baker, equipagena
66, carga varios gneros; a Ilenry
Ferster & C.
Santa Ct-tharina 11 1/2 dias, lugar norue
guense Zepkir, do 2i6 toneladas, capi
tao G. T. Christensen, equipagem 7,
carga farinha de maadicca ; a Hermann
Lundgrinn & C
Rio Grao le no Sul14 dias, patacho al-
lemSo D. Pedro, de 18J toneladas, capi-
tao B. Schni-ders, equipagem 7, carga
xarque; a Pereira Carneiro & C
Rio Grande do Sul -18 dias, lugar sueco
Bifrot, de 299 toneladas, capitao J.
Aon, equipagem 8, carga farinha de
mandioca; a Pereira Carneiro & C.
Navio sahido no mesmo dia
Barbados Barca ingleza Adelheide Bertha,
capitlo E iward, em lastro.
que as tenha as devidas considera cues, que re-1 !_,.
commendam o vigario hoje desse lugar.
Como aa duas virtudes cima mencionadas esto
sobre qualqaer louvor, e sao caracteres indeleveis
de quem as possuc, apenas venhocomo meu teste-
munho, reanimar o espirito caridoso do padre Lyra
ajudando-o a sentir sua longa viagem p ira Aguas-
Bellas, quaudo lhe era necessario m-.U deseando:
porem a esperanca deve acompanhar um car. 1030
e amante da juatica como o padre Lyra.
Imberibeira, 17 Je Maio de 1886.
A professora
Camilla do Carmo Torres.
e
Que praga!
Embora nao M ganbe fazer ver.o
Nao ba mais quem j nao queira ser poeta]
Me parece mana (e nao peta)
P'lo numero dos vates que h^ dispersos!
As vezes se um amigo a sos converjo
Apenas chega um qudam de luneta
Me diz o meu amigo : eis um asceta
Que no mar da poesa vive inmerso!
Nos cafs, no buhar, ras, passeios,
Parece ja ser praga on entao cistigo,
Ds mil bandos de poetas esto cheios!
Se ao menos f >s -n bons, p.'aso commigo,
Exportava o Brazil por facis meios
Como exporta os Yankees p'ra nos exportam trigo
Recife4-86.
Lucio Tavora.
a' atUTHA (UNTIL SUUK1M1U CABOLlSA CAlt
DOSO PISTO, NO DIA. DE SEUS ASNOS
Que direi-te, boj aqui p'ra festejar
Os teus annos oa Mor, furmosa dhalia ?
Rutila rosa dos jardn* da Idalia,
Mimosa filha, doce ti >r do lar ?...
Se eu pudesso, boje, a fronte mergulhar
Na inspiradora onda da Castalia,
Ou, sob os cos balsmicos da Italia,
As festivas Caiuen is invocir;
Entilo, offuscan-Io a gloria d'outras eras,
Calebrara era poema iqUBOrredoaro
As tu-is dezenove primaveras.
Mas. nao posso !Os cosqaeessa thesouro
D -. ten pudor -conserve! E' o que eom veras
IIij.', aqui, te desejo en rimas d'ouro.
Em 14 de Ma
o de 18S0.
GUSTAV) Adolimio
importante qaesto para
os doentcs!
W. 418
Esta questao vital, que involve a sade e bem
estar do milbares e milbares de pessoas vai ser
submettida todos que soffrem de dyspepsia, pri-
sao de ventre, febres biliosas, debilidade g.ral oa
qualquer urna outra enfermidade procedida do es-
tomago, do figado ou dos intestinos.
Queris porveniura, persistir em usar de pur-
gantes drsticos mineraes, os quaes s fasem en-
fraquecer, atormentar e destruir o syatema intei-
ro ; ou queris antes aceitar um allivio certo, se-
guro e per nanente pelo feliz intermedio das pil-
las assuearadas de Bnstol, um cathartico vegetal,
o qual subjuga a molestia sem reduaif a forja phy-
sica, absolutamente brando e suavissimo na sua
operaco, e que actualmente poopa a necessidade
de urna continuada purgajo ; emquanto que a
mesma produzida e aggravada por meio desses
purgantes violentos e evacuantes ? Se queris,
pois, gosar da ventura de um bom appetite, urna
robusta digestao, um figado s>, evacuacoea regu-
lares, e a paz do espirito resultante desta reunio
de salutferas condicoes. as pilulas assuearadas de
Bristal realisaiao o vosso desejo. Experimentai-as
e podis ficar certo que nao vos haveis de arre-
pender.
Ellas acham-so mettidas dentro de frasquinhos,
e por isso a sua conser vacio 6 duravel ecn todos os
climas.
Em todes a3 molestias aggravaiag cu prove-
nientes de impureza de gangue, a galgaparrilha de
Bristol, deve de ser tomada conjuntamente com
hs pilulas.
Acha-se venda em todas as principaes bo:icas
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Ilenry Forster & C,
ra do Commerco n. 9.
^
A* mili san .lusa i- sciiiiirc assiis Icin-
liaita uieiii',)rii,;'raia e illllillrae
lorii, 1I0 IIIumIi-4* p<-iiia 113I111. no, o
Itr. ni inii, C"i aiuisi- Crrela Araujo.
a' sua iLLL'srue kamiuia, co-nnr-iuioxARios e com-
nornciisos
Os qae vivem embora no fundo de nm
gabinere e v ira um i idea, inorram aqui
uu aeol, seinprc morrem grandes !
Respeitavel publico
Contini aberta a escola particular de mstruc-
cao primaria para o sexo masculino, ma da ma-
triz da Boa-Vrta n 34, ngida pelo professor par-
ticular Julio Soares de Azevedo.
Ed'ica e instrue a iufancia, pelo systema des
principaes collegios da tite do imperio, onde es-
teve por algum tempo a paaseio, cujo yatena
urna paciencia illiu.itada, urna vocacao intima,
cuiando os seus discip dos no camiiiho da intelli-
gencia, da honra e da dignidade, afim de que ve-
.ihain a ser o futuro sustentculo da patria, da re-
ligiao e da le e um verdadeiro cidado brasileiro.
Esp ra, pois, que o novo pcrnamtiucauo pp'au-
da e guia apreciar o seu verdadeiro ensino prl-*
Diario, onde rpidamente abraeam e auiain de co-
ra.ao aos livr.B as lettras, as artes e as sciencias.
I\u;i da matriz da Boa-Visla n. Vi
Julio Soares de Azevedo.
------------------->-:^t^-------------------
X. 11. A Emualo de Scott restau-
ra a saode aos tsicos, purifica o sau-
gii1', af.ista do organismo toda sorte de
affeoco s sserofulotas e fortalece aos de-
bis e eufraque idos.
bX' ita o appetite, estimula o
c augmenta as carnes e as forcas.
orgicismo
ED1TAES
Dr. Aprigio Guimaraes.
Deus .' ii-s vcs.'as aras, as aras sacrosantas,
O: de o clirist> i-I depon'.e sua oraQio ;
Lugar sublime e santo que nao penetra o mpio,
E o justo vai c intricto pjdir vossa beueo :
Ahi, onde se chora em prol dos que morrcrain,
Ah, onde se rog* a gra^a que se quer ;
Aos nobree, aos pl>-beus, os ricos, e aos pobrc3.
li' igualmente dado sua oric,o erguer.
Pois bem, genbor Eu veuhi, vcuho tristemente,
Com olhos rasos d'agua, com o coracao maguado,
Erguer a miiiha prece, ao justo que morreu
Egregio as virtudes, por todos respeitado.
Sinlior O que Gudouesta terrena vida,
Deixando der immensa e.-n mu i tos coraces ;
Xao tinha desafleijt >s, e s contava amigos,
Tendo o valor dos Uracchos, a forea dos Catoes,
Oe illustre degeendenci i, formando-se em dircito,
E aqui, em Pernambuco, o seu berco natal,
Nos cargos que exereia, essa auri-verde Astra,
Nao tinha cotacoeg, era s urna, igu^l.
Modelo de carcter, exemplo de bondade,
Nunca ninguein negou a minnna justica,
Poltico, se affastava dos torpes e mesquinhos,
D'aqrrtlles quj s vivem unidos cubica.
Na cren^a de que o bem can i'da par Un,
Aos que catudain hoje as Icis d-> trausfor-nismo,
Elle, Senhor, sabei-o, nao possuia orgulho,
E nao se adormeca na i le do egosmo.
E' b-jn dilBcil h je, urna tal tempera d'aco ;
Carcter e bondade... bem diffie.il isto.
Na epocba dos Judas, e no balco dos beijos,
E' raro quando assiin encontra-se algum Christo.
E elle assiin honrando os scus e mcdada >s,
Honrando a sua trra, o seu partido honrando ;
Ella, Senhor, a morte, a eterna forast.ra,
Destecha-lhe um s golpe, cruel e execrando.
E assiin, e desta forma, nos rouba para semprc,
Um prestimoso amigo, um grande cidado.
E" um tributo p:igo s leis da creaf*.
f'ois bem as vossas aras, egregias e sublimes,
Dep-mos urna lagiima bantiando esta oracio :
Senhor, ao vosso co levai a grande alma,
Que em trra aviveaton um grande cidado.
E vos, heroica alma, espirito elevado,
Que gooas l no co a doce aura divina,
Morrendo r na Corte, a Corte milito honrastes,
Danton tambern mirreu honrando aguilhjtina.
Arraial, lr de Maio de 1886.
Antonio Ignacio de T rres Bandeira.
O Dr. Joaquim Ha Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade do llecife,
por S. M. o Imperador, a qucoi Deus
guardo, etc.
Fajo saber os que o presente edital vi-
rem, ou delle noticia tiverem, que por
parta de Rosa, por s-u curador, me foi di-
rigida a peticao seguinte :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito
do eivel. Rosa, escrava de Patricio Jos
Tavares de Vasconcnilos, requer a V.
Exo. quo se digne mandar citar com a de-
vida venia, ao seu dito senhor, para que
na primeira audiencia deste juizo venha
declarar se ac ita a quantia pela suppli-
cant?, recolhida a deposito para indemni-
sario de sua liberdade, e caso nao aceite
a mesma inderanisacao, nomear e appro-
var louvados que dSm valor supplicante,
devendo a citacilo ser fcita por edicto,
visto como o supplicado se acha ausento
em lugar in-erto e nao sabido, pena de
velia. Nestes termos pede a V. Exc. de-
f-riineuto e R. Me. Recite, 20 de Abril
d6 1885. O curador, A. de Souza Pinto.
v. nada' mais se coutinha em dita peticao
aqui copiada, na qual profer o despacho
de theor seguinte :
Justifique a ausencia em lugar nao sa-
bido. R.jife, 20 de Abril de 1886. Ri-
beiro.
E mais se no continha em dito despa-
cho aqui copiado, em virtude do qual deu
a autora a justificado por meio de teste-
munhas, e tendo subido os autos minha
conclusSo, dei o seguinte despacho:
Hei por justificada a ausencia em lugar
nao sabido, especa-se o edital da citacSo
com o prazo de O dias Recite, 7 de Maio
de |886. Joaquim da Costa llibeiro. E
pelo esorivao, que este sub.creve, fiz pas-
sar o presente edital, pelo theor do qual
chamo, cito e hei por intimado a Patricio
Jos Tavares de Vasconcelloi para, no
prazo de 30 dias, comparecer ante este
juizo, atim de fallar aos termos da accSo
e allegar o que for a bem de seu direito,
de conforraidade com a petico aqui trans-
cripta.
E para que cheguo ao conhe.ment de
todos, inandei passar o pr sent edital, qua
ser publicado pola imprensa e affixado no
lugar do costume.
D aos 12 do Miio de 1886.
Eu, Feli'-issimo de Azevedo Mello, es-
escrivao, o liz escrever e subscrevi.
Joaauim da Costa Ribeiro.
C. D. F.
Especia -nio anni versarlo
Baeaita
Ii-cebido de m-'nsalidades de 61 socios
dem idem atrazados
dem de 15 duplieatm
dem de joias de 6 socios
dem da subscripto de alguns socios pa-
ra a festa aiiiiiversarn a que sao to-
dos obrigados pelos estatutos
Dficit
183000
9*03-1
45a000
3d00
1634000
564720
VAPORES ESPERADOS
Guahy da Baha hoje
B.Kement de Trieste hoje
ViUe de MateU da Europa amanh
S. Franeitco do asi amanb
Ville de Victoria do sul a 20
Desterro de Ilamburgo a 20
Para do norte a 23
Valparaso' do aul a 24
Togus da Europa a 24
Senegal do sul 25
Cear do sul a 26
Prtmaue de New-York 28
LaPU* do sol a 2
Somtna 486*720
Despezis
Aluguel do theatro SanU Isabel, illumi-
nacao e pessoal do strvico do theatro 157003
As duas damas 904000
Ao mestre daorchestra 504 HX
Machinista, ponto e eoutraregra 46*000
Ao Jornal do Recife e Diario de Per
nambuco 184260
Cabelleireiro 104000
1 par de pistolas 13*000
Aluguel de movis e serpentinas 940.X)
Dito de vestuario de cam poni 8*000
Aluguel de trem para Olinda 15*000
Despezaa miudaa e flamas 174360
Commissao do continao 43*000
Ioipresso de recibos e entradas 9*800
Somma 486*720
O thesoureiro interina,
S.L.Q.
O Dr. Aielino Antonio de Luna Freir,
offi :ial da Imperial Ordem da Rosa,
commendador da real ordem militar por-
tngu^za de Nusso Senhor Jess Christo
e jflte de direito privativo de orpliaos,
nesta cidadi do Ricife, por Sui Mages-
tade Imperial o Sr. D. Pedro Segundo,
a quem Deus guarde, etc.
Faco saber aos q te o presente edital virem ou
delle tiver-'m noticia, qu.; depois das audiencias
do dia 18 de maio do crrente anno, ir a praca
onblica |iara er vendido quem mais der, ser-
viudo de base o preco do abate da quinta parte
da avaliacao :
Um 3.brido de 1 andar, no lugar denominado
Caboc, eom 10 metros de frente e 6 de tundo, 2
galas de frente, 2 quartos, 1 janellas de cada lado,
menos no do norte, onde est collocado no Nado
de fra urna escada de tijollo e cal, que d en-
trada para o mesmo sobrado tendo no andar ter-
reo 2 quartos de cada lado, isto sul e norte u 1
sala no eentro, 3 janell sel porta de frente, 2
portas e 2 jauol las de fundo, sobrado que si-
tuado no centro de um pequeo sitio, co-n diver-
sas arvores fructferas. 4 pequeos quartos no
fundo, servindo um deites de cosinba, em pessimo
estado, por 1:600*.
E vai a prafa a requerimento de Manoel Anto-
nio Alves Mascarenhas, inventariaste do espolio
do finado Francisco. Antonio Alves Mascarenhas
para pagamento do custas do referid inven-
tario.
E para constar mandei paasar o presente, qne
ser publicado pela mprjnsa e affixado no lugar
da costume.
Dado e passado nesta cidade do Recite, aoa 12
de maio de "1886.
Eo, Olavo Antonio Ferreioa, escrivao o fiz e3j
crever e aubscrevo.
Adelino Antonio de Lima Freir.
\
tJDfflD


f




Diario de PernambncoTer?a-feira 18 de Maio de 1886
w

./


O Dr. Adelino Antonio ae Luna Freir,
offidal da Imperial Ordem da Rom, oooa-
mendador da Real Or^em MiliUr Per-
tugueza de Nosso Senhor Jess Christo,
e juiz de direito privativo de orpUU
ausentes n'esta comarca do Beotfe, jy
Sua Magestade Imperial a quem De*
gusrdc, etc.
Faco saber aos que o preseato edital virem o
deste tiverem noticia que na audiencia de 18 de
Maio do ccrrente anno, ir a praca a quem mais
der, servindo de base o preco da avaliaco, a cusa
terrea, com soto interno, sob n. 37, ra do Pi-
lar, freguezia de S. Prei Pedro Goocalves do Be-
cife, em solo proprio, com 5 metro? e 80 centme-
tros de largura e 19 metros de comprimento, cor-
redor independcnte, duus salas, tres quartos, uo
pavimento terreo, tres jancllas que deitam para a
mesina ra, duaa ja icllus na sala de detraz, que
deitam para a ra do Pbarol, dous quartos, duu
salas, e cosinha interna no soio, quintal murad/)
cacimba exclusiva, porto com um telbeiro para a
referida ra do Pharol, avaliada por 2:000*000, e
vai a praca requerimento da inventariaute do
bens da finada D. Genoveva dos Re Pouseca
par pagamento de custas.
K para constar maudei passar o presente qu
ser publicado rea impieus i e aturado no lugar
do costume.
Dado e passado nesta cidade do Kecife aos 20
de Abril de 1886.
Eu, Olavo Autonio Ferrcira, eswivo, o fiz ea-
crever e subscrevo.
Addino Antonio de Luna Freir."^
TliexM'irari de Fazenda
De ordem do Ilhn. Sr. inspector se faz publico
que. s 11 b ir-is da maulla do da 27 do corrente,
em sesaj da junta se recebero na mesma The-
OUrarin propostas em cirtas fechadas e selladas,
para o faraecimento de gcneos e diversos artigos
uecessirws ao Presidio de Fernando de N'oronha,
durante o semestre de julho a dezembro do cor-
rente anuo.
GNEROS
Assucar ni iseavioho, kilo.
Dito braiio 1" sorte (refinado), idem.
Arroz pilado, idem.
Azeitc dice, litro.
Araruta, kilo.
Aletria, i iem.
Banlia de porco, idem.
Boi vivo com 10 arrobas, nm,
Bacalho l* qualidade, kilo.
Cimento, barrica.
Caf em grifa, k'lo.
Cha llyson, idem.
Doce de goiaba, idem.
Familia, de mandioca, litro.
Dita de trigo S. S. S. F., barrica.
Dita de tapioca, kilo.
Fumo em latas, idem.
Kerosene, lata.
Mariuellada, kilo.
Mautclg ing.eza, idem.
Mautciga francesa, idem.
Macarro, idem.
Sabo amanillo, idem.
Sal de eos-inn -, litro.
Viuhii bianee, idem.
Dito do Porto, idem.
Vinag-e de Lisboa, idem.
Vellas stearinaa, maco.
Vassonra de piussava, umi.
Xarque, kilo.
DI.ERSOSARTIG03
Agua raz, litro.
Agulhis para tostura, popel.
AIcool de 3(j a 3* graos, litro.
Arcos de Ierra, feixe.
Algod.io azul, metro.
Dito msela, idem.
Dito de liatra. idem.
Bandeara imperial da 2, 3, 4, 5, 8 e 7 pannos,
urna.
Botoea de osso com 2 furos, caixa.
Barbante, kl<,
Camisolas de brim, urna.
Dita de algodao, idem.
D.ta de forca, idem.
Colheres para pcdieiro, ideo;.
Cabo de cairo, kilo.
Dito de mauilha, idem.
Dits de Itabo de 1/2 pollegada, peca.
Colla da Baha, kilo.
Cera branca em vellas, idem.
Dita ein brandoea-
Colcbes de linho cheio de palha, um.
Carvo de pedra, kilo.
Chocalbos surtidos, um.
Copos de vidr >, dem.
Cobre em folha. kilo.
Caibros de qualidade, vin.
Chamincs patentes, urna.
Espanadores de palba, um.
Envel'pes in-fulio, dem.
Dito de 1/4, idem.
Dito para oflieio, idem,
Escriuuniuhas de lati, urna.
Fio de ve'11, kilo.
Uomma ar bica em carolo, idem.
Dita fin p, idem.
Dita lacea, idem.
Hi'Etias, urna.
Ii.ccns, kilo.
Lamparillas de porcelana, caixa.
Lixa de esmeril, folha.
Diti vidro, idem.
Lencoes de linho, idem.
Dito de algodo, idem.
Lapes de borracha, idem,
Ditos pretoa de Faber, idem.
Dito de c.irpina, idem.
Dito de dua.8 cores, dem.
Linba branca groasa, carrifel.
Livros de papel Hollanda de 00 a 200 folhas
um.
Madapolo, peca.
Molhua de ripas, um.
Ocre arcarello, kilo.
Ourina >le locioa com tampa, um.
Oleo de liobaca, litro.
Po8 de jangada, um.
Dito ]i i., bale*, idem.
Pedras de amollar, urna.
Papel aluiasso pautado fiume, resma.
Dito liso, den.
Dito c-irto ni itla-borro, folha.
Peonas de ac Periy, caixa.
Pesde obreia, maco.
Pedras par (ter 'uer, urna.
Saccas de cal fina, idem.
Sellins oaeionaet, uo.
Tinta inglesa para escrever, litro.
Toallias de a g ido, urna.
Tinta azul da Prussi i, kdo.
Traveaai ios de linho chcias de patea, urna.
Tab made amarello para soaliu, urna.
Travetoa e 'raves de 30 a 40 palmos, idem.
Verde bromo, k lo.
Vidroa grandes para uidraca, um.
CONDlCOES
Ja Kenhoma proposta ser re;ebida sem que o
Copodente oella declare, sem emenda |jguma-
ontrelinha ou rusura o preco de cada gallero on
artige.
2" S serao ad.nittidos a Baucorrer ao iorneci-
mento, es negocianes ou firinaa sociacs, que aprc
ro, ata a rapen da jnn'.a, os seguintes do-
cumentos : -ii-
Pertuo da matiicula ia Junta Commsrcial, bi-
lbete de pagamento do impieto de industria no
ultimo semestre vencido.
Certidi d contrato social extrabido do regis-
tro do Junta Comoereial.
3 Os gneros devora) ser de priineira quali
dade e o* fornocedoreB serao obrigados a den isi
tal-os m um des armazena da Companhia Per
uambucaua, para serem examinados, pesados e
acondHjioiadoa, de modo que possam comfacilidade
preetar-se ao referido procceso, sendj para isto
obrigadoa a miniatrar o peasoal c os instrumento?
necoi-aarioa ao respectivo transporte.
4 As despezaa com a conduc^ao e embarque
dos gneros e maiB rticos, serao feitas por conta
doa forneecdorfcs, de c. nformidude com as ina
truevoea da preaideucia da proviucia, de ? deja
neiro de 18&2.
5a As propastaa de gneros, fazendas e outroa
arti 'os devero Vir separadaa.
Tbeaouraria do Fazinda de Pernambnco, lo de
ianeiro de 1386.
' O secretario,
Luiz Emygdio Pinheiro da Cmara.
siulta, dos seguintes mpostoa, relativos ao se-
gundo semestre do exercicio corrente de 1885-80.
Imposto ae reparticio.
10 e 20 /(, sobre eatabelecimentoa commerciaea
fira e dentro da cidade.
20000 por eseiavo empregado em servifo me
chanieo.
2C0 ra. por baralho de cartas de jogar.
12 o!, cobre conaultorioa medicoa e cacriptorios
de advocados e solicitadores.
Consulado Provincial de Pernambuco, 11 de
Maio de 1886.
Francisco Amynlas de Carvalho Moura.
O Dr. Adeliuo Antonio de Luna Freir,
offijial da Imperial Oordein da R' sa,
coramendador da Real Ordem Militar
Portugueza de Nosso Senhor Jess
Cbristo e juiz de direito privativo de
orphaos nesta comarca do Recito por
Saa Magestado Imperial o Sr. D. Po-
dro II a quera Deus guarde, etc.
Faco saber aos quo o presente edital
virem ou delle noticia tiverem, quo depois
da audiencia do dia 18 de Maio do ror-
rete auuo irao praca, servindo de base
o prayo aU ovaliajSo dos bens seguintea :
Urna grando olaria, sita no Ambol, em
Caxaog, tendo na frente u.n grande por
tao e duas janella?, seis quartos do inte-
rior, um grande foroo no centro ; com qua-
raios, mediado cincoenta e cinco me-
tros e quarenta centmetros de frente, ses-
8enta e nove metros e noventa centmetros
de fundo, 6:000000
Um terreno, na propoiedade Ambol, ao
lado do nascente, tendo 452 metros de
frente e. 200 de tundo, 4:000^000, valor
quo causa para que o da parte ah pos-
suido pelo espolio inventariado, seja d
3:147?5980.
E vao a praca os referidos bons a re-
querimento da D. Antonia Francisca de
Jess Carneiro, inventariante do espolio
do finado Antonio Maria Carneiro LeSo,
para pagamento de dividas e custas do re-
ferido inventario.
E para constar, mandei passar o presen-
te, que ser publicado pela imprensa e
afxado no lugar do costume.
Dado o passado nesta cidade do Recife,
aos 13 de Maio de lSd.
Eu, Olavo Antonio Ferreira, escrivao, o
fiz escrever c subscrevo.
Addino A. de Luna Freir.
O Dr. Antonio Henrique de Almeida, juiz
de direito da comarca de Juboatao, por
S. M. o imperador, etc.
Faca saber aos que a presente elital virem, que
no dia 21 do corrente mez, s 10 hora8 da manh,
na sala das audiencias do juizo, teein de ser arre-
matadas, com tres dias de praca e com o abati-
mento da parte, por quem maior lance oft'ere-
cer, as casas ns. 64, 01-A e 04 B, sitas ra do
Imperador, deata cidade, pertencentes a Joaquim
Pereira Borges e sua iculher, sa quaei se acham
penboradas por exeeucao que Ibes move Manoel
Martina Loureny, sob aa coudceea seguintes :
A casa de n. 64, avaliada por 560 ; a de n.
64-A, avaliada por 320 ; a de n. 01-15, avaliada
igualmente por 320J.
E para que ebegue ao conhecimento de tod s
mandei passar o presente, que ser Irisado pelo
ofiieial porceiro do juizo, no lugar do costume e
publicado pela imprensa.
Dado c passado nesta cidade de Jaboato, aes
14 dias do mez de maio de 1866.
Eu, Joio Evangelista de s'ouza, escrivao interi-
no, o escievi.
.1-i/ono Henrique de Almeida.
O Dr. Antonio Henrique de Almeida, juiz
de direito da comarca de Jaboato por
Sua Magcstade o Imperador, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem, que
tendo sido nffixado edital para o arreadamente dos
engenhoa Bom-dia e Brejo, sitos neata comarca e
pertencentea as menores orplias, Maria e Luiza,
filhaa do filiado bario de Moreno*, por arrenda-
mento trienal, designando o dia 14 do Olea de Ju-
nho prximo vindouro, a requerimento do tator de
ditas orphs, fui dito arrendameDtc transferido
para o dia 20 do corrente mez de Maio, s 10 ho-
ras da manh, na sala das audiencias do juizo,
por quem maior lanc. > offereeer, servindo de base
para o primeiro, a renda aunual de 2:2004000,
e para o segundo o de 1:000000, 8ob aa seguintes
eondicoea :
11 arreadamente ser por trea aafras, dando o
arrematante iianea idnea que garanta, nao s o
preco de ditas, como a conservado das martas e
bemfeitorias dos engenhos
E para que ehegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente, pelo porteiro do juiz>
no lugar do costme e publicado pel imprensa,
lavrando a respectiva certido.
Dado < pussado nesta cidade de Jabbmtao, aos
13 de Maio de 1886. Ku Joo Evangelhiata de
Souza, es:rivo interino o aubacrivi.
Antonio Henrique de Almeida.
Estrada de ferro do Recife Ca-
ag
Aviso ao publieo
At segunda ordem nao vigorar a supresso
dos trens nos domingos e diaa santificados, j an-
nanciadoa.
Eacriptorio di companhia, 15 de Mato de 1886.
H. W. Stonehewer B""rd,
Gerente.
Correio geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor naciooal Espirito Sanio, ea'a admi-
n8tracao i-xpede malas para os portes do norte,
recebendo impresos e object-js registrar at
2 horaa da carde, e cas tas ordinarias at 3 horas
ou 3 1/2 com porte duplo
Ac'ministraco dos correioa de Pernambu :o, 18
de Maio de 1886. O administrador.
Affotuo do Reg Barre*.
MARTIMOS
4 Oni'Wllli: DEM NKNNii;i
RES n AH TIMES
EINHA MENSAL
Paquete Senegal
Commandante Moreau
E' esperado dos portes do
sul at o dic 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar, Lisboa e vlgo
Lcmbra-se aos senhores passageiros todaa de
aa clasaea que ha lugares reaervados para esta
ageneia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-ae abatimcnto de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pesaoas ao menos e que pa-
garem 4 pastagens inteiras.
Por excep^o os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'eate abati-
mento.
Os vales postees s se de at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, paasagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
Labille
4uuste
Estrada de ferro do Re-
cife S. Francisco
Aviso
Pelo presente sao convidados os senhores accio-
nistas desta companhia para receberem na eata
cao das Cinco rontas o 45" dividendo concernente
ao tem-'stie finilj em 31 de de Dezembro do anno
prximo paasado.
Escript.irio da superintendencia, no Cabo, 17 de
Maio de 1886.O superintendente,
____________WIIb Hood._________
Segredo e Amor da
Ordem
Scientifico a todos os membros activos deata
sociedade qu-i mudou ella a sua sle, da ra do
Baro d Victoria para o terceiro andar do prc
dio n. 14 da ra do Imperador ; continuando a
celebrar as suas eessoia as terca, -feirat, s 7 ho-
ras da noite, salvos os dias impedidos por lei, at
ulterior deliberaco. Outrosim, convido-os para a
prxima sessa-. de torea feira 18 do corrente, em
que tratar-se-ha de asaumpto importante, afim de
evitar se futuras reclama^oes.
Secretaria da sociedade beneficente Segredo e
Amor da Ordem, aos 14 de Maio de 1886.
O secretario,
J Monteiro Pcaaoa.
Englis Bank ofRiode
Janeiro Limited
A dreccao tem resolvido reeommendar na pro
lima reunas dos accionistas em Londres, no dia
31 do corrente mez, um dividendo de 8 shillinga e
um bonua de 2 ahilliuga por aeco, pagavea, li-
vres de imposto, no da 1 de junbj prximo futuro,
prefazende, com o dividendo interino pago em de-
zembro prximo paasado, 18 shillings por accao,
ou 9 0,0 sobre o capital realisado, para o anno
financeiro proxira) passado. Tambem recommen-
d'ar-se- ha transferir ao fun o de reserva 10.000,
elevando o total do meamo fundo a 100.000, e
deixando um aaldo de 5 000, ao crdito da conta
i ova de lucres e perdaa.
Pernambuco, 14 de Maio de 1886.
Chas. I. Relton.
Gerente interino.
CHARfiElRS li MS
Companhia Franceza de navega-
<*5o a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
Pacie Sieam Navigation Gompanv
STRAITS OF MAGELLAN UNE
Paquete Valparaizo
Espera-se dos portes
do sul at o dia 24 de
Maic, seguindo pa-
ra a Europa depois da
Idemora do costume.
Este paquete e os que dora
em diante sepireni tocarb em
Plvoiouth, o que facilitar che-
garem os passageiros con) mais
brevidade a Londres.
llavera tambem abatimento no pre$o das pas-
sagens.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
%1'ilKon Moas A C, Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO N. 14
tona que j se scha passada a quantia de .A. .,
30:520^594 de principal, juros e custas, al 'de
4:577J090 de juros accrescidos du Fevereia do
anno passado at hoje.
Os Srs. pretendentes podem examinar a aaliari-
da carta em mo do agente.
Leilo
Para
DECLARARES
A directora da companhia da estrada de
ferro de Ribeirao A Bonito, convida todos os seus
subscriptores para nuia reunido extraordinaria no
dia 2 de junho, s 10 horas da manha, ra Du-
que de Casias n 70, 1 andar, hfi-r. de tratar-se
do augmento do capital social. Recife, 15 de Maio
de 1886.
Pedernrira
liara i de Scriiihem.
Jacobina.
C. E.
Club Commerclal Ealerpc
Sarao Est designada a noite d 12 de junho prximo,
para ter lugar o sarao que este club off-TCCc aos
seus associados. a senhores socios podem dar
suas nocas de convites ac s<'nhnr director, na ra
do Mrquez de Oind* r.. 28, ou na secretaria
deste club, daa 7 s 10 horas da noite.
S-cretaria da Club Commercial Euterp?, 15 de
Maio de 1886.O 1* secretario,
Francisco Lima.
Obr as Publicas
Da ordem do Illm. Sr. rogeaheiro chefe da re-
partrcZo das obras publicas, faco publico que no
dia 24 docoTent-', ao mei i da, recebe-se nesta
secretaria propostas para a ex cuca<> do* reparos
da p nte sobre o ri. S rinhaein, niengenhi Pao
SniL'ue, oreados em 2:100. 0 rcameuto a mais
coudico-8 se icliaio diapos CO dos senhores pre-
ten (entes.
Secretaria da repartido das Obras Pablicas, 10
de Maio de 1886.
O secretario,
Joo Joaquim de Siqueira Varejao
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, diatribue-
ae coaturas nos das 17, 18 e 19 do c Trente mez
s coatureiras ce na. 287 a 4'0, do conformidade
com as ditposicoea dos annnnnci^s anteriorea.
beec) de costuras do arsenal de guerra de
Pernambuco, 15 da Maio de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjuuto
Edital n. 18
O arainiBtrador do Consalado Provincial faz
publico a quem nteressar possa, que no periodo
de 30 das uteU, contados de 15 deste mes, ser
Companhia
DBDSDB^XDBDS
Os senh res accionistas deta companhia floel-
ram vir receber o 76 dividendo na razab de
4J100 por accSo, e cujt pagamente se effectuar
di'.riament- at 31 do corrente mez, e ao depois
nos tabbxdos, maa sem pre das 10 horaa da ma-
nh 4 1 hora da tarde
Eacriptorio da companhia do Bvbcribe, em 15
de Maio de 1886.O director secretario,
Jos Eustaquio F. Jacobina.
Arremata?o do transporte de
malas terrestres
O administrador, cumprindo a circular da di-
rectora geral dos correioa, de 12 de Ibril findo,
faz publico que fica marcado o dia 15 de junho
prximo futuro para o recebimento de propostas de
particulares que, amante o exercicio de 1886-87,
queiram fazer por contrato o aervico da conduc-
ca3 de malas terrestres, para o iutenor da provin-
cia, partindo desta reparticao para :
Alaga de liis,i. na distancia de 410 kilmetros,
com expediyoes nos dias 4, 8, 12, 16, 2i', 24 e
28, viagem de 13 dias de da e volts, pasean-
do por Bonito, B> bedouro, Altinho, 'esqueira,
Cimbres e Olho d'Agua dos Bredos.
Brejo, 210 kilmetros, nos dias 2, 6, 10, 14, 18,
', 26 e 30, viagem de 7 dias de ida e volta,
passando por Vertrotes, Bom-Jardim, Taqua-
retinga e Santa Cruz.
Itamb, 120 k'lometros,nos dias 1, 4, 7, 10, 13, 16,
19, 22, 25 e 28, viagem de 4 dias, pa sando
por Iguarasa o Goyann.i.
Leo-j-.Idina, 800 kilmetros, nos dias 1, 6, 11, 16,
21 e 26, viagem de 28 dias, passando por S.
Jos do Egypto, Afogados de Ingazeira, Inga-
seira, Floree, Triumpho, Villa-Bella e S. Jos
do Bello-Monte.
Nossa Senhora do O', 126 kilmetros, noa dias 1,
4, 7, 10 ,13, 16, 19, 22, 25 e 2i, viagem de 4
dias, passando por Igutrass e Goyanna.
Ouricury, 960 kilmetros, nos dias 3, 8,13, 18,
23 e 28, viagem de 32 diaa, passando por Sal
gueiro, Granito, Ex e Jatob do Brejo.
Petrolina, 960 kilmetros, nos dias 2, 7, 12, 17,
22 e 27, viagem de 32 lias, passando por Fio-
reata, Cabrob, Boa-Vista e Jatob de Ta-
carat.
S. Jos da Oora Grande, 151 kilmetros, nos dias
1, 5. 9, 13,17, 21, 25 e 29, viagem de 5 dias,
pasaiiiido por Ipojuea, Serinhacm, Rio Formoao
e Barreiroa. _
S. Vicente, 213 kilmetros, noa das 2, 6, 10, 14,
- 18, 2a, 26 e 30, viagem de 5 dias, passando
por Alaga Secca, Allianc;a, Timbaba, Vi-
cencia e Cruangy.
Tacarat, 540 kilmetros, uo diaa 4, 8,12, 16, 20,
24 e 28, viagem de 18 diaa, passando por S.
liento. Alagoiuhaa, Pedra e Buique.
Aa proposias devem ser apreaeutadas at 3 ho-
ras do dia marcado, em cartas fechadas, por du
plicata, coin deacrminacao di prec/oa do aervic >
de cada linha de correios, bastando que urna s
va 8' ja sellada, poria amliaa assignadas pelos
propoueiites e sena fladorea.
Correio de Pernambuco, 13 de Maio de 1886.
Afi'ina) do Reg Barroa.
S. R. J.
Wi Recreativa JieatDde
S .iii! Inmensal em <> de junho prximo futuro
Previno a to loa oa seuhon s ooms e convidados
que esta soire principiar as 7 horas da noite. Os
mgressos eneontram-Be a' a ves pera da soire
em poder do senhor theaonreiru, e os e mvitea uo
do Sr. preaid^nte. Recommenia-ae toda a sim-
pedade us toilettes e acieutifica-se que nao ao
adini4fi"ei aggregadoa.
Recife, 10 de Maio ite 1886
Luiz Guedea de Amotim,
2" tecretario
Espera-se des Dortoa do
sul at o dia 20 do corrente
seguindo depois da ndis-
pensavel demora para o Ha
're.
Oa vapores desta companhia entram no porto
ancorando em frente ao caes da praca do Commer-
ci c sendo muite incommodo o embarque dos pas-
sageiros no fundeadouro das paquetea transatln-
ticos, no Lamarao e demais devendo todos aportar
ao Havre, que o porto mais vianho de Pars,
fra de duvida que ha grande vantagem para quem
quizer ir Europa em aproveitar-se dos ditos va-
pores tanto mais quanto, alm de serem os precoe
daa paasagens maia mdicos, as despezas do embar-
que aqu e as de transporto do Havre a Paris, sao
muite menores do que as que demandar as viagens
nos paquetea daa outras linhas.
Conduzem medico a bordo, siio de marcha rapid-
e offerecem exccllentes commodos e ptimo passaa
dio.
As paasagens podero ser temadas de autemao
Recebe carga encommendas e passageiros para
os quaes tem exce I lentes accommodacoes.
Steaier yule He Macelo
' esperado da Europa at
o dia 20 de Maio, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba
liia. Bio le Janeiro
e Sanio*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p"los
vapores desta linha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng.
quer reclamacao concernente a volumes, que po-
ve.--.tura tenham seguido para os portes do sul.afiu.
de se poderem dar a tempo as providencias necea-
sarias.
Espirado o referido prase a companhia nao se
responaabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e pasaageiro? pan
es quaes tem excellentes accomodagoes.
Augusto F. de Oivcira & C
42-RITA DO OOMMEROIO-42
Segu com brevidade para o porte cima o pa-
tacho portugus D. Eliza : para o resto da carga
que falta, tratase com Baltar Oliveira & C ra
do Vigario n. 1, primeiro andar.
Lisboa e Porto
O brigue portugus Armonio segu para oa
portoa cima: para o reato da carga que lhe falta,
tratase com os consignatarios, Jos da Silva
Luyo & Filli >f.
IEIL0ES
(uarta-feira 19, deve ter lugar o leilo de bous
movis, crystaes, quadros, eapelhoa e vinhos, no 1
andar do sobrado de azulejo da ra da Injperatnz
n. 88, residencia do Sr. Alfredo A. Folpk.
Quarta-feira 26, o de movis, electro-pate,
crystaea, alcatifas, forros de salas e mais objectos
da eaaa em que reaide o Sr. Haynea, a ra de Fer-
nandea Vieira, para onde partir um bond que
dar paasagens gratis aos cincorrentes.
Sexta-feira 21, o doa movis e mais objectos
da casa de residencia do Sr. Ricardo de Menezes,
a ma da Soledade n. 84 de conformidade com os
cathalogos distribuidos.
Leilo
De quadros oleo, espelhos, vasos e far-
ros para flores, chrystaes e bona mo-
vis.
A SABER
Sala de visita
Urna mobila do Jacaranda a Luiz XV, 2 dun-
cherques da Jacaranda com pedra e vidros, 1 piano
forte, oadeira para piano. 1 estante para msica,
2 espelhos dourados grandes, lindos capeis e ri-
cos quadros a crystoleum, figuras de biscut e por-
celano, 1 relogio com redoma, muitos e di fiase li-
tes artigos da phantasia e um lindo tapete ara
forro de sala.
Pala de entrada
Urna mobilia de Jacaranda, 1 mesa de sett, 1
dita oval, 1 relogio de pedra, quadros oleo, va-
sos e jarrinhos. capiteis, langas e cortinados, ca-
deiras de bataneo americanas, 1 estante e livoj.
Gabinete
Um sof, 2 consoloa, 1 mesa redonda, 6 cadeSsas,
1 eapelho, 1 lavatorio. 1 guaruicao dupla, 1 eom-
moda e 1 armario.
Sala dejantar
Urna mesa dejantar, 1 guarda louca, 4appara-
dores, 1 relogio de parede, 12 cadeiras de guarni-
dlo, 4 quadros 1 mesa elstica, 1 guarda comida,
1 armario para vinho, apparelhos de porcellana
para cha e jantar, 1 appartlho dessert, copos,
clices, campoteira8, fructeiras, porta-gelo de
crystal, galheteiros, 1 apparelho do electro pate
para cha, mesas cadeiras, trem de cosinha e 1 ta-
pete para forro de sala de jantar.
Soti)
Camas de ferro com colehoes, guarda vestido,
guarda roupa, lauatorios, guarnicoes, porta-toa-
lhas, mesas, cadeiras, espelhos, cabides, tapetes
para salas, tapetes de coco e 1 tapete para forro
de sala.
Quarta feira, 26do corrente
A'a casa da ra de Fernaades Yitira
u. 32
W. J- Haynes, tendo de retirar-so para Portu-
gal, faz leilo por intervengo do agente Pinto,
dos movis e mais objectos cima declarados 'xis-
tentes na casa de sua residencia ra de Fer-
nandes Vieira n. 32.
A'a 10 h' ras e 20 minutos partir da estcelo
da ra do Brum o bond da linha de Fernandes
Vieira que dar paasagem gratia aos concurrentes
ao leilo.
O leilo principiar s 10 3 4.
Leilao
(OHIMVIIIl
na
KtupreHaria du abailerinienlo d
agua e a ciilade de Ollnda
DEVEDORES EM ATKAZO
Tendo a directora, era sessao de 15 do
corrente, resolvido re-eber por intermedio
de um 8oHicitador todas as contas de con-
suramidore8 d'agua e gan era atrazo, a
contar do anri > do 1876, resolv n'esta
data encarregar do tal cobrarla o Sr.
Diogo Baptista Fernandes, a quem espero
attenderao desde logo os raesraos devedo-
rea, certos da justica e equidade de simi-
lhtnte resolucSo.
Eacriptorio do gerente 28 de Abril de
1886.
Antonio Pereira Simdee.
IF\MII C t\ i
DE
ftavegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor Ipojuea
Commandante Baptista
I Zl^a*15^ Segu no dia 22 de
M a i o, s 5 horaa
da tarde. Recebe
carga at o dia 21.
Encommendas pasaagena e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTOR10
Caes da Companhia Pemamiuvina
n. 12
BOYAL MAILSTEAM PACKlT
COMPANY
0 paquete Tagus
E' esperado da Europa no dia
24 do corrente, seguindo
depois da demora necessa
ria para
Bahia, Rio de Ianeiro, Monte-
video c Buenos-Ayres
Esle vapor traz simplcsinentc
passageiros e malas e iinmcd a-
tanienk^epir depois do desel-
os mesDios.
passagena, fretes, etc., tracta-ae com C3
CONSIGNATARIOS
Para
Aaiiison Howie&C.
rE-siimiim!
Oaoipfscliiriahrls-(.esellschaft
0 vapor Desterro
Espera-se de IUMBURGO,
va LISBOA, at o dia 20 do
correte, seguindo depois da
d> mora neceasaria para
Rio de Janeiro e Sanios
Fara cargiv, paasacrens, e encommendaa, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borsteluan n & C.
RUADO VIGARJON. 3
1* andar
De um rico espelho ova! dourado e grande,
lindos quadros, finas gravuras, jarros
para flores, crystaes, bons movis e vi-
nhos.
A SABER
Sala de visita
Um piano forte, 1 mobilia com 1 sof, 2 conso-
os, 1 jardineira, 4 cadeiras de bracos e 18 de
guarmea >, 1 espelho oval gradde, 2 quadros ovaea
com vistas em madrepetola, 2 ditas Antigona &
Eamenia, e cedipo, 2 ditas caridade, 1 dito o vati-
cano, 1 dito aaaembla franceza, 2 almofadas, 1
tapete de sof e 4 de porta de carneiro, ti lancae
com cortinados, 2 ettagers, 2 jaros de alabastro,
1 porta carloes, 1 lustre de crystal com 4 bicos,
4 porta cartoes de abaatro, 2 figuras, 5 pannos de
crochet e 1 esteira para torro de sala e quartos.
Alcova
Urna cama, 1 toillet, 1 lavatorio, 1 cabide, tndo
de faia, gosto americano, 1 guarda veatido, 1
guarnico para lavatorio, 1 cupla, 1 cortinado
para cama, guarnico para toilet e 1 marqueso
Corredor
Um cabide. estante para chapeos de sol, 1 dito
de parede.
Gabinete
Urna mesa com 2 gavetas, 1 estante para livros,
2 cadeirss de balan? j grandes, 2 ditas menores e
2 ditas de vime.
1. quarto
Urna cama de Jacaranda com lastro de rame
1 toillet, 1 lavatorio, 1 espelho e 1 cabide.
2." quarto
1 Commoda, 1 espelho dourado, e 1 toillet de
mogno.
Sala de jantar
1 mesa elstica, 1 guarda louca, 2 apparadores,
1 mesa de ferio com pedra, 2 quartinhas com tor-
neiras, 4 pequea--, 1 guarda comida de rame, 4
quadros com paysagens, 2 fructeiras a 1 tapete
para forro de sata e corredor.
1 apparelho de porcellana para jantar, 1 dito
para cha, copos, clices, compoteiras, garrafas,
porta-queijo, licoreira, tr.lheres, colheres, bande-
jas, vinhos, e cognac.
Mesas para cosinha com tampo de pedra, trem
de cosinha e mais accesaorioa de caaa de familia.
Quarta feira, 19 de Malo
No 1.' andar dn sobrado de azulejo da ra da
Imperatriz n. 88
(Esquina da ra do Hospicio)
Alfredo Antonio Fernandes tendo de fazer
urna viagem a Europa cot sua familia, far leilo
por intervencao do agente Pinto dos movis e mais
objectos de casa de sua residencia ra da Im-
peratriz n. 88. entrada pela ra do Hospicio.
O kilo principiar as 10 1(2 horas.
Leilo
De 1 terreno eom 100 palmos de frente e tiOO
ditos de fundo da estacan do Porto da Madeira em
Beberibe, limitando pelo lado oppoato com a caaa
do Sr. Francisco de Oliveira Leite Guimares.
De 10 letras no valor de 3:858i00, todas lega-
iaadas,
(Em continiiaeo)
De movis, chapeos ae feltro para homem, cai-
xas com velas Apollo, chapeos de sol, diversas
qualidades de bebidas, copos, fucaa e garfea, co-
Iherea para aopa e cha, jarros, livros de direito e
muitos ou.roa objectos.
taarfa-frira. tdo corrente
A's 11 lime
No armazem da ra do Bom Jess n. 4-1
POR INTERVENGO DO AGENTE
Gusmo
Leilo
Companhia ra Ileira de lave-
gsco a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Para
Commandante o 1 tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado doa portos do
norte at o dia 23 de Maio,
e depois da demora in
dispensaveJ, seguir para
os portos do sul.
Recebe tamDem carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, encommendas e valorea,
Quarta-feira, 19 do corrento
A'a 11 horas
No armazem da ra du Imperador n. 7.r>
O agente Modesto Baptiatsfri leilo de 2 mo
biliaa de Jacaranda, gmnde quantidadejde cideiaa
avulsas Ja medalhe, com encuito de pa ha, tran-
cadas a simples, 3 mesinh.s de columna, 2 lavato-
rios, sendii uincom pedra, 1 q larttnbrira, 1 piano,
1 guarda luc;a, I carteira, 1 mesa He ferradura,
2 ca'uidea, 2 e >naoloa, 1 mes. elstica, 1 estante,
g.ande quantidade de jarros, canicies de vidro,
e&carradoiras, alcatifas, ciHieres, garlos e outras
obras de pratn, louca, faeaa e (farfos decebo do
naso, eh,.poa pra hom m, perfumaras e outros
objectos que estaro :i vista dos concurrentes
De bons movis, finos crystaes, porcelanas,
quadros, espelhos, electro e vinhos
\GENTC PIJiTO
Boa da solidad' n. si
Sexta-feira 21 do corrente
0 engenheiro Ricardo de Menezes, tendo de mu-
dar de residencia para a Corte, far leilo por in-
tervencao do agente Pinto, dos movis e mais ob-
jectos existentes na casa de sua residencia a ra
da Soledade n. 84.
Constando de :
Urna mobilia de Jacaranda, quadros a oleo, espe-
lhos, 1 piano forte de H. Kerz., 1 cadeira 1 es-
tante para msica, ettagers, jarros para 'tes,
escarradeiras, figuras, sanefaa e cortinados alca
tifas, forro da sala e quarto, tapetes de sof e de
portas, e candieiro a gaz.
1.* i| liarlo
Urna cama de Jacaranda e cpula, 1 toilet e 1
lavatorio de Jacaranda, 2 gueraices para lavato-
rio, 1 toilet, e 2 jarros e 1 forro de esteira.
' finarlo
Urna mobilia de pau carga feita a capricho
constand de 1 cama, 1 secretaria, estante, 1 toi-
let, 2 cadeiras, 1 meza de cama e 1 cabide, 1 tin-
teiro, 2 quadros, 4 vasos e florea, 2 figuras de
porcellana, 1 guarnico para lavatorio, 2 mezinhas
de fantasa e 1 linda alcatifa, forro de quarto.
3.a quarto
1 Cama franceza, 1 meza e estante, 1 lavatorio,
1 guarnico e ti cadeiras, 1 cesta para roupa, 2
balaios, 1 banheiro, 4 arandellas, 2 casticaes, e
4 bolas de cores.
Corredor
1 Candieiio a gaz, 2 jarros com dores, 4 tapetes
de coco, 2 quadros, 1 resfriadeira, 1 quartinhora,
1 poita chapeos, e l forro de esteira.
Sala de jantar
1 Meza elstica, 1 guarda louc;a todo envidra-
eado, 1 apparador cem pedra e espelhos, 6 cua-
droa, 4 jarros, 1 lavatorio de parede, 1 cadeira, 1
carro para crianza, 1 relogio de parede, 2 candi-
eiros para kerosene, 1 dito para gaz carbnico, e
I tapete de coco forro da sala, e vinhos.
2 Ai'parelhos de porcelana para cha e jantar.
1 licoreiro, copos, clices, compoteiras, garrafas,
jarrinhos para a meza, tacas de crystal, 1 appa-
relho para cha porcelana branca, canecos pata
caf, clices de cores e 20 globos.
1 Fogao americano de ferro, mezas, e trem de
cozinba.
Soi a o ou 1 andar
1 Guarda vestido com espelho. 2 camas de
Jacaranda, I lavatorio e toilet, guarnieres, 1 es-
tante envidracada para livros, 1 meza para
jogo, 1 papeleta, 1 guarda roupa de amarele e
1 quartinbeira.
i- tala
1 Commoda com armario, 1 lindo sanctuario de
Jacaranda, 2 quadros, 2 espelhos, 1 cama para me-
nino, 2 camaa de lona e outroa objectos.
AViMO
Oa referidos movis acham-se em bom estado de
conservado. O leilo principiar as 10 horas em
ponto por serem muitos os lotes.
Leilo
Leilao
trata-se na agencia
. 11 RA DO COMMERCIO N. 11.1 rem ejecutivamente e^po' CA,tA Pc*toria execu-
De urnaCarta de Sentencia Ci'elna importan-
cia de 30:0203594 e mais 4:0785090 de juros
accrescidos desde Fevereiro de 1885 2 de
Maio do cnrrente ann.
Total ar:0!si;s i
serem cobrados i xecutivament" de Jos Sancho
Bezerra Cavalcante e aua mulher, aenhorea do
engenho Alegra,na coumrca da Es.-ada, enge-
nho que sobjam nte garaute o pagamento da di-
ta divida, previne nte de uin* hyu'.theca.
Quari i feira 19 do corrente
A'a 11 horas
No armazem da ra do Imperador n. 16
O agente Martina, autnnaudo pelo II in. e Etn>.
Sr. Dr. jtiii docivel,' far leila m sualpresenca
ea requerimento de D. Bernarda de Souza Maga-
Ihies e Silv.-., iuvenrariante do eapdio de aeu filia-
do iimo coronel Jxt Anto de Souza Magalhes,
da d.vida proveniente de urna carta de aentenc.
obtida em 12 de Fevereiro de 1885, contra Jos
Sancho Bezerra Cavlcante e aua mulher, senho-
res do importante engenhoAlegra, para paga-
De 1 mobilia, 2 cadeiras de balanco, 2 espelhos
grandes, castigues com mangas, 1 lustre para cen-
tro de sala, 2 escarradeiras, 2 quadros, 4 jarros, 1
mesa elstica, 1 guarda-louca, 12 cadeiras, 1 relo-
gio oval, lo'JC4, vidroa, bacias e 1 almofaris.
Urna cama franceza, 3 commodas, 3 cabides, 1
berco, ti cadeiras e outroa moveis de casa de fa-
milia.
Mabbado. fc' do corrente
A' ra Direita de Afogados, casa n. 30
Jcs de Souza Nunes Braga, tendo se retirado
para a Europa, faz leilao por intervenido do agen-
te Pinto, doa movis t mais objectos cima men-
cionados, existentes na casa eui que residi ra
Direita de Afogados n 30.
A'a 10 luas e 20 minutos, partir o bond da
linha de Afogados, que dar passagem gratis aos
concurrentes, O leilo principiar s 10 horas e
ti es quartos.
AVISOS DIVERSOS___
- Alugam-ae casas a 8000 no becco dos CuO
Ihas. junto de S. Goocald ; a tratar na ra da Im-
erat'iz n. 5ti.
Faz ae negocio com quem pretender comprar
a hypotheca da nss do largo do Paraizo i. 15 :
na ra Nova n. 12. loja de chapeos.
Precisa se de una ama que engumme c com-
pre : ni ra do Ii.prador n. 43, 1" and r
Pede-se ao3 abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ru-i do Mrquez de Olinda n.
51, a id gocio que oo ignoran.
Dr. Candido Emygdio Pereira Lobo.
Pedro Manoel Ousib Lobj.
Francisco Rayinundo Carvalho, (commandante
Companhia fesiiMinhueana).__________________
Umarao;a habilitada participa aos pas de
fa nilias que ensina |iortugri3Z, fraucez, arithmtti
ca e trabnihos de agulha : & tratar no orredor
do BispQ n. 81._________________________________
Preciaa-se d um caixeiro que te.iha prat-
ca de molhadoa, de 14 16 annos ; a tn.far no
becco do Cainuello n. i
Aluga-se a casa n. (55 ra da Plm->. inui-
to frese e com aci sramodacoes para familia : a
entender-se na ra do bartholomeu n. 4",
Aluga-se o pavimento terreo, 1' andar e
aoto do predio n. i5 da ra do Viaconde de Al-
buqaerque : a tratar ca ra do Vigano numero
7, loja.
Na ra de Sarita Thereza n. 28. pr. eisa se
de urna ou duas mulheres para vender em tabo-
ltiros na ra.

1

-





V
I lima i







-si--s--paaa-y i,. i ..... i .. -
Diario de PerumiiwmTcrfa--feira 18 de Maio de 1886
: Embarcou a 14 no paquete inlez Trent para
Europa, o diatincto negociante da Prabybao l"m.
Sr. Francisco Gomes Marques da Fonseca ; dese-
jamos-lhes feliz viagera.________________________
Vende-se o b.-ui conheoid hotel da estacao
da Escuda Hotel Eeeadruse) est bem montado,
a casa tem muitos corr.inodos, cocheira, cavallos d
aloguel, jardim, plantas de legumes, est bem
afreguendu ; quem pretender, dirija te ao mesmo,
motivo da vend, se dir ao comprador.
Precisa-se de um menino para ser caixeiro
de loja de calcados, i tratar r_; ^(amento
M. 15.__________________________________________
Vende-te urna taverna em boa localidade
muito propria para principianta, e o motivo por-
ue se vende se dir ao comprador : a tratar na
leja n. 2-1, por baixo da ordem tercena de.
Francisco._________________________
__ Vende-se a casa terrea sita travessa do
Lobato n. 13, tregueia de ;>. Jos : a tratar com
Antonio Bezerra Cavalcantc de Albuquerque
ra do Hospicio n. 2!).
Aluga se urna casa na ra do Onde da Boa
Tista n. 117 (Caminbo-Novo) para pequea fami-
lia : a tratar na na do Commerco n. 15, primeiro
andar.
NTICO
#

O advogado Joiquim Xavier Coelbo Buten -
conrt encarrega-se de previlegios, conces'oes,
cobranca de exercicios findoa no Tnesouro Nacio-
nal, habilitarles ao cargo de juiz de direito, revis-
tas no supremo tribunal de justica, recursos ao
peder moderador de qualquer pretencao peante
as ieparticoes publicase secretarias de estado, na
corte do imperio. Escriptorio, ma do Kosaiio n.
66, 1* andar, corte.__________________________
%
Cosinheira
Precisa-se de urna, a tratar na ra da Unio
11.
Serrara a vapor
Caen do Capibaribe n. 'is
Kesa serrara encoutraru os senhores fregue-
zes um grande sortimento de pinho d. rezina, de
5 a l metros de compriaiento, e de 0,08 a 0,24 de
eequadrios ; garante-se preco mais cemmodo do
que em outra qu* Iquer parte.
"lngueTToWO-
Aluga-se a casa com 3 quartos, quintal e cacim-
ba, ra do Nascente n. 24 (prximo matriz de
S. Jos), e 42 e 56, rua da Matriz da Boa -Vista;
a tratai na ra do Pilar n. 56, taverna, at s 11
horas, ou depois das 4 horas da tarde. ________
Cosinheira
Precisa-se de urna boa cosinheira : na ra da
Aurora n. 31.
Preoaraco de Productos Vegetaes
EXTINGU DAS CASFAS
e outras Molestias Capillares.
JS/IARTI NSTBASTOS
Pernambtieo *
L$o de inglez
F. Lover, tendo deliberado encinar a lingua in
plena, pode ser procurado para um tal fim, das 10
horas da msnh s 2 da tarde, e das 4 s 8 horas
da noite, e i o Io andar do sobrado da ra Pri-
meirodeMirco n. 18, sala de detraz.
Leilo de nina carta de
sentenca rivel
Est anr uaciado para 19 esse leilo, e por isto
bom o sp{. uinte aviso aos pretendentes :
Primeiro, os ejeeutudos tm relevantissimos
embargos t. apresentar na occasio da execuco.
O proprio coronel Js An'o, eabeudo delles,
guardou a carta de sentenca e procurou amigos
para aceoramodajo, itc.
Segundo essa execuco se far pelo regimem
an'erier ao decreto n. 3272. Apte- de tudo a ver-
dade
Precisa-se d'um criado para casa de pouca
iamilia : a tratar na ra do Mrquez de Olinda
numero 6.
Cosinheira
Precisa-se de urna que seja muito boa para casa
de duas pessoas estrangeiras. Informa-se na ra
do Barao dr Victoria n 9, livraria.
Cidade da seada
Vende-se nesta cidadrs as propriedades abaixo
mencionadas, um sitio denominao Buraco fundo ou
Jaguaraieha, a 500 kilmetros de distancia do
centro da cidade.com 11 catas de taipa cobertas
de telhas para aluguel, e urna dita muito boa per
tencentc ao meamo sitio, com urna grandn baixa
de capim, com terreno para plantacao, e j parte
plantad com lavoura, iructeiras e tres mil ps de
caf, j pegados ; urna casa de tijollo com forno
para padaria e urna _-raude estrib iria, tambem de
tijollo, na roa do Barao da Lacada n. 17, urna
grande casa de tijollo, a ra da Barra n. 6U ; urna
dita a ra do Dr. Jos Cndido Diaa n. 17, de tai-
pa ; urna dita a ra da Matriz n. 45, de tijollo :
c outra a ra do Curral, tambem de tijollo e pro-
prias para familia, e com 100 palmos de terreno:
o motivo da venda o proprietario ter de retirar-
se do lugar : a tradar com o abaixo assiguhdo na
cidade cima, ou nesta praca cornos Srs. Andrade
Lim,. & Irnio, a ra do Dr. Feitosa, n. 4 A.
Rimo Populo de Andrade Lima.
Atiendo
Roga se ao Sr. Luiz Goazaga da Silva, o ob-
sequio de apparecer ra do Barao da Victoria,
n. S, loja de alfaiate, a negocio de scu inte-
resse.
Kecife. 17586.__________________________
Ama de leite
Precisa-se de urna sadia e meig para crianza,
a traiar na ra Duque de Caxias n. 59, loja.
Para engommar
Precisa-se de urna :.ma para engornniar
e outros mis teres de casa de familia ; a
tratar no 3* andar do predio n. 47 da ra
Duqne de Caxias por cima da typogra
phia do Diario.
Aviso
Mauoel Margues de Oliveira e Joao do Reg
Lima, tm nesta data dissolvido amigavelmcnte a
Eocii-dade que gyrava nesta praca sob a firma de
Marques Lima & C. ficando o socio Joo do Hi-
go Lima pago integralmente de seu capital e lu-
cros, e pertencend i exclusivamente ao socio Ma-
nuel Marques de Oliveira todo o activo e passivo.
Becife, 17 de Maio de 1886.
Mnt el Marques de Oliveira.
Juan do R. go Lima.
Caixeiro
5 Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica de
molbadus, dando fiador de sua Cjnducta : a tratar
na ra do Hospicio n. 57.
Acfo maraviltiosa enlre amigos
Avisa-se a quem tiver comprado bilhetes da
rifa com o titulo cima, annunciada para correr
com u uliima lotera do mez eorrente, que fica eem
eff- if h dir- rifa. Reeife 14 de Maio dr 86.
Leilo de urna carta de sentenca
E' falso, falsissimo tudo que vem escripto no
Diario de l'ernambucs a respeito deite lei.'ao.
E' sabido que o devedor empregou toda a chica-
na para ver-se livre da bypotheca, na aeco prin-
c'pal. Ah todos os embargos foram apresenta-
dos, como ;. nsta da eartu de sentenca e despre-
zados. Tudo que fr allegado ser, portan o, ma-
teria velha. edesprezada pelo juiz que proferio a
sentenca hoje passadaem julgado.
A bypotheca, que sobre o engenho, cujo pos-
suidor ainda vivo, assim como sua muiher, nada
tem com utro que nao sejam estes.
Quando morrea o coronel Jos Auto, tratava
de urna acommodaco promovida pelo executado,
e se veio ao Recife, f >i consultar sobre o me.hor
meio de resolvel-a.
Sao o empregado o melhor meio de satisfazer
aos scus compromissoe. Mais lealdade e Bizudez.
Um que sabe de tudo.
Caixeiro
Precisa-se de um menino de 12 14 annos de
idade, com pratica de taverna e qae d fiador
sua conducta : na-rua de Fernandes Vieira nu-
mero 68.___________________________________
E^mmadeira
Precisa-se com urgeneia, para casa de familia,
a tratar na ra do Visconde de Goyanna n. 207.
Precisa-se
de urna muiher para vendagem da ra
na ra da Detencao n. 81.
a tratar
Pulseira perdida
Um passageiro
do
paquete Baha, que se-
guio para o sul, ao des-
embarcar nesta eidade
no dia 10, com sua
familia, perdeu urna
pulseira de ouro liso,
com urna ITr craveja-
ila de l>i'i I limites, nao
sabendo o ponto certo
em que ella cabio.
Se quem a achou for
pessoii co 11 m* i curiosa e
qui/cr rcstiiuil-a, pode
trazer a dit?^ pulseira
ao escriptorio dcste
Diario, onde, se fr
exigido, dar sc-lhe-ha
una gratifleayao.
Precisa-se
de urna peseoa para vender
ra Imperial n. 112.
na ra : a tratar na
J
Dr. Antonio .Francisco CorreaB
Araoio
Francisro de Pau-
la Correia de Araujo,
Manoel Mara Tava-
res da Sil va e Joaquim
Cor rea de. Araujo,
1 mandam celebrar mis-
sas n;* inariz da Boa-
Vista, s8 horas da
nianha, do dia 20 do
torrente, por alea de
seu s^mpre le morado
irmo eeunhado, o Dr.
Antonio Francisco
Correia de Araujo.
N. 1891 perdeu-se
Pe" pre-ente meio se declara que perdeu se a
cad. rneta correspondente ao mesmo, da Caixa
Econmica, enju dono avisa pelo presente para
evit r d vidas
U. OMaiiima uuprai
Lniz Duprat e 1>. Juanna Emilia Guimares,
suas fihas, filho, genros e mira, participara s
pessoas de sua ami.ade e reltcocs, que falleceu
em Lisboa no dia 13 do eorrente. sua presada es-
posa filha irm e cunbada, D. Usvalinda Duprat,
I or alma de quem mandam resar urna missa quin-
ta-tora 2( do eorrente, s 8 horas da malina, na
is-r. a matriz da H >mVifta.______________
Lleoieiitniu du- Banto* Lcui > seuieut-- e sen
fiihos, Clem^ntiiia d"S Aitoa Sement e Augusio
dos Santos Sement mandam n sar missas pur al
ma de isa e^usa e mi, Francisca Maria dt s San-
tos Sement, no dia 19 do eorrente, stimo do seu
fallecimento, na matsiz de S. Jus, s 7 horas, e
na Penha, s 5 horas da inunli, para o que con
vidara seus parentes e amigos para assistirem a
este act -
O fJeo Faria c-lebra na capella do Gymnasio
uma missi pelo repoujo eterno de sen presado
amigo, Dr. Ant nio Francisco Correia de Ar ojo,
s* 8 horas do dia 20 do eorrente, quinti feira, s-
timo do .en inran.'i p-g-amTito.
Liu. v sua taun-
Jua iaplltH U lt"Ciia laixa
lia ascsment- compungidos pelo infausto pass_-
mento de eu s-^mpre prant-ado amigo o. prente
affim, o Dr. Antonio Francisco Corren de Araujo,
m.indam celeb ar uma missa por sua alma no dia
20 do eorrente. pelas 8 h ras pa manha, na ma-
trii de Gamelleira, e peJem o comparecimento de
aeus patentes f amigos, e os d'_'llu*tre fina lo.
XAROPE
FERRUGINOSO
de Cascas de Laranjas e de Quassia amarga
ao PROTO-IODUETO de FERRO
Preparado por J.-P, LAROZE, Pharmaceutico
9AMXM a, Ru de Uons St-Paul 9AMXM
ATPROVADO PELA JUNTA DE HTQIENE DC BRAZIL.
O Proo-lodnreto de Ferro,
bem preparado, bem conservado, prin-
cipalmente no estado liquido, de
todas as preparaces ferruginosas, a
que produz os memores resul lados.Sob
a influencia do principios amargo a
tnicos, da casca de laranja e da
quassia amarga, o ferro assimilado
fcilmente e produz efleito prompto
egeral restituindo ao sangue, a forca;
&s carnes, a dureza; aos differentes
tecidos, a actividade e energa neces-
sarias s suas funcedes diversas.
Porisso, o Xarope Ferrnginoso
de J. P. Laroze, considerado pelos
mdicos da Faculdade de Paris, co.to
o especifico mais acertado para as
Doencas de langor, Chlorose. Ane-
mia, Ghlori-Aaemia, Fluxos bran-
cos com dixeBtoes demoradas, Mo-
lestias, escorbticas e escrofulosa*,
Rachitismo, Mo mesmo deoosito acht-se i venda os seguintes Productos XAROPE L&ROZE OgZL%. TNICO, ANTI-NERVOSO
Contr* as Saatrito, daatraigias, Dyspepsia, Dores e Calmbras de Estomago.
XAROPE DEPURATIVO *^^r* 100URETO DE POTASSIG
Coilra i Alte0560a escrololosas, cancerosas. Tumores broncos. Acidoz de Sangue,
Accidentes syphitlcos secundarioe e terciarlos.
XAROPE SEDATIVO'^^BROIURETO DE POTASSIO
Ceotrt Epilepsia, Hysterioo, Dan de 8. Ouy, Insomnla Jas Criancas durante a Denticto
KrMir trm tosas ab
as oMcinm ao mu
/?^^VSA^^AA'^V^**^^^^^"
SAUDE PARA. TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungunto de Holloway um remedio infallivel pata os males de pernas e do peito ; tambem pi_ra
as feridas antigs chagas e ulceras. E famoso para a got/i e o rheumatismo e para todas as enfermi-
dades de peito na se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nRo teem semclhante e para os membros
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto.
Essas medicinas s&o preparadas smente no E^tabelecimento do Professor Holloway,
78, (EW OXFORD STREET (antes 933, Oxford Street), LONDRES,
veodemse em todas as ph_rm_ci; s do uniterso.
ffr Os compradores slo convidados respe!lsamente a examinar os rtulos de cada caixa e Pete, se nfto teem a
direcfiao, 533, Oxford Street, sao faliicasoes.
cor, aa Falsiflcacdas.
AGUA de MELISSA1
dos Carmelita:
BO
Junioo Suooessor dos Carmelitas |
PARI3, 14, Ra de l'Abbaye, 14, PARS
i Apoplexla, Oholera, En(6o do mar, os Flatos, as Clicas, Indl-
Febre amarella, it. Ler o empeci r.o qual tai nro/w'do cii tidn.
-se exigir c !etretT) brinco c preto, em to los os vldros,
Ja qual fr o tanianho, como tambem a assignattan:
Depsitos em todas as Pharmacias das Americas.
MEDALHA DE BONRA
0 8LE0 CHEYRIER
i deunfactado pelo Alcatrio,
ton co e bm\l$*m.co, o Qua muito
jtugmtnt m$ proprhdade* do
0 OLEO de FIGADO
DE BACALAO FERRIGIN0S0
0 4 onlca preptrtcSo qu* perm lie
tdm r>;strmr o Ferro um pro-
urir Pnso de Ventr-, nem
Incommodo.
DEPOSITO fral HIB
21, raa *t Fiofc'-IontBart, 21
DIPLOMA DE HONl
1E ferruginosoI
4pALCATr\rv5

BECEITADO rOB TODAS A8
Celeoridades Medicas |
CA FRANCA E DA SUB0PA
molestias"do peito,
'affecqOes escrofulosas I
CHLOROSIS,
ANEMIA, DEBILIDADE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES, RACHITISMO
Vinhe de Coca
DEPSITOS BM TODAS AS PRISCIPABS PHARMAUAS DO BRAZIL.
KM>*M0.9OiOW
PLLAS do D'GRUID
de tOOVKTO dt FMM e dt QUIHH i
TIUITA AMNOSlltor-Ezltotademnvt *de
a efllcacia ii conteeare d'estaa Pllulas, que f ucer u
Iom os tmenlo* prtdJri fura a ~*jejr*cAo i o tanjue.
Palas suas propriedadea micas mpwrativu,
o loatnieto i rsABt' ei QTJim~i 'a
o svidicxmoiiK -asi -mii contra aa
4rm de Httoirtgo Ohioro* Jmmfa
Peras di upoetite
CAMay oEmpibreiimanto lio Sanfltw
AffecQoei esfi-'oful3*a, ef
mi !i'jl : 9, ru ut (^:oilU-Sir 11 Mra-wtato: FRAM- U. rte O.TA 4
msSvikVuis "KrSLSiaT pr^teTi^ie'1'
f-ROfiCTQS EHCLOGIGOd
ie Ulysse ROY, mPCtft [mu
imllePROUST, Sucr- & Genr
' AS
EnfermlQ-des
V.cr
Secretas!
iUNORRKAGlAS
QONORRHEA8
/FLORES BRANCAS
CORRiMENTOS
. recentes es ~qtlgos sao curados era I
jeonoo*' Jias em seo reto, sezn t gi-1
jen Bem iisasas, sem cansar je; I
ieetar os organc* disestiros, peas]
I en injecQio -de
D9 D0T0R F0URNIER
PAWi FO Plmou tm (a afc-eis-
Saf^aaarw. as C-n* itoww Pilslaa jfr-,^. *- ,_,-.
7/ a -a-.iwae: tUr*. fouvntene
BHWk* _...-!- swajt-ss tai "_> >*"
> Perfume onautioo dos Vtnbos ou sobra,
dsMedoo............ ... oglOOfrssooai aooB
Kr-ncio uLssenciMCoons -* 10i) tra-roe SCO tL
\ Prtrftlmcs pan todos os Llcorew je 1U0 frascos 300 fr,
a EssencladeRbamoadeTa'la,os 1*0fnscoa COO
Depositarlos em JVrtiinlifco.-
S'rawiajwno 2_C. ria BtLVA -. tT"
Acabaro-se as Cas
i um mu nica not 'nlirlloa e a Hartin
t Cor natural
Ha; liiin o as A"' cacto sem Lrag-m;
35 ANNOi DE XITO
E. SALLES fils; J. MONEGHETTI, suocessor
Peniuclsta-CalBilco, 7J. i u Turbtge. PAJUZ
Vtndm-u tm f da al principes Ptrtums-iil e Drorlu
t-------: r. F-.-.'~M i>a SILVA & (!".
Alimenta^ao racional
das MES, CRIANCAS, AMAS A CONVALESCENTES
Por uso da PH0SPHA TiXA Fa lie res,
PARIZ, 6, Avenue Victoria, 6, PAJUZ.
fcftisiUrlos em Pernambuco : FBAN- M. da SILVA e C,
U'82,Bordeaux. Medalhadi Brome;
t!ois: MsJaiha oe PraU; Roche-
lort: selo 1e H d.,ma di Prata,
Sando modelo !883,Amsterdam :
eualha da Pral ouraoa. 1885,
E^xposlco de i rabalho: Adm.u lo
FliMLM
Alimentario R-cu
em principios s_M o puj.-phailoi.
A pa/Inha tVSHj'sTz: o i., llior auxiliar
d.i ama ilo li'iU-na Kllr,;i-n''.- ncinUaS.
Kspurlmcnln
Gasu-. tntee-
t.^os, PriaS
a^ tomago
-. a jir-
uii;
.;;(jr(fiiea)
Ib ;v c*.
Ama
Precisa se de uma ama para casa de duas pes-
soas ; na ra Formosa n. 29, esquina do becco
dos Ferrciros.
Ama
Prpclsa-3e do uma boa cosiubeira ; na ra do
Mrquez de Olinda n. 6.
AMAS
Na ra de Paysand n. 2U, precisa-eo de cosi-
nheira e engommad'-ira, phga-se bem agradando.
Ama
Precisase de uma uma para cosinhar e mais
sci vico de cas de (wBlia ; na ru do .Mrquez
do Herval n. 33, Io audar, defronte do Instituto
Arclioclogico. _________^^
Ama
Precisa-se de uma para lavar e engommar : na
ua do Rangel n. 9, padaria.
Ama
Precisa-se de uma ama para cosinbar e que nao
saia ruaa : tratar na ra Velna n. 75.
Alu ga-se
o Io andar do sobrado ra do Rangel n. 44,
caiado e pintado ; tratar na ma Direita n. 3,
3" andar.
Alugti-sc barato
lo andar c aimazcm na ruado Bom Jess n. 18,
e 2 andar e armazem na ra da RestauracSo n
31 : a tratar na ra do Bom Jess n. 12, escrip-
torio.
Aluga-se barato
O 3., andar da ra do rJom Jess n. 47.
Trata se no largo de Corpo Santo n.19. Io andar
-a
um pequeo sitio murado, com uma excellente
casa, com muitas arvores fructferas, excellente
cacimba com agua encanada para csa, com bo-
nito jardira, ra de Nunes Machado n. 1, na es-
trada de ferro de Olinda, muito perto da estacao
do Es pin he i ro ; no mesmo sitio tem quem o mos-
tr : a tratar na ra da Praa n. 70.
Aluga-sc
a casa terrea ra de S. Francisco n. 27, pintada
e caiada ; uma casi terrea na p .voscio de Bebo
ribo, ra do Steple n. 1 : a tratar no becco das
Carv-lbas n. 1.
ssucar especial
Joaquim Salgueiral &. C, proprietarios da refi-
n?cao ra Direita n. 22, tendo reformado com-
pletamente o seu estabelecimento, scentificam ao
publico em geral e especialmente ao commercio,
que teem sempre um completo sortimento de assu-
eares, tanto em caro?o como refinados, de 1, 2 e
3a sorte, e especial refinado cora ovos, o melhor
que se enontra no mercado, e podem de prompto
satisfazer qnalquer pedido que Ibes seja feito, pois
p ira iiso teem sempre um grande deposito. Ga-
rantem a boa execuco e liuipcsa dos seus pro-
ductos.
448
>muero telcgrapliico
Atten^o
Por commodo preco arrenda se orna boa baixa
de capim perto da cidade : a tratar com o Sr. Ma-
galbaeg na casa do vigia da estrada de ferro ao
Limoeiro, na encruzilhada de Belem,
Leiio de uma hypotheea
Ser valida a bypo-
theca do engenho Ale-
gra, nao sendo o lvi-
dos os consenhores dos
ter. nios do mesmo en-
genho, entre os quaes
existiam e existem ain-
da orphos?
Isto quer saber:
Um que tem direito.
Joo Gon_alves
Torres pede s pes-
soas que d"ell sejul-
garem credoraspor
conta ou ttulos ven-
cidosqueira n apre-
sental-os ao Illm. Sr.
tenente Manoel An-
tonio Viegas, a fim de
ser n verificadas pelo
mesmo Senhor e pa-
gas no edificio da C-
mara municipal, por
occasio da sesso do
dia 19 do eorrente.
Recife 14 de Maio.
Joo Gongalves Torres.
i

\
^&7
Hhoi'I de Barro \%'anderley
Francisca Tranquilnu Wanderley. Joac Ba-
tsta Wanderley, Manoel da Cuuha Wanderl 'y e
Anna Clara Wanderley, convidam a seus prente
e pessoas de suas reUcoe c de seu finadj esposo
e pai, Manoel de Barros Wanderley, tiara assis-
tiren a missa que por tima f!este mandam resar
na matriz de Palmares, s 8 horas da manh de
dia 18 do correntei 1 aaniversario do falleci-
mento. A annurncia a snnclu n.tc convite, ales
de demonstrar nobresa de piedosos sentimentos,
encerrar um motivo muito valioso para nosso re-
conhecirrpnto etern .
Bernartlino nuarle Campo*
Mara Annunciada Duarte Maia, Maria Joaqui-
na Duarte Campoe, Joaquim Duarte Campos e ana
familia, Antonio Duarte Campos (ausente), Dr.
Antonio Bruno da Silva Mi.ia e familia, Maria
Julia da Cuuha Maia, Josf- Joaquim da Cunha
Maia e familia, Antonio de Oliveira Maia e fami
lia, esposa, filha, iimaos e cunhados de Bernardi-
no Dcarte Campos, cordialmeute agradecem a to-
das as pessoas <\\x-. 3e dignaram assisiir acs offi-
eios fnebres e ucompanharam sena restos mor-
taes ac cemiterio publico ; e do novo as convidan,
e tambem a todos os seus parentes, amigos e CO-
nhecido?, e os do finado, assistirom as missas
que mandam celebrar na igreja do Espirito Santo,
no dia 19 do eorrente mea, stimo do seu fallec-
meato, pelas 8 horas da msnh ; pelo que desde
j protestara eterno ree >nhi cimento.
Marco l.diius Pedrosa
D. Luiza Florinda Pedrosa, seus fiihos, genroi
e entiados, traspaesados de dor pela morte de seu
caro filho, Marcos Gomes Pedrosa, agradecem a
tedas as pessoas que se dignaram acompan'.iar os
restos mortaes do mesmo finado ao cemit rio pu-
blico desta cidaJe, e de nevo convidam a tolos os
seus rarentes e amigo< para i.sjistirera as missa
do setimo da, que terio lugar na matriz da Boa-
ista, s 8 horas da manha de quarta-feira 19 de
eorrente, pe) que se confessam summamentJgsa-
tns por este acto de religio e caridade.
D. Hara de Albuqaerqae Mar-
lio Pcrelra
Jos Floriano Correia de Bnto e Balthatar de
Albuquerque Martins Pereira, profun lamente
compungidos pelo prematuro fallecimento di sua
presadissima prima, D. Mana de Albuquerque
Martins Pereira, mandam suft'ragar sua alma no
dia 18 do eorrente, stimo do seu passamento, l
7 1/2 horas da manh, n\ matriz da Boa-Vista ;
e para e3so acto convidam aos parentes e amigo,
antecipando 88 seus gradecimjntos^________^^^^
Pao d'Alho
O partido conservador da comarca de Pao d'A-
lho, repassado de dor e tomando luto pelo inespe-
rado passamento do Dr. Antonio Francisco Correia
de Araujo, deputado assembla geral legislativa,
sem distineca do crdito nolitieo, convida a to-
dos os parentes e amigas do finado, para assisti-
rem as missas que m ma eeiebrar na igrej ma-
triz desta cidade, -X- 8 horas da manha do dia 2#
do eorrente, stimo de seu passamento, pelo que
desde j se c jnfessa agradecido aquellos que se
dignarem assistir este acto de religio e caridade.
Cidade do Esrinto Sante de Pao d'Alho, 15 de
Maio de 1886.
Dr. Antonio Fianri* Correia
de Aranjo
O major Cus odio Floro da Si'va Fragoso, tea-
do de mandar resir uma missa pelo eterno des-
canso de seu mui presado amigo e correligianario,
Dr. Antonio Francisco Corr ia de Araujo, pelas 9
horas da manh de dia 20 do eorrente, stimo de
fallecimento, na matriz da cii.de de Palnares,
convida para a ella assistirm os amigos e cone-
ligiomirios do mesmo finado e os seus.
ALCATRAO DE GUYOT
, GOUDlON DE GYOT
O Aleatrao de inym seno, pnra preparar uma aga de alcatra, muito cian e agradavel aos
mais delicsdos estmagos. Purifica o sangoe, augmenta o apetite, levanta as forras e e efficaz em todas as
4oencas dos pnlnioi's. eatarrhos da bexigoa e alTec$os das mucosas.
Aleatrao de uyot foi experimentado com vantagem real, nos principaes hospitaes de Franca,
da Blgica e Espanha. *_-__ __.
Durante os calore* e om tempo epidmico uma bebida hygicnica e preserradora. Cra so ndro basui
para prepai'ar doze litros d'uma bebida salutarissiroa.
O Alentro de l.iijol Al I ?l!;\IIIO vendido em ridros trazendo
bo rotulo e com trez cores a assignalura :
Vendn a varejo na mor parte da I*barmaciaa. Faiiricarao em
atacado: Casa I.. FUERE 1, ru Jacob, Parla.
Dr, Antonio Francisco Correia
de Araujo
O tenente P> dro Bezerra Cavalcaute Maciel
manda resar uma missa por alma de seu presado
amigo, Dr. Antonie Francisco Correia do Arauje,
s 8 horas da manh do dia 20 do eorrente, na
matriz de Santo Antonio, convida para assistil-a
aos seus parentes c amigos c aos do seu sempre
lembrado amigo,
BHHHHNHsMMHMH-a-s-SSaaB
Dr, Antonio Franeiseo Correia
de Araujo
Luciano Eugenio de M. I'o, manda celebrar i
dia 20 do eorrente miz (qninta-feira) 7* dia de
seu fallecimento, na capella de Bcbenbp.uma mis-
sa por alma do Dr. Antonio Francisco Correia je
Araujo, e desde j convida aos seus amigos e de
fallecido bem orno aos seus parentes a assistil-a,
confeasando-se sureamente goatos a todos que
eompi.recerem ar acto de verdadeira religio.
tequien.
O Revd. capelli(o do reeolhimento de N. S. da
Gloria resera hoje, pelas 7 1/2 horas da manh,
uma migsa por alma de D. Maria de Alqoquerque
Martins Pereira, stimo dia de seu passamento,
qual assislirSo os pais e familia da finada.
I aiGtVH \
-L
\


Mario de PernambucuT I
?
i*

-

Ensillo commercial
Uiurii nocturno
POR PEDRO MAMA LIAUS
O COLLEOIO 11 DE AGOSTO E CASAS PABUCLARES
1 seripturaio mercantil
Curso esseucialmei tepratt'co de todas as transac-
coes commerciues e bancarias, interiores e exte-
riores, coosignacoes, cambios, etc.
Arlthnietlca eoinnierclal
Applicada especialmente s operacoes eomucr-
ciaes e bancariaa e curso completo de contas r-
rentes com juros por conta e em participares,
em diversas moedas, adoptadas pelo alto commer-
cio e os bancos.
alii^raphia
Cursiva, bastarda, redonda, allemo, gotbica.
Llngua franeeza
Curso theorico e pratico cora todas as difliculda-
des da syntaxe em 90 lices. Supplemento de
itudo sobre a syntaxe, locucoes familiares, idio-
tismos em 30 licoes.
Ao commercio em geral
Encarrega se de eseriptas
atraradas, escripturaces de casas coaaaerciMS
ede eseriptas de casas pequeas ; abertura e ve-
rificacoea de livros, balancos inventarios, cor-
respondencia mercantil; trabalhos de contabili-
dade e de calllgrapbia, etc.
Para tratar, ra da loria m. 95
VENDAS
Vende se porioes de ferro, gradeameutos
para cima de muro, baadeiras de ferro para por-
tas exteriores, de arcos, bandeiras de ferro para
portas nssriores de todas as qualidades, galu
une iros de ferro, carrocas para bois e cavallos,
carriuhos de m3o e rodas para carrocas, por pre-
so ccmmodj : nj largo do Forte n. 4, officina de
ferreiro.
Veude se urna excellente taverna no larg
de Santo Amaro das Salinas, linha de Limoei'o, propria para qnalquer princi-
piante : a tratar na mesuna.
Engenho
Vende-sc por 20:000/ a quinta e ultima parte
dos engeuhos Amaragi d'Agua, Santa Luzia e S.
Vicente, doter no de Gamelleira, nu-ia um le-
goa distante do engenbo central de Rioeirao, bem
orno por preco commodo, um grande sitio que foi
ngcnho, no Iguaras. : a tratar na ra do Im-
erador n. 50, terc Em quartcs e meias garrafas, vendem Faria
Sobrinho & C, ra do Mrquez de Olinda n. 41,
DEPOSITARIOS
E'o Milis da BOlata!
A pimenla especialmente preparada na Europa
m bonitos frasquinbos e que se vendem pelo di-
minuto preco de 160 ris cada um, no Largo de
8. Pedro n. 4.
{
{
Leonor Porto
Rna do Imperador n. 43
Primeiro andar
C-ntina a executar os mais difficeis
figurinoo r. cbidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeico de costara, cm bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
te
II
{}
i
H
:tt
Ahisuel milito barato
Com casa para familia, t-ndo muitos arvoredos
daxd: tracto, e logo junto excellente b-inho sal-
gado, ua travessa do Motocolomb n. 4 (A toga-
dos i, perto dos bonds e do ca ninho de ferro ; i
junto do Illin Sr chefe Lima : a tratar na ra
de Santa Thereza n._38.________________________
Pilulas purgativas e depurativas
de Campanlia
Estas pilulas, cuja preparacao i puramente ve-
getal, teem sid j por mais de 20 amnos apitMtoq
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pclle e do figado, sypbilis, bou-
bies, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
onorrbas.
Modo de unal a*
Como purgativas: tomr-se de 3 a 6 por dia, te-
bendo-se aps cada dse um pjuco d agua adoca-
da, cb ou caldo.
Como reguladoras : tome-se un piiula ao jantar
Estas pilulas, de invencSo dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Filbos, teem''ert'cftcfum dos
8rs. mdicos para sua melbor garairQn, tornndo-
se mais recommendave8, por serem um seguro
pargativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
usadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
!\'a drogara de Faria Sobrino dk C.
41 RA DO MABQUEZ DE OLINDA 41
Pinho e riga
Vende-se em casa ae Matncus Austin & C, i
ra do Commercio n. 18, 1 andar, da melbot
qualidade e diversas dimensoes.
para
Leite puro
Fornece se leite puro, garantido pela sua pnreza
bom alimento das vaccas, levando-se em casa.
Informaces, por favtr, dito-se na raa 4a Matea
Deus n. 34, cscriptorio.
Ra IJnque de Caxias n. 5
FustOes de cores para vestidos a 240 e 320 rs.
o covado.
i hitas claras e escuras, 200 e 240 rs o dito.
Sargelins diagonal de todas as cores, 240 rs. o
dito.
Alpacas de seda idem dem, a 360 e 400 rs. o
dito.
Las com bolinhas, novidade, 560 e 700 rs.
dito.
Setiuetas superiores, fasenda de 600 rs., para
liquidar a 400 ra. o dito.
Damascos superiores, duas larguras, 14800 o
dito.
Popelina branca de s?da, 480 rs. o dito.
S"tins maciode todas as cores, SOO rs., 1/000,
15200 e 1 400 o dito.
Velludilhos de listrinhas, novidade, 1/600 o
dito.
Sedas japonezas, 4' 0 rs. o dito.
Esguiao para casaquiuhos de senhoras, a 4/ e
4(500 a peca.
Bnm pardo fino para vestido, 500 rs. o covado.
Failes ae novos ^ostos, a 500 rs. o dito.
Camisas para s?nhoras, as mais lindas que tem
vindo, 11 4/500 e 5/.
Saias riqusimas, para todos os precos.
Cortinados bordidoe, 6(500 e 9/ o par.
Guarnices de crochet para cadeira o sof, a
8/000.
Camisas francezas superiores, a 30( e 36/.
Bramante de algoda., o inelhor que tem vindo,
15500 o metro.
Id-m de linho pur, 2-S o dito.
Colchas de cores, francezas, 1/500 e 2/ nma.
Lences de bramante muito grandes, 2/ um.
Cobertas de ganga, idem idem, 3/ urna.
Meias arrendadas para senhora, a 8/ a duzia.
dem cruas, idem, 8/ e 12* a duzia.
dem ingieras para hoinem, 3/500, 4/ e 5/ a
duzia.
Ceroulas de bramante bord-das, 12/000 e 18/
a duzia.
Lencos de linho a 3 a duzia.
Casemiras de cores, inglezas, 1/40C e 1/600 o
covado, com duas larguras.
dem pretas diagonaes, 1 800, 2/ e 5/400 o
covado.
Cortes de ditas de cores, proprias para invern,
a 2/500 e 3/.
dem inglezas, superiores, a 4/500, 5/ e 6/.
Cortes d* fusto par* colletes, lindos desenhos,
a 2/500 e 3/.
dem de gorgoro preto, a 2/ para acabar.
Deposito de algodes, tanto nacionaes como es-
trangeiros, superiores madapoloes, brins, caee-ui-
ras de todas s qualidades, cheriotes e merinos
para luto.
Vendas em grosso, descont da praga.
Carneiro da Cnnha & C.
O Itua Buque de Caxlaii 59
Vende-se
J
O Suzeu de Joras, ra do Cabug n 4, rere-
beu pelo ultimo vapor francez um esplendido sor-
timento. Pri eos muite moderados.
Experimentem
_ i: diaam o que acbam
Os eepeciaes licores de gemp> po e caja que se
acbam venda r o largo de S. Pedro n. 4T
Casas
A ngam se as casas n. 4 da ra do Riachuello
e 51 da estrada do Mon eiro, cujas chaves eito
aa casa n. 84 da rua do deseibargador Nunes
Machado, antiga da Soledade.
PASTILHAS
De ANGELIM & ME TRUZ
Jt
35
tfrs
2
o hotel do R*cife, sito rua do Bom Jess n. 8,
est funecicnando e bem montado, e garante-Be a
casa : a tratar no pateo do Terco n. 40.
Fumo do Para
Vende-se na fabrica Vendme, em latas de 50
e 100 grammas, a 600 rs. e 1/000 a lata, espe-
cial.
Rua do Baro da \ ictoria n. 39.
Aofi
es
es
a
p>
O Remedio mais efficaz
Seguro que se tem descobfrto ate ^^
ttoje para expe'/ir as ton trigas.
ROQUYKOL KKLfES
Engenho
Arrendase o engenho Estivas, sito na comarca
do Cabo ; a tratar no escriptorio de Sebastio de
Barros Barreto, rua do Commercio o. 15.
Bonitos leque8 de gaze para senhora, a 3/, 6/,
8/ e 10/.
Ditos de setineta, de 1/500 a 2/500.
Ditos de papel, de 300 re. al/.
Em cootiBuaeo
Cintos de couro a 1/500 e 2/.
Babades bordados largos c estreitos, a 100 rs.
a peca.
Chapeos pr.ra baptizados, de 1/500 a 8/.
Ditos de palha para criancas de 3 a 4 amos, a
2/500.
O Pedro Antunrs & C. quem tem para liqui-
dai;ao.
Belleza, Trcscura, juventade
Pm brumo dcnt t.rao-s para ama-
ciar a pelle
Estes pos, de urna fineza extrema, especialmen-
te preparado para aformosear a pelle, sem alte-
ral-a.
A' venda, em casa do Pedro Antunes & C, rua
do Duque de Casias n. 63.
Igualmente o bem conhecido leite de rosas para
extinguir as espinbas e pannos, os mais assombro-
sos inimigos de urna assetinada face, restitumdo-
lhe a belleza antiga.
F,m ultima aualyse ser bom nao esquecer o
reme rosado para is labios 1! S a Nova Espe
ranea.
iiil e agradael
Fazer um delicado trabalho de crochet com os
novel los de la e seda de diversas cores, que team
o Pedro Antunes & C.
Linhas de diversas cores, dita branca de linho
para (a*- r trivolit, medalhro, tranca bpm conhe-
cida para o mesmo.
Um bonito desenho colorido para meta, bonita
almofada.
Ao 63 Rua Duque de Caxia6
O lempo propro
Boas meias de la para hornera e senhoras, luvas
de dita para quem soffre de rheumat Ao 3 Rua Duque de Caxtaa
m&~
-^ae
DE
Climaco ^a Siloa
CHEGOU
jifinal o pinho de Riga, de primeira qualidade, em pranchSo de 3X9, 4X9 e
, 3X1?de 19 at 70 palmos de comprimento, barrotes, taboaa de forro e assoa-
lho, ripas e caibros para cobertas, chalets, estnc3"s de vias terreas, e para suli-
I pas; garante-se nao ser este pinho atacado pelo cupim, em virtude de ser elle o
kVerdadeiro pinho de Riga, nico que n'nsts clima resiste ao tal bichinho. Rets-^
ilha se barato e em porfo haver redceles de pieeo. ^
sm>-------------------------------------------
Fazcndas brancas
SO* AO NUMEXO
4o rna da Imperatrlz = 4o
Loja do baraeiro
Alheiro & C, na da Imperatriz n. 40," ven-
dem um bonito sortimento de todas estts fazendas
abaizo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodoPeca-" < godSozinho com 20
jardas, pelo^. tprev'os de 3/800,
4f, 4/500, 4/ > (, b, 5/500 e 6J50;
MadapoUoPecas de madapolao com 24
jardas a 4/500, 5/. 6/ at 12/000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc is e cruas, de 1/ at 1/800
Crcgnella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetar,
a 1/200 e 1/GO
Colletinhos r*a mesma 800
Bramante francez de algodSo, muito cn-
corpad, com 10 palmos de !rgura,
nj'tr> 1/2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2/500 e 580t
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1$800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
dreg delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha d: mais delicado so
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, fna conhecida
loja de Alheiro & C, esquin do becco
dos Ferreiros
Vlgodo entestado pa-
ra lencoes
A 90o r. e 1*000 o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
a .odiio para Incoes de um s panno, com 9 pal-
m s de larpurau 900 rs., e dito com 10 palmos a
1 UO o metro, assim com dito trancado para
toi-. Ibas de mesa, com 9 palmos oe largura a i/200
o 1 etro. Isto na leja de Alheiro c C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1/200, 1/400, 1/600, 1 800 e 2/ o covado
A berro & C, rua da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acm
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
spartilhos
Na loja da rua da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilbos para senhoras, pelo preco
de 5/DOO, assim cerno um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2/800 e 3* o covado
Alheiro & C, rua da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas l-rguras, com o padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2/800 e 3$ o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35/ de fraque,
grande pech ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a IOO r*. a peca
A rua da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dons metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, por 55, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fnst5es de setineta a 500 rs o
covado
Alheiro fe C. rua da Imperatri ven-
dem um bonito sortimento de fustSes brancos pele
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
Fructas maduras
Vende-so diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, apotas, e outras muitas : no
largo de S. Pedro n. 4. _________________
A Revoluco
0 48
a rua Duque de Caxias reduzio as vendas
a 25 Ojo de menos de seu valor
Ver para crer
Setin maco a 800 rs. o covado.
Merino de boliuhas 900 rs. o dito.
Lindas alpacas de cores 360 o dito.
Setinetas isas 400 rs. o dito.
Ditas escossesas a 440 o dito.
Chitas finas modernas a 240 e 280 o dito.
Cretones finos a 320, 360 e 400 rs. o dito.
Fusto branco a 400, 440 e 500 rs. o d'to.
Linn branco a 500 rs. o dito.
Mariposas finas de cores a 240 o dito.
Liuhos escossezes de quadrinhos a 240 rs. o dito.
Renaa da China 24G rs. o dito.
t-eda de listras 4 1/000 o dito.
Damasco de cores a 500 rs. o dito.
m-im pardo liso 300, 360, 400 e 500 rs. o dito.
Verbutiuas de todas aa cores a 1/000 o dito.
F.chsa 1/, 2/, 3/, 4/ e fr/OO um,
Casi mira inglesa de cor a 3/ e 4/000 o covado.
Dita diagonal a 2/ e 2/500 o dito.
Dita de cores a 1/800. 2/ e 2/400 o dito.
Flauella americana 1/200 o dito.
Toilttte para baptisados a 9/000 um.
Punbos e ci Uariuhos para sinhora a 2/000.
Espartilhos de coraca a 4, 5, 6 e 8/000 um.
Camisas bordadas de linho a 30/000 a duzia.
Camisas para senhora a 30/000 a dita.
Ditas de meia a 800, l/0"0e 1/400 a dusia.
Times para meninos a 4/000 um.
Casacoa de laia 12/ um.
Bramante de 3 larguras a 900 rs. a vara.
Dito de 4 larguras a 1/200 a vara.
Lencos c m barra a 1/200 a dusia.
L nc s brancos a 1/800 e 2/000 a dusia.
Lences de bramante por 1/800 um.
Cortee de casemira de cor a 3/, 3/500 e 4/ um.
Toalhas felpudas a 4/ e 6/000 a dusia.
Ditas alcochoadas de 20/ por 12/000 a dusia.
Meias para hornero de 3$, 4$, 5/ e 0/OO a dusia.
Meias para senhora 3/, 4 5/, e 6/000 a dit ^
Colchas brancas e de core a 1/800 urna.
Colchas bordadas a 5/000 e 7/5 0.
Cobertas forradas a 2/800 e 2/900 urna.
Madapolao gema c pelle de ovo 6/500 a peca.
Redes hamburguezas a 10/00 > urna.
Brim trancado a 700 rs. o covado.
Cambraia de forro a 12/000 a peca.
Zrfiros liaos a 120 O c vado.
Cortea de casineta a 1/000, 1/600 c 1/800 um.
Anquinl as a 2/000 urna.
Cabriolet
Vende-se nm era perfeito estado e por preco
eommodo; a tratar na rua Duque de Caxias n.47
Plvora
Vende Candido Thiago da Costa Mello, em sen
deposito rua Imperial n. 322, otaria, onde tam-
bero vende tijolos e tclbas. Telephone n. 221.
Gifracao o Norte
Em vista dos grant'es progressos da idea de que
se gloriam as naces civilisadas, o commercio
deve acompanhar esse procrease, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em 'ata do que annun,ciam
MARTN CAPITAO & C.
1 Rua estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueres. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Vcnhain ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Passas, ameudoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates novas de hortalizas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qua1 id: des-
Champagne.
Uerveja de di versal marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pac otes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em p.
Ainda mais :
Ovas de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martins Capitao & C, rua estreita d >
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Formieida capanema (verdadeiro) para extinc-
co completa da formiga saura. Vendem Martina
Capito & C, rua estreita do Rosario n. 1.
Carrosa eboi
Vende-se ama carroca de duas rodas, propria
para boi e cavallo, e nm bonito boi muito novo e
manso : para ver e trat*r rua de Pedro Alfonso
n. 68, antiga rua da Praia.
Casa cm Afolados
jt Vende-se urna casa na rua do Motocolomb n.
57, o m 2 salas, 2 quartos, cosinha fra, quintal e
cacimba, em chao proprio : a tratar na praca da
Independencia n. 40. ______
Camisas nacionaes
A SA&OO. SSOOO e 9/500
32=-- Loja rua da Imperatriz = 32
Vende-sc neste novo estabelecimento um gran-
de sortimnto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodo, pelos
baratos procos de 2/500, 3/ e 4/, sendo fazenda
muito melbor do que as que vecm do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambis
se manda fazer por encomnr-'iidas, a vjntade dos
freguezes : na nova loja da rua da Imperatriz n.
3;, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
M Raa da Imperatriz = 3;
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
eitavel publico um variado sortimento de razon-
as de todas as qualidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom s>rti
ment de roupas para honiens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tro alfaiate e eompleto sortimento de pannos finos.
casemiras e brins, etc
i Merino* pretos a 1<1*
Vende-se merinos pretos d duas larguras para
vestidos o roupas para meninos a 1/200 e 1/600
, o covado, e su'jenor setim preto para enfeites a
11/500, afsim como chitas pretas, tanto lisas con
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs.; na nova
leja de fereira da Silva rua da Imperatriz nn-
mero 32.
Algodaocinbo francs para lence
a SMM ra.. I e i*?oo
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vende-W
superiores algodaozinhos francezes com 8, 9 e 10
> palmos de largura, proprios para lences de um
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1/000 o
( metro, e dito trancado pa-a toalhas a 1/280, as-
sim como superior bramante de quatro largaras
para lencoes, a 1/500 o metro, barato ; na loja
da Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A 4*. i*r,oo e *
Na nova loja da rua da Imperatriz u. 32, as
' vende um variado sortimento de vestuarios pro*
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nita curta, feitos de brim pardo, a 4/OGO, ditos
de molesquim a 4/500 e ditos de gorgoro pretc,
j emitando casemira, a 6/, sao muito baratos ; na
loja do Pereira dt Silva.
GRANDE
39Rua da Imperairli -3*
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupss abai
xo mencionadas, que sao ba- .as.
Palitots pretoa de :> aiagonaes o
acolchoados, sen .o tazenaas muito en-
cordadas, e forrados 7/COI
Ditos de casemira preta, de eordao muito,
bem feitos e forrados 10/001
Ditos de dita, fazenda muito melbor 12/001
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadera, e forrados 12/0(X
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada 5/501
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas 6/50
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 8/001
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2/, 2/500 e 3/0O(
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1/200 e 1/604
Colletinhob de greguella muito bem feitos 1/OIK
Assim como um bom sortimento de lencos d
linho e de algodao, meias cruas e collarinhos, etc
Isto na loja aa *ua da Imperatriz n. 3*
Riscados largos
a SOO m, o covado
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vendem si
riscadinhos praprios Dar roupas' de meninos i
vesfidos, pelo batato preco de 200 rs. o covado
tendo quaai largura de chita franceza, e S3i."
como chitas brancas mindinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja do Pereira da Silva.
Fumicn. etineas e lasinnan a SO
ra. o covado
Na loja da rua da Imperatris n. 32, vende-a
um grande sortimento de fustdes brancos a 50)
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-coret
fazenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas at
cores, a 500 rs. > cavado, pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Excellente casa no
Monteiro
Vende-se ou arrendase annualmente urna boa
casa com bastante i commodos para familia, tendo
agua e gaz encanados, com um bom quintal todo
murado, cem algumas arvores fructferas e com
sahida para o rio, por preco muito azoavel : quem
precisar dirija se rua Duque de Caxias n. 117
que achara com quem'tratar.
Taverna
Vende se a bem afreguezada taverna da rua
larga do Rosario n. 1, propria para principiante
por ter I ens commodos ; a tratar na rua larga do
Ro ario n. 14.
Expsito central rua larga di
Rosario n. 58
Damiaa Lima & <_'., nao pndendo acabar con a
grande quantidade de mercadorias, resilvtram
anda orna vez convidar as Exmaa. iamilias e 0
respeitavel publico em geral, que com certeza nia-
guem perdi-r seu tetnpo, fa:;endo urna visita i
KxpoMlco Central
Pecas de bordados 'a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punbes e olarinhos bordados para senktJB a
2000.
Ditos ditos lisos, I 500
Ditos para homem, 1/500.
Um plastrn de 2/000 por 1/500.
Invesiveis grandes por 320 rs.
Lacos para senhora por 1/500.
Macos de la para bardar, 2/fc00 e 3/
Luvas de seda arrendadas a 2/500.
Ditas lisas, 2/200.
Ditas de fio de Escossia, 1/OCO.
Broches para senhora (modernos) 1/500.
Um par de meias para senhora (fio de sta)
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1J200.
Duzias de baleias a 360 rs.
Carreteis de 200 jardas a 80 rs.
Metros de srquinhas a 160 e 120 rs.
Um par de frouhas de labyrintho, 1/500.
Macos de gramp s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhos de seda para ckapss de
senhora, de 500 rs. a 1/000.
Um pente com inscripcito para senhora, 1/.
Um leque de 16/ per 9/.
Brinquedos para criancas, leques de papel, fi-
tas, bicos de linho, quadros para retratos, lengos,
tspartilhos, bicos, galoes, franjas com vidrilhos,
eutres muitos oojectos de phantasia per precaa
sem competencia: na exposicao Centwl, Ma
larga do Rosari n. 38.______________________,
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escesse preferivei
ao cognac ou a gurdente de canoa, para fortificar
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu lhores armazea
nolhados.
J'ede ROYAL BLEND marca VTADO cajo no-
me e emblema sao registrados para todo o Brasil.
BROWNS t C, agentes
LIQUIDADO DE CHPEOS PARA
Vende se pelos seguintes pre-
eos de ia*oo at o*ooo.
rna do Crespo n. IIMadama
Mequellna.
Cabriolel
Veide-se por baratissimo preco e em muit* bou
estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro-
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
cheira do Candido, rua da Roda.
j
A
DAS
CORRE M DIA 48 DE MAIO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a' veoda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 18 de Maio de 1886, sem falta.
}
, mam 1


8
&a*\*>

Diario de Pernambuco-Trjafejra 18 de

SSE1BLEA GERAL
*i:vvi>o
21 SE8SAO EM 5 DE MAIO DE 1886.
PRESIDENCIA. DO SE. CONDE DE BAE-
VENDY
ORDEM i O DA
Conchimo da elti&o das commimSes per
mauentes.
Proseguio a cleiyiio das commissoes per
manentes, a qu .1' teve o seguate resul-
tado : *
Commercio, agricultura, incjustri i e artes
Foram re eUi las 86 cdulas e sahiram
eleitos os Srs. Martinlio Campas liaran
da E-in ia coro 30 votos cada uro, e
Paea de Mondonga 28.
Eroprezas privilegiadas e obras publicas.
Foram reeebidas 36 clulas, sendo 1
em branco, o saliiraro eleitos os Srs. : Sil-
veira da Motta, coro 33 votos, Henrique
d'Avilla com 31 e Christiauo Ottoni
VUIU o\J.
Iustrucjilo publica
ticos
negocies
ecclesias
Foraro recebilas 37 cdulas, e sahiram
eleitos os Srs. Correia, com 31 votos,
Viriato de Medei-os e Soares Brandao,
com 27 cada um.
Saude publica
Foraro rebebidas 40 cdulas e sabiram
eleitos os Srs : Castro Carreira o Lima
Duarte coro 39 votos cada um, e Gomes
do Araaral coro 26.
Redacjo das leis
Foram reeebidas-33 cdulas e sahiram
eieitos os Srs. : V3Conde do Boro Retiro
com 36 votos, Octaviano com 35 e Fausto
de Aguiar com 34.
Estatistica, cathecbese e colonisajio
Foram reeebidas 32 cdulas e sahiram
eleitos os Srs. Sinimb, Cunha c Figueire-
do e Paula Pessoa com 30 votos.
Assemblas provinciaes
Foram reeebidas 32 cdulas, e sahiram
eleitos os Srs : Jos Bonifacio e Silveira
Martins com 27 votos cala um, e Uehoa
Cavbante com 2-.
Pensos e ordenados
Foram reeebidas 3^ cdulas e sahiram
eleitos os Srs. : Tapara Juoior com 25
votos, Luiz Felippe" com 24 c Vs:onc!e
do Pelotas com 21.
Oryamentos
Foram reeebi las 32 cdulas e sahiram
eleitos os Srs, Paulino de Souza com 38
votos, Diogo Vellio c ffonso Celso com
27, Barros Barreto com 26, Dantas com
2b, Cruz Mchalo com 23 o Antao
com 20.
O Sr. Presidente:Existe hiero destaa
commissoes a eonnniselo mixta, enoarre-
gada de vver a le e regulamento eleito-
ral, a qual nao coucluio ainda os sjus tra-
balhos.
Cs Srs. senadores, membros desta con-
missao toram nomeados pilo presi lente, a
por isso f.ntendo que devem elles continuar
neste trabalho, vista j tetera feito esludos
sobve o objecto que lh;s foi afecto.
Julgo, poitanto que nao necessari >
proee ier-se a nova noraeayao. Vai fazer-
S3 a coramunicajao a cmara do3 deputa-
dos, afiro d" que possa esta resolver so-
bre ..s seus membros, que devem fazer
parte da mesma commissilo.
O M-smo Sr. Presidente deu para or-
den do dia 6:
* discussao da proposta da cmara dos
depurados sob n. 140, do 1879, fazendo
extensivas s escolas de marinlia as Hispo-
B$3 s do decreto de 22 de Setembro de
1875, que isentotl o oppositores daquella
e repetidores desta de novos concursos para
os acc-essos de lugares de lentes.
1" dis-oaaSo do projecto do anado letra
A, de 1871, que determina que todos no
Brasil sejam obrigados a sujeitar se a vac-
cinaya i, e di providenias sobre esto ob
jeeto.
2" disenteSo do prej'ete do sonado te-
tra Gh, de 1878, que prohiba a aeeamn-
lac&o 'le eroprwgades pblicos retribuidos.
Ia diseusso do projecto do senado letra
I, do 1873, que determina que os offiuios
de tabelliao de notas se jaro exercidos por
hachareis formados em direito as cidades
ou villas, que tiveretn mais de 15,000 ha-
bitantes-
1* discussao do projecto do senado, le-
tra J, de 1873, determinando que sejam
colligados e publicados com uniforraidade
os trabdhos parlamentaros da assemola
coustituinte e das legislaturas ordinarias
desde 1826.
Levantou-se a sesso s 2 horas.
L'TTERATW'
era.Yvonne. A dedicada rapariga pas-
sava s dia3 e"as noites junto da cama do
pai, por entre lagrimas de angustia que
a muito Susto consegua oceultar, diriga
ao Enro Supremo as mais ardentes e fer-
vorosas preces. A's vezas o bom velho to-
raava entre as suas a mito da filha, que
apertava carinhosaraente, e perguntav i-lhe
com voz desfallecida e mal segura se a
doenja dos gados diminuir de intensida-
do; depois, pedia-lha^uo fosse descancar
um pouco; e que nao bvasse a sua doii
cag2o filial ao extremo de comprometter a
sade cm razflo d'aquellas vigilias.t2o tion-
tinuadas.. Para nao a asustar, porm,
nunca se atrever a fallar-lha na appari
jEo do espirito infernal. ..
t Um dia, ero qae o pobro Legoello so
sentia um pouco melbor, e no momento em
que a esperanja Ihe entrava ne novo no co-
racjlo vista do campo florido, do co
azul, e de um sol deslumbrante disso elle
filha :
gura-se me que nJto raorrere ainda... o
tenho c-sperancas de que p adoremos ir es'.e
anno ganhar 1 s indulgencias na rom aria de
Sant'nna de Faneanent... Ah que ale-
gra I que felicidado Se o mar estiver
tranquillo iremos em um barco rabandei-
rado; em caso contrario, saldremos da casa
ao romper da aurora, c farcinos a jornada
a p atravez dos campos, e por sobre as
tortuosas veredas racio perdidas no meio
das arvores. Depois, na romaria, com-
prar te hei os melhorcs rosarios o iraigen?,
do modo quo causes inveja a todas as ra-
parigas da freguezia... lias de tambera
dansar, e todos hao de admirar a tua gen-
tileza e donaire... Que ventura, filha
adorada Oxal possa realisar-se o pro-
jecto... Permita Deus, quo no morra
antes de chegar o dia da romaria I
Oh! nSo... nao ha de moriv.r !
respondeu Yvonne. Se tal acontecesse,
raorreria eu tambero, o D;us, que bon
duso o justo, nao poda querer que eu mor-
ra em tilo verdes anuos!.. Mas expul-
semos para longe de n3 essas ideias tris-
tissimas.
Tens razilo, filha ; pensemos s na
minha cura... Logo quo consiga levan
tar-mo d'esta cama, hei de lancar-rae ao
nam uus apos outros, e muitos dos que traDa,ho com ancia... Dz.rae uia pre3ea
anda estavam livr-'.s da tcrrivel epidemia
oabiam tambero afFectados da raesma doen-
ca, que de m >mento a momento era mais
O tildlOli: DE PEVHAHC II
LEGENDA DA BBETANIIA
(Continuaci")
< E com effeito Yvonne era tXo encan-
tadora de formosura phisica, como de sen-
tiraentos affectuosos e dedicados. Tinha o
rosto fresco o delicado, como o cravo
silvestre que brota por entre a penedia;
nos olhos, azues como um co do prima-
vera, trarisparecia-lhe a candura de um
alma anglica; no3 labios, pequonina rosa
mal aberta, adejava lhe por vezas u| sor-
riso, que traduzia fielmente a iniocn :a
dos seus pensaroentos... A estA perfei
{oes reunia urna outra, que mais aprecia
vel era ainda: sabia governar a casa de
seu pai t3o economiza e intelligentemente,
como nenhuma outra rapariga da povoacSo
era capaz de fazel o.
a Paciencia... pacieniial murmu-
rou o pobre Legoello limpando a furto urna
lagrima teiraosa. Havias de ^er urna es-
posa digna do pobre Reno, que tao honra-
dos sentimentos pussue. .. De mais a mais,
estava j habituado a consideral-o como fi
lho, e agora. .. nao me ha de ser fcil per-
der esse habito. ..
No momento em que o bom velho ac-
bava de pronunciar estas ultimas palavras,
entrava precipita lamente um pastor do3
seus galos, que lhe levava a triste noti-
cia de que os carneiros j doentes mor-
terrirel e destruidora.
Que desgraca que desgraca a mi:
nha pxclaraou o infeliz Lgoelo cora des-
eap to.
E correu ao relil. Chegado que foi
a dous passos de distancia da porta, re-
cuou' horrorisalo... O espirito das trevas
estava em p no liraiar !
o Queres recber das rainhas maus
um milhar de escu los ?
com aecento sarcastico.
i'issc o demonio
o Nilo nao! respondeu
Legoello
com voz terronsada o mal segura.
< O demonio desappareceu mais urna
vez.
Mas o pobre velho nSo rra robusto ;
desde aqnclle dia nltcrou-se-lhe visivelmen-
te a sad". A bancarrota, em quo so
achava eompromettido, a perda dos seus
gados, o terror que lhe causava o facto de
se ver pers-guido pelo espirito infernal, e fi
nalmente o reccio do rnorrer sem deixar
garantido o futura da filhi querida, pro-
duziram n'elle urna iropressao protunda,
que deu origera a urna doenca, de n3j pe
quena grvida ie, cujos progressos faziam
recrudecer mais c mais as suas inquieta-
Scies. Um mez depois dos acontecimentos,
queja de8crevi, o pobro velho estava doon-
te a ponto de que os visinhos o julgavam
irremediavelmente perdido; e at inesroo
alguns d'ellea affirmavam, que tinham ou-
vido alta noite, em redor da casa do mori-
bundo o sinistro ruido produzido polo re-
dar do carrigud enancou (carro da morte).
S ama nica pessja tinha aiuda es-
MfABCfts, He que o enfermo se salvasse :
FOLHETi
ANGSLA
PUl
ui 11 sians
n
I Con ti a uac ; ) (lo D. 1 i i )
XX VI
Osear saltou fra da cama, rscou um
phosph<>ro, aceendea o pavio He uro coto
de vela, mettido n'uma palmatoria de cobre
e olhou para o relogio.
Mareava oito horas.
Hi! con 03 diabos! Dorm muito,
murmurou o mscate, j mais que tempo
de ir ter com os amigos no Gato Verm :-
lho.
E v stio-se a toda apressa.
A janella do gabinete, oceupado por elle,
dava para a ra.
Approximou-8e dclla e olhou para fra.
J o dissemos, nessa noite o nevoeiro
era de tal espessura, que a luz de um bico
de gaz, collocado p?rt> da casa, apparecia
apenas como um crculo de claridade -ama
relia, apenas distincta u^cm irradiacao.
Brrr disse OscJ, que tempo do
diabo !
Agarrou na vola, dejpeu e entrou na sa-
la Ha mnlher barbada.
O marid estava l.
E' o nosso novo inquilino, disse-lhe a
Sra. Bretn
O dono da casa, com urna vista d'olhos,
examinou o personogem quo lhe apreseata-
vam.
E' o Lombriga que o trouxe ? disse
elle.
Sim, senk'ir, um amigo.
Conhejc-j ba muito tempo V
Ha, pelo menes, cinco ou seis annos
que. somos amigos.
Tem a mesma projuso ?
Faz-se o que se pode, respondeu Os-
ear Rigault, que conhecia na ponta dos de-
dos as expressScs convcnciona*s da turba
dos ladroes.
Entao, rapi.z, prpeura (rahallio ?
E' o que vou fazer.
Qu.nlo o tivr enrontrado eu lhe, fa
r i as cot is.
- Soten lido e eorob nado .. Oh I tia
Bretn, onde se poeni as palmatorias?
Ni t.boa qae est de fra. Leve a
chave Nos temos um trinco.
Entao, boa noite,
Boa noite.
E Bretn fechen a porta, atrs de Osear
Rlgault.
Ete apagou a vela e poz a palmatoria
na taboi, pregada na pared4, p rto da es-
cada, depois dirigise para a nortada ra.
N-ssa oecasiilo pareceu lhe ver urna som-
bra sabir a tola a pressa do corredor.
Sem dar a este facto insignificante a
menor attencSo, continuou o seu caminho ;
mis antes de ter dado dou3 passos, trope-
5011 e qusi cahio. v
Os p* tinham-lhe batido de encontr a
um objecto, collocalo sobr o ladrilho do
corredor, Iluminado apenas por aro lam-
peSo de k rosene.
Rigolo' abaixou-se, procurando coib a mao
o obstculo, no qual havia tropezado.
A mao encontrou urna argolla de couro.
Oh l, pesado disse elle, levan-
tando o objecto a que partencia esta ar
gola, parece mala.
Voltou atrs e approximou so do lam-
peo, para examinar o seu achado.
E continuou ell?, perfeitamente
urna mala b-m acondicionada e quasi no
va..'. Dondo diabo vera ella e o que que
ter e dentro ? Eis aqui urna cousa que
me n que sdsraar. Quero ficar com o es-
pinto descansado.
Accoiiimeltido por curiosidade febril, Os-
ear Rigault ..garrou outra vez na palmato-
ria, n endeu da novo a vela e subi para
o quarto.
Urna chave pendia atada por um barban-
te d<- urna das argolas do couro da mala.
Rigolo agarrou na chave, introduzi-a na
fecbadura e abri.
A mala encontrada por ello (os nossos
leitores j o devem ter comprehenuidoj era
a que Angelo Proli tinha posto no corre-
dor quando s-j dirigia para a ra de Cour-
celles e o acaso mais tertil em combinacoes
imprevistas do que os autores dramticos
mais habis e os romancistas maisengenho-
sos, fazii.-a eahir as raaos do mscate, en-
contrado na luja do cuteleiro de Marselha,
pelo futu-o assassino de Jayme Bernier e
de Emmi Rosa.
Osear tinba coliocado a mala em cima da
cama.
tiroento, que hei de ser mais afortunado,
do que nos ltimos tempos tenho sido.
Depressa hei de ajuntar o teu dote, o o
nosso Rene ser ttu marido... D'este
modo fioaro emopridos os nossos dem-
ias... Mas olha que a velhicc exigen
te, falla; hei de padir vos urna cousa, que
nao podereis recusarme... Quero urna
cabana ao p dos meus filhos. quero es
tar sempre porto de t, mnha querida
Yvonne... vers filha que na i hei de in
commolar-vos nunca, nem fazor-vos peso..
Quero ter a suprema ventura de te ver
feliz e contente... Os velhos precisara
quo o sol os aqueQa. o raeu sol s t,
filha... Oh 1 que vida... que feliz vida
ha de ser a nossa, Yvonno!
o Sim, sim, ha de ser encantadora!
respondeu a formosa rapariga sorrindo. O
meu querido pai ha do viver tantos annos
como vveu Mhusalin...
O bon velho dominado pelo intimo ju-
bilo, que lhe conservava a esperanca de
futuro mais venturoso, adormeceu inceusi-
velraente.
< Perto da noite, porm, todas aquellas
esperanjas cabiram por trra, como cahem
as flros da raaeicira, quo o vento sacode
furiosamente... Lgoello sentio quo so
apoderava d'elie sbitamente um lerrivel
accesso de fraqueza.
t ||en Deus I men Deu3 I raurmu-
rou elle. Chegou a hora suprema.. Vou
raerrer... Filha,. filha vai chamar
medico, traz tambem comtigo o Sr. nitor.
Sente-se peior, meu pai ? exclamou
Yvonne com afflicao.
f Muito
peior
Soffro horrivei-
mente. .. Vai, filha.. vai depressa !
Exhibia, um atrs do outro, os objectos
que ella -ootinha.
U u bonito sacco do eouro da Russia,
que mes no un perfume, disso elle olhan-
do par o sacco de noite vasio, que tinha
comido os trez ntos e cincoent>i mil fran
eos do ex-armad. r urna porgSo de lato
velho... do camisas... de lencos... de
ui'ias... de grvalas... urna cale., um
oollete. luvas de r-amurca. um par de
botinas novas de bezerro.
Com os demonios, tu lo catita 1 Es
tas bjtas devem-rae ir como urna luva.. .
n. 44... exactamente o meu p.
Rigolo iutroduzio 11 na rnilo n'uma das
botinas e deu um grito de sjrpreaa, tiran
do i ella urna caixiuha de ra irroquim, de
cerca de s te centmetros quadrados.
O que quo tem aqui dentro ? raur-
murou elle.
Carregou com um d >s dedos n'um boto
doura lo e a tampa saltou.
A i-aixinha era um estojo e encerrava
um anad, cuj > brilhante de primera agua
fonda va o engaste.
Angelo Proli (era em tudo se pensa)
tinba osquecido de examinar a parte inte
rior das botinas.
Com o diabo, isto nao pe Ira falsa !
disso quasi em alta voz o mscate, a quem
a sorpreza arregalava os olhos. Isto ver-
dadeiro, isto fino, onhego perfeitamente
e vale pelo menos urna notazinha do mil!
Aqui est urna grande felicidade I Chegar
aParize encontrar um guarda roupa de um
chio deslumbrante e que me custou apenas
levntala do bao4 Eu be-n dizia na esta-
cao que o accidente acontecido no tretn de-
via me trazer felicidade. Est-se na tin-
ta, que eu v presentar isto ao corarais-
sario. O que se acha, pertenco a todos
nada saho daqui. O pai Bretn tora o an-
nel, se quizer ser razoavel. Hei do lhe
fallar nisso, mas daqui a alguns dias. Con-
vm esperar. Ninguem se apressa.
Osear Rigalt cocoa h cabera o prose-
8U0 :
- Quem que teria a boa dea do dei-
xar isto ro corredor, tuesmo quando eu ia
sahindo ? Talvez um ladro que tivesse
palmado a mala a alguna viajante que,
perseguido p los agentes, nao quizesse dei
xar-so agarrar munido de pecas de convic-
co. EntXo entrou no corredor, para sahir
com as ruilo8 vazias, como homem serio
que anda passe.iando. A sombra que eu
vi desapparecer era elle... Bom e digno
ladrao I... honrarto patfe 1... trabalhaste
em meu proveito I Agradeco-te sincera-
mente e guardar-te-he! no coracao.
aSoffocada pelas lagrimas, a pobre ra-
pariga sahiu de. cas* correndo.
Oh 1 vou morrer I disse o-velho em
voz alta, e con) expre^sao do desespero.
Vou morrer gen deixar garantida a sorta
futura da minha filha !... Queria a felici-
dade de Yvonne a tro jo da sal vaco da
minha alma.
Est aceite o contracto; disse urna
v,>z, quo o velh ate'rrorisaio reeoniie:eu
inmediatamente
eixa me espirito- infernal 1 .. Vai-
te, Satanaz I murmurou ello cora voz tro-
raula.
Ouviu-se no quarto una gargalhada
sar inica.
Mas entilo nSo sabes que vacs mor-
rer? replicou o demonio curvando-se sobre
a cama do velho. NSo sabes que vais dei-
xar a tua filha sem dote o sem marido ?
Meu Deus meu Deus balbuciou
Legoello.
4 Saguiram-se alguns momentos de si-
lencio. Foi Satanaz o primeiro que fallou.
Queres a felici lade da tua filha ? disse
elle.
-Por al prco.. nao.
1 -Poisbera! a tui Yvonne h1 de ter
uraalonga vida do pobreza, do solidao, e
d abandono 1
1 Demonio tentador !
Nao, nao insisto.. Morr em paz;
adeus I
O infeliz Legoello, fazenlo sobro si
proprio um violento esforco, exclamou :
Nao parts... nSo partas, Satanaz !
Pertenjo-te... dou-to a minha alma !
a E t3o arrebatada e impetuosa fra a
sua agita;ai, que o corpo lhe ticou penden-
te fra da cama.
Precisamente n'aquelle momento 011-
viu se no corredor uro ruido de passos. O
diabo erabrulhou rpidamente o enfermo no
seu manto escarate, e fugio com olio pela
janella, na occasiao en que a porta se
abria para dar passngem ao medico o ao
retor, que chegavam juntamente com
Yvonne...
1 Como podo suppGr-se acarara Mtapec-
factos e cheios de terror quan lo virara que
Legoello desapparocora, sen quo so sou-
besse como nem por onde Correrarn a-
travez de toda a povoacilo, e bateram en
todos as porta?, mas ninguem soub dar
noticias do velho enfermo.
Os mais timoratos habitantes da
povoagilo fjchjram so em casa, e tranca-
rara, cuidadosamente todas as portas ao
paseo que os mais ousa los, e na trente
delles o excedente llen, corriam com lan-
terott) em todas as direcc>33 era busca d.
Legoello.
Emquanto isto se passava, surga de
sbito no meio da escuridao da noite um
vulto, que correu rpidamente em Hirec-
cSo aos roche los do Penmarc'h era Yvon-
ne que vira brilhar urna luz formosa e
avermelhada sobre um desees rochedos. ..
Sobre a povoayflo estava imrain'nte
u na tempestado, que, a julgar pola furia
do vento o pelo negrume daa nuv^ns,
dovia ser verdadeiramente tenebrosa. O
pressa coroe^aram fuzdar relmpagos, o
trovSo fez ouvir ao longe o sou surdo r-
borab.ir. .. V3 to las, que rae escutaes,
sabis qu, quando mismo o *empo nao
est tempestuoso, o aspecto da nossa costa
sinistro e desolador. Os enormes col-
lossos de granito, sobre que o mar vae
quebrar as suas furias, o em redor dos quaes
se vem, quando est h; xa, a raar, tantas
ruinas, que datara t-lvez do3 primitivos
tempos da humani lade, apresentam um
carat-?r de tristeza e de devastado, epae
inpressiona mesmo aquelles que estao ha-
bituados a vel-os...
Foi ah, sobro o mais aloantilado pe-
nha3co, que Satanaz depoz o fardo, que
levava sobre os hombros : o corpo inerte
do pobro Legoello dasmaiado. O espirito
das tr>s?as batera cora o p na rocha, so
bre a qual apparecera inmediatamente un
archute, que lanjava nos ares una luz for
mosa e aver nelhada.. .
O maseato metteu o estojo=inho no fuu
io ilc um dos bolsos, tornou a metter a
roupa branca .e o fato na mala, fechod-a,
tirou a chave e decidi 33 a ir ter com o
Limbriga, o Zirolho e o Sino radiado
( llamado assim p lo timbre especial da
voz) tav<-rna Ho Qito V rmelho ; onde
elles o f"Bt-jaram at urna hora di ia ira-
guia, p.iraphrasoando, em todos os tons, o
velno cstribilho : Feliz p r tomar a ver
ta 1
Angelo Proli, no seu bonito alojamento
da ra de Courcell->s, ilormio toda a noite
sorano profundo e sereno, como hornera de
conscienoia limpa.
Eram oito horas e meia, quando ouvio
bater porta.
Levantou-se, um tanto ioquict), vestio
urnas caljas, foi ante-cmara e pergun
111 quem era.
Kra a Sra. Litrod, a porteira.
Desejando mostrar muito interesse pelo
novo inquilino, com o qual contava para lhe
proteger a filha e abrir-lhe carreira no thea-
tro, viaha off;recer-ae para acceuder o fo
g-i".
O itali no respondeu-lho affirmativamen-
te, abri a porta o correu, para so tornar
a metter na cama.
A rai da menina Joaona Dortil, que
representava do ingenua e de coquette ni
vida real, accendeu a toda press o fogito
do quarto do dormir ; emquanto pergunta-
va a Proli s 1 tinha pasaado bem a noite e
retirou-8e.
Angelo Proli tinha destnalo, do ante-
m3o, o craprego de todas as horas do dia
que comeeava.
Vesto se, ataviou se com todo o esmero,
metteu na algii>_:- **"-. grande maco de
notas do banco ; depois sahio, levando a
oh ive da porta que dava para a ra do
Courcellos e deixando a outra porteira,
ati.n do que ella lho podesse arrumar o
quarto.
Acaba vara de dar nove horas.
Proli toraou um carro na estaclo prxi-
ma o deu ordem ao cocheiro para o condu
zir ra da Saude.
tsta ra de um lado d para a ra de
Gl iciere e do outro para o boulorard de
Port-Royal.
Faz parte da terceira eircumscrpcao e
depenbe do bairro Croulebarde.
Pouco freqnentada, poda dizer-se mes-
ano, quasi deserta, a ra da Saude mar-
ginada por certo numero de casas impor-
tantes, perteocentes, na raaior parte, s
comraunidades religiosas.
Aquelles muros altos, aquellas grandes
II
Ondo.'estou eu ? que rae aueres ?
perguntou o velho L'goelb, lsgo que rea-
dquirio os sentidos.
Disse8te ma ha pouco qae me ven-
das a tua alma. .. respondeu a voz sata-
niea do demonio tentador. Assigaa es-e
pacto, e ters os mil escudos para garantir
a felicidade futura da tua filha.. .
E fez um rasgio em un dos bracos do
velho cora as encarvadas unhas. O sangue
comecou a correr era borbotoes. .
Vai-te! doixa-me, *5at*naz! balbu-
ciou o-desventado Lsgoelb.
1 Assignn, e ter a tua filha urna ex-
istincia venturosa. absngoar sempre a
memoria. ..
1 Filha !. .. minli 1 querida filha I...
murmurou o velho solucando. Consinto. .
Dou-te a minha alma Satanaz !
G demonio metteu entre os dedos do
velho um estylete, cuja ponta humedece-
r em sangue. Ao mesmo tempo levantou
no ar o archote. ..
Legoelb ia assignar a sua condemna-
'50 eterna, quando ouviu ura grito dilace-
rante por entre os,ruidos da tormenta.
a Pai! pai..'. suspenda 1.. .
Maldigao exclamou o demonio ran-
gendo 03 dentes,
a -Maldigo exclamou o demonio ran-
gendo'os dentes.
Filha !... filha querida I... bradou
o velho debatendo-se, e indo cahir nos
brajas de Yvonno, que fra attrahida para
alli por um presnntimcnto.
1 Atraz, espirito infernal Vae-te, Sa-
tanay I disse ella estreitando com violencia
o pai de encontr ao coracao, e iixando no
demonio un olhar de resolucili corajosa.
Satanaz permaneceu in leciso durant
alguns segundos; do subitJ pornagar
ro uno brao do raorhunlo, e bradou cora
cxpressilo de raiva:
Assigna 1
aNSo, nilo, respondeu Yvonn;.
-Assigaa! repetio Satanaz. Vaos mor-
rer, e dcixars a tua filha ssinha no mun-
do, sem amparo, som proteccio, sem es-
peranza. .. Nis teus rebsnhos nao existe
urna cabega nica, que se salve do terrivcl
flagello, que os tem dizima lo.
4 A pobre Yvonno fazia quanto em su as
forjas cabia para lavar d'alli seu pai.
Fujamos, lujamos, pai! balbuciou
ella com voz entrecortada.
-Assigaa! continuava o espirito das
trevas ra vosamente. A tua filha tem as
forjas esgotalas por effeito das vigilancias
continuadas, a, das amarguras causadas
pela tua doenya e pelas tuas pjrdas... V
como est paluda e abatida 1 A3 lagrimas
tin-lh-j amortecido o bnlhO dos olhos, tm-
lho apagado a frescura das faces, tm lhe
desbitado o carmim dos labios. D'aqui
a pouco tua filha s r completamente des
tituida de formosura, o ninguem querer
casar com ella. .. O proprii Rene ha do
voltar-lho as costas.. se amas a tua filha,
ass'gna !
S a amo se a >aio exclamou o
Ligoello com o peito off-ganta.
E seguidamente, tenlo um movi men-
t convulsivo, ergueu a mao de sbito
para trajar o seu neme... O espirito ten
tador fazia retiir aos seus ouvidos urna
bolsa cheia de dhihein.
* Veja o que faz, raeu pai! disse
Yvonne co u voz angustiada. Vai assig-
nar a minha sentenj* de morte !
Y'vonne, respondeu o pobro velho :
lars a Rau a railo de esposa, e sr3 fe-
liz !
nssigne
t
meu
o Nunca I Nunca 1 n.lo
pai I Nao eons-iiurei que asstgne
B, ao mesmo tempo quo proouaciava
estas palavras com inti n 1 angustia, tonta
va atranci.r o estylete das raSos do velho ;
Sitanaz, porem, agarrou-lhe furiosamente
nos brajos, e Unjan 10 nos ares uus uivo*
ferozes, que so onvum cima do ruido Jas
oodaa e da tormenta, irMmessea-a violm-
tanente para lung do velho
e Assgna, hornera sera corajSo, pai
sem entraohas, que nilo queres resolver-te
a sacrificar a tua alma, quando vs que a
tua filha que urna dbil crianja, est
prompta a sacrificar por ti a sua ventura,
a sua vida! rugi o demonio t ntador.
Ah I e diz-'s tu que amas a tu 1 tilh. ? !
Nao, nilo... Quem ama generoso, a ta
s um eg nsta, um ovarde! !
L-gn-.llo lanjou raSo da bolsa r-pleta
de ouro, e coraejou a fizar a su.i assigaa-
tura com mao trmula e mal segura. [A
pooro Yvonne, porem, correu para a ex-
trcinidado do penhasco.
E' intil exclamou ella, no auge
da augusta. Nao assigne, meu pai !
a E precipitou-so do alto dos rochedos
para o mar. O pobre velho, vendo desap-
parecer a filha, soltou um grito agudo, e
cahio sem sentidos. O espirito das trevas
lanjou nos ares urna gargalhada estriden-
te, e bradou.
Ah I minha a alma da donzella !
Pobre Yvonne! interrompeu urna
das caraponezas limpanlo duas lagrimas,
grossas cora os punhos.
Pobre Y'vonne I repetirara algumas
fiaderas. Condemnara-se pelo suicidio s
penas eternas !
A vlha Jacquclina prosoguio com voz
grave :
Mas Deus bom e misericordioso !...
llene, acompanhado pelos habitantes da
povoajo, tinha-so dirigido para 09" ro-
chedos do Peamarc'h. Chegado quo foi
praia, avstou um objecto branco, que
fluctuava sobre as ondas irritadas. A' luz
de um relmpago reconhece o corpa da
pobre Yvonne. Seguindo 03 impulsos do
coracSo, Unjou-se corajosamente ao mar,
e comejeu a hitar enrgicamente contra
as vagas enfuiecidas, despresando o peri-
go de ser despedajado de encontr aos pe-
nhascos.
o alto da rocha, Satanaz segua com
o olhar 03 inauditos estorjos, que o gene-
roso Rene fazia para arrancar morte a
raulher amada.
A tormenta continuava a braroir fu-
riosamente : o vento sibilava ; os relmpa-
gos cortavam as nuvens de momento a
momento, e o trovao repercuta do roche-
do o s*:u estrondear eusurdejedor. Da s-
bito, porem, parti da praia um grito de
jubilo, que foi repetido por muitas vozs...
A este grito respondeu no alto do penhas-
co um silvo agudo, seguido pelo ruido
surdo de um corpo, que baqueava no mar
... Est salva Yvonne !
Kat iropestade cessou sbitamente :
e ve^to deixou ouvir o seu temeroso si-
billar ; o vlampago extinguio-se. no hori-
soute, e o trovao atfastou s3 para lon^e. ..
Ni meio daquella r pentiua calma ele.'ou-
se nos ares um fejvoroso canto religioso...
Os habitantes de Penmarc'h, ajoelhalosa
areia da praia, rendiam grajas ao Eterno
Dcjs por ter promettido, que o corajoso
Rene salvasse a pobre Y'vonne. ..
Emquanto a donzella era eonduzda
sem sentidos pora a povoajao, 03 carapone-
zas, guiados pelo clarSo do armte abando-
nado, desjoorem o corpo inanimado do ve-
lho Legoello, e levam-u'o tarabea para
longo daquella lugar maldito sem que se
atronara a tacar no fache infernal.
No dia inmediato porem toda a po-
voajao de Peninarck. se dirigi ao pe-
nhasco procissionalraente, levan to na fron-
te o rditor cara a croa aleada. O archota
foi lanjado para o mar, onde a chamraa,
no momento de s; extinguT, proluzio un
fumo ainarcllado o sulfreo.
1 II1 que n diga que as ondas nunca
ma arrojaram praia o archote infernal,
assim como tambera ha quem atfirme, que
ainda algura > noites brilha no meem o lu-
gar, oulo outr'ora foi encontrado. Eu pro-
prio julgo, que avistei esta noite o sea
avenm-lhado e fumoso darlo. Seja, po-
rem, como for, devo lizjr-vos o qu; lepoil
foi feito de Legoello e de Yuouue...
(Contina)
construccoes so nbnas e mudas, tornam-lh"
singularmente triste o aspect: ger.l.
A casa do saade do o lulist 1 polaco Gris
ki estava aqu*'lia ru .
Os uo.s-o- i i n- -s devem estar natural
m nte !-.nbr..d s le ter ouvido Angelo 'a-
roli e si-u amigo Annibul Gervasoni, fallar
do pola o (! do 8"u estabelecimento, por
ocesaioo da SUa entrevi,ta na c-rv-jaria da
esti lagcm los Ircts.
O cstabclecimonto em questo gosava de
grande reputijao o por cousequencia do
grande voga.
Oc.cupando se com a sua clientella, Griski
tinba tempo ain la para professar.
Alera dos qu artos commodos reservados
para os enfermos ricos o que pod'am pa-
gar caro, a casa tinha una vasta salron-
le os operarios eram a Imitados sem retri
buijao.
hra ahi bera como as consultas gratui
Ufl que o oculista fazia estudar os discpu-
los.
A sua reputajo era justificada
Deviu-a a muita sciencia adquirida, c,
sobretu lo, graude destreza, grande se-
gur.inja de mo, as opjrajoes as mais
diffieeis ; attrahindo sua casa urna clien-
tella brilhante e escolhida, que rauitos dos
seus '.ollegas menos favorjeidos invejavara.
Grisky fazia se notar por grande rude-
za, que quasi tocava as raas da brutalida-
de ; mas o seu mrito excepcional tudo lhe
fazia perdoar.
Apezar do seu mrito ia.'ontestavel ;
apezar da grande reputsjao do po'aco, a
casa coraejava, senao a periclitar, pelo
raeuos, a entrar no periodo da decadencia.
O oculista tinha setenta annos,
Depois de urna existencia do incessante
trabalho, a vista tornava-se menos vigorosa
c a mo menos firme.
D mais, como vulgarmente so diz: re-
cusava andar com o tempo.
Se nao ataca va como in.iteis e perigosos
os novos methodos da sciencia moderna,
nada podia decidl-o a adptalos.
Em resumo nito andava com o movimen-
to do secuto.
E elle conhecia-o perfeitamente.
Puroeba bjra quo era neeessario rejuve-
nescer o seu estabeleciraento, por uraa d-
reejao nova e vleme.
Mas recuava s com pensar admittir co-
mo successor, bornes cujos cstudos brilhan-
tcs e experiencia consummada, nilo lhe
nspirasse absoluta confianja.
Alm disso, Grisky, muito avarento,
quena receber ama avultada quantia vis-
ta pelo estabelecimento.
Era umi coadijao sinc qw non da ces-
sSo.
A igelo Proli, como j ouvirooa affir.nar
ao su amigo iinibal Gervasoni, tinha fei-
to uu tentativa junto do ocui;
Esre conhecia a sciencia e grande habi-
lidad > do italiano ; porm sabia que era
pobre.
Portante, nada tinha a tratar com elle ;
- menos que o mojo nilo rcesb -ss i algu a
h ranga imprevista ou quo nilo consegus"
se arranj ir um comraanditario rico.
xxvm
A casa oceupada pelo estabclecimente
do jadeo polaco, tinha pertencido, out'ora,
a uraa communidado religiosa.
As dimensSes eram grandes'.
A a construejocs desenhavara um quadri-
latoro, com um espajoso pateo no centro.
O corpo principal, cora fachada para a
ra da Saude, era reservado para os quar-
tis do director e para as salas de consul-
ta.
A3 coustruejocs do lado diieito e do la-
do esquerdo, coutinhara os quartos parti-
culares dos pensionistas era trataraento.
Os alojameutos dos empregados. a enfer-
mara g<"ral, que era chamada sala com-
mum, os difiranles servijos, t.aes come
pharmacia. banho, rouparia, lavandaria,
cosiiiha. et--., oecupavam a constucjilo do
fundo.
Por d;trs da casa, havia ra grande
jardim plantado de arvores seculares.
Alli reinava sempre o silencio e a som-
bra.
O estabelecimento pertencia a Grisky.
Quarenta annos antes, n'una pooa.em
que os trrenos de Pariz tinham pouco va-
lor, sobretu lo naquelle bairro, haviam p~
go muito barate aquella antiga casa reli-
giosa, que cobria um Jcspajo do mais de
seis mil metros. Ficou proprietario della
pela quantia de s>'sseata mil francos.
Viuvo e sem filhos, Grisky sentia anda
que tarde, a nostalgia do paiz natal.
Ambicionava ir acabar os ssus dias em
Varsovia, onde hava muitos annos elle em-
pregava o seu dinheiro em casas para alu-
gr- ,
Morrer em uraa dessaa casas, bem ea-
teudido o mis tarde possivel, eis o seu de-
sidertum.
(Continuarse ha)


>

Typ. do Diar, ra Duque d Caxias n. t.
I MtTHW I


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EO30P6ULJ_SP6X92 INGEST_TIME 2014-05-28T19:07:33Z PACKAGE AA00011611_19544
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES